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ADUBAÇÃO EM PLANTAS FRUTÍFERAS

HASSEN Y. NETO MELO, B.

Considerações Gerais

1. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Abacaxi:

2. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Acerola:

3. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Banana:

4. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Citros:

5. Coqueiro:

a)Calagem

b)Adubação

6. Goiaba:

a)Calagem

b)Adubação

7. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Mamão:

8. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

Manga:

Maracujá:

9. a)Exigências Nutricionais b)Calagem c)Adubação

SUMÁRIO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

o

A determinação das quantidades de fósforo e potássio a aplicar deve ser baseada nos resultados da análise do solo e das recomendações básicas para cada cultura. É necessário conhecer os níveis destes nutrientes que classificam os solos com alto, médio e baixo teor destes elementos. Se o solo apresentar NÍVEL BAIXO, aplica-se o TOTAL da adubação básica. Se for NÍVEL MÉDIO, aplicam-se DOIS TERÇOS da adubação básica. Para solos com NÍVEL ALTO, utilizar UM TERÇO da adubação básica;

o

É necessário que a quantidade de corretivos calculada seja distribuída e incorporada o mais profundamente possível em toda a área, por meio da aração e gradagem, na implantação do pomar. Em pomares já instalados, o calcário deve ser calculado para 10

cm

de profundidade e incorporado com gradagem superficial;

o

As

dimensões da cova para o plantio dependem das características da planta e das

características físicas e químicas do solo. Em solos de baixa fertilidade natural, a dimensão da cova deve ser a maior possível;

o

Os

adubos nitrogenados devem ser localizados na área de projeção da copa da planta e

aplicados levando-se em conta a umidade disponível no solo;

o

Os

adubos fosfatados pouco solúveis (fosfatos naturais, farinha de ossos), os adubos

potássicos, a matéria orgânica bem curtida e uma pequena quantidade complementar de corretivo (quando necessário), devem ser bem misturados com a terra de enchimento da cova. As covas devem ser preparadas com pelo menos dois meses de antecedência ao plantio. Os fosfatados solúveis em água devem ter uma aplicação mais localizada, sem uma incorporação muito profunda;

o

Sugere-se usar metade da dose de P2O5 na forma de fosfato natural, com base no teor de P2O5 solúvel;

o

O boro e o zinco têm sido os micronutrientes que, com maior freqüência, se encontram

em

situação de deficiência em culturas nos solos sob vegetação de cerrado;

o

O uso de estercos curtidos é recomendável, bem como o uso de adubos verdes.

ABACAXI

Fonte: www.agrov.com.br

a) Exigência nutricional

O potássio, maior responsável pela qualidade do abacaxi, é também o nutriente mais exigido em

termos de quantidade, seguido pelo nitrogênio, cálcio, magnésio, enxofre e fósforo. O potássio

aumenta o teor de sólidos solúveis totais e a acidez, aumentando, também, o peso médio e o diâmetro do fruto. Na Côte d’Ivoire, tem-se aplicado cloreto de potássio antes da indução floral, para minimizar o problema de escurecimento interno. Enfim, a ação do potássio e dos cátions sobre o rendimento converge para a melhoria da qualidade. Quanto ao nitrogênio, também a época de aplicação e a forma disponível do elemento podem exercer influências sobre o fruto. A colocação do adubo nitrogenado logo após a diferenciação floral não surte efeito sobre a qualidade do fruto, mas quando aplicado nos dois meses seguintes, podem-se obter maior peso do fruto e diminuição da acidez, sobretudo, quando o suprimento do elemento na fase vegetativa foi insuficiente. Quanto à forma, os nitratos apresentam a tendência de diminuir a acidez e antecipar a colheita dos frutos.

O cálcio e o magnésio podem exercer influência sobre o aroma dos frutos. Também há relatos de

que suprimentos adequados de cálcio podem diminuir a incidência da mancha-negra-do-fruto ou

tâches noires, causada principalmente pelo patógeno Penicillium funiculosum, em razão da sua ação na resistência da parede celular.

O fósforo melhora a qualidade dos frutos, aumentando-lhes o teor de vitamina C, a firmeza da

polpa e o seu tamanho. Mas, como o fósforo intervém na assimilação do K, a aplicação dos

adubos fosfatados em solos deficientes desse elemento proporciona efeito inverso ao citado.

O enxofre é responsável pelo equilíbrio entre a acidez e os açúcares no fruto dando-lhe sabor. A

deficiência desse elemento, além de prejudicar as propriedades gustativas, faz os frutos ficarem

pequenos, ocorrendo o amadurecimento do ápice para a base, o que deixa o fruto com um buraco central.

Os micronutrientes obedecem à seguinte ordem decrescente de exigência: ferro, manganês,

zinco, boro, cobre e molibdênio, sendo que os que exercem maior influência na frutificação são o

boro, o ferro e o zinco. Na deficiência de boro, os frutos ficam pequenos, com coroas múltiplas e

acentuada separação dos frutilhos. Deficiência de ferro provoca a cor avermelhada do fruto, com

coroa clorótica e possível adiantamento da maturação; excesso de ferro pode causar a

translucidez da polpa. O pescoçotorto (crookneck), que é o curvamento da parte apical do fruto,

aparece devido à deficiência combinada de cobre e cálcio em solos turfosos ou arenosos. A

rachadura (cracking) aparece por causa da deficiência de boro ou aplicação de nitrogênio no final

do período de formação do fruto.

b) Calagem

Aplicação da quantidade de calcário recomendada pelo método do Al e do Ca + Mg

trocáveis, considerando que:

Y

= variável em função da textura do solo

X

= 2

mt = 15%

c) Adubação

Produtividade esperada: 50t / ha.

Espaçamento: 0,90 a 1,20 m entre linhas x 0,40 m entre linhas duplas x 0,30 m entre plantas.

 

Disponibilidade de P 17

Disponibilidade de K 17

 

Dose de N

baixa Dose de P 2 O 5

média

boa

baixa Dose de K 2 O

média

boa

 

g / planta

9

3

2

1

15

10

5

o

Se a análise de solo indicar teores de P e K baixos, usar total da adubação; se médios,

usar dois terços da adubação; se bons, aplicar um terço da adubação indicada.

o

Usar o sulfato de potássio como fonte de K.

o

Sempre que possível, deverá ser utilizada matéria orgânica no sulco de plantio, nas doses

de 20 quilos de esterco de curral ou 4 quilos de torta de mamona por 10 m lineares de

sulco.

o

Cobertura: aplicar o restante do N e do K 2 O divididos em duas doses, sendo o último,

um terço no final das chuvas do ano seguinte, bem próximo às plantas, na linha de plantio.

o

Adubação da soca: repetir a adubação, aplicando adubo na axila das folhas velhas

ACEROLA

Fonte: www.agrov.com.br

a) Exigência nutricional

Os poucos estudos existentes indicam ser a acerola uma planta quantitativamente pouco exigente em nutrientes. Os elementos químicos que mais limitam a produção são o N, K e Ca

b) Calagem

Durante o preparo do solo para o plantio deverá ser feita uma calagem com calcário dolomítico,

procurando assegurar uma saturação por bases da ordem de 70%. Essa calagem deverá ser repetida sempre que a análise do solo revelar uma saturação por bases inferior a 60%.

c) Adubação Adubação de Plantio:

o As covas de plantio deverão ser adubadas com 30 litros de esterco de curral, 1,5 litro de torta de mamona, 200 gramas de calcário dolomítico e 500 gramas de superfosfato simples. Os adubos devem ser bem misturados com a terra, usando -se a mistura para reenche-las. Adubação de produção:

o

o

o

o

o

No período de frutificação (setembro a março) 40 a 140 Kg/ha de N, de acordo com a

meta de produtividade (de 15 a 40 t/ha), e com base nos teores de P e K, 20 a 140 Kg/ha de P2O5 e 40 a 260 Kg/ha de K2O por ano, em três aplicações.

Pulverizar anualmente na primavera e no verão, com solução contendo no litro: 5 g de

uréia, 3 g de sulfato de zinco e 1 g de ácido bórico.

Adubação de formação:

No primeiro e no segundo anos, adubação nitrogenada em cobertura na dose de 60 a 120

g de N por planta, e de acordo com a análise de solo, 0 a 120 g/cova de P2O5 e 40 a 160 g/cova de K2O, em três aplicações anuais (no início, meado e fim da época das chuvas).

No terceiro ano, aplicar 180 g/cova de N, e de acordo com a análise de solo, 90 a 180

g/cova de P2O5 e 120 a 240 g/cova de K2O.

Adubação de cobertura:

Recomenda-se a aplicação das quantidades anuais de fertilizantes indicadas no quadro,

calculadas para solos com teores baixos de fósforo e potássio.

IDADE

N

P

2 O 5

K

2 O

Primeiro ano

60

 

75

150

Segundo ano

150

187,5

375

Terceiro ano

200

250

500

Quarto ano em diante

200

 

125

500

Quantidades anuais de fertilizantes em função da idade da planta, em gramas de nutrientes por planta.

o

o

o

o

Estas quantidades deverão ser divididas em quatro parcelas aplicadas no período chuvoso

do ano, sendo que o fósforo poderá ser todo aplicado em uma só vez, preferivelmente em abril, na forma de produto solúvel, como o superfosfato ou termofosfato.

Esta aplicação será feita em cobertura, na área de concentração das raízes absorventes, ou seja, em uma faixa de aproximadamente 30cm ao redor da planta, ficando 2/3 sob a projeção da copa e 1/3 fora dela nos primeiros dois anos de vida do pomar.

Do quarto ano em diante, os fertilizantes serão aplicados em uma faixa de 50cm de largura e dois metros de comprimento, ao lado das plantas e na projeção de sua copa.

Adubação orgânica:

A adubação orgânica é importante para a cultura, não só porque a planta responde bem às

adições deste produto mas também porque solos com teores elevados deste componente

dificultam a proliferação, a níveis elevados, de nematóides fitófagos. Por estas razões é importante a adição, uma vez por ano, de pelo menos 20 litros de esterco de curral bem curtido por planta.

Adubação com micronutrientes:

o Durante o período de safra, deverão ser feitas, a cada 60 dias, aplicações foliares com

uma fórmula fertilizante preparada com sulfato de zinco a 0,3% e ácido bórico a 0,1%.

BANANA

Fonte: www.agrov.com.br

a) Exigência nutricional

A bananeira necessita de adubação abundante, não só porque retira grandes quantidades de

nutrientes do solo, como também muitos solos onde é cultivada são ácidos e pobres em nutrientes. O nitrogênio (N) é importante na fase de crescimento vegetativo e de "lançamento"

do

cacho quando ocorrem as maiores demandas. Deve ser aplicado 30 a 45 dias após o plantio,

na

forma de uréia ou sulfato de amônio. Por ocasião da "engorda" dos frutos é maior a demanda

de

potássio(K) que é importante para produção de frutos de qualidade. Iniciar sua aplicação no

terceiro ou quarto mês após o plantio.

Retirada de nutrientes por tonelada de cacho (aproximada)

N

K

2 O

CaO

P

2 O 5

MgO

2 kg

6,4 kg

0,4 kg

0,6 kg

0,9 kg

Quanto aos micronutrientes, torna-se interessante a aplicação de fertilizantes fornecedores de

zinco, cobre, boro, ferro e outros .

b) Calagem

Aplicação de calcário dolomítico na quantidade recomendada pelo método do Al e do Ca +

Mg trocáveis, considerando que:

Y = variável em função da capacidade tampão da acidez do solo

X = 3

mt = 10%

Na calagem, antes do plantio, recomenda-se utilizar calcário dolomítico com um mínimo de 16%

de MgO, com o objetivo de evitar o desequilíbrio em Ca, Mg, e K que pode provocar um

problema fisiológico ("azul da bananeira"), o que pode anular por completo a produção.

c) Adubação

Produtividade esperada: 10t / ha.

Espaçamento: 4,0 a 5,0 m x 2,0 m.

Adubação de plantio:

 

Disponibilidade de P 17

Disponibilidade de K 17

 

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g /cova

120

80

40

90

60

30

o

Recomenda-se misturar à terra de enchimento da cova e aos fertilizantes 20 L de esterco

de curral, 5 L de esterco de galinha ou 2 L de torta de mamona, 60 dias antes do plantio e

100 g de calcário dolomítico para cada tonelada aplicada na área total.

o

Sugere-se usar metade da dose de P 2 O 5 na forma solúvel em água e metade na forma de

fosfato natural, com base no teor de P 2 O 5 disponível.

Adubação de crescimento e frutificação:

Planta Mãe

 

Disponibilidade de K 17

 

Épocas de Parcelamento

Dose de N

baixa

média

boa

 

Dose de K 2 O

 

g /planta

 

A

20

0

0

0

B

80

180

120

60

C

140

240

160

80

Total

240

420

280

140

o

Época de realização dos parcelamentos:

A - pegamento da muda

B - dois meses após (A)

C - aparecimento da inflorescência

Planta Filha

 

Disponibilidade de P 17

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g / planta

A 60

60

40

20

0

0

0

B 40

0

0

0

120

80

40

Total

100

60

40

20

120

80

40

o

Época de realização dos parcelamentos:

A - quando da realização da colheita da planta mãe

B - dois meses após (A)

o

Sempre que possível, aplicar 10 L de esterco de curral por touceira, a cada ano.

o

Quando a análise de solo encontrar teores de P ou de K baixos, aplicar o total da

adubação; se médios, aplicar dois terços da adubação; se bons, adicionar um terço da

adubação estabelecida.

CITROS

Fonte: www.agrov.com.br

a) Exigência nutricional

Podemos começar a entender melhor o comportamento da planta cítrica através das exigências nutricionais desta cultura, ao longo de suas fases fenológicas. Por exemplo, sabemos que durante os primeiros meses de crescimento dos frutos o potássio é um nutriente crítico, ou seja, sua carência nesta fase pode reduzir a produtividade final. O fósforo tem um comportamento distinto, sendo requerido em maiores quantidades pela planta no período compreendido entre o início do desenvolvimento da vegetação da florada e o início do crescimento dos frutinhos. Devemos lembrar de que muitos dos efeitos dos nutrientes no crescimento e na produtividade das plantas são causados, primeiramente, por sua influência no balanço dos fitohormônios na planta. Esse é um assunto realmente fascinante e que ainda demanda estudos; como exemplo de algumas importantes descobertas nessa área, temos: a participação do zinco na produção de auxinas (fitohormônios de crescimento), a redução da produção de etileno na planta pela ação do cálcio, entre outros.

b) Calagem

Aplicação de calcário calculando a quantidade para elevar a saturação por bases a 70%, ou pelo critério do Al e do Ca + Mg trocáveis, considerando que:

Y = variável em função da capacidade tampão da acidez do solo X = 3 mt = 5%

Os citros apresentam uma característica em comum em relação à maioria das plantas cultivadas, ou seja, a de possuírem mais cálcio em seus tecidos do que outros nutrientes, até mesmo mais que nitrogênio (Chapmam & Kelly, 1943). Portanto, é de se esperar melhor desenvolvimento para estas espécies em solos com pH corrigido, pois nessas condições a disponibilidade deste elemento é mais elevada. Por outro lado, a maioria dos solos brasileiros apresenta condições de

acidez particularmente acentuada nas regiões de cerrado (Malavolta, 1985). Estes solos ácidos caracterizam-se por apresentar, entre outras propriedades:

o

Pouco cálcio e magnésio

o

Altos teores de alumínio e manganês

o

Menor disponibilidade de macronutrientes

o

Menor mineralização da matéria orgânica

o

Maior fixação de fósforo

o

Maior disponibilidade de micronutrientes, exceto cloro e molibdênio

Além de serem ácidos em condições normais, esses solos quando submetidos à prática da

adubação registram um aumento da acidez em termos de íons H e Al. Os primeiros são resultados da nitrificação e os últimos da troca efetuada entre o potássio dos adubos e o alumínio da fase lábil. Desta forma, a calagem, quando comprovada sua necessidade, traz ganhos ao citricultor, sobretudo por aumentar sua produtividade e melhorar a qualidade da produção, por agregar uma série de vantagens agronômicas como:

o

Fornece cálcio e magnésio como nutrientes

o

Diminui ou elimina a toxicidade do alumínio e do manganês

o

Aumenta a disponibilidade dos macronutrientes

o

Promove maior crescimento das raízes das plantas

o

Diminui a fixação do fósforo

o

Melhora a ação microbiana do solo

o

Aumenta o percentual de sólidos solúveis nos frutos

o

Proporciona frutos maiores

Para implantação de pomares, a calagem, via de regra, é realizada em área total, o que é interessante, uma vez que esta tem caráter corretivo e que esta etapa de preparo de solo é o melhor ou o único momento que se tem para promover a melhor interação calcário/solo. A operação de plantio dos citros poderia ser outra oportunidade de colocação do calcário, sendo aplicado após o sulco aberto, com a finalidade de fornecer cálcio e magnésio como fontes de nutrientes. Para pomares já implantados, a recomendação usual quanto ao modo de aplicação do calcário é sua distribuição a lanço em área total no pomar. Todavia, a posição do plantio define as linhas com respectivas projeções de copa e entrelinhas, as quais, no decorrer do manejo do pomar, acabam recebendo manejo diferenciado, principalmente na adubação e no controle das ervas daninhas e pragas. Essa situação é pertinente a esta discussão, pois as adubações são aplicadas de

forma localizada na projeção da copa, da mesma forma que as aplicações de enxofre para controle de ácaros, as quais conduzem a maior acidificação do solo. Dessa forma, o processo de acidificação do solo ocorrerá em posições distintas dentro do pomar, principalmente para as adubações nitrogenadas conforme observado por Luz (1995). Uma alternativa interessante seria a aplicação do calcário numa região onde o potencial de reação é maior, além de possibilitar melhor aproveitamento pelas raízes.

c) Adubação:

Produtividade esperada: 25 t / ha Espaçamento: 8,0 x 5,0 m em média, variável de acordo com a variedade , porte, fertilidade do solo e manejo da cultura.

Adubação para formação de mudas:

Na sementeira convencional:

o

Usar 50 g/m ² de P 2 O 5 no sulco de semeadura, ou 1.300 g/m³ de P 2 O 5 incorporado no

substrato; o substrato deve ter, preferencialmente textura média e teor médio de matéria orgânica.

o

Somente quando necessário, aplicar 1 L m² de solução com 1 g/L de N em forma de

nitrato, após o desbaste. A irrigação deve ser repetida depois de 45 dias, com a solução 2 g/L de N. No viveiro:

o

Fazer a calagem de acordo com análise do solo.

o

Antes da repicagem, aplicação de 20 g de P 2 O 5 por m de sulco.

o

Ao sinal de pegamento dos porta-enxertos repicados, aplicação de 300 g de esterco de galinha curtido por m incorporado entre plantas.

o

Entre o vingamento do porta-enxerto e a época da enxertia, aplicar, três vezes, 4 g de N por m de sulco.

o

Pulverização foliar com solução 2 g/L de N a partir de um mês depois do pegamento do porta-enxerto. Repetir a pulverização de 20 em 20 dias, mais quatro vezes, aumentando a concentração da solução até 4 g/L. De preferência, utilizar nitratos.

Tubetes:

o Os tubetes (com 60 a 80 cm³ de capacidade) são cheios com substrato e usados para

semear as sementes do porta-enxerto, que permanecem neles até a repicagem (12 cm de

altura).

o

O substrato ideal é rico em nutrientes, com elevada CTC, tem baixa densidade, boa

capacidade de retenção de água, aeração e drenagem, boa coesão entre as partículas ou

aderência junto às raízes, é leve e, de preferência, estéril.

o

Deve-se usar 1.300 g de P 2 O 5 por m³ de substrato.

o

Depois do primeiro raleamento aplicar, a cada 10 dias, 10 mL por tubete de "solução de

arranque" (10 g de MAP + 5 g de nitrato de potássio + 1,2 g de cal hidratada por litro de

solução).

Citropotes:

o

Os citropotes (com 6 dm³ de capacidade) são usados para a repicagem dos porta-enxertos,

para a enxertia e formação final da muda com "haste única", que deve acontecer 12 meses

desde a semeadura dos porta-enxertos.

o

O substrato do citropote deve ter as mesmas características daquele usado nos tubetes.

o

Utilizar 1.300 g de P 2 O 5 por m³ de substrato.

o

A "solução de arranque" usada nos tubetes deve ser aplicada desde o pegamento do porta-

enxerto até a enxertia.

Adubação da lavoura:

Adubação de plantio e pós-plantio:

 

Disponibilidade de P 17

Épocas de

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

Parcelamento

 

g / cova

Plantio

Outubro

0

120

80

40

Pós-plantio

Outubro

5

0

0

0

Novembro

5

0

0

0

Janeiro

10

0

0

0

Março

5

15

10

5

Total

25

135

89

45

o

Adubação orgânica: 20 L de esterco de curral ou 8 L de esterco de galinha

curtidos, por cova, 60 dias antes do plantio.

o

No plantio, aplicar dois terços do P na forma solúvel em água e um terço na forma

de fosfato natural reativo, com base no teor de fósforo disponível.

o

Adubação nitrogenada: a primeira aplicação de N é feita aos primeiros sinais de

brotação das mudas.

Adubação de cobertura: primeiro ao terceiro ano pós-plantio

1° ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Setembro

20

0

0

0

0

0

0

Novembro

20

30

20

10

0

0

0

Janeiro

30

0

0

0

15

10

5

Abril

0

0

0

0

15

10

5

Total

70

30

20

10

30

20

10

2º ano pós-plantio

 
 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Setembro

40

0

0

0

0

0

0

Novembro

40

90

60

30

0

0

0

Janeiro

50

0

0

0

30

20

10

Abril

0

0

0

0

30

20

10

Total

130

90

60

30

60

40

20

3º ano pós-plantio

 
 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Setembro

40

0

0

0

0

0

0

Novembro

60

90

60

30

0

0

0

Janeiro

60

0

0

0

30

20

10

Abril

0

0

0

0

60

40

20

Total

160

90

60

30

90

60

30

o

Depois do plantio, de três em três anos, tira-se uma amostra composta da área adubada e

outra do centro das entrelinhas das plantas, para verificar a necessidade de calagem.

 

o

Os adubos devem ser aplicados quando o solo estiver úmido.

 

o

Adubação potássica: quando o porta-enxerto for "Cleópatra", aplicam-se apenas 30

g/planta de K 2 O por ano durante esses três anos.

 

o

Adubação fosfatada: usar um terço do P 2 O 5 como fosfato natural ou equivalente, com

base no teor de P 2 O 5 disponível.

Adubação de cobertura: do quarto ao sexto anos pós-plantio e anos seguintes

4º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Estádio de

Dose

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

desenvolvimento

de N

 

g

/ planta

A 60

0

0

0

0

0

0

B 80

150

100

50

0

0

0

C 100

0

0

0

0

0

0

D 0

0

0

0

90

60

30

Total

240

150

100

50

180

120

60

5º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Estádio de

Dose

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

desenvolvimento

de N

 

g

/ planta

A 80

0

0

0

0

0

0

B 140

210

140

70

0

0

0

C 120

0

0

0

120

80

40

D 0

0

0

0

120

80

40

Total

340

210

140

70

240

160

80

6º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

Disponibilidade de K 17

Estádio de

Dose

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

desenvolvimento

de N

g / planta

A 80

0

0

0

0

0

0

B 160

150

100

50

0

0

0

C 140

0

0

0

150

100

50

D 0

0

0

0

150

100

50

Total

380

150

100

50

300

200

100

Adubação de cobertura, suplementar: do sexto ano pós-colheita e anos seguintes:

o Estas adubações devem ser aplicadas em adição à adubação do 6º ano e anos posteriores

e calculadas por caixa, quando a produção for superior a 3 caixas de 30,8 kg por planta.

Adubação suplementar 1 - para laranjeiras, pomeleiros, limeiras e limoeiros.

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Estádio de

Dose

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

desenvolvimento

de N

 

g

/ planta

A 0

0

0

0

0

0

0

B 0

30

20

10

0

0

0

C 0

0

0

0

0

0

0

D 80

0

0

0

90

60

30

Total

80

30

20

10

90

60

30

Adubação suplementar 2 - para tangerineiras

 
 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Estádio de

Dose

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

desenvolvimento

de N

 

g

/ planta

A 0

0

0

0

0

0

0

B 0

30

20

10

0

0

0

C 0

0

0

0

0

0

0

D 60

0

0

0

60

40

20

Total

60

30

20

10

60

40

20

o

Estádios: A - dias antes da floração (agosto); B - logo após a queda das pétalas; C

- frutos em crescimento; D - frutos de vez.

 

o

Dose dos nutrientes: recomendadas em função da expectativa de produção de 3

caixas de 40,8 kg por planta, da idade da planta, do estádio vegetativo e com base

nos teores determinados pela análise do solo.

o

Adubação nitrogenada: as doses são indicadas pelo resultado da análise foliar;

retira-se 100 folhas com pecíolo, de 4 a 7 meses de idade, sem rasgaduras, marcas de pragas e/ou doenças, de tamanho homogêneo, da parte média dos ramos terminais, sem frutos e do surto primaveril. A amostra composta (100 folhas) é tirada de dez amostras simples, de 30 folhas cada, para o talhão ou quadra de plantas. A folha é retirada de cada planta ao acaso, alternando-se as posições na planta de acordo com os quadrantes e a uma altura de 1,50 a 1,70 m. tendo-se 2,4 a 2,7 dag/kg de N, aplica-se o total da dose recomendada no quadro; para cada 1 décimo acima de 2,7 dag/kg, diminui-se 60 g de N do total; para cada 1 décimo abaixo de 2,4 kg, aumenta-se 30 g na quantidade de N indicada no quadro.

o

A deficiência de magnésio, muito comum nos citros, pode ser prevenida com a

aplicação de corretivos contendo esse nutriente. Quando a deficiência persistir, e for urgente a correção, aplica-se sulfato de magnésio (4 g/L) por via foliar.

o

Em solos com baixa disponibilidade de fósforo ou de potássio, usa-se o total da

adubação; se médios, aplicar dois terços da adubação; se bons, adicionar um terço da adubação estabelecida na tabela.

o

Micronutrientes: a carência de boro pode ser corrigida com a aplicação ao solo de

bórax, na dose de 80 g/planta; constatando-se a deficiência de zinco e manganês, utiliza-se, por via foliar, solução cuja concentração final não ultrapasse os 15 g/L de sais, pulverizada a alto volume com espalhante adesivo (o estádio ideal para isso é quando as brotações estiverem com um terço do tamanho final e o solo úmido).

Adubação orgânica:

o

Recomendam-se

tanto

as

aplicações

de

estercos

curtidos

quanto

o

uso

de

adubação verde.

a) Calagem

COCO

Fonte: www.agrov.com.br

Calagem e adubação: elevar o índice de saturação por bases para 60%, usando sempre calcário dolomítico, na dose indicada pela análise de solo e aplicando em toda área.

c) Adubação

As adubações devem ser efetuadas, de acordo com a análise química do solo, análise foliar e idade da planta.

Adubação para formação de mudas:

Repicagem em recipientes plásticos:

o

Os recipientes são de polietileno preto, de 0,2 mm de espessura e dimensões de 40 X 40cm para anões e 60 X 60cm para a variedade gigante, apresentando furos na extremidade inferior, para escoamento do excesso de água.

o

Para 1 m³, misturar 35 latas de 20 litros de terra de superfície, 15 latas de 20 litros de

esterco de curral curtido, 2,5 kg de superfosfato simples e 0,5 kg de cloreto de potássio. Peneirar a terra e o esterco antes da mistura. Após a mistura umedecer e deixar descansar por 30 dias, a fim de evitar qualquer fermentação.

o Com relação à adubação nitrogenada, recomenda-se aplicação, 30 dias após o

transplante , de 20 gramas de nitrocálcio (22% N) ou similar; 90 dias após o transplante, 50 gramas de nitrocálcio (22%N) ou similar .

Repicagem em viveiro

o Um mês após a repicagem, as novas raízes emitidas estão aptas para absorver

elementos nutritivos do solo. Recomenda-se, assim, efetuar adubação com a fórmula 15-10-15 nas seguintes dosagens:

30

dias - 30 gramas

90

dias - 100 gramas

Adubação de plantio e pós-plantio:

o

As covas deverão ser preparadas um mês antes do plantio, sendo seu tamanho

mínimo de 60 x 60 x 60 cm. Para o enchimento usam-se 20 litros de esterco de curral ou equivalente; 800 gramas de superfosfato simples, 200 gramas de cloreto de potássio e 200 gramas de calcário dolomítico e ainda, se o solo for deficiente em boro, acrescentar 15 gramas de bórax. Todo esse material deverá ser bem misturado com a terra de superfície, e a seguir, enche-se as covas, efetuando leve compactação com os pés.

o

Após o plantio, de maneira geral, podem ser feitas as seguintes adubações:

Dias após o plantio

Gramas de nitrocálcio (22%) ou equivalente

30

50

90

100

150

150

De forma geral, a adubação pode seguir conforme especificado no quadro abaixo.

 

1ª ADUBAÇÃO

2ª ADUBAÇÃO

3ª ADUBAÇÃO

4ª ADUBAÇÃO

 

Super

             

Nitrocálcio

simples

KCl

Nitrocálcio

KCl

Nitrocálcio

KCl

Nitrocálcio

KCl

22% N

20% P2O5

60% K2O

22% N

60% K2O

22% N

60% K2O

22% N

60% K2O

 

g/planta

1º ano

400

300

150

400

150

400

150

400

150

2º ano

500

900

200

500

200

500

200

500

200

3º ano

700

1.200

250

700

250

700

250

700

250

4º ano

800

1.500

300

800

300

800

300

800

300

5º ano

900

2.000

350

900

350

900

350

900

350

6º ano

1.000

2.000

400

1.000

400

1.000

400

1.000

400

em diante

o

Primeira adubação - no início das chuvas; segunda adubação - 60 dias após a primeira;

terceira adubação - 60 dias após a segunda; quarta adubação - 60 dias após a terceira.

o

Aplicam-se os adubos espalhados ao redor da planta, em círculos crescentes, de acordo

com a idade do coqueiro.

o

O coqueiro responde bem à adição de cinzas de madeira e palha (resíduo de benefício)

por serem ricas em potássio, podendo ser colocadas de 20 a 40 litros ao ano, por coqueiro, bem como a adubos orgânicos como esterco de curral (20 a 40 kg), esterco de galinha (5 a 10 kg), torta de mamona (3 a 5 kg).

a) Calagem

GOIABA

Fonte: www.agrov.com.br

Aplicação da quantidade de calcário dolomítico na quantidade recomendada pelo método do Al e do Ca + Mg trocáveis, considerando que:

Y = variável em função da capacidade tampão da acidez do solo X = 3 mt = 5% ou na quantidade necessária para elevar a saturação por bases a valores próximos de 70%.

o

Na implantação dos pomares, a calagem deve ser realizada com antecedência de 2 a 3

meses antes do plantio das mudas aplicando-se o corretivo uniformemente, em área total e incorporado o mais profundo possível, aplicando-se metade da aração e a outra após a mesma.

o

Em pomares já instalados, a aplicação do calcário deve ser feita em área total, no final da colheita, sem incorporação.

c) Adubação

Adubação de plantio e pós-plantio:

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Plantio

Outubro

0

90

60

30

30

20

10

Pós-plantio

Outubro

20

0

0

0

0

0

0

Janeiro

40

0

0

0

30

20

10

Março

20

0

0

0

30

20

10

Total

80

90

60

30

90

60

30

o

Recomenda-se misturar à terra de enchimento da cova e aos fertilizantes, 60 dias antes do

plantio, 20 L de esterco de curral ou 5 L de esterco de galinha ou 2 L de torta de

mamona; adicionar também 100 g de calcário dolomítico para cada tonelada aplicada em

área total.

 

o

Sugere-se o uso de metade da dose de P 2 O 5 na forma de fosfato solúvel em água e metade

na forma de fosfato natural reativo, com base no teor de P 2 O 5 disponível.

 

o

A primeira adubação em cobertura deve ser feita depois do pegamento das mudas.

 

Adubação de crescimento e formação:

1º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Outubro

20

90

60

30

0

0

0

Janeiro

40

0

0

0

60

40

20

Abril

20

0

0

0

30

20

10

Total

80

90

60

30

90

60

30

2º ano pós-plantio

 
 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ cova

Outubro

60

90

60

30

0

0

0

Janeiro

40

0

0

0

60

40

20

Abril

20

0

0

0

60

40

20

Total

120

90

60

30

120

80

40

Adubação de produção

 

3º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g / cova

Outubro

30

120

80

40

0

0

0

Janeiro

100

0

0

0

90

60

30

Abril

20

0

0

0

60

40

20

Total

150

120

80

40

150

100

50

o

A cada três anos, usar adubo orgânico.

o

Eventuais deficiências de micronutrientes deverão ser supridas de acordo com as

necessidades.

o

A adubação fosfatada deve ser feita, preferencialmente, de forma localizada e em

profundidade.

o

Em solos com baixa disponibilidade de fósforo ou de potássio, usa-se o total da

adubação; se médios, aplicar dois terços da adubação; se bons, adicionar um terço

da adubação estabelecida na tabela.

Adubação verde

o A adubação verde pode trazer muitos benefícios quanto ao aumento no teor de

matéria orgânica do solo (bastante favorável à cultura), bem como a fixação de

nitrogênio de leguminosa como feijão guandu (alta fixação de N e boa

estruturação de solo), Lab-Lab, feijão de porco, crotalária (tem efeito alelopáticos

sobre algumas plantas daninhas e boa fixação de N), entre outras. É importante

lembrar que o material deve ser roçado no final do outono.

Adubação Foliar

o

A finalidade da adubação foliar é a correção imediata das deficiências, servindo

como um complemento da adubação via solo, onde são utilizados principalmente micronutrientes, os quais encontram-se em quantidades muito pequenas nos solos, e em alguns casos não apresentam eficiência via solo tão boa quanto via foliar. Os macronutrientes também podem ser usados neste tipo de adubação como complemento da adubação NPK via solo, visando fornecer estes nutrientes em épocas de elevada exigência das culturas.

o

Os principais micronutrientes aplicados via foliar em goiabeira são boro e zinco,

utilizados na forma de ácido bórico a 0,06% e sulfato de zinco a 0,5%. As aplicações devem ser realizadas duas vezes ao ano, uma no início da primavera e outra após o florescimento, qualquer que seja a idade da planta.

o

Na adubação foliar pode-se utilizar também fertilizantes foliares quelatizados,

como os micronutrientes metálicos (Zn, Cu, Fe, Mn), bem como por boro na forma de compostos orgânicos. As principais vantagens da utilização do micronutriente quelatizado são: facilidade de manuseio, compatibilidade entre os produtos, não ocorrência de reações indesejáveis no tanque, não entupimento dos bicos de pulverização e maior eficiência de absorção e translocação desses nutrientes na planta.

o

Os agentes quelantes mais usados na adubação foliar são à base de EDTA, HEDTA, aminoácidos e lignosulfonatos.

MAMÃO

a) Exigência nutricional

Fonte: www.agrov.com.br

Segundo Jauhari & Singh (1971), o nitrogênio tem um efeito acentuado no desenvolvimento do mamoeiro, e o potássio proporciona maiores teores de açúcares e sólidos solúveis e totais no

fruto. Awada & Long (1977), no Havaí, observaram que a adubação com fósforo aumenta

grandemente a fixação dos frutos, principalmente quando as adubações são iniciadas antes do

florescimento. A adubação orgânica e a adubação verde também têm mostrado efeitos positivos

sobre o desenvolvimento do mamoeiro.

Extração e Exportação de Nutrientes

o O acúmulo de matéria seca pela parte aérea do mamoeiro é crescente e constante,

atingindo ao final do primeiro ano de cultivo uma produção em torno de quatro toneladas

de matéria seca por hectare para uma população média de 1.650 plantas (Cunha, 1979).

As quantidades de nutrientes extraídas pela parte aérea estão mostradas no quadro abaixo.

Extração de nutrientes pelos órgãos aéreos do mamoeiro, em cultura de 1 ano (1.650 plantas/ha)

Macronutrientes

Kg/ha

Micronutrientes

g/ha

N

110,1

B

122,4

P

10,4

Cu

33,0

K

103,6

Fe

379,2

Ca

40,9

Mn

246,0

Mg

17,0

Mo

0,2

S

12,0

Zn

131,5

FONTE: Cunha (1980).

Nutrientes exportados pela colheita de frutos, em gramas por tonelada de peso fresco

Referência

Awada & Suehisa

Hiroce et al

Cunha

 

(1970)

(1977)

(1979)

Localidade

Malama-Ki

Waimanalo

Estado de

Estado de

s

(Havaí)

(Havaí)

São Paulo

São Paulo

Nutriente

g/t

g/t

g/t

g/t

s

N

1.840,0

1.809,0

1.703,0

1.770,0

P

248,0

254,0

252,0

200,0

K

2.246,0

2.685,0

1.226,0

2.120,0

Ca

451,0

730,0

231,0

350,0

Mg

262,0

254,0

221,0

180,0

S

-

-

145,0

200,0

B

-

-

0,9

1,0

Cl

-

-

221,0

-

Cu

-

-

0,3

0,3

Fe

-

-

2,6

3,4

Mn

-

-

0,9

1,8

Mo

-

-

0,005

0,008

Zn

-

-

1,0

1,4

FONTE: Cunha (1980)

Marcha de Absorção de Nutrientes

Segundo Cunha (1979), o acúmulo de matéria seca na parte aérea do mamoeiro não é afetado por

variações climáticas durante o primeiro ano da cultura. A extração de nutrientes pela parte aérea

é

crescente durante o primeiro ano. O fruto apresenta dois períodos de maior desenvolvimento:

o

primeiro durante os três meses após a abertura da flor e o segundo durante os trinta dias que

antecede a colheita.

b) Calagem

Aplicação da quantidade de calcário recomendada pelo método do Al e do Ca + Mg

trocáveis, considerando que:

Y = variável em função da capacidade tampão da acidez do solo

X = 3,5

mt = 5%

ou para elevar a saturação por bases a 80%.

c) Adubação

Produtividade esperada: 50 t/ha

Espaçamento: 2,0 a 3,0 (1.667 plantas/ha)

Adubação de plantio e pós-plantio:

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g / cova

Plantio

Outubro

0

60

40

20

30

20

10

Pós-plantio

Outubro

20

0

0

0

0

0

0

Janeiro

20

0

0

0

60

40

20

Fevereiro

20

0

0

0

0

0

0

 

Abril

40

0

0

0

0

0

0

Total

100

60

40

20

90

60

30

o

Considera-se outubro o mês ótimo para o plantio, e a primeira adubação em cobertura

deve ser feita depois do pegamento das mudas.

 

o

As covas onde será feito o plantio das mudas devem ser preparadas com antecedência

mínima de 60 dias, sendo necessária a ocorrência de chuvas durante esse período para

possibilitar a perfeita decomposição da matéria orgânica utilizada.

 

o

Recomenda-se misturar à terra de enchimento da cova e aos fertilizantes, 60 dias antes do

plantio, 20 L de esterco de curral ou 5 L de esterco de galinha ou 2 L de torta de

mamona; adicionar também 100 g de calcário dolomítico para cada tonelada aplicada em

área total.

o

Sugere-se o uso de metade da dose de P 2 O 5 na forma de fosfato solúvel em água e metade

na forma de fosfato natural reativo, com base no teor de P 2 O 5 disponível.

Adubação de frutificação:

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g / planta

Outubro

20

30

20

10

30

20

10

Dezembro

30

0

0

0

30

20

10

Fevereiro

30

0

0

0

30

20

10

Total

80

30

20

10

90

60

30

o

Em solos com comprovada deficiência de boro aplicar 5 g de bórax por cova; no

caso da deficiência de zinco, utilizar 10 g de sulfato de zinco por cova.

o

Aplicar todo o adubo nitrogenado, preferencialmente uréia, em cobertura até um

metro da linha de projeção da copa.

o

Em solos com baixa disponibilidade de fósforo ou de potássio, usa-se o total da

adubação; se médios, aplicar dois terços da adubação; se bons, adicionar um terço

da adubação estabelecida na tabela.

o As adubações devem ser feitas em solo com umidade suficiente para permitir o

aproveitamento dos adubos, evitando-se aplicações em solos secos, o que poderia resultar em queimaduras nas raízes.

Adubação orgânica:

o Segundo Carvalho et al (1967), que estudaram o efeito de diferentes adubos orgânicos

sobre o desenvolvimento do mamoeiro, a torta de mamona e o esterco de galinha foram altamente benéficos quando aplicados na base de 4 kg por cova.

Adubação verde:

o A adubação verde com a leguminosa Lab-Lab, quando semeada 45 dias após o plantio do mamoeiro, também mostrou efeitos positivos.

a) Exigência nutricional

MANGA

mostrou efeitos positivos. a) Exigência nutricional MANGA Fonte: www.coopercitrus.com.br A cultura da manga exporta

Fonte: www.coopercitrus.com.br

A cultura da manga exporta menos nutrientes na colheita do que outras fruteiras subtropicais, como, por exemplo, citros, que dependo da variedade extrai quase o dobro de N e de K do que a mangueira. A mangueira é uma planta que exporta os nutrientes na seguinte ordem decrescente:

K > N > Ca > Mg >= P > S > Fe > Cu > Zn > Mn > B

Considerando a exportação de nutrientes pelos frutos (casca, polpa e semente), o nitrogênio e o

potássio foram os mais encontrados; em média, são exportados por tonelada de frutos:

 

N

P

K

Ca

Mg

S

kg

1,23

0,15

1,57

0,28

0,20

0,15

 

B

Cu

Fe

Mn

Zn

g

1,22

3,53

4,19

2,71

3,27

Quanto à marcha de absorção, estudos de N, P, K e Ca, mostraram que, nos períodos anteriores

à floração, os teores de N, P e K foram máximos, havendo em seguida uma redução nesses

teores. Os valores mais baixos foram encontrados na fase de formação dos frutos. O inverso

ocorreu com o cálcio. Assim, os períodos de floração e início da formação dos frutos são mais

críticos dentro do ciclo de produção. Pode-se considerar duas fases distintas: uma de acúmulo de

nutrientes, iniciada após a colheita até o início da floração; e outra, de diminuição dos níveis,

durante a formação dos frutos. Nessa fase, a maior absorção ocorre 52 dias após o aparecimento

dos frutos.

Dentre os nutrientes, destacam-se pelas suas funções e em nossas condições de cultivo o

nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, cobre, zinco e boro. O nitrogênio (N) é importante no

desenvolvimento vegetativo, na produção de gemas florais, na diminuição da alternância de

produção e no aumento da produção de frutos. O fósforo (P2O5) é um nutriente pouco absorvido

pela mangueira; no entanto, tem função estrutural na planta, fazendo parte de compostos

essenciais como fosfolipídios e ácidos nucléicos. Além disso, estimula o desenvolvimento do

sistema radicular. O potássio (K2O), apesar de não fazer parte de compostos estruturais da

planta, é importante nos processos fotossintéticos, respiração e translocação da seiva. É um

nutriente importante no estádio de frutificação da mangueira. O cálcio (Ca) tem função estrutural

na planta, sendo constituinte de pectatos das membranas e paredes celulares da planta. Promove

maior resistência às membranas e paredes celulares tornando os frutos firmes, com melhor

aparência, resistentes ao manuseio e ao transporte, reduzindo também o distúrbio fisiológico

conhecido como amolecimento de polpa. O cobre (Cu) e o zinco (Zn) são os micronutrientes

mais exportados pelos frutos da mangueira, após o ferro (Fe). O boro (B) é o menos exportado

pelos frutos. O Zn é componente de enzimas, estimula o crescimento e a frutificação. O B é

essencial na formação de paredes celulares e divisão celular.

b) Calagem

Aplicação da quantidade de calcário recomendada pelo método do Al e do Ca + Mg

trocáveis, considerando que:

Y = variável em função da capacidade tampão da acidez do solo

X = 2,5

mt = 10%

A calagem é uma prática indispensável para a cultura da manga. Variedades melhoradas, apesar

de também vegetarem bem em solos ácidos, requerem nível elevado de calagem para

aumentarem a produção, e principalmente para melhorar a qualidade dos frutos, pois o cálcio

tem função estrutural, estando diretamente ligado à integridade de membranas e paredes

celulares de toda a planta. Os frutos da mangueira têm demanda elevada em cálcio para manter

consistência da polpa, durante o amadurecimento obtendo-se assim frutos mais firmes, com

melhor aparência, e resistência ao manuseio. Também são freqüentes no campo os sintomas de

deficiência de magnésio, considerado o quarto nutriente mais importante para mangueira. Em

solos ácidos os problemas de deficiência de Mg são facilmente corrigidos mediante a aplicação

de calcário dolomítico, que uma fonte eficiente e a mais econômica do nutriente.

c) Adubação

Produtividade esperada: 10 t/ha

Espaçamento: 6,0 a 8,0 x 10,0 m.

Adubação de plantio e pós-plantio:

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g / cova

Plantio

Outubro

0

60

40

20

30

20

10

Pós-plantio

Outubro

10

0

0

0

0

0

0

Janeiro

20

0

0

0

0

0

0

Março

20

0

0

0

30

20

10

Total

50

60

40

20

60

40

20

o

Considera-se outubro o mês ótimo para o plantio, e a primeira adubação em cobertura

deve ser feita depois do pegamento das mudas.

o

As covas onde será feito o plantio das mudas devem ser preparadas com antecedência

mínima de 60 dias, sendo necessária a ocorrência de chuvas durante esse período para

possibilitar a perfeita decomposição da matéria orgânica utilizada.

o

Recomenda-se misturar à terra de enchimento da cova e aos fertilizantes, 60 dias antes do

plantio, 20 L de esterco de curral ou 5 L de esterco de galinha ou 2 L de torta de

mamona; adicionar também 100 g de calcário dolomítico para cada tonelada aplicada em

área total.

o

Sugere-se o uso de metade da dose de P 2 O 5 na forma de fosfato solúvel em água e metade

na forma de fosfato natural reativo, com base no teor de P 2 O 5 disponível.

Adubação de crescimento e formação:

1º ano pós-plantio

 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ planta

Outubro

40

90

60

30

0

0

0

Janeiro

40

0

0

0

60

40

20

Março

20

0

0

0

60

40

20

Total

100

90

60

30

120

80

40

2º ano pós-plantio

 
 

Disponibilidade de P 17

 

Disponibilidade de K 17

 

Época

Dose de N

baixa

média Dose de P 2 O 5

boa

baixa

média Dose de K 2 O

boa

 

g

/ planta

Outubro

50

120

80

40

0

0

0

Janeiro

50

0

0

0

60

40

20

Março

50

0

0

0

90

60

30

Total

150

120

80

40