RESUMO

Ao selecionar e ordenar repertórios, a imprensa cultural publica índices do que se entende por ´cultura´ no campo midiático – uma concepção firmada por um processo de semiose ou autogeração, onde as cadeias de interpretantes geradas pelos textos dos cadernos de cultura estão determinadas por repertórios materiais e semantemas. Dentre eles, está a indústria cultural. Propõe-se aqui o estudo das características dessas indicialidades presentes nas linguagens do jornalismo cultural, através do que é manifestado no caderno Anexo, do jornal A Notícia (Joinville-SC). Somente após identificar os índices torna-se possível visualizar o conceito de cultura assumido pelas mídias e, se for necessário, questioná-lo. Os estudos de Charles S. Peirce, Max Bense e a Semiótica da Cultura são a base teórica deste trabalho, além da importante contribuição de Cremilda Medina, Cláudio Júlio Tognolli e Félix Guattari. Discute-se, também, a caracterização da atividade jornalística (como técnica e como cultural), como questão anterior à da adjetivação do jornalismo especializado em cultura. Palavras-chave: jornalismo cultural, comunicação, semiótica, indústria cultural.

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