8.

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS
Parte 3
8.1 – INTRODUÇÃO – PVI’s
8.2 – MÉTODOS DE PASSO SIMPLES
8.2.1 – MÉTODO DE EULER
8.2.2 – MÉTODOS DE TAYLOR
8.2.3 – MÉTODOS DE RUNGE-KUTTA
8.3 – MÉTODOS DE PASSO MÚLTIPLO
8.4 – MÉTODOS PREVISOR-CORRETOR
8.5 – EDO’s DE ORDEM SUPERIOR E SISTEMAS DE EDO’s
8.6 - PVC’s E O MÉTODO DAS DIFERENÇAS FINITAS
hoje
8. EDO’s
8.2.3 – Métodos de Runge-Kutta
 Vimos os métodos de Euler, Euler
Inverso e Euler Aprimorado para
resolver problemas de valores
iniciais (PVI’s)

 Estes métodos são classes de méto-
dos de Runge-Kutta como veremos.

( ) ( )
0 0
com , y x y y x f y = =
'
8. EDO’s
8.2.3 – Métodos de Runge-Kutta
 Carl David Runge (1856-1927) -
Físico alemão – Trabalho de 1895
sob soluções numéricas de EDO’s.

 M. Wilhelm Kutta (1867-1944) –
Matemático alemão – Aprimorou o
método em 1901 ao estudar
aerodinâmica se aerofólios.
8. EDO’s
8.2.3 – Métodos de Runge-Kutta
 A idéia dos métodos que estudaremos
é aproveitar as qualidades dos méto-
dos das séries de Taylor eliminando o
seu maior defeito que é o cálculo de
derivadas de f(x,y).
 Os métodos de Runge-Kutta de ordem
p caracterizam-se pelas propriedades:
1- São métodos de passo um;
2- Não calculam derivadas;
3- Em mesma ordem, as fórmulas de
Taylor e Runge-Kutta são semelhantes.
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 1ª ordem
 O método de Runge-Kutta de 1ª ordem
é o método de Euler ou de Taylor de 1ª
ordem:



onde

Note que (1) satisfaz as três porpriedades
dos métodos de Runge-Kutta.
| | (1)
1
h ,y x f y y
n n n n
+ = ¬
+
| | . ] [ dx ,
1
n n
x
x
,y x f h y x f
n
n
~
}
+
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Os métodos de Runge-Kutta de 2ª or-
dem devem ter fórmulas que devem
ser semelhantes às fórmulas do Méto-
do de Taylor até termos de segunda
ordem em h.
 Consideremos o método de Euler
aprimorado ou fórmula de Heun
| | | |
(2)
2
, ,
1 1
1
h
y x f y x f
y y
n n n n
n n
+ +
+
+
+ =
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Reescrevendo a fórmula de Heun


1- Observando que para calcular
usamos apenas , então dize-
mos que o Método de Euler Aprimorado é
de Passo Um ou de Passo Simples.
2- O Método de Euler Aprimorado não
tem derivadas de f(x,y).
3- Resta verificar a terceira condição.
| | | | ( ) (2)
2
1
y h y , h x f ,y x f
h
y y
n n n n n n n
'
+ + + + =
+
( )
1 1 + +
=
n n
x y y
( )
n n
x y y =
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Resta verificar se a fórmula de Heun


é semelhantes às fórmulas do Método de Taylor
até termos de segunda ordem em h. Da fórmula
de Taylor de y(x) em x=x
n+1



| | | | ( ) (2)
2
1
y h y , h x f ,y x f
h
y y
n n n n n n n
'
+ + + + =
+
! 2
! 2
) ( ) ( ) ( ) (
2
1
2
1
h
y h y y y
h
x y h x y x y x y
n n n n
n n n n
' '
+
'
+ = ¬
' '
+
'
+ ~
+
+
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Calculemos a fórmula de Taylor de 2ª ordem.
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) | |
) (
! 3
to truncamen de erro
, , ,
2
,
) ( , ) ( , ) ( ,
) ( ,
2
1
2
1
ç
' ' '
=
: + + + = ¬
+ = + = =
' '
=
'
+
+
y
h
) E(x
y x f y x f y x f
h
y x f h y y
f f f
dx
dy
x y x f x y x f x y x f
dx
d
x y
x y x f x y
n
n n n n y n n x n n n n
y x y x
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 No Método de Euler Aprimorado trabalhamos
Com .
( )
( ) | | ( ) | |
( ) | | ( ) | |
( ) | | | |
( ) ( )
n n
n n xy
n yy n xx
n n n y n n n x n n
n
y y x x
y y x x f
y y f x x f
y y y x f x x y x f y x f y x f
y x y x f
, e , com
,
,
2
1
,
2
1

, , ) , ( ) , (
) , (x de torno em ) ( , Expandindo
2 2
n
e | e o
: ÷ ÷ | o +
÷ | o + ÷ | o +
+ ÷ + ÷ + = ¬
| |
n n n
y h y , h x f
'
+ +
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Segue que:



e o Método de Euler Aprimorado escreve-se
( ) ( )
( ) ( ) | | ( ) | | | |
2
2
n
, , 2 ,
2

, , ) , ( ) , (x
n yy n xy xx
n n n y n n x n n n n
y f y f f
h
y h y x f h y x f y x f y h y h f
'
| o +
'
| o + | o +
+
'
+ + =
'
+ +
| | | | ( )
( )
n n n
n n n n n n n
,y x f
h
y
y h y , h x f ,y x f
h
y y
{
2

2
1
+ =
'
+ + + + =
+
( ) ( )
( ) ( ) | | ( ) | | | |} , , 2 ,
2

, , ) , (
2
2
n yy n xy xx
n n n y n n x n n
y f y f f
h
y h y x f h y x f y x f
'
| o +
'
| o + | o +
+
'
+ + +
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
Enfim




Logo, o Método de Euler Aprimorado é um
método de Taylor de 2ª ordem e portanto,
devido às 3 propriedades verificadas, também
é um Método de Runge-Kutta de 2ª ordem.



( ) ( ) | |
( ) ( ) ( ) | | | o + | o + | o +
+ + + + =
+
, ) , ( , ) , ( 2 ,
2

, ) , ( ,
2
) , (
2
3
2
1
yy n n xy n n xx
n n y n n n n x n n n n
f y x f f y x f f
h
y x f y x f y x f
h
y x f h y y
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 A Fórmula geral de Runge-Kutta de 2ª ordem
tem a forma:


 No caso do Euler Aprimorado




( ) (3) , ) , (
2 1 2 1 1 n n n n n n n
y h b y h b x f a h y x f a h y y
'
+ + + + =
+
1 ,
2
1
,
2
1
2 1 2 1
= = = = b b a a
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
 Questão: A expressão (3) sempre é seme-
lhante a fórmula de Taylor com termos até
segunda ordem em h?


 Realizando um procedimento semelhante
àquele realizado para o Método de Euler
Aprimorado, verificamos que os parâmetos
devem ser tais que
( ) (3) , ) , (
2 1 2 1 1 n n n n n n n
y h b y h b x f a h y x f a h y y
'
+ + + + =
+
2
1
,
2
1
, 1
2 2 1 2 2 1
= = = + b a b a a a
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem
Como temos um parâmetro arbitrário, tomamos,
por exemplo,


de modo que a fórmula de Runge-Kutta de 2ª
ordem escreve-se como:
( ) ) , (
2
,
2
) , ( 1
1
|
.
|

\
|
+ + + ÷ + =
+ n n n n n n n n
y x f
w
h
y
w
h
x f w h y x f w h y y
w
b b w a w a
2
1
, 1
2 1 1 2
= = ÷ = ¬ =
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 3ª ordem
De forma análoga podemos construir a fórmula
de métodos de Runge-Kutta de 3ª ordem. Sejam
PVI’s do tipo
então uma fórmula de Runge-Kutta de 3ª ordem
escreve-se como:
( )

4
3
,
4
3

2
,
2
) , ( onde
4 3 2
9
2
3
1
2 1
3 2 1 1
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + = =
+ + + =
+
K
y
h
x f K
K
y
h
x f K y x f K
K K K
h
y y
n n
n n n n
n n
( ) ( )
0 0
com , y x y y x f y = =
'
8. EDO’s
8.2.3 – Runge-Kutta de 4ª ordem
De forma análoga podemos construir a fórmula
de métodos de Runge-Kutta de 4ª ordem. Sejam
PVI’s do tipo
então uma fórmula de Runge-Kutta de 4ª ordem
escreve-se como:
( )
( )
3 4
2
3
1
2 1
4 3 2 1 1
, ,
2
,
2
2
,
2
, ) , ( onde
2 2
6
K y h x f K
K
y
h
x f K
K
y
h
x f K y x f K
K K K K
h
y y
n n n n
n n n n
n n
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + = =
+ + + + =
+
( ) ( )
0 0
com , y x y y x f y = =
'
8. EDO’s
8.2.3 – Comentários sobre Runge-Kutta
FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA

1ª ordem:

2ª ordem: particular



3ª ordem:


( )
1
h ,y x f y y
n n n n
+ =
+
( ) ( ) ( ) , ,
2
1 1 1 + + +
+ + =
n n n n n n
y x f y x f
h
y y
( ) ) , (
2
,
2
) , ( 1
1
|
.
|

\
|
+ + + ÷ + =
+ n n n n n n n n
y x f
w
h
y
w
h
x f w h y x f w h y y
( )

4
3
,
4
3
,
2
,
2
, ) , (
4 3 2
9

2
3
1
2 1
3 2 1 1
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + = =
+ + + =
+
K
y
h
x f K
K
y
h
x f K y x f K
K K K
h
y y
n n n n n n
n n
8. EDO’s
8.2.3 – Comentários sobre Runge-Kutta
FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA

4ª ordem:




Com1: As fórmulas de Runge-Kutta são médias
ponderadas de valores de f(x,y) em pontos no
intervalo .
( )
( )
3 4
2
3
1
2 1
4 3 2 1 1
, ,
2
,
2
2
,
2
, ) , ( onde
2 2
6
K y h x f K
K
y
h
x f K
K
y
h
x f K y x f K
K K K K
h
y y
n n n n
n n n n
n n
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + = =
+ + + + =
+
1 +
< <
n n
x x x
8. EDO’s
8.2.3 – Comentários sobre Runge-Kutta
FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA

Com2: As somas

;
podem ser interpretadas como um coeficiente angular
médio.

Com3: Problema do passo fixo pode ser resolvido com o
desenvolvimento de Métodos de Runge-Kutta adaptativos,
os quais ajustam o passo de modo a manter o erro de trun-
camento local num nível de tolerância fixado.
( )
4 3 2 1
2 2
6
K K K K
h
+ + +
( )
3 2 1
4 3 2
9
K K K
h
+ +
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta
Exemplo 1: Para o PVI dado, estime .
PVI:

a) Runge-Kutta de primeira ordem.



Assim

1000 ) 0 ( com 04 . 0 = =
'
y y y
) 1 ( y
( ) ( )
( )
n n n n
n n n n
y h h y y y
y x,y f h ,y x f y y
04 . 0 1 04 . 0
04 . 0 onde
1
1
+ = + = ¬
= + =
+
+
( )
( ) ( )
( ) .. 3 , 2 , 1 para 1000 04 . 0 1
.......... .......... .......... .......... .......... ..........
1000 04 . 0 1 04 . 0 1
1000 04 . 0 1
2
1 2
1
= + =
+ = + =
+ =
k h y
h y h y
h y
k
k
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta

Definindo a partição do intervalo (0,1)
( )
( )
( )
( )
8108 . 1040 ) 1 ( : exato Valor
7277 . 1040 1000 1 . 0 04 . 0 1 1 . 0
604 . 1040 1000 25 . 0 04 . 0 1 25 . 0
4 . 1040 1000 5 . 0 04 . 0 1 5 . 0
1040 1000 04 . 0 1 1
10
10
4
4
2
2
1
=
= × + = ¬ =
= × + = ¬ =
= × + = ¬ =
= + = ¬ =
y
y h
y h
y h
y h
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta

b) Runge-Kutta de 2ª ordem. Euler aprimorado.





Analogamente ao Runge-Kutta de 1ª ordem
( ) ( ) ( ) | |
( ) | |
|
.
|

\
|
× + + = ¬
× + + + = ¬
+ + + + =
+
+
+
2
1
1
1
04 . 0
2
04 . 0 1
04 . 0 04 . 0 04 . 0
2
, , ,
2
h
h y y
y h y y
h
y y
y x f h y h x f y x f
h
y y
n n
n n n n n
n n n n n n n n
1000 04 . 0
2
04 . 0 1
2
×
|
.
|

\
|
× + + =
k
k
h
h y
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta

Definindo a partição do intervalo (0,1)
8108 . 1040 ) 1 ( : exato Valor
8107 . 1040 1000 04 . 0
2
1 . 0
1 . 0 04 . 0 1 1 . 0
8101 . 1040 1000 04 . 0
2
25 . 0
25 . 0 04 . 0 1 25 . 0
808 . 1040 1000 04 . 0
2
5 . 0
5 . 0 04 . 0 1 5 . 0
8 . 1040 1000 04 . 0
2
1
04 . 0 1 1
10
2
2
10
4
2
2
4
2
2
2
2
2
1
=
=
|
|
.
|

\
|
× + × + = ¬ =
=
|
|
.
|

\
|
× + × + = ¬ =
=
|
|
.
|

\
|
× + × + = ¬ =
=
|
.
|

\
|
× + + = ¬ =
y
y h
y h
y h
y h
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta

c) Runge-Kutta de 3ª ordem.





( )
|
|
.
|

\
|
+ × =
|
|
.
|

\
|
+ × = × = ¬
|
|
.
|

\
|
+ + =
|
|
.
|

\
|
+ + = =
+ + + =
+
4
3
04 . 0 ,
2
04 . 0 , 04 . 0

4
3
,
4
3
,
2
,
2
, ) , (
4 3 2
9

1
3
1
2 1
2
3
1
2 1
3 2 1 1
K
y K
K
y K y K
K
y
h
x f K
K
y
h
x f K y x f K
K K K
h
y y
n n n
n n n n n n
n n
8. EDO’s
8.2.3 – Exemplos de Runge-Kutta

c) Runge-Kutta de 3ª ordem.





( )
( ) 1 para 8107 . 1040 224 . 41 4 8 . 40 3 40 2
9
1
1000 : Logo
224 . 41 8 . 40
4
3
1000 04 . 0
8 . 40
2
40
1000 04 . 0 , 40 1000 04 . 0
4 3 2
9
Sendo
1
3
2 1
3 2 1 0 1
= = × + × + × + =
=
|
.
|

\
|
+ × =
=
|
.
|

\
|
+ × = = × = ¬
+ + + =
h y
K
K K
K K K
h
y y
8.2.3. Métodos de Runge-Kutta
Exercícios

Exercício: Utilize o Método de Runge-Kutta de 1ª,
2ª, 3ª e 4ª ordens, para calcular valores
aproximados da solução y(x) do problema de
valor inicial no intervalo [0,2].


Utilize partições h=0.5 , h=0.25 e h=0.1
1 ) 0 ( com 4 1 = + ÷ =
'
y y x y

8.2.3 – Métodos de Runge-Kutta
 Vimos os métodos de Euler, Euler Inverso e Euler Aprimorado para resolver problemas de valores iniciais (PVI’s) y   f x, y  com yx0   y 0

8. EDO’s

 Estes métodos são classes de métodos de Runge-Kutta como veremos.

2.8. Wilhelm Kutta (1867-1944) – Matemático alemão – Aprimorou o método em 1901 ao estudar aerodinâmica se aerofólios. 8.3 – Métodos de Runge-Kutta  Carl David Runge (1856-1927) Físico alemão – Trabalho de 1895 sob soluções numéricas de EDO’s. EDO’s .  M.

2.Em mesma ordem.Não calculam derivadas. 2. as fórmulas de Taylor e Runge-Kutta são semelhantes.São métodos de passo um.3 – Métodos de Runge-Kutta  A idéia dos métodos que estudaremos é aproveitar as qualidades dos métodos das séries de Taylor eliminando o seu maior defeito que é o cálculo de derivadas de f(x.y). EDO’s . 8.  Os métodos de Runge-Kutta de ordem p caracterizam-se pelas propriedades: 1. 3.8.

EDO’s  y n 1  y n  f x n . y dx  h f [ xn .y n  h (1) onde  xn 1 xn f x. .yn ] . Note que (1) satisfaz as três porpriedades dos métodos de Runge-Kutta.8.3 – Runge-Kutta de 1ª ordem  O método de Runge-Kutta de 1ª ordem é o método de Euler ou de Taylor de 1ª ordem: 8.2.

8.  Consideremos o método de Euler aprimorado ou fórmula de Heun 8. y n 1   yn  h 2 (2) .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Os métodos de Runge-Kutta de 2ª ordem devem ter fórmulas que devem ser semelhantes às fórmulas do Método de Taylor até termos de segunda ordem em h. EDO’s y n1 f xn . y n   f x n 1 .2.

y). y n  h y n   (2) y n1  y n  2 1.2. 3.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Reescrevendo a fórmula de Heun h   f xn . EDO’s .Resta verificar a terceira condição.Observando que para calcular y n 1  y x n 1  usamos apenas y n  y  x n  .8. 2.yn   f xn  h . então dizemos que o Método de Euler Aprimorado é de Passo Um ou de Passo Simples. 8.O Método de Euler Aprimorado não tem derivadas de f(x.

2. EDO’s y n1 é semelhantes às fórmulas do Método de Taylor até termos de segunda ordem em h. y n  h y n   (2) h2 y ( x n 1 )  y ( x n )  y ( x n ) h  y ( x n ) 2! h2    y n 1  y n  y n h  y n 2! . Da fórmula de Taylor de y(x) em x=xn+1 h  yn  2  f xn .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Resta verificar se a fórmula de Heun 8.8.yn    f xn  h .

EDO’s y  x   f  x. 8. y ( x)  d dy f  x.2. y ( x )   f x  f f y dx dx h2  y n 1  y n  h f  x n . y n   f x x n . y n   f y xn .8.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Calculemos a fórmula de Taylor de 2ª ordem. y ( x )   f x  x . y n  f xn . y n   2 h2 erro de truncamen E(xn 1 )  to y () 3! y  x     . y ( x )   f y  x.

x n  e    y. y n  . y n  x  x n   f y x n . y n   y  y n   1 1 2 2  f xx .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  No Método de Euler Aprimorado trabalhamos  Com f xn  h . y n )  f x x n .8. y ( x)  em torno de (x n . y )  f ( x n .  x  x n  y  y n   Expandindo f x.2. EDO’s  f ( x.  x  x n   f yy . 8. y n  h y n.   y  y n  2 2  f xy . y n ) com   x.

  y n   f yy .yn   f xn  h .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Segue que:   f (x n  h. y n )  f x xn . EDO’s h2   2  f xx . y n  h  f y xn . y n )  f x xn . y n  h y n  8.8.   y n  2 e o Método de Euler Aprimorado escreve-se h   f xn .yn  f ( xn .   y n   f yy . y n  h  f y xn .   2 f xy . y n  h y n  2 2 h   2  f xx . y n  h y n )  f ( xn .   2 f xy .   y n  } 2     .2. y n  h y n   y n 1  y n  2 h    y n  { f  x n .

o Método de Euler Aprimorado é um método de Taylor de 2ª ordem e portanto. EDO’s y n 1 h2  y n  h f ( xn .  2     Logo. y n   f ( xn . y n ) f y xn .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem Enfim 8. y n ) f yy . devido às 3 propriedades verificadas.   2 f ( x n . y n ) f xy . .8. y n )  f x xn . também é um Método de Runge-Kutta de 2ª ordem. y n   2 h3  f xx .2.    f 2 ( x n .

a 2  .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  A Fórmula geral de Runge-Kutta de 2ª ordem tem a forma:  y n 1  y n  h a1 f ( x n . y n )  h a 2 f x n  b1 h . y n  b2 h y n  (3) 8.8.2. b1  b2  1 2 2 . EDO’s  No caso do Euler Aprimorado 1 1 a1  .

a 2 b1  . verificamos que os parâmetos devem ser tais que 1 1 a1  a 2 1 . a 2 b2  2 2 8. y n  b2 h y n  (3)  Realizando um procedimento semelhante àquele realizado para o Método de Euler Aprimorado. EDO’s .3 – Runge-Kutta de 2ª ordem  Questão: A expressão (3) sempre é semelhante a fórmula de Taylor com termos até segunda ordem em h?  y n 1  y n  h a1 f ( x n . y n )  h a 2 f x n  b1 h .2.8.

8. EDO’s . b1  b2  2w de modo que a fórmula de Runge-Kutta de 2ª ordem escreve-se como: h h   y n 1  y n  h 1  w f ( x n . y n )  h w f  x n  .2. 1 a 2  w  a1  1  w . tomamos. por exemplo.3 – Runge-Kutta de 2ª ordem Como temos um parâmetro arbitrário. yn  f ( xn . y n )  2w 2w   8.

EDO’s   onde K1  f ( x n .2. y  com yx0   y 0 então uma fórmula de Runge-Kutta de 3ª ordem escreve-se como: y n 1 h  yn  2 K1  3 K 2  4 K 3 9 8. yn  4 4    .8. Sejam PVI’s do tipo y   f x.3 – Runge-Kutta de 3ª ordem De forma análoga podemos construir a fórmula de métodos de Runge-Kutta de 3ª ordem. y n )  K  h  xn  . y n  1  K2  f  2 2     3K 2  3h  xn   K3  f  .

8. K 4  f xn  h . y n  2  .8. y n  1  K2  f  2 2     K  h  xn  .3 – Runge-Kutta de 4ª ordem De forma análoga podemos construir a fórmula de métodos de Runge-Kutta de 4ª ordem. EDO’s   onde  K  h  xn  . y n  K 3 K3  f  2 2      .2. y n ) . Sejam PVI’s do tipo y   f x. y  com yx0   y 0 então uma fórmula de Runge-Kutta de 4ª ordem escreve-se como: y n 1 h  y n  K1  2 K 2  2 K 3  K 4 6 K1  f ( xn .

EDO’s   .3 – Comentários sobre Runge-Kutta FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA 1ª ordem: y n 1  y n  f x n . y n1   particular 2 h h   y n 1  y n  h 1  w f ( x n . K 3  f  xn   K1  f ( xn . y n   f xn1 . K 2  f  . yn    2 2  4 4     8. y n )  2w 2w   h 3ª ordem: y n1  y n  9 2 K1  3 K 2  4 K 3   K  3K 2  h 3h  xn  .2. y n ) . yn  f ( xn .y n  h h 2ª ordem: y n1  y n   f xn . y n  1  .8. y n )  h w f  x n  .

2.  K  h  xn  . 8.y) em pontos no intervalo x n  x  x n1 . EDO’s   onde  K  h  xn  . y n ) . K 4  f xn  h .8.3 – Comentários sobre Runge-Kutta FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA 4ª ordem: y n 1 h  y n  K1  2 K 2  2 K 3  K 4 6 K1  f ( xn . y n  1  K2  f  2 2    Com1: As fórmulas de Runge-Kutta são médias ponderadas de valores de f(x. y n  K 3 K3  f  2 2      . y n  2  .

. EDO’s   Com3: Problema do passo fixo pode ser resolvido com o desenvolvimento de Métodos de Runge-Kutta adaptativos.3 – Comentários sobre Runge-Kutta FÓRMULAS DE RUNGE-KUTTA Com2: As somas h K1  2 K 2  2 K 3  K 4 . os quais ajustam o passo de modo a manter o erro de truncamento local num nível de tolerância fixado.2. h 2 K1  3 K 2  4 K 3  6 9 podem ser interpretadas como um coeficiente angular médio.8. 8.

2..04 h  1000 y 2  1  0.3..04 h y n Assim y n1  y n  f xn ... ........ .y  0....... ..04 y n h  1  0... com y(0)  1000 PVI: y   0... estime y (1) .04 h  1000 para k  1. 8. EDO’s  y n1  y n  0. ..04 h  1000 2 .......... .....04 y a) Runge-Kutta de primeira ordem..04 h  y1  1  0.. k ........ y k  1  0.3 – Exemplos de Runge-Kutta Exemplo 1: Para o PVI dado.yn  h onde f x.04 y y1  1  0.......2...8...

1  y10  1  0.25  y 4  1  0.2.04  0.25 1000  1040.3 – Exemplos de Runge-Kutta Definindo a partição do intervalo (0.604 4 h  0.5  y 2  1  0.8.04  0.04  0.7277 10 Valor exato : y (1)  1040. EDO’s h  1  y1  1  0.1) 8.8108 .5 1000  1040.1 1000  1040.04 1000  1040 h  0.4 2 h  0.

EDO’s Analogamente ao Runge-Kutta de 1ª ordem h   y k  1  0.8. h y n 1  y n   f x n .04 2   1000 2   k . Euler aprimorado. y n   f x n  h .04 h   0. y n  h f x n .04 2  2   8.04  y n  h  0.04 y n  2 h    y n 1  y n 1  0.3 – Exemplos de Runge-Kutta b) Runge-Kutta de 2ª ordem.2.04 y n  0. y n  2 h  y n 1  y n  0.04 h   0.

1 2 1  0.25   0.25 2 2 h  0.04 2  1000  1040.8107  2   Valor exato : y (1)  1040.1  h  0.8108 2 10 4 .04  1000  1040.8.808  2   2 2 8. EDO’s  0.04  0.5 2 1  0.04  0.5  h  0.3 – Exemplos de Runge-Kutta Definindo a partição do intervalo (0.04  0.8 2    0.2.5  y 2    0.1) 1   h  1  y1  1  0.04  1000  1040.25  y 4  1  0.8101   2    0.04   0.04  1000  1040.1  y10    0.

h y n 1  y n  2 K1  3 K 2  4 K 3 9   K  3K 2  h 3h  xn  . y n ) .04    2  4      8.2. K 3  0.8. K 2  0. EDO’s   . K 2  f  . yn    2 2  4 4      K1  0.04   y n  1  .3 – Exemplos de Runge-Kutta c) Runge-Kutta de 3ª ordem. K 3  f  xn   K1  f ( xn .04  y n   K  3K   y n  1  . y n  1  .

3 – Exemplos de Runge-Kutta c) Runge-Kutta de 3ª ordem.224 4   Sendo y1  y 0  Logo : y1  1000  1 2  40  3  40.8  4  41.2.8   41.8107 9 para h  1 8.04  1000  40 . h 2 K1  3 K 2  4 K 3 9 40    K 1  0.8 2   3   K 3  0. K 2  0.8.04  1000  40.04  1000    40.224  1040. EDO’s   .

25 e h=0. Métodos de Runge-Kutta Exercícios Exercício: Utilize o Método de Runge-Kutta de 1ª.5 . h=0.8. para calcular valores aproximados da solução y(x) do problema de valor inicial no intervalo [0.2].1 . y  1  x  4 y com y(0)  1 Utilize partições h=0. 3ª e 4ª ordens.3.2. 2ª.

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