ESCOLA: LÍNGUA PORTUGUESA/ LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NOME: ANO: Nº: DATA

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Identifique, nos vários trechos, o tipo de narrador:
“[...]Ele tinha um pangaré, que aos seus olhos parecia um garanhão e decidiu dar-lhe o nome de Rocinante. Mas cavaleiros andantes nunca usavam o próprio nome, por isso, decidiu se chamar Dom Quixote de la Mancha. Também precisava de uma amada. Então se lembrou de Dulcinéia de Toboso. Certa madrugada, armado e montado, lançou-se ao mundo[...].”
Cervantes, Miguel de. In Dom Quixote de la Mancha, O cavaleiro da triste figura.

(A) Narrador - onisciente. (B) Narrador - personagem. (C) Narrador - observador.
“[...]Lá dentro viu dependurados compridos casacos de peles. Lúcia gostava muito do cheiro e do contato das peles. Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto. Não fechou a porta, naturalmente: sabia muito bem que seria uma tolice fechar-se dentro de um guarda-roupa. Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira. Ali já estava meio escuro, e ela estendia os braços, para não bater com a cara no fundo do móvel. Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos. Mas nada encontrava. “Deve ser um guarda-roupa colossal!”, pensou Lúcia, avançando ainda mais. De repente notou que estava pisando qualquer coisa que se desfazia debaixo de seus pés. Seriam outras bolinhas de naftalina? Abaixou-se para examinar com as mãos. Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda-roupa, encontrou uma coisa macia e fria, que se esfarelava nos dedos. “É muito estranho”, pensou, e deu mais um ou dois passos. O que agora lhe roçava o rosto e as mãos não eram mais as peles macias, mas algo duro, áspero e que espetava. Só então viu que havia uma luz em frente, não a dois palmos do nariz, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa, mas lá longe. Caía-lhe em cima uma coisa leve e macia. Um minuto depois, percebeu que estava num bosque, à noite, e que havia neve sob os seus pés, enquanto outros flocos tombavam do ar. Sentiu-se um pouco assustada, mas, ao mesmo tempo, excitada e cheia de curiosidade.[...]” Lewis, C. S. : as crônicas de nárnia, vol. II: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa Tradução Paulo Mendes Campos

(A) Narrador - personagem. (B) Narrador - onisciente. (C) Narrador - observador.
“[...]Mas a princesa não sonhou com ninguém a não ser com o príncipe. De manhã sonhava que o via debaixo da sua janela tocando alaúde. De tarde sonhava que sentavam na varanda e que ele brincava com o falcão e com os cães enquanto ela bordava no bastidor. E de noite sonhava que a Lua ia alta e que as aranhas teciam sobre o seu sono.[...]”
COLASANTI, Marina: uma ideia toda azul.1979

(A) Narrador - personagem. (B) Narrador - observador. (C) Narrador - onisciente.

“[...]Era um dia como outro qualquer. O despertador me acordou e deparei-me com a escuridão, embora esmaecida pela grande quantidade de janelas descortinadas, através das quais eu avistava o topo dos plátanos iluminados pelo brilho alaranjado dos longínquos postes de luz das ruas.[...].”
PILCHER, Rosamunde : O dia da tempestade.

agora isso ficou para trás.. Rick : Percy Jackson e o ladrão de raios. a aniversariante era apenas o que parecia ser: sentada à cabeceira da mesa imunda. ver. silenciosas e quietas sob o negror do céu.. (B) Narrador . sofri um ataque cardíaco. (B) Narrador . “[. Recordou a história do querido Maurice Chevalier. Joanne K. (A) Narrador .personagem. pegar um táxi e voltar para casa. "Não é tão ruim". [.] ROWLING. como se sua casa fosse uma pessoa carinhosa.observador. Ou qualquer coisa assim. porém era um cansaço suave.. cuidar de mim mesma. Sobrevivi. cheirar. Tenho sessenta e quatro anos e. (B) Narrador .onisciente. (C) Narrador .. "se a gente considerar a alternativa. "Qual a sensação de estar com setenta anos?". Eu a verei. acalentado e confortado por tudo que a cercava. ela se percebeu surpresa. nem que passaria as próximas semanas levando cutucadas e beliscões do primo Duda.. impregnada pelo tipo de felicidade irracional que há anos não sentia. com a lareira acesa e a funda poltrona familiar.(A) Narrador .]O sr. nunca mais. .onisciente.] PILCHER. Dursley ao abrir a porta da frente para pôr as garrafas de leite do lado de fora. Sua mãozinha agarrou a carta ao lado. nada mais havia a ser feito.observador. uma barba desalinhada e usava um casaco surrado de tweed que sempre cheirava a café.personagem. perguntaram a ele. Tinha o cabelo ralo. saborear.] Agora. Testemunharei o milagre anual. mas ele contava histórias e piadas e nos deixava fazer brincadeiras em sala. (B) Narrador . “[.. Também tinha uma impressionante coleção de armaduras e armas romanas. (C) Narrador ."[. Deve ser porque estou viva. e a primavera está a caminho.observador. Percebeu que estava muito cansada. sem saber que era famoso. mas ele continuou a dormir.onisciente.]Mas ninguém poderia adivinhar o que ela pensava. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar. “[. sentirei o sol começar a ficar mais quente à medida que as semanas passarem. se devo crer naqueles médicos idiotas.personagem... Brunner era um sujeito de meia-idade em uma cadeira de rodas motorizada.]Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da Rua dos Alfeneiros. ouvir.. Talvez você não o achasse legal.. Posso tocar. respondera Chevalier. o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas.. sem saber que iria acordar dentro de poucas horas com o grito da Sra. havia pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas: ”À Harry Potter.. porque estou viva verei tudo isto acontecer e serei parte do milagre. HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (A) Narrador .. (C) Narrador .personagem. deixar o hospital por vontade.onisciente. Ele não podia saber que neste mesmo instante. que a abraçasse com ternura. E para aqueles que junto da porta ainda a olharam uma vez. e não falarei mais a respeito. o menino que sobreviveu! ”[. Rosamunde: Os catadores de conchas (A) Narrador .]” RIORDAN. E. (C) Narrador . Nem pensarei. Há anêmonas brotando no jardim.. sem saber que era especial. Porque estou viva. portanto era o único professor cuja aula não me fazia dormir.observador. Na sala aquecida. “[.

... Com um punho fechado sobre a mesa. Sua aparência afinal a ultrapassara e.observador. Cordélia olhou-a espantada. (B) Narrador . superando-a. Que a vida é curta. nunca mais ela seria apenas o que ela pensasse. e com aquela mudez que era a sua última palavra.com a mão fechada sobre a toalha como encerrando um cetro. É preciso que se saiba. O punho mudo e severo sobre a mesa dizia para a infeliz nora que sem remédio amava talvez pela última vez: É preciso que se saiba.] LISPECTOR.onisciente.[. se agigantava serena. (C) Narrador .personagem. Que a vida é curta.Clarice: Feliz aniversário (A) Narrador .

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