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MONOGRAFIA JARDEL

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INSTITUTO DE EDUCACIONAL JOSÉ ORLEANS - IEJO CURSO DE MATEMÁTICA

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Tuntum-MA 2011

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JARDEILSON ANDRADE DE SOUSA EVANDRO OLIVEIRA SILVA

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura Plena em Matemática, do Instituto Educacional José Orleans - IEJO, como pré requisito para conclusão de Curso.

ORIENTADORA: Profª. Francynádia Leal Fonseca

TUNTUM-MA 2011

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JARDEILSON ANDRADE DE SOUSA EVANDRO OLIVEIRA SILVA

APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura Plena em Matemática, do Instituto Educacional José Orleans IEJO, como pré requisito para conclusão de Curso.

ORIENTADORA: Profª Francynádia Leal Fonseca

TUNTUM-MA____/____/2011. Nota____

________________________________ (assinatura do orientador)

_______________________________________________ (assinatura do coordenador do curso de graduação)

TUNTUM-MA 2011

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AGRADECIMENTOS

A Deus por ter me dado a oportunidade de estudar e concluir o curso de licenciatura em matemática. Aos meus pais que me apoiaram durante doto os meus estudos. A minha esposa que sempre esteve ao meu lado nos momentos que mais precisei. Aos meus amigos que ansiaram pela minha vitoria e me deram apoio. Aos demais professores que me acompanharam ao longo do tempo de minha vida educativa. A Profª. Francynádia Leal Fonseca os meus sinceros agradecimentos pela sua dedicação e paciência em me ajudar concluir esta monografia.

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Dedicamos esta monografia aos nossos filhos que são fontes de inspiração em todos os dias de nossas vidas, e a nossas esposas por tudo que nos representam.

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Pensar na formação do professor para exercitar uma adequada pedagogia dos meios, uma pedagogia para a modernidade, é pensar no amanhã, numa perspectiva moderna e própria de desenvolvimento, numa educação capaz de manejar e de produzir conhecimento, fator principal das mudanças que se impõem no século 21. E desta forma seremos contemporâneos do futuro, construtores da ciência e participantes da reconstrução do mundo. M. C. Moraes, 1993

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RESUMO Esta monografia tem como objetivo à aplicação da tecnologia no ensino da matemática. De certa forma busca-se demonstrar a utilização destas por parte dos professores e dos alunos no seu dia-a-dia. Foram utilizados alguns autores como Maria Elizabeth de Almeida, Amanda Polato dentre outros, para auxiliar o trabalho, cujos dados necessários foram obtidos por meio de levantamento bibliográfico, também utilizamos artigos obtidos por meio da Internet. Alem destes realizamos pesquisa de campo, aplicando questionário a alunos e professores da rede pública do município de Tuntum-MA. A pesquisa permitiu concluir que a tecnologia esta sendo inserida gradativamente nas escolas do referendo município, e que alguns Professores já utilizam estas em suas aulas principalmente nas de matemática, porem, ainda encontramos algumas dificuldades na sua utilização e uma grande carência na capacitação dos professores para utilizarem as novas tecnologias como ferramentas pedagógicas.

Palavras-Chave: Educação, Tecnologia, Inclusão, Didática.

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ABSTRACT

This monograph has as objective to the application of the technology in the teaching of the mathematics. In a certain way it is looked for to demonstrate the use of these on the part of the teachers and of the students in your day by day. Some were used authors like Maria Elizabeth of Almeida, Amanda Polato among other, to aid the work, whose necessary data were obtained through bibliographical rising, we also used goods obtained through Internet. Besides these we accomplished field research, applying questionnaire to students and teachers of the public net of the municipal district of Tuntum-MA. The research allowed to end that the technology this being inserted simultaneously at the schools of the I countersign municipal district, and that some Teachers already use mainly these in your classes in the one of mathematics, they put, we still found some difficulties in your use and a great lack in the teachers' training for us to use the new technologies as pedagogic tools.

Keyword: Education; Technology; Inclusion; Didacticism.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 11 2 HISTÓRICO DA TECNOLOGIA NO BRASIL ............................................................. 12 2.1 DA COLÔNIA ................................................................................................................. 12 2.2 DURANTE O REINO UNIDO ....................................................................................... 14 2.3 DURANTE O IMPÉRIO ................................................................................................ 15 2.4 A REPÚBLICA VELHA E O INÍCIO DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA ................................................................................................................... 16 2.5 EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS DURANTE A REPÚBLICA VELHA ...... 19 2.6 A CRIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES ......................................................................... 20 2.7 PESQUISA TECNOLÓGICA ....................................................................................... 21 2.8 O DESENVOLVIMENTISMO ECONÔMICO ........................................................... 22 2.9 SITUAÇÃO ATUAL ....................................................................................................... 23 3 TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO ....................................................................................... 25 4 PROFESSOR E TECNOLOGIA ...................................................................................... 29 5 USO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA ...................... 38 5.1 ANÁLISE DE DADOS DA PESQUISA ....................................................................... 38 5. 2 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE E DOS INFORMANTES DA PESQUISA ................................................................................................................................................. 39 5. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS..................................................................... 40 5.3.1 Informações Iniciais ............................................................................................ 41 5.3.2 Habilidades Informacionais ............................................................................... 42 5.3.3 Integração Digital ................................................................................................ 44

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5.3.4 Da utilização das Novas Tecnologias ................................................................. 45 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 51 REFERÊNCIA .................................................................................................................. 52 APÊNDICE A .................................................................................................................... 53 APÊNDICE B .................................................................................................................... 70 APÊNDICE C .................................................................................................................... 71 APÊNDICE D .................................................................................................................... 74

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INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo visualizar e analisar caminhos para prática do uso da tecnologia, entendida como transformadora do conhecimento no ensino da matemática, sendo esta utilizada como ferramenta de apoio facilitando à descoberta proporcionando novos conceitos bem como à resolução de problemas. Observando estes conceitos conclui se que o mundo no qual vivemos a necessidade de utilizar a tecnologia cresce a cada dia, pois a informação e o conhecimento possuem muitas formas de transmissão. Os avanços tecnológicos, especialmente na área da informática passaram a ter grande repercussão em toda a sociedade. Referidos avanços possuem alta relevância social e vêem influenciando todas as áreas do conhecimento. A tecnologia promove a aprendizagem e o acesso de novas informações do conhecimento com mais agilidade. Porém, por algum tempo houve algumas apreensões em utilizá-las no ambiente escolar. Em casos que o aluno venha utilizar calculadora, como é que ele aprende a fazer cálculos? Em meio a este questionamento pode-se surgir inúmeras dúvidas, que até mesmo tenha sido motivo de grandiosos debates entre muitos educadores principalmente quando os computadores começaram a fazer parte do meio educacional. Mas, de fato podemos observar que o computador em sala de aula se tornou então um recurso fundamental para o aprimoramento profissional do professor. No final da década de 70, quando deram início a discussão sobre o uso da tecnologia no meio educacional, comentava-se que existiria muito desemprego por parte dos professores, mas foi constatado que esta inquietação em nada valeria, pois a participação dos educadores é fundamental para a aprendizagem, e sem a capacitação e o compromisso dos profissionais da educação de nada vale o uso de tão grandeza tecnológica. Com o advento do surgimento e da evolução dos computadores e outro meios informativos a aprendizagem fora facilitada sobretudo da matemática o que veio ocasionar novas formas de estudos e métodos pedagógicos. Infelizmente no município de Tuntum-MA, local alvo desta pesquisa a maioria dos professores não contam com o auxílio da tecnologia como método de ensino na sala de aula. Com a elaboração deste trabalho espera-se que as reflexões aqui abordadas contribuam de forma positiva na utilização destas por parte dos docentes do referido município e de outras localidades, que necessitam trilhar novos caminhos para uma educação inclusiva com qualidade.

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2 HISTÓRICO DA TECNOLOGIA NO BRASIL

A historiografia da tecnologia no Brasil é algo complexo que requer uma boa periodização para melhor desmistificação e entendimento do estudo em questão. Para tanto, adotar-se-á neste instrumento de pesquisa a mesma periodização de Vargas (2001) em sua obra História da ciência e da tecnologia no Brasil: uma súmula:  Na Colônia;  Durante o Reino Unido;  Durante o Império;  A República Velha e o início da pesquisa científica e tecnológica;  Educação e ciências humanas durante a República Velha;  A criação das universidades;  Pesquisa tecnológica;  O desenvolvimentismo econômico;  Situação atual. Com tal periodização acredita-se que é possível desvendar satisfatoriamente todo o processo introdutório e evolutivo da tecnologia no Brasil até mesmo da atual situação tecnológica em que este país se encontra.

2.1 DA COLÔNIA

Objetivando proporcionar melhor entendimento Vargas (2001) inicia suas descrições acerca da história da tecnologia no Brasil descrevendo Cardoso, Novais e D‟Ambrósio, que segundo Ele esses autores afirmavam que no principio da era colonial o Brasil não dispunha de ambiente propicio para um desenvolvimento tecnológico. Isso por que:

A colonização portuguesa era voltada para uma exploração mercantilista para o simples enriquecimento da metrópole. Não havia a preocupação com o povoamento do território e estabelecimento de medidas que proporcionassem o bem viver desse povo. Entretanto, a educação foi estabelecida em nível primário e, depois, secundário pelos jesuítas que aqui chegaram na primeira metade do século XVI, com a principal finalidade de propagar a fé católica, em contraposição à recém acontecida Reforma Protestante e, portanto, ensinando de ciência somente aquilo que não colidia com a fé. Contudo, os jesuítas, além de montarem escolas primárias, organizaram colégios e seminários, em alguns dos quais havia cursos de Artes,

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compreendendo o ensino de elementos de matemática, física e astronomia. (VARGAS 2001, p. 21)

Como pode ser percebido educar cidadão capazes de se sobressaírem na sociedade não era objetivo dos colonizadadores portugueses, mais era a de forma pessoas de acordo com seus interesses de modo que nenhuma formação contrapusesse seus ideais e costumes. Vargas (2001, p.22) descreve acerca das atividades científicas que:

A primeira atividade científica em território brasileiro ocorreu durante a Invasão Holandesa em Pernambuco. É a dos médicos e naturalistas Guilherme Piso e Jorge Marcgrave, que vieram a Recife com o príncipe Maurício de Nassau. O primeiro é tido hoje como o fundador da medicina tropical, com seu livro De medicine brasiliensis, primeira parte da História naturalis braziliae, escrita por Marcgrave e publicada em 1648.

Outro resquício de existência de instrumentos tecnológicos na época é a descrição de Vargas (2001, p. 22) quando ele cita que “O cronista dos feitos de Maurício de Nassau, no Brasil, Gaspar Barleus, relata observações astronômicas e cálculos relativos a um eclipse solar que aconteceu no Recife, em 1640”. Acreditas-se que para uma observação desse porte seria necessário a disposição de equipamentos sofisticados para a época o que seria possível com a existência de um suposto observatório astronômico. Vargas (2001) aponta que até meados do século XVIII o ensino era monopolizado pelos jesuítas e com a sua expulsão em 1759 do Brasil e com a instituição de um imposto especial o ensino regular foi regulamentado. Mas, neste período o ensino superior continuava sendo privilégio português. No período colonial as manifestações eram mais voltada para os meios de produção e subexistência e tinham em suas bases formadoras o fruto dos conhecimentos matemáticos dos padres jesuítas, os quais pode-se citar: Bartolomeu de Gusmão (1685-1720) inventor do aeróstato (equipamento transportador de água ou bomba hidráulica), João Antonio Andreoni (1644-1716) que descreveu as técnicas agrícolas no Brasil em sua perseguida obra Cultura e opulência no Brasil além de Ignácio Szentmartonyi outro jesuíta que na qualidade de astrônomo régio foi responsabilizado por demarcações de fronteiras entre o próprio Brasil e as colônias espanholas. A partir da segunda metade do século XVIII houve uma significativa mudança no processo formativo local. Os grandes proprietários brasileiros começaram nesse período a enviarem seus filhos para fazerem cursos universitários em Portugal. Vargas (2001) aponta

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que nesse período cerca de mil estudantes brasileiros passaram pela Universidade de Coimbra, principal instituição de nível superior daquela época em Portugal. Acredita-se ainda que nesse mesmo período após a Reforma Pombalina nasceram os primeiros cientistas brasileiros. Do período colonial sabe-se que a educação foi quase sempre monopolizada pelos jesuítas, com pouca assistência as classes menos privilegiadas e com amplo privilégio para aqueles tidos como grandes proprietários de terras e principalmente para os membros da corte.

2.2

DURANTE O REINO UNIDO

A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro no início do século XIX, a abertura dos portos às nações parceiras e a tentativa de transformação do Brasil em Reino Unido a Portugal e Algarves contribuíram para a intensificação dos estudos naturais brasileiros e sobretudo da vinda de estudiosos estrangeiros para os referidos estudos. É válido lembrar tais mudanças só se efetivaram pela necessidade da corte, pois a coroa portuguesa julgava necessário ter todo o conforto que dispunham em Portugal, e como até então não era possível no Brasil passaram a desenvolver este país com construções, de museus, bancos, instituições de ensino e cursos superiores, centros de pesquisas e inúmeras outras. Dentre os estrangeiros que vieram para o Brasil na época Vargas (2001) cita Karl Friedrich Philipp Von Martius (1794-1864) e o naturalista alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege (1777-1855). O primeiro “recebeu a incumbência de investigar a flora e a fauna brasileiras para enriquecimento da ciência européia” (VARGAS 2001, p. 27) e escreveu o romance Frey Apollonio, um romance do Brasil e as descrições de suas viagens pelo Brasil denominada Viagem pelo Brasil, o segundo “veio ao Brasil para realizar trabalhos de pesquisa geológica e mineralógica” (VARGAS 2001, p. 28) que entre suas mais variadas contribuições se sobressaiu nas investigações geológicas. Von Martius após saiu do Brasil e voltar a Munique escreveu Flora brasiliensis e História palmarum que embora escrita em favor dos europeus tem sido até os dias atuais bases de estudos e investigações de botânica. Já o naturalista e engenheiro militar Von Eschwege realizou vários trabalhos em Portugal, dos quais Pluto brasiliensis de 1833 teve maior destaque além de ter conseguido identificar nas terras brasileiras a existência de minérios (chumbo, manganês e ferro).

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O interesse português em desenvolver a mineração do ferro e a siderurgia, em Minas Gerais, já era anterior à vinda da Corte. D. Rodrigo de Souza Coutinho, futuro conde de Linhares, quando convocado pelo príncipe regente para assumir a pasta da Marinha e Ultramar, em 1785, elaborou um plano, Sistema político que mais convém à nossa Coroa para conservação dos seus vastos territórios, particularmente os da América, no qual a questão da mineração em Minas Gerais era tratada. Um amigo de Souza Coutinho, estudante brasileiro em Coimbra, Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá, foi dos primeiros a estudar a questão, como intendente das Minas. O intendente Câmara foi quem, após a chegada da Corte, iniciou em 1809 a construção da Fábrica de Ferro do Pilar, no Morro de Gaspar Soares. Mas essa fábrica só veio a produzir em 1815. (VARGAS 2001, p. 28-29)

Nesse período a evolução cientifica e tecnológica se deu basicamente por frutos de viagens e pesquisas e nesse processo é válido lembrar-se do viajante inglês Richard Francis Burton (1821-90) que foi cônsul em Santos e deu inúmeras contribuições para o avanço cientifico, do botânico francês Augusto de Saint-Hilaire que escreveu Flora brasiliae meridionalis além do magnífico Charles Robert Darwin (1809-82) que passou na Bahia e no Rio de Janeiro e posteriormente propôs uma das teorias evolucionistas naturais. Muitos foram os benefícios que mesmo involuntariamente foi trazido pela vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. De tais benefícios pode-se ainda citar:

Em 1808, fundou-se o Real Horto, depois Real Jardim Botânico, para aclimatação de plantas das colônias portuguesas no Brasil; criaram-se ainda, nesse mesmo ano, a Biblioteca Nacional e a Imprensa Régia; em 1818, fundou-se o Museu Real, depois Museu Nacional, que veio a ser fonte de pesquisas científicas durante todo o Império. (VARGAS 2001, p. 33)

Desta forma o período do império mesmo recheado de imperfeições e meios reprovativos de organização social teve grande importância no processo evolutivo das ciências e da tecnologia, pois foi neste momento histórico que as „portas‟ foram verdadeiramente abertas para o desenvolvimento científico brasileiro.

2.3

DURANTE O IMPÉRIO

Esse foi o período em que as pesquisas de âmbito natural foram melhores estudadas. Os museus, sobretudo o nacional, eram bastante requisitados nessa época e foi dirigido entre 1847 e 1875 respectivamente por Frederico Leopoldo Cesar Burlamaqui e pelo botânico brasileiro Ladislau Neto que assumiu em 1864 e se tornou um dos grandes botânicos da

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história do Brasil. Das pesquisas realizadas neste museu a que teve grande destaque foi a de Fritz Müller (1822-97) que além de botânico renomado foi também professor. Müller publicou em 1864 na Alemanha um livro que em sua essência defendia a teoria da seleção natural proposta por Darwin. Posteriormente com o grande sucesso da obra Müller ainda foi intitulado de „príncipe dos observadores‟ por Charles Darwin devido às valorosas pesquisas realizada pelo então botânico e professor de Liceu de Desterro atual Florianópolis.

Em 1846, as academias Militar e da Marinha organizaram em conjunto um Observatório Imperial de Astronomia, no Rio de Janeiro. Esse emancipou-se das academias militares em 1871 e foi contratado o astrônomo francês Emmanuel Liais, o qual assumiu a direção em 1879. Iniciou-se, então, a publicação dos seus Anais sob a direção de Louis Cruls, que sucedeu a Liais em 1884, permanecendo na direção até 1908. Em 1882, são realizadas missões incumbidas de observar a passagem de Vênus sobre o disco solar. Surgiu então a Revista do Observatório, em 1886. (VARGAS 2001, p. 36)

O referido observatório e a Revista do Observatório são provas vivas da evolução científica e tecnológica na época, pois com a supracitada organização as observações foram facilitadas sobretudo com a evolução tecnológica da época.

Notáveis engenheiros brasileiros dessa época são os irmãos Rebouças. André Rebouças, depois de diplomado engenheiro em 1860, fez um estágio na Europa, especializando-se em docas e vias férreas. Suas obras principais são as docas da Alfândega e a do Mercado, no Rio de Janeiro, de 1866 até 1877, na qual ele introduziu o ensaio tecnológico do cimento, por meio de máquina de ensaio cujo desenho existe até hoje. Seu irmão, Antonio Pereira Rebouças, construiu a Estrada de Rodagem da Graciosa (Curitiba-Antonina) e projetou a Via Férrea CuritibaParanaguá em 1872, por meio de sucessivos túneis e viadutos, evitando ao máximo a escavação de cortes e construção de aterros, o que tornou essa linha a mais estável de todas as outras que galgavam a Serra do Mar. A construção foi realizada em 1886 por uma firma belga, sob a direção do engenheiro brasileiro João Teixeira Soares. (VARGAS 2001, p. 38)

Sem dúvidas os feitos dos irmãos Rebouças se constituíram em verdadeiro marco, vista a complexidade de suas obras e a disponibilidade de tecnologia na época. Nesse mesmo período as estradas férreas eram soluções de muitos problemas enfrentados no Brasil, já os portos brasileiros eram verdadeiros problemas que permearam sem solução até a Proclamação da República.

2.4

A REPÚBLICA VELHA E O INÍCIO DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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No início do regime presidencialista, o Brasil passou por momentos conturbados. Logo depois de uma reforma bancária comandada pelo então ministro da fazenda Rui Barbosa e pelo presidente Deodoro da Fonseca e o conseqüente aumento da circulação monetária o país passou por graves problemas de inflação e especulação que em meio a tão números problemas ainda veio contribuir para o progresso industrial naquele período.

No final do governo de Floriano, em 15 de fevereiro de 1894, foi criada a Escola Politécnica de São Paulo, por projeto do então deputado estadual Antonio Francisco de Paula Souza. Este talvez tenha sido o primeiro acontecimento importante da República Velha, no que concerne não tanto à história da ciência, mas à história da nossa tecnologia [...]. (VARGAS 2001, p. 44)

A partir da fundação da referida escola e evolução tecnológica se intensificou no Brasil e através dos inúmeros cursos técnicos formou muitos brasileiros que por sua vez ajudaram na propagação da supracitada evolução neste país. Vargas (2001, p. 44) cita que com a chegada de Wilhelm Fischer em 1903 que veio para dirigir aulas práticas Ele desenvolveu “um extenso programa de pesquisas sobre as propriedades tecnológicas dos principais materiais de construção utilizados em São Paulo” que fora publicado no primeiro relatório de pesquisa tecnológica no ano de 1905 constituído no Brasil o Manual de resistência dos materiais. Pujol Jr. Sucessor de Fischer foi outro revolucionário no campo tecnológico neste país. Ele desenvolveu vários ensaios de ligas metálicas e tratamento térmico para os mesmos a fim de utilizá-los nas construção. Vargas (2001, p. 45) afirma que “nessa época aconteceu uma verdadeira revolução na engenharia brasileira, com o aparecimento do concreto armado”. Com este advento a no ano de 1913, já era possível encontrar material apostilado de Paula Souza com lições e aulas do cálculo do concreto armado. A ideia de um Brasil moderno só veio ser aceita pelo parlamentares no governo de Rodrigues Alves de 1902 a 1906 eleito pelo „voto de cabresto‟. Essa ideia refletiu e foi expressa na modernização do Rio de Janeiro e na construção do porto desta cidade. O urbanismo tomava conta do país e a cada dia que passava as cidades buscavam se modernizarem mais e isso possibilitou Francisco Saturnino Rodrigues de Brito (1864-1929) iniciar trabalhos de Engenharia Sanitária. Nesse momento histórico cabiam aos engenheiros as melhorias urbanas e ao médico o combate as doenças epidêmicas.

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Como reflexo da luta médica de erradicação das doenças epidemiológicas Vargas (2001, p. 48) cita que:

O Instituto Bacteriológico, hoje Instituto Adolfo Lutz, foi o primeiro do seu gênero na América do Sul, e exerceu enorme atividade de controle de doenças infecciosas no estado, inclusive durante o surto de cólera asiática, irrompido na Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de São Paulo, o qual se alastrou pelas cidades do interior, em 1893. Anexo ao Instituto Bacteriológico, foi fundado, em 1899, o Instituto Soroterápico do Butantã, que adquiriu autonomia na gestão de Vital Brasil, em 1901, especializandose na produção de soro anti-ofídico. Em 1929, Afrânio Amaral promoveu sua reestruturação para transformá-lo num centro de pesquisa em Medicina Experimental. (VARGAS 2001, p. 48-49)

Foi justamente no instituto Butantã que nasceu para o mundo um dos maiores heróis sanitarista que o planeta já viu Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917) que foi responsável por uma grandiosa e espetacular campanha de vacinação contra varíola.

O governo de Rodrigues Alves, empenhado na modernização do Rio de Janeiro e impressionado pela repercussão internacional do trabalho de erradicação da febre amarela do Rio, transformou, em 1908, o Instituto Soroterápico no Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, logo em seguida denominado Instituto Oswaldo Cruz, destinado ao estudo de doenças infecciosas tropicais e à preparação de soros e vacinas. (VARGAS 2001, p. 50)

Ao que se sabe nesse período os maiores feitos tecnológicos se davam basicamente no campo médico por meio das preocupações sanitárias nos institutos comandado por Oswaldo Cruz que fora posteriormente sucedido por Chagas.

A trajetória do desenvolvimento da ciência num país periférico, como é o caso do Brasil, da forma que segue. Diante de um problema nacional que urgia ser solucionado, surgiu uma instituição, dirigida por alguém cujo conhecimento do problema aliava-se a uma capacidade de organização e a um traquejo político capazes de mantê-la contra qualquer oposição. Essa instituição pôde, assim, atuar tecnologicamente na solução do problema. Mas essa ação tecnológica necessitou de ser alimentada por conhecimentos científicos. (VARGAS 2001, p. 54)

Oswaldo Cruz e Chagas foram dois dos maiores contribuintes para a evolução de soluções para as mais variadas doenças infectocontagiosas. Outro campo do conhecimento bastante explorado na época foram os campos meteorológicos e climáticos que foram intensamente pesquisados por Loefgreen que posteriormente contribuiu para a efetivação dos serviços meteorológicos.

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Nessa perspectiva “o governo federal criou, em 1907, o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, SGM, convidando Orville Derby para chefiá-lo (VARGAS 2001, p. 57). A SGM foi uma importante ferramenta no desvendamento geológico e mineralógico no Brasil e depois de algum período e de algumas descobertas passou a ser denominada Departamento Nacional da Produção Mineral – DNPM. No inicio do século XX a tecnologia no seu sentido mais intrínseco não se deu somente nos campos supracitados. Outra área bastante explorada na época foi a agricultura que a partir de 1924 sob comando de Theodureto de Camargo através do Instituto Agronômico de Campinas passou orientar tecnologicamente os trabalhos agrícolas. O sucesso nos trabalhos do Instituto descrito acima e de suas comissões de defesa vegetal e animal levou o governo do estado a criar em 1927 o Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal.

Outro importante movimento modernizador teve origem na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, entre os professores que se especializavam em Matemáticas. Iniciouse com a denúncia, por parte de Oto de Alencar Silva (1874-1912), de erros cometidos por Augusto Comte, em seus escritos matemáticos. Foi à primeira reação contra o positivismo, não para negar seu cientificismo, mas para superá-lo. Um seu discípulo, Manuel de Amoroso Costa (1805-1928), começou a divulgar no Brasil a filosofia matemática de Poincaré, a qual segue um convencionalismo, superando as idéias positivistas, no sentido de abrir caminho para um empirismo crítico ou lógico, já anunciando um neopositivismo. Tanto Amoroso Costa como um outro ilustre exaluno da Politécnica, Theodoro Augusto Ramos (1895-1935), foram dos primeiros a publicar, no Brasil, artigos sobre a Teoria da Relatividade e Mecânica Quântica. (VARGAS 2001, p. 59-60)

A terceira década do século XX foi para o Brasil um grande período. Foi nesta década que este país alcançou grandes índices de pesquisas cientificas e tecnológicas principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por outro lado foi também nesse período que ocorreu grande crise de energia elétrica em São Paulo e o momento em que a Republica Velha entrou em grande crise. No ano de 1922, numa tentativa de criar uma identidade própria no aspecto cientifico e tecnológico foi realizado em São Paulo a semana da arte moderna que dentre outras coisas veio modernizar muitos métodos científicos sobre tudo nas artes e nas letras.

2.5

EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS DURANTE A REPÚBLICA VELHA

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Como reflexo da semana de arte moderna realizada em São Paulo surgiu na década de 30 os “educadores” que se propuseram a organizar e sistematizar o ensino, quase sempre com base nas teorias científicas biológicas, psicológicas e sociais. Com a nova educação os pioneiros desse novo projeto objetivavam alavancar a educação.
[...] esses educadores, apesar de muito combatidos pelas elites conservadoras de então – tendo sido, inclusive, acusados de “comunistas”, pela sua preocupação em democratizar a escola brasileira –, conseguiram modernizar o ensino primário e o normal no país. (VARGAS 2001, p. 64)

É válido ressaltar que nesse período criou-se uma concepção de que cabia aos profissionais da educação que tinha nível superior modernizar o país. Essa mentalidade foi excessivamente valorizada entre os cariocas. Vargas (2001, p. 68) cita sobre a mentalidade da época que “ela ampliou-se, passando para o campo da Psiquiatria, Psicanálise e Medicina Legal” e possibilitou o desenvolvimento geral do país desde o desenvolvimento científico como em infra-estrutura e urbanística.

2.6 A CRIAÇÃO DAS UNIVERSIDADES

Na década de 1930, Vargas comandou aquela que é considerada por muitos historiadores como a ultima revolta tenentista que culminou com o fim da República Velha, da oligarquia e da agroexportação. Tal feito lhe logrou muito prestígio, que logo em 1932 após constantes lutas em São Paulo pela promulgação da primeira constituição foi abalada. É bem verdade que tal revolução fora vencida neste primeiro momento, mais depois de muitas pressões os revolucionários constitucionalistas lograram êxito nos seus objetivos em 1934. Após a promulgação da primeira constituição, o Brasil efetivamente passou a ser um país democrático, uma vez que sob a soberania de Vargas era regido por um regime autoritário e centralizador de poder.

No que diz respeito à história da ciência e da tecnologia nesse período, pode-se afirmar que o acontecimento mais importante foi a reforma do ensino secundário, decorrente da criação do Ministério da Saúde e Educação, sendo ministro o educador mineiro Francisco de Campos; e a criação das universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em 1931, o ensino secundário foi dividido em dois turnos: o primeiro almejava uma educação secundária geral, idealmente para todos; e o segundo seria para aqueles que desejassem ingressar nas Escolas Superiores. Esse último turno viria a substituir os cursos preliminares que existiam nas faculdades, para suprir as deficiências do ensino médio. (VARGAS 2001, p. 72)

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Nesse novo momento histórico do Brasil muito foi feito para a educação brasileiro e principalmente para o desenvolvimento do conhecimento até então adquirido. Muitos cursos técnicos foram criados, algumas faculdades foram fundadas e entre elas a que teve e continua nos dias atuais tendo grande importância para o desenvolvimento local a Universidade de São Paulo – USP. Juntamente com a criação dos referidos centro educacionais a matemática brasileiro atingiu um status extraordinário de desenvolvimento que pouco tempo depois possibilitou a formação do primeiro doutor em matemática no Brasil ao matemático de Itapecurú Mirim Joaquim Gomes de Souza o “Souzinha”. É válido ressaltar também que outros setores e ciências como a física, a química, a geociências, a geografia, a botânica, a zoologia, a biologia geral, antropologia e etnografia, a sociologia, a psicologia além da economia tiveram notado desenvolvimento que Possibilitou uma aceleração no crescimento nos aspectos sócio-culturais do país.

2.7

PESQUISA TECNOLÓGICA

Sabe-se que a revolução de 1930 liderada por Vargas citada anteriormente não foi para o Brasil apenas uma revolução que permitira o desenvolvimento das ciências locais. Vargas (2001, p. 103) descreve que esta revolução:

Abrangeu também a área da pesquisa tecnológica, com a criação dos nossos dois grandes institutos de pesquisas tecnológicas: o Instituto Nacional de Tecnologia e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. O primeiro evoluiu da Estação Experimental de Combustíveis e Minérios, em 1933, por ação de seu diretor E.L. da Fonseca Costa. O segundo veio da transformação do Laboratório de Ensaios de Materiais da Escola Politécnica de São Paulo, em Instituto Anexo à USP, por iniciativa de seu diretor Ary Torres.

Outro importante centro de evolução tecnológica criado nesse período foi a fundação do IPT em 1940 cuja organização era responsabilidade de Miguel Siegel que atribuíra a este instituto segundo Vargas (2001, p. 105) a tarefa de “produção experimental de ferro fundido, aços e metais não ferrosos”.

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É importante ressaltar que para o desenvolvimento tecnológico no Brasil fez-se necessário a formação de inúmeras pessoas que se interessassem por pesquisas tecnológicas. Nesse processo:

Os primeiros pesquisadores brasileiros da tecnologia de solos e fundações, além de Odair Grilo, foram Raymundo Costa, Othelo Machado e Milton Vargas, em São Paulo; e A. J. Costa Nunes, Mário Brandi Pereira e Jacques Medina, no Rio. O prestígio internacional da geotecnologia brasileira foi consolidado com a nomeação de Victor de Mello para presidente da Associação Internacional de Mecânica dos Solos. (VARGAS 2001, p. 107)

Com o advento dos primeiros pesquisadores surgiram posteriormente o Centro Nacional e Pesquisas Agronômicas, o Instituto de Pesquisas Aeronáuticas, a Escola de Engenharia de São Carlos da USP que possibilitou um avanço tão considerável que no ano de 1948 foi criado Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência o SBPC que até os dias atuais tem sido evento responsável pelas discussões entre cientistas a cerca dos resultados das pesquisas por eles realizadas a fim de conseguirem trocar informações e caso possível aprimorar seus trabalhos. De mais importante para a evolução das produções científicas e tecnológicas foi a constituição paulista de 1947 que entre outras coisas garantiu o financiamento destes trabalhos através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP deixando assim os brasileiros com quase todas as condições necessárias para então desenvolverem a ciência local de forma mais autônoma.

2.8

O DESENVOLVIMENTISMO ECONÔMICO

No que tange o desenvolvimento econômico brasileiro Vargas (2001) cita que Álvaro Alberto almejava desenvolver a ciência e a tecnologia no Brasil de forma que este país adquirisse identidade própria diante do restante do mundo. Dentro do projeto de autonomia na pesquisa cientifica foi tentado o enriquecimento nacional do urânio com a compra de centrífugas na Alemanha que depois de muitos obstáculos colocados pelas grandes potências mundiais chegou ao Brasil em 1956, foi instituído a Petrobrás em 1953, foi construída uma usina hidrelétrica denominada de Paulo Afonso, foi construído outras usinas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná dando um novo padrão científico e tecnológico a esta nação.

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O governo federal de Juscelino Kubitschek (1956-1961), a política adotada foi de franca abertura, pela qual Juscelino conseguiu a instalação no país das indústrias multinacionais de automóveis, de construção naval, de mecânica pesada e de equipamento elétrico. Entretanto, a construção de Brasília foi uma realização autônoma da Engenharia e da Arquitetura nacionais, e a construção de estradas de rodagens ligando-a às várias capitais estaduais mostra como a tecnologia nacional já havia atingido nível respeitável, no ramo da Engenharia Civil. (VARGAS 2001, p. 113)

Outras conquistas que alavancaram a economia local através dos avanços tecnológicos foram: o convênio entre CNPp e USP através do Instituto de Energia Atômica – IEA, o curso promovido pelo Instituto Militar de Engenharia que possibilitou o título de PhD em Engenharia Nuclear, o programa nuclear da UFRJ e o desenvolvimento de transportes que possibilitaram fluxo de exportação e importação das produções brasileiras e que consequentemente possibilitou um maior crescimento econômico ao país.

2.9

SITUAÇÃO ATUAL

Segundo Vargas (2001) o esgotamento do programa intensivo de construção no ano de 1980 culminou com uma grave crise à Engenharia Civil Brasileira. Também no período do governo do General Figueiredo, último militar a governar o Brasil houve problemas na evolução das pesquisas tecnológicas e quando se objetivava crescer o que realmente aconteceu foi um declínio. Vargas (2001, p. 139) aponta que “elas subsistiram nos cursos de pós-graduação com suas pesquisas para dissertações de mestrado e teses de doutorado”, por outro lado a área agrícola teve um notável destaque e serviu para amenizar alguns dos problemas enfrentados na época.

Não se pode deixar de lembrar que cientistas brasileiros adquiriram grande notoriedade no estrangeiro e conseguiram resultados de repercussão internacional na pesquisa científica e tecnológica. Para simplesmente citar três exemplos: o desenvolvimento de uma Lógica Matemática Paraconsistente, por uma equipe dirigida pelo prof. Newton Afonso da Costa; os trabalhos do prof. Milton Santos sobre uma Geografia Humana baseada numa nova noção de “espaço” por ele introduzida nos seus livros Espaço e método e A natureza do espaço; e o trabalho de José Leite Lopes, que mantém viva a pesquisa em Física no Brasil, com a publicação, em 1992, do seu livro A estrutura quântica da matéria. (VARGAS 2001, p. 140)

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Tais ocorridos serviram para a época de consolo em meios a muitos problemas enfrentados, além de servirem também como uma comprovação da evolução da pesquisa cientifica e tecnológica brasileira.

Quanto à situação atual da pesquisa científica e tecnológica no estado de São Paulo (cuja produção é de cerca da metade do país) a Fapesp publicou recentemente um relatório abrangente, contendo os indicadores dessas atividades paulistas, elaborados por uma equipe de 139 pesquisadores da USP, Unicamp e Anpel, sob coordenação de Romeu Landi. Recentemente Leopoldo de Meis e Jacqueline Leta publicaram um estudo sobre O perfil da ciência brasileira, mostrando que a produção científica brasileira e sua repercussão internacional cresceram entre 1981 e 1993. Essa produção, medida em número de artigos publicados, concentra-se em dez universidades na seguinte ordem: a Estadual de São Paulo; a Federal do Rio de Janeiro; a Estadual de Campinas; a Federal de Minas Gerais; a do Rio Grande do Sul; a Escola Paulista de Medicina; a Unesp de São Paulo; a Federal de Pernambuco; a de Brasília ; e a USP de São Carlos. Juntas essas universidades publicaram, entre 1981 e 1993, 24.711 artigos. Os autores mostram que a contribuição de artigos brasileiros cresceu regularmente até 1986, mas daí até 1993, a taxa de crescimento foi muito maior. Ora, isso coincide com o que aconteceu com o número de bolsas de mestrado e doutorado concedidas pelo Capes e pelo CNPq. (VARGAS 2001, 41-42)

As supracitadas instituições além de outras que possivelmente não estão citadas nesta relação foram e continuam sendo importantes centros que tem mantido vivas as pesquisas brasileiras e tem ainda nos dias atuais mantido vivo o interesse pelas pesquisas cientificas sobre tudo das pesquisas científicas afim de manter o Brasil no nível crescente de modo que possibilite galgar um patamar ainda maior no cenário mundial no que diz respeito a tecnologia desenvolvida.

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TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Na atualidade, com as varias transformações vivenciadas pela sociedade, com as revoluções na área da informática e da informação, produz um novo paradigma tecnológico, ou seja, profundas mudanças nas relações de produção, social, profissional e educacional. O modo de o homem pensar na vida e em todos os seus aspectos social, político, cultural, profissional e educacional passa a ser visto como algo a ser conquistado em um menor espaço de tempo. A tecnologia está a cada dia mais presente na educação e requer, das instituições de ensino e do professor, novas posturas frente ao processo de ensino e aprendizagem, gerando conflitos, tanto pela falta de técnica no manuseio quanto pela interligação entre máquina e conteúdo. A questão do uso da tecnologia na educação ocupa posição central meio educacional, e por isso, é importante refletir sobre as mudanças provocadas por essas tecnologias, propondo novas práticas docentes e buscando proporcionar experiências de aprendizagem significativa para os alunos e desempenhando o papel de facilitador entre o aluno e a construção do seu conhecimento, Maria Elizabeth de Almeida (2000 p. 12) enfatiza que:

Os computadores possibilitam representar e testar ideias ou hipóteses, que levam à criação de um mundo abstrato e simbólico, ao mesmo tempo que introduzem diferentes formas de atuação e de interação entre as pessoas. Essas novas relações, além de envolverem a racionalidade técnico-operatória e lógico-formal, ampliam a compreensão sobre aspectos sócio-afetivos e tornam evidentes fatores pedagógicos, psicológicos, sociológicos e epistemológicos.

O computador sem dúvidas tem sido atualmente o equipamento tecnológico mais útil no processo educacional, pois entre suas inúmeras utilidades tem sido usado como meio de pesquisa, de exibição de vídeo aulas, entre outros. Mello (2001, p. 1) ao tratar em um artigo do Impacto e uso da tecnologia na educação escolar descreve que em:

Um breve retrospecto do desenvolvimento da tecnologia da informação, permite distinguir pelo menos dois momentos importantes. Esses dois momentos se sobrepõem e ainda estão plenamente vigentes. Um deles é o que se inicia com o advento do computador e tem seu ponto mais alto no aparecimento do PC – personal computer – cujo aperfeiçoamento ainda está longe de ser concluído. O segundo começa com as primeiras redes de comunicação que utilizam computadores conectados a um servidor central e desenvolve-se até o ponto atual de WWW – world wide web – rede mundial de computadores.

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O que é notório é a importância do PC no desenvolvimento educacional e também para a busca de informações na sociedade. Com os dois adventos citados acima foi possibilitado troca de informações de forma bem mais precisa, rápida e eficiente, pois os PCs permitem o armazenamento de uma gama muito grande de informação enquanto a rede mundial de computadores permite a troca destas através da internet e da intranet. Os computadores também permitiram a sociedade de forma geral a terem acesso livre e mais direto a muitas informações que antes só era possível com a compra de muitos livros, visita a biblioteca ou mesmo em aulas na escola. A cerca das duas fases descrita por Mello (2001, p. 1) ela descreve ainda que:

Na primeira fase há um aumento espantoso na rapidez e exatidão com que a informação passa a ser processada, armazenada e intocado e principalmente a possibilidade de negociação significado do conhecimento ainda tem de fazer pelas formas tradicionais de interação das quais o telefone e o fax são as mais desenvolvidas. O segundo momento trouxe uma mudança epistemológica significativa. É a partir da rede mundial de computadores que se dá uma transformação, ainda em seu início, na maneira como o conhecimento e produzido, organizado, compartilhado e disseminado.

Com a afirmativa da autora acima pode-se entender que mesmo com a criação do computador, no primeiro momento ele ainda não era muito difundido, uma vez que através dele não era possível a comunicação com outras máquinas, enquanto com a evolução dos PCs ocorreu uma estrondosa transformação de como o ser via o e habitava o mundo. Agora interligados com a internet os homens em geral mudaram seus hábitos, sua forma de trabalhar e ver o mundo bem como sua forma de se comunicar e isso também contribui significativamente no processo de ensino aprendizagem. No ensino da Matemática, utilizando a tecnologia como ferramenta e como metodologia, o professor deve ter domínio sobre sua utilização, bem como utilizá-la no momento certo, introduzindo essa ferramenta de forma a obter resultados positivos na construção do raciocínio lógico e venha despertar no aluno a motivação em aprender com compromisso, onde será aliado a tecnologia e situações cotidianas, mostrando resultado com problemas reais. Amanda Polato (2009 p.51): Afirma que “só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteúdos.” O papel do professor de Matemática além de ensinar o conteúdo existente no livro didático tem com objetivo desenvolver uma e estratégia e formulação de problemas, criativos

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e objetivos para as mais diversas situações da vida do aluno. E esse professor deverá está capacitado para os recursos tecnológicos de modo a deixar seu aluno interessado pela metodologia. Maria Elizabeth de Almeida (2000, p.110) destaca que:

A preparação do professor que vai usar o computador com seus alunos deve ser um processo que o mobilize e o prepare para incitar seus educandos a: Aprender a aprender, ter autonomia para solucionar as informações pertinentes à sua ação, refletir sobre uma situação-problema e escolher a alternativa adequada de atuação para resolvê-la, refletir sobre os resultados obtidos e depurar seus procedimentos, reformulando suas ações, buscar compreender os conceitos envolvidos ou levantar hipóteses.

O ensino da Matemática, utilizando a tecnologia, motiva tanto o aluno quanto o professor, na expectativa de utilizar a tecnologia na sala de aula, despertando a curiosidade e ansiedade do aluno e, no professor, a possibilidade de experimentar uma nova maneira de ensinar e também aprender. A informática na educação é um novo domínio da ciência que em seu próprio conceito traz embutida a idéia de pluralidade, de inter-relação e de intercâmbio crítico entre saberes e idéias desenvolvidas por diferentes pensadores. Maria Elizabeth de Almeida (2000 p. 108) chama atenção quando diz que “os alunos, por crescerem em uma sociedade permeada de recursos tecnológicos, são hábeis manipuladores da tecnologia e a dominam com mais rapidez e desenvoltura que seus professores.” A utilização da tecnologia, dentro da sala de aula, deixa de ser indiferente e se torna uma necessidade dentro da educação, onde a mesma representa um desafio para o professor, que precisa capacitar-se adaptando suas praticas pedagógicas para que venha alcançar seu objetivo como professor de Matemática e de formador de opinião. No processo de ensino aprendizagem os computadores não se fazem únicos na utilização para a sistematização do ensino, apenas se fazem como mais utilizados e porque não dizer um dos que mais se tornam atrativos em meio aos discentes devido a tudo que pode ser oferecido através do PC. Outros equipamentos tecnológicos também podem ser utilizados na educação, entre eles pode-se citar: data show para exibição de vídeo aulas pesquisas e outros, equipamentos de diversos de laboratórios de física, química, biologia e matemática além de muitos outros que poderiam ser citados neste trabalho. O que é válido lembrar é que para a utilização dos supracitados equipamentos há uma necessidade de uma melhor formação em meio à aqueles que devem utilizar os referidos no meio educacional.

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Nessa perspectiva Demo (2005, p. 13) cita que:

Nossas máquinas funcionam de fora para dentro, como é o caso, até hoje pelo menos, do computador: precisa ser ligado, precisa de hardware e software, precisa de digitador, precisa de upgrade de fora, etc. Só faz o que se manda, só tem o que se coloca lá dentro. Assim também é o avião, por exemplo: voa sempre do mesmo modo, de fora para dentro. Pode ser montado e desmontado de maneira linear. Já o corpo vivo não pode ser assim manipulado. As coisas não podem ser enfiadas nele, porque todo ser vivo, em particular o ser humano, pode aprender.

Acredita-se que com as descrições acima o autor buscou enfatizar que o ser humano não como uma máquina que pode ser reconstruída a qualquer momento, que pode ser ajustado de forma a exercer suas funções de acordo com o desejo de um programador, que pode ser atualizado quantas vezes forem necessário de forma simples e rápida. O homem nesse processo é um ser passível de aprendizado e pode sim passar por upgrade, mas de maneira continua e progressiva através dos mais variados cursos de capacitações, graduação e pósgraduação.

O educador sempre sentiu a necessidade de se atualizar, não somente no campo de seu conhecimento, como também na sua função pedagógica. Os métodos de ensino tradicionais são aqueles consolidados com o tempo, que dominam nas instituições de ensino. Ainda persiste, com muitos professores, o método onde o professor fala, o aluno escuta; o professor dita, o aluno escreve; o professor manda, o aluno obedece. A maioria, porém, já é mais maleável: o professor fala, o aluno discute; o professor discursa, o aluno toma nota; o professor pede, o aluno pondera. Em casos específicos, o aluno fala, o professor escuta, o grupo debate e todos tomam nota, inclusive o professor, procurando ir ao encontro das necessidades que surgem. Isto e outras questões levam à crise do ensino, desde o primário até a universidade. (DJALMA 2002, p. 2-3)

Com a necessidade cada vez maior da utilização da tecnologia na educação para que haja uma aproximação da realidade do educando cabe ao profissional da educação buscar melhor formação a fim de atender as necessidades educacionais do momento e enfim deixar métodos ultrapassados e tradicionais para trás.

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PROFESSOR E TECNOLOGIA

A educação contemporânea brasileira vem sofrendo muitas mudanças que segundo Rörig e Backes (2004) pode está sendo causada pelas reformulações econômicas que vem ocorrendo no mundo. As autoras anteriormente citadas também acreditam que tais mudanças acabam por desencadear também uma reconstrução na forma de ensino, mudando os paradigmas educacionais na perspectiva de quem as constrói, que no caso são professores, comunidade e instituição de ensino o que na visão de Rörig e Backes (2004) pode não ser satisfatória a todos que dependem desse processo uma vez que não são todos que participam de tal construção. No âmbito escolar é importante frisar a postura do professor diante deste novo cenário educacional, que após inúmeras mudanças já faz necessário uma gama muito maior de habilidade entre os professores tendo em vista os grandes avanços tecnológicos e principalmente pela necessidade de utilizar equipamentos tecnológicos a fim de melhorar a interação entre professor, aluno e conteúdos para que o processo de ensino aprendizagem seja melhor qualificado.

A aprendizagem supõe pelo menos dois componentes interligados: o primeiro, é o esforço reconstrutivo pessoal do aluno; o segundo, é uma ambiência humana favorável, onde se destaca o papel maiêutico do professor.(DEMO, p.167).

O referido papel do professor neste novo cenário foi modificado e para ele possibilitar um ambiente que favoreça a aprendizagem do aluno torna-se necessário uma formação continuada a fim de acompanhar os avanços ocorridos no processo educacional de forma a dominar as tecnologias de forma que educando possa utilizá-las em sala de aula a seu favor e a favor da aprendizagem do educando. Como bem diz Paulo Freire (1996), não existe professor sem aluno e no processo de ensino Ele descreve ainda que o professor seja eficaz ele necessita de rigor em seus métodos além de muita pesquisa, tem também que respeitar os conhecimentos prévios dos discentes. Outras características cruciais para o professor são a criticidade aliada a uma boa aparência e ética além de ter que se aliar às inovações e se desprover de qualquer tipo de descriminação. Outra assertiva de Freire (1996) a cerca da postura do professor é a afirmação dele sobre a necessidade que há para o docente em ter uma reflexão de sua prática pedagógica. Desta forma Freire (1996, p. 55-56) afirma que o professor em sua formação necessita:

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Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições, um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a ele ensinar e não a de transferir conhecimento.

É importante frisar na perspectiva de Freire (1996) que o professor também necessita além de muitas outras coisas para melhor eficácia em seu trabalho de um respeito à autonomia do aluno, de bom senso, humildade, tolerância, exercer direitos e deveres, ser alegre, crê que o aluno possa mudar para melhor e ser curioso sempre convicto de que ensinar não se resume numa transferência de conhecimento. Freire (1996, p. 102) também acredita que o professor tem que crê em si próprio para então demonstrar segurança naquilo que necessita fazer, e nessa perspectiva diz que:

A segurança com que a autoridade docente se move implica uma outra, a que se funda na sua competência profissional. Nenhuma autoridade docente se exerce ausente desta competência. O professor que não leve a sério sua formação, que não estuda, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe. Isto não significa, porém, que a opção e a prática democrática do professor ou da professora sejam determinadas por sua competência científica. Há professoras cientificamente preparadas, mas autoritários a toda prova. O que quero dizer é que a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor.

Com a descrição acima o autor deixa claro a necessidade de o profissional da educação em referencia ao professor que é indispensável para ele a qualificação profissional, doutra forma o trabalho docente fica inviável num projeto que anseia uma educação de qualidade e que atenda os anseios modernos de educação. Além da necessidade de qualificação o professor necessita de entender as mais variadas situações corriqueiras e cotidianas que costumeiramente acontecem em sala de aula. Nessa perspectiva Freire (1996, p. 110) descreve que:

A educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Dialética e contraditória, não poderia ser a educação só uma ou só a outra dessas coisas. Nem apenas reprodutora nem apenas desmascaradora da ideologia dominante.

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Outra grande necessidade para os professores em sua prática docente é a análise metódica das aplicações das aulas auxiliadas pelas tecnologias disponíveis. O que se sabe é que na atualidade é indispensável ao professor saber lidar com as tecnologias em sala de aula. Moran (2000, p. 133) afirma a cerca dos recursos tecnológicos que “não se valorizou adequadamente o uso de tecnologia visando a tornar o processo de ensino aprendizagem mais eficiente e mais eficaz” e por conta disso é que o referido autor acredita que a educação ainda se encontra defasada e por tanto necessita urgentemente ser repensada de modo que os professores possam valorizar as tecnologias em sala de aula. Sabe-se que o professor que deveria se utilizar dos recursos tecnológicos deve ou pelo menos deveria ter conhecimento básico de cada um deles além de terem um mínimo de experiência com uso deles em sua formação docente. Ao analisar essa perspectiva Moran (2000, p. 134) destaca outra problemática, que segundo ele os próprios professores quando na faculdade no papel de “alunos e, por vezes, professores dos cursos de história, geografia, matemática, física, ciências, biologia, sociologia e outros afirmam, sem constrangimento, que o importante para se formar professor é o domínio dos conteúdos dos respectivos cursos”. Ideias como estas é que atrasam a evolução do ensino, pois é de se saber que não é possível aprender quando aquilo que lhe é oferecido não se faz interessante ou importante para si, e nesta situação o auxilio da tecnologia pode fazer com que aquilo não poderia ser valorizado pelo aluno passe a ser pela forma como lhe é transmitido com o uso das tecnologias.
Nos próprios cursos do ensino superior, o uso de tecnologia adequada ao processo de aprendizagem e variada para motivar o aluno não é tão comum, o que faz com que os novos professores do ensino fundamental e médio, ao ministrarem suas aulas, praticamente copiem o modo de fazê-lo e o próprio comportamento de alguns de seus professores de faculdade, dando aula expositiva e, às vezes, sugerindo algum trabalho em grupo com pouca ou nenhuma orientação. (MORAN 2000, p. 135)

O autor deixa claro na descrição acima que grande parte dos professores costumeiramente herdam da faculdade grande parte de suas práticas pedagógicas e como observado pelo próprio as instituições de nível superior através de seu corpo docente também não tem oferecido seus cursos em outros moldes que não sejam os tradicionais que já são utilizados no ensino médio, que são aulas expositivas e ora ou outra através de grupos de estudos que em muitas vezes não chegam nem a receber orientação do professor.

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Quanto ao desprezo por parte dos professores das tecnologias Moran (2000, p. 135) acredita que esta prática foi herdada dos hábitos tecnicistas das décadas de 1950 e 60 onde os professores tecnicistas desprezavam totalmente a utilização das tecnologias.

Dois fatos novos, porém, trazem à tona a discussão sobre a mediação pedagógica e o uso da tecnologia. Primeiro, o surgimento da informática e da telemática proporcionando a seus usuários - e entre eles, obviamente, alunos e professores - a oportunidade de entrar em contato com as mais novas e recentes informações, pesquisas e produções científicas do mundo todo, em todas as áreas; a oportunidade de desenvolver a auto-aprendizagem e a inter-aprendizagem à distância, a partir dos microcomputadores que se encontram nas bibliotecas, nas residências, nos escritórios, nos locais de trabalho; fazendo surgirem novas formas de se construir o conhecimento e produzir trabalhos monográficos e relatórios científicos; proporcionando a integração de movimento, luz, som, imagem, filme, vídeo em novas apresentações de resultados de pesquisa e assuntos e temas para as aulas; possibilitando a orientação dos alunos em suas atividades não apenas nos momentos de aula, mas nos períodos "entre aulas" também; tornando possível, ainda, o desenvolvimento da criticidade para se situar diante de tudo o que se vivencia por meio do computador, da curiosidade para buscar coisas novas, da criatividade para se expressar e refletir, da ética para discutir os valores contemporâneos e os emergentes em nossa sociedade e em nossa profissão. (MORAN 2000, p. 136-137)

Sem dúvidas o advento dos computadores e da internet trouxe para a educação um grande avanço. Agora com a internet já é possível cursos de graduação e pós-graduação a distância através de vídeo aulas, vídeo conferência, além de uma interação entre professor e aluno fora do horário de aula. Os cursos nesses moldes avançaram tanto que depois de muitas pesquisas já são oferecidos em grande escala e possibilitam ao discente e ao docente uma boa interação através de e-mail, vídeos, chats e outras possibilitando ao educando uma educação de qualidade e com maior comodidade. O segundo fato novo a que se referia o autor na descrição anterior, trata da nova postura que as instituições de nível superior vêm adotando diante da formação docente nas ultimas décadas que é justamente a abertura para a discussão a cerca da formação de competências pedagógicas de docentes, que outrora não se fazia importante para a formação e para a prática do professor diante dos alunos. Moran (2000, p. 138) propôs uma organização de quatro tópicas para facilitar a compreensão da análise do uso das tecnologias no processo de aprendizagem: “tecnologia e processo de aprendizagem; Tecnologia e mediação pedagógica; Tecnologia, avaliação e mediação pedagógica; O professor como mediador pedagógico”. Da tecnologia e processo de aprendizagem Moran (2000, p. 139) descreve que “a tecnologia apresenta-se como meio, como instrumento para colaborar no desenvolvimento do processo de aprendizagem. A tecnologia reveste-se de um valor relativo e dependente desse

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processo” e por tanto, se torna crucial para a melhoria da qualidade de ensino aprendizagem na escola. A afirmativa anterior não quer dizer que o uso da tecnologia é a receita pronta para todos os problemas de aprendizagem no Brasil, mas se dúvidas é um meio colaborar que se usado de forma adequada poderá auxiliar na diminuição de muitas problemáticas que assolam a educação neste país. Em uma reflexão acerca do processo de aprendizagem Moran (2000, p. 139) destaca quatro elementos: “o conceito mesmo de aprender, o papel do aluno, o papel do professor e o uso da tecnologia”. A cerca dos quatros elementos citados Moran (2000) acredita que o conceito de aprender é íntimo ao ser que está na condição de aprendiz e que pratica ações que o permite se envolver com colegas e professores na busca de informações que lhe proporciona conhecimento. Nessa perspectiva o professor assume papel de motivador, facilitador, mediador e incentivador do aluno na busca da aprendizagem e o discente participa de forma ativa na construção de seu conhecimento. É obvio que para o processo de aprendizagem o uso das tecnologias fora alterada, e neste sentido Moran (2000, p. 143) afirma que:
As técnicas precisam ser escolhidas de acordo com o que se pretende que os alunos aprendam. Como o processo de aprendizagem abrange o desenvolvimento intelectual, afetivo, o desenvolvimento de competências e de atitudes, pode-se deduzir que a tecnologia a ser usada deverá ser variada e adequada a esses objetivos. Não podemos ter esperança de que uma ou duas técnicas, repetidas à exaustão, dêem conta de incentivar e encaminhar toda a aprendizagem esperada. Além do mais, as técnicas precisarão estar coerentes com os novos papéis tanto do aluno, como do professor: estratégias que fortaleçam o papel de sujeito da aprendizagem do aluno e o papel de mediador, incentivador e orientador do professor nos diversos ambientes de aprendizagem.

É válido ressalta que mesmo que as técnicas selecionadas sejam magníficas no ponto de vista do professor, não serão eficazes para a aprendizagem dos alunos caso sejam utilizadas inadequadamente e em momentos inoportunos. Ao tratar da tecnologia e mediação pedagógica Moran tratou inicialmente de conceituar mediação pedagógica e chegou à seguinte conclusão:

Por mediação pedagógica entendemos a atitude, o comportamento do professor que se coloca como um facilitador, incentivador ou motivador da aprendizagem, que se apresenta com a disposição de ser uma ponte entre o aprendiz e sua aprendizagem -

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não uma ponte estática, mas lima ponte "rolante", que ativamente colabora para que o aprendiz chegue aos seus objetivos, É a forma de se apresentar e tratar um conteúdo ou tema que ajuda o aprendiz a coletar informações, relacioná-las, organizá-las, manipulá-las, discuti-las e debatê-las com seus colegas, com o professor e com outras pessoas (interaprendizagem), até chegar a produzir um conhecimento que seja significativo para ele, conhecimento que se incorpore ao seu mundo intelectual e vivencial, e que o ajude a compreender sua realidade humana e social, e mesmo a interferir nela. (MORAN 2000, p. 144-145)

Conceituado a mediação pedagógica Moran tratou de descrever sua análise a cerca das novas tecnologias e suas mediações pedagógicas. O referido autor iniciou sua descrição citando que:

Por novas tecnologias em educação, estamos entendendo o uso da informática, do computador, da Internet, do CO-ROM, da hipermídia, da multimídia, de ferramentas para educação a distância - como chats, grupos ou listas de discussão, correio eletrônico etc} - e de outros recursos e linguagens digitais de que atualmente dispomos e que podem colaborar significativamente para tomar o processo de educação mais eficiente e mais eficaz. (MORAN 2000, p. 152)

Moran (2000) defende uma modalidade de ensino presencial, mais também defende que o mesmo aluno que aprende em aulas presenciais deva explorar tecnologias na mesma dinâmica da aprendizagem de cursos a distância através de teleconferências, compuptadores como banco de dados e outros. Desta forma Morgan (2000, p. 154-155 apud Almeida (in VALENTE 1996, p. 162)) deixa claro que esse processo:

O ensino através do uso de computadores pode se realizar sob diferentes abordagens que situam-se e oscilam entre dois grandes pólos ... Num dos pólos, tem-se o controle do ensino pelo computador, o qual é previamente programado através de um software, denominado instrução auxiliada por computador, que transmite informações ao aluno ou verifica o volume de conhecimentos adquiridos sobre determinado assunto. A abordagem adotada neste caso baseia-se em teorias educacionais comportamentalistas, onde o computador funciona como uma máquina de ensinar otimizada.; O professor torna-se um mero espectador do processo da exploração do software pelo aluno. No outro pólo, o controle do processo é do aluno que utiliza determinado software para ensinar o computador a resolver um problema ou executar uma seqüência de ações ... para produzir certos resultados ou efeitos ... Aqui a abordagem é a resolução de problemas e a construção de conhecimentos ... O professor tem um importante papel como agente promotor do processo de aprendizagem do aluno, que constrói o conhecimento num ambiente que o desafia e o motiva para a exploração, a reflexão, a depuração de idéias e a descoberta de novos conceitos.

Moran (2000, p. 155) analisa e discute as formas de utilização de tecnologias novas de acordo com as formas de transmissão pedagógica dos conteúdos na corroboração com a

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aprendizagem. O autor dar ênfase para a “teleconferência, chat ou bate-papo, listas de discussão, correio eletrônico, uso da Internet, CD-ROM, power point”. A princípio o supracitado autor descreve que:

[...] é importante chamar a atenção para o seguinte ponto: não se pode pensar no uso de uma tecnologia sozinha ou isolada. Seja na educação presencial, seja na virtual, o planejamento do processo de aprendizagem precisa ser feito em sua totalidade e em cada uma de suas unidades. Requer-se um planejamento detalhado, de tal forma que as várias atividades integrem-se em busca dos objetivos pretendidos e que as várias técnicas sejam escolhidas, planejadas e integradas de modo a colaborar para que as atividades sejam bem realizadas e a aprendizagem aconteça. Uma técnica se liga a outra, e a integração das várias técnicas é que dará consistência ao processo de educação à distância. Não acreditamos em uma aprendizagem à distância ou mesmo presencial utilizando as novas tecnologias, porém, de modo esparso, de quando em quando, e sempre da mesma maneira. (MORAN 2000, p. 155)

O autor na descrição acima deixa claro em sua perspectiva que mesmo com as novas tecnologias, que podem dar um grande suporte e consequentemente pode facilitar de forma excepcional a aprendizagem de um educando que isso pode não ocorrer caso sejam utilizadas de forma inadequadas ou até mesmo sem dinâmica de utilização com repetições e outras coisas dessa natureza, pois ele acredita que com a referida repetição a tecnologia que antes poderia ser uma novidade se tornaria algo rotineiro e cansativo para os alunos. Dos métodos tecnológicos citados pelo autor, sabe-se que a maioria deles são comumente utilizados em cursos a distância, mas sabe-se ainda que muito deles podem também serem utilizados a fim de mediar o conhecimento em cursos presenciais, e porque não dizer no ensino regular. A teleconferência, por exemplo, é um dos meios que geralmente são utilizados em cursos à distância e tem como principal qualidade a facilitação de encontro entre professores e alunos. O referido método consiste em facilitar por meio de vídeos, ou aula via internet com transmissão em tempo real entre alunos e professores permitindo desta forma uma maior interação sem que haja a necessidade de ambas as partes terem que se locomoverem para se encontrarem no local comum. Mesmo conhecendo a realidade educacional brasileira, sobretudo do ensino publico e sabendo que este método é praticamente inviável para o governo nacional, mais sem dúvidas seria uma boa opção em casos de necessidades de serem tiradas dúvidas dos discentes. “O chat ou bate-papo - O chat ou bate-papo on-line” descrito por Moran (2000, p. 156) é um recurso também comumente utilizado em cursos á distância. A referida técnica é utilizada na educação geralmente em debates em „salas‟ de bate-papo que consiste em

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ambientes virtuais criados para que internautas se interliguem de forma on-line para interagirem com conversas, que por sua vez podem decorrer de forma reservados, ou seja, de forma particular, ou até mesmo de forma geral onde todos os internautas que se encontram na „sala‟ de bate-papo podem interagir entre si. No ensino regular poderia ser também utilizado em momentos extra classe em momentos criado pelos professores para sanar dúvidas além de outras coisas que viessem ser necessárias. Moran (2000, p. 157) descreve também a cerca da lista de discussão, outro método utilizado na educação que segundo ele:

Esta técnica cria on-line grupos de pessoas que possam debater um assunto ou tema sobre o qual sejam especialistas ou tenham realizado estudos prévios. Seu objetivo é fazer uma discussão que avance os conhecimentos, as informações ou as experiências, para além da somatória de opiniões, de tal forma que o produto deste trabalho seja qualitativamente superior às ideias originais.

Já a internet que também é discutida por Moran (2000) se faz uma ferramenta riquíssima e muito poderosa no auxilio da construção do conhecimento. Além de atraente aos olhos de qualquer discente ela serve como meio de pesquisa e dar acesso ao aluno a uma gama praticamente infinita de informações, dando ao aluno a oportunidade de acesso a dados atualizados e as mais diversas bibliotecas e os mais variados livros no mundo. Esse mecanismo é muito utilizado em basicamente todas as esferas da educação e no ensino regular é comumente utilizada como meio de pesquisa. O CD-ROM e o PowerPoint se fazem também ferramentas bastante utilizadas na educação. São bastantes utilizadas nos mais variados níveis de ensino e são usadas geralmente em orientações de trabalhos, em roteiros de percurso de aulas teóricas e outras exibições de dados que são necessários no transcorrer das aulas teóricas. De forma geral Moran (2000, p. 170) descreve sob o uso do computador bem como de suas utilidades:

Conforme Almeida (in Valente 1996, p. 164), o professor que trabalha na educação com a informática há que desenvolver na relação aluno-computador uma mediação pedagógica que se explicite em atitudes que intervenham para promover o pensamento do aluno, implementar seus projetos, compartilhar problemas sem apontar soluções, ajudando assim o aprendiz a entender, a analisar, testar e corrigir os erros.

E encerrando a analise sobre a utilização da tecnologia no ensino Moran (2000, p. 171-172) descreve que:

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Quando decidimos refletir sobre a tecnologia e a mediação pedagógica, tínhamos em mente chamar atenção para a presença e a influência que a tecnologia tem hoje na sociedade contemporânea e na educação, tanto na escolar como na informal, tanto na presencial como na educação a distância. Apontamos mesmo para os novos desafios que a informática e a telemática estão trazendo para o avanço educacional dos povos, dependendo evidentemente da forma como as usem. Quisemos chamar atenção para a necessidade de empregarmos essa tecnologia se quisermos ser eficientes e eficazes no processo educacional. Durante o nosso trajeto reflexivo, discutimos técnicas, seu uso, os objetivos que elas podem ajudar a alcançar, a diferença das técnicas em um processo de aprendizagem presencial e em um processo de aprendizagem a distância, e principalmente como podem essas técnicas ser mediadoras de um processo de crescimento e desenvolvimento das pessoas. Ao adentrarmos nesses aspectos, vimos com clareza meridiana que as técnicas apenas poderão colaborar para esse desenvolvimento das pessoas quando empregadas numa perspectiva de aprendizagem, em que o aprendiz é o centro do processo, que se realiza num clima de confiança e parceria entre alunos e professor, que também estão imbuídos de uma mesma proposta de aprendizagem cooperativa e vivenciando a avaliação como um elemento motivador e incentivador desse processo. Na educação, sempre que puxamos um assunto para nossa investigação, percebemos que ele não está sozinho e que não pode ser considerado à parte; sempre se entrelaça com outros, pois o processo educacional é complexo. Foi o que vivemos neste capítulo. Nossa prática também é assim. Aliás, foi esta prática que propiciou e teceu nossas reflexões, alinhavando-as com situações concretas, e chegando mesmo a oferecer, em alguns momentos, pistas para se voltar à prática de uma forma nova e diferente. .

Até o momento foi tratado no corpo deste trabalho da história da tecnologia no Brasil, da tecnologia na educação e neste ultimo capítulo foi tratado de forma mais criteriosa do professor e tecnologia a fim de buscar melhores fundamentações ou argumentações para então propiciar uma melhor desmistificação do uso de novas tecnologias no ensino da matemática em algumas das escolas publicas municipais de Tuntum que será tratado posteriormente neste TCC.

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USO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA 5.1 ANÁLISE DE DADOS DA PESQUISA

Numa busca incessante em averiguar o nível de importância do uso das Novas Tecnologias para o ensino da matemática e consequentemente para o desenvolvimento da educação brasileira, foi necessário uma análise literária e científica sobre: a história da tecnologia no Brasil, a tecnologia e educação além da relação do professor com a tecnologia, para então, no desfecho deste trabalho poder tratar do uso das Novas Tecnologias no Ensino da Matemática em algumas das escolas desta cidade de Tuntum município maranhense. Para que as devidas averiguações se tornassem possível foi necessário primeiramente realizar visitas às instituições de ensino alvo desta pesquisa que se transcorreu num período de cinco semanas entre os meses de outubro e novembro de 2011. A primeira semana de visita fora utilizada para que se fossem observadas as características gerais das escolas, tanto no âmbito físico como pedagógica. Uma das primeiras observações realizadas fora da acessibilidade das instituições que por sua vez, em ambas as instituições foi detectado um bom acesso uma vez que todas as escolas em questão estão bem localizadas e por tanto permite ao discente um bom acesso. Na segunda semana de visita às escolas foram realizadas observações das práticas pedagógicas dos professores de matemática e aplicado questionário objetivo junto aos docentes, além de ter sido realizado conversas informais com alguns dos discentes das instituições pesquisadas. As semanas subsequentes foram utilizadas para implantação de um plano de aula proposto pelos pesquisadores a fim de serem observadas as reais diferenças entre a aprendizagem adquirida antes e depois de serem aplicados o supracitado plano de aula. Terminado a execução dos planos de aula proposto pelos pesquisadores foi realizado mais um questionário cujo objetivo foi de avaliar o processo a qual professores e alunos foram submetidos no período de visita às instituições. Quanto ao momento inicial da entrevista, pode-se dizer que foi iniciado em meio a desconfianças e algumas inibições, pois pôde-se ser percebido que os professores ficaram meio que receosos diante da temática desta pesquisa. As questões do primeiro questionário utilizado na entrevista trata da identificação do perfil dos docentes diante dos alunos em relação ao uso do computador, da Internet e das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs). Já o segundo questionário trata

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basicamente de uma avaliação do processo ao qual foram bem como do impacto sofrido pelo professor.

5.2

CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE E DOS INFORMANTES DA PESQUISA

Para o desenvolvimento desta pesquisa foi necessário uma pesquisa em três escolas publicas, uma delas estadual e as demais municipais desta cidade de Tuntum-MA, das quais foram utilizados como informantes cinco professores e cerca de cento e cinquenta alunos. Destes, foram ouvidos dez alunos em conversa informal para que fosse possível maiores esclarecimentos a cerca de todo o processo ao qual foram e continuam sendo submetidos na educação escolar. Os professores informantes desta pesquisa, também docentes dos respectivos alunos supracitados nessa pesquisa, são todos graduados e pós graduados em matemática além de pertencerem ao quadro de efetivos das instituições de ensino em que praticam sua docência. Os alunos alvos desta pesquisa são todos de classe baixa com grande parte deles dependente da bolsa família e estão distribuídos pelas escolas pesquisadas. Visando zelar pela integridade moral de todos os envolvidos nesta pesquisa, tanto instituições de ensino como professores e alunos não serão tratados neste trabalho pelo nome que os define. Quanto a escola publica estadual alvo desta pesquisa é uma instituição bem situada e está localizada no centro da cidade de Tuntum, próxima de uma praça e de uma igreja. O acesso a essa instituição é privilegiado, pois esta, possui quatro ruas que permitem a chegada a escola. A supracitada instituição atende alunos tanto da sede da cidade como do interior. Para os alunos advindos das zonas rurais são oferecidos a eles por meio da prefeitura municipal o transporte escolar que permite o acesso a eles. A instituição de ensino possui uma boa área cercada destinada ao estacionamento de motos e bicicletas. Na região interna a escola possui dez salas destinadas às aulas teóricos, um laboratório de informática, um laboratório de química, um laboratório de biologia, uma biblioteca, uma sala para deposito, uma sala para direção e serviços de secretaria, uma sala para professores equipada com banheiro próprio, uma cantina, e banheiros masculinos e femininos. Esta escola é bem requisita e praticamente toda adaptada ressalvados os banheiros que precisa de uma melhor adequação para que possa atender uma clientela especial.

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Quanto ao quadro de docentes desta instituição, no que tange a qualificação são todos graduados e efetivos, por tanto acredita-se que todos são bons profissionais principalmente pelo currículo que cada um possui. A segunda escola também é bem situada e fica localizada no centro da cidade de Tuntum rodeado por dois bairros da cidade que também são atendidos por esta instituição. A referida escola atende ainda alunos de diversos outros bairros e um pouca quantidade de alunos do interior. Para o acesso a escola foi construída uma passarela com pouco mais de duzentos metros que liga a escola a uma avenida da cidade. No que tange as características físicas da escola pode-se dizer que esta goza de espaço suficiente para os mais variados tipos de atividades e fora construída em três níveis terrestre, onde no primeiro estão localizadas o laboratório de informática, a sala da direção e secretaria além da sala dos professores, no segundo nível estão localizadas sete salas de aula e uma sala de leitura e no terceiro e ultimo nível estão localizadas seis salas de aula, cantina, quatro grande banheiros destinados aos homens e mulheres todos eles adaptados e um grande auditório que dispõe de boas instalações. Esta instituição de ensino ainda dispõe de datashow e um grande acervo de vídeos que podem ser utilizados em aulas pelo professor. A terceira e ultima escola pesquisada fica localizada em um dos bairros da cidade que fica nas periferias da cidade. A escola é bem acessível e atende além dos alunos do bairro em que se situa, outros advindos de um interior que se localizam equidistante cerca de 15km da sede da cidade. Das características físicas da instituição, pode se dizer que a escola dispõe de um razoável espaço para a execução das atividades da escola. A referida escola possui sete salas de aulas, uma sala de leitura, um laboratório de informática equipado com dez computadores, uma cantina bastante ampla, uma sala de direção, uma de serviços de secretaria e outra destinada aos professores. A escola não possui banheiros específicos para funcionários e alunos, o que possui é de uso geral daqueles que frenquentam a instituição. Quanto ao quadro de docentes pode-se dizer após algumas averiguações que é qualificado uma vez que todos possuem nível superior e na sua grande maioria fazem parte do quadro de efetivos da escola.

5.3

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

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Terminada as observações preliminares, foi dado início ao levantamento de dados, e de início foi realizado um questionário com os professores, a fim de traças o perfil educacional didático e pedagógico dos docentes. Este questionário inicial é composto de 105 (cento e cinco) questões distribuídas em 4 (quatro) quesitos nos quais foram subdivididos da seguinte forma: o primeiro quesito trata das Informações Inicias composto por sua vez de 16 (dezesseis) questões e tratam especificamente da caracterização do perfil social do professor; o segundo e mais criterioso quesito trata das Habilidades Informacionais e está composto por 71 (setenta e uma) questões que visa prioritariamente especificar o perfil do educador diante dos docentes com relação a utilização das Novas Tecnologias, principalmente do computador, da internet e da comunicação; o terceiro quesito do questionário trata da Integração Digital e é composto de 9 (nove) questões que visam identificar o processo de integração dos alunos no mundo digital; já o quarto quesito do questionário trata Da Utilização das Novas Tecnologias e assim como o anterior também está composto de 9 (nove) questões. Devido a grande quantidade de questões que engloba este primeiro questionário aplicado junto aos professores estes pesquisadores não enfatizarão sobre todas elas na desmistificação deste instrumento de pesquisa o fará a cerca daquelas que forem julgadas como mais interessante e considerável para a apresentação real do resultado deste trabalho.

5.3.1 Informações Iniciais

Ao tratar das informações iniciais no questionário objetivava-se angariar dados que se aproximasse de forma mais precisa ao perfil dos educadores. Inicialmente os docentes foram questionados sobre seus respectivos nomes completo e o nome das escolas que trabalhavam. Após responder a essas questões iniciais foram questionados sobre sua idade e com a análise das informações adquirida pôde-se constatar uma média de 34 anos entre os docentes pesquisados, o que pode ser considerado relevante, pois estes pesquisadores acreditam que com a idade que os educadores apresentam, ainda gozam de muita força para enfrentar os desafios educacionais. Ainda traçando o perfil dos educadores foi constatado na terceira questão do primeiro quesito que entre os cinco professores entrevistados não possui nenhuma mulher, pois nas escolas pesquisadas todos os professores de matemática são do sexo masculino. Outras constatações nas questões posteriores são que: Todos são casados; Entre os docentes apenas um deles exerce outro tipo de atividade de forma remunerada;

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Quatro deles exercem outra atividade além das aulas de cunho social, humanista ou de outra natureza; Todos os educadores em questão cursaram o antigo normal ou magistério hoje conhecido como nível médio; Todos possuem um título de nível superior, mais apenas um deles não dispunha ainda do título de pós graduado, mais que por outro lado confessou que já estar cursando e termina em um curto espaço de tempo; No que tange o perfil do educador diante das tecnologias foram tratados a partir das 11º questão e quando questionados [A quanto tempo você utiliza computadores?] três deles afirmaram que já usam a pelos menos um anos, uma quarta pessoa afirmou que utiliza a cerca de cinco anos enquanto a ultima afirmou no questionário que nunca manuseou computador. Todas as quatro pessoas que afirmaram utilizar computadores descreveram que utilizam o computador em suas residências. Dos cinco professores entrevistados três deles ao serem questionados [Quantas vezes por dia você acessa a Internet?] afirmaram que acessam a internet pelo menos uma vez por dia, enquanto um não utiliza de forma alguma e o ultimo acessa de uma a três vezes ao dia. Os professores afirmaram ainda nas questões 1.14 e 1.15 do questionário de investigação que entre eles apenas um possui notebook pessoa que por sua vez na questão posterior afirmou que este não fora adquirido por meio de incentivos do governo. Na ultima questão deste primeiro quesito Você utiliza o seu notebook pessoal em sala de aula? O único docente que dispõe de notebook confirmou que utiliza este equipamento em sala de aula e declarou ainda em conversa informal que utiliza com pouca freqüência o referido instrumento nas aulas. 5.3.2 Habilidades Informacionais As 71 questões que envolve o estudo das habilidades informacionais dos docentes, mostram dados preocupantes em algumas das questões. Esta parte do questionário visa especificamente identificar o perfil das habilidades do educador diante da operacionalização das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs), entre elas o uso do computador e da Internet. Para a facilitação no levantamento de dados foram propostas a seguinte escala de respostas:  1 – Nunca;  2 – Raramente  3 – Frequentemente;

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 4 - Sempre. A primeira questão deste quesito era Ligo e desligo um computador de maneira segura? e quando questionados os quatro professores que tem utilizado computadores afirmaram que frequentemente desligam seus computadores com segurança. Quando questionados nas questões 2.2, 2.3, 2.4, 2.5 e 2.6 do questionário que se encontra no apêndice A deste trabalho os professores transmitiram alguns dados preocupantes. Das referidas questões todos os cinco entrevistados responderam

respectivamente que nunca organizam finanças pessoas com planilhas eletrônicas, nunca organizam suas agendas no computador, nunca consultam contas, multas, tributos ou certidões negativas de débito em sites governamentais através da internet além de nunca realizarem cálculos e orçamentos com planilhas eletrônicas. Estas informações notadamente mostram uma ligeira falta de intimidade com os computadores ou ao menos uma grande falta de interesse em interagir com este equipamento. Se valer de consolo os quatro professores que informaram anteriormente que utilizam de alguma forma os computadores afirmaram respectivamente nas questões 2.7 e 2.8 que frequentemente redigem textos com o uso do computador e que utilizam de mecanismos de busca na internet. Já nas questões posteriores de números 2.9, 2.10, 2.11 até a questão de 2.21 também descrita no questionário do apêndice A todos os professores foram enfáticos em responder a opção nunca para todas as questões exceto nas questões 2.10 e 2.14 onde um dos professores que por sua vez dispunha de notebook também afirmou respectivamente que prepara raramente slides em PowerPointe, Impress ou outros similares para exibir informações aos alunos durantes as suas aulas. Na questão 2.22 - Utilizo serviço de correio eletrônico para comunicação pessoal? Apenas quatro professores confessaram que frequentemente usam dos serviços de e-mail para facilitação de suas comunicações. Já nas questões 2.23 e 2.24 do questionário todos os professores afirmaram respectivamente que não utilizam as Novas Tecnologias para gerarem trabalho, negócios ou renda além de nunca utilizarem de recursos dos computadores para compactarem arquivos. Quando questionados no item 2.25 onde se lê, utilizo recursos de anexar arquivos em serviço de correio eletrônico?, no item 2.26 - Ouço músicas pelo computador? e no 2.27Utilizo a Internet para aprimoramento de meus conhecimentos? Dois dos professores afirmaram na questão 2.25 que raramente utilizam recursos de anexação de arquivos nos serviços de e-mails, outro disse que frequentemente utiliza desses serviços enquanto isso

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outros dois nunca se utilizaram destes recursos. Já na questão 2.26 quatro dos professores afirmaram que ouvem música com frequência no computador enquanto um deles afirmou que apenas utiliza desses serviços e raríssimas vezes e um quinto nunca se utilizou deste recurso. De forma geral os professores afirmaram na questão 2.27 que a internet tem sido para eles um instrumento de auxilio no crescimento do seu conhecimento com exceção de um dos docentes que afirmara por meio do questionário e de uma conversa informal que não dispunha de intimidade alguma com computadores. Da mesma forma como nas questões anteriores os professores seguiram respondendo as demais questões até a de numero 2.71 demonstrando pouca intimidade com computadores, se alternando em suas respostas as demais questões descrito no apêndice A de 2.28 até 2.71 entre nunca, raramente e em algumas vezes na opção frequentemente sendo que em nenhum momento algum dos professores tenha optado pela alternativa sempre. E de maior tristeza no cenário educacional tuntuense é que em pleno século XXI período em que os avanços tecnológicos são cada vez mais intensos Tuntum ainda tem professores que nunca se oportunizaram em manusear algum computador. De maior relevância nas questões descrita logo acima é o fato de os quatro professores que se utilizam de computadores e serviços de internet trem utilizados serviços e interação social por meio de serviços de Orkut, facebook e MSN o que de certa forma mostra de alguma forma um pequeno acompanhamento a nova tendência mundial.

5.3.3 Integração Digital

A integração digital é possibilitada em sala de aula quando se foge em parte da rotina escolar que se vê na maioria das escolas públicas do Brasil, levando o discente a interagir com outros e com o próprio conhecimento através de equipamentos tecnológico, sobre tudo com a utilização do computador e de seus mais variados recursos tecnológicos. Ao tratar do integração digital no terceiro quesito foi questionado primeiramente junto ao professor no item 3.1, Você conhece ou já ouviu falar sobre essa metodologia?, e a resposta sim foi única entre os docentes pesquisados deixando claro de que todos conhecem mesmo que de forma superficial da integração digital. Na questão subseqüente, 3.2 - Na sua formação você teve aulas de Informática na Educação ou outra disciplina sobre a utilização das NTICs na educação, três dos professores afirmaram que pagaram cadeira de informática ou qualquer outra disciplina que envolva

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conhecimentos acerca das Novas Tecnologias enquanto os demais afirmaram ter concluídos seus respectivos cursos sem que tenham tido cursos como os citados anteriormente. Ao se depararem com a questão 3.3 - Em sua formação como professor, você teve a oportunidade de estudar aspectos pedagógicos do emprego de Novas Tecnologias na educação ou alguma metodologia para mediar o acesso á informação com o uso de tecnologias?, as respostas foram similares às da questão anterior, três professores responderam sim enquanto os outros dois optaram por não. Segundo os próprios entrevistados na questão 3.4 [Você considera que a Escola em que você trabalha oferece condições para que as Novas Tecnologias sejam utilizadas como um recurso do processo de aprendizagem?] as respectivas escolas as quais eles pertencem dispões de condições para que as Novas Tecnologias sejam efetivadas no auxilio da obtenção do conhecimento. Na questão posterior os mesmos se auto-definiram como

momentaneamente incapazes de permitir o acesso às informações por meio das Novas Tecnologias, com exceção de dois que acreditam poder mediar suas aulas através das referidas ferramentas. Da mesma forma estes docentes responderam a questão 3.6 [Você se considera preparado para utilizar o laboratório de informática da escola com seus alunos, sem a ajuda de um especialista no assunto?] com três deles afirmando que não estão aptos para tal ação e outros dois confirmando que estão sim preparados. Nas questões subsequentes 3.7 e 3.8 do questionário do Apêndice A os professores responderam respectivamente em sua maioria que os docentes não estão realmente sendo preparados em suas respectivas formações para trabalhar em sala de aula com as Novas Tecnologias além de afirmarem também que acreditam que estas tem decisiva e indispensável importância no acesso a informação. É notável também o reconhecimento dos professores a cerca da importância das descritas Tecnologias e o acesso a informação ao responderem a última questão do quesito 3 que trata da integração digital a de número 3.9 [Como você avalia a importância das Novas Tecnologias e o acesso a informação NO FUTURO DE SEU ALUNO como cidadão?]. Os professores de forma maciça afirmaram que a utilização das Novas Tecnologias é decisiva e indispensável para a melhor formação educacional. 5.3.4 Da utilização das Novas Tecnologias

O quesito 4 do questionário disposto no Apêndice A desta pesquisa trata da utilização das Novas Tecnologias, que visou prioritariamente angariar informações e dados acerca do processo de utilização das referidas tecnologias no ensino, sobretudo no ensino da

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matemática. Para este quesito foram dispostas nove questões com respostas que ora variam de nunca, raramente, frequentemente até sempre, ora variam de regular, satisfatório, bom e excelente, que após análise das informações apresentaram os dados que seguem: No item 4.1 do questionário [Tenho realizada aulas teóricas ou práticas com o auxilio das Novas Tecnologias de forma a possibilitar a inclusão digital dos discentes da Escola:] apenas um dos docentes respondeu que raramente utilizadas dos recursos tecnológicos em suas práticas docentes enquanto os demais optaram pela negativa opção que descreve que nunca utilizam deste sistema de ensino. Ao serem questionados nos itens 4.2 e 4.3 respectivamente sobre a adequação e aplicabilidade dos conteúdos matemáticos com os objetivos da disciplina e com a realidade educacional os docentes responderam também nessa ordem que consideram regular em ambas. Outra resposta regular foi dada ao item 4.4 do questionário ao serem interrogados a cerca do equilíbrio entre a teoria e a prática em suas aulas. Na questão 4.5 do questionário [4.5 - Com a utilização dos recursos tecnológicos o nível de obtenção de novos conhecimentos foi:] os dois professores que já se utilizaram desse advento afirmaram que a obtenção de novos conhecimentos pode ser considerado satisfatório e em conversa informal revelaram que poderiam ter alcançado resultados bem melhores caso dominassem mais as Novas Tecnologias. Em outra questão no item 4.6 [A atuação dos alunos no desenvolvimento do conteúdo e de seu conhecimento foi:] os mesmo dois professores anteriores reconheceram que a atuação dos discentes no desenvolvimento dos conteúdos foi realmente bom, pois segundos eles essas tecnologias aguçam a curiosidades dos alunos. Em se tratando do conhecimento prévio dos discente questionados no item 4.7 do questionário [a cerca no conhecimento prévio dos alunos das Novas Tecnologias, pode-se considerar que é:] os professores reconhecem também que eles possui um bom conhecimento destas tecnologias, e até confidenciaram em conversar informal que os alunos costumam conversar sobre assuntos que envolvem estes instrumentos. Em conclusão ao até então citado questionário do Apêndice A os professores responderam às questões 4.8 e 4.9 que estão descrita como se segue: 4.8 – Percebo que o desenvolvimento do aluno nas aulas em que utilizo recursos tecnológicos em relação a não utilização é; 4.9 - A atuação dos alunos no desenvolvimento do conteúdo e de seu conhecimento foi; As respostas dadas pelos dois docentes que já utilizaram em algum momento dos recursos tecnológicos no desenvolvimento de suas aulas a essas duas questões foram respectivamente satisfatório e bom, e desta forma os professores vieram a permitir esses

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pesquisadores traçarem o perfil deles em relação ao processo de ensino aprendizagem dos conteúdos matemáticos por meio das Novas Tecnologias. Terminada a aplicação deste primeiro questionário foi proposto por estes pesquisadores um plano de aula enriquecido com a utilização das Novas Tecnologias que pudesse ser executado por um período de aproximadamente três semanas a fim de se averiguar as transformações do aprendizado, o desenvolvimento do aluno e a desenvoltura do professor diante desse processo. É válido lembrar que não foi objetivos destes pesquisadores ensinar os professores a ensinarem seus alunos, mais sim subsidiá-los de forma que possam melhorar suas práticas docentes. A princípio os professores pareceram um tanto espantados e porque não dizer até mesmo intrigados com a ideia. Uns por temer as Novas Tecnologias por conta do pouco conhecimento que tinham destes instrumentos e outros por se mostrarem aparentemente chateados divididos sua impotência diante destes novos desafios que a educação lhes impõe. Depois de um longo diálogo todos aceitaram mais a princípio impuseram a condição de serem verdadeiramente acompanhados no desenvolvimento do supracitado plano de aula. Os professores pesquisados já possuíam plano de aula pronto para suas práticas docentes, mas como estes não obedeciam totalmente aos moldes necessários para a implantação da utilização fora realizada algumas alterações a fim de suprir tal necessidade. Além do plano de aula fora necessário treinamentos com os professores envolvidos para que então eles pudessem se familiarizarem com as Novas Tecnologias. E assim foi proseguido, a cada aula que os professores fossem executar antes os pesquisadores treinava os professores de forma que eles pudessem re-orientar seus alunos. Os professores mesmo inicialmente inseguros procederam como planejaram, e executaram as ações cabíveis, mais no principio houve a necessidade de uma orientação aos discentes de como utilizar os equipamentos, pois alguns deles ainda não eram familiarizados como os computadores e para facilitar ainda mais o processo eles foram colocados em duplas de forma que um poderia auxiliar o outro nas atividades propostas. Nos laboratórios das escolas os professores permitiram aos alunos aprofundar em conceitos através das buscas na internet, permitiram aos discente uma maior interação através dos fóruns que foram visitados, e ainda permitiram maior interação entre eles e o professor através dos chats que em alguns momentos foram realizados na escola e até mesmo em horários programados pelos professores em momento extra para que fossem sanadas as dúvidas ainda restante.

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Àqueles que ainda não possuíam acesso a redes sociais, correios eletrônicos foram orientados para que o fizessem e foram orientados ainda a utilizá-los a seu favor no processo educacional e desta forma o plano foi totalmente executado, em alguns momentos sob muitas brincadeiras que foram proporcionada pela relação conteúdo e tecnologia que por conseguinte ocasionou momentos de descontração fugindo desta forma do tradicionalismo que vinha assolando as aulas de matemáticas. Na escola da rede estadual o plano de aula foi executado em 12 horas aulas além de três momentos extras que foram possibilitados para debates em chats, já nas escolas municipais este plano foi executado em 15 horas aula além dos mesmos momentos extras possibilitados nas escolas estaduais. Após a execução do plano de aula, os professores responderam mais um questionário para avaliarem seus trabalhos bem como o resultado destes diante dos alunos. Já alguns dos discentes foram submetidos a uma conversa informal a fim de se notar qual aceitabilidade aos meios de ensino executados bem como para se averiguar o nível de aprendizado destes. Como as respostas dos professores são bem coerentes entre si apenas algumas delas serão citadas neste trabalho, e como já fora descrito anteriormente eles serão preservados e não serão tratados pelos seus respectivos nomes. A fim de melhor identificação este serão tratados por P1, P2, P3, P4 e P5 significando assim professor 1, professor 2, professor 3, professor 4 e professor 5. Na primeira questão do questionário de avaliação e análise de métodos de execução de conteúdo os docentes foram perguntados de “Qual o impacto do uso da tecnologia no
aprendizado do aluno e quais as limitações deste uso?”. O P1 respondeu:
[...] é surpreendente a forma como os alunos aceitam a transmissão dos conteúdos através da utilização das Novas Tecnologias. Eles interagem com maior facilidade, participam com maior frequência e fazem questão de buscarem novos conceitos ou aprofundamento daqueles que são transmitidos a eles. Por outro lado ainda não é tão fácil trabalhar com através destes por conta de que poucos alunos dispõem destes equipamentos.

Já o P4 foi mais contundente e afirmou acerca do impacto e das limitações das tecnologias no aprendizado que “foi simplesmente magnífico e extraordinário, e por assim ser não tem limites”. Quanto questionados se “a tecnologia tem alguma importância para o desenvolvimento cognitivo do educando?” foram coesos entre si ao descreverem que a utilização das Novas Tecnologias é crucial para a melhoria da qualidade de ensino e para o crescimento da aprendizagem dos alunos e, por tanto se tornam indispensáveis para a otimização desse processo. Também foram coerentes nas respostas da terceira questão do Apêndice B [Você acredita realmente que está preparado para trabalhar com o uso das Novas Tecnologias?] ao descreverem que mesmo que

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consigam lidar com as Novas Tecnologias de forma satisfatória ainda não se encontram verdadeiramente capacitados para tal trabalho. Ao serem questionados se “na escola que você trabalha, oferece condições para serem utilizadas as Tecnologias como um recurso no processo de aprendizagem? Como?] os professores responderam como segue:
P2 – com certeza sim, pois a escola que trabalho dispõem de uma grande gama de equipamentos tecnológicos, além de serviços de internet para auxiliar nos serviços educacionais. P3 – sim oferece. Onde trabalho é possível trabalhar com datashow, vídeos e serviços computacionais, pois temos computadores modernos e um bom sinal para acessarmos a internet. P5 – creio que sim. A escola na qual trabalho possui equipamentos sofisticados no laboratório de informática, bom serviço de internet e muitos vídeos no banco de dados dos computadores.

Na questão 6 do Apêndice B onde se lê “Você se acha preparado para trabalhar no laboratório de informática da escola, sem a ajuda de um especialista no assunto?] os professores descreveram mesmo reconhecendo que não se encontram verdadeiramente aptos para trabalharem sem auxilio de um especialista conseguiriam caso necessário desenvolver atividades nos referidos locais. Na questão posterior [Você se acha um tecnofobia? (Medo das Novas Tecnologias) Sendo ou não, justifique?] ambos os professores coesamente responderam que embora necessitam de uma melhor capacitação não se auto-declaram como pessoas tementes às Novas Tecnologias, pelo contrário agora com as novas descobertas e novas constatações declaram que vão se prepararem um pouco melhor para trabalhar com tais ferramentas na construção da aprendizagem de seus alunos. Perguntados de “como o modelo instrucional escolhido funcionou em termos pedagógicos e de eficiência de aprendizagem?” o P2 respondeu que:
[...] O modelo instrucional escolhido funcionou extraordinariamente bem, exceto nos casos de dúvidas que deveriam ser sanadas em momentos extras devido ao fato de nem todos os discente disporem de computadores.

Já o P3 indagou que mesmo muito satisfeito com os resultados adquiridos, não julgou o método tão eficiente, pois acredita que o seu pouco conhecimento a cerca das Novas Tecnologias e a falta de acesso a elas por parte de alguns alunos dificultou em parte a

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aprendizagem. Por outro lado, associa a sua insatisfação a si próprio e não aos métodos pois segundo ele tais tecnologias são excelentes recursos para a execução de suas aulas. Em conversa informal os alunos descreveram aos pesquisadores suas atuações, seus aprendizados, suas frustrações e seus anseios diante da nova metodologia empregadas junto a eles para a construção do conhecimento. Entre outras coisas eles citaram que ficaram maravilhados, pois com a nova metodologia empregada eles podiam relacionar a sua aprendizagem com algumas de suas práticas no dia a dia, outros descreveram que ficaram a princípio frustrados pois o pouco conhecimento da utilização das Novas Tecnologias lhes faziam ficar inicialmente com problemas maiores ainda, pois, além do conteúdos tinham que aprender a utilizar destes novos instrumentos de auxilio educacional, mais logo que se familiarizaram com os métodos conseguiram crescer significativamente em relação aos antigos métodos. De forma geral pode-se achegar que a utilização das Novas Tecnologias pode sim ser uma importante ferramenta para a otimização do ensino, pois com o seu uso pode-se também fugir da mesmice de como é tratado o ensino, pode se aproximar um pouco mais da realidade em que os jovens de hoje se situaram além de ter nestas ferramentas uma possibilidade maior de encontros que possibilitam por sua vez minimização das dúvidas. Com as supracitadas observações estes pesquisadores não querem em momento algum afirmar que com tais descobertas se chegou ao uma receita pronto para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem, até porque outros estudos apontam que o ser humano é complexo e por tanto o que serve para um grupo de pessoas pode não servir para outras, mais de qualquer forma podes-se afirma que uma boa adequação e utilização dos referidos meios a aprendizagem pode de alguma forma ser otimizada desde que o educador saiba o momento ideal de utilizá-la e sobretudo de como usá-la no dia a dia escolar.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os estudos e a pesquisa realizada vieram permitir a estes pesquisadores a se achegar a algumas conclusões e uma delas é que o uso das Novas Tecnologias se tornou indispensável para a otimização do ensino e da aprendizagem educacional. Do que foi observado a cerca das estruturas físicas das instituições de ensino envolvidas na pesquisa pode se concluir que ambas são boas e por tanto são suficientes para oferecer uma boa qualidade de ensino. Em consonância com isso conclui-se que os professores são bem formados mais em sua maioria não dispunham até a pesquisa de conhecimentos adequadas para se utilizarem das novas tecnologias para o crescimento educacional de seus alunos. Do processo de aprendizagem, pôde ser notado um nível muito alto de desinteresse pela aprendizagem antes da execução do plano de aula com as tecnologias e pôde ser notado ainda um estimulo muito maior por parte dos alunos com a utilização das já referidas tecnologias, portanto conclui-se que a partir disse tal utilização se torna crucial e sub-existencial para a aprendizagem dos discentes. Diante da euforia dos alunos e dos professores com as novas possibilidades permitidas pelas Novas Tecnologias e dos resultados que foram constatados conclui-se também que o plano de aula executado teve grande relevância para os frutos colhidos com as atividades propostas. A partir das declarações de professores, conclui-se ainda que é de suma importância para o desenvolvimento do próprio educando que o professor passe por cursos de capacitação para aprenderem a lidar melhor com as Novas Tecnologias. Pelos resultados comprovados pode-se concluir ainda que os discentes conseguiram angariar e se aprofundarem em conceitos matemáticos que antes eram menos valorizados. Outra conclusão óbvia diante de tudo que já fora exposto é que o conhecimento matemático diante dos processos aos quais professores e alunos foram submetidos foi alavancado além de ter sido possibilitado uma intensa inclusão digital.

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REFERÊNCIA

ALMEIDA, de Maria Elizabeth. ProInfo: Informática e formação de professores, Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, seed, volume 2, 2000.

ALMEIDA, de Maria Elizabeth. ProInfo: Informática e formação de professores, Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, seed, volume 1, 2000.

DEMO, Pedro. Questões para Teleducação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. 365p.

DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda/ Pedro Demo. – Porto Alegre: Mediação, 2004. 80 p.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 7ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica /José Manuel Moran, Marcos T. Masetto, Marilda Aparecida Behrens. 10ª Ed. - Campinas, SP: Papirus. 2000. (Coleção Papirus Educação)

PIAGET, Jean. Memória e Inteligência. Trad. Alexandre R. Salles. Rio de janeiro, 1979.

POLATO, Amanda. Revista Nova Escola: ANO XXIV nº 223 junho/julho 2009.

TAVARES, Alexandre. Artigo. Utilização Da Tecnologia Para O Ensino Da Matemática, http://www.webartigos.com, 2008. Acessado em 12/02/2011.

MELLO, Guiomar Namo de. Impacto e uso da tecnologia na educação escolar. 2001. Acessado em 23/12/2011 às 09:32 www.namodemello.com.br/pdf/escritos/oficio/tecnologiaforpro.pdfSimilares

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APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO NTICS - ESCOLAS CLASSE Este questionário tem por objetivo identificar o perfil dos professores em relação ao uso do computador, da Internet e das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs). Os dados aqui informados, neste momento, serão utilizados para fundamentação de uma pesquisa de Licenciatura Plena em Matemática do Instituto de Educação José Orleans - IEJO. Agradecemos sua colaboração! *Obrigatório 1 - INFORMAÇÕES INICIAIS 1.1 - Nome Completo: *

1.2 - Nome da Escola: *

1.3 - Idade: *

1.4 - Sexo: *

o Feminino o Masculino
1.5 - Estado Civil: *

o Casado o Solteiro o Divorciado o Separado o Outros
1.6 - Exerce outra atividade remunerada? *

o Sim o Não

54

1.7 - Exerce outra atividade além das aulas (social, humanitária, etc...)? *

o Sim o Não
1.8 - Você cursou o antigo NORMAL ou MAGISTÉRIO (Nível médio)? *

o Sim o Não
1.9 - Possui curso de nível superior? *

o Sim, tenho 2 ou mais. Um deles pelo menos é de Pedagogia, Letras (qualquer área) ou Licenciatura. o Sim, de Pedagogia. o Sim, de Letras (qualquer área). o Sim, de Licenciatura (qualquer área). o Não possuo Graduação. o Sim, em outra área que não a educacional.
1.10 - Possui pós-graduação? *

o Sim, pós-graduação lato sensu - especialização na área de educação. o Sim, pós-graduação stricto sensu - mestrado na área de educação. o Sim, pós-graduação lato sensu em outra área. o Sim, pós-graduação stricto sensu - mestrado em outra área. o Não possuo pós-graduação ainda. o Estou cursando alguma pós-graduação no momento.
1.11 - A quando tempo você utiliza computadores? *

o Nunca utilizei. o Menos de 1 ano. o De 1 a 3 anos. o De 3 a 5 anos. o Mais de 5 anos. o Mais de 10 anos.
1.12 - Em quais locais você utiliza computadores? *

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o Em minha residência. o No trabalho. o Na escola. o Na Lan-House. o No telecentro comunitário. o Na faculdade. o Em outros locais. o Não utilizo.
1.13 - Quantas vezes por dia você acessa a Internet? *

o Não utilizo a Internet. o 1 vez. o De 1 a 3 vezes. o Mais de 5 vezes.
1.14 - Possui notebook pessoal? *

o Sim o Não
1.15 - O seu notebook foi adquirido com algum incentivo do governo? *

o Sim o Não o Não possuo notebook
1.16 - Você utiliza o seu notebook pessoal em sala de aula? *

o Sim o Não o Não possuo notebook
2 - HABILIDADES INFORMACIONAIS Os comportamentos listados nas questões abaixo representam operacionalizações do uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs), tal como computador e Internet. Utilize os valores da escala fornecida e,

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para cada sentença, avalie o quanto você atende ao comportamento descrito naquele item. Utilize a seguinte escala: 1 - Nunca, 2 - Raramente, 3 - Frequentemente e 4 Sempre. 2.1 - Ligo e desligo um computador de maneira segura? *

2.2 - Organizo minhas finanças pessoais com planilhas eletrônicas? *

2.3 - Organizo minha agenda pelo computador? *

2.4 - Consulto contas, multas, tributos ou certidões negativas de débito em sites governamentais pela internet? *

2.5 - Organizo meus documentos e arquivos em pastas e diretórios no computador? *

2.6 - Realizo cálculos e orçamentos com planilhas eletrônicas? *

57

2.7 - Redijo textos com o uso do computador? *

2.8 - Utilizo mecanismos de busca na Internet? *

2.9 - Utilizo social bookmarks ? *

2.10 - Preparo slides para exibir informações utilizando ferramentas de apresentação eletrônica (Powerpoint, Impress ou outros similares)? *

2.11 - Utilizo NTICs para registro de mídias culturais? *

2.12 - Coordeno equipes utilizando a Internet? *

2.13 - Envio críticas, sugestões ou observações a sites de opiniões públicas governamentais como, por exemplo, o portal eletrônico da Câmara dos Deputados?*

58

2.14 - Utilizo o computador para trabalho? *

2.15 - Assisto filmes e vídeos no computador? *

2.16 - Consulto comunidades de práticas, fóruns, listas de discussão para resolver problemas? *

2.17 - Localizo endereços e telefones pela Internet? *

2.18 - Configuro meu computador com proteção contra vírus e programas intrusos? *

2.19 - Atualizo os programas de proteção contra vírus e programas intrusos? *

59

2.20 - Organizo minhas coleções pessoais (fotos, músicas, filmes, livros, receitas, ...) no computador? *

2.21 - Organizo minhas coleções pessoais (fotos, músicas, filmes, livros, receitas, ...) na Internet? *

2.22 - Utilizo serviço de correio eletrônico para comunicação pessoal? *

2.23 - Utilizo as NTICs para gerar trabalho, negócios ou renda? *

2.24 - Utilizo recursos do computador para diminuir o tamanho dos arquivos (compactação)? *

2.25 - Utilizo recursos de anexar arquivos em serviço de correio eletrônico? *

2.26 - Ouço músicas pelo computador? *

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2.27 - Utilizo a Internet para aprimoramento de meus conhecimentos? *

2.28 - Faço ligações telefônicas pela Internet? *

2.29 - Utilizo salas de bate-papo temáticos (chats) ou listas de discussão para tirada de dúvidas ou aprendizado pessoal? *

2.30 - Gerencio as minhas tarefas diárias utilizando ferramentas disponíveis no computador? *

2.31 - Emprego salas de bate-papo (chats), fóruns e listas de discussão em minhas aulas?*

2.32 - Tenho agenda de contatos em minha conta de correio eletrônico? *

61

2.33 - Crio e atualizo blogs ou sites? *

2.34 - Desenvolvo programas de computadores, ou colaboro para o seu desenvolvimento? *

2.35 - Realizo operações bancárias pela Internet? *

2.36 - Faço minha declaração de renda pelo computador? *

2.37 - Envio minha declaração de renda pela Internet? *

2.38 - Crio documentos no computador, como cartas ou currículos, utilizando ou não modelos prontos? *

2.39 - Realizo pesquisas na Internet utilizando acervos ou bibliotecas digitais? *

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2.40 - Utilizo as Novas Tecnologias (NTICs) para ações sociais comunitárias? *

2.41 - Consigo montar um computador a partir de componentes novos (peças) adquiridos separadamente? *

2.42 - Consigo instalar um SO (Sistema Operacional) em um computador para uso básico? *

2.43 - Consigo montar um computador a partir de componentes (peças) de computadores descartados? *

2.44 - Produzo documentos, textos e informações e as divulgo na Internet? *

2.45 - Localizo facilmente o que preciso no computador? *

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2.46 - Faço backup (cópias de segurança) dos meus arquivos? *

2.47 - Em geral, participo como ouvinte de discussões na Internet? *

2.48 - Participo de comunidades de software livre como colaborador? *

2.49 - Participo de comunidades de software livre como desenvolvedor? *

2.50 - Instalo, eu mesmo, as ferramentas e programas que necessito no computador? *

2.51 - Identifico alternativas de uso das NTICs para solução de problemas sociais? *

2.52 - Utilizo orkut, facebook ou outros sites de relacionamento pela Internet? *

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2.53 - Utilizo MSN em relações extra classe? *

2.54 - Faço compras pela Internet? *

2.55 - Resolvo sozinho os problemas que tenho de configurações de teclado e de aplicações em meu computador? *

2.56 - Utilizo ferramentas colaborativas em comunidades virtuais para solução de problemas? *

2.57 - Crio páginas na Internet? *

2.58 - Atualizo páginas na Internet? *

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2.59 - Utilizo serviços de assinatura digital para criptografia de dados? *

2.60 - Utilizo diariamente e de maneira sistemática as NTICs nos meus processos de trabalho? *

2.61 - Realizo pesquisas pela Internet para preparação de minhas aulas? *

2.62 - Acesso o repositório de Domínio Público do MEC ? *

2.63 - Participo de discussões e debates pela Internet ? *

2.64 - Utilizo objetos de aprendizagem (RIVED) disponibilizados pelo MEC? *

2.65 - Utilizo Web Quest bem minhas aulas? *

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2.70 - Utilizo o laboratório da minha escola para pesquisas educacionais com meus alunos? *

2.71 - Com qual frequência você acessa a internet para obter ou enviar documentos (irpf por exemplo), extratos, arquivos ou segunda v ia de contas ou documentos? *

3 – INTEGRAÇÃO DIGITAL A integração digital é possibilitada em sala de aula quando se foge em parte da rotina escolar que se vê na maioria das escolas públicas do Brasil levando o discente a interagir com outros e com o próprio conhecimento através de equipamentos tecnológicos sobre tudo com a utilização do computador e de seus mais variados recursos tecnológicos.

3.1 - Você conhece ou já ouviu falar sobre essa metodologia? *

o Sim o Não
3.2 - Na sua formação você teve aulas de Informática na Educação ou outra disciplina sobre a utilização das NTICs na educação? *

o Sim. o Não.
3.3 - Em sua formação como professor, você teve a oportunidade de estudar aspectos pedagógicos do emprego de Novas Tecnologias na educação ou alguma metodologia para mediar o acesso á informação com o uso de tecnologias? *

o Sim. o Não.

67

3.4 - Você considera que a Escola em que você trabalha oferece condições para que as Novas Tecnologias sejam utilizadas como um recurso do processo de aprendizagem? *

o Sim. o Não.
3.5 - Você se considera com medo, ou despreparado, para mediar o uso das Novas Tecnologias para acesso à informação em sala de aula com seus alunos? *

o Sim. o Não.
3.6 - Você se considera preparado para utilizar o laboratório de informática da escola com seus alunos, sem a ajuda de um especialista no assunto? *

o Sim. o Não.
3.7 - Você considera que o professor em sua formação está sendo realmente preparado para trabalhar com o uso das Novas Tecnologias em sala de aula? *

o Sim. o Não.
3.8 - Como você avalia a importância das Novas Tecnologias e o acesso a informação em SUA VIDA como cidadão? *

o Decisiva e indispensável. o Importante. o Normal o Sem importância.
3.9 - Como você avalia a importância das Novas Tecnologias e o acesso a informação NO FUTURO DE SEU ALUNO como cidadão? *

o Decisiva e indispensável. o Importante. o Normal o Sem importância.
4 – DA UTILIZAÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS

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4.1 –Tenho realizada aulas teóricas ou práticas com o auxilio das Novas Tecnologias de forma a possibilitar a inclusão digital dos discente da Escola: *

4.2 - Sobre a adequação do conteúdo matemático aos objetivos da disciplina: *

4.3 - A aplicabilidade do conteúdo à realidade educacional é: *

4.4 - O equilíbrio entre a teoria e a prática foi: *

4.5 - Com a utilização dos recursos tecnológicos o nível de obtenção de novos conhecimentos foi: *

4.6 - A atuação dos alunos no desenvolvimento do conteúdo e de seu conhecimento foi: *

4.7 - a cerca no conhecimento prévio dos alunos das Novas Tecnologias, pode-se considerar que é: *

69

4.8 – Percebo que o desenvolvimento do aluno nas aulas em que utilizo recursos tecnológicos em relação a não utilização é: *

4.9 - A atuação dos alunos no desenvolvimento do conteúdo e de seu conhecimento foi: *

70

APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO E ANÁLISE DE MÉTODOS DE EXECUÇÃO DE CONTEÚDO

1. Qual o impacto do uso da tecnologia no aprendizado do aluno e quais as limitações
deste uso?

2. A Tecnologia tem alguma importância para o desenvolvimento cognitivo do
educando?

3. Você acredita realmente que está preparado para trabalhar com o uso das Novas
Tecnologias?

4. Na escola que você trabalha, oferece condições para serem utilizadas as
Tecnologias como um recurso no processo de aprendizagem? Como?

5. Você se acha um tecnofobia? (Medo das Novas Tecnologias) Sendo ou não,
justifique?

6. Você se acha preparado para trabalhar no laboratório de informática da escola, sem
a ajuda de um especialista no assunto?

7. Como o modelo instrucional escolhido funcionou em termos pedagógicos e de
eficiência de aprendizagem?

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APÊNDICE C – PLANO DE EXECUÇÃO DE AULAS POR MEIO DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO JOSÉ ORLEANS LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA

Jardeilson Andrade de Sousa Evandro Oliveira Silva

PLANO DE AULA

TUNTUM-MA 2011

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Plano de Aula

Instituto de Educação José Orleans Licenciatura plena em matemática Público alvo: 9ª ano do ensino fundamental Disciplina: Matemática Tema: Trigonometria Objetivo da disciplina:  Propiciar a compreensão sobre a matemática e o processo de ensino aprendizagem.

Objetivo geral:  Tornar possível o processo de ensino-aprendizagem.

Objetivo específico:   Permitir os alunos conhecerem os conteúdos abordados por meio das Novas Tecnologias; Orientar os discentes como identificar e usar a matemática no dia-a-dia;

Conteúdo:  TRIGONOMETRIA o Medindo o que não se alcança; o Razões trigonométricas; o Polígonos inscritos. Metodologia:       Aula expositiva-dialogada; Construção de tabela trigonométrica; Web pesquisa; Resolução dirigida de exercícios propostos; Analises e caracterização de semelhanças entre triângulos; Discussão e análise de exercícios propostos em fórum e chats;

Competências e habilidades

73

   

Reconhecer razões trigonométricas; Medir o inalcançável; Compreender a utilização de tecnologias na construção do conhecimento; Destacar conceitos e aprofundá-los.

Avaliação: Terá como princípios básicos: A participação efetiva do aluno na construção do conhecimento bem como sua evolução no processo educativo. Recursos: Computador, internet, datashow, vídeos, Quadro, pincel, apagador e livro didático. Atividades: Atividades do livro e da internet Referência: BONJORNO e AIRTON. Matemática: Fazendo a Diferença – São Paulo: FTD 2006. IMENES, Luiz Márcio. Matemática: Imenes & Lellis/ Luis Márcio Imenes, Marcelo Lellis. – 1. Ed. – São Paulo: moderna, 2009.

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APÊNDICE D – PLANO DE EXECUÇÃO DE AULAS POR MEIO DO USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO JOSÉ ORLEANS LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA

Jardeilson Andrade de Sousa Evandro Oliveira Silva

PLANO DE AULA

TUNTUM-MA 2011

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Plano de Aula Instituto de Educação José Orleans Licenciatura plena em matemática Público alvo: 1º ano do ensino médio Disciplina: Matemática Tema: Trigonometria Objetivo da disciplina:  Propiciar a compreensão sobre a matemática e o processo de ensino aprendizagem.

Objetivo geral:  Mediar conhecimento de forma acessível e prática.

Objetivo específico:    Permitir os alunos conhecerem os conteúdos abordados por meio das Novas Tecnologias; Orientar os discentes como identificar e usar a matemática no dia-a-dia; Associar conhecimentos matemáticos ao cotidiano do aluno.

Conteúdo:  PROGRESSÕES o Sequências; o Progressão aritmética (PA); o Progressão geométrica (PG). Metodologia:        Leitura dirigida; Construção de definições; Vídeo aulas no computador; Resolução dirigida de exercícios propostos; Analises e caracterização de semelhanças entre triângulos; Discussão de atividades em chat e fóruns com professor; Web pesquisa;

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    

Resolução dirigida de exercícios propostos; Discussão e análise de exercícios propostos em fórum e chats; Explorar os exercícios resolvidos apresentados no suplemento para professor: Resolução de atividades propostas em grupos de estudos e debates em salas de batepapo; Ampliar conceitos na internet;

Competências e habilidades       Reconhecer progressões; Diferenciar PA e PG; Compreender a utilização de tecnologias na construção do conhecimento; Destacar conceitos e aprofundá-los. Compreender progressões permitindo ao aluno associar a exemplos do cotidiano e modelar situações-problema, dentro e fora da Matemática; Desenvolver sequências numéricas utilizando raciocínio lógico;

Avaliação: Terá como princípios básicos: A participação efetiva do aluno na construção do conhecimento bem como sua evolução no processo educativo. Recursos: Computador, internet, datashow, vídeos, quadro, pincel, apagador e livro didático. Atividades: Atividades do livro e da internet Referência: SOUZA, Joamir Roberto de. Novo olhar matemática / Joamir Roberto de Souza. – 1. Ed. – São Paulo: FTD, 2010. – (Coleção novo olhar; v. 1)

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