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P. Lei Ordinaria - Exigência de Psicólogos

P. Lei Ordinaria - Exigência de Psicólogos

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Projeto de Leo Ordinária criada por Leonardo Costa Scott para o programa Parlamento Jovem Brasileiro, em 2011.
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PROJETO DE LEI Nº , DE 2011 (Do Sr.

Leonardo Costa Scott)

Dispõe sobre a exigência de acompanhamento psicológico regular em alunos e professores das instituições de Ensino Básico e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Seção I Das Disposições Gerais Art. 1º Toda instituição de Ensino Básico, pública ou privada, deverá fornecer e desenvolver acompanhamento psicológico regular e anual aos integrantes de seus corpos docente e discente. § 1º A instituição deverá ter, ao menos, um profissional com diploma de graduação em Psicologia, emitido por instituição de ensino superior regular e credenciada pelo Ministério da Educação, assim como registro no órgão de classe competente. § 2º O profissional deverá estar habilitado a diagnosticar e lidar com transtornos mentais, e deverá ser dedicado exclusivamente ao acompanhamento da saúde mental de docentes e discentes. Art. 2º Caberá ao profissional: I - Desenvolver, em conjunto com a coordenação escolar, medidas para a redução de efeitos dos transtornos mentais, assim como projetos pedagógicos para um bom relacionamento entre alunos; II - Avaliar, ao menos uma vez por ano, todos os alunos e professores; III - Identificar e diagnosticar transtornos mentais em alunos e professores; IV - Tratar ou encaminhar para profissional competente indivíduos que apresentem quadro de transtorno mental, a ser identificado em avaliações prévias; V - Manter e registrar o acompanhamento dos alunos. § 1º Caso determinado transtorno seja diagnosticado como “bullying”, o aluno ou grupo de alunos agressores deverão ser submetidos a tratamento, o qual deverá contar com o comparecimento de seus pais ou responsável legal. Neste caso, caberá ao Conselho Tutelar acompanhar o desenvolvimento e a frequência dos pais ou responsável às sessões.

§ 2º O acompanhamento psicológico deverá ser incluído na ficha pessoal do estudante, junto à secretaria da instituição de ensino. Art. 3º Para fins desta Lei entende-se por “bullying” toda atitude que vise agredir outrem, de forma física ou psicológica, ou ainda se valendo de atitudes que promovam a discriminação e exclusão social, por motivos fúteis ou não declarados. Art. 4º Caberá aos professores observar e identificar alunos que apresentem transtornos, assim como orientá-los e encaminhá-los ao atendimento adequado. Parágrafo único. Todo professor deverá passar por treinamento que o ajude a identificar os principais transtornos mentais em seus alunos.

Seção II Da Penalidade Art. 5º Deixar de comparecer às seções de tratamento psicológico dos filhos ou menores sob sua guarda ou tutela, conforme especificado no §1º do Art. 2º, sem apresentar justificativa válida: Pena - Prestação de serviços comunitários de três a seis meses, não podendo a pena ser convertida em multa ou doação de itens.

Seção III Das Disposições Finais Art. 6º Em caso de necessidade e por motivo de força maior, a instituição de ensino poderá contar com mais de um profissional habilitado a lidar com transtornos mentais. Art. 7º Os custos decorrentes desta Lei deverão ser arcados pelas próprias instituições de ensino. Parágrafo único. As instituições privadas de ensino poderão solicitar incentivo fiscal decorrente das medidas exigidas nesta Lei. Tal incentivo deverá ser regulamentado posteriormente por meio de Decreto. Art. 8º Esta Lei entra em vigor após decorridos 730 dias de sua publicação, tendo as instituições de ensino o prazo aqui estabelecido para se adaptarem às medidas dela decorrentes.

JUSTIFICAÇÃO

Sabe-se que os transtornos mentais nunca foram tão frequentes em nossa sociedade, caracterizando um grande problema social que recorrentemente traz danos à saúde de vários indivíduos. Sabe-se também que os mais atingidos por esses problemas são as crianças e os adolescentes, uma vez que, por estarem em fase de formação pessoal, são frágeis, e muitos não têm como evitar o desenvolvimento de eventuais transtornos mentais e sociais. No começo da vida social da criança ela há de se deparar com situações que, caso não esteja preparada para lidar com elas, desenvolverão transtornos que acarretarão em uma má formação comportamental. Uma forma de resolver o problema da má formação psíquica é fornecer acompanhamento e tratamento adequado àqueles que estão no começo de sua formação. E o ambiente mais adequado para se fazer isso é a escola, onde o estudante passa grande parte de sua vida, convivendo com os mais diversos tipos de pessoas, favorecendo a identificação e solução de problemas, tais como “bullying” e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Estudos indicam que apenas uma pequena parcela da população brasileira tem acesso a um tratamento psicológico adequado. Ao se fornecer tratamento gratuito às crianças, principalmente da rede pública de ensino, está se possibilitando não só uma igualdade de acesso a um tratamento adequado, mas também melhorando o rendimento escolar. Em casos como o “bullying”, onde a vítima é agredida física, mental e socialmente, em muitos casos a criança fica traumatizada, o que poderá desenvolver um quadro de depressão perigoso. Com o tratamento adequado a criança aprenderia a superar o trauma. Como muitas vezes o problema não é só da vítima, mas também do agressor, seria adequado identificar e tratar os agressores, e cobrar a presença e o acompanhamento familiar, uma vez que em muitos casos os pais incentivam a prática de tais atitudes. Para isso o Conselho Tutelar teria papel fundamental de fiscalizar, podendo denunciar os pais que se recusassem a comparecer as sessões. Isso serviria também para aproximar o filho da família, uma vez que muitos transtornos mentais são agravados por falta de estrutura familiar.

Um adulto bem formado é um adulto preparado para as diversas situações que poderá viver, e torna-se mais difícil a criação de vícios e a adoção de más condutas nesses indivíduos. Se for levado em consideração os gastos públicos com saúde e segurança, veremos que tal medida representa uma grande economia aos cofres públicos nos vários âmbitos governamentais. Ao fazer este acompanhamento desde cedo, a criança tem a oportunidade de crescer de forma mais saudável e confiante, aprendendo a superar problemas e desenvolver soluções para a sua própria vida. Também se torna um aluno menos problemático para o professor, que por sua vez pode desempenhar um trabalho melhor, diminuindo o stress e os possíveis aborrecimentos com alunos. Há de se levar em conta também de que muitas vezes o profissional da educação necessita, tanto quanto os seus alunos, de acompanhamento psicológico, uma vez que ele muitas vezes é submetido a uma agressão psicológica por parte dos alunos, que somada a outros fatores como stress e problemas pessoais acabam comprometendo a qualidade do trabalho desempenhado em sala de aula. Um profissional que tem um bom acompanhamento acaba se tornando um profissional mais produtivo, disposto e preparado para o seu trabalho. Por todos estes motivos e por não haver Lei que se oponha a este Projeto, sendo inclusive endossado pelo Inciso VII do Art. 208 da Constituição Federal, e pelo Inciso VIII do Art. 4º da Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, faz-se necessário a adoção das medidas propostas neste Projeto de Lei, visando melhorias na saúde e na segurança pública, assim como uma melhor formação daqueles que serão o futuro do Brasil.

Sala de Sessões, em

de

de 2011.

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