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Sociologia

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Sociologia - tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupo

A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas. O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XVIII) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus fundamentos como ciência foram institucionalizados.

Augusto Comte

A Sociologia surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das sociedades, suas estruturas e organizações. A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos. Como toda forma de conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus conceitos, teorias e métodos,

constituem um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais. Os sociólogos estudam e pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc. Além de suas aplicações no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de formação de espírito crítico. A Sociologia nasce da própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a priori é uma desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica. Orson Camargo Colaborador Brasil Escola Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP

Sociologia e sua importância

Sociologia - Investiga as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições

O cientista social estuda os fenômenos, as estruturas e as relações que caracterizam as organizações sociais e culturais. Além disso, o estudioso pesquisa costumes e hábitos, além de investigar as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições. Os resultados da pesquisa sociológica não são de interesse apenas de sociólogos. Cobrindo todas as áreas do convívio humano – desde as relações na família até a organização das grandes empresas, o papel da política na sociedade ou o comportamento religioso –, a Sociologia pode vir a interessar, em diferentes graus de intensidade, a diversas outras áreas do saber. Entretanto, o maior interessado na produção e sistematização do conhecimento sociológico atualmente é o Estado, normalmente o principal financiador da pesquisa desta disciplina científica. Sociólogos fazem uso frequente de técnicas quantitativas de pesquisa social (como a estatística) para descrever padrões generalizados nas relações sociais. Isto ajuda a desenvolver modelos que possam entender mudanças sociais e como os indivíduos responderão a essas mudanças. Em alguns campos de estudo da Sociologia, as técnicas qualitativas — como entrevistas dirigidas, discussões em grupo e métodos etnográficos — permitem um melhor entendimento dos processos sociais de acordo com o objetivo explicativo. Mais que sua aplicação em planejamentos, pesquisas e programas de intervenção, o conhecimento sociológico funciona também como uma disciplina humanística, no sentido de aperfeiçoamento do espírito, na medida em que compreende melhor o comportamento dos outros, a sua própria situação e a sociedade como um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social. Orson Camargo Colaborador Brasil Escola Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Pensadores clássicos da Sociologia

Max Weber, Émile Durkheim e Karl Marx - os três principais pensadores clásicos da sociologia

São três os principais pensadores clássicos da Sociologia, a saber: Marx, Durkheim e Weber. O termo Sociologia foi criado por Augusto Comte (1798-1857), sendo considerado o pai da Sociologia – provavelmente o primeiro pensador moderno. Comte defendia a ideia de que para uma sociedade funcionar corretamente, precisa estar organizada e só assim alcançará o progresso. Seu esquema sociológico era tipicamente positivista, corrente com grande expressão no século XIX. Karl Marx (1818-1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista e foi o mais revolucionário pensador sociológico. Marx concebe a sociedade dividida em duas classes: a dos capitalistas que detêm a posse dos meios de produção e o proletariado (ou operariado), cuja única posse é sua força de trabalho a qual vendem ao capital. Para Marx, os interesses entre o capital e o trabalho são irreconciliáveis, sendo este debate a essência do seu pensamento, resultando na concepção de uma sociedade dividida em classes. Assim, os meios de produção resultam nas relações de produção, formas como os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Tudo isso acarreta desigualdades, dando origem à luta de classes. Marx foi um defensor do comunismo, pois essa seria a fase final da sociedade humana, alcançada somente a partir de uma revolução proletária, acreditando assim na ideia utópica de uma sociedade igualitária ou socialista. Émile Durkheim (1858-1917) foi o fundador da escola francesa de Sociologia, ao combinar a pesquisa empírica com a teoria sociológica. Ainda sob influência positivista, lutou para fazer das Ciências Sociais uma disciplina rigorosamente científica. Durkheim entendia que a sociedade era um organismo que funcionava como um corpo, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver. Ao seu olhar, o que importa é o indivíduo se sentir parte do todo, pois caso contrário ocorrerá anomalias sociais, deteriorando o tecido social. A diferença entre Comte e Durkheim é que o primeiro crê que se tudo estiver em ordem, isto é, organizado, a sociedade viverá bem, enquanto Durkheim entende que não se pode receitar os mesmos ―remédios‖ que serviu a uma sociedade para resolver os ―males‖ sociais de outras sociedades. Para Durkheim, a Sociologia deve estudar os fatos sociais, os quais possuem três características: 1) coerção social; 2) exterioridade; 3) poder de generalização. Os fatos sociais apresentam vida própria, sendo exteriores aos indivíduos e introjetados neles a ponto de virarem hábitos.

Pela sua perspectiva, o cientista social deve estudar a sociedade a partir de um distanciamento dela, sendo neutro, não se deixando influenciar por seus próprios preconceitos, valores, sentimentos etc. A diferença básica entre Marx, Comte e Durkheim consiste basicamente em que os dois últimos entendem a sociedade como um organismo funcionando, suas partes se completando. Por outro lado, Marx afirma que a ordem constituída só é possível porque a classe dos trabalhadores é dominada pela classe dos capitalistas e propõe que a classe proletária (trabalhadores) deve se organizar, unir-se e inverter a ordem, ou seja, passar de dominada a dominante, e assim superar a exploração e as desigualdades sociais. Max Weber (1864-1920) foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia e é o pensador mais recente dentre os três, conhecedor tanto do pensamento de Comte e Durkheim quanto de Marx. Assim, ele entende que a sociedade não funciona de forma tão simples e nem pode ser harmoniosa como pensam Comte e Durkheim, mas também não propõe uma revolução como faz Marx, mas afirma que o papel da Sociologia é observar e analisar os fenômenos que ocorrem na sociedade, buscando extrair desses fenômenos os ensinamentos e sistematizá-los para uma melhor compreensão, é por isso que sua Sociologia recebe o nome de compreensiva. Weber valorizava as particularidades, ou seja, a formação específica da sociedade; entende a sociedade sob uma perspectiva histórica, diferente dos positivistas. Um dos conceitos chaves da obra e da teoria sociológica de Weber é a ação social. A ação é um comportamento humano no qual os indivíduos se relacionam de maneira subjetiva, cujo sentido é determinado pelo comportamento alheio. Esse comportamento só é ação social quando o ator atribui à sua conduta um significado ou sentido próprio, e esse sentido se relaciona com o comportamento de outras pessoas. Weber também se preocupou com certos instrumentos metodológicos que possibilitassem ao cientista uma investigação dos fenômenos particulares sem se perder na infinidade disforme dos seus aspectos concretos, sendo que o principal instrumento é o tipo ideal, o qual cumpre duas funções principais: primeiro a de selecionar explicitamente a dimensão do objeto a ser analisado e, posteriormente, apresentar essa dimensão de uma maneira pura, sem suas sutilezas concretas. Em suma: a Sociologia de Comte e Durkheim são positivistas; a de Marx é revolucionária e a de Max Weber é compreensiva. E nisto talvez esteja a principal diferença entre esses quatro grandes pensadores da Sociologia. Orson Colaborador Brasil Camargo Escola

Aspectos Gerais da Organização das Nações Unidas
por Fernando Carlomagno
1. BREVE HISTÓRICO A Organização das Nações Unidas (ONU) foi oficialmente fundada em 24 de outubro de 19451 , após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de manter a segurança e a paz mundial, além de auxiliar na defesa dos direitos humanos e no desenvolvimento de todos os países. A ONU teve como precursora a Liga das Nações (também conhecida como Sociedade de Nações), criada no ano de 1919 por circunstâncias similares e com propósitos convergentes, em conformidade com o Tratado de Versalhes.

A expressão “Nações Unidas” foi utilizada pela primeira vez por Franklin Roosevelt, até então Presidente dos Estados Unidos da América, em 1942 para definir as Nações que tinham por objetivo continuar a luta contra os países do Eixo. Dois anos após, líderes dos Americanos, do Reino Unido, da China e da União Soviética elaboraram proposta de estatuto para que fosse houvesse uma organização internacional de países. As missões da ONU partem do pressuposto dos problemas mundiais, tais como degradação ambiental, criminalidade, pobreza, entre outros e, teve atuação fervorosa durante toda sua existência. A década de 1990 foi marcada por inúmeras conferências, dentre elas: a) Cúpula Mundial sobre a Criança (setembro de 1990, Nova York, EUA); b) Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – ECO 92 (junho de 1992, Rio de Janeiro, Brasil); c) Conferência Internacional sobre Direitos Humanos (junho de 1993, Viena, Áustria); d) Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (setembro de 1994, Cairo, Egito); e) Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher (setembro de 1995, Pequim, China); f) Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social (março de 1995, Copenhagem, Dinamarca); f) Segunda Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (junho de 1996, Istambul, Turquia); g) Cúpula do Milênio (setembro de 2000, Nova York, EUA). 2. SISTEMA ESTRUTURAL DA ONU Do ponto de vista estrutural, a ONU divide-se em: a) Assembléia Geral; b) Conselho de Segurança; c) Conselho Econômico e Social; d) Conselho de Tutela; e) Corte Internacional de Justiça e; f) Secretariado Geral. A Assembléia Geral é o Órgão intergovernamental, plenário e deliberativo composto pelos países membros que têm por objetivo supervisionar e coordenar os trabalhos das agências. A Carta da ONU dispõe que as funções da Assembléia são: • discutir e fazer recomendações sobre qualquer assunto/questão dentro das finalidades da ONU; • considerar princípios gerais de cooperação na manutenção da paz e segurança internacionais; • elaborar recomendações sobre a solução pacífica de qualquer litígio internacional; • aprovar o orçamento da ONU; • eleger os membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Segurança tem responsabilidades com a segurança mundial. Todos os conflitos e crises políticas são deliberadas por este Conselho, que decide se haverá intervenção militar ou missão de paz. Esse Conselho é composto por cinco membros permanentes e dez eleitos, sendo estes últimos eleitos pela Assembléia Geral por mandatos de 2 anos, sendo que cinco são substituídos a cada ano. Os membros permanentes são: China, França, Rússia, Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e pelos Estados Unidos da América. Os membros eleitos que compõem o Conselho de Segurança durante o ano de 2007 são: África do Sul; Bélgica; Eslováquia; Gana; Indonésia; Itália; Panamá; Peru; Qatar; República do Congo. O Conselho Econômico e Social é formado por 54 membros, eleitos pela Assembléia Geral pelo período de três anos, e tem por objetivo o estudo de questões relativas à saúde, direitos da mulher, direitos da infância e juventude, organização econômica, direitos trabalhistas, culturais e de independência dos povos do Mundo. Este Conselho subdivide-se nas seguintes comissões: Organização para a Agricultura e Alimentação; Organização Internacional do Trabalho; Organização Mundial da Saúde; a Organização para a Educação, Ciência e Culturas e, por fim; o Conselho dos Direitos Humanos. O Conselho de Tutela das Nações Unidas funciona sob o prelado da Assembléia Geral e tem por objetivo auxiliar no desempenho das Nações Unidas no que tange acordos de tutela para as zonas não designadas como estratégicas, bem como relativo à aprovação das condições dos acordos de tutela e de sua alteração ou emenda. A Corte Internacional de Justiça é o braço judiciário da ONU. Fundado em 1946 e com sede em Haia, nos Países Baixos, tem como função “deliberar sobre disputas a ele submetidas por Estados e dar conselhos sobre assuntos legais a ele submetidos pela Assembléia Geral das Nações Unidas ou pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou por agências especializadas autorizadas pela Assembléia da ONU, de acordo com a Carta das Nações Unidas. O estatuto do Tribunal Internacional de Justiça é o principal documento constitucional constituindo e regulando o Tribunal2 ”. O Secretariado Geral é o órgão administrativo das Nações Unidas que tem sede na cidade de Nova Iorque e possui suas funções dispostas nos arts. 97 ao 101, da Carta das Nações Unidas. Os principais programas e órgãos da ONU são: a) Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; b) Centro de Comércio Internacional, UNCTAD/OMC; c) Programa Mundial de Alimentação; d) Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos; e) Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; f) Programa das Nações Unidas para a Fiscalização Internacional de Drogas; g) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; h) Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento; i) Fundo das Nações Unidas para a Infância; j) Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher; k) Voluntários das Nações Unidas.

2. DISPOSIÇÕES ESPECIAIS SOBRE O ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS REFUGIADOS Também conhecido pela sigla ACNUR, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados possui sede em Genebra, Suíça, e foi criado em 14 de dezembro de 1950 por uma Resolução da ONU e tem como missão principal assegurar os direitos e o bemestar de refugiados no mundo, fazendo com que essas pessoas se beneficiem dos instrumentos particulares dispostos no Estatuto dos Refugiados. Defini-se refugiado, nos termos do art. 1º, A, (2), da Convenção de 1951, como pessoa que “receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a proteção daquele país; ou que, se não tiver nacionalidade e estiver fora do país no qual tinha a sua residência habitual após aqueles acontecimentos, não possa ou, em virtude do dito receio, a ele não queira voltar”. São várias as formas utilizadas pela Nações Unidas para atingir os seus objetivos, valendo-se de Instrumentos Internacionais e Regionais que padronizam sua atuação. Passemos, então, a analisar essas formas utilizadas, bem como os instrumentos que os organizam. O asilo é a “proteção concedida por um Estado, em seu território, à revelia da jurisdição do país de origem, baseada no princípio do non-refoulement e que se caracteriza pelo gozo dos direitos dos refugiados reconhecidos pelo direito internacional de asilo e que, normalmente, é concedida sem limite de tempo3 ”. Os instrumentos internacionais utilizados em situações de asilo são: a) Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951); b) Protocolo Relativo ao Estatuto dos Refugiados (1967); c) Declaração das Nações Unidas sobre o Asilo Territorial (1967); d) Convenção da Organização de Unidade Africana (O.U.A.) que Rege os Aspectos Específicos dos Problemas dos Refugiados em África (1969); e) Declaração de Cartagena sobre a Proteção Internacional dos Refugiados na América Central, México e Panamá: Problemas Jurídicos e Humanitários (1984); f) Comitê Jurídico Consultivo Afro-Asiático: Princípios Relativos ao Tratamento de Refugiados (1966). A detenção é a restrição na liberdade de movimento, geralmente com o confinamento forçado dos indivíduos antes do julgamento, após a sentença, dentre outras situações. Os instrumentos internacionais utilizados são: a) Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos; b) Body of Principles for the Protection of All Persons under any Form of Detention or Imprisonment (1988). Tratam-se as “pessoas descoladas internamente” como grupos numerosos de pessoas que foram forçadas, de forma súbita ou inesperada, a desenraizar-se e a abandonar as suas casas, fixando-se em locais diferentes no seu país, devido a conflitos armados, lutas internas, violações sistemáticas dos direitos humanos ou calamidades provocadas pelo homem. Os instrumentos internacionais são: a) Declaração de São José sobre Refugiados e Pessoas Deslocadas sob os Auspícios do Governo da Costa Rica; b) Declaração sobre Protecção de Refugiados e Pessoas Deslocadas no Mundo Árabe.

O non-refoulement é um princípio do Direito Internacional que concerne na proteção do retorno dos refugiados aos locais em que suas vidas e liberdade estavam ameaçados. É, portanto, é o repatriamento genérico dos povos, geralmente dos refugiados de guerra ou de áreas de desastre. Seus instrumentos internacionais são: a) Resolução sobre as garantias mínimas nos processos de asilo (1995); b) Resolução relativa a uma abordagem harmonizada das questões referentes aos países terceiros de acolhimento (1992). Os instrumentos internacionais das mulheres refugiadas são: a) Convenção sobre os Direitos Políticos das Mulheres (1982); b) Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979); c) Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos (1981); d) Convenção sobre a Nacionalidade da Mulher. São utilizados para as crianças refugiadas os seguintes instrumentos internacionais: a) Convenção sobre os Direitos da Criança; b) Declaração dos Direitos da Criança (1959); c) Carta Africana sobre os Direitos e Bem-Estar da Criança. Trata-se reinstalação a reinserção de longo prazo de refugiados em país diferente ao de origem. Abrange geralmente parte do processo que começa com a seleção dos refugiados para reinstalação e termina com a sua colocação na comunidade no país de reinstalação. Seus instrumentos internacionais são: a) Carta Social Européia; b) Convenção da Organização de Unidade Africana (O.U.A.) que Rege os Aspectos Específicos dos Problemas dos Refugiados em África (1969); c) Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951). Dá-se a apatridia quando determinado indivíduo não pode ser considerado cidadão pelas leis de qualquer Estado. Em casos assim, utilizam-se os seguintes instrumentos internacionais: a) Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas (1954); b) Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas; c) Convenção sobre a Redução da Apatridia. A proteção temporária a proteção concedida por um período limitado, ainda que este não seja necessariamente definido, geralmente em situações de influxos de larga escala. Esta proteção deve respeitar o princípio de non-refoulement e as pessoas por ela abrangidas devem usufruir dos direitos básicos até ser encontrada uma solução duradoura. Os instrumentos internacionais são: a) Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados (1951); b) Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas; c) Quadro Geral do Acordo de Paz para a Bósnia e Herzegovina. Por sua vez, o repatriamento voluntário é o regresso ao país de origem numa base voluntária, com consentimento livremente expresso pelos refugiados. Seus instrumentos internacionais são: a) Estatuto do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; b) Quadro Geral do Acordo de Paz para a Bósnia e Herzegovina; c) Convenção da Organização de Unidade Africana (O.U.A.) que Rege os Aspectos Específicos dos Problemas dos Refugiados em África (1969); d) Declaração de Cartagena sobre a Protecção Internacional dos Refugiados na América Central, México e Panamá: Problemas Jurídicos e Humanitários (1984); e) Declaração de São José sobre Refugiados e Pessoas Deslocadas sob os Auspícios do Governo da Costa Rica. Os instrumentos regionais são divididos entre os continentes. Na África os instrumentos particulares são: a) Convenção da Organização de Unidade Africana (O.U.A.) que Rege

os Aspectos Específicos dos Problemas dos Refugiados em África (1969); b) Princípios a que obedece o Tratamento dos Refugiados; c) Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos (1981); d) Carta Africana sobre os Direitos e Bem-Estar da Criança. No Oriente Médio o instrumento regional é a Declaração sobre Proteção de Refugiados e Pessoas Deslocadas no Mundo Árabe. Na Ásia, pro sua vez, existe o Comitê Jurídico Consultivo Afro-Asiático: Princípios Relativos ao Tratamento de Refugiados. Os instrumentos regionais da Europa são: a) Carta Social Européia; b) Resolução sobre as garantias mínimas nos processos de asilo (1995); c) Resolução relativa a uma abordagem harmonizada das questões referentes aos países terceiros de acolhimento. Na América existe a Declaração de Cartagena sobre a Protecção Internacional dos Refugiados na América Central, México e Panamá: Problemas Jurídicos e Humanitários. No Brasil a atuação do ACNUR é constante. Segundo informações da ONU, “em dezembro de 2003 havia aproximadamente 3.000 refugiados no Brasil, onde 33% são mulheres. Os refugiados no Brasil chegaram de mais de 45 países, o maior grupo provém do continente africano. Cerca de 1.500 refugiados no Brasil são de Angola. No ano de 2003, o Brasil recebeu mais de 400 solicitações de asilo, por parte de pessoas provenientes de aproximadamente 30 países. A maioria dos refugiados tem chegado por sua própria via, por barco, avião ou via terrestre. Um pequeno número de refugiados também chega em função do programa de reassentamento, que oferece uma solução para aqueles refugiados que continuaram a ter problemas de segurança no primeiro país ao qual chegam, ou que enfrentam insuperáveis impedimentos para a integração na nova sociedade. Por exemplo, a impossibilidade de obter documentação que lhes permita trabalhar, ou a impossibilidade de obter acesso à educação para os filhos menores. O programa de reassentamento foi iniciado sob um acordo marco, firmado pelo Governo do Brasil e o ACNUR no ano de 1999. Outros 15 países têm atualmente programas de reassentamento, são eles: Austrália, Benin, Burkina Faso, Canadá, Chile, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Países Baixos, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, Suíça e os Estados Unidos. Os países de reassentamento têm quotas anuais e seus próprios critérios de seleção. Desde o inicio da formação de um marco internacional de proteção aos refugiados, o Brasil tem desempenhado um papel de liderança. No ano de 1960 foi o primeiro país do Cone Sul a ratificar a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados. No ano de 1997, passou a ser o primeiro país do Cone Sul a sancionar uma lei nacional de refúgio.

Juntamente com a Venezuela, o Brasil foi um dos primeiros países integrantes do Comitê Executivo do ACNUR, que é composto pelos países que têm demonstrado o maior grau de compromisso con a temática dos refugiados. O comitê aprova os programas e orçamentos anuais do ACNUR. Hoje é composto por 66 países, 6 deles da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Equador, Colômbia e Venezuela). O Brasil continua a ter uma participação ativa nele. O CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados) é o organismo público responsável em receber as solicitações de refúgio, e determinar se os solicitantes reúnem as condições necessárias para serem reconhecidos como refugiados. É uma comissão interministerial sob o âmbito do Ministério de Justiça. O CONARE outorga às pessoas que reconhece como refugiados, documentação que lhes permite residir legalmente no país, trabalhar, e a ter acesso aos serviços públicos, tais quais saúde, educação, etc. O ACNUR reabriu seu escritório em Brasília este ano. Por questões orçamentárias, a agência foi obrigada a retirar-se do Brasil no ano de1998. Dado o papel de liderança regional que tem o Brasil com relação à proteção dos refugiados, a agência reinstalou o escritório da maneira que as condições orçamentárias lhes permitiram. O ACNUR tem duas funções principais no Brasil: colaborar com o governo quanto à aplicação da Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, e trabalhar junto com a sociedade civil e com os refugiados para facilitar seu processo de integração através de uma rede nacional de apoio. Além de seu direito de gozar dos mesmos serviços públicos que os cidadãos brasileiros quanto à saúde, educação, etc. O ACNUR, junto com a Cáritas Río de Janeiro, Cáritas Sao Paulo e a Companhia de Jesus, Sociedade Antônio Vieira em Porto Alegre, promovem a integração dos refugiados na sociedade mediante atividades especialmente planejadas para eles. Estas incluem orientação legal e social, cursos de idioma, assistência na procura por emprego e moradias4 ”.

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Assembleia Geral das Nações Unidas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Assembleia Geral das Nações Unidas United Nations General Assembly

Reunião da AGNU na sede da ONU, em Nova Iorque. Tipo Acrônimo AGNU, UNGA Desde 15 de setembro de 2009 Comando Ali Triki, Líbia ativa 1945 www.un.org/ga United Nations General Assembly Organização das Nações Unidas

Status Fundação Website Commons

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) é o órgão inter-governamental, plenário e deliberativo da Organização das Nações Unidas, e é composto por todos os países membros, tendo cada um direito a um voto. No que respeita ao processo de

deliberação, as questões importantes são votadas por maioria de dois terços dos membros presentes e votantes enquanto as questões restantes são votadas por maioria simples. É um fórum político que, igualmente, supervisiona e coordena o trabalho das agências. A AGNU reúne-se uma vez por ano em sessão ordinária que começa na terceira terçafeira do mês de setembro na sede da ONU, em Nova Iorque. Sessões especiais podem ser convocadas a pedido do Conselho de Segurança, da maioria dos membros das Nações Unidas ou ainda de um só membro com a anuência da maioria. A AGNU, seguindo as determinações da resolução "Unidos para a Paz", também pode ser convocada em sessão especial de emergência, com o prazo de 24 horas de antecedência, a pedido do Conselho de Segurança, por decisão da maioria dos membros das Nações Unidas ou de um só membro com a anuência da maioria. O diplomata brasileiro Oswaldo Aranha foi o primeiro orador da primeira Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1947, o que deu início a uma tradição que perdura até os dias atuais (a de ser um brasileiro o primeiro orador).[1]

Funções
De acordo com os artigos 9º a 22º da Carta da ONU, a AGNU é o órgão encarregado das funções:
    

discutir e fazer recomendações sobre qualquer assunto/questão dentro das finalidades da ONU; considerar princípios gerais de cooperação na manutenção da paz e segurança internacionais; elaborar recomendações sobre a solução pacífica de qualquer litígio internacional; aprovar o orçamento da ONU; eleger os membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

1. [Esconder]
v•e

Estrutura da Organização das Nações Unidas
Comitê de Energia Atômica · Comitê de Direção · Comissões Especiais · Conselho de Segurança Secretariado · Conselho de Administração Fiduciária · Forças Armadas · Conselho de Comércio e Desenvolvimento Estado Maior · Tribunal Internacional de

Assembléia Geral Justiça · Conselho de Direitos Humanos ·
Organismos da ONU

Conselho Econômico e Social

Desarmamento · Comissões de Paz · Comissões Econômicas FAO · FMI · Banco Mundial · OCM · UPU ·

Organismos especiais da ONU OIT · ITU · UNESCO · IAEA · IMCO · ICAO · UNICEF · UNIFEM · OMS · OACI · OMM ·
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o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia guais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no

o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os dade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e

ssencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a

ssencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as

os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do ue decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida

ampla,

os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com peito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a itos e liberdades,

uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta o cumprimento desse compromisso,

s Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos omo o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, ada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, onhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os dos Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

m livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e ir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

pacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta o de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião reza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra

a nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território a, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de

to à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

m escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão uas formas.

o a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

to de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

e a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos ção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e ento a tal discriminação.

to a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os os fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela

mente preso, detido ou exilado.

to, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de nal contra ele.

do de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe as todas as garantias necessárias a sua defesa. culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam acional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do mento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

nterferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção ências ou ataques.

to à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros

ser invocado em casos de perseguição legitimamente motivada por ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

to a uma nacionalidade. iamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de

s de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em ua duração e sua dissolução. á válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade

reito à propriedade, só ou em sociedade com outros. iamente privado de sua propriedade.

to à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a eligião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo o culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em

to à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, piniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por ndentemente de fronteiras.

reito à liberdade de reunião e associação pacíficas. rigado a fazer parte de uma associação.

direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por antes livremente escolhidos. ual direito de acesso ao serviço público do seu país. erá a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em gítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente e de voto.

embro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo ooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de s econômicos, sociais e culturais indipensáveis à sua dignidade e ao livre personalidade.

reito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e à proteção contra o desemprego. qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. rabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a e necessário, outros meios de proteção social. direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus

to a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho periódicas.

reito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e

ão, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais à seguranca em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice a de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. ância tem direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

reito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus ntais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnic el a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. tada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e peito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A ompreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos oadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da

de de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a

direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as progresso científico e de fruir de seus benefícios. reito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de

ífica, literária ou artística da qual seja autor.

to a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades te Declaração possam ser plenamente realizados.

everes para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento possível. direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações xclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e berdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da -estar de uma sociedade democrática. dades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos s Nações Unidas.

presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ão de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.

O QUE É CULTURA

manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e povo ou civilização. Portanto, fazem parte da guintes atividades e manifestações: música, língua falada e escrita, mitos, hábitos uitetura, invenções, pensamentos, formas de

e diferenciam o ser humano dos animais e de produção de cultura.

ropo.html

ógico, social e cultural. Sendo cada uma destas dimensões por si só muito organizado em áreas que indicam uma escolha prévia de certos aspectos a Biológica” (aspectos genéticos e biológicos do homem), “Antropologia stituições sociais), “Antropologia Cultural” (sistemas simbólicos, religião, ência dos grupos humanos desaparecidos). Além disso podemos utilizar ara distinguir diferentes níveis de análise ou tradições acadêmicas.

a etnografia corresponde “aos primeiros estágios da pesquisa: observação elação à etnografia, seria “um primeiro passo em direção à síntese” e a e, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia”.

ntender a antropologia como uma forma de conhecimento sobre a ra entendermos o que somos a partir do espelho fornecido pelo “Outro”; dos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais gir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares,

aradigmas e escolas de pensamento antropológico:

fica” sobre a diversidade cultural

Relatórios etc.) feitos por missionários, viajantes, comerciantes, c.

Flora, Topografia) e dos povos “descobertos” (Hábitos e Crenças).Primeiros

Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. XVI). Hans Staden (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem

ocial

umulado sobre os “povos primitivos”.Predomínio do trabalho de gabinete

volução das sociedades das mais “primitivas” para as mais ica)Estudos de Parentesco /Religião /Organização Social.Substituição

e (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).

a Francesa

mo objetos de investigação socio-antropológica. Definição das regras do

ariedade orgânica e mecânica. Formas primitivas de classificação ato Social Total (biológico + psicológico + sociológico). A troca e a receber, retribuir).

Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “Algumas formas ; “As formas elementares da vida religiosa” - 1912. Marcel Mauss:“Esboço 02-1903; “Ensaio sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito .

ografia).Ênfase no trabalho de campo (Observação ulado sobre uma cultura.

se pelas Instituições e suas Funções para a manutenção da totalidade

slaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” -1922). Radcliffe 1952-; e “Sistemas Políticos Africanos de Parentesco e Casamento”, org. oráculos e magia entre os Azande” - 1937; “Os Nuer” - 1940). Raymond ização social - 1951). Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”ma sociedade africana”-1957; “O processo ritual”- 1969). Edmund Leach -

e-Americano

no desenvolvimento das culturas. Relação entre cultura e personalidade.

cação de padrões culturais (“patterns of culture”) ou estilos de cultura

Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Língua e Cultura” - 1940). iedades primitivas” - 1935). Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O

culturas presentes na mente humana. Teoria do parentesco/Lógica do ultura.

ente humana: pares de oposição e códigos binários.Reciprocidade

de Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesco” - 1949. “Tristes ntropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e

rpretativa

dos Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração

tura da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.

rd Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.

-Moderna ou Crítica

icos presentes no modelo textual das etnografias clássicas e -observado na pesquisa antropológica. Critica dos paradigmas teóricos e

mico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cultural. ultural.

s Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The poetics and politics of her (“Anthropoly as cultural critique” - 1986). Richard Price (“First time” o homem selvagem”- 1987). James Clifford (“The predicament of culture” -

Antropologia

Escolas[Expandir]
Evolucionista · Difusionista · Estrutural-funcionalista · Estruturalista · Física · Forense · Funcionalista · Histórica · Multiculturalista · Pós-colonialista · Pós-estruturalista · Interpretativista

Expoentes[Expandir]
Arnold Van Gennep · Bartolomeu Melià · Bronisław Malinowski · Bruno Latour · Claude Lévi-Strauss · Clifford Geertz · Darcy Ribeiro · David Graeber · Edmund Leach · Edward B. Tylor · Edward Said · Franz Boas · Frazer · Fredrik Barth · Gilberto Freyre · Gilberto Velho · James Clifford · João Pacheco de Oliveira · León Cadogan · Louis Dumont · Marcel Mauss · Mary Douglas · Margaret Mead · Marilyn Strathern · Marshall Sahlins · Maurice Godelier · Melville Herkovits · Morgan · Néstor Perlongher · Norbert Elias · Peter Fry · Philippe Descola · Pierre

Clastres · Radcliffe-Brown · Raymond Firth · Roberto Cardoso de Oliveira · Ruth Benedict · Vincent Crapanzano · Viveiros de Castro

Especializações[Expandir]
da Alimentação · do Ciberespaço · do Corpo · Jurídica · Econômica · das Emoções · Filosófica · Etnologia · Etnoarqueologia · Etnobotânica · Etnomatemática · Etnomusicologia · do Mal · Lingüística · do Parentesco · Política · das Religiões · da Saúde · Visual · Urbana

Conceitos[Expandir]
Aculturação · Afinidade · Alteridade · Campo · Cosmologia · Corporificação · Cosmogonia · Cultura · Dádiva · Economia simbólica da alteridade · Economia bélica da alteridade · Eficácia simbólica · Estrutura · Esquizogênese · Etnicidade · Etnocentrismo · Etnogênese · Etnografia · Fronteira étnica · Mitema · Mito · Mitopráxis · Observação participante · Parentesco · Perspectivismo · Raça · Racismo · Rito · Símbolo · Sistema · Territorialização

Por região[Expandir]
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Listas[Expandir]
Antropólogos · Associações · Encontros · Livros · Periódicos · Personagens ficcionais

Portal da Antropologia

(editar) ue ocorre quando um determinado mos hábitos e caráter social, sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo

feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, tnico considerar-se como superior a outro. Do ponto de vista sar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.

de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o natural. Tal tendência, denomindada etnocentrismo, é responsável em os conflitos sociais.

as grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento lmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir ossui.

repudiar ou negar tudo que lhe é diferente ou não está de acordo com ção grega, o bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e costumes da semelhante ao selvagem na sociedade ocidental.

porque pertencem a outro grupo, pode ser encontrado dentro de uma cadas contra os estranhos que se arriscam em determinados bairros exemplo.

ras culturas em função da sua propria cultura, tomando-a como

m em apreciações negativas dos padrões culturais de povos diferentes. adas como absurdas, deprimentes e imorais.

UE É ETNOCENTRISMO

smo", Everardo Rocha, Ed. Brasiliense, 1984, pág. 7-22)

sso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros res, nossos modelos, nossas definições do que é a existência. No ade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de

ndagar sobre um fenômeno onde se misturam tanto elementos onais e afetivos. No etnocentrismo, estes dois planos do espírito compondo um fenômeno não apenas fortemente arraigado na história

o pode ser expressa como a procura de sabermos os mecanismos, as s tantas e tão profundas distorções se perpetuam nas emoções, emos da vida daqueles que são diferentes de nós. Este problema não é

ma única sociedade. Talvez o etnocentrismo seja, dentre os fatos

etnocêntrica temos a experiência de um choque cultural. De um lado, que come igual, veste igual, gosta de coisas parecidas, conhece deuses, casa igual, mora no mesmo estilo, distribui o poder da omum e procede, por muitas maneiras, semelhantemente. Aí então de o do "diferente" que, às vezes, nem sequer faz coisas como as nossas cemos como possíveis. E, mais grave ainda, este outro" também á no mundo e, ainda que diferente, também existe.

vez, na constatação das diferenças. Grosso modo, um mal-entendido ere nossa própria identidade cultural. O monólogo etnocêntrico pode, assim: Como aquele mundo de doidos pode funcionar? Espanto! Eles só podem estar errados ou tudo o que eu sei está errado! Dúvida vagem, bárbara, primitiva! Decisão hostil!

possível ou, mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a lógica, como sendo engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. da identidade do "nosso" grupo. No limite, algumas sociedades tos", "excelentes" ou, muito simplesmente, "ser humano" e ao macacos da terra" ou "ovos de piolho". De qualquer forma, a esentada como o espaço da cultura e da civilização por excelência. É ociedade do "outro" é atrasada. É o espaço da natureza. São os os humanos, pois, estes somos nós. O barbarismo evoca a confusão, a vem da floresta, da selva que lembra, de alguma maneira, a vida a o "igual" ao "eu".

as, é o fato de que, no etnocentrismo, uma mesma atitude informa os

as, é o fato de que, no etnocentrismo, uma mesma atitude informa os edade, como já disse, de uma única sociedade, apesar de que, na zador com os mais diferentes empreendimentos de conquista e

orrelato bastante importante e que talvez seja elucidativo para a cruéis de encarar o "outro". Existe realmente, paralelo à violência que que o "outro" deva ser alguma coisa que não desfrute da palavra para

ou fazê-lo através de uma pequena estória que me parece exemplar.

gens um pastor se preparou durante dias para vir ao Brasil e iniciar no e. Muito generoso, comprou para os selvagens contas, espelhos, penas um moderníssimo relógio digital capaz de acender luzes, etrar e até dizer a hora sempre absolutamente certa, infalível. Ao s alguns meses, encontrava-se em meio às sociedades tribais do ação. Tempos depois, fez-se amigo de um índio muito jovem que o o e mostrava-se admirado de muitas coisas, especialmente, do

tor trazia no pulso e consultava freqüentemente. Um dia, por fim, seu relógio dando-o, meio sem jeito e a contragosto, ao jovem índio.

epois, O índio charnou-o apressadamente para mostrar-lhe, muito alho superior de uma árvore altíssima nas cercanias da aldeia, o índio lo ornamento de penas e contas multicolores tendo no centro o sse a alegria da beleza transmitida por aquele novo e interessante contas e, ainda por cima, pendurado a vários metros de altura, o ontemplava o sorriso inevitavelmente amarelo no rosto do pastor.

foi de volta para casa. Sua tarefa seguinte era entregar aos superiores a revisada na comunicação que iria fazer em seguida aos seus colegas A catequese e os selvagens". Levantou-se, deu uma olhada no relógio que buscando uma inspiração de última hora examinou

, e até uma flauta formavam uma bela decoração. Rústica e sóbria ao Com o pé na porta ainda pensou e sorriu para si mesmo. Engraçado o

rém, de toda evidência, bastante plausível, demonstra alguns dos mo.

detetive ou especialista em Antropologia Social (ou ainda pastor) personagens de cada uma delas fizeram, obviamente, a mesma coisa. mentais, decorativas de objetos que, na cultura do "outro", ente técnicas. Para o Pastor- o uso inusitado do seu relógio causou dio conhecer o uso que o pastor deu a seu arco e flecha. Cada um gnificado dos objetos cujo sentido original foi forjado na cultura do um julgamento do valor da cultura do "outro" nos termos dá cultura

se poderia chamar, se isso fosse possível, de um etnocentrismo eram atitudes concretas sem maiores conseqüências. No mais das o "outro" que se reveste de uma forma bastante violenta. Como já "algo a ser destruído", como "atraso ao desenvolvimento", (fórmula, na matança dos índios).

cio do século, Hermann von Ihering, diretor do Museu Paulísta, por serem um empecilho ao desenvolvimento e à colonização das presente como no passado, tanto aqui como em vários outros lugares, as relações entre a chamada civilização ocidental" e as sociedades emplar, de uma criança, de um grande centro urbano, que, de tanto nos livros didáticos, seja na indústria cultural, acabou por defini-los

"outro" e sua cultura, da qual falamos na nossa sociedade, são cida que é manipulada como bem entendemos. Ao "outro" negamos ar de si mesmo. Tudo se passa como se fôssemos autores de filmes e

pensar o quanto é cruel, grotesca e monstruosa uma civilização de m, porque somos os autores destes filmes e livros, nada nos impede de uperpoderoso que com incrível perícia salva a Terra de uma colisão arciano não diz nada, posso pensar dele o que quiser.

que estão de fora podem ser brabos e traiçoeiros bem como mansos e ermos que muitas vezes foram empregados no Brasil para designar o de várias. tribos de índios ou de escravos negros.

ade, é manipulada por uma série de representações que oscilam entre como o marciano - ao sabor das intenções que se tenha. Isto não só ao ntextos no presente. A expressão "fulano é muito louco" pode ser Em alguns momentos da história o louco foi acorrentado e torturado, rada e respeitada.

diversos "outros" deste mundo - por não poderem dizer algo de si êntrica e segundo as dinâmicas ideológicas de determinados

ociedades complexas e industriais contemporâneas, existem diversos através de representações negativas do "outro". O caso dos índios ropólogos estudiosos do assunto já identificaram determinadas visões manentemente aplicados a estes índios.

obre as imagens do índio nos livros didáticos de História do Brasil. mação de uma imagem do índio, pois são lidos e, mais ainda, ios nos mais diversos recantos do país. Alguns destes livros alcançam s edições. Através deles circula um "saber" altamente etnocêntrico -

stino e de sua natureza, carregam um valor de autoridade, ocupam ormação obtém este valor de verdade pelo simples fato de que quem do, seu saber tende a ser visto como algo "rigoroso", sério" e egra, em face do seu conteúdo, o que faz com que as informações memória de todos nós. Com ela se fixam também imagens

apazes de trabalhar nos engenhos de açúcar por serem indolentes e mo "indolente" e "preguiçoso" a alguém, um povo ou uma pessoa, voura que não é a sua, para a riqueza de um colonizador que nem esta recusa é, no mínimo, sinal de saúde mental.

o significativo de livros didáticos começa

nus. Este "escândalo" esconde, na verdade, a nossa noção , num corpo, ela deve mostrar e esconder. A estória do nosso amigo ldades de definir o sentido de um objeto - o relógio ou o arco - fora , nada garante que os índios andem nus a não ser a concepção que

não é permitido dizer de si mesmo, mera imagem sem voz, o índio é, para o livro didático, apenas uma forma vazia que empresta ras, o índio é "alugado" na História do Brasil para aparecer por três

pítulo do descobrimento. Ali, ele aparece como selvagem", Isto era, para mostrar o quanto os portugueses colonizadores eram

uese. Nele o papel do índio é o de "criança", "inocente", "infantil", ndios é que precisavam da ,,proteção" que a religião lhes queria

lo "Etnia brasileira". Se o índio já havia aparecido como "selvagem" osso - formado por portugueses, negros e "crianças" ou um povo Então aparece um novo papel e o índio, num passe de mágica "amor à liberdade".

do que chamamos etnocentrismo. Os exemplos se multiplicam nos ornais, revistas, publicidade, certo tipo de cinema, rádio - está ntrismo. No universo da indústria cultural é criado sistematicamente ra reafirmar, por oposição, uma série de valores de um grupo manidade.

com os quais convivemos nas grandes cidades são, muitas vezes, Rotulamos e aplicamos estereótipos através dos quais nos guiamos déias etnocêntricas que temos sobre as "mulheres", os ,,negros", os áveis", os "doidões", os "surfistas", as "dondocas", os "velhos", os emais "outros" com os quais temos familiaridade, são uma espécie de ações ideológicas, que no fundo transforma a diferença pura e êntrico.

entrismo. Uma das mais importantes é a de relativização. Quando questão de essência das coisas e mais uma questão de posição: um ato é visto não na sua dimensão absoluta mas no contexto em que eendemos o "outro" nos seus próprios valores e não nos nossos: s coisas do mundo como uma relação capaz de ter tido um rmação. Ver as coisas do mundo como a relação entre elas. Ver que olhado. Relativizar é não transformar a diferença em hierarquia, em -la na sua dimensão de riqueza por ser diferença.

nstruindo um conhecimento ou, se quisermos, uma ciência sobre a hama-se Antropologia Social. Ela, como de resto quase todas as rcada peio etnocentrismo. Ela também possui o compromisso da e "senso comum", o movimento da Antropologia é no sentido de ver nos deram soluções diversas a limites existenciais comuns. Assim, a com a alternativa. Ela não é uma hostilidade do "outro’, mas uma u".

mal da cidadania, a Sociologia tem como objetivo capacita-los a mentam e condicionam nossa existência em sociedade. Desenvolver e, capaz de romper com os preconceitos e oportunizar o exercício pleno

09

A partir de quando poderíamos falar em indústria cultural ou sses termos? Por que associar indústria a cultura? Que tipo de oduz? Como nos capítulos anteriores, este também se inicia com

om segurança a partir do século XVIII. O fato marcante foi a dade média a leitura e a escrita eram privilégios do clero e de smo. As características básicas do novo modelo socioeconômico trialização e, principalmente, a criação e ampliação do mercado de importância social, econômica e cultural. A população vai abalho nas fábricas. A mecanização barateia os produtos e,

sumidor. A burguesia comercial e industrial se estabelece como édias. Esse novo público vai ser conquistado pelo mercado em rais. nde importância. Paralelamente ao barateamento do papel, há ndência que se impõe. Os jornais divulgam noticias, crônicas s do romance e das novelas de tv atuais). A estória que os nas vinha em capítulos, obrigando o leitor a comprar o próximo

a que não se pode pensar em cultura erudita ou em cultura industria cultural. O jornal do século XVIII certamente já interferia mo o predomínio de umas, e não de outras. dade estava mudando nesse período, poderemos compreender a dores, que queriam coletar e preservar as velhas canções ade dava cada vez menos espaço para essas manifestações vam às cidades e tinham que se adaptar ao seu ritmo alucinante. dia-dia, no campo, sem separá-los de sua rotina, passam a lhes atamente da arte e do lazer: companhias de teatro, os circos, os ço na divisão social do trabalho. massa ou de industria cultural? O primeiro termo faz com que ciedade de massas, de multidões padronizadas e homogêneas, res com características semelhantes. O segundo termo remete ização e de lucratividade, características do sistema capitalista. de uma industria produtora e distribuidora de jornais, livros, ulturais”.

RIA CULTURAL OU CULTURA DE MASSA dor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), os como Escola de Frankfurt. Ao fazerem a análise da atuação ), esses autores concluíram que eles funcionavam como uma as, mais do que isso, vende imagens do mundo e faz propaganda

sim permaneça. pretendia integrar os consumidores das mercadorias culturais, a popular e a erudita. Nociva porque retiraria a autenticidade da utores, vêem a indústria cultural como qualquer indústria, abstrato e homogeneizado, e baseado nos princípios do lucro. s indicam, que a indústria cultural venderia mercadorias culturais blico receberia esses produtos sem saber diferenciá-los ou sem nfonia de Beethoven, uma estação de rádio poderia veicular o ticiar um golpe de Estado ou terremoto, sem nenhuma o. Nesse sentido, é preciso observar como essa sucessão de r fragmentário dos MDCM, principalmente o rádio e a televisão. roduzir obras de arte em escala industrial. Para os autores, essa e música clássica, as reproduções de pinturas, as músicas ema) não democratizou a arte. Simplesmente, banalizou-a, o perdesse o senso crítico e se tornasse um consumidor passivo DCM. Nesse caso, o fato de um operário assobiar, durante o seu o não significaria que ele estaria compreendendo a profundidade memorizou, como faria com qualquer canção sertaneja, no mesmo rádio.

nico objetivo a dependência e a alienação dos

homens. Ao maquiar o mundo nos anúncios que veicula, ela das mercadorias culturais, a fim de que elas se esqueçam da ução. A indústria cultural estimularia, portanto, o imobilismo. all Mcluhan (1911-1980) via a atuação dos MDCM de maneira o, o autor acreditava que ela poderia aproximar os homens, ais como sociais entre eles. O mundo iria transformar-se, então, ue acabou ficando clássica entre os teóricos da comunicação. distinção polêmica entre os autores dedicados ao estudo da s dividem-se entre “apocalípticos” (aqueles que criticam os meios

queles que os elogiam). undo os “apocalípticos”, estariam: ura homogênea (que desconsidera diferenças culturais e

enimento, desestimulando o público a pensar, tornando-o passivo

a fins de controle e manutenção da sociedade capitalista. ntados pelos “integrados”, estariam: ão possível a uma parcela que sempre esteve distante das

m contribuir para a própria formação intelectual do público; ncionarem como um elemento unificador das sensibilidades dos

fundamentais para a manutenção e a expansão de todas as

alípticos” estariam equivocados por considerarem a cultura de dustrial. Para Eco, não se pode ignorar que a sociedade atual é e ser pensadas a partir dessa constatação. Os “integrados”, por ue normalmente a cultura de massa é produzida por grupos de ignifica a tentativa de manutenção dos interesses desses grupos é pelo fato de veicular produtos culturais que a cultura de massa o querem os “integrados”. dade moderna sem os MDCM. Nesse sentido, sua preocupação r estimulado para que os MDCM realmente veiculem valores de fiscalizar e exigir que isso aconteça. kfurt, mas com uma concepção diferente do papel da indústria a ele, a revolução tecnológica do final do século XIX e inicio do como pensavam Adorno e Horkheimer, mas alterou o papel da mas de produção cultural propiciariam mudanças na percepção e ndo, inclusive, gerar novas formas de mobilização e contestação

o técnica das obras de arte retirou delas seu caráter único e compensação, possibilitou que elas saíssem dos palácios e o infinito de pessoas. Por exemplo, a reprodução fotográfica m sua sala as clássicas Monalisa e Santa ceia, Leonardo da Vinci; mais pessoas pudessem escutar (e quantas vezes quisessem)

ode provocar no público não seria, portanto, necessariamente ra a emancipação desse público e para a melhoria da sociedade, nhecimento. e Horkheimer sobre a indústria cultural conservadora. Segundo ue a indústria cultural banalizaria a cultura erudita (que eles ultura burguesa. E não apenas isso, seria também uma o eles, ficaria ainda mais simplificada no âmbito da indústria

o, considerado mero consumidor de mercadorias culturais,

gens de modelo por dem10. Tecnologia do Blogger.

Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes

atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc. Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.

PENSAR SOCIOLOGIA
Além de preparar os educandos ao exercício formal da cidadania, a Sociologia tem como objetivo capacita-los a participarem ativamente das decisões que regulamentam e condicionam nossa existência em sociedade. Desenvolver uma leitura crítica do funcionamento da sociedade, capaz de romper com os preconceitos e oportunizar o exercício pleno da cidadania. Este Blog

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segunda-feira, 6 de abril de 2009
A INDÚSTRIA CULTURAL

A partir de quando poderíamos falar em indústria cultural ou cultura de massa? E mais, o que significam esses termos? Por que associar indústria a cultura? Que tipo de mercadoria essa indústria afinal de contas produz? Como nos capítulos anteriores, este também se inicia com perguntas, às quais tentaremos responder. Talvez possamos falar em indústria cultural com segurança a partir do século XVIII. O fato marcante foi a multiplicação de jornais na Europa. Se até a idade média a leitura e a escrita eram privilégios do clero e de parte da nobreza, isso se modifica no capitalismo. As características básicas do novo modelo socioeconômico que se impunha eram a urbanização, a industrialização e, principalmente, a criação e ampliação do mercado consumidor. As cidades passam a ser pólos de importância social, econômica e cultural. A população vai abandonando o campo rumo à cidade e ao trabalho nas fábricas. A mecanização barateia os produtos e, conseqüentemente, aumenta o mercado consumidor. A burguesia comercial e industrial se estabelece como classe hegemônica, e crescem as classes médias. Esse novo público vai ser conquistado pelo mercado em geral e, também, pelo mercado de bens culturais. É nesse sentido que os jornais assumem grande importância. Paralelamente ao barateamento do papel, há uma elevação do número de leitores, uma tendência que se impõe. Os jornais divulgam noticias, crônicas políticas e os chamados folhetins (precursores do romance e das novelas de tv atuais). A estória que os jornais publicavam nos rodapés de suas páginas vinha em capítulos, obrigando o leitor a comprar o próximo exemplar para saber a continuação da trama. Stuart Hall, sociólogo norte-americano, afirma que não se pode pensar em cultura erudita ou em cultura popular sem antes considerar a existência da industria cultural. O jornal do século XVIII certamente já interferia na produção e divulgação das idéias, bem como o predomínio de umas, e não de outras. Além disso, se lembrarmos o quanto a sociedade estava mudando nesse período, poderemos compreender a atitude dos primeiros folcloristas ou colecionadores, que queriam coletar e preservar as velhas canções populares, ao perceberem que a nova sociedade dava cada vez menos espaço para essas manifestações

culturais. As populações camponesas chegavam às cidades e tinham que se adaptar ao seu ritmo alucinante. O lazer e a arte que elas praticavam no seu diadia, no campo, sem separá-los de sua rotina, passam a lhes ser oferecidos por profissionais que vivem exatamente da arte e do lazer: companhias de teatro, os circos, os balés, que a partir de agora ocupam um espaço na divisão social do trabalho. Mas por que chamar isso tudo de cultura de massa ou de industria cultural? O primeiro termo faz com que vejamos a sociedade moderna como uma sociedade de massas, de multidões padronizadas e homogêneas, ou no máximo compartimentalizadas em setores com características semelhantes. O segundo termo remete às idéias de produção em série, de comercialização e de lucratividade, características do sistema capitalista. Podemos imaginar, então, o estabelecimento de uma industria produtora e distribuidora de jornais, livros, peças, filmes, em resumo de “mercadorias culturais”.

INDÚSTRIA CULTURAL OU CULTURA DE MASSA O termo indústria cultural foi criado por Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), membros de um grupo de filósofos conhecidos como Escola de Frankfurt. Ao fazerem a análise da atuação dos meios de comunicação de massa (mdcm), esses autores concluíram que eles funcionavam como uma verdadeira indústria de produtos culturais, mas, mais do que isso, vende imagens do mundo e faz propaganda deste mundo tal qual ele é e para que ele assim permaneça. Segundo os dois autores, a indústria cultural pretendia integrar os consumidores das mercadorias culturais, agindo como uma ponte nociva entre a cultura popular e a erudita. Nociva porque retiraria a autenticidade da primeira e a seriedade da segunda. Ambos autores, vêem a indústria cultural como qualquer indústria, organizada em função de um público-massa, abstrato e homogeneizado, e baseado nos princípios do lucro. Poderíamos pensar, a partir do que os autores indicam, que a indústria cultural

venderia mercadorias culturais como pasta de dentes ou automóveis, e o público receberia esses produtos sem saber diferenciá-los ou sem questionar seu conteúdo. Assim, após uma sinfonia de Beethoven, uma estação de rádio poderia veicular o anúncio de um restaurante e, depois dele, noticiar um golpe de Estado ou terremoto, sem nenhuma profundidade, e mais sem nenhuma discussão. Nesse sentido, é preciso observar como essa sucessão de música, propaganda e noticia ilustra o caráter fragmentário dos MDCM, principalmente o rádio e a televisão. Os meios tecnológicos tornaram possível reproduzir obras de arte em escala industrial. Para os autores, essa produção em série (por exemplo, os discos de música clássica, as reproduções de pinturas, as músicas eruditas como pano de fundo de filmes de cinema) não democratizou a arte. Simplesmente, banalizou-a, descaracterizou-a, fazendo com que o público perdesse o senso crítico e se tornasse um consumidor passivo de todas as mercadorias anunciadas pelo MDCM. Nesse caso, o fato de um operário assobiar, durante o seu trabalho, o trecho da ópera que ouviu no rádio não significaria que ele estaria compreendendo a profundidade daquela obra de arte, mas que apenas ele a memorizou, como faria com qualquer canção sertaneja, romântica, ou mesmo um jingle que ouvisse no mesmo rádio. Para adorno, a industria cultural tem como único objetivo a dependência e a

alienação dos homens. Ao maquiar o mundo nos anúncios que veicula, ela caba seduzindo as massas para o consumo das mercadorias culturais, a fim de que elas se esqueçam da exploração que sofrem nas relações de produção. A indústria cultural estimularia, portanto, o imobilismo. Ao contrário de Adorno e Horkheimer, Marshall Mcluhan (1911-1980) via a atuação dos MDCM de maneira otimista. Estudando principalmente a televisão, o autor acreditava que ela poderia aproximar os homens, diminuindo as distâncias não apenas territoriais como sociais entre eles. O mundo iria transformar-se, então, numa espécie de “aldeia global”, expressão que acabou ficando clássica entre os teóricos da comunicação.

O crítico Umberto Eco, por sua vez, faz uma distinção polêmica entre os autores dedicados ao estudo da indústria cultural. Segundo ele, esses autores dividem-se entre “apocalípticos” (aqueles que criticam os meios de comunicação de massa) e “integrados” (aqueles que os elogiam). Entre os motivos para criticar os MDCM, segundo os “apocalípticos”, estariam: · A veiculação que eles realizam de uma cultura homogênea (que desconsidera diferenças culturais e padroniza o publico); · O seu desestímulo à sensibilidade; · A sua definição como simples lazer e entretenimento, desestimulando o público a pensar, tornando-o passivo e conformista; Nesse sentido, os MDCM seriam usados para fins de controle e manutenção da sociedade capitalista. Entre os motivos para elogiar os MDCM, apontados pelos “integrados”, estariam: · Serem os MDCM a única fonte de informação possível a uma parcela que sempre esteve distante das informações; · As informações veiculadas por eles poderem contribuir para a própria formação intelectual do público; · A padronização de gosto gerada por eles funcionarem como um elemento unificador das sensibilidades dos diferentes grupos. Nesse sentido os MDCM funcionariam como fundamentais para a manutenção e a expansão de todas as sociedades democráticas. Eco irá criticar as duas concepções, os “apocalípticos” estariam equivocados por considerarem a cultura de massa ruim simplesmente por seu caráter industrial. Para Eco, não se pode ignorar que a sociedade atual é industrial e que as questões culturais têm que ser pensadas a partir dessa constatação. Os “integrados”, por sua vez, estariam errados por esquecerem que normalmente a cultura de massa é produzida por grupos de poder econômico com fins lucrativos, o que significa a tentativa de manutenção dos interesses desses grupos através dos próprios MDCM. Além disso, não é pelo fato de veicular produtos culturais que a cultura de massa deva ser considerada naturalmente boa, como querem os “integrados”. Eco acredita que não se pode pensar a sociedade moderna sem os MDCM. Nesse sentido, sua preocupação é descobrir que tipo de ação cultural deve ser estimulado para que os MDCM realmente veiculem valores culturais, remetendo aos intelectuais, o papel de fiscalizar e exigir que isso aconteça. Outro autor também ligado á Escola de Frankfurt, mas com uma concepção diferente do papel da indústria cultural, é Walter Benjamin (1886-1940). Para ele, a revolução tecnológica do final do século XIX e inicio do século XX não acabou com a cultura erudita, como pensavam Adorno e Horkheimer, mas alterou o papel da arte e da cultura. Os MDCM e suas novas formas de produção cultural propiciariam mudanças na percepção e na assimilação do público consumidor, podendo, inclusive, gerar novas formas de mobilização e contestação por parte desse público. Para Benjamin, a possibilidade de reprodução técnica das obras de arte retirou delas seu caráter único e mágico (o que ele chama de sua “aura”). Em compensação, possibilitou que elas saíssem dos palácios e museus e fossem

conhecidas por um número infinito de pessoas. Por exemplo, a reprodução fotográfica permitiu que qualquer pessoa pudesse ter em sua sala as clássicas Monalisa e Santa ceia, Leonardo da Vinci; a reprodução fonográfica fez com que muito mais pessoas pudessem escutar (e quantas vezes quisessem) uma sinfonia de Mozart. O impacto que a indústria cultural moderna pode provocar no público não seria, portanto, necessariamente negativo, podendo, ao contrario, contribuir para a emancipação desse público e para a melhoria da sociedade, uma vez que ampliaria o seu horizonte de conhecimento. Muitos críticos consideram a visão de Adorno e Horkheimer sobre a indústria cultural conservadora. Segundo eles, a posição desses autores, ao dizerem que a indústria cultural banalizaria a cultura erudita (que eles denominavam “alta cultura”) valorizavam a cultura burguesa. E não apenas isso, seria também uma depreciação da cultura popular, que, segundo eles, ficaria ainda mais simplificada no âmbito da indústria cultural, e a própria capacidade crítica do povo, considerado mero consumidor de mercadorias culturais, produzidas industrialmente.

A Antropologia é o estudo do homem como ser biológico, social e cultural.
Sendo cada uma destas dimensões por si só muito ampla, o conhecimento antropológico geralmente é organizado em áreas que indicam uma escolha prévia de certos aspectos a serem privilegiados como a “Antropologia Física ou Biológica” (aspectos genéticos e biológicos do homem), “Antropologia Social” (organização social e política, parentesco, instituições sociais), “Antropologia Cultural” (sistemas simbólicos, religião, comportamento) e “Arqueologia” (condições de existência dos grupos humanos desaparecidos). Além disso podemos utilizar termos como Antropologia, Etnologia e Etnografia para distinguir diferentes níveis de análise ou tradições acadêmicas.

Para o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1970:377) a etnografia corresponde
“aos primeiros estágios da pesquisa: observação e descrição, trabalho de campo”. A etnologia, com relação à etnografia, seria “um primeiro passo em direção à síntese” e a antropologia “uma segunda e última etapa da síntese, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia”.

Qualquer que seja a definição adotada é possível entender a antropologia
como uma forma de conhecimento sobre a diversidade cultural, isto é, a busca de respostas para entendermos o que somos a partir do espelho fornecido pelo “Outro”; uma maneira de se situar na fronteira de vários mundos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais podemos alargar nossas

possibilidades de sentir, agir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares, humanos.

Algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de
pensamento antropológico:

Formação de uma literatura “etnográfica” sobr Período Características Temas e Conceitos Alguns Representantes e obras de referência Séculos XVI-XIX

Relatos de viagens (Cartas, Diários, Relatórios etc.) feitos por m exploradores, militares, administradores coloniais etc.

Descrições das terras (Fauna, Flora, Topografia) e dos povos “d Crenças).Primeiros relatos sobre a Alteridade

Pero Vaz Caminha (“Carta do Descobrimento do Brasil” - séc. Hans Staden (“Duas Viagens ao Brasil” - séc. XVI). Jean de Léry (“Viagem a Terra do Brasil” - séc. XVI). Jean Baptiste Debret (“Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”

Escola/Paradigma Período Características Século XIX

Evolucionismo Social

Sistematização do conhecimento acumulado sobre os “povos pr gabinete

Temas e Conceitos

Unidade psíquica do homem.Evolução das sociedades das mais “civilizadas”.Busca das origens (Perspectiva diacrônica)Estudo /Organização Social.Substituição conceito de raça pelo de cultu Maine (“Ancient Law” - 1861). Herbert Spencer (“Princípios de Biologia” - 1864). E. Tylor (“A Cultura Primitiva” - 1871). L. Morgan (“A Sociedade Antiga” - 1877). James Frazer (“O Ramo de Ouro” - 1890).

Alguns Representantes e obras de referência

Escola/Paradigma Período Características Século XIX

Escola Sociológica Franc

Definição dos fenômenos sociais como objetos de investigaç Definição das regras do método sociológico.

Temas e Conceitos

Representações coletivas.Solidariedade orgânica e mecânica (totemismo) e teoria do conhecimento. Busca pelo Fato Soci sociológico). A troca e a reciprocidade como fundamento da

Alguns Representantes e obras de referência

Émile Durkheim:“Regras do método sociológico”- 1895; “A classificação” - c/ Marcel Mauss - 1901; “As formas elemen Marcel Mauss:“Esboço de uma teoria geral da magia” - c/ H sobre a dádiva” - 1923-1924; “Uma categoria do espírito hum eu”- 1938).

Escola/Paradigma Período Características Temas e Conceitos Século XX - anos 20

Funcionalismo

Modelo de etnografia clássica (Monografia).Ênfase no traba participante).Sistematização do conhecimento acumulado so

Cultura como totalidade.Interesse pelas Instituições e suas F totalidade cultural.Ênfase na Sincronia x Diacronia.

Alguns Representantes e obras de referência

Bronislaw Malinowski (“Argonautas do Pacífico Ocidental” Radcliffe Brown (“Estrutura e função na sociedade primitiva Africanos de Parentesco e Casamento”, org. c/ Daryll Forde Evans-Pritchard (“Bruxaria, oráculos e magia entre os Azand Raymond Firth (“Nós, os Tikopia” - 1936; “Elementos de or Max Glukman (“Ordem e rebelião na África tribal”- 1963). Victor Turner (“Ruptura e continuidade em uma sociedade a 1969). Edmund Leach - (“Sistemas políticos da Alta Birmânia” - 19

Escola/Paradigma Período Características Temas e Conceitos Alguns Representantes e obras de referência Séc. XX - anos 30

Culturalismo Norte-Amer

Método comparativo. Busca de leis no desenvolvimento das personalidade.

Ênfase na construção e identificação de padrões culturais (“p cultura (“ethos”).

Franz Boas (“Os objetivos da etnologia” - 1888; “Raça, Líng Margaret Mead (“Sexo e temperamento em três sociedades p Ruth Benedict (“Padrões de cultura” - 1934; “O Crisântemo

Escola/Paradigma Período Características Temas e Conceitos Século XX - anos 40

Estruturalismo

Busca das regras estruturantes das culturas presentes na men parentesco/Lógica do mito/Classificação primitiva. Distinção

Princípios de organização da mente humana: pares de oposiç

Alguns Representantes e obras de referência

Claude Lévi-Strauss:“As estruturas elementares do parentesc “Tristes Trópicos”- 1955. “Pensamento selvagem” - 1962. “Antropologia estrutural” - 1958 “Antropologia estrutural dois” - 1973 “O cru e o cozido” - 1964 “O homem nu” - 1971

Escola/Paradigma

Antropologia Interpreta

Período

Século XX - anos 60 Cultura como hierarquia de significados Busca da “descrição densa”. Interpretação x Leis. Inspiração Hermenêutica.

Características

Temas e Conceitos Alguns Representantes e obras de referência

Interpretação antropológica: Leitura da leitura que os “nativo Clifford Geertz: “A interpretação das culturas” - 1973. “Saber local” - 1983.

Escola/Paradigma Período e obra Características Século XX - nos 80

Antropologia Pós-Moderna o

Preocupação com os recursos retóricos presentes no modelo contemporâneas. Politização da relação observador-observad dos paradigmas teóricos e da “autoridade etnográfica” do an

Temas e Conceitos

Cultura como processo polissêmico. Etnografia como representação polifônica da polissemia cult Antropologia como experimentação/arte da crítica cultural.

Alguns Representantes e obras de referência

James Clifford e Georges Marcus (“Writing culture - The po 1986). George Marcus e Michel Fischer (“Anthropoly as cultural cr Richard Price (“First time” - 1983). Michel Taussig (“Xamanismo, colonialismo e o homem selv James Clifford (“The predicament of culture” - 1988).

Chapada (Rio Grande do Sul)
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Município de Chapada

Bandeira desconhecida Hino

Brasão

Fundação Gentílico Prefeito(a)

3 de junho de 1959 chapadense Carlos Alzenir Catto
(2005–2008)

Localização

Localização no Rio Grande do Sul

Localização no Brasil
28° 03' 18" S 53° 04' 04" O28° 03' 18" S 53° 04' 04" O

Unidade federativa Mesorregião Microrregião Municípios limítrofes

Rio Grande do Sul Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1] Carazinho IBGE/2008 [1] Almirante Tamandare do Sul, Carazinho, Palmeira das Missões, Santa Bárbara do Sul, Sarandi 336 km

Distância até a capital

Características geográficas Área População Densidade Altitude Clima Fuso horário 684,040 km² [2] 9 377 hab. Censo IBGE/2010[3] 13,71 hab./km² 436 m
Não disponível

UTC−3 Indicadores

IDH PIB

0,816 elevado PNUD/2000 [4] R$ 201 773,967 mil IBGE/2008[5]

PIB per capita

R$ 20 829,36 IBGE/2008[5]

Chapada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado no Noroeste do Rio Grande do Sul, é típico do interior gaúcho, a grande maioria de sua população tem origem alemã, e não é difícil encontrar pessoas falando alemão na rua. Sua economia é basicamente proveniente da agricultura, a região é considerada por muitos um dos melhores lugares do Rio Grande do Sul para cultivo de soja, milho e trigo. Também possui grande importância econômica uma fábrica de calçados instalada na região com cerca de 200 funcionários.

Índice
[esconder]
          

1 História 2 Geografia 3 Administração 4 Aspectos econômicos 5 Aspectos sociais 6 Aspectos religiosos 7 Aspectos culturais 8 Símbolos de Chapada 9 Aspectos educacionais 10 Eventos culturais 11 Referências

[editar] História
Trecho removido por falta de veracidade nas informações.*

[editar] Geografia
Localiza-se a uma latitude 28º03'19" sul e a uma longitude 53º04'04" oeste, estando a uma altitude de 436 metros. Sua população estimada em 2004 era de 9.513 habitantes. O município localiza-se em uma chapada cercada por elevações por todos os lado, daí o nome do município: Chapada. Localizado na região geográfica Alto Uruguai do Rio Grande do Sul. Distante 41 km ao Norte de Carazinho, 90 km de Passo Fundo, 35 km de Palmeira das Missões. Seu Principal acesso, a RS 330, liga a cidade a Carazinho e a Palmeira das Missões, porém possui asfalto apenas em alguns trechos, no sentido Carazinho. O trajeto pode ser

feito por asfalto, mas a distancia até Carazinho passa para 48 km e para Palmeira das Missões 94 km.

[editar] Administração
O município de Chapada, desde sua emancipação, foi administrado por nove prefeitos. Estamos na décima administração. As administrações foram realizadas por: 2. Félix Antônio Porciúncula Sampaio Edgar Adão Luft 3 de junho de 1959 à 30 de janeiro de 1964 3. José Adelmo Ledur Arthur Francke 31 de Janeiro de 1964 à 30 de janeiro de 1969 4. Osvaldo Vicente Hoff Ermindo Kunrath 31 de janeiro de 1969 à 30 de janeiro de 1973 5. Ermindo Kunrath Olimpio Oscar Schuh 31 de janeiro de 1973 à 30 de janeiro de 1977 6. Jorge Hofer Waldomiro Steffen 31 de Janeiro de 1977 à 30 de janeiro de 1983 7. Milton Kissmann Kamphorst Zemiro Barzotto 31 de Janeiro de 1983 à 31 de dezembro de 1988 8. Agenor Finck Ilson Alfredo Koch 1 de janeiro de 1989 à 31 de dezembro de 1992 9. Jorge Hofer Eloy Arty Auler 1 de Janeiro de 1993 à 31 de dezembro de 1996 10. Agenor Finck Carlos Alzenir Catto 1 de Janeiro de 1997 à 31 de dezembro de 2000 11. Carlos Alzenir Catto Ilson Alfredo Koch 1 de Janeiro de 2001 à 31 de dezembro de 2004 12. A atual administração (2005/2008) está sendo feita pelo prefeito Carlos Alzenir Catto (Re-eleito) e o seu vice-prefeito é João Carlos Werle. Ela iniciou no dia primeiro de janeiro do ano de dois mil e cinco e vai até o dia trinta e um de dezembro de dois mil e oito. O Poder Legislativo foi assim constituído desde a emancipação do município: 2. Legislatura: 3 de Junho de 1959 até 31 de Dezembro de 1959 Annildo Becker – José Adelmo Ledur – Osvaldo Vicente Hoff – Relindo Muxfeldt – Willibaldo Ihme – Olímpio Oscar Schuch – Arnildo Carlos Mattge 3. Legislatura: 1 de Janeiro de 1960 até 31 de Janeiro de 1964 Osvaldo Vicente Hoff – Olímpio Oscar Schuch – Vilson Martins Sampaio – Alberto Wickert – Arnildo Carlos Mattge – José Adelmo Ledur – Reinaldo Erno Hermes Suplentes: Jesus Mariano Medeiros 4. Legislatura: 31 de Janeiro de 1964 até 31 de Janeiro de 1969 Annildo Becker – Arnildo Carlos Mattge – Emílio Carlos Linck – Liberato Portes de Oliveira – Arnaldo

Luiz Taube – Ernesto Grethe – Hélio Henrique Martins Suplentes: Armando Zuanazzi – Olímpio Oscar Schuch – José Arno Ledur – Lauro Scheibe 5. Legislatura: 31 de Janeiro de 1969 até 31 de Janeiro de 1973 Silas Kaiper Paz – Divo Luiz Scholz – Olavo Orth – Zeny Felipe Gabriel – Willibaldo Ihme – Annildo Becker – José Pegoraro Suplentes: Mercílio Azevedo Stürmer – José de Ávila Machado – Egon Walter Scheuermann 6. Legislatura: 31 de Janeiro de 1973 até 31 de Janeiro de 1977 Waldomiro Steffen – Jorge Hofer – Dalmiro Prompt – Arcildo Henrique Begrow – Anildo Barzoto – Ilizeu Hermes – Egon Afonso Schneider Suplentes: Nelson Silveira – Nelson Adam 7. Legislatura: 31 de Janeiro de 1977 até 31 de Janeiro de 1983 Delmir Antônio Lotice – Darci Wilson Auler – Waldemar Schuch – Pedro Katzer – Mário José Richter – Egon Afonso Schneider – Pedro Batista Ferreira Neto Suplentes: Orlando Scheuermann – Vendelino Blau – Antônio David Ebert 8. Legislatura: 31 de Janeiro de 1983 até 31 de Dezembro de 1989 Antônio David Ebert – Eloy Milton Scheibe – Olívio Frederico Strack – Mário José Richter – Delmir Antônio Lotice – Arminho Muhl – Ivo René Catto – Alcides Martins Assis – Guerdon Antônio Zimmer Suplentes: Abílio Trentini – Darci Wilson Auler 9. Legislatura: 1 de Janeiro de 1989 até 31 de Dezembro de 1992 Delmir Antônio Lotice – Eloy Milton Scheibe – Anselmo Medim – Olívio Frederico Strack – Jorge Zimmer – Waldemar Schuch – Max Plentz – Adelino Kintschner – João Carlos Werle Suplentes: Darci Wilson Auler – Lírio Otto Schons – Bruno Grethe – Marlene Petry – Guerdon Antônio Zimmer – Garibaldi Irineu Melhorini – Liverino Taglietti 10. Legislatura: 1 de Janeiro de 1993 até 31 de Dezembro de 1996 Anselmo Medim – Paulo Jair Costa Campana – Clari Rohrig – Orlei Ademar Bilhar da Silva – Valdemar Irineu Pilger – Valdir José Dupont – Marlene Petry – Flávio José Zwirtes – Guerdon Antônio Zimmer Suplentes: Lírio Otto Schons – Paulo Roberto Scherer – Adelino Kintschner – Oscar Egídio Dill 11. Legislatura: 1 de Janeiro de 1997 até 31 de Dezembro de 2000 Paulo Jair Costa Campana – Lírio Otto Schons – Marlene Petry – Marlene Soares – Noeli de Castro – Elói Arty Auler – Leomar Uebel – Isabela Finck – Alcino Rui Kohlrausch 12. Legislatura: 1 de Janeiro de 2001 até 31 de Dezembro de 2004 Paulo Jair Costa Campana – Noeli de Castro – Elói Arty Auler – Isabela Finck – Luiz Carlos Vargas – Lírio Otto Schons – Lírio Rissi – Evandro Sampaio – Bruno Grethe. 5.1. Repartições Municipais: A Prefeitura de Chapada está dividida nas seguintes repartições: ü Câmara Municipal de Vereadores; ü Secretaria de Administração; ü Secretaria da Saúde (Funciona junto ao CAIS – Centro de Atenção Integral à Saúde); ü Secretaria da Fazenda, Indústria e Comércio; ü Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente; ü Secretaria da Educação e Cultura; ü Secretaria de Obras e Viação.

5.2. Repartições Estaduais ü Delegacia de Polícia; ü CORSAN – Companhia Riograndense de Saneamento; ü 4a PBM; ü capatazia da 17a UC. DAER. Obs: Até pouco tempo atrás funcionava também a Companhia Riograndense de Telecomunicações – CRT – mas no momento o seu prédio está fechado e não atende mais à população. Outro departamento do Governo Estadual que funcionava até o início desse ano no município, e fechou as suas portas, devido ao desentendimento com o governo municipal, foi o escritório da EMATER, uma instituição que dava apoio aos agricultores do município. Infelizmente foi uma perda que o município teve, devido a fatores políticos. 5.3. Repartições Federais: ü Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; ü Junta de Serviço Militar.

[editar] Aspectos econômicos
A base da economia do município é a agricultura, pecuária e a indústria e comércio, com predomínio da primeira. O município é bem dotado de recursos naturais, apresentando uma riqueza bem diversificada, possuindo matas e pinheiros e lindas cascatas. A erva-mate foi de grande importância para a economia de Chapada, mas já se encontra quase extinta, embora ainda explorada para o consumo local. O município de Chapada não possui recursos minerais de nenhuma espécie. Temos uma represa de água, responsável pela distribuição de energia elétrica no município, é a Usina de Mata Cobra no Rio da Várzea, pertencente à empresa Eletrocar, empresa esta que é de Carazinho. Além dessa represa existem outros locais, como o Rio Góes e Zaina que poderiam ser aproveitados pelas suas excelentes quedas naturais. A agricultura caracteriza-se pela cultura da soja, milho, trigo, cevada, aveia. Todas cultivadas com o objetivo da comercialização. Menos o milho que é plantado por muito para o próprio consumo na sua residência, com o fim de servir de ração para os animais. Na fruticultura há um acentuado crescimento na plantação de laranja, pêssego e figo. Essas culturas já ocupam no município uma área em torno de 200 hectares. Todos os produtos são vendidos in natura no município e na região. Na piscicultura há uma forte tendência de expansão, onde já há vários produtores empenhados na criação de peixes, que é comercializado quase que em sua totalidade no próprio município. Mas alguma parte também é comercializada na região. O principal peixe criado é a carpa. No que diz respeito à pecuária, pode-se enfatizar a criação do gado leiteiro, onde se tem uma produção hoje, no município em torno de 1 milhão de litros de leite por mês. Esse leite é recebido pela empresa Parmalat. Em 1994, o grupo italiano Parmalat assumiu o controle acionário da gaúcha LACESA S.A. com a intenção de se estabelecer no sul do país e firmar sua participação no mercado de iogurtes e outros produtos lácteos em direção ao Mercosul. A empresa Parmalat aqui instalada, é um grande avanço e promete crescimento ao Município, incentivando o pequeno produtor de leite, proporcionando uma renda mensal opcional. Apesar de o preço pago pela empresa aos produtores ser muito baixo. Ainda na área da pecuária, há também a criação de gado de corte, onde há, no município, em torno de 5000 cabeças. Essas criações se dão nas regiões de campo do município, principalmente nas localidades de Tesouras e Boi Preto. No ramo da olericultura, também há alguns agricultores que se dedicam a essas culturas que incluem todos os hortifrutigranjeiros. Esses produtos são oferecidos à população em Feiras de

Produtores que toda semana são realizadas nas dependências da Prefeitura. Além de abastecerem os mercados do município. No que diz respeito à Indústria e Comércio, atualmente, segundo dados da Secretaria da Indústria e Comércio, o município possui os seguintes estabelecimentos, entre os quais podemos destacar, em ordem alfabética, os a seguir relacionados: Agências Bancárias 03 Barbearias 03 Bares, lancherias e armazéns 27 Beneficiamento de erva-mate 03 Beneficiamento da Madeira 06 Borracharias 02 Casas de comércio em geral 51 Construtora de Imóveis e Engenharia 02 Depósito de bebidas 03 Despachantes 03 Escritórios de Advocacia 03 Escritórios de Contabilidade 07 Estofaria 01 Farmácias 03 Fruteiras 03 Gráficas 01 Hotéis 02 Fábrica de calçados 01 Institutos de beleza 15 Laboratório de Análises Clínicas 01 Oficinas Mecânicas 03 Padarias 02 Restaurantes 06 Supermercados, mercados e açougues 20 Transportadoras 05 Transporte Escolar – lotação 28 Usina Elétrica e outros 01 Vídeo Locadora 01 Percebe-se que no município não grandes quantidades de indústrias, mas sim, de que a economia do município gira basicamente em torno da produção agrícola, ou seja, daquilo que é produzido na zona rural.

[editar] Aspectos sociais
7.1. Cooperativa dos Agricultores de Chapada Ltda. – COAGRIL A COAGRIL foi fundada no dia 5 de setembro de 1986, desmembrando-se da COOPERA de Carazinho. Conta atualmente, com 110 funcionários e vem despontando progressivamente, recendo pouco mais da metade da produção agrícola do Município. Principais atividades: ü Recebimento, armazenamento, beneficiamento e comercialização de produtos agrícolas como soja, milho, trigo e cevada; ü Fornecimento, comercialização dos insumos básicos para a implantação das lavouras, entre eles: adubos, corretivos, sementes e defensivos agrícolas; ü Fabricação de rações e concentrados; ü Repasse de recursos financeiros para associados; ü Assistência técnica à produção; ü A cooperativa atua no Município de Chapada, atingindo uma área de 23.000 hectares de soja, 4.000 hectares de milho, 3.400 hectares de trigo, 210 hectares de cevada e 400 hectares de triticale. 7.2. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Chapada Fundado no dia 31 de dezembro de 1965, tem sua importância por ser um órgão de reivindicação, e também por defender a agricultura familiar, ou seja, os pequenos agricultores. O sindicato está com 985 associados em dia com as suas contribuições anuais, e tem duas funcionárias, além do presidente que também trabalha em tempo integral. O presidente é o Sr. Nilvo Colognese. Além de ter um dentista para atender aos associados que estiverem em dia com as suas contribuições sociais. 7.3. Associação Comercial e Industrial de Chapada – ACIC O atual presidente dessa associação é o Sr. Elói Milton Scheibe. Sua fundação ocorreu no ia 27 de maio de 1985. Atualmente a associação está com 90 associados. Junto a ACIC funciona o SPC, Serviço de Proteção ao Crédito. Segundo funcionária da associação o índice de inadimplência no município é baixo.

7.4. Assistência Social O serviço de Assistência está hoje a cargo da Secretaria de Assistência Social, que é um trabalho coordenado pela primeira dama do município. O seu trabalho substitui o trabalho feito pela antiga LBA – Legião Brasileira de Assistência. 7.5. Previdência Social O serviço de Previdência Social é hoje todo feito no INSS, tanto os trabalhadores urbanos como rurais. Isso extinguiu o antigo FUNRURAL e INAMPS, que são hoje instituições extintas. 7.6. APAE No município também, desde 1994, há um trabalho realizado pela APAE, Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. Inicialmente realizando um trabalho precário, a partir dos recursos disponíveis, mas hoje muito bem estruturada e equipada, pois a mesma foi assumida pelo Poder Público Municipal, é hoje é denominada Escola Municipal de Educação Especial Espaço Criador. 7.7. Assistência à Saúde O município possui os seguintes órgãos de assistência à saúde: ü Posto de Saúde de Tesouras – ativado em 29 de abril de 1994; ü Unidade Sanitária de Boi Preto – ativada em 15 de julho de 1982; ü CAIS – Centro de Atenção Integral à Saúde – fundado em 3 de junho de 1991, é um Serviço Público Municipal, mantido pela prefeitura que atende a todos, sem distinção ou discriminação. Existe um órgão fiscalizador e gerenciador da saúde, o Conselho Municipal de Saúde. Através de sugestões e conselhos deste órgão são previstas as ações e as destinações dos recursos orçamentários relativos à saúde do município. O município possui duas clínicas, sendo uma pediátrica e clínica geral e a outra fisioterapêutica e psicológica. Possui também quatro consultórios dentários, todos particulares, sem convênios. 7.8. Hospital São José Sociedade Beneficente Hospital São José, fundado em 2 de julho de 1950, teve suas atividades iniciadas em 23 de novembro de 1957, sendo o primeiro presidente e idealizador o Padre Nelson Friedrich. É uma sociedade beneficente que presta serviços à comunidade. Ele mantém vários convênios. 7.9. Associações ü Associação dos Funcionários Municipais – 19 de maio de 1978; ü Associação Atlética Banco do Brasil – 20 de julho de 1982; ü Associação Club Moenda Country – fevereiro de 1993; ü Associação Clube Aquático de Chapada – 7 de março de 1983; ü Associação Chapadense de Universitários – ACHEU 7.10. Clubes sociais

7.10.1. Centro de tradições Gaúchas Galpão Crioulo Fundado em 2 de dezembro de 1977. destaca-se pelas belas apresentações nas participações dos grandes torneios de laço, rodeios crioulos realizados nas diversas querências do Rio Grande do Sul. O CTG tem em sua agenda anual a tradicional Semana Farroupilha que ocorre normalmente nos dias 12 ou 13 de setembro até o dia 20. nestes dias, realizam-se verdadeiras apresentações artísticas gauchescas. A sua sede social está localizada na saída para Carazinho medindo 500 m². 7.10.2. Clube Atlético Recreativo Chapada Fundado em 9 de novembro de 1980 pela fusão dos Clubes Recreativo Chapada e Atlético Chapada. o clube oferece a seus associados um local de lazer na própria sede, com diversões esportivas, além de seus bailes (debutantes, reveillon, carnaval e outros), promove coquetéis, jantares dançantes, teatros, semin’rios e reuniões em geral, auxiliando a promoção da cultura no Município. 7.11. Entidades de Classe Além do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que já foi citado anteriormente, podemos citar ainda: ü Grêmio Estudantil Carlos Gomes – tem sua gestão desenvolvida no Instituto Estadual de Educação. Está em atividade e conta com uma sala construída com recursos próprios; ü APSAT – Associação de Prestação de Serviços e Assistência Técnica. É uma entidade de caráter civil, sem fins lucrativos, com sede e foro em Palmeira das Missões. Fundada em 27 de setembro de 1974.

7.12.3. Correios e Telégrafos Em 5 de junho de 1967 o Departamento de Correios e Telégrafos foi instalado no Município, em sede alugada pela Prefeitura. Em 20 de março de 1969 passou a chamarse Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. No ano de 1991, precisamente no mês de outubro, o correio muda de endereço passando para uma nova sede. Desde então quem pagava o aluguel das instalações era a Prefeitura. Depois dessa data a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos assume esta despesa. Segundo o funcionário Vilmar José Rambo, os serviços mais procurados são: ü Pedidos de aposentadoria dos associados rurais ao INSS. Desde 1991, onde não tem agência do INSS, a parte rural é atendida pelo correio; ü Venda de produtos de terceiros (é um ramo que está se expandindo muito); ü Postagem em geral. A agência dos Correios de Chapada atende um grande número de usuários, principalmente a população rural e, apesar do acúmulo de serviço, os funcionários da repartição prestam um excelente atendimento a todos, sem distinção.

[editar] Aspectos religiosos
Desde a época dos primeiros colonizadores, a religião sempre se fez presente, seja por suas orações e atitudes ou pela preocupação em construir capela, as Casas do Senhor. No Município se apresentam quatro formas de adorar o Senhor, cada qual dentro de suas particularidades: ü Igreja Católica Apostólica Romana: a comunidade católica,

primeiramente, pertencia a Diocese de Santa Maria para, depois, ser incluída na Diocese de Cruz Alta. Em 9 de abril de 1939 passa à titulação de Paróquia São José. Sendo padroeiro, é claro, São José. A paróquia conta com 12 capelas. O padre Waldemar é o responsável pelo atendimento dessas 12 capelas e da Matriz São José. Sem dúvida é a que detém o maior número de fiéis e seguidores de Cristo; ü Igreja Evangélica de Confissão Luterano no Brasil: a primeira capela da Comunidade Evangélica Alemã de Chapada, como era conhecida antigamente, teve início, no ano de 1924. o pastor residia na sede de Sarandi, atual Ati Açu, e atendia as comunidades de At Açu, Tamandaré, Chapada, Tesouras, Coqueiros e Dona Clara. Atualmente está à frente do desenvolvimento religiosos, desde o ano de 1988, o pastor Carlos Roberto Frühauf. Segundo ele, a comunidade soma, aproximadamente 300 famílias. O Pastor Carlos atende 10 comunidades em cinco municípios. Segue os ensinamentos das Sagradas Escrituras, antigos credos da igreja, igual a igreja católica, e doutrina ensinamentos de Martin Lutero. ü Igreja Evangélica Congregacional: fundada em 1961, esta comunidade não tem sua sede em Chapada. quem orienta o desenvolvimento religioso é o Pastor Abílio Wagner, residente em Atí-açú, antigo distrito de Sarandi; ü Assembleia de Deus: é uma religião com sede em Boi Preto, sendo que esta mesma crença tem a sua extensão nas localidades de Linha Biriva, São João, Poço Preto, Chapada e outras.

[editar] Aspectos culturais
9.1. Influências Sofridas na Colonização 9.1.1. A influência do Índio O histórico do município relatado no início desse trabalho introduz, de forma rápida, o índio no contexto da colonização de Chapada. sabemos que ele foi o primeiro colonizador do Estado e é o último a ser citado em retrospectivas históricas, quando de forma alguma poderia ser esquecido. Revendo registros encontrados no município sobre esse assunto, convém salientar a escassez e raridade dos mesmos e confrontando-os com livros de autores que narram a história do índio no Rio Grande do Sul, conclui-se que existe uma indefinição sobre qual indígena habitou o território que hoje é denominado Chapada. Os grupos indígenas que povoaram o Rio Grande do Sul, antes da ocupação européia, foram Jê, Pampeano e Guarani. Segundo o professor Oscar Machado, presidente da Comissão Executiva de Homenagem ao Índio, no livro O índio no Rio Grande do Sul, diz: “As populações indígenas devem ter-se movimentado dentro do território que exploravam, como o fazem hoje, e o território de nenhuma dessas culturas era exclusivamente riograndense”. Na realidade eram populações nômades, cada qual com suas características e peculiaridades. Acredita-se que o grupo que mais se assemelha às características da região seria o Jê, atual Kaingang (Kaa = mato, Ingang = morador). Habitava no planalto (Chapada pertencia a esse espaço geográfico). Moravam em casas subterrâneas (casas estas cujos vestígios ainda são encontrados no município) e alimentavam-se do pinhão (a presença de araucária é bastante grande em todo o município). O professor Ângelo Cenci, em um artigo seu, diz que o Kaigang não se fixou nesta região por acaso. Esta região norte do estado, na qual nós nos encontramos, que é a região do Planalto Médio e Alto Uruguai é, exatamente, a região mais montanhosa e de matas no Rio Grande do

Sul, com o predomínio de florestas araucárias. O Kaigang ocupou esta região por um grupo que não se deixou reduzir, como aconteceu com o Guarani. A região era propícia para a autodefesa e se tornaram resistentes às reduções, além de a araucária supri-los com o pinhão, sua principal fonte de alimentação. Em relação ao remanescente, hoje no estado, existem em torno de nove a dez reservas indígenas, com uma população aproximada de 8.500 índios. Percebe-se que há um processo de aumento populacional nas reservas, onde o predomínio de jovens é quase que absoluto. 9.1.2. A Influência do Imigrante Italiano Os primeiros migrantes italianos, vindos de Garibaldi e Bento Gonçalves, chegaram em 1928 e se instalaram no vale coberto por uma espessa e verdejante mata Atlântica. Abriram os primeiros piques e fizeram as primeiras roçadas. Construíram pequenos ranchos, fundando o povoado de Linha Westphalen, nome do agrimensor que mediu os lotes de terra da localidade. Em 1931 foi construída uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, venerada anualmente com uma festa por seus fiéis, todos católicos. Em 1932 foi construída a escola, com professores pagos pelos pais. Atualmente essa escola está desativada, os alunos estão vindo estudar, na sua maioria, no Instituto Estadual de Educação Júlia Billiart. Na ocasião da desativação da escola, a comunidade reagiu contrariamente, mas percebendo os benefícios que isso provocaria, o projeto foi aceito e aprovado. A comunidade tem grande preocupação em produzir cada vez mais e melhorar a qualidade de vida. Para isso, está empenhada em organizar pomares (junto com a Linha São Paulo, é a maior produtora de uvas do município), hortas, criação de animais e produção de leite, desde que os incentivos agrícolas sejam aplicados e repartidos com justiça. Sabe-se que esta região é bastante acidentada geograficamente, e de difícil produção em determinadas áreas. Daí, a necessidade da diversificação de culturas e incentivos a essa agricultura alternativa. A maior concentração de descendentes italianos é encontrada nas localidades de Linha Westphalen e Linha So Paulo. São em pequeno grupo, mas nem por isso menos importantes. É necessário valorizar a cultura italiana, resgatando as tradições dos italianos que originaram essas comunidades. Apesar de o município ser, em sua grande maioria, de ascendência alemã, não significa deixar de motivar o descendente italiano na expressão de sua cultura. Isso tornará rica a história de Chapada, somando em manifestações culturais de forma alegre e desprendida, característica muito peculiar do italiano. 9.1.3. A Influência do Imigrante Alemão A contribuição dos imigrantes de origem alemã foi, sem dúvida, o fato preponderante para o desenvolvimento de Chapada, não esquecendo a contribuição anterior dos índios, jesuítas e caboclos. A chegada sos colonos germânicos, vindos de lugares como Lajeado, São Sebastião do Caí, Montenegro e São Leopoldo, em 1922, deixa marcas profundas dando início a colonização do município. Os primeiros passos para o surgimento de uma futuro município eram dados à medida que carroças iam chegando, trazendo famílias de migrantes, cheias de sonhos por uma vida melhor, construindo casas, abrindo estradas, derrubando as matas para preparas as lavouras. Aliás, uma das maiores contribuições foi, sem dúvida, a preparação e o cultivo da terra, que inicialmente era de milho, feijão, arroz e mandioca. Os frutos que ora colhemos devemos a essa gente colonizadora que não mediram esforços, em seu trabalho, para conseguir bons resultados. Mesmo a terra sendo fértil, o início foi penoso, devido à falta

de instrumentos de trabalho adequados à nova realidade. Nesta ação de desbravamento alguns erros ecológicos foram cometidos, dentre eles destacamos a queimada do mato derrubado. Depois de aproveitarem as madeiras, para a construção de suas casas, o resto de galhos e madeiras inferiores eram queimados. Esse sistema de queimadas representou a destruição de muitas matas com enorme quantidade de madeiras de lei. Segundo o testemunho da tradição oral, quem vinha olhar o local das terras era o pai, o “chefe de família”. O negócio era fechado e a palavra era a garantia. Depois disso ele retornava para buscar a família a fim de fixarem morada. A distribuição das terras era feita através de lotes, não especificando diretamente a quantidade de hectares, que era diferenciado de família para família. Porém, por meio de títulos, alguns também conseguiram lotes do governo. Havia ainda a preocupação com os posseiros que demarcavam grandes extensões de terra, próximos à região de Palmeira das Missões e se proviam de caboclos da região para manter guarda de suas terras. Muitos e muitos imigrantes saíram de se local de origem, sem destino e acabaram por ficar em terras que futuramente seria o município de Chapada. aos poucos as propriedades foram sendo organizadas em torno de uma pequena casa, um paiol (galpão), um chiqueiro, uma estrebaria, um galinheiro, tudo muito simples. Outrossim, cabe acrescentar o papel da mulher imigrante, em suas várias condições de esposa, filha, viúva, etc. ela enfrentou com bravura a lida agrícola repartida com os homens, os afazeres domésticos e em, não poucas vezes, as obrigações religiosas. Para se ter uma influência que o colono alemão prestou no desenvolvimento de Chapada, faz-se necessário citar algumas lojas e instituições fundadas por antigos colonos e ou diretamente por colonos proprietários, que seriam as seguintes: fábrica de tijolos de João Steffen, fábrica de telhas de Henrique Richter, serraria de Carlos Sudbrack, ferraria de José Schols, sapataria de Ricardo Berend, moinho de Cristiano Kempf, açougue de Theobaldo Krombauer, carpintaria de Alfredo Winck, cervejaria de José Stein, funilaria de José Georgen, queijaria de Hugo Sauer, tofona de Osvaldo Richter, alambique de Edmundo Kunrath, fábrica de óleo de amendoim de Theodoro Schoenlaz, selaria e cartume de Alfredo Lavall. No ramo profissional pode-se citar: José Grins, primeiro alfaiate e Hartmann como fotógrafo. A instalação elétrica também se deve a um colono, o Sr. Germano Mattjie. No campo religioso ficou também a colaboração do alemão, pois por influência de Nicolau Kasper e Leopoldo Serwes, 1926, a construção de uma capela. E João Berwian construiu a instalação que serviu de hospital. Sabe-se que os alemães, que migraram corajosamente para Chapada, eram na sua maioria camponeses. Encontraram dificuldades na escolarização e no desenvolvimento mais pleno de sua cultura. O ensino consistia em ensinar a ler, escrever e contar, ministrado por professores da própria comunidade. Por meio de pequenas reuniões constituíram as primeiras escolas, as quais foram construídas com o auxílio dos pais e cléricos das igrejas. Assim surgiram as primeiras escolas particulares alemãs. Na época da Revolução Federalista, em 1893, Chapada sentiu as fortes conseqüências desse fato histórico. Os colonos alemães só podam ter acesso a almanaques e qualquer outro tipo de informação da Alemanha às escondidas. O rádio também era visto, na época, como uma grande ameaça. Por outro lado, as sociedades desportivas, recreativas, principalmente as de canto coral, de músicas tradicionais, se desenvolviam e se multiplicavam. Formas de lazer essas que foram passadas de geração a geração e se mantêm vivas até os dias de hoje. Atualmente, quem visita o município de Chapada, identificará muitos hábitos e costumes da cultura alemã. Entre eles, o cultivo de flores e o cuidado dos jardins, destacando a Praça da Matriz que sofreu remodelações em seus canteiros e muitas flores estão sendo plantadas. Muitas pessoas assinam a revista mensal Paulus Blatt, totalmente escrita na língua alemã. Ocorre mensalmente na igreja católica, uma missa falada só em alemão, ministrada pelo

padre Waldemar Engster. A realização do evento Chapada Fest contribuiu no resgate cultural de comidas, vestuário, danças típicas, somando a alegria das grandes festas movidas ao som de alegres bandinhas e regadas com muito chope e cerveja, n tentativa de relembrar os antigos e animados bailes de Kerb.

[editar] Símbolos de Chapada
10.1. Brasão No dia 1o de maio de 1964, nas depend6encias da Câmara de Vereadores do município de Chapada, sob a presidência do Sr. Annildo Becker, foi aprovado por unanimidade o, até então, Escudo do Município. Passou a chamar-se Brasão, forma convencional e tem as seguintes representações: Formato de taça, representando o município. Céu azul, na parte superior da taça, com uma ave conhecida por tesoura. Essa ave representa o início da colonização no distrito de Tesouras. Faixa amarela ao centro, com um suíno e um pé de milho, mostra a riqueza do município. Os campos e as pedras, parte inferior a taça, seria a forma que se apresenta o relevo. O trigo representa a produção agrícola. A coroa representa o poder e suas cinco torres representando os distritos. Faixa sobreposta à taça, com os dizeres 1959, nas pontas e, ao meio, a data de 3 de junho, representando a data de instalação do município. 10.2. Bandeira No dia 5 de junho de 1978, o Prefeito Municipal de Chapada, Sr. Jorge Hofer, faz saber que, no uso de suas atribuições legais e com a aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, sanciona o seguinte: Lei n° 0375/78 Art. 1o – É instituída a Bandeira do Município, que terá como cores oficiais, verde, vermelho e branco, sendo em três faixas verticais; duas vermelhas nas extremidades, e no centro uma faixa verde, faixa esta, com um losango branco ao centro, sobre o qual figura o Brasão do município representando: I – vermelho a tenacidade de seu povo e a força do trabalho; II – o verde a esperança no futuro do município e sua gente; III – o branco a mensagem de fé e paz de seus habitantes. Art. 2o – A feitura da Bandeira obedecerá a seguinte regra: I – para cálculo das dimensões tomar-se-á por base a largura desejada, dividindo-se em quatorze partes iguais. Cada uma das partes será considerada um módulo; II – o comprimento será de vinte módulos; III – a largura das faixas vermelhas será de seis e meio módulos e a faixa verde de sete módulos; IV – o losango branco terá a diagonal de dez módulos, colocado no centro da Bandeira; V – o Brasão terá a altura de cinco módulos e a largura de quatro módulos. Art. 3o – É obrigatório o uso da Bandeira do Município: I – no gabinete do Prefeito Municipal; II – no recinto da Câmara Municipal de Vereadores; III – na parte fronteira da Sede do Executivo e da Câmara nos Feriados Nacionais e Municipais, e nos dias festivos. Parágrafo Único – Adotar-se-á para os efeitos deste artigo os mesmo critérios e ritos estabelecidos pela legislação dos Símbolos Nacionais, no que couber. 10.3. Hino Criado em 1984, pela professora Jacyra Vargas Superti, caracteriza muito bem o município. Em 14 de agosto de 1984, o Prefeito Municipal de Chapada, Sr. Milton

Kismann Kamphorst, faz saber que no uso de suas atribuições legais e com a aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, sanciona o seguinte: Lei n° 558/84 Art. 1o – É instituído como Símbolo do Município, o seu Hino Oficial, com a seguinte letra. (em anexo) Art. 2o – O Hino do Município, será executado em Mi Bemol Maior em uníssimo (uma voz). Art. 3o – É obrigatório o ensino do Hino instituído por esta Lei, nas Escolas Municipais e Estaduais do Município de Chapada, devendo ser executado em todas as solenidades oficiais do Município. 10.4. Cognome Atrás do nome de cada município existe uma realidade, um conhecimento, uma cultura que varia conforme seu desenvolvimento. Vários municípios para identificarem melhor o seu complexo potencial econômico-político, adotaram um cognome, justificando sua realidade. Outros municípios revelaram, através de seu cognome, sua origem, aspectos históricos e geográficos, bem como a cultura do povo. Chapada, por sua vez, também teve essa preocupação. A de identificar, dentre outros municípios, a sua realidade, o seu progresso e a sua cultura. Com isso iniciou-se um trabalho de divulgação e de chamamento ao público na participação e colaboração para a escolha de seu cognome. A comunidade respondeu com entusiasmo e o cognome foi oficializado no dia 2 de junho de 1981, véspera do 22o aniversário de emancipação do Município, ocasião em que foi realizado o II Concurso Municipal da Canção, quando o mesmo foi divulgado, sendo ele “A Simpatia do Alto Uruguai”. Desde que esse cognome foi implantado, até os dias de hoje, o nome de Chapada dificilmente aparece sozinho. A comunidade e as Administrações que se seguiram foram e são fiéis ao uso desse acertado cognome, pois Chapada é uma simpatia de cidade. 10.5. Museu Histórico Em 26 de agosto de 1982, o Prefeito Municipal, em exercício, Sr. Waldomiro Steffen, faz saber que, no uso de suas atribuições legais e com a aprovação da Câmara Municipal de Vereadores, sanciona a criação do Museu Histórico de Chapada. Na Ata de Instalação do Museu Histórico de Chapada consta que o Museu passa a ter sua instalação no prédio onde funcionou a primeira prefeitura do Município, a Rua Santos Dumont, n° 55, no município de Chapada. Museu esse, fruto da iniciativa particular e que será transferido, oportunamente à responsabilidade do Executivo Municipal para guarda e conservação de seu acervo. Atualmente o Museu conta com 423 peças em seu acervo, sem considerar fotos, documentos, cartazes e outros que juntos registram, em parte, a história do Município.

[editar] Aspectos educacionais
Em 1957, Chapada possuía 988 alunos em sua rede de ensino. No ano de 2001 esse número está em 2312 alunos. Em 1991 foi instalada no Município a centralização escolar. Um projeto que revolucionou a educação de Chapada. alguns problemas surgiram, principalmente por causa do transporte escolar, até definir seu roteiro, mas esses problemas foram resolvidos. Antes da implantação da centralização, o município contava com 28 escolas municipais e 8 escolas estaduais. Hoje o Município conta com 05 escolas estaduais, 05 escolas municipais e 01 escola municipalizada, num total de 11 instituições escolares.

Escolas Estaduais: Escola: Instituto Estadual de Educação Júlia Billiart Número de professores: 53 Número de alunos: 882 Escola: Estadual de Ensino Fundamental Vicente José Weber Número de professores: 08 Número de alunos: 54 Escola: Estadual de Ensino Fundamental Aloysio Hofer Número de professores: 13 Número de alunos: 170 Escola: Estadual de Ensino Fundamental Arnildo Carlos Mattge Número de professores: 05 Número de alunos: 27 Escola: Estadual de Ensino Fundamental Israelina Martins Silveira Número de professores: 15 Número de alunos: 131 Escolas Municipais: Escola: Municipal de Ensino Fundamental Érico Veríssimo Número de professores: 20 Número de alunos: 447 Escola: Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga Número de professores: 14 Número de alunos: 248 Escola: Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas Número de professores: 08 Número de alunos: 99 Escola: Municipal de Educação Infantil Arco-Íris Número de professores: 06 Número de alunos: 83 Escola: Municipal de Educação Especial Espaço Criador Número de professores: 05 Número de alunos: 28 Escola Municipalizada: Escola: Municipal de Ensino Fundamental Emílio Carlos Linck Número de professores: 11 Número de alunos: 143 Dentre as escolas do município, a escola que mais se destaca é o Instituto Estadual de Educação Júlia Billiart. Antes da emancipação político-administrativa do município, a referida escola pertencia às Irmãs do Notre Damme. Com a emancipação do município, em 1959, a administração compreendeu a necessidade do ensino gratuito, devido ao crescimento populacional que se evidenciava. Em 5 de fevereiro de 1962, era assinado o Decreto n° 13.144, pelo então Governador do Estado, Leonel de Moura Brizola, criando o Grupo Escolar 3 de Junho, de Chapada. Pelo Decreto n° 13.318, de 16 de março de 1961, foi criada a Escola Normal Júlia Billiart que iniciou suas atividades somente em 22 de junho de 1965. Sentindo a necessidade de um curso a mais de 2o grau, conseguese a instalação da Escola Estadual de 2o Grau, com habilitação em Técnico em Contabilidade e Auxiliar de Contabilidade. Através do Decreto n° 28.859, de 28 de maio de 1979, o Grupo Escolar 3 de Junho, a Escola Normal Júlia Billiart e a Escola Estadual de 2o Grau ficam reorganizadas e unificadas com a denominação de Escola Estadual de 1o e 2o Graus Júlia Billiart. Ultimamente, devido a nova legislação, a escola mudou novamente de nome ficando a ser assim definida: Instituto Estadual de Educação Júlia Billiart O município deve muito a esta escola, por ser ela a vinculadora da maioria dos eventos culturais de Chapada.

11.1. Bibliotecas 11.1.1. Biblioteca do Instituto Estadual de Educação Júlia Billiart Em 1984 contava com 2.785 livros. Em 2001 conta com 7130 livros, além de estar computadorizada. Essa biblioteca poderia estar contando com mais livros em seu acervo, não fosse o vendaval, seguido de chuva, ocorrido em maio de 1989, o qual destelhou parte do prédio da escola, exatamente onde estava localizada a biblioteca. Com isso muitos livros foram perdidos, deixando de somar em quantidade. 11.1.2. Biblioteca Pública Municipal Criada em 19 de setembro de 1960, na administração do Prefeito Félix Porciúncula Sampaio, e funcionava em prédio onde hoje está localizado o Museu Histórico Municipal. No ano de 1982, na administração do Prefeito Jorge Hofer, a Biblioteca é transferida para o prédio da atual Prefeitura. Em 19 de abril de 1993 tranfere-se para nova sede, sempre custeada pela Prefeitura de Chapada. Em 1998 volta a funcionar nas dependências da Prefeitura. Em 1o de outubro de 1993, através do Decreto n° 56/93, na administração do Prefeito Jorge Hofer, fica estabelecido que a Biblioteca Pública Municipal passa a ser denominada Biblioteca Pública Municipal Tereza Albina Maggioni, em homenagem a uma chapadense romântica, que amou a vida e, principalmente os livros. A poesia foi seu mundo, foi o seu todo e, a nós deixou seus dois livros, Cadeira ao Vento e A Árvore de Lucas. A Biblioteca Pública Municipal Tereza Albina Maggioni conta atualmente em torno de 10.000 livros, acervo este, atingido por aquisições e doações. Seu objetivo é proporcionar a leitura, informação e lazer à comunidade, adaptando-se às condições peculiares do meio físico e social para ser um organismo vivificante e sensível aos anseios do homem. Servirá como recurso básico para a educação formal e informal. 11.2. Arquitetura A arquitetura do município sofreu algumas modificações com o passar dos anos. Muito da arquitetura trazida pelos imigrantes alemães e italianos cedeu espaço a construções mais modernas, práticas e de acordo com as possibilidades econômicas do habitante de Chapada. o pouco que restou ainda pode ser visto em alguns lugares do município. Uma questão polêmica aconteceu em torno da Igreja do Distrito de Tesouras. Foi uma das primeiras igrejas a ser construída no Município e a que mais se aproximava da arquitetura alemã. A polêmica se formou e a comunidade se dividiu em torno de duas visões: tombar a edificação como Patrimônio Histórico do Município (com isso a necessidade da restauração) ou, destruí-la por completo e no seu lugar construir outra igreja com formas mais modernas. Após anos de discussão optou-se pela segunda opção, e há dois anos que a comunidade tem uma nova igreja. Em termos de construção, o município conta com um grande ginásio de esportes, que começou a ser construído no ano de 1985, na administração do Prefeito Milton Kissmann Kamphorst e inaugurado em 3 de junho de 1989, com o nome de Ginásio 3 de Junho, em homenagem ao aniversário de Emancipação Política-administrativa do município. O ginásio tem um total de área construída de 4.096,61 m² e está entre o 5o e 7o lugar no estado, em termos de tamanho. É um grandioso palco de apresentações, bailes, jogos, festas, encontros e outros. Em se falando de arquitetura, não podemos ficar sem citar o Bier Haus (casa de chope ou cerveja), projetado pela arquiteta Maria Cristina Hofer e o engenheiro civil

Vitor Luiz Hofer, construído no ano de 1990, na administração do Prefeito Agenor Finck. A edificação é toda em alvenaria, tijolo maciço à vista, estrutura de concreto revestida com madeira, cobertura com telhas cerâmicas francesas, com 185,74 m² de área construída. O Bier Haus é ponto de lazer e atividades culturais. A comunidade de Chapada utiliza-se de seus serviços de bar, lancheria e restaurante de forma constante. Sem dúvida, o Bier Haus é cartão de visita do município, devido a sua excelente localização e beleza arquitetônica. Outro ponto de referência no município em questão de construções, é a Igreja Matriz de Chapada. é uma grandiosa construção que foi inaugurada em 1971, e sua realização foi possível devido à participação de toda a comunidade. 11.3. Entidades Culturais 11.3.1. Corais O município de Chapada conta com cinco corais estruturados. A Prefeitura de Chapada, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, realiza desde 1988 o Encontro Municipal de Corais. Esse encontro tem como justificativa a promoção, divulgação e valorização do canto coral e a promoção do intercâmbio entre os corais do município Coral Mundo Jovem Foi fundado em 1974, na sede do município, com o lema: Caminhar sempre, cair talvez, desanimar nunca. Iniciou com 11 elementos, tendo como primeira regente a irmã Cyria Strehl. Apresentou-se em várias cidades, participou de todos os encontros de corais, e em várias festividades. Hoje a sua regente é a professora Adelaide Rambo Staudt. O grupo continua firme em seu propósito, confiante no apoio da comunidade que certamente continuará incentivando as suas apresentações. Coral Sempre Unidos da Vila Rica Fundado no dia 10 de fevereiro de 1979, sendo um de seus fundadores o Sr. Carlos Puhl, que regeu o coral por 10 anos. A entidade tem em seu quadro social 240 sócios e uma diretoria formada pelo Sr. Otto Gutheil na presidência, Sr. Edgar Klein na tesouraria e a Sra. Iara Sulzbacher na secretaria. O coral tem ligação com a Fecors (Federação de Coros do Rio Grande do Sul). O coral já se fez presente em vários encontros de corais do estado. O Coral Sempre Unidos é formado por 24 cantores e seu regente é o Sr. Sérgio Sulzbacher. Coral Misto Santanense Sua fundação aconteceu a 13 de agosto de 1989 na localidade de Santana. É hoje uma sociedade que conta com mais de uma centena de associados, tendo como presidente atual, o Sr. Hilgo Beutler. O coral conta com 25 integrantes e atua como regente o Sr. Sérgio Sulzbacher. O Coral Misto Santanense em seus anos de atividade, participou de vários encontros municipais e apresentou-se em diversas cidades do interior do estado. O objetivo da entidade é difundir o Canto Coral, expandir novos laços de amizade e servir associados em momentos de festa ou de dor, levando alegria e conforto por meio do canto.

Coral Santa Cecília Com sede no município de Chapada, foi fundado em abril de 1938, com a finalidade de solenizar as celebrações de datas festivas e religiosas da Igreja São José de Chapada. Não se sabe exatamente o número de coralistas que iniciaram o coral. Entre os fundadores atua, ainda hoje, como regente, o Sr. Arnaldo Luft. O coral é composto por 22 pessoas, tendo como presidente o Sr. Alicio Berwian e como organista o Sr. Roque Kunrath. Coral Municipal de Chapada Formado por pessoas do município e do interior, com sede na área urbana de Chapada, foi fundado em 1 de maio de 1991, e conta com 34 coralistas. Seus integrantes têm como único retorno a satisfação em cantar, a gratidão e o reconhecimento dos que apreciam a arte coralística. O repertório do coral é formado por músicas sacras e profanas e o principal objetivo é desenvolver a cultura do canto coral, visando o aprimoramento de seus integrantes a fim de que se possa divulgar a arte e a cultura de nossa gente. O Coral Municipal tem como regente o Maestro Nicetio Endler. A arte e a beleza do canto coral se faz presente no Município através desses cinco bravos grupos, a eles fica o reconhecimento esse trabalho na educação, cultura, pujança e caráter do povo chapadense. 11.3.2. Grupos de Dança Dentre os grupos de dança que encontramos no município de Chapada, podemos citar os grupos de dança do CTG Galpão Crioulo de Chapada, que se apresenta em duas categorias: Mirim e Adulto. Além de se apresentarem em eventos do município e região, o Grupo de Danças Adulto do CTG, participa de rodeios na modalidade de danças típicas gauchescas, com o objetivo de disputar as primeiras colocações. Ultimamente tem se apresentado muito bem, e trazido diversos títulos para o município de Chapada. Além desses temos ainda o Grupo Municipal de Danças Folclóricas Alemãs, que também está dividido em duas categorias: Mirim e Adulto. Sua fundação se deu em maio de 1999, e o seu objetivo é cultivar as tradições dos imigrantes que cultivaram essa terra, levando alegria e lazer a todas as pessoas do município. Ainda temos um grupo teve a sua fundação há pouco tempo. É um grupo de meninas que estão se aperfeiçoando no que diz respeito à dança de rua. Assim formaram um grupo de dança denominado Street Dance. 14.4. Esporte e Lazer O município, através do Conselho Municipal de Desportos (CMD) e por iniciativa de particulares, promove o esporte em várias modalidades e categorias. Alguns eventos desportivos promovidos pelo CMD: ü Campeonato Municipal de Bolão; ü Campeonato Municipal de Bocha; ü Campeonato Municipal de Voleibol; ü Campeonato Municipal de Futebol de Campo, nas categorias Principal e Aspirante; ü Campeonato Municipal de Futsal, nas categorias Máster, Veteranos, Livre e Feminino, com a participação de equipes inscritas sob o nome de empresas do município; ü Corridas rústicas e ciclísticas.

Alguns clubes que participam dos Campeonatos de Futebol de Campo e Salão são: ü Renner Atlético Clube; ü União Esportiva, de São Francisco; ü Ipiranga Futebol Clube, de Três Mártires; ü Esporte Clube Cruzeiro; ü Clube Recreativo Tesouras; ü Santista, da Linha Diogo; ü Esporte Clube Brasil, da Linha Formosa; ü Esporte Clube 9 de Junho, de São Miguel; ü Palmeira Futebol Clube, da Linha Westphalen; ü São Paulo Futebol Clube, da Linha São Paulo; ü Esportivo, da Vila Rica. Por iniciativa de particulares, amantes do desporto, podemos citar a Escolinha SER Péno-Chão, na modalidade de Futsal. O SER Pé-no-Chão, através de seu time principal é a atração maior do esporte em Chapada. Fundado em 19 de março de 1984 e mantido através de patrocínio de empresas, da comunidade e da Prefeitura por intermédio da SMEC, que custeia as despesas com o transporte quando o time e sua torcida precisam jogar fora de casa. Com isso e com intensa participação da comunidade chapadense, o SER Pé-no-Chão leva com coragem e garra o nome do município em campeonatos estaduais

[editar] Eventos culturais
Dentre os eventos que mais se destacam no município, podemos citar os Bailes de Kerb. O que são eles? “Em 1827, um grupo de imigrantes que tinha como destino o Brasil, embarcou no veleiro Cacília, a viagem foi interrompida por uma tempestade que durou três semanas, destruiu os pertences e a maioria dos víveres, afundou o navio, deixando os imigrantes ao sabor do vento em botes salva-vidas. Estas dificuldades uniram ainda mais os imigrantes, que acharam nas orações um modo de vencer o desafio do destino. Finalmente foram encontrados e rebocados por um navio inglês até o porto de Plymouth onde ficaram dois anos. Finalmente receberam um convite de D. Pedro I para concluírem sua viagem ao Brasil. Chegaram em 29 de setembro de 1829, onde hoje se encontra o município de Dois Irmãos. Durante toda esta aventura o grupo fizera uma promessa: depois de vencidas as dificuldades promoveriam uma grande festa que duraria três dias: a KIRCHEEINWEIHFEST que evoluiu até ser chamada de KERB. Seu significado é variado, inauguração de igreja, dia do Padroeiro, aniversário do Município ou mesmo uma festa em si”. Os Bailes de Kerb, na sua origem histórica, eram festas com características familiares, duravam 3 dias, sendo durante o dia festejado nas famílias, pela manhã na igreja, com a missa e culto e a noite se realizava o baile. Em geral se comemorava o aniversário da inauguração da capela e ao Padroeiro. Em Chapada o Kerb Fest comemora o padroeiro e a data de inauguração da primeira capelinha, em 19 de março. Mas como esse dia cai sempre no período da quaresma, época em que a igreja não permite festas como bailes, a tradição manda celebrar a festa (Kerb) três semanas após a Páscoa. Em Chapada, há alguns anos atrás, somente aconteciam bailes de Kerb, outros tipos de bailes não eram realizados. Cada comunidade realizava o seu. O problema é que esses bailes não se adequaram à realidade e aos poucos foram decaindo, com público cada vez menor. Surgiram outros bailes e o Kerb desapareceu em muitas comunidades. Em Chapada surgiu como uma festa alternativa com espírito renovador, no intuito de conservar essa tradição através das gerações que hão de vir, a Chapada Fest. 12.1. Chapada Fest

A Chapada Fest é um evento que tem por objetivo resgatar as tradições da cultura alemã e proporcionar uma integração não só municipal como também regional. A primeira Chapada Fest surgiu de uma necessidade da própria comunidade e de um grupo de pessoas preocupadas com o resgate cultural do município. Sob a presidência do Sr. Ivo Urbano Richter e do Sr. Agenor Finck, prefeito municipal, se concretiza a festa que tornar-se-ia o cartão de apresentação do Município. As proposições que nortearam a 1a Chapada Fest vieram a ser: ü Inauguração do Ginásio 3 de Junho; ü Integrar a comunidade do município; ü Tornar o evento a nível regional. Para que se fizesse uma festa típica, em todos os aspectos culturais, estabeleceu-se a necessidade de atingir aspectos típicos na comida, música, roupas, danças e ornamentação. A dança da Polonaese acontece em todos os bailes, consiste em um casal principal “puxador”, dançando ritmicamente, com várias figurações, os casais seguem enfileirados e fazem tudo o que o primeiro casal faz. Com o crescimento progressivo desse evento, se fez necessário a construção de uma segunda pista de dança e a realização da Polonaese em cada uma das pistas, para que os casais que participam da dança possam se movimentar com mais facilidade. Essa festa integra toda a comunidade escolar, encarregada da ornamentação e confecção de todo o material típico como flores, guirlandas de ciprestes, babados recortados em papel, lembranças e toalhas para as mesas, jardins naturais, os tradicionais Fritz e Frida, além da montagem dos carros alegóricos, com temas típicos, que desfilam na tarde que antecede o primeiro baile. Com essa participação paritária, cada escola, conforme o número de alunos, recebe parte dos lucros da festa. Além das escolas também participam corais, APAE, SER Pé-no-Chão e outros também com participação nos lucros. Percebe-se que a Chapada Fest além de promover o resgate cultural, também é fonte de renda para muitas entidades. Realmente, é um evento que deve ser mantido e, se possível, ampliado e renovado sempre, pois o município só tem a ganhar com essa maravilhosa festa. Em uma das noites do baile, acontece o sorteio de um automóvel, adquirido pela Prefeitura, no projeto “Chapada Cresce, você ganha”, com a finalidade de aumentar a arrecadação do município via troca de notas por cautelas, um verdadeiro sucesso, sem sombra de dúvidas. Na noite do último baile é escolhidas a rainha e princesas da Chapada Fest, entre as recepcionistas do baile. Essas moças, geralmente em número de 10, passam por uma pré-seleção que envolve conhecimento, desembaraço, simpatia e outros requisitos, para que possam ser as recepcionistas da Chapada Fest, custeadas em tudo pelo próprio evento. A rainha e as duas princesas representam Chapada durante o ano todo de seu reinado. Titulação essa muito disputada pelas moças de todo o município, por ser uma apresentação de certa forma, familiar e com muito respeito da parte do público em geral. Convém salientar que a Prefeitura de Chapada tem uma boa parcela de participação no evento. Alguns funcionários são cedidos com antecedência para a preparação do ginásio 3 de junho, sede da Chapada Fest, além de custear algumas despesas anteriores. Mas, sabe ela, que em hipótese alguma será um dinheiro sem retorno, pelo contrário, isso gera produção cultural e dividenda a muitas entidades do município. Atualmente estamos na 19a edição desse grande evento do município.

Ideologia
Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário (em português), contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana. Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia, derivada daquela oferecida por Marx, mas que lhe retira o caráter de ilusão (da realidade) ou de falsa consciência, e concentra-se no aspecto das relações de dominação,já o Sociólogo Victor Lopo crê que ideologia é um conjunto de razões no qual se baseiam todas as decisões e pontos de vista de um ser,sendo assim um modo de dominação intuitivo.

Histórico

A origem do termo ocorreu com Destutt de Tracy, que criou a palavra e lhe deu o primeiro de seus significados: ciência das idéias. Posteriormente, concluíram que esta palavra ganharia um sentido novo quando Napoleão chamou De Tracy e seus seguidores de "ideólogos" no sentido de "deformadores da realidade". No entanto, os pensadores da Antiguidade Clássica e da Idade Média já entendiam ideologia como o conjunto de idéias e opiniões de uma sociedade. Karl Marx desenvolveu uma teoria a respeito da ideologia na qual concebe a mesma como uma consciência falsa, proveniente da divisão entre o trabalho manual e o intelectual. Nessa divisão, surgiriam os ideólogos ou intelectuais que passariam a operar em favor da dominação ocorrida entre as classes sociais, por meio de idéias capazes de deformar a compreensão sobre o modo como se processam as relações de produção. Neste sentido, a ideologia (enquanto falsa consciência) geraria a inversão ou a camuflagem da realidade, para os ideais ou interesses da classe dominante. (Fonte: Marx, Karl e Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec, 2002.) o Entretanto, não é apenas n'A Ideologia Alemã que Marx trata do tema ideologia e, devido às inconsistências entre seus escritos sobre o tema, não seria correto afirmar-se que Marx possui uma única e precisa definição sobre o significado do termo ideologia. O sociólogo John B. Thompson faz uma análise minuciosa sobre três desenvolvimentos encontrados ao longo da obra de Marx

sobre o termo ideologia, com convergências e divergências entre si, batizados por Thompson como (1) polêmica, (2) epifenomênica e (3) latente. Depois de Marx, vários outros pensadores abordaram a temática da ideologia. Muitos mantiveram a concepção original de Marx (Karl Korsch, Georg Lukács), outros passaram a abordar ideologia como sendo sinônimo de "visão de mundo" (concepção neutra), inclusive alguns pensadores marxistas, tal como Lênin. Alguns explicam isto graças ao fato do livro A Ideologia Alemã, de Marx, onde ele expõe sua teoria da ideologia, só tenha sido publicado em 1926, dois anos depois da morte de Lênin. Vários pensadores desenvolveram análises sobre o conceito de ideologia, tal como Karl Mannheim, Louis Althusser, Paul Ricoeur e Nildo Viana.

Concepção crítica

O uso crítico do termo ideologia pressupõe uma diferenciação implícita entre o que vem a ser um "conjunto qualquer de idéias sobre um determinado assunto" (concepção neutra sinônima de ideário), e o que vem a ser o "uso de ferramentas simbólicas voltadas à criação e/ou à manutenção de relações de dominação" (concepção crítica). A partir deste ponto-de-partida comum a todos os significados do termo ideologia que aderem à concepção crítica, o que se tem são variações sobre a forma e o objetivo da ideologia. A principal divergência conceitual da concepção crítica de ideologia está na necessidade ou não de que um fenômeno, para que seja ideológico, necessariamente tenha de ser ilusório, mascarador da realidade e produtor de falsa consciência. A principal convergência conceitual, por outro lado, está no prérequisito de que para um fenômeno ser ideológico, ele necessariamente deverá colaborar na criação e/ou na manutenção de relações de dominação. Ainda, no que se refere às relações de dominação, há diferentes olhares sobre quais destas relações são alvo de fenômenos ideológicos: se apenas as relações entre classes sociais, ou também relações sociais de outras naturezas. Alguns questionamentos neste sentido possuiriam respostas diferentes a depender do autor crítico: o Para que algo possa ser concebido como ideológico, deve necessariamente haver ilusão, mascaramento da realidade e falsa consciência? Marx responderia que sim. Thompson responderia que estas são características possíveis, mas não necessárias, para a existência de ideologia; o A única dominação à qual se refere a ideologia é aquela que ocorre entre classes sociais? Marx novamente diria que sim. Thompson complementaria com uma lista de outras formas de dominação também existentes na sociedade: entre brancos e negros, entre homens e mulheres, entre adultos e crianças, entre pais/mães e filhos(as), entre chefes e subordinados, entre nativos e estrangeiros. Para aqueles que adotam o termo ideologia segundo a concepção crítica, não faz sentido dizer: que um indivíduo ou grupo possui uma ideologia; que existem ideologias diferentes que cada um tem a sua própria ideologia; que cada partido tem uma ideologia; que existe uma ideologia dos dominados. Ideologia, pela concepção crítica, não é algo disseminável como é uma idéia ou um conjunto de idéias; ideologia, neste sentido crítico, é algo voltado à criação/manutenção de relações de dominação por meio de quaisquer instrumentos simbólicos: seja uma frase, um texto, um artigo, uma notícia, uma reportagem, uma novela, um filme, uma peça publicitária ou um discurso. John B. Thompson em seu livro Ideologia e cultura moderna (Petrópolis: Vozes, 2007) procurou fazer uma análise crítica sobre as formulações para o termo ideologia propostas por diferentes autores, que ele classificou segundo duas concepções: neutras e críticas. Neste sentido, Thompson considerou as formulações propostas por

Destutt de Tracy, Lênin, Georg Lukács e a "formulação geral da concepção total de Mannheim" como concepções neutras de ideologia; já as formulações de Napoleão, Marx (concepções polêmica, epifenomênica e latente) e a "concepção restrita de Mannheim" viriam a ser concepções críticas de ideologia. Ele próprio (Thompson), finalmente, ofereceu a seguinte formulação (crítica), apoiada na "concepção latente de Marx": "ideologia são as maneiras como o sentido serve para estabelecer e sustentar relações de dominação". (p. 75-76) Esta formulação proposta por Thompson é carregada de significados: o sentido: diz respeito a fenômenos simbólicos, que mobilizam a cognição, como uma imagem, um texto, uma música, um filme, uma narrativa; ao contrário de fenômenos materiais, que mobilizam recursos físicos, como a violência, a agressão, a guerra; o serve para: querendo significar que fenômenos ideológicos são fenômenos simbólicos significativos desde que (somente enquanto) eles sirvam para estabelecer e sustentar relações de dominação; o estabelecer: querendo significar que o sentido pode criar ativamente e instituir relações de dominação; o sustentar: querendo significar que o sentido pode servir para manter e reproduzir relações de dominação por meio de um contínuo processo de produção e recepção de formas simbólicas; o dominação: fenômeno que ocorre quando relações estabelecidas de poder são sistematicamente assimétricas, isto é, quando grupos particulares de agentes possuem poder de uma maneira permanente, e em grau significativo, permanecendo inacessível a outros agentes.

Discurso
O discurso tem uma dimensão ideológica que relaciona as marcas deixadas no texto com as suas condições de produção, que se insere na formação ideológica. Essa dimensão ideológica do discurso pode tanto transformar quanto reproduzir as relações de poder. Para Marx, essa dominação se dá pelas relações de produção que se estabelecem, e as classes que estas relações criam numa sociedade. Por isso, a ideologia cria uma "falsa consciência" sobre a realidade que tem como objetivo reforçar e perpetuar essa dominação. Já para Gramsci, a ideologia não é enganosa ou negativa em si, mas constitui qualquer ideário de um grupo de indivíduos; em outras palavras, poderse-ia dizer que Gramsci rejeita a concepção crítica e adere à concepção neutra de ideologia. Para Althusser, que recupera a ótica marxista, a ideologia é materializada nas práticas das instituições, e o discurso, como prática social, seria então “ideologia materializada”. Para Paulo Freire, a ideologia tem a ver com a ocultação da verdade dos fatos, com o uso da linguagem para encobrir a realidade.
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Chauí, M. O Que é Ideologia. São Paulo: Brasiliense. Eagleton, Terry. Ideologia. São Paulo: Ed. da Unesp, 1997. Karl Marx e Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec, 2002. Mannheim, K. Ideologia e Utopia. Rio de Janeiro: Guanabara. Viana, Nildo. Introdução à Sociologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. Thompson, John B. Ideologia e cultura moderna. Petrópolis: Vozes, 1995.

IMPOSIÇÃO RELIGIOSA Introdução A Revolta dos Malês foi um movimento que ocorreu na cidade de Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835. Os principais personagens desta revolta foram os negros islâmicos que exerciam atividades livres, conhecidos como negros de ganho (alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros). Apesar de livres, sofriam muita discriminação por serem negros e seguidores do islamismo. Em função destas condições, encontravam muitas dificuldades para ascender socialmente.

Causas e objetivos da revolta Os revoltosos, cerca de 1500, estavam muito insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com a preconceito contra os negros. Portanto, tinham como objetivo principal à libertação dos escravos. Queriam também acabar com o catolicismo (religião imposta aos africanos desde o momento em que chegavam ao Brasil), o confisco dos bens dos brancos e mulatos e a implantação de uma república islâmica. Desenvolvimento da revolta De acordo com o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe. Fim da revolta Uma mulher contou o plano da revolta para um Juiz de Paz de Salvador. Os soldados das forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. Bem preparados e armados, os soldados cercaram os revoltosos na região da Água dos Meninos. Violentos combates aconteceram. No conflito morreram sete soldados e setenta revoltosos. Cerca de 200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Os líderes foram condenados a pena de morte. Os outros revoltosos foram condenados a trabalhos forçados, açoites e degredo (enviados para a África). O governo local, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite bem como a prática de suas cerimônias religiosas.

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América Colonial - Colonização Espanhola - Igreja Católica - Catolicismo - Colonização da América
quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Conquista Religiosa da América Espanhola Colonial

A partir da colonização da América pelos espanhóis, podemos ressaltar a importância da Igreja Católica na cristianização e na conquista espiritual dos indígenas a partir do século 15. Ela desenvolveu um papel marcante na colônia espanhola, introduzindo forçosamente a religião predominante da Península Ibérica no período colonial.

Com o processo de Reconquista ocorrida na Península Ibérica, foi sendo construída uma proximidade entre a Igreja e o Estado espanhol, até mesmo por interesses políticos e econômicos de ambas as partes. O Estado começa a participar mais das decisões eclesiásticas, tendo certa autoridade para efetuar vetos e nomeações. O Padroado Régio centralizava seus interesses evangelizadores e ao mesmo tempo conferia legitimidade ao Estado diante das conquistas territoriais, como se fosse uma “troca de favores”, cada um legitimando as ações do outro.

À Igreja, fora conferida a missão de “apressar a submissão e a europeização dos índios e pregar a lealdade à Coroa de Castela”, enquanto a Coroa nomeava pessoas aos cargos eclesiásticos, pagava salários e efetuava obras em prol da própria Igreja, dando assim certa notoriedade à Instituição Religiosa. (BARNADAS, pp. 521). A Igreja espanhola necessitava de certa forma, do “apoio” da Coroa para financiar suas expedições ao Novo Mundo para propagar sua fé, até mesmo por falta de recursos e por acreditarem ser mais viável obter a “ajuda” da própria Coroa do que a do papa, que estava longe, em Roma.

O fato de os espanhóis chegarem a territórios na América e se depararem com povos de estruturas sociais complexas fez com que a Igreja percebesse “a dimensão da tarefa de evangelização que agora se exigia dela no Novo Mundo.” (BARNADAS, pp. 524). Por isso, foi necessário que os espanhóis primeiramente conquistassem militar e politicamente os povos nativos para que depois fosse possível a missão evangelizadora da Igreja Católica.

Na segunda metade do século 15, “a Península Ibérica foi palco de movimentos reformistas de grande intensidade”, estes com o intuito de restabelecer a ordem e a prática cristã no território. (BARNADAS, pp. 524). A partir de tais ideais, muitos acreditavam que na colônia espanhola dever-se-ia estabelecer o “cristianismo puro”, isento dos erros do velho continente, restaurando assim a Igreja primitiva. Temos como exemplo a Companhia de Jesus - os jesuítas - que tinha por objetivo inserir uma religião cristã no Novo Mundo com base nos princípios europeus, o que levaria posteriormente às missões ou reduções jesuíticas na América Espanhola.

Com todas essas mudanças que ocorriam na Europa, tivemos também o Concílio de Trento, que marcou a evangelização na América, sendo que foram impostas diferentes regras como, a título de exemplo, a liturgia que continuara a ser professada em latim e a restrição do acesso dos fiéis à palavra de Deus. “As estruturas eclesiásticas foram consolidadas, e a vida da Igreja continuou em grande parte nas mãos do clero”, sendo que a prática cristã acabara por se distinguir da prática protestante. (BARNADAS, pp. 526).

Dessa forma, para administrar a profissão da crença, a Igreja se organizou no Novo Mundo em Bispados, tendo como autoridade o próprio bispo, que a partir dos ideais da Reforma ocorrida na Europa, eram escolhidos rigorosamente – homens devotos, com grandes conhecimentos teológicos e sabeis de seus deveres políticos. Tais bispos pertenciam ao clero secular e exercia certa autoridade sobre o clero regular (padres e eclesiásticos que tinham maior contato com os nativos). Dioceses foram criadas a partir de conquistas militares para atuarem como centro administrativo autônomo, sendo responsáveis “pela obra missionária, pela legislação dentro do sínodo diocesano e pela instrução dos padres nos seminários.” (BARNADAS, pp. 528). Também foram instituídas paróquias e seminários, este último sendo um órgão da diocese e tendo como principal função servir de colégio para estudantes universitários e de seminário para formar o clero. Já a paróquia foi responsável por “transplantar e proteger a Verdadeira Fé na comunidade espanhola”. (BARNADAS, pp. (529)

Quatro grandes ordens foram responsáveis pela evangelização na América Latina, sendo elas: os franciscanos, os dominicanos, os agostinianos e os mercedarios, sendo que os jesuítas, na segunda metade do século 16, se juntaram a tais ordens, que serviam como “reserva estratégica da Igreja, fornecendo homens para a obra missionária na linha de frente, onde quer que fossem abertas novas áreas de colonização.” (BARNADAS, pp. 530).

Já no século 17, a ordem jesuítica acabou por receber várias autorizações da Coroa Espanhola para que pudessem enviar sacerdotes ao Novo Mundo para atuarem nas missões evangelizadoras, sendo patrocinados pela própria Coroa. Na Península

Ibérica, foram criados centros de educação missionários para que pudessem receber jovens religiosos que estivessem interessados em trabalhar nas colônias ibéricas.

Os índios na América eram excluídos das ordens religiosas até pelo fato de, segundo Joseph Barnadas, a maioria dos frades missionários serem etnocêntricos e acreditarem que os índios não tinham aptidão para o sacerdócio católico. (BARNADAS, pp. 533). Ainda segundo o autor, os mestiços também eram, em grande parte, excluídos da ordenação por serem considerados seus nascimentos ilegítimos. Posteriormente, no século 18, teremos grandes números de índios e mestiços sacerdotes encaixados em dioceses, mas eram considerados como um “clero de segunda classe”, por terem poucas perspectivas de ascensão.

Também havia as ordens religiosas femininas – carmelitas, franciscanas, agostinianas –, que eram compostas de crioulas e mestiças, mas que não tinham uma vida exclusivamente missionária e nem ligada à educação. Tal ordem desempenhou um papel importante na vida das filhas da sociedade crioula, evangelizando-as, elevando-as culturalmente, preparando às para se casarem ou recebendo àquelas que não se casasse ou que não podia se casar. Mulheres transformavam suas casas em conventos e se dedicavam a oração e a obras de caridade. Grande parte das nativas não era admitida no convento, e as que eram aceitas constituíam uma camada inferior dentro da instituição. (BARNADAS, pp. 535).

Com esse processo de transformações que acabou ocorrendo na colônia espanhola, a Igreja Católica acabou sendo transplantada da Península Ibérica para a América e a partir dos investimentos que foram feitos desde o século 16 na colônia, a Igreja então iniciou seu processo de consolidação já no século 17. Com a fundação de universidades pelas ordens religiosas e pelo episcopado para difundir, principalmente, os conhecimentos teológicos e filosóficos no clero, a Igreja voltava o ensino para conferir legitimidade ao sistema colonial.

A inquisição também foi uma reação da Igreja para tentar corrigir falhas anteriores do sistema evangelizador na colônia. Foram impostas medidas contra as

práticas idólatras que ainda eram

vistas na sociedade colonial,

como

o

“aprisionamento, a destruição física de todo símbolo considerado idólatra e duros castigos aos chamados feiticeiros.” (BARNADAS, pp. 539). Esta medida também tinha por objetivo inibir as práticas protestantes e judaicas, que acabava dificultando a cristianização dos nativos. Muitos dos judeus chegavam à colônia espanhola via Brasil, pois quando estes foram expulsos da Espanha na criação do Estado espanhol, se refugiaram em Portugal. Com a colonização portuguesa na América, os judeus acabaram indo para o Brasil sendo que de lá partiam para as colônias espanholas para iniciarem suas campanhas religiosas e muitas vezes acabavam sendo reprimidos pela inquisição. Por isso, bastava-se ser português para atrair suspeitas de serem judeus.

As paróquias seculares e as ordens religiosas adquiriram várias propriedades e grandes fortunas provindas de testamentos que colonos muitas vezes deixavam após morrerem em nome da Instituição em troca de “serviços espirituais” a serem prestados pelo falecido. “A Igreja secular possuía também um patrimônio agrário” e, além disso, “arrecadava dízimos dos brancos e mestiços e mesmo, em certo grau, dos índios” (BARNADAS, pp. 542). Com isso, a Igreja acumulava cada vez mais bens e propriedades e se tornava uma instituição com um considerável poder econômico e financeiro. As dioceses se destacaram na hierarquia da Igreja por conseguirem arrecadar um montante considerável de dízimos, que posteriormente seria pago por alguns em uma quantia em dinheiro. Com toda essa estrutura financeira, o bispado se tornaria a principal instituição de crédito, emprestando dinheiro a terceiros e cobrando juros dos devedores.

A partir dessa consolidação da Igreja na colônia espanhola, a ordem eclesiástica começou então um movimento que visava abolir a religião “falsa” dos índios, ou seja, a adoração aos ídolos. A religião nativa era baseada na veneração de imagens, que eram representações de deuses nativos feitas, em sua maioria, de metais preciosos – fato que acabou despertando interesses econômicos de toda a classe espanhola. Com isso, deu-se início a um movimento iconoclasta que propunha que fossem destruídas tais imagens representativas de deuses indígenas por estas dotarem de toda uma ideologia que não condizia com a crença cristã e por não ser possível convertê-las, restando-lhes a alternativa de destruí-las e consequentemente tomarem-lhes o ouro. Segundo Serge Gruzinski, “a condenação da idolatria garantia a combinação dos

interesses cristãos aos da colonização: associava os imperativos da salvação à busca pelo metal precioso.” (GRUZINSKI, pp. 199).

Com a destruição destas representações, a Igreja adota a medida de cristianização através de imagens cristãs. Essa medida fez com que fossem substituídas as representações de deuses pagãos por imagens cristãs, estas sendo consideradas as “verdadeiras”, e que foram aos poucos tomando o lugar das outras nos templos indígenas. Como havia certa dificuldade (não sendo um fator preponderante) em comunicar com os índios por haverem centenas de idiomas predominantes, a imagem cristã vinha como meio de diálogo entre cristão e nativo, facilitando assim a introdução da crença católica na sociedade indo-americana, atuando como um instrumento pedagógico de aprendizagem. Juntamente dela, praticava-se um discurso “salvador” para que adorassem e cultuassem o único Deus universal.

Com isso houve uma multiplicação de imagens cristãs produzidas na colônia, sendo construídos santuários e capelas adornadas com figuras católicas e, por conseqüência, houve também uma rápida adaptação dos povos nativos com a nova crença, surtindo “resultados notáveis, uma vez que os índios „gravavam na memória‟ aquilo que, sob tais condições, puderam observar.” (GRUZINSKI, pp. 201). Sendo assim, já “em 1536, menos de vinte anos após a Conquista, uma multidão indígena carregava essas imagens [cristãs] em triunfo, por ocasião da festa de Corpus-Christi em Tlaxcala.” (GRUZINSKI, pp. 201). Houve ainda uma visão dual pelo novo, sendo um assombro para uns e um fascínio para outros.

A proposta da Igreja era de cristianizar também o imaginário indígena, dando aos índios toda uma caracterização ocidental em padrões europeus, ou seja, uma nova visão mundana diferente de seus costumes a partir de representações de imagens cristãs. Segundo Gruzinski, as imagens eram mais que uma construção ideológica, sendo uma maneira de a sociedade produzir e representar sua própria realidade, “transformando o real que a circundava.” (GRUZINSKI, pp. 204). A partir disso, houve uma apropriação e uma reinterpretação por parte do índio das figuras cristãs,

adaptando-as à sua realidade, fazendo uma mesclagem do mundo indígena e o mundo cristão-ocidental.

Com todo esse idealismo, a Igreja acabou por negligenciar “durante muito tempo os objetos que ocupavam, sabe-se agora, um papel muito importante na comunicação com a divindade” indígena. (GRUZINSKI, pp. 205). Eram objetos como plantas, colares, emblemas-rituais ou mesmo utensílios modestos que faziam partes de rituais religiosos dos índios antes de serem-lhes introduzidos a religião cristã. Foram também através destes objetos que foi possível uma maior compreensão da presença divina pelo nativo, sendo adaptados alguns rituais ao culto cristão.

Portanto, o índio acabou por adaptar-se à religião imposta pelo europeu, desenvolvendo uma espécie de aculturação, ou seja, transformando sua cultura para manter-la viva e não deixando de lado suas raízes, cultuando uma religião que fora “traduzida” para seu mundo por ele mesmo – até mesmo os santos indígenas eram pontos de sustentação do nativo, fazendo-lhe com que redefinisse “o conjunto de seu modo de captar o mundo e o real.” (GRUZINSKI, pp. 205). As imagens cristãs cumpriam seu papel e deixavam de ser meras representações e transformaram-se em objeto de culto, ligando assim o mundo indígena ao mundo ocidental europeu. Ainda hoje, podemos perceber cultos católicos presentes em certos países latino-americanos dotados de heranças de religiões indígenas pré-hispânicas, fazendo com que

possamos compreender o hibridismo entre as religiões que houve no período colonial e que ainda é muito presente na sociedade latino-americana.

Os Conceitos de Educação no Brasil: Uma análise sobre Arnaldo Niskier

www.klepsidra.net
Introdução

Carlos Ignácio Pinto carlos@klepsidra.net Quarto Ano - História/USP
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A Educação é tema das mais acaloradas discussões na contemporaneidade, seja ligada a temas políticos, filosóficos, sociais e universitários. Tentar compreende-la requer um pouco de entendimento sobre seus "modelos" concebidos, bem como as idealizações que se tem a partir destes. Tema que permeia toda sociedade, na modernidade nunca esteve livre da alcunha de libertadora da opressão que aflige os povos menos afortunados. Difícil é perceber um discurso político em que a Educação não seja colocada como um dos principais redentores do atraso crônico de várias nações, inclusive o Brasil. Mas a que se deve esta compreensão redentora da educação? Neste trabalho, mais importante do que a compreensão deste cientificismo de nossa sociedade que lega ao progresso tecnológico a saída do atraso e conduz a educação por este viés, é a percepção de como este discurso é o manto no qual a educação esta envolvida. Muito mais do que o desenvolvimento do indivíduo é preciso coloca-lo dentro deste mundo e incumbi-lo de uma função que tem por premissa, sua colaboração ao desenvolvimento de seu país; é preciso educa-lo. A educação é redentora da situação social do indivíduo (quanto mais baixa esta for, pois como diz o ditado popular "o país que constrói escolas, destrói presídios") e, ao mesmo tempo, fornece subsídio ao desenvolvimento das nações, embrenhadas no desenvolvimento tecnológico e na concorrência de mercado. Desta forma, este trabalho busca mostrar como este discurso esta lançado no meio social, sem a intenção de coloca-lo como certo ou errado, mas de como este pode ditar as diretrizes de todo o sistema educacional de uma nação, que no caso do Brasil, ignora suas diferenças culturais em nome de um desenvolvimento, equacionando as diferenças para tentativa da compreensão de um uno educacional, que enxerga as desigualdades dentro de uma disciplina escolar, mas que não se reflete nesta.

A análise do discurso Este trabalho vai usar como fonte de análise, os ensaios escritos por um daqueles que mais escreveu e escreve sobre educação no Brasil, o "imortal" membro da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier. Os textos estão compilados em uma obra chamada "A Educação na Virada do Século" publicado pela editora Expressão e Cultura em Maio de 2001, em que constam vários ensaios do ex-presidente da já citada Academia (1997-2000), e que fornecem dados imprescindíveis à análise. Ao todo são 65 ensaios, dos quais faremos uso de alguns, pois o trabalho não comportaria a análise de todos.

A Educação Para Arnaldo Niskier

"Educação O maior desafio do Brasil do presente e do futuro, o impulso objetivo para a redenção nacional..." Arnaldo Niskier Hannah Arendt (1), ao apontar aquilo que ela determina como a crise da educação mundial, destaca: "Uma crise só se torna um desastre, quando respondemos a ela com juízos pré-formados, isto é, com preconceitos" (2). Se tomarmos este viés, fica claro que como esta colocada à educação no Brasil, sem entrarmos nos trâmites das diferenças que se põem nos projetos que a concebem, perceberemos que a discussão não parte sobre aquilo que possa ser determinantemente novo, mas de como o que já esta concebido, deve ser melhor aplicado. Se "... a essência da educação é a natalidade, o fato de que seres nascem para o mundo. " (3), é a consciência que imputa à criança o status do novo, através da educação, quando esta está voltada a política (reconhecida naquilo que concebemos como projeto do Estado), de novo nada oferece, somente a perpetuação daquilo que já existe, através de uma doutrinação no mínimo tirânica (4).

Arnaldo Niskier ao tratar a educação no Brasil, não esta pensando sobre a concepção da mesma, pois esta já esta dada: "A educação científica é a educação do futuro" (5). Não é a discussão sobre a mesma, mais que formas ela deva ser aplicada a determinado fim. A educação esta voltada inteiramente ao progresso tecnológico de nossa civilização e o país que neste quadro não se inserir estará condenando a si e a seus cidadãos ao fracasso e a miséria.

Daí percebermos que o novo, aí colocado, é a tecnologia e não a educação em si. É preciso inserir as crianças em um sistema de aprendizado que não tem ligação com o desenvolvimento intelectual, apenas técnico, na medida em que a educação deve voltar-se para preparação e qualificação da mão de obra do "futuro".

Se a tecnologia é o novo, a qualificação da mão de obra esta presa a uma concepção muito mais antiga, ainda inserida no projeto de Estado e que remonta a introdução das indústrias automobilísticas no Brasil dos anos 50 e 60. "Estamos de olhos postos no século XXI e imaginando as transformações que deverão ocorrer no campo da educação. Passaremos da Era Industrial para a Sociedade da Informação - e isso não se faz

sem profundas mudanças" (6).

Perceba que a condição de novo esta dada pela tecnologia e as mudanças da educação pensada a partir desta e não a partir do indivíduo, pois o destino deste já está sacralizado; engrenagem que movimenta a máquina, mais que antes foi preciso alimenta-lo das habilidades específicas necessárias. O que há de novo nisto? A tecnologia já esta colocada desde a invenção das máquinas de tecer a vapor. A incorporação do indivíduo ao processo de produção é muito mais antiga ainda. O que a sociedade da informação, determinada como globalizada clama para si é a proximidade relativa dos indivíduos que se comunicam com o mundo todo ao simples toque de um teclado, e a grande vedete do mundo moderno é a capacidade de se informar mais em menos tempo. Mas daí temos uma relação no mínimo, muito estranha. O indivíduo capacitado a sua performance no mundo globalizado, como parte da engrenagem, está sendo alimentado pelas milhares de informações despejadas pela globalização. No entanto, como este indivíduo a pensa? Exatamente como parte da engrenagem. Daí o indivíduo é preparado à nova sociedade somente sob um aspecto, e por mais absurdo que pareça, o da doutrinação, que se olharmos, esteve ligada a sua educação. A educação pensada por Niskier desenvolveu meios para pensar este mundo tido como novo? Não! Apenas assim o adjetivou; demonstrou como o indivíduo deve se encaixar nele de forma a retro-alimenta-lo. É a reprodução de si mesmo em diferentes meios, neste caso dado pela tecnologia, já percebida que se instrumentada aos indivíduos através da educação, é tida como redentora das nações. Segundo o autor: "Devemos estar preparados, como os norte americanos, para um ambiente de contínua aprendizagem. Treinamento e retreinamento são políticas hoje essenciais ao país, razão que torna a modalidade nascente entre nós de "educação a distância", amplamente aconselhável. ...e será talvez a maior inovação da educação brasileira no início do terceiro milênio, pois poderá se valer de recursos de extraordinário alcance, como é o caso do satélite doméstico de telecomunicações." (7) "O mecanismo a ser estabelecido (a educação a distância) poderá ser útil na educação especial e certamente terá uma prioridade inescapável: pensar a formação e o treinamento de professores e especialistas, nossa prioridade nº 1." (8) Se por um acaso, na citação acima, nós trocássemos a palavra educação por capacitação técnica, perceberíamos que o sentido da frase, do conteúdo e finalidade das idéias não se alteraria; gostaria de lembrar que, ensino a distância no Brasil não é algo novo, e que o Instituto Universal Brasileiro já o faz há muito tempo; a única diferença são os meios.

Na segunda citação, note que a concepção de educação quando alcança os patamares do ensino universitário, também deve estar voltada as finalidades anteriormente estabelecidas. A formação universitária deve capacitar os profissionais a ensinar ou reproduzir a educação voltada ao mercado de trabalho. Umas das mais inquietadoras citações do livro são as referentes ao ensino superior, que como dito anteriormente, possui sua função. Vejamos como o autor observa o que seria a salvação contra a desvalorização crescente da pós-graduação no Brasil. "As pesquisas devem existir e se ligar ao setor produtivo. Assim haverá melhores resultados e não se justificará qualquer corte de verbas que sacrifique esse esforço fundamental." (9) Gostaria de perguntar ao autor sobre a pós-graduação das Ciências Humanas. Deveriam deixar de existir já que dificilmente se encaixam no setor produtivo? Esta concepção sobre a educação não é exclusiva de Niskier e um dos maiores defensores sobre este modelo voltado para a tecnicidade necessária ao mercado e que deve buscar favorecer e inserir os menos favorecidos na sociedade de formas mais satisfatórias é Darcy Ribeiro, um dos autores da lei que estabeleceu os cursos seqüenciais universitários que busca poder abranger um maior número de pessoas e capacita-las ao setor produtivo.

É lógico que a discussão é muito mais abrangente e o buraco um pouco mais abaixo no que diz relação aos cursos seqüenciais, pois o que percebemos é que estes tipos de curso estão se alastrando pelo país, mas por via das universidades particulares que prezam muito mais a conta corrente do aluno do que sua formação, o que afirmo sem a mínima demagogia, e não estou passando pela questão da qualidade, pois como já observado por J. M. Azanha em "Democratização do Ensino: Vicissitudes da Idéia no Ensino Paulista", esta discussão sobre qualidade é muito perigosa, pois poderíamos incorrer no perigo de querer nivelar todo o ensino com base em uma educação oferecida a muitos poucos ou aqueles únicos que podem pagar por ela.

A finalidade dos cursos seqüenciais não é atingida subvertendo sua aplicação, servindo até o momento apenas para captação de dinheiro para as escolas de

ensino superior privadas, usando-se da propaganda de um curso rápido e de nível universitário. Perfeito para a demanda da sociedade moderna e globalizada de Niskier. Produto embalado e pronto para a venda que possui apenas um inconveniente: o termo Educação na embalagem.

Conclusão Minha idéia neste trabalho não foi determinar o certo ou errado nestes conceitos, mesmo que não conseguindo escapar a algumas observações que provocadamente se fizeram necessárias, mas tentar perceber o conceito de educação ali envolvido e de como a partir deste, os modelos se desenvolvem e se contradizem. Contradizem-se porque no âmago, a formação do indivíduo esta pensada para a finalidade do mercado produtivo e não de auxilia-lo a desenvolver meios para pensar este. Não cria algo de novo, excetuando-se os meios, mas que apenas reproduz a si mesmo, por meio de uma concepção que confere a educação à função de redentora das mazelas do país. Acredito que a capacitação técnica seja necessária, pois não há como desta se eximir, visto que estamos inseridos "até o cabelo" neste modelo; entretanto, precisamos discutir o conceito de educação utilizado em nosso país. Qual sua finalidade? Se realmente for apenas a capacitação e a inserção menos incomoda do cidadão na sociedade, engrenagem do sistema produtivo, então me calo. Mas se educação como à concebo, está direcionada ao pensamento, a sua transmissão através de uma das coisas mais simples do homem, mais que tanto vem se colocando de lado, o da relação, já tão gritante em Vigotsky, não há como se calar. É preciso que estejamos repensando, como educadores que somos, o que queremos da educação e a partir daí colaborar para que aquilo que acreditamos como o necessário, sem sistema, sem produção, sem inserção ao mercado, apenas a relação do homem consigo mesmo e a partir daí, seu mundo, sempre repensando-o.

Artigos > Psicologia Organizacional e Recursos Humanos

Trabalho e motivação nos dias atuais – algumas considerações
Thalitaln
10/5/08

Introdução Nos dias atuais, as organizações estão passando por um processo de adaptação decorrente da introdução dos avanços tecnológicos. O fenômeno da tecnologia

proporcionou – e tem proporcionado – mudanças estruturais no modo de se organizar o trabalho humano. Se desde o fim da Segunda Grande Guerra até o início da década de 80, a palavra de ordem era a inovação tecnológica a serviço da otimização da produção com menores custos e maiores lucros às empresas, hoje, o discurso tem algumas ressalvas a serem feitas. O desenvolvimento e a utilização da tecnologia trouxeram algumas conseqüências para as empresas como o mercado globalizado, a concorrência que atinge níveis de selvageria e a incerteza com relação ao futuro.Estamos diante, conforme Chiavenato (2000) entende, da terceira revolução industrial, cujo protagonista da história é o computador. Por isso, não há como, simplesmente, ignorar a importância dos seres humanos neste fato, repetindo o pensamento vigente durante a primeira revolução industrial.Neste caso, o homem, inserido nas organizações, não pode ser pensado como um ativo que pode ser substituído pela máquina, de fato, algumas tarefas passaram a ser realizadas por máquinas, entretanto, o cérebro humano ainda é o que oferece voz de comando para o trabalho automatizado. O trabalho nos dias atuais é mais intelectualizado e menos braçal. Por isso, torna-se de fundamental importância, o planejamento estratégico de recursos humanos, para que se possa utilizar da melhor forma possível o que os sujeitos têm a oferecer e com isso, a organização consiga sobreviver às incertezas e constantes mudanças do mercado atual. Diante disso, o presente artigo – decorrente de um trabalho realizado no Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Universidade Castelo Branco – tem como principal objetivo discutir acerca da motivação nas organizações, as estratégias possíveis para que as pessoas consigam se sentir realizadas com a função que realizam.

1.1. Histórico da importância do trabalho De acordo com os estudos de Freud acerca da organização do trabalho, em “O mal estar na civilização” [1930(1929)], é escrito que o homem primitivo, tendo em vista sua sobrevivência, se organizou em clãs e instituiu o trabalho como forma de produção de alimentos e artefatos na qual necessitava.O trabalho e a família garantiam aos humanos primitivos a proteção da espécie e a possibilidade de defesa frente ao ambiente hostil de luta com as outras espécies animais existentes na terra.A união grupal fez a força, e o trabalho permitiu que o homem se protegesse. Com isso, se instituíram leis fundamentais para preservar a existência destes grupos e organizar a forma de produção, como por exemplo, a instituição, mesmo que não dita, do lugar a ser ocupado pelo líder do cl ã, e as funções atribuídas tanto a ele quanto aos outros integrantes no grupo. Com o passar do tempo, a população aumentou, o homem se tornou cada vez mais civilizado e com isso, o trabalho também foi ganhando importância. À medida que a civilização evoluía, a sobrevivência do indivíduo dependia em maior grau de bens produzidos pelo próprio homem.

Os historiadores compreendem, dentre as fases essenciais da produção humana, a época da primeira revolução industrial, que gerou modificações profundas tanto na organização do trabalho como na organização social. Até então, o trabalho apresentava características artesanais, com o objetivo de satisfazer as necessidades mais básicas do indivíduo na civilização. Nesta primeira forma de organização produtiva, não havia ênfase em uma grande escala, pelo contrário, as próprias famílias produziam o que necessitavam e, caso necessitassem de outras coisas, as conseguiam por meio de trocas com outras famílias ou com pessoas que traziam produtos de outros lugares, os mercadores e caixeiros viajantes.Então, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776, deu-se início a uma fase onde se verificou a transição do artesanal à industrialização. Chamou-se esta etapa de primeira Revolução Industrial, pois com a descoberta e aplicação da máquina a vapor e de importantes matérias-primas como ferro e carvão, tanto a Europa quanto, posteriormente, os Estados Unidos viveram rápidas e profundas mudanças de diversas ordens. A preocupação dos industriais com a produção gerou uma grande exigência transmitida aos trabalhadores, que nesta época, viviam em condições subumanas. As cidades foram inchadas com a transferência de pessoas do campo para o trabalho nas indústrias, o que ocasionava diversos surtos e epidemias pela pouca estrutura de saúde que se podia oferecer. Além disso, as condições de trabalho oferecidas facilitavam o adoecimento e morte do trabalhador, podendo ele ter qualquer idade, inclusive ser uma criança.Entretanto, no que tange ao aspecto produtivo e econômico, a atenção passou a ser voltada à descoberta de novos materiais e tecnologias para a produção. Eis a fase marcada pelo desenvolvimento industrial (CHIAVENATO, 2000, p. 5), denominada por alguns historiadores como segunda revolução industrial, que ocorreu entre 1860 e 1914 e foi marcada pela substituição do ferro pelo aço, além do uso da eletricidade e derivados de petróleo.Surgiram os grandes bancos e instituições financeiras como resultado deste boom na produção de bens e na circulação financeira. O mundo já não era mais o mesmo e como os industriais buscavam extrair o maior lucro possível dos materiais e tecnologias disponíveis, passou-se a haver preocupação com o modo como o trabalho se organizava nas indústrias. O crecimento acelerado e desorganizado das empresas geravam a exigência de uma administração científica capaz de substituir a improvisação e o empirismo por algo concreto. Além disso, a intensa concorrência e competição no mercado exigiram que cada empresa buscasse cada vez mais a excelência em suas funções.Surge, assim, um modo de compreensão do trabalho denominado de administração científica, criado por Frederick W. Taylor, um engenheiro americano que propôs o estudo da administração como ciência bem como a aplicação de métodos científicos com o objetivo de observar e mensurar o trabalho (CHIAVENATO, 2000, p. 7). A concepção de Taylor se baseia na divisão do trabalho de modo prático e de fácil supervisão, com o lema da máxima produção e do mínimo custo por meio do estabelecimento do tempo padrão do trabalho, da seleção científica do empregado e da supervisão, sempre com ênfase nas tarefas e nos resultados.Um outro teórico a contribuir com a concepção taylorista é Fayol, que explicitou o caráter “prescritivo e normativo” da administração, demonstrando com clareza e de antemão os passos a serem seguidos nas situações organizacionais.Passadas as três primeiras décadas do século XX sob influência do pensamento taylorista e fayolista, uma outra forma de compreensão das organizações é proposta, Elton Mayo cria a teoria das relações humanas a partir de 1940 no Estados

Unidos, defendendo a idéia de considerar as pessoas em sua totalidade (BERGAMINI, 1997, p. 21). A base da teoria humanística adveio da Psicologia e Sociologia industrial (Elton Mayo e Kurt Lewin) e objetiva substituir os princípios gerais da administração por outros cujo foco central é a pessoa. Para isso, foram propostos novos conceitos como motivação, incentivos sociais, dinâmica de grupo, comunicação, liderança, entre outros (CHIAVENATO, 2000, p. 20). Esta concepção da administração é completamente distinta das propostas anteriores, pois entende que o desejo natural de todos os trabalhadores era ser reconhecido pelo grupo a que pertence. A idéia de motivação surge, então no sentido de possibilitar ao indivíduo o sentimento de que está sendo útil e é importante para a empresa.Assim, com a transformação do homem economicus (que funcionava a base de benefícios financeiros) no homem social (cujos benefícios de reconhecimento social eram importantes) incorreu-se no erro de não se considerar o homem como um ser que faz parte da organização. Porém, alguns benefícios foram conseguidos a partir da teoria das relações humanas como a valorização da comunicação interpessoal, tanto em relação aos ocupantes do mesmo cargo, quanto de diferentes níveis hierárquicos. Segundo Bergamini (1997, p. 21), os trabalhadores eram incentivados a conhecer amplamente a empresa e tinham abertura para expor suas opiniões.Assim como toda teoria de concepção extrema, a humanística, que relaciona a motivação apenas ao relacionamento interpessoal teve que ser repensada. A partir dos anos 50 desenvolveu-se a teoria estruturalista, com o objetivo de integrar o conhecimento das teorias anteriores para se compreender a organização a partir de sua estrutura.No que tange a motivação, Bergamini (1997, p. 22), destaca que as teorias carregavam a tendência de considerar as pessoas como qualquer outro recurso que a organização pudesse dispor como os financeiros, tecnológicos, entre outros. É por isso, que a partir da década de 70 surgem novas formas de compreender a relação entre homem e trabalho e, mais especificamente, dos recursos humanos. Algumas teorias como de Sistemas, que entende ser a empresa um sistema aberto e vivo em constante interação com o ambiente, e a teoria das Contingências, desenvolvida no final da década de 70 e que sobrevive até hoje, que compreende que de acordo com as mudanças no ambiente, contingencialmente, deve ser mudada a forma de administrar, a empresa deve continuamente se adaptar às exigências do mercado.Na época atual, após a crise destes paradigmas mais antiquados de trabalho como taylorismo e fordismo, os profissionais que organizam a produção em consonância com as modificações sociais e tecnológicas enfrentam alguns problemas. Dessa forma, compreende-se que apesar do trabalho ter conseguido importantes modificações, ainda há ajustes importantes para que possa tornarse fonte de beneficios aos que nele se inserem.

1.2. A Motivação De acordo com o Grande Dicionário Larousse (1999, p. 641), o verbete motivação é definido como estímulo, interesse, que usualmente pode ser entendido como influência a determinado comportamento que o sujeito possa apresentar. É possível pensar que a motivação age a partir do desejo e que neste sentido estes dois conceitos se inter relacionam de modo a se complementarem.Dejours (1994, p.38) que estudou a respeito dos conteúdos psíquicos do trabalho, chegando a propor um modo de compreensão próprio ao que foi denominado de Psicodinâmica do trabalho, entende que o conceito de motivação diverge do conceito de desejo, e um primeiro passo para a diferenciação dos termos é levar em consideração que motivação pertence à Psicologia e o desejo, à

Psicanálise, para este autor, o desejo está relacionado à personalidade do indivíduo, aos aspectos anímicos, enquanto que a motivação diz respeito à ação, ao comportamento executado por determinado sujeito.Bergamini (1997, p. 31) segue a mesma linha de raciocínio acerca dos caracteres pessoais que compõem o comportamento motivacional e complementa que: “motivação deriva originalmente da palavra latina movere, que significa mover. Essa origem da palavra encerra a noção de dinâmica ou de ação que é a principal tônica dessa função particular da vida psíquica”. Deste modo, é possível compreender que os aspectos motivacionais são aqueles que movem a pessoa a determinado destino com determinado objetivo. E estes objetivos são peculiares a cada um, constituídos a partir da história singular de cada um. Todos os indivíduos têm necessidades próprias, carências que precisam ser supridas para que se possa ficar em equilíbrio. Uma vez que o sujeito experimenta um estado de desequilíbrio, a tensão prevalece e surge a busca por sanar este estado desagradável, surgem então as expectativas e a crença de que, por meio de determinadas ações tornarse-á possível atingir um estado confortável, livre do mal-estar que o desequilíbrio causa. Por ter uma origem tão singular, surge a dificuldade da observação direta dos motivos que levam as pessoas a agirem em busca de determinados objetivos. Muitas vezes, estes objetivos não estão claros para o próprio sujeito. Uma determinada ação pode conter diversos propósitos, assim como um único propósito pode ser exposto por meio de diferentes ações.Por isso, a observação do comportamento deve calcar-se na consideração das diferenças individuais e culturais no que tange à motivação (BERGAMINI, 1997, p. 32). Além disso, é de grande valia a todos o autoconhecimento, isto é, tomar consciência de tais diferenças peculiares e do que é esperado para si mesmo, do que é composta sua motivação.Assim, conforme Bergamini (1997, p. 32) sintetiza: “... não é possível motivar quem quer que seja”. Pois as expectativas e o modo de buscar os resultados são individuais, singulares, o indivíduo traz consigo estes aspectos que não podem ser dados de fora, muito menos pela coerção.Sabendo disso, atualmente tem surgido o discurso de alguns autores, como Chiavenato, Bergamini, Dutra entre outros, que apresentam como proposta de incentivo à motivação, um ambiente onde a comunicação flui livremente e o chefe, torna-se líder. Entretanto, esta tarefa é muito complicada de ser posta em prática. É uma linha de pensamento que parte do pressuposto que mesmo com motivações individuais, todos buscam ser recompensados pela atividade que exercem.Há também que se considerar uma característica importante a respeito da motivação, que Chiavenato (2006, p. 66) denomina como um “fluxo constante das necessidades”. Segundo o autor, “A satisfação de certas necessidades é temporal e passageira, ou seja, a motivação humana é cíclica: o comportamento é um processo contínuo de resolução de problemas e satisfação de necessidade, à medida que vão surgindo.”Assim, é possível entender que os fatores motivacionais de cada indivíduo também encontram-se em constante modificação, o que torna ainda mais difícil delimitar por explicações que muitas vezes transformam-se em algo superficial frente à complexidade da mente humana.A partir dos argumentos expostos anteriormente surge a seguinte questão: Diante da singularidade da motivação humana, é possível estabelecer um modo de ação em determinada organização para que o empregado se sinta motivado?A resposta inicial a esta indagação é sim, mas, como propõe Bergamini (1997), este assunto não é simples e desde muito tempo atrás tem sido tratado de modo superficial, oferecendo soluções que encaram o ser humano de maneira reduzida,

simplista.Com as mudanças atuais, o que se propõe é exatamente o oposto do tratamento que simplifica as motivações humanas, por isso, as empresas mais cuidadosas e responsáveis têm oferecido grande importância aos aspectos motivacionais de seus empregados.Os teóricos da motivação muito contribuíram para a concepção atual do tema, Maslow com a ênfase nas necessidades pessoais, Herzberg com os fatores intrínsecos e extrínsecos, Mcgregor com as compreensões extremas de sujeito delimitadas entre X e Y, Victor Vroom com o modelo contingencial, entre outros importantes autores, auxiliaram, de alguma forma, na constituição do entendimento atual a respeito da motivação.Bergamini explicita que as modernas teorias que mais cabem ao estudo motivacional levam em consideração, ao mesmo tempo, a interação entre a tecnologia, as pessoas, os objetivos e os interesses organizacionais. E assim, “dentro desse novo ambiente, o estudo da motivação passa a entendê-la como fenômeno comportamental único e natural, sofrendo significativo impulso” (BERGAMINI, 1997, p. 24). É por essa altíssima capacidade de influenciar o trabalho que a motivação gera tanto interesse e por isso é amplamente estudada até, e principalmente, nos dias atuais.

1.3. A Motivação, a Organização e o Empregado Apesar de não ser possível motivar quem quer que seja, visto que a motivação é algo intrínseco, e, portanto, parte do psiquismo do sujeito, as empresas possuem estratégias que facilitam o bem-estar do empregado.De acordo com Dutra (2002, p. 17), “à empresa cabe o papel de estimular e dar o suporte necessário para que as pessoas possam entregar o que têm de melhor, ao mesmo tempo em que recebem o que a organização tem de melhor a oferecer-lhes.”Assim, no que tange ao seu lado, a organização pode facilitar a motivação dos empregados, tendo em vista, que não há como controlá-la, já que não depende somente de questões externas, do ambiente, mas estruturalmente do próprio indivíduo.Alguns fatores são concretos e fundamentais para a satisfação do ser humano, um ambiente limpo, bem iluminado e ventilado, com bons recursos, boas ferramentas de trabalho, uniformes confortáveis que suscitem boa aparência etc., contribuem com os resultados finais apresentados pelos trabalhadores. Além disso, no que tange aos aspectos simbólicos, sem dúvida alguma, um clima favorável ao uso da criatividade, o uso de metas bem estabelecidas, uma chefia acessível, entre outros fatores constituem-se como pontos fundamentais à motivação dos empregados no sistema organizacional. Pensando nestes aspectos, as empresas que têm a excelência como meta, preocupam-se em oferecer o aparato necessário para o funcionário sentir-se motivado. Assim, a estratégia motivacional de gestão de recursos humanos utiliza o lema de que a motivação depende tanto do sujeito quanto do ambiente e, já que não há como prever e controlar totalmente o que se passa dentro do sujeito, cerca-se com o que se pode fazer, isto é, investe-se em melhorias possíveis vindas de fora.Robbins (1998, p. 349) propõe que nas estratégias de motivação, não sejam descartados os incentivos financeiros, pois, ao contrário do postulado da teoria humanista, o dinheiro representa a base da troca entre patrão e empregado. Além disso, o ambiente autoritário está, cada vez mais, abrindo espaço para a autonomia e responsabilidade de cada um pelo trabalho que realiza, e com isso, as pessoas têm a possibilidade de sentir-se parte integrante do sistema aberto em que estão inseridas.Apesar da motivação vir do próprio sujeito, há também que se considerar a ajuda que pode ser também vinda de fora. Os profissionais que trabalham com gestão de

pessoas em uma visão mais moderna, entendem que não há como a empresa buscar benefícios somente para si e desconsiderar o trabalhador que nela está inserido. Pelo contrário, há a crescente necessidade de tratar as pessoas como peças fundamentais para a sobrevivência no mercado competitivo.Em linhas gerais, entende-se que oferecer condições e um ambiente que facilite a boa produção é meio caminho andado para, de fato, se atingir bons níveis produtivos. O trabalhador, como pessoa, necessita sentir-se acolhido pelo ambiente no qual faz parte, além de perceber que seu trabalho é importante e tem significado tanto para os outros quanto para a empresa.Chiavenato (2006) explicita que a busca das empresas por oferecer qualidade de vida no trabalho está relacionada, fundamentalmente, em criar condições físicas, psicológicas e sociais para que o trabalhador sinta que faz parte de um ambiente agradável e amigável. Além disso, o autor adverte que “... a qualidade externa nunca é maior do que a qualidade interna: é apenas uma decorrência” (CHIAVENATO, 2006, p. 348).Isto significa que se a pessoa se sente bem, tende a fazer com que seu ambiente de trabalho também seja satisfatório, o que torna o trabalho uma função prazerosa, dificultando, inclusive o aparecimento do stress decorrente da ansiedade.Dutra (2002, p. 48) compreende que uma vez que a organização faz sua parte, as pessoas são estimuladas a fazer também o que lhes cabem. Segundo o autor, o papel das empresas, na atualidade, é de “... criar o espaço, estimular o desenvolvimento e oferecer o suporte e as condições para uma relação de alavancagem mútua das expectativas e necessidades. A empresa não conseguirá fazê-lo sem estar em contínua interação com as pessoas”.Por isso, a atenção às pessoas tem se configurado como a chave para o caminho da excelência nas organizações (DUTRA, 2002, p. 49). O respeito às pessoas não está relacionado à visão antiquada da teoria humanística, mas sim, ao processo constante de respeito à individualidade de cada um; do estímulo ao funcionário para que ele tenha consciência de si mesmo, busque o autoconhecimento e do estabelecimento de metas e regras transparentes.Assim, atualmente, o trabalho é responsabilidade de ambos os lados: da empresa, que oferece suporte ao crescimento do pessoal e do funcionário, que é responsável por seu próprio desenvolvimento, sua competitividade profissional e sua carreira.É também função das empresas, estarem atentas para oferecer corretamente este suporte ao empregado. Além disso, elas devem reconhecer e orientar quando o trabalho, ao invés de gerar satisfação e reconhecimento, estiver ocasionando sentimentos de ansiedade, o que pode levar ao stress. Neste sentido, as empresas consideradas as melhores para se trabalhar são exatamente aquelas que propiciam ao sujeito obter significado nas tarefas que executa e que conseguem colocar nas funções as pessoas que mais querem produzir. Isso tudo sem o uso do autoritarismo que gera mais dependência, tolhendo a possibilidade do trabalhador ser criativo e de gerir a si mesmo. Quando há motivação por aquilo que se faz, surge também a possibilidade do sujeito investir em projetos para o futuro, e como muitos autores em Recursos Humanos concordam, à medida que as pessoas buscam e conseguem se desenvolver, as empresas também se desenvolvem, em uma constante, onde todos ganham.

Teorias da exploração trabalhista
O ideário marxista tem mantido que a exploração do trabalhador, quando este não é o dono, faz entender de uma forma imparcial os níveis de preço e emprego. Os economistas liberais julgavam que os

preços eram a consequência de um intercâmbio que irradiaba as distinções individuais de interessados compradores e provedores. O conflito que se dá na teoria impersonal, objectiva, é que se explica com mecanismo de preços as relações da exploração da força de trabalho por parte do capitalismo, o qual reside na diferenciación cultural e autêntica do custo de produção associado aos trabalhadores, abarcando o valor de ensino em destrezas, habilidades, artes, maestrías ou em RRHH (capital cultural humano). Marx pergunta-se e contesta em seus Manuscritos de 1844:
Em que consiste, então, a enajenación do trabalho? Primeiramente em que o trabalho é "externo" ao trabalhador, isto é, não pertence a seu ser; em que em seu trabalho, o trabalhador não se afirma, senão que se nega; não se sente feliz, senão desgraçado; não desenvolve uma livre energia física e espiritual, senão que mortifica seu corpo e arruína seu espírito. Por isso o trabalhador só se sente em si fosse do trabalho, e no trabalho fora de si. Está no seu quando não trabalha e quando trabalha não está no seu. Seu trabalho não é, assim, voluntário, senão forçado, "trabalho forçado". Por isso não é a satisfação de uma necessidade, senão somente um médio para satisfazer as necessidades fosse do trabalho. Seu carácter estranho se evidência claramente no facto de que tão cedo como não existe uma coacção física ou de qualquer outro tipo se foge do trabalho como da peste. O trabalho externo, o trabalho em que o homem se enajena, é um trabalho de autosacrificio, de ascetismo. Em último termo, para o trabalhador mostra-se a exterioridad do trabalho em que este não é seu, senão de outro, que não lhe pertence; em que quando está nele não se pertence a se mesmo, senão a outro. (...) Pertence a outro, é a perda de si mesmo.

Casos de exploração trabalhista
Aqui listam-se casos de exploração trabalhista em correlação ao Estatuto dos trabalhadores:
Trabalhar jornadas seguidas sem ter descanso algum (no mínimo 12 horas entre jornadas) Os trabalhadores terão direito a um descanso mínimo semanal, acumulável por períodos de até catorze dias, de dia e médio ininterrumpido que, como regra geral, compreenderá a tarde do sábado ou, se for o caso, a manhã da segunda-feira e no dia completo do domingo. A duração do descanso semanal dos menores de dezoito anos será, no mínimo, de dois dias ininterrumpidos.

Art 37, ep. 1 do ET

Trabalhar excesso de horas. Quando se estipula no contrato x horas e se trabalha realmente x + n horas a mais, e ademais fazer cobrar o conjunto de horas totais x+n como x .  Trabalhar em dias feriados e não ser remunerados Horas extraordinárias.

1. Terão a consideração de horas extraordinárias aquelas horas de trabalho que se realizem sobre a duração máxima da jornada ordinária de trabalho, fixada de acordo com o artigo anterior. Mediante convênio colectivo ou, em seu defeito, contrato individual, optar-se-á entre abonar as horas extraordinárias na quantia que se fixe, que em nenhum caso poderá ser inferior ao valor da hora ordinária, ou as compensar por tempos equivalentes de descanso retribuido. Em ausência de pacto ao respecto, entender-se-á que as horas extraordinárias realizadas deverão ser compensadas mediante descanso dentro dos quatro meses seguintes a sua realização. 2. O número de horas extraordinárias não poderá ser superior a oitenta ao ano, salvo o previsto no apartado 3 deste artigo. Para os trabalhadores que pela modalidade ou duração de seu contrato realizassem uma jornada em cómputo anual inferior à jornada geral na empresa, o número máximo anual de horas extraordinárias reduzir-se-á na mesma proporção que exista entre tais jornadas. Aos efeitos do disposto no parágrafo anterior, não se computarán as horas extraordinárias que tenham sido compensadas mediante descanso dentro dos quatro meses seguintes a sua realização. O Governo poderá suprimir ou reduzir o número máximo de horas extraordinárias por tempo determinado, com carácter geral ou para certos ramos de actividade ou âmbitos territoriais, para incrementar as oportunidades de colocação dos trabalhadores em desemprego forçado. 3. Não ter-se-á em conta, a efeitos da duração máxima da jornada ordinária trabalhista, nem para o cómputo do número máximo das horas extraordinárias autorizadas, o excesso das trabalhadas para prevenir ou consertar siniestros e outros danos extraordinários e urgentes, sem prejuízo de sua compensação como horas extraordinárias. 4. A prestação de trabalho em horas extraordinárias será voluntária, salvo que sua realização tenha-se pactuado em convênio colectivo ou contrato individual de trabalho dentro dos limites do apartado 2 deste artigo.

5. A efeitos do cómputo de horas extraordinárias, a jornada da cada trabalhador registar-se-á dia a dia e totalizar-se-á no período fixado para o abono das retribuições, entregando cópia do resumem ao trabalhador no recebo correspondente.

Art. 35 do ET. Excesso de tarefas. Suponhamos um trabalho de uma empresa de desenho multimédia e tenha-se contratado ao empregado como "desenhador" e este, aparte de realizar seu trabalho tenha que fazer além de programador, maquetador, programador... O trabalho efectivo que preste o trabalhador na empresa deverá estar relacionado com as tarefas próprias do nível ocupacional, oficio ou posto de trabalho objecto do contrato.

Art 11, secc. 2 apartado f do ET Impago ou atraso do pagamento (cobrar no mês seguinte o que teria que ter cobrado no mês passado) A liquidação e o pagamento do salário fá-se-ão pontual e documentalmente na data e lugar convindos ou conforme aos usos e costumes. O período a que se refere o abono das retribuições periódicas e regulares não poderá exceder de um mês.

O trabalhador e, com sua autorização, seus representantes legais, terão direito a perceber, sem que chegue no dia assinalado para o pagamento, anticipos a conta do trabalho já realizado. A documentação do salário realizar-se-á mediante a entrega ao trabalhador de um recebo individual e justificativo do pagamento do mesmo. O recebo de salários ajustar-se-á ao modelo que aprove o Ministério de Trabalho e Segurança Social, salvo que por convênio colectivo ou, em seu defeito, por acordo entre a empresa e os representantes dos trabalhadores, se estabeleça outro modelo que contenha com a devida clareza e separação as diferentes percepciones do trabalhador, bem como as deduções que legalmente procedam.
Art. 29 , epígrafe 1 do ET. Trabalhar na véspera de um exame para a obtenção de um título regrado. O trabalhador terá direito:

a) Ao desfrute das permissões necessárias para coincidir a exames, bem como a uma preferência a eleger turno de trabalho, se tal é o

regime instaurado na empresa, quando curse com regularidade estudos para a obtenção de um título académico ou profissional.
Art. 23 epígrafe 1 do ET. Fazer trabalhar ao trabalhador em horas de classe (horário lectivo). O trabalhador terá direito:

b) À adaptação da jornada ordinária de trabalho para a assistência a cursos de formação profissional ou à concessão da permissão oportuna de formação ou perfeccionamiento profissional com reserva do posto de trabalho.
Art. 23 epígrafe 2 do ET. Fazer trabalhos durante o descanso do trabalhador (levar-se o trabalho a casa sem estar estipulado) O trabalhador terá direito a adaptar a duração e distribuição da jornada de trabalho para fazer efectivo seu direito à conciliação da vida pessoal, familiar e trabalhista nos termos que se estabeleçam na negociação colectiva ou no acordo a que chegue com o empresário respeitando, se for o caso, o previsto naquela.

Art. 34 epígrafe 8 do ET.

Teorias da exploração trabalhista
O ideário marxista tem mantido que a exploração do trabalhador, quando este não é o dono, faz entender de uma forma imparcial os níveis de preço e emprego. Os economistas liberais julgavam que os preços eram a consequência de um intercâmbio que irradiaba as distinções individuais de interessados compradores e provedores. O conflito que se dá na teoria impersonal, objectiva, é que se explica com mecanismo de preços as relações da exploração da força de trabalho por parte do capitalismo, o qual reside na diferenciación cultural e autêntica do custo de produção associado aos trabalhadores, abarcando o valor de ensino em destrezas, habilidades, artes, maestrías ou em RRHH (capital cultural humano). Marx pergunta-se e contesta em seus Manuscritos de 1844:
Em que consiste, então, a enajenación do trabalho? Primeiramente em que o trabalho é "externo" ao trabalhador, isto é, não pertence a seu ser; em que em seu trabalho, o trabalhador não se afirma, senão que se nega; não se sente feliz, senão desgraçado; não desenvolve uma livre energia física e espiritual, senão que mortifica seu corpo e arruína seu espírito. Por isso o

trabalhador só se sente em si fosse do trabalho, e no trabalho fora de si. Está no seu quando não trabalha e quando trabalha não está no seu. Seu trabalho não é, assim, voluntário, senão forçado, "trabalho forçado". Por isso não é a satisfação de uma necessidade, senão somente um médio para satisfazer as necessidades fosse do trabalho. Seu carácter estranho se evidência claramente no facto de que tão cedo como não existe uma coacção física ou de qualquer outro tipo se foge do trabalho como da peste. O trabalho externo, o trabalho em que o homem se enajena, é um trabalho de autosacrificio, de ascetismo. Em último termo, para o trabalhador mostra-se a exterioridad do trabalho em que este não é seu, senão de outro, que não lhe pertence; em que quando está nele não se pertence a se mesmo, senão a outro. (...) Pertence a outro, é a perda de si mesmo.

Casos de exploração trabalhista
Aqui listam-se casos de exploração trabalhista em correlação ao Estatuto dos trabalhadores:
Trabalhar jornadas seguidas sem ter descanso algum (no mínimo 12 horas entre jornadas) Os trabalhadores terão direito a um descanso mínimo semanal, acumulável por períodos de até catorze dias, de dia e médio ininterrumpido que, como regra geral, compreenderá a tarde do sábado ou, se for o caso, a manhã da segunda-feira e no dia completo do domingo. A duração do descanso semanal dos menores de dezoito anos será, no mínimo, de dois dias ininterrumpidos.

Art 37, ep. 1 do ET Trabalhar excesso de horas. Quando se estipula no contrato x horas e se trabalha realmente x + n horas a mais, e ademais fazer cobrar o conjunto de horas totais x+n como x .  Trabalhar em dias feriados e não ser remunerados Horas extraordinárias.

1. Terão a consideração de horas extraordinárias aquelas horas de trabalho que se realizem sobre a duração máxima da jornada ordinária de trabalho, fixada de acordo com o artigo anterior. Mediante convênio colectivo ou, em seu defeito, contrato individual, optar-se-á entre abonar as horas extraordinárias na quantia que se fixe, que em nenhum caso poderá ser inferior ao valor da hora ordinária, ou as compensar por tempos equivalentes de descanso retribuido. Em ausência de pacto ao respecto, entender-se-á que as

horas extraordinárias realizadas deverão ser compensadas mediante descanso dentro dos quatro meses seguintes a sua realização. 2. O número de horas extraordinárias não poderá ser superior a oitenta ao ano, salvo o previsto no apartado 3 deste artigo. Para os trabalhadores que pela modalidade ou duração de seu contrato realizassem uma jornada em cómputo anual inferior à jornada geral na empresa, o número máximo anual de horas extraordinárias reduzir-se-á na mesma proporção que exista entre tais jornadas. Aos efeitos do disposto no parágrafo anterior, não se computarán as horas extraordinárias que tenham sido compensadas mediante descanso dentro dos quatro meses seguintes a sua realização. O Governo poderá suprimir ou reduzir o número máximo de horas extraordinárias por tempo determinado, com carácter geral ou para certos ramos de actividade ou âmbitos territoriais, para incrementar as oportunidades de colocação dos trabalhadores em desemprego forçado. 3. Não ter-se-á em conta, a efeitos da duração máxima da jornada ordinária trabalhista, nem para o cómputo do número máximo das horas extraordinárias autorizadas, o excesso das trabalhadas para prevenir ou consertar siniestros e outros danos extraordinários e urgentes, sem prejuízo de sua compensação como horas extraordinárias. 4. A prestação de trabalho em horas extraordinárias será voluntária, salvo que sua realização tenha-se pactuado em convênio colectivo ou contrato individual de trabalho dentro dos limites do apartado 2 deste artigo. 5. A efeitos do cómputo de horas extraordinárias, a jornada da cada trabalhador registar-se-á dia a dia e totalizar-se-á no período fixado para o abono das retribuições, entregando cópia do resumem ao trabalhador no recebo correspondente.

Art. 35 do ET. Excesso de tarefas. Suponhamos um trabalho de uma empresa de desenho multimédia e tenha-se contratado ao empregado como "desenhador" e este, aparte de realizar seu trabalho tenha que fazer além de programador, maquetador, programador... O trabalho efectivo que preste o trabalhador na empresa deverá estar relacionado com as tarefas próprias do nível ocupacional, oficio ou posto de trabalho objecto do contrato.

Art 11, secc. 2 apartado f do ET Impago ou atraso do pagamento (cobrar no mês seguinte o que teria que ter cobrado no mês passado) A liquidação e o pagamento do salário fá-se-ão pontual e documentalmente na data e lugar convindos ou conforme aos usos e costumes. O período a que se refere o abono das retribuições periódicas e regulares não poderá exceder de um mês.

O trabalhador e, com sua autorização, seus representantes legais, terão direito a perceber, sem que chegue no dia assinalado para o pagamento, anticipos a conta do trabalho já realizado. A documentação do salário realizar-se-á mediante a entrega ao trabalhador de um recebo individual e justificativo do pagamento do mesmo. O recebo de salários ajustar-se-á ao modelo que aprove o Ministério de Trabalho e Segurança Social, salvo que por convênio colectivo ou, em seu defeito, por acordo entre a empresa e os representantes dos trabalhadores, se estabeleça outro modelo que contenha com a devida clareza e separação as diferentes percepciones do trabalhador, bem como as deduções que legalmente procedam.
Art. 29 , epígrafe 1 do ET. Trabalhar na véspera de um exame para a obtenção de um título regrado. O trabalhador terá direito:

a) Ao desfrute das permissões necessárias para coincidir a exames, bem como a uma preferência a eleger turno de trabalho, se tal é o regime instaurado na empresa, quando curse com regularidade estudos para a obtenção de um título académico ou profissional.
Art. 23 epígrafe 1 do ET. Fazer trabalhar ao trabalhador em horas de classe (horário lectivo). O trabalhador terá direito:

b) À adaptação da jornada ordinária de trabalho para a assistência a cursos de formação profissional ou à concessão da permissão oportuna de formação ou perfeccionamiento profissional com reserva do posto de trabalho.
Art. 23 epígrafe 2 do ET.

Fazer trabalhos durante o descanso do trabalhador (levar-se o trabalho a casa sem estar estipulado)

O trabalhador terá direito a adaptar a duração e distribuição da jornada de trabalho para fazer efectivo seu direito à conciliação da vida pessoal, familiar e trabalhista nos termos que se estabeleçam na negociação colectiva ou no acordo a que chegue com o empresário respeitando, se for o caso, o previsto naquela.

Art. 34 epígrafe 8 do ET.

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