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Trabalho Isabel

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Melissa Tardelli Paula Nathalia Rosa Lima Priscila Fregonezzi Samanta RA

:

RA: B102AA-5 RA: B14DJG-5 RA: B15DAG-5

Síntese do Capitulo V- Os primeiros passos da educação infantil do Brasil.

Trabalho de aproveitamento da disciplina Estrutura e Organização da Escola de Educação Infantil ministrada pela Profa. Isabel

Sorocaba / 2012 UNIP

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Mas o jardim era só garantido a mães que trabalhavam. que se intensificaram no século XX. que foram estigmatizadas como “fazedoras de anjos”. Para uma nação moderna. Essa situação vai ligeiramente se modificando. mas a ideia era largar crianças em asilos. Pois como a maioria da mão-de-obra masculina estava nas lavouras tiveram que admitir mulheres.. O que por parte era criticado por ser parecido com salas de asilos franceses. Normalmente deixavam com as criadeiras. O que aumentou o número de crianças abandonadas. o que diminuiu a quantidade de mulheres nas empresas. em consequência das mortes que ocorriam com as crianças. eram as famílias de fazendeiros que ficavam com as crianças abandonadas. Enquanto havia debate. e a outra parte defendia por acreditar no desenvolvimento infantil. e alguns anos depois os primeiros públicos. Nesse momento já aparecem algumas posições históricas em face da educação infantil que iriam se arrastar até hoje o assistencialismo e uma educação compensatória aos desafortunados socialmente. Mas ainda era como se fosse um favor. por influencia americana e europeia o jardim de infância. A partir da segunda metade do século XIX. E teve que haver busca para solucionar esses problemas. No meio rural. porque não era certo tirar as crianças de casa tão cedo. como a proclamação da República.. internatos. Quando os imigrantes vieram e ocuparam cargos das indústrias. aumenta a migração para zona urbana. surgiram os primeiros jardins privados.. Planejar um ambiente promotor da educação era meta considerada com dificuldade. que existia desde o início do século XVIII. mas estes ainda eram para níveis de crianças mais abastadas.Até o século XIX praticamente não existia creches no Brasil. E com a abolição. Após alguns embates entre empregadores e patrões surge algum tipo de resposta. o que as levavam a achar alguém para ficar com seus filhos. uma caridade prestada a eles. modificaram a estrutura familiar tradicional. tentaram sutilmente fazer algo para proteção infantil. Após a proclamação. Por isso nesse período era comum a preocupação com os mais pobres. surge no Brasil. só veio a piorar o estado das crianças. Com a urbanização e a industrialização nos centros urbanos maiores. eles procuraram os sindicatos para . Surgindo oportunidades.. após a abolição. que agora seus pais não tinham um trabalho no qual eles herdariam. Já na zona urbana ficava por conta da “roda dos expostos”.

Embora desde a década de 30 já tivessem sido criadas algumas instituições à . Em 1923 a primeira regulamentação do trabalho da mulher dava direito a creches perto do seu trabalho e seus empregadores deveriam facilitar a amamentação. Surgiu. Enquanto isso alguns educadores se preocupavam com a qualidade do trabalho pedagógico e apoiaram o movimento conhecido como “escolanovismo”. Porém o correto é que as mulheres fossem do lar. porém alguns resolveram modificar suas políticas de repressão direta aos sindicatos para melhor controlar suas vidas. gratuito e obrigatório. defensora de escola tradicional. seriam as creches.organizar os demais funcionários e para lutarem pelos seus direitos e protestarem contra as condições precárias de trabalho e de vida. exigia paliativos aos seus efeitos nocivos nos centros urbanos. um ensino ativo e que o ensino elementar deve ser laico. Porém eram fortemente combatidos pelas associações patronais. e atuaram como força de pressão pela criação de creches. Apoiando-se à oligarquia rural. que era considerada base do sistema escolar. clubes e algumas creches e escolas maternais. a burguesia industrial passou a apoiar a nova orientação pedagógica. Fundaram vilas. escolas maternais e parques infantis por parte de órgãos governamentais. mas nenhum deles priorizava a camada popular. Surgiram novos jardins e novos cursos para formar seus professores. Entre outras coisas o principal pensamento estava na educação pré-escolar. onde estudava geralmente crianças mais ricas e não aos parques infantis das camadas mais pobres. então as creches ainda eram vistas como paliativos. que defendia a educação como função pública e uma escola única a meninos e meninas. Mas as reivindicações que eram feitas aos donos das fábricas. o manifesto dos Pioneiros de Educação nova. Porém os debates dirigiram-se aos jardins-de-infância. Em 1932 surgiram as primeiras regulamentações do atendimento de crianças pequenas em escolas maternais e jardins-de-infância. um desses. também. Nesse momento a vida da população da cidade estava perturbada pela industrialização e urbanização. Outra iniciativa de 1923 foi a fundação de Inspetoria de Higiene Infantil que mais tarde foi transformada em diretoria de Proteção à Maternidade e Infância. como uma situação anormal. passaram a ser feitas para o Estado. durante sua jornada de trabalho.

não era valorizado a educação propriamente dita. E de uma forma paralela. Que com o tempo passaram a receber ajuda do governo e de famílias ricas. contassem com material apropriado para a educação. particularmente dos membros das camadas mais pobres. Durante a segunda metade do século XX as características do sistema econômico adotado continuavam a impedir melhoras nas condições de vida. as poucas creches que não eram das indústrias. E embora recomendassem que as creches e jardins. Porém havia uma mudança importante.proteção de criança. . Por trás disso buscava se regular todos os atos da vida. e as creches e parques infantis passaram a ser mais procurados. Até a década de 50. previdência e assistência. foi na década de 40 que prosperaram iniciativas governamentais na área da saúde. classes pré-primárias eram instituídas juntos a grupos escolares em várias cidades brasileiras. eram de responsabilidade de entidades filantrópicas laicas e principalmente religiosas. Entendidas como um “mal necessário” as creches eram planejadas como instituições de saúde. a nova lei LDB (Lei 4024/61) que obteve a inclusão no sistema de ensino. E propiciou um aumento das mulheres no trabalho. A preocupação era de caráter assistencial – protetor. o atendimento continuou sendo de forma assistencialista.

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