Super classe

eixe
Peixe

Garoupa-gigante (Epinephelus lanceolatus) no Aquário de Geórgia

Classificação científica Reino: Animalia Filo: Chordata Classes
      

Myxini Pteraspidomorphi † Cephalaspidomorphi Placodermi † Chondrichthyes Acanthodii † Osteichthyes

Os peixes são animaisvertebrados, aquáticospoiquilotérmicos, que possuem o corpo fusiforme, os membros transformados em nadadeiras sustentadas por raios ósseos oucartilaginosos, as guelras oubrânquias com que respiramo oxigénio dissolvido na água(embora os dipnóicos usempulmões) e, na sua maior parte, o corpo coberto deescamas.

Classificação
No uso comum, o termo peixe tem sido frequentemente utilizado para descrever um vertebrado aquático com brânquias, membros, se presentes, na forma de nadadeiras, e normalmente com

escamas de origem dérmica no tegumento. Sendo este conceito do termo "peixe" utilizado por conveniência, e não por unidade taxonômica, porque os peixes não compõem um grupo monofilético. Os peixes (28.500 espécies catalogadas na FishBase) são, na maior parte das vezes, divididos nos seguintes grupos:    peixes ósseos (Osteichthyes, com mais 22.000 espécies) à qual pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com o esqueleto ósseo; peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies) à qual pertencem os tubarões e as raias; e vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampréias e as mixinas. Em vista desta diversidade, os zoólogos não mais aceitam a antigaclasse Pisces em que Lineu os agrupou, como se pode ver na classificação dos Vertebrados. Abaixo apresentam-se detalhes da classificação atualmente aceite.

Curiosidades
A palavra peixe usa-se por vezes para designar vários animais aquáticos (por exemplo na palavra peixe-mulher para designar odugongo). Mas a maior parte dos organismos aquáticos muitas vezes designados por "peixe", incluindo as medusas e água-vivas, osmoluscos e crustáceos e mesmo animais muito parecidos com os peixes como os golfinhos, não são peixes. O peixe é um dos símbolos do cristianismo. A palavra peixe, emgrego, é IXTIS, cujas letras são iniciais da frase "Γιος ηοσ Ιηζού Χριζηού ηοσ Θεού ηοσ Σαλβαδόρ" que significa "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador". Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemasaquáticos, tanto em água doce como salgada, desde a água da praia até às grandes profundezas dos oceanos (ver biologia marinha). Mas há alguns lagos hiper-salinos, como o Grande Lago Salgado, nosEstados Unidos da América do Norte onde não vivem peixes. Os peixes têm uma grande importância para a humanidade e desde tempos imemoriais foram pescados para a sua alimentação. Muitas espécies de peixes são criadas em condições artificiais (veraquacultura), não só para alimentação humana, mas também para outros fins, como os aquários.

como fazem os animais terrestres.Peixes de água salgada Há algumas espécies perigosas para o Homem. Muitas espécies de peixes encontram-se ameaçadas de extinção. Os peixes também retiram uma certa quantidade de água dos alimentos. produzem muito menos urina. Foto: Uwe Kils. este peixe do norte do Oceano Atlântico já não tem os níveis populacionais de outrora. Comparados aos peixes de água doce. não precisam beber água para hidratar a pele. No entanto. toma o equivalente a uma colher de sopa de água por dia. os peixes de água salgada. Eles retiram oxigênio da águapara respirar. da fisiologia e doutros ramos da biologia. Clupea harengus . Por viverem em meio líquido. Os peixes de água doce precisam eliminar o excesso de água que se acumula em seus corpos. com a pesca excessiva. os peixes são igualmente estudados no âmbito da ecologia. Seus rins produzem muita urina para evitar que os tecidos fiquem saturados. que já perdem água por osmose. mas nem todos urinam da mesma maneira. por osmose. O ramo da zoologia que estuda os peixes do ponto de vista da sua posição sistemática é a ictiologia. por exemplo. que podem atacar pessoas nas praias. Os peixes urinam.esta espécie já foi considerada peloGuinness Book of Records como a mais numerosa entre os peixes. Ecologia dos peixes Classificação ecológica . e pela urina. como os peixes-escorpião que têm espinhos venenosos e algumas espécies detubarão. Uma enguia. quer por pescaexcessiva. quer por deterioração dos seus habitats. Alguns peixes ingerem água para recuperar a água perdida pelas brânquias. da biologia pesqueira. Arenque.

as anchovas. atacando qualquer animal que se aproxime do seu esconderijo. como as garoupas. este comportamento determina o papel de cada grupo no ambiente aquático:  pelágicos (do latim pelagos. masmamíferos) e alguns tubarões como os zorros (género Alopias). com a ajuda de branquispinhas. fixando-se pela boca a um "tentáculo" da sua cabeça. alimentam-se quase passivamente do plâncton disperso na água. ou em fundos rochosos. Alguns peixes abissais e também alguns neríticos. essas espécies costumam ter uma boca de grandes dimensões. detritívoros. Muitas espécies demersais têm hábitos territoriais e defendem o seu território activamente – um exemplo são as moreias. mas também cefalópodes(principalmente lulas). mas também podem serherbívoros. incluindo algumas baleias (que não são peixes. Mas a maioria dos grandes peixes pelágicos são predadores ativos. que filtram à medida que "respiram". ou seja.Uma forma de classificar os peixes é segundo o seu comportamentorelativamente à região das águas onde vivem. Exemplo deste grupo são os peixes-lanterna. não só peixes. Hábitos alimentares Os peixes pelágicos de pequenas dimensões como as sardinhas são geralmente planctonófagos. Ver também: . que lhes permitem comer animais quase do seu tamanho. Os peixes demersais podem ser predadores. mesopelágicos – espécies que fazem grandes migrações verticais diárias. que são tambémorganismos pelágicos. os atuns e muitos tubarões.  demersais – os que vivem a maior parte do tempo em associação com o substrato. geralmente na cabeça. ou mesmo parasitas de outros organismos. como os diabos(família Lophiidae) apresentam excrescências. Algumas espécies de maiores dimensões têm também este hábito alimentar. ou seja. crustáceos ou outros. aproximando-se da superfície à noite e vivendo em águas profundas durante o dia. que se alimentam dos restos de animais e plantas que se encontram no substrato. o macho é parasita dafêmea. procuram e capturam as suas presas.   batipelágicos – os peixes que nadam livremente em águas de grandes profundidades. que significa o "mar aberto") – os peixes que vivem geralmente em cardumes. nadando livremente na coluna de água. que se alimentam de plantas aquáticas. que são excrescênciasósseas dos arcos branquiais (a estrutura que segura as brânquias ou guelras). Numa destas espécies. que servem para atrair as suas presas. ou serem comensais de outros organismos. fazem parte deste grupo as sardinhas. como a rémora que se fixa a um atum ou tubarão através dum disco adesivo no topo da cabeça e se alimenta dos restos de comida que caem da boca do seu hospedeiro (normalmente um grande predador). ou seja. quer em fundos arenosos como os linguados. que se comportam como verdadeirasserpentes aquáticas.

Muitos ciclídeos (de que faz parte a tilápia e algumas famosas espécies de aquário endémicas do Lago Niassa (também conhecido por Lago Malawi. O período de repouso consiste num aparente estado de imobilidade. Noutras espécies. Em alguns peixes pelágicos. quer planctónicos. existem excepções a todas estas características e neste artigo referem-se apenas algumas. em que o embriãose desenvolve dentro do útero materno. os ovos afundam e o seu desenvolvimento realiza-se junto ao fundo – nestes casos.peixes que são fêmeas durante as primeiras fases de maturação sexual e depois se transformam em machos (protoginia) e o inverso (protandria). Hábitos de repouso Os peixes não dormem. os óvulos podem não ser tão numerosos. ovípara. mas existem também espécies vivíparas e ovovivíparas. Abaixo. quando existem.  biologia marinha interacções biológicas Hábitos de reprodução A maioria dos peixes é dióica. mas possuem uma estrutura para introduzir o esperma dentro da fêmea. Eles apenas alternam estados de vigília e repouso. ao mesmo tempo.: famíliaSparidae. os machos libertam o espermana água. as fêmeas desovam nas próprias águas onde os cardumes vivem e. na secção Migraçõesencontram-se os casos de espécies que se reproduzem na água doce. ou alternadamente. osovos flutuam livremente na água – e podem ser comidos por outros organismos.embora os machos não tenham um verdadeiropênis. Nos cavalosmarinhos (género Hypocampus). Refere-se acima que a maioria dos peixes é ovípara. uma vez que são menos vulneráveis aos predadores. nessas espécies é normal cada fêmea libertar um enorme número de óvulos. mas também em muitos peixes de água doce e mesmo de aquário. pode haver fertilização interna . existem também (ex. para os protegerem dos predadores. por essa razão. ou seja. promovendo a fertilização. por exemplo. quer nectónicos. No entanto. Nestes casos. os pargos) casos de hermafroditismo e casos de mudança de sexo . apresentam casos bastante curiosos. mas crescem na água salgada e vice-versa. quer do macho. Nas espécies que vivem em cardumes. o macho recolhe os ovos fecundados e incubaos numa bolsa marsupial. . Muitos destes casos encontram-se nos peixes cartilagíneos(tubarões e raias). Em termos de separação dos sexos. na fronteira entre Moçambique e oMalawi) guardam os filhotes na boca. quer da fêmea. Os cuidados parentais. em que os peixes mantêm o equilíbrio por meio de movimentos bem lentos. fertiliza os óvulosexternamente e não desenvolve cuidados parentais.

mas se reproduzem em água doce. seguindo massas de água com a temperaturaideal para eles. Algumas espécies se deitam no fundo do mar ou no rio. que lhes permitem passar para montante da barragem. estas migrações estão relacionadas ou com a reprodução ou com a alimentação (procura de locais com mais alimento). e oceanódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em águas marinhas. dentro dum rio ou dum rio para um lago. mas se reproduzem no mar. Algumas espécies de atuns migram anualmente entre o norte e o sul do oceano. desde migrações diárias (normalmente verticais. Os peixes anádromos mais estudados são os salmões (ordem Salmoniformes). seus olhos ficam sempre abertos. anfídromos – peixes que mudam o seu habitat de água doce para salgada durante a vida. até anuais. percorrendo distâncias que podem variar de apenas alguns metros até várias centenas de quilómetros e mesmo pluri-anuais. Tubarão-serra Na maior parte das vezes.   potamódromos – peixes que realizam as suas migrações sempre em água doce.Como não tem pálpebras. ligadas à suaontogenia). Os peixes migratórios classificam-se da seguinte forma:  o o o diádromos – peixes que migram entre os rios e o mar: anádromos – peixes que vivem geralmente no mar. catádromos – peixes que vivem nos rios. Migrações Muitas espécies de peixes (principalmente os pelágicos) realizammigrações regularmente. a certa altura migram para o oceano onde se desenvolvem e depois voltam ao mesmo rio onde nasceram para se reproduzirem. de forma que muitos rios onde estes peixes se desenvolvem têm barragens com passagens para peixes (chamadas em inglês "fish ladders" ou "escadas para peixes"). Muitas espécies de salmões têm um grande valor económico e cultural. entre a superfície e águas mais profundas). enquanto os menores se escondem em buracos para não serem comidos enquanto descansam. mas não para se reproduzirem(normalmente por relações fisiológicas. que desovam nas partes altas dos rios. se desenvolvem no curso do rio e. . como as migrações das enguias.

Camuflagem e outras formas de proteção Alguns peixes se camuflam para fugirem de certos predadores. outros peixes têm reservas de tecido adiposo para essa finalidade. A bexiga natatória possui uma glândula que permite a introdução de gases. na bexiga. migram no sentido inverso. tem muito poucos vasos sanguíneos. para aumentar o seu volume. para suas presas não notarem sua presença no ambiente. baixando assim a pressão dentro da bexiga natatória e diminuindo o seu tamanho. por seu lado.O exemplo mais bem estudado de catadromia é o caso da enguiaeuropéia que migra cerca de 6000 km até ao Mar dos Sargaços (na parte central e ocidental do Oceano Atlântico) para desovar. mas as paredes estão forradas com cristais de guanina. derivado do intestino que pode expandir-se ou contrair de acordo com a pressão. Anatomia dos peixes Anatomia interna    Esqueleto Coração Aparelho digestivo Bexiga natatória A bexiga natatória é um órgão que auxilia o peixe a manter-se a determinada profundidade através do controlo da sua densidaderelativamente à da água. para se desenvolverem nos rios da Europa. através da qual o oxigénio pode voltar para a corrente sanguínea. A denominação bexiga natatória foi substituída por vesícula gasosa. sob o risco daquele órgão rebentar. por outro lado. É um saco de paredes flexíveis. esta encontra-se em contacto com o sangue através doutra estrutura conhecida por "janela oval". Algumas espécies de arraia. sofrendo grandes metamorfoses durante a viagem. se escondem na areia e podem mudar o tom da pele. através da quantidade de óleo em seu fígado. Nem todos os peixes possuem este órgão: os tubarões controlam a sua posição na água apenas com a locomoção e com o controle de densidade de seus corpos. Noutra região da bexiga. A presença de bexiga natatória traz uma desvantagem para o seu portador: ela proíbe a subida rápida do animal dentro da coluna de água. as larvas. principalmente oxigénio. outros para melhor apanharem as suas presas. que a fazem impermeáveis aos gases. Anatomia externa .

têm inclusivamente as nadadeirass ventrais transformadas num disco adesivo. principalmente os que formam cardumes activos. Nestes últimos. Nestes animais. chamam-se raios os que são flexíveis. o corpo pode ser globoso e apresentar excrescências que servem para atrair as suas presas. o corpo sofre metamorfoses durante o seu desenvolvimento larvar. A maioria dos peixes pelágicos (ver acima). Muitos outros peixes demersais têm o corpo achatado dorsi-ventralmente para melhor se confundirem com o fundo. Por essa razão. os peixes apresentam os seguintes tipos de nadadeiras:   uma nadadeira dorsal uma nadadeira anal . ordem a que pertencem os linguados e as solhas. congros e moreias) têm o corpo "anguiliforme". ou seja em forma de serpente. muitas vezes segmentados e ramificados. Nadadeiras As nadadeiras são os órgãos de locomoção dos peixes.Para além de mostrar diferentes adaptações evolutivas dos peixes ao meio aquático. apresentam esta forma "típica". São extensões da derme (a camada profunda da pele suportadas porlepidotríquias. assim como algumas outras ordens de peixes. Tipicamente. há bastantes variações a esta forma típica. de acordo com a família. tais como o número de vértebras) são muito importantes para a sua classificação sistemática Forma do corpo A forma do corpo dos peixes "típicos" – basicamente fusiforme – é uma das suas melhores adaptações à locomoção dentro de água. adaptados a viverem escondidos em fundos de areia. que são escamas modificadas e funcionam como os raios das rodas de bicicleta. Os números de espinhos e raios nas nadadeiras dos peixes são importantes caracteres para a sua classificação. como os atuns. No entanto. para evitarem ser arrastados pelas correntes demaré Os Anguilliformes (enguias. de forma que os dois olhos ficam do mesmo lado do corpo – direito ou esquerdo. como os góbios. ou espinhos. A variação mais dramática do corpo dos peixes encontra-se nosPleuronectiformes. Alguns. as características externas destes animais (e algumas internas. havendo mesmochaves dicotómicas para a sua identificação em que este é um dos principais factores. principalmente entre os demersais e nos peixes abissais (que vivem nas regiões mais profundas dos oceanos). quando são rígidos e podem ser ocos e possuir um canal para a emissão de veneno. que são peixes muito pequenos que vivem emestuários.

É o caso dossalmões e dos peixes da família do bacalhau (Gadídeos). Escamas ou placas A pele dos peixes é fundamentalmente semelhante à dos outrosvertebrados. a forma e cor das nadadeiras são decisivas para os aquaristas. uma variedade do peixinho-dourado(Carassius auratus). Alguns grupos de peixes. normalmente perto da caudal.   uma nadadeira caudal um par de nadadeiras ventrais (ou nadadeiras pélvicas) e um par de nadadeiras peitorais. normalmente finas. ctenóides. como a dorsal com a caudal e anal com caudal (caso de algumas espécies de linguados). ao contrário dos répteis. . para além da nadadeira dorsal com espinhos e raios (que podem estar separadas). têm origem na própria derme. Algumas ou todas estas nadadeiras podem faltar ou estar unidas . os protege dos inimigos. a maior parte dos peixes tem-na coberta de escamas que. Os peixes apresentam quatro tipos básicos de escamas:     ciclóides. sub-circulares e com a margem lisa ou finamente serrilhada. e salmões. por um lado diminui a resistência da água ao movimento e. ganóides . como o famoso cauda-de-véu. por outro. possuem umanadadeira adiposa. as mais comuns. como as enguias. Embora haja muitos grupos de peixes com pele nua. mas possui algumas características específicas dos animais aquáticos. são um importante petisco na China. em praias onde eles podem aparecer e ser perigosos. Para além da coloração do corpo. mas normalmente rugosas e com a margem serrilhada ou mesmo espinhosa. de tal forma que chegam a ser produzidas variedades de espécies com nadadeiras espectaculares. As nadadeiras têm formas e cores típicas em alguns grupos de peixes – são bem conhecidas as nadadeiras dorsais dos tubarões! Para além de avisarem os banhistas para saírem da água. O corpo dos peixes está normalmente coberto demuco que. normalmente duras com um ou mais espinhos. também sub-circulares. placóides. Apenas as nadadeiras pares têm relação evolutiva com os membros dos restantes vertebrados.já foi referida a transformação das nadadeiras peitorais dos góbios num disco adesivo – mas as uniões mais comuns são entre as nadadeiras ímpares. de forma sub-romboidal e que podem ser bastante grossas como as dos esturjões. de formas variadas.

por estar posicionada nas laterais do peixe. aparentemente. O cerebelocoordena os movimentos do corpo enquanto a medula controla as funções dos órgãos internos. contém as glândulasolfativas. bem como o movimento de outros peixes e presas por perto (ver acima). Aproximadamente todos os peixes diurnos possuem olhos bem desenvolvidos com visão colorida. salinidade e outras).Alguns grupos de peixes têm o corpo coberto de placas ou mesmo uma armadura rígida. alguns cientistas escoceses da Universidade de Edimburgodescobriram que os peixes podem sentir dor. como o peixe-cofre e os cavalos-marinhos. ou frontal. Em 2003. Outros peixes. A linha lateral é um órgão sensorial. o cérebro do peixe primariamente processa o senso olfativo antes de todas as ações voluntárias. Os lobos óticos processam informações dos olhos. um agregado . Esta armadura pode estar ornamentada com cristas e espinhos e apresenta fendas por onde saem as nadadeiras. A maioria dos peixes têm receptores sensitivos que formam o sistema linear lateral. responsável por tal sensação. formada por escamas com poros. como a enguia elétrica. Muitos peixes possuem tambémcélulas especializadas conhecidas como quimioreceptores. Diferente da maioria dos vertebrados. Peixes como os peixesgato e tubarões possuem órgãos que detectam pequenascorrentes elétricas. normalmente formada por uma fiada longitudinal de escamas perfuradas através das quais corre um canal que tem ligação com o sistema nervoso. este órgão tem funções relacionadas com a orientação. Rose da Universidade de Wyoming dizia que os peixes não podiam sentir dor porque eles não possuíam a parteneocortexal do cérebro.Ela pode ser facilmente identificada nos peixes. que permite aos peixes detectar correntes e vibrações. Classificação sistemática A classificação simplificada no topo desta página é a mais próxima da utilizada por Lineu. Sistema nervoso e órgãos dos sentidos Peixes têm sistemas nervosos complexos e seu cérebro é dividido em diferentes partes. Um estudo prévio pelo Professor James D. O mais anterior. uma espécie de sentido do olfacto através do qual os peixes reconhecem as características das massas de água (temperatura. que são responsáveis pelos sentidos de gosto e cheiro. Linha lateral Um órgão específico dos peixes é a linha lateral. podem produzir sua própria eletricidade. mas esconde algumas características importantes que fazem deste grupo dos "Peixes".

ao Reino Animalia. Dentro dos Teleostomi   Osteichthyes – animais com tecido ósseo endocondral e com dentes implantados nas maxilas. Chondrichthyes – tubarões e raias – boca sub-terminal ou ventral. Por essa razão. ao filo Chordata e. considerados remanescentes dos primeiros anfíbios.as lampréias (que têm coluna vertebral. Acanthodii (extintos) Placodermi (extintos). e mais sete grupos fósseis. e Acanthodi (extintos) Dentro dos Osteichthyes  o o Sarcopterygii – um grupo que inclui os peixes com nadadeiras lobadas: Coelacanthimorpha – os celacantos. os estudos evolutivos mostraram divergências: O taxon classe tem sido usado (e.de espécies com diferentes aspectos evolutivos. na Wikipedia em inglês. dividem-se pelos seguintes clades:   Hyperotreti – as mixinas (peixes sem coluna vertebral) e Vertebrata (vertebrados) . encontramos vários exemplos) para vários clades diferentes. tanto espécies existentes como fósseis. as classificações mais recentes (ver o projecto "Árvore da Vida" ou Tree of Life) abandonaram alguns taxa tradicionais: Não restam dúvidas que TODOS os peixes pertencem ao  o      Domínio Eukariota. e até os taxonomistas acordarem numa forma de classificação científica consensual. Dentro dos Gnathostomata. ao clade Craniata A partir deste ponto. Dipnoi – os peixes pulmonados ou dipnóicos . consideram-se os clades   Hyperoartia . devemos abster-nos de utilizar esse taxon. Os peixes. Dentro dos vertebrados. dentro deste. aos clades Metazoa Bilateria Deuterostomia. são aceites os seguintes clades:     Teleostomi – animais com boca terminal. mas não têm maxilas).um clade que inclui as lampréias e os restantes vertebrados com maxilas. Gnathostomata – todos os animais com maxilas. Por essa razão.

Chlamydoselachidae. como as mixinas e lampréias) não devem ser utilizados. Batrachoidiformes (Haplodoci). Beryciformes.répteis. Notacanthiformes (peixes-elétricos. e os Actinopterygii . Pegasiformes. Maddison. Scorpaeniformes. Pleuronectiformes (linguados). os restantes vertebrados (batráquios. mares profundos). observando que não relacionamos as ordens de peixes extintas. e que ocorrem em praticamente todas as áreas aquáticas do mundo. Superclasse PISCES (peixes) Classe Placodermi . Synbranchiformes (muçum). Gobiescoiformes (Xenopterygii).000 esp. uma vez que não são monofiléticos. Polypteriformes. Notacanthus. sardinhas). salobras ou doces. Amiiformes. que incluem a maioria dasordens de peixes actuais e algumas outras com divergênciasfilogenéticas. Chlamydoselachiformes. aves e mamíferos.peixes de esqueleto cartilaginoso Ordens: Chimaeriformes. Anguilliformes (Apodes-enguias. Grande parte do material usado nesta secção foi retirado do projecto Tree of Life. Reino Animalia.(bacalhaus). Salmoniformes (lúcios. Myctophiformes (peixes-lanternas). moréias). Para a lista mais aceite das ordens dos peixes – incluindo as que são classificadas nos diferentes clades mencionados acima – consultar aFishBase. anequim). Gasterosteiformes. Acipenseriformes (ex. Cypriniformes (ex:carpas). . Dentro desta classificação. Zeiformes. esturjão).peixes arcaicos Classe Chondrichthyes . do Subfilo Vertebrata. peixe-cofre). Semionotiformes. Dipnoi (peixes pulmonados). salmões e trutas). Squaliformes (cações.) Ordens: Crossopterygii (celacanto). Elopiformes.o  os tetrápodes. filo Chordata. Hexanchidae. Lampridiformes. Siluriformes (Nematognathi) (bagres). os "teleósteos". ou seja. Athriniformes (peixes-agulha. Hexanchiformes. Clupeiformes (arenques. Gadiformes –Anacanthini. Rajiforme (raias. os tradicionais taxa Agnatha (peixes sem maxilas).peixes com raios ou lepidotríquias nas nadadeiras. ou seja. Perciformes (percas) . jamantas) Classe Osteichthyes . Classificação Quase todas as espécies desta superclasse respiram por brânquias. sejam salgadas.(1995) ntrodução Os peixes são animais aquáticos que pertencem a Superclasse Pisces. Lophiiformes (Pediculati) (ex: peixe-pescador). peixes-voadores). Tetraodontiformes (baiacus. Percopsiformes (peixes de cavernas norte americanas). especialmente das páginas de Philippe Janvier (1997) e de David R. Ostracodermi (formas fósseis sem maxilas) e Cyclostomata(peixes sem maxilas..peixes com esqueleto ósseo (mais de 30. A classificação que segue chega apenas até as ordens é baseada na referência bibliográfica indicada neste setor.

maxillosus que se distribui-se na bacia do Prata e S. é um dos peixes mais procurados pela sua carne e sua fácil procriação em cativeiro. S. Com escama. Muitas espécies são de extrema importância para alimentação. Vive nos rios e lagos da amazônica. Família Pimelodidae Espécie da Amazônico e do Pantanal Mato-grossense que habita os rios. Pacú (Piaractus mesopotamicus). Família Pimelodidae.5 kg. de peso.marggravii. Família Pimelodidae. a cavala. praticamente não é mais encontrado em muitos rios. Chegam a 1 metro de comprimento e 2. Chegam a 1m de comprimento e a 25 kg. Matrinxã (Brycon sp). Habitante da bacia do Prata. Família Pimelodidae. mas devido a caça descriminada que sofreu por se constituir em um peixe de carne saborosa. Peixe de couro. Principais peixes de água doce do Brasil Aruanã-prateado (Osteoglossum bicirrhosum). Speckled Catfish. Araguaia-Tocantins e do Prata.vimboides) que habitam quase todo o Brasil. Habita as bacias Amazônica. Família Characidae. Só na Bacia Amazônica brasileira calcula-se que existam cerca de 2. Dourado (Salminus maxillosus). São milhares de espécies. Peru e Bolívia. . Habita a bacia Amazônica chegando inclusive na Colômbia. Mais de 1. bem como a tainha.Francisco. Família Characidae.000 espécies de peixes.lineatus P. a corvina nas águas salgadas.scrofa. Habita as bacias do Prata e do S. onde antes era abundante. Dourada (Brachplathystoma flavicans). . o jaú. comprimento e 20 kg.brasilinsis da bacia do S. Jurupoca (Hemisorubim plaatyrhynchos). Na Bacia do São Francisco habitam 150 espécies. sendo inúmeras ainda não conhecidas da ciência. sendo de valor comercial. principalmente das populações ribeirinhas como por exemplo o tucunaré. Grande valor para a pesca amadora. Família Characidae.platensis. de tamanho e 100 kg. destacam-se as duas acima que são mais conhecidas. Família Pimelodidae.Ictiofauna do Brasil O Brasil possui talvez a maior e mais variada ictiofauna do planeta. Peixe muito conhecido por sua cabeça achatada e pelo tamanho e peso. estes nas águas doce. Família Osteoglossidae Entre as espécies de aruanã. Há duas espécies no Brasil. sendo muito disputado pelos pescadores. A cabeça grande e alongada caracterizam-no.5 m. Jaú (Paulicea lutkeni). Outro peixe de couro muito procurado por sua carne saborosa. Giant Catfish.francisco. Alcança 60cm de comprimento e 3 kg.5 m. Pulam fora d’água para pegar insetos nas folhagens. sendo um grande predador e de estimado valor comercial. Habita a bacia do Amazônia e do Prata. Distribuem-se pelas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Chega a 80cm de comprimento e a 5kg. Pintado ou Pirá (Pseudoplatystoma corruscans). sendo muito procurado pelos pescadores. e P. P. Família Osteoglossidae Aruanã-pintado (Osteoglossum leichardti). Peixe de couro muito procurado por sua saborosa carne. lagoas e igarapés. affinnis P. Piraíba (Brachyplathystoma filamentosum). podendo chegar a 50cm de comprimento. Família Pimelodidae. pois pode chegar a 1. Curimbatá (Prochilodus spp) Família Prochilodontidae Gênero com espécies (P. P. Cachara ou Surubim (Pseudoplathystoma fasciatum). o curimbatá.

isto porque sobe os rios par desovar e sua carne é considerada de primeira. Alguns peixes de água salgada Badejo (Mycteroperca spp) Um dos peixes mais apreciados como alimento. Muito utilizado comercialmente e na pesca esportiva. lagos e lagoas das bacias Amazônica. Piraputanga (Brycon microleps. Carne muito apreciada. Pescada (Cynoscion spp) Ocorrem no Brasil cerca de 30 espécies de pescadas. Chega a 80cm de comprimento e a 50 kg. Tainha (Mugil brasiliensis) . é famoso por sua voracidade e como peixe de pesca esportiva. Trairão (Hoplias lacerdae) Em rios. podendo chegar ao peso de 300 kg. principalmente nos costões rochhosos e recifes de corais. Todas muito procuradas como alimento. Caranha (Lutjanus cyanopterus) Apesar de não ser um peixe muito procurado como alimento.rhombeus é a piranha-preta (40cm) e a P. além do que é um "excelente brigador no anzol". Distribuim-se do norte da Amazônia até o Rio Grande do Sul. bem como pelo seu tamanho (até 2 metros). Para muitos pescadores o robalo é o "rei dos rios". Com até 40 kg. Por ser um peixe que habita tocas e não faz migrações. visto que está disseminado em muitos lagos e rios deste país. Habita regiões onde há tocas.Francisco (B. B. Corvina (Micropogonis furnieri) Peixe muito apreciado na culinária brasileira e na pesca amadora. Robalo (Centropomus spp) No litoral brasileiro são encontradas quatro espécies de robalo. sendo peixes temíveis pela sua voracidade. Família Characidae. chega a atingir até 2 metros. foi e é muito caçado.lundii). As três citadas espécies habitam a bacia do Prata (B. Vive m cardumes em alto-mar. Habita as bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Aliás. principalmente se o cardume é grande. este peixe tem a carne das mais saborosas. introduzido que foi. Tucunaré (Cichla sp) Peixe dos mais populares entre os pescadores amadores.nattereri a piranha-vermelha (30cm).lundii e B. Família Characidae.hilarii).hilarii e B. Origem: Amazônia. Garoupa (Epinephelus guaza) Por ter carne muito saborosa este peixe é um dos mais utilizados como alimento. Piranhas (Serrasalmus rhombeus e Pygocentrus nattereri). este peixe de escama existe na Bacia Amazônica e na bacia do Tocantins-Araguaia. Peixe muito procurado por pescadores. aproximando da costa para se reproduzir. é um dos peixes mais comuns na culinária brasileira. assim como a "sopa de piranha" que diz o dito popular que é afrodisíaca. tendo desaparecido de muitos pontos do litoral brasileiro. Sua carne é muito apreciada pelos ribeirinhos.A piraíba é o maior peixe de água doce do Brasil. Araguaia-Tocantins e do Prata. Peixe de couro. ante sua resistência e força nas mandimbulas que chega a destroçar iscas artificiais de madeira. S.microlps) e a do S. Dourado-do-mar (Coryphaena hippurus) Apesar de pouco conhecido como alimento. Família Characidae. Pirapitanga (Piaractus brachypomus).

O sistema circulatório apresenta um coração com duas cavidades. enquanto o segundo grupo terá originado os primeiros peixes e daí os restantes vertebrados. pisces). terá originado os actuais ciclostomados. como as lampreias. quando entram nos estuários para procriar.Talvez o peixe mais comum nas culinárias regionais brasileiras. O corpo destes animais é geralmente revestido por escamas dérmicas e deslocam-se com a ajuda de barbatanas suportadas por raios. A respiração realiza-se através de brânquias com grande área e muito vascularizadas. na sua grande maioria marinhos. o tráfego de peixes ornamentais. pesca indiscriminada. os mero.a.. @ 20012005 À Descoberta da Vida consulte os termos de uso!! A esta superclasse pertencem as classes: Agnatha Chondrichthyes Osteichthyes . Vive em grandes cardumes e são pescados em abundância certas épocas do ano. uma aurícula e um ventrículo. devido à sua capacidade de movimentação e eficiência na captura de alimento com a sua mandíbula móvel. com cerca de 440 M. mais primitivo. Superclasse Pisces Nesta superclasse estão incluídos os animais aquáticos. O ancestral dos peixes deverá ser igualmente o ancestral dos animais terrestres. Considera-se que a evolução dos vertebrados terá seguido dois ramos distintos. Há muitos outros peixes como os marlins. designados vulgarmente peixes (l. as anchovas etc Declínio dos peixes Entre as principais causas do declínio dos peixes estão as barragens hidrelétricas. um sem maxilas (Agnatha) que terá surgido há cerca de 500 M. a expansão da agricultura e suas conseqüências em relação aos agrotóxicos e a poluição por vários fatores das águas. mais recente. e outro com maxilas e barbatanas pares (Gnatostomata).a. O primeiro grupo.

Cerca de 20. Cerca de 530 espécies. A reprodução seletiva tem originado uma variedade de cores e diversidade de formas nesta espécie. lampréias e peixes-bruxa. Chondrichthyes: peixes cartilaginosos como os tubarões. raias e quimeras. o que não deve causar surpresa uma vez que quase 80% da superfície da Terra é coberta por água. sendo alguns acompanhado a própria história do mundo ocidental como no caso do Carassius auratus. mas é . De todas estas espécies de peixes. as espécies diádromas. cerca de 400 tem sido tradicionalmente mantidas em aquários e tanques como animais de estimação. Quando estas são estritamente confinadas `a água doce recebem a denominação de peixes primários de água doce. 33. O Kingio original é vermelho-ouro na superfície dorsal. Rhineodon typus. 8. e são chamadas de peixes secundários de água doce. com um pouco mais de oito milímetros de comprimento. Os peixes e vertebrados semelhantes a peixes podem ser classificados em quatro classes: Agnatha: peixes desprovidos de mandíbula como ciclóstomos. tornando-se atualmente um dos mais populares peixes mantidos em aquários em todo o mundo. Cerca de 50 espécies. A maioria dos peixes se encontra no mar. que migram regularmente entre a água doce e salgada. Destas. O menor peixe conhecido é uma espécie de gobião encontrada nas Ilhas Filipinas.1% são secundárias e 0. Como grupo. sendo levados para Portugal algumas vezes durante o século seguinte e para a Holanda em 1728. O sua criação era comum na China em 1500. mas há muitas espécies que são encontradas na água doce.INTRODUÇÃO Existem mais peixes no mundo em termos de número de espécies ou de indivíduos do que animais de qualquer outro grupo de vertebrado. Existem ainda. sendo chamadas de peixes marinhos. Osteichthyes: peixes ósseos ou peixes de nadadeiras raiadas. tais como o salmão do Pacífico e as enguias de água doce.2% das espécies viventes de peixes são marinhas e 41.000 espécies. os peixes apresentam tamanhos bastantes variados. vermelho a dourado nos lados tornando-se bronze amarelado no abdome.8% são de água doce. em certos períodos de seu ciclo de vida. A determinação do sexo de jovens peixinhos dourados é difícil. Estima-se que 58. que pode atingir mais de quinze metros de comprimento. por curtos períodos de tempo. o Kingio ou "peixinho dourado" que teve sua primeira citação de coloração vermelha no ano de 970.1% são primárias. Pandaka pygmea.6% são espécies diádromas. O maior é o tubarão baleia. Outras espécies podem penetrar no mar ou em água salobra. e podem viver por até 30 anos. Placodermi: peixes primitivos com mandíbulas. Seu número total de indivíduos supera a soma de todos os indivíduos de todas as espécies vertebradas juntas.

é chamada de seio venoso. passando pelos vasos brânquiais aferentes.29 mmO2). Daí. que entra no seio venoso de cada lado do corpo do peixe. ou câmara receptora. e no macho.e num segundo momento. O sangue da aorta ventral vai para a região branquial para ser oxigenado. abertura dos ossos operculares liberando a passagem da água. também entram na veias cardinais comuns. O coração possui quatro câmaras. observa-se os "tubérculos nupciais" na cabeça. de modo que o dióxido de carbono do sangue pode ser trocado por oxigênio dissolvido na água. mas somente duas delas (o átrio e o ventrículo) correspondem às quatro câmaras (átrios pares e ventrículos pares) dos vertebrados superiores. depois disso. trazendo problemas de anóxia para os peixes de regiões tropicais. em que o sangue não oxigenado passa pelo coração. e é bombeado para fora. Do átrio. Estas trocas gasosas ocorrem durante os movimentos de bombeamento da água por ação muscular em dois momentos: expansão da cavidade oro-faringea com aspiração de água . e 1 litro de água = 10. que tem paredes espessas.simples em adultos reprodutivos: a fêmea tem um abdome distendido quando ocorre o amadurecimento das ovas. ele passa para o seio venoso por meio das veias hepáticas pares. o átrio. sai das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para a aorta dorsal. O sangue da cabeça é coletado pelas cardinais anteriores e o sangue dos rins e das gônadas é coletado pelas cardinais posteriores. O sistema venoso é constituído pela veia cardinal comum. para qual o sangue passa. A primeira câmara do coração de um peixe. sendo constituída pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS SISTEMA CIRCULATÓRIO O sistema circulatório dos peixes é essencialmente um sistema simples. O sangue da região caudal passa da veia caudal para as veias porta-renais e entra nos capilares dos rins. oxigenado e então. O sistema porta-renal é formado pela veia caudal e pelas duas veias porta-renais. recobertas por epitélio respiratório que se situa sobre redes vasculares ligadas aos arcos aórticos. o sangue passa para o ventrículo. depois de atravessar uma série de sinusóides. As veias abdominais laterais pares. O sistema porta-hepático coleta o sangue do estômago e do intestino e devolve-o ao fígado. de onde. O aumento da temperatura diminui a solubilidade do oxigênio na água. situadas lateralmente aos rins. opérculo e nadadeiras peitorais. SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório com brânquias internas é uma característica dos peixes. A quantidade de oxigênio disponível na água é 20 vezes menor do que a disponível no ar atmosférico (1 litro de ar = 210 mmO2 . Tem uma parede fina como a câmara seguinte. ele é bombeado para as brânquias. distribuído para para o corpo. passando do cone arterioso para a aorta ventral. que recebem o sangue da parede do corpo e dos apêndices pares. onde o aumento de temperatura da água também aumenta o seu metabolismo . As brânquia formadas por lamelas branquiais são constituídas por pregas finas.

que não é tóxica pode ser acumulada no organismo. uma nadadeira anal ventral mediana e uma nadadeira caudal. NITRIFICAÇÃO E A "SINDROME DO AQUÁRIO NOVO" O excesso de nitrogênio ingerido pela maioria dos peixes com nadadeiras raiadas é excretado na forma de amônia por difusão pelas guelras e urina junto com grande quantidade de água. e quando acumulada. entretanto. a cada 3-4 semanas. um problema da maior monta. Geralmente existem nadadeiras pares peitorais e pélvicas. A nitrificação é um processo natural. Em um aquário estabilizado ou "condicionado". pois não poderá haver plantas suficientes no ambiente. irão aumentar regularmente no ecossistema relativamente artificial que é o aquário. Quando a espécie de peixe é de água doce. aumentando sua carga iônica. sendo posteriormente excretada pelos rins. não haverá nenhum problema. que sempre permaneceram na água marinha. A amônia constitui 80% dos produtos nitrogenados de excreção do peixe. como os tubarões. entretanto. e as espécies de Nitrobacter oxidam o nitrito a nitrato (NO3). Por intermédio de glândulas. as bactérias nitrificantes podem oxidar a amônia a nitrito e nitrato tão eficientemente que mesmo em caso de densidade populacionais muito elevadas. em um processo de duas etapas. pode intoxica-los. uma ou duas nadadeiras dorsais medianas ímpares. concentrações de até 4. A nitrificação é um processo microbiano. A amônia liberada pelos peixes fica no meio aquático. As concentrações de nitrato são facilmente controladas pela mudança de aproximadamente 25% da água do aquário. de modo que todo o nitrato produzido seja utilizado.Na maioria dos peixes ósseos. que pode ou não estar ligado ao esôfago por meio de uma conexão dorsal. As concentrações de nitrato. a quantidade de gás na bexiga natatória pode ser aumentada ou diminuída. no qual a amônia é convertida a nitrato. os níveis de amônia e nitrito permanecem extremamente baixos. de modo a manter o corpo em vários níveis dentro da água. Espécies bacterianas do gênero Nitrossomonas oxidam a amônia (sob a forma do íon amoníaco. O processo natural de eliminação desta amônia chama-se nitrificação. a ingestão de água salgada pode saturar o meio interno de eletrólitos. A uréia. As concentrações apreciáveis de nitrato no aquário irá acarretar o indesejável efeito colateral de estimular o crescimento de algas. e evitando a entrada de eletrólitos do meio aquático. de ocorrência constante no solo e na água. . pois o nitrato é não-tóxico para os peixes. mas quando pertence a uma espécie de água marinha. Para garantir esta excreção sem desidratar o peixe necessita ingerir um grande volume de água. desenvolveram um artifício para manterem sua homeostase: no fígado a amônia tóxica é combinada com dióxido de carbono e transformada em uréia. As espécies de peixes mais antigas. NH4+) a nitrito (NO2). A nitrificação é o mais eficiente método de remoção da amônia (altamente tóxica) do ambiente do peixe. como parte principal do ciclo do nitrogênio.000 ppm não os afetarão. LOCOMOÇÃO A locomoção dos peixes é feita a partir dos movimentos de suas nadadeiras. Este não é. um pulmão primitivo transformou-se numa bexiga natatória ou órgão hidrostático.

por sua vez. é também extremamente tóxico (1ppm) para os peixes. Quando isto acontece. Neste ponto. Assim. estimulação para o crescimento de bactérias nitrificantes. O mecanismo de intoxicação por nitritos é similar ao do monóxido de carbono. que passa a oxidar o nitrito a nitrato. todavia. ligando-se à hemoglobina e. resultando em deficiência respiratória. Colocação de algumas pedras do fundo de um aquário bem condicionado. O aquário. Estimulação artificial do processo de condicionamento pela adição de sais de amônia e nitrito ao novo aquário. dentro dos limites de tolerância dos peixes. até que o processo de nitrificação tenha se estabelecido. a concentração de amônia rapidamente aumenta. Esse metabólito. . então. podendo matar os peixes. que qualquer doença infecciosa isolada. Esse método manterá baixos os picos de concentração da amônia e nitrito. e livre de doenças. Esse procedimento irá efetivamente diluir os agentes tóxicos. uma vez combinados. e deverá facilmente suportar muitos peixes. Nos peixes intoxicados pela amônia exibem sinais de hipóxia. Os peixes. Esta sindrome ocorre quando demasiada quantidade de peixes é colocado em um aquário não condicionado. e o procedimento irá. Pela monitoração dos concentrações de amônia. a cada ano. vindo finalmente a morrer por asfixia. no novo aquário. em conseqüência. As bactérias nitrificantes aderem à superfície das pedras. As altas concentrações de nitrito estimulam o crescimento de espécies de bactéria Nitrobacter. deverão ainda ser introduzidos cuidadosamente. causando uma acentuada melhoria na condição dos peixes. nessas condições. é determinado pelo número e tamanho dos peixes. observando-se a hiperplasia e fusão das lamelas branquiais. que por seu turno. e o início da mortalidade pela "sindrome do aquário novo" varia diretamente com a velocidade de produção de amônia. O tratamento pode ser feita pela troca de 25% da água do aquário diariamente. inocular os nitrificantes no aquário. sendo geralmente entre 2 a 4 semanas após a montagem do aquário. pode-se determinar quando o aquário estará condicionado e apto a receber os peixes. Os níveis elevados de amônia estimulam. A prevenção pode ser alcançada por três métodos simples: Introdução lenta e gradual de peixes em um novo aquário. o crescimento de certas espécies de Nitrossomonas. que rapidamente oxidam NH4 em nitrito. O tempo decorrente entre o momento em que os peixes são colocados em um aquário não condicionado. impedem o transporte de oxigênio. Haverá. essencialmente. não possui um número significativo de bactérias nitrificantes para oxidar a amônia tão rapidamente quanto a sua excreção pelo peixe. o aquário estará condicionado.A "sindrome do aquário novo" é provavelmente responsável por uma mortandade mais elevada de peixes tropicais. nitrito e nitrato. provavelmente terminará por extinguir todos os peixes remanescentes no aquário. os peixes intoxicados por nitritos exibem sinais de carência de oxigênio.

Nadadeiras Sinal inespecífico. Diagnóstico pela evidência de elementos miceliais nos raspados. usualmente abdominal provocada por Aeromonas liquefaciens. associado com diversas doenças (mas comumente com septicemia bacteriana).DOENÇAS INFECCIOSAS Peixes tropicais são altamente susceptíveis a uma variedade de doenças infecciosas. Os principais sintomas e seus possíveis agentes etiológicos estão listados abaixo: Lesão ou sinal Possível diagnóstico Emaciação Muitos estados patológicos causam emaciação. o problema . O agente etiologico da maioria desta doenças são bactérias gram negativas com mobilidade. verrucosos na pele ou nadadeiras Úlceras Aeromonas é um invasor secundário. Má qualidade da rotas água. entretanto dois agentes em particular devem ser suspeitos: Ichtyosporidium phoferi (um fungo que provoca infecção sistêmica) e espécies de Mycobacterium. usualmente. esporozoário). Distensão Septicemia bacteriana. que causam tuberculose nos peixes. parasitica) ou algodão espécies de Achtya ou Aphanomyces. A ação de um agente viral também é (hidropsia) e/ou suspeitada. entretanto. Manchas ou Ectoparasitismo. escamas eriçadas Exoftalmia Um sinal bastante inespecífico. avermelhadas que pode quase que invariavelmente ser cultivado. presença de ectoparasitas (Flexibacter columnaris). Lesões brancas Infecção por fungo. Diagnóstico no exame nódulos de raspado de tegumento e fragmento brancos de nadadeiras (protozoário. com aspecto de Saprolegnia sp (S. Áreas Esporozoários (Plistophora). esbranquiçadas sob a pele Crescimentos Infecção viral linfocística (pox vírus com esbranquiçados hipertrofia dos fibroblastos).

As pequenas inclusões são eosinofílicas e as maiores são basofílicas. gram negativos e não móveis. As lesões tendem a ser mais marcadas na porção distal dos intestinos. Isto sugere uma etiologia viral juntamente com uma granulação bacteriana. DOENÇA RENAL Esta doença em peixes foi inicialmente atribuída a um bacilo gram positivo. Microscopicamente. observa-se um intestino delgado atônico distendido por muco de coloração amarelado. ocorrera o prolapso anal nos estágios terminais. um bacilo gram negativo com mobilidade. SEPTICEMIA E ENTERITE Uma forma aguda desta doença em peixes tropicais tem sido atribuída a Paracolobactrum aerogenoides. Os sinas clínicos incluem eritema difuso da pele. Na cavidade peritonial observa-se fluido rosa. como resultado da enterite. uma bacilo gram negativo. Peixes maiores podem ser tratados individualmente pela administração intramuscular de Clorafenicol. Moraxella sp. Peixes dourados expostos ao agente tem mortalidade de 100% em 19 horas. Banhos por oito horas com clorafenicol podem também auxiliar espécimes menores. TUBERCULOSE Causada pelo Mycobacterium piscium. platypoecilus. Os vasos do mesentério e do fígado estarão congestos. já que demostrou-se a patogenidade deste agente ao homem e outros mamíferos ASCITE (DROPSY) A forma infecciosa com ascite é causada pela Aeromonas liquefaciens. M. fortuitum. e M. há uma granulação generalizada. Os peixes afetados apresentam petéquias na pele e pequena áreas de necrose focal nos rins. Na necropsia. Os sinais clínicos são depressão e enterite. juntamente com medidas de limpeza e higiene por parte do proprietário. Ocasionalmente. Estes agentes são bacilos alcool-ácido resistentes. Kanamicina ou sulfadiazina adicionada no aquário podem ser eficazes. . Fibrose generalizada nas vísceras e anastomoses perivasculares dos vasos intestinais caracterizam a doença. Com a evolução do doença o abdome distende-se duas a três vezes do normal com fluido ascítico. Não há tratamento indicado. ocorre em várias espécies de peixe mantidos em aquários. Corpúsculos de inclusão de tamanho variado são freqüentemente observados nas células acinares pancreáticas. e o baço pode estar aumentado de volume até cinco vezes o seu tamanho normal.primário pode ser o ectoparasitismo ou injúria mecânica. Crescem otimamente na temperatura de 30ºC e param sua multiplicação a 37ºC.

desnutrição ou baixa qualidade da água. onde o agente pode ser observado como um longo e fino bacilo. Esse acréscimo na produção pode tornar deficiente a respiração branquial. As lesões invariavelmente iniciam-se da borda distal e avançam lentamente proximalmente. com seu engrossamento e opacidade. Aeromonas sp. fazendo com que o peixe produza quantidades excessivas de muco como mecanismo de defesa. . Esta doença é causada por um bacilo gram negativo Flexibacter columnaris. Os três primeiros agentes são bactérias e o ultimo é um fungo patogênico que pode ser diagnosticado por montagens úmidas da lesão. PROTOZOÁRIOS EXTERNOS Geralmente motilidade ciliar. Devido as técnicas especiais de cultivo para o isolamento do agente em laboratório.Os peixes afetados são anoréticos e rapidamente perdem peso. o diagnóstico é realizado numa montagem úmida em lâmina da lesão. Os agentes etiológicos incluem: Nocardia asteroides. ulceras cutâneas. levando a sufocamento. estresse por causas psicológicas. iniciando-se pela proliferação do epitélio das nadadeiras. que invade a epiderme. superpopulação. e deve-se tomar muito cuidado na manipulação de peixes infectados já que esta doença é transmissível ao homem. Alguns peixes afetados podem demonstrar fotofobismo. columnaris. Apresentam exoftálmia. As bactérias Haemophilus piscium e Aeromonas sp tem sido incriminadas como possíveis agentes. Não há tratamento satisfatório. PODRIDÃO DAS NADADEIRAS A infecção ocorre secundariamente a lesão física. formando inicialmente uma mancha cinza bem delimitada. Tratamento com clorafenicol é eficaz. ULCERAS CUTÂNEAS As ulcerações cutâneas ocorrem com certa freqüência em peixes de aquário. Mycobacterium piscium e Ichthyobonus hoferi. não parasita. As infecções maciças irritam a pele e as brânquias. descoloração e deformidades esqueléticas. Tratamento a base de clorafenicol é efetivo. As lesões evoluem para ulceras. Lesões macroscópicas incluem focos necróticos cinzas que freqüentemente se coalescem formando massas similares a neoplasias. As nadadeiras tornam-se desgastadas e as brânquias áreas de necrose focal. em peixes de aquário é a doença columnaris. Espécies de Corynebacterium podem estar associadas ao F. O diagnóstico é feito pela demonstração de bacilos álcool-ácido resistentes nos granulomas ou ulcerações. DOENÇA COLUMNARIS A mais comum doença de pele.

bem como estimula a resposta imune do hospedeiro. Eles nadam ativamente e caso encontrem algum hospedeiro penetram na pele e dilatam-se formando cistos e desenvolvendo-se em novas formas adultas. chamado trofozoito que passa a viver sobre a pele ou brânquias do peixe. asfixia e morte. Os protozoários Ichtyopthirius são organismos grandes. sendo libertados para a água. Como drogas antiprotozoárias não podem penetrar em terontes encistados. Em adição à quimioterapia. Caso não encontrem um hospedeiro morrem em cercas de 48 horas. A elevação da temperatura alguns graus acima da temperatura normal do aquário por vários dias tende a limitar a infecção por um efeito adverso nos terontes. chamadas de terontes são parasitos ou grupos de parasitas encistados. A transferência do peixe para uma série de aquário limpos diariamente por sete dias limitara a reinfecção. A filtração com diatomáceas tende a reduzir o número de tomites. o tratamento é direcionado a evitar a reinfecção do peixe pelos tomites. Dentro de um período de 18 a 21 horas (em 23 a 25ºC) de 250 a 1000 de tomites ciliados são produzidos. Toda sua superfície é ciliada. produzindo numerosos indivíduos jovens ou tomites. Com o crescimento do protozoário o teronte aumenta de volume. O ciclo é completado em 10-14 dias em cerca de 22º C até 21 dias para temperaturas mais baixas. não suscetíveis a droga antiprotozoárias. móveis. rompe o libera o parasita. formalina e a mistura de verde malaquita e formalina em peixes de água doce. As drogas mais usadas incluem: verde malaquita. Os sinais clínicos incluem pequenas manchas ou pintas brancas sobre o corpo. emaciação. unicelulares. Seu macronúcleo possui a forma característica de ferradura. A partir dos movimentos rotatórios o parasita se alimenta de partículas epiteliais e fluidos teciduais do hospedeiro. Para peixes marinhos é utilizado o sulfato de cobre. Os parasitas vivem em cistos na hipoderme onde seus movimentos rotatórios podem ser observados. encapsula-se em uma gelatina. Posteriormente dirige-se ao fundo do aquário. Epistylus .05 &ndash 1mm. a infestação é limitada as brânquias. As manchas e pintas brancas que são comumente observada. Ocorre em todo o mundo e acomete todos peixes de água doce e em condições limitadas de um aquário são muito virulenta (a doença similar para peixes marinho é causada pelo Cryptocaryon irritans). O trofozoito aderido sobre mitoses internas. outros procedimentos ajudarão a controlar a infestação. Em alguns casos. Ichtyopthirius multifiliis "ICTOS" Cryptocaryon irritans Causa a chamada "doença da mancha branca". com formato esférico a oval tendo seu maior diâmetro entre 0.As lesões provocadas podem evoluir para infecções bacterianas secundárias. Na prática pode ser usado um único aquário onde a água é mudada diariamente e que tenha a superfície interna de seus vidros limpas para remover algum trofozoito. onde aderese em objetos como cascalho ou tubulação. A doença pode ser identificada após alguns dias da introdução de um novo peixe no aquário.

Os cistos (pansporoblastos) contém numerosos esporos ovais. A estrutura dos zoósporos irá auxiliar na identificação. Esses organismos produzem esporos distintos. provocando o aparecimento de áreas de necrose esbranquiçadas. FUNGOS Fungos são um grande grupo de organismos nucleados semelhantes aos vegetais. em uma lâmina de microscopia. Flagelos e cílios ausentes. Plistophora hyphessobryconis Provocam a "doença do neon-tetra". Quando observado na superfície de um peixe. Esses organismos infectam e destroem a musculatura. Os fungos usam a mateira orgânica . Representantes obrigatoriamente de vida parasitária. Produzem cistos brancos nos tecidos dos peixes.Parasitos que apresentam uma longa haste ligada ao peixe. sub-reino Protozoa) e possuem como características:      Forma piriforme. possuindo um anel circular ciliado. longos e de "cauda dupla". Essas formações são freqüentemente visíveis sem ampliação ótica. ESPOROZOÁRIOS A classe dos esporozoários (Sporozoasida) pertencem ao reino dos protozoários (Protista. seu corpo tem a forma de um sino em uma das extremidades. é composta de filamentos. Esta massa. bastantes característicos. arredondada ou amebóide. As principais espécies encontradas são: Henneguya sp Formam cistos primariamente nas brânquias (onde irão interferir com a respiração) e nas nadadeiras. ao alto. aparentes através da pele. a infecção fúngica assemelha-se com uma massa de algodão branca. Essa doença ocorre em outros peixes. que podem ou não serem ramificadas. Tetrahimena Esses ciliados piriformes são parasitos de vida livre que atacam peixes debilitados. mas estando ausente a clorofila. conhecidos como hifas. Estão associados com problemas em "guppies" nos quais provocam um anel esbranquiçado de necrose em torno do corpo. chamada de micélio. esmagando-o em seguida com uma lamínula. Oocistos com esporozoítos infectantes. além dos neon-tetra. O diagnóstico pode ser obtido pela colocação de um cisto dissecado. e a diferenciação de seus tecidos em raízes. caule e folhas.

O mais comumente fungo isolado em peixes é Saprolegnia sp. brânquias e nadadeiras. Como os peixes estão constantemente bombeando água por suas guelras. O diagnóstico é feito pela observação das lesões clínicas típicas. A divisão das células dentro do tomonte ocorre em 3 a 6 dias dependendo da temperatura da água. os dinosporideos tornam-se cistos (trofontes) e enviam filamentos (rizoitos) para os tecidos do hospedeiro para absorver nutrientes. O tratamento é realizado a base de banhos de verde malaquita. geralmente vivendo associado com outra forma de vida. O ciclo de vida deste parasita inicia-se com a liberação por um cisto maduro (tomonte) de cerca de 250 muito finos. tanto traumáticas. Em alguns dias. Gyrodactylus . Ocorre divisão celular interna e liberação de novos dinosporídeos. desde esférica até a de um cilindro. A reinfecção é um problema comum e pode estar associado a habilidade do parasito de colonizar o intestino. este tecido respiratório é o mais freqüentemente parasitado. estes filamentos se degeneram e o parasita torna-se um tomonte. sendo denominados tremátodes monogenéticos. As brânquias geralmente estão infectadas. Sua ocorrência é comum e podem ocorrer pesadas infecções com altas taxas de mortalidade. São facilmente transmissíveis a outros peixes pelo contato. infecciosa ou parasitárias. Este tomonte pode estar fixo no muco do hospedeiro ou no fundo do aquário. O tratamento é feito com a manutenção dos peixes em banho com sulfato de cobre por dez dias. Estes parasitos podem multiplicar-se sobre o peixe sem a necessidade de hospedeiros intermediários. e através da água. algas nadadoras unicelulares chamadas dinosporideos. O parasito tem forma variável de 40 a 100 microns. Os dinosporideos precisam achar um hospedeiro para se alimentarem em no máximo 48 horas.como fonte de nutrientes. Os fungos em peixes são geralmente um episódio secundário. e pela presença de elementos miceliais nas montagens para exame microscópico do material das lesões. Os peixes afetados apresentam em sua superfície uma cobertura aveludada branca ou escura. Após se fixarem. acometendo animais previamente debilitados invadindo ferimentos causados por outras enfermidades. ALGAS Oodinium ou Ammyloodinium (dinoflageladas) Este agente causa a "doença aveludada". TREMATODEOS MONOGENÉTICOS Os peixes podem carrear grande número de vermes parasitários diminutos em seus corpos. e usualmente contém grânulos altamente refrateis.

TREMATODEOS DIGENÉTICOS Trematodes digenéticos em peixes podem ocorrer como formas adultas no trato digestivo ou. Após o desenvolvimento nos caramujos. incomodam bastante. O peixe parasitado apresenta movimentos acelerados dos opérculos. e esfrega-se ao substrato. Esses parasitos tem cerca de 0. e são de difícil controle. Formas larvais do gênero Neascus são freqüentemente observadas em peixes tropicais coco pintas pretas de 2 a 3mm na pele de peixes. Algumas espécies não parasitas servem como hospedeiros intermediários para certos helmintos. e podendo ocorrer a auto fecundação. mas freqüentemente servem como hospedeiro intermediário secundário . Os ovos evoluem para miracídeos que penetram em uma espécie específica de caramujo. Alguns copépodes introduzem-se profundamente na pele. Na maioria dos casos uma ave que se alimenta de peixes e que elimina ovos de parasitas para a água. Quando presente em número suficiente. O tratamento para tremátodes monogenéticos incluem banhos com formaldeido. As infecções inaparentes são comuns. como estágios intermediários encistados nos tecidos. produção de muco e ulcerações localizadas. Infecções secundárias por bactérias (Aeromonas. mas podendo também afetar as brânquias. Flexibacter) são comuns. Argulus . Estas pintas pretas representam uma reação melanínica ao redor da metacercaria encistada. Aqui se desenvolvem em metacercarias dentro de cistos. tendo tanto gônadas masculinas e femininas.8mm e podem ser identificados pela falta de máculas oculares. mais comumente. os parasitas causarão hiperplasia e destruição do epitélio. e por serem vivíparos. Quando presentes as lesões incluem hemorragia localizada. água salgada (para peixes de água doce) e organofosforados. Há crustáceos de água doce e marinhos. É raro encontrar peixes tropicais como hospedeiros finais de formas adultas de parasitas nos intestinos. não sendo incomodados por agentes químicos. dispnéia com respiração próxima à superfície. Os vermes adultos medem cerca de 200 microns. resultando em asfixia. Os indivíduos ainda não expelidos podem ser vistos no interior dos vermes vivos. Dactylogyrus Uma espécie de trematodeos comumente encontrada nas brânquias. possuem quatro máculas oculares e são vivíparos.Geralmente encontrado sobre o corpo e nadadeiras. Os parasitas alimentam-se de sangue e epitélio. as procercárias são espelidas e penetram nos peixes. COPÉPODOS (CRUSTÁCEOS) Os parasitas copépodes são comuns. por um único par de grandes ganchos.

A dosagem é geralmente baseada no volume de água e não na biomassa do peixe. . se o parasitismo for intenso. em sua extremidade anterior. o parasita assemelha-se a uma escama. com aspecto de pires. O parasita fica tão firmemente aderido aos seus hospedeiros. Nesse crustáceo. Os organismos possuem uma forma achatada. os apêndices da cabeça modificam-se. em agudo contraste com o vermelho-escuro dos filamentos branquiais. Esse organismo freqüentemente é fator primário nas infecções bacterianas. Achetheres Comuns nas guelras de peixes. com isso aderindo o parasito às brânquias. Quando presos ao peixe. Essas protusões ramificantes impedem a retirada do parasito. O local de aderência tem a área circunvizinha inflamada. Esses parasitos consomem sangue branquial. onde seus corpos de cores claras destacamse. sendo uma séria ameaça par o peixe. BANHO INDEFINIDO: a medicação é adicionada ao aquário ou tanque e usualmente não há troca de água ou retirada dos peixes. que deve-se tomar precauções quando da remoção dos organismos. podendo ser observados rastejando rapidamente sobre o corpo do peixe parasitado. desenvolvendo freqüentemente infecções bacterianas ou fúngicas secundárias. intradermica. O tratamento usualmente dura de 15 minutos a 24 horas. as patas desaparecem. TRATAMENTO E DOSAGENS Rotas de administração: BANHO: refere-se ao tratamento no qual a droga é dissolvida na água onde o peixe está nadando. O exame cuidadoso dos indivíduos irá revelar a presença se patas articuladas e duas grandes ventosas discóides para aderência. O volume de água é usualmente menos que aquele no tratamento de banho e a concentração da droga é freqüentemente alta. MERGULHO: refere-se ao tratamento no qual o peixe é submerso numa solução por um período de 1 segundo até 15 minutos.Comumente referido como "piolho dos peixes". INJEÇÃO: o antibiótico é dado por injeção com agulha hipodérmica e seringa. Após a aderência das formas juvenis. intravenosa e intraperitonial. redundando em um par de apêndices curvos. de modo que o parasito fica assemelhado a uma âncora. intramuscular. o que dá aos organismos a aparência de possuírem dois olhos. Lernaea Também conhecido como verme-âncora. Mesmo peixes maiores podem morrer. As vias podem ser subcutânea. Quando imóvel. que se pode fusionar nas extremidades. os parasitos alimentam-se de sangue e fluidos corpóreos. duas formações bucais modificaramse.

1992 GRATZEK. D. TÓPICA: o antibiótico é aplicado diretamente na lesão. & BOEVER. Treta Press.J.ORAL: a medicação é misturada com a alimentação. BIBLIOGRAFIA WALLACH. J. The marine aquarium handbook. J. Usualmente há a incorporação da droga numa dieta gelatinosa. J. Infectious diseases end parasites of freshwater ornamental fish.A Jr.B.. Green Turtle. Para grandes peixes.B. 1992. Saunders Co. W. M. Diseases of exotic animals.1983 MOE. and DAWE.B. . (ed) Aquariology &ndash Fish diseases & water chemistry. In: GRATZEK. W. E.D. a medicação pode ser colocada em um pedaço de alimento e então a sua ingestão pode ser feito a força. SHOTTS.. B.L.

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