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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER DISCIPLINA DE SEMIOLOGIA MÉDICA

ROTEIRO BÁSICO

DE

ESTUDO

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SEMIOLOGIA - Roteiro Básico de Estudo

CUIABÁ – MT - 1998 -

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SEMIOLOGIA - Roteiro Básico de Estudo

JURAMENTO DE HIPÓCRATES
“ Eu juro por Apólo, médico, Asclépio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunha todos os deuses, todas as deusas, que cumprirei este juramento com o máximo de minhas forças e de minha inteligência. Estimarei, como a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; repartirei com ele os meus bens e o ajudarei em suas necessidades, se preciso for; considerarei seus filhos como meus próprios irmãos e lhes ensinarei a arte se desejarem aprendê-la, sem retribuição ou promessa escrita; farei participar dos preceitos, das missões e todo restante ensinamento, os meus filhos, os do mestre que me ensinou e os discípulos inscritos e aceitos de acordo com a lei dos médicos e à ninguém mais. Adotarei regimes para o bem dos doentes de acordo com todas as minhas forças e com o melhor de minha inteligência; nunca para prejudicar ou fazer mal a ninguém. Não darei, a quem quer que seja, remédio mortal, ainda que seja por ele pedido, nem darei conselhos que induzam à destruição. Manterei a minha vida e minha arte com pureza e santidade; qualquer que seja a casa em que eu penetre, entrarei nela para beneficiar o doente; evitarei qualquer ato voluntário de maldade ou corrupção, especialmente sedução de mulheres e de homens, livres ou escravizados; quaisquer que sejam as coisas que veja ou ouça, dentro ou fora dela, que não devam ser divulgadas, considerarei como segredo. Referente a vida do homem, em minha assistência aos doentes; penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha boca se calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra; nunca me servirei de minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Prometo que ao exercer a arte de tratar me mostrarei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Se eu cumprir este juramento, goze eu a minha vida e minha arte com boa reputação entre os homens e para sempre; se dele me afastar ou infringi-lo, suceda-me o contrário.“

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SEMIOLOGIA - Roteiro Básico de Estudo

A

Disciplina de Semiologia na FCM-UFMT vêm ao longo destes últimos anos passando por pequenos e progressivos ajustes os quais, acreditamos, têm produzido melhoras no aprendizado acadêmico. Estes ajustem demonstram, entre outros aspectos, uma tentativa de uniformizar o ensino já que o curso flui com quatro docentes e quarenta discentes distribuídos em quatro grupos. Tornou-se necessário alinhar a nossa sistemática de ensino, respeitando, é claro, os potenciais e conhecimentos individuais de cada docente. Assim sendo, definimos uma estratégia de coletar em disquete cada parte do curso, ficando o docente responsável pelo assunto compromissado de colocar o conteúdo em disquete. À partir dessa idéia surgiu um ideal - fazermos um Roteiro Básico de Estudo da disciplina de Semiologia da FCMUFMT, o qual viria a contemplar os tópicos fundamentais de nosso curso. Está é a sua segunda edição. Com certeza, teremos muitas outras. Façam bom proveito e não se esqueçam: isto é apenas um roteiro despretencioso que, de modo algum dispensa os livros textos de Semiologia. Gostaria de agradecer aos professores da disciplina que prontamente responderam à idéia: Professor Carlos Alberto Moreno Batista Professora Elizabeth Vaz de Figueiredo Moreno Batista Professor José Sebastião Metelo Agradeço também aos discentes Alberto Bicudo Salomão e Séfora Amin que, com seus conhecimentos de informática e espírito colaborador tornaram viável este roteiro. Especialmente ao Alberto, que produziu o primeira edição deste roteiro com surpreendente dinamismo e competência. Bom estudo a todos ...

Prof. José Carlos Amaral Filho

(Chefe da Disciplina de Semiologia-FCM/UFMT)
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..................................................................................................................................23 Sinal de Lemos Torres : é um abaulamento expiratório visto nas bases pulmonares.......................................................................................................... Globo Ocular................................................................................ Percussão....2 Exames Específicos................................................................... Exame da Cabeça........15 3........................21 A.26 B........................................................2........................................................................................................................... Inspeção.......................31 A..................9 5.... Identificação do paciente.....................................24 B... Ouvidos.......................................2....................................................................................................................................................................................................35 8..............................................................................................................4......15 3............................................ História da Doença Atual (HDA)............................................................................................................................ na face lateral do hemitórax ..................... Ausculta.22 5...........................................................................24 Sinal ou fenômeno de Litten : é a visualização do diafragma quando o mesmo faz sua incursão durante a inspiração e expiração............................................................................................................................ Ausculta..........................8 1............................................9 8.... Exame do Sistema Digestório............................................................. Nariz...............................21 C................................................................................................................................ Seios Paranasais..................................................................Roteiro Básico de Estudo PARTE I ANAMNESE........................................................................................................................................................................................................................................8 3.................................................................................................................................................26 A...................................................................21 B.............8 2... Palpação .........36 Exame do Cotovelo........................... Traduz a presença de um derrame pleural livre...............................29 D......15 3.......................................................................................................................................... História Fisiológica........................................................3....... Revisão dos Sistemas (Interrogatório Sintomatológico).................... Boca ...................................................................................................................................................................2..............38 5 ....................................................... Percussão .............................................................................................................................37 Exame da Articulação Coxo Femoral.................................................................................38 Exame do Joelho...........30 7......................................6.........1 Crânio................................................ Inspeção.............SEMIOLOGIA .........37 Exame do Ombro.................................................................................................................. Análise dos Pulsos Arteriais .................................................................15 3....................................................25 6................25 D................................. Palpação....16 3................................................................................................27 C...............................................................................................................................................................................................................................................................................2 Face .............1 Exame Geral......................................................................23 Inspeção Dinâmica....................................................................................................................................................................... História Patológica Pregressa (HPP).................................... Ectoscopia......19 4................................................................................................................................................................................................................10 EXAME FÍSICO........................ Sinais Vitais...........................19 3..................................................................................34 D.......................................................................................................................18 3............. Ausculta...............................................................................................2.............................14 1.................................................................................... Queixa Principal....................32 C.....2.....................................................................................................................................................36 Exame das mãos................................................................................ Exame do Sistema Cardiovascular................14 2................................................................................................................................................................................................................................................. Está abolido nos derrames pleurais moderados e volumosos........................ Palpação.................................................................................................................................................................................................................................................... Inspeção........23 Inspeção Estática.....................................................................14 3................... Ausculta........................................................................................................................ Exame do Pescoço................................................. Região Periorbitária..........................................................................................18 3........................................ Inspeção................................................... Exame do Sistema Respiratório....................23 A.................................................................................................................................31 B....35 8......2..............................................................................................................................................................................................................................24 C..................................................................................... Palpação......................1...................................................2..... Exame do Sistema Locomotor..............................8 4..................35 8.........................................................5.......................

................................. Alterações de B3 e B4.....................................................................57 ANEMIA E CIANOSE........................... Reflexos Nervosos.............................................................................................................................. Coordenação Motora ................................................................................................................................................................64 4...............................................................................................................57 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA..........................................71 4................................................................................................40 9........................49 F..............58 SÍNDROME MENÍNGEA E DE HIPERTENSÃO INTRACRANIANA.......................................................................................................................................... Exame do Sistema Nervoso..............................................................................................................................................................................................................................................................................46 B....65 8............................................................................... Marcha...............................................50 G.......61 1............57 ASCITE E INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA.....................................................................................................................................................................................................................................39 9.....................................................................................................................................................................................57 EDEMA.................... Tônus Muscular.........57 TOSSE E HEMOPTISE..............................................................................................................72 LESÕES DERMATOLÓGICAS ELEMENTARES......2....46 A................................................................................................................72 6 ................................................................................................................69 SOPROS CARDÍACOS MAIS CARACTERÍSTICOS... Sopro da Estenose Mitral................52 I...........................................SEMIOLOGIA .......................66 ALTERAÇÕES NAS BULHAS CARDÍACAS....... Linfedema......57 DOR...............................................................................43 10.........39 9.............................................................................2 Exame da Coluna Lombar................................................................................................................. Edema Varicoso.............67 2......................57 ALTERAÇÕES MENTAIS E DA CONSCIÊNCIA...........................71 3...............................71 2..................48 E................2................................................................................................................................................................................. Edema Alérgico.............................................................59 2..................................................................52 FEBRE.......................................................................... Quadro de manobras à beira do leito visando identificação de sopros.................................. Sopro da Insuficiência Mitral................ Estática....1 Exame Geral.................................................... Força Muscular..................................................................................................................... Síndromes Brônquicas..................................................................................................................................................................................................................................... Inspeção Geral................................................57 CONSTIPAÇÃO E DIARRÉIA............. Exame dos Nervos Cranianos............................ Exame da Coluna Vertebral................. Síndromes Pulmonares....................... Alterações de B2.............................................................................................57 DOR TORÁCICA....................................................................................................................65 7.51 H................... Síndromes Pleurais....................... Sopro da Insuficiência Aórtica (sopro de Austin Flint)......................................................... Mixedema.....................................................................62 3.. Sensibilidade............67 1............40 9...............65 6........................................................60 3..........71 1...........................57 HEMATÊMESE E MELENA..............................................................46 C..........................................................................................................................72 5............................................................................................................................................................. Edema na Trombose Venosa (Tromboflebite)................................................................................................................................................58 SÍNDROMES PLEUROPULMONARES.64 5.................................................. Edema na Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).................................................... Edema na Cirrose Hepática...........................................57 DISTÚRBIOS DOS MOVIMENTOS.................47 D....................................................................................... Sopro da Estenose Aórtica.................................................................................................... Alterações de B1............................61 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE CERTOS TIPOS DE EDEMAS.........................................................................................................................................................57 ADENOMEGALIAS....................................................................................................59 1................................................................................57 DISPNÉIA E INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA................62 2................................................. Edema Renal.................................................................................................................................................................................57 DISTÚRBIOS SENSITIVOS E SENSORIAIS........39 9.................Roteiro Básico de Estudo Exame do Tornozelo e Pé................................1 Coluna Cervical....................................................................................................68 3..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................2 Exame Específico.................................................................................................

............................................................................................ Semiotécnica e Classificação...Roteiro Básico de Estudo 1....................................77 Aparelho Digestório...................................................... Tipos de Lesões...............................................................................................................................................................................81 Toque Retal...73 3..........................................................................................................78 Membros........................................SEMIOLOGIA .....................................................................81 ANAMNESE ESPECIALIZADA...............................................................................83 EXAME FÍSICO:....................................................................................................................72 2..................................................................................................................................73 4........................................... Lesões Dermatológicas Elementares ...............................................................................................................................................................................................................76 Aparelho Cardiovascular......................80 Psique 80 EXAME PROCTOLÓGICO...........76 Estado Geral.....................................................................................................78 Aparelho Genital................................................................80 EXAME DO CANAL INGUINAL ......................................................................PESQUISA DE HÉRNIAS INGUINAIS..............................79 Sistema Nervoso ....................................79 Sistema Endócrino...........77 Aparelho Urinário..........................................................................................................................................................................................................79 Dorso 79 Sistema Hematopoiético.................................................................................85 MODELO DE HISTÓRIA CLÍNICA.......................................................................82 NOÇÕES DE ANAMNESE EM GINECOLOGIA-OBSTETRÍCIA.............................................82 Inspeção......................................................................................................................................................................................76 Pele 76 Mamas 76 Aparelho Respiratório......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................74 TERMOS TÉCNICOS EM MEDICINA........................................................................................................................Conceito.............................................................................................................................................81 NOÇÕES DE ANAMNESE EM PEDIATRIA................................... Introdução.......................................................................................................87 7 .................................

Naturalidade .Sexo .sempre entre aspas e com as palavras usadas pelo paciente . meio e fim -Assinalar a fonte e sua fidedignidade Evitar deixar lacunas na cronologia da evolução da queixa principal do paciente ! 8 .Cor . Queixa Principal .SEMIOLOGIA . exames e tratamentos feitos -Não se esqueça: a história deve ter início.se possível colocar a sua duração 3.Residência -Profissão -Procedência 2.Nacionalidade .Nome . Identificação do paciente .Idade .Roteiro Básico de Estudo ANAMNESE 1. História da Doença Atual (HDA) -Descrever os sintomas em ordem cronológica e de importância -Fazer a semiologia do(s) sintoma(s) -Inquirir sobre os sintomas associados e correlatos -Não induzir respostas -Apurar evolução.Estado Civil .

Outras doenças: diabetes. transfusões. etilismo. doenças venéreas. . urticária. história de acidentes de trabalho. pneumonia. menopausa.. complicações. glomérulo e pielonefrite. asma. apendicite. medicamentos. “causa mortis”. .Alimentação: leite materno. alterações impostas pela patologia de base .Genitores: idem. anestesia. doenças renais. História Social.qualitativa e quantitativamente. hemorragia. catamênios posteriores -História Sexual: ciclo menstrual. . rubéola. libido. homossexualidade -Climatério: sintomas do climatério (fogachos.Alergias: reações a medicamentos.. álcool.Viagens para áreas endêmicas7. . labilidade emocional. eczema . epilepsia.Doenças neonatais. febre reumática. hemorróidea. promiscuidade sexual. data complicações e seqüelas. saneamento (fossas: séptica. História Familiar e Familial. tifo.. local que se realizou. . gestações.Banhos de rio.. caxumba.Cirurgias: tipo.. se artificial. catapora.. escarlatina. resultados. bronquite. drogas. História Fisiológica .Habitação: tipo de casa.Nascimento: tipo de parto.DCIs: sarampo.Alimentação Atual . colite.Relacionamento familiar e social. encefalite. abortamentos . verminoses. tuberculose.Ancestrais: estado de saúde. alergia alimentar.Condições na gestação: dieta.Puberdade: menarca.. idade gestacional. telarca e pubarca.. drogas ilícitas. fumo. meningite. água potável . malária.Roteiro Básico de Estudo 4.Cohabita com animais ? Quais ? Inquirir sobre o status vacinal dos mesmos. rinite.. .Doenças Familiares em outros 9 . data.Nível educacional -Riscos de Trabalho.Traumatismos: tipo. idade. prática desportiva.. AVC . poliomielite. doenças.. relacionamentos. instalações sanitárias. coqueluche. tétano. . negra ou seca).. História Patológica Pregressa (HPP) . avaliar quantitativa e qualitativamente.. . difteria. secura vaginal. atividades insalubres e uso de equipamentos de proteção individual. etc.. complicações.SEMIOLOGIA .. infecções. acidentes. hepatite.Hábitos: sono.. cardiopatias. tabagismo.. nível de satisfação no trabalho.) 6.Desenvolvimento Psicomotor e Crescimento. Faça um breve histórico sobre cada doença que o paciente referir e que possa estar correlacionada com a doença atual IMPORTANTE 5.Infecções e Infestações: Chagas. hérnias (incluindo a hérnia de disco).

ortopatias. epitrocleanos) Mamas Desenvolvimento Dor Aparecimento de nódulos Secreção Cirurgia Orientar à realização do auto-exame das mamas no pré e pós menstruo.Inquirir sobre doenças infecto-contagiosas nos contatos não familiares. Aparelho Respiratório Dor torácica e sua caracterização. cardiopatias. inguinais. doenças alérgicas. hipertensão arterial. hemopatias. . nefropatias.Roteiro Básico de Estudo membros da família: câncer. psicopatias.SEMIOLOGIA . mensalmente. AVCs. diabetes. Tosse Escarro Hemoptise ou hemoptoicos 10 . Revisão dos Sistemas (Interrogatório Sintomatológico) Estado GeralAsteniaFebreCalafriosSudoreseIcteríciaCianose PeleAlterações na coloraçãoLesões dermatológicas elementaresAlteração na texturaUmidadeFâneros (condição geral) CabeçaCefaléias freqüentesTonteiraTraumas Olhos e OuvidosPertubações visuaisModificação na coloração da escleraDisplasiasDorInflamaçõesZumbidoSurdezNariz e Seios ParanasaisRinorréiaEpistaxeObstruçãoResfriados freqüentesEspirrosPruridoDor na face (na região dos seios) Cavidade BucalEstado de conservação dos dentesSangramentosUso de prótesesAftasHalitoseAlterações na voz Pescoço Dor Limitação de movimentos Aumento da tireóide Tumorações Gânglios Linfáticos Dor Aumento de tamanho (cervicais. tireoideopatias. epilepsia. 8. axilares.

SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo Chiados Estridor Data do último Rx e resultados Aparelho Cardiovascular Desconforto precordial Palpitações Dispnéia Ortopnéia Dispnéia paroxística noturna Edema Cianose Hipertensão Arterial ECG Claudicação intermitente Aparelho Digestório Apetite Intolerância alimentar Anorexia Disfagia Pirose Plenitude pós-prandial Eructações Naúseas Emese Hematêmese Meteorismo Ritmo intestinal Diarréia Constipação Tenesmo Acolia Melena Enterorragia Esteatorréia Icterícia Prurido anal Fissuras anais Aparelho Urinário 11 .

.Roteiro Básico de Estudo Cólica nefrética Polaciúria Nictúria Poliúria Oligúria Urgências urinárias Disúria Jato urinário Gotejamento Incontinência Hematúria Piúria Edema facial e sua periodicidade preferencial Instrumentação urológica prévia Aparelho Genital Data da última menstruação (DUM) Menarca Duração irregular do ciclo Fluxo alterado Dismenorréia Sangramento intermenstrual e pós coito ( sinusiorragia) Leucorréias Tratamentos realizados Cirurgias Gestações Tipos de partos Abortamentos Infecções Uso de métodos contraceptivos Menopausa Membros Marcha Nódulos Varizes Flebite Claudicação Dor (óssea. radicular .SEMIOLOGIA .) Tremor Cor Parestesia 12 .. muscular.

Roteiro Básico de Estudo Micoses Dor articular (artralgia) Edema Flogose Pé plano Fraturas Cãibras Atrofia muscular Dorso Dor Rigidez Limitação de movimentos Dor ciática Sistema Hematopoiético Sangramentos (questionar sobre a origem e localização) Anemia Tipo sangüíneo Transfusões Discrasias sangüíneas Exposição a substâncias tóxicas e/ou radiação Sistema Endócrino Nutrição e Crescimento Tolerância ao calor e ao frio Alterações de pele e fâneros Relação apetite/peso Nervosismo Tremores Poliúria Polidipsia Polifagia Hirsutismo Caracteres sexuais secundários Pigmentação Sistema Nervoso Síncope Perda de consciência Convulsões Crises de ausência 13 .SEMIOLOGIA .

Cianose.A. Icterícia.Roteiro Básico de Estudo Alterações da fala Estado emocional Distúrbios de orientação Distúrbios de memória Alteração no sono Tremores Incoordenação de movimento Paralisias Parestesias Dor radicular Psique Atos Conscientes Atenção Ideação Intelecto Humor Emotividade Vontade Realidade Delírio Depressão Agitação Sono Vigília Esgotamento nervoso Neuroses Tratamentos psiquiátricos já realizados e medicamentos em uso EXAME FÍSICO 1. MEG) Coloração e Hidratação da pele e mucosas (Coloração. Desidratação) 14 • • .5 a 37. Normal = 60 a 100 BPM) • Freqüência respiratória (Normal = 14 a 20 RPM) • P. REG.SEMIOLOGIA . Ectoscopia Estado Geral (BEG. Normal = 35. (atentar para o hiato auscultatório !!!) 2. Sinais Vitais • Temperatura (03’ na fossa axilar.0 ºC) • Pulso (aferir bilateralmente).

Exame da Cabeça 3. braquicéfalo Forma: normocéfalo. e presença de edema 3. intensidade. parasitismo. Coma) • Estado Nutricional (Normal. deformações. 3. Desnutrido) • Fácies • Fala e Linguagem (Disfonia.2. mímica. sensibilidade. alterações na cor e consistência da pele sobrejacente) • 3. alopécias. Obeso. soluções de continuidade Couro cabeludo / Cabelo: implantação. Dislalia. mesocéfalo. amplitude e simetria. consistência. Artéria temporal: sensibilidade. mímica. Torpor. macrocéfalo. Confusão Mental.Roteiro Básico de Estudo Níveis de Consciência e Orientação (Vigil. Região Periorbitária • Sobrancelhas: • alopécia: queda total ou parcial dos cabelos ou pêlos • madarose: calvície da borda palpebral devido a queda dos cílios • sinefrídea: ausência de divisão entre as sobrancelhas • processos inflamatórios • Pálpebras: • edema palpebral • sinal de Romaña • quemose: infiltração edematosa da conjuntiva que forma uma saliência circular em torno da córnea.SEMIOLOGIA . e presença de edema Observar de modo geral a simetria. abaulamentos. Pode atingir conjuntiva palpebral. alteração da cor e textura e lesões. espessamento. elasticidade.1. Disartria.1 Crânio Tipos: dolicocéfalo. • enfisema subcutâneo (aparece crepitação) 15 • • • • • .2 Face Observar de modo geral a simetria. microcéfalo Superfície: depressões. temperatura. Afasia) • Postura e Posição no Leito • Lesões Dermatológicas Elementares (incluindo o Edema localizado/anasarca.

2.simetria (alterações significativas são indícios de paralisia facial) . que ocorre na Síndrome de Sjögren .lagoftalmo: (pode aparecer em lesões do nervo facial) brevidade anormal da pálpebra impedindo de recobrir por completo o globo ocular . Globo Ocular Geral (posição) enoftalmia (síndrome de Claude Bernard Horner .2.secura com atrofia da conjuntiva bulbar • epífora: escoamento anormal das lágrimas pelas bochechas quando estas não podem passar pelos pontos lacrimais • • • • • 3. síndrome de Poufour-Petit irritação do simpático cervical) estrabismo (convergente/divergente) nistagmo vestibular e central • Conjuntiva bulbar e palpebral: • hiperemia (defeito visual ou não) • coloração 16 .blefaroespasmo: tique convulsivo das pálpebras .calázio: pequeno tumor palpebral de origem inflamatória .São condições • Aparelho lacrimal: • dacrioadenites: inflamação da glândula lacrimal • dacriocistite: inflamação do saco lacrimal • síndrome de Mikulicz: hipertrofia bilateral das glândulas lacrimais salivares com queda ou supressão de sua secreção • xeroftalmia: Perda da secreção lacrimal.ptose: queda da pálpebra superior por lesão nervosa do III Par • processos inflamatórios .paralisia do simpático cervical) exoftalmia (Doença de Basedow-Graves.hordéolo: formação de um abcesso na região palpebral .blefarite • blefarocalase: formação de uma larga prega cutânea que cai até a reborda ciliar dificultando a visão • epicanto • xantelasma: coleção lipídica plana a nível de pálpebras • Cílios: • ectrópio (evertidos) / entrópio (invertidos) anormais / Triquíase.SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo • fenda palpebral .

• hemorragia subconjuntival: vista pelo aparecimento de pontos de hemorragia. encontrado na Doença de Wilson ou Degeneração hepato-lenticular • • • • Pupilas / Íris: coloboma: fissura congênita da íris. discoria. • • Escleróticas: • manchas pigmentares e vasculares • estafilomas: formação de uma saliência devido a um enfraquecimento local da esclera • síndrome das escleróticas azuis (congênita e hereditária): forma de fragilidade óssea. tamanho da pupila (midríase.acomodação e convergência 17 .SEMIOLOGIA . miose.halo senil: halo espessado em torno da córnea de coloração azul-acinzentada • úlcera de córnea • ceratites: nome genérico para inflamações da córnea • reflexo córneo palpebral (V e VII par ) • anel de Kayser-Fleischer: anel cor de bronze localizado no limbo esclero-córneo (depósito de cobre). consiste em reação às agressões físicas e químicas do meio externo.Roteiro Básico de Estudo secreção (pseudomembranas tarsais): exsudato patológico na superfície da conjuntiva • granulosidades • corpos estranhos • reações hiperplásicas (pterígio): espessamento membranoso da conjuntiva que passa a invadir a córnea . • Córneas: • transparência . Confirmar pela evolução do espectro equimótico.consensual: resposta contralateral ao estímulo luminoso . anisocoria) hippus fisiológico • sinal de Landolfi (Insuficiência Aórtica): pulso pupilar em sincronia com o batimento cardíaco • sinal de Argyl-Robertson (sífilis nervosa): abolição do reflexo fotomotor com miose permanente e persistência do reflexo de acomodação e convergência • reflexos .fotomotor .leucomas: córnea toma coloração esbranquiçada .

infiltrações) • Epistaxe • Rinorréia: escoamento de líquido pelo nariz na ausência de todo fenômeno inflamatório • Estado do septo nasal • Tumorações • Crepitações 3. Uma análise adequada permite a detecção da altura da lesão nas vias ópticas.2. acromegálico. • Campo visual: • campimetria comparativa • escotomas: aparecimento de figuras em forma de manchas piscantes no campo visual • hemianopsias / quadranopsias: enfraquecimento ou perda da visão em uma metade ou quadrante do campo visual.4. a grosso modo.A tonometria . pode ser feita pela palpação em pinça com os primeiro e segundo quirodáctilos.Roteiro Básico de Estudo • Cristalino: • coloração: deve ser transparente. está opaco em condições patológicas (catarata) • posição (luxação e subluxação) • Tensão Ocular (aconselhável usar tonômetro) . Seios Paranasais • Palpação de pontos dolorosos • Transiluminação 18 .SEMIOLOGIA .3.2. Nariz • Aspecto anatômico (nariz em sela. • Acuidade visual • Fundo de olho 3.

2. Importante descrever o odor e outras características da secreção que sai no espéculo do otoscópio.6.vesículas . Boca • Hálito: cetônico (algo semelhante a maçã). hipertricose.5. nível hidroaéreo. presença de tofos gotosos. Ambas são pouco freqüentes.lábio leporino • Gengivas: • coloração: linhas de Burton-Pb (intoxicação por chumbo levando à impregnação deste metal formando uma linha azulada próxima ao ponto de implantação da arcada dentária superior) • sangramentos:denominadas gengivorragias • ulcerações • hiperplasias 19 . herpética. compressão do tragus.Roteiro Básico de Estudo 3. perfurações e visualização do trígono luminoso. • • Médio: • compressão de região mastóidea e sinais flogísticos locais • Interno: • acuidade auditiva 3.cerume.queilite: angular .SEMIOLOGIA . otorréia. carencial (carência de vitamina B12) . sinal do lobo da orelha • conduto auditivo . implantação.2. otorragia • membrana timpânica . corpo estranho.ulcerações . tamanho e forma. fector hepaticus (insuficiência hepática) • Lábios: • coloração: atentar para doença de Osler-Rendu-Weber que leva a uma telangectasia labial e síndrome de Peutz-Jeghers em que aparecem manchas hipocrômicas nos lábios.opacidade. • simetria • lesões .coloração. abaulamento. urêmico (indício de insuficiência renal crônica). Ouvidos Externo: • pavilhão auditivo .

hipotiroidismo . é indício de desidratação .SEMIOLOGIA . pilares. avermelhado e um pouco edemaciada . placas de pus sinal de Frederic-Müller (Insuficiência Aórtica): pulsação da úvula em sincronia com o batimento cardíaco • sinal da cortina (lesão do IX par): desvio da úvula quando se faz “aaah” para o lado da lesão • • • • • Mucosa Bucal: coloração umidade ulcerações enantemas: no sarampo há o aparecimento do sinal de Koplik (mancha branca nas proximidades do segundo molar) • Articulação Temporo-Mandibular: 20 .negra: infecção por aspergilos . parede posterior e úvula) coloração lesões: abcessos. ulcerações.em framboesa: escarlatina . amígdalas. aspecto liso.saburrosa:dorso da língua esbranquiçado.de papagaio: piora da língua saburrosa • lesões • mobilidade (XII Par) • • • • • • • • Palato Duro ulcerações perfurações fenda palatina Orofaringe (palato mole.lisa: carência de vitamina B12.microglossia: paralisia do XII par • aspecto .geográfica .Roteiro Básico de Estudo • • • • Dentes: estado de conservação uso de prótese dentes de Hutchinson (Sífilis Congênita): em forma de bandeirolas de festa junina • Língua: • tamanho .escrotal: congênita . tumorações.macroglossia: acromegalia.cerebriforme: congênita .

aneurisma da crossa da aorta) : balanço da cabeça em sincronia com o batimento cardíaco • dança das artérias • Sinais Venosos • pulso venoso • turgência jugular B. Palpação • Pesquisa de Linfonodos (cadeias ganglionares) 21 .cisto do canal tireoglosso .cisto branquial .Roteiro Básico de Estudo • • • • mobilidade sensibilidade crepitações estalos Fazer a palpação da ATM pelos condutos auditivos externos avaliando-a !!! 4.cisto dermóide • TU inflamatórios • TU neoplásicos • higroma: inflamação de bolsa serosa • Sinais Arteriais • sinal de Musset (insuficiência aórtica. Exame do Pescoço A. Inspeção IMPORTANTE • Mobilidade: • rigidez de nuca • opistótono: contratura generalizada com predominância da musculatura extensora • torcicolo • Forma e Volume • TU congênitos .SEMIOLOGIA .

cisto branquial .Roteiro Básico de Estudo • • • • • • • • • • • • tamanho consistência confluência aderência a planos profundos e superficiais sensibilidade sinais flogísticos Fistulização Tireóide (normalmente impalpável) volume forma consistência mobilidade (aderência a planos profundos.Cisto do Canal Tireoglosso . caso seja palpável.Palpação do Pulso Carotídeo: cuidado par não fazer manobra vagal por compressão do seio carotídeo ! .cisto dermóide C.Sopros em Carótida 22 .frêmito: repercussão tátil de um sopro . mesmo sem frêmito! .Sopros em Tireóide: Auscultar a tireóide.sinais flogísticos . Ausculta .SEMIOLOGIA . pedir para o paciente engolir) • sensibilidade • superfície • alterações da pele suprajacente .

abdominal . Ângulo de Louis torna-se mais visível.tóraco-abdominal • Ritmos respiratórios : • Normal: inspiração com duração e intensidade semelhante a expiração • Suspiroso (ansiedade. Natureza congênita - Inspeção Dinâmica .SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo 5.Tipos respiratórios e Uso da Musculatura Acessória: .Mamilos: .número .implantação .Presença de depressões. tensão emocional): movimentos inspiratórios de amplitude crescente seguidos de expirações breves e rápidas 23 Importante ser observada na paralisia ou fadiga do diafragma . Típico dos longilíneos e portadores de doença pulmonar crônica.simetria . Sapateiro ou Pectus Escavatum: depressão da parte inferior do esterno na região epigástrica. abaulamentos ou nodulações ou lesões à nível de tórax .Tipos torácicos: .torácico . Exame do Sistema Respiratório A. É congênito ou devido ao raquitismo na infância.Chato: parte anterior perde sua concavidade (portanto há diminuição do diâmetro AP).Enfisematoso: em tonel . - Quilha ou Pectus carinatum: Tórax de pombo. Inspeção Inspeção Estática .

SEMIOLOGIA . AVC. Pode ser intercostal e/ou subcostal. Traduz a presença de um derrame pleural livre. Palpação • Temperatura e Sensibilidade Torácica 24 . Tiragem : é a depressão dos espaços intercostais que ocorre dinamicamente durante a inspiração. • Sinal ou fenômeno de Litten : é a visualização do diafragma quando o mesmo faz sua incursão durante a inspiração e expiração. • Freqüência respiratória : • normal • bradipnéia • taquipnéia • Amplitude respiratória : • normal • hipopnéia • hiperpnéia • Cornagem ou Estridor Laríngeo : respiração ruidosa. Expressa dispnéia inspiratória por obstrução brônquica. • • Sinal de Lemos Torres : é um abaulamento expiratório visto nas bases pulmonares. Está abolido nos derrames pleurais moderados e volumosos. Hipertensão intracraniana): fase de apnéia seguida de inspiração e expiração cada vez mais intensas • Biot (mesma causas acima): apnéia seguida de inspirações e expirações anárquicas • Kussmaul (Acidose Diabética): desencadeada via acidose. • Agônico (Insuficiência Respiratória Aguda): semelhante a um peixe fora d’água.Roteiro Básico de Estudo • Cheyne-Stokes (TCE. Insuficiência Cardíaca. Possui 04 fases. na face lateral do hemitórax . B.

bases.é mais intenso na base direita • frêmito brônquico e frêmito pleural C. Percussão • Ruídos e sons a serem pesquisados: • som claro pulmonar ou atimpânico (NORMAL) • som submaciço ( pode estar presente no precórdio) • maciço (exemplo é o fígado) • timpânico (espaço de Traube) • hipersonoridade (condições patológicas. . e lembram o “roçar de cabelos” 25 .SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo • Gânglios. audíveis à distância.Sibilos: traduzem a estenose de pequenos brônquios. inspiratórios. lembra um tambor) D.região supra/infra-clavicular e supraescapular Respiração vesicular ou murmúrio vesicular (MV) . região axilar e parede anterior. • Estertores úmidos : . • Variações patológicas : • aumento.Crepitantes: são alveolares. são intensos.Roncos: traduzem a estenose de grandes brônquios. diminuição ou abolição do MV • Estertores secos : . dão frêmitos e são contínuos.auscultada abaixo da cartilagem tireóide Respiração bronco-vesicular . Tumorações e Abaulamentos • Expansibilidade (usar a manobra de Rualt ) • Elasticidade • Frêmitos • FRÊMITO TORACO VOCAL (FTV) . agudos e contínuos.(demais regiões) auscultar a parede posterior do tórax (método de barras gregas). Lesões de Pele. são intensos. Ausculta • Ruídos normais : • • • Respiração traqueal ou brônquica .

em zonas de auscultação do MV normal for encontrado um ruído intenso. que são a condensação e a cavidade. Ela pode estar aumentada ou diminuída.Cavernoso e Anfórico. Ocorrem na ins/expiração e se modificam com a tosse. não muda com a tosse e lembra o “ranger de couro cru”. ins/expiratório. . É a respiração tráqueo-brônquica auscultada em áreas de MV. mas com a exp > inspiração e também com a expiração mais aguda.Pectorilóquia fônica . • Atrito pleural : traduz inflamação aguda e fibrinosa das pleuras ou neoplasia pleural.Brônquico. o que ocorre devido a meios de propagação mais adequados. • Brocofonia: ausculta distinta da voz. dentre estes podemos encontrar: • sudorese fria • edemas • petéquias • xantelasmas • lesões orovalvares (embolia) 26 . Tipos de sopros . Ao perceber presença de algum ruído é aconselhável pedir para o paciente tossir e verificar logo em seguida se o ruído ainda permanece 6.é a ausculta da voz falada. Inspeção Geral: atentar para sinais gerais associados a doença cardiovascular. É um ruído irregular. denomina-se este ruído de sopro.é a ausculta da voz sussurrada. • Ausculta da voz : • Ressonância Vocal Normal: ausculta-se um rumor indistinto na maioria das vezes. pode ser: . é ventilatório-dependente. Exame do Sistema Cardiovascular • A. Pleurítico .Pectorilóquia áfona . grosseiro. Tubário.Roteiro Básico de Estudo .Subcrepitantes: têm o ruído de bolhas e são produzidos pelo conflito arlíquido na luz dos médios e pequenos brônquios. • Sopros : Quando.SEMIOLOGIA .

C. em geral a onda A é a mais visível. A.pulsação da artéria pulmonar (no foco pulmonar) • retrações sistólicas dos espaços intercostais (pericardite constrictiva): Sinal de Broabent • Presença de Pulso Venoso Jugular ou Turgência A C V • analisar as ondas de pulso venoso (H. Z X Y • refluxo hepatojugular • sinal de Kussmaul (turgência jugular na inspiração) • Circulação Colateral • tipo cava superior • tipo braquicefálica (em esclavínea) • tipo cava inferior • tipo porta (cabeça de medusa) B.SEMIOLOGIA . Palpação • Palpação do Ictus Cordis Se estiver de difícil localização pode-se pedir para o paciente fazer decúbito lateral esquerdo 27 . Z. X.Roteiro Básico de Estudo • baqueteamento digital • unhas em vidro de relógio • Inspeção da Região Precordial • observar e se possível localizar o ictus cordis • impulso de VD • pulsações anormais: . Y).pulsação de aneurisma da aorta torácica (na fúrcula esternal ou terceiro/segundo EICD) . V.

diastólico ou contínuo) • Palpação das Bulhas • choque valvar B1: estenose mitral P2: hipertensão pulmonar • A2: hipertensão arterial sistêmica • Frêmito Pericárdico • sistólico 28 . Artéria Pulmonar e Aneurisma da Aorta (Espalmar a mão sobre o precórdio) • • Frêmitos • localização • posição no ciclo (sistólico. patologias abdominais.normal (observar se está hipocinético) . patologias pleuropulmonares.SEMIOLOGIA .globoso: dilatado . Átrios.Roteiro Básico de Estudo • localização (observar variações com a postura. tamanho do coração.sustentado: maior força de contração (reflexo de hipertrofia) • mobilidade (movimentar o paciente e acompanhar o ictus) móvel: normalmente • imóvel: pericardite • alterações incluem: • duplo impulso apical onda pré-sistólica e onda de enchimento rápido (aspecto palpável de B3 e B4) Palpação do Precórdio: VD. deformidades torácicas) • extensão (normal: tem pouco mais que uma polpa digital) • forma e amplitude .

. ejetivo.Roteiro Básico de Estudo • protosistólico • pré-sistólico Pesquisa de Turgência Jugular Traçar uma linha horizontal de 4. Ausculta AUCULTAR FOCOS DE PONTA (F. B2. plateau) • manobras que visam aumentar ou diminuir um sopro: 29 .SEMIOLOGIA .T). decrescendo. FOCOS DE BASE (F.0 cm a esquerda. Daí traçar uma paralela ao pescoço .Ao) e DEMAIS REGIÕES DO TÓRAX COMO UM TODO • Ausculta das Bulhas Cardíacas (B1. é considerada presente. crescendo-decrescendo.ARRITMIA) • Tempos do Ciclo (dois tempos. hiperfonese) • Desdobramento das bulhas (fisiológico.Aa / F. desde o ângulo de Louis. B4) • Regularidade do Ritmo (regular. musical.se a turgência estiver no ponto de intersecção ou acima dele. aspirativo.) • configuração (crescendo. irregular ou anárquico .. C.M / F. rude.variável. B3. fixo.P / F.sopro circular de Miguel Couto (insuficiência mitral) . três tempos. normofonese. paradoxal) • Presença de Sopros Cardíacos • posição no ciclo • localização • irradiação . O paciente deve estar em decúbito dorsal e inclinação de aproximadamente 45º. regurgitante. quatro tempos) • Intensidade (hipofonese.fenômeno de Gallavardin • intensidade (+ a 6+): a partir de 4+ é acompanhado de frêmito • timbre (suave.

usar campânula) .paciente em pé ( sopro da HSA) .paciente em decúbito lateral esquerdo ( sopro da estenose mitral. femoral.SEMIOLOGIA . pode acentuar também das insuficiências aórtica e mitral) .manobra de Valsalva ( sopro da HSA) .manobra de handgrip ( sopro da insuficiência mitral) . Análise dos Pulsos Arteriais • Verificar se há pulso capilar Analisar pulsos carotídeo.Roteiro Básico de Estudo .squating ( sopros de cavidade direita.paciente sentado com o tronco para frente ( sopros de base) -aumento da pressão da membrana do estetoscópio • Presença de Outros Ruídos • estalido de abertura da valva mitral / tricúspide • click mesossistólico de colapso da valva mitral / tricúspide • click de ejeção aórtico / pulmonar • atrito pericárdico D. radial. pedioso e tibial posterior (dar preferência para a descrição de pulsos centrais) • Ritmo: • regular • irregular • anárquico (fibrilação atrial) • Freqüência: • normal • taquiesfigmia 30 . braquial.manobra de Rivero Carvallo ( sopros de cavidade direita) . poplíteo.

IVE. IVD • Estado da Parede Arterial (na aterosclerose ocorre o espessamento da parede) • Pulsos Típicos: • Pulso Paradoxal de Kussmaul: desaparece na inspiração • Pulso Bigeminado • Pulso Trigeminado • Pulso em Martelo D’água ou Pulso de Corrigan ou Célere (Insuficiência Aórtica): amplitude e ↓ período • Pulso Tardus (estenose aórtica) e Pulso Parvus • Pulso Magnus (estenose aórtica) • Pulso Alternans (fase final de ICC) • Pulso Bisferiens • Pulso Dicrótico (parece haverem duas sístoles em uma) 7.Roteiro Básico de Estudo • bradiesfigmia • Amplitude: • pulso cheio (normal) • pulso hipocinético: choque. ICC.SEMIOLOGIA . desidratação • pulso hipercinético: hipertensão arterial sistêmica. Inspeção • Lesões de pele à nível de abdome • sinal de Cullen (pancreatite): mancha hemorrágica periumbilical • sinal de Turner (pancreatite): mancha hemorrágica em flancos 31 . Exame do Sistema Digestório A.

pode ainda aparecer em pessoas muito magras). hipoestesia. hipertonia (ou defesa) Abdome em Tábua: forma extrema de hipertonia involuntária 32 .SEMIOLOGIA . Palpação • Palpação Superficial • sensibilidade: normal. Buscar as ondas de Kusmaul visíveis no epigástrio!!! • Abaulamentos (visceromegalias. hiperestesia • tensão: normal. B. flacidez.Roteiro Básico de Estudo • Tipo Abdominal • ventre em batráquio • distendido/globoso • em avental • escavado • gravídico • em tábua • atípico • Cicatriz Umbilical • protusão • hérnia • eritema • nódulo da irmã Maria José: linfonodo metastático periumbilical • Fístulas enterocutâneas (colite ulcerativa e doença de Crohn) • Contrações peristálticas visíveis (estenose ou obstrução. tumores intra-abdominais e de parede) • manobra de Smith-Bates: para diferenciar abaulamentos de parede dos intraabdominais.

Avaliar o grau de esplenomegalia ! • rins: normalmente impalpável.colecistite • ponto epigástrico • pontos reno-ureterais superiores e inferiores. usar então a manobra do Rechaço). descrever localização.observar se é pulsátil (aneurisma de aorta abdominal) .SEMIOLOGIA . hematomas da bainha do músculo reto abdominal) • solução de continuidade de Hérnias (diástase dos retos) • Palpação Profunda • Procura de Massas Anormais . quando palpável fazê-lo no direito (tumor.tamanho e forma . consistência e bordas. normalmente é imóvel (como o pâncreas) • ceco e cólon sigmóide • Dor em pontos específicos • ponto de MacBurney (doloroso na apendicite) • ponto pancreático de Desjardins • ponto cístico (vesícula biliar) . direitos e esquerdos • Sinais e Manobras Específicas 33 . nefroesclerose diabética).fígado: pode ser palpável em condições normais (na ascite pode ser dificultada.sensibilidade . volume.consistência . sensibilidade. baço (se dificultada usar a manobra de Shuster): normalmente impalpável.Roteiro Básico de Estudo • tumores (lipomas. fibromas.mobilidade (com movimentos respiratórios) • Palpação de Vísceras . superfície.localização .superfície . hidronefrose.

índice de perfuração de víscera oca. uma vez que o ar tende a ocupar as porções superiores (infradiafragmáticas) do abdome ! • Manobras para pesquisa de ascite . • Sinal de Joubert (pneumoperitônio): aparecimento de timpanismo em área de macicez.SEMIOLOGIA . Aparece em ascites de médio volume. Fazer hepatimetria nas linhas axilar anterior D. indica CA periampular. positivo na Apendicite Aguda • • sinal de Murphy (colecistite. hemiclavicular D e paraesternal D.“Pesquisa de Macicez Móvel”: decúbito lateral direito e esquerdo comparando-se a percussão (observar se há deslocamento de líquido). sendo mais freqüente o de cabeça de pâncreas • sinal de Giordano: punho-percussão lombar dolorosa na área de projeção renal • Vascolejo / Gargarejo: mesogástrio e colo murmúrio aumentado respectivamente em • Manobra do Piparote (pesquisa de ascite): positiva em ascites volumosas • Sinal da Poça: presente nas ascites C.Roteiro Básico de Estudo • sinal de Blumberg: descompressão dolorosa (indica processos inflamatórios à nível do peritôneo) • sinal de Rovsing: deslocamento de ar para o ceco à partir do colo esquerdo. É o sinal mais importante para diagnóstico clínico de ascite. Percussão • Som normal = timpânico e maciço (fígado) • Pesquisar som do espaço de Traube (está alterado na esplenomegalia) • Hepatimetria: normal tem até 12cm na LHC direita. 34 . colelitíase): inspiração profunda acompanhada de compressão dolorosa do ponto cístico sinal de Courvoisier: vesícula palpável e indolor (pode estar visível).

Exame do Sistema Locomotor 8. • silêncio abdominal • Atrito Hepático (Cirrose ou NEO hepática) • Sopro Hepático (cirrose ou NEO hepática por neovascularização) • Sopro Aórtico / Renal / Mesentérico (obstrução.SEMIOLOGIA . pois estas podem estimular o peristaltismo e prejudicar a avaliação dos ruídos hidroaéreos quanto à freqüência e intensidade. placa de ateroma) • Hum venoso periumbilical (sopro por circulação colateral) IMPORTANTE A ausculta abdominal deve anteceder a palpação e a percussão.) • pedir para o paciente tocar a ponta dos pés (flexão lombar) • pedir para o paciente encostar a cabeça no ombro (flexão cervical lateral) • pedir para o paciente abrir a boca e mover a mandíbula de um lado e do outro • Inspeção do dorso das mãos • Inspeção das palmas das mãos 35 .Roteiro Básico de Estudo D..1 Exame Geral • Exame Estático do Paciente • observar se há qualquer tipo de deformidade (varismo / valgismo / subluxações . Ausculta • Ruídos Hidroaéreos (RHA) • peristalse normal • peristalse de luta (obstrução): ruído de alta intensidade e freqüência. 8. podendo chegar ao timbre metálico..

Roteiro Básico de Estudo • pedir para o paciente cerrar os punhos (preensão de força) • pedir para o paciente tocar o polegar com os demais dedos (pinça de precisão) • estreitar os metacarpianos • Exame do Paciente Deitado no Leito • buscar crepitações no joelho durante a flexão da coxa sobre a bacia • movimento passivo de rotação interna da bacia flexionada • pesquisa do sinal da tecla • estreitar os metatarsianos .SEMIOLOGIA .manobra de Poulouson • inspecionar a planta dos pés (pé cavo / pé plano) 8.2 Exames Específicos Exame das mãos • Inspeção Comparativa • comprometimento da articulação interfalangiana distal (artrose) • comprometimento da articulação metacarpo falangiana • mão reumatóide: desvio ulnar... interfalangianas proximais) • presença de nódulos de Heberden (art.) • mobilidade do processo estilóide da ulna (é móvel em comprometimento do ligamento triangular do carpo) • palpar tendões (tendinites) 36 . interfalangianas distais) • perda de sulcos cutâneos (esclerodermia sistêmica progressiva) • Palpação • movimentos articulares (procura de crepitaçãoes . mão em dorso de garfo ou corcova de camelo • mão de pregador (contratura de Dicoitren) dedo em gatilho • presença de nódulos de Bouchard (art.

SEMIOLOGIA - Roteiro Básico de Estudo

• Manobras Especiais • manobra de Finkelstein (positiva na tendinite de De Quervain) • manobra de Phallen e Manobra de Tinnel (positivas na síndrome do túnel do carpo)

Exame do Cotovelo • Inspeção Comparativa • sinais flogísticos • Palpação • nódulos da bursite olecraniana (sulco olecraniano lateral) • nódulos na parte posterior do antebraço (AR e Gota) • palpar o nervo ulnar • Manobras Especiais • teste para epicondilite (cotovelo de tenista): teste contra-resistência da musculatura da porção acometida (medial ou lateral); observar dor ao movimento

Exame do Ombro • Inspeção Comparativa • tendinites • bursites • lesões • artrite de ombro

• Palpação
• movimentos articulares (procura de crepitações e redução de força muscular) • bursite do músculo supra-espinhal (palpação mais abdução - aparece dor em um ângulo de abdução de aproximadamente 160º) • tendinite do bíceps (palpar o tendão)
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Exame da Articulação Coxo Femoral • Palpação de pontos dolorosos
• •

MovimentosArticulares (Flexão / Extensão / Rotação Interna / Rotação Externa / Adução / Abdução) Sinal de Lasegue (Radiculite Lombar)

• •

• • •

Exame do Joelho Inspeção deformidades: - varismo - valgismo - genu recurvatum - subluxações - deformação fixa sinais flogísticos (artrite) tumefações (relevos): - bursite anseriana (tipo mais comum de bursite; acompanha dor à compressão na região da “pata de ganso”) bursite pré-patelar (comum na gota) Palpação crepitações (movimentos ativos e passivos de flexão) palpação de pontos dolorosos - tuberosidade da tíbia (local comum de ósteo necrose em adolescentes) - região da “pata de ganso” (bursite) - compartimento tíbiofemoral interno sinal da tecla (positivo nos derrames articulares) palpação bimanual (positivo nos derrames articulares) Testes Especiais (aumentos na amplitude de movimento são indícios de lesão) teste do ligamento colateral interno teste do ligamento colateral externo teste dos ligamentos cruzados (pesquisa do “sinal da gaveta”) teste do menisco medial - inversão do pé + flexão teste do menisco lateral - eversão do pé + flexão

• •

• •

• • • •

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Exame do Tornozelo e Pé • Inspeção Comparativa • pé cavo - muitas vezes está associado à metatarsalgia • pé plano - muitas vezes está associado a dores constantes na perna • edemaciação com apagamento dos sulcos maleolares - artrite tumorações localizadas - bursites e tendinites (muitas vezes verifica-se o tendão de Aquiles edemaciado e sensível à palpação) • Deformidades - tornozelo valgo • tornozelo varum • • • • • • Palpação palpar tumorações localizadas palpar o tendão de Aquiles (tendinite do tendão de Aquiles) mobilidade e integridade dos ligamentos do tornozelo mobilidade do tarso (inversão e eversão com tornozelo fixo) mobilidade dos metatarsos - sinal de Poulouson: sempre positivo na artrite reumatóide (dor à compressão bilateral simultânea dos metatarsos)

9. Exame da Coluna Vertebral

9.1 Exame Geral Inspeção Frontal (anterior e posterior) e Sagital (perfil)

• posturas antálgicas (comum na hérnia discal) • simetria da cintura escapular (desnivelamento sugere escoliose) • simetria da cintura pélvica (desnivelamneto sugere discrepância no tamanho dos membros inferiores) • desvios - escoliose - grau de lordose lombar e cervical - cifose • alinhamento dos membros inferiores • orientação das patelas • posicionamentos dos pés (calcanhares)
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SEMIOLOGIA - Roteiro Básico de Estudo

• Testes de Mobilidade • flexão - tocar a ponta dos pés • extensão • inclinação lateral • rotação toraco-lombar - de preferência sentado e com as mãos nos ombros • flexão / extensão / inclinação lateral / rotação do pescoço - idem • Palpação • músculos paravertebrais (tônus e sensibilidade) • ligamentos interespinhosos (dor) • região das articulações interapofisárias (dor) • apófises espinhosas (espinha bífida) • Provas de Compressão Radicular • manobra de Lasegue • manobra de Spurling • estiramento do nervo femoral 9.2 Exame Específico

9.2.1 Coluna Cervical

Inspeção
• Observar movimentação cervical • rigidez (opistótono) • subluxação (posição de torcicolo) • Observar presença de cicatrizes no trígono anterior

Palpação (paciente em decúbito dorsal)
• Palpação do trígono anterior • mastoidites
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fúrcula esternal (nível de T1) • Palpação da fossa supraclavicular • em algumas patologias pulmonares o ápice do pulmão pode ser palpado • aparecimento de uma costela cervical que pode comprometer o plexo cervical (Braquiartrite) • TU de Pancoast (pode por compressão do gânglio estrelado levar à síndrome de Claude Bernard Horner) • Palpação do músculo trapézio • hipertonia • cadeias linfáticas em sua borda supero-lateral • Palpação do grande nervo occipital (base do crânio) .Roteiro Básico de Estudo • torcicolo congênito (esternocleido rígido e encurtado.observar sensibilidade local mais freqüente de dor devido a alterações ósteo-artríticas (entre C5 e C6) • Palpação do ligamento nucal superior • Pesquisa do Grau de Mobilidade • Testes motores ativos • flexão / extensão • adução / abdução • rotação • Testes motores passivos • ídem • Testes motores contra resistência • flexão (esternocleido) • extensão (músculo posterior) • inclinação lateral (escalenos) Avaliação Neurológica SEMPRE COMPARAR BILATERALMENTE 41 . cartilagem tireóide. primeiro anel cricoideo. nodulações) • presença de Palpação do osso hióide (nível de C2).SEMIOLOGIA .

Sensibilidade na face lateral do braço . extensores dos dedos (em especial do terceiro quirodáctilo) .Sensibilidade na face medial da mão e antebraço .Reflexo Bicipital • C6: .Não há reflexo(s) específico(s) Testes Especiais • • • • • Compressão da cabeça (aumenta dor em compressão de raízes nervosas) Manobra de Spurling Extensão da cabeça (diminui dor em compressão de raízes nervosas) Manobra de Valsava (aumenta dor em compressão de raízes nervosas aumento da PI) Deglutição (dolorida em artrose da coluna cervical) Teste de Addison: buscar o pulso radial e ir elevando o membro.Testes motores dos extensores do Carpo .Sensibilidade na borda medial do braço .Sensibilidade na face lateral do antebraço .Roteiro Básico de Estudo • • Plexo Braquial (Raízes de C5 / C6 / C7 / C8 / T1) C5: .Reflexo Triciptal • C8: .Testes motores dos músculos interósseos (preensão entre os dedos mais mediais) .Reflexo Estilo-Radial • C7: .Testes motores dos músculos interósseos (preensão entre os dedos mais laterais) .SEMIOLOGIA .Testes motores do tríceps.Testes motores do deltóide e bíceps .Não há reflexo(s) específico(s) • T1: .Sensibilidade do terceiro dedo . notar se há diminuição (compressão da artéria braquial ao nível do peitoral maior ou ao nível do escaleno) 42 . flexores do carpo.

hipertonia uni ou bilateral • nódulos fibulo-adiposos (origem desconhecida.SEMIOLOGIA . malformações musculares.Roteiro Básico de Estudo 9. provavelmente por tensão muscular excessiva) • neuromas (à nível da asa do osso ilíaco) • região ciática (entre o trocanter maior e a espinha isquiática) • musculatura abdominal (flacidez pode gerar dores na coluna) Pesquisa do Grau de Mobilidade • Flexão / Extensão 43 . espinha bífida.sugestivo de linfomas.2.2 Exame da Coluna Lombar Inspeção • Presença de Manchas : • “café com leite” . escoliose .sugestivo de neurofibromatose (doença congênita) • negras .) Palpação • Palpação de estruturas ósseas • processos espinhosos • cóccix (área muito suscetível a lesões ao cair sentado ou em pessoas magras) • EIPS e Trocanter • EIAS • asa do osso ilíaco (Na maioria dos indivíduos corresponde à L3/L4) • palpação de espinha bífida • palpação de espondilolistese (mais freqüente entre L5/S1): deslocamento para diante de um segmento da coluna vertebral • Palpação de tecidos moles • rafe mediana ... alterações neurológicas • Nodulações • Lordose (ângulo sacral menor que 45º) • Outras deformidades (gibosidades.

Testes motores do tríceps sural (andar em eqüino) .Roteiro Básico de Estudo • Rotação • Inclinação Lateral (tende a aumentar a dor da hérnia de disco) Avaliação Neurológica • • Plexo Sacral (raízes T12 / L1 / L2 / L3 / L4 / L5/S1) T12/L1: . movimento lento) Em compressões nervosas observamos a redução dos reflexos superficiais (em especial do cutâneo abdominal) e exacerbação dos reflexos profundos (em especial do patelar e do aquileo) Contração Clônica .Sensibilidade no terço médio e distal da coxa .Testes motores do músculo íleopsoas (flexão da coxa sentado) .Não há reflexo • S1: .Sensibilidade na face lateral da perna e dorso do pé . médio e inferior) • cremastérico • anal • cutâneo plantar (borda lateral da planta e base dos dedos.Reflexo patelar • L5: .Não há reflexo • L2/L3: .Inversão do Pé .Sensibilidade na face posterior da perna e lateral do pé .Reflexo patelar • L4: .Testes motores do extensor longo do hálux . 44 .Sensibilidade na borda medial da perna .Reflexo aquileu • Reflexos Superficiais • cutâneo abdominal ( movimentos rápidos: superior.Testes motores do quadríceps .Sensibilidade no terço proximal da coxa .índice de lesão medular.SEMIOLOGIA .

S1. de Lasegue sensibilizado) • dor ciática (compressão de S1) exacerbada • dor por compressão de L1 (face lateral da coxa) exacerbada • • • Manobra de Valsava: aumento da pressão liquórica.SEMIOLOGIA . acentua dor por compressão nervosa Manobra de Naffzinger: compressão do seio carotídeo (ídem a Valsava) Manobra para sacro-ilíaco: compressão desta região Manobra de Schoeber: avalia a flexo-extensão da coluna lombar Manobra de Flexo-Extensão cervical: medir a distância mento-fúrcula • Pesquisa do sinal de Babinski • • 45 . pode-se aliar a dorsiflexão (pé)( Esta é a M. nevralgia ciática ou comprometimento meníngeo): elevação até cerca de 50° do MI do paciente.Roteiro Básico de Estudo Testes Especiais • Manobra de Lasegue (hérnia discal L5. com a perna em completa extensão. estando o paciente em decúbito dorsal.

São movimentos clônicos. Inspeção Geral • Postura e Posição Típicas no Leito • opistótono • parkinson (observar também fácies) • Plegias e Paresias • Lesões cutâneas • manchas hipercrômicas ou hipocrômicas • angiomas • neurofibromas • Atrofias. sem deslocamento do segmento.Roteiro Básico de Estudo 10. Exame do Sistema Nervoso A. Estática • Pesquisa do Sinal de Romberg 46 . hipertrofias e miofasciculações • Distonia muscular • Espessamento de nervos periféricos • Hipercinesias • balismo • coréia • atetose • mioclonia (lesão do núcleo denteado do cerebelo): contração brusca e involuntária de um ou mais músculos. dependendo do músculo e segmento envolvidos.SEMIOLOGIA . arrítmicos e paroxísticos. B.

queda para trás (pacientes idosos com lesão vertebrobasilar) • Manobras de sensibilização • um pé na frente do outro • ficar em um pé só • sentado. • Principais disbasias: • marcha hemiparética. • marcha cerebelar ou ebriosa: alargamento da base de sustentação. amplitude de cada passo. abertura dos braços para procura de apoio. o corpo pende para o lado da lesão. a ponta do pé se arrasta no chão. se o paciente toca o solo primeiramente com o calcanhar e os movimentos associados de balanço dos braços. • marcha vestibular ou em estrela (lesões vestibulares): caracteristicamente lateralizada. desvio de um só braço cerebelar) Astasia: impossibilidade de manter-se em pé Abasia: impossibilidade de andar Disbasia: dificuldade em andar C. 47 . Marcha Modo de pesquisar: marcha comum.Roteiro Básico de Estudo • sinal de Romberg cordonal (clássico): desequilíbrio logo após fechar os olhos • sinal de Romberg vestibular: desequilíbrio após fechar os olhos por certo tempo Na lesão cerebelar: ocorre desequilíbrio constante (é característico o aumento da base de sustentação) • outras respostas: . braços estendidos (desvios dos MMSS paralelos e para o mesmo lado indica lesão vestibular. Observar os desvios ou quedas. helicópede ou ceifante (AVC envolvendo cápsula interna): um ou ambos os MMII durante a marcha faz movimento semicircular.SEMIOLOGIA .histerias (atitudes bizarras) .

abdução e adução do braço 48 . • Manobras de sensibilização: • pé ante pé • na ponta dos pés • nos calcanhares • andar rapidamente • voltar rapidamente • ir para frente e para trás (formação da “estrela de Babinski”. • marcha tabética (síndromes do cordão posterior): apoio do corpo sobre o tálus (o bate fortemente contra o chão).levantar o ombro (teste para o trapézio) . em tesoura (doença de Little . os membros são movidos grosseiramente desgovernados • marcha parética uni ou bilateral (neuropatia periférica): ponta do pé parece estar presa ao solo.rigidez espasmódica congênita dos membros por lesões cerebrais em prematuros ou crianças nascidas de parto complicado .mover a cabeça lateralmente (teste para o esternocleido) • MMSS: .estado de asfixia): andar curto com MI(s) enrijecidos. Força Muscular SEMPRE COMEÇAR EXAMINANDO O LADO PRESUMIVELMENTE SADIO • Força muscular contra-resistência (Análise comparativa) • Cabeça e Ombro: .Roteiro Básico de Estudo • marcha parkinsoniana (“petit-pas”): pequenos passos. o joelho é elevado mais que o normal afim de se realizar o movimento. MMSS fletidos (cotovelo e punho) e com tremor. olhar atento para os pés. Pode aparecer na Hansen (relativo a afecção do nervo fibular) • marcha anserina ou miopática: lembra os movimentos de um ganso • marcha paraparética: se espástica.SEMIOLOGIA .lesão vestibular) D. tronco um pouco inclinado para frente.

extensão e flexão da perna • flexão e extensão dos pés (dorsiflexão e flexão plantar) • Manobras Deficitárias: (usar para cada manobra cerca de 1 min.Hipotonia . flexão da coxa + extensão da perna sinal de Brudzinski* . observar se ocorre queda do punho (mão em gota) • Barré p/ MMSS (mão) .flexão e extensão das mãos .flexão e extensão da perna • Palpação dos principais grupamentos musculares • • • • Sinais de Irritação Meníngea ( * corresponde aos principais) rigidez de nuca* . abdução e adução da coxa . dedos das mãos abertos • Raimiste .flexão e extensão do antebraço .flexão da nuca determina flexão involuntária das pernas e coxas 49 .flexão e extensão passiva da nuca sinal de Kernig* .flexão e extensão do antebraço MMII .decúbito dorsal.braços estendidos paralelamente.afastar ao máximo os dedos das mãos • Mingazzine p/ MMII . Tônus Muscular Achados clínicos incluem: .Hipertonia Elástica (Sinal do Canivete) . flexão em 90º da perna E.) • Mingazzini p/ MMSS .SEMIOLOGIA .flexão.antebraço fletido em 90º.adução e abdução dos dedos e força de preensão • MMII: .Roteiro Básico de Estudo . flexão em 90º da coxa • Barré p/ MMII .decúbito dorsal.decúbito ventral.Hipertonia Plástica (Sinal da Roda Denteada) • Movimentação Passiva • • MMSS .

Roteiro Básico de Estudo • sinal contralateral da perna de Brudzinski . Esta pode ser de origem cerebelar (predomínio da dismetria.indicada para diagnóstico diferencial com processos articulares da bacia.ver pesquisa para hérnia de disco. chegando até as extremidades inferiores. Há ainda casos de ataxia com origem frontal. ou movimento em extensão (resposta “recíproca”) • Manobra de Lasègue . Aparece em lesões em nível cervical (hérnias.acentua-se significantemente ao fechar os olhos). Paciente sentado com mãos nos joelhos. Coordenação Motora O distúrbio na coordenação do movimento é chamado ATAXIA. alternar supinação com pronação. Inicialmente deve 50 • .SEMIOLOGIA . aderências meníngeas).a flexão brusca do pescoço provoca dor em “descarga elétrica” ao longo da coluna. determina movimento similar de flexão do lado oposto (resposta “idêntica”). bem como em afecções desmielinizantes (esclerose múltipla) • Manobra de Patrick . pressionando para baixo e para fora. Faz-se flexão da coxa do lado afetado e coloca-se o calcanhar sobre o joelho oposto. decomposição do movimento e tremor de intenção) ou cordonal posterior (por perda da sensibilidade profunda . pode indicar comprometimento das leptomeninges • sinal de Lhermitte . No caso de artrite coxo-femoral há limitação e dor à manobra.a flexão passiva e no grau máximo da coxa sobre a bacia e da perna sobre a coxa.fazer de ambos os lados inicialmente com olhos abertos e depois fechados Avaliação da Diadococinesia (alterada na síndrome cerebelar) alternância de movimentos rápidos repetitivos. tumores. • Prova do Dedo/Nariz e Dedo/Dedo . • Sinais de Tetania (secundária ao tétano ou à hipocalcemia): • sinal de Chvostek: desenvolvimento de fácies tetânica que pode ser espontâneo ou deflagrado por percussão à altura da eminência malar • sinal de Trosseau: compressão de massas musculares do braço (pode-se utilizar o manguito do esfigmo) gerando contração tetânica em flexão do carpo e dos dedos F.

componente superior (T6 . Testar a capacidade de levar um copo d’água à boca sem derrubar Prova do Calcanhar Joelho . • Prova do Copo d’água .componente inferior (T11 . com os olhos fechados • G.C5/C6) • reflexor flexor comum (nervo mediano . posteriormente.fazer de ambos os lados com paciente em decúbito dorsal.C5/C6) • reflexo triciptal (nervo radial .SEMIOLOGIA .T9) componente médio (T9 .C6/C8) • reflexo estilorradial ou braquiorradial (nervo radial .T11) .também pode ser feita. comas. Fazer separadamente em cada lado e depois com ambas as mãos ao mesmo tempo.Roteiro Básico de Estudo estar com olhos abertos e depois com eles fechados. Deve ser feita a pesquisa de seus sucedâneos abaixo relacionados: > Sinal de Chaddock: atrito na região inframaleolar lateral > Sinal de Schaefer: compressão do tendão de Aquiles > Sinal de Gordon: compressão da panturrilha > Sinal de Austregésilo-Esposel: compressão do quadríceps > Sinal de Oppnheim: atrito sobre a crista da tíbia (tuberosidade) • reflexo córneo palpebral • reflexo cremastérico (usado ocasionalmente) • Exame dos Reflexos Profundos • reflexo biciptal (nervo musculocutâneo .sinal de Babinski: resposta anômala do reflexo cutâneo plantar em indivíduos acometidos de lesão piramidal. Reflexos Nervosos • Exame dos Reflexos Superficiais • reflexo cutâneo abdominal (entra em fadiga rapidamente.C7/C8/T1) 51 .S2) . inicialmente olhando para o teto e. intoxicação aguda e durante crises convulsivas (é considerado não patológico em crianças com até 12 meses).T12) • reflexo cutâneo plantar (centro em L5 . em parte da população é ausente) .

Comparar também trechos distais com trechos proximais.SEMIOLOGIA .L5/S2) H. O PACIENTE DEVE ESTAR COM OS OLHOS VENDADOS. Sensibilidade • Sensibilidade Superficial (FAZER COMPARATIVAMENTE). que deve estar com os olhos fechados e pedir para que ele explicite sua posição (testa portanto a propriocepção). • térmica • tátil • dolorosa • Sensibilidade Profunda • vibratória (palestesia): uso do diapasão (256 ciclos) sobre eminências ósseas • cinética postural: movimentar uma parte do corpo do paciente.Nervo Olfatório 52 . Tal distância varia com a parte do corpo • grafoestesia: reconhecimento de símbolos supostamente escritos sobre a pele • estereognosia: reconhecimento de objetos colocados na mão sem o auxílio da visão I.L2/L4) • reflexo aquileu (nervo tibial . perguntar ao paciente qual a sensação obtida e se há diferença de sensação de um lado para outro.Roteiro Básico de Estudo • reflexo patelar (nervo femoral . O hálux é muito usado para este teste • compressão muscular (barestesia): observar a sensibilidade à compressão de massas musculares profundas (está abolida ou diminuída em processos radiculares e tabes) • Sensibilidade Especial • localização do estímulo (tato epicrítico): pedir para o paciente explicitar com o máximo de precisão um ponto de onde vem um determinado estímulo. Exame dos Nervos Cranianos • I PAR . pode ser feito juntamente com a avaliação da sensibilidade superficial • discriminação de dois pontos: determinar a menor distância onde o paciente pode sentir dois estímulos feitos simultaneamente.

Roteiro Básico de Estudo • aspiração por cada narina.Nervo Troclear / VI PAR ..Nervo Óptico • acuidade visual (pode-se fazer uma análise superficial comparativa.reflexo de acomodação e convergência 53 .SEMIOLOGIA . separadamente. o exame mais apurado fica reservado ao oftalmologista) • campimetria comparativa (um exame mais acurado de campimetria é feito pelo oftalmo) • presença de escotomas e anopsias • fundo de olho (uso de oftalmoscópio) • abolição do reflexo fotomotor com consensual preservado (via aferente) • III PAR .inerva músculo oblíquo superior) lateral RS III OI III medial RL VI RM III RI III OS IV Fazer esse movimento ocular inicialmente com um olho de cada vez e posteriormente com os dois olhos concomitantemente • Oculomotricidade extrínseca: .inervação músculo reto inferior) .superiormente (III par .inervação do músculo reto superior) .inerva músculo reto lateral) movimento de adução + movimento para baixo (IV par .adução (III par .Nervo Oculomotor / IV PAR . hortelã. de substância(s) com odor característico (café.inferiormente (III par .inerva músculos reto medial e oblíquo inferior) • movimentos do globo ocular: • • movimento de abdução do olho (VI par .Nervo Abducente • • presença de ptose aliada a estrabismo divergente (paralisia do III par) miose (paralisia do III par) .reflexo fotomotor (resposta direta e consensual) . nicotina ..) • II PAR .

fechar os olhos com força.abolição do reflexo córneo palpebral (via eferente) 54 . pterigoideos medial e lateral e temporal .assoviar (metade inferior da face) .Nervo Trigêmio • neuralgia do trigêmio: quadro mais comum em afecções deste nervo.SEMIOLOGIA .Nervo Facial • mímica facial .) • reflexo córneo-pálpebral (a via aferente) • VII PAR . tátil e dolorosa) • movimento de mastigação (palpar os músculos masseter. Caracteriza-se por dor intensa na face • sensibilidade superficial da face (térmica.. observar se há lagoftalmo ou sinal dos cílios de Barré (metade superior da face) .mostrar os dentes (metade inferior da face) .contrair o platisma (metade inferior da face) .Roteiro Básico de Estudo • V PAR .cara de zanga (metade superior da face) .enrrugar a testa (metade superior da face) ..

diferencial de surdez de condução e precepção • IX PAR .Roteiro Básico de Estudo 1) o sinal dos cílios de Barré aparece em paresias discretas sendo comum nestes casos observarmos a presença de epífora .Nervo Vestíbulo Coclear • pesquisa do sinal de Romberg vestibular • alteração na marcha .Nervo Hipoglosso 55 .SEMIOLOGIA .Nervo Glossofaríngeo • motricidade do pálato . vermelhidão da esclera (irritação) e o sinal de Bell 2) é importante sabermos diferenciar clinicamente lesões periféricas e centrais do nervo facial • VIII PAR .teste para o trapézio Em lesões do segundo nervo motor temos a atrofia precoce destes músculos • XII PAR .“marcha em estrela” • nistagmo vestibular • prova de Weber (diapasão no vértix) e prova de Rinne (diapasão no processo mastoideo).teste para esternocleido • levantar o ombro contra resistência .Nervo Acessório • mover a cabeça para o lado contra resistência .movimentação da úvula (pesquisar se há “sinal da cortina”) • sensibilidade no terço posterior da língua (testar bilateralmente) • reflexo faríngeo • X PAR .Nervo Vago • disfonia • voz bitonal • observar movimentação das cordas vocais por laringoscopia direta ou indireta • XI PAR .

observar se há desvio do ápice (havendo desvio. este indica o lado da lesão) • atrofia da hemilíngua 56 .SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo • colocar a língua para fora .

Roteiro Básico de Estudo FEBRE ADENOMEGALIAS EDEMA DOR ANEMIA E CIANOSE DOR TORÁCICA TOSSE E HEMOPTISE DISPNÉIA E INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA HEMATÊMESE E MELENA CONSTIPAÇÃO E DIARRÉIA ASCITE E INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA DISTÚRBIOS DOS MOVIMENTOS DISTÚRBIOS SENSITIVOS E SENSORIAIS 57 .SEMIOLOGIA .

Roteiro Básico de Estudo ALTERAÇÕES MENTAIS E DA CONSCIÊNCIA SÍNDROME MENÍNGEA E DE HIPERTENSÃO INTRACRANIANA 58 .SEMIOLOGIA .

Roteiro Básico de Estudo Síndromes Pleuropulmonares Compreedem: • síndromes brônquicas • síndromes pulmonares • síndromes pleuríticas 1.SEMIOLOGIA . Síndromes Brônquicas Síndromes Brônquicas obstrução Inspeção tiragem inspiratória Palpação Percussão Ausculta Causas FTV normal ou hipersonoridade diminuído MV diminuído asma com brônquica expiração prolongada bronquiectasias dilatação amplitude FTV normal ou pode aparecer estertores pode estar aumentado submacicez sub diminuída crepitantes localizados 59 .

SEMIOLOGIA .P.C (doença pulmonar obstrutiva crônica) 60 . Síndromes Pulmonares Síndrome Pulmonar Consolidação ou Condensação Pulmonar Inspeção amplitude diminuída Palpação FTV aumentado Percussão macicez ou submacicez Ausculta sopros tubários estertores crepitantes pectoriló quia sopro tubário MV abolido ressonância vocal diminuída Causa pneumonia infarto tuberculose Atelectasia amplitude FTV diminuída diminuído retração dos abolido espaços intercostais tiragem macicez ou ou submacicez neoplasias brônquicas corpos estranhos Hiperaeração amplitude expansibilidad pode aparecer diminuída e hipersonorida tórax em tonel diminuída de FTV diminuído MV e enfisema ressonância pulmonar vocal diminuída amplitude FTV normal Congestão pode estar ou aumentado passiva dos diminuída pulmões sonoridade estertores IVD normal ou crepitantes em submacicez base estenose mitral nas bases As Síndromes de Obstrução e de Hiperaeração se fundem em uma única entidade clínica denominada D.O.Roteiro Básico de Estudo 2.

Roteiro Básico de Estudo 3. Síndromes Pleurais Síndromes Pleurais Aguda Pleurite Seca Crônica retração torácica.SEMIOLOGIA . amplitude diminuída amplitude diminuída Inspeção amplitude diminuída Palpação Percussão Ausculta Causas pleuríte aguda expansibilida sonoridade atrito pleural de e FTV normal ou diminuídos submacicez expansibilida macicez ou de e FTV submacicez diminuídos MV e espessamento ressonância da pleura vocal diminuídos abolição MV egofonia do Hidropleura Derrame Pleural FTV macicez diminuído ou abolido expansibilida de diminuída FTV diminuído hipersonoridad e ou som timpânico Pneumotórax normal ou abaulamento dos espaços intercostais MV diminuído ressonância vocal diminuída presença de ar no espaço pleural CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE CERTOS TIPOS DE EDEMAS 61 .

Acomete qualquer parte do organismo em toda sua extensão ou pode ficar restrito a um membro. Neste grupo se enquadram o linfedema primário congênito propriamente dito. Tal alteração permite a passagem de água para o interstício entre as células. podendo também apresentar-se com a temperatura aumentada e coloração rubra. Evolui lentamente com o decorrer dos anos. Trata-se de um edema mole e algo elástico. É o edema resultante do comprometimento do sistema linfático. indolor e regride com o repouso. Atinge com maior freqüência o sexo feminino (10/01). O de longa duração costuma ser duro . indolor e não regride com o repouso. 62 . A doença de Milroy (linfedema primário familiar). Instala-se de modo súbito e rápido. não depressível. podendo estar associado a outras mal-formações como o hemangiomas capilares ou hemangiomas cavernosos. o linfedema por brida amniótica e o linfedema familiar ou doença de Milroy. Pode ser generalizado. que. Edema Alérgico. evolui mais rapidamente que os demais de origem congênita.SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo 1. agindo ao nível capilar alteram a sua permeabilidade. 2. O linfedema congênito é o que surge desde o nascimento. depressível. É conseqüente de hipoplasia ou aplasia do sistema linfático superficial. tempo de evolução e suas complicações. Suas características dependem da etiologia. como a erisipela. fica totalmente deformado tomando o aspecto de uma elefantíase. mas costuma restringir-se a certas áreas. porém complicações infecciosas. Ao exame físico o paciente apresenta uma área de constricção com hipotrofia e edema elástico da parte distal. frio. O membro afetado é sede de surtos freqüentes de erisipela. e o fator principal na sua formação é o aumento da permeabilidade capilar. por este motivo a pele torna-se lisa e brilhante. O linfedema por brida amniótica é o resultante da compressão circunferencial de um membro durante o desenvolvimento intra-uterino. O linfedema primário congênito parece ser conseqüência de uma má formação linfática regional que leva à estase linfática. Sua consistência é elástica e depressível. Geralmente acompanha-se de fenômenos angioneuróticos . principalmente a face. frio. Da reação antígeno-anticorpo surgem diferentes substâncias dentre as quais as histaminas e as cininas. Em sua fase inicial o linfedema é mole. Linfedema. O linfedema primário precoce costuma aparecer entre os 9 e 15 anos. o repouso não reduz significantemente o edema.

SEMIOLOGIA . O linfedema secundário à safectomia interna. primaria ou metastásica. Dos processos infecciosos o que mais freqüente leva à oclusão linfática é a erisipela. Alguns medicamentos como a anfotericina B. geralmente decorre de lesão dos vasos coletores linfáticos que acompanham a veia safena. Nos membros superiores é freqüente após a mastectomia com o esvaziamento ganglionar da axila. O edema não aparece imediatamente após a cirurgia mas sim meses depois. Outra doença que pode levar a tal oclusão é a filariose. Havendo regeneração dos linfáticos o edema regride. podem causar fibrose dos linfonodos e consequentemente um linfedema. realizada para tratamento de varizes ou para ser usada como ponte em cirurgia de revascularização arterial.Roteiro Básico de Estudo provocam a deformidade do membro chegando à elefantíase como nos outros tipos de linfedema. O linfedema secundário à alteração dos linfonodos é mais freqüente nos casos de comprometimento dos gânglios linfáticos por neoplasia. No linfedema secundário a alteração dos vasos linfáticos decorrem da ligadura. resseco ou trombose dos vasos coletores linfáticos. secção. Linfedema Primário Congênito Precoce Tardio Linfedema Secundário por Alteração dos Vasos Linfáticos Pós surtos de erisipela Pós estase venosa crônica Pós traumas Filariose Iatrogênico Linfedema Secundário por Alteração dos Linfonodos Neoplasias Fibrose pós-radioterapia Esvaziamento ganglionar Tuberculose Medicamentos 63 . caso contrário progredirá lentamente levando à deformidade do membro e incapacidade funcional do mesmo.

aparece desde a raiz da coxa. lisa e brilhante. com a pele circunjacente apresentando-se quente. esta associado a cianose intensa. acentua-se com a longa permanência na posição ereta. Em certos casos adquire tonalidade cianótica (devido a estase venosa). de intensidade leve a mediana (+ a + +).Roteiro Básico de Estudo 3. flictenas e áreas de necrose que podem atingir todo o membro. vermelha. Edema localizado que pode aparecer em indivíduos portadores de varizes. Edema Varicoso. Localiza-se nos membros inferiores. 4. porém nos casos mais antigos tende a tornar-se mais duro. doloroso. é inelástico e com o passar do tempo a pele vai alterando a sua coloração até adquirir tonalidade castanha ou mesmo mais escura. Se dá pelo aumento da pressão hidrostática devido a oclusão do vaso. diminuição da temperatura. chega a ser intenso. o edema se caracteriza por ser localizado. Pode se tornar espessa ou de textura mais grosseira. e a pele costuma estar pálida. preponderando em uma ou outra perna.SEMIOLOGIA . • flegmasia alba cerulea: o edema é freqüentemente intenso. a princípio de consistência mole. não é muito intenso (+ a + +). É mole. 64 . região glútea e membro inferior). Classicamente estas condições são chamadas: • flegmasia alba dolens: nesta condição o edema aparece desde a raiz da coxa. Localiza-se na região imediatamente abaixo da trombose (quando esta atinge a veia ilíaca ou veia cava inferior pode levar ao edema do períneo. elástico. esta associado a dor. Edema na Trombose Venosa (Tromboflebite). Aparece em 80% dos casos de trombose venosa. coloração esbranquiçada da pele e aumento da temperatura do membro afetado. Quando há inflamação associada (tromboflebite).

Roteiro Básico de Estudo 5. Decorre sobretudo do aumento da pressão hidrostática associada à retenção de água e sódio. que deixa marca quando comprimido. inelástico e indolor e a pele circunjacente pode se apresentar lisa e brilhante. No mixedema há deposição de substância mucopolissacaríde (glicoproteínas) no espaço intersticial e secundariamente uma certa retenção de água. após o paciente manter-se em pé por várias horas . não muito intenso e a pele apresenta alterações próprias da insuficiência tireoideana. Edema na Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). 7. É uma forma particular de edema observado no hipofunção tireoideana. É mole. Edema na Cirrose Hepática. peritonite tuberculosa e ICC (ver abaixo) estão relacionadas com cerca de 90% dos casos de ascite presença de líquido seroso em quantidade aumentada na cavidade abdominal.em doentes acamados a retenção hídrica se acumula na região pré sacra. 6. Além da hipoproteinemia conseqüente do distúrbio metabólico proteíco. Edema Escrotal na Insuficiência Cardíaca Congestiva .É um edema mole. inelástico. Mixedema. O edema é um dos sinais cardinais da ICC e se caracteriza por ser generalizado com predominância nos membros inferiores. na cirrose hepática e na desnutrição grave. inelástico e indolor. O edema cardíaco varia de intensidade (+ a + + + +). Não se trata de uma retenção hídrica conforme ocorre nos edemas de maneira geral. diz-se ser vespertino por ser observado no período da tarde.SEMIOLOGIA . acredita-se que participe de modo relevante na sua formação o hiperaldosteronismo secundário. Predomina nos membros inferiores sendo habitual a presença de ascite de maneira concomitante. Edema generalizado mas quase sempre discreto(+ a + +). Pode aparecer ainda na nefrite crônica. é mole. A cirrose hepática. responsável pela retenção de sódio e água. carcinomatose peritonial. É um edema pouco depressível. 65 .

Na síndrome nefrótica o edema é intenso (+ + + a + + + +) e se acompanha freqüentemente de derrames cavitários. Seja qual for a sua causa apresenta características semiológicas comuns (embora se diferenciem quanto à fisiopatologia). 66 . É o observado na síndrome nefrótica. além do desbalanço glomérulotubular levando à retenção de sódio e água ocorre o aumento da permeabilidade capilar. indolor e a pele circunjacente mantém a temperatura normal ou discretamente reduzida. É um edema generalizado.SEMIOLOGIA . acumulando-se de modo particular nas regiões subpalpebrais .Roteiro Básico de Estudo 8. síndrome nefrítica e na pielonefrite. inelástico. Já na síndrome nefrítica e na pielonefrite é discreto ou moderado (+ a + +). Na síndrome nefrítica. Edema Renal. Além disso o edema renal é mole. predominantemente facial.os pacientes costumam relatar que amanhecem com os “olhos empapuçados”. É mais evidente no período matutino .

como por exemplo ocorre na estenose mitral. insuficiência cardíaca . O mesmo ocorre após exercício físico.SEMIOLOGIA . hora fraca. hipertireoidismo. há um aumento da intensidade de B1 que também adquire timbre metálico. pacientes portadores de febre. Ainda. Alterações de B1 Compreendem modificações na: • intensidade • timbre • tonalidade • os desdobramentos • os mascaramentos a) Intensidade. hora de intensidade mediana. decorrentes por sua vez das diferentes durações das diástoles. as valvas ao se fecharem geram maior ruído levando assim ao aumento na intensidade da bulha. Nota-se diminuição da intensidade da bulha nos choques cardiogênicos (menor força de contração do miocardio e fechamento mais lento das valvas AV). Na fibrilação atrial a intensidade de B1 varia de uma sístole para outra . Quando a valva mitral está lesada. b) Desdobramentos: 67 . em situações de elevação da pressão intra-atrial. timbre e tonalidade: As condições que levam à diminuição do enchimento ventricular como taquicardia. Já nos casos de elevação lenta da pressão intraventricular miocardite. estenose mitral e outras situações que envolvem aumento da contratilidade do miocardio. Isto se deve ao variável enchimento dos ventrículos. portanto.Roteiro Básico de Estudo ALTERAÇÕES NAS BULHAS CARDÍACAS 1. miocardiopatia crônica.B1 costuma ser hipofonética.hora hiperfonética. miocardioesclerose. com fibrose do aparelho orovalvar e fusão das comissuras. hipertireoidismo e contrações prematuras (extra-sístoles) acompanham a hiperfonese de B1. infarto do miocardio. B1 pode diminuir de intensidade grandemente em virtude dos folhetos ficarem quase imobilizados e. incapazes de produzir algum ruído. Na estenose mitral com calcificação intensa da valva.

atrasa o fechamento da tricúspide (no foco pulmonar também será observado o desdobramento de B2). O mesmo acontece em defeitos congênitos em que haja soldadura das valvas que as impeça de movimentar-se amplamente. em adultos e idosos torna-se mais intensa na área aórtica. Ao contrário do visto acima.SEMIOLOGIA .é o que ocorre nas extra sístoles. que atrasando a contração ventricular direita.hipertensão pulmonar provocam aumento na intensidade respectivamente nos componentes aórtico e pulmonar de B2. na estenose aórtica. em condições em que ocorre aumento do débito cardíaco . estenose pulmonar e nas miocardiopatias. devido ao assincronismo discreto na contração dos ventrículos. 2.pode ocorrer hiperfonese de B2 no foco pulmonar. c) Mascaramento de B1: Ocorre quando há sopro sistólico de regurgitação (tem início junto com B1 e estende-se até o fim da sístole). comunicação interatrial .e da pulmonar . Alterações de B2 Dentre estas estão: • alterações na intensidade • alterações no timbre • desdobramentos de B2 Devemos lembrar que na criança B2 é mais intensa no foco pulmonar. O aumento na pressão da aorta hipertensão arterial sistêmica . na adolescência e no jovem os componentes aórtico e pulmonar costumam ter a mesma intensidade. b) Timbre e tonalidade: 68 . como ocorre na estenose aórtica calcificada. Se o desdobramento for amplo. pode-se levar em consideração o bloqueio de ramo direito.neste caso o componente aórtico de B2 é praticamente inaudível.persistência do canal arterial. Valvas calcificadas. produzem ruído de pouca intensidade pelo fato de se movimentarem muito pouco . isto ocorre devido ao fato de nestas condições as cúspides se fecharem com maior força. a) Intensidade: Nas situações em que há decrescimento do débito ventricular.Roteiro Básico de Estudo Pode aparecer em crianças e jovens uma B1 desdobrada no foco mitral e/ou tricúspide.como conseqüência temos a diminuição da intensidade de B2 . as valvas sigmóides se mantém próximas umas das outras no momento em que se inicia o seu fechamento .

o componente aórtico precede o pulmonar porquê o estimulo despolariza o ventrículo esquerdo alguns centésimos de segundo antes de despolarizar o direito. quando isto ocorre a bulha adquire caráter seco. 69 . a contração do ventrículo direito se faz antes que a do esquerdo. e Variável Fixo audível em foco pulmonar acentuado na inspiração não varia com apenas na inspiração profunda respiração (insp/exp) Paradoxal a componente aórtico precede o componente pulmonar.Roteiro Básico de Estudo A alteração mais comum decorre do endurecimento das sigmóides. como visto. esta câmara vai desprender mais tempo para se esvaziar o que faz a valva pulmonar se fechar após a aórtica. miocardite. Desdobramento invertido: observado no bloqueio do ramo esquerdo do feixe de His. Outra causa é a estenose da pulmonar onde a sístole ventricular direita se prolonga em decorrência de dificuldades do esvaziamento desta câmara. Algumas miocardiopatias como insuficiência mitral. Alterações de B3 e B4 Em crianças e jovens pode aparecer B3 sem que isto tenha qualquer significado patológico. como ocorre na comunicação interatrial. Não há diferenciação estetacústicas em relação à B3 fisiológica. acentuado na expiração Desdobramentos de B2 3. é geralmente acentuado na inspiração profunda. c) Desdobramentos de B2 Desdobramento constante e variável: ocorre no bloqueio do ramo direito do feixe de His (o estimulo chega atrasado do lado direito causando assincronismo no batimento dos ventrículos). Ocorre independentemente da fase da respiração.SEMIOLOGIA . Esta alteração é atenuada ou mesmo desaparece na inspiração profunda e fica mais explicitado na expiração. Tal desdobramento pode ocorrer na estenose aórtica acentuada. o inverso da situação normal. miocardiopatia e cardiopatias congênitas que apresentam shunt da esquerda para a direita provocam alterações da hemodinâmica ou da própria estrutura da parede ventricular que acabam por originar uma terceira bulha patológica. Desdobramento fixo: quando existe aumento de fluxo de sangue para o ventrículo direito. Neste tipo de bloqueio ocorre o inverso. acarretando retardo no componente pulmonar. Em condições normais . logo o componente aórtico passa a situar-se após o pulmonar. neste caso pelo atraso mecânico no fechamento da valva aórtica. Fisiológico Cte.

hipertensão arterial. A quarta bulha pode ser encontrada em crianças normais. sua presença no entanto obriga cuidado maior a fim de se afastar causas patológicas.SEMIOLOGIA . todas as situações em que há diminuição da complacência ventricular. ou seja. As condições anormais que podem lhe dar origem são as lesões estenóticas das valvas semilunares. as miocardiopatias hipertróficas.Roteiro Básico de Estudo isto deve ser feito tomando-se em consideração a presença de outras alterações indicativas de lesão cardíaca. doença coronariana agudas ou crônicas. 70 .

pode abafar o som de B1 • habitualmente vem acompanhado de B3 O sopro da insuficiência tricuspide tem característica semelhantes. Sopro da Estenose Mitral sopro diastólico baixa freqüência (melhor audível com campânula) no início da sistole pode-se ouvir estalido de abertura (presença clássica) timbre rude (ruflar) melhor audível em decubito lateral esquerdo primeira bulha hiperfonética (CARACTERÍSTICA IMPORTANTE) pode aparecer o reforço pré-sistólico • • • • • • • • • • • 3.SEMIOLOGIA . é todavia melhor audível em foco tricuspide (ver ainda manobras) 2. Sopro da Insuficiência Mitral • sopro sistólico de regurgitação • irradiação para região axilar (sopro circular de Miguel Couto) • mais audível em foco mitral • holosistólico • intensidade variável • em platô (constante).Roteiro Básico de Estudo SOPROS CARDÍACOS MAIS CARACTERÍSTICOS 1. Sopro da Insuficiência Aórtica (sopro de Austin Flint) sopro diastólico timbre aspirativo em decrescendo melhor audível em foco aórtico acessório 71 .

RV + diminui diminuição considerável Squatting +RV/+RVP + + ou + ou + --- Fisiologia Sopros de cavidade direita Insuficiência Aórtica Estenose Aórtica Insuficiência Mitral Hipertrofia Septal Assimétrica LEGENDA: sem alterações acentua RV: Retorno Venoso RVP: Resistência Vascular Periférica LESÕES DERMATOLÓGICAS ELEMENTARES 1.Roteiro Básico de Estudo 4.SEMIOLOGIA . Introdução 72 . Sopro da Estenose Aórtica • sopro sistólico de ejeção • pode-se ouvir click de ejeção que precede o sopro (apenas na estenose aórtica valvar) • melhor audível em foco aórtico acessório • em crescente-decrescente • Irradiação para fúrculas e carótida . descreve-se a estenose aórtica valvar / quando audível apenas em carótida direita descreve-se a estenose aórtica supravalvar (geralmente é congênita) 5.quando audível bilateralmente em carótidas. Quadro de manobras à beira do leito visando identificação de sopros Rivero Carvallo + RV + 0 0 0 0 0 + Hand Grip + RVP 0 + + Posição em Pé .RV + --Valsava .

• • • • Estruturas presentes na pele a serem destacadas: Pêlos e Unhas Glândulas Sebáceas e Glândulas Sudoríparas Terminações Nervosas Vasos Sangüíneos e Linfáticos (derme) 2. Está em perfeita sintonia com todo o organismo e reflete o estado de saúde do indivíduo. É de auxílio o uso de uma lupa. distúrbios do metabolismo ou defeito de formação” (Porto.Conceito “Modificações no tegumento cutâneo determinado por processos inflamatórios.Camada Reticular • Derme Obs. Fácil visualização sendo portanto acessível aos exames clínicos mais simples. apenas lhe serve de suporte e união com os órgãos subjacentes. 73 . circulatórios. degenerativos.devemos sempre. Classificação: • Primárias • Secundárias Tal classificação é muito importante e deve ser levada semiologicamente em conta .Camada Granulosa . Nela encontraremos o chamado “panículo adiposo” (isolante térmico).Camada Basal . Pele “normal” seria aquela livre de qualquer alteração em termos funcionais e estruturais.Camada Espinhosa . perfazendo 16% do seu peso total.Camada Córnea .Roteiro Básico de Estudo A pele é um dos maiores órgãos de nosso corpo. neoplásicos. 1994). na medida do possível procurar a lesão primária. Semiotécnica e Classificação Basicamente são empregadas técnicas de inspeção e palpação.SEMIOLOGIA .Camada Lúcida . Lesões Dermatológicas Elementares .: Hipoderme não faz parte da pele. • Epiderme .Camada Papilar . 3.

Tubérculo Nódulo. Se palpável é uma púrpura vascular (espécie de pápula). por deposição pigmentar . de 0. petéquias. se não palpável é uma mácula dita púrpura trombocitopênica. Tipos de Lesões • Lesões caracterizadas por modificação da pele sem relevo ou espessamento: máculas e manchas (hipo e hipercromáticas.5 a 1. As púrpuras (manchas puntiformes maiores que as petéquias.SEMIOLOGIA .). Obs. Nodosidade e Goma Lesão Urticada Queratose Vegetação Espessamento ou Infiltração Liquenificação Esclerose (e Fibrose) Edema • Lesões elementares de conteúdo líquido: Vesícula Bolha Pústula Abscesso • Solução de continuidade: Erosão ou Escoriação Ulceração ou Úlcera Fissura ou Rágade 74 . eritemas. • Lesões elementares sólidas: Pápula (até 1cm de diâmetro. todas as demais (não presentes no quadro) são secundárias. é interessante notar que não deixam cicatrizes). telangectasias. equimoses.Roteiro Básico de Estudo Sem Relevo Máculas Manchas Sólida Pápulas (até 1cm) Tubérculos Placas Nódulos Líquida Vesículas Pústulas Bolhas Abcessos Tabela: LDE primárias.: As aranhas vasculares (forma de telangectasia) são muito freqüentes na cirrose hepática.. 4. púrpuras.5 cm de diâmetro) podem ser palpáveis ou não..

Roteiro Básico de Estudo Fístula • Lesões elementares caducas: Escama Crosta Escara ou Esfacelo • Seqüelas: Atrofia Cicatriz 75 .SEMIOLOGIA .

tais como pêlos e unhas. Mamas mastite: nome genérico para todas as afecções inflamatórias da mama. no sangue capilar. quer marrom ou amarelada. acarretada por insuficiências funcionais múltiplas. cuja taxa ultrapassa 5g por 100ml. icterícia: sintoma que consiste em uma coloração amarela mais ou menos intensa da pele e das mucosas devido à impregnação dos tecidos pêlos pigmentos biliares. nas mucosas ou nas serosas. Pode surgir na pele. da hemoglobina reduzida.SEMIOLOGIA . cianose: coloração azul dos tegumentos devido ao aumento. fâneros: termo genérico para as produções epidérmicas aparentes. resultante da infiltração do tecido celular subcutâneo por certa quantidade (variável) de sangue. Pele equimose: mancha quer negra. Pode indicar enfraquecimento das funções de um órgão ou sistema. Pode ser localizada ou generalizada. Aparelho Respiratório 76 .Roteiro Básico de Estudo Termos Técnicos em Medicina Estado Geral astenia: depressão do estado geral.

sobe pelo esôfago até a garganta. hemoptise: expectoração. dispnéia paroxística noturna: exacerbação dos sinais durante o período noturno.SEMIOLOGIA .Roteiro Básico de Estudo Pleuriz: inflamação da pleura aguda ou crônica. É a “prisão de ventre”. de qualquer causa. não é contínua. constipação: retardo da evacuação fecal. eructações: emissão ruidosa pela boca de gases provenientes do estômago. de sangue proveniente das vias respiratórias. hematêmese: vômito de sangue de qualquer origem. tiragem: depressão da parede torácica. é um sintoma de dispepsia. em quantidade mais ou menos abundante. Aparelho Digestório pirose: sensação de queimação que parte do epigástrio. aparece durante a noite. durante fortes inspirações. Aparelho Cardiovascular ortopnéia: dispnéia que impede o doente de ficar deitado e o obriga a ficar sentado ou de pé. O ruído advém de uma obstrução em maior grau . estridor: ruído estridente que se repete a cada movimento respiratório. com ou sem derrame (pleurite). quer acima. e se acompanha de eructação e regurgitação de um líquido ácido queimante.em alguns casos torna-se necessária rápida intervenção. O termo é empregado com relação à dispnéia. dispnéia: respiração difícil. normalmente durante o sono do paciente que tende então a entrar em ortopnéia. quer abaixo do esterno. quando a entrada do ar no peito é impedida por um obstáculo mecânico. meteoros: (meteorismo) insuflação do abdome por gases contidos no intestino. 77 .

coincidindo 78 . Aparelho Genital amniorrexe: refere-se à rotura da bolsa amniótica durante a gestação. estas portanto perdem sua coloração.: Tenesmo é diferente de "prisão de ventre" Aparelho Urinário polaciúria: freqüência exagerada das micções. disúria: dificuldade de micção. Temos a saída de sangue vivo pelo ânus. Obs. piúria: emissão de urina misturada com pus. melena: sintoma que consiste na evacuação pelo ânus de sangue negro misturado ou não às fezes. nictúria: excreção urinária de predominância noturna. enterorragia: hemorragia intestinal.SEMIOLOGIA . com subseqüente extravazamento de líquido amniótico. poliúria: secreção de urina em quantidade abundante. não necessariamente com o aumento do volume total de urina.Roteiro Básico de Estudo acolia: ausência de pigmentação nas fezes.

Roteiro Básico de Estudo Membros flebites: inflamação aguda. claudicação: entorpecimento doloroso e rigidez do membro. Sistema Hematopoiético discrasias: má constituição. polifagia: fome excessiva.. tais como formigamento. frio etc. calor. subaguda ou crônica de uma veia. parestesia: anomalia da percepção das sensações. O termo é geralmente empregado para a discrasia sangüínea e diz respeito às alterações na coagulação.SEMIOLOGIA . entorpecimento. A grosso modo é uma forma de angina à nível dos membros (a fisiopatologia é a mesma). 79 . Pode designar ainda sensações desagradáveis que surgem sem causa aparente. resulta da compressão sobre as raízes do nervo ciático.. Dorso ciática: refere-se à dor ciática. flogose: inflamação bursite: inflamação das bolsas serosas (bursas). é bem característica. É aquilo que o leigo chama de dormência ou amortecimento. picadas. Sistema Endócrino polidipsia: sede excessiva. hirsutismo: virilismo pilar.

SEMIOLOGIA .. a uma intoxicação (álcool. Psique ideação: refere-se ao encadeamento de raciocínios. EXAME PROCTOLÓGICO 80 . dor radicular: dor relativa às raízes dos nervos cranianos ou raquianos. diminuição irreversível das capacidades intelectuais. Acompanha palidez extrema e.Roteiro Básico de Estudo Sistema Nervoso síncope: perda de consciência brutal e completa ligada a anóxia cerebral súbita. É provocada por uma pausa cardíaca. ou por uma repentina hipotensão arterial. ausências: perda passageira da memória ou mesmo da consciência devido a um excesso de fadiga. parada respiratória. ópio etc. taquicardia excessiva ou bradicardia. demência: deterioração mental.. percebe-se durante a conversa com o paciente.) ou a um distúrbio passageiro da irrigação cerebral. geralmente.

SEMIOLOGIA . com manobras de rotação do dedo. e a consistência (deve ser fibroelástica) da próstata ⇒observar se há tumorações e/ou rugosidades no canal anal (normalmente este deve ser liso e sem qualquer rugosidade) ⇒ ao retirar o dedo observar se há presença de fezes.Roteiro Básico de Estudo ⇒ ⇒ posição lateral de Sims: decúbito lateral direito ou esquerdo. Após vencer a barreira do esfíncter faz-se.PESQUISA DE HÉRNIAS INGUINAIS ⇒Buscar uma melhor observação da hérnia com o paciente em pé ⇒Delimitar o saco herniário (protusão da hérnia) pedindo para o paciente fazer manobra de esforço 81 . alterações na superfície (deve ser lisa). Introduzir o dedo com delicadeza colocando-o na posição lateral (o maior diâmetro do canal anal é no sentido ântero-posterior). o exame de todo o canal anal. muco ou sangue na luva EXAME DO CANAL INGUINAL . com as pernas fletidas sobre o abdome posição genupeitoral: postura de “prece maometana” Inspeção ⇒Tumorações (trombose hemorroidária externa é a mais comum) ⇒Abcessos da região perianal ⇒Lesões tumorais que prolabam para fora do ânus (pólipo e neoplasias do canal anal) ⇒Fissura anal ⇒Plicomas ⇒Condilomas ⇒Orifício externo de fístulas ⇒Prolapso do reto ⇒ Teste do Reflexo Anal Toque Retal TÉCNICA: usar o dedo indicador que deve estar protegido com luva ou dedeira. Lubrificar com vaselina ou xilocaína (gel). presença do sulco mediano. ⇒na face anterior tocar a loja prostática (no homem) ou o relevo vaginal (na mulher) ⇒detectar aumento de tamanho.

peristalse de luta. Na hérnia indireta. área de procedência.Roteiro Básico de Estudo ⇒Reduzir a hérnia por manobras delicadas com o dedo e sentir o trajeto do saco herniário e seu orifício interno ⇒Definir a classificação da hérnia: hérnia direta ou de esforço / hérnia indireta ou oblíqua externa TÉCNICA: introduzir o dedo indicador a partir da face externa da bolsa escrotal para dentro do canal inguinal do lado da hérnia. Informante : quem informa os dados anamnésticos 82 . náuseas e vômitos. naturalidade . cor e sexo. Já na hérnia direta. Identificação da criança: nome. com o passar do tempo delineia-se o quadro clínico da oclusão intestinal) ANAMNESE ESPECIALIZADA NOÇÕES DE ANAMNESE EM PEDIATRIA A.SEMIOLOGIA . o examinador sentirá a compressão da hérnia sobre a ponta de seu dedo. B. dolorosa. Uma vez o dedo aí instalado pedir para o paciente realizar manobra de esforço. idade. a compressão se dará ao longo da face medial de seu dedo.acompanha-se ainda dor em cólica. dura e tensa à palpação . ⇒Observar se há encarceramento (hérnia irredutível) ou estrangulamento (no estrangulamento a hérnia estará irredutível.

Alimentação. intercorrências perinatais e dados de nascimento como peso.A. Enumerar a irmandade e relatar se são saudáveis. se a termo ou não. devendo o informante ser orientado sobre cada um destes itens. uso de talco. H. H. complicações do período e cicatrização do coto umbilical) e. inquirindo o seu estado vacinal.D. proceder ao Exame Físico e Medidas Antropométricas. Alimentação pregressa e atual. exceto se houver intercorrência. Apgar. inquirindo sobre distúrbios menstruais quanto ao volume (oligomenorréia/menorragia). Então. Antecedentes Pessoais: Relatar os antecedentes pré-natais (a gesta materna . bem como sobre a importância do retorno de CD. D. valorizando os acidentes dos quais a criança foi vítima. Contato com animais. Identificação: nome. DNPM. cor. banhos de sol. Queixa principal e duração: colocar a queixa que mais a incomoda. tipo. duração 83 . naturalidade e procedência e profissão. se patológica. C. idade. por fim . se saudáveis. grupo sangüíneo. G. NOÇÕES DE ANAMNESE EM GINECOLOGIA-OBSTETRÍCIA A. Em seguida. relatando a DUM (data da última menstruação). pormenorizando as diluições e modo de preparo. Queixa Principal e Duração : causa principal da procura ao serviço e. a duração do quadro. E. estado civil.. PC.etc) Imunização (avaliar o cartão da criança) DNPM (avaliar as realizações da criança nos diversos setores) F. se tabagistas/etilistas/usuários de drogas/portadores de DSTs/ AIDS.etc) e pós-natais (permanência em alojamento conjunto ou UTI. natais (parto se hospitalar ou domiciliar. Higiene da criança (banhos. e tabela de DNPM . quando deverão ser pormenorizados sinais e sintomas afins. Teste do Pezinho que deverá ter seu resultado avaliado.: Acompanhamento de C. caso existam.D. levando aos gráficos de Peso. os antecedentes patológicos. realização de BCG. Imunização e Acidentes. Estatura.Roteiro Básico de Estudo C. estatura. História Familiar: Deve constar os nomes e idades dos pais.A: Pormenorizar a queixa principal e sintomas associados. avaliar o Diagnóstico Fisiológico dentro dos parâmetros de Peso. B.História Social: Avaliar basicamente as condições de higiene e saneamento da residência e a relação dimensão da casa/número de moradores. na sua correta cronologia até o presente momento. estado civil.SEMIOLOGIA . profissões. deixando outras menores para serem computadas na revisão dos sistemas.D. P. Higiene.C. mesmo se adequados. Estatura. realização de pré-natal e intercorrências gestacionais).

excitabilidade e orgasmo. sintomas molestos anteriores.P.P: Relatar cirurgias ginecológicas prévias. gestações e patologias gestacionais. Inferir sobre atividade sexual. Revisão de Sistemas: interrogar a respeito de outras queixas que não as relatadas na HDA. uso de preservativos ou outros métodos contraceptivos. F. D. peso de nascimento e Apgar do RN). ciclo menstrual e sintomas pré-menstruais. abortamentos. partos (tipo. 84 .Roteiro Básico de Estudo (hipermenorréia/hipomenorréia) e intervalo (opsomenorréia. multiplicidade de parceiros e realização de exame preventivo anual (CCO. etilismo. se hospitalar. complicações. G. tabagismo. dispareunia de intróito ou profunda (dor à relação sexual) e sinusiorragia (sangramento coital). cauterizações e curetagens. patologias diagnosticadas. Familiar: Patologias mamárias e ginecológicas familiares. H. perguntar sobre realização de auto-exame das mamas. caracterizar os catamênios. surgimento de nodulação ou derrame papilar (perda de secreção pelos mamilos espontaneamente ou por expressão). espaniomenorréia/proiomenorréia/polimenorréia/metrorragia).SEMIOLOGIA .H. Social: Referir uso de medicamentos ou drogas psicoativas. E.Colpocitologia Oncótica) . Em casos de queixa mamária. intercorrências. H. história de infertilidade conjugal e tratamentos realizados e exérese de nódulo de mama ou galactorréia. história de leucorréias de repetição e tratamentos.

aderência e motilidade). Colher material para CCO. simetria. sangüinolenta. forma. volume. Em seguida realizar toque vaginal bidigital com a luva embebida em vaselina. pesquisar movimentos fetais pela palpação superficial e fazer as quatro manobras de Leopold-Zweifel. além das secreções encontradas em fundo de saco. abdomino-vaginal). posição e características do colo e seu orifício. fundo de saco posterior e endocérvice). axilares e epitrocleares. MVF. Abdome: palpar e percutir baixo ventre em busca de massas palpáveis que possam ser de etiologia ginecológica. bem como paramétrios e avaliação da posição do colo do útero em angulação com a vagina e corpo uterino (se AVF. RVF. Exame Ginecológico: Paciente em posição ginecológica: inspecionar a implantação de pêlos e genitália quanto à idade e sexo. Passar espéculo proporcional às dimensões da vulva e vagina e descrever o aspecto e pregueado mucoso da vagina. abaulamentos. clitóris e períneo com a paciente em repouso e em manobra de Valsalva. motilidade ântero-posterior e látero-lateral do corpo e palpação de ovários (estes últimos no toque combinado ou bimanual. através do método da coleta tríplice (ectocérvice. Palpar as cadeias ganglionares supra e infra claviculares. Nas pacientes gestantes: Abdome: Medir a altura uterina (da sínfise púbica até o fundo uterino). sinais flogísticos. Fazer palpação pelos métodos de Veapeau ou Blood-Good. avaliando pregueado mucoso. descrevendo as adenomegalias conforme exame tradicional. ulcerações. sero-sangüínea. se a expressão for positiva (secreção serosa. pesquisar o dorso fetal e aí auscultar os batimentos cardiofetais (bcf). amplitude da vagina. isto é. perveabilidade aos dedos exploradores. sensibilidade. consistência. de modo a encontrar o fundo uterino e avaliar a apresentação fetal (se pélvica. pesquisando cisto-reto-uretro-colpocele e prolapsos.Roteiro Básico de Estudo EXAME FÍSICO: Aforante o exame físico convencional já descrito: Mamas: Avaliar seu número. proceder à expressão bilateral de toda a mama e descrever a secreção. avaliando se o parênquima é homo ou heterogêneo e presença de nodulações e suas características (superfície. flutuação. láctea). lesões. retrações. purulenta. descrever grandes e pequenos lábios. se os fundos de saco laterais e posterior encontram-se livres. etc). sinais flogísticos e aspecto dos mamilos. Fazer inspeção dinâmica avaliando motilidade das mamas mediante elevação e abaixamento de ambos os membros superiores. presença de alterações de pele. cefálica ou córmica).SEMIOLOGIA . aspecto palpável do orifício externo do colo. relatando presença de mamas ou tecido mamário ectópico. pesquisar a altura da apresentação 85 .

No Trabalho de Parto: Abdome: Pesquisar a dinâmica uterina em dez minutos.SEMIOLOGIA . altura da apresentação e confirmação da apresentação fetal. 86 . apagamento e esvaecimento do colo (afinamento das paredes e encurtamento). insinuada ou encaixada e fixa) e confirmar a presença da apresentação na grande bacia. retratilidade do cóccige e amplitude da concavidade sacral. ângulo subpúbico (igual. Toque: Avaliar consistência amolecida do colo uterino. bem como as variedades de posição. integridade da bolsa amniótica. Demais etapas são similares ao acima exposto. centralização no eixo da vagina. maior ou menor que 90 graus) e espaço retropúbico.Roteiro Básico de Estudo (se alta e móvel. dilatação do orifício externo e interno do colo (perveabilidade aos dedos exploradores). avaliando o número de contrações uterinas eficazes e sua duração e auscultando os bcf’s antes e depois das mesmas. Avaliar o trajeto duro do canal do parto: promontório (se atingível ou não). característica das espinhas ciáticas (se rombas ou pontiagudas) e diâmetro biespinha.

hospitalar. associada a febre não termometrada e contínua. vida sexual ativa com parceiro fixo desde os 17 anos. 87 . sexo feminino. paciente procura nosso serviço com o mesmo quadro acima descrito.Roteiro Básico de Estudo MODELO DE HISTÓRIA CLÍNICA Identificação: A. Refere menarca aos 13 anos. há 4 horas” H. sem complicações. secretária. relata início.F. H. branca.P.SEMIOLOGIA . com catamênios posteriores de 4 dias. passou a irradiar para todo o abdome. Queixa principal e duração: “Dor na barriga. Nega outras patologias prévias. intervalos regulares de aproximadamente 28 dias.: Paciente nascida de parto normal hospitalar. com episiotomia. para diagnóstico e tratamento. sudorese fria. A paciente nega ter feito uso de medicamentos e relata piora da intensidade da dor. 25 anos. sem fatores atenuantes ou agravantes. com condições padrões de higiene e saneamento (luz elétrica. Nega contato com animais.S. palpitações. há 1 hora. taquipnéia e anorexia. H. Aparecimento dos caracteres sexuais secundários aos 14 anos. que. negando tabagismo. referindo um parto normal. H. refere uso de anticoncepcional hormonal oral há 4 anos. natural e procedente de Cuiabá. H. água encanada.: Paciente reside em casa de alvenaria.S. uso de medicamentos controlados ou drogas ilícitas. acrescida da parada da eliminação de flatos e fezes. as quais não sabe informar. desconhece seu status vacinal na mesma época. fluxo normal. contínua. irradiada para fossa ilíaca D. em região periumbilical. No momento. mantendo as mesmas características anteriores. há 4 horas. fossa séptica). de intensa dor em peso. refere etilismo social esporádico.D.A: Paciente previamente assintomática. com neomorto sem causa aparente (sic).P: Paciente relata algumas doenças típicas da infância. palidez. solteira.. sem complicações. Falar: Paciente nega patologias familiares ou contato com doenças infectocontagiosas.M. desconhece suas condições de nascimento.

hipocorada 2+/4+. Precórdio sem alterações. cotovelos e joelhos sem nodulações. ritmo normal. Abdome atípico. Fígado e baço impalpáveis. taquipnéia e hipopnéia. contratura de defesa. Tireóide impalpável. anictérica. BEN. dor. compressão indolor de apófises espinhosas. sopro sistólico +/6+ pancardíaco mesossistólico.8°C FC: 98 bpm Crânio normocéfalo e mesocéfalo. coordenação e equilíbrio sem alterações. tornozelos . sudoreica. couro cabeludo e cabelos sem alterações. motilidades ativa e passiva preservadas. RCR em 2t. sensibilidades superficial. Exame dos nervos cranianos sem alterações. FTV normal. profunda e especial dentro da normalidade. tipo respiratório torácico. sem cicatrizes cirúrgicas. RHA ausentes. marcha prejudicada pelo quadro álgico abdominal. massas ou tumorações. acianótica. bulhas normofonéticas. aortismo discreto. lascidão ou anquilose articulares. descompressão súbita dolorosa universal ( Sinais de Blumberg e Rovsing +) Timpanismo universal. reflexos superficiais e profundos presentes.Roteiro Básico de Estudo Ao exame físico: Paciente em REG.SEMIOLOGIA . Linfonodos impalpáveis. cicatriz umbilical desviada para a D. Tórax atípico. atimpanismo universal. P. sem anéis herniários. limitação funcional. ausência de crepitações grosseiras. Punho percussão lombar indolor Coluna apresenta-se com escoliose dicreta com concavidade à E. fácies de dor. subfebril. Motilidade ativa e passiva preservadas nas regiões cervical. Lasegue e Spurling negativas. boca. ansiosa. MV universalmente audível e simétrico sem ruídos adventícios. Pescoço sem abaulamentos. Mãos . Dor à palpação superficial. olhos. Manobras de Schoeber.A: 80/60mmHg FR: 24 irpm Tax: 37. 88 . Traube libre. taquipneica. edema ou tumefação. Força e tônus musculares preservados. nariz e ouvidos sem alterações. motilidades ativa e passiva preservadas. atitude antálgica (imóvel com as mãos em FID). desidratada +/4+. sem demais alterações. Sobrancelhas. sem irradiações. Expansibilidade e elasticidade preservadas. torácica e lombossacra. retrações ou sinéquias. punhos.

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