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Defesa Civil

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SUMÁRIO

1..................................................................................................................................Sumário .........................................................................................................................Apresentação 3......................................................................................Histórico da Defesa Civil no Brasil 5..................................................A Evolução da Defesa Civil no Estado do Rio de janeiro 9.........................................................................................................A Constituição de 1988 11.......................................................................................Sistema Nacional de Defesa Civil 33......................................................................................Sistema Estadual de Defesa Civil 41.................................................................Doutrina da Política Nacional de Defesa Civil 42.......................................................................................................Conceitos Doutrinários 44............................................................................................... Classificação dos Desastres 50.......................................................................................................Defesa civil Municipal 54..................................................................................................Administração de Abrigos

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APRESENTAÇÃO.

O triângulo eqüilátero representa a união de forças, a cooperação de todos, condições essenciais da Defesa Civil. A base manifesta a segurança, a estabilidade e o bem-estar social, metas de toda Defesa Civil e os outros dois lados simbolizam: um, a prevenção e o outro a ação, que são medidas fundamentais para se manter a segurança da população. A cor azul traduz a tranqüilidade, o equilíbrio e a serenidade com que age a Defesa Civil. As duas mãos estilizadas envolvendo o triângulo figuram o amparo, o carinho, o amor, e o cuidado. A cor laranja é a cor oficial da simbologia internacional da Defesa Civil e significa o calor humano e a solidariedade.

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HISTÓRICO DA DEFESA CIVIL NO BRASIL.

Com a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, e principalmente, após o afundamento, na costa brasileira, dos navios de passageiros Arará e Itagiba, totalizando 56 vítimas, o Governo Federal Brasileiro, em 1942, preocupado com a segurança global da população, principio básico no tratamento das ações de Defesa Civil, estabelece medidas tais como a criação do Serviço de Defesa Passiva Antiaérea, a obrigatoriedade do ensino da defesa passiva em todos estabelecimentos de ensino, oficiais ou particulares, existentes no país, entre outras. Em 1943, a denominação de Defesa Passiva Antiaérea é alterada para Serviço de Defesa Civil, sob a supervisão da Diretoria Nacional do Serviço da Defesa Civil, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores e extinto em 1946, bem como, as Diretorias Regionais do mesmo Serviço, criadas no Estado, Territórios e no Distrito Federal. Como conseqüência da grande enchente no Sudeste, no ano de 1966, foi criado, no então Estado da Guanabara, o Grupo de Trabalho com a finalidade de estudar a mobilização dos diversos órgãos estaduais em casos de catástrofes. Este grupo elaborou o Plano Diretor de Defesa Civil do Estado da Guanabara, definindo atribuições para cada órgão componente do Sistema Estadual de Defesa Civil. O Decreto Estadual nº 722, de 18.11.1966, que aprovou este plano estabelecia, ainda, a criação das primeiras Coordenadorias Regionais de Defesa Civil – REDEC no Brasil. Em 19.12.1966 é organizada no Estado da Guanabara, a primeira Defesa Civil Estadual do Brasil. Em 1967 é criado o Ministério do Interior com a competência, entre outras, de assistir as populações atingidas por calamidade pública em todo território nacional. O Decreto-Lei nº 950, de 13.10.1969, institui no Ministério do Interior o Fundo Especial para Calamidades Públicas – FUNCAP, sendo regulamentado por intermédio do Decreto nº 66.204, de 13.02.1970.

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é criado em 05. reorganizado em agosto de 1993 e atualizado por intermédio do Decreto nº 5.GEACAP.2005.02.10. A organização sistêmica da defesa civil no Brasil. o Grupo de Apoio a Desastres e o fortalecimento dos órgãos de Defesa Civil locais. de 17.Com o intuito de prestar assistência a defesa permanente contra as calamidades públicas.1988 .12. no âmbito do Ministério do Interior. deu-se com a criação do Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC.376. destaca-se a criação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – CENAD. o Grupo Especial para Assuntos de Calamidades Públicas . 4 .1970. em 16. Na nova estrutura do Sistema Nacional de Defesa Civil.

. supervisão..A EVOLUÇÃO DA DEFESA CIVIL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. V – planejar.Ao Departamento Geral de Defesa Civil compete: I – coordenar e fiscalizar as medidas preventivas contra incêndios. coordenar e orientar a Defesa Civil da população contra as calamidades públicas. 2 . onde consta como competência da mesma o planejamento. . supervisionar. Através da Lei Complementar Federal n. IV – realizar a proteção e o salvamento de vidas nas praias e balneários. No Decreto nº 11 de 15 de março de 1975 é aprovada a estrutura básica da Secretaria de Estado de Segurança Pública. 4 ..ESTRUTURA BÁSICA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA. º 20 de 01 de julho de 1974 foram realizadas a fusão entre os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.A FUSÃO. II – promover a extinção de incêndios. .. baías. na orla marítima. Seção VIII Departamento Geral de Defesa Civil Art. III – promover o salvamento de vidas e haveres em perigo. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA. lagos e rios do Estado. que passaria a vigorar a partir de 15 de março de 1975. 5 . VIII – o Departamento Geral de Defesa Civil. sendo essas funções específicas do Departamento Geral de Defesa Civil.. por um Diretor Geral de Departamento e será também o Comandante do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. coordenação e orientação da Defesa Civil contra as calamidades públicas. 11º . . 1 .CRIAÇÃO DAS COORDENADORIAS REGIONAIS..

30.. LEI Nº 689 – DE 29 DE NOVEMBRO DE 1983.. de 29 de novembro de 1983.. ainda.. à Coordenadoria Geral do Sistema de Defesa Civil da Governadoria do Estado. através da Portaria nº 01 de 05 de fevereiro de 1981.Secretaria de Estado da Defesa Civil. fica estabelecido que o Secretário seja o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. extinguiu a Secretaria de Estado de Segurança Pública criando. 30 do Decreto-Lei nº 11 de 15 de março de 1975.. 6 .CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL. Surge. ..O Diretor do Departamento Geral de Defesa Civil criou as Coordenadorias Regionais de Defesa Civil.O art. No Decreto nº 7. o Departamento Geral de Apoio Comunitário ao qual competia o efetivo a atendimento a comunidade. 1º . .258 de 01 de janeiro de 1995 extinguiu a Secretaria de Estado da Defesa Civil.SEDEC. neste Decreto. entre outras. o primeiro conceito de um Sistema de Defesa Civil. 7 . 6 – EXTINÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL.A estrutura básica da Administração Direta do Poder Executivo compreende”: ..451 de 03 de agosto de 1984 foi estabelecida à estrutura básica da SEDEC. O Governador do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 6 . sendo designados Coordenadores Regionais de Defesa Civil os Comandantes de UBM. O Decreto nº 21. “DECRETO Nº 21. Estabelece a nova estrutura do poder executivo e dá outras providências.. nela contendo que a mesma seria o órgão central do Sistema Estadual de Defesa Civil. no primeiro momento. Ainda. neste Decreto. Altera a estrutura básica da Administração Direta do Poder Executivo e dá outras providências.258 – 01 DE JANEIRO DE 1995”. atribuindo à competência da SEDEC.COMPETÊNCIA E ESTRUTURA BÁSICA DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL. . a Secretaria de Estado da Defesa Civil . passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. Nasce. A Lei nº 689. 18 .

... no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor............. O Governador do Estado do Rio de Janeiro........501 de 19 de junho de 1995 altera e consolida a estrutura da Secretaria de Estado de Segurança Pública......... O Decreto nº 21.........162 – DE 01 DE JANEIRO DE 1999”.........A Administração Direta do Poder Executivo.O Governador do Estado do Rio de Janeiro. ESTABELECE A ESTRUTURA DO PODER EXECUTIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. sendo criado o Departamento Geral de Defesa Civil – DGDEC.. “DECRETO Nº 25.. 13..... assim como os órgãos de deliberação coletiva...... DE 01 DE JANEIRO DE 2007. a) Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro – CBMERJ......... 9 – RECRIAÇÃO DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL – SEDEC Pelo Decreto nº 25...... 7 .. também.. no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pela legislação em vigor.. II ..... no uso de suas atribuições legais que lhe são conferidas pela legislação em vigor... foi reestruturado o Governo do Estado... Estabelece a nova estrutura do poder executivo e dá outras providências.. Neste Decreto temos como competência do Corpo de Bombeiros... IV – Secretaria de Estado da Defesa Civil para a Coordenadoria Geral do Sistema de Defesa Civil da Governadoria do Estado.. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.. os fundos e a vinculação e/ou supervisão dos entes da Administração Indireta e Fundacional.... sendo recriada a Secretaria de Estado da Defesa Civil.... DECRETA: Art. tendo como ente vinculado o Corpo de Bombeiros Militar.. passam a ser estruturados da seguinte forma: ..... ..... as atividades de defesa civil...........1 – Ente vinculado...Secretaria de Estado da Defesa Civil – SEDEC........... decreta: ...486..162 de 01 de janeiro de 1999... 7 – ESTRUTURA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA.. 1º ..ORGÃOS DE AÇÃO SETORIAL DO GOVERNO .. . 13 . decreta: ... ATOS DO PODER EXECUTIVO – DECRETO Nº 40.

......11) SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE E DEFESA CIVIL – SESDEC 11..No prazo máximo de 30 (trinta) dias serão publicados os Decretos com as competências e estruturas de cargos de cada ente da Administração Estadual....Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Art.. 01 de janeiro de 2007. de modo a assegurar a coerência e transparência do modelo organizacional adotado pela Administração Pública Estadual...................4. Inciso V da Lei Orçamentária de 2007.... revogadas as disposições em contrário....... Parágrafo único – A Casa Civil manterá o controle do saldo remanescente das transformações estabelecidas no presente Decreto bem como daquele proveniente de legislação posterior......... Art..... Parágrafo único – A publicação referida no caput será objeto de permanente atualização........ na forma estabelecida no ANEXO I............ deverão submeter ao Governador do Estado a divisão do acervo patrimonial e a distribuição do pessoal e dos cargos em comissão.. 4º ......... os cargos em comissão da Administração Direta... 5º ................... 7º .........3... SÉRGIO CABRAL 8 ..........2.. Art..... Art. atendidas as peculiaridades e as necessidades de cada Pasta............... Conselho Estadual de Luta contra a Tuberculose 11....................5. 8º ............As dotações orçamentárias das novas Secretarias serão ajustadas conforme Artigo 19............................ da fusão.. Conselho Estadual de Saúde – CES 11........... Art... Fundo Especial do Corpo de Bombeiros – FUNESBOM ........... Instituto Vital Brazil – IVB 11.. tudo eqüitativamente......... 3º .... sem aumento de despesa........ Art...........1........ Parágrafo único – A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão adotará as medidas cabíveis para a correta apropriação do patrimônio de cada Secretaria e da alocação do pessoal resultante do referido ajuste....... Fundo Estadual de Saúde – FES 11..6..... 25) Secretaria de Estado da Defesa Civil – SEDEC ..... 2º ..Para atender ao disposto neste Decreto.As Secretarias mencionadas no Artigo 1º deste Decreto resultam da renomeação........ Rio de Janeiro. 6º .........As Secretarias instituídas pelo presente Decreto resultam da absorção de acervo patrimonial e de pessoal das Secretarias extintas........................... do desmembramento ou da incorporação das seguintes Secretarias: .... ficam transferidos e/ou transformados...................................Os titulares das Secretarias instituídas neste Decreto.............. Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro – IASERJ 11.. Art........ mediante ato da Secretaria de Planejamento e Gestão....

.. especialmente as secas e as inundações. DA SEGURANÇA PÚBLICA . 21º -Compete à União: . . o que só tinha sido citado em legislações do Antigo Estado da Guanabara e do atual Estado do Rio de Janeiro. 5º -a casa é asilo inviolável do indivíduo...Constituir uma sociedade livre. Art. através dos seguintes órgãos: I . -Compete privativamente à União legislar sobre: . É o marco da modernidade em termos de Defesa Civil e Proteção Comunitária. Art... 22. III . Chegamos à atualidade. a lei maior que nos rege é a Constituição promulgada em 1988.. a ligação do Corpo de Bombeiros com a Defesa Civil. Nela encontramos. III . 144 -estabelece que: A segurança pública.. Art. ou durante o dia.. IV .. ou para prestar socorro. .. dever do estado.polícia ferroviária federal. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. Art. 9 . é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. .. .requisições civis e militares. em caso de iminente perigo e em tempo de guerra.A CONSTITUIÇÃO DE 1988. especificamente.polícia rodoviária federal.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. 3º -Objetivos Fundamentais da República Federativa do Brasil: I .polícias civis.. justa e solidária. .. por determinação judicial... ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador.polícia federal: II . XVIII . direito e responsabilidade de todos. O Art.

polícias militares e corpos de bombeiros militares. 10 . única e exclusivamente. §5º Às policias militares e as polícias ostensivas cabem a preservação da ordem pública. aos Corpos de Bombeiros militares. ao Corpo de Bombeiros e sim a toda população. agora. temos a nítida impressão que há. uma preocupação global com a comunidade do nosso País. ...V . Neste particular. incumbe a execução de atividades de defesa civil.Observando o capítulo I. E importante ressaltar que a execução das atividades de Defesa Civil não cabe. além das atribuições definidas em lei. nota-se que nenhuma outra Carta Magna do nosso País fez tantas referências à proteção comunitária sobre as situações de desastres. É notório que a presente Constituição tenha epíteto o nome cidadã.

alínea "a". de socorro. inciso XVIII. 11 .a resposta aos desastres. Art. 1o Os órgãos e entidades da administração pública federal. II . inciso VI. preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social. considera-se: I . a redução dos desastres.a reconstrução e a recuperação. que compreendem os seguintes aspectos globais: I .a prevenção de desastres.desastre: o resultado de eventos adversos. constituirão o Sistema Nacional de Defesa Civil . no uso da atribuição que lhe confere o art. 84. naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável. III . as entidades privadas e a comunidade. do Distrito Federal e dos Municípios.defesa civil: o conjunto de ações preventivas. assistenciais e recuperativas destinadas a evitar ou minimizar os desastres. fundamentalmente. do Ministério da Integração Nacional. responsáveis pelas ações de defesa civil em todo o território nacional.376 DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005.SINDEC. 2o As ações de defesa civil são articuladas pelos órgãos do SINDEC e objetivam.a preparação para emergências e desastres. da Constituição. IV . 21. e tendo em vista o disposto no art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.SISTEMA NACIONAL DE DEFESA CIVIL DECRETO Nº 5. dos Estados. causando danos humanos. II . materiais ou ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos e sociais. DECRETA: Art. 3o Para fins deste Decreto. sob a coordenação da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Art.

CORDEC.CEDEC ou órgãos correspondentes. socorrer e assistir populações afetadas. coordenação e supervisão técnica do Sistema. localizadas nas cinco macrorregiões geográficas do Brasil e responsáveis pela articulação e coordenação do Sistema em nível regional.órgãos estaduais: Coordenadorias Estaduais de Defesa Civil . IV .órgãos regionais: as Coordenadorias Regionais de Defesa Civil . inclusive as suas regionais.situação de emergência: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal.prevenir ou minimizar danos. de maior prevalência no País. e reabilitar e recuperar os cenários dos desastres. IV . Art. avaliar e reduzir riscos de desastres. responsável pela articulação. II . antropogênicos e mistos.realizar estudos. Art.atuar na iminência e em circunstâncias de desastres. III . causando danos superáveis pela comunidade afetada.estado de calamidade pública: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal. responsáveis pela articulação e coordenação do Sistema em nível estadual.planejar e promover a defesa permanente contra desastres naturais.órgão superior: o Conselho Nacional de Defesa Civil .III . 5o Integram o SINDEC: I . provocada por desastres. 4o O SINDEC tem por finalidade: I . inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes. V .órgão central: a Secretaria Nacional de Defesa Civil.CONDEC. causando sérios danos à comunidade afetada. II . IV . 12 . Coordenadoria de Defesa Civil do Distrito Federal ou órgão correspondente.promover a articulação e coordenar os órgãos do SINDEC em todo o território nacional. responsável pela formulação e deliberação de políticas e diretrizes do Sistema. provocada por desastres. ou órgãos correspondentes. III .

com o objetivo de garantir atuação sistêmica. de interesse da defesa civil. bem como a cooperação de entidades privadas. organizações não-governamentais e associações de classe e comunitárias. IV . que se articulam com os órgãos de coordenação. a homologação e o reconhecimento de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. tem por finalidade a formulação e deliberação de diretrizes governamentais em matéria de defesa civil. deliberativo e consultivo integrante da estrutura regimental do Ministério da Integração Nacional.NUDEC. 6o O Conselho Nacional de Defesa Civil . associações de voluntários. pesquisas e trabalhos especializados. VI . responsáveis pela articulação e coordenação do Sistema em nível municipal. órgão colegiado de caráter normativo.aprovar e atualizar a política nacional de defesa civil e as diretrizes de ação governamental.órgãos de apoio: órgãos públicos e entidades privadas.recomendar aos diversos órgãos integrantes do SINDEC ações prioritárias que possam prevenir ou minimizar os desastres naturais ou provocados pelo homem.aprovar a criação de comissões técnicas interinstitucionais para realização de estudos.aprovar os critérios para a declaração. ou entidades correspondentes.órgãos municipais: Coordenadorias Municipais de Defesa Civil .deliberar sobre as ações de cooperação internacional ou estrangeira. que apóiam os demais órgãos integrantes do Sistema.órgãos setoriais: os órgãos da administração pública federal. II . referentes ao assunto. III . Art.V . de interesse do SINDEC observada as normas vigentes.aprovar normas e procedimentos para articulação das ações federais com o Distrito Federal. VII .aprovar os planos e programas globais e setoriais elaborados pelo SINDEC. clubes de serviços. V .CONDEC. VI .COMDEC ou órgãos correspondentes e Núcleos Comunitários de Defesa Civil . estadual. 13 . municipal e do Distrito Federal. tendo em vista a atuação coordenada das atividades de defesa civil. e por competência: I . VII . os Estados e os Municípios.

que definirá no ato da sua criação os objetivos específicos. III . 7o O CONDEC compõe-se de: I .Plenário.Ministério da Justiça.Comitê Consultivo.Ministério da Fazenda. III . bem como propor alterações.VIII . 8o O plenário do CONDEC será presidido pelo Secretário Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional e será composto por um representante de cada órgão a seguir indicado: I . Art.Ministério da Defesa. IV .Comitês Técnicos e Grupos de Trabalho.elaborar o regimento interno. Art.designar grupos de trabalhos emergenciais interinstitucionais com o objetivo de articular e agilizar as ações federais em situações de desastre de grande intensidade. 14 .aprovar critérios técnicos para análise e aprovação de obras e serviços. Os Comitês Técnicos e Grupos de Trabalho serão instituídos pelo Presidente do CONDEC. IX . minimizar danos e recuperar áreas deterioradas por desastres. que disporá sobre seu funcionamento.submeter o regimento interno para aprovação do Ministro de Estado da Integração Nacional. XI . destinados a prevenir riscos.Ministério das Relações Exteriores. Parágrafo único. a composição e prazo para conclusão do trabalho. II . II . a serem submetidos à composição plenária do Conselho. com o fim de promover estudos e elaboração de propostas sobre temas específicos. X .

Pecuária e Abastecimento. XV .Ministério da Cultura. 15 .Ministério da Saúde.Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. XVII . Indústria e Comércio Exterior. XX .Ministério da Agricultura. VII .V . XII . XXII .Ministério das Cidades. VI .Ministério do Trabalho e Emprego. XXI . X . XIII . VIII .Ministério da Educação. XI .Ministério do Esporte.Ministério da Ciência e Tecnologia. XXIV . XVIII . XVI .Ministério do Turismo.Ministério do Meio Ambiente. XIV . XXV .Ministério da Previdência Social.Ministério das Comunicações.Ministério do Desenvolvimento.Ministério da Integração Nacional. XXIII .Ministério do Planejamento. XIX .Ministério de Minas e Energia. IX .Casa Civil da Presidência da República.Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.Ministério do Desenvolvimento Agrário.Ministério dos Transportes. Orçamento e Gestão.

II . o Presidente do CONDEC poderá deliberar ad referendum do colegiado. Art.XXVI . 10° À Secretaria Nacional de Defesa Civil. XXVII . serão designados pelo Ministro de Estado da Integração Nacional.Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República.Comando da Aeronáutica.Comando do Exército. por iniciativa própria ou a requerimento de um terço de seus membros.Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República. unidade de assessoramento ao CONDEC. sempre que convocado por seu Presidente. compete: I .promover e coordenar as ações de defesa civil.Comando da Marinha. XXVIII . titulares e suplentes.dos órgãos de defesa civil do Distrito Federal. acompanhar e orientar as ações desenvolvidas pelos órgãos integrantes do SINDEC. 16 .dos órgãos de defesa civil estaduais. 9o O Comitê Consultivo.normalizar. mediante indicação dos órgãos representados.dos órgãos de defesa civil regionais. § 2o O CONDEC reunir-se-á em caráter ordinário no mínimo uma vez ao ano e. articulando e integrando os órgãos do SINDEC em todos os níveis. XXIX . na qualidade de órgão central do . será integrado por titulares: I . § 1o Os membros do CONDEC. III . Art. SINDEC. XXX . extraordinariamente. II . § 3º Em caráter de urgência.

extensão e conseqüência. observadas as políticas e as diretrizes da ação governamental de defesa civil. as atividades de desenvolvimento de recursos humanos em defesa civil.elaborar e implementar planos de contingência de defesa civil.promover. a organização e a implementação das COMDEC. XI . e dos NUDEC. sua incidência.consolidar e compatibilizar planos e programas globais. dos Estados. VIII .elaborar. XII .definir as áreas prioritárias para investimentos que contribuam para minimizar as vulnerabilidades dos Municípios. V . formado por equipe técnica multidisciplinar. Municípios e do Distrito Federal.III . Distrito Federal e Municípios nessas atividades. bem como promover a sua implementação. atualizar e propor ao CONDEC a política nacional de defesa civil e as diretrizes da ação governamental na área de defesa civil. mobilizável a qualquer tempo.CEPED ou núcleos multidisciplinares destinados à pesquisa. IX .promover estudos referentes às causas e possibilidades de ocorrência de desastre de qualquer origem. para atuar em situações críticas. na sua esfera de atuação. VI . VII .executar programa de capacitação de recursos em defesa civil e apoiar os Estados. IV .sistematizar e integrar informações no âmbito do SINDEC. Municípios e o Distrito Federal.incentivar a implantação de Centros Universitários de Ensino e Pesquisa sobre Desastres . extensão e capacitação de recursos humanos com vistas ao gerenciamento e à execução de atividades de defesa civil. 17 . X . XIII .incentivar. do Distrito Federal e das macrorregiões geográficas do País. regionais e setoriais. em nível nacional.manter o Grupo de Apoio a Desastres. ou entidades correspondentes. bem como projetos relacionados com o assunto. em articulação com os Estados. ou órgãos correspondentes. por solicitação expressa de Estados.

XIV - criar grupos de trabalho com o objetivo de prestar o apoio técnico necessário à atuação de órgãos ou entidades na área de defesa civil; XV - propor ao CONDEC critérios para a declaração, a homologação e o reconhecimento de situação de emergência ou de estado de calamidade pública; XVI - emitir parecer sobre relatórios e pleitos relativos ao reconhecimento da situação de emergência e do estado de calamidade pública; XVII - propor ao Ministro de Estado da Integração Nacional o reconhecimento de situação de emergência ou de estado de calamidade pública, de acordo com os critérios estabelecidos pelo CONDEC; XVIII - prestar apoio técnico e administrativo ao CONDEC e à Junta Deliberativa do Fundo Especial para Calamidades Públicas - FUNCAP, criado pelo Decreto-Lei no 950, de 13 de outubro de 1969; XIX - participar do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro - SIPRON, na forma do Decreto-Lei no 1.809, de 7 de outubro de 1980, e legislação complementar; XX - implantar e operacionalizar o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres - CENAD, e promover a consolidação e a interligação das informações de riscos e desastres no âmbito do SINDEC; XXI - promover e orientar tecnicamente os Municípios, em articulação com os Estados e o Distrito Federal, a organização e a implementação de comandos operacionais a serem utilizados como ferramenta gerencial para comandar, controlar e coordenar as ações emergenciais, em circunstâncias de desastres; XXII - implantar e implementar os Sistemas de Informações sobre Desastres no Brasil - SINDESB, o Sistema de Monitorização de Desastres, o Sistema de Alerta e Alarme de Desastres, o Sistema de Resposta aos Desastres, o Sistema de Auxílio e Atendimento à População e o Sistema de Prevenção e de Reconstrução, no âmbito do SINDEC, e incentivar a criação e interligação de centros de operações nos seus três níveis;

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XXIII - propor critérios técnicos para análise e aprovação de obras e serviços destinados a prevenir riscos, minimizar danos e recuperar áreas deterioradas por desastres; XXIV - dar prioridade ao apoio às ações preventivas e às demais relacionadas com a minimização de desastres; XXV - participar de órgãos colegiados que tratem da execução de medidas relacionadas com a proteção da população, preventivas e em caso de desastres, inclusive acidente nuclear; XXVI - promover o intercâmbio técnico entre organismos governamentais internacionais de proteção e defesa civil, participando como membro representante da Defesa Civil Brasileira. Parágrafo único. À Secretaria Nacional de Defesa Civil caberá prover o apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos de secretaria do CONDEC e seus comitês e grupos de trabalho. Art. 11° Aos órgãos regionais compete: . I - coordenar, orientar e avaliar, em nível regional, as ações desenvolvidas pelos órgãos integrantes do SINDEC; II - realizar estudos sobre a possibilidade de ocorrência de desastre de qualquer origem, sua incidência, extensão e conseqüência; III - manter atualizadas e disponíveis as informações relacionadas à defesa civil; IV - coordenar a elaboração e implementação de planos diretores de defesa civil, planos de contingência e planos de operações, bem como projetos relacionados com o assunto; V - facilitar e consolidar os planos e programas estaduais de defesa civil, para a elaboração de planos regionais; VI - apoiar as atividades de capacitação de recursos humanos direcionadas às ações de defesa civil; 19

VII - apoiar a distribuição e o controle de suprimentos às populações atingidas por desastres, em articulação com órgãos assistenciais integrantes do SINDEC; VIII - incentivar a implementação de COMDEC, ou órgãos correspondentes, e de NUDEC, ou entidades correspondentes; IX - promover nos Municípios, em articulação com os Estados e o Distrito Federal, a organização e a implementação de comandos operacionais a serem utilizados como ferramenta gerencial para comandar, controlar e coordenar as ações emergenciais, em circunstâncias de desastres; X - participar dos Sistemas de que trata o art. 22 e promover a criação e interligação de centros de operações; XI - dar prioridade ao apoio às ações preventivas e às demais relacionadas com a minimização de desastres. Art. 12° Aos órgãos estaduais e do Distri to Federal compete: . I - articular, coordenar e gerenciar as ações de defesa civil em nível estadual; II - manter atualizadas e disponíveis as informações relacionadas com a defesa civil; III - elaborar e implementar planos diretores de defesa civil, plana de contingência e de operações, bem como programas e projetos relacionados com o assunto; IV - prever recursos orçamentários próprios necessários às ações assistenciais, de recuperação ou preventivas, como contrapartida às transferências de recursos da União, na forma da legislação vigente; V - capacitar recursos humanos para as ações de defesa civil; VI - promover a inclusão dos princípios de defesa civil, nos currículos escolares da rede estadual e do Distrito Federal de ensino médio e fundamental, proporcionando todo apoio à comunidade docente no desenvolvimento de material pedagógico-didático para esse fim; VII - manter a SEDEC e a CORDEC, ou órgãos correspondentes, informados sobre as ocorrências de desastres e atividades de defesa civil; 20

22 e promover a criação e a interligação de centros de operações.capacitar e apoiar os Municípios e o Distrito Federal a procederem à avaliação de danos e prejuízos nas áreas atingidas por desastres.orientar as vistorias de áreas de risco. a distribuição e o controle dos suprimentos necessários ao abastecimento da população atingida em situação de desastres. XIV . XI . ou órgãos correspondentes.VIII .dar prioridade ao apoio às ações preventivas e às relacionadas com a minimização de desastres. na sua jurisdição.promover e apoiar a implementação e o funcionamento das COMDEC. em casos excepcionais.REDEC como parte integrante da sua estrutura e estabelecer suas atribuições com a finalidade de articular e coordenar as ações de defesa civil no conjunto dos Municípios que constituem suas áreas de atuação. em articulação com as COMDEC. de acordo com critérios estabelecidos pelo CONDEC e. XVI . 21 . XIII . § 1o O órgão estadual de defesa civil poderá criar as Regionais Estaduais de Defesa Civil . em circunstâncias de desastres.apoiar a coleta.promover nos Municípios e no Distrito Federal. controlar e coordenar as ações emergenciais. § 2o Os Estados poderão exercer. a organização e a implementação de comandos operacionais a serem utilizados como ferramenta gerencial para comandar. o isolamento e a evacuação da população de áreas e de edificações vulneráveis.realizar exercícios simulados para treinamento das equipes e aperfeiçoamento dos planos de contingência. a sua decretação. XV . ou entidades correspondentes. intervir ou recomendar a intervenção preventiva. XII . o controle e a fiscalização das atividades capazes de provocar desastres. ou órgãos correspondentes. IX . e dos NUDEC.participar dos Sistemas de que trata o art. X . definidos pelo CONDEC.propor à autoridade competente a homologação de situação de emergência e de estado de calamidade pública.

coordenar e gerenciar ações de defesa civil em nível municipal. o isolamento e a evacuação da população de áreas de risco intensificado e das edificações vulneráveis. a atuação conjunta com as comunidades apoiadas. 22 . nível de riscos e sobre recursos relacionados com o equipamento do território e disponíveis para o apoio às operações. I . 13° Às COMDEC. de acordo com a legislação vigente. especialmente nas atividades de planejamento e ações de respostas a desastres e reconstrução. VIII . 182 da Constituição. bem como em situações emergenciais. vulnerabilidades e mobiliamento do território. compete: .implantar bancos de dados e elaborar mapas temáticos sobre ameaças múltiplas. para serem usados como contrapartida da transferência de recursos da União e dos Estados.promover a ampla participação da comunidade nas ações de defesa civil.Art.articular. III .analisar e recomendar a inclusão de áreas de riscos no plano diretor estabelecido pelo § 1o do art. objetivando o atendimento de ações em tempo de normalidade. com a garantia de recursos do orçamento municipal.vistoriar edificações e áreas de risco e promover ou articular a intervenção preventiva. bem como projetos relacionados com o assunto. X . nos currículos escolares da rede municipal de ensino médio e fundamental. IX . buscando articular. ou órgãos corresponde ntes.capacitar recursos humanos para as ações de defesa civil e promover o desenvolvimento de associações de voluntários.prover recursos orçamentários próprios necessários às ações relacionadas com a minimização de desastres e com o restabelecimento da situação de normalidade.elaborar e implementar planos diretores. V . ao máximo.elaborar o plano de ação anual. II . proporcionando todo apoio à comunidade docente no desenvolvimento de material pedagógico-didático para esse fim. planos de contingências e planos de operações de defesa civil. VII . VI . IV .promover a inclusão dos princípios de defesa civil.

22. periodicamente. XIV . XV .articular-se com as Regionais Estaduais de Defesa Civil . e ao preenchimento dos formulários de Notificação Preliminar de Desastres . a distribuição e o controle de suprimentos em situações de desastres.vistoriar.executar a coleta.AVADAN. disponibilizando as informações relevantes à população. 23 . XVI . ou entidades correspondentes. ainda. XVIII . ou órgãos correspondentes. implantar programas de treinamento de voluntários.implementar os comandos operacionais a serem utilizados como ferramenta gerencial para comandar.XI . e participar ativamente dos Planos de Apoio Mútuo . especialmente nas escolas de nível fundamental e médio e em áreas de riscos intensificados e. com o objetivo de otimizar a previsão de desastres.promover a mobilização comunitária e a implantação de NUDEC. XX .manter o órgão estadual de defesa civil e a Secretaria Nacional de Defesa Civil informados sobre a ocorrência de desastres e sobre atividades de defesa civil.REDEC.proceder à avaliação de danos e prejuízos das áreas atingidas por desastres. de acordo com os critérios estabelecidos pelo CONDEC. XIX . XIII .realizar exercícios simulados.propor à autoridade competente a decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. locais e instalações adequadas a abrigos temporários. para treinamento das equipes e aperfeiçoamento dos planos de contingência. XII . com a participação da população. alerta e alarme. controlar e coordenar as ações emergenciais em circunstâncias de desastres. em acordo com o princípio de auxílio mútuo entre os Municípios.NOPRED e de Avaliação de Danos .participar dos Sistemas de que trata o art. promover a criação e a interligação de centros de operações e incrementar as atividades de monitorização. XXI .planejar a organização e a administração de abrigos provisórios para assistência à população em situação de desastres. XVII .PAM.

II . as vulnerabilidades dos cenários e com as áreas de riscos intensificados. 14° Os NUDEC.a avaliação de riscos de desastres e a preparação de mapas temáticos relacionados com as ameaças. 24 .o treinamento de voluntários e de equipes técnicas para atuarem em circunstâncias de desastres. Art. entidades e órgãos vinculados. visando à preservação da ordem pública.ao Ministério da Justiça. Art. por intermédio de suas secretarias. coordenar as ações do Sistema Nacional de Segurança Pública e a atuação das Polícias Federais. objetivando a resposta aos desastres e de exercícios simulados. como parte integrante de sua estrutura e estabelecer suas atribuições.§ 1o O órgão municipal de defesa civil poderá criar Distritais de Defesa Civil. III . reuniões e debates entre a COMDEC e as comunidades locais e planejam. § 2º Os Municípios poderão exercer. com destaque para: I . alerta e alarme. bairros ou localidades do Município. e em articulação com o órgão central do SINDEC. 15° Aos órgãos setoriais. com o objetivo de otimizar a previsão de desastres.a elaboração de planos de contingência e de operações. ou entidades correspon dentes. com a finalidade de articular e executar as ações de defesa civil nas áreas específicas em distritos.a promoção de medidas preventivas estruturais e não-estruturais. . com o objetivo de otimizar o estado de alerta na iminência de desastres. funcionam como centros de . promovem e coordenam atividades de defesa civil. e VI . o controle e a fiscalização das atividades capazes de provocar desastres. além de outras atividades de acordo com as respectivas competências legais. para aperfeiçoá-los. com o objetivo de reduzir os riscos de desastres.a organização de planos de chamadas. ou órgãos correspondentes. em nível f ederal. IV . caberá: I .a articulação com órgãos de monitorização. V . na sua jurisdição. da incolumidade das pessoas e do patrimônio nas áreas em situação de desastre.

Pecuária e Abastecimento. adotar medidas para o atendimento das populações nas áreas atingidas por desastres. insumos e alimentos. providenciando a distribuição de sementes. III . promover ações que visem a prevenir ou minimizar os acidentes de trabalho e danos aos trabalhadores em circunstâncias de desastres. com vistas às ações de defesa civil. adotar medidas de caráter financeiro.ao Ministério das Relações Exteriores. cooperar com o programa de desenvolvimento de recursos humanos e difundir. coordenar as ações que envolvam o relacionamento com outros países e com organismos internacionais e estrangeiros.ao Ministério da Defesa. fiscal e creditício. técnica e científica e participações conjuntas em atividade de defesa civil. IV . coordenar as operações combinadas das Forças Singulares nas ações de defesa civil.ao Ministério dos Transportes. destinadas ao atendimento de populações em áreas em estado de calamidade pública ou em situação de emergência. bem como controlar o transporte de produtos perigosos. V . IX . VII . promover ações preventivas relacionadas com desastres ocasionados especialmente por pragas vegetais e animais. por intermédio das redes de ensino formal e informal. adotar medidas de preservação e de recuperação dos sistemas viários e terminais de transportes terrestres.ao Ministério da Cultura. quanto à cooperação logística. promover o desenvolvimento do senso de percepção de risco na população brasileira e contribuir para o incremento de mudança cultural relacionada com a redução dos desastres. em áreas atingidas por desastres. VIII . por intermédio das universidades federais. conteúdos didáticos relativos à prevenção de desastres e à defesa civil e. financeira.ao Ministério da Educação.II .ao Ministério da Agricultura.ao Ministério do Trabalho e Emprego. 25 . realizar e difundir pesquisas sismológicas de interesse do SINDEC. VI . fornecer dados e análises relativas a previsões meteorológicas e climáticas.ao Ministério da Fazenda. marítimos e fluviais.

XIII . o controle de qualidade da água e dos alimentos e a promoção da saúde em circunstâncias de desastre. nas áreas sujeita a desastres e em estado de calamidade pública ou em situação de emergência. XV . planejar e promover a redução da degradação ambiental causada por mineração e garimpos. o suprimento de medicamentos. dar prioridade à alocação de recursos para assistência às populações e à realização de obras e serviços de prevenção e recuperação. a monitorização das condições hidrológicas e dos deflúvios das barragens dos sistemas hidrelétricos e das bacias hidrográficas. técnicas de reanimação cardiorrespiratória básica e de primeiros socorros.ao Ministério da Saúde. 26 .ao Ministério de Minas e Energia. em situação de desastres. desenvolver estudos e pesquisas que permitam determinar áreas de riscos. XI . prestar assistência social às populações em situação de desastre e apoiá-las com suprimentos necessários à sobrevivência. bem como fornecer informações destinadas à orientação das ações de defesa civil e análises relativas às previsões meteorológicas. implementar e supervisionar ações de saúde pública.ao Ministério do Planejamento. em nível comunitário. XVI .X . XIV . propor medidas com o objetivo de minimizar prejuízos que situações de desastres possam provocar aos meios produtivos nacionais e participar ativamente da prevenção de desastres humanos de natureza tecnológica.ao Ministério da Ciência e Tecnologia. adotar medidas objetivando garantir e dar prioridade aos serviços de telecomunicações nas áreas afetadas por desastres e estimular a participação dos órgãos de comunicação nas atividades de prevenção e preparação.ao Ministério das Comunicações. Indústria e Comércio Exterior. XII . supervisionar a elaboração de planos de mobilização e de segurança dos hospitais em circunstâncias de desastre. e difundir. promover a implantação de atendimento pré-hospitalar e de unidades de emergência. bem como a mobilização de radioamadores. especialmente alimentos.ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orçamento e Gestão.ao Ministério do Desenvolvimento.

o apoio com levantamentos realizados pelo Sistema de Vigilância da Amazônia .à Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais. articular as ações dos diversos poderes e escalões governamentais em proveito do SINDEC. XXI . XXIV .SIVAM. por intermédio da Secretaria Nacional de Defesa Civil.XVII . critérios e padrões relativos ao controle e à proteção do meio ambiente.ao Ministério da Integração Nacional. estabelecer normas. XXIII . ao uso racional de recursos naturais renováveis com o objetivo de reduzir desastres. apoiar o SINDEC com atividades de informações e outras relacionadas com suas atribuições. 27 . fornecer dados e análises relativas à monitorização de rios e açudes.ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. em circunstâncias de desastres.ao Gabinete de Segurança Institucional.ao Ministério da Previdência Social.ao Ministério das Cidades. XIX . com vistas às ações de defesa civil e promover o controle de cheias e inundações. XXII . XVIII . XXV .ao Ministério do Esporte.ao Ministério do Meio Ambiente. gerir a aplicação de recursos em políticas de desenvolvimento urbano voltadas para a recuperação e a reconstrução de moradias para a população de baixa renda afetada por desastres e em obras e serviços de saneamento em áreas de risco. XXVI . XX . apoiar as populações flageladas. contribuir para a redução dos desastres humanos em áreas relacionadas com suas atividades. e compatibilizar os planos de desenvolvimento regional com as ações de prevenção ou minimização de danos provocados em circunstâncias de desastre.à Casa Civil da Presidência da República. promover e coordenar as ações do SINDEC.ao Ministério do Turismo. no âmbito de suas atribuições. incrementar as práticas esportivas com o objetivo de reduzir as vulnerabilidades aos desastres humanos de natureza social e os riscos relacionados com a juventude marginalizada. propor medidas com o objetivo de reduzir os impactos negativos nas atividades turísticas.

cooperar nas ações de busca e salvamento. mediante articulação prévia com os órgãos de coordenação do SINDEC. XXVIII . 16° Aos órgãos de apoio compete o de sempenho de tarefas específicas . Art. com hospitais fluviais. cooperar com as ações de resposta aos desastres e reconstrução e de busca e salvamento. caso sejam solicitados pela autoridade competente. material e meios de transporte.ao Comando do Exército. serão declarados mediante decreto do Governador do Distrito Federal ou do Prefeito Municipal. em articulação com os respectivos órgãos de defesa civil. os órgãos setoriais correspondem aos de nível federal e desempenharão atividades de defesa civil de acordo com suas atribuições legais. apoiar as ações de defesa civil com pessoal. material e meios de transporte. apoiar as ações de defesa civil com pessoal. coordenar as ações de evacuações aeromédicas e missões de misericórdia. mediante decreto do Governador do Estado.à Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República. apoiar o SINDEC em atividades de divulgação. apoiar as ações de defesa civil com pessoal. ocorridos na Amazônia. e ocorrerá quando solicitado pelo 28 . Art. XXIX . observados . consentâneas com suas atividades normais. XXX .ao Comando da Marinha. § 1o A homologação do ato de declaração do estado de calamidade pública ou da situação de emergência. é condição para ter efeito jurídico no âmbito da administração estadual. § 2o Nos Estados e Municípios. § 1o Os órgãos federais localizados nos Estados e nos Municípios estão autorizados a participar do SINDEC em nível estadual e municipal e a se fazerem representar em seus respectivos Conselhos. material e meios de transporte.ao Comando da Aeronáutica. participar de atividades de prevenção e de reconstrução. os critérios estabelecidos pelo CONDEC. 17° O estado de calamidade pública e a situação de emergência. nos âmbitos de suas jurisdições. apoiar as ações de resposta a desastres. coordenar as ações de redução de danos relacionados com sinistros marítimos e fluviais e participar das ações de salvamento de náufragos.XXVII .

compete ao Governo. 29 . o Governo Federal poderá emitir o reconhecimento. antes da homologação estadual. que declarará as medidas e ações municipais já em curso. as açõ es de resposta e de reconstrução e . 18° Em situações de desastre. § 4o Em casos excepcionais. § 2o O Governador do Estado poderá praticar o ato de declaração atingindo um ou mais Municípios em circunstâncias de desastres que venham a exigir a ação imediata na esfera de sua administração. os atos de declaração. § 3o O reconhecimento do ato de declaração do estado de calamidade pública ou da situação de emergência. sua capacidade de atuação e recursos humanos. serão fundamentados tecnicamente pelo órgão de defesa civil competente. recuperação serão da responsabilidade do Prefeito Municipal ou do Distrito Federal. é condição para ter efeito jurídico no âmbito da administração federal e ocorrerá quando solicitado pelo Governo do Estado ou do Distrito Federal. sua capacidade de atuação e recursos humanos. § 6o Todos esses atos. § 5o Em qualquer caso. no âmbito de suas respectivas administrações. a atuação complementar de resposta aos desastres e de recuperação e reconstrução. homologação e reconhecimento e suas prorrogações serão expedidas pelas autoridades competentes. obrigatoriamente. baseado na avaliação de danos que comprove a anormalidade ou agravamento da situação anterior. § 1o Quando a capacidade de atendimento da administração municipal estiver comprovadamente empregada. à luz dos critérios estabelecidos pelo CONDEC. Art. materiais. que declarará as medidas e ações estaduais já em curso. no máximo. que confirmar o estado de calamidade pública ou a situação de emergência. estadual ou federal. cento e oitenta dias.Prefeito Municipal. institucionais e financeiros empregados e não suficientes para o restabelecimento da normalidade dos Municípios. materiais. mediante portaria do Ministro de Estado da Integração Nacional. até completarem. institucionais e financeiros empregados e não suficientes para o restabelecimento da normalidade no Município. à vista do decreto municipal.

da Constituição. estabelecendo. § 3o A atuação dos órgãos federais.745. Art. comando unificado acordado entre as entidades envolvidas com o atendimento do desastre. ativar imediatamente um comando operacional para administrar todas as ações e medidas de resposta ao desastre.monitorar os parâmetros de eventos adversos. cabendo à COMDEC.mobilizar recursos para pronta resposta às ocorrências de desastres. 20° Para o cumprimento das responsab ilidades que lhes são atribuídas neste . e V .coordenar as ações de respostas aos desastres. Os órgãos estaduais. ou ao órgão correspondente. os órgãos e entidades públicas federais integrantes do SINDEC utilizarão recursos próprios. § 3o. Decreto. Parágrafo único. dependendo de suas características e complexidade. III . de 9 de dezembro de 1993. inciso XX. Art.§ 2o Caberá aos órgãos públicos localizados na área atingida a execução imediata das medidas que se fizerem necessárias. 2° O CENAD a que se refere o art. IV. as quais poderão ser suplementadas por intermédio da abertura de crédito extraordinário. na forma do art. terá as seguintes competências: I .consolidar as informações de riscos e desastres. distrital e municipais de defesa civil poderão criar. II . o Ministro de Estado da . Art. 10. 167. centros com as mesmas competências do 30 .difundir alerta e alarme de desastres e prestar orientações preventivas à população. Integração Nacional poderá contratar pessoal técnico especializado para a prestação de serviços eventuais nas ações de defesa civil. 19° Em casos de estado de calamidade pública. no âmbito de suas administrações. estaduais e municipais na área atingida far-se-á em regime de cooperação. objeto de dotações orçamentárias específicas. observado o disposto na Lei no 8.

além de possibilitar o aprofundamento dos estudos epidemiológicos.Sistema de Alerta e Alarme de Desastres.CENAD. orientar o planejamento e facilitar a tomada das decisões na busca pela redução dos desastres e das suas conseqüências. Art. e a implementação de medidas estruturais (obras de engenharia) tanto preventivas quanto as de reconstrução. dentre outras.Sistema de Auxílio e Atendimento à População. na antecipação de medidas preventivas e na rápida mobilização de recursos para pronto atendimento emergencial. especialmente a relocação de famílias de áreas de risco atingidas pelos desastres. V . na redução do tempo de resposta. II . que permitirá a pronta mobilização dos grupos estaduais e federais de respostas aos desastres. que orientará a população atingida pelo desastre sobre medidas de socorro e proteção. que permitirá o conhecimento das ocorrências de maior prevalência no País. vulnerabilidades e riscos. e coordenará os esforços para alocar recursos materiais para o auxílio dos desabrigados. III . 2 o e 8o do Decreto nº 1. 22° Constituem instrumentos do SINDE C: . que possibilitará a emissão de boletins antecipados. estadual e municipal. 23° Os arts. em articulação com os órgãos de previsão e prognósticos da administração pública federal. que serão interligados ao órgão central para integrarem rede de informações de defesa civil. além da alocação de recursos para pronta resposta ao atendimento emergencial de desastres. Art.080. IV . que coordenará os estudos de ameaças. a monitorização de parâmetros dos eventos adversos.Sistema de Prevenção e de Reconstrução.Sistema de Resposta aos Desastres.SINDESB. de 8 de março de 1994. passam a vigorar com a seguinte redação: 31 . e VI .Sistema de Monitorização de Desastres.Sistema de Informações sobre Desastres no Brasil . resultando na tomada de decisão oportuna. que permitirá o compartilhamento de informações. I .

que declarará as medidas e ações estaduais em curso. sua capacidade de atuação e recursos humanos. institucionais e financeiros empregados e não suficientes para o restabelecimento da normalidade dos Municípios. as quais serão justificadas no prazo máximo de setenta e duas horas. mediante portaria do Ministro de Estado da Integração Nacional. § 2o Em casos excepcionais. materiais." (NR) "Art. 8o No caso de aplicação urgente de recursos financeiros para área em estado de calamidade pública ou situação de emergência. de 16 de agosto de 1993. de 4 de fevereiro de 2004.“Art.980. 2º A condição para a aplicação dos recursos previstos as ações estabelecidas no art. 25° Ficam revogados o Decreto no 895. é condição para ter efeito jurídico no âmbito da administração federal. poderá o presidente da Junta Deliberativa autorizar despesas ad referendum da Junta. 184º da Independência e 117º da República. 24° Este Decreto entra em vigor na da ta de sua publicação. à vista do decreto municipal antes da homologação estadual. § 1o O reconhecimento do ato de declaração do estado de calamidade pública ou da situação de emergência. e ocorrerá quando solicitado pelo Governo Estadual ou do Distrito Federal.”. o Governo Federal poderá emitir o reconhecimento. Brasília." (NR) Art. 1o deste Decreto é o reconhecimento do estado de calamidade pública ou da situação de emergência pelo Governo Federal. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Ciro Ferreira Gomes 32 . e o Decreto no 4. Art. 17 de fevereiro de 2005.

com base neste Decreto. . sob a direção do Chefe do Poder Executivo Estadual e a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC. Art.376. 40.São objetivos do SIEDEC: I .O SIEDEC será constituído por órgãos e entidades da administração pública estadual e dos municípios. Art. 40. coordenar e promover ações. E08/607/50. no uso de suas atribuições constitucionais e legais. de 17 de fevereiro de 2005. que organiza o Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC. DECRETA: Art. representada pela Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC.o Decreto nº. e . com o objetivo de reduzir os desastres. sem aumento de despesa. visando à proteção global das populações no Estado do Rio de Janeiro. 3º . que reorganiza a estrutura do Poder Executivo estadual e dá outras providências. DISPÕE SOBRE A REORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL – SIEDEC O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. em conjunto com os Municípios.planejar.SISTEMA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL DECRETO Nº. no âmbito do Estado do Rio de Janeiro.Fica reorganizado.a necessidade de adequar a organização do Sistema de Defesa Civil à política nacional de defesa civil e aos dispositivos do Decreto Federal nº. por entidades privadas e pela comunidade. 33 .908.a necessidade de adequar o Sistema Estadual de Defesa Civil à estrutura de governo do poder executivo estadual vigente.486.000/2007 e CONSIDERANDO: . 1º . DE 17 DE AGOSTO DE 2007. 2º . o Sistema Estadual de Defesa Civil – SIEDEC. tendo em vista o que consta do processo nº. 5. de 01 de janeiro de 2007.

promover a articulação técnica com os Sistemas de Defesa Civil dos Estados limítrofes ao Território Fluminense. representada pela Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC. II – Órgão Central: Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC. da Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC. sobre um ecossistema vulnerável. IV – Órgãos Municipais: Coordenadorias Municipais de Defesa Civil – COMDEC. destinadas a evitar ou minimizar os desastres.O SIEDEC terá a seguinte estrutura: I – Órgão Superior: Conselho Estadual de Defesa Civil – CONEDEC. provocada por desastres. VI – Órgãos de Apoio: entidades privadas. entidades comunitárias. IV – Estado de Calamidade Pública: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal. preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social. Art.Para efeitos deste Decreto. de socorro. III – Órgãos Regionais: Coordenações Regionais de Defesa Civil – REDEC. causando danos humanos. V – Órgãos Setoriais: os órgãos e entidades de Administração Pública Estadual. consideram-se: I – Defesa Civil: o conjunto de ações preventivas. minimizando os danos e prejuízos resultantes de desastres. causando sérios danos à comunidade afetada. provocada por desastres. materiais ou ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos e sociais. 5º . Art. clubes de serviços. fundações e organizações de voluntários que manifestarem interesse e possam prestar ajuda aos integrantes do SIEDEC. visando à proteção global da população. assistenciais e recuperativas. III . e/ou outros dispositivos legais. organizações não governamentais – ONG. III – Situação de Emergência: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal. instituições religiosas.assessorar o Chefe do Poder Executivo Estadual no estabelecimento de critérios técnicos. inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes. com aquiescência do Chefe do Poder Executivo Estadual. no repasse de recursos financeiros. associações. naturais ou provocados pelo homem. II – Desastre: o resultado de eventos adversos. com objetivo de promover a proteção socioeconômica e ambiental.II . 4º . causando danos superáveis pela comunidade afetada. mencionados no artigo 6º. 34 . constituído pelos titulares das Secretarias de Estado do Governo do Estado.

§ 1º . XI – Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia – SECT. VIII – Secretaria de Estado de Administração Penitenciária – SEAP. IX – Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC. caberá a coordenação do Conselho Estadual de Defesa Civil – CONEDEC. mediante convocação do seu coordenador que.Parágrafo único – As funções dos membros do SIEDEC não são remuneradas e seu exercício é considerado serviço público relevante: Art. § 3º .Os membros titulares do CONEDEC deverão designar suplentes junto a Subsecretaria de Estado da Defesa Civil. VI – Secretaria de Estado de Obras – SEOBRAS. representa pelo seu titular.À Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC. os titulares dos seguintes órgãos: I – Secretaria de Estado da Casa Civil – CASACIVIL. II – Secretaria de Estado de Governo – SEGOV. Esporte e Lazer – SETE. que comparecerão às reuniões do Conselho quando da impossibilidade do titular. X – Secretaria de Estado de Educação – SEEDUC. poderá deliberar ad referendum do colegiado. XII – Secretaria de Estado de Habilitação – SEHAB. XIII – Secretaria de Estado de Transportes – SETRANS. além do titular da Subsecretaria de Estado da Defesa Civil. Indústria e Serviços – SEDEIS. § 4º . Energia. em caráter de urgência. VII – Secretaria de Estado de Segurança – SESEG. III – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – SEPLAG. Pecuária.As funções dos membros do Conselho não são remuneradas e seu exercício é considerado serviço público relevante. V – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. XIV – Secretaria de Estado do Ambiente – SEAMB. IV – Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ.O CONEDEC reunir-se-á sempre que necessário.Integram o CONEDEC. 35 . XVII – Secretaria de Estado de Cultura – SEC. Pesca e Abastecimento – SEAPPA. XIX – Secretaria de Estado de Turismo. § 2º . XV – Secretaria de Estado de Agricultura. 6º . XVIII – Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos – SEASDH. representada pela Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC. XVI – Secretaria de Estado do Trabalho – SETRAB.

e seu Presidente o representará no Grupo de Ações Coordenadas – GRAC. § 1º . for criada.As funções dos membros do GRAC não são remuneradas e seu exercício é considerado serviço público relevante. Art. constituído da seguinte forma: I – Representantes dos órgãos e entidades das administrações públicas federal. em separado de suas plenárias de origem. indicados pelos respectivos titulares. integrantes do Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC.Os Órgãos de Apoio. que poderão ser convocadas pela Coordenação do GRAC. constantes no item VI do artigo 5º. sediados no território do Estado do Rio de Janeiro. na estrutura do Poder Executivo. modificada ou extinta uma Secretaria de Estado. Art. II – aprovar normas e procedimentos para articulação das ações estaduais com os Municípios. 9º . II – Executivos técnicos dos entes vinculados a Secretaria de Estado. Art.§ 5º .Se após a publicação do presente Decreto. de acordo com suas áreas de atuação. o CONEDEC. serão organizados em um Conselho de Entidades Não Governamentais – CENG. elegerá uma Diretoria. III – Presidente do Conselho de Entidades Não Governamentais – CENG.Ao CONEDEC compete: I – elaborar o seu regimento interno. imediatamente. § 2º . 8º . IV – aprovar os planos e programas globais e setoriais elaborados pelo SIEDEC. observadas as legislações vigentes. a mesma passará ou deixará de compor.Será organizado um GRUPO INTEGRADO DE AÇÕES CORDENADAS – GRAC.Os membros do GRAC comporão. a ser homologado pelo seu coordenador. para participarem das ações de Defesa Civil. § 3º .A coordenação do GRAC caberá ao Departamento Geral de Defesa Civil – DGDEC. III – recomendar aos diversos órgãos integrantes do SIEDEC ações prioritárias que possam prevenir ou minimizar os desastres naturais ou provocados pelo homem. 36 . Câmaras Setoriais. 7º . tendo em vista atuação coordenada das atividades de defesa civil. a Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC. Parágrafo único – O CENG elaborará seu regimento interno. constantes do artigo 6º. bem como a cooperação de entidades privadas. V – deliberar sobre as ações de cooperação internacional de interesse do SIEDEC.

VII – propor critérios técnicos. Parágrafo único – As decisões do CONEDEC são consideradas de relevante interesse estadual. Art.VI – reunir-se com o objetivo de articular e operacionalizar planos de contingência em situações de desastre de grande intensidade. observadas as políticas e as diretrizes. através da Subsecretaria de Estado da Defesa Civil – SUBSEDEC compete: I – articular. promovendo a transformação socioeconômica e ambiental e a ação governamental de defesa civil. destinados a prevenir riscos. IV – coletar. 10° – À Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil – SESDEC. visando à proteção das comunidades. informações sobre desastres no âmbito do SIEDEC. II – normatizar e realizar a supervisão técnica e a fiscalização específica sobre as ações desenvolvidas pelos órgãos integrantes do SIEDEC. IX – incentivar a implantação e o desenvolvimento de Centros de Pesquisa sobre Desastres – CEPED destinados à pesquisa. VIII – formar. capacitar e especializar os recursos humanos para desenvolverem ações de Defesa Civil. III – elaborar e promover estudos referentes às causas e possibilidades de ocorrências de desastres. sem prejuízo da subordinação a que estiverem vinculados. no Estado do Rio de Janeiro. extensões e conseqüências. VI – consolidar e compatibilizar programas e planos globais. 37 . minimizar danos e recuperar áreas deterioradas por desastres. regionais e setoriais. IX – aprovar o regimento interno da constituição e funcionamento do GRAC e do CENG. cabendo aos órgãos e entidades integrantes do SIEDEC conferir elevada prioridade a sua execução. V – elaborar e atualizar as políticas e diretrizes propostas ao CONEDEC quanto à ação governamental de defesa civil. para análise e aprovação de obras e serviços. VII – incentivar a criação e o desenvolvimento dos Sistemas Municipais de Defesa Civil consolidados nas Coordenadorias Municipais de Defesa Civil – COMDEC. manter atualizada e disponível. suas incidências. VIII – definir as áreas e as ações prioritárias para investimentos que contribuam para minimizar as vulnerabilidades dos Municípios. coordenar e gerenciar as ações de defesa civil em nível estadual.

participar ao DGDEC as ações e informações relacionadas à área da defesa civil. Art. 11° – Aos Órgãos Regionais compete. XVI – convocar reuniões de representantes de órgãos municipais de Defesa Civil. XIV – promover a criação e integração de Centros de Operações com o Sistema de Informações sobre Desastres do Estado do Rio de Janeiro – SINDERJ e o Sistema de Informações sobre Desastres no Brasil – SINDESB. VII . e legislação complementar. XI – dar pareceres técnicos sobre os relatórios e pleitos relativos à situação de emergência e estado de calamidade pública.coordenar e controlar a distribuição de suprimentos às populações atingidas por desastres. XII – prestar apoio técnico e administrativo ao CONEDEC. suas incidências.X – criar grupos de trabalho com objetivo de apoiar. extensões e conseqüências.809. sob a supervisão do Departamento Geral de Defesa Civil – DGDEC. coordenação e o gerenciamento do SIEDEC. Art. 12° . II – realizar estudos sobre as possibilidades de ocorrências de desastres. VI . orientar e avaliar. nas áreas e ações de defesa civil. por intermediação de suas Secretarias. no Estado do Rio de Janeiro. num prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias. III .Ao Grupo Integrado de Ações Coordenadas . XV – implantar o Centro de Administração de Desastres – CESTAD.incentivar e promover a criação de Coordenadorias Municipais de Defesa Civil COMDEC ou órgão correspondente de defesa civil do município. 13° . buscando a comunicação efetiva e a coordenação na gestão dos desastres.GRAC compete: 38 .participar do SINDERJ e promover a criação e interligação de Centros de Operações. I – coordenar. os órgãos ou entidades municipais ou estaduais. para facilitar a articulação. em articulação com órgãos integrantes do SIEDEC. V . tecnicamente. 1. na forma do Decreto-lei nº. a partir da publicação do presente Decreto.elaborar e consolidar planos regionais e compatibilizá-Ios aos planos e programas estaduais de defesa civil. XIII – participar do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro – SIPRON. analisar e mostrar as informações sobre os acidentes para permitir a tomada de decisões.As competências dos órgãos setoriais ser ão definidas através dos protocolos elaborados em consenso com o órgão central do SIEDEC. Art. que terá as responsabilidades de receber. IV . as ações desenvolvidas pelos órgãos integrantes do SIEDEC a nível regional. de 07 de outubro de 1980.

as atividades assistenciais e de recuperação serão da responsabilidade do Governo Municipal. a execução imediata das medidas que se fizerem necessárias. na forma do artigo 167. 14° . em casos de situação de emergência ou estado de calamidade pública que atinjam vários municípios ou regiões do Estado simultaneamente. VI .propiciar apoio técnico às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil.colaborar na formação de banco de dados e mapa da força aos recursos disponíveis em cada órgão ou entidade para as ações de socorro. estaduais e municipais. as quais poderão ser suplementadas através da abertura de crédito extraordinário.executar. IV .manter-se em regime de reunião permanente.Para o cumprimento das responsabilidades que lhes são atribuídas neste Decreto. quando comprovadamente empenhada a capacidade de atendimento da administração local. posteriormente. § 2º . § 3º da Constituição Federal. através do DGDEC. Art. Art. far-se-á sempre em regime de cooperação.Em situações de desastres.Em casos excepcionais. III . os órgãos e entidades públicas estaduais integrantes do SIEDEC utilizarão recursos próprios. mediante convocação do Diretor do DGDEC. assistência e recuperação.promover o entrosamento entre o DGDEC e os órgãos representados. V .CONDEC serão reconhecidos por Portaria do Ministro de Estado da Integração Nacional.elaborar e submeter ao CONEDEC o regimento interno de constituição e funcionamento. localizados na área atingida. devidamente justificados. observados os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Defesa Civil . mobilizando recursos humanos e materiais disponíveis nas entidades representadas.Caberá aos órgãos públicos. as ações determinadas pelo DGDEC. quando dois ou mais municípios tiverem sido atingidos e que venham a exigir a ação imediata na esfera de sua administração. à vista do Decreto de declaração do Prefeito Municipal e homologação pelo Governador do Estado. nas áreas de competência de cada órgão. 15° . à União as ações supletivas. II . na área atingida.A atuação dos órgãos federais. 39 .engajar-se nas ações de Defesa Civil. objetos de dotações orçamentárias específicas. cabendo a coordenação ao órgão local de defesa civil. visando atuação conjugada e harmônica.I . Art. cabendo ao Estado e. VII . Parágrafo único . § 1º . 16° . o Chefe do Poder Executivo Estadual poderá praticar o ato de declaração.A situação de emergência e o estado de c alamidade pública.

17 de agosto de 2007.Art. de 14 de julho de 2004. 35. 17° .857.Este Decreto entra em vigor na data de s ua publicação. revogando o Decreto nº. SÉRGIO CABRAL 40 . Rio de Janeiro.

Promover a defesa permanente contra desastres naturais ou provocados pelo homem. socorrer e assistir populações atingidas. 41 . Promover a articulação e a coordenação do Sistema Nacional de Defesa Civil SINDEC. A redução dos desastres é conseguida pela diminuição da ocorrência e da intensidade dos mesmos. 4. 2. As ações de redução de desastres abrangem os seguintes aspectos globais: Prevenção de Desastres Preparação para Emergências e Desastres Resposta aos Desastres Reconstrução Objetivos Específicos: 1. Prevenir ou minimizar danos. Objetivo Geral: O objetivo geral da Defesa Civil é a redução de desastres. Compete à Defesa Civil a garantia desse direito. reabilitar e recuperar áreas deterioradas por desastres. porque a ação “eliminar” definiria um objetivo inatingível. 3. Atuar na iminência ou em situações de desastres. em todo o território nacional. a ação “reduzir”.DOUTRINA DA POLITICA NACIONAL DE DEFESA CIVIL Finalidade: O direito natural à vida e à incolumidade foi formalmente reconhecido pela Constituição da República Federativa do Brasil. internacionalmente. em circunstâncias de desastre. Elegeu-se.

Ocorrências desfavoráveis. Evento Adverso: Em análise de risco. naturais ou provocados pelo homem. ou interna. causando danos humanos.CONCEITOS DOUTRINÁRIOS Conceitos Relacionados com Desastres Desastre: Resultado de eventos adversos. prejudiciais ou impróprias. em circunstâncias de desastres. quando envolve fenômenos da natureza. Os desastres são quantificados em função dos danos e prejuízos em termos de intensidade. é a ocorrência que pode ser externa ao sistema. Danos: Medida que define a intensidade ou a severidade da lesão resultante de um evento adverso ou acidente. instalações e aos ecossistemas. Prejuízo: Medida de perda relacionada com o valor econômico e social. instituições. e – O grau de vulnerabilidade do sistema receptor afetado ou cenário do desastre. e que causa distúrbio ao sistema considerado. que pode resultar. materiais e ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos e sociais. Intensidade das perdas humanas. comunidades. 42 . de um determinado local. material ou ambiental. sobre um ecossistema vulnerável. materiais e ambientais induzidas às pessoas. quando envolve erro humano ou falha do equipamento. caso seja perdido o controle sobre o risco. como conseqüência de um evento adverso. A intensidade de um desastre depende da interação entre: – A magnitude do evento adverso. Perda humana. enquanto que os eventos adversos são quantificados em termos de magnitude.

Relação existente entre: – A probabilidade estatística de que uma ameaça de evento adverso ou de acidente determinado se concretize com uma magnitude definida. em interação com a magnitude do evento ou acidente. Observe a relação exposta no quadro: 43 . define os efeitos adversos. – Provável magnitude de sua manifestação. Vulnerabilidade: Condição intrínseca ao corpo ou sistema receptor que. – Intensidade ou grandeza das conseqüências possíveis. medidos em termos de intensidade dos danos previstos. Ameaça: Estimativa de ocorrência e magnitude de um evento adverso ou acidente determinado expressa em termos de: – Probabilidade estatística de concretização do evento.Conceitos Relacionados com Avaliação de Riscos Risco: Medida de danos e prejuízos potenciais expressa em termos de: – Probabilidade estatística de ocorrência. – O grau de vulnerabilidade do sistema receptor e seus efeitos.

Então. Então. E a VULNERABILIDADE também for GRANDE. o RISCO será GRANDE. Então. 4) Se a AMEAÇA for PEQUENA. o RISCO será GRANDE. o RISCO será PEQUENO. 2) Se a AMEAÇA for GRANDE. 44 . E a VULNERABILIDADE for PEQUENA.A Relação entre: R~(A.V) Ameaça Maior Maior Menor Menor Vulnerabilidade Maior Menor Menor Maior = = = = Risco Maior Menor Menor Maior Consideradas as Fases de Pré-impacto e Impacto A Lógica é: 1) Se a AMEAÇA for GRANDE. Então. Conclusão: O RISCO tem relação diretamente proporcional com a VULNERABILIDADE. E a VULNERABILIDADE for PEQUENA. 3) Se a AMEAÇA for PEQUENA. o RISCO será PEQUENO. E a VULNERABILIDADE for GRANDE. não dependendo da AMEAÇA.

erupções vulcânicas. os desastres não são necessariamente súbitos. Embora clássica. vendavais. do ponto de vista técnico. terremotos. como seca. • quanto à intensidade. 45 . poluição ambiental e outros. acidentes a de trabalho e outros. QUANTO À EVOLUÇÃO INTRODUÇÃO Quanto à evolução. • quanto à origem. ameaças e riscos são classificados de acordo com os seguintes critérios: • quanto à evolução. • Desastres de evolução crônica ou gradual. do grau de vulnerabilidade do cenário do desastre e do grupo social atingido. erosão ou perda de solo. acidentes de trânsito. enxurradas. • Desastres por somação de efeitos parciais. que tendem a rotular todos os desastres como mistos.CLASSIFICAÇÃO DOS DESASTRES INTRODUÇÃO Os desastres. a classificação dos desastres quanto à tipologia em naturais. principalmente. chuvas de granizo e outros. humanos e mistos vem sendo contestada por autores modernos. Embora para o leigo a idéia de desastre esteja intimamente relacionada com a de subtaneidade. como deslizamentos. os desastres são classificados em: • Desastres súbitos ou de evolução aguda. como cólera. mas. É importante frisar que a intensidade do desastre não depende apenas da magnitude do fenômeno adverso. malária.

A idéia da necessidade da subtaneidade alijaria não somente o Brasil. é importante para os representantes de o governo brasileiro frisar que a subtaneidade não é uma condição indispensável à caracterização dos desastres. como erupções vulcânicas.SINDEC. é possível que a seca do semi-árido Nordestino. a classificação dos desastres quanto à evolução responde aos interesses internacionais do Brasil. caracterizados pela somação de numerosos acidentes ou ocorrências. pela velocidade com que o processo evolui e. Pelos motivos expostos. caracterizam-se por serem insidiosos e evoluírem através de etapas de agravamento progressivo. Como os desastres são medidos em função da intensidade dos danos e dos prejuízos econômicos e sociais. da comunidade internacional interessada na redução dos desastres. mas também numerosos países da América do Sul e da África. se caracterize como um desastre muito mais importante que numerosos terremotos. são pouco prováveis. ao término de um determinado período definem um grande desastre. causadores dos mesmos. Os desastres de evolução crônica e gradual. na realidade. o não reconhecimento dos demais tipos de desastres implicaria subemprego do Sistema Nacional de Defesa Civil . os quais. com características semelhantes. terremotos catastróficos. erupções vulcânicas e ciclones. Os desastres por somação de efeitos parciais são. Do ponto de vista internacional. IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO Como no Brasil os desastres súbitos ou de evolução aguda. em longo prazo.CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO Os desastres súbitos ou de evolução aguda caracterizam-se pela subtaneidade. ciclones tropicais e outros. 46 . freqüentes em outros países. pela violência dos eventos adversos. ao contrário. quando somados. normalmente.

já que.e. os desastres são classificados em: • desastres pequeno porte. • desastres de muito grande porte. Desastres de Grande Porte Os desastres de grande porte exigem o reforço dos recursos disponíveis na área sinistrada. para dar resposta cabal ao problema. podem ser recuperados com os recursos disponíveis na própria área sinistrada. • desastres de grande porte. até mesmo. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO Desastres de Pequeno Porte Os acidentes são caracterizados quando os danos e prejuízos conseqüentes são de pouca importância para a coletividade como um todo. até mesmo federal.QUANTO À INTENSIDADE INTRODUÇÃO A intensidade dos desastres pode ser definida em termos absolutos ou a partir da proporção entre as necessidades de recursos e as possibilidades dos meios disponíveis na área afetada. Desastres de Muito Grande Porte O desastre de muito grande porte. qualquer desastre é de extrema importância e gravidade. na visão individual das vítimas. Desastres de Médio Porte Os desastres de médio porte são caracterizados quando os danos e prejuízos. estaduais e.SINDEC . de ajuda externa. através do aporte de recursos regionais. embora importantes. para garantir uma resposta eficiente e cabal recuperação. exige a intervenção coordenada dos três níveis do Sistema Nacional de Defesa Civil . Quanto à intensidade. • desastres de médio porte. 47 .

são decretados pelo Poder Público: • as situações de emergência. Normalmente. nos casos de desastres de grande porte. enquanto espécie. • mistos. ao habitat humano e ao próprio homem. A dosagem dos meios a serem utilizados é diretamente proporcional à intensidade dos danos e prejuízos provocados pelos mesmos. DESASTRES NATURAIS São aqueles provocados por fenômenos e desequilíbrios da natureza. De uma maneira geral. Relaciona-se com a atuação do próprio homem. QUANTO À ORIGEM CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO Quanto à causa primária do agente causador. os desastres são classificados em: • naturais. DESASTRES HUMANOS OU ANTROPOGÊNICOS São aqueles provocados pelas ações ou omissões humanas. • humanos ou antropogênicos. os desastres humanos são conseqüências de: • ações desajustadas geradoras de desequilíbrios no relacionamento socioeconômico e político entre os homens. Esses desastres podem produzir situações capazes de gerar grandes danos à natureza. enquanto agente e autor. São produzidos por fatores de origem externa que atuam independentemente da ação humana. 48 . • profundas e prejudiciais alterações em seu ambiente ecológico.IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO O estudo da intensidade dos desastres é extremamente importante para facilitar o planejamento da resposta e da recuperação da área atingida. nos casos de desastres de muito grande porte. • os estados de calamidade pública.

Além disso. provocam desastres. complicar ou agravar os desastres naturais. também se caracterizam quando intercorrências de fenômenos adversos naturais. atuando sobre condições ambientais degradadas pelo homem. 49 .DESASTRES MISTOS Ocorrem quando as ações e/ou omissões humanas contribuem para intensificar.

da seleção de prioridades e contribuem com o seu trabalho. Mas. 1. É necessário saber como e para quem divulgar a informação. Quem faz parte da comunidade? As instituições governamentais. Portanto. os grupos participativos e atuantes e a população local. Portanto. toda a comunidade. estima e auto-realização.A Importância das Agenciais de Municipais de Defesa Civil-AMDEC Maria Cristina Dantas É em comunidade que as pessoas tem oportunidade de discutir seus problemas em grupo e encontrar soluções conjuntas de forma democrática e com a participação de todos. porque as pessoas estão sujeitas a aceitar e participar de atividades que satisfaçam as suas necessidades de sobrevivência. como motivar a comunidade a participar da COMDEC? É preciso identificar previamente os fatores que irão estimular a comunidade a dar uma resposta (por exemplo: quais os riscos que ela esta sujeita?).no município. poderá identificar suas necessidades e recursos preparando-se para participar na tomada de decisão. 50 . Sugere-se que um representante do órgão estadual de defesa civil entre em contato com a Prefeitura Municipal ou vice-versa. 2. ou seja. Motivação: Este é o momento do primeiro contato entre as autoridades de defesa civil e a comunidade. 1 Neste capítulo. não é necessário confundir-se com a nomenclatura “AMDEC e COMDEC”. Conscientização: Após a fase da motivação. Essa fase é muito importante. educacionais. porque quando as pessoas participam das decisões. mas elas só irão envolver-se e comprometer-se. organizações populares do município. segurança. no momento que a sua adesão for mais emocional que racional. as lideranças comunitárias. econômicas. reconhecimento social. elas se sentem responsáveis por todo o processo. através de entrevistas e reuniões com as autoridades municipais. expondo a realidade do município do ponto de vista dos desastres. para se conseguir um resultado eficaz é necessário unir as forças da comunidade através da organização da COMDEC1 – Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e de NUDEC – Núcleo de Defesa Civil . estamos respeitando na íntegra o texto da autora. a comunidade já estruturada. pelas razões e motivos já mencionados nas aulas anteriores. Somente bem organizada e treinada a comunidade poderá prevenir e dar resposta eficiente aos desastres. clubes de serviço. religiosas.

Red. de Desastres Restab.000 < 500. Desastres Centro de Operações 51 . e Artic.000 hab Prefeito COMDEC Conselho Comunitário NUDEC Conselho Comunitário COMDEC NUDEC Apoio. Plan. Adm. e Artic. de Desastres Centro de Operações Assessoria Imprensa Red. Municípios de médio porte 50. Minim. de Unid. Sit. Mobilização: A partir da tomada de decisão. a comunidade deverá ser estimulada a participar dos programas que serão desenvolvidos pela COMDEC. coordenação e mobilização de todas as ações de defesa civil no município.COMDEC deverá estar subordinada diretamente ao Prefeito Municipal e será o órgão de execução. Organização e Estrutura da COMDEC: A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil . Norm. 4.000 hab Prefeito Pequeno Porte Coordenador Executivo Conselho Municipal de Defesa Civil Secretaria Setor Técnico-Operativo COMDEC Conselho Comunitário NUDEC Plan.000 hab Prefeito Municípios de grande porte > 500. Estrutura organizacional dos municípios: Grande e Médio Porte Coordenador Executivo Conselho Municipal de Defesa Civil Setor de Apoio Administrativo Setor de Minimização de Desastres Setor de Operações Municípios de pequeno porte < 50.3.

o bem-estar da população e o moral social. a economia da área. indicado pelo Prefeito. terá como atribuições: • Seção de Resposta aos Desastres. O Coordenador Executivo da COMDEC. Os membros que irão compor o Conselho Municipal não deverão receber remuneração para esse fim. legislativo e executivo. O Setor de Operações. O Conselho Municipal de Defesa Civil. associações de voluntários e os representantes dos poderes judiciário. e • Seção de Preparação para Emergências e Desastres. alerta. com acesso ao Prefeito. grande capacidade de articulação e delegação de competência para tomar decisões em situação de crise. de recursos humanos (cursos e treinamentos) e científico-tecnológico. O Setor de Minimização de Desastres deverá ser composta por 02 (dois) setores: • Seção de Prevenção de Desastres. instituições religiosas. escolhidos entre os líderes comunitários. tanto materiais como humanos. monitorização. composta por 02 (dois) setores. O Setor de Apoio Administrativo será responsável pela secretaria e a revisão de recursos. responsável pela Avaliação de Riscos que o município está sujeito e a Redução de Riscos de Desastres. responsável pelas atividades de socorro às populações em risco. responsável pelo restabelecimento dos serviços públicos essenciais. e • Seção de Recuperação e Reconstrução. de Minimização de Desastres e de Operações deverão fazer parte do quadro efetivo de funcionários da Prefeitura Municipal. assistência aos habitantes afetados e reabilitação dos cenários dos desastres. mobilização. aparelhamento. dos clubes de serviços. que atuará como órgão consultivo. entre outros. deverá ser composto por no mínimo 05 (cinco) membros efetivos mais suplentes. 52 . alarme. Caberá ao Conselho Municipal elaborar o seu próprio Regimento Interno. responsável pelo desenvolvimento institucional. e os chefes das Seções de Apoio Administrativo.O Coordenador Executivo da COMDEC deverá ser um profissional experiente e com reconhecida capacidade técnica. apoio logístico.

Conscientização e motivação dos Poderes Executivo. Nos municípios de maior porte.Implantação do Fichário de Encargos. Decreto de Regulamentação da Lei que cria a COMDEC (anexo III). vocações naturais e condições físicas de cada candidato para o desempenho das funções físicas de cada grupo de atividades. com plantão de 24 (vinte e quatro) horas. Roteiro de Implantação ou Revitalização da COMDEC I – Implantação da COMDEC 1. uma secretaria e um setor técnico-operativo. Mensagem à Câmara Municipal encaminhando o Projeto de Lei de criação da COMDEC (anexo I). III.Formalização dos Atos Legais para criação da COMDEC: I. IV. justifica-se a organização de um centro de comunicações. 1.1 . Legislativo e Judiciário da importância e necessidade da implantação de uma COMDEC com a participação e envolvimento da população. II. Portaria de nomeação dos membros da COMDEC (anexo IV).3 . contendo um coordenador executivo. V.Nos municípios de pequeno porte a estrutura organizacional da COMDEC pode ser mais simplificada. 53 . Publicação na Imprensa Oficial. 5. Participação: O critério de seleção dos membros da COMDEC deve observar as aptidões. O Fichário de Encargos é composto por 25 fichas modelos cuja finalidade é conhecer e organizar os trabalhos da comunidade frente a um desastre. Projeto de Lei de criação da COMDEC (anexo II).2 . 1.

tendência para) e “minister” (subordinação ou obediência). O planejamento e a capacitação dos recursos humanos são as ferramentas mais importantes para o seu processo. Diz respeito ao desempenho da organização como um todo. como a fome e o desajuste social. é também uma forma de gerenciar riscos de novos desastres. em um determinado contexto. 54 . DEFENIÇÕES E CONCEITOS Administração Administração vem do latim “ad” (direção. O Administrador do Abrigo Profissional capaz de articular a teoria e prática com competência.ADMINISTRAÇÃO DE ABRIGOS INTRODUÇÃO A administração adequada de abrigos temporários. materiais e financeiros. pois cabe a ele definir onde investir e mobilizar os recursos humanos. principalmente. organizar. Segundo Maximiano (1997. que levem em conta as necessidades para a implementação de abrigos temporários em situações de desastres. decisões sobre objetivos e utilização de recursos”. coordenar e controlar as atividades como forma de gerar bons resultados para o governo. O Abrigo É o local ou instalação que proporciona hospedagem a pessoas necessitadas. para os segmentos organizados cooperadores e para a sociedade. do sistema municipal de defesa civil. “é o processo de tomar e colocar em prática. em situações de desastres. dirigir. apud Reis). OBJETIVO Ampliar a visão administrativa do Gestor Municipal de Defesa Civil para a elaboração de planos de trabalho. preparado para lidar com pessoas e situações. bem como planejar. O seu papel é fundamental em situações de emergência.

Quem Organiza o Abrigo? A responsabilidade de organizar um abrigo é do órgão municipal de defesa civil (COMDEC). por entidades públicas ou privadas. por um período determinado. como também. área prédeterminada. • Temporária Organizado em uma instalação fixa e adaptada para esta finalidade. entre outras. PODENDO. Exemplos: escolas. O ABRIGO TEMPORÁRIO Tipos de instalação: Fixa Edificações públicas ou privadas adaptadas para a habitação temporária. Móvel Constituídos por barracas de Campanha para a habitação temporária. Exemplos: campo de futebol. descampados horizontais. ginásios.Classificação de Abrigos • Permanente Instituições públicas ou privadas destinadas à assistência para pessoas desamparadas socialmente. hotéis. Quando se Planeja um Abrigo? Nos períodos de normalidades 55 . quartéis. sob a forma de cooperação (considerando o despreparo do órgão municipal). quadra poli-esportiva sem cobertura fixa. entre outros. clubes. ser organizado pelos órgãos estaduais e/ou federais de defesa civil.

• Elaborar um plano de contingência (abrangendo os aspectos gerais).A organização de abrigos temporários deve ter início no período de normalidade. e reunir os planos de operações das instituições e “Segmento Organizados da Sociedade”. como também. 56 . devem ser consideradas as seguintes ações: • Executar o Programa de Preparação para Emergência e desastre (PPED). já disponibilizados e acordados com os órgãos setoriais e de apoio do sistema municipal de defesa civil. como o fim capacitar os recursos humanos. No planejamento da montagem e estruturação de abrigos temporários. ou seja. na fase de atenuação. Nessa fase. e o Programa de Resposta aos desastres (PRED). com as suas respectivas atribuições e os recursos que poderão ser utilizados. com o fim de empregar os recursos humanos. os efeitos físicos. de Contingência e de Operações para a implementação desses abrigos. Todo esse planejamento possibilita ao administrador do abrigo obter eficiência na articulação e mobilização dos recursos humanos. Para tal. as áreas que poderão ser ocupadas ordenadamente (com croqui). materiais. materiais. antes da fase de pré-impacto (intervalo entre o prenúncio da ocorrência e o desencadeamento do desastre). pois nesse tempo é que podemos elaborar os Planos de Trabalho. financeiros e institucionais com eficiência e eficácia. as equipes de trabalho. devem constar. detalhadamente. financeiros e institucionais. Quando se Estabelece um Abrigo? Nos períodos de normalidade O abrigo deve ser estabelecido após o impacto (fase que corresponde ao intervalo de tempo durante o qual o evento adverso manifesta-se em total plenitude). químicos e biológicos dos fenômenos ou efeitos adversos iniciam o processo de atenuação.

em média. Condições de higiene e limpeza (lavanderias. luz. uma vez que esta dependerá de cada contexto.00 m². nº de sanitários. A área coberta total estabelecida para cada pessoa será de 4. Cozinha: 15. entre outros). ou seja. área de recreação. chuveiros. compartimentação do espaço. Delimitação do espaço físico (por pessoas). cozinha. ventilação.00 m². A INSTALAÇÃO DO ABRIGO Na escolha de uma área fixa para servir de abrigo temporário devem ser considerados os seguintes critérios para a instalação: Tipo e característica da edificação (nº de pavimentos.00m² para cada fogão industrial de 6 bocas. dormitórios. podendo ser reorganizado. caso seja necessário. apesar do abrigo ter caráter temporário. na mesma proporção. por pessoa. entre outros). secagem de roupas. que atendem a até 250 pessoas . 57 . Cabe ressaltar que. entre outros). escovódromos. os recursos necessários à sua organização devem ser estimados para esse período. banheiros. Os desabrigados devem dispor de espaço coberto suficiente para se proteger das adversidades climáticas. com condições adequadas de temperaturas. reservatórios de água potável. segurança e privacidade. atentando para os indicadores mínimos abaixo: Alojamentos: 2. não se pode precisar sua duração. Infra-estrutura (água.EVOLUÇÃO CRONOLÓGICA DOS DESASTRES FASES Pré-impacto Impacto Atenuação ou limitação de Danos Para quanto tempo deve-se organizar um abrigo? Um abrigo deve ser planejado para cada sete dias.

58 . em cada barraca – 10. cozinha. escovódromos. e área de recreação). Área de serviço: um tanque de lavar roupas para cada 40 pessoas. Setor de triagem: 20. e 1 chuveiro para cada 25 pessoas. dormitórios. uma latrina para cada 20 pessoas. Delimitação do espaço físico (por família. banheiros.Banheiros: um lavatório para cada 10 pessoas. proximidade com mananciais e reservatórios de água potável. Infra-estrutura (água. isolamento de insetos. Na escolha de uma área móvel para montar o abrigo temporário deve ser considerado o seguinte critério: Tipo de barraca e característica do terreno (topografia.00 m²) SISTEMA DE GERENCIAMENTO DO ABRIGO O sistema de gerenciamento è a administração propriamente dita. Condições de higiene. animais peçonhentos. O modelo sugerido para o gerenciamento dos abrigos temporários neste manual será baseado no Sistema de Comando de Incidentes (ICS). entre outros). possibilidade de fazer muita lama. Trata-se de um sistema de gerenciamento de emergências padronizado e desenvolvido especificamente para possibilitar uma estrutura organizacional integrada entre múltiplos órgãos. Tem por objetivo criar condições ao atendimento das demandas oriundas de um único ou de vários incidentes no local da ocorrência. limpeza e prevenção de vetores biológicos (lavanderias.00 m². secagem de roupas. Distância mínima entre as barracas (3.50 m² por criança. Espaço recreativo: 1. entre outros). chuveiros.00 m²). Refeitórios: 1. luz.50 m² por pessoa.

porém com mais de um órgão ou departamentos envolvidos. Comando Singular: quando o incidente ocorre numa única jurisdição (entre políticounião. o comando será singular. O comando pode ser exercido de duas formas: Singular ou Unificado. e deve trabalhar conjuntamente com o mesmo. O comandante poderá dispor de secretários que auxiliarão na preparação e registro de reuniões. que estabelece as bases para as subseqüentes ações de planejamento. Ele aprova o plano de ação final e as requisições e liberações de recursos principais. Comando Unificado: é um método para que os órgãos que possuam indivíduos ou competências comuns no incidente possam estabelecer os objetivos gerais e as estratégias das ações para atingi-los. que possuirá as mesmas qualificações do comandante. estratégias e 59 . Comando É responsável pelo gerenciamento geral do incidente e inclui certas funções de Staff (equipe técnica especializada) necessárias para apoiar o comando. dos recursos necessários e de disposições legais. estado. ou executando tarefas especiais. Representa um avanço na coordenação gerencial de incidentes complexos e deverá ser estabelecido nas seguintes condições: Incidente contido numa única jurisdição. Operações. Poderá ter um subcomandante. substituindo-o. distrito federal ou município). o subcomandante poderá ser de outro órgão e nada impede que haja mais de um subcomandante. Logística e Finanças. Em um incidente em que o controle principal é exercido por um único órgão. Incidente multijuridicional por essência. quando necessário. Os indivíduos que compõem o comando unificado devem ser escolhidos pelos seus órgãos ou departamentos. O Comandante do Incidente (CI) prepara os objetivos a serem alcançados.Organização e funções de comando O Sistema de Comando de Incidente tem cinco áreas funcionais: Comando. ou em função da natureza do incidente. organização do posto de comando e outras atividades de assessoria direta ao comando. Caso o incidente envolva mais de uma jurisdição. o subcomandante deverá ser mesmo órgão. Planejamento. devem estabelecer os objetivos. e conjuntamente.

que poderá ter auxiliares de outros órgãos ou departamentos. Staff do Comando: são funções chaves que não estão na linha de organização. porém poderá ser auxiliado por pessoal. os quais serão divididos em grupos. fiscaliza e desenvolve ações de segurança para o pessoal envolvido. No comando singular e no unificado os representantes dos órgãos envolvidos irão se articular via oficial de ligação. o Chefe de Operações será o responsável pela implementação do plano. A escolha do Chefe de Operações deverá ser consensual. No ICS existem três funções de staff. porém é preferível que seja escolhido dos quadros do órgão que tenha a maior competência no incidente. Haverá somente um oficial de informações. Staff geral: também compõe o Comando do Incidente quatro funções designadas como Staff Geral que são: a Seção de Operações. Terá autoridade emergencial para deter na linha de frente ou em outra situação algum comportamento ou ação perigosa. Planejamento. atenta para a segurança do trabalho. Oficial de Ligação: é o contato entre os representantes dos órgãos envolvidos. Seção de Operações Responsável por conduzir as ações operacionais necessárias para alcançar as prioridades e os objetivos estabelecidos no Plano de Operações.Grupo de Assistência Médica e de Enfermagem 60 . Logística e de Administração e Finanças. ou o maior quantitativo de recursos empregados. a saber: Oficial de Informações: prepara um minucioso e completo informativo sobre a dimensão e a situação atual do abrigo. ou seja. Semelhantemente ao comando singular. Os representantes deverão ter autoridade para falar por seus órgãos sobre todas as questões. Pode a escolha recair também no mais qualificado ou naquele determinado por regulamentação. Oficial de Segurança: avalia as condições inseguras e perigosas do local. Um único oficial será designado. a saber: Ramo de Saúde . os recursos envolvidos e outras questões relevantes.prioridades. Fará a ligação com a imprensa e outros órgãos governamentais com interesses no evento. Será dirigido por um chefe de operações e organizado em ramos.

Em abrigos.Para as atividades de saúde em abrigos temporários para até 200 pessoas. Nos casos agudos e/ou graves. Para tanto. A triagem de saúde deverá ser realizada por médicos e enfermeiros. Não está prevista sua permanência no abrigo. a remoção dos doentes deverá ser solicitada junto ao serviço de socorro e resgate definido pelo município para este fim. bem como a sua possibilidade de assumir ou não o evento. iniciados no interior do abrigo. No plano individual ou biológico. como a inserção das práticas de higiene bucal na rotina do abrigo temporário. e o controle de infecções resultantes dos problemas bucais que possam ocorrer. deverá ser realizada nas unidades de saúde do município. com o objetivo de identificar as condições iniciais da população e o melhor atendimento às suas demandas. é importante que se considere o tamanho do município afetado. deve ser tratada em conjunto com a saúde geral dos desabrigados. Porém. como traumatismo aos dentes e suas estruturas de suporte. está prevista a atuação dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde do local ou regional. o correto estado nutricional é resultante do equilíbrio entre o suprimento de nutrientes (consumo / ingestão alimentar) e o gasto ou necessidade energética do organismo. -Grupo de Nutrição O objetivo principal da nutrição em situações de emergência é garantir o acesso dos desabrigados aos alimentos para manutenção ou melhoria de seu estado nutricional. A assistência hospitalar e ambulatorial aos doentes. -Grupo de Odontologia Nesse contexto. a atenção aos problemas bucais de correntes do desastre. os dentes e as estruturas anexas. É imprescindível o estabelecimento de medidas preventivas. contudo esta equipe poderá ser acionada pela administração do mesmo em caso de necessidade. é necessário o estabelecimento de uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) em condições de fornecer refeições adequadas do ponto de vista nutricional e higiênico-sanitário. maior enfoque deve ser dado às pessoas 61 . a saúde bucal que abrange a boca. Após esta etapa os membros de equipe de saúde procederão à vigilância da população acolhida através de visitações regulares. Medidas simples direcionadas em prol da saúde bucal dos desabrigados podem melhorar de forma significativa a qualidade de vida destes após o desastre. incluída a distribuição de medicamentos.

que por ventura tenha sido perdida ou destruída em decorrência do evento. Orientar e facilitar o procedimento para a retirada de documentação. hipertensos e diabéticos. com vistas a combater estados de subnutrição que podem complicar problemas já existentes. tais como: crianças menores de 5 anos. ministério público) quando os direitos das crianças. caso a ocasião assim exija. Ramo de Atenção Psicossocial -Grupo de Assistência Social Ao Profissional Assistente Social: Orientar as famílias quanto aos seus direitos garantidos constitucionalmente.consideradas em risco nutricional. Facilitar recursos para a viabilização das famílias ao retorno à vida cotidiana. lactantes. Alguns grupos devem ser identificados o mais cedo possível e permanecer sob vigilância nutricional. ou criar novos agravos. Encaminhar as famílias para programas de assistência disponível no município. sendo os demais grupos acompanhados com relação ao consumo adequado de nutrientes provenientes da ingestão diária das refeições fornecidas. adultos com déficit nutricional. Acionar os órgãos de defesa (conselho tutelar. dos deficientes e dos idosos não forem respeitados. idosos. Realizar o levantamento sócio-econômico das famílias a fim de informar às autoridades locais a real situação das mesmas. O cuidado nutricional será baseado principalmente na atenção a estes grupos mais vulneráveis. Orientar quanto ao sepultamento gratuito. -Grupo de Psicologia Ao profissional psicólogo: 62 . Garantir a plena informação e discussão sobre as possibilidades. gestantes. limitações e conseqüências das situações apresentadas.

Realizar os primeiros cuidados psicossociais. controlar os atos violentos para evitar suas propagação. • Grupo do Espaço Recreativo 63 . favorecer o relacionamento entre pessoas próximas e a coesão familiar. dentre elas: Auxiliar a equipe técnica (psicólogos e assistentes sociais) na viabilização do retorno das famílias às suas vidas cotidianas. bem como encaminhar aos Serviços de Saúde Mental. Identificar sujeitos e grupos vulneráveis e dedicar-lhes atenção especial. na medida do possível transtornos psíquicos. Auxiliar na manutenção da disciplina no abrigo. Atuar no manejo das reações esperadas. O Agente Psicossocial. através de atuações como: prover informações. etc.como assim é chamado.Avaliar e mobilizar os recursos de saúde mental disponível no município afetado. passar por uma rigorosa capacitação e ter assessoria e supervisão de um profissional da área de psicologia ou serviço social. Atuar no espaço recreativo. Este agente deve. escutar de forma acolhedora. caso necessário. possibilitar a expressão de vivências e sentimentos. tem várias atribuições. através de ações educativas e da viabilização da informação. -Grupo dos Agentes Psicossociais O presente manual propõe a formação de um voluntário. implicar a comunidade no processo de elaboração das perdas e reconstrução da visa. entretanto. Prevenir. Auxiliar no diagnóstico de transtornos psíquicos que por ventura surjam no decorrer do abrigo. conhecedor dos processos comunitários como ator fundamental no processo da atenção psicossocial. as alarmantes e doa transtornos decorrentes diretos ou indiretos do desastre. Estimular os desabrigados a participarem do próprio processo de reconstrução.

• Grupo de disposição dos animais Este grupo está relacionado à guarda dos animais e deve ser supervisionados pelo órgão de vigilância sanitária do município. metodologia utilizada em diversos países. documentado as atividades do incidente e preparando um plano para a desmobilização. Deve funcionar de forma permanente. Essa seção é dirigida pelo Chefe da Seção de Planejamento e 64 . prever eventos futuros. avaliar e disseminar as informações sobre o incidente. gerando assim melhores condições para sua recuperação quanto aos efeitos do desastre. tornar a estadia da criança menos traumatizante e mais alegre. deverá ficar responsável pelo registro dos bens. Tem como estratégia de trabalho a implementação da “brinquedoteca”. Uma pessoa. designada pelo administrador do abrigo. Ramo da Vigilância • Grupo de policiamento Este grupo diz respeito à segurança das pessoas e do patrimônio.O Espaço Recreativo diz respeito à criação de um local delimitado (dentro das possíveis condições do abrigo) e tem por finalidade. baseada no modelo construtivista de aprendizagem. através de atividades recreativas. e ao Agente Psicossocial a realização das atividades lúdicas. Cabe ao chefe de operações a responsabilidade pela administração do espaço. • Seção de Planejamento É responsável por coletar. Isto inclui avaliar as informações correntes. uma vem que sua formação está voltada para essas ações. • Grupo de Acautelamento de Bens Refere-se à segurança dos bens acautelados. bem como o provimento dos recursos necessários. mantendo o status dos recursos. caso seja necessário. podendo atuar de forma preventiva ou repressiva. preparando estratégias alternativas para a seleção pelo Comandante do Incidente. Podem ser compostos por membros da guarda municipal e/ou policiais militares do estado. bem como por sua devolução ao proprietário.

a fim de se definir o requerimento de pessoal e material. recorre-se. o que resultara numa listagem completa e real de todos os recursos envolvidos. -Unidade de Situação: responsável por coletar. organizar e divulgar os dados do incidente. -Unidade de Desmobilização: responsável pelo desenvolvimento do plano de desmobilização. ou poderão compor uma unidade própria ligada à Seção de Planejamento. que se subordinarão diretamente ao Chefe de Seção de Planejamento. locação e disponibilidade de recursos em uso. A Unidade também assegurará que sejam informados do plano todos os órgãos pertinentes. dependendo 65 . Como o ICS é utilizado num amplo leque de ações. mapas e serviços e inteligência para uso no incidente. projeções. a especialistas das mais diversas áreas. O Chefe da Seção de Planejamento deverá pertencer à jurisdição mais competente para o evento e o subchefe aos demais órgãos envolvidos. documentação e desmobilização). processar. Eles podem se inserir numa Unidade já existente.consiste de quatro unidades principais (recursos. que incluirá instruções para a desmobilização de todos os tipos de recursos passíveis desse procedimento. (muitos órgãos municipais não fazem à desmobilização porque aplicam os seus próprios recursos). Para tal. situação. -Unidade de Recursos: coleta e divulga informações relativas à entrada. podendo ainda empregar um número de especialistas técnicos para satisfazer alguma necessidade tático-estratégica. bem como na avaliação da situação e no prognóstico. a unidade deverá registrar todo o pessoal e material que ingresse no evento. mais possibilidade de se racionalizar um rodízio de recursos adequado. prognósticos. tal como o Analista de Comportamento de Fogo e o Meteorologista na Unidade de Situação. principalmente os que não participam diretamente do evento. bem como a atual situação de todos esses recursos empregados. a fim de preparar um sumário da situação (a ser apresentado em cada reunião). -Unidade de Documentação: responsável pela manutenção precisa e correta dos arquivos do incidente. visando à documentação do incidente. cujo registro se prestara a propósitos legais. analíticos e históricos. muitas vezes. Quanto mais cedo for realizado o plano.

com o desenvolvimento do incidente. reparo e transporte. alimentação e manutenção. devendo assim. • Seção de Logística É responsável pelo apoio ao Plano Tático. em orçamento. entre outros. tais como: abastecimento. 4. ou da deliberação do Chefe do Planejamento. participar no desenvolvimento do plano de ação do Incidente.Unidade de Suprimento 66 . entre outros. 3. 7. 5. através de: 1. Inicialmente. poderão ser estabelecidos dois grandes ramos. serem alocados em outras Seções.distribuição. poderão ser: técnicos em meio-ambiente. as funções logísticas se concentram na mão de um só. em produtos perigosos. 2.promoção do serviço médico. Finanças – para questões físicas. em controle de enchentes.promoção do serviço de saúde. subunidades devem ser acrescidas à estrutura inicial e serem supervisionadas pela chefia de logística.solicitação de todo o material e pessoal necessário. Desta forma. O Chefe / Subchefe da Seção de Logística será responsável por todas as funções referentes à logística do evento (no que tange ao suporte e ao serviço). ainda. armazenamento e registro de todos os recursos utilizados no incidente. Isso é cumprido pelas Unidades de suporte e de serviço. Podem. tal como Operações – para questões táticas. 6. para os integrantes das equipes de trabalho.promoções de serviços.estabelecimento de um sistema de comunicações intra e extra incidente. Os especialistas.das necessidades do evento. a saber: Ramo de Suporte . porém.estabelecimentos de instalações para descanso.

b) registrar o tempo de utilização dos equipamentos. localização e capacidade das viaturas. 67 . c) abastecer os veículos e demais equipamentos móveis. manter e desmobilizar a instalações usadas no apoio às operações. sanitários). bem como pelo serviço de segurança. tomadas. d) providenciar transportes. . A Unidade de Instalação estabelece o posto de comando.Unidade de Instalações Responsável por construir. principalmente viaturas. Ramo de Serviços . A unidade requererá à unidade de suprimentos alguns itens necessários às instalações (chuveiros. entre outros). . principalmente os alugados. de preferência aproveitando estruturas já montadas no próprio terreno. e) implementar o plano de tráfico do incidente e manter uma reserva de viaturas para eventuais necessidades.Responsável por solicitar.Unidade de Suporte Terrestre (ou de Manutenção e Transporte) É responsável por: a) manter e reparar os equipamentos de solo. f) informar a unidade de recursos sobre o status. para o pessoal empenhado no evento. unidades de iluminação. exceto o aéreo.Unidade de Comunicação a) desenvolver planos para a utilização mais efetiva e eficiente dos equipamentos de comunicações. a base e todas as outras estruturas do campo (alojamentos. armazenar e processar todos os recursos relativos ao incidente. tais como: recursos táticos e de apoio (inclusive pessoal) e materiais de consumo.

A Unidade de Alimentação deve se antecipar às necessidades. d) preparar as refeições distribuir as refeições.Unidade de Alimentação É responsável por: a) estabelecer as instalações da cozinha. Em qualquer incidente. c) supervisionar e operar o Centro de Comunicações. f) conservar toda a área de alimentação. tanto em número de refeições como no local mais adequado para distribuí-las.b) instalar e testar todos os equipamentos de comunicações. . e com a Unidade de Suporte de Solo. b) requisitar os gêneros alimentícios.Unidade de Saúde Responsável por: 68 . O líder de comunicações deve participar de todas as reuniões. A Unidade de Alimentação deve trabalhar estreitamente com a Seção de Planejamento para definir as necessidades do pessoal. com a Unidade de Instalações. . para as questões relativas ao transporte de alimentos. e) estabelecer as redes de comunicação e as freqüências de uso. d) distribuir e registrar os equipamentos – inclusive nos locais designados para o pessoal do incidente. a fim de assegurar de que as operações táticas poderão ser apoiadas pelos recursos de comunicações disponíveis. para as questões relativas ao local de serviço de refeições. c) confeccionar um cardápio adequado. o serviço de alimentação é extremamente importante.

No ICS. o cargo de Chefe / Subchefe da Seção de Finanças deve ser ocupado por um integrante do órgão mais conhecido do incidente. por exemplo. Os Planos Médicos. análise de custo. . cuidando para que tudo seja registrado. c) providenciar o transporte e o socorro para os feridos e doentes. locais para remoção de casos graves. • Seção de Finanças É estabelecida quando houver uma necessidade específica para serviços financeiros. principalmente os testemunhos escritos. pois quando só uma função for necessária. pode ser convocado um especialista que será alocado na Seção de Planejamento. Devido ao grau de especialização da função. b) desenvolver os procedimentos e rotinas para lidar com as principais ocorrências médicas. que será parte do Plano de Ação deverá conter informações sobre a capacidade médica do incidente.Unidade de Aquisição 69 . .a) desenvolver o plano médico do incidente. A unidade médica assistirá a Seção de Finanças nas questões relativas a compensações por injúrias e o seu processamento. Se possível. d) assistir ao processamento de documentações relativo aos acidentes e doenças em serviço. Os registros deverão ser vistos e checados e as horas excessivas declaradas em registro separado. o tempo de atividade será coletado após cada período operacional e o líder da unidade de tempo poderá contar com auxiliares afins com a política de contagem de tempo dos diferentes órgãos envolvidos. nem todas as agências necessitarão do estabelecimento desta Seção.Unidade de Tempo Deve-se assegurar que o registro diário de tempo de serviço do pessoal está sendo preparado em conformidade com as exigências próprias dos respectivos órgãos.

Unidade de Custo Responsável por promover a avaliação de custos do incidente. . Muitas dessas atividades já são executadas pela Unidade Médica. A unidade mantém um registro sobre as reclamações. e a preparação e assinatura de contratos é de sua competência. Este trabalho formará um banco de dados de despesas. A função de compensação por injúria assegura que todos os formulários necessários ao programa de compensação trabalhista dos órgãos estejam devidamente preenchidos. A função de reclamação de direito investiga pretensões relacionadas a propriedades envolvidas no evento. inclusive. nem sempre essas atividades serão exercidas pela mesma pessoa. a qual ajudará nesse processo. facilitando assim um planejamento orçamentário futuro. obtém declarações escritas e documentadas as investigações realizadas. . bem como que todos os registros de acidente ou de doença correlata tenham sido feitos e arquivados. assegurando que todos os recursos onerosos estão com os seus valores registrados. entretanto. 70 . Esta unidade deve ser articulada com os fornecedores locais. Com esses dados prepara uma análise de custos do incidente fazendo.É responsável pela operação de todas as questões financeiras pertinentes a compras e contratos.Unidade de Reclamação e Compensação No ICS as reclamações por injúrias e pretensões de direito são acumulação nessa unidade. estimativas dos custos em caso de prolongamento das atividades.

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