0 que são metais de transição?

Na tabela periódica os elementos químicos são classificados de acordo com o preenchimento dos seus orbitais mais externos ou de valência. Podemos dizer que os elementos químicos estão divididos em blocos. Os elementos com a camada s preenchida constituem o bloco s,os elementos cujo a subcamada p se encontra preenchida, ou parcialmente preenchida constituem o bloco p. estes dois blocos s,p constituem os elementos representativos da tabela periódica. Os elementos que apresentam as subcamadas f ou d parcialmente preenchidas são denominados como os elementos de transição. Os elementos do bloco d são ligeiramente conhecidos como metais de transição. Os elementos do bloco f compreende duas séries de elementos de transição interna, os lantanídeos e actinídeos . Os elementos de transição possuem várias propriedades características. Todos são metais, bons condutores de calor e eletricidade. Todos Formam ligas uns com os outros e com os elementos representativos metálicos. Com exceção do mercúrio que é liquido á temperatura ambiente, todos são sólidos lustrosos com elevados pontos de fusão e ebulição. Vários elementos de transição reagem com ácidos minerais formando Sais. Já os lantanídeos possuem sua química diferente já que são dominados pelos íons Ln3+. Os Actinídeos são dominados pelos íons An3+ e possuem características semelhantes ao bloco d. Dissolução dos metais A maioria dos matais reagem com ácidos minerais, porem descobriu-se que alguns metais não se dissolviam; metais como o rutênio, o ósmio, ródios, platina o ouro. É possível dissolver platina e ouro em água régia. O ródio e irídio dissolve-se em ácido clorídrico quente e concentrado. O rutênio e ósmio são inertes aos ácidos minerais abaixo de 100°C. O zircônio e háfnio são poço reativos, mais dissolvem-se em ácido fluorídrico. De onde vem os elementos de transição? Assim como todos os elementos encontrados na natureza, os metais de transição originam se de reações nucleares que ocorrem nas estrelas. Na metade do século XX Tornou se possível produzir isótopos radioativos inexistentes na terra em quantidade significativa,. Dessa forma um reator parte de nêutrons liberados na fissão do urânio, levando assim a formação de outros elementos radioativos. Os elementos que vem depois do férmio na Tabela Periódica são produzidos através do bombardeamento de alvos de elementos pesados per núcleo de elementos mais leves acelerados em um cíclotron. Aplicados estes métodos foi possível obter os elementos da série 6d, ou seja os elementos até Z:112. Entretanto, estes elementos pesados não se encontram disponível em quantidade suficientes para os estudos químicos convencionais.

3 Desenvolvimento histórico da química dos elementos e transição O conhecimento do homem sobre alguns elementos de transição data de milhares de anos. Os íons metálicos no estado de oxidação +3 normalmente formam fosfatos insolúveis e podem ser encontrados nos minerais vanadatos ou fosfatos. Heisenberg e outros pesquisadores no início do século XX forneceu a base para o entendimento mais detalhado das estruturas eletrônicas dos átomos. Schrödinger. só vieram a ser descobertos no século XX e a serie completa dos elementos 6f do bloco d só foi produzida no final do século XX. os metais de transição constituíam um quebra-cabeça. ou seja. naquela época ainda não existia o conceito de série de elementos f. em 1868.Abundância dos elementos d transição na terra. O aparecimento da teoria atômica de Dalton. Bethe descreveu o modelo da teoria do campo cristalino (TCC) para explicar as propriedades espectroscópicas dos íons metálicos em cristais. 1. ósmio. Data de 1913 a descoberta de que os lantanídeos constituíam uma nova série de elementos. Em um segundo momento foram descobertos os elementos de transição que podem ser obtidos sem dificuldade a partir dos seus minérios. As interações . como amônia. o rutênio. na forma do elemento metálico. deram ímpeto à busca de novos elementos e vários elementos de transição foram descobertos neste período. O titânio e manganês também são bastante abundantes. a prata e o ouro. foi preciso chegar no século XX para que todos os elementos estáveis fossem identificados e amostras puras de casa um deles fossem isoladas. Os “metais do grupo da platina” assim como o rênio são encontrados em baixas concentrações nos minérios dos metais mais comuns. íons metálicos no estado de +4 podem existir na forma de silicatos. O trabalho teórico subseqüente de Bohr. apesar de as valências de todos os elementos no haleto metálico e na amônia já se encontrarem saturados. porque seus haletos podiam formar compostos com espécies moleculares. Os metais de transição encontrados no estado nativo são o cobre. Em 1929. O ferro é o elemento mais comum entre os metais de transição. e em seguida da tabela periódica. conhecidos como “metais de cunhagem”. Os primeiro metais a serem descobertos foram os que existem na terra no estado nativo. Outros metais formam compostos binários com o oxigênio ou enxofre e podem ser encontrados na forma de óxidos ou sulfetos. Os elementos 5f mais radioativos. Werner propôs o conceito de valência primária e valência secundária para um íon metálico. Em linhas gerias. irídio e ouro são mais raros. Os elementos de transição do bloco d e transição interna do bloco f tem abundancia bem variada na terra. A terceira fase da descoberta dos elementos de transição aconteceu durante os séculos XVIII e XIX e foi estimulada pelo conhecimento cada vez maior sobre as transformações químicas e pelo aperfeiçoamento dos métodos de separação que haviam sido desenvolvidos pelos alquimistas. Entretanto. em 1803. ródio. a descoberta dos elementos de transição pode ser dividida em quatro fases que refletem tanto a natureza química dos elementos quanto o desenvolvimento do conhecimento humano. Embora o cério tenha sido isolado em 1839. A quarta fase da descoberta destes elementos resultou da compreensão mais detalhada da estrutura nuclear e atômica e da descoberta da radioatividade que ocorreram no final do século XIX e no início do século XX. Inicialmente. através do aquecimento ou da redução com carvão quente.

ao passo que outros são usados em pequenas quantidades em aplicações especializadas. os elementos de transição podem ser usados na produção de energia. As propriedades magnéticas dos metais de transição também são de enorme importância comercial. que se ligam seletiva e fortemente a íons metálicos específicos. foi elucidada. nos materiais estruturais. Vários metais de transição são elementos-traços essenciais aos organismos vivos. também tornaram-se um tópico de grande interesse na década de 50. como na síntese de compostos químicos de alto valor agregado. às vezes chamados de agentes sequestrantes. Por exemplo.entre os elementos de transição e moléculas orgânicas através de ligações metal-carbono com a formação dos compostos organo-metálicos. . 1. o estudo das reações de compostos orgânicos mediadas por metais de transição tornou-se uma importante área da pesquisa química industrial. e ate mesmo a estrutura de uma encima nitrogenase. O desenvolvimento de novos catalisadores e reagentes é uma área em intensa atividade. Um exemplo bem conhecido por muita gente é o do catalisador heterogêneo usado no escapamento de carros. tirando-se proveito da sua reatividade química.4 Algumas aplicações dos elementos de transição As propriedades dos elementos de transição são exploradas em uma variedade de aplicações. As estruturas cristalinas de varias proteínas foram determinadas. cujo revestimento contem óxidos metálicos. A reatividade química especial dos metais de transição pode ser explorada em uma variedade de processos catalíticos. são usados preparados de ferro para o tratamento de anemias e suplementos dietéticos contendo cobalto na forma de vitamina B12. Alguns elementos do bloco f também têm aplicação em síntese orgânica. particularmente o ferro. Alguns metais são empregados em grandes quantidades. Os estudos sobre os elementos de transição continuam dando importantes contribuições à ciência química e à tecnologia. Além de apresentarem condutividade elétrica. que havia sido investigada durante vários anos. Recentemente. Um exemplo trivial é o dos meios de gravação magnética como os disquetes e discos rígidos e as fitas magnéticas de gravação. O tratamento oposto envolve a remoção do excesso de íons metálicos do corpo humano pelo uso de compostos. de modo que uma das aplicações médicas dos metais de transição envolve o tratamento de doenças causadas pela deficiência destes metais. O final do século XX testemunhou também o crescimento extraordinário do entendimento de sistemas biológicos contendo íons de metais de transição. Novos materiais contendo elementos de transição vêm sendo desenvolvidos. Outro tópico de grande interesse nos anos 50 diz respeito ao mecanismo de transferência de elétrons entre íons de metais de transição em solução. como as famosas cerâmicas supercondutoras a altas temperaturas as quais contêm íons cobre e lantanídeos.

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