LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Sérgio. UFR-RJ No texto Homem Primata. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. para corrigi-la: Como muitas piadas. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir.20. Ciro. ô. Logo depois. a vida é cruel. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. eu me perdi” BRITTO. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. PESSOA. ele acelerou o seu veículo. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô. Marcelo. Do CD Cabeça de dinossauro. Nando. Voltar Língua Portuguesa . e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21.Interpretação de texto I Avançar . FROMER. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. esta se baseia em um equívoco. REIS. Texto para as questões 21 e 22. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Homem primata Capitalismo selvagem Ô.

Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 1968. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. b) I. 11 JAGUAR. d) 3 e 5. II. 4. 5. 2. 1. d) estagnação X mudança. Voltar Língua Portuguesa . é causa principal do desfecho presente no cartum. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. e) passado X presente. O militarismo. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. você é barbaro. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. I. III e IV. 166-167. 2 e 4. b) 1. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. d) II. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 3. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2.22. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. b) atraso X progresso. c) santidade X pecado.Interpretação de texto I Avançar . A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. III. c) I. e) III e IV. 24. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 23. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. p. c) 2 e 4. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. respectivamente. e) 3. IV. 4 e 5. IMPRIMIR GABARITO II. III e IV. Átila. os antônimos: a) lentidão X velocidade.

( ) Na última parte do texto. e) através de um jogo de palavras. julgue os itens da questão 27. Procure seu médico e siga a sua orientação. III Essas doenças. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. prepara-te para a guerra. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. ( ) Em Ele é um novo homem. associadas a tabagismo. daí ser um elemento anafórico. dois não brigam. por problemas cardiovasculares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” b) “Quem tudo quer tudo pode. obesidade.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.” d) “Quando um não quer. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. Hoje. 23/06/99. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. INSTRUÇÃO: Com base no texto. o autor procura confundir o leitor. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. estresse Líder em soluções Veja. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.” e) “Devagar se vai ao longe. p. GABARITO 27. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele.” c) “Se queres a paz. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.” 26. 153.25. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.Interpretação de texto I Avançar . Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.

( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. Formas nuas no leito resvalando. d) Inicialmente. o sofrimento das noites de vigília. de outro lado. a revelação de que apenas é uma lavadeira. duplo air-bag. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. 11/10/98. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... num segundo momento. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. 13 28. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.. Negros olhos as pálpebras abrindo. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. O amor sexual lhe repugnava. A vida moderna em favor da vida de verdade. a fuga pelo sonho e pela morte. Potiguar-RN “Soneto Pálida. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. anjo entre nuvens. segundo Mário de Andrade. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira.Interpretação de texto I Avançar .” Veja. em seguida. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.400. a mulher caracteriza-se pela pureza e. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. c) Em princípio. à luz da lâmpada sombria. pela nudez e sensualidade.. julgue os itens da questão 8. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.. A partir de R$ 55. Ele tem motor 4. CELULAR. Jeep® Só Existe Um. autor que.0L High Output. Não te rias de mim. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. 29. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Jeep Grand Cherokee. U. Jeep Grand Cherokee. a mulher é pálida sobre o leito e. GABARITO 30. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. Aponte-a: a) De um lado. em outro momento. a surpresa da visão da mulher amada.” Nos versos acima. b) Num momento.

” Manuel Bandeira. Voltar Língua Portuguesa . que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Talvez eu tenha medo. o segundo aborda a beleza da mulher madura.1984. e a segunda. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. a primeira. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. a primeira. sobre o tema: Mulheres. IV. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. d) Noite. b) Visita.. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. a casa limpa. que apresenta dúvida e descontrole emocional. que revela a felicidade de um dia de trabalho. d) IV. b) ambos os textos vêem apenas belezas. b) II.. que mostra incerteza do poeta.. IMPRIMIR Sobre os textos. 33.. III. iniludível! O meu dia foi bom. ou diga: – Alô.. Com cada coisa em seu lugar.. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. a primeira. embora diferentes. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. In: Libertinagem. (A noite com seus sortilégios.) encontrará lavrado o campo. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. E as feias. Uniube-MG Com relação à estrutura. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. c) Morte. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. 32. nas mulheres. a primeira. d) Porque é amiga do poeta.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. e a segunda. c) Porque aparece toda noite. São Paulo: Global. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. d) embora falem sobre o mesmo assunto. (. e a segunda. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. e a segunda. 31. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. pode a noite descer.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. Manuel. Talvez eu sorria. II. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). A mesa posta. b) Porque não poupa ninguém. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. e) os textos abordam temáticas diferentes. c) III. o poema pode ser dividido em duas partes: I.” Vinícius de Moraes. 34.

( ) a palavra ainda. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem.. o primeiro é denotativo e o segundo. ou seja. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”.Interpretação de texto I Avançar . não sendo eu.” 36. Porque não há aprendizado sem manchas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As questões 36 e 37 referem-se a ele.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. se sujarem”. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. conotativo. que seu filho precisa de liberdade para aprender. indica que. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. apresentado na abertura do texto. se sujarem. em “como nenhum outro”. ou melhor. o produto foi aprovado pelo consumidor. de 7 jun. muito menos o tempo.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. apresentados no primeiro período do texto. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. assim como você. ao passado ‘ao lado’ do passado. no único tempo de um homem que. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. nunca pensara organizadamente na única pessoa. ( ) os vocábulos “elas” e “se”.35. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. ao passado depois do passado. Novo Omo Multi Ação. só a partir de agora. o ‘meu’ embrulho não abre nada. Ora. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. 37. criando uma relação com Quase memória. UFGO Acerca da organização das frases. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. idéias deduzidas do início do texto. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. 2000. era o tempo do qual eu mais participara. Com base nessa informação e na leitura do texto. no único personagem.. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. ao passado anterior ao passado. e) É um caso de associação de idéias. pelo fato de causar incoerência. o meu caso. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ( ) o vocábulo outro. PUC-PR “Nada mais diferente (. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. refere-se a um elemento extratextual. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. estabelecem relação de causa e conseqüência. remetem à expressão “as crianças”. removendo manchas de gordura como nenhum outro.

Em “Gosto de ser e de estar”. grito de guerra de uma escola de samba. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Língua. 1984. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. c) 2 e 4. b) 1.. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. Você poderá contribuir com o parceiro.” Marie Clarie. 2 e 3. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. o que lhe trará entusiasmo.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. a idéia de plenitude. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. No trabalho. 3.. ora implicitamente ora diretamente. PolyGram. Caetano. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 3 e 4. Velô-Caetano e a Banda Nova. sendo “pátria”. 39. Para isso.Interpretação de texto I Avançar . 2. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desejada pelo autor. conte com os amigos. e) 3 e 4. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. 4. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. julgue os itens da questão 38. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Com Marte transitando em seu signo. 16 Texto para as questões 39 e 40. o autor alude à idéia de que. 38. maio de 1998. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. 1. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. d) 2.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.

Estão corretas: a) 1. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal.” MENDES. 2 e 3 apenas. d) 2 e 4 apenas. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. a soma das alternativas corretas. 3 e 4. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Burro foi ao subir tão alto clima. 2. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. como resposta. Homem sei eu que foi Vossenhoria. 02. “cores”.40. o menos incompetente reina. Homem sobe. do que burro em cima. que indigno cresce. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. e) 3 e 4 apenas. 63. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. 04. 16. 3. como “roçar”. Dê. que é discreta a fortuna em seus reveses. onde jazia. 2. 1996. Voltar Língua Portuguesa . 32. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo.Interpretação de texto I Avançar . 4. asno vai. 1. “dores”. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. c) 1. Salvador: EDUFBA. b) 1 e 4 apenas. p. que subir é desgraça muitas vezes. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Em terra de incompetentes. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 08. e logo o homem desce. que não merece. 17 41. 64. Nas expressões “confusões de prosódia”. Pois vá descendo do alto. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. Quem sobe a alto lugar. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. burro parece. Desanda a roda. Cleise Furtado.

São Paulo. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. d) ela.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 30-I. 12. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 17. p. II. 26. 42. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 7. 23. Chico Buarque de. 19. III. b) III e IV. II e IV. Uniube-MG Sobre o texto. 22. b) o autor. 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 18. 10. 15. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 13. 44. 3. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 25. III e IV. 8. 43. 20. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. d) I. 24. 9. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. o jogo amoroso e as relações humanas. 6. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 1980. c) ele. Abril Educação. 5. 21. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. no verso 21. 18 1. (Literatura Comentada). Vinícius de e HOLANDA. 16.Interpretação de texto I Avançar . Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. traz marcas de oralidade. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. Chico Buarque de Holanda. A expressão “ali”. 11. 29. 28. refere-se à palavra cidade.” MORAES. A expressão “pra”. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. nos versos 8 e 9. 27. IV. c) I. 14.

b) I e III. II. (. II e III. imaculadas botas de couro. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. IV.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. brasileiros”. 102. Em Barretos. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. como veículo de divulgação. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. Para uma adequada compreensão do texto 2. 45. local e data. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor... a partir de uma informação que esse já tem. p. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. 24/01/99. enfiados em calças jeans. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Chegam de todos os cantos do país. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. e) I. c) II e IV. III e IV. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. No Carnaval. III. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. é necessário levar em conta dados contextuais. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.Interpretação de texto I Avançar . o texto 2 pretende mobilizar seu humor. d) I. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. cintos e chapéus vistosos. TEXTO 2 19 Charge de lotti.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. Zero Hora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. 46. 24/05/99. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. I. II. Porto Alegre.

. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez.. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. • mestrado. • pós-graduação lato-sensu.. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela.. informações coerentes com o teste do texto.. se tem um domínio regular... • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. • doutorado. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam.Interpretação de texto I Avançar . CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. espanhol – a valorização será maior. • um curso de especialização. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. Voltar Língua Portuguesa . ou 10 pontos. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. mas se forem substituídos por outro idioma – como.Texto para a questão 47. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. por exemplo.

Salvador-BA Por inferência. senão pela sua precisão.” SCLIAR. 21 49. Folha de S. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. 29. e) a exuberante natureza amazônica. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. mas os poucos que existem são confortáveis.Texto para as questões 48 e 49. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. sempre aumentando. b) um momento de percepção da realidade. metafórico. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. 50. especialmente o que nos foi oferecido. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. b) somente I e II. infindas. lagoas não costumam estar em expansão. esse é um modelo bidimensional do Universo. uma infração à norma culta. Águas são muitas. Há. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. Claro. no primeiro período. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Cada planta é uma galáxia. A terra em si é de muitos bons ares. 2000. considerando-se o uso atual. Marcelo. Paulo. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. isso bastaria. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. II e III. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. In: Folha de S. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Hotéis não há muitos. em geral. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. o melhor que eu puder. c) somente I e III. E em tal maneira é graciosa que. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. Paulo. U. Mais! 48. o que se afirma em: a) somente II. De qualquer forma. cheia de vitóriasrégias. 27 ago. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. 17/05/99. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. para alindar ou afear. em relação ao texto. No segundo parágrafo. e) I. querendo-a aproveitar. pelo seu poder evocativo. Está correto. “As maiores estruturas do Universo”. II. Moacyr. enquanto. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. há uma referência nova. p.” GLEISER. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. é só estimular o turismo.Interpretação de texto I Avançar . Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. d) somente II e III. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. através de um discurso poético. “Às vezes. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. U. a imagem vale. III. E que não houvesse mais que uma pousada. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos.

F. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Que a mesma culpa. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. d) exaltação da sabedoria de Deus. ouvir. escrever. quanto mais tenho delinqüido. 26 poetas hoje. que pereça um destes pequenos. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Da vossa piedade me despido.M. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Vos tem para o perdão lisonjeado. que está no céu. e não queirais. e prazer tão repentino Vos deu. c) O título do poema está na 1ª. leia os textos a seguir. que vos ha ofendido. U.” MATOS. não é algo desejável para meu Pai. Poesia Barroca. de Mário de Andrade. Pastor Divino. Senhor. pensar e sentir. Se uma ovelha perdida. Mateus 18:12. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Do mesmo modo.Interpretação de texto I Avançar . Roberto. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. F. Para responder às questões de números 52 a 54.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. e já cobrada Glória tal. dentro do universo irreverente da poesia marginal. à qual Gregório de Matos recorre. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. São Paulo: Melhoramentos. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Porque. Se basta a vos irar tanto um pecado. Texto 2 “Pequei.51. pessoa do singular. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. A abrandar-vos sobeja um só gemido. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Gregório de. como afirmais na Sacra História: Eu sou. se por acaso a encontrar. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. pessoa do plural. Voltar Língua Portuguesa . a) O poema não se refere à obra Macunaíma. mas não porque hei pecado. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Senhor. GABARITO IMPRIMIR 52.

os religiosos. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. d) peque. A palavra museu. de artes. merece a salvação. deixando que Ele decida se o salva ou não. b) conversa com o Senhor. chantageando o Senhor. do texto 2. coleções de interesse artístico. e) padeça. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. Mas há também os arqueológicos. “para conservar. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. razão pela qual acredita que não será salvo. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. c) suplica pela salvação divina. histórico e técnico”. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. O Dia do Museu. e sobretudo expor para deleite e educação do público. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. vem do grego “mouseon”. b) sofra. antropológicos. comemorado hoje. 55.Interpretação de texto I Avançar . ecológicos. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os que reverenciam a colonização ou profissões. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. F. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. e) submete-se à vontade de Deus.M. por isso. ao vinho ou aos insetos. c) se perca. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. 18/05/00. erguidos em homenagem à cerveja. GABARITO Sobre o texto. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. Jornal de Santa Catarina. 23 d) argumenta. 54.M. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. que significa templo de musas. mas não se arrepende deles. de armas.” SILVA. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. assinale a alternativa correta. talvez não precise de uma grande festa nacional. Marco Aurélio. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. oceanográficos.53. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. estudar. F. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. pois. conforme a definição do dicionário Aurélio. valorizar pelos mais diversos modos.

Interpretação de texto I Avançar .Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. as quais não eram fanadas.. I. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. D. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. Os tupiniquins. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. como resposta. consentindo. Mas nem sinal de cortesia fizeram.folgou muito com elas. ao pescoço (. Isto tomávamos nós nesse sentido. e. Dê. 01. nem de falar ao capitão. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. como se davam ouro por aquilo. e lançou-as ao pescoço. 56. 02. Manuel. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. 1999. Manuel. A expressão . Isto tomávamos nós nesse sentido.) Acenderam-se tochas. Pelo trecho . O trecho .. aconchegaram-se e adormeceram. Fasc. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. E então estiraram-se de costas na alcatifa. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. nem a ninguém. por assim o desejarmos. Fanadas – murchas. 08. a soma das alternativas corretas.. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. e assim mesmo acenava para a terra. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário...E também olhou para um castiçal de prata. muito grande. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. é correto afirmar que: 01. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Nada.. quando eles vieram. e depois para o colar. Pêro Vaz de Caminha. fez sinal que lhas dessem. folgou muito com elas. e assim mesmo acenava para a terra. bastante comunicativos. com um colar de ouro. carpete. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. estava sentado em uma cadeira. SP. E deitaram um manto por cima deles.. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins... 57.) Viu um deles umas contas de rosário. e novamente para o castiçal. isto não queríamos nós entender.. como se davam ouro por aquilo. 04. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. um dos escrivães da armada portuguesa. brancas. Dê. como resposta. Coxim – almofada que serve de assento. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. na embarcação portuguesa. E eles entraram. nem a ninguém.. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. UFSC De acordo com o texto.. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. a soma das alternativas corretas. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. Em E eles entraram. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). UFSC A propósito do texto. e bem vestido. como se lá também houvesse prata! (. 04. aos pés de uma alcatifa por estrado. nem de falar ao Capitão. Mas nem sinal de cortesia fizeram.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. 08. 02. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. E também olhou para um castiçal de prata. escreve para o Rei de Portugal.. Abril..

a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. 64. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. e fala do seu livro A terra dos mil povos. (.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . (. ISTOÉ . o qual chamamos de Namandu-ruetê. ser e linguagem são uma coisa só.Há um trecho em seu livro. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. trataram aqui como primitivos. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais.. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. ISTOÉ . com o desaparecimento de centenas de etnias.De desencontro. ter a percepção desse patrimônio. em Dourados.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Porque fala e alma são uma coisa só.)” 25 GABARITO 58. preferem recolher a sua palavra-alma. 16. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 32. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. Para os povos indígenas. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. ISTOÉ . motivado pelo acirramento de interesses econômicos. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. Ainda hoje. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . que são respectivamente o ter e o ser.Interpretação de texto I Avançar . A terra dos mil povos. 04. a soma das alternativas corretas. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . a sua expressão no mundo. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . um tom de uma grande música cósmica. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.Nesses 500 anos. a seguir. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. O pajé é aquele que fala com o coração. como resposta. Como você pensa essa relação? Kaká . para as etnias indígenas desaparecidas.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. Nosso povo enxerga o ser como um som. que também significa fala. é na base do tiro.O patrimônio da sabedoria. até para perceber que ela está em colapso. p. ou Tupã.. trechos dessa entrevista. Apresentamos. Dê. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. A própria palavra tupi significa em pé. aquele que emite belas palavras.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. que significa o som que se expande. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. 7-11). ISTOÉ . É por isso que os guaraniscayowas. regida por um grande espírito criador. Para Kaká Jecupe. A realidade atual indígena não é fácil. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco.. 08. 01. por ilusão dessas relações com os brancos.. Na opinião do escritor tapuia. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência.Para o tupi-guarani. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. Um dos nomes da alma é neeng. A palavra tupuy designa ser.Os europeus chegaram trazendo o progresso. Os 500 anos de Brasil significam. 02. publicada na revista Isto é (21/7/99.) ISTOÉ . A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Não no sentido de retórica. em grandes áreas do País.Texto para as questões 58 e 59. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).

cuja letra reproduzimos abaixo. tendo a ver com sentimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. provocado pela discórdia. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 02. 04. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. 04. os guaranis-cayowas da região de Dourados. 01. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. 02. 16. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. enquanto som.59. 32. Emprego de termos de origem indígena. oposição índio feliz. Dê. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. 16. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. palavra. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 16. a soma das alternativas corretas. 08. na tradição indígena. 04. Dê. Visão ingênua e idealizada do índio. exceto: 01. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. 1982). significa “som em pé”. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. podem ser encontrados em “Quyquyho”. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. UFMS Os aspectos apontados. a soma das alternativas corretas. versus índio sofredor.”. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. como resposta. Dê. a linguagem. presença de um forte sentimento ufanista. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. a soma das alternativas corretas. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. e Quyquyho. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. é correto afirmar que: 01. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. como resposta. nos primeiros tempos. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. Texto para as questões 60 e 61. a partir da relação com o branco. 02.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. 32. em Mato Grosso do Sul. 64. em tupi. 08. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. a seguir. pois a eles foi legada. emoção. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura.” 26 GABARITO 60. e o ser são elementos distintos. noção que a terra pertence aos indígenas. 32. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 61. 08.

e) I. S. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. Com base na definição acima. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. c) III. II. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. 63. em nossa era. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. anotadas em estilo elegante. somente. c) I e III. o advento de um Cristo seria impossível. p. Atualiza a história de Cristo.Interpretação de texto I Avançar . recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. b) II. 65. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado.” MENDES. sobretudo nos três últimos parágrafos. Conversa portátil. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. d) descritiva. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. O casal dirige-se a uma estrebaria. e) II e III.m. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. mais do que no conto ou na novela. 27 62. 1486. somente. III. Na crônica moderna. Ironiza a corrida armamentista. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. No conto. O menino nasce morto. com narrador em terceira pessoa. as personagens ganham amplo desenvolvimento. somente. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. b) narrativa. Está correto o que se afirma em: a) II. pois se apóia em argumentos encadeados. d) I e II. e) dissertativa. d) II e III. sobretudo nos três primeiros parágrafos. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. III. No romance. Poesia completa e prosa. 1. com narrador em primeira pessoa.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. II e III. Está correto somente o que se afirma em: a) I. c) descritiva. GABARITO 64. somente. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Unifor-CE Anacronismo. 1944. Faz ver que. b) I e II. Murilo. “Não há lugar para essa gente”.

Primeiro. Viu. E. Não temos nenhum amor a trair”. parecia um delírio. 68.. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Durou um ano o amor sem palavras. você não se deve sentir traído”. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto.” (Casimiro de Abreu). linda. eu não amo você”. o amor. Um amor que não tinha fim. A cabra vadia: novas confissões.. porém. o escândalo. Mas. cada um deve seguir a sua vida”. eu amo outro.” RODRIGUES. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. d) “não é pois todo amor alvo divino. Quis gritar. Desce e percorre. uma menina linda. Nelson. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. andou em Hong Kong. certo de que a distância é o esquecimento. ora. b) “Só se trai a quem se ama. logo. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). a pé. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) marcar as repetições da narrativa. 28 66. apanhou o automóvel e correu como um louco. 1995. Morreu só. Os dois formavam um maravilhoso ser único. nem você a mim. tão só. que começara muito antes e continuaria muito depois. pouco a pouco. as faces escavadas da fome. logo. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). ninguém tem culpa dessa traição. Quando embarcou. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. São Paulo: Companhia das Letras. Até que entra na primeira porta. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. eu não te amava nem você me amava. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). súbito. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. por toda a parte. Depois não viu mais o junco. tens amor – eu medo! .Interpretação de texto I Avançar . Tinha sede e queria beber. Doeu-lhe. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. no meio de sordidez tamanha. logo. 67. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. vê surgir. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. O amor começou ali. Até que. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. nem princípio.Texto para as questões de 66 a 69. A menina não voltou. Aquela beleza absurda. eu não te trai”. Ele ficou muito tempo olhando. Foi também um adeus sem palavras. ora. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. nunca. de repente. Foi parar quase na fronteira com a China. Resolveu viajar para a China. O marido baixou a cabeça. logo. Um dia. Olhou aquela miséria abjeta. b) “Que não seja imortal. Um não conhecia a língua do outro. c) negar um amor para afirmar outro. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Não houve uma palavra entre os dois. como num milagre. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. uma aldeia miserável. como mulher. d) “Como você não me amava nem eu a você.

II. o cartório de Laguna. a cabeça sem cabelos. na Flórida. (. agosto de 1999. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. Univali-SC “Agonia pública Na cama. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). e do filho Bryan Jr. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. IV.” MARKUN. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Às 11h56. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. No colo dele.. é quase desconhecida. sua mãe ligou para o St. Virou Anita. é venerada como heroína da unificação. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. de olhos semicerrados. no Brasil. c) somente a III. um sapateiro. de 2 anos. Só no último dia 11 de maio. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. b) I e III. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. V. a boca aberta no esforço desesperado por ar. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Bobbie. da mulher. Tanto que só passou a existir. quando abandonou o primeiro marido. e) É pura e simplesmente uma narração.. Mas. na Itália. IV e V. Em poucos dias. em 30 de agosto de 1821. Superinteressante. d) II. por iniciativa da Câmara Municipal. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Bryan Lee Curtis. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. em Santa Catarina. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. III. oficialmente. Paulo. No conto de Nelson Rodrigues. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. morreu nos braços de Garibáldi.. Na imagem. numa fazenda em Mandriole.Interpretação de texto I Avançar . d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. pedindo a presença de um fotógrafo. Lá. 30 de junho de 1999. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. e) somente a V. um homem robusto. em 3 de junho. Dez anos depois. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. Bryan morreu em casa. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Petersburg. 71. há três meses. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Petersburg Times. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. 70.69. Enquanto agonizava. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). ao lado da mãe. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. jornal da cidade de St.)” Revista Veja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa.

Pelo mesmo critério.. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. o jovem ponderou: “Professor. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. porém. rigoroso. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. portanto. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. Assim. O estudante. Assustados. efervescente. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. para ser coerente. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta.. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. ( ) No texto. Não foi necessário prosseguir. julgue os itens que se seguem. porém justo e lógico como o senhor tem sido. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. como ele é o último dia com aulas na semana. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano.. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. “O senhor. os jovens se remexeram em suas carteiras. anunciou peremptoriamente. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. emendou. afirmou o professor. pois. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. que a prova será na sexta-feira. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. contrariando mais uma vez a regra imposta”. digamos. (. financeira e política da mensagem.. vocês terão uma prova toda semana”. não deve ser usada em todos os casos.72.)” Luiz Barco. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. é este que fundamenta aquele. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então. “Parece-me justo”. ainda não tinha terminado. Um deles. e nada mais”.Interpretação de texto I Avançar .) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. às vezes. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. com 48 horas disponíveis. raciocinou. Relacionando essa observação ao texto acima. 30 Após a leitura do trecho acima. “Assim. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. “Se o senhor concorda. ficariam prejudicados os demais dias da semana. no entanto. logo descobriremos. que o sábado está descartado. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. porém. 73.

Interpretação de texto I Avançar . onde as ondas se amansam. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.cadeiras. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. sem manter assim relações de sentido com o poema.. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. UFMT ( ) Na primeira estrofe.74. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. assim como estes. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. opõe-se “cearense migrante”. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. o sentido da vida para o eu lírico. 31 “UM DIA QUALQUER .” Interpretando-se os sentimentos do poema.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde... ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. 76. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . revelando. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. ( ) No texto. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. européia e cristã. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.

aí está você. Vivem constrangidos. assuntando. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Está correto. b) II. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. quer dizer: que não há para você. Prosa poética. como que em presença de um inválido. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos.) Que é isso. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita.Interpretação de texto I Avançar . reflexos no espelho (infiel) do dicionário. bem como a abundância de assunto. d) somente II e III. Conclui que não há assunto. 78. vedada a você. rapaz. A ação de escrever priva. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo.” Carlos Drummond de Andrade. Os dedos sobre o teclado. d) I e III. o que se afirma em: a) somente II. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. fica em sua cadeira assuntando. II. que está de olho na maquininha. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . escrever exige predisposição e inspiração. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. falar-lhe de minhas dúvidas. e) II e III. de falta de apetite para os milhares de assuntos. d) a falta. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. não revolve os intestinos da vida. de minhas fraquezas. depende das condições intelectuais daquele que escreve. Escrever é triste. de meus receios. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. sem liberdade. Ou. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Dissertação. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. e você não sabe ir além disso. 79. c) I e II. mais propriamente. Entretanto.. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. por vezes. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. que só a língua têm em comum. Então hoje não tem crônica. II e III. Narração em primeira pessoa. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. e) I. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor.77. em relação ao texto. III. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Não basta haver variedade de assunto. Revolto-me contra mim mesmo. c) somente I e III. II. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. inclusive a simples claridade da hora. III. (. purê de palavras. b) somente I e II. não corta na verdade a barriga da vida.

A noite caindo sem desastres. Lembro-me dela. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Os outros ficam aqui mesmo. e) “luz cheia de sombras de asas”. um jardineiro risonho. semanticamente. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”.. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. com certeza. a: a) meio arredio e misterioso. d) “céu imenso perdido”. Tinha uma árvore. b) “Sábado”. Semanticamente. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão.80. c) solução e realidade. Era um Jardim sereno. d) bastante descrente e desiludido. primeiro. Imagine o campo. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário.Interpretação de texto I Avançar . Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Veio. O cheiro de terra. E tinha canteiros de rosas. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. mas triste. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Ah! dormir com o sentimento de pôr.” No texto.. A vida arranja tudo pelo melhor. depois até a gente tão simples. luz cheia de sombras de asas. 83. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. logo mais. Sábado. b) muito arredio e pouco confiável. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. b) narração e a relação realidade-imaginação. realidade de uso interno. uma vez contextualizadas. amanhã. tão igual. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. e) com certa melancolia e pouca sinceridade.” Álvaro Moreyra. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. as palavras destacadas conotam. nas árvores. às vezes na realidade. b) lugarejo e beleza natural. Hoje. Aquele jardim era meu amigo. com qualquer coisa de gato e de mulher. d) proteção e felicidade. do tempo. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. Voltar Língua Portuguesa . Eles são as minhas aldeias. 84. e) segurança e incerteza. não veio da cidade. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. talvez. Uma voz de água no silêncio. c) “cheiro de terra”. Ela pousa. 82. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. c) pouco desconfiado e muito observador. Quem pode vai para fora. Às vezes na imaginação. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. nos olhos e nas mãos. É preciso gostar da vida. 33 81.

fax ou e-mail”. agosto de 1999. b) II.. uma das tantas doenças modernas. o celular. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. atualmente. c) II. É mais um desafio!” Missão Jovem. aboliu o Domingo. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.. 86. afirma Aldo Colombo.. II e III.. e) todos os itens. O estresse é uma doença moderna. Uns dizem que o culpado é o trabalho.. a partir daí. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. d) Todos os empresários. (. III e V. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse.Interpretação de texto I Avançar .) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. IV e V. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. como almoços e jantares com o cliente em potencial. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente.85. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. II e IV. d) I. II. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. para o Terceiro Milênio. b) O telefone. IV.. Depois capota”. e não desliga mais. Hans Dieter Didjurgeit. (. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. mantendo assim o humor e a alegria de viver. O homem é uma máquina que nunca desliga.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. Ingo Tirgarten.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. inventou a Internet. V. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. fazendo uma coisa de cada vez.. III. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. o fax e o telefone. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. empresa especializada em sistemas de automação comercial. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. trocou o dia pela noite.. por vezes. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. uma sociedade totalmente estressada. fax ou telefone. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. o e-mail. 30% dos brasileiros sofrem de estresse..

tais como hipóteses ou teorias. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. III e VI. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. 35 88.. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.. Dos itens acima. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. por mais elevado que seja o número destes últimos. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. IV.Interpretação de texto I Avançar .” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. Nesta mesma época. Citar superstições acerca dos gatos. II. ora um animal doce e afável). Justificar a importância dos gatos e dos ratos. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). de um ponto de vista lógico.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. Univali-SC “No antigo Egito. VI. III e VI. 89. fêmea do deus sol Rá. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. a enunciados universais. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.) Na Europa. e) todos os itens. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. b) I. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. (. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. IV e V. São idéias presentes no texto: I. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. (. c) I. III. III e IV. A igreja lhe virou as costas. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) Na estrofe 6. Ora.. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos.87. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Sendo considerado como um animal santo. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. enunciados “particulares”). ( ) Na estrofe 8. d) I. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. II.” Segundo Popper. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. V. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). mas não das demais ciências. o gato foi honrado e enaltecido. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. de Karl Popper. algumas vezes. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais.

50 Mãos brasileiras 51 brancas.. o pardo... pardas. roxas.. 33 Mãos todas de trabalhadores. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens.. pretas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil.. morenas.Texto para as questões 90 e 91.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 34 pretas.. morenas. 30 mãos para agir pelo Brasil. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 32 . 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil...Interpretação de texto I Avançar . 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16 o preto. 28 coragem de morrer pelo Brasil..... 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. pardas. brancas. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.

Vão se aproximando lentamente.” e “Pobres larvas. ( ) o narrador. mas não se enxuga. às vezes. Isto aqui já foi muito bucólico.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal).Interpretação de texto I Avançar . enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. de 1ª pessoa. mas o acontecimento.. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. por fim se definem. 14). a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. da técnica cinematográfica. pobre substância. de idade. em relação à semântica e à estilística. “todo brasileiro e não apenas. pobre substância. Pobres fibras. 26 e 27) e no gerúndio (l. Agora. no texto. ( ) De tom otimista. ( ) As “mãos” (l. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l.. conotação pejorativa. 15).” . usa terno branco. pobres plantas. AEU-DF Julgue os itens abaixo. substância extraída do casulo de larvas. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. e depois cortada. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. pobres plantas. 31). ( ) “Qualquer” (l. A campina. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. 58). Trata-se de um casal.” (l. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. 30. e baixota. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. 17) tem. os pássaros. ( ) O termo “boreais” (l. Ele. aproximando-se. no vestido da mulher. extraído do conto “Ecológica ”. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. na história. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. e costurada. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. Pobre seda. gravata vermelha e chapéu panamá. e depois tingida. ( ) no fragmento.90. Pobre seda. Voltar Língua Portuguesa . Muito tranqüilo. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. dirigindo-se a ele. Agora. Pobres larvas. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país.. Reconheço.” (l. seda. 31. resmunga constantemente. não. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. UFGO “Segue-se um trecho. é situado no presente. um homem gordo.) A mulher também é gorda. vocês sabem. acontecem coisas. antes. de Moacyr Scliar. ( ) O termo “sindicais” (l. a brisa.. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. Também está suada. e depois esticada. 40 a 48). (No terno branco reconheço o linho.que revela o sentimento de compaixão do narrador. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. o riacho. AEU-DF Julgue os itens seguintes. em relação à compreensão e à interpretação do texto. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. 91. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. 92.

INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. o camarada intrépido. vozeando furiosos contra semelhante berraria.’ De repente. p. Aluísio. pois indica situações diferentes. mordendo os nós da mão. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. julgue os itens da questão 93. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português.15. ( ) Na terceira manchete. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. 38 93. porém. 11/02/81. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. revelou-se salazarista. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. Infelizmente. — Oh! Era demais. grudado a um canto da janela. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) A referência “Isto é. serve para introduzir uma explicação.” Isto é. 94. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. p. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. GABARITO Com base no texto. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. já de carreira para o Largo do Machado. naquela ocasião. os olhos injetados. o sangue a saltar-lhe nas veias. ( ) O uso dos dois pontos. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. 11/02/1981. pensava ele desesperado. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural.Interpretação de texto I Avançar . entrevistado. para o redator do Diário. no texto. — Morra o infame! bramia a malta. Casa de Pensão.

Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo.” Adaptado. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha.500 reais. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. parte de um verbete de dicionário. Avestruz. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. mamãe. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. 96. Mas. caso aquela fosse morta. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. após o evento. passadas algumas semanas. em torno de 110 quilos. Tinha a aparência de estar calma. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Ave estrutioniforme. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. UFSE-PSS “O avestruz está em alta.” GABARITO No texto “Uma galinha”. de Clarice Lispector. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). o avestruz atinge o peso de abate. O animal estava sozinho no mundo. em ambos os textos. 77. analisando as características estilísticas. todos rodearam-na com uma atenção especial. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. ( ) O segundo texto. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. na Arábia e na África. superior a de uma vaca. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. a menina prometia nunca mais comer galinha. 39 Com base no texto. é a mesma: predominantemente referencial. nos últimos cinco anos. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. 2000. Já são 800 animais. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. p. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . vive em zonas semidesérticas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. no prazo de doze meses. o filhote. Compridos e desengonçados. indiferente. Atualmente é a maior das aves. interior de Sergipe. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal.95. é eminentemente descritivo. U. Além disso. Veja. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. no município de Simião Dias. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. não mate mais a galinha. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. em muito. já esquecidos do fato. Entretanto. a 8. ( ) A função da linguagem.5 quilo. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. a família. cujo preço varia de 1.000 reais. mata e come a galinha. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. Tem as asas atrofiadas. 18 out. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. A fazenda Chalé da Serra. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. depois do acontecido. no qual se considera a situação da vida da personagem. fugindo sem saber pra onde. com seis espécies conhecidas.

mimoso no trato.)” 40 LINS DO REGO. e tudo era dele. 99. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. lá num inverno dos antigos. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. de barbas. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. 1978. (. responda às questões de números 99 e 100. sem freio nos dentes. modéstia de lado. o papai da Tia Maria. gado do mais gordo. o meu pai da Tia Iaiá. É invencioneiro e linguarudo. de palavra educada. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. e tudo era dele. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. coronel de patente. O sol nascia. sem medir consideração. os trabalhadores do eito. em jeito de moça. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pasto do mais fino. Se não recebo cortesia de igual porte. O coronel e o lobisomem. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. e tudo era dele. 1976. o “Velho” da boca dos trabalhadores. José. de cacete na mão. passei os anos de pequenice. 97. abro o peito: – Seu filho da égua. Rio de Janeiro: José Olympio. tudo era do meu avô. J. “Meus verdes anos”. Lá ia o gado para o pastoreador. Com base no texto 2. no debaixo do capotão de meu avô. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. O seu grito estrondava até os confins. Digo. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. de olhos miúdos. Apesar de tudo.. do que tenho honra e faço alarde. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. Tudo era do meu avô Bubu. sou Ponciano de Azeredo Furtado. A grandeza da terra era a sua grandeza. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. C.)” CARVALHO. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. o Cazuza da velha Janoca. Ouvia apitar o trem na linha de ferro.. Voltar Língua Portuguesa . TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Trato as partes no macio. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. e a água boa e doce nas suas vertentes.Interpretação de texto I Avançar .. as águas do céu se derramavam na terra. os moleques da estrebaria. Mas disso não faço glória. In: Ficção completa. o rio corria. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. lá estavam as negras da cozinha.. IMPRIMIR 100. seja em sala de desembargador. seja em compartimento do governo. 98. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. o Dr. o velho Bubu. (. de corpo alto. Sim. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. pois sou sujeito lavado de vaidade. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. e era dele. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.

a avareza. O orgulho está em baixa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. portanto. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. prazeres e lucro. executivos de empresas e apresentadores de TV. sucesso.. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. (. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. roupas. Para o antigo pecado capital da avareza. A criativa preguiça. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. a preguiça e a gula. Márcia . UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo... UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. (. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (.) O psicanalista Eduardo Losicer. se possível.O Globo. bebida ou drogas pesadas. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. mas ter tudo e. para quem o que importa não é ser alguém. segundo o texto. Já não há mais lugar para a ira. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.” CEZIMBRA. A aparência do bom moço. Esta é a ameaça. São ordens que devem ser obedecidas. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. o orgulho. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. A maioria movida a compulsões por trabalho.. todos à sua volta. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. Este era o pecado da gula. cinema e TV. relatando suas conclusões. adotada por ídolos do esporte. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. Vivemos sob a moralidade dos mandados.Leia o texto a seguir e responda às questões. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. sem noção de valores materiais. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). d) determinação de alcançar o paraíso celeste. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.. consumo. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. imagens de jornais. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. 103. ironiza e ridiculariza estes desafetos. trabalho. sob pena de exclusão do sistema. ira. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. É a nova versão do invejoso. irreal. 41 101... Não há mais a moralidade do pecado. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. Quem tem ódio do Governo. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. a ira. 102. avareza. equivalente ao inferno. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. 16/05/99. um superego. prazerosa e lúdica. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. à qual o artigo se refere. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido.. mas algo imaginário e. a inveja.Interpretação de texto I Avançar . que já não deseja ser o outro. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. transformou-se em mania de trabalho. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. preguiça. gula.

em vez de ter oferecido ajuda concreta. Não se trata de uma medida isolada. protesta a psicóloga. a partir do excerto exposto acima. Mesmo que não concorde com eles. 64. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. 131.” Fragmento retirado. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Dê. e adaptado. do livro Inteligência Emocional. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. pois simulou a própria dor. ter chamado a professora. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. a soma das alternativas corretas. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. e) todas as afirmações. c) a terceira afirmação. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. José tropeça. Serão criados banheiros especiais para deputados. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. com amigos ou numa parceria comercial. III. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. 26 de abril de 2000. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘.” Veja. seja no casamento. 08. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. p. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. que: 01. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. de Daniel Goleman. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). d) nenhuma das afirmações. 02. 04. por exemplo. diz. II. b) a segunda afirmação. 16. Enquanto diminuem os soluços de José. e só ele tentou oferecer algum consolo. 32. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. que pára. Só ele notou a situação de dor de José. 105. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas.104. para o autor. 42 É possível concluir. Poderia. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. machuca o joelho e começa a chorar. motivos e preocupações dos outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. Então. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Assim que via o dono. Os familiares voltaram-se para outros familiares. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. voltava ao seu ponto de espera. Assim que anoitecia.Interpretação de texto I Avançar . 108. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. começava muito antes. e) as novenas começavam sempre no domingo. ( ) Fidelidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. c) com o passar do tempo. d) durante a festa havia muita confusão.. ( ) O uso de mas. 109. para outros amigos. depois. introduz as personagens na narrativa. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. todos os dias. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. ia correndo ao seu encontro e. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. distraí-lo. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. As pessoas estranhavam. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. “A disciplina do amor Foi na França.” Lygia Fagundes Telles. afeição são as idéias centrais do texto. “era jovem”. nove dias. Como todos sabem. uns bons. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. ainda essa festa é motivo de grande agitação. fazendo a crônica da fidelidade. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. “correr animado”.. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título.”. mas quem esse cachorro está esperando?. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Com relação ao texto. pontualmente. para que tivessem lugar as novenas”. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. o jovem foi convocado.. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. UFMT ( ) O artigo indefinido. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. o jovem foi convocado. a orelha em pé. como se tivesse um relógio preso à pata. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Quiseram prendê-lo. Casou-se a noiva com um primo. cremos. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. Postava-se na esquina. Os amigos. outros maus. o focinho voltado para aquela direção. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. um pouco antes das seis da tarde. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. “na maior alegria”. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. 43 107. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. amizade.106. Mas eu avisei que o tempo era de guerra.. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. de Manuel Antônio de Almeida. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. disciplinadamente. Tudo em vão. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. ia esperá-lo voltar do trabalho. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. Hoje. O jovem morreu num bombardeio. na maior alegria.

o homem que afiava tesouras e facas. “invejava” e “crescesse”. Voltar Língua Portuguesa . e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. mas continuou na janela. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. passava a leprosa que pedia esmolas. Podia ficar ali. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada.” CONY. Uneb-BA No segundo parágrafo. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. numa reentrância da grade. dos mascarados do Carnaval. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. b) “protegido”. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Um dia o menino cresceu. imaginava o que elas continham. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. revela: a) medo. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. IMPRIMIR GABARITO 113. Um dia. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. “continuou” e “esperando”.Texto para as questões de 110 a 113. metade envolvido com o mundo. I. “via” e “participava”. “imaginava” e “levaria”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. 1999. ele gostava de ficar ali. mas nada tinha a ver com ele. Duas ficavam fechadas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas.Interpretação de texto I Avançar . passava o moleque vendendo amendoim torradinho. quando crescesse. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. 111. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. em relação ao menino. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. III e IV. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. c) passividade. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. À noite. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. IV. “gostava” e “cresceu”. como as estrelinhas de São João. ele sabia de tudo. O menino gostava. d) I. 3. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. Pelas manhãs. e) “fascinado”. 112. III e IV. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. 44 110. Ao meio-dia. só se abriam aos domingos. III. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. 250-1. levaria sempre uma merendeira consigo. c) “envolvido”. À tarde. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. ed. p. tão-somente no seu caráter externo. da carrocinha de cachorro. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. II. e) II. O menino tinha pavor da leprosa. era uma forma de estar metade protegido pela casa. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. d) deslumbramento. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. escondendo o nariz deformado. d) “tinha”. quando todos começavam a ir para a cama. b) I e IV. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. c) inseguro de seu objetivo. c) II e III. via passar o leiteiro. e) comprometimento. Da janela. Uneb-BA Sobre o menino. vendo a vida passar. b) alienação. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. Carlos Heitor. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. mas tinha medo da rua. ou em dias especiais. ao escolher o seu espaço. passava o sorveteiro.

“Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. diz-se. Tecnologia X Humanismo. no mínimo menos perigoso. b) da ligação adequada das orações. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. Unifor-CE I. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. c) exposição descritiva de idéias. d) da freqüência de preposições. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. e) descrição argumentativa. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. d) integração descritivo-narrativa. III.. o cidadão. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Campinas: Mercado de Letras.Interpretação de texto I Avançar . Linguagem e ensino. bom. b) II. c) III. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. e) do emprego de orações reduzidas. c) da ausência de conectivos. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . entrando para a escola. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. Unifor-CE Quanto à estrutura. p. A respeito dos enunciados acima. atualmente. 115. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. Formação técnica X Formação humanística. João W. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. que mais lhe interessam.. b) exposição argumentativa de idéias. E.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. d) I e II. 117-8. e) II e III. Profissional especializado. 114. 1996. Afinal. 116. O resto. II.

Quando apenas um dos termos vale.’ No texto. só sabem dar broncas e impor regras. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Henrique Nunes. só vêem o erro e não os acertos. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. são pais que optam por uma educação mais conservadora. b) 2 e 3. Educar é ensinar que existem limites. em seu depoimento. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. não sabem o que querem. Educar é também conceder liberdade. existe quase um consenso: é preciso proibir. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. passam horas falando ao telefone ou na Internet. são agressivos.Interpretação de texto I Avançar . para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Paulo. 30/1/98.‘” O Estado de S. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. de trajar e com suas amizades. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. C1.. a desobediência civil e o consumo de drogas. discurso indireto e discurso indireto livre. Alfenas-MG “Brito. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. Os jovens libertários da década de 70. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. sobretudo. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. criam-se distorções. apesar de subscrevê-lo. os trajes nem sempre asseados. e) 2 e 4.. como autor da nota. Porque experientes. implicam com sua maneira de falar. Educação – ontem. estão sempre de mau humor. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. que pregavam o amor livre. U.” Missão Jovem. Nunes teria ditado o texto para Brito que. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. d) 3 e 4. agosto de 1999.117. Implica amor e firmeza. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. não interessou-se em saber onde seria publicado. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Os filhos. 118. c) 1 e 2. por sua vez. Educar é. Mas isto deve ser progressivo. estão sempre desafiando os limites. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. horários e deveres. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. nem quanto custaria. exercitar o diálogo. disse Brito ao juiz. hoje. Voltar Língua Portuguesa .

quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. animais racionais... O coelho. Enterrado.. Como o coelho não estava muito estraçalhado. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. é claro. pegar amizade.. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. lambendo as pancadas. é o cachorro.. Branco. Morto. O meu pastor é filhote. desde sexta-feira. As crianças. O cachorro é o herói. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Imagina. o coelho. Maquiada. Eram dois vizinhos. Coitado do cachorro. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Mário. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Coitados de nós.. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier.. O doido comprou um pastor alemão. Sim. arrebentado. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Juntos cresceram e amigos ficaram. quando entra o pastor alemão na cozinha. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O bandido é o dono do cachorro. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Trazia o coelho entre os dentes. Até perfume colocaram no falecido. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Lembrou? Agora pintou uma nova. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. diziam as crianças. o assassino confesso. Para nós o cachorro é o irracional. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. mas era infalível. assim fizeram. 22/04/98. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. E o homem continua achando que um banho. assustado. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Ficou lindo. como convém a um coelho cardíaco. Problema nenhum. Notam o alarido e os gritos das crianças. na semana passada. nós mesmos.. escorraçar o animal. todo imundo. Depois de muito farejar descobre o corpo. Isto é. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana.Interpretação de texto I Avançar . Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Coitado do dono do cachorro. Entendo de bicho. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. E agora. E parece que o dono do cachorro tinha razão. sujo de terra e.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. lívido. procurava em vão pelo amigo de infância. que não pensamos duas vezes. Provavelmente estivesse até chorando. Quase mataram o cachorro. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. bairro de classe média alta em São Paulo.. Claro. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. o protagonista da história.. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. No domingo. E agora? Todos se olhavam.” PRATA. Vamos dar um banho no coelho. O cachorro rosnando lá fora. Pasmo. morto. E lá foi colocado. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. – O vizinho estava certo. felizes. de tardinha. Isso na sexta-feira. O ser humano. Imagina o pobre do cachorro que. Parecia que tinha visto um fantasma. deixar ele bem limpinho. Vão crescer juntos. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. com as perninhas cruzadas. só podia dar nisso.Texto para as questões 119. parecia vivo. Simplesmente genial. – De jeito nenhum. Julgamos os outros pela aparência. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. 120 e 121.

GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. e) de propaganda. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. Reescreva as passagens abaixo. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. costuma haver um final moralizante. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. Deveria ser o requisito básico. p. U. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. A partir deste mês. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. clubes e até condomínios. b) O cachorro é o protagonista da história. A lei vale para clínicas. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. b) narrativo. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. reforma de prédios. a) Identifique. 120. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. 22 de março de 2000.Interpretação de texto I Avançar . U. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física.E. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário.119. formado em Educação Física. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. portanto. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. narrativa. hotéis. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. de 1998. c) descritivo. As entidades colocarão em prática a lei. Nas fábulas. a) Depois de dois anos. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física.E. 3-18. Mais. 121.” Isto é.E. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. no texto. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. 123. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. Identifique o antagonista. que regulamenta a profissão (só agora. d) épico. 122. Paulo. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. no entanto. 16/05/99. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. U. U. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. depois de anos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” O Estado de S.

uma rosa molhada. Voltar Língua Portuguesa . Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. aproveitou o Sol. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. de súbito. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Domingo de manhã também é a rosa da semana. nós já tínhamos tomado banho. esse pronome deveria ser substituído por “o”. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. vou passar o inverno em Paris. A formiguinha. No sábado é que as formigas subiam pela pedra.Interpretação de texto I Avançar . sábado de manhã. dentro de uma Ferrari. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Em relação ao texto acima. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. com um aconchegante casaco de visom. A propósito. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Clarice. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. “sempre”. ( ) Considerando que. ( ) Nas linhas 8 e 9.geocities. 1997. dançou. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. e intenção de transmitir um ensinamento. aparentemente submissa. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. e o vento: uma picada.html (com adaptações).124. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. Então. cantou durante todo o outono. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. na fábula original. Durante todo o outono. http://www. não? No Rio de Janeiro. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Seleção de Walnice Galvão. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. verifica-se que. Então eu não digo nada. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. sangue e mel. a formiguinha trabalhou sem parar. Se chovia só eu sabia que era sábado. tomando uma cervejinha. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. começou a esfriar. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. curtiu para valer. julgue os itens a seguir. Os melhores contos de Clarice Lispector. quando se pensa que a semana vai morrer. sim. reelaborada. exausta. antes do vento espantado poder recomeçar. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. nesta versão. Tem sido sábado. a abelha no quintal. armazenando comida para o período de inverno. amiga. passados alguns dias. saiba dosar trabalho e lazer. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida.. São Paulo. mas já não me perguntam mais. Era o inverno que estava começando. e um produtor gostou da minha voz. o ensinamento principal mudou. Enquanto isso. um preceito ou uma lição de vida.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. o rosto inchado. escrita por La Fontaine. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles.. não atende às exigências da escrita culta: para tal. na semana passada. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. último período do texto. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. IMPRIMIR 125. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. Global. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. apesar de usual na língua falada.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. Quando abriu a porta para ver quem era. não desperdiçou um minuto sequer. Não aproveitou nada do Sol. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira.” LISPECTOR. vejo que é sábado de tarde.

Chamemos o fenômeno por seu nome. e os basbaques foram atrás.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Estão corretos apenas: a) 1. em campo não o goleiro.. como no “goal” que virou “gol”. 1. como “corner”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. há políticos e politiqueiros. segundo ela. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por cúmulo. É bobeira mesmo. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. como existem médicos. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. c) acabaram por subverter. “Disputam-se “play-offs”.)” VERÍSSIMO. d) 2 e 3. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. Aliás. embora um tanto jocoso. uma história de triunfo da língua portuguesa. 7/10/95.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. ao longo de algum tempo. Veja. ( ) A teoria da leitora ganharia força. 2 e 4. “Se você começou como padeiro. nestas terras. Há o importador e há o muambeiro. CBF. e com termos emprestados de outro esporte. b) 1. Seria um caso incurável de carência de colonizador. Não. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. Nós é que nos oferecemos. ( ) De acordo com o texto. 3 e 4.Interpretação de texto I Avançar . definitivamente. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. o basquete. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. 09/12/1998. p.” GABARITO TOLEDO.. ao texto. atualmente. O texto demonstra que. introduzido por ingleses no país. Entrava. facilmente. 2. Roberto Pompeu. mas dos Estados Unidos. e) 2 e 4. 50 Texto para as questões 127 a 129. terapeutas e curandeiros. UFPE Leia os enunciados abaixo. no Brasil. UFMT ( ) Segundo a leitora.. resolveu rotular as finais de “play-offs”. Existem suecos. timbaleiro ou seresteiro. não à língua inglesa da Inglaterra. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. (. esporte inglês. Luís Fernando. entre outras coisas. Jornal do Brasil. 128. ingleses e brasileiros. no campeonato nacional. que é o idioma. Entre a assistência e o play-off. UFPE No texto. 127. é um sufixo pouco nobre. no regulamento do atual campeonato. com a cultura colonizadora. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. 126. O futebol. A história do futebol. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. 198. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol.. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. (. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. é. empresário. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. não compliquemos. mesmo” confere um tom de repreensão. assim como brasileiros estão para curandeiros. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. referentes às idéias expressas no texto. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. grande investidor ou latifundiário... o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. no início era jogado em inglês. 3. (. em virtude de irrefreável impulso de submissão. c) 1 e 3. A Confederação Brasileira de Futebol. 4. mas o “back”.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. b) rompem.

a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. e aperto sobre o peito em vão os braços. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. busca. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. s/d. ‘nós’. 127. inda.129. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. Marília. que me cerca e mata. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. extremoso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113).” GABARITO GONZAGA. tem como referente os brasileiros em geral. Quando em meu mal pondero. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . “Nesta triste masmorra. adoro a tua formosura. no futuro do pretérito. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. e) Na última oração do texto. o pronome de 1ª pessoa do plural. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. p. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. Marília de Dirceu. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. Uneb-BA Este exercício. São Paulo: Círculo do Livro. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Amor na minha idéia te retrata. o verbo ser. b) Nesse trecho. de um semivivo corpo sepultura. 51 130. que eu assim resista à dor imensa. a) Na expressão ‘outro esporte’. Tomás Antônio. referido anteriormente. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar.

” IMPRIMIR 134. respectivamente. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. Em função desse limite de espaço. suas índoles. E a situação de extrema violência que nós. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. Por causa dessa intenção. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. 133. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. Nada justificará. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. seja quem for o agredido ou o agressor. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. responda às questões de números 131 a 134. Voltar Língua Portuguesa . Concordo. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação.Interpretação de texto I Avançar . Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. b) construção de comprovações por meio de silogismos. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros.03/06/2000.Com base nos textos abaixo. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. O Globo. Arthur. por mais digna que fosse a manifestação. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. em 1º de junho. Marcelo Maciel. cariocas.03/06/2000. 52 131. UERJ Em geral. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. se é que assim se pode dizer. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. depois um ovo no ministro da saúde e. outro ataque ao governador Mário Covas.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. seja qual for a manifestação. 132. seus defeitos. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Nada justifica a agressão física. O Globo. jamais.

pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. Por que acelerar tanto. as ruas são limpas. De menos ansiedade e mais profundidade. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. Em volta. e) política e econômica. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. c) existencial e política. No fundo da garganta.” Frei Beto. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. um gesto litúrgico. Reencontrar. Olhemos a cidade. d) pessoal e financeira. de Chico Mendes. os filhos. abrir espaço à presença do Inefável. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. noite após noite. Ano Novo. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. em dezembro. O Globo. mais democracia. mas se esquece do material. em janeiro. Feliz homem novo. a própria humanidade. uma oração. apegados à casa. b) social e econômica. tolerância é cumplicidade com maracutaias. p. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. um travo. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Braços e corações abertos também ao semelhante. a adolescência tecida em sonhos e utopias. a rede educacional. 53 GABARITO 135. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. o salário exíguo num pais tão caro. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. a leitura espiritual. 7. IMPRIMIR 136. Feliz mulher nova. Ou a opção de um momento de silêncio. os propósitos altruístas. o serviço de saúde. Agora. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. no ano que se inicia. Vontade de remar contra a corrente e. Mergulhar em nós. Voto é delegação e. na verdadeira democracia.Interpretação de texto I Avançar . vida nova.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. De celebrar dez anos. a solidão entre matas. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. e) o homem busca a plenitude. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. abastece o crime ao consumir drogas. A começar pelo réveillon. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. sem projeto. da ressurreição de Henfil e. Ano de nova qualidade de vida. Quanto mais cidadania. Voltar Língua Portuguesa . Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. mas está condicionado às limitações materiais. “Ano Novo. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. nas atuais circunstâncias. 01 de janeiro de 1998. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos.

Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno..137. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. como ao poeta. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. 54 139. desistir da herança e chorar a perda do tio. Não. que nada sugere.. não constrói.. b) apenas a afirmativa II está correta. e) estão corretas as afirmativas I e III. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.Interpretação de texto I Avançar . I. É impossível ensinar a pensar. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. d) estão corretas as afirmativas I e II. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. GABARITO 140. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. de que fala o autor. achando que isso resolve a questão. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.. tolerância é cumplicidade com maracutaias.” Stephen Kanitz. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Oh.. Univali-SC “Volta às aulas (.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) somente a III é correta. Veja. Sair criticando o mundo. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. II.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. II. ao se libertar de memórias antigas. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. 16 de fevereiro de 2000.). Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. III.. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. c) apenas a afirmativa III está correta. extraído de Machado de Assis. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia..). Leia as afirmações a respeito do texto.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.” 138. não o do trem. e as sombras viessem perpassar ligeiras. inquietas sombras?.” d) “Em política..). c) somente a I é correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. inquietas sombras?. b) somente a II é correta.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. III. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem..”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.. consiste em: I.. e) II e III são corretas. nada sugere.

c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. Nelson Marinho Teixeira. É preciso inovar. A propósito. e. argumenta. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. e claro que desejável. nosso escritor. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. Sobre o texto. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. ‘Se pensarmos bem. com sucesso. Álvaro. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. segundo Machado de Assis. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. e tentassem descobrir as suas virtudes. “Protegendo a língua nacional”. não pode parar no século passado.Interpretação de texto I Avançar . está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie.141. a globalização. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. Machado de Assis. CASTRO. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. 142. Jornal de Santa Catarina. função etc. Voltar Língua Portuguesa . a qualquer preço. Jornal de Santa Catarina. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. Segundo ele. Jaime. d) A língua portuguesa. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. assim. para enfrentar – com conhecimento. deixou-nos. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. muitas vezes.. 29/12/1999. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. sensibilidade e altivez – a inevitável. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. (. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio.. já em 1873. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. necessita de mudança de humor. 19 e 20 de setembro de 1999.)” AVENDANO. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’.

16. a soma das alternativas corretas. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. Literatura e redação. 32. Com isso. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. 02. pois discorre sobre o conto popular. Dê. Dê. Mas. 02. tal como aparece no texto. como resposta. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. O texto pode ser classificado como opinativo. Irene. p. 1994. UFMS O termo popular. como resposta. 08. 04. Leia. a soma das alternativas corretas. embora tenha um caráter universal. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. uma manifestação cultural de caráter universal. Trata-se de um texto literário. 56 143. as criações populares não conhecem normas nem limites. portanto. Em alguns momentos. 02. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. 28. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. indiferença às imposições da cultura oficial. UFMS Em relação ao texto lido. como resposta.” MACHADO. 32. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. já que se trata de uma criação coletiva. tendência à universalização. próxima da variante popular. se assim fosse. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. é correto afirmar: 01. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quando se trata de estudar gêneros literários. manifestação culturalmente rica. Quer dizer. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. possui um caráter eminentemente regional.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo.Interpretação de texto I Avançar . Popular é. criação rústica. mas também em caracterizar o termo popular. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. O conto popular. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. 32. 16. 04. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 08. atentamente. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. Dê. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 16. 144. não se prende a um autor específico. 08. São Paulo. caráter espontâneo. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Talvez você mesmo pense assim. Scipione. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. obediência às normas socialmente aprovadas. Quanto à estruturação formal. O texto utiliza uma linguagem informal. veja bem. a soma das alternativas corretas. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 04. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 145.

Texto para a questão 146. sua literatura.“ SQUARISI. A informática serve de exemplo. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. Dad. Que corra atrás do prejuízo. e não econômica. compreensão e interpretação textuais. p.Interpretação de texto I Avançar . deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. sua televisão. Colômbia. O que vem de fora é melhor. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. GABARITO 147. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. IMPRIMIR 148. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Revista Exame. temos complexo de vira-lata. É isso.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. 1998. 170. 18 de nov. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. como a realização dos postulados da justiça social’. (. já dizia Gláuber Rocha. é a ascendência cultural. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Peça help. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. no livre exercício de suas próprias soberanias. Voltar Língua Portuguesa . Deletar tomou a vez do velho apagar. E vire in. Quem não aderiu se tornou out. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. Outra é a receptividade. Nós.. conseqüentemente. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. printar e startar é meramente semântico. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Startar cassou o começar. 1948). ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. I.. de acordo com a leitura. sua tecnologia e o american way of life. Além disso. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. que vende como ninguém sua música. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Printar expulsou o imprimir. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. ( ) Segundo Squarisi. Uma é o prestígio.” 57 146. seu cinema.E.

uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Gleise F.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. Org. pois ficando faminto.)” IMPRIMIR MATOS. e saístes do intento tosqueado. 171-2. Tratado Descritivo do Brasil. e o segundo. paradisíaca. a que os índios chamam “aí”. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. calma. nem outro perigo que veja diante. parodiar. que o faça mover uma hora mais que outra. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia.. com o título de seu poema.. 150. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. fogem vossas ovelhas de vós. seduzir. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum.149. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. não só no léxico como também na sintaxe. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. nome certo mui acomodado a este animal. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. como sendo tão bobo. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. de. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.. e os portugueses preguiça.Interpretação de texto I Avançar . já no texto II. recém-descoberta.” SOUSA. que é título de zotes ordinário.. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. mas ela vos sangrou na veia d’arca. água. Valha-vos. e sem sustento. 58 Sobre os textos I e II. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Gregório de. fogo. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Oswald de. (. Gabriel S.. MENDES. e tendo tão larguíssimas orelhas. e um canalha: mixelo hoje de chispo. e para a ceia (. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. Poesias Reunidas. e roubais.). frio. Sois tão grande velhaco. d) No texto I. qual uma harpia.. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. Voltar Língua Portuguesa . Salvador: EDUFBA. 1587. p. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. pois não há fome. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. 1996.

(Coleção Prestígio). Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento... remembrando a negra Inquisição. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana.. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p.. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.” SUASSUNA.. é Manuel. pode me chamar de Jesus.. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. 146-8. as provas. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. 145-6. Levantem-se todos. João Huss na sepultura. 1972. 17. por quê? JOÃO GRILO Porque. com o braço ocultando os olhos. o azeite. O Santo Ofício. porque quanto mais alta é a função. Loiola – aqui foi Nóbrega.. BISPO Cale-se. o Leão de Judá. Castro.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. a gemonia... não. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. Mas você..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. O tempo da mentira já passou. Sua obrigação era ser humilde. MANUEL Cale-se você. Seu tempo já passou. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. soberbo. Esse é um de meus nomes. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. grande grito. In: Poesias completas de Castro Alves. Rio de Janeiro: Agir.. MANUEL Foi isso mesmo.. É justo!. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta.. Ariano. de Deus. de costas. 9 ed. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Sevilha e Nantes na tortura. Auto da Compadecida. mundano. atrevido.. de Senhor. (. autoritário. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Rio de Janeiro: Ediouro. 1995. Na fogueira Grandier. Lisboa. João. a gemer Galileu. se quiser. Colombo a soluçar. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. mais generosidade e virtude requer. A hidra escura e vil da vil Teocracia. o Filho de Davi. Sou.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. ed. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. mas você pode me chamar também de Jesus.Interpretação de texto I Avançar ... Tours. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. p. que era Cristo. santificando-se através dela. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. pois vão ser julgados.. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. não é lhe faltando com o respeito não.

de memória. Quis variar.” Em relação à posição do narrador. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. em determinado momento de sua vida. II. distanciando-se. conservo alguma recordação doce e feiticeira. I. Tanto no Texto I quanto no II. de suas reais funções. d) II. expressa no fragmento acima. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. No Texto I. No Texto III. era obra modesta. mas não me acudiram as forças necessárias. não o do trem. jardinar e ler. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. V. o interno não agüenta tinta. Entretanto. O mais do tempo é gasto em hortar. Ora.Os três textos. e que apenas conserva o hábito externo. Quanto às amigas. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. UFF-RJ “A certos respeitos. e. Se só me faltassem os outros. filosofia e política acudiram-me. IV e V. como todos os documentos falsos. O que aqui está é. como ao poeta. mal comparando. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. p. 151. como bem e não durmo mal. IV e VI. Jurisprudência. pegasse da pena e contasse alguns. e restaurar na velhice a adolescência. outras de menos. conservo alguma recordação doce e feiticeira. tal como ocorreram então. e) II. é outra coisa.. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. Capítulo II.. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. Em verdade. identifique as afirmativas verdadeiras. v. de memória. e tal freqüência é cansativa. VI. d) O narrador. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. inquietas sombras ?. na época em que antigamente vivia. se o rosto é igual. 810-11. Distrações raras. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. interrelacionam-se. e esta lacuna é tudo. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1. Pois. como tudo cansa. Machado de. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. e as sombras viessem perpassar ligeiras. A certos respeitos. 152 e 153. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. Depois. mas falto eu mesmo. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. III e VI. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. como se diz nas autópsias. não consegui recompor o que foi nem o que fui. e quase todas crêem na mocidade. e. b) II e III. a fisionomia é diferente. IV. vida diferente não quer dizer vida pior. esta monotonia acabou por exaurir-me também. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. mas exigia documentos e datas como preliminares. No Texto II. senhor. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Sobre eles. Dom Casmurro. III.” ASSIS. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Em tudo. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Os amigos que me restam são de data recente. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. vá. embora de épocas diferentes. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. pouco apareço e menos falo. e lembrou-me escrever um livro. III. algumas datam de quinze anos. Talvez a narração me desse a ilusão. assim. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. tudo árido e longo. c) I.Interpretação de texto I Avançar . Texto para as questões 151. mas não a mim. Duas ou três fariam crer nela aos outros.

algumas datam de quinze anos. “atar as duas pontas da vida”. se o rosto é igual. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. através de outra linguagem – o cartum –. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. sd. Porto Alegre: L&PM.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. e tenta.” e) “Quanto às amigas. e esta lacuna é tudo. vá. mal comparando. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. Voltar Língua Portuguesa .” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. outras de menos. e quase todas crêem na mocidade. mas falto eu mesmo. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.Interpretação de texto I Avançar . o interno não agüenta tinta. e tal freqüência é cansativa. com certo humor. como todos os documentos falsos. Assinale a Opção em que.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. mas não a mim. e que apenas conserva o hábito externo.” b) “Em tudo.152. não consegui recompor o que foi nem o que fui. como se diz nas autópsias. não tem amigos de longa data. em sua narrativa. a fisionomia é diferente. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. senhor. O que aqui está é. Só dói quando eu respiro.” 153. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.

delas brancas. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. 2. De ponta a ponta. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. 4. Pelo sertão nos pareceu. vista do mar muito grande. “espelhos de pau. d) “Irás a divertir-te na floresta. “chã”: terreno plano. delas vermelhas. a saber. a saber. planície. compridos pelas espáduas. de as muito bem olharmos. “tintura preta. porque. Águas são muitas. bem moças e bem gentis. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Rio de Janeiro: Lacerda. (Castro Alves). a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. para transportar água ou vinho. E alguns. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha.” (Murilo Mendes). grandes barreiras. a modos de azulada. não pudemos saber que haja ouro. E em tal maneira é graciosa que. ao longo do mar. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. 5. e outros quartejados de escaques. Nela. e suas vergonhas tão altas. b) “Minha terra tem palmeiras. Aí andavam outros. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. por bem das águas que tem. não tínhamos nenhuma vergonha. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. de que nós deste porto houvemos vista. que nos parecia muito longa. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. muito chã e muito formosa. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. 154. Marília. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. que andavam sem eles. p 39-40. um no meio e os dois nos cabos. / sustentada. nem coisa alguma de metal ou ferro. 1999. é toda praia parma. querendo-a aproveitar. nem prata. 62 GABARITO Vocabulário: 1. Esta terra. Paulo Pereira (org. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). com cabelos muito pretos. assim frios e temperados. Tem. nalgumas partes.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. como os de Entre Douro e Minho.Texto para as questões 154 e 155. 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). quartejados de cores. dar-se-á nela tudo. a estender olhos. infindas.Interpretação de texto I Avançar . nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. “parma”: lisa como a palma da mão.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. até agora. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. outros traziam três daqueles bicos. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. que pareciam espelhos de borracha.

Pelotas-RS Na imprensa brasileira.Interpretação de texto I Avançar .) A vontade política e a criatividade do povo comprovam.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. 1978.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. Poesias reunidas. de modo significativo. (. de forma tão natural quanto a chuva. sem prejuízo do sentido global. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. criando estrofes simétricas e com títulos. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. dando-lhes novos títulos. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. dando títulos nacionalistas às estrofes. a) Para o autor do texto..155. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. que é possível o Brasil mudar esse quadro.. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. de modo esmagador. 80. p. agora já faz parte de nossa cultura”. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema.”. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.F. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura.. via-de-regra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. entre as classes mais pobres. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. 156. U. por ocasião das eleições de 1994. d) reconhecer e retomar a prática romântica. respectivamente. o calor e o frio. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. dando-lhes títulos novos. entre as classes sociais mais ricas e. em algumas experiências. Oswald de. o sol. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. (. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela.

interior de São Paulo. além do homem e do chimpanzé. O caso foi resolvido em março. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. em fevereiro de 1999. 16. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. “São os únicos. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Com relações tão complexas. Apesar da distância. Duas delas são fisiológicas. Onívoros de carteirinha. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. com força. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.157. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Dê. diferente dos outros primatas. em flagrante. diz Eduardo Ottoni. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. 08.” Superinteressante. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. quando a Polícia Florestal prendeu. A primeira é o tamanho do cérebro. da mesma forma que o macaco-prego.72. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Tiveram de apelar para o crime. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. da Universidade de São Paulo. Voltar Língua Portuguesa . As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. observa Ottoni. depois que o zoológico municipal fechou. capazes de partilhar alimento”. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. U. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. julho/00. As chefias são formadas por até três animais”. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. e estavam com fome. a soma das alternativas corretas. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Ele consegue pescar. o dos macacos do Novo Mundo. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. aliás. “Não existe um único líder no bando. Parente mais próximo do homem. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas.E. 02. Entre os macacos-prego o poder é diluído. 04. p. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. Para comer coquinhos. O apetite insaciável. Não é para menos. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. é marca registrada dos espertos macacos-prego. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. seu prato preferido. como resposta. Se não houver frutas nem insetos à mão.Interpretação de texto I Avançar . existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. que dá uma destreza enorme ao animal. esse macaco africano consegue aprender por observação. como o macaco-aranha e o muriqui.

65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. – não me parece que se deva desprezar. Uma força que nos alerta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Maria É o som. ( ) Machado. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Nem tudo tinham os antigos.Interpretação de texto I Avançar . é a cor. à força de velhas. apenas agüenta. ( ) Machado de Assis. E não vive.158. d) Maria. Univali-SC “Maria Maria Maria. é o suor. Maria É um dom. porém. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. desentranhar delas mil riquezas que. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. o capricho e a moda inventam e fazem correr. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. transforma a dor em alegria. c) Maria. Em geral. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. A influência popular tem um limite. porque. representada pela Maria da canção. uma certa magia. locuções novas. a lágrima em riso. não imputa aos literatos tal responsabilidade. A este respeito a influência do povo é decisiva. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. não se lêem. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. no texto. simboliza os seres humanos que lutam. Feitas as exceções devidas. b) A mulher. como são todas as mulheres do planeta. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Há portanto certos modos de dizer. principalmente por parte dos escritores. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. sofrem e resistem à dor de viver. Maria. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Pelo contrário. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. outros há que os adotam por princípio. Cada tempo tem o seu estilo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Divergência digo. Mas se isto é um fato incontestável. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. em relação à compreensão e à interpretação do texto. propõe a mediação. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. nem tudo temos os modernos. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Maria. é uma combinação de força e resistência. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. o que é um mal. AEU-DF Julgue os itens abaixo. entre a tradição e a modernidade. apenas suporta a dor de viver. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. se fazem novas.” GABARITO 159. a mulher da canção. e segue sua vida. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Texto para as questões 159 e 160. e) A mulher brasileira. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. em seu texto. por intermédio dos escritores. quando deve chorar. ou antes por uma exageração de princípio. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum.

p.) Ali estão dois representantes do clã pastoril.” GABARITO VERÍSSIMO. nunca não encontra. nem terremotos. do Maranhão à Bahia. Voltar Língua Portuguesa . Ia fazendo receios. CUNHA. Depois dele: o turismo multinacional. 158. quando a gente não espera. em magnífico resumo. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Para isso. econômica ou política nacional. de coração bondoso. II. Literatura brasileira. Márcio. Viva o povo brasileiro. Os sertões. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. festeiro. nem lutas fratricidas.160.” RIBEIRO. nem vulcões. porém. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. por si. 1989. visto que aqui o preconceito é econômico. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. o imperador do Acre. A marcha do povoamento. Grande sertão: veredas.Interpretação de texto I Avançar . 1984.” SOUZA. ed. A estrada de todos os cotovelos. após apresentação de uma tese. Rio de Janeiro: Record. revela-as. O tempo e o vento. Sertão.. ( ) Nele. Porto Alegre: Mercado Aberto. Guimarães. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. acolhamo-nos ao nosso assunto. o autor leva constantemente o leitor à reflexão.. nem pestes. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. ( ) De roupagem metalingüística. João Ubaldo.o senhor querendo se procurar. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. por esses lugares. perfazendo indagação. Euclides da. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. prolongando-as até ao nosso tempo.. 12ª ed. p. os senhores de terras e gados. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. Apud Sergius Gonzaga. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Érico. p. Rio de Janeiro: Marco Zero.. que então vigoravam no Brasil do século XIX. que o nome não se soubesse. em que todas as cores e raças se misturam livremente. aonde lá. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Até. 161. 5ª. um povo prestativo. p. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. vol. – valorização das idiossincrasias regionais. identificados abaixo. 626. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. pois desconhece o preconceito racial. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. pela abertura de rodovias. Mas. De repente. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. 227. As circunstâncias históricas. In: Obra completa. até. Manual de literatura brasileira. Descemos por umas grotas. Carvalho. 1984. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. 1995. 1997.” ROSA. . E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. 13. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. 162. o próprio.se diz . p. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. porto Alegre: Sulina. Apud SANTOS. efêmera talvez. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. era o sertão churro. o mesmo. o sertão vem. o texto lido pode ser classificado como crônica. com sua dialética irresistível. expõe os elementos que a compõem. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. nem furacões. Galvez.” Fragmento I Procuremos. Volnir e Adão E.

essa transferência representa um reforço na filial. em relação à compreensão e à interpretação do texto. com a sua livre poética. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Para os executivos e a família. embora sem querer. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. Hoje. Os (ainda) chamados modernistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 162. entre novos e velhos. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. Tanto de um como de outro grupo etário. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. procurar emprego em nosso país. apesar de equivocada. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. sem querer. graças à Renault. em prol do equilíbrio universal. Veja. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. além de tudo. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. por iniciativa própria. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial.Interpretação de texto I Avançar . Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. em massa. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Acontece que. E assim. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. jamais fiz distinção entre uns e outros. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. E.” 67 GABARITO 163. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos.” BUCHALLA. Desde 1990. Texto para a questão 163. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. “No Brasil. por sua vez. ressuscitada a cada geração. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. ( ) Para Mário Quintana. Para as companhias. Das 500 maiores companhias transnacionais. mais de 400 estão instaladas no país. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. 26/04/2000. são por natureza os nossos filhos naturais. com os espetáculos de circo dos parnasianos. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. “roubada” do Rio Grande do Sul. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. a mudança é um sacolejo completo na vida. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Em São Paulo. ( ) Para ele. na incauta adolescência. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. existem colônias de franceses no Paraná. já que aqui não há executivos preparados. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. não existe geração espontânea. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Quanto a estes. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Quanto a mim. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Anna Paula. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. sem rede de segurança .

Tão fértil eu nunca vi. c) I. onças. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira.. d) II e IV.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. c) Tem goiabas. III. a terra em si. é muito boa de ares. Como será esse país no futuro. já quinhentos anos passados. Bengala de castão de oiro. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. papagaios. capivaras. b) No chão espeta um caniço.55.. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Fortaleza: Editora RISO. tem-nos muitos. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. No chão espeta um caniço. IV. mangueiras. b) I e III. nem mulatas. Banana que nem chuchu. melancias.Textos para a questão 164. apesar da leve mudança no estilo.. Reforçai. Águas são muitas e infindas. embora escrita no mesmo estilo. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Rios e riachos corriam límpidos. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. melancias. cajueiros. De plumagens mui vistosas.Interpretação de texto I Avançar . Salvo o devido respeito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assim os achávamos como os de lá. II. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. tão frios e temperados. cristalinos e plenos de peixes. s/d. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. De tal maneira é graciosa que. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. d) Diamantes tem à vontade. neste tempo de agora. tem-nos muitos. onças e capivaras. Vossa perna encanareis. porque. II e III. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Edição Zero. Tão fértil eu nunca vi. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. a arca.” 68 164. palmeiras. A gente vai passear. árvores. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Araras. araras e papagaios. como os de Entre-Douro e Minho. e) III e IV. Tem macaco até demais. nas praias douradas desse novo país.. Esmeralda é para os trouxas. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. rios. Era assim o Brasil de Cabral. Cruzados não faltarão. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Texto para as questões 41 e 42. “Ainda não haviam louras. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. quando for a vez desses meninos? Riachos. Diamantes tem à vontade. p. Quanto aos bichos. GABARITO 165. nem surfistas. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Tem goiabas. Senhor. Banana que nem chuchu. nem biquínis.

Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. IV. niilismo e revolta. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. d) sentimento saudosista. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. e) IV. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. ligado à classificação morfológica do verbo ser. Ser é apenas uma face Do não ser. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias.Interpretação de texto I Avançar . “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. c) III. c) II e III. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. Unifor-CE I. b) II e IV. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. A respeito dos enunciados acima. c) halo de encantamento. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. III. a cada instante que passa. III.” 69 167. b) II. e) ar misterioso. nem futuro. Perpassam. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. 168. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. Nessa operação mental. que é de ligação. como se o bom e o interessante não tivessem presente.166. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. é sempre menos. em todo o poema. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Cada minuto de vida Nunca é mais. e) II e III. b) sentido excepcional. d) I e II. estamos mais próximos da morte. II. II. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. Em suas reminiscências. no verso 5. e não do ser.” Cassiano Ricardo. sentimentos de angústia. 169. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. d) explorar a sinonímia das palavras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 170. está correto o que se afirma somente em: a) I. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. “Ser”. d) III e IV.

Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.” Graciliano Ramos. 173. sem disfarces. sem romanceá-los. Repugnava-me deformá-las. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. como adiante se verá. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. Não vai aqui falsa modéstia. Voltar Língua Portuguesa . quase impossível. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. e a proibição de usar nomes verdadeiros. caso o escrevesse. depois de muita hesitação. como realmente haviam ocorrido. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. e) sem liberdade de criação. quando formos verazes. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. inibe também a capacidade de criação literária. redigir esta narrativa. ainda nos podemos mexer. antes de começar.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Efetivamente se queimaram alguns livros. e) tencionava prender-se aos fatos. ia-me parecendo cada vez mais difícil. 172. b) um depoimento verdadeiro. Entre elas. em qualquer época ou lugar. porém. indulgentes ou cegos. d) a impossibilidade de escrever com clareza. fazer do livro uma espécie de romance. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. o escritor é como um cego. 70 171. seria injustiça. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. me impediram o trabalho. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. às vezes com louvores de sustentáculos dela. ou alguém em quem não se pode confiar. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. que o impediria de publicar seu livro. os hábitos de um decênio de arrocho. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. com intenção de dar veracidade aos fatos. b) a falta de liberdade política. enfim. casos passados há dez anos – e. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. assim. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. é incorreta: a) existia uma censura prévia. De fato ele não nos impediu escrever. realizando atos esquecidos. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. com os nomes que têm no registro civil. tiradas demagógicas. contra a existência de uma censura prévia. c) numa época de força policial. para publicar suas obras. a polícia. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos.Interpretação de texto I Avançar . como limites à liberdade de expressão. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Isto. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. palavras de ordem. d) perdera as anotações que havia feito. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. dar-lhes pseudônimo. Além disso. ninguém nos dará crédito. julgando a matéria superior às minhas forças. “Resolvo-me a contar. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. com o decorrer do tempo.

2. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. perigoso. (. o verniz civilizatório ou. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. e só por isso. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. quanto terrestre. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. são símbolos do poder divino. considere o poema que segue. d) inerente a qualquer manifestação literária. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. “Antes de lançares a semente no chão. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. c) cultivado pelas elegias pastoris. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. mata a mulher e se mata. paranóico. antes de calculares os lucros da seara.Interpretação de texto I Avançar . um sentimento insano. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. linda. por elevar seus galhos ao céu. no século XVII. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. “Ciúme. no ritmo lento da natureza. no seu cruel desenrolar.)” Veja: 14/06/2000. A mulher é honesta. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e as sementes. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. para quem é alvo dele. 71 174. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. tanto espiritual. b) os pássaros. mata a doce Desdêmona. Voltar Língua Portuguesa . no mundo inteiro. Poesias Completas. Por fim. doente. d) a simplicidade da vida campestre. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. o general mouro. 175. b) recorrente na literatura universal. transtornado. no texto em que Otelo. A realidade. A tragédia. simplesmente. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. e) próprio da literatura socialmente engajada. o trai com um amigo. desde os tempos bíblicos. v. Antes dele e depois dele. por aquilo que produz. insuportável para quem sente e doído.” LIMA.. 1974. o amigo é sincero. é velha como o mundo. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. e) a árvore é sinônimo de vida. A morte é uma atitude extrema. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes.Para responder às questões de números 174 a 175.. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. Jorge de. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. 57. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. p. desde que eles estejam floridos. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. IMPRIMIR 176. familiar e do mundo todo. Rio de Janeiro: Aguilar.

Escolas como a FGV. Para participar da festa. do Rio de Janeiro.177. mesmo na cidade: tem presente seu passado.Época. o vento nasce e morre no horizonte. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. ou recolher lixo nas praias. Arrecadou-se mais de 200 quilos. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. E geme. E no entanto o vento uiva. 26 de abril de 1999.. Mais estranho: o mundo é redondo. vagabunda. Texto para as questões 178 e 179. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. transformaram a recepção em coleta de sangue. 72 178. e) passa. 180. Uma rês geme. unidos. gotejante: o vento a corta. abolido. como faca. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida.” Flávio Aguiar. como tema constante das tragédias gregas. e) curiosidade quanto à origem do vento. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. promoveram o “trote solidário”. 3. E sempre prossegue rumo ao norte. Voltar Língua Portuguesa . a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. de uma vez por todas. b) intenso questionamento sobre tempo. O hemocentro de São Paulo recebeu.” VIEIRA. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. na árvore dobrada. c) vento. todas de São Paulo. no início do ano. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. que serão doados para obras sociais. Protegido no copo de conhaque.427 bolsas de sangue. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. E no entanto o tempo passa: Do campo. Há 15 dias. Lembrança – o vento pertence ao campo. d) o adultério. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. c) desligamento da realidade. d) medo da fugacidade do tempo. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. b) a influência maléfica de uma obra literária. 179. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. tarefa dos novatos de Oceanografia. b) lembrança. d) nasce. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica.. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. (. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. Estranha faca: gelo e água. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários.Interpretação de texto I Avançar . “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. o vento chega arrefecido na cidade. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. Marceu . os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. levam os calouros para a rua e.

e) Algumas crianças têm tudo: casa. casar. de outro lado. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. o objetivo de todos. maluquete. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. uma exceção válida para muito poucos. em Nova York Trabalho e prazer. 22. destinados às crianças. em tese.março de 1999. A idéia central do texto é: a) As crianças. não me destruir com ela.. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. p.181. só que o palco é a capa da revista. Hoje uma soldada na guerra.” Ícaro Brasil. a passarela. Texto para as questões 182. o termo “muito”. Introdução.” CAMARGO. In: Educação para o lazer. Quero voltar ao Brasil. depois. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. É como vida de atriz. Então fica assim: de um lado. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens.Interpretação de texto I Avançar . a respeito da organização das idéias do texto. Mac Margolis. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. você tem que ser sexy. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. família. ingênua e. Não quero trabalhar para sempre. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. Texto para a questão 183. ambos desamparados. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. no Bubby’s. São Paulo: Moderna. e vivem nas ruas. ter filhos e uma fazenda. enquanto outras nada têm. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. Luiz Octávio de Lima. comecei a levar o trabalho numa boa. amanhã uma perua no shopping.. 73 182. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. que intensifica “poucos” e “poucas”. esportistas. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. no Brasil. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. Num dia. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. 1/2000 (com adaptações). Com o tempo.” Revista Caros Amigos . E depois? Daqui a cinco anos. assistência. São alguns privilegiados – como artistas. que poderiam contribuir para a educação infantil. as outras crianças que têm casa. são apresentadoras dos programas infantis. a dança da garrafa. na prática. ( ) Na linha 4. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. em muito poucas circunstâncias. Quero aprender com a indústria da moda. e. ainda que dificilmente ao mesmo tempo.. têm família. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. no outro. mas. 1998. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. Univali-SC “. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância.. penso em cair fora.

” 74 184. já que estas representam o trato com o novo. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. viver e ser. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. o movimento: o mundo plural hoje vivido. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Elas fazem parte da vida das pessoas. como resposta. Afinal. o reconhecimento de suas possibilidades. não invadem a vida das pessoas. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. e responda à questão proposta. 133-4). da Católica e outras faculdades. p. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. espelham. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. julgue os itens seguintes. mas produtos de práticas sociais. construídos historicamente. a trabalho e divertimento. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a democratização de seus usos. a indagação de suas fontes. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. pela significação textual. DF: Ministério da Educação. em primeiro lugar. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. em seguida. A organização de seus gêneros. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. Novos modos de sentir. 01.Interpretação de texto I Avançar . com cautela e moderação. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. às exigências do mercado de consumo para. toda segunda-feira. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. respectivamente. mas utilizálas. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. na atualidade. em 1º ago. para depois haver uma adaptação mercadológica. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. o espaço. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. atender às demandas sociais. Leia-o. ( ) No fragmento do texto. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. corresponde tanto a eu. com o desconhecido que amedronta. portanto. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. 1999. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. respectivamente. 185. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. 1999. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. a consciência de sua existência.183. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. ainda não a entendem. 04. apesar de conviverem com ela. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. pois resultam de processos históricos e sociais que. com atenção. o tempo. pensar. 08. acabam por concretizar-se. Gisele Bündchen. DIA 9. 16. Dê. a soma das alternativas corretas. 02. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. ( ) No fragmento de texto. publicada em O Popular. apesar de simbólicos a princípio. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. 32. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem.

Considerando-se que. morena e matuta. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. Chimarrão é o mate cevado. ( ) o canal. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. mas também de ler os próprios livros. O arado e a estrela. para não azedar o mate. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.. com sol forte e poeira envolvendo tudo. lendo o material anunciado. 23. Leia o texto que segue para responder a questão 186. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. passa-se do chimarrão ao tereré. senão a erva pode azedar. 04. A expressão na hora do quiriri. a conversa será mais lenta. Raquel. como chê-kambá ou cunhataí.Interpretação de texto I Avançar . 3. tudo muito morno e quente. O ideal é tomá-lo numa grande roda. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. sob um laranjal. Você corrige dois erros. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. ótimo. 32. ( ) o vestibulando terá. 75 186. 02. Você corrige um erro. 01. Ed. 2. a soma das alternativas corretas.’ Considere as seguintes atitudes: 1. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. De acordo com o clima. como resposta. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. Você fica louco da vida. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . p. dará mais sabor à erva. explicitado pela palavra você. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. devido à predominância da função fática. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. recebe a ênfase nessa comunicação. regado a água quente. 4. Dê. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. Campo Grande. 16. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. de cachimbo da paz. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. bem gelado. Texto para a questão 187. vestibular e leitura dos livros. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. de uma boca para a outra. Se alguém falar alguma frase. UCDB.. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. (.)” NOVEIRA. 08. sem açúcar. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. daí se sugere que. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. alguma palavra em guarani. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. pode ser associada à chegada da noite. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. 1996. uma bomba ou bombilha e a erva moída. respeitando a vez de cada um. para o vestibular. passar a cuia de uma mão para a outra. Tereré é o refresco. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar.

especialmente o futebol (não mais foot-ball). back é beque. tem significação mais extensa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . inclui as apresentações em várias espécies de salas. UFMT Assinale V. por exemplo. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. os brasileiros. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. deixando de lado os índios que nós. que. Os índios têm lá os jogos deles. toma um susto. e F.. E o leitor do noticiário. já que a gente não os conhece nem de nome.Interpretação de texto I Avançar . ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. pretendemos ser. Mas não pega. cada uma fala o seu dialeto. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. o português.187. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. o que foi uma bênção. por exemplo. é engraçado. então. Pegue um jornal. pelo menos. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado.. se você for a fundo no assunto.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. a todo instante tropeça e se engasga com rap. etc. e) Palavras estrangeiras. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. pelo menos. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. “meio-de-campo”. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. No esporte é a mesma coisa. Mas. tudo é show. se não for escolado no papo. onde as melodias podem ser originalmente nativas. chamando-o de ‘desporto’. nós a recebemos do colonizador luso. UEMS No texto I. o preto e o branco. por exemplo: é todo recheado de inglês. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Leia os textos que seguem. para verdadeiro. como um peru de farofa. ou. Pois aqui no Brasil. Nas páginas dedicadas ao show business. o pataxó. funk. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). contrapõem-se duas cores. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. falemos de nós. etc. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. que alguns tentaram.” Rachel de Queiroz. 76 GABARITO Texto II 188. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. punk. ou até na rua. A começar que a nossa língua oficial. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. pelo menos é o que informam os especialistas. etc. como na África. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. ou pior. soap-opera. por exemplo. mas devem ser chatos ou difíceis. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. como as do texto. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. Imagina se. literalmente. Cantor de forró do Ceará. é estrangeira imposta pelo colonizador..

Senhor. e ofendido. Aluísio. 191.189. In: Poemas escolhidos. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Os polícias. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. p. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. b) I e III. GABARITO 192. 1993. d) ou os cofres que tu vais encher. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. amor. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. é possível concluir que: I. desembainharam os sabres. ensinava-lhes o caminho. Bertoleza. Misericórdia. Arrependido a tanta enormidade. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Estão corretas: a) I. então. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Em virtude de tantas palavras importadas. Botelho. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. 190. O cortiço. escamando peixe. 281. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. e) III. São Paulo: FTD. estava de cócaras no chão. UEMS A respeito do texto II. não tendo coragem para matá-la. s/d. Gregório de. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. restituía-a ao cativeiro. Jesus!” MATOS.” E depois emborcou para a frente. que a sua carta de alforria era uma mentira. recuou de um salto e. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. b) antes de calculares os lucros da seara. dai-me os braços.Interpretação de texto I Avançar . Jesus. II. para a ceia do seu homem. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. e encaminharam-se todos para o interior da casa. Arrependido estou de coração. antes que alguém conseguisse alcançá-la. João Romão ia atrás. e que o seu amante. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. Maldade que encaminha a vaidade. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Abraços que me rendem vossa luz. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. É verdade. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. A salvação pretendo em tais abraços. que o acompanharam logo. Bertoleza. Ofendido vos tem minha maldade. U. vendo que ela se não despachava. Atravessaram o armazém. para as não comprováveis. Quando necessárias. c) I e II. d) II e III. p. falar português é como falar inglês. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Soneto. Delinqüido vos tenho. 229-30. São Paulo: Círculo do Livro. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. com as mãos cruzadas nas costas. e chegaram finalmente à cozinha.” AZEVEDO. Vencido quero ver-me e arrependido. à frente deles. que hei delinqüido. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. De coração vos busco. Vaidade que todo me há vencido. Luz que claro me mostra a salvação. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. III. pálido. e) e as coisas que tu vais transformar. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor.

3 e 5. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. c) Liberdade.. 2. Voltar Língua Portuguesa . destacando. imagina. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. b) 1. bem coletivo. 4. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. inventa. IMPRIMIR 5. ao contacto do senhor com o escravo. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. festas. tem um sabor quase africano: cacá. 2. p. as durezas. 1972. mas fica escrita a sentença. 2 e 4. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. 193. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. bumbum. 3 e 4. Rio de Janeiro: José Olympio. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. as sílabas finais moles. c) 1.” MEIRELES. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. 151-2. a fala séria. firmou-se em todas as regiões do Brasil. mas a linguagem em geral. Gilberto. ora ao texto II. a influência da cultura africana. ed. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. do princípio ao final do texto. solene. e) 1. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. GABARITO Com base na compreensão do texto. e mesmo a portuguesa. A escolha das palavras. nenen. fruto da luta política. 1958. “Que estão fazendo. é uma das falas mais doces deste mundo. 9ª ed. b) Liberdade enfocada no plano individual. “esse português de menino”. os ossos. da gente. Rio de Janeiro: José Aguilar. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido.Interpretação de texto I Avançar . – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Não fica bandeira escrita. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana.Texto II “Através de grossas portas. d) 4 e 5. 3. Obra Poética. Estão corretas apenas: a) 2. Casa-Grande & Senzala. lili (. indistintamente. nesses campos. conversam. tatá. O falar “doce”. Cecília. A linguagem infantil brasileira. tão tarde? Que escrevem. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente.. inaugurado com a ama negra. pipi. sentem-se luzes acesas.” FREYRE. 3 e 5. tirou-lhes as espinhas. principalmente. 3. Sem rr nem ss. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. toda ela sofreu no Brasil.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança..

PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. e pela primeira vez em sua vida. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. abandona a postura crítica. que tanto me diverte. Itabira é apenas uma fotografia na parede. c) o poeta. Oitenta por cento de ferro nas almas.Interpretação de texto I Avançar . ao se tornar funcionário público. esperando-o em cima do rochedo. futuro aço do Brasil. tive gado.” MACEDO. Por isso sou triste. Principalmente nasci em Itabira. no entanto. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. que voou. é doce herança itabirana. este couro de anta. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema.” d) “Tive ouro. U. de suas noites brancas. e. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira.” d) “de suas noites brancas.F. Principalmente nasci em Itabira.” 196. São Paulo: Ática. 125. e o amor.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. orgulhoso: de ferro.. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. tive fazendas. A vontade de amar.F. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. mais forte que seu espírito. Viu-a. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. sem mulheres e sem horizontes. Tive ouro. 79 194. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. A Moreninha.” 195. esta cabeça baixa. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. este orgulho. com seu vestido branco. 1997 p. Ora. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. 197. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. toda cheia de encantos e graças. Hoje sou funcionário público.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. Hoje sou funcionário público. não há idéias mais livres que as do preso. orgulhoso: de ferro. exercia nele um poder absoluto e invencível. delineia-se o impulso erótico que é. vem de Itabira.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.F. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . reprimido. sem mulheres e sem horizontes.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Joaquim Manuel de. por esse mar imenso da imaginação. Augusto amava deveras. pois. tive gado. que me paralisa o trabalho.. E o hábito de sofrer. atrevida. tive fazendas. viu-a chorar por ver que ele não chegava. U. estendido no sofá da sala de visitas. U.

Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. 32. p. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Texto para as questões de 198 a 201. que se armou em coágulo. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. um sistema de erros. Em ambos os textos. João foi para os Estados Unidos. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. no mundo.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Teresa para o convento. De tantos que já tive ou tiveram em mim. o sagrado terror converto em jubilação. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Maria ficou para tia. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. mas sou. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. 161-3.Interpretação de texto I Avançar . Há que amar e calar. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Era tempo de terra. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. pois que tenho um amor. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Rio de Janeiro: José Olympio. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Rio de Janeiro: Record. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis.” ANDRADE. Onde não há jardim. talvez. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Raimundo morreu de desastre. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Pois que tenho um amor. com suas próprias palavras. 19. p. Deus me deu um amor porque o mereci. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. porque me tocou um amor crepuscular. há que amar diferente. e a um e outro agradeço. Carlos Drummond de. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. ANDRADE. Carlos Drummond de. Antologia Poética. Explique. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . 1973. 1996. pois jamais me sorriram. ed. Mas. Mas sou cada vez mais. Reunião.

02. 02. 16. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. como resposta. dimensão nova. 64. 64. 04. a soma das alternativas corretas. no presente. tende a se repetir. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. Dê. 32. como resposta. contudo. 02. “e”. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. enfatiza a origem divina do amor. 04. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. servindo para especificá-lo. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 32. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. como resposta. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. 200. 32. o eu-lírico: 01. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. “um amor” e “amor” referem-se. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 32. Dê. a soma das alternativas corretas. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente.198. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFBA No poema. 04. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. 199. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. no verso 26. 16. dando-lhe. decorrentes da ação do tempo. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. a soma das alternativas corretas. como resposta. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 64. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. 08. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. 04. 08. 16. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. UFBA Com referência ao texto. 08. é correto afirmar: 01. Há uma explicação correta em: 01. 16. 02. 201. relativizando a força demoníaca com que ele atua. 08. Dê. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. Dê.Interpretação de texto I Avançar . “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. relata um desencanto amoroso passado que. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. a soma das alternativas corretas. respectivamente.

Assinale a alternativa que. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes.” e) “Por que. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” 203. 05/08/00. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa.. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. nestes tempos neoliberais. no país do ‘homem cordial’.” e) “Quisera pascer cuidados. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” b) “Por que.” b) “Tendo-a ao meu lado. no país do ‘homem cordial’.” c) “Por que. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Paulo. No caso do Brasil.” GABARITO d) “Por que. no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. na linguagem informal.” Revista Veja. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. ninguém fala. de 19/04/2000. Voltar Língua Portuguesa .202.” IMPRIMIR Folha de S. eu perdi o medo do mundo e do vento. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.Interpretação de texto I Avançar . UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. / fecundar óvulos mortos.. no país do ‘homem cordial’. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. no país do ‘homem cordial’. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 204. no país do ‘homem cordial’.

F. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. CD 804. VAT. opondo-se.” Burguesia. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. Neves.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. 1989. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses.” Um bodegueiro na FIEC. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca.142. que a denuncia em tom de sarcasmo..M. de G. 1993. 205. 206. ao de Cazuza. questionando de forma contundente os seus valores. lindo e joiado. são apresentados dois trechos de músicas. Israel/Cazuza/E. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. pois. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. PolyGram. pela ironia. In: Bonito.. In: Burguesia. no qual está camuflada uma crítica.Interpretação de texto I Avançar . Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. LP 838 448-1.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.A seguir. o segundo.M. o que não ocorre no de Falcão. F. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.

amigos e marido.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. 210. Marina. mas tudo está por fazer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pela melhoria das condições de vida das mulheres. b) ironia. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. 207. abordado nas questões de 62 a 64. b) de todas as mulheres. Os salários não são iguais. Porque não estão em casa. as creches continuam insuficientes. o que conseguimos. amigos e marido. d) Uma vez profissional. amigos e marido. 124-5. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. contra todos os governos que as oprimem. 84 d) dos governos. onde fomos usadas pelo sistema. mais difusa na realidade. Esta é uma hora para se parar e pensar. 1986. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. por melhores salários. p. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Porque. Muito está colocado. Pensar pelo que brigamos até agora. UFF-RJ Segundo o texto. para conscientizar os colegas. 209. a) “Nunca esteve tão bom para nós. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. o que fazer de agora em diante. o que deu errado. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos.” SUPLICY. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. 208. Porque não estão coladas nos filhos. mas da prática do obter e do ser.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. mas basicamente com os companheiros de trabalho. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado.Interpretação de texto I Avançar . Reflexões sobre o cotidiano. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Marta. Mulher daqui pra frente. cumprindo a sua vida. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. 1981. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. Nem tão difícil. Unifor-CE No segundo parágrafo. c) metonímia. de formiguinha. c) dos companheiros de trabalho. mulheres. É uma luta mais intimista de um lado. e) das mulheres todas. d) comparação. A luta de base. fora dos jornais. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Nunca foi tão difícil. São Paulo: Linoart.” COLASANTI. e) hipérbole. Porque não estão à disposição dos maridos. “exigimos”. das passeatas. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. mulheres.

de neblinas!. no campo da concordância. publicado na Revista Época. e) antonomásia. b) metonímia.. a) Alguém. chamada: a) metáfora. É possível afirmar. fluídas. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Muitas vezes. no sentido conotativo. Denominase silepse esse tipo de concordância. maus tempos. o tempo trabalha a nosso favor. não revolve os intestinos da vida. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve.” 85 GABARITO Pode-se observar. de neves. UEPI Em: “Ó Formas alvas.” Encontra-se uma figura de linguagem. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. 214. o que nos deixa agradecidos. c) Não corta na verdade a barriga da vida. resultante do cruzamento de sensações. no sentido denotativo. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. participou do concurso e espera ser aprovado. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. de 20 de dezembro de 1999. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.. parece que foi ontem. há muito tempo que não o vejo. c) catacrese. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral.. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. cristalinas. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Ó Formas vagas.. d) sinestesia. Impede a conjugação de tantos outros verbos. ambas. 213. Incensos dos turíbulos das aras. c) Fomos ouvidos com atenção. Formas claras De luares. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. brancas. bons tempos. 212. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. e) Purê de palavras. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho.Interpretação de texto I Avançar . d) Escrever é triste. Assinale a alternativa que contém silepse. por exemplo. da leitura do fragmento acima.211. “Eis uma definição ampla de tempo. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. somos seres lineares... ambas. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. diz David Ewing Duncan.

Interpretação de texto I Avançar . boa e providente mãe. Não façais dela a mulher da Bíblia. de acordo com o texto. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. a nomes de medicamentos. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. 1997 p. com claro conteúdo semântico. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. terna e pudica esposa. boa e providente mãe”. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras.” FLORESTA. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. Nísia. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos.215. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. desde o berço até o leito de morte. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. de Nelson Sargento. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. 115-7. por último. ou sua escrava. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. 216. Voltar Língua Portuguesa . e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. ao lado do homem. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. e a mulher será como deve ser. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. fazendo-a crer que é rainha. da UNISC. na sua grande maioria. e por conseguinte sobre o destino das nações. trate-a como uma companheira da sua vida. terna e pudica esposa. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. filha e irmã dedicadíssima. considere-a desde o berço até seu leito de morte. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. Cintilações de uma alma brasileira. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. rumo à regeneração dos povos. joguete ou escrava. Mulheres / Ed. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. dedique-lhe. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. cujo expoente é Oswald de Andrade.

1997. À medida que o Sol vai se pondo.” Superinteressante . F. que é a soma das cores restantes: o verde. explica o físico Henrique Fleming. Existem partículas de poeira. e) Ao pôr-do-sol. Quando o Sol está alto. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. d) As cores do arco-íris. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. o amarelo. Mas as menores (o violeta. o tratamento médico fica comprometido. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. até as ondas longas. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta.217. colidindo com mais obstáculos. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. o anil. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. dão à luz solar a cor branca. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. no crepúsculo. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. laranja e vermelho. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). o laranja e o vermelho. o laranja e o vermelho. o amarelo. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”.Interpretação de texto I Avançar . Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. é branca. pois o Sol está abaixo do horizonte. da Universidade de São Paulo. Lendo-se o trecho. acabam trombando e se desviando. e) sem uma certa dose de magia. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Setembro/99. ao longo de um dia. 87 218. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. porque a atmosfera filtra os seus raios. Por fim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Afinal. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.M. somadas. o verde.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. Com isso. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. c) As cores. o azul. ao trombarem. espalhando-se. separando as cores.

ele pode ser considerado leitor. em relação ao texto. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. (. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. minha reação pode ser de mero desagrado.) Sem dúvida. p. pois. histórias em quadrinhos.. Maria Helena. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. 7-10. ao começarmos a pensar a questão da leitura. fotonovelas e histórias em quadrinhos. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. folheto. Voltar Língua Portuguesa . ‘ler o tempo’. para a autora. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. O que é leitura. sem jamais tê-los de fato enxergado. pois. diante de um empurrão proposital. e) certa. podemos ter em mente alguém lendo jornal. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. São Paulo. um livro. melhor. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. para a autora. E consideramos sua beleza ou feiura. a cor. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. d) errada. Quer dizer: não o lemos. Falando em leitura. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. não o compreendemos.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ‘passar os olhos’. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. Se é sonoro... Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. um cinzeiro. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. IMPRIMIR c) certa. em ler superficialmente. para a autora..) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. b) errada. a fazer sentido para nós. uma aula expositiva. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. a figura que representa. o material e as partes que o compõem. ‘ler o olhar de alguém’. revista. d) ato prazeroso de decodificar romances. seu conteúdo passam a ter sentido. ou de franca defesa. surdos. por economia ou preguiça. e o leitor visto como decodificador da letra. O formato. está: a) certa. 220.“ MARTINS.Interpretação de texto I Avançar . pois. uma fantasia.. diante de uma batida casual. fotonovelas. Ler é interpretar. Um discurso político. ‘ler o espaço’. para a autora. por motivos os mais diversos. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. (. “Falando em leitura. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. em última análise. um quadro. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. ‘vive lendo’. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. 88 219. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. uma necessidade nossa.. Ática. pode-se concluir que o ato de ler é. uma conversa. uma peça musical. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. como se diz.. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. Neste sentido. de uma situação. as imagens. na medida em que interpreta o que observa. ficamos cegos a ele. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. uma língua estrangeira.) (. Um dia. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade.. Por essas razões. pois. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. um vaso. Se o texto é visual.

nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. 222. b) admirar a composição com o fundo. c) o progresso e a guerra. em 1994. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. UERJ O fotógrafo. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. onde os refugiados se encontravam instalados. responda às questões de números 222 e 223. b) o real e o imaginário.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. Sebastião. d) a infância e o mundo adulto. Assim como textos. 2000. São Paulo: Companhia das Letras. Êxodos. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. c) surpreender-se com o gesto do menino. ao enquadrar o trem parado ao fundo. UFR-RJ Paulo Freire. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. 223. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. d) refletir sobre o desamparo da criança.” 89 SALGADO.221. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. Com base na foto abaixo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema.

b 22. d 43. V – V – F – V – F 96. e 7. c 32. b 4. b 11. e 53. V – V – F – V – F 92. d 56. V – V – V – F 75. b 25. a 40. d 35. V – F – V – F – F 18. a 52. b 33. b 85. V – V – F – F – V 95. V – V – F – F – V 90. V – V – F – V 9. a 20. V – F – F 39.Interpretação de texto I Avançar . c 45. 05 71. V – V – V – F – F 17. 02 49. e 84. F – V – F – F – V – V 16. c 5. d 55. e 89. V – V – F – V 37. d 66. e 51. b 63. b 88. c 41. a 65. b 13.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 64. c 47. 56 42. c 8. c 72. V – V – F – V 93. 54 10. a 78. c 15. c 57. c 54. V – F – V – F 3. d 73. F – V – V – V 77. b 46. F – V – V – V 38. b 30. V – V – F – F – F 29. d 44. b 67. e 80. b 87. c 6. a 83. a 81. V – F – V – V – F – F 2. 07 58. a 26. V – F – V – F – V – F 94. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 31. b 14. c 36. 28 60. 01 50. b 12. 56 59. a 34. 25 62. d 23. d 82. V – V – V – F 74. F – F – F – V 48. d 86. V – V – F – F – V 28. d 69. a 19. b 79. V – V – F – V – F 91. V – F – F – F 76. 34 61. c 24. c 27. b 68. b 21. c 70.

arbitrária e violenta. 98. b 118. Nos currais do Sobradinho. c 124. c 102. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. 121. V – V – F – V 110. F – F – F – V 126. • Maquiada. b 117. a) Agora surgiu uma nova. passei os anos de pequenice. c 107. c 115. o animal desconfiado que tem dentro de nós. . V – F – V – F – V 127. • Julgamos os outros pela aparência. V – V – V – F 108. d 128. 80 105. a 133. 101. 99. e 103. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. 100. . um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 122. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 130. a) Julgamento pela aparência. no debaixo do capotão de meu avô.ou O ser humano. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. avô do personagem-narrador. a 123. a 113. c 134. c 114. b) O(s) dono(s) do cachorro. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. V – F – V – V 109. podendo ser caprichosa.Interpretação de texto I Avançar .2 97.ou Agora apareceu uma nova. c 104. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. a) Narrativa. e 112. a 111. c 132. • O ponto de vista é interno à narrativa. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. V – F – V – V – V 125. d 119. a 106. 120. d 131. d 116. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. a 129.

51 201. d 181. c 189. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. d 163. a 138. b 177. c 219. V – V – V – F 161. e 193. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 203. c 152. V – F – V – F – F – V 192. a 216. 09 158. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .3 135. V – V – V – F 162. e 173. a 140. b 191. b 172. 46 200. V – F – V – F – V 164. e 179. V – V – F – F – F 160. Lili. a 195. V – F – V – V 188. a 170.Interpretação de texto I Avançar . é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. 08 185. a “que não amava ninguém”. b 204. c 169. a 208. e 210. b 143. 198. V – F – V – F 184. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. d 223. c 136. b 194. c 151. 22 187. b 190. F – F 148. e 212. a 171. c 155. e 139. e 168. e 206. Pinto Fernandes. V – F – F – V 186. b 142. c 213. 04 202. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 141. valorização da fantasia e da imaginação. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. a 205. d 150. F – V – V – F – F 183. 26 146. 34 144. d 154. c 196. F – V – V – F – F 147. b 207. uma personagem fora da quadrilha. c 167. a 174. e 221. d 159. e 137. a 222. c 220. F – V – V 149. b 218. a 153. 43 145. c 166. a 178. b 156. e 175. d 182. d 215. b 165. 54 199. e 214. d 217. a 176. b 180. b 157. d 209. a 197. d 211. ela se casou com J.

até que muita gente a fez sua. e para Paulo era o início da revolução. conforme o dicionário Aurélio. como a gente pobre. mamãe. UEGO Assinale V. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. que para Pedro era um ato de justiça. pág 59 – 60. repetiu Natividade. ( ) Atinar. para os itens verdadeiros.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . achar. onde todos as têm por suas. as opiniões é que não. Cada um pega delas. gravíssima” e “Era nova. significa: “descobrir pelo tino. Alguém a proferiu um dia. ‘Não. e. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. resta emancipar o branco. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. Era nova. 37. repetiu Natividade acabando de ler a carta. por conjetura ou por indício. discurso ou conversa. era uma ameaça ao imperador e ao império. Como então não sacrificar?. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. ficou sendo patrimônio comum. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. como no caso de Aires. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. quando menos pensam. se era a política que o faria grande homem. ‘Emancipado o preto. em “preto e branco. Paulo. Não atinou. ( ) “– As opiniões é que não.” Natividade ficou atônita quando leu isto. dar com. Nascem modestamente. e continuou a viver sem mácula.” ilustra um discurso indireto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à semelhança das idéias. Estavam então longe um do outro. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. não era de ninguém.’ — As opiniões é que não. ela que sacrificara as opiniões aos princípios.. emancipando o preto. antítese. mas a opinião uniu-os. inclusive a vida e até a honra.. metonímia em “esperemos o sol“. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai.. 1 GABARITO 1. concluindo um discurso em S. e F. esperemos o sol. acertar com.” Esaú e Jacó. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. Nem sempre as mães atinam. verteas como pode. era enérgica. as opiniões é que não. Há frases assim felizes. era enérgica. estão governando o mundo. Outrem a repetiu. Cap. e vai levá-las à feira. nascidas de nada e de ninguém.. em 1888. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. caracteriza um hipérbato.. pelo raciocínio. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase.. Ele mesmo o disse. ainda que por diversa razão. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. Não achava explicação. muitas aparecem órfãs. era expressiva. resta emancipar o branco’.

e) somente a afirmativa I. à esquerda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 244-5. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água.F. D. mas de um modo geral. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. 2 3. d) as afirmativas II e III. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. embora incorreta. Memorial de Aires. há uma informação físico-química que. Carmo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa.” ASSIS. Consolava-os a saudade de si mesmos. sais. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. 1989. ‘Lá estão eles’. Poesias completas (1956–1967). Aguilar. ácidos. In: Obra Completa. à entrada do saguão. II. quando a pressão é normal. c) conotativa. sob tensão e a alta temperatura. tinha os braços cruzados à cinta. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. U. com as mãos sobre os joelhos. bases. d) paradoxal. dei com os dois velhos sentados. Reduzida a vapor. p. entrei e parei logo. Fui a pé. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. que. por isso. move os êmbolos das máquinas. sob um luar generoso e branco de camélia. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Machado de. Antonio. Embora com exceções. Ao fundo. GABARITO Após a leitura do poema. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar.”. analise as seguintes afirmativas: I. Ao transpor a porta para a rua. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Na segunda estrofe. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. 1972.” GEDEÃO. c) as afirmativas I e II.Leia o texto a seguir e responda a questão. b) as afirmativas I e III. Portugália. e) sinestésica. Rio de Janeiro. achei aberta a porta do jardim. disse comigo. Lisboa. insípida e incolor. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. se denominam máquinas de vapor. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Aguiar estava encostado ao portal direito. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. olhando um para o outro. É um bom dissolvente. 2. Com relação às afirmativas acima. lição pretendida pelo eu-lírico. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. III. dissolve tudo bem. b) coloquial. No texto.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Quando pura é inodora. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu.

Nem água. ( ) olhos opacos (v. U.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . compreensão e interpretação textuais. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Ao longo estendida. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. GABARITO Texto para a questão 5. Desnudos. Sentaram-se à mesa. Na branca toalha. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Olhou-os nos olhos. Na redação do texto. sem incorrer em qualquer erro gramatical. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I e IV. De seda. 5. I.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Sentaram-se à mesa. Alforjes vazios. Sentiu-lhes o frio. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. E ele chegou. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Nem vinho. 3 4. Serviu-lhes a paz. II. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Vieram vestidos De linho. Cansados. d) III e IV. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. 15. conseqüência. nem pão. ( ) Nos versos 16 e 17. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Chamou-os meus filhos.11) configuram oposição em nível conotativo. IV. foi usada a linguagem de nível técnico. nem peixe.5) e olhos tão ávidos (v.” 5. Vieram famintos. 10. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. III. 20. IESB Julgue os itens. segundo os critérios da leitura. Os olhos opacos. c) II e IV. Sentiu-lhes a fome. entre outras.” Neusa Peçanha. b) I e II. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos.

O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. a quem uma vez tivesse posto a mão. tão do gosto do romance romântico da época. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. indica que o Major ficara: a) indiferente. Globo 1987 p. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. Memórias de um Sargento de Milícias.. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. mas. ‘incunábulo*’. uma leitura nos surpreende. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. e) meditativo. d) enfurecido.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e degradá-lo diante dos granadeiros. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. na 1ª linha. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. Berta. d) fosse qual fosse a sua natureza. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. c) uma vida tão regular e tão lícita. no caminho para a prisão. Manuel A. há outras.Leia o texto a seguir e responda a questão. consegui fugir. Por exemplo. b) machucar-se. isento de qualquer traço idealizante. Texto para as questões 7 e 8. 2 – Começo./S.” QUINTANA. a expressão fora às nuvens. por exemplo. São Paulo. c) envaidecido. driblando a escolta. “Prodígio de humor e ironia. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. 1992. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. o Vidigal era até capaz. d) desanimar. em Memórias de um Sargento de Milícias. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. Incunabulu: berço] Adj. entre outras coisas.. citada. Voltar Língua Portuguesa . “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. 83. lhe havia podido escapar. como o Leonardo. fosse qual fosse a sua natureza. b) eufórico. 6. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. *Incunábulo: [do lat.) arranjasse depois a soltura. ficava-lhe sob a proteção. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. intitulado Escapula. e) inimigo irreconciliável. aliás de nobre sentido. de ser seu amigo. ed.” WALDMAN. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. e) destruir. Rio de Janeiro. “Esparadrapo”. Da preguiça como método de trabalho. por isso. FTD. origem. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. 4 GABARITO 7. Se o Leonardo não tivesse fugido. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. uma vida tão regular e tão lícita. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. o sentimento do Major frente à situação. No entanto. 8.. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal.m. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal.’” ALMEIDA. Nesse sentido. c) desistir. principalmente quando se tinha. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. de. UFMS Leia o texto abaixo. por fim de contas. Mário. mas tendo-o deixado mal. que parecem estar insinuando outra coisa.. a) se o Leonardo (. retiradas do fragmento transcrito do romance. muitas vezes. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira.

Está correto o que se afirma: a) em I. 11. c) . de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. 10. interpreta e explica os dados da realidade. cremos. denotativo. d) . c) em I e II. c) banda... cuja frase.. 22 de setembro de 1999. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Esta base. indispensável para a afirmação da cidadania. Egon José.. II e III. II. com boas intenções.. retirada do texto acima. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.” SCHRAMM. b) em II e III.9. É o tipo de texto que analisa. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. tem especial relevância a existência da imprensa livre. Considere as seguintes afirmações: I. b) Esta base. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. tem especial relevância a existência da imprensa livre. Nas referências descritivas de seres inanimados. III.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. e não o sentido figurado. U. b) casa. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. e) companhia. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. d) turma. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. pluralista. da difusão da informação de interesse público.” Carlos Drummond de Andrade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. acreditamos. cremos. Jornal de Santa Catarina. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. A continuação do exercício desta prática jornalística. e) apenas em II. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. conotativo. participativa e laica.....Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . foi a formação moral herdada de nossos fundadores. da difusão da informação de interesse público. 5 Indique a opção. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. Univali-SC “Visões de um novo tempo (... d) apenas em I. que possibilite o trânsito correto da informação... o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.

para referir-se a determinados fatos. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Divergência digo. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. / “Os amigos que me restam são de data recente. / “O que aqui está é. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Em geral. o interno não agüenta tinta. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. se fazem novas. esta monotonia acabou por exaurir-me também. desentranhar delas mil riquezas que. cuja opinião é diversa da minha neste ponto.12. como tudo cansa. A influência popular tem um limite. e que apenas conserva o hábito externo. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. à força de velhas. Cada tempo tem o seu estilo. não se lêem. outros há que os adotam por princípio. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Nem tudo tinham os antigos. em relação à semântica e à estilística. de membros da mesma frase. Há portanto certos modos de dizer. A este respeito a influência do povo é decisiva. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. – não me parece que se deva desprezar. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. vida diferente não quer dizer vida pior.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Mas se isto é um fato incontestável. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. GABARITO 13. porém de sentido diferente.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. o que é um mal. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. entendemos os anos de mil e quinhentos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. pegasse da pena e contasse alguns. / “Entretanto. ou de dois ou mais versos. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. é outra coisa. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Feitas as exceções devidas. mal comparando. porque. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Pelo contrário. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. porém. / “Ora. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ( ) Por “no século de quinhentos”. nem tudo temos os modernos. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. como se diz nas autópsias. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. locuções novas. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. ou antes por uma exageração de princípio. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.

GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. c) todas as afirmações estão corretas. São também utilizadas expressões populares no texto. leia o texto “Atenção ao sábado”. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Então eu não digo nada. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. e F para os falsos. nós já tínhamos tomado banho. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. Há antíteses na letra da música acima. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antes do vento espantado poder recomeçar. aparentemente submissa. Tem sido sábado. Os melhores contos de Clarice Lispector. b) eclipse e paralelo. e o vento: uma picada. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. sangue e mel. mas já não me perguntam mais. sábado de manhã. vejo que é sábado de tarde. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. 1997. o rosto inchado. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 15. I. Clarice. IV. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. Global. e) contraste e alusão. Use V. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.14. II. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Domingo de manhã também é a rosa da semana. para os verdadeiros. trancados na ilha do nosso egoísmo”. III e IV estão corretas. b) apenas a III está correta. F. de súbito. São Paulo. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. III. c) antítese e metáfora. e) II. não? No Rio de Janeiro. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. d) ênfase e comparação.M. a abelha no quintal. 16. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Seleção de Walnice Galvão.. d) I e IV estão corretas. uma rosa molhada. quando se pensa que a semana vai morrer. Se chovia só eu sabia que era sábado. A palavra paciência tem um sentido denotativo.. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. a) ironia e hipérbole.” LISPECTOR.

jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Os (ainda) chamados modernistas. de cachimbo da paz. p. ótimo.. por sua vez. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. explosão criadora. não existe geração espontânea. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. a soma das alternativas corretas. sob um laranjal. no texto em que estão inseridas. respeitando a vez de cada um. Ed. na incauta adolescência. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata.. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Se alguém falar alguma frase. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. passar a cuia de uma mão para a outra. “Chimarrão é o mate cevado. de uma boca para a outra. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.” Dê. sob um laranjal. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. O arado e a estrela. com a sua livre poética. uma bomba ou bombilha e a erva moída. regado a água quente. habitual). É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. sem açúcar. Quanto a mim. ressuscitada a cada geração. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Chimarrão é o mate cevado. em prol do equilíbrio universal. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. a conversa será mais lenta. entre os trechos abaixo. além de tudo. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. em relação à semântica e à estilística. IMPRIMIR GABARITO 01. morena e matuta. Raquel. E. Sendo assim. como resposta. para não azedar o mate. entre novos e velhos. (. próprio. Quanto a estes. bem gelado. sem querer. UCDB. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. “. embora sem querer. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. dará mais sabor à erva. De acordo com o clima. tudo muito morno e quente. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes.. retirados do texto de Raquel Noveira. alguma palavra em guarani.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. O ideal é tomá-lo numa grande roda. E assim. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. jamais fiz distinção entre uns e outros. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos.” 08.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Tanto de um como de outro grupo etário. são por natureza os nossos filhos naturais. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente.” 02.17. Tereré é o refresco. regado a água quente. a conversa será mais lenta. 18.)” NOVEIRA. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . Campo Grande. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.” 04. Acontece que.. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. 1996. identifique. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. aquele(s) em que há presença de conotação. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. sem açúcar. como chê-kambá ou cunhataí. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Voltar Língua Portuguesa . estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. passa-se do chimarrão ao tereré.” 16. sem rede de segurança . 23. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.

II. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas... está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. 22. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. com vocabulário rico. – O berro. – Ih. poderia ser substituída. e) ironia. 27/01/99 (METONÍMIA).. Ou que os iluministas do século 18..” Luís Fernando Veríssimo. agosto/99 (ANTÍTESE).. tá recheado? – Tá. b) prosopopéia. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. d) I e III. – Discordo terminantemente.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Dois homens tramando um assalto. Engrossou. 30/06/99 (METÁFORA). Disfarça. 9 GABARITO 21. enche o cara de chumbo.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante.. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa.. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. c) hipérbole. III. O guarda se afasta.. Estão corretas: a) II e III. sem mudar o sentido. e outro culto.. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. – Valeu... II e III. sujou. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. “. Servicinho manero. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. É só entrá e pegá. é correto afirmar: I. ou seja.19. disfarça. – Então vamlá. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. em linguagem formal. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. e) I e II. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. c) I. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). retiradas de revistas de circulação nacional. U. – Podes crê. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. na passagem do guarda. 20. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.. d) eufemismo... cheio de gírias. b) I. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. Pra arejá. O guarda passa por eles. sendo um popular. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais.. 14/04/99 (PLEONASMO). Apareceu um guarda.

13. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. 1984. 25. 26. p. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. Drops de abril. p. Beijo na boca. d) Ambos ignoram a temática amorosa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” CHACAL. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Ninguém chupa a manga da camisa.E. U. c) “Luar. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. presente e futuro. 10 Na composição do excerto. despertando atenções para o eu-lírico. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. U. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. 2ª ed. U.” d) Toda profissão tem seus espinhos. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese.” 24. como na poesia marginal em geral. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos.. c) Ambos enfocam a temática amorosa. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. gosta de fazer bonito. b) Ambos focalizam a temática amorosa. e) “Quando a gente é novo. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. IMPRIMIR Sobre os poemas. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. Voltar Língua Portuguesa . (. 87. e) perífrase. 2000.. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. b) Vi com meus próprios olhos. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. São Paulo: Brasiliense.23. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. Rio de Janeiro: 7 letras. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. d) metonímia. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. b) sinestesia. c) metáfora.)” José Paulo Paes.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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18. 21. 20.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 6.F-V-F-V d d 13. 11. 19. 8. 2. 3. 23. 9. 7. 14. 15. b c c d e c e a c F-F. 22. 16. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 17. 4.Vocabulário Avançar . 24. 5. 12. 10.

c) científicas e biogenética. e) polícia e principais.’ Considere as seguintes atitudes: 1.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. 1 ( ) A letra h não representa.. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros.. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 2. c) ditongo. Use V. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. na Língua Portuguesa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) ditongo. Você corrige um erro. entre mim e eles. nas palavras: a) ameaças e contrário. para os itens verdadeiros.. encontro consonantal e hiato. acentuação. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. nenhuma fonema. uma separação formal e intransponível. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.” Lourenço Diaféria. existe. dígrafo e hiato. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.Fonologia. d) negociação e países. GABARITO 3. e F. respectivamente. como humano. para agradecer-lhe a gentileza do gesto.” “. b) biologia e adquirida.a lavadeira cheira a gim. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você fica louco da vida. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. 3. Unifor-CE “Vejam que país. 4. e) Antigamente. d) ditongo. 2. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. encontro consonantal e ditongo. b) hiato. ortografia e formação das palavras Avançar . dígrafo e ditongo. enviavam-se muitas cartas em mão. para os falsos. 4. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. dígrafo e ditongo. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. Você corrige dois erros.

2 GABARITO 8. São corretas as afirmações: a) I. 02. aguei. 16. “. b) II e III.. Em sensacionau. adquiri. “. guaraná. De acordo com as regras de acentuação gráfica.. Anhanguera.. agüei. c) I e II. e) Ambigüidade. “Nevascas.. c) apenas III. adqüiri... aguei. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco.” – fonema /k/. É goooool. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. tranqüilo. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. tranqüilo. distingui. acentuação. III. 7.” I.5. I. IV. “.um pião enlouquecido.... distingui. adquiri. “Os americanos acham. agüei. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. III. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. Anhangüera.” – fonemas /ku/. e) I e III. Anhangüera. c) Ambigüidade. 64. dá de chaleira. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. tranquilo. d) apenas I e II... A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é.. agüei. Sem contração de preposição com artigo. ortografia e formação das palavras Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” – fonemas /kw/. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. adqüiri. U.. a) Ambigüidade. furacões.enquanto dá voltas.E. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. Em chalera... U. vai marcar. güaraná.Fonologia.. distingui. b) apenas II. 08. e) apenas II e III. güaraná.F. II e IV. guaraná. II. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. distingüi.” – fonema /k/.” – fonema /k/. houve substituição da consoante final por semivogal.a velocidade da rotação.. d) Ambiguidade. respectivamente. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). d) III e IV. II. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. Está(ão) correta(s): a) apenas I. adquiri. “Séculos quentíssimos. formando um ditongo crescente. Anhangüera. 01. Em marcá. Anhanguera.. como resposta a soma das alternativas corretas. algumas palavras sofreriam alterações. Dê. atenção. tranquilo. tranqüilo.” – fonema /k/. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. “Daqui a alguns milênios.. 04. b) Anbiguidade. guaraná. 32. distingüi..” – fonemas / ku/. 6.

celebral. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. extrangeiro. auto-falante. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. vultosa. 10. 180 e mucho más. beneficiente. c) confessar. venga a buscar la suya. capisci?” Revista Veja/SP. Come on. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. celebral. ascenção. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. 11. Paraíba e caudal. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. prazeiroso. Voltar Língua Portuguesa . d) dígrafo – ditongo – ditongo. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. d) velho. pretenção. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. prazeiroso. a confusão de línguas também impede a comunicação. alto-falante. 95. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. da globalização lingüística. asterístico. Perché si non vous puede ficar sem. e) Eletrecista. frustado. b) adivinhar. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. losango. o italiano e o francês. b) Eletricista. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. através. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. 88. entitular. I tutto para você pagar com money brasileiro. e) recorria. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). asterisco. Gracias à abertura da nossa economia. recriada por esse texto. c) Assessores. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. ( ) As palavras gracias. e) ditongo – dígrafo – ditongo.Fonologia. pretensão. c) ditongo – dígrafo – hiato. la mejor Parker Collection du monde. “Agora in Brasile. a) Empolgação. ortografia e formação das palavras Avançar . UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. previlégio. Premier. 12. d) Sicrano. U. 3 9.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. ocorrem. acentuação. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. assim como o português. ( ) O fato de o espanhol. IMPRIMIR GABARITO 13. b) dígrafo – hiato – ditongo. a) qualquer. despercebido. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). ( ) Na Babel global. no texto.

O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. b) exímio – vírus.. às vezes. “... “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. acentuação.. e) estranh... FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. completará corretamente a grafia de: a) bel. percebemos que havia um problemão a resolver. 04.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.... úteis. necessária.. 18.” 08. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos....” Dê. aliás... d) óbvio.... que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.... Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. 17. “Esse público buscava na literatura apenas distração.. c) português. fechava o livro e o esquecia........ a soma das alternativas corretas. assinale o que for correto. 16... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.” 32. a e e. Os vocábulos “macaco”..passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. 01. 02. de várias maneiras. sentido pejorativo. e) límpido – vôo.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. na grafia da língua portuguesa. Dê. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. como resposta.. 16... c) supérfluo – incêndio. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. 08.esperando o próximo.. O sufixo ESA. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... b) filológica. U.. d) incluído – sandália. lingüística..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. a soma das alternativas corretas. país. usado nessa palavra em negrito na citação acima. b) cert.... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. 01.E. como resposta...” 02... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.Fonologia... as palavras da alternativa: a) língua.E.. U..” 16. c) calabr. U. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica... Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. 19.. obrigatório... “. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.” 04. 15.... “..... d) viuv.. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. alguém... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.14. influência. “. a) cândido – armário..... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.tão logo chegava ao final... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. e e o.. ortografia e formação das palavras Avançar . O vocábulo “observação” tem quatro sílabas..

... Pois aqui no Brasil.. é engraçado. Nas páginas dedicadas ao show business. inclui as apresentações em várias espécies de salas. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. segundo a gramática normativa. ‘meio-de-campo’. Pegue um jornal. tem significação mais extensa... Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. F. os brasileiros.. mas devem ser chatos ou difíceis. etc..I. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.. Todos pensaram que ele fosse .. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. que. No esporte é a mesma coisa.. “(. nós a recebemos do colonizador luso. então... UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. pelo menos.. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. por exemplo: é todo recheado de inglês. a) sacrário – difícil. Mas não pega. rap... chamando-o de ‘desporto’. ortografia e formação das palavras Avançar . Cantor de forró do Ceará.. iria passar . ou até na rua..... deixando de lado os índios que nós. tudo é show.. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. ele viu que.. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. funk e hot dog. como na África. soap-opera. c) Quando a chuva começou.. minhas. como a maconha.. toma um susto. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.. se não for escolado no papo... e) Não estou ______ desses problemas políticos. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas.. . por exemplo. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. o português. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. assinale a alternativa correta. etc.. entre as expressões entre parênteses. especialmente o futebol (não mais foot-ball). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) ônibus – ígneo. ou... Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.. back é beque. ou pior. pelo menos é o que informam os especialistas.. Suas idéias vão . já que a gente não os conhece nem de nome.. mas Camarões venceu. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das... pretendemos ser. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. E o leitor do noticiário. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. 22. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. como um peru de farofa. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. acentuação. b) Há gente que pretende ..” Rachel de Queiroz. se você for a fundo no assunto. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários..Fonologia. a todo instante tropeça e se engasga com rap.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. milk shake: a) São estrangeirismos que. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.... e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. o pataxó. onde as melodias podem ser originalmente nativas. funk. o placar. Imagina se.. A começar que a nossa língua oficial. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. c) colégio – sério. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. depois. que alguns tentaram. sem guarda-chuva... punk. Mas. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). (a par – ao par) expressão escolhida: a par... 5 Palavras como show.. cada uma fala o seu dialeto.. as drogas mais leves.. etc.. e) convênio – válido. Os índios têm lá os jogos deles.. d) tórax – ingênuo.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. GABARITO 21. pelo menos..20. hamburger. o que foi uma bênção. Correio do Estado 21/05/2000. falemos de nós.

acentuação. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas.E. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. timbaleiro ou seresteiro. Morte e vida severina. U.. são monossílabos átonos. ‘Se você começou como padeiro. UFMT Para julgar os itens que seguem.)” VERÍSSIMO. Jornal do Brasil. para os falsos.. ingleses e brasileiros. 16. e) “todo o velho contagia”. b) “iguais em tudo e na sina”. Dê. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. 7/10/95.Fonologia. 01. leia o texto “Eiros”. e dão lucro imediato. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. como resposta.. Há o importador e há o muambeiro. grande investidor ou latifundiário. há políticos e politiqueiros.” NETO. Aliás. 26.23. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. para as verdadeiras. Existem suecos. e) “áreas” – “Mário”. ortografia e formação das palavras Avançar . Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. é um sufixo pouco nobre. (. João Cabral de Melo. Voltar Língua Portuguesa . não se precisa de limpa. Luís Fernando. como existem médicos. 25. c) “jamais o cruzei a nado”. c) “espécie” – “idéias”. segundo ela. por isso jamais recebem acento gráfico. d) “só” – “três”. empresário. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. b) “Até” – “propôs”. U. jornaleiro. Use V. d) “na minha longa descida”. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar.F. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. Os artigos definidos. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. (. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. 02. 08. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. de adubar nem de regar. “os parisienses”. e F.. como em “as páginas”. a soma das alternativas corretas. terapeutas e curandeiros. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. “a capital” e “o ar”. 24. 04. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”.

FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. d) provável – várias – obrigatória. d) lêem. a) Apogeu. b) Apenas II. e) Apedrejar. 31. aí. c) árvore. b) Apelar. 33. U. d) inferioridade. d) silêncio. ocorreria mudança de significado e de classe. respectivamente. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. línguas e contrário. 30. III. d) Crucifixo.F. a) fácil – vôlei – caí. pelas mesmas regras de água. e) místico. pelas mesmas regras de “possível”. clássicos e século. 28. e) I. só. 29. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. II. pública e está. c) Circular. c) caráter – cárie – até. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. b) contigüidade. céu e pôr são: a) sábado. baú. c) Apenas I e III. acentuação. II e III.Fonologia. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. heroísmo. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente. b) hífen – apóia – além. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. e) vírus – fáceis – país. “memória” e “atrás”. véu. b) aceitável. b) mágoa. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. também e incontestável. b) artística – compreensível – contemporânea. há. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. insuportável e dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. I. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. e) porém. até. c) privação. 7 GABARITO 32. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. e) intensidade. d) difícil – idéia – vocês. c) princípio. e) compreensível – artístico – várias. domínio e até. pára. em: a) América. heróico.27. réu.

tulipa. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. 39.. flacido..... bimano... melhor. c) tênis..... crisantemo.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . 40. capacidade de raciocínio lógico”. erudito. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.Fonologia. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. U. “admitiu” está corretamente grafado........ 35.. Quando mais longe for. .. d) ureter. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. b) econômico... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. d) Assim como “advinhar”.. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Grafa-se corretamente com “ç”.. como em “disciplina”.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. Hungria. 36.. respeito da mente humana”.34. ocorre corretamente em “ascensão”... interim. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. acentuação.. ortografia e formação das palavras Avançar ....... U. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. Motor de sobra para esticar o pé. d) público.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. os jovens”. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. e) flâmula. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. como em “sonegação”. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. antifrase.. b) O encontro “sc”. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. ingreme. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. • “A inteligência não se limita . b) rubrica. c) prototipo.. de 19/09/2000. cartomancia. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. e) latex. Mas a gente promete não falar delas. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. o vocábulo “compreenção”. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego..

Fonologia. não parava. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. b) poetisa. Identifique essa atitude. e “butique”. no meio deles. c) trabalho. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. calabreza. 44. andorinhava. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. ascensão. Aos tantos. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. um narizinho que-carícia. o perfilzinho agudo. exceção. III. do trecho “enfiados em calças jeans”. louro-cobre. admitem grafia ou pronúncia distintas. lisos. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. As palavras “caubói”. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. que me gela!’” ROSA. Explique o processo de formação dessa palavra. e) I. em “apelidados de peões de butique”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. e. U. b) I e III. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. b) este. PUC-RS-Modificada I. d) país. e) excesso. d) abstenção. possivelmente seria grafada jins. em seqüência. Porém. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. II e III.41. U. c) empresa. em “peão de boiadeiro virou caubói”. II. 42. fosse adaptada ao português. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. ortografia e formação das palavras Avançar .” De acordo com essa definição. IV. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. acentuação. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. 43. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. disse-se-dizia ela. d) I. obsessivo. II. pouco se vê. “Cê”. compreensão. 45. e) prática. compridos. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. explicando-a brevemente. III e IV. um hiato e um ditongo oral crescente. Primeiras estórias. Se a palavra “jeans”. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. “Partida do audaz navegante”. c) II e IV. seria grafada chantilí. Guimarães. os cabelos.

10 48. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. 51. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. c) significativo. b) deter. e) ceder. acentuação. e) Apedrejar. com a abertura da nossa economia. c) Circular. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) As razões porque não importaram outro povo. b) Apelar. somente. c) pirogravura. d) infância. com a abertura da nossa economia. Está correto que se afirma em: a) I. 49. U. c) I e II. I. d) domingueira. c) trair. e) transmissão. a) Apogeu. com a abertura da nossa economia. b) III. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. 47. mudança. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer.46. são desconhecidas para mim. O radical da palavra tem origem grega. d) Crucifixo. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. U. d) II e III. II e III. somente. e) I. não aproveitaram para importar outro povo. d) conseguir. 50. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. 52. somente. somente.F.Fonologia. ortografia e formação das palavras Avançar . II. b) endoculturação. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. UERJ Quanto ao processo de formação. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. O sufixo empregado forma substantivo. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. b) desconhecida. III. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. indicando resultado da ação.

a soma das alternativas corretas. 55.E. Voltar Língua Portuguesa .. é certo que: 01. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. assinale a seqüência correta. c) multiforme – policromo. 16. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. como resposta. “. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. b) psicultura – ictiologia.” IV. 54. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem.” III. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. d) preconceitos – descabidas. Dê. ortografia e formação das palavras Avançar . UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. é prova do despreparo de algumas pessoas. Nas palavras mental e sexual. b) Os afixos têm sentido semelhante I. um radical latino e um radical grego. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. U. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. a) inexpressiva – exportados. U. II e III. d) dissílabo – bisavô. referente aos afixos em destaque.F. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. U.” A seguir. III.. “. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. c) recolocava – reconhecemos.. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. II. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. 04. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. e) filosofia – dicotomia.. e) I.Fonologia. 57.. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica..”. nas duas palavras.F. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. Quais estão corretas? a) Apenas I.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. acentuação. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. b) Apenas II. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. 08. 02. b) injusto – descomunal. respectivamente. 56. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.53. a) altiplano – acrobata.” II. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. II e III.

pode ser notado em: 01. 64. U. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. 04. d) régulo.F.a um radical. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. E saiu para a rua. 08. 61. intimidade. Você é diferente. a) tribunal – tributador – tribal. c) atributo – atribuição – atributivo. seja dentro de (en). 60. sabedor. c) facilidade. c) regulador.E. 04. a) sentimento. alimentício. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. b) tribuna – contribuição – tributal. e) explicável. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. com uma fome danada? Dê. perdão. sob todos os pontos de vista. que nos deu tanta alegria. seja contra alguma coisa (al). representada pelo elemento “foto”. cerebral.Fonologia. prática. sofrimento. como resposta. Não é que o canário tinha ressuscitado. 02. 16. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. pequenino por dentro. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. inexplorado. regressar. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 65. e) atribulação – atribular – atribulado. d) fumaça. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. ventania. b) régua. e) regularização. d) tributo – tributar – tributável. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário.E. U. U. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. a soma das alternativas corretas. para expressar a idéia de carinho. 16. acentuação. 02. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. mofino. contemplação. parecia sentir alívio às suas”. 08. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Dê. porque ambas as palavras representam uma ação. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. preocupação. angustiado. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. U. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. de afeto. pacificar. como resposta. regularmente. pois ambas as palavras remetem à energia da luz.. extinção. reluzia vivinho da silva. onde encontrava.”. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. achando a condição humana uma droga. 62. uma força. a soma das alternativas corretas. 63. ortografia e formação das palavras Avançar . Embebeu de éter a bolinha de algodão..59. a) abandono em “morrera de um abandono”. b) resistência. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. d) onde em “aquele aspecto da sua casa.

”.66. b) apadrinhar. ortografia e formação das palavras Avançar . uso típico da região sertaneja. em relação icônica com o determinado. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. c) desi – gual – da – des. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. e) incriminar – imiscuir – imanente. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. de relevante valor expressivo. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. como em ‘ilógico’. b) invalidar – inativo – ingerir. d) padroeiro. principalmente os sertanejos. obtido pela repetição de um elemento morfológico. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. Cefet-RJ Em “Como por socorro. o que prova que os falantes da língua portuguesa. d) arcaísmo. U. c) autos-de-fé – ocorre. neste exemplo.Fonologia. feliz e mente. b) des – igual – dade – s. a) paterno. c) padronizar. são conservadores. e) padre. e o prefixo indica negação. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. b) irreal – influir. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in.F. d) des – i – gual – da – des. agregado à base um novo sentido. espiei os três outros. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. d) ateu – incoercível – imerso. e) arcaísmo. composição por justaposição. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. mumumudos. intugidos até então. a) inaproveitável –irremovível – irromper. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) desigual – dades. acentuação. 67. d) irradiar – imigrar. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. b) arcaísmo. c) impuro – ilícito. há prefixos com o mesmo sentido. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. 70. ação contrária. a palavra destacada é um: a) neologismo. 71. 69. c) neologismo. 68. e) inflamar – irretocável. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. U. em seus cavalos.

d) deixou de ser favelado.F.” tem. e) trabalha em prol da favela.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. b) poeira. a) cafeteira. o significado de: a) movimento através de. b) é contrária à favela. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. respectivamente. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 74. isto é. c) nunca morou na favela. 73. e) consumidor. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”.72. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. d) impossível. c) posição além do limite. d) brasileira.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. acentuação. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. b) movimento em torno. b) sufixo que expressa intensidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. c) amamenta. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. a) E depois a tomaram como espantados. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis..Fonologia. 77. b) Fez o salto real. d) movimento para além de. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. b) enxergado. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. e) movimento intermitente. U. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. 75.. ortografia e formação das palavras Avançar . UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. Me firmo. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. 76. c) laranjeira. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. e) cabeleira. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-.

V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. c 22. e 37. 18. 42.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . F – F – F 27. a 38. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. transmitir afetividade (valor subjetivo). a 35. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. e 29. d 40. ortografia e formação das palavras Avançar . 47. 48. como é o caso. significa que Brejeirinha tinha. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 16. 10. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 53. 2. 51. 8. sendo tão pequena. c 28. b 33. 52. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 14. 20. 50. 45. c 36. 19. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). 9. No texto. 7. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 46. 4. em um dado momento. 17. c 24. espiando até “pelos entrefios”. dinâmica. Linguarudo: derivação sufixal. b 39. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 13. ligeira e perspicaz como uma andorinha. e 32. d 41. Voltar Língua Portuguesa . 15. 6. 49. c 25. acentuação. 26 26. c 23.Fonologia. 12. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. ou seja. 5. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). a 30. 44. d 34. d 31. 3. 11.

55. 72. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 71. 58.54. 63. 69. 62. 59. 74. 68. 64. 60. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. 77. 70. 61. 65. 57. 67. 75. 73. e b b d a e 31 e d c c 09 66.Fonologia. 56. 76.

2.Artigos. S U B S T A N T IV O S . ( ) Em “. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. ( ) Em “.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. Para eliminar esse fosso. que promete ser a questão do novo milênio”. a definir melhor os direitos econômicos. sem alteração de sentido.. no nível mais fundamental.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. sem alteração sintática ou semântica. verbos e adverbios Avançar . poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(...as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. A D JE T IV O S . d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.” GABARITO 1.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. adjetivos. ( ) Fosso.) nessa questão de engenharia genética. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. e. Em 1994.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. ( ) Em “. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações.. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos... o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. Para tal..F. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. sem modificação sintática ou semântica. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. no primado do direito.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.. ( ) Individualizar. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.... U.. pode ser permutado por particularizar. substantivos.

b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. c) brasileiro. d) século. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. brancos e índios”. vamos cantar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) É trágico verificar que. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.F. na televisão brasileira. U. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. no trecho anterior.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. e) combate. c) grito. b) “Paisagens da minha terra. b) criadores.000 reais está longe de ser popular. no contexto. só o trágico é que faz sucesso./ Onde o rouxinol não canta. que aparece destacado. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes)./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. a) brasileiro. em “deixou de ser um peso para os criadores”. 2 4. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). substantivos.3. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. verbos e adverbios Avançar . d) “Meu amigo.” A partir desse conceito.) a nada menos que US$500 milhões”.Artigos. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. em sua estrutura interna. d) “No Brasil. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. como adjetivo.” (Manuel Bandeira). a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. O termo “a”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. b) conquista.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. 6. em “a mistura entre negros. d) envergonhado. adjetivos. U. em “o brasileiro era um envergonhado”. 5. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase.. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. em “o artista brasileiro dos dias atuais”.F. e) brancos. 7..

para os falsos. b) formas e significados diferentes. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. e F. d) a mesma forma e diferentes significados. para os itens verdadeiros. não-específico. Voltar Língua Portuguesa .8. em termos de sentido.F. em várias regiões do país. são pronunciadas de igual modo. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . mas o uso.Artigos. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. substantivos. IMPRIMIR 9. tem sentido indeterminado. nessa estrofe. c) a mesma forma e o mesmo significado. segundo a gramática normativa do português culto. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. é sempre diferente. U.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. “UM DIA QUALQUER . tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. pois a forma de tratamento você. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. Use V. está incorreta.

III. c) florezinhas – mulherezinhas. 12. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe.Artigos. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. c) apenas I e III. e) I. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa.”. com freqüência. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. o uso coloquial.10. adjetivos. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. b) apenas II. e) particípio e substantivo.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.. 24/11/1999. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. verbos e adverbios Avançar . Quais estão corretas? a) apenas I. 13. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. assim. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. 11. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. cujas sementes deram início a este bosque. II.. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. Isto é. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. não haveria alteração no sentido global da frase. substantivos. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. d) substantivo e substantivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) apenas II e III. I. b) adjetivo e adjetivo. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas.”. UFSE “. sem que houvesse alteração no sentido. livres de ameaças reais. II e III. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. onde o aviador sobrevive à queda. e) colherezinhas – floreszinhas. c) substantivo e adjetivo. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase.

entretanto. 08. 04. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. substantivos. 18. 16.. Construindo o cidadão do futuro.. por serem todas elas proparoxítonas.. a soma das alternativas corretas.. base. 01. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”.. 02.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como na expressão perigo eminente.”. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.. Se. Dê. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. d) acabamento... No segmento indiferente a tudo. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. sobretudo.. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação..Artigos. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . quando se trata de estudar.. que significa que está em via de efetivação.. o subjuntivo e o imperativo. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. veja bem. b) chão.. procuram . UERJ “Vestibular UERJ 2001. se assim fosse. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.14... como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. como resposta. segundo a gramática normativa. As palavras rústica. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. 16.. 15. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. a mesma palavra seria um adjetivo. e) pintura.” 5 No enunciado acima........” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. que ameaça acontecer breve. adjetivos. que se diferenciam. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis... UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. No trecho “Mas. c) fundação. Em “. verbos e adverbios Avançar ... o uso da crase é facultativo.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.

os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. 21. II Hoje. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. saias verde-oliva. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. 153. obesidade. e F. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. d) Na Aliança Lusa-brasileira. saias verdes-olivas. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. para assinalar os itens verdadeiros.Artigos. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. a) Na Aliança Lusa-brasileira. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. c) Na Aliança Luso-brasileira. ( ) As formas verbais foi e é são. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. saias verdes-oliva. U. 23/06/99. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20% da população adulta brasileira é hipertensa.” Veja. adjetivos. p. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. III Essas doenças. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. b) Na Aliança Luso-brasileira. e) 2. respectivamente. Use V. d) 6. saias azuis-pavões. a primeira no pretérito e a segunda no presente. b) 5. 20. e) Na Aliança Luso-brasileira. substantivos.” Carlos Drummond de Andrade. que correspondem a 32% de todos os óbitos. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. procure e siga estão no imperativo.19. saias verde-olivas. c) 4. dos verbos ir e ser. V Procure seu médico e siga a sua orientação. No poema há quantos adjetivos? a) 3. para os falsos. associadas a tabagismo.

Incitadas pelo governo trabalhista. I. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Embalada em sua cruzada. II e III. digamos. até porque. Previsivelmente. e) I. quem é gordo e. Difícil dar certo.” Veja. adjetivos. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. convocou uma entusiasmada ministra. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. Nesse departamento. Também apontaram a falta. c) apenas I e III. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. ‘A foto sempre engorda um pouco. a direita. III. alinhou-se à facção das magérrimas. no contexto. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. U.Artigos. jornalistas. muito a contragosto por parte das revistas. E não adianta a menina perder 20 quilos. Está(ão) correta(s): a) apenas I. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. e por isso a magra fotografa melhor. desde que moda é moda. A ministra Tessa. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. no máximo 42. o papel de substantivos. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. as palavras sublinhadas desempenham. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de tamanhos acima de 40. independentemente dos hambúrgueres que consuma. Mas. que equivale a muito seca. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Tem de ser naturalmente magra’. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. e mais silhuetas. Em “já que toda altíssima e magérrima”. Na quinta-feira. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. II. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. a Inglaterra contaria com a companhia. nas butiques. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. b) apenas II. sequíssima. e para a imensa maioria das mortais. na voz de Theresa May. sob suspeita de anorexia. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. da Argentina. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. quem diria. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. Tessa Jowell. respectivamente. que estão tentando dar um jeitinho. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair.F. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. claro. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. no caso. Por birra. estão. ato contínuo. normais. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. 28/06/2000. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. como a de Victoria Adams. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. substantivos.22. logo de quem. acima de tudo. verbos e adverbios Avançar . representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Quem quiser que acredite que vai funcionar. d) apenas II e III. seca como uva passa.

Uma poderosa nuvem abre o horizonte. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. b) II. estado ou qualidade dos seres. entre os dentes ralos. d) I e II. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas.Artigos. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. pequenino por dentro. U. 08. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. respectivamente. angustiado. poeira a um canto. Eça de. pecha. 04. bule rachado. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. sensação. E na desditosa cidade. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. não comentasse com malícia estridente. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. vulto a uma esquina. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. não existia nódoa. 26.” QUEIRÓS. algibeira arrasada. e) I e III. coração dorido. 02. 24. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma nuvem poderosa abre o horizonte.E. substantivos. desde longos anos. em Oliveira. e) associar as ações das duas irmãs.23. O pobre menino nasceu morto. como resposta. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. as espalhadoras de todas as maledicências. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. adjetivos. Embebeu de éter a bolinha de algodão. a soma das alternativas corretas. 25. A ilustre Casa de Ramires. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. que nos deu tanta alegria. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. as tecedeiras de todas as intrigas. II. c) xampu de capelo – xampu capilar. E saiu para a rua. escuras e gárrulas como cigarras. janela entreaberta. bolo encomendado nas Matildes. III. O menino pobre nasceu morto. achando a condição humana uma droga. 8 GABARITO No texto. d) água de rio – água pluvial. e) monumento de rocha – monumento rupestre. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. b) nervo da audição – nervo auditivo. c) III. Dê. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. verbos e adverbios Avançar . 16.

c) aproximadamente uma tonelada”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. Não só por não ter me permitido comer. 28. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe.) 21h30 .. ele que viesse falar comigo. c) Em 1970. em jun. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. 30. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. tu dirás que queres viver.Artigos. b) verde-oliva. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.C. verbos e adverbios Avançar . apreciar a música. c) cívico-religioso.. de aproveitar a vida. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. 01/01/2000 . d) azul-marinho. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste.Leia abaixo o trecho do diário de P. rir. sem que a idéia básica do período seja modificada. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. 2000. Foi maravilhoso!” 9 27. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. o lugar. 29. e) guarda-noturno. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. U.S.. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. b) justo uma tonelada”. d) tanto quanto uma tonelada”.S. A questão 27 refere-se a ele. de verdade do processo expresso pelo verbo. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. substantivos. publicado em uma reportagem na revista Isto é. vives.Restaurante chinês.C. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. “O diário de P. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. adjetivos. comunicar-se. a) surdo-mudo. e) ao menos uma tonelada”.Las Vegas (. É como se eu estivesse congelada. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.

entre criaturas. senão. até a você. combinação de princípos da economia. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. o paciente teria morrido”. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. Tarifas que podem chegar a zero. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. b) Além disso. declarou o médico. b) não obstante. Amar. até agora. 10 GABARITO 34. substantivos. no texto de Carlos Drummond de Andrade. transpondo-a para a voz ativa. Londrina-PR “Que pode uma criatura. 35.31. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio.Artigos.E. amar?” A palavra até. Reescreva a frase acima. d) sem mistério – enigmaticamente. amar? Amar e esquecer. não conseguiu capturar os fugitivos. c) ainda que.” O advérbio talvez nos versos. 32. por: a) embora. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. b) como amante – adulteramente.. Reescreva a frase acima. desamar. a) com verdade – sinceramente. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. U. Amar e malamar. Resiste a tudo.. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. verbos e adverbios Avançar . 33. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. adjetivos. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. e) sem virtude – desvirtuadamente. ao pecado de saber mais do que nos convinha. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. pode ser substituído. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. sem perda de sentido. d) pode ser que. d) Saveiro Geração III. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sociologia e ecologia. b) A polícia. b) A econologia. c) com liberdade – libertinamente. amar? Sempre e até de olhos vidrados.

a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. Para bem comparar a técnica utilizada.. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. 37. 39. poderá adotar outra perspectiva. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. observe seus efeitos de luz e sombra. há motivo para otimismo”. __________ três explosões na plataforma de petróleo. além dos testes de QI. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.Artigos. é mais sombrio. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. no passado. Quando as __________ (ver).” 11 No texto.” b) “. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. poderá notar duas grandes fotos iluminadas.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. UFRS-Modificada “Os testes de QI. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. para medir a inteligência. verbos e adverbios Avançar . e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. infelizmente. adjetivos. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. 38.. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. substantivos. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. d) no passado. U..36.” e) “.. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.. o quadro. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.” 40.. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou..

b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. será o momento de todos o aplaudirmos. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. adjetivos. sentiu o peso da responsabilidade. “for” equivale. c) tinha marcado – sentiu – visitara. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. respectivamente. e) em todas as quatro frases. 43. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. 42. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. substantivos. de 24/01/2000. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. b) somente na frase II. mandarei prender os que forem inimigos do país. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. mas se deteu..” Revista Época.. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. se ele manter adequadamente o tratamento. esperando oportunidade melhor.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I.41. como a De Plá.” Dessas ocorrências. São inumeráveis as academias de ginástica. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. NESSA ORDEM. b) pretendia – sentiu – sabia. a) Em pouco mais de três meses. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. c) somente na frase III. d) somente na frase IV. quando eu for presidente. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. 44. a) sabia – sentiu – chamara. de modo claro e objetivo. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. mas ele já havia saído. Feita a pergunta. a lesão do jogador poderá estar curada. IV.Artigos. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. III. II.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. que vende e revela material fotográfico para amadores. d) chamara – sentiu – começaria.

A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. entre os dentes ralos. não tiverem descortinado. U. E na desditosa cidade. não tinham descortinado. substantivos. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. coração dorido. portanto o emprego está adequado. não comente. vulto a uma esquina. não tinha comentado. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). b) não existiu. pecha. não comentasse com malícia estridente. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. mantém-se apenas em: a) não existe. não teria comentado. bolo encomendado nas Matildes. algibeira arrasada. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. não existia nódoa. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. d) não existirá. não tiver comentado. janela entreaberta. b) Tenhais. desde longos anos. 14 de abril de 2001. não teriam descortinado. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. uma das formas verbais não condiz com as demais. A ilustre Casa de Ramires. adjetivos. c) não existira. não descortinem. as espalhadoras de todas as maledicências. descortinassem e comentasse. escuras e gárrulas como cigarras. Paulo. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. e) não existiria. b) Juntou até 10 mil reais. se verifica entre as formas verbais existia. 47.45. “As duas manas Lousadas! Secas.Artigos. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. c) Julgais. Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar .” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. e) “Respiravam e até transpiravam” 46.” QUEIRÓS. neste texto. poeira a um canto. 48. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. as tecedeiras de todas as intrigas. bule rachado. não comentava. em Oliveira. pode-se perceber que. não descortinavam. e) Segui. Eça de. no diálogo entre Calvin e sua mãe. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. Trata-se de: a) Ides. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. d) Pretendes. c) Bebeu tanto até cair. FUVEST-SP A correlação de tempos que. Texto para a questão 47.

UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se.Artigos. e) previr. Voltar Língua Portuguesa . c) presença indispensável à frase. U. b) flexão de tempo. abrandando-lhe a linguagem. U. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. a) Sabe que você tem razão. 18/08/1999.49. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. 51. UFRN Considere o período a seguir. b) desejar. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Para diferenciar o verbo do substantivo. creiamos. além do sentido de ação. seria necessário considerar. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.” Veja.. d) prever.” Para se manter a correspondência temporal no período. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. adjetivos. c) previera. c) desejará. em relação às palavras. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. por exemplo. d) anteposição de um substantivo. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. 53. não tem gente parada. d) desejaria. Assinale. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. verbos e adverbios Avançar . 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. GABARITO 52. b) preveria. Não pôde ser diferente.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. substantivos. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. principalmente. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas.F. teríamos: a) previer. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (.. 50. modo e pessoa. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras.

. interviesse... e seu plural é vêem.... “Quando puseres a foto no álbum.... Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. 56. requeresse. Os verbos lembrar e esquecer.. intervisse. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. como resposta. sendo vinde a forma do plural. “Quando . cativa-me!.. 32.. Em Por favor. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. a soma das alternativas corretas.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.... e seu amigo . “Ele voltará. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. requeresse.. começaram a se tornar realidade........ IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. cujo plural é vêm.... não são regidos por preposição... III. “Se ele propuser um acordo. No trecho . vieres. ela ficará contente”... II. reavesse c) vir.. vires.. U. substantivos. |começa-| tema. IV. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. 02... c) III e IV.. talvez você ... vê através do pequeno embrião de árvore (. aceitaríamos todas as condições”. e) II e IV. a São Paulo. d) I e IV.. verbos e adverbios Avançar . requisesse.... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. reouvesse b) vier... Em Mas se tu me cativas... vires. traga seu irmão”. vires. interviesse. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. requeresse. Dê. as lacunas das frases acima: a) vieres. U. 08.só se vê bem e os homens não têm mais tempo... “Se você . b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir...... 04. adjetivos.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. interviesse.54. II. intervisse.. que isso é necessário. o modo verbal é o imperativo. Em . Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.. b) II e III.. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se... 55. |-a-| vogal temática... o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. que é dourado.. reavesse d) vier.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. 16.. respectiva e corretamente...Artigos. “Se ..... reouvesse e) vier. Em O trigo. III. vires.. quando previr o temporal”.. fará com que eu me lembre de ti. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. sendo o plural vede. por isso ninguém interviu para liberá-los”. Alfenas-MG Observe: I. comunica-me imediatamente”.. esses bens”. requisesse.... reouvesse 57..

.F.. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. o professor.. substantivos........ e) Nenhuma das afirmações. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. “E não adianta a menina perder 20 quilos. complete corretamente as lacunas.....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I.... F....... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir..... verbos e adverbios Avançar .. 20 quilos... ele....... Seria preciso que . É verdadeira: a) Apenas a afirmação I............ mas alguns talvez não o entendam bem.. c) Se a opinião pública intervir... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.. O verbo morrer tem dois particípios..... A palavra morto é particípio do verbo matar...” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63...Artigos. 60.. eventualmente . U... naturalmente magra...... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59..... para que você ....... no processo.. a bolsa de estudos..........I... É preciso que .. do cigarro e do álcool. a fumar e a beber. Tem de ser naturalmente magra (.. c) Cada uma das afirmações.. E não adianta que a menina .. porém.. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia... mesmo que se .. diga-lhe que seria bom que ele .. b) Apenas a afirmação II.58. 62...... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. naturalmente magra. d) Apenas a afirmação III. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. III. 61... a prática do esporte poderá ser moralizada....... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.......... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você . a João que se ...... II.. adjetivos..)” Considerando as transformações propostas..... a seguir o conselho..

UEL-PR “Se seguirmos Freud. b) Os jornais não deram a notícia. e) tenha sido. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. – intransitivo. b) tivesse sido. nem surfistas. c) teria sido. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.. empregado com o sentido de não ter confiança.. e) seguiremos – admitiremos. já quinhentos anos passados. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. para apresentar correção. mantendo a correlação exigida pela norma culta. e) deve ser substituído por “ao que”.” b) “Ainda não haviam louras.. – transitivo direto e indireto.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse.. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. – transitivo indireto. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.” e) “. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus.” Considerando-se o verbete. verifica-se erro em: a) “. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.. imaginava-se que um cérebro jovem (.Artigos. adjetivos. c) O relógio deu onze horas. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. nem mulatas. substantivos.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. a) pudesse ser. – transitivo direto.. d) seguíssemos – admitíssemos.64... 65. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. um número sem fim de animais.. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. verbos e adverbios Avançar . 68.. quando for a vez desses meninos?”. sem acarretar mudança no significado da frase. d) possa ser. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. b) seguíssemos – admitiríamos. d) deve ser substituído por “isto que”. 66.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. duvidar. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. para apresentar correção. para apresentar correção. 67.” a) está correto.. a) seguirmos – admitíssemos.. – intransitivo. c) está correto. e) Esse dinheiro não dá.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade.

Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. UFR-RJ “(.”.. porque vejo a questão de outra maneira. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). e) Há. leio. com isso. 71. essa história está cheirando mal. Em filosofias / tropeço e caio. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas.. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.. como: a) transitivo direto e intransitivo. IMPRIMIR 74. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. b) projetam.. haja prejuízo do significado. verbos e adverbios Avançar . e) foi queimado. c) transitivo indireto e verbo de ligação. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe.). respectivamente. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que.Artigos... d) intransitivo e transitivo indireto. 70. Outra forma verbal. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.. d) eram queimados. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. e) verbo de ligação e transitivo direto. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.. c) é projetado. adjetivos. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. está na alternativa: a) projetam-se. c) tinham queimado. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.” “Mas leio. b) foram queimados.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. e) vão projetar-se. Voltar Língua Portuguesa .” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. GABARITO 72. b) transitivo direto e transitivo indireto..69. equivalente a em negrito acima. Tenho de ler tudo.). b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. 73. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. substantivos. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. no enunciado. d) tinham projetado.

04. derrubado o muro da ditadura.. Voltar Língua Portuguesa ... substantivos.. eles a teriam popularizado.. do Império da República Velha. Desse texto.. que. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação....” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.. U.. 02.. 01. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. b) existirão trabalhos. F. a soma das alternativas corretas..E. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. a inocência. eles a tinham popularizado.... eles a popularizaram.75. como tantos brasileiros. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76....... e) terá descoberto.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto... Unifor-CE “.Artigos.F. . d) ocorrerá trabalhos.. o futuro. Pensávamos. 77. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Se tivessem registrado a infância da aviação. U..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.. c) teria descoberto.. naqueles tristes momentos.. 16. . e) existirá trabalhos.. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. verbos e adverbios Avançar .. para sempre. Não sabíamos que o país .. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. b) tinha descoberto. como resposta. adjetivos.. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. Dê.. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. de novo a estrada interrompida. F. Quando registrarem a infância da aviação.. c) terão trabalhos. os fotógrafos a popularizaram.... 79. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. os fotógrafos a popularizarão.. 78. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. 08...” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. gramaticalmente equivalente. d) tem descoberto. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.

E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.” Nas frases abaixo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRJ . 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. Lentamente. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. São Paulo: Globo.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. essas crianças!” QUINTANA. verbos e adverbios Avançar . Só para judiar. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. explique o emprego dos parênteses no verso 13.. Unifor-CE “... Mário. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se..Artigos.. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. explique o que é a infância na concepção do poema. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. 86/87.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.’ Ah. 6ª ed. substantivos.. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado... 81. Nova antologia poética. adjetivos. 1997. p. meu Deus. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. UFRJ Releia os versos 9 a 17. quem sabe?.... quem sabe?. 82. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios.

( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado.. d) solicitação.. IV.. podem-se desenvolver espécies de milho (. a soma das alternativas corretas.. na voz passiva. adjetivos. com o sentido de existir. aquela de chita. e passeie de mãos dadas com o ar. I. em 1898”. c) ordem. a forma “eram invadidas”. Com o verbo na voz ativa. IV.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.83. A seguir. “(. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. 02. coluna de acordo com a 1ª. Uberlândia-MG Numere a 2ª. 84. b) presentes e posteriores ao momento da fala. e) ponderação. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. III. denota um(a): a) treinamento. 85.” III.Artigos.” II. c) I. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo... d) II.. “Por exemplo.) ponha a saia mais leve. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. Dê. II.. No trecho acima a seqüência de formas verbais. como resposta.). no imperativo. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.” IV.. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. tendo em vista o emprego de verbos. c) passadas mas que têm validade permanente. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. o presente do indicativo.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. I.F. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. nas formas destacadas.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. I. IV.E. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. 01. 04. U. 86. 16. 08.. b) I. verbos e adverbios Avançar . b) aconselhamento. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. U. “(.” Carlos Drummond de Andrade.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. indiscutível. “voar” está empregado em função substantiva. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. substantivos.

c) sugestão. Olhemos a cidade. me dou. que rola majestosamente em seu vasto leito. adjetivos.. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. “Onde avanço.) como bem o sabiam os romanos (. O Guarani. 92. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a seqüência dos tempos verbais em negrito. curva-se humildemente aos pés do suserano. b) reflexão. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.Artigos. e) exigiam – exigem. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. torna-se rio caudal. José de. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. que recebe no seu curso de dez léguas.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. na frase acima. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. substantivos. c) obteve – obtenha.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. com minha secretária Eunice. o pequeno rio... e) “rio caudal”. altivo e sobranceiro contra os rochedos. b) era – são. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. d) certeza. posterior ao momento em que se fala.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. GABARITO Em relação ao texto. quanto às vozes do verbo. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte.. b) “Se não zelássemos por nós. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação..) o povo é ignorante. enroscando-se como uma serpente. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.” ALENCAR. 91.87. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. d) “(. c) “(. UERJ Classifique. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. e engrossando com os mananciais. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. verbos e adverbios Avançar . e) solicitação. 90. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. a) “Pelo Natal estarei aí. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. Descreva essa mudança. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. d) tinha – tem. 88. as três construções destacadas.

) poderemos (. U... U...” b) “(. d) vem dominando. substantivos. adjetivos.93... b) vêm dominando..)” 94. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.. verbos e adverbios Avançar .” b) “..Artigos....) manipular os peões (.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.“ 95...) não compreende ele as coisas do Brasil..ninguém supera a televisão..” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” c) “(.” d) “..F.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .) nada adiantava esse dinheiro..) Trunte retrucou que já era alguma coisa...... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.” d) “(..” 96..” b) “(..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.” c) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.F.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio... c) dominam..” d) “(.. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

34. 32. dispuser. verbos e adverbios Avançar .” b) Ambientalistas defendem a econologia. 3. declarou o médico. 30. A D JE T IV O S . 14. se mantenha.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . b 42. vir. c 47. 4. 10. 25. 22. 36. 12. 8. 17. o paciente teria morrido. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 33.Artigos. 23. 15. 7. 19. 21. a 39. 31. 9. 5. d 41. 40. Vier. sociologia e ecologia. 6. c 45. a 44. d 49. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 20. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 13. 27. combinação de princípos da economia. 16. a 48. 29. 24. d 43. a 38. d 37. 28. satisfizer. adjetivos. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 26. d Voltar Língua Portuguesa . S U B S T A N T IV O S . 2. e 46. 11. substantivos.

56. 81. 69. Onde avanço: voz ativa. verifica-se que. a Voltar Língua Portuguesa . 57. c 89. adjetivos. 59. do qual se distancia. 51. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 15 86. c 92. b 94. 60. me dou: voz reflexiva. a 95. b 84. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. c 87.2 50. 67. 63. 82. a infância é um estado permanente no eu-lírico. no verso 13. em me dou é agente e paciente. 52. na concepção do poema. 79. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 74. 91. a 93. c 85. 53. 90. A partir do emprego dos tempos verbais. 73. 76. 71. O emprego dos parênteses revela que. 58. 70. 66. 77. a 96. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 75. substantivos. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 78. 64.Artigos. 55. 72. Em avanço o “eu” é agente. verbos e adverbios Avançar . 68. 62. a 88. 61. e 83. 54.

durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. é própria de linguagem formal no Brasil. até .. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. III.. II. Assinale a alternativa correta. c) Apenas III é verdadeira. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. modo e pessoa.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Pronomes Avançar . I. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. e) I e III são verdadeiras. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. 1948). ( ) Por equívoco do redator. falta o hífen em “interamericano”. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.. como a realização dos postulados da justiça social’.. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. favorece uma tonicidade não usual em português.”. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. é correto afirmar que a ênclise: I. Use V.” estão flexionados no mesmo tempo. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.desses direitos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.E. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. 2. para os verdadeiros. Além disso. para os falsos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.. d) I e II são verdadeiras. a) Apenas I é verdadeira. no livre exercício de suas próprias soberanias.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. b) Apenas II é verdadeira. conseqüentemente. Colômbia. e F. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.

a senhora. à qual está ligado por hífen. em vez de ficar séria e pensar em Deus.. a) “. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. 7. pessoa do singular com a 3ª. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. beleza e ritmo. 5. não deixaria de comparecer.3. falou-me também da piedade e saudade da viúva.” (M. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. na sua fala. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. acrescentando-lhe saudade. Exemplos: Tô. a 2ª.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. b) à forma de tocar violão. de Assis) c) “Lalau sentou-se. d) somente à palavra mais próxima: saudade. das relíquias que guardava. de Assis). A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco.. pessoa do singular. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. c) a saudade.F. de Assis) d) “. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.” (M. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. das alusões freqüentes na conversão. b) A personagem mistura. U.” (M. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. de Assis) 6. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. e) à forma verbal acrescentando.. Voltar Língua Portuguesa .Pronomes Avançar .” (M. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. rindo. pra. da veneração em que tinha a memória dele. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. beleza e ritmo...

muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. por a) teu. Não fique na dúvida. BETE. tem o sentido de “nós”. 817”. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. (. tens amor não correspondido ou rompido. vossa. ou até mesmo por não acreditar. faça isso agora. mau olhado no amor.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. te... ou o próprio mal não deixa. muita inveja. 9. fazer voltar alguém em sua companhia. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. no seu trabalho. d) vosso. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. desorientado. deve-se substituir as palavras grifadas. c) teu. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. em qualquer assunto que lhe preocupe. tens caso íntimo à resolver. UFGO A. no seu trabalho. ( ) no enunciado A.) D. emitido por uma voz narrativa onisciente. tua. Muitas vezes. você é testemunha disto. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. muita inveja. estás desiludido. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. ( ) no enunciado D. respectivamente. Considerando-se os elementos em negrito. a PROFa. Leitor. Muitas vezes não acha solução. mau olhado no amor. tua.Texto para a questão 8. Comprove estimado leitor. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. nos negócios. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Onde é que a gente se encontra? C. muita sonhou com ele. faça uma consulta. tens caso íntimo à resolver. a palavra todos tem valor anafórico.. alguma dormiu mal ou nada. 3 8.. e) vosso.. fazer voltar alguém em sua companhia. b) teu. com a PROFa. Todos se habituariam e pensar coletivamente. nos negócios. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. desanimado. desanimado. tens amor não correspondido ou rompido. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. a expressão a gente. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. desconfiasse de toda a gente (. os. lhes. B. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. o. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. respectivamente. ( ) no enunciado C. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. C e D). um problema que para muitos é um problemão.. vossa. desorientado. em qualquer assunto que lhe preocupe.Pronomes Avançar . te. ( ) no enunciado B. tua. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) fazia que ela evitasse a companhia das outras.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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UFRJ “O impossível carinho Escuta.57. Estrela da vida inteira. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. p. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Rio de Janeiro: José Olympio. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. a) Identifique essas duas classes gramaticais. Manuel. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1982.Pronomes Avançar . 118. 9ª ed.

22. 31. 30. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). d GABARITO IMPRIMIR 19. desta forma. b) Na função completiva. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. que estuda há oito anos. 7. sendo regido pela preposição entre. 37. que é o caso. e por literatura. 33. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. Voltar Língua Portuguesa . 8. 9. pronome pessoal do caso oblíquo. 2. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 23. 6. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 25. 20. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 18. 16. 39. 14. 21. 32. 24. 35. 5. O pronome em questão possui função completiva. 13. 17. está correto o uso do pronome mim.Pronomes Avançar . 28. 26. 12. 36. 27. 15. 10. 4. 3. 34. 38. 29. 11. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito.

40. 49. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 46. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 51. 44. 56. 50. b a a No texto de Machado. 43. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 52. 41. 57.Pronomes Avançar . 54. 47. 55. uma atitude marcante na sua obra madura. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 2 53. Se. 42. porém. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 48. ele é posposto ao verbo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 45.

. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. d) pelo ponto de vista do especialista. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. cozinhou as botas e as comeu. O resto em Carlitos. Mesmo sem fome. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. deixando de lado o sujeito que olha. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. d) vaga. carvão de folhas. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. deitados de barriga. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. UFMS O poema cita Rimbaud. Matéria de Poesias. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. b) impermeável. poeta francês do século passado. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. em um filme. em favor da poesia. c) recusando seu invólucro utilitário. Manoel de. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. o verso citado propõe que. cisco de olho. c) fecunda. UFMS “Mesmo sem fome. Nessa concepção. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Jogar pedrinhas nim moscas. e Carlitos. 3. teréns de rua e de música. c) sofrer privações materiais. comer as botas. Aprender a capinar com enxada cega. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. 2. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. e) isolar-se do resto da humanidade... até os cadarços. e) cristalina. 1999. 3 ed. com fome. moscas de pensão. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. Perder a inteligência das coisas para vê-las.Noções de literatura Avançar . UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro.. portanto. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. uma tomada de posição ante o fazer poético. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. d) alimentar-se bem para ter boas idéias.” BARROS. automatizados. b) com objetividade. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões.

Amo-te afim. E de te amar assim muito e amiúde. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) verdade – mentira. simplesmente. Vinícius de. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. 7. 2 4.. d) o amor se esgota no próprio desejo.. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. UFPI Na seqüência “. 336. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. 5. não cante O humano coração com mais verdade. meu amor. E te amo além. Poesia completa e prosa. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.. b) a sensação de que o amor é indescritível. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. e) vida – morte..” MORAES. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto.”.. Amo-te como um bicho. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. b) pureza – impureza. b) o amor destrói o corpo amado.. UFPI Dos versos 3 e 4. e) o amante vive a descrever o ser amado. c) o amante dá a vida pela amada. enfim. de um calmo amor prestante. d) vício – virtude. p. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. RJ: Nova Aguilar. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.Noções de literatura Avançar . presente na saudade.. 1986.. não cante / O humano coração com mais verdade. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Amo-te. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.Texto para as questões 4 a 7. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 6.

como acontece no verso de número ... c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. 3 8. 10. foi quando.. de Vinícius de Moraes. UFRS Leia as estrofes abaixo.. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.” (Casimiro de Abreu). UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia....... Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 9. típico de sua poesia. fundindo-as. b) vício de linguagem.. Rio de Janeiro: José Olympio.. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. Cassiano. / Como estrelas e nuvens e mulheres. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida... c) reiteração expressiva.. d) onomatopéia modernista.. d) “Um dia (.” (Álvares de Azevedo).. / e sem fazer esforço ou maravilha.Noções de literatura Avançar .) tive saudades da casa paterna e chorei.... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. em que é perceptível um lirismo ...” (Gonçalves Dias). a outra abandonada uma nua na terra.. em alguns momentos.. / Minha lira também seus tons varia..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados...Texto para as questões 8 e 9... Um homem que tem fome como qualquer outro homem. 1964. / Pela regra geral de todos seres........ Jeremias Sem-Chorar... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.” RICARDO.. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. . e a afirmação que as segue.” (João Cabral de Melo Neto). outra no céu.

conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. Toda poesia. Ferreira. o que esta rapidamente consegue realizar. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. em muito mais tempo que a natureza. tema reincidente na poesia romântica. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. II.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. III e IV c) II e IV 12. Das aves no sentimento. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. nos versos 14 e 15. Nas águas e no luar! (. I. julgue os itens a seguir..Noções de literatura Avançar . ( ) No verso 8. pelo poema Rosa do Povo. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. ( ) O poeta. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. III. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens.11. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. IV. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. O medo da rejeição amorosa. determina o tom pessimista do texto. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. II. sobre o texto. ( ) No verso 7.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entre outros recursos poéticos. Pela análise das afirmativas.

mercadorias espreitam-me. ou da minada serra. Fechei a porta. ou se falou eu não ouvi. São Paulo: Companhia das Letras. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. não faça isso de novo comigo. em face de um mundo conturbado. 36. ‘espere aqui’. forte e ameaçador. enquanto caminhávamos. Fui na direção da minha casa. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. o pedinte. 2. até que chegamos na minha casa. In: Tomás Antônio Gonzaga. Uneb-BA “Tu não verás. ele me acompanhando.” GABARITO ANDRADE. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. surgiu inesperadamente. que foi cobrindo a sua face. Ele era mais alto do que eu. Rio de Janeiro: Agir. 85-6. Marília. me vigiando curioso. 15. fui ao meu quarto. então vi que era um menino franzino. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Introdução: Para responder a essas questões. O tempo é ainda de fezes. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. ed. por Lúcia Helena.” FONSECA. só tenho o senhor no mundo’.Noções de literatura Avançar . ed. Feliz ano novo. Voltei. esta é a última vez. Ele caiu no chão. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. (Nossos Clássicos. 1997. desconfiado. 1985. 114. sem armas. v. In: Antologia poética (Org. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tomás Antônio. Inferno.” GONZAGA.) 5 14. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. doutor. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não.Questões de 13 a 17. o tempo não chegou de completa justiça. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. implacável. Carlos Drummond de. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. conseguia esconder. 13. 24. p. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. p. Rio de Janeiro São Paulo: Record. 90. ‘Só tenho o senhor no mundo. Melancolias. pelo autor). a) Sentimento de angústia. o rosto fixo virado para o meu. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. Rubem. Org. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. Devo seguir até o enjôo? Posso. Em seguida. p. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. por parte do sujeito poético. maus poemas. com o barulho do tiro. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. 1997. alucinações e espera. estou precisando de um dinheiro. de espinhas no rosto. Eu disse. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. vou de branco pela rua cinzenta. ou dos cercos dos rios caudalosos. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Não acabou de falar.

Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. durante o Estado Novo. Lutar pelo direito.. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. 1982. a cor das folhas que tombavam das árvores. frases autênticas. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Rio de Janeiro: José Olympio. cresceram. exponho o que notei.Noções de literatura Avançar .. conservaram-se. 111. Clarice. 12. (... Ah! ah!. Rio. gemidos. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. (.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. a bolsa.. conservaram-se. e a mãe olhava a filha. exponho o que notei. é possível depreender. e é inevitável mencioná-las.. UERJ Por causa da perda das anotações. cresceram. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. E os guindastes rodavam ruidosamente. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.” 6 LISPECTOR. Com base no texto abaixo. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. 19. o que julgo ter notado. associaram-se.. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.16. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. num pátio branco. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. As luzes se acenderam de repente. Se ele existisse. Jorge. Capitães da areia. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. gritos. recomeçou a mãe. 85. 79. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. A tarde caía. São Paulo: Record. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Outros devem possuir lembranças diversas. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. responda às questões de números 18 a 20.” AMADO. pelo menos imagino que valiam pouco. Graciliano.. Laços e família: contos. ed. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. A negra se levantou. 17. 18. tintos de luz. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Não as contesto. em manhã de bruma.. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. E se esmoreceram. ed. “(. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Rio de Janeiro: Record. porém. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. p. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. o deus da bexiga. porém. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. a forma dos montes verdes. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Memórias do cárcere. neste esmiuçamento.. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. associaram-se. E Catarina? Catarina olhava a mãe. da leitura do texto. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ela ajeitava depressa as malas. relatada pelo narrador. de repente envelhecida e pobre. Um homem comprou cocada..)” GABARITO RAMOS. 1996. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. 1984. Ao longe. como contavam a de seu pai. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. p. Certamente me irão fazer falta. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais.. Outras.) Nesta reconstituição de fatos velhos.. gestos.

A que dava ocasião minha brandura. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. de Cláudio Manuel da Costa. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. que ostentais a condição mais dura. nos versos 12. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. 22. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) identidade de nome entre autor.F. Temei. Que não me foi bastante a fortaleza. mais se apura. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. a pedra. um peito sem dureza! Amor. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. que é a exaltação dos penhascos. dirige-se aos penhascos. U.20. c) o sujeito lírico. narrador e personagem principal. nos versos 9 e 11. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. A partir dessa definição. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. 13 e 14. b) nota-se. a presença de antítese. pois é tão duro e resistente quanto eles. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo.Noções de literatura Avançar . que representa seu berço. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. que amor tirano. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. penhas. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. temei. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). d) os versos dos tercetos em redondilha maior. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). e) rima e versos decassílabos. Santa Maria-RS Nesse poema. um elemento típico da paisagem mineira. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós.” 7 21. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara.F. U. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. Onde há mais resistência. pois é tão duro quanto elas.

24. In: Leandro & Leonardo. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. Voltar Língua Portuguesa . Bernardes e Schiavon. 10. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. Um espírito negro me desperta. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica.Lira dos Vinte Anos. A minha vida Se esgota em ilusões. me enlanguece a fronte.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Álvares de Azevedo apresenta. E a donzela ideal nos róseos lábios. nesse texto. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . exemplo da tendência mórbida desse movimento. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Me ateia o sangue.. julgue os itens das questões de 23 a 26.Noções de literatura Avançar . 8 GABARITO IMPRIMIR 23. a figura feminina se constrói entre dois pólos. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.. Foram sonhos contudo. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Vol. ( ) No texto I. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. 1997.

UFMT ( ) Quanto à métrica. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. 26. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Amiga. os dois poemas são decassílabos. Antologia Poética. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. ( ) Neles. Vem. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Escritos em séculos diferentes. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. c) A mulher.” MORAES. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. Vem mergulhar em mim Como no mar. IMPRIMIR 28. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. na visão do eu-lírico. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. ed. 11. amiga minha Em mim como no mar. F. ( ) Em ambos. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). UFMT ( ) No texto II. Vinícius de..Noções de literatura Avançar . F. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa.. p. 196. como um espelho e sua imagem. Questões de 27 a 29. teus seios Se enchem de leite.. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. São Paulo: Companhia das Letras. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. 9 GABARITO 27. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. “A Ausente Amiga. frases em ordem indireta. há ocorrência de inversão sintática. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. 1992. ( ) Nos textos I e II. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático.. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. c) assemelha-se à “amiga”. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Católica de Salvador-BA No poema.25. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado.

livre de rima e de métrica. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. e) I e II são corretas.29. d) somente I é correta. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. você parece uma lagarta listada. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. 1979.. III. O rapaz concluiu: – Antônia. d) busca a originalidade a qualquer preço. F.. Foi esse o início de um destino esquerdo. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. a) I e III são corretas. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A moça olhou de lado e esperou. I. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. b) a lembrança de um certo namorado de infância. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. c) tenta conciliar o presente com o passado. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. II. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. fez exclamações. com a sua cara. como uma mancha no ermo. José Olympio. Manuel. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. ainda não me acostumei com o seu corpo. Rio. 10 30. 31. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. b) somente III é correta. fresca e furta-cor. Texto para as questões 30 e 31.Noções de literatura Avançar . Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. Lançando mão de um procedimento moderno. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. A moça arregalou os olhos. O título do poema encerra uma ironia. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.” BANDEIRA. também. c) II e III são corretas. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. você é engraçada! Você parece louca. A meninice brincou de novo nos olhos dela. porque minha bisavó. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa.

não se mostra tão conformada como a avó. Católica-GO ( ) No texto. fresca e furta-cor.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. são respectivamente: hipérbole. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. que ainda demonstra sua submissão ao homem. e o indireto livre. ( ) A personagem demonstra que..”. é correto afirmar que a personagem. claramente.. sovar o dia do marido que vem chegando. U. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.... ( ) De acordo com o texto.. e o bando de filhos seus primeiros súditos. ‘destino esquerdo’. com enormes riscos de ouro. ( ) “. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.32. marcado por expressões como “.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. levantando a voz como se nascesse rei”.. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”..”.. ( ) Em “.” considerando-se o contexto..”. a elipse do verbo ser. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. portanto. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.. de acordo com as normas da língua padrão. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. continuava a ser uma pessoa vaidosa.” ( ) Na frase “. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. na terceira pessoa do singular. U. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. metáfora e prosopopéia.. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. levantando a voz como se nascesse rei..Noções de literatura Avançar . a personagem. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. Caso o verbo estivesse presente deveria. porque me secaram as tetas. 33.. obrigatoriamente.. apesar de trabalhar muito. é correto afirmar que. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.” Percebe-se nessa frase. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem.

d) é lírico. / É transparente. Tem cheiro a luz. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. a luz tem cheiro.. que me livre de vez desses poemas. vulgares. U.” NEVES.. 1998. a manhã nasce. In: Muito Soneto por nada. é branco. predominantemente. a pedra e o tronco. na mente. E eu quero? É Sísifo o meu modelo.Noções de literatura Avançar . / A noite no alto-mar anima as ondas. Voltar Língua Portuguesa .34. / Aroma de argental caçoula. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. pela intensidade do sentimento do eu poético. c) é literário. p. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. / Que o sol filtrando em luz esteve. F. b) é narrativo. Reinaldo Santos. 58. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.. GABARITO 35. os ninhos e a hera. pela presença de termos chulos. – na face / De anjo morto. ao suplício.. entre sombras.. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. Vitória: Cultural. ( ) “Tudo. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. com exceção de: a) é literário. com que ânsia. dor no cotovelo e tu. – o ar e o chão. b) não é literário.. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. de outro poema preto em verso branco. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. azul em fora. sonora barcarola. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. construído em prosa poética. merda.I. (sororal) vibrante como um sino. F. majestosamente. José. próprio do texto contemporâneo. d) não é literário. / A água e o reptil. à tarefa. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. // Nasce a manhã. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. as nereidas frias. a flor e a fera. não há remate. ou por outra. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. pois não é prosa nem poesia. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. um poema épico.” ( ) “O luar. pela linguagem coloquial e referencial. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. / Pérolas vivas.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. c) é dramático... Língua vernácula entre os dentes. a folha e o inseto. no olhar sobredivino. / Azul..I. IMPRIMIR 36. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. um soneto de versos.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. // Como lençóis claros de neve.. na voz. e me livre de ti em paralelo.” ( ) “Ela vem. e) é um misto de literário e não literário. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. é leve. decassílabos. e) não é um soneto.

” Da Costa e Silva. principalmente. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. em que a economia brasileira dependia.. a dor. como rimas. II e III. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. é o assunto desse poema. em comum. 9). d) Apenas II e III. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. III. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.7). As duas canções apresentam. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. Nos versos selecionados.. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v... ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.37. julgue os itens a seguir. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. respectivamente. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam.8 ) e o pronome “você” (v. Considerando o poema acima. II. o mal que vai. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. rouquenha. Quais estão corretas? a) Apenas I.)” Caetano Veloso. com a repetição de recursos poéticos. Vive como a expiar uma culpa tremenda. II. I.Noções de literatura Avançar . permitem uma dupla leitura.. a rígida moenda. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . da canção de Caetano. repetições e paralelismos. e) I.. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. c) Apenas I e II. quanto ao significado e à função sintática. À luz quente do sol e à fria luz do luar.)” Chico Buarque de Holanda. b) Apenas II. O verbo “como” (v. a sonoridade da moenda a trabalhar. O engenho de madeira a gemer e a chorar. E ringindo e rangendo. causar. talvez. dessa atividade extrativa vegetal. Ringe e range. Poemas.

( ) Sublimação do amor. é livro demais para uma criança. os cabelos postos em à maneira do tempo. Amanhã começo a ler. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Como te devoro.. Compra assim mesmo. a pôr de lado as jóias e sedas. que chegaria tarde.39. com os seus magníficos braços nus. Mas leio. não. 96. Via-a dali mesmo. a torná-la.. o que não saberei nunca. Carlos Drummond de. pai. reclinada no camarote. compra. se mais natural. Machado de. eu cresço logo. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Sou o mais rico menino destas redondezas. esse cristal de fluida transparência: verde. medievo. Meu filho. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Agora não. Agora não.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. menino. em contos. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. – torná-la minha. menos luzidios que os olhos dela. p.” ANDRADE. – fascinando os olhos de todos. (Orgulho. compra. somente minha. Papai me compra agora. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. Depois. demais. começava a despi-la. com vestido soberbo que havia de ter. Reunião. Fica quieto. unicamente minha.” ASSIS. quis vestir-me. Compra. É em percalina verde. o colo de leite. e os brilhantes. pensava eu. “Biblioteca verde Papai. Evidentemente. verde pastagem. só 24 volumes. mata de pinheiros toda verde. era dar prova de fraqueza. p. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . consultei o relógio. 18 ed. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. inveja de mim mesmo. Antes de ler. Julguei. eu vou comprar. em cavalarias me perco.Noções de literatura Avançar .672-673. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. verde. Virgília começava a aborrecer-se de mim. leio. José Olympio. disposto a esquecê-la e a matá-la. cavalgo de novo meu verde livro. O que saberei. 1992. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. ( ) Ser humano revelado como contraditório. Em filosofias tropeço e caio. Quando crescer eu compro. Rio de Janeiro. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. 1983. poemas me vejo viver. as demais. – não sei se mais bela. Chega cheirando a papel novo. e sair. porém. atirei-me a ler e escrever. Não podendo dormir. Tenho de ler tudo. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. U. e doía-me que a vissem outros. que bom passar a mão no som da percalina. – braços que eram meus. Via-a assim. São Paulo: Ática. Memórias Póstumas de Brás Cubas.

) Como te devoro. esse cristal”. que bom passar a mão no som da percalina.F. todos os destinos estão neste século.Noções de literatura Avançar . Não fosse ele. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. por outro lado. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. Agora não”. 25-26. 43.” -v. d) “(. 41. como me recomendara tio Cosme. -v. como era seu sonho de adolescência. e no menor número de palavras. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. A leitura não está unicamente inscrita no texto.40. -v. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. 10-11. d) “verde pastagem” -v. ‘Anda lá.. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. (N. U. c) da predominância de orações coordenadas. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. dona leitora. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. verde pastagem. 4-5. 14-15. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. Tudo isto é obscuro. torna-se também culpada pelo destino dele. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. se bispo.E. 6-7. se papa. meu rapaz. a não ser que ambos formem duas metades de um só. e tio Cosme. Um só ponho. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. O que saberei. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. o que não saberei nunca. -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. b) das construções com uso de vocativos. Até lá os sonhos perseguiam-me. 29-32. por tê-lo induzido a casar cedo. ou uma pastoral. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. b) “Antes de ler. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. ainda acordado. como também o enredo da narrativa. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. d) do emprego de verbos no modo imperativo. tenente e imperador. ou antes porei dois. 17-18. não só a sua vocação. mas a culpa é do vosso sexo. por ter sido escritor de romances. pai eu cresço logo. b) Machado de Assis culpa as mulheres. se eu fosse padre. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 25. dirigindo-se a uma leitora que. -v.. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. está na biblioteca em verde murmúrio”. ou uma encíclica47.” -v. porque um nasceu de outro. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. 25-26. 42. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nesse caso. 19.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. e) “Amanhã começo a ler. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado.

no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. cantilena. litania) S. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. no verso 21. ( ) Esse poema. no verso 17. narração.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio.f.) nesta acepção: reza da capoeira. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Fig. Por que pensar. que aparece várias vezes no poema. refere-se. julgue os itens seguintes. e o texto III. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. ou conversa longa e fastidiosa. 85-6. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. imaginar? A máquina o fará por nós. no verso 15. lengalenga. no último verso. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete.)” Considerando o verbete acima. Cap. na forma como se apresenta. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. sistema lingüístico. (Sin. da seguinte forma: primeira estrofe. 45. Relação. Ó máquina. pelo lat. O cérebro eletrônico.” RICARDO. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. uma oração. sistema neurovegetativo. p.1. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. ( ) Ao longo do poema. UnB-DF Acerca das idéias do texto. os ossos? A automação. corresponde. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. a “labutar no campo. na cidade”. Seleta em prosa e verso. segunda. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. ( ) A voz do poeta. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Cassiano. terceira. julgue os itens que se seguem. na cidade? A máquina o fará por nós. ( ) Como obra poética. os músculos. 1972. sistema circulatório. ( ) O pronome “o”. imaginar”. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. (ant.Noções de literatura Avançar . sistemas motor. a “subir a escada de Jacó”. Bras. quarta e quinta. a “fazer um poema” e. 2. discurso. no verso 19. Por que labutar no campo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. a “pensar. Rio de Janeiro: José Olympio. orai por nós. INL. ócio dourado. digestivo e respiratório. desvela a ironia com que se estrutura o poema. em um contexto de capoeira. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44.

já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. conseqüentemente. a canção que eu fiz pra te esquecer. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. lento um trovador cheio de estrelas escuta. que descreve a paisagem. c) O autor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Antônio Carlos Jobim.Noções de literatura Avançar . Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. brasileiro.46. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. os costumes e tradições do indianismo. Vem cá. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. percebendo-se a sua influência ainda hoje. Antônio Carlos Jobim. U. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. então.. no silêncio. a fauna e flora. agora. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e.

18 e de pássaro cantor. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Obra completa. mais privadas. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos.Noções de literatura Avançar . em série. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. se pássaros. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 2 O que eles cantam. se ouve palpitar um bicho. trabalho rotina. e nunca. p. Assim. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. Voltar Língua Portuguesa . impessoal. dentro das quais. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. vão num bolso. tais gaiolas vão penduradas nos muros. estejam presos ou soltos. não assinado. 1994. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. João Cabral de Melo. pelo tamanho e quebradiço da forma. que não são artistas nem artesãos. mais perto estão das gaiolas ao menos. com voz de pássaro rouco.” NETO. como em jaula. num dos pulsos. outras vezes. Se são jaulas não é certo. em nenhum momento. a saltação que ela guarda. Umas vezes. 324-6.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado.

quer dizer. julgue os itens seguintes. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. julgue os itens que se seguem. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. rotineira. engenho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) No primeiro verso do poema. o ouro vem. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. “jaulas”. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. na sexta estrofe. dócil e ingênuo. produção variada.Noções de literatura Avançar . Assim. criativa versus produção em série. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. poder. 48. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso).. ( ) Na interpretação de poemas. prestígio. em função de seu assunto e da linguagem despojada. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. torna-se pó. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. o povo. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”.47. por ser átona. considerando-se o número de sílabas em cada verso. 49.” MEIRELES. folha. amor e pensamento. em ordem direta. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. De seu calmo esconderijo. ( ) A linguagem é poética. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. Cecília. “cantando”. “gaiolas”. barra. UnB-DF Em relação ao texto. a produção pessoal versus produção impessoal. “canto”. UnB-DF Ainda em relação ao texto. Romance II. É tão claro! – e turva tudo: honra. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica.

reservista. amigo. e) da beleza dos substantivos saudosistas. 1987.Texto para as questões 50 e 51. p. b) do efeito dos adjetivos. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. e) sermos gente. de táxi. e não vejo na vida. 229. c) não nos desesperarmos. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. b) vermos algum sentido na vida. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. d) da força dos verbos. 51. casado. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. povo solidário e unido.Noções de literatura Avançar . Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. c) da construção de versos livres. nenhum sentido. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Ando a pé. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro. maior. U. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. 20 GABARITO 50. de ônibus. o autor não se utiliza: a) de comparações.” GULLAR. Toda Poesia. Ferreira. do dia-a-dia.

há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. a existência de dois universos: o da exterioridade. 256. portanto.52. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Rio de Janeiro. nesse poema. U. portanto. como resposta. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. “Interpretação As palavras aí estão. e o da interioridade.E. 02. 16. 08. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior.” MEIRELES. O último verso indica. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. p. Falai! que estou distante e distraída. no poema. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Pode-se dizer que. 32. ou seja. Há. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. 04. o delírio. Nos dois primeiros versos. uma por uma: porém minha alma sabe mais. A arte pode ser “inverossímil”. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. 01. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. 1977. profundamente interiorizado. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . trata-o com desdém. conseqüentemente. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. ela se permite dizer “inverdades”. Talvez nós não sejamos nós. pela incomunicabilidade e. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. a perda da percepção dos limites da realidade. Isso porque. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. Cecília. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Dê. Nova Aguilar.Noções de literatura Avançar . a soma das alternativas corretas. Obra poética. Falai! meu mundo é feito de outra vida. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. no poema. com meu tédio sem voz. Percebe-se. por vezes. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior.

Depois. depois de três dias de sobrecenho carregado. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa.. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Para abrir o jogo. madurota. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.. coronel. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. com bastante sucesso. O Colocador de pronomes. então nos dezessete.. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que é mais forte que a morte. 1940. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Não lhe erravam os pressentimentos.. Aqui se estrepou. Negrinha e O macaco que se fez homem. Laurinha.. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. moço. In: Contos pesados. Apesar disso. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. e neste caso Maria do Carmo. bilhetinho perfumado. Mal o pilhou portas aquém. então. vencido. histérica... gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. desdobrou-o. em pausa de tragédia. Salvo se declara amor à minha mulher!. — Sei onde trago o meu nariz. Escolha! O escrevente. do escrevente. num pasmo. Monteiro. Depois. com o Acorda.Noções de literatura Avançar . Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. são três: da primeira pessoa – quem fala.. Magro. O velho fechou de novo a carranca. — Os pronomes. bastava esse movimento de peão. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Depois. e a do Carmo. balbuciou medrosa confirmação. e neste caso Laurinha. Urupês. Abriu os olhos e a boca. nos dias de folga. à missa. mandou chamá-lo à sua presença.. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. da segunda pessoa – a quem se fala. com a pulga atrás da orelha.. Toda a gente lhe tinha um vago medo. seu chefe natural. batendo-lhe no ombro paternalmente. O escrevente ressuscitou. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. Escolha!” LOBATO. não receia sobrecenhos enfarruscados.. quer o coronel dizer. tornando a si. Parou. Pois agora. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino.. O escrevente. Escrevera nesse bilhetinho. Namoro à moda velha. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. — . Por fim o coronel. o qual tinha duas. ou à preta Luzia. Ar um tanto palerma.. — Oh. . moço. minha mulher ou a preta.. apesar da distância hierárquica que os separava.. vesga. — Laurinha. por instinto. sondando uma retirada estratégica. corrigiu o erro. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! ... cozinheira. entretanto. e neste caso vassuncê. já se vê. nem tufos de cabelos no nariz. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. encalhe da família. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. Triburtino não era homem de brincadeiras. o moço veio um tanto ressabiado.. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz.. a serenata fatal à esquina. Ama. Depois.. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. Escrevente. voltando-se para dentro.. da terceira pessoa – de quem se fala. o coronel trancou o escritório. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. como sabe. derrubou a cabeça. Vinte e três anos. roupa nova. donzela. Ora. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. minha filha e tem a audácia de o declarar. — Nada de frases... Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. manca da perna esquerda e um tanto aluada. — . – nunca. explicou. apenas quatro palavras. troca de olhares. Encontros na igreja. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. e eu.. São Paulo: Editora Nacional. não permitirei nunca. essa. Abriu uma gaveta. a tremer. Silenciaram ambos. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. enchendo-se de coragem. mas o amor.

( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. interrompendo o fluxo da narrativa.. há um exemplo de metonímia. ( ) Nessa narrativa. “Meu Deus. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. e.. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. b) o eu poético se dirige a Deus. ambas dicionarizadas. 23 55. Senhor meu Deus. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.. Voltar Língua Portuguesa . d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. 56. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. Vinte e três anos. ( ) Na narrativa.. é incorreto afirmar que. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. Teus filhos que choram tão grande mudança.53. é casar!” . sar. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. em ambos os trechos. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. Magro. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. GABARITO 57. com o intuito de criar uma escrita brasileira. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã.Noções de literatura Avançar . ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. parma.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. craru. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. mas cordial e receptivo a bajulações. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. 54. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. e vive um só instante. Ar um tanto palerma. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. produzindo formas como ingreis. UFMT ( ) No trecho Escrevente.

a falta de perspectivas de um operário da construção civil. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. que eu estou no banco. entre outras tantas letras para suas músicas.Noções de literatura Avançar . Farsa da Boa Preguiça. no texto. ô mulher.F. Rio de Janeiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) O amor. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. o poema a seguir. para a criação de personagens. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. estou muito esperançado Mas. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. também musicado. e) São versos dodecassílabos. b) Escrito em versos alexandrinos. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. isto é. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. de que as personagens pertencem à elite burguesa. através da repetição de alguns versos. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. José Olympio. o operário da construção civil consegue. destacando. Ariano. 60.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. e a poesia. enquanto não aparece negócio. d) O início de alguns versos se repete. traz meu lençol. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. “Está tudo muito bem. 1979. U. 59. d) Enredo. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. fatos passíveis de serem verdade. deitado!” GABARITO SUASSANA. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. ( ) Há indicações.58. tornar seu mundo musical leve. metaforizando tal passagem com a morte. com severa crítica social. nos últimos instantes de sua vida. pessoal.

que não chega. Correm perfumes no correr da brisa. Brilha a lua no céu. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Poesia. Rio de Janeiro. Jatir. e) A natureza. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Agir. brilham estrelas. Já nos cimos do bosque rumoreja. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Do tamarindo a flor abriu-se. Gonçalves. Já solta o bogari mais doce aroma. U. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue.. No silêncio da noite o bosque exala. o verso 20. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. há pouco. no poema.. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. como estas preces.F.Noções de literatura Avançar . movendo as folhas. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. não desempenha nenhuma função específica.61. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. como estas flores. Onde o frouxo luar brinca entre flores. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. não mais.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. ao rival de Jatir. Também meu coração. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. o verso 27. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à pessoa amada. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração.

. depois de um sono curto e agitado. Paulo. para as afirmações verdadeiras. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. Ama-o por ele. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. fica-te um pai. viram finar-se gradualmente uma vida querida.. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua.. Quero confessar-me. promete-me que se ela não for tua mulher. — Iremos juntos!. Maria. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. que nenhum efeito produziu.. lhe servirás de pai.. e abandonar-me só neste mundo. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Pela manhã. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . Vive por mim!” e em: “O dia se passou. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. À noite declarou-se a febre.. — Lançar!. — Para aliviá-la do seu incômodo. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. e abandonar-me só neste mundo. lhe servirás de pai. os termos grifados exemplificam metáforas. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. ficará inteiramente boa. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.Noções de literatura Avançar . porque ele era mais teu do que meu. e F. Nosso filho. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações.”.. — Queres acompanhar teu filho. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Logo que lançar o aborto. Paulo. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. — O remédio de que eu preciso é o da religião. promete-me que se ela não for tua mulher.. à tua irmã.. sejam elas virgens ainda.. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. ajoelhados à borda de um leito.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. UEGO Assinale V. Sua mãe lhe servirá de túmulo. de José Alencar. impelido com violência. disse-lhe: — Perdes uma irmã. Maria. por ti e por mim. exemplificando assim um caso de próclise. minha amiga! Quando ficares boa. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Ana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.. o teu. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. uma febre intensa que a fez delirar.”. “Apenas o médico saiu.. já não existe. Maria. e abraçando a irmã. “A febre lavrava com intensidade. que não poderia amá-la.” Neste período. Paulo. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. desde o primeiro dia em que nos encontramos. voou pelo aposento. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. e a mim. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.” 26 GABARITO 62. e sempre mais graves. não engana. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. na cruel agonia que só compreendem aqueles.. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Nesse texto em foco.

aberto dentro da gavetinha ao lado. há sempre multiplicações e adições a fazer. calcular. uma preterição. O serviço. p. Depois. não necessita ‘estar em dia’. Faz cálculos.. Dyonelio. Naziazeno não quer café. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. decifrando-lhe pensamentos. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. ( ) Pelo texto apresentado. O primeiro escriturário confere contas. uma acusação contra si mesmo.. mas por sua mediocridade. lê um livro. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. Ele se dirige para a sua carteira. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. porém. É um serviço que faz há muito tempo. Os ratos. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. em forma de faturas. 1992.. bate muitos carimbos. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. embora seja o protagonista. nesses momentos. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. julgue os seguintes itens.. Era então uma simples contrariedade a esquecer. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Já tomou um há pouco. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. emperrados. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. 26-7. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. sentimentos e sensações. não exige pressa. quando tem já um grupo de contas respeitável. São Paulo: Ática. pequena.. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. O datilógrafo. sem interromper a conferência das contas. São ‘notas’ de consumo de materiais. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. Custa um tostão.63. relanceia-os lentamente pela janela. Ambos muito quietos.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não. Dispõe de grande prática. não tinham.” MACHADO. ver se as operações de cálculo estão certas. que este é custeado pelos funcionários. Na sala. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. que penetra na mente da personagem. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. seu valor ou sua magnanimidade... quando não está ‘batendo’... não era raro vir-lhe um remorso. pois. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. É preciso classificar as notas. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. 27 De acordo com o texto acima. Não tarda. quando.. 12ª ed. usa tinta encarnada. injustiça ou grosseria dos homens. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Mesmo assim. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. lembranças. seu anonimato e sua alienação. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. quadros risonhos. É preciso antes submetê-los a uma conferência. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo..

35. 20. 21. 58. 56. 46. 48. 14. 28. 7. 52. 37. 62. 36. 8. 24. 11. 43. 53. 4. 41. 55. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 59. 16. 15. 17. 31. 45. 23. 29. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 51. 30. 2. 49. 13. 19. 6. 10. 50. 40. 60.Noções de literatura Avançar . 61. 63. 39. 5. 25. 44. 33. 22. 9. 34. 12. 18. 42. 57. 38. 26. 27.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 54. 3. 47.

e) II e III. pela manhã. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. b) II. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 3. Colhemos e comemos muitos deles. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. d) I e II. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. porque desejávamos saber se o havia na terra. 85.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1.. CASTRO. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. a soma das alternativas corretas. de muito bons palmitos. vendo-lhes tais feições.Literatura no período colonial Avançar . Porto Alegre: L & PM. 1997. em 1549.” – Submissão religiosa. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. 1 2.. não muito altas. chamava alguns para que viessem até ali. 16. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. por ser gente que ninguém entende. “Aqueles outros. 83. mas ninguém o entendia e nem ele a nós.” – Visão paradisíaca. c) III. III. intenção catequética e informação sobre a terra. 32. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. Sílvio. por ele chefiada.” – Interesse mercantil. “E uma daquelas moças era toda tingida (.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. como pardais. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. 04. GABARITO Dê. diante de nós. “No domingo de Páscoa. E aquele de quem falei antes. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. 87. relato de viagem e pregação religiosa. Ninguém não lhe deve falar de rijo. que estiveram sempre presentes à pregação. Ao longo dele há muitas palmeiras. 64. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. 08. do que eles dariam se os levassem. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. com medo do cevadoiro. p. 88 e 96. U. como resposta. que a muitas mulheres de nossa terra.” – Difusão do cristianismo.. 02.. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. II.) tão graciosa. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.

Voltar Língua Portuguesa . ( ) Parte da obra do Pe. que é muda a boca esfaimada. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. plena de inversões e de figuras. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. 7. porque anda farta até aqui. Gregório de. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o andamento e as condições da obra de catequese. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. e) O temor. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade.Literatura no período colonial Avançar . ( ) Na poesia arcádica observa-se. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. c) constituem obras do mesmo gênero. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. Unifor-CE No período colonial. p. uns dão a culpa total à Câmara. São Paulo: Círculo do Livro. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. distribuídas em períodos diversos. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. os feijões. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. produzidas no século XVII. mas se a frota não traz nada. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.” MATOS. ( ) Na época colonial. com as dificuldades e os sucessos. que entrando co’a vela cheia. o perdão divino. s/d. ao mesmo tempo. declarando daí: “Ponto em boca”. junto à natureza. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. e) constituem obras de gêneros diferentes. outra parte se destaca desse conjunto. apesar da linguagem rebuscada. o lastro que traz de areia. 46-7. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. é coisa que me não toca: Ponto em boca. Décimas. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. In: Poemas escolhidos. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. por parte do sujeito poético. da reação do povo faminto. o peixe. Mas ao mesmo tempo.4. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. a carne. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. 5. 6. A fome me tem já mudo. buscar a espiritualidade. e se a Câmara olha e ri.

2. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. c) barroco. e tanto cresce. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. o que gozava.” Na estrofe acima. que me embaça: Se cresce contra mim. Que quem podia. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. viver gozando.” MATOS. v. dirige-se o poeta à sua amada Babu. e) I e III. o bem. Babu. alta desgraça. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Pe. o estilo: a) barroco. os escravos despidos e nus. ed. os escravos carregados de ferros. Se cresce para mim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. Pague no mal presente o bem passado. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. d) barroco. s/d. O envolvimento político do jesuíta. alta ventura. sem ver. ou pouco amava. II. p. e morra suspirando O mal. c) II e III. org. e não quis. 1981. Salvador: Janaína. Vim sem considerar. Ou entendia pouco. Sermões. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. 10. como estátuas da soberba e da tirania. os senhores banqueteando. os senhores em pé apontando para o açoite. Gregório de. Confesse. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. o que lograva. os senhores nadando em ouro e prata. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. o que convinha. Padeça agora. GABARITO No texto. d) I e IV. 58. que possuía. os senhores tratando-os como brutos. b) III e IV. 9. A presença de um grande número de antíteses. que tinha.” VIEIRA. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. In: AMORA. ( ) A dor daquele que. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. os escravos perecendo à fome. “alta desgraça” / “alta ventura”). São Paulo: Cultrix. p. Antônio. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Salvador-BA “Porque não conhecia. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. III. IV. Sermão vigésimo sétimo. Antônio Soares. Suspiro agora em vão. b) neoclássico. Soneto. In: Obras completas de Gregório de Matos. Deixei como ignorante o bem. e) neoclássico. aonde vinha. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. que passo. Deixei sem atender. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. que esta pena merecia. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. Que quem errou. E morra. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. 3 De acordo com o texto. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época.Literatura no período colonial Avançar . por ignorância. IV. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. os escravos muitos. o que deixava. 1015. Quando não me aproveita a pena minha. ou seja. quando menos confessado. os senhores rompendo galas.8.

12. desenvolve-se em pares de estrofes.. dou ao demo a gente asnal. financeiros e étnicos. (. 04. Honra. Senhora Dona Bahia. 08. em cada verso. Mulatos. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Mestiços. Verdade Honra Vergonha. enquanto o conteúdo. 16. A expressão “povo néscio. é marcado. O ritmo do poema. nos tercetos.)” Pretos Mestiços Mulatos. que não sabe que o perdeu Negócio. d) simplicidade clássica. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Poesia satírica de Gregório de Matos. a soma das alternativas corretas. Usura. ao longo do poema.Literatura no período colonial Avançar . por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. c) antecipação da estética do Romantismo. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. com fatos e comentário. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. 64. e sandeu. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Ambição. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. Por mais que a fama a exalta. procura. MENDES. Salvador: EDUFBA. Dê. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. como resposta. Vergonha. por rimas internas. e sandeu”. que então viviam na cidade de Salvador.11. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. 02. 54. ameaçando sua própria posição. Cleise Furtado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que estima por cabedal Pretos. Negócio Ambição Usura. inicialmente abordando aspectos éticos. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. nesse contexto. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. U.. nos tercetos. 32. As respostas. Pretos. Numa cidade onde falta Verdade. p. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. 1998.

d) II e III. somente.” COSTA. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. d) simbolista. b) barroca. 15. a matutina aurora o negro manto. Potiguar-RN “Já rompe. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. que aí vês. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. tanto mais aborrece a luz do dia. e às vezes. O último verso apresenta uma hipérbole.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. e) épica de Basílio da Gama. II. II. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa.Literatura no período colonial Avançar . vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. b) II e III. 14. c) I e III. Voltar Língua Portuguesa . c) III e IV.13. que é o gozo do tempo presente. Nise adorada não sabe inda. Cláudio Manuel da. em Marília de Dirceu. por te não ver. II e II. somente. não te nego. III. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. os meus montados São esses. e) I. que suave. UFSE “Sou pastor. e) II. III e IV. b) I e II. que coisa é alegria. b) lírica barroca de Gregório de Matos. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. d) I. A natureza é descrita de forma objetiva. Na obra de Gregório de Matos. tinha escondido a chama brilhadora. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. sufocando do sol a face pura. III. 16. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. II e III. com que a noite escura. IV. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. que sonora. c) romântica. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. A carta de Caminha. a amada representada por uma pastora. no espaço de uma natureza amena. Nise. U. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. Está correto o que afirma em: a) I. somente. Que alegre. afirma-se: I. E a suavidade do prazer trocada. somente. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura.

LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. b 14. V – F – V – F – F – F – V 9. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 6. c 10. c 16. 62 3. d 4. d 8. 58 12. d 15. c 2. F – V – V – F – V 7. b 5.Literatura no período colonial Avançar . d 11. d 13.

nem vaca. Barroco e Arcadismo Avançar . nem prata. que a terra e as árvores de si lançam. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Nem comem senão desse inhame. Deste Porto Seguro. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. e dessa semente e fruitos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. grandes barreiras. Senhor. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. nem lho vimos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. porque eles. Pero Vaz de Caminha. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. primeiro dia de maio de 1500. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. E em tal maneira é graciosa que. nem coisa alguma de metal ou ferro. Andam nus. E nesta maneira. se homem os entendesse e eles a nós. Senhor. Quinhentismo. hoje esquecidos. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. sem cobertura alguma. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Coleção Clássicos e Contemporâneos. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. que nesta navegação agora se achou. ( ) Segundo Caminha. 1 GABARITO 1. Jaime. também. é tudo praia-palma. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E. nem ovelha. com quanto trigo e legumes comemos. o melhor que eu puder. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. hoje. nem galinha. nem criam. não pudemos saber que haja ouro. por conter elementos da função poética da linguagem. que costumada seja ao viver dos homens. delas vermelhas. A carta de Pero Vaz de Caminha. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. p. nem cabra.Humanismo. Q U IN H E N T IS M O . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao longo do mar. mo fez pôr assim pelo miúdo. julgue os itens abaixo. infindas. de bons rostos e bons narizes. seriam logo cristãos. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. Parece-me gente de tal inocência que. não têm nem entendem em nenhuma crença. assim frios e temperados. nalgumas partes. 199-241. Ela me perdoe. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. sexta-feira. por bem das águas que tem. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. vista do mar. Esta terra. de que nós deste porto houvemos vista. que aqui há muito. porque. Águas são muitas. Eles não lavram. querendo-a aproveitar. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. dar-se-á nela tudo. maneira de avermelhados. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Não há aqui boi. nem qualquer outra alimária. De ponta a ponta. segundo parece. se algum pouco me alonguei. Pelo sertão nos pareceu. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Porém a terra em si é de muito bons ares. muito grande. Nela. bem feitos. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. até agora. Tem. a estender olhos. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. que nos parecia muito longa.” CORTESÃO. Beijo as mãos de Vossa Alteza. A feição deles é serem pardos. delas brancas. da vossa Ilha de Vera Cruz. muito chã e muito formosa.

2. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. de Gil Vicente. d) O asno corresponde a Pero Marques. pois. nesta peça. Quais estão corretas? a) Apenas I. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. ( ) No nono parágrafo do texto. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. tem poderes maiores que Deus. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. mesmo sendo estes mais bem alimentados. Quinhentismo. II. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. pois legumes são sementes e trigo é fruto. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. 5. animal nobre. 3. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. d) Apenas II e III. julgue os seguintes itens. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. de Gil Vicente. a primeira contém a segunda. c) Apenas I e III. Voltar Língua Portuguesa . que a derruba. asno que a carrega. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. I. e) I. na construção da farsa. Sugere que o diabo. Além disso. o que evidencia o propósito de sátira social que. b) Apenas I e II. mantêm-se as mesmas relações de idéias. para a Biologia. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Ressalta também que. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. III. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. Barroco e Arcadismo Avançar . primeiro pretendente e segundo marido de Inês. 4. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. ao julgar justos e pecadores. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. guardando traços dos dois períodos. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. considere as seguintes afirmações. substitui o propósito de edificação espiritual. UnB-DF Ainda com relação ao texto.Humanismo. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. II e III. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). apesar dessa prática. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência.

( ) Por não terem os portugueses se aventurado. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. tamanha a sua abundância na nova terra. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. d) Simbolismo. 7. ( ) A Carta. sexta-feira. parece-me que. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata.o que d’Ela receberei em muita mercê. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. Pelo sertão. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.Texto para as questões 6 e 7. da Vossa Ilha de Vera Cruz. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. É pois que. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. até então. E se a um pouco alonguei. o melhor fruto que dela se pode tirar. dar-se-á nela tudo. infinitas. c) Realismo. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. a Ela peço que. por se tratar de uma missiva. e a terra de cima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. Em tal maneira é graciosa que. ( ) Para Caminha. que tinha o homem no centro de tudo. meu genro . nos pareceu vista do mar. de que nós deste porto houvemos vista. 8. Senhor. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. ( ) Este texto. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. terra a dentro. já seria uma grande dádiva. primeiro dia de maio de 1500. que haver nela. da ponta que mais contra o sul vimos. Senhor.Humanismo. tem característica oratórias. ( ) Nele. hoje.” 3 GABARITO 6. até outra ponta que contra o norte vem. Águas são muitas. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. por causa das águas que tem! Contudo. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. ou outra coisa de metal ou ferro. não podíamos ver. ( ) No entender do autor. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. Ela me perdoe. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. a saber. porque a estender olhos. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. b) Arcadismo. de Pero Vaz de Caminha. nem lha vimos. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. mo fez pôr assim pelo miúdo. Beijo as mãos de Vossa Alteza. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Barroco e Arcadismo Avançar . será tamanho. Deste Porto Seguro. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. umas vermelhas e outras brancas. Quinhentismo. e) Modernismo. parece-me que será salvar esta gente. por me fazer singular mercê. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. De ponta a ponta. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. AUE-DF Julgue os itens que seguem. querendo a aproveitar. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. é toda a praia muito chã e muito formosa. muito grande. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa.

(. (. contra o norte vem”. por bem das águas que tem. que são cor de neve.. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. uma idealização poética. Barroco e Arcadismo Avançar . no texto. estabelece-se um raciocínio analógico. escrivão do primeiro colonizador. sem nenhuma cobertura. do Pe. Texto II “O seu semblante é redondo. Quinhentismo. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. exigida pelas convenções neoclássicas. carece de unidade de enfoques.. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. com o padrão poético realizado em cada composição. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. ser substituída por detalhadamente. do jesuíta Fernão Cardim. Texto III “Papoula. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. Voltar Língua Portuguesa . bem feitos. ora é descrita como tendo cabelos negros. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. de bons rostos e bons narizes.. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. Te cobre as faces.9. maneira de avermelhados. darse-á nela tudo. escritas nos dois primeiros séculos. ou rosa delicada. em relação à semântica e à estilística. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão.. estão empregados em sentido figurado.) ( ) Por “contra o sul vimos. sem equívoco semântico. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. (Para esta questão. Manuel da Nóbrega. Sobrancelhas arqueadas. Carnes de neve formadas. Teu lindo corpo bálsamo vapora. Andam nus.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas.. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. Negros e finos cabelos. 10.Humanismo. a pastora Marília. caracterizado como pastor. e faces cor-de-rosa. ora loiros.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. descreve sua amada.). AEU-DF Julgue os itens seguintes. E em tal maneira é graciosa que. 11. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. para dar a idéia do clima da nova terra. de Pero Lopes de Souza. ligado à vida do poeta. utilize o texto das questões 6 e 7. antes de tudo. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. A pastora Marília. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. querendo-a aproveitar. Maria Dorotéia. e fina. e) do “Diário de Navegações”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. ele é. o de Martim Afonso de Souza. c) O sujeito lírico. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Manuel.

( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. 1999.p. azeite. Marília bela. legume. “O Arcadismo. José de.F. Graças. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. frutas. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. In: NICOLA. d) F – F – V – V – V. inspirados na frase de Horácio. exemplificando as tensões do seu tempo. Graças à minha estrela. b) V – V – V – V – F. José de. pastoril. c) V – V – F – V – F. São Paulo: Scipione. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. U. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. que consiste no princípio de viver o presente. Marília de Dirceu. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. 116. de tosco trato. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. bucólica. e mais as finas lãs. é uma postura típica também dos árcades. 1999. onde o poeta viveu. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. dá-me vinho. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Quinhentismo. é: a) V – F – F – F – F. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. Marília.Humanismo. em seus poemas e sermões. 13. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia.” NICOLA. das brancas ovelhinhas tiro o leite. 106.” GONZAGA. de expressões grosseiro. b) Os árcades. de cima para baixo.12. Barroco e Arcadismo Avançar . dos frios gelos e dos sóis queimado. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. não sou algum vaqueiro. Tomás Antonio Gonzaga. assinale a alternativa incorreta. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. 14. Tomás Antonio. que viva de guardar alheio gado. fugere urbem (“fugir da cidade”). Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. tenho próprio casal e nele assisto. e) F – F – F – V – V. São Paulo: Scipione.p. de que me visto.

A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. Quinhentismo.I. pelo conceitismo e cultismos. eu quero. eu discordo. Viória-ES –“Ah! Peixes. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. asno que leve quero. de Camões. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. por sua religiosidade. c) barroco. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos.. pelo sentimentalismo. Eu falo. e não cavalo folão. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. eu lembro-me. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. 17. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. UFRS Assinale a alternativa correta. estai quando quiserdes estar. Voltar Língua Portuguesa . Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques.15. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia.Humanismo. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. 16. significa “bravo”. dirigida a Inês. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. Por usar de siso mero. Barroco e Arcadismo Avançar . de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. F. antes lavrador que Nero. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. no caso. pelo bucolismo. GABARITO b) clássico-renascentista. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. e) romântico. No canto I. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. pelas comparações. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. d) árcade. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido.. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. na passagem que narra o concílio dos deuses. antes lebre que leão. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações.

. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. 20. Quinhentismo. por ser um poeta de transição. c) apesar das ameaças do gigante.. Gregório de Matos 16. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Cláudio Manuel da Costa 08. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil...F.. contra o exército espanhol.. antes associada ao Cabo das Tormentas.. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. 21.. d) a nuvem negra que se desfaz... nos seus poemas de contestação social. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. basicamente. Tomás Antônio Gonzaga 02. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema.. ao qual imprimiu características barrocas. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. bem como aspirações religiosas. 19. a natureza mineira. no Uruguai. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. o que pode ser comprovado nas descrições. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. F. Manuel Botelho de Oliveira Dê. a soma das alternativas corretas. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. . tem como representante maior no Brasil o poeta baiano .. Além da literatura.. U. U. Voltar Língua Portuguesa .. os navegantes prosseguem. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. fazendo ressaltar .. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. Padre Antônio Vieira 04.. escultura e arquitetura da época. e) exaltação à índia Lindóia. pintura. que o poeta compara ao paraíso.. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. e) narra...E.. Barroco e Arcadismo Avançar . UFRS Assinale a alternativa incorreta. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves... da qual participou... F. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. uma nova tendência. sobretudo.. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados... b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. e que se convencionou chamar de .Humanismo.. de Basílio da Gama. 22. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. episódios da Inconfidência Mineira.. misto de missionário e colono português.. textos em prosa.. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta....M.. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. principalmente do Ceará e da Bahia. No canto V de Os Lusíadas. ao dar lugar a um “medonho choro”. estende-se à música. c) exaltação à terra brasileira... como resposta.18. d) crítica a Diogo Álvares Correia.M.. de traços bem definidos.. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.

24. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. d) o poema faz referência ao contexto da época.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. Barroco e Arcadismo Avançar . A ti trocou-te a máquina mercante. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. sem ver de quê. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. II e III. A mim foi-me trocando. um desejo gravíssimo e modesto. que se contrapõe à solenidade do poema épico. c) Apenas I e II. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. e tanto negociante.Humanismo. II. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. no poema. tu a mi abundante. quase forçado. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. a presença de uma voz moralizadora. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. uma pura bondade manifesto indício da alma. limpo e gracioso. “Um mover de olhos. um doce e humilde gesto. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um riso brando e honesto. e tem trocado Tanto negócio. um medo sem ter culpa. de qualquer alegria duvidoso. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. b) Apenas III. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. 25. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. idealizando a figura feminina. brando e piedoso. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. III. no poema. I. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. um encolhido ousar. tu a mi empenhado. Oh se quisera Deus.23. 8 c) o futuro desejado revela. Voltar Língua Portuguesa . considere as seguintes afirmações. de Luís de Camões. c) a manifestação de apego a Portugal. UFRS Leia o soneto abaixo. Quais estão corretas? a) Apenas I. assumindo uma atitude de insensibilidade. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. Quinhentismo. um despejo quieto e vergonhoso. Que em tua larga barra tem entrado. d) Apenas I e III e) I. um ar sereno. Rica te vi eu já. uma brandura. mantém-se distanciado do objeto criticado. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.

MATOS GUERRA. meteis a flor. São Paulo.26. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. Heitor e MATSUOKA. 4. Marilena. passarinho. 1) “A uma freira. pesquisa. Nacional. ed. usura – juro de capital. 1977. p. In: MEGALE. décima – composição poética de 10 versos. escuta. picardia – velhacaria. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. juro excessivo. Quinhentismo. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se no nome que me dais. Gregório de.E.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). e o mais vosso. s.Humanismo. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. claro fica. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. ao autor e à sua obra. patifaria. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. mas resta saber. Barroco e Arcadismo Avançar . 179-80. Pica-flor aceito ser. Sendo só de mim o Pica. que fico então Pica-flor. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. U. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Vocabulário: pica-flor – beija-flor.

como resposta.Humanismo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. 5 e 6. estrutura característica da décima. Voltar Língua Portuguesa . infinitas. corrupção e roubo generalizados. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. 4. extravagante.10 GABARITO 01. No segundo. gosto pela maledicência. e) Gênero lírico. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. ocorrem elisões nos versos 2. ocorre elisão apenas no verso 2. a soma das alternativas corretas. d) Literatura informativa. estrutura comumente utilizada na composição da décima. respectivamente. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). Quinhentismo. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. 5 e 6. no conjunto formado pelos versos 3. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 4. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). sobretudo. Os dois poemas pertencem. 16. Neles. no conjunto formado pelos versos 3. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No primeiro poema. sobretudo. evidentes. No primeiro poema. respectivamente. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. No primeiro.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. no primeiro poema. c) a técnica da disseminação e recolha. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. No primeiro. No segundo. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. U. No primeiro. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. 04. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Os dois poemas pertencem. são comuns durante o período colonial. querendo-a aproveitar. Santa Maria-RS “As águas são muitas. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. por causa das águas que tem! Contudo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. No segundo. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. evidentes.F. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. característica do Barroco. Dê. 27. Barroco e Arcadismo Avançar . 32. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. a) Biografias de santos. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. Em tal maneira é graciosa que. culta. b) Sermões eucarísticos. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. 02. dar-se-á nela tudo. 9 e 10. 08. já que é dirigido a uma freira. c) Ficção regionalista.

em Os Lusíadas: I. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. uma produção informativa e doutrinária. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. b) Tomás Antonio Gonzaga. ou seja. ainda. II. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. Está correto apenas o que se afirma em a) I. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. III. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. III. Santa Maria-RS O Quinhentismo. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas.28. d) I e II.F. U.F. d) Apenas II e III. II. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. 24 de maio de 2000. c) Cláudio Manuel da Costa. pode ser definido como uma época em que: I. c) Apenas I e III. 30. c) III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enquanto manifestação literária. b) II. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. d) Gregório de Matos Guerra. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. U. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. e) Apenas III. ao descreverem o Brasil. b) Apenas II.Humanismo. e) I e III. Barroco e Arcadismo Avançar . já velho e com um “saber só de experiência feito”. não se pode falar. Quinhentismo. na existência de uma literatura brasileira. e) Bento Teixeira Pinto. 29.

e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. II e III. O nome que no peito escrito tinhas... 32. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão.Humanismo. estava sentado em uma cadeira. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. d) retrata a beleza de Inês. Quais estão corretas: a) Apenas I. “O Capitão. I. (. Como se fora pérfida inimiga. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. e) I. posta em sossego. folgou muito com elas. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. só tu. II. brancas. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. No trecho selecionado. linda Inês. obra de Camões. Que a fortuna não deixa durar muito.) Viu um deles umas contas de rosário. áspero e tirano.. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. O episódio de Inês de Castro. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. PUC-SP “Tu. bem vestido. puro amor. Entretanto.31. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. b) Apenas II. (. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. c) Apenas I e II. Mas não fizeram sinal de cortesia. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. como que nos dizendo que ali havia ouro.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. Deste causa à molesta morte sua. De teus anos colhendo doce fruito.” 12 Os Lusíadas. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha.) Entraram. e lançou-as ao pescoço. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Naquele engano da alma ledo e cego. como dizendo que dariam ouro por aquilo. como um todo. e aos pés uma alcatifa* por estrado. UFRS Leia o texto abaixo. III. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. É porque queres. Tuas aras banhar em sangue humano. Aos montes ensinando e às ervinhas. humanizando os versos.. oferecem momentos em que o lirismo se expande. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. legítima herdeira do trono de Portugal. acenou que lhas dessem. Quinhentismo. quando eles vieram. Desse episódio. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. do qual o trecho acima faz parte. Se dizem fero Amor. Barroco e Arcadismo Avançar . Estavas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. d) Apenas II e III. posta em sossego. Nos saudosos campos do Mondego.

E. acrescentamento da nossa santa fé. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. Por isso vos canta. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. São Paulo. 1998. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. ed.Humanismo. orientação. Com prazer. Quinhentismo. Estudos de Língua e Literatura.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. 1998. acrescentamento – aumento. In: TUFANO. São Paulo. em 1498. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pousada – local onde se descansa durante uma viagem.” Vocabulário: folgar: alegrar. muito numeroso. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. adição. De Jesus querida. Barroco e Arcadismo Avançar . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. 5. Porém. Douglas. 5. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia.33. muito grande. E em tal maneira é graciosa que. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. infindas. Poesia. acréscimo. José de. ed. lume: luz. Moderna. ANCHIETA. dar-seá nela tudo. In: TUFANO. a saber. Douglas. Vossa santa vinda O diabo espanta. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. isso bastaria. Estudos de Língua e Literatura. querendo-a aproveitar. 1) “Águas são muitas. por bem das águas que tem. o povo. U. Moderna.

a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. as obras dos jesuítas aparecem. denominado “ciclo dos descobrimentos”. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. III. No primeiro. V. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. No segundo excerto. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Numa cidade onde falta Verdade. Dê. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. IV. igualmente ricas de informações. IV. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. emprega a gradação. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. por bem das águas que tem”). c) apenas I. como resposta. Nos dois excertos. ao mesmo tempo. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. O demo a viver se exponha. Rio de Janeiro: Record. Gregório de. informando sobre a natureza. b) apenas I. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. 34. No segundo. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. moral e cristã. confirmando. Então. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. portanto. V. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). enfatiza as idéias opostas. não se pode falar em literatura no Brasil. V. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. emprega a ordem direta. II. querendo-a aproveitar. Evidenciam-se. Barroco e Arcadismo Avançar . II. V.14 01.Humanismo. o índio. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Que mais por sua desonra? Honra. e) todas. 1990. Quinhentismo. E em tal maneira é graciosa que. 16. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. por bem das águas que tem”). d) apenas I. No primeiro excerto. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. Nos dois excertos. 04. IV. III. O poema I. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). documentando o processo de conquista e colonização. desse modo. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. 08.” MATOS. dar-se-á nela tudo. 02. já conhecida dos portugueses. refere-se à cidade de São Paulo. II. honra. Nos dois excertos. Por mais que a fama a exalta. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. as reais intenções de expansão do comércio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. a soma das alternativas corretas. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. infindas. catequizar os índios. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. vergonha. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI.

b) V – V – F. enfermeiras. associando. de converter o índio à fé católica. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. d) V – F – V. apresenta. dependerão de produtos fabricados pelo branco. Quinhentismo. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. In: Veja. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. porque não há quem venha à solenidade. Neste canto do Brasil. como costumava em semelhantes dias. Do Xingu. c) F – V – F. despojados os templos e derrubados os altares. 30 de junho de 1999. e) F – V – V. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. vindos de diversas regiões brasileiras. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. A seqüência correta é: a) F – F – V. nele. que já começava a destruir as igrejas da cidade. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. U. Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. usa “salvação” no sentido religioso. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. pois ambos destacam. acabar-se-á o culto divino. Os moradores do parque. Em todos os momentos da humanidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. U. médicos.F. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. não haverá quem entre nelas. mingau de amendoim e frutas. a urbanização baterá às portas da reserva. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. nascerá erva nas igrejas. e que as não pisa a devoção dos fiéis. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. sempre que o choque ocorreu. a fim de preservar o patrimônio da Igreja.F. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. Quase sempre de forma violenta. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. do Padre Antonio Vieira. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. Passará um dia de Natal.F. biólogas e engenheiros agrônomos. Senhor. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas.” GABARITO 37. várias vezes.Humanismo. U. o mais forte sobrepujou o mais fraco. como nos campos. a fim de salvar o país da invasão holandesa. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. em suas composições. corretamente. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica.” FERRAZ. 36. Silvio. “Eles não usam barba. e) dirige-se ao rei de Portugal. elas têm cabelos compridos e tranças. passará a Quaresma e a Semana Santa. no sentido de salvação da alma. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Ver-se-ão ermas e solitárias. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. alimentados a peixe moqueado com biju. quase três séculos depois. Esguios. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. pedagogos. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e não haverá memória de vosso nascimento. em 1640. motivos árcades. seu nome à característica presente nessa obra. Falam baixo. ou seja.35. cada vez mais.

Barroco e Arcadismo Avançar . a Eneida e Os Lusíadas. Que ele estrelas desterra em régio estado. Quer ser filho do sol. como a Odisséia. Da vossa alta clemência me despido. Vos tenho a perdoar mais empenhado. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. U. (Gregório de Matos) 40. A esse cede amor em mil ternezas. soberba. por densa. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. b) antítese. mas não porque hei pecado. Por altiva. Quinhentismo. (Gregório de Matos) b) Temerária. a mariposa. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. de Basílio da Gama. bonzo bramá. utiliza uma: a) ironia. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. por lustrosa. c) gradação. U.F. acentuando seu caráter bárbaro. Voltar Língua Portuguesa . morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Que sem ser do Pequim.Humanismo.38. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. 39. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. por ser do Açu. Governador do Rio de Janeiro. a névoa. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal.E. única figura feminina do poema. 16 Sobe ao sol. e mais amado. a luz lhe enfada. Primaz da Cafraria do Pegu. Em régio estado não desterras flores. e) prosopopéia. Se bem rei mais propício. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. A exaltação. cobre o dia. e) Lindóia. d) onomatopéia. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. confiada. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. nascendo cá.

Barroco e Arcadismo Avançar . que compõem a figura da antítese. luz/sombra. está fazendo referência à pureza primordial da infância. GABARITO e) todas estão corretas. se acaba o Sol. 42. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. que são: rimas ricas. e) O poema toca também na questão da inocência. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. A respeito de tais afirmações. Em tristes sombras morre a formosura.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. Em contínuas tristezas a alegria. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. ao vivenciar a alegria. a formosura do dia. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. dia/noite. Porém. de outro. se desfrutem as alegrias e. Quinhentismo. nas sombras da noite. que se opõe à degradação dos bens materiais. considere as afirmações abaixo: I. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. diante do curso seguido pelas forças naturais. II. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. que cumpre os padrões da forma fixa. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. por um lado. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. Esse é um soneto oitocentista. ali. Na formosura não se dê constância.Humanismo. Começa o mundo enfim pela ignorância. preferindo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tristeza/alegria. e na Luz falte a firmeza. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. e por “constância”.. não sabe retê-la.” Gregório de Matos. “alegria” e “firmeza”. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). E na alegria sinta-se tristeza. 17 41. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. esconder-se nos próprios sofrimentos. cuja última firmeza é a inconstância. pois. c) somente III está correta. d) somente I e III estão corretas. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Depois da Lua se segue a noite escura. como o Sol. na tristeza. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. deve-se dizer que: a) somente I está correta. III. etc. Há nele um jogo simétrico de contrastes. b) somente II está correta. e não dura mais que um dia. tais como o findar do dia e o início da noite. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua.

FEI-SP O autor do texto. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. e) utilização de muitas frases interrogativas. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. vejo galas. 44. b) uso constante da metáfora e da antítese. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. parte por parte. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. vejo jóias. liteiras e coches. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. ou no Reino. mas não vejo a fé. 46. e) Romantismo. d) Carlos Drummond de Andrade. ou fora dele. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. vejo baixelas. enfim. outros sem ela. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. as jóias e as baixelas. e) segundo o autor. 47. b) Trovadorismo. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. e. e) Fernando Sabino. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. haviam de verter sangue. uns com libré. se queriam ir buscar a vida a outra parte. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. e as sedas se se espremeram. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. nem têm nome de casas. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. os prendíeis e obrigáveis por força. como se há de ver a fé. Primeiro que tudo vejo cavalos. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. onde das casas dos pequenos não se faz caso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Gregório de Matos. vejo criados de diversos calibres. Barroco e Arcadismo Avançar . das janelas vejo ao perto jardins. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. c) José de Alencar. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. a quem não fazíeis a féria. Deus me guie. d) soneto com versos decassílabos. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais.Humanismo.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. c) Arcadismo. que o ouro e a prata derretidos. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) texto curto. vejo todo o palácio e também o oratório. e ao longe quintas. d) Realismo. 45. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. Padre Vieira. a risco de quebrar. Quinhentismo. perfumes e sensações táteis.

Música do Parnasso. Mais que as da Europa doces. e melhores. Um exame atento desse procedimento no poema revela. O quarto A. Rio de Janeiro: INL. nas águas frias. Desterrando do Inverno os desfavores. E nas folhas parecem. Que dão a Portugal muitos ciúmes. para recolhê-las num só verso. d) provocar fortes emoções em seu público. E para preferir a toda a terra. Tem o primeiro A. têm mais valia. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. no final. GABARITO 49. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. p. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Que como junto ao mar o sítio é posto. todavia. Barroco e Arcadismo Avançar . E nesta maioria. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. todas azedas. Tomo I. Açúcar. Tem o segundo A. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. 1953. 127-135. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. e) confundir seus ouvintes. característica do estilo barroco. Como maiores são. As fruitas se produzem copiosas. no açúcar deleitoso. Águas. Manuel Botelho de. Tem o terceiro A. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite.” 19 OLIVEIRA. e gosto preparado. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. E são tão deleitosas.48. Quinhentismo. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Em si perfeitos quatro AA encerra. b) convencer e ensinar o seu público. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antes se encerra Tal doce nestes pomos. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. sempre ledos. Que refrescam o peito. Que o têm clarificado nos seus gomos.Humanismo. e são sadias. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Ares. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. E têm sempre a vantagem de maiores.

e 5. b 23. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. e 6. c 31. ingenuamente. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. e 19. para o qual ela se encaminha. a 24. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. colaborando. a 4. para ser traído por ela. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na cena final. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. na vida privada. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. F – V – F – F 8. c 21. c 17. Q U IN H E N T IS M O .Humanismo. a 10. Não sabe. d 28. 16. a decadente sociedade portuguesa. em sua fala. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. e 14. d 30. 04 27. mas o encontro com o ermitão. b 25. O marido de Inês. 18 20. e 29. F – F – V – V – V 11. F – V – F – V – F – F 7. a 9. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios).LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 12. é um encontro adúltero. c 15. e por não ter conhecimento dessa traição. b 18. c 22. F – F – F – V 3. Quinhentismo. a 13. Barroco e Arcadismo Avançar . V – F – V – F – F 2. b 26.

nos ares puros (…) Tem o terceiro A. b 49. e 40. c 41. Ou ainda. e 39. c 48. nas águas frias. Quinhentismo. b 35. b 38. retomou os elementos assimetricamente. Barroco e Arcadismo Avançar . 24 34. b) Como se trata de um poema. Voltar Língua Portuguesa .2 IMPRIMIR GABARITO 32. ou seja. b 46. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. (…) O quarto A. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 47. c 43. a 44. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. d 45.Humanismo. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. e 33. a 37. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. e 36. a 42.

não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor.. A corrente impiedosa a flor enleia. (. ( ) Na história da literatura brasileira. não!’ E a corrente passava. não!’” GABARITO DIAS. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Alencar opõe. ‘Ai. da fantasia. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. Gonçalves. s. por meio das frutas. Leva-a do seu torrão. Massaud.. In: Sonhos de Ouro. o cambucá e a jabuticaba. Voltar Língua Portuguesa . a manga. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. b) amor incondicional ao outro. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. 21.. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. como a fruta que nos mandam em lata. metonimicamente. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. José de. IMPRIMIR 2. 1998. não me deixes. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. e sempre embalde: ‘Ai. onde bela se mirava. não me deixes. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. rev. São Paulo: Melhoramentos.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. Límpido ou turvo. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. novas águas Após as outras vão. ( ) No segundo parágrafo. ed. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. d) exaltação do sonho. não me deixes.d. Censurem. te amarei constante ‘Mas não me deixes. A Literatura Brasileira através de textos. 135-6. piquem. In: MOISÉS. a pêra. F. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. Benção Paterna.. não se constranjam.Romantismo Avançar . 1 1. p. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. São Paulo: Cultrix. não. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. ou calem-se como lhes aprouver. e aum. Quase a lamber o chão. Texto para as questões 2 e 3. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. ilustres e não ilustres representantes da crítica. c) supervalorização da natureza. “Portanto.) O povo que chupa o caju.

a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Dê. 02. visão dos meus amores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. d) Em ambos os poemas. em seus diversos momentos. Marília. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. socialismo e ilogismo. Amor na minha idéia te retrata.F. b) No poema de Gonzaga.” Álvares de Azevedo. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. como resposta. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.Romantismo Avançar . d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. que eu assim resista À dor imensa. de um semi-vivo corpo sepultura. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. U. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. naturalismo e pitoresco.” Tomás Antônio Gonzaga. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Minha febre noturna delirando. apresenta como características: 01. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. busca. escapismo e subjetivismo. extremoso. Meus ais. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. não.. F. como recurso estilístico. c) “Nesta triste masmorra”. nacionalismo e religiosidade. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. inda. 2 “Perdoa-me. que me cerca e mata. U. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.. 04.F. imaginação criadora e amor à natureza. GABARITO 4. 5.. a soma das alternativas corretas. U. 08.3.. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. visão de meus amores Perdoa-me. 16. c) No poema de Álvares de Azevedo. 6. adoro a tua formosura. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra.E.

sobre o texto. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. Que vais fazer tão triste e solitário?. ‘Saúde. I. e) condoreirismo. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.. Fui eu que te vesti do meu sudário.. III. IV. PUC-RS Pela análise das afirmativas. com a fome e com a morte. d) futurismo. irmão! Eu sou a Indiferença. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. Suspende em meio o hino augusto e forte. 8. III e IV.... Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. c) II e IV. depois. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa.. b) II e III... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O teu mísero pão. Sou eu quem o teu negro pão consome. amanhã. analisar as afirmativas que seguem. e) I.. c) nacionalismo. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. II.. Idealiza a função do poeta. b) ufanismo. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. II. Vão três pálidas virgens.Romantismo Avançar . meu irmão! Eu sou a Fome. mísero atleta! Hoje. ler o texto que segue.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta... depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. meu irmão! Eu sou a Morte. d) III e IV. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. ‘Saúde...Instrução: Para responder às questões 7 e 8.. 7. Quem no teu nome a escuridão projeta.

c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Nem outras mãos. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.Texto para a questão 9. tais como “luar”. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. brilham estrelas. Do tamarindo a flor abriu-se. Onde o frouxo luar brinca entre flores. há pouco. recebida principalmente de Camões. como estas preces. “bosque” e “perfumes”. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Já nos cimos do bosque rumoreja. No silêncio da noite o bosque exala. Correm perfumes no correr da brisa.Romantismo Avançar . Não sentiram meus lábios outros lábios. Vai seguindo após ti meu pensamento. Já solta o bogari mais doce aroma. 4 GABARITO 9. Outro amor nunca tive: és meu. ou dia ou noite. Onde quer que tu vás. “vales”. e) Mesmo sendo romântico. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Jatir. notam-se ainda no poema. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Também meu coração. Brilha a lua no céu. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. pela presença dos elementos mitológicos. movendo as folhas. Sejam vales ou montes. Jatir. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. não mais. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. para expressar o amor por meio da espera. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. os aspectos marcantes do Arcadismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . lago ou terra. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. d) Apesar da intensa presença da natureza. como estas flores.

” (José de Alencar). colocando na mesma mulher as imagens de virgem. e F. 11. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos.” (Machado de Assis). ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa.. b) Quincas Borba e Os Escravos. dignos de alta expressão literária.. UEGO Assinale V. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. d) O Mulato e Canção do Exílio. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. buscando nelas aspectos heróicos. c) “Imaginei um poema. respectivamente. de Maria da Glória e da cortesã. para os itens verdadeiros. UFSE No período romântico brasileiro. e) I . um gênesis americano. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. e) “O maravilhoso. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos.F. independência e as terras que ocupavam. U. dos dois autores citados. O romance Lucíola. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.Juca Pirama e O Guarani. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. realçando seus preceitos e preconceitos. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. uma Ilídia Brasileira. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. 14. É o que se pode verificar quando se lêem. tão necessário à poesia. mulheres feiticeiras.” (Ferdinand Denis).” (Gonçalves Dias). d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. alheia ao eu-lírico. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. uma criação recriada. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. sapos e jacarés sem conta: enfim.10. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. Lúcia. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica.Romantismo Avançar . os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. 13. o marginal e o burguês.” (Gonçalves de Magalhães). devido aos exageros do eu-lírico. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. 12. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. foi trabalhar a dualidade. para os falsos.

.. II e III...Romantismo Avançar . “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. (.. Se assentou sobre o grande jirau. de ti...........” 6 Dos exemplos citados abaixo. sob o olhar apaixonado do poeta.. dono de uma sensibilidade extraordinária..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. quando fala. E a velhinha.... UFRS Leia o texto abaixo. c) Apenas I e II.......” (Bernardo Guimarães) II.. Das horas longas a correr velozes.) Se é vate quem dos povos.. Da luz... UFRS Leia o texto abaixo...15... (..... do silêncio ou vozes.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. A luz da aurora me intumesce os seios. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. é um tema dominante na poesia . de tudo. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. As paixões vivifica.....) O véu da noite me atormenta em dores. b) Apenas II. da sombra. .... e) I. I.” (Laurindo Rabelo) III.. d) Apenas II e III. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. que usa ..... rainha da festa.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. de cunho romântico no Brasil. do chorar das fontes. nela. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. Das folhas secas. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. a mulher é freqüentemente . excita o pasmo.. “Tenho medo de mim..... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa...

18. através da Senhora. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. b) juntamente com Diva e Iracema. Lúcia Camargo que. 1994. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. …………… adorava. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. vinga. Diogo / Peri. agora longos sóis. Diogo.Romantismo Avançar . Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. 56. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. as flores. José de. mas embalde. Iracema. e a alegria voltou a habitar em sua alma. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. José de. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Alencar revela traços realistas. O Guarani. não atingiu seu intento. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. Mantida a seqüência. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. e) Loredano / D. após ser abandonada por Fernando Seixas. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. “Logo após a vitória. FUVEST-SP “Assim. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. arrependido. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. Neste excerto de O Guarani. p. Mas basta um sopro do mar. d) Álvaro / D. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. d) Fernando. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. já comprometido. São Paulo: Scipione. achando boa terra e fresca a sombra. Diogo / Peri. Passava os já tão breves. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. buscava. na praia. o outro uma paixão. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. b) Loredano / Álvaro / Peri. numa tentativa de representar por completo o Brasil. e) Alencar. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. o último uma religião. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. filho da serra. As folhas lastram o chão. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. mas o casamento. porém nunca se valeu da composição regionalista e.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. assim. …………… desejava.” ALENCAR. Como o imbu na várzea. leva-as a brisa. sentia-se no ermo. cheia de grandes desejos e nobres ambições. após o casamento. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. escreveu romances indianistas e urbanos. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. o cristão tornara às praias do mar. é desfeito. Texto para as questões 19 e 20. Diogo. c) Loredano / Peri / D. para tudo murchar.17. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. O imbu. …………… amava. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria.

O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 21. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. Angélica na cara! Isso é ser flor. 02. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. a soma das alternativas corretas. Mas cantava. UFBA Com relação à linguagem. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. de abstração do sentimento amoroso. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . para ambos. 32. molho de batatinhas. 32. 16. como heróis ou como vilões. 20. à chegada do inverno e à volta do esposo. Dê. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. respectivamente. existe uma explicação adequada em: 01. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Dá vida em teu alento à minha vida. 04. se tens pena De quem morre por ti. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. 64. a firmeza de permanecer em terra estranha.. senão em vós se uniformara.19.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . 02.. O trecho “os já tão breves. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. e morre amando. Dê. feijão-roxinho. UFF-RJ Na literatura. 64.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ambas com função revitalizadora. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo.. Em quem. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. frágil e inatingível. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. enquanto a segunda. 08. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. a soma das alternativas corretas. 04. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. 08. como resposta.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. pálida virgem. já que a primeira dá idéia de concretude. respectivamente. 16.Romantismo Avançar .. como resposta.

a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. e) I. o rio de um lado. é a novela picaresca espanhola. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. “O índio. urataí e outras árvores aromáticas. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) José Lins do Rego. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. é mestiça. A Moreninha. b) Álvares de Azevedo. e) Gonçalves Dias. de Joaquim Manuel de Macedo. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. na sua apresentação inicial.22.Romantismo Avançar . O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. d) José de Alencar. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. FEI-SP Sobre o romance. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. II.” 9 GABARITO 24. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. d) Apenas II e III. A heroína de A Escrava Isaura. b) Apenas II. referentes ao romance romântico no Brasil. 23. de Bernardo Guimarães. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. c) Apenas I e II. e sugasse uma gota desse sangue precioso. de Manuel Antônio de Almeida. I. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. porém. antes de partir. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. III. de canela. e sobretudo os répteis. II e III. por isso tomara todas essas precauções. 25. UFRS Considere as afirmações abaixo. Quais estão corretas? a) Apenas I.

c) A obra. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. o papel da mulher fraca. vê com naturalidade o casamento de conveniência. II. revoltou-se contra si próprio. desde que mo deu. d) I e III estão corretas. 1992. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. a) somente I está correta. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. In: Vô imbolá. em que Seixas se mostrara mais preocupado. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro.26. Voltar Língua Portuguesa . Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. d) poemas épicos. quanto à relação amorosa. p. b) romance regionalista. e) II e III estão corretas. e inquiriu do motivo. é correto afirmar que: I. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. b) somente III está correta. e até pareceu esquecer a sua observação. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. b) Gonçalves Dias. enquanto romântica. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. sem força de vontade. e) A obra apresenta o final feliz. d) Castro Alves. São Paulo: FTD. 28. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. Zeca. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. Fernando disfarçou. Em sua música “Maldição”. a moça não insistiu. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. já lho disse uma vez. Uma noite porém. fatal. especialmente para uma das gerações do Romantismo). Fernando. desempenha. c) Casimiro de Abreu. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. valentia e brio. e) Olavo Bilac. José de. e) poemas históricos. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã.Romantismo Avançar . GABARITO 29.” ALENCAR. 104-6. eu lha restituo. 1999. c) I e II estão corretas. III. na narrativa. mas o seu procedimento o indignava. A mim basta-me o seu amor. enfocados como pessoas comuns. b) Aurélia Camargo. Senhora: perfil de mulher. típico desfecho da narrativa romântica. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. FEI-SP Em O Guarani. c) romance indianista. 27. não lhe pedi nada mais. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. FEI-SP A propósito do trecho transcrito.

b) Realismo. junto à natureza. São Paulo. Valente serás. meu filho. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. através do sentimento nativista. fragueiro. seus pensamentos. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Poemas de Gonçalves Dias. que a vida É luta renhida. temendo roçar os seus vestidos. p. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. revelando uma visão pessimista da vida. os bravos. especialmente nos índios e em sua civilização. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Segui-la. Viver é lutar. As armas ensaia. e desse amor se morre!” DIAS. E pois que és meu filho. Gonçalves. valorizando o idioma nacional. “Não chores. Que os fortes. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Gonçalves. Compr’ender. d) Naturalismo. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. partes do poema Canção do Tamoio. sem poder fitar seus olhos. b) forte subjetivismo. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Amá-la. aos bravos. Sê duro guerreiro Robusto. Cultrix. Só pode exaltar. 31. d) realização de poemas lírico-amorosos. e) Romantismo. c) idealização do amor.. Viver é lutar. Aos fortes. Quer seja tapuia. a quem se adora. No arco que entesa Tem certa uma presa. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. [s/d].Romantismo Avançar .” DIAS. conduzindo o eu-lírico à depressão. sem lhe ouvir. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Tamoio nasceste. 1959. UFF-RJ As estrofes abaixo. Meus brios reveste. sem ousar dizer que amamos. inspiração em elementos nacionais. Só pode exaltar. a) Barroco. sem que se veja. 372. Se o duro combate Os fracos abate. Voltar Língua Portuguesa . e) idealização da mulher. Não chores. Poesia Completa. Só teme fugir.30. E. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Condor ou tapir. Penetra na vida: Pesada ou querida. A vida é combate Que os fracos abate. c) Modernismo. transcendendo os limites da vida física.

II.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. a partir daí. III. Em O Guarani.. uma . 08. são destruídos... aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. I. Durante um almoço. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas II... Unicamp-SP Em Ubirajara. Essa exaltação dos recursos alimentares do país... palco da história do amor de Inocência e Meyer. Em Iracema.. c) Apenas I e II. durante o inverno europeu. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. mulheres numa casa.. 33. em especial a francesa. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. Pereira enaltece a fartura do Brasil.32. pode pôr a perder a honra familiar. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual....... representante dos valores lusitanos.” 04.. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. tal como em Iracema e em O Guarani. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. Quais estão corretas? a) Apenas I... UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. e) I. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. do Visconde de Taunay... tanto a casa de Mariz... é coisa de meter medo. em contraste com a vida na corte. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro..... quanto os Aimorés. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. de José de Alencar. mais precisamente no Rio de Janeiro.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.. o homem branco por quem se apaixonara. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. meu Deus.. 34. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. independente do julgo da metrópole portuguesa.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. por obra de qualquer descuido. UFRS Leia o texto abaixo. II e III.. experimentando. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. que retratam o lado negativo da terra americana. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. d) Apenas II e III.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.. uma vez que. um processo gradativo de . ela é motivo de constante preocupação para o pai. e) Senhora – adolescente – ascensão social. à míngua. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima... 02.. que se apaixona pela bela sertaneja. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas.. sob a influência das culturas européias. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. De acordo com a narrativa.Romantismo Avançar .. No romance . Em O Guarani e Iracema..... Segundo Pereira: “Ih. 01. na certeza de que serão vingadas. de José de Alencar..São redomas de vidro que tudo pode quebrar.

II. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. trata-se de caso de exceção na ficção do autor.. Não foi na cidade. 203. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.. mas divididos por razões econômicas. b) II. Casimiro de. Para responder às questões 37 e 38. 1965. não queria. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. onde se morre abafado. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. não. e ao desprender-me das faixas infantis. ligado por laços afetivos sinceros. O autor valeu-se de uma narrativa. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. III. possa encontrar sua felicidade. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses.” ABREU. ( ) Heroína romântica. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. de José de Alencar: I. aos oito anos ia eu para a escola. 38. com suas palavras.36. de José de Alencar. UFPR Sobre o romance Senhora. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Obras completas. nada. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. e.. é correto afirmar. 37. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . foi ao ar livre. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. não. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Ao tratar desse tema. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. Aqui. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. ao saltar do berço. a personalidade. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. GABARITO 39. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. c) III. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. os campos e as matas. d) I e II. e) II e III. p. UFRJ Associado ao tema da infância. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. Mas. os costumes. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. 13 “Nasci no campo. ( ) Até o final do romance. infante ainda. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica..Romantismo Avançar . com suas palavras.

de José de Alencar. o amor tudo vence. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. 16. como resposta. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé.40. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. é a do casamento. compra-o e ele contumaz caça-dote. A ação do romance. no cap. intitulado “Loura e Morena”. O tom confidencial da narrativa. 01. apaixona-se por Cirino. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 16. em oposição à vilania e à maldade. Tico. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. por promessa de seu pai. de Visconde de Taunay. o anão que vigia Inocência o tempo todo. por isso. b) Aurélia Camargo. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. como também as relações do homem com essa mesma natureza. UFMS Sobre o romance Inocência. a soma das alternativas corretas. Dê. em termos históricos. como resposta. posse. salva Peri da morte. transcorre no século XVII. Dê. resgate. reforça a grandeza do índio Peri. focalizado em primeira pessoa. 04. de desigualdade econômica. Inocência é noiva de Manecão. 08. 41. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. nele. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. 04. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. é um romance regionalista. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. A jovem. 64. mas. 42. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. no entanto. Pereira. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval.Romantismo Avançar . é correto afirmar que: 01. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). 08. Considerando a obra como um todo. a soma das alternativas corretas. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. V. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. com final feliz. porque. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como um bálsamo poderoso. 02. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. preterida por Fernando Seixas. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. 32. de tendência sertanista. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. 02. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. quitação.

a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. O pé grácil e nu. século XIX. Iracema. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. c) Essa estrofe é uma oitava. e) nativismo modernista. Nas ondas da escravidão.” ALENCAR.43. c) romantismo indianista. José de.. Mais rápida que a ema selvagem. a virgem dos lábios de mel. romântica e exaltada. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. José de.Romantismo Avançar . Instrução: Para responder às questões 45 e 46. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. (. 1998.. sublime artista. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. e) São versos típicos de uma poesia que. 10. 125. Antônio de Mariz. No ano da graça de 1604. da grande nação tabajara. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão.’” NICOLA.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. barca de granito. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. São Paulo: Scipione. p.. em que o homem é apenas um simples comparsa. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. d) bucolismo neoclassicista. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.. mal roçando. p. 15 44.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. São Paulo: Scipione. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. E provocaste a rajada. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. Cefet-RJ “Iracema. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. “Após a independência. No texto de José de Alencar.. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.. Entretanto. ler o texto que segue.) A habitação (. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro.. onde campeava sua guerreira tribo. e mais longos que seu talhe de palmeira. temos uma das formas significativas do nacionalismo..” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. “(. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. (. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. 1994. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. b) sentimentalismo realista.) pertencia a D. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu.. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.

. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta... como se pode observar.. muito respeitados pela segunda geração romântica... Com base no texto acima... própria da ironia romântica.. GABARITO 47. de José de Alencar.. em relação ao processo de . UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.... .. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. .... A personagem referida....... exprime-se na métrica irregular dos versos. (…)” AZEVEDO. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião..... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. o passado histórico por meio de uma visão .. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. Vem tu agora.Romantismo Avançar . Tem na lira do gênio uma só corda. PUC-RS A obra em questão ..... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. que é a protagonista da obra. o poder e a audácia dos novos habitantes... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).45. da ideologia dominante.. Álvares de.. Basta de Shakespeare..... de Cecília.. é correto afirmar que..... Parece-me que vou perdendo o gosto.... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.. à cultura europeizada por que passa Peri.. Se pranteia por Deus de amor suspira.. Fantástico alemão......... Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. O Lamartine É monótono e belo como a noite.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ..... d) Escrito na época do Romantismo.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. nele. b) a dispersão do eu-lírico. por exemplo. de Manuel Antônio de Almeida..” Memórias de um sargento de milícias.. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. Lira dos vinte anos.. 48. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo..... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. foi o primeiro escrito no Brasil..... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa..

ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.” DIAS. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 51.. No texto. 17 49. condenados à morte ou espíritos baixos. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro..... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. 50.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. c) seria arquitetada por colonos degradados. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. sem que a sua vontade fosse consultada. eram colonos degradados. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. que alegavam razões religiosas para seus atos. à liberdade dos índios.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. 1867.. 4º trim. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados.... contextos e temáticas urbanas.... 274. a) A Moreninha – realista – desigualdade. p. e) seria causada pelos condenados à morte. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. bem como criou romances de tendência . e) Lúciola – regionalista – diversidade... condenados à morte...... convertendo os índios. José de Alencar retratou. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil.. b) Senhora – abolicionista – simplicidade... cometera a violência de arrancar de suas terras.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. mas que eram movidas pela ganância.. Gonçalves. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. era o ataque aos senhores da terra... A preocupação em retratar a .Romantismo Avançar .. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. .. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. b) insere-se no contexto do Romantismo. apesar do tom artificial de alguns romances..... em obras como .. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.... a dois índios.. contra a vontade deles. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas..

de imediato. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Nossas várzeas têm mais flores. referidas na segunda estrofe.. Leonardo. 53. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. (. mas revela. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. que previa heróis moralmente elevados. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Sem que eu volte para lá. Onde canta o Sabiá. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. Sem qu’inda aviste as palmeiras. como resposta. Leonardo. d) aversão dos românticos à natureza. tornando a obra uma espécie de crônica da época. UFRS Leia as estrofes seguintes. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”.52. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. João VI. que mais tarde se casa com Vidinha e. Dê. Neste excerto. As aves. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. o barbeiro. e) fuga romântica para o sonho. comentando as ações dos personagens. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial.Romantismo Avançar . 02. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. um aventureiro. destacando-se pela temática regionalista. “Luar de verão”. o personagem central. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. que aqui gorjeiam. “Minha terra tem palmeiras. 16. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Nosso céu tem mais estrelas. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. A teus raios divinos me abandono.” AZEVEDO. Não gorjeiam como lá. aproximando-a da estética realista. contrariando as convenções literárias da época. 08.) Não permita Deus que eu morra. b) tendência romântica ao misticismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ó minha lua. capazes de atos de bravura e coragem. desinteresse e tédio. Álvares de.. é um anti-herói. 04. c) melancolia romântica. a soma das alternativas corretas. o Romantismo. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. torna-se sargento. 54. o personagem principal. por méritos próprios. o compadre. Nossa vida mais amores.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. é correto afirmar que: 01. a comadre. d) as estrelas e as flores. Lira dos vinte anos. Nossos bosques têm mais vida. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Onde canta o Sabiá.

Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. severos.)” DIAS. I.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. d) à vertente romântica indianista. de Gonçalves Dias.. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. de Álvares de Azevedo. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. U. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. solene e distante. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. sedentos de glória. nos ânimos fortes. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. retratada como musa etérea. já cantam vitória. de glória e terror! (. 56. São rudos. In: RIEDEL.Juca-Pirama.. c) sátira impiedosa.Romantismo Avançar . 1969. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. c) à temática romântica da nostalgia. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. b) projeção da própria morte. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor.. a um tempo temida e desejada. revela-se um traço forte de sua poesia. Gonçalves. São muitos seus filhos.F. d) insegurança amorosa. Rio de Janeiro: Bloch. que. b) à tendência romântica para a utopia. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. Cercadas de troncos – cobertos de flores. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico.55. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. Literatura brasileira em curso. Já prélios incitam.. e) força material do cotidiano. incorporando-as ao orgulho nacional. Condão de prodígios. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. expressa num detalhismo quase realista. a: a) idealização da amada. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. p. Dirce. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico.

(…) GABARITO 60. ao menos.F. característica primordial do Romantismo. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. Não poderei na sepultura. Texto para a questão 60. de Castro Alves. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. De bela adormecida. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. Condor ou tapir. No arco que entesa Tem certa uma presa. o sonho. sedento e arquejante. como resposta. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. murchas.E. Quer seja tapuia. Só teme fugir. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. d) As referências ao universo da pintura. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. ideal mimoso. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. de Gonçalves Dias. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. U. “rompeu a tela”. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. presentes no poema. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. “onde eu pintara”. 04. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. vida e morte. 08. Conforme os versos transcritos. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. Quando louco. satanismo.58. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. tais como: ventura e tristeza. 02. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Tapir – anta. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. exaltação da natureza.Romantismo Avançar . a soma das alternativas corretas. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. Não encheste minh’alma de ventura. U. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Condor – ave semelhante à águia. imaginação criadora. e) As marcas do erotismo. Dê. criam efeitos sinestésicos. “negro quadro”. 16. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. E essas violetas inodoras. a imagem da mulher amada. expressão de ideais românticos. Nos lábios frios comprimir chorando. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. a) O idealismo. 20 59. a presença da morte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Filiado ao Simbolismo. linguagem coloquial.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas.

As personagens do romance pertencem à classe dominante. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.61. tradições e falas de pessoas simples. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro.. título da obra e período literário dos versos citados. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.. a retidão de caráter. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. a coragem e a fidelidade. A dor lacerou suas entranhas.representação de pessoas comuns. Tinir de ferros. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. U. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. e vivem situações idealizadas. 02. 01. corretamente. 62.F.” ALENCAR. as mulheres são devassas. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Dentre as proposições abaixo. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. Em sangue a se banhar. 64. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão.a periferia do Rio de Janeiro. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.) – Tu és Moacir. consciente da sua missão de gerar a nova raça.. Apresenta-se.linguagem simples e direta -. características da estética romântica. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. o mestiço povo brasileiro. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. (. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. José de.. d) Alencar justifica. sentindo que se lhe rompia o seio.. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. Voltar Língua Portuguesa . seja no espaço onde essas personagens circulam . o nascido do meu sofrimento. seja no processo de construção das personagens . U. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.. no romance. de Manuel Antônio de Almeida. Dê. estalar do açoite. Iracema. 08. a soma das alternativas corretas. autor. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. Estreitou-se com a haste da palmeira.F. 04.. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. e considerando a obra como um todo. a seu modo. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.Romantismo Avançar . foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. dor e sofrimento. de José de Alencar. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. 16. uma vez que registra traços dos hábitos. como resposta. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. entre os anos de 1852 e 1853.. vulneráveis e desonestas. seja no plano da forma . c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica.F. 63. na perspectiva do idealismo romântico. U. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. UFMS Memórias de um sargento de milícias. à elite de sua época.

uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. e) Apenas I e III estão corretas. o amor platônico não é superado pelo amor físico. naquela tez lívida e embaçada. as grinaldas da morte na fronte dela. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. na economia e principalmente na educação dos jovens. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. para os itens verdadeiros. Assinale a alternativa correta. II e III estão corretas. c) V – F – F – V. b) V – V – F – F. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa.. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja.. 66.Romantismo Avançar . ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social.65. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. “Uma noite. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.. II. o que leva ao efeito cômico desejado. mulheres incorpóreas ou virgens. rompido temporariamente. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. em virtude da educação que recebera. pode-se encontrar (Assinale V. Nessa obra.. Idealiza figuras imaginárias. III.” 22 Com relação ao fragmento acima. por exemplo). As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Desta forma. elas só o são aparentemente. Acentua traços característicos da literatura romântica. d) Apenas I e II estão corretas. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. como o esconderijo. direcionando-os para a vida religiosa. Não sei se a noite era límpida ou negra. Abri-o: era o de uma moça. o disfarce e o erro de identificação. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. b) Apenas II e III estão corretas. como o subjetivismo. eu ignoro por quê. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. da qual faz parte a peça O Noviço. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. Era uma defunta!. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. o egocentrismo e o sentimentalismo. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V... personagens que confirmam o amor inatingível. presente em grande parte da obra do autor. o equilíbrio.. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. e após uma orgia. d) F – V – V – F. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. eu achara abertas. Tematiza a morte. o vidrento dos olhos mal-apertados.. Saí. despreza o nacionalismo e o indianismo. que. idealizado na literatura ultra-romântica. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). temas característicos da primeira geração romântica.. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. no 1º.. Aquele branco da mortalha. que se casa pelo dote. a punição do violão. ao contrário. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. a) Apenas I está correta. ( ) Nesta obra. 67. Pesava como chumbo. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. parágrafo. c) I. afirma-se: I. ainda.

o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. U. d) no segundo. a exaltação de sentimentos pessoais. como resposta. com desespero e pessimismo. 02. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à aflição e à busca da solidão. a) no primeiro. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. que conduz à dor. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. 16. Dê. a morte como alívio para o “mal-do-século”. e) no segundo. apesar de haver um tom de humor e sátira. 69. c) no primeiro. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. em poesia simples.68. bucolicamente ingênua e inocente. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Como a lua por noite embalsamada. b) no segundo. podemos afirmar que. a soma das alternativas corretas. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor.Romantismo Avançar . porém. Comparando os dois fragmentos. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes.. o dolorido afã. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. “Se eu morresse amanhã. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. Sobre o leito de flores reclinada. 08.E. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. com certeza. o desajustamento do indivíduo ao meio social. a valorização de elementos ligados à natureza. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. 04. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. como: 01.. pastoril.

estabelecendo. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. b) Apenas II. não é dizer que vieram de braço. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. e) I. ( ) na poesia saudosista. Quais estão corretas? a) Apenas I. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 2. assim. U. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. 3 e 4 estiverem corretas. embora o texto esteja em prosa. UFRS Leia o texto abaixo. de Manuel Antônio de Almeida. c) se 2. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. por saber quem é Leonardo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. no qual está inserido o primeiro habitante do País. 4. detectado no sentimentalismo exagerado. d) Apenas II e III. a saudosista e a lírico-amorosa. como a exaltação do pitoresco nacional. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. foram mais adiante do que isso.70. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. de José de Alencar. comparações sobre comparações. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. II. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. fruto do negro e do branco. podemos dizer que: 1. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. porque tudo é narrado de forma explícita. e em lamentos melodramáticos. 3 e 4 estiverem corretas. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. que deforma os encantos da mulher amada. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . I. porém. como este último tinha querido quando foram para o Campo. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. II e III. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. predomina uma sensibilidade plástica singular.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. O narrador. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente.F. 3. III. 72. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. 24 GABARITO “Desta vez. c) Apenas III. Luizinha e Leonardo. d) se 1. numa representação quase sempre épica. ( ) na poesia lírico-amorosa. o índio. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. 71.Romantismo Avançar . Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético.

no último parágrafo. 2. 48. 05 21. 4. d 30. 45. 40. Voltar Língua Portuguesa . 13. b 18. 15. 06 a Não segue integralmente. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. e não européia. pois. 39. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. Sim. 6. a 29. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 34. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. a 19. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. não com o preconceito europeu. 44. a a) Como todo povo.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. As notas contribuem tratando o ritual. 23 20. 37.Romantismo Avançar . c 33. e 23. c 32. mas com benevolência. 11. 8. no texto. 49. 7. de experiências positivas. 3. 36. a qual passa por diferentes estágios. 14. o índio brasileiro também tem suas tradições. 16. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. segue. 43. d 24. 12. d 22. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. já que. a 27. a natureza é lugar paradisíaco. 46. e 31. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 9. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 5. 41. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. já que. 10. c 28. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 38. atribuem-se à infância traços negativos. 47. e 26. sua cultura. 42. d 25.

53. 65. 71. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62.50. 56. 55. 64. 54. 68. 66. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. 63. 67. 69. 61. 72. 58. 70. 52.Romantismo Avançar . 60. 51. 59.

e) o emprego de uma linguagem simples e direta. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Estavas. O nome que no peito escrito tinhas. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. c) III. Voltar Língua Portuguesa . cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. posta em sossego. legítima herdeira do trono de Portugal. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. d) I e II. c) a manifestação de apego a Portugal. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. posta em sossego. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. b) II. Desse episódio. linda Inês. Deste causa à molesta morte sua. Aos montes ensinando e às ervinhas. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. 2. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. tu. em Os Lusíadas: I. humanizando os versos. áspero e tirano. Naquele engano da alma ledo e cego. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. II. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. O episódio de Inês de Castro. que se contrapõe à solenidade do poema épico. 3. Está correto apenas o que se afirma em a) I.” 1 GABARITO Os Lusíadas. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Como se fora pérfida inimiga. do qual o trecho acima faz parte. Tuas aras banhar em sangue humano. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. PUC-SP “Tu só. III. De teus anos colhendo doce fruito. obra de Camões. Se dizem fero Amor. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Que a fortuna não deixa durar muito. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. já velho e com um “saber só de experiência feito”. e) I e III. d) retrata a beleza de Inês. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.Classicismo Avançar . oferecem momentos em que o lirismo se expande. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. De teus fermosos olhos nunca enxuito. puro amor. como um todo.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. É porque queres. inserido em sua narrativa épica. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Nos saudosos campos do Mondego. Entretanto.

a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Classicismo Avançar . b 2. e 3.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.

assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. Para ilustrar essa tese. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. centros comerciais). estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. a seguir. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. como resposta. São Paulo). por isso. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. em geral. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. 86-7).LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. É normal que uma língua se nutra de outras. de uma cultura dominante. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos.” Trecho 2: “Para os especialistas. Entre eles. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). essa primazia pertence ao inglês. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). No entanto. Dê. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. O texto traz a opinião do articulista de Veja. p. UFMS Apresentamos. ser multados. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. diz o professor John Robert Schmitz. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. Está certo que os abusos beiram o ridículo. Até o início do século XX. americano naturalizado brasileiro. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem.” GABARITO Segundo o texto. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. Agora. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. (16) ao contrário dos lojistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. não devendo.

a soma das alternativas corretas. (16) até o início do século XX. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. referentes aos trechos da questão 1. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. só então. locuções novas. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. já explorada no texto acima. certos modos de dizer. a expressão em negrito remete ao termo franceses. Há. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. que não se pode impedir. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. p. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. UFMS Todas as proposições a seguir. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. 47. 3. exceto: (01) a evolução de um idioma. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. tendo sido. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. criando. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. A este respeito a influência do povo é decisiva. a partir de então. com naturalidade. (02) para os especialistas. através do intercâmbio com outras línguas. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. a soma das alternativas corretas. UFMS Veja. que não vem explicitado no texto. portanto.” In: Crítica literária. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. com isso. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. Dê. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. estão corretas. serem incorporadas à escrita. suplantado pelo inglês. agora.Interpretação de texto II Avançar . é um processo normal. Dê. como resposta. a evolução das línguas.2. como resposta.

um termo fortemente conotado. ônibus. nesse fato. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Paulo de 30/08/2000. Laércio. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Seu nome não está nos livros.Interpretação de texto II Avançar . poder e dinheiro. Tudo porque o homem não aprende. SP. A durabilidade de tais ligações. mas certas situações que levam a isso estão aí. em relação às mulheres. posando com fêmeas muito mais jovens. no geral. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. 5. esportivos e de poder. Pior ainda. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Garça. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Suas pétalas não se abrem. Há milênios. triste. meios artísticos. nos círculos milionários. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Garanto que uma flor nasceu. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. o nojo e o ódio. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Mas é realmente uma flor. paralisem os [negócios. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. bondes. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. e muitas pela fama. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. real. Façam completo silêncio.4. Sublinhe o termo em questão na sua frase. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. É feia. rio de [aço do tráfego. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. o tédio. Duro. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Sua cor não se percebe.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. […] Furou o asfalto. rompe o asfalto.” ZANINI. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque.

ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. b) “tornaram as leis antiquadas”.” Jornal do Brasil. Tornaram as leis antiquadas. durante longos períodos de tempo. 12/10/2000. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. desafiaram constituições.Interpretação de texto II Avançar .6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. c) “reformularam a economia”. GABARITO 7. c) a natureza precária das revoluções. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. e) “desafiaram constituições”. Paulo. d) “redefiniram os locais de trabalho”. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. Transcreva pelo menos três. redefiniram os locais de trabalho. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. 8. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. enquanto o CD-Rom trabalha. a) No texto acima. revoluções não são sutis. com base no texto. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. diante de telas de computadores. Nicholas Negroponte.” O Estado de S. 4 Texto para as questões 7 e 8. e) o traço progressista das revoluções. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. diz o professor do MIT. Fuvest-SP No texto. reordenaram prioridades. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. d) o caráter radical das revoluções. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. as ‘infovias’. “A explosão dos computadores pessoais. 13/02/96. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. reformularam a economia.

freios ABS de 5ª geração. Dessa forma. 12 anos de garantia anticorrosão. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. também conhecido como Cinderela. 10. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. 15/9/00. pois ludibriam o cliente. entretanto. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. por isso. a soma das alternativas corretas. e. Todavia. p. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. portanto. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. ( ) No trecho final. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. Dê. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. leia o anúncio que se segue. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. nº 82. a mensagem do anúncio estaria preservada.” Época. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Há. Voltar Língua Portuguesa . É o maldito sapatinho que não serve para você. a valorização dos calçados anunciados. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. XYZ. ar-condicionado inteligente. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. como conteúdos pressupostos.9. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. motor com 5 válvulas por cilindro. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. não se voltando. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público.Interpretação de texto II Avançar . 13/12/99.” Caras. O design é compacto. Tendo em vista essa observação. apesar de gostar de homens de verdade. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. como resposta. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). os verbos parar (de) e passar (a) indicam. ludibriando involuntariamente o consumidor. por oposição. 53 (com adaptações). que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. que acaba comprando gato por lebre. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. Tem carroceria 100% galvanizada. para um segmento específico da sociedade. Mas a tecnologia é imensa.

27. apud DIAS. na Antigüidade. em que não faltam. que fica na mesma rua. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. 298. Segundo os soldados. p. passou para outras civilizações. inclusive. 2 F. cit. VI. p. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. estão corretas a) todas as afirmações. IV. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. p. marcas de oralidade.35. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. Clitemnestra. perceptível em nível morfológico. V. uma tendência para a hipérbole. III.456 a. Christi estava tirando seu Santana da garagem. IV e VI. op. 12. e) I. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. projetou o mito muito além da sua época. 24. fugiram. para melhor se aproximar da língua padrão. 339.91.Interpretação de texto II Avançar . Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. assassina o marido. 6. p. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. pintou confusão. a transformação de notícias em narrativas. F.91.91. Quando sacaram que pintou sujeira. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. O cara morreu na hora. no discurso jornalístico em questão. predomina I. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.C. d) Atualmente. grande dramaturgo grego.” NP. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. II. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. II. cit. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. detonando três pipocos em Cícero. Orestes. que inventou a expressão. Ana Rosa Ferreira. F. op.)’. uma deformação dos significantes. Paulo: editora EDUC/Cortez.07. op. julho de 1998.” Superinteressante. o filho dela. Egisto. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. F. quando acontece empate em julgamento. em Atenas). A tragédia de Ésquilo. d) I. Nessa tragédia. 27. uma preocupação de fundo metalingüístico. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. ou de linguagem popular e técnica. da Universidade de São Paulo. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. para resolver os pepinos em tempo. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). IV e V. S. Atena. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Nessa hora. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito.” NP. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. Agamênon.07. Aí.07.C. de Ésquilo (525 a. pode-se dizer que.07. II.91. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 230. U. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. apud. 07. 4.11. Texto 3 “Liberado pelos médicos. dado pelo presidente de um tribunal. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. III. apud. ajudada pelo amante. apud.” GABARITO NP. Para julgar o crime. a empresa está informatizando todo o seu sistema. c) somente I e IV. III. . 5. Quanto às afirmações anteriores. cit. b) somente III e IV.

Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. os brasileiros seriam PhDs nela. PUC/Campinas-SP “Na prática política. meio diplomata. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. ‘vamos ver’. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. espertos negociantes. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. Michael. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. U. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. 14. Em relação ao texto. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. I e II somente. intencionalmente incapaz de magoar os outros. III. que é a busca do ‘acordo entre partes’. 7 13. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. O tema é a prática da má política. Membros dessa espécie híbrida. de Londres e da Fairchild Publications.Interpretação de texto II Avançar . está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. b) aquele que. (…). Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. II e III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. In Folha de São Paulo. híbrido e. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. ‘se der’. I. justificam-se como hábeis negociadores. 1996. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. c) o homem perspicaz. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. um tipo de enganador charmoso. de fato. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. d) um “camaleão social”. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. I e III somente. por essa razão. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. pela gentileza de seus atos. II e III somente. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. (…). ou mesmo das ‘negociatas’. II. está honestamente preocupado com as regras sociais.” KEPP. meio malandra. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática.Texto para a questão 13.

Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. U. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. Texto “Quais são. e) Segundo o texto. mas sabíamos seus nomes. datas. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. em geral. da vida? No futuro. Era preciso recitá-los de memória. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. conhecendo como é o lugar. A pergunta que. Ninguém soube responder. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. 8 15. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Informação memorizada é algo que. 26 set. Alfredo Steinbruch. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. Trata-se de um rio longo. é o ensino da literatura. Ele pousou o giz. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. nunca tínhamos visto os rios da região. basicamente. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Coisas que os alunos copiavam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A propósito. Exemplar. entendimento e emoção. ensino foi sinônimo de informação: nomes. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. que lecionava Física no Julinho. c) Nada é comparável. 16. mas indo até lá. ficará cada vez mais por conta do computador. como vivem os habitantes da região. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. O professor Alfredo entrou na sala. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. E aí os nomes surgirão naturalmente. b) Nenhuma idéia é mais relevante. todos nós estávamos ansiosos. está o objetivo maior da educação. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. não cumpre seu real objetivo. é preciso saber como acessar. Eu perguntaria ao leitor. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. lugares. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. a) No texto. U. Nesse binômio. F. daqui em diante. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Não é preciso lembrar. Por que é um mistério que nunca esclareci. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. Revista ZH. isto é. b) Entre outras idéias. e portanto cheio de afluentes. é criticado o ensino que visa. F. Durante muito tempo. Não sei como será a escola no futuro. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. ou liam nos livros. ao acúmulo de informações memorizadas. a esse respeito. d) Numa perspectiva otimista e confiante. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. os da margem esquerda e os da margem direita. 1999. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. batalhas. no contexto. mesmo.Interpretação de texto II Avançar . Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. d) Não há exemplo mais adequado. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. E também não nos ensinará o valor das emoções.

e) a violência urbana. decorrente da industrialização.Interpretação de texto II Avançar . c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. resultou de projetos governamentais. estruturados segundo os padrões da época. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta.” SANTOS. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. confunde. O que é transmitido à maioria da humanidade é. intensificou-se nos bairros mais populares. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Fuvest-SP Segundo o texto. nas condições atuais. Milton. Por uma outra globalização. de fato. 9 17. dos objetos que o formam. Todavia. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. d) o abastecimento de água das grandes cidades. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. em lugar de esclarecer. GABARITO 19. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. 18. corresponda um retrocesso político. não será capaz de superar o egoísmo. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. a cada avanço tecnológico. c) é da natureza do progresso que. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. uma informação manipulada que. Paulo César Garcez.Texto para as questões 17 e 18. b) punhado de atores / objetivos particulares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. História da vida privada no Brasil. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. por mais que avance tecnologicamente. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. embora realizado de maneira desordenada.” MARINS. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas.

Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. que é quase pegada à Chácara de vovó. a incorreta. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. c) porém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas quando são na Igreja do Rosário. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito.Interpretação de texto II Avançar . as quais. na qual. “quando” e “que” podem ser substituídas. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. mas quando são na Igreja do Rosário. 10 GABARITO 20. caso. Helena. a seguir. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. E este ano foi mesmo. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora.” Nesse primeiro período do texto. eu gosto ainda mais. na época em que. da qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. Nenhum rejeita o cargo. 21. Assinale. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. a qual. a qual. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. eu gosto ainda mais. algumas afirmações críticas acerca do texto. b) pois. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Fuvest-SP Leia. no Brasil do século XIX. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. entre elas. “Domingo.Texto para as questões 20 e 21. respectivamente e sem prejuízo do sentido. se. Minha vida de menina. Até parece que a festa é nossa. por: a) contudo. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. as palavras “mas”. se. e) porque. d) entretanto. se.

de 8 e meia às 10. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. entrou no banheiro. quando voltaremos com novas atrações. naturalmente). a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. tome de sorriso na frente da câmara. Fechou o sofá-cama. abriu a cortina do boxe. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. decorando textos. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. Tinha de estar pronta em seguida. Afinal. A pobrezinha. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. vai poder dormir um pouquinho. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. que parece linho mas é linholene. macio e confortável. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. (Tudo que se faz com leite. quarto. 11 GABARITO 22. como ficou dito. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. levantou-se meio tonta.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. o teleteste que distribui brindes para você. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. vítima da sociedade de consumo. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. no departamento comercial da televisão. tudo conjugado. que deixa saudade. Um velho chato. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). In: Primo Altamirando e elas. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). caso ela ficasse efetiva na programação. Às quatro. mas preferiu outra coisa. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. com Pulvolaque se faz. ( ) A garota-propaganda. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. graças à carona que pegara. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas muito bonzinho. (Você nunca dará corda num Mido). colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Ali estão os dois escolhendo o menu. em pó. O vestido não estava no armário. Mas note bem. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Finalmente. quitinete e área interna. Stanislau. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. facilmente removível e lavável. Se fosse branco. Abriu a geladeira de 7 pés. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Um perfume inebriante. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. toda impermeável. banheiro. Garota-propaganda não pode engordar. e foi até a cozinha tomar um copo de leite.Interpretação de texto II Avançar . não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. decorar outros textos. boxe. copa. Já eram quase três da matina. que não enruga nem encolhe. tinha de almoçar com um diretor de TV. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. além disso. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. era verde. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. Eram onze e meia quando chegou à cidade. E.’” PONTE PRETA. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. não o tomara pela manhã. Boa noite. Fora dormir inda agorinha. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. De 5 às 8. que estais no Céu. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. mas também não achou. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Estremunhada. É só até o dia 30. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. aos pés do sofá-cama.

Business Intercontinental da Iberia. H. Sorria. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica.Interpretação de texto II Avançar . b) pelo sentimentalismo.23. e) “programa de milhagens”. b) “acumular e utilizar pontos”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” GABARITO 24. Além disso. b) Os pequenos erros são importantes. mas não essenciais. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. 25. Mais espaço entre as poltronas.” SEREZA. Fuvest-SP No mesmo anúncio. b) trocadilhos. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. c) apelo direto ao leitor. c) pela incoerência. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Caderno 2/Cultura. d) “aeroportos no mundo todo”. Viajar virou sinônimo de relaxar. se se querem grandes. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. para a grandeza de homens e mulheres. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. Fuvest-SP Neste anúncio. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. D. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Utiliza-se de Itaparica. e) pelo sensacionalismo. Paulo. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. 26. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. e) expressões em inglês. d) pelo humor. O Estado de S. d) enumeração acumulativa de vantagens. 16/7/2000. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis.

Porque quem é louco por alguém. e) presença de verbos no modo imperativo. baixo custo e facilidades de pagamento. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. opção dupla para a forma de pagamento. criativo e de fácil memorização. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. apelo à sensibilidade do leitor. opção pelos verbos no modo imperativo. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. serviço de informações 24 horas. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. Precisou de ajuda. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. c) presença funcional de um slogan curto. 13 27. grande número de postos de venda/contratação. desvinculação entre indenização e inventário. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. preço acessível. escolha da forma de pagamento. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). facilidade de pagamento. Fuvest-SP Segundo o texto. anual ou vitalício). mensal ou anual. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. predomínio de verbos no futuro do indicativo. você escolhe a forma de pagamento.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. desobrigação da realização de exame médico prévio. as crianças). repetição exaustiva do nome do produto. garantia de agilidade e segurança na indenização.Interpretação de texto II Avançar . E para esclarecer suas dúvidas. d) “deixar essas coisas para amanhã”. 29. definição e explicitação do público-alvo (no caso. 28. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. c) preço acessível. d) baixo custo. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. b) uso sistemático da linguagem denotativa. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. comparação com produtos similares. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários.

III. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes.Interpretação de texto II Avançar . em conseqüência do acidente. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. b) I. IV. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. morrendo na hora. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. II. I. dependerá de autorização do comando. U. II. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. e) IV. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. ou seja. O texto acima comporta leituras. o pára-brisa ficou quebrado. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. na parte dianteira do veículo. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista.” 14 Quando lemos um texto. I. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. III. agora. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. Há muitas informações sobre a ambulância. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. III. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O conserto. também. I. III. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. F. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. É o procedimento adotado neste tipo de situação. a ambulância não será usada em serviço. II. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. Por enquanto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . IV. a ordem seria: a) I. houve. relatório e fotos do acidente. dentre tantas outras possíveis. IV. II. IV. que receberá. IV. d) II. Se reordenássemos os itens acima expressos. II. como as que seguem. c) III. III. danos de pequeno valor no veículo.30. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. I. a ambulância não será usada em serviço. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Segundanificado do o policial rodoviário. Em virtude do acontecimento. que morreu vítima do atropelamento. No deslocamento. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. 8/6/1999).

Augusto e CAMPOS. o ideal é não mexer na carcaça naufragada.7) têm em comum um sentido negativo. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. babe cola e excrete caco pela cloaca. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. 32. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. agosto de 2000.2).31. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. 108 metros.5) e “cloaca” (v. Voltar Língua Portuguesa . A profundidade em que se encontra a embarcação.Interpretação de texto II Avançar . Coca-Cola. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. do ponto de vista ambiental. além de muito cara. Décio. 52. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. 1975. In: PIGNATARI. a até 20 metros da superfície. “caco” (v. 2ª ed. Haroldo de. Décio. IMPRIMIR Em relação ao texto. Uma operação de resgate. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. principalmente. 15 A partir das informações do poema acima. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. p. p. retirado da Revista Veja. pelas famílias das vítimas. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. mas. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. a soma das afirmações corretas. originalmente. também é segura. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. São Paulo: Duas Cidades. como resposta. dê. ( ) Os vocábulos “babe” (v. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. CAMPOS. e os primeiros testes apontam para isso. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. desejada pela opinião pública e. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. A razão é simples.” GABARITO Fragmento de texto. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. 85. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. 1950-1960. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes.

que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. Nós. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. estudaram. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. a alimentação e. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. 135 (com adaptações). 2000 (com adaptações). Veja. 16 33. é correto concluir que. Em energizês. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. ( ) Pelo segundo período do texto. em geral. 6/9/2000. no canto das terras indígenas. não temos academia de ginástica. essa taxa no Brasil era de 5%. há plantinhas e árvores grandes. ( ) o culto do corpo são em mente sã.” MORIN. que não está nas terras indígenas no momento da fala. entra em colapso. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Ou seja. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. lá. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. no ano passado. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. as olhemos e dali tiremos a água. os índios. Quando falta luz em casa.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. não um colapso na geração. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Lá não temos problema de emagrecer. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. Rio de Janeiro: Garamond. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. na opinião do autor. Em nossas aldeias. No que diz respeito ao petróleo. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. a magia da vida. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. pelo foco do silvícola. Denise. as águas doces estão todas nas terras indígenas. do dia e do tempo. Em 1997. Simples assim. o país não pode crescer. com uma pequena margem de sobra. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. comum entre os vikings. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. o remédio. no meio do mato. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. O que pesa são os gastos industriais. Queremos dizer isso a vocês. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada.” RAMIRO. em termos de vida. Se a geração de energia não for suficiente. os seres humanos. Lá. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Edgard. a economia pára. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas.Interpretação de texto II Avançar . Se ela faltar. copiaram e discutiram. p. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. para que nós.

instantaneamente — depois. Me disseram. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. O senhor tolere.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. a situação brasileira é altamente favorável. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. gosto. esse figurava rindo feito pessoa. Todo dia isso faço. Povo prascóvio. cara de cão: determinaram — era o demo. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. Não tenho abusões. Dono dele nem sei quem for. 35. se vai ver se deu mortos. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. desde mal em minha mocidade. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Cara de gente. pressuposta no início do romance. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. de Guimarães Rosa.4 milhões de pessoas. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. os olhos de nem ser — se viu —. Causa dum bezerro: um bezerro branco. “— Nonada. Deus esteja. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. erroso. ( ) No período final. a falta deverá atingir 33. Vieram emprestar minhas armas. com referência à luz como energia luminosa. Por meu acerto. ( ) Devido a novas tecnologias. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. ( ) No terceiro período. Daí. Voltar Língua Portuguesa . o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. então. e denotativamente. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. Mesmo que. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes.Interpretação de texto II Avançar . pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Alvejei mira em árvores no quintal. no baixo do córrego. e com máscara de cachorro. mas apenas transformada.34. Mataram. isto é o sertão. arrebitado de beiços. por defeito como nasceu. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. eu não quis avistar. vieram me chamar. 36. primeiro a cachorrada pega a latir. e) Para o narrador. cedi. ainda não-explorados. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. significando solução para o problema. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial.

400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Ele tem motor 4. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. Jeep® Só Existe Um. foi publicado na TVFolha. duplo air-bag. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos.37. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. Jeep Grand Cherokee. ( ) o argumento de que. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. A vida moderna em favor da vida de verdade. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.” GABARITO Veja. UFMT Com base no texto acima.0 L High Output. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. Jeep Grand Cherokee. UFGO O trecho abaixo. consideradas num certo período e em determinado lugar. reacionário ou malfeito é apenas popular. no Brasil. A partir de R$ 55. no interior do país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a especificação de conceitos.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. No início da década de 60. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. de 30 jul. no fragmento. ( ) sobressai. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. apenas os mais ricos possuíam um televisor. 38. de Alcino Leite Neto. então predominantemente rural. CELULAR. é possível afirmar que ( ) prevalece. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. 2000. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. no fragmento. demasiadamente popular. 11/10/98.Interpretação de texto II Avançar .

água fria. Água. de G. marcada pela solidão e pelo automatismo. pratos. 1995. camisa. Mesa. por exemplo. água. In: LADEIRA. cavalete. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. garrafa. fósforo. pijama. U. Mesa. “Circuito fechado Chinelos. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. guardanapo. pratos. canetas. espaço. esclarecendo o título do texto. Mesa e poltrona.” RAMOS. provavelmente artística.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. como resposta. telefone. chinelos. Pasta. quadros. Mesa e poltrona. Maço de cigarros. pasta. Quadros. toalha. folheto. a soma das alternativas corretas. Chinelos. pastas. externo. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. xícara. tempo. cadeiras.39. telefone. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. fósforo. água. cartas. singular e diferenciado dos demais. Cigarro e fósforo. escova. calça. espuma. Papéis. xícara e pires. bule. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. 71. de saída. E. água. copos. espuma. Mictório. copos. cadeira. cadeiras. talheres. cigarro. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. relógio. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. água. gilete. pia. travesseiro. cigarro. Dê. projetor de filmes. cigarro. livro. espátula. papel e caneta. Abotoaduras. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Contos brasileiros contemporâneos. bloco de papel. Mesa. papéis. maço de cigarros. chaves. carro. talheres. p. Escova de dentes. espuma. Cueca. caneta. pia. telefone interno. meias. toalha. (04) Trata-se de um texto em prosa. telefone. caixa de fósforos. Cigarro e fósforo. descarga. sabonete. papéis. bilhetes. guardanapo. Carro. Cigarro. revista. São Paulo: Moderna. memorandos. pincel. fotos. convertem-se no seu contrário. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. cadeiras. documentos. descarga. papéis. Cigarro e fósforo. gravata. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . espaço. Escova. telefone. água. xícara. fósforo. Jornal. cheques. que exerce uma função criativa. creme dental. fósforo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. xícara. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. cigarro. (02) Trata-se de um texto em prosa. copo de papel. água quente. Paletó. Carteira. prova de anúncio. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. sabonete. cortina. papel e caneta. fósforo. sapatos. fósforo. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. xícara pequena. telefone. bloco de notas. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. Relógio. papéis. cadeiras. relatórios. giz. copo. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. tempo. Coberta. lenço. Mesa. cartaz. caixas de entrada. prato. caixa de fósforos. creme dental. revista. Poltrona. notas. cigarro. água. relógio. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. vales. caneta e papel. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. Cigarro e fósforo. cama. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. papel. cinzeiro. lápis. no caso. etc. Quadros. caneta. creme de barbear. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Bandeja. jornal. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Provas disso são. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. cueca. Ricardo. telefone. fósforo. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. papéis. J. caixa de fósforos. copo com lápis. gravata. calça. poltrona. guardanapos. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. Maço de cigarros. talheres. pente. cigarro. meias. paletó. Xícaras. esboços de anúncios. papéis. agenda. caneta e papel. quadro-negro. níqueis. Pia. vaso com plantas. pasta. camisa. abotoaduras. papel. Televisor. sapatos.Interpretação de texto II Avançar . vaso. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Vaso. Poltrona.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. cinzeiros. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. Creme para cabelo. etc. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Táxi.

05/09/99. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Apenas 25% dos brasileiros. num processo decrescente vão reafirmar. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Paulo. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. no parágrafo final. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. Há 20 anos eles foram 57%. UEGO A partir da leitura do texto. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”.” Folha de S. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. 20 GABARITO 40. estão em escolas desse nível de instrução. 1. Em 1999. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. 2. que há aos milhares. aumentaria em 7. Voltar Língua Portuguesa . cujos pais têm boa formação educacional. presente no título. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. 53% estão atrasados nos estudos. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Há cinco anos. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. começa construir a oposição ao que foi afirmado. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. p.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. eles eram 32%. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. como justifica o projeto do Senado. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. Mesmo assim. a oposição estabelecida nos dois primeiros. USP e Unicamp. em 98. Cad. Na justificação do projeto senatorial. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. a partir do segundo. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. em escola do Estado. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. De resto. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. justificam. em idade de estudar no ensino médio. Segundo o Mec. cursaram o ensino médio. Com a nova lei.

aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. como tal. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Além disso. conseqüentemente. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito.Interpretação de texto II Avançar . fatores de coesão textual. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. ( ) Cada país membro encarrega-se. ( ) no último parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. de acordo com a leitura.E. ( ) no quarto. Voltar Língua Portuguesa . considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. comprovando o caráter demagógico da medida.41. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no livre exercício de suas próprias soberanias.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) no segundo parágrafo. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. uma vez que sua conclusão é incontestável. I. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. esses são anafóricos e. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. Colômbia. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) no terceiro parágrafo. no interior de suas fronteiras. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. como a realização dos postulados da justiça social’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. 42. 1948). UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo.

que era um anão. forças armadas. mas também das que ainda pretendia fazer. companhias de serviços públicos. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) De acordo com o texto. imposto de renda. (Esse livro. mostro como atacar saindo das sombras. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. Nele descrevo. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. basta terem o poder.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. vangloriar-se”. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. de linhas perfeitas. o qual se constrói com uso do discurso direto. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. seja ele quem for. fodidos e oprimidos. ( ) No fragmento em análise. desmoralizar. que era um anão.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. U. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. que significa “gabar-se.” não teria o sentido de contraposição alterado. o proprietário senhorio. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ( ) O uso da palavra “ainda”. eu disse. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. o predomínio do diálogo. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. que era um anão. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. a polícia. nunca foi escrito. na verdade. sem interrompê-lo. o nível informal. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. mas também das que ainda pretendia fazer”. 44.Interpretação de texto II Avançar . a presença de um narrador personagem e. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. minuciosa e sistematicamente. arruinar. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. ( ) O período “Nariz de Ferro. Nariz de Ferro. percebe-se. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. Ensino a técnica adequada para devassar. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. de acordo com a regra de colocação pronominal. aniquilar. ( ) No fragmento em análise. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . era um pouco mais negro do que o rosto. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. U. a loja comercial. companhias de cartões de crédito. levantou-se e. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. exterminar indivíduos e organizações odiosas. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito.) ‘Está enganado. dente por dente”. exibiu o perfil para mim. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. com relação ao modo de narrar. bancos. Seu nariz imenso. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. como atormentar e destruir sem misericórdia. (…)” 22 43. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. com relação ao modo de citação do discurso. fodidos e oprimidos”. mas também das que ainda pretendia fazer.

No entanto. 46. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. exerce função sintática na frase em que aparece. Macunaíma. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. em “Parava em cada vitrina”. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. U.Interpretação de texto II Avançar . Mário. falando: Custa mil réis. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.” ANDRADE. ( ) A charge apresenta uma Imagina. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”.45. Já sabia o nome de tudo. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. o brasileiro falado e o português escrito”. ( ) A palavra “vitrina”. no texto verbal da charge. Parava em cada vitrina. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Julgue-as. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. “Uma feita era dia da Flor. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio.”. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. o segundo “que” é pronome relativo e.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. de acordo com as normas da língua padrão. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. o brasileiro falado e o português escrito. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. ( ) No texto. Foi e viu um despropósito de coisas. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. como pronome relativo. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Uma feita era dia da Flor. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

mas possui significação. não se preocupa com sua coerência. essa transferência representa um reforço na filial”. O mundo não é o que pensamos. Veja. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. 48. Para as companhias. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. 49. a mudança é um sacolejo completo na vida. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. e isto garante a sua coerência. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. 24 No fragmento anterior. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. b) mudança dos executivos. Em São Paulo. por isso esta empresa instalou-se lá. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. o poema não possui “elos” conectivos. Das 500 maiores companhias transnacionais. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. O orangotango é profundamente solitário. um poeta. mudança dos executivos estrangeiros. ao construir um poema. Desde 1990. Macacos também preferem o isolamento.” BUCHALLA. Andorinhas copulam no vôo. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Para os executivos e a família. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. transferência dos brasileiros.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Anna Paula. existem colônias de franceses no Paraná.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. Hoje. transferência dos brasileiros. os versos do poema estão justapostos. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. companhias transnacionais. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. o poema é coerente. essa transferência representa um reforço na filial. d) empresas da Renault. Voltar Língua Portuguesa . e) companhias transnacionais. graças à Renault. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul.Interpretação de texto II Avançar . Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. pois não possui “elos” entre um verso e outro. mudança dos executivos estrangeiros. pois as frases estão soltas. 47. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. Para as companhias. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. c) empresas da Ford. 26/04/2000. mais de 400 estão instaladas no país.

no Rio de Janeiro. em todos eles. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. um dos primeiros computadores do mundo. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). que o guarda até hoje. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. no Rio de Janeiro.” Superinteressante. Talvez não.Interpretação de texto II Avançar . Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. no futuro. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. um dos maiores paleontólogos do mundo. foi produzido. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. Talvez estejam sonhando. que supera o Eniac. c) a potência do computador de hoje. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens.” GABARITO 51. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. na época. 1999. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. no Rio de Janeiro. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. todos os robôs venham a ser desligados. Hoje. como pensam alguns. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . reparou em algo estranho. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. assumindo. d) a possibilidade de que. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. → os répteis que habitavam a região. nos arredores da cidade. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. → o interior paulista. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. que o guarda até hoje. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. que o guarda até hoje. que não seja possível sequer desligá-los. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos.50. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. em 1946. Abril. fazendo o que pareceu. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. nos arredores da cidade. o Eniac. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. assim. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Mas o padre-cientista não se abalou. → Rio de Janeiro. UFPR No texto abaixo. Esperou o Carnaval. A análise das marcas confirmou o seu palpite. → o padre Giuseppe Leonardi. → pegadas de répteis. Talvez não. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara.

54.52. ao invés da opressão política imposta pelas elites. Isso. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. sofre todas as privações e. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. portanto. a fim de pagar os sustos que deu. Antonio. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. d) os defensores de uma falsa democracia. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. o rádio. os jornais. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. cinco séculos depois do Descobrimento. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Provavelmente. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. 26 53. pois tem não apenas mantido. políticos e jornalistas que se dizem democratas. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. que só pode ser mencionada entre aspas. a bicicleta substitui o automóvel. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. não sabe ler. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que.” CANDIDO. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . alimentação. que impede o povo de superar a opressão social e política. vive doente.Interpretação de texto II Avançar . relativa equivalência de oportunidades. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. na miséria e na desgraça coletiva. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Recortes. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. e) os cidadãos.

e) I.. terá mostrado que o socialismo é possível. está correto somente o que se afirma em a) I. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. que não é percebido como suficiente. b) II. no texto. mas um homem de vigorosa fé social. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.” Rubem Braga. b) uma preocupação mais ampla. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. II. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. GABARITO 57. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. c) III. II. d) I. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. II. d) I e II. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa.. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. c) I. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. tirar o povo da sujeição torpe. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. tendo em vista o bem da sociedade em geral. que tempo.Interpretação de texto II Avançar . II. II. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. No segundo parágrafo. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa.. a costureira é anêmica.. que passou a vida lutando. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. terá mostrado que o socialismo é possível. e) II e III. não apenas o daqueles mais ricos.55. e) a ambição de possuir sempre mais.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Voltar Língua Portuguesa . atribuída a “esses críticos”. d) uma possibilidade de exploração. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. Em relação ao texto. pela camada mais alta da população. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. aquisição dos requisitos indispensáveis. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. Vejam que país. e se chamava Bernard Shaw. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. a qualificação de “eufóricos”. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. a seu modo. na posse de bens particulares e influência pessoal. William Morris. aquisição dos requisitos indispensáveis. a lavadeira cheira a gim. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu.. querem belas cidades. não se contentam com belas casas. Não era um cínico... b) I. 27 56. III. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. queixam-se porque a operária está mal vestida.. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. tirar o povo da sujeição torpe: II.

c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente.58. c) caberia à camada mais rica da sociedade. inclusive Bernard Shaw. habitualmente. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. no texto. sem preocupar-se com sua sobrevivência. a par dos órgãos governamentais.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. 59. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade.” Essa afirmação estabelece. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. GABARITO 60. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. estabelecer condições para a igualdade social.. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social.

Primeiros dias. In BOSI. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. 29 61. II. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. acostumado a viver com uma mulher. calço a meia furada. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. sozinho. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Senhora. 190. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. d) Apenas II e III estão corretas. 1997. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. c) Apenas II está correta. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. ninguém os guardou debaixo da escada. Assinale a alternativa correta. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Senhora. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. na janela.Interpretação de texto II Avançar . conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Dalton. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. e até o canário ficou mudo. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. Toda a casa era um corredor deserto. Não tenho botão na camisa. e) Apenas III está correta. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. Senhora. a) Apenas I está correta. a imagem de relance no espelho. fui beber com os amigos. o leite pela primeira vez coalhou. 62.Texto para as questões 61 e 62. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. o prato na mesa por engano. tanto no que diz respeito às camisas e meias.” TREVISAN. p. Venha para casa. não senti falta. para dizer a verdade. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. b) Apenas I e III estão corretas. Acaso é saudade. não lhes poupei água e elas murcham. A. bom chegar tarde. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Senhora? Às suas violetas. São Paulo: Cultrix. tanto no que diz respeito à organização da casa. sem a Senhora. sozinho. como a última luz na varanda. ah. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. (org. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero.) O conto brasileiro contemporâneo. III. Com os dias. esquecido na conversa da esquina. Para não dar parte de fraco. por favor.

O ferro fundido é sem luta. é só derramá-lo na forma. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. não a mão. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. contrapondo-se ao plano do fundir. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. Flores criadas numa outra língua. 595-6. 1994. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. In: Obra Completa. Dou-lhe aqui humilde receita. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. domo-o. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. João Cabral de Melo. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. U. foi a forma que fez.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. corpo a corpo com ele. cuja marca é a ausência do sujeito. fundamentado em modelos preexistentes. sem controle seletivo.63. dobro-o. p. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. ( ) a verossimilhança.” NETO. até o onde quero. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. então. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. não até uma flor já sabida. o efeito de verdade na obra de arte.

31 64. que nada de mau aconteça. O afeto antes é de boa sorte. tem oito filhos. depois. o que lhe confere teor dissertativo.Texto para a questão 64. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. um grande borborinho. Durante. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. só sinto vontade de ganhar. visto que o afeto antes é de boa sorte. trancado no banheiro. Todas as mesas estão ocupadas.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. que nada de mau aconteça e. cinqüenta anos. de forma mais concisa e coesa. só sinto vontade de ganhar.Interpretação de texto II Avançar . parabéns. Durante. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. continue. violino. que nada de mau aconteça. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. Durante a luta. quanto ao afeto. continue. meio século atrás: espancado com uma vara fina. parabéns. depois da luta. parabéns. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. vontade de vencer e. sua mãe. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. o mais moço. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Rubem. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. b) o que mais determina o texto são as reflexões. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. o que se constata sobretudo pelos substantivos. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. continue. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. parabéns. e tudo continua no mesmo. Durante a luta. Nesse instante chegam os músicos. continue. só sinto vontade de ganhar. d) predomina o caráter descritivo. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. cristal puro. Depois da luta. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. o pianista tem quarenta anos. parabéns. bateria. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. antes é de boa sorte. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. Durante.” FONSECA. mas é também o mais triste. as idéias discutidas ao longo dele. continue. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. o elemento determinante do texto é a narração. mulato. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Lúcia McCartney. não exatamente ao mesmo tempo. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. que nada de mau aconteça. “Os Músicos Faz calor. namorou dentro desse espelho’. três: piano. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. que nada de mau aconteça. No ar. vontade de vencer. no violino — cinqüenta e seis anos. desse modo. e) apesar dos aspectos descritivos. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. vontade de vencer. Depois da luta. morreu. parabéns. Depois da luta. Durante. 65. ela veio noutro porão’. só sinto vontade de ganhar e de vencer. Depois de terminada a luta. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. a tocar a valsa da Viúva Alegre.

. e a viagem progredira bem três léguas. pela saúde das camadas mais pobres. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. F. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. dado que ordinariamente andavam pouco. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Vidas secas. como se sabe.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. Fazia horas que procuravam uma sombra. In: Veja. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. saudáveis’ consideram o saldo bancário.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. a viagem progredira bem três léguas. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. E. os juazeiros alargavam duas manchas verdes..) quanto menor o nível social. 23. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. quanto mais alto o nível hierárquico. (. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. 134.” JUNQUEIRA.Interpretação de texto II Avançar .). estavam cansados e famintos.. Pequenas diferenças de salário. através dos galhos pelados da caatinga rala. ano 32. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. porém. (. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco.. 9 jun.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. p. 32 66. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas.. n. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. Ordinariamente andavam pouco. menor a taxa de mortalidade. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. a viagem progredira bem três léguas. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Voltar Língua Portuguesa . mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. GABARITO IMPRIMIR 67. importantes e portanto. Graciliano. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.. entre elas o cigarro. Eduardo. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. ordinariamente andavam pouco. afastando-se do fumo e de outras drogas.” RAMOS. 1999. a viagem progredira bem três léguas. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. a dieta alimentar. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. Até entre pessoas do mesmo estrato social. por parte das autoridades.. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos.

pousou-me na testa. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. e me reconciliou comigo mesmo. apesar dele. ou cor de laranja. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. creio que para ela era melhor ter nascido azul. portanto. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. F. A borboleta. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. mesmo trabalhando sob maior pressão. porque eu a sacudisse de novo. Quando enxotada por mim. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. modesta e negra. Veio por ali fora. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. sob a vasta cúpula de um céu azul. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. dous palmos de linho cru. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. e ri-me. Texto para responder a questão 70. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. não teria mais segura a vida. invariavelmente. desde a invenção das borboletas. e muito maior do que ela. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Dei de ombros. pois as pessoas cultas se cuidam mais. Era tarde.” ASSIS. lancei mão de uma toalha. tão negra como a outra. bati-lhe e ela caiu. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. contra uma toalha de rosto. e viu que me movia. começou a mover as asas. por isso. o que era o homem. E esta reflexão. mas não é determinante quando se trata de saúde. braços. para todas as asas. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. para recreio dos olhos.Interpretação de texto II Avançar . pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. mas o medo. pernas. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. e beijou-me na testa. incomodado. O gesto brando com que. Memórias Póstumas de Brás Cubas. A idéia subjugou-a. Era negra como a noite. Apiedei-me. depois de esvoaçar muito em torno de mim. uma estatura colossal. e voou a pedir-lhe misericórdia. uma vez posta. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. nem a alegria das flores. a saber. Passa pela minha janela. e na dignidade que. Fiquei um pouco aborrecido. é justo dizê-lo. um ar divino. espairecendo as suas borboletices. tinha um certo ar escarninho. — uma das mais profundas que se tem feito. volto à primeira idéia. aterrou-a. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. nem a pompa das folhas verdes. minutos depois. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. pois sabem que. que me aborreceu muito. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. e não é impossível que descobrisse meia verdade. com alguma simpatia. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. assim. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Eusébia. Não era. ela foi pousar na vidraça.68. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. foi pousar na vidraça. A manhã era linda. que tinha olhos. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. — me consolou do malefício. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. F. e achando-a ainda no mesmo lugar. soube conservar. Não lhe valeu a imensidade azul. mas tornando lá. conservar melhor suas defesas. a principal causa da mortalidade. vivem mais. senti um repelão dos nervos. uni o dedo grande ao polegar. Suponho que nunca teria visto um homem. 69. confesso. podendo. Era tempo. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. aí vinham já as próvidas formigas… Não. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Esta última idéia restitui-me a consolação. saí do quarto. que é sempre azul. no susto que tivera. que é também sugestivo. e) Os empresários. e. se ela fosse azul. entra e dá comigo. Imaginei que ela saíra do mato. não sabia. Lembrou-me o caso da véspera. almoçada e feliz. entrei logo a pensar na filha de D. Não caiu morta. viu dali o retrato de meu pai. Sacudi-a. com dinheiro. Machado.

b) a abertura de constantes frentes de trabalho. (. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. E o desafio. para o país. c) a implementação de um programa de educação. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. 72. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. talvez. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. Isso porque as empresas. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. um deus em relação à borboleta. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Para garantir a sobrevivência. Para os outros. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. F. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado.70. 105. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. n. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 1999. pelo menos na área de construção civil. viadutos. 34 71. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. Segundo o Instituto. o principal órgão de pesquisas sociais do país. embora difícil. pode-se inferir que o problema de emprego. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. no Brasil. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. Durante mais de uma década. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. com a modernização. Assim que a economia voltar a crescer.. o horizonte é desolador.Interpretação de texto II Avançar . Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. querendo confundi-lo. In: Veja. 21 jul. não serão sanadas a longo prazo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil.” VALENTINI. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. um mês atrás. c) A situação do trabalhador braçal. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. d) se surpreende com a relatividade das coisas. assim que a economia brasileira voltar a crescer. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. para as chamadas frentes de trabalho. já não precisam tanto de força física. é alentadora. no Brasil. por uma ironia do seu passado recente. Eusébia. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.. F. recebendo salário mensal de 150 reais. o governo abandonou estradas. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. deixou ruas se esburacarem. ao constatar-se um gigante e. ano 32. 29. p. Cíntia. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano.

c) expandir e explicar informações anteriores. São Paulo: Ática. O cadáver foi removido para o necrotério. João da Silva. nas fábricas. Você não possuía sangue azul. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. 35 73. Sangue de nossa família. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. laça os bois. b) retomar e sintetizar informações anteriores. na França. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. d) explicar e comentar informações anteriores. nas usinas. U. nas minas. na Inglaterra. 74. no Japão. Apud: Para gostar de ler. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rubem. leio o nome do sujeito: João da Silva. Nossa família. O homem estava morto. Morreu de hemoptise. Veio tinindo. e) retomar e explicar informações anteriores. levanta os prédios. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. enche os porões dos navios. entretanto. A família Crespi. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. F. é que trabalha para os homens importantes. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. 76. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. São Carlos-SP A oração faz tudo. a família Guinle. sugeridas também pelos nomes de família. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. Apesar disso. p. A Assistência voltou vazia. Um homem estava deitado na calçada. Nossa família quebra pedra. Na vala comum da miséria. Uma poça de sangue. enrola o tapete do circo. vai mal em política. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. e) desprezo. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. 5. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. v. F. faz os jornais. Morava na rua da Alegria. nas praias. Nossa família. Na vala comum da glória. faz telhas de barro. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”.Interpretação de texto II Avançar . O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. conta o dinheiro dos bancos. nas cozinhas. 4. F. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. b) carinho. João da Silva. serve no Exército e na Marinha. Sempre por baixo. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. 44-5. nos balcões. 1984. F. U. c) pequenez. em todo lugar onde se trabalha. d) ironia. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. a família Matarazzo. Luto da família Silva. nos pastos. a família Rocha Miranda. no mato. São Carlos-SP No texto. a família Pereira Carneiro. como a Silva. U. 75. nas fazendas. em destaque no texto. João. U. conduz os bondes. ed.

77. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. p. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. mesmo com a profanação dos homens de hoje. construtor da palavra perene. a palavra imortal há de adoecer? E. 1997. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. 388-9. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. não me compreendereis. por acaso. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. o poeta não falará. Organização de Alexei Bueno. Quando toda a confusão for desfeita. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. na sua universalidade. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. por acaso. U. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. In: Poesia Completa. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. por acaso. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. do ponto em que se encontrar. como promotora do entendimento entre os homens. E. Voltar Língua Portuguesa . a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite.Interpretação de texto II Avançar . E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. irmão!” LIMA. Jorge de. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E.

da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Já disse que sou sozinho! Ah. fútil. das artes. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Obra Poética. [a vontade. 1981. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. fazia-lhes. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Deus meu. como sou. ouviram? Não me macem. leia os versos de Fernando Pessoa.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Já disse que não quero nada. Fernando. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. com todo o direito a sê-lo. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. F. b) uma mágoa de Lisboa. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. p. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. 290-1. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. por amor de Deus! Queriam-me casado. a todos. Quero [ser sozinho. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. U. 37 GABARITO 78.Interpretação de texto II Avançar . Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Deixem-me em paz! Não tardo. Fora disso sou doido. Assim. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. nada sois [que eu me sinta. guardem-na! Sou um técnico. das ciências!) Das ciências. mas tenho técnica [só dentro da técnica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) um medo de revisitar Lisboa. nada me tirais. Com todo o direito a sê-lo. e) uma saudade melancólica da infância. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

almeja fazer parte da companhia. U. A pobrezinha... b) encontra na morte a única solução para os problemas. por essa razão. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. e) aparta-se da sociedade.79. meu anjo do céu. ( ) Atitude de irreverência do narrador. c) ofendam d) maltratem. 81..” TAUNAY.. F. era um macauã. rápido como uma seta. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. 1996. superiores a todas as suas tentativas de resistência. U. significa a) desprezem. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. d) sente-se solitário e. Salvador-BA “Passava as noites em claro. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. abrasada também de amor.. para agradar a todos. respondeu apressadamente Cirino. Que foi? — Ah! não foi nada. p. — Deveras. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. São Paulo: Ática. ( ) Concepção idealizada de mulher. desde que Adão e Eva a trocaram. ( ) Escapismo para o sonho. verifiquei que não passava de miragem. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. e) abandonem.. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. São Carlos-SP A forma verbal macem. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra.. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. Dois gritos.. no último parágrafo. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. F. destacada no poema. De noite.. ímpetos tão desconhecidos e violentos. para desenvolver sua arte. — O grito? balbuciou ela. — Deveras? perguntou ela incrédula. A princípio tomei também um grande susto. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. minha vida. F. São Carlos-SP Pela leitura do poema. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. Depois. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e a pedrada. em face do religioso. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. 80.Interpretação de texto II Avançar . queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. ed. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. U. Visconde de. Numa dessas noites de ansiedade. 82. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. a única que vi era você. fui ver no laranjal. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. Cirino. Para mim. 99-100.. a gente em tudo vê maravilhas. em virtude da sua solidão. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. 24. U. e) a inquietude gerada na alma do poeta. b) importunem. Inocência.

Unifor-CE De acordo com o texto. mas que sabem perfeitamente os clássicos. sempre atual. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. 39 83. que é importantíssima nesse processo. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível.Interpretação de texto II Avançar . Pelo contrário. portanto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. não se lêem muito os clássicos no Brasil. 85. com seus ensinamentos. Cada tempo tem seu estilo. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem.” Machado de Assis.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. Mas se isto é um fato incontestável. um controle sobre elas e inibindo os abusos. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Entre as exceções. locuções novas. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Feitas as exceções devidas. o que é um mal. certos modos de dizer. 84. porém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A este respeito a influência do povo é decisiva. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Em geral. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. porém. pois somente eles. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. A influência popular tem um limite. dos autores clássicos da língua. Há. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. e) estudar sempre os autores clássicos. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.

Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Voltar Língua Portuguesa . Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. 1988.Interpretação de texto II Avançar . entre outras. encontram-se.86. p. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. neste ano. 34. o lápis o papel. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. já foram 31”. no primeiro semestre de 2000. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. de Rubem Tavares. só no período de janeiro a abril. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. publicada na revista Business Travell. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. só no período de janeiro a abril. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. São Paulo: Duas Cidades. já foram 31. Amostra Grátis. 13.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. Francisco. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. as seguintes notas.

o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização.” ANDRADE.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. Eu considerei as contas que era preciso pagar. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. Me disseram que era Chopin.Texto para a questão 88. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. d) é atraída pela música de um provável Chopin. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. os passos que era preciso dar. Alguma Poesia. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. c) a retificação das situações anteriores. estrangeiros residentes. que. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. e) se fixa na tristeza e na solidão. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. a presença de turistas internacionais. e) “as dificuldades…” 90. levando-o ao desatino da existência.Interpretação de texto II Avançar . 41 88. e) a exclusão das situações expostas. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. b) “sob o lustre complacente”. Carlos Drummond de. 89. b) a reiteração das situações apresentadas. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. professores e consultores. apesar de triste. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. além do fluxo de brasileiros para o exterior. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente.

a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Não pode se limitar a ver o Brasil. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país.Interpretação de texto II Avançar . para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. ed. para dar a impressão do bemestar do progresso. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor.’ Como aquele motorista. arriscando incoerências. o que constituiria entrave cultural. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. no meio de um engarrafamento. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Sobretudo quando. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. vê a si mesmo. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. com o carro e as janelas fechadas. como em qualquer mergulho. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. 1993. incompatível com seus recursos. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Como o homem dentro de um carro fechado. Aquele encontro. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. Prendem-se a modelos já preparados. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. em território tropical. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. eles não têm teorias alternativas. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. 4. A teoria que se diz científica.” BUARQUE. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Cristovam. 91. o caos e a irracionalidade. São Paulo: Paz e Terra. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. 5-6. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. trabalhando na inconseqüência. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. como resposta. aventurando-se. no calor sem ar condicionado. tentando usar o sentimento. A inconseqüência não é apenas do consumidor. p. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. além de dúvidas. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Um mergulho no Brasil que. para descrever e entender o país. usam linguagens especiais. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. Dê. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. a soma das alternativas corretas. desvinculada de sua cultura. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. o motorista apontou para o carro à frente. como se tivessem lógica. construídas em torno de questões ultrapassadas. Pervertendo o processo econômico. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. teorias e linguagens pouco acuradas. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. A Desordem do Progresso.

Dê.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. falso. com argumentos falseadores. Dê. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado.43 92. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o caos a irracionalidade. antes. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. dentro da ótica do consumismo. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. com o carro e as janelas fechadas. em território tropical. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. como resposta. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). subestimam a aparência em favor da realidade. a soma das alternativas corretas.” — Os economistas. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. a respeito do fato que então se comenta. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. como resposta. como se tivessem lógica. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. 93. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado).

e húngaros. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. b) A expressão “por outro lado”. Edmílson. no início do segundo período. contribui para tornar o trecho incoerente.94. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. ‘natsukashi’. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. sua terra natal. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. árabes. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. ‘Sehnsucht’. 44 GABARITO 95. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. adaptado. ‘garod’. sentem saudade. Leão. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. Ora. ‘shauck’ e também ‘hanim’. 6/4/1996. Folha de S. são médicos. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. Por outro lado. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. c) comum a todos os seres humanos. b) os cães. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os russos têm ‘tosca’. ‘nedôstatok’. a) O que aconteceria com Leão se ele. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. 20/10/2000. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. macedônios. ‘jal’. efetivamente. ‘sóvárgás’. já que seus outros dois irmãos. letões. de 51 anos.” Correio Popular. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro.” Saudade. ITA-SP No texto. e Édson. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. e) talvez anterior à razão. ‘ilgas’. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. 96. Leão não dava um passo em falso. ou talvez mesmo antes. Campinas. mas a maneira de expressá-lo é diferente. ele sente saudade. de uma forma ou de outra. Desde que o homem é homem. japoneses. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. 58. desde que aprendeu a falar aprendeu também. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. alemães. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. sérvios e croatas. Paulo. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies.Interpretação de texto II Avançar . a dizê-lo. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. assim como os seres humanos. 53 anos. armênios.

b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. a palavra “louco” pode ser substituída. sintaticamente. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. redundam em más reportagens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fuvest-SP I. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”.97. “Porque quem é louco por alguém. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. por serem mal contadas. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. os cabelos caíam despenteados. a) Formosa e graça são. e) em II. b) a exclusividade da forma impessoal. por “delinqüente”. sem prejuízo do sentido.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. GABARITO 100. 98. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. c) nas três ocorrências. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. II. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. que funcionam como argumentos para a tese defendida. 99. d) em II. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. por meio da clareza e da elegância do estilo. a repetição da palavra “louco” é redundante. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. é correto afirmar que a) em II. 101. predicativos do sujeito moça. c) denunciar. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. nesse anúncio. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. b) contornar as histórias mal contadas. talvez nem tivesse graça.Interpretação de texto II Avançar . o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. em estilo preciso. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. a palavra destacada tem o mesmo sentido. b) em I. d) criticar certas histórias que. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. focalizando o principal beneficiário do seguro.

d) sentam praça em algum lugar. às vezes literalmente. b) sentam tijolos na parede. mulheres dos dirigentes do Kremlin. c) sentam-se numa poltrona.” O Estado de S.” Folha de S.Interpretação de texto II Avançar . arrogante. sob idêntico ponto de vista. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. II. III. apenas o que se afirma em a) I. GABARITO 105. embora empregando palavras diferentes. “Incra suspende crédito para assentamentos. U. 46 Considere as seguintes afirmações: I. Na 2ª manchete. Acostumados às apagadas. literalmente. exibida. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país.102. Fuvest-SP I. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. sem experiência. b) a relação de dependência econômica do país. os russos achavam que ela era influente demais. d) I e II. Na 1ª manchete. Para se candidatar a um emprego. b) A que palavra. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. dança. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. Paulo. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. desempregados. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. e) sentam orgulhosamente. Paulo. Está correto. b) II. o fato parece mais grave que na segunda. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. e) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 104. O jovem. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. c) III. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. II. a partir de 1822. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. em II. em relação às manchetes.

as curvas de afeto. onde cabe qualquer homem e a contento. A vida toda. senão pregos. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. vó? — Naão. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. os ferem nós debaixo. de colégio. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. confere ao homem uma postura universalizante. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. e) ironia. sentam poltrona. 108.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. d) linguagem coloquial. ecumênico. A educação pela pedra. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos.” NETO. apesar de aproximar-se da prosa. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. sentam bancos ferrenhos. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. o abaulado amigo. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. João Cabral de Melo. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. d) a tábua-de-latrina. 107. se sentam mal sentados. como compete à poesia. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. b) sintaxe elíptica. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. a) Revela-se poético. c) recriação de cena cotidiana. exemplo único de concepção universal. 47 106. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. 109. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. em efes e erres. qualquer o assento. Texto para responder a questão 109. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. por ser anatômica.

b) questionar a reprodução programada e. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. que promete ser a questão do novo milênio. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. pelo menos no Brasil. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Eu. se esta é a palavra. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. 111. a qualidade do sangue ou do ambiente. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Para começar. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. que não tem qualquer opinião no assunto. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. que está em Paris para lançar um livro. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. U. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. Mas desconfio que. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. implícitas nessa questão de engenharia genética. está redimida a eugenia.Interpretação de texto II Avançar . Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. F. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Não sei o que herdou do pai. a genética ou a cultura. em especial. Há algumas ironias. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. mas não o inverso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. E pensei: está aí. mesmo que fosse eu. Leia-o e responda. Pela fotografia no jornal. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. atletas e gênios não exista um serial killer. foi publicado no Jornal O Globo. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. as questões 110 e 111. se fosse nascer hoje. depois. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. F.” 48 110. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. de 28/10/99. U.O texto seguinte. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética.

A vela está quase a extinguir-se. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. IMPRIMIR GABARITO 114. sem sonhos. bruxas e reis. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. uma boca enorme. E a desconfiança terrível. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. as crianças são levadas precocemente ao consumo.. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Patifes! E eu vou ficar aqui. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. no seu sentido geral. corpo de criança e alma de mulher. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. aos brinquedos eletrônicos. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. (. até não sei que hora. Cesgranrio Analisando o texto.Interpretação de texto II Avançar . Devo ter um coração miúdo. Memórias de um Dinossauro. 98. É horrível! Se aparecesse alguém. Estão todos dormindo. morto de fadiga. Nem sequer tenho amizade a meu filho. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Foi este modo de vida que me inutilizou. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. viciadas em indigência intelectual e espiritual.. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças..) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. um grande silêncio. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. c) retrata o conflito íntimo da personagem. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. com certeza me achava extraordinariamente feio. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. Marciano está dormindo. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. lacunas no cérebro. In: A Gazeta. O sonho é substituído pela TV. Se Madalena me via assim. 49 113. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. e as fadas. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Vitória.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. até que. 05.. Fecho os olhos. às escuras. Sou um aleijado. dedos enormes. rios cheios e uma figura de lobisomem. Voltar Língua Portuguesa . E um nariz enorme. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. cansadas perante um futuro que ainda não viveram.” Graciliano Ramos. Se ao menos a criança chorasse. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. sem afeto e sem cultura. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. 112. Lá fora há uma treva dos diabos.. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal.. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro.” Excerto de BETO. Frei. 08 set. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. p. Aos quatro anos.

aquela de chita.. bosques enluarados. relatou a seguinte experiência. ruas de sonhos ou musical da Metro. semelhante ao de Gregório de Matos. Definindo-lhe lucidamente o caráter. fazer compra junto.. traço constante na poesia de Drummond”..” ANDRADE. Namorado não precisa ser o mais bonito. mesmo. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. no caso. ponha ali erva de manjericão bem triturada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fazer sesta abraçado. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. Necessita de adivinhação. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. nuvem. argumentando indutivamente. sabemos que escorpiões não nascem assim. show do Milton Nascimento.. b) escarnecedor.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. brisa ou filosofia. um químico holandês. p. Mas namorado. Alfredo. quindim. fliperamas.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. mesmo assim pode não ter namorado. 50 BOSI. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. A proteção dele não precisa ser parruda. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade.. chamado Jean Baptista von Helmont. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. você verá nascer pequenos escorpiões. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.Interpretação de texto II Avançar . Enlou-cresça. gabiru. ‘expressão duma alma muito pessoal. e) característico da primeira geração modernista. é muito difícil. Alguns dias mais tarde. de saliva. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Paquera. de pele. decidida. envolvimento. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. 1982. caso. (. d) tímido.115. (.” Hoje. dois paqueras. ponha a saia mais leve. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. c) irônico. UERJ Em 1648. De alma escovada e coração estouvado. Segundo Bosi. História concisa da literatura brasileira. distanciado e lúdico. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. beira d’água. um envolvimento e dois amantes. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. fruto da inspiração poética. Obra completa. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. Carlos Drummond de. tendo o manjericão agido como fermento.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. é poesia objetiva. (. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. 1989. atividade da razão. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. flerte. da qual fazia parte. lágrima. São Paulo: Cultrix. até paixão é fácil. 494. Rio de Janeiro: Aguillar. Namorado é a mais difícil das conquistas. Se você tem três pretendentes. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. transa. e passeie de mãos dadas com o ar..) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. sem qualquer reflexão. 116.

o conhecimento do código de trânsito.” 51 GABARITO 119. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Esse tipo de postura gerou um impasse. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. (Refere-se à transgressão de função estrutural). no outro. em valor. c) Para eles. que variam conforme as convenções gerais de cada época. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. UFR-RJ “Enlou-cresça. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). está corretamente explicado pela frase entre parênteses. pensa o poeta. pode ser que a mesma rua não exista. 120. De outro. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. os artistas. (Refere-se aos gramáticos. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. 118. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. A língua existe para servir o indivíduo.Interpretação de texto II Avançar . na próxima semana. de precisão. A transgressão. Na maioria dos casos. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. o emprego do termo. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. Para eles. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. b) Ela pode dar impressão de firmeza. UFR-RJ Para o autor. em valor.117... para ser bem-sucedida. dominar a norma culta do idioma não excede. UFMG Em todas as alternativas. destacado. clamando por liberdade. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. UFMG De acordo com o texto. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pela perspectiva dos artistas. deve possuir função estrutural. Ela pode dar impressão de firmeza. impondo normas. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. não dá. ficam os gramáticos. indica novas propostas para o futuro. certa rua dá mão. dominar a norma culta do idioma não excede. (Introduz uma comparação). ou expressão. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. em nome de sua arte. que variam conforme as convenções gerais de cada época. e. A resposta à questão inicial é simples. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. De um lado. por natureza convencional e efêmero: num dia. Sendo uma aventura intelectual. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. o conhecimento do código de trânsito. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. Tanto no texto como no comportamento. guardiães da língua). e não para escravizá-lo.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. de ambigüidade.

O país só é viável se metade da sua população não for. mesmo reconhecendo que é pouco. 1986. É que. Dedução formal tal que. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Em compensação. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24/03/2000. Monica Stahel. compreendemos que já estamos sendo castigados. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. é preciso alterar esse modelo econômico. oportunismo político ou desinformação. Do mesmo modo. quebraria a Previdência.. São Paulo: Martins Fontes. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. B. delas se tira uma terceira. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Fernando. então.Interpretação de texto II Avançar . De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. Grita exatamente porque sabe que foi ela. Lóg. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Nova Fronteira. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. de Holanda. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. resistindo a apelos emocionais. FERREIRA. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. nas circunstâncias. ou talvez até risse e pronto. Ética para meu filho. se não fosse assim. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. então. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. então. A. chamadas premissas. chamada conclusão. sensatos. (. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. 1997.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. O Globo.. m. 121. Rio de Janeiro. Por isso. Trad. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. F. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’.” SAVATER.. ‘não percebi o que estava fazendo’. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. UERJ silogismo.. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. então. temos homens honrados e capazes. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. Sérios. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’..)” VERÍSSIMO. postas duas proposições. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. etc. L. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. ‘perdi a cabeça’. Se não fôssemos livres.. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. nelas logicamente implicada. Aqui o sério é temerário. ‘é mais forte do que eu’.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. S. 52 Considerando essa definição. o sensato é insensato. ao crescermos. nem se daria ao trabalho de dizer nada. comprometeria o programa de estabilização do Governo.

luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. à toa! Como judeu errante. andar para cima e para baixo. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. PUC-RJ Leia o texto abaixo. incluindo lagos. considerando-se o sentido do texto II. ou métodos de comparação. M. mas como aparece junto à luz. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. 124. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor.Interpretação de texto II Avançar . fenômeno na retina ou fenômeno físico. São Paulo: Nova Alexandria. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. W. 123. Newton. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. não basta dizer que a cor surge da luz. Assim. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade.) encontra-se em estado de improdutividade. caem por terra. Schopenhauer. O restante (. que é negado no texto II. GABARITO 125. M. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. A sina dele era correr mundo. inteiramente distintos. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. é de 850 milhões de hectares.. de GOETHE. uns 400 milhões de hectares. José Saramago. Um vagabundo empurrado pela seca”.. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I.122. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. J.” GIANNOTTI. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. de Graciliano Ramos. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. F. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Nesse aspecto. Ora. de abandono. Para ele. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. Vidas Secas. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. continuando o caminho de Goethe. rios e montanhas. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . 1993. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. W. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. sem fruto”. A respeito dos textos. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. actualmente. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. 53 “Entristeceu. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. Mais ou menos metade desta superfície. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. no texto I.. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física.

não pretendendo. nesse texto. considero a enorme realidade. do presente. F. 1998. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. julgue os itens que se seguem. a paisagem vista da janela. ao lazer. ignorando o passado e o futuro. Rio de Janeiro: Record. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. trazendo preocupações novas. surgiram jornadas de trabalho brutais. não haverá mais quem trabalhe. vamos de mãos dadas. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. In: Educação para o lazer.126. GABARITO A partir do texto. a chinesa — foram esquecidos. em breve. de uma história. devastou-se a natureza. Nesse período. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. ( ) Atualmente. Estou preso à vida e olho meus companheiros. ao entretenimento. a romana e. lazer e entretenimento como ideais de vida. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. não direi os suspiros ao anoitecer. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. o tempo presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tendo em vista a existência de graves problemas. neste final de milênio. Não nos afastemos muito. p. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. dos quais não pretende mais se afastar. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. o lazer. 127. como a grega. principalmente a urbana. assustando algumas autoridades. São Paulo: Moderna.Interpretação de texto II Avançar . a vida presente. U. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. Também não cantarei o mundo futuro. p. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. voltam com força total. entregar-se aos devaneios e à solidão. à diversão. 9. os homens presentes. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não nos afastemos. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. “Introdução”. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. Entre eles. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. 118. Antologia poética. 1998. A diversão. pela primeira vez na História. que raramente o questionamos. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. O presente é tão grande. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Luiz Octávio de. porque isso significa que. ( ) Infere-se que. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. pois.” ANDRADE. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. Carlos Drummond de. O tempo é a minha matéria. Mas. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. como a recessão e a violência. de certa forma. Não serei o cantor de uma mulher. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

já depois de muito tempo trabalhando em casa. mas não adianta. 28) – Inf./jul.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. deve ser capaz de fazer inferências. (…)” O Globo. logo. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. não ele).” (Época. mas com inquestionável empenho. nem de tentar facilitar a vida. p. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador.” (Veja. dos saudosos 30 mil dólares. ou seja. p. 29) – Inf. Nada de aposentadoria. Com base nessas explicações.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Por exemplo. se transmuta em invernos. (02)“Vinho Mercosul no mundo. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. 6/10/99. Cad. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Antônio Carlos. pondo a mão no meu ombro. jun. Quis muitas vezes descondicionar-me. a síndrome ataca de igual maneira. entre as alternativas apresentadas abaixo. p. Antônio Carlos. outras chateações. pôde. 128. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. O Globo.” (Roberto Campos. 27/9/99. 7) – Inf. especialmente por um ex-colega de magistério.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP.” (Istoé. já está em outonos e. não. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. Alguns. como resposta. 1999. outros compromissos. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores.: Para o autor. eu também posso). UFMS Na construção do sentido de um texto. 5/7/99. Além disso. Não tenho queixa. fico um pouco melancólico. logo. Ao trabalho.” (Raça. E o dr.: Quando usava outros tipos de vestimentas. Não. começo na manhã da própria segunda. 57) – Inf. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto.” (Revista do Mercosul. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. outra crônica. 84) – Inf. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. 29/9/99.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. Podia estar aposentado. enfim. se o ex-ministro Magri. mas a verdade é que. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. Eu. chegou a verões. procurando pistolões. sempre é afável comigo. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. Opinião. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. (16)“Sem alarde. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. (32)“Max Floc. lá vem a segunda-feira. o povo era elegante. é necessária na atual conjuntura. 1998. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. que não os mencionados. eu também podia recorrer ao dr. se bem que ele próprio aposentado. nada disso. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. Opinião. reconheça. Lá vêm outra semana. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. p. eis que. como também não quero ser chamado de vagabundo. p. ago. Cad. p. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. que me conhece desde rapazinho (eu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. 7. mas posso perfeitamente inventá-la. a soma das alternativas corretas. como sabemos. 5/9/99. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. morre de rir quando o crítico e. Dê.Interpretação de texto II Avançar . sem muito sucesso. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. 103) – Inf. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. e. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras.

a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. rinite e gastrite. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. 56 GABARITO 130. Antônio Carlos. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. desesperado. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. a soma das alternativas corretas. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. UFMS Dentre os enunciados abaixo. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. Dê. a de escritor. como resposta. como resposta. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. ou seja. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. Dê. e na necessidade da situação atual. Dê. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. como resposta. a soma das alternativas corretas. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. inconformado.129. como em baronato. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (01)No início do primeiro parágrafo. (16)Para construir o vocábulo marajanato. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (01)Sendo quase sexagenário. o autor emprega o sufixo grego -ite. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. como. por exemplo. a soma das alternativas corretas. que me conhece desde rapazinho (eu. que não a do locutor. (32)Já para criar segunda-feirite. 131. Antônio Carlos.”. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. ou seja. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. como o dr. pelo fato de obedecer a princípios éticos.Interpretação de texto II Avançar . também ele inventor de palavras. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. no caso do texto. sujeitos a horários e normas rígidas.

e as estruturas levíssimas. assim como o leite.75 dólar. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. o imigrante passa a cada instante. 57 A partir do texto acima. comem-se muita verdura e fruta. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. ( ) A exemplo da tipologia textual. ( ) Com a metáfora final do texto. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. o imigrante e o chicano passam a cada instante. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. escritora brasileira. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. não há edifícios de mais de três andares. a massa de pizza vem num saco com sessenta. o chicano passa a cada instante. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. p. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica.” MIRANDA.Interpretação de texto II Avançar . poeta. tudo aqui tem o mesmo gosto. 19 (com adaptações). pagam 1. 9/99. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. Smart Symphonies. ameaçador. por a polícia.132. de noite esfria. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. de eternidade. de Ana Miranda. classic music to help stimulate your baby’s brain development. as geladeiras são repletas de guloseimas. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. tudo era apavorante. o neném nasce e chora. fomos a um mercadão de varejo. ah. todo mundo de carro. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. as frutas são coloridas mas sem sabor. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. apenas alguns. faz calor mas não muito. um sentimento vitorioso. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. a arquitetura do medo. nº 30. a cidade é calmíssima. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. associada a Rubem Braga. claro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ana. entre outros romances. (…) filmo o nascimento do Raphael. as ruas espalhadas. a polícia passa a cada instante. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. por causa dos terremotos. autora de Boca do Inferno. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. Caros Amigos. julgue os itens seguintes. o imigrante passa a cada instante. corta o meu coração.

406-7. Mafuá do malungo. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Ajoelhei. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. simultaneamente. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Que ela era gostosa. Rio de Janeiro: Aguilar. ( ) No verso 9. Me rasguei todo.19) há a mesma informação semântica. Utilizei o bonde. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. ofereci pó… À toa: não fez efeito. li Elvira a Morta [Virgem. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. ( ) Entre os versos 11 e 15. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. em “À toa” (v. Falei de macumba. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. ( ) Para conquistar sua amada. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. o passeio a pé. o autor emprega. julgue os itens que se seguem. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Fiz versinhos.10) e “Perdi meu tempo” (v. In: Poesia completa e prosa. Disse que ela era boa. p. Chorei. 1974. 58 Com base no texto acima. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva.Interpretação de texto II Avançar . o automóvel.133. Manuel. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras.

135. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. b) desemprego. à qual o texto se refere. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente.“ VALENTINI. e) modernização. já não precisam tanto de força física. o horizonte é desolador. subempregada. Apud: BASTOS. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. uma perspectiva histórica. única saída para os desempregados. Durante mais de uma década. Fempar Segundo o texto. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. Assim que a economia voltar a crescer. hoje. 136. Segundo o Instituto. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. E o desafio. Para garantir a sobrevivência. Língua portuguesa: história. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. perspectivas. Cintia. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. São Paulo: Educ. p. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) o descompasso entre modernização e economia. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. 59 134. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Neusa (org. Magda. uma perspectiva social.Interpretação de texto II Avançar . d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. uma perspectiva cultural. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. c) globalização. a escola. com a modernização. o governo abandonou estradas. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. vai-se constituindo em disciplina curricular. Veja. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Isso porque as empresas. mas que os deixa desassistidos. 1998. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Fempar Pela essência do texto. deixou ruas se esburacarem. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. 1999. d) educação. uma perspectiva psicológica. isto é. 53. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. p. por uma ironia de seu passado recente.). c) a modernização das empresas que. as expectativas. b) o avanço da economia informal. conseqüentemente. Fempar A ironia. 21 de julho. ao longo do tempo.“ SOARES. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. viadutos. para o país. ensino. uma perspectiva política. o principal órgão de pesquisas sociais do país. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. por isso. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. 105. Para os outros.

Pela análise das afirmativas. facilitando a leitura. “objetivos e procedimentos” correspondem. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. I. b) 1 – 2 – 4. F. 4. c) I. a metas e ações. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. II. c) 1 – 2 – 3. U. b) I e III. II e III. e) III. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. d) II e III. respectivamente. aluno e o contexto em que interagem. U. e) 3 – 4. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. 2. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 3. ou seja. F. d) psicológica diz respeito. III. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. prioritariamente. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. 1. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. U. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. b) social envolve professor. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. 139. “pode e deve” sugere uma gradação. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estruturas de natureza semelhante.Interpretação de texto II Avançar . ao “como” se aprende determinado conteúdo. F. Pela análise das afirmativas. d) 2 – 3 – 4. 138.137.

U. e) O problema da falta de energia. (Adaptado). d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.) O programa de gás natural. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.” Revista Galileu. Para exorcizar a ameaça. isso é o que o governo federal dá a entender. para eles. Nesse caso. para certos críticos. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. contendo informações cientificamente corretas.. defendido por muitos especialistas. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.. A palavra fóssil tem... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. b) a palavra “fóssil”. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas..). U. (. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. no Brasil. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele.. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. que significa “embora não declare explicitamente”.. para os críticos do programa de gás natural. Assinale a alternativa com a frase que. na expressão “combustível fóssil”. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. F.. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. 141. 140. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. fornece uma quantidade significativa de gás natural. no total da produção de energia brasileira. F.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. (.Interpretação de texto II Avançar . Segundo afirmam.). prevê a utilização de um combustível fóssil. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. um significado preciso. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos.) Sem dizer com todas as letras. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. o que. país não limítrofe com o Brasil.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. porque a Bolívia. um significado preciso. tem.

Tarefa simples. suas letras não se curvavam impetuosamente. Dê. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. feita por Lírio. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. técnicos e administrativos. 143. a soma das alternativas corretas. Unioeste-PR Segundo o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Lírio foi descartado. Ou seja. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. Pronto. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. as inferências são duvidosas. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Portanto. muito pelo contrário. Com base nessa afirmação. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. de Vitória. como resposta.“ Superinteressante. Pois Lírio acabou reprovado. A grafologia pode até acertar algumas vezes. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Mas errou com Sérgio Lírio. Este ano. foi um sinal de audácia. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Como ele soube? Simples. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. ”O que diz a letra Em 1995. p. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. Com essas inferências duvidosas. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. 64) a forma como lírio escreve. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. Francisco Lopes. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. 62 142.Texto para as questões 142 e 143. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior.Interpretação de texto II Avançar . 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 55. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. a soma das alternativas corretas. Dê. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. como resposta. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. julho de 2000.

o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. em que tudo se transforma tão rapidamente. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. sem dúvida. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. proporcionada pelas telecomunicações. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. 1999.” GLEISER. enquanto outras pertencem somente à religião. Caderno 5. 63 GABARITO 144. Esse excesso de informação. Ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Infelizmente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Como. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. c) A massificação do conhecimento. uma atividade fria e manipuladora. In: Folha de S. anjos. Folha Mais. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. 12. Ela é encontrada no próprio ato criativo. como a televisão ou o cinema. Com isso. 18 jul. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. podemos reconciliar a ciência com o grande público. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. Inevitavelmente. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. mas muito ainda precisa ser feito. deixando de lado o ‘porquê’. ao público. Essa situação está gradualmente se transformando. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Parte da culpa pertence. A julgar por esses livros. O que ainda vemos. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. Paulo.Interpretação de texto II Avançar . p. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. de suas idéias e descobertas. então. fazendo com que sua divulgação não traga. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. Certas questões são exclusivas da ciência.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Ou as pessoas de Deus. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. dedicada a tirar Deus das pessoas. pouco se preocupando com o ‘como’. necessariamente. Marcelo. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. de várias superstições (gnomos. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. à comunidade científica: historicamente. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. descontados os fãs. claro. como nas religiões orientais. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. na maior parte desses veículos. merecidamente!) perde a sua credibilidade.

acelerou o carro e partiu. para preservá-los. como se soubesse que eu a estava observando. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o carro de Ermê. p. Vesti minha casaca. foi cumprida a minha missão. disse Ermê. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. São Paulo: Companhia das Letras. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. pregadas por diferentes religiões. colocando-o no meu. depois olhou na direção da casa. 129. tia Julieta. como as outras. e trataram-na com muito carinho. a não ser dentro dela. agora resolutamente. ligados à meditação. Dê.145. mas também subjetivo. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. com a capota arriada. In: Feliz ano novo. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. sentada. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. não sei por que mas estou com medo. eu disse. d) comprovar as verdades de natureza mística. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. Estou com medo. e passou o cachecol em torno do pescoço. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar.” 146. através de ações não só de caráter objetivo. a soma das alternativas corretas. 135 e 136. iluminado pelo claro brilho da lua cheia.Interpretação de texto II Avançar . contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. e) ultrapassa os limites do racional. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. Nau Catrineta. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. Será nesta noite mesmo. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. em direção à casa. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. e o final da narrativa é maniqueísta. retirou o Anel de seu dedo indicador. Eu queria terminar logo a minha missão. como mandava o Decálogo. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. que me observava atentamente. conhecimentos do mundo oriental. 1989. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias.” FONSECA. não importando. avise às outras. b) aplicar. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Levei Ermê para a Sala Pequena. Com um gesto abrupto. na ciência. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. c) criar ela o seu próprio universo. 147. Desci para recebê-la. Uneb-BA Segundo o autor. Rubem. onde as tias estavam. Uneb-BA Para o autor. como resposta. já que está se perdendo no materialismo científico. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. com muita pompa e cerimônia. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Acho que é esta casa. eu disse a tia Helena. e esperei que me viessem chamar. entrar lentamente pelo portão de pedra. ações ardilosas e desumanas. em volta da mesa. varada por um frio que não existia. c) distancia-se cada vez mais do homem.

Haiti.” RIBEIRO. Essa terra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . João Ubaldo. Sargento Getúlio. Pentágono e Departamento de Estado. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. FBI. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. diante de um impasse de ordem política. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. a gente nunca. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. com Ancrísio Antunes. p. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. Não sei. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. depois da Europa. p. Janio de. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. não vale quase mais nada. Granada. e isso não é vida de homem. Paulo. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. já foi uma boa terra. disse o padre. é um enterro. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. In: Folha de S. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. a agência UPI. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Uma vida. 5. a soma das alternativas corretas. Caderno 1. diz o padre. apropriadamente. não fizesse disso um problema interno. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. com intermediação do padre. possa ser. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Ah. nos dois casos. Por que vosmecê não some? Eu sumir. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. o que é que me sustenta? Não sei. anterior à guerra do Vietnã. eu sumir? Como que eu posso sumir. Iraque e Iugoslávia. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. o que é que deixam com o homem? Nada. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca.” FREITAS. é América ainda. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.148. Temos o que esperar com apreensão. lá e no mundo. diz ele depois de muito tempo. É que a situação mudou. Dê. Quintal embora. diz o padre. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. (32)mantém. ainda mais acentuadamente. a América Latina. nem merecedora de maior divulgação. Nem da Europa. não vão ter surpresas com a IPI. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. não sei. Porque. 1999. Hoje essa terra não vale mais nada. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. Iraque. se Antunes não me sustenta. Quem some é os outros. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. que muda por questões de ordem religiosa. se tiram os recursos do homem. mais sensibiliza a opinião pública americana. 17 ago. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo.Interpretação de texto II Avançar . Iugoslávia. como resposta. 83-4. nunca que eu posso sumir. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Vozes conhecidas. mas não o inibiu: Panamá. uma relação de dependência econômica. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. isso não. com maus pressentimentos mesmo. agora. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. Um governo esperto tomaria precauções para que. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. região que. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. 1982. passando do discurso à ação. A criação da nova agência — IPI.

consultou 130 publicações de quinze países. sem o paternalismo americano. globalizada a partir do tupi. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. pode-se inferir: a) O poder americano. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). pode vir a desmoronar. Elas mostram que. 150. Veja. d) A América Latina. no mundo. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. b) O mundo caminha para um estado de guerra. Mas. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. 151. U. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. São as chamadas ‘palavras universais’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. o levantamento não deixa dúvida. U. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. Salvador-BA No segundo parágrafo. (…) Ainda no campo das surpresas.Interpretação de texto II Avançar . o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. houve aquelas que andaram na contramão. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. Mas é bom notar que. Nada disso. diz Corrêa da Costa. d) A importância alcançada pela América Latina. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. o autor faz uma declaração que é justificada. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto.” DIEGUEZ.149. ele já existia. Consuelo. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. durante dois anos. é consenso nos Estados Unidos. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. ainda é o clássico francês que causa frisson’. e) O mundo. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. de acordo com a sua visão. U. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. ‘Neste fin-de-siècle high tech. no plano lingüístico. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. pois se vive uma nova Guerra Fria. É o caso de ‘piranha’. superando a Europa. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. 22/03/2000. de certa forma. Quem não entende o que é pizza. brincando com os estrangeirismos. hambúrguer.

prevalece a linguagem figurada. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. na verdade. 3 e 5 67 153. ‘palavras universais’. 2.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. c) A hegemonia americana.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. conforme as perspectivas do poder político e econômico. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. 3. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. tem como suporte um outro texto anterior.152. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. se estendeu também ao universo das línguas. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. 2) O texto. Estão corretas: a) 2. como se pôde constatar. na íntegra. c) “Quem não entende o que é pizza.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. hambúrguer. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. ‘mundo’. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. 4 e 5 b) 1. É o caso de “piranha”. 154. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. o que está indicado no subtítulo. 5) ‘globalização’. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. e) A globalização das palavras respeitou. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. d) “Ainda no campo das surpresas. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais.Interpretação de texto II Avançar . globalizada a partir do tupi. Por isso. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. as pegadas dos povos conquistadores.

156. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. Para outros. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador.” Ambas têm em comum: a) Tudo. 51. são até conservadoras. Na primeira oração há dois adversários. Na primeira oração há um adversário. d) desenhar cópias de si mesmos.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. no fundo. Para alguns cientistas. pela primeira vez na história da humanidade. Basta aplicar um pouco de calor.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. UFRN Para alguns cientistas. Assustador? Talvez. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. n. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. o nitinol. já existe um metal. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. 157. 126. estaremos entrando no paraíso. que não nos será possível sequer desligá-los. c) suplantar a inteligência humana. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. 158. b) aprimorar formas de pensamento. assim. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje.Interpretação de texto II Avançar . A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. 1998. 23 dez. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na segunda oração apenas um. viver em Marte. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Na primeira oração há dois adversários. um dia. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. U. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. A comida milagrosa? Já existe. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. na segunda oração apenas um. mas. Talvez estejam apenas sonhando.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Ou seja. ano 31. As previsões acima podem parecer ousadas. Na primeira oração há um só adversário.) 68 155. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. na segunda oração há dois. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. d) otimização dos laboratórios. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. No campo dos materiais. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. b) avanço da tecnologia. p. Não sabemos quando teremos robôs escravos. d) Nada. c) Nada. Sabemos apenas que. no inferno. na segunda oração há dois. Talvez não. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Será uma época em que. Assumem. c) progresso da Medicina. b) Tudo.

boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. o então treinador da seleção brasileira. não do seu desejo de praticar um ato não legal. e) avalia que o passe. “o que leva o nome técnico de contrabando”. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. Culposo. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. por exemplo em “crime culposo”. Paulo. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. na linguagem do Direito. Mas. anticonstitucionalmente. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. valores úteis para a vida em sociedade. “em termos penais. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. 69 GABARITO 159. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Em termos penais. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. é anacrônico e absurdo. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. significa o que é resultante de imprudência. Wanderley Luxemburgo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. sonegação e formação de quadrilha.” Editorial da Folha de S. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. que recende a escravismo. 29/8/2000. olhando para o futebol. o que leva o nome técnico de contrabando. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. baseado apenas no futebol. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. Para coroar. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Talvez seja exagero. negligência ou imperícia da pessoa. Em 94. Há pouco. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores.Interpretação de texto II Avançar . admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. 160. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Com adaptações. uma falta bem menos grave do que a sonegação. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática.

apesar do que se vê no futebol. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. não se raciocina. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. junho/99. Vista no contexto. atualmente. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. usar a cabeça só atrapalharia. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. b) podem tornar-se facilmente um vício. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Na verdade. o então treinador da seleção brasileira. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. Wanderley Luxemburgo. os videogames: a) transformaram-se. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. 162. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. 32. Unifor-CE De acordo com o texto. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. para provocar sensações mais intensas. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. estimulando sua atenção. UFSE … “olhando para o futebol. 70 GABARITO 163. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. Uma troca perigosa. p. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. o jovem tende ao retraimento. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar.Interpretação de texto II Avançar . esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . diz o professor. Assim. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. Para Setzer. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária.161. ‘Em um videogame. UFSE Há pouco. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. inclusive com o risco de vício. quanto qualquer outro instrumento. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional.” Adaptado de Superinteressante. ele precisa de empenho para parar’. Aliás. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão.

meio molhados. e) de evasão para um mundo de sonhos. que me fatigasse o corpo. para o narrador. mas deixasse a alma sossegada e limpa. de noite. Todo mundo. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. subimos a barranca. Voltar Língua Portuguesa . bons. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. para me fazer essa pergunta. entrando numa loja para comprar uma gravata. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. s/d.Interpretação de texto II Avançar . uma simples mulher. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. no meio do mato. algo de útil e concreto. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. muitas vezes. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. dá na gente um sonho de simplicidade. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. lavrar a terra. 3267. nem número. Quando ficamos bem cansados. com certeza. meu trago de cachaça. Uneb-BA No texto. Rubem. Por que beber uísque. Que prazer em comer aquele peixe. os videogames significam proteção para os jovens. em detrimento do mundo real. cortar lenha. com frio. São Paulo: Círculo do Livro. apenas me fazem falta. e isso era bom. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. São uma necessidade que inventei. 71 GABARITO 165. brilhar um pouco. comida. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”.” BRAGA. IMPRIMIR 166. me surpreendendo. E quando precisava de um pouco de evasão. É apenas um instante. tem de repente um sonho assim. esquentamos um pouco junto do fogo. doces. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. b) despojada. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. p. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. tive de repente um ataque de pudor.164. tirar areia do rio. distraídos. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. fortes. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. a um tipo de diversão violento e cruel. entre duas providências a tomar. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. na noite escura. assim. O telefone toca. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. marcado por situações de extrema violência. precisamos apenas viver — sem nome. saber intrigas? Uma vez. Puxamos a rede afundando os pés na lama. como os bois. e a água era boa. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Precisamos de uma casa. de repente. nem frio. as mangueiras e o ribeirão. não assim. Ele acendeu um fogo. nem sede. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. 200 crônicas escolhidas. A vida bem poderia ser mais simples. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem.

confusão entre manhã e tarde. a desnecessidade do canto. p. um sono. o conceito. e este fundindo-se. menos que terra.Interpretação de texto II Avançar . é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. já sem dor. mais me envolva. e) no penúltimo parágrafo. c) no terceiro parágrafo. o verso / (E. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. b) “Porque a frase. Rio de Janeiro: Record. o pequenino. Isso eu procuro. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. 1993.167. contudo. a perda voluntária de amor e memória. a limpeza da cor. b) no segundo parágrafo. sem calor. a fuga de si mesmo. calado. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. todos os gestos afinal impossíveis. apenas o vivo. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. nem braço a mover-se nem unha crescendo. domado. essencial. Não o morto nem o eterno ou o divino. In: Antologia poética. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. ainda mais longe a fuga do feérico. d) no quarto parágrafo. 234-5. o eco já não correspondendo ao apelo. o exílio sem água e palavra. nenhum gasto de tecidos. um início. Não a morte. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. porque o tempo não mais se divide em sessões. senão inúteis. o tempo elidido. ausência deles. sem dúvida. mais longe de tudo. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável.” ANDRADE Carlos Drummond de. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o enredo. sem ciência nem ironia. 168. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. não respirado. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. a fuga da fuga. indiferente e solitário vivo. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. vida mínima. já sem ornato ou comentário melódico.

( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. ( ) liberdade formal. representando bem uma arte engajada. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. d) centraliza-se na definição de endoculturação.Interpretação de texto II Avançar . ( ) funções emotiva e poética da linguagem. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização.” 171. eliminando. U. representantes do poder público. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. 170. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. político. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. assim. ( ) uma linguagem referencial. U. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. o comportamento. amigos.169. professores. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. as crenças. os modos de vida da sociedade a que pertence. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. numa mesma sociedade. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. desde a infância. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. visando à expressividade. 172. as angústias do homem. econômico etc). ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. vizinhos. a educação e a socialização se verificam. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como pais. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. daí a objetividade no enfoque do tema. ( ) temática de caráter social.

Contudo. parece estar levando a melhor. Movimento n. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. 174. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. Unifor-CE De acordo com o texto. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. 1988. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na medida em que limita o uso da tecnologia. sobretudo nas grandes cidades.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. O Estado de S. principalmente. África e América Latina. até o momento. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. como a mortalidade infantil. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. Lasar. então. que levaria ao planejamento familiar. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. Ao contrário. por conseguinte. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. 3. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. p. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. as visitas a museus.” SEGALL. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. sem ocupação fixa. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. no Brasil. José. era muito grande. Fatores culturais são também importantes. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. os agrava e. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. É compreensível. tornando-as mão-de-obra desejável. 1/1/2000. Um museu de portas abertas. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. 74 173. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. 31-2. nos vários continentes. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. Contudo. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. b) a explosão populacional. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. em vários países. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. especialmente nas grandes cidades. Paulo. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. no passado. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. mesmo em alguns países mais adiantados.Interpretação de texto II Avançar . só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados.

d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. no Brasil. “pouca conversa”. d) I e III. como instituição artísticocultural. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. 75 177. vêm sendo pouco prestigiados. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. b) II. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja.175. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. A respeito dos enunciados acima. GABARITO 178. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . e) fazer sobressair expressões pouco usuais. pelos órgãos governamentais. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. 176. III. II. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. b) realçar ironicamente as metáforas. no Brasil. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. Unifor-CE I. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. e) II e III. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Os museus. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. c) III. b) caracteriza as circunstâncias que.

Rio de Janeiro: Aguilar. Ao fundo.” ANDRADE. F. Não há criação nem morte perante a poesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Carlos Drummond de. U. com as mãos sobre os joelhos. olhando um para o outro. e) ceticismo e desesperança. Consolava-os a saudade de si mesmos. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.Interpretação de texto II Avançar . tinha os braços cruzados à cinta. 1992. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. p. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. completo e confortável corpo. entrei e parei logo. Diante dela. e) O poeta. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. à entrada do saguão. não aquece nem ilumina. Ao transpor a porta para a rua. b) suavidade e melancolia. tão infenso à efusão lírica.” ASSIS. dei com os dois velhos sentados. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos.179. em seu discurso metalingüístico. GABARITO 180. esse excelente. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. As afinidades. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Aguiar estava encostado ao portal direito. achei aberta a porta do jardim. os incidentes pessoais não contam. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. à esquerda. intensamente elaborado. d) velado humorismo. a vida é um sol estático. b) Segundo o poeta. 1989. c) O autor defende a transcendência da poesia. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Carmo. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. 95s. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Fui a pé. trata da essência da própria poesia. os aniversários. superior à própria vida e à morte. ‘Lá estão eles’. c) desgosto e censura. Não faças poesia com o corpo. Memorial de Aires. In: Obra Completa. 76 d) Para o autor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . disse comigo. D. Machado.

e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. mas o homem é causa e efeito do verbo. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. a) O homem de Guimarães Rosa. São Paulo. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. Fomos e seremos assim.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. De um lado. herói sem nenhuma definição. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. 77 181. tomou sua própria vereda. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. 5º Caderno. por ser um refugo da casa-grande e da senzala.Interpretação de texto II Avançar . b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. potente e tendendo a ser feliz. Por isso mesmo. Retomando a imagem literária. Folha Ilustrada. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. 12. 21/04/2000. apesar do ressentimento social que o caracteriza. em nossa essência.” CONY. por ser sobretudo uma criação verbal. o Macunaíma. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. Carlos Heitor. A imagem geométrica pode ser forçada. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. o opositor de uma e de outra. p. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. Ou seja. É também macunaímico. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. o homem miscigenado. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. De outro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar.

demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. UERJ A linguagem figurada. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). conhecida característica de textos literários. encontra-se também em outros tipos de texto. apresenta danças e ritos. referindo-se ao nome “Brasil”. predomina na sociedade. expressão ligada ao nome “Brasil”. ‘As comemorações dos 500 anos. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. (…)” SÁ. Agora. E está dando ao índio lugar de destaque na festa.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. de certa forma. mostra arcos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. c) “crianças de diferentes idades”. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. de Pernambuco. 183. até expõem a cultura indígena. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. Fátima. revela que um discurso oficial. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 184. d) “deixando preconceitos de lado”. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. diz Ricardo Paes. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. c) “mais de”. mas de maneira muito romântica. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. 22/03/2000. b) “Brasil de antes de Cabral”. coordenador do projeto. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. b) “um”. GABARITO 182. como dizia — e impedir conflitos futuros. antecedendo a expressão “500 anos”. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. no plural. ele fala para mais crianças e adultos. Veja. d) “500 anos”. Desde o início da semana. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. nem sempre verdadeiro.Interpretação de texto II Avançar . Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. da tribo fulni-ô. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. mostra arcos.

as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Depois. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Veja. Nas festas de escolas primárias. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. 03/12/1996. Guerra. o estranho fenômeno se generaliza. guardando imagens sem nexo. e normalmente muito rápido. J. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver.” BUCCI. um vidro. UERJ No poema. 1992. Protegido por sua máscara eletrônica.Interpretação de texto II Avançar . Continuará com pressa.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. PAES. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. escancarando em público o vazio em que existimos. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. Cônscia de sua relevância mística. ele apenas grava imagens. tudo. que o poupa de estar exposto ao destino. que vive. De bom grado. Ali jaz a vida que poderia ter sido. que se reserva a chance do inesperado. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. sexo. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Prosas seguidas de odes mínimas. esporte — me dás tudo. P. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. por favor?). a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Se a televisão é a arena da história contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Nas férias. jamais terá tempo de rever o que filmou. O turista é um apressado. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Aposentei os dentes. claro. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Ali jaz o desejo que não se satisfez. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Sob o foco automático. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . enfim. a televisão é humanizada. Eugênio. 186. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. uma câmara. 79 185.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) o