segredos e virtudes das plantas medicinais SELECÇÕES DO READERS DIGEST Selecções do Reader's Digest

CONSULTORES DA EDIÇÃO PORTUGUESA J. A. Borralho da GRAÇA, professor catedrático de Farmacognosia da Faculdade de Farmácia de Lisboa. Luís Filipe M. AIRES, assistente responsável pela cadeira de Botânica Farmacêutica da Faculdade de Farmácia de Lisboa. REDACTORES DA EDIÇÃO ORIGINAL Prof. Pierre DELAVEAU, Universidade René-Descartes, Paris V, Faculdade >de Ciências Farmacêuticas e Biológicas: pp. 337-348. Michelle LORRAIN, professor-assistente de Fisiologia Vegetal e Farmacognosia, Instituto Europeu de Ecologia, Metz: pp. 11-15, 349360. François MORTIER, Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Biológicas, Nancy I: pp. 8-10. Caroline RiVOLIER: pp. 43-46, 48-53, 55-60, 63-74, 76-84, 88-90, 92-95, 98, 99, 103, 106-108, 110, 112-114, 116, 117, 120-125, 128, 129, 131, 133-135, 137-140, 144-146, 148-166, 168-171, 173-182, 184-189, 192-196, 199-201, 203, 204, 216-218, 223, 227, 228, 231-234, 236-240, 242-252, 254-267, 269-282, 284, 286-290, 294, 299, 301, 303, 304. Doutor Jean RiVOLIER e Caroline RiVOLIER: pp. 362-441. Abade Rene SCHWEITZER, engenheiro-agrónomo: pp. 20-40, 47, 54, 61, 62, 67, 75, 185-87, 91, 96, 97, 100-102, 104, 105, 109, 111, 115, 118, 119, 126, 127, 130, 132, 136, 141-143, 147, 167, 172, 183, 190, 191, 197, 198, 202, 205-215, 219-222, 224-226, 229, 230, 235, 241, 253, 268, 283, 285, 291-293, 295-298, 300, 302, 442-453. CONSULTORES DA EDIÇÃO ORIGINAL Pierre BosSIaRDET, desenhador artístico, Centro Nacional de Investigação Científica. Renê H. DELÉPINE, professor-assistente, Universidade Pierre-et-Marie-Curie, Paris VI, director da equipa de biogeografia e ecologia bentónica. Michel GuÉDÈS, professor-assistente, Museu Nacional de História Natural, Paris, laboratório de fanerogân-kas. Prof. Paul JOVET, director (honorário) do Centro Nacional de Investigação Científica, Paris. Prof. René PARIS, Universidade René-Descartes, Paris V, Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Biológicas. ILUSTRAÇõES

David BAXTER: pp. 67, 72, 143, 209. FranÇoise BONVOUST: pp. 95, 96, 115, 132, 150, 159, 192, 198, 269, 284, 286, 295. Luc BOSSERDET: Pp. 92, 107, 110, 120, 126, 138, 146, 149, 151, 154, 163, 164, 230, 245, 265, 268Pierre BROCHARD: p. 50. Jean COLADON: pp. 63, 70, 113, 148, 174, 205, 210, 211, 214, 226, 242, 252, 292, 442-452. François COLLET: Pp. 93, 158. Philippe COUTÊ PP, 82, 106, 121, 157, 176, 237, 267, 278. FrançoiSC DE DALMAS: Pp. 103, 119, 156, 170, 183. Maurice ESPÉRANCE: pp. 20-35, 47, 54, 61, 86, 87, 96, 111, 118, 132, 188, 197, 216, 219, 223, 227, 253, 289. lan GARRARD: pp. 53, 59, 79, 89, 122, 153, 171, 173, 184, 201, 271, 287. Odette HALMOS: pp. 177, 178, 229, 246, 276, 298. Madeleine HUAU: pp. 73, 147, 161, 162, 169, 172, 238, 279, 281, 304. Mette IVERS: pp. 49-51, 69, 97, 99, 109, 112, 124, 125, 129, 131, 141, 165, 166, 185, 186, 189, 200, 236, 239, 244, 255, 277, 305-336. Josiane LARDY: pp. 45, 57, 71, 77, 100, 114, 117, 143, 167, 175, 182, 187, 196, 202, 208, 218, 248, 251, 258, 260, 263, 273, 296, 299, 300. Annie LE FAou: pp. 43, 44, 56, 90, 108, 123, 130, 139, 144, 155, 190, 194, 207, 228, 254, 256, 264, 266, 272, 294. Yvon LE GALL: P. 102. Nadine LIARD: Pp. 193, 220, 222, 283. GUy MICHEL: pp. 60, 66, 91, 128, 133, 140, 142, 152, 168, 212-213, 232, 291, 297, 301, 302. Daniel MONCLA: Pp. 94, 134, 241, 274. Marie-Claire Nivoix: pp. 64, 78, 116, 160, 203, 215, 217, 258. Alain d'ORANGE: p. 101. Charles PICKARD: pp. 75, 98, 221, 233. Robert Rousso: pp. 48, 52, 180, 181. Jean-Paul TURMEL: pp. 58, 104, 141, 191, 195, 204, 206, 240, 243, 247. Denise WEBER: capa e pp. 46, 55, 62, 65, 74, 76, 80, 81, 83-85, 88, 127, 135, 179, 199, 224, 225, 231, 234, 249, 250, 257, 259, 261, 262, 269, 275, 280, 282, 288, 290, 303. SEGREDOS E VIRTUDES DAS PLANTAS MEDICINAIS uma edição de Selecções do Reader's Digest 1983, Selecções do Reader's Digest, SARL. Rua de Joaquim António de Aguiar, 43 - Lisboa Reservados todos os direitos. Proibida a reprodução, total ou parcial, do texto ou das ilustrações, sem autorização, por escrito, dos editores. Composição: Fototexto, Lda. - Lisboa Impressão: Lisgráfica, SARL. - Queluz de Baixo Encadernação: AMBAR - Porto

1.a edição, Maio de 1983. Depósito legal n.I 2130/83 PRINTED IN PORTUGAL

Índice Prefácio O reino dos simples As plantas medicinais A fábrica vegetal Identificar, colher, conservar Guia das plantas a conhecer As plantas espontâneas As plantas cultivadas As plantas tóxicas As plantas exóticas Os benefícios das plantas O emprego do simples Dicionário da saúde Os usos veterinários Glossário índice alfabético

Ao leitor O aumento do consumo individual de medicamentos que se observa por todo o Mundo tem originado nos últimos anos um interesse renovado pelas plantas medicinais, um retorno às fontes naturais para o tratamento de doenças. Este fenómeno poderá explicar-se pelo facto de grande parte dos medicamentos ter tido origem precisamente em espécies vegetais, pelo desejo de regressar à Natureza que se observa no homem moderno e por uma certa desconfiança em relação aos medicamentos de origem sintética de produção industrializada. Esta obra, que não pretende substituir a medicina tradicional, foi realizada sob a orientação de autores especializados que souberam pôr os seus profundos conhecimentos nos campos da botânica e da farmacognosia ao alcance e ao serviço do grande público. Nela se explicam as possibilidades reais das plantas medicinais, se estimula a sua colheita no meio natural e, simultaneamente, se desmistificam as especulações pseudocientíficas que ensombram a divulgação séria da medicina pelas plantas. A identificação e a colheita das plantas adequadas constituem um primeiro problema. Para o solucionar, recorreu-se a ilustrações de grande qualidade e a descrições morfológicas minuciosas que permitem distinguir as espécies benéficas das neutras e das nocivas. Oferecer mapas exactos com a localização dos lugares de colheita de cada planta seria pretensão irrealizável; mas o leitor encontrará descritos os habitats característicos das diferentes espécies. A obra assinala ainda em que altura e época devem ser colhidas as plantas espontâneas e cultivadas e quais são as suas partes úteis. E, uma vez colhidas e preparadas, ensina a conservar as substâncias vegetais com propriedades medicinais. Atitudes menos cuidadas quanto à colheita e preparação e menos prudentes quanto à dosagem podem conduzir a riscos que deverão ser evitados, para que, em vez de benefícios para a saúde e bem-estar, se não colham antes prejuízos. Assim, ficando um tanto à mercê do discernimento do leitor a maneira como aproveitar, com a maior utilidade, o conteúdo da obra, os editores não poderão ser responsabilizados pelas consequências que advenham da má utilização das informações ou da negligência em relação a recomendações insistentemente referidas ao longo do livro. SELECÇõES Do READER,s DIGEST

Prefácio Para a importação de novas drogas medicinais oriundas do Oriente, há muito mantida pela Europa, deram os Portugueses uma contribuição notabilissima, tornando-a mais variada e abundante à medida que as foram procurando nas regiões africanas, asiáticas e sul-americanas a que pela primeira vez aportavam. Para além de quanto a África ia oferecendo de novidade, foi na índia que se encontrou maior variedade e riqueza desses produtos, os quais, comercializados pelos Portugueses, passaram a ser quer conhecidos pela primeira vez na Europa, quer mais abundantes e acessíveis. Havia produtos que serviam de mezinhas, outros designados por especiarias, conjunto na quase totalidade de origem vegetal, embora os houvesse de origem animal ou mista, utilizados como condimentos, masticatórios, excitantes, estupefacientes, perfumes, unguentos e corantes, com propriedades exclusivas ou polivalentes. Na preocupação que sempre existiu de ir descrevendo tudo quanto de útil se descobria, foram enviados boticários nas naus que partiam a caminho do Oriente, aos quais competia não só o desempenho das suas funções durante as viagens e nos locais onde as tripulações se instalassem, mas também a averiguação das mezinhas usadas nas diversas zonas visitadas ou onde fosse possível obter notícia fidedigna, e ainda descrever a natureza e origem das *drogas e cousas medicinais+, as suas propriedades e aplicações. Distinguiram-se nessa tarefa, em grande parte original, em primeiro lugar Simão Alvares, boticário de profissão que chegou à índia em 1509, e Tomé Pires, feitor de drogas, que ali chegou em 1512 por mandato do rei D. Manuel I e que seguiu mais tarde para a China como embaixador, com a incumbência de procurar reconhecer as plantas daquela região úteis para a medicina. Mas foi Garcia de Orta quem mais se notabilizou no estudo das espécies medicinais e de outros produtos semelhantes da índia, para onde partiu em 1534, onde se fixou e onde morreu. Tendo nascido em Elvas, Garcia de Orta tirara o curso de Medicina nas Universidades de Salamanca e Alcalá, tendo ainda regido uma cadeira na Universidade de Lisboa em 1530 antes de partir para o Oriente. O seu livro Coloquios dos simples, e drogas he cousas mediçínais da Indía publicado em 1563 em Goa, adquirefama internacional, nomeadamente depois de ter sido traduzido em latim, francês e italiano. Nesta obra se consignam, sob a forma de diálogo, todos os conhecimentos científicos e práticos que o autor conseguiu reunir sobre tais produtos e sua utilização. O cientista francês Jules Charles de l'Écluse (Clúsio) publicou uma edição latina simplificada, com o título Aromatum et Simplicium Aliquot Medicamentorum Apud Indos Nascentium Historia, enriquecendo com notas pessoais e desenhos a

obra original. Depois do que se ficou devendo a árabes, gregos e romanos, surge assim a partir desta tão notável obra de Garcia de Orta a divulgação escrita, em diversas línguas eformas, de quanto mais se passou a conhecer depois da chegada dos Portugueses ao Oriente. Entretanto, nasce em África, em local não conhecido, mas possivelmente no Norte desse continente, um outro português, Cristóvão da Costa, o qual, depois de estudar Medicina na Universidade de Coimbra, parte para a índia, desembarcando em Goa em 1568, ainda a tempo de conviver com Garcia de Orta, de cujo saber muito aproveitou certamente. Regressando à Europa, Cristóvão da Costa fixou-se em Burgos, onde foi médico e cirurgião e escreveu e imprimiu o seu Tractado Delas Drogas, y medicinas de las Indias Orientales, con sus plantas debuxadas aí biuo por ChristouaI A Costa medico y cirujano que Ias vio ocularmente. En el qual se verifica mucho de lo que escrivio el Doctor Garcia de Orta ...,publicado em 1568, obra baseada na de Garcia de Orta que apresenta desenhos de todos os produtos, alguns dos quais mais ricamente pormenorizados e documentados que no livro em que se fundamentou. Também a obra de Cristóvão da Costa foi traduzida em latim, italiano e francês. Entretanto, descoberto o Brasil, inicia-se também nos vastos territórios sulamericanos uma primeira tentativa de inventário e descrição das plantas medicinais da região, em relação às quais, porém, não foi publicada qualquer obra em especial. Sobre estudos de tal natureza no século XVII pouco haverá a dizer, para além do notável trabalho do médico alemão Gabriel Grisley intitulado Desingano para a Medícina ou Botica para todo o pai de família (1656), onde o autor refere a flora médica portuguesa, além de um outro, Viridarium Grísley Lusitanicum ... (1661), que constitui a primeira lista das plantas de Portugal. Tendo-se estabelecido em Portugal no tempo do rei D. João IV, Grisley foi pelo monarca encarregado de organizar um horto botânico em Xabregas. À mesma época pertence o boticário francês João Vigier, também radicado no nosso país, autor da História das Plantas da Europa ... (1718). São vários os nomes daqueles que no século XVIII se dedicaram à botânica e deixaram obra com interesse para o estudo das plantas medicinais de África e do Brasil, embora englobadas em trabalhos menos especializados. De destacar em relação ao Oriente o jesuíta João de Loureiro, que em 1735 seguiu como missionário para a China, onde a necessidade de utilizar essas plantas no combate às doenças lhe despertou o interesse pelo seu estudo, de que resultou a célebre Flora Cochinchinensis, publicada em 1790 em Lisboa, onde são referidas plantas da Cochinchina, China e África, obra reeditada em Berlim em 1793.

Notabilizou-se sobretudo entre todos os botânicos portugueses do século XVIII o abade Correia da Serra, nascido em Serpa em 1750, que emigrou para Itália aos 6 anos com seu pai, fugido à Inquisição. Aí adquiriu conhecimentos científicos e relacionou-se com o duque de Lafões, com o qual, uma vez regressado a Portugal depois da morte de D. José, fundou a Academia Real das Ciências. Considerado pelo intendente Pina Manique como homem perigosíssimo, Já que dera guarida em sua casa a um francês jacobino, viu-se de novo obrigado a abandonar o País, passando parte da sua vida em Inglaterra, França e por fim na América do Norte. Em todos esses países o seu nome era altamente prestigiado pelas maiores celebridades científicas da época ligadas à botânica, nomeadamente em França, onde sempre recorriam ao seu conselho. Mas foi na América que esse prestígio atingiu o expoente máximo, como raramente terá acontecido com qualquer outro cientista português. O desempenho da sua actividade pedagógica, os trabalhos científicos realizados e a ajuda prestada ao presidente Jefferson, de quem era íntimo amigo, na fundação da Universidade da Virginia valeram-lhe ser considerado * o estrangeiro mais esclarecido que jamais visitara os EUA +. Surgira, entretanto, outro botânico português, Félix da Silva Avelar Brotero, nascido em Santo Antão do Tojal em 1744, e que da mesma maneira fora obrigado a emigrar para França, fugindo à perseguição inquisitorial. Convivendo com os mais notáveis naturalistas franceses da época, visitando a Holanda, Alemanha, Itália e Inglaterra, só regressa ao País em 1790, depois de terminado o período pombalino. A rainha D. Maria I nomeia-o professor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra e encarrega-o da regência da cadeira de Botânica e Agricultura. Todavia, em relação às plantas medicinais, as obras destes dois últimos botânicos portugueses, notáveis embora, não suscitam grande interesse, ao contrário de outras publicadas já no século XIX, da autoria do lente da Universidade de Coimbra Jerónimo Joaquim de Figueiredo, intitulada Flora Farmacêutica e Alimentar Portuguesa (Lisboa, 1825), do médico e lente da Universidade de Coimbra Francisco Soares Franco, Matéria Médica (1816), e do professor da Universidade do Porto Agostinho Albano da Silveira Pinto, Código farmacêutico lusitano (1835). Retomando o tema das plantas úteis do ultramar, o conde de Ficalho, professor de Botânica da Universidade de Lisboa, publica a célebre obra Plantas úteis da África Portuguesa (1884), culminando assim a lista das contribuições de carácter histórico dos cientistas portugueses para o conhecimento das plantas medicinais. De então para cá têm sido publicados muitos outros estudos, de conjunto ou contribuições de extensão e valor variados, mas já sem a prioridade e o cunho de originalidade daqueles outros que no século XVI nos colocaram em posição

ímpar no mundo da ciência no respeitante ao conhecimento dos produtos naturais aproveitados pela medicina.

O reino dos simples As plantas medicinais A fábrica vegetal Identificar, colher, conservar 8 11 16

As plantas medicinais *O Senhor produziu da terra os medicamentos; o homem sensato não os desprezará+, aconselha o Eclesiástico, 38, 4; no entanto, muito antes desta alusão no texto sagrado à fitoterapia, ou medicação pelas plantas, já fora criado, divulgado e transmítido, entre as mais antigas civilizações conhecidas, o hábito de recorrer às virtudes curativas de certos vegetais; pode afirmar-se que se trata de uma das primeiras manifestações do antiquíssimo esforço do homem para compreender e utilizar a Natureza, como réplica a uma das suas mais antigas preocupações: a que é originada pela doença e pelo sofrimento. É admirável que todas as civilizações, em todos os continentes, tenham desenvolvido, a par da domesticação e da cultura das plantas para fins alimentares, a pesquisa das suas virtudes terapêuticas. Mas é talvez ainda mais admirável que este conjunto de conhecimentos tenha subsistido durante milénios, aprofundando-se e diversificando-se, sem nunca, porém, cair totalmente no esquecimento. A utilização das propriedades do ópio obtido da dormideira, 4000 anos antes de se conhecer o processo de extracção da morfina, é, sob este ponto de vista, bem significativa da perenidade destes conhecimentos, que durante muito tempo permaneceram empíricos e que, desde há alguns séculos, o progresso das ciências modernas tornou mais rigorosos. Mesmo actualmente, apesar do espectacular desenvolvimento da quimioterapia, a fitoterapia continua a ser muito utilizada, readquirindo até um certo crédito desde que foram divulgadas as consequências, por vezes nefastas, do abuso dos compostos químicos. Para se ter uma visão de conjunto do progresso dos conhecimentos humanos referentes às plantas medicinais, devem distinguir-se três grandes períodos. Durante as Antiguidades Egípcia, Grega e Romana acumularam-se numerosos conhecimentos empíricos que serão transmitidos, especialmente por intermédio dos Árabes, aos herdeiros europeus destas civilizações desaparecidas. A partir do Renascimento, estes sábios ocidentais aproveitarão utilmente a renovação do espírito científico e o surto das viagens dos Descobrimentos para desenvolver consideravelmente estes conhecimentos adquiridos e dar início a uma ordenação rigorosa de todos os elementos saídos da experiência do passado. Finalmente, e sobretudo desde o final do século xviIi, o progresso muito rápido das ciências modernas veio enriquecer e diversificar em proporções extraordinárias os conhecimentos sobre as plantas, os quais actualmente se apoiam em ciências tão variadas como a paleontologia, a geografia, a citologia, a genética, a histologia e a bioquímica.

Em 1873, o egiptólogo alemão Georg Ebers comprou um volumoso rolo de papiro; após ter decifrado a introdução, Ebers foi surpreendido por esta frase: *Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as partes do corpo humano.+ Provou-se que este escrito era o primeiro tratado médico egípcio conhecido. Compunha-se de uma parte relativa ao tratamento das doenças internas e de uma longa e impressionante lista de medicamentos. Actualmente, pode afirmar-se que, 2000 anos antes do aparecimento dos primeiros médicos gregos, já existia uma medicina egípcia, organizada como conjunto de conhecimentos e de práticas distintas das crenças religiosas. Duas das receitas incluídas no rolo de papiro de Georg Ebers são, efectivamente, consideradas como remontando à 6. a dinastia, ou seja a cerca de 24 séculos antes do nascimnento de Cristo! Sabe-se hoje que, na época do antigo Império Egípcio, o palácio do faraó mantinha um corpo de médicos, entre os quais se esboçavam já especializações como a odontologia e a oftalmologia. Muito tempo depois, em 450 a. C., Heródoto diria que *no Egipto cada médico só trata de uma doença, pelo que constituem uma legião ... +. Aproximadamente na mesma época, o Templo de Edfu desenvolveu uma escola de medicina e mantinha um importante jardim de plantas medicinais. De entre as plantas mais utilizadas pelos Egípcios, é indispensável citar o zimbro, as coloquíntidas, a romãzeira, a semente do linho, o funcho, o bordo, o cardamomo, os cominhos, o alho, a folha de sene, o lírio e o rícino. Um baixorelevo proveniente de Akhetaton ostenta uma planta medicinal que posteriormente desempenhou um papel fundamental na farmacopeia da Idade Média: a mandrágora. Os Egípcios conheciam també m as propriedades analgésicas da dormideira, utilizada na preparação do *remédio contra as crises anormalmente prolongadas+. Mais notável ainda é o conhecimento progressivamente adquirido das regras de dosagens específicas para cada droga; esta prática ampliou-se ao fabrico e à administração de todos os remédios e pode afirmar-se que nasceu assim a receita médica e a respectiva posologia. Estes conhecimentos médicos iniciados no antigo Egipto divulgaram-se nomeadamente na Mesopotâmia. Em 1924, o Dr. Reginald

Campbell Thompson, do Museu Britânico, conseguiu identificar 250 vegetais, minerais e substâncias diversas cujas virtudes terapêuticas os médicos babilónios haviam utilizado, especialmente a beladona, administrada contra os espasmos, a tosse e a asma; os pergaminhos da Mesopotâmia mencionam o cânhamo indiano, ao qual se reconhecem propriedades analgésicas e que se receita para a bronquite, o reumatismo e a insônia. Foram sobretudo os Gregos, e mais tarde, por seu intermédio, os Romanos, os herdeiros dos conhecimentos egípcios, desenvolvendo-os até um elevado nível. Aristóteles, espírito universal, estudou história natural e botânica; Hipócrates, frequentemente considerado *o pai da medicina+, reuniu com os seus discípulos a totalidade dos conhecimentos médicos do seu tempo no conjunto de tratados conhecidos pelo nome de Corpus Hippocraticum: para cada enfermidade descreve o remédio vegetal e o tratamento correspondente. Catão, o Antigo, no século II a. C., mencionou no seu tratado De Re Rustica 120 plantas medicinais que cultivava no seu próprio jardim. No início da era cristã, Dioscórides inventariou no seu tratado De Materia Medica mais de 500 drogas de origem vegetal, mineral ou animal; à semelhança dos seus predecessores, esforçou-se por ter em conta o maravilhoso e separar o racional do irracional. Esta preocupação científica nem sempre foi seguida por Plínio, o Antigo, cuja monumental História Natural contém por vezes descrições de algum modo fantasistas. Finalmente, o grego Galeno, cuja influência foi tão duradoura como a de Hipócrates, ligou o seu nome especialmente ao que ainda se denomina a * escola galénica+ ou *farinácia galénica+. Efectivamente, distingue-se o emprego das plantas *ao natural+, ou seja sob a forma de pós, das *preparações galénicas+, em que solventes como o álcool, a água ou o vinagre servem para concentrar os componentes activos da droga, os quais serão utilizados para preparar unguentos, emplastros e outras formas galénicas. O longo período que se seguiu, no Ocidente, à queda do Império Romano, designado universalmente por Idade Média, não foi exactamente uma época caracterizada por rápidos progressos científicos. Os domínios da ciência, da magia e da feitiçaria tendem frequentemente a confundir-se; drogas como o meimendro-negro, a beladona e a mandrágora serão consideradas como plantas de origem diabólica. Assim, Joana d'Arc será acusada de ter *atormentado os Ingleses pela força e virtude mágica de uma raiz de mandrágora escondida sob a couraça+. Contudo, não é possível acreditar que na Idade Média se perderam completamente os conhecimentos adquiridos durante os milénios precedentes. Os monges, devido aos seus conhecimentos do latim e do

Grego, foram os detentores do saber da Antiguidade; grande número de mosteiros vangloriava-se dos seus *jardins dos simples+, onde cresciam as plantas utilizadas para o tratamento dos doentes. Ainda actualmente se conserva a memória de Santa Hildegarda, a *santa curandeira+ , cujos tratados, conhecidos pelo nome de Physica, além de respeitarem os conhecimentos antigos, trazem à luz, pela primeira vez, as virtudes de algumas plantas como a pilosela ou a arnica. No entanto, a medicina da Idade Média foi sobretudo dominada pela Escola de Salerno; os eruditos que ali trabalhavam deram a conhecer, por intermédio de sábios (Avicena, Avenzoar e lbn-el-Beithar) e dos textos ára bes, grande número de obras da medicina grega. Rogério de Salerno, no início do século XII, contribuiu para os consideráveis progressos da medicina do seu tempo. Foi, no entanto, o Renascimento, com a valorização da experimentação e da observação directa, com o surto das grandes viagens para as índias e a América, que deu origem a um novo período de progresso no conhecimento das plantas e das suas virtudes. No início do século XVI, o médico suíço Paracelso tentou descobrir a * alma+, a <quirita--essência+ dos vegetais, de onde irradiam as suas virtudes terapêuticas. Não dispondo, evidentemente, dos meios de análise que mais tarde seriam oferecidos pela técnica moderna, tenta aproximar as virtudes das plantas das suas propriedades morfológicas, da sua forma e cor: é a chamada *teoria dos sinais+. O italiano Pier Andrea Mattioli, seu contemporâneo, comenta a obra de Dioscórides e descobre as propriedades do castanheiro--da-índia e da salsaparrilha-da-europa e descreve 100 novas espécíes. Surgem os jardins botânicos: em 1544, Luca Ghini, professor em Bolonha, funda o de Pisa; em 1590, Veneza confia a Cortuso o de Pádua. Olivier de Serres reforma a agricultura francesa no reinado de Henrique IV, criando também, na sua propiiedade de Pradel, em Vivarais, um admirável jardim de plantas medicinais, imitado algum tempo depois por Luís XIII, que funda em Paris o Jardim do Rei, predecessor do actual Museu Nacional de História Natural. É também nesta época que têm cátedra em Mont.pellier todos os grandes botânicos: MatIfias de Lobel, Guillaume Rondelet, Charles de l'Écluse, Jean e Gaspard Bauliiii, os quais impulsionam os grandes progressos da classificação sistemática dos vegetais, que se tornou cada vez mais indispensável pelo grande conjunto de conhecimentos adquiridos.

em que os estames e o pistilo são invisíveis a olho nu. sem terem esgotado todas as suas possibilidades. em que estes são visíveis. a sua estrutura íntima e os princípios que as fazem actuar no tratamento das doenças: sabe-se que têm determinados efeitos e pouco mais. O catálogo das plantas medicinais enriqueceuse. coloca efectivamente a Europa no centro do Mundo. Se se fizer uma retrospectiva do caminho percorrido desde as primeiras receitas conhecidas da época da 6. a bodelha. Esta revolução radical . Antoine Laurent de Jussieu. no início do século XIX. Gustave Thuret observava o processo da fecundação numa alga. verificar-se-á que foi uma longa caminhada. ou estudo das floras antigas mercê dos restos fósseis. os dois grandes ramos em que se divide o reino vegetal são o das Criptogâmicas. abertas a partir do final do século XV. estabelecem-se 23 classes. o que é mais importante ainda. os produtos dos países longínquos abundam e. Para ele. o monge . . a descrição das características dos simples e a indicação das suas utilizações foram aprofundadas. a América dá ainda a conhecer as virtudes anestésicas e estimulantes da folha de coca. de Lineu. Todavia. os estames. ao fazer observações na ervilheira. a casca de quina é utilizada para fazer baixar a temperatura nas febres palúdicas muito antes de se ter conhecimento de como dela extrair a quinina. desenvolveram ulteriormente a botânica descritiva e contribuíram para o aperfeiçoamento da classificação sistemática. Pouco tempo antes. os conquistadores suportaram eles próprios a experiência das propriedades mortais do cura. Joseph. bem como os do seu sobrinho. O grande naturalista sueco adopta como princípio de distinção e classificação a distribuição dos órgãos sexuais nas flores e as características dos órgãos masculinos. contribuiu. nomeadamente. as plantas até aí desconhecidas.O desenvolvimento das rotas marítimas. Dentro destas últimas. sugeria a ideia de uma evolução. e o das Fanerogâmicas. No encalce dos descobridores prosseguem os exploradores. por sua vez. pondo em relevo as semelhanças que existem entre as várias espécies. conduzidos. No final do século XIX. A paleontologia vegetal. a classificação das suas espécies foi feita com base científica. segundo critérios morfológicos.vai realizar-se nos dois últimos séculos. regressa do Oriente com 1356 plantas então desconhecidas na Europa. O estabelecimento das grandes classificações. por Adolphe Brongniart.1 dinastia egípcia. nessa época continuam a desconhecer-se as leis da sua evolução e. de entre eles. que. os esforços de classificação culminam em 1735 com a publicação do Systema Naturae. Depois de Lineu.o aprofundamento dos conhecimentos . Antoine e Bernard. para numerosos conhecimentos de apoio a esta tese. botânicos como Tournefort. contudo. os trabalhos dos irmãos Jussieu. missionários como o padre Plumier. com virtudes por vezes surpreendentes. comprovar-se-á que ela sempre se desenvolveu na mesma direcção. sem mudanças radicais. em 1792. Finalmente. apenas separadas por uma característica distinta.

vão possibilitar. aplicando-a ao estudo dos processos vitais dos reinos animal e vegetal. ou fitogeografia. A utilização de microscópios desde meados do século XVII proporcionava um melhor conhecimento da complexa estrutura dos vegetais. são os primórdios da histologia. o elemento fundamental de todos os tecidos. e em especial os da química da matéria viva. Assim. em 1817. A partir de 1800. no século xx. algumas hormonas como a cortisona e os seus derivados. aprende-se a reconhecer as virtudes terapêuticas de uma planta em função dos compostos químicos que contém. animais ou vegetais. Muitos destes compostos podem actualmente ser reproduzidos artificialmente por síntese. no século XIX. perderam também a sua utilidade? Será crível que os esforços do Dr.biologia -. Assim. por exemplo. Cazin. Por um lado. de onde se deve concluir que esta *terapêutica suave+ é mais bem tolerada pelo organismo do que as substâncias inteiramente sintéticas. Nomeadamente os progressos da química. por outro. determinados compostos químicos descobertos nas plantas e utilizados em medicina não podem. Todas estas matérias esboçavam uma história do reino vegetal e das suas espécies. em 1818. para defender e tornar célebre a fitoterapia. as plantas exóticas como o sisal e o inhame fornecem a matéria-prima básica indispensável para fabricar depois. ser reproduzidos por síntese. estão condenados ao malogro? Assim não será. enquanto Alphonse de Candolle e Henri Lecoq lançavam as bases de uma geografia dos vegetais. a determinação da noção de célula. a estricnina da noz-vómica. por diversos motivos. Lamarck passou a usar uma palavra nova . Porém. e. Finalmente. desencadeando um aprofundamento das observações. por semi-síntese. A partir de então. Redescobrem-se a dormideira dos Egípcios e a quina dos Incas. por vezes.Mendel descobrira as leis das transmissões e das mu10 tações hereditárias. os seus trabalhos foram esquecidos. Quererá isto dizer que as plantas. alguns produtos de síntese só podem ser obtidos por meio de *precursores+ vegetais. a quinina da quina. ou do Dr. iriam possibilitar a identificação e isolamento dos componentes activos das plantas medicinais. no início do século XIX. ou bioquímica. os seus progressos. e não das semelhanças que Paracelso julgara ter notado. Leclerc. A medicina pelas plantas: um longo percurso que não está ainda próximo do fim . ao perderem o seu mistério. e as leis que têm o seu nome voltaram a ser descobertas no início do século XX: nascera a genética. ou ciência dos tecidos. no começo do século XIX. o químico alemão Sertilrner isola a morfina do ópio extraído da dormideira. finalmente---em 1820. mas conhecendo-se agora o segredo da sua acção sobre o corpo humano. a droga vegetal é um produto vivo. os farmacêuticos Pierre Joseph Pelletier e Joseph Bienaimé Caventou extraem a emetina da raiz da ipeca.

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as plantas verdes utilizam sais minerais e nitratos. que absorvem pela raiz. essências e heterósidos. uma forte emissão de oxigénio e. Desta actividade resulta.A fábrica vegetal As plantas verdes utilizam a água do solo. como qualquer célula viva. Esta transformação de compostos orgânicos sob a acção da energia solar chama-se fotossíntese e dá-se ao nível das folhas. 11 . que contêm a clorofila. durante a noite. formam-se as reservas energéticas e os compostos secundários: lípidos. nos cloroplastos. respira. para sintetizar prótidos e alcalóides. absorvendo oxigénio (o2) e expelindo dióxido de carbono (Co2). uma ligeira libertação de dióxido de carbono. A célula vegetal. de dia. A partir dos glúcidos. Durante o dia estas trocas gasosas são mascaradas pelas da fotossíntese. Por um outro processo. a energia solar e o gás carbónico (Co2) do ar para fabricar glúcidos (açúcares).

Uma fracção dos glúcidos é seguidamente transformada em diversos compostos. precursor da aspirina. oligoelementos e antibióticos. Não deve esquecer-se a taça que foi fatal a Sócrates! Da estricnina à efedrina. Podem surgir como essências propriamente ditas ou misturadas com as resinas. ou do salicósido. Os alcaloides. Grande número de heterósidos tem aplicações medicinais: é o caso da digitalina. Actualmente.pois a sua acção no organismo humano tem um efeito importante: actuam em doses reduzidas e de um modo muito específico sobre uma determinada função do organismo. A genina destes heterósidos. pois pensa-se que se trata de produtos de excreção. sendo os lípidos os mais importantes para a planta. formando um heterósido não tóxico. que são voláteis. o metabolismo fornece também vários corpos secundários utilizados pelo homem para fins terapêuticos. segundo a composição do seu núcleo. é um veneno violento para o ser humano e do qual se deve recear. no início do século XIX. Contudo. Os óleos essenciais. dos alcalóides. Os heterósidos classificam-se segundo a natureza da sua genina. Encontram-se em diversas partes. Alguns gramas de folha de cicuta podem provocar a morte. conhecem-se mais de 1000 e calcula-se que 15 a 20% das plantas com flores . consoante a planta: a nicotina é sintetizada nas raízes da planta do tabaco. o loureiro-cereja produz heterósidos cianogenéticos. nesse caso. Os alcalóides são frequentemente amargos. os da quina estão na casca e os do cafèzeiro na semente. Frequentemente. e a posologia deve ser muito cuidadosa. Só o látex que escorre da cápsula imatura da papoila do ópio contém mais de 25 de diversos tipos. como se indica no quadro a seguir. a planta escoa-as para o exterior por meio de canais excretores. Estas apresentam-se sob a forma de emulsões que tendem a formar pequenas gotas. Deste modo. os alcalóides constituem a mais importante fonte dos medicamentos naturais. A sua química é complexa e classificam-se. trata-se dos heterósidos. Pensa-se que as geninas são meros produtos de excreção e. mas acumula-se somente nas folhas. São também resíduos do metabolismo da planta. As essências. um cardiotónico muito eficaz. O seu forte efeito torna o seu uso perigoso. pelo que os glúcidos se lhes associariam para as neutralizar.contêm alcalóides. dos óleos essenciais e dos taninos. o ácido cianídrico.Os componentes activos das plantas O metabolismo da planta verde produz principalmente glúcidos (açúcares) e prótidos. Os vegetais fornecem também vitaminas. A dormideira contém os alcalóides no fruto. ou aglícona. podem ser tóxicas para a planta. da teofilina à emetina. em cerca de 15 grupos diferentes. os alcalóides (então chamados álcalis vegetais) suscitaram o interesse da medicina. Desde que se isolou a morfina do ópio. São compostos azotados cuja função na planta está mal esclarecida. Os heterósidos. difundem-se através da epiderme das . Estes compostos são formados pela associação de um glúcido e de um corpo não açucarado chamado genina.

o ALGUNS HETERóSIDOS E SUA CLASSIFICAÇÃO Tipo de heterásido Heterósidos cianogenéticos Heterósidos fenólicos Heterósidos cumarínicos Heterósidos esteróides Heterásidos flavónicos Exemplo de heterásido Amigdalósido Salicásido Melilotósido Digitoxina Quercetósido Genina. Estas emanam por vezes um aroma muito forte e são responsáveis pelos perfumes dos vegetais. As essências são compostos terpénicos.folhas e das flores. sendo os terpenos longas cadeias de um hidrocarboneto dietilénico. ou aglícona Nitrilo mandélico Saligenina Cumarina Digitoxigenina Quercetol Origem >vegetal Amendoeira (amêndoa amarga) .

estão normalmente dissolvidas nas essências e apenas aparecem sob a forma de resíduo viscoso ou sólido quando estas se volatilizam. quando os óleos essenciais que exsudam naturalmente do tronco do pinheiro atingem o exterior. Por esta razão. Os óleos essenciais têm uma acção anti-séptica que retarda a putrefacção da madeira.Salgueiro-branco (casca) Meliloto (parte aérea) Dedaleira (folhas) Carvalho (casca) isopreno. São muito utilizados em farmácia. as essências volatilizam-se e deixam um resíduo viscoso .a resina. Quanto às resinas. a variedade de essências é considerável. como. . por exemplo. Como os isoprenos podem combinar-se uns com os outros de diversos modos. O haxixe é uma resina extraída do cânhamo indiano.

2 g de ferro.2 g de zinco e O. utilizados para tratar a fragilidade dos vasos capilares. Encontram-se em misturas equilibradas nos frutos e legumes frescos. A folha. Algumas gemas são anti-sépticas. Ao nível do solo existem também caules especializados em armazenamento. Vitaminas. sem deixarem no entanto de ser necessários. árvore originária da América do Sul. cálcio.28 g de manganés. As partes das plantas utilizadas em terapêutica As substâncias activas não se encontram uniformemente distribuídas pelas diferentes partes da planta. ferro. alguns heterósidos da mostarda e alcalóides do golfão. O lenho também pode ser útil: o da bétula produz carvão vegetal. O caule termina numa gema onde se localizam todas as potencialidades vegetativas da planta. O alburno.os rebentos de pinheiro impregnados de resina. As plantas fornecem os catalisadores bioquímicos indispensáveis que o organismo humano não pode sintetizar . manganés. As que são utilizadas designam-se por fármacos vegetais. etc. como adstringente e antiveneno. São os rizomas. pois têm a propriedade de tornar imputrescíveis as peles de animais. cobalto. Pensa-se que se trata também de resíduos do metabolismo.as vitaminas. base de todas as sínteses químicas. lítio. elementos minerais. são utilizados na indústria de curtumes. Existem também diversos vegetais que produzem antibióticos: a penicilina extrai-se de um fungo. cobre. após o desaparecimento das folhas. as do pinheiro. A sua missão essencial é assegurar a sobrevivência das gemas durante o Inverno. podendo conter componentes activos. O tanino utiliza-se como reagente químico e. em que tem uma acção hipotensora. é a parte mais utilizada. também possuem propriedades antibióticas. O caule é apenas uma via de circulação entre as raízes e as folhas. em medicina. césio. aliás. As essências sulfuradas do alho. dos quais 3 g na hemoglobina. sendo esta um caule completo em miniatura. potássio. tem normalmente propriedades terapêuticas: é o caso da tília. etc. 2. Um homem que ronde os 70 kg de peso tem aproximadamente 4. Existem outros corantes vegetais com propriedades medicináis. molibdénio. que se chamam oligoelementos: é o caso do zinco. antibióticos. por exemplo. Dos vegetais pode extrair-se também um grande número de elementos minerais indispensáveis ao organismo: azoto. As plantas fornecem misturas equilibradas de quase todos os oligoelementos. como. Alguns destes elementos encontram-se em quantidades tão pequenas no organismo humano. são constituídos por taninos que. São compostos fenólicos bastante diversos que coram de castanhoavermelhado os órgãos que os contêm. Os taninos. pigmentos amarelos afins dos taninos. especialmente na casca. com acção eficaz na desinfecção das vias respiratórias. sódio. pois produz os heterósidos e a maior parte dos alcalóides. níquel. Algumas espécies acumulam grande quantidade de taninos: mais de 20% do peso seco do lenho de quebracho. os tubérculos e os bolbos. . É o caso dos flavonóides. parte do caule situada entre o cerne e a casca. flúor.

A cor violeta do arando. As plantas primitivas. Os frutos carnudos constituem uma reserva de vitaminas. A mistura das pequenas folhas e dos pedúnculos florais forma as sumidades floridas.usa-se na confecção de cataplasmas para produzir a maturação dos abcessos e dos furúnculos. Geralmente. o amido. transformam-se em frutos. deve-se a um pigmento próximo dos flavonóides. de ácidos orgânicos e de açúcares. contêm óleos essenciais. por exemplo. produzem esporos para se multiplicarem. taninos. Nem sempre as drogas vegetais são plantas ou partes delas. Estes são pequenos grãos amarelados semelhantes ao pólen. As pétalas coloridas são ricas em pigmentos: a corola da giesta contém flavonóides. podendo ainda conter alcalóides.o visco . Os frutos das umbelíferas. É também um antidiarreico com acção sobre certos bacilos intestinais.Os tubérculos das batatas aumentam de volume devido às moléculas glucídicas. do anis e do cominho. As flores de alfazema são muito ricas em essências. que não têm flores. Se as flores não são colhidas. Os esporos do licopódio. são utilizados em pomada para tratar as irritações da pele. A semente é um reservatório autónomo que contém os alimentos necessários à futura planta. e nela se distribuem harmoniosamente os glúcidos. Os pedúnculos florais também se chamam pés: os de cereja e os estiletes do milho sã o diuréticos. os lípidos e os prótidos. por exemplo. e a rosa-vermelha. Além de outros. é muito apreciada em fitoterapia. A secreção viscosa alojada sob a casca do azevinho . podem ser secreções como as resinas e as gomas. 13 . A raiz absorve no solo a água e os sais minerais que envia para as folhas. colhem-se as inflorescências terminais. A semente fornece o amido e a maior parte dos óleos vegetais. A flor possui a nobre missão de transmitir a mensagem hereditária. os aquénios. são normalmente utilizados os aquênios do funcho. O pólen é rico em vitaminas e em oligoelementos. com forte actividade de vitamina P. As essências sulfuradas acumulam-se nos bolbos do alho e da cebola. Armazena com mais frequência açúcares. e também vitaminas. Como está frequentemente repleta de componentes activos.

V. o aumento do tecido adiposo. Hipoglicemiante. Antidiarreico. podendo mesmo ser anulada. Anabolizante. Amargo. Promove o aumento de peso corporal por acréscimo do anabolismo proteico. Adstringente. Aumenta a potência e o desejo sexuais. Calmante da dor.Léxico das propriedades medicinais das plantas Absorvente. consequentemente. Propicia a acumulação de gorduras e. quer do sistema nervoso central. Adípógeno. Antidiabético. Que reduz o apetite. Afrodisíaco. Devem o nome ao gosto que possuem. Susceptível de provocar reacções alérgicas. tónicas e frequentemente febrífugas. Que fixa à superfície uma substância líquida ou gasosa. As chamadas plantas amargas também são aperitivas. . quer ao nível do órgão dorido. Antianémico. Antálgico. Combate a dor. Estimula o apetite e activa as funções gástricas. os capilares. a consciência enfraquece. neste caso. Nome dado ao medicamento que absorve os líquidos ou os gases tanto em uso interno (tubo digestivo) como externo (feridas supurativas). Estimulante. Alérgeno ou alergénio. Anestésico. Combate a anemia mediante um fornecimento de vitaminas e minerais (ferro) que ajudam o sangue a reconstituir o seu teor em glóbulos vermelhos. adsorvente. Combate a diarreia devido a uma acção adstringente. A sua acção pode ser local ou geral. Analéptico. Analgésico. propiciando assim a sua eliminação. Anorexigénio. Suprime a sensibilidade. Contrai os tecidos. V. os orifícios e tende a diminuir as secreções das mucosas. Adsorvente. Nenhuma planta é efectivamente afrodisíaca. As plantas adstringentes são frequentemente antihemorrágicas e podem provocar obstipação.

especialmente a vitamina C. 14 facilitando a contracção dos capilares sanguíneos ou favorecendo a coagulação do sangue. . Antigaláctico ou antilactagogo. V. Anti-séptico. V. Anti-helmíntico. Antiflogístico. como. Anti-infeccioso. Anti-séptico. Impede a hemorragia. Reduz a secreção do leite. V. Vermífugo. Antipirético. Ao actuar sobre o influxo nervoso que comanda o ritmo da contracção muscular. em aplicação externa. a essência de cravinho. Anti-sudorífico. Impede a formação de cálculos nas vias biliares ou urinárias ou facilita a sua dissolução. V. Antinauseoso. Febrífugo. Antiespasmódico. por exemplo. por exemplo. Combate o escorbuto por meio de vitaminas. alivia as dores de dentes. Existem antinevrálgicos específicos. Diminui a secreção do suor. que. O eucalipto e o pinheiro. Combate as dores produzidas no trajecto dos nervos sensitivos. serve para desinfectar as feridas e certos órgãos. Anti-inflamatório. Antigotoso. Destrói os germes ou inibe o seu desenvolvimento. V. impedindo a formação de ácido úrico ou baixando o seu teor sanguíneo. Antinevrálgico. V. acalma espasmos e convulsões. pelo que evita o contágio. Antiescorbútico. Antiflogístico. Antilitiásico. Antivomitivo. Antitérmíco. opondo-se às reacções naturais do organismo. Reduz as inflamações. Descontrai certos músculos doridos. são anti-sépticos das vias respiratórias. Combate a gota. Febrífugo.desinfectante ou moderadora do trânsito intestinal. Anti-hemorrágico.

V. Encobre ou remove os cheiros desagradáveis.Antiffissico. laxativa ou sudorífica. . facilitando assim a sua cicatrização. V. Sudorífico. Diaforético. Em aplicação externa. Contém bálsamos que suavizam as mucosas respiratórias. Cardiotónico. Colagogo. Contém óleos essenciais muito odoríferos. Balsâmico. Carminativo. Colerético. Calicida. facilitando a eliminação dos resíduos mediante uma acção diurética. Sedativo. Limpa as feridas e as úlceras. Anti-séptico. Favorece a expulsão de gases do tubo digestivo. amolece e facilita a extirpação dos calos. Aromático. Cicatrizante. Depurativo. retarda e regulariza os batimentos do coração. As plantas carminativas são também geralmente aromáticas e estimulantes. estimulantes e algumas vezes também estomáquicos. Antiulceroso. Antivomitivo. Acalma a tosse e as irritações da faringe. Cordial. Melhora o estado das úlceras digestivas. Desodorizante. V. Reforça. Detersivo. Activa a circulação do sangue e estimula as funções digestivas. Purifica o sangue. Vulnerário. Combate as náuseas de origem nervosa ou espasmódica. estimulando a evacuação da bílis do canal colédoco para o intestino. V. V. Calmante. quer baixando o teor de acidez. Béquico. Bactericída. Aperitivo. Estimula a secreção da bílis pelo fígado. Os aromáticos são tónicos. Béquico. Contrai a vesícula biliar. Contém princípios amargos que estimulam o apetite e preparam as operações digestivas. quer protegendo a mucosa. facilitando assim a digestão dos corpos gordos.

possibilitando o esvaziamento do estômago em determinados casos de envenenamento. Fluidificante. durante algumas horas. Combate a febre ou evita os seus acessos. Auxilia a digestão. Estimulante. o volume de urina. Emético. Diurético. Provoca contracções enérgicas do intestino. Exerce um efeito calmante sobre a pele e mucosas inflamadas. Digestivo. Hemolítico. Emoliente. quer por uma reacção vasoconstritora. V. facilitando a actividade do estômago. provocando por vezes icterícia e anemia. portanto. Eupneico. mais fáceis de expelir. Torna as secreções brônquicas menos espessas e. . Expectorante. Eupéptico. eliminando as toxinas que este contém. Esternutatório. Digestivo. especialmente a secreção e a evacuação da bílis. Favorece a depuração do sangue. como. do tubo digestivo ou do coração.Digestivo. Febrífugo. Galactagogo. Drástico. Emenagogo. outros a da ureia e outros ainda podem simplesmente aumentar. Auxilia as funções digestivas do fígado e da vesícula biliar. Facilita ou activa a secreção do leite durante a lactação. Provoca espirros. Alguns fluidificantes têm uma acção depurativa do sangue. Hemostático. Alguns diuréticos aumentam a excreção dos cloretos e são úteis em caso de edema. Estomáquico. Destrói os glóbulos vermelhos. V. por exemplo. com forte evacuação de fezes. Regulariza a respiração e desobstrui as vias respiratórias. Facilita a expulsão das secreçõ es brônquicas e faríngeas. Há estimulantes específicos de certos órgãos. Excita a actividade nervosa e vascular. Facilita ou aumenta o fluxo menstrual. Hepático. Faz parar as hemorragias. Provoca vómitos. quer por meio de factores coagulantes (vitaminas K e P).

Purgante. vermes). reduzindo os perigos da arteriosclerose. . Emoliente. Que permite. por vezes. Remineralizante. Faz baixar o teor de glicose no sangue. Provoca um abaixamento da tensão arterial. Facilita a evacuação. Exerce uma acção benéfica no aparelho respiratório. As plantas ácidas. Descontrai os músculos. Acalma a sede e baixa a temperatura do corpo. quer por uma acção sedante geral do organismo. Narcótico. Hipoglicemiante. são também refrescantes. Emoliente. Contém glúcidos que intumescem com a água. Lenitivo. Causa sono. Peitoral. Mata determinados insectos. quer aumentado o seu volume. frequentemente devido a um efeito estimulante. Que destrói parasitas (insectos. Relaxante muscular ou miorrelaxante. V. Baixa o teor de colesterol no sangue. Insecticida. Laxante forte que acelera o peristaltismo e irrita. Parasiticida. Utilizado para tratar algumas afecções dos olhos e das pálpebras. a mucosa intestinal. reconstituir o equilíbrio mineral do organismo. os componentes activos estão contidos em óleos voláteis. acalmando as contracções por acção revulsiva e antiespasmódica. das fezes. quer por acção directa sobre o hipotálamo. formando uma solução viscosa. Laxativo. Oftálmico. V. quer estimulando o movimento peristáltico do intestino. pelo fornecimento de sais minerais e oligoelementos. Mucilaginoso. Geralmente. Hipocolesterolemiante. Provoca a elevação da pressão sanguínea nas artérias.Hipertensor. Hipnótico. a mucilagem. ácaros. Refrescante. Lenimento. que têm propriedades antiflogísticas. As plantas béquicas e expectorantes são peitorais. Hipotensor. Provoca um sono pesado e artificial que frequentemente é acompanhado de um entorpecimento da sensibilidade.

Expulsa os vermes do intestino. Vermífugo ou vermicida. Vasoconstrítor. 15 . Acalma e regulariza a actividade nervosa. Sonífero. Hipnótico. oxiúros ou ténia). V. Rubefaciente. Rubefaciente. Emético. provoca a vermelhidão da pele acompanhada de calor. consoante o tipo de verme que é necessário combater (áscaris. possibilitando que os tecidos do organismo regressem ao seu estado normal. Produz a irritação e vermelhidão da pele. Exerce uma acção fortificante e estimulante sobre o organismo. Revulsivo. Vomitivo. Tranquilizante. Contribui para a cicatrização das feridas. Vesicante. Em uso interno. Sedativo. Sudorífico. Estimula a transpiração. Facilita a resolução das tumefacções e inflamações. Cardiotónico. V. contribui para o descongestionamento dos órgãos. Dilata os vasos sanguíneos. Vasodilatador. V. V.Resolutivo. Sedativo. V. provocando a turgescência dos tecidos irrigados. Tónico. diminuindo a fadiga. bem como para o tratamento das contusões. Utilizam-se diferentes espécies de plantas. Em uso externo. Tonicardíaco. Provoca a contracção do calibre dos vasos sanguíneos. Vulnerário.

a espécie. há plantas com flores isoladas e outras com cachos. todos simples e fáceis. estabelece a identidade de um vegetal. a eventual inexistência de uma ou de várias. escreveu: *As longas cadeias de raciocínios. Contudo. à primeira vista. Os géneros de unia família têm um aspecto muito diferente. As principais categorias são as seguintes: espécie. Estas unidades podem definir-se. espigas e umbeIas. Exemplo: um gênero é um conjunto de espécies. sob diversos aspectos. como o iniciador do progresso das ciências modernas. Descartes." A botânica seguiu a via indicada por Descartes para todas as ciências do pensamento. enquanto as espécies de um mesmo género se assemelham. possibilitarão o reconhecimento de cada espécie. As caracterís~ ricas de cada uma destas partes. A espécie. não encontraremos mais do que uma centena de famílias: Labiadas. O resultado deste longo esforço de classificação e de correlação pode resumir-se a um quadro classificativo. finalmente. e outro. identificar correctamente cada uma das plantas encontradas. classe e divisão. o que pode fazer supor que o seu surpreendente capricho impede qualquer classificação. implantando os sugadores noutros vegetais que parasita. uma determinada planta pode apresentar um caule oco e uma outra um caule maciço. flor. uma família é um conjunto de géneros. a sua disposição relativa. género. Para saber efectuar estas classificações. inflorescência e. Se nos limitarmos às plantas incluídas neste livro. considerado. de que os geómetras costumam servir-se para efectuar as mais difíceis demonstrações haviam-me convencido de que todas as coisas que podem ser objecto do conhecimento dos homens se interligam do mesmo modo. o fruto. ordem. as folhas da gíesta-de16 -espanha são tão pequenas e dispersas que. apesar da sua prodigalidade. folha. É necessária uma atenção . impedindo qualquer confusão com outra espécie. caule. Liliáceas. parecem não existir. Umbelíferas. isto e. família. dizendo que cada uma delas é um conjunto de unidades imediatamente inferiores. Os fetos não têm nem flor nem fruto. etc. é ainda necessário éstudar e saber distinguir as suas partes constituintes: raiz. último termo da escala de classificação. a Natureza actua segundo determinados modelos: o conhecimento destes e a descoberta das suas relações mútuas são produto do estudo de gerações sucessivas de cientistas. a cuscuta não lança as raízes no solo para se alimentar. Compostas. pelo que pareceu lógica a attibuição a cada planta de dois nomes: um que define o género.O reino vegetal compreende uma infinita variedade de formas. cuja preocupação comum foi "compreender a ordem oculta sob a aparente diversidade e interpretar a exuberante riqueza do reino vegetal. Cada planta é considerada como pertencente a um certo número de categorias subordinadas hierarquicamente e em que a espécie constitui a unidade básica.

procuram a luz. ção e os utensílios. evitar-se-ão graves confusões. seria impossível transplantar para regiões mais hospitaleiras espécies que procedem de zonas aparentemente áridas e hostis. para se desenvolver. pela determinaçdo seu gênero e espécie. pelo contrário. tal como acontece com as espécies animais. deverá conhecer técnicas elementares de colheita e conseri. Seguindo estes princípios. pelo conhecimento d seu biótopo. cada planta necessita. Finalmente. de condições de solo e de clima muito especiais. outras. apreender-se os princípios rigorosos que regem a implantação geográfica das espécies e as suas migrações. que não constitua o habitat privilegiado de qualquer espécie vegetal. as espécies vegetais têm um habítat específico e rigorosamente circunscrito. seca ou húmida. será então possível ir para o campo. não é o acaso que controla a distribuição aparentemente infinita das formas. aliás. Poderá então começar o s trabalho. 16 . Se umas necessitam de sombra. de planície ou de montanha. Cada espécie tem urna época própria colheita. Assim. tão simples. e deva estar familiarizado com os segredos da organização vegetal. para além disso. tórrida ou fria. determinados períodos d ano são propícios à recolha e outros não pelo que se inclui nesta obra um calendári de colheita que indica as estações mais fav ráveis. embora.extremamente minuciosa. Assim. Satisfeitas estas condições. portanto. necessári para a colheita. o qual poderá ser consultado nas pp 38-39. Descobrir-se-ii que. Não é por acaso que se realiza a distribuição geogr4fica das diferentes espécies. Não existe. 0 estudioso pode agora situar uma plan não só no reino vegetal. e as substituições são a maioria das vezes inviáveis. onde se fará uma vez mais a descoberta de que o acaso não é positivamente uma lei do mundo vegetal. Deverá. e até no tempo. como também d a n espaço geográfico. utilizando calendário. De facto. nenhuma região do Mundo. Seria um erro supor 1 primeira vista que uma planta deixou o seu próprio habitat para escolher outro.

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baseada na classificação precedente. Abietáceas Abeto-brart o Pinheiro-bravo Pinheiro-silvestre Acantáceas Acanto Amarilidáceas Narciso-trombeta Anacardiáceas O Fustete Apocináceas O Loendro Pervinca Aquifoliáceas Azevinho Aráceas Cálamo-aronlâtico Diefenbáquia O Jarro Araliáceas Hera-trepadora Aristoloquiáceas Aristolóquia Ásaro Berberidáceas Uva-espim Betuláceas Armeiro Aveleira Bétula (vidoeiro) Borragináceas Aljôfar Borragem Buglossa Cinoglossa Consolda-maior Não-me-esqueças Pulmonária Buxáceas Buxo Campanuláceas Rapúncio Canabináceas Cânhamo Lúpulo Caparldáceas . reagrupa por famílias as plantas espontâneas. O sinal a indica as plantas tóxicas *//* deverá ser visto com o livro. cultivadas e tóxicas segundo o nome popular mais conhecido. a lista que se segue.As 100 famílias Esta lista.

Alcaparreira Caprifoiláceas Engos Madressilva Noveleiro Sabugueiro Viburno Carioffiáceas Arenária Morugem Saboeira Celastráceas Evónimo Cetrariáceas Líquen-da-islândia Compostas Abrotano Abrotano-fêmea Açafroa Alcachofra Alface Alface-brava-maior Almeirão Arnica Artemísia Arternísia-dos-alpes Avoadinha Baisamita Bardana Bonina Cardo-de-santa-maria Cardo-estrelado Cardo-santo Carlina Çersefi Enula-campana Escorcioneira Estragão Eupatória Fidalguinhos Girassol Lapsana Losna Maccia Maravilhas Matricária Milfálio Pé-de-gato Petasite-oficinal Pilosela Piretro Santónico Tanaceto Taráxaco Tasneirinha Tupinambo Tussilagem Vara-de-ouro Convolvuláceas Bons-dias Crassuláceas Conchelos Erva-dos-calos Saião-curto Crticíferas Agrião Bolsa-de-pastor Colza Couve Eruca Erva-alheira Erva-das-colheres Ervade-santa-bárbara Erva-sofia Goiveiro Juliana Mastruço Mostarda-negra Rabanete Râbano Rábano-rústico Rinchão Cucurbitáceas Abóbora Coloquíntida Melão Norça-branca Pepino Pepino-de-são-gregório Cupressáceas Cipreste Sabina Tuia-vulgar Zimbro Cuscutáceas Linho-de-cuco Dioscoreáceas Norça-preta Dipsacáceas Cardo-penteador Morso-diabólico Droseráceas Rorela Efedráceas Éfedra Eleagnáceas Hipofaé Equisetáceas .

Iridáceas Açafrão Lírio-amarelo-dos-pântanos Lírio.Cavalinha Ericáceas Arando Arando-de-baga-vermelha Medronheiro Urze Uva-ursina Escrofulariáceas Becabunga O Dedaleira Escrofulária-nodosa Eufrásia Graciosa Verbasco Verónica Euforbiáceas O Ésola-redonda Eufórbia-marginada Mercurial Poinciana Rícino Fagáceas Carvalho Castanheiro Faia Fucáceas Bodelha Fumariáceas Fumária Gencianáceas Fel-da-terra Genciana Geraniáceas Erva-de-são-roberto Gigartináceag Musgo-da-irlanda Ginkgoáceas O Ginkgo Globulariáceas Globulária Gramíneas Arroz Aveia Centeio Cevada Grama Milho Milho-miúdo Trigo Hipericáceas Hipericão Hipocastanáceas Castanheiro-da-íridia.florentino Juglandáceas Nogueira .

Labiadas Agripalma Alecrim Alfazema Basílico Betónica Búgula Carvalhinha Dictamo-decreta Erva-cidreira Erva-férrea .

Escórdio Estaque Galeopse Hera-terrestre Hissopo Hortelã Hortelã-pimenta Manjerona Marroio Marroio-negro Melissa-bastarda Néveda Nêveda-dos. Loureiro Leguminosas Acácia-bastarda Alcaçuz Alfarrobeira 0Codesso Cornichão Ervilha Fava Feijão Feno-grego Galega Gatunha Giesteira-das-vassouras aGiesteira-de-espanha Lentilha Meliloto Sene-bastardo Soja Tremoço Vulnerária Lentibulariáceas Pinguícula Licopodiáceas Licopódio Liliáceas Açucena Alho Alho-porro Cebola Ceboleta Cebolinha 0Cólquico Espargo-hortense Gilbarbeira Lírio-dos-vales 0Pariseta Salsaparrilha-indígena Selo-de-salomão Veratro Lináceas Linho Litráceas Salgueirinha Lorantáceas Visco Malváceas Alicia Malva Menjantáceas Trevo-d'água Mirtáceas Eucalipto Murta Moráceas Amoreira Figueira Ninfeáceas .gatos Orégão Salva Salva-esclareia Segurelha Serpão Tomilho Urtiga-branca Larninariáceas Laminárias Lauráceas.

Golfão Olcáceas Alfenheiro Freixo Jasmineiro Lilás Oliveira Onagráceas (Enoteráceas) Epilóbio Onagra Orquidáceas Satirião-macho osmundáceas Feto-real Oxalidáceas Aleluia Papaveráceas Celidónia Dormideira Papoila Passifloráceas Passiflora Peoniáceas Peónia Plantagináceas Tanchagens Zaragatoa Poligaláceas Polígala-aniarga Poligonáceas Azedas Bistorta Labaçoi Pimenta-d'água Ruibarbo Sempre-noiva Trigo-sarraceno Polipodiáceas Avenca Escolopendra Feto-macho Polipódio Portulacáceas Beldroega Primuláceas Erva-dos-escudos Lisimáquia o Morrião Primavera Punicáceas Romãzeira Quenopodiáceas Acelga Armoles Beterraba Erva-formigueira Espinafre Quenopódio-bom-henrique Ranináceas Armeiro-negro Espinheiro-cerval Ranunculáceas 0Acónito .

Amendoeira Argentina Cerejeira Cerejeira-brava Cinco-em-rama Drias Erva-benta Erva-ulmeira Framboeseiro oLoureiro-cerejeira Macieira Marmeleiro Morangueiro Nespereira Pé-de-leão Pereira Pessegueiro Pilriteiro Pimpinela Rosa-pálida Rosa-vermelha Sanguissorba Silva Silva-macha Türmentila Tramazeira Rubiáceas Amor-de-hortelão Aspérula-odorífera Erva-coalheira Ruiva-dos-tintureiros Rutáceas Arruda Bergamota Dictamo-branco Laranjeira-azeda Laranjeira-doce Limoeiro Salicáceas Choupo-negro Faia-preta Salgueiro-branco Saxifragáceas Groselheira Groselheira.Acteia Adónis-vernal Anémona-dos-bosques onsolda-real Erva-pombinha Ficária Hepática Malmequer-dos-brejos 0Poinciana Pulsátila 0Ranúnculo-acre Vide-branca Rodomeláceas (Algas) Musgo-da-córsega Rosáceas Abrunheiro-bravo Agrimónia Alperceiro Arneixoeira.negra Groselheira-vermelha Quaresmas Solanáceas Alquequenje Batateira 0Beladona Beringela Dulcamara 0Erva-moura 0Espinheiro-alvar 0Estramónio 0Mandrágora 0Meimendro-negro Pimentão QTabaco Tomateiro Taxáceas O Teixo Tiliáceas .

Tília Timeicáceas G Lauréoia-macha O Mezereão Tropeoláceas Chagas Ulmáceas Ulmeiro Uinbelíferas Aipo Aipo-silvestre Alcaravia Âmio Angélica Anis-verde Canabrás Cardo-corredor Cenoura Cenoura-brava Cerefólio 0Cicuta QCicuta-menor Coentro cominho 0Embude Endro Funcho Funcho-marítimo Imperatória Levístico Pastinaga Pimpinela-magna Salsa Sanícula Urticáceas Parietâria Urtigão Veticrianáceas Alface-de-cordeiro Valeriana Verbenáceas Lúcia-lima Verbena Violáceas Amor-perfeito-bravo Violeta Vitáceas Videira .

outrora considerada como uma panaceia. pouco concisas.IDENTIFICAR. a designação dente-de-leão não atravessa as fronteiras do território nacional. O alquequenje é também conhecido em França por amor-prisioneiro. existem inúmeros nomes populares ou vernáculos. não está sujeito a deformações. outras plantas botanicamente muito diferentes. as ordens em classes. Neste livro figura uma lista das abreviaturas dos nomes dos botânicos nele citados (v. permitindo uma classificação dos vegetais susceptível de ser usada nas permutas internacionais. Arctosiaph -vIos uva-ursi L. o nome do naturalista que pela primeira vez a descreveu. p. Porém. as subdivisões em divisões. em abreviatura. por exemplo. que. actualmente. A nomenclatura No decorrer de numerosos congressos de botânicos foi elaborada uma nomenclatura. formando o conjunto o reino vegetal. acontecendo ainda que um mesmo nome seja atribuído a várias plantas. porém. por . o arrebatamento de um doente confortado no seu sofrimento ou as semelhanças mesmo superficiais estão frequentemente na origem de grande número de nomes vernáculos. 19). COLHER. Um erro ou uma confusão. há. Adoptou-se o latim. ou Taraxacum officinale Web. Mesmo que se denomine. porque o seu botão floral é delicadamente curvado e bicudo. sendo uma língua morta. Lineu.. possivelmente pouco express ivo. por ter o fruto encerrado no cálice. Ao cornichão foi dado o nome de sapatos-do-menino-jesus. recebeu dos franceses o nome de boapara-tudo. naturalista sueco do século XVIII. enquanto Taraxacum é reconhecido em todo o Mundo. a própria devoção popular. Lineu adoptou um sistema binário em que cada planta é definida pelo nome do género e da espécie. Paralelamente aos nomes científicos. o género é formado por espécies que possuem características comuns e agrupam-se em famílias. À dedaleira também se chama luva-de-nossa-senhora. as classes em subdivisões. como. Para a nomenclatura. possivelmente mais expressivos em relação à imaginação e à sensibilidade que o nome latino. porém mais estável do que as designações que lhe são atribuídas nas diferentes regiões pelos que assistem ao seu crescimento. o seu nome erudito. Ao nome latino da planta segue-se. Esta tem progressivamente vindo a substituir as designações locais. uma planta pode ter um ou mais nomes vernáculos em cada região e vários na mesma região.. estes termos não perturbarão o vulgar caminhante. cada planta tem. Assim. e nos meios rurais continuarão a chamar-lhe uva-ursina ou dente-de-leão. determinou a noção de espécie e de género. As famílias foram em seguida reunidas em ordens. depois adoptada universalmente. A Salvia sclarea L. CONSERVAR O baptismo de uma planta Os cientistas tentaram desde a Antiguidade classificar as diversas espécies vivas. porque a corola tem a forma do dedo de uma luva.

É. Por exemplo. Segundo alguns estudiosos. chamava-se herba rubra e mais tarde herba rubertiana. Assim.dos nomes das plantas. Na vida do santo atribui-selhe uma cura milagrosa. Um outro ponto importante que merece uma explicação é o da origem do género gramatical . têm sido propostas diferentes origens. Tamus comniunis L. o nome popular é pouco específico. sendo.masculino ou feminino . Esse género não tem qualquer relação com o sexo das plantas. por exemplo. pois. No entanto. Frequentemente. Com este nome são simultaneamente designados a erva-de-santabárbara e o milfólio.. o u transformou-se em o. e a devoção popular deduziu que só com o Geranium poderia ter realizado tal prodígio. porque este artesão era muitas vezes ameaçado por golpes e hemorragias. foi baptizada com o nome de erva-das-mulheres-açoitadas. Por vezes. hermafroditas. pois a sua raiz amassada curava as equimoses. por antropomorfismo. em homenagem ao santo que no século XI fundou a Ordem de Cister. pois o caule e os pecíolos. o humor também interfere: a norça-preta. chama-se erva-do-carpinteiro a algumas plantas em que se reconheceram propriedades hemostáticas. Para a erva-de-são-roberto.. uma parte da folhagem e as flores são avermelhados. que possuem a mesma designação. Na Idade Média. Geranium robertianum L. vermelho. de onde herba robertiana. tornou-se hábito atribuir o género masculino às espécies de aspecto sólido e maciço e o feminino às de aparência delicada e frágil. o caso dos 17 . Algumas desilusões terapêuticas podem ser atribuídas a confusões provocadas pelos nomes populares. só por acaso e capricho da História esta planta pôde ser considerada como verdadeiramente medicinal.exemplo. que depois se tornou erva-de-roberto e erva-de-são-roberto. espécies do género Chenopodium. porque a maioria possui estames e pistilo. o nome deriva da palavra latina ruber.

o lírio-dos-pântanos. Ao percorrer outros locais húmidos ou. constituiu-se o géneroIris L. e nas proximidades de locais habitados. Lineu escolheu uma planta triste para expressar a sua mágoa. A fim de reunir estas 17 espécies.. e azul-clara na Iris pallida. trata-se irrefutavelmente da mesma planta. príncipe troíano a quem se atribui a descoberta das virtudes medicinais da planta. provocou esta atribuição do género feminino. e a nomenclatura latina. a cor das flores é diferente: na espécie florentina é branca. Tussilagofarfara L. o nome actual de uma planta deriva directamente de um antigo nome vulgar. Teucro. mais delicadamente recortadas que as da primeira. colinas áridas. evoca um homem da Antiguidade. O nome pode também referir-se às virtudes medicinais: a tussilagem.. morto na Guiaria aos 28 anos.. Foeniculum vulgare (Mili. que. A carvalhinha. Estas variedades pertencem à mesma espécie. Centaurea calcitrapa L. numa alusão às suas folhas filiformes. existem 17 espécies européias com mais semelhanças entre si do que com os gladíolos. que será definido o melhor possível . notará que não são todos exactamente iguais: alguns têm mais 15 cm do que outros. uns têm três flores abertas e dois botões. as mesmas folhas. e outros têm apenas uma flor. O erro é flagrante devido a uma outra razão. eu expulso. Algumas vezes. pois um feto adulto não tem sexo. Teucrium chamaedrys L.) Schott. Porém. provém da palavra árabe ceterach. escolhemos uma planta bastante conhecida. A classificação Que espécie de planta é esta? Estas duas flores serão da mesma espécie? Eis duas perguntas que qualquer pessoa pode fazer..) Gacrtn. o mesmo porte. em 1738. tosse. por exemplo. Eiryopterisfilix-mas (L.. só os gametófitos (protalos) resultantes da germinaçáo dos esporos são sexuados. Para 18 exemplificar. Excluindo estas diferenças individuais. Gladiolus L. teria curado o centauro Quíron dos seus ferimentos. perpetuou este equívoco. feno. sendo Iris o nome do género epseudacorus o da espécie.. segundo uma lenda. Se colher alguns ramos. e ago. Crocus L. Na totalidade... ou com o açafrão. designada em latim por iris pseudacorus L. ou defuniculus. O modo científico de definir uma planta é atribuir-lhe o nome latino. violeta na Iris germanica. Athyrium filix-femina Roth. Lineu decidiu imortalizar o nome do botânico holandês Bartsch. deriva do latim tussis.. como frequentemente sucede. vem da palavra latinafoenum. violeta e esbranquiçada na Iris spuria. fio delgado. a mesma curvatura para cima das três pétalas da flor. encontram-se outras plantas com o mesmo aspecto geral. O nome destaca por vezes uma particularidade morfológica: o funcho.fetos: o feto-macho. azul. ao contrário. e o feto-fêmea. também denominada ácor( -bastardo. que pode ter as mais diversas origens. Ceterach officínarum Wil]. Uma infusão de flores de tussilagem acalma a tosse. Ao baptizar as plantas do género Bartschia L. O aspecto das folhas da segunda espécie citada. Uma personagem da mitologia inspirou o nome do cardo-estrelado. com flores amarelas.

ou lírio-amarelo-dos-pântanos).. Fanerogâmicas. Família: lridáceas. as lridáceas e as Liliáceas têm em comum um número suficientemente grande de características. o qual permite a sua reunião na ordem das Liliales. Poderá supor-se que teria sido possível associar-lhes também os cólquicos. as lridáceas. sem.pelos pontos comuns de semelhança ou pelo conjunto das características. mencionar a cor. Iris L. para poder reuni-los logicamente numa só família. da ordem para a classe. Por outros motivos. Assim. (ácoro-bastardo. da classe para a subdivisão e desta para a divisão. poderse-á estabelecer a ficha sistemática do lírio-amarelo-dos-pântanos: Espécie: pseudacorus L. atende-se a características de semelhança menos precisas entre os géneros Crocus L. . os cólquicos estão agrupados na família das Liliáceas. e Gladiolus L. Subindo assim na escala da classificação. Subdivisão: Angiospérmicas. Divisão: Espermatófitas ou. vinculando-a não apenas à morfologia externa. Género: Iris. Colchicum L. mas também a grande número de características químicas. claro. Ordem: Liliales. porém. Classe: Monocotiledóneas. Deve frisar-se que a noção de semelhança tende cada vez mais a ser encarada pelos especialistas num sentido lato.. segundo a designação antiga. O mesmo raciocínio é válido em relação a géneros próximos. que se confundem facilmente com os Crocus L. essas aparencias são ilusórias. Contudo.. visto que esta é um mero elemento específico.

1761-1802. Haw. FoSLIE Mikal Heggelund. BEAUVOIs Ambroise Marie François Joseph PALISOT DE. 1750-1833.. 1805-1877. Beauv. Aschers. Áustria. E. Alemanha. seguidamente a classe. cognominado. AI. é indispensável proceder em ordem inversa. Gilib. 17741850. AsCHERSON Paul Friedrich August. Nicolas. Duch. Áustria. 1760-1806. Renê Louiche. Suíça. Br. Andrz. nascido em 1919. 1778-1841. CRONQUIST Arthur John. Br. Fr. Guim. 1732-1791.. Lista dos nomes dos principais botânicos e suas abreviaturas A. 1722-1797. BROWN Robert. 17471827. escolher entre as 17 espécies existentes nas nossas regiões para encontrar o lírio. 17411814. DC. Noruega. Chaix CHAix Dominique. Gaertn. Berrili. no género Iris L. 1747-1802. 1795. 1742ENDLICHER Stephan Ladislaus. Foslie 18551909. BERNHARDI Johann Jacob. Boi kh. a ordem. França. Alemanha. Desf. Endi. Alemanha. Fr. França. 1730-1800. 1773-1858.amarelodos-pântanos. 1718-1773. Polónia. Nor. GB. DESFONTAINES. R. Itália. Ali. Crantz CRANTz Heinrich Johann Nepom von. GAERTNER Joseph. GB. Batsch Karl. EUA. França. BRAUN Alexandre.Para identificar uma planta desconhecida com a ajuda de uma obra de botânica ou de flora. 1785-1868. determinar primeiro a Adivisão. Cronq. GILIBERT Jean Etrimanuel. Alemanha. BATSCH Auguste Johann Georg Alemanha. . Alemanha. a família e. GUNNERUS J. Ehrh. Benth. Burgsd. ANDRZEIOWSKi Anton. 1804-1849. por fim. BORKHAUSEN Moritz Balthasar. Alemanha. 1725-1804. ALLIONI Carlo. 1800-1884. DE CANDOLLE Augustin Pyramus. isto é. BENTHAmGeorge. 17551820. BURGSDORF Friedrich August Ludwig von. 1834-1913. DUCHESNE Antoine EHRHARTFriedrich. atendendo às características que a definem.

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19 .

pode constituir a parte activa da planta medicinal. Em certos casos. A água e as substâncias minerais penetram na planta através de pêlos absorventes. repleta de reservas alimentares. 1. ou mestra. 2. 20 . Tem como funções essenciais a fixação ao solo e a absorção da água com as substâncias minerais exigidas pelo metabolismo vegetal. Ex. isto é. emitidas lateralmente e ramificadas em radículas. que prolonga o eixo do vegetal. A coifa é a parte terminal das raízes e das radículas. a principal. O colo é o ponto de união da raiz com o caule. e raízes secundárias. em que se distinguem nitidamente uma raiz vertical mais importante do que as outras. Raiz aprumada. Muitas vezes acumula reservas alimentares. Raiz aprumada tuberosa ou tuberculosa.: a cenoura. o rabanete. Seguem-se as diversas formas que uma raiz pode apresentar: Sistema axial: raiz principal que emite raízes secundárias.Zona de crescimento A raÍz É a principal parte subterrânea do vegetal.

Num caule subterrâneo horizontal ou rizoma. As raizes adventícias desenvolvem-se numa estaca cravada na terra. lateralmente. Algumas raízes fasciculadas acumulam matérias de reserva (raizes tuberosas). Ex. a grama. o selo-de-salomão. são do tipo fasciculado.: o salgueiro. que partem do colo e se dividem em feixes. Ex.: o carvalho. Ex. e não no prolongamento do caule ou sobre outra raiz. 6. A maioria das raizes das Gramíneas. Raízes adventícias: estas raizes desenvolvem-se directamente num caule subterrâneo ou aéreo.: a urtiga-branca. . Sistema fasciculado ou fibroso: conjunto de raízes. Ex. Ao longo de um caule prostrado. todas mais ou menos do mesmo calibre. 8.: o serpão. a verónica. 7. as raizes desenvolvem-se nos nós. Ex. 5.: o trigo. as raízes adventícias desenvolvem-se ao nível de cada um dos nós. cereais ou plantas forrageiras.3. Ex. Raiz aprumada velha. 4.: a ficária. a dália.

Prende-se então de diversas formas. o caule contém os vasos condutores. ou lenhoso e. por raízes laterais (a hera) ou pelos pecíolos das folhas (a vide-branca). 11. portanto. ou estolho. pedúnculos e inflorescências. O caule aéreo rastejante.: a madressilva. flexível. os quais se desenvolvem do mesmo modo. por gavinhas (a videira). 10. a búgula. a violeta. Apresenta-se sob duas formas: aéreo e subterrâneo. robusto e perene como os das árvores. de onde nascem folhas. Emite outros estolhos. Ex. 12.: o morangueiro. frágil e efémero. ex. o castanheiro.: a faia. sendo essencialmente uma via de circulação através da qual se efectuam a subida e a descida da seiva na planta. o milho.: o trigo. alonga-se rente ao solo e enraíza nos nós. ex. 22 . O caule aéreo trepador não tem por vezes resistência suficiente para se manter sem apoio. Caules aéreos: são o prolongamento da raiz acima do colo. O caule aéreo erecto pode ser herbáceo e. enrolando-se à sua volta. O caule aéreo volúvel agarra-se a um suporte. Ex. portanto. a erva-de-são-lourenço.21 O caule Suporte das folhas. rígido. 9.

cujo caule está reduzido a um núcleo fibroso (prato). Ex. Ex. Podem ser tubérculos. 16. 17. rasteja à superfície do solo.caules subterrâneos: são os rizomas horizontais ou oblíquos que todos os anos produzem novos caules numa das extremidades e se extinguem na extremidade oposta. Ex.: a túlipa. Tanto uns como outros possuem as características que seguidamente se indicam. 15. Caule subterrâneo dilatado e transformado em tubérculos (a). Bolbo com escamas carnudas.: a urtiga-branca. também chamado rizoma. Bolbo sólido. Ex.: o selo-de-salomão.: a batateira. Corte de um bolbo (b). 23 . não apresentando escamas carnudas (a). Não confundir com raízes. Ex. ou bolbos. No rizoma são visíveis as cicatrizes dos caules aéreos do ano anterior e o botão que dará origem aos caules do ano seguinte. os quais terminarão em inflorescências. Apresentam botões e pequenas escamas que são as folhas transformadas (b). 14. partes dilatadas do caule repletas de reservas nutritivas. 13. O caule subterrâneo.: a cebola.

A gema axilar está situada no ângulo superior do pecíolo e do caule. mas em menor proporção. consistência. disposição sobre o caule. divisão. entre os quais são ainda possíveis formas intermédias. capta as radiações vermelhas do espectro solar. A gema: é a origem de um rebento. pereira. que está intimamente ligado ao caule ao nível do nó. Os componentes activos das plantas medicinais são muitas vezes sintetizados pela folha. nervação. protegido ou não por escamas. Limbo 24 . forma da base e do vértice.: macieira. estípulas e brácteas. acumulando assim energia para a síntese dos hidratos de carbono. posição. bainhas. chamado clorofila. contém um caule com folhas no estado rudimentar. geralmente de forma laminar e de cor verde. 19. Todas as outras partes verdes da planta. Ex. tornar-se-á um ramo axilar folhoso ou transformar. forma do limbo. chegando a Primavera. A gema terminal está situada na extremidade do caule. caules jovens. participam nesta função foliar. o rebento ou a inflorescência que o caule produz na Primavera prolongarão esse caule. diferenciação.se-á num esboço de botão floral ou de inflorescência. Para classificar uma folha.A folha (1) A folha é um órgão fundamental da planta. A folha pode apresentar-se sob diversos aspectos. ou glúcidos. na axila da folha. e ainda dos prótidos o dos lípidos. presença ou ausência de indumento. Devido ao seu pigmento verde. isto é. devem ter-se em consideração diversos aspectos como: situação.

margem com recortes arredondados. Ex. A base do pecíolo tem dois folíolos simplificados chamados estípulas. 21. Limbo dentado. 22.: o pinheiro. Ex. Ex. a urtiga. Ex. margem com largos recortes que não atingem metade da aba da folha. Nervação: o limbo é percorrido por nervuras.: a tanchagem. mais ou menos salientes. 28. A folha já não é simples.: a malva. Ex. numa extensão variável: é a bainha. que ficou reduzido a uma agulha (folhas uninérveas). Uma parte do limbo envolve o caule. prolongamentos e ramificações do pecíolo. Uma só nervura no limbo. Limbo crenado. o zimbro. 26. As nervuras estão dispostas como os dedos de uma mão aberta (folhas palminérveas).: a faia. Ex.: o castanheiro. 25.Ligação da folha ao caule: 20. 29.: o lilás. 25 A folha (2) A forma do limbo e dos seus recortes serve de base à seguinte classificação: Folhas simples: a folha comporta um só limbo. . o abeto. plantas das famílias das Liliáceas e das Gramíneas. As nervuras estão dispostas como os dentes de um duplo pente (folhas peninérveas). o rícino. 31. 0 pecíolo da folha peltada une-se num ponto central da face dorsal do limbo. mas trifoliada. cuja margem pode apresentar recortes mais ou menos acentuados. margem apresentando recortes pontiagudos Ex. formando uma espécie de orelhas auriculada (h). Tipo de folha inteira. o castanheiro. 24. ou colmo. Ex. composta por três folíolos. 23. bordo sem recortes.: conchelos. Disposição das nervuras mais ou menos paralelas (folhas paralelinérveas). Limbo inteiro. Limbo lobado. com um pecíolo que a liga ao caule. A disposição das nervuras é geralmente constante num género ou numa família.: o carvalho. simples. A folha sem pecíolo denomina-se séssil (a): o limbo pode prolongar-se à volta do caule. que formam simultaneamente o seu esqueleto e o sistema de condução da seiva.decorrente (c). Na folha invaginante das Gramíneas não existe pecíolo. o limbo e a sua face dorsal. 32. isto é. 27. ou ao longo do caule . 30. Ex.: o choupo-negro.

Ex.: o buxo e plantas da família das Labiadas. Esquema de uma folha com recortes triplos (tripenatissecta). 37. A disposição das folhas: as folhas podem estar dispostas ao longo do caule de diferentes modos: opostas.: a tília. A folha penatipartida é peninérvea e os recortes ultrapassam metade do limbo. a primavera. 33. 35. Ex. o recorte atinge a nervura central. Diz-se penaticomposta quando os folíolos estão dispostos de cada um dos lados da nervura.As folhas simples penatipartidas e penatissectas distinguem-se pela maior ou menor profundidade dos recortes do limbo. Folhas alternas: uma em cada nó. 40. Folhas em roseta: dispostas em círculos próximo da base ao nível do solo. Ex. à semelhança das barbas de uma pena de ave. Folhas compostas: a folha diz-se composta quando cada um dos recortes. 34. Diz-se palmaticomposta quando os folíolos se dispõem como os dedos de uma mão aberta. Pode haver num mesmo verticilo três ou mais folhas inseridas ao mesmo nível. Ex. se mantém nitidamente individualizado em forma de uma pequena folha frequentemente provida do seu próprio pecíolo (peciólulo). 27 . Ex. Folhas verticiladas: dispostas em cada um dos nós em grupos de mais de duas folhas em volta do caule. Folhas opostas: dispostas aos pares ao nível de cada um dos nós em face umas das outras. Na folha penatissecta. 38.: o castanheiro-da-índia.: a pinguícula. 41. transformado 26 em folíolo. isoladas e dispersas pelo caule. formando uma coroa. alternas e verticiladas.: a galega.: a aspérula. Ex. 36. 39.

ramo ou caule que lhe serve de suporte. e de um pistilo. 44. se bem que por vezes contenha apenas os órgãos de um só sexo. Ex. e pela corola. corola. Ex. além do pedúnculo. se a flor não possui um destes elementos. ou pistilo. órgão feminino. constituído por sépalas. formando então inflorescências de formas variadas. é formada pelo conjunto das pétalas. Cálice gamossépalo: as sépalas unem-se num ponto do seu comprimento. Cálice dialissépalo: as sépalas apresentam-se livres em relação umas às outras. O cálice: invólucro mais externo da flor. espécie de botão muito especializado. Flor completa: 42-43. é hermafrodita. As sépalas da açucena são da mesma cor das pétalas. constituído pelo cálice e pela corola. Na base do seu suporte.: a erva-saboeira. de androceu. é o órgão de reprodução sexuada de uma planta. é o principal meio. Finalmente. mas não o único. sendo por vezes reforçado por um calículo. As flores podem ser solitárias ou agrupadas. formada por pétalas. O papel da corola é importante: a coloração viva das pétalas. ou epicálice. denomina-se incompleta. Uma flor denomina-se completa quando é formada por cálice. razão por que são denominadas petalóides. conjunto formado pelo cálice. a bráctea. Uma flor completa está provida de perianto. Ex. A corola: invólucro interno da flor. 47. o perfume que exalam e o açúcar dos nectários da base das diversas pétalas atraem os . diferente das outras folhas. uma flor denomina-se regular se a sua simetria é radial’ou irregular se a sua simetria é bilateral. formando um tubo.: o acónito. é formado por uma ou várias sépalas. Provida de estames. A flor vista da parte inferior apresenta o perianto. ou conjunto dos estames. 28 45. de perpetuar a espécie. composto pelo estigma.Estigma A flor (1) Corola Cálice Calículo Peciúriculo A flor. e de gineceu.: a morugem. o pedúnculo. 46. Cálice em que uma das sépalas tem a forma de capacete. encontra-se uma pequena folha. estames e um pistilo. geralmente de cor verde. órgãos masculinos. A flor denomina-se séssil se não tem pedúnculo. o estilete e o ovário.

Flor irregular com corola bilabiada. que propiciam a fecundação.insectos. apresenta uma simetria bilateral. Flor regular: a que possui um eixo de simetria. a erva-benta. No entanto. 53. isto é. Corola gamopétala: as pétalas estão unidas em todo o seu comprimento. 50. Ex. 54. 48. Vista de frente. Ex. Assim. Ex. Corola com uma pétala munida de esporão. Flor irregular: apresenta uma simetria bilateral.: a urtiga-branca. isto é. 52). o morrião-d'água. 49. a violeta.dosvales. da qual duas pétalas formam o lábio superior e três o lábio inferior.: a tormentila. 29 . os nectários podem também situar-se nas folhas ou nos pecíolos.: o amor-perfeito-bravo.: os bons~dias. apresenta um lado esquerdo e um lado direito (51. Ex. Ex.: a ancólia. em relação a um plano. Corola dialipétala: as pétalas apresentam-se livres. constituindo uma corola em forma de funil. Ex. todos os planos que passam por esse eixo dividem a flor em duas partes iguais (48). o lírio.: a ervabenta.

: o hipericão. Diz-se que um androceu é tetradinâmico quando em 6 estames 4 são grandes e 2 pequenos. formado pelo ovário (parte arredondada que contém os óvulos). 58. 55. Ex. sobre o cálice (a).: a dedaleira. O androceu é didinâmico se apresenta 4 estames. quer em todo o seu comprimento (b). flósculo da bonina (b). constituído por um ovário. O androceu e a corola são hipogínico porque os estames e as pétalas estão inser dos abaixo do ovário. um estilete e um estigma. enquanto m Monocotiledóneas predominam o 3 e os seu múltiplos. 61. Ex. Um androceu é diadelfo quando em 1 estames 9 estão unidos pelos seus filetes e permanece livre. Assim. as pétalas. um carpelo (55). Este androceu e esta corola são perigínicos.: plantas da família das Crucíferas. o seu número é geralmente característica é uma família ou de uma ordem. livres ou unidos entre si. que se denomina súper( O androceu: os estames contém o pólen. ou pistilo. Um androceu é monadelfo quando c filetes dos estames estão unidos quer na bas (a). porém. Um androceu é designado por poliadel fo quando os estames se encontram agrupa 30 dos em vários feixes. No centro da figura observam-se o pistilo. 57. Flor ligulada do taráxaco (a). Pistilo composto por numerosos carpelos livres como na ficária (a). estilete e o estigma. são formados por um filete e uma antera. Ex. 59. formando um invólucro que é atravessado pelo estilete. O gineceu. o ová rio denomina-se ínfer( sendo as restantes peças florais epigínic@ (b). Vêem-se as sépalas.A flor (2) *//* esta página deve ser refeita O androceu e o gineceu são os órgãos. é um órgão mais variável e complexo que o androceu. 62. Corte de uma flor do abrunheiro-bravo. Um androceu é sinantérico quando os filetes estão livres e as anteras se unem. na anémona (b). os números mais frequente são 2 e 5 e os seus múltiplos. Ex. . Possuí. dos quais 2 são pequenos e 2 grandes. tem vários carpelos. Se o cálice e o ovár estão soldados. respectivamente. os estames e o pistilo. 56. na generalidade. 60. ou gineceu. masculino e feminino de reprodução da flor. porque os estames e as pétalas estão inseridos em volta do ovário. m Dicotiledóneas. Os estames. cujo conjunto forma androceu. 63. cada um deles termina por um longo estilete plumoso. pelo menos.: o cornichão.

não existem flores terminais. Exemplo de cacho com caule e pedúnculo: a groselheira-vermelha (b). pode haver ou não um eixo. 67. 69. porém. directamente unidas ao eixo. Ex. 73. que é a primeira a abrir. Geralmente. Ex. A espiga é formada por um grupo de flores sésseis.: o acónito (a).: a artemísia. Pistilo composto por 3 carpelos inteiramente unidos. Ex. Esquema de uma espiga simples. trata-se de uma cujo eixo termina por uma flor. Planta com uma flor solitária. livres no vértice e unidos na base.:+a a papoila ordinária. 68. ou caule. toma o nome de grupada.64. 65. O ovário com 3 lóculos prolonga-se por um estilete único que termina por um estigma globuloso trilobado Ex. 0 cacho é uma inflorescência formada por um determinado número de flores cujos pedúnculos são sensivelmente de igual comprimento e estão fixados sobre um eixo. a umbela e o capítulo. os pedúnculos laterais podem apresentar-se também ramificados em cachos e presos ao caule (pedúnculo ramificado) do cacho primário. No segundo. como na açucena. chamado estigmatífero. Ex. consideram inflorescências somente as gruPadas. que prolonga o pedúnculo do cacho. quer por uma ou mais inflorescências. Esquema do cacho (a). em forma de pirâmide. Alguns autores. Este último termo designa um conjunto de flores suportadas por um pedúnculo comum.: a videira. o heléboro-negro (b). Pistilo composto por 5 carpelos. Pistilo composto por 5 carpelos com ovários soldados e 5 estiletes livres. e indefinidas. .: a túlipa. No cacho composto. 70. Uma panícula é um cacho composto com pedúnculos muito compridos e desiguais. 66. a inflorescência diz-se solitária. as inflorescências podem ser definidas. a espiga. que coroa o ovário. No primeiro caso. Os tipos principais de inflorescências indefinidas são o cacho. ou cimeiras. isto é. Pistilo com estigmas radiantes sobre um disco séssil. Esquema de uma espiga composta. Anteras soldadas 64 b 31 A inflorescência A parte floral da planta é composta quer por flores solitárias. Quanto ao tipo. Ex. se houver várias. Se existir uma só flor na extremidade do pedúnculo.: o linho-bravo. 71. 72.

Ex. 0 corimbo é uma falsa umbela. Esquema de uma inflorescência em corimbo simples. e com corimbo composto. Cacho cujos pedúnculos florais são de dimensões diferentes. A espiga pode ser densa.74.: a pereira (a). chamando-se amentilho. ex. 75. ex. longa e pendente.: a aveleira. 32 . sendo os da base mais compridos.: o milfólio (b). mostrando as flores à mesma altura.

está uma folha de dimensões reduzidas . Ex. Ex. 83. Esquema de um capítulo (a). Flores femininas 82 81 33 O fruto . se a compararmos com a violeta (68). Esquema de uma inflorescência com umbela simples. 79. Se o desenvolvimento sucessivo dos eixos se faz sempre do mesmo lado. existe um invólucro na base. terminada no jarro por uma clava estéril e envolvida por uma bráctea membranosa. cada uma das papilas amarelas do centro é também uma flor. reunidas numa dilatação do pedúnculo. dois ou mais ramos laterais. a cimeira é escorpióide. o receptáculo. Ex.: a cenoura-brava. Existem também umbelas formadas por umbelas mais pequenas (umbélulas). Sob o capítulo. Ex. 81. a hera (b). Só as amarelas têm estames. a bonina (b) apresenta-se não como uma flor solitária mas como um grupo de flores: cada uma das lígulas brancas periféricas é uma flor. Na inserção dos pedúnculos da umbela. a espata.: o canabrás. como na maioria das Umbelíferas. O invólucro do capítulo é formado por outras brácteas. a cimeira é helicóide. 85.a bráctea.: não-me-esqueças. 84. 78. Uma cimeira é bípara quando cada uma das flores tem dois ramos laterais terminados por uma flor. Por vezes. Um capítulo é um grupo de pequenas flores. Outra forma de capítulo: o dos fidalguinhos. A cúpula da glande do carvalho é um invólucro formado por escamas resistentes situado na base do fruto para protecção.A umbela é uma inflorescência em que todos os pedúnculos de igual comprimento se inserem num mesmo ponto do eixo principal. formando um androceu sinantérico (60 b). 80. Ex. uma coroa de brácteas forma o invólucro. O espadice (82) é uma espiga com eixo carnudo. 77.: os lírios. geralmente sésseis. Uma cimeira é unípara quando do eixo principal nasce um único secundário que termina numa flor e origina novo eixo que floresce. 76. A cimeira é uma inflorescência cujos eixos principais terminam numa flor. ramificando-se em um. Se o desenvolvimento se efectua alternadamente de ambos os lados.: a morugem-vulgar.: a cerejeira (a). Ex.

encimado por um papilho que facilita a sua dispersão pelo vento. para dar origem a outra planta da mesma espécie. a cereja (b). 90. Nos frutos secos. em vez de apresentar-se duro. Fruto seco indeiscente: o fruto não se abre para libertar as sementes. este está por sua vez imerso no mesocarpo. 88. produzem-se quatro frutos por flor. Atingido o estado de maturação. e o fruto está rodeado por u epicarpo. ou pele. o fruto desprende-se e cai. No aquênio. desprende-se. Ex. surge uma plântula resultante da germinação da semente. Fruto carnudo: as sementes estão geralmente encerradas numa polpa suculenta rodeada por uma pele fina. neste caso. Ex. o caroço tem uma parede dura. pois a semente está inclusa no endocarpo. formando um tetraquénio. ou pevides. contém os óvulos transformados em sementes aptas a germinar.: o pêssego. ou polpa. Há duas categorias de frutos: carnudos e secos. e cai ao solo. 91. Por vezes.: a uva. ou caroço. 34 . 0 aquénio é. ser coriáceo. 87. a semente única não adere à parede. Após a deterioração do invólucro. 0 invólucro seco e frequentemente duro protege o fruto e pode ou não abrir-se espontaneamente. as sementes não estao geralmente imersas na polpa. Ex. Ex. 86. Nas Labiadas. Estes dois esquemas apresentam o core de dois frutos carnudos: são drupas. por vezes. 89. estão directamente incluídas na polpa. com a ajuda do vento.0 fruto é o resultado final da maturação do ovário fecundado. pelo menos após algum tempo. 0 endocarpo pode. como em muitas Compostas.: a azeitona (a). os frutos são bagas. A semente pode igualmente estar encerrada num caroço. Quando as sementes. por sua vez também situado no interior da polpa.: a maçã.

pois está sujeita a modificações consoante a . as sementes estão inseridas em cada um dos bordos da valva. 94. Frutos unidos entre'si e com as suas brácteas. a evaporação. Assim. provenientes de uma só flor. O figo tem um receptáculo carnudo e suculento cuja cavidade está interiormente revestida de flores. A natureza física do solo e a sua riqueza em elementos fertilizantes são condições primordiais. ex. sobre a qual afloram numerosos aquénios. como as precipitações (chuva e neve). Ex. A cápsula é um fruto seco que deixa sair as sementes quer por válvulas (a). além do ar com o oxigénio e o dió xido de carbono. Por vezes. quer por poros (b). Existe um considerável número de factores com grande influência no desenvolvimento da planta.: a papoila-ordinária. a humidade atmosférica e o orvalho. A sâmara é um aquénio rodeado por uma asa membranosa. abre-se por duas fendas longitudinais (b). o solo é a fonte nutritiva da planta. O morango tem um grande receptáculo com polpa espessa e suculenta quando maduro. Ex. 93. 103. A deiscência faz-se geralmente por quatro fendas longitudinais. ou meio ambiente.92. por meio das raízes. Ex. 101. o regime das águas tem interesse essencial. A cariopse é um fruto cujas paredes aderem solidamente à semente única. que nele encontra a água e os elementos minerais indispensáveis à sua vida.: o ulmeiro. Efectivamente. 99. Fruto seco deiscente. Drupéolas da inflorescência da amoreira-negra. os diaquénios.abre-se espontaneamente na maturação para libertar as sementes. Frutos múltiplos: provêm de flores com carpelos livres que dão origem ao mesmo número de frutos secos ou carnudos. 95. utilizam os recursos do solo.: a ervilheira. Nas Umbelíferas. e através dos caules e folhas.: o bordo-comum. os frutos são muitas vezes dois aquénios gemulados. Infrutescências: provém de ovários mais ou menos concrescentes das flores de uma inflorescência. duas de cada lado. como nas Gramíneas. os da atmosfera. duas sâmaras provenientes de uma só flor são gemuladas (dissâmara). A síliqua tem no meio um falso septo que contém as sementes. 97. devido às suas diversas fases. 96. Corte da framboesa onde se distinguem as drupéolas ligadas ao receptáculo. 35 Onde encontrá-la? As plantas estão estreitamente ligadas ao seu biótopo.: o goi v eiro. 100. A vagem é um fruto seco deiscente proveniente de um só carpelo (a). Ex. Ex.amarelo. 102. ex.: a violeta. A temperatura do ar é o outro ponto essencial.: o ananás. na maturação. 98.

há muitas espécies que desaparecem devido a biótopos demasiado ingratos. Para o desenvolvimento das plantas medicinais são necessárias condições de crescimento extremamente propícias. Assim. algumas plantas lutam para evitar a sua extinção. como na zona alpina. Se. pois é a aridez que mantém as suas propriedades aromáticas. onde encontra facilmente os insectos necessários ao seu desenvolvimento. Citam-se alguns exemplos de biótopos: a calta. a duração dos dias e a acção do vento. só se encontram nas árvores que parasitam. o licopódio e o feto-real. Outras plantas. o aljôfar. indubitavelmente. como as bermas das estradas e as valas. facilmente nos jardins de países tais como a França. Estas plantas povoam quase sempre abundantemente o . Portugal e Itália. pelo contrário. que se completa mesmo sob a neve. a planta reage por uma abundante transpiração e exsudação. a tussilagem procura os terrenos argilosos. que cresciam nas searas e eram considerados uma erva daninha. como o visco. Mesmo assim. A frequência de plantas medicinais nos diversos meios que habitam é variável. há um encurtamento do ciclo vegetativo. sendo difícil prever a sua migração. Quando necessita de resistir à aridez e pobreza do solo. mais dependentes do meio ambiente do que os animais. pois estes podem deslocar-se para regiões mais propí cias quando a sua evolução biológica é dificultada por condições desfavoráveis. os fidalguinhos. As margens dos regatos tranquilos e dos pântanos são as zonas escolhidas pelo ácoro-bastardo. As plantas são. Em alguns casos é esporádica.exposição solar e a luminosidade. Espanha. no entanto. ou mal mequer-dos-brej os. possibilitando assim a exploração de vastas camadas de terra e de subsolo. e por vezes é a presença do homem que contribui grandemente para acelerar este desaparecimento. Finalmente. o solo tem um excesso de água. cultivando-se. 0 alecrim só se dá nas charnecas e nos matagais da região mediterrânica. se bem que um crescimento muito intenso seja susceptível de conduzir a uma diminuição do teor de componentes activos. A luta contra os ventos áridos e o frio traduz-se por uma diminuição do seu porte. as raízes desenvolvemse a maior profundidade e ramificam-se mais. produzindo uma grande quantidade de sementes. Nas regiões onde o Verão é curto e a neve permanece por longos períodos. Contudo. foram sistematicamente combatidos com herbicidas. por exemplo. adapta-se sobretudo às margens dos pântanos e aos prados muito húmidos. do que resultou a sua evidente rarefacção. a planta compensa quase sempre os inconvenientes do seu imobilismo devido a uma grande capacidade de adaptação. encontra do-se os seus caules quase sempre parcialmente imersos. A orvalhinha é uma planta carnívora das turfeiras e dos pântanos. A Dryas octopetala encontra-se junto dos rochedos calcários das montanhas da Europa. apresentando todas as características de uma grande vitalidade. como. As plantas medicinais devem ser procuradas e colhidas nos locais onde crescem espontaneamente e em abundância.

há outras plantas que são’ sedentárias. como. o taráxaco e as tanchagens. como a parietária. uma antecipação da floração para as plantas da região ou o aparecimento de algumas espécies pouco frequentes que procuram beneficiar de um aumento de calor e humidade. Pelo contrário.seu novo biótopo. Há climas locais mais favoráveis que o clima regional onde se manifesta uma ligeira diferença fenológica ou florística. pode concluir-se que este clima é necessário à sua sobrevivência. Se o leitor tomar em consideração todas estas indicações e características. a natureza do solo. 0 teor em componentes activos nas plantas medicinais pode variar com diversos factores. 36 . ser-lhe-ão evitadas muitas hesitações. Se determinada planta apenas se encontra nas regiões mediterrânicas. assim. A distribuição geográfica da planta pode ser um indicador do clima mais propício ao seu desenvolvimento. mas cultivada. 3839). o perí odo de vegetação. a observação das fotografias do biótopo de cada uma das plantas espontâneas estudadas nesta obra e uma consulta cuidadosa do calendário da colheita: *As estações favoráveis+ (pp. isto >. o local. e seria inútil procurá-la no estado espontâneo num meio ambiente co o o da serra da Estrela. É. muito importante uma leitura atenta`dos textos em caixa. é possível que ali exista. por exemplo.

É necessário ainda prever as possíveis alterações provocadas pelo tempo. de hortelã-pimenta ou de macela e deixar de comprar os saquinhos de aroma duvidoso e de conteúdo suspeito? Não seria lógico colher plantas sem utilidade e das quais algumas. isto é. os frutos carnudos e secos colhem-se na maturação. Para evitar o apodrecimento. secagem e conservação Em primeiro lugar. Assim. Determinados erros em que se incorre no campo da fitoterapia podem ter graves consequências. antes que as pétalas murchem e o ovário dê origem ao fruto. Para se orientar. altura em que são mais activas. É necessário identificar a planta sem hesitação quando esta ainda se encontra no solo. A colheita -. por exemplo. deverá colher todos os anos a quantidade a utilizar durante o Inverno e destruir o que restar do ano anterior. Assim. a colheita das folhas faz-se no período que precede a época da floração. no Outono ou na Primavera.Após a escolha da colheita. No desenvolvimento da planta há um período mais ou menos exacto em que cada uma das partes contém o teor máximo de princípios activos perfeitamente desenvolvidos. fossem perigosas. para cúmulo. a do amieiro-negro. colhem-se as sementes. as plantas medicinais que se desejam colher. a tussilagem floresce entre Fevereiro e Abril. Quem não prefere fazer os seus próprios abastecimentos de tília. consulte o calendário da colheita. por exemplo cerca das 9 ou 10 horas da manhã. excepto em regiões de grande altitude. é conveniente tomar um certo número de precauções. confirmadas pela experiência. e não dá mais nenhum capítulo até ao Inverno seguinte. surgindo em seguida as folhas e os frutos. A floração é um período extremamente flutuante de espécie para espécie.Colheita. é essencial escolher um dia de bom tempo e uma hora em que o orvalho esteja praticamente dissipado e as flores abertas. A escolha da maioria das pessoas recairá sobre as plantas necessárias ao uso doméstico. De um modo geral. ou no fim do dia. dever-se-á determinar quais os simples. a casca retira-se durante quase todo o ano. se bem que uma conservação de vários anos se revele por vezes benéfica e quase indispensável. como. que indica os períodos . quando a planta está seca. Convém saber se os simples que normalmente utiliza crescem perto da sua residência. os caules colhem-se no Outono e os botões na Primavera. as flores e as sumidades floridas devem ser colhidas no início do seu desabrochar. as raízes desenterram-se fora do período de plena vegetação. pois poderá também aproveitar as férias para alargar a zona de colheita.

por exemplo. primeira etapa da dessecação. como as Umbelíferas ou as Labiadas. pois é extremamente vantajoso acelerar o emurchecimento. É possível que um molho de plantas necessite de uma lavagem devido ao pó ou à lama na folhagem. nesse caso. Deverá colocar cada um dos molhos no caixote. Finalmente. Por vezes. expostas ao sol. o caule. deverá proceder-se imediatamente a uma seca 37 . deverão ser preparadas do seguinte modo: atam-se cerca de 20 caules pela base com um fio. Não é demais insistir que a acção do sol. em seu lugar. pelo menos no caso das plantas ricas em essências. perderiam muitos dos seus componentes. de uma pequena tesoura de podar. A secagem -. por exemplo os caules folhosos da hortelã-pimenta e da erva-cidreira. de fio e de um cesto de vime sem tampa ou. as espécies não devem ser misturadas. as flores. como a raiz. É uma operação importante que deve ser realizada imediatamente. de um ou dois caixotes. Simultaneamente à colheita. que.À colheita sucede-se a secagem. que possibilita a eliminação de uma certa quantidade de água retida pela planta. podem ocorrer variações de um mês. deverá ser evitada. consoante a latitude e a altitude a que as plantas se encontram. de preferência ao sol. antes de ir para o campo. No decorrer desta operação. ser guardadas em casa. uma planta aromática como a hortelã-pimenta não deve juntar-se a uma planta sem perfume como o azevinho. As plantas que podem ser atadas em molhos. frequentemente preciosa nesta primeira fase. é necessário preparar a secagem em condições apropriadas. Quando tiver identificado e referenciado a planta. é necessário procurar um local apropriado e preparar os meios para a secagem. Realizado rapidamente. As plantas tóxicas não devem. as folhas. deixando livre um pé que tenha pelo menos cerca de 20 cm. é necessário não cometer erros quanto à parte do vegetal a utilizar.favoráveis ou as *estações propícias+. este emurchecimento diminuirá os perigos de fermentação se for seguido de uma boa ventilação à sombra. a casca ou os frutos. Assim. antes ainda de dar início a uma colheita. deverá munir-se de uma boa faca de lâmina de aço. sob nenhum pretexto. mas geralmente apenas uma parte. usa-se a planta inteira.

De facto. As bagas poderão ser colocadas numa grande caixa de cartão pouco funda e de bordos muito direitos. mantendo. se for colhida antes de os capítulos estarem abertos e colocados em molhos invertidos. As folhas e as flores devem ser separadas do caule. Uma planta aquática pode ultrapassar os 90%. apenas devem ter 1 ou 2 cm de espessura. As bagas e os frutos esféricos não necessitam. este tecido segura os fragmentos. Depois de formado o fruto. pois. devido às reservas de seiva contidas nos ramos. no entanto. A ventilação deve ser suave. pode cobrir-se de pequenos penachos brancos. O mesmo sucede com a tasneirinha. eliminar uma certa quantidade de água. As próprias raízes devem. ficaram certamente misturadas com restos de folhas. num local bem arejado e seco. As partes utilizáveis dos ramos deverão ser separadas logo de seguida. é fácil separá-las inclinando adequadamente a caixa para que as bagas rolem para a parte mais baixa e os detritos permaneçam no seu lugar. enquanto ainda estão frescas. ou um celeiro são óptimos locais de secagem. seria muito difícil de cortar. portanto. Há . Um velho sótão. que só poderia ser eliminada por meio de forte aquecimento. em caixotes cujo fundo foi previamente forrado de juta.gem com ar quente. Os molhos de plantas ou os ramos de árvores e de arbustos devem ser pendurados. após um emurchecimento rápido. os troços de raiz colocados. que. pelo menos até à fase do primeiro emurchecimento. sem os misturar. o vegetal perde grande parte do seu valor. mesmo parcialmente repleto de mobílias. em cordas ou arames estendidos através da divisão à altura de um homem. A secagem permite. Na altura da colheita. não sendo indicada uma corrente de ar muito forte. uma vez que a parte utilizada é a flor seca. as sementes. que amadurecem rapidamente durante a agonia da planta. o que seria desastroso. geralmente. com a parte inferior para cima. contém ainda 10 a 12% de água. que facilmente passariam pelos interstícios das tábuas do caixote. de ventilação inferior. depois de seca. E essencial que as camadas sejam finas. far-se-á à sombra. Ao mesmo tempo que deixa circular o ar fresco vindo de baixo. Uma planta de habitat terrestre contém cerca de 75 a 85% de água. pois a sua forma possibilita uma boa circulação do ar fresco em redor. Esta operação deve ser executada por dois motivos: os troços secarão mais rapidamente que a raiz inteira e esta. a certa distância. Evidentemente que não é possível eliminar toda esta água. denominada de constituição. evidentemente. especialmente no caso da tília. mesmo quando se pensa que a planta está bem seca. indispensavelmente. Se pelas janelas ou frestas penetrarem na divisão alguns raios de sol. ser cortadas em fragmentos de 1 ou 2 cm. ser lavadas com muito cuidado antes de serem postas a secar e. todos os dias devem remover-se levemente as camadas para que os elementos colocados a maior profundidade entrem em contacto com ar renovado. No decurso da secagem. as plantas à sombra. é conveniente colocar. A secagem. algumas serapilheiras formando uma cortina que permita a circulação do ar. a flor poderá transformar-se em fruto em vez de murchar.

Verbena: 4. da humidade e do pó. pode semear algumas plantas simultaneamente condimentares e medicinais.200 kg. embora menos activas do que as suas afins espontâneas. pelo que é preferível não ultrapassar as três semanas. Em cada uma das embalagen deverá colocar uma etiqueta bem visível com o nome da planta e a data da colheita. Borragem: 950 g. Hipericão: 5 kg. É ainda possível cultivar a macela. em caixas de **laU bem fechadas.300 kg. O tempo de secagem deve assim depender da quantidade de água a eliminar e também da resistência da planta à evaporação. Tília: 3. se tiver uma pequena horta. Não é conveniente cultivar os simples em sua casa. No entanto. em sacos de papel grosso fechados com uma fita adesiva ou em saco de plástico. o estragão. Além disso. Se adoptar este último modo de conservação. é necessário que. O mínimo depósito de vapor na parte interna do saco indica que a dessecação não foi suficiente e terá de ser concluída. 40 . Se o arejamento for suave. a secagem faz-se em 6 dias. não se sinta qualquer humidade e que estejam rígidas. além dos legumes medicinais e de muitas outras plantas que. e a erva-cidreira. a salsa e o tomilho. ao abrigo do ar. A conservação -. o único inconveniente de prolongar a secagem é o perigo de acumulação de pó nas plantas. Sabugueiro: 3.Quando estiverem bem secas. da luz. a mesma planta colhida na Primavera perderá mais peso do que se for colhida no Outono. em média. ao tocar-lhes. a salva. mas não quebradiças. as plantas podem ser conservadas. 10 kg de plantas frescas das espécies a seguir indicadas dão. deverá ter muito cuidado e oito dias após a embalagem das plantas observá-la com atenção. a cebolinha. Por exemplo. como o cerefólio. são de grande utilidade.que contar. a manjerona. após a secagem: Golfão: 520 g. Nas melhores condições. Para avaliar o grau de dessecação das folhas e das flores. e mais frequentemente entre 10 e 12.100 kg. a hortelã-pimenta. com uma perda de 50 a 90% em relação ao peso inicial.

Guia das plantas a conhecer As plantas espontâneas As plantas cultivadas As plantas tóxicas As plantas exóticas 43 305 337 349 .

termos inseridos no *Dicionário da saúde+. No texto em caixa. se as suas dimensões não permitem representá-la totalmente. Para as explicações dos termos botânicos. na parte inferior da página. da raiz. que possibi lita a sua procura e a sua identificação no meio onde é mais frequente. insere-se o *cartão de identidade+ da planta. consulte a lista de *As 100 famílias>. o nome latino. pp. 14 15 as suas definições. semente. *A fábrica vegetal+ para suas funções e definição. seguido da inicial do botânico que descreveu e deu o nome à planta. o *Glossário@>. das flores (cujo período de floração é indicado entre parênteses). Se quiser saber quais as plantas afins de uma planta. O Partes utilizadas: enumeração das partes utilizadas em fitoterapia (o período da colheita é indicado entre parênteses). (p. 443-453. A fotografia representa o biótopo. O = Perigos.. + =utilização farmacêutica. 2035 do capítulo "identificar. e 13. folha. quando qualquer destes elementos constituía uma informação importante que facilitasse a identificação. caule. O =utilização veterinária. 371-435.. . A algumas ilustrações foi acrescentado um pormenor. O texto refere-se à história da relação homem-planta. dimensões. V =utilização cosmética. ou habitat geográfico da planta. flor. partes tóxicas. por ordem alfabética. Ver: consultar. * Propriedades: consultar nas pp.As plantas espontâneas Como utilizar o dicionário As plantas espontâneas são apresentadas. indicam-se os nomes vernáculos mais frequentemente utilizados em Portugal e no Brasil. Seguidamente. consultar as pp. cheiro e sabor. em itálico. U. nas pp. onde poderá encontrar todas as informações úteis para a sua identificação e utilização. floração. descrição do caule. Identificação: descrição botânica do vegetal. Sob esta designação figura. viI e viii > A gravura representa a planta descrita ou uma parte desta. das folhas. UX. não confundir com .l.> e.: uso interno. colher e conservar. apresentadas do seguinte modo: * Componentes: consultar. nas pp. do fruto. pelo seu nom vernáculo mais vulgarmente utilizado. A família a que a planta pertence está impressa a negro.: uso externo.

). Em seguida. os nomes das plantas. da morfologia da planta à família. que.Se. os dicionários das plantas espontâneas. As siglas empregadas nesta parte são comuns ao conjunto da obra. onde se apresentam. na presença de um vegetal. os nomes latinos e ainda os outros nomes vernáculos de todas as plantas descritas ou citadas nestas três rubricas. por ordem alfabética. foi estabelecido um índice (pp. . será conveniente consultar o quadro *As 100 famílias+ finalmente. tiver dificuldades em identificá-lo. Para facilitar a utilização dos dicionários. lhe possibilitará orientar a sua pesquisa. cultivadas e tóxicas. deverá consultar em primeiro lugar o quadro dicotómico *As chaves da classificação+ (pp .

varizes. expectorante. amentilhos masculinos fixados na face interior dos ramos. ramos escalonados em plano horizontal.@ alba Mili. de descendência em descendência chegou até aos nossos dias. Identificação: até 50 m de altura. Pelo seu porte majestoso. Os fitoterapeutas mantiveram-se fiéis não só à resina recente do abeto. tronco erecto. o abeto-branco é sem exagero o rei das florestas. L. frieira. + Ver: banho. amentilhos femininos primeiramente vermelhos e depois verdes e castanhos. anti-séptico. pé. leucorreia. perfeitamente piramidal. montanhas. gomos (Primavera). muito pequenos e tão activos como os do pinheiro. menstruação. Estes grandes abetos formam frequentemente nas vertentes sombrias dos maciços montanhosos cerradas florestas com sombras rectilíneas que se estendem pelas encostas sem contudo atingir as planícies. antiespasmódico. sudorífico. úlcera cutânea. Abeto-pectinado Abietáceas O abeto-branco já povoava a terra há 55 milhões de anos. monóicas. flores (Abril-Maio). U. gomos resinosos. estreitando-se para o vértice. terebintina. mas também às agulhas e aos gomos ainda fechados.Abeto-branco Abie. concentrando-se no vértice com o decorrer dos anos. E. U. Outrora. 43 . são bastante difíceis de secar e conservar. Estes últimos. com enormes ramos opostos regularmente abertos. formando em seguida longas pinhas erectas (16 cm). O Componentes: óleo essencial. de 400 a 2000 m. Planta longeva que pode atingir os 800 anos. Habitat: Europa Central e Meridional. diurético. Árvore. mas actualmente esta substância foi posta de parte. se bem que as suas importantes propriedades justifiquem as precauções necessárias e uma atenta vigilância durante a colheita. dispostas em duas filas. sudação. achatadas. seguidamente escurecida. resina fresca. Têm cheiro levemente limonado e sabor ligeiramente acre. enfisema. é uma magnífica conífera. revulsivo. Partes utilizadas: agulhas. e. provitamina A O Propriedades: antiescorbútico. com brácteas acuminadas que caem com as sementes. agulhas simples. esbranquiçada. ultrapassando os formidáveis movimentos geológicos da era quaternária. casca lisa. cistite. persistindo entre 8 e 11 anos. sendo substituída pela do pinheiro. bronquite. verde-escuras. secagem em camadas finas. lustrosas na página superior. os médicos utilizavam a terebintina com cheiro a limão extraída da sua resina.

As sumidades floridas. espesso. pendurado em ramos nos roupeiros e armários. acre e aromático. que podem substituir o sémen-contra. amarelo. L. aquénio calvo com 4 ângulos. sabor amargo. que se colhem em Julho. folhas vilosas. flores amarelo-douradas (Junho-Agosto). tubulosas. os rochedos e as encostas áridas. resina. evocando a cor das suas flores. Além disso. Vivaz. a delicadeza do seu aspecto aveludado e a harmonia dos seus caules finos encimados por pequenos capítulos amarelos contribuíram para que os jardineiros o elegessem como flor ornamental. prefere o sol mediterrânico. em capítulos solitários. podendo também ser utilizadas em infusão para as cólicas de estômago. na extremidade dos ramos. principio amargo O Propriedades: antiespasmódico. rochedos. penatifendidas. estomáquica e emenagoga. receptáculo vestido de brácteas interflorais. O Componentes: óleo essencial. dos quais 2 são mais salientes. Estremadura e Alentejo litoral. Cheiro intenso. No estado espontâneo. medicamento obtido da variedade stechemanniana Besser de Artemisia maritima L. U. são ainda antiespasmódicas. estreitas. insectos. protege a roupa e o vestuário das traças. devido às suas múltiplas virtudes. colinas áridas e calcárias. Identificação: de O. A denominação de guarda-roupa foi-lhe atribuída porque. E. subespontâneo em algumas zonas da Beira Litoral. colonizando também as campas e a terra dos cemitérios. sementes e folhas (antes da floração). ou da palavra grega xanthos. Partes utilizadas: sumidades floridas.. a planta tem grande procura devido à acção vermífuga das suas sementes. estimulante.: santolina Compostas O aroma penetrante e intenso do abrótano-fêmea. Habitat: Europa. emenagogo. região mediterrânica.Abrótano-fêmea Santolina chama ecyparissus L. secagem errramos suspensos. tanino. globosos.20 a O. com dentes obtusos. com numerosos ramos erectos e pubescentes. esbranquiçadas. acácia-das-alemãs . Ameixeira-brava. caule lenhoso na base. pequenas. Cazan receitava o abrótano-fêmea para tratar a tinha. possuem uma acção estimulante. ou santónico. + Ver: fadiga. das estepes do Turquestão Russo. 44 Abrunheiro-bravo Prunus spinosa L.50 m de altura. vermifugo@ LI. pequeno-limonete. parasitose. roquete-dosjardins Bras. até 1000 m. Os etimologistas encontraram para o seu nome duas origens possíveis: da palavra italiana santo. Guarda-roupa. santo.

para saborear a sua aspereza. o seu tempo de vida é aproximadamente igual ao do homem. kyj Ver: acrie. tónico. fadiga. sabor áspero. as suas propriedades. com pecíolo curto e estipulas vilosas. 5 sépalas campanuladas. Plantas rústicas e invasoras. com caroço globoso quase liso. secos ou maduros. heterósidos. adstringentes são utilizadas em medicina. flores e frutos. numerosos estames. U. drupa azul-escura. Cheiro agradável. pedunculadas. depois de um preto-brilhante. recoberta de uma camada cerosa (pruína). furúnculo. Habitat: Europa. Os abrunhos. no Outono. bermas. mas raramente alguém deixa de os provar. folhas verde-escuras. ovadas. I. numerosas. até 1600 m. É necessário esperar que as primeiras geadas moderem este gosto antes de colhê-los para a preparação de licores ou aguardentes. Como o fra mboesei ro-selvagem. se não forem controladas. magníficas moi tas cor de neve repletas de ninhos de ave. quando maduras cobertas de uma pruína cerosa. U. E. Estes frutos não são comestiveis. pequenas. folhas. ramos espinhosos com folhas e grande número de raminhos patentes (em ângulo quase recto). glabra. cianogenéticos. 1 estilete. depurativo. flores brancas matizadas de cor-de-rosa (Março-Maio). frescos. cura de Primavera. ramos patentes. a partir de Março. boca. pequenas. sendo indiferente que os frutos estejam verdes. anexar vastíssimas áreas. são também utilizadas. sudorífico. flores e folhas. por esta razão. As folhas secas deste arbusto são apreciadas por alguns fumadores de cachimbo.Rosáceas Os abrunheiros-bravos formam. O Não ultrapassar as doses indicadas de cascas. nas falésias marítimas. cujo sabor a amêndoa amarga resulta da presença de uma substância geradora de á cido cianídrico. As flores são colhidas em botão. toiça com turiões. pubescentes e em seguida glabras. O Componentes: tanino. vilosos quando jovens. serradas. Partes utilizadas: casca. diurético. laxativo. pequenas drupas redondas e azul-escuras. 45 . são dotados de um encanto irresistivel. 5 pétalas brancas. é conveniente respeitar as doses indicadas. antes das folhas. ao menos uma vez por ano. Identificação: de 1 a 3 m de altura. A casca e as folhas contêm igualmente esta substância. As flores. Arbusto espinhoso.. vitamina C O Propriedades: adstringente. sebes. podem. crescimento.

açafrol Compostas . Trinta e cinco anos depois. Falsa-acácia. Habitat: zonas temperadas da Europa. a casca e a raiz apenas com receita médica. com 9 a 25 folíolos ovais. pigmen tos flavónicos O Propriedades: antiespasmódico. que quebram facilmente os seus ramos e agitam com violência a sua bela copa. não obstante ter um sabor doce. Cheiro penetrante e aromático. Com os cachos floridos podem preparar-se xaropes. corola papilionácea vagem castanha. Lineu baptizou a planta com o nome de Robinia. pelo que deve ser proibida às crianças. pendente. U. cultivada como planta ornamental. cálice com 5 dentes. com nodosidades. pois não suporta o frio. inteiros. estômago. uma agradável água de toilette e um vinho tónico obtido pela maceração de 15 a 20 g de flores em 1 1 de vinho tinto. flores brancas (Maio-Junho). em homenagem a Robin. A raiz é tóxica. na América do Norte. invasoras. jardineiro do rei Henrique IV de França. enzima. As sementes e a casca não devem ser ingeridas. vinda dos montes Apalaches. tronco grosso. os quais. Identificação: de 10 a 30 m de altura. cumprir as doses. a humidade e sobretudo os ventos. em cachos pendentes. uma semente que enterrou na Praça Dauphine. exceptuando o Norte. solos ricos e profundos: em Portugal. óleo essencial. O Componentes: heterásido. que se prolon gam horizontalmente. Tem preferência pelos solos bem drenados. tenros. aliás. em Paris. ramos lisos. fígado. cefaleia. Árvore. raizes vigorosas. indigestão. Aç afrão.bastardo. tónico. emoliente.Acácia-bastarda Robinia pseudacacía L. casca profundamente gretada. consolidam as suas raízes. acácia-de-flores-brancas. + LN Ver: anemia. recebeu. que tratava das plantas medicinais. compostos cetónicos. Mais tarde. imparipinuladas. colagogo. Jean Robin. ramificando-se bastante em baixo. saflor. com estipulas transformadas em 2 espinhos persistentes entre os quais se dissimula a gema. 46 Açafroa Carthamus tinetorius L. a árvore tornou-se espontânea e difundiu-se por toda a Europa. 1. robínia Leguminosas Em 1601. tanino. ramos patentes. até 700 m. O Utilizar as sementes. com 10 a l@ sementes duras. As abelhas têm uma preferência especial pelo rico néctar das flores da acácia-bastarda. a árvore nascida dessa semente foi transplantada para o Jardim Botânico de Paris. glabra. folhas grandes. sabor docE Partes utilizadas: flores (Maio-Junho) e folhas.

enzima. Sob a designação de açafrão-bastardo. branca-ursina Bras. Identificação: de O. do Algarve e da Madeira. Anual ou bienal. O Componentes: glúcidos. que. volumosos capítulos isolados amarelo-alaranjados (Julho-Setembro). ou vermelho vegetal (flores) O Propriedades: purgativo. as flores da açafroa já foram utilizadas em falsificações de açafrão. foi progressivamente abandonada desde a descoberta dos corantes químicos. lípidos. sementes (Outubro). Erva-gigante. duas matérias corantes. apreciadas pelos papagaios. ou vermelho vegetal. espinhosas. que ainda é utilizado actualmente pelos pintores e. ramificado. pelo que são também conhecidas por sementes de papagaio. contudo. Habitat: Europa Mediterrânica. o acanto é muito cultivado nos jardins corno planta ornamental pela elegância das suas grandes flores brancas com veios apurpurados e das suas folhas grandes e profundamente fendidas. inspirou o escultor grego Calímaco quando criou os motivos deco~ rativos do capitel coríntio. cultivada no Sul de França.Planta tintorial tão importante como o índigo. sésseis. coagulante do leite (sementes). esta espécie de cardo com flores amarelo-alaranjadas. aquénio escamoso-rugoso. + o Ver: intestino. Das flores resulta um primeiro corante amarelo que não é apropriado para a tinturaria. celulose. 1. Das sementes extrai-se um óleo que em algumas regiões é utilizado para a iluminação e como purgativo. por sua vez.: acanto Acantáceas Bastante raro no estado espontâneo. folhas serradas. As folhas e as sementes contêm uma enzima que provoca a coagulação do leite. escuras e brilhantes. segue-se-lhe a cartamina. é bastante rara no estado espontâneo. na Argélia. As sementes. uma das quais a cartamina. taludes e terrenos baldios. tingir. 0 acanto encon- .60 m de altura. A palavra Carthamus deriva do árabe kurthum. caule glabro. para o fabrico de cosméticos. U. Largamente cultivada na Índia. Originária do Oriente. ligeiramente amplexicaules. Acanto A(-anthus moffis L. deriva do hebraico kartami. subsiste no estado subespontâneo nas searas do Alentejo. muito amargas. Sabor amargo. gigante. flores (Julho-Setembro). Diz-se que a forma das suas folhas. profusamente rodeadas de brácteas. emergindo de numerosas brácteas terminadas por um apêndice celheado. Hungria e Etiópia. vitamina C (folhas). 10 a O. Partes utilizadas: folhas. com rede de nervuras visível na página inferior. prótidos. são.

Partes utilizadas: folhas recentes. em todo o litoral mediterrânico. sésseis.até Idenlifi caÇão vaz. profundamente fendidas. compressas e gargarejos. o acanto parece ter caído no esquecimento. flores brancas. trilobado e 4 estames soldados à corola. Dioscórides e Plínio consideravamna diurética. Vivaz. digestão. lisa. tanino. giúcidos. queimadura. sendo o supe ior muito grande e violáceo.comprido. I. caule florífero. colerético. flores. robusto. dartro. cataplasmas. com 2 a 4 sementes grandes. U ..50 m de altura. até 300 m. vulnerário. castanhas e brilhantes. Identificação: de 0. papiráceo. solos rochosos. cápsula castanha. formando uma longa espiga de 4 a 6 fileiras verticais muito diferenciadas. com poucas folhas na base. de 5 a 6 cm de comprimento. pouco rígidas. Na Idade Média. mucilagem.40 a 1. E. raiz. Os médicos da Antiguidade receitavam o infuso da planta para numerosas finalidades. providas de uma bráctea espinhosa e de duas bractéolas estreitas. muiHabrtat’ Eur o’ entu’ h os. 0 Componentes: sais minerais. Actualmente. devem ser colhidas em plena antese e secas lentamente à sombra. eficaz contra as irritações das vísceras e até preventiva da tuberculose pulmonar. toiça grossa com raizes grossas e esbranquiçadas. porém. Habitat: Europa Mediterrânica. . erecto. emoliente. picadas. Pelo contrário. diarréia. Ver: anginas. substâncias amargas 0 Propriedades: aperitivo. corola com um lábio inferior. de deiscência explosiva. U. ca ulef1o cas f o 1has na to grandes. folhas basais glabras.tra-se. cálice com 4 tobos desiguais. entulhos. as folhas e as raízes devem ser secas em estufas bastante quentes. Para que as flores conservem a sua máxima eficácia. é muito utilizado para uso externo sob forma de banhos. aliás. contusão. frequentemente com estrias cor de púrpura (Julho-Agosto).

pois é susceptível de transmitir ao homem uma doença parasitária. sendo.. Possui um sabor diferente do do agrião. pois a sua riqueza em vitaminas e sais minerais confere-lhe propriedades de excelente estimulante e antiescorbútico.Agrião Nasturtium officinale R. até 2000 m. Identificação: de O. nos locais húmidos. U. cabelo. e os seus folíolos dentados adelgaçam-se progressivamente. redondo. aquática. Habitat: Europa. carnudas. carnudo. B2.10 a O. O Interromper a utilização se surgir uma irritação dolorosa da vesícula. 4 estames compridos e 2 curtos. vitaminas A. 49 AgrimÓNIA Agrimonia eupatoria L. erva-hepática . até conseguir colhê-lo numa nascente. são necessários longos percursos pelos prados húmidos. fígado.E. caule prostrado. flores brancas (Maio-Setembro). parte inferior rastejante na água. uma umbelífera afim do aipo (Heloscyadium nodiflorum) que não é venenosa. É uma pequena planta vivaz. E e PP O Propriedades: depurativo. valas. Cheiro picante. febrífugo. aconselhável eliminá-la logo que identificada.80 m de altura. escorbuto. U. sendo o terminal frequentemente maior. regatos. 4 sépalas iguais. sarda. erv a. apetite. pele. folhas verde-escuras. a planta merece indubitavelmente a designação de *saúde do corpo+. que lhe é atribuída nos meios rurais em França. cálcio. diurético. estimulante.l. * Componentes: fósforo. ferro. heterósido sulfurado. A espécie cultivada tem as mesmas propriedades. iodo. pinuladas. O agrião é uma planta de grande valor medicinal. As suas flores estão dispostas em umbelas. numa fonte ou num pequeno regato. agrião-de-água Para aproveitar ao máximo as importantes propriedades do agrião. boca. é necessário Utilizá-lo muito fresco e verde e lavá-lo previamente. raizes adventícias nas zonas rastejantes dos caules. sabor picante. com foHolos arredondados ou ovais. glabro. bronquite.dos. em Portugal. glabras. convalescença. nascentes. + O Ver: acne. 4 pétalas em cruz. Partes utilizadas: caule com folhas (MaioSetembro). que deriva da expressão latina nasus tortus. nariz torcido. Eupatória. a distomatose. síliqua curta contendo 4 fileiras de sementes. Vivaz. pequenas. Agrião-das-fontes.gregos. Para o encontrar em locais onde não é cultivado. dermatose. C. cujo cheiro picante determinou o seu nome científico Nasturtium. É frequente encontrar próximo deste o falso-agrião. em cacho denso. no entanto. Br. Se estas regras forem devidamente cumpridas.

folhas pubescentes e acinzentadas na página inferior. entorse.lanceolados. vulnerário. solos argilosos expostos ao sol. Foram. caule simples. rouquidão. Cheiro levemente aromático. eupatório Rosáceas Foram atribuídas ao nome do género várias etimologias gregas. que no século 1 a. A designação específica eupatoria pode ser referente a Mitridates Eupator.: agrimônia. Progressivamente. secagem à sombra. de facto. voz. enxaqueca. diurético. + o Ver: anginas. e monias. cálice envolvido por um anel de sedas assoveladas e gancheadas na extremidade. diarréia. sabor acistringente e amargo. C. conservando. a planta parece cair no esquecimento. Vivaz.70 m de altura. e mantendo a reputação. 2 carpelos. esta palavra pode derivar de agros. muito aromática. rei do Ponto. anti-inflarnatório. confundida nos textos escritos com a verbena. greta.30 a 0. erecto e cilíndrico. excepto nas regiões árcticas. com estipulas amplexicaules de 5 a 9 folíolos oval. no entanto. diferencia-se da agrimónia pela atracção por locais sombrios e por ser totalmente desprovida de propriedades medicinais. viloso. campo. Identificação: de 0. resolutivo. porém. obesidade. mancha ocular. diferenciadas no século XV. das perturbações da visão e das falhas de memória. I. U. diabetes. a agrimónia foi. alternando com 5 a 10 mais pequenos. em espiga alongada. flores amarelas (JunhoSetembro). * Componentes: tanino. entre actores e cantores.Bras. 10 a 20 estames. das doenças de fígado. ferida. reunidas em vá~ rias ordens. Conhecida desde a Pré-História. goma * Propriedades: acistringente. evocando as propriedades oftalmológicas da planta. óleo essencial. . se supõe ter adoptado esta planta devido às suas virtudes medicinais.. ou de argemone. selvagem. até 1000 m. a Agrimonia odorata Mill. até aos nossos dias os créditos dos europeus do Norte. E. Uma planta afim. contusão. dentados. 5 pétalas. que consideram a sua infusão como um tónico. folhas mondadas (Junho-Agosto). Habitat: Norte da Europa. durante muito tempo. rizomas rastejantes grossos. de ser o anjo-da-guarda das suas vozes. em alusã o ao seu habitat.. Partes utilizadas: sumidades floridas. celebrizada na Antiguidade como curativa dos venenos de serpente. LI. cicatrizante. 1 ou 2 aquénios cónicos.

tem porte erecto e piramidal e cresce nas casas em ruínas e até nas ruas das aldeias. palpitações. Oriunda. Refere-se ao aspecto da sua inflorescencia. com excepção da região mediterrânica. perdendo a eficácia. Ver: bronquite. com uma coroa interior de pêlos. erva-rnacaé Labiadas O nome científico genérico da agripalma. alcalóide. ferida. devem ser utilizadas de preferência frescas. . detersivo. cicatrizante. pecioladas.50 a 1.50 m de altura. foi cultivada no século XV nos jardins dos mosteiros e mencionada por Ambroise Paré 100 anos depois. da Asia cerca do século Vii. Vivaz. no entanto. Cardíaca Bras. que a planta denominada kardiaca por Teofrasto não terá nada de comum com a agripalma. caiu progressivamente no esquecimento. Quanto ao nome da espécie. com as suas folhas verde-escuras escalonadas ao longo do caule. até 1000 m. com caule rígido. de secção quadrada. flores cor-de-rosa e púrpura (Junho-Setembro). muito famosa e excessivamente louvada no século XVIII.: chá-de-frade. emenagogo. expectorante. serradas. contudo. E. e uma palavra grega. O Componentes: óleo essencial. segundo se supõe. rara em Portugal e nas regiões mediterrânicas. diarréia. leão. Cheiro intenso e desagradável. em verticilos densos ao longo de todo o caule.Agripalma Leonurus cardiaca L. Habitat: Europa. sendo os 2 inferiores curvados em forma de gancho. meteorismo. recortadas. Supõe-se. muito eficaz para perturbações cardíacas de carácter puramente nervoso como as palpitações. cardiaca. heterósidos. U. muito ramificado e folhoso. ruínas. O néctar das suas pequenas flores cor-de-rosa atrai as abelhas. pois as folhas escurecem com a secagem. É. possuindo as inferiores entre 5 e 7 pontas e as superiores apenas 3. menstruação. corola vilosa. folhas verde-escuras por cima e acinzentadas por baixo. Planta de óptima reputação. princípio amargo. L. cauda. é composto por uma palavra latina. cálice com 5 dentes. Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro). leo. sebes. Leonurus. Planta vivaz que se desenvolve à sombra das sebes. deriva da sua muito antiga reputação como calmante das dores gástricas e cardíacas. tanino O Propriedades: anti espasmódico. oura. a agripalma difundiu-se seguidamente por quase toda a Europa. bermas dos caminhos. U. tónico. Identificação: de O.

Apiuni. artrite. + V Ver: albuminúria. deriva da palavra celta apon. tez. 0 Não consumir a planta fresca. contusão. do oceano Atlântico e no interior do continente próximo das fontes salinas. meteorismo. salsa-do-monte Bras. castanha na parte exterior. cultivado a partir do século XVI. profundamente sulcado. E. U. LI. cumarina. Partes utilizadas: raiz. depurativo. 0 aipo é conhecido desde a Antiguidade: os Egípcios.: aipo-do-rio-grande Umbelíferas 0 aipo-silvestre. curta. Encontra-se na Europa nas proximidades dos pântanos salgados do Mediterrâneo. Ainda actualmente. entre os quais Homero. e as superiores sésseis. acalmar as dores de dentes e. sobretudo. raiz aprumada. lactação. sabor muito aromático. Bienal. beneficiar o funcionamento dos rins e do aparelho urinário. folhas e frutos. sobretudo nos meios rurais. funcho. com 3 segmentos mais pequenos e estreitos. glabro. fruto cinzento.charcos. em umbelas pouco apertadas desprovidas de invólucro. oleorresina. . vitaminas B e C 0 Propriedades: carminativo. expectorante. salsa e gilbarbeira.30 a 1 m de altura. os Gregos. cilíndrico. I. e os Romanos reconheciam as suas virtudes medicinais. Habitat: Europa. tónico. Na Idade Média. o xarope das cinco raízes. 0 nome latino do aipo. pois acreditava-se que podia curar a melancolia. oco e ramoso. brilhantes. que o cita na Odisseia. solos salgados e alagados até 100 m. resolutivo. açúcares. pequenas. flores esbranquiçadas (Julho-Setembro). A ipo-dos. litíase. deu origem a diversos produtos hortícolas conhecidos pelo nome de aipo e aipo-nabo. folhas verde-escuras. esbranquiçada no corte. substâncias azotadas. por vezes sésseis. divididas em 5 segmentos ovais. estomáquico. em associação com raízes de espargo. com 5 costas filiformes. verdura e medicamento. A sua raiz faz parte da composição de um xarope diurético. efectivamente. Cheiro intenso e característico. foi progressivamente utilizado como condimento. tosse. aipo-dos-pântanos. glabro. 0 Componentes: óleo essencial. sendo as basilares pecioladas. Identificação: de 0..Aipo Apium graveolens L. caule erecto. aipo-silvestre. que significa água. é esta a principal virtude atribuída à planta. com 6 a 12 raios desiguais. febrífugo. esta planta aclimata-se bem nos prados húmidos e nos solos impregnados de sal.

O género Glycyrrhiza é constituído por cerca de uma dúzia de espécies. glicirrizina. obstipação.: madeira-doce. compostas por 9 a 17 folíolos ovais ou oblongos. depurativo. raizes finas > Partes utilizadas: raiz. obtido do alcaçuz. corola papilionácea. O Componentes@ glúcidos. estrogéneos O Propriedades: antiespasmódico. pedunculados na axila das folhas. existem comprimidos preparados em laboratório isentos da substância que provoca aquela acção. estriado longitudinalmente. 2 lábios. fibroso e açucarado. conjuntivite. secagem ao sol. regaliz. expectorante. em cachos espiciformes cilindricos. espasmos. A partir de 1950. o ácido glicirrízico. peitoral. Identificação: de O. cistite. alcaçuz. béquico. flores azul-claras ou lilás (Junho-Julho). regaliz4. Ingerido em doses moderadas. geralmente os doentes de úlceras ou os fumadores e alcoólicos que desejam mitigar as suas carencias. I. No entanto. e os primeiros testemunhos da sua utilização medicinal remontam ao Egipto antigo. da palavra grega glukurrhidza. boca. porém.. distribuídas pelos cinco continentes. + Lvi Ver: asma. caule erecto. Estremadura e litoral do Alentejo. rizoma (Outono do terceiro ano). em Portugal. Beira. verdes. e apreciavam as suas propriedades calmantes e o seu gosto suave.30 a 1 m de altura. digestivo. tónico. viscosos na página inferior. quilha aguda. glanduloso. bronquite. diurético. amarelo. com turiões espessos. U. ácido glicirrízico. os numerosos doentes que o ingeriram em doses elevadas por longos períodos foram vítimas de hipertensão arterial provocada pela planta. refrescante. linear. Para os grandes consumidores de alcaçuz. pau-doce. cálice giboso. U. uma planta mediterrânica. emoliente. dos quais 9 soldados e 1 liberto. robusto e oco. raiz-doce Bras. com 3 ou 4 sementes castanhas. estigma oblíquo. descobriu-se que o alcaçuz tinha uma acção benéfica nas úlceras do estômago. Vivaz. o alcaçuz é. 53 Alcaravia . tanino.da-europa Leguminosas Muitas pessoas experimentaram já mastigar o chamado pau-doce. com 5 dentes. Regoliz. folhas pecioladas. rizoma tenhoso. 10 estames.Alcaçuz Glyeyrrhiza glabra L. Os povos antigos chamaram-lhe raiz-doce. até 1000 m. estômago. E. o alcaçuz não tem qualquer perigo. tosse. vagem comprimida. Habitat: Europa Meridional. O Não abusar do consumo. flavonóides. inteiros.

ácidos gordos. caminhos e prados. glabro. encontra-se geralmente em climas frios. alchirivia. Partes utilizadas: fruto (MaioSetembro. digestão. flores brancas (Maio-Julho). até 2100 m. 54 . 0 A essência da alcaravia é tóxica para o homem. Nociva para as aves pequenas. Conhecido na Antiguidade devido às suas virtudes carminativas. lactação. raiz fusiforme. é tão apreciada pelos pombos que um pouco de alcaravia adicionada à ração os conserva fiéis ao pombal. Identificação: de 0. pão e queijos fermentados. A planta inteira é uma boa forragem que deve ser incluída nos prados destinados a pastagens. facilita a digestão e as secreções lácteas das vacas e das ovelhas. alquirivia Umbelíferas Pequena umbelífera branca a que os Gregos chamaram karon e os Árabes karwaia. galactagogo. fruto ovóide. especialmente a qualidade Munster. + kli Ver: aerofagia. à ração quotidiana de aveia é um tónico para os cavalos. a partir do segundo ano). uma colher de sopa bem cheia de sementes misturadas. caule erecto. acastanhado. prótidos. é muito usado nos países nórdicos para aromatizar produtos de pastelaria e charcutaria. cominhos-dos-prados.30 a 0. tanino. cherivia. Alcarovia. 0 Componentes: essência com carvona e limoneno. Bienal ou plurianual. sabor picante. raiz. quando seca. ramificado a partir da base. as sementes são frequentemente confundidas com as dos cominhos. canelado longitudinalmente. A alcaravia diferencia-se da cenoura-brava pelas suas flores brancas. de cheiro agradável. menstruação. alcorovia. 1. sendo as inferiores pecioladas e as superiores sés@eis. Possui um cheiro extremamente aromático. folhas recortadas em lacínias estreitas. meteorismo. emenagogo. frutos colhidos na umbela e seguidamente secos. o fruto da alcaravia. e que na Idade Média era conhecida por carvi. glúcidos. em umbelas de 6 a 12 raios muito desiguais. durante uma semana. digestivo.Caruin carvi L. Habitat: Europa Setentrional e Central montanhas limitantes da Europa Mediterrânica. U.60 m de altura. celulose 0 Propriedades: carminativo.

coração. Diz-se que a rainha Isabel da Hungria. celulite.odorífera. que ela própria preparava. Partes utilizadas: planta florida e folhas. pois para a obter basta juntar e misturar os alcoolatos de alfazema. astenia. caules lenhosos e folhosos. enxaqueca. ruga. U. colesterol. colina O Propriedades: antiespasmódico. com 3 dentes. em pequenos cachos axilares. estomáquico. pele. Como muitas outras labiadas. flores azul-claras e esbranquiçadas (todo o ano).ALecrim Rosmarinus officinalis L. alecrim e poejo. nervosismo. um com 2 lóbulos erectos e o outro com 3 lóbulos. saponósidos. estreitas. heterósidos. torcicolo. entorse. O Componentes: óleo essencial. fortalece as memórias enfraquecidas e eleva o moral dos deprimidos. transplantado para um jardim. Alecrinzeiro Bras. litoral mediterrânico. dentes. frigidez. diurético. A receita da água da juventude.. O Cumprir as doses e o tempo de duração dos Habitat: Europa. sabor aromático. Cheiro a incenso e cânfora. depressão. banho. pois estimula os asténicos. vulnerário.50 a 1. septuagenária e depauperada pela doença. Arbusto. . até 1500 m. datam do século xvii e vêm da Europa Central. A sua acção terapêutica inicia-se com a colheita. ácidos orgânicos. impotência. com bordos enrolados. mas é menos eficaz que o alecrim espontâneo. charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal. corola longa. edema. anti-séptico. As abelhas que o visitam produzem um excelente mel. I. cálice curto. sendo o médio maior e côncavo. de gosto intenso.: alecrim-de-jardim Labiadas Os atributos do alecrim são tão importantes como os da a spéru 1 a. com 2 lábios. recuperou a saúde e rejuvenesceu graças ao alecrim. O estado espontâneo e a liberdade da planta conferem-lhe vigor. o alecrim actua sobre o sistema nervoso. U. cabelo. 2 estames. E. fígado. e persistentes. Identificação: de O. a água da rainha da Hungria. sono. + V IÍS Ver: asma. conserva as suas características aromáticas. folhas sésseis. memória. colagogo.50 m de altura. mantém-se bonito. tónico. coriáceas. que pode ser efectuada em qualquer época do ano nas colinas meridionais. convalescença. denominado mel de alecrim. estimulante. campanulado. está ao alcance de toda a gente.

era matéria-prima para a extracção do ácido oxálico. a aleluia contém ácido oxálico e está sujeita a idênticas regras de utilização. cura de Primavera. diurético. É um mordente para as tintas e óptimo para remover as incrustações dos radiadores dos automóveis. sarna. em Portugal. depurativo. Trifolium L. comparáveis às do linho-bravo. Identificação: de O. refrescante. sede. Vivaz. 5 sépalas curtas. 10 estames e 5 estiletes. respeitar a posologia. flores brancas matizadas de cor-de-rosa. realça-lhes o sabor e substitui o sumo de limão para temperar as saladas. utilizado para tirar as nódoas de tinta e de ferrugem das roupas e também para limpar couros. a azeda e o espinafre. até 2000 m. a aleluia prevê as tempestades. com escamas carnudas e vilosas. todas basais.de-três. Adicionada às sopas. Habitat: Europa. a posologia medicinal é muito inferior às doses tóxicas. perde as suas propriedades pela secagem. a sua existência é assinalada no Minho. azeda. com 3 folíolos cordiformes. L. matas húmidas. vitamina C. Como o ruibarbo. rastejante.. as suas folhas. comercializado com o nome de sal de azedas. semelhantes às do trevo. 5 pétalas grandes. e as flores. pois afirma-se que à sua aproximação as folhas se erguem. febrífugo. excepto na região mediterrânica. U. longamente pedunculadas. As utilizações domésticas e medicinais da aleluia são inumeráveis. Ver: boca. pele. mucilagem O Propriedades: antiescorbútico. E.08 m de altura. acaule. folhas verde-claras. Outrora. no entanto. O Componentes: oxalato ácido de potássio. é necessário procurar nos bosques húmidos ao nível do solo e identificá-la por comparação. Bras. apenas uma em cada pé. têm o sabor da azeda. vilosas. No entanto. Desabrocham sempre pela Páscoa. cor-de-rosa. parecendo querer celebrar a Aleluia! Aparentemente.Aleluia Oxalis acetosella L. trevo-azedo. Partes utilizadas: folhas e raízes frescas. Sabor ácido. Com esta pequena planta é possível preparar limonadas frescas e tisanas para as pessoas febris. U. pecioladas. O Planta proibida aos doentes de gota e litíase. sendo assim inimaginável o efeito que produziria no estado puro sobre as paredes do estômago. são.: três-corações. com sementes estriadas. rizoma delgado. mais propriamente em Paredes de Coura.05 a O. 56 . cápsula ovóide acuminada. por vezes de azul (Abril-Maio).folhas Oxalidáceas Para encontrar a aleluia.

sedativo. Caracteriza-se pelos seus capítulos amarelos bem elevados. engenhoso meio de protecção contra os efeitos do sol. terrenos incultos e pedregosos. agrupadas numa grande panícula frouxa. folhas verde-escuras. é conhecido desde a Antiguidade. caule verde. recortadas e ligeiramente lobuladas. alface-brava-menor. pele. até 1000 m. brota das zonas feridas um leite branco. E. sono.Setembro) em pequenos capítulos. insônia. Toda a planta contém um látex branco. pois em doses elevadas o suco é tóxico. raiz fusiforme. 57 . sais minerais.60 a 1. A alface-brava-maior pode ser substituída por uma outra espécie. Em primeiro lugar. a alface-brava surpreende os que a não conhecem devido às suas dimensões. I. O Respeitar a posologia. encimado por um rostro e por um papilho branco. que crescem em todas as direcções. ácidos. ramificado. faz parte. Se se quebrar um ramo ou uma folha. Cheiro desagradável. Habitat: Europa Central e Meridional. O Componentes: clorofila. U. O suco extraído dos caules.. rodeando o caule por meio de 2 aurículas lanceoladas. Seguidamente. que apresenta propriedades terapêuticas idênticas. U. providas de uma fila de acúleos sobre a nervura dorsal.ALFACE-BRAVA-MAIOR *//* faltaM OS OUTROS NOMES) Se bem que a maioria das pessoas conheça a alface cultivada. Esta espécie distingue-se pela original disposição das folhas. por vezes violáceo. o mesmo não sucede no caso da alface-brava-maior. grandes. o látexI.. em Portugal. a Lactuca scariola L. Partes utilizadas: folhas. pelas grandes folhas ovais.Montes ao Alentejo. Identificação: de O. erecto. robusto. látex. solos calcários. de Trás-os. sabor amargo. que depois de seco se denomina lactucário.tosse. hipnótico. porque esta planta robusta exala um cheiro algo desagradável. ainda actualmente. vitaminas.50 m de altura. com bordos dentados.produto de sabor amargo que contém todos os constituintes activos da planta. Bienal. de algumas preparações daFarmacopeia Portuguesa. nervosismo. entre as quais um extracto e um xarope calmante onde é associado ao lúpulo. com interior frágil e tenro. cujas faces estão orientadas para oeste-leste e cujos bordos têm a orientação norte-sul. aquénio obovado-oblongo. flores amarelas (Junho. pois algumas variedades atingem 3 m. de cor negropúrpura com costas de bordos espessos. inteiras ou com lobos sinuosos. princípio amargo O Propriedades: balsâmico. + V Ver: acne rosácea.

O Componentes: princípio amargo. bronquite. Identificação: de O. com flores cor de púrpura e aroma penetrante. insectos. erectos. lanceoladas. e Lavandula officinalis Chaix são sinónimos e indicam a mesma planta. corola com 5 lóbulos de 2 lábios. mas não ultrapassando 1000 m de altitude. expostos ao sol. as sumidades floridas. Perante a sua vitalidade. cicatrizante. brácteas castanhas. além de outras plantas afins. U. encontra-se uma variedade de alfazema mais pequena. Subarbusto. Lavandula latifolia Vill. com folhas mais estreitas e inflorescências maiores. ftiríase.. largas. estreitas. carminativo. O Não ultrapassar as doses indicadas. Habitat: Europa Mediterrânica. aproveitadas desde há séculos pelas donas de casa. com folhas verdes. flores ripadas. espontânea no Centro e Sul do País. sudorífico. ferida. frondoso na base com ramos nus. cumarina O Propriedades: antiespasmódico. secagem à sombra e ao ar livre. nervosismo. cheiro a cânfora e que floresce um mês mais tarde do que as outras. maior. nos terrenos siliciosos cresce a LavanduIa stoechas L. amargo. pulmão. simples. flores azulvioláceas (Julho-Agosto) em espiga terminal de verticilastros. insecticida. asma. anti-séptico. subindo mais a norte.30 a O. constituem um dos mais preciosos componentes da farmácia caseira. U. até 1800 m. solos áridos. 58 . cabelo. incompatibilidade com o iodo e os sais de ferro. lisa. aquénio com 1 semente preta. reumatismo. calcários. As propriedades medicinais das alfazemas são. cálice com 5 dentes. com bordos enrolados. encontra-se a alfazema-brava. Partes utilizadas: sumidades floridas.PLANTAS ESPONTÂNEAS Alfazema Lavandula officinalis Chaix Lavândula Labiadas Os nomes botânicos Lavandula spica L.60 m de altura. folhas verde-acinzentadas. colhidas antes do desabrochar. essência. tosse. colagogo. Cheiro penetrante. tinha. muito susceptíveis de confusão. Nos Pirenéus. nas colinas calcárias é impossível deixar de admirar a sua resistência ao sol abrasador e à aridez da pedra. E. o rosmaninho. A alfazema é uma das plantas mais raras e encantadoras da nossa flora. sabor ardente. 4 estames inclusos. É preciso saber distingui-la do alecrim e do hissopo. estimulante. 4 carpelos. + V o Ver: acne. vertigem. banho. diurético. leucorreia.. aromático. L. além da sua acção anti-séptica e insecticida.

pequenas bagas pretas cuja toxicidade implica a sua proibição às crianças. açúcares. no Norte e Sul de Portugal surge espontâneo em sebes e bosques. anginas. verde-escuras. da casca obtém-se um corante amarelo. Os fitoterapeutas apenas utilizam as flores ou as folhas secas. invertase. glabras. + Ver: afta. escara. resina. cálice pequeno com 4 dentes. As flores desabrocham em Maio. boca.Alfenheiro Ligustrum vulgare L. Santantoninhas. até 800 m. U. Recém-cortada. heterósido. em panículas. us ramos são utilizados em cestaria. Partes utilizadas: flores e folhas (Primavera). As folhas. especialmente as dores de celulite. É também um arbusto rústico que cresce espontaneamente entre as sarças e nas orlas dos bosques. matas. Cheiro difícil de suportar e adocicado (flores). O Nenhuma parte da planta fresca é comestível. verde-escuras e brilhantes na página superior. cultivado como planta ornamental. secagem à sombra. Identificação: de 1 a 3 m de altura. compactas. com pecíolo curto. 2 estames inclusos e 1 estilete. aveludados. permanecem nos ramos durante todo o Inverno.. curtas. reumatismo. alferiu Oleáceas O alfenheiro é uma planta flexível com casca branda e cinzenta que os jardineiros talham e podam com facilidade. ovais. leucorreia. E. corola tubulosa com 4 lóbulos côncavos. a madeira do alfenheiro exala um cheiro intenso. diarreia. O Componentes: tanino. que se tornam víoláceas no Outono. celulite. Conhecido desde há séculos. ramos jovens. vulnerário. muito frequentes nos fumadores. o óleo de alfenheiro é ainda actualmente utilizado em fricções para as dores. cicatrizante. arsénico. flores brancas (Maio-Junho). tabagismo. e as bagas possibilitam a preparação de uma tinta cor de violeta e um corante para os vinhos. Arbusto. claras na inferior. o mesmo sucedendo com as flores. as folhas e os frutos quando esmagados entre os dedos. inteiras. amontoandose em píramides brancas semelhantes às do lilás. as folhas servem para preparar um gargarejo que trata as afecções crónicas da boca e da garganta. LI. lenho duro. persistente. detersivo. Habitat: Europa. I. 59 . folhas opostas. lanceoladas. bem como os frutos. baga globosa preta. vitamina C O Propriedades: adstringente. sabor amargo.

cálice pubescente. tónico. hipoglicerniante. U. Anual. E. ervinha. sésseis de 1 a 2 na axila das folhas superiores. caule erecto e circular. flores branco-amareladas (Abril-Junho).. astenia. emoliente.50 m de altura. abundantes. É também cultivada como forraginosa. celulite. LI. curva. laxativo. alforna. pecíolo curto. com 3 grandes folíolos ovais. A utilizaçã o da alforva como planta medicinal é conhecida desde a Antiguidade. pelas flores esbranquiçadas dissimuladas pelas folhas superiores e pelas compridas e curvas vagens terminadas por uma ponta aguçada. sabor desagradável. No estado maduro.PLANTAS ESPONTANEAS Alforvas Trigonella foenum-graecum L. sumidades floridas (Abril-Junho). O Componentes: substâncias azotadas e fosforadas. as sementes são ainda utilizadas para conferir às mulheres um aumento de peso. estames diadelfos. é necessário escaldar as sementes. fenacho. 1 fileira de 10 a 20 sementes comprimidas. Identificação: de O. trigonelina. de onde foi importada para a Europa cerca do século IX. caroba. Para atenuar este cheiro nauseabundo. corola papilionácea.10 a O. campos. 60 . podem fazer desaparecer os abcessos e reduzir as placas de celulite. raiz desenvolvida. convalescença. erectas. Partes utilizadas: sementes secas. terminada por uma ponta comprida de 2 a 3 cm. A planta identifica-se pelos caules frágeis extremamente frondosos. nos rochedos e nas charnecas do Sul da Europa. erecta. vagem muito comprida (de 8 a 10 cm). Cheiro intenso e nauseabundo. Na Ásia Menor. diabetes. + o Ver: anemia. Habitat: Europa Mediterrânica. até 1000 m. muito apreciado. esta acção é determinada pela presença de uma substância que actua sobre o metabolismo das gorduras. encontra-se em searas. O cheiro desagradável da planta espalha-se em seu redor. frigidez. e é tão persistente que se nota ainda em plantas secas há um século conservadas em herbários. Feno-grego. panarício.: alforgas Leguminosas As alforvas são pequenas plantas anuais que se encontram nos campos. folhas verdes. aplicadas em cataplasmas. furúnculo. alfarva Bras. em Portugal. essência O Propriedades: aperitivo. apetite. cada uma destas vagens abre-se em duas valvas. I. As sementes. terrenos incultos da Estremadura e do Alentejo. pondo a descoberto uma fileira de sementes comprimidas.

aminoácidos. musgo-da. que encerram um pigmento. Identificação: de O. modifica a coloração das algas. O Não consumir simultaneamente com plantas que contenham tanino. adquirindo um branco-acinzentado. quase translúcido.Alga-perlada Chondrus crispus Lyngb. especialmente no fabrico de chocolate de leite e cremes. sobretudo Finisterra e ao longo da costa portuguesa. o qual. I. no entanto. cistocarpos na face inferior e tetrasporângios na superfície do talo. Habitat: costas da Mancha e do Atlântico. Ver: bronquite. O seu aspecto e coloração são extremamente polimorfos. com segmentos achatados e bordos crispos.10 a O. provitamina D O Propriedades: béquico. U. A alga perde então a sua linda cor. As algas-vermelhas contêm nos seus tecidos corpúsculos clorofilinos como os vegetais superiores. lóbulo bífido. Partes utilizadas: talo (Verão). que deriva do grego chondros. visível na maré baixa.20 m de altura. ramificada. muito ramificada. lobuladas. erecta. botelho-crespo. cor de púrpura. encontra-se em grande abundância esta alga de cor vermelha. sem nervura. estando. raquitismo. achatado. emoliente. diarréia. que pode medir entre 10 e 20 cm. É fácil de reconhecer devido à fronde.irlanda. A consistência cartilaginosa do talo conferiu-lhe o nome científico de género Chondrus. é utilizada na indústria alimentar. Musgo-branco. fronde em forma de leque. ramificações dicotómicas. 61 . iodo.. Durante todo o Verão faz-se a colheita a bordo de embarcações. expectorante. quando o tempo está húmido. O Componentes: mucilagem. encobertos por células especiais. sais minerais. Esta operação deve ser repetida três vezes. cartilagem. secagem ao sol. E. U. Talo homogéneo. Antes de utilizar a alga-perlada é conveniente lavá-la na água do mar e deixá-la secar durante 24 horas ao sol. laxativo. utilizando ancinhos. carragaheen Gigartináceas Sobre os rochedos dos litorais do canal da Mancha e do oceano Atlântico. alojados em protuberâncias ovóides. os cromatóforos. após tratamento. conjuntivite. desde um vermelho intenso ao castanho-escuro. disco basilar. consoante a sua concentração e a intensidade da luz. bordos crispados. a alga-perlada contém uma substância mucilaginosa que. obesidade. obstipação. Como muitas outras algas.

sem a raiz. que ingere a planta completa. Leclerc. visto que Alliaria deriva de allium. como a maioria das crucíferas. expectorante. exceptuando a região mediterrânica. encontra-se em quase todo o País. desabrocham na Primavera. síliqua comprida. É preferível colher a planta no momento de utilizá-la. sobre pecúriculos espessos. devendo a este facto o nome do género e alguns dos seus nomes comuns. ser utilizada como anti-séptico.80 m de altura. as da mostarda-negra. erva-dos-alhos Crucíferas A aliária parece não ter sido conhecida na Antiguidade. óleo essencial. Identificação: de O. enzimas O Propriedades: anti-séptico. eczema. tanto para uso externo como interno. dos quais 2 mais pequenos. o Componentes: um beterósido azotado. Partes utilizadas: planta inteira fresca ou seca. dentes. A aliária exala um cheiro a alho bastante intenso quando amachucada entre os dedos. Não é essencialmente uma planta medicinal. pois. vulnerário. detersivo. segundo H. I. E. Bienal. o seu suco recente. U. 62 . os melhores resultados obtêm-se pela utilização de compressas de folhas esmagadas ou alcoolatura de aliária.. Porém. brancas. crenadas. erecta. bermas dos caminhos. dispostas em fileira. As flores são melíferas e muito apreciadas pelo gado. recomenda-se sobretudo a decocção da planta fresca ou. Habitat: Europa. Erva-alheira. Cheiro a alho. Para uso interno. sendo as basais reniformes e as outras cordiformes. melhor. castanhas.50 a O. caule erecto. gengivas. diurético. U. excepto no Baixo Alentejo e Algarve. até 800 m. flores brancas (Março-Junho) em cacho terminal que se alonga durante a floração. estimulante. simples. folhas pecioladas. invadindo as bermas dos caminhos e os locais frescos. 6 estames. em Portugal. 2 carpelos. no entanto. abrindo-se por 2 válvulas com 3 nervuras. + Ver: boca. pele. podendo. sabor picante e aliáceo. 4 pétalas. ferida. locais frescos. por vezes. As suas sementes substituem. As suas flores. sementes estriadas. 4 sépalas. sebes.Aliária Affiaria officinalis Andrz. alho. folhoso. perde as suas propriedades aquando da secagem.

ásperas. utilizada pelos índios como contraceptivo. Habitat: Europa. flores branco-creme (Junho-Julho). cálice peludo com 5 divisões. inodoro. Ver: diurese. e 5 estames inclusos. caule erecto. Além disso. raiz espessa. sésseis. E. porém. verdadeiramente activa para outras perturbações renais e urinárias. mucilagens.. Com as folhas e as sumidades floridas secas do aljôfar prepara-se um chá refrescante que não deve ser confundido com o chá-da-europa. pequenas. em Portugal.80 m de altura. solos calcários. em compridos cachos folhosos em 2 filas. pubescentes. tanto o empirismo como os estudos sistemáticos foram insuficientes para confirmar as propriedades dissolventes destes frutos. . lanceoladas. pigmentos O Propriedades: diurético. permitiu detectar na planta substâncias inibidoras de determinadas hormonas hipofisárias. folhas. cor de pérola. com nervuras laterais salientes na página inferior. corola tubular vilosa com 5 pregas pubescentes. O Componentes: sais minerais. olhos. sumidades floridas (Julho-Agosto). ao longo dos séculos. quase lenhosa. preparado a partir de uma espécie próxima com grandes flores vermelhas que depois se tornam azuladas. L.nacarado. até 1400 m. brilhante. ultrapassando ligeiramente o cálice. folhas verde-escuras na página superior. U. tetraquénio branco. os frutos do aljôfar. Identificação: de O.Aljôfar Lithospermuin offit-inale L. No entanto. duro. A planta revelou-se. Borragiináceas Segundo a tradicional teoria médica que atribuía aos vegetais virtudes de acordo com o aspecto ou cor que apresentavam. sabor adstringente (planta) e adocicado (fruto). com propriedades para dissolver os cálculos. Vivaz. Partes utilizadas: frutos. surge espontâneo nos arredores de Bragança e Vimioso. o Lithosperinum purpureo-caeruleuin L. nacarados e duros como pérolas. o estudo de uma espécie exótica desta planta. gota. foram considerados durante muito tempo como as únicas partes úteis da planta. alternas.40 a O. coberto de pêlos e ramoso. Lithosperinum ruderale L. mais claras na inferior. U. robusto.

30 a 1 m de altura. Sabor muito amargo. como refere o papiro Ebers. frequentemente receitado às crianças. 0 Componentes: sais minerais. bermas dos caminhos. segundo Galeno. apetite. frequentemente divergentes na base. deu mais tarde origem às inúmeras variedades hortícolas actualmente conhecidas. colerético. são também muito menos activas. chicória-brava Bras. cultivada nas hortas.. colagogo. A utilização alimentar desta chicória-brava data do século xvil. É uma planta vivaz cujas flores. campos cultivados e incultos. 1. flores de um azul vivo (Julho-Setembro). pelo que é conveniente colher as folhas antes da floração. raiz (Outono). com lóbulos profundos. icterícia. com numerosos ramos. fígado.: chicória-amarga. u. devido a serem menos amargas. raiz aprumada. um dos mais antigos textos egípcios que chegaram até à actualidade. Habitat: Europa. hirtos. vitaminas B. . inulina. estomáquico. pubescentes. é também cultivado. caule rígido. febrífugo. Identificação: de 0. tez. é absolutamente inofensivo. Partes utilizadas: folhas (Junho-Setembro. até 1500 m.bus L. calcários e argilosos. Chicória-do-café. cerca das 6 horas. pelo que faz parte da composição de um xarope tradicional. 0 almeirão contém um látex branco extremamente amargo. coroado por minúsculas escamas. ou endívias. obstipação. lípidos. de um azul muito puro. C. apos o que deixam de ser comestíveis. em grandes capítulos. antes da floração). chicória Compostas Já conhecido em 4000 a. látex branco. folhas superiores pequenas. glúcidos. cura de Primavera. C. diabetes. solos secos.Almeirão Cichorium int. aminoácidos. prótidos. tónico. Vivaz. Centro e Sul de Portugal. diurético. semiamplexicaules. lanceoladas. se associam em belos capítulos que se abrem de manhã. anguloso. liguladas. folhas inferiores profundamente divididas em dentes agudos. *Arnigo do fígado+. aquénio com curtíssimo papilho. e se fecham durante a tarde.\. laxativo. + o Ver: anemia. o almeirão permanece um remédio em que os médicos continuam a ter confiança. astenia. depurativo. heterósido amargo 0 Propriedades: aperitivo. as quais. como as escarolas. P e K.

litíase. gota. durante o Verão. baga de um intenso vermelhoalaranjado. inodoro. os frutos. vestígios de alcalóides O Propriedades: depurativo. pode ser utilizada para preparar um vinho diurético. vinhas. Actualmente. 1. icterícia. 65 . carnuda. adquirindo uma configuração semelhante à de uma lanterna de papel.Alquequenje Physalis alkekengi L. que ficam muito enrugadas. lisa. folhas (SetembroOutubro). pequeno cálice pubescente. olivais.60 m de altura.20 a O. de cálculos e de alguns edemas. Europa e regiões mediterrânicas. A conservação da planta. ureia. o cálice. sendo necessário colocar as bagas em camadas finas num forno. à sombra. pecioladas. Conhecido de Dioscórides e Galeno. emoliente. mas não mais de cerca de 30 por dia. e a sua cor torna-se simultaneamente vermelho-vivo. isoladas. é difícil. ligeiramente pubescente. que amadurecem em Setembro. a baga tem sabor ácido. que se desenvolve numa bolsa leve. sedativo. devem ser colocadas em frascos de vidro hermeticamente fechados ou reduzidas a pó. Habitat: Europa Continental. febrífugo. U. refrescante. anguloso. exceptuando a raiz. com os bordos ondulados. as bagas. + Ver: edema. simples ou ramificado. Depois de desidratadas. até 1500 m. Identificação: de O. aos pares. glúcidos. depois de colhida. rizoma rastejante. assemelham-se a cerejas. A esta característica se deve a designação do género. reumatismo. inicialmente pequeno e verde. flores esbranquiçadas (Maio-Outubro). folhas glabras. lentamente. diurético. Erva-noiva. muito difundido na Ásia. Podem ser ingeridos frescos. ovalpontiagudas. Partes utilizadas: bagas libertas dos cálices. O Não confundir com a beladona. pêndulas. com costela. encerrada no cálice. carotenóides. caules. caule erecto. * Componentes: vitamina C. Vivaz. aumenta de volume. Meridional. o alquequenje nunca deixou de ser utilizado para o tratamento da gota. cerejas-dejudeu Solanáceas O alquequenje floresce a partir de Maio nos solos calcários e nas vinhas. ácido cítrico. No interior destes leves invólucros. Physalis. ácido málico. que no Outono se cobre de uma ténue rede escarlate. toda a planta. as folhas devem ser secas. que deriva do grego phusaô. com 2 lóculos e numerosas sementes. eu incho. solos secos. que é tóxica.

U. Efectivamente. Assim. gengivas. são muito semelhantes às desta planta. cultivada durante toda a Alta Idade Média. acne rosácea. emoliente. comprida e carnuda. em Portugal.Alteia Althaea officinalis L. espessas. A designação de malvaísco sugere uma relação entre estas duas plantas. Beiras e Estremadura. obstipação. O Componentes: mucilagem. lobadas. folhas frescas ou secas (Junho) secagem à sombra ou em estufa.60 a 1. nos locais húmidos do Douro. a alteia aclimatou-se facilmente na Europa. as utilizações medicinais da malva. raiz aprumada. as raízes e as folhas não são utilizadas. Malvaísco Malváceas A alteia é famosa pelas suas virtudes béquicas e emolientes. 66 . cilíndrico. Cheiro suave. Proveniente das estepes asiáticas muito antes da era cristã. sono. poliaquénio tomentoso ( semente castanha. Vivaz. com folhas lavradas e grandes flores de cor intensa. ovais. folhas verde-esbranquiçadas. pontiagudas. afta. pecioladas. é a malva-real dos poetas. tosse. margens dos cursos de água. zonas costeiras.. L. largas. dentes. Habitat: Europa. anginas.50 m de altura. A malva-da-índia. As flores cor de tijolo-escura destas variedades podem substituir as flores da alteia. que pertence também à família das Malváceas. caule robusto. tornando-se espontânea. flores brancas ou cor-de-rosa (Junho-Setembro). um dos parentes da alteia. até 300 m. foi durante muito tempo aproveitada nos jardins dos mosteiros. flores (Julho -Agosto). pedunculadas. corola com 5 pétalas cordiformes e numerosos estames. o tanino e o ferro. pele. Partes utilizadas: raiz (Outono). E. calmante. Identificação: de O. é muito cultivada e conhecida. U. sais minerais glúcidos e vitamina C O Propriedades: béqui co. olhos. aveludado e pouco ramificado. cálice com 5 sépalas revestido de epicálice curto. em grupos de 3 na axila das folhas no cimo do caule. de onde se evadiu. + V O Ver: abcesso. Althaea rosea L. sabor mucilaginoso. diarreia. O Incompatível com o álcool. cisti te. Recenseada num dos capitulares de Carlos Magno. e sendo actualmente considerada como um dos simples mais apreciados. segundo algumas opiniões supera a malva nas suas virtudes.

crenadas. constituem a parte activa do ami. Ammi. O seu nome genérico. Partes utilizadas: sementes (quando maduras). O ami também é utilizado para um bronzeamento epidérmíco acelerado. amoidina O Propriedades: carminativo. glauco. sendo as basais recortadas em segmentos bi ou trilobulados.80 m de altura. secagem à sombra. supondo-se que no século XVI se denominava assim a espécie egípcia afim. um processo arriscado. As da base assemelham-se às folhas do trevo. flores brancas (Julho-Setembro).. digestivo. culturas de luzerna e de trevo. e indica a natureza dos solos de que a planta habitualmente necessita. O Ter em atenção as fotossensibilizações. ou paliteira. quando maduras. florífero. Identificação: de O. actualmente. Ammi visnaga Lam. 5 pétalas caducas. sabor acre e picante. Esta propriedade da planta é especialmente utilizada pelos Árabes para tratar uma despigmentação cutânea. com um enorme invólucro de brácteas recortadas em lacínias filiformes. locais arenosos. Ignora-se a origem desta planta. ramoso e estriado. . deriva do grego ammos. fruto ovói de e oblongo. âmio-vulgar Umbelíferas O ami é uma umbelífera bastante fácil de reconhecer devido às suas folhas. em umbelas muito densas. Ver: bronzeamento. campos. Originária da índia e da Etiópia. ovais. no entanto. Anual. o vitiligo. as caulinares em segmentos estreitos. 1. composto cumarínico. Habitat: Europa Meridional e Ocidental. O principal interesse desta planta. folhas serradas. diferencia-se da anterior por apresentar todas as folhas em lacínias. emenagogo. bisnaga. Centro e Sul do Continente e Madeira. areia. sendo. encontrando-se actualmente muito difundida em Portugal. consiste na sua acção fotossensibilizadora devida à amoidina. Cheiro suave.20 a O. e as da parte superior são recortadas em lacínias muito estreitas. digestão. até 800 m. que são visivelmente diferentes umas das outras. Âmio-maior. esguio. com até 80 raios. O Componentes: heterósido. As sementes. U.Ami Ammi majus L. caule glabro. as superiores em lacínias.

com brácteas apresentando 2 flores com 2 estiletes cada uma. Com a serradura defumam-se peixe e carne.) Gaertn. sabor acre. e a copa forma uma abóbada regular que se mantém verde até à queda das folhas. até 1200 m. lípidos. boca. com brácteas macias. E. Quando jovem. com asa curta e coriácea. pigmentos O Propriedades: adstringente. achatado. folhas (Fevereiro). apresentando 3 flores com 4 estames. Identificação: de 20 a 25 m de altura.. já era apreciada no século xil por Santa Hildegarda como remédio para activar a cicatrização das úlceras. O Componentes: tanino. continua a ser um remédio popular eficaz para o reumatismo. chanfradas no vértice. adstringente e amargo. Ao envelhecer. úlcera cutânea. O Ver: anginas. Quanto à cataplasma de folhas frescas. em amentilhos pedunculados. margens de cursos de água. pernadas tortuosas com ramificações delgadas. além disso. I. lactação. as quais possibilitam à árvore a fixação directa do azoto da atmosfera. As propriedades febrífugas da árvore conferiram-lhe a denominação de quina-indígena. os femininos ovóides. cicatrizante. monóicos. e o banho com folhas de amieiro. a casca. é utilizada para fazer tamancos. febrífugo. as nodosidades de onde partem ramificações secundárias. Um ramo de amieiro colocado num galinheiro afasta os parasitas. Amieiro vulgar Betuláceas O amieiro pertence à mesma família da bétula e da aveleira. a árvore ergue-se direita. 68 . castanho-avermelhado.Amieiro Alnus glutinosa (L. pecioladas. estende os ramos. Cheiro agradável. todos têm flores masculinas e femininas que coexistem na mesma árvore. nos países nórdicos. U. As raízes apresentam nodosidades que contêm bactérias. Habitat: zonas temperadas da Europa. bosques húmidos.Março). Árvore. U. dentadas. folhas escuras na página superior. febre. A madeira do amieiro geralmente não apodrece. claras na inferior. arredondadas. caducos. flores esverdeadas ou avermelhadas (Fevereiro. monospérmico. produz. os masculinos pendentes. tónico. uma bela matéria corante cinzenta. raiz com excrescências. erectos. com casca cinzenta lisa. que serve para curtir os couros. Partes utilizadas: casca dos ramos jovens. ferida. fruto pequeno. previamente aquecidas no forno.

seca. Em Portugal.PLANTAS ESPONTÂNEAS Amieiro-negro Frangula aInus Mili. colagogo. parasitose. alternas. ramos horizontais flexíveis. solos ácidos. Partes utilizadas: casca viva dos caules (Maio-Agosto) seca em pequenos pedaços. E. zangarinho. tronco erecto. lagarinho. vesícula. obesidade. mucilagem. U. preta na maturação. encontra-se do Minho ao Algarve. I. 5 pétalas ovais. laxativo. A parte utilizada é a segunda casca. Praticamente inodoro..biliar. membranosas. que na maturação se tornam negros. estilete simples. alternos. siliciosos. sangurinheiro. fúsaro Ramnáceas O amieiro-negro agrupa-se em formações pouco densas nas matas húmidas e próximo de pegos ou pântanos. a sua acção laxativa é constante e inofensiva. agrônomo italiano dos inícios do século Xiv. Se os modos de utilização e a posologia forem cumpridos. + O Ver: dartro. e pelos seus frutos vermelhos. marcadas na página inferior por 8 a 12 pares de nervuras salientes e paralelas. partir. sarna. drupa verde e depois vermelha. sabor amargo e adstringente. zangarinheiro. sanguinheiro. paralelas. reduzida a pó e tamisada. purgativo. Identificação: de 1 a 4 m de altura. Dois séculos mais tarde. nas margens dos rios. Habitat: Europa. caducas. heterósidos. sangarinheiro. goma 6 Propriedades: cicatrizante. outrora denominada casca interior. U. com 5 sépalas. até 1000 m. flores esverdeadas (Abril-Julho). Não comer a drupa. quase rectas. reunidas de 2 a 10 em cimeiras frouxas. o amieiro-negro é citado pela primeira vez num texto de Pietro Crescenzi. O Componentes: tanino. só utilizar a casca após um ano de secagem. antracénicos. do tamanho de ervilhas. Deve à fragilidade dos ramos o nome do género. folhas inteiras. casca castanhoavermelhada quando jovem e mais tarde cinzento-escura com estrias brancas. locais húmidos e sebes. do latimfrangere. Sangui nho-de. obstipação. Mattioli codifica o seu uso com a indicação especial de não utilizar a droga fresca. 69 . todavia. um arbusto fácil de reconhecer pelas suas folhas ovaladas. não espinhosos. Arbusto. hermafroditas. excepcionalmente 6 m. Esta planta apresenta semelhanças com o escambroeiro e o álamo. argilosos. frângula. Ignorado ou menosprezado na Antiguidade.água. com 8 a 12 pares de nervuras salientes. 5 estames. É.

Esta planta. diurético. quadrangular. face superior e bordo providos de pêlos gancheados. 70 . Dos frutos faz-se um sucedâneo do café. + Ver: circulação. extremamente invasora. U. vulnerário. e a raiz torrada pode substituir a chicória. O suco fresco ou uma cataplasma de folhas verdes esmagadas colocados sobre uma ferida. úlcera cutâ nea. encontrando-se em todas as sebes e silvados. Possui propriedades diuréticas e é eficaz nos problemas circulatórios das pessoas idosas. U. Dioscórides explica nos seus textos como os pastores utilizavam os seus caules. aperitivo. É uma planta anual. em cimeiras pedunculadas na axila das folhas.50 m de altura. intumescido. em caso de urgência. com pontas rígidas. secagem rápida para evitar o enegrecimento das flores. edema. sebes. corola com 4 pétalas.20 a 1. caule delgado. conserva em lugar seco. icterícia. flores brancas (Maio-Outubro). tuberculoso gancheado. que se agarra. ascendente ou trepador. atados em feixes. altitude média. por meio dos caules. Anual.Amor-de-hortelão Galium aparine L. verticilos de 6 a 8 folhas compridas. Cheiro suave. os quais cobre com as suas minúsculas flores brancas durante longos meses. palavra que se tornou o nome da espécie. pequenas. E. com acúleos nas arestas. agarrando-se aos arbustos próximos. macia e leve. O Componentes: heterósidos (asperulósido) 4 Propriedades: anti-inflamatório. frequente em quase todo o território português. serve-se dos seus acúleos recurvados para se erguer. ao vestuário dos caminhantes desprevenidos e ao pêlo dos animais. para clarificar o leite. raiz delgada. Da raiz extrai-se ainda um belo corante vermelho. graciosa. cica trizante. viloso nos nós e ramoso a partir da base. podem fazer parar uma hemorragia. Habitat: Europa. orlas dos bosques. das folhas e dos frutos. L. Identificação: de O. com pêlos. 2 carpelos unidos e com pêlos. sudorífico. lineares. suco fresco. Rubláceas O amor-de-hortelão prende-se obstinadamente. moitas. fruto de 3 a 4 mm. Os povos da Antiguidade chamavam-lhe Apariné. Partes utilizadas: planta fresca (Maio-Setembro) e seca.

O amor-perfeito-bravo é uma violácea como as violetas. é uma preciosidade dos terrenos baldios. laxativo. Erva-da-trindade. o colorido das flores quando secas só se manterá se estas forem conservadas ao abrigo do ar. E. possuindo as suas corolas cinco pétalas divididas em dois grupos. com bordos crenados. e sementes castanhas. foi também utilizado para tratar doenças de pele. herpes.. urticária. o amor-perfeito. flores brancas. pendente. sabor amargo. arvensis Murr. sendo ilusório esperar resultados antes de 15 dias. reumatismo. as quatro superiores apresentam-se erectas.. estipulas com 3 a 8 lóbulos. Anual. febrífugo. * Componentes: ácido salicílico. mucilagem. dartro. às quais a infinita imaginação dos jardineiros acrescentou um grande número de híbridos. heterósidos flavónicos. pequenas. eczema. proibido às crianças. esporoada. pistilo com estigma em forma de funil. 5 pétalas. tanino. sendo o terminal foliáceo. caule erecto. vitamina C O Propriedades: antiespasmódico. cápsula glabra. Existe uma grande quantidade de espécies. Os tratamentos com o amor-perfeito-bravo exigem perseverança. amarelas ou cor de violeta (Abril-Outubro) com um comprido pedúnculo. e a inferior. 5 estames com anteras amarelas. . abrindo-se por 3 valvas. com as suas flores de tons escuros.Outubro). amor-perfeito-pequeno Violáceas O amor-perfeito-bravo. cura de Primavera. provida de um esporão curto. saponinas. manipulá-las cuidadosamente e secá-las com rapidez para evitar que as flores murchem e as cápsulas amadureçam. pele. U. é necessário colher as flores de manhã. indigestão. ssp. secagem rápida. até 1800 m. Partes utilizadas: flores. Cheiro suave. suco fresco. cicatrizante. desiguais. O Fresco. tónico. depurativo.Amor-perfeito-bravo Viola tricolor L. sendo da tradição tomar uma chávena de infusão e embeber uma compressa no mesmo preparado para passar pela pele. diurético. 4 erectas e 1 inferior. U. 5 sépalas verdes. Habitat: Europa.05 a O. psoríase.40 m de altura. laxativo e depurativo. emético. I. logo que o orvalho desapareça. tinha. Colher o amor-perfeito revelase uma operação delicada. ferida. sudorífico. A partir do Renascimento. sais minerais. Ver: acne. folhas ovais ou lanceoladas. planta florida (Abril. Identificação: de O.

prolongava a duração da vida. E. caule (Junho-Julho). Identificação: de 1.: jacinto-da-índia Umbelíferas É raro encontrar a Angelica archangelica em estado espontâneo. com 20 a 30 raios. caule avermelhado. + Ver: aerofagia.30 a 2. magreza. Encontra-se com mais frequencia uma outra angélica. Angelica silvestris L. gravidez. gripe. U. nervosismo. Diz-se que teria sido o arcanjo Rafael quem deu a conhecer aos homens a angélica e as suas virtudes. castanha. estilete muito curto. Córsega. úlcera. diaquénio achatado com asas onduladas.ANGÉLICA Angelica archangelica L. 72 . em largas umbelas hemisféricas. raiz aprumada. e aspirado o penetrante perfume almiscarado que exalam as suas folhas quando esmagadas entre os dedos. de fractura branca. banho. Aromático. folhas mais claras na página interior com 2 ou 3 recortes em folíolos largos. menstruação. ferida. ácidos. ramificado.50 m de altura. O Não tocar com as mãos descobertas. menos perfumada. digestão.santo Bras. Partes utilizadas: folhas (Maio-Junho). montanhas. glúcidos O Propriedades: antiséptico. Habitat: Norte da Europa. não haverá possibilidades de erro se uma só vez se tiverem contemplado as magníficas umbelas amarelo-esverdeadas da Angelica archangelica L. contusão. Erv a-do-espírito. L. cera. Segundo esta crença. a angélica afastava a peste. neutralizava o efeito dos venenos. dentadas. no entanto.. coração. enaltecidas pelos Antigos e consideradas outrora miraculosas. fadiga. flores amarelo. sudorífico. raiz (Outono). U. asma. O Componentes: cumarina. epidemia. carminativo.esverdeadas (JunhoAgosto). convalescença. As propriedades das duas especies são semelhantes. Actualmente. muito robusto. vilosas na extremidade. Bienal. apetite. Suco irritante para a pele e as mucosas. cujas folhas são verdes nas duas páginas. estomáquico. excepto em alguns vales dos Alpes e dos Pirenéus abrigados dos ventos. solos pantanosos. tanino. até 3000 m. volumosa. mais simples. a angélica é considerada. digestivo. como um estimulante do aparelho digestivo e um anti-séptico. soalheiros. tó nico. aperitivo. sabor acre. sementes (cortar as umbelas em Julho). aquecidos pelo sol e refrescados por um regato. cabelo. com maior simplicidade.

erecto e folhoso. U. designadas por flores Pedis Cati. emoliente. com bordos celheados.e totalmente imerecida . espatuladas. mucilagem. segundo algumas opiniões.PLANTAS ESPONTANEAS > AntenÁria Antennaria dioica (L. climas frios e temperados. flores (Maio-Julho). com brácteas brancas. simples.) Gaerm. formam por vezes nas montanhas enormes tapetes com flores cor-de-rosa e brancas. Apenas os capítulos cor-de-rosa. Actualmente. sendo as caulinares lanceoladas. . griafálio Compostas Estas plantas dióicas. de 500 a 2800 m. são consideradas menos eficazes e mesmo.20 m de altura. dióicas. insulsa. devem ser utilizados. aquénio glabro. como a sua imagem. folhas em numerosas rosetas basais. A medicina homeopática utiliza a tintura da antenária e as suas flores. Pouco frequente em Portugal. dilatados na ponta como as antenas das borboletas. obovadas nas masculinas. tosse. inactivas. As pequenas e fofas almofadas cor-de-rosa formadas pelos capítulos florais conferiram-lhe o nome de pé-de-gato. Estas fazem ainda parte da composiçã o da tisana das quatro flores. aplicadas ao caule. Estas plantas usufruíram outrora da reputação extraordinária . nitrato de potássio O Propriedades: anti-séptico. + Ver: bronquite. colagogo. Na realidade. os femininos.de curar o cancro e os casos graves de tuberculose pulmonar. liso. L. Tudo nelas evoca a graça e a suavidade. Partes utilizadas: capítulos femininos secos (MaioJulho). E. acalma a febre e a tosse e facilita a digestão. Pé-de-gato.05 a O. U. lanosas e acinzentadas na inferior. Inodora. Identificação: de O. ferida. em capítulos. Vivaz. traqueíte. pois até o seu nome científico alude à extremidade dos seus pêlos florais. secagem rápida à sombra. é extremamente suave: lenitiva e emoliente. febrífugo. caule floral. isto é. vulnerário. resina. em camadas finas. béquico. muito pequenas. toiça estolhosa que emite renovos formando extensos tapetes (MaioJulho). febre. cor-de-rosa e lanceoladas nas femininas. Habitat: Europa continental. O Componentes: tanino. montanhas. a sua acção medicinal. com 1 papilho sedoso. verde-esbranquiçadas na página superior. expectorante. vesícula biliar.

cobre-se de flores de cores suaves caprichosamente formadas por cinco peças. anti-séptico. E. rizoma subterrâneo. que se abrem pela face interior. sobretudo calcários. É uma planta romântica com folhagem delicada que se dá bem nos locais frescos e à sombra. os homeopatas receitavam-na em alguns casos de desequilíbrios nervosos. caules erectos. O Uso interno exclusivamente sob prescrição médica. só a raiz deve ser utilizada. pubescentes. Vivaz. alternas. Habitat: Europa. cada uma delas prolongada por um esporão recurvado. flores. detersivo. Segundo outras opiniões.80 m de altura. até ao século xix. Partes utilizadas: sementes. flores azul-violáceas. 74 . excepto com indicação médica. e exclusivamente para uso externo. Cheiro agradável. raiz. 5 sépalas petalóides. bosques. numerosos estames salientes. O Componentes: heterósido cianogenético. + Ver: boca. formando tufos. assemelhando-se ao bico e às garras dessa ave de rapina. pois a planta. ramificados. folhas ligeiramente glaucas na página inferior. a sua utilização é restrita. sendo as inferiores pecioladas. numerosas sementes. A aquilégia foi utilizada intensamente e com sucesso. úlcera cutânea. e as superiores sésseis. lípidos. vitamina C 4 Propriedades: adstringente. e nem Ronsard nem Chateaubriand conseguiram resistir ao sortilégio melancólico do seu nome. aquilégia-vulgar. pois a extremidade dos esporões da aquilégia é recurvada. calmante. L. divididas em 3 a 9 folíolos lobulados. terrenos rochosos. esta denominação deve-se à reputação que a planta tinha outrora de tornar o olhar mais penetrante. U. U. supõe-se. folhas. cor-de-rosa ou brancas (Maio-Julho). em panícula pouco densa. ancólia Ranunculáceas A aquilégia foi desde sempre alvo dos sonhos dos poetas. 5 pétalas prolongadas por um esporão em forma de báculo. Assim.PLANTAS ESPONTÂNEAS AquilÉGía Aquilegia vulgaris L. oblíquo. Actualmente. pedunculadas. Foi certamente este esporão que conferiu à aquilégia o nome do seu género. Erva-pombinha. prados. Os fitoterapeutas procuravam obtê-la devido às suas numerosas propriedades. espesso. especialmente as partes aéreas e as sementes. contém uma substância prejudicial. águia. até 2000 m. enzimas. Nos fins da Primavera. raiz aprumada.60 a O. fruto com 5 volumosos folículos ventrudos. tinha. Espontânea ou subespontânea na Beira Litoral Identificação: de O. sarna. que deriva do latim aquila.

Plínio fala de uma Vaccinia. afta. rizoma enredado. solitária ou aos pares na axila das folhas. erva-escovinha Ericáceas O arando. 75 . provitamina A. olhos. hipoglicemiante. anti-séptico. o Heidelbeerwasser. O Componentes: pigmentos antociânicos. sais minerais. sabor acidulado e açucarado (baga). ureia. muito sumarenta. Suportam bem a congelação. deixa marcas nos dentes e na língua dos seus apreciadores. Os silvicultores consideram este arbusto. não deixando lugar para outras espécies vegetais. diabetes. extraía-se uma substância corante azul-escura desta planta que.rosa. U. colibacilose. anti-hemorrágico. cistite. U @ L. entre 400 e 2500 m de altitude. de bagas azuis e sumarentas. Os Antigos não conheciam o arando. hemorroidas. de cor negro-violácea. baga globosa. Alpes. ácidos (cítrico e málico) O Propriedades: adstringente. a sua principal acção. ricas em vitamina C.60 m de altura. Habitat: Europa. ignorando. erecta e sementes castanhas. serrilhadas e curtamente pecioladas. E. devem ser ingeridas aos punhados para melhor se apreciar o seu incomparável sabor e são utilizadas em pastelaria e em compotas. aliás. Uva-do-monte. corola gomilosa. que impedem o repovoamento das florestas. pruinosa. Partes utilizadas: folhas frescas e secas. uma planta nociva. diarreia. antidiarreica.30 a O. Nos Vosges obtém-se por destilação do arando uma bebida muito saborosa. Vosges. habitante dos terrenos siliciosos das florestas de montanha.claras (AbrilJulho). semelhante ao kirsch. devido à rede formada pelos seus caules subterrâneos e à densidade das suas partes verdes. folhas caducas. boca. Subarbusto. flores cor. desenvolve-se frequentemente em densas manchas. tanino. que é uma planta diferente. caules ramosos verdes. em França. Os autores da Idade Média referem-se-lhe. bagas maduras (Julho a Setembro). em Portugal. caduca. que deve ter sido descoberta por empirismo popular e foi comprovada por análise científica. colhem-se com um sedeiro. vitamina C. circulação.de. comprimida na extremidade. eczema. Identificação: de O.Arando Vaccinium myrtillus L. ovais. com cálice reduzido a 5 dentes. antidiarreico. + V Ver: acne rosácea. mirtilo. Pirenéus. Outrora. pois não sofrem alteração. ligeiramente angulosos. aparece nos pinhais e matos das montanhas desde o Alto Minho à serra da Estrela. no entanto. As bagas.

gota. apresentando. Arando-vermelho Ericáceas Este arando é uma pequena planta vivaz das montanhas que atapeta dispersamente o solo das florestas de coníferas. Identificação: de 0. ser utilizada em seu lugar. hipoglicemiante. algo pubescente na planta jovem. deriva de bacca. sendo o arando facilmente reconhecível por uma pontuação existente na página inferior das suas folhas. Subarbusto. florestas. tanino. provitamina A. Habitat: Europa. reumatismo. . pois estes animais pastam a planta. esta palavra deriva de vacca. montanhas. coriáceas. Segundo algumas opiniões. entre 300 e 3000 m. persistentes. que pode. flores brancas ou rosadas (Maio-Julho). vitamina C. diarreia. alguma toxicia Em doses elevadas as folhas são tóxicas. De facto. farinhentos e muito refrescantes. formando cachos terminais pendentes. Partes utilizadas: folhas (Maio-Agosto).Arando-de-baga-Vermelha Vaccinium vitis-idaea L. heterósido 0 Propriedades: adstringente. caule prostrado arredondado. ramos erectos. espalhando as suas manchas arbustivas pelos matagais e campos de pastagem até ao limite das neves eternas. depurativo.10 a 0. vermelha. anti-séptico. mas são acídulos. As folhas são sobretudo utilizadas em medicina. diurético. esbranquiçadas e ponteadas na inferior. Segundo outras. cálice com 5 lóbulos. conservados em vinagre e utilizados para fazer doce ou compota para acompanhar pratos de carne. U. + Ver: cistite. no entanto. baga. As suas utilizações são inúmeras. 0 Componentes: ácidos orgânicos. matagais. Como o mirtilo. aperitivo. campos de pastagens. Inodoro. em doses elevadas. com os bordos enrolados. têm a forma e a cor de uma cereja pequena. 1. rizoma ramificado. corola campanulada com 5 pontas recurvadas. inteiras ou ligeiramente crenadas. vaca. aliás. baga globosa. folhas verdes e brilhantes na página superior. fruto (AgostoSetembro). pedunculados. solos ácidos. sabor ácido. o arando pertence ao género Vaccinium. os frutos são muito característicos. planta inteira. com várias sementes castanho-avermelhadas.30 m de altura. Assemelha-se à uva-ursina. Podem ser ingeridos frescos ou servir para fabricar um vinho muito agradável.

cápsula que se abre por 3 valvas.25 m de altura. Esta planta tem um cheiro herbáceo e agradável. de algumas regiões de Portugal. A planta inteira e seca é utilizada numa infusão à qual se adicionam geralmente folhas de uva-ursina. & C. E. Anual ou bienal. pequenas. caule frágil. prostrado e seguidamente erecto. 77 . soldadas umas às outras em cada um dos nós. Presi Cariofiláceas A Spergularia rubra. dado por Lineu. com 7 a 10 estames e 3 estiletes. 5 sépalas obtusas. Arenaria rubra. L. folhas lineares. nomeadamente as sardas. mas não salgadiços. flores cor-de-rosa (Abril-Setembro). estipulas prateadas. Habitat: Europa. que pode encontrar-se em locais arenosos. por vezes.Arenária Spergularia rubra (L. é conhecida com o nome de arenária não só devido aos locais de crescimento. sarda. Depois de seca. secagem à sombra. É uma planta anual ou bienal que se encontra disseminada nos solos arenosos de toda a Europa e. sedativo. Identificação: de O. 5 pétalas um pouco mais curtas que as sépalas. gota. O Componentes: resina. Partes utilizadas: planta inteira (Maio-Junho). obtém-se uma pomada que atenua as manchas do rosto. até 2200 m. Os fitoterapeutas e os ervanários apreciam muito esta cariofilácea filiforme com minúsculas flores vermelhas. finas. sais minerais 6 Propriedades: diurético. marginadas de branco. reumatismo. + V Ver: cistite. em cimeira frouxa. como também ao seu nome inicial. numerosas sementes negras não aladas. LI.) J. nas costas marítimas. reduzida a pó e incorporada em azeite. pequenas. U. membranosas. solos siliciosos e arenosos.05 a O. que possui a importante virtude de acalmar as dores das vias urinárias. foliada.

mantendo-se fechadas quando está mau tempo. menstruação. poderoso. U. O nome do género deriva da palavra latina potens. assemelham-se ao morangueiro. pequena planta vivaz. cálice de 5 sépalas. muito resistente. calículo. húmidos. compridas. O Componentes: tanino. pois a sua acção é extremamente enérgica. O Não preparar ou conservar em recipientes de ferro. que estão incluídas nesta obra. tónico. E uma erva daninha como tantas outras. até 1700 m.20 a O. excepto na região mediterrânica. nascendo sobre as rosetas de folhas dos rebentos. resina. terrenos baldios. assinalada em Portugal nas margens do rio Douro. A raiz mastigada faz bem às gengivas. 5 grandes pétalas patentes.Argentina Potentilla anserina L. estolhos compridos e delgados. serradas.40 m de altura. Habitat: Europa. L. baseado na palavra latina anser. hemorragia. numerosos estames e carpelos lisos. Inodora. . Partes utilizadas: flores. Identificação: de O. + Ver: anginas. Apenas três possuem propriedades medicinais: o cinco-em-rama. aquénio ovóide. U. amido. com o qual não devem. próximo das quintas. colina O Propriedades: acistringente. estomáquico. forma por vezes vastos tapetes prateadosà beira dos charcos. Além dos gansos. ser confundidas. todos os animais de capoeira e o gado a apreciam. imparipinuladas. abrem de manhã e fecham ao cair da tarde. pedunculadas. E. com cinco pétalas bem visíveis. antes da frutificação. vigorosa e sedosa. Vivaz. diarreia. álcool. pois facilita o nascimento dos dentes das crianças e protege os dos adultos da descarnadura. antiespas módico. A argentina. no entanto. com 15 a 25 folíolos desiguais. flores de um amarelo intenso (Maio-Setembro). grandes. bermas dos caminhos. pode traduzir-se por erva-dos-gansos. raiz. folhas radicais. flavona. folhas. estômago. leucorreia. Ansarinha Rosáceas Existem diversas espécies do género Potentilla. por vezes verdes na face superior e mais frequentemente prateadas. acetinadas em ambas as páginas. estipuladas. que suporta sem dano ser calcada pelos pés. O nome específico. rizoma lenhoso. solitárias. ferida. a tormentila e a argentina. ganso. solos ricos. com raízes adventícias. Durante todo o Verão as suas flores solitárias. de um arnarelo intenso.

.pulmão.

salpicados de pólen. resina. e lokia. caule erecto. rizorna (Outono). menstruação. excelente. pois é tóxica no estado fresco tanto para o homem como para os animais. princípio amargo. emenagogo. . óleo essencial. ferida. L. gota.20 a O. 6 carpelos. reumatismo. vulnerário. Mais tarde. encontra-se frequentemente nas vinhas da região mediterrânica.PLANTAS ESPONTÂNEAS AristolÓquia Aristolochia clematitis L. tanino. de 2 a 8 na axila das folhas superiores. podendo então garantir a fecundação. A sua raiz deve ser utilizada seca. limpar o rizoma. cápsula pendente e carnuda. U. a Natureza preparou uma perigosa armadilha. 6 estames inclusos. Partes utilizadas: folhas. prurido. são libertados. rizoma rastejante. E. + Ver: artrite. glúcidos O Propriedades: acistringente. as suas propriedades adstringentes e vulnerárias propiciaram a sua utilização em medicina até ao século XVIII. o seu sabor é acre. com os bordos denticulados. inchadas na base e linguiformes no cimo. profundo e frágil. Várias espécies de aristolóquias. e mesmo até aos nossos dias em alguns meios rurais. Identificação: de O. Planta vivaz que prefere o calor e os solos calcários. até 800 m. O Componentes: alcalóide tóxico (aristoloquina). deixar secar em troços. Bras.: calungo. anteras soldadas. com pecíolos compridos. nos terrenos pedregosos do Centro de Portugal. já descritas na Antiguidade. deslizam no revestimento ceroso que enche o seu interior e são impedidos de voltar ao exterior por uma barreira de pêlos.80 m de altura. Vivaz. Logo que os insectos entram na corola. vinhas. quando a flor murcha > os pêlos secam e os prisioneiros. Esta planta vivaz tem um cheiro nauseabundo. simples. Além disso. foram durante muito tempo utilizadas devido à sua pretensa acção estimulante do trabalho de parto. Habitat: Europa Central e Meridional. onde é facilmente identificável devido às suas enormes folhas verde-claras em forma de coração e ao seu cheiro nauseabundo. U. cipó-mil-homens Aristoloqueáceas Ao formar as flores amarelo-douradas da aristolóquia. folhas grandes. pediceladas. flores amarelas (MaioJunho). cordiformes. solos calcários. tubulosas. parto. Deste facto lhe advém o nome de aristos.

dos. silício. rizoma oblíquo. secagem rápida à sombra. 0 Componentes: óleo essencial. Cheiro aromático. expressão maliciosamente deturpada pelos seus detractores em *pobre quina+ . tanchagem-dos-alpes.saboi anos. sendo as caulinares mais pequenas. montanhas. pubescente. que por vezes são completados inferiormente por 2 mais pequenos. dórico-da-alernanha. junto ao solo. castanho. pigmentos 0 Propriedades: acistringente. glanduloso. que significa que faz espirrar. ácido málico.Arnica Arnica montana L. em Portugal. betónica-dos-saboianos. + o Ver: acne. foi descrita e desenhada pelo médico e botânico italiano Mattioli.60 m de altura. opostos. contusão. discutiam-se até à exaustão as suas virtudes e também os seus perigos. folhas basais em roseta. Seguidamente. cicatrizante. Identificação: de 0. sendo assim um precioso auxiliar para uma cura de desintoxicação tabágica. simultaneamente. esternutatório. cravo-dos-alpes. solos ácidos. tanto para o homem como para os animais. cabelo. tabaco-dos-vosgos. raiz (Setembro). sabor muito amargo. lanceoladas. aquénio papilhoso. ligeiramente consistentes. cera. Habitat: Europa. L. nos prados e pauis de quase todo o País. Desconhecida na Antiguidade. caule floral erecto. com 15 a 20 flores liguladas na periferia. ftiríase. de 600 a 2800 m. a planta foi pela primeira vez citada por Santa Hildegarda e mais tarde utilizada pela Escola de Salerno. Vivaz. a sua utilização deve limitar-se ao uso externo. conhecida no século XIX como a quina-dos-pobres devido às suas propriedades febrífugas. ovais. U. flores (Julho).20 a 0. flores amarelo-alaranjadas (Maio-Julho). T abaco. panaceia-das-quedas. é hoje considerada um tóxico violento que afecta quase todas as vísceras e o sistema nervoso. A planta. resina. sudorífico. 0 Excepto por receita médica. Deste modo. . apenas uso externo. os médicos começaram a receitá-la com critérios diversificados. tubulosas no centro. U. goma. entorse. É possivelmente uma deformação da palavra grega ptarmica. Partes utilizadas: folhas secas. excepto por indicação médica. em grandes capítulos isolados. tanino. A arnica é uma planta vivaz das montanhas cujas folhas são de há muito fumadas pelos camponeses. E. No século Xvi. quina-dos-pobres Compostas A origem do nome Arnica é bastante obscura. simples.

tabagismo. 80 .

é realmente à artemísia que se referem o poeta Rutebeuf e. protegendo assim os animais. ao longo dos regatos e das vias férreas.50 m de altura. B1. parto. suspensa em ramos nos estábulos e nas cavalariças. técnica semelhante à acupunctura e que consiste em atear pequenos montes de folhas colocados em pontos específicos do corpo. com invólucro. tóxica em doses elevadas. sem estolhos. LI. artemísia-comum. Partes utilizadas: folhas mondadas. A medicina oriental utiliza uma espécie de artemísia na moxibustão. erva-de-fogo. e até nas casas em ruínas. resina. flores amareladas (Ju lho. febrífugo. glabras na página superior. vermífugo.50 a 1. Vivaz.. pé. Supõe-se que a Artemisia. parasitose. L. reunidas em grandes panículas de espigas frouxas. O Proibida às mulheres grávidas. Vito. vesícula biliar. tónico. caule avermelhado. flor-de-sãojoão. muito apreciada pelos médicos da Antiguidade. a artemísia atrai as moscas. vómito. febre. emenagogo. terrenos incultos. ferida. verde-escuras. inulina. na Idade Média. epilepsia. mais tarde.Outubro). conservar resguardada da luz (sumidades e folhas). No campo. mucilagem. Identificação: de O. espessa. não era a Artemisia vulgaris L. em pequenos capítulos erectos. aquénio glabro. Durante muito tempo utilizada para tratar a epilepsia e a dança de S. tulbulosas. toiça lenhosa. Habitat: Europa. até 1600 m. O Componentes: óleo essencial. propriedade comum a todas as plantas que têm como protectora a deusa Artemisa. ramoso. Em Portugal. Cheiro a especiarias. secar no forno (raiz). menstruação. Esta planta vivaz semelhante à losna distingue-se desta pelas folhas. o pólen é alergénico. erva-desão-j. + o Ver: apetite. Ambroise Paré. . Artemísia-verdadeira. sumidades floridas (Julho-Outubro). B2 e C O Propriedades: antiespasmódico. sebes e bermas no Minho e Beiras. U. reduzir a pó. a planta é ainda actualmente usada nos meios rurais devido à sua acção no organismo feminino. tanino. tomentosas e esbranquiçadas na inferior.: arternigem Compostas A artemísia cresce nas bermas dos caminhos florestais. úlcera cutânea.Artemísia Artemisia vulgaris L. folhas recortadas em lóbulos agudos. herbáceo.oão Bras. As folhas contêm vitaminas Al. sabor amargo. E. pubescentes na página inferior. raiz (Outubro).

c) tufos isolados com 1 a 2 espigas compridas e curvas. palmadas. Aqui apresentam-se as três espécies que mais frequentemente se encontram nos Alpes. em pequenos capítulos subglobosos. onde os camponeses as utilizavam para preparar licores e também. quase todos pedunculados. g o'osamente asdo Habita . durante muito tempo. b) Artemisia mutellina Vill. c) Artemisia spicata Jacq. caules floridos simples. que florescem em pleno Verão e se assemelham muito. hed s d e >800 a 1 tlf >’roco o 6 04 a 15 den >caÇã de espé c@ es herbác ea vvaz es etas’ ca u1es f1ondos s. se bem que. formando manchas sedosas escondidas nas fendas das pedras. A sua acção. Três espécies herbáceas vivazes em pequenas moitas. seja possível substituí-Ias por plantas mais vulgares.r r. com capítulos . como remédio para os resfriamentos. Actualmente. onde servem de pastagem às cabras-monteses. efectivamente forte. flores amareloclaras em pequenos capítulos solitários.04 a O. por vezes até 3400 m nos Alpes). capítulos agrupados na extremidade superior dos caules curtos com raras folhas. importantes e dispendiosas. estas artemísias foram. vivem nas altas montanhas. Bras. que produzem resultados idênticos. Identificação: de O. em maior nú mero junto à base. são muito pouco utilizadas. flores tulbulosas amarelas (Julho-Setembro). que devem ser protegidas. Como a maioria das plantas de alta montanha. sempre ávidos de conhecer novas floras. e noutros locais. a) Rosetas de folhas com divisões trifurcadas. invó lucro marginado de castanho. 11S eg u. b) folhas raras todas pecioladas. crescendo por vezes muito próximas nos entulhos e nos fragmentos de rochas desolados. exceptuando nas suas regiões de origem. com caules curtos e tomentosos. ignoradas na planície. com limbo curto. por vezes. só tardiamente sendo estudadas pelos botânicos.Artemísia-dos-alpes a) Artemisia glacialis L. de 1800 a 3400 m. sabor amargo.: artemísia Compostas Existem várias espécies do género Artemisia que são anãs. com resultados funestos. Cheiro intenso a absinto. sedosas. folhas laciniadas. impõe o cumprimento rigoroso das doses indicadas.@p1es branco-acinzentadas. O Seguir rigorosamente as doses. Habitat: rochedos. que as descobriram em aldeias alcandoradas (uma delas atinge as altitudes mais geladas. São plantas raras. e pecioladas. com muita facilidade e menor despesa.15 m de altura. São espécies vivazes. unilaterais.

vulnerário U. emenagogo.enegrecidos. L. pequenos e sésseis. tónico. U. O Componentes: óleo essencial. princípios amargos O Propriedades: aperitivo. Ver: apetite. E. astenia. menstruação. Partes utilizadas: planta florida e raiz (Julho-Setembro). estomáquico. sudorífico. 82 . secagem à sombra.

solos calcários. + Ver: asma .ÁZARO *//* faltam os outros nomes O ásaro é uma pequena e caprichosa planta. apimentado. Esmagada entre os dedos. Perde parte da toxicidade e da eficácia após a secagem. com 6 láculos contendo cada um 2 fileiras de sementes. por vezes. U. folhas verdeescuras. excepto na região mediterrânica. Outro dos seus nomes vulgares em francês. O Venenoso. sendo classificado por Gilbert como *remédio que cresce em todos os canteiros+. pedunculada. fresco ou colhido há menos de 6 meses (Primavera ou Outono). 83 . até Venen oso ef"á'. diurético. Pubescente. o ásaro é vomitivo. campanulada. caules rastejantes semi-subterrâneos. expectorante. purgativo. Floresce precocemente no fim do Inverno. reniformes. rizoma. Planta vivaz. E. Habitat: Europa Central. facilmente identificável entre as muitas que atapetam o solo dos bosques de árvores frondosas.15 m de altura. LI. Efectivamente.a após Hab tat. solitária. cefaleia. O Componentes: óleo essencial que contém asarona O Propriedades: emético. poderem continuar a beber. sabor acre e nauseabundo. o ásaro produz um corante de uma bonita cor verde-maçã que serve para tingir lã. A sua designação em francês. pouco visível na base das folhas. rizoma castanho. flor castanha e cor de púrpura na parte interior (Março-Maio). dissimulando as suas flores campanuladas solitárias sob as brilhantes folhas reniformes. florestas de árvores frondosas.10 a O. Para além das suas aplicações medicinais. expectorante e esternutatório. Cheiro específico. Partes utilizadas: folhas (Verão). Identificação: de O. o ásaro é conhecido desde tempos remotos devido à sua acção muito dinâmica. cabaret. sobretudo nas montanhas. deriva de uma palavra grega que significa desagradável. Vivaz. Eurol: 1700 m. asaret. com pecíolo comprido e viloso. purgativo. brilhantes. sendo os aéreos muito curtos e escamosos. bronquite. esternutatório. L. evoca a utilização que outrora lhe davam os ébrios para aliviar o estômago. dissipar a embriaguez e. sinuoso. canforáceo. que devem ser prudentemente vigiadas. toda a planta exala um perfume semelhante à terebintina e o seu sabor acre provoca náuseas. cápsula rija.

.

tónico. excepto a raiz. rei da Polónia. E. os seus pergaminhos. Misturada com as forragens. sono. fazer ramos e suspendê-los. sedativo. cura de Primavera. colagogo. Nos bosques. bosques frescos. diurético. têm a forma de campainhas. U. matas de faias. com um anel de pêlos sob os verticilos. glabras. palpitações. insectos. caule erecto. lanceoladas. quadrangular. de 6 ou 8 em cada verticilo. sabor agradável e amargo. pequenas. eriçados de pêlos recurvados. tabagismo. em tubo curto com 4 lóbulos. simples. Estanislau Leczinski. vitamina C (folhas). só se desenvolvendo o seu suave perfume após a secagem. nervosismo. escurece ao secar. até 1600 m. Ainda hoje. Identificação: de O. perfumar a roupa de casa e afugentar os insectos. solos rochosos. a planta dá ao leite das vacas um aroma delicioso. Os ramos de aspérula foram utilizados durante séculos para defumar os quartos. + Ver: abcesso. L. Misturadas com folhas de menta e de tussilagem. formam estrelas com seis ou oito pontas. pigmentos O Propriedades: anti-séptico. com excepção da região mediterrânica. No século XVIII. a aspérula é pouco aromática. Vivaz. Habitat: zonas temperadas da Europa.10 a O. vesícula biliar. agudas. digestão. flores brancas (Abril-Junho). tomava todas as manhãs uma chávena de chá de aspérula e afirmava que a sua robusta saúde se devia a este simples hábito. Cheiro aromático. parte subterrânea delgada e rastejante. vulnerário. Partes utilizadas: planta inteira (princípio da floração). A a spéru 1 a. liso. opostas.Aspérula-odorífera Asperula odorata L. em corimbos terminais. fruto formado por 2 carpelos globosos. bastando fazer deslizar o dedo indicador ao longo dos bordos e sob a nervura central para sentir os finos relevos que inspiraram o seu nome. O Componentes: cumarinas. litíase. de certo modo. lípidos. depurativo. na Alsácia. folhas verde-escuras.30 m de altura. Bélgica e Alemanha o macerado de toda a planta serve para preparar um vinho reputado pelas suas virtudes tónicas e digestivas. Rubiáceas Esta graciosa planta dos frescos e sombrios bosques de faias tem. as folhas de aspérula proporcionam aos fumadores inveterados um agradável sucedâneo do tabaco que pode facilitar uma cura de desintoxicação. 84 .odorífera é facilmente identificável: as suas folhas. U. as pequenas flores brancas. aderentes. cefaleia. é indispensável numa cura de Primavera para eliminar as toxinas acumuladas durante o Inverno.

mas acalmava a tosse. até 1500 m. ovais. disseminada principalmente no Norte de Portugal. com efeito. ou pequena árvore com os rebentos revestidos de pêlos glandulosos. jardins e parques. anti- . cúpula foliacea. e amentilhos femininos (Janeiro-Fevereiro) apenas visíveis pelos estiletes salientes vermelhos. depois de moída e misturada com gordura de urso. extremamente importante nos meios rurais. em pleno Inverno. Mattioli receitavaa. pois já existia na era terciária. O Componentes: flavon6ides. A raiz com veios da aveleira é utilizada em trabalhos de embutidos. que floresce em Setembro e cujos amentilhos amarelos espalham. pubescentes quando jovens. margens dos riachos. sebes. Amato Lusitano considerava-a infalível para curar a *doença da pedra+.Aveleira Corflus avellana L. Dioscórides opinava que era nociva para o estômago. matas. folhas moles. encerrada numa bráctea verde. Os médicos da Antiguidade tinham conceitos diversos sobre a aveleira. e dos seus ramos flexíveis faz-se uma vara bifurcada utilizada pelos vedores para descobrir veios de água. Habitat: Europa. Identificação: de 3 a 5 m de altura. InodoraPartes utilizadas: amentilhos. estimulante e menos @ndigesta que a noz. bosques. a avelã está. duplamente serradas. há pelo menos uma certeza: a avelã é extremamente nutritiva. os povos pré-históricos ingeriam os seus frutos. amentilhos masculinos amarelo-dourados (Setembro). é muito conhecido. excepto no extremo norte. tanino O Propriedades: acistringente. A palavra Corflus deriva do grego corYs. folhas. 1 semente e em alguns casos 2. terminadas em ponta. alongados e pendentes. para o repovoamento capilar. elmo. que têm sido descobertos em alguns túmulos neolíticos. o pó dourado do seu pólen. Apesar de tudo. sementes. casca dos ramos jovens. Santa Hildegarda aconselhava-a como remédio para a impo~ tência. fruto seco indeiscente encerrado no invólucro. como uma cabeça dentro de um elmo. Craton indicava-a para as cólicas nefríticas. alternas. Avelaneira Betuláceas A aveleira é um dos vegetais mais antigos. tendo sido encontrados numerosos fósseis de folhas. Este arbusto. Arbusto.

I. E. anti-sudorífico. U. febrífugo. febre. M Ver: circulação. olhos. U. ferida.hernorrágico. vasoconstritor. varizes. flebite. pele.. obesidade. 85 . depurativo. edema. epistaxe.

diurético. pretos ou castanhoescuros. U. frondes com folíolos triangulares. pecíolos e respectivas ramificações muito finos. em forma de leque. a bavaroise. Em França. Habitat: Europa Meridional. emoliente. bronquite. na realidade. pois as suas folhas. Capilária. Cheiro suave. ácido gálico. caules subterrâneos. próprio para crianças. capilarina. mucilagem. permanecem secas e as gotas e c uva es izam so re elas sem as molhar. Foi outrora tão obstinadamente admirada que. + Ver: anginas. entrada de grutas. Sul de França. pois perde uma parte da sua eficácia quando seca. se bem que pertencentes a outro género. O nome popular de capilária foi também atribuído a outros fetos de pequeno porte. deriva do grego adiantos. tosse. no século XVII. leite quente e açúcar. no século XVIII. cabelo. sob a Regência. incluindo Portugal quase todo.40 m de altura. L. não molhado. Partes utilizadas: frondes (Junho-Setembro). Esta planta deve ser utilizada fresca. cobertos de escamas. solos calcários. encontra-se nas fontes. vestígios de essência. até 1300 m. é apenas um béquico ligeiramente diurético. Feto em manchas pouco densas. princípio amargo O Propriedades: béquico. avenca-de-montpellier Bras. quando mergulhadas em água. Grã-Bretanha. na extremidade dos quais nascem os esporângios numa prega do bordo exterior. nascentes. E. U. emenagogo. Identificação: de O. lisos.Avenca Adiantum capiflus veneris L. Em Portugal. . Pierre Formius a considerou *um segundo ouro+ que dominava todas as doenç as dos pulmões.10 a O. chanfrados em lóbulos. poços e locais húmidos de quase todo o território. açúcar. Quanto ao nome científico Adiantum. O Componentes: tanino. xarope de avenca. poços.: avenca-cabelo-de-vénus Polipodiáceas É um pequeno feto também conhecido por capilária devido aos seus pecíolos extremamente finos e ao seu suposto poder de impedir a queda do cabelo. rochedos húmidos. sabor ligeiramente amargo. popularizou-se uma bebida. feita com infusão de chá.

folhas alongadas. e de gêron. extremamente vulgar. artrite. diarreia. em longa panícula com grande número de pequenos capítulos. resinas. pois encontra-se muito disseminada. único. Os seus pequenos capítulos. gota. O Componentes: tanino. campos. terrenos baldios. Identificação: de O. óleo essencial O Propriedades: anti-inflamatório. Invade os terrenos e neles se instala. celulite. de pêlos unisseriados. inteiras ou serradas no vértice.Avoadinha Erigeron canadensis L. tulbulosas. Anual. do Minho ao Algarve. + Ver: albuminúria.10 a 1 m de altura. leucorreia. quase exclusivamente. com lígulas curtas esbranquiçadas na margem. aquénio com papilho esbranquiçado. cistite. é uma alusão à formação de penachos brancos nos indivíduos jovens logo que as flores murcham. areias. até 1000 m. a avoadinha é muito apreciada devido às suas virtudes medicinais. muito ramoso. ácido gálhico. frequente em Portugal. Bras. caule erecto. e o longo caule fusiforme não lhe conferem um aspecto agradável. diurético. seus países de origem. peludo. entulhos e terrenos incultos. surgindo subespontânea nos campos cultivados. . vias férreas. Erigeron é o nome grego da avoadinha e deriva de èr. LI. 1. velho.: cauda-de-raposa Compostas Desconhecida na Europa até 1655. Habitat: Europa. Nos Estados Unidos e no Canadá. Dali colonizou toda a Europa. caminhos. Não obstante ser uma resinosa. flores esbranquiçadas (Junho-Outubro). a planta resiste admiravelmente às queimadas para limpeza dos terrenos. estreitas. Primavera. verde-acinzentadas. esta planta foi importada da América do Norte para um jardim botânico francês. areias das arribas. povoando-os. excepto nas florestas e nos prados naturais. a planta é geralmente utilizada pelas suas propriedades diuréticas. de um branco-baço. amarelas no centro. por vezes. Partes utilizadas: caule com folhas e flores e suco fresco. pois é um anti-hemorrágico e um vermífugo.

folhas grandes. sede.30 a 1 m de altura. esta planta não é totalmente benéfica. estomáquico. 0 Componentes: oxalato de potássio. litíase e reumatismo. além dos que sofrem de hiperacidez gástrica. não ignorando os agricultores que as azedas que crescem ao sol são ainda mais ácidas do que as que se desenvolvem à sombra. estipulas soldadas formando bainha. em cachos compostos. à família das Poligonáceas. lanceoladas. os doentes de artrite. depurativo. rizoma castanho-escuro. ferro. pele. gota. Identificação: de 0. glaucas na inferior. para o que basta ferver 40 g de folhas jovens de azeda. folhas da base com pecíolos compridos. E. 3 estiletes e estigmas em forma de pincel. aperitivo. Sabor ligeiramente ácido. 10 g de espinafres. 0 pólen produzido pelas azedas em grande quantidade é susceptível de causar alergias.: azedinha-da-horta Poligonáceas Aazeda pertence. . 6 pétalas marcadas por estrias vermelhas com 2 verticilos. caules avermelhados. é familiar às crianças. pelo que não deve ser ingerida em excesso. não utilizar recipientes de cobre. vitamina C 0 Propriedades: antiescorbútico. acne. flores verdes ou avermelhadas (Maio. ocos e ramificados. picadas. cura de Primavera. apetite. 20 g de alface e de alho-porro. verde-escuras na página superior. 10 g de cerefólio. estriados. U. ácido oxálico. 6 estames pendentes. 10 g de acelga e uma noz de manteiga. emenagogo. e nefasta para o gado. como a bistorta e o labaçol. Apesar da sua grande utilidade. não devem utilizá-la. obstipação. Vinagreira Bras. podendo também provocar manifestações de polinose nas pessoas sensíveis. U. Vivaz. que gostam de chupar as suas folhas ácidas. 0 Vedada aos doentes de artrite. aquénio trigonal e 1 semente. + o Ver: abcesso. Partes utilizadas: folhas e caule frescos e raiz. pois provoca-lhe diarreia. clorofila. incompatível com as águas minerais. litíase e reumatismo. dióicas. I. gota. Devido às suas propriedades depurativas e digestivas. as azedas fazem parte da composição de um caldo de ervas. com aurículas acuminadas. Habitat: Europa. Muito difundida nos campos.Setembro). tónico. até 2300 m. pequenas. Existem várias espécies cultivadas. benéfico para pessoas febris ou após um período de purga. em quase todo o País. digestivo. laxativo.Azedas Rumex acetosa L.. diurético. refrescante.

persistentes. até 2000 m. Habitat: Europa temperada. que normalmente ornamenta as decorações das festas natalícias entrelaçado com o visco. com a idade. pois são um purgativo violento. O azevinho parece sempre verde. Pica-folha. E. casca (Primavera). contendo de 4 a 5 caroços triangulares. É um dos arbustos ornamentais mais cultivados nos jardins e parques das regiões temperadas. azevinho-espinhoso. onde. sendo mais abundante na zona norte. madura em Setembro-Outubro.Azevinho flex aquifoflum L. e parecendo encerados pela mão cuidadosa de uma dona de casa. visqueiro. . lnodoro. perdem os dentes. pois as suas folhas. em corimbos na axila de folhas subsésseis. U. folhas verde-escuras na pá gina superior. O Componentes: tanino. pica-rato.verde Aquifoliáceas Toda a gente conhece o azevinho. coriáceas e alternas. Identificação: de 1 a 10 m de altura. As folhas das árvores jovens. pode tornar-se. ilicina O Propriedades: antiespas módico. As bagas não devem ingerir-se. compridas. emoliente. na axila das folhas coriáceas. são terrivelmente agressivas e picantes. durante todo o Inverno. + o Ver: bronquite. dentado-espinhosas. zebro. L. cerosas. matas. Arbusto ou pequena árvore. brilhantes. tónico. semelhantes a pequenas bolas vermelhas. extremamente onduladas. espinha. não se renovam simultaneamente. febrífugo. em bosques. brilham os seus frutos maduros. como o da Córsega. em climas que lhe sejam propícios. em todo o território português.sempre. que têm mais de um ano de vida. uma bela árvore com cerca de 10 m de altura e viver até aos 300 anos. secagem à sombra ou ao sol. caule com casca lisa. à semelhança de todos os velhos. sendo as superiores frequentemente ovais. sabor amargo. mais claras na inferior. glabro e lenho duro. diarreia. tornam-se macias e ovais e. sobretudo as dos ramos mais baixos. peças florais em grupos de 4 e mais raramente de 5. U. febre. Planta de crescimento muito lento. flores brancas ou cor-de-rosa (Maio-Junho). inteiras e planas. com pecíolo curto. aquifólio. Partes utilizadas: folha (todo o ano). porém. 44 O Não ingerir as bagas. baga vermelha.

Uma outra espécie aquática.10 a O. + V o Ver: dartro. Considerada depurativa. úlcera cutânea. principalmente das da família das Crucíferas. regatos. pântanos. Morrião-d'água Bras. assim. Supõe-se que o nome do género é uma alusão à toalha com que Santa Verónica limpou o rosto de Cristo durante a sua Paixão e que conservou as marcas de um rosto humano. O Componentes: tanino. com alguma imaginação. aliás. detersivo.. sendo o superior formado pela união de 2 pétalas e o inferior mais pequeno que os 2 laterais. lameiros. glaoras. Partes utilizadas: caule e sumidades floridas. cilíndricos. ao contrário destas. a sua cor azul ou lilás é a mais frequente. ligeiramente maior e com folhas mais pontiagudas. E. Além disso. caules prostrados.PLANTAS ESPONTÂNEAS Becabunga Veronica beccabunga L. glabra. Vivaz. I. flores azuJ-claras (Maio. ribeiros. porque. a Veronica anagallis L. estimulante. valas. pode substituir o agrião. folhas frescas ou secas (início da floração). aucubósido O Propriedades: depurativo. surge nos locais húmidos. corola curta. A becabunga cresce nos regatos e em águas de fraca corrente. na corola bem aberta de certas espécies de Veronica. nascentes. cápsula arredondada. tornam-se lentamente erectos. radicantes. em pequenos cachos frouxos na axila das folhas superiores. primitivamente prostrados. resolutivo. heterósido. finamente crenadas. 4 lóbulos desiguais.60 m de altura. uma fácies humana. diurético. seguidamente ascendentes. hemorróidas. Pode ser preparada em salada só ou misturada com beldroegas e agriões. fontes. LI. a norte do Tejo. secagem à sombra. possui as mesmas propriedades. em Portugal. Identificação: de O. o gosto das suas folhas frescas assemelha-se ao desta planta. maciços ligeiramente ramificados. parte superior arredondada. 2 estames. glabros.. com pecíolo curto. folhas opostas. túrgida e chanfrada. U. é possível observar.: verónica Escrofulariáceas As espécies de Veronica distinguem-se facilmente de outras flores com quatro pétalas. Os seus caules. Habitat: Europa. 91 .Sete m bro). sarda. limbo carnudo. até 2400 m. possuem duas pétalas de dimensões muito diferentes.

bosques. Tal como a primavera. os seus cachos de flores amarelas que murcham rapidamente e as suas folhas pungentes que caem no Outono. ou alforra negra. marginadas de cílios espinhosos. lenho duro amarelo. obovadas. pastilhas. solos calcários. espinheiro-vinheto Berberidáceas O gosto agridoce e acidulado das bagas da bérberis conferiu-lhe a designação de azeda-dos-bosques. colagogo. diurético. um leve atrito faz erguer os estames. flores amarelo-vivo (Maio-Junho). Identificação: de 1 a 3 m de altura. ramos canelados. . o epilóbio. consomem-se como as alcaparras e quando maduros servem para o fabrico de doces. litíase. tónico. geleias. Habitat: Europa. Arbusto erecto. sabor extremamente ácido (baga) e amargo (casca). O Componentes: alcalóides. folhas (Maio-Junho). Qualquer pessoa pode fazer actuar este fascinante mecanismo com a ponta de um alfinete. Este arbusto vivaz e ornamental era muito cultivado nos jardins até à descoberta do seu papel na transmissão de um fungo causador de uma grave doença dos cereais. obstipação. hipertensão. astenia. com 2 ou 3 sementes. até 1900 m. reunidas em ramos ao nível de um espinho tripartido. a ferrugem negra. a salva e outras. Inodora. silvados. laxativo. circulação. menopausa. gravidez. casca cinzenta. antiga especialidade da cidade francesa de Dijon. 6 pétalas e 6 estames em volta de um carpelo encimado por um disco estigmatífero persistente. com os seus frágeis e débeis ramos. escorbuto. muito diferente da azeda. vitamina C O Propriedades: aperitivo. estomáquico. + Ver: apetite. desiguais. varizes. 1. ovóide (5 mm). gota. muito apreciada por Voltaire. colocando-os em contacto com o estigma. fígado. casca da raiz fresca (Outono). baga cor de coral. pois os frutos verdes. U. conservados em vinagre. Uva-espim. a bérberis faz parte do tipo de plantas que necessitam dos insectos para efectuar a polinização. no entanto. em cachos pendentes mais compridos que as folhas. Os seus usos dietéticos são variadíssimos. rubéola. é. cada uma delas constituída por 6 sépalas.Bérberis Berberis vulgaris L. menstruação. sebes. folhas verde-claras rígidas. e xaropes. venadas na página inferior. Norte de Portugal. Partes utilizadas: fruto (Setembro).

Encontra-se com frequência na Europa. purgativo. folhas (Junho-Julho). ferida. muito poucas foram confirmadas. pouco folhoso. caule erecto. devem ser reduzidas a pó e inspiradas. pelo menos. e as da espiga sésseis. Identificação: de O. As folhas. as cataplasmas de folhas frescas são muito eficazes para acelerar a cicatrização das úlceras. No entanto. solos argilo~ sos. constipação. folhas verdes nas duas faces. delgado. quadrado. recortadas. na base. para desencadear espirros benéficos para a desobstrução nasal. progressivamente menos pecioladas. simples. rugosas. O uso interno da raiz. emético. com 5 dentes. esternutatório. Cestro Labiadas A betónica é uma graciosa planta vivaz cujo frágil caule está rodeado. U. vulnerário. Cheiro suave. de todas as virtudes que os nossos antepassados atribuíam à betó nica. 50 doenças que não resistiam à sua acção. Partes utilizadas: raiz. por vezes. úlcera cutânea. exceptuando as regiões mediterrânicas. Vivaz. expectorante. espiga terminal densa. tanino. Os Gregos e os Romanos também a conheciam.30 a O. tetraquénio. saponósido O Propriedades: acistringente.60 m de altura. fumadas em lugar de tabaco. Habitat: Europa. gota. estomáquico. as caulinares espaçadas. vómitos. O Componentes: substância amarga. oblongas. a parte superior é guarnecida por uma espiga compacta de flores cor de púrpura. O A raiz provoca. ficou restringido a receita médica. e num texto atribuído ao médico de Nero enumeram-se. sabor amargo e acre.Betónica Stachys officinalis (L. aperitivo. Os Egípcios já lhe atribuíam virtudes mágicas. siliciosos. hai ainda quem as coloque no forro dos chapéus para aliviar as dores de cabeça. U. podem facilitar uma cura de desintoxicação. betainas. tabagismo. . bosques claros. por vezes cor-de-rosa (Junho-Setembro). corola tubulosa com o lábio superior longo e o inferior com 3 lóbulos.) T@ev. L. cálice curto. flores cor de púrpura. as da base cordiformes. com nervuras nítidas. devido à violência da sua acção e às perturbações que pode provocar. Ver: abcesso. por folhas em forma de coração. até 1700 m. heterósido. Actualmente. sendo as da roseta basal pecioladas. E.

tronco esguio. edema. ta Hildegarda. foi alimento vegetal e. diurético. a casca. caindo a partir de Outubro. A sua ramagem é utilizada fabrico das varas com as quais se açoitar apreciadores de sauna. da tro. satisfez as exigências da técnica. curtos. estimulante. tanino. E. foi utilizada em todos os tempos para satisfazer as necessidades do homem. + V Ver: cabelo. ramos flexíveis. Identificação: de 20 a 30 m de altura. amentilhos femininos pedunculados. cura de Primavera.Bétula Betula alba L. Esta árvore. mais tarde. folhas glabras. colerético. heterósidos O Propriedade anti-séptico. casca lisa castanhodourada e mais tarde branca e acetinada. litías obesidade. ureia. pedreiros. utilizam-se também as lhas. L. pele. intoxicação. das quais se distingue facilmente devido ao seu aspecto gracioso. colesterol. as aplica( medicinais da bétula são mais recentes. cicatrizante. dentadas no ápice. . U. depois dos 20 anos. depura] vo. abre gretas e desprende-se em lacínias na base. Vidoeiro. O Componentes: saponósido. citou pela meira vez a acção cicatrizante das suas res. casca e seiva (Pr mavera). marceneiros. gota. bédulo. sudorífico. reumatismo. a sua madeira e a sua casca foram trabalhadas por tamanqueiros. com estigmas vermelhos. aquénio pequeno e alado (a Cheiro levemente aromático e penetrant. Árvore. até 2000 m. vido Betuláceas A bétula é uma árvore muito conhecida. carpinteiro@ carros. cuja origem remonta a mais de 30 milhões de anos. as gemas e a seiva. Apesar do seu @ quíssimo passado utilitário. sendo os jovens pendentes. Inicialmente. sudaçã tez. A seca é realizada à sombra. sarda. folhas (Junho-Setembro). resin óleo essencial. bidoeiro. Actualmente. triangulares ou romboidais. com nervuras espaçadas. no século XII. amarelo-alaranjados e compridos. tinturei curtidores e perfumistas de todo o mu ocidental. com cerca de 30 m de altura. U. amentilhos masculinos (Abril-Maio). Habitat: Europa. folhagem pouco espessa e amentilhos flexíveis que se desenvolve nos terrenos frescos e arenosos entre outras espécies. ferida. brilhantes e escuras na página superior. Partes utilizadas: gemas. caducos na maturação.

94 .

Partes utilizadas: rizoma (Outono). amargo (rizoma). tem uma forma singular. próximo de Montalegre. E uma planta vivaz em cujos maciços zumbem as abelhas. caule simples. Arrancar o rizoma. Identificação: de O. As virtudes da planta são reconhecidas desde o Renascimento. Abunda. tónico. nas margens dos pegos e dos pâ ntanos. liso. aquénio trígono. cortar em rodelas. vitamina C. Vivaz.gonum bistorta L. de gosto ligeiramente amargo. o gado não as aprecia. Colubrina. ácido oxálico O Propriedades: acistringente. glúcidos. avermelhado na interior. castanho. muito difícil de arrancar. ao longo dos rios e nos prados das montanhas. boca. a partir de 500 m de altitude. as folhas superiores são sésseis e invaginantes. duas vezes torcida. flores cor-de-rosa-pálidas (Maio-Julho). decorrente sobre o pecíolo. de 500 a 2400 m. L. ligeiramente folhoso. O Não deve estar em contacto com o ferro. cilíndrico. erecto. em espiga terminal compacta. era utilizada como tónico preventivo e no tratamento da tuberculose. profundo. Procura os locais frescos e a sua própria presença indica a humidade destes. antidiarreico. Habitat: Europa. O Componentes: tanino. e torta. oblongas ou lanceoladas. vulnerário. As sementes constituem um alimento para as aves de capoeira.30 a 1 m de altura. como indica o nome da espécie. que são preparadas como os espinafres. secar rapidamente ao sol. E.Bistorta PolY. Antes da existência dos antibióticos. 5 divisões petalóides. sabor ácido (folhas). diarreia. U. 8 estames salientes. 3 es tiletes livres. glaucas na inferior. . lavar. enurese. ferida hemorragia. O rizoma é utilizado em medicina. folhas basais verde-escuras e glabras na página superior. nodoso. bitorcido. serpentária-vermelha Poligonáceas A bistorta reconhece-se pelo caule simples e erecto. leucorreia. Incompatível com a quina e a cola. estriado. com nós bem marcados. excepto na região mediterrânica. torcida. hemorroidas. limbo com bordos ásperos. sinuosa e. e por longas espigas de flores cor-de-rosa-pálidas. A bistorta é culti~ vada nas hortas devido às suas folhas. castanho na parte exterior. nas valas. quando nascidas nos prados. pois bistorta é uma palavra formada pelo prefixo bis. duas vezes. Inodoro. típicos da família. + o Ver: anginas. rizoma carnudo. U. porém. grandes. castanho e carnudo.

Identificação: de O. quando Courtois descobre o 1811. banho. elementos femininos: a fusão faz-se na água. era então utili2 as dores das articulações. Habitat: costas do Atlântico e da Mancha. e os Fr como adubo. por meio de ba quais se adiciona um grande pur bodelha. foliáceo. Alga castanha. sargaço-vesiculoso. com pequenas vesículas repletas de ar dispostas ordinariamente aos pares e servindo de flutuadores. sabor salgado. da asma e das doença@ o seu uso é abandonado nos inícios i XIX. U. c obesidade. onde a sua acumulaçã vulgarmente de 15 a 20 cm de espe Plínio descreveu a bodelha com de Quercus marina. talo fixo ao rochedo por um disco basiliar provido de rizóides. I. Duch parc apercebe-se de que a bodelha tc priedade de absorver as gorduras. psoríase. os anterídeos.Bodelha *//* refazer esta Fueus vesiculosus L. + O Ver: arteriosclerose. laxativo. O Componentes: iodo. ou ainda friccionando as z( das com um punhado de bodelha 1 Fucus é arrancado aos rochedos pel cheias e de novo lançado sobre e populações anglo-saxónicas do litor@ vam-no na alimentação. E. vitaminas E. obstipação. talo achatado. vareque-ve@ alga-vesiculosa. extremamente abun( rochedos. laginoso. estimulante. em 1862. mento faz-se por meio de pílulas. bromo. libertam uma mucosidade avermelhada ou amarelada. su: primeiros sintomas de emagrecin cabo de 15 dias. insípido.10 a 1 m de altura. provitamina A O Propriedades: depi. e as oosferas. carvalho-rriarinhc carvalhinho-do-mar. No entanto.. Botelho. oligoelementos. . produzindo uma germinação im Cheiro marinho. situados nas extremidades dos talos. frequente nas praias de toda a costa portuguesa. Muito p( século Xviii para o tratamento dos escrofulosos. quando se agitam os conceptáculos. botilhão-vesicul Fucáceasp Euma alga castanha das baixas pri des marítimas. sais mi aminoácidos. regularmente dicotómico. LI. bácio. Partes utilizadas: talo inteiro (todo o an@ cagem ao sol. elementos masculinos.

amplexicaules. continuando a crescer durante a floração. e Capsella deriva do latim e significa pequeno cofre. + o Ver: epistaxe. E. Habital: Europa. tanino.Bolsa-de-pastor Capsella bursa pastoris Moench. culturas. Mattioli resumiu o juízo da época nesta afirmação: é um bom hemostático. em cacho pouco denso. que se assemelham à bolsa dos pastores. mesmo após a maturação dos frutos). ferida. U. O Respeitar as doses. Identificação: de O. acético. pequenas. todos os terrenos não áridos. No século XVI. flores brancas (todo o ano. silícula triangular. No decorrer da 1 Guerra Mundial.08 a O. L. folhas da base em roseta junto ao solo. Erva-do-born-pastor Crucíferas A bolsa-de-pastor floresce ao longo de todo o ano em todo o Mundo. menopausa.50 m de altura. o mesmo remédio com que tratava as ovelhas. Anual. as suas qualidades foram mal definidas na Antiguidade e na Idade Média. fumárico. sésseis. ácidos málico. tiramina. H. Inociora. hemostático. terrenos baldios. LI. até 2300 m. tónico. sabor ligeiramente salgado. O Componentes: saponósido. fresca ou seca (todo o ano). colina O Propriedades: acistringente. jardins. Partes utilizadas: planta inteira sem a raiz. caule florífero erecto. cítrico. a medicina oficial interessou-se profundamente por esta planta. muros velhos. exceptuando as regiões áridas. hemorragia. O nome de bolsa-de-pastor deve-se à forma dos seus frutos. dando-lhe de hora a hora uma colher de café de suco fresco de bolsa-de-pastor. a fim de tentar substituir dois remédios clássicos: a cravagem do centeio e o hidraste. as caulinares quase inteiras. entulhos e interstícios do pavimento das ruas em quase todo o território de Portugal. Leclerc cita o caso de um pastor que curou uma jovem que sofria de hemorragias uterinas. 97 . bermas dos caminhos. potássio. Conhecida desde tempos muito remotos.

flores (todo o ano). entre as refeições. taludes. sudorífico. E. isento de papilho. entorse. flores amarelas e branco-rosadas (todo o ano).04 a 0. margarita Bras. caule subterrâneo. oferecendo-lhe os seus delicados capítulos brancos com centro amarelo. 0 chá de bonina. descreve bem esta viçosa planta espontânea e as suas numerosas variedades cultivadas pelo homem: bela e graciosa. toiça vivaz. dos seus efeitos abortivos. até aos 170C negativos. Identificação: de 0. hipertensão. pecioladas. largas. em capítulos solitários. tomado três vezes por dia. Margarida. L. Partes utilizadas: folhas. tónico. ferida. sarda. perennis. rim. com pêlos curtos e uma só nervura visível. pende e fecha-se. As flores e folhas frescas esmagadas aliviam as dores provocadas por contusões e entorses. icterícia. ácidos orgânicos. aquénio oval seco. relvados. espatuladas. princípio amargo. até 2400 m. em que os da periferia são ligeiramente pubescentes. . invólucro com brácteas ovado-oblongas e bisseriadas. taráxaco e fumária. diurético. expectorante. marginado. resina 0 Propriedades: anti-infiamatório. folhas em roseta basal.: mãe-de-família. Sabor adocicado. devido à sua acção tónica sobre a musculatura vascular. margaridinha. Inodora. pois suspeitava-se. Habitat: Europa. receptáculo cónico com flores tubulosas amarelas. é óptimo para crianças débeis. U. + V o Ver: anginas. Vivaz. ou quando chove. embora injustificadamente.nando-se amargo. gamopétalas. mucilagem. A medicina homeopática utiliza. bronquite. Bellis. a bonina foi votada ao ostracismo na Alemanha no século XVIII e sistematicamente destruída. edema. a bonina floresce a partir da Páscoa. malmequer-branco Compostas Pequena e omnipresente mesmo em pastagens a grandes altitudes. rodeado por lígulas brancas matizadas de cor-de-rosa na página inferior.20 m de altura. depurativo. óleo essencial. e vivaz. durante a noite. 0 Componentes: saponósido. Em casos de insuficiência hepática. frequente em Portugal. com numerosos rebentos. vulnerário. tor. tanto o genérico como o da espécie. suporta facilmente frios intensos. U. bosques. pouco e largamente serradas.Bonina Bellis perennis L. 0 nome científico. uma tintura preparada com a planta florida. furúnculo. tanino. muito antes das outras plantas e durante quase todo o ano. Conhecida desde o Renascimento devido às suas virtudes medicinais. Apesar do seu pequeno porte e do seu aspecto frágil. durante o dia segue o movimento do Sol. utiliza-se uma mistura de bonina.

gripe. I. Alguns autores atribuíram-lhe uma etimologia árabe. tez. resina.Borragem Borrago officinalis L. das flores. e rash. gota. sudorífico. as basais pecioladas. pai. edema. reumatismo. + v IN Ver: cura de Primavera. ramificado. febre. sabor a pepino fresco. rubéola. O Componentes: tanino. saponósido. caule espesso. sudação. Para aproveitar a acção calmante e emoliente das suas flores. suor. Cheiro pouco intenso. litíase. devido ao carácter sudorífico. terrenos incultos. mas esta fabulosa ideia não teve seguidores. escapada de jardins. peludo. Identificação: de O.60 m de altura. produzem um sumo depurativo excelente para a tez.Setembro). quando seca. de abou. flores azuis (Maio. suco das folhas e dos caules (Junho-Agosto). ligeiramente pendentes. mucilagem. O Propriedades: depurativo. . nitrato de potássio. nos jardins abandonados. emoliente. A borragem é um remédio de acção-suave. folhas alternas ásperas e enrugadas. a sua origem permanece uma incógnita. a planta perde as suas propriedades. Anual. deve colher-se apenas a quantidade necessária. anteras em cone pontiagudo central cor de púrpura-escura. Embora borragem proceda da palavra latina borrago. laxativo. herpes. próximo de paredes velhas ou em ruínas. Planta anual. Borrage Borragináceas O facto de esta planta não ser citada em qualquer texto da Antiguidade levou os historiadores a admitir que a borragem fora importada de África na Idade Média. fazem-se excelentes infusões para tratar a incómoda tosse das bronquites. frequente em quase todo o País. eriçada de pêlos. muito apreciado na medicina popular. U. diurético. forma enormes manchas que apresentam durante todo o Verão as suas ingénuas flores azuis com estames escuros à beira dos caminhos. O Todas as preparações devem ser filtradas a fim de eliminar os pêlos. Habitat: Europa. enfisema.20 a O. carpelo castanho e obtuso. tosse. Activa quando fresca. com 5 pétalas soldadas dispostas em estrela. trituradas juntamente com agrião e taráxaco.. até 1800 m. Partes utilizadas: flores. As suas folhas podem ser ingeridas cruas em salada ou cozidas em sopas. as superiores amplexicaules. agrupadas em inflorescência cimeira frouxa.

vinhas. extraía-se da raiz da buglossa uma tinta vermelha com a qual as mulheres pintavam o rosto. diuréticI. Habitat: Sul da Europa. 1. até 1800 m. áspera ao tacto. extensamente tubuladas e pubescentes.30 a 0. corola tubulosa do mesmo comprimento do cálice. flores azuis (Junho-Agosto). + v kV@ Ver: cura de Primavera. terrenos incultos. inflorescência escorpióide.60 m de altura. secar com cuidado. Partes utilizadas: folhas. tez. aludindo assim à forma das folhas e à sua rugosidade. As flores da bugIossa. não se adaptando em altitudes. corola em forma de tubo alargado nas extremidades e lobulado em que se distinguem cinco pétalas e um cálice persistente que rodeia o fruto.tosse. sendo. As suas folhas e flores possuem propriedades sudoríficas e emolientes. Deste facto deriva o nome de género Anchusa. flores (JunhoJulho). nas searas. assemelham-se às da borragem. nitrato de potássio. sendo as superiores sésseis e as inferiores com ligeiro pecíolo. Identificação: de 0. A palavra *bugIossa+. LI. borragern-bastarda. 0 Componentes: mucilagem. corar. carpelo negro. guarnecida de pêlos rígidos. oreaneta.: ancusa Borragináceas A palavra @<l3orragináceas+ sugere geralmente a @deia de plantas mais ou menos guarnecidas de pêlos rígidos. Esta planta com caule subterrâneo propaga-se em solos calcários ou em terrenos incultos. Quando ainda não existiam corantes químicos. olivais. caules floríferos ramosos. depurativo. Língua-de-vaca. laxativo. colina. alantoína. . erva-do-fígado. nefrite. nas bermas dos caminhos ou nos entulhos. rugoso. erva-sangue Bras. Vivaz. gripe. sudorífico. ricas em néctar melífero. vestígios de alcalóides o Propriedades: béquico. é frequente no Sul e Centro de Portugal. folhas oval-alongadas. cálice persistente. diurese. da palavra grega ankousa. no entanto. significa língua-de~vaca. de raiz grega. emoliente.BugIossa Anchusa officinalis L.

.. mais curtas que as flores. heterósidos. Na verdade. bosques de toda a região norte. com caules glabrescentes cilíndricos. por não possuir os estolhos compridos e estéreis fixados na base do caule. acistringente e vulnerária. sendo as inferiores pecioladas e em roseta.30 m de altura.+ Comparando este provérbio com os nomes ulgares. pouco folhoso.BTIGULA Ajuga reptans L. Partes utilizadas: planta inteira sem a raiz (Abril-Julho). De toda esta celebridade pouco resta actualmente. erva-carocha Labiadas Esta pequena planta gozou de fama imerecida em relação às suas propriedades durante a Idade Média. Vivaz. Lecierc considera-a como *a mais deliberadamente inerte das plantas+. em Portugal. Identificação: de O. Com efeito. H.10 a O. tem ainda a propriedade de tingir o algodão de castanho na presença de sulfato de ferro. até 2000 m. caule florífico tetragonal. O Componentes: tanino. hemorragia. Ajuga reptans L.. LI. erecto. sais minerais O Propriedades: acistringente. leucorreia. tónico. com alternância em cada um dos nós. encontra-se nos locais húmidos. pubescente nas duas faces opostas. brácteas superiores azuladas. língua-de-boi. propriedades compartilhadas por todas as plantas que contêm tanino. sendo o inferior trilobulado em espiga interrompida na base. LI. estolhosa. diferencia-se da btigula. saponósido. sésseis. com lábio superior muito reduzido. a Ajuga genevensis L. folhas oblongas. Uma espécie próxima. diarréia. Habitat: Europa. ferida. colina. L. Planta melífera. E. erva-de-são-lourenço. flores azuis (Abril-Julho). Consolda-média. arredondadas no cimo e crenadas. nessa época era conhecida por esta frase: *Quem tem a btigula e a sanícula diz adeus ao cirurgião. vulnerário. + Ver: anginas. é fácil concluir que a btigula era considerada como vulnerária e cicatrizante. a btigula é ligeiramente tónica.

folhas sésseis. como os camelos do Cáspio. brilhantes e verde-escuras na página superior. cápsula (b) trivalve. a aplicação da loçã o de buxo devolveu-lhe a magnífica cabeleira. O Utilizar com muitas precauções. cerosas.Buxo Buxus sempervirens L. sudorífico. cura de Primavera. E. planta muito conhecida. obtendo uma fortuna. Estremadura e Alentejo. folhagem persistente. verde-claras na inferior. um charlatão de nacionalidade alemã monopolizou os tratamentos com buxo.. febre. mas o rosto e o pescoço tornaram-se cabeludos como os de um símio. que chegam a morrer em consequência da sua avidez por esta planta. Buxo-arbóreo Buxáceas O buxo. laxativo. No Renascimento. quer pela sua madeira de fino grão. as preparações adquirem um gosto desagradável e a planta torna-se tóxica não só para o homem como também para alguns animais. depurativo. pistiladas (a) ou estaminadas na axila das folhas. vitamina C O Propriedades: colerético. tem desde a Antiguidade uma óptima reputação. + Ver: cabelo. até 1600 m. não ultrapassar a dose prescrita. explosiva. era considerada como remédio para a calvície. Em doses elevadas. quer como planta ornamental. o que provou o total descrédito desta terapêutica. I. Identificação: de 1 a 6 m de altura. Sabor muito amargo. inteiras. apétalas. Arbusto de madeira dura. José 11 comprou o seu segredo por 1500 fiorins e seguidamente divulgou-o. As propriedades medicinais desta planta foram verificadas no século XII por Santa Hildegarda. fígado. flores amarelas (Março-Abril). febrífugo. epilepsia. Habitat: Europa Central e Meridional. com 6 sementes (c) pretas e brilhantes. cultivado em todo o País. No século XVIII. 102 . Um autor da época citou o drama de uma jovem camponesa cujo crânio se tornou calvo como um ovo. devido à sua bela folhagem persistente de cor verde-escura. O Componentes: alcalóides. Partes utilizadas: casca da raiz. pequenas. folhas. charnecas e matagais de Trás-os-Montes. que é utilizada na arte de gravar e no fabrico de objectos torneados. U. U.

pegos. nos climas europeus as sementes não conseguem atingir o estado de maturação. 6 estames e 1 estigma. em forma de espada de dois gumes. O Em doses elevadas. como o indica o nome da espécie. não devendo ser destruída. rizOma rastejante verde-acastanhado e articulado. O cálamo. muito pequenas. semelhante ao da tangerina. até 1000 m. acaule. mas tem um sabor amargo e picante. em espadice lateral. o cálamo-aromático foi introduzido na Europa Oriental no século XIII pelos Tártaros. pelo que a planta só pode reproduzir-se através das ramificações do seu rizoma. estreitas. Crê-se que a planta afasta os percevejos e protege as peles de abafo. ribeiras. O cálamo adaptou-se e propagou-se seguidamente por toda a Europa. flores esverdeadas (Maio-Agosto). pântanos. Cana-cheirosa. em forma de pirâmide invertida. avermelhadas na face inferior. . Em alguns países. sabor picante e muito amargo. cana. que deriva do grego kalamos.PLANTAS ESPONTÂNEAS CÁLAMO-AROMÁTICO Acorus calamus L. folhas que partem da toiça. muito atacado por larvas. de conservação difícil. compridas. Habitat: Europa. calamus. o cálamo-aromático é utilizado para aromatizar a cerveja e a aguardente.verdadeiro. É uma planta bastante rara. ácoro-cheiroso Aráceas Originário da Ásia.50 m de altura. ácoro.50 a 1. também se faz doce com o rizoma. Identificação: de O. pois data dos mais remotos tempos e teve origem nos países mais longínquos. Vivaz. Partes utilizadas: rizoma (Setembro-Outubro). Efectivamente. A sua reputação medicinal é muito sólida. o rizoma actua como emético.aromático enraíza-se nos pegos ou nas margens das ribeiras de correntes tranquilas. desde o Japão à índia e à região siberiana. Cheiro agradável. O cheiro agradável do cálamo. que o utilizavam para desinfectar a água que bebiam. É uma planta aquática semelhante à cana.aromático assemelha-se ao da tangerina. implantadas na base de wma espata erecta semelhante a uma folha comprida. invaginantes. cápsula pequena.

tanino. U. meteorismo.l. estomáquico.. emenagogo. raquitismo. U. óleo essencial. gengivas. . bases orgânicas. colina. sudorífico. mucilagem. náusea.E. hemostático.O Componentes: amido. voz. heterósidos. vómito. nervosismo. + O Ver: digestão. insectos. gota. sedativo. carminativo. resina O Propriedades: aperitivo.

cabelo. potássio. com 5 costas e encimado por uma coroa escariosa. as folhas são recortadas em finas lacínias.20 a O. campos. e como tal utilizadas em farmacopeia familiar. ácidos gordos. Partes utilizadas: capítulos (Junho-Julho). camomila-alemã. aquénio arqueado e pequeno. anti-séptico. sentir uma excitação generalizada e insônias. campos cultivados e bermas. muito ramificado. Li. Na Grécia. camomil a-dos. . caule glabro. Habitat: comum na Europa. erecto. Ver: boca. U. álcool. folhas verdes. sobre um receptáculo cónico e oco. é uma planta das searas.. anti-infiamatório. Cheiro aromático e penetrante. das bermas dos caminhos e dos terrenos baldios. I. em delicadas lacínias lineares. pelo que seria lamentável substituíla por outra. As pessoas nervosas são susceptíveis de. E. oco e desprovido de brácteas entre as flores. ao ingeri-Ia mesmo em doses pouco elevadas. amarelas no centro (Maio-Outubro). nas searas. flores brancas. mançanilha Compostas De entre as diversas plantas vulgarmente designadas por macelas e camomilas. até 160 m. antiespasmódico. que se torna castanho com a luz. Muito divulgada em algumas regiões da Europa. É curioso verificar que as descobertas empíricas de Dioscórides sobre a acção emenagoga desta pequena camomila foram confirmadas por trabalhos laboratoriais 19 séculos mais tarde. tónico. É fácil distingui-la devido a três características: as lígulas brancas dos capítulos curvam-se para baixo no final da floração. O Só ingerir entre as refeições. heterósidos. vitamina C O Propriedades: antálgico. cefaleia. Anual. emenagogo. flavonóides.alemães. margaça-das-bolicas.50 m de altura. em capítulos pedunculados. cumarina. espontânea no Centro do País e arredores de Lisboa. Estas confusões não têm geralmente consequências graves. identificação: de O. distinguindo-se desde a Antiguidade pelo seu aroma peculiar. gripe. bipenalissectas. ferida. se bem que a camomila vulgar seja mais activa que as suas afins. menstruação. sedativo. nevralgia. terrenos baldios. Camomila-vulgar. insolação. bermas dos caminhos. o receptáculo é cônico. tulbulosos no centro e ligulados na periferia. a camomila florescia abundantemente. O Componentes: óleo essencial com camazuleno. lisas na página superior. eupéptico. são possiveis inúmeras confusões. pele.Camomila Matricaria chamomilla L.

50 a 1. frutos. digestão. recortadas em 5 a 9 segmentos. Brarica-ursina. Pelo nome do género. Cheiro a formigas. * Componentes: furocumarina. emenagogo. em crises depressivas e nervosas o canabrás continua a ser utilizado nos países escandinavos. em 1926. excepto na zona mediterrânica. prados. impotência. + o Ver: astenia. digestivo. a planta foi consagrada a Hércules numa evocação da sua robustez. H. canelado. necessário ter cuidado durante a colheita com os pêlos eriçados que cobrem o caule da planta e provocam reacções alérgicas. em umbelas com 12 a 40 raios. Pouco usado actualmente. diaquénio plano. chanfrado no vértice. Leclere. Vivaz. folhas verde-acinzentadas. folhas. fervendo e seguidamente deixando fermentar as folhas e as sementes. oco. grandes. sphondylium. que deriva de uma palavra grega que significa vértebra. evoca a forma das suas folhas.Canabrás Heracleum sphondylium L. derivado do latim popular e do italiano. refere-se à solidez do seu caule. em Portugal. sabor acre. Os Polacos e os Siberianos fabricavam uma bebida ácida. rígido. O nome de espécie. estimulante. flores brancas (Junho-Setembro). pétalas maiores na margem das umbélulas. frigidez. pode encontrar-se em locais húmidos desde o Minho ao Alto Alentejo. O nome vulgar de branca-ursina por que também é conhecido. hipertensão. óleo essencial * Propriedades: afrodisíaco. mas muito famoso durante o Renascimento. invólucros e involucelos reduzidos. com semelhanças entre a cerveja e um caldo. viloso.50 m de altura. Habitat: Europa. 1. crenados e serrados. até 1700 m. O Evitar a exposição ao sol após o consumo da planta. menstruação. semelhantes a uma pata de urso. 105 . hipotensivo. secagem ao sol. o canabrás pode ser definido por cada um deles. bosques húmidos. Partes utilizadas: raiz. Identificação: de O. da espessura do seu caule e das suas folhas. É. ao descobrir as suas virtudes excitantes. esfondílio Umbelíferas Designado por variadíssimos nomes. U. picante e irritante. porém. preparou a partir das suas sementes uma alcoolatura afrodisíaca. É uma das umbelíferas mais fáceis de identificar. o bartszcz. semelhante à de uma coluna vertebral. caule erecto.

raiz comprida e rastejante. sendo também um condimento. É uma planta vivaz. 0 Componentes: sais minerais (potássio. no Outono. os seus caules secos e leves ao sabor do vento. saponósido 0 Propriedades: aperitivo. dos jovens rebentos fazem-se saladas.Cardo-corredor Eryngium campestre L. caule erecto.30 a 0.Outono). solos calcários. o cardo-corredor abandona. terrenos secos e incultos. As brácteas rígidas. . Bras. Cardo rolante. têm uma utilização idêntica à do pepino e. icterícia. confirmadas ao longo dos séculos pela experiência e mais tarde pela análise química das substâncias contidas nos seus tecidos. 1. muito ramoso. sódio e cálcio). folhas verde-esbranquiçadas. diaquénio coberto de escamas pontiagudas. coriáceas. cardo nómada. que os transporta para colonizar outros solos. de 3 a 6 brácteas abertas e pontiagudas. as folhas espinhosas. conservadas em açúcar. cálice com dentes erectos sobre o fruto. Partes utilizadas: folhas (Julho-Agosto) e raiz (Pri mavera. U. caraguatá Umbelíferas 0 cardo-corredor é uma planta estranha. + Ver: albuminúria. onduladas. as basilares com o pecí olo comprido nu e os segmentos mais ou menos decorrentes fendidos ou partidos e dentado-espinhosos. sendo uma umbelífera. a raiz profunda e comprida. apetite. planícies incultas. robusto. conservadas em vinagre. diurético. ovóides. ureia. de entre as quais apenas foram conservadas pelos modernos as acções aperitiva e diurética. emenagogo. são um manjar delicado. Identificação: de 0. É muito pouco provável que o cardo-corredor possua as características afrodisíacas que lhe são atribuídas. flores brancas (Julho-Setembro). sésseis. 0 cardo-corredor desempenha ainda um papel na alimentação. pois. até 1500 m. as folhas jovens. Vivaz. óleo essencial. croatá-falso. em quase todo o País. globosos. a sua característica invasora e a tenacidade com que se agarra aos solos despertam a inimizade dos agricultores. 5 pétalas chanfradas e 5 estames. Habitat: Europa. sabor primeiramente adocicado e depois amargo e acre. Cheiro a aimíscar. em capítulos pedunculados.: gravatá-do-carripo. muito apreciada pelos médicos da Antiguidade devido às suas múltiplas propriedades. com invólucro espinhoso.50 m de altura. diurese. arenosos e áridos. assemelhase a um cardo com umbelas brancas tão densas que mais parecem os capítulos das compostas. edema.

a planta é conhecida nos meios rurais pelo seu valor alimentar. Partes utilizadas: folhas. diurético.Cardo-de-santa-maria Silybum marianum Gaertn. Inodoro. sementes. tiramina O Propriedades: colagogo. fígado. Cardo-leiteiro. encimado por um papilho de pêlos denticulados. em capítulos hemisféricos solitários. bem defendida pelas brácteas do seu invólucro. hipotensão. secar e malhar os capítulos. . caule erecto e robusto.50 m de altura. frequente em quase todo o País. hipertensor. com capítulos cor de púrpura. Admite-se ainda que. folhas grandes. e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. as longínquas terras dinamarquesas. Bienal. brilhantes. através dos solos incultos e das bermas dos caminhos. solos secos e rochosos. O Não usar as sementes sem indicação médica. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. histamina.de. margens onduladas oriadas de espinhos e cílios. nos terrenos cultivados e incultos. atingiu. aquénio preto. durante muito tempo preterido pelo cardo-santo. ingerido oito dias antes de uma viagem. É uma planta robusta. até 700 m. raiz.sant a-mari a. Segundo a lenda. verdes com manchas brancas ao longo das nervuras. raiz aprumada e grossa. beira dos caminhos. tulbulosas. entulhos. brilhante ou matizado de amarelo. as manchas leitosas que assinalam as folhas junto das nervuras são vestígios de gotas de leite caídas do seio de Maria quando ocultava Jesus das perseguições de Herodes. das folhas jovens fazem-se saladas. cardo-mariano Compostas Vagabundo da Europa. curvadas em espinhos aguçados. demonstrou recentemente o seu efeito benéfico no aparelho cardiovascular e na função hepática. a planta inteira triturada serve de alimentação ao gado. + o Ver: apetite. o cardo-de-santa-maria. tónico. O e ardo. originário das regiões mediterrânicas.30 a 1. O Componentes: óleo essencial. hemorroidas. U. Identificação: de O. 1. princípio amargo. possui uma acção preventiva con a os enjoos de transporte. Habitat: Europa Ocidental e Meridional. sabor a alcachofra. Desde tempos muito remotos. e as aves de capoeira apreciam imenso as suas sementes. sebes. silimarina. colerético. flores cor de púrpura-violácea (Julho-Agosto). enjoo.

tónicas. Os agricultores consideram-no.mente vilosas. resina. Identificação: de 0. . penatissectas. muito ramoso a partir da base. U. 0 Componentes: princípios amargos. febrífugas. vigoroso. calcitrapa Bras. podendo ser útil por várias razões. raiz adocicada. raiz robusta aprumada. angélica. + Ver: febre. potássio 0 Propriedades: folhas e flores: aperitivas. tubulares. Calcatripa.20 a 0. são comestíveis. até 1000 m. muros e terrenos incultos. flores. agrupadas em pequenos capítuios. marcado com pequenas linhas pretas. 1. pelo menos. goma. A infusão das suas folhas adicionam-se. aquénio esbranquiçado. solitários e numerosos. Partes utilizadas: folhas. ligeira. Bienal. rugosas. caule rígido. Habitat: frequente em quase todo o País. com gosto semelhante ao da alcachofra.: abrolho Compostas Os capítulos cor-de-rosa desta planta possuem espinhos longos e fortes. vulnerárias. pendentes. com propriedades febrífugas e tó nicas. podendo ser incluídas na preparação de um vinho que se obtém pela maceração de 4 g de sementes por cada litro de vinho branco. glabro. diuréticas. injustamente. são medicinais. e as sementes. as folhas e as flores. uma planta indesejável.50 m de altura. capazes de causar incómodas picadas aos passeantes que desprevenidamente se aproximam das pequenas moitas que este cardo forma nos terrenos maninhos e nas bermas dos caminhos. vive. com frequência. Sabor das flores e folhas amargo. suco (Agosto-Setembro). à beira dos caminhos. brácteas do invólucro providas de um comprido e vigoroso espinho amarelo canaliculado e de 4 a 6 espínuIas. fruto.Cardo-estrelado Centaurea calcitrapa L. dois anos. raiz e fruto: diuréticos. dispostos em cimeira bípara. flores cor-de-rosavioláceo (Agosto-Setembro). folhas verde-acinzentadas. losna ou casca de salgueiro. raizes. subsésseis. A raiz e as finas escamas do seu invólucro.

soldadas à base pelo limbo. nervuras com picos. caminhos. . terminados em cabeças eriçadas. aquénio com 8 costas. mato a sede. pele. para cima e para baixo. U. flores cor de maiva ou lilás (Julho-Agosto). pelo que a floração nunca é simultânea. O cardo-penteador inclui-se nesse número. formando um pequeno reservatório de água das chuvas. que apenas vive dois anos. eram utilizados para cardar.80 a 2 m de altura. diurético. pungentes. eczema. Minho.) Honck. cálice muito reduzido. Trás-os-Montes e Beiras. O seu nome científico deriva das palavras gregas dipsan akeomai. justificam esta designação A floração do cardo-penteador tem uma particularidade interessante: as suas pequenas flores cor de malva surgem primeiro a meia altura do capítulo. depurativo. 1. curtas. com invólucro de folíolos compridos. as grandes folhas opostas que se soldam na base. terrenos incultos. ramoso. Esta planta possui grandes capítulos ovóides providos de brácteas com espinhos pontiagudos e curvos: o caule e as nervuras das folhas são espinhosos. solos argilosos. caules erectos. formando um recipiente que retém a chuva e o orvalho.Cardo -pente ador-bravo Dipsat us fullonum L. Cardo-cardador Dipsacáceas O nome de cardo é vulgarmente atribuído às plantas com picos. + o Ver: acne. retirar o cardaço superficial dos tecidos e das lãs. Habitat: Europa Central e Meridional. Outrora. corola tulbulosa. O Componentes: heterósidos. secar em fragmentos. folhas inteiras opostas. armado em toda a parte aérea de acúleos curtos. 4 lóbulos. ovóides. sais minerais O Propriedades: aperitivo. foi então cultivado intensamente. em Portugal. Partes utilizadas: raiz (fim do Verão). isto é. Da utilização manual passou-se depois à industrial em máquinas de cardar. abrindo-se em seguida. o cardo-penteador. Identificação: de O. progressivamente. até 800 m. valas. os receptáculos dos capítulos de uma espécie cultivada. Dipsacus sativus (L. robusto. Bienal. sudorífico.

a panaceia dos pais de família+. afirmava: *A semente do cardo-santo.: Cardo-bento Compostas Este cardo muito popular. A planta. caules descascados (no princípio da floração). em Portugal.60 m de altura. de Trás-os-Montes ao Alto Alentejo. Anual. febre. 0 Não ultrapassar as doses indicadas. As preparações são amargas e difíceis de beber. para tentar curar as terríveis enxaquecas de um imperador (Frederico 111 da Alemanha). . providos de folhas e de brácteas externas foliáceas. fortifica a memória. secar à sombra. 0 Componentes: princípio amargo. febrífugo. folhas. interromper o tratamento em caso de náuseas ou de irritação do tubo digestivo. até 1000 m. flores amarelas (Abril-Julho). em capítulos solitários. Partes utilizadas: sumidades floridas. caule erecto e viloso. a mais aceitável é o vinho. U. e as flores. compridas. diurético. o suco da açafroa é vermelho. vitamina B1 0 Propriedades: anti-séptico. pouco agradável. sabor amargo. pode confundir-se com a açafroa. possui uma estranha beleza que se revela nas enormes folhas recortadas e espinhosas. raiz branca e aprumada. em pequena quantidade em vinho branco. sais minerais. folhas verde-claras. tanino. deve ser reunida em ramos e suspensa em cordas ao abrigo da luz e do pó. É ainda um excelente febrífugo e um antiséptico para uso externo. 0 cardo-santo era outrora considerado *o refúgio dos doentes. desaparecendo com a secagem. maiores que o capítulo e terminadas em espinho. Bras. óleo essencial. o tesouro dos pobres. Habitat: Europa Mediterrânica. colhida em botão. no século XV. U. são mais pequenas. digestivo. I.10 a 0.Cardo-santo Cnicus benedictus L. + Ver: apetite. aquénio castanho com costas finas e encimadas por um curto papilho. douradas. à qual se assemelha. convalescença. mucilagem. importado da índia. do qual se pode tomar um copo antes das refeições principais. agrônomo francês do século xvi. porém.. Identificação: de 0. E. as folhas. sendo as interiores lanceoladas e amarelas. Olivier de Serres. digestão. Cheiro suave. brandas e espinhosas. tónico. ferida.+ E Shakespeare celebriza-o na sua obra como calmante dos corações ansiosos. lobuladas. À primeira vista.

L. Raiz com cheiro repugnante. gripe. de preferência solos calcários. incluindo as brácteas. estomáquico. ao entardecer. eczema. Esta planta foi tema das mais surpreendentes lendas: Carlos Magno. sendo utilizada em magia. teria sido avisado por um anjo de que a carlina curaria da peste os seus exércitos. extremamente espinhosas. aquénio coberto de pêlos amarelos prostrados.Outubro). ou Carlos V. praticamente acaule. rochedos. Identificação: O. secagem no forno. E. Actualmente. Deste fenômeno deriva o hábito. Compostas Só é possível encontrar esta planta ao nível do solo.esverdeadas ou prateadas (Julh o. O Componentes: óleo essencial. diurético. espessa. CARVALHINHA *//* FALTAM OS OUTROS NOMES .Carlina Carlina acaulis L. noutras. fígado. Habitat: Europa Central e Mediterrânica. e a raiz é ingerida pelos porcos. nos meios rurais. U. Admitia-se então que a carlina transmitia uma força invencível. ou quando o tempo se torna húmido. tanino. flores branco. as brácteas dobram-se em forma de tenda cónica sobre o capítulo. colagogo. resina. com látex. folhas radiantes. de 400 a 2000 m. raiz arruivada. o que em adivinhação se denomina *botanomancia meteorológica+. de observar a carlina para fazer a previsão do tempo. Parte utilizada: raiz (Outono). com papilho com o dobro do comprimento. U. que lhes conferem o seu singular aspecto. apenas os burros comem a planta sem a arrancar. bosques pouco densos. porém. detersivo. Os capítulos são rodeados por uma auréola prateada constituída pelas brácteas e enquadrados por folhas graciosamente recortadas e aderentes ao solo.05 m de altura. + Ver: acne. substância antibiótica: o carlineno O Propriedades: cicatrizante. sudorífico. em algumas versões. Esta auréola permanece totalmente exposta ao sol quando o tempo está seco. Planta plurianual reduzida a um grande capítulo de 6 a 12 cm de diâmetro. pastagens de montanha. pois a carlina não possui caule ou este mantém-se no estado embrionário. inulina.

aperitivos e tónicos. que cresce nos rochedos do ral de algumas ilhas mediterrânicas. ramoso e viloso. óleo essencial. o Componentes: tanino. vi nerário. castanho. já assinalada pelos povos antigos.10 a O. brilhantes na página superior. até 1500 m. viloso. I. Cheiro an mático e suave. cálice avermelhado. úlcera. caule verde com estrias cor de violeta e púrpura. Nas suas aplic-. que exclui qualquer confusão com outras espécies do mesmo género. lábio inferi. terrenos áridos da faixa marítima entre os cabos Mondego e Espichei. Os povos antigos já lhe atribuíam propriedades febrífugas e digestivas. com c mentolado. obtido maceração. A descoberta das suas propriedades é atribuída a Teucro. sendo efectivamente esta característica.. ovais. para ser ingi antes das principais refeições. 112 . U. na axila das folhas em cachos terminais. coriáceas. com 5 lóbulos e 4 estames salientes.30 m de altura. Habitat: Europa. corola sem lábio superior. Faz ] da composição de um licor denomi. fruto P piloso. durante 8 dias. solos áridos. febrífugo. folhas muito verdes. lenhoso. apetite. prostrado e ascendente. caule rastejante.Setembro). folh@ (Maio-Setembro). flores purpúreas ou cor-de-rosa (Maio. encostas calcarias. secagem à sombra. campanulado. E. U. nervadas. de vermutes e outros lic digestivos. Existe vinho tónico e depurativo.. crenadas e com pecíolos curtos. vilosas na inferior. Identificação: de O. relvados. Ver: aerofagia. delgado.A carvalhinha deve o nome à semelhança das suas folhas com as do carvalho. Durante o Verão a carvalhinha cobre totalmente com as suas alegres flores cor de púrpura os montes de entulho e as fendas dos velhos muros. medicinais a carvalhinha pode ser subs da pelo Teucrium inarum L. tónico. príncipe de Tróia. estomáquico. digestão. agrupadas de 3 a 6 de um só lado. Vivaz. sabor acistringente e amarg Partes utilizadas: sumidades floridas. de 50 g de c@ lhinha em 1 1 de vinho. chartreuse. pri cípios amargos O Propriedades: anti-séptic colerético.

ilex L. com excepção das regiões mediterrânica e norte. Q. quase todos com propriedades terapêuticas e aplicações semelhantes. fruticosa Brot. e carrasqueiro. coccifera L. carvalheira Fagáceas Os botânicos confundiram durante muito tempo. pelo que o visco. com folhas brilhantes e pecioladas. Árvore. e o Quercus pedunculata Fhrh. a resistência da sua madeira continua a merecer confiança e esta a ser utilizada em construções que suportam grandes pesos. Quercus toza Bosc. o anão. sob a designação de carvalho... O seu tempo de vida é de. Q. Q. mas também por sobreiro.. Habitat: Europa. carvalho-alvarinho. com plantas que contenham alcalóides ou com a alga-periada. folhas glabras. 500 anos. obovadas com lóbulos . suber L. houve épocas em que se fazia justiça sob a sua sombra. a casca é extremamente dura. florestas. escurecendo com a idade. lusitanica Lam. azinheira. pois é irritante para o tubo digestivo. roble. Pertencem também ao género Quercus várias outras plantas frequentes em Portugal. Q. Identificação: de 35 a 40 m de altura. nomeadamente em travejamentos na construção civil e em cascos de iates. casca cinzentoacastanhada. ou carvalhiça. Os seus ramos eram utilizados na Roma antiga para coroar os cidadãos como reconhecimento dos seus méritos. o português. parasita de mais de uma centena de árvores. como o que é representado na gravura. atingindo por vezes os 2000... Q. utilizar a casca com prudência. não misturar com o sal de cozinha. tronco grosso. com os frutos sésseis aparentemente colados aos ramos. como o negral. duas espécies diferentes: o Quercus sessiliflora Salisti. colinas.. O Evitar o contacto com os recipientes de ferro.. Mesmo na era do aço.Carvalhos Quercus robur L. verde-escuras e brilhantes na página superior. só com enorme dificuldade consegue penetrá-la. pelo menos. duras. mais claras na inferior. cujas glandes se apresentam suspensas de um longo pedúnculo e com folhas baças e quase sésseis. designadas não só por carvalhos. fendas limitando escamas quadradas.. algumas produtoras de frutos comestíveis. (sensu lato) Carvalho-comum.

epistaxe. pendentes. L. banho. leucorreia. sudação. tónico. anti-séptico. glande ovóide encerrada numa cúpula escamosa. caducas. diarréia. 113 . + V O Ver: alcoolismo. intoxicação. hemorróidas. greta. folhas (Junho). U. frieira. gengivas. giandes (Outono). cabelo. hemorragia. O Componentes: tanino * Propriedades: adstringente. Partes utilizadas: casca dos ramos jovens (Primavera). amentilhos (Abril-Maio). E. sendo os masculinos agrupados.arredondados. cada uma das flores femininas possui um invólucro escamoso (AbrilMaio). febrífugo. anginas. U.

* Componentes: tanino (folhas. casca jovem lisa e cinzenta. nas encostas do Etna. Esta árvore propagou-se. Identificaçã o: de 25 a 35 m de altura. brilhantes.Castanheiro Castanea saliva Miller Castanheiro-comum Fagáceas Segundo se supõe. glabras. 8 a 15 estames. amentilhos. tronco maciço. segundo os camponeses. por volta dos 50 anos. compridas. cada uma com ovário com 6 1'culos e 7 a 9 estiletes. frutos (Setembro. perfumadas. reunidas de 1 a 3 numa cúpula. até 1300 m. devia ter 4000 anos. casca). prótidos (fruto). Árvore. comem-se assadas ou cozidas e têm um grande valor nutritivo. que surgem em grupos de duas ou três no interior dos seus ouriços hirsutos. e a árvore adquire. O seu crescimento é primeiro lento. Habitat: Europa Meridional. o seu porte definitivo. sais minerais. glúcidos. mais tarde castanha e gretada. por meio de cultura. vitaminas . o castanheiro foi importado do Irão no século v a.Novembro). a copa expande-se e a frutificação tem início aos 25 ou 30 anos. um castanheiro cujo tronco oco servia de abrigo a um rebanho de ovelhas e que. As castanhas. flores femininas inseridas na base dos amentilhos masculinos superiores. madeira dura. que evoluem em fruto (ouriço) espinhoso que se abre por 2 a 4 valvas. C. flores masculinas com 5 a 6 divisões. flores claras (Junho-Julho). Há alguns anos existia ainda na Sicília. pois o solo calcário é funesto para esta árvore. o tronco mantém-se baixo. acelerando-se em seguida. folhas. através de toda a Europa. o tronco torna-se oco. Partes utilizadas: casca. amentilho masculino. montanhas. de 10 a 25 cm. não devem ser confundidas com as castanhas-da-índia. aclimatandose principalmente nas montanhas siliciosas e em todos os locais onde as suas raízes encontraram um solo profundo e bem drenado. folhas pecioladas. lípidos. em quase todo o País. cresce impetuosamente e dá frutos aos 40 ou 60 anos. dióicas. bosques. Se fizer parte de uma floresta. Com o tempo. Se estiver isolado. erecto. G A castanha é contra-indicada aos diabéticos. Um castanheiro pode viver muitos anos e em alguns casos atingir 1000 anos de existência. com nervação paralela.

desmineralização. B2 e C * Propriedades: acistringente. convalescença. faringite. esterilidade. L. diarreia. remi neralizante. U. tosse. U. + V O Ver: astenia. tónico. .B1. estomáquico. E. cabelo. sedativo.

porcos e alguns peixes. menopausa. uma das primeiras a abrir as folhas e as flores na Primavera. Da casca da árvore obtém-se uma tinta vermelha. parques.. Arvore de copa regular. o Componentes: tanino. até 800 m identificação: de 10 a 30 m de altura. banho. U. Apesar de ricas em amido. também como planta ornamental. introduzindo-a em França em 1615. 7 estames e 1 estilete saliente. não Nau comestíveis. cálice de 5 dentes desiguais. em cacho composto. hemorróidas. frieira. e não da índia. de onde é possível extrair um óleo para iluminação e um álcool. em Portugal. porém. folhas opostas. palmadas. é utilizada em cosmética. anti-hemorrágico. no fabrico de sabões. E. grandes. heterósidos cumarínicos O Propriedades: acIstringente. saponósidos. avenidas. erecto. único.Castanheiro-da-Índia Aesculus hippocastanum L. Bachelier importou-a de Constantinopla. flores brancas manchadas de arnarelo e vermelho (AbrilMaio). cápsula com casca espinhosa abrindo-se por 3 valvas que contêm 2 a 3 castanhas. porque os Turcos davam a comer as suas castanhas aos cavalos com afecções pulmonares. circulação. ramos principais geralmente horizontais. fornecem um amido muito agradável. varizes. e a polpa. com pecíolo comprido. onde alguns exemplares têm actualmente mais de 250 anos de existência. castanheiro-de-cav alo. flavonóides. sementes (Outubro). com 5 a 7 folíolos oblongos e dentados. ovário com 3 lóculos. pois torna a pele brilhante. É conhecido por hippocastanum. Misturado na água das regas. as castanhas frescas. secagem ao sol. tronco relativamente curto. . quando libertas do seu constituinte amargo. devido ao seu intenso sabor amargo. I. No decorrer do século xviii. + O Ver: acne rosácea. difundiu-se intensamente pelas avenidas e parques. anti-infiamatório. Hipocastanáceas Esta bela árvore. febre. U. corola irregularmente enrugada com 4 pétalas desiguais. obesidade. obtida por moagem. apenas sendo apreciadas pelas cabras. Sabor amargo (castanhas). Aesculus é onome de um carvalho que produz glandes comestíveis. o pó de castanhas afasta as minhocas dos vasos de flores. Partes utilizadas: casca. é originária dos Balcãs. Habitat: Europa. A farinha. por vezes torcido. vasoconstritor.

esporângios agrupados sob as escamas em forma de escudo da espiga. avermelhados. filamentos que se desenrolam quando o ar está seco. com 6 a 12 dentes. banho. sobre o mesmo rizoma em Março e Abril.65 m de altura. avermelhados e curtos.. tanino. remi neralizante. unha. com bainhas castanhas. fractura. Os primeiros. A reprodução é assegurada por esporos contidos nos esporângios. . até 2500 m. ácidos orgânicos. Norte e Centro do País. E. brotam no início da Primavera e apresentam na extremidade a espiga produtora de esporos (estróbilo). rizomas profundos. rabo-de-touro Equisetáceas Todaabiologia da cavalinha é surpreendente. caules esporíferos de 10 a 25 cm. caules estéreis.Cavalinha Equisetum arvense L. + V kvj Ver: aerofagia. albuminúria. frouxas. em seguida. menstruação. simples. cauda-de-cavalo. mais altos e divididos em segmentos separados por nós: são os caules estéreis. Habitat: Europa. I. Devem ser colhidos na Primavera e secos ao sol ou no forno. ao deformarem-se por efeito do calor. cavalinha-dos-campos. epistaxe. pinheirinha. U. hemorragia. possui raízes. heterósidos. desmineralização. princípio amargo 0 Propriedades: acistringente. e por pertencer às criptogâmicas vasculares. murcham e são substituídos por caules verdes canelados muito ramificados. Uma outra particularidade da cavalinha é a sucessão na mesma planta de dois tipos de caules. cistite. estrias cutâneas. dentes. sem clorofila. verde-claros. solos siliciosos. sudação. Terminada a sua função. ocos. com 4 ângulos. Identificação: de 0. com verticilos de ramos delgados. apresentando uma espiga obionga amarelo-acastanhada que desaparece no Verão. esporos providos de elatérios. rabo-de-asno. provocam a dispersão dos esporos. bermas dos caminhos. Como os fetos e os licopódios. situados na base de pequenos escudos agrupados numa espécie de espiga terminal. de Maio a Julho. até 2 m. Partes utilizadas: caules estéreis. Vivaz. simples. pé. hemostático. Os próprios esporos são dotados pela Natureza de um extraordinário sistema de propagação. única parte da planta que possui propriedades medicinais. 0 Componentes: sais minerais (silício). nã o tendo flores e. sulcados. afta. diurético. Erva-carnuda. panarício. verdes. ásperos e articulados.20 a 0. consequentemente. sementes. U. litíase. cicatrizante. pois o invólucro rasga-se em quatro faixas elásticas que.

sebes. A celidónia já era conhecida dos médicos da Antiguidade. quelidónia-maior. nodoso. grandequelidónia. viloso. do Minho ao Algarve. folhas penadas. O Não utilizar para uso interno. até 1500 m Identificação: de O. suco leitoso amarelo-alaranjado.celidÓnia Chelidonium majus L. utilizado pelos dermatologistas. ao queimar a verruga ou o calo. como estas. nos entulhos e nos solos frescos. que é a da celidónia. excepto por prescrição médica. todas as crianças a conhecem. caule ramoso cilíndrico. Vivaz.da s. Pertence à família das dormideiras e contém. nos muros. rizoma grosso e numerosos caules. pelo que é absolutamente desaconselhável ingerir a planta. pois a planta floresce na época da sua migração. Os homeopatas utilizam a raiz. locais sombrios. 2 sépalas amarelas caducas. agrupadas em umbelas paucifioras. coeli donum. abrindo-se de baixo para cima. Habitat: Europa. erva. que cresce nas paredes velhas. sebes e caminhos. pelo que não deve ser aplicado em chagas. que a consideravam salutar para as doenças dos olhos. fresca ou seca. se bem que mais lentamente.20 a 1 m de altura. excepto por prescrição médica. Erva-andorinha. É uma planta vivaz que se desenvolve nas paredes. porque o seu suco faz desaparecer estas excrescências tão eficazmente como o poderoso azoto líquido. ceruda Bras. frágil. Cheiro .: celidónia-maior Papaveráceas O género Chelidonium L. quebradiço. Contudo. O nome deriva da palavra grega chelidón. muros. tem apenas uma espécie. a planta não é inofensiva. andorinha. síliqua estreita (3 a 4 cm). com numerosos estames. alcalóides tóxicos. glaucas na inferior. pois os alquimistas julgavam-na um dom do céu. pode atingir a epiderme que o rodeia. moles. Nos meios rurais. flores amarelo-douradas (Maio-Setembro). 4 pétalas em volta do botão e depois dispostas em cruz. Foi muito utilizada na Idade Média.verrugas. O seu suco cáustico. quelidónia. entulhos. lobadas como as do carvalho. verde-claras na página superior. designando-a por erva-das-verrugas.

cáustico. verruga. I. purgativo. hipotensor.. saponósido. pigmento O Propriedades: antiespas módico. U. sabor acre e amargo. . + Ver: calo. O Componentes: 10 alcalóides.nauseabundo. E. látex fresco (antes da floração). colerético. Partes utilizadas: folhas. U. a raiz escurece no decorrer da secagem. calosidade. raiz.

80 m de altura. atribuindo-lhe também propriedades de excitante. em Portugal. meteorismo. moles. U. Habitat: Europa. queimadura. furúnculo. uma pequena flor estéril cor de púrpura-escura sem estames nem pistilo no centro. Plínio qualificou a sua raiz de pastinaca gaffica. Após a fecundação das flores. Identificação: de 0.Cenoura-brava Daucus carota L. invólucro com brácteas compridas e profundamente divididas. os raios das umbelas fecham-se em forma de ninho de ave.30 a 0. pouco corada. L. quando os frutos ovais eriçados de acúleos amadurecem. lenhosa. flores brancas (Maio-Outubro). sementes na maturação. A raiz. em terrenos cultivados e baldios. caule erecto. pelo que são possíveis algumas confusões. mas só na Idade Média foi considerada hortaliça comestível. Umbelíferas As Umbelíferas constituem uma família complexa. vitaminas B e C 0 Proprie~ dades: antidiarreico. dispostas em umbela rodeada de brácteas. emenagogo. alimento dos Gauleses. Esta flor central cor de púrpura impede que seja confundida com a perigosa cicuta-menor Aethusa cynapium L. que por sua vez parece derivar de daiô. branca. eu excito. diurético. ramificado. prurido. remineralizante. nada tem de comum com a da cenoura cultivada. mais compridas na base. com cheiro desagradável e sabor acre. agrupadas em umbela. pectina. raiz aprumada fina. A cenoura-brava é fácil de distinguir devido à mancha cor de púrpura que surge no centro das flores brancas. hipoglicemiante. Ver: cólica. Os povos antigos conheciam bem a cenoura e as suas virtudes diuréticas. Cheiro pouco agradável (raiz). folhas frescas. galactagogo. eczema. menstruação. 0 Componentes: sais minerais. U. provitamina A. fruto com costas providas de picos assovelados. excepto a grandes altitudes. folhas muito divididas. carminativo. que se tornou comestível após um lento processo de aperfeiçoamento da espécie brava. Partes utilizadas: raiz (fim do Verão). glúcidos. a palavra daucus deriva de daukos. E. nome dado pelos Gregos a algumas umbelíferas. Bienal. .

silvestris (cerejei ra. na realidade. ligeiramente amargo. monospérmica. tanino.brava) pode encontrar-se no Gerês. utilizada no fabrico de mobiliário rústico. refrescante. ramos erectos. 5 pétalas. a madeira de uma outra espécie. Identificação: de 10 a 20 m de altura. de cor castanho-brilhante. O Componentes: ácidos orgânicos. em cimeiras umbeliformes. gota. utilizam-se no fabrico do kirsch. sabor doce. com pecíolos munidos de glândulas no cimo. Cerdeira Rosáceas A partir da cerejeira tem sido possível obter por selecção e enxerto numerosas variedades. drupa pequena vermelha. raiz desprovida de rebentões. têm sido encontrados em diversas estações neolíticas ocidentais alguns caroços intactos. elípticas. A sua madeira é utilizada pelos marceneiros e os torneiros. suco. em geléia ou em doce. A cerejeira é denominada em algumas regiões c erej eira. enzima. quando destiladas. geralmente conhecida como madeira de cerejeira. sebes. Prunus mahaleb L. mas apenas os pedúnculos dos frutos conservaram até aos nossos dias a sua reputação de diuréticos. onde o fruto recebe o nome de agriota. mas numerosos factos demonstram a sua origem européia: efectivamente. Cresce espontaneamente nos bosques. pubescentes na página inferior. Partes utilizadas: frutos. contém uma pequena quantidade de ácido cianídrico. Se esta bebida alcoólica é natural. flores brancas (/Abril-Maio). serradas. porém. secagem à sombra. e a variedade duracina (cerejeira-bical) é cultivada em várias regiões do País. a madeira clara. tronco com casca acetinada. provitamina A O Propriedades: diurético. supôs-se durante muito tempo que a árvore era originária da Ásia Menor. Árvore. laxativo.brava. obesidade. folhagem pouco densa. 5 sépalas. 119 . florestas. folhas verdes. O Prunus avium var. digestão. é. pode atingir 20 m de altura e viver 300 anos. excepto no extremo norte. as folhas e as flores foram utilizadas em medicina doméstica. Habitat: Europa. 1. pelo que não é tóxica em doses usuais. pedunculadas. colinas. As suas flores são melíferas e as pequenas cerejas negras podem ser ingeridas cruas. baças. peclúnculo dos frutos (Junho-Julho). obstipaçao.Cerejeira Prunus avium L. A casca. U. que se fragmenta em lacínias horizontais. Ver: artrite. até 1700 m. Inodora. tornando-se depois preta.

em capítulos solitários sobre pedúnculos. raiz. sabor agradável. gota. pois é uma excelente base para sopa ou bebidas. folhas ascendentes ao longo do caule. L. Compostas O cersefi-bastardo reconhece-se nos solos húmidos pelas suas folhas compridas e estreitas. pois a planta cresce nos solos pedregosos. ligeiramente amargo. crescimento.30 a O. fígado. Inodoro. Identificação: de O. distingue-a com o nome de sersifi. invólucro com compridas brácteas dispostas numa fila. suco.Cersefi -bastardo Tragopogon pratensis L. O cersefi-bastardo é uma planta depurativa. A sua raiz faz parte de inúmeras e deliciosas receitas culinárias. grossa. Scorzonera hisparrica L. ministro do rei Henrique IV de França. ou de barba-de-bode. amplexicaules. O gosto das suas folhas preparadas em salada assemelha-se ao da endívida ou ao da chicória. U. que se abrem de manhã e se fecham à tarde. prados húmidos. . diurética e sudorífica. encimado por um papilho plumoso. tendo-lhe atribuído o nome de sassefrica. prótidos. a água da cozedura deve ser aproveitada. os Italianos foram os pioneiros da utilização da sua raiz castanho-clara na alimentação. ou barba-de-cabra cultiva-se em Portugal o Tragopogon porrifoluis L. de 1500. a que roça as pedras. bermas dos caminhos. ligeiramente dilatados sob o invólucro. caule erecto. A planta não teve sucesso como legume comestível. sudorífico. isto é. muito pontiagudas. mais ou menos dilatadas na base. E. Olivier de Serre. lípidos. pois a sua raiz está representada num fresco de Pompeia. O Componentes: glúcidos. raiz principal aprumada. Habitat: Europa. fusiforme. celulose O Propriedades: depurativo. Bienal. e pelas suas flores amarelas. U. verruga.nho-clara e látex branco. No século XVII.80 m de altura. pele. diurético. casta. aquénio praticamente liso. liguladas. V o Ver: astenia. simples ou ramificado e glabro. sendo rapidamente substituída pela escorcioneira. O Não usar as sementes. cujas bases rodeiam o caule. flores amarelas (Maio-Julho). Era indubitavelmente conhecido pelos povos antigos. sem dúvida. estreitas. Partes utilizadas: folhas. A cultura do cersefi-bastardo data. com o nome de cersefi. até 2000 m. reumatismo..

1 bráctea. tronco grosso. em quase todo o País. Árvore. nevralgia. da qual se obtém um carvão vegetal. por diversos cogumelos e por certos insectos que escavam galerias no interior do tronco e nos ramos. casca gretada longitudinalmente. exposta a enfermidades provocadas pelo visco. Populus italica Moench. constitui um excelente febrífugo. e os femininos esverdeados. cabelo. encontra-se. que se aclimata à beira de água. O mesmo não sucede talvez com o choupo-negro. derivados flavónicos O Propriedades: anti-séptico. E. febrífugo. pelo que existem pés masculinos e femininos. folhas alternas.PLANTAS ESPONTÂNEAS Choupo-negro Populus nigra L. tónico. U. sudorífico. intoxicação. cápsuIa com 2 valvas. 1 bráctea. álamo-líbico Salicáceas Supõe-se que muitas pessoas conhecem o longilíneo choupo-da-itália. Cheiro baisâmico. reumatismo. pecioladas. urina. dióicos. que têm maior número de aplicações. óleo essencial. planícies. O Componentes: heterósidos. ramagem esguia. cera. glabras. diurético. Identificação: de 20 a 30 m de altura. tanino. vulnerário. L. é também utilizada na indústria de marcenaria e no fabrico de papel. greta. pendentes. as suas gemas.mas ovóides. nas indústrias de fabricação de celulose e de fósforos. irregular e aberta. Habitat: Europa. fadiga. U. delicadamente crenadas e limbo triangular.Primavera. 121 . no início dh. secagem ao sol sobre caniços ou num local arejado. solos húmidos. tradicionalmente plantado em alguns países quando nasce uma rapariga para lhe assegurar um dote. olmo-negro. Partes utilizadas: gemas (Março-Abril). Planta dióica. atingindo cerca de 30 m de altura. tendo os masculinos estames vermelhos. curvas. Álaino-negro. casca dos ramos com 2 ou 3 anos. projecta os primeiros ramos para baixo e abre a ramagem para poder captar bastante luz. quer espontâneo. pulverizada e misturada com a do carvalho e a do salgueiro-branco. porém. pode viver 300 anos. pequenas sementes com finos pêlos brancos. O choupo-negro é. até 1800 m. quer cultivado. sendo. dentes. uma árvore frágil. com escamas viscosas e glabras. ge. porém. expectorante. digestivo. A madeira. meteorismo. febre. A sua utilização remonta à Antiguidade. colhidas antes do desabrochar. sabor agridoce. + V O Ver: bronquite. amentilhos (MarçoAbril). brilhantes. mais claras na página inferior. a casca dos ramos jovens.

podendo ser associado à bistorta ou ao cardo-santo. Vivaz. pode encontrar-se de norte a sul de Portugal. 5 grandes pétalas cordiformes. encontra-se em toda a Europa. 0 Ver: afta. solos ricos. ou seja o calículo tem 5 divisões mais compridas que as 5 sépalas do cálice e a corola é constituída por 5 pétalas amarelo-claras. As folhas são também recortadas em 5 folíolos ovais e alongados. grandes. cálice com 5 sépalas. tendo pratiente colonizado o Mundo. numerosos carpelos uniovulados. folhas longamente pecioladas. Esta planta é considerada pelos botânicos do tipo 5. sem dúvida. Potentila. caule prostrado. pode obstar ao seu desenvolvimento. . pedunculadas. com 5 folíolos ovados ou lanceolados. As flores persistem durante todo o Verão. diarreia. delgado. estipulas inteiras ou com 2 dentes. Identificação: até 1 m de altura. numerosos estames. até 1700 m. raiz (Outono).Cinco-em-rama Potentilla reptans L. É um excelente remédio. e pressagiam a chuva abrindo as pétalas. prostrado. indiscriminadamente para uso interno ou externo. o vivaz cinco-ern-rama. calículos com 5 grandes lóbulos. radicante. viloso. por vezes avermelhado. cobre os taludes e os canteiros mal protegidos com a teia consolidada dos seus caules vermelhos. que pode ser colhida em qualquer estação do ano e utilizada fresca ou seca. Os fitoterapeutas utilizam sobretudo a raiz da planta. pulverizada e misturada com a gema de um ovo fresco até adquirir a consistência de uma massa e seguidamente aplicada sobre um panarício. invasora e persistente. Partes utilizadas: rizoma. L. depurativo. flores amarelo-claras (JunhoOutubro). Sabor azedo e acistringente. secagem à sombra. U. raiz avermelhada em corte. esta erva daninha. solitárias. E. LI. febre. locais húmidos e margens dos rios. quinquefólio Bras. por vezes até ao Outono. castanho-escuro. ligeiramente vilosos. álcool (tormentol). A raiz. dotado de propriedades adstringentes. rizoma lenhoso. nos prados. 0 Componentes: tanino. radicante nos nós. serrados. Muito vulgar. febrífugo. 0 Não preparar ou conservar em recipientes de ferro.: cinco-folhas Rosáceas A pentaphy11on dos discípulos de Hipócrates e de Dioscórides era. glúcidos 0 Propriedades: adstringente. Habitat: Europa.

. panarício.ferida.

açafrão. além da cinoglossa. que não se interessam por ela. folhas frescas. mucilagem. greta. emoliente. pedicelos curtos. corola com tubo curto de 5 lóbulos. língua.80 m de altura. no século xvi. A raiz é utilizada fresca ou seca. caule vigoroso. verde. muros. sendo as inferiores ovais. sabor fraco e depois amargo. cresce nos entulhos. efectivamente. semiamplexicaules. excepto no litoral mediterrânico.noglossum officinale L. Centro e Sul de Portugal. tanino. grandes. pecioladas. macias. L. terrenos calcários. baldios e frequentemente próximo das tocas dos coelhos e das raposas. pilosas. LI. Partes utilizadas: raiz (Outono do segundo ano). folhas cinzento-esverdeadas. ópio. Identificação: de O. terrenos incultos e cultivados. compridas. incenso e mirra. Ambroise Paré utilizava-a já como sedativo sob a forma de pílulas cuja utilização desafiou o tempo. macias e compridas. diarréia. com nervuras secundárias distintas. O Componentes: 2 alcalóides.30 a O. em cimeira espiralada. A cinoglossa distingue-se das espécies afins pelas suas cimeiras de flores cor de borras de vinho e pelos seus frutos unilaterais providos de espinhos recurvados. e glótta. até 2000 m. piloso. calmantes e emolientes. pois contêm. conservação em frascos de vidro hermeticamente fechados. cálice piloso com 5 divisões iguais. U. Cheiro viroso. ramificado na parte superior. prurido. margens dos campos e caminhos. calmante. e as superiores lanceoladas. cão. Actualmente. É uma planta bienal muito pouco comum e mesmo rara em alguns locais. queimadura. Língua-de-cão Borragináceas Todas as cinoglossas possuem folhas moles. baldios. A cinoglossa era conhecida na Antiguidade. alongada e dura. Cynoglossum deriva das palavras gregas kuón. secagem rápida. óleo essencial O Propriedades: adstringente. devido às suas propriedades adstringentes. e as folhas recentemente colhidas servem para preparar uma cataplasma que acalma as dores de queimaduras e de cieiro. embora não pareça ser tóxica para eles. . + Ver: boca. às quais devem o nome de género.Cinoglossa Cy. tetraquénio coberto de espinhos curtos e recurvados. Habitat: Europa. flores vermelhas cor de vinho (Maio-Julho). meimendro-negro. Bienal. E. raiz preta. resina. a planta é vulgarmente utilizada para uso externo.

4 pétalas em cruz. exala um cheiro intenso que provoca lágrimas e espirros. extensamente pecioladas. depurativo. Os fitoterapeutas utilizam as partes aéreas da cocleária. em cachos terminais curtos. raiz fina. rubificante. ramoso. sais minerais. sendo necessário colher diariamente a quantidade necessária. 4 sépalas verdes. carnudas. Conhecem-se e utilizam-se várias espécies. ovário globoso. margens dos cursos de água de montanha. detersivo. úlcera cutânea. também pode ser preparada em saladas. Partes utilizadas: planta inteira fresca (Março-Agosto). uma crucífera bastante difundida nas costas europeias e nas margens dos regatos de montanha. E. 124 . dentes. 0 Componentes: iodo. silícula ovóide. escorbuto. se cobre de flores brancas. Habitat: Europa Ocidental.10 a 0. Bienal. não sendo possivelmente conhecida. cocleária-oficinal. folhas verde-escuras. flores brancas ou cor-de-rosa (Março-Agosto). quando amachucada. digestão. heterósido sulfurado 0 Propriedades: antiescorbútico. sabor ardente. os botânicos do século Xvi estabeleceram o seu nome científico a partir da palavra latina cochIear. vitamina C. com lóbulos irregulares. L. lisas. costas rochosas do Atlântico e da Mancha. temperada com sumo de limão. as da base em roseta e as superiores amplexicaules. tanino. Cocleária-maior. quase esférica. glabro. pois. no entanto. 6 estames. A planta pode causar surpresas. apesar dos aguaceiros e das rajadas de vento frio. colher. caule erecto. pois só devem ser consumidas frescas. escondida no fundo dos rochedos. picante e acre. onde.25 m de altura. estomáquico. que apenas se distinguem por pequeníssimas características botãnicas. sendo as inferiores cordiformes. até 1800 m. Cheiro irritante. E. 0 processo mais simples é mastigar todas as manhãs uma folha de cocleária. Pirenéus.Cocleária CochIearia officinalis L. + Ver: boca. Supõe-se que a planta não foi utilizada antes dessa época. a partir de Março. eupéptico. Identificação: de 0. U. erva-dascolheres Crucíferas Ao observar as folhas inferiores da cocleária. U. brilhantes.

purgativo. tornando-se acastanhado com o tempo. 10 estames soldados pela base do filete. Partes utilizadas: folhas secas da árvore adulta. além de não ser raro na forma espontânea. U. Apenas as folhas secas são utilizadas em fitoterapia. É necessário tomar precauções. curvadas em bico. + Ver: vesícula biliar. pois o codesso. Identificação: de 3 a 10 m de altura. vagem castanha (5 a 6 cm). Arbusto. não distinguem as suas flores depois de caídas das da giesteira-dasvassouras. é um veneno. sob a forma de uma tintura preparada a partir das flores e folhas frescas. por falta de atenção. Cheiro suave. cinzento-esverdeada. sabor adocicado. as flores e as sementes são também perigosas para o homem. verde-escuros na página superior. a casca e a raiz. aos codessos que abundavam na ilha. laburno. devido à sua acção sobre a vesícula biliar. O Deve utilizar-se com prudência. Se bem que não haja a certeza de que o codesso celebrizado pelos Antigos corresponda ao actual codesso-dosalpes. 1. folhas alternas com 3 folíolos peciolados. devidos. com a margem superior espessada contendo entre 2 e 7 sementes castanho-escuras. 125 . segundo se afirmava. as cabras e os carneiros são sempre atraídos por ele. verde-glaucos e pilosos na inferior. O Componentes: alcalóides. os adultos. ovais. é frequentemente cultivado nos jardins pela sua beleza e o seu perfume. Os médicos homeopatas receitam ainda o codesso para certos estados depressivos. As crianças. toda a planta é venenosa. 2 pétalas laterais compridas. corola papilionácea com estandarte levantado. confundem por vezes um ramo caído com um pau de alcaçuz. até 2000 m. sais minerais O Propriedades: colagogo. que não o apreciam.Codesso-bastardo Laburnum anagyroides Med. lenho claro. casca lisa. a casca. embora com prudência. ramos pendentes. solos calcários. Habitat: Europa Central e Meridional. enquanto para outros animais. nomeadamente as sementes. falso-ébano Leguminosas Os queijos outrora fabricados com o leite das cabras da ilha grega de Kithnos eram famosos pelo seu aroma e pela delicadeza do seu sabor. pontiagudos. flores amarelo-douradas (Abril-Junho). em cachos multifioros pendentes. naturalmente destituídas do saber instintivo dos animais. como os cavalos. Codesso-dos-alpes. cálice campanulado e com 5 dentes desiguais. 2 pétalas inferiores soldadas.

Identificação: de 1 a 5 m de altura. cálice curto com 5 dentes desiguais. os médicos receitam o extracto da planta ou o pó da semente misturado com mel. Arbusto. vitamina C O Propriedades: laxativo. Ver: obstipação. O Ingerir as sementes unicamente por receita médica. encostas calcarias. óleo essencial. enche-se de ar contendo 2% de dióxido de carbono. em Portugal. é a arborescens. Nos meios rurais. estipuladas. Cheiro nauseabundo. 4-5 m.Coffitea Colutea arborescens L. vagem vesiculosa. a sua madeira é utilizada para fabricar cabos de ferramentas. quando amadurece. E difícil aproveitar os benefícios desta planta. Prefere os solos calcários expostos ao sol e cresce espontaneamente na Europa Central e Meridional. em cachos. A sua acção é relativamente fraca. bosques expostos ao sol do Sul. folhas imparipinuladas. proximidade de jardins e parques. sabor amargo. pequenas sementes lisas. baças. ácido coluteico. flores amarelas (Maio-Julho). como indica o nome. Espanta-lobos. às suas vagens.: cliantos Leguminosas Quando se evocam recordações da infância. Habitat: Europa Central e Meridional. Partes utilizadas: folhas. não deixará de pensar-se no estalido entre os dedos produzido pelas vagens ventrudas e cheias de ar do espanta-lobos. de 2 a 6 na extremidade de um pedúnculo comum. que ao amadurecer passam da cor verde para o avermelhado. e às suas folhas compostas. 126 . U. nos terrenos áridos. Para evitar este inconveniente. 1. O Componentes: tanino. falso-sene Bras. sementes (só com receita médica). pelo que pode ser facilmente substituída por outras plantas. Entre as espécies de Colutea. pois as tisanas de folhas e sementes são difíceis de beber devido ao seu cheiro nauseabundo e sabor amargo. sene-bastardo. caule erecto. A colútea não é mencionada nem na Antiguidade nem na Idade Média. sais minerais. A colútea é um belo arbusto muito decorativo devido às suas flores amarelas. Só em 1554 o botânico Mattioli chama a atenção pela primeira vez para as suas virtudes. pode encontrar-se espontânea ou como planta ornamental. até 1500 m. a que atinge maior altura.

onde pode constituir povoamentos bastante densos. Actualmente. nos muros. redondas. E. ficam pendentes. Já utilizados como diurético. planta suculenta. flores branco-brilhantes ou avermelhadas (Maio-Julho).50 m de altura. umbigo-devénus. a planta só é indicada para uso externo em feridas. orelha. advém-lhe do aspecto singular das folhas.15 a O. peltadas. U. resolutivo. telhados e cascas de árvores. úlcera cutânea. trimetilamina O Propriedades: detersivo. eficazes para certos casos de epilepsia rebeldes a outros tratamentos. antes de desabrocharem. ou umbigo-de-vénus.de. coucelos Crassuláceas Esta curiosa planta cresce em paredes velhas e em escarpas siliciosas e ensolaradas. até 500 m. Ver: calosidade. folhas carnudas na base e extensamente pecioladas. perpetuando a planta através dos rebentos. em longa espiga terminal.PLANTAS ESPONTÂNEAS Conchelos Umbilicus rupestris (Salisbury) Dandy Sombreirinho-dos-telhados. segundo os autores da época. suco. de potássio e de silício). assemelhando-se a um umbigo. ferro. O caule. A folha apresenta-se encovada e em forma de cratera. Vivaz. corola em tubo alongado com 5 dentes e 10 estames. pendentes. erecto. O Componentes: sais minerais (sobretudo de cálcio. Identificação: de O. que partem todas da base e cujo pecíolo se prende ao limbo pelo centro da face inferior. fendas de rochas. Partes utilizadas: folhas frescas. paredes velhas. as flores. A planta perpetua-se mais pelos rebentos da raiz engrossada em tubérculo do que pelas sementes. ferida. cauxilhos. é guarnecido em quase todo o seu comprimento por flores e botões pendentes formando longos cachos branco. em tubérculo. toiça espessa. sã o horizontais. muito vulgar em Portugal. Inodoro. Grã-Bretanha. formando uma cratera central. Habitat: Europa Meridional. tanino. peclúnculo curto. chapéu-dos-telhados. terminada a antese. . deprimidas. emoliente. escapo floral praticamente sem folhas.amarelados. escarpas abruptas. O nome de Umbilicus. os conchelos revelaram-se no século xix.monge.

: consól ida. Inodora.maior. flores violáceas. tetraquénio duro. Partes utilizadas: rizoma e raiz (Primavera ou Outono). L.maior. carnuda. cicatrizante. dermatose. em compressa para acalmar as dores das queimaduras e acelerar a cicatrização das feridas. Habitat: Europa. secar rapidamente ao sol e conservar em caixas bem fechadas. béquico. No entanto. toiça grossa. utiliza-se fresco. quadrangular. sabor adocicado. O Componentes: tanino. procederam à sua análise. óleo essencial. em cataplasma feita com a polpa. rodeado pelo cálice persistente. psoríase. rosadas ou amareladas (Maio-Julho). caule robusto. mucilagem. deriva do grego symphuô. Symphytum. A. corola campanulada com 5 dentes curtos.gem viscosa com propriedades emolientes. estômago. branca e viscosa em corte. + O Ver: anginas. brilhante. que contém uma mucila. U.80 m de altura. solos húmidos. até 1500 m. alcalóide O Propriedades: acistringente. ramoso. raspar. e alude à propriedade de consolidar e soldar os ossos fracturados e os bordos das feridas. só no século XX dois médicos ingleses. diarreia.consolda. guarnecidas de pêlos ásperos. con sólida. pele. dos ribeiros. S. Grande. fresca ou seca. sendo as basais maiores. G. muito levemente acistringente. glúcidos. folhas ovais. . detectando no rizoma da consolda-maior a presença de alantoína. Arrancados o rizoma e raiz. Vivaz. O rizoma. erecto.30 a O. greta. reduzir a fragmentos. orelhas-de-asno Bras. E. ou seco. Identificação: de O. longamente decorrentes. Thitherley e N. eu reúno. relvados e locais húmidos do Minho. úlcera cutânea. suavizante. U. alantoína. reunidas em cimeiras espiraladas e pendentes. próximo dos pântanos e nos solos alagados.Consolda-maior Symphytum officinale L. preta à superfície. queimadura. espessas. W. língua-de-vaca Borragináceas Os caules vilosos e angulosos da consolda-Maior erguem-se à beira das valas. excepto na região mediterrânica. emoliente. entorse. substância utilizada em dermatologia devido às suas propriedades cicatrizantes. O nome que lhe foi atribuído. cálice com 5 sépalas lanceoladas. lavar. o que celebrizou a planta 20 séculos antes de Cristo. Coppin.

papagaíto Bras. corola com 4 pétalas soldadas e prolongadas Por um esporão (2 cm). A consolda-real foi outrora utilizada como diurético e vermífugo. Esta consolda-real era usada nas intervenções cirúrgicas de outrora.mas nos1ardnscomf. brácteas simples e curtas. sementes pretas. As sementes e as flores são ainda utilizadas como antiparasitários em uso externo. flores azuis (ju nho. folículo glabro. frágil. espora-dos-jardins. Nas regiões mediterrânicas. consólida Ranunculáceas Considerada pelos agricultores como uma erva daninha. a espora-dos-jardins. pois era considerada imprescindível para consolidar as fracturas e sarar as chagas. caule erecto. planta perigosa e extremamente tóxica. a consolda-real é uma planta espontânea com um comprido esporão floral erecto. agrupadas de 6 a 10 em cacho terminal frouxo.Outubro).. é cultivada como planta ornamental. a presença de alcalóides torna-a tóxica. longamente pedunculadas. F. Habitat: pouco frequente nas searas e campos d do Alentejo e do Algarve. perdido o hábito desta prática. simples. folhas divididas em longas lacínias estreitas.10 a O. praticamente glabro e ramificado. em homeopatia utiliza-se com uma certa prudência. Anual. Delphinium staphisagria L. G Uso interno exclusivamente por indicação médica. a planta foi completamente abandonada. 5 sépalas ovais e petalóides. rica em néctar. mas muito cultivada nos jardins com fins ornamentais. existe no estado espontâneo o paparraz. cuja variedade aperfeiçoada. enrugadas e escamosas. originária da Ásia Menor. porém.Consolda-real Consolida regalis S. raiz sera’z .ns ornament’ a o 6 Identificação: de O. pois a sua toxicidade é elevada. Gray Consólida-real. até 1400 rn oUSo’n’ernoex cu sivament’ mé dca Hab@tat poucofrequen te nass oAi enteloed’AIg arve. pelo que a fitoterapia clássica não a adoptou para uso interno.60 m de altura.: erva-do-cardeal.

urina. sarna. U. planta florida. Partes utilizadas: flores. ^ @i. alcalóides O Propriedades: antiinflamatório. U. + Ver: ftiríase.@ o Componentes: heterósidos. parasiticida. matéria gorda. E. . sementes (Junho-Agosto).aprumada. L. sabor acre e amargo. Inociora. olhos.

culatus deriva do latim cornu. vagem alongada. abre-se e enrola-se em espiral quando está madura. U. penhascos. de 3 a 6 em umbeIas mais ou menos pedunculadas. até 3000 m. + Ver: angústia. 0 Componentes: substâncias cianogenéticas. lameiros. H. em quase todo o território português. Loto Leguminosas É uma das ervas mais vulgares nos nossos prados e uma das mais bonitas devido à sua simplicidade. I. U. taludes.alaranj ados. corno. pecíolo curto. campos. distraída. ou chifre. Passados oito dias. pouco ramoso. os frutos. terrenos cultivados. Vivaz. em forma de vagem. este pormenor é confirmado pelo seu nome latino: corni. flores amarelo-alaranjadas. sedativo. nos relvados.. Neste caso.Cornichão Lotus corniculatus L. A doente. bosques abertos. nas planícies só excepcionalmente é procurada pelas abelhas. 2 grandes estípulas. locais arenosos ou pedregosos. tanto as perturbações nervosas como as insónias tinham desaparecido. flavonóides 0 Propriedades: antiespas módico. pinhais. As folhas são trifoliadas como do trevo. terminam por um pequeno bico. por vezes manchadas de pú rpura (Maio-Agosto). maciço. Leclerc descobriu por acaso as propriedades antiespas módicas do cornichão: aconselhou a uma camponesa que sofria de conjuntivite e simultaneamente de perturbações nervosas com insônias e palpitações o tratamento dos olhos com uma loção de meliloto.30 m de altura. Identificação: de 0. E. depressão. as flores estão em verticilos amarelo. colheu o cornichão e fez uma tisana. É uma planta melífera quando cresce nas grandes altitudes. terminada por um pequeno chifre. foi um engano útil. glabro. /Z >Q4 N@’ Habitat: Europa.15 a 0. caule ligeiramente prostrado ou ascendente. folhas trifoliadas. 0 cornichão constitui uma óptima forragem e é muito alimentício. . sendo frequentemente incluído nas misturas semeadas nos prados. Partes utilizadas: flores (Maio-Agosto).

. palpitações.nervosismo. sono.

confundir-se com as das anémonas. sabor acIstringente. Rosáceas A Dryas octopetala L. diarreia. U. vastos tapetes brancos sobre a erva rasteira e os rochedos. fruto seco. tónico U. arredondadas na base. sais minerais O Propriedades: acistringente. Partes utilizadas: folhas (junho-Agosto) o componentes: tanino. folhas pecioladas. E. . apetite.topeiala L. com estipulas soldadas no peciolo. sobretudo nos Alpes. nos Alpes e Apeninos. Inodora. É uma pequeníssima planta com raiz grossa e fibrosa. raiz grossa e fibrosa.Drias Drias <)<. indeiscentes. ramifi~ cado. trouxeram a drias legaram-nos ainda a utilização medicinal das suas folhas. @enhoso.15 nn de altura. com efeito benéfico nas cólicas. numerosos estames. brancas e tomentosas na inferior. que não se abrem. ovário livre. na maioria das montanhas europeias. Em determinadas regiões tem uma duração de vida superior a 100 anos. podem. As folhas verdes. coriáceas e dentadas. cálice com 7 a 9 lóbulos. Tem uma certa preferência pelos solos calcários a mais de 1200 m. se bem que muito diferentes. coriáceas. Vivaz. composto Por numerosos carpelos. regularmente crenadas. L. ldentific@ção: de O. obiongas (de 2 a 3 cm). vistas de longe. nos meados do século XVI. e servem para preparar uma infusão denominada chá suíço. caules prostrados no solo. grandes (de 2 a 4 cm). reunidas em feixes num mesmo receptáculo. as flores. assemelham-se às dos carvalhos. Habitat: nas zonas elevadas. corola com 7 a 9 pétalas ovais. forma no Verão. As aldeias alcandoradas das montanhas de onde os primitivos apanhadores de plantas. caule prostrado. estiletes compridos. muito resistentes às baixas temperaturas. Ver: afta. são formados por numerosos carpelos. solitárias no vértice de compridos peclúnculos vilosos. pois encontra-se desde as tundras boreais até às costas do Árctico. verdes na página superior. terminado em aristas plumosas. Estas são adstringentes e tónicas.05 a O. trepador. os frutos. flores brancas (Junho-Agosto). cada um deles encimado por um penacho branco e sedoso. digestivo.

brilhan te. a dulcamara é um dos mais úteis remédios. Subarbusto. sarda. Além da sua utilização como laxativo. uva-de-cão. cura de Primavera. que se tornam vermelhas depois de maduras. Li. laxativo. muros velhos. Identificação: de 1 a 3 m de altura. estames com anteras amarelas soldadas: baga ovóide. caule lenhoso. diurético. trepador. margens dos ribeiros. J. se bem que a sua toxicidade não esteja claramente definida. sendo de toda a conveniência não exceder as doses indicadas. Devido aos alcalóides que contém. até 1700 m. vinha-da-índia. sebes. Os ramos jovens e as folhas secas há menos de um ano são vulgarmente utilizados. Doce-amarga. erva. G Não utilizar as bagas.moura-de-trepa. Habitat: Europa. A dulcamara reconhece-se pelas suas flores cor de violeta em forma de estrela com um centro amarelo e pelas bagas verdes. saponósidos 0 Propriedades: antigalactagogo. Apenas os ramos do ano são herbáceos. depurativo. dartro. sudorífico. I. artrite.. actualmente. disseminada por quase todo o território português. folhas secas (Primavera e Outono). vinha-da-judeia. mastigar um caule de dulcamara para sentir o seu inicial sabor adocicado. albuminúria. casca dos ramos jovens. a planta pode tornar-se perigosa. 0 Componentes: glúcidos. secagem ao sol. enrolando-se nos seus próprios suportes. as bagas eram muito apreciadas na Idade Média como produto de beleza. + V Ver: abcesso. porém. possuindo as superiores aurículas estipuliformes. 5 pétalas maculadas em forma de estreia. sem gavinhas. cálice com 5 dentes curtos. folhas da base pecioladas. acne. Partes utilizadas: suco fresco. pelo menos uma vez na vida. vivamente recomendado desde a Antiguidade. A planta é lenhosa e trepadora. Sabor doce e seguidamente amargo. rapidamente substituído por um gosto amargo. herpes. . vide-da-judeia Solanáceas É natural que muitas pessoas tenham experimentado. E. não são utilizadas. flores violáceas (JunhoSetembro) em cimeira irregular. gluco-alcalóides. eficaz sobretudo como depurativo. Mantidas as devidas precauções. longamente pedunculadas.Dulcamara Solanum dulcamara L. verde e mais tarde vermelha. lactação.

erva-de-são-cristóvão Bras. rim. Vivaz. U. Toda a planta é tóxica quando ingerida em doses elevadas ou tomada sistematicamente *I a posologia deve ser integralmente respeitada. branco. entorse. U. ultrapassando as pétalas. com 5 sépalas curtas. I. O cheiro das folhas esmagadas do ébulo é intenso e nauseabundo. ácidos. contendo 3 sementes. 5 estames com anteras cor de violeta. sulcado. caule herbáceo. simples. O ébulo. Em Setembro. nos campos de solo fértil. folhas verde-escuras. 5 pétalas abertas. quando da aquisição de um terreno. frescos e húmidos. em grandes corimbos. se bem que vivaz.50 a 2 m de altura. medula branca. olhos. com as do sabugueironegro. flores (Junho-Agosto) e folhas secas. É necessário ter atenção e não confundir as bagas do ébulo. glúcidos. Com efeito. Engos. baga preta. com 7 a 11 folíolos lanceolados e serrados >flores brancas ou rosadas (Junho-Agosto). . Identificação: de O. enzimas. E. globosa. + Ver: contusão. a presença do ébulo. pequenas. solos argilo-calcários. sabor amargo. pois dois deles são árvores. Habitat: Europa. Partes utilizadas: raiz ou a casca desta fresca ou seca. é tida tradicionalmente como indício de boa compra. edema. tosse. respeitar as doses e a duração dos tratamentos. sabugueirinho. tanino. obstipação. cresce na orla dos bosques. opostas. não é mais do que uma planta herbácea alta. grandes. Cheiro nauseabundo (toda a planta) a amêndoa amarga (flores). pigmentos antociânicos O Propriedades: cicatrizante. resolutivo. sudorífico. brilhante.. repletas de um suco vermelho-escuro do qual se pode extrair um corante conhecido desde a Antiguidade e citado por Virgílio como sendo utilizado na pintura do rosto do deus Pá. até 1400 m. rastejante. rizoma fibroso.: sabugueiro Caprifoliáceas Existem na flora europeia três sabugueiros bastante diferentes. extremamente nocivas. O Componentes: óleo essencial. purgativo. denunciando a excelência do solo. extremamente invasor. com suco corante. O Não consumir os frutos. rígido. a planta cobre-se de bagas pretas matizadas de cor de púrpura. e o das grandes umbelas de flores brancas ou rosadas assemelha-se ao da amendoa amarga.Ébulo Sambucus ebulus L.

133 .

que se assemelha a uma pequena giesteira. compostos apenas por duas flores. LI. Em cada uma das suas articulações.Éfedra Ephedra dista< h.esverd eadas (MaioJunho). fruto carnudo e vermelho-vinoso. cipó-da-areia Efedráceas Planta frágil. sem cálice nem corola. droga utilizada pelos Chineses desde há milhares de anos para acalmar os ataques de asma e designada por efedrina. importada para a Europa no século xVIII. se transformam no mês de Agosto em frutos vermelhos e globosos. é frequentemente utilizada em medicina devido à sua acção. duas vezes.40 a 1 m de altura. encon~ tra-se a Ephedra fragilis Desf. opostos ou fasciculados. entre as quais a Ephedra. distachya. sinica. Esta espécie exótica. em zonas litorais do Baixo Alentejo e Algarve. que deriva do latim dis. extraída dos seus ramos.. situadas na articulação dos ramos. conhecida vulgarmente por cornicabra. vitamina C O Propriedades: antiespasmódico. areias do litoral mediterrânico e atlântico. constituídos por artículos rígidos de 2 a 4 cm e estriados. + Ver: asma. O Componentes: efedrina. ramos verde-glaucos.va L. aglomeradas em amentilhos pedunculados. flores amarelo. Os amentilhos deste arbusto dióico não resinoso são amarelo-esverdeados e opostos dois a dois.: morango-do-campo. mas com escamas florais arredondadas. satisfaz actualmente a maioria das necessidades da indústria farmacêutica. urticária. pseuclodrupa globosa que envolve uma semente nua. Existem em todo o Mundo várias espécies de éfedras. Estas características confe~ riram-lhe o nome de espécie. Bras. a célebre Ma Houang. de aspecto singular e articulado. Arbusto: caule prostrado. sendo o amentilho masculino ovóide com 4 a 8 pares de flores e o amentilho feminino com 1 par de flores envolvido por escamas imbricadas. ascendente. Identificação: de O. enquanto os femininos. prefere as dunas secas e os rochedos dos litorais atlântico e mediterrânico. Habitat: lugares secos. E. I. em Portugal. espiga.. Sabor ligeiramente ácido e aromático. a éfedra. Partes utilizadas: ramos. folhas transformadas em 2 pequenas escamas opostas. A efedrina natural. comparável à da adrenalina. 134 . os masculinos agrupam vários pares de flores. o caule é rodeado por duas pequenas escamas opostas: são as folhas. U. eupneico. e sta'chys. ou gestrela.

lactação. carminativo. O endro floresce no Verão. em umbelas com 15 a 30 raios desiguais. também servem para temperar os pickles em Inglaterra. folhas pecioladas. matérias azotadas.20 a O. secos. É uma planta anual. 5 pétalas inteiras com a ponta curvada para o lado de dentro. vómito. Partes utilizadas: sementes (Setembro). Das suas sementes extrai-se um óleo essencial já conhecido pelos gladiadores romanos. com o qual é muitas vezes confundido. secagem à sombra. . Conhecido desde a mais remota antiguidade. aclimatado e cultivado em todo o Sul da Europa. flores amarelas (Abril-Julho). semelhantes às do anis e do funcho. resolutivo. sabor aromático e picante. mucilagem. sendo o seu néctar muito procurado pelas abelhas. pouco frequente em Portugal. onde se refere que durante o século 1 estava sujeito a um imposto. que com ele friccionavam os membros antes dos combates. diaquénio com 5 costelas de cada lado. + o Ver: aerofagia. o endro evadiu-se rapidamente das culturas para se disseminar e reproduzir. cujo perfume se assemelha ao do funcho. divididas em lacínias filiformes. invaginando o caule. caule verde-escuro. U. searas. 1. Actualmente. para além das suas aplicações medicinais. Aneto. Anual. as sementes do endro são utilizadas como condimento nas choucroutes e nas marinadas. estriado e oco. Identificação: de O.50 m de altura. delgado. 3 dorsais salientes e 2 marginais mais claras em forma de asas. raiz delgada. muito aromática. surgindo em algumas regiões a sul do Tejo. as superiores com bainha curta. Habitat: Europa Meridional.Endro Anethum graveolens L. soluço. o endro figura na maioria dos textos antigos e até no Evangelho segundo S. tanino O Propriedades: antiespasmódico. as searas e bermas dos caminhos. estomáquico. resina. O Componentes: óleo essencial. Mateus. semelhante ao do funcho. meteorismo. funcho-bastardo Umbelíferas Originário da Ásia Menor. Prefere os solos áridos e soalheiros. até 600 m. aprumada e esbranquiçada: cheiro intenso. terrenos baldios. tal como o cominho e as mentas.

L. possibilitava o fabrico de um vinho de énula. Partes utilizadas: raiz. matérias pécticas e resinosas O Propriedades: antiespasmódico. evadida das culturas antigas. flores amarelas (Maio. O helenium deriva de helenion. LI. espessas.Setembro). Paulo a Timóteo para beber um pouco de vinho a fim de curar a debilidade do seu estômago. A énula-campana é uma planta grande. parece derivar de Elené. também chamado *potio Paulina+. pecioladas. sedativo.: inula. porém. o reps é ainda hoje obtido pela maceração da raiz de énula-campana em mosto. com papilho simples. raizes grossas. sebes. encontrando-se actualmente muito difundida. ureia. béquico. lígulas compridas e numerosas. é cortada em pedaços e seca ao sol. dartro. que. vómito. nome grego da planta. colerético. + O Ver: apetite. cultivada em Portugal como planta ornamental. outrora cultivada devido à sua raiz medicinal. estômago.Énula-campana Inula helenium L. na Alemanha. desigualmente distribuída. tosse. inulina Compostas A énula-campana tem um passado maravilhoso. Habitat: Europa. tónico. em grandes capítulos. mulher de Menelau. Apenas a raiz é verdadeiramente activa. segundo a lenda. e a sua fama manteve-se até à actualidade. Outrora. Depois de colhida. valas. Identificação: de 1 a 2 m de altura. O Componentes: inulina. até 800 m. avermelhado. folhas dentadas. esbranquiçadas na página inferior. erecto. Teofrasto. U. caule robusto. Inula-campana Bras. em memória da recomendação de S. E. Alberto. Vivaz. Na Alsácia. vermífugo. por sua vez. as antigas plantações. e Santa Hildegarda na Idade Média e Mattioli no Renascimento enalteceram os seus méritos. invólucro com brácteas desiguais. abandonou. 136 . invaginantes. sendo as caulinares sésseis. bronquite. causa da Guerra de Tróia. aquénio castanho. embora desigualmente distribuída. a planta nascera das lágrimas de Helena. o Grande. as da base muito grandes. Dioscórides e Plínio na Antiguidade.

mucilagem O Propriedades: acístringente. com nervuras salientes na face inferior. Plantas vivazes de extrema beleza. U. além de numerosos híbridos. inteiras. diarréia. Onagráceas O epilóbio é uma planta histórica. Todas dão flores de um cor-de-rosa intenso ou vermelho. 8 estames e estilete com 4 estigmas em cruz pendentes > cápsula comprida e estreita. Vivaz. vulnerário. Na Europa do Norte. pois em 1793 possibilitou ao botânico alemão Christian Conrad Sprengel enunciar a teoria da polinização das plantas pelos insectos. caule simples. Habitat: Europa. pectina. flores. taludes. U. ricas em néctar. toiça prostrada e longa.EpilÓbio Epilobium angustiplium L. em comprida espiga terminal frouxa. e possuem frutos com 4 valvas. Nas regiões com clima temperado. rígido. difundem-se nas areias húmidas e nas ravinas das montanhas. devido às suas propriedades adstringentes e tensoactivas. I.70 a 1. . abertas num plano vertical. até 2300 m. solos arenosos. flores cor-de-rosa intenso (JunhoOutubro). coradas. pendentes. ferida. A medicina popular utiliza esta planta para lavagens da boca e gargarejos. Ver: afta. Identificação: de O. avermelhado. folhas sésseis. Com as folhas e flores secas preparam-se infusões doces. com 4 valvas. cujo frescor apreciam. emoliente. folhas secas.60 m de altura. corola com 4 pétalas quase iguais. existem cerca de 20 espécies de Epilobium.. hemostático. O Componentes: tanino. os rebentos e a medula dos caules são utilizados em culinária para saladas ou cozidos como legumes. extensamente lanceoladas. E. Sabor adocicado (raiz). retomada por Darwin no século XIX. Partes utilizadas: raiz. extremamente salutares. excepto na região mediterrânica. cálice com 4 sépalas agudas. que ao abrirem libertam centenas de sementes leves encimadas por plumas sedosas. que contêm várias centenas de sementes providas de longos papilhos.

muros. cardoamarelo. caule erecto. mucronadas. toiça grossa. anti espasmódico. perde o cheiro e as propriedades. sabor muito particular. Cheiro pouco intenso e agradável (a mel). epilepsia. nos prados. nervosismo. porque coagula o leite e também o sangue.Erva-coalheira Galium verum L. caminhos. e as folhas. liso. a planta foi utilizada como remédio para as convulsões. brilhantes na página superior. de 6 a 12 em verticilos estrelados. de Trás-os-Monlés ao Alentejo. As sumidades floridas conferem ao queijo de Chester a sua apreciada cor e o seu sabor inimitável. U. muito vistosa. numerosas e pequenas.20 a O. Erva-do-coalho. À planta são ainda atribuídos muitos outros nomes. atribuíram-se à erva-coalheira propriedades tintoriais. excepto na região mediterrânica. lípidos. Habitat: Europa. L. campos. glabro. coalha-leite. deste facto deriva um dos nomes da planta em língua inglesa.lhe menor número de propriedades. um pé de erva-coalheira. Lady's Bedstraw. glabro e pouco ramificado. galião Rubiáceas No leito de ervas espontâneas em que descansou Maria. diurético.80 m de altura. um amareloalaranjado. encostas. mãe de Jesus. E. Actualmente. após um longo período de abandono. lineares. palha do leito de Nossa Senhora. em panículas densas erectas nas extremidades superiores dos caules. secagem à sombra ou ao sol. diurese. + Ver: dartro. folhas estreitas. Planta vivaz.se. até 2500 m. pubescentes na inferior e com bordos enrolados. vulnerário. pelo que deve ser conservada apenas algumas semanas. segundo uma lenda. geralmente ligados às suas propriedades: coalha-leite. O Componentes: ácidos. U. reconhece. colagogo. horizontal. vitamina C O Propriedades: adstringente. a erva-coalheira é considerada acistringente e vulnerária para uso externo e antiespasmódica e diurética para uso interno. frágil. encontrouse. circular. porém mais eficazes. Reabilitada no século XIX. oscila ao vento de Verão os finos caules floridos e os ramos de folhas estreitas e brilhantes dispostas em estrela. Identificação: de O. Na Antiguidade. flores amarelas (Junho-Setembro). espontânea em Portugal. sebes. ácido. a raiz dava o vermelho. Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro). campos. Vivaz. . bermas das estradas. fruto pequeno. devido aos seus cachos erectos com flores douradas e aroma de mel. a planta escurece rapidamente.

sésseis. folhoso. oleosas. Identificação: de O. nos terrenos húmidos do Douro ao Mondego. bermas dos caminhos pedregosos. Partes utilizadas: folhas frescas. erecto.douradas que desabrocham durante todo o Verão e se encontram em toda a parte onde haja humidade e frescura. húmidos. Efectivamente. síliqua erecta. dos mineiros e de todas as corporaçoes que se expõem aos perigos da pólvora e do fogo. e até pelo menos ao dia 4 de Dezembro. canelado. polimorfa. Br. quando seca. pelo que os carpinteiros antigos a utilizam frequentemente em cataplasma. divididas em segmentos desiguais. em cacho terminal bastante grande. com pequenas flores am arelo. brilhantes. Deve ser utilizada fresca. solos argilosos. com 2 valvas contendo cada uma 2 fileiras de sementes.: agrião-da-terra Crucíferas Esta planta foi consagrada ao culto de Santa Bárbara. sementes. perde as suas . pelo que foi durante muito tempo cultivada nas hortas com o nome de agrião-da-terra. flores amarelo-vivo (Abril-Junho).Erva-de-santa-bárbara Barbarea vulgaris R. BieHab tat’Eu >0 humdos do > camnho s p ed 1osarg. em Portugal. caule verde. as suas folhas curam muito bem feridas. sépalas erectas e caducas.30 a O. pois a secagem elimina a sua actividade. esmagadas e maceradas em vinho branco. O sabor da planta assemelha-se ao do agrião. festa da santa sua padroeira. produzem uma excelente bebida diurética. folhas lisas. As sementes. tendo as inferiores lóbulo terminal arredondado. a erva-de-santa-bárbara mantémse verde.1os9s. As suas folhas são consideradas medicinais. as superiores simples. Com a erva-de-santa-bárbara pode fazer-se uma salada de gosto levemente amargo ou um caldo. É uma crucífera vivaz. fendidas. 1dent fcaÇao n a nal. mesmo sob as primeiras neves. margens arenosas. sabor vagamente semelhante ao do agrião. quase glabro. padroeira dos artilheiros. azotados. Cheiro suave. Habitat: Europa. sobretudo devido ao seu elevado teor de vitamina C. No Outono.60 m de altura. Erva-dos-carpinteiros Bras. até 1500 M.

O Componentes: vitamina C O Propriedades: aperitivo. gota. E. U. Ver: escorbuto. ferida.propriedades. litíase. . L. U. úlcera cutân ea. detersivo. vulnerário.

5 estigmas cor de púrpura na extremidade de uma arista. a origem da palavra deriva do latim ruber > vermelho. matas. folhas verde-claras. pistilo com 5 carpelos. contendo cada um deles uma semente ejectada pela brusca divisão da arista > raiz esbranquiçada. triangulares. E. olhos. até 1800 m. delgada e aprumada. fruto composto por 5 aquénios. que. fazia já parte dos remédios vegetais aconselhados pela erudita Santa Hildegarda. dartro.10 a O. formando no centro um fruto composto por 5 carpelos que sugerem o bico de um grou. uma adulteração de rupertianum. substância amarga. Partes utilizadas: parte aérea. delgado. nefrite. vulnerário. flores cor-d e. Anual. é seca em molhos pendurados em local coberto e arejado. + krJ Ver: afta. hipoglicemiante. que teria descoberto as propriedades hemostáticas desta erva avermelhada. vitamina C O Propriedades: acistringente. secando em seguida. fresca ou seca.rosa. evocando o nome de S. boca. diabetes. que tem cheiro intenso e acre e sabor amargo e adstringente. Identificação: de O. U. Habitat: Europa. Erva-roberta. frequente em quase todo o País. não devem confundir-se com as da cicuta. L. se integra na família das Geraniáceas. tónico. O Componentes: tanino. segundo algumas opiniões.maiva e violáceas (Abril-Setembro). A erva-de-são-roberto não sobrevive à floração. hemorragia. segundo outras. óleo essencial. terrenos baldios. A denominação robertianum é. O género Geranium. muros. com 3 a 5 segmentos lobados. 5 pétalas inteiras e estriadas. Roberto. . caule avermelhado. abadessa do Mosteiro Beneditino de Rupertsberg. hemostático. de forma triangular e contorno profundamente recortado. cancro. intumescido nos nós. reúne na Europa cerca de 30 espécies cujas flores se assemelham muito. sobretudo na base. próximo do Reno. tal como o Geranium.PLANTAS ESPONTÂNEAS Erva-de-são-roberto Geranium robertianum L. 2 por cada pedúnculo. bispo de Salzburgo no século vil. ferida.40 m de altura. diarréia. da palavra grega geranos. palmadas. resina. diurético. As suas folhas. ao género botânico Pelargonium. ramoso e em moitas. No século Xii. viloso. 5 sépalas erectas. A parte aérea da planta (Maio-Agosto). na realidade. antiespasmódico. anginas. U.: gerânio Geraffiáceas As plantas que habitualmente os jardineiros designam por gerânios pertencem. 10 estames com anteras alaranjadas. bico-de-grou Bras. grou.

140 . seio.rouquidão.

supõe-se. pequena moeda. vulnerario. saponásido. ligeiramente arredondadas como uma moeda. Li. até 1200 m. ferida. bermas de fossos. Habitat: Europa. exceplo nas montanhas. pedunculadas. enzima (primeverase). dispostas horizontalmente. Esta planta possibilita aos fitoterapeutas a obtenção de curas espectaculares de doenças como a gota e o reumatismo. folhas eliipticas. grandes. que lhe é atribuído em França.20 a O. depois de pulverizada. Vivaz. 5 estames inseridos na corola. multiplicação por fragmentação. cápsu@a rara nas regiões do Sul. ovário unilocular. prados húmidos. caule rastejante radicanie.70 m de altura. principalmente de silicio e de p1ótássio O Propriedades: acistringente.. mucilagem. Partes utilizadas: planta inteira (Junho-Agosto). Votadas ao esquecimento no século XIX. O nome vulgar. LI. Ver: boca. lembra a fama de panaceia de que a planta gozava na Idade Média e no século xvi. O Componentes: anino. Os pastores dos arredores de Fleidelberga administravam-na. 2 em cada nó. flores amarelo-douradas (Junho-Agosto). . opostas. multiplicando-se por meio de estolhos. cálices com 5 sépalas cordiformes. do latim numinula. numniularia. O nome de LNIsimachia advém-lhe provavelmente de Lysimachos. Uma das suas particularidades botânicas consiste em que raramente produz sementes. hemorróidas. que. corditormes. secagem à sombra. médico da Antiguidade. frequentemente ao abrigo de ervas de maior altura. é necessário procurá-la. sais minerais. E. Identificação: de O. a descobriu e revelou as suas propriedades. corola de uma só peça com 5 lóbulos.Erva-dos-escudos LN.whia numinularia L. erva-dos-cem-males. subsésseis. Primuláceas Para encontrar a erva-dos-escudos. bosques húmidos com clareiras.@iin. hemorragia. pois todo o comprido caule rastejante desta pequena planta permanece colado ao solo e os pedúnculos florais não excedem 5 cm de altura. diarréia. Cresce em locais frescos e húmidos. as suas propriedades foram de novo reconhecidas por um médico alemão. I. com numerosas sementes. às ovelhas como preventivo da tuberculose. alude à forma das folhas. pomares.

O Componentes: tanino. Planta vivaz com poucos pêlos > caule ascendente. pecioladas. produziram. I. indivíduos mais fortes. levados para os Alpes e para os Pirenéus.05 a O. detersivo. 4 estames. caminhos de quase todo o País. se bem que se distingam por duas características essenciais: a búgula tem as flores verticiladas dispostas em vários planos. As flores maiores possuíam cores mais intensas. vulnerário. secagem à sombra em local bem arejado. enquanto as da erva-férrea se apresentam em cachos terminais. no século xvi foi largamente utilizada. pinhais. cicatrizante. É possível que a origem do nome.70 m de altura. vestígios de lípidos e de essências. de um género vizinho. com grandes flores labiadas azul-violáceas. se deva à cor castanha do cálice. Habitat: Europa. pouco recortadas.PLANTAS ESPONTÂNEAS Erva-férrea Brunella vulgaris L. folhas ovais. Em alguns países. do alemão Braun. com uma cor mais viva e. U. o lábio superior em forma de elmo e o inferior trilobado. a Idade Média e a época contemporânea não se interessaram pela sua função medicinal. flores (Junho~Outubro). . é hábito confeccionar saladas com os rebentos jovens. corola azul-violácea. A erva-férrea confunde-se frequentemente com a búgula. de i5 a 25 em. A Antiguidade. ao fim de 20 anos. cujo excelente néctar atrai com frequência as abelhas. cálice castanho com 2 lábios distintos. Identificação: de O. prunela Labiadas O género Brunella compreende várias espécies e subespécies muito semelhantes e que possuem as mesmas propriedades. Bruncla. porém.. U. espigas providas na base de brácteas compridas e contíguas às folhas superiores. Partes utilizadas: planta inteira. Exemplares da planície. Esta planta foi sujeita a uma interessante experiência de adaptação à altitude. frequente em Portugal em locais húmidos. castanho. até 2000 m. as folhas da búgula estão ligadas ao caule por um pequeno estreitamento do limbo. anatomicamente mais bem organizados para intensificar a sua função clorofilina. Esta é uma planta pequena. princípios amargos e resinosos O Propriedades: acistringente. Cheiro levemente aromático. ao passo que as da erva-férrea são pecioladas. sem a raiz (Junho-Outubro). sobretudo.

diarreia. Ver: anginas. boca.E. . ferida. hemorróidas.

a maioria das vezes basta cheirá-la para evitar qualquer confusão. empregava-se a erva-formigueira para tratar as perturbações nervosas. que constitui um vermífugo poderoso. em panículas. Ver: asma. menstruação. anthelininti(-u@n. fruto com 1 semente brilhante. é muito importante saber diferenciá-la da erva-formigueira. U.: erva-de-santa-maria Quenopodiáceas No século XVII. histeria e algumas doenças de peito mal definidas. Partes utilizadas: sumidades floridas.60 m de altura. até 300 m. Sob as folhas encontram-se pequenas glândulas amarelo-douradas que exalam um agradável perfume a erva-cidreira. No Sul de França. erva-formiga Bras. a Chenopodium ambrosioides L.Erva-formigueira Chenopodium ambrosioides L. os Jesuítas importaram do México a erva-formigueira para cultivá-la como sucedâneo do chá. caule erecto com estrias verdes.. Anual ou vivaz. em todo o território português. (sensu lato) Ambrósia-do-méxico.30 a O. chá-do-méxico. É uma planta muito aromática com perfume a cânfora e caule avermelhado. saponósido O Propriedades: antiespasmódico. solos arenosos. porém. Cheiro aromático e canforado. . frequentemente vermelho e pubescente na base. perianto com divisões e 6 estames. fabrica-se com a ambrósia um licor denominado moquine. com odor muito desagradável. vermífugo. emenagogo. tendo na página inferior glândulas com essência. ramificado. em homenagem ao sábio. 1. atingindo facilmente 1 m de altura. flores esverdeadas (Julho-Outubro). com folhas pouco visíveis. pulmão. tónico. algumas pessoas preferem-na ao chá verdadeiro. poeta e naturalista occitano Alfred Moquin-Tandon. O seu caule é mais viloso. parasitose. folhas secas. Devido à sua elevada toxicidade. O Componentes. quenopódio. castanha. entulhos. Identificação: de O. ssp. digestivo. Existe uma espécie americana afim. Habitat: zonas temperadas da Europa Meridional. óleo essencial que contém escaridol. Outrora. Pode associar-se à menta ou à quina. folhas obovadas inteiras ou com dentes irregulares e compridos.

pois tornava as peles sedosas e sem defeito. em cachos terminais. Inociora. de uma máscara preparada com as folhas esmagadas. mas nem sempre mais eficazes. abrindo-se em 2 valvas trinérveas. erecta sobre os pedicelos afastados do eixo. semelhante ao da semente da mostarda-negra. L. 4 pétalas mais curtas e 6 estames. lisas. E. pele. .) Web. sabor acre e picante. pequenas. necessita de grande quantidade de azoto. O Componentes: derivados sulfurados O Propriedades: acistringente. síliqua estreita. arqueada. U. Muito apreciada outrora.30 a O. Assim.80 m de altura. é muito frequente observar a erva-sofia. com pêlos estrelados. Identificação: de O.Erva-sofia Descurainia sophia (L. vermífugo. descorado. pelo que procura os locais habitados. em locais pedregosos e muros da bacia do Douro e alto Tejo. durante quatro noites consecutivas. profundamente divididas em lóbulos lineares muito finos. Esta grande planta verde apresenta reflexos cinzentos devido aos pêlos curtos que a cobrem totalmente. Partes utilizadas: planta sem a raiz e sementes. Habitat: Europa. Actualmente. Anual. V Ver: diarréia. ferida. 4 sépalas. as cólicas e os soluços. A receita para obter o resultado desejado consistia na aplicação sobre o rosto. unisseriadas e comprimidas. folhoso e ramoso. folhas verde-acinzentadas. Sofia-dos-cirurgiões Crucíferas Esta crucífera com um bonito nome cresce ao longo dos caminhos e entre os entulhos. U. nas praças e nos pequenos jardins. vulnerário. a erva-sofia tratava também as diarreias. caminhos. espontânea em Portugal. verde-acinzentado. As sementes têm um sabor acre e ardente. caule erecto. devido à acção eficaz das suas folhas frescas contusas na cicatrização das chagas e feridas de guerra. flores amarelo-claras (Abril-Setembro). até 2000 m. com a designação de sofia-dos-cirurgiões. esta planta dos terrenos baldios foi suplantada por complexos tratamentos muito mais dispendiosos. que se introduz no interior das povoações. sementes amarelas. Era ainda muito apreciada pelas damas atenienses e romanas. nas ruas. terrenos baldios.

E. herbáceo e muito ramoso. a utilidade do escórdio é muito mais modesta. no século xi. juntamente com várias dezenas de outras plantas. folhas. provavelMente injustificada. flores cor de púrpura ou violáceas (Ju nho. essência O Propriedades: febrífugo. tanino. A planta deve ser utilizada fresca e enquanto conserva o cheiro a alho. que. fruto castanho Ossos de animais.uns países serve para tingir as lãs de verdecom a adição de sulfato de ferro consegue-se um belo verde-azeitona. folhas verde. da composição da famosa triaga de Veneza. bem como nos prados húmidos. valas. devido ao cheiro aliáceo que as suas folhas exalam quando amachucadas entre os dedos. sabor aliáceo e amargo. Cheiro aliáceo.a skorodon. matizado de uma cor violácea. Em al. colina. solitárias ou agrupadas de 2 a 6 na axila das folhas. incluiu a planta no seu Electuário Diascordio. a qual. quando maduro. L. alho.10 a O. esta planta gozou da fama. era um antídoto para grande número de doenças. o Componentes: princípio amargo. o escórdio é uma planta herbácea e acetinada que enraíza no fundo dos pântanos e das valas.escórdio *//* FALTAM OS OUTROS NOMES Por vezes completamente submerso na água. julgava-se.20 m de altura. de impedir a putrefacçao. até 1000 m.Setembro). ao longo do caule. Teofrasto já o denominava Skordion. sésseis. podia curar a peste. estolhos que apresentam pequenas folhas. reticulado. carne de víbora e Habitat: Europa Ocidental. Fracastório. Identificação: de O. vilosas. prados húmidos e pantanosos. 145 . Central e Meridional..aci nzentadas. raiz implantada no lodo. + Ver: astenia . U. acetinado. Presenteinente. oblongas e serradas. cálice viloso. fazia parte. gilboso e com 5 dentes praticamente iguais. caule verde. viloso. Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro).úlcera cutânea. da palavra @_1reL. vulnerário. U. tónico. macias. segundo se supunha. Muito famosa outrora.. frequente nos locais húmidos do Minho ao Algarve. Vivaz. em Portugal.

fígado. sarda. furúnculo. é. A planta.: betônica-aquática Escrofulariáceas As escrofulárias pertencem à mesma família da graciosa e das belíssimas dedaleiras. Partes utilizadas: rizoma. exala um cheiro repugnante. pontiaguda. depurativo. glabras. A escrofulária-nodosa gozava outrora da fama de curar os tumores ganglionares crónicos da tuberculose. No século XIX. em panículas terminais frouxas.ós a descoberta da acção hipoglicemiante da raiz. sumidades floridas secas. folhas frescas. bivalve e sementes pequenas. excepto. folhas com bordos crenados e raiz desprovida de nós. Como estas plantas. alcalóide O Propriedades: cicatrizante. e a sua utilização deve ser igualmente moderada. Vivaz. nodoso e castanhoacinzentado. na região mediterrânica. E. vitamina C. compacto e quadrangular. com ângulos agudos e estreitamente alados. Identificação: de O. até 1800 m. *Componentes: saponósidos. glabro. derivados antracénicos. vulnerário. diurético. 4 estames e 1 estaminódio soldados à corola. conveniente não ultrapassar as doses. coroIa bilabiada. serradas. flores castanho-esverdeadas (Junho-Setembro). folhas simples. ácidos paimítico.Escrofulária-nodosa Scrophularia nodosa L. sarna. muito verde e robusta. pontiagudas. U. aliviando--as de modo semelhante. butírico e málico. amargo. ao ser amachucada entre os dedos. sendo o lábio superior erecto com 2 lóbulos e o inferior mais curto. É uma planta vivaz. não estimula quaisquer excessos. surge em quase todõ-o País. hemorroidas. ingerida em doses elevadas provoca vómitos e violentas diarreias. Cheiro desagradável. contém substâncias que actuam sobre o coração. a flora portuguesa possui também a erva-das-escaldadelas. I. caule duro. -Habitat: Europa. edema. truncadas na base. Scrophularia aquatica L. diurese. De entre as inúmeras escrofulárias medicinais outrora conhecidas. U. a Scrophularia aquatica L. 5 sépalas ovais com bordos frisados. no entanto. + V Ver: dartro. com caule oco. aliás. a planta foi incluída na lista dos medicamentos antidiabéticos. ap. Bras.50 m de altura.60 a 1. ovais. Trata as mesmas doenças. colerético. heterósidos.. 146 . diabetes. cordiformes. ou escrofulária. opostas. pois. cápsula ovóide. pequenas. florestas húmidas. hipoglicemiante. rizoma volumoso.

um xarope. Partes utilizadas: casca. tratados com cal ou alúmen. de altura. não utilizar a casca antes de decorridos 2 anos de conservaçao. vitamina C O Propriedades: depurativo. laxativo. na verdade. drupas com 3 a 4 caroços enrugados. estipuladas. de 2 a 5 cm de largura e de 3 a 6 cm de comprimento. Habitat: Europa. sabor adocicado e em seguida amargo (drupa). 4 sépalas. Cheiro nauseabundo (drupa). 4 estames. pequenas. suco. . em Portugal. cobertos por uma casca castanho-escura e lisa quando jovem. na Beira interior. na axila dos ramos jovens ou das suas primeiras folhas. excepto no litoral do mar do Norte. todos os terrenos. tratar-se-ia de arbustos ainda mais espinhosos. L. Identificação: de 2 a 4 m. espinha-cervina. 4 pétalas. flores verde-amareladas (AbrilJunho). actualmente utilizado sobretudo em veterinária e aconselhado por Alibert *aos homens robustos. espinha-de-veado. largas e com nervuras arqueadas. O Respeitar as doses. U. E. um medicamento violento ao qual se deve preferir uma planta da mesma família. o espinheiro-cerval é mencionado no século XVI como purgativo. Dos frutos. é. revulsivo. difíceis de cornover+. As folhas são opostas ou aparentemente opostas. segundo outras versões. Segundo uma antiga tradição. mais tarde fendida. sebes. Desconhecido na Antiguidade como planta medicinal. extrai-se uma matéria corante. os frutos são drupas negras quando maduros. heterósidos. folhas quase opostas. desenvolve-se nas sebes e nos bosques.Espinheiro-cerval Rhamnus cathartica L. há muitos séculos. Com as suas drupas fabrica-se. porém. ramagem muito irregular. medicamento purgativo. o Componentes: derivados antracénicos. delicadamente serradas. As flores são pouco visíveis devido às suas pequenas dimensões e à sua cor verde-amarelada. Escambroeiro. unissexuadas ou hermafroditas. Arbusto. U. ramos espinhosos. + O Ver: intestino. com ramos terminados em espinhos. matas. com nervuras arqueadas e salientes. por vezes de 5 a 6 m. A sua madeira é utilizada no fabrico de pequenos objectos torneados e no trabalho de embutidos. espinheiro-cambra Ramináceas Este arbusto de porte irregular e frondoso. diurético. o amieiro-negro. até 1200 M. fruto maduro (Setembro-Outubro). purgativo. florestas. a coroa de espinhos de Cristo foi feita com ramos de escambroeiro.

b) Stachys silvatica L. corola com o dobro do comprimento. tendo as inferiores um pecíolo curto. espiga. viloso-pubescentes. diurético. como a Stachys silvatica. em espiga de verticilos folhosos: a) de 4 a 8 flores. sedativo. Vivazes. nas sebes e vales da região de Bragança. sabor amargo. Identificação: de 0. encontram-se as duas espécies: a S. Efectivamente. preferem os terrenos mais secos. existem as duas espécies. cordiformes. Cheiro: a) fétido. Labiadas São plantas rústicas difundidas em toda a Europa. bosques húmidos. São plantas pubescentes que atingem facilmente 1 m de altura e cujos caules angulosos apresentam na extremidade uma delicada inflorescência. caules com folhas pubescentes. + Ver: acufenos. b) de 3 a 6 flores. como a Stachys palustris. rara na região mediterrânica. sésseis. 1. b) Europa. 0 Componentes: óleo volátil 0 Propriedades: a) antiespasmódico. até 1400 m. pretos. locais húmidos. silvatica. Existem várias espécies de Stachys: algumas aclimatam-se nos pântanos e nas matas húmidas. excepto na região mediterrânica. a S. com flores cor de púrpura e mau cheiro. que alude à forma da sua inflorescência. a Stachys palustris é utilizada do mesmo modo que o marroio. carpelos ovóides. Algumas delas têm propriedades alimentares devido às suas raízes carnudas e outras são medicinais. sendo geralmente aplicada no tratamento das perturbações da menopausa. b) inodoro. nos pântanos e vales da Beira Litoral. de onde crescem renovos.40 a 1 m de altura. outras. com flores cor-de-rosa manchadas de branco. Habitat: a) Europa. 0 nome de género. 4 estames. menstruação. emenagogo. cálice viloso. espasmo. menopausa. b) antiespasmádico. folhas verdes: a) largas. Em Portugal. b) cor de púrpura-escura (Junho-Setembro). deriva da palavra grega stakhy. pois tem uma acção antiespasmódica idêntica. . Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro). É também um emenagogo. carnuda. flores: a) cor-de-rosa-claras salpicadas de branco.Estaque a) Stachys palustris L. toiça grossa. U. b) dentadas. b) glandulosos com dentes triangulares. pecioladas. em Portugal. a) 5 dentes iguais picantes. palustris. Os carneiros e as cabras apreciam-nas como pastagem e são frequentemente visitadas pelas abelhas.

estômago. casca lisa acinzentada e lenho avermelhado. pendentes. secá-las e conservá-las em frascos de vidro. supositórios e dentifrícios. é apenas necessário. verrugosa. Originário da Tasmânia. banho. bactericida. das quais 50 se aclimataram na bacia mediterrânica. dura. até 1000 m. I.da. soluções injectáveis. resina O Propriedades: acIstringente. As longas folhas falciformes dos ramos mais velhos são de preferência utilizadas para fins medicinais. Cheiro activo extremamente aromático. o E. De entre os componentes activos detectados nesta essência. um dos mais enérgicos é o euc-aliptol. gripe. febre. Bras. Além disso. tronco direito. E. que faz parte de inúmeras preparações farmacêuticas. pois as folhas jovens são menos ricas em essência. globulus foi introduzido na Europa nos meados do século XIX com vista ao saneamento das regiões pantanosas. sabor amargo e aromático. esta árvore robusta é muito apreciada devido ao seu rápido crescimento. Identificação: de 25 a 35 m de altura. O Componentes: tanino. 149 . Como a colheita das folhas se efectua no Verão. Árvore. U. LI. cál Ias. xaropes. falciformes. febrífugo. Habitat: bacia mediterrânica.. estimulante. antiséptico.Eucalipto Eucalyptus globulus LabiII. Efectivamente. cabelo. Partes utilizadas: folhas adultas (Junho-Setembro). onde chega a atingir 100 m de altura. como pastilhas. sinusite. folhas das árvores jovens e dos rebentos da base oposta sésseis. cultivam-se em Portugal numerosas espécies. feri. desinfecção. pecioladas. planas. angulosa. ao seu cheiro aromático e à aversão que a sua presença provoca nos insectos. brilhantes.: eucaliptus Mirtáceas Existem no Mundo cerca de 600 espécies de eucaliptos. com 4 lóculos. + O Ver: asma. boca. claras e cerosas. cálice quadrangular encimado por um opérculo coriáceo que se destaca pela base após a fioração e numerosos estames formando um penacho. flores esbranquiçadas (Maio-Julho). folhas das árvores mais velhas alternas. cápsula glauca. aperitivo. essência. as suas longas e sedentas raízes possibilitaram a drenagem destes solos. bronquite. insectos. para que as suas propriedades não se alterem. epidemia. que contêm numerosas sementes escuras.

pilosa e numerosas sementes. folhas verde-acinzentadas. destaca-se a Euphrasia officinalis. sendo esta muito utilizada nos Estados Unidos. assim. analgésico. pigmento O Propriedades: adstringente. Anual. parece evidente que a utilização da eufrásia provoca júbilo. ramificado. conhecida por consolo-da-vista. boca. De entre estas. o hidrolato e a tintura. até 3000 m. prados. . E. tanino. charnecas. (sensu lato) Consolo-da-vista Escrofulariáceas Existem numerosas espécies de eufrásias cuja maioria é tropical. opostas. folhoso. já celebrado na Idade Média por Santa Hildegarda. tubo que ultrapassa o cálice glanduloso e 4 estames. sésseis. caule erecto. + Ver: blefarite. se bem que se encontrem algumas nos climas europeus. por sua vez. O Componentes: óleo essencial. L. em cacho terminal. anti-inflamatório. flores brancas maculadas de cor de violeta com o centro amarelo (JulhoOutubro). em diversas variedades que se diferenciam pela forma do caule. o seu efeito analgésico e anti-inflamatório nos olhos irritados e lacrimejantes é incontestável. ovadas.30 m de altura. heterósido. U. é um *quebraóculos+. oftalmia. Sabor amargo e acre. contêm os constituintes activos. o nome genérico euphrasia significa alegria. resina. os quais. Toda a planta tem aplicações medicinais: além das infusões e decocções. das quais se alimentam. officinalis subdivide-se. estas pequenas e delicadas plantas cobertas de flores brancas raiadas de cor de violeta são parasitas de outras plantas. nos lameiros da região de Vimioso encontra-se a E. Partes utilizadas: planta inteira (Julho-Outubro). serradas e glandulosas. U. raiz provida de sugadores que se prendem às raizes das plantas próximas. Como os fidalguinhos. secagem rápida. cápsula achatada. Em grego. pelo tamanho da flor e pela presença ou inexistência de glândulas. conjuntivite. constipação. faringite. Identificação: de O. corola com 2 lábios. Habitat: Europa. hirtella Jord com pêlos glandulosos. existem numerosas preparaçoes laboratoriais.Eufrásia Euphrasia officinalis L. segundo alguns autores. por deter o incómodo fluxo nasal provocado pelas constipações. em Portugal.05 a O. A espécie E. como a alcoolatura. que se desenvolve nas montanhas e nas pastagens até aos limites das neves eternas. relvados. tendo o inferior 3 lóbulos chanfrados e o superior em forma de elmo. terçolho. olhos.

Arbusto. O Componentes: tanino. alcalóides O Propriedades: colagogo. azul-esverdeadas na página inferior. sebes. vitamina C. margens dos cursos de água. Partes utilizadas: sementes. ligeiramente pecioladas. obstinaram-se em descrever os sintomas do envenenamento causado pela sua ingestão e o modo de tratamento. detersivo. pois. reunidas de 2 a 5 em falsas umbelas com pedúnculo erecto na axila das folhas do ramo florífero.evónimo *//* FALTAM OS PRIMEIROS NOMES Constituído por minúsculas flores e folhas. de 4 a 5 sépalas. sarna. casca lisa. O uso externo restringe-se a uma fricção com frutos do evónimo para tratar a sarna e a uma pomada caseira confeccionada com o pó das sementes para matar piolhos. O Toda a planta é tóxica. lanceoladas. em Portugal. flores verde-claras (Maio-Junho). o evónimo só é utilizado em uso interno por receita médica. Habitat: Europa.d e.E. sabor acre. com 4 a 5 lóculos que contêm de 4 a 5 sementes amareloalaranjadas. Da madeira carbonizada num recipiente fechado resulta o carvão para desenhar. folhas opostas. purgativo. cápsula cor. adquirem bonitas tonalidades vermelhas. emético. no Outono. mesmo ignorando as suas virtudes medicinais. lípidos. A toxicidade dos seus frutos parece ter sido conhecida pelos Antigos. utilizar apenas em uso externo. amarelas ou vermelhas no Outono e caducas. esverdeada. que. O Ver: ftiríase. Identificação: de 2 a 4 m de altura. matas. Cheiro nauseabundo e desagradável. 151. U. ácidos orgânicos.rosacoral. úlcera cutânea. insecticida. carnuda. pétalas e estames. Actualmente. . folhas. serradas. pigmentos. ramos jovens quadranguiares. encontra-se sobretudo em Trás-os-Montes.

febre. + o Ver: boca. *Feliz Títiro. as grandes faias. crescem junto às coníferas ou ainda a maiores altitudes. escreve Virgílio no primeiro verso das Bucólicas. Povoam as regiões temperadas frias do hemisfério norte. O Componentes: tanino (casca). compões árias campestres com a tua graciosa flauta pastoril+. e. desinfecção. castanho. lenho. com 2 a 3 flores inseridas em 1 invólucro e ovário com 3 lóculos. em grupos de 2 a 3 numa cúpula coriácea com espinhos flexíveis. Árvore. amentilhos esbranquiçados (Abril-Maio). Identificação: de 35 a 40 m de altura. assim deitado sob uma grande faia. a cujas chuvas e brumas se aclimataram. solos frescos e profundos. porém. sob os seus ramos frondosos. aniquilando rapidamente as anémonas. Partes utilizadas: casca dos ramos com 2 a 3 anos (Fevereiro). Com grande frequência reunidas em florestas de altitude onde podem viver três séculos. anti-séptico. não dar aos cavalos o bagaço dos frutos após a extracção do óleo. folhas verdeclaras. Habitat: Europa. O Não ingerir grande quantidade de frutos. a faia ocupa inequivocamente o seu lugar. fruto trígono. pulmão. U. creosota (lenho) O Propriedades: acistringente. ovais e pontiagudas. de formas harmoniosas. as primaveras e as aspérulas que se desenvolvam junto ao pé no início da Primavera. inteiras. cilíndrico até 20 m antes da ramificação. abrem serenamente a sua folhagem em copas ovóides e densas. A sua sombra refrescante foi cantada pelos poetas. verde-escura quando jovem e depois acinzentada. mais claras na página inferior. esta sombra é fatal para toda a vegetaçao herbácea. febrífugo. brilhantes. com nervuras rectilíneas e bordos ondulados providos de pêlos sedosos. sendo os femininos erectos. . pedunculados. até 1700 m.Faia Fagus silvatica L. aperitivo. monóicos. tronco erecto. oleoso. Faia-europeia Fagáceas As faias surgiram sobre a Terra na era terciária com o arrefecimento do clima e o desenvolvimento da humidade. E. casca lisa. Nas montanhas. formando então singulares bosquetes violentamente agitados pelos ventos. L. U. excepto na regiã o mediterrânica.

vitamina C O Propriedades: . formados por escamas incisas. alburno. ramos patentes. raizes superficiais invasoras. folhas frescas. é macia e branda. o tronco engrossa pouco. pendentes. Identificação: de 20 a 30 m de altura. a árvore vive cerca de 100 anos. subespontânea e espontânea. cinzentoesverdeadas. sais minerais. e cerca dos 50 anos torna-se oco. glabras. Árvore. Os Antigos já a conheciam. frágil e achatado. florestas húmidas. Nas montanhas. Sabor amargo. a árvore tem um desenvolvimento limitado em altura. tanino. C. pela sua copa graciosa. os pequenos roedores das florestas apreciam a sua saborosa casca. A medicina recorre às propriedades adstringentes e anti-sépticas da casca e das folhas. A faia-preta suporta bem o frio. em grandes amentilhos dióicos. Esta árvore multiplica-se e desenvolve-se rapidamente. sendo possível encontrá-la nas proximidades do cabo Norte. até 2000 m. A faia-preta é o Cercis citado por Teofrasto. sendo utilizada para o fabrico de fósforos e papel. Habitat: Europa. ovóide. cultivada. contornam-no ou elevam-se para se expandir à superfície da terra. claras na página inferior. É uma espécie que dá preferência aos solos húmidos e às areias das planícies. numerosas sementes com pêlos. tronco cilíndrico. contendo os masculinos 8 estames vermelhos e os femininos 4 estigmas cor de púrpura em cruz. margens dos rios. e quando encontram um obstáculo. folhas extremamente móveis. mas suporta igualmente a aridez e os solos pedregosos. celheadas. filósofo e botânico grego do século iv a. Choupo-tremedor Salicáceas A faia-preta reconhece-se pelo seu tronco claro e liso. chamavam-lhe choupo-líbio. arredondadas. sinuosas. porém. Partes utilizadas: casca. as suas raízes penetram então profundamente nas fendas dos rochedos. pouco frequente nas margens dos rios do Norte e Centro de Portugal. O Componentes: heterósido. desprovida de cerne. Os Latinos. cápsula glabra. A madeira. que a supunham originária da Líbia. flores acinzentadas (Março-Abril). casca cinzenta. gemas cobertas de escamas imbricadas e viscosas. lisa. pelas suas folhas arredondadas que vibram incessantemente ao menor sopro de ar. com pecíolo comprido. fendendo-se depois em losangos.Faia-preta Populus tremula L.

. + Ver: cistite.anti-inflamatório. E. febrífugo. L. U. escorbuto. U. febre. ferida. anti-séptico.

cozidas em leite ou ainda maceradas em óleo. Da raiz. tanino. favária-vulgar. as folhas podem ser moídas com sal e vinagre. curto. secagem difícil. folhas frescas ou conservadas em óleo. telefiósido. planas. E. mucilagem. ligeiramente dentadas. Vivaz. folhas alternas ou opostas. 5 pétalas. purpureum Unk Erva-dos-calos. ssp. glabro. calosidade. a bela favária-maior é uma planta suculenta com folhas carnudas repletas de um líquido transparente e insípido. O Componentes: sais minerais. raizes frequentemente engrossadas.60 m de altura. açúcares O Propriedades: acistringente. teléfio Crassuláceas Cicatrizante. Partes utilizadas: suco fresco. dartro. terrenos baldios. sabor doce (folhas) e acre (raiz). todas as partes da planta seca. 10 estames. rizoma robusto. ovais. As preparações destinadas a uso externo assemelham-se mais a receitas culinárias do que a fórmulas fitoterapêuticas. lnodora. emoliente. sésseis... greta. Durante todo o Verão a planta exibe as suas pequenas flores de cores diferentes consoante as variedades: nesta página está representada a subespéciepurpureum. o seu suco destrói os calos e calosidades. A favária-maior utiliza-se do mesmo modo que o saião. pelas flores em forma de estrela de um amarelo intenso e pelo sabor picante. queimadura. especialmente nas regiões setentrional e central. contusão. duro. entre as quais se salienta a pequena vermiculária. 5 carpelos. ou uva-de-cão. que cobre com o seu espesso manto os muros em ruínas. Habitat: Europa. Sedum acre L. Esta crassulácea identifica-se pelos caules folhosos. com flores cor de púrpura. ferida. cozida em banha. hemorroidas. flores cor de púrpura nesta variedade. até 1800 m. reunidas em corimbos. U. sementes pequenas. faz-se um puré e sopas. vulnerário. Identificação: de O. 154 . surge nos locais áridos e pedregosos da Beira Alta e Estremadura. caule erecto. Existem outras espécies do género Sedum. ligeiramente ramoso. 5 sépalas curtas.esverdeadas ou rosadas noutras variedades (Ju nhoSetembro). amarelo. Ver: calo. esbranquiçadas.30 a O. detersivo. é o doce de favária dos ervanários. polposas. verruga.Favária-maior Sedum telephium L.

corola tubulada com 5 pétalas. onde é com frequência utilizada como sucedâneo da genciana. caule frágil. cultivada durante toda a Idade Média.ros Identificação: de O. sabor muito amargo. estas devem ser secas em pequenos sacos de papel. entra na composição de alguns aperitivos.10 a O. oblongas. plantas de sabor mais agradável. menos amarga. 5 estames. as basais em roseta. substituída pela centáurea menos perfolhada. cálice tulbuloso. devido ao seu acentuado sabor amargo. nas tisanas. mantém durante muito tempo o seu aspecto agradável e as suas propriedades. Nas regiões atlánticas é. . frequente em Portugal. mantém-se extremamente popular nos meios rurais. facilmente se deduzem as suas múltiplas aplicações: planta cicatrizante. flores cor-de_ rosa (J u nhoSetembro).Europ te emPortug gensoute. opostas. Conservadas depois em frascos de vidro herméticos. Para preservar a linda cor-de-rosa-clara das flores do fel-da-terra. em corimbo denso. Em uso interno é tónica e febrífuga. Centáurea-merior Bras. Chlora perfoliata L. obovadas. a Hércules. curtamente pediceladas.Fel-da-terra Erythraea centaurium Pers. umbeliforme. glabro. nos matos. segundo a lenda. devem adicionar-se-lhe. charnecas.: chá-porrete Gencianáceas Ao considerar os nomes eruditos e vulgares do fel-da-terra. até 1400 m. Cheiro suave. quadrangular. outeiros secos. por vezes. o Componentes: princípios amargos.50 m de altura. bosques. cápsula com numerosas sementes. O Não exagerar: em doses elevadas é irritante p para o tubo digestivo Habitat: Europa.. oNaoexag er a’aotubod Habital. pastagens. e as superiores lineares. folhas verde-claras. flores de um amarelo intenso e folhas verde-claras aproximadamente do tamanho dos entrenós. anteras enroladas em espiral. Partes utilizadas: caules. ramos erectos no vértice e muito floridos. causada por inadvertência. Biena]. muito apreciada pelos Gauleses. o centauro Quíron a curar a ferida de um pé. as caulinares mais pequenas. Conhecida por Dioscórides e Plínio. ajudou. bosques. de porte mais humilde. sumidades floridas (junho-Agosto).

convalescença. diarréia. tónico. febre. cabelo. febrífugo. estomáquico. I. ferida .resina O Propriedades: aperitivo.. vermífugo. depurativo. U. carminativo. colerético. + Ver: apetite. U. E.

folhas (todo o ano para utilização imediata e no Outono para conservação). ao ar livre. secagem à sombra.) Schott Dentebrura. dando uma plântula portadora de elenientos sexuais aptos a dar origem a um futuro feto. rizoma acastanhado. a membrana dos esporângios abre-se. Seria difícil imaginar que as filas paralelas com manchas azuladas e salientes. Se as circunstâncias são propícias. reumatismo. frondes compridas. não ingerir álcool durante o tratamento. Cheiro característico. E. com raizes pretas. Distinguem-se nos bosques devido ao porte das frondes. Efectivamente. gota. pois contém uma substância que intoxica e paralisa a ténia. na página inferior. Partes utilizadas: rizoma. 0 rizoma é utilizado em medicina desde a mais remota antiguidade como antiparasitário. Vivaz. facilitando a sua expulsão. U. 0 Componentes: filicina 0 Propriedades: antiparasitário. em tufo. Habitat: Europa. Q Não administrar a crianças. fento-macho Polipodiáceas 0 belíssimo feto-macho não pertence ao sexo masculino. soros (Junho-Setembro).. pé. espesso. próximas da nervura. do mesmo modo que o feto-fêmea não é uma planta feminina. vermífugo. U.40 m de altura. não ultrapassar as doses. + kri Ver: ferida. vigoroso e viril no primeiro. Identificação: de 1 a 1. o esporo geriiiina. . em locais húmidos e sombrios. excepto nas montanhas a grande altitude. I. horizontal. duplamente divididas em pínulas obtusas. são os reservatórios de esporos. esbranquiçado no interior. matas. limpeza sem água. detersivo. É surpreendente ver surgir na Primavera ao nível do solo os tenros rebentos do feto-macho em báculo e admirar a sua transformação em poucas semanas em feixes de admiráveis frondes. no Norte e no Centro. que atingem mais de 1 m. em Portugal. 0 ciclo de rerodução comum a todos os fetos realiza-se em duas fases. no fim do Verão. parasitose. espalhando milhares de esporos pelo solo. até 1600 m.Feto-macho Dryopterisfilix-mas (L. lanceoladas e terminadas em ponta. sobre os quais se apoia todo o futuro da planta. alinhados em 2 fileiras. visíveis em cada uma das divisões das folhas. e quando jovens em forma de báculo. ligeiramente dentadas. elegante e delicado no segundo.

Fento-real Osmundáceas Apesar da designação de feto-florido que lhe é atribuída. em moitas. frágeis como fios de vidro. tónico. depois de desenroladas. U. U. estas estão cobertas de esporângios que. Da sua toiça. como todos os outros fetos. secar rapidamente no forno. que se podem confundir com flores e que são. pântanos e turfeiras. purgativo e vulnerário. que se desenrolam lentamente. diurético. enquanto outras se curvam de novo delicadamente em direcção ao solo. espesso. abertas. No fim do período de crescimento. não dá flores. que se abrem em 2 vaivas iguais. Habitat: Europa. reuma tismo. Partes utilizadas: rizoma e folhas. pecíolos secundários com frondes férteis diferenciadas numa comprida panícula terminal castanha coberta por esporângios globulosos. purgativo. se abrem em duas valvas para libertar os esporos. Identificação: de O. O rizoma do feto-real é adstringente. tetraédricos. no entanto. caule subterrâneo. até 1500 m. diurético. grandes espigas de cor bege-rosada. frondes enroladas em báculo. robustas. E. raquitismo. em seguida erectas. surgem por vezes surpreendentemente. as folhas férteis. Em alguns meios rurais de França conserva-se o costume de encher com as magníficas folhas do feto-real os colchões das camas das crianças débeis e dos doentes de reumatismo.ferida. litíase. O Componentes: tanino O Propriedades: acistringente. na extremidade de algumas delas. verdes.60 a 2 m de altura. merecendo.Feto-real Osmunda regalis L. na Primavera. limbo glabro. arredondados no vértice. as frondes libertam-se progressivamente e algumas delas. 157 . colher no fim do Verão. Ver: diurese . e esporos globulosos. L. vulnerário. volumoso e provido de raizes. porém. o feto-real. rizoma oblíquo. pecíolos robustos. lavar. verde-avermelhadas. truncados obliquamente ou auriculados na base. nasce todos os anos. a denominação de real devido ao seu magnífico porte. nos locais húmidos do Minho ao Algarve. em Portugal. no entanto. Vivaz. conservar ao abrigo do ar. no momento preciso. atingem 2 m de comprimento. um pequeno feixe de croças claras. obliquamente implantada na turfa ou nas margens lodosas. duplamente dividido em folíolos inteiros ou delicadamente denticulados e praticamente opostos.

como é hábito em alguns meios rurais. distribuída por quase todo o País. corola com 6 a 12 pétalas estreitas com nectários. Sabor acre e picante. aquénio. desabrocham a partir do mês de Março e cujas folhas se assemelham. cordiformes. folhas de um verde intenso. queledónia-rnenor. sebes e campos. brilhantes.30 m de altura. anti-inflamatório. a raiz destina-se apenas ao uso externo e. erva-hemorroidal. 0 Consumir apenas as folhas muito jovens e recentemente colhidas. E. oco.Ficária Ficaria ranunculoides Roth. de um amarelo-brilhante. Celi dónia. estas devem ser colhidas jovens. Evoca possivelmente também a acção benéfica da planta sobre as volumosas verrugas dos bovinos. antes da floração. cálice com 3 sépalas verdeamareladas. . onde se abriga frequentemente junto às sebes. pois a maioria das flores é estéril. Identificação: de 0. Partes utilizadas: tubérculo (após a floração). 0 Componentes: óleo essencial. erecto e esbranquiçado. + Ver: hemorroidas. tubérculos alongados e intumescidos. nos bosques e nos vales húmidos. Vivaz. figo. glabro. conhecido desde o século Xvii. flores amarelo. crenadas. É uma planta vivaz cujas flores estreladas.10 a 0. ervas -das-hemorrói das Ranunculáceas A ficária é muito vulgar na Europa. nos matos. até 1600 m. suco fresco. provavelmente evocando o aspecto dos seus pequenos tubérculos de alguns centímetros de comprimento. prados húmidos. se bem que mais claras e delicadas. caule prostrado. U. florestas. inteiras. vitamina C 0 Propriedades: analgésico. ou o seu efeito descongestionante sobre as hemorróidas.brilhantes (Março-Abril). Habitat: Europa. moitas. no caso de se ingerirem as folhas cruas. pedúnculo comprido. Os tubérculos asseguram a reprodução vegetativa. secagem à sombra. 0 nome da ficária deriva da palavra latinaficus. saponósido. com folhas frequentemente com bolibilhos nos nós inferiores. L. pelo que deve ser sempre utilizada com muita prudência. frequente em Portugal. U. às da hera.menor. com compridos pecíolos invaginantes. isoladas. folhas (antes da floração). nervadas. mole. A ficária contém substâncias venenosas.

Muito conhecidas. conjuntivite. saudades. com brácteas marginadas de celhas curtas. estreitas. Não caindo no exagero. é certo que a decocção das flores dos fidalguinhos é óptima para fazer recuperar a vivacidade e o brilho aos olhos cansados e cura a conjuntivite. flores azul-forte (Maio-Setembro). até 1800 m. caele erecto. Esta planta tende a desaparecer devido à acção destruidora dos herbicidas. ambretas.tadas. em Portugal. estéreis e dispostas em raios na periferia. prateadas. e as inferiores pecioladas e divididas. hermafroditas no centro. cinerária. U. sendo as superiores sésseis. + V Ver: cabelo.30 a O. secagem rápida ao ar livre. solos ricos e leves. campos de cereais. Esta propriedade é partilhada com uma espécie próxima que cresce nas montanhas. Segundo a tradição. a Centaurea montana L. Bienal. gota. do qual apenas algumas espécies possuem propriedades medicinais. inteiras. purgativo.: escovinha. heterósido. aparecem subespontâneos nas searas. vilosas-lanuginosas. Identificação: de O. emoliente. U. tulbulosas. E. aquénio claro.Fidalguinhos Centaurea cyanus L. O Componentes: tanino. reservam frequentemente aos jardineiros a surpresa de se tornarem cor-de-rosa quando são cultivadas em canteiros. semihornem. semicavalo. edema. Partes utilizadas: a planta inteira. centáurea. fidalguinhos-dos-jardins Bras. . depurativo. O nome do género foi-lhe atribuído em homenagem ao fabuloso centauro Quíron. sábio mestre de Aquiles e muito versado em medicina. L. folhas verde-acinzen. pigmento azul O Propriedades: acistringente. Sabor amargo. terçolho. estriado. ol os. os fidalguinhos tratam os olhos azuis. com papilho curto e duro. de cor ruiva. semente (Junho-Agosto). Locos-dos-jardins. de um azul-forte. coberto por uma penugem cinzenta. enquanto a tanchagem é melhor para os olhos castanhos. centáurea-azul. ramoso. flor. loios. as suas flores. raiz aprumada e delgada.80 m de altura. sultana Compostas Os fidalguinhos pertencem ao género Centaurea. Habitat: Europa. em grandes capítulos. reumatismo. diurético.

Arbusto com toiça que emite estolhos e turiões bienais. L.Framboeseiro Rubus idaeus L. depurativo. sabor adocicado e ácido. caule azul-esverdeado. além de constituírem uma agradável sobremesa. Habitat: hemisfério boreal. numerosos estames e carpelos. 160 . A cultura do framboeseiro remonta à Idade Média. folhas. Confeccionam-se ainda com a framboesa excelentes doces e geleias. Identificação: de 1 a 2 m de altura. O Componentes: ácido cítrico. tónico. olhos. destacando-se do receptáculo. celulose. fazem parte da receita de várias bebidas caseiras. é muito possível que. imparipinuladas com 3 a 7 folíolos dentados. E. Existem. de 400 a 2000 m. como o vinho ou o vinagre. obstipação. se bem que os nossos antepassados pré-históricos já apreciassem o seu fruto delicado. emenagogo. uma vez localizado um exemplar espontâneo. aperitivo. sudorífico. pedunculadas. A secagem das folhas é feita à sombra. Partes utilizadas: flores. açúcar. refrescante. são refrigerantes e laxativas. As framboesas espontâneas. Deste modo. Rosáceas O framboeseiro é um arbusto de cuja toiça nascem todos os anos novos caules (turiões). Cheiro agradável e penetrante. menstruação. laxativo. flores brancas (Maio-Julho). se colhidas aquando da floração (Agosto. ovóide. sais minerais O Propriedades: adstringente. U. xarope ou licores. cujos frutos variam da cor vermelho-papoila ao branco. várias centenas de variedades cultivadas. + o Ver: anginas. florestas de planícies ou de montanhas. pele. antiescorbútico. servem frequentemente para aromatizar preparações farmacêuticas destinadas às crianças. actualmente. pouco visíveis. astenia. vitamina C. frutos. U. os quais dão frutos no decorrer do segundo ano morrendo em seguida. com 5 sépalas separadas. muito utilizadas. fruto cor-de-rosa. brancas e tomentosas na inferior. folhas verde intenso na página superior.Setembro). se consiga voltar a colher frutos regularmente na mesma moita. diurético. toiça com estolhos subterrâneos. erecto e provido de finos acúleos avermelhados. rim. erectas.escuro. em cacho. seio. 5 pétalas pequenas. boca. Como sucede com o morangueiro e as silvas. composto de várias drupéolas aveludadas. lenhoso. apenas as folhas e as flores desta planta são medicinais.

sudorífico. Eta madeira flexível e resistente serviu durante muito tempo de matéria-prima para o fabrico de esquis. litíase. actualmente. volumosas. ainda recobertas pelo revestimento ligeiramente aderente e açucarado. colesterol. q@e é constituída por mais de 400 espécies. É necessário colhê-las jovens. U. excepto na região mediterrânica. O Componentes: heterásidos. ácido málico. sâmara simples. Freixo-europeu Oleáceas O freixo cultivado pertence. obesidade. neviralgia. . folhas pecioladas. casca dos ramos entre 2 e 3 anos (Abril). aos seus ramos frágeis e à sua folhagem graciosa. como a oliveira. imparipinuladas. solos férteis. flores acastanhadas (Abril-Maio). sais minerais. raiz aprumada e robusta. gota. em feixes pendentes. muito depois das flores. com as folhas prepara-se um chá considerado uma verdadeira bebida de rejuvenescimento. copa pouco fechada. no mês de Junho. dividem-se num número ímpar de folíolos não peciolados. As folhas são características. o poder de evitar o envenenamento. é ainda muito utilizada em trabalhos de marcenaria. dor. tanino. sendo também cultivado. e surgem tardiamente. tronco erecto. seiva. isto é. aplicada sobre as mordeduras de serpente. ureia. I. glabros. o alfenheiro e o aderno. obstipaçã o. E uma bela árvore dos climas europeus.. A casca e as sementes do freixo são adstringentes e febrífugas. bosques húmidos. com 7 a 15 folíoios sésseis. casca cinzenta e lisa que depois se fende. até 1400 m. açúcares. aveludadas. hálito. Habitat: Europa. diurético. vitaminas C e P. tónico. e retirar o pecíolo antes de as secar. resina. ramos cinzentos. em Portugal. ravinas. E. verde-escuras na página superior. amargo. o lilás. lnodoro. gemas negras. folhas. reumatismo. devido ao seu tronco esbelto. ovais e serradas. existe em quase todas as regiões. quadradas. nu. Partes utilizadas: sementes. laxativo. Identificação: de 20 a 40 m de altura. reduzidas a 1 estigma e 2 estames com anteras quase sésseis. o jasmineiro. mais claras na inferior. em panículas. atribuía-se à sua madeira. pigmentos O Propriedades: acistringente. à família das Oleáceas. Outrora. U.Freixo Fraxinus excelsior L. Arvore. + V O Ver: celulite. envelhecimento. à sua casca branda e acinzentada.

tez. no século Xvi. secagem em cam ad as ou ramos. ramoso. E. no século li. aperitivo. campos. O Evitar o contacto com o ferro.: felda-terra. citam a sua acçã o sobre a secreção biliar e a função hepática. faz o seu panegí rico como remédio específico para as perturbações das vísceras abdominais. folhas cinzento-esverdeadas. flores cor-de-rosa maculadas de cor de púrpura (Abril-Setembro). moleirinha -Bras. diurético. peciolados. vesícula biliar. A fumária contém um alcalóide. erecto. Erva-molarinha. no século 1. do seu sabor a fumo e fuligem ou ainda da tradição popular. potássio. os médicos árabes elogiam as virtudes da planta. e Galeno. cura de Primavera.PLANTAS ESPONTÂNEAS Fumária Fumaria officinalis L. A planta é conhecida desde a Antiguidade devido às suas propriedades medicinais: Dioscórides. Partes utilizadas: planta florida. que atribui o nascimento da planta não a uma semente. U. glauco. urticária. 2 sépalas petalóides. alongadas. sabor muito amargo e salgado. no século x. fruto globoso. bermas dos caminhos. taludes. ácido fumárico O Propriedades: antiescorbútico. raiz aprumada. é um dos simples que torna o homem centenário. 2-3 vezes divididas em segmentos delgados. pétalas irregulares prolongadas em esporão curto e 6 estames em 2 feixes. . é aconselhável usá-la sob controle médico. Porém. e Mattioli. capnóida Fumariáceas É possível que o nome da fumária advenha da cor cinzenta e indistinta das suas folhas. com vertice deprimido. de cor branco-amarelada. Habitat: Europa. erva-pombinha. disseminada por quase todo o territó rio português.1 5 a0. + V Ver: arteriosclerose.70 m dealtura. depurativo. além da angélica e do freixo. eczema. excepto a raiz (M aio. até 1700 m. obesidade. caule verde. Anual. glabros. detersivo. terrenos baldios. a fumarina. que se partem facilmente durante a secagem. mas a uma emanação da terra. As folhas. * Componentes: tanino. tónico. reunidas em epiga. dartro. Identificação: de0. U. pois a sua acção varia com a intensidade e a duração do tratamento. devem ser guardadas em recipientes de cerâmica ou vidro. Cheiro acre (suco). astenia. frágil. pequenas. fumo-da-terra. alcalóides.Setembro). o seu mais importante segredo é que. estomáquico. L. molarinha. laxativo.

fadiga. lenhosa. cresce especialmente nas regiõ es do Norte e Centro. pequenas. 0 perfume aromático e o sabor picante da planta devem-se a uma essência rica em anetol. expectorante. planta afim. apimen tados ou amargos. impotência. tosse. diarreia. aperitivo. digestivo. colinas secas. lactação. I. folhas verde. A sua utilização tornou-se clássica para aromatizar o peixe. U. com bainha muito comprida e limbo curto. frigidez. Existem diversas variedades espontâneas de funcho com frutos ligeiramente doces. tónico. existente sobretudo nas sementes. Nos textos da medicina antiga é citado como curativo. E. brilhante. + o Ver: abcesso. verde com estrias azuis. vermífugo. da qual é comestível a base carnuda das folhas.escuras. Cheiro aromático. aerofagia. 0 Sementes: não ultrapassar as doses. estriado. bainhas da base carnudas sobre uma toiça grossa. terrenos baldios. flores amarelas (Junho-Agosto). frutos (SetembroOutubro). Habitat: Europa Meridional. Vivaz. caule ramoso. o funcho expandiu-se com o decorrer dos séculos para oeste. 163 . U.80 a 2 m de altura. brilhantes. É uma grande umbelífera elegante e vivaz com largas folhas recortadas em moles e finas lacínias e com pequenas flores amarelas agrupadas.Funcho Foeniculum vulgare (Mill. Encontra-se geralmente nas bermas dos caminhos e próximo das povoações. as castanhas e as azeitonas. e uma variedade cultivada.. glabro. meteorismo. Partes utilizadas: folhas frescas. vulnerário. emenagogo. muito doce.) Caertn. substância estimulante e digestiva. rouquidão. olhos. galactagogo. compacto. As suas características botânicas possibilitam a sua fácil identificação e mesmo distingui-Ia do aneto. vigorosa.. obesidade. em Portugal.azul ado. vitaminas B e C 0 Propriedades: antiespasmódico. raiz (fim do primeiro ano). provitamina A. sais minerais. Identificação: de 0. divididas em lacínias filiformes. fusiforme. Umbelíferas Filho do sol. espontâneo nas colinas mediterrânicas. * Componentes: óleo essencial. fruto cinzento-escuro. com grandes umbelas terminais. picante e amargo. bronquite. cujos frutos são rodeados por uma margem alada e cujas folhas superiores estão providas de um limbo mais comprido que o pecíolo. 2 estiletes curtos.

bacila Umbelíferas O funcho-marítimo é uma pequena planta de caule estriado e carnudo cuja raiz penetra nas mais pequenas fendas dos rochedos. funcho-do-mar.50 m de altura. Após a preparação. difusas. sais minerais. U. Partes utilizadas: folhas. Cheiro ligeiramente aromático. depurativo. estriado e em ziguezague. com 10 a 20 raios grossos. parasitose. pétalas arredondadas. E. a preparação mais indicada é o infuso da planta fresca. espessas e brilhantes são utilizadas para fins medicinais. obesidade. Perrexil-do-mar. escorbuto. Vivaz. pois apreciavam o sabor ligeiramente amargo e salgado. óleo. sabor amargo e salgado. espessas. bem como da suavidade dos climas marítimos. bi ou tripinuladas em folíolos lineares. esponjoso. frequente sobre os rochedos de toda a costa portuguesa. No entanto. No século xix. As suas folhas carnudas. . pontiagudas. folhas glaucas. Habitat: costas rochosas. vitamina C e Propriedades: antiescorbútico. tónica e antiescorbútica. U. erectas. caule prostrado ou ascendente. aperitivo. Identificação: de O.20 a O. os boiões devem ser hermeticamente rolhados e conservados em lugar seco. tónico. porém. Necessita de grandes quantidades de humidade.Funcho-marÍtimo Crithmum maritimum L. se os efeitos desejados são o depurativo e o diurético. flores branco-esverdeadas (JulhoOutubro). carnudas. glabras. podendo atingir 5 m de comprimento. ao alcance da brisa marítima. os marinheiros levavam-nas para bordo. Ver: apetite. mas extremamente agradável. é mais agradável utilizar as folhas deste funcho marinadas em vinagre e confeccionadas como os pepinos. comercializavam-se estas folhas em algumas aldeias mediterrânicas. funcho-marinho. iodo. oceânicos ou mediterrânicos. do funcho. invólucro e involucelos com numerosas brácteas lanceoladas. * Componentes: essência. bromo. assinalado por 10 costas salientes e aquilhadas. em umbelas com peclúnculo curto. devem ingerir-se cruas para melhor beneficiar das suas acções aperitiva. fruto volumoso ovóide. ambientes salgados. brilhantes. diurético. L.

mais raramente.Galega Galega officinalis L. Com a continuação. U. Os seus grandes cachos floridos. alcalóide. espontânea em Portugal. tornando-se acre. com 11 a 19 folíolos providos de uma pequena ponta fina (mucromados). secar previamente. brancas (Junho-Agosto). são cor-de-rosa. E uma bela planta vivaz. nas lezírias e locais húmidos do Centro e Sul. vagem muito estreita. sementes (Ju lho. rizoma vigoroso. a planta provoca uma aversão difícil de superar. estípuIas livres e pontiagudas. ainda mais desenvolvidos do que as folhas muito recortadas. estandarte e quilha ultrapassando as asas. falso-anil Leguminosas O género Galega é constituído na sua totalidade por cerca de uma dezena de espécies cuja maioria se desenvolve na Europa e no Oriente. No entanto. 1. com 2 a 3 cm de comprimento. Caprária. Desconhecida na Antiguidade. tornando-se muito duro nas moitas. Partes utilizadas: planta florida seca. * Componentes: derivados flavónicos.nalis se encontra no estado espontâneo.50 a 1 m de altura. galactagogo. + o Ver: diabetes. sabor doce. flores azuladas ou. estriada obliquamente e glabra. os resultados pouco concludentes da sua aplicação conduziram ao seu quase total descrédito. vitamina C O Propriedades: diurético. com caule vigoroso. caule herbáceo. Cheiro aromático e desagradável. Actualmente. bem como o efeito hipoglicemiante das suas sementes. erecto. oco. em grandes cachos pedunculados na axila das folhas.Setembro). um estudo sistemático empreendido no início do século XX detectou a sua acção estimulante sobre a glândula mamária e a secreção láctica. O Não utilizar nenhuma parte da planta fresca. imparipinuladas. solos profundos e húmidos. cálice com 5 dentes finos. nas regiõ es temperadas. sudorífico. hipoglicemiante. até 1000 m. Identificação: de O. lactação. Habitat: Sudeste da Europa. porém. . húmidos e bem abrigados. a galega é utilizada racionalmente durante o aleitamento e mostra-se eficaz na redução do teor de açúcar nos diabéticos. a galega parece ter sido utilizada no século xVI como remédio para diversas afecções. cor de malva ou azul-claros. apenas a Galega offici. que forma volumosos maciços nos prados sombrios ou no fundo dos vales quentes. Vivaz. flores glabras. glabro.

caule pubescente. Todas as galeopses possuem uma acção antianémica. e o caule apresenta intumescências nos nós. solos siliciosos. Anual. em verticilos pouco densos. serradas. sedosas. reconhece-se pelo caule pubescente. saponósidos O Propriedades: acistringente. Todas elas são plantas anuais com flores cor-de-rosa ou cor de púrpura. O Componentes: sílica. cálice aveludado. flores amarelo-claras ou rosadas (Julho-Outubro). e pela grande corola amarela manchada de verme. A espécie que mais se lhe assemelha é a Galeopsis ladanum L. lanceoladas.10 a O. com 5 dentes espinescentes quase iguais. Os povos antigos denominaram assim várias labiadas em cuja corola com dois lábios viam semelhanças com a boca aberta do pequeno carnívoro. cujo caule é quadrangular e cujas folhas são estreitas e glabras. uma das mais vulgares. Partes utilizadas: planta florida seca (Julho-Outubro). lontra. antianémico. Existem seis espécies do género Galeopsis na flora europeia. que não apresenta intumescências ao nível dos nós. A Galeopsis dubia Leers. as suas corolas cor-de-rosa ultrapassam. pelas folhas dentadas. aspecto. sedosas e aveludadas. e opsis. por vezes amarelas e matizadas de branco. surge em Portugal em algumas regiões elevadas. Cheiro intenso e pouco agradável. Uma outra espécie muito conhecida é a Galeopsis tetrahit L. com nervuras muito salientes e próximas. com pequenos ramos ascendentes. até 1300 m. corola tubulosa 3 a 4 vezes maior que o cálice.. vermelho ou cor de violeta. + Ver: anemia. especialmente na página inferior. Habitat: Europa Ocidental e Central. bronquite. associada ao seu elevado conteúdo em sílica e tanino. sendo o inferior provido de 2 dentes erectos. a Galeopsis tetrahit L.. .50 m de altura. os cálices com dentes epinescentes. especialmente no Minho.lho no lábio inferior. tanino. 1. Identificação: de O. a conservação dura no máximo 1 ano. grandes. pecioladas. por vezes. expectorante. lábio superior convexo ligeiramente abobadado. folhas opostas.Galeopse Galeopsis dubia Leers Labiadas O termo Galeopsis deriva das palavras gregas gale. U. remineralizante e acistringente. erectas. remi n eralizante.

spinosa é multiforme e agrupa@ pelo menos. raiz (todo o ano). Esta planta cresce especialmente nas pastagens. profundas e resistentes. bloqueiam as charruas. rilha-boi. flores cor -de-rosa (AbrilSetembro). ser útil. onocol O propriedades: adstringen@e. A gatunha é muito apreciada pelos burros. Impedindo-os de pastar. os seus espinhos ferem as mucosas da boca dos animais. culos ramos abortados se transformam em espinhos. vagem ovóide. monofoliadas no cimo dos ramos. 9 Componentes: tanino >do. nos carreiros e nos terrenos incultos. frequente em Portugal. ramosos. caules Prostrados ascendentes. preferentemente em solos argilo-calcários. Habitat: quase toda a Europa. interrompendo o trabalho dos bois. até 1500 m a O 80 m de altura SuIdentificação: de O. Cheiro desagradável. a planta é conhecida pelo nome de razão bois de trabalho resta-boi. encostas. pelo que foi denominada Ononis. seis subespécies. bermas dos caminhos e aeais marítimos. campos.+ Na Idade Média e no Renascimento. depuratiVO. nos diques marítimos. isoladas na axila das folhas. célebre botânico gre século i. encontraril-se as outras subespécies. burro. se bem que os tenham praticamente desaparecido. ami rósidos anonina. Por esta . nos taludes. Partes utilizadas: flores. O pólen das suas flores é muito apreciado pelas abelhas. Unha-gata. folhas tdfoliadas. folhas. nas encostas. e onimêmi.Gatunha ono@lis spinosa L. Nas regiões alpinas e mediterrânicas. algumas das quais são desprovidas de espinhos. planta lenhosa na base. Misturada com o feno seco. Pastos áridos. resta-bOi. anti-séptico. hete> resina. escreveu a propósito da gatunha: *A da raiz macerada em vinho aumenta as casca urinas. que são geralmente geminadoS. a gatunha foi também muito utilizada. reduz as areias e limpa as margens das úlceras. . palavra que deriva do grego onos. go do Dioscórides. as suas raizes. planícies de montanha.10 -barbusto. gatinha Leguminosas A espécie O.

U. cistite.E. sudorífico. eczerna..diuréticO. Ver: anginas. litíase. W. . ederna.

50 a 1. argençana. heterósidos amargos O Propriedades: aperitivo. vitamina C. O Componentes: essência. sabor muito amargo. alcalóide. argençana-dos-pastores. raiz aprumada. estomáquico. das quais apenas cerca de 20 crescem na Europa. tónico. pectina. magreza. robusta. Esta genciana. É necessária uma extrema atenção.. cápsula ovóide. no século ti a. comprida. teria revelado a acção benéfica da planta.Genciana Gentiana lutea L. de 4 em 4 ou mesmo de 8 em 8 anos. + V O Ver: anemia. têm sido consecutivamente confirmadas. U. numerosas sementes aladas. com 5 a 7 nervuras convergentes. Crê-se que deve o nome a Gentius.: genciana-dos-jardins Gencianáceas Afamília das Gencianáceas compreende várias centenas de espécies de Gentiana. o heléboro-branco. I. simples e oco.. segundo a lenda. uma das mais belas. com as folhas alternas e vilosas na página inferior. é mais fácil distingui-Ias na época da floração. ramificada. febrífugo. pois as flores do heléboro são brancas. Cheiro intenso e acre. folhas verdes. apetite. grande-genciana Bras. Partes utilizadas: raiz seca. E. C. sarda. muito rara em Portugal. prados. conhecidas desde tempos muito antigos. genciana-amareia. amarela com casca cinzenta e enrugada longitudinalmente. convalescença. abrindo-se em 2 valvas. parasitose. corola dividida em 5 a 9 lóbulos estreitos. O Não ultrapassar as doses indicadas ou o período recomendado para o tratamento. erecto. pedunculadas. pastagens. Genciana-das-farmácias. produzindo apenas. a raiz seca (Setei-nbroNovembro) é um poderoso febrífugo e um excelente estimulante das funções do aparelho digestivo. Habitat: Europa Central e Meridional. 168 . cresce uma liliácea Multo tóxica. amplexicaules. abertos. digestão.30 m de altura. de 700 a 2400 m. em grupos de 3 a 10 na axila das folhas. é uma grande planta vivaz dos prados e das pastagens de alta montanha que cresce muito lentamente. que. flores amarelas (Junho-Agosto). pois próximo da genciana. Vivaz. astenia. vermífugo. cálice membranoso e estames com anteras vermelhas. caule glauco. com folhas glabras e opostas. U. um novo caule floral. fadiga. Identificação: de O. dá a primeira flor aos 10 anos e pode viver cerca de 60. As suas propriedades medicinais. rei da Ilíria. pode encontrar-se na serra da Estreia. opostas. largas e ovais. pigmento.

sais minerais. litíase. 10 estames diadelfos. estriado longitudinalmente. solos não calcários ou descalcificados. secagem em forno tépido. pequenas. rijo. o codesso-bastardo e o tojo-arnal. giesteiracomum. formam tufos na extremidade de compridos pecíolos e os cachos das flores são pendentes. embora em graus diferentes. Partes utilizadas: flores em botão. A giesteira-das-vassouras não é totalmente inofensiva. flores amarelo-douradas (Maio-Junho). a giesteira-de-espanha (Spartium junceum L. erecto. + in Ver: abcesso. O Componentes: pigmentos flavónicos. giesta-brava. reumatismo. utilizada em medicina.giesteira-deespanha. com uma dúzia de sementes castanhas. Para tanto é necessário saber distingui-Ia de três plantas que pertencem à mesma família: são a. com ramos consistentes e flexíveis. edema.PLANTAS ESPONTÂNEAS Giesteira-das-vassouras Cytisus scoparius (L. E. óleo essencial O Propriedades: cardiotónico. vasoconstritor. As sumidades floridas fornecem à indústria farmacêutica a esparteína. rim.) dá pequenos ramos glaucos cilíndricos praticamente sem folhas e as vagens são desprovidas de pêlos.bastardo Leguminosas Para utilizar a giesteira-das-vassouras em aplicações medicinais. quilha pendente. . I. gota. todos três tóxicos. sendo o superior bifendido e o inferior trifendido. sendo as superiores sésseis e simples. grandes.) Link Giesta. hipotensão. Arbusto. trifoliadas. chamiça.). hirsuta no bordo. preta. permitem a sua distinção: as folhas do tojo (Ulex europaeus L. no entanto. U. retama. vasoconstritora e diurética. estipuladas. folhas caducas. 125. descrito na p.. mordedura. pelo que apenas as flores ainda em botão podem ser ingeridas. as folhas do codesso (Laburnum anagyroides Med. hipertensor. pecioladas. fígado. quase todo o País. Habitat: Europa.: codes so. Não exceder as doses indicadas. até 500 m. G Utilizar apenas as flores em botão antes do desabrochar. diurético. cálice glabro com 2 lábios curtos. caiWe verde. anguloso. vagem achatada. depurativo. entre os quais a esparteína. o cálice das flores é bilabiado até à base. albuminúria.) são pontiagudas. giesta-ribeirinha. ramos jovens.60 a 2 m de altura. é indispensável saber identificá-la com exactidão. substância tonicardíaca. Cheiro suave. maias Bras. corola papilionácea. estandarte largo. U. alcaJóides. Alguns pormenores. Identificação: de O.

icterícia. aos quais os botânicos chamaram cladódios. Arbusto. porém. ao frio intenso. U . distinguem-se ao longe. sabor adocicado e depois amargo. 3 sépalas. de 1 a 2 na axila de uma pequena bráctea. Habitat: Europa Central e Meridional. Partes utilizadas: rizoma e raiz (Outono). febrífugo.90 m de altura. solos calcários. situada no centro dos claciódios. espargo e salsa. A utilização medicinal da gilbarbeira já era conhecida de Dioscórides. flebite. É diurético. Os médicos clássicos. caule verde. . até 700 m. animadas pelo vermelho intenso dos seus frutos. resina. sobre o qual exerce um efeito tónico ainda mais enérgico que o do castanheiro-da-índia. nodoso.30 a O. as manchas sombrias e brilhantes da gilbarbeira. não resistindo. que a denominava Ruscus. aproveitam as propriedades terapêuticas da planta utilizando as folhas e especialmente o rizoma. vasoconstritor. dióicas. U. exala um cheiro pouco intenso a terebintina. densamente provido de ramos foliáceos (cladódios) na extremidade. varizes. Este. em cujo centro se implantam as flores. oblíquo e nodoso. sésseis. febrífugo e extremamente estimulante para o sistema venoso. E. hemorróidas. + Ver: edema. muito pequenas. frequentemente impenetráveis devido à rigidez dos seus ramos axilares foliáceos e espinhosos. erecto. diurético. com folhas verdeescuras. Identificação: de O. gota. A planta adapta-se facilmente à aridez. espinescentes. Utiliza-se ainda na preparação do xarope das cinco raízes. aos solos calcários e pobres. 3 pétalas livres e persistentes. menopausa. Gilbardeira. em Portugal. folhas. no Inverno.Gilbarbeira Ruscus aculeatus L. erva-dos-vasculhos. branco-acinzentado. aipo. saponósido. bosques. alternas.. Cheiro pouco intenso a terebintina. glabro. potássio O Propriedades: aperitivo. É um arbusto vivaz que forma moitas espessas. vermelha. e também os fitoterapeutas. baga redonda. ovais. cresce espontaneamente em quase todo o território. com 1 a 2 volumosas sementes amarelas. O Componentes: óleo essencial. azevinho-rnenor Liflúceas Nas matas desoladas. I. flores masculinas com 3 estames e femininas com 1 ovário de 3 lóculos. rastejante. litíase. flores violáceas ou esverdeadas (Setembro-Abril). coriáceas. cálcio. guarnecido de raizes acastanhadas. rizoma oblíquo. do qual fazem parte também funcho.

com caules curtos e folhas glabras. sendo as caulinares numerosas.. azuis. todavia. pelo contrário. calcários e rochedos. apresentando na extremidade superior um capítulo azul característico do género. heterósidos. encontra-se na regiã o de Miranda do Douro. vitamina C O Propriedades: colagogo. A globulária-vulgar é uma planta herbácea cujo caule floresce entre Abril e Junho e se ergue no centro de uma roseta de folhas basilares de cor verde matizadas de vermelho.. em roseta. Ver: obstipação. ambas dão flor de um azul forte. muito menos activa que o sene. solitários. até 1500 m. as suas propriedades medicinais são análogas. Cheiro intenso. . caule floral erecto e simples.05 a O. U. Habitat: Europa Central e Meridional. O Componentes. ovais. Foi erradamente denominada pelos povos antigos erva terrível. ovais ou lanceoladas. Globulária-vulgar Globulariáceas Existem nas regiões europeias cerca de 15 espécies de globulárias. Porém. é conveniente dosear moderadamente as preparações. As suas folhas. sabor acre e muito amargo. Partes utilizadas: folhas. estomáquico. 1. Prefere os solos calcários e áridos. sendo no entanto plantas bastante diferentes do ponto de vista botânico. pequenas. se bem que mais desenvolvidas e suaves no caso da primeira. persistem durante os meses frios e as flores. A extensão geográfica da Globularia alypum L. em Portugal. Identificação: de O. a Globularia turbith. De entre elas é útil saber identificar duas: a globulária-vulgar e a Globularia alypum L. sésseis. pecioladas. O Não exceder as doses indicadas. O caule está envolvido por minúsculas folhas pontiagudas. aquénio incluso no cálice.30 m de altura. é. ligeiramente lenhosa. resina. é muito mais limitada: este pequeno arbusto encontra-se mais frequentemente nos rochedos mediterrimicos. 1 láculo e 1 semente. cálice hirsuto com 5 divisões. assim denominadas devido às suas graciosas inflorescências em forma de globo azul. esparsas e mucronadas. tanino. pois confundiamna com uma outra planta com acção purgativa violenta. Vivaz. mas mais que a globulária-vulgar. sudorífico. folhas verdes. A Globularia alypum L. Ao utilizá-la. raiz aprumada. flores de cor azul forte (Abril-Junho) em pequenos capítulos esféricos.Globulária Globularia vulgaris L. solos estéreis. purgativo. corola tulbulosa com 3 divisões compridas e 2 curtas e 4 estames desiguais. chanfradas no vértice. terminais. desabrocham no Inverno e na Primavera. espatuiadas. São plantas vivazes.

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heterósidos cardiotónicos. não exceder as doses indicadas.20 a O. inteiramente revestido de finas folhas cinzentas. os jardineiros obtiveram variedades com Ilores dobradas. Partes utilizadas: sumidades floridas e frutos. O goiveiro espontâneo pode viver dois anos. o Ver: diurese. 6 estames. . síliqua erecta. a cheirotoxina. vitamina C * Propriedades: cardiotónico. nas sementes. O Conservar a planta ao abrigo da luz. devido às gemas situadas na base dos seus numerosos caules lenhosos. dos quais 2 laterais mais curtos. Muito abertas. com filete livre. numerosos. Cheiro suave e aromático. só devem ser utilizadas as flores. A presença desta substância impõe a maior prudência no consumo do goiveiro-amarelo. folhas oval. as suas discretas corolas desenvolvem-se em cachos amarelos no cimo do caule. excepto por receita médica. O Componentes: heterósido sulfurado. Goivo-arnarelo Crucíferas O goiveiro-amarelo atapeta durante todo o Inverno os cunhais dos velhos muros. inteiras. Identificação: de O.60 m de altura. estigma com 2 lóbulos arredondados. muito ornamentais. flores amarelas ou amareloalaranjadas a castanho (Março-Junho). Se bem que muito utilizada na Grécia antiga e ainda pelos médicos árabes como detersivo e emenagogo.Goiveiro-amarelo Cheiranthus cheiri L. muros. supõe-se que a planta esperou séculos antes de encontrar o seu justo lugar na fitoterapia. proximidades de casas. só no limiar do século XX a análise química detectou a existência de uma substância cardiotó. Habitat: Europa Meridional e Central. U. corola com 4 pétalas. livres. acinzentado. A partir desta espécie. e a partir do mês de Março surgem as suas flores douradas anunciando a Primavera. Efectivamente. erectas.nica. em cachos cimeiros. sendo também cultivado como planta ornamental.lan ceoladas. diurético. Bienal. cobertos de folhas com pêlos prostrados e ligeiramente lenhosos na base. até 600 m. tetragonal. subespontâneo de norte a sul de Portugal. grandes (2-5 cm). nas folhas e em menor quantidade nas flores da planta. contendo sementes castanhas aladas. caules angulosos. cálice com 4 sépalas verdes. solos áridos. pelo que. verdeacinzentadas e vilosas com pêlos bipartidos. 1. sabor picante.

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Os médicos da Antiguidade e da Idade Média deram muita importância à virtude anafrodisíaca do *golfão. aquáticas. actualmente. carnudas. et Sm. nervosismo. confirmada pelos estudos de Delphant e Balansard. a) GolTão-branco.Golfões ti) Nymphaea alba L. a maioria dos fitoterapeutas adoptou esta opinião. 4 sépalas curtas e verdes na parte superior. boleira-amarela Ninfeáceas As lindas flores brancas ou amarelas dos golfões que surgem à superfície das águas dos lagos de quase todos os parques públicos são de extrema beleza. ambos são frequentes nas águas estagnadas desde o Minho ao Alentejo. b) flor amarela (Abri ISetembro). luteum na época da fioração. águas paradas ou de corrente muito fraca. e com elas preparam uma bebida gelada a que chamam pufer. 5 sépalas grandes. Mais tarde. A palavra Nymphaea deriva de ninfas. Nuphar.) S. b) até 1100 m. Habitat: Europa.. cabelo. o nome da planta em árabe. fruto carnudo. caule subterrâneo. golfobranco. sono. sedativo. diâmetro de 10 a 12 cm. (i) até 800 m. Vivazes. nenúfar b) Golfão-amareio. destruidor dos prazeres e veneno do amor+. b) Nuphar luteum (L. translúcidas. porém. rizoma. LvJ Ver: acne rosácea. b) antibiótico. amante da mansão húmida. arredondadas. Plantas de águas estagnadas de charcos e lagos. estão imersas e desaparecem durante o Verão. b) à superfície com numerosas sementes. o seu rizoma está mergulhado no lodo. lis-dos-tanques. U. de 3 a 7 cm de diâmetro. deriva de ninufar. Partes utilizadas: a) flor (Junho-Agosto). Identificação: altura segundo a profundidade da água. pele. cerosas. alcalóides O Propriedades: antiespasmódico. boleira-branca. maturescente: ti) no fundo. de 10 a 30 cm. muito aromática. O Componentes: tanino. rizomas mergulhados no lodo. Nymphaea e Nuphar. têm propriedades comuns. tosse. sendo os pecíolos e os pedúnculos suficientemente compridos para que as folhas e as flores permaneçam à superfície das águas. pecíolos muito compridos e cilíndricos. indeiscente. verdes na parte externa. flores: ti) flor branca (Junho-Agosto). U I. lagos. charcos. abertas à superfície da água. Embora pertencendo a dois géneros diferentes. golfo-amarelo. as outras folhas. boleira. E. Cheiro: b) intenso (flor). folhas cordiformes. divindades das águas. nenúfar. ribeiras. 173 . Os Turcos recolhem as flores do N. leucorreia. ridicularizou-se este conceito. b) rizoma.

que em doses excessivas pode provocar envenenamentos mortais. lábio superior com 2 lóbulos e inferior com 3 lóbulos. folhas verdes. Vivaz. No entanto.50 m de altura. costas.Graciosa Gratiola officinalis L. purgativo. É uma das muitas plantas espontâneas que devem ser utilizadas com prudência. onde aparece juntamente com grandes herbáceas. lanceoladas. indicativo de quanto era apreciada. Partes utilizadas: planta florida seca (Julho). época áurea das sangrias. U. + Ver: edema. não ultrapassar as doses prescritas. prados húmidos. fazia outrora parte do arsenal farmacêutico com o nome de graç a-de-deus. erva-do-pobre. E. até 1500 m. não obstante. em Portugal. pequena-dedaleira Escrofulariáceas A graciosa é uma pequena planta vivaz cujo caule mergulha nas valas sombrias. é um remédio muito violento. cor de maiva ou rosadas (Junho-Setembro). supõe-se que nos séculos XVI e XVII. Nos meios rurais. por não poderem adquirir remédios mais caros. oco. rastejante e carnudo. contém substâncias que actuam sobre o coração. A graciosa. Identificação: de O. O Utilizar apenas a planta seca. Efectivamente. rizoma estolhoso. Cheiro nauseabundo.. secagem em estufa a 60'C. mais ou menos serrilhadas. ILI. e também nos canaviais das margens dos pântanos. isoladas na axila das folhas. emético. dos clisteres e das purgas. I. diurético. cálice com 5 dentes. à beira de águas paradas. sabor acre e amargo. Gracíola. 4 estames. flores amareladas. a planta tenha sido de algum modo responsável pela morte de um certo número de infelizes pacientes. Habitat: Europa Central e Meridional. mas perigoso. surge nas margens dos rios e valas. cinifólio. úlcera cutânea. eficaz. que.20 a O. a graciosa é conhecida por erva-do-pobre. caule erecto. cilíndrico na base e anguloso no vértice. com 3 a 5 nervuras divergentes. corola vilosa no interior. pertence à família das Escrofulariáceas. sésseis. opostas. cápsula com 2 lóculos e numerosas sementes. sobretudo a norte do Teio. provido de 2 brácteas estreitas. como as dedaleiras. intestino. O Componentes: heterásidos cardiotónicos O Propriedades: cardiotónico. . pois outrora apenas os pobres a utilizavam.

cariopse obionga. até 2000 m. mucilaginoso) O Propriedades: depurativo. U. emoliente. de cor branco-amarelada. imbricadas. diurético. icterícia. ásperas na página superior. litíase. longas espigas verde-claras. em 2 filas. triticina (polissacárido. Identificação: de O. folhas de um verde intenso e um verde-azulado. alternas. lavar. + kri Ver: celulite. menopausa. caule rizomatoso. cada uma delas encerrada no conjunto de 2 glumas. eczema. com nervuras. obstipação. longos rizomas rastejantesÁ GRACIOSAPLANTA A SEGUIR . com vértice viloso. flores verdes (Junho-Setembro). coriáceos. suavizante. manualmente Habitat: todos os terrenos.PLANTAS ESPONTÂNEAS GRAMA-FRANCESA *//* REFAZER todo o início da página. duro. rizoma (Março-Abril ou Setembro-Outubro). Vivaz.20 m de altura. U. planas. . indeiscente. com 5 a 7 nervuras e de 2 glumelas e 3 estames. formadas por espiguetas sésseis. O Componentes: sais minerais. cistite. L. Partes utilizadas: suco da planta inteira. providos de nós com raizes adventicias. secar ao sol e pequeno período de conservação. rim. óleo essencial. E. estreitas. Sabor adocicado. glabro.40 a 1. de 4 a 6 por espigueta.

persistem durante o Inverno. rastejante. sabor acre. ruiva-brava ou granza-brava. nervuras secundárias formando uma rede aparente. emenagogo. Vivaz. caule vermelho-acastanhado. laxativo. dispostas em cimeira na axila das folhas e na extremidade dos ramos. subespontânea em França. existe em quase todo o território português com os nomes de raspalíngua. rim. tónico.. desprovida de renovos. obstipação. preta. O conhecimento das virtudes medicinais da granza remonta à época de Hipócrates. corola com 5 pétalas soldadas na base. Cheiro a losna. Muito semelhante à granza devido à sua acção medicinal. ramoso. solos calcários.des. Partes utilizadas: raiz. gran. Habitat: Europa Meridional. aperitivo. folhas verticiladas em grupos de 6. pequenas. . a Rubia peregrina L. que considerava a sua raiz diurética. Desde então. Identificação: de O. 5 estames e 2 carpelos. providas de uma só nervura. do tamanho de uma ervilha. colerético. trepador. encontra-se nas regiões mediterrânicas uma planta próxima. cujas folhas. a planta deixou de ser cultivada. baga arredondada. cálice com 5 dentes.PLANTAS ESPONTÂNEAS GRANZA *//* REFAZER A PLANTA ANTES DA GROSELHEIRA ESPINHOSA contido na raiz provocou a queda da sua comercialização. lanceoladas. quadrangular e provido nos ângulos de acúleos. 1. parte subterrânea. a granza-brava.60 a 1 m de altura. U. tornando-se progressivamente espontânea e difundindo-se por quase toda a Europa. flores amarelas (Junho-Agosto). Os Árabes utilizam-na actualmente para facilitar o parto. ou Rubia peregrina L. + Ver: menstruação. até 1000 m. vermelha. parto. O Componentes: heterásidos antraquinónicos O Propriedades: acistringente. diurético. aculeadas nos bordos e na nervura central.

caule e ramos acinzentados e espinhosos. amarei o. G Ingerir as bagas muito maduras. Assim. U. Habitat: Europa. em 1584. pois podem provocar graves perturbações. celulose. rara na região mediterrânica. ou geminadas.averm elh ada. Identificação: de O. flores esverdeadas ou avermelhadas (Março-Maio). Consomem-se frescos ou em sumo aquando de uma cura de Primavera. florestas. O Componentes: sais minerais. remi n eralizante. aperitivo. secar em estufa e conservar em caixas. obesidade. cura de Primavera. cálice com sépaIas avermelhadas. 5 estames. Saxifragáceas Jehan Froissart. Ver: albuminúria. sebes. Arbusto de origem setentrional. 177 . frutos.Groselheira-espiM Ribes uva-crispa L. apetite. Podem ainda ser utilizados na preparação de óptimas geleias e compotas. Há muito tempo que os horticultores diligenciam multiplicar as variedades hortícolas da planta. solitárias. ou em grupos de 3. glúcidos. I. diurético. corola com pétalas mais pequenas que as sépalas. laxativo. Sabor doce (fruto). eriçada de Pêlos. arredondados. na Suécia chamavam-lhe Rips e na Dinamarca Ribs. servem para confeccionar um molho muito apreciado para acompanhar cavalas. conseguiram obter frutos progressivamente maiores. nos alvores do século XV. sede. contendo várias sementes. lípidos. E. provitamina A O Propriedades: acistringente. Outrora. diarréia. falava já na *groselheira-espinhosa+ e. rizoma estolhoso. branco-amareladas. vitaminas B e C. Subarbusto. Existe mesmo uma variedade denominada monstruosa com groselhas tão volumosas como as ameixas. sendo a partir destas designações que. com 3 a 5 lóbulos serrados.60 a 1. convalescença. a ingestão de bagas não maduras é pouco aconselhável. inexistente na bacia mediterrânica. obstipação. que nascem na axila de espinhos tripartidos. Partes utilizadas: folhas. raizes. é a única planta desta espécie que possui espinhos. até 1800 m. ferida. a Ribes uva-crispa L. Devem procurar-se em Junho e Julho nos bosques. Quando verdes. depurativo. lhe foi atribuído o nome de género.. Ribes. foi ignorado pelos gregos antigos. digestivo. No entanto. ILI. aproximadamente do tamanho de uma ervilha. efectivamente.50 m de altura. matas. É evidente que os frutos da planta espontânea são muito mais pequenos. folhas largas. palmadas. ácidos. nas sebes e mesmo nas árvores ocas. baga ovóicie.

prefere os bo ques frescos. Partes utilizadas: frutos (Julho-Agosto). sabor ligeiramente ácido. tónico. groselheira-rubra. João. alé disso. conhecidas desde o século x'v Depurativas e refrescantes. ser consumidas pelos diabéticos. abrigados. artritismo. sebes e moitas. dartro. Identificação: de 1 a 1. bag -de-são-joão. Habitat: Europa Continental e Setentrional. bosques frescos. podendo assim servir de bas no Inverno. de modo a manter as sementes inteira peneirar e adicionar ao sumo obtido un quantidade de açúcar igual ao dobro do s( peso. flores amarelo-esverdeadas (Abril-Maio). fechar hermeticamente. groselheira-dos-cachos Saxifragáceas Pequeno arbusto desprovido de espinho com casca cinzento-clara. com 5 lóbulos serrados. isto é. Ver: apetite. obesidade. refrescante. grandes folhas alternas. laxativo. pelo que o seu nome popul na Alemanha é Johannisbeere. O Componentes: vitamina C. mucilagem. ácidos málico. São inúmeras as suas virtudi medicinais. cura de Primavera. Cheiro suave. doe tes a quem são proibidos frutos muito doce Se forem secas num forno. casca cinzenta rasgada em lacínias nos troncos velhos. hermafroditas. planta melífera cultivada em Portugal. embora com pouca frequência. esta geleia deve s consumida rapidamente. palmadas. caule desprovido de espinhos. i dia de S. até 2000 m. cachos com pequenas bagas vermelhas. cálice com sépalas esverdeadas ou castanhoavermelhadas e com o dobro do tamanho das pétalas. reumatismo.PLANTAS ESPONTÂNEAS Groselheira-vermelha *//* REFAZER Ribes rubrum L.50 m de altura. a infusões digestivas de agrad vel sabor. brilhantes. obstipação. As groselhas vermelhas am durecem geralmente nos fins de Junho. pecioladas e caducas. giúcidos O Propriedades: aperitivo. No dia seguint. diurético. 1. Groselheira-comum. digestivo. colocar em boiões. conservam-: optimamente. cítrico e tartárico. . A geleia crua é uma iguaria de] ciosa e pouco vulgar que conserva qualid des idênticas às do sumo fresco e que prepara do seguinte modo: esmagar suav mente as groselhas vermelhas com um ga to. podem. sede. rizoma estolhoso. de polpa suculenta e contendo várias sementes. Arbusto. em cachos pendentes. U. pubescentes na página inferior. depurativo.

espessas. 6 a 9 sépalas petalóides.hepática Ranunculáceas A hepática é uma pequeníssima planta vivaz. acaule. onde atapeta o pé das árvores frondosas. um pouco mais frequente nas montanhas cobertas de bosques. só vivem oito dias. O Não utilizar nem a raiz nem a flor. enzimas. saponósido O Propriedades: acistringente. isoladas. matas calcárias. supõe-se que não foi considerada medicinal antes do século XV. A ném orta. flores de cor lilás-azulada. cordiformes. heterósidos. E. folhas basilares. numerosos carpelos com rostro curto. bastante grandes. Sem utilização e certamente desconhecida na Antiguidade. O Componentes. litíase. diurético. excepio no extremo norte. com longo pecíolo. Identificação: de O. I. a sua principal aplicação consistia no tratamento das doenças do fígado. entre 400 e 2200 m. vilosas quando jovens e depois glabras. Partes utilizadas: folhas (Maio-Julho). Habitat: Europa. Respeitar as doses. 20 estames. por vezes cor-de-rosa ou brancas (Março-Abril). U. Só utilizar a folha seca. U. Sabor amargo. Esta planta é tão característica que não é possível confundi-Ia com qualquer outra. O nome de hepática advém-lhe desta qualidade. que se assemelham aos lobos do fígado. de cor lilás-azulada. solos húmidos. pendentes para o solo. Vivaz. muito rara nas planícies.20 m de altura. Floresce logo que termina o Inverno. com invólucro em forma de cálice. cicatrizante. e na frescura das matas. mas as suas graciosas corolas. sobretudo em regiõ es montanhosas.08 a O. Então. persistentes.Hepática Hepatica nobilis Mill. .. + Ver: ferida. divididas em 3 lóbulos iguais não recortados. embora também possa ser devido à forma das folhas.

soldados ao ovário. quanto às folhas. como acontece em todas as línguas românicas. hera-dos-muros. bronquite. a hera escondia os duendes sob a sua folhagem. cabelo. traqueíte. folhas verde-escuras. outras consideram-na uma planta prejudicial e destroem-na. hereira. por vezes o caule adquire a espessura de um tronco de árvore. então. em pequenas umbelas esféricas com numerosos raios. Partes utilizadas: folhas novas. menstruação. queimadura. preto. ovais nas sumidades floridas. emenagogo. nomes populares na sua maior parte femininos. trepa aos muros e às árvores por meio de raízes laterais. O Componentes: estrogéneos. queimadura solar. Habitat: Europa. 5 pétalas lanceoladas. com excepção do francês. pois são tóxicos. pois. cálice com 5 dentes curtos. que deu à planta um nome masculino: lierre. não se alimenta da sua seiva. reumatismo. . heradeira Araliáceas À hera têm sido atribuídas as mais variadas designações. Aradeira. frescas. apesar de se agarrar às árvores. caule lenhoso. brilhantes. tosse convulsa. Existem algumas pessoas que apreciam a hera. permitindo que adorne com o seu manto sussurrante os caramanchões. No entanto. E. de triangulares a palmatilobadas. celulite. alternas. associa-se ao deus Baco. antiespasmódico. protegia as casas dos espíritos malignos e era tida como símbolo de fidelidade e longevidade. + V o Ver: banho. persistindo cerca de 3 anos. reflexas. quando invade o solo. O Nunca consumir os frutos. hipertensão. U. até 1000 m. estrias. frequente em quase todo o território portuguê s. trepador ou rastejante. nenhuma outra vegetação consegue encontrar o seu caminho para a luz.Hera Hedera helix L.Outubro). hera-trepadeira. respeitar sempre as doses indicadas. L. Tradicionalmente. fruto globoso. hedra. Cheiro aromático. flores amarelo-esverdeadas (Setembro. Identificação: de 3 a 50 m de altura. Esta hera pode viver muito tempo: conhecem-se alguns exemplares com 400 anos. pecioladas. não devendo ser consumidos. não é parasita. Juntamente com a vinha. É certo que a hera deteriora as paredes e que. as grades ou as fachadas das suas casas. sabor amargo. aconselhando-se prudência. calo. hedera. coriáceas. com 4 a 5 sementes cor-de-rosa. vigoroso. U. edema. Os frutos amadurecem na Primavera. hederina O Propriedades: analgésico. Arbusto.

folhas (no princípio da floração). Vivaz.05 a O. excepto na região mediterrânica. 4 estames. 2 maiores e 2 mais pequenos (didinâmicos). A planta faz parte de uma preparação da Farmacopeia Francesa. + o Ver: asma. No século XVI. resina O Propriedades: diurético. furúnculo. Partes utilizadas: planta fresca ou seca. muito eficaz para recuperar de qualquer tipo de comoção. 181 . moles. corola com 2 lábios. flores azul-violeta maculadas de cor de púrpura. estômago. Espaçadamente. cordiformes. a hera-terrestre foi muito apreciada por Santa Hildegarda. castanhos. crenadas. até 1600 m. folhas verdes. radicante. espontânea em locais húmidos e sombrios de Trás-os-Montes. sabor quente. unilaterais. simples. Cheiro intenso. constipação. suco fresco. caule prostrado. amargo. é ainda hoje um dos remédios utilizados nos meios rurais para as afecções dos brônquios. por vezes de cor-de-rosa (Março-Maio). graciosas flores cor de violeta. potássio. tanino. o chá-suíço. entre 2 e 4 na axila das folhas superiores. cálice com 5 dentes. U. bronquite. Cozida em leite. sendo o superior chanfrado e o inferior trilobado.Hera-terrestre Glechoma hederacea L. malvela Labiadas bentos estéreis e igualmente prostrados. tónico. Identificação: de O. tetraquénio com aquénios ovóides. a partir de Março. vulnerário. LI. Minho e Beiras. sendo os floríferos erectos. glúcidos. tubuloso. anteras com lóculos em ângulo recto.25 m de altura. agradável. arredondadas. lisos. O Componentes: princípio amargo. erguem-se ramos curtos providos de pares de folhas arredondadas e crenadas em cujas axilas desabrocham. devido a duas das suas actuais utilizações: peitoral e vulnerária. óleo essencial. Conhecida desde a Alta Idade Média como planta medicinal. Erva-de-sãojoão. espécie de tónico fortificante. enfisema. peitoral. piloso. E. era utilizada para tratar feridas internas e externas e mesmo para combater a loucura. Habitat: Europa. L. acre. no século xii.

I. Bienal ou vivaz. No século XIX. 6 estames. Ver: abcesso.40 a O. Na Antiguidade.80 m de altura. ramificado na parte superior. ultrapassa facilmente as cercas e reconquista a sua liberdade ao longo dos caminhos. caule erecto. cor de púrpura ou violáceas (Maio-Setembro). vitamina C O Propriedades: diurético. U. passou no século XVII à França e depois à Itália. O seu suco misturado com leite ou uma infusão das folhas ou o vinho em que estas foram maceradas são bebidas agradáveis. O Componentes: óleo. gota. dentadas.Hespere Hesperis matronalis L. juliana-dos-jardins Bras. é um habitante selvagem das clareiras. 4 sépaIas. Introduzida na Áustria a partir da Turquia. os naturalistas confundiam-na com o goivo. E. cor-de-rosa ou violáceas. por vezes. bem descrita na Idade Média. abrindo-se em 2 valvas contendo 1 fileira de sementes. litíase. solos calcários. agrupadas em grandes panículas. com pecíolo curto. confirmando que a planta é diurética. estigma fendido em 2 lobos. com excepção da região mediterrânica e da Córsega. Cheiro agradável. sendo.. expectorante e sudorífica. As cataplas m as de folhas picadas aceleram a maturação dos abcessos. no entanto. hirsutas. de flores brancas. U. erecta. folhas simples. 4 pétalas em cruz. Identificação: de O. com a ajuda das abelhas que a procuram. A sua eficácia só é real quando utilizada no estado fresco. até 1500 m. sabor acre. expectorante. pele. inteiras.: erva-alheira Crucíferas AHesperis matronalis L. síliqua comprida. sobretudo à noite. sebes. Partes utilizadas: parte aérea da planta fresca (floração). necessário limitar a sua propagação. glabra ou aveludada. sudorífico. o fitoterapeuta Cazin verificou as suas propriedades terapêuticas. 182 . Juliana.. cilíndrico. mas a sua exuberância natural torna. Habital: Europa Central e Meridional. flores branco-rosadas. lanceoladas ou oblongas. Cultiva-se nos jardins para fazer cercaduras nos canteiros. Então. onde exala o seu perfume ao cair da tarde. rugosas. moitas.

80 m de altura. U. Habitat: Europa. caule avermelhado. impotência. folhas opostas.30 a O. bronquite. que pode ser encontrada nos locais húmidos e sombrios e margens dos rios do Minho. denominado hipericina. Milfurada. banho. Beiras e Estremadura (Sintra). pulmão. queimadura solar. Vivaz. grandes. Identificação: de O. . L. sésseis. com 2 linhas longitudinais salientes. estames em 3 feixes. sumidades floridas. é obtido de uma outra espécie.. e a densidade da sua floração é tão intensa que nas grandes extensões de terreno que ocupa faz surgir enormes manchas amarelo-douradas e avermelhadas. terrenos incultos. ferida. que. Tem a propriedade de tornar a epiderme do animal que o ingere sensível à luz solar. vitamina C O Propriedades: adstringente. As flores contêm dois pigmentos. O Componentes: óleo essencial. E. observadas à transparência. tanino. adquirindo as pétalas sem viço a cor de ferrugem. toiça com rebentos folhosos. sub-roliço. + V Ver: asma. cápsula ovóide. frigidez. diurético. leucorreia. presente em todo o País. está encerrado em pequenos pêlos glandulosos presentes nas sépalas e pétalas. parasitose. vulnerário. com ntuações negras que são glândulas com um corante vermelho. cobertas de numerosas pontuações transiúcidas e salpicadas de pontos negros. translúcidas. muros velhos. Hypericum androsaemum L. até 1600 m. flores de um amarelo intenso (Junho-Setembro). resina. úlcera cutânea. erva-de-sãojoão Hipericáceas O hipericão cresce geralmente em maciços. hipericina. ou androsemo. em panículas corimbiformes. clareiras. queimadura. O chamado hipericão-do-gerês. abundantemente ramificadas. as zonas despigmentadas do corpo expostas ao sol tornam-se um foco de pruridos. enurese. as flores estão abertas apenas um dia e murcham no dia seguinte. prados secos. Na realidade. Esta planta tem uma particularidade interessante: o parênquima das folhas está salpicado de pequenas glândulas de essência. entorse. bosques pouco densos. um amarelo e outro vermelho.Hipericão kypericum perforatum L. U. 5 sépalas. cistite. se assemelham a mil pequenos orifícios e às quais deve o nome de milfurada. Partes utilizadas: folhas. glaucas na página inferior. vermífugo. As folhas e sumidades floridas são secas em ramos a sombra. estriada e com vesículas. anti-séptico. 5 pétalas assimétricas. este último. sedativo. cicatrizante.

e phaó. dióicas. 1. pois os seus gomos florais são mais pequenos. fruto subgloboso. envelhecimento. a inocuidade dos seus frutos foi reconhecida. provitamina A. vermífugo. Partes utilizadas: frutos (Setembro-Outubro). U. E e C O Propriedades: acistringente. descobrindo-se-lhes uma acção adstringente. dispostas na base dos ramos jovens. solos arenosos. prateadas e salpicadas de escamas de cor ruiva na inferior. a partir da Idade Média. B2. e os seus ramos mais baixos definham à sombra das suas próprias ramificações superiores. dunas. tronco espinhoso com ramos soltos. estolhos subterrâneos com numerosos turiões. O Componentes: ácidos orgânicos. escorbuto. antiescorbútico. folhas alternas quase sésseis.Hipofac Hippophae rhamnoides L. A sua utilizaçã o como remédio antiescorbútico e antigripal é muito mais recente. flores esverdeadas (Março-Maio). É uma planta dióica. formando impenetráveis massas arbustivas nas costas do mar da Mancha e do mar do Norte. Sabor ácido (fruto). vitaminas B1. astenia. que aparecem antes das folhas. até 1800 m. No Inverno. devido à reputação tóxica dos seus frutos encarnados. Habitat: Europa. Arbusto. Com o fruto do hipofaé confeccionam-se compotas e doces caseiros. + Ver: apetite. visto que só no século XX foi escoberto o seu elevado teor em vitamina C. tónico. Eleagnáceas É um arbusto espinhoso a cuja vida a luz é tão indispensável que morre sob árvores de maior porte. mas. cavalo. Necessita de sol e de solos salgados. estando comercializado um xarope que se recomenda durante os meses de Inverno. castanho-escuros. cujas flores masculinas e femininas são produzidas por pés diferentes. as masculinas em amentilhos laterais com 4 estames sésseis na axila das escamas e as femininas solitárias com 1 estilete. os pés femininos reconhecem-se facilmente. onde as suas raízes com numerosos rebentos se fixam no subsolo. pequenas. gripe. amarei o. aiongadas. das palavras gregas hippo. .50 m de altura. eu mato. Identificação: de 1 a 3. anti-séptico. heterásidos flavónicos. tinha o nome de Hippophae. B6. verde-escuras na página superior. Na Antiguidade.ala ranjad o. com 1 semente encerrada num cálice carnudo. aluviões dos grandes cursos de água.

resolutivo. colina O Propriedades: antiespasmódico. pele. Identificação: de O. conservar em local seco em pequenos sacos de papel colocados em frascos bem rolhados. contusão. está entre o número das plantas consideradas feiticeiras. Habitat: Europa Meridional. em cosmética. E cultivado à escala industrial para uso farmacêutico. folhas mondadas (na época da florescência). O Componentes: óleo essencial. uma planta ambivalente. carminativo. 185 . Vivaz. tanino. cálice com 5 dentes. flores azuis ou cor de violeta-escura (Junho-Setembro). De entre os remédios mais divulgados em medicina popular. heterósido. tosse. paredes expostas ao sol. folhas pequenas. estimulante. em espiga unilateral folhosa. solos calcários. Serve ainda para aromatizar licores e aperitivos e. secagem lenta à sombra. E. como a losna. L.60 m de altura. olhos. + o Ver: asma. bela e perigosa. simultaneamente benéfica e maléfica. vulnerário. rouquidão. depurativo. corola com 5 lóbulos. raiz lenhosa. o hissopo era utilizado para tratar doenças como a asma e as afecções brônquicas e pulmonares. cultiva-se como planta melífera e ornamental. tetraquénio contendo 1 semente preta e rugosa. estomáquico. para preparar uma loção refrescante para as pálpebras e tonificante para a pele. Partes utilizadas: sumidades floridas. em Portugal.hissopo *//* refazer áridas. U.20 a O. faz parte da composição do chá-suíço. 4 estames cor de violeta e salientes. caule ascendente e ramificado. até 2000 m. O As pessoas nervosas devem tomá-lo com precaução. aperitivo. cura de Primavera. U. meteorismo. digestão. bronquite. Com 17 outras plantas. tenha sido outrora tão venerada. O hissopo é. inteiras e com nervura saliente.

a imperatória. serrados. mastigada. picadas. erecto. rizoma anelado. que foi traduzido para o latim medieval. extensamente alado. goma. flores brancas ou cor-de-rosa (JunhoAgosto). o seu perfume assemelha-se ao do aipo e também vagamente ao da angélica. serve para aromatizar alguns tipos de queijo. O próprio nome da imperatória revela as suas importantes virtudes. formando altas e espessas moitas extremamente aromáticas. desiguais. sabor acre. folhas verdes nas duas páginas. castanho. resina. estomáquico. U. prados húmidos. onde a sua raiz cozida em vinho é considerada como um contraveneno e um tratamento eficaz para as mordeduras de cão. ou orvietano. de onde derivou astrantia.) Umbelíferas Aimperatória encontra-se nos caminhos de montanha. a imperatória é um dos remédios populares mais utilizados na Suíça. fazia parte da composição de uma das misturas mais em moda na Europa. O nome de espécie advém. no Outono. ravinas. solos siliciosos. até 2000 m. Vivaz. cilíndrico. L. E. A planta. moles. na Primavera. suco leitoso. U. utilizada também em culinária. meteorismo. 186 . composto de natureza cumarínica O Propriedades: aperitivo. lobulados. caule verde. magistrantia. Ver: apetite. estriado. triangulares. por sucessivas transformações. chanfrado em ambas as extremidades. estolhoso. montanhas.30 a 1 m de altura. em grandes umbelas planas.Imperatória Peucedanum ostruthium Koch. com 20 a 42 raios delgados. Actualmente. (= Imperatoria ostruthium L. Habitat: Europa. secagem à sombra. e as superiores mais pequenas. sendo as inferiores formadas por 3 a 9 segmentos compridos. estimula a salivação. o orvietão. do termo alemão Meisterwurz. expectorante. rizoma. Cheiro aromático e penetrante. O Componentes: óleo essencial. ópio. sudorífico. que se transformou em ostricium e finalmente em ostruthiuni. Partes utilizadas: folhas frescas. mordedura. sem invólucro de brácteas. As suas propriedades aperitivas e expectorantes são indiscutíveis. fruto curto. bronquite. Identificação: de O. frequentemente mais claras e aveludadas na página inferior. secagem ao sol. No século xVII. oco e folhoso. composto por 54 plantas diferentes amolecidas e amassadas com mel. vários óleos essenciais e carne seca de víbora. então no auge da sua fama.

folhas inferiores alternas. Partes utilizadas: folhas. esverdeadas. reunidos em semivertici lastros. 3 tépalas internas (valvas). com pedicelos filiformes. raiz espessa. úlcera cutânea. Labaça-obtusa. mas muito amargo. só actuando. durante várias semanas. depurativo. que permite aos botânicos distinguir o labaçol das suas espécies próximas. O Componentes: compostos de ferro e de fósforo. limpar sem lavar e secar ao sol. formam o invólucro característico do fruto. sabor amargo. tónico. paciência-aquática Poligonáceas Parente das azedas com sabor desprovido de acidez. até 1600 m. bermas dos caminhos. excepto certas regiões mediterrânicas. considerados remédios eficazes. Os farmacêu~ ticos preparam cápsulas medicinais com o pó da raiz para engolir sem mastigar. manteigueira. laxativo. aquénio trigonal com 1 semente. de nervuras centrais avermelhadas. E. U. São plantas vivazes. raizes secas (Outubro-Novembro). flores esverdeadas (Junho-Setembro). em quase todo o País. assim. Habitat: Europa. servem-se em salada ou cozidas. o repugnante sabor antes de sentir os seus efeitos. é necessário suportar pacientemente. suco fresco. canelado. à sombra. Identificação: de O. Vivaz. diuréticas e ligeiramente laxativas. 6 estames e 3 estiletes com estigmas. fígado. . rugosa. erva-britânica. podem encontrar~se nos jardins o Rumex patientia L. dartro..50 a 1 m de altura. obstipação. das quais se utilizam o suco fresco. caule floral rígido. a longo prazo. incluindo o fruto. ruibarbo-seivagem. ovais e cordiformes. dotadas de propriedades medicinais semelhantes. pele. antianémico. porém. constituindo cachos interrompidos. 3 tépalas externas pequenas. As folhas são depurativas. as folhas e as raízes secas. castanha e amarela no corte. pecioladas. + V o Ver: anemia. protegido pelas valvas. heterósidos O Propriedades: acistringente. e nos cam~ pos o Rumex crispus L. o labaçol espontâneo possui grandes folhas em forma de coração e pequenas flores com pétalas substituídas pelas três sépalas interiores do cálice. robusto. Além do labaçol espontâneo. cura de Primavera. corado de vermelho. tónicas.Labaçol Rumex obtusifolius L. Cheiro acre. L. U. cujos frutos estão aqui representados. as três sépalas exteriores. diurético. destinadas às pessoas que não conseguem suportar o sabor da planta. tanóides.

constituindo um órgão de fixaçao com aspecto de raiz. banho. vitaminas B. espessa. hyperborea (Gunner) Foslie. coriáceo. rugoso. c) estipe volumoso. ondulada nos bordos. recortada consoante as espécies. flexível. contendo canais com mucilagem. apresenta soros ovais afastados uns dos outros. cobertos por soros em determinadas épocas. pelo contrário. a sua riqueza em sais minerais. ochroleuca De Ia Pylaie e a L. C e E O Propriedades: anorexígeno. pele. Nenhuma destas três laminárias é perigosa. na maré baixa. b) Laminaria digitata (L. U. pertencem ao grupo das algas-castanhas (feofíceas). oligoelementos. fadiga. Partes utilizadas: talo. envelhecimento. chicote. bócio.Laminárias a) Laminaria saccharina Lam. remineralizante. estimulante. O Componentes: pigmentos. O estipe da Laminaria saccharina é curto e cilíndrico. Cheiro marinho. achatada. alginatos. fronde verde-azeitona manchada de castanho. c) folha-de-maio. Identificação: de 3 a 4 m de altura. comprida. o estipe é rugoso e espesso. e na parte superior se diferenciam dando uma fronde lamelar.) Lam. taborro-de-pé Laminariáceas As laminárias surgem ao longo das costas da Europa. menopausa. fronde verde-azeitona-escura. Cientificamente.. A Laminaria digitata possui um pseudocaule longo e flexível e uma fronde espessa verde-azeitona manchada de castanho. raquitismo. arrancar e secar. sabor salgado. saccharina (L. na costa portuguesa há a L. U. persiste e cresce todos os anos ao nível da base. obesidade. a L. Na Laminaria hyperborea. Talo composto por um espique cilíndrico e por grande fronde. fronde apresentando à superfície extensas fileiras de soros. apresentando à superfície uma fileira de soros.) Lamour. ácido algínico. b) pseuclocaule comprido. Estas laminárias identificam-se facilmente ao examinarem-se os seus estipes. em oligoelementos e em vitaminas justifica as suas numerosas aplicações medicinais e a sua utilização na indústria farmacêutica e alimentar. V O Ver: arteriosclerose. a) estipe curto. é habitual vê-Ias brilhar sobre as rochas.E. onde. brilhante. alongada. pseudocaules simples que se ramificam na base. c) Laminaria hyperborea (Gunner) Foslie a) rabeiro. Habitat: Europa.l. a sua lâmina foliácea verde-azeitona-escura. hipotireoidismo. 188 .

ramificado na extremidade superior. de 8 a 12 em pequenos capítulos. suco. simultaneamente amargo e salgado. sobre pedúnculos delgados. folhas alternas. e as superiores lanceoladas. brilhante. Sabor amargo e salgado (suco). Labresto Compostas A lapsana é uma erva daninha. limites dos bosques. lactação. fígado. laxativo. constituindo um óptimo alimento para os coelhos. com dentes espaçados. U. contém um suco leitoso de gosto inesperado. . caule erecto. utilizada em medicina popular para aliviar os seios encaroçados das mulheres que deixam de amamentar e também para curar as gretas cutáneas. Anual. L. sem papilho. esbelta. emoliente. com grande lóbulo terminal. as inferiores firadas. sésseis. + Ver: diabetes. O nome da lapsana deriva do grego Iapadzô. ovais. excepto na região mediterrânica. a lapsana é consumida crua. de facto. folhoso. refrescante. greta. bastante frequente em Portugal nos locais sombrios. Foram-lhe atribuídas propriedades emolientes. sebes e campos cultivados. temperada como uma salada. Para este efeito. flores amarelo-claras (Maio-Setembro). que se apanha nos campos. E. utiliza-se quer em pomada obtida pela mistura do suco fresco com uma matéria gorda. as médias simples. A planta é. com 5 dentes. arredondado no vértice. as suas flores têm a característica fascinante de abrir de manhã cerca das 6 ou 7 horas e de fechar ao entardecer. terrenos incultos ou cultivados. quer numa cataplasma feita com folhas frescas picadas. dispostos em panículas.20 a 1. As folhas têm a forma de uma lira e o caule. U. semelhante ao do taráxaco. até 1800 m. Enorme planta anual. Nos meios rurais. O Componentes: princípio activo indeterminado O Propriedades: antidiabético. pecioladas. entulhos. eu purgo. aquênio comprido. vulgar à beira dos caminhos. com suco leitoso. com raizes laterais. Identificação: de O.20 m de altura. obstipação. Partes utilizadas: folhas. viloso. Habitat: Europa. estriado. vulnerário. raiz aprumada.Lapsana Lapsana communis L. A lapsana é utilizada num extracto fluido para fazer baixar o teor de açúcar no sangue.

Na Idade Média. menstruação. onde é uma hortaliça muito apreciada. substitui a pimenta.LevÍstico Levisticum officinale Koch Umbelíferas Semelhante a um grande aipo-bravo devido ao seu aroma. aliviar. o levístico é raro no estado espontâneo. meteorismo. reduzida a pó. U. fígado. embora alguns autores suspeitassem que era prejudicial à visão. sebes. o caule oco do levístico é utilizado como palhinha para beber leite quente para aliviar as afecções da garganta. No século Xvi. esta planta foi provavelmente introduzida na Europa Central pelos monges beneditinos. geralmente evadido das suas antigas culturas. grandes. Vivaz. fruto oval. oco. Cerca de 800. brilhantes. sementes. resinas. enxaqueca. dimensões e folhagem. em umbelas de 8 a 15 raios. solos incultos. Na Suíça e na Alsácia. na base dos ramos. como indica o seu nome. planícies. folhas verdes. encontrava-se já nos jardins imperiais de Carios Magno. vitamina C O Propriedades: carminativo. parece ter caído no esquecimento. raiz cinzentoacastanhada. robusto. cumarina. gomas. Habitat: raro na Europa. a não ser nos países anglo-saxónicos. com 10 costas aladas. diurético. digestivo. nas sebes. + Ver: edema. casca espessa. . Levisticum. emenagogo. Actualmente. por vezes as folhas (Setembro). aclimatou-se nas montanhas. caule erecto. Cheiro intenso a aipo. semiespontâneo nos Alpes e nos Pirenéus. nas lixeiras e nos prados. que deriva do latim levare. Outrora célebre pelas suas virtudes medicinais. e a raiz. 2 a 3 vezes recortadas em folíolos romboidais incisos. triangulares. com invólucro e involucelos retroflectidos. Partes utilizadas: raiz (Primavera). 1. flores amareladas (Julho-Agosto). até 1800 m. amido. Identificação: de 1 a 2 m de altura. a Escola de Salerno elogia as suas propriedades emenagogas. tanino. O Componentes: óleo essencial. atribuíam-se-lhe virtudes estomáquicas e calmantes e utilizava-se em preparados cosméticos.

Frequente na Europa Central. Recentemente. O nome de Lycopodium deriva das palavras gregas pus e lycos. vulgar em França. E. em Portugal. Habitat: Europa Central. podendo o caule rastejante atingir 1 m de comprimento. o licopódio raramente se desenvolve no litoral mediterrânico. até 2500 m. que significam. irregularmente imbricadas. nas sumidades dos caules férteis. sais minerais O Propriedades: emoliente. emitindo um clarão vivo. lípidos. plantas sem flores que se reproduzem por esporos. os quais são provenientes de esporângios que surgem em forma de espiga terniinal num pedtInculo delgado e nu. caule ramoso. Ver: eritema. com ramos ascendentes. ramos férteis. Partes utilizadas: esporos (Agosto-Setembro). pé e lobo. Vivaz. No entanto. moca. Identificação: pode atingir 1 m de comprimento. deflagra. terminando por um comprido pêlo hialino. O pó dos esporos é utilizado em farmácia como hidrófugo e em medicina para o tratamento de algumas dermatites causadas pela humidade. era ainda utilizado nas embalagens de pílulas para evitar a sua aglutinação. glúcidos. folhosos. não é fácil encontrá-lo. conservar em lugar seco. bosques de solos siliciosos. U. Se um pouco deste pó for lançado sobre uma chama. erectos. numa alusão ao aspecto dos ramos jovens. pois esconde-se entre as urzes. a forma de mocas. apenas emergindo deste meio os esporângios. encerrando inúmeros esporos. espaçados. respectivamente. prótidos. amarelo-claros (Julho-Outubro). pois os esporângios têm. pequenas. clavatum deriva do latim clava. O crescimento da planta é extremamente lento. esta reacção é devida ao óleo essencial que contém. comprimidas. 191 . é utilizado pelos pirotécnicos no fabrico de peças de fogo-de-artifício com chama colorida. peneirar o pó.LicopÓdio Lycopodium clavatum L. raiz vigorosa. Enxofre-vegetal Licopodiáceas As licopodiáceas são criptogâmicas. bifurcada. de uma bela cor amarelo-clara. reniformes. radicante. Por esta razão. na serra da Estrela. terminados por 1 a 3 compridas espigas de brácteas triangulares que contêm os esporângios. isto é. O Componentes: celulose. O Não aproximar o pó de uma chama. rastejante. os arandos e por vezes entre o musgo. folhas assoveladas.

vitamina C. poços. rizoma subterrâneo. glúcido. ou em Setembro para conservação). até 1800 m. mantém durante todas as estações do ano as suas frondes. tanino. mais convenientes. expectorante. consideravam-na um remédio para as obstruções intestinais e as afecções do fígado e do baço. com bordos lisos e pecíolos escamosos. em água ou. tornando-se aromático após a secagem. verde-brilhantes. frescas ou secas. L. E. grandes. Vivaz. Esta planta. fígado. O Componentes: mucilagem. das abóbadas em ruínas e das sombrias entradas das grutas que expelem cheiros bolorentos. escamoso. antilactagogo. Os homeopatas receitam uma tintura preparada a partir da planta -fresca e os fitoterapeutas aconselham uma infusão das folhas. soros lineares na face inferior (Junho-Setembro). sabor doce. com os progressos da medicina. Identificação: de O. paralelos entre si. A línguacervina faz parte. béquico. desde o Minho à Estremadura. durante todo o ano. nos locais húmidos e sombrios. vulnerário. que deve ser protegida. que muito apreciavam a língua-cervina. avermelhado.20 a O. ruínas. + Ver: boca. diurético. mais claras na página inferior. com 16 outras plantas. em leite. cobertos por indúsios. 192 . U. serradas. outros remédios. da composição do chá-suíço e é utilizada na preparação de um xarope de chicória composta. encontra-se. lactação. actualmente a planta é sobretudo utilizada devido às suas propriedades emolientes. Cheiro herbáceo. Por esta razão. diarreia. espesso. U. preferen temente. reumatismo.90 m de altura. Partes utilizadas: folhas frescas e secas (todo o ano para utilização imediata. colina 6 Propriedades: acistringente. fibroso e vertical. emoliente. expectorantes e adstringentes. todas espécies vulnerárias. em Portugal. cordiforme-auriculares na base. foram postos em prática. frondes em moitas inteiras. Os Antigos.LÍNGUA-CERVINA *//* VER SE TEM OUTROS NOMES A língua-cervina é um feto das paredes deterioradas. obliquamente alinhados em relação à nervura média. Habitat: Europa. resolutivo. ligeiramente onduladas. bronquite. que no Verão se enchem de soros.

caule erecto ou ascendente. enzimas. 5 estigmas. o linho fazia parte da alimentação. por óleo de linhaça cozido e decantado ao sol. Identificação: de O. alternas. e no século v a. U. caducas.. frequente em quase todo o País. Desde então e até meados do século XIX. Vivaz. pectina. então utilizado na composição da têmpera. tingidas e tecidas. o linho-purgante.. estreitas.30 a O. Na Idade Média.. laxativo. heterósido.60 m de altura. A água de linho conheceu grande voga no século XVIII como bebida para conservar a saúde. U. castanhas. Há ainda uma terceira espécie de linho medicinal. vitamina F O Propriedades: diurético. Embora muito cultivado. com pedicelo comprido. folhosos. lípidos. No século vi a. Linho-galego-silvestre Bras. grandes. com 3 nervuras. emoliente. não suplantou o espontâneo. . fechadas se está mau tempo. os pintores substituíram uma parte do ovo. o Linum angustifolium Hucis. estreitos. 5 estames férteis e 5 abortados sem antera. Este linho de múltiplas aplicações foi denominado pelos botânicos Linum usitatissimuin L. I. que quer dizer linho muito usado. Habitat: Europa Meridional. glabro. O Componentes: mucilagem. C. 2 vezes mais compridas. que é uma pequena planta com minúsculas flores brancas. este processo tornava as cores mais brilhantes e mais fáceis de usar. cápsula acastanhada. estéreis. até 800 m. bolorenta ou rançosa para cataplasmas. 5 sépalas ovais. O Nunca utilizar a farinha pouco fresca. assinaladas por 1 a 3 nervuras. Partes utilizadas: sementes (Julho-Agosto). vermífugo. que eram fiadas. flores azul-claras (Maio-Julho). com septos ciliados vilosos libertando 10 sementes alongadas. o homem cultivava o linho devido às suas fibras têxteis. 5 pétalas denticuladas. Linum (-atharticum L. lanceoladas. com bastantes rebentos basais. brilhantes e lisas. sem nós.. folhas verde-claras.: linho Lináceas A cultura do linho data dos primórdios da Humanidade. pontiagudas. capitados. suavizante. foi citado como remédio por Teofrasto na sua História das Plantas. época em que foi enormemente suplantado pelo algodão. C.Linho-bravo Linum angustifoliuiv Huds.

parasitose. bronquite. pele. + O Ver: abcesso. furúnculo. obstipação. congestão.E. .

2 estigmas. secagem à sombra. filiforme. Actualmente. Linho-de-raposa. liso. Identificação: altura indefinida. serpão) e utilizavam-nas acireditando que elas absorviam as propriedades medicinais dos hospedeiros. a Europa possui cerca de uma dezena. corola campanulada com 5 lóbulos. o serpão e a urze. raiz reduzida que morre logo que a planta começa a ser afimentada pelo seu hospedeiro. possui uma enorme vitalidade. + Ver: abcesso. mas a Natureza dotou-as de milhares de sementes que garantem a continuidade de inumeras geraçoes. Todas as cuscutas são anuais. E. goma. colagogo. Habitat: Europa. pequenas (5 mm). enzima O Propriedades: acistringente.: cipó-chumbo Cuscutáceas O linho-de-cuco é uma planta parasita que. tanino. até 200 m. U. detersivo. De entre as 100 espécies do género Cuscuta existentes no Mundo. No início do seu desen. provido de sugadores com ramos entrelaçados. Cheiro pouco intenso. . Partes utilizadas: planta inteira. com o tubo fechado por escamas.volvimento. Os povos da Antiguidade confundiam várias espécies de cuscutas sob a designação global de Epithvmon (epi. fixando-se fortemente e emitindo na direcção do sistema vascular do hospedeiro um fino sugador nutritivo. ferida. laxativo. e thymon. resina. A partir daí. Anual. cálice com 5 divisões. o seu desenvolvimento é rápido. todo o território português. afilo. obstipação. caule avermelhado ou amarelado. a planta recém-nascida procura um suporte. U. há conhecimento de que o linho-de-cuco possui as suas próprias virtudes. 5 estames curtos. carminativo. A espécie representada ao lado parasita a giesteira-das-vassouras. cápsula arredondada contendo 4 pequenas sementes esféricas. L. embora desprovida de clorofila. uma minúscula raiz assegura as primeiras necessidades e. seguidamente. sabor amargo. sobre. esgotando e asfixiando algumas vezes a vítima na sua rede funesta. cabelos-de-nossa-senhora Bras. dispostas em glomé rulos ou corimbos na axila de uma bráctea. flores brancas ou rosadas (Junho-Setembro). cabelos.Linho-de-cuco Cuscuta epith@Imum Murr. os caules filiformes crescem. trepador. meteorismo. O Componentes: heterósido.

lóbulos desde a cor verde-azeitona à verde-acastanhada na parte superior. de ar e de luz. eu roço. árvores. por ebulição. pequenos corpos arredondados. nos lóbulos terminais notam-se. bem como em toda a Europa Setentrional até à Gronelândia e às Spitzberg. pulmão. O Componentes: ácidos. na face superior. pode ser utilizado no tratamento de propriedades curativas diferem consoante se o seu princípio amargo. diarreia. Cheiro suave a algas. penhascos. respira e assimila mesmo a temperaturas muito afastadas das do seu óptimo vital. ao qual adere sem parasitar. até 2600 m. Desconhecido na Antiguidade. o medicinal desde o século xvii.Líquen-da-islândia Cetraria islandica L. Extremamente robusta. Talo erecto que se divide em lâminas achatadas. glúcidos. emoliente. fimbriados nos bordos. náusea. tónico. enjoo. base e bordos com tonalidade parda. sabor amargo. Musgo-da-islândia. l Europa Setentrional. musgo-amargo. forma no solo. sem raiz nem folhas.03 a O.> deriva do grego leikhô.1 + o Ver: convalescença. U. com manchas esbranquiçadas. diversas doenças. amarelados. fadiga. anti-séptico. mucilagem O Propriedades: antiemético. É uma pequena planta franzina. O Contra~indicado para pessoas que sofrem de úlceras. Necessita apenas de um pouco de água. esta planta roça a terra ou qualquer suporte. Partes utilizadas: talo seco. em Portugal. principalmente na serra da Estreia. chamados apotécias. Fica assim cada vez mais enrugada devido à aridez. elásticas e resistentes. desprovido ou não dos seus componentes amargos (todo o ano).12 m de altura. verde-prateada ou verde-acastanhado-clara na parte inferior. . florestas. antiespasmódico. Supõe-se que a palavra *líquen. princípio amargo. turfeiras. musgo-islândico Parmeliáceas Se bem que alguns autores tenham escrito que o líquen-da-islândia não cresce no país cujo nome usa. pois as suas eliminou ou não. com lâminas encarquilhadas. um líquen pode permanecer em estado de vida latente durante cerca de um ano. por sua vez divididas em numerosos lóbulos. Identificação: de O. efectivamente. secas ao tacto e apresentando nas extremidades minúsculos discos. líquen-da-islândia é considerado substância Hoje. expectorante. nos rochedos e nas árvores coberturas espessas. tosse. encontra-se ali.

tosse convulsa. vómito. 195 .

fervido com limalha de ferro.20 m de altura.Lírio-amarelo-dos-pântanos Iris pseudacorus L. margens dos cursos de água. No seu habitat natural. fornece um excelente corante para tingir tecidos de preto e também para curtir couros. que outrora os médicos e os farmacêuticos a identificaram com o cálamo-aromático. ú lcera cutânea. L. caule erecto. torna-se vermelho ao secar. O lírio-amarelo-dos-pântartos foi também utilizado nas montanhas para tratar a tinha. Assim. esta planta não se confunde com nenhuma outra. lírio-dos-charcos Bras. frequente em todo o território português. flores amarelas (JunhoJulho). rijas. duro. juntamente com outras ervas mais modestas. erectas. O rizoma da planta. as margens dos charcos. alto e rígido. esternutatório. cápsula volumosa abrindo-se por 3 valvas e contendo 6 séries de sementes castanhas. vigoroso. no entanto. rizoma horizontal. glúcidos O Propriedades: emético. só deve ser utilizado por receita do médico. 3 grandes sépalas petalóides e pendentes. coberto de folhas cortantes como lâminas de espadas. U. Inodoro. Ácoro-bastardo. quase tão compridas como o caule. sabor acre. provido de numerosas raizes. em grupos de 2 ou 3 na axila das espatas. até 800 m. pelo que a sua utilização é extremamente reduzida. O seu caule. O rizoma. E. pois este deverá adaptar as doses à constituição física do doente. do qual apenas conheciam a droga seca. O Componentes: tanino. aliás actualmente reconhecido. a reputação medicinal deste lírio foi constituída a partir de um erro. G Não utilizar o rizoma fresco sem receita médica. . Habitat: Europa. prótidos. ramificado. supondo-se.50 a 1. lírio-bastardo.: lírio-amarelo lridáceas O lírio-amarelo-dos-pântanos é uma belíssima planta espontânea que povoa. Vivaz. reflectindo no espelho das águas a sua beleza efémera. + Ver: cefaleia. Identificação: de O. carnudo. folhas dísticas. flores amarelas que florescem umas após outras. 3 pétalas estreitas. ensiformes. Partes utilizadas: rizoma (Outono). orna-se a partir de Junho com. é de facto fortemente emético e purgativo. de fractura amarela. em rios e pântanos. purgativo. rubefaciente. U. quando fresco. 3 peças estigmáticas escondendo 3 estames. lípidos. dobradas no sentido da nervura média.

O perfume desta planta pode causar perturbações. Cheiro almiscarado. O lírio-dos-vales contém uma substância que diminui e reforça o ritmo cardíaco. secagem à sombra. em França. Se as condições de luz não são suficientes. 197 . heterósidos (convalatoxósido) O Propriedades: antiespas~ módico. campanuladas. hipotensão. Vivaz. com pecíolo comprido e rodeado na base do caule por bainhas membranosas encaixadas umas nas outras. diurético. até ao século XIX. agudas no vértice. com rizoma rastejante. no início da floração. lírio-dos-vales-profundos. emético. purgativo.: convalária. O Não consumir as bagas. lírio-de-maio. Partes utilizadas: as folhas e sobretudo as flores (AbrilMaio). flor-de-rnaio Lifiáceas No 1. U. O Componentes: saponósidos. Lilium convallium. lírio-convale Bras. flor de um branco imaculado (Abril-Maio). quase isolado. quer disperso.30 m de altura. produzindo apenas uma grande quantidade de folhas. respeitar as doses. dispostas num escapo em cacho unilateral. largas. Lineu chamou-lhe majalis porque floresce no mês de Maio. alongadas.10 a O. Habitat: toda a Europa. cardiotónico. dia do trabalho.O de Maio.Lírio-dos-vales Convallaria majalis L. O nome de Convallaria deriva da sua antiga designação latina. muito perfumadas. 2 folhas inteiras. Pode encontrar-se quer em grandes manchas. é tradição em França levar para casa um pé ou um pequeno ramo de lírio-dos-v ales. Identificação: de O. sendo vulgarmente utilizada na terapêutica moderna. até 2000 m. + Ver: cefaleia. baga arredondada verde e mais tarde vermelha. palpitações. bosques frescos. adocicado e intenso. não introduzir na boca as flores nem ingerir as bagas. símbolo da felicidade. matas de carvalhos e de faias. Convalária. 1. com nervuras não ramificadas. apenas se conheciam as suas propriedades esternutatórias e antiespasmódicas. as suas flores são desde tempos muito remotos utilizadas pelos Russos como rernédio para determinadas afecções cardíacas. não floresce. Esta planta não é citada nem pelos Gregos nem pelos Romanos.

. Habitat: Europa. seu aspec o imponente é extremamente de corativo.50 a 1. 1 ovário súpero. sem divisões. até 1200 m. à base de cada uma das pétalas. erva-moedeira. O Componentes: tanino. cultivadas nos jardins distinguem-se não s@ pelo porte herbáceo ou arbustivo. vitamina C. heterósidos. rodeadas de pétalas vermelhas soldadas na base. nas margens dos cursos de água e locais húmidos.50 m de altura. Plínio. Partes utilizadas: folhas e flores secas (Junho-Agosto). é enci mado no Verão por uma inflorescência ama rela em panícula piramidal. folhas grandes. parte subterrânea rastejante. uma infusão mui to densa das suas flores é utilizada para acla rar os cabelos. Supõe-s( que os povos da Antiguidade não a conhe ciam. de secção quase quadrangular. enzima (primaverase). O caule. secagem à sombra e ao ar. flores amarelas (Junho-Agosto). . I. fossos. estames unidos pela base dos seus filetes e. caule erecto. Identificação: de O. de Trás-os-Montes ao Alentejo. açúcares O Propriedades: acIstringente. com 5 lóbulos bem abertos. 5 sépaIas agudas. charcos. grande-lisimáquia Primuláceas A lisimáquia-vulgar prefere os locais húmi dos. refe re-se na realidade à salgueirinha. Ver: afta. ribeiros. Lisimáquia-vulgar. ovais ou oblongas. E. Sem utilização na Idade Média foi mais tarde empregada no tratamento da! febres e do escorbuto. 1 estilete. folhoso. subsésseis. misturada com as grandes plantas qu( habitualmente vivem nos solos lodosos. mas também pelas várias cores das suas flores. vulnerário.Lisimáquia LYsimachia vulgaris L. as folhas e o caule serverr para tingir de amarelo os tecidos de lã. beiras dos pegos. diarreia. hemorragia. opostas ou verticiladas em grupos de 3 a 4. 1 estigma. saponósido. U. em panícula piramidal. Algumw espécies de Lysimachia são frequentement@ cultivadas como plantas decorativas nos jar dins e crescem à beira dos lagos. Todos os seus elementos são úteis aos tin tureiros: da raiz pode extrair-se uma bonffi tinta castanha. ao falar da lisimáquia. Vivaz. As espécies de Lylsimachi(. como uma man cha luminosa nos locais húmidos. U. Lythrun salicaria L. leucorreia. cada um deles. @ semelhança da camomila. pouco ramificado. consistente e erecto.

A absintina revelou ser uma mistura de. estimulante. pelo menos. a losna é de tal modo amarga que na Sagrada Escritura é citada como símbolo das dificuldades e tristezas da vida. o fabrico e comercialização deste licor são proibidos em vários países europeus. digestão. significa *privado de doçura+. O seu nome. só com muita fé na sua eficácia é possível suportar o seu desagradável sabor. pendentes. vermífugo. parasitose. e os médicos da Antiguidade celebrizaram-na como panaceia. aquénio liso. na realidade. Partes utilizadas: sumidades floridas. Em 1588. absintina. flores amarelas (Julho-Setembro). picadas. E. é um veneno cujo abuso provoca graves intoxicaçõ es.: absíntio Compostas Planta vivaz que pode viver 10 anos. na sua obra Novo Herbário Completo. erecto e canelado. nitratos. dor. ingerido em doses elevadas. losna-maior. globosos. U. Tabernaemontanus. ácidos. muito activo e tóxico. pele. Absinto.Losna Artemisia absinthium L. Porém. C. brancas na inferior. caule verde-prateado. No entanto. folhas cinzento-esverdeadas na página superior. Trás-os-Montes e Alto Douro. insectos. tubulosas. traduzido do grego. no Minho. O licor de absinto. pubescente. folhas. médico e botânico alemão. Efectivamente.40 a 1 m de altura. quatro substâncias com acção amarga O Propriedades: anti-séptico. como se pode verificar pelo quadro de Manet. O Componentes: óleo essencial. gripe. Cheiro aromático. aconselhava-a até como remédio contra o mau gênio. febre. convalescença. digestivo. Habitat: Europa. pecioladas. outro nome da losna. A maioria das pessoas não a tolera. Identificação: de O. Vivaz. e. O Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. Os Celtas e os Arabes aconselhavam o seu uso. a losna é famosa desde tempos muito antigos pelas suas virtudes medicinais. sintro. é citada num papiro eg!pcio que data de 1600 a. grande-absinto. emenagogo. menstruação. em capítulos pequenos. + V o Ver: apetite. a losna contém um óleo essencial que. citronela-maior Bras. ferida. resinas. magreza. sedosas. Por essa razão. sendo também cultivada. pintado em 1876. excepto no Norte. Nunca prolongar o seu uso. tanino. era uma bebida muito em voga no século XIX. amargo. agrupados em panículas.. profundamente fendidas em segmentos obtusos. I. O Absinto. acintro. U. . enjoo. tónico. Manifestam-se convulsões tetânicas e perturbações psíquicas com alucinações. espontânea em Portugal.

199 .

Loureiro Laurus nobilis L. Louro, sempre-verde, loureiro-comum, loureiro-vulgar, loureiro-dos-poetas Lauráceas Oriundo da Ásia Menor, o melancólico e belo loureiro, ao passar pela Grécia, criou uma história e uma lenda: dedicado a Apolo, ele coroava os heróis gloriosos. A partir do Peloponeso invadiu a Europa, e actualmente encontra-se em quase todos os jardins, desde o Mediterrâneo às costas da Mancha e do Atlântico. O loureiro é sobretudo conhecido pelo papel que desempenha na culinária, sendo conveniente não confundir as suas folhas com as do loureirorosa e do loureiro-cerejeira, que são plantas muito venenosas. Com o alho, a salsa e o tomilho constitui o chamado ramo de cheiros, ignorando-se por vezes que esta planta culinária é dotada de outras virtudes, para além da de estimular agradavelmente as papilas gustativas dos gastrónomos. O loureiro é considerado um estimulante e um anti-séptico: as folhas em infusão facilitam a digestão. O óleo extraído das suas bagas, denominado manteiga de loureiro, produz um efeito benéfico nas dores articulares. Em medicina veterinária é utilizado em fricções para o mesmo fim. Uma ligeira camada deste óleo aplicada sobre o pêlo de um animal protege-o das moscas. Habitat: Europa, ravinas das montanhas da região mediterrânica; no Centro e Sul de Portugal, espontâneo e subespontâneo nos locais sombrios e margens dos cursos de água; cultivado em quase todo o País; até 1200 m. Identificação: de 2 a 10 m de altura. Arvore; caule glabro, de casca lisa e preta, madeira amarelopálida, ramos erectos; folhas verde-escuras, brilhantes na página superior, baças na inferior, coriáceas, lanceoladas, onduladas nos bordos, alternas, persistentes; flores branco-amareladas (Abril-Maio), 4 a 6 por umbela na axila das folhas, pequenas, pedunculadas, 4 sépalas petalóides, dióicas, masculinas, 8 a 12 estames, femininas, 1 carpelo com estilete curto; baga negra do tamanho de uma cereja contendo 1 semente. Cheiro aromático (flores); sabor aromático (folhas), acre, picante (fruto). Partes utilizadas: folhas sem pecíolos (Verão), fruto (Outubro- Novembro). * Componentes: tanino, princípio amargo, lipidos O Propriedades: anti-séptico, estimulante, sedativo, sudorífico. U. I., U. E. + o Ver: astenia, desinfecção, digestão, dor, fadiga, insectos, menstruação, reumatismo, sono. 200

Lúpulo Humulus lupulus L. Vinha-do-norte, engatadeira, lúpulo-trepador, pé-de-galo Canabináceas O lúpulo espontâneo é chamado em alguns países europeus pau-do-díabo devido à forma rápida como trepa às árvores, sempre em sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. Prefere solos húmidos e sombrios e a proximidade dos amieiros. A raiz, vivaz, emite todos os anos um novo caule que, agarrando-se aos seus suportes, se eleva até 5 ou 6 m, murchando depois no fim do Verão. As folhas do lúpulo, ásperas ao tacto, assemelham-se muito às da videira, sendo o seu pecíolo mais fino, a base menos chanfrada e desprovida de gavinhas. Apenas as inflorescências femininas desta planta dióica, os cones, são utilizadas em medicina, além do pó dourado e resinoso que as cobre, a lupulina. O lúpulo foi introduzido nas regiões europeias no século xiii, passando a ser utilizado no fabrico da cerveja após pesquisas realizadas pelos monges. A lupulina é um sedativo poderoso. Aconselha-se às pessoas que sofrem de insônias a utilização de uma almofada bem cheia de cones de lúpulo. Em certas regiões, os jovens rebentos de lúpulo são servidos às refeições na Primavera preparados como os espargos. O Na época da colheita, as pessoas sensíveis podem sentir sonolência ou cefaleias. Habitat: Europa, sebes, florestas, em culturas para a produçã o de cerveja; em quase todo o País; até 1500 m. Identificação: de 5 a 7 m de altura. Vivaz, caule volúvel, sinistrorso (enrolando da direita para a esquerda), anguloso e áspero; folhas verde-claras, opostas, pecioladas, estipuladas, recortadas em 3 a 5 lóbulos, ásperas, palmadas, bordos serrados; flores verdeamareladas, dióicas, tendo as masculinas 5 tépalas, 5 estames, erectos em panícula na axila das folhas, e as femininas numerosas brácteas foliáceas, imbri ca das, envolvendo cada uma delas 2 pistilos e formando cones pendentes cobertos por um pó amarelo-dourado e resinoso, a lupulina. Cheiro intenso e aromático; sabor amargo. Partes utilizadas: cones, lupulina (Setembro-Outubro); não conservar durante muito tempo. O Componentes: alcalóides, lupulina, estrogéneos O Propriedades: antálgico, antiespasmódico, anti-séptico, aperitivo, digestivo, sedativo. LI. L, U. E. + V N Ver: apetite, digestão, magreza, nervosismo, nevralgia, pele, sono.

Macela *//* PARA REFAZER Anthemis nobilis L. Macela-dourada, riríacela-galega, macelão, macela-flor, camomila-romana, camomila-de-paris, falsa-carriomila, marcela Compostas Com um aspecto muito diferente da can mila, os caules desta planta, primeiro pr, trados, erguem-se seguidamente, formar numerosas ramificações que se dispõem s rigidez e terminam em capítulos solitár brancos, muito odoríferos. Desconhece-s, sua origem. Não é mencionada pelos auto da Antiguidade nem pelos da Idade MéiÈ No século Xvi, em Londres, é referenci; como erva daninha. Para corresponder a necessidades med nais, é cultivada em Anjou, França, uma riedade de flores duplas, todas liguladas que conferiu celebridade à região e aos h@ tantes de Chemillé, os quais asseguram ti a produção francesa. Após a colheita, que deve ser feita c tempo seco, no início do Verão, e à med que os capítulos se entreabrem, deve prc der-se imediatamente à secagem à soni em lugar arejado; se esta é mal executada flores escurecem e perdem as suas proprie des estimulantes. Habitat: Europa Ocidental, campos cultivados, relvados, margens arenosas de rios, sobretudo siliciosas; frequente em Portugal, do Minho ao Algarve, nos campos cultivados e incultos arenosos; até 1000 m. Identificação: de O,10 a O,30 m de altura. Vivaz, vilosa, com aspecto verde-esbranquiçado; caules prostrados ou erectos; flores amarelas (Junho-Setembro), lígulas brancas, capítulo solitário na espécie espontânea, receptáculo cónico provido de pequenas brácteas entre as flores; folhas verde-esbranquiçadas, uma ou duas vezes divididas em lóbulos curtos e ostreitos; aquénio pequeno com 3 costas filiformes. Cheiro penetrante; sabor amargo. Partes utilizadas: capítulos, caules com folhas e flores (Junho-Setembro); secagem rápida. O Componentes: óleo essencial, colina, enxofre, fósforo, ferro, ácidos gordos, inositol, esteroi O Propriedades: antiespasmódico, digestivo, emenagogo, estomáquico, febrífugo, vulnerário e, em doses elevadas, vomitivo. U. I., U. E. + o Ver: apetite, cefaleia, cólica, conjuntivite, depressão, digestão, dor, irritabilidade, menstruação, nervosismo, olhos, pele, prurido.

Madressilva Lonicera periclymenum L. Madressilva-das-boticas Bras.: madressi Iva- dos-j ardi n s Caprifoliáceas Amadressilva pertence à mesma família do sabugueiro e do noveleiro. É uma planta vivaz, cujos ramos volúveis se enrolam solidarnente em redor dos seus suportes e que pode viver 40 anos. A Lonicera é já citada nos textos de Dioscórides. Os Gregos designavam-na por periclymenon, do vocábulo perikIeio, eu agarro-me, com evidente referência à sua natureza de arbusto trepador de ramos flexíveis que podem atingir 5-6 m. Cresce na periferia dos bosques ou nas sebes de montanhas de baixa altitude, cujas imediações são, a partir de Junho, perfumadas pelas suas flores. Durante toda a Antiguidade Egípcia, Grega e Romana, a sua casca foi utilizada, mas com o decorrer dos séculos perdeu importância, já não sendo empregada na Idade Média. Actualmente, atríbuem-se às folhas e flores propriedades anti-sépticas e díurétícas. Em todas as suas utilizações, a madressilva pode ser substituída pela madressilva-dos-jardins, Lonicera caprifolium L., que se evade frequentemente das culturas e floresce mais cedo que a espontânea, perfumando o ar, sobretudo ao entardecer. G Não utilizar as bagas. Habitat: toda a Europa, extremidades dos bosques, solos argilosos, sebes; em Portugal, de Trás-os-Montes ao Alentejo; até 1000 m. Identificação: de 1 a 5 m de altura. Arbusto; caule volúvel; ramos jovens com extremidades pubescentes; folhas opostas, curtamente pecioladas, sendo as superiores sésseis, caducas, ovais, mais claras na página inferior; flores cor de marfim, estriadas de vermelho (Junho-Setembro), sésseis, agrupadas em glomérulos pedunculados; cálice curto com 5 dentes, coro~ Ia tulbulosa, bilabiada, com o lábio superior com 4 lóbulos curtos e o inferior inteiro, com 5 estames; baga vermelha, ovóide, com várias sementes; raiz com rebentos adventícios. Cheiro agradável. Partes utilizadas: folhas, flores (Junho-Julho); secagem à sombra. O Componentes: ácido salicílico, mucilagem, essência, heterásido O Propriedades: acistringente, anti-séptico, detersivo, diurético, sudorífico. U. L, U. E. Ver: anginas, colibacilose, parto, tosse. 203

Malmequer-dos-brejos Caltha palustris L. Calta, calta-dos-pântanos Ranunculáceas O malmequer-dos-brejos é uma planta vivaz, brilhante, mas nociva para os prados, cujos caules, muito verdes, parcialmente imersos nos pântanos, nas margens dos cursos de água e nos solos alagados, florescem no início da Primavera. Nos meios rurais, é frequentemente utilizado na alimentaçã o; as folhas são utilizadas em saladas ou cozidas do mesmo modo que as hortaliças; as flores em botão, conservadas em vinagre, substituem as alcaparras. Os agricultores utilizam, por vezes, as flores, cor de ouro, para corar a manteiga. O malmequer-dos-brejos pertence, como as anémonas, as clematites e os ranúnculos, à bela e perigosa família das Ranunculáceas e contém substâncias venenosas, pelo que não é conveniente, apesar das opiniões das pessoas dos meios rurais, ingeri-lo fresco. Os homeopatas receitam-no para uso interno sob a forma de tintura, reservando-o a medicina tradicional para uso externo. Uma cataplasma de folhas secas provoca uma revulsão local que pode minorar algumas dores de origem reumática; no entanto, a sua mais importante propriedade é a de, como a arnica e a tussilagem, facilitar as curas de desintoxicação, como sucedâneo do tabaco. O Uso interno apenas com receita médica. Habitat: toda a Europa, pântanos, bosques húmidos; em Trás-os-Montes e Minho, nos regatos e pauis; até 2500 m. Identificação: de O,20 a O,30 m de altura. Vivaz, caule carnudo, sulcado, glabro, oco, prostrado, ascendente, por vezes parcialmente imerso; folhas verde-escuras, grandes, brilhantes, carnudas, cordiformes ou riniformes, cenadas, pecioladas, sendo as da inflorescência sésseis; flores de um amarelo luminoso (Março-Junho), grandes, solitárias, muito abertas em forma de taça, 5 grandes sépalas petalóides, apétalas, numerosos estames, carpelos erectos e arqueados; 5 a 10 folículos membranosos, livres, verticilados, comprimidos, pros trados, enrugados transversalmente e conten do cada um deles várias sementes; toiça curta e vertical. Cheiro ténue; sabor ardente. Partes utilizadas: folhas secas. O Componentes: protoanemonina, flavonas, saponósidos O Propriedades: revulsivo. U. L, U. E. + Ver: reumatismo, tabagismo. 204

malvas *//* refazer As malvas reconhecem-se pelas suas flores com cinco pétalas afastadas, estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, e pelos seus frutos rugosos, dispostos em coroa no cálice persistente. A malva-silvestre, uma das mais comuns, desenvolve-se nos solos abundantemente azotados dos jardins, de antigas estrumeiras e nos baldios. Esta planta é apreciada como hortaliça e como remédio desde o século v111 a. C. Os rebentos, a parte comestível, provocaram indigestão a Cícero, que muito os apreciava; Marcial utilizava-os para uma dieta depois das orgias, e, segundo Plínio, uma poção à base de suco de malva evita as indisposições durante todo o dia. Os pitagóricos consideravam-na uma planta sagrada que libertava o espírito da escravatura das paixões; Carlos Magno não a dispensava como planta ornamental nos seus jardins imperiais. Em Itália, no século Xvi, denominava-se omnimorbia, isto é, remédio para todos os males. A tisana das quatro flores é constituída por sete espécies: a papoila, a tussilagem, a borragem, o verbasco, a alteia e a violeta, além da malva. Habitat: comum na Europa, caminhos, lixeiras, solos ricos em azoto; frequente em Portugal do Minho ao Alto Alentejo; até 1300 m. Identificaçã o: de O,20 a O,70 m de altura. Bienal, caule parcialmente erecto, que se expande a partir do pé central, pubescente; folhas com longos pecíolos, palmatilobadas, serradas, com pêlos ásperos; flores cor de malva com nervuras mais escuras (Maio-Agosto), grandes, em grupos de 2 a 4, cálice com 5 lóbulos, epicálice com 3 folíolos estreitos, 5 pétalas bilobadas no vértice, numerosos estames soldados pelos seus filetes, 12 estigmas; 12 carpelos que se transformam em 12 aquénios reniformes. Sabor quase nulo. Partes utilizadas: raiz, folhas, flores (antes da abertura); secagem ao ar e à sombra, conservação difícil, tornando-se azuis com a secagem e descorando por acção da luz. O Componentes: mucilagens, antocianinas O Propriedades: calmante, emoliente, laxativo. U. I., U. E. + V o Ver: abcesso, acne rosácea, afta, asma, banho, boca, bronquite, dentes, faringite, furúnculo, hemorróidas, nervosismo, obesidade, obstipação, olhos, picadas, tosse. 205

Marroio Marrubium vulgare L. Marroio-branco, marroio-vulgar, marroio-de-frança, erva-virgem Bras.: bom-homem, herva-virgem Labiadas Esta labiada apresenta grandes analogias com o marroio-fétido, que igualmente se desenvolve em tufos densos, por vezes quase arbustivos, nas ruas das povoações e nas encostas áridas. Necessitando de luz intensa, o marroio tem um aroma semelhante ao do tomilho. O seu sabor amargo determinou o nome científico, visto que a palavra marrubium deriva do heloreu inar, amargo, e rob, suco. O marroio é apreciado desde épocas muito remotas devido às suas diversas virtudes medicinais; os antigos egípcios criam que era um remédio para as perturbações respiratórias; no século IV a. C., Teofrasto cita-o também, confundindo-o, no entanto, com a Ballota foetida Lam., também denominada marroio-negro. Dioscórides descobriu mais tarde as suas virtudes emenagogas, bem como o perigo que representa em caso de lesões renais. No século ix, Estrabão cultivou-o no jardim da Abadia de Reichenau, considerando-o *prodigiosamente forte+. Mattioli aconselhava-o em pomada para a desobstrução dos canais dos seios. Desde então, o marroio não deixou mais de ser apreciado, utilizando-se a sua infusão como expectorante. Habitat: Europa, ruas das povoações, terrenos baldios, esgotos, encostas áridas; frequente em quase todo o território português; até 1500 m. Identificação: de O,30 a O,80 m de altura. Vivaz, caule erecto, lanoso, ligeiramente ramoso; folhas esbranquiçadas, arredondadas, pecioladas, crenadas, bolhosas na página superior e lanosas na inferior; flores brancas (JunhoAgosto), em verticilos globosos, compactos na axila das folhas superiores, cálice tomentoso, com 10 dentes gancheados, bractéoIas assoveladas, corola com lábio superior ligeiramente chanfrado e lábio inferior trilobado, com 4 estames inclusos. Cheiro intenso e pouco agradável; sabor picante e amargo. Partes utilizadas: sumidades floridas (Julho-Agosto), folhas, secagem à sombra. O Componentes: princípio amargo, colina, óleo essencial, saponósido, glucósido, tanino, potássio, cálcio, vitamina C O Propriedades: emenagogo, estomáquico, expectorante, febrifugo, sedativo, tónico, U. 1. + IN Ver: apetite, asma, bronquite, celulite, coração, enfisema, febre, menstruação, nervosismo, obesidade, paludismo, pulmão, sono, tosse.

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Marroio-fétido Ballotafoetida Lam. Labiadas Segundo alguns autores, o marroio-negro e o marroio-fétido são a mesma espécie; segundo outros, o marroio~fétido é uma subespécie do marroio-negro. Na realidade, estas duas plantas apenas diferem em pequenos pormenores. No entanto, basta cheirá-las para as distin-uir. Muito intenso, mesmo a alguns passos de distância, no caso do marroio-fétido, esse cheiro a bolor e fuligem só é perceptível Do marroio-negro se for amachucado. Como todas as labiadas, as flores do marroio oferecem às abelhas um excelente néctar. As duas plantas têm as mesmas propriedades terapêuticas. O marroio é especialmente um notável antiespasmódico, outrora utilizado contra a epilepsia e a hipocondria. É geralmente consumido em infusão, sendo, no entanto, uma experiência muito difícil abeirar-se dele e colhê-lo, quanto mais bebê-lo! Por vezes, para evitar o gosto e o odor desagradáveis, prepara-se uma alcoolatura. Sem dúvida devido a estas características, o marroio-fétido não é geralmente apreciado pelo gado. Habitat: Europa, vulgar em França, sebes, ruas das aldeias, entulho, na parte inferior dos muros, todos os solos; frequente em Portugal; até 1500 m. Identificação: de O,60 a O,80 m de altura. Vivaz, caule ascendente, ramificado, com muitas folhas; folhas pecioladas, rugosas, pubescentes, serradas; flores cor-de-rosa ou cor de púrpura (Maio-Setembro), em verticilos nos nós das folhas, entremeadas por bractéolas curtas, cálice viloso, dilatado na fauce, com 5 dentes largos, corola com lábio superior aveludado. Cheiro a mofo de cave húmida; sabor acre e amargo. Partes utilizadas: sumidades floridas (Julho-Agosto). O Componentes: tanino, saponósido, fitosterol, colina, lectona, sais minerais O Propriedades: antiespasmódico, colerético, sedativo. U. L, U. E. Ver: acufenos, angústia, menopausa, nervosismo, sono, tosse convulsa.

Matricária Chrysanthemum parthenium Bernh. Arternísia-dos-ervanários, artemísia-bastarda-dos-ervanários, rnatricáriavulgar Compostas O nome do género, Chrysanthemum, que significa flor de ouro, não se aplica à matricária, cujas lígulas são de um branco imaculado; apenas o centro dos seus capítulos é amarelo. Originária da Ásia Menor, foi, em épocas remotas, introduzida na Grécia, onde, sob o nome de parthenion, de parthenos, virgem, os Antigos a utilizavam para tratar as doenças tipicamente femininas. Na Idade Média, atribuíram-lhe propriedades de febrífugo, e desse facto deriva o seu nome em língua inglesa feverfew. A matricária é frequentemente confundida com a macela e com a camomila devido à semelhança das suas flores; esta confusão pode ser evitada pelo estudo das folhas da matricária, que se apresentam divididas em lóbulos largos, têm textura branda e perfume forte; as outras duas plantas, que pertencem aos géneros Anthemis e Matricaria, têm folhas delicadamente recortadas em lacínias estreitas. O cheiro desagradável da matricária determina possivelmente a preferência que actualmente se dá à macela, cuja acção medicinal é análoga. Habitat: Europa; em Portugal, desde Trás-os-Montes ao Alto Alentejo, nas margens dos rios e nos rochedos. Identificação: de O,30 a O,80 m de altura. Vivaz, herbácea, erecta, formando manchas; folhas tenras recortadas em segmentos largos, sendo estes lobados, pecioladas, verde-claras ligeiramente amareladas; flores centrais amarelas, tulbulosas, sendo as da periferia liguladas, brancas (Julho-Agosto), em capítulos de 12 a 15 mm de diâmetro, dispostos em corimbos com folhas; aquénio castanho quando maduro, 5 a 7 costas brancas longitudinais com coroa membranosa crenada. Cheiro penetrante e desagradável. Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Agosto) O Componentes: óleo essencial rico em borneol (cânfora de matricária), lípidos, glúcidos, sais minerais O Propriedades: antiespasmódico, anti-séptico, emenagogo, febrífugo, insecticida, tónico. W., U.E. Ver: banho, digestão, febre, insectos, raquitismo, sono. 208

Medronheiro Arbutus unedo L. Ervodo, ervedeiro, ervedo Bras.: árvore-de- morangos Ericáceas Os Romanos chamaram ao abrunheiro Arbutus unedo. Virgílio, nas Geórgicas, chama a esta pequena árvore, muito frequente em Itália, arbustus; Plínio e alguns dos seus contemporâneos designam o medronheiro, unedo, por unum edo, eu como um só, fazendo assim referência ao gosto desagradável dos frutos. Abundante na região mediterrânica, incluindo Portugal, onde se encontra em todas as regiões, estende-se para a Europa Central e dissemina-se até à Irlanda. Nas zonas protegidas, pode atingir 6 e até 10 m de altura, mas a exploração e os incêndios das florestas mantêm-no entre 2 e 3 m, pois o seu crescimento é lento. O medronheiro é uma planta muito decorativa, apesar da sua silhueta tortuosa, devido à sua folhagem persistente e, sobretudo, aos seus frutos globosos de cor intensa, que produz durante quase todo o ano; os mais jovens são verdes, os mais maduros, vermelhos, e os intermédios, amarelos ou alaranjados, surgem ao mesmo tempo que as flores. Os médicos interessam-se pelo medronheiro devido, sobretudo, ao seu elevado teor em tanino. Os seus frutos, considerados também diuréticos, servem para preparar bebidas caseiras tão agradáveis como úteis, doces e saborosas compotas. A sua fina madeira é fácil de trabalhar e polir; é utilizada no fabrico de objectos torneados, para embutidos e marcenaria; além disso, é uma óptima madeira para aquecimento e produz um excelente carvão de lenha. As abelhas retiram das suas flores um néctar de excelente qualidade. Habitat: Europa Meridional; em quase todo o continente português, bosques, matas, solos áridos, siliciosos; até 600 m. Identificação: de 3 a 6 m de altura. Arbusto; caule tortuoso, erecto; ramos jovens avermelhados; folhas serradas, simples, persistentes, coriáceas; flores brancas e verdes (OutubroJaneiro), em cachos pendèntes, corola gomilosa com 5 dentes; fruto esférico, carnudo, denominado medronho, provido de saliências piramidais, vermelho no estado maduro, contendo de 20 a 25 sementes; raizes profundas. Sabor farináceo, ligeiramente ácido e agradável (frutos). Partes utilizadas: raizes, folhas, casca, frutos. O Componentes: tanino, arbutósido O Propriedades: acistringente, anti-

infiamatório, anti-séptico, depurativo, diurético. U. 1. Ver: arteriosclerose, diarreia, fígado, rim. 209

Meliloto Me1i1otu,@ offi< inalis (L.) Pail. Trevo-de-cheiro, coroa-de-rei Leguminosas O meliloto distingue-se facilmente das outras leguminosas. É uma planta herbácea que vive nos entulhos e nos terrenos cultivados, sendo comum em solos calcários e arenosos; as folhas têm três folíolos serrados e as pequenas flores amarelas erguem-se em extensos cachos; a floração é contínua, prolongando-se por um largo período. O nome da planta deriva das palavras gregas mêli, mel, e Iótos, loto; na realidade, o meliloto é uma das plantas espontâneas mais procuradas pelas abelhas. Hipócrates e Teofrasto referem-se a um meliloto, desconhecendo-se se se trata desta planta. Na Idade Média não foi inventariada. Mais tarde, as opiniões dividem-se: enquanto, segundo algumas, o meliloto seria tóxico, segundo outras é considerado eficaz no tratamento de cólicas e nefrites. Foi ainda reputado como remédio para a embriaguez. A sua propriedade antiespasmódica deve-se ao seu teor em cumariria, mais elevado na planta fresca; a planta pode tornar-se perigosa para o gado se, quando deteriorada, for misturada com a forragem. O meliloto, tal como os fidalguinhos e a tanchagem, tem tido larga aplicação ocular; uma infusão quente da planta é benéfica para a vista cansada. Habitat: Europa. solos calcários, campos, bermas dos caminhos, terrenos baldios, vinhas, vias férreas; até 600 m, Identificação: de O,50 a 1 m de altura. Bienal, caules erectos, muito ramificados, folhas com 3 folio@os serrados, sendo o central peduncWacio, com estipulas aderentes na base ao pecíolo, flores amarelas (Junho-Setembro), em longos cachos axilares. frouxos, cálice curto, com 5 lóbulos, corola papilionácea, asas mais compridas do que a carena pequena vagem curta, glabra, castanho-clara, @nrugada, pendente; raiz vigorosa e aprumada. Cheiro agradável, Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro), secagem rápida ao ar livre e à sombra. O Componentes: cumarina, heterósidos, resina, flavonóides, vitamina C O Propriedades: acistringente, antiespasmódico, anti-inflamatório, diurético, sedativo. U. I., U. E. + Ver: Wefarite, bronquite, cólica, conjuntivite, nervosismo, nevralgia, olhos, sono, varizes. 210

Melissa Melissa officinalis L. Erva-cidreira, limonete, chá-de-frança, eitronela-menor Labiadas Amelissa, cujo nome evoca o mel, é efectivamente uma das melhores plantas melíferas. Cresce em tufos nos jardins ou nos seus arredores. Tem flores bastante pequenas de cor branca, que mais tarde se torna rosada. Exala, enquanto nova, um aroma suave semelhante ao do limão, que depois se torna desagradável, desaparecendo com a secagem. Porém, após a secagem, a planta apenas conserva o aroma primitivo durante um ano >

É mencionada pelos autores da Antiguidade, que aparentemente não apreciaram as suas virtudes. Os Árabes, no século X, elogiaram a sua acção como cordial e remédio para a melancolia; este conceito é retomado por um fitoterapeuta nos inícios do século xx, que reconhece à melissa qualidades para fazer desaparecer as <@crises de mau humor nas jovens e nas mulheres débeis+. A essência de ervacidreira pode ser considerada como um estupefaciente ligeiramente tóxico; em pequenas doses provoca torpor e diminuição das pulsações. A melissa faz parte da composição de licores (chartreuse e beneditino) e da água de melissa dos Carmelitas. V. Melissa -bastarda, p. 214. Habitat: Europa Meridional, escapada das culturas, sebes, próximo de muros; no continente e Madeira, disseminada nos locais sombrios e húmidos, sendo também cultivada; até 1000 m. Identificação: de O,20 a O,80 m de altura. Vivaz, caules em tufo, ramiticados a partir da base, erectos; folhas grandes, ovais, pecioladas, serradas, com nervuras salientes, reticuladas na página inferior; flores amareladas, tornando-se brancas ou rosadas (Junho-Setembro), de 6 a 12 em verticilos ao nível das folhas, cálice revestido de pêlos, com 2 lábios, sendo o superior plano com 3 dentes e maior, corola bilabiada e 4 estames; tetraquénio. Cheiro agradável, limonado; sabor ligeiramente amargo. Partes utilizadas: caule florido, folhas (Junho), secagem rápida, O Componentes: óleo essencial, citroneial, tanino, resina, ácido succínico O Propriedades: antiespasmódico, carminativo, colerético, estomáquico, eupéptico, tónico. Li. I., U. E. + O Ver: acufenos, anemia, apetite, asma, banho,

estômago, fígado, gravidez, hálito, indigestão, lipotimia, memória, picadas, pulmão, sono, vertigem.

não ultrapassam 1800 m. estolhos folhosos. Hortelã-d'água Labiadas Apalavra *menta+ deriva de Mintha. os Chineses faziam a apologia das proprieHabital: Europa. Caules erectos. Hortelã-silvestre d) Mentha pulegium L. Valas.. 4 carpelos ovóides e lisos. Cheiro intenso e desagradável. pequenas.Mentas a) Mentha rotundifolia L. tomentosas. Hortelã-crespa c) Meniha longifolia (L. transformou em planta. corola sem anel de pêlos no interior. Mentas com espiga: até 1800 m. parte subterrânea estolhosa. planta com poucos pêlos (glabrescente). folhas oval-arredondadas. salientes. entrançando-o para fazer coroas que usavam em cerimônias e para fins medicinais.) Hucis. folhas sésseis. Mentastro. enrugadas. f) Mentha aquatica L. Ásia. caminhos. flores claras em espiga comprida. Híbrida da precedente. divergentes. cálice viloso com dentes compridos e estreitos. c) Mentha longifolia (L. agudas. septados e ramificados. com grandes brácteas e cálice com dentes triangulares. mentrastro b) Mentha viridis L. a) Mentha rotundifolia L. folhas curtas com bordos recortados. flores em espigas frouxas e cálice glabro com dentes estreitos. corola regular com 4 lóbulos iguais ou praticamente iguais. folhas esbranquiçadas. ultrapassam 1 m de altura. geralmente a baixas altitudes. lanceoladas. cálices com 5 dentes. ligeiramente serradas. Hortelã-vulgar b’) Mentha crispata Schrad. por ciumes. Outrora. iguais. acinzentados na página inferior. Mentha pulegium L. flores em espiga de verticilastros terminais não folhosos. estreita e pontiaguda. Poejo e) Mentha arvensis L. formando dentes curvos. nome de uma ninfa que a deusa grega Perséfone. b) Mentha viridis L. locais permanentemente húmidos.) Hucis. em verticilos. espécie cultivada. flores em espiga compacta com bractéolas estreitas e lanuginosas. grandes e irregularmente serradas. 4 estames erectos. Supoe-se que os povos da Antiguidade utilizavam o poejo. 212 . espessas. Espontânea e rara nas montanhas. Sebes e campos. folhas verdes nas duas páginas. bolhosas. numerosas flores cor-de-rosa (Verão). Identificação: vivazes. com pêlos crespos. cultivada noutros locais. folhas planas. Cheiro suave e muito penetrante. b’) Mentha crispata Schrad.

tomáquico. anti espasmódico. carpelos verrucosos.dades calmantes e antiespasmódicas das mentas. J) Mentha aquatica L. pulegona O Propriedades: analgésico. locais inundados durante o Inverno. boca. insectos. O género Veniha é um dos mais complexos do reino vegetal devido aos inúmeros híbridos resultantes do cruzamento espontâneo das espécies. estimulante. + o Ver: apetite. sem anel de pêlos. tosse. as quais se devem c sencialmente ao álcool extraído da essên. secagem em ramos. soluço. anti-séptico. Partes utilizadas: folhas e sumidades floridas (Julho. nevralgia. campanulado.. caules com pêlos eriçados. caule curto. Actualmente. tanino. convulsão. um anti-séptico e um analgésico. d) carvona. ramos não floridos nas extremidades. e) Meniha arvelisis L. digestão. d) Mentha pulegium L. nervos. ramos floridos praticamente desde a base até à extremidade. em doses elevadas põe em perigo o sistema nervoso. todas as mentas têm virtudes medicinais semelhantes. folhas pequenas. O Componentes: mentol. O mentol é um óptimo estimulante e. pele. Hipócrates considerava-as afrodisíacas e Plímo apreciava a sua acção analgésica. enxaqueca. folhosos. um dos chás mais apreciados para terminar uma refeição. largos e curtos. escalonados na axila das folhas pecioladas.. flores em verticilos na axila das folhas pecioladas. bem como as folhas ovais muito pecioladas. hálito. com flores dispostas numa espiga terminal não folhosa. folhas vilosas e largas. U. globoso-capitados. e as mentas rasteiras. pois pode causar a morte ao agir sobre o boibo raquidiano. mentona. pé. vilosas.século xviii. Cheiro agradável. muito viloso internamente. cálice multinérveo pubescente com dentes estreitos e anel de pêlos na corola. anel de pêlos na corola. asma. até 1000 m. gibosa de um lado. anestésico. I. não atingindo 1 m de altura. caules prostrados ou ascendentes. tónico. além da verbena e da tília. porém. que parece ter sido obtido pela primeira vez na Holanda nos finais do . Solos alagados. acinzentadas. os quais podem sumariamente distinguir-se do seguinte modo: as mentas em espiga. a menta é. tabagismo. corola que se alarga bruscamente. Vales fluviais. Espécie polimorfa. cia. cálice bilabiado. o nientol. com flores dispostas em verticilos. E. ligeiramente serradas e subsésseis.Outubro). lactação. carminativo. Mentas rasteiras: comuns em regiões de baixa altitude. U. .%. cálice pubescente. banho. flores em verticilos pouco numerosos. polimorfa. com dentes iguais. Na prática. pulmão. flores em pequenos verticilos compactos mais curtos que as folhas. digestivo.

213 .

Ver: angústia. emenagogo. 4 eslames paralelos. as flores da primeira são bonitas. embora sejam duas plantas melíferas. sendo mencionada pela primeira vez em 1542 pelo escritor Léonard Fuchs. I. ricas em néctar. brancas e em verticilos. vertigem. A melissa-bastarda desenvolve-se em bosques pouco densos. Identificação: de O.Melissa-bastarda Melittis melissophy11um L. viloso. devido ao seu extenso órgão sugador. caule erecto. menstruação. sebes do Minho ao Alto Alentejo. Garidel tece-lhe enormes elogios. Todavia. digestão. em 1715. E. unilaterats. serradas. sono. U. principaimente nas montanhas. as flores da melissa são pequenas. conseguem ter acesso à tão apelecida reserva. com nervuras muito salientes. e agrupamse duas a duas. tetraquénio globoso arredondado no cimo. isolada ou em pequenos grupos. locais sombrio@ e húmidos. poucas semelhanças apresentam sob o ponto de vista botânico. sedativo. a melissa-bastarda e a erva-cidreira. cálice amplo campanulado com 3 a 4 dentes largos.50 m de altura. mas raramente em manchas como a melissa. muito grandes. ravinas. As flores. Partes utilizadas: toda a planta sem as raizes (início da fioração). É uma lindíssima planta labiada expressamente cultivada para ornamentar jardins. O Componentes: cumarina O Propriedades anti-séptico. fiores de um cor-de-rosa intenso e brancas (Mato-Julho). . parte subterrânea rastejante. bosques pouco densos. conjuntivite. simples. diurético. grandes. corola bilabiada. LI. anteras em cruz. Habitat: Europa meridional e Central. com tubo saliente. A melissa-bastarda foi durante muito tempo um dos remédios mais utilizados para o tratamento da gota e dos cálculos das vias urinarias.20 a O. até 7/00 m.. de 2 a 5 por nó na axila das folhas. cotinas arborizadas. de um intenso cor-de-rosa. Efectivamente. solos calcários. Vivaz. Mais tarde. as quais. são mais dificilmente atingíveis pelas abelhas do que pelas borboletas nocturnas. folhas pecioladas. Os médicos da Antiguidade ignorara m esta planta. Betónica-bastarda Labiadas Os nomes dos géneros Melittis e Melissa derivam ambos do grego e significam abelha. grandes. Cheiro intenso e desagradável sabor acre e aromático. pois considera-a com poderes para restabelecer a secreção urinaria.

214 .

tornando-se espontânea. O Componentes: óleo essencial. erradamente. Habitat: Europa Central e Meridional. Porém. com excepção da raiz. U. Anual. dióicas. ovário bilocular. 10 estames. campos. entulhos. evadiu-se progressivamente das culturas. vinhas. podia transmitir um aroma desagradável ao vinho. Cheiro repugnante.serradas. caule herbáceo. menopausa.claras. a parte subterrânea da outra não se estende horizontalmente e o caule é ramificado a partir da base. LI. Outrora provavelmente cultivada como hortaliça. esqueceu-se de indicar qual dos cônjuges devia beber a tisana. folhas opostas com pecíolos curtos. pelo que Olivier de Serres afirmava que. + Ver: intestino. nós bem marcados. flores esverdeadas (AbrilNovembro). cálice com 3 sépalas. sais de potássio O Propriedades: antilactagogo.lanceoladas. purgativo. Partes utilizadas: a planta inteira fresca. facilitava a procriaçã o de meninos.10 a O. L. sabor amargo e salgado. Devido às suas propriedades purgativas. a mercurial já era conhecida como laxativa e atribuíam-selhe. lactação. quando a planta abundava nas vinhas. as flores masculinas em glomérulos formando uma espiga pedunculada. urtiga-bastarda Euforbiáceas Existem na Europa duas mercuriais muito vulgares: a mercurial-dos-jardins-edos-campos. terras removidas. em decocção. Urtiga-morta. Dioscórides afirmava que a planta masculina. jardins. secagem rápida. propriedades ginecológicas. cápsulas com 2 lóculos guarnecidos de pêlos. e a mercurial-vivaz. E. crenad o. Ambas são dióicas e tóxicas. ramificado e com folhas a partir da base.50 m de altura. mais espessos na base.Mercurial Mercurialis annua L. a única que é fármaco. Exala um cheiro repugnante. nos campos incultos. oval.. esta planta deve ser utilizada com moderação e prudência. O Não ultrapassar a dose prescrita. . Mercurialis perennis L. e a planta feminina. Identificação: de O. e o suco. muros e sebes. frequente em quase todo o território portugues. que habita as matas. a de meninas. além de confundir as plantas. e 2 sementes ovóides ci nz ento. heterósido flavónico. as femininas solitárias e subsésseis. No tempo de Hipócrates. Distinguem-se do seguinte modo: a mercurial-vivaz tem uma toiça rastejante e o caule não é ramificado. até 500 m. diurético.

banho.. U. Nos meios rurais. até 2500 m. Os caules de uma outra espécie. menstruação. tenras. folhas. matérias azotadas O Propriedades: acistringente. seio. Milfolhada. mas pouco utilizada actualmente. flores brancas ou cor-de-rosa (Maio-Outubro). diurético. mil-folhas Compostas Os múltiplos recortes das suas grandes folhas conferiram a esta planta o nome de milfólio. hemorroidas. I. erva-dos-militares. erva-dos-golpes. carminativo. erv a-dos -soldados. reumatismo. heterósido. para curar as feridas do rei Telefo. cicatrizante.MilfÓlio Achillea millefolium L. anti-séptico. sarna. salvação-do-mundo Bras. potássio. prazer-das-damas. o Evitar a acção do sol nas zonas da epiderme em contacto com o suco da planta fresca. U.30 a O. sementes (Ju nho. Vivaz. no decorrer de uma batalha. . erva-das-cortadelas. introduzindo no tonel um pequeno saco com sementes. circulação. erva-de-sao-joao. Sabor acistringente e amargo. a utilizou. Era também conhecida pelos Celtas. ácidos orgânicos. varizes. celulite. que. resina. outrora considerada medicinal. menopausa. prados. que é esternutatória. com segmentos delicadamente divididos.: botão-de-prata. mas ainda para conservar o vinho. a Achillea ptarmica L. O Componentes: óleo essencial. espontâneo no Norte e Centro de Portugal. flores centrais tubulosas. tendo sido informado pelo centauro Quíron das virtudes terapêuticas da planta. folhas pubescentes. fósforo. mil-folhas.. emenagogo. hemostático. Partes utilizadas: sumidades floridas. Habitat: Europa. vulnerário. Identificação: de O. tanino. ferida. caule erecto. antiespasmódico. erva-carpinteira. é utilizada não só devido às suas numerosas propriedades medicinais. aquénio esbranquiçado. erva-do-bom-deus.70 m de altura. alcalóide. greta. mil-em-rama. duro. ou sejam as 50 varas utilizadas num método divinatório praticado na China há mais de 3000 anos. entre 4 e 5 líguIas largas e curtas. O milfólio é uma das mais importantes plantas da Farmacopeia.carneiro. E. pêl o-de. cabelo. que acompanhavam a sha colheita com ritos religiosos. Deve o nome latino ao herói grego Aquiles. + V o Ver: acne. compridas. produzem os Che Pu. em corimbos densos. e as suas propriedades medicinais são conhecidas desde há muitos séculos. folhoso. bermas dos caminhos e das vias férreas. tónico. pele.Setembro).

: morango Rosáceas Antes da frutificação. as poesias. ferida. desde as variedades cultivadas até à mais delicada de todas. No entanto.25 m de altura. tez. pois têm'propriedades diuréticas e adstringentes.. serradas e pecioladas. folhas verde-claras. as canções populares e até os filmes homenagearam os morangos inspirando-se nos símbolos que estes representam. alternando com os folíolos do epicálice. vermelho e ovóide rizoma castanho. numerosos estames amarelos. calmante. diurético. fragária Bras. com folhas azuladas mais vilosas.05 a O. O Ver: acne rosácea. diarreia. fazem parte de inúmeras preparações. glúcidos. ricos em tanino. proteínas. I. LI. Em todos os tempos. O Componentes: vitamina C. tanino O Propriedades: acistringente. Com a infusão das folhas confecciona-se um chá muito agradável e refrescante. Potentilla fragariastrum Ehrh. brilhantes na face superior.. um falso morangueiro. adorava-os. toda a gente conhece os morangos. caule curto e viloso. sede. pele. com cheiro debar e de rosa. tónico. flores brancas (Maio-Junho). estolhoso. cálice de 5 sépalas. Moranga. Ch. litíase. depurativo. anginas. que viveu 100 anos. trifoliadas. esta planta é susceptível de ser confundida com uma outra rosácea.MoranGueiro Fragaria vesca L. o célebre botânico Lineu utilizou-os no tratamento de uma gota dolorosa. leucorreia. sabor acIstririgente (rizoma e folha). Identificação: de O. mais claras e pubescentes na inferior. pequenas pétalas brancas cordiformes e que não produz frutos comestíveis. do ponto de vista medicinal utilizam-se principalmente os rizomas e as folhas da planta. Habitat: Europa. Partes utilizadas: folhas (Primavera). 217 . pois os nossos antepassados pré-históricos já os apreciavam. bermas dos caminhos. E. dentes. greta. frutos e rizomas (antes do aparecimento das folhas).iro agradávei e suave (morango). Os testemunhos das suas virtudes benéficas são imensos. rim. 5 pétalas obovadas. U. astenia. âm0 Não consumir os morangos logo que surjam sintomas de intolerância. sais minerais. bosques. No entanto. carpelo cobrindo o falso fruto (morango) num receptáculo carnudo. Vivaz. o morango-silvestre. até 1600 m. todo o território português. Fontenelle.. convalescença.

justifica-se pela utilização da planta na Idade Média para curar afecções da pele ou manifestações cutâncas de doenças mais genéricas. o Diabo. Insípido. . que deriva da palavra latina scabies. por vezes em grandes quantidades. dotando assim o morso-diabólico de um rizoma aparentemente seccionado a alguns centímetros do caule. escabiosa-mordida Dipsacúceas Segundo conta uma lenda. para tratar certas dermatoses. solos húmidos. amido. Estremadura e litoral do Alentejo. depurativa e digestiva. com as brácteas do invólucro herbáceas e receptáculo guarnecido por bractéolas interflorais. A raiz. caule com ramos verticais. Os fitoterapeutas utilizam as propriedades expectorantes e fluidificantes das flores e folhas para o tratamento de bronquites e afecções das vias respiratórias. sin. rizoma truncado junto do colo. O morso-diabólico é uma planta vivaz com belas flores azuis que cresce nas pastagens húmidas. Identificação: de O. Partes utilizadas: suco fresco. sendo apreciado pelo gado quando tenro.. todas semelhantes. morso-do-djabo. ovaJ-oblongas e inteiras. capítulos. Quanto ao nome de escabiosa que por vezes se lhe atribui. globosos. Beiras. espontâneo em Portugal.25 m de altura. Desconhecido dos Antigos. folhas opostas.Morso-diabólico Succisa praemorsa (Gilib. cortou-lhe a raiz com uma dentada. pode servir de base a um excelente licor. escuro. corola tubulosa com 4 lóbulos e 4 estames > aquénio. Vivaz. Cheiro fraco e agradável. glabro ou pubescente.: Succisa pratensis Moench Morte-do-diaho. não estolhoso. como a peste ou a sífilis. folhas e raiz seca. saponósidos. enraivecido por ser obrigado a reconhecer as propriedades medicinais da planta. em capítulos solitários. o morso-diabólico era no século XVI muito apreciado por Olivíer de Serres. O Componentes: heterósido (escabiósido). nos arreivados e solos húmidos do Minho.) Aschers. cálice com limbo com 4 ou 5 dentes aristados. Habitat: Europa. até 2000 m.30 a 1. que considerava úteis todas as suas partes. sais minerais. sob a forma de tintura. Actualmente. sarna. é receitado pelos homeopatas. flores azulvioláceas (Julho~Outubro). roída-do-diabo.

. prurido. tónico. estomáquico. sudorífico. vulnerário. bronquite. expectorante. U. pele. E. . U. dartro. + Ver: afta. depurativo. asma. I.tanino O Propriedades: acistringente.

+ V O Ver: anemia.10 a O. . convalescença. orelha-de-toupeira Carriofiláceas O nome desta planta é revelador de algumas das suas características: Stellaria deriva da palavra latina stella. A sua enorme vitalidade torna possível a existência de cinco gerações instaladas no mesmo pé no decorrer do ano. Os autores da Antiguidade e da Idade Média desconheciam certamente a morugerri.Morugem-vulgar Stellaria media (L. estrela. cápsula com 6 valvas. facto que é acrescido pela queda prematura das pétalas brancas. hemorragia. suco fresco (todo o ano). Identificação: de O. era muito utilizada nos meios rurais para saladas ou cozida como sucedâneo dos espinafres. Morugerri-branca. vulnerário. pedunculadas. inteiras. jardins. flores brancas (Fevereiro-Novemb@o). rastejantes ou ascendentes. tónico. A morugem caracteriza-se pelos seus caules tenros. Outrora. bermas dos caminhos. que permanecem rentes ao solo se este não tiver outra vegetação. estômago. geralmente pecioladas e opostas. com nós bem definidos. até 2000 m. solos húmidos. em tufos. diurético. I. pois as flores têm a forma de estrelas brancas. na axila das folhas da extremidade do caule. morugem-verdadeira. forçando-os a procurar a luz. em forma de estreia. restando apenas o cálice verde confundido entre a folhagem. só se tornando erectos se a grande densidade da vegetação que os rodeia os comprime. 5 pétalas curtas. U. no século xix. além disso. caules tenros. secagem à sombra e ao ar. U. Sementes reniformes.) Vill. O Componentes: sais minerais. as flores fecham~se ao crepúsculo e em tempo chuvoso. contusão. principalmente de silício e de potássio O Propriedades: antilactagogo. Anuai. folhas gialbras. devido ao seu pequeno tamanho. campos.40 m de altura.. frequente em quase todo o território português. hemorróidas. 3 estiletes. E. Partes utilizadas: planta fresca ou seca. o fitoterapeuta bávaro Kneipp considerou-a um calmante para as afecções das vias respiratórias. pois não lhe fizeram qualquer referência. As flores são por natureza pouco visíveis. Habitat: vulgar na Europa.

219 .lactação. pele.

que imediatamente se cobre de síliquas com rostro curto e que contém várias sementes castanho-escuras. mostarda-ordinária Crucíferas Amostarda é um condimento muito conhecido e apreciado na culinária moderna. pois é irritante. a espécie próxima Sinapis alba L. L. enzima O Propriedades: mostarda-negra: revulsivo. ramos patentes. C Não deve ser usada por doentes com infla~ mações das vias urinarias e do tubo digestivo. Ocidental e Meridional. Partes utilizadas: sementes (maturação). surge espontânea no Minho. + O Ver: banho. e a palavra *mostarda+. A mostarda é actualmente um dos mais divulgados condimentos no Ocidente.Mostarda-negra Brassica nigra (L. além de cultivada. O emprego da massa condimentar obtida pela trituraçã o das sementes em agraço ou em mosto de uvas difundiu-se cerca do século XIII. E. mostarda-branca > com sabor menos intenso.. abrindo-se uma a uma e precedendo o crescimento do escapo floral. Teofrasto alude à sua cultura no século IV a. Columela refere-se à sua utilidade como condimento. é a mostarda do Evangelho. pé. U. Porém. picante. folhas pecioladas. sendo proibida a dispépticos. a temperatura da água destinada à preparação dos sinapismos não deve ser superior a 50'C. este condimento estimula a digestão. O Componentes: heterósido azotado (sinigrásido). mucilagem. em Portugal. congestão. reumatismo.) Koch (= Sinapis nigra L. deve ser excluído da alimentação dos dispépticos. Em doses moderadas. é obtida de uma grande planta crucífera actual~ mente muito vulgar no estado espontâneo em toda a Europa. bronquite. mosto ardente.) Mostarda-preta. U. que era então constituído pelas folhas conservadas em vinagre. até 1000 m.20 a 1 m de altura.. conservar a farinha em local seco. pulmão. . é cultivada para abastecer a indústria alimentar. liradas. Identificação: de O. isto é. alcalóides. flores amarelas (Abril-Junho) em cachos terminais em corimbo. em épocas anteriores à intervenção do homem na expansão da sua cultura só existia nos países mediterrânicos e no Oeste da Ásia. intestino. Habitat: Europa Central. surgiu pela primeira vez num texto datado de 1288. caule erecto. Estremadura e Alentejo. Anual. vomitivo. nevralgia. C. mostarda-branca: purgativo.

Partes utilizadas: folhas (Agosto). estilete saliente. Habitat: litoral da Europa Mediterrânica. lanceoladas. até 800 m. É ainda a murta do Antigo Testamento. A madeira dos seus caules incensou inúmeras cerimônias religiosas. flores brancas (MaioJulho). anti-séptico. inteiras. espontânea nos matos. visíveis à transparência. raramente 3 a 3. murteira Mirtáceas A murta é um arbusto muito glosado pelos poetas. charnecas. a água-de-anjo. Identificação: de 2 a 3 rn ou mais de altura. é muito vulgar um licor com virtudes estomáquicas obtido pela maceração das bagas.. 5 pétalas e 5 sépalas. contusão. a partir de Maio. é o myrtos dos Gregos. hálito. usada em grinalda nas bodas pelas jovens de Israel. resina. subsésseis. E. folhas persistentes. sinusite. também é cultivada. observadas à transparência. hemorroidas. Cheiro aromático. vitamina C O Propriedades: acistringente.. pedunculadas.) Herm. sebes. leucorreia. constipação. + Ver: banho. Este arbusto sempre verde desenvolve-se em moitas fechadas. brilhantes. U. bronquite. como em todas as regiões do Mediterrâneo. L. ácidos (cítrico. ferida. + Símbolo da glória e do amor feliz. providas na espessura do limbo de glândulas de essência. murta-dos-j ardi n s. solitárias na axila das folhas. flores. estames numerosos e compridos. U. Na Córsega. psoríase. Arbusto. Agamémnon: *Nem libações nem ramos de murta . essência.Murta Myrtus communis (L. as flores brancas desabrocham. sabor desagradável e resinoso (bagas). Murta-ordinária. e no Outono amadurecem as bagas escuras. coriáceas. apimentado (flores). caule muito ramificado.sa. charnecas do Centro e Sul de Portugal. utilizada como produto de beleza. Das suas folhas e flores destiladas fazia-se uma água famo. málico). matas. onde a murta cresce. tosse. O Componentes: tanino. que o ofertavam aos seus mortos e que Electra reclamava para os manes de seu pai. cobertas de folhas brilhantes e aromáticas que. óleo essencial. baga negra. frutos (Setembro-Outubro). em matas ou em charnecas. revelam a existência de pequenas glândulas. . com a murta se entrançavam as coroas para os heróis que recebiam o ovatio e para as desposadas. opostas 2 a 2. formando pequenas borlas perfumadas.

tos tempos à pesquisa de antiparasitários. cálcio. Já conhecido por Teofrasto. Alga. por exemplo. Stephanopoli. Cheiro intenso a iodo. frágeis. entrelaçados. Cresce em grande abundância nas costas mediterrânicas e tem o aspecto de uma almofada com filamentos delgados e emaranhados. iodo.Musgo-da-córsega Alsidium helminthocorton (Latourette) Kurtz Alga-da-córsega Rodomeláceas O homem dedicou-se desde os mais remo. A designação corresponde. Habitat: rochedos das costas da Provença e da Córsega. L. muito utilizado na Idade Média. este vermífugo parece ter caído no esquecimento no decorrer dos séculos seguintes. era frequentemente utilizado por Napoleão. carnudos. como. sendo conveniente em seguida libertar as algas de todas as conchas que a ela se prendem. sabor salgado. é um óptimo estimulante para o funcionamento da tireóide. conservar seco em caixas de madeira. chama de novo as atenções para o Alsidium helmiiithocortoti (Latourette) Kurtz e o divulga com o nome actual. a um conjunto de 22 pequenas algas-vermelhas. O Componentes: substâncias mucilaginosas e resinosas. alguns fetos e algas. dicótomos. sendo muito bem tolerado pelas crianças. . Segundo a tradição. O reino vegetal forneceu-lhe um determinado número. na realidade.04 m de altura. raros cistocarpos. de entre as quais o musgo-da-córsega. pois esta planta nada tem de comum com os musgos. ferro. a colheita deve ser feita. talo vermelho-escuro. Identificação: de O. colocados nas extremidades dos talos. e mais tarde erectos. em pó ou em leite vermífugo. ramificado em filamentos rastejantes. secagem rápida ao sol. subglobosos. cilíndricos. o santónico. sódio O Propriedades: vermífugo.02 a O. Partes utilizadas: talo (todo o ano). o tanaceto. de preferência. a artemísia. U. U. Rico em iodo. nomeadamente para os vermes intestinais. provido de rizóides. designação absolutamente errada. parasitose. e só em 1775 um médico grego. com um ancinho. + Ver: bácio. O musgo-da-córsega é usado actualmente sob as mais diversas formas: em decoeção. E.

o Prof. extremidade obtusa. e junto dela.40 m de altura. com pêlos duros. obiongas. esWete comprido. Vivaz. palustris (L. Habitat: comum na Europa. E. regressou com a companheira coroada com as mesmas flores que haviam espalhado pela Terra. comum a muitas línguas em todo o Mundo. estolhosa. secagem em ramos suspensos. caule anguloso. tónico. revela-se um excelente sucedâneo do meliloto para as inflamações dos olhos. Léon Binet. lanceoladas. seco. devido à sua riqueza em sais de potássio. muito folhoso. Muitos poetas cantaram esta flor pela sua beleza e pelo símbolo de amor que representa. o azul singelo pontilhado do amarelo das suas corolas invade os solos húmidos.: miosótis Borragináceas Uma lenda persa narra que um anjo expulso do Paraíso por estar apaixonado por uma mortal teve como penitência a tarefa de semear o encantador não-me-esqueças em todo o Mundo.15 a O. o não-me-esqueças é útil sob outros aspectos. recomendou-o como antiasténico eficaz nas manifestações funcionais de atonia. da Faculdade de Medicina de Paris. de 5 a 8 mm de largura. folhas tenras. rastejante. trígonos lisos >torça oblíqua. olhos. U . ovário com 4 carpelos livres. U. sedativo. ouvido. O Componentes: potássio O Propriedades: anti-infiamatório. Cheiro herbáceo. envolvendo o caule. cálice coberto de pêlos curtos encostados. Ver: astenia.) HilI. arribas e taludes. L. Identificação: de O. evocação do amor fiel e eterno: *Ame-me. até 2000 m. E é certamente nesta lenda que se encontra a explicação para o nome vulgar da planta. Partes utilizadas: folhas. . Cumprida a penitência. prados alagados.) Herm. @> Ao longo de todo o Ve~ rão. esbranquiçada. agrupadas em espigas terminais espiraladas. nos anos 60. sumidades floridas (Maio-Agosto). flores azuis (Maio-Agosto). Além disso. reencontrou a paz eterna do Paraíso.Não-me-esqueças Myosotis scorpioides (L. corolas com iimbo plano. ssp. conjuntivite. não me esqueça. Bras. tornada por sua vez imortal. com 5 lóbu@os.

nem tocar-lhe com as mãos desprotegidas. obtusas no vértice. ao contemplar-se na água de uma fonte. de cuja base irradiam 6 divisões petalóides.Narciso-trombeta Narcissus pseudo-narcissus L. pois é de facto um perigo real. até 2000 m. desde o Minho ao Alentejo. Partes utilizadas: flores secas (Março). na farmacopeia francesa devido às suas propriedades antiespasmódicas. aconselhava a sua utilização para tratar queimaduras. simultaneamente. solitária. desesperado por não poder apoderar-se de si próprio. o primeiro a assinalar o poder vomitivo do bolbo do narciso. de entre os autores antigos. se apaixonou pela sua própria imagem. Dioscórides foi. os prados e as matas. Vivaz. grande. no estado natural. O Não utilizar o bolbo. luxações e abcessos.: narciso-dos-prados. Esquecido em seguida até ao século xix. cápsula globosatrigonal. sabor amargo e acre (boibo). cálice e corola soldados em tubo com a forma de um funil (infunclibuliforme). Planta não melífera. que não deve ser arrancado com as mãos desprotegidas. pendente. o narciso entrou. secagem em tempo seco para não perder as . flor amarela (Abril-Maio). 2 a 4 folhas em lacínias muito compridas. ovário ínfero.40 m de altura. pois deriva do grego narkè. prados e matas pouco densos. embora tardiamente. a maioria das vezes o entusiasmo da colheita impede que se pense na toxicidade do seu bolbo. buiboso. sono. com coroa longa crenada. Identificação: de O. Narciso-bravo Bras. cultivada para ornamentação. Narciso é ainda o fascinante jovem que. Inodoro. liso. boibo ovóide. entristece e morre de desgosto (só ressuscitando nas palavras dos poetas e nos conceitos dos psiquiatras e dos psicanalistas). espata invaginante. existe em Portugal em vários locais. o seu esplendor decora. Habitat: Europa Central e Meridional. narciso Amarilidáceas O narciso-trombeta é uma flor primaveril e das mais populares nas regiões onde cresce.20 a O. O perfume das flores provoca também uma espécie de sonolência que a própria palavra *riarciso+ evoca.

O Componentes: matéria gorda. . caroteno. antiespasmódico. U. cera. nervosismo. tosse convulsa. diarréia. + Ver: asma. óleo essencial O Propriedades: antidiarreico.propriedades. 1. paludismo. sedativo.

Rosáceas Não sendo o orgulho dos pomares. Identificação: de 3 a 6 m de altura. mais frequente em Portugal. folhas grandes. devido às suas propriedades acistringentes. diurético. O Componentes: tanino. 225 . Arbusto. ovário ínfero. U. ácidos (acético. E. boca. L. que pertence à mesma família botânica e de cultura brancas são grandes e os seus encimadas por uma larga coroa comestíveis. 5 caroços com 1 semente ovóide e comprimida. vitamina C O Propriedades: adstringente. caroços. a nespereira é uma árvore de fruto. subsésseis. tronco sinuoso. ou magnólio. pomo bronzeado. Não deve ser confundida com a nespereira-do-japão. ramos com pêlos e espinhos. As suas flores frutos assemelham-se a pequenas maçã s castanhas de sépalas persistentes. ligeiramente pubescentes na inferior. apanhar os frutos sorvados. estômago. matérias pécticas. simples.Nespereira-da-europa Mespilus germanica L. e 5 pétalas onduladas. V Ver: afta. os seus frutos foram utilizados para tratar febres e diarreias.aponica L. são eficazes para regularizar as funções intestinais. numerosos estames. Habitat: Sul e Sudoeste da Europa. é uma planta pouco cultivada em Portugal. folhas. açúcar. baças e glabras na página superior. tartárico). sendo necessário um sabor agradável. A partir da Idade Média. rara nas regiões mediterrânicas. U. bosques pouco densos. flores brancas (Maio-Junho). pele. os frutos frescos são bem digeridos mesmo pelos estômagos delicados. cítrico. achatado na extremidade. outrora muito apreciada. pois adquirem então Muito pouco se sabe das utilizações da nespereira-da-curopa na Antiguidade. diarreia. 5 sépalas compridas. inteiras ou ligeiramente dentadas. coroado pelas sépalas. Quando maduros. málico. rodeadas por folhas grandes nas extremidades dos ramos. fórmico. de 3 cm de diâmetro.. persistentes. florestas. embora actualmente cresça apenas nas sebes. ferida. pois a árvore foi motivo de inúmeras confusões. solitárias. Preparam-se com os frutos compotas e xaropes. não são esperar que estejam sorvados. até 800 m. Eriobotrya J. sebes. com pecíolos curtos. Partes utilizadas: frutos (após as primeiras geadas). casca.

ramificada. Esta confusão é ainda justificada pela palavra Calamintha. hortelã.30 m de altura. fadiga. as flores da nêveda são muito maiores e mais separadas umas das outras. digestão. belo. as eructações. em Portugal. tónico. enzimas O Propriedades: antiespasmódico. em 1477.15 a O. sendo também utilizada como tónico. Habital: Sul de Inglaterra. A planta. aerofagia. que deriva do grego kalé. de 10 a 12 mm. 1. <espécie de lepra que excede qualquer doença@. celheados. Vivaz. flores cor de púrpura (Julho). com o lábio inferior trilobulado. era usada como remédio para os zumbidos do ouvido. estômago. Em 1890. do mesmo modo que o elefante sobressai entre os outros animais. Cheiro semelhante ao da hortelã e da erva-cidreira. têm um porte altivo e domínador. Erva-das-azeitonas. Partes utilizadas: caule com folhas e flores (Julho). parecem felizes com a sua vitalidade. foram durante muito tempo confundidas. deslocam-se com prazer. e minthê. digestivo e estimulante. U. louvava ingenuamente o efeito curativo da nêveda contra a elefantíase. passeiam com orgulho. A análise química da planta não revela qualquer substância susceptível de produzir tão espectaculares resultados. Aemilius Macer. calaminta Labiadas Da mesma família das mentas e dotada de um aroma semelhante. soluço. + Ver: acufenos. O Componentes: essência. estomáquico. muito conhecida na Antiguidade e na Idade Média. 226 . finamente serradas. os soluços. espasmo. no entanto. as dores abdominais e os espasmos de origem nervosa. folhas pecioladas. caule herbáceo. pediceladas sobre um pedúnculo comum. até 1500 m. Europa Central. secagem à sombra.Nieveda Calaminiha officinalis Moench. Cadéac nota que os animais que pastam a nêveda *têm um aspecto animado e inteligente. cálice erecto com dentes desiguais. é frequente nos locais secos e áridos. corola mais comprida. Identificação: de O.

evidentemente i se houver um gato em casa. mas tem um cheiro desagradável. Esta planta vivaz. Vivaz. de Trás-os-Montes ao Alentejo. ácido nepetálico O Propriedades: antiespasmódico. A nêveda-dos-gatos assemelha-se à melissa. crenado. cordiforme-ovadas. verde-acinzentadas na página superior. lactona. originária do Mediterrâneo Oriental. vulnerário. nas bermas dos cami:nhos. locais pedregosos. cálice viloso quase recto quinquedentado ou quinquefundido. concavo e trilobado das suas corolas. erecto. acinzentado. e. menstruação. flores brancas pontuadas de cor de púrpura (Junho-Setembro). Encontra-se facilmente nos entulhos.: mentrasto Labiadas A planta . em verticilos densos. esbranquiçadas na inferior.cujo nome de espécie botânica. ramoso. escapou-se dos jardins. foi durante muito tempo cultí~ vada para usos medicinais. ao contrário da valeriana. sebes e nos arredores dos cemitérios. nervosismo. cuiaria. diferenciando-se.Nêveda-dos-gatos Nepeta caiaria L. corola ultrapassando levemente o cálice. L. é aconselhável esfregar com a planta o pedaço de madeira onde se pretende que ele afie as unhas. tosse convulsa. folhas pecioladas. disseminando-se caprichosamente por diversos locais. + o Ver: dentes. . Cheiro forte. Identificação: de O. Em medicina popular. carminativo. caule viloso. sabor amargo.50 a 1 m de altura. 4 aquénios trigonos. castanhos.-ateira. em Por~ tuga). no entanto. Habitat: Europa. ou erva-cidreira.exerce uma irresistivel atracção sobre estes felinos. estomáquico. trilobado. facilmente devido às suas flores cor-de-rosa com cachos terminais e ao lábio inferior. largas (2 a 5 cm). deriva do latim catus. ferida. dos quais 2 mais compridos. lábio interior côncavo. picante e acre. emenagogo. mais tarde. Para aliviar uma dor de dentes. E. 4 estames. soluço. emprega-se em casos de bronquite crónica e para a diarreia. bermas. E. U. Partes utilizadas: sumidades floridas (Junho-Setembro).-serradas. Ervd-clos-gatos. tónico. terrenos baldios. lisos. excepto em altitude. tosse. U. com lábio superior chanfrado. É uma planta calmante e digestiva. com a qual se preparam óptimas tisanas. erva-. timol. estômago. gato . a nêveda-dos-gatos exala um perfume a hortelã muito agradável. catéria Bras. sono. que é dotada do mesmo poder. podem mastigar-se algumas folhas frescas de nêveda-dos-gatos. planta inteira (Verão). O Componentes: carvacrol.

para as insc lações. ramo. com a ponta para baixo. Identificação: de 2 a 4 m de altura. com 5 a 7 nervuras. absolutamente necessário avisar as crianç@ de que estas bagas. flores verde-claras (Março-Julho). carnuda. uma tintura extraída da norça-pret@ Os frutos são pequenas bagas brilhante muito apreciadas pelos tordos e melros. Pc vezes muito carnudas. baga vermelha e brilhante. O Não engolir. volúvel.Norça-preta Tamus communis L. folhas alternas. Celso. escura externamente e de fractura esbranquiçada. até 1200 m. sinistrorso. Habitat: Europa Central e Meridional. napiforme. verdes. são venenosas e muito per gosas. podem atingir várie quilos de peso. O rizoma. Vivaz. as rai zes de ambos. nas margens dos campos e sebes. médic latino contemporâneo do imperador Augustc secava a planta. amassado. é po@ sível ingeri-Ia sem consequências graves apé demorada cozedura em várias águas. são extremamente parecidas. sabor acre. na axila das folhas. que é a única planta europei aparentada com os inhames tropicais. arrebenta-boi. fervido e aplicado em cat@ plasma sobre as contusões. baganha Dioscoriáceas Seria difícil imaginar. ao observar o frági caule da norça-preta enrolado em volta da árvores ou revestindo os pilares dos cara manchões. obtendo um pó insecticid@ Obedecendo ao princípio de tratar o m. brilhantes. Partes . ovado-cordiformes. pecioladas. desprovido de gavinhas. no entanto. raiz volumosa e tuberosa. finas. delgado. Uva-de-cão. faz desaparece o rubor e os hematomas. Como a raiz do inhame. caule herbáceo. simples. ramoso. mo do. facilmente confundi& com groselhas. moitas. os hc meopatas receitam por vezes. em espigas frouxas. sendo as femininas curtas e as masculinas compridas. orlas dos bosques. com o mal em doses infinitesimais. cilíndrico. Cheiro suave. acídulo e depois ardente (baga). muito tóxica quando crua. em quase todo o território português. apenas o uso ex terno da planta foi mantido. dióicas. amargo (raiz). semelhantes a volumoso nabos. D ponto de vista medicinal.

substância de tipo histamínico. + Ver: artrite. mergulhado em areia. .utilizadas: rizoma (Dezembro). mucilagem. ou cortado em rodelas e seco no forno. resolutivo. U. conservar no estado fresco. contusão. E. O Componentes: oxalato de cálcio. glúcidos O Propriedades: hemolítico.

os caules são utilizados no fabrico de tubos para cachimbos.. especialmente solos calcários. em alguns países balcânicos são preparados em compota e utilizados como condimento. var. fendida longitudinalmente. casca cinzento-clara e seguidamente amarelo-acastanhada. flores brancas (Maio-Junho). bosques abertos. com 6 a 7 raios. tanino. Bola-de-neve. sebes.: espinhei ro. que amadurecem em Setembro. A sua madeira só serve para aquecimento. dispostas numa falsa umbela. Viburnum deriva da palavra latina vincio. Ver: menopausa. 229 . ramos frágeis e glabros. sedativo. O noveleiro não ocupa lugar de relevo na história da medicina. cultivado em Portugal. extremamente flexíveis. sendo ingeridos pelas aves apenas em épocas de escassez. Os frutos. são venenosos para o homem. ácidos. existindo na realidade uma analogia entre as folhas destes dois arbustos. excepto na região mediterrânica. brancas e estéreis. eu entranço.Noveleiro Vibiít-tití@?i opulus L. menstruação. em falsa umbela. Opulus é o nome latino do ácer. antocianina. Apenas a casca e muito raramente a flor são utilizadas. as restantes são pequenas.. estéreis e agrupadas numa inflorescência esférica: é o Viburnum opulus L. Arbusto. 1. folhas opostas. com estipulas delicadas e 3 lóbulos dentados. baga globosa com 1 semente vermelha quando madura. Identificação: de 3 a 4 m de altura. de cor vermelha intensa e do tamanho de ervilhas. açúcares. cultivado nos jardins e parques. Habital: Europa. as flores. O Componentes: resina. princípio amargo O Propriedades. e de facto certos ramos desta planta. até 1400 m. por vezes. sendo as exteriores estéreis e as centrais pequenas e férteis. Partes utilizadas: casca seca e. as da periferia são bastante grandes. porém completas e fecundas. locais frescos. pecioladas.negro Caprifoliáceas Este arbusto de 3 a 4 m de altura reconhece-se facilmente devido às suas flores desiguais. heterásido. sterile DC. antiespasmódico. Existe uma variedade hortícola de noveleiro cujas flores são todas grandes. Inodoro. rosas-de-gueldres Bras. No entanto. eu ligo. podem ser utilizados como os do vimeiro. U.

em forma de funil. terrenos baldios. chanfradas no vértice. jardins. escarpas. e thera. correspondendo assim ao nome vulgar de erva-dos-burros. onde se adaptou tão bem como qualquer das plantas indígenas. U. O seu único caule. folhas pubescentes. Os caracteres genéticos particulares da onagra tornaram-na útil para a investigação das leis da hereditariedade. 1. pelo que os Ingleses lhe chamam evening star. grandes. é por vezes cozinhada do mesmo modo que a do cersefi. 8 estames em forma de T e 4 estigmas em cruz. 4 pétalas em taça. 4 valvas. tanino O Propriedades: antiespasmódico. permanecendo frequentemente soldadas pela ponta. O Componentes: mucilagem. Habitat: Europa. ou ainda de oinos. presa. A raiz. sabor agradável (raiz). flores amarelas (Junho-Setembro). canárias Bras. pontiagudas. vinho. séssil. ribanceiras. é guarnecido por folhas alternas e possui longos escapos florais amarelos. Identificação: de O. erecto. uma libra (cerca de 500 g) de raiz de onagra alimenta mais do que um quintal de carne de vaca! A origem do nome Oenothera pode explicar-se de diversos modos: das palavras gregas onos. 4 sépalas estreitas. erecta. .: minuana Enoteráceas Originária da América do Norte e importada da Virgínia. Erva-dos-burros. raiz carnuda e avermelhada. ovais.50 m de altura. Ver: espasmo. cultivada e subespontânea em várias regiões de Portugal. depurativo. cápsula espessa. que se abrem ao entardecer. pois uma infusão da raiz em vinho amansava as feras. carnuda e avermelhada. segundo um antigo provérbio alemão. numerosas e pequenas sementes. em espiga erecta de floração nocturna. Bienal. vias férreas. anirinal selvagem. estrela da tarde. a onagra surgiu na Europa em 1619 num jardim de Pádua. assim permanecendo durante duas noites consecutivas.40 a 1. zécora. caule erecto. até 1000 m. A partir de então. Cheiro suave (flor) a vinho (raiz). asno. e thèi-.Onagra Oenothera biennis L. sendo as da base pecioladas. difundiu-se por todo o continente. quase simples e folhoso. ligeiramente ou nada ramificado. Partes utilizadas: raiz e folhas. sé sseis. aiongadas. O pólen é transportado pelas abelhas e pelas borboletas nocturnas.

esplendor. celulite. estômago. epilepsia. estando a maioria das suas importantes virtudes ligada a uma acção estimulante sobre o sistema nervoso. Além disso. resina. sendo o inferior trilobado. os fitoterapeutas utilizam-nas. é frequentemente confundido com a manjerona. antiespasmódico. torcicolo. m anjerona-selv agem Bras. menstruação. tanino. tosse. montanha. goma O Propriedades: antálgico. uma pequena almofada feita com as sumidades floridas recentemente colhidas e aquecidas durante um breve momento numa frigideira alivia qualquer torcicolo. E. o orégão chegou à actualidade através da história dos simples. apetite. emenagogo. porém sempre acompanhado de uma certa imprecisão científica. + V O Ver: aerofagia. U. U. que. tónico. e ganos. Destas sumidades floridas também se pode obter uma bebida doce. Possuem ainda uma acção antálgica.: orégano Labiadas No estado espontâneo. Partes utilizadas: folhas. no entanto. derivado das palavras oros.Orégão-vulgar Origanum vulgare L.. aperitiva. boca. sabor amargo. expectorante. superior erecto e chanfrado. que não corresponde ao orêgão-vulgar. os textos médicos antigos fazem efectivamente numerosas referências a um oregão com flores brancas cujas corolas são cor-derosa-púrpura. o orégão é uma planta da montanha. Cheiro aromático. nevralgia. e 4 estames divergentes. dentes. sumidades floridas. digestiva e béquica pela maceração de 50 g em 1 1 de vinho durante 10 dias. I. estomáquico. anti-séptico. como indica o nome. traqueíte. parasiticida. O Componentes: óleo essencial. sendo cada uma das partes ovóide e lisa. só sobrevive nos climas europeus quando cultivada. 231 . as propriedades medicinais do orégão contidas nas sumidades floridas são irrefutáveis. Porém. Manjerona-brava. cabelo. tetraquénio. rizoma rastejante. escuro e com raízes fibrosas. ftiríase.

Papoila Papaver rhoeas L. Papoila-ordinária, papoi 1 a-das- searas, papoila-vermelha, papoila-rubra, papoila-brava Bras.: papoula Papaveráceas Os herbicidas selectivos expulsaram-na das searas, onde as suas frágeis pétalas de um vermelho intenso estremeciam entre as espigas douradas. Actualmente, a papoila acolhe-se ao longo das estradas e das vias férreas. Planta anual, tem uma vida curta e não tardará a tornar-se rara, como muitas outras ervas daninhas infestantes das searas. Originária do Mediterrâneo Oriental, a papoila parece ter sido introduzida na Europa com a cultura dos cereais. Utilizada desde os mais remotos tempos, esta flor peitoral faz parte actualmente da mistura das sete plantas que constituem a *tisana das quatro flores, É conveniente respeitar as doses prescritas, pois em doses elevadas pode tornar-se tóxica. Se bem que a atraente cor destas frágeis flores incite a colhé-las em ramos, é necessário identificar com exactidão as suas características distintivas, pois para fins terápétiticos não são indicadas as flores de cor mais desmaiada e mais pequenas com cápsula pilosa ou estrangulada no vértice. O Respeitar as doses indicadas. Habitat: Europa; frequente em quase todo o País; até 1700 m. Identificação: de O,25 a O,80 m de altura. Anual, caule erecto, piloso, ramoso, com látex esbranquiçado; folhas vilosas, recortadas em lóbulos lanceolados triangulares, sendo as inferiores muito recortadas; flores vermelhas, frequentemente maculadas de preto na base (Maio-Julho), solitárias na extremidade de um comprido pedúnculo, efémeras, cálice com 2 sépalas, corola com 4 pétalas, com pré-floraçao enrugada, estames preto-azulados, cápsuIa curta, ovóide, glabra, deiscente por poros abertos sob o disco estigmatífero, numerosas sementes pretas. Cheiro pouco intenso, viroso; sabor amargo. Partes utilizadas: pétalas (na floração), dispor em camadas finas, conservar em seco. O Componentes: vestígios de alcalóides, pigmentos antociânicos O Propriedades: antiespasmódico, emoliente, hipnótico, peitoral, sedativo, sudorífico. LI. I., LI. E. + V UZ Ver: anginas, bronquite, cólica, nervosismo, ruga, sono, tosse.

Parietária Parietaria officinalis L. Alfavaca-de-cobra, erva-das-muralhas, erva-fura-paredes, erva-dos-muros, ervade-santa-ana, erva-de-nossa-senhora, erva-das-paredes, helxina, cobrinha, pulitaina, pulitária Bras.: erva-de-santa-ana Urticáceas É uma planta vivaz, de origem mediterrânica, que seguiu o homem até ao extremo norte da Europa, vagueando de povoação em povoação e instalando-se em moitas nas paredes deteriorada@. Em fitoterapia, são utilizadas duas variedades: uma delas com caules grandes e inflorescências densas e uma outra com caules mais difusos e glomérulos pendentes. As suas propriedades medicinais são idênticas e ambas podem provocar manifestações de polinose. As virtudes da parietária são conhecidas desde a Antiguidade; no século 1, Plínio relata a eficácia desta planta no tratamento de um escravo que caíra do cimo de um muro. Emoliente e diurética, é mais activa quando utilizada no estado fresco; seca, conserva apenas algumas das suas propriedades se for guardada num frasco hermeticamente fechado. Adicionando à parietária a cavalinha, a urtiga-branca, a urze e a barba de milho, prepara-se uma infusão de sabor desagradável, utilizada no tratamento da cistite. A planta tem cheiro insípido e sabor a erva, ligeiramente salgado. Habitat: Europa; em todo o País; até 700 m Identificação: de O,10 a O,30 m de altura. Vivaz, caule avermelhado, erecto ou difuso (isto é, com os ramos dispostos sem ordem e bastante abertos), por vezes pendente, pubescente; folhas alternas, pecioladas, inteiras, ovais ou em forma de losango, finas, com 2 ou 3 nervuras guarnecidas na página inferior de pêlos aderentes; flores esverdeadas (Junho-Outubro), com glomérulas em grupos de 5 a 6 na axila das folhas, pequenas, acompanhadas de brácteas inteiras ou celheadas, hermafroditas ou unissexuadas, estando as femininas sempre situadas no centro, 4 sépalas, 4 estames, 1 ovário unilocular, 1 estilete terminado por 1 estigma plumoso, aquénio pequeno, preto, brilhante e comprimido; toiça vivaz e robusta. Partes utilizadas: parte aérea da planta,

folhas mondadas, suco; secagem rápida à sombra. O Componentes: nitrato de potássio, cálcio, pigmentos flavónicos, enxofre, mucilagem O Propriedades: depurativo, diurético, emoliente, ref rescante. U. L, U. E. + V o Ver: albuminúria, cistite, dentes, edema, hemorróidas, litíase, sarda. 233

Pé-de-leão Alchemilla vulgaris L. (sensu lato) Rosáceas A abundância de orvalho que as grandes folhas do pé-de-leão retêm durante a noite torna-o facilmente reconhecível. Este orvalho era outrora muito apreciado pelos alquimistas, que o utilizavam com a designação de água celeste, além de muitos outros ingredientes, na sua infatigável procura da pedra filosofal. Actualmente, considera-se de grande requinte secar estas folhas sem quaisquer precauções e, juntamente com algumas folhas de primavera, adicioná-las ao chá da China para lhe dar um paladar leve e refinado. O pé-de-leão, pequena planta vivaz das zonas frescas e húmidas, não aparece na região mediterrânica. Encontra-se em Portugal, principalmente no Alto Alentejo. Outrora considerado sagrado na Islândia, teve durante todo o Renascimento a fama de restituir a virgindade e devolver a beleza aos seios flácidos devido à idade ou à maternidade. Embora seja improvável que o pé-de-leão produza estes resultados, a sua utilizaçao foi reconhecida pela medicina moderna para a solução de grande número de problemas relacionados com a saúde e a beleza femininas. Habitat: Europa, sobretudo nas montanhas, prados e clareiras; entre 100 e 2600 m. Identificação: de O,10 a O,30 m de altura. Vivaz, caule verde-claro raiado de vermelho, delgado; folhas grandes, quase circulares, de 7 a 11 lóbulos serrados, plicados e com estipulas; flores verde-claras (MaioOutubro), minúsculas, em cimeira corimbiforme difusa, apétalas, cálice com 4 sépalas simulando a corola, epicálice com 4 dentes, 4 estames curtos e 1 estilete; fruto encerrado no cálice e 1 semente; rizoma enegrecido, forte, dando origem a vários caules. lnodoro; sabor ligeiramente azedo e acre. Partes utilizadas: toda a planta (Junho-Agosto). O Componentes: ácidos orgânicos, tanino, lilu nho-Ag os3’ tann O, lio p pidos, glúcidos, saponósidos, resina O Pro- ; ropriedades: acistringente, anti-inflamatório, cicatrizante, estomáquico, sedativo, vulnerário. U. I., U. E. + V O Ver: anginas, arteriosclerose, conjuntivite, contusão, diabetes, diarreia, enxaqueca, estrias cutâneas, ferida, leucorreia, menopausa, menstruação, meteorismo, obesidade, parto, prurido, seio.

Pepino-de-são-gregÓrio Fcbaliffim elaierium A. Rich. Momórdica, pepino-selvageni Cucurbitáceas O Ecballium é citado nos manuais de botânica como exemplo da deiscência brusca de um fruto. Não é fácil imaginar uma cápsula verde, com o volume de uma bolota grande, que bruscamente se separa do pedúnculo e projecta ruidosamente a longa distância uma substância mucilaginosa que contém as sementes, lançando simultaneamente o invólucro vazio na direcção oposta, a 1 m de distância; este surpreendente fenômeno é causado pela pressão do gás contido no interior. Planta dos países mediterrânicos, era já utilizada pelos Egípcios, Gregos e Romanos como purgante drástico. O uso interno e mesmo externo desta planta tem alguns riscos; assim, um certo Dr. Dickson relata, em 1888, que, por ter colocado um fragmento de pepino~de-são-gregório fresco entre a cabeça e o chapéu, foi acometido de fortes enxaquecas, seguidas de cólicas e diarreia, durante um dia; e não consumira, no entanto, a mínima parcela da planta! Actualmente, os fitoterapeutas raramente receitam esta planta, sendo, no entanto, utilizada, especialmente na Grã-Bretanha, numa preparação oficinal à base do fruto denominada Elaterium. O Não ingerir sem indicação médica, nem lhe tocar sem as mãos protegidas. Habitat: Europa Mediterrânica, terrenos incultos, limites de campos; Centro e Sul de Portugal em terrenos próximos de habitações, entulhos e muros; até 400 m. Identificação: de O,20 a O,60 m de altura, Vivaz, caule prostrado ou ascendente, glauco, coberto de pêlos ásperos, ramos floríferos erectos; foffias espessas, triangulares, sinuosas; flores amareladas, raiadas de verde (MaioSetembro), monóicas; fruto esverdeado, verrugoso-híspido, alongado, pendente da extremidade do pedúnculo erecto, que expulsa as sementes ao desprender-se; raiz carnuda, comprida. Cheiro repugnante; sabor acre. Partes utilizadas: suco do fruto, raiz fresca, cozida ou seca. O Componentes: elaterina, cucurbitacina, ácidos gordos O Propriedades: emético, purgativo, resolutivo, rubefaciente. U. I., U. E. + Ver: nevralgia, sarna. 235

Pervinca Vinca ininor L. Congossa, vinca Apocináceas Apervinca forma frequentemente Dos bosques vastos tapetes perpetuamente verdes de onde surgem, a partir de Fevereiro, curtos ramos sustentando flores solitárias com corolas de um raro azul. É a flor dos feiticeiros e dos poetas e, na Idade Média, fazia parte da composição dos filtros de amor. A sua utilização em medicina é também muito antiga: Agricola, em 1539, aconselhava-a para o tratamento de anginas, e Mattioli, em 1554, para as hemorragias nasais. Durante muito tempo acreditou-se na sua eficácia para o tratamento das doenças pulmonares. Efectivamente, a pervinca é um óptimo tónico amargo, justificandose o seu uso para o tratamento de anemias vulgares, convalescenças difíceis ou falta de apetite. Modernamente, as investigações detectaram a acção de um alcalóide extraído da pervinca, a vincamina, que faz baixar a tensão arterial e dilata os vasos, pelo que foi imediatamente incluída no arsenal terapêutico. Além disso, certas substâncias extraídas de uma espécie exótica de Vinca demonstram actualmente grande utilidade na luta contra diversas formas de cancro. Habital: Europa Central e Meridional, florestas, sebes, solos argilosos ou calcários; em Portugal, sebes, margens dos rios, campos de Bragança, Buçaco, Fundão; cultivada também como planta ornamental; até 1300 m. Identificação: de O,15 a O,20 m de altura. Vivaz, caule prostrado de 1 a 3 m e radicante; folhas opostas, elípticas ou ovado-oblongas, brilhantes e persistentes; flores azulvioláceas (Fevereiro- Maio, por vezes uma segunda floração no Outono), solitárias, pedunculadas na axila das folhas, 5 sépalas pontiagudas, 5 pétalas cortadas obiiquamente, 5 estames, 1 estilete, 1 estigma liso; raramente frutifica, folículo duplo com várias sementes. Partes utilizadas: folhas mondadas (todas as estações do ano, Março para a conservação). O Componentes: glúcidos, sais minerais, ácidos orgânicos, vitamina C, pectina, tanino, flavonõides, alcalóide (vincamina) O Propriedades: acistringente, antidiabético, antilactagogo, hipotensor, vasodilatador, vulnerário. U. L, U. E. + In Ver: anemia, anginas, apetite, contusão, convalescença, diabetes, hipertensão, indigestão, lactação, paludismo, vertigem.

Petasite Petasites hybridus (L.) Gacrtri. Compostas A petasite forma grandes colónias junto dos regatos, à beira dos pântanos ou no lodo das valas, geralmente locais onde a sua vigorosa raiz encontra solos profundos e a humidade de que necessita. Esta planta prefere os locais sombrios. O caule, oco, é guarnecido por escamas de cor ruiva e as flores, temporãs e cor-de-rosa, desabrocham em cachos no início da Primavera. São, porém, as enormes folhas, semelhantes às do ruibarbo e que surgem após a floração, que conferem à planta o seu aspecto característico e às quais deve o nome genérico: petasos, já que para os Gregos era o nome de um enorme chapéu. Os fitoterapeutas utilizam diversas partes da planta para vários fins: a infusão de folhas e flores secas alivia as irritações dos brônquios; as cataplasmas de folhas frescas acalmam algumas dores articulares e facilitam a cicatrização das feridas; a raiz é dotada de propriedades antiespasmódicas, sendo utilizada pelos homeopatas sob a forma de tintura para combater diversas formas de nevralgia. Também se atribuem ao extracto inúmeros sucessos no tratamento da gaguez. Com o nome de sombreiro, aparece subespontáneo nas margens dos ribeiros, charcos e matas das Beiras, Estremadura e Ribatejo o Petasites fragrans (Villars) Presl., que possui flores com cheiro a baunilha. Habital: Europa, à beira de água, aterros; até 1400 m. Identificação: de O,20 a O,50 m de altura. Vivaz, escapo floral viloso, oco e guarnecido de escamas de cor ruiva; folhas basilares, surgindo após a floração, enorme limbo em forma de coração invertido, verde-acinzentado e lanoso na parte inferior, longo pecíolo em forma de goteira; flores cor- derosa-vi oláceas (Março-Maio), tubulosas, em capítulos agrupados em tirsos terminais, alguns pés com flores hermafroditas, outros com flores hermafroditas no centro e flores femininas na margem, receptaculo nu; aquénio encimado por um papilho sedoso; rizoma espesso, rastelante e raiz carnuda. Cheiro suave (raiz) e repugnante (pecioto)’sabor amargo. Partes utilizadas: folhas e flores (MarçoMaio) e raizes. O Componentes: inulina, resina, mucilagem, tanino O Propriedades: adslringente, diurético, emenagogo, expectorante, sudorífico, vulnerário. U. L, U. E. + Ver: ferida, pele, tosse. 237

Pilosela Hiera(ium pilosella L. Pilosela-das-farrriácias, orelha-de-lebre Bras.: orelha-de- lebre, orelha-derato, murugem Compostas O género HieraCium compreende mais de 100 espécies, subespécies e variedades muito difíceis de distinguir umas das outras, todas plantas vivazes com flores amarelas. Apenas cerca de uma dezena de espécies possui propriedades medicinais, de entre as quais a mais pequena é a frágil pilosela. Nos solos pedregosos e nos prados de altitude, forma frequentemente enormes tapetes aveludados salpicados de capítulos amarelos, cujas flores são substituídas no Outono por frutos encimados por sedosos e macios papilhos. Esta planta, à qual nenhum texto antigo se refere, surge num documento do século xil escrito pela abadessa Santa Hildegarda, provavelmente a primeira mulher médica. A partir de então, a pilosela não mais deixou de ser utilizada, embora prudentemente devido à sua extrema adstringencia. Nos meios rurais, é hábito utilizar o seu suco fresco para fortalecer a vista e curar as feridas. O nome do género . que pertence refere-se a esta virtude, pois Hieracium deriva de hierax, gavião; segundo uma crença popular, estas aves bebiam o suco da planta para fortalecer a visão. A planta fresca tem uma acção muito eficaz no tratamento da brucelose, tanto no homem como nos animais, e especialmente da febre de Malta. Reduzida a pó, detém as hemorragias nasais. Habital: Europa, excepto na região mediterrânica, solos áridos, charnecas, aterros; em Portugal, encontra-se em terrenos secos, arenosos ou pedregosos das zonas montanhosas de Trás-os-Montes, Minho e Beiras; até 3000 m. Identificação: de O,10 a O,15 m e excepcionalmente O,30 m de altura. Vivaz, acaule, pedúnculo floral viloso e sem folhas; folhas em roseta, unidas ao solo, inteiras, oblongas, acinzentadas na página inferior, coroadas de pêlos setiformes e compridos; flores amarelo-claras (Maio-Setembro), liguladas, em capítulo solitário e erecto e invólucro viloso; aquénio encimado por um papilho de sedas iguais, simples, cinzento- esbranqu içado, com estolhos aéreos e folhosos. Sabor amargo. Partes utilizadas: toda a planta fresca e suco fresco (JunhoOutubro). O Componentes: substância antibiótica, umbeliferona, mucilagem, tanino, flavona, resina, manganésio O Propriedades: acistringente, anli-infeccioso, colagogo, diurético. U. L, U. E. + Ver: albuminúria, brucelose, celulite, convalescença, diarreia, edema, enurese, epistaxe, fadiga, hemorragia,

hipertensão, ureia, urina.

Pimenta-d'água Pol)Igonum hYdropiper L. Persicária- mordaz, pensicária-urente Bras.: potincoba, erva-de-bicho, pimenta-aquática Poligonáceas A pimenta-d'água é, como a bistorta e a sempre-noiva, uma poligonácea; o vínculo familiar reconhece-se facilmente devido aos caules nodosos e às folhas alternas e inteiras, providas, no ponto de inserção, de pequenas bainhas celheadas; as folhas são semelhantes às do pessegueiro. As minúsculas flores sem corola e inodoras da pimenta-d'água são picantes e queimam a língua, aliás como toda a planta, que, seca e pulverizada, pode substituir para fins culinários a pimenta. Supõe-se que os homens da Pré-História já utilizavam as sementes para condimentar os alimentos. Dioscórides e Galeno aconselhavam a sua utilização como revulsivo; no Renascimento, a medicina considerava que as manchas cor de ferrugem das folhas eram indicadoras de uma propriedade hemostática, curiosamente confirmada aquando de um estudo sistemático que detectou também uma acção vasoconstritora. A pimenta-d'água deve ser utilizada fresca. Para uso externo, as espécies Poly,gonum persicaria L. e Polygonum miteschrank, ambas insípidas, podem substituir a espécie acre. O Em uso interno respeitar as doses. Habitat: Europa temperada, ribanceiras, à beira de água quase todo o País; até 1200 m. ldentific@ção: de O,20 a O,80 m de altura. Anual, caule florífero, erecto ou ascendente, avermelhado e nodoso; folhas alternas, lisas, verdes, por vezes manchadas de cor de ferrugem, lanceoladas ou lineares, atenuadas na base, bainhas (ócreas) glabras com celhas curtas; flores branco- esverdeadas ou rosadas (Julho-Outubro), pequenas, espigas delgadas, axilares, frouxas, arqueadas, inclinadas, 5 sépalas cobertas de pontos amarelos transparentes (glândulas), sem corola, com 6 a 8 estames; fruto escuro, rugoso, ovóide ou trígono, pontuado, cálice persistente e 1 semente; raiz fibrosa. Sabor apimentado. Partes utilizadas: toda a planta, fresca (Verão). O Componentes: tanino, óleo essencial, heterásidos, ácido gálico, ferro O Propriedades: acistringente, depurativo, diurético, hemostático, revulsivo, vasoconstritor. U. I., U. E. + Ver: bronquite, edema, ferida, hemorragia, hemorróidas, litíase, menopausa, menstruação, reumatismo, varizes. 239

Pimpinela Sanguisorba minor Scop. Pimpinela-hortense, pimpinela-menor Rosáceas Apimpinela foi desde sempre alvo de uma certa confusão devido em parte às sucessivas designações que lhe foram atribuídas no decorrer dos séculos. Os Romanos já denominavam esta pequena rosácea Pimpinella, em alusão ao seu papel condimentar, de piper, pimenta. Mais tarde, Lineu retirou-lhe este nome, que destinou à Pimpinella magna (uma umbelífera), e chamou-lhe Poterium sanguisorba L., nome que conservou durante um determinado período. Tempos depois, pareceu lógico reunir no género Sanguisorba as duas espécies de pimpinelas, a menor e a oficinal, tendo esta última adoptado o nome de Sanguisorba officinalis L., enquanto a menor conservava o de Sanguisorba minor scop. Esta última, aqui representada na gravura, é uma planta espontânea e graciosa com as suas pequenas inflorescências compactas, verdes do lado da sombra e tornando-se púrpuras no lado virado ao sol; não tem néctar ou perfume. A pimpinela detém as hemorragias, sendo também diurética e muito útil em perturbações do aparelho digestivo. Habitat: Europa, excepto no extremo norte, prados, solos incultos e áridos; frequente em quase todo o País; até 1800 m. ldentificaçâo: de O,20 a O,70 m de altura. Vivaz, caule anguloso, erecto, por vezes prostrado e frequentemente avermelhado; folhas verde-claras, compostas, com 9 a 25 folfolos ovais, e serradas; flores esverdeadas (Maio-Junho), monóicas, sem corola, com capítulos compactos, ovóides, terminais: num mesmo capítulo, flores superiores femininas, com 2 a 3 carpelos e 2 a 3 estigmas plumosos cor de púrpura, sendo as médias bissexuadas, com 4 estames, e as inferiores masculinas, com 15 a 30 estames muito salientes; fruto indeiscente, com superfície enrugada, contendo 2 ou 3 sementes; toiça sublenhosa. Cheiro herbáceo e suave; sabor a pepino salgado. Partes utilizadas: planta inteira. O Componentes: tanino, óleo essencial, vitamina C O Propriedades: adstringente, carminativo, digestivo, diurético, hemostático, vulnerário. U. L, U. E. + úy Ver: diarréia, ferida, hemorragia, hemorroidas, menopausa, meteorismo, queimadura.

Pimpinela-magna Pimpinefia magna L. Umbelíferas O género Pimpinella é bastante complexo e compreende dois grupos de espécies: as que possuem o vértice do caule e os frutos g Iabros, como a Pimpinella magna L. e a Pinipinella sa-vifraga L., e as que os apresentam cobertos de pêlos, como o anis-verde, Pimpinella anisum L., que é uma planta cultivada devido às suas numerosas propriedades. São plantas bastante frágeis, mas que se mantêm erectas, com umbelas brancas ou rosadas. As folhas são recortadas em lobos largamente dentados. com bainhas dilatadas e ligeiramente invaginantes. Uma roseta basal de folhas (v. gravura ao lado) subsiste no Inverno até à eclosão das novas folhas. A raiz torna-se azul em contacto com o ar e tem um característico cheiro a bode. A pimpinela-magna foi mencionada pela primeira vez como planta medicinal no século XVI, época em que gozou de uma grande faina, imerecida se tivermos em conta as suas reais propriedades terapêuticas; na Alernanha, foram-lhe mesmo atribuídos, durante ai,gum tempo, poderes mágicos. ra e Outono), sumidades floridas. O Componentes: tanino, resina, óleo essencial, saponósido, princípio amargo O Propriedades: aperitivo, emenagogo, emoiiente, expectorante, galactagogo, sedativo, sudorífico, vulnerário. U. I., U. E. Ver: anginas, boca, diarreia, olhos, palpitaçóes, rouquidão, tosse. 241

Pingulicula *//* para refazer Pinguicula vulgaris L. Lentibulariáceas Muito pequena, frágil e brilhante, oculta frescura das nascentes e das cascatas, a pi guícula faz lembrar a violeta pela sua c violeta e púrpura; no entanto, é uma plai carnívora, armadilha fatal para todos os i sectos que consegue capturar. Efectivamente, como a rorela, esta piar pode digerir, por meio das enzimas segre@ das pelas glândulas das folhas, os inseci que caem na sua armadilha viscosa. Ao ( bater-se, a vítima despoleta o lento me( nismo do enrolamento das folhas; em horas fica encerrada e ao cabo de 3 dias e saparece. Quando as folhas se desenrok pelo mesmo processo lento, do prisionei apenas restam as asas e as patas. Um exame microscópico das folhas pinguícula possibilitou o cálculo do núme de glândulas digestivas, tendo revela 25 000 por centímetro quadrado. Agressi para os insectos no estado natural, a pingi cula é urna planta medicinal dotada das m: pacíficas e calmantes virtudes. Além dis@ o seu suco contém uma enzima análoga renina do estômago dos jovens ruminam( que tem uma acção coagulante sobre o lei Habitat: Europa, prados húmidos, pântanos, turfeiras, nascentes de montanha; locais húmidos e margens dos cursos de água de Trás-os-Montes; de 500 a 2300 m. Identificação: de O,05 a O,15 m de altura. Vivaz, caule subterrâneo, curto, com escapos florais finos e frágeis; folhas amareladas ou verde-claras, em rosetas basilares, aplicadas ao solo, sésseis, ovais, viscosas, com a margem enrolada para a parte superior; flor cor de violeta e púrpura (Maio-Julho), solitária, quase horizontal, cálice com 5 sépalas, bilabiado, corola bilabiada com fauce vilosa prolongada por um esporão frágil e comprido, arqueado para a base, com 5 pétalas soldadas em 2 lábios, dos quais o superior tem 2 lóbulos e o inferior 3, 2 estames e 2 carpelos; cápsula com 1 lóculo, piriforme, abrindo-se em 2 valvas com numerosas sementes. Partes utilizadas: folhas frescas ou secas. O Componentes: mucilagem, tanino, sacarose, enzimas O Propriedades: antiespasmódico, béquico, cicatrizante, emoliente, febrífugo. LI. L, U. E. + V O Ver: cabelo, nervosismo, tosse convulsa, úlcera cutânea.

Pinheiro-bravo Pinus pinaster Soland. Pinheiro-marítimo, pinheiro-das-landes Pináceas O género Pinus, que faz parte da grande família das Pináceas, é o que conta maior número de espécies na Europa, pois existem cerca de uma dezena, incluindo os híbridos, cujas características bem distintas possibilitam identificá-las mediante alguma atenção. Apenas o pinheiro-bravo e o pinheiro-silvestre possuem propriedades medicinais. O primeiro, que cresce espontaneamente em todo o litoral mediterrânico, adaptase a solos pobres, necessitando, porém, de luz e um mínimo de calor. Em tempos de D. Dinis passou-se à sementeira do pinheirobravo na mata de Leiria, onde até então predominava o pinheiro-manso, de vegetação espontânea. Quer se deva a este rei, quer a seu pai, D. Afonso 111, este famoso pinhal ocupa actualmente uma extensa área do litoral (cerca de 11 000 ha). É explorado para extracção da terebintina, uma oleorre- ,,iria localizada nos canais secretores do lenho que é recolhida por meio de incisões. Das gemas, frescas ou secas, preparam-se, além de infusões, xaropes, pastilhas, muito utilizadas no Inverno para tratar as bronquites, e também banhos medicinais relaxantes. A secagem é feita sobre caniços, durante um ou dois meses, ou em forno tépido. Habitat: Europa, litoral mediterrânico e atlântico; frequente em solos não calcários, até 1600 m. Identificação: de 30 a 40 m de altura. Arvore, tronco direito, esguio, copa grande e arejada, folhas acerosas muito aiongadas (agulhas), rígidas, verdeesbranquiçadas, de 20 cm de comprimento, iigeiramente curvadas, aos pares, com base inclusa numa bainha membranosa; amentilhos (Abril-Maio), monóicos, sendo os masculinos amarelados, com estames escamiformes, em espiga densa, e os femininos com escamas avermelhadas ou violáceas, cada uma delas contendo 2 óvulos; pinha castanho-avermeihada-briihante, de 12 a 18 cm de comprimento, escudos das escamas salientes e piramidais; semente grande e ovóide, com uma asa 4 ou 5 vezes mais comprida. Partes utilizadas: agulhas (todo o ano), gemas (antes do desabrochar), seiva e lenho. O Componentes: óleo essencial, resina, heterósidos, vitamina C O Propriedades: anti-séptico, baisâmico, diurético, excitante, expectorante, rubetaciente. U. I., U. E. + IN Ver: banho, bronquite, cabelo, cistite, fadiga, gota, pé, reumatismo, @udação.

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copa jovem. escudos das escamas convexos com mamilos obtusos. em macerações. raiz aprumada. at( orla das florestas.’ ano. isolados nas extremidades dos rebentos > pinha pequena de 3 a 6 cm. pé. removendo-as com frequência. lenho. sobretudo quando jovem. no Geres. semente pequena. Identificação: de 20 a 45 m de altura. baisâmico. fumigação. de 800 a 2100 m. pinheiro-vermelhodo-báltic( pinheiro-flandrês. gemas (Abril). embo não seja explorada industrialmente.Pinheiro-silvestre *//* para refazer Pinus silvestris L. cónica. Árvore. U. estimulante. reumatismo. E. Além i oleorresina que dele se pode extrair. O Componentes: óleo essencial. 1 tas gemas têm utilizações diversas: em ml são. I. curtas. maturação ao fim do 3. U. monóicos. . A secagem é mais rá1 da quando efectuada num forno tépido. a mad< ra produz um alcatrão. Com( cialmente. cabelo. desenvolvendo os ramos verticilados quando o ápice deixa de crescer. expectorante. em vinho ou cerve > decocção. O pinheiro-silvestre é uma bela e r@ árvore cultivada nas planícies. pois mesm( sombra de outras ramagens lhe é prejudici Habitat: Europa. gota. as pequenas agulh perfumam. não suporta a carência luz. nas montanhas espontâneo. Muito resistente às secz ao calor e ao frio. renovos ou gomos. inalação. antes do desabrochar. misturadas com casca de salgu ro-branco e de carvalho e folhas de nogu. ra. diurético. dura te um a dois meses. baça. desenvolve do-se espontaneamente nas montanhas. É n cessário arrancá-las dos ramos no mês Abril. Pinheiro-selvagem. pendente.. sendo os masculinos em espiga na base dos ramos nascidos no próprio ano e os femininos arredondados. pinheiro-de-casquinha. rouquidão. violáceos. robusta. foi-lhes erradamente atribuído nome de turiões. tronco erecto. gargarejo@ em banhos. agulhas. com uma asa 3 vezes mais comprida. pinheiro-de-riga. agulhas reunidas aos pares. heterósidos O Propriedades: antiséptico. resina. purificam e tratam e as gem são ricas em constituintes activos. amentilhos (Maio-Junho). pinheiro-da-escócia Pináceas O pinheiro. cistite. verde-glaucas. ovóide. banho. bronquite. colocá-las e caniços numa única camada fina e deixá-l secar.silvestre é considerado o m@ importante de todos os pinheiros. Partes utilizadas: seiva. + V k"J Ver: asma. de 4 a 6 cm de comprimento. sendo as secundárias mais compridas.

ligeiramente serrados. I. banho. desde há muito. o mais frequente é o C. As duas espécies aqui representadas desenvolvem-se nos mesmos locais e possuem propriedades medicinais idênticas. Pifiriteiro. que apresentam um lenho muito duro e têm crescimento lento. fendida. arteriosclerose. celulite. até 1600 m. hipotensor. era da sua madeira dura como o ferro que outrora se cortavam os cepos dos suplícios. drupas (fins de Setembro). casca dos ramos jovens. lisa. b) 2 a 3 caroços. tanino.. U. casca jovem cinzento-clara. derivados terpénicos. 5 pétalas livres: W 1 estilete brancoesverdeado. b) com 3 a 5 lóbulos pouco profundos. b) Crataegus oxyacantha L. O Componentes: pigmentos flavónicos. espinha-branca. escalheiro Rosáceas As duas espécies são belas plantas celebradas por poetas e romancistas sob os mais diversos nomes. b) 2 a 3 estiletes. Habitat: Europa. diarréia. não dentados. mais tarde castanha. diurético. escambrulheiro. coração. antiespasmódico. continuam a ser o símbolo da delicadeza e da mais viçosa beleza. + kvJ Ver: acufenos. dos seus espinhos e da sua madeira dura como o ferro. b) pouco agradável. O Respeitar as doses. Alimento para os homens da Pré-História.por vezes 500 anos -. Contudo. utilizados pelas suas aplicações diuré ticas e acistringentes. histamina. estames violáceos. abronceiro. Partes utilizadas: flores em botão. angústia. vitamina C O Propriedades: acistringente. Estes arbustos. apesar da idade avançada que podem atingir . em corimbos. Identificação: de 2 a 4 m de altura. espinheiro-branco. Recentemente. Arbusto. estames vermelhos. estrepeiro. em Portugal. todos os solos. Este género botânico possui várias espécies. espinheiroalvar. médicos americanos puseram em evidência a sua poderosa acção cardíaca. 5 sépalas. hipertensão. E. febrífugo. os frutos vermelhos do pirliteiro são. aminas. folhas caducas: a) com 3 a 7 lóbulos muito profundos. flores brancas ou rosadas (Abril-Junho). U.Pirliteiro a) Crataegus monogyna Jacq. sabor doce. anginas. espasmo. Cheiro pouco intenso. como o comprovam os vestígios de caroços encontrados nas ruínas das cidades lacustres. . espinheiroordinário. cambrocira. vermelha: a) 1 caroço. drupa ovóide. todas próprias das regiões temperadas. farinácea.

palpitações. 245 . menopausa.litíase. nervosismo. sono. obesidade.

sendo.05 a O. em Portugal. Identificação: de O. glabras. Habitat: Europa. A polígala-amarga utiliza-se na Europa devido às suas propriedades expectorantes. emoliente. muito. coradas. pequenas. Vivaz. óleo essencial. era outrora administrada às vacas. U. sobretudo em decocção. Planta bastante comum. abrindo-se por 2 valvas que contêm 2 sementes pubescentes.. leite.15 m de altura. A planta tem ainda uma particularidade fisiológica: as suas sementes só germinam em contacto com a luz. cujo nome deriva das palavras gregas pol@. misturada por vezes com o hipericão. ovais. e gala. sendo as 2 internas grandes. sin. cápsula pequena. princípio amargo. identifica-se pelos belos cachos'compostos de flores de cor azul. pequenas. duvidosa a sua acção galactagoga. resina. não ramificado. ascendente na floração. inteiras. Existem no Mundo mais de 450 espécies. de entre as quais a polígala-davirgínia. 1. moles. arredondadas no vértice e afiladas na base. no entanto. marcadas com 3 nervuras. glúcidos O Propriedades: diurético. expectorante. o nome de polígala aplica-se à Pol)Igala vulgarix L. flores azuis e raramente cor-de-rosa ou brancas (Maio-Agosto). utilizada durante muito tempo pelos índios para tratar a tosse e as mordeduras de serpentes. às cabras e às amas para aumentar a secreção láctea. 246 . tónico. 8 estames. comprimida. oblongas. em cachos. folhas verde-claras. + in Ver: asma. raiz aprumada e delgada. tosse. bronquite. 5 sépalas desiguais. Polygala senega L. laxativo. pulmão. caule prostrado. onde cresce cerca de uma dúzia de espécies e diversas variedades da planta. solos húmidos. A medicina homeopática recorre ao emprego de uma tintura preparada a partir da raiz. curto. a hera-terrestre.Pollgala-amarga Polygala amara L. Sabor acre e amargo. Em fitoterapia. Partes utilizadas: toda a planta e raiz. em forma de pétalas. sobretudo argilosos ou calcários. A polígala-amarga é muito rara na Europa. lanceoladas. 3 pétalas desiguais. utiliza-se toda a planta (Maio-Agosto). e as caulinares alternas. sendo as inferiores em roseta basal abundante. curtamente pecioladas. estomáquico. originária dos Estados Unidos e do Canadá. Não está mesmo provado que as polígalas descritas pelos autores antigos correspondam às plantas actualmente conhecidas por esse nome. o hissopo e a tussilagem.: Polygala amarella Crantz Polligaláceas Apolígala. rígido. O Componentes: saponósidos.

20 a 40 segmentos lanceolados. 247 . O Componentes: essência. O polipódio tem acção colagoga. vermífugo. parasitose. aiongadas e triangulares. À semelhança dos outros fetos. laxativa suave e vermífuga. lípidos. enumeraram as suas propriedades medicinais e referiram as suas aplicações. Identificação: de O. Vivaz. agarram-se aos troncos gretados dos carvalhos. con s equente mente. primeiramente amarelos e depois castanhos. prostrado. sais minerais O Propriedades: colagogo. paredes deterioradas.50 m de altura. tanino. feio-doce Polipodiáceas Supõe-se que foi Teofrasto quem primeiro mencionou o uso do polipódio. expectorante. com pecíolo inserido sobre o rizoma. tornando-o o seu sabor a alcaçuz facilmente aceite pelas crianças. árvores e sebes. até 2000 m. onde se acumulam em séries paralelas. rochas. vulgar em quase todo o País. esporângios pedicelados. As suas frondes robustas cobrem os rochedos. Habitat: Europa. ao descreverem a planta de modo preciso e inequívoco. Poli pódio-do-carv alho. bosques. libertam os esporos quando maduros. nos muros. coberto de escamas castanhoavermelhadas. fentelha. De cor amarela. que se torna depois castanha. revestindo mesmo o cimo das paredes deterioradas no centro das cidades. dispersando-se na Primavera. dentados ou não.PolipÓdio Polypodium vulgare L. + Ver: bronquite. rizoma espesso. Dioscórides e Galeno. Partes utilizadas: rizoma seco (Março-Abril e Setembro-Outubro). 1.10 a O. troncos. o polipódio não tem flor e. Cheiro desagradável: sabor semelhante ao do alcaçuz. página inferior com soros lenticulares em 2 séries de ambos os lados da nervura. com 1 divisão quase até à nervura central. laxativo. Este belo feto é uma das raras espécies européias de um género que está representado no Mundo por várias centenas. resina. filipode. esporos amarelados. pólen e sementes: reproduz-se devido aos esporos contidos nos soros. pequenos reservatórios arredondados visíveis na página inferior das folhas. sem indúsio. carnudo. nenhuma das quais sofreu alterações substanciais passados quase 2000 anos. frondes primeiramente enroladas em báculo e ligeiramente coriáceas. obstipação. fígado. U. saponósido. esverdeado no corte. mucilagem. Mais tarde.

sabor agradável. Partes utilizadas: flores com o cálice (Abril-Maio). de flores grandes e de diversas cores. ovário livre. flores de um amarelo intenso (Abril-Maio). Primula elatior Jacq. as flores constituem ainda deliciosos rebuçados. verde-claro nos sulcos e escuro nas arestas. estilete comprido com 5 estames curtos. a pri mavera-dos-j ardi ri s. Vivaz. 5 pétalas amarelas maculadas de cor de laranja. E. acinzentadas na página inferior. cápsula erecta.. pelas N folhas verdes em ambas as páginas e por ser completamente inodora.30 m de altura. febrífugo. A partir destas duas espécies e de outras. tosse convulsa. um revestimento de pêlos glandulosos cujo contacto provoca. verdes. + O Ver: bronquite. ou estilete curto com 5 estames compridos. expectorante. tosse. calmante. constipação. agrupadas em umbelas simples sobre um pedúnculo radical nu. ovóide. Uma espécie próxima. vitamina C. . cefaleia.Primavera Primula veris L. escapo floral. corola pequena. variedades muito decorativas. na maioria das pessoas. reumatismo. heterósidos. L. os floricultores conseguiram obter. raiz. folhas. rizoma (Inverno). após demoradas selecções. côncava. Prímula Primuláceas Vivamente recomendada por Santa Hildegarda desde o século X11 como remédio para a melancolia. Distingue-se da primavera pelas corolas grandes e de limbo plano. rizoma espesso. que se abre por 5 valvas e numerosas sementes. O Componentes: pigmentos flavónicos. uma erupção do tipo urticário. inclusa no cálice. cálice intumescido. Minho e Trás-os-Montes. Cheiro suave. Envolvidas em açúcar. com 5 aristas e 5 lóbulos. rara no litoral mediterrânico. cólica. pode substituí-Ia. raiz com cheiro a anis. mas que não têm propriedades medicinais e possuem. que se encontra aproximadamente nos mesmos locais e não ultrapassa em estatura a primavera. pelo cálice bicolor. como as urtigas. Esta planta serve ainda para perfumar a cerveja e melhorar o bouquet dos vinhos. rugosas e pecioladas. Das suas flores secas prepara-se um chá de aroma incomparável. U. contusão. destituído de qualquer acção excitante. Habitat: Europa.08 a O. saponósidos. diurético. até 2000 m Identificação: de O. enzimas. U. folhas em roseta. a primavera é na Europa uma das primeiras flores a abrir. sais minerais O Propriedades: antiespasmódico. ovais. indigestão.

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esqueças. Sabor mucilaginoso. ovais. segundo os partidários da medicina dos sinais. é suficiente para abrandar o seu ritmo. secagem à sombra e ao ar. a pulmonária tem uma cobertura de pêlos ásperos e prefere a sombra ou os locais frescos. sendo substituído por uma roseta de folhas basais matizadas de branco. solos calcários. com cambiantes azul-violáceos. U. A pulmonária usufruía outrora de uma reputação exagerada e decepcionante. Aproximadamente no mês de Julho. ligeiramente decorrentes e vilosas. . folhas da roseta (fim do Verão). pois. sais minerais. tornando-se depois azuis (Março-Maio). representam a imagem de pulmões doentes. O Componentes@ mucilagem. saponósido O Propriedades: acistringente. bosques pouco densos. sudorífico. Do mesmo modo que a salgueirinha. Habitat: Europa. ásperas. um tampão de folhas frescas esmagadas. salsa-dejerusalém. até 1000 m. sendo as radicais pecioladas. diurético. colocado sobre a região do coração. As suas flores. palpitações. Vivaz.a metade do século XX. erva-leiteira-de-nossa-senhora Borragináceas Da família do ri ão-me. peludas. tanino. campanuladas. 5 estames. Ver: bronquite. ovário com 1 estilete e 4 carpelos. coroIa tulbular com 5 pétalas. rizoma delgado. folhas manchadas de branco. às quais deve o nome de pulmonária. Identificação: de O. Erva-dos-bofes. U. a pulmonária foi dotada pela Natureza de uma particularidade extraordinária que consiste em oferecer aos insectos que a visitam três espécies de flores providas de estames desiguais e de estiletes com três comprimentos diferentes. frieira. da cinoglossa e da borragem.15 a O. dartro. hemorróidas. tetraquénio ováide e pontiagudo.Pulmonária Pulmonaria officinalis L. o caule floral seca e desaparece. reunidas em cimeiras terminais unilaterais. flores primeiramente vermelhas. pois supunha-se que curava a tuberculose. E. emoliente. ou sejam 18 possibilidades de disseminação do pólen. as folhas enegrecem. greta. caule simples e viloso. Partes utilizadas: sumidades floridas (Março-Abril). cálice com 5 lóbulos. vermelhas. Segundo se crê em alguns meios rurais. expectorante. 5 escamas. ovadas ou cordiformes e as caulinares sésseis. são semelhantes às da primavera. mais claras na página inferior. L.30 m de altura. para a qual só se encontrou remédio na 2.

sedosa e frágil. provido de um invólucro lacinioso. anémona-dos-jardins. estames dourados. os fitoterapeutas receitam-na.10 a O.30 m de altura. flores violeta e cor de púrpura (Março-Maio. Partes utilizadas: toda a planta (Maio-Julho). vilosos. Inodora.. sobre um peclúnculo radical. cobre-se de enormes penachos formados pelos frutos plumosos que o vento destrói a pouco e pouco. Vivaz. grandes. O A planta verde é muito perigosa em uso interno. sedativo. menstruação. prateadas. + V Ver: dartro. As folhas. tanino. numerosos aquénios com cabeça esférica. a cegueira ou os estados de melancolia. muito conhecido nos nicios rurais. tosse.Pulsátila Pulswilla vulgaris Mifi. diaforético. por vezes. para os espasmos viscerais. Habilat: Europa. pastagens. I. diurético. enzimas. toiça oblíqua. enegrecida. como a paralisia. Outrora. O Componentes: anemonina. por vezes segunda floração no Outono). esteróis. oblongos. Identificação: de O. ramificada. a pulsátila não é muito vul@gar. colinas. pecioladas. sabor ácido. U. produzem um pó esternutatório. revulsivo. secas num forno e pulverizadas. Qu2:ndo as flores murcham. até 800 m. corpo gordo O Propriedades: antiespasmódico. saponina. Quando verde. a planta é tóxica. 6 sépalas petalóides. folhas em roseta. em cataplasma. esta planta vivaz. sarda. enxaqueca. erectas e depois pendentes. e os homeopatas utilizam a sua essencia para tratar as varizes. Actualmente. excepto na região mediterrânica. espasmo. E. cultivada em Portugal. . flor-do-vento. O seu sabor é ião acre que mesmo os animais a evitam nos prados. vilosas. e sucede frequentemente procurar-se em vão as suas campainhas de cor violeta que se agitam ao menor sopro de vento. profundamente divididas 2 a 3 vezes. flor-de-páscoa Ranunculáceas Se bem que exista de modo disperso na Europa. acaule. actuam sobre as nevralgias e as dores articulares. era utilizada para tratar várias doenças. expectorante. para aliviar as enxaquecas. febre. U. espessa. Anémona-pulsátila. planícies secas. As flores.

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O Componentes: vitamina C O Propriedades: acistringente. Podem substituír a hera em tratamentos anti-sépticos. grandes. em todo o território português. reniformes. flores e folhas frescas. Ver: diurese. Cheiro agradável (flor).. 1. Partes utilizadas: raiz. 10 estames e 2 carpelos. É uma pequena planta vivaz com flores corde-rosa. e as inferiores com lóbulos pontiagudos. subsésseis. erecto. em corimbos terminais.vifraga trida(-tyylites L. aperitivo. com bordos crenados. Assim. encontra-se em estado espontâneo nos Alpes e é frequentemente cultivada nos jardins como planta ornamental. Existem outras espécies que são também utilizadas como plantas medicinais. U. excepto a zona árctica. Bienal.50 m de altura. boIbilhos na base. a medicina dos sinais atribuía-lhe a faculdade de dissolver os cálculos da vesícula. Outra espécie muito interessante. totalmente revestida de pêlos viscosos. Na verdade. colagogo. sabor amargo e acre. palmadas. grandes. . cujas grandes folhas são consideradas antidiarreicas quando preparadas em infusão. trilobadas.. é característica: a base do caule está provida de boibilhos. locais húmidos e sombrios. 5 pétalas muito compridas. prados húmidos. flores brancas (Abril-Maio). que está representada nesta página. 5 sépalas ovais. os quais inspiraram provavelmente o seu nome específico e a sua utilização. em muros. era administrada numa infusão em cerveja. muito famosa outrora como tratamento da icterícia.Quaresmas Sa-tifraga granulata L. diurético. Habitat: Europa. especialmente na zona norte. a Sa. glanduloso-viscoso. Sanícula-dos-montes. rochedos. fígado. a saxífraga-da-sibéria. até 800 m. É uma planta das valas lodosas. pecioladas. folhas basilares. pequena planta anual com flores brancas. cápsula bicorne e numerosas sementes. sendo as caulinares superiores raras. saxífraga-branca Saxifragáceas O género Saxiftaga engloba diversas plantas ornamentais que se distribuem por numerosas espécies polimorfas.20 a O. atapeta os muros deteriorados e os solos arenosos. caule floral simples. Identificação: de O. Bergenia cordifolía Haw. A mais utilizada em fitoterapia.

sendo. tem propriedades medicinais muito semelhantes às do Chenopodium bonus-henricus L. Identificação: de O. Em uso externo.20 a O. laxativo. O Componentes: saponósido. obstipação. Habitat: Europa. numerosas. desaconselhável aos doentes de gota e dos rins. O Chenopodium album L. fruto contendo uma semente brilhante. U. frequente em Portugal. a fim de conseguir a sua maturação e acalmar as dores. E. geralmente próximo de casas. 252 . com compridas folhas dentadas e inflorescências que parecem polvilhadas de açúcar refinado. + Ver: abcesso. em cachos terminais especiformes. margens onduladas. Excelente sucedâneo dos espinafres e igualmente rico em ferro. aplicam-se as folhas frescas em cataplasmas nos abcessos. protector dos botânicos. O quenopódio-bom-henrique encontra-se. lixeiras e principalmente. U. flores esverdeadas (Maio-Agosto). pontiagudas. e pode perfeitamente substituí-lo. Partes utilizadas: toda a planta (Maio-Agosto). Inodoro e insípido. caule verde. emoliente. o quenopódio trata as anemias.60 m de altura. glabro. canelado de castanho e avermelhado. vitamina C O Propriedades: depurativo. L. folhas verdes. pecioladas. Quenopodiáceas Lineu designou esta planta em homenagem a Henrique IV de Navarra. grandes. pois. nas imediações das cabanas de pastores: é raro a altitudes baixas. pequenas. locais habitados. folhas jovens farinhosas na página inferior. sais minerais (ferro). inteiras. folhoso. muros. ligeiramente viscosas. dava-se outrora o nome de Henrique às plantas que escolhiam o seu habitai próximo da habitação humana. excepto nas baixas planícies. nas montanhas alpinas. lanceoladas na base. anemia. no entanto. triangulares. Aliás. cónicos.QuenopÓdio-bom-henrique Chenopodium bonus-henricus L. Vivaz.. é ainda um óptimo remédio emoliente e laxativo. carnudas.

como a Campanula trachelium L.. cálices com divisões assoveladas. como a agrimónia e a aspérula-odorífera. E. I. Habitat: Europa. campainha-rabanete Bras. flores azuis ou violaceas (Maio-Agosto). LI. Em algumas regiões da Europa. Campanula. o rapúncio e outras espécies. . e a Campanula cervicaria L. E uma forragem sazonal muito apreciada pelo gado. o rapúncio. Rapôncio. robusto e decorativo. corola mais comprida que larga.sede. Identificação: de O.. cápsula erecta.80 m de altura. até 1000 m. O'J Ver: anginas . foram utilizados em gargarejos para tratar as anginas. procedente do latim e que significa pequeno sino. refrescante. pecioladas. possui mais qualidades estéticas que virtudes medicinais. O Destinado a uso externo. folhas frescas (Maio-Agosto). folhas estreitas e alongadas. caule viloso. Partes utilizadas: raiz. muito ramoso. sésseis. LI.Rapúncio Campanula rapunculus L. O Componentes: inulina. anti-séptico. em cacho frouxo alongado. raiz carnuda fusiforme. 5 estames livres com estiletes dilatados na base. com poucas folhas. de menos de 2 cm de comprimento.: campainha Campanuláceas Facilmente reconhecível pelas suas flores campanuliformes azuis ou lilases. Outrora. frequente em quase todo o País nos bosques. verruga. da qual se faz uma salada muito saborosa. especialmente. vitamina C O Propriedades: acIstringente. rapunculus. rábano. pedunculadas. que deriva da palavra latina rap@1. alongado e anguloso. A forma da corola inspirou o nome de género. com lóbulos pouco separados. erectas OU pendentes.40 a 1. caminhos e locais húmidos. da raiz. Bienal. é cultivado para consumo dos seus suculentos rebentos e. O uso culinário das raízes conferiu-lhe o nome científico de espécie. A razão por que o rapúncio está actualmente em desuso deve-se sem dúvida ao pouco mérito das suas propriedades ou porque as mesmas se encontram muito mais activas noutras plantas. 3 estigmas. levemente onduladas. vulnerário.

sebes e muws. + Ver: acne. erísimo Bras. se for necessário ingerí-lo.30 a O. sendo receitados tratamentos nas estações termais dotadas de águas sulfurosas para afecções das vias respiratórias superiores. tanto quanto possível. béquico. graças ao rinchão. tosse. é preferível adicionar-lhe alcaçuz ou mel muito aromático. contendo cada uma delas 1 série de sementes. erecto. secagem cuidadosa. pequenas. laringite. suco fresco (Julho-Agosto). estomáquico. testemunha laudatória do seu confrade de Montpellier. descritas por Jacques Dalechamps. síliqua curta. até 1700 m. não perca os seus princípios activos. o rinchão tornou-se a planta dos oradores.Setembro). Erva-dos-cantores. 254 . Partes utilizadas: sumidades floridas. com 2 valvas convexas trinérveas. O seu sabor não é nada agradável. cardenólidos nas sementes O Propriedades: antiescorbútico. restolhos. rouquidão. Sabor picante e acre. Guillaume Rondelet. I. utilizado fresco. entulhos. traqueíte.Rinchão Sisymbrium officinale (L. O Componentes: derivados sulfurados. voz. ramos qua~ se perpendiculares ao caule (patentes).) Scop.: agrião Crucíferas Citado e utilizado desde a Antiguidade. Anual. pelo que. o enxofre é um medicamento frequentemente utilizado pela medicina clássica. A partir de então. cura de Primavera. diurético. sendo o terminal maior. só a partir do século XVI o rinchão foi definitivamente identificado. Inodoro. U. viloso. caule rígido. raiz rija e branca. flores amareio-claras (Maio. restituíra a sua bela voz de anjo a um menino de coro. Identificação: de O. 4 sépalas. folhas frescas. tónico. as provas irrefutáveis dos seus sucessos datam do Renascimento. se bem que. que. E. A sua acção sobre a voz deve-se à presença de compostos sulfurados. reunidas em cachos.. em terrenos incultos.60 m de aftura. da luz e da humidade. 4 pétalas e 6 estames. quando seco. em quase todo o território português. caminhos. muito recortadas. Efectivamente. folhas da base pecioladas. expectorante. o próprio Racíne aconselhou este remédio a Boileau. que se lamentara de estar afónico. U. No século XVII. Habitat: Europa. entulhos. bronquite. erecta. com lóbulos serrados. actores e cantores. O rinchão deve ser. conservação ao abrigo do ar.

pigmentos flavónicos O Propriedades: antiespasmódico. Vivaz. febrífugo. orvalho-do-sol Bras. esta planta carnívora pode capturar. glabro.. Minho e Beiras. dróscru. em cimeiras faucifloras. cobertas de cílios tentaculares com glândulas arruivadas e viscosas mais compridas nas margens. aos quais a planta deve o encantador nome de orvalho-do-sol. efectivamente. Partes utilizadas: parte aérea da planta (Junho-Setembro). com numerosas sementes aladas. erva-do-orvalho. Uma infusão das folhas frescas produz um efeito análogo. terminados por pequenas glândulas repletas de um suco brilhante. 2000 insectos num só Verão. é no seu meio natural que a rorela se revela verdadeiramente temível. cápsula alongada. abrindo-se por 3 a 5 valvas. U. 5 sépalas. fresca ou seca. Habitat: Europa. Orvalhinha. Contudo. O Componentes: tanino. flores brancas (Julho-Agosto). I.5 a O.Rorela Drosera rotundifolia L. sensíveis e móveis. todos os médicos têm conhecimento da acção calmante da sua tintura nos acessos de tosse convulsa. Nos meios rurais. naftoquinona. até 2000 m. o seu suco é utilizado para tratar as verrugas. E. caule floral verde ou avermelhado. + O Ver: calo. béquico. erecto. rossolis Droseráceas As pequenas rorelas agrupadas sobre os musgos nos pântanos e nas turfeiras desdobram ao nível do solo as suas rosetas de folhas redondas. .8 cm). frágil. Identificação: de O. locais húmidos e pantanosos das montanhas elevadas de Trás-os-Montes. suco fresco. pequenas (de O. segundo se crê. em roseta basilar aberta sobre o musgo. nos meios rurais. das quais se destacam os frágeis caules florais. Inodora. A planta atrai. LI. foi outrora muito utilizada pelos alquimistas e mais tarde.20 m de altura. excepto na região mediterrânica. redondas. prende e seguidamente digere os insectos por meio de uma enzima análoga à pepsina do suco gástrico humano. em Portugal. 5 pétalas. As folhas estão cobertas de cílios vermelhos. pois as folhas viscosas e os cílios são uma armadilha mortal.: drosera.10 a O. parte subterrânea frágil. com ordens anuais sobrepostas de delgadas raizes adventícias. pelos bruxos e adivinhos. Na prática da medicina geral. sabor acistringente e amargo. folhas longamente pecioladas. anti-séptico. 5 estames e 3 estiletes.

verruga.pulmão. tosse. 255 . tosse convulsa. rouquidão.

destruídos os cálices. rizoma prolífico castanhoavermelhado.d e. 2 estiletes. verde-claras. cálice tulbuloso. cabelo. reanima as funções dos fígados lentos e confere beleza à tez. margens dos campos e dos rios. até 1600 m. quando. grandes. Partes utilizadas: caule folhoso (antes da floração). dartro. O Não macerar em água. constitui um óptimo champô indicado para cabelos frágeis. podendo associar-se. 10 estames. numerosas sementes reniformes castanhas. + V Ver: acne. sudorífico. E. com 3 a 5 nervuras. 5 dentes. anginas. sésseis.claras (JunhoSetembro). invadiu a Europa temperada. se deixa desfolhar pelo vento e seca inteiramente. O rizoma. à sombra. A planta é depurativa. 5 pétalas inteiras ou chanfradas. . U. robustos e avermelhados. descora ao secar. Vivaz. tão útil às lavadeiras e que já era utilizado muito antes de se conhecer o sabão para lavar as lãs. L. cápsula oblonga. tónica. obtida por decocção da planta. ovais ou lanceoladas. icterícia. vagabundeando pelas margens arenosas ou pedregosas dos rios. U. Cheiro agradável (flores). É uma planta rústica. em cimeiras corimbiformes. erectos. Erva-saboeira. fígado. rizoma (Outono). reumatismo. É nesta época que o rizoma desta planta. à beira das valas e dos cursos de água e pelas bermas dos caminhos. sabor amargo e desagradável. Uma água saponácea. grandes. flores cor. pois Hipócrates menciona-o quatro séculos antes de Cristo.rosa.60 m de altura. cura de Primavera. artrite. amarelo no corte.30 a O. Habitat: Europa. psoríase. às folhas do agrião e às sumidades floridas da centáurea-menor. O Componentes: saponósido.Saboeira Suponaria officinalis L. O ciclo vegetativo da saboeira conclui-se em Outubro. folhas glabras. é um remédio utilizado pela medicina após a secagem. Identificação: de O. saponária. com belas flores de um cor-de-rosa muito claro que. diurético. vitamina C O Propriedades: colerético. saboneira Cariofiláceas A saboeira saltou as vedações dos jardins mediterrânicos onde outrora era cultivada e. deve ser colhido. murchas as pétalas. se torna ainda mais pálido. herpes. numerosos caules. em infusão. depurativo. Norte e Centro de Portugal. tónico. que já era outrora conhecido. pedunculadas. dilatados nos nós. eczema. resina. raiz. preparar e utilizar. abrindo-se por 4 valvas. cilíndricos.

Partes utilizadas: flores. sem dúvida. sudação. as folhas e a segunda casca fazem parte de grande número de preparações. O sabugueiro encontra-se frequentemente na Europa pró ximo das povoações.: sabugueirinho Caprifoliáceas A história do sabugueiro é. pequenas. pois foram encontrados alguns vestígios desta árvore em estações arqueológicas da Idade da Pedra na Suíça e no Norte de Itália. que seguidamente se fecham. As flores são também utilizadas para a conservação das maçãs. terçolho. 257 . ramos fracos e quebradiços. A partir do século XVI. pigmentos flavónicos e antociânicos O Propriedades: depurativo. surgindo também espontâneo. popularizou-se como planta decorativa. S abugueiro. O Componentes: nitrato de potássio. é cultivado. sudorífico. com medula branca. matas. tabagismo. heterósido. frieira. fígado. 5 pétalas. porque outrora era ali plantado para atrair os espíritos do bem. bronquite. em Portugal. sabor acíclulo. reumatismo. tão longa como a do homem. U. Arbusto ou árvore. frutos maduros. pontos negros. tanino. U. baga preto-violácea. olhos. rim. Com os seus frutos preparam-se doces com uma bela cor vermelho-violácea. Identificação: de 2 a 5 m. + V O Ver: abcesso. queimadura. E. Habitat: Europa Central. vitamina C. devendo ser colocadas em camadas alternadas em caixas de cartão.Sabugueiro Sambucus nigra L. alcalóide. As suas propriedades medicinais são inúmeras: as flores. cistite. diurético. as crianças fazem apitos com a madeira quebradiça e leve do sabugueiro. coração. epistaxe. flores brancas (Junho). folhas. bem como os habitantes da antiga Roma. laxativo. hemorróidas. secar ao ar. gota. caule com casca cinzento-acastanhada. mucilagem. com 5 a 7 folíolos compridos e serrados. 5 sépalas. obstipação. 3 carpelos. arteriosclerose.negro Bras. 3 estigmas sésseis. emoliente. segunda casca seca. Cheiro intenso. com 3 sementes. folhas pecioladas. em cimeiras corimbiformes planas. 5 estames com anteras amarelas. verrugosa. Nos meios rurais. cura de Primavera. sebes. com 5 raios principais. pele. por vezes 10 m. as bagas. de altura. L. óleo essencial. Sabe-se também que os Gregos na Antiguidade a utilizavam vulgarmente. picadas.

alguns gramas de terra ou de pó e de pequenas gotas de água. flores cor-de-rosa estriadas de cor de púrpura (Junho-Agosto). muros velhos. Partes utilizadas: folhas frescas. sabor acidulado. Habitat: Europa Central e Meridional. L. suco fresco. como indica claramente o nome da espécie. obiongas. hemorróidas. mas cujas importantes qualidades medicinais são. olhos. emoliente. greta. ignoradas. Não é possível imaginar uma terapêutica mais simples. folículo que se abre por uma fenda. . cultivado nos jardins. queimadura. subsésseis ou ligeiramente pecioladas em corimbo terminal. tratando também dartros e queimaduras. 16 a 40 estames. + Ver: calo. aos quais se agarra. semelhante a uma alcachofra. diarréia. alapardado nas cavidades dos penhascos. assim. dartro. barba de Júpiter. É uma planta vivaz. cria-se outrora que a sua presença nos telhados protegia as casas dos raios. vulnerário. até 2800 m. deriva possivelmente da expressão latina Jovis barba. A designação barbas-de-júpiter. quanto mais árida for a terra. muito conhecida. por vezes vermelhas. consolidando-os e protegendo-os do escoamento rápido das chuvas. Vivaz. resistente. mucilagem. contendo numerosas sementes dispostas em 2 fileiras: a toiça emite rebentos. Identificação: de O. O saiãocurto é um calicida. 8 a 20 pétalas abertas. Não é necessário colhê-la numa data fixa. ferida. pois alimenta-se apenas de grande quantidade de sol. U.20 a O. é espontâneo e subespontâneo e. imbricadas. antiespasmódico. mais numerosas e belas são as suas flores. com pontas aguçadas. aplicar processos especiais ou tomar precauções na secagem: basta estender a mão e colher uma folha fresca. na maior parte dos casos. caule floral erecto. em Portugal. folhas da base em roseta. Sempre-viva-dos-telhados Bras. embora surja por vezes nas montanhas. penhascos. 2 vezes mais compridas que as sépalas. carnudo. Esta simplicidade de utilização harmoniza-se com a vida da planta. que os Franceses lhe atribuem. 9 Componentes: tanino. E. Tem u Iria preferência especial pelos muros velhos e sobretudo pelos telhados. de onde os seus rebentos extravasam para colonizar tudo o que os cerca. faces glabras e bordos ciliados. Cheiro suave. deus dos céus. sésseis. ácidos málico e fórmico O Propriedades: acistringente.: saiao Crassuláceas O saião-curto é mais frequente nas planícies. por vezes. picadas. 8 a 20 sépalas. com muitas folhas. telhados. densas. Melhor ainda.Saião-curto Sempervivum tectorum L.50 m de altura. senhor dos relâmpagos. U. 8 a 20 carpelos divergentes.

258 .

Setembro). até 1400 m.. leucorreia. cálice pubescente com 8 a 12 dentes desiguais. a salgueirinha manteve. sem qualquer declínio. esta planta. E. o seu lugar entre as plantas medicinais. Foi durante muito tempo confundida com a lisimáquia-vulgar. ramificado na parte superior. a salgueirinha é considerada pelos agricultores como uma erva daninha que deve ser destruída. fossos. heterósidos (salicarina).: erva-da-vida Litráceas Outrora. I. ferro. + o Ver: diarréia. Nos meios rurais. em grupos de 3 a 10 numa comprida espiga terminal. pubescente. opostas ou verticiladas em grupos de 3. tónico.50 a 1. salicária Bras. quer seca. Muito eficaz quer fresca. colina. no século xvi. margens dos rios. em Portugal. Inodora. dotada de propriedades adstringentes e hemostáticas. oval. acreditava-se então que a salgueirinha era o refúgio secreto dos duendes que guardavam as minas de ouro. hemostático. caules jovens com folhas e suco fresco. beira de água. vales e locais húmidos. Geralmente.lan ceoladas ou cordiformes. oxalato de cálcio O Propriedades: acistringente. açúcares. quadrangular. e da semelhança das folhas de ambas as plantas lhe adveio o nome. O Componentes: tanino. O primeiro autor que a identificou com exactidão foi Mattioli. . cápsula obionga contendo numerosas sementes. sendo as superiores alternas. úlcera cutânea. enquanto o útil quenopódio era conhecido pelo bom-henrique. As flores são utilizadas como corante para os rebuçados vermelhos. Identificação: de O. Habitat: Europa. grandes. Partes utilizadas: sumidades floridas. Cresce entre os salgueiros. U. Desde essa época. folhas com pêlos. Erva-carapau. epistaxe. à semelhança de tantas outras plantas úteis. robusto. Actualmente.Salgueirinha Lvthrum salicaria L. caule erecto. flores cor-de-rosavioláceas (Ju n ho. sabor mucilaginoso. Vivaz. 6 estames curtos e 6 salientes. os Alemães chamaram à salgueirinha o altivo-henrique. é também considerada um óptimo remédio para as cólicas dos recém-nascidos. toiÇa espessa. U. corola com 6 pétalas alongadas. eczema. levemente acistringente e herbáceo. verticiladas. provitamina A. entra em preparações com a papoila e a alteia. Algumas pessoas apreciam os seus jovens rebentos ou a medula do caule cozidos à maneira de hortaliças e preparam um chá com as folhas.50 m de altura. hermafroditas. pântanos.

dor. nervosismo. eritema. cumprindo um pedido que o poeta lhes fizera numa estrofe melancólica. com amentilhos erectos. bivalve. flores amarelas ou esverdeadas (Abril-Maio). casca gretada quando velha. vimeiro-branco Salicáceas Planta característica do hemisfério norte. pé. anti-reumatismal. porém. quase séssil. ou chorão. o mais conhecido é uma espécie cultivada. tónico. E. flexíveis. U. folhas. folhas com pecíolo curto. a eficácia das folhas de salgueiro contra as insônias. flor masculina reduzida a 2 estames e uma glândula nectarífera. ramos erectos. Os médicos da Antiguidade recorriam com frequência ao salgueiro. tanino. úlcera cutânea. psoríase. febre. anestésico. a sua casca era utilizada como febrífugo. sedativo. Mattioli assinalava. Sinceiro. acetinadas. Inodoro. Salix babvlonica L. febrífugo. sais minerais O Propriedades: acistringente. bosques húmidos. resistem ao frio e aos climas de altitude. com longa ramagem pendente. lanceoladas. o maior e o mais comum no estado espontâneo é o salgueiro-branco.Salgueiro-branco Salix alba L. L. LI. Sabe-se actualmente que este efeito se deve à sua riqueza em ácido salicílico.. Identificação: de 6 a 25 m de altura. sem contudo precisar quais as espécies utilizadas. hemostático. sabor amargo. acuminadas. prateadas pelo menos na página inferior. 260 . reumatismo. em Portugal. no século XVI. gripe. de menor porte. no Cemitério do Père-Lachaise. vales. todos os salgueiros de folhas estreitas têm na prática propriedades medicinais idênticas. em Paris. cápsula glabra. Árvore. dióicas. amentilhos. margens dos rios. pele. flor feminina reduzida a um pistito. das quais algumas. De entre os salgueiros da Europa. ramos jovens guarnecidos de pêlos finos. sono. antiespasmódico. bordos inteiros ou serrados. o género Salix é constituído por cerca de 200 espécies difíceis de determinar. protegidas por uma escama celheada caduca. sedosos. no século XVII. + Oli Ver: banho. o salgueiro-da-babilónia. Habitat: Europa. um seu derivado é um dos medicamentos mais utilizados no Mundo e universalmente conhecido pelo nome de aspirina. com efeito. Partes utilizadas: casca. O Componentes: salicósido. ribanceiras. até 1800 m. sobretudo em zonas do Centro e do Sul. após a sua morte. Os amigos do poeta romântico Alfred de Musset plantaram um salgueirobranco. e numerosas sementes tomentosas. junto do seu túmulo.

O Componentes: glúcidos. + Ver: artrite. pecioladas. flores femininas: ovário com 3 estigmas. maculadas de branco ou preto. raizes branco-acinzentadas ou castanhas. Como os seus parentes exóticos. flores branco-esverdeadas (Agosto. sinuoso. diurético.Outubro). anguloso e provido de acúieos. é necessário examinar o seu caule anguloso e pungente. Cheiro agradável.Salsaparrilha-bastarda Smilax aspera L. diuréticas e sudoríficas. branca e preta. até 300 m. nefrite. sudorífico. as flores simples que subsistem até ao mês de Outubro e as bagas vermelhas com as dimensões de uma ervilha. recama. U. Para mais facilmente a identificar. Subaribusto. encontra-se esta espécie. caule sarmentoso. em umbelas paniculadas na axila das folhas e na extremidade dos ramos. aculeadas. Q Não confundir a raiz com as das norças. muito semelhantes às da groselheira. saponósidos. colina. urina. pele. gripe. 1. No século XVI. com 5 a 7 nervuras e 2 gavinhas na base do pecíolo. salsaparrilha-indígena. Identificação: de 1 a 2 m de altura. gota. Mattioli atribuiu-lhe uma acção anti-sifilítica que nunca foi confirmada. patentes.: japecanga Liliáceas Existem cerca de 200 espécies do género Smilax difundidas pelas regiões quentes e húmidas do Globo. brilhantes. folhas persistentes. cálcio) O Propriedades: depurativo. seca e moída é indicada para os asmáticos. asma. branco-acinzentada. Na Europa. . tanino. baga vermelha com 1 a 3 sementes redondas e castanhas. herpes. porém em menor grau. Legação. espontânea no Centro e Sul de Portugal. cordiformes. alegação Bras. cujo nome científico a qualifica como rude e áspera. flores masculinas: 6 estames. A planta prefere o calor e geralmente prende-se às árvores e aos arbustos na região mediterrânica. alegra-campo. 6 peças petalóides. A raiz. muros e bermas. Habitat: Europa Meridional. a salsaparrilha-bastarda possui propriedades depurativas. Partes utilizadas: raiz. Algumas delas são medicinais e fazem parte das plantas exóticas importadas. que se sentirão confortados se a fumarem. com raízes adventícias. rizoma ]enhoso. geralmente muito comprido. sais minerais (potássio. as folhas triangulares orladas de acúleos.

corola comprida com 2 lábios. cálice bilabiado. enfisema. tez. crenadas. estomáquico. mas não convém abusar. pé. gengivas. salva-mansa. persistentes. ao levantar. anti-séptico. desinfecção. . flores azul-violáceas (Maio-Julho).+ Todas as espécies de salva são extremamente aromáticas. em espigas terminais com brácteas violáceas caducas. Habitat: Europa Meridional.Salva Salvia officinalis L. entorse. vulnerário. O nome Salvia deriva do latim salus. chá-da-europa. Subarbusto. flavonóides. em grupos de 3 a 6 por verticilo. Com efeito. U. Erva-santa. esterilidade. estimulante. Tem variadíssimas aplicaçõ es domésticas: para aromatizar os alimentos. menopausa. sudação. parto. grande-salva. menstruação. sanear os armários e proteger as roupas. herdou-a de Santa Hildegarda. oblongas. duas chávenas de salva e verónica. impotência. E. lactação. que a denominou Salvia salvatrix. nervosismo. sumidades floridas. carminativo. verde-esbranquiçadas. astenia. picadas. preservar a beleza e tratar as indisposições. diabetes. cabelo. O Mulheres que amamentam. emenagogo. chá-da-grécia. A salva goza de enorme prestígio desde tempos imemoriais. convalescença. leucorreia. e a officinalis é importante mesmo do ponto de vista culinário. Luís XIV bebia todas as manhãs. salva-menor. até 800 m.30 a O. Partes utilizadas: folhas mondadas (antes da floração). hipoglicemiante. atribuindo-lhe este axioma exemplar: *Se existisse algum remédio contra o poder da morte.70 m de altura. a essência de salva contém a mesma substância tóxica que a losna. O Componentes: ácido rosmarínico. salva-da-catalunha. O cheiro e sabor aromáticos tornam-na muito agradável. L. evitar o contacto com o ferro. o homem não morreria no jardim onde cresce a salva. folhas grandes. frigidez. com o lobo médio maior. banho. anti-sudorífico. a Escola de Salerno. saúde. não sendo o seu uso aconselhado aos temperamentos sanguíneos e hipertensos. espessas. colerético. salva-das-farmácias. Crê-se que cura os ataques de melancolia e acalma as crises de asma. sendo o inferior trilobado. depressão. + V O Ver: asma. tabagismo. saponósido O Propriedades: antiespasmódico. caule ramoso e tomenlo@o-pubescente. pecioladas. Identificação: de O. alusão às propriedades curativas da planta. U. chá-da-frança Labiadas Segundo Saint-Simon.

262 .

crenuladas. colinas áridas. tetraquénio castanho. com grandes brácteas cor-de-rosa-violáceas. exalando um perfume a almíscar. Cheiro a aimíscar. ovadas. podendo ser utilizada para extrair corpos estranhos dos olhos: colocada sob a pálpebra. Actualmente. colina. sendo o inferior trilobado. E. . anti-sudorífico. lábio superior fauciforme. Em 795. A semente da salva--esclareia. Identificação: de O.30 a 1. O Componentes: óleo essencial. cordiformes. cujas flores com corola de lábios cor-de-rosa-pálido são dotadas de brácteas cordiformes. vómito. em Trás-os-Monies. ramoso. bilabiada. sementes brilhantes. incha. saponósido. olhos. folhas pecioladas. atrai o pó e provoca lágrimas.Salva-esclareia Salvia selarea L. não apresentando a sua utilização qualquer perigo. emenagogo.20 m de altura. sumidades floridas e sementes. tal como a do aljôfar. cálice espinhoso. em lugares secos. tanino. formando uma panícula densa e viscosa. glandulosa. vilosas. L. quadrangular. acinzentadas. Labiadas A salva-esclareia é uma magnífica planta vivaz. caule robusto. Partes utilizadas: folhas (antes da floração). mucilagem O Propriedades: antiespasmódico. fazia parte das plantas cuja cultura era aconselhada no Capitular de Villis. viloso. menstruação. tosse convulsa. Vivaz. é cultivada à escala industrial para extracção da sua essência. toiça vivaz e raiz aprumada. com o nome de Sclareiam. com grandes folhas ovadas. rede saliente de nervuras. grandes. na base dos muros e ao longo dos caminhos. Toda a planta é viscosa e odorífera. é rica em mucilagem. arrastando assim o corpo estranho. estimulante. sendo cultivada desde a Antiguidade. 2 estames. detersivo. Em fitoterapia. brilhante. Encontra-se nas colinas áridas. U. Crê-se que a sua essência é menos tóxica. + Ver: convalescença. a salva-esclareia é essencialmente emenagoga e estimulante e um óptimo remédio para o cansaço. Pode substituir a salva em todas as suas utilizações. em espigas de verticilastros. heterósido. cordiformes. corola comprida. U. úlcera cutânea. edema. bilabiado. porém em doses um pouco mais elevadas. até 1000 m. rugosas. celheadas. alta e vigorosa. época em que a sua fama era idêntica à da Salvia officinalis L. flores brancas maculadas de cor-de-rosa ou azul (Maio-Setembro). Habitat: Europa Meridional. sabor ardente e acre.

E. castanho na parte exterior. calículo com 5 divisões. Os frutos. cravoila Rosáceas No Verão. pequenas esferas cobertas de pêlos. rizoma curto. heterósido. vitamina C O Propriedades: acIstringente. folhas radicais. sudorífico. Actualmente. o Antigo. segundo uma lenda. U. Vivaz. O Componentes. formam. encimados pelo seu estilete recurvado. aquénio viloso. sendo o terminal maior e serrado. estômago. sabor amargo e acistringente. cefaleia. penatissectas. 5 pétalas separadas. Habitat: Europa. Partes utilizadas: folhas (na floração). ramoso. resina. + Ver: astenia. solos húmidos. rugoso. digestão. especialmente nas regiões montanhosas. Identificação: de O. numerosos estames e carpelos. a sanamunda manteve-se muito popular nos meios rurais. enfeitiçar o seu possuidor. bem estudada do ponto de vista químico. pubescente. vulnerário. É uma pequena planta rústica. No século Xil Santa Hildegarda chamou-lhe Benedicta. por vezes. solitária. Muitos séculos atrás. de porte erecto. acreditava-se que a presença de uma raiz de Geum em casa afastava o demónio e os animais peçonhentos. Quase abandonada pelos médicos a partir do século XVI. ferida. até 1300 m. tónico. encimado por um comprido estilete recurvado. 264 . Erva-benta. Supõe-se que as virtudes da planta foram pela primeira vez mencionadas na História Natural de Plínio. tanino. ligeiramente túrgida. Cheiro aromático a cravinho. reconquistou a simpatia dos fitoterapeutas. depressão.20 a O.Sete m bro). com folhas finas e tripartidas e discretas flores amarelas. Norte e Centro de Portugal. caule erecto. conjuntivite.Sanamunda Geum urbanum L. com 5 a 7 folíolos desiguais. febrífugo. sombrios. U. flor amarela (Maio. rizoma (antes da floração). a planta possa. diarréia. 5 sépalas pendentes após a fioração. princípio amargo. O Não utilizar recipientes de ferro e não ultrapassar as doses prescritas. se bem que. é fácil reconhecer a sanamunda entre as outras plantas vivazes nas bermas dos caminhos e nas orlas dos bosques. L. na extremidade dos caules. roxo quase castanho no corte. estomáquico. cariofilada.60 m de altura.

saponósido. Mais tarde. estomáquico. o qual pode ser aromatizado adicionando-lhe anis-verde. contendo 1 semente. Permanece florida durante todo o Verão. Numa urgencia. os pântanos e as turfeiras.30 a 1. hemostático. a conservação é impossível. cálice viloso no vértice. ramificado. suco fresco. U. toiça subterrânea. folhas de 30 a 40 cm. hemorragia.50 m. ovóides. semelhante ao do pepino.Sanguissorba-oficinal Sanguisorba officinalis L. queimadura. dentados. flavonas * Propriedades: acistringente. também tem efeito benéfico nos casos de diarreia e leucorreia. Cheiro suave. imparipinuladas. leucorreia. até 1800 m. digestivo. U. 265 . flores vermelho-sanguíneo (J ulho. ferida. no Outono). produto que poderá provocar esse efeito. prados húmidos (argila. agrupadas em espigas capitadas. castanha e rastejante. glabras. quadrangular. Identificação: de O. A medicina dos sinais interpretava a rutilância das suas corolas como um sinal da sua acção sobre os derramamentos de sangue. menopausa. A planta é eficaz em todos os tipos de hemorragias: dos aparelhos digestivo e respiratório. bissexuadas. hemorroidas. O seu sabor. Vivaz. comprimidas numa densa inflorescência. oco. ligeiramente folhoso. Rosáceas A sanguissorba é uma rosácea vivaz que prefere os prados húmidos. L. sabor salgado e amargo. descascada. fruto liso. a análise química da planta revelou a presença de tanino. por vezes 2 m. castanho. Partes utilizadas: toda a planta e raiz (antes da floração. minúsculas. mentas ou angélica. turfa). dos órgãos genitais e dos rins. pode ser aplicada numa queimadura recente para aliviar o ardor e facilitar a cura. E. de altura. com 5 a 15 folíolos ovais. A sanguissorba serve de base a um exce~ lente chá digestivo. extremamente suave. * Componentes: tanino. difundindo o aroma suave das suas flores hermafroditas cor de púrpura-escura. glabro. verdeclaros na página superior e mais claros na inferior. a raiz fresca. + Ver: diarréia. Habitat: Europa.Setembro). caule erecto. torna mais gostoso o tempero das saladas.

I. brilhantes.. deste modo. 1 ou 2. e invocando o mártir que foi colocado numa grelha de ferro em brasa pelo prefeito de Roma no século til. Não deve. Sanícula-vulgar Umbelíferas Denominada erva-de-são-lourenço em França devido às suas virtudes cicatrizantes. Cresce nos bosques sombrios e frescos. + Ver: anginas. apresenta na base folhas largas e palmadas dispostas em roseta. a sanícula foi muito apreciada pela Escola Médica de Salerno. curar. diaquénio globoso coberto de acúleos gancheados. frágil e simples. Fervidas em leite e adoçadas com mel. glabro. palmatipartidas. U. que. no entanto. facilitam a sua reabsorção. sésseis no centro. E. rizoma castanho com raizes nodosas e fibrosas. podendo ser colhidas em qualquer estação. é por vezes substituída pela agrimónia ou a sempre-noiva. com 3 ou 5 raios muito desiguais. sabor amargo e acistringente. hermafroditas. diarreia. cicatrizante. contusão. ser menosprezada. até 1500 m.20 a O. caule erecto. sob as árvores frondosas. leucorreia. Se bem que o seu nome derive da palavra latina sanare. Habitat: Europa. as do vértice do caule são pequenas e sésseis. espontânea em Trás-os-Montes. detersivo. estas mesmas folhas constituem um excelente gargarejo (que não deve ser engolido) para tratar as anginas.Sanícula Sanicula europaea L. quase todas basilares. Partes utilizadas: raiz (Outono). ferida. folhas verde-escuras. verde. Esmagadas cruas e aplicadas sobre contusões e hematomas. e a sua eficácia seja indubitável. possuindo as da margem estames.50 m de altura. Cheiro intenso. sendo as caulinares O. Minho e Beiras. flores branco-rosadas (Maio-Julho). U. com pecíolo comprido. O caule. tanino. Vivaz. 5 pétalas curvadas para o centro. cicatrizam sem supuração. A sua infusão serve para lavar as feridas. em capítulos reunidos em umbelas irregulares. florestas de árvores frondosas. Permanecem verdes durante todo o ano. óleo essencial. . pequenas. toda a planta (Maio-Julho) e suco. sésseis. nomeadamente as faias. Identificação: de O. O Componentes: saponósidos. vulnerário. quase sésseis. princípio amargo O Propriedades: acistringente.

Identificação: de O. No Outono.SantÓnico Artemisia inaritima L. o santónico é mais bem tolerado. agrupadas em capítulos apenas num dos lados dos seus ramos inclinados. possui virtudes idênticas. caules herbáceos. pelo que o santónico foi conhecido por semencina (do italiano semenzina. tomentosas. semencina. É uma planta extremamente aromática. U. supôs-se durante muito tempo que eram sementes. esbranquiçados. pouco densos. sementes-de-alexandria Bras. nos solos salgados e nos pântanos. vulnerário. Ver: ferida. em capítulos de 3 a 5 flores. exibe as suas flores amareloacastanhadas. sabor amargo e canforáceo. com folhas simples. Uma outra espécie. Partes utilizadas: sumidades floridas secas. parasitose. importada da Ásia. vilosos. Artemisia cina Berg. pequenas. flores amarelo-acastanhadas (Setembro. floríferos. folhas curtas. Na Europa. reunidos numa panícula de numerosos cachos arqueado-pendentes. U. excepto no litoral mediterrânico. formando cachos pouco densos.. Os capítulos devem ser colhidos antes de as flores desabrocharem: devido às suas pequenas dimensões. Barbotina. recortadas em lacínias estreitas. Cheiro aromático e intenso.Outubro). quando utilizadas para o mesmo efeito. E. I.: artemísia-marítima Totalmente coberto por uma penugem branca. para evitar riscos de toxícidade. aveludados. o santónico é. inclinados. Habitat: costas européias.60 m de altura. Em uso externo a planta é absolutamente inofensiva. O Componentes: santonina. G Não ultrapassar as doses indicadas. 267 . Entra como componente de uma cataplasma que se aplica sobre o abdômen de crianças portadoras de parasitas intestinais. prostrado-ascendentes e ramosos. porém. raiz delgada e lenhosa. esbranquiçadas nas duas páginas. No entanto. não deve ser administrado a crianças. unilaterais. É uma planta bastante activa e um vermífugo muito utilizado nas regiões litorais para as ascárides e os oxiúros. Não deve ser administrado a crianças. sendo as inferiores e as médias pecioladas e as superiores sésseis. ovójdes. sérnen-contra. uma planta das costas marítimas. Estas propriedades são devidas à santonina que contém. Vivaz. essência O Propriedades: vermífugo.30 a O. tal como o nome da espécie indica. colina.. diminutivo de semente). encontra-se nos litorais da Mancha e do Atlântico. sais minerais.

3 sépalas abertas. escroto-canino Orquidáceas As Orquidáceas constituem a mais numerosa família de todo o reino vegetal. O satirião-macho é uma planta refrescante com a qual os Orientais preparam uma bebida muito agradável. O Planta rara que se desenvolve lentamente e não resiste às devastações. secar sobre panos ao sol ou no forno. prótidos. Partes utilizadas: tubérculo (após a floração). tubérculos em grupos de 2. o labelo. o salepo e a excelente geleia de salepo não são mais nutritivos que a fécula de batata. Se bem que seja difícil distingui-Ias entre si. ficando reduzidas às bainhas. um dos quais termina em esporão. satírio-macho. em forma de avental com três lobos. é extremamente fácil identificar uma devido às suas flores irregulares. ovóides e acastanhados. Cheiro agradável. das quais duas laterais e uma maior. coradas. em espiga cilíndrica. prados. disseminado em Portugal. com escapo floral. Habitat: Europa. as folhas da base apresentam frequentemente manchas castanho-avermelhadas. Dos tubérculos das diversas espécies extrai-se desde épocas remotas uma farinha alimentar. lípidos. Na realidade. testículo. aiongadas. sabor amargo. Identificação: de O. simetricamente dispostas segundo um plano vertical: três sépalas coradas e três pétalas.25 m de altura. muito famosa outrora.15 a O. pastagens. tabelo pontuado oe cor púrpura. a elas pertencem várias espécies espontâneas de Orchis muito disseminadas. e as do caule não se desenvolvem. amido. todas as folhas da base erectas. nervação paralela. pata-de-lobo. levemente chanfrado. especialmente no Oriente. inteiro e erecto. frequentemente manchadas de castanho-avermelhado. bosques. deu origem ao nome de Orchis. sahlap em língua árabe. esporão comprido. não sendo bifurcado nem palmado. sendo mais frequentes em terras altas. caule espesso e suculento. retirar a pele. flores cor de púrpura ou violáceas (Maio-Junho). escaldar. pólen aglutinado em duas massas chamadas polinídias. sais minerais. cumarina O . salepo-maior.Satirião-macho Orchis mascula L. O Componentes: mucilagem. escolher bem para apenas conservar os tubérculos intumescidos. Vivaz. O satirião-macho possui um duplo tubérculo globoso subterrâneo que. até 2000 m. brácteas violáceas. o salepo. Salepeira-maior.

U. impotência. refrescante. 1. Ver: convalescença..fadiga.Propriedades: antidiarreico. emoliente. 268 .

U. sabor amargo e ardente. 10 a O. mais pequena e delicada. até 1500 m. meteorismo. enzima O Propriedades: antiespasmódico. impotência. Satureia hortensis L. Bras. Subarbusto. hidrocarbonetos. pelo seu valor antibiótico.Satureja-das-montanhas Satureia montana L.40 m de altura. De há muito consideradas estimulantes psíquicos e físicos e até afrodisíacos. estomáquico. brancas ou lilases (JulhoSetembro). Cheiro aromático. espasmo. terminal. Existe uma outra espécie. contêm substâncias bastante activas. expectorantes e tónicas.das -montanhas é um óptimo condimento devido às suas propriedades carminativas. diarreia.. cálice tulbuloso com 5 dentes quase iguais.montanhas em ramos e moê-la sobre os alimentos na altura da preparação. Habitat: Europa Meridional. U. permitem aos aparelhos digestivos mais delicados tolerar as carnes de caça retardadas. a segurelha. corola saliente bilabiada. astenia. estimulante. caule ascendente ou erecto. Para obter melhores resultados. sendo o lábio superior erecto. contribuíram para que alguns etimologistas associassem o nome genérico Satureia com a palavra *sátiro+. Com efeito. secagem em ramos sobre uma fonte de calor. glabras. ligeiramente baça. também presentes no tomilho. planta herbácea. flores cor-de-rosa. banho.: segurelha É uma planta soalheira que perfuma as colinas áridas de toda a região mediterrânica. ferida. brilhantes. expectorante. 4 estames. O Componentes: essência (carvacrol e cimeno). 269 . estômago. picadas. anti-séptico. Partes utilizadas: sumidades floridas (Verão). celheadas. carminativo. Identificação: de O. o inferior trilobado e o médio maior. encostas calcarias e áridas. no eucalipto e no serpão. estreitas. insectos. tetraquénio preto. unilateral. é necessário conservar a saturej adas. Estas duas plantas aromáticas têm propriedades semelhantes. evadida das hortas e que apenas vive um ou dois anos. em espiga folhosa. E. que tornam os legumes que contêm féculas mais digeríveis. L. com ramos rígidos. que lhes conferem propriedades anti-septicas. pontiagudas. A s aturej a. bronquite. nitrofenol. folhas coriáceas. frigidez. + Ver: anginas.

pedunculadas. oxalato de cálcio O Propriedades: hemolítico. em tubo de 6 lobos formado por 3 sépalas petalóides e 3 pétalas soldadas. Dioscórides afirmava que o selo-de-salornão activava a cicatrização das feridas e fazia desaparecer os sinais do rosto. deixa uma marca como a de um sinete. mucilagem. depois de cozido e esmagado. Identificação: de O. As partes aéreas são também de tal modo características que. panaricio. azul-escuros. depois de se ter visto uma vez esta planta rígida à sombra de uma mata. hipoglicemiante. resolutivo. o rizoma serve de base a uma água de beleza indicada para peles sem brilho. tolhoso. nodoso e fibroso. em locais sombrios. contusão. pendente. como os frutos vermelhos do lírio-dos-vales. ovais. pois atenua as dores. dispostas em 2 filas opostas. anguloso. U. erecto. tendo já provocado.50 m de altura. baga azul-escura. V Ver: abcesso. erectas. 6 estames glabros. sabor amargo. esta cicatriz confere ao caule subterrâneo da planta um aspecto muito peculiar. solos frescos. O Componentes: saponósido. subsésseis ou amplexicaules. caule glabro. inodoro (rizoma). redonda. pendentes. sarda. Partes utilizadas: rizoma (Outono). ao desaparecer antes do Inverno. Em Junho. E. até 2000 m. O Não utilizar as bagas. Habitat: Europa. nas regiões montanhosas de Trás-os-Montes e Alto Alentejo. contendo de 3 a 6 sementes.20 a O. tem um efeito benéfico quando colocado sobre contusões e inchaços. Este rizoma. com nervuras longitudinais convergentes. horizontal. Na cosmética moderna. Estas tentadoras bagas são perigosas para as crianças. do tamanho de ervilhas.Selo-de-salomão Polvgonatum offi< inale Desf. envenenamentos fatais. flores brancas orladas de verde (Abril-Junho). Lifiáceas O vigoroso rizoma do selo-de-salornão dá origem todos os anos a um novo caule que. tanino. . surgem os frutos. arqueado. florestas. Vivaz. No século 1. não é possível deixar de reconhecê-la imediatamente. folhas alternas. Cheiro agradável (flores). reumatismo. 1 ou 2 sob o caule na axila de cada uma das folhas. rizoma carnudo. pele. acre e nauseabundo.

verdes. 5 sépaIas sem corola.Sempre-noiva Polygonum aviculare L. secagem em ramos num local coberto. a sempre-noiva é utilizada para o tratamento da diabetes. delgados. se mpre. laxativo.semprenoiva. O Componentes: tanino. persi cári a. sedativo. U. As aves alimentam-se com as suas pequenas sementes castanhas.50 m de altura. óleo essencial.Novembro). erva-da-muda. diabetes. frequente em quase todo o território português. Actualmente. Partes utilizadas: suco fresco. Habitat: Europa. ferida. leucorreia. Corriol a-bas tarda. raiz (Outono). 8 estames. erva. mucilagem.10 a O. gota. resina. pelo que os Latinos a denominaram Sanguinaria. era um remédio hemostático. pequenas. 3 estigmas. Para a medicina antiga. 271 . até 2300 m. sanguinha. é o maná do gado e a erva dos porcos. diurese. flores brancas ou cor-de-rosa (Junho-Novembro). quase sésseis. erva-das-galinhas Poligonáceas Como a persicáría-mordaz. diarreia. folhas alternas. ruas. toda a planta é útil.dos -pas sari nhos. nervadas na página inferior. propaga-se rapidamente. litíase. sem prejuízo. vulnerário.noiva. diurético. Muito apreciada pelos agricultores. a sempre-noiva pertence à família das Poligonáceas e caracteriza-se pelos seus caules muito nodosos. sésseis. epistaxe. E. centinódia. lanceoladas. L. Identificação: de O. Durante muito tempo utilizada para conter as hemoptises e tratar a tuberculose pulmonar. hemostático. um dos sintomas desta doença. a bistorta. + o Ver: celulite. pigmentos flavónicos O Propriedades: acistringente. U. sanguinária. trígono. pois faz diminuir a sede. numerosos caules prostrados. pequenas. toda a planta (Junho. com 1 seme te. aquénio castanho pequeno. em grupos de 1 a 4 na axila das folhas. ser pisada. Densa e resistente. a azeda e o labaçol. devendo ser colhida durante o período de floração. Sabor adstringente. ao longo do caule.dos modernos. terrenos baldios. erva-da-saúde. estriados. foi objecto de um escandaloso comércio à custa da credulidade dos doentes. Anual. com a base rodeada por uma bainha membranosa prateada e com nervura. silício. cobrindo vastas áreas e suportando. Para os apreciadores de simples.

Efectivamente.10 a O. *0 serpão+. + V Ver: artrite. flores cor-de-rosa-lilás (Junho-Outubro). Vivaz. obstipação. solos áridos. das quais as duas mais importantes. astenia. reumatismo. tanino. actualmente. cabelo. Partes utilizadas: sumidades floridas (JulhoAgosto). cálice ligeiramente pubescente com 2 lábios. estômago. E. serpol. que foi traduzido para o latim por serpy11um. hemostático. pois o serpão é uma planta polimorfa. caule prostrado. meteorismo. convalescença. Identificação: de O. No seu Terceiro Livro. poiimorfo. L. frase que deu origem ao nome da planta. Supõe-se que o mais indicado para este fim é o serpão com cheiro a tomilho. juntamente com o tomilho. 3 dentes em cima e 2 em baixo. contendo timol e carvacrol. do orégão ou do limão. O Componentes: óleo essencial. bosques. no género Thymus. rastejar. abrange apenas algumas espécies. bronquite. Assim. celheadas na base. inteiras. Habitat: Europa. *rasteja pelo solo+. assemelhando-se ao da erva-cidreira. seio. tónico. U. planas ou com bordos ligeiramente enrolados. tosse. resina. Cheiro e sabor agradáveis e aromáticos. folhas pequenas. pois os seus caules são longos. corola bilabiada. fadiga. o tomilho e o serpão. escreve. pubescente. que também se interessava pelos nomes das plantas. espontâneo no Norte e Centro de Portugal. U. oblongas. Esta planta é fácil de distinguir. Não obstante. O serpão foi desde sempre utilizado pela medicina sem qualquer receio. os especialistas têm enormes dificuldades. Na Antiguidade. palavra já usada por Virgílio nas suas Éclogas. (sensu lato) Serpilho. expectorante. tetraquénio castanho. saponósido O Propriedades: antiespasmódico. com raízes. o nome Thymus referia-se a diversas plantas aromáticas das quais também fazia parte a segurelha. a sua altura varia. derivava do grego herpein. em francês arcaico. até 2500 m.: tomilho Labiadas O serpão é uma pequena labiada aromática como o alecrim. diferente consoante as regiões e os climas. carminativo. epistaxe. ascendente na extremidade superior. sendo o lábio superior erecto e o inferior com 3 lóbulos e 4 estames. diurético. . os ó rgãos modificam-se. as flores mudam de cor e até o perfume se altera. pequenas. Rabelais.Serpão Thymus serpyllum L. a erva-cidreira e o hissopo que os botânicos classificaram. anti-séptico. erva-ursa Bras. banho. secagem em ramalhetes. serpil. se distinguem facilmente. asma. herper.50 m de altura. raiz delgada e lenhosa. faz referência ao serpão. em espigas. e as folhas igualmente glabras em ambas as faces. vermífugo.

272 .

até 2300 m. Sabor adocicado e levemente acistringente. Da infusão das folhas misturadas com as do framboeseiro obtém-se um chá delicioso. lupas e de todo o seu saber. E. comprimidas sobre um receptáculo (amora). O Filtrar as preparações mesmo para uso externo. aculeado. I. 5 sépalas frequentemente cinzento-esbranquiçadas. + o Ver: afta. leucorreia. de compridos caules arqueados providos de acúleos cruéis. Os frutos. fruto globoso. depurativo. Habitat: Europa. estão cobertos por uma pruína azulada. são inodoras. U. pecíolos e nervuras aculeados.Silva Rubusfruticosus L. Existem mais de 100 espécies diferentes e mais de 1000 variedades e híbridos. turiões. mas diferem de local para local. oxálico. 273 . Partes utilizadas: flores em botão. tanino. úlcera cutânea. frutos (Setembro). detersivo. diabetes. folhas (antes da floração). Independentemente de servirem para confeccionar doces e compotas. folhas estipuladas com 3. Todas as preparações de vem ser cuidadosamente filtradas para eliminar os espinhos.20 a 2 m de altura. O Componentes: ácidos salicílico. Todas estas formas intermédias têm a aparência de verdadeiras espécies. munidos de minúsculas pinças. flores brancas ou cor-de-rosa (Maio-Agosto). tónico. exuberantes. São plantas vivazes. peciolados. Subarbusto sarmentoso. pequenas. 5 pétalas enrugadas. negras e brilhantes. U. O seu cozimento constitui um adstringente muito enérgico. matas.: nhambuí Rosáceas Somente os especialistas. sebes. pretoazuladas. serrados. pode ser utilizado como loção para o rosto ou em gargarejos para as doenças da boca. composto de drupéolas carnudas. anginas. os frutos da Rubus caesius L. diarréia. rouquidão. presente em quase todo o território português. numerosos estames e carpelos. antidiabético. em cachos alongados ou piramidais. as deliciosas amoras aromáticas e refrescantes.. glúcidos O Propriedades: acistringente. (sensu lato) Sarça Bras. rebentos (turiões) erectos. cítrico e málico. As flores. podem reconhecer as subtilezas botânicas que diferenciam as diversas silvas. são apreciados pelo homem desde a Pré-História. por vezes esbranquiçados na página inferior. vigorosas. as amoras são a base de um xarope utilizado como adstringente. gengivas. Identificação: de O. 5 ou 7 folíolos. diuré tico. brancas ou levemente rosadas.

bem como os frutos. fruto (Agosto. remédio muito vulgar desde a Antiguidade. Vivaz. adstringentes e tónicas. podem ser utilizados em compotas ou em tisanas. roseira-de-cão. silvão Bras.Outubro). Cheiro suave. aquénio peludo com pericarpo duro. solitárias ou em corimbo. provitamina A. Libertos dos pêlos internos. 5 pétalas. parasitose. As galhas. e as galhas. a base de um tratamento para o cansaço e o escorbuto. C. sépalas triangulares com estipulas compridas. secagem rápida depois de ter aberto o fruto e retirado os pêlos. sabor ligeiramente ácido. U. E. queimadura. Planta vivaz que pode atingir alguns metros de altura. tónico. os cultivadores de roseiras utilizaram-na como cavalo no enxerto para numerosas variedades de roseiras cultivadas. excrescência que se desenvolve nos ramos apó s a picada de um insecto. hemorragia. rosa-bandalha Rosáceas A silva-macha aqui representada é uma das muitas espécies espontâneas que crescem nos campos europeus. cicatrizante. flores cor-de-rosa-claro (JunhoJulho). devido ao seu elevado teor em tanino. pela sua riqueza em vitamina C. folhas pinuladas com 5 a 7 folíolos serrados. ramos erectos e pendentes providos de acúleos. Partes utilizadas: botões florais. I. Os cinorrodos frescos são. antiescorbútico. E. litíase. . carnudo e liso. astenia. laxativo. ferida. K e PP. até 1600 m. Colhidos na Primavera e secos à sombra. longa conservação em local seco. As flores e as folhas da silva-macha. vermelho quando maduro. numerosos estames. os botões florais e as folhas são laxantes suaves. Identificação: de 1 a 5 m de altura. pectina O Propriedades: aestringente. folhas. O Componentes: vitaminas B. forma nas orlas dos bosques barreiras impenetráveis. estipulas alongadas. frequente em Portugal nos bosques e margens dos campos. galhas. encerrado num falso fruto ovóide. tanino.: roseira. ovais. podem tamb >em aplicar-se nas feridas como agentes cicatrizantes. caule esverdeado.. grandes (de 2 a 8 cm). + o Ver: angústia. U. diurético.Silva-macha Rosa canina L. cura de Primavera. são utilizados em medicina. Habitat: Europa. denominados cinorrodos. Rosa-canina. Os jardineiros constroem com ela sebes decorativas para embelezar e perfumar os jardins. glabros. diarreia. fadiga. são.

quer para uso externo. tanchagem-terrestre. c) Plantago media L. cicatrizante. solos áridos. Conhece-se há muito o efeito repousante de um colírio preparado com folhas de tanchagem para os olhos cansados. As folhas de tanchagem podem ser colhidas durante 10 meses por ano e utilizadas frescas em saladas ou sopas. corola branca. calracho. erva-de-ovelha. resolutivo. a tanchagem-maior e a menor são frequentes em Portugal.10 a O.60 m de altura. constipação. corola acinzentada e avermelhada. sementes maduras em tempo seco. olhos. a) Tanchagem. dentes. corrijó. O Componentes: mucilagem. nos meios rurais. b) Plantago lanceolata L. tanino. diarreia. I. O Não esquecer que o pólen das tanchagens é um dos mais propagados agentes da polinose. ferida. flebite. picadas. folhas (Primavera. bermas dos caminhos. a) Folhas espessas. 276 . até 2000 m.Tanchagens a) Plantago major L. sais minerais. semelhança difícil de encontrar. ovais com pecíolos compridos e em roseta. U. As sementes. Plantago. Inodoras. flores em espiga (Abril-Novembro). quer para uso interno. carrajó. na floração). Habitat: Europa. obstipação. diurético. e secas para fins medicinais. Três espécies vivazes: as hastes florais ultrapassam as folhas. alude à forma de um pé. mordedura. embora a eficácia deste tratamento não esteja comprovada. E. tanchage b) Tanchagemmenor. epistaxe. Os Antigos já as consideravam importantes e activas. emoliente. pecíolos delgados. enxofre O Propriedades: adstringente. raizes (todo o ano). Partes utilizadas: suco fresco. depurativo. c) folhas ovais com pecíolos curtos e em roseta. expectorante.: a) transagem Plantagináceas O nome do género desta planta. bronquite. glúcidos. Identificação: de O. U. é hábito encher o canal auditivo com raiz de tanchagem ralada para acalmar as dores de dentes. + V IN Ver: acne. corola esbranquiçada. As três espécies aqui representadas fazem parte do grupo das tanchagens comuns e possuem propriedades idênticas. são apreciadas pelas aves domésticas. que devem ser colhidas muito maduras e em tempo seco. tanchagem-das-boticas c) Tanchagem-média Bras. b) folhas lanceoladas. chantage. conjuntivite. toda a planta.maior. acaules..

aos citadinos. a qualidade e a quantidade estão equiparadas: cresce em toda a parte. O Componentes: clorofila. formando um grande capítulo num comprido pedúnculo radical. fornecendo-lhes saladas. frequente no País. doutorado em Medicina em Paris. grossa raiz aprumada.tilo \\ Para Bock. recreando-as. ovóide.-'Ikl do século XVI. quartilho Bras. folhas em roseta basilar densa.50 m de altura.Novembro). frango. 1.. tanino. Único no seu género. Partes utilizadas: raiz.:ina de-preza-o. alcalóide. Oferece-se indistintamente às abelhas. rizoma espesso.. oco.@o ou médico cita esta planta aiiic. às crianças. aquértio cinzento-azu lado. compridas. com frutos brancos. No taráxaco. vivaz. durante quase todo o ano. até 2000 m. vermelhos ou cinzentos. fechando-se durante a noite e abrindo-se ao alvorecer. glúcidos. liso. com folhas ovais muito pouco desenvolvidas. secá-la ao ar ou ao calor de um forno. . Porém. folhas (Primavera). mas o taráxaco @oniinua a curar oficiosamente os doentes.-ido tia Antiguidade. um pouco espinhoso na extremidade superior. tio . coroa-de-monge. propriedades que todas as terapêuticas em que era utilizado passaram a chamarse taraxacoterapias . Vivaz.@éulico . (sensu lato) Dente-de-leão.ilciii. é provável que zilLLiii.-ini. foi bruscamente universal foi o reconhe.l. neidium hoiani.05 a O.. suco (Outono). Habitat: Europa.nio kl. cumulando-as de néctar.: alface-de-coco Se o taráxaco tivesse sido coi)lie. diversamente roncinadas (com os segmentos laterais virados para a base). Embora existam muitíssimas espécies de taráxacos. Identificação: de O. castanho-escura e esbranquiçada no corte. em 1546. e aos apreciadores de plantas singelas. flores de um amarelo intenso (Março.ék. óleo essencial.. farma. A partir de então. ie o mencionassem. liguladas. é um diur@iiço..11U1. glabras. o taráxaco constitui um @u1ncrario. cortar a raiz em rodelas ou longitudinalmente. de grande porte ou anãs. capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas. A medi. este prestígio não diminuiu. inulina. Para Tabernaemontanus. pois o taráxaco permanece um dos simples mais úteis e mais populares. látex branco. é impossível confundi-lo com qualquer outra planta. \ti inicio do culo xx.Taráxaco *//* para refazer Turaxacum officinale Web. fresco.

litíase. UA. ureia. aperitivo. obesidade. varizes.sais minerais. vitaminas B e C O Propriedades: antiescorbútico. U. provitamina A. obstipação. tez. gota. astenia. fígado. cura de Primavera. sarda. verruga. 277 . estomáquico.E. laxativo. diurético. colesterol. hemorróidas. celulite. + V O Ver: arteriosclerose. depurativo. colerético. tónico.. reumatismo. pele.icterícia. paludismo.

folhas e suco (todo o ano). caule erecto.. pequenas. invólucro com brácteas formando 2 séries. penacho. As duas plantas são principalmente emenagogas e aliviam as dores da menstruação. + Ver: anginas. Quando os textos antigos falam das aplicações medicinais da tasneirinha. que floresce aproximadamente a 25 de Julho. hemorroidas. que se pode traduzir por velho primaveril. Como a mercurial e a bolsa-de-pastor. picadas. folhas espessas. aliá s.selvagem ou das giestas. lembrando a cabeça branca da tasneirinha.: senécio Compostas A tasneirinha prolifera em todos os locais habitados.60 m de altura. todo o País. vulnerário. sendo as inferiores atenuadas em curtos pecíolos e as superiores sésseis e amplexicaules. Partes utilizadas: planta inteira florida antes do desabrochar dos capítulos. raiz aprumada. à semelhança do morangueiro. em capítulos cilíndricos. recortadas em lóbulos desiguais e irregulares. confundem frequentemente com a pequena tasneirinha uma espécie vivaz de caule alto e anguloso. Senecio jacobaea L. para os jardineiros. emenagogo. e gêreion. O Componentes: sais minerais. Habitat: Europa. desgrenhada. Anual. tosse. dia da festa deste santo apóstolo. como o crânio de um velho aureolado por cabelos frágeis e ralos. até 2000 m Identificação: de O. diarreia. especialmente nas hortas. . a tasneirinha pode ser perigosa. gêraion significava velho. folhoso em quase toda a sua extensão e ramoso. o seu nome latino deriva de senex. Dioscórides chamava a esta planta erigeron. dentadas. conhecida em França por erva-de-sant'iago. como a papoila. reunidos em corimbos densos. vermífugo. lactação. aquénio costado. ou tasneira. E. Cardo-morto Bras. resina.Tasneirinha Senecio vulgaris L. velho. U. Ingerida em doses elevadas.04 a O. L. menstruação. alcalóides O Propriedades: adstringente. mucilagem. aparece nas searas ou procura ainda as clareiras das florestas. O conjunto dos frutos da tasneirinha forma uma cabeça branca. emoliente. manchadas de preto na extremidade. U. nervosismo. a tasneirinha é uma planta adventícia que cresce e se propaga em solos recentemente arados. encimado por um papilho peludo plurisseriado. é uma erva daninha fácil de eliminar que floresce em qualquer estação do ano e se propaga velozmente. flores amarelas (todo o ano). regularizando simultaneamente os períodos. expectorante. tubulosas. sendo as superiores compridas e as inferiores curtas. mal da montanha. tanino. Na Grécia antiga. circulação. a tasna.

É uma das plantas mais solicitadas nas lojas de ervanário. cefaleia. sedativo. manganésio e Propriedades: antiespasmódico. hipnótico. em grupos de 5 a 10 num peclúnculo comum soldado a meio de 1 bráctea. a tília é uma imponente árvore venerada no centro das povoações e frequentemente plantada em renques nas álcas dos parques e jardins públicos. indigestão.Tília Tilia cordata MiII. Cheiro agradável. é uma árvore histórica e lendária. gemas glabras. Tifiáceas Árvore sagrada das antigas civilizações germânicas. olhos. serradas. sono. sudorífico. convulsão. As flores da Tilia platyphy11os Scop. com 4 ou 5 costas pouco salientes. Partes utilizadas: inflorescências jovens com brácteas (Junho-Julho). como o carvalho. 5 sépalas. É necessário trepar à árvore para colher as suas flores aromáticas. colerético. cordiformes. Até à 11 Guerra Mundial. emoliente. glabras na página inferior e glaucas. L. estômago. pecioladas.. pigmentos flavónicos. inteiras. no momento do banho. desempenha o mesmo papel nefasto da mãe de Aquiles ao pousar a mão sobre o calcanhar de seu filho. a tília de folhas grandes. a cidade de Berlim orgulhou-se da sua Unter den Linden (Sob as Tílias). uma magnífica alameda de cerca de 1 km de extensão fianqueada por filas destas árvores seculares. fruto globoso. mucilagem. Para Siegfried. albuminúria. nervosismo. angústia. efémeras. Árvore. Siegfried. no local onde. casca. folhas alternas. fígado. O Componentes: óleo essencial. 5 pétalas e numerosos estames. + V Ver: acne rosácea. a tília. seiva e lenho. nervos. pele. lumbago. herói dos Nibelungos. tanino. e seguidamente deixã -las secar à sombra. casca lisa e gretada a partir dos 20 anos. tornado invulnerável por um banho de sangue. conservação ao abrigo do ar e da luz. com 2 escamas. flores branco-baças (Junho-Julho). Habitat: Europa. tronco erecto. 279 . Como o ulmeiro-campestre. cultivada em Portugal como árvore de sombra e ornamental. sarda. U. gota. Identificação: de 15 a 40 m de altura. U. sabor mucilaginoso. têm utilizações idênticas. E. ruga. até 1800 m. banho. palpitações. se fixara uma pequena folha de tília. morreu de uma ferida entre as omoplatas. reumatismo. efectivamente. dotada de uma longevidade pouco vulgar.

dentes. o tomilho contém substâncias bastante activas. além do loureiro. álcoois. em espiga na axila das folhas maiores. + O Ver: anemia. lumbago. O Componentes: óleo essencial. Subarbusto. tosse convulsa. nas colinas áridas onde as suas moitas lenhosas e baixas com folhas perenemente verdes exalam ao sol o seu aroma. cálice giboso com pêlos duros. picadas. tosse. do tradicional ramo de cheiros utilizado em culinária. Identificação: de O. . utilizam-se. menstruação. gripe. astenia. U. com acção mais eficaz. estomáquico. aperitivo. resina.Tomilho Thymus vulgaris L. encontra-se abundantemente em todo o Sul de França. o café e o chá podem ser agradavelmente substituídos por uma infusão de tomilho. tomilho-ordinário. subespontâneo em Portugal. ramos acinzentados. arçanha Bras. anti-séptico. Tem cheiro aromático e sabor amargo. E. desodorizante. arçã. tomentosas. o outro. mas em saber controlar as doses e a duração do tratamento. erectos e compactos. Habitat: Europa. O tomilho é originário da bacia mediterrânica ocidental. hidrocarbonetos. Portugal e Itália. revulsivo. tanino. cicatrizante. Com efeito. que podem ser colhidas a partir do mês de Abril e durante todo o Verão. diurético. A dificuldade no seu uso não reside em saber quais os casos em que deve ser utilizado. Espanha. ftiríase. Em fitoterapia. hálito. L. vermífugo. estômago. feridas. Faz parte. até 1500 m. com 3 dentes superiores largos e 2 ínferos agudos. caules tortuosos. apetite. emenagogo. Partes utilizadas: caule florido e folhas. de entre as quais se salientam dois fenóis: um deles. convalescença. pequenas. o carvacrol. tónico. esbranquiçadas na página inferior. o timol. saponósido O Propriedades: antiespasmódico. meteorismo. colinas áridas. lanceoladas. as sumidades floridas. tetraquénio castanho e glabro. folhas pequenas. cabelo. corola bilabiada e 4 estames. sarna. flores rosadas ou brancas (Maio-Outubro). anti-séptico. béquico. antiespasmó dico e vermífugo. faz parte da preparação de numerosos medicamentos comuns para usos interno e externo (é também um dos ingredientes utilizados pelos embalsamadores modernos). sinusite.10 a O. colerético. reumatismo. segurelha Labiadas O tomilho possui todas as propriedades terapêuticas do serpão.: poejo. sésseis. a relação das suas propriedades medicinais é extensa. banho. Tomilho-vulgar. carminativo. região mediterrânica. epidemia.30 m de altura. U. é um anti-séptico muito utilizado em perfumaria. hemolítico. lenhosos. parasitose.

solitárias. nodoso. hemorróidas. E. delgados. A origem dos nomes da planta indica a grande importância atribuída às suas propriedades medicinais. este qualificativo é atribuído às plantas cujas propriedades adstringentes tratam as cólicas. pois as suas flores têm quatro peças. as cólicas. longamente pedunculadas. Partes utilizadas: rizoma seco (Março-Abril). como o bismuto e o cobre. O rizoma é utilizável logo após a secagem. Potentilla deriva da palavra latinapotens.10 a O.Tormentila Potentilla erecta (L. Tormentilha. U. e com outras plantas medicinais. cólica. pequenas. sete-ern-rarna. serradas. Vivaz. os compostos alcalinos.40 m de altura. O seu elevado teor em tanino torna a tormentila incompatível com outras substâncias. sabor acistringente. cicatrizante. como o aloés-do-cabo. L. tormentiria. aquénio liso. numerosos carpelos. poderoso. em quase todo o País. Ignorada pelos Antigos. como as de dentes e. ramosos.) Raeusch. sendo portanto inútil guardar grandes quantidades. 4 sépalas maiores. 4 pétalas pequenas e chanfradas. a tormentila foi substituída pela ratânia. gengivas. epicálice com 4 divisões estreitas. a macela e a alga-perlada. ferida. o iodo. até 2200 m. diarreia. como o ferro. leucorreia. de fractura é branco. rara na região mediterrânica. tornando-se rapidamente vermelho. secar ao sol ou em estufa tépida. hemostático. rizoma espesso. acastanhado na parte exterior. tormentol.esverdeado. + Ver: afta. pecioladas. flores amarelas (Maio-Outubro). retirar as raizes e o caule. pigmento. O Componentes: tanino. Inodoro. planta exótica que faz parte de numerosas preparações oficinais. certos metais pesados. o cinco-em-rama e a argentina. evidentemente. U. curto. Identificação: de O. consolda-vermelha. Utilizada durante muito tempo como antidiarreico. amido O Propriedades: acistringente. trifoliadas. . a tormentila foi considerada no século XVI de grande utilidade para diversas dores violentas. O Não utilizar recipientes de ferro na conservaçao ou na preparaçao. tendo as caulinares pecíolo curto com 2 estipulas incisas. Tormentila deriva de tormen. enquanto as dos outros dois possuem cinco. solda Rosáceas Esta original Potentilla distingue-se dos seus parentes. folhas alternas. folhosos. Habitat: Europa. caules erectos ou patentes.

para as quais constituem um autêntico manjar. em corimbos. produz pequenos frutos em’ forma de pêra. folhas alternas. São pequenas árvores pouco densas cujas flores brancas cheiram a pirliteiro. sorveira-dos-passarinhos Bras. açúcar. diurético. semelhantes a pequenas maçãs ácidas. antiescorbútico. frutos cozidos ou secos. A sorveira. as flores são substituídas pelas bagas. os frutos são adstringentes e têm as mais diversãs utilizações. No decorrer do Verão. Cheiro suave. excepto na região mediterrânica. semelhantes às nêsperas. que são comestíveis. tanino O Propriedades: acIstringente. cítrico e tartárico. servindo para preparar compota ou geleia e para decocções quando secos. acre e azedo. com bordos assimétricos. globoso e liso. planta próxima da tramazeira.Tramazeira Sorbus aucuparia L. vitamina C. Identificação: de 2 a 8 m. Cornogodinho. Os pássaros ingerem os frutos e asseguram a disseminação da planta ao expulsarem as sementes não digeridas. sabor açucarado. grandes. Ver: diarréia. não comestíveis cruas. málico. Sorbus domestica L. escancerejo. pectina.: sorveira-brava Rosáceas Não é necessário ser um subtil observador da Natureza para notar a sombra trespassada pelo sol das tramazeíras ao longo das estradas rurais. casca cinzenta e lisa. Utilizam-se também na preparação de vinagre. por vezes 15 m. especialmente nas montanhas. serradas.. pomo alaranjado (Setembro). emenagogo. 5 pétalas. U. tosse. flores brancas (MaioJulho). até 2000 m. aguardentes ou licores. com 11 a 17 folíolos lanceolados. 3 estiletes. pequenas. Habitat: Europa. os passarinheiros cultivam frequentemente a tramazeira para utilizar os seus frutos como engodo nas armadilhas. O Componentes: ácidos parassárbico. 282 . Partes utilizadas: folhas secas. bosques das regiões montanhosas de Trás-os-Montes e Beiras interiores. pequeno. Aliás. cálice com 5 dentes erectos. laxativo. gemas vilosas. As propriedades medicinais de ambas as espécies são semelhantes-. de altura. 1. anti-hernorrágico. Árvore. pinuladas. excepto pelas aves.

heterósidos O Propriedades: colerético.. Actualmente. solitárias. rizoma comprido. locais frescos. frequente em todo o território português. aliás. matas. corola 4 vezes mais comprida. carnudo. caniçados. sebe. Desde tempos muito antigos. folhas grandes. flores brancas (Junho-Setembro). Bons-dias.) R. pequenas matas dos taludes. Identificação: de 1 a 5 m de altura. esta planta deu origem a diversas variedades muito decorativas. Um autor do século X1 descobriu nesta raiz um remédio contra as febres *pútridas e biliosas@>. tanino. anguloso. trepadeira-dos-tapurnes Planta volúvel com grandes flores brancas em forma de funil. sepiunt. caule trepador. Este facto explica. cordiformes. Vivaz. O Componentes: resina. enrolar-se. invade as pequenas matas. volúvel. conservam durante muito tempo as suas propriedades curativas. Estes órgãos vegetais. indica o seu habitat preferido. mas enrola-se em volta dos seus suportes. secagem à sombra. com flores coloridas. não tem gavinhas. 283 . jardins. sendo vulgar que se enlace também com uma congénere. sebes vivas. afunilada.sebes. trepadeira. contendo 3 a 4 sementes. cálice com 5 sépalas. 2 estigmas. aurículas arredondadas ou angulosas. Também os médicos á rabes da Idade Média utilizavam as suas raízes para tratar a icterícia. folhas (Junho-Setembro). mesmo depois de secos e reduzidos a pó. pois Convolvulus deriva do latim convolvere. I. cápsula semiglobosa. sais minerais. = Cal)Istegia sepium (L. N Ver: fígado. Se bem que pouco apreciada pelos jardineiros. grandes. laxativo.da s. a trepadeira é apreciada devido às propriedades laxativas das suas raízes e folhas. as sebes e até as vedações gradeadas de arame. axilares. dextrorso (que enrola da esquerda para a direita). branco. glabro. Partes utilizadas: raiz. excepto no extremo norte. pecíolos compridos. obstipação. LI. oculto por 2 brácteas opostas. o nome científico da planta. Habitat: Europa.TREPADEIRA Convolvulus sepiut?i L. os Alemães ainda utilizam uma infusão das suas folhas para tratar a leucorreia. com 5 pregas. Br. trepadeiradas-balsas. da mesma grossura do caule aéreo. até 1500 m.

inulina. até 1700 m. vulnerário. A maioria dos animais não aprecia as suas folhas amargas. frequente nas margens dos rios. Habitat: Europa. nas margens dos regatos. pois têm um cheiro e gosto muito desagradáveis. essência. tanino. solos húmidos. cipó~capa-de-horriem Compostas O eupatório dos Árabes não deve ser confundido com o eupatório dos Gregos. agrupados em corimbos densos. com bordos crenados. + V Ver: acrie rosácea. raiz (Primavera ou Outono). O trevo-cervino.: charrua. E. U. pubescente. vesícula biliar. Vivaz. como o nome da espécie indica.de-avi cena Bras. L. convalescença. estimulante. avermelhado. nos prados alagados. ferro. animal conhecido pela sua voracidade. princípio amargo O Propriedades: aperitivo. que até ao século xVII conservou o nome de uma planta actualmente conhecida por agrimónia.Trevo-cervino Eupatorium cannabinum L. Partes utilizadas: folhas (antes da floração). depurativo. as raízes frescas são difíceis de suportar. as pasta com apetite. Aclimata-se especialmente nos locais inundados. Quando frescas. só a cabra. a sua presença numa mata é um indicador de humidade. lugares húmidos.. que. pois. matas. as folhas têm uma acção cicatrizante. curtamente pecioladas. devem ser utilizadas o mais rapidamente possível após a colheita. ferida. da grossura de um dedo.60 a 1.Setembro). Identificação: de O. fígado. Agrimonia eupatoria L. Os fitoterapeutas apenas utilizam as folhas e as raízes do trevo-cervino. perdem as propriedades. quando secas. Cheiro repugnante (raiz). caule folhoso.50 m de altura. colagogo. flores vermelho-claras ou cor de púrpura (Ju lho. em minúsculos capítulos. U. oblíqua. toiça ramosa. com papilho. laxativo. aquénio preto com 5 ostas. sabor amargo. valas. colesterol. erecto. Eupatóri o. regulares. fibrosa. glanclulosas na página inferior. tem muitas semelhanças com o cânhamo. obstipação. No entanto. e supõe-se que os veados feridos as utilizam para tratar as chagas. lavar e cortar a raiz às rodelas. é de entre as cerca de 100 espécies de Eupatori um a única que cresce espontaneamente nas regiões europeias. . bosques no Norte e Centro de Portugal. Iii Componentes: resina. opostas. raiz branco-acinzentada. folhas com 3 a 5 folíolos.

não se desenvolve apenas nos meios húmidos. ostentando uma bráctea sob cada uma das flores. flor. valas. pois. necessitando ainda de águas estagnadas. aperitivo. no estado silvestre. O trevod'água só pode ser colhido introduzindo os pés na água. secagem rápida à sombra. emenagogo. meniantina. pecioladas. pântanos. anteras arroxeadas. rastejante. 285 . estomáquico. e anthos. enzimas O Propriedades: antiescorbútico. Afirma-se ainda que uma chávena de trevo-d'água ingerida diariamente pode prolongar o tempo de vida. colina. trevo. heterósidos flavónicos. menianto Bras. O Componentes: heterósido. cápsula com 2 valvas Sabor acre. As folhas estão providas de grandes bainhas e de um limbo trifoliado. O caule subterrâneo. U. frequentemente cultivado para ornamentar lagos e jardins. folhas grandes. por vezes completamente coberto por 2 ou 3 ru de água. cálice verde com 5 lóbulos. As suas virtudes para o tratamento da atonia digestiva e das febres foram progressivamente descobertas e confirmadas pela prática. vivaz.: trevo-aquático. espontânea no Alto Minho e na serra da Estreia. enjoo. este nome é uma alusão ao tempo da floraçâo. O seu nome deriva das palavras gregas mén. digestão. menstruação. fava-dos-pântanos.20 a O. trifoliadas. Aquática. turfeiras. das turfeiras ou dos prados alagados. trifólio-fibrino. em cacho erecto sobre um escapo que sai do caule prostrado. 5 pétalas cobertas por grandes cílios crespos. Fava-d'água. refere-se à acção da planta sobre a menstruação.. corola caduca. para outros.dos-ch arcos. asma. dividida em. como as dos charcos. enterrado no lodo. I. ou seja flor do mês. vitamina C. iodo. por isso. E. Habitat: Europa Ocidental. depurativo. Segundo algumas opiniões. E. febre. mês. + Ver: apetite. U. tónico. eupatário-de-avicena G encianáceas Quem já teve oportunidade de contemplar um trevo-d'água não poderá esquecê-lo ou confundi-lo com qualquer outra planta.40 m de altura. Partes utilizadas: folhas (Abril-Maio). caule grosso. pediceladas.Trevo-d’água Menyanthes triftjliata L. Identificação: de O. febrífugo. tem ramos florais extremamente elegantes e é desprovido de folhas. com folhas escamosas e resíduos fibrosos dos órgãos precedentes alongando-se por artículos. charcos. flores branco-rosadas (Abril-Junho).

Das folhas obtém-se um *tabaco+ delicioso que ajuda os fumadores no decorrer de uma cura de desintoxicação difícil. caules floridos. espessas. O Componentes: mucilagem. inulina. U. pé. Utilizada em cosmética. largas. Desenvolve-se em locais frescos. A tussilagem é vivaz e resistente. Vivaz. flores em botão. Habitat: Europa. Cheiro apimentado. verdes na página superior. bronquite. farfara Compostas Filitis ante patrem. à beira dos caminhos. brancas na inferior. especialmente potássio e também cálcio. em capítulos solitários. em Portugal. com bordos sinuosos. flores amarelo-douradas (FevereiroAbril). pele. pigmentos. unha-de-asno.08 a O. uma infusão das flores é benéfica para a tosse. ruga. nome medieval da tussilagem. faz desaparecer as rugas. É uma planta extremamente útil. que desabrocham no Inverno. a partir do mês de Fevereiro. pecioladas. muito numerosas. folhas em roseta. enxofre. resolutivo. tanino. poligonais. e as da periferia femininas. óleo essencial. ferro O Propriedades: depurativo. erectos. . até 2400 m. solos argilosos ou calcários. Éconveniente coar as infusões de tussilagem para eliminar os pêlos dos papilhos. sendo as do centro masculinas. que podem provocar irritações de garganta. As suas flores. raízes e suco. aquênio castanho. U. E. corados de vermelho. Identificação: de O. sais minerais. emoliente. dentados. Na verdade. cobertos de brácteas. rizoma carnudo. erva-de-são-quirino. permitem reconhecê-la facilmente. Unha-de-cavalo. tomentosos. em areias e argilas. asma. Partes utilizadas: folhas. do mesmo modo que a arnica cura os inchaços e a nêveda-dos-gatos trata as cólicas.TussilaGem Tussilagolárfiira L. significa o filho antes do pai. com papilho sedoso.30 m de altura. desde as orlas marítimas até ao cimo das montanhas. + V O Ver: abcesso. ferida. sabor amargo. nascem muito antes das folhas. Dá beleza à voz. que têm certas semelhanças com os do taráxaco. e efectivamente os seus capítulos amarelos. com compridas lígulas estreitas. sudorífico. L. sobretudo no Minho. tubulosas. entorse. expectorante.

tosse. 286 . voz.tabagismo. traqueíte.

arteriosclerose. A ulmeira deve ser utilizada fresca ou recentemente colhida e seca. descobriu-se na planta fresca a presença de compostos salicilados que lhe conferem uma acção benéfica nas dores das articulações. Erva-ulmeira. vitamina C O Propriedades: acistringente. Não obstante já ser conhecida pelos botânicos medievais. litíase. E. semente castanha. banho. I. As suas flores. diarreia. hipertensão.amareladas (Junho-Agosto). 5 sépalas. conferem ao vinho comum aroma e sabor muito apreciados. gota. salicilato de metilo. estipulas em forma de meia-coroa e serradas. Identificação: de 1 a 1. U. as suas propriedades medicinais só foram descobertas no Renascimento. pequenas. 5 pétalas obovadas. nos inícios do século XIX a planta é reabilitada por um pároco. 5 a 9 carpelos glabros. brancas na inferior. raizes fibrosas. celulite. edema. aldeíclo salicílico. U. ferida. O Componentes: tanino. cicatrizante. A secagem deve ser rápida e a sua conservaçao não deve ultrapassar um ano. Após uma época de celebridade. folhas grandes. rainha-dos-prados. + V o Ver: acne rosácea. obesidade. muito perfumadas. sudorífico. seguida do total esquecimento. O Nunca ferver a planta. Partes utilizadas: sumidades floridas (antes do desabrochar). a sua importância terapêutica não mais deixou de se confirmar.50 m de altura. desiguais. reumatismo. erva-dasabelhas Rosáceas A ulmeira é uma planta altiva e delicada que prefere os solos húmidos e frescos.. Devido às suas numerosas propriedades. Além disso. sais minerais. duro e sulcado. tónico. compostas por 5 a 17 folíolos. . verde-escuras na página superior.) Maxim. até 1800 m. heterósidos flavónicos. Cheiro e sabor agradáveis e aromáticos. antiespasmódico. flores b ran co.Ulmeira Filipendula ulinaria (L. sendo o terminal trilobado. é um vasodilatador. em cimeiras paniculadas. Vivaz. serrados. diurético. estames mais compridos. caule robusto. ureia. diurese. Após persistentes estudos. Habitat: Europa. folhas e raiz. rubéola. é ainda considerada um excelente remédio para a celulite e a obesidade. Desde então. um tónico do coração e activa a diurese. excepto na região mediterrânica.

e desses tempos longínquos ficou o hábito de as pessoas se reunirem à sua volta todas as tardes para comentarem os acontecimentos do dia. baças. quase sésseis. Habitat: Europa. + V o Ver: contusão. planícies. aqui representado. raminhos apertados. tónico. dartro. supunha-se que a raiz fazia crescer o cabelo. na axila de nervuras bifurcadas. com sulcos longitudinais. O Componentes: mucilagem. . acre e mucilaginoso. glabra e chanfrada. 5 estames. era frequente fazer justiça sob os ramos do ulmeiro. com 1 semente excêntrica. espécie de abcessos provocados pelas picadas de um insecto nas folhas. flores vermelho-escuras (Fevereiro-Abril). dísticas com base assimétrica. duplamente serradas. que tendem a desaparecer: o u 1 meiro-peduncu lado. plana. são consideradas válidas para manter a boa aparencia e a saúde. O ulmeiro instala-se e desenvolve-se nos locais onde o vento dispersa os seus frutos alados. As crianças gostam de roer os frutos do ulmeiro. U. em pequenos fascículos alternados. rodeada de uma grande asa. dispostos num mesmo plano. casca escura. quase séssil. negrilho. ulmo. reumatismo. lamegueiro. tanino.Ulmeiro Ulmus campestris L. toiça com turiões. sudorífico. espontâneo. no centro das praças públicas. acuminadas. capta mais luz do que as de outras espécies. disposta em mosaico. Encontra-se na orla dos bosques. folhas pecioladas. U. áspera e rugosa. de madeira vermelha. Identificação: de 15 a 35 m de altura. no século v. pele. Pode viver 500 anos. sépalas soldadas. diarréia. Partes utilizadas: casca mediana e folhas. e a água de ulmeiro que estas contêm eram utilizadas para tratar os olhos. potássio O Propriedades: adstringente. os fitoterapeutas usam principalmente a casca e as folhas. sâmara arruivada. cujas propriedades. cicatrizante. ovadas. mosqueiro Umáceas Na Gália Franca. Inodoro. E. o ulmeiro-de-montanha e o ulmeirocampestre. as folhas tinham a reputação de curar o mau humor. Este ulmeiro. erecto. olhos. silício. e é uma árvore apreciada pelas suas virtudes desde a Antiguidade. solos frescos. sabor amargo. até 1300 m. tronco cilíndrico. embora não muito eficazes. mais claras e peludas na página inferior. onde a sua folhagem. Existem na Europa três espécies de ulmeiros. L. subespontâneo ou cultivado em quase todo o País. mesmo as galhas. Olmo. é muito apreciado pelos marceneiros. Árvore. hermafroditas. leucorreia. depurativo. e sabe-se que a partir do século IX esta árvore venerada abrigou à sua sombra as justas pacíficas dos trovadores. Era então costume plantá-la nas povoações.

secagem difícil. rizoma estolhoso e esbranquiçado. Vivaz. semelhante ao do mel. Cheiro intenso. tónico e vulnerário. Identificação: de O. sumidades floridas (Abril-Maio). com uma grande pétala superior formando uma abóbada. castanhas. Lárnia sente então tal inveja das mães felizes que. cálice com 5 dentes compridos. oco. cuja mulher. U. diarreia. folhas ovais. excepto na região mediterrâ~ nica. com a forma de uma boca aberta. impetuosa e ciumenta. leucorreia. hemorróidas. deu o nome à urtiga-branca. devido às suas características fiores. 289 . A urtiga-branca é de certo modo uma urtiga morta. viloso. suas parentes picantes. à beira dos caminhos. podem ser consumidas do mesmo modo que os espinafres ou em sopa. a deusa Hera. e o inferior com 2 lóbulos. As suas sumidades. vulnerário. de um verde muito claro. revela-se totalmente inofensiva. depurativo. E. O Componentes: mucilagem. glúcidos.20 a O. vilosas.Setembro). cordiformes. Habitat: Europa. aminoácidos. e justificadamente.60 m de altura. designação por que é também conhecida em vários países. entulhos. Distingue-se das urtigas. hemostático. óleo essencial. L. A urtiga-branca desenvolve-se perto das casas. 4 estames com anteras vilosas. em elmo. pois é um bom acistringente. resolutivo. tanino. tetraquénio truncado no cimo. clareiras.URTIGA-BRANCA *//* PARA REFAZER A sua flor branca. expectorante. apesar da lenda. transformando-se em ogra. 5 a 8 por verticilo na axila das folhas. anti-inflamatório. nas clareiras e. e às folhas. Partes utilizadas: planta inteira. começa a roubar e a devorar crianças. U. sabor ligeiramente amargo. flores branco-amareladas (Abri I. pois nenhum dos seus pêlos pica. à sombra para evitar o enegrecimento. Lâmia surge na mitologia grega como uma jovem amada por Zeus. menstruação. até 2200 m. As suas flores são muito visitadas pelas abelhas. colhidas antes da floração. cistite. serradas. + Ver: anemia. invasora e vulgar é muito utilizada nos meios rurais. hemorragia. pecioladas. cabelo. Esta erva vivaz. bermas dos caminhos. manda matar o filho ilegítimo. caule rígido. potássio O Propriedades: acistringente. corola arqueada com o lábio superior peludo.

Urtica urens L. em sopa cozidas. 4 sépalas. minúsculas. 4 estames. flores verdes (Junho-Outubro). aquénio ovóide.. que na realid apenas é preciso saber colher. até 2400 m. este facto deve-se na realidade a u mistura química contida nos pêlos ocos c ponta frágil localizados -nos pecíolos folhas.50 a 1. Vivaz. Além do urtigã o. Identificação: de O. peludas e pecioladas. O Não consumir as sementes. sendo as da base cordiformes.que se estabeleça. Habitat: Europa temperada. Urtiga-maior Bras. estipuladas. q tem de ser colhida com especial prudênc Ambas as espécies são importantes.50 m de altura. existe u pequena urtiga cuja folhagem é totalme coberta por um manto destes pêlos urtica tes: é a urtiga-menor. n apenas pelas suas propriedades medicina mas também pelas suas qualidades nutri vas. Partes utilizadas: planta jovem. Sabor acIstringente e ligeiramente azedo. dep de tecidas. as suas fibras. . secagem rápida à sombra. dióicas. 12 horas depois de colhidas. ovário supero. rizoma rastejante.: urtiga-mansa Urticáceas Muitas pessoas desconhecem que o urtig inimigo tradicional do homem. é aconselhável consumi-Ias. que o pe gue onde quer.UrtiGão *//* PARA REFAZER Urtica dioica L. húmidos e sombrios. folhas opostas. os pêlos secos não são picantes. em Portugal. estigma em forma de pincel. rizoma e raízes (Outono). folhas (todo o ano). caule erecto e simples. fornecem ainda uma singular t verde extremamente durável. é u planta com inúmeras propriedades. em espigas ramosas. 1 semente. O sumo azedas é muito eficaz para suavizar o ar provocado pelas picadas destas plantas. ovais. locais cultivados. da qual apenas um décimo de mi grama é suficiente para provocar um aurde prurido. L gamente utilizadas na indústria para a e tracção da clorofila. com dentes triangulares. imo zada em grande número de t >s’ Por'é e"xto faz parte da sua natureza picar o@ desas dos.

leucorreia. antidiabético. epistaxe. tanino. diurético. enxofre. ciática.O Componentes: acetilcolina. áci. histamina. picadas. diabetes.dos fórmico e gálico. revulsivo. U. ferro. + V OW Ver: afta. antianémico. diarreia. reumatismo. pele. depurativo. psoríase. caroteno. enurese. hemostático. clorofila. edema. potássio. vitamina C. cura de Primavera. galactagogo. urticária. L. U. manganésio. menopausa. E. anemia. hemorragia. silício O Propriedades: adstringente. . cálcio. cabelo.

reumatismo. sésseis. provido na base de pequenas brácteas verdes. Algumas espécies cinegéticas do género tetraz vivem nesta vegetação. na Bretanha. Habitat: Europa. amido. cistite. muito semelhante ao de outras urzes do género Erica. ácidos (fumárico e cítrico). urze-do-monte. carrasquinha. frequente em quase todo o País. corola campanulada de 4 lóbulos. folhas persistentes. dartro.20 a 1 m de altura. pobres em calcário.Urze CaIluna vulgaris (L. O Componentes: arbustósido. Os cachos floridos colhidos quando a flor começa a desabrochar constituem um remédio. Subarbusto lenhoso. goma O Propriedades: acistringente. barba-do-niato Ericáceas Pelo seu aspecto decorativo. nefrite.. anti-séptico. côncavas. até 2500 m. mongariça.) Flull Torga-ordinária. enurese. + V Ver: acrie. com metade do comprimento do cálice petalóide. podendo viver 40 anos. Identificação: de O. Para cultivar muitas espécies de plantas de interior. pois fornece enn abundância às abelhas a substância para o fabrico de um mel castanho muito apreciado na confecção de bolos. arribas. flores cor-de-rosa (JulhoOutubro). a Cafluna vulgaris confere aos locais que habita um encanto especial. magoriça. imbricadas. sinuoso. bosques pouco densos de solos pobres alegram-se no fim do Verão com os tons das suas flores cor de violeta. para cobrir os celeiros em substituição do colmo. em cachos sensivelmente unilaterais. diurético. carrasca. E. lineares. LI. opostas. I. nas terras áridas e incultas. os jardineiros utilizam a terra de urze. formada pela decomposição deste vegetal nas camadas superficiais do solo. diarréia. resina (ericolina). . caroteno. óleo (ericinol).para diversas afecções renais. Partes utilizadas: sumidades floridas com as folhas (Julho-Outubro). tanino. queiró. banho. A urze é um excelente nectarífero. albuminúria. U. devendo ser utilizadas frescas. quebrapanelas. charnecas. As raízes são utilizadas no fabrico de cachimbos e as ramagens servem.

secagem ao ar livre e ao sol. Da planície à montanba pode invadir. dissolvente dos pequenos cálculos e desinfectante das vias urinárias. anti-séptico. a Escola de Mompellier enalteceu as propriedades da uva-ursina co. segundo se supõe muito apreciados pelos ursos. Habitat: Europa. gálico e cítrico O Propriedades: acistringente. O tanino contido nas folhas serve. Sabe-se. . medronheiro-ursino. flores de corola de cor rosada (Abril-Maio). Identificação: de O.mo diurético. Porém. até 2400 m. levemente dentada. U. tornando-se vermelha na maturação. diurético. provavelmente após qualquer erro no modo de utilização. O nome de uva-de-urso refere-se aos seus frutos farinhentos e apetitosos. + o Ver: cistite. peterósidos.15 a O. no entanto. caduca. espessas. dependendo do reagente utilizado. Além disso. sais minerais e ácidos málico. com pecíolo curto e inteiras. obtêm-se das folhas tintas castanhas. enurese. No século XVI. cresce em densos maciços ou em vastas manchas. Partes utilizadas: folhas. buxulo Ericáceas A uva-ursina. de 4 a 6 mm de diâmetro.30 m de altura. no século XVIII esta planta perdeu prestígio. no Norte da Europa. cinzentas ou pretas. gomilosa. secos e sombrios. Prefere os locais pedregosos. rim. Uva-de-urso. que as abelhas visitam as suas flores melíferas. para preparar as peles com que se fabrica o couro da Rússia. 1. charnecas e matas das montanhas do Norte de Portugal. folhas persistentes. baga globosa. grandes extensões de matas e rochedos. O Componentes: tanino. Apenas os ramos floríferos se erguem ligeiramente. com excepçao da zona sudeste.Uva-ursina Art-tostaph-Nllos uva-urvi (L.) Spreng. ureia. coriáceas. em povoamento exclusivo. pequeno arbusto de caules rasteiros. Subarbusto lenhoso com caules compridos e prostrados. A uva-ursina foi importada em grandes quantidades da Ásia para a Europa com o nome de ja(-kash(ípuk para ser misturada com o tabaco. dispostas em cachos densos.

serrados. banho. folhagem graciosa e flores pequenas e numerosas. um médico egípcio do século ix. O Componentes: óleo essencial. asma. Cheiro desagradável e intenso. taludes sombrios. cólica. excepto na região mediterrânica. canelado. convulsão. em virtude da sua acção sobre os centros nervosos. pequenas. Os índios do México. Actualmente. folhoso. rizoma curto. hipnótico. um tratamento deste tipo não deve prolongar-se por mais de oito dias consecutivos. . apetite. nervosismo. robusto. em 1592.80 a 1. no estado fresco (Primavera ou Outono do segundo ou terceiro anos). imparipinuladas. obesidade. ao pressenti-Ia. porém. U. oco. ácido valeriânico.50 m de altura. sono. E. por exemplo. com 5 a 11 folíolos largos ou 11 a 23 estreitos.Valeriana Valeriana <?fficinalis L. flores brancas ou cor-de-rosa (Maio-Agosto). Foi mencionada pela primeira vez por Isaac. nela se roçam com gosto. alcalóides O Propriedades: antiespasmódico. contusão. erva-dos-gatos Valerianáceas Atingindo por vezes 2 m de altura. Nos inícios do século XIX. Partes utilizadas: rizoma. sedativo. prados húmidos. foi considerada uma panaceia e. Valeriana-menor. U. o Judeu. limpar imediatamente e secar ao ar. menopausa. recorriam a uma espécie indígena para suportar as fadigas e as privações. Fábio Colonna atribuiu a cura da epilepsia à utilização da valeriana. Identificação: de O. Na Idade Média. Vivaz. palpitações. valas. valeriana-silvestre. os taludes ligeiramente frescos e a orla dos bosques. até 2000 m. instalando-se por vezes também em locais secos. em substituiçã o da quinina. a valeriana era usada como febrífugo. valeri ana-selv agem. depressão. nervos. orlas dos bosques. é um dos melhores sedativos para desequilíbrios nervosos. L. reunidas em cimeiras umbeliformes. que. celulite. fruto coroado por um papilho plumoso. O cheiro peculiar desta planta exerce uma curiosa acção sobre os gatos. Pode também ser utilizada como moderador do apetite. caule erecto. Prefere as valas. Habitat: Europa. com as raizes. + O Ver: angústia. Diferentes espécies de valeriana possuem propriedades análogas. folhas opostas. pouco ramificado. 3 estames. ramoso. a valeriana é uma planta de porte majestoso. corola tulbulosa com 5 lóbulos e esporão.

Virgáurea. folhas ovais. verga-de-ouro.30 a 1 m de altura. em solos ricos e leves. com brácteas. de 10 a 20 em capítulos agrupados em cachos ou em panículas terminais. sésseis. em terrenos pedregosos e rochedos: até 2800 m. Habitat: Europa.Vara-de-ouro Solidago virga aurea L. rizoma nodoso e numerosas raízes. aquénio cilíndrico. compridas. anti- . polimorfa. Actualmente. só no fim do Verão desabrochando as suas radiosas flores douradas. assim. flores do centro tubulosas com estames e pistilo e as da margem com 5 a 10 estames. glabro ou ligeiramente pubescente. Beira e litoral do Alentejo. a planta inteira com a raiz. uma das principais causas da febre. tanino. Minho. Os seus portes são muito variáveis. Identificação: de O. devem observar-se de preferência as partes visíveis da planta e dar menor importância aos pormenores microscópicos. distribuídas pelo Antigo e o Novo Mundo. celheados. ramos floridos erectos. Vivaz. erva-forte Bras. acuminadas. Algumas qualidades medicinais da vara-de-ouro são já assinaladas em textos do século XIII. cilíndrico. oxálico e tartárico O Propriedades: acistringente. Existem diversas espécies. Uma espécie americana faz parte dos remédios tradicionais utilizados pelos Índios para mordeduras da cascavel. agrupados na extremidade superior do caule. se bem que só no fim do século XIX a planta venha a ser utilizada em fitoterapia.dos-feno s. caule erecto. O Componentes: óleo essencial. e também graças à sua benéfica acção adstringente. Sabor amargo. com 8 a 12 costas. Os botânicos consideram o género Solidago de difícil identificação. inteiras ou serradas. que se manifesta com suavidade nos aparelhos digestivo e urinário e acalma as diarreias que muitas vezes acompanham a dentição das crianças.: solidago Compostas A vara-de-ouro é uma planta vivaz que cresce nas matas de coníferas. pigmentos flavónicos. ácidos cítrico. saponósidos. todas tendo de comum a época da floração. encimado por um papilho de pêlos desiguais. ligeiramente pubescentes. todos os médicos a conhecem devido ao seu pólen. Partes utilizadas: sumidades floridas. flores amarelas (Julho-Outubro).

eczema. diarreia. nefrite. edema. vulnerário. 294 . expectorante. boca. úlcera. diurético. colesterol. E. ureia.. cistite.inflamatório. Ver: albuminúria. I. U. U.

U. o caule. U. Além das flores. caule único vigoroso. confundem-se frequentemente três ou quatro espécies do género Verbascuin.80 a 2 m de altura. para eliminar os pélos do cálice e dos estames. o que não é relevante. com 5 pétalas em forma de taça. diurético. as folhas eram outrora utilizadas como pavios para lamparinas de azeite. com 5 sépalas. Habitat: Europa. embora não seja muito frequente. furúnculo. sedativo. peitoral. Barbasco. é um emoliente eficaz.senhora Escrofutariáceas Sob a designação comum de verbasco. Identificação: de O. 5 estames. O Componentes: óleo. Bienal. 1 estilete. Plínio aconselhava a utilização do verbasco para tratar lesões ou afecções pulmonares. v ela-de-nossa. hemorroidas. e os escapos florais. De um modo geral. saponósidos O Propriedades: depurativo. É uma planta melífera. . cólica. persistente. que provocam irritações na garganta e no aparelho digestivo. O Coar todas as preparações para eliminar os pêlos. a planta evoca a forma de um círio. emoliente. no entanto. terrenos incultos. dos quais 3 mais curtos com filetes cobertos de pêlos lanosos. corola caduca. clareiras de bosques e nos limites de campos. erecto. para o aquecimento dos fornos dos padeiros. em grossas espigas compactas. mucilagem. não ramificado é guarnecido de flores até ao seu terço supe: rior e de grandes folhas tomentosas na base. folhas espessas cobertas de pêlos densos. que uma infusão de verbasco só deve ser ingerida depois de coada por um pano fino. flores amarelo-claras (Junho. até 400 m. asma. enfeitrados. tróculos-brancos. erva-de-são-fi acre. cápsula oval. frieira. que fazem parte da composição da *tisana das quatro flores. encontra-se de Trás-osMontes e Minho ao Alentejo. cálice pubescente.>. pecioladas. pois todas têm propriedades semelhantes. Note-se. grandes.Verbasco Verbascum ihapsus L. cistite. L.Novembro). estreitas na base e decorrentes. refrescante. E. Além de possuir óptimas propriedades béquicas. + Ver: abcesso. bronquite. Partes utilizadas: folhas e flores (Julho-Setembro). As folhas e flores desta planta de cheiro agradável devem ser secas ao sol durante algumas horas e seguidamente à sombra e conservadas na obscuridade.

rouquidão.nevralgia. . pulmão. sono. queimadura. tosse. traqueíte. prurido.

considerando-a uma poderosa panaceia. dir-se-ia um arame. caminhos. mas com a Verbena odorata L. Porém. verbenalósido O Propriedades: acIstringente. Identificação: de O. cápsula com 4 sementes. O Componentes: tanino. Mas toda esta celebridade da verbena caiu no esquecimento. Partes utilizadas: planta inteira (na floração). + 2@ Ver: celulite. erecto. frequente em quase todo o território português. Os Celtas e os Germanos utilizavam-na nas suas práticas de magia e feitiçaria.: verbena-sagrada. em espigas ao longo dos ramos. saponásido. reumatismo. U. secagem muito fácil. L. Vivaz. tónico. não são preparadas com esta singular planta. nevralgia.. baldios. erva-sagrada. sebes. gerivão. até 1500 m. antiespasmódico. espécie muito mais aromática. foi conservado na actual verbena. gervão. na antiga civilização romana as aparências tinham pouca importância e a verbena foi eleita planta sagrada.80 m de altura. casas e dos altares das divindades romanas.35 a O.Verbena Verbena officinalis L. caule fino. quadrangular. ouvido. alguns ramos frágeis e hirtos e flores pequenas e inodoras. Fournier a verbena. mais ou menos profundamente lobadas. litíase. erva-do-figado Verbenáceas *Um caule delgado e rígido. 4 estames inclusos. o seu porte pouco airoso não é atraente. E. nervosismo. lactação.+ Assim descreve P. U. As coroas dos embaixadores eram entrançadas com verbenas floridas. com a qual era hábito tocar os textos dos pactos para lhes conferir uma maior autoridade. algebrado Bras. contusão. febrífugo. tão vulgares actualmente. Na verdade. As infusões de verbena. Urgebão. O nome de Verbena. mucilagem. ciática. ulgebrão. canelado. taludes. cálice pubescente com 5 dentes. febre. Inodora. entulhos. A planta era também utilizada para purificações de pessoas. flores lilases (Junho-Outubro). folhas medíocres. folhas inferiores opostas. áspero nos ângulos. lumbago. . ramos delgados e afastados do caule. bermas dos caminhos. Habitat: Europa. atribuído nesse tempo a todas as plantas sagradas utilizadas para este efeito. sabor amargo. corola tulbulosa com 5 lobos desiguais. preferindo locais húmidos e sombrios.

prostrados. é quase desconhecida. Em 1690. até 1000 m. pouco densos. apenas verificadas em certas regiões e em determinadas épocas. charnecas e montanhas. Identificação: de O. verónica-da-alemanha. por vezes arredondadas no vértice.Verónica Veronica officinalis L.40 m de altura. Actualmente. a existência de condições excepcionais de vegetação y -4. ou ainda. acinzentadas. enraizados nos nós. Johann Franke consagrou-lhe exclusivamente uma obra de 300 páginas. pedunculados. em pequenos cachos erectos. verónica-macho. porém. chá-da-europa. orlas. folhas opostas. matas abertas. que se efectua durante a floraçã o. Para compreender este facto. excepto na região mediterrânica. com pecíolo muito curto ou nulo. Habitat: Europa.x de que a planta necessita. terminais ou . o que confirma o alto apreço atribuído às suas propriedades. em Trás-os-Montes . ligeiramente serrilhadas. A planta conheceu um período áureo na Alemanha nos séculos XVI e XVII.10 a O. pastagens pobres. Verónica-das-farmácias. é de admitir uma confusão de nomes ou que os autores nã o se referissem à mesma planta. caules duros. como o confirma um dos seus nomes vernáculos. bosques. Vivaz. à beira das valas. carvalhinha. flores azul-malva muito claras (Maio-Julho). eliminam-se as folhas murchas e seca-se a planta em ramalhetes. erva-dos-leprosos Escrofulariáceas Averónica é uma pequena planta rastejante das clareiras e dos cortes das florestas. Minho e Beiras. Após a colheita. clareiras. É possível também que a verónica tenha efectuado outrora a síntese de princípios activos que actualmente não produz em quantidades doseáveis. A verónica é um excelente sucedâneo do chá. vilosas. mais provavelmente. limbo oval. Os médicos deste país consideravam-na um remédio miraculoso para a tísica e muitas outras afecções respiratórias e digestivas.

297 . E. secagem em molhos. depurativo. com um chanfro largo e pouco fundo. fadiga. O Componentes: tanino. Partes utilizadas: sumidades floridas. apetite. resinas. U. fígado. icterícia. úlcera. ácidos orgânicos O Propriedades: aperitivo.. vulnerário. expectorante. fruto viloso. rim. Sabor amargo e acistringente. + O Ver: aerofagia. aucubósido. princípio amargo. queimadura. galactagogo. bronquite. estomáquico.inseridos nos nós. U. triangular. folhas (Maio-Julho). I.

Identificação: de 2 a 3 m de altura. no entanto. atrofiadas. com nervuras salientes. Partes utilizadas: folhas e bagas. perdem-nas antes do início do Inverno. Cheiro intenso (flores). gengivas. sebes. quase brancas na página inferior. Habitat: Europa. até 1500 m. Os frutos. E. pelo que só são procuradas pelas abelhas devido ao pólen. ovais ou ligeiramente achatados. opostas. seguidamente vermelha e preta na maturaÇão. O viburno tem uma notável particularidade botânica: as gemas. bosques. ramos tomentosos. e medem cerca de 1 cm. são pretos quando maduros. evadas. U. cimeiras umbeliformes. Pouco saborosos. aludindo assim à flexibilidade dos ramos jovens da planta. . Arbusto. flores brancas (Abril-Maio). o viburno distingue~se deste sobretudo pelos seus ramos recobertos de pêlos estrelados. muito pequenas. As duas primeiras folhas nascem. refrescante. envolvem então a parte restante da gema e a futura inflorescência que nela está encerrada. O Uso interno apenas com receita médica. denticuladas. folhas grossas. são comestíveis logo que apresentam um começo de fermentação. permanecendo. Caprifoliáceas Mais pequeno que o noveleiro. A segunda casca da raiz contém uma substância viscosa que produz uma espécie de cola. dobrar. segregando uma espécie de pruína amarelada e viscosa que constitui um revestimento protector contra o frio. As flores não possuem néctar. cobertas de escamas durante o período de crescimento. pecioladas. M Ver: anginas. com pêlos cinzentos e estrelados. silvados. sabor acre (bagas). A palavra lantana parece derivar da palavra latina lantare. baga verde. inteiras.Viburno Viburnum lantana L. O Componentes: ácido vilbúrnico O Propriedades: acistringente.

Em baixo. à esquerda. caule trepador. serrados ou crenados. alcalóide. Habitat: Europa Central e Meridional. que não é uma planta trepadeira. + Ver: dor. mas forma moitas possui propriedades análogas às da Clema. com a idade. excepto opiniã o médica contrária. está ilustrado um pequeno ramo da primeira destas espécies. Identificação: de 15 a 20 m de alturq. lenhoso. clernatite-branca Bras. Cheiro agradável. em volta dos quais se enrolam os pecíolos das suas folhas. flores dispostas em panículas. é reconhecível nos bosques devido ao manto de suaves novelos prateados que a cobre inteiramente.: cipó-cruz. protoanemonina O Propriedades: revulsivo. pouco intenso. até 1500 m. anguloso. flores brancas (JunhoAgosto). aplicadas sobre a pele. pinuladas. poliquénio com compridos apêndices plumosos. Mesmo neste caso. ovais. úlcera cutânea. a sua utilização é arriscada. nevralgia. solos calcários. bosques. Cipó-do-reino. O Componentes: saponósido. é preferível destiná-la apenas a uso externo. que trepa por meio dos pecíolos das folhas. Esta planta pode viver 25 anos. pontiagudos ou cordiformes. a vide-branca é também perigosa para o ser humano e. Partes utilizadas: folhas (Verão). E. No Inverno. Arbusto. as folhas. numerosos estames. G Estritamente reservada ao uso externo. nas sebes. sendo outrora utilizadas pelos mendigos profissionais para manter as chagas. moitas. A Gentatis recta L. U. 299 . adquirindo o caule. opostas. apétalas. robusto. com 4 sépalas em cruz.. a espessura de um arbusto. azotados.is vitalba L. com 3 a 9 folíolos. muros e rochedos. de Trás-os-Montes ao Alentejo. Letal para os arbustos que a rodeiam. semelhante ao do pirliteiro. provocam uma revulsão local. cipó-una Ranunculáceas A vide-branca é uma das trepadeiras da flora europeia.Vide-branca Gematis vitalba L. folhas verdes. tomentosas nas 2 faces. sabor picante e acre.

sendo também frequentemente cultivada. disseminada por todo o território português. Habitat: Europa. prados. entre todas. intoxicação. longamente pecioladas. são plantas vivazes que se desenvolvem em todos os continentes. Cheiro agradável (flores). estolhos alongados. purgativo. é um vomitivo. raiz. Os astrólogos. expectorante. As flores fornecem às abelhas uma das suas primeiras colheitas de néctar entre Março e Abril. E. que contém violina. . 1 inferior chanfrada. violeta-de-cheiro. cápsula pubescente com 3 valvas. secagem difícil à sombra. greta. bosques abertos. Dioscórides e dos autores do século XII. até 1000 m. LI. radicantes e floríferos. já era conhecido no século XVI. emoliente. L. sebes. 2 laterais. + Ver: bronquite. folhas. a melissa e a rosa. em camadas finas. Partes utilizadas: flores. folhas em roseta. charnecas. 5 sépalas obtusas. sementes (Julho-Setembro). muitas das quais são inodoras ou ligeiramente aromáticas. embora esta propriedade fosse desconhecida de Hipócrates. a que possui o aroma mais delicado. Além disso. sendo as adultas cordiforme-arredondadas e as outras reniformes. solitárias sobre um pedúnculo radical. O xarope de violeta. relvados. vitamina C. saponásido. Os Gregos na Antiguidade eram mestres na destilação de p@rfumes a partir das flores. tendo sido detectada pelos médicos árabes da Idade Média. grandes apreciadores da Primavera e da vida ao ar livre. com esporão. sem caules aéreos. sedativo. Vivaz. indigestão. Identificação: de O. Esta espécie é sem dúvida. associam a violeta aos nativos do Sagitário. virar frequentemente e secar as sementes à parte. U. entre as quais se salientavam a violeta. que consagram algumas flores aos signos do zodíaco. a raiz. 5 pétalas.15 m de altura.Violeta Viola odorata L. sudorífico. Os Antigos entrançavam-nas em coroas com as quais cingiam a testa durante as orgias para dissipar as dores de cabeça provocadas pela ressaca. a alfazema. ainda hoje preparado. Viola. flores cor de violeta-escuras (Março-Abril). O Componentes: salicilato de metilo. À família das Violáceas pertencem cerca de 1000 espécies agrupadas em 16 géneros.10 a O. 2 superiores erectas. mucilagem O Propriedades: emético. violeta-roxa Violáceas Existem numerosas espécies de violetas.

olhos. tosse. 300 .

arteriosclerose. devido à sua raridade. Partes utilizadas: folhas mondadas. 301 . O visco-branco tem cheiro desagradável quando seco e possui um sabor amargo. nervos. O Não utilizar os frutos. circulação. sobretudo pelos tordos e melros. diurético. raiz curta. Lorantáceas O visco-branco pertence a uma enorme família de cerca de 1400 espécies que vivem todas parasitariamente. principalmente no Alto Minho e Estremadura. articulados.Visco-branco Viscrim album L. U. espessa. oblongas e carnudas. frieira. na maior parte dos casos. o choupo.20 a O. por sua vez. edema. Subarbusto. podendo instalar-se em mais de uma centena de espécies de árvores sobre cujos ramos formam volumosas manchas arredondadas que se conservam verdes durante todo o ano. E. deixando sobre os ramos onde pousaram as sementes não digeridas. + o Ver: albuminúria. leucorreia. o visco do carvalho era considerado sagrado pelas civilizações antigas. sobre a tília. Estas germinam. folhas opostas. hipertensão. alcalóide O Propriedades: antiespasmódico. frescas ou secas (antes da formação dos frutos). O Componentes: colina. O carvalho é uma das árvores que. A disseminação da planta é assegurada pelas aves. as folhas não devem ser escaldadas ou fervidas.50 m de altura. baga redonda com polpa viscosa. persistentes. caules verdes. Identificação: de O. parasita de macieiras e pereiras. hipotensor. em fascículos sésseis. derivados triterpénicos. U. emite raízes que se introduzem na madeira. branca e transiúcida. epilepsia. purgativo. Habitat: Europa. tosse. menopausa. tendo as masculinas 4 sépalas e 4 estames e as femininas 4 dentes que envolvem 2 carpelos soldados. flores amareloesverdeadas (Março-Abril). excepto o extremo norte. resiste ao visco. produzem um haustório que penetra na casca e que. L. que ingerem os seus frutos. ramos espessos e cilíndricos. a pereira. Desde então. peneirando no tecido vivo do seu hospedeiro. havendo conhecimento de um cerimonial de purificação indispensável entre os druidas para fazer a sua colheita. até 1300 m. a macieira. lenhosos e em tufos esféricos. o visco conservou um papel tradicional de portador de felicidade para os lares que ornamenta aquando das festas de fim de ano.

com inflorescência globosa rodeada de brácteas verdes. Identificação: de O. a mesma coloração vermelha das flores de uma. e ioulos penugem. tendo as inferiores um só folíolo. O Componentes: tanino. as suas propriedades vulnerárias foram descobertas por empirismo. Uma colónia de vulnerárias transplantada de uma planície para 2400 m de altitude adquiriu totalmente. Bienal ou vivaz. flores. taludes. locais áridos e secos do Norte e Centro. se bem que a sua folhagem seja densa. a vulnerária é avidamente pastada pelo gado. Habitat: Europa. pinhais. solos calcários. saponósidos.05 a O. o seu desenvolvimento em altura é muito limitado. A origem da palavra Anthy1lis é grega e deriva de anthos. sendo as outras compostas por 3 a 6 pares de folíolos e a terminal maior. depurativo. numa alusã o ao seu cálice viloso Assim. o seu rendimento como forragem não é importante. corola papilionácea com estandarte curto vagem inclusa com 1 ou 2 sementes. espécie vizinha. para o qual constitui um excelente alimento. até 3000 m. Nos meios rurais. rente ao solo. pois. relvados secos. Estas plantas demonstraram um curioso mimetismo. mexer o menos possível para evitar que as flores caiam. inflorescências. o néctar das suas flores melíferas não está ao alcance das abelhas. Os Antigos e os médicos da Idade Média não deram qualquer importância à vulnerária. ao cabo de 12 anos. no entanto. Partes utilizadas: toda a planta. na extremidade de um caule floral erecto. erguendo seguidamente os seus caules floridos e dourados e formando autênticos tapetes de magnífico aspecto. em Portugal. cálice muito viloso com 2 lábios. ferida. E. Ver: contusão. Anthy11is dillenii Schultes. Sabo@ amargo. Leguminosas A vulnerária desenvolve-se frequentemente em densas moitas. caules prostrados ou ascendentes. as suas flores fazem parte da composição do chásuíço. com uma intumescência em forma de bexiga. folhas em roseta basilar.40 m de altura.Vulnerária Anthy11is vulneraria L. rochedos. depurativo muito utilizado. 302 . secagem à sombra em camadas finas. Nos prados. Li. cresce em matos. vulnerário. flores amarelas (Maio-Setembro). flor. flavonóides O Propriedades: acistringente.

acção já conhecida. searas. lisas. que contêm abundante mucilagem. Psílio. utilizavam. O Componentes: mucilagem. muito diferente destas ^devido ao seu caule extensamente coberto de folhas e às suas frágeis espigas de flores brancas. úlcera cutânea. faziam-se saladas. pubescente e pouco ramificado. erva. até 1000 m. obstipação. L. pedunculadas. pubescentes e glandulosas.10 a O. apreciadas pelas suas virtudes depurativas.se de preferência os fidalguinhos. . solos pobres e arenosos. folhoso. constituem a alimentaçã o das aves em cativeiro. misturadas com o taráxaco na Primavera.das-pulg as. Maceradas em água. com brácteas curtas. queimadura. lisas. O Ver: diarréia. cresce nos solos áridos e arenosos e nos entulhos. castanhas. terrenos incultos. Das folhas jovens e frescas. cálice com sépalas iguais. As sementes. U. têm a propriedade de regularizar o funcionamento dos intestinos. laxativo. óleo O Propriedades: emoliente. erecto ou ascendente. pelos médicos egípcios há mais de 10 séculos antes de Cristo. conservação em sacos de papel ao abrigo da humidade. aliás. produziam uma loção calmante para os olhos fatigados de cor escura. LI. erva-pulgueira Plantagináceas Azaragatoa pertence ao mesmo género das tanchagens. pequenas e coroadas de Astanho advém-lhe o nome de psyllium. para os olhos claros. no entanto. marcadas dorsalmente por uma linha média clara e longitudinal. caule herbáceo.Zaragatoa Plantago psyllium L. pequenas. Das sementes brilhantes. Anual. da palavra grega psylla. Habitat: região mediterrânica. a sua semelhança com este insecto inspirou os nomes vernáculos. Espontânea. a indústria utilizava-a também no acabamento das musselinas. Misturadas com outras sementes. muros e areias. Identificaçã o: de O.. folhas sésseis. Outrora. flores esbranquiçadas (Abril-Julho). esbranquiçada e esbatida na face oposta. raiz delgada. em espigas globosas. opostas ou verticiladas em grupos de 3. frequente em Portugal.35 m de altura. E. corola com tubo enrugado transversalmente. pulga. A zaragatoa é cultivada em quantidade para satisfazer as necessidades farmacêuti-cas. pixídio que se abre por uma fenda circular e contendo 2 sementes brilhantes. Partes utilizadas: sementes (Outono). sendo.

U. glúcidos. Zimbro Coníferas Esta espécie encontra-se na Europa. frutos. E. bronquite. tronco com casca rugosa. são as *bagas+ de zimbro. cinzenta. dióicas. + V M Ver: acne. ácidos orgânicos O Propriedades: aperitivo. fruto (gálbula) verde e depois azul-escuro. rubefaciente. diurético. folhas de cor verde-glauca e brancas. cobertos de uma pruína baça. U. Em climas menos rigorosos desenvolve-se com um certo vigor e assume aspectos diferentes conforme a espécie.Zimbro-comum Juniperus communis L. Em doses elevadas. depurativo. terrenos expostos ao sol. pois supunha-se que faziam curas miraculosas. cistite. embora nessas regiões geladas apresente um aspecto definhado e irregular. inseridas em grupos de 3. os frutos podem provocar irritações no aparelho urinário. Minho e Trásos-Montes. acre. 304 . Habitat: Europa. No século xvi. até 2500 m. pernadas erectas e ramos jovens com secção triangular. eram consideradas como uma panaceia e um antídoto universal. o zimbro tem o aspecto de um silvado agreste no meio do qual amadurecem. Arbusto. emenagogo. tendo no ápice uma fenda estrelada com 3 sementes triangulares. desinfecÇão. ferida. Possuindo pequenas agtk4has aceradas. Identificação: de O. conservação difícil. I. muito epinescentes. onde pode sobreviver a grandes altitudes.. edema. Estas falsas bagas tiveram na Idade Média uma extraordinária celebridade. pouco visíveis. no decorrer do segundo ano de vida > frutos azul-escuros. agrupadas em pequenos amentilhos na axila das folhas. secagem em camadas finas em local arejado. menstruação. remover com frequência.50 a 6 m de altura. em formas prostradas e contorcidas. O Componentes: óleo essencial. constituem ainda o elemento base na preparação do gin. derivado da palavra celta juneprus. hálito. reumatismo. carminativo. apetite. flores amareladas (Abril-Maio). O seu sabor conferiu à planta o nome científico da espécie. Actualmente. geralmente até 2500 m. com pruína. pois entram na confecção de alguns pratos da cozinha curopeia e servem para condimentar o presunto fumado e a choucroute. resina. proibido às grávidas. Partes utilizadas: ramos folhosos. sã o utilizadas devido às suas virtudes diuréticas e aperitivas e às suas propriedades culinárias.

As plantas cultivadas .

l. o Propriedades: emoliente. preparada em puré ou em sopa. verinífugo. enzimas e numerosos oligoelementos. vitaminas A e C. tóxicas para os vermes como a ténia e os áscaris. pouco doce. U. abóbora-moranga Cucurbitáceas A abóbora foi um dos primeiros legumes importados do Novo Mundo. + O Ver: cistite.: jerimum. U. diarreia. Cucurbita maxima Duch. no entanto.PLANTAS CULTIVADAS Abóbora Cucurbita pepo L.. no entanto. parasitose. laxativo. não sendo. chegou à Europa no século XVI. nefrite. Abóbora-amarela. Bastante agradável ao paladar e muito digestiva. obstipação. jerimu. são inofensivas para o homem.E. bem como a sua parente próxima. a sua polpa tem um fraco valor nutritivo. a abóbora-menina. curcúbita Bras. pobre em prótidos e lípidos. abóbora-porqueira. reumatismo. As sementes. A abóbora-menina é um pouco mais nutritiva. Contém. Aquosa. é um alimento adequado para estômagos sensíveis. a abóbora bem cozida. . queimadura. estimulante do apetite: um pouco de tomilho e de hortelã fresca compensam a insipidez do seu sabor. originária da América Central. abóbora-amarela.

l. Deriva possivelmente de uma espécie disseminada na Europa Oriental e na Sibéria. cicatrizante. de folhas delicadamente divididas em lacínias glabras. U. Embora cresça ainda actualmente nos jardins q. sendo receitado tanto para dores de estômago e mordeduras de serpentes. Abrótano-macho. era hábito colocar ramos de abrótano nos armários para perfumar a roupa e afastar os insectos. o abrótano é estimulante.E. estimulante. inénstruação. deve ser utilizado com prudência e moderação.. ferida. sudorífico. flor-de-hércules Iridáceas No Outono. como para os possessos do Demónio.Abrótano Artemisia abrotonum L. nos cemitérios. U. as flores cor de violeta desta bela planta originária do Mediterrâneo Oriental apresentam um estilete frágil dividido no cimo em três . + V O Ver: anemia. era outrora muito cultivada como planta medicinal e aromática em extensas zonas da Europa. apetite. Efectivamente. Embora ainda apreciada no Renascimento. Erva-ruiva. especialmente do aparelho digestivo. cabelo. mais raramente. Açafrão Crocus sativus L. tal como aquela planta. Outrora.lombrigueira Compostas Esta espécie de Artemisia. Como a losna.: açafrão-oriental. passou no século XVIII a ser apenas considerada um sucedâ neo da losna. Não é conhecida em parte alguma no estado espontâneo. e com o aroma viçoso do limão. parasitose. porém com gosto agradável. açaflor Bras. emenagogo. erva. pelo que esta planta também é conhecida por guarda-roupa. o Propriedades: anti-séptico. verinífugo. perdeu quase completamente a sua antiga reputação de planta medicinal. porém. flor-da-aurora. vulnerário. meteorismo. o abrótano tinha na Idade Média um grande prestígio.

ramificações dilatadas e alaranjadas. Deve a sua cor vibrante à presença de um carotenóide.. var. frigidez. U. sedativo. era receitado para tratar inúmeras doenças. o açafrão teve outrora. cicla Pers. + Ver: apetite. o Propriedades: emenagogo. Os estigmas contêm óleo essencial aromático. Citado no papiro egípcio de Ebers. tosse. AcelGa Beta vulgaris L. considerava-o antiespasmódico. digestão. pois são necessárias entre 120 000 e 140 000 flores para obter 1 kg de açafrão seco. irritante. Mantendo um preço mais elevado que as outras especiarias. tónico. Deriva. associado a um heterósido amargo. UA. Celga Quenopodiáceas De entre o grande número de verduras de origem exótica. produto extremamente caro em todas as é pocas. a medicina árabe atribuía-lhe propriedades emenagogas. mais aplicações medicinais do que condimentares. estimulante. durante a Idade Média e também no Renascimento. gengivas.E. Dioscórides. menstruação. o açafrão não é utilizado em todas as aplicações para que tem qualidades. Estes constituem o açafrãooficinal e condimentar. conservando-as até ao século xVIII. a acelga singulariza-se pela sua origem europeia. os estigmas. no século 1. hipnótico. 306 . no Cântico dos Cánticos e na Ríada. na realidade. bronquite. impotência.

+ V O Ver: arteriosclerose. Os médicos antigos utilizavam a casca da sua raiz. colagogo. A alcachofra-verdura. diurético. U. As alcaparras frescas contêm um teor bastante elevado de um flavonóide que fortalece as paredes dos capilares e a sua tonicidade. Ver: apetite. que é a parte utilizada em medicina. o vegetal é menos indigesto se for submetido a uma cozedura rápida. ureia.se bem que menos eficazes. vesícula biliar. Aliás. tem uma actividade benéfica sobre as paredes vasculares. aperitivo. o Propriedades: antidiarreico. fígado. A sua acção prejudica a secreção láctea. diurético. após a cozedura. pois parece fazer baixar o teor de colesterol sanguíneo. cresce junto aos muros. úlcera cutânea. deve ser imediatamente consumida. a decocção da raiz era utilizada para a lavagem de feridas e úlceras. esterilidade. detersivo. que consumiam os seus tenros botões florais. Cultivada desde a Antiguidade na sua área de origem. obesidade.denominadas impropriamente folhas. adstringente e antiespasmódica. U.. gota. tónico. pelo que não deve ser ingerido durante a lactação. o Propriedades: antiespas módico. foi uma das plantas condimentares mais apreciadas pelos Gregos e Latinos.l. que ornamenta com as suas flores brancas. colesterol. tónica. que consideravam diurética.l. tónico. possui . aperitivo. Bras. Para uso externo. depurativo. diabetes. e receitavam-na para doenças do fígado e do baço. Alcaparra Capparis spinosa L. Supõe-se que a infusão das folhas. Alface-de-cordeiro Valerianella olitoria (L. a alcachofra altera-se muito rapidamente e produz toxinas. as propriedades das folhas.) Poll. É um alimento que pode ser consumido pelos diabéticos. especialmente quando crua. UX. historiador 308 . Depois de cozida. colerético.: alcaparro Caparidáceas Subarbusto indígena das costas mediterrânicas. Alface-de-coelho Valerianáceas Segundo Alphonse de Candolle. extremamente amarga. unida ao caule. e a folha larga e muito recortada. pelo que. celulite. hipoglicemiante. certas paralisias e estados histéricos e depressivos.

microcarpa Lois. e inúmeras selecções hortícolas diversificaram-nas tanto que seria quase impossível fazer o censo de todas as suas variedades. emoliente. o manganésio e o cobre. é.l. o níquel. Aliás. . alface-silvestre Compostas A alface-brava deriva de uma espécie espontânea muito vulgar nos baldios das regiões temperadas da Europa e da Ásia. provavelmente da Ásia Ocidental. a Valerianella discoidea Lois. ingerida na refeição da noite. alface. seria errado negligenciar as suas vitaminas.. alface-bravamenor. pelo contrário. a alface cultivada. as alfaces cultivadas contêm lactucário no seu suco leitoso.. Alfaces Lactuca sativa L. mas em menor quantidade. que lamentavelmente não se encontra com facilidade. nos campos. é possível que se ligue geneticamente à primeira. a alface. Tal como as espécies bravas. a V.. a alface-de. os seus minerais e os seus oligoelementos.de plantas cultivadas dos finais do século passado. Com 95% de água. U. entre as quais a Valerianella carinata Lois. coronata (L. alface-hortense Lactuca scariola L. Os Gregos e os Romanos já comiam alfaces. além da sua característica hortícola. um alimento de fraco valor. o poeta Ronsard mencionou pela primeira vez esta pequena planta silvestre que a selecção hortícola mais tarde transformou em deliciosa hortaliça. a beleza da pele e a cicatrização de feridas. Actualmente. tem uma origem imprecisa. seria originária da Sardenha e da Sicília. No século XVI. cuja composição é complexa.cordeiro surge vulgarmente na Primavera. Cozida e aplicada em cataplasma sobre a epiderme. A alface-de-cordeiro preparada em salada é bem tolerada pelos estômagos sensíveis. aperitiva e refrescante. tem um efeito suavizante.. o Propriedades: depurativo. de qualquer modo. o cobalto. Ver: artritismo. a V. de forma repolhuda. e outras. Aliás. no entanto. sobretudo o iodo. A sua riqueza em provitamina A confere-lhe propriedades que contribuem para o equilíbrio do crescimento. exerce uma acção analgésica.) DC. A alface-de-cordeiro tem inúmeras plantas espontâneas afins na flora européia. nos jardins e até em muros velhos. a luta contra as infecçõQs. parente da valeriana. obesidade.. de onde a sua cultura se expandira posteriormente por grande parte da Europa. laxativo. Este produto. ligeiramente mucilaginosa. para as pessoas nervosas e que sofrem de insônias. esta humilde planta. cura de Primavera. sedativa e hipnótica que torna a salada salutar.

o Propriedades: analgésico. Embora actualmente seja apenas utilizado em culinária. de burro. As alfarrobas. Alfarrobeira Ceratonia siliqua L.O milénio a.l. hipnótico. C. canela e galhosa. Nas regiões mais desfavorecidas. + O Ver: diarréia. são longas vagens de cor castanha enegrecida que contêm entre 12 e 16 sementes duras mergulhadas numa polpa avermelhada. laxativo. antiespasmódico. o alho é. emoliente. U. a cultura da alfarrobeira tornou-se ali regressiva. indubitavelmente. a alface constitui uma refeição excelente e leve de fácil digestão. introduzido na Europa logo nos primórdios da agricultura. estende-se até aos confins do Sara e à Ásia Ocidental. aliás como em todas as costas do Norte do Mediterrâneo. que actua como uma autêntica esponja em relaçã o às toxinas do tubo digestivo. o mais importante dos condimentos -remédios. onde se distinguem desde tempos imemoriais quatro formas de alfarrobeira: mulata. dá excelentes resultados no tratamento das infecções intestinaís. Laxativas no estado fresco. Dioscórides considerava-o uma panaceia. Alho Allium sativum L. É árvore subespontânea em Portugal.: figu eira. Símbolo da força física para Aristófanes. emoliente. o Propriedades: antidiarreico. Ao incluí-lo em profusão na ementa dos construtores da pirâmide de Gizé. originária da região mediterrânica oriental. cultivado desde tempos muito remotos e aperfeiçoado até à obtenção de variedades caracterizadas por um enorme bolbo no Próximo Oriente e no Mediterrâneo Oriental. que parecem ter sido alimento de S.egipto. primeiro amarga.do. U. A farinha da polpa seca. frutode-pitágoras Legumiriosas Esta pequena árvore sempre verde. Introduzida na Península na Idade Média pelos Árabes. pele. especialmente em crianças pequenas. nervosismo.Cozida ou em puré. depois adocicada. as suas virtudes medicinais são inúmeras. acne rosácea. Aquando do Êxodo. as alfarrobas são antidiarreicas quando secas.l. U.. João Baptista no deserto. Figueira-do-egipto Bras. E. Liliáceas Provavelmente originário das estepes da Ásia Central. cultivada especialmente no Algarve. mantém-se como cultura complementar apreciável. os deuses não apreciavam os . já reconheciam as suas propriedades estimulantes. sono. No século 1. sedativo. + V O Ver: acrie. sendo a primeira a mais frequente. os Egípcios no 5. o alho é citado por todos os médicos e naturalistas da Antiguidade. tosse convulsa. Porém. obesidade. os Hebreus consideravam-no uma das mais preciosas riquezas que foram forçados a abandonar no Egipto.

. estimulante. sais minerais e oligoelementos. U. Allium ampeloprasum L. alho-poró Liliáceas Existem muitas razões para acreditar que o alho-porro deriva do porro-bravo. arteriosclerose. réumatismo. hormonas sexuais. dificulta o desenvolvimento de inúmeros germes patogénicos. parasitose. pulmão. espécie propagada em toda a região mediterrânica e festim na Primavera para os apreciadores de plantas silvestres. e assim aos fiéis que o ingeriam era interdita a entrada nos templos. Antibiótico. antiespasmódico. circulação. Contém ainda enzimas. ferida. diarréia. epidemia. mas não curativo. UA. enfisema. O princípio activo da alicina. tabagismo.E. hipotensor. + O Ver: abcesso. é no entanto bastante rico em mucilagem. a alicina. litíase. hipertensão. revela uma considerável acção antibiótica. expectorante. o suco fresco de dente de alho. Preventivo. tosse convulsa. o alho permaneceu. as vitaminas B 1. enxofre.efeitos que provocava no hálito. ouvido. PP e C. A sua cultura é tão antiga como a da cebola. B2. anti-séptico. Bem 309 . O alho-porro exerce uma acção diurética. úlcera. e tanto a história dietética como a terapêutica dos dois legumes são similares. determina a sua acção anti-séptica. Porro-hortense Bras.: alho-macho. mais enérgico que a essência isolada. tónico. o remédio quase universal. vermífugo. muito aquoso. assim. a máscara repleta de alho usada pelos médicos medievais desempenhava um papel de protecção evidente. Alho-poRRo Alhum porrum L. mesmo a uma certa distância. Durante a 11 Guerra Mundial os soldados russos estavam providos de dentes de alho que esmagavam nos bordos das feridas para evitar as infecções. apetite. asma. nos meios rurais. calicida. provitamina A. coração. contém numerosos sais minerais e. da peste na Idade Média. gota. diurético. picadas. como os outros Allium. cancro. O cheiro especial e a maioria das propriedades do alho devem-se à presença no bolbo de uma essência sulfurada. volátil. cujo produto activo. o Propriedades: antidiabético.

pelo que pode ser perigosa. expectorante. bronquite. e do Prunus cerasifera Ehrh. febre. febrífugo.. A água da sua cozedura. entre 8 e 11% de glúcidos. é um alimento fácil de digerir. obesidade. resolutivo. cabelo. albuminúria. ferida. globosos. diurese. ureia. Amendoeira Pruntis amygdalus Batsch (= Amygdalus communis L. rim. panarício.. Ver: fadiga. laxativo. tornando-se assim um alimento de elevado valor energético.5% de ácidos orgânicos.l. A ameixa fresca contém 84% de água. furúnculo. convalescença. tem um elevado poder diurético. emoliente. fígado. As suas propriedades medicinais são inúmeras e valiosas. O bolbo cru acalma rapidamente as picadas dos insectos. uma quantidade notável de provitamina A. dos quais 44% são açúcar.) Bras. o Propriedades: depurativo.: amêndoas . Subespécie insititia Schneid. geralmente de cor azul-escura ou púrpura. laxativo. estimulante. digestão. que crescem conjuntamente no Sudeste Europeu e na Ásia Ocidental. ameixieira Rosáceas É muito provavelmente um híbrido derivado do abrunheiro-bravo. + V Ver: abcesso. * Propriedades: antiséptico. obstipação. Ameixeira Pruntis domestica L.. tónico.. A ameixa passada.E. U. U. edema.. pele. Dela deriva o abrunheiro. tez. A amêndoa dos caroços contém uma substância que produz ácido cianídrico.PLANTAS CULTIVADAS cozido. alcoolismo. os minerais clássicos e um pigmento. tosse. sendo já conhecida pelos Latinos no século I.I. picadas. obstipação. Ameixoeira. tem uma percentagem de glúcidos de cerca de 60%. Prunus spinosa L. artritismo. se tiver pouco sal. Prumís domestica L. ou seja seca. U. diurético. arteriosclerose. anginas. com frutos bastante pequenos. esterilidade. 1. tónico e depurativo e um laxante de fama milenar. A ameixeira é cultivada desde tempos remotos no Médio Oriente.

a amêndoa doce é um alimento de elevado valor nutritivo. como muitas outras sementes do género Prutius. Morus alba L. extraído por pressão (após destilação das substâncias tóxicas). PP. uma substância que produz ácido cianídrico em teor elevado: basta a ingestão de 10 amêndoas. o Propriedades: antianémico. sob diversas formas. queimadura. outrora frequentemente receitadas devido às suas propriedades antiespasmódicas e sedativas.Rosáceas A amendoeira está difundida no estado espontâneo. a amoreira-branca. do mar Egeu ao Pamir. a mais semelhante ao tipo espontâneo tem sementes amargas. As amêndoas amargas. emoliente. laxativo. Reputado cosmético desde há séculos. é actualmente cultivada e está aclimatada em todas as regiões meridionais. sementes doces. Amoreira-ne ra Morus nigra L. . obstipação. O óleo de amêndoas doces ou amargas. no máximo 12 a 15 amêndoas por dia. convalescenç a.E. contêm.. O leite de amêndoas obtido pela trituração da semente pelada com açúcar. B5. greta. Cultivada desde há milénios na Ásia e introduzida na Europa pelos Gregos nos séculos v ou vi a. pele.l. gravidez. C. Amoreira-preta Bras.: amora-preta. provitamina A e substâncias minerais. eritema. acalma os pruridos e acelera a cura das dermatoses e das queimaduras superficiais. nas regiões meridionais dão amêndoas amargas. Grande número de amendoeiras. + V O Ver: alcoolismo. outrora plantadas para extracção do óleo. amora-da-silva Moráceas Esta frutífera pouco conhecida não deve ser confundida com a sua parente próxima. U. Contudo. B2. A amêndoa seca é indigesta. digestão. Rica em óleo. tosse. com grande quantidade de vitaminas BI. e 20 podem ser fatais. e a outra. anemia. amacia e tonifica as peles secas. Existem duas variedades morfologicamente indistintas.. pelo que deve ser consumida depois de torrada. prurido. crescimento. proteínas e glúcidos. ou até de menor quantidade. tinha outrora numerosas aplicações. sono. astenia. é um óptimo laxativo. seguida de diluição da pasta resultante em água. remineralizante. antiespasmódico. deve ingerir-se moderadamente.. sedativo. para causar graves perturbações. B6. U.

os frutos da amoreira-branca. são grandes e muito ácidos antes da maturação. tornando-se depois agridoces. de gosto delicioso. que dá também geralmente frutos negros em forma de amora alongada. Árvore oriunda da Ásia Ocidental. sempre abundantes. Os Gregos e os Romanos apreciavam os seus frutos. sempre pedunculados. misto de groselha e 310 . Os frutos (soroses) da amoreira-negra. desprovidos de pedúnculo. são mais pequenos. insípidos e depois doces e sem acidez.alimento do bicho-da-seda. a amoreira-negra foi há muito introduzida na Europa Mediterrânica.

é indicado para tratar perturbaçõ es nervosas ligeiras. O anis é utilizado para mascarar o gosto desagradável de algumas preparações farmacêuticas.l. U. Por estas razões. laxativo.E. As folhas. Armoles Atriplex hortensis L. A amora contém cerca de 10% de açúcar e. Era um dos mais nocivos componentes do absinto e entra ainda na composição de alguns aperitivos. espasmo. distúrbios gastrintestinais de origem nervosa e espasmos do aparelho respiratório. + O Ver: aerofagia. boca. Dos frutos. U.framboesa. a árvore está em vias de extinção. lactação. O anis. hipoglicemiante. A sua origem permanece um mistério. erva-doce Uinbelíferas O anis é cultivado em todo o Sul da Europa e um pouco também mais ao norte. dentes. contusão. UX. galactagogo. se bem que de modo esporádico. introduzido na Ásia em tempos muito remotos. Porém. possivelmente. vómito. carminativo. a única parte da planta utilizada. obstipação. vitaminas. e a sua excelente geleia. Anis Pimpinella anisum L. perfeitamente inofensivo em doses medicinais. Evadindo-se das plantações e jardins. uma essência de aroma e sabor característicos e que em doses elevadas é tóxica. pois. Antiespas módico. O Ver: afta. estômago. é um excelente estimulante da digestão. expectorante. flebite. soluço. ricos em óleo e proteínas. outrora consideradas febrífugas e adstringentes.. meteorismo. estimulante. indigestão. por destilação pelo vapor. Anis-verde. sobretudo quando alterada devido à exposição ao ar e à luz. refrescante. Erva-armoles . o Propriedades: adstringente. UA. anginas. em pequena quantidade. obtém-se. são há muito utilizadas como antidiabético nos Baleãs. refrescante. Apenas se encontram alguns exemplares nas regiões meridionais. As crianças apreciam o seu xarope. desconhece-se qualquer zona onde exista no estado espontâneo. as amoras são de difícil conservação e sujam de uma cor púrpura-escura as mãos de quem as colhe. tosse. desenvolve-se espontaneamente. o Propriedades: anti espasmódico.

suavizante. refrescante. obtinha-se uma decocção laxativa que não provocava irritações. é um produto hortícola de cultura muito fácil.Quenopodiáceas Hortaliça muito antiga. pele. ureia. U. originária do Sudeste Europeu e da Ásia Ocidental. o Propriedades: antidiarreico. especialmente nas hortas das zonas meridionais. época em que os Árabes o introduziram no Sul de Espanha. é mais conveniente para os doentes de dispepsia e úlceras. Ver: dartro. que resiste à aridez e susceptível. Se bem que tenha começado a ser conhecido como alimento na Europa no tempo de Alexandre Magno. a sua composição. o arroz branco. queimadura. emoliente. O arroz branco. A armoles era outrora utilizada na preparação de caldos destinados aos doentes do estômago e intestinos.E + V O Ver: crescimento. provavelPLANTAS CULTIVADAS mente cultivada pelas colónias neolíticas > a armoles tinha as utilizações culinárias do espinafre antes da introdução deste último na Europa. Arroz Orvza sativa L. o arroz é actualmente conhecido sob milhares de variedades em todas as regiões intertropicais e temperadas quentes. produzindo na maturação frutos alados de 1 a 1. além do seu sabor agradável e propriedades alimentares semelhantes às do espinafre. O arroz integral possui numerosas propriedades. o Propriedades: diurético. como tal. diarreia. menos indigesto. atingindo rapidamente a França e a Itália. Se bem que praticamente em desuso nos nossos dias. Pelo contrário. na Idade Média. diarreia. de proteger as plantas sensíveis ao vento suão. esta planta era ainda muito apreciada no século passado. hipotensor. desde sempre cultivado na índia e na China. U. UA. associando-a à mercurial. devido ao seu porte elevado. polido e glaceado.. de crescimento rápido. mas mais doce. . no entanto > torna-o muito inferior ao trigo como elemento de equilíbrio nutricional. a armoles identifica-se pelas suas folhas triangulares verde-glaucas. não deve constituir a base exclusiva de uma dieta alimentar. Considerada actualmente uma erva daninha dos jardins e locais habitados. totalmente desprovido das camadas proteicas externas e do germe.5 cm de comprimento. meteorismo. O sumo fresco contém uma notável percentagem de vitamina C. não pulverulentas na página inferior.l. o arroz integral é um alimento mais rico. É errado não a cultivar. é apenas amido e. só foi cultivado a partir do século VIII. pois. UX. Gramíneas Cereal básico na alimentação das civilizações da Ásia Meridional e do Extremo Oriente.

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de limbo crenado.) Hortelã-francesa Conipostas Esta grande composta vivaz é muito semelhante ao tanaceto devido aos seus medíocres capítulos de centro amarelo formado por flores de corola tubulosa. sendo rica em minerais. hipoglicemiante. convalescença. sedativo. envelhecimento. magnésio. porém. Gramíneas Muito provavelmente derivada da aveia-doida. Porém.sunthemum balsamita Baili. @. fósforo. crescimento. contém ainda provitaminas A e D. as vitaminas BI. O grão. excepcionalmente nutritivo. PP e provitaminas A e D. V O Ver: astenia. B2. pele. Avena fatua L. sais minerais. Avena sterilis L. 5% de lípidos. pode ser utilizada como sucedâneo da cavalinha. diabetes. uma hormona sexual feminina. Balsamita Chry. pela sêrnola e farinha. Todas as suas partes têm utilidade: as sementes. o fruto contém grande quantidade de amido. Tanacetum balsamita L. ou farelo. cálcio. é contra-indicada para os doentes de reumatismo. ou de híbridos desta última com o balanco.’ U.. esterili~ dade. contém um alcalóide e um elevado teor em saponósidos. sob a forma de papas ou de flocos constituídos por grãos achatados. impotência. dos quais quase 25% de lecitina.. sono. o Propriedades: antiasténico. as suas consistentes folhas são ovais. banho. aminoácidos.Í. a palha e as glumas (invólucros externos dos grãos que caem aquando da debulha). a palha. surmenage. A casca do grão. a aveia cereal surge no início dos tempos históricos no Mediterrâneo Oriental. cerca de 12% de prótidos. É utilizada em fitoterapia devido às suas propriedades energéticas e nutritivas. numerosas enzimas.PLANTAS CULTIVADAS Aveia Avena sativa L. emoliente estimulante. é o alimento tradicional de Inverno nos países setentrionais. . E. 2 a 5% de açúcares. A palha > que é sedativa. rica em sílica. simples.

em guerra a XVI. Em 1763. estômago. sob a forma de *óleo de bálsamo+. misto de hortelã e limão. vermífugo.E. sobretudo as bagas antes da maturação e os brolhos do tubérculo. queimadura solar. pele.. litíase. exala um aroma penetrante. olhos. bronquite. existem cerca de 2000 variedades de batata em todo o Mundo. Muito difundida na Idade Média. perfeitamente digerível. o Propriedades: antiespasmódico. que já tem provocado algumas intoxicações fatais. de parte da sua reputação. U. + V O Ver: cólica. vulnerário. provou ali a batata. mesmo para os que sofrem de dispepsia e úlceras. carminativo. Parmentier. obtido pela maceração das folhas e das sumidades floridas em óleo. tosse. o Propriedades: cicatrizante. Ver: aerofagia. queimadura. que adquiriu uma importância capital na alimentação do mundo ocidental. B atateira Solanum tuberosum L. foi introduzida em Espanha provavelmente cerca de 1580. O tubérculo é um alimento muito nutritivo. A sua cultura propagou-se com bastante rapidez em Espanha. após a conquista do Peru pelos soldados de Pizarro. diurético. . trigo e aveia. estimulante.l. esterilidade. Muitas pessoas desconhecem que é conveniente ter cuidado com todas as partes verdes da planta. pois contêm uma substância venenosa. parasitose. nos nossos dias. obstipação. menos rica do que os cereais íntegros. Batata Solanáceas Seria quase supérfluo recordar que esta planta. época em que era vulgarmente utilizada como vulnerário. depressão. empreendendo então a difícil tarefa de difundir e desenvolver a sua cultura em França com o beneplácito de Luís Actualmente. na brasa ou em vapor. na Alemanha e Itália para alimentação dos animais. como os grãos de cevada. Quando apertada entre os dedos.Toda a planta está revestida de um indumento viloso. Originária da Ásia Menor e do Norte do Irão.l. a balsamita é cultivada desde a Antiguidade nas regiões meridionais da Europa. Fortemente mineralizante. energético. U. É preferível cozer as batatas ou assá-las com a pele no forno. estômago. nervosismo. a batata não deve ser preferida em relação a estes últimos numa alimentação equilibrada. perdeu. diabetes. inofensivo em qualquer caso. suavizante. emoliente. gran-. meteorismo. onde ainda é possível encontrá-la também no estado subespontâneo. revigorante. prisioneiro de na Alemanha. a solanina. U. diurético.

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vermífugo@ U. ou cozida com espinafres.: beringela-rosa. parasitose. É cultivada em quase todas as regiões temperadas quentes. é desde há muito cultivada na índia. no entanto.l. a polpa do fruto contém substâncias do grupo dos saponósidos e na pele existem . que contêm alcalóides. sejam tóxicas como na maioria das solanáceas. é reguladora da função intestinal. sede. Ver: bronquite. o Propriedades: anti-infiamatório. Os Árabes trouxeram-na para o Ocidente. merecendo um lugar nas hortas. da mesma família do tomate e da batata. prescrevia-se não só o seu suco.: beldroega-pequena Portulacáceas Esta erva muito antiga. O seu valor nutritivo é insignificante.PLANTAS CULTIVADAS Beldroega Portulaca oleracea L. berengena. refrescante. tongu. Originariamente espontânea da Grécia à China. mas também a decocção das suas sementes como vermífugos infantis. com pequenas folhas carnudas. A cultura desta planta é extremamente fácil. Um teor importante de substâncias mueilaginosas determina as diversas propriedades da beldroega. utilizada em saladas e sopas. Beringela Solanum melongena L. febre. diurético. a beldroega é hoje uma erva infestante propagada em grande parte do Mundo. Brus. o que não sucede relativamente ao seu interesse terapêutico. emoliente. Crua. Bras. depurativo. cistite. e só depois de 1825 surgiu nos mercados. Outrora. misturada em saladas. macumba Solanáceas Esta planta. nã o apareceu na Europa antes do século XV. é actualmente mais frequente naturalizada nas velhas hortas e nas imediações de locais habitados do que cultivada. Embora as partes verdes.

A beringela cozida com pele e sem excesso de gorduras pode ser aconselhada para tratar a atonia hepatobiliar. U. propagaram-se cerca do século X111 a partir da Germânia. UX. antiséptico. por vezes espinhosos. que. onde os camponeses pobres as utilizavam consideravelmente. o Propriedades: antiespasmódico. mas pouco cultivadas. Mencionada pela primeira vez em . serve ainda para perfumar alguns chás como o Earl Grey..: beterraba Quenopodiáceas As variedades de raiz grossa. var.pigmentos. muito aromáticos e ácidos. A cosmetologia inclui a essência de bergamota em certos produtos bronzeadores. e pelos frutos. na Calábria. A bergamota só é cultivada nas regiões meridionais mais quentes da Europa. Ver: bronzeamento. et Poit. impróprios para consumo. o Propriedades: colerético. fígado. Os frutos. diurético. tomado em excesso. Ber amota Citrus bergamia Riss. ácidos orgânicos e um álcool. que devem ser utilizados com precaução. pois podem fazer surgir manchas cutâncas muito inestéticas e difíceis de desaparecer devido ao bergapteno contido no óleo essencial. U. especialmente no Sul de Itália. obesidade. de cor amarelo-pálida. laxativo. carnuda e variavelmente adocicada da Beta vulgaris. frieira. cólica. rapaceu Koch Bras. obstipação. apenas se colhem pela casca. Beteua-ba-sacarina Beta vulgaris L. Utilizada em perfumaria para fabricar águas-de-colónia. em confeitaria na confecção de caramelos. que contém cerca de O. emoliente. Vergamota Rutáceas É um parente próximo da laranjeira-doce e de origem idêntica. apenas se parecendo com ela pelos seus ramos..l. pode ser nocivo. Ver: colesterol. de 7 a 10 em de comprimento e frequentemente em forma de pêra.5% de uma essência que confere à planta as suas propriedades terapêuticas e aromáticas. conhecidas sem dúvida desde a Antiguidade.l. hipocolesterolemiante. fotossensibilizador.

B2. a beterraba tem um grande valor nutritivo e energético.França por Olivier de Serres. o estrôncio. e a hortícola. o manganésio. Muito digestiva. sobretudo a sacarose. misturada com as saladas. como o bromo. as suas vitaminas BI. os seus sais minerais e os seus oligoelementos. C. PP. em 1600. o rubídio. reservada durante muito tempo às mesas modestas. o lítio. No começo do Inverno. foi redescoberta e dada a conhecer pela dietética moderna. deve ser preferentemente ingerida crua e finamente picada. A variedade hortícola. a sua provitamina A. de sabor agradável e polpa vermelha. o grande número de aminoácidos. é um aperitivo. A beterraba-açucareira tornou-se famosa no século XIX. a beterraba tornou-se rapidamente conhecida. os seus pigmentos. é benéfica como 313 . muito raros. Com os seus açúcares.

ou cânhamo-indiano (bras. cânhamo~europeu Canabináceas Originário da Ásia Central e Ocidental. anginas. Liliáceas Botanicamente. extraem-se a betaína. e.l.PLANTAS CULTIVADAS preventivo de viroses. já era cultivada na Caldeia há 4000 anos. Cânhamo Cannabis sativa L. tónico. U. provoca. cânhamo~da-índia. colagogo. fumo-bravo). e existem inúmeros casos de trabalhadores que outrora se sentiam perturbados nos campos de cultura do cânhamo. o Propriedades: anti-séptico. epidemia. e o ácido glutâmico. + O Ver: anemia. a que é cultivada há mais tempo. Na verdade. os apreciadores . sedativo.. dartro. astenia. o cânhamo já era conhecido dos povos da Idade do Bronze cerca de 1000 a. Cebola Alhum cepa L.: maconha. fígado. Derivando de cebolas silvestres da Ásia Ocidental. desmineralização. cultivado no Oriente há milhares de anos. O Ver: abcesso. resíduo da indústria açucareira. a palavra *cânhamo+ sugere mais rapidamente droga do que planta industrial. não existem grandes diferenças morfológicas entre o cânhamo comum e a sua espécie asiática. fumo-de-angola. Esta planta têxtil desenvolveu-se intensamente na Europa até ao século XIX. Do melaço. Está representada frequentemente nos frescos dos túmulos egípcios. Cannabis indica L. no entanto. furúnculo. Actualmente. UA. um aminoácido muito importante para o funcionamento cerebral. remineralizante. O cânhamo-europeu não é estupefaciente. sem dúvida. Linho-cânhamo. UX. a cebola distingue-se dos alhos propriamente ditos devido às suas folhas tubulosas e ocas. substância que estimula e restabelece o equilíbrio da célula hepática. As sementes do cânhamo são muito apreciadas pelas aves. o Propriedades: analgésico. mas a concorrência e o advento das fibras artificiais provocaram o declínio da sua cultura. De entre as numerosas espécies do género Allium. Os Gregos e os Romanos comiam grande quantidade de cebolas. de que é extraído o haxixe. C. sono. sendo também muito utilizado em produtos farmacêuticos. uma ligeira euforia. a cebola é. antiespasmódico. aperitivo.

mais rica em essências. sarda. cardiotónico. Allium ascalonicum L. edema. emoliente. antitússico. reumatismo. + O Ver: abcesso. deve preferir-se a cebola de cor vermelho-vivo. sais minerais. laxativo.E. calo. glúcidos. mas desprovida do caule dilatado e 314 . C. obstipação.: alho-grosso-de-espanha. calicida. anti-séptico. alcoolismo. ouvido. queimadura. acufenos. B2.miúda. lípidos..para os conservar em vinagre. não sendo. PP. desde a enorme cebola-doce-de-espanha até aos pequenos bolbos propositadamente ma cuidados . Cultivam-se numerosas variedades. aos que têm frequentemente hemorragias ou sofrem de dermatoses. ureia. diabetes. meteorismo. cicatrizante. numerosos oligoelementos.. albuminúria. alhomourisco. desconhecida no estado espontâneo. É um condi mento-remédi o de grande valor. originária talvez do Nordeste Africano. provitamina A. pulmão. Para usos medicinais. é provavelmente apenas uma variedade de cebola. cebolinha-galega Bras. Ceboleta-de-frança Allium schoenoprasum L. cieiro. O seu sabor picante deve-se à presença de um óleo volátil análogo ao do alho. porém. Quando fresca. aconselhado aos doentes de dispepsia. cancro. E e flavonóides. B5. resolutivo. panarício. ferida. As pessoas irritáveis ou de temperamentos sanguíneo e bilioso só a devem ingerir com moderação. verruga. vitaminas B 1. U. bronquite. mordedura.da boa mesa na Idade Média davam-lhe grande importância. Os mais antigos textos de medicina atribuem à cebola propriedades diuréticas que continuam a ser-lhe reconhecidas. úlcera cutânea. estimulante. Parente da cebola.semeiam-se tarde e são escassamente regados . enxofre. A chalota. revulsivo. U. Actualmente. alho-rocambole.l. diurético. prótidos. o Propriedades: antiescorbútico. hipog licemi ante. contém uma grande quantidade de água. Cebolinha. em cru. expectorante. frieira. astenia. parasitose. picadas. este condimento é ainda a base da cozinha européia mediterrânica. alho-espanhol Liliáceas A ceboleta-de-frança é uma pequena planta folhosa apenas no quarto inferior que apresenta graciosas umbelas globosas com flores cor-de-rosa ou cor de púrpura. tosse.

meteorismo. hipoglicemi ante. revulsivo.. a subespécie comestível. Possivelmente originária de um Allium da Ásia Oriental.@ sativus Hayek Umbelíferas A cenoura é uma das plantas silvestres mais divulgadas no mundo antigo. diurético. U. Durante muito tempo em competição com o nabo. a cebolinha-comum não é conhecida em parte alguma no estado espontâneo. cardiotónico. porém. mais bem tolerada pelos estômagos sensíveis. sendo.fusiforme. que deve a sua cor vermelha a um alto teor em carotenos que o organismo transforma em vitamina A. expectorante. substituindo em culinária as cebolas. a ceboleta-de-frança é indígena de todo o Norte da Europa e da Ásia. calmante. calo.E. Resistente ao frio. calo. resolutivo. é utilizada em fitoterapia. diurético. Ver: alcoolismo. foi introduzida na Europa nos séculos XVI ou XVII e é actualmente uma planta-condimento vulgar. expectorante. . As suas aplicações são muito semelhantes às da cebola. laxativo. Cenoura Daucu. Cebolinha-comum Alliumfistulosum L. estimulante. Cebolinho Lifiáceas Planta afim da cebola. antitüssico. começou a ser apreciada a partir do Renascimento e conheceu grande difusão no início do século Xix. emoliente.. cicatrizante. laxativo. calicida. foi possivelmente seleccionada na Ásia Central. cicatrizante. revulsivo. o Propriedades: antiescorbútico. Brassica napus L. picadas. cultivada na Europa há 2000 anos. U. fácil de picar. As suas aplicações medicinais são idênticas às da cebola. Cresce também na América do Norte. anti-séptico. estimulante. flores amarelo-esverdeadas. picadas.l. meteorismo. Ver: alcoolismo.. hipoglicemi ante.l. de raiz carnuda e adocicada. suporta facilmente o Inverno quando cultivada sob a protecção de um simples caixilho envidraçado. o Propriedades: antiescorbútico. e a chirivia. propagando-se para sul através dos maciços montanhosos. A raiz fresca das espécies cultivadas. mas com bolbo oblongo. UX. cardiotónico. A cenoura contém também as vitaminas BI. emoliente. calicida. anti-séptico. resolutivo. antitússico. U. fresca e verde.

contribuem para a sua fama medicamentosa. às mulheres grávidas e às pessoas idosas. é especialmente recomendada às crianças. estômago. obstipação. cicatrizante. envelhecimento. + V O Ver: abcesso. aos convalescentes. bronzeamento. Os frutos secos. astenia. frieira. prurido. remi neral izante. sedativo. originariamente. em lípidos e sobretudo em vitaminas. vermífugo.E. estimulante. mas o seu germe é menos rico em proteínas.PLANTAS CULTIVADAS B2. de digestibilidade média. Utilizados para fazer pão. A polpa fresca aplicada em cataplasma é calmante e cicatrizante. queimadura. estimulantes. em máscara. numerosos oligoelementos. Gramíncas É possível que.l. cálcio. olhos. bronquite. ferro e cobre. aplicações . PP. diarréia. ralada com pele ou em suco. o centeio fosse apenas uma erva daninha dos campos de trigo. prótidos e poucos lípidos. úlcera cutânea. galactagogos. cura de Primavera. Quando parasitadas pelo fungo Claviceps purpurea Tul. felizmente quase desaparecido nos Os alcalóides do esporão do centeio. tónico. fígado. tosse. B6 e E. seio.. têm importantes do centeio do ergotismo. Crua. diuréticos. ou cravagem. intestino. U. cujo uso regular é considerado preventivo das afecções cardiovasculares. crescimento. parasitose. só tardiamente atingiu a Europa. tonifica e alimenta a epiderme. além de pequena quantidade de iodo. bastante fósforo. U. ferida. Centeio Secale cereale L. laxativo. anemia. Estes diversos componentes. anti-séptico. contendo. tendo-se revelado mais rústico que este último e mais resistente em solos áridos e climas rudes. as espigas apresentam esporões negros cuja elevada toxicidade está na origem outrora denominado mal ardente. nossos dias. galactagogo. diurético. B5. magnésio. detersivo. emoliente. lactação. têm aplicações análogas às do anis-verde e do funcho. proveniente do Oeste Asiático. sem dúvida nos finais da Idade do Bronze. É um alimento energético. aos adolescentes. antidiarreico. provitamina D. A composição do centeio é muito semelhante à do trigo. pele. convalescença. no entanto. depressa se revelou como o mais apropriado cereal para sementeiras em solos pobres. actualmente desconhecido no estado espontâneo. os grãos de centeio são muitas vezes misturados aos do trigo. o Propriedades: antianémico. e sobretudo os carotenos. Este cereal.. epidemia. Amplamente difundido pelos Eslavos e Gauleses. potássio.

315 .terapêuticas.

o Propriedades: antiasténico. contusão. Cerdeira Rosáceas Existem numerosas variedades desta planta. enuresia. o cerefólio só se emprega fresco e cru. A c erej eira. cultivada na maioria das hortas. no Cáucaso e nas montanhas da Ásia Ocidental. lactação. cerefolho-das-hortas Umbelíferas Esta planta aromática. oftalmia. cresce espontaneamente no Sudoeste da Europa. desmineralização. hipertensão. + V Ver: bronquite.) Hoffm. diurético.PLANTAS CULTIVADAS o Propriedades: emoliente. anti-séptico. herpes. fígado. colerético. se bem que muitas vezes considerada como parente pobre da salsa.l. Cerefólio Anthriscus cerefolium (L. seio. É utilizado com vantagem nas curas depurativas de Primavera. U. e nenhuma delas tem o cheiro agradável do cerefólio. icterícia.molar. nariz. foram-lhe atribuídas inúmeras virtudes. laxativo. pele.I. Prunus juliana . antilactagogo. pois o calor volatiliza o componente aromático. um princípio amargo e o mesmo heterósido flavónico que a salsa. Algumas destas plantas são tóxicas. aperitivo. O suco fresco misturado com leite ou com uma infusão tépida acalma a tosse. pois é possível que nos jardins ou próximo deles cresçam umbelíferas selvagens do mesmo género Anthriscus ou do género vizinho Chaerophy11uni. obstipação. resolutivo. Cerejeira Prunus avium L. A planta contém um importante teor de vitamina C. Recomenda-se prudência. prurido. Cerefolho. remineralizante. o cerefólio é também um bom estimulante da digestão. resolutivo. Os Romanos já a apreciavam. E. Para fins aromáticos ou medicinais. Aperitivo devido ao seu sabor. estimulante. depurativo. tosse.. rim. a sua grande rival. ruga. Na Idade Média. U. U. O Ver: arteriosclerose.

à s crianças e aos adolescentes. Os homens das mais antigas civilizações destinavam-na à alimentação do gado.Rchb. por selecção. distichum L. é uma bebida refrescante. A cereja é um fruto recomendado para curas aos doentes pletóricos e reumáticos e. tonifica a epiderme. em grãos descascados e esmagados. tanino e flavonóides. vermelhos ou vermelho-anegrados. As utilizações medicinais das diversas variedades são idênticas. no entanto. cistite. refrescante. Cevada Hordeum vulgare L. gripe. O sumo. de drupas com polpa clara e consistente. convertido em xarope. celulite. preparavam-na sob a forma de papas e bolos. A cevada pode ser consumida sob diferentes formas: em farinha.. U. obesidade. Esta. devido às suas vitaminas. aquosa e pouco nutritiva apesar dos seus açúcares. os flocos. ou cevada . Prunus gondouinú Relider. aplicada em máscara no rosto. porém. a cevadinha. cereal nobre. da cerejeira-brava. + V O Ver: anemia. além de vitaminas do grupo B. reumatismo. ácidos orgânicos. A cereja. a cevada deve ter sido semeada nos primeiros campos neolíticos. Prunus cerasus 316 L. que a consumiam com frequência. rim. Originária do Próximo Oriente.. está muito difundida em grande parte do Mundo em numerosas variedades. nã o devendo portanto ser ingerida. ou de-folha. laxativo. foi conhecida na Europa desde a Antiguidade. e a cerejeira-bical. e H. ao organismo uma quantidade notável de provitamina A.l. diurético. os seus grãos torrados e esmagados transformavam-se numa bebida espumante. Prunus avium L. diurese. obstipação. a antepassada da cerveja. espontânea na Ásia Ocidental. fornece. derivam. A sua utilização como planta para o fabrico de bebidas remonta à Pré-História: por fermentação em água. A polpa fresca. A infusão de pés de cereja é um diurético de comprovado uso popular. na alimentação humana. Prunus duracina Rchb. é um híbrido da cerejeira-brava e da ginjeira-galega. que dá frutos de polpa tenra e doce. há possivelmente 7000 anos. crescimento. em grãos descascados e polidos à máquina. as classes desfavorecidas. Gramíneas A história da cevada cultivada é muito semelhante à do trigo. A cevada foi rapidamente suplantada pelo trigo. Actualmente. A amêndoa do caroço contém uma pequena quantidade de ácido cianídrico. litíase. A ginjeira-garrafal. a Propriedades: depurativo.

O germe con- . E um alimento rico e reconstituinte. nutritivo e digestivo sucedâneo do café. ou malte. pessoas idosas ou crianças de tenra idade. transformam o amido em substâncias muito fáceis de assimilar pelo tubo digestivo. Deste facto resulta a utilidade do malte na alimentação dos doentes. convalescentes. As enzimas que se desenvolvem especialmente no grão germinado. O malte torrado serve para preparar um agradável.perlada.

anginas. misturadas em saladas. o Propriedades: antidiarreico. chagueira Tropeoláceas Esta planta sul-americana. U. + V Ver: apetite. cabelo. confere-lhe um sabor fresco e picante.l. tem utilizações idênticas. O seu suco fresco facilita a expectoração e acalma a tosse. vesicante. não tóxico em doses medicinais e alimentares... as folhas contêm. O decocto de cevada descascada. cipreste-comum Cupressáceas Espontâneo nas ilhas do mar Egeu.têm um alcalóide. crescimento. bronquite. a hordeína.: cipreste-da-itália. na refeição da noite. Para uso externo. bronquite. estômago. emoliente. U. Recentemente. As folhas e flores das chagas. na Síria e no Irão. diarreia.l. hoje tão vulgar nos nossos jardins. idêntico ao componente activo do agrião. resolutivo. foi isolada da planta uma substância antibiótica. C i preste -dos-cem i téri os Bras. expectorante. abrem o apetite. emenagogo. o cozimento de cevadinha dos médicos antigos. a adrenalina. +0 Ver: abcesso. tosse. favorecem o sono. lactação. coração. Um heterósido sulfurado.. menstruação. Mastruço-do-peru. espécie muito semelhante. As flores e os frutos concentram este composto num óleo essencial. capuchinhas. propagou-se desde . sedativo. cardiotónico. além disso. colibacilose. A parte utilizável das chagas são as folhas frescas e as sumidades floridas. enfisema. o cipreste. uma quantidade notável de vitamina C. que exerce uma acção semelhante à de uma hormona. raquitismo. Chagas Tropaeolum majus L. o Propriedades: antiescorbútico. U. tanto esta preparação como a farinha de cevada em cataplasmas quentes actuam como sedativos e resolutivos. A Tropaeolum minus L. Cipreste Cupressus sempervirens L. UX. E. que ocupava um lugar importante nos ritos funerários dos povos antigos. tem uma justificada reputação de remédio reconstituinte e emoliente. podendo provocar as mesmas pequenas perturbações que aquela planta em pessoas sensíveis. tónico. aclimatou-se na Europa no século xvii. auxiliam a digestão e. cistite. convalescença.

Tomada em doses excessivas. frescas. Mastigada. cicatrizante. Coriandro Umbelíferas Propagado por meio da cultura e esparsamente espontâneo numa extensa zona da bacia mediterrânica. ainda habitual entre os Árabes. o cipreste contém um óleo essencial muito aromático com o qual os Romanos fabricavam perfumes. têm utilização na cozinha regional.4 e 1 % de uma essência menos tóxica do que a da maioria das essências das umbelíferas aromáticas. conservas em vinagre e purés de batata. após destilação. caça. no entanto. são utilizados em fitoterapia. O cipreste é essencialmente uma planta vasoconstritora devido ao conjunto dos seus componentes. que é. denominados gálbulas. anti- . no Inverno. esta essência pode provocar perturbações e lesões renais. O coentro é assim uma planta aromática frequentemente utilizada. um excitante para o homem. a parte da planta mais utilizada na Europa. na Ásia e na América. É uma das plantas medicinais mais antigas: está mencionado num escrito assírio com 35 séculos. Além de uma elevada percentagem de tanino.E. anti-séptico. entre O. disfarça o mau hálito provocado pela ingestão de alhos. caldos. U. antiespasríiódico. Os frutos servem para temperar guisados. anti-séptico e vulnerário. Para uns o coentro era uma planta venenosa. é um excitante. As partes verdes. tosse convulsa. enurese. diarreia. Os discípulos de Hipócrates conheciam já as suas características de adstringente e o seu poder anti-hemorrágico. o coentro é provavelmente nativo do Próximo Oriente. para outros um simples com capacidade para curar a peste e a epilepsia e suprimir as dores do parto. vasoconstritor. UA. remonta a tempos muito remotos. A medicina antiga foi muito contraditória no que se lhe refere. varizes.há muito por todas as costas do Mediterrâneo. hemorróidas. Coentro Coriandrum sativum L. + Ver: circulação. o Propriedades: antiespas módico. Consideravam-no simultaneamente afrodisíaco e calmante. O seu emprego como planta aromática e medicinal. em doses medicinais. o Propriedades: antidiarreico. pela Ásia e PLANTAS CULTIVADAS até pela China. hemorragia. Os ramos novos com folhas e os frutos. menopausa. Os frutos secos. dão. as gálbulas devem ser colhidas antes da maturação. indicado para estados de choque ou em casos de enfraquecimento geral associado a graves doenças infecciosas.

+ O 317 .l. carminativo.séptico. excitante. vulnerário. U. estimulante.

casca coriácea e amarelada. Pouco usada actualmente. o seu nome. a Propriedades: drástico. provocava desconfiança. às quais se atribui. meteorismo. Maçã-coloquíntida Cucurbitáceas Cultivada nas regiões mediterrânicas mais quentes. fabrico de margarinas. não deve ser confundida com as diversas cucurbitáceas ornamentais como a cabaça. Couve-nabiça Bras. tais como para mistura dos óleos de mesa vulgares. nos tempos remotos em que a purga era a base de qualquer terapêutica.. UA. vertigem. Efectivamente. planta próxima da couve-nabo. insecticida. polpa esbranquiçada excessivamente amarga. a coloquíntida só é provavelmente espontânea na Á frica desértica. por vezes erradamente. var. parente próxima da melancia. espasmo. a colza é igualmente oriunda das regiões de climas continentais da Europa e da Á sia Ocidental. digestão. com frutos esféricos de 8 a 12 cm de diâmetro. fadiga. CoIza Brassica napus L. É simultaneamente uma planta utilizada como forragem e oleaginosa. E. U.PLANTAS CULTIVADAS Ver: aerofagia. As coloquíntidas são um dos mais violentos purgantes do reino vegetal devido aos heterósidos amargos que contêm. Esta planta. arteriosclerose. figura na lista de substâncias tóxicas da farmacopeia francesa. dor.: nabo Crucíferas Variedade do nabo de raiz esguia. Coloquíntidas Citruflus colocywhis Sebrad. sobretudo no Sara. bem como no Oeste e Sudoeste da Ásia.. + Ver: insectos. . gripe. Citruflus vulgaris Schrad. de chocolate e de bolachas de preço acessível. O óleo transparente e semi-secativo fornecido pelas suas sementes tem numerosas aplicações na alimentação. oleifera DC. e em que este fruto fazia parte de numerosas receitas.

Urnbelíferas Especiaria muito antiga. a couve . Cultivada há milhares de anos. estômago. estando o óleo de colza incluído nesse número. Crucíferas Nativa da Europa. Hortaliça popular por excelência. digestivo. Contém. a couve existe em centenas de variedades. não apresentando assim garantias suficientes para ser utilizado em culinária. o cominho ocupava um lugar muito importante na gastronomia e na medicina da Antiguidade. meteorismo. + O Ver: apetite. os seus frutos também foram encontrados nos túmulos egípcios. emoliente. os Romanos. nativa da Ásia Ocidental. Iaxativo. A alcaravia passou a ser utilizada em seu lugar e geralmente é confundida com o cominho. galactagogo. absolutamente justificada. é uma planta de caule grosso. profundamente recortadas. Cominhos Cuminum qminum L. guarnecidos por numerosos pêlos rijos e curtos. lactação.l. Na Idade Média. traqueíte. especialmente do Turquestão.Porém. bastante semelhantes aos da alcaravia. hoje difundidas pelos campos e hortas de todo o Mundo. com folhas esparsas. de cor verde e textura carnuda. A sua utilização em fitoterapia é. os métodos actualmente utilizados para a extracção industrial dos óleos tornam duvidosa a qualidade de todos aqueles cujo processo de obtenção utiliza calor. o uso do cominho era ainda muito requintado na Europa. o Propriedades: cicatrizante. Citado pelo profeta Isaías. frieira. porém.. digestão. na época da decadência. No seu habitat natural. Nela se reconhece facilmente o protótipo da couve forrageira não repolhuda. do Atlântico e do Mediterrâneo Ocidental. porém. Os frutos desta pequena planta esguia. UA. sendo as inferiores. são. várias substâncias que se revelaram tóxicas quando em ingestão prolongada. o Propriedades: carminativo. têm aroma mais forte e menos agradável e um sabor mais quente e acre. por vezes. U. U. sudorífico. semilenhoso e ligeiramente prostrado. utilizavam-no como auxílio para a digestão após os festins. além disso. Ver: bronquite. a couve encontra-se no estado espontâneo nas falésias e rochedos do litoral da Mancha. Couve Brassica oleracea L. e só com a evolução do gosto acabou por ser considerado uma trivial erva aromática. muito apreciada pelos povos celtas e os Romanos.E.

o Anti318 . Catão.teve um lugar cimeiro no seu importante papel de alimento e remédio.

bronquite. o Propriedades: antianémico. pele. U. a urina das pessoas que a comessem adquiria o poder de curar os tumores externos.1 milénio a. entre 1 e 4% de prótidos. depurativo. B2. No entanto.). impetigo. É actualmente uma das árvores de fruto mais cultivadas nas regiões meridionais da Europa. cozida. astenia. não é possível explicar exactamente a sua actividade terapêutica. a árvore só começou a ser cultivada nos pomares chineses três séculos antes de Cristo. parasitose. considerava-a uma planta mílagrosa que permitira aos Romanos viver sem médicos durante seis séculos. a couve contém. quando muito. e. Plínio. no entanto. em caso de intolerância. O. fígado. antiescorbútico. picadas. Além de cerca de 92% de água. .pelo que se lê nos textos antigos -. Do Extremo Oriente propagou-se à Ásia Ocidental. Numa obra recente. alcoolismo.08%. C. maçã-da-arménia. como a maioria das crucíferas hortícolas. diarreia.3% de lípidos. pois os fitoterapeutas actuais reconhecem-lhe a maioria das propriedades que já os Antigos lhe atribuíam. úlcera cutânea. diurético. reumatismo. vermífugo. considerava ainda a couve-roxa como um vulnerário: na sua opinião. o damasqueiro foi difundido por todas as suas possessões da bacia mediterrânica. vulnerário. Porém. que a sua função terapê utica não terminou. Citado pelos Romanos desde o século 1. ferida. entre os quais as mucilagens. escorbuto. PP. Hieronymus Bock. acrie. O damasco é um fruto de grande valor nutritivo.E. queimadura. um médico francês atribui-lhe cerca de 80 aplicações distintas. contusão. iodo. 5 e 7% de glúcidos.go (séculos III e II a. no século I. à qual se associam as vitaminas B I.05 e O. ciática. No final do 3. antidiarreico. peitoral. C. rim.I. tornando-se. B5 e C. Especialmente rico em provitamina A. frieira. Pelo que se conhece da composição quimica da couve. emoliente. As suas inumeráveis propriedades e a sua actividade antiescorbútica são há muito conhecidas: devido ao uso da couve fermentada nos navios. foi finalmente possível vencer o *escorbuto marinho+.. célebre médico alemão do Renascimento. o cepticismo do século XIX relegou a couve para as cozinhas. minerais: fósforo. devido ao seu enorme desenvolvimento na Arinénia. hipoglicemiante. . cicatrizante. urina. U. anemia. podendo os seus frutos ser consumidos quer frescos. É importante salientar que a couve mais benéfica é a couve-roxa consumida crua ou. açúcares. Parece. + O Ver: abcesso. utilizava-a como panaceia. lumbago. os Romanos chamaram-lhe Armeniacum malum. gota. etc. quer em conserva. pequenas quantidades de provitamina A e vitamina B e grande quantidade de vitamina C: entre O.. díabetes. PLANTAS CULTIVADAS ria. pequena quantidade de uma essência sulfurada. o damasco era já servido à mesa dos imperadores da China. um remédio caseiro. cálcio.

anemia. Deve ter-se a maior prudência.E. é antidiarreico. podendo. cresce espontaneamente na região que se estende do Irão à ManchúRutáceas Espontâneo no Sul e Centro da Europa. abricot Rosáceas O damasqueiro.sais minerais e numerosos oligoelementos. U. cujos frutos são geralmente pequenos e ácidos. convalescença. Grande erva vivaz. Os Antigos desconheciam o dictamo-branco. O damasco é geralmente bem tolerado. e enormes flores cor-de-rosa ou brancas. é. porém. contendo. especialmente em crianças. Consumido cru. A casca da raiz fazia parte de numerosas fórmulas farmacêuticas. um veneno violento. U. pele. efectivamente. uma substância que produz ácido cianídrico. porém. Dictamo-branco Dictamnus albus L. O sumo fresco. + V Ver: acufenos. cultivada simultaneamente pela sua beleza e as suas propríedades medicinais. nervosismo. Albricoqueiro.l. astenia. o Propriedades: adstringente. antianémico. provocar reacções alérgicas. 319 . Dictamno-branco. um poderoso antianémico. aplicado no rosto sob a forma de loção. é um excelente tónico. mas depois de seco e submetido à mesma preparação que as ameixas torna-se laxativo. exalando um penetrante aroma a canela tão volátil que nas noites de Verão a essência libertada pode perceber-se à distância. alperceiro. tem as folhas superiores compostas por 7 a 15 folíolos denticulados. como o morango.: damasco. pontuados de glândulas bem visíveis à transparência. os médicos atribuíam-lhe múltiplos poderes. é mais frequente ser amarga. o dictamobranco é uma planta rara. pois este caroço já provocou acidentes mortais. envelhecimento. bastante oleaginosa. No Renascimento. fraxincla Damasqueiro Prurius armeniaca L. A amêndoa do caroço. assim corno na Ásia temperada.. laxativo. é comestível se for doce. nesse caso. alpercheiro Bras.

a lecitina. Fluido. colagogo. UA. quase incolor.PLANTAS CULTIVADAS o Propriedades: anti espasmódico. vulnerário. tosse. nos seus componentes químicos. menstruação. Na Europa Central.gem. UX. as sementes da dormideira são . denominado óleo de papoilas. cresce no estado endémico em Creta. Considerado uma panaceia pelos Gregos e Latinos. + Ver: bronquite. vesícula biliar. Semelhante.) Benth. Este óleo contém uma substância rica em fósforo. [@Amara(-us dictamnus (L. emenagogo. Nas volumosas cápsulas de todas as variedades de Papaver somniferum L. de sabor agradável quando resulta de uma primeira pressão a frio. ricas num óleo. o dictamo-de-creta era ainda no século XVIII vulgarmente cultivado nos jardins e fazia parte das receitas de determinado número de preparações farmacêuticas como o orvietão ou a opiata-de-salornão. digestivo. no entanto. amadurece um grande número de minúsculas sementes.l. indigestão. U. estimulante. mas muitas vezes confundido pelos Antigos com outras labiadas odoríferas. muito semelhante ao óleo de girassol. ao poejo. Pouco utilizado. tónico. vermífugo. Dormideira Papaver somniftrum L. com pequenas flores rosadas. o óleo de papoila é perfeitamente indicado para a alimentação. A medicina moderna reconhece somente propriedades aromáticas a esta labiada. Ver: anemia. contusão. parasitose. verti. formando espigas opostas guarnecidas de grandes brácteas cor de púrpura. Papoila-da-índia Bras.: papoula Papaveráceas A dormideira inclui-se neste capítulo devido às suas sementes oleaginosas. de base lenhosa. muito eficaz numa dieta hipocolesterolemi ante. o dictamo-de-creta tem possibilidade de substituí-lo nas indicações terapêuticas.1 Labiadas Esta espécie xerófita com um indumento lanoso branco. o Propriedades: antiespas módico. poderia ser. Dictamo-de-creta Origanum dictamnus L.

poucos alimentos vegetais podiam ser consumidos no Inverno. é actualmente pouco conhecida.l. onde aparecem ainda espécies congéneres no estado espontâneo. o mastruço e o rábano. Rica em glúcidos e em prótidos. Mais tarde. U. com excepção da base cerealífera. na Idade Média. com 1. Planta hortícola. cultivada em certa escala como sucedâneo da mostarda-negra. como a mostarda-negra. Apesar de rara nas hortas. digestivo. U. se perde num passado longínquo. Ver: colesterol. condimentar e de aplicações medicinais. impotência. a eruca é muito semelhante a um rabanete bem desenvolvido.frequentemente utilizadas em pastelaria e no fabrico do pão.. por vezes. Distingue-se. tónico. Ervilheira Pisum saffi. cabelo..l. a Propriedades: emoliente. fígado. A cruca deve o seu sabor picante e as suas propriedades tónicas e excitantes a um heterósido gerador de uma essência sulfoazotada. adquiriu-se o hábito de comê-la verde. Fedorenta Crucíferas Com as suas grandes flores brancas ou amareladas raiadas de roxo e as folhas profundamente lobadas.E. é. pelo seu cheiro forte e picante. greta. Cultivada pela sua utilidade na alimentação.5% de lípidos e 3% de sais minerais. a ervilha-de-quebrar é um alimento quase tão nutritivo como a lentilha. hipocolesterolemiante.um L. Ver: astenia. Ervilha Leguminosas Na Idade do Cobre. cura de Primavera. U. da cevada e do milho-miúdo. Pode assim afirmar-se que a domestícação desta planta. . Eruca Erucu sativa Milí. recurso de grande importância nas épocas em que. estimulante. Após a secagem. os homens das cidades lacustres cultivavam já a ervilheira. originária das regiões mediterrânicas. além do trigo. Os Egípcios já a conheciam. UX. a ervilha foi durante muito tempo o único legume seco. As suas utilizações são por isso muito semelhantes às das diversas crucíferas. deve de preferência ser descascada. queimadura. outrora muito vulgar nas regiões mediterrânicas da Europa e da Ásia Ocidental. no entanto. um terço dos quais sob a forma de fosfatos e grande quantidade de ferro. o Propriedades: depurativo.

320 .

A água da cozedura. espessa. vitaminas BI e B2. sudorífico. UA. U. Actualmente. Este espargo cultivado. um elevado teor de açúcares. tem várias espécies próximas espontâneas na flora europeia. além disso. se não contiver sal. no século XVI. rica em mucilagem e contendo prótidos e glúcidos. o espargo-bravo. A análise dos turiões comestíveis revelou um grande número de componentes: provitamina A. U.: aspargo Liliáceas O espargo-hortense encontra-se um pouco por toda a parte. UX. Bras. A mais notável. pele. aminoácidos. prótidos. Asparagus acutifolius L. pelo que é muito difícil determinar a sua origem. propagando-se espontaneamente. Das folhas novas fazem-se excelentes saladas. Ver: bronquite.. B2. peitoral.De muito mais fácil digestão depois de reduzida a puré. A toiça. numerosos oligoelementos. como remédio. PP e provitaminas A e D. a sua cultura só começou a ser estável a partir do século XV. que é bem digerida por estômagos sensíveis. era outrora tida como um antídoto de venenos. pouco modificada pela cultura. contém.menor.. Já era cultivado no antigo Egipto. a escorcioneira é uma planta indígena do Sul e do Centro da Europa. do qual se distingue pelas suas flores amarelas e raízes escuras. Indicada para anêmicos e convalescentes. Esta raiz. fósforo e vitaminas B 1. Introduzido em França na época galo-romana. E. aprecia-se o sabor da sua raiz. só um século depois foi reconhecida como hortaliça. é diurética. não é aconselhável às pessoas que sofrem de dispepsia ou às que têm uma actividade física reduzida. gota. Citada pela primeira vez em França. também é aconselhável para os trabalhadores manuais e intelectuais. + Ver: digestão. A ervilha verde contém glúcidos. no Médio Oriente e na Grécia antiga.l. é um subarbusto perpetuamente verde. muito disseminado na região mediterránica. tónico. tinha. Escorcioneira Scorzonera hispanica L. um saponósido e vestígios . pontos negros. emoliente. geralmente aclimatado em solos arenosos. Compostas Muito semelhante ao cersefi. provida de numerosas raizes carnuPLANTAS CULTIVADAS das. Espargo-hortense Asparagus officinalis L. o Propriedades: resolutivo. o Propriedades: diurético. etc.

laxativo.de óleo essencial. origens do seu nome actual. Remédio apreciado pelos Árabes e mesmo considerado por Avicena. do qual faziam também parte o aipo. pulmão. estimulante. crescimento. No século XIII. outrora. C. convalescença. carotenos e glúcidos. obstipação. U. o espinafre deve ser evitado pelos doentes reumáticos. Devido à sua alta mineralização e especialmente aos seus oxalatos. PP. o funcho e a salsa. diurético por excitação directa do rim. conquistando. era muito apreciada pelos Árabes sob o nome de tarkum antes de atingir o Ocidente. UA. a Propriedades: depurativo. o estragão foi progressivamente abandonado na Europa para fins medicinais. No século XIII. 321 . hipotensor. a gilbarbeira. não é aconselhado aos doentes de gota. Quenopodiáceas Esta planta hortícola. hipertensão. do fígado e dos rins e diabéticos. gripe. talvez aquando das invasões mongólicas. de origem persa. Estragão Artemisia dracunculus L. O Ver: acne. O espargo. Contudo. era utilizada na composição do xarope das cinco raízes. Consumido cru. no entanto. desmineralização. queimadura. intestino. originária da Rússia Meridional e da Sibéria. +0 Ver: anemia. mas mais provavelmente trazida pelos cruzados no século XII. o de targon. e no XIV. bem como em estados inflamató~ rios do tubo digestivo e vias urinárias. B2.E. UA. tinha o nome de tarcon. foi introduzida em Espanha pelos Árabes apenas no século XI. vitaminas BI. raquitismo. as análises atestam a exactidão de muitas das antigas indicações terapêuticas. os seus elevados privilégios culinários. o Propriedades: antianémico. no século XI. Muito rica em sais minerais. alcançou a França e seguidamente atingiu o resto da Europa. diurese. remineralizante. provoca por vezes reacções alérgicas. litíase e reumatismo. como preventivo contra a peste. Compostas Esta espécie de Artemis@a deliciosamente aromática. anemia. contém também aminoácidos. diurético. fígado. Espinafre Spinacia oleracea L.

apetite. provocar uma rápida intoxicação. diurético. Fava Leguminosas Este antigo legume. tornando-se depois de retirada a pele. pois @ontém 23% de prótidos e 55% de glúcidos. além do milho. A ingestão da fava ou a simples inalação do pólen da planta florida pode.PLANTAS CULTIVADAS O seu uso é benéfico para faltas de apetite ou más digestões. embora tivesse a fama de albergar as almas dos mortos e de provocar sonhos funestos. U. temperada com sal e azeite. o favismo. sedativo. cozinha-se em puré. A fava tem um elevado valor nutritivo. parasitose. bastante indigesta. anti-sép~ tico. Cozida com a vagem. peixes e carnes. era. vermífugo. Feijoeiro Phaseolus vulgaris L.l. emenagogo. aperitivo. Feijão-de-trepa Leguminosas O feijão. apresenta uma digestibilidade satisfatória. o Propriedades: antiespas módico. por vezes. melhora agradavelmente a insipidez dos alimentos nas dietas sem sal. estimulante. litíase. U. parente próximo de espécies espontâneas da região mediterrânicá. originário do México e do istmo da América Central. O Ver: albuminúria. menstruação. é necessário demolhála durante 24 horas para ser possível extrair a epiderme coriácea. Após a sua aclimatação na Europa. meteorismo. picado com abundância sobre legumes. A sua importância alimentar era grande entre os Antigos. cistite. Faveira Vicia faba L. o alimento base das antigas civilizações do Novo Mundo. como a segurelha e a salva. astenia. Quando seca. . soluço. + Ver: aerofagia. o Propriedades: antiespas módico. já era cultivado na Idade do Bronze. sopa e guisada. digestão. digerindo-se mais facilmente se for temperada com ervas aromáticas estimulantes. E muito agradável crua quando nova.l. As flores e vagens verdes da fava são utilizadas em fitoterapia.

hipoglicemiante. representa uma colheita de figos. Estas últimas são provavelmente originárias da Ásia Ocidental. Conhecido no passado sobretudo como legume seco de fácil conservação. rico numa substância que corrige as perturbações metabólicas. insectos. reumatismo. com 4500 anos. UX. mordedura. o feijão seco digere-se com mais facilidade se for temperado com condimentos adequados. grande quantidade de . queimadura. Muito nutritivo. A semente crua contém uma substância que tem a propriedade de restabelecer a percentagem de leucócitos em caso de queda patológica ou iatrogénica. a figueira-brava existe nos locais rochosos virados ao sol de toda a bacia mediterrânica.: figueira-de-europa. U. Bras. vitaminas C. tónico. onde se mistura com inúmeros pés naturalizados que derivam de variedades cultivadas. apesar do seu fraco conteúdo calórico. arteriosclerose. além do trigo e da azeitona. A figueira é uma das mais antigas árvores de fruto: uma pintura egípcia de Beni-Hassan. + Ver: albuminúria. um papel importante na alimentação dos antigos povos mediterrânicos. Os figos tiveram. Quando verde. sobretudo da Grécia e de Roma. após um tratamento com determinados antibióticos’. convalescença.. lípidos. contém ainda numerosos aminoácidos. proteínas. preferem-se actualmente as suas vagens inteiras colhidas antes da maturaçao. carotenos. E e todas as do grupo B. o feijão produziu inúmeras variedades hortícolas. Figueira Ficus carica L. figueira-de-baco Moráceas Com os seus pequenos frutos esponjosos e não comestíveis. sais minerais e oligoelementos. ureia. Particularmente rico em açúcar. o Propriedades: depurativo. emoliente.onde foi introduzido pelos conquistadores espanhóis no início do século XVI. o feijão é um bom alimento. diurético. como a salva e a segurelha. no Antigo Testamento surge como um dos símbolos da abundância da Terra Prometida.l. estimulante. protege o tecido hepático e fortifica o coração. fígado. diabetes.

o figo é um alimento muito nutritivo e de fácil digestão. além de oligoelementos. O látex 322 . associada aos carotenos e vitamina B. a decocçã o do figo seco é emoliente quer para uso externo.fósforo e cálcio. As suas propriedades são numerosas: as sementes exercem uma acção laxativa. contribui para que o figo seja um remédio contra a fadiga. Uma elevada percentagem de vitamina C. quer interno. O fruto cozido é resolutivo. quando fresco.

+ O Ver: anginas.negra é espontânea no Norte. chegou à Europa no princípio do século xvi. paludismo. resolutivo. verruga. um capítulo constituído por uma parte central formada por inúmeras pequenas flores tubulosas rodeadas por uma coroa de flores petalóides. A medicina popular russa utiliza as folhas e as flores para tratar as doenças pulmonares e as afecções de garganta. A cultura propagou-a muito para além da sua zona original. podendo assim ser considerada como complemento nutritivo. Originário da América Tropical. gravidez. hipertensão. hipocolesterolemiante. colesterol. nervosismo. como uma das mais importantes oleaginosas. estimulante. Helianto Compostas A grande flor do girassol é. convalescença. Durante a colheita o contacto das flores e das sementes pode provocar reacções alérgicas cutâneas.l. envelhecimento. tosse. e quando de boa proveniência.. é uma das melhores matérias gordas alimentares. febre. gengivas. Durante muito tempo tida como simples planta ornamental que segue o curso do Sol. U. arteriosclerose. na realidade. enfisema. Girassol Helianthus annuus L. através de uma grande parte do hemisfério norte temperado. o Propriedades: febrífugo. U. extraído por simples pressão. O contacto com as folhas pode provocar reacções alérgicas cutâneas. Groselheira-negra Ribes nigrum L. * Propriedades: calicida. laxativo. O pequeno fruto aromático e ácido é mais conhecido pela sua importância na . O seu óleo é hipocolesterolemiante.branco que brota dos ramos partidos ou do pecíolo das folhas é ácido e irritante. o girassol foi reconhecido. Destrói calos e verrugas. crescimento. A saborosa amêndoa dos frutos do girassol contém entre 3 5 e 5 5 % de óleo.l. no século passado. UX. obstipação. astenia. Saxifragáceas A gro s elheira. calo. emoliente. + O Ver: abcesso. de 23 a 3 1 % de prótidos e cerca de 20% de glúcidos. Centro e Leste da Europa e no Norte e CenPLANTAS CULTIVADAStro da Ásia. contém enzimas com capacidades para tornar mais tenra a carne e uma outra que coagula o leite.

Excitante do sistema nervoso periférico. glúcidos e muitos pigmentos antociânicos que lhe conferem uma acção vitamínica P. diurético. antiespas módico. o peppermint dos Anglo-Saxões. hálito. em Inglaterra. hipertensão. estimulante. Hortelã-pimenta Mentha piperita L. Por vezes. antiescorbútico. impotência. As gemas. Rica em vitamina C. UX. as mais consideráveis. gota. refrescante. digestivo. a Propriedades: adstringente. fígado. nos finais do século XVII.indústria de licores e na confeitaria do que pelas suas propriedades dietéticas e terapêuticas. cefaleia. a região de Mitcham. As folhas. A planta contém também flavonóides. particularmente resistente ao calor e à oxidação. + V O Ver: arteriosclerose. U. surge espontaneamente nos locais em que os seus progenitores crescem juntos. A hortelã-pimenta deve o seu perfume intenso e o seu sabor picante a uma essência dotada de propriedades anti-sépticas. circulação. obesidade. + O Ver: aerofagia. sedativo. foi desde então propagada por via vegetativa em numerosos países temperados. digestão. insectos. indigestão. a hortelã é simultaneamente estimulante. epidemia. É utilizada no fabrico de licores e em confeitaria e também na indústria farmacêutica. no entanto. o Propriedades: antálgico. UA. mas com capacidades de moderar a acção dos nervos em caso de excitação patológica. próximo de Londres. espasmo. estimula as funções digestivas. em gemoterapia. antiséptico. ureia. e portanto com óptimas condições de conservação nos xaropes e compotas. estimulante. cujo aroma é agradável. picadas. celulite. Labiadas Híbrido da hortelã-aquática e da hortelã-comum. olhos. A decocção das bagas frescas ou secas é utilizada em gargarejos para tratar doenças de garganta.l. a hortelã-pimenta foi possivelmente descoberta nas imediações das culturas desta última. Estéril como muitos híbridos.. 323 . actuam como estimulante das glândulas supra-renais. que são. no entanto. UX. reumatismo. são diuréticas e estão normalmente associadas às curas de Primavera. esta hortelã. anti-hernorrágico. seio. a baga contém também um óleo essencial. rim. sedativa e antiespasmódica. Um grande centro de produção continua a ser.

tosse convulsa.PLANTAS CULTIVADAS meteorismo. Os diabéticos devem ingeri-Ia com moderação. e a essência de . tosse.aç ores Oleáceas Esta planta trepadeira de caule delgado e flores brancas agradavelmente perfumadas parece ter sido importada da índia no decorrer do século XVI.l. sono. cujas flores. É bem tolerada pelos gastrálgicos e favorável aos hepáticos. C e E. As suas utilizações em cosmética são análogas às da polpa do pepino. ou de Portugal. pele. estado em que as suas virtudes atingem o apogeu.. O chá de jasmim. antiescorbútica. aminoácidos. contêm heterósidos flavónicos que lhes conferem uma acção vitamínica P protectora dos capilares e preventiva de hemorragias. soluço. alcalinizante. o Propriedades: antiespasmódico. A região de Grasse. Em fitoterapia. aromatizado com as flores do Jasminum odoratissimuni L. essências aromáticas: a essência de laranja doce. por destilação. A polpa da laranja é tónica. antes da maturação. nevralgia. tabagismo. maiores e rosadas. originário do Nepal. Jasmim-de-itália Bras. parasitose.galego Jasminum officinale L. em França. na ocorrência de dores nevrálgicas. Jasminum grandiflorum L. U. aromático. Jasmineiro. é o grande centro europeu de produção de essência de jasmim. pectina e sais minerais. o jasmineiro-galego serve de cavalo para enxerto do jasmineiro-de-espanha. a infusão das flores é considerada como sedativa e excelente para as dores de cabeça. vertigem. no caso da laranjeira-doce. vómito. B6. sarna. açúcares. Além disso. pulmão. UX. dor. é cultivado sobretudo na Formosa. + Ver: cefaleia. ácidos orgânicos. pé. hipnótico.: jasmim-trepador.. jasmi neiro-dos. O óleo obtido pela maceração das flores em azeite durante pelo menos seis semanas é um bom remédio para fricções.. Cultivado como espécie ornamental no Sul da Europa. são utilizadas no fabrico de perfumes. Com a casca preparam-se. palpitações.

é actualmente mais apreciada pelo seu sabor do que pelas suas propriedades. digestivo. tónico. atingiram o Ocidente pela mesma via. Lentilha Lens culinaris Med. colagogo. A laranj eira. estômago. Árvores originárias do Sueste Asiático Tropical e Subtropical. palpitações. no caso da 1 aranj eira. porém mais atenuadas. epilepsia. sono. aperitivo. parasitose. Laranjeira-doce e amarga Citrus sinensis Osbeck e Citrus bigaradia Duhamel Rutáceas As laranjeiras e os limoeiros têm um passado comum. tão sedativas e antiesp as módicas como as folhas. antiespasmódico. B2. o Propriedades: antiescorbútico.laranja amarga. desmineralização. febrífugo. muito antes da doce. reservados às pessoas abastadas até uma época recente. além de uma saborosa infusão sedativa recomendável às pessoas nervosas. vermífugo. +-0 Ver: aerofagia. alcoolismo. Destiladas em presença da água. vómito. fígado. anti-hemorrágico. apetite.amarga. (=Ervum lens L. nevralgia. Das flores. fornecem a água de flores de laranjeira.amarga chegou à Europa nos alvores dos tempos históricos. A casca da laranja doce tem propriedades semelhantes. hipnótico. Contêm carotenos. nariz. nervosismo. Frutos de luxo.) Leguininosas A flora mediterrânica e a da Ásia Ocidental albergam grande número de . U. de utilização quase exclusivamente aromática. outrora muito utilizada. As folhas e os ramos jovens da laranjeira-amarga produzem uma essência muito aromática. cosmético. B5. hemorragia. soluç o. pele. introduzida pelos Árabes na África do Norte e na Península no século XV.l. envelhecimento. cultivadas desde tempos remotos em todo o Extremo Oriente. sedativo. A casca da laranja amarga. vitaminas BI. é extraída uma essência que entra na composição da água-de-colónia. febre. crescimento. PP. as laranjas nunca tiveram utilizações populares.

Os Egípcios já se alimentavam de lentilhas. Eram-lhe 324 . a lentilha foi desacreditada pelos médicos dessa época. inexistente no estado espontâneo. foi acusada de provocar tumores. em água da chuva com numerosas ervas aromáticas. de entre as quais os agricultores neolíticos seleccionaram algumas espécies. A lentilha faz parte dos mais antigos legumes secos. alimento vulgar entre as classes pobres na Grécia e em Roma. a fim de fazer desaparecer a sua nocividade. assim se obteve a lentilha cultivada. depois de descascada. No século li.lentilhas-bravas. Um autor do Renascimento aconselha ainda a sua cozedura.

visto que os seus frutos já estão representados em mosaicos romanos do século 1. difundindo-se rapidamente para oeste. A salva e a segurelha facilitam bastante a sua digestão. faz-se uma maceração com as flores. as folhas e os frutos verdes são extremamente amargos devido a uma substância especial.também reconhecidas virtudes terapêuticas. Assim. U. A casca nova. As pessoas que sofrem de dispepsia devem preferentemente ingeri~la sob a forma de farinha. este arbusto tem floração exuberante e perfume intenso.. a siringopicrina. no plano calórico. U. Ver: ciática. o óleo de lilás. Limoeiro Citrus limonum Riss. astenia. a 150 g de carne e 150 g de pão integral. Lilaseiro Oleáceas Na Primavera. resolutivo. PLANTAS CULTIVADAS -amarga foram introduzidas na Europa após as conquistas de Alexandre. UX. U. 100 g de lentilhas equivalem. o Propriedades: galactagogo. pelas costas do Mediterrâneo. difundido pelos Árabes no Egipto e na Palestina cerca do século X. O limoeiro. É rica em fósforo. é uma conquista das Cruzadas. Lilás Syringa vulgaris L. tónico. febrífugo. o lilás crescia nos jardins de Constantinopla pouco depois da conquista turca. cultivado outrora pelos Árabes.l.. febre.l. anti-reumático. tais como a de curar a varíola e de minorar a acção dos venenos. Na Rússia. O Ver: abcesso. e a um heterósido. . * Propriedades: antinevrálgico. lactação.E. estas substâncias fazem do lilás uma planta medicinal de acção tónica muito útil. um charlatão fez fortuna comercializando farinha de lentilhas sob um nome misterioso e apresentando-a como um remédio universal! A lentilha é um alimento de elevado valor nutritivo. reumatismo. No século XIX. sedativo. As flores contêm uma essência utilizada em perfumaria. daí se difundindo pela Europa a partir do século XVI. ferro e em vitaminas do grupo B.

O limão contém ainda. circulação. torna-o brilhante. tónico. apetite. O limoeiro e um parente próximo. unha. Citrus medica L. anginas. U. meteorismo. lipotimia. ouvido. intoxicação. afta.l. digestão. O suco contém ácido cítrico. o limão amacia a pele das mãos. dentes. o Propriedades: antiescorbútico. a cidreira. diarreia. insectos. Rutáceas Os citrinos são originários da Ásia Meridional e do Sueste. torna a tez radiante e encobre as sardas. cerca de 8% de glúcidos. fadiga. colesterol.. fruto medicinal por excelência. a análise do limão demonstrou o seu excepcional valor. celulite. U. Do pericarpo extrai-se. tal como a laranja. fortifica as unhas frágeis. gozava de grande reputação entre os médicos latinos. a cidreira e a laranjeiraLírio-florentino Irisflorentina L. citratos de potássio e de cálcio. normalmente utilizada em perfumaria e como aromatizante. febrífugo. matérias pécticas. greta. anti-séptico. vómito. banho. olhos. tonifica as peles oleosas. O limão é um excelente anti-séptico e um tónico geral do organismo e do aparelho digestivo. gregos e árabes da Antiguidade. refrescante. boca. ao qual ainda hoje se recorre naturalmente para tratar as gripes. reumatismo. Misturado com a água de enxaguar o cabelo. Cultivados desde há milhares de anos da índia à China.. mucilagem. ferida. cujos frutos possuem casca muito espessa e irregular e polpa pouco ácida. astenia. uma essência muito perfumada.. Resulta eficazmente no tratamento de doenças inflamatórias da boca e da garganta. alcoolismo. oligoelementos e vitamina C.O limão. por destilação. escorbuto. parasitose. pele. Pelas suas propriedades. de grande poder anti-séptico. além de um preventivo contra epidemias. o consumo regular de limões. diminuindo-lhes a seborreia. Cosmético de tradicional reputação. sarda. + V O Ver: acne. Cerca do século IV a. obesidade. anti-hemorrágico. sais minerais. crescem espontaneamente nas florestas quentes do sopé do Himalaia Indiano e nas montanhas do Norte da Península Indochinesa. arteriosclerose. gripe. de alho e tomilho é indicado em períodos de epidemias. epistaxe. heterósidos flavónicos com acção vitamínica P. epidemia.E. os Citrus foram durante muito tempo conhecidos na Europa apenas como árvores míticas que davam flores e frutos todo o ano. Modernamente. Lírio-branco . soluço. ácido málico. C. picadas. que o consideravam um antídoto contra venenos de origem animal. cabelo.

1ridáceas O nome oficinal de lírio-florentino abrange várias espécies cultivadas e variedades hortícolas de origem provavelmente híbrida. das quais a mais conhecida é o lírio-cárdano. planta cujo nome não é elucidativo.. Iris germanica L. pois não existe no estado es325 .

sobretudo. deriva simultaneamente de espécies da Ásia Central e Ocidental. Combate. os lírios são cultivados mais pela beleza das suas flores e pela sua utilização em perfumaria. Lúcia-lima Lippia citriodora L. bem como o Iris fiorentina L. Macieira Malus communis Poir. estomáquico. vómito. tem muitas semelhanças com a melissa.l. onde a sua cultura é muito antiga. De origem mediterrânica. maçãzeira Rosáceas De origem complexa. vitaminas BI.. este último. O rizoma espesso. palpitações. + Ver: actifenos. Este cheiro é devido à presença de um óleo essencial. a essência de lírio. cefaleia. tanino. contém 12% de açúcar. limonete Bras. Actualmente. um complexo óleo essencial determina o forte aroma a limão e as propriedades da planta. tem folhas com perfume intenso. com aroma desagradável quando fresco.: erva-cidreira Verbenáceas Este arbusto chileno é cultivado na Europa Meridional desde os fins do século XVIII.PLANTAS CULTIVADAS pontânco na Europa Central. o Propriedades: antiespasmódico. as perturbações digestivas e nervosas ligeiras. além de 85% de água. que conta actualmente com mais de 1000 variedades. e mesmo gastrites. A maçã é um dos frutos indígenas mais apreciados. uma vez seco e reduzido a pó. actua como expectorante e diurético. Maceira. e dos seus híbridos com as macieiras europeias. ácidos orgânicos. o Propriedades: aromático. PP. U. U. Considerado pela medicina antiga como o melhor dos purgativos. Bela-luísa. cefaleia. O seu aroma é devido a uma . + Ver: asma. tosse convulsa. vertigem. diurético. de composiçã o muito complexa. B2. A lúcia-lima. muito decorativa. a macieira. bronquite. indigestão. doce-lima. meteorismo. C e E e provitamina A. pectina. Desaconselha-se o seu emprego prolongado devido aos riscos de perturbações gástricas. adquire depois de seco um forte perfume de violeta. tornando-se vomitivo em doses fortes.l. única parte utilizável. é há séculos cultivado na Ásia Ocidental e em grande parte da Europa. o rizoma do lírio. Devido aos seus componentes e utilizações. expectorante. e Iris pallida Lamk. erva-luísa.

aperitivo. e ainda em timol.’ A maçã tem numerosas utilizações externas tradicionais: a sua polpa cozida é calmante e resolutiva. coração. reumatismo. seio. hipertensão. diarreia. estimula as glândulas digestivas e protege a mucosa gástrica. cultiva-se ainda o manjericão.grande Ocimum basilicum L. em doses medicinais. que deve de preferência ser utilizada fresca. pelo que era outrora receitada para o tratamento da histeria. diurese.cricao-roxo Labiadas É uma planta de origem africana e indiana que se aclimatou na Europa há muitos séculos. alfavaca Bras. diurético. envelhecimento. é. Basílico. litíase. bronquite. É um excelente alimento complementar que favorece especialmente a assimilação do cálcio. cansaço. É cultivada para aromatizar saladas. A planta. obesidade. anti-séptico.essência existente sobretudo na pele. laxativo. que faz parte dos componentes da do tomilho. O sumo de maçã fresco. base da essência do cravo-da-índia. com folhas de 1 a 2 cm e aroma muito mais suave. alfádega. semelhante ao do estragão. antiespasmódica e sedativa.. resolutivo. manjerico-de-folha-grande. Manj eric ão. nervosismo. pratos de carne e para extracção da essência no aro do Mediterrâneo e na maioria das regiões temperadas quentes do Globo. artritismo. crescimento.l. ligeiramente ácido.. tónico. pele. febrífugo. hemostático. espécie muito semelhante. Ocimum basilicum L. astenia. Os dispépticos deveriam comer uma maçã ralada e já um pouco escurecida pela exposição ao ar no início de cada refeição. Refrescante pelo seu abundante suco. tem-se revelado muito salutar. estÔmago. U. refrescante. em eugenol. As folhas frescas 326 . deve-se à presença na planta de uma essência rica em estragol. convalescença. numa cura de Primavera. Além do manjericão-grande. obstipação.: manj. o Propriedades: antidiarreico. cura de Primavera. Ocimuni minimum L. emoliente. estimulante. sopas. O seu delicioso perfume. e o seu suco fresco retarda o aparecimento de rugas e a flacidez da epiderme. U. com folhas de 2 a 5 cm de comprimento. + V Ver: anemia.E.. pois perde as suas propriedades ao secar.

E. bem-me-quer Compostas As belas maravilhas dos jardins. esternutatório. U. sedativo. banho. mal-me-quer.. espasmo. lactação.: calêndula.: manjerona-verdadeira. amaracus Labiadas Esta pequena labiada aromática. picada. tosse. hipotensivo. nervosismo. flores minúsculas. raramente são conhecidas pelas suas virtudes medicinais. meteorismo. vómito.l. tosse convulsa. agrupadas em espigas oblongas. terçolho. astenia. cefaleia. Calendula arvensis L. o seu nome foi depois atribuído ao vulgar orégão indígena. muito juntas e com grandes brácteas côncavas. U. insectos. só se cultiva na Europa. U.esmagadas acalmam as irritações cutâneas. galactagogo. boas-noites Bras. Este facto originou confusões seculares que ainda persistem. afta. o Propriedades: antiespas módico. Manjerona Origanum majorana L. sono. Inexistentes no estado espontâneo. Maravilhas Calendula officinalis L. começando a ser utilizadas em medicina na Idade Média. com folhas aveludadas. cabelo. astenia. manjerona-inglesa. contudo. vertigem. surge por vezes escapada das culturas. cefaleia. No Sul. estômago. flores vulgares dos canteiros. + Ver: angústia.. + V Ver: aerofagia. estômago. (= Majorana hortensis Moench) Bras. brancas ou rosadas. O seu habitat natural estende-se do Nordeste de África à índia. parecem derivar da erva-vaqueira dos campos do Sul da Europa. flor-de-hirrieneu. o Propriedades: antálgico. E. peitoral. anti-séptico. Maravi lha s -bastardas. caléndula-hortense. nervosismo. . introduzida no Ocidente na Idade Média. sono. UA. antiespasmódico. constipação. ourégão-vulgar. manjerona-hortensis. possivelmente pelos cruzados.

representado nos altos-relevos do Templo de Zeus. furúnculo. UA. depurativo. um saponósido. o Propriedades: antiespasmódico. Eram oriundos da Ásia Ocidental. fígado. pele. oficializava a função do marmelo nos ritos nupciais. Agrião-mouro. Para o povo. + V O Ver: calo. Os Gregos conheciam estes frutos pelo menos desde o século vil a. pele.Pigmentos flavónicos. Desde a época de Hipócrates até ao século XVIL. uma resina. picadas. calmante.l. UX. ácidos. (= C. verruga. anti-séptico. ú lcera cutânea. ruga. Algumas variedades dão frutos comestíveis (como as gamboas). antiinfiamatórios e cicatrizantes da flora europeia. leucorreia. Durante um longo período os marmelos. anginas. ferida. banho. menopausa. o Propriedades: adstringente. Mastruço Lepidium sativum L. emoliente.. frieira.. boca. mais apreciados pelo seu aroma do que pelas suas qualidades alimentares ou medicinais. C. o marmeleiro continua a ser cultivado por toda a Europa. greta. foram oferecidos aos deuses. Para além das aplicações especiais em ginecologia. oblonga Miller) Rosáceas As maçãs de ouro do Jardim das Hespérides. sendo os seus frutos utilizados na preparação de geleias alimentares e em fitoterapia. Marmeleiro Cydonia vulgaris Pers. calicida. um princípio amargo. tendo lugar de destaque na medicina antiga pela sua adstringência. queimadura. onde o arbusto é espontâneo. durante muito tempo. hemorróidas. no século vi. contusão. + V Ver: afta. em 450 a. oferecer um marmelo era uma prova de amor: um decreto de Sólon. pensou-se que se tratava de um antídoto de venenos. se bem que normalmente sejam consumidos cozidos. vulnerário. álcoois e vestígios de-ácido salicílico numa associação perfeita fazem das maravilhas um remédio excepcional. C. desde a Turquia até ao Norte do Irão e à Transcaucásía. mastruço-ordinário Crucíferas . menstruação. um óleo essencial. Apesar de perdida a sua antiga reputação. assemelham-se muito aos marmelos. são um dos melhores vulnerários anti-sépticos. emenagogo. UX. sudorífico. U. cicatrizanPLANTAS CULTIVADAS te. cólica. frieira. este fruto foi considerado um dos mais sãos e úteis. antidiarreico. anti-inflarnatório. em Olímpia. queimadura.

de onde é sem dúvida originário.27 .Desde os mais remotos tempos cultivado no Irão. que apre3'. o mastruço merecia ser mais conhecido. o mastruço conquistou a Ásia e a Europa na Antiguidade.com uma rapidez surpreendente. visto que se adapta a todos os tipos de solos e a quase todos os climas. desenvolvendo. também chamado agrião-de-água. Muito utilizado pelos Gregos e Romanos. Suplantado nos mercados pelo agrião.

um fruto agradável. fígado. ao ingeri-lo. o Propriedades: antiescorbútico. o melão é para os que não sofrem destes males. refrescante. barba-de-milho. Cucurbitáceas Como o pepino.PLANTAS CULTIVADAS ciavam iguarias condimentadas e saladas picantes. U. pois os médicos da época consideravam o melão um dos mais nocivos alimentos e responsabilizavam-no pela morte de quatro imperadores e dois papas. queimadura. o melão desapareceu depois das culturas europeias. é um cereal cultivado em todo o Mundo. o Propriedades: diurético. servido nas mesas reais na Idade Média. depurativo. só reaparecendo nos finais da Idade Média e no Renascimento.E. cometiam uma temeridade. Milho Zea mays L. o melão é originário da Ásia Ocidental e Meridional. estando o melão especialmente indicado para as peles secas. laxativo. diurético e laxativo.. Em estações pré-históricas do Novo México foram encontrados restos de milho com 7500 anos. Melão Cucumis melo L. Hoje. V Ver: fígado. sendo um dos frutos mais apreciados desde a Turquia à China. Cultivado pelos Romanos. pele. As suas utilizações em cosmética são análogas às do pepino. Contra-indicado aos que sofrem de dispepsia. A América Central e principalmente o México foram provavelmente os locais de difusão da cultura da planta. U. espécie do mesmo género. existe também em África no estado espontâneo. UX. Os apreciadores. refrescante. Na verdade. o milho é desconhecido em todo o Mundo no estado espontâneo e distingue-se perfeitamente das gramíneas que mais se lhe assemelham. Milho-grosso. estimulante. o mastruço gozou de justa fama.: cabelo-de-milho. UA. Nestas civilizações. supondo-se que algumas tribos índias do Sudoeste dos Estados Unidos já o conheciam há milénios.l. milho-maês Bras.. convalescença. o milho tem a mesma importância que o trigo para os Europeus. . especialmente na Europa. apesar da sua difícil digestão. pele. Ver: apetite. de diabetes e em todos os casos de irritação do aparelho digestivo. boca. estigma-de-milho Gramíneas Os índios da América consideravam o milho um dom do deus Hiawatha.

que é analgésico. sobretudo o Panicum miliaceum L. rim. Setaria italica P. o Propriedades: analgésico. no entanto. o milho não é comparável ao trigo como base alimentar exclusiva. várias outras gramíneas foram ou são ainda cultivadas sob a designação genérica de milho.onde é utilizado para a alimentação do gado. Continuam. Os seus grãos são cozinhados em papas. que devem datar do 3. diabetes. Milho-de-canário. Negligenciam-se erradamente nos países ricos. em Chassey. edema. milhete Gramíncas Além do milho-grosso. Muito energético e nutritivo.. chamados barbas de milho. há 5000 anos. em África e também na Europa Oriental. e vitamina K. hipocolesterolemiante. emoliente. B. O grão de milho-doce-da-américa. O Milium effusum L. pele. O germe de grão de milho contém um óleo que. litíase. colesterol.. diurético. bolos ou do mesmo modo que o arroz. é menos equilibrado que o trigo. Possuem qualidades alimentares aproximadas às do trigo e têm um sabor doce e agradável. O amido do milho faz parte da composição de numerosos produtos dietéticos para lactentes. consumido em verde. se bem que diminua a actividade da tireóide e actue como moderador do metabolismo. C. é tão saboroso como as ervilhas. em zonas temperadas no primeiro caso e quentes no segundo. têm uma acção diurética e emoliente. como o do girassol. anti-hemorrágico. Contêm ácido salicílico. reumatismo. nefrite. A sua origem perde-se com a da história dos povos deste continente. são plantas que nascem espontaneamente em diversas regiões da Ásia. . U. Os milhos-miúdos desapareceram praticamente da alimentação ocidental. cistite. possui uma acção anticolesterolémica. hipoglicemi ante.O milénio a. Os estiletes que guarnecem as espigas frutíferas. pouco semelhante aos já mencionados. Panicum miliaceum L. milho-miúdo-silvestre dos bosques frescos de todo o hemisfério norte temperado. onde apenas os vegetarianos os apreciam. B. obesidade. e o milho-paínço. Foram encontrados restos de Setaria italica P. pão-de-passarinho. pois não são panificáveis. a ser intensamente cultivados na Ásia. foi muitas vezes utilizado como alimento em períodos de escassez. Os Chineses cultivavam o Panicum miliaceum L.. milho-alvo. Milho-miúdo Panicum miliaceum L. + O Ver: albuminúria.l. As duas mais importantes são o milho-miúdo. França. gota.

328 .

pele. cabelo. juntamente com o do fruto da faia. anginas. crianças e idosos. depurativo. raquitismo. diarreia. Reconstituinte. um papel importante na alimentação dos nossos antepassados.o Propriedades: antianémico. edema.E. diabetes. +-0 Ver: anemia. Oleáceas Símbolo da agricultura antiga nas regiões mediterrânicas. cicatrizante. a noz teve. contudo. banho. o Ver: actiferios. pois contém. cujo vasto habitat se estende dos Balcãs e de Creta até ao Norte da China. detersivo.E. diurético. U. gripe. a oliveira foi . mas o seu poder corante limita o seu uso aos morenos. Pouco reputada. hemorróidas. astenia. A nogueira é aconselhada para combater a queda do cabelo e a caspa. parasitose. vitaminas BI. conjuntivite. sais minerais. o musgo-da-Irlanda. hipoglicemiante. especialmente através do seu óleo. frieira. na Europa não Mediterrânica. ferida. diarreia. fígado. Oliveira Olea europaea L. na opinião dos médicos da Antiguidade e da Idade Média. o condurango. o pericarpo. leucorreia. anti-séptico. sudorífico.. a nogueira foi extinta na Europa Ocidental pela última glaciação quaternária.: nogueira-da-índia Juglandáceas Árvore do Sudeste Europeu e Asiático.l.. reaparecendo no fim da Idade do Bronze. Nogueira Juglans regia L. convalescença. é um vermífugo eficaz contra a ténia. B2. resolutivo. além de prótidos e glúcidos. constituem a sua principal utilidade medicinal.l. tónico. crescimento. U. convalescentes. deve fazer parte da ementa de carenciados. As folhas e a casca verde dos frutos. A noz é dos frutos secos mais nutritivos. além de alguns sais minerais ou substâncias medicamentosas. úlcera cutânea. U. vermífugo. como a maioria dos frutos. sobretudo zinco e cobre. Nunca se deve associar a outros medicamentos sem indicação médica. estimulante. U. outrora utilizado. o Propriedades: adstringente. a quina. Bras. Existem incompatibilidades entre a nogueira e plantas como o aloés-docabo. B5 e PP e carotenos.

As azeitonas comercializadas são frequentemente submetidas a lavagens químicas que destroem alguns elementos importantes. enzimas. óleo. ouvido. bronzeamento. pele. na área mediterrânica. Entre os Romanos. diurese. o alimento principal da gente do campo. Passifiora Passiflora incarnala L. basta recordar que. O azeite extraído por pressão a frio é o único que oferece garantias sob o ponto de vista dietético e medicinal.1 metade do 1. constituíam outrora. Muito digerível cru. hipertensão. cabelo. A árvore atingiu a Itália na 1. picadas.: maracujá Passifioráceas Esta graciosa trepadeira provida de gavinhas. U. gripe. o Propriedades: colagogo. Martírios. diabetes. com a cebol >a e o pão de centeio. com folhas recortadas e persistentes. hipotensor. além da sua antiga fama de febrífuga e vulnerária. fígado. flor-da-paixão Bras. emoliente. greta. B2 e PP e provitamina A. U. a azeitona contém numerosos minerais. deve a descobertas modernas a reputação de ser um dos hipotensores vegetais europeus de maior interesse. resolutivo. Teve outrora numerosas aplicações terapêuticas. + V O Ver: abcesso. O azeite é um alimento precioso quando é feito com rigor. obstipação. arteriosclerose.l. deve o .domesticada há milhares de anos na Ásia Ocidental. ácidos orgânicos. especialmente cálcio. úlcera cutânea. vitaminas B I. laxativo. diurético. Além de água.O milénio a. e actualmente é cultivada em cerca de 30 países dos 5 continentes. onde os protótipos das raças cultivadas existem no PLANTAS CULTIVADAS estado espontâneo. eritema. A folha de oliveira. a unção com azeite tinha funções de um verdadeiro banho de juventude. obesidade.. poderia substituir todas as gorduras alimentares se tivesse as características anticolesterolemi antes dos óleos de milho e girassol.E. hipoglicemi ante. reumatismo. glúcidos e prótidos. O poder nutritivo das azeitonas pretas é muito superior ao das verdes. O Génesis fala de um óleo extraído provavelmente do seu fruto. tanto para uso interno como externo. litíase. colerético. unha. C.

a família das Passifioráceas só se aclimata bem nas regiões temperadas mediterrânicas. cujas diversas peças fazem lembrar os * trumentos da Paixão de Cristo.nome às suas enormes e maravilhosas flores. necessitada de temperaturas elevadas. 329 . Originária da América Tropical.

de Portugal à Rornénia. muito refrescante e rica em vitamina C. hipnótico. antiespasmódico. tem um sabor muito agradável. como o alcoolismo ou a morfinomania. a peónia. Uma subespécie espontânea da pastinaga. Peoffiáceas Mais bela ainda no estado selvagem. pois há possibilidades de se fazerem trágicas confusões entre a pastinaga e outras umbelíferas tóxicas. os estudos de um investigador americano chamaram a atenção para a passiflora e demonstraram o seu grande interesse para a medicina como sedativo e antiespasmódico. por vezes graves. ou rabaças. do tamanho de um ovo. a pastinaga apenas difere dela pela sua aromática raiz carnuda. o Propriedades: depurativo. o Propriedades: analgésico. foi uma das plantas mais difundidas até ser suplantada pela cenoura no século XI. coração. +0 Ver: alcoolismo. cólica. como o embude. Pastinaga Pastinaca sativa L. fadiga. que é ovóide. hipotensor. espasmo. se bem que contenha menos vitaminas. e a cicuta. contém uma polpa comestível levemente viscosa. Além disso. sono. encontra-se dispersa. sedativo. aventurando-se para norte até à Áustria e à Hungria. nervosismo. Mais rica do que esta em açúcares e proteínas. Bastante apreciada pelos Latinos.PLANTAS CULTIVADAS Em 1867. Existe também na . amarelo. Chirivia Umbelíferas Derivando de uma espécie silvestre muito conhecida na Europa. É necessária muita prudência ao colhê-la. angústia. dermatoses alérgicas. por simples contacto. enxaqueca. diurético. sedativo. UA. Conium maculatum L. o seu fruto. Oenanthe crocata L. Esta planta não tóxica pode ser de grande utilidade para determinadas intoxicações. Ver: diurese.amarelada. a pastinaga é um alimento de valor aproximadamente igual. a Pastinaca urens Req_ provoca. obesidade.. de cor branco. consumida ainda fresca. UA. com as suas grandes flores terminais vermelhas. sempre em meios bem delimitados e frequentemente pouco acessíveis. nevralgia. PeÓnia Paeonia officinalis L. jóia rara da flora europeia.

o pepino é. tosse. no entanto. Muito apreciado pelos Gregos e Latinos. com efeito. + Ver: espasmo. cortado em rodelas e aplicado sobre o . U. um alimento refrescante e diurético. a polpa goza de uma muito antiga e merecida fama em dermatologia e em cosmética: cuidados do rosto. sendo conhecida pelos nomes de rosa. As sementes de peónia são tóxicas. Contendo de 95 a 97% de água. utilizam-se as flores e a raiz. aparecendo na região do vimioso. mal tolerado por estômagos sensíveis. se bem que contenha. U. entre outras. rugas. este fruto é de facto o menos nutritivo dos alimentos crus. vantajosa nos casos de perturbações nervosas. A planta não é aconselhável às mulheres grávidas. uma proporção notável de ferro. é rara em Portugal.E. considerado na Idade Média como detentor de um certo número de qualidades terapêuticas. o Propriedades: antiespas módico. hemorróidas. A casca tem um sabor amargo devido a substâncias que se encontram também na norça-branca e nas coloquíntidas e que são tóxicas. É utiliizado principalmente para uso externo. provitamina A. o pepino como alimento levantou em todos os tempos as maiores suspeitas por parte dos médicos e dietistas. tendo representado na China durante um longo período o símbolo da glória imperial. cuja cultura era já próspera na índia e no Egipto há pelo menos 4000 anos. tendo sido utilizada no tratamento desta doença até ao século XIX. que contém um heterósido produtor de óleo essencial e um alcalóide que exerce uma acção tónica na circulação venosa. nos locais pedregosos e silvados. Pepino Cucumis sativus L. varizes. roda-de-lobo ou peónia-macha. manganésio. Indigesto quando cru. iodo e vestígios de tiamina. nervosismo. vitamina C.Ásia. cresce em Portugal desde o Minho ao Algarve. A Paeonia baetica L. Os primeiros escritos médicos gregos consideravam a peónia eficaz contra a epilepsia.. é provavelmente um pepino espontâneo que cresce no sopé do Himalaia. Cucurbitáceas O antepassado desta planta hortícola tão conhecida. sardas.l. o pepino. palpitações. vasoconstritor. A Paeonia officinalis L.albardeira. A fitoterapia moderna considera-a um bom antiespas módico.

l. greta. UX. V O Ver: cólica. 330 .rosto. U. são consideradas vermífugas. refrescante. dartro. cuja composição se assemelha às da abóbora. o Propriedades: diurético. As sementes. constitui uma máscara emoliente. eritema. pele.. emoliente. prurido.

vulnerário. As pinturas murais de Pompeia. Actualmente. É cultivado na China desde tempos imemoriais. diarréia. no entanto. U.I. a pereira já estava representada nos pomares latinos do século I por cerca de 40 variedades. o pessegueiro foi introduzido na Grécia pelos soldados de Alexandre Magno. U. apenas algumas são cultivadas à escala industrial. é sobretudo rico em açúcares. citada na Odisseia. gota. em Itália. apenas utilizáveis para prensar. algumas com frutos de pele lisa. . número este que o talento dos agricultores aumentou indefinidamente. a pereira. antidiarreico. não deriva dela. diurese.Pereira Pirus communis L. Pirus piraster Burgsd. com centenas de variedades. além dos seus 85% de água. As variedades procedentes da pereira-brava só dão frutos acres. se bem que tenham sido inventariadas mais de 1000 variedades de péras. Ver: anginas. símbolo de renovação. Pessegueiro Pruntís persica (L. anti-séptico. A pêra é rica em açúcares. o arbutósido. assimilável pelos diabéticos e bastante pobre em vitaminas. de juventude e de amor fugaz. 09 Propriedades: adstringente. A casca e as folhas dos ramos jovens contêm um glucósido. é no entanto o sabor refrescante a mais apreciável das suas qualidades. Mais provavelmente. Um pouco adstringente devido ao tanino. E. onde as mais antigas poesias celebram as suas flores. Cultivada na Grécia antiga.. são um testemunho do seu desenvolvimento. cistite. sobretudo levulose.) Rosáceas O pessegueiro não se encontra em parte alguma no estado espontâneo. como os pêssegos nectarinas e os calvos. Para estômagos susceptíveis é. Rosáceas Congénere da pereira-brava. tem origem numa ou em várias espécies de Pirus do Sudeste da Europa e da Ásia Ocidental. diurético. Muito tempo depois de ter atingido o Médio Oriente pela rota das caravanas. preferível cozê-lo. o pessegueiro tornou-se uma das árvores frutíferas mais cultivadas à superfície do Globo. mas importante devido aos ácidos orgânicos. Actualmente.) Batsch (=Persica mIgaris Mill. litíase. O pêssego fresco.. no entanto. O fruto é perfeitamente digerível quando maduro. ou carecas. reumatismo. aos minerais e à pectina.

bem tolerado pelos estômagos sensíveis. a capsaicina. vitaminas C. B2 e PP. laxativo. Cultivam-se diversas espécies e variedades do género Capsicum. em África e na lugar importante na alimentação dos povos dos países mediterrânicos e tropicais. tosse convulsa. B I. Os pimentões têm um fraco valor nutritivo. o pimentão usada pelos índios do Chile e propagou-se muito rapidamente Ásia. Em climas quentes cultiva-se também o pimentãode-cheiro. Uma substância específica. parasitose. se faz o piripíri. Pimentão-corni cabra.I. determina o seu sabor picante. outras com frutos maiores e com sabor menos intenso . é um fruto energético. ou pimentos. O pimentão picante. Pimentão Capsicum annuum L. as flores e a amêndoa do caroço contêm uma substância química geradora de ácido cianídrico. + V Ver: acufenos. aperitivo. tosse. sono. muito picantes. sedativo. espé cie arbustiva com caules lenhosos. ingerido em excesso. Importado pelos Espanhóis em 1514. vermífugo. refrescante. vitaminas B I. é utilizado em . Capsicum frutescens L. A polpa do pêssego tem as mesmas aplicações cosméticas que a do alperce. U. o Propriedades: antiespas módico. B2. depois de secos e reduzidos a pó. dos quais. Só o xarope de flores de pessegueiro em doses rigorosas continua a ser receitado às crianças como laxante e sedativo. PP e C e provitamina A. pequenos frutos pontiagudos. obstipação.. ou pimentão-de-caiena. As folhas. U. Actualmente.contém também uma pequena quantidade de óleo PLANTAS CULTIVADAS essencial. pimento-cornurn Solanáceas Descoberto na América Central Cristóvão Colombo. pode causar inflamações gastrintestinais e renais e deve ser proibido em casos de sensibilidade especial destes órgãos. contendo. aperitivo e refrescante..os pimentões doces. nas regiões meridionais da Europa. numerosos minerais.E. no entanto. pelo que não devem ser consumidas. algumas com frutos pequenos de sabor picante. Quando maduro. Ocupa actualmente um no final do século XV pelos marinheiros de era desde épocas longínquas a única especiaria do México.

bem como do algodão termogéneo. arteriosclerose. U. diarreia.. astenia. Ver: alcoolismo. reumatismo. apetite. U. revulsivo. vómito. congestão. o Propriedades: antidiarreico. antivomitivo. nevralgia.I. linimentos. pulmão. cabelo. rubefaciente. sedativo. tónico. anti-inflamatório. bronquite.aplicação externa como rubefaciente e revulsivo e faz parte da composição de numerosos bálsamos. aperitivo. 331 . estimulante. cataplasmas.E.

se. Piretro-da-dalmácia Compostas Esta bela composta vivaz. distingui tido. quase todas situadas na base. só cresce espontaneamente nas costas jugoslavas do Adriático. e de fraca toxicidade para o homem e animais de sangue quente. Os médicos gregos e latinos já conheciam as suas propriedades béquicas.E.. onde crescem espécies vizinhas. var. embora fossem considerados alimentos grosseiros. botanicamente muito semelhantes. var. e pelo seu perfume. só a partir dessa época começando a ser elogiados os seus bons efeitos colagogos. niger Pers.. rabanete-das-bortas Crucíferas Estas hortaliças são desconhecidas no estado espontâneo e supõe-se que sejam espécies próximas das do Oeste Asiático. insectos. Os capítulos do piretro. + O Ver: ftiríase. o Propriedades: parasiticida. além de outros e numerosos componentes..) Vis. Têm utilizações .: rabanete. São apenas variedades hortícolas. o piretro tornou-se uma planta de uso corrente na agricultura. no entanto. Na época da construçã o das pirâmides. contêm. quer por inalação. uma mistura de piretrinas. quer por ingestão. cujas flores se assemelham às da bonina. de tom acinzentado. Rabanete e rábano Raphanus sativus L. Desde longa data conhecido como insecticida na Ásia Ocidental. como os insectos e os vermes. Os rabanetes e os rábanos não são citados na Europa antes do Renascimento. Bras. aveludadas. única parte utilizada. radicula Pers. os Egípcios alimentavam-se com estas deliciosas raízes temperadas com dentes de alho. facilmente devido às suas folhas muito recortadas. muito aromático. U. Raphanus sativus L. nabo-chinés. diferenciando-se apenas pelas suas raízes.Piretro Chrysanthemum cinerariaefolium (Trev. substâncias extremamente tóxicas para os animais de sangue frio.

tónico.E.: mamoneira. Nas regiões mais quentes é cultivada para extracção do óleo. bafureira Bras. como se fosse brilhantina.. e cerca de 15. Carrapateiro. cabelo. parasitose. não existindo. obstipação. um adulto.idênticas. tosse. U. é ainda um dos laxativos vegetais de acção suave mais utilizados. o Propriedades: antiescorbútico. frieira. mas o seu suco fresco é benéfico para os hepáticos.l. purgativo. além disso. não são aconselhados aos dispépticos. meteorismo. + Ver: acrie. a ricina. U. qualquer antídoto específico. artrite. É um componente básico de alguns medicamentos para uso externo.l. é vulgarmente cultivada como arbusto ornamental em toda a Europa Meridional. As sementes de rícino. De valor nutritivo muito reduzido. lisas. bronquite. desmineralização. o Propriedades: emoliente. U. brilhantes e marmoreadas. Rícino Ricinus communis L. O rabanete é menos indigesto se for consumido com as folhas. As sementes de rícino não devem ser ingeridas. Actualmente. galactagogo. e também para a iluminação. contêm entre 49 e 85% de óleo associado a cerca de 20% de proteínas e a uma fitotoxina altamente venenosa. esta toxina permanece integralmente nos resíduos depois de a semente ser prensada. sendo necessário mastigá-lo bem. aperitivo. bastante indigestos. mamona. baga. Romãzeira Punica granatum L. pois 3 ou 4 podem matar uma criança. encontrando também na indústria numerosas aplicações. vesícula biliar. lactação. o óleo de rícino era utilizado para tratar a obstipação e em cosmética. originária da África e da índia. Já conhecido na Antiguidade pelos Egípcios e Gregos. fígado. + V O Ver: artrite. béquico. se bem que o rábano seja mais rico em essência e mais activo. Romeira . Insolúvel no óleo. bafureiro Euforbiáceas Esta magnífica planta tropical.

Rosa-de-cem-folhas. e o dos frutos doces. consoante o estado de maturação. espontâneo desde o Sul do Cáucaso até ao Penjabe. testemunhando tal facto. que é um xarope concentrado de sumo de romã. A casca da romã servia outrora para curtumes e pintura de couros.E. Os Árabes. À romãzeira e ao seu fruto está ligado um grande número de símbolos. o sumo dos frutos acres era receitado como febrífugo e antivomitivo. A medicina antiga aproveitava também a sua acção adstringente devido ao tanino contido na casca. os Egípcios conheciam já o efeito vermífugo da sua raiz. em espanhol) ostenta desde o século VIII o nome do fruto. o Propriedades: acistringente. Disseminada pelos pássaros. na flor e no fruto. A romã era considerada um excelente fruto para a fecundidade. U. Rosa-pálida Rosa centifolia L. A análise revelou que os princípios activos contidos na casca são alcalóides anti-helmínticos muito eficazes contra as ténias. A sua história é semelhante à da figuei 332 ra: foram descobertas romãs em túmulos egípcios que datam de 2500 a. nos países mediterrimicos. introduziram e cultivaram intensivamente esta árvore no Sul de Espanha. U.: romã Punicáceas Arbusto da Ásia Ocidental. rosa-de-jericó . C. mais tarde. parasitose.l. O sumo da romã tinha múltiplas utilizações. na Europa.. a casca da raiz estava na moda para combater a ténia armada. a cidade de Granada (romã. é evidentemente muito diferente da poção fabricada artificialmente. Cerca de 1807. no entanto.Bras. encontra-se por vezes longe das culturas na Europa Meridional. como calmante para a tosse. devendo. leucorreia. + Ver: hemorragia. ser administrados sob vigilância. que apreciavam muito a romã. A verdadeira granadina. Há 4000 anos. vermífugo. tradições e costumes. a romãzeira foi desde longa data difundida pelo homem na Ásia Oriental e na Ásia Menor e.

úlcera cutânea. apenas se emprega em farmácia pelo seu aroma. como a essência. pele. ácido gá1hico. + V O Ver: afta. Rosa alba L. As suas pétalas contêm tanino. que exalam um perfume forte. o Propriedades: laxativo.l. U. É sobretudo da rosa-de-damasco. uma reputação de remédio universal. com flores muito dobradas de cor vermelho-escura. e as roseiras-bravas orientais. Rosa gallica L. funcionando como tónico devido às suas qualidades de adstringente. rosa-vermelha. unha... U. ferida. Rosa damascena Mill.de-cemfolhas e as suas parentes próximas. no laboratório. a rosa. anginas. Faz parte da composição de numerosos produtos cosméticos. Esta última. teve. é uma espécie de roseira-brava com flores duplas das regiões meridionais da Europa e da Ásia Ocidental. olhos. convalescença. como a precedente.l. o rótulo banal de tónico e adstringente. esta rosa-rubra apenas conserva. vulnerário. leucorreia. boca. tó nico. introduzida na Europa pelos cruzados. de um vermelho profundo e aveludado. um pigmento e um óleo essencial.E. resolutivo. rosa-gálica Bras. antidiarreico. derivam muito provavelmente de hibridações antigas entre a rosa-rubra. e a rosade-damasco. rosa-de-alexandria. U. hemorragia.: rosa-francesa Rosáceas Esta rosa rústica. como a rosa-branca. pele. que apresenta uma floração contínua.. .Bras. Já conhecida pelos Antigos.E.. pontos negros. perfumando os velhos jardins durante largos períodos do ano. que se extrai a essência e se prepara a água de rosas. já eram cultivadas na Grécia e na Itália antigas. Estas rosas. + V Ver: obstipação. Rosa-rubra Rosa gallica L. U. Celebrizada no passado tanto por médicos como por poetas. só no tempo das Cruzadas atingiu o Ocidente na forma denominada @<de Provins+. Actualmente. nariz. queimadura solar.. o Propriedades: adstringente. heterósidos.: rosa Rosáceas De entre as inumeráveis variedades de rosas-pálidas cultivadas. rosa-da-provença. anti-hernorrágico. Rosa-francesa-dobrada.

em compota ou em doce. A parte verde das folhas é realmente perigosa e não deve ser ingerida. Aclimatada nas hortas da Europa há cerca de 300 anos. por isso raro e precioso.. o pecíolo carnudo e ácido. O rizoma contém antraquinonas purgativas e vários heterósidos.E. originárias da Mongólia ou da Bulgária. A raiz do ruibarbo. gota e reumatismo. o seu preço desceu. e Rheum rhaponticum L. vermífugo. A utilização da raiz de ruibarbo como laxativo não deve ser prolongada. U. bem como os Seus híbridos.Ruibarbos Rheum rhabarbarum L. com folhas onduladas. tónico. única parte oficinal. o Propriedades: aperitivo. laxativo. permaneceu desde a Antiguidade até ao século XVIII um simples importado. o doce preparado com os pecíolos não é aconselhado a quem sofra de litíase. Rabárbaro Poligonáceas Estas grandes e belas plantas. muito apreciada pelos médicos antigos. das quais é comestível. U. um dos quais tem efeitos estrogéneos.l. + O 333 . pois já se verificaram intoxicações mortais. são cultivadas na Europa.

: feijão-soja. não existe nenhuma horta da Europa. apetite. lactação. digestão. apetite. é um factor importante de equi~ líbrio da nutrição e um óptimo remédio vegetal. U. ferro. aperitivo. hortense Umbelíferas Desde a época romana. estômago.E. diarreia. tez. Uma essência de composição complexa e variável. oftalmia. parece que até ao fim da Idade Média a salsa só se cultivava para aplicações medicinais. intestino. (=Glv(-ine soja Sieb. Myristica fragans Houtt. Salsa-hortense Bras. com excepção do extremo norte. crescimento. parasitose.sa. onde não seja cultivada esta excelente planta aromática. Tomar o suco fresco é o melhor modo de ingeri-Ia. ureia. UA. originária provavelmente do Mediterrâneo Oriental. + V O Ver: acrie. salsa-vulgaris. salsa-de-cheiro. Soja SoJa hispida Maxim. tónico. determina o aroma e o sabor da sal. contendo principalmente apiol. leucorreia. impotência. emenagogo.. cabelo. antiescorbútico. o Propriedades: antianémico. ervilha-oleaginosa-do-japão. igual quantidade de vitamina C. feijão-chinês. Estas substâncias conferem à salsa maior importância do que a de um condimento. anemia. Assim. diurético. além disso. resolutivo. que se encontra também na noz-moscada. um alcalóide volátil. 5 g de salsa proporcionam a quantidade quotidiana necessária de provitamina A. depurativo. estimulante. Curiosamente. alcoolismo. edema. alcoolismo. sedativo.PLANTAS CULTIVADAS Ver: abcesso. contusão. et Zucc. As folhas frescas contêm. apiósido e miristicina. Salsa Petroselinum sativum Hoffiri. reumatismo. picadas.: salsa-da-horta. raquitismo. antilactagogo. cálcio. fava-damanchúria Leguminosas . e 30 g. fósforo e percentagens muito elevadas de provitamina A e vitamina C. sarda.) Bras. menstruação.

remineralizante e factor de equilíbrio nutricional. a solanina. é. pois necessita de calor. crescimento. antiasténico. à semelhança das folhas e dos caules. remi neral i zante. apenas foi cultivado como planta ornamental.Espontânea da Indochina ao Japão. desmineralização. Com 93% de água. lípid os e cerca de 30% de glúcidos. As pequenas sementes globosas da soja representam um dos mais elevados potenciais nutritivos vegetais. aos seus carotenóides e. é rico em ácidos gordos poli-insaturados. delas fazem parte caseínas. sob a forma de leite e mesmo de queijo. crua ou germinada. começando a surgir nas hortas europeias cerca de 1550. o Propriedades: estimulante. A soja é um alimento de grande valor energético. pois era considerado venenoso. que pode torná-lo tóxico. Introduzida na Europa no século XVIII. o tomateiro era ainda um vegetal quase exclusivamente meridional. É. possuindo todos os aminoácidos essenciais. só nos últimos decênios adquiriu importância. cuja composição é semelhante às do leite. UA. Pode consumir-se cozida. revelando~se eficaz na diminuição da taxa de colesterol sanguíneo. à vitamina C. de emprego vulgar na alimentação. quer económico. fadiga. em farinha. sobretudo. o tomate não pode ser considerado um alimento nutritivo. colesterol. Ver: arteriosclerose. O óleo que produz. Até ao século XVIII. Nos finais do século XIX. um fruto muito importante devido aos seus ácidos orgânicos. cujo teor atinge o máximo quando o fruto está completamente maduro. Tomateiro L_y(-opersicum esculentum MiII. Desenvolve-se principalmente nas regiões meridionais. astenia. Tomate Solanáceas Os Espanhóis descobriram o tomateiro na América. menos de 4% de glúcidos e 1 % de prótidos. no entanto. sobretudo quando cozido. a soja é cultivada desde há muito tempo nessas regiões. após . O tomate verde ou pouco corado contém um alcalóide. onde crescia espontaneamente desde o Peru até ao México. convalescença. Embora não seja fácil de digerir. quer do ponto de vista alimentar. hipocolesterolemiante. Contém cerca de 35% de proteínas (duas vezes mais do que a carne).

picadas. ureia. tez. U.concentração do sumo e em doses moderadas. astenia. UA. apetite. pele. epidemia. V O Ver: acrie. aperitivo. 334 . o Propriedades: adstringente. refrescante. obstipação. gota. diurético. alcalinizante. psoríase.. reumatismo. refrescante e aperitivo. tem grande utilidade na dieta das pessoas que sofrem de artrite.E. laxativo.

C.O milénio. contêm substâncias tóxicas. o mais nocivo.) Gramíneas O trigo. encontra-se já no delta do Danúbio e nas planícies do Reno marítimo. podem ser fatais. que podem ou não coexistir na mesma espécie. É. (=T. cujos numerosos protótipos espontâneos se encontram desde a Grécia ao Médio Oriente. estes cereais são já cultivados na maior parte da Europa. Registamse com frequência intoxicações em animais que. no entanto. Leroy (1970). cujo sabor amargo e toxicidade eram eliminados por ebulição. (sensu lato) Leguminosas Estas magníficas plantas ornamentais. Esta toxicidade é devida a alcalóides como a esparteína. de modo nenhum. no entanto. e leste-africana e arábica. juntamente com a espelta. o trigo cultivado no Curdistão há 8000 anos @<era já o resultado de uma longa melhoria+ devido à influência de uma selecção agrícola empírica. por vezes. U. o Propriedades: antidiabético.. uma importante forragem e foi mesmo um alimento para o homem. sobretudo a partir do século XVIII na Europa Ocidental. Quatro séculos antes de Cristo. eczema. por outro. este trigo era cultivado no Iraque e propagou-se à Ásia Menor e ao Mediterrâneo.Tremoceiro Lupinus albus L. a lupinina e. Só o pão integral. Além da soja. Cerca de 4000 a. A semente do tremoço constituiu. Trigo Triticum aestivum L. cereal antiquíssimo. a lupanina. era já conhecido na origem das civilizações ocidentais. com as suas típicas folhas digitadas e as suas grandes espigas florais erectas. C. pele. é a semente mais rica em proteínas: 40% em certas variedades.. têm origem oeste-asiática. por um lado. outra espécie com grãos revestidos. O trigo é um bom alimento. Durante a última guerra os tremoços torrados substituíram o café. num passado recuado. emoliente. necessário especificar que o pão branco dos nossos dias não tem. o valor nutritivo do trigo inteiro ou ligeiramente peneirado da alimentação antiga. Os trigos duros meridionais do grupo dos Triticum durum Desf_ de desenvolvimento muito mais tardio. E. Segundo J. No 3. os Gregos consumiam já esta semente. No 5. vulgare ViII. F. desde que seja proveniente de . parasitose. V O Ver: abcesso.O milénio a.

a cultura do vindo a retroceder.) Trigo-mourisco. B2.5% de celulose. entre os quais vários aminoácidos indispensáveis à vida. de 2. ferro. além de substâncias reguladoras do metabolismo das gorduras. de 1. contém um albúmen rico em glúcidos. aquérrio trígono. U. astenia. A estes elementos associam-se as enzimas. depois de liberta da casca dura e cozida pelo mesmo processo do arroz. cerca de 47% de glúcidos diversos. longínquo. A semente. além de oligoelementos e vitaminas BI. Só no fim da conhecido na Europa. + v IN Ver: anemia. fósforo e cálcio. emoliente. impotência.culturas isentas de qualquer influência química. enegrecido e brilhante. gravidez. lípidos e prótidos. de 11 a 12% de prótidos. o Propriedades: antianémico. PP. fagópiro Poligonáceas A cultura deste cereal teve início na China num passado posteriormente a índia e a Ásia Ocidental. estimulante. e o teor em potássio é o mais elevado de todos os cereais. remineralizante.1 a 2. crescimento. o teor em fósforo. cálcio. é um alimento de grande valor energético e nutritivo. O germe contém 25% de prótidos.65 a 2% de lípidos. magnésio. laxativo. principalmente potássio. incluindo os oito ácidos aminados indispensáveis cuja síntese o organismo não pode efectuar. esterilidade. O grão de trigo contém até 75% de glúcidos. que possibilitam a assimilação dos diversos compostos. um elevado teor de fósforo. possui todos os componentes dos invólucros e do germe do cereal. de fácil assimilação. atingindo Idade Média foi nas regiões siliciosas trigo-sarraceno tem O pequeno fruto do trigo-sarraceno. cabelo. Ainda recentemente muito difundido pobres das terras frias da Europa Central. PP e B5 ultrapassa a média. O trigo é um extraordinário potencial de saúde. B2. obstipação. de 10 a 12% de lípidos e lecitina rica em fósforo. nervosismo. enurese. B5. alimento dos tecidos nervosos. banho. Trigo-sarraceno Fagopyrum esculentum Moench (=Polygoiium Jagopyrum L. recomendado em todos os casos de . cálcio. cerca de 2% de substâncias minerais. Nas diversas camadas do farelo encontra-se um considerável número de componentes do germe.l. desmineralização. cobre e vitaminas B I. raquitismo. com excepção do farelo. B6 e E.

árvore-do-paraíso Cupressáceas Esta bela conífera frondosa e intensamente perfumada é uma das primeiras árvores americanas que se aclimatou na Europa. 335 o Propriedades: estimulante. remineralizante. Tuia-vulgar Thuja occidentalis L. A tuia.. pois o seu conteúdo em glicose é quase nulo. As folhas frescas contêm uma elevada quantidade de rutósido. Tupinambo Helianthus tuberosus L. heterósido flavónico que exerce uma acção vitamínica P. o tupinambo. + Ver: calo. . convalescença.fragilidade digestiva e em estados de desnutrição. a Propriedades: adstringente. cistite. A sua tintura é um dos melhores calicidas. gravidez. crescimento. alcachofra-da-terra Compostas Espontâneo no Canadá e nas pradarias do Nordeste dos Estados Unidos. O princípio activo da tuia-vulgar é uma essência de composição complexa. foi introduzida na Europa nos inícios do século xvi. Girassol-batateiro Bras. é um alimento energético que deve ser aproveitado especialmente pelos diabéticos. verruga. Originária do Nordeste dos Estados Unidos e do Sudeste do Canadá. a tuia é um remédio para as pessoas idosas e sedentárias.l. O Ver: astenia. É também recomendável aos azotémicos pelo seu fraco teor em prótidos. reumatismo. E. tóxica devido à presença de uma cetona. enurese. ou rutina. sendo o seu uso terapêutico interdito às mulheres grávidas. U. girassol-tuberoso. Semelhante à alcachofra pela consistência e pelo gosto. tanto como planta forrageira como para a alimentação humana. o Propriedades: anti-séptico. o tupinambo foi introduzido na Europa nos alvores do século XVII. árvore-da-vida Bras. a tuiona. antihemorrágico. diurético. em doses tóxicas. hemorróidas.l. Tem numerosas aplicações em homeopatia.: tuia. U.: topinamboi. alguns dos quais lisos e mais fáceis de descascar. Em fitoterapia. sedativo. difundindo-se mais rapidamente que a batata. calicida. U. Cedro-branco. Existem vários tipos de tubérculos. desmineralização. batata-tupinarnbá. é abortiva. com cerca de 15% de glúcidos e 2% de prótidos. a planta contém também taninos.

galactagogo. U.l. Ver: diabetes, lactação, obstipação. Videira Vitis vinifera L. Videira-europeia, vide, parreira Bras.: uva, videira Vitáceas A cultura da videira perde-se na noite dos tempos, supondo-se que teve origem na Ásia Menor. Era já cultivada pelos Egípcios, e os Gregos em 1500 a. C. comiam os seus frutos e prensavam-nos para obter vinho. Símbolo do culto de Dionísio, os seus pâmpanos serviam de motivo decorativo. O emprego de espécies norte-americanas utilizadas como enxerto permitiu melhorar a, resistência às doenças e aos parasitas das contém 82% de água, 16% de glúcidos, cerca quantidade de potássio, vitaminas PP, B I, uvas secas, muito ricas em açúcares, cerca castas europeias. A uva fresca de 1% de proteínas, grande B2, B5, B6 e C e provitamina A. As de 70%, conservam uma

razoável quantidade de provitamina A e todas as vitaminas do grupo B. Alimento muito energético, antianémico e perfeitamente digerível, pois os seus açúcares são directamente assimilados, é indicado para dietas fortificantes sem provocar sobrecarga proteica, sendo também depurativo e desinfectante. Devido aos seus pigmentos, as amocianinas, a uva preta é um protector vascular; para uma eficaz cura depurativa devem ingerir-se entre 1 e 2 kg de uvas por dia, Ao óleo das grainhas das uvas, constituído quase totalmente por ácidos gordos poli-insaturados, atribuem-se propriedades idênticas às do óleo de girassol, tendo em conta, no entanto, que não seja alterado pelos processos de extracção industrial. Esta última observação aplica-se também ao vinho, velha panaceia, veículo de inúmeras preparações medicinais, estimulante e energético quando em doses moderadas, mais diurético se for branco e adstringente se for tinto. Os vinhos medicinais são preparados por maceração a frio, mais ou menos prolongada, em recipiente fechado e depois filtrados. As folhas, especialmente as da videira-preta, variedade denominada *dos tintureiros+, contêm tanino e pigmentos antociânicos que exercem uma acção vitamínica P. a Propriedades: adstringente, antianérnico, anti-hernorrágico, anti-séptico, depurativo, diurético, estimulante, hipocolesterolemiante,

laxativo, tónico, vasoconstritor. U.l., U. E. + V Qi Ver: aene, acne rosácea, anemia, artritismo, astenia, banho, bronzeamento, celulite, circulação, colesterol, conjuntivite, convalescença, cura de Primavera, diarreia, envelhecimento, fadiga, fígado, flebite, gota, gravidez, hemorragia, hemorróidas, hipertensão, litíase, menopausa, obesidade, obstipação, raquitismo, sarda, varizes. 336

As plantas tóxicas Classificar é uma das funções essenciais da inteligência humana. Confrontado com o mundo vegetal, o homem, apoiado na sua experiência, foi capaz de distinguir, no decorrer dos tempos, as plantas boas das más, as que eram úteis à sua alimentação e as que, sinónimos de morte, utilizava como veneno de caça ou de guerra. Existe um testemunho ainda visível nos motivos decorativos dos frisos do Templo de Baco em Baalbek, onde a dormideira, emblema da morte, alterna com o trigo, símbolo da vida. Na realidade, porém, é impossível estabelecer para cada planta uma divisão tão nítida: veneno-alimento. O mundo vegetal elabora no seu seio múltiplos compostos químicos que constituem o seu próprio metabolismo. Se um bom número destas moléculas assim formadas é favorável ao homem, outro, em contrapartida, é-lhe fatal, pois não se incorpora no seu ciclo biológico. Todas as plantas devem, portanto, ser consideradas, em princípio, como perigosas, mesmo aquelas com que o homem parece particularmente familiarizado. Quem imaginaria, por exemplo, que a couve, a azeda ou o espinafre podem ser nocivos? Ora, está provado que um consumo excessivo dessas plantas alimentares não produz efeitos benéficos, mas, pelo contrário, certos inconvenientes. Estes são, felizmente, quase insignificantes, se se compararem aos graves acidentes frequentemente relatados nas notícias dos jornais. O mundo industrializado, agressivo, perturbado, em que vivemos desenvolve nas pessoas que habitam nas cidades o desejo de uma reaproximação da Natureza, e esta necessidade, se bem que compreensível, não é isenta de riscos. Efectivamente, como qualquer movimento de revolta, é por vezes incontrolável. A possibilidade de confundir diversas espécies do mundo vegetal e também, infelizmente, a ignorância e o descuido de muitos podem estar na origem de intoxicações fatais. De entre exemplos recentes, podem citar-se os múltiplos adornos, pulseiras e colares, trazidos ou não de viagens longínquas, formados por sementes tão perigosas como o rícino, o jequeriti (Abrus precatorius L.) e uma espécie de mimosa (Mimosa scandens L.), responsáveis por acidentes mortais. Ou ainda o acidente ocorrido quando, no decorrer de uma operação de sobrevivência nos Pirenéus, um grupo de jovens pára-quedistas devia alimentar-se de frutos, sementes ou raízes encontrados na zona. Infelizmente, os homens, deficientemente informados, confundiram as raízes de acónito com nabos comestíveis, do que resultou uma intoxicação colectiva muito grave e, para alguns, mesmo mortal. Umas vezes são crianças que, brincando às refeições, comem sementes de falsa-acácia, outras são adultos que, procurando um certo exotismo ou por mera curiosidade, preparam uma salada à base de folhas de Euphorbia marginata Pursh. ou ingerem caules de Dieffenbachia picta Schott., que confundem com cana-de-açúcar ...

Por esta razão, sem esgotar o assunto, pois para tanto seria necessária uma verdadeira enciclopédia, apresentam-se neste capítulo as plantas perigosas que mais frequentemente crescem nos parques e jardins, nos apartamentos e locais de trabalho, nos campos cultivados e incultos. Muitas das plantas utilizadas na decoração são perigosas. Ignora-se, por exemplo, que a dedaleira, frequentemente plantada devido à beleza dos seus longos cachos violáceos, o loendro, originário da África do Norte, o lírio-dosvales e o heléboro-negro contêm, todos eles, heterósidos que, em dose elevada, são tóxicos para o coração. No entanto, estas mesmas plantas e estes mesmos componentes activos intervêm na terapêutica cardiológica. Com efeito, em pequenas doses, são cardiotónicos preciosos. Neste como em tantos outros casos, a dosagem correcta do preparado e a posologia oportuna transformam o que seria uma droga mortal num agente benéfico. Frutos e sementes tóxicos As árvores de fruto constituem um grupo de plantas tão familiares como perigosas: o damasqueiro, o pessegueiro, a cerejeira, a ameixeira, a amendoeira- amarga, contêm nos seus caroços substâncias que podem libertar facilmente ácido cianídrico extremamente tóxico. Os riscos de acidentes são grandes se se considerar o elevado número de caroços abandonados após o consumo da polpa do fruto. Nunca será demais avisar as crianças do perigo que pode advir do hábito de trincar as amêndoas amargas dos frutos com caroço. Igualmente frequente, o castanheiro-da-índia encontra-se sobretudo nos parques, jardins e orlando as avenidas, onde oferece a sua espessa sombra. Os seus frutos e as suas sementes, cuja maturação corresponde à época do recomeço do ano escolar, são muitas vezes pretexto para jogos e brincadeiras das crianças. Desconhece-se, no entanto, na maioria das vezes, que essas sementes no estado fresco podem intoxicar tanto os animais como o homem, devido ao seu alto teor em saponósidos. Naturalmente, as vítimas são sobretudo as crianças, que confundem os frutos do castanheiro- da- índia com os do 337

PLANTAS PARTICULARMENTE PERIGOSAS Acónito Aconitum nappelus L. Bras.: capacete-de-júpiter, capuz-de-frade, carro-de-vénus Ranunculáceas O Toda a planta, em especial as raízes, em forma de pequenos nabos. Cóliquico Colchicum autuninale L. Bras.: colchico, dedo-de-mercúrio Lifiáceas O Toda a planta, Na época da floraçào nunca levar as flores à boca. < Beladona Atropa beliadoriria L. Bras.: bela-dama, erva-envenenada Solanáceas O Toda a pLanta, parti cularmente as bagas. Estas bagas, enormes, parecem ginjas de cor vermelha muito escura; o seu cálice, com 5 lóbulos verdes, é persistente.

Meimendro-negro Hyoscyamus niger L. Bras.: meimendro-preto, erva-dos-cavalos Solanúceas O Toda a planta. Lauréola-macha Daphne laureola L. Timelcáceas o Casca vesicante, isto é, que provoca vesículas na pele. Não confundir com o loureiro. < Estramónio Datura stramonium L. 3ras.: figueira-brava, figueira- do- inferno, zabumba olanaceas o Toda a planta. Não confundir com as plantas dos jardins ou das hortas como o espinafre ou a azeda. Embude > Oenanthe crocata L. Umbelíferas o Toda a planta, sobretudo a raiz. Não confundir com outras umbelíferas aquáticas perigosas que tem um aspecto ,semelhante, tais como a cicuta-aquática (Cicuta virosa L.) ou o felándrio, ou funcho-d'água (Oenanthe phelandrium Lanib.), nem com plantas cultivadas como o aipo, a salsa e a cenoura. >>

PLANTAS TóXICAS castanheiro. As perturbações observadas são de ordem gastrintestinal e, em casos graves, quando a dose ingerida é elevada, do sistema nervoso. De entre os frutos carnudos, são, no entanto, as bagas que provocam mais frequentemente acidentes. Por exemplo, a baga da beladona ficou tristemente célebre por ter provocado, em 1825, a intoxicação colectiva de uma centena de soldados de infantaria franceses que se encontravam em manobras. Atraídos por estes frutos semelhantes a cerejas vermelho-escuras, de sabor agradavelmente adocicado e que se esmagavam facilmente entre os dedos, ingeriram-nos copiosamente até ao momento em que surgiram os sintomas mais espectaculares: vermelhidão da face, secura da boca, aceleração do pulso, delírio denominado atropínico. Existem muitas outras bagas perigosas. As do lírio-dos-vales, do selo-desalomão, da gilbarbeira, da hera, do espargo cultivado, são tóxicas devido à presença de saponósidos. Podem ainda citar-se o jarro-dos-campos (Arum maculatum L.), em cujo caule se desenvolvem, em Agosto e Setembro, cachos de bagas vermelhas que provocam graves fenômenos de irritação das mucosas; a norça, cujos frutos de cor vermelho-vivo dão origem a perturbações gastrintestinais, ou ainda a madressilva, cujos frutos contêm substâncias vesicantes. E de entre as solanáceas, de péssima reputação entre as plantas tóxicas, deve sempre desconfiar-se dos frutos da beladona, dos do espinheirode-casca-branca, dos da erva-moura ou ainda dos da dulcamara, frequentes nos jardins mal cuidados, nos baldios ou à beira dos caminhos. Os frutos do azevinho e do visco, plantas da Europa, tradicionais nas decorações do Natal e Ano Novo, são igualmente perigosos. A escolha destas ramagens corresponde provavelmente a motivações profundas, para além de uma mera preocupação estética. Quando no Inverno as árvores estão despojadas de folhas e a luz é escassa, em suma, quando a vida parece perdida, o visco, de folhas sempre verdes, que cresce classicamente sobre os castanheiros e mais vulgarmente sobre os choupos, macieiras, pirliteiros ou pinheiros, trazia aos Antigos o reconforto do seu vigor, símbolo da vitória sobre a morte. Plantas boLbosas Este tema da continuidade da vida era outrora simbolizado nos países eslavos pelo bolbo da cebola e de outras liliáceas que conservam a vida no período invernal. Neles se inspira a forma dos campanários de igreja, propagada por influência austríaca na Europa Ocidental e Meridional. No entanto, é bem possível que se desconheça que essas plantas de bolbo, frequentemente associadas a poéticas lendas, são nocivas. Ricos em diversos alcalóides, os bolbos das campainhas-de-inverno (Galanthus nivalis L.), que por vezes se confundem com os das ceboletas, provocam vómitos

e diarreia. Do mesmo modo, deverá suspeitar-se dos géneros Clivia, Crinum, Amaryllis, que são cultivados para decorar interiores e jardins, e, sobretudo, das diversas espécies do género Narcissus, ao qual pertecem os narcisos e os junquilhos. As intoxicações no homem são limitadas, sendo o único risco possível confundir o seu bolbo com o das plantas alimentares. As flores e folhas das tulipas e dos jacintos são igualmente perigosas se se correr o risco de utilizá-las para outro fim além do decorativo. Conta-se que numa refeição, sem dúvida muito alegre, alguns convidados folgazões se divertiram a ornamentar a salada com as pétalas rutilantes das túlipas que decoravam a mesa. Esta prática era frequente no século XIX, utilizando as flores da borragem ou das chagas; porém, a escolha das túlipas foi deveras infeliz devido aos seus efeitos eméticos, e os imprudentes convidados não tardaram a aperceber-se deste facto. Deixemos por alguns momentos os nossos jardins e observemos no seu habitat, para melhor as conhecer, algumas plantas espontâneas. Frequente nos prados húmidos, o cólquico atrai os curiosos devido, em primeiro lugar, às flores róseo-lilacíneas, parcialmente aéreas, que desabrocham no Outono, enquanto as folhas só surgem seis meses depois, no começo da Primavera; quanto ao fruto, parece sair do solo no Verão. Ora, duas ou três folhas desta liliácea são suficientes para provocar intoxicações mortais, sendo as sementes e o bolbo ainda mais perigosos. A colquicina, um alcalóide, está na origem destes acidentes. O heléboro-branco é uma outra liliácea bastante perigosa. Embora muito afastados botanicamente, a genciana e este heléboro podem ser confundidos; ambas as plantas crescem na montanha, nos mesmos biótopos, e apresentam um aspecto bastante semelhante. É fácil distingui-Ias após a maturação devido à implantação das folhas no caule, opostas na genciana e alternas no he1éboro, e pela cor das flores, amarelas na primeira e branco-esverdeadas na segunda; porém, a confusão é deploravelmente possível num estádio de vegetação menos avançado, quando as folhas em roseta aparecem junto ao solo. Este facto explica a intoxicação sofrida por alguns campistas inexperientes, os quais, desejando preparar um aperitivo com raízes amargas de genciana, maceraram em vinho raízes de heléboro, bastante semelhantes e igualmente amargas. Existe uma planta que é necessário saber reconhecer entre todas; é o acónito, segura340

mente uma das espécies mais tóxicas da nossa flora. Muito vulgar entre 500 e 1800 m de altitude, o acónito ergue, em Julho, as suas flores, de um profundo azul-violeta, cujas sépalas petalóides se assemelham a um capacete. As suas folhas, profundamente divididas, estão dispostas em leque. No solo, o tubérculo-pai, acompanhado por um ou dois tubérculos-filhos mais claros, tem o aspecto de um pequeno nabo. São estas as principais características morfológicas que é necessário conhecer bem para evitar a confusão entre as raizes do acónito e as do rãbano-rústico ou do aipo. Se, por infelicidade, houver confusão, a ingestão provoca uma sensação de formigueiro e de entorpecimento dos lábios e da língua que se estende seguidamente à parte posterior da garganta. Se a dose for tóxica, a face e os membros tornar-se-ão insensíveis, o ritmo cardíaco irregular, e a morte sobrevirá por paragem respiratória. Conhecido por provocar todos os anos mais do que uma intoxicação grave, o embude (0entinthe crocata L.) cresce nos fossos húmidos e nas valas. É uma bela umbelífera de folhas recortadas, semelhantes às da salsa, e que ostenta na Primavera grandes inflorescências brancas. As suas raízes, curiosamente divididas, assemelham-se a uma grande mão e contêm compostos tóxicos extremamente activos que provocam vómitos, diarreia e convulsões tetânicas, podendo causar a morte. Acidentes do mesmo género podem ser devidos a uma planta semelhante e igualmente perigosa, a cicuta- ~aquática (Cicuta virosa L.). Antes de concluir o capítulo referente às plantas espontâneas tóxicas, detenhamo-nos alguns momentos nas planícies, onde abundam várias espécies perigosas do género Ranunculus: ranúnculo-acre (Ranunculus acr,s L.), ranúnculo-mata-boi (Ranunculus sceleratus L.), ranúnculo- i nf lamatório (Ranunculus fiamula L.), os quais contêm compostos vesicantes. São flores muitas vezes colhid@s por mãos infantis para compor graciosos ramos, podendo ser a causa de sérios incidentes se os pedúnculos forem levados à boca. Plantas ornamentais dos jardins e dos parques É ainda necessário dar uma ideia dos perigos de muitas plantas habitualmente cultivadas nos jardins e nos parques, como a glicínia [Wistaria sinensis (Sims) DC.1, com belos cachos azuis ou cor-de-rosa, que se.transformarão em vagens semelhantes às do feijão. Estas, colhidas e ingeridas imprudentemente por crianças, dão origem a perturbações digestivas. No mesmo caso estão as giesteiras, com as suas belas flores amarelo-douradas, em especial a giesteira-de-espanha, frequentemente plantada como arbusto ornamental, cujos órgãos são todos ricos em alcalóides muito tóxicos, e a giesteira-das-vassouras, que é igualmente perigosa pela presença de esparteína, alcalóide que bloqueia os gânglios simpáticos. No mesmo

caso está ainda o teixo, que abunda nos parques e cemitérios, do qual todas as partes são ricas em toxinas perigosas pelo seu efeito cardiotóxico. As sementes são os únicos órgãos susceptíveis de tentar as crianças sementes verdes incrustadas num arilo polposo vermelho; porém, a casca e as folhas são facilmente ingeridas por cavalos e vacas, provocando todos os anos graves intoxicações nestes animais. Muitas outras plantas mereceriam uma menção especial, e para o provar poderá dizer-se que, se alguém se lembrasse de se alimentar de plantas espontâneas ou cultivadas para ornamento, teria grandes dificuldades em encontrar alimentos realmente inofensivos. Como regra prática, deverá, portanto, abster-se de ingerir em salada qualquer folha desconhecida e frutos que se encontram por acaso. Plantas exóticas Outrora apanágio de raros privilegiados que dispunham de estufas ou de jardins de Inverno, as plantas exóticas gozam actualmente de uma grande popularidade. A elevação da temperatura ambiente em que hoje se vive permite a cultura em casas e locais de trabalho, bem como em restaurantes e hotéis, de muitas espécies de plantas ornamentais de interior originárias das regiões quentes da Ásia, de África e da América do Sul. É evidente que esta introdução de espécies exóticas se reveste de novos riscos. Um elevado número destas plantas decorativas pertence à grande família tropical das Aráceas, representada na Europa apenas pelo género Arum. Porém, a cultura de diversas espécies dos géneros Monstera e Philodendron, plantas trepadeiras com grandes folhas recortadas ou mesmo esburacadas, tomou também incremento. A diefenbáquia, com folhas matizadas, tornou-se uma planta vulgar em locais públicos ou privados. No entanto, se alguém tivesse a ideia de levar à boca um fragmento de caule ou de folha desta planta, sentiria quase imediatamente uma forte sensação de queimadura, um edema da língua e do palato, com aparição de bolhas. Além disso, o suco das células da planta provoca facilmente dermatites, e se, por infelicidade, penetrasse nos olhos, daria origem a uma irritação com opacificação da córnea. Bela planta exótica, também muito divulgada, a poinciana oferece, sobretudo no Inverno, o contraste das suas folhas inferiores, de um verde-sombrio, com as superiores, de um vermelho-vivo. Contém um látex que pode provocar uma irritação nos olhos, dermatites e, se for ingerido, causa graves danos nas mucosas da boca e do aparelho digestivo. 341

PLANTAS PERIGOSAS MAIS FREQUENTES -negro Heléboro Helleborus niger L. Ranunculáceas O Toda a planta. < Ésula-redonda Euphorbia peplus L. Euforbiáceas G Toda a planta. Não confundir com algumas plantas utilizadas para saladas, especialmente a beldroega.

A Giesteira Spartiumjunceum L. Leguminosas O Toda a planta. Não confundir com as outras giesteiras, também bastante tóxicas. Acteia A Actaea spicata L. Ranunculáceas O Os frutos de forma alongada, com caroços duros. Não confundir com os frutos maduros da groselheira-negra. V Loendro Nerium oleander L. Apocináceas O As flores, os frutos. Não confundir as folhas com as do loureiro. Teixo A Taxus baccata L. Taxáceas O A casca, as folhas, os frutos. Resistir à tentação do aspecto apetitoso dos frutos vermelhos. Espinheiro-de-casca-branca 17 Lycium vulgare Dun. O As bagas vermelhas. < Heléboro-branco Veratrum album L. Liliáceas O Toda a planta, especialmente as raízes. Não confundir com a genciana, de folhas opostas duas a duas. As do heléboro-branco são alternas. Tb@ Solanáceas

Plantas potencialmente perigosas A Adónis-da-itália Adonis vernalis L.. Ranunculáceas

O Os heterósidos que contém são venenosos. Planta pouco vulgar. A Anérríona-dos-bosques Xnemone nemorosa L. Ranunculúceas O Os caules e as folhas. v Norça-branca Bryonia dioica Jacq. Cucurbitáceas

O As raízes e as bagas. Não confundir com as bagas comestíveis, como, por exemplo, as das groselheiras. 17 Cicuta-menor Aelhusa cynapium L. Umbelíferas

O As partes aéreas. Não confundir com o cerefólio ou a salsa. A Sabina Juniperus sabina L. Cupressáceas

O As partes aéreas. Não confundir com o zimbro. Loureiro-cerej eira 6 Prunus laurocerasus L. Rosáceas Q As folhas libertam ácido cianídrico quando são contundidas. Não confundir com as folhas do loureiro.

Morrião > Anagallis arvensis L. Primuláceas O As partes aéreas. Tóxico especialmente para os animais de capoeira e as aves. Não confundir com a morugem. 6 Mandrágora Mandragora officinarum L. Solanáceas

O Toda a planta, especialmente as raízes. Não confundir com as raízes comestíveis das cruciferas como as do nabo. Pariseta > Paris quadrifolia L. Liliáceas O As bagas azuis quase pretas. Não confundir com os frutos de algumas ameixeiras. 6 Arruda Raia graveolens L. Rutáceas

O A,,, partes aéreas. Não confundir com a losna. A presença desta planta afasta as víboras. Ranúnculo-acre Ranunculus acris L. Ranunculáceas O Toda a planta. < Tabaco Nicotiana tabacum L. Solanáceas O As partes aéreas e as raízes. Erva-moura A Solanum nigrum L. O As bagas, sobretudo quando não estão maduras. Solanáceas

PLANTAS TóXICAS Arbusto ornamental em jardins e parques, o cótino (Rlius cotinus L.) é outro exemplo de espécie exótica perigosa. Se bem que as suas folhas redondas e as suas inflorescências graciosas tenham um belíssimo aspecto, os jardineiros temem apará-lo, pois contém um suco venenoso que age diversamente, consoante as pessoas que atinge. O mesmo se pode dizer de certas espécies de Pistacia e de pimenteira-bastarda (Schinus molle L.), frequentemente plantadas ao longo das avenidas e nos jardins das regiões temperadas. Mesmo a inalação da poeira destas plantas provoca, em certas pessoas, reacções asmáticas e dermatites. Várias espécies exóticas do género Primula, Primula sinensis Lindl., Primula obconica Hance, são temidas por alguns jardineiros sensíveis, devido ao seu revestimento de pêlos glandulosos irritantes, cujo contacto pode provocar alergias ou lesões cutâneas. Plantas indirectamente perigosas As plantas fotossensibilizantes provocam uma afecção menos grave e mais curiosa. No Verão, os dermatologistas recebem frequentemente nas suas consultas doentes que apresentam uma erupção acompanhada por uma pigmentação excessiva da pele nas zonas do corpo expostas à luz após um banho. Em pessoas particularmente sensíveis, as perturbações são acompanhadas de intenso prurido, febre e dores de cabeça. Não obstante os sintomas espectaculares, o diagnóstico é rápido e benigno. Trata-se de uma dermatite dos banhistas, ou dermatite dos prados, também chamada doença de Oppenheimer, provocada por uma série de plantas pertencentes a diversos grupos vegetais, principalmente à família das Umbelíferas. A particularidade destas plantas consiste no facto de conterem moléculas químicas, as furocumarinas, que intervêm, de algum modo, como transformadoras da energia luminosa. Encontram-se com muita frequência duas umbelíferas responsáveis por estes fenómenos: o canabrás e a pastinaga-urticante (Pastinaca urens Req.). Muito vulgar nos bosques, montes de entulho, à beira dos caminhos e nos prados, o canabrás desenvolve caules ocos e folhas com grandes lóbulos, guarnecidos por numerosos pêlos flexíveis e compridos. A pastinaga-urticante é facilmente reconhecível pelos seus caules, que podem atingir 1,5 m de altura, pelas folhas, semelhantes às do aipo, e inflorescências amarelas, que desabrocham no Verão. Nasce espontaneamente à beira dos caminhos e nos fossos.

.Alguns outros membros da família das Umbelíferas são ainda. esta doença manifesta-se com maior frequência e gravidade quando a apanha se faz num dia de sol e o aipo está atacado pela podridão cor-de-rosa. O desenvolvimento dos sintomas clínicos é repentino: os olhos lacrimejam como se estivessem cheios de areia. O nariz. a planta é rica em furocumarinas muito activas. a agitar os longos caules flexíveis de várias gramíneas para espalhar no ar milhares de grãos de pólen. está na origem de uma doença traiçoeira: a febre-dos-fenos.. vulgarizaram o uso de bronzeadores. atacado por uma rinite espasmódica. pode atingir 3 m de altura. dos seus caules ocos podem fazer-se zarabatanas. originária da Ásia Central. Tudo nesta planta gigante provoca curiosidade e convida a cultivála. as suas enormes umbeIas e as suas folhas muito recortadas conferemlhe um belo aspecto. como a cenoura-brava e a erva-cicutária (Anthriscus silvestris Hoffm. A primeira é a Heracleum mantegazzianuni Somiri. que . Progressivamente. Curiosamente. podem surgir também durante alguns dias um eczema ou crises de asma. Este gesto banal e espontâneo. a conjuntiva torna-se vermelha e as pálpebras incham. durante os passeios estivais. merecem um cuidado especial duas plantas que nos últimos tempos têm atraído as atenções. na praia e na montanha. Por vezes. todas as crianças se divertem. embora pareça entupido devido à intensa congestão das mucosas . as furocumarinas são utilizadas em leites e cremes de bronzear. tema de numerosos trabalhos científicos desde há alguns anos. No entanto. pink rot. pois a sua matéria vegetal é fácil de manipular. A outra planta é o aipo. os hortelões podem ser atacados por perturbações cjutâneas devido ao contacto do suco do aipo com a pele. as quais se manifestam por bolhas e vesículas nas mãos e antebraços.). inunda os lenços. Este problema. ténue na primeira crise. simultaneamente protectores contra certas radiações nefastas e favoráveis ao efeito das que estimulam um bronzeado considerado de bom-tom. Sob nomes diversos. devendo o seu uso ser controlado. telescópios. A importância destes acidentes ultrapassa o âmbito do aipo. O seu porte majestoso. surge uma impressão de dificuldade respiratória. responsáveis por perturbações cutâneas. Assim. Entusiasma também as crianças. não está ainda totalmente esclarecido. reproduzido incessantemente pelo vento. na altura da colheita.. provavelmente. et Lév. cujo consumo em cru é muito perigoso. flautas e dezenas de outros instrumentos e jogos! Deploravelmente. Os hábitos modernos de exposição ao sol. As plantas que provocam alergias Geralmente. provocando inúmeros acidentes cutâneos. porém.

se agrava quando. a febre-dos-fenos se repete. Esta doença tem origem na produção intensa dos pólenes na época da floração das gramíneas. estação após estação. que geralmente se verifica de 346 . propiciando o aparecimento da asma.

margi nada I@. O As partes aéreas. . 6 Poinciana FuPhorbiapulcherrima Willd. Euphorbia marginata Pursh O As partes aéreas. Ginkgoáceas Euforbiáceas Anacardiáceas Euforbiáceas Aráceas O Os frutos. Eufórbi a.Plantas ornamentais exóticas. tóxicas ou alergizantes A Diefenbáquia Dieffimbachia picta Schott O Os caules e as folhas. o látex. O As partes aéreas. o látex. -1 Ginkgo Ginkgo biloba L. Não confundir com as ameixas amarelas. Cótino A Rhus cotinus L.

o castanheiro. como. a explicação surgiu. porém. pelo menos nas regiões mais setentrionais. o alfenheiro. Perigosas devido à toxalbumina que contêm. por exemplo. as parietárias. há outras partes da planta susceptíveis de causar alergias. como a grama-francesa. os pinheiros. frequente nas pradarias e nos campos cultivados. que sugeria a existência de um trajecto. no entanto. os pólenes de numerosas plantas podem ser inalados e penetrar profundamente no aparelho respiratório. as tílias. destinadas à fecundação anemófiIa. por uma irritação dos olhos com derramamento de lágrimas. a cevada e o milho-miúdo. a aveia. um perigo real. o rododendro. porém. É importante saber que as flores que provocam este fenômeno são verdes. consoante os casos. um lagar prensava sementes de rícino e. os ásteres. Durante o transporte. representam. As polinoses. Este pó era transportado em sacos de juta para o campo. o trigo.índia. como também os habitantes da cidade que viviam nas zonas por onde circulava o perigoso produto. não têm pétalas e não atraem os insectos. as polinoses podem também ser originadas por grande número de outras plantas. . Os epidemiologistas observaram que os doentes se localizavam segundo uma espécie de nuvem. Estão.PLANTAS TóXICAS meados de Maio a Julho. muito eficaz. Plantas muito diversas e extensamente distribuídas são também temíveis agentes polinizantes. espalhado pelos ventos. os ulmeiros. as urtigas. Porém. recentemente. Na realidade. o amieiro. Finalmente. no sentido estatístico do termo. Numa cidade do Sul de França surgiam periodicamente num certo número de pessoas graves acidentes oculares e perturbações respiratórias que se manifestavam. São originadas por numerosas espécies. utilizava um novo sistema de extracção do óleo. crises de asma. a bétula (vidoeiro). as artemísias. os carvalhos. Como se verificou. devidas essencialmente às gramíneas. dores de cabeça e náuseas. portanto. que dispersa uma quantidade considerável de grãos de pólen. o c astanheiro-da. o freixo. a urze. onde os agricultores o utilizavam como adubo. É o caso das sementes do rícino. o resíduo do rícino atingia não somente as pessoas que trabalhavam no lagar. desempenham ainda um considerável papel sensibilizante. simples: em determinados períodos do ano. não são apenas as gramíneas que representam um perigo. o lilás. que deixava um resíduo sob a forma de pó fino.

além das solanáceas que contêm alcalóides: a beladona. perigosas. têm tendência para acreditar que tudo é já conhecido. pois não é raro que. o estramónio. não são. dividir o mundo das plantas nitidamente nestas duas categorias é utópico. a fim de evitar qualquer confusão entre espécies benéficas e perigosas. na realidade. algumas plantas consideradas perigosas prestaram desde há muito preciosos recursos à terapêutica. Em contrapartida. está dominado. deverá ter-se em mente as seguintes medidas de urgência e dar-se-lhes imediata execução: O Telefonar imediatamente a um médico ou. EM CASO DE INTOXICAÇÃO Perante um caso de intoxicação. É o caso da dedaleira. É uma suposição ingénua e que se pode revelar bastante perigosa. do acónito e do cólquico. do lírio-dos-vales e do loendro. sem dúvida. em jeito de resumo. Para finalizar. domesticado. o meimendro-negro e muitas outras plantas. Na realidade.Se bem que estas duas últimas formas de agressão das plantas devido a processos alérgicos ou fotodinamizantes sejam insidiosas e por vezes difíceis de evitar. estas plantas só devem ser colhidas por pessoas que as conheçam muito bem e tenham experiência. os nossos antepassados eram prudentes. Respeitar a Natureza e conhecê-la sob todos os seus aspectos é a melhor garantia da nossa salvaguarda. Inversamente. impõe-se maior desconfiança perante grande número de outras espécies vegetais. a um centro antivenenos. que raramente se encontram em contacto diário com a Natureza. do heléboro-branco e da dormideira. pois no seu ambiente rústico aprenderam a prática da prevenção e da dúvida. mas com a condição indispensável de conhecê-las bem. Outrora. encontrando-se numa cidad e. Os habitantes das cidades. uma prática excelente. Procurar a divulgação dos conhecimentos adquiridos e ensinar às crianças os rudimentos das ciências biológicas e as suas múltiplas incidências práticas é um dever. Por conterem princípios activos muito enérgicos. administradas em doses elevadas e utilizadas repetidamente. Colher plantas medicinais destinadas a aplicações terapêuticas é. um conselho importante para todos: para amar a Natureza deverá aprender-se a conhecê-la bem. as plantas tidas como inofensivas produzam efeitos prejudiciais. Estes centros estão perfeitamente equipados para prestar .

auxílio aos intoxicados. pp. e dos sintomas manifestados pela vítima. se tal for possível. excepto se o produto ingerido for cáustico (v. O Conservar vomitados. 348 . 402403). O Mandar identificar uma amostra da planta suspeita. expectoração e urina da vitima. O lomar nota das circunstâncias exactas em que se verificou o acidente. O Provocar o vómito. uma amostia dos órgãos vegetais responsáveis pelo acidente. O Conservar.

anti-hernorrágico e refresca a boca. o abacateiro mede entre 4 e 8 m e apresenta ramos dispostos em pirâmide. U.vPIUM sp. cada um dos quais contém de três a sete sementes pretas. minúsculas. Descrito em 1519 pelo espanhol Martín Enciso. Egipto. ou terra japónica. cuja polpa é muito rica em lípidos.E. U. 0_ As suas flores. Com o cerne da árvore abatida faz-se uma decocção que. Muito nutritivo. que se apresentam no capítulo intitulado <Os benefícios das plantas+. cuja epiderme se prolonga em pêlos compridos que constituem as fibras do algodão. UA. U. É uma árvore de 10 m de altura semelhante à mimosa. Este extracto seco. o cato. ou Catechueira Acacia catechu Willd. É. Abacateiro Persea gratissima Gacrtn. úteis tanto aos homens como aos animais. São utilizadas em numerosas preparações.. a parte central do lenho que se utiliza.~pálida e estão reunidas em espigas alongadas. Esta acácia foi introduzida na Europa na 2. castanho. esverdeadas e aromáticas. Malváceas Habitat: regiões tropicais da América e da Ásia.As plantas exóticas Este capítulo é dedicado às plantas espontâneas ou cultivadas que não crescem naturalmente na Europa. pequenas. V Acácia-catechu. O fruto é uma cápsula com cinco lobos. têm uma corola amarelo. porém. é adstringente. As flores. Sri Lanka. Lauráceas Habitat: originário da América Central. cultivado nas regiões tropicais. depois de filtrada e submetida a evaporação. Existem várias espécies. Leguminosas Habitat: África Oriental Tropical.averm elhado. índia e URSS. aminoácidos e substâncias antibióticas. com numerosas folhas simples de bordos lisos. Quando se abre a cápsula do fruto. possui também provitamina A e vitaminas do complexo B.. fácil de digerir. deixa um resíduo compacto. Dele se obtêm também um óleo alimentar e produtos de beleza para peles frágeis. Bengala. desabrocham em ramalhetes. em vez das sementes surge a *bola de algodão+.E. O algodoeiro é uma grande herbácea com folhas palmadas e flores brancas. + O Algodoeiro Goss. o abacate. é indicado para as crianças durante o crescimento e aos convalescentes. antidiarreico. O fruto.’ metade do século XVII e em 1721 inscrita na Farmacopeia Inglesa. Estas fibras são .l. rico em tanino e em vitamina P.

U. A semente produz um óleo que contém ácidos gordos insaturados e é anti c ol esterol emi ante. U.utilizadas para fabricar diversos produtos.E.l.. pensos e algodão cirúrgico. como tecidos. A casca da raiz contém substâncias que actuam sobre a musculatura uterina. + N Acácia-catechu Algodoeiro .

que fracciona as grandes proteínas. Esta pequena árvore tem um tronco curto (2 a 5 m) aurcolado por uma roseta de folhas carnudas. enegrecida. o ananaseiro mede cerca de 50 cm. índia. quando usado internamente. mendobi. em diversos ácidos orgânicos e em sais minerais.: naná. Depois de arrefecido. O fruto é rico em glúcidos. Em farmácia. U. A floração. era colocado nos polegares das crianças para as impedir de chupar. o amendoim é uma planta anual de 20 a 60 cm.: mandobi. Descoberto em 1555 no Brasil. Bras. o óleo de amendoim serve de veículo medicamentoso. Estas servem para obter um óleo alimentar. Senegal. transforma-se numa massa dura. que se efectua no terceiro ano de vida.l. Bras. a bromelina.PLANTAS EXóTICAS Amendoim Aloés-do-cabo Aloeferox Mifi. como colagogo. amarga. Outrora.l. vagem com protuberâncias que conté m duas ou três sementes. O fruto. Antilhas. + O Ananaseiro Ananas sativus L. originário da América Central. No fim do Verão. acelerando assim a sua digestão. é indicado para dietas de emagrecimento e útil contra a arteriosclerose. mas só cultivado na Europa cerca de 200 anos mais tarde. é útil. mundubi Leguminosas Bras. que se concentra por aquecimento. Muito nutritivo. Contém uma enzima. Contém heterósidos antracénicos (entre os quais a aloína). saturadas de água. Os tegumentos do amendoim contêm catecóis com propriedades vitamínicas P (acçã o antihemorrágica ao nível dos capilares).E. amendoim-verdadeiro. desintoxicante e diurético. Habitat: Brasil. Cicatrizante em uso externo. enterra-se pelo pedúnculo.: babosa Lifiáceas Habitat: África do Sul. China. U. O sumo pode ser . Originário da América do Sul. bromélia-ananás Bromeliáceas Habitat: trópicos. U. é do solo que se retira o amendoim.. produz uma espiga globosa com flores azuladas. faz-se um corte nas folhas periféricas e extrai-se o suco. laxativo e purgativo. que lhe permitem resistir aos longos períodos de seca. em provitamina A e vitaminas B e C. primeiramente aéreo. Assim. que se chama aloés. com flores amarelo-alaranjadas. + O Amendoim Arachis hypogaea L.

U. A goma adraganta. U. Síria.. do qual escorre um líquido viscoso. Iraque.l.E. e com ele se fazem embrocações para o lumbago. U. ou Adraganto Astragalus gumifer LabiII.utilizado para adquirir um belo tom de pele. O fruto é uma pequena vagem esférica coberta de pêlos contendo uma só semente. obtém-se picando o caule. Apresentase salpicado de flores amarelo-pál idas. poções e pílulas.E.l. U. Emulsionante. já conhecida na Antiguidade. V Ananaseiro Astrágalo.50 a 1 m de altura e assemelha-se a uma pregadeira de alfinetes devido aos seus longos e numerosos espinhos. em zonas montanhosas desérticas de 1500 a 3000 m de altitude. É também um emoliente. + 350 . Este subarbusto mede de O. Leguminosas Habitat: Irão. serve para preparar emulsões.

são muito decorativas. As flores. fil. Norte do Vietname. O seu porte lembra o da magnólia. encaixam uns nos outros simulando um tronco oco. Orquidáceas Habitat: Madagáscar. são secos ao sol. côncavos. Bras. É digestivo e eupéptico. Os oito carpelos de cada ovário formam em conjunto um fruto. Musáceas Habitat: zonas tropicais húmidas. México. U.l. Muito nutritiva. originária da América do Sul. vitaminas B. Os frutos. C e E. + Baunilheira Vanilla planifolia Andr. folhas persistentes. e as suas flores. lisas e brilhantes. uma estrela cujas oito pontas se abrem para libertar cada uma a sua semente. é também utilizada como aromatizante. Foi introduzida na Europa cerca de 1694. situam-se na axila de largas brácteas coradas e dispõem-se numa longa espadice inclinada. Planta herbácea gigante. folhas que chegam a atingir 4 m. é um arbusto de 4 a 5 m de altura com casca branca. U. carotenóides e sais minerais. alongadas. colhidos verdes. grandes e solitárias. As vagens de baunilha colhem-se quando estão ainda . dão um conjunto de frutos. Os caules desta trepadeira podem atingir 30 m de comprimento. emite. A baunilheira reproduz-se por intermédio de um insecto que vive no México. + Bananeira Musa sapientium L. A badiana.: anis-estrelado Magnoliáceas Habitat: Sul da China.PLANTAS EXóTICAS Badiana Illicium verum Hook. o cacho de bananas > polpa da banana contém 60% de glúcidos. onde adquirem uma cor castanho-avermelhada. Os pedúnculos das folhas. Assim. suportadas pelo caule central. Sri Lanka. inteiras. que também é conhecida por anís-estrelado e anis-da-china. a partir de um rizoma. o espique. O invólucro contém uma essência rica em anetol que lhes confere um forte aroma a anis.l. a sua implantação noutras regiões depende de uma fecundação artificial.

esféricos (1 cm de diâmetro). + o . e mesmo no mundo árabe. A vanilina é utilizada sobretudo como aromatizante. agrupadas em ramos esparsos. + V Benjoeiro-do-sião Styrax tonkinensis Craib Estiracáceas Habitat: Laos e Norte do Vietríame.. e pelas suas propriedades cicatrizantes e expectoiantes entra em numerosas preparações farmacêuticas.verdes e não têm aroma. que o produz.E. e os frutos. que se recolhe em lâminas que se separam da casca e é recolhido três meses depois. é uma árvore coni cerca de 10 m de altura e folhas inteiras e ovais. O benjoim só foi conhecido na Europa.a metade do século XVI. o composto aromatizante da vagem. As flores são brancas. abrindo-se em três partes para libertar uma só semente. O benjoeiro. U. O benjoim é um anti-séptico. A casca do benjoeiro fende-se em Agosto. a partir da 2.l. Sob a acção da água e do sol. U. desenvolve-se e cristaliza em compridas palhetas brancas. segregando então um bálsamo leitoso e aromático. o benjoim. U. a vanilina.E.

tem pequenas folhas elípticas. É um antiespasmódico poderoso que actua sobre as artérias coronárias e os brônquios. O boldo estimula a secreção da bílis pela célula hepática e facilita o funcionamento da vesícula biliar. boldoa-fragans Monimiáceas Habitat: vertentes soalheiras do Chile. As sementes contêm uma substância diurética. cinzento-esverdeadas. É utilizado em vários medicamentos para o fígado. salpicadas de pequenas proeminências. por sua vez. U.s MOI. sob a forma de bebida. Umbelíferas Habitat: Argélia. Contêm eucaliptol. Egipto.l. Os índios dos Andes sempre as utilizaram como estomáquico e carminativo. U. a teobromina. Têm um perfume semelhante ao da hortelã. e flavonóides. É uma planta herbácea de 30 a 90 cm de altura cujas inflorescências são umbelas que ultrapassam frequentemente 20 cm de diâmetro e compostas por mais de 100 raios principais. sempre verde. mergulhadas numa polpa ácida. duro e mamelado. Este arbusto. U.: boldu.l. pois estes contêm um princípio activo. que tem várias utilizações. Marrocos. + O Cacaueiro Theobroma cacao L. entre os quais a boldina. das quais se faz o cacau. A colheita faz-se duas vezes por ano e os frutos são esmagados para deles se extraírem as sementes e a polpa. Bras.l. a quelina. + Boldo Peumus bold. originário da América Central. É uma pequena árvore de 5 a 6 in de altura com ramos cobertos de pêlos e grandes folhas acuminadas. contendo cada uma entre 20 e 40 sementes. em outros raios que suportam as flores. Estes últimos dividem-se. coriáceas.PLANTAS EXóTICAS Bisnaga Ammi visnaga Lam. de 5 a 6 m de altura. Os frutos são grandes drupas com invólucro espesso. As umbeIas colhem-se quando estão cobertas de frutos. vários alcalóides.. Os antigos egípcios já conheciam a Animi visnaga e utilizavam-na como calmante das cólicas nefríticas. . foi introduzido na Europa no século XVI. O chocolate.: cacau Esterculiáceas Habitat: zona equatorial húmida. Bras.

contendo cada uma delas uma semente. Colhem-se maduros. As sementes contêm de 1. + 352 .5 a 2. U.Cafèzeiro Coffea arabica L. muito aromáticas. África. quando se tornam vermelhos. e as flores. nascem em grupo nos ramos. que é muito utilizado devido às suas propriedades estimulantes.l. A torrefacção surgiu na Arábia cerca de 1550. e o café foi introduzido na Europa no século XVII. originário dos planaltos elevados da Abissínia.5% de um alcalóide. sendo depois descorticados e secos. A torrefacção dá às sementes uma coloração castanha e desenvolve o seu aroma. brancas. Oceânia. Os frutos são drupas carnudas compostas por duas partes unidas. É podado em arbustos de cerca de 5 m de altura. Rubiáceas Habitat: Brasil. a cafeína.

A canela é adstringente. é utilizada para aromatizar aperitivos e em culinária exótica. que era remédio essencial dos indígenas africanos contra a disenteria. Lauráceas Habitat: Japão. mas só aos 40 a sua produção atinge o máximo. A raiz da calumba. A cânfora é um medicamento comprovado. Menispermáceas Habitat: Madagáscar. Moçambique. U. atingindo os cimos mais altos. com raiz muito carnuda.PLANTAS EXóTICAS Calumba Chasmanthera palmata Baffi. ilha Maurícia. Ao cortar pedaços de casca. foi introduzida na Europa pelos Portugueses no século XVII Contém alcalóides e sobretudo compostos amargos com função lactónica. É então abatida e a sua madeira destilada. Sri Lanka. trepadeira. Erva vivaz. U. originária da China. surge o aroma da canela após uma curta fermentação. É uma pequena árvore de 5 a 6 m de altura que é podada como os salgueiros para adquirir a forma de um arbusto. Seguidamente filtra-se e serve-se num cálice de licor depois das refeições. Conhecida desde a Antiguidade.l. Esta bela árvore aromática. Começa a produzir cânfora aos 25 anos. + O Caneleira-de-ceilão Cinnamomum zeflanicum Nees Lauráceas Habitat: índia. estimulante. conservando um lugar importante na culinária de muitos países. Zâmbia. Seychelles. Nees et Ebem. + O Cariforeiro Cinnamomum camphora T. foi durante muito tempo uma das mais preciosas plantas aromáticas. pode atingir 50 m de altura e viver 2000 anos. mas não adstringente. podendo atingir 7 cm de diâmetro. Ásia do Sudeste.l. Prepara-se um vinho digestivo com canela e quina macerando 20 g de casca de quina e 50 g de casca de canela durante uma noite em 1 1 de vinho. Madagáscar. já utilizado na Europa desde . sempre verde. Muito amarga. Os caules aéreos enroIam-se em volta das árvores. estomáquica.

contendo numerosas pequenas sementes castanhas. um estimulante cardíaco. Misturada com pimenta-negra. Os seus frutos são cápsulas ovóides trigonais. para uso interno. Entra na composição de bálsamos utilizados para friccionar músculos doridos. nos montes da costa do Malabar. muito aromáticas.. U. U. As suas virtudes estomáquicas eram bem conhecidas na Idade Média. triloculares. O Canforeiro Cardamomo 353 . constitui um bom antitraça. um excelente carminativo e tem propriedades anti-sépticas. Os Árabes introduziram-no na Europa. U. + O Cardamomo Elettaria cardamomum Roxb.: cana- Habitat: índia e Sri Lanka. é um revulsivo. Maton do-brejo Zingiberáceas Bras. e enormemente divulgado a partir do século XVII.l.l. É utilizado para aromatizar diversas receitas de bolos. Esta erva vivaz assemelha-se à cana. sendo aconselhado pela Escola de Salerno. Para uso externo.o século XII. O cardamomo é um condimento muito antigo.E.

O aroma das folhas depende da natureza do solo e do clima. U. de 30 a 60 cm de altura e caule quadrangular. O chá contém. No estado espontâneo.de-gato. U. A infusão do chá-de-j@va é um medicamento muito antigo na Indonésia e na India. superior à do café. portanto. É. mas. antes de estarem completamente desenvolvidas. xar o teor de.. tomada regularmente.l. entre outras substâncias. Se se deixa iniciar a fermentação. a planta do chá pode atingir 10 m de altura.: chá-daffidia. atingindo cerca de 10 m de altura. O enorme comprimento dos seus estames azuis. deve ser conservada pelo menos durante um ano antes de ser utilizada. a teobromina. faz bai. Labiadas Habitat: Ásia do Sudeste. A exploração começa quando os arbustos atingem os 3 anos e prolonga-se por mais de 20 anos. muito salientes... + O Chá-dejava Coca . utilizado nas enfermidades dos rins e da bexiga. As folhas são colhidas e postas a secar. Oregon.. nos finais do século XIX. As folhas são colhidas jovens. em cultura.E. colagoga e. + O Chá Thea sinensis Sims Ternstremiáceas Bras.l. a teofilina e a cafeína em proporção. sã o submetidas a uma ligeira torrefacção para lhes aumentar o aroma. índia. obtém-se o chá preto. A casca é retirada dos troncos e ramos grossos de Abril a Agosto e seguidamente seca-se.PLANTAS EXóTICAS Cáscara-sagrada Rhamnus purshiana DC Ramnáceas Habitat: vertente oeste das Montanhas Rochosas. obtém-se o chá verde. Japão. A cáscara-sagrada cresce à sombra nas florestas de coníferas. conferiu-lhe a denominação de bigodes. U. U. A sua infusão e diurética.. + Châ Chá-de-java Orthosiphon stamineus Benth. . Os índios usavam-na há muito como purgativo antes de ter sido introduzida na Europa. é podada para não ultrapassar 1 m. Como a casca fresca é irritante. Por vezes. O chá-de-java é uma erva vivaz erecta. chá-preto Cáscara-sagrada Habitat: China. um estimulante. por vezes.. . Java. Só foi conhecido na Europa a partir dos finais do século passado. Se se procede rapidamente à secagem e são enroladas ainda quentes. estado de Washington.l.colesterol no sangue. Sri Lanka.

. E por isso procurada por certos toxicómanos. Lináceas Habitat: América do Sul. Java. + coca 354 .E.l. a cocaína. U. originária da Bolívia. A folha da coca. entre 700 e 2000 m. As flores. com pequenas folhas alternas e elípticas. a cocaína é um estupe. É um arbusto sempre verde que não ultrapassa 2 m de altura. que tem um sabor amargo. U. Usada internamente. estão reunidas em pequenos grupos na axila das folhas.faciente que excita intensamente o sistema nervoso. de frio e de fadiga. é utilizado em medicina como anestésico local. O fruto é uma drupa vermelha com uma semente. e os índios dos Andes mastigam as suas folhas para acalmar as ?áwwâ sensações de fome. de um branco-amarelado. um dos quais. contém alcalóides.Erythroxflon coca Lam.

Põem-se a secar e conservam-se em locais arejados. só foi utilizada em terapêutica a partir do final do século XIX. Introduzida na Europa nos finais do século XV. Senegal. que se assemelha à videira. Don Combretáceas Habitat: Nigéria. U. Colhem-se antes de estarem completamente maduros para extrair a semente carnuda. antes do aparecimento dos frutos. dá frutos formados por cinco folículos gibosos associados em forma de estrela. Sudão. a sua infusão constitui um bom medicamento biliar utilizado na África Ocidental para tratar graves complicações sanguíneas do paludismo. rica em compostos polifenólicos e em cafeína. Esta é amarga. Esta liana. semelhantes ao fruto do cacaueiro. Chev.l.1 + o Combreto Combretum micranthum G. no Equador e no Peru. a noz de cola. na Colômbia. Os indígenas mastigam-na para estimular os músculos e os nervos. a fim de retardar o processo de oxidação que degrada os seus compostos activos. As folhas são colhidas ainda verdes. Este arbusto de 2 a 4 m de altura dispersa as suas moi tas cerradas pelas extensões áridas da região sudanesa. oubi Esterculiáceas Habitat: África Ocidental Tropical. adstringente. U.: koIateira. obi. Embora a tradição andina atribuísse grande importância às suas . de 10 cm de comprimento. Bras. A partir dos 15 anos. + Condurango Gonolobus condurango Triana Asclepiadáceas Habitat: vertente ocidental dos Andes. esta árvore mede entre 15 e 20 m de altura e assemelha-se um pouco ao castanheiro. Tem folhas cordiformes e frutos com o aspecto de uma raiz de nabo.PLANTAS EXóTICAS Coleira Cola nitida A. agarra-se aos troncos das árvores e vai procurar a luz no vértice destas. pelo que a noz de cola desempenha neste caso um papel semelhante ao da coca nos Andes. As folhas do combreto contêm taninos e flavonóides. Habitante das florestas tropicais.

contém um heterósido semelhante ao da dedaleira. O cravo.E. E anti-séptica e serve para aplicações externas em odontologia para acalmar as dores. dá o cravo-de-cabecinha. depois de seco. que é utilizada em numerosas. Esta bela árvore de copa piramidal. apenas a casca é medicinal. crê-se. Madagáscar. sempre verde. originário das ilhas Molucas.decabecinha tem ainda a reputação de facilitar o parto. obtém-se por destilaçã o. que o condor. Amarga.l.: craveiro-da. com um aroma de canela e de pimenta..l. + O Cravinho Eugenia caryophyllata Thumb. Bras.índia Mirtáceas Habitat: Indonésia. preparaçoes farmacêuticas.folhas. Zanzibar. especiaria conhecida pelos Chineses muito antes da nossa era e importada para a Europa cerca do século VIII. U. U. O botão floral. mede entre 10 e 15 m de altura. U. + O Coleira Combreto Condurango Cravinho 355 . É um digestivo e analgésico gástrico. utiliza para se defender das mordeduras de serpente. A essência de cravinho.

Este rizoma é arrancado. U. U. originária de Java. Meyer . + O Ginseng Panax ginseng C. É um estimulante. A. É muito usada na Indonésia como remédio para o fígado.. Os ramos aéreos desta planta renovam-se anualmente e são alimentados por um grande rizoma carnudo denominado *mão+. Esta planta herbácea vivaz possui um volumoso rizoma subterrâneo com cerca de 10 cm de diâmetro. dotados unicarnente de folhas. era muito procurado na Europa na Idade Média. O rizoma. quer em conserva.E. Antilhas. e os curtos (20 cm) são floríferos e destinados à reprodução.: gengivre Habitat: todos os países quentes.l. Toma então o aspecto de discos de cor alaranjada com cheiro agradável. cortado em rodelas e posto a secar. Aromatiza algumas bebidas. Malásia. como condimento. Santa Hildegarda cria que ele evitava a peste. utilizado há milhares de anos na China quer seco. A curcuma figura numa lista de simples que se vendiam em Frankfurt cerca de 1450.PLANTAS EXóTICAS fil. Possui também propriedades bactericidas e serve para infusões destinadas a tonificar as vias biliares.50 m).l. U. originário da índia e da Ásia Tropical. Zingiberáceas Habitat: América Central. um estomáquico e um carminativo com sabor apimentado e ardente. Os caules altos (1. e os marinheiros tomavam-no contra o escorbuto. servem para a assimilação.% 1 Curcurna Gengibre Ginseng Curcuma Curcuma xanthorrhiza Roxb. + Gengibre Zingiberáceas Zingiber officinale Roscoe Bras.

Em uso externo é antí-infiamatória. cuja raiz tem também forma humana. U.l.Araliáceas Habitat: China. homem-raiz. Actua como tónico cardíaco e contra a fadiga. A raiz espessa desta herbácea atinge 1 m de comprimento quando é arrancada com a idade de 10 anos. antitússica e expectorante. U. deve a esta semelhança o nome de ginseng. EUA. e possivelmente também a reputação de curar a impotência. mas na Europa aprecia-se sobretudo como afrodisíaco e *guardião da juventude+. sendo utilizada contra a asma. Japão. malmequer-do-carnpo Compostas Bras. Coreia. activas devido à resina que as cobre. Quer a sua eficácia se deva a este simbolismo ou à sua composição química. Grindélia Grindelia robusta Dun. + O 356 . Bifurcada corno as coxas humanas.. forma tufos de 50 a 90 cm de altura. o ginseng é uma panaceia milenar utilizada pelos Chineses e os Japoneses. Contém saponósidos e esteróis. Nepal.l. silvestre. Colhem-se apenas as sumidades floridas.E.: girassol- Habitat: pântanos salobros da Califórnia. Planta herbácea robusta que se assemelha uni pouco a uma enorme bonina. É viscosa e está revestida por uma resina segregada pelos pêlos secretores que cobrem as folhas e as brácteas dos capítulos. U. A grindélia é antiespas módica. O ginseng partilha esta fama com a mandrágora.

o lenho de guaiaco tornou-se conhecido em toda a Europa no século XVI. Bras. devido ao seu aroma suave. com urna a duas sementes ovóides. tem folhas compostas de 5 folíolos ovóide-lanceolados. Sempre verde. entre outras. U. Esta grande árvore é geralmente plantada na Ásia Tropical nas imediações das casas.: hamamélis. Dada a sua fama de curar a sífilis.PLANTAS EXóTICAS Guaiaco Guaiacum officinale L. Venezuela. duras. aveleira-de-feiticeira Hamamelidáceas Bras. A água da hamamélia é adstringente e tónica. por destilação. o guaiaco tem flores de um azul resplandecente. amieiro-mosqueado. receitado no século passado contra a tísica. Efectivamente. através de incisões. uma resina de que se extrai. Arbusto trepador (até 10 m de altura). revestidas por invólucros acessórios os arilos. Antilhas. elevando-se a cerca de 10 m. O guaraná contém principalmente cafeína. vermelha na maturação.E. O seu lenho aromático contém saponósidos e é utilizado em farmácia. U. + V 1& Ilangue-ilangue Cananga odorata Hook. trilocular. batata-doce Anonáceas Habitat: Ásia Tropical. quando exposto ao sol.l. B. Esta pequena árvore (6 m) povoa as orlas das florestas húmidas. + O Guaranazeiro Paulinia cupana H. com numerosas glândulas e grandes flores aromáticas. o hamamelitanino. Habitat: costa oriental da América do Norte. I.l.. Zigofiláceas Habitat: América Central. f. glabros. o guaiacol. U. Dá bonitas . Hoje. a planta é rica num tanino especial. Hamamélia Hamamelis virginiana L. adstringente e vasoconstritora. septicida.: cananga. Malásia. et Thoms. deixa exsudar. U. Callinson introduziu a folha e a casca da hamamélia na Europa cerca de 1735. constitui um excelente medicamento para as veias. que possui uma acção estimulante do sistema nervoso central e díurética. Sapindáceas Habitat: Brasil. é utilizado em decocções para o reumatismo. coriáceos. K. O fruto é uma cápsula piriforme.

flores verdes, campanuladas, que os indígenas põem a inacerar em óleo de coco para fabricarem um creme perfumado. Pela destilação das flores, obtém-se uma essência usada em perfumaria. É hipotensor e anti-séptico. U.l., U.E. + Mate Ilex paraguariensis Sr. -Hil. Bras. erva-mate Aquifoliáceas Habitat: Argentina, Brasil, Paraguai. Os índios já a utilizavam há muito tempo quando os Jesuítas, no século Xvi, divulgaram entre os brancos a bebida de folhas de mate. Desde então, o mate foi conhecido por chá-dos-jesuítas ou chádo-paraguai. É uma espécie do mesmo género do azevinho que atinge 20 m de altura no estado espontâneo nas montanhas do Paraguai, tornando-se um arbusto quando cultivado. As suas folhas contêm taninos e cafeína. U.I. + O Guaiaco Guaranazeiro (pó de sementes) Hamamêiia % 357

PLANTAS EXóTICAS Moscadeira Quássia (fragmento de lenho) Moscadeira Myristica fragrans Houtt. Miristicáceas Habitat: Antilhas, Molucas, Samatra. A noz-moscada é a amêndoa da semente desta pequena árvore sempre verde que tem algumas semelhanças com a laranjeira. O fruto da moscadeira é uma drupa piriforme, amarelo-pálida, que contém uma semente envolvida num tecido laciniado, vermelho, muito aromático, o macis. A semente separa-se do macis e retira-se a amêndoa, cuja maior parte é composta por lípidos e um óleo essencial. Com os lípidos, faz-se manteiga de nozmoscada, que é um dos componentes de um linimento analgésico. U.l., U.E. + O Pimenteira Piper nigrum L. Bras.: pimenta-da-índia, pimenta-do-reino Piperácew Habitat: Madagáscar, Malásia, Vietname; originária da costa do Malabar. A pimenteira produz a mais antiga e mais preciosa daç especiarias, e também a mais divulgada. É um arbustc trepador e volúvel. Os frutos são pequenas bagas globosas com uma só semente que passa do verde ac amarelo e >mais tarde ao vermelho. As espigas colhidas antes de as bagas adquirirem a cor vermelha darão, depois de secas, a pimenta-negra. Se as bagw forem colhidas já maduras, e seguidamente descascadas, obter-se-á a pimenta-branca. O sabor picante @ devido ao seu teor em amidas. Em pequenas doses, @ um estimulante das funções digestivas. U.I., U.E. + 9 Quássia Quassia amara L. Siinarubácea Bras.: morubá, quina-de-caiena, quássia-arnara, quássia-amarga quusNia-uo-surinan, pauquássia, pau-amarelo Habitat: Guiana, Suriname. No planalto das Guianas, utiliza-se o lenho de quássia ou pau-amargo, desde tempos remotos para atacar @ febre. Porém, este segredo só foi revelado aos Euro peus em 1756 por um guianês chamado Quassi. @ quássia é um pequeno arbusto que não ultrapassa 2 ri de altura. É o seu tronco (10 cm de diâmetro), incoin pletamente descorticado, que, depois de cortado ell

pedaços, aparece no mercado. O lenho contém subs tâncias lactónicas amargas que estimulam a vesícul biliar e as secreções gástricas. Deixando-o macerar er vinho tinto, pode. preparar-se um aperitivo. U.l. + E Quineira-vermelha Cinchona succirubra Pav. Rubiácei Habitat: vertente oeste dos Andes, nos Camarões, ri Índia e no Vietriante. Desde que o espanhol Lopez Canizares foi curado d paludismo por uma poção preparada pelos índios c América com a *madeira das febres+, a quina ganhc reputação médica e a sua cultura estendeu-se a outr( continentes. No entanto, só em 1820 Caventou e PeB tier isolaram o princípio activo da sua casca, a quin na. A quina é uma bela árvore de cerca de 20 na c altura. Nas plantações, é abatida aos 6 anos para 11 ser retirada a casca. Além do seu efeito contra o pali dismo, constitui um tónico que faz parte da compos ção de várias preparações farmacêuticas. U.l. + Quineira-vermelha 358

PLANTAS EXóTICAS Ratânia Krameria triandra Ruiz et Pav. Bras.: ratânhia-do-peru Leguminosas Habitat: areias secas das zonas elevadas da Bolívia e do Peru. É um arbusto pequeno, com ramos de 15 a 40 cm, cuja parte inferior do tronco está solidamente implantada no solo. É espinhoso e forma maciços sedosos e esbranquiçados. Arranca-se para se aproveitar a raiz sinuosa e avermelhada, que era usada pelas senhoras de Lima como dentifrício e à qual Ruiz, botânico europeu que descobriu a ratânia, chamava *raiz para os dentes+. Esta raiz, introduzida na Europa nos princípios do século xix, é rica em taninos, que lhe conferem qualidades adstringent-es e antidiarreicas. U.l., U. E. + V O Rauvólfia Rauwolfia serpentina Benth. Apocináceas I@abitat: Paquistão e regiões quentes e húmidas da Asia Meridional. Este pequeno arbusto não ultrapassa 1 ni de altura. Os seus caules crescem, por vezes, ao longo do solo, e as suas belas flores, brancas ou rosadas, agrupam-se em grande núm ero nas extremidades dos longos pedúnculos. As raízes colhem-se aos 2 ou 3 anos. A medicina popular indiana já as recomendava 1000 anos antes de Cristo como antídoto contra mordeduras de serpentes, o que inspirou o nome da sua espécie; também era indicada contra a hipertensão e as perturbações nervosas. De facto, as raízes contêm numerosos alcalóides, como a reserpina, excelente hipotensor. U.l. + Salsaparrilha’ Smilax ornata Hook. f. Liliáceas Habitat: florestas húmidas e margens dos rios da América Central. Os Espanhóis importaram para a Europa, em meados do século XVI, as raí zes deste arbusto

espinhoso, supondo ter encontrado nele um remédio para a sífilis. A salsaparrilha tem caules trepadores e volúveis, caracterí stica que a diferencia das outras liliáceas. As suas raízes contêm saponósidos e têm uma cor castanho-avermelhada. São utilizadas como sudorí fico e diurético eliminador da ureia e do ácido úrico. Como a salsaparrilha-bastarda, salsaparrilha-indígena ou legacão, é eficaz para tratar o reumatismo. U.l. + O Sândalo-branco Santalum albunt L. Bras.: pau-sândalo Santaláceas

Habitat: índia. O lenho e a essência de sândalo têm mais importância nas cerimônias religiosas hindus pela qualidade do seu perfume do que pelas suas virtudes medicinais. No entanto, a medicina europeia interessou-se pelo sândalo a partir do fim do século passado. É uma árvore parasita, de 8 a 10 na de altura, que fixa os seus sugadores na raiz das árvores próximas. É abatida aos 10 anos, sendo aproveitado o cerne, amarelo-acastanhado, que exala por fricção um aroma agradável. Dele se extrai, por destilação, uma essência que constitui um bom anti-séptico das vias urinárias. U.l. + >0Ratânia (raiz) Rauvóifia Saisaparrilha (raiz) Sândalo-branco (fragmento de lenho) 359

PLANTAS EXOTICAS Sassafrás Sassafrás Sassafras officinale Nees et Eberm. Bras.: canela-de-sassafrás Lauráceas Habitat: América do Norte. No Norte dos Estados Unidos, o sassafrás mantém um porte modesto, mas nas regiões do Sul pode atingir 30 m de altura. As suas folhas, de cor verde-clara, raiadas de vermelho, podem revestir-se, na mesma árvore, de diversas formas: ovais e inteiras, ou recortadas na extremidade em dois ou três lóbulos arredondados. Os Espanhóis descobriram esta árvore aromática na Florida em 1538. Os índios da América prezavam grandemente o sassafrás, atribuindo~lhe muitas virtudes medicinais. A casca e o lenho da raiz são ricos num óleo essencial que contém safrol, com propriedades estimulantes e sudoríficas. O lenho da raiz utiliza-se em infusões contra o reumatismo. U.l. + O Sene-da-índia Cassia angustifolia Vahi Leguminosas Habitat: Sul da índia; originário da Somália e do lémen. O sene foi introduzido na fitoterapia por médicos árabes. É um subarbusto de 50 cm de altura que povoa as regiões subdesérticas. No fim do Verã o, colhem-se os ramos, que se deixam secar ao sol. Separam-se os folíolos (impropriamente chamados folhas) das vagens; ambos contêm heterósidos antracénicos, sendo, no entanto, os folíolos as partes mais utilizadas. O seu consumo é grande, pois fazem parte de numerosas preparaçõ es laxativas e purgativas. U.l. + O Tamareira Phoenix dactylifera L. Palmáceas Habitat: África Central, Arábia, Egipto, Sul de Espanha. Eleva-se a cerca de 20 m do solo e apresenta gigantescas inflorescências em forma de espigas ramificadas. Cresce nos climas subtropicais e é típica dos oásis nas zonas desérticas; na Europa, é cultivada como planta ornamental. A polpa da tâmara, rica em glúcidos (70%) contém ainda cálcio, magnésio, fósforo,

vitaminas B e C e provitaminas A e D. Muito nutritiva, é indicada para anêmicos e convalescentes. Combate as afecções pulmonares e o pó do seu caroço é utilizado em fitoterapia. U.l. + Tamarindeiro Tamarindus indica L. tamarineiro, tamarina, maná-do-brasil Leguminosas Bras.: tamarindo,

Habitat: índia e países tropicais; originário de África. Sempre verde, esta árvore de 25 m de altura tem uma folhagem tão densa que não deixa filtrar os raios solares, pelo que nenhuma planta cresce na sua base. Os frutos são vagens compridas e pendentes, com protuberâncias ao nível das sementes, as quais estão mergulhadas numa polpa amarelada que constitui o tamarindo, rico em glúcidos e em ácidos orgânicos (cítrico, tartárico, málico). A palavra *tamarindo+ deriva de um termo árabe, tamare-hindi, que significa tâmara-da-índia. É utilizado na confecção de geleias, xaropes ou compotas. Indicado para tratar a obstipação, é um laxativo suave e também um colerético. U.l. + Tamarindeiro 360

Os benefícios das plantas O emprego dos simples Dicionário da saúde Os usos veterinários 364 371 435

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PLANTAS EXOTICAS Sassafrás Tamarindeiro Sassafrás Sassafras officinale Nees et Eberra. Bras.: canela-de-sassafrás Lauráceas Habitat: América do Norte. No Norte dos Estados Unidos, o sassafrás mantém um porte modesto, mas nas regiões do Sul pode atingir 30 m de altura. As suas folhas, de cor verde-clara, raiadas de vermelho, podem revestir-se, na mesma árvore, de diversas formas: ovais e inteiras, ou recortadas na extremidade em dois ou três lóbulos arredondados. Os Espanhóis descobriram esta árvore aromática na Florida em 1538. Os índios da América prezavam grandemente o sassafrás, atribuindo-lhe muitas virtudes medicinais. A casca e o lenho da raiz são ricos num óleo essencial que contém safrol, com propriedades estimulantes e sudoríficas. O lenho da raiz utiliza-se em infusões contra o reumatismo. U.l. + O Sene-da-índia Cassia angustifolia Vah1 Legumínosas Habitat: Sul da índia; originário da Somália e do lémen. O sene foi introduzido na fitoterapia por médicos árabes. É um subarbusto de 50 em de altura que povoa as regiões subdesérticas. No fim do Verã o, colhem-se os ramos, que se deixam secar ao sol. Separam-se os folíolos (impropriamente chamados folhas) das vagens; ambos contêm heterósidos antracénicos, sendo, no entanto, os folíolos as partes mais utilizadas. O seu consumo é grande, pois fazem parte de numerosas preparações laxatívas e purgativas. U.l. + O Tamareira Phoenix dactylifera L. Palmáceas Habitat: África Central, Arábia, Egipto, Sul de Espanha. Eleva-se a cerca de 20 m do solo e apresenta gigantescas inflorescências em forma de espigas

ramificadas. Cresce nos climas subtropicais e é típica dos oásis nas zonas desérticas; na Europa, é cultivada como planta ornamental. A polpa da tâmara, rica em glúcidos (70%) contém ainda cálcio, magnésio, fósforo, vitaminas B e C e provitaminas A e D. Muito nutritiva, é indícada para anémicos e convalescentes. Combate as afecções pulmonares e o pó do seu caroço é utilizado em fitoterapia. U.I. + Tamarindeiro Tamarindus indica L. Leguminosas Bras.: tamarindo, tamarineiro, tamarina, maná-do-brasil Habitat: índia e países tropicais; originário de África. Sempre verde, esta árvore de 25 m de altura tem uma folhagem tão densa que não deixa filtrar os raios solares, pelo que nenhuma planta cresce na sua base. Os frutos são vagens compridas e pendentes, com protuberâncias ao nível das sementes, as quais estão mergulhadas numa polpa amarelada que constitui o tamarindo, rico em glúcidos e em ácidos orgânicos (cítrico, tartárico, málico). A palavra *tamarindo+ deriva de um termo árabe, tamare-hindi, que significa tâmara-da-índia. É utilizado na confecção de geleias, xaropes ou compotas. Indicado para tratar a obstipação, é um laxativo suave e também um colerético. U.l. + 360

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O emprego dos simples Aquando das Jornadas Farmacêuticas Internacionais realizadas em Paris em 1976, um dos mais eminentes farmacólogos franceses surpreendeu o auditório ao revelar o resultado das estatísticas americanas e francesas: 40% das especialidades farmacêuticas modernas derivam de produtos naturais. Empregam-se na composição destas especialidades cerca de 7000 produtos de origem vegetal. Alguns deles entram na composição de mais de 100 medicamentos, nomeadamente o amieiro-negro, a castanha-da-índia, a laranjeira, os pinheiros e os eucaliptos. Outros, como as mentas e a beladona, são utilizados em mais de 200. Finalmente, a dormideira, o mais usado de todos os fármacos, entra na composição de mais de 400 especialidades. Deste modo, os médicos, ao prescreverem as suas receitas, exercem todos os dias a fitoterapia, porventura inadvertidamente. A planta, tal como foi definida no capítulo *A fábrica vegetal+ (v. pp. 11-15), é um reservatório de compostos activos, os quais estão sempre ligados a outras substâncias que controlam e inclusivamente modificam a sua acção. Esta coexistência verifica-se mesmo que nem sempre seja possível explicar o seu efeito, e, perante a complexidade das interacções biológicas no seio de um dado vegetal, os cientistas interrogam-se sobre uma questão muito subtil para a qual, em relação à maioria das plantas, ainda não foi encontrada uma resposta: porque elabora a planta determinados princípios activos? Qual a função que eles desempenham na vida da própria planta? As plantas e a terapêutica A alopatia, nome científico atribuído à medicina clássica, obedece, no tratamento das doenças, à teoria dos contrários, centrando a acção terapêutica na obtenção de um efeito contrário ao sintoma apresentado pelo doente. Recorre, assim, na prescrição medicamentosa, a um agente externo ao organismo com capacidade para anular as manifestações da doença. Que fazem os laboratórios farmacêuticos dos milhares de toneladas de plantas medicinais que tratam nos seus enormes cadinhos de alquimistas modernos? Trituram-nas para facilitar a extracção de substâncias activas que isolam, doseiam, dissolvem ou condicionam do modo mais utilizável pelo organismo. Uma vez feita a identificação química da substância e definida a sua fórmula, o que ainda não é possível, nos nossos dias, para todos os componentes das plantas, os químicos dedicam-se a efectuar a sua síntese. Assim, devido a estas operações, foi possível fabricar artificialmente algumas vitaminas e muitos medicamentos. Do ponto de vista prático, a preparação sintética de uma substância importante devido às suas aplicações pode permitir a obtenção de um produto mais manejável, menos dispendioso e de composição mais pura do que o obtido por extracção de misturas naturais.

Nas obras de farmacognosia, o nome e a descrição de cada planta são acompanhados da referência de um ou mais dos seus componentes escolhidos de entre os mais importantes para a terapêutica. Na realidade, a medicina tradicional não aproveita todas as possibilidades das plantas, uma vez que não são totalmente conhecidas quer a composi 364 ção, quer as suas acções. É, sem dúvida, pela mesma razão que entre as substâncias muito enérgicas que elas produzem, e que, uma vez isoladas, são consideravelmente utilizadas em terapêutica, algumas desencadeiam, por vezes, no doente efeitos secundários nefastos; assim, nesta 2.a metade do século xx surgiu e desenvolveu-se de modo assustador por toda a parte uma gama de doenças denominadas iatrogénicas, isto é, doenças provocadas pelos próprios medicamentos e que geralmente são difíceis de tratar. A homeopatia é o segundo grande método terapêutico. Posta em prática por um ilustre médico alemão, o Dr. Hahnemann, a partir de 1790, baseia-se, ao contrário da alopatia, na lei das semelhanças: os semelhantes são curados pelos seus semelhantes. O médico, na sua receita, administra ao doente o agente que provocaria numa pessoa sã a perturbação de que o paciente sofre. O medicamento dilui-se em concentrações infinitesimais e o seu grau de diluição, graduado e variado por dinamização, determina a rapidez e a intensidade da acção do medicamento, que então deixa de ser tóxico. A diluição básica denomina-se tintura-mãe. A partir desta diluição básica, obtêm-se por diluições sucessivas 30 graus diferentes de preparações. A partir da sexta graduação, a matéria activa já não é detectável por processos analíticos correntes. A fitoterapia é o tratamento das doenças por meio de plantas recentes ou secas, bem como pelos seus extractos naturais. É evidente que um tratamento por meio de uma substância isolada perfeitamente doseada é para o médico muito mais facilmente controlável que a acção exercida por um conjunto de substâncias agrupadas num preparado muitas vezes mal definido, como é o caso das tisanas. É um problema que tem preocupado o fitoterapeuta quando regista efeitos e reacções diferentes, consoante os doentes a quem prescreve o tratamento. Estes efeitos não são somente consequência da fisiologia do doente, sendo também causados por grandes diferenças na eficácia de várias plantas espontâneas de uma mesma espécie, devido ao seu habitat natural, à exposição ao sol, ao microclima, à estação do ano em que a planta foi colhida e ao modo como foi tratada. Assim, as culturas de plantas em grande escala obedecem a regras racionais. Os terrenos possuem a mesma exposição, são regados com igual quantidade de água, as sementes e outros órgãos de propagação são seleccionados, e os princípios activos são preservados devido a métodos de secagem e estabilização. Aliás, sabe-se, sem que se tenha encontrado uma explicação, que entre as plantas medicinais existem exemplares que apresentam as mesmas características botânicas, nada as distinguindo umas das outras; porém, ao utilizá-las,

acontece que umas são activas e outras não; são as denominadas raças químicas. A gemoterapia e a aromaterapia são dois métodos que recorrem igualmente ao emprego das plantas. A gemoterapia, do latim gemma, gema, baseia-se na utilização de botões frescos e de tecidos vegetais jovens, tais como as radículas ou a segunda casca, que são ricas em hormonas vegetais de crescimento celular - as giberilinas e as auxinas. Estas substâncias conferem a tais órgãos, além das acções próprias das plantas a que pertencem, acções biológicas muito interessantes. A aromaterapia, que utiliza as essências aromáticas, é tão antiga como a fitoterapia, pois 4000 anos antes de Cristo os Egípcios conheciam já a essência de pinheiro, se bem que o seu verdadeiro desenvolvimento date apenas da Idade Média. As essências naturais utilizadas obtêm-se por destilação, por prensagem, por separação pelo calor ou por incisão do vegetal. São notavelmente eficazes e já foi demonstrado que a mesma essência obtida por síntese, ou seja artificialmente, não é tão activa como a natural. Valem neste caso as mesmas observações já anteriormente feitas em relação à fitoterapia: é a totalidade da essência que possui a máxima actividade, e não o seu componente principal. Todas as essências vegetais têm em comum o seu poder anti-séptico, além das propriedades específicas de cada uma das plantas de onde foram extraídas. As essências mais largamente utilizadas em fitoterapia são extraídas do alho, do anis-verde, da badiana, da bardana, do manjericão, da bétula, da canela, do limão, do eucalipto, do funcho, do zimbro, do goiveiro-amarelo, do hissopo, da alfazema, da camomila, da erva-cídreira, das mentas, da nogueira, do alecrim, das rosas, do sândalo, do sassafrás, do serpáo, da terebintina, do tomilho e do ilangue-ilangue. Utilizar uma planta não é um acto anódino. É interessante verificar que em muitas línguas, como, por exemplo, o francês, as palavraspotion, poçã o, epoíson, veneno, têm a mesma raiz e que em outras línguas, como, por exemplo, a cigana, a mesma palavra serve para designar poção, veneno e planta medicinal. Quando se decide utilizar plantas medicinais, não deve empregar-se mais do que uma espécie de cada vez; é indispensável preparar cuidadosamente a mistura aconselhada. Aos médicos, aos farmacêuticos e aos ervanários idóneos cabe a responsabilidade de efectuar as misturas por eles denominadas espécies, pois existem incompatibilidades entre as plantas que podem provocar fenómenos tóxicos. Desde os mais remotos tempos, o homem rural está habituado a tirar proveito do mundo vegetal que o rodeia: a tradição transmite-lhe os segredos da colheita e utilização das flores e plantas que o homem da cidade desdenha por ignorância. Fazer a colheita aquando de um passeio familiar ou de umas férias no campo não significa destruir irreflectidamente a flora, um bem precioso. É necessário aprender a colher e conservar os simples (v. pp. 37-40).

Uma vez feita a recolha e efectuada a conservação, é necessário, para não confundir infusão, decocção e maceração, por exemplo, estudar as formas de preparação explicadas na página 368. Além disso, quando no início do texto referente à informação botânica de cada uma das plantas, apresentado em caixa, surgir o símbolo O , de cor vermelha, uma proibição ou uma informação precisa sobre a utilização de determinada planta, é conveniente seguir integralmente as indicações. É necessário também cumprir determinadas regras, como, por exemplo, não fazer antecipadamente uma preparação se está especificado que esta deve ser utilizada imediatamente, pois podem ocorrer certas alterações químicas perigosas. Nunca se deve administrar uma planta a uma criança com menos de 1 ano ou a uma mulher grávida sem previamente consultar o médico. Diversas plantas são contraindicadas para as mães que amamentam ou para certos doentes, como os diabéticos, gotosos, nervosos, cardíacos e doentes renais. Alguns vegetais provocam alergias, outros uma sensibilização à luz solar. A prudência é muito importante, porque uma planta vene 365

Deixam-se as plantas dentro de água entre 5 e 10 minutos aproximadamente. pelo que a infusão deve ser bebida rapidamente. porém. e para adoçar pode utilizar-se mel ou açúcar. ignora-se a sua existência. lavar os vidros sujos pelo pó gorduroso das cidades com a parietária ou tingir todas as lãs. Infusão. não é possível fazer as lavagens de roupa semanais na máquina com saponária e cinzas de lenha. tecer. hoje. limpam. explosivo. todas as donas de casa as conheciam perfeitamente. não aproximar de uma chama.As plantas e a casa Existe também um grande número de plantas que podem substituir os produtos. esse mundo que alimenta e protege a Humanidade e cuja maioria não sabe apreciar. Há. Prepara-se geralmente pondo o fármaco em água fria. tóxico . Evidentemente.. um compromisso possível do qual depende o futuro. mas mais naturais: existem plantas que perfumam. As TISANAS são obtidas com o auxílio da água. não tocar. A quantidade de planta varia segundo a espécie. branqueiam a roupa de casa. . Prepara-se deitando água fervente sobre as partes vegetais activas. fabricar todos os sabões com resina de pinheiro. É o modo tradicional de preparação do chá. não é possível prescindir dos sabões e dos detergentes. conservam os víveres. São filtradas antes de se utilizarem. Decocção. veneno nocivo. de barro ou de esmalte. lavam. As preparações e as suas formas de utilização Para extrair componentes activos de um simples. Este facto poderá contribuir para a substituição destes temíveis ingredientes por outros. outras que purificam. dos purificadores e dos tira-nódoas. não inspirar. a decocção e a maceração. impermeabilizam os couros.. geralmente as flores e as folhas. Outrora. arear as caçarolas com molhos de cavalinhas. e seguidamente passam-se pelo filtro. perigoso. cultivar *biologicamente+ todos os alimentos vegetais. protegem o vestuário. Basta olhar para as prateleiras e ler os rótulos: não ingerir. utiliza-se geralmente um líquido que os possa dissolver. que.. É verdadeiramente aterrador. talvez menos enérgicos. não utilizar numa divisão fechada. pretende-se neste capí tulo chamar a atenção para os laços que existem entre o homem e o mundo vegetal que o precedeu em milhões de anos sobre a Terra e produziu o oxigénio que respira. Os compostos químicos activos extraídos pela água são muitas vezes voláteis. porém. O recipiente deve ser de porcelana. recorrendo a um dos três métodos: a infusão. desodorizam. consoante a receita. tiram nódoas. Por essa razão. afastam os insectos. tantas vezes perigosos. que provocam deslocações às urgências hospitalares ou de toxicologia.

em gotas. fazem-se fricções com linimentos e aplicam-se os colírios. álcool ou óleo. por vezes. Prepara-se com as plantas inteiras e bebe-se quente. adstringentes e descongestionantes. se aquece até à ebulição num recipiente fechado. Cataplasma. A gaze é antecipadamente embebida na preparação que se pretende utilizar. Há cataplasmas cicatrizantes. Também se fazem banhos locais: aos olhos. deixando ferver durante alguns minutos. emoliente ou adstringente. a sua apresentação e composição. Mistura untuosa. É uma preparação líquida que requer uma longa imersão. no entanto. geralmente obtida pela diluição dos compos 368 . Maceração. produzida naturalmente por determinadas plantas sob a forma de látex. cobre-se o recipiente e deixa-se repousar em lugar fresco (mas não no frigorífico) durante uma noite. Creme. emolientes e revulsivas. Bebem-se as tisanas. ChampÔ. sendo. Preparação de consistência branda que se aplica sobre a pele durante alguns minutos. Prepara-se a partir de infusões ou decocções que se colocam na banheira. semilíquida. Caldo. Aplicação de uma gaze ou de um tecido sobre a parte do corpo a tratar. As PREPARAÇõES têm diversos modos de aplicação. quer diluída sob a forma de banho ocular. Preparação semilíquida que se aplica nas gengivas. Põe-se a planta em água fria.seguidamente. Os colutórios são geralmente anti-sépticos e. consoante os órgãos a que são destinadas. Introdução de um líquido nos intestinos por meio de uma cânula rectal ligada a um irrigador. nos olhos. por vezes. na faringe ou nas amígdalas. Compressa. Preparado que se mistura com água para lavar os cabelos e o couro cabeludo. com a água de fidalguinhos. Colírio. Clister ou Enema. Banho. por vezes durante vários dias ou mesmo semanas. Alguns champôs são anti-sépticos e anti-seborreicos. Colutório. Imersão completa ou parcial do corpo. O clister tem normalmente um efeito purgativo e. por exemplo. Aplica-se sobre a conjuntiva quer em gotas. Decocção cujo tempo de ebulição não é rigoroso. A maceração pode ser prescrita em vinho. Solução utilizada nas afecções das pálpebras e dos olhos.

Mais aderente que o creme. Emplastro. vagina. Fomentação. Variedade de compressa ou cataplasma que se mantém apenas alguns minutos sobre a pele. Há loções especiais para o couro cabeludo. como o incenso. penetram na epiderme. Preparado líquido com o qual se lava a pele nos locais onde se encontra irritada. pode servir para as fumigações: é o caso do fumo das bagas de zimbro. Serve para desinfectar ou acalmar. Envoltura ou Envolvimento. Leite. contendo geralmente óleo ou álcool. ceras. Alguns aplicam-se por fricção. Variante da fumigação na qual o doente inspira directamente os vapores terapêuticos colocando a cabeça sobre o recipiente onde o extracto da planta aromática se lança em água quase fervente. Líquido obtido pela trituração de sementes oleaginosas em água. O emplastro contém gorduras. . Fazem-se inalações para desobstruir os seios nasais e as vias respiratórias superiores. quer por meio de uma seringa ou uma cânula. Óleo. de consistência branda. a faringe. outros são absorvidos por via oral. O líquido injectado é normalmente uma infusão ou decocção previamente arrefecida. Linimento. Introdução de um líquido pelas cavidades naturais (ouvidos. por fricção. Compressa que rodeia todo o membro ou uma parte do corpo. Fumigação. Aplica-se com algodão. Mistura heterogénea. Gargarejo. O fumo de alguns vegetais que ardem lentamente. O gargarejo nunca deve ser engolido.tos activos num substrato de glicéridos. Faz-se com uma ligadura de gaze impregnada da solução medicamentosa. Inalação.) quer directamente. por vezes. pois este não é uma matéria gorda. Irrigação. Loção. as amígdalas e as mucosas. Os cremes aplicam-se sobre a pele e. as dores musculares e os traumatismos. Podem também ferver-se folhas de eucalipto na divisão que se deseja desinfectar. nariz. Preparação líquida com a qual se lavam a boca. este preparado semi-sólido adapta-se aos contornos da zona do corpo em que for aplicado. etc. Faz-se deste modo o leite de amêndoas. friccionando localmente a pele. No óleo vegetal podem macerar-se as raízes e outras partes secas da planta para obter óleos medicinais. Emprega-se para aliviar as dores reumáticas. Utilização dos vapores impregnados dos princípios activos da planta. resina e. Os frutos e as sementes de numerosas plantas quando prensados produzem um óleo que não deve confundir-se com óleo essencial. a garganta.

Alcoolato. Líquido em que se incorporaram os princípios activos da planta obtidos por extracção. Os vinhos medicinais preparam-se pela maceração de cascas. Alcoolatura. célebre médico grego da Antiguidade. Do mesmo modo se fazem vinhos de canela. óleo. de genciana e outros. As enzimas nelas contidas mantêm-se activas. Só podem ser preparados por um farmacêutico ou um técnico qualificado. A alcoolatura feita com folhas adquire uma cor verde. que posteriormente é destilado. num moinho ou num almofariz. A água de melissa dos Carmelitas. pelo que as alcoolaturas não se conservam. raízes ou folhas de determinadas espécies em vinho. Obtém-se pela maceração de plantas ou extractos de plantas numa solução cujo conteúdo é principalmente álcool e açúcar. Suco. Pó. e a que resulta das raízes é castanha. ser suspensos em água ou misturados com a alimentação. Preparação aquosa límpida destinada a ser bebida. Alguns elixires preparam-se a partir de alcoolatos e outros contêm vinhos medicinais. Líquido corado que se obtém pela maceração de plantas frescas em álcool. utilizam-se as essências vegetais de determinadas plantas aromáticas. de quina. Líquido incolor que se obtém pela maceração de plantas frescas em álcool. etc. . Solução. Preparado cremoso que se aplica por fricção. ou espírito de melissa composto. álcool. é um alcoolato estomáquico e antiespasmódico. éter. Unguento. Obtém-se por trituração das plantas secas. as folhas ou o caule. Alguns têm propriedades anti-sépticas. As alcoolaturas são preferíveis aos alcoolatos quando os princípios activos da planta não suportam o calor da destilação. Vinho. Mistura líquida na qual os princípios activos da planta são dissolvidos num líquido apropriado (água. Elixir. Para preparar os perfumes. infusão ou maceração e que se destina a ser bebido. Poção. ou das suas partes activas. É uma mistura cujos princípios activos estão dissolvidos num corpo gordo.Perfume.). Xarope. Os pós podem usar-se para obter extractos. São medicamentos que devem ser cuidadosamente compostos e doseados. Líquido obtido pelo simples escoamento da seiva para o exterior do tronco ou quando se espremem os frutos. As PREPARAÇõES GALÉNICAS devem o nome a Galeno. Obtém-se frequentemente por aquecimento de um infuso ou de um macerado aos quais se adiciona açúcar e geralmente um aromatizante. devendo ser utilizadas rapidamente.

que se chama lixiviação. álcool. Em primeiro lugar. deixa-se evaporar a solução até esta adquirir a concentração desejada. passando vapor de água ou água fervente através dos grãos moídos. Depois. trata-se a planta ou o seu pó com um dissolvente (água. seca-se a planta ou reduz-se a pó. 369 . Este processo. é classicamente utilizado para fazer café. Solução que contém uma parte dos componentes activos da planta submetida ao tratamento. éter) que lhe retira compostos solúveis. Em seguida.Extracto.

preparada com açúcar e gomaarábica. a que se juntam diferentes princípios activos. Líquido que se obtém pela dissolução em água de uma substância medicamentosa. tratam-se com água ou álcool. estabilizando-as em vapor de água ou de álcool e deixando-as seguidamente secar no vácuo. Misturam-se assim plantas dotadas das mesmas propriedades para obter espécies. A água de flor de laranjeira. Tintura alcoólica. Prepara-se por dissolução em álcool das substâncias medicamentosas. . resultando um fraco grau de concentração. Líquido que se obtém pela maceração em água de plantas frescas ou secas. Melito. É um extracto em que a operação da evaporação da solução se interrompe. preparada por destilação. Produto xaroposo que se prepara pela maceração de plantas em mel ou por ebulição de uma mistura de mel e um hidróleo. são submetidas ao mesmo tratamento que os fármacos comuns. É um preparado correntemente utilizado para a valeriana e a castanha-da-índia. é um hidrolato.Extracto fluido. A água de rosas. é um hidróleo. O café é frequentemente servido deste modo na América do Sul. Creme espesso em que os compostos activos são dissolvidos em matérias gordas para facilitar a sua distribuição sobre a epiderme. As espécies antiespasmódicas. Hidrolato. O extracto resultante chama-se intracto. agrupam numa mesma mistura a valeriana. É uma solução. consoante o fim terapêutico desejado. Pasta. preparada por dissolução em água de uma essência extraída destas flores. uma mistura de consistência mole. Associação de produtos medicamentosos que actuam em sinergia. Pomada. Intracto. Para o fazer. esta solução é seguidamente destilada. O mel rosado é um melito que se obtém pela mistura de um macerado de pétalas de rosas-rubras e mel. Estas plantas estabilizadas conservam assim todas as suas propriedades. Seguidamente. a flor da laranjeira e o milefólio. Hidróleo. A evaporação da solução é mais prolongada que no extracto fluido. É uma variedade de extracto vegetal. devem utilizar-se plantas frescas. e não um hidrolato. por exemplo. cada um deles reforçando a acção dos outros. deixando evaporar a solução obtida. As tinturas vegetais são doseadas na proporção de uma parte de substância vegetal para cinco de álcool. para citar um exemplo. Mistura. É usado em gargarejos. Extracto mole. deixando um resíduo semelhante a uma pasta mole. Pode também obter-se por maceração de plantas em álcool ou extraindo-lhes os princípios activos por lixiviação.

5 3 5 6. 1 colher de sopa .AS MEDIDAS *//* ver a forma de exposição no livro Volume em Peso da planta Peso da água Peso do xarope Peso do óleo centilitros em gramas em gramas em gramas em gramas 1 colher de café O.5 4.5 1 colher de sobremesa 1 5 10 13 9 .

5 10 15 20 13.1.5 1 cálice de licor 3 1 copo pequeno 7 1 copo vulgar 15 1 chávena 15 1 taça 20 1 g de líquido aquoso = 20 gotas a 3 g 1 pitada de planta seca = 2 .

Muitas vezes. segundo a tradição. cresceram 365 plantas medicinais. o alecrim. Este número correspondia. Se bem que as tisanas. que podem ser utilizados. em pequenas doses e não medicinais. . devam ser tomadas quentes. bastará dividir a dose por dois. e a de uma de 6 anos. reservar os feriados ou fins-de-semana para absorver as grandes quantidades de líquidos em pequenas doses ao longo do dia. a tília e a lúcia-lima.Dicionário da saúde Conta uma lenda irlandesa que no túmulo de Miali. o tomilho. também podem ser bebidas frias quando são muito amargas. como a angélica. como. indica-se a quantidade de planta a utilizar para 1 l de líquido. se a dose prescrita se limita a uma chávena diária. classificadas por ordem alfabética. a salva. Como utilizar o dicionário da saúde As perturbações. que deve de preferência ser disfarçado. o anis. o alcaçuz. Por feliz acaso. a manjerona. a melissa. a laranjeira. a roseira. o jasmim. Todavia. Os usos (externo e interno) indicam-se pela ordem da sua importância. por exemplo. estão impressas a negro e seguidas da sua localização e sintomas. um gosto pouco habitual. filho do deus-médico Díencecht. É. no entanto. os horários das refeições. Consoante a profissão. o funcho. adaptando-a ao volume de líquido a ingerir. Na maioria dos casos. Para calcular as necessidades de uma criança de 12 anos. sendo também o número de dias do ano. o orégão. existem no acervo dos simples alguns de sabor agradável. é conveniente escolher o modo de preparação que melhor se adapta a cada caso seguindo regras simples. O sinal * agrupa a posologia e o modo de utilização comuns às preparações classificadas por ordem alfabética das plantas. possível atenuar o gosto pouco agradável das tisanas adicionando-lhes mel. sumo de limão ou baunilha. figurando em itálico determinado aspecto particular destes mesmos usos. as tisanas benéficas têm frequentemente um cheiro estranho. as próprias plantas contribuem para que se diminua a dosagem devido ao seu sabor desagradável. para perfumar uma preparação repugnante. É tão inútil como nefasto ultrapassar as doses. porém. por quatro. na sua maioria. a primavera. o coentro. todas as mentas. é necessário lembrar que as cascas de laranja e de limão tratadas quimicamente são consideradas rigorosamente impróprias para consumo. os tempos livres. Procurou-se apresentar este dicionário da saúde em função do tempo de que cada pessoa dispõe para se ocupar de si própria. é conveniente reduzir a quantidade de planta. O peso indicado para 1 l de água está adaptado às necessidades de um adulto que pese 70 kg e tenha cerca de 24 anos. ao número das articulações e dos nervos do herói. o basílico (para os apreciadores).

de cânhamo. . preparação e posologia são comuns. de sementes de tremoço. Acumulação de pus numa parte do corpo. . sobre o abcesso: . . . reduzindo a inflamação e facilitando a recuperação dos tecidos.de folhas pisadas de aspérula-odorífera.de açucena. . As plantas estão classificadas por ordem alfabética.das sumidades floridas e dos botões esmagados da giesteira-das-vassouras. As plantas podem.de sementes de linho. Para fazer o penso do abcesso depois de vazio e acelerar a recuperação dos tecidos e a cicatrização * Para renovar diariamente: O Aplicar sobre o abcesso folhas frescas de bardana O Compressa de decocção de betónica. peneirando a farinha para eliminar os invólucros.de folhas de acelga. às quais se pode juntar um punhado de dulcamara seca.de azeitonas bem maduras esmagadas. ou sob cinzas e amassado com banha: . . Indicam-se precedidas do sinal .as plantas cuja administração. um aumento do calor local: é então necessário substituir as folhas e continuar as aplicações até ao desaparecimento da inflamação O Cataplasma de folhas 371 de sabugueiro trituradas com sal e vinagre O Cataplasma de plantas cozidas em água e pisadas: . contribuir para a cura. por um lado. .de raiz de alteia. . Abcesso.de sabugueiro. . ou assado no forno. acelerar a maturação dos abcessos cutâneos e facilitar a evacuação do seu conteúdo e. USO EXTERNO Para amadurecer o abcesso e acalmar a dor * Estes preparados são mantidos por meio de um penso e renovados de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas: O Compressa embebida em suco fresco de alho O Compressa feita de miolo de pão amassado com suco fresco de alho-porro O Cataplasma de planta fresca: . .de rizoma de selo-de-salomão O Cataplasma de figo seco cozido em leite e aberto ao meio O Aquecer numa panela raízes e folhas frescas de malva e pisá-las antes de as colocar sobre o abcesso O Cataplasma de farinha cozida em água na proporção de 60 g por litro até adquirir a consistência de uma papa.de tussilagem.de caule de ruibarbo O Cataplasma de folhas de verbasco cozidas em leite O Cataplasma de bolbo cozido em leite e pisado. colocar entre duas tiras de pano. . passados alguns momentos. As preparações galénicas apresentam-se agrupadas. frequentemente acompanhada de fenómenos inflamatórios.de bolbo de cebola.O sinal O identifica a planta a administrar.de cuscuta. feita com 60 g de folhas e de raízes secas fervidas durante 15 . a sua preparação e a sua posologia. .de raiz ralada de cenoura cultivada O Cataplasma de folhas de couve contundidas.de lentilhas.de funcho. .de azedas. . que provoca. mas não a ferver. aplicar quente. .de grãos de cevada. .de quenopódio-bom-henrique. por outro.

infundir 20 minutos. conservar num frasco bem fechado O Decocção de zimbro. . depois de arrefecidas. 50 g de aparas de lenho de ramos jovens para 1 de água. centrado por um folículo piloso. conservar num frasco bem rolhado ao abrigo da luz. 50 g de flores e folhas secas para 1 l de água. ferver 20 minutos O óleo de urze. ferver 3 minutos. Afecção da pele situada ao nível das glândulas sebáceas. por vezes.agrião. USO EXTERNO * Aplicar 2 vezes por dia sobre os elementos não abertos um pedaço de algodão embebido em: O Decocção de arnica. 20 g de flores ou de folhas secas para 1 l de água fervente. macerar. filtradas O Folhas frescas de betónica. infundir 10 minutos O Decocção de dulcamara. ferver 10 minutos O Decocção de ervasaboeira. . das quais 1 em jejum: O Infusão de milefólio. infundir 10 minutos O Decocção de carlina. rabanetes. 100 g de folhas para 1 1 de água. 40 g de sumidades floridas para 1 1 de água fervente. ferver 15 minutos O Infusão de rinchão. 100 g de raizes secas para 1 l de água. 50 g de flores para 1 l de água fervente. 50 g de uma mistura de flores e folhas secas para 1 1 de água fervente. aumentar progressivamente a quantidade de planta até 20 g por litro na terceira semana. 20 g de folhas ou 40 g de raízes para 1 l de água fervente. pelo menos durante 8 dias. Cada um dos elementos é. de 100 g de sumidades recentes em 1 l de vinagre . * Uma almoçadeira todas as manhãs em jejum durante 3 semanas: O Infusão de amor-perfeito-bravo. infundir 5 minutos. ferver 10 minutos.salsa. nas costas. O As folhas secas de tanchagens aceleram a secagem e a cicatrização O Acrescentar à água do banho 1 colher de sopa de vinagre de alfazema obtido por maceração. durante 8 dias.tomate O Sumo de couve fresca. infundir 10 minutos O Infusão de azeda. ferver 4 a 5 minutos O Decocção concentrada de bardana. A acne surge na cara. 100 g de flores frescas em O. tomar meio copo 3 vezes por semana O Espinafres cozidos O Uma cura anual de uvas é especialmente indicada: durante 3 semanas substituir o pequeno-almoço por 250 g e o jantar por 500 g de uvas. 30 g de raízes secas para 1 l de água.minutos em 1 l de vinho tinto e.5 1 de azeite.pente ador. * Tomar 2 chávenas por dia. 50 g de raízes secas para 1 l de água. infundir 10 minutos O Decocção de bardana. 50 g de raízes frescas para 1 1 de água. AcNe. no peito e infecta-se com frequência. infundir 10 minutos O Decocção de cardo. * Tomar entre as refeições 3 chávenas por dia. ferver 10 minutos O Infusão de amor-perfeito-bravo. Uso interno O Aconselha-se às pessoas que sofrem de acne a ingestão de plantas frescas cruas: . ferver 15 minutos. 10 g de raminhos partidos para 1 l de água. 30 g de flores para 1 1 de água. 1 de manhã e 1 à noite: O Infusão de abrunheiro-bravo. ferver 10 minutos O Suco fresco de folhas de erva-saboeira misturado com igual peso de soro de leite. cozer durante 10 minutos 50 g de folhas numa pequena quantidade de água e aplicá-las sobre o abcesso. * Lavar 2 vezes por dia os elementos actteicos com: O Sumo de couve fresca O Decocção de alface cultivada. 150 g de raízes frescas para 1 1 de água.

. ferver em lume brando durante 20 minutos. adicionar 1 colher de álcool canforado e conservar esta loção num frasco rolhado O Decocção de malva. deixar arrefecer antes de coar O Decocção de castanhas-da-índia. coar. ferver 2 horas O Decocção de arando. Congestão da face situada principalmente no nariz e regiões malares do rosto. .de flores de alteia. em 1 l de água. 30 bagas frescas para 1 l de água. * Aplicar 2 vezes por dia sobre a acne rosácea compressas embebidas numa destas preparações: O Decocção de alface cultivada. 40 g de folhas para 1 l de água.de alface-brava. 200 g de alface em O. USO EXTERNO O Cataplasma de folhas frescas contundidas: .5 l de água. infundir 15 minutos. 15 l de água. .branco.de morangueiro. cortadas em pedaços.de erva-ulmeira. ferver 15 minutos O Infusão de tília. 372 . 40 g de flores para 1 l de água fervente. 6 castanhas descascadas. ferver 5 minutos. 5 flores secas para O. infundir 10 minutos. friccionar e massajar para ajudar a penetração O Decocção de videira. AcNe rosácea. acompanhada de dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos. .de trevo-cervino. ferver 15 minutos O Decocção de golfão-branco. aplicar. 80 g de folhas secas e fragmentadas para 1 l de água.

3 chávenas por dia após as refeições O Infusão de estaque (Stachys palustris e S. silvatica). de anis. Sensação auditiva que não provém de uma excitação exterior.de basílico. 60 g de flores e de caules secos para 1 l de água fervente. extrair o óleo. 10 g de flores para 1 1 de água fervente. 1 chávena 5 minutos antes das refeições O Decocção de verónica. . na proporção de 5 g de cada uma delas para 1 l de água fervente. Deglutição de ar que se acumula no estômago. 50 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente.de verónica.de orégãos. tapar e infundir 10 minutos. . os silvos. USO EXTERNO * Instilar todas as manhãs 3 gotas de óleo no ouvido: .de hortelã-pimenta. infundir 10 minutos. 100 g de sumidades floridas e . alcaravia. 2 chávenas por dia. 10 g de flores e folhas para 1 l de água fervente. 25 g de planta para 1 l de água fervente. 50 g de sumidades floridas e de caules secos para 1 l de água fervente. misturar. . . 15 g. acrescentar uma pitada de canela: .de caroço de pêssego.de caroço de alperce: partir o caroço. angélica. 1 chávena após as refeições O Infusão de pirlíteiro.de laranjeira. . de angélica. tapar. Uso interno * As preparações devem beber-se quentes. 1 chávena após as refeições. . etc. . 20 g de flores e de folhas secas para 1 l de água fervente. 25 g de sumidades floridas para 1 l de água em ebulição.Acufenos. Aerofagia.de funcho. 30 g O Infusão de frutos: . deixar em infusão 15 minutos. deixando em infusão 10 minutos O Infusão de flores e de folhas: . infundir 10 minutos. 50 g de flores e de caules secos para 1 l de água fervente.de estragão. 40 g O Podem misturar-se sementes de cominhos. 30 g de planta para 1 l de água fervente. 30 g de folhas para 1 l de água fervente. adicionando-lhe algumas gotas de limão. 1 chávena após as refeições. 1 chávena após as refeições. deixar em infusão 10 minutos em 1 l de água fervente. as campainhas nos ouvidos. esmagar as amêndoas.de alcaravia.de endro. .de balsamita. 10 g. antes ou depois das refeições principais: O Infusão de sementes. 1 chávena após o jantar O Infusão de marroio. infundir 10 minutos. infundir 10 minutos e coar. infundir 10 minutos. 1 chávena após as 2 refeições principais. infundir 10 minutos. 2 chávenas por dia O Infusão de nêveda.de coentros.de nêveda. Uso interno O Infusão de melissa. anis-verde. 100 g de folhas fragmentadas para 1 l de água fervente. . 15 g. 50 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. misturados com a mesma quantidade de sal grosso e introduzidos num pequeno saco que se coloca sobre o ouvido. . 2 chávenas por dia. Incluemse nesta denominação os zumbidos. O Impregnar um pouco de algodão com o sumo de 1 cebola e colocá-lo no ouvido O Grãos de milho-miúdo torrados numa frigideira. 3 chávenas por dia O Infusão de lúcia-lima. 50 g de flores secas para 1 l de água fervente. . 50 g de sumidades floridas secas e fragmentadas para 1 l de água fervente.de tanaceto. 40 g.

1 cálice deste licor após as refeições O Tintura de carvalhinha. juntar igual peso de mel. * Preparações para serem bebidas frias antes ou depois das refeições: O Decocção de alcaçuz. de amoreira-negra O Decocção de cavalinha. V. * Gargarejo ou bochecho a repetir várias vezes por dia: * Decocção de alfenheiro. filtrar. Menopausa. frequente na boca. ferver 15 minutos O Decocção de nespereira-da-europa. macerar durante 1 noite e filtrar. aquecer. Alta. ferver 10 minutos O Mel rosado. ferver 5 minutos. ferver 10 minutos e infundir outros 10 minutos. 150 g para 1 l de água. macerar durante 1 mês em 1 l de aguardente 60 g de sementes de anis esmagadas. ainda verdes. 1 chávena 20 minutos antes das 2 refeições principais O Cinza peneirada de cavalinha. * Preparações para ter de reserva: O Licor de anis. 50 g de planta fresca ou 20 g de planta seca para 1 l de água. Pequena ulceração dolorosa.folhas secas e fragmentadas em 1 l de água fria. 100 g de folhas secas para 1 l de água. as preparações devem ser filtradas. coar esmagando as pétalas. beber 3 ou 4 chávenas por dia. ferver 20 minutos para reduzir O Decocção de sementes de marmelo. Uso interno Comer arando e conservar o sumo alguns instantes na boca antes de o engolir. conservar num frasco bem rolhado. 350 g de açúcar e filtrar. mantida muito quente em banho-maría. deixar infundir 30 minutos em 200 g de água fervida. tomar 25 gotas em meio copo de água antes das 2 refeições principais. deixar repousar 15 373 . 50 g de flores para 1 l de água. antes das 2 refeições principais. deixar ferver 30 minutos para reduzir O Infusã o de cinco-em-rama. 20 g de rizoma seco para 1 l de água fervente. 50 g de folhas e 50 g de cascas secas para 1 l de água. 50 g de raízes secas para 1 l de água. ferver 10 minutos O Sumo de amoras. USO EXTERNO Colutórios. Afrontamento. macerar durante 10 dias 10 g de sumidades floridas e de folhas em 100 g de álcool a 75’. 1 pitada de canela. passar sobre as aftas várias vezes por dia um pedaço de algodão embebido em: O Suco de raiz de alteia O Sumo fresco de limão misturado com igual peso de água tépida e adoçado com mel O Decocção de basílico. 1 g em meio copo de água. ferver 15 minutos O Decocção de malva. preparado a partir de 50 g de pétalas secas de rosas-vermelhas. 20 g de folhas e flores secas para 1 l de água.

3 g de sementes em 50 g de vinho branco fervente. das quais 1 em jejum O Incluir uma grande cebola crua e picada numa salada que deve ser ingerida ao jantar. ferver 5 minutos. ou secas. se possível. infundir 30 minutos. 2 chávenas por dia O Decocção de feijão. 20 g de folhas secas para 1 l de água fervente.das. ferver 5 minutos O Decocção de morso-diabólico. 20 g de rizoma seco para 1 l de água fervente. beber sem tornar a aquecer nas 48 horas seguintes. deixar em repouso 12 horas e filtrar O . * As preparações: O Decoeção de aipo. infundir 5 minutos. caule. 3 chávenas por dia O Infusão de alho-porro. 1 punhado de alburno reduzido a pequenos fragmentos para 1 l de água. devendo o líquido ficar reduzido a metade O Decocção de silva. 100 g de folhas frescas para 1 l de água. ferver 10 minutos. 30 g de planta fresca para 1 l de água fervente. 3 colheres de sopa por dia O Sumo fresco de groselha: 100 g 3 vezes por dia. 50 g de folhas secas para 1 l de água. 1 punhado pequeno de raízes secas para 1 l de água. ferver 10 minutos. tornar 5 copos por dia durante 10 dias O Infusão de giesteira. frescos) para 1 l de água fervente. ferver 5 minutos. 50 g de folhas para 1 l de água fervente. ferver 20 minutos. deixar infundir 15 minutos * Decoeção de urtigas.vassouras. ferver 10 minutos. ferver 20 minutos O Infusão de tormentila. Existe um certo número de plantas que exerce uma acção sobre este sinal. 25 g de raízes secas para 1 l de água. infundir 10 minutos O Decocção de erva-de-são-roberto. Presença de albumina na urina. ferver 20 minutos. ferver 10 minutos. 100 g de planta (folhas. infundir 10 minutos. folhas e flores frescas. ferver 10 minutos. beber durante as 24 horas seguintes O Maceração de vara-de-ouro. adoçar O Decocção de lisimáquia. 100 g de planta seca para 1 l de água. infundir 1 hora. 3 chávenas por dia durante 10 dias O Decocção de milho. Uso interno * Sucos frescos de plantas: O Suco fresco de avoadinha. infundir 10 minutos. 100 g de vagens verdes para 1 l de água. 2 a 3 chávenas por dia entre as refeições O Decocção de tília. pode ser detectada adicionando à urina algumas gotas de ácido acético. 1 pitada de planta seca e reduzida a pó num copo de vinho branco. 30 g de mistura de folhas e flores secas em 1 l de água. beber nas 48 horas seguintes entre as refeições O Infusão de dulcamara. das quais 1 de manhã em jejum O Decocção de favas. infundir 45 minutos e filtrar. 30 g de flores para 1 l de água fervente. forma-se um aro cinzento entre os 2 líquidos. 30 g de estigmas por litro. 20 g de ramos jovens secos para 1 l de água fervente. Albuminúria. 4 chávenas por dia O Infusão de pilosela. raiz. 40 g para 1 l de água. meio copo de 2 em 2 horas O Infusão de parietária. 4 chávenas por dia O Infusão composta de 10 g de parietária e 10 g de cavalinha para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos.minutos O Infusão de drias. infundir 10 minutos O Decocção de cardo-corredor. O. cura de 10 dias O Decocção de urze.5 1 4 vezes por dia. 40 g de legume seco para 1 l de água. infundir pelo menos 20 minutos.

picadas O Decocção de alho-porro. nomeadamente dos glóbulos vermelhos. 1 cálice de licor 3 vezes por dia O Infusão de passiflora. Uso interno * Incluir plantas cruas na alimentação. 3 chávenas por dia O Maceração de cebola: deixar em contacto 500 g de cebola crua esmagada com O.Infusão de visco. 1 chávena após as refeições O Sumo de couve crua. pode ser parcialmente compensada pelas plantas. conservar num frasco. Há absoluta necessidade de um diagnóstico médico. Amnésia. Cabelo. 20 g de botões florais secos para 1 l de água fervente. Memória. Uso interno Contra a embriaguez incipiente O Mastigar 2 ou 3 amêndoas amargas. Lactação.5 1 de leite durante 24 horas e coar. ingerindo 374 . alterações digestivas. vitaminas. 3 chávenas por dia. coar espremendo. quer crónicas (cirrose. de preferência roxa. V. etc. ferver em lume brando durante 15 minutos para reduzir a metade. nervosas ou do sono). As preparações à base de plantas podem atenuar as manifestações do alcoolismo quer agudas (embriaguez). mas não a ferver. 1 colher de café ao acordar O Decoeção composta de 10 g de pimentos e 10 g de troços de ruibarbo em 1 l de água. 2 g de sementes a cada uma das 2 refeições principais O Decocção de salsa. 1 pitada de pó para 1 chávena de água fervente. 10 g de folhas secas para 1 l de água quente. O único remédio eficaz é. 1 copo por dia O Folhas de couve.tos e coar. a supressão do tóxico. algumas das quais muito graves. Diminuição de todos os elementos do sangue ou de uma parte. infundir 15 minu. evidentemente. Alopecia. ferver 3 minutos e deixar repousar durante 1 noite. V. 50 g de folhas com uma pequena quantidade de cascas de laranja e de limão para 1 l de água. Somente a anemia nutricional. ferro. Contra as manifestações do alcoolismo O Uma das melhores preparações é a infusão de bolota de carvalho seca. 6 alhos para 1 l de água. V. provocada por carências alimentares (em proteínas. Alcoolismo. intoxicação provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas. pode ser devida a inúmeras causas. Aleitamento. das quais 1 à noite ao deitar O Infusão de salsa.). 2 chávenas por dia. beber durante as 24 horas seguintes à preparação. Anemia. A anemia é um sintoma. ferver 1 hora.

. 50 g de sementes para 1 l de água. * Vinhos que devem ser preparados com antecedéncia.maçãs. tomar em 4 vezes O Decocção de morugem. 50 g de casca de raiz para 1 l de água. . 1 copo antes de cada refeição O Infusão de nogueira. tornar 2 chávenas entre as refeições.100 g de suco de almeirão. . ferver 15 minutos.cerejas cruas ou cozidas. infundir 15 minutos.alperces. . tomar 1 colher de sopa por dia. infundir 10 minutos. nunca antes O Decocção de urtigão. tapar. deixar ferver 3 minutos. 50 g de caules e de folhas secas fragmentadas para 1 l de água. 2 chávenas O Infusão de urtiga-branca. infundir 10 minutos. O Sementes moídas de alforvas. . tomar 1 cálice de licor antes das 2 refeições principais: O Vinho de acácia-bastarda. 20 g de planta fresca para 1 l de água. aquecer. 25 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. pois o pó é muito amargo.vermelha ralada ou 50 g de suco da mesma.200 g de suco de couve-roxa ou verde temperado com sumo de limão. infundir 15 minutos. ferver 1 minuto. 2 chávenas entre as refeições O Decocção e maceração de ruibarboeuropeu.20 g de salsa picada. . infundir 15 minutos.100 g de beterraba. 3 chávenas O Decocção de labaçol. 15 g de planta florida recentemente seca para 1 l de água. 3 chávenas depois das refeições. 20 g de raízes para 1 l de água.ANGINAS por dia: . passados 2 ou 3 dias. . infundir 10 minutos. .150 g de cenoura cultivada ou 100 g do seu suco. infundir 15 minutos. * Tomar todos os dias: O Infusão de abrótano. 20 g de folhas e de flores em .trigo germinado. ferver 5 minutos. 1 ramo seco para 1 chávena de água fervente. 1 chávena de manhã O Decocção de dictamo-branco.50 g de espargos ralados ou 50 g de suco de espargos. deixar em repouso 10 dias e filtrar * Vinho de melissa.100 g de urtiga picada O Comer também . . . .acelgas cozidas. ferver 5 minutos.amêndoas doces. infundir 10 minutos. 40 g de casca de raiz em 1 l de vinho. 40 g para 1 l de água fervente. 1 colher de sopa 20 minutos antes de cada refeição. infundir 15 minutos e coar O Vinho de genciana. deixar arrefecer e macerar durante 1 noite.100 g de quenopódio-bom-henrique picado ou 50 g do seu suco. infundir 15 minutos em 1 l de vinho tinto fervente O Vinho de dictamo-branco. 30 g de raízes secas para 1 l de vinho branco. ferver 15 minutos. 20 g de folhas para 1 l de água fervente. ferver 5 minutos. . ferver.uvas. 2 colheres de café por dia misturadas com compota ou mel. 20 g de flores secas. 1 chávena antes de cada uma das refeições O Decocção de pervinca. preparado do seguinte modo: depois de têlo demolhado durante 1 noite. 2 g de raiz em pó amassados com mel ou em pílulas. 3 chávenas O Decocção de galeopse. . 30 g de folhas secas para 1 l de água. . 2 chávenas entre as refeições O Infusão de tomilho. 1 chávena depois de uma das refeições O Decocção de alforvas.100 g de espinafres picados ou 50 g de suco. pôr uma camada de grãos de trigo num prato humedecido e.

ferver 20 minutos para concentrar. . 40 g de raízes secas e fragmentadas. adoçar com mel: O Infusão: . . infundir 10 minutos O Decocções: de acanto. 40 g de sementes. filtrar cuidadosamente. 30 g de flores. ferver 10 minutos. . . infundir 10 minutos.de nogueira. Inflamação da garganta (amígdalas. 100 g de raízes cortadas. . etc. 20 g de folhas secas. deixar repousar 10 minutos. ferver 10 minutos. 40 g de folhas secas. 20 g de raízes secas. ferver 2 minutos. por vezes muito grave. ferver 3 minutos e infundir 5 minutos. 50 g de folhas.de erva-saboeira. . deixar em contacto durante 6 horas O Vinho de marmelo: cortar 100 g de polpa em pedaços pequenos. . 30 g de raízes. .de madressilva-das-farmácias. 50 g de folhas secas. ferver 20 rninutos. . macerar em 1 l de vinho durante pelo menos 10 dias e filtrar O O café de cevada feito a partir de grãos torrados e moídos é um bom gargarejo O Suco fresco diluído em 5 vezes o seu peso em água: .de amieiro. infundir 5 minutos O Maceração de erva-de-são-lourenço.de bistorta. deixar repousar 12 horas. véu palatino.de carvalho.) devida a diversos germes. colocada sobre a garganta. . ferver 2 minutos. ferver 30 minutos.de congossa. Anginas. 100 g de folhas frescas ou secas. infundir 5 minutos. .de alfenheiro. infundir 10 minutos. . .de erva-férrea. ferver 20 minutos. ferver 10 minutos. 20 g de casca. infundir 10 minutos * Decocção de sanícula. 50 g de folhas secas.de tasneirinha. Existe um grande número de plantas que possibilitam a preparação de gargarejos. ferver 5 minutos.de agrimónia. 15 g de sumidades floridas.de pereira. 30 g de flores secas. 40 g de folhas secas. ferver 5 minutos. ferver 10 minutos. 100 g de folhas secas. ferver 15 minutos. polvilhada com pimenta. * Cataplasma de alhos-porros cozidos. 100 g de planta.de aipo. infundir 10 minutos. . de pé-de-leão.de gatunha. levar à ebulição. faringe. 40 g de casca.de limão. 30 g de folhas secas. infundir 10 minutos. . . deixar arrefecer e coar.de alteia. . 50 g de sumidades floridas secas. . ferver 5 minutos. . 40 g de folhas secas. 30 g de planta fresca. ferver 5 minutos. . infundir 15 minutos. 30 g de folhas secas em 1 l de leite. de cânhamo. ferver 5 minutos.de consolda-maior. ferver 5 minutos. 15 g de flores secas. 50 g de raízes.de avenca.de rapúncio. 20 g de folhas secas. ferver 5 minutos. infundir 10 minutos. ferver 15 minutos.de argentina. . ferver 2 minutos. de viburno.1 l de vinho branco. 60 g de rizoma. . USO EXTERNO * Gargarejos: preparar 1 l de líquido por dia.de erva-de-são-roberto.de amoreira-negra.de silva. 20 g de folhas secas. ferver 15 minutos.de pirliteiro.de morangueiro e framboeseiro selvagens. . infundir 15 minutos. . ferver 2 minutos. infundir 5 minutos. geralmente dolorosa e perturbando a deglutição.de pimpinela-magna. ferver 15 minutos. 50 g de folhas secas. .

adoçar com mel. ferver 15 minutos. coar.O Colutório: decocção de satureja. 100 g de folhas para 1 l de água. macerar durante 15 minutos. 375 . ernbeber uma zaragatoa e passar pela garganta.

3 chávenas por dia O Infusão de passifiora. beber imediatamente O Maceração de valeriana. 2 chávenas pequenas por dia. das quais 1 ao deitar O Infusão de marroio. de boninas. opressão. 30 g de fioies secas em botão para 1 l de água fervente. . tapar e deixar infundir 10 minutos. 3 ou 4 vezes por dia. tomar entre as refeições. de rosa-vermelha ou de papoila. 20 gotas num pouco de água. 25 g de folhas secas para 1 l de água (metade da dose do gargarejo). leva à ingestão exagerada de alimentos. 1 l por dia O Infusão de tília. 50 g de folhas e flores secas para 1 l de água fervente. O Preparação muito útil para conservar em reserva: tintura de girassol. Angústia. cortados em pedaços. 60 g de folhas e flores para 1 l de água fervente. V. O Decoeção de morangueiro ou de framboeseiro selvagens. 3 chávenas por dia. deixar infundir 10 minutos. ferver 3 minutos e repousar 15 minutos. das quais 1 ao deitar. aceleração do pulso e da respiração). Estado de inquietação profunda acompanhado de perturbações fisiológicas (sensação de aperto na garganta e no estômago. Apetite. infundir 10 minutos e coar. 40 g de flores para 1 l de água fervente. 2 chávenas por dia. adicionar 1 ameixa seca e deixar infundir 15 minutos. 1 chávena depois das 2 refeições principais durante 10 dias O Infusão de manjerona. 3 chávenas por dia. 20 g de pétalas secas para 1 l de água fervente. Uso interno O Infusão de cornichão. Necessidade de comer. infundir 10 minutos. sensação de falta de ar. 40 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. filtrar e conservar num frasco bem rolhado. macerar durante 10 dias 3 g de folhas secas em 30 g de álcool a 600. 3 chávenas por dia O Infusão de melissa-bastarda. o apetite é um desejo de alimentos. 100 g de raízes frescas em 1 l de água fria durante 12 hotas. V. 20 g de flores para 1 l de água fervente. ferver 5 minutos. para 1 l de água. 50 g de planta seca para 1 l de água fervente. Anorexia. Antraz. fenômeno fisiológico que provoca rapidamente uma sensação dolorosa. das quais 1 ao deitar O Infusão de pirliteiro. deixar infundir 10 minutos.USO INTERNO * Tomar 3 chávenas diárias de uma infusão: de alteia. durante 1 mês O Decocção de silva-macha. 60 g de flores e folhas secas para 1 l de água fervente. tapar e deixar infundir 15 minutos. também: Banho. Diferente da fome. deixar macerar durante 1 hora. Furúnculo. Apetite. 30 g de frutos frescos ou secos. V. Quando excessivo. 50 g de flores para 1 l de água fervente.

misturar as duas preparações. coar e deixar arrefecer. conservar num frasco rolhado. beber 1 copo desta preparação fria 10 minutos antes das 2 refeições principais. 10 g de folhas frescas em . deixar ferver 3 minutos. 1 copo pequeno 2 vezes por dia O Vinho de artemísia. repousar durante 30 minutos. infundir 30 g de sumidades floridas em 1 l de vinho fervente. deixar macerar durante 8 dias 100 g de raizes secas cortadas em pedaços em 100 g de aguardente a 28’. deixar macerar durante 10 dias em 1 l de vinho tinto e coar. pôr 100 g de açúcar em 1 l de vinho tinto e 10 g de casca de laranja. coar e engarrafar. coar e conservar num frasco rolhado. 1 copo pequeno antes das refeições O Vinho de cardosanto. deixar infundir em 1 l de bom vinho fervente durante 20 minutos 100 g de rebentos novos de groselheira e coar. deixar macerar durante 15 dias 50 g de sumidades floridas e folhas secas em 1 l de bom vinho branco e filtrar. 1 copo pequeno antes das refeições O Vinho de fel-da-terra. 1 copo pequeno antes das refeições O Vinho de genciana. por outro lado. 1 copo antes das refeições O Vinho de losna. coar. Uso interno Para diminuir o apetite O Maceração a frio de valeriana. 1 copo pequeno antes das refeições principais O Vinho de macela. fazer uma decocção de 20 g de sumidades floridas para 1 l de vinho branco. 50 g de folhas secas e 20 g de flores de macela. 1 copo pequeno antes das refeições O Vinho de congossa. macerar durante 4 dias 40 g de casca de raiz seca com 80 g de casca de freixo em 1 l de vinho tinto e filtrar. deixar macerar 12 dias 40 9 de raízes secas cortadas em 1 l de bom vinho branco. 1 cálice de licor antes das refeições O Vinho de trevo-d'água. Para abrir o apetite O Vinho de alcaparra. 3 colheres de sopa 3 vezes por dia O Vinho de ruibarbo. coar. coar. conservar em frasco rolhado.25 1 de água durante 1 noite. 1 copo antes das refeições O Vinho de groselheira. 1 copo pequeno antes das refeições principais O Vinho de marroio-branco. coar. deixar repousar durante 1 semana. macerar durante 1 semana 40 g de folhas e de flores secas em 60 g de aguardente a 281. coar. 1 copo pequeno antes das refeições principais O Vinho de melissa. 25 g de raizes frescas em O. deixar repousar 8 dias. 1 cálice de licor antes de urna das refeições principais O Vinho de carvalhinha. retirar a casca da laranja. infundir em 1 l de vinho fervente. infundir durante 15 minutos 40 g de sumidades floridas secas em 1 l de vinho fervente. adicionar 1 l de bom vinho branco. 50 g de sumidades floridas maceradas durante 30 dias em 1 l de vinho. 50 g de flores maceradas durante 30 dias em 1 l de vinho. 1 copo pequeno antes das refeições O Vinho de cardo-de-santa-maria > infundir durante 30 minutos 30 g de uma mistura de folhas e raízes em 1 l de vinho tinto fervente. 60 g de sumidades floridas secas. conservar num frasco rolhado.A sua diminuiçào ou a sua perda chama-se anorexia.

infundir 10 minutos. tomar 2 colheres de sopa antes das refeições O Vinho de zimbro. deixar macerar e fermentar durante 1 mês num tonel 1 kg de bagas de zimbro 376 .1 l de vinho tinto fervente.

V. 1 chávena antes das refeições 9 Infusão de aimeirão. pimentos . O Comer como entrada: . deixar macerar 1 semana em local fresco. 20 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. coar e adoçar com mel. 20 g de folhas secas para 1 l de água fervente. coar.com folhas frescas de hortelã O Adicionar às receitas: . 20 g de sementes para 1 l de água fervente.folhas de funcho-marítimo depois de tratadas com sal. 2 chávenas por dia. 50 g de sementes para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos. Aranha. colocar em frascos rolhados. . Arteriosclerose.açafrão. . 15 g de inflorescências femininas secas para 1 l de água fervente.agrião. 1 chávena antes das refeições principais O Infusão de orégãos. 1 chávena antes das refeições O Infusão de alforvas. 30 g de folhas cozidas em 1 l de água O Beber sumo de groselha. . 15 g de raízes secas para 1 l de água fervente. 2 chávenas por dia O Infusão de lúpulo. 15 a 25 g de raízes secas para 1 l de água. ferver durante 5 minutos.rábano. 2 copos por dia. dos quais 1 em jejum.alho. .frutos de bérberis macerados em vinagre. 1 copo pequeno antes das refeições.tomate O Comer aipo cozido como verdura O Beber caldo de azeda. 1 copo por refeição O Infusão de angélica. Para aumentar o apetite O Infusão de abrótano. esmagar. acrescentar 500 g de açúcar e 1 l de água. . infundir 10 minutos. .salsa. . 1 chávena antes das refeições principais O Licor de angélica: macerar durante 6 dias 40 g de caules recentes cortados em fragmentos em 1 l de álcool a 280. deixar infundir 15 minutos. colocar num frasco.mastruço. filtrar. retirar e conservar em frascos rolhados.folhas novas de cardo-corredor conservadas em vinagre. infundir durante 15 minutos. Afecta mais frequentemente as artérias .estragão. 1 copo pequeno antes das duas refeições principais O Licor de laranjeira e limoeiro: deixar macerar durante 10 dias em álcool a 280 200 g de cascas de laranjas amargas e 200 g de epicarpos de limões não tratados.cominhos.em 20 1 de água. . Enfermidade crónica que surge no adulto e traduz o envelhecimento do sistema vascular. 80 g de sumidades floridas secas para 1 l de água. . ferver 10 minutos.com bagas de hipofaé. 20 g de folhas secas cortadas em 1 l de água fervente. 2 chávenas por dia O Decocção de verónica. Picadas.tomilho O Juntar às saladas flores de chagas conservadas em vinagre O Utilizar como condimento: . 15 g de sumidades floridas e folhas secas para 1 l de água fervente. 1 chávena antes das refeições O Infusão de imperatória. adicionar 1 kg de açú car. Temperar a carne e o peixe: . . 2 chávenas por dia 9 Infusão de artemísia-dos-alpes. 1 chávena antes das refeições O Decocção de drias. não deixar infundir mais de 2 minutos e coar. 3 g de sumidades floridas secas para 1 chávena de água fervente. 2 chávenas por dia O Decocção de énulacampana.

para 1 l de água fervente. 80 g de sumidades floridas secas.negra. pôr a macerar durante 1 noite 40 g de raízes secas cortadas em pedaços em 1 l de água. deixar em repouso 10 minutos. infundir 15 minutos. Uso interno O Decocção de alcachofra. ferver 3 minutos. das quais 1 em jejum O Infusão de erva-ulmeira. infundir 10 minutos. . beber em 3 vezes num só dia O Decocção de taráxaco. 3 chávenas por dia O Decocção de sabugueiro. deixar depois evaporar em lume brando até adquirir um terço do volume. ferver para reduzir a metade do volume.centeio. 60 g de folhas secas e de raízes fendidas para 1 l de água. 40 g de folhas secas para 1 l de água. ou 40 g de frescas. 2 copos por dia O Decocção de pé-de-leão. curcuma. coentros. infundir 10 minutos. ferver 5 minutos O Caldo de alho-porro. 3 ou 4 chávenas por dia O Infusão de visco. Está muitas vezes na origem de acidentes graves. 3 chávenas por dia durante todo o Inverno O Sumo de 1 limão fresco. ferver durante 10 minutos. ferver seguidamente em lume brando durante 15 minutos. ferver 10 minutos.coronárias que irrigam o coração e as artérias dos membros inferiores. * Comer: . 50 g de folhas secas para 1 l de água fervente. pôr de molho durante 10 horas 100 g de vagens recentes ou secas em 1 l de água fria. 30 g de folhas para 1 l de água. cozer durante 2 horas em 2 1 de água sem sal 4 alhos cortados em pequenos pedaços. 3 copos por dia entre as refeições O Maceração de vagens de feijão. 40 g de folhas secas para 1 l de água. 30 g de sumidades floridas e folhas secas em 1 l de água fervente. noz- . 1 vez por dia O Decocção de medronheiro. ferver 10 minutos. deixar repousar e só coar na altura de beber. 1 chávena por dia. . 8 dias por mês O Infusão de gros elh eir a. 2 dentes descascados esmagados na medida de 1 chávena de leite. 50 g para 1 l de água. 3 tigelas por dia. 1 copo todas as manhãs em jejum durante 3 dias O Decocção de oliveira. 3 chávenas por dia entre as refeições O Infusão de pirliteiro. deixar arrefecer 15 minutos antes de filtrar.ananás fresco. 3 dias por semana durante 1 mês O Infusão de fumária. gengibre. 50 g de flores secas para 1 l de água fervente. 10 dias por mês. como o enfarte de miocárdio ou a trombose cerebral. 15 g de folhas frescas para 1 l de água fervente. 2 chávenas por dia O Decocçáo de alho. 3 ou 4 chávenas por dia.soja * Utilizar óleo de girassol na alimentação O Temperar os alimentos com caril indiano (é uma mistura de pós de pimentos. beber 1 l por dia.

Inflamação que atinge uma ou várias articulações. e no segundo.de bodelha. decocção de 500 g para 5 1 de água. 377 .de laminárias. por poliartrite. Artrite. No primeiro caso. designa-se por monoartrite. USO EXTERNO O Banhos: . . ferver e deitar no banho. canela e cravinho). cardamomo.moscada.

Artritismo. 60 g de peles secas e pulverizadas para 1 l de água. dividido em 3 doses. Contam-se entre estas perturbações a gota e algumas formas de litíase urinária. durante 10 dias O Cura de caldo de alho-porro. 1 tigela em jejum antes das refeições durante 3 semanas O Cura de sumo de uva. . puro ou diluído em água. 40 g por dia. também: Diabetes. certas doenças de pele e enxaquecas. Ascaridíase. V. 500 g por dia divididos em várias doses. Obesidade. Gota. infundir 15 minutos O Decocção de cerejeira. 4 chávenas por dia O Comer alface. 10 g de casca de ramos novos para 1 l de água.25 1 por dia divididos em várias doses diárias.Uso interno O Comer. deixar ferver 10 minutos e coar imediatamente. Doença que se traduz por dificuldade em respirar e acessos de asfixia. rabanetes com as respectivas folhas O Suco fresco de avoadinha. infundir 10 minutos O Infusão de aristolóquia. aumentar a dose nos dias seguintes até 20 g por litro de água ao fim de 1 semana O Decoeção de salsaparrilha-bastarda. ferver 20 minutos e coar. ferver alhosporros cortados em pequenos dados durante 2 horas em 2 1 de água e coar.de. Uso interno O Cura de sumo de groselha. às 2 refeições. Enxaqueca. diabetes ou obesidade. ferver 10 minutos O Decocção de dulcamara. 60 g de pés de cerejas para 1 l de água. durante a época. o doente respira dificilmente. V. 40 g de raizes secas para 1 l de água. como entrada. Parasitose intestinal. durante 3 semanas O Decocção de maçã. ferver 10 minutos e filtrar. Pele. 50 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. Diversas perturbações da saúde causadas por alterações de certos metabolismos. USO EXTERNO * Colocar sobre a articulação dorida: O Cataplasma de rizoma cozido e esmagado de norça-preta O Cataplasma de folhas frescas e contusas de rícino O Compressas embebidas numa infusão de serpão.cordei r o temperada com limão. Nas crises de asma. * Tomar 2 chávenas por dia durante 3 semanas: * Infusão de aipo. que surgem frequentemente de noite. Asma. 1. ferver 20 minutos O Decocção de uma mistura de 30 g de raizes de salsaparrilha-bastarda e de 10 g de raiz de saboeira. 15 g de raizes secas para 1 l de água fervente. Litíase. 70 g para 1 l de água fervente.

ferver 15 minutos. . 2 chávenas por dia. 3 copos de licor por dia. 25 g de bolbo de alho na medida equivalente a 1 copo de leite. infundir 15 minutos. coar e adoçar com mel.de eucalipto. * Vinhos a preparar com antecedência e a conservar em frascos bem rolhados: O Vinho de melissa: macerar 50 g de planta seca em 1 l de vinho branco durante 48 horas. 1 chávena à noite O Infusão de morso-diabólico. USO EXTERNO O Cigarro de folhas secas e trituradas: . dose para 1 dia O Infusão de hissopo. 30 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente O Decocção de lírio-florentino. tomar 1 ou 2 colheres de sopa por dia O Vinho de hipericão: macerar durante 10 dias 30 g de sumidades floridas e folhas em 1 l de vinho branco. Debilidade de todo o organismo quer a nível físico. aquando da convalescença de uma gripe. 1 chávena ao acordar e antes de cada refeição O Infusão de narciso-trombeta. ferver 2 minutos. cerca de 10 colheres de sopa por dia O Infusão de pinheiro-bravo. O Inalação de malva. infundir 10 minutos.de alecrim. por exemplo. 1 chávena antes do jantar * Infusão de uma mistura de 25 g de folhas secas de erva-formigueira e de 20 g de folhas secas de menta para 1 l de água fervente. 2 copos por dia O Infusão de verbasco. 50 g de raizes secas cortadas em pedaços para 1 l de água fervente. . . 20 g de flores secas para 1 l de água fervente. deixar amornar.de tussilagem.de salva. 3 folhas frescas para 1 chávena de água fervente O Infusão de éfedra.5 1 por dia dividido em várias doses O Decocção de salsaparrilhabastarda. 30 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. das quais 1 à noite. É um estado característico. 10 g de sementes para 1 l de água fervente.Uso interno * Preparações diárias: O Decocção de alho. beber imediatamente O Infusão de valeriana. 15 g de raizes de alcaçuz. 30 g de gemas para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos. 3 chávenas por dia O Decocção de polígala-amarga. das quais 1 à noite O Infusão de marroio-branco. . quer mental. 20 g de flores secas para 1 l de água fervente. deixar repousar até amornar. 50 g de raizes secas para 1 l de água. 2 a 3 chávenas por dia O Infusão de ásaro. infundir 10 minutos. ferver durante 15 minutos em 1 l de água 15 g de rizoma de lírio. ferver 10 minutos. infundir 15 minutos. 50 g de flores e folhas secas para 1 l de água. 3 chávenas por dia O Infusão de angélica. ferver 10 minutos. 1 chávena antes das refeições O Infusão de serpão. O. adoçar.de irevo-d'água. 20 g de flores e folhas para 1 l de água fervente. Astenia. 10 g de folhas secas para 1 l de água fervente. 2 chávenas por dia O Infusão de hera. 20 g de flores secas para 1 l de água fervente. 120 g de raizes secas cortadas em pedaços para 1 l de água. infundir 10 minutos. 120 g de planta seca para 1 l de água fervente. 3 chávenas por dia entre as refeições. beber quente O Infusão de alfazema. 20 g de planta seca para 1 l de água fervente. .

Uso interno * Preparações diárias: Infusão de artemísia378 .

@ai pela peneira ou centrifugar.Ipim: recolher os frutos muito maduros. cozer durante 20 minutos em lume brando num pouco de água.amêndoas. colocar em boiões e tapar. até à ebulição. * Geleias ricas em vitamina C: O Geleia de frutos de hipofaé: colher os frutos logo que estiverem maduros. 1 colher de café de planta seca para 1 chávena de água fervente.maçãs. estragão O Fazer uma cura de saladas: . 40 g de sumidades floridas em 1 l de vinho fervente.morangos. mexendo sempre. 2 chávenas por dia O Infusão de fumária. beterraba-vernielha. * Os vinhos fortificantes devem ser conservados em frascos bem rolhados e ingeridos em doses de 1 cálice de licor antes ou depois das refeições O Vinho de alecrim e de salva: num recipiente de barro colocar 20 g de folhas de alecrim e 20 g de folhas de salva. . pa.figos . durante 30 minutos. passar pela peneira ou centrifugar. .. . infundir 15 minuios e coar O Vinho de salva. . 30 g de planta seca para 1 l de água fervente. durante 30 minutos. 50 g de folhas secas para 1 l de água fervente.. deixar repousar.trigo-sarraceno O Beber sumo de limão diluído .. .. adicionar o seu peso em açúcar e pôr de novo a cozer.castanhas.de taráxaco (com os botões) O Comer cebolas cruas picadas ou maceiadas durante 1 hora num pouco de azeite O Comer em cru: .cersefi. colocar em boiões e tapar O Geleia de frutos de uva-C. infundir 15 minutos. esmagar. .aveia. . arrefecer e filtrar. infundir 15 minutos. 2 chávenas por dia entre as refeições O Infusã o de não-me-esqueças. 2 vezes por dia. . 2 chávenas por dia O Pó de alforvas. passar pela peneira ou centrifugar. juntar igual peso de açúcar e sumo de 1 limão. adicionar 1 l de vinho tinto e 1 colher de sopa de mel. . 3 folhas para 1 chávena de água fervente.soja. macerar durante 10 dias 100 g de folhas secas em 1 l de bom vinho tinto e filtrar. aquecer 30 minutos em banho-maria. cozer em lume brando apenas cobertos de água durante 30 minutos. cobri. .lenBANHO E BALNFOI FRAPIA tilhas . pôr de novo ao lume.basílico. pó-1os a cozer durante 20 minutos. durante 3 meses O Pó de genciana. 1 colher de café de pó de sementes misturado com mel..tico. rábano-iú.alperces. . 3 chávenas por dia O Infusão de satureja-das-montanhas.framboesas. . adicionar igual peso de açúcar. . 1 g (ou seja a ponta de uma faca) de raiz seca pulverizada. 3 chávenas por dia entre as refeições. beber após as refeições.aipo. esmagar. tomar 1 vez por dia com 1 colher de mel O Infusão de loureiro. 1 chávena por dia O Infusão de canabrás.nozes. .-dos-alpes. 1 semana por mês. . beber antes das refeições O Vinho de escórdio.couve. infundir 10 minutos. .eruca. colocar em boiões e tapar O Geleia de frutos de silva-macha: colher os frutos muito maduros.de chicória.uvas O Comer depois de cozidos: . tomar antes das refeições O Vinho de erva-benta: macerar durante 1 dia 30 g de rizoma fresco em 1 l de vinho doce natural e filtrar. esmagar. pôr de novo a cozer.trigo.tomates bem maduros. 20 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. 60 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente.cenouras. . mexendo sempre._los de água. mexendo sempre. * Plantas da época: O Temperar as refeições com: .

USO EXTERNO O Banhos fortificantes: . .de planta inteira de valeliana.de alecrim . Na água quente do banho. assim. Para o banho completo de um adulto.de flores de tília.de satureja.de tomilho. não devem ultrapassar 20 minutos. mãos.de salva. Se bem que a maioria das plantas descritas nesta obra possa ser utilizada na preparação de banhos. . V. os dos pés tratam também o excesso de sudução. excepto qualquer outra especificação. servem para preparar banhos compostos que devem geralmente ser aplicados quentes.de folhas de matricária. Estômago. .de folhas de nogueira. .em igual peso de água. Azia.de folhas de malva. isto é. . . 250 g. . Os banhos terapêuticos gerais ou locais (pés. Banho e balneoterapia. depois de passados pela peneira. a 321C ou mesmo a temperaturas mais elevadas. adicionar ao banho. na maioria dos casos. na relação que se segue seleccionaram-se algumas das mais apropriadas para o efeito. deve vigiar-se a pessoa que toma banho e observar escrupulosamente as precauções que se aconselham para cada caso. . As plantas. que. também: Banho. V. a planta desenvolve as suas propriedades pela difusão ou dissolução das suas substâncias activas. semicúpio) são muito utilizados em fitoterapia. se adicionam ao banho no momento da utilização. Deste modo. Os banhos de mãos ou de pés são. USO EXTERNO Banho sedativo O Infusão: de folhas de melissa. Os banhos muito quentes são extremamente fatigantes. . de flores de marmeleiro. Banho revulsivo O 500 g para um banho geral ou 150 g para um banho local de farinha de sementes de mostarda diluída em água fria. Um banho prepara-se em duas fases: em primeiro lugar. .de manjerona.de satureja em flor. são necessários 500 g de plantas. de flores de pirliteiro. e para o de uma criança. Banho para o reequilíbrio nervoso . ou as suas essências. a infusão ou a decocção concentrada da planta em 3 ou 4 l de água.de serpão. revulsivos ou deiivativos.

200 g de planta inteira 379 .O Infusão de angélica.

serpão. 185 g.de gemas de pinheiro-silvestre. 125 g. . . alfazema. Antiacneico: O Infusão de salva. planta inteira. Banho antibronquítico O Infusão: . salva. coar e adicionar ao banho. Banho para a pele Tonificante.de mentas. uma queda ou um acidente. 125 g. Banho tónico muscular O Decoeção de urze. Banho para emagrecer O.de farelo. Amaciador. decocção concentrada das sumidades floridas. 185 g. menta. Banho anti-reumatismal O Banho completo de decocção de rizoma de feio-macho.de salva. planta inteira O Infusão de flores de matricária O Decocção de bodelha O Decocção de casca de carvalho O Decocção de laminárias. . Banho completo de decocção de bodelha.O Infusão de sumidades floridas e folhas de hipericão.de alecrim.de alfazema. ferver durante 10 minutos e filtrar 0Banho para os pés feito com folhas de videira. 150 g.de serpão O Banho composto: alecrim. . Banho estimulante tónico O Infusão de planta inteira: . . serpão. Banho anti-raquítico efortificante O Infusão de manjerona.de gemas de abeto. 150 g. ao qual se adiciona 1 kg de sal marinho O Banho de uma mistura de salgueiro-branco e de erva-ulmeira. de planta inteira de tomilho. .de . Banho anticelulítico O Decocção de folhas de hera-trepadeira frescas: ferver em lume muito brando.para um banho de 5 minutos O Infusão de flores e de folhas de murta.5 kg de frutos picados em 2 1 de água fervente para adicionar à água do banho. 1. . 150 g.de aveia. em 3 1 de água durante 2 horas. 50 g para 1 l de água.de folhas de eucalipto. calmante: O Banho: . Anti-seborreico: O Banho de limão. . decocção da casca O Banho completo de milfólio. banho local em caso de gota O Banho completo composto de manjerona. Banho tonificante para a circulação O Banho completo de castanheiro-da-índia. . num recipiente tapado. com excelentes resultados após um grande choque nervoso.

Blefarite. não engolir nunca: O Decocção de alcaçuz. ferver 5 minutos e adicionar na altura de tomar 2 colheres de suco fresco de amoras por chávena O Decocção de amieiro. Cistite. ferver 10 minutos O Infusão de meliloto-oficinal. Sudação. . ferver 30 minutos. 30 g de folhas secas para 1 l de água.salva. 40 g de planta seca para 1 l de água. 30 g de planta para 1 l de água. V. Anti-sudorífico: O Infusão composta de cavalinha e salva. 50 g de planta seca para 1 l de água fervente. Desodorizante: * Decocção de casca de carvalho O Infusão de: . utilizar durante o dia a quantidade preparada. deixar arrefecer e filtrar. 50 g de planta inteira seca para 1 l de água. 40 g de casca seca para 1 l de água. 60 g de flores para 1 l de água fervente.folhas de nogueira. 30 g de folhas frescas para 1 l de água O Decocção de eucalipto. deixar repousar outros 10 minutos e filtrar O Infusão de escolopendra. USO EXTERNO * Bochechos tépidos: 4 vezes por dia. ferver 10 minutos O Infusão de erva-férrea. Inflamação do bordo da pálpebra que pode atingir a pele. ferver 10 minutos O Decocção de arando. .trigo.cavalinha. . 2 colheres de sopa de bagas para 1 l de água. V. Urina. ferver 15 minutos O Decocção de . infundir 10 minutos O Decocção de cinoglossa. ferver 5 minutos O Decocção de alfenheiro. 10 g de raizes secas para 1 l de água. Enurese. 200 g de rizoma para 1 l de água. . também: Fadiga. ferver 10 minutos. 30 g de casca fresca limpa e não lavada para 1 l de água. deixar repousar 5 minutos O Infusão de camomila. 100 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. Apresenta frequentemente erosões cujas fermentações ou infecções devidas aos numerosos germes que aloja são um obstáculo à cura. .alfazema. as glândulas e as pestanas. ferver 10 minutos O Decoeção de faia.alecrim. ferver 3 minutos. * Banho completo ou pedilúvio. deixar arrefecer e em seguida filtrar O Decocção de eufrásia. 2 kg num saco de pano fino. 25 g de folhas secas para 1 l de água. ferver 5 minutos e filtrar O Decocção de erva-de-são-roberto.tomilho. Boca. deixar repousar 5 minutos e filtrar O Decocção de erva-pombinha. 50 g para 1 l de água. Hemorróidas. Bexiga. USO EXTERNO Filtrar cuidadosamente as preparações e lavar várias vezes por dia as pálpebras: O Decocção de eufrásia. a conjuntiva.

deixar repousar 30 horas O 380 . esmagar. 60 g de casca seca para 1 l de água. ferver 10 minutos e filtrar * Decocção de malva.framboeseiro. passar pela peneira e conservar o sumo. 20 g de raízes para 1 l de água. cozer alguns marmelos com casca num pouco de água corri metade do seu peso de açúcar. deixar ferver até reduzir a um terço O Xarope de marmelo. 30 g de pétalas secas em 1 l de água fria. 50 g de raízes frescas para 1 l de água fervente O Maceração de rosasvermelhas. ferver 10 minutos O Decocçâo de lisimáquia. 50 g de folhas secas para 1 l de água. ferver 10 minutos O Infusão de pi mpinelamagna. 1 colher de sopa deste xarope numa chávena de água quente O Decocção de nespereira. 40 g de planta para 1 l de água.

. * Tomar 2 chávenas por dia: O de água fervente.de bodelha. 20 g de raízes frescas para 1 l de água fervente. misturado com compota: O Suco fresco de chagas. ferver 20 minutos. 80 g de gemas para 1 l minutos. . de volume e consistência variáveis. * Tomar ao deitar: O Decocção de cebola. USO EXTERNO * Colocar sobre o bócio e manter com uma toalha cataplasmas: . 50 g. deixar cozer muito bem 1 cebola grande cortada em pedaços no equivalente a 1 chávena de leite O Decocção de cevadinha (cevadaperlada). escaldar 60 g destas algas frescas. ferver 10 minutos.s. 20 g para 1 l de água.de colza.de cenoura cultivada. de mastruço.de couve. 20 g de folhas para 1 l de água. Tumor de origem tireóidea. O Passar pelas lesões algodão impregnado de: O Suco fresco de orégãos O Decocção de bistorta. adoçar. ferver 30 minutr. 30 g de raízes. . Inflamação aguda ou crónica da mucosa brónquica. beber durante de água. ferver 5 minutos. . ferver 10 minutos em lume brando e balsamita. 50 g. . coar e adoçar O Infusão concentrada de serpão. coar e deixar arrefecer. situado na face anterior do pescoço. 30 g de folhas secas para 1 l deixar arrefecer O Infusão de Infusão de abeto-branco. 50 g de sumidades floridas secas para 1 l de água. infundir 10 minutos. ferver 20 minutos com 10 g de alcaçuz e coar O Infusão de rábano. 100 g de rizoma seco para 1 l de água. 3 maçãs com casca cortadas em fatias finas para 1 l de água. deixá-las inchar e colocá-las entre 2 pedaços de tecido fino. 150 g de planta seca para 1 l de água fervente. * Tomar 3 colheres de sopa por dia. O Comer: . Uso interno * Tomar em 24 horas 1 l coado e adoçado: O Decocção de agrião. . . .de escorcioneira. de hortelã. Bronquite. 30 g de raízes descascadas. filtrar e adoçar com mel. 40 g de raízes. ferver 15 minutos O Decocção de maçã. O Mastigar e em seguida deitar fora: O Folhas secas de erva-alheira.de alho-porro.algumas ameixas verdes.limão.Decocção de vara-de-ouro. de cocleária.de aipo. 1 folha grande. * Tomar 1 colher de sopa de hora a hora: O Decocção de murta. 50 g de raízes.de laminárias. deixar repousar durante 1 noite. de aleluia.de musgo-da-córsega. A sua origem deve ser averiguada por meio de exames laboratoriais. . infundir 10 o dia O Decocção de azevinho. preparar 100 g de cada vez. 40 g de sumidades floridas e . Bócio. Uso interno * Mastigar algumas folhas frescas de agrião.

de hera-terrestre. 4 a 5 colheres de sopa por dia O Xarope de morso-diabólico. 30 g de folhas secas para 1 l de água. ferver 5 minutos e coar O Decocção de pulmonária. 3 colheres de café por dia O Xarope de avenca. de flores de escolopendra. 5 g de cada para 1 l de água fervente. deixar infundir durante 6 horas 75 g de flores e . infundir 5 minutos e coar. ferver 1 minuto. 15 g de raízes para 1 l de água. 30 g de rizoma para 1 l de água.de sumidades floridas de rinchão. e de énula-campana.folhas para 1 l de água fervente. adicionar aproximadamente 2 vezes o peso de açúcar. . 50 g de flores secas para 1 l de água fervente. de tussilagem e de verónica. adicionar 1 kg de açúcar. ferver 10 minutos e deixar arrefecer O Infusão de sabugueiro. . infundir 10 minutos O Decocção de polígala-amarga. 50 g de sementes para 1 l de água fervente.de flores de verbasco.de flores de pé-de-gato. filtrar. infundir 5 minutos O Decocção de galeopse. ferver 2 minutos. coar espremendo a planta. deixar macerar durante 1 noite e coar O Infusão composta de folhas de avenca. * Beber: O Xarope de açafrão. . . ferver 5 minutos e coar O Infusão de funcho. deixar arrefecer e adoçar com mel O Infusão de orégãos. 50 g de planta para 1 l de água fervente.de sumidades floridas de hipericão. . 20 g de planta recentemente seca para 1 l de água. de papoila. deixar cozer em banho-maria sem ferver e colocar em frascos. ferver 10 minutos e coar O Decocção de musgo-da-irlanda. 15 g de raízes secas. infundir 15 minutos O Decocção de malva. . 50 g de sementes para BRONQUITE 1 l de água fervente.de flores de primavera. 15 g de talo seco lavado para 1 l de água. 30 g para 1 l de água fervente: .de sumidades floridas frescas de agripalma. 20 g de folhas frescas picadas para 1 l de água fervente.de flores de violeta O Infusão de choupo-negro.de folhas de ásaro. 15 g de flores para 1 l de água. . coar e conservar em frasco rolhado. beber imediatamente. 20 g de flores e folhas secas para 1 l de vinho. 50 g de gemas para 1 l de água fervente. . para 1 l de água. * Tomar 3 chávenas por dia: O Infusão.de sumidades floridas de marroio-branco. deixar infundir num recipiente bem tapado 100 g de planta em 1 l de água fervente durante 6 horas. . ferver 10 minutos. 10 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. ferver 10 minutos O Infusão de hera. de hissopo. infundir 10 minutos O Infusão de tanchagem. infundir 10 minutos O Decocção de bonina.de flores de alfazema. 10 g de rizoma seco.de flores de meliloto. infundir 10 minutos O Decocção composta de lírioflorentino. infundir 10 minutos O Infusão de satureja. ferver 15 minutos. . infundir 10 minutos O Decocção de polipódio. deixar macerar durante 2 dias 50 g de estigmas triturados em 1 l de vinho tinto doce.

deixar ferver até ter a consistência de xarope. 4 colheres de sopa por dia O Xarope de rábano. lavar.folhas secas em 1 l de água fervente. coar. 3 colheres de café por dia O Xarope de gemas de pinheiro-silvestre. deixar ferver em lume muito brando até adquirir a consistência de xarope. deixar repousar 6 horas.5 kg de açúcar. adicionar 1. adicionar 1 kg de açúcar. filtrar. escavar o rábano. deitar sobre a preparação 1 l de água fervente. enxugar. macerar durante 1 hora 50 g de gemas em 50 g de aguardente. conservando uma cobertura. esmagar num recipiente a polpa extraída e misturá-la com 381 .

caprinos. tornar a colocá-la dentro do rábano. pois os fenômenos de fotossensibilização podem provocar desagradáveis manchas na pele O Mistura em partes iguais de azeite e óleo de abacate. . 4 chávenas por dia. colocar entre 2 pedaços de tecido e seguidamente polvilhar com farinha de mostarda O Cataplasma de pimenta-d'água esmagada. 100 g de planta inteira fresca. distribuição. 4 g de essência misturada com 100 g de óleo de rícino. 60 g para 1 l de água. passar esta mistura cobrir com algodão e vigiar para evitar um aquecimento exagerado. colocada entre 2 pedaços fino O Cataplasma de pimentão. para 1 l de água fervente. fechá-lo e deixar repousar 10 horas. 4 Inalação: . tratam-nos e coram-nos. porém. Cabelo. não existe planta alguma que torne a povoar de cabelos o crânio de um calvo. deixar macerar durante 2 dias 50 g inteiros) em 100 g de álcool a 600 e filtrar. é aconselhável fazer uma experiência prévia. 2 chávenas por dia. com as raízes.de rizoma de imperatória. pinheiro-marítimo O Fumigação de bagas de zirnbro-cornum. Uma infusão muito forte de chá tinge artificialmente a epiderme e uma infusão de baunilha mantém uma bela cor. USO EXTERNO * Colocar sobre o peito: O Cataplasma de farinha de linhaça. Uso interno O Infusão de pilosela. ingerir 1 colher de café de sumo 3 vezes por dia. abundância. febre de Malta ou febre ondulante. Para acelerar o bronZeamento Uso interno O Comer cenouras cruas O Infusão de ami. de tecido (5 pimentões pelo peito. . USOS EXTERNO E INTERNO * Aplicar na pele óleo de grainhas de uva ou azeite e tomar 2 colheres de sopa por dia do mesmo óleo. Também conhecida por melitococcia. ovinos e suínos que se transmite ao homem. infundir 25 minutos e adoçar com mel. O Juntar à sopa folhas de beldroega. Enfermidade muito contagiosa dos bovinos. Pigmentação cutânea devida aos efeitos dos raios solares. crescimento e comprimento dependem de caracteres hereditários e variam de indivíduo para indivíduo. . As plantas activam o seu crescimento. USO EXTERNO * Aplicar na epiderme: O Essência de bergamota.de folhas de eucalipto. Brucelose.açúcar. 80 g de sementes para 1 l de água fervente. cozer para engrossar.de gemas de Bronzeamento. Os cabelos e os pélos são produtos queratinizados cuja cor e embranquecimento.

cozer 1 raiz num pouco de água. esfregar. de folhas de eucalipto. ferver 50 g de planta picada em 1 l de água durante 10 minutos * Decocção de tomilho. todas as noites durante 8 dias O Infusão concentrada de folhas frescas de basílico. * Loções com: O Suco de agrião fresco O Azeite. acrescentar com água fervente até obter 2 1. ferver 10 minutos. deixar repousar 48. . friccionar o couro cabeludo todas as noites durante 1 semana para tornar os cabelos mais grossos e compridos O Decocção comp6sta de 30 g de raizes de bardana-maior. e de erpão. coar espremendo. 150 g para 1 l de água fervente. ferver 15 minutos. 1 colher. esperar 15 minutos e coar O Decocção de hera. ferver 10 minutos. 80 g de planta inteira para 1 l de água fervente. ferver 15 minutos O Decocção de milfólio. 2 g em água O Decocção de flores de arnica. O Sumo de agrião O Unguento de bardana-maior. 15 dias em 1 l de álcool a 601. infundir 20 minutos. Loção que activa o crescimento * Fricções diárias e massagens do couro cabeludo: O Infusão de abrótano. 250 g de folhas secas para 1 l de água. 50 g de planta inteira picada para 1 l de água. Para amaciar e tornar o cabelo brilhante * Enxaguar com: O Bardana-maior. esmagar as folhas e coar. * Champô seco: O Polvilhar os cabelos com farinha de trigo e escovar 15 minutos depois O Pó de raiz de angélica. utilizar o suco 9 Maceraçao composta de buxo. reduzi-la a puré. * Para enxaguar: * Infusão: . 60 g de folhas frescas picadas. 80 g para 1 l de água. horas mexendo corri frequência. filtrar e adicionar O. 50 g de folhas para 1 l de água fervente O Suco de pinguícula O Decocção de salva.de agulhas de pinheiro O Sumo de 1 limão em 1 l de água O Seiva de bétula (vidoeiro).25 1 de rum. ferver 20 minutos e coar O Sumo de folhas frescas de urtigão. 60 g de planta.de fidalguinhos. 50 g de 382 . 20 g de folhas e de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente.USO EXTERNO * Champô líquido: O Infusão de erva-saboeira.de alfazema. utilizar de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias O Fricção com uma decocção de urtiga-branca. mexer frequentemente e coar. e de alecrim. 30 g de urti. 50 g de folhas para 1 l de hera. friccionar 2 vezes por dia O Maceração composta de chagas. . deixar as plantas picadas 10 dias em 1 l de álcool a 601 e coar O Decocção de fel-da-terra.gão e 30 g de eruca para 1 l de água. Para evitar a queda do cabelo O Comer agrião fresco. 15 g em 1 l de água. 50 g de sementes e folhas. 50 g de caule e de sumidades floridas.

cobrir coni tini pen.aiaocuito maceiada..]o. .. Para tingir o cabelo * Para cabelos louros... 60 g para 1 l de água fervente O Decocção de casca: .. 20 g por litro. cortar a folha Com Uniu te. 4 dia. de inaceração. fragmento córneo de uma zona da epiderme causado pelo atrito frequente nos pés devido ao uso de sapatos demasiado apertados. ...de ceboleta. 50 g de cada planta em 1 l de álcool a 601. Contra a caspa * Loção com: O Decocção de avenca.de choupo-negro.. em ôleo....er doloro. . 50 g com 2 colheres de sopa de óleo de rícino O Maceração composta de orégãos e urtigões. pedaço-. de maravilha O Folha. V.. friccionar 2 vezes por dia.-de-frança.eirrielha. 30 g em 1 l de álcool a 601.de carvalho.de rorela. . *//* ver com o livro Calo. USO EXTERNO É necessário proteger os tecidos vizinhos da acção corrosiva das plantas utilizadas * l4 vezes por dia: O Suco fresco: . 100 g de flores para 1 l de água. Se.apaicciiiienio do calo O Folhas de . ferver 10 minutos O Bálsamo de gemas de nogueira. fre. Litíase. . 50 g de flores em 1 l de água.. conservar o boião ao sol durante 15 dias e filtrar. conduianic 3 dia. 100 g de planta seca em 1 l de água e filtrar O Infusão de folhas de castanheiro.. de cebolinho.. cozer 50 g de botões frescos em banho-maria com 150 g de banha de porco durante 45 minutos e esmagar. 2 colheres de sopa misturadas numa tigela de água.-.oura.. de hera inacciadus em vin.o. até ao de.de cebola-.de celidónia.. * Para cabelos castanhos. . . ferver 10 minutos e filtrar O Decocção de ruibarbo.czi.. de inaceiada.de %aião-curto O Folha. mexer com frequência e coar.obre o c@alo. Cálculo. ferver em lume brando durante 20 minutos sem tapar e coar O Decocção de rizoma de golfão-branco.. de figueira.de erva-do--ca..t.sumidades floridas para 1 l de água.. ferver 5 minutos O Suco de urtigão fresco. durante 30 minutos. em vinaire O Folha. levar à ebulição.o bem apertado... Pode . . 30 g de pó em 1 l de água. amontoar o.re. enxaguar depois de lavar a cabeça: O Decocção de camomila.. @ip(). depoi. friccionar o couro cabeludo todas as noites O Maceração de pimento comum durante 8 dias. enxaguar: O Sumo de alho-porro O Infusão de salva O Infusão de tomilho..

infundir . Cefaleia..pegai facilmente. quer por via oral.. infundir 15 minutos. infundir 10 minutos O Infusão de lúcia-lima. 20 g de folhas secas para 1 l de água fervente.pe.iiiienio côrneo da cpiderme fricçao. a sua evolução é geralmente mortal. infundir 10 minutos O lnfu. infundir 10 minutos O Infusão dejasmineiro-galego. Dor de cabeça. o calo não .ua elintinação. seca. 5 g de flores para 1 l de át.. ratrio-.. Doença que pode afectar todos os tecidos do organismo e que se apresenta sob múltiplas formas. ferver 5 minutos O Infusão de hortelã-pimenta.. 30 g de folhas secas para 1 l de água fervente.. Nenhuma planta cura o cancro.azeda.. quer por via externa: os medicamentos à base de plantas (pervinca. Cabelo.. 15 g de flores secas para 1 l de água fervente. 25 g de. *//* ver com o livro Uso interno * ]ornar uma das seguintes infusões e deitar-se imediatamente em local sossegado e à sombra: O Infu. de tuia-vuluai em álcool a 601.. para 1 l de água fervente.sumidades floridas e folhas secas para 1 l de água fervente. Calosidade.. Cancro. pricelar o calo com e.paço de iempo. 50 g de rizoma fresco para 1 l de água em ebulição. V.. CEFALEIA USO EXTERNO * Aplicar: O Suco fresco de celidónia O Cataplasma de folhas frescas esmagadas de conchelos O Suco fresco de erva-dos-calos.. 20 g de folha.ão de camomila. Para (i prevenção do cancro O Comer alho e cebola-mi-s.O Recomenda-se também a infusão de erva-de-sãoroberto. cólquico) utilizados em terapêutica são sempre apoiados por outros tratamentos.deste e. reno@.. Cabelo. Se não for tratado. infundir 10 minutos O Infusão de laranjeira.-ua fervente. [@’.. Calvície. Caspa. 50 g de flores secas para 1 l de água fervente. infundir 5 minutos O Infusão de ervzibenta. qualquer que seja a causa.ão de acácia-bastarda..a1 a opelaçao O Maceração de pequeno.ie líquido até a .. V.e de.. O seu emprego necessita de uma vigilância clínica e biológica que só pode ser assumida por um médico. 2 chávenas diárias.

* PÓs e.@ o seu efeito é muitas vezes e. infundir 5 minutos O Infusão de manjerona. um pouco de suco fresco de líiio-aiiiarcio-do. flore. infundir 10 minutos e beber. narina. . rizoma seco de lírio-floientino..pectacular. 40 g de sumidades floridas e folhas secas para 1 l de água fervente.. 30 g de flores secas para 1 l de água fervente..pántano. infundir 10 minutos O Infusão de tília.. 383 .. O Iniroduzir na.foffids seca% de ba..... de lírio-dos-vale.%iernutatório..aro. 40 g de flores secas e fragmentadas para 1 l de água fervente.arriento do rizoma.ílico. obtido por esmau. O Reduzir a pó e inspirar: folhas 11eca% de à.-. 20 g de flores para 1 l de água fervente.. infundir 10 minutos O Infusão de primavera.10 minutos O Infusão de maccia.

aplicar o mais quente possível O Cataplasma de bodelha seca. cozer na menor quantidade de água possível 50 g de bodelha seca. ferver 15 minutos. infundir 10 minutos. * Tomar 1 copo em jejum: O Sumo de limão fresco. 10 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. de aspecto agudo ou crónico. 50 g de planta florida fresca cozida em vinagre. que se localiza a maioria das vezes na face exterior das coxas ou na nuca. Uso interno * É muito importante acalmar os nervos dos celulíticos com tisanas sedativas que devem ser tomadas durante 3 semanas: O Infusão de pirliteiro. * Tomar 3 chávenas por dia entre as refeições. deixar exposto ao sol durante 1 mês. beber e preparar a chávena para a noite. * Tomar 2 chávenas por dia: O Decocção composta de grama-francesa. deixar evaporar. * Aplicar 3 vezes por semana sobre a celulite: O Cataplasma de alforvas. 10 g de raízes frescas deixadas durante a noite numa chávena de água fria. das quais 1 em jejum: O Infusão de alcachofra. * Friccionar com: O Bodelha fresca O Flores secas de alfenheiro maceradas em óleo. Celulite. sem açúcar O Infusão de taráxaco. coar pela manhã. sobre o fígado: O Cataplasma de aspérula-odorífera fresca esmagada. USO EXTERNO * Aplicar 2 ou 3 vezes por dia sobre as zonas atingidas compressas tão quentes quanto possível embebidas em: O Decocção de hera. 150 g de flores secas em 1 l de óleo. quando as dores de cabeça são de origem hepática.USO EXTERNO Colocar sobre a testa ou. 100 g de farelos e 100 g de sal grosso O Cataplasma de hera com as folhas frescas picadas O Cataplasma de verbena. Inflamação do tecido celular subcutâneo. 60 g de planta inteira fresca para 1 l de água fervente. diluído em água. 20 g de rizoma seco e 20 g de pés de cereja secos para 1 l de água. infundir 10 minutos. infundir 10 minutos O Infusão de pilosela. . cozer 50 g de sementes num pouco de água O Cataplasma de bodelha. 100 g de folhas frescas para 1 l de água. * Tomar 4 colheres de sopa por dia: O Suco de rizorna de gramafrancesa. ferver 1 punhado de bodelha seca em água. ferver 10 minutos O Infusão de orégãos. 3 chávenas por dia O Maceração de valeriana. beber frio. 30 g de folhas para 1 l de água fervente. colocar entre 2 pedaços de tecido. É indispensável associar às tisanas um tratamento local. 10 g de flores secas para 1 l de água fervente. A celulite é dolorosa e inestética.

50 g de sumidades floridas frescas para 1 l de água fervente. infundir 5 minutos O Infusão de avoadinha. infundir 10 minutos. Circulação. Uso interno * Beber 1 l por dia durante 10 dias: O Infusão de visco. 50 g de folhas secas fragmentadas para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos O Decocção de sempre-noiva. As plantas seguidamente citadas. nomeadamente na nádega. 40 g de planta inteira para 1 l de água. introduzir folhas cruas em banha fundida em banho-maria. 50 g de folhas para 1 l de lilás. um . infundir 10 minutos O Infusão de milfólio. V. Síndroma dolorosa que se manifesta ao longo do trajecto do nervo ciático. macerar em 1 l de seguidamente verbena. * Beber 3 chávenas por dia durante 20 dias. deitar em 1 l de água fervente 50 g de caules floridos secos. aplicá-las na zona afectada e cobrir com um tecido de lã O Fricção com óleo de durante 4 . esta quantidade pode ser preparada com antecedência para 2 dias O Infusão composta de groselheira-negra e de freixo. possuem uma acção benéfica sobre a elasticidade e a tonicidade das paredes vasculares. ferver até reduzir para cerca de O. utilizadas da forma indicada. 50 g de folhas secas para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos. 10 g de cada planta para 1 l de água fervente.. A circulação do sangue é uma função fisiológica cujo motor é o coração e cujos canais são os vasos. * Tomar 4 chávenas por dia: O Infusão de erva-ulmeira. das quais 1 em jejum: O Infusão de arando. infundir 15 minutos O Infusão de hera. ferver e infundir 15 minutos O Decocçáo composta de folhas de videira e bodelha secas.5 1 * Decocção de videira. 35 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. 10 g de folhas frescas para 1 l de água fervente. deixar arrefecer antes de filtrar.10 g de folhas secas para 1 l de água fervente. * Tomar 1 l por dia: O Infusão de marroio-branco. USO EXTERNO O Cataplasma de couve. infundir 15 minutos. 50 g de folhas secas para 1 l de água. ferver 2 minutos.emanas ao sol 300 g de flores e de folhas mistuiadas azeite e filtrar O Flagelar a região dorida com urtigão fresco e lavar com um pouco de vinho branco ou de vinagie O Cataplasma de punhado de folhas e de flores frescas cozidas em vinagre e que devem ser aplicadas entre 2 pedaços de tecido fino. na face posterior da coxa e na face externa da perna. ferver 5 minutos. também: Banho. Ciática. 40 g de cada planta para 1 l de água.

ferver 10 minutos O Decocção de videira. 40 g de folhas secas para 1 l de á gua. infundir 10 minutos O Infusão de groselheira. ferver 3 minutos. 30 g de casca para 1 l de água. 384 .negra. 50 g de folhas secas para 1 l de água fervente.água fervente. infundir 10 minutos O Decocçâo de uva-espim.

infundir 10 minutos. 25 g de folhas novas frescas para 1 l de água fervente.de-bag a-vermelha. 30 g de raiz fragmentada para 1 l de água. Cistite. beber durante o dia dividido em 3 doses O Decocção de grama-francesa. 2 ou 3 chávenas por dia O Decocção de arando. 4 chávenas por dia O Decocção de arando.de alteia. beber várias chávenas durante o dia O Infusão de hipericão. As plantas que se seguem são recomendadas devido à sua acção diurética e anti-séptica. 3 chávenas por dia O Infusão de beldroega. 30 g de sumidades floridas para 1 l de água fervente. ferver 10 minutos. O. infundir 10 minutos. pôr 20 g de gálbulas frescas esmagadas em 1 l de água quente e deixar ferver 15 minutos. 20 g de folhas secas para 1 l de água fervente. 3 chávenas por dia O Infusão: . 30 g de rizoma para 100 g de água. Cirrose. 30 g de planta inteira seca para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos O Infusão de tasneirinha. 40 g de folhas para 1 l de água. * Beber o sumo de 1 limão todos os dias O Temperar os alimentos crus com sumo de limão em vez de vinagre O Comer alho. 1 colher de sopa para 1 l de água fervente. Coração. Alcoolismo. USO EXTERNO O Banho: . beber esta quantidade em 24 horas entre as refeições O Decoeção de avoadinha. . quantidade para 3 dias O Infusão de aveleira. cru ou cozido. 2 vezes por semana. 8 g para 1 l de água fervente. esmagar o rizoma e colocá-lo em 1 l de água fria.de milfólio. 1 l por dia O Decocção de gatunha. 40 g de flores para 1 l de água fervente. deixar em ebulição 3 minutos. 1 punhado para 1 l de água. ferver 15 minutos. 1 chávena antes das .de videira.índia.5 1 por dia O Infusão de cevadinha. .de verbasco. Inflamação dolorosa da bexiga. beber frio O Infusão de milfólio. 50 g de planta fresca para 1 l de água. beber frio O Decocção de cipreste. também: Banho. 30 g de planta inteira para 1 l de água. ferver 2 minutos. infundir -10 minutos. V. V. ferver 10 minutos. Uso interno O Decocção de acelga.de castanh a-da. infundir e deixar repousar durante 8 horas. 40 g de sumidades floridas secas para 1 l de água fervente. infundir 10 minutos. ferver 3 minutos.* Beber 2 chávenas por dia entre as refeições: O Decocção de amor-de-hortelão. ferver em lume brando durante 20 minutos para reduzir. deitar fora a água. infundir 10 minutos. deitar 1 punhado de planta seca em 1 l de água fervente. 4 chávenas por dia O Infusão de arenária. . excelentes para os capilares. 30 g de planta inteira seca com raiz para 1 l de água fervente. 1 chávena em jejum durante 1 semana O Infusão de pés de cereja. adoçar com alcaçuz. a maioria das vezes de origem infecciosa e cuja causa deve ser investigada por um médico.

é frequentemente considerado responsável. O Vinho de faia-preta. sendo a primeira em jejum. dos quais 1 em jejum: O Decocção de taráxaco.refeições O Infusão de milho. ferver até reduzir a um terço. macerar durante 1 noite num copo de vinho branco 1 pitada de pó de sumidades floridas secas. infundir 10 minutos. 80 g de folhas secas 385 . 2 chávenas pequenas por dia. 30 g de gemas para 1 l de água fervente.favas cruas ou cozidas.de pinheiro-bravo. ferver 3 minutos e deixar repousar 10 minutos. O. 3 copos de licor por dia O Comer: abóbora crua ou cozida. deixar amornar antes de filtrar O Decocção de vara-de-ouro. * Beber 1 l por dia: O Decocção composta de 10 g de casca de bétula (vidoeiro) e 10 g de folhas secas de freixo para 1 l de água. 10 g de planta seca sem as raízes para 1 l de água fervente. 10 g de urtiga-branca. * Beber 3 copos pequenos por dia. 20 g de folhas secas para 1 l de água fria. tomar uma tigela. macerar durante 8 dias em 1 l de vinho branco 2 punhados de bagas de zimbro e filtrar. Algumas plantas fazem baixar o teor do colesterol sanguíneo. infundir 10 minutos. 3 chávenas por dia entre as refeições * Decocção de tuia-vulgar. deixar amornar e filtrar. Substância orgânica geralmente presente na maioria dos tecidos. infundir 10 minutos. 1 punhado de sumidades floridas secas para 1 l de água fria. adoçar com mel de urze O Infusão de uva-ursina. pela alteração das paredes arteriais. ferver 5 minutos. 3 punhados de casca inteira em 1 l de vinho fervente. denominado colesterolemia. 10 g de cavalinha e 10 g de urze para 1 l de água fervente. macerar durante 2 dias e coar. de abeto. 20 g de folhas secas para 1 l de água fervente. tratamento durante 2 semanas O Vinho de zimbro. 20 g de folhas para 1 l de água. 30 g de estigmas secos para 1 l de água fervente. 4 chávenas diárias O Infusão de pereira. ferver 10 minutos O Infusão de bétula (vidoeiro). 30 g de flores para 1 l de água fervente. quantidade para 2 dias. * Beber 1 copo no fim do almoço durante 20 dias: O Vinho de alcachofra.5 1 por dia O Infusão composta de 10 g de parietária. 2 copos pequenos por dia O Vinho de vara-de-ouro. infundir 5 minutos. Colesterol. mexer. Pode ser obtida através de síntese feita pelo organismo ou por aporte alimentar. 4 chávenas por dia O Infusão: de pinheiro-silvestre. O.5 1 por dia O Infusão de urtiga-branca. quando demasiado elevado. ferver 2 minutos. . 25 g de folhas para 1 l de água fervente. ferver 10 minutos. O seu teor no sangue. preparação idêntica à do sabugueiro com 2 punhados de casca O Vinho de sabugueiro. 20 g de flores para 1 l de água por dia O Decocção de urze. 5 chávenas por dia entre as refeições O Infusão de parietária. beber nas 24 horas seguintes. . 100 g de raízes para 1 l de água. beber de manhã. 40 g de sumidades floridas para 1 l de água. Uso in