Agosto, 2007

Apostila de Administração
Financeira e Orçamentária II
Prof. Msc. Davi Riani Gotardelo



Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora
(MG)
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Sumário
CAPÍTULO 07 – RISCO E RETORNO
7.1 - Considerações iniciais ................................................................................................................ 4
7.2 - Relação Risco x Retorno ............................................................................................................ 4
7.3 - Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada ..................................................................... 5
7.4 - Medidas de Risco ........................................................................................................................ 6
7.5 - Análise de Sensibilidade ou Volatilidade .................................................................................. 6
7.6 - Definição de Cenários ................................................................................................................ 6
7.7 - Curva Normal ou Distribuição de Gauss ................................................................................... 6
7.8 - Variância e Desvio-Padrão .......................................................................................................... 7
7.9 - Coeficiente de Variação .............................................................................................................. 8
7.10 - Exercício Exemplo .................................................................................................................. 8
Exercício sobre Análise de Cenários e Sensibilidade ........................................................................... 9
7.11 Risco de Carteira ...................................................................................................................... 10
7.12 Risco Diversificável e Risco de Mercado ................................................................................ 11
7.13 Correlação ................................................................................................................................ 11
7.14 Diversificação ........................................................................................................................... 11
7.15 Modelo CAPM – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros .......................................... 11
7.16 Coeficiente Beta ....................................................................................................................... 12
7.17 LMT – Linha de Mercado de Títulos ou SML ........................................................................ 12
Exercício – Risco e Retorno ................................................................................................................. 13

CAPÍTULO 08 – CUSTO DE CAPITAL
8.1 - Considerações iniciais ............................................................................................................... 14
8.2 - O que é Custo de Capital? ......................................................................................................... 14
8.3 - Custo de Capital Próprio ........................................................................................................... 14
8.4 - Custo de Capital de Terceiros ................................................................................................... 18
8.5 - Custo de Capital Médio Ponderado .......................................................................................... 18
8.6 - Algumas questões finais ............................................................................................................ 18

CAPÍTULO 09 – ALAVANCAGEM E ESTRUTURA DE CAPITAL
9.1 - A questão da estrutura de capital ............................................................................................ 20
9.2 - Alavancagem ............................................................................................................................. 20
9.3 - Alavancagem Financeira e o seu efeito ................................................................................... 20
9.4 - Alavancagem Financeira e o LAJIR de equilíbrio ................................................................... 21
9.5 - Estrutura de capital e Valor da Empresa – Proposição I de M&M: Modelo de pizza .......... 22
9.6 - Risco Operacional e Risco Financeiro ..................................................................................... 23
9.7 - O benefício fiscal do capital de terceiros ................................................................................. 23
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9.8 - Estrutura ótima de capital ....................................................................................................... 23
Exercícios de Alavancagem Financeira e Estrutura de Capital ......................................................... 25

CAPÍTULO 10 – DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS
10.1 O que é dividendo? ................................................................................................................. 26
10.2 Quais os tipos de dividendos? ................................................................................................ 26
10.3 Método de pagamento de dividendos no Brasil .................................................................... 26
10.4 A política de dividendos é relevante ou irrelevante? ............................................................. 27
10.5 Teoria residual dos dividendos .............................................................................................. 29
10.6 Determinação da política de dividendos e seus principais instrumentos ........................... 29
10.7 Relações com investidores ...................................................................................................... 31

CAPÍTULO 11 – OBTENÇÃO DE CAPITAL
11.1 Capital de Risco ...................................................................................................................... 32
11.2 Roteiro para Trabalho em Grupo .......................................................................................... 32

CAPÍTULO 12 – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO
12.1 Conceitos iniciais .................................................................................................................... 33
12.2 Ciclo operacional e ciclo de caixa ........................................................................................... 34
12.3 Ciclo operacional e ciclo de caixa – Como calcular ...............................................................35
12.4 Qual a melhor política de financiamento? ............................................................................ 38
12.5 Orçamento de caixa ................................................................................................................ 38
Exercícios de Planejamento Financeiro de Curto Prazo .................................................................... 39

CAPÍTULO 13 – ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO
13.1 Float e Gestão do Caixa .......................................................................................................... 40
13.2 Gestão de Caixa: Recebimentos, Desembolsos e Aplicações ................................................ 41
13.3 Créditos e Contas a Receber ................................................................................................... 42
13.4 Principais modalidades de crédito bancário ......................................................................... 44







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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Curva Normal ................................................................................................................................. 7
Figura 2 – Linha do tempo para o ciclo de caixa e o ciclo operacional .................................................... 34

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Relação Risco x Retorno ............................................................................................................. 4
Gráfico 2- Risco Diversificável e Risco de Mercado ................................................................................... 12
Gráfico 3 - Gráfico da Linha do Mercado de Títulos .................................................................................. 13
Gráfico 4 – Estrutura ótima de capital ....................................................................................................... 24
Gráfico 5 – Política de financiamento flexível ............................................................................................ 37
Gráfico 6 - Política de financiamento agressiva ou restritiva .................................................................... 37
Gráfico 7 - Política de financiamento ótima ............................................................................................... 37
Gráfico 8 – Demanda sazonal de caixa ...................................................................................................... 42
Gráfico 9 - Política ótima de crédito ........................................................................................................... 43

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Vantagens e desvantagens dos dois modelos ............................................................................. 17
Tabela 2 - Benefício fiscal do uso de capital de terceiros .......................................................................... 23
Tabela 3 – Eventos que interferem o caixa ................................................................................................ 34












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Risco e Retorno

7.1 - Considerações iniciais

Risco e retorno são variáveis básicas da tomada de decisão
de investimentos. Genericamente, o risco é uma medida de
volatilidade ou incerteza dos retornos,e retorno é a expectativa de
receitas de qualquer investimento.
Para GITMAN p.202), risco é a possibilidade de prejuízo
financeiro. Já para GROPPELLI p. 67, o risco é uma medida da
volatilidade ou incerteza dos retornos.
Retorno, de acordo com LEMES JR. p. 135), é o total de
ganhos ou de perdas de um proprietário ou aplicador sobre
investimentos anteriormente realizados. Já para GITMAN p.203),
o retorno é medido como o total de ganhos ou prejuízos dos
proprietários decorrentes de um investimento durante um
determinado período de tempo.

7.2 - Relação Risco x Retorno

Gráfico 1 - Relação Risco x Retorno


Em suma, pode-se definir Risco como o grau de incerteza
associado a um investimento. Quanto maior a volatilidade dos
retornos de um investimento, maior será o seu risco. Quando dois
projetos têm os mesmos retornos esperados, escolhe-se o de menor
risco.

QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO


Há investimento livre de
risco?


O que é o risco?


Há relação entre risco e
retorno?

O que é o Risco Brasil?




CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO


Risco

Retorno

Retorno Esperado

Risco Brasil


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7.3 - Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada

Retorno esperado ou Taxa de Retorno Esperada é, de acordo com (GROPPELLI, et al., 1999), a
remuneração que os investidores solicitam para manter suas aplicações no ativo considerado. Vale
ressaltar que o retorno esperado difere-se do retorno efetivo apenas por se tratar ex-ante, enquanto
que o retorno efetivo já foi efetivamente conhecido.
A probabilidade será usada como forma de quantificar o nível de possibilidade de um projeto
ter os seus valores projetados correspondidos efetivamente, levando sempre em consideração os
cenários projetados para cada um deles.
Exemplo:
Probabilidade Investimento A Investimento B
Cenário 01: Expansão Econômica 0,3 100% 20%
Cenário 02: Estabilidade - Normal 0,4 15% 15%
Cenário 03: Recessão Econômica 0,3 - 70% 10%
Total 1,0

Se multiplicarmos a probabilidade pela taxa de retorno projetada e daí somarmos esse produtos,
teremos então a taxa de retorno esperada ou retorno esperado.

Por exemplo:
Você está prestes a investir ou em uma franquia de sorvetes do Mc Donalds ou em um parque de
diversões. Ambos os eventos estão sujeitos ao sucesso em relação às condições climáticas do lugar em
que serão instalados.

Probabilidade Investimento A Taxa de retorno
esperada
Investimento B Taxa de retorno
esperada
Cenário 01 0,25 13% 3,25% 7% 1,75%
Cenário 02 0,50 15% 7,50% 15% 7,50%
Cenário 03 0,25 17% 4,25% 23% 5,75%
Total 1,0 15% 15%
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7.4 - Medidas de Risco

Definido o retorno esperado de um
projeto ou investimento, o que resta agora é
conhecer o grau de risco envolvido. No exemplo
anterior, percebe-se que a taxa de retorno
esperada para o Investimento A e para o
Investimento B é a mesma. Assim, torna-se
necessário saber quais dos dois projetos
apresentam o menor risco.
Neste caso, as unidades de risco
adotadas serão as medidas de dispersão
tradicionalmente trabalhadas pela Estatística:
variância, desvio-padrão e coeficiente de
variação.

7.5 - Análise de Sensibilidade ou
Volatilidade

É a abordagem comportamental que
utiliza inúmeros valores possíveis para uma
determinada variável, a fim de avaliar o seu
impacto no retorno da empresa. Na verdade,
preocupa-se em avaliar a discrepância entre os
valores mínimos e máximos dos VPL's para os
cenários projetados em questão.

7.6 - Definição de Cenários

Comumente, para fins de análise de
risco, é costume traçar cenários através da
ponderação das probabilidades dos mesmos
ocorrerem. Por exemplo, pode-se definir que a
probabilidade de crescimento econômico do país
acima de 5% ao ano, para o próximo ano seja de
40%, e assim por diante.

7.7 - Curva Normal ou Distribuição
de Gauss

A distribuição de probabilidades
trabalhada na análise de risco e volatilidade é a
PORQUÊ CURVA NORMAL?
A curva normal, também conhecida como
a curva em forma de sino, tem uma história bastante
longa e está ligada à história da descoberta das
probabilidades em matemática, no século XVII, que
surgiram para resolver inicialmente questões de
apostas de jogos de azar.
O responsável mais direto da curva normal
foi Abraham de Moivre, matemático francês exilado
na Inglaterra, que a definiu em 1730, dando
seqüência aos trabalhos de Jacob Bernoulli (teorema
ou lei dos grandes números) e de seu sobrinho
Nicolaus Bernoulli, matemáticos suícos.
Moivre publicou seus trabalhos em 1733
na obra The doctrine of the chances. O sucesso da
descoberta foi rápido e grandes nomes passaram a
trabalhar sobre a curva normal, tais como Laplace,
que em 1783 a utilizou para descrever a distribuição
dos erros, e Gauss, que em 1809 a empregou para
analisar dados astronômicos. Inclusive, a curva
normal é chamada de distribuição de Gauss.
Hoje em dia, a curva normal é um ganho
fundamental em ciência, porque a normalidade
ocorre naturalmente em muitas, senão todas as
medidas de situações físicas, biológicas e sociais, e é
fundamental para a inferência estatística.
Segundo a lei dos grandes números de
Bernoulli, em uma situação de eventos casuais, em
que as chances de ocorrência são independentes,
obter coroa em lances de uma moeda de cara e
coroa, tem a probabilidade matemática exata de 50%
(porque são somente dois eventos possíveis: cara ou
coroa), mas na prática esta probabilidade de 50% é
apenas aproximada.
Quanto maior o número de tentativas,
mais exata será a aproximação desse valor. Isso quer
dizer que os erros (desvios) serão menores na
medida em que aumenta o número de lances.
Desvios grandes são raros e desvios
pequenos freqüentes. Portanto, aumentando as
tentativas, aumenta o número de desvios pequenos,
prevalecendo cada vez mais sobre os desvios
grandes, de tal forma que, no limite, haverá quase
somente desvios pequenos, sendo o desvio 0 (zero) o
menor deles e, por conseqüência, o mais freqüente.
Dessa forma, os erros se distribuem
simetricamente em torno da média, formando uma
curva simétrica com o pico na média e caindo
suavemente à esquerda (erros que subestimam a
média) e à direita (erros que superestimam a média).
Além disso, essa curva simétrica permitiu
a Moivre calcular uma medida de dispersão das
observações em torno da média, medida esta
chamada posteriormente como desvio-padrão.
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normal (Curva Normal ou Distribuição de Gauss).
O nome curva normal, atribuído por Moivre, existe porque a média representa a norma, isto é,
todo valor diferente da média é considerado desvio, sendo que todos os valores deveriam ser iguais à
média.
Em dois casos, deve ser utilizada a distribuição normal:
• Quando a distribuição da própria população de eventos é normal, ou

• Quando a distribuição da população não for normal, mas o número de casos for grande
(Teorema de Bernoulli ou o Teorema do limite central).
Assim, qualquer que seja a distribuição dos seus dados, se houver um número grande de
observações, pode-se utilizar a curva normal como uma aproximação adequada para a análise dos
dados.

7.8 - Variância e Desvio-Padrão

Variância é o quadrado dos desvios dos eventos encontrados em relação à média. Utiliza-se a
função exponencial (²) para eliminar os efeitos dos sinais negativos (-) e positivos (+) da amostra. Já o
Desvio-Padrão é a raiz quadrada da Variância.
O roteiro básico para cálculo da variância e desvio padrão é:
1) Calcule a taxa de retorno esperada;
2) Subtraia a taxa de cada evento da taxa de retorno esperada para calcular os desvios;
3) Eleve cada desvio ao quadrado;
4) Multiplique o resultado pela probabilidade;
5) Somando os produtos, temos a Variância (quadrado do desvio-padrão);
6) Tire a raiz da Variância para encontrar o Desvio-Padrão;
Isso significa, por exemplo que, se a distribuição de probabilidades é normal, o retorno
realizado estará dentro de +/- 1 desvio padrão do retorno esperado em 68,26% das vezes.
Figura 1 - Curva Normal








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7.9 - Coeficiente de Variação

Como resolver para decidir entre dois projetos em que um apresente um retorno esperado
mais alto e ao mesmo tempo apresenta um risco maior (desvio-padrão maior)? Para resolver isso,
utiliza-se um número que represente o risco por unidade de retorno. É o coeficiente de variação:

C.V. = π/Retorno esperado

Exemplo:
O projeto X tem uma taxa de retorno esperada de 60% e um desvio padrão de 15%, enquanto
que o projeto Y tem uma taxa de retorno de 8% e um desvio-padrão de apenas 3%.

CVx= 15/60 = 0,25 CVy = 3/8 = 0,375

Ainda sim o projeto Y é mais arriscado, uma vez que o risco por unidade de retorno ainda é
maior.

7.10 - Exercício Exemplo

Determinada empresa estava em dúvida se investia em 03 de seus projetos de expansão.
Ambos eram mutuamente excludentes. A tabela seguir mostra o desempenho de cada projeto frente
aos cenários econômicos traçados para o próximo ano:
VPL's
p(n) Proj A Proj B Proj C
Cenário 01 (Pessimista): Recessão Econômica 0,4 150.000 140.000 180.000
Cenário 02 (Realista): Estagnação Econômica 0,4 250.000 280.000 250.000
Cenário 03 (Otimista): Crescimento Econômico 0,2 500.000 380.000 350.000

Determine:
a) O Retorno Esperado de cada projeto;
b) O desvio-padrão de cada um;
c) a Variância de cada um;
d) Indique qual projeto deve ser escolhido.
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Exercício sobre Análise de Cenários e Sensibilidade






























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7.11 Risco de Carteira

RISCOS DE CARTEIRA: No risco de carteira, o que
importa não é o risco inerente à cada ação ou investimento, mas
sim o risco relativo à carteira de ações, ativos ou investimentos.

RETORNOS DE CARTEIRA: O retorno esperado de
uma carteira é simplesmente a média ponderada dos retornos
esperados dos ativos individuais da carteira, sendo que os pesos
são a fração do total investido em cada ativo.

Exemplo:
Investimento A - 14%;
Investimento B - 13%;
Investimento C - 20% e;
Investimento D - 18%.
Se se formasse uma carteira de R$ 100.000, com 25% investido
em cada investimentos, teríamos :
Ret. Esp. = 0,25x(14%)+0,25x(13%)+0,25x(20%)+0,25x(18%) =
16,25%

EXEMPLO:

Invest. A Invest. B Carteira (a,b)
1991 40% -10% 15%
1992 -10% 40% 15%
1993 35% -5% 15%
1994 -5% 35% 15%
1995 15% 15% 15%
Retorno médio 15% 15% 15%
Desvio-Padrão 22,6% 22,6% -

Obs.: Caso os retornos projetados fossem iguais, as ações ou
investimentos seriam perfeitamente correlacionados
positivamente (r = +1,0); Logo a diversificação não oferece
nenhum benefício de redução de risco, uma vez que o risco da
carteira equivale ao risco das ações individualmente.

O QUE É O RISCO BRASIL?
De acordo com (DOMINIC, 2005),
o Risco Brasil é o risco financeiro de todos
os países de economia aberta é medido
por várias instituições internacionais,
levando em conta indicadores como o
tamanho da dívida pública (externa e
interna), a sua capacidade de pagamento,
o tamanho do déficit público, a magnitude
das taxas de juros e da taxa de câmbio
(valor do dólar) e outros indicadores.
O “Risco Brasil”, sendo uma
medida hipotética ou não, muitas vezes é
utilizada como parâmetro pelos investidores
externos, que buscam, acima de tudo, a
segurança na aplicação de seus recursos.
Ao lado da rentabilidade (lucro da
aplicação) e da liquidez (rapidez no resgate
em moeda corrente e, claro, garantia de
troca pela moeda de origem da aplicação),
a segurança é um fator essencial do
investimento.
Há muitas agências e instituições
financeiras que analisam os aspectos
econômicos e políticos de um país para
classificar o seu risco. A agência Fitch
Ratings, por exemplo, classifica em níveis
de “B+”, “B”, “A-“, etc. Já o banco J.P.
Morgan realiza uma classificação diária em
pontos, em que cada 100 unidades
equivalem a uma sobretaxa de 1% em
relação aos títulos públicos americanos.
Segundo matéria no sítio
www.portalbrasil.net/economia_riscopais.ht
m, “Tecnicamente falando, o risco país é a
sobretaxa de se paga em relação à
rentabilidade garantida pelos bônus do
Tesouro dos Estados Unidos, país
considerado o mais solvente do mundo,
ou seja, o de menor risco para um
aplicador não receber o dinheiro
investido acrescido dos juros
prometidos”.
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O exemplo acima citado da inexistência do risco não é encontrado de fato na vida real. Não é
possível formar carteiras de ações totalmente sem risco. A diversificação pode reduzir o risco mas não
eliminá-lo.

7.12 Risco Diversificável e Risco de Mercado

Risco diversificável: é ocasionado por eventos aleatórios, como processos judiciais, greves,
programas de marketing mal sucedidos, ganho ou perda de grandes contratos e outros eventos
específicos a uma empresa. Como os eventos são aleatórios, alguns eventos ruins de umas empresas
serão compensados por eventos positivos de outras empresas.
Risco de Mercado: Parcela do risco que não pode ser eliminada pela diversificação. O risco
de mercado tem origens em fatores que afetam sistematicamente a maioria das empresas: guerra,
inflação, recessões, taxas de juros altas entre outros.
Importante destacar sobre o papel fundamental que o risco de uma ação pode contribuir para
a redução do risco da carteira, ainda que o seu risco isolado seja maior. (BRIGHAM, et al., 2002).

7.13 Correlação

Para (BRIGHAM, et al., 2002), a correlação é a tendência de duas variáveis a se moverem
juntas. O coeficiente de correlação pode variar de -1,0 a +1,0, indicando que as duas variáveis se
movimentam para cima e para baixo em perfeita sincronia.
No Microsoft Excel
®,
a função CORREL determina o grau de correlação existente entre duas
variáveis.

7.14 Diversificação

De acordo com (ROSS, et al., 2000) a diversificação é a distribuição de um investimento em
vários ativos para eliminar parte, mas não a totalidade do risco. Portanto, uma carteira com ativos
correlacionados negativamente apresenta, de uma forma geral, menor risco diversificável. À medida
que se aumenta o número de ativos na carteira, o desvio-padrão médio da carteira diminui.
Ex.: Moeda – cara x coroa;

7.15 Modelo CAPM – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros

Quanto maior o risco de um investimento, maior será o seu retorno. No entanto, se os
investidores estiverem preocupados principalmente com o risco de carteira ou diversificável, ao invés
do risco individual ou de mercado, como será que o grau de risco de uma ação individual deve ser
medido?
Portanto, o grau de risco relevante de uma ação individual é a sua contribuição ao grau de
risco de uma carteira bem diversificada. (BRIGHAM, et al., 2002)
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Gráfico 2- Risco Diversificável e Risco de Mercado











Fonte: Adaptado de (BRIGHAM, et al., 2002)

7.16 Coeficiente Beta

O coeficiente beta é a medida do grau em que os retornos sobre uma dada ação variam com o
mercado de ações. Ou seja, o beta visa estudar o comportamento de determinado título em relação ao
mercado, definindo assim o índice de risco não-diversificável do investimento. O coeficiente beta é a
medida de volatilidade dos retornos de um título com relação aos retornos do mercado como um todo.
Este coeficiente indica a contribuição que o título traz à carteira de mercado, em termos de risco.
Se o coeficiente beta for lastreado pelo IBOVESPA, seu número será de 1,00 acompanhando
sistematicamente as variações do IBOVESPA. Sendo assim, o beta mede a volatilidade de uma ação em
relação à de uma ação média, que, por definição, tem o beta=1,0. Portanto, o beta se baseia em dados
passados, tendo em vista a utilização de dados anteriores para cálculo do índice.
O beta de uma carteira será a média ponderada dos betas das ações individuais das carteiras
(multiplicado pela proporção de ação na carteira).
Obs.: O beta é calculado mediante regressão linear de séries históricas dos dois ativos ou
investimentos separados.

7.17 LMT – Linha de Mercado de Títulos ou SML

Portanto, o risco diversificável pode ser eliminado pela diversificação e o risco sistemático tem
seu comportamento comparado com o mercado através do índice beta. Assim, como definir qual o
retorno esperado de uma ação ou título? Alguns conceitos antes são necessários para responder essa
questão.
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Taxa de retorno do ativo livre do risco

A Taxa de retorno livre do risco é aquela cujo retorno esperado seria igual ao retorno efetivo,
ou seja, aquela em que não há variância no retorno. Embora teoricamente não seja mais correto
afirmar, é como se fosse a taxa mínima de retorno para um ativo sem risco. Poupança e CDI são
exemplos clássicos de taxa de retorno livre do risco no Brasil. Nos EUA, é o título do tesouro o
parâmetro utilizado.

Taxa de retorno do mercado

É a taxa de retorno auferida, na média, pelo mercado. No Brasil, pode-se considerar o
IBOVESPA ou IBX como parâmetros. Assim, para a definição de qual o retorno esperado em um
investimento, utiliza-se a seguinte fórmula (GITMAN, 2002):

Resp = Rlivre + (β x (Rmerc - Rlivre))
Em que:
Resp = Retorno esperado do título ou ação
Rlivre = Retorno livre do risco
β = Índice beta do título ou ação
Rmerc = Retorno de mercado

Concluindo: Qual o real objetivo da Linha de Mercado dos Títulos na administração financeira?
Gráfico 3 - Gráfico da Linha do Mercado de Títulos





Exercício – Risco e Retorno



Fonte: Adaptado de (GITMAN, 2002)
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Custo de Capital

8.1 - Considerações iniciais

Quando da avaliação de investimentos, das alternativas
estudadas (VPL, TIR, Índice de Rentabilidade), era necessário
definir a taxa mínima de atratividade ou custo de capital. A partir
de agora, a definição primordial passa a ser de financiamento e
não mais de investimento.
Portanto, torna-se indispensável saber qual a taxa
mínima de retorno que a empresa ou investidor irá exigir de seus
investimentos, sejam estes financiados por capital do acionista
(próprio) ou por terceiros.

8.2 - O que é Custo de Capital?

De acordo com (GROPPELLI, et al., 1999), o custo de
capital é a taxa de retorno que uma empresa deve pagar aos
investidores a fim de induzi-los a comprar ações e títulos.
Já para (GITMAN, 2002), o custo de capital é a taxa de
retorno mínima exigida para um novo investimento.
Em sua estrutura de capital, uma empresa remunera seus
acionistas e sócios através de dividendos, distribuições de lucro e
outros; por outro lado, existem terceiros que ajudam a financiar
as atividades da empresa (bancos, fundos de pensão, entre
outros). Portanto, o custo de capital da empresa deve abranger a
remuneração exigida pelos sócios e acionistas e mais a
remuneração exigida pelos terceiros, ponderado, logicamente,
pela participação de cada um no capital da empresa. Assim,
pode-se dividir o custo de capital da empresa em (i) próprio e (ii)
terceiro.

8.3 - Custo de Capital Próprio

O custo de capital próprio corresponde ao retorno que os
investidores, sejam acionistas ou sócios exigem pelo
investimento nas ações da empresa ou participação direta no
capital social da empresa. (ROSS, et al., 2000)
Diversos autores definem diferentemente a abordagem
QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO


Decisões de
investimento
x
Decisões de
financiamento


O que é o Custo de
Capital?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO


Custo de Capital

Custo de Capital
Próprio

Custo de Capital de
Terceiros

Custo de Capital Médio
Ponderado



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do custo de capital próprio. Nesse material, será utilizada a abordagem de ROSS, entendendo tratar-se
da mais simples, didática e aplicável à realidade brasileira.
Segundo (ROSS, et al., 2000), existem duas abordagens para se calcular o custo de capital
próprio:
a) Modelo de Crescimento de Dividendos ou Modelo de Gordon; e
b) Modelo SML ou Linha de Mercado de Títulos (visto no capítulo anterior);

Ao final, será apresentada ainda a metodologia de cálculo da ação preferencial.

Modelo de Crescimento de Dividendos ou Modelo de Gordon

A remuneração de um acionista consiste basicamente nos dividendos
1
pagos pela empresa.
Supondo que os dividendos de uma empresa tendem a crescer a uma taxa constante, o retorno exigido
pelo acionista será o percentual do dividendo em relação ao valor da ação, acrescido da taxa de
crescimento do dividendo.

Rexig = D/Po + g

Po = preço corrente da ação ordinária
D = dividendo por ação esperado no final do ano 01
Rexig = taxa de retorno exigida sobre a ação ordinária
g = taxa anual de crescimento constante dos dividendos






1
Dividendos é a parcela do lucro apurado pela empresa, que é distribuída aos acionistas por ocasião do
encerramento do exercício social (balanço). Pela lei das S/A' s, deverá ser distribuído um dividendo de no mínimo
25% do lucro líquido apurado, e sempre em dinheiro (moeda corrente). Os dividendos podem ter periodicidade
diversa: mensal, trimestral, semestral, anual, etc., desde que conste no estatuto da empresa o período
determinado. A Assembléia Geral Ordinária (AGO) é quem determina a parcela a ser distribuído como dividendo,
de acordo com os interesses da empresa, através da manifestação de seus acionistas. O montante a ser distribuído
deverá ser dividido pelo número de ações emitidas pela empresa, de forma a garantir a proporcionalidade da
distribuição. (WIKIPÉDIA, 2007)

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Exemplo:
Po = R$ 50
D = R$4
g = 5%
Ks = ??
R.: 13% é o retorno mínimo exigido pelo acionista


Modelo SML ou Linha de Mercado de Títulos

Para o modelo SML, conforme visto no capítulo anterior, o custo de capital próprio é calculado
da seguinte forma:

Resp = Rlivre + (β x (Rmerc - Rlivre))
Em que:
Resp = Retorno esperado do título ou ação ou Custo de Capital Próprio
Rlivre = Retorno livre do risco
β = Índice beta do título ou ação
Rmerc = Retorno de mercado

Exemplo:
Rlivre = 7%
β = 1,50
Rmerc = 11%

Resp = 7% + [1,5 x (11% - 7%)]
Resp = 7% + 6% = 13%.



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Tabela 1 - Vantagens e desvantagens dos dois modelos
MODELO VANTAGENS DESVANTAGENS
Crescimento de dividendos - Simples de calcular;
- Fácil de ser compreendida e
utilizada;
- Só é aplicável a empresas que
paguem dividendos;
- O pressuposto de que os
dividendos crescem a uma taxa
constante é forçado;
- Não considera o risco
explicitamente;
SML - Considera o risco, uma vez que
trabalha com o beta;
- Aplicado não somente às
empresas que pagam
dividendos;
- O retorno de mercado deve ser
estimado, o que torna o modelo
mais impreciso;
- Por utilizar o beta, o futuro
está sendo projetado com base
no passado, o que nem sempre
será necessariamente seguido.
Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000).


Custo da ação preferencial

A diferença básica entre uma ação ordinária e preferencial é que a ordinária dá direito a voto
ao acionista, enquanto que a ação preferencial tem prioridade na distribuição de dividendos. Por isso,
as ações preferenciais tendem a ter um custo menor que o das ações ordinárias (Modelo de Gordon),
porque são menos arriscadas que aquelas quanto ao recebimento de dividendos. Os acionistas
preferenciais não exigem uma remuneração, a empresa é que a oferece; no entanto se esta não for
satisfatória, provavelmente não comprarão ações da empresa. (LEMES JR, et al., 2001)
Diferentemente dos EUA, onde a ação preferencial é considerada capital de terceiros, sendo
sua remuneração fixa e predeterminada; no Brasil, a ação preferencial é considerada capital próprio e
sua remuneração variável. A idéia americana de que a ação preferencial é capital de terceiro driva da
questão de que o único interesse do acionista é pela liquidez do título e não pela tomada de decisão da
empresa (acionista ordinário).
A forma de cálculo da ação preferencial é:

Rexig = D/P0
Em que:
Rexig = Retorno exigido pela ação preferencial
D = Dividendo a ser pago
P0 = Preço da ação preferencial



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8.4 - Custo de Capital de Terceiros

O Custo de Capital de Terceiros consiste na taxa de juros sobre o capital de terceiros, menos a
redução do imposto proveniente do fato dos juros serem dedutíveis do LAJIR. Segundo (LEMES JR, et
al., 2001), o custo de capital de terceiros é o retorno que os banqueiros exigem por seus recursos.

Custo de Capital de terceiros =
ˈ(1-ˇr)
͹t

Em que:
J = juros do empréstimo ou financiamento;
Ir = alíquota de Imposto de Renda
Ct = total do capital de terceiros tomado

8.5 - Custo de Capital Médio Ponderado

O Custo de Capital Médio Ponderado é a média ponderada dos custos dos componentes capital
de terceiros, ações preferenciais e ações ordinárias. Para (GITMAN, 2002), o custo de capital médio
ponderado reflete o futuro custo médio esperado de fundos da empresa a longo prazo; é encontrado
ponderando-se o custo de cada tipo específico de capital por sua proporção na estrutura de capital da
empresa.

CCMP = CCPróprio x %Part. CCP + CCTerceiros x %Part. CCT

Qual o capital mais barato: Próprio ou de Terceiro?

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
__________________________________________________________________
8.6 - Algumas questões finais

• A questão do custo de capital de divisões e projetos;
• A questão da abordagem subjetiva;
• A questão do benchmarking como certificador do custo de capital

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Exercício – Custo de Capital




























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Alavancagem e
Estrutura de Capital

9.1 - A questão da estrutura de capital

Conforme visto no capítulo anterior, o custo de capital
médio ponderado retrata o custo de capital próprio e de terceiros,
de acordo com a proporção financiada por cada um.
A principal razão para estudar o custo de capital está na
questão de que o valor da empresa será maximizado quando o
custo de capital da empresa estiver minimizado, ou seja, a
empresa gastará menos para financiar seus recursos (GITMAN,
2002).
Assim, pode-se definir a estrutura ótima de capital como
aquela que proporciona o menor custo de capital médio
ponderado, maximizando, dessa forma, o valor da empresa.

9.2 - Alavancagem

De acordo com (GITMAN, 2002), a alavancagem é o uso
de ativos ou recursos com um custo fixo, a fim de aumentar os
retornos dos proprietários da empresa.
Já o site (INVESTSHOP, 2007), a alavancagem é o
conceito que define o grau de utilização de recursos de terceiros
para aumentar as possibilidades de lucro, aumentando
conseqüentemente o grau de risco da operação.
Ainda de acordo com (GITMAN, 2002), existem três
tipos básicos de alavancagem: operacional, financeira e total. A
alavancagem operacional é determinada pela relação entre as
receitas de vendas da empresa e seu LAJIR. A alavancagem
financeira refere-se à relação entre o LAJIR e o lucro por ação e a
alavancagem total é determinada pela relação entre a receita de
vendas da empresa e o lucro por ação.

9.3 - Alavancagem Financeira e o seu efeito

A alavancagem financeira, de acordo com (GITMAN,
2002) é a capacidade da empresa de usar encargos financeiros
fixos a fim de maximizar os efeitos de variações no LAJIR sobre
os lucros por ação da empresa. Já (GROPPELLI, et al., 1999)
define como o efeito de uma mudança no lucro por ação como
QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO


Custo de Capital
Próprio x Custo de
Capital de Terceiros:
qual a composição
ideal?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO

Alavancagem

Alavancagem
Financeira

Risco Operacional

Risco Financeiro

Estrutura ótima de
capital



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resultado de uma mudança no LAJIR.
Exemplo:
Uma empresa tem um capital total de R$ 8 milhões, todo constituído por capital próprio,
através de 400.000 ações ao preço de R$ 20,00. A empresa decide terceirizar parte da dívida da
empresa, totalizando R$ 4 milhões de capital de terceiros. A taxa de juros cobrada pelo valor é de 10%
ao ano.
Supondo que a empresa trabalhe com 03 cenários de desempenho prováveis: recessão,
esperado e expansão.

Estrutura de Capital Corrente: Sem Dívidas
RECESSÃO ESPERADO EXPANSÃO
LAJIR R$ 500.000 R$ 1.000.000 R$ 1.500.000
Juros 0 0 0
Lucro Líquido R$ 500.000 R$ 1.000.000 R$ 1.500.000
ROE 6,25% 12,50% 18,75%
LPA R$ 1,25 R$ 2,50 R$ 3,75


Estrutura de Capital Corrente: R$ 4 milhões de capital de terceiros
RECESSÃO ESPERADO EXPANSÃO
LAJIR R$ 500.000 R$ 1.000.000 R$ 1.500.000
Juros R$ 400.000 R$ 400.000 R$ 400.000
Lucro Líquido R$ 100.000 R$ 600.000 R$ 1.100.000
ROE 2,50% 15,00% 27,50%
LPA R$ 0,50 R$ 3,00 R$ 5,50


Percebe-se que o ROE (Retorno sobre Capital) e o LPA (Lucro por ação) são relativamente
maiores com a estrutura alavancada, a partir de determinado momento, uma vez que no cenário
de recessão o montante de juros representa quase a totalidade do LAJIR. À medida que o LAJIR vai
aumentando e o montante de juros permanece o mesmo, aumenta-se o valor do ROE e LPA,
principalmente porque agora o capital próprio é de apenas R$ 4 milhões.

9.4 - Alavancagem Financeira e o LAJIR de equilíbrio

Conforme visto anteriormente, percebe-se que, a partir de determinado momento, compensa-
se utilizar capital de terceiros. Portanto, torna-se necessário descobrir o ponto de equilíbrio do LAJIR,
ou seja, o valor inicial de LAJIR que permita trabalhar alavancado com maiores ganhos.


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Tabela do Ponto de Equilíbrio do LAJIR










Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000)

O GAF – Grau de Alavancagem Financeira é determinado pela seguinte fórmula:

GAF =
Ͳͷ΂|ͷçãͿ ΀e΂͹e;tuͷͼ ;Ϳ ͮPA
Ͳͷ΂|ͷçãͿ ΀e΂͹e;tuͷͼ ;Ϳ ͮAͬͫR


9.5 - Estrutura de capital e Valor da Empresa – Proposição I de M&M: Modelo de
pizza

Conforme visto anteriormente, a estrutura de capital da empresa é definida pela quantidade de
capital próprio e capital de terceiros envolvidos na composição da empresa.
De acordo com Modigliani e Miller (M&M), o valor da empresa independe de sua estrutura de
capital. A forma com que a empresa divide seu capital não interfere no tamanho do ativo gerado pela
empresa. Essa proposição ficou conhecida como o modelo de Pizza de M&M, dada a ilustração de que,
na verdade, a o tamanho da pizza é igual em ambos os casos, variando apenas a forma como ela é
dividida.
Porém, conforme bem coloca (LEMES JR, et al., 2001), na prática, o que ocorre é que o
endividamento pode ser vantajoso porque a mudança da estrutura de capital pode reduzir o imposto
de renda a pagar, tornar o custo de capital menor e aumentar o valor da empresa. Uma crítica sobre o
modelo de pizza de M&M é que os pressupostos são de mercado perfeito e ideal – sem impostos, com
ampla e perfeita divulgação de todas as informações e sem custos de transação, o que efetivamente não
ocorre.

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9.6 - Risco Operacional e Risco Financeiro

O custo de capital próprio pode ser dividido em duas partes: o risco operacional e o risco
financeiro. O risco operacional diz respeito às operações da empresa, ou seja, é o risco que a empresa
corre de não gerar receitas suficientes para cobrir seus custos operacionais. Já o risco financeiro é o
risco que a empresa corre por utilizar o capital de terceiros, ou seja, é resultado direto da decisão de
financiamento da empresa, tendo em vista o risco existente pelo alto volume de amortizações e juros a
pagar. Em suma, é o risco de não gerar lucro suficiente para arcar com o principal e juros dos
empréstimos de terceiros. É o que os autores definem como o custo da inadimplência ou custo de
falência. Dentre outros aspectos, Modigliani e Miller revelam que, à medida que uma empresa se torna
mais endividada, o maior risco da empresa é assumido pelos acionistas, os quais, por conta disso,
passam a exigir um retorno mais elevado.

9.7 - O benefício fiscal do capital de terceiros

Os juros pagos a título de empréstimo (capital de terceiros) são dedutíveis da base tributável
dos impostos sobre resultado (IRPJ e CSLL). Assim, a empresa consegue gerar uma economia no valor
de impostos a recolher conforme demonstrado na tabela abaixo:

Tabela 2 - Benefício fiscal do uso de capital de terceiros
EMPRESA A EMPRESA B
LAJIR
Juros
Lucro Tributável
IR e CSLL
Lucro Líquido

Vale ressaltar que, para empresas que apresentem prejuízo contábil, esse benefício não surte
qualquer efeito.
Concluindo, o custo de capital de terceiros definitivamente torna-se mais barato do que o custo
de capital próprio para a empresa. Então, nessa lógica, seria interessante para a empresa trabalhar
sempre com capital de terceiros? Integralmente não, até pelo alto risco financeiro incorrido nessa
situação, uma vez que ao mesmo tempo que a empresa ganha benefício fiscal com os juros, sua
capacidade de gerar lucro compromete-se com o alto montante de amortização e juros dos
empréstimos. Portanto, existe uma determinada composição que aproveita os benefícios do baixo
custo de capital de terceiros sem no entanto comprometer em demasia a geração de lucros da empresa.
É o ponto ótimo da estrutura de capital ou estrutura ótima de capital.

9.8 - Estrutura ótima de capital

De acordo com (GITMAN, 2002), uma empresa obtém a maximização de seu valor quando o
custo total de capital é mínimo, ou seja, quando o custo médio ponderado de capital é mínimo.
Conforme foi visto anteriormente, o mix ideal de relação entre o capital próprio e capital de terceiro é
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que vai possibilitar ter uma estrutura ótima de capital, tendo em vista que terá o seu custo médio
ponderado de capital mínimo. (ROSS, et al., 2000) explica bem essa situação: “a empresa toma
emprestado o ponto no qual o benefício fiscal de um dólar adicional de capital de terceiros é
exatamente igual ao custo oriundo do aumento da probabilidade de dificuldades financeiras” (p. 353).

Gráfico 4 – Estrutura ótima de capital
















Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000)

Assim, não seria prudente afirmar que exista uma única intersecção que corresponderia
exatamente ao ponto ótimo da estrutura de capital. O importante nesse ponto é atentar-se para o
trade-off colocado na questão: benefício fiscal x dificuldades financeiras. Ou seja, a empresa deve
ponderar até em que ponto consegue se endividar sem comprometer sua geração de lucro, de forma a
reduzir seu custo de capital, sem no entanto abdicar da pontualidade de seus compromissos
(pagamento das dívidas).





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Exercícios de Alavancagem Financeira e Estrutura de Capital




























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Dividendos e Política
de Dividendos

10.1 O que é dividendo?

O termo dividendo refere-se normalmente à distribuição
de lucros em dinheiro. Formalmente, (ROSS, et al., 2000) define
dividendos como as distribuições de lucros da empresa aos
acionistas, sob a forma de dinheiro ou ações. Para os casos de
empresas LTDA., os dividendos se equivaleriam às distribuições
de lucro.

10.2 Quais os tipos de dividendos?

(ROSS, et al., 2000) enumera quatro tipo de dividendos:
a) Dividendos regulares: são os dividendos
normalmente pagos em dinheiro diretamente aos
acionistas, quatro vezes por ano. São de freqüência
fixa, no curso regular das operações da empresa.

b) Dividendos extraordinários: são dividendos extras
que não têm obrigatoriedade de freqüência e
periodicidade definida.

c) Dividendos especiais: são dividendos extras, de
caráter único e não repetitivo.

d) Dividendos de liquidação: significa a distribuição pela
liquidação total ou parcial da empresa.


10.3 Método de pagamento de dividendos no
Brasil

A regulamentação nacional sobre o pagamento de
dividendos no Brasil foi transcrita da Lei das Sociedades por
Ações (S/A´s) e encontra-se no Anexo 01.


QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO


A empresa deve
distribuir dividendos ou
ela mesmo deve
reinvestir para os
acionistas?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO


Dividendos

Tipos de Dividendos




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10.4 A política de dividendos é relevante ou irrelevante?

Em se tratando de política de dividendos, (ROSS, et al., 2000) coloca bem:
“os dividendos são pagos em dinheiro, e dinheiro é algo de
que todo mundo gosta. A questão que discutiremos aqui é se a
empresa deve distribuir dinheiro agora ou investir para
distribuí-lo mais tarde. A política de dividendos, portanto, é a
maneira pela qual os dividendos são distribuídos no tempo”
(p.369).

De acordo com (LEMES JR, et al., 2001), em um mercado perfeito, sem risco, impostos e custo
de transação, a teoria da irrelevância dos dividendos defende que a política de dividendos de uma
empresa não afeta seu valor de mercado, pois este é afetado apenas pela sua capacidade de gerar lucros
e pelo risco de seus ativos. Algumas considerações sobre:
a) Índice de distribuição dos dividendos
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) Financiamento x retenção de dividendos
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

c) Permanência do valor e preferência fiscal
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________



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Teoria da relevância dos dividendos

Segundo (LEMES JR, et al., 2001), a teoria da relevância dos dividendos defende que, quanto
mais dividendos forem distribuídos pela empresa, maior será o preço de suas ações e menor será o
custo do seu capital próprio.

a) Índice de distribuição dos dividendos
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) Dividendos como um resíduo passivo
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

c) Conteúdo informacional dos dividendos
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

d) Impostos pagos pelo investidor
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________


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e) Custos de lançamento e transação
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

10.5 Teoria residual dos dividendos

De acordo (LEMES JR, et al., 2001), a teoria residual dos dividendos defende que os
dividendos pagos pela empresa seriam o montante remanescente após todas as oportunidades de
investimento aceitáveis terem sido aproveitadas.

10.6 Determinação da política de dividendos

O que é política de dividendos?

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Fatores que afetam a política de dividendos

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________


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Tipos de políticas de dividendos

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

10.7 Instrumentos da política de dividendos

Distribuição de dividendos

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Desdobramento de ações (Splits)

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

Plano de recompra de ações

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
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Planos de reinvestimento

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

10.8 Juros sobre capital próprio

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________


10.9 Relações com investidores

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________


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Obtenção de Capital
2


11.1 Capital de Risco

Antes de iniciar esse capítulo, convém distinguir a
captação de recursos ou obtenção de capital em duas partes: a
primeira, voltada para empreendedores que desejam lançar um
produto e não dispõe de qualquer ativo para garantir a operação
(Capital de Risco). A segunda, para empresas já atuantes no
mercado, será a captação através de oferta pública de ações.
O Capital de Risco refere-se a financiamento para novos
empreendimentos. Normalmente operam sem nenhuma garantia
de sucesso. Trabalham com a hipótese de alavancagem e sucesso
do negócio, o que certamente geraria altos lucros com a venda da
patente ou da empresa propriamente dita.

11.2 Roteiro para Trabalho em Grupo

Apresentação de seminário sobre os seguintes temas:
1. A captação de recursos nas micro e pequenas
empresas;
2. IPO – Oferta Inicial de Ações;

• Apresentação de 40 minutos sobre o tema;
• Grupos de 05 a 08 pessoas;
• Atendimento às perguntas pré-formuladas pelo
professor;
• Apresentação em data-show;
• Trabalho impresso (mínimo de 20 páginas e máximo de
40 páginas);
• Bibliografia com no mínimo 05 fontes, exceto sites.
• O conteúdo dos seminários será exigido na AV02.





2
Conteúdo a ser trabalhado em seminário em sala de aula.
QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL
DO CAPÍTULO


Como captar capital
no mercado?

Como abrir capital em
Bolsas de Valores?

Até quando
compensa?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO

Capital de Risco

IPO





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Planejamento
Financeiro de Curto
Prazo

12.1 Conceitos iniciais

Antes de iniciar o capítulo, alguns conceitos contábeis
precisam ser relembrados.
Em um balanço, o ativo total deve equivaler ao passivo
total. Assim, pode-se escrever que:

ATIVO CIRCULANTE + ARLP + ATIVO PERMANENTE
=
PASSIVO CIRCULANTE + PELP + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Paralelo a isso, é importante retomar o conceito de
capital de giro líquido ou capital circulante líquido. Para
(GITMAN, 2002), capital circulante líquido é a diferença entre o
ativo circulante e o passivo circulante.
Portanto, ao substituir na equação a fórmula: ATIVO
CIRCULANTE – PASSIVO CIRCULANTE = CAPITAL DE GIRO
LÍQUIDO, ter-se-ia:
CAP. GIRO LÍQUIDO + ARLP + ATIVO PERMANENTE
=
PELP + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Como o Capital de Giro Líquido corresponde ao: Caixa +
Outros Ativos Circulantes – Passivo Circulante, a equação final
pode ser:
CAIXA = PELP + PL + PC – OUTROS AT. CIRCULANTES – AT.
PERMANENTE - ARLP
Com isso, conclui-se que nos grupos em que há o sinal de
+ , um aumento destes provoca um aumento de caixa, enquanto
QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO

Qual o nível razoável de
caixa a ser mantido
para o pagamento de
contas de uma
empresa?

Quanto a empresa deve
tomar emprestado a
curto prazo?

Quanto crédito deve ser
concedido aos clientes?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO

Capital de Giro Líquido

Ciclo Operacional

Ciclo de Caixa

Orçamento de caixa



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que o sinal – provoca uma redução de caixa.

Tabela 3 – Eventos que interferem o caixa
ATIVIDADES QUE AUMENTAM O CAIXA
Fontes de Caixa
ATIVIDADES QUE REDUZEM O CAIXA
Aplicações de Caixa
Aumento do exigível a longo prazo Redução do exigível a longo prazo
Aumento do patrimônio líquido Redução do patrimônio líquido
Aumento de passivos circulantes Redução de passivos circulantes
Redução dos ativos circulantes Aumento dos ativos circulantes
Redução dos ativos de longo prazo e permanentes Aumento dos ativos de longo prazo e permanentes
Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000)

12.2 Ciclo operacional e ciclo de caixa

Ciclo operacional, de acordo com (ROSS, et al., 2000) é o ciclo completo que vai desde o
momento de compra da mercadoria até o momento do recebimento de caixa. Já o ciclo de caixa, de
acordo com (LEMES JR, et al., 2001) compreende o período em que os recursos da empresa foram
utilizados para o pagamento dos bens e matérias-primas até o recebimento pela venda do produto
acabado.

Figura 2 – Linha do tempo para o ciclo de caixa e o ciclo operacional












O período que vai da compra de matéria-prima até o pagamento da matéria-prima é chamado
de período de contas a pagar ou período médio de pagamento. Portanto, conclui-se que o ciclo
operacional é o ciclo de caixa + período médio de pagamento.


Compra de
matéria-prima
Venda do produto
Pagamento da
matéria-prima
Recebimento da
venda do produto
Ciclo Operacional
Ciclo de caixa
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12.3 Ciclo operacional e ciclo de caixa – Como calcular

No ciclo operacional, pode-se dividir a linha do tempo em duas partes: uma primeira etapa
que seria a idade média dos estoques ou prazo médio de estocagem. A segunda, que seria o prazo
médio de recebimento.
1º passo: Calcular o prazo médio de estocagem. Informações necessárias: CMV e
Estoques (Médio).







2º passo: Calcular o prazo médio de recebimento. Informações necessárias:
Duplicatas a Receber e Vendas (diárias).







Em seguida, somam-se os dois prazos para encontrar o ciclo operacional.

Como o ciclo de caixa é o ciclo operacional menos o período médio de pagamento, resta saber
apenas este último. O período médio de pagamento é calculado através da seguinte fórmula:
˙˩ro ˤ˥ conˮos o po˧or =
CNv
Saluo méuio ue Contas a Pagai



Pe΂iͿdͿ ͽéd|Ϳ de ΀ͷgͷͽe;tͿ =
3ó5 dˇ˅s
Cˇrˍ de Cˍˌt˅s ˅ P˅g˅r

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(LEMES JR, et al., 2001) concluem bem em relação ao estudo dos ciclos:

“A análise do Ciclo de Caixa também indica a necessidade de
determinação de ações que visem encurtá-lo, pois quanto
mais longo for o Ciclo de Caixa, maior será a necessidade de
recursos financeiros para o financiamento dos valores
aplicados em estoques e contas a receber. Sem dúvida, a
política que objetiva trabalhar com ciclos operacionais e
ciclos de caixa reduzidos deverá tornar mais difícil a gestão
financeira e operacional, pois exigirá lidar com recursos
escassos em caixa, imporá limitações nas políticas de crédito,
o que dificultará a realização das vendas, e forçará a
empresa a trabalhar com estoques reduzidos de matérias-
primas e produtos acabados.” p. 416-417.

Em se tratando de investimento em ativo circulante que cubra o ciclo de caixa, (ROSS, et al.,
2000) coloca que depende da magnitude do investimento em ativo circulante que a empresa queira
adotar. O autor enumera dois tipos:

a) Política financeira flexível: é aquela que mantém uma proporção relativamente
elevada entre ativo circulante e vendas, priorizada pelo endividamento a longo prazo.
Assim, o investimento em ativo circulante seria maior, já que se teria uma manutenção de
saldos mais elevados de caixa e contas a receber, além de políticas de estoque elevado e
maior liberdade de crédito junto ao cliente.

b) Política financeira restritiva ou agressiva: é aquela que mantém um quociente
baixo entre o ativo circulante e vendas, priorizada pelo endividamento de curto prazo.
Assim, o investimento em ativo circulante é menor, já que se mantém saldos mais
reduzidos de caixa e contas a receber, além de políticas de estoque reduzido e redução de
vendas a prazo.
Naturalmente, como a política agressiva exige um volume menor de investimento no ativo
circulante, algumas outras conseqüências podem ocorrer: um volume de vendas menor em virtude do
crédito restrito, falta de mercadoria em estoque para o cliente, interrupções no processo produtivo por
falta de estoque. Portanto, o importante é equilibrar os custos envolvidos com os investimento no ativo
circulante (custos de carregamento) e os custos de falta, de forma a atingir o ponto ideal para a
empresa.
Quanto ao custo de carregamento, pode-se defini-lo como os custos que crescem com o
aumento do nível dos investimentos em ativos circulantes. Ex.: Custo de estocagem, custo de crédito
ao cliente, custo de oportunidade do investimento. Já o custo de falta é o custo que cai com o aumento
do nível de investimentos em ativos circulantes. Ex.: custo de empréstimo de curto prazo, custo de
máquina parada por falta de estoque, entre outros.
Os gráficos seguintes mostram as duas políticas de financiamento (flexível e restritiva) e
aponta o modelo ótimo de política de financiamento, em que o nível de investimento de ativo
circulante empregado atinge o ponto mínimo no custo total de investimento em ativos circulantes.

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Gráfico 5 – Política de financiamento flexível









Gráfico 6 - Política de financiamento agressiva ou restritiva









Gráfico 7 - Política de financiamento ótima









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12.4 Qual a melhor política de financiamento?

Não existe um número mágico para essa pergunta. Interessante destacar alguns pontos:
a) Reservas de Caixa
Reservas de caixa mais confortáveis garante tranqüilidade na gestão a curto prazo, porém seu
excesso pode empatar capital e reduzir a rentabilidade dos ativos de capital da empresa.

b) Casamentos de Prazos
O casamento de prazos do ativo e passivo circulante é interessante, uma vez que evita o
financiamento do ativo permanente a curto prazo.

c) Taxas de juros relativas
Avaliar a viabilidade das taxas relativas ao prazo de financiamento. Financiamentos muito
extensos geram custos maiores.
d) Estratégias básicas para redução do ciclo de caixa da empresa
• Retardar os pagamentos da Contas a Pagar;
• Aproveitar os descontos favoráveis;
• Acelerar o giro de estoques e matéria-prima;
• Acelerar os recebimentos de Contas a Receber;

12.5 Orçamento de caixa

O orçamento de caixa, de acordo com (ROSS, et al., 2000), é uma projeção das entradas e
saídas de caixa para o período de planejamento seguinte. Em seguida, será apresentado um modelo de
orçamento de caixa.










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Exercícios de Planejamento Financeiro de Curto Prazo





























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Administração do
Capital de Giro


13.1 Float e Gestão do Caixa

Conforme visto anteriormente, a liquidez é a capacidade
de transformar ativo em moeda, ou seja, é o grau de monetização
do ativo. Por quê é importante existir o caixa? Por quê é
interessante deixá-lo no menor nível possível?
Existem três motivos importantes para se ter caixa
(liquidez), de acordo com John Keynes citado por (ROSS, et al.,
2000)
3
:

a) Motivo Especulação
A necessidade de manter caixa para tirar proveito de
oportunidades de investimento, como por exemplo, desconto em
compras, taxas de juros atraentes, flutuações favoráveis de
câmbio.

b) Motivo Transação:
Precisa-se manter caixa para pagamento de despesas e
movimentação financeira da empresa. Como as entradas de caixa
não são perfeitamente sincronizadas, existe um espaçamento ou
descasamento entre receitas e despesas que é preciso ser coberto
pelo caixa.
c) Motivo Precaução:
O saldo de caixa por precaução é uma reserva de liquidez
suficiente para arcar com eventuais desembolsos não-previstos,





3
Em seu estudo “A Teoria Geral do Emprego”.
QUESTÕES PARA
DISCUSSÃO INICIAL DO
CAPÍTULO


Por quê é interessante
manter o caixa da
empresa no menor nível
possível?






CONCEITOS A SEREM
DEFINIDOS NESSE
CAPÍTULO


Alavancagem
Operacional

Alavancagem
Financeira

Estrutura ótima de
capital



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trazendo assim, certa margem de segurança das operações da empresa.

O que é float?

De acordo com (ROSS, et al., 2000), float é a diferença existente entre o saldo contábil e o
saldo bancário disponível, representada principalmente pelos cheques não-sacados. A gestão de float é
exatamente administrar os saldos reais disponíveis da empresa, de forma a minimizar eventuais gastos
com empréstimos de curtíssimo prazo ou saldos negativos em conta.


13.2 Gestão de Caixa: Recebimentos, Desembolsos e Aplicações

Conforme visto anteriormente, a liquidez é a capacidade de transformar ativo em moeda, ou
seja, é o grau de monetização do ativo. Por quê é importante existir o caixa? Por quê é

Algumas rápidas considerações sobre recebimentos

a) Boletos bancários;
b) Protesto;
c) Endosso de títulos;
d) Datas-chave para recebimento;
e) Margem de Segurança;

Algumas rápidas considerações sobre desembolsos

a) Maximização no prazo para pagamento;
b) Conta mestre –> Distribuição contas específicas para despesas. Ex.: Matriz – Filial;

Algumas rápidas considerações sobre aplicações

a) Aplicação de reservas em fundos de curto prazo;
b) A questão do IOF;
c) A questão do financiamento sazonal: alta/baixa temporada; inverno/verão; chuva/sol;
entre outros.




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Gráfico 8 – Demanda sazonal de caixa










Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000).

d) A questão da remuneração do saldo médio bancário;

Em que aplicar no curto prazo?

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

13.3 Créditos e Contas a Receber

O crédito pode ser encarado, à primeira vista, como um grande inimigo do contas a receber,
uma vez que estende o prazo de recebimento e o pior, aumenta o risco de inadimplência. A
importância do crédito reside no fato de ser um grande estímulo às vendas. Certamente a área
comercial da empresa deverá participar da definição da política de crédito, que consiste basicamente
em:

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a) Condições de venda
Nesta etapa, são definidos o prazo do crédito, o desconto para pagamento à vista e o tipo de
instrumento de crédito, este último tendo como maior exemplo o cheque e cartão de crédito.
Como calcular o desconto antecipado? (Relembrando Matemática Financeira)

















Gráfico 9 - Política ótima de crédito


















Fonte: Adaptado de (ROSS, et al., 2000), p.450.


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b) Análise de Crédito
Corresponde basicamente à coleta de informações sobre o comprador e determinação de risco.
A coleta de informações é feita através de Balanços, DRE`s (para empresas), SERASA, SPC e órgão de
proteção ao crédito, além do histórico de compras anteriores do comprador.
Já a determinação do risco é feita, de acordo com (ROSS, et al., 2000), através da análise do s
5 C´s do crédito, a saber:
a) Caráter: trata da disposição do cliente em pagar;
b) Capacidade: capacidade de geração de fluxo de caixa com base no que o cliente
atua.
c) Capital: nível de reservas financeiras;
d) Collateral (garantias): ativos oferecidos como garantia em caso de inadimplência;
e) Condições: condições econômicas do setor de atuação do cliente;

c) Política de Cobrança
Envolve basicamente o acompanhamento das contas a receber para detectar dificuldades e
conseguir o pagamento das contas vencidas. O acompanhamento das contas a receber pode ser feito
através do PMR ou quadro de idades. Através do quadro de idades, é possível avaliar o nível de
inadimplência dos clientes.


13.4 Principais modalidades de crédito bancário

a) Desconto de títulos

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

b) Conta Garantida ou Crédito Retroativo

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

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c) Operação de Vendor

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

d) Factoring

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
















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APÊNDICE
4


SEÇÃO III
Dividendos
Origem
Art. 201. A companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de
lucros acumulados e de reserva de lucros; e à conta de reserva de capital, no caso das ações
preferenciais de que trata o § 5º do artigo 17.
§ 1º A distribuição de dividendos com inobservância do disposto neste artigo implica
responsabilidade solidária dos administradores e fiscais, que deverão repor à caixa social a
importância distribuída, sem prejuízo da ação penal que no caso couber.
§ 2º Os acionistas não são obrigados a restituir os dividendos que em boa-fé tenham recebido.
Presume-se a má-fé quando os dividendos forem distribuídos sem o levantamento do balanço ou em
desacordo com os resultados deste.
Dividendo Obrigatório
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a
parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de
acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores:
(Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e (Incluída pela Lei nº
10.303, de 2001)
b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art. 195) e reversão da
mesma reserva formada em exercícios anteriores; (Incluída pela Lei nº 10.303, de 2001)
II - o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I poderá ser limitado ao
montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado, desde que a diferença seja registrada
como reserva de lucros a realizar (art. 197); (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
III - os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e se não tiverem
sido absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser acrescidos ao primeiro
dividendo declarado após a realização. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)





4
Retirado da Lei das S/A
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§ 1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital
social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e minúcia e
não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria.
§ 2o Quando o estatuto for omisso e a assembléia-geral deliberar alterá-lo para introduzir
norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento)
do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de
2001)
§ 3o A assembléia-geral pode, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente,
deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório, nos termos deste artigo, ou a retenção de
todo o lucro líquido, nas seguintes sociedades: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures não
conversíveis em ações; (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
II - companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias abertas que não se
enquadrem na condição prevista no inciso I. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
§ 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício social em que os
órgãos da administração informarem à assembléia-geral ordinária ser ele incompatível com a situação
financeira da companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa
informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à Comissão de Valores
Mobiliários, dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembléia-geral, exposição justificativa da
informação transmitida à assembléia.
§ 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do § 4º serão registrados como
reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser pagos
como dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia.
§ 6o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser distribuídos como
dividendos. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
Dividendos de Ações Preferenciais
Art. 203. O disposto nos artigos 194 a 197, e 202, não prejudicará o direito dos acionistas
preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos a que tenham prioridade, inclusive os
atrasados, se cumulativos.
Dividendos Intermediários
Art. 204. A companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar balanço
semestral, poderá declarar, por deliberação dos órgãos de administração, se autorizados pelo estatuto,
dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço.
§ 1º A companhia poderá, nos termos de disposição estatutária, levantar balanço e distribuir
dividendos em períodos menores, desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do
exercício social não exceda o montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182.
§ 2º O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos
intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço
anual ou semestral.
Pagamento de Dividendos
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Art. 205. A companhia pagará o dividendo de ações nominativas à pessoa que, na data do ato
de declaração do dividendo, estiver inscrita como proprietária ou usufrutuária da ação.
§ 1º Os dividendos poderão ser pagos por cheque nominativo remetido por via postal para o
endereço comunicado pelo acionista à companhia, ou mediante crédito em conta-corrente bancária
aberta em nome do acionista.
§ 2º Os dividendos das ações em custódia bancária ou em depósito nos termos dos artigos 41 e
43 serão pagos pela companhia à instituição financeira depositária, que será responsável pela sua
entrega aos titulares das ações depositadas.
§ 3º O dividendo deverá ser pago, salvo deliberação em contrário da assembléia-geral, no
prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício
social.








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Sumário
CAPÍTULO 07 – RISCO E RETORNO 7.1 7.2 7.3 7.4 7.5 7.6 7.7 7.8 7.9 7.10 - Considerações iniciais ................................................................................................................ 4 - Relação Risco x Retorno ............................................................................................................ 4 - Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada .....................................................................5 - Medidas de Risco ........................................................................................................................ 6 - Análise de Sensibilidade ou Volatilidade .................................................................................. 6 - Definição de Cenários ................................................................................................................ 6 - Curva Normal ou Distribuição de Gauss ................................................................................... 6 - Variância e Desvio-Padrão .......................................................................................................... 7 - Coeficiente de Variação .............................................................................................................. 8 - Exercício Exemplo .................................................................................................................. 8

Exercício sobre Análise de Cenários e Sensibilidade ........................................................................... 9 7.11 7.12 7.13 7.14 7.15 7.16 7.17 Risco de Carteira ...................................................................................................................... 10 Risco Diversificável e Risco de Mercado ................................................................................ 11 Correlação ................................................................................................................................ 11 Diversificação........................................................................................................................... 11 Modelo CAPM – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros .......................................... 11 Coeficiente Beta ....................................................................................................................... 12 LMT – Linha de Mercado de Títulos ou SML ........................................................................ 12

Exercício – Risco e Retorno ................................................................................................................. 13

CAPÍTULO 08 – CUSTO DE CAPITAL 8.1 - Considerações iniciais ............................................................................................................... 14

8.2 - O que é Custo de Capital? ......................................................................................................... 14 8.3 - Custo de Capital Próprio ........................................................................................................... 14

8.4 - Custo de Capital de Terceiros ................................................................................................... 18 8.5 - Custo de Capital Médio Ponderado .......................................................................................... 18

8.6 - Algumas questões finais ............................................................................................................ 18

CAPÍTULO 09 – ALAVANCAGEM E ESTRUTURA DE CAPITAL 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 9.6 9.7 - A questão da estrutura de capital ............................................................................................ 20 - Alavancagem ............................................................................................................................. 20 - Alavancagem Financeira e o seu efeito ................................................................................... 20 - Alavancagem Financeira e o LAJIR de equilíbrio ................................................................... 21 - Estrutura de capital e Valor da Empresa – Proposição I de M&M: Modelo de pizza .......... 22 - Risco Operacional e Risco Financeiro ..................................................................................... 23 - O benefício fiscal do capital de terceiros ................................................................................. 23

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9.8 - Estrutura ótima de capital ....................................................................................................... 23 Exercícios de Alavancagem Financeira e Estrutura de Capital ......................................................... 25

CAPÍTULO 10 – DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 10.6 10.7 O que é dividendo? ................................................................................................................. 26 Quais os tipos de dividendos? ................................................................................................ 26 Método de pagamento de dividendos no Brasil .................................................................... 26 A política de dividendos é relevante ou irrelevante? .............................................................27 Teoria residual dos dividendos .............................................................................................. 29 Determinação da política de dividendos e seus principais instrumentos ........................... 29 Relações com investidores ...................................................................................................... 31

CAPÍTULO 11 – OBTENÇÃO DE CAPITAL 11.1 11.2 Capital de Risco ...................................................................................................................... 32 Roteiro para Trabalho em Grupo .......................................................................................... 32

CAPÍTULO 12 – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 Conceitos iniciais .................................................................................................................... 33 Ciclo operacional e ciclo de caixa........................................................................................... 34 Ciclo operacional e ciclo de caixa – Como calcular ...............................................................35 Qual a melhor política de financiamento? ............................................................................ 38 Orçamento de caixa ................................................................................................................ 38

Exercícios de Planejamento Financeiro de Curto Prazo .................................................................... 39

CAPÍTULO 13 – ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 13.1 13.2 13.3 13.4 Float e Gestão do Caixa .......................................................................................................... 40 Gestão de Caixa: Recebimentos, Desembolsos e Aplicações ................................................ 41 Créditos e Contas a Receber................................................................................................... 42 Principais modalidades de crédito bancário ......................................................................... 44

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Curva Normal................................................................................................................................. 7 Figura 2 – Linha do tempo para o ciclo de caixa e o ciclo operacional .................................................... 34

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Relação Risco x Retorno ............................................................................................................. 4 Gráfico 2- Risco Diversificável e Risco de Mercado ................................................................................... 12 Gráfico 3 - Gráfico da Linha do Mercado de Títulos .................................................................................. 13 Gráfico 4 – Estrutura ótima de capital ....................................................................................................... 24 Gráfico 5 – Política de financiamento flexível ............................................................................................37 Gráfico 6 - Política de financiamento agressiva ou restritiva ....................................................................37 Gráfico 7 - Política de financiamento ótima ...............................................................................................37 Gráfico 8 – Demanda sazonal de caixa ...................................................................................................... 42 Gráfico 9 - Política ótima de crédito ........................................................................................................... 43

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Vantagens e desvantagens dos dois modelos ............................................................................. 17 Tabela 2 - Benefício fiscal do uso de capital de terceiros .......................................................................... 23 Tabela 3 – Eventos que interferem o caixa ................................................................................................ 34

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Já para GITMAN p. Já para GROPPELLI p. 135).2 . p.Considerações iniciais Risco e retorno são variáveis básicas da tomada de decisão de investimentos. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Há investimento livre de risco? O que é o risco? Há relação entre risco e retorno? O que é o Risco Brasil? 7.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Risco e Retorno 7. Quanto maior a volatilidade dos retornos de um investimento. Retorno. de acordo com LEMES JR. www. é o total de ganhos ou de perdas de um proprietário ou aplicador sobre investimentos anteriormente realizados.202). escolhe-se o de menor risco.gestaofinanceira. Genericamente.203). 67.Relação Risco x Retorno Gráfico 1 .com Página 4 .e retorno é a expectativa de receitas de qualquer investimento.Relação Risco x Retorno CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO Risco Retorno Retorno Esperado Risco Brasil Em suma. risco é a possibilidade de prejuízo financeiro. pode-se definir Risco como o grau de incerteza associado a um investimento. o retorno é medido como o total de ganhos ou prejuízos dos proprietários decorrentes de um investimento durante um determinado período de tempo. o risco é uma medida da volatilidade ou incerteza dos retornos. Para GITMAN p.1 . o risco é uma medida de volatilidade ou incerteza dos retornos. maior será o seu risco. Quando dois projetos têm os mesmos retornos esperados.

25% 15% Investimento B Taxa de retorno esperada 1.Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada Retorno esperado ou Taxa de Retorno Esperada é.3 1.70% Investimento B 20% 15% 10% Se multiplicarmos a probabilidade pela taxa de retorno projetada e daí somarmos esse produtos.75% 15% Cenário 01 Cenário 02 Cenário 03 Total 0. levando sempre em consideração os cenários projetados para cada um deles. Ambos os eventos estão sujeitos ao sucesso em relação às condições climáticas do lugar em que serão instalados.Normal Cenário 03: Recessão Econômica Total 0. Vale ressaltar que o retorno esperado difere-se do retorno efetivo apenas por se tratar ex-ante. 1999).50 0. et al.4 0.com Página 5 .25 1.3 . teremos então a taxa de retorno esperada ou retorno esperado.0 Investimento A 100% 15% .3 0. de acordo com (GROPPELLI. a remuneração que os investidores solicitam para manter suas aplicações no ativo considerado.25% 7. enquanto que o retorno efetivo já foi efetivamente conhecido. A probabilidade será usada como forma de quantificar o nível de possibilidade de um projeto ter os seus valores projetados correspondidos efetivamente. Por exemplo: Você está prestes a investir ou em uma franquia de sorvetes do Mc Donalds ou em um parque de diversões.50% 5.25 0.gestaofinanceira. Exemplo: Probabilidade Cenário 01: Expansão Econômica Cenário 02: Estabilidade .50% 4.0 13% 15% 17% 7% 15% 23% www..Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 7.75% 7. Probabilidade Investimento A Taxa de retorno esperada 3.

Além disso. a curva normal é um ganho fundamental em ciência. Segundo a lei dos grandes números de Bernoulli. Portanto. obter coroa em lances de uma moeda de cara e coroa. para o próximo ano seja de 40%. matemáticos suícos. o que resta conhecer o grau de risco envolvido. para fins de análise de risco. Hoje em dia. de um agora é exemplo retorno para o torna-se projetos PORQUÊ CURVA NORMAL? A curva normal. aumenta o número de desvios pequenos.7 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 7. Quanto maior o número de tentativas. tais como Laplace. o mais freqüente. as unidades de risco adotadas serão as medidas de dispersão tradicionalmente trabalhadas pela Estatística: variância. em uma situação de eventos casuais.Medidas de Risco Definido o retorno esperado projeto ou investimento.Análise de Sensibilidade ou Volatilidade É a abordagem comportamental que utiliza inúmeros valores possíveis para uma determinada variável. necessário saber quais dos dois apresentam o menor risco. que a definiu em 1730. Inclusive. O responsável mais direto da curva normal foi Abraham de Moivre. que em 1783 a utilizou para descrever a distribuição dos erros. e Gauss.gestaofinanceira. percebe-se que a taxa de esperada para o Investimento A e Investimento B é a mesma. os erros se distribuem simetricamente em torno da média. e é fundamental para a inferência estatística. O sucesso da descoberta foi rápido e grandes nomes passaram a trabalhar sobre a curva normal. é costume traçar cenários através da ponderação das probabilidades dos mesmos ocorrerem. mas na prática esta probabilidade de 50% é apenas aproximada. também conhecida como a curva em forma de sino. mais exata será a aproximação desse valor. a curva normal é chamada de distribuição de Gauss. No anterior. no limite. essa curva simétrica permitiu a Moivre calcular uma medida de dispersão das observações em torno da média.Curva Normal ou Distribuição de Gauss A distribuição de probabilidades trabalhada na análise de risco e volatilidade é a www. 7. aumentando as tentativas. que surgiram para resolver inicialmente questões de apostas de jogos de azar. Na verdade. de tal forma que.6 . senão todas as medidas de situações físicas. formando uma curva simétrica com o pico na média e caindo suavemente à esquerda (erros que subestimam a média) e à direita (erros que superestimam a média). Desvios grandes são raros e desvios pequenos freqüentes. 7. Moivre publicou seus trabalhos em 1733 na obra The doctrine of the chances. prevalecendo cada vez mais sobre os desvios grandes. medida esta chamada posteriormente como desvio-padrão.com Página 6 . desvio-padrão e coeficiente de variação. e assim por diante. no século XVII. porque a normalidade ocorre naturalmente em muitas. tem uma história bastante longa e está ligada à história da descoberta das probabilidades em matemática. sendo o desvio 0 (zero) o menor deles e. preocupa-se em avaliar a discrepância entre os valores mínimos e máximos dos VPL's para os cenários projetados em questão. haverá quase somente desvios pequenos. que em 1809 a empregou para analisar dados astronômicos. Assim.4 . Dessa forma. dando seqüência aos trabalhos de Jacob Bernoulli (teorema ou lei dos grandes números) e de seu sobrinho Nicolaus Bernoulli. biológicas e sociais. Neste caso. Isso quer dizer que os erros (desvios) serão menores na medida em que aumenta o número de lances. matemático francês exilado na Inglaterra. 7. tem a probabilidade matemática exata de 50% (porque são somente dois eventos possíveis: cara ou coroa). a fim de avaliar o seu impacto no retorno da empresa. pode-se definir que a probabilidade de crescimento econômico do país acima de 5% ao ano. por conseqüência.5 . em que as chances de ocorrência são independentes. Por exemplo.Definição de Cenários Comumente.

8 . se houver um número grande de observações. temos a Variância (quadrado do desvio-padrão). O roteiro básico para cálculo da variância e desvio padrão é: 1) Calcule a taxa de retorno esperada. qualquer que seja a distribuição dos seus dados. 4) Multiplique o resultado pela probabilidade.1 desvio padrão do retorno esperado em 68. deve ser utilizada a distribuição normal: • • Quando a distribuição da própria população de eventos é normal. Assim.Variância e Desvio-Padrão Variância é o quadrado dos desvios dos eventos encontrados em relação à média. 7.26% das vezes. o retorno realizado estará dentro de +/. 2) Subtraia a taxa de cada evento da taxa de retorno esperada para calcular os desvios. Em dois casos. se a distribuição de probabilidades é normal. 6) Tire a raiz da Variância para encontrar o Desvio-Padrão. Já o Desvio-Padrão é a raiz quadrada da Variância. mas o número de casos for grande (Teorema de Bernoulli ou o Teorema do limite central). existe porque a média representa a norma. ou Quando a distribuição da população não for normal.Curva Normal www.com Página 7 . Isso significa. atribuído por Moivre. sendo que todos os valores deveriam ser iguais à média.gestaofinanceira. todo valor diferente da média é considerado desvio. Utiliza-se a função exponencial (²) para eliminar os efeitos dos sinais negativos (-) e positivos (+) da amostra. O nome curva normal. Figura 1 . isto é.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) normal (Curva Normal ou Distribuição de Gauss). pode-se utilizar a curva normal como uma aproximação adequada para a análise dos dados. 5) Somando os produtos. 3) Eleve cada desvio ao quadrado. por exemplo que.

000 Proj B 140.375 Ainda sim o projeto Y é mais arriscado. A tabela seguir mostra o desempenho de cada projeto frente aos cenários econômicos traçados para o próximo ano: VPL's p(n) Cenário 01 (Pessimista): Recessão Econômica Cenário 02 (Realista): Estagnação Econômica Cenário 03 (Otimista): Crescimento Econômico 0. uma vez que o risco por unidade de retorno ainda é maior.V.000 Proj C 180. Ambos eram mutuamente excludentes. enquanto que o projeto Y tem uma taxa de retorno de 8% e um desvio-padrão de apenas 3%.4 0.000 380.000 250.gestaofinanceira.com Página 8 .000 350.Coeficiente de Variação Como resolver para decidir entre dois projetos em que um apresente um retorno esperado mais alto e ao mesmo tempo apresenta um risco maior (desvio-padrão maior)? Para resolver isso.000 250. www.10 . = π/Retorno esperado Exemplo: O projeto X tem uma taxa de retorno esperada de 60% e um desvio padrão de 15%. b) O desvio-padrão de cada um.000 Determine: a) O Retorno Esperado de cada projeto. d) Indique qual projeto deve ser escolhido.Exercício Exemplo Determinada empresa estava em dúvida se investia em 03 de seus projetos de expansão.25 CVy = 3/8 = 0. É o coeficiente de variação: C. c) a Variância de cada um. CVx= 15/60 = 0.2 Proj A 150.4 0.000 280. 7.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 7. utiliza-se um número que represente o risco por unidade de retorno.000 500.9 .

gestaofinanceira.com Página 9 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Exercício sobre Análise de Cenários e Sensibilidade www.

gestaofinanceira. levando em conta indicadores como o tamanho da dívida pública (externa e interna). Investimento D . o Risco Brasil é o risco financeiro de todos os países de economia aberta é medido por várias instituições internacionais.000. sendo que os pesos são a fração do total investido em cada ativo. a magnitude das taxas de juros e da taxa de câmbio (valor do dólar) e outros indicadores. ativos ou investimentos. Ao lado da rentabilidade (lucro da aplicação) e da liquidez (rapidez no resgate em moeda corrente e. o de menor risco para um aplicador não receber o dinheiro investido acrescido dos juros prometidos”. B -10% 40% -5% 35% 15% 15% 22. 2005). “Tecnicamente falando.25% EXEMPLO: rentabilidade garantida pelos bônus do Tesouro dos Estados Unidos. Logo a diversificação não oferece nenhum benefício de redução de risco. Investimento C .b) 15% 15% 15% 15% 15% 15% - Obs. muitas vezes é utilizada como parâmetro pelos investidores externos. Morgan realiza uma classificação diária em pontos. ou seja.ht m. teríamos : Ret. = 0. que buscam.25x(14%)+0. as ações ou investimentos seriam perfeitamente correlacionados positivamente (r = +1. uma vez que o risco da carteira equivale ao risco das ações individualmente. www.0).com Página 10 . com 25% investido em cada investimentos. 1991 1992 1993 1994 1995 Retorno médio Desvio-Padrão Invest. “A-“.25x(13%)+0. RETORNOS DE CARTEIRA: O retorno esperado de uma carteira é simplesmente a média ponderada dos retornos esperados dos ativos individuais da carteira. classifica em níveis de “B+”.6% Invest. o tamanho do déficit público.25x(18%) = 16.net/economia_riscopais. etc.6% Carteira (a.11 O QUE É O RISCO BRASIL? De acordo com (DOMINIC. O “Risco Brasil”. Se se formasse uma carteira de R$ 100. Já o banco J. A agência Fitch Ratings.25x(20%)+0.13%. por exemplo. Segundo matéria no sítio www. Exemplo: Investimento A . Investimento B . mas sim o risco relativo à carteira de ações.18%.portalbrasil.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 7. sendo uma medida hipotética ou não. “B”. acima de tudo. país considerado o mais solvente do mundo.20% e.P. em que cada 100 unidades equivalem a uma sobretaxa de 1% em relação aos títulos públicos americanos. Esp. o que importa não é o risco inerente à cada ação ou investimento. Há muitas agências e instituições financeiras que analisam os aspectos econômicos e políticos de um país para classificar o seu risco. garantia de troca pela moeda de origem da aplicação). a segurança é um fator essencial do investimento.14%. a segurança na aplicação de seus recursos. A 40% -10% 35% -5% 15% 15% 22.: Caso os retornos projetados fossem iguais. o risco país é a sobretaxa de se paga em relação à Risco de Carteira RISCOS DE CARTEIRA: No risco de carteira. claro. a sua capacidade de pagamento.

inflação.: Moeda – cara x coroa. ganho ou perda de grandes contratos e outros eventos específicos a uma empresa. et al. 7. ao invés do risco individual ou de mercado.13 Correlação Para (BRIGHAM. taxas de juros altas entre outros. et al. Não é possível formar carteiras de ações totalmente sem risco. Como os eventos são aleatórios. maior será o seu retorno. 7.0 a +1. 2002). Portanto.0. 7.. Ex. No Microsoft Excel®. alguns eventos ruins de umas empresas serão compensados por eventos positivos de outras empresas. et al. (BRIGHAM. programas de marketing mal sucedidos. recessões. a função CORREL determina o grau de correlação existente entre duas variáveis. a correlação é a tendência de duas variáveis a se moverem juntas. 7. como será que o grau de risco de uma ação individual deve ser medido? Portanto. No entanto.com Página 11 . A diversificação pode reduzir o risco mas não eliminá-lo.15 Modelo CAPM – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros Quanto maior o risco de um investimento.. O coeficiente de correlação pode variar de -1. et al. 2002) www. o desvio-padrão médio da carteira diminui.14 Diversificação De acordo com (ROSS. o grau de risco relevante de uma ação individual é a sua contribuição ao grau de risco de uma carteira bem diversificada. Importante destacar sobre o papel fundamental que o risco de uma ação pode contribuir para a redução do risco da carteira. 2002). se os investidores estiverem preocupados principalmente com o risco de carteira ou diversificável. 2000) a diversificação é a distribuição de um investimento em vários ativos para eliminar parte.12 Risco Diversificável e Risco de Mercado Risco diversificável: é ocasionado por eventos aleatórios. mas não a totalidade do risco. de uma forma geral.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) O exemplo acima citado da inexistência do risco não é encontrado de fato na vida real. O risco de mercado tem origens em fatores que afetam sistematicamente a maioria das empresas: guerra. greves. uma carteira com ativos correlacionados negativamente apresenta. menor risco diversificável. ainda que o seu risco isolado seja maior. indicando que as duas variáveis se movimentam para cima e para baixo em perfeita sincronia. (BRIGHAM.gestaofinanceira. como processos judiciais. Risco de Mercado: Parcela do risco que não pode ser eliminada pela diversificação... À medida que se aumenta o número de ativos na carteira.

: O beta é calculado mediante regressão linear de séries históricas dos dois ativos ou investimentos separados. et al. 7. Este coeficiente indica a contribuição que o título traz à carteira de mercado. O beta de uma carteira será a média ponderada dos betas das ações individuais das carteiras (multiplicado pela proporção de ação na carteira).Risco Diversificável e Risco de Mercado Fonte: Adaptado de (BRIGHAM.0. como definir qual o retorno esperado de uma ação ou título? Alguns conceitos antes são necessários para responder essa questão. por definição. O coeficiente beta é a medida de volatilidade dos retornos de um título com relação aos retornos do mercado como um todo. tem o beta=1. que. Portanto. definindo assim o índice de risco não-diversificável do investimento.. o beta se baseia em dados passados. seu número será de 1. o beta mede a volatilidade de uma ação em relação à de uma ação média. www.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Gráfico 2. Ou seja. 2002) 7.17 LMT – Linha de Mercado de Títulos ou SML Portanto. em termos de risco.com Página 12 . tendo em vista a utilização de dados anteriores para cálculo do índice. Obs. o risco diversificável pode ser eliminado pela diversificação e o risco sistemático tem seu comportamento comparado com o mercado através do índice beta. Se o coeficiente beta for lastreado pelo IBOVESPA. Sendo assim.gestaofinanceira. Assim. o beta visa estudar o comportamento de determinado título em relação ao mercado.16 Coeficiente Beta O coeficiente beta é a medida do grau em que os retornos sobre uma dada ação variam com o mercado de ações.00 acompanhando sistematicamente as variações do IBOVESPA.

Gráfico da Linha do Mercado de Títulos Exercício – Risco e Retorno Fonte: Adaptado de (GITMAN. na média.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Taxa de retorno do ativo livre do risco A Taxa de retorno livre do risco é aquela cujo retorno esperado seria igual ao retorno efetivo. é como se fosse a taxa mínima de retorno para um ativo sem risco.Rlivre)) Em que: Resp = Retorno esperado do título ou ação Rlivre = Retorno livre do risco β = Índice beta do título ou ação Rmerc = Retorno de mercado Concluindo: Qual o real objetivo da Linha de Mercado dos Títulos na administração financeira? Gráfico 3 . pode-se considerar o IBOVESPA ou IBX como parâmetros. 2002): Resp = Rlivre + (β x (Rmerc . ou seja. Nos EUA. No Brasil. Taxa de retorno do mercado É a taxa de retorno auferida. Assim. Poupança e CDI são exemplos clássicos de taxa de retorno livre do risco no Brasil. utiliza-se a seguinte fórmula (GITMAN. é o título do tesouro o parâmetro utilizado. 2002) www.gestaofinanceira. Embora teoricamente não seja mais correto afirmar.com Página 13 . aquela em que não há variância no retorno. para a definição de qual o retorno esperado em um investimento. pelo mercado.

fundos de pensão. a definição primordial passa a ser de financiamento e não mais de investimento. et al.Considerações iniciais Quando da avaliação de investimentos. logicamente. (ROSS. 2000) Diversos autores definem diferentemente a abordagem www. pela participação de cada um no capital da empresa. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Decisões de investimento x Decisões de financiamento O que é o Custo de Capital? 8. 1999). sejam estes financiados por capital do acionista (próprio) ou por terceiros. entre outros)..com Página 14 . A partir de agora. et al. Índice de Rentabilidade). por outro lado. CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO Custo de Capital Custo Próprio de Capital Custo de Terceiros Capital de Custo de Capital Médio Ponderado 8. Assim.1 . ponderado. sejam acionistas ou sócios exigem pelo investimento nas ações da empresa ou participação direta no capital social da empresa. era necessário definir a taxa mínima de atratividade ou custo de capital. Em sua estrutura de capital. existem terceiros que ajudam a financiar as atividades da empresa (bancos.3 . uma empresa remunera seus acionistas e sócios através de dividendos.O que é Custo de Capital? De acordo com (GROPPELLI. Portanto. das alternativas estudadas (VPL. Já para (GITMAN.gestaofinanceira.Custo de Capital Próprio O custo de capital próprio corresponde ao retorno que os investidores. distribuições de lucro e outros. torna-se indispensável saber qual a taxa mínima de retorno que a empresa ou investidor irá exigir de seus investimentos. 2002). o custo de capital da empresa deve abranger a remuneração exigida pelos sócios e acionistas e mais a remuneração exigida pelos terceiros.. o custo de capital é a taxa de retorno mínima exigida para um novo investimento. Portanto. pode-se dividir o custo de capital da empresa em (i) próprio e (ii) terceiro.2 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Custo de Capital 8. o custo de capital é a taxa de retorno que uma empresa deve pagar aos investidores a fim de induzi-los a comprar ações e títulos. TIR.

. etc. deverá ser distribuído um dividendo de no mínimo 25% do lucro líquido apurado. será apresentada ainda a metodologia de cálculo da ação preferencial. A Assembléia Geral Ordinária (AGO) é quem determina a parcela a ser distribuído como dividendo. e sempre em dinheiro (moeda corrente). semestral. desde que conste no estatuto da empresa o período determinado. Pela lei das S/A' s. existem duas abordagens para se calcular o custo de capital próprio: a) Modelo de Crescimento de Dividendos ou Modelo de Gordon. de forma a garantir a proporcionalidade da distribuição. o retorno exigido pelo acionista será o percentual do dividendo em relação ao valor da ação. entendendo tratar-se da mais simples.. O montante a ser distribuído deverá ser dividido pelo número de ações emitidas pela empresa. que é distribuída aos acionistas por ocasião do encerramento do exercício social (balanço). anual. Ao final. de acordo com os interesses da empresa. Supondo que os dividendos de uma empresa tendem a crescer a uma taxa constante. 2007) 1 www. Os dividendos podem ter periodicidade diversa: mensal.gestaofinanceira. através da manifestação de seus acionistas. trimestral. e b) Modelo SML ou Linha de Mercado de Títulos (visto no capítulo anterior). Nesse material. Modelo de Crescimento de Dividendos ou Modelo de Gordon A remuneração de um acionista consiste basicamente nos dividendos1 pagos pela empresa. (WIKIPÉDIA. 2000). acrescido da taxa de crescimento do dividendo.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) do custo de capital próprio. Segundo (ROSS. Rexig = D/Po + g Po = preço corrente da ação ordinária D = dividendo por ação esperado no final do ano 01 Rexig = taxa de retorno exigida sobre a ação ordinária g = taxa anual de crescimento constante dos dividendos Dividendos é a parcela do lucro apurado pela empresa.com Página 15 . et al. será utilizada a abordagem de ROSS. didática e aplicável à realidade brasileira.

o custo de capital próprio é calculado da seguinte forma: Resp = Rlivre + (β x (Rmerc .gestaofinanceira.com Página 16 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Exemplo: Po = R$ 50 D = R$4 g = 5% Ks = ?? R. www.7%)] Resp = 7% + 6% = 13%. conforme visto no capítulo anterior.5 x (11% .50 Rmerc = 11% Resp = 7% + [1.Rlivre)) Em que: Resp = Retorno esperado do título ou ação ou Custo de Capital Próprio Rlivre = Retorno livre do risco β = Índice beta do título ou ação Rmerc = Retorno de mercado Exemplo: Rlivre = 7% β = 1.: 13% é o retorno mínimo exigido pelo acionista Modelo SML ou Linha de Mercado de Títulos Para o modelo SML.

.Vantagens e desvantagens dos dois modelos MODELO Crescimento de dividendos VANTAGENS . et al. et al.Considera o risco.Por utilizar o beta. sendo sua remuneração fixa e predeterminada.Fácil de ser compreendida e utilizada.. 2001) Diferentemente dos EUA.O pressuposto de que os dividendos crescem a uma taxa constante é forçado. uma vez que trabalha com o beta. no Brasil.com Página 17 . provavelmente não comprarão ações da empresa.Não considera o risco explicitamente. . a empresa é que a oferece.. enquanto que a ação preferencial tem prioridade na distribuição de dividendos. (LEMES JR. . Os acionistas preferenciais não exigem uma remuneração. a ação preferencial é considerada capital próprio e sua remuneração variável.Só é aplicável a empresas que paguem dividendos. . DESVANTAGENS . Por isso. SML . o que torna o modelo mais impreciso.gestaofinanceira. onde a ação preferencial é considerada capital de terceiros. porque são menos arriscadas que aquelas quanto ao recebimento de dividendos. o que nem sempre será necessariamente seguido. . o futuro está sendo projetado com base no passado. 2000). . as ações preferenciais tendem a ter um custo menor que o das ações ordinárias (Modelo de Gordon).Simples de calcular.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Tabela 1 .Aplicado não somente às empresas que pagam dividendos.O retorno de mercado deve ser estimado. Fonte: Adaptado de (ROSS. no entanto se esta não for satisfatória. Custo da ação preferencial A diferença básica entre uma ação ordinária e preferencial é que a ordinária dá direito a voto ao acionista. A idéia americana de que a ação preferencial é capital de terceiro driva da questão de que o único interesse do acionista é pela liquidez do título e não pela tomada de decisão da empresa (acionista ordinário). A forma de cálculo da ação preferencial é: Rexig = D/P0 Em que: Rexig = Retorno exigido pela ação preferencial D = Dividendo a ser pago P0 = Preço da ação preferencial www.

Custo de Capital de terceiros = Em que: J = juros do empréstimo ou financiamento. Ir = alíquota de Imposto de Renda Ct = total do capital de terceiros tomado { Y G{ 8. A questão da abordagem subjetiva.com Página 18 . CCMP = CCPróprio x %Part.Custo de Capital Médio Ponderado O Custo de Capital Médio Ponderado é a média ponderada dos custos dos componentes capital de terceiros. é encontrado ponderando-se o custo de cada tipo específico de capital por sua proporção na estrutura de capital da empresa. 2001).5 . Segundo (LEMES JR. Para (GITMAN. et al.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 8.. 2002). CCT Qual o capital mais barato: Próprio ou de Terceiro? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 8. menos a redução do imposto proveniente do fato dos juros serem dedutíveis do LAJIR. A questão do benchmarking como certificador do custo de capital www.gestaofinanceira. ações preferenciais e ações ordinárias.4 .Algumas questões finais • • • A questão do custo de capital de divisões e projetos.Custo de Capital de Terceiros O Custo de Capital de Terceiros consiste na taxa de juros sobre o capital de terceiros. CCP + CCTerceiros x %Part. o custo de capital médio ponderado reflete o futuro custo médio esperado de fundos da empresa a longo prazo. o custo de capital de terceiros é o retorno que os banqueiros exigem por seus recursos.6 .

gestaofinanceira.com Página 19 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Exercício – Custo de Capital www.

dessa forma.Alavancagem Financeira e o seu efeito A alavancagem financeira.gestaofinanceira. o custo de capital médio ponderado retrata o custo de capital próprio e de terceiros.2 . A alavancagem financeira refere-se à relação entre o LAJIR e o lucro por ação e a alavancagem total é determinada pela relação entre a receita de vendas da empresa e o lucro por ação. o valor da empresa. maximizando.3 . a alavancagem é o uso de ativos ou recursos com um custo fixo.com Página 20 . a alavancagem é o conceito que define o grau de utilização de recursos de terceiros para aumentar as possibilidades de lucro. 2002) é a capacidade da empresa de usar encargos financeiros fixos a fim de maximizar os efeitos de variações no LAJIR sobre os lucros por ação da empresa. a fim de aumentar os retornos dos proprietários da empresa.1 . existem três tipos básicos de alavancagem: operacional. 2002). 1999) define como o efeito de uma mudança no lucro por ação como www. Assim. et al. 2002). de acordo com a proporção financiada por cada um. A alavancagem operacional é determinada pela relação entre as receitas de vendas da empresa e seu LAJIR. QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Custo de Capital Próprio x Custo de Capital de Terceiros: qual a composição ideal? CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO 9.. 2002). Ainda de acordo com (GITMAN. Já o site (INVESTSHOP. de acordo com (GITMAN. ou seja. Já (GROPPELLI.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Alavancagem e Estrutura de Capital 9. financeira e total. pode-se definir a estrutura ótima de capital como aquela que proporciona o menor custo de capital médio ponderado. Alavancagem Financeira Risco Operacional Risco Financeiro Estrutura capital ótima de 9. aumentando conseqüentemente o grau de risco da operação. A principal razão para estudar o custo de capital está na questão de que o valor da empresa será maximizado quando o custo de capital da empresa estiver minimizado. 2007). a empresa gastará menos para financiar seus recursos (GITMAN.Alavancagem Alavancagem De acordo com (GITMAN.A questão da estrutura de capital Conforme visto no capítulo anterior.

000 0 R$ 500. Supondo que a empresa trabalhe com 03 cenários de desempenho prováveis: recessão.75% R$ 3.500.000 18.50 ESPERADO R$ 1.50 EXPANSÃO R$ 1. esperado e expansão.000 2. Exemplo: Uma empresa tem um capital total de R$ 8 milhões. através de 400.500.000 15.00.50 LAJIR Juros Lucro Líquido ROE LPA Percebe-se que o ROE (Retorno sobre Capital) e o LPA (Lucro por ação) são relativamente maiores com a estrutura alavancada.000 R$ 400. Estrutura de Capital Corrente: Sem Dívidas RECESSÃO R$ 500.000 6.000 R$ 1.00% R$ 3.000 ações ao preço de R$ 20.50% R$ 5. ou seja.000. a partir de determinado momento. torna-se necessário descobrir o ponto de equilíbrio do LAJIR.000 12.000 27.000 0 R$ 1. 9. À medida que o LAJIR vai aumentando e o montante de juros permanece o mesmo. A taxa de juros cobrada pelo valor é de 10% ao ano.100.500.75 LAJIR Juros Lucro Líquido ROE LPA Estrutura de Capital Corrente: R$ 4 milhões de capital de terceiros RECESSÃO R$ 500.000. A empresa decide terceirizar parte da dívida da empresa.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) resultado de uma mudança no LAJIR.Alavancagem Financeira e o LAJIR de equilíbrio Conforme visto anteriormente.4 .000 R$ 600.25% R$ 1. percebe-se que.25 ESPERADO R$ 1.00 EXPANSÃO R$ 1. compensase utilizar capital de terceiros.com Página 21 .gestaofinanceira.000 R$ 400.50% R$ 0. Portanto.000. todo constituído por capital próprio.000 R$ 400. a partir de determinado momento. aumenta-se o valor do ROE e LPA. o valor inicial de LAJIR que permita trabalhar alavancado com maiores ganhos. uma vez que no cenário de recessão o montante de juros representa quase a totalidade do LAJIR.50% R$ 2. principalmente porque agora o capital próprio é de apenas R$ 4 milhões.000 0 R$ 1.000 R$ 100. totalizando R$ 4 milhões de capital de terceiros. www.

Essa proposição ficou conhecida como o modelo de Pizza de M&M. 2000) O GAF – Grau de Alavancagem Financeira é determinado pela seguinte fórmula: GAF = X ­  X ­  X X X YY X YY WV V W 9.gestaofinanceira. tornar o custo de capital menor e aumentar o valor da empresa.com Página 22 . na verdade. 2001).Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Tabela do Ponto de Equilíbrio do LAJIR Fonte: Adaptado de (ROSS. variando apenas a forma como ela é dividida. o valor da empresa independe de sua estrutura de capital. De acordo com Modigliani e Miller (M&M).. Porém. conforme bem coloca (LEMES JR.5 . et al. et al. A forma com que a empresa divide seu capital não interfere no tamanho do ativo gerado pela empresa. a o tamanho da pizza é igual em ambos os casos. o que efetivamente não ocorre. Uma crítica sobre o modelo de pizza de M&M é que os pressupostos são de mercado perfeito e ideal – sem impostos.Estrutura de capital e Valor da Empresa – Proposição I de M&M: Modelo de pizza Conforme visto anteriormente. o que ocorre é que o endividamento pode ser vantajoso porque a mudança da estrutura de capital pode reduzir o imposto de renda a pagar. com ampla e perfeita divulgação de todas as informações e sem custos de transação.. www. na prática. dada a ilustração de que. a estrutura de capital da empresa é definida pela quantidade de capital próprio e capital de terceiros envolvidos na composição da empresa.

Então. os quais. Modigliani e Miller revelam que.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 9. o mix ideal de relação entre o capital próprio e capital de terceiro é www. esse benefício não surte qualquer efeito. é o risco que a empresa corre de não gerar receitas suficientes para cobrir seus custos operacionais.com Página 23 . é o risco de não gerar lucro suficiente para arcar com o principal e juros dos empréstimos de terceiros. Dentre outros aspectos. para empresas que apresentem prejuízo contábil. tendo em vista o risco existente pelo alto volume de amortizações e juros a pagar. a empresa consegue gerar uma economia no valor de impostos a recolher conforme demonstrado na tabela abaixo: Tabela 2 . ou seja. nessa lógica. sua capacidade de gerar lucro compromete-se com o alto montante de amortização e juros dos empréstimos.Benefício fiscal do uso de capital de terceiros EMPRESA A LAJIR Juros Lucro Tributável IR e CSLL Lucro Líquido EMPRESA B Vale ressaltar que. por conta disso.8 .Risco Operacional e Risco Financeiro O custo de capital próprio pode ser dividido em duas partes: o risco operacional e o risco financeiro. Em suma. quando o custo médio ponderado de capital é mínimo. existe uma determinada composição que aproveita os benefícios do baixo custo de capital de terceiros sem no entanto comprometer em demasia a geração de lucros da empresa. 9.7 . Assim. Já o risco financeiro é o risco que a empresa corre por utilizar o capital de terceiros. Portanto. 9. O risco operacional diz respeito às operações da empresa. o maior risco da empresa é assumido pelos acionistas. o custo de capital de terceiros definitivamente torna-se mais barato do que o custo de capital próprio para a empresa. até pelo alto risco financeiro incorrido nessa situação. ou seja.6 . à medida que uma empresa se torna mais endividada.O benefício fiscal do capital de terceiros Os juros pagos a título de empréstimo (capital de terceiros) são dedutíveis da base tributável dos impostos sobre resultado (IRPJ e CSLL). ou seja. Conforme foi visto anteriormente. é resultado direto da decisão de financiamento da empresa. uma vez que ao mesmo tempo que a empresa ganha benefício fiscal com os juros. uma empresa obtém a maximização de seu valor quando o custo total de capital é mínimo. É o que os autores definem como o custo da inadimplência ou custo de falência. passam a exigir um retorno mais elevado.Estrutura ótima de capital De acordo com (GITMAN. 2002). Concluindo. É o ponto ótimo da estrutura de capital ou estrutura ótima de capital. seria interessante para a empresa trabalhar sempre com capital de terceiros? Integralmente não.gestaofinanceira.

et al. O importante nesse ponto é atentar-se para o trade-off colocado na questão: benefício fiscal x dificuldades financeiras. a empresa deve ponderar até em que ponto consegue se endividar sem comprometer sua geração de lucro. de forma a reduzir seu custo de capital. et al. (ROSS..gestaofinanceira. 353). 2000) Assim. 2000) explica bem essa situação: “a empresa toma emprestado o ponto no qual o benefício fiscal de um dólar adicional de capital de terceiros é exatamente igual ao custo oriundo do aumento da probabilidade de dificuldades financeiras” (p. não seria prudente afirmar que exista uma única intersecção que corresponderia exatamente ao ponto ótimo da estrutura de capital.com Página 24 . sem no entanto abdicar da pontualidade de seus compromissos (pagamento das dívidas). www.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) que vai possibilitar ter uma estrutura ótima de capital.. Ou seja. Gráfico 4 – Estrutura ótima de capital Fonte: Adaptado de (ROSS. tendo em vista que terá o seu custo médio ponderado de capital mínimo.

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Exercícios de Alavancagem Financeira e Estrutura de Capital www.gestaofinanceira.com Página 25 .

d) Dividendos de liquidação: significa a distribuição pela liquidação total ou parcial da empresa. 2000) define dividendos como as distribuições de lucros da empresa aos acionistas. (ROSS. São de freqüência fixa.gestaofinanceira.com Página 26 . et al. Para os casos de empresas LTDA. os dividendos se equivaleriam às distribuições de lucro.. quatro vezes por ano. de caráter único e não repetitivo. sob a forma de dinheiro ou ações. Formalmente. no curso regular das operações da empresa.2 Quais os tipos de dividendos? CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO (ROSS. b) Dividendos extraordinários: são dividendos extras que não têm obrigatoriedade de freqüência e periodicidade definida. c) Dividendos especiais: são dividendos extras.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Dividendos e Política de Dividendos 10.3 Método de pagamento de dividendos no Brasil A regulamentação nacional sobre o pagamento de dividendos no Brasil foi transcrita da Lei das Sociedades por Ações (S/A´s) e encontra-se no Anexo 01. 2000) enumera quatro tipo de dividendos: a) Dividendos regulares: são os dividendos normalmente pagos em dinheiro diretamente aos acionistas... www.1 O que é dividendo? QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO O termo dividendo refere-se normalmente à distribuição de lucros em dinheiro. et al. A empresa deve distribuir dividendos ou ela mesmo deve reinvestir para os acionistas? 10. Dividendos Tipos de Dividendos 10.

. A questão que discutiremos aqui é se a empresa deve distribuir dinheiro agora ou investir para distribuí-lo mais tarde.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 10. portanto. De acordo com (LEMES JR.369). et al. 2000) coloca bem: “os dividendos são pagos em dinheiro. et al.com Página 27 . A política de dividendos. é a maneira pela qual os dividendos são distribuídos no tempo” (p. a teoria da irrelevância dos dividendos defende que a política de dividendos de uma empresa não afeta seu valor de mercado. 2001). sem risco.. e dinheiro é algo de que todo mundo gosta.4 A política de dividendos é relevante ou irrelevante? Em se tratando de política de dividendos.gestaofinanceira. pois este é afetado apenas pela sua capacidade de gerar lucros e pelo risco de seus ativos. Algumas considerações sobre: a) Índice de distribuição dos dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ b) Financiamento x retenção de dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ c) Permanência do valor e preferência fiscal ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www. em um mercado perfeito. impostos e custo de transação. (ROSS.

com Página 28 . quanto mais dividendos forem distribuídos pela empresa. 2001).. a teoria da relevância dos dividendos defende que.gestaofinanceira. et al. a) Índice de distribuição dos dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ b) Dividendos como um resíduo passivo ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ c) Conteúdo informacional dos dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ d) Impostos pagos pelo investidor ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Teoria da relevância dos dividendos Segundo (LEMES JR. maior será o preço de suas ações e menor será o custo do seu capital próprio.

6 Determinação da política de dividendos O que é política de dividendos? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Fatores que afetam a política de dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www.gestaofinanceira.com Página 29 . 2001). et al.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) e) Custos de lançamento e transação ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10. a teoria residual dos dividendos defende que os dividendos pagos pela empresa seriam o montante remanescente após todas as oportunidades de investimento aceitáveis terem sido aproveitadas.. 10.5 Teoria residual dos dividendos De acordo (LEMES JR.

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Tipos de políticas de dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10.7 Instrumentos da política de dividendos Distribuição de dividendos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Desdobramento de ações (Splits) ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Plano de recompra de ações ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www.gestaofinanceira.com Página 30 .

com Página 31 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Planos de reinvestimento ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10.8 Juros sobre capital próprio ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10.9 Relações com investidores ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www.gestaofinanceira.

com Página 32 .1 Capital de Risco QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Antes de iniciar esse capítulo. Grupos de 05 a 08 pessoas. A captação de recursos nas micro e pequenas empresas.2 Roteiro para Trabalho em Grupo CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO Apresentação de seminário sobre os seguintes temas: 1. para empresas já atuantes no mercado. A segunda. O Capital de Risco refere-se a financiamento para novos empreendimentos. Bibliografia com no mínimo 05 fontes.gestaofinanceira. Trabalho impresso (mínimo de 20 páginas e máximo de 40 páginas). IPO – Oferta Inicial de Ações. Normalmente operam sem nenhuma garantia de sucesso. 2. • • • • • • • Apresentação de 40 minutos sobre o tema. Capital de Risco IPO 2 Conteúdo a ser trabalhado em seminário em sala de aula. Atendimento às perguntas pré-formuladas pelo professor. voltada para empreendedores que desejam lançar um produto e não dispõe de qualquer ativo para garantir a operação (Capital de Risco). exceto sites. O conteúdo dos seminários será exigido na AV02.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Obtenção de Capital2 11. Apresentação em data-show. será a captação através de oferta pública de ações. www. Trabalham com a hipótese de alavancagem e sucesso do negócio. Como captar capital no mercado? Como abrir capital em Bolsas de Valores? Até compensa? quando 11. o que certamente geraria altos lucros com a venda da patente ou da empresa propriamente dita. convém distinguir a captação de recursos ou obtenção de capital em duas partes: a primeira.

é importante retomar o conceito de capital de giro líquido ou capital circulante líquido. ter-se-ia: CAP. enquanto Capital de Giro Líquido Ciclo Operacional Ciclo de Caixa Orçamento de caixa www.1 Conceitos iniciais QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Qual o nível razoável de caixa a ser mantido para o pagamento de contas de uma empresa? Quanto a empresa deve tomar emprestado a curto prazo? Quanto crédito deve ser concedido aos clientes? Antes de iniciar o capítulo. CIRCULANTES – AT. um aumento destes provoca um aumento de caixa.gestaofinanceira.com Página 33 . capital circulante líquido é a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Planejamento Financeiro de Curto Prazo 12. a equação final pode ser: CAIXA = PELP + PL + PC – OUTROS AT. ao substituir na equação a fórmula: ATIVO CIRCULANTE – PASSIVO CIRCULANTE = CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO. Assim. GIRO LÍQUIDO + ARLP + ATIVO PERMANENTE = PELP + PATRIMÔNIO LÍQUIDO Como o Capital de Giro Líquido corresponde ao: Caixa + Outros Ativos Circulantes – Passivo Circulante. PERMANENTE . Portanto. conclui-se que nos grupos em que há o sinal de + . 2002). Para (GITMAN.ARLP Com isso. pode-se escrever que: ATIVO CIRCULANTE + ARLP + ATIVO PERMANENTE = PASSIVO CIRCULANTE + PELP + PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO Paralelo a isso. o ativo total deve equivaler ao passivo total. alguns conceitos contábeis precisam ser relembrados. Em um balanço.

www.gestaofinanceira.2 Ciclo operacional e ciclo de caixa Ciclo operacional. Tabela 3 – Eventos que interferem o caixa ATIVIDADES QUE AUMENTAM O CAIXA Fontes de Caixa Aumento do exigível a longo prazo Aumento do patrimônio líquido Aumento de passivos circulantes Redução dos ativos circulantes Redução dos ativos de longo prazo e permanentes Fonte: Adaptado de (ROSS. et al. conclui-se que o ciclo operacional é o ciclo de caixa + período médio de pagamento. Já o ciclo de caixa. et al.. Portanto. Figura 2 – Linha do tempo para o ciclo de caixa e o ciclo operacional Compra de matéria-prima Venda do produto Ciclo de caixa Pagamento da matéria-prima Recebimento da venda do produto Ciclo Operacional O período que vai da compra de matéria-prima até o pagamento da matéria-prima é chamado de período de contas a pagar ou período médio de pagamento. de acordo com (LEMES JR.. de acordo com (ROSS.com Página 34 . 2000) ATIVIDADES QUE REDUZEM O CAIXA Aplicações de Caixa Redução do exigível a longo prazo Redução do patrimônio líquido Redução de passivos circulantes Aumento dos ativos circulantes Aumento dos ativos de longo prazo e permanentes 12. et al. 2000) é o ciclo completo que vai desde o momento de compra da mercadoria até o momento do recebimento de caixa.. 2001) compreende o período em que os recursos da empresa foram utilizados para o pagamento dos bens e matérias-primas até o recebimento pela venda do produto acabado.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) que o sinal – provoca uma redução de caixa.

A segunda.com Página 35 . 2º passo: Calcular o prazo médio de recebimento. pode-se dividir a linha do tempo em duas partes: uma primeira etapa que seria a idade média dos estoques ou prazo médio de estocagem. O período médio de pagamento é calculado através da seguinte fórmula: JJ IJJ IJ I JI IJ  ƒŽ†‘ ±†‹‘ †‡ ‘–ƒ• ƒ ƒ‰ƒ” WX À X ±XX XX X X Y G FF F G G G F G www. somam-se os dois prazos para encontrar o ciclo operacional. resta saber apenas este último. Informações necessárias: CMV e Estoques (Médio). Como o ciclo de caixa é o ciclo operacional menos o período médio de pagamento. 1º passo: Calcular o prazo médio de estocagem.gestaofinanceira.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 12. que seria o prazo médio de recebimento. Em seguida.3 Ciclo operacional e ciclo de caixa – Como calcular No ciclo operacional. Informações necessárias: Duplicatas a Receber e Vendas (diárias).

pois exigirá lidar com recursos escassos em caixa. já que se mantém saldos mais reduzidos de caixa e contas a receber.gestaofinanceira. além de políticas de estoque reduzido e redução de vendas a prazo. Portanto. o importante é equilibrar os custos envolvidos com os investimento no ativo circulante (custos de carregamento) e os custos de falta. a política que objetiva trabalhar com ciclos operacionais e ciclos de caixa reduzidos deverá tornar mais difícil a gestão financeira e operacional. www. falta de mercadoria em estoque para o cliente. Já o custo de falta é o custo que cai com o aumento do nível de investimentos em ativos circulantes. (ROSS.. pois quanto mais longo for o Ciclo de Caixa.: custo de empréstimo de curto prazo. Ex. o que dificultará a realização das vendas. imporá limitações nas políticas de crédito. o investimento em ativo circulante é menor. em que o nível de investimento de ativo circulante empregado atinge o ponto mínimo no custo total de investimento em ativos circulantes. Ex. já que se teria uma manutenção de saldos mais elevados de caixa e contas a receber. Naturalmente. pode-se defini-lo como os custos que crescem com o aumento do nível dos investimentos em ativos circulantes. Sem dúvida.” p. Em se tratando de investimento em ativo circulante que cubra o ciclo de caixa. interrupções no processo produtivo por falta de estoque. entre outros. como a política agressiva exige um volume menor de investimento no ativo circulante. o investimento em ativo circulante seria maior. maior será a necessidade de recursos financeiros para o financiamento dos valores aplicados em estoques e contas a receber. de forma a atingir o ponto ideal para a empresa. além de políticas de estoque elevado e maior liberdade de crédito junto ao cliente. 2000) coloca que depende da magnitude do investimento em ativo circulante que a empresa queira adotar. priorizada pelo endividamento de curto prazo. custo de oportunidade do investimento.. O autor enumera dois tipos: a) Política financeira flexível: é aquela que mantém uma proporção relativamente elevada entre ativo circulante e vendas. 2001) concluem bem em relação ao estudo dos ciclos: “A análise do Ciclo de Caixa também indica a necessidade de determinação de ações que visem encurtá-lo. Quanto ao custo de carregamento. et al. custo de máquina parada por falta de estoque. e forçará a empresa a trabalhar com estoques reduzidos de matériasprimas e produtos acabados. Os gráficos seguintes mostram as duas políticas de financiamento (flexível e restritiva) e aponta o modelo ótimo de política de financiamento.com Página 36 . Assim. Assim.: Custo de estocagem. b) Política financeira restritiva ou agressiva: é aquela que mantém um quociente baixo entre o ativo circulante e vendas. et al. 416-417. algumas outras conseqüências podem ocorrer: um volume de vendas menor em virtude do crédito restrito. priorizada pelo endividamento a longo prazo. custo de crédito ao cliente.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) (LEMES JR.

Política de financiamento agressiva ou restritiva Gráfico 7 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Gráfico 5 – Política de financiamento flexível Gráfico 6 .Política de financiamento ótima www.com Página 37 .gestaofinanceira.

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) 12. 2000). porém seu excesso pode empatar capital e reduzir a rentabilidade dos ativos de capital da empresa. d) Estratégias básicas para redução do ciclo de caixa da empresa • Retardar os pagamentos da Contas a Pagar. de acordo com (ROSS. www. • Aproveitar os descontos favoráveis. será apresentado um modelo de orçamento de caixa. c) Taxas de juros relativas Avaliar a viabilidade das taxas relativas ao prazo de financiamento. Financiamentos muito extensos geram custos maiores. é uma projeção das entradas e saídas de caixa para o período de planejamento seguinte.com Página 38 . Em seguida.5 Orçamento de caixa O orçamento de caixa. • Acelerar os recebimentos de Contas a Receber. b) Casamentos de Prazos O casamento de prazos do ativo e passivo circulante é interessante. Interessante destacar alguns pontos: a) Reservas de Caixa Reservas de caixa mais confortáveis garante tranqüilidade na gestão a curto prazo. uma vez que evita o financiamento do ativo permanente a curto prazo..gestaofinanceira. et al. 12. • Acelerar o giro de estoques e matéria-prima.4 Qual a melhor política de financiamento? Não existe um número mágico para essa pergunta.

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Exercícios de Planejamento Financeiro de Curto Prazo www.gestaofinanceira.com Página 39 .

. ou seja. 3 Em seu estudo “A Teoria Geral do Emprego”. www. a liquidez é a capacidade de transformar ativo em moeda.1 Float e Gestão do Caixa QUESTÕES PARA DISCUSSÃO INICIAL DO CAPÍTULO Por quê é interessante manter o caixa da empresa no menor nível possível? Conforme visto anteriormente. flutuações favoráveis de câmbio. Como as entradas de caixa não são perfeitamente sincronizadas. Por quê é importante existir o caixa? Por quê é interessante deixá-lo no menor nível possível? Existem três motivos importantes para se ter caixa (liquidez). taxas de juros atraentes. existe um espaçamento ou descasamento entre receitas e despesas que é preciso ser coberto pelo caixa. Alavancagem Operacional Alavancagem Financeira Estrutura capital ótima de b) Motivo Transação: Precisa-se manter caixa para pagamento de despesas e movimentação financeira da empresa. c) Motivo Precaução: O saldo de caixa por precaução é uma reserva de liquidez suficiente para arcar com eventuais desembolsos não-previstos. et al.com Página 40 . desconto em compras. como por exemplo.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Administração do Capital de Giro 13. de acordo com John Keynes citado por (ROSS.gestaofinanceira. é o grau de monetização do ativo. 2000)3: CONCEITOS A SEREM DEFINIDOS NESSE CAPÍTULO a) Motivo Especulação A necessidade de manter caixa para tirar proveito de oportunidades de investimento.

Ex. certa margem de segurança das operações da empresa. A gestão de float é exatamente administrar os saldos reais disponíveis da empresa. b) A questão do IOF. entre outros. inverno/verão. Por quê é importante existir o caixa? Por quê é Algumas rápidas considerações sobre recebimentos a) b) c) d) e) Boletos bancários. Datas-chave para recebimento. Margem de Segurança.com Página 41 .gestaofinanceira. et al. O que é float? De acordo com (ROSS. b) Conta mestre –> Distribuição contas específicas para despesas. Protesto. Algumas rápidas considerações sobre aplicações a) Aplicação de reservas em fundos de curto prazo..2 Gestão de Caixa: Recebimentos. Algumas rápidas considerações sobre desembolsos a) Maximização no prazo para pagamento. é o grau de monetização do ativo. www.: Matriz – Filial.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) trazendo assim. ou seja. c) A questão do financiamento sazonal: alta/baixa temporada. 2000). a liquidez é a capacidade de transformar ativo em moeda. 13. Desembolsos e Aplicações Conforme visto anteriormente. chuva/sol. Endosso de títulos. float é a diferença existente entre o saldo contábil e o saldo bancário disponível. representada principalmente pelos cheques não-sacados. de forma a minimizar eventuais gastos com empréstimos de curtíssimo prazo ou saldos negativos em conta.

gestaofinanceira. à primeira vista. como um grande inimigo do contas a receber. A importância do crédito reside no fato de ser um grande estímulo às vendas.3 Créditos e Contas a Receber O crédito pode ser encarado..Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Gráfico 8 – Demanda sazonal de caixa Fonte: Adaptado de (ROSS. Em que aplicar no curto prazo? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 13. que consiste basicamente em: www. 2000). aumenta o risco de inadimplência. Certamente a área comercial da empresa deverá participar da definição da política de crédito. et al.com Página 42 . uma vez que estende o prazo de recebimento e o pior. d) A questão da remuneração do saldo médio bancário.

são definidos o prazo do crédito.gestaofinanceira. et al.Política ótima de crédito Fonte: Adaptado de (ROSS.450. o desconto para pagamento à vista e o tipo de instrumento de crédito.. www. p.com Página 43 .Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) a) Condições de venda Nesta etapa. 2000). Como calcular o desconto antecipado? (Relembrando Matemática Financeira) Gráfico 9 . este último tendo como maior exemplo o cheque e cartão de crédito.

é possível avaliar o nível de inadimplência dos clientes.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) b) Análise de Crédito Corresponde basicamente à coleta de informações sobre o comprador e determinação de risco.com Página 44 .. et al. SPC e órgão de proteção ao crédito. a saber: a) Caráter: trata da disposição do cliente em pagar. b) Capacidade: capacidade de geração de fluxo de caixa com base no que o cliente atua. 13. A coleta de informações é feita através de Balanços. c) Capital: nível de reservas financeiras. DRE`s (para empresas). de acordo com (ROSS. d) Collateral (garantias): ativos oferecidos como garantia em caso de inadimplência. através da análise do s 5 C´s do crédito. além do histórico de compras anteriores do comprador. e) Condições: condições econômicas do setor de atuação do cliente.gestaofinanceira.4 Principais modalidades de crédito bancário a) Desconto de títulos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ b) Conta Garantida ou Crédito Retroativo ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www. SERASA. O acompanhamento das contas a receber pode ser feito através do PMR ou quadro de idades. 2000). c) Política de Cobrança Envolve basicamente o acompanhamento das contas a receber para detectar dificuldades e conseguir o pagamento das contas vencidas. Já a determinação do risco é feita. Através do quadro de idades.

gestaofinanceira.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) c) Operação de Vendor ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ d) Factoring ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ www.com Página 45 .

(Incluída pela Lei nº 10.303. de lucros acumulados e de reserva de lucros. e à conta de reserva de capital. em cada exercício. que deverão repor à caixa social a importância distribuída. de 2001) III . a importância determinada de acordo com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10. 202. 195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores. sem prejuízo da ação penal que no caso couber.o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I poderá ser limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado. (Redação dada pela Lei nº 10. 193). no caso das ações preferenciais de que trata o § 5º do artigo 17. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório. desde que a diferença seja registrada como reserva de lucros a realizar (art. de 2001) 4 Retirado da Lei das S/A www. a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou. quando realizados e se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes. 201.303.metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10. Presume-se a má-fé quando os dividendos forem distribuídos sem o levantamento do balanço ou em desacordo com os resultados deste.gestaofinanceira. 197).os lucros registrados na reserva de lucros a realizar. de 2001) II . de 2001) I . (Redação dada pela Lei nº 10. A companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício. e (Incluída pela Lei nº 10. de 2001) a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. de 2001) b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art.303. deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) APÊNDICE4 SEÇÃO III Dividendos Origem Art. se este for omisso.303.303. Dividendo Obrigatório Art. § 2º Os acionistas não são obrigados a restituir os dividendos que em boa-fé tenham recebido.com Página 46 . § 1º A distribuição de dividendos com inobservância do disposto neste artigo implica responsabilidade solidária dos administradores e fiscais.303.

203. poderá declarar. Pagamento de Dividendos www. se autorizados pelo estatuto. (Incluído pela Lei nº 10. de 2001) I . inclusive os atrasados. (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10. de 2001) Dividendos de Ações Preferenciais Art. desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria. deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório.gestaofinanceira. dentro de 5 (cinco) dias da realização da assembléia-geral.303. à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço. se cumulativos.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) § 1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social. O conselho fiscal.303. de 2001) II . na companhia aberta. seus administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários. levantar balanço e distribuir dividendos em períodos menores. deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a situação financeira da companhia. se não absorvidos por prejuízos em exercícios subseqüentes. de 2001) § 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício social em que os órgãos da administração informarem à assembléia-geral ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. § 2º O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos intermediários.303. § 1º A companhia poderá. ou a retenção de todo o lucro líquido. e 202. § 2o Quando o estatuto for omisso e a assembléia-geral deliberar alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria. ou fixar outros critérios para determiná-lo. se em funcionamento.companhias fechadas. nos termos de disposição estatutária. não prejudicará o direito dos acionistas preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos a que tenham prioridade. por força de lei ou de disposição estatutária. A companhia que. exposição justificativa da informação transmitida à assembléia.303. o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo. Dividendos Intermediários Art. 204. nas seguintes sociedades: (Redação dada pela Lei nº 10.com Página 47 . de 2001) § 3o A assembléia-geral pode. desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não exceda o montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182. por deliberação dos órgãos de administração. desde que não haja oposição de qualquer acionista presente. (Incluído pela Lei nº 10. O disposto nos artigos 194 a 197. exceto nas controladas por companhias abertas que não se enquadrem na condição prevista no inciso I.companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures não conversíveis em ações. deverá dar parecer sobre essa informação e. § 6o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser distribuídos como dividendos. § 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do § 4º serão registrados como reserva especial e. nos termos deste artigo. levantar balanço semestral.303.

§ 3º O dividendo deverá ser pago. A companhia pagará o dividendo de ações nominativas à pessoa que. ou mediante crédito em conta-corrente bancária aberta em nome do acionista.com Página 48 . em qualquer caso. § 2º Os dividendos das ações em custódia bancária ou em depósito nos termos dos artigos 41 e 43 serão pagos pela companhia à instituição financeira depositária. no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e. § 1º Os dividendos poderão ser pagos por cheque nominativo remetido por via postal para o endereço comunicado pelo acionista à companhia.Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) Art.gestaofinanceira. dentro do exercício social. salvo deliberação em contrário da assembléia-geral. que será responsável pela sua entrega aos titulares das ações depositadas. www. na data do ato de declaração do dividendo. estiver inscrita como proprietária ou usufrutuária da ação. 205.

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