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BANC - Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra

BANC - Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra

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BANC

1. Enquadramento teórico

Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC)
Mário R. Simões Ana F. Lopes, Cristina P. Albuquerque, M. Salomé Pinho, Marcelino Pereira, Manuela Vilar, M. J. Seabra-Santos, Isabel Alberto, Liliana B. Sousa, Lígia Santos, Cláudia Lopes, Cristina Martins, Cláudia Alfaiate, Filomena Gaspar (Serviço de Avaliação Psicológica, FPCE-U.C.)
Projecto de investigação “Adaptação e estandardização portuguesa de testes neuropsicológicos: Estudos normativos e de validade” [Fundação para a Ciência e a Tecnologia SAPIENS/POCTI/35410/PSI/2000] [20002008] http://www.fpce.U.C..pt/cientificas/projectos/projecto3
[última actualização: 27.maio.2009]

2. 3.

Testes e Funções examinadas Estudos Psicométricos 2.1. Análise dos itens: nível de dificuldade e poder discriminativo. 2.2. Precisão: consistência interna, estabilidade temporal teste-reteste, acordo entre
cotadores. 2.3. Validade: Relação com outros testes (p. ex., WISC-III, MPCR), validade discriminante (grupos clínicos, grupos educativos, grupos especiais); Análise Factorial Confirmatória.

4. 5. 6.

Estudos normativos: Amostra, variáveis sócio-demográficas.
Exemplo: Adaptação e desenvolvimento dos Testes de Avaliação da Memória. O caso Memória dos testes de Aprendizagem de Listas de Palavras e Memória de Histórias. Vantagens e Limites.
2

1

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC Enquadramento BANC): Teórico e Princípios do exame neuropsicológico 1. Tarefas psicométricas clássicas pouco sensíveis para detectar presença de défices cognitivos específicos em sujeitos com desenvolvimento cognitivo (global) normal (QI médio); BANC: Bateria de avaliação de um conjunto amplo funções cognitivas específicas: memória verbal e visuo-espacial, atenção, funções executivas, linguagem expressiva e receptiva; Um resultado baixo não permite o diagnóstico mas indica necessidade de usar outros testes neuropsicológicos; Identificar consequências cognitivas de patologias neurológicas ou desenvolvimentais (epilepsia, TCEs, PHDA, DA, ...); Testes da BANC construídos para/usados no exame de crianças e adolescentes.
3

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC BANC): Enquadramento Teórico e Princípios do exame neuropsicológico

2.

6. [BANC (5-15 anos)]: permite acompanhar o processo de constituição /evolução /desenvolvimento progressivos das funções cognitivas específicas; 7. [BANC (exame de diferentes funções: memória, linguagem, atenção/funções executivas)]: o exame neuropsicológico deve ser implementado de modo a identificar possível heterogeneidade do funcionamento cognitivo (dissociações) e investigar objectivamente funções afectadas e funções preservadas. A presença de dissociações entre diferentes funções revela a relativa independência das funções cognitivas umas relativamente às outras ...).

3. 4. 5.

4

1

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC): Princípios do

exame neuropsicológico
modularidade do funcionamento cognitivo (cf. interpretação dos resultados nos testes). 1. Um “módulo” cerebral, constituído por sub-módulos organizados numa arquitectura própria a cada função cognitiva é definido por um substrato anatómico referenciável, constituindo uma unidade funcional (redes de neurónios, de associações funcionais de áreas cerebrais especializadas ligadas por vias específicas); 2. Uma unidade funcional é definida por 3 elementos: - tipo de informação considerada (“entradas”/aferentes) próprios de cada módulo; - tipo de tratamento aplicado a estas informações (sequencial, holístico, simultâneo ...). - resultado dos tratamentos em termos de operação mental realizada [p.ex., tratamento linguístico (compreensão, expressão), memorização (permanente ou provisória) ….];

1. BANC: FUNÇÕES E TESTES
[Memória Memória]
1. Listas de Palavras 2. Memória de Histórias 3. Reconhecimento de Faces 4. Figura Complexa de Rey 5. Tabuleiro de Corsi

[Atenção / Funções Executivas] Atenção Executivas
9. Barragem (2 Sinais, R. Zazzo; 3 Sinais, Toulouse e Piéron) 10. Trail Making Test A e B 11. Fluência Verbal Semântica 12. Fluência Verbal Fonémica 13. adapt. Torre de Londres

[Linguagem Linguagem]
6. Eliminação e Substituição 7. Nomeação Rápida 8. Compreensão de Instruções

[Lateralidade Lateralidade]
15. Questionário/Observação

[Motricidade Motricidade]
14. adapt. Purdue Pegboard Test
5

[Orientação Orientação]
16. Questionário
6

1. Listas de Palavras [Memória]
Tarefas: Tarefas (1) ensaio da lista de aprendizagem (4 ensaios, com evocação livre imediata após cada 4 ensaios um dos ensaios); (2) ensaio da lista de interferência (apresentação da lista de interferência, com prova de evocação livre imediata); (3) 1º ensaio de evocação livre diferida da lista de aprendizagem; (4) 2º ensaio de evocação livre diferida da lista de aprendizagem; (5) ensaio de reconhecimento diferido da lista de aprendizagem.

2. Memória de Histórias [Memória]
Material: Histórias A e B (5-9 anos), C e D (10-15 anos) Tarefas: (i) Evocação Imediata; (ii) Evocação Diferida; (iii) Reconhecimento Diferido. avalia a memória pela apresentação verbal de material conceptual (Golden, Espe-Pfeifer & Wachsler-Felder, 2000). [Ao pedir ao sujeito que ouça e recorde a história apresentada o teste envolve]: (i) atenção e planeamento, (ii) organização e sequenciação, (iii) compreensão do material verbal; (iv) capacidade de escuta, codificação e compreensão da informação verbal.
8

o

Material: Lista A (Aprendizagem), Lista B (interferência), Lista C (Reconhecimento)
aptidão para codificar, armazenar e, posteriormente, evocar a informação envolve codificar funções cognitivas complexas, nomeadamente capacidades mnésicas. uma medida de memória e aprendizagem verbal [geral]. avaliação de estratégias de aprendizagem e processos mnésicos mais específicos, como: (i) capacidade atencional; (ii) codificação da informação; (iii) reconhecimento; (iv) susceptibilidade à interferência [primeiros ensaios de aprendizagem da lista de palavras] combinação da evocação de informação a partir da memória de curto-prazo (nomeadamente da capacidade atencional) e/ou da memória de longo-prazo (Delis, Kramer, Kaplan, & Ober, 1994).
7

2

3. Reconhecimento de Faces [Memória]

4. Figura Complexa de Rey [Memória]

Tarefas (e Material):
(i) (ii) (iii) Ensaio de Aprendizagem (16 fotografias) Reconhecimento Imediato (48 fotografias) Reconhecimento Diferido (48 fotografias)

Material: Figura A Tarefas: Cópia da Figura; (ii) Evocação Imediata (reprodução: 3 min. após a Cópia; (iii) Evocação diferida (reprodução: 20/30 minutos após a cópia).
avalia conjunto diversificado de processos cognitivos: aptidões visuoespaciais construtivas e a memória visual (Mitrushina, 2005; Strauss, Sherman, & Spreen, 2006); aptidão visuo-perceptiva e visuo-construtiva; aspectos do funcionamento executivo (planeamento, organização e resolução de problemas)
(Mitrushina, 2005; Strauss et al., 2006; Watanabe, Ogino, Nakano, Hattori, Kado, Sanada, & Ohtsuka, 2005).
9 10

(Golden, Espe-Pfeifer, & Wachsler-Felder, 2000)

capacidade de percepção de estímulos visuais e atenção sustentada medida das funções mnésicas visuais, especificamente das aptidões para processar, codificar e evocar faces humanas (cf. Cohen, 1997;
Korkman, Kirk, & Kemp, 1998).

5. Tabuleiro de Corsi [Memória]

6. Eliminação e Substituição [Linguagem]

Material: Tabuleiro de Corsi (Block Span, Block Tapping Test,
Corsi, Corsi Blocks, Spatial Span, Visual Span)

Tarefa: apresentação de sequências de movimentos do dedo indicador,
realizadas pelo examinador, em 9 cubos. Após a apresentação de cada sequência, o sujeito deverá repeti-la na mesma ordem pela qual foi apresentada.

Material: teste de Eliminação (6-15 anos); teste de Substituição [Substituição I (6-9 anos), e Substituição II (1015 anos)]. Tarefa: Eliminação e Substituição de Fonemas. A consciência fonológica é uma competência metalinguística que implica a habilidade para identificar e manipular intencionalmente as unidades constituintes da linguagem oral, isto é, as sílabas e os fonemas (Blachman, 2000). 12

medida de memória de trabalho visuo-espacial (Berch,

Krikorian, & Huha, 1998; Pickering & Gathercole, 2001; The Psychological Corporation, 1997). [analogia não verbal da memória de dígitos ]

11

3

7. Nomeação Rápida [Linguagem]

8. Compreensão de Instruções [Linguagem]

Material e Tarefa: : 3 subtestes [nomeação de cores (5-6 anos); nomeação de números e nomeação de cores e formas (7-15 anos)]. avaliam a evocação, ao nível da memória a longo termo, de informação fonológica.

Material: Cartões (A, B e C) Tarefa: 27 instruções apresentadas oralmente, as quais solicitam para apontar para uma ou mais figuras dispostas num cartão. Tarefa progressivamente mais complexa, quer pelo aumento do número de atributos a identificar (Cartão A), quer pelo número e complexidade crescente dos conceitos implicados nas instruções (Cartões B e C), ou ainda pelo número de instruções a executar. teste de avaliação da linguagem receptiva, ao nível semântico e sintáctico, ou de processamento da informação auditivo/verbal. memória operatória, memória lexical, atenção e raciocínio verbal. 14

13

9. Barragem [Atenção]

10. Trail Making Test A e B [Atenção / Funções Executivas] Executivas

Material: Folha com sinais [2 Sinais, R. Zazzo (5-9 anos); 3 Sinais, Toulouse e Piéron (10-15 anos)] Tarefa: cancelamento de 2 e 3 sinais (10 minutos) avalia: atenção selectiva/focalizada e a atenção sustentada.

Material: Folha com sinais [2 Sinais, R. Zazzo (5-9 anos); 3 Sinais, Toulouse e Piéron (10-15 anos)] Tarefa: Parte A (ligar, através de linhas e de forma consecutiva e natural, 25 números distribuídos aleatoriamente numa folha). Parte B (a ligação segue a mesma lógica mas a união é realizada entre números e letras, de forma alternada).

avalia: sequenciação, rastreio visual e capacidade grafomotora, o teste fornece uma medida de atenção, velocidade e flexibilidade mental (Strauss, Sherman & Spreen, 2006). De forma mais exclusiva, o Trail Making Test A avalia a Atenção, mais especificamente a atenção visual sustentada, e o Trail Making Test B examina as Funções Executivas, particularmente a flexibilidade mental (Golden, Espe-Pfeifer & Wachsler-Felder, 2000).
15 16

4

11. Fluência Verbal Semântica 12. Fluência Verbal Fonémica

[Funções Executivas] Funções Executivas

13. Torre [Funções Executivas] Funções Executivas

Material/Tarefa: FV Semântica (Animais, Nomes de rapazes e raparigas, Alimentos), FV Fonémica (letras P,M, R) Funções executivas: iniciativa e atenção; capacidade para iniciar a busca sistemática e a recuperação no tempo disponível (Delis, Kaplan, & Kramer, 2002); pensamento abstracto (Anderson, Anderson, Northam, Jacobs, & Catroppa, 2001); flexibilidade cognitiva e busca estratégica (Strauss, Sherman, & Spreen, 2006); planeamento estratégico, automonitorização e controlo de respostas (Bryan & Luszez, 2000); capacidade para recordar as regras e orientar o comportamento durante a resposta a uma pista específica e espontaneidade do comportamento (Philips, Della Salla, & Trivelli, 1996); capacidade para supervisionar a qualidade de respostas, suprimindo as respostas erradas (Perret, 1974); velocidade da busca e recuperação/rapidez cognitiva (Rosser & Hodges, 1994). Linguagem: capacidade para aceder rapidamente ao léxico interno (Riva, Nichelli, & Devoti, 2000) e pesquisa/produção de palavras de categorias específicas armazenadas na memória (Korkman, Kirk, & Kemp, 1998). Memória: memória semântica (Henry, Crawford, & Phillips, 2004; Rosser & Hodges, 1994) e a memória de trabalho (Anderson, Anderson, Northam, Jacobs, & Catroppa, 2001; Brocki & Bohlin, 2004), memória verbal episódica (Ruff, Light, Parker, & Levin, 1997; Somerville, Tremont, & Stern, 2000), memória declarativa a longo prazo (Martin, Wiggs, LaLonde, & Mack, 1994).
17

Material e Tarefa: Base/tabuleiro com três pinos e 3 bolas (cores vermelha, azul e verde). Caderno com os modelos impressos e que são apresentados aos sujeitos para reproduzir no tabuleiro, a partir de uma posição inicial, que é sempre a mesma para todos os itens. Folha de protocolo (os modelos a reproduzir; número mínimo de movimentos necessários para a resolução de cada problema, tempo de planificação, tempo total, tempo de execução, número de ensaios, violação das regras (tipo I, tipo II e tipo III). [relativamente aos restantes testes de FE a Torre introduz] o factor novidade e a planificação-sequencialização-monitorização.
18

2. BANC: Estudos Psicométricos (I) 2.1. Análise dos Itens
2.1. nível de dificuldade 2.2. nível discriminativo

2. BANC: Estudos Psicométricos (II) 2.3. Validade
2.3.1.. resultados escolares 2.3.2. Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças – Terceira Edição (WISC-III) 2.3.3. Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (MPCR) [2.3.4. Desenho da Figura Humana (Sistema de Naglieri)] [2.3.5. Teste de Retenção Visual de Benton] 2.3.6. análise factorial exploratória 2.3.7. análise factorial confirmatória 2.3.8. estudos com grupos clínicos, educativos, especiais
19 20

2.2. Precisão
2.2.1. estabilidade temporal teste-reteste 2.2.2. consistência interna 2.2.3. acordo entre-avaliadores

5

2. BANC: Validade. Grupos Clínicos (I)

2. BANC: Validade. Grupos Clínicos/Educativos (II)
Perturbação da Hiperactividade com Défice de Atenção

Epilepsia
[Ana F. Lopes & Mário R. Simões [Ana F. Lopes & Mário R. Simões 2008-…. . 2006-2007. TD/BD/FCT] TM/BM/FCT]

[Paulo Costa & Mário R. Simões

2008 - …. .

TD]

[Cláudia Alfaiate, Boavida Fernandes, Eva Fernandes, e cols. 2007 - …. . TM] [Proj. Hospital Pediátrico de Coimbra / Laboratório Jansen-Cilag; Laboratório Novartis]

Traumatismo Crânio-Encefálicos Crânio[Lígia Santos & Mário R. Simões [Lígia Santos & Mário R. Simões 2007. 2006-2007. TD/BD/FCT] TM/BD/FCT]

Problemas de aprendizagem escolar
[Mário R. Simões, Ana F. Lopes e cols. [2006-2008] 2005-2007. TM] [2005]

Tumores Cerebrais
[Lígia Santos & Mário R. Simões 2007. TD/BD/FCT] [Magda Oliveira, Susana Almeida, Eunice Silva. 2008 - …. . Projecto “Avaliação e reabilitação cognitiva das sequelas neuropsicológicas resultantes da doença e tratamentos em pediatria oncológica”. IPO, Porto/Laboratórios Pfizer]
21

Dificuldades específicas de aprendizagem
[Cândida Cardoso & Marcelino Pereira

Sobredotação
Marcelino Pereira, Mário R. Simões, Ana F. Lopes

22

2. BANC: Validade. Grupos Clínicos/Especiais (III)
Perturbação de Oposição e Desafio
[Diana Sofia Sá & Cristina P. Albuquerque 2006-2007. TMI] 2008. TMI]

2. BANC: Validade. Grupos Clínicos/Especiais (IV)

Adolescentes institucionalizados (Medida de Promoção e Protecção) Protecção)
[Ana R. S. Gomes, Mário R. Simões & Celina Manita

Perturbações Específicas do Desenvolvimento da Linguagem [Sandra M.R. Coelho & Cristina P. Albuquerque . 2007- …. . TM] Crianças Vítimas de Mau Trato ou Negligência
? [Magda V. Ferreira, Isabel Alberto & Mário R. Simões 2004-…. . 2007-…. . TM] TM]

[Crianças filhas de Pais com Doença Bipolar]
[Salomé Caldeira & Mário R. Simões 2009-…. . TD/BD/FCT]

Adolescentes Institucionalizados Vítimas de Maus Tratos
[Adélia Costa & Isabel Alberto [Filipa Carejoulo, M. J. Seabra-Santos & Isabel Alberto

Crianças prematuras [com muito baixo peso à nascença (<1500 g)]
[Iolanda C. Gil 2007-…. . TD. Univ. Salamanca] Crianças prematuras [com muito baixo peso à nascença (<1000 g)]

Maus tratos em idade pré-escolar [testes: Memória de Faces e Barragem 2 Sinais] pré2008-… TD/BD/FCT]

Síndrome de Asperger
[Andreia Patrício, Maria J. Silva, Inês Leitão, Carlos Filipe, Cristina P. Albuquerque 2006 -…. . CADin]
23 24

6

2. BANC: Validade. Outros Estudos (V)
Purdue Pegboard
[M. Manuela P. Vilar & Mário R. Simões 2006-2007. TM]

3. BANC: Estudos Normativos
Importância de normas desenvolvimentais apropriadas
Desenvolvimento de instrumentos aplicáveis em contextos clínicos e com normas representativas;

Teste de Compreensão de Instruções [Análise dos erros]
[Sara L.B. Coutada & Cristina P. Albuquerque 2006-2007. TMI]

Figura Complexa de Rey [no âmbito da adapt. do Teste de Retenção Visual de Benton] Benton]
[Marinela Santos & M. Salomé Pinho 2005-2006. TM]

Normas: estratificadas por idade, nível escolar e género (permitem identificar trajectórias desenvolvimentais); Representação apropriada de áreas urbanas e rurais; cruciais para a credibilidade da avaliação (Marcopoulos, 1999); melhor compreensão dos problemas/patologias do desenvolvimento; ausência de normas adequadas ... maior probabilidade de conclusões clínicas ou científicas erróneas (Norman et al., 2000; Pontón et al., 1996);

25

26

BANC: Estudos Normativos
Critérios de inclusão: Escolaridade normal; Sem patologia neurológica ou psiquiátrica; Domínio da língua portuguesa; Critérios de exclusão: diagnóstico de perturbação neurológica (ex.: epilepsia, tumor cerebral, lesão cerebral traumática, paralisia cerebral) ou perturbação psiquiátrica /psicopatológica; presença de problemas de comportamento ou de dificuldades de aprendizagem; casos referenciados ou que receberam algum tipo de ensino especial, com história de insucesso (repetição de um ou mais anos escolares); casos cuja língua materna não fosse o português.
27

3. BANC. ESTUDOS NORMATIVOS Amostra normativa (I): Idade e género

Idades

N

Género Rapazes 49 50 52 50 49 51 48 49 51 49 52 Raparigas 50 51 49 50 51 51 50 50 51 51 50

5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

99 101 101 100 100 102 98 99 102 100 102

Total

1104

550

554 28

7

3. BANC. ESTUDOS NORMATIVOS Amostra de aferição (II): Área de residência
Amostra “esperada” (census, 2001) 71%

3. BANC. ESTUDOS NORMATIVOS Amostra de aferição (III): Região geográfica

Área de Residência A. Pred. Urbana (N=781) A. Mod. Urbana (N=186) A. Pred. Rural (N=137)

Amostra obtida 70,7% 16,8% 12,4%

região geográfica

Amostra obtida

“amostra esperada” (census, 2001)

Litoral (N=928) 17% 12%
29

84,1% 15,9%

84% 16%

Interior (N=176)

30

3. BANC. ESTUDOS NORMATIVOS Amostra de aferição (IV): Escolaridade dos Pais
Anos de escolaridade 0 - 4 anos 5 - 12 anos > 12 anos:
Graduação Mestrado Doutoramento

BANC: Testes de Avaliação da Memória

Mãe 11,9% (N=131) 51,7% (N=570) 31,1% (N=342) 5,5% (N=61)

Pai 12,1% (N=133) 59,3% (N=655) 20,9% (N=230) 7,8% (N=86)
31 32

Testes de Avaliação da Memória: Processo de adaptação e desenvolvimento

Sem informação

8

Baterias e Testes de Avaliação da Memória (I)
Children’s Memory Scale (CMS)
(Morris J. Cohen, 1997)

Baterias e Testes de Avaliação da Memória (II): testes mais comuns

Test of Memory and Learning (TOMAL; TOMAL-2) TOMAL(Cecil R. Reynolds & Erin D. Bigler, 1994; Cecil R. Reynolds & Judith K. Voress, 2007)

The Rivermead Behavioral Memory and Test (RBMT)
(B. Pilson, R. Ivani-Chalian & F. Aldrich, 1991)

Wide Range Assessment of Memory and Learning (WRAML; WRAML-2) WRAML(David ShesloP & Payne Adams, 1990, 1999) [Working Memory and Test Battery for Children (WMTB-C) (WMTB(Sue Pickering & Sue Gathercole, 2001)] ]

Listas de Palavras (4+3) Memória de Histórias (5) Memória de Faces (4) Pares de Palavras (3) Memória de Dígitos (3)

Memory and Learning Domain Developmental Neuropsychological Assessment (NEPSY; NEPSY-II) NEPSY(Marit Korkman, Ursula Kirk & Sally Kemp, 1998, 2006)
33 34

Baterias e Testes de Avaliação da Memória (III): Testes de Aprendizagem de Listas de Palavras
1. Lista de Palavras (CMS 1997) CMS, 2. Recordação Selectiva de Palavras (TOMAL TOMAL,1994, 2004) WRAML, 3. Aprendizagem Verbal (WRAML 1990) 4. Aprendizagem de Lista de Palavras (NEPSY 1998) NEPSY, 5. Children’s Auditory Verbal Learning Test – 2 (CAVLT-2, CAVLTJack L. Talley, 1993)

Baterias de Testes de Avaliação da Memória (IV) Testes de Aprendizagem de Listas de Palavras
CATEGORIAS NÃO RELACIONADAS SEMANTICAMENTE CMS WRAML RAVLT [NEPSY] CATEGORIAS SEMANTICAMENTE RELACIONADAS TOMAL (comida / animais / utensílios; coisas) utensílios CAVLT-2 (partes do corpo humano / animais/ peças de vestuário / coisas da partes casa) CVLT-C (coisas para vestir / coisas para brincar / frutos) frutos BANC (partes do corpo humano / frutos / utensílios) partes utensílios
36

6. California Verbal Learning Test – C (CVLT-C, Dean C. Delis, CVLTJoel H. Kramer, Edith Kaplan, Beth A. Ober, 1994) 7. Rey Auditory Verbal Learning Test (RAVLT André Rey, 1958; RAVLT, Forrester & Geffen, 1991)
35

9

Lista de Aprendizagem

Lista de Interferência

1.ª Evocação Diferida

2.ª Evocação Diferida

Reconhecimento

CAVLT-2
(6 – 17 anos)

5 ensaios
(16 palavras)

1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio

Listas de Palavras
1. Ensaio da lista de aprendizagem (4 ensaios, com evocação livre imediata após cada um dos ensaios); 2. Ensaio da lista de interferência (apresentação da lista de interferência, com prova de evocação livre imediata); 3. 1º ensaio de evocação livre diferida da lista de aprendizagem;

CVLT-C
(5 – 16 anos)

5 ensaios
(15 palavras)

RAVLT
(7 – 89 anos)

5 ensaios
(15 palavras)

TOMAL
(5 – 19 anos)

8 ensaios
(8 ou 12 palavras)

WRAML
(5 – 17 anos)

4 ensaios
(13 ou 16 palavras)

CMS
(5 – 16 anos)

5 ensaios
(10 ou 14 palavras)

1 ensaio 1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio

4. 2º ensaio de evocação livre diferida da lista de aprendizagem; 5. Ensaio de reconhecimento diferido da lista de aprendizagem.

NEPSY
(7 – 12 anos)

5 ensaios
(15 palavras)

BANC
(5 – 15 anos)
VERSÃO FINAL

4 ensaios
E1+E2+E3+E4

1 ensaio 1 ensaio

1 ensaio
37 38

(15 palavras)

Listas de Palavras

Listas de Palavras
Estabilidade Temporal Teste-Reteste Total (n=106; 1 mês; 6-8-10A): . 644** 1ª aplic.: M=32.04 (DP=7.07) 2.ª aplic.: M= 37.08 (DP.=8.10) Consistência Interna [alfa de Cronbach (split-half)] Amostra total (n=1104): .89 (.87) Género: .90 (.87) Masculino (n=550) .89 (.86) Feminino (n=554)
39 40

14 12 10
Pontuação
1º ENSAIO 2º ENSAIO 3º ENSAIO 4º ENSAIO

8 6 4 2 0 5 6 7 8 9 10
Idade

11

12

13

14

15

10

Words (W) and Scoring Unities (SU)
CMS
5–8 years

Logical Memory
TOMAL
W.: 52/81/99 S.U.: 20/27/35 W.: 81/99/102 S.U.: 27/35/32

[Figura Complexa de Rey-Osterrieth]
Cópia: . 3-minutos (evocação): Memória imediata/memória a curto prazo (Baron, 2003) . 30-minutos (evocação diferida) - Funções (visuomotoras, visuoperceptivas, visuoespaciais) - Atenção e Funções Executivas - Aprendizagem e Memória
41 42

Memória

WRAML
W.: 80/75 S.U.: 22/23 W.: 75/117 S.U.: 23/28

NEPSY
W.: 207 S.U.: 17 W.: 207 S.U.: 17

RBMT
W.: 91 S.U.: 31 W.: 91 S.U.: 31

Coimbra
FINAL VERSION

W.: 54 S.U.:28/29 W.: 89/92 S.U.: 41

W.: 83/85 S.U.: 36

(5-9 A.)
9 – 12 years

13 – 15 years

W.: 95/91 S.U.: 47/41

W.: 75/117 S.U.: 23/28

W.: 99/102/118 S.U.: 35/32/32

W.: 100 S.U.: 46

(10-15 A.)

[Tabuleiro de Corsi]

Memória

BANC (testes/Memória) Localizações Cerebrais: HIPÓTESES
Considerar o princípio da modularidade do funcionamento cognitivo ... Memória de Histórias - lobo temporal esquerdo. Lista de Palavras - lobo temporal esquerdo. Pares de Palavras - lobo temporal esquerdo. Memória de Faces – lobo temporal direito. Tabuleiro de Corsi – hemisfério direito, lobos frontais. Fig. C. de Rey – hemisf. esquerdo, hemisf. direito, lobos frontais.
(Baron, 2004; Ellison & Semrud-Clikeman, 2007; Jambaqué, 2001; Korkman, Kirk & Kemp, 1998)

43

44

11

BANC

TRAIL MAKING TEST – PARTE A

Atenção /Funções Executivas

45

46

TRAIL MAKING TEST – PARTE B

TORRE de LONDRES
(adapt.)

47

48

12

TORRE

Tabuleiro de Motricidade (Purdue Pegboard)

. . . . . . -

-

Avaliação das capacidades de planificação; Desenvolvimento até idade de 16 anos (Lussier, Guérin, Dufresne, & Lassonde,1998); Áreas pré-frontais; Desenvolvido por Shallice (?1988) o teste foi inspirado em tarefas usadas em inteligência artificial para simular a resolução de problemas e é similar à Torre de Hanói; Número de movimentos usado para reproduzir um modelo. Resultados (variáveis dependentes): n.º de modelos bem sucedidos ao 1.º ensaio, com um mínimo de movimentos em menos de 60’’ [Planificação]; Número total de ensaios para realizar os 12 modelos (itens) [memória de trabalho espacial, capacidades de auto-correcção, flexibilidade mental ... ou medida de rigidez cognitiva quando as crianças fazem os mesmos erros perserverativos reproduzindo as mesmas sequências de deslocamentos errados antes de obter a solução); Tempo de planificação (tempo tomado pelo sujeito para deslocar a 1.ª bola após ter sido apresentado o modelo (item) no caderno de estímulos; Tempo de execução (tempo entre o 1.º e o último movimento); 49

50

MOTRICIDADE

LATERALIDADE

Purdue Pegboard (anos 40, Purdue Research Foundation,, Joseph Foundation
Tiffin, 1968; Psicologia Industrial). Tiffin,

Motricidade (Tabuleiro)
2 Ensaios: Pregos colocados, pregos deixados cair, média de pregos colocados Mão dominante, mão não dominante, ambas as mãos
51 52

13

LATERALIDADE
Lateralidade Questionário Observação no desempenho de tarefas (mão): usar uma tesoura para cortar, um martelo, lançar uma bola, escrever/desenhar, usar escova de dentes (olho): piscar, espreitar por um orifício, caleidoscópio (pé): chutar uma bola, pé-coxinho, subir a uma cadeira

Estudos de validação: Amostras
traumatismos crânio-encefálicos crânioEPILEPSIA PERTURBAÇÃO DA HIPERACTIVIDDE COM DÉFICE de ATENÇÃO PERTURBAÇÕES DA APRENDIZAGEM ESCOLAR DIFICULDADES ESPECÍFICAS DE APRENDIZAGEM SOBREDOTAÇÃO ADOLESCENTES INSTITUCIONALIZADOS (lei de Protecção de
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Crianças e Jovens em Perigo)

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traumatismos crânio-encefálicos (Lígia Santos & Mário R. crânioSimões 2007)

traumatismos crânio-encefálicos (Lígia Santos & Mário R. crânioSimões 2007)

- 30 crianças (18 ♂ e 12 ♀) - Centro de Desenvolvimento e Neurologia Pediátrica do HPC. - média de idades: 10.07 anos (DP=2.95) [7.43 anos (DP=2.97) aquando da lesão cerebral] Critérios Inclusão: Existência Comprovada de TCE Severo Coma superior a 6 horas Lesão evidente no TAC O valor mais baixo na Glasgow Coma Scale pós ressuscitação < a 8
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WISC-III (N=29); WPPSI-R (N=1) - QIV [M= 82; DP=13.04; Amplitude= 76-91] - QIR [M= 81; DP = 12.54; Amplitude= 74-92] - QIEC [M= 78; DP =13.08;Amplitude= 72-90] [Grupo Controlo: idade, género, escolaridade dos pais, área residencial, região geográfica]

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traumatismos crÂnio-encefálicos crÂnioGrupo Clínico Idade aquando o TCE M DP Min-Max Tempo entre TCE e Avaliação (meses) M DP Min-Max Valor do GCS mais baixo pós ressuscitação M DP Min-Max Duração Coma (dias) M DP Min-Max Duração do período de tempo de consciência diminuída (até GCS = 15) M DP Min-Max Défices Focais (n) Hemiparesia direita Hemiparesia esquerda Afasia Tetraparesia Paresia facial direita N=30 7,43 2,97 2-12 30,43 19,83 5,5-65 7,77 1,48 3-8 8,19 10,55 0,33-45

(Ana Filipa Lopes, Mário R. Simões, Conceição Robalo, Isabel Fineza, Olavo Gonçalves, Luís Borges, 2007) - 50 crianças (26 ♂ e 24 ♀)
- 7-15 anos - Consulta de Epilepsia (Centro de Desenvolvimento e Neurologia Pediátrica do HPC)] Critérios Inclusão: Resultados ≥ 70 em pelo menos um dos QIs da PISC-III Idade cronológica entre os 7 e os 15 anos de idade Diagnóstico com um dos seguintes tipos de epilepsia: Generalizada Lobo temporal Lobo frontal Critérios Exclusão: Sujeitos previamente diagnosticados com encefalite ou meningite Sujeitos com diagnóstico de psicose ou outra doença major Sujeitos medicados com mais de 2 fármacos

epilepsia

14,43 12,78 0,46-50 3 6 7 3 1

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Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) (Cláudia Alfaiate, Eva Fernandes, Boavida Fernandes, Susana Nogueira, Luís Borges, Mário R. Simões., A. Filipa Lopes, 2008)

Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) (Cláudia Alfaiate, Eva Fernandes, Boavida Fernandes, Susana Nogueira, Luís Borges, Mário R. Simões., A. Filipa Lopes, 2008)

Projecto: A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) na criança: Impacto nas funções cognitivas e neuropsicológicas, no comportamento e na aprendizagem – Avaliação antes e depois de medicação com Metilfenidato (apoio: Laboratórios: Novartis e Janssen-Cilag)

AMOSTRA: 100 crianças (79 ♂; 21♀) AMOSTRA SUBTIPO: combinado (81), desatento (17), hiperactivo/impulsivo (2)
PISC-III: QIEC [96,66 (dp=11,90); Mín.: 80; Máx.: 134] QIV [92,28 (dp=12,24); Mín.: 70; Máx.: 135] QIR [98,09 (dp=12,28); Mín.: 73; Máx.: 130]

Critérios de inclusão: 1. pedido especifico consulta hiperactividade do Centro de Desenvolvimento Luís Borges; 2. consentimento informado; 3. IC (6-9 anos); 4. Diagnóstico DSM-IV; 5. Índice de Hiperactividade e Défice de Atenção nas Escalas de Conners (pais e professores) ≥1 Desvio-Padrão [recurso adicional aos Questionários de Achenbach (CBCL e TRF) preenchidos pelos pais e professores, respectivamente, com vista a despistar possíveis comorbilidades]; 6. Pontuação ≥ Percentil 25 (Matrizes Progressivas Coloridas de Raven; Simões, 2000); 7. QIEC ≥ 80 (WISC-III; Wechsler, 2003). Critérios de exclusão: Deficiência Mental, Epilepsia, TCE ou outras perturbações do SNC, Doença Pervasiva do Desenvolvimento. Grupo de controlo: (equivalente de acordo com) a idade, género, área geográfica e escolaridade da mãe.
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Dificuldades de aprendizagem (DA) DA)
(Cândida Cardoso & Marcelino Pereira, 2007)

Problemas de aprendizagem escolar (PAE) (Mário R. Simões, e
cols. 2007) - N=49 crianças (33 ♂ e 16 ♀ raparigas),

- 30 crianças (21 ♂ e 9 ♀) - com média de 92.67 meses de idade (DP=7.00) - NSE e proveniência geográfica (equivalente ao grupo de controlo) - QIEC= 94.7 (10.07); QIV=95.17 (7.57); QIR=97.8 (12.20) - critério de inclusão: DEA (sinalização pelos profs.) - critérios de exclusão: absentismo, mudança de escola, acontecimentos familiares adversos, problemas emocionais, PHDA

- Centro de Desenvolvimento e Neurologia Pediátrica do HPC. - Idade: 10.6 (DP: 0.95); - Escolaridade: 4.41 (DP: 1.13). critérios de inclusão: - ausência de qualquer outro diagnóstico; - sem Plano Educativo Especial; - Percentil > 35 (Matrizes Progressivas Coloridas de Raven); - Quociente Intelectual Geral (QIEC) > 80 (WISC-III). QIV: M=95,90 (DP=13,81; Amplitude: 73-124) QIR: M=99,52 (DP=13,20; Amplitude: 70-128) QIEC: M=96,29 (DP= 12,05; Amplitude: 82-129)
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Sobredotação
(Marcelino Pereira, Mário R. Simões, & A. Filipa Lopes 2007)

ADOLESCENTES INSTITUCIONALIZADOS
(lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo)

(Ana Rosa Gomes, Mário R. Simões & Celina Manita, 2008)

33 (26♂ 7♀) Idade [M=9,06; Amplitude: 5 – 15 anos] Escolaridade (pré-escolar – 10.º ano)

35 ♂ Idade [M=13,91; Amplitude: 12 – 15 anos] Escolaridade [M=6,63 (DP: 1,800) (3 – 11.º ano)] Duração da institucionalização (anos): [M=4,71 (DP:3,486) (1-12) [WISC-III]:

[WPPSI-R (2); WISC-III (28)]: QIV: M=140 (DP=10,083; Amplitude:117-152) QIR: M=122 (DP=11,839; Amplitude:102-144) QIEC: M=137 (DP= 8,220; Amplitude:120-152)
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QIV: M= 71,57 (DP= 16,272; Amplitude: 47-106) QIR: M= 76,26 (DP= 17,104; Amplitude: 46-106) QIEC: M= 70,31 (DP= 15,076; Amplitude: 42-100)

64

16

BANC
10

Lista de Palavras: Total Aprendizagem

Resultados – amostras
65

8 6 4 2 0 1º 2º 3º 4º ensaio ensaio ensaio ensaio PHDA Controlo

PHDA (n=100) M 26.9 DP 6.6

Controlo (n=100) M 31.5 DP 8.7 p <.01

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Síntese dos Resultados (BANC)
Testes com capacidade para discriminar os grupos
Domínio Domí F. Cognitiva

Síntese dos Resultados (BANC) Memória
TCE
X X X X X X X X X X X X Memória Histórias C+D Tabuleiro de Corsi Figura Complexa Rey Evoc. Imediata Evoc. Diferida Rec. Imediata X X X X Memória de Faces Rec. Diferido Total X Memória Histórias A+B Lista de Palavras Total aprendizagem 1º Evoc. Diferida 2º Evoc. Diferida Reconhecimento Evoc. Imediata Evoc. Diferida Reconhecimento Evoc. Imediata Evoc. Diferida Reconhecimento

Testes Lista de Palavras Memória de Histórias Tabuleiro de Corsi Memória de Faces Figura Complexa de Rey

PHDA X X X

Epilepsia X X X X

Testes (indicadores) com capacidade para discriminar os grupos
PHDA X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Epilepsia X X X X TCE X X X X X X X X X

Memória Verbal Memória Visual

X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X

Linguagem

Nomeação Rápida: Cor-Forma Nomeação Rápida: Números Consciência Fonológica: Eliminação Consciência Fonológica: Substituição Compreensão de Instruções

Atenção e Funções Executivas

Fluência Verbal Semântica Fluência Verbal Fonémica Trail Making Test A Trail Making Test B Torre Barragem 2 sinais

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68

17

Síntese dos Resultados (BANC) Linguagem

Síntese dos Resultados (BANC) atenção / funções executivas
Testes (indicadores) com capacidade para discriminar os grupos

Testes (indicadores) com capacidade para discriminar os grupos
PHDA Total Nomeação Rápida Cor-Forma Tempo Erros Total Nomeação Rápida Números Tempo Erros Eliminação Consciência Fonológica Substituição 1 Substituição 2 Compreensão de Instruções X X X X X X X X Barragem X X Torre X X X Trail Making Test B X X X X X X Trail Making Test A Tempo Erros Tempo Erros Correctos 1º ensaio Prob. Correctos Ensaios realizados Total 2 sinais 3 sinais Epilepsia TCE Fluência Verbal Fonémica Semântica

PHDA X X

Epilepsia X X

TCE X X

X X X X X X X X X

X

X X

X X

X

X X X

69

70

Síntese dos Resultados (BANC)
Testes com capacidade para discriminar os grupos
Domínio Domí F. Cognitiva

Validade: Investigação com resultados convergentes
SobreSobredotação dotaç
Ad. Ad. Institu

Testes Lista de Palavras Memória de Histórias Tabuleiro de Corsi Memória de Faces Figura Complexa de Rey

PAE X X X

DA X X

Epilepsia X X X

TCE
X X X X X X X X X X X X

Memória Verbal Memória Visual

X X X -

Epilepsia
Billard et al., 2002; Chaix et al., 2006; Cohen et al., 1992; CulhaneShelburne et al., 2002; Fastenau et al., 2004; Gonzalez et al., 2007; Hermann et al., 2007; Hermann et al., 2001; Hernandez et al., 2002, 2003; Jambaqué et al., 1993; Jocic-Jakubi & Jovic, 2006; Nolan et al., 2004; Riva et al., 2005; Schoenfeld et al., 1999.

X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X

X X X X X X X X X X X X

Linguagem

Nomeação Rápida: Cor-Forma Nomeação Rápida: Números Consciência Fonológica: Eliminação Consciência Fonológica: Substituição Compreensão de Instruções

TCE
Anderson et al., 1998; Cahill et al., 2002; Cattopa & Anderson, 2002; EPin-Cobbs et al., 1998; Robin et al., 1999; Slomine et al., 1999.

Atenção e Funções Executivas

Fluência Verbal Semântica Fluência Verbal Fonémica Trail Making Test A Trail Making Test B Torre Barragem 2 sinais

PHDA
Barkley, 2006; Bierbman & Farahone, 2005; Frazier et al., 2004; Sergeant et al., 2002; Pest et al., 2002.
72

X X

X

X

71 _

18

Validade: Investigação com resultados convergentes

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC):

VANTAGENS/POTENCIALIDADES (I)
Bateria de testes abrangente e compreensiva, útil na avaliação do desenvolvimento neuropsicológico de crianças e adolescentes (5-15 anos) Testes conhecidos/representativos. Pretende avaliar aspectos básicos e complexos relativos a várias funções e aptidões cognitivas essenciais à capacidade para aprender (na escola, fora da escola) Vários testes e tarefas abrangendo o exame de uma mesma função Instrumento indispensável, complementar à WISC-III (ou à WPPSI-R)

DA /PAE

Kramer, Knee e Delis (2000); Korkman, Kirk, e Kemp (1998); Cohen (1997); Helland e Asbjørnsen (2003); Brosnan, Demetre, Hamil, Robson, Shepherd e Cody (2002); Montgomery, Morris, Sevcik e Clarkson (2005); Jeffries e Everatt (2004); Pillcutt, Pennington, Boada, Ogline, Tinick, Chhabildas, e Olson (2001).
SOBREDOTAÇÃO SOBREDOTAÇ

......
Adolescentes institucionalizados

[Atenção/concentração: Chugani et al., 2001; Erikson et al., 1989; Gelles, 2007; Green, 1985; Plougmand, 1988; Vesterdal, 1991]
73

74

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC):

VANTAGENS/POTENCIALIDADES (II)

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC):

VANTAGENS/POTENCIALIDADES (III)
Flexibilidade: possibilidade de escolha de testes isolados

Testes normalizados numa mesma e única amostra de aferição

Amostra normativa: ampla/numerosa, estratificada, representativa

Possibilidade de avaliação compreensiva de uma mesma função e de testar hipóteses plausíveis: mais do que um único teste para examinar cada uma das seguintes funções nucleares (memória, atenção/funções executivas, linguagem Numerosos estudos de validação

Idades: 5-15 anos (“o exame neuropsicológico não se justifica antes dos 3/4anos”
(Mazeau, 2003)

Melhoria progressiva dos desempenhos com a idade (em todos os testes e tarefas)

Métrica comparável para os vários domínios/funções, testes e tarefas: resultados estandardizados (M=10;DP=3)
75 76

19

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC):

VANTAGENS/POTENCIALIDADES (IV)

bateria de avaliação neuropsicológica de coimbra (BANC): LIMITES

Exame comparativo dos êxitos e insucessos (dissociações análise do dissociações), significado dos erros, estudo das estratégias espontâneas que permitem êxitos atípicos (informação qualitativa acerca da dinâmica do funcionamento mental da criança, mecanismos subjacentes aos desempenhos)

Perfil de resultados em diferentes funções, testes e tarefas: (i) identificação de áreas de funcionamento positivo e áreas de funcionamento deficitário; (ii) análise da variabilidade, flutuação ou trajectória desenvolvimental dos desempenhos associados a recuperação ou deterioração de uma ou mais funções
77

Testes não avaliam “funções puras”: puras” - o desempenho num domínio (teste) requer frequentemente o envolvimento de outras funções (examinadas igualmente por outros testes/tarefas) - Dificuldade em identificar o impacto/ modo como competências num domínio funcional afectam outras funções Idades não abrangidas: 4 anos (?cf. imaturidade/”impossibilidade de avaliação), 16-17/19 anos (cf. eventual ausência de crescimentos dos resultados na maior parte dos testes/funções) Estabilidade teste-reteste: .60-.70 (n.º reduzido de testes) teste- reteste Tabuleiro de Corsi: falta tarefa sentido inverso Corsi F.C.Rey: evocação (3 min., dispensável?); falta tarefa de F.C.Rey reconhecimento Memória: Pares de Palavras, Repetição de Frases, … Memória Memória de Faces e Torre de Londres: discriminam mal níveis Londres superiores de desempenho (grupo normativo) Estudos de sensibilidade, especifidade, valor preditivo positivo e negativo. 78

BANC: Equipa do projecto (2000-2008) (2000Mário R. Simões e M. Salomé Pinho [Memória] Cristina P. Albuquerque e M. João Seabra Santos [Linguagem] Marcelino Pereira, Isabel Alberto, Mário Simões e F. Gaspar [F. Executivas/Atenção] Manuela Vilar [Lateralidade e Motricidade] Ana Filipa Lopes (Bolseira de Investigação/FCT), Liliana B. Sousa Cláudia Lopes [estatística]
(Faculdade de Psicologia e de C. da Ed. da Universidade de Coimbra) Faculdade Coimbra

BATERIA DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DE COIMBRA (BANC)

“Adaptação e estandardização Portuguesa de Testes Neuropsicológicos: Adaptação Neuropsicológicos: Estudos Normativos e de Validade"] Projecto financiado pela Fundação Validade para a Ciência e a Tecnologia [35410/PSI/2000, SAPIENS/POCTI) Outros apoios - Serviço de Avaliação Psicológica. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. - Centro de Psicopedagogia. Universidade de Coimbra (FEDER/POCTISFA-160-490). - Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade de Coimbra. - Centro de Desenvolvimento e Neurologia Pediátrica. Hospital Pediátrico de Coimbra http://www.fpce.uc.pt/cientificas/projectos/projecto3

Cristina Martins (Linguista, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) Colaboradoras: Colaboradoras Sofia de Oliveira Major, Alexandra Sofia Babo, Inês Catarina Coutinho, Isabel Cristina Figueiredo, Sara Raquel Pires, Elsa Catarina Oliveira, Joana Esteves Lopes, Ana Rita Basílio, Carla Sofia Antunes, Ana Isabel Rodrigues, Sílvia Marta da Silva, Inês Bernardino.
79

80

20

BIBLIOGRAFIA Simões, M.R. e cols. (2008, não publicado). Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC). Manual: Administração e Cotação (Vol. I-Relatório Final; 138 páginas). Coimbra: Serviço de Avaliação Psicológica/FPCE-U.C.. Simões, M.R. e cols. (2008 , não publicado). Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC). Manual: Tabelas com Dados Normativos (Vol. II-Relatório Final; 73 páginas). Coimbra: Serviço de Avaliação Psicológica/FPCEU.C.. Simões, M.R. e cols. (2008 , não publicado). Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC). Manual: Interpretação (Vol. III-Relatório Final; 314 páginas). Coimbra: Serviço de Avaliação Psicológica/FPCE-U.C..
81

BIBLIOGRAFIA
Baron, I. S. (2003). Neuropsychological evaluation of the child. New York: child Oxford University Press. Ellison, A. T., & Semrud-Clikeman, M. (2007). Child neuropsychology: Assessment and interventions for neurodevelopmental disorders. New York: Springer. Fletcher-Janzen, E. & Reynolds, C. R. (Eds.) (2008). Neuropsychological perspectives on learning disabilities in the era of RTI: Recommendations for Diagnosis and Intervention. New York: Wiley. Kempe, S.L., Kirk, U., & Korkman, M. (2001). Essentials of NEPSY assessment. New York: Wiley. assessment Mazeau, M. (2003). Conduite du bilan neuropsychologique chez l’enfant. l’enfant Paris: Masson. Miller, D. (2007). Essentials of school neuropsychological assessment. New York: Wiley. Reynolds, C. R. & Fletcher-Janzen, E. (Eds.) (2009). Handbook of clinical child neuropsychology (3rd ed.). New York: Wiley.
82

BIBLIOGRAFIA (Avaliação neuropsicológica/Geral)

BIBLIOGRAFIA
(algumas publicações periódicas na área da avaliação neuropsicológica ...) neuropsicológica

Lezak, M. D., Howieson, D. B., Loring, D. P., Hannay, H. J., & Fischer, J. S. (2004). Neuropsychological assessment (4rd ed.). New York: Oxford University Press. Strauss, E., Sherman, E. M. S. & Spreen, O. (2006). A compendium of neuropsychological tests: Administration, norms, and commentary (2nd ed.). tests: New York: Oxford University Press. Golden, C. J., Espe-Pfeifer, P. & Pachsler-Felder (2000). Neuropsychological interpretations of objective psychological tests. New York: Kluwer/Plenum. tests Hebben, N. & Milberg, P. (2002). Essentials of neuropsychological assessment. New York: Wiley. assessment Mitrushina, M. N., Boone, K. B., Razani, J., & D’Elia, L. F. (2005). Handbook of Normative data for neuropsychological assessment (2nd ed.). New York: Oxford University Press.
83

The Clinical Neuropsychologist Child Neuropsychology Developmental Neuropsychology Journal of Experimental and Clinical Neuropsychology Archives of Clinical Neuropsychology Brain Injury Journal of the International Neuropsychological Society Applied Neuropsychology [Epilepsy & Behavior, Epilepsia, Seizure, Journal of Child Neurology]
84

21

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