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Integração de um simulador de controlo de tráfego aéreo com um LMS

Integração de um simulador de controlo de tráfego aéreo com um LMS

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Dissertação de Mestrado em Informática na UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - de Tiago Ribeiro.

Resumo | Muitos centros de formação militar, como o Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea Portuguesa (CFMTFA), utilizam meios tradicionais para
treinar e controlar a prática de tráfego aéreo, tais como a simulação através de modelos físicos de um aeródromo e de aeronaves. Estes centros de formação militar
utilizam frequentemente Learning Management Systems (LMS) para a gestão de conteúdos online dos cursos.
Este trabalho apresenta uma proposta de arquitectura que integra um simulador virtual de controlo de trafego aéreo com os conteúdos de uma determinada unidade curricular disponíveis num LMS. Esta integração permite ao formando praticar exercícios num simulador que estão disponíveis no LMS, actualizando o seu
progresso e acções de forma a que um formador possa acompanhar o seu estudo.
Esta dissertação apresenta também os detalhes de uma primeira abordagem à implementação desta arquitectura, através do desenvolvimento de um protótipo.
Dissertação de Mestrado em Informática na UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - de Tiago Ribeiro.

Resumo | Muitos centros de formação militar, como o Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea Portuguesa (CFMTFA), utilizam meios tradicionais para
treinar e controlar a prática de tráfego aéreo, tais como a simulação através de modelos físicos de um aeródromo e de aeronaves. Estes centros de formação militar
utilizam frequentemente Learning Management Systems (LMS) para a gestão de conteúdos online dos cursos.
Este trabalho apresenta uma proposta de arquitectura que integra um simulador virtual de controlo de trafego aéreo com os conteúdos de uma determinada unidade curricular disponíveis num LMS. Esta integração permite ao formando praticar exercícios num simulador que estão disponíveis no LMS, actualizando o seu
progresso e acções de forma a que um formador possa acompanhar o seu estudo.
Esta dissertação apresenta também os detalhes de uma primeira abordagem à implementação desta arquitectura, através do desenvolvimento de um protótipo.

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Integra¸˜o de um simulador ca de controlo de tr´fego a´reo a e com um LMS

Por Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro e

Orienta¸˜o: ca Prof. Doutor Leonel Caseiro Morgado Major Lu´ Augusto Alves de Sousa Leite ıs

Disserta¸˜o submetida ` ca a ´ UNIVERSIDADE DE TRAS-OS-MONTES E ALTO DOURO para obten¸˜o do grau de ca MESTRE em Inform´tica, de acordo com o disposto no a DR – I s´rie–A, Decreto-Lei n.o 74/2006 de 24 de Mar¸o e no e c Regulamento de Estudos P´s-Graduados da UTAD o DR, 2.a s´rie – Delibera¸˜o n.o 2391/2007 e ca

Integra¸˜o de um simulador ca de controlo de tr´fego a´reo a e com um LMS

Por Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro e

Orienta¸˜o: ca Prof. Doutor Leonel Caseiro Morgado Major Lu´ Augusto Alves de Sousa Leite ıs

Disserta¸˜o submetida ` ca a ´ UNIVERSIDADE DE TRAS-OS-MONTES E ALTO DOURO para obten¸˜o do grau de ca MESTRE em Inform´tica, de acordo com o disposto no a DR – I s´rie–A, Decreto-Lei n.o 74/2006 de 24 de Mar¸o e no e c Regulamento de Estudos P´s-Graduados da UTAD o DR, 2.a s´rie – Delibera¸˜o n.o 2391/2007 e ca

Orienta¸˜o Cient´ ca ıfica :

Prof. Doutor Leonel Caseiro Morgado
Professor Auxiliar do Departamento de Engenharias Escola de Ciˆncias e Tecnologia e Universidade de Tr´s-os-Montes e Alto Douro a

Major Lu´ Augusto Alves de Sousa Leite ıs
Major do NCA CFMTFA

v

Integra¸˜o de um Simulador ca de Controlo de Tr´fego A´reo a e com um LMS
Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro e
Submetido ` Universidade de Tr´s-os-Montes e Alto Douro a a para o preenchimento dos requisitos parciais para obten¸˜o do grau de ca Mestre em Inform´tica a

Resumo — Muitos centros de forma¸ao militar, como o Centro de Forma¸ao Militar c˜ c˜ e T´cnica da For¸a A´rea Portuguesa (CFMTFA), utilizam meios tradicionais para e c e treinar e controlar a pr´tica de tr´fego a´reo, tais como a simula¸ao atrav´s de a a e c˜ e modelos f´ ısicos de um aer´dromo e de aeronaves. Estes centros de forma¸ao militar o c˜ utilizam frequentemente Learning Management Systems (LMS) para a gest˜o de a conte´dos online dos cursos. u Este trabalho apresenta uma proposta de arquitectura que integra um simulador virtual de controlo de tr´fego a´reo com os conte´dos de uma determinada unia e u dade curricular dispon´ ıveis num LMS. Esta integra¸˜o permite ao formando praca ticar exerc´ ıcios num simulador que est˜o dispon´ a ıveis no LMS, actualizando o seu progresso e ac¸˜es de forma a que um formador possa acompanhar o seu estudo. co Esta disserta¸ao apresenta tamb´m os detalhes de uma primeira abordagem a imc˜ e ` plementa¸˜o desta arquitectura, atrav´s do desenvolvimento de um prot´tipo. ca e o Palavras Chave: Simula¸˜o; LMS; controlo de tr´fego a´reo; Web. ca a e

vii

Integrating a military air traffic control simulato with an LMS
Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro e
Submitted to the University of Tr´s-os-Montes and Alto Douro a in partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science in Computer Science

Abstract — Many military training centers, as the Center for Military and Technical Training of Portuguese Air Force (CFMTFA), use traditional means to train and practice air traffic control, such as the use of physical models of an aerodrome and aircrafts. These military training centers often use Learning Management Systems (LMS) to manage online content of courses. This work presents a technical architecture that integrates a virtual simulator for air traffic control with the contents of a particular course available in LMS. This integration allows the trainee to practice in a simulator exercices that are available in the LMS by updating its progress and actions so that a trainer can keep track of his study. This dissertation also presents the details of a first approach to the implementation of this architecture through the development of a prototype. Keywords: simulator; LMS; air traffic control; computer graphics; Web.

ix

Agradecimentos

Os meus agradecimentos, em primeiro lugar, aos meus pais pela dedica¸˜o, educa¸ao ca c˜ e pelo apoio incondicional durante a minha vida acad´mica. e Ao Professor Doutor Leonel Caseiro Morgado, Professor Auxiliar da Universidade de Tr´s-os-Montes e Alto Douro, orientador deste trabalho, pela sua motiva¸ao, pelas a c˜ suas sugest˜es, ideias e orienta¸˜es. o co Ao Major Lu´ Leite, co-orientador deste trabalho, e aos restantes oficiais do Centro ıs de Forma¸˜o Militar e T´cnica da For¸a A´rea, pelas suas observa¸˜es e orienta¸oes ca e c e co c˜ a n´ t´cnico sobre controlo de tr´fego a´reo e outros assuntos relacionados. ıvel e a e A todos os meus colegas da Universidade de Tr´s-os-Montes e Alto Douro pela sua a amizade e simpatia. E a todos aqueles que me apoiaram no desenvolvimento desta disserta¸˜o. ca A todos, um sincero obrigado!

UTAD/CFMTFA, Vila Real, 19 de Dezembro de 2011

Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro e

xi

´ Indice geral

Resumo Abstract Agradecimentos ´ Indice de figuras 1 Introdu¸˜o ca 1.1 Motiva¸˜o e objectivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 1.2 Metodologia adoptada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 Estrutura da disserta¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca

vii ix xi xv 1 2 2 3

2 Forma¸˜o de controladores de tr´fego a´reo ca a e 5 2.1 Processo de forma¸˜o na For¸a A´rea Portuguesa . . . . . . . . . . . 6 ca c e 2.2 An´lise de um exerc´ de simula¸ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 a ıcio c˜ 2.3 Requisitos do sistema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 3 Simuladores de controlo de tr´fego a´reo a e 3.1 Utiliza¸ao de simuladores como material de c˜ 3.2 Simuladores existentes . . . . . . . . . . . 3.2.1 I-SIM . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2.2 TSIM . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2.3 BEST Tower . . . . . . . . . . . . xiii 15 16 16 17 17 18

estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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3.2.4

Tower Simulator . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 21 22 22 23 23 25 26 26 27 29 29 29

4 Learning Management Systems 4.1 Moodle . . . . . . . . . . . . . 4.2 Outros LMS existentes . . . . 4.2.1 Blackboard . . . . . . 4.2.2 Sakai . . . . . . . . . .

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5 Arquitectura 5.1 Defini¸ao da arquitectura . . . . c˜ 5.1.1 LMS Sync Module . . . 5.1.2 Simulation Module . . . 5.1.3 Scenario Creator Module 5.1.4 Simulator Sync Module . 5.2 Troca de informa¸ao . . . . . . c˜

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6 Prot´tipo desenvolvido o 33 6.1 Simulador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 6.2 LMS - Moodle . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 6.3 Web Service - “Simulator Sync Module” . . . . . . . . . . . . . . . . 40 7 Conclus˜o e trabalho futuro a Referˆncias bibliogr´ficas e a Sobre o Autor 45 47 49

xiv

´ Indice de figuras

2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 3.1 3.2 5.1 5.2 6.1 6.2 6.3 6.4

Modelos do aer´dromo e das aeronaves. . . . . . . . . . . . . . . . . . o Cabine que simula o interior de uma torre de controlo. . . . . . . . . Formandos iniciantes e formador, junto do simulador. . . . . . . . . . Simula¸˜o do movimento de uma aeronave no aer´dromo. . . . . . . . ca o Exemplo de um exerc´ ıcio, retirado do manual de treino. . . . . . . . .

7 7 8 8 9

Exemplo de um dos simuladores apresentados (TSIM). . . . . . . . . 17 Esquema da instala¸˜o t´ ca ıpica do TSIM. . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Arquitectura geral desenvolvida. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Diagrama de decis˜o de ac¸˜es de uma aeronave. . . . . . . . . . . . . 28 a co Ecr˜ de autentica¸˜o no simulador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 a ca Diagrama do processo de autentica¸ao do formando. . . . . . . . . . . 34 c˜ Ecr˜ do simulador onde se apresenta a lista de exerc´ a ıcios dispon´ ıveis. Ecr˜ do simulador onde ´ renderizado o ambiente virtual e executado a e o exerc´ de simula¸ao. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 ıcio c˜ 35

6.5

Diagrama do processo de interpreta¸ao de uma instru¸ao de controlo. c˜ c˜ xv

37

6.6 6.7 6.8

P´gina do Moodle para adicionar topic outline, com o novo t´pico a o simulation. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 P´gina do Moodle para definir uma nova simula¸ao. . . . . . . . . . . 39 a c˜ P´gina do Moodle para consultar o desempenho de um formando num a exerc´ ıcio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

xvi

1
consequˆncias. e

Introdu¸˜o ca

O treino de controladores de tr´fego a´reo ´ feito na maioria dos centros de forma¸˜o a e e ca atrav´s do recurso a tecnologias de simula¸ao. Os formandos usam essas tecnologias e c˜ para interpretar o contexto em que s˜o emitidas ordens de controlo a´reo e as suas a e

As tecnologias de simula¸ao podem variar entre abordagens de baixa tecnologia e c˜ abordagens de alta tecnologia (Ribeiro et al., 2011). No Centro de Forma¸ao Militar c˜ e T´cnica da For¸a A´rea (CFMTFA), a simula¸˜o ´ praticada recorrendo a modelos e c e ca e f´ ısicos de um aer´dromo e aeronaves (Figura 2.1). No entanto, existem abordagens o de mais alta tecnologia baseadas em computadores e ambientes virtuais. No cap´ ıtulo 3 desta disserta¸˜o s˜o abordados simuladores deste tipo. ca a Nos centros de forma¸˜o ´ habitual fazer-se uso de Learning Management Systems ca e (LMS), ou seja, sistemas que facilitam a gest˜o da aprendizagem dos alunos e do proa cesso de ensino. Os LMS permitem aos formadores gerirem conte´do de forma¸ao de u c˜ uma determinada unidade de forma¸˜o via web. Usando estes sistemas, os formadoca res podem interagir com os formandos atrav´s da partilha de informa¸ao, recolha de e c˜ exerc´ ıcios pr´ticos, do agendamento de avalia¸oes, etc. Mas, no caso de simula¸˜es a c˜ co de controlo de tr´fego a´reo, n˜o ´ poss´ guardar os dados do desempenho de um a e a e ıvel 1

2

CAP´ ITULO 1. INTRODUCAO ¸˜

formando, quando este pratica uma simula¸ao. c˜ Visando a cria¸ao de uma arquitectura que permita a partilha de dados de simula¸ao c˜ c˜ atrav´s de um LMS, o trabalho descrito no capitulo 6 apresenta um prot´tipo que e o permite partilhar dados de simula¸˜o entre Moodle, LMS usado pela CFMTFA, e ca um simulador de controlo de tr´fego a´reo. a e

1.1

Motiva¸˜o e objectivos ca

Este trabalho visa o desenvolvimento de um prot´tipo que proporcione ao CFMTFA o uma solu¸˜o que estabele¸a um meio de partilha de dados de simula¸˜o entre um ca c ca simulador de controlo de tr´fego a´reo e um LMS. Este prot´tipo tem como objectivo a e o ser o ponto de partida para uma integra¸˜o mais aprofundada e abrangente, em ca coopera¸ao entre a Universidade de Tr´s-os-Montes e Alto Douro e o Centro de c˜ a Forma¸ao Militar e T´cnica da For¸a A´rea. c˜ e c e Por op¸˜o conjunta dos formadores do CFMTFA e dos investigadores da UTAD, ca definiu-se como objectivo inicial para o simulador, a capacidade de descarregar os dados do primeiro exerc´ ıcio de simula¸ao de aer´dromo, provenientes do Moodle c˜ o usado pelo CFMTFA, renderizar o exerc´ ıcio num espa¸o virtual 3D e permitir a c execu¸ao da simula¸˜o, bem como a capacidade de enviar os registo das ac¸˜es do c˜ ca co formando para o Moodle.

1.2

Metodologia adoptada

De forma a atingir o objectivo proposto, estabeleceu-se um conjunto de etapas de trabalho. Estas etapas n˜o foram necessariamente executadas de forma sequencial, a sendo que algumas destas ocorreram de forma paralela em determinadas fases do desenvolvimento do trabalho apresentado. Tarefa 1 Escolha do caso de estudo e defini¸ao dos principais requisitos do sistema. c˜

1.3. ESTRUTURA DA DISSERTACAO ¸˜

3

Tarefa 2 Levantamento do estado da arte das tecnologias de simula¸˜o de controlo ca de tr´fego a´reo. a e Tarefa 3 Estudo do modelo de dados associado a uma simula¸˜o. ca Tarefa 4 Defini¸ao de uma arquitectura de software que permita as execu¸ao de c˜ c˜ simula¸˜es de controlo de tr´fego a´reo presentes no Moodle do CFMTFA. co a e Tarefa 5 Desenvolvimento de um m´dulo no Moodle que permita a cria¸ao de um o c˜ cen´rio de simula¸˜o. a ca Tarefa 6 Desenvolvimento do prot´tipo de um simulador virtual de controlo de o tr´fego a´reo. a e Tarefa 7 Desenvolvimento de um web service que permita aceder aos dados guardados no Moodle. Tarefa 8 Estabelecer comunica¸ao entre o simulador e o web service. c˜ Tarefa 9 Testes do prot´tipo implementado. o

1.3

Estrutura da disserta¸˜o ca

Esta disserta¸˜o encontra-se estruturada em sete cap´ ca ıtulos. No presente cap´ ıtulo fezse uma introdu¸ao de enquadramento e apresentaram-se os objectivos e a motiva¸˜o c˜ ca do trabalho. No cap´ ıtulo 2 ´ feita uma an´lise ao processo de forma¸ao na For¸a A´rea Pore a c˜ c e tuguesa, onde ´ analizado o processo de simula¸ao de controlo de tr´fego a´reo e c˜ a e utilizado no N´cleo de Controlo A´reo (NCA) do CFMTFA. Nesse cap´ u e ıtulo tamb´m e s˜o definidos os requisitos do sistema. a No cap´ ıtulo 3 apresenta-se uma amostra de simuladores de controlo de tr´fego a´reo a e existentes, enquanto que no cap´ ıtulo 4 se encontram as informa¸˜es sobre Learning co Management Systems, com destaque para o Moodle, o LMS utilizado pelo CFMTFA.

4

CAP´ ITULO 1. INTRODUCAO ¸˜

A proposta da arquitectura ´ apresentada no cap´ e ıtulo 5, juntamente com a proposta de uma estrutura de dados e com a descri¸˜o dos meios de comunica¸˜o e troca de ca ca informa¸ao presentes na arquitectura. c˜ No cap´ ıtulo 6 s˜o descritos o funcionamento do prot´tipo desenvolvido e a execu¸ao a o c˜ de uma simula¸˜o. ca A finalizar a disserta¸ao, no cap´ c˜ ıtulo 7, faz-se uma reflex˜o sobre os resultados a obtidos e apresentam-se algumas perspectivas de trabalho futuro.

2

Forma¸˜o de controladores de ca tr´fego a´reo a e

O treino pr´tico de controlo de tr´fego a´reo da For¸a A´rea Portuguesa1 (FAP) a a e c e envolve a pr´tica de simula¸oes numa sala apropriada para o efeito. A simula¸˜o ´ a c˜ ca e feita em grupo de alunos, usando um conjunto de modelos f´ ısicos de um aer´dromo o e de aeronaves, e praticada durante uma aula pr´tica de controlo de tr´fego a´reo. a a e Este processo torna dif´ o estudo ind´ ıcil ıvidual por parte de cada formando, bem como o estudo fora das aulas. Os formandos de controlo de tr´fego a´reo tˆm por h´bito fazer uso de simuladores a e e a virtuais que fornecem experiˆncias de simula¸ao como complemento fora das aue c˜ las. No entanto, os simuladores existentes nem sempre fornecem experiˆncias de e simula¸˜o que se adequam aos conte´dos dos cursos dos centros de forma¸ao. ca u c˜ O Moodle ´ a plataforma LMS usada no CFMTFA. Os formadores do CFMTFA tˆm e e a possibilidade de disponibilizar conte´dos de forma¸ao te´rica e exerc´ u c˜ o ıcios pr´ticos a no LMS. No entanto, no que toca a forma¸˜o em “Simulador de Aer´dromo”, ape` ca o nas s˜o disponibilizados conte´dos de forma¸˜o te´rica. Isto porque os exerc´ a u ca o ıcios pr´ticos s´ podem ser praticados durante as aulas, no unico simulador existente. a o ´

1

http://www.emfa.pt/www/index.php

5

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´ ´ CAP´ ITULO 2. FORMACAO DE CONTROLADORES DE TRAFEGO AEREO ¸˜

2.1

Processo de forma¸˜o na For¸a A´rea Portuca c e guesa

O Centro de Forma¸ao Militar e T´cnica da For¸a A´rea2 , localizado na base a´rea da c˜ e c e e Ota3 , ´ o centro de forma¸˜o respons´vel por iniciar a forma¸ao-base dos militares da e ca a c˜ FAP. Ap´s essa primeira fase da forma¸˜o, os militares s˜o destacados para as outras o ca a bases a´reas existentes em Portugal, onde v˜o desempenhar as fun¸˜es necess´rias e a co a a cada uma delas. No plano de forma¸˜o-base, os formandos tˆm de frequentar unidades curriculares ca e de diversas areas, entre as quais encontra-se a unidade de forma¸˜o de “Simula¸ao de ´ ca c˜ Aer´dromo”, administrada pelo N´cleo de Circula¸ao A´rea (NCA). Esta divide-se o u c˜ e em aulas te´ricas e pr´ticas. As aulas pr´ticas s˜o realizadas numa unica sala do o a a a ´ NCA, onde existe um modelo f´ ısico de um aer´dromo em conjunto com r´plicas de o e aeronaves (Figura 2.1). Durante uma aula pr´tica, os formandos mais avan¸ados na mat´ria est˜o no interior a c e a de uma cabine que simula a realidade de uma torre de controlo de um aer´dromo o (Figura 2.2). Os formadores tˆm a fun¸ao de simular a ac¸ao dos pilotos e/ou de e c˜ c˜ outros intervenientes num aer´dromo real, de forma a proporcionarem ao formando o uma experiˆncia pr´xima de uma situa¸˜o real. Os formandos iniciantes em controlo e o ca de tr´fego a´reo ficam perto dos modelos f´ a e ısicos (Figura 2.3). Seguindo atentamente o exerc´ em execu¸ao, simulam os movimentos das aeronaves usando as respectivas ıcio c˜ r´plicas (Figura 2.4). e Quando uma aeronave faz uma aproxima¸ao a um aer´dromo, tem que seguir trac˜ o ject´rias de aproxima¸˜o espec´ o ca ıficas. No simulador do NCA, estas traject´rias est˜o o a tracejadas no ch˜o da sala. Os formandos iniciantes s˜o respons´veis por, na altura a a a em que simulam o movimento da aeronave, cumprir com o tracejado do simulador.

2 3

http://www.emfa.pt/www/unidadedetalhe.php?cod=1F300 http://www.pelicano.com.pt/zp ota.html

´ 2.1. PROCESSO DE FORMACAO NA FORCA AEREA PORTUGUESA ¸˜ ¸

7

Figura 2.1 – Modelos do aer´dromo e das aeronaves. o

Figura 2.2 – Cabine que simula o interior de uma torre de controlo.

8

´ ´ CAP´ ITULO 2. FORMACAO DE CONTROLADORES DE TRAFEGO AEREO ¸˜

Figura 2.3 – Formandos iniciantes e formador, junto do simulador.

Na Figura 2.4, ´ poss´ ver, tracejadas no ch˜o da sala, as traject´rias que tˆm de e ıvel a o e ser seguidas pelos formandos inciantes, tal como referido no par´grafo anterior. a

Figura 2.4 – Simula¸˜o do movimento de uma aeronave no aer´dromo. ca o

´ 2.2. ANALISE DE UM EXERC´ ICIO DE SIMULACAO ¸˜

9

2.2

An´lise de um exerc´ a ıcio de simula¸˜o ca

Antes de ser apresentada a arquitectura, ´ analisado, nesta sec¸˜o, um exerc´ de sie ca ıcio mula¸˜o de aer´dromo utilizado no CFMTFA. Os exerc´ ca o ıcios de simula¸ao no N´cleo c˜ u de Controlo A´reo s˜o efectuados recorrendo a modelos f´ e a ısicos de um aer´dromo e o de aeronaves. Quando estas simula¸˜es s˜o praticadas numa sala f´ co a ısica, os formadores e os formandos usam um documento que descreve o exerc´ a ser praticado ıcio (Figura 2.5). Estes documentos tˆm descrita toda a informa¸ao sobre as aeronaves e c˜ envolvidas e os movimentos que v˜o ter de executar. a Contudo, os detalhes nos documentos apresentados n˜o s˜o suficientes para que seja a a computarizada toda a simula¸ao. Existem pormenores que s˜o conhecidos pelos c˜ a formandos e formadores e n˜o est˜o representados na folha que descreve o exerc´ a a ıcio. Estes documentos foram traduzidos em diagramas de estado, que descrevem os movimento das aeronaves e as decis˜es e ac¸oes que um formando deve fazer. o c˜

Figura 2.5 – Exemplo de um exerc´ ıcio, retirado do manual de treino.

Ao analisarmos a tabela presente na figura 2.5, ´ poss´ e ıvel, na linha de cabe¸alho, c retirar os dados sobre o nome do exerc´ (no caso apresentado: “1 VMC”) e a pista ıcio em uso (pista n.o 34 ). Nas linhas abaixo est˜o descritas actividades ou pontos de a coordena¸ao de uma aeronave. Cada uma tem associada, pela ordem de colunas da c˜
4

Esta identifica¸˜o corresponde ao aer´dromo fict´ de Mira. ca o ıcio

10

´ ´ CAP´ ITULO 2. FORMACAO DE CONTROLADORES DE TRAFEGO AEREO ¸˜

tabela, o tempo de in´ de actividade (tempo decorrido ap´s o in´ da simula¸˜o), ıcio o ıcio ca o nome da aeronave, a actividade (ou coordena¸˜o), e o tipo de avi˜o (F-165 , C-1306 , ca a etc). Tomando como exemplo o exerc´ apresentado na figura 2.5, quando come¸a a siıcio c mula¸˜o entra em actividade a aeronave, modelo F-16, denominada “VIPER02”. Na ca descri¸ao da actividade, ´ indicado que a aeronave est´ em voo, vai fazer um circuito c˜ e a de aproxima¸ao directa ou VFR, seguido de um circuito de simulacro de aterragem c˜ for¸ada ou SFO7 , um circuito fechado ou closed e, novamente, um circuito fechado c ou closed. Na descri¸ao da actividade tamb´m se pode ler “TG/LA/TG/FS”. Isto c˜ e significa qual a manobra de aproxima¸˜o ` pista de aterragem entre cada movica a mento/circuito. Ou seja, entre o primeiro circuito, VFR, e o segundo, SFO, ser´ a feito um Touch and Go (TG), que ´ a denomina¸ao para a manobra da aeronave e c˜ quando esta se aproxima da pista, aterra e logo de seguida arranca novamente. Entre o segundo circuito, SFO, e o terceiro, closed, ´ feito um Low Approach (TA), que e ´ a denomina¸˜o para a manobra da aeronave quando esta se aproxima da pista, faz e ca um voo rasante8 e acelera novamente. Entre o terceiro circuito e o quarto (ambos circuitos closed ), a aeronave faz novamente um Touch and Go (TG). Ap´s o ultimo o ´ circuito ´ feito um Full Stop (FS), isto ´, a aeronave aterra e faz a paragem no e e aer´dromo.9 o No par´grafo anterior, foi feita a an´lise da actividade de uma aeronave. No ena a tanto existem mais quatro aeronaves descritas que podem entrar no espa¸o a´reo c e do aer´dromo enquanto outra aeronave ainda se encontra a realizar movimentos. o O controlador a´reo ´ respons´vel por coordenar o espa¸o a´reo de forma a evitar e e a c e conflitos ou at´ mesmo acidentes a´reos. Por exemplo, um controlador a´reo n˜o e e e a pode dar permiss˜o de aterrar a duas aeronaves em simultˆneo. a a

http://www.emfa.pt/www/aeronavesdetalhe.php?cod=f16 http://www.emfa.pt/www/aeronavesdetalhe.php?cod=c130 7 Procedimento de treino para aproxima¸˜o e aterragem, devido a falha (simulada) do motor ca 8 Voo rasante: voo realizado muito pr´ximo do solo. o 9 Toda a informa¸˜o foi retirada do Manual de Treino de Controlo de Tr´fego A´reo (NCA, ca a e 2006).
6

5

2.3. REQUISITOS DO SISTEMA

11

2.3

Requisitos do sistema

Depois de definido o objectivo de desenvolvimento de um prot´tipo que permita o a pr´tica de exerc´ a ıcios de simula¸ao de aer´dromo, optou-se por analisar o caso c˜ o concreto de um exerc´ de simula¸ao utilizado presentemente pelo CFMTFA como ıcio c˜ ponto de partida para identificar os requisitos que o sistema ter´ de satisfazer. a Inicialmente, foram feitas algumas reuni˜es com os formadores do NCA. Durante o essas reuni˜es, os formadores do CFMTFA, expressaram a expectativa de dispor de o “um simulador virtual que fosse capaz de executar os exerc´ ıcios de simula¸ao de c˜ aer´dromo presentes no Moodle”. o Pretende-se que o simulador virtual seja sincronizado com a plataforma Moodle de forma a permitir que os exerc´ ıcios de simula¸˜o presentes no simulador sejam geridos ca pelos formadores atrav´s desta plataforma. Optou-se por criar um simulador em e vez de usar um j´ existente de forma a explorar o problema geral do CFMTFA, a n˜o ambicionando ser uma solu¸˜o final. Esse simulador deve ser desenvolvido a ca de forma a que seja adequado ` forma¸ao prestada no CFMTFA, destinando-se a c˜ aos formadores e formandos que frequentam a unidade de forma¸˜o “Simula¸ao de ca c˜ Aer´dromo” no NCA do CFMTFA. Os formadores devem poder criar exerc´ o ıcios de simula¸˜o no Moodle e consultar os resultados dos formandos. Os formandos devem ca poder autenticar-se no simulador, descarregar os dados dos exerc´ ıcios e execut´-los, a enviando de seguida os resultados para o Moodle. A cria¸ao do simulador permite c˜ ter mais flexibilidade de o modificar face a eventuais problemas que fossem surgindo, para que o trabalho fosse focado no problema de troca de dados com o LMS e n˜o a nas especificidades de algum simulador existente. Durante a realiza¸ao do trabalho apresentado nesta disserta¸ao, decorreu em pac˜ c˜ ralelo outro trabalho acad´mico, no ˆmbito da unidade curricular Laborar´rio de e a o Inform´tica IV, elaborado por Nuno Faria, aluno do 1.o ciclo em Inform´tica, na a a UTAD. Esse trabalho adaptou a base de dados da plataforma LMS Moodle e criou p´ginas Web dinˆmicas para suportar a cria¸ao e consulta de exerc´ a a c˜ ıcios de simula¸ao. c˜ Estes elementos s˜o mencionados na arquitectura descrita no cap´ a ıtulo 5, mas s˜o a

12

´ ´ CAP´ ITULO 2. FORMACAO DE CONTROLADORES DE TRAFEGO AEREO ¸˜

exteriores ao presente documento. Nesta primeira fase de desenvolvimento do produto, juntamente com os formadores do NCA, foi estabelecido que o prot´tipo deveria incluir: o • A capacidade de executar os movimentos das aeronaves do exerc´ pr´tico ıcio a mencionado. • A possibilidade de um formando, quando faz uma simula¸ao, poder ver a c˜ simula¸˜o do ponto de vista de um piloto de aeronaves.10 ca • A comunica¸ao do simulador com o Moodle de forma a permitir a autentica¸˜o c˜ ca de um formando no simulador com os dados de autentica¸ao do Moodle e a c˜ consulta da lista de exerc´ ıcios do Moodle no simulador. Durante a defini¸ao do trabalho a realizar, os formadores do NCA requisitaram que c˜ o aer´dromo usado nas simula¸˜es fosse o aer´dromo fict´ de Mira. Segundo os o co o ıcio formadores, este aer´dromo est´ desenhado de forma a suportar situa¸oes de controlo o a c˜ de tr´fego a´reo que n˜o coexistem num unico aer´dromo real. As caracter´ a e a ´ o ısticas deste aer´dromo, bem como a descri¸˜o das manobras efectuadas pelas aeronaves o ca no espa¸o a´reo do aer´dromo, est˜o descritas no Manual de Treino de Controlo de c e o a Tr´fego A´reo (NCA, 2006). a e A an´lise do exerc´ concreto permitiu identificar trˆs funcionalidades necess´rias. a ıcio e a Primeira, a capacidade de executar os movimentos da aeronave descritos no primeiro exerc´ de simula¸ao de aer´dromo; segunda, descarregar os dados espec´ ıcio c˜ o ıficos do primeiro exerc´ ıcio do Moodle e executar a simula¸˜o; e, terceira funcionalidade, ca guardar a informa¸˜o sobre a resolu¸˜o do exerc´ pelo formando. ca ca ıcio Em rela¸ao ao envio de resultados, foi definido que, nesta primeira fase, deveria ser c˜ guardada no Moodle a transcri¸ao das instru¸oes de controlo que o formando usou c˜ c˜ durante a resolu¸ao do exerc´ c˜ ıcio. Esta informa¸ao permite analisar o progresso do c˜ formando durante a resolu¸˜o de cada simula¸˜o. ca ca
Na opini˜o dos formadores da For¸a A´rea, a possibilidade dos formandos terem a visualiza¸˜o a c e ca daquilo que um piloto vˆ ´ um acr´scimo ` experiˆncia de simula¸˜o. ee e a e ca
10

2.3. REQUISITOS DO SISTEMA

13

A primeira funcionalidade implica a disponibiliza¸ao em 3D de aeronaves e do c˜ aer´dromo e a sua organiza¸ao num ambiente virtual utilizado pelo simulador. Para o c˜ que o simulador seja capaz de reproduzir os movimentos das aeronaves do exerc´ ıcio pr´tico de “Simula¸ao de Aer´dromo” (Figura 2.5), ´ necess´rio definir as anima¸oes a c˜ o e a c˜ 3D e a sua execu¸ao no ambiente virtual. c˜ Para a segunda funcionalidade ´ necess´rio definir o modelo dos dados que s˜o e a a utilizados no simulador e que, posteriormente, ser˜o descarregados do Moodle. Esse a modelo de dados ser´ criado com base no primeiro exerc´ de simula¸ao. No Moodle a ıcio c˜ ´ necess´ria a cria¸ao de uma nova categoria de trabalhos: exerc´ e a c˜ ıcios de simula¸ao. c˜ Na terceira funcionalidade ´ exigido o desenvolvimento do meio de comunica¸˜o e ca entre o simulador e a plataforma LMS. Para isso era necess´rio criar um servi¸o web a c que permitisse aceder ` base de dados do Moodle de forma a transferir os dados do a exerc´ de forma organizada. Este servi¸o web dever´ tambem validar os dados de ıcio c a autentica¸˜o que s˜o inseridos no simulador. ca a

3

Simuladores de controlo de tr´fego a´reo a e

Actualmente, existem variados simuladores baseados em computador. As caracter´ ısticas de cada um variam entre simuladores com uma estrutura grande, simuladores simples para port´teis, simuladores com grande capacidade gr´fica e, at´, a a e simuladores que permitem simula¸˜es colaborativas. co No entando, os simuladores existentes n˜o permitem a conex˜o com o Moodle nem a a qualquer outra plataforma LMS. Esta falta de conex˜o n˜o permite que os conte´dos a a u de ensino sejam geridos pelos formadores, bem como n˜o permite a posterior an´lise a a de desempenho de um formando quando pratica um exerc´ de simula¸ao. ıcio c˜ Especificamente, os formadores gostariam de poder acompanhar os formandos, atrav´s e do LMS, para saberem quais os exerc´ ıcios completos e analisarem o desempenho do formando durante a execu¸˜o da simula¸˜o. Isto permite analisar o comportamento ca ca do formando perante um determinado desafio, o que facilita a correc¸˜o de poss´ ca ıveis erros cometidos. Este processo de ensino vai de encontro ` tradicional doutrina a militar, que incentiva a avalia¸˜o de desempenho como parte dos procedimentos do ca processo de avalia¸ao do formando (Frank et al., 2004), e com o conceito normalc˜ mente referido como After Action Review ou AAR (Morrison, 1999).

15

16

´ ´ CAP´ ITULO 3. SIMULADORES DE CONTROLO DE TRAFEGO AEREO

3.1

Utiliza¸˜o de simuladores como material de ca estudo

O uso de ambientes de simula¸ao em ambientes de ensino e forma¸ao tem vindo a c˜ c˜ aumentar em diversas areas, como por exemplo medicina (Kneebone, 2005). Este ´ aumento pode dever-se `s an´lises realizadas e que comprovam que o uso de videoa a jogos e simula¸oes interactivas pode ser mais motivador e com isso atingir melhores c˜ resultados que o meio tradicional de ensino (Vogel et al., 2006). Shaffer et al. (2005) afirmaram que o uso de simula¸oes e videojogos tem a potencic˜ alidade de mudar a maneira como aprendemos. Os ambientes virtuais permitem aos formandos integrar-se num ambiente que se pretende simular. A necessidade dessa integra¸˜o faz com que as simula¸oes tendam a ser o mais pr´ximo poss´ da reaca c˜ o ıvel lidade. No caso de controlo de tr´fego a´reo, numa situa¸˜o real, uma m´ instru¸˜o a e ca a ca por parte do controlador poderia causar um desastre. Incluir este tipo de acontecimentos nos simuladores, faz com que os formandos ganhem, n˜o s´ as competˆncia a o e a n´ t´cnico, mas tamb´m desenvolvam sentido de dever e responsabilidade. ıvel e e

3.2

Simuladores existentes

Nesta sec¸ao v˜o ser apresentados simuladores de controlo de tr´fego a´reo existentes c˜ a a e no mercado. Dois deles, o I-SIM1 e o TSIM2 , foram indicados pelo CFMTFA como simuladores de sua referˆncia. e Note-se que nenhum dos produtos referidos possui a capacidade de integra¸˜o com ca uma plataforma LMS.

1 2

http://www.gallium.com/products/i-sim.htm http://siatm.qsi-holding.com/products-services/simulators-and-tools/tsim/

3.2. SIMULADORES EXISTENTES

17

Figura 3.1 – Exemplo de um dos simuladores apresentados (TSIM). Fonte: http://www.siatm.com/products-services/simulators-and-tools/tsim/

3.2.1

I-SIM

O I-SIM ´ uma “suite” de simula¸˜o de controlo de tr´fego a´reo, disponibilizada e ca a e pela Gallium Visual Systems 3 . Esta “suite” est´ subdivida em v´rios simuladores, um dos quais se dedica a sia a ` mula¸˜o de controlo de tr´fego a´reo. Vers´til e personaliz´vel, permite o treino ca a e a a individual ou em conjunto, podendo haver participa¸ao de formadores. c˜ Apesar de todas as qualidades, n˜o ´ port´til, necessita de um espa¸o aproximado a e a c a uma sala de aula, requer hardware espec´ ıfico e dispendioso.

3.2.2

TSIM

O TSIM ´ um simulador de controlo de tr´fego a´reo, desenvolvido pela Tern Syse a e tems4 . Este simulador, tal como o anterior, ´ um simulador de grandes dimens˜es. e o A figura 3.2 mostra o esquema de uma instala¸˜o t´ ca ıpica deste simulador.
3 4

http://www.gallium.com/index.htm http://www.tern.is/

18

´ ´ CAP´ ITULO 3. SIMULADORES DE CONTROLO DE TRAFEGO AEREO

Figura 3.2 – Esquema da instala¸˜o ca http://www.tern.is/index.php/tsim-tern-atc-simulator

t´ ıpica

do

TSIM.

Fonte:

O TSIM permite a cria¸˜o de v´rios cen´rios de treino e forma¸ao, e a sua constru¸˜o ca a a c˜ ca f´ ısica pretende simular o interior de uma torre de controlo real. Al´m da exigˆncia em e e termos de espa¸o que o torna im´vel, este simulador exige, tamb´m, que a simula¸ao c o e c˜ seja feita em grupo.

3.2.3

BEST Tower

BEST5 , sigla de Beginning to End for Simulation and Training, ´ um simulador e produzido pela Micro Nav6 . Existem duas solu¸oes de instala¸˜o deste simulador. Uma, semelhante `s j´ refec˜ ca a a ridas, com ambiente virtual 3D e com uma constru¸ao f´ c˜ ısica de grandes dimens˜es o de forma a simular o interior de uma torre de controlo real. Outra com ambiente
5 6

http://www.micronav.co.uk/products/best-atc-simulation/best-tower/ http://www.micronav.co.uk/

3.2. SIMULADORES EXISTENTES

19

virtual 2D e de pequenas dimens˜es mas ainda assim n˜o port´til. o a a A principal diferen¸a em rela¸ao aos j´ referidos ´ a sua capacidade de processamento c c˜ a e de voz e reconhecimento de comandos espec´ ıficos de controlo e instru¸ao de tr´fego c˜ a a´reo. e

3.2.4

Tower Simulator

Tower Simulator7 ´ um simulador produzido pela feelthere.com8 . e Possui um ambiente virtual 3D, com capacidades para se ajustar ao n´ ıvel de experiˆncia do formando e usa v´rios aeroportos virtuais, r´plicas de reais, para ajuse a e tar os diferentes n´ ıveis de dificuldade. Neste simulador as instru¸oes de controlo c˜ a´reo s˜o feitas atrav´s de uma linha de comandos. e a e Ao contr´rio dos referidos anteriormente, o Tower Simulator destina-se a computaa dores de secret´ria ou port´teis, o que torna poss´ a a ıvel, aos formandos, a pr´tica de a controlo de tr´fego a´reo fora da sala de aula. a e

7 8

http://www.towersimulator.com/ http://www.feelthere.com/

4
de (Ellis, 2009):

Learning Management Systems

Learning Management Systems (LMS) s˜o aplica¸oes web que automatizam a gest˜o, a c˜ a controlo e comunica¸˜o em contextos de forma¸˜o. Um LMS robusto deve ser capaz ca ca

• permitir a gest˜o de formandos e formadores; a • permitir a gest˜o e distribui¸˜o de conte´dos de forma¸ao; a ca u c˜ • organizar forma¸oes e cursos. c˜

Geralmente (Ellis, 2009), um formador usa um LMS para criar e partilhar conte´do u de forma¸ao, monitorizar a participa¸ao dos formandos e gerir avalia¸oes. Mas os c˜ c˜ c˜ LMS podem disponibilizar recursos interactivos, como f´runs de discuss˜o e videoo a conferˆncia. e O n´mero de LMS tem vindo a aumentar devido ao crescente interesse das diversas u institui¸oes que querem ser envolvidas no e-learning, para educa¸˜o e treino dos c˜ ca seus formandos (Avgeriou et al., 2003). Dentro das plataformas LMS existentes 21

22

CAP´ ITULO 4. LEARNING MANAGEMENT SYSTEMS

destacam-se o Moodle 1 , o Blackboard 2 , o Sakai 3 , Formare 4 , entre outros (Santos, 2000).

4.1

Moodle

O Moodle ´ um LMS que, tal com descrito anteriormente neste cap´ e ıtulo, automatiza a gest˜o, controlo e comunica¸˜o em contextos de forma¸˜o. Este sistema ´ uma a ca ca e plataforma open source que se encontra desenvolvida em PHP5 e faz uso de uma base de dados MySQL6 . Nesta plataforma ´ poss´ e ıvel alterar o c´digo-fonte da plataforma. Al´m disso, ´ o e e poss´ ıvel acrescentar m´dulos externos em PHP de forma a aceder e gerir dados o guardados na base de dados do LMS. Estes dados contˆm a informa¸˜o sobre os e ca cursos e unidades de forma¸ao criadas, bem como os dados dos formandos e as c˜ unidades de forma¸˜o com as quais est˜o relacionados. ca a Estas especifica¸oes s˜o importantes na realiza¸˜o deste trabalho, pois foi necess´rio c˜ a ca a criar um m´dulo no Moodle, como explicado no cap´ o ıtulo 6 desta disserta¸˜o. ca

4.2

Outros LMS existentes

Nesta sec¸˜o v˜o ser apresentados outros LMS existentes al´m do Moodle de forma ca a e a analisar a sua poss´ adapta¸ao para uso com a arquitectura a ser apresentada. ıvel c˜
1 2

http://moodle.org/ http://www.blackboard.com/ 3 http://sakaiproject.org/ 4 http://www.formare.pt/inicio.aspx 5 http://www.php.net/ 6 http://www.mysql.com/

4.2. OUTROS LMS EXISTENTES

23

4.2.1

Blackboard

´ O Blackboard 7 ´ um dos LMS mais utilizados na Web. E um produto comercial, e desenvolvido por uma empresa com o mesmo nome. O facto de ser uma empresa a comercializar e a desenvolver o produto impossibilita a altera¸ao de forma a suportar c˜ a arquitectura proposta.

4.2.2

Sakai

O Sakai 8 , desenvolvido pela Funda¸˜o Sakai, ´, tal como o Moodle, um LMS open ca e source. A sua arquitectura ´ orientada a servi¸os (SOA), que possibilita a inclus˜o e c a de novos servi¸os sem interferˆncia nos j´ existentes. Isto torna poss´ acrescentar c e a ıvel um novo servi¸o que cumpra com os requisitos da arquitectura apresentada. c

7 8

http://www.blackboard.com/ http://sakaiproject.org/

5

Arquitectura

Depois de, nos cap´ ıtulos anteriores, ter sido feito o enquadramento e de ser dado a conhecer o trabalho a ser realizado nesta disserta¸˜o, neste cap´ ca ıtulo vai ser apresentada a arquitectura pensada de forma a suportar o sistema a desenvolver. Nesta arquitectura, pretende-se que seja poss´ ıvel:

• a troca de dados entre um simulador e uma plataforma LMS, de forma a que os exerc´ ıcios geridos por formadores na plataforma LMS sejam praticados pelos formandos no simulador; • os formadores consultarem a grava¸ao do desempenho do formando no simuc˜ lador; • definir o processo de autentica¸ao no simulador com os dados de utilizador c˜ presentes na plataforma LMS.

Nesta arquitectura est˜o descritos componentes de um simulador criado para este a trabalho. 25

26

CAP´ ITULO 5. ARQUITECTURA

5.1

Defini¸˜o da arquitectura ca

Como ´ poss´ ver na figura 5.1, existem quatro m´dulos definidos: do lado do e ıvel o simulador, usado pelos formandos, existe o m´dulo de simula¸ao (“Simulation Moo c˜ dule”) e o m´dulo de sincroniza¸ao com o LMS (“LMS Sync Module”); do lado o c˜ da plataforma LMS existe o m´dulo de cria¸˜o do cen´rio de simula¸ao (“Scenario o ca a c˜ Creation Module”) e o m´dulo de acesso aos dados do Moodle (“Simulator sync o module”).

Figura 5.1 – Arquitectura geral desenvolvida no ˆmbito do trabalho apresentado nesta a disserta¸˜o (Ribeiro et al., 2011). ca

5.1.1

LMS Sync Module

A fun¸˜o principal do “LMS Sync Module” ´ comunicar com o “Simulator Sync ca e Module”, para obter os dados necess´rios a execu¸˜o de um exerc´ de simula¸ao a ` ca ıcio c˜ espec´ ıfico. Estes dados contˆm informa¸˜o sobre a lista de exerc´ e ca ıcios planeados para um formando, quais as aeronaves de um exerc´ e quais as ac¸oes planeadas ıcio c˜

5.1. DEFINICAO DA ARQUITECTURA ¸˜

27

para esse exerc´ ıcio. O “LMS Sync Module” ´ respons´vel, tamb´m, por enviar os e a e resultados da resolu¸˜o do exerc´ para “Simulator Sync Module” da plataforma ca ıcio LMS.

5.1.2

Simulation Module

O m´dulo de simula¸˜o, “Simulation Module”, al´m da sua tarefa principal de reno ca e derizar os dados de um exerc´ de simula¸ao, sejam ac¸˜es de uma aeronave ou ıcio c˜ co condi¸oes atmosf´ricas, etc; tem tamb´m a tarefa de assegurar a correcta simula¸˜o c˜ e e ca de um exerc´ de acordo com as ac¸oes de um formando, fazendo com que a siıcio c˜ mula¸˜o seja o mais pr´xima da realidade poss´ ca o ıvel. As descri¸oes dos exerc´ c˜ ıcios, tais como a descri¸˜o do exerc´ mencionado na sec¸˜o ca ıcio ca 2.2, n˜o tˆm em conta erros de um controlador a´reo. Isto significa que a descri¸ao a e e c˜ de uma simula¸˜o devem incluir eventos ou ac¸˜es que devem ser executadas sempre ca co que um formando n˜o toma uma decis˜o ou d´ uma instru¸˜o de controlo (exemplo: a a a ca “se o formando n˜o d´ uma instru¸˜o, a aeronave faz o circuito circular de espera a a ca pr´ximo do aer´dromo enquanto espera por uma instru¸ao”) ou quando existem o o c˜ situa¸oes que causam o fim de simula¸˜o (exemplo: “as instru¸oes do formando c˜ ca c˜ causam o colis˜o entre aeronaves”). a O diagrama 5.2 mostra o processo de decis˜o das ac¸oes a serem efectuadas por uma a c˜ aeronave. Quando uma aeronave est´ a terminar um movimento, o “Simulation a module” deve simular a ac¸ao de um piloto e enviar ao formando a comunica¸ao da c˜ c˜ aeronave. A aeronave continua at´ terminar o movimento actual, enquanto espera e por uma decis˜o do formando. a

28

CAP´ ITULO 5. ARQUITECTURA

Figura 5.2 – Diagrama de decis˜o de ac¸˜es de uma aeronave. a co

Caso haja comunica¸ao, o “Simulation module” deve consultar a descri¸ao do exerc´ c˜ c˜ ıcio e iniciar a simula¸ao do movimento seguinte a ser efectuado pela aeronave, mediante c˜ a instru¸ao dada pelo formando. No caso de n˜o haver comunica¸ao por parte do c˜ a c˜ formando, quando a aeronave termina o movimento actual, este m´dulo deve indicar o um movimento adequado a situa¸ao (exemplo: “caso a aeronave tenha requisitado ` c˜ aterrar, e n˜o tenha obtido autoriza¸ao, passa a fazer um movimento de espera pela a c˜ autoriza¸ao”). c˜ A correcta simula¸ao das ac¸oes permite ao formando ter a percep¸˜o do que poderia c˜ c˜ ca acontecer e quais as consequˆncias se se tratasse de uma situa¸ao real. e c˜

5.2. TROCA DE INFORMACAO ¸˜

29

5.1.3

Scenario Creator Module

O m´dulo de cria¸ao de cen´rios, “Scenario Creator Module”, como o nome indica ´ o o c˜ a e m´dulo respons´vel por permitir aos formadores a cria¸ao de cen´rios de simula¸ao o a c˜ a c˜ (ou exerc´ ıcios de simula¸˜o). Para isso, permite criar exerc´ ca ıcios de simula¸ao e c˜ gravar os dados desses exerc´ ıcios na base de dados da plataforma LMS. Depois de criados os cen´rios atrav´s deste m´dulo, estes devem conter todos os detalhes de a e o uma simula¸ao. c˜ No trabalho decorrente, os dados de um cen´rio s˜o introduzidos atrav´s de uma a a e p´gina da plataforma LMS, no entanto, esta p´gina pode ser substitu´ por uma a a ıda aplica¸ao web interactiva ou por uma aplica¸ao standalone que recebe os dados do c˜ c˜ cen´rio do formador e os envia para este m´dulo do LMS. a o

5.1.4

Simulator Sync Module

A fun¸ao principal do “Simulator Sync Module” da plataforma LMS ´ organizar c˜ e os dados das simula¸oes, que foram criadas pelos formadores atrav´s do “Scenario c˜ e Creation Module”, numa estrutura de dados capaz de guardar toda a informa¸ao c˜ de uma simula¸ao. Este m´dulo tamb´m permite o envio de resultados para a c˜ o e plataforma LMS e ´ respons´vel por validar a autentica¸˜o de um formando no e a ca simulador com os dados de autentica¸ao no LMS. c˜

5.2

Troca de informa¸˜o ca

Como descrito anteriormente durante a defini¸˜o da arquitectura, o “LMS Sync ca Module” no simulador e o “Simulator Sync Module” na plataforma LMS s˜o os a respons´veis por comunicar e criar um meio de troca de dados entre o “Simulation a Module” e o “Scenario Creator Module”. O “Simulator Sync Module” ´ respons´vel e a por disponibilizar m´todos de acesso controlado a dados espec´ e ıficos que se encontram na base de dados da plataforma LMS. Por sua vez, o “LMS Sync Module” deve

30

CAP´ ITULO 5. ARQUITECTURA

aceder a esses m´todos sempre que tal seja necess´rio. e a Os m´todos disponibilizados no “Simulator Sync Module” s˜o: e a • M´todo de valida¸˜o dos dados de autentica¸ao de um formando. e ca c˜ • M´todo para obter a lista de simula¸oes de um formando. e c˜ • M´todo para obter dados referentes a um exerc´ de simula¸ao. e ıcio c˜ • M´todo para submeter os dados dos resultados da simula¸ao. e c˜ Quando um formando inicia o simulador deve ser pedido para fazer a sua autentica¸ao. Quando inseridos os dados de autentica¸˜o, nome de utilizador e a palavrac˜ ca chave, o “LMS Sync Module” ´ respons´vel por enviar esses dados para o “Simulator e a Sync Module” atrav´s do primeiro m´todo listado. Este deve retornar para o “LMS e e Sync Module” o resultado da valida¸˜o e, caso n˜o autenticado, a mensagem de erro. ca a Ap´s a autentica¸ao de um formando no simulador, o “LMS Sync Module” pode o c˜ comunicar com o “Simulator Sync Module” atrav´s do m´todo para obter a lista e e de simula¸oes. Este m´todo deve consultar a base de dados da plataforma LMS c˜ e e retornar a lista de exerc´ ıcios planeados para o formando autenticado. Esta lista apenas identifica quais os exerc´ ıcios e n˜o cont´m dados da simula¸˜o associada. a e ca Para que no simulador seja executado um exerc´ ıcio de simula¸˜o, o “LMS Sync ca Module” tem de comunicar com o “Simulator Sync Module” de forma a obter os dados referentes ao exerc´ pretendido. Isto ´ feito utilizando o terceiro m´todo ıcio e e listado, que ´ respons´vel por aceder ` base de dados da plataforma LMS e retornar e a a os dados de um exerc´ ıcio de simula¸˜o que foram inseridos na plataforma LMS ca atrav´s do “Scenario Creator Module”. e No final de cada simula¸ao o “LMS Sync Module” envia os resultados para o “Sic˜ mulator Sync Module” utilizando o quarto m´todo listado. Este m´todo guarda os e e resultados na base de dados da plataforma LMS, onde podem ser consultados pelos formadores.

5.2. TROCA DE INFORMACAO ¸˜

31

A comunica¸ao utilizada entre dois m´dulos, “LMS Sync Module” e “Simulator Sync c˜ o Module”, n˜o ´ determinada pela arquitectura. Esta pode variar entre comunica¸ao a e c˜ via Web Services SOAP1 ou REST2 , HTTP Socket3 , etc.

1

http://www.w3.org/TR/soap12-part1/ http://www.ibm.com/developerworks/webservices/library/ws-restful/ 3 http://en.wikipedia.org/wiki/Internet socket
2

6
entre os dois.

Prot´tipo desenvolvido o

Para ser poss´ validar a arquitectura apresentada no cap´ ıvel ıtulo anterior, foi desenvolvido um prot´tipo cujo funcionamento ser´ apresentado neste cap´ o a ıtulo. Nas sec¸˜es seguintes est˜o apresentadas a solu¸oes tecnol´gicas implementadas a co a c˜ o n´ do simulador e do Moodle e, tamb´m, da forma como ´ feita a troca de dados ıvel e e

6.1

Simulador

Para implementar o simulador usou-se uma tecnologia de desenvolvimento de jogos c˜ da Microsoft1 , o Microsoft XNA Game Studio2 . A modela¸ao das aeronaves e do aer´dromo de Mira foi feita usando o software de modela¸ao Blender3 . o c˜ Quando um formando inicia o simulador ´ necess´rio que este se autentique antes e a de praticar qualquer simula¸ao. Para isso ´ apresentado o ecr˜ igual ao da figura c˜ e a 6.1.
1

http://www.microsoft.com http://www.microsoft.com/download/en/details.aspx?id=23714 3 http://www.blender.org/
2

33

34

´ CAP´ ITULO 6. PROTOTIPO DESENVOLVIDO

Figura 6.1 – Ecr˜ de autentica¸˜o no simulador. a ca

Figura 6.2 – Diagrama do processo de autentica¸˜o do formando. ca

6.1. SIMULADOR

35

O diagrama 6.2 mostra o processo de autentica¸ao do formando. Ap´s a introdu¸ao c˜ o c˜ dos dados, o simulador usa o seu “LMS Sync Module” para validar os dados de autentica¸˜o. E feita a comunica¸˜o com o “Simulator Sync Module” e, em caso de ca ´ ca dados inv´lidos, ´ apresentada uma mensagem de erro ou, em caso de dados v´lidos, a e a ´ feito o pedido da lista de exerc´ e ıcios de simula¸oes planeadas para o respectivo c˜ formando. O “LMS Sync Module” comunica novamente com o “Simulator Sync Module” que, por sua vez, responde com a lista de exerc´ ıcios do formando. O simulador passa para o estado seguinte, onde ´ apresentada a lista de exerc´ e ıcios ao formando (figura 6.3).

Figura 6.3 – Ecr˜ do simulador onde se apresenta a lista de exerc´ a ıcios dispon´ ıveis.

Depois do formando ter escolhido um exerc´ ıcio, o “LMS Sync Module”, do simulador, comunica com o “Simulator Sync Module”, integrado no Moodle, de forma a obter os dados referentes ao exerc´ de simula¸˜o selecionado. ıcio ca Ap´s reunida a informa¸ao de um exerc´ de simula¸ao, o simulador, atrav´s do o c˜ ıcio c˜ e ”Simulation Module”, renderiza o espa¸o virtual 3D e inicia a simula¸˜o (figura 6.4). c ca

36

´ CAP´ ITULO 6. PROTOTIPO DESENVOLVIDO

Figura 6.4 – Ecr˜ do simulador onde ´ renderizado o ambiente virtual e executado o exerc´ a e ıcio de simula¸˜o. ca

De momento, a introdu¸˜o de intru¸˜es de controlo a´reo ´ feita atrav´s de uma ca co e e e linha de comandos. Durante a execu¸ao de uma simula¸ao, o formando deve receber c˜ c˜ e enviar comandos que s˜o analisados e interpretados pelo “Simulation Module”. a Os comandos utilizados pelos formandos s˜o os mesmos que s˜o utilizados numa a a situa¸ao real de controlo de tr´fego a´reo. Por exemplo, sempre o que uma aeronave c˜ a e se aproxima do aer´dromo com inten¸oes de aterrar, o piloto da aeronave, por ex. o c˜ “VIPER02”, deve comunicar com a torre de controlo e requisitar com o seguinte comando “VIPER02 request landing”, ao qual o controlador a´reo, neste caso o e formando, tem de responder “VIPER02 request approved” ou “VIPER02 request denied”4 . Esta sequˆncia de comandos ser´ interpretada pelo ”Simulation Module”. e a

Neste caso, a aeronave ter´ de permanecer ` espera fazendo manobras circulares num espa¸o a a c a´reo adequado. e

4

6.1. SIMULADOR

37

Figura 6.5 – Diagrama do processo de interpreta¸˜o de uma instru¸˜o de controlo. ca ca

O “Simulation Module” possui implementada uma m´quina de estados (Gill, 1962). a No diagrama 6.5 est´ apresentado o processo de interpreta¸ao de uma instru¸˜o de a c˜ ca controlo a´reo. Sempre que recebe um comando o “Simulation Module” consulta e a m´quina de estados para saber qual o estado seguinte ap´s a introdu¸ao desse a o c˜ comando. Por exemplo, no caso do formando aprovar uma aterragem, a m´quina de a estados deve retornar o estado da pr´xima manobra da aeronave para o ”Simulation o Module” que, por sua vez, renderiza a respectiva manobra virtualmente. No final da simula¸˜o, o “LMS Sync Module” envia a lista ordenada de comandos ca recebidos e introduzidos para o “Simulator Sync Module” da plataforma LMS, tal como foi acordado com o CFMTFA e referido no cap´ ıtulo 2.

38

´ CAP´ ITULO 6. PROTOTIPO DESENVOLVIDO

6.2

LMS - Moodle

As altera¸oes no Moodle envolvem a adi¸ao de um dos m´dulos mencionados no c˜ c˜ o cap´ ıtulo 5, o “Scenario Creator Module”. Actualmente, a interac¸˜o com este ca m´dulo no LMS ´ feita atrav´s de formul´rios HTML. o e e a No Moodle ´ poss´ adicionar topics outline a uma unidade de forma¸˜o. Topics e ıvel ca outline s˜o p´ginas Web onde ´ disponibilizado conte´do organizado. Neste trabalho a a e u foi adicionado um topic outline que suporta um novo tipo de conte´do, denominado u simulation (figura 6.6). A cria¸ao de um novo topic outline faz com que seja poss´ c˜ ıvel associar formandos a uma simula¸ao utilizando as ferramentas do Moodle. c˜

Figura 6.6 – P´gina do Moodle para adicionar topic outline, com o novo t´pico simulation. a o

No entanto, a base de dados do Moodle n˜o est´ desenhada para suportar a inser¸ao a a c˜ de dados concretos de um exerc´ ıcio de simula¸˜o. Para isso foi criada uma nova ca tabela na base de dados do Moodle com os campos necess´rios para guardar os a dados de um exerc´ ıcio de simula¸ao. Para que os dados de um exerc´ c˜ ıcio fossem inseridos nessa tabela, foi necess´ria a cria¸˜o de um m´dulo em PHP, associado a ca o ao tipo de conte´do simulation. Quando se adiciona ao topic outline conte´do do u u tipo simulation ´ apresentada uma p´gina Web onde pode ser definida a simula¸ao e a c˜ (figura 6.7). Quando inseridos os dados na p´gina Web, o m´dulo adiciona uma a o nova entrada na tabela de simula¸oes criada na base de dados do Moodle. Desta c˜

6.2. LMS - MOODLE

39

forma, os dados de uma simula¸ao s˜o guardados na base de dados do Moodle como c˜ a qualquer outro topic outline.

Figura 6.7 – P´gina do Moodle para definir uma nova simula¸˜o. a ca

Os formadores ou um formando podem consultar o desempenho desse formando numa simula¸ao noutras p´ginas criadas e associadas com o topic outline referido c˜ a (figura 6.8).

Figura 6.8 – P´gina do Moodle para consultar o desempenho de um formando num exerc´ a ıcio.

40

´ CAP´ ITULO 6. PROTOTIPO DESENVOLVIDO

6.3

Web Service - “Simulator Sync Module”

O “Simulator Sync Module” definido na arquitectura (cap´ ıtulo 5) foi desenvolvido recorrendo a implementa¸ao de endpoints em PHP que acedem a base de dados ` c˜ ` do Moodle e modelam os dados em documentos em formato JSON5 . O “LMS Sync Module” do simulador acede a estes endpoints 6 atrav´s de pedidos HTTP POST7 . e Numa vers˜o final do produto, esta solu¸˜o pode ser substitu´ pela integra¸ao de a ca ıda c˜ um Web Service (REST ou SOAP). De seguida s˜o apresentados exemplos pr´ticos da comunica¸ao entre o “LMS Sync a a c˜ Module” e o “Simulator Sync Module”. Para fazer uma valida¸ao de autentica¸˜o, o “LMS Sync Module” faz o seguinte c˜ ca pedido: POST /path/to/login.php HTTP/1.1 Host: serverdomain.com Content-Type: application/x-www-form-urlencoded user=username&password=password

Quando o endpoint “login.php” do “Simulator Sync Module” recebe este pedido, acede ` base de dados do Moodle e confirma se os dados presentes no exemplo, user a e password, se encontram na base de dados e se s˜o v´lidos. O formato de resposta a a deste endpoint ´ o seguinte: e { ‘authenticated’: ‘sim ou n~o’, a ‘mensagem’: ‘informa¸oes em caso de falha’ c~ }
http://www.json.org/ Endpoints s˜o interfaces disponibilizadas como canal de comunica¸˜o com um servi¸o ou sisa ca c tema inform´tico (Bean, 2009). a 7 http://www.w3.org/Protocols/rfc2616/rfc2616-sec9.html
6 5

6.3. WEB SERVICE - “SIMULATOR SYNC MODULE”

41

Este processo de autenti¸ao n˜o autentica o formando no Moodle. Os dados s˜o c˜ a a apenas confirmados com os dados de autentica¸˜o presentes no Moodle, e a partir ca deste ponto apenas ´ usada a identifica¸ao do user (que identifica o formando) nas e c˜ restantes comunica¸˜es. co Para obter a lista de exerc´ ıcios de um formando, o “LMS Sync Module” faz o seguinte pedido: POST /path/to/getsimulationslist.php HTTP/1.1 Host: serverdomain.com Content-Type: application/x-www-form-urlencoded user=username Quando o endpoint “getsimulationslist.php” do “Simulator Sync Module” recebe este pedido, acede ` base de dados do Moodle e, utilizando a identifica¸˜o do user, a ca retira a lista de simula¸˜es planeadas para esse user. O formato de resposta deste co endpoint ´ o seguinte: e { ‘simulations’: [ { ‘id’: ‘identificador no Moodle’ ‘name’: ‘nome do exerc´cio 1’ ı }, { ‘id’: ‘identificador no Moodle’ ‘name’: ‘nome do exerc´cio 2’ ı }, { ‘id’: ‘identificador no Moodle’ ‘name’: ‘nome do exerc´cio 3’ ı } ] }

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´ CAP´ ITULO 6. PROTOTIPO DESENVOLVIDO

Para obter os dados de um exerc´ ıcio, o “LMS Sync Module” faz o seguinte pedido: POST /path/to/getsimulationdata.php HTTP/1.1 Host: serverdomain.com Content-Type: application/x-www-form-urlencoded simulationid=id_do_Moodle Quando o endpoint “getsimulationdata.php” do “Simulator Sync Module” recebe este pedido, acede ` base de dados do Moodle e, utilizando a identifica¸ao do sia c˜ mulationid, retira os dados da simula¸˜o pretendida. O formato de resposta deste ca endpoint ´ o seguinte: e { ‘name’: ‘nome do exerc´cio’, ı ‘aircraft’: { ‘type’: ‘por exemplo: f16, c130, etc’ ‘name’: ‘por exemplo: VIPER02’, ‘coordenation’: { ‘x’: ‘ordenada dos xx do ponto de coordena¸ao’, c~ ‘y’: ‘ordenada dos yy do ponto de coordena¸ao’, c~ ‘z’: ‘ordenada dos zz do ponto de coordena¸ao’ c~ } ‘movements’: [ ‘por exemplo: vfr ou closed’, ‘por exemplo: vfr ou closed’ ] }, ‘aircraft’: { ‘type’: ‘por exemplo: f16, c130, etc’ ‘name’: ‘por exemplo: VIPER02’, ‘coordenation’: {

6.3. WEB SERVICE - “SIMULATOR SYNC MODULE”

43

‘x’: ‘ordenada dos xx do ponto de coordena¸ao’, c~ ‘y’: ‘ordenada dos yy do ponto de coordena¸ao’, c~ ‘z’: ‘ordenada dos zz do ponto de coordena¸ao’ c~ } ‘movements’: [ ‘por exemplo: vfr ou closed’, ‘por exemplo: vfr ou closed’ ] } } Para enviar os resultados das ac¸˜es de um formando num exerc´ de forma¸˜o, o co ıcio ca “LMS Sync Module” faz o seguinte pedido: POST /path/to/submitresults.php HTTP/1.1 Host: serverdomain.com Content-Type: application/x-www-form-urlencoded user=username&simulationid=id_do_Moodle&data=lista de comandos Quando o endpoint “submitresults.php” do “Simulator Sync Module” recebe este pedido, acede a base de dados do Moodle e insere no local destinado, os resultados ` presentes no parˆmetro data, para o exerc´ identificado pelo parˆmetro simulatia ıcio a onid, associando os resultados ao formando identificado no parˆmetro user. No caso a desenvolvido, o “LMS Sync Module” n˜o espera pela resposta do “Simulator Sync a Module”, mas nada impede de ser feito no futuro caso seja necess´rio. a

7

Conclus˜o e trabalho futuro a

O prot´tipo desenvolvido permite validar a arquitectura planeada para a integra¸ao o c˜ de um simulador de controlo de tr´fego a´reo com um LMS. Para isso ´ necess´rio a e e a fazer testes funcionais ao prot´tipo para verificar que est´ funcional. o a Os testes devem ser feitos junto dos elementos do CFMTFA, formadores e formandos, de forma a recolher o feedback sobre os aspectos correctos e incorrectos ou em falta. A optimiza¸ao do sistema desenvolvido pode ser o ponto de partida para um produto c˜ final de um simulador de controlo de tr´fego a´reo que integre com o Moodle do a e CFMTFA. Contudo, a medida que se aprofunda o desenvolvimento de uma solu¸ao ` c˜ poder´ ser necess´rio alterar a arquitectura. a a Existe, portanto, um sistema pronto a ser testado pelos formadores do NCA, de modo a poder ser aprovado o desenvolvimento do produto final. Para o desenvolvimento desse produto final ser´ necess´rio melhorar alguns aspectos, a a tal como a n´ ıvel do funcionamento do sistema, mas tamb´m a n´ e ıvel da interface gr´fica e modela¸ao 3D. a c˜ Os principais aspectos a ser melhorados s˜o os relacionados com o “Simulation a

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˜ CAP´ ITULO 7. CONCLUSAO E TRABALHO FUTURO

´ Module”. E necess´rio que seja adicionada uma maior capacidade de execu¸˜o de a ca movimentos de aeronaves e de interpreta¸˜o de mais intru¸˜es de controlo de tr´fego ca co a a´reo. e

Referˆncias bibliogr´ficas e a

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Sobre o Autor

Tiago Jos´ Ferreira Ribeiro licenciou-se em Inform´tica pela Universidade de e a Tr´s-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em 2006. Actualmente est´ envolvido no dea a senvolvimento aplica¸˜es de neg´cio, aplica¸oes interactivas de car´cter explorat´rio co o c˜ a o e aplica¸oes m´veis para o departamento de Inova¸ao Explorat´ria da Portugal Telec˜ o c˜ o com Inova¸˜o. E, tamb´m, bolseiro de investiga¸˜o no Instituto de Telecomunica¸˜es ca ´ e ca co onde desenvolve a sua actividade a n´ das aplica¸oes em ambiente de contexto do ıvel c˜ utilizador.

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