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SUBSECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA CIVIL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1º GRUPAMENTO DE SOCORRO FLORESTAL E MEIO AMBIENTE

MANUAL TÉCNICO DE MONTANHISMO DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA

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MANUAL TÉCNICO DE MONTANHISMO DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA DO CBMERJ

AUTORES Cb BM Q00/97 Jorge Eduardo Pereira Cunha da Silva da ABMDP II Cb BM Q00/99 Cleiton Lira Caliocane do DBM 2/6 – Cachoeiras de Macacu

COLABORADORES Ten Cel BM QOC/83 Gilberto de Andrade Mendes Ten Cel BM QOC/93 Alex de Almeida Borges Maj BM QOC/96 Cláudio Pacheco Velloso Maj BM QOC/96 Alexandre Santos Ferreira Cap BM QOC/97 Feliciano Francisco Suassuna Cap BM QOC/98 Rodrigo Lara de Azevedo Cap BM QOC/00 Luciano Silva Fróes da Cruz Cap BM QOC/00 Bruno Agnes Pereira 1º Ten BM QOC/01 Luciano Salviano de Sales 1º Ten BM QOC/02 Michel Camacho Cipolatti 2º Sgt BM Q01/90 Marcos Henrique Melo de Oliveira 3° Sgt BM Q01/90 Henrique Coimbra 3° Sgt BM Q00/91 Ernandes Correa de Medeiros Cb BM Q00/98 Vinícius Faios da Silva Cb BM Q05/00 Carlos Eduardo Herdy Cb BM Q01/00 Cristiano de Abreu Marcelino Sd BM Q00/02 Felipe Dall’igna Professor Juratan Câmara Sr Rui de Miranda Barbosa, e Sr Vinícius Layter Xavier – Montanhistas civis

REVISÃO OPERACIONAL Cap BM QOC/97 Feliciano Francisco Suassuna do 1º GSFMA

2ª Edição - 2008 2

PREFÁCIO Este manual é dedicado a todos os Bombeiros Militares independente de posto ou graduação, que se dedicam e se doam ao cumprimento das missões operacionais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. E que honram o lema “VIDA ALHEIA E RIQUEZAS SALVAR”, e que por muitas vezes deixaram o convívio familiar, sacrificando horas de descanso tendo em vista a dedicação profissional para as missões de Salvamento.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Primeiramente agradecemos ao Senhor Deus, pois este trabalho não seria possível sem a sua permissão. Temos a honra de agradecer ao Excelentíssimo Senhor Subsecretário Estadual de Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ, Cel BM Pedro Marco Cruz Machado, e aos seus Oficiais Ajudantes de Ordens. Ao Subcomandante Geral e Chefe do Estado-Maior do CBMERJ, Sr Cel BM José Paulo Miranda de Queiroz e aos Oficiais do Estado-Maior Geral, ao Sr Cel BM José Ricardo Bento Garcia de Freitas, Diretor Geral de Ensino e Instrução. Ao Sr Ten Cel BM Gilberto de Andrade Mendes, Comandante da Academia de Bombeiro Militar Dom Pedro II, que nos orientou na formação deste trabalho, ao Sr Ten Cel BM Wanius de Amorim, Comandante do 1º GSFMA. Ao Professor Juratan Câmara pelo glorioso histórico junto ao CBMERJ e ao CSMont, formando os Montanhistas da Corporação. As nossas famílias por acreditarem no nosso objetivo profissional, aos nossos instrutores e monitores pela qualidade da instrução que nos foi ministrada. E aos Bombeiros Militares irmãos de Salvamento em Montanha. A todos os nossos sinceros agradecimentos.

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HOMENAGENS Temos grande honra de homenagear Oficiais e Praças do CBMERJ, que por muitos anos dedicaram parte da sua vida profissional a formação de montanhistas na Corporação. Elevando assim o nome do CBMERJ no montanhismo nacional e internacional, e que sem a colaboração destes brilhantes Bombeiros Militares, não chegaríamos ao que somos hoje, pois o trabalho árduo dos mesmos merece o nosso reconhecimento. Os Bombeiros Militares homenageados estão abaixo elencados: Cel BM Simões, Cel BM Bento, Cel BM Marcos Ferreira e Cel BM Joelson; Ten Cel BM Valdinei, Ten Cel BM Gilberto Mendes, Ten Cel BM Wanius, Ten Cel BM Gustavo, Ten Cel BM Rosalvo, Ten Cel BM Jesus, Ten Cel BM Alex Borges e Ten Cel BM Sacramento; Maj BM Sequeira, Maj BM Luís Otávio, Maj BM Cláudio Velloso e Maj BM Santos Ferreira; Cap BM Strong, Cap BM Suassuna, Cap BM Luz, Cap BM Márcio Dutra, Cap BM Chiaradia, Cap BM Hiro, Cap BM Walter, Cap BM Rodrigo Azevedo, Cap BM Fróes, Cap BM Bruno Agnes e Cap BM Henaut; 1º Ten BM Salviano, 1º Ten BM Dos Santos e 1º Ten BM Cipolatti; Subten BM Viana e Subten BM Maurício; 1º Sgt BM Evandro, 1º Sgt BM Ribamar, e 1º Sgt BM Marcos Melo; 2º Sgt BM Ferreira, 2º Sgt BM Mesquita, 2º Sgt BM Cóes, 2º Sgt BM Dos Passos e 2º Sgt BM Cunha; 3º Sgt BM Cândido, 3º Sgt BM Marinaldo, 3º Sgt BM Trindade, 3º Sgt BM Ventura, 3º Sgt BM Coimbra , 3º Sgt BM Medeiros e 3º Sgt BM Álvaro; Cb BM Muniz, Cb BM Régis, Cb BM Alexandre Pires, Cb BM Jalmir, Cb BM Pereira, Cb BM Frederico, Cb BM Gomes, Cb BM Wagner, Cb BM Furtado, Cb BM André Dias, Cb BM Dias, Cb BM Marcelino, Cb BM Lemos, Cb BM Nantes, Cb BM Faios e Cb BM Herdy; Sd BM Nilson e Sd BM Felipe Dall’igna. Esta homenagem é estendida a todos os demais Oficiais e Praças concludentes do CSMont, que merecem toda atenção e respeito, pela valiosa colaboração ao montanhismo do CBMERJ.

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HOMENAGEM AO INSTRUTOR PIONEIRO Ao Professor Juratan Câmara nosso instrutor pioneiro, nossas sinceras homenagens ao profissional que se dedica ao CBMERJ por mais de 20 anos atuando com os demais instrutores na formação de montanhistas do CBMERJ.

HOMENAGEM AO GUIA DE MONTANHA AVANÇADO Ao 1º Sgt BM Marcos Melo, pelo fato de ser o único Bombeiro Militar da Corporação a possuir o Curso Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. Fato este que colaborou para a melhoria da instrução no âmbito do Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ. CANÇÃO DO MONTANHISTA DO CBMERJ Canção de autoria do Ten Cel BM Wanius de Amorim

A montanha exige do homem muita ação, Esforço, coragem e forte união. Na busca de um ideal tem que se entender, É escalando que se consegue vencer.

Em matas fechadas cumprindo uma missão, A sede, a fome e o frio quiseram nos deter Mas a vontade de vencer deu nos força pra valer. Montanhas haveremos de vencer.

Os picos, os montes e os lugares muito altos, Não impediram que fossemos avante, Somos feitos de coragem, bravura e destemor. Montanhista, Bombeiro de valor.

Nos céus, montes e passagens, Sejam quais forem os lugares, Salvar vidas em montanhas é a nossa missão. Montanhista, Bombeiro de ação. MONTANHA!!! 5

A força da coragem para sempre salvar. A nós que salvamos nas pedras e montanhas. E quanto maior for a incerteza. E dai–nos também ó Senhor Deus! Quando o salvamento for adverso. para tudo suportar. Jamais fracassar. 2) A coragem é a capacidade de cumprir o dever. Concedei–nos no fragor da busca e do salvamento. O destemor para salvar. nós aceitamos o desafio. A nós que conhecemos o sabor dos ventos. A determinação de nunca recuar.ORAÇÃO DO MONTANHISTA DO CBMERJ Senhor! Vós que sois onipotente. A santa dignidade para perseverar. 3) A montanha não é dos que tentam. PARA FRENTE!!! PARA O ALTO!!! MONTANHA!!! 6 . MONTANHA!!! LEMAS DA MONTANHA 1) Os altos cumes existem para desafiar o homem. mesmo quando se sente medo. E a fé. e sim dos que conseguem. E ante a busca e o salvamento.

Considerando que o BM ao cursar o CSMont terá por objetivo aprender e praticar técnicas que estão ou não neste manual. tem por função acrescentar mais detalhes técnicos referentes a assuntos específicos da área de Salvamento em Montanha. ao parágrafo e a linha do texto correspondente à modificação sugerida.NOTA Os usuários deste manual são solicitados a apresentar sugestões que possam ampliar a sua clareza e exatidão. Considerando os avanços constantes na área do montanhismo. 7 . não substituem um instrutor e nem a especialização. os autores entendem que se faz necessária a atualização deste manual anualmente. desde que citadas as fontes. As sugestões deverão ser enviadas ao Estado–Maior Geral do CBMERJ. Tendo em vista a ampliação do conhecimento técnico do Bombeiro Militar. autorizam a reprodução total ou parcial de textos e fotos do mesmo. As observações deverão referir-se à página. e o surgimento de novas técnicas e novos equipamentos. a fim de assegurar compreensão e exata avaliação. As informações contidas neste manual. Justificativas devem ser apresentadas sobre cada observação. os autores do manual em epígrafe. os autores entendem que a prática das técnicas de montanhismo no decorrer do CSMont.

...................................... 5 Oração do montanhista do CBMERJ e lemas da montanha .......... 267 e 268 8 .....................................................SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINA Página principal................................................................. 93 a 147 Capítulo VII ....................................................................................... 212 a 228 Capítulo XI – Ancoragens em grampos.......................... 9 a 14 Capítulo II – Altitudes das principais montanhas no Brasil e no mundo..... 15 e 16 Capítulo III – Equipamentos utilizados em Salvamento em Montanha e 17 a 60 suas aplicações........... 236 a 256 Capítulo XIII – Mínimo impacto..... 1 Autores......................................... cabos e suas aplicações........................ 8 Capítulo I – Histórico do montanhismo – introdução....................... Capítulo V – Cordas.......................... Capítulo IV – Vestuário e equipamentos utilizados em ambiente de 61 a 67 montanha e suas aplicações......................... colaboradores e revisão operacional....... 4e5 Canção do montanhista do CBMERJ..............Planos inclinados e horizontais................................................................................................................... 161 a 211 Capítulo X – Rapel e ascensão em corda... 68 a 92 Capítulo VI – Nós e voltas.......................................... 153 a 160 Capítulo IX ..............................................................................................Métodos de enrolar cordas.Técnicas de escalada e Salvamento......................... 7 Sumário.... 257 a 265 Conclusão... 229 a 235 Capítulo XII – A travessia Petrópolis .............................................................................................................Teresópolis. 266 Bibliografia............................... chapeletas e pontos naturais................................................................................................................................................................................... 6 Nota................... 148 a 152 Capítulo VIII ................................................................................................................ 2 Prefácio e agradecimentos especias................................................................. 3 Homenagens..............................................................................

Em 1951 e 1952 houveram tentativas de escalar o Everest pela face sul. Entre as informações consideradas importantes.CAPÍTULO I 1. que tem seu acesso pelo Nepal. O Monte Everest até então. que tem seu acesso pelo Tibet no ano de 1924.810 metros de altitude. O Monte Everest foi conquistado pela face sul. quando um naturalista suíço chamado Saussure ofereceu um prêmio a quem atingisse o cume do ponto mais alto da Europa. com 4. estavam a descoberta do local conhecido como Vale do Silêncio. Para conquistar o Monte Everest. localizado na cordilheira do Himalaia entre a China e o Tibet. A marcha rumo ao Monte Everest. na data de 29 de maio de 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzig Norgay. que concedeu uma entrevista ao jornal New York Times.INTRODUÇÃO O texto a seguir relata um breve histórico do montanhismo no Brasil e no mundo.1 HISTÓRICO DO MONTANHISMO . o Mont Blanc. pois várias tentativas de se chegar ao cume do Monte Everest haviam fracassado. 9 . com 8. Entre estas tentativas se destaca a do inglês Georges Mallory. Os ganhadores foram os franceses Jacques Balmat e Michel Gabriel Pacard. O sucesso da expedição era importante. o objetivo não foi atingido. era conhecido por pico 15. e respondeu a seguinte pergunta: Porque deseja conquistar o Everest? Ele simplesmente respondeu: Porque está lá. Sendo que a conquista marcante da história do montanhismo. Tudo começou em 1786. o governo da Inglaterra organizou uma grande expedição e mandou reunir uma dúzia dos melhores escaladores da época. e passaram a chamá-la com nome do seu inspetor principal: Sir George Everest. em 08 de agosto de 1786. mas as expedições trouxeram informações importantes. foi a do Monte Everest. Mallory junto com seu companheiro Andrew Irvine morreram ao tentar conquistar o Everest pela face norte.844 metros de altitude. partiu de Katmandu que é a capital do Nepal. situado entre a França e Itália. sendo que em 1952 inspetores descobriram que se tratava da maior montanha do mundo.

ocorreu em 1902. incluindo o oxigênio suplementar que foi guardado para ser utilizado já próximo ao cume. O K2 está localizado na Cadeia Montanhosa do Karakoram. e moram na Cordilheira do Himalaia no caminho para o Monte Everest. com os escaladores Achile Companolli e Lino Lacedelli atingindo o mesmo. foi registrada a 1ª escalada ao cume do Everest sem uso de oxigênio suplementar pelo italiano Reinhold Messner. o seu cume não havia sido atingido. que em 1979 repetiu o feito. 10 . A expedição italiana liderada por Ardito Desio. Em 1978. Em 1954.2 Tenzing Após o caminho para o Monte Everest ser descoberto.1. foram efetuadas várias ascensões.1. As figuras abaixo mostram Edmund Hillary e Tensig Norgay. mas apesar de cinco tentativas infrutíferas e mortais. a tocha olímpica para as olimpíadas de Pequim foi conduzida ao cume do Monte Everest por um grupo de escaladores. e contou com a ajuda dos sherpas e mais 350 carregadores contratados pelas localidades de Katmandu para transportarem 15 toneladas de equipamentos e suprimentos. Figura 1. Os sherpas são nômades e costumam ter pelo menos 4 residências. A primeira tentativa profissional de ascensão ao cume do K2. No dia 08 de maio de 2008. Sendo que na data de 16 de maio de 1975. que pertence a Cordilheira do Himalaia.1 Hillary Figura 1. foi registrada a primeira ascensão feminina ao Everest realizada por Junko Tabei. os conquistadores do Everest.O percurso a ser vencido era de 273 km. fato inédito no montanhismo mundial. fronteira entre a China e o Paquistão. conseguiu com êxito escalar o K2 atá o cume. situada no Baltistão.

uma das montanhas mais tradicionais do RJ e do Brasil. E ao alcançar o mesmo. A ascensão do K2 é considerada muito mais difícil que a do Monte Everest. Figura 1.2 MONTANHISMO NO BRASIL Tudo começou no século XVII com o desbravamento de trilhas pelos Bandeirantes. 13 das quais em 1986. Atualmente possui 270 ascensões.O K2 é a segunda montanha mais alta do mundo com 8. lá cravou a bandeira da Inglaterra. Até Junho de 2000. 189 pessoas tinham conseguido atingir o cume. os mesmos foram atingidos por uma avalanche que cortou as cordas fixas na região do gargalo de garrafa. No ano de 1817. além do tratado de Tordesilhas. que hoje em dia é conhecida por via Costão. No ano de 2008 mais precisamente entre os dias 31 de julho e 1º de agosto. formaram uma equipe e repetiram o trajeto feito pela conquistadora. foi registrado o falecimento de 11 escaladores no K2. Os militares da Escola Militar da Praia Vermelha na Urca. na busca de riquezas e expansão da faixa territorial do país. enquanto que quase 1500 já haviam escalado o Everest. sendo que 66 delas ocasionaram fatalidades (1 para cada 4 ascensões). a 8. junto com um grupo de pessoas atingiu o cume do Pão de Açúcar.200 metros de altitude. A primeira ascensão feminina ao K2. ao saberem deste feito. uma senhora inglesa de nome Henrietta Carsteirs.3 – Monte K2 1. 11 . ocorreu na data de 23 de junho de 1986. e foi realizada por Wanda Rutkiewicz.1.611 metros de altitude. 49 pessoas morreram tentando a ascensão.

Ao ser descoberta a Baía da Guanabara. isso em 1° de Janeiro de 1502. Pedro II. embocadura de um grande rio. escala os imponentes paredões sulcados do Pico das Agulhas Negras. lhe valeu a denominação de "Cabeça do Imperador". Segundo o escritor Átila Barros. enfrentando os escaladores um princípio de mau tempo. à Corte. sulcadas pela erosão que formou suas caneluras. Pseudo-inscrições rupestres (caneluras geológicas). onde em palavras singelas narrou sobre o caminho que galgara suas dificuldades e suas belezas. com fortes rajadas de vento. Para lá chegar. até alcançar o cume. O relato desta escalada foi enviado pelo nosso montanhista pioneiro. percorrem o caminho pioneiro de José Franklin da Silva. o Rio de Janeiro. e assim a chamaram.Citando como fonte a apostila de iniciação ao montanhismo do Clube Paranaense de Montanhismo. morador da antiga vila de Aiuruoca. Ainda no final do século XIX. montanha de 842 metros de altitude. os marujos lusos visualizaram uma estranha montanha em forma de um "cesto-de-gávea" de suas caravelas. Horácio de Carvalho e José Borba. movido por pioneirismo quase visionário. levando o sábio Mestre Frei Custódio Alves Serrão. a subi-la à frente de um pequeno grupo. Com os escaladores. que destaca com entusiasmo e admiração. houve nova ascensão ao elevado Pico das Agulhas Negras. cuja semelhança com o rosto do imperador D. desta vez. 12 . A ascensão fora debaixo de frio intenso. já aplicando artifícios rudimentares de escalada. membro daquele Instituto. a Pedra da Gávea foi a primeira montanha a ser batizada com um nome português no Rio de Janeiro. quando o cidadão José Franklin da Silva. a mesma relata que em 1856 ocorre a primeira escalada com conquista de montanha do Brasil. também fizeram atrair os doutos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. que vencendo todas as dificuldades. mas que não impediu de ambos chegarem ao almejado cume das Agulhas Negras. a mesma informa que no ano de 1828 já eram registradas subidas a Pedra da Gávea. Citando como fonte a apostila de iniciação ao montanhismo do Clube Paranaense de Montanhismo. atingindo então a maior altitude que um brasileiro já alcançara em nosso país: 2791 m de altitude. no ano de 1839. o solitário escalador venceu primeiro os pontões principais que antecedem os paredões. depois escalando muralhas rochosas. no Maciço de Itatiaia. até então considerado como a montanha mais alta do Brasil. onde um capricho da natureza esculpiu imponente efígie de traços humanos.

A Pedra da Gávea. José Teixeira Guimarães. no município de Teresópolis. o dedo de Deus tornou-se o símbolo do montanhismo no Brasil. Teresópolis. imensa escarpa de 842 metros de altitude. mas não conseguiram. Isso porque. o assunto voltou ao temário. com os irmãos Acácio. por onde hoje são realizadas as maiorias das desescaladas que partem do cume da referida montanha. Cunha Barbosa e o Capelão Imperial. quando um grupo de alemães chega ao Brasil para conquistar o dedo de Deus. com sua imponente "Cabeça do Imperador". viria a se tornar famoso. registrado pelo capitão Gaspar de Lemos. no decorrer da 8° Sessão Extraordinária do IHGB. Rodrigues Monteiro. auxiliados pelo menino João Alves de Lima que levava alimentação e água para os mesmos. no século XIX. e boa parte deles estão lá até hoje. o Padre Benigno Cunha enviou um relatório ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro descrevendo a existência de "inscrições fenícias" nos rochedos da Gávea. Em 23 de março de 1839. o CEB: Centro Excursionista Brasileiro. Em 08 de abril de 1912. batizada com este nome em homenagem ao guia Teixeira. tornou-se alvo de diversas e curiosas histórias contadas ao logo de décadas. profundo conhecedor da região para levá-los até ao objetivo. e chegaram a afirmar que o dedo de Deus era um pico impossível de ser conquistado. 13 . Alexandre e Américo de Oliveira.692 metros de altitude do dedo de Deus. Mas a história marcante do montanhismo no Brasil. místico e lendário. Em 1919. Raul de Sá Carneiro.Esse nome. venceram os 1. morto ao cair em um abismo localizado na face da via da conquista. Magé e Guapimirim. A conquista levou ao todo seis dias. Os mesmos contrataram o guia Raul de Sá Carneiro. foi fundado o 1º clube de escalada da América do Sul. E após este marcante feito. Os grampos foram fabricados pelo ferreiro José Teixeira Guimarães. e resultou na criação de uma Comissão de Estudo composta pelos historiadores Manoel de Araújo Porto Alegre. começa no ano de 1909. e os mesmos escalaram a via conhecida hoje por paredão Teixeira. e está localizado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos que compreende os municípios de Petrópolis. J. Padre J.

mas teve complicações no ato da sua descida. Dilce Vieira Mota e Vilma Arnaud. tendo feito a ascensão pela face norte. Na década de 60. Vitor Negretti utilizando cilindro de oxigênio suplementar. guias do CEB liderados por Mário de Araújo Mota. conquistaram a 1ª montanha fora do Brasil.Em 1951. morrem no Monte Aconcágua na Argentina após serem atingidos por uma avalanche. vindo a falecer no abrigo avançado. e encontra-se no cume com a dupla de brasileiros Waldemar Niclevicz (que escalava o Everest pela 2ª vez). Em 1954. foi formada a 1ª mulher guia de montanhismo no Brasil: Alda Pacheco da Rocha.844 metros de altitude. No ano de 2006. 14 . no mês de setembro de 1949. Waldemar Niclevicz atinge o cume do K2. escalam a montanha mais alta do mundo: o Monte Everest com 8. e são os primeiros brasileiros a atingir o cume desta montanha. Em 2005. responsável por escalar e conquistar vias de grande dificuldade para a época. fato este que ficou conhecido como “a múmia da Galotti”. foi Silvio Mendes. os brasileiros Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri escalaram o Monte Everest. escala pela 1ª vez o Monte Everest. chamado: “Pico Brasil” com altitude de 5. Em maio de 2006 Ana Elisa Boscarioli torna-se a primeira brasileira a escalar o Everest pela via clássica nepalesa. Em maio de 2008. Alexandre Oliveira e Othon Leonardos. na Argentina. que conseguiu atingir o cume do Monte Everest sem oxigênio suplementar. foi encontrado o cadáver de um homem entalado pelo pescoço em uma fenda. foram as primeiras mulheres da América do Sul a se tornarem guias de escaladas. os mesmos escalaram a montanha pela via nepalesa. No ano de 2000. Em 1998. que tentaram atingir o cume da referida montanha pela face sul. tais como: o Pico maior de Friburgo e a chaminé Galotti no Pão de Açúcar. morre o montanhista Vitor Negretti. Durante a conquista do 2º lance da chaminé Galotti. Mozart Catão. Em 1995 Mozart Catão e Waldemar Niclevicz.132 metros. e Gustavo Irivan Burda. Em 1953. um dos grandes destaques do montanhismo no Brasil.

e) Pico Tijuca Mirim: 917 metros. d) Antártida: Vinson com 4. d) 4º Pico da Pedra da Mina: 2.892 metros. f) Europa: Elbrus com 5.680 metros. em Itatiaia – RJ. no Parque Nacional da Tijuca.670 metros. no Parque Nacional da Tijuca. h) 8º Morro do Couto: 2. na Tanzânia.727 metros. e) Ásia: Everest com 8.895 metros.780 metros. em Roraima. b) 2º 31 de março: 2.959 metros. na Rússia. no Parque Nacional do Itatiaia – RJ.2 ALTITUDES E OS PRINCIPAIS PICOS DO BRASIL a) 1º Pico da Neblina: 3.884 metros em Irian Jaya .014 metros.3 ALTITUDES E OS PRINCIPAIS PICOS DO RIO DE JANEIRO a) Pico das Agulhas Negras: 2. c) 3º Pico da Bandeira: 2. g) 7º Monte Roraima: 2. conquistado em 1953.791 metros. b) América do Norte: Mckinley com 6.CAPÍTULO II – ALTITUDES DAS PRINCIPAIS MONTANHAS NO BRASIL E NO MUNDO 2. 2. conquistado 1913.Indonésia.844 metros.797 metros.642 metros.791 metros. no Parque Nacional do Caparaó – ES/MG. conquistado em 1889. e) 5º Pico da Agulhas Negras: 2. f) 6º Pico do Cristal: 2.194 metros.1 OS CUMES MAIS ALTOS DE CADA CONTINENTE a) África: Kilimanjaro com 5. no Parque Nacional da Tijuca. c) Pico da Tijuca: 1.021 metros. d) Pico do Bico do Papagaio: 989 metros. conquistado 1897. i) 9º Pedra do Sino de Itatiaia: 2. na Serra Fina – RJ/SP/MG.548 metros. em Itatiaia – RJ.890 metros. b) Pico das Prateleiras: 2. em Itatiaia – RJ.992 metros. 2. f) Pico do Andaraí maior: 860 metros. g) Oceania: Carstens com 4. em Roraima. j) 10º Pico dos Três Estados: 2. no Parque Nacional do Caparaó ES/MG. c) América do Sul: Aconcágua com 6. nos Estados Unidos. 15 . na fronteira do Brasil com a Venezuela. na Serra fina – SP/MG.665 metros. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional do Itatiaia – RJ.

na Urca – RJ. s) Pico Dedo de Deus: 1. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. u) Pico Maior de Friburgo: 2.024 metros. no Parque Estadual dos Três Picos. v) Pico da Pedra Branca: 1. t) Morro do Escalavrado: 1. 16 . no Parque Nacional da Tijuca. o) Pedra do Sino: 2.316 metros. n) Pedra do Conde: 821 metros.410 metros. q) Pedra do Garrafão: 2. no Parque Nacional da Tijuca. na Urca – RJ. l) Morro da Cocanha: 982 metros.138 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. y) Pico do papagaio da Ilha Grande: 982 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. h) Morro do Archer: 817 metros. k) Agulinha da Gávea: 610 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.263 metros. m) Pico dos quatro: 678 metros. é o ponto mais alto da Serra do Mar. r) Agulha do Diabo: 2. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.g) Pedra da Gávea: 842 metros. w) Pão de Açúcar: 395 metros. no Parque Estadual da Ilha Grande. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.692 metros. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional da Tijuca. x) Morro da Urca: 230 metros. p) Castelos do Açu: 2.050 metros. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional da Tijuca. j) Pedra Bonita: 696 metros.158 metros. no Parque Estadual da Pedra Branca – RJ. no Parque Nacional da Tijuca. i) Corcovado: 704 metros. no Parque Nacional da Tijuca.

visando prestar sempre o melhor atendimento ao público que aciona o CBMERJ. Fivelas de metal para ajuste. Os procedimentos de checagem devem ser supermassificados para garantir o sucesso da operação e a segurança dos que nela estão envolvidos. Figura 3. podendo ser acolchoada nas partes mais sensíveis.1 BAUDRIER Equipamento usado em Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. Deve-se um tomar conta do outro. A seguir conheceremos a modernização dos equipamentos utilizados em Salvamento em Montanha. e ajustada em volta da cintura e das pernas por fivelas de metal. encordamento.1 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM SALVAMENTO EM MONTANHA E SUAS APLICAÇÕES A importância de se conhecer o perfeito manuseio dos equipamentos é essencial em toda operação de Bombeiro Militar que envolva risco de vida. Anéis porta materiais para transporte de costuras. 3. No Salvamento em Montanha nada deve ser desprezado e nem desconsiderado. e solteira.1 17 . por isso buscamos o máximo de conhecimento possível.1. É um equipamento essencial de segurança e pode ser fabricado a partir de uma larga fita de nylon.1. bem como suas características técnicas.cordeletes e mosquetões avulsos. poderá vir a comprometer todo o sucesso da atividade. Loops ou olhais para conecção de mosquetões. E a não observância de um pequeno detalhe técnico.CAPÍTULO III 3. tendo em vista que o cansaço físico e o cansaço mental podem facilitar a desconcentração e vir a causar descuidos.1.

4.quedas Figura 3.2.4 BAUDRIER INTEGRAL DE RESGATE TIPO PÁRA-QUEDISTA Utilizado em trabalhos industriais em conjunto com talabartes.1.3. enquanto o trava-quedas com o talabarte conectado a argola superior do cinto.2 Trava .4. Este equipamento pode ser utilizado para Salvamento em Montanha para o rapel com a maca Sked. sendo que para escalada o encordamento é na altura do peito envolvendo os dois loops peitorais.1 3.2 BAUDRIER PEITORAL Modelo que tem sua utilização em conjunto com o baudrier de cintura para reduzir os efeitos da queda em escalada. Figura 3.3 BAUDRIER INTEGRAL PARA ESCALADA E RESGATE Equipamento utilizado para as funções acima mencionadas.1.1 3.4. evitando assim que o escalador fique de cabeça para baixo.1 Figura 3. o freio autoblocante é fixado na 1ª corda.1.1. Figura 3.3.1.3 18 .1.1. Talabartes com conectores Figura 3.1. é fixado em uma 2ª corda conhecida por linha da vida.

1. tornando-os leves e resistentes. pêra e semi-oval. como o simétrico ou oval.3.1. gravada ao longo do dorso. ou com trava que pode ser de rosca ou automática. se o gatilho abre com suavidade mesmo quando submetido à carga.1 19 .4. sempre com a inscrição da sua capacidade expressa em KN.1 CUIDADOS COM O MOSQUETÃO A manutenção e inspeção periódicas também são fatores importantíssimos para sua segurança. Existem vários modelos com utilidades específicas. pois poderá ter fraturas não perceptíveis. mas existem modelos de titânio.1. ranhuras ou trincas.4. principalmente se este tiver sofrido uma queda. Não hesite em condenar um mosquetão. 3. verifique o aspecto geral do material.4 MOSQUETÃO Peça metálica constituída de um anel com abertura e gatilho para ser utilizado em ancoragens e no baudrier. Também diferem entre si dependendo do tipo de gatilho. foram completamente superados pelas novas ligas.2 PARTES DO MOSQUETÃO COM ROSCA OU TRAVA Bloqueio ou nariz Trava ou rosca Gatilho Dorso ou espinha Dobradiça Figura 3.2.4.1. que agregam leveza e resistência. No início os mosquetões eram feitos de aço. mas devido seu peso. 3. Hoje a maior parte dos mosquetões é feita de uma liga especial de alumínio. Possuem resistências diferentes. cromo e zinco. assimétrico. sem trava. se apresenta desgaste.

1.4.1 3.4 MOSQUETÃO SIMÉTRICO DE DURALUMÍNIO É também conhecido por oval.4. Figura 3.1 20 .4.1. No CBMERJ é empregado em planos inclinados em conjunto com a polia simples de placa fixa da Petzl. pois a tração recai no eixo oposto ao gatilho.4.1 3.3 ÂNGULO DE RESISTÊNCIA Os mosquetões são desenhados para suportarem carga unidirecional ao longo do dorso com a trava fechada.3.4.1.4.5 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO DE FORMATO EM “D” Com resistência em torno de 35 KN possui resistência superior aos mosquetões simétricos.3.5.1. E tem por características a distribuição da tração que recai nos dois eixos por igual.4. Figura 3.1. Figura 3.1.

segundo o fabricante faders.1 3. Figura 3.7.8.1.3. quando submetido a esforços.4.1 3.6.4.1.1 21 . Figura 3. possui boa abertura facilitando a conecção no cinto.1.1.1. o modelo apresenta boa resistência. durante uma escalada.4.6 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO EM “D” MODIFICADO Com resistência em torno de 30 KN. e a ancoragem em grampo ou chapeleta. principalmente ancoragens.1. Figura 3. devido a sua forma anatômica.8 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GOLIAT Possui resistência de 30 KN.4.7 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO COM TRAVA AUTOMÁTICA Possui uma mola que o mantém fechado. muito confiável para todos os trabalhos.4.4.

Figura 3.1. são conhecidos no CBMERJ como molas de segurança.4.4. e tem vantagens parecidas com as do mosquetão em “D” modificado.4.11. Figura 3.4.1 22 .4.10 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GATILHO CURVO PARA ESCALADA Com resistência em torno de 26 KN.1. O seu lado maior permite um melhor asseguramento ao guia quando no uso do nó UIAA.1.3.1 3.1. Figura 3.1 3. para facilitar o ato de costurar.10.1. Estes modelos de mosquetões para escalada.4.9 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO FORMATO PÊRA Geralmente possui resistência em torno de 22 KN.9. é padronizado para passar a corda dinâmica quando no ato da escalada.1.11 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GATILHO RETO PARA ESCALADA Com resistência em torno de 26 KN é padronizado para conecção nas proteções fixas (grampos e chapeletas) durante a escalada.

possui abertura facilitada do gatilho em relação aos outros mosquetões similares para ajudar a costurar com mais rapidez.4. como planos inclinados.2 Fig 3.4.13.4.1.4.13.1.4. as quais são colocadas ao longo da via tornando segura a progressão do guia.4.14.1 Figura 3.4.1.1.14.1.2 Figura 3.1.3 Fig 3.4. onde servem para a segurança em pontos fixos (grampos e chapeletas).1.13.1.12 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO EM “D” PARA ESCALADA COM GATILHO DE ARAME DE AÇO Com resistência entre 24 e 26 KN. a utilização de mosquetões de aço. Fig 3. Fita expressa.14 COSTURAS São dois mosquetões sem rosca. visando uma escalada mais segura. Figura 3.4.4. 23 . O mosquetão de gatilho curvo onde é passada a corda deverá estar ao lado contrário da progressão do guia.1 3. Gatilho reto para conecção no grampo.1.4. Figura 3.1.14. interligados por uma fita expressa. e até para ancoragens por possuírem mais resistência à tração do que os mosquetões de duralumínio.13 MOSQUETÕES DE AÇO PARA TRACIONAMENTO Atualmente se recomenda para tracionamentos.1 Fig 3. São utilizadas em escaladas.12.4 3.3 Gatilho curvo para passagem da corda.1.3.13.

2 Fig 3.1.1. simétrico.1 Equipamento muito utilizado no CBMERJ é preso ao baudrier e a corda através de um mosquetão. Figura 3.1.3 24 .1 Fig 3. Atualmente existem vários modelos para diversas aplicações.4.2 mostra um modelo conhecido por huit. cujo formato tem por finalidade reduzir os torcimentos na corda.1. É disponível em vários modelos: semi-oval.4. uma rápida e outra lenta de acordo com a colocação da corda nos orifícios maior ou menor.4 3. provocando torcimentos conhecido por cocas.2 Figura 3.2. etc. o mesmo possui duas velocidades. delta.4.1. porém não apresenta gatilho.2.3 Fig 3. E apresenta como fator desfavorável o seu peso que é bem superior aos mosquetões.2.15 MAILON RAPIDE Conhecido também por malha rápida. o fechamento é feito por intermédio de uma rosca.15.1.1. Fig 3. uma vez que não é autoblocante. é similar ao mosquetão.2. O freio oito tem preço acessível e boa eficiência.15. mas prejudica a vida útil da corda.4.1 Figura 3.15.1.1. Deve-se ter muito cuidado na utilização desse equipamento.3.2 FREIO OITO OU APARELHO OITO 3.4. Este equipamento é fabricado normalmente em aço. A figura Figura 3.15.2.

porque o mesmo ficará na corda.3.2 3.2 FREIO OITO DE RESGATE OU BIG OITO Utilizado pelos tripulantes operacionais das aeronaves de salvamento do CBMERJ.2.4 – Método incorreto de uso do mosquetão 25 . conforme demonstram as figuras abaixo.2. Figura 3.2.1 Figura 3.3 COLOCAÇÃO DO FREIO OITO NA CORDA PARA DESCIDA SIMPLES (UMA PESSOA) O BM ao executar a colocação do freio oito desta forma.2.2. o que fará que a velocidade de descida seja maior quando comparado ao freio oito simples.1 Figura 3.3 Figura 3. A trava do mosquetão deverá ficar sempre voltada para o rosto do BM.3.3.2.2. É mais apropriado utilizá–lo com corda de 12 mm de diâmetro.2.2. possui orelhas ao lado do orifício maior para travar a corda. ou com uma corda de diâmetro inferior a 12 mm desde seja dobrada para aumentar o atrito e garantir uma boa frenagem.2.2 Figura 3. permitindo que o BM fique parado a fim de iniciar o resgate da vítima.3.3. evitará a perda do aparelho caso haja algum descuido. Pois o orifício maior onde se passa a corda é maior que ao dos freios oitos convencionais. Figura 3.

4 TÉCNICAS PARA EFETUAR UMA PARADA NA CORDA UTILIZANDO FREIO OITO São técnicas utilizadas para efetuar uma parada durante a descida.3.1 26 . Entretanto.2.4. Figura 3.2.2.2. 3.4. basta que o BM retire a mão auxiliar do mesmo.2.2.1 3.1.4. principalmente para abordagem de vítimas em altura. o BM deverá utilizar a mão auxiliar para descer o Prusik que deverá sempre ficar sem tensão.4.4.3. As figuras abaixo ilustram os principais procedimentos para efetuar a parada na corda com a utilização do aparelho oito.1 3. Para efetuar a parada.2.2 NO FREIO OITO DE RESGATE OU BIG OITO Figura 3.2.3 COM O NÓ PRUSIK Nesta técnica. se faz necessário um bom treinamento para efetuá-las com maior segurança.4. o sistema travará totalmente parando a descida.1 COM MOSQUETÃO AUXILIAR Figura 3. Feito isto.

4. conforme demonstra a figura 3.2.5. O CBMERJ padroniza este procedimento para diminuir a possibilidade de travamento da descida quando no contato com alguma superfície.4.4 PASSANDO A CORDA EM VOLTAS NAS PERNAS Método utilizado para atendimento a vítimas em alturas.4.2.2.1 Figura 3.5 MODO PADRÃO DE UTILIZAÇÃO DO FREIO OITO ENSINADO NO CBMERJ Deve-se sempre visualizar a corda.3.1 Figura 3. de cordas.2. trocar de equipamentos. transpor do Prusik para o aparelho oito e vice-versa ou outro freio correspondente.2.2.5. Figura 3.4.2. passar do plano horizontal para o vertical (cabo comando) e outras aplicações.5. Devem ser feitas pelo menos três voltas em forma de oito envolvendo as pernas.4. ficando a parte da volta desta no freio oito voltada para o BM.2 27 .2. Figura 3.2 3.

3.6. Quando a corda for passada dobrada no freio oito conforme demonstra a figura 3.2. As duas voltas passadas no orifício maior conforme demonstra a figura 3.2.2.3.2.2 Figura 3. pelo fato de sua área de contato com a corda e o mosquetão situado no baudrier proporcionar um bom atrito. ou seja.1.6.1. esta forma é utilizada para pessoas que tem o primeiro contato com o equipamento. Esta forma é utilizada para rapelar após uma escalada e assim voltar à base da via.3 Figura 3.3. auxiliando o BM na frenagem do sistema para a descida com a vítima.6.3.2.1.3.4 3.AIR TRAFIC CONTROLLER 3. um maior e outro menor.2 Figura 3. tem a finalidade de se descer com uma vítima em prédios.3 28 . Quando a corda for passada no orifício menor a descida será com maior atrito e menor velocidade conforme visto na figura 3.1. Figura 3.3 ATC .1 Figura 3.6. quando a corda for passada no orifício maior a descida será com menos atrito e maior velocidade como visto na figura 3.6. as mesmas tem por objetivo um maior atrito da corda em contato com o freio.3.6.2.2.2.6 VELOCIDADES DO FREIO OITO SIMPLES O aparelho oito simples é composto de 02 orifícios para colocação da corda.2.1 Utilizado para asseguramento em escalada.4.6.6. significa que a descida também terá bastante atrito.2.1 Figura 3. Figura 3.

1 3.4.1 29 . Figura 3.5 PLAQUETA GIGI Tem seu funcionamento em escalada destinado a fornecer segurança ao participante de uma cordada de escalada.3. travando assim uma queda do participante. podendo ser utilizado com corda simples e dupla.4 REVERSO Funcionamento parecido com o ATC.5. pois permite que em conjunto com o mosquetão auxiliar que seja simétrico. Figura 3.3.3. É excelente para dar segurança ao participante de uma cordada de escalada. fique auto blocante.2. fique autoblocante travando assim a queda do participante. pois permite que em conjunto com o mosquetão auxiliar.2 3.2 COLOCAÇÃO DO ATC NA CORDA SIMPLES E DUPLA Figura 3.2.1 Figura 3.3.

1 Figura 3. podendo ser utilizada com corda simples e dupla.6.2 3. ilustra a utilização do mosquetão auxiliar em conjunto com o aparelho.3. Figura 3.1 30 .7 PLAQUETA STICHT Possui funcionamento semelhante ao ATC. O guia ancorado recupera a corda.2. e no caso de queda do participante.6 GHOST Possui função parecida com a do reverso. Figura 3.7. a corda travará automaticamente no freio. a figura 3.6. que tem por função proporcionar asseguramento para o participante de uma cordada.6.

8.8. Pode ser utilizado em cordas simples e duplas.3 Fig 3. Como travar nó de mula Fig 3. Dependendo da distância entre as mesmas.8. e segundo a Petzl este aparelho é recomendado para grandes descidas.3. passando a corda por entre as barras de alumínio ou aço.8 RACK Outro freio descensor.8.1 Fig 3. faz também a função do freio oito. as barras vermelhas fixas são indicadores que limitam o risco de uma montagem errada. diferenciando a velocidade da descida.4 Fig 3.5 31 .8.2 Fig 3. aumenta ou diminui o atrito.

4 32 .9. O usuário deste equipamento deverá atentar para a colocação correta da corda no aparelho.9 DESCENSORES AUTOBLOCANTES Fabricados especialmente para permitir uma descida com mais segurança. São excelentes para trabalhos suspensos. que estes equipamentos travarão automaticamente. pode ser utilizado. nestes descensores basta tirar a mão da trava de liberação da corda. e tem como função bloquear automaticamente a queda do escalador.1. Diferentes do freio oito.9.1.1 Figura 3. e são disponíveis em vários modelos de diferentes fabricantes. Grigri em utilização Figura 3. Os fabricantes recomendam a utilização destes equipamentos somente após os usuários serem instruídos sobre o manuseio e os recursos dos mesmos. é um equipamento autoblocante. 3. Atualmente é muito utilizado para escaladas indoor.2 Figura 3.9. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 10 a 11 mm de diâmetro.1 GRIGRI Fabricado pela empresa francesa Petzl.4.1. reverso e ATC. conforme demonstra a figura 3. principalmente para segurança em escaladas.9.3 Figura 3. além de descensor.1. sendo que o grigri é mais utilizado como assegurador para escaladas. que são de frenagem manual.3. que ocorre em grandes muros com agarras artificiais.1.9.9. asseguramento do participante na escalada em rocha e rapel. Os modelos de descensores autoblocantes ilustrados no manual são projetados pelos fabricantes para trabalharem apenas com corda simples.

É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 10 a 13 mm de diâmetro e descidas até 100 metros.9.3 DESCENSOR INDY Fabricado pela empresa italiana Kong. onde que se tenha que parar em algum ponto para executar um trabalho suspenso.3.3 3. basta retirar a mão da trava vermelha.9. duas frenagens.2 Figura 3.9. só que trava soltando a mão.3.2 DESCENSOR STOP Fabricado pela empresa francesa Petzl. Observação importante: Atentar para que se apertar totalmente a trava de liberação vermelha a velocidade da descida aumentará consideravelmente e não haverá frenagem. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 9 a 12 mm de diâmetro.2. ou apertando totalmente a trava de liberação preta.9.2.2 Figura 3.9. é um descensor autoblocante que em comparação ao freio oito diminui muito os danos à corda.3 33 . Este equipamento é utilizado normalmente para descidas.3.9.9.3.3.2. Figura 3.1 Figura 3.1 Figura 3. e descidas até 100 metros. ou seja. que possui funcionamento parecido com o descensor stop. para que o mesmo bloqueie a descida automaticamente. Figura 3. conforme demonstra a figura 3. é um descensor autoblocante.9.9.2.

É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 9 a 12 mm de diâmetro. sendo que no CBMERJ.10.9.1 Figura 3. travando totalmente com dois Bombeiros Militares conforme demonstra a figura 3. Figura 3.4 DOUBLE STOP DESCENDER . impactos repentinos.2. Na descida de socorrista e vítima este equipamento respondeu com êxito ao teste.1 Figura 3.10. Os capacetes modernos são confortáveis e de fácil ajuste. quedas ao chão. estão em uso o modelo Ecrin Rock da Petzl e o nacional Montana.9.4.2 34 . Figura 3. equipamentos ou quaisquer outros objetos. passagem por locais estreitos ou batidas em pedras ou elementos cortantes e pontiagudos.9. possui duas frenagens como o descensor Indy.10 CAPACETE Equipamento de proteção individual para a cabeça.DSD – 25 Descensor autoblocante fabricado pela empresa alemã Anthron.4. Existem diferentes modelos.4.3.9. e foi testado pelo Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ no ano de 2002. e tem por função proteger o BM de queda de pedras.2 3.

3 35 . São vendidas a metro.11. e também servem na confecção de solteiras e cadeiras improvisadas. de preferência dobradas. árvores.3.1 3. vigas de concreto. desde que protegidas por proteções de mangueira.2 Figura 3.12.12. é um equipamento de proteção individual utilizado no rapel para proteger as mãos de queimaduras quando em contato direto com a corda.11 LUVA Sempre utilizada em par. e para sua emenda é padronizada pelo CBMERJ a confecção do nó duplo. Figura 3. fato este que pode levar o praticante a retirar a mão da corda. especial para este fim. lona e outros equipamentos auxiliares. Figura 3. nas lojas especializadas em montanhismo. São ideais para ancoragens em pedras.1 Figura 3.12 FITAS TUBULARES São utilizadas nas ancoragens para preservar as cordas da abrasão.12.

1 Figura 3.1. Figura 3.13. A figura 3.2 Observação: A união de uma fita tubular ou anneau com mosquetão presa ao baudrier. É um acessório bastante versátil durante uma escalada.1 36 . demonstra a fita costurada aneauu que é uma fita que possui costura e carga de ruptura padrão em torno de 22 KN. para fins de ancoragem individual.13 ANEL DE FITA COSTURADA (ANNEAU) E FITA DAISY CHAIN A figura 3. Figura 3.13. que pode ser confeccionada com cordas de 5 a 7 mm. é conhecida como solteira. pois permite ajuste mais simples à medida que o escalador progrida através dos mesmos.2. fitas ou hastes de duralumínio.13. pois pode ser utilizado para organização de equipamentos em suas alças.14.3. O estribo é utilizado na escalada artificial e ascensão em corda. 3.13.14 ESTRIBO Escada de 3 ou mais degraus. que é uma fita costurada com pequenas alças de suporte. demonstra a fita Daisy Chain. Mas seu principal uso é como alça solteira em conjunto com os estribos.

3 Figura 3.6 mostra um modelo autoblocante.16.2. As figuras 3. A figura 3.16.16. mostra um modelo duplo para corda e cabo de aço. 6 e 7 mm de diâmetro.16.16. são utilizadas em içamento de cargas. enquanto a figura 3.5 mostra um modelo que pode ser utilizado em planos inclinados com duas cordas paralelas.1 Figura 3. mostram modelos simples para uso em somente em cordas.6 37 . São encontradas em vários modelos. A figura 3.16. Figura 3.3.4.5 Figura 3.16 POLIAS Conhecidas no CBMERJ como patescas.15 CORDELETES Também conhecidos por cordins. mostra um modelo duplo para utilização em cordas. Figura 3. sistemas de força e salvamento com plano inclinado.1 3. normalmente para nó Prusik. conhecida por polia Prusik. que tem função de bloquear automaticamente uma carga ao ser içada.16.16. transposição de obstáculos.2 Figura 3.16. possuem alta resistência. geralmente de fibra de poliamida.3.16.1 e 3.15. A figura 3. e são utilizados como forma de segurança ou ascensão. são cabos solteiros especiais de 5. marchard ou bachman.4 Figura 3.16.16.

1. será fixado um estribo.4 3.17 ASCENSORES 3. é fácil de manusear.1 38 .1.2.17. porém o CSMont padroniza o uso de um mosquetão. É utilizado em par. sendo o 1º posicionado acima e o 2º posicionado abaixo.17. Este equipamento trava na corda para facilitar a ascensão.17. Mosquetões de segurança Figura 3. possui dois punhos.3 BOMBEIROS MILITARES EM ASCENSÃO Figura 3.1.17. E o BM deverá finalizar o sistema com as conecções dos mosquetões restantes.1 Figura 3. entre o orifício superior do mesmo e a corda.17. checar todo o equipamento e realizar a ascensão.2 Figura 3. Figura 3.17. e são conectados ao cinto do BM através de fitas tubulares.2 ASCENSOR TWIN Figura 3. No 2º ascensor destinado ao pé.1 ASCENSOR DE PUNHO Geralmente utilizados em cordas simples de 8 a 13 mm de diâmetro.5 Equipamento destinado à ascensão em cordas duplas.1.17.1.17.3.

auxílio na subida de cordas verticais.4.5 TIBLOC É considerado o menor ascensor do mundo. A sua utilização é efetuada em cordas de 8 a 13 mm.3 ASCENSOR BASIC Difere-se dos anteriores pela ausência de punho. é fabricado pela Petzl.17. e funciona em conjunto com um mosquetão posto entre a corda e os orifícios laterais.3.5.3 3. que consiste em um sistema montado com corda ancorada na base e no topo. e também fixada ao baudrier.17.2 Figura 3. Possui olhal superior em forma de retângulo para conecção da fita torse própria para o mesmo.17.17.1 39 .17.1 Figura 3.17.2 Ascensor ventral destinado à auto-segurança. utilizado em paredes inclinadas.4.4.3. Figura 3. A Petzl recomenda utilizar este equipamento para bloquear sistemas de polias.3.17. Figura 3.17. travessias horizontais e como auto-segurança em passa-mão. Figura 3.4 CROLL Figura 3.17.1 3.

17.17. O fabricante deste equipamento informa que o mesmo não é um EPI.8.7. Figura 3.2 3.2.17.3.17. e aconselha a sua utilização no pé direito.7. facilita a ascensão em cordas em conjunto com o ascensor de punho e o croll.17.6 ASCENSOR GIBBS Utilizado pelo Curso Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. Figura 3.8 ASCENSOR DE PÉ – PANTIM Utilizado em cordas de 8 a 13 mm de diâmetro.17. Figura 3. Este equipamento pode ser utilizado juntamente com o Oito ou ATC.7 BLOQUEADOR SHUNT Utilizado em cordas simples e duplas com diâmetro entre 8 a 11 mm. funcionando assim como Prusik mecânico. A Petzl fabricante do aparelho recomenda que o mesmo seja posicionado sob o descensor conforme demostra a figura 3. cumpre a função de ascensor e bloqueador. retira–se da corda com um simples movimento de dobrar a perna para trás. basta tirar a mão que o aparelho travará na corda. possui fita do pé para ajuste fácil e rápido.1 40 .1 3. mas é preciso que este esteja conectado a um mosquetão preso separadamente no baudrier.1.17.6. em tracionamentos e içamentos. para funcionar como sistema de segurança autoblocante.1 Figura 3.17.

3. Figura 3. dispõe de dois tirantes reforçados de nylon com capacidade para suportar 1.4 Figura 3. 01 corda de 20m. Ao inspecioná-la. informa que a maca Sked consiste em um sistema compacto de maca constituído por uma folha plástica altamente resistente.18. praticidade e funcionalidade. Não proporciona imobilização dorsal.19.18. 01 suporte para os pés. acompanhada por uma mochila e acessórios que conferem ao equipamento leveza.4 3.3 Figura 3.18. e segundo o Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 28. onde há possibilidade de lançamentos de duas ou mais cordas. Para movimentações na horizontal.19. alça de transporte e fivelas de fechamento e ajuste. verifique suas condições estruturais. especialmente quanto a abrasões ou cortes. 02 fitas de nylon para içamento em dois tamanhos.1 41 .1. ou até em sistemas de tracionamento e sistemas de redução de força.19 MACAS DE SALVAMENTO EM MONTANHA 3. estado das fitas. 04 alças adicionais pequenas para transporte.18.725 kg cada um. O tirante a ser utilizado na região do tronco da vítima é 10 cm menor do que o da região das pernas.1 Figura 3.1 MACA SKED Utilizada pelo CSMont para ações de Salvamento em Montanha. o estado de conservação de seus acessórios: 01 mosquetão em aço grande para salvamento (com certificação NFPA – National Fire Protetion Associacion).18 PLACAS DE ANCORAGENS São utilizadas em pontos confiáveis. bem como. devendo ser observada esta disposição no momento do uso. Figura 3. razão pela qual deve ser utilizada prancha longa.

os pinos de travamento da maca que garantem o seu acoplamento seguro e as condições da corda que costura lateralmente a maca. E segundo o Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 27. informa que a mesma é confeccionada em aço tubular em todo seu perímetro e por material plástico (PVC) nas partes que envolvem a vítima. podendo ser inteiriça ou em duas partes acopláveis. deve-se atentar para a integridade estrutural da maca.3.19.2 MACA SMIT–SISTEMA MOLDÁVEL DE IMOBILIZAÇÃO E TRANSPORTE Equipamento de fabricação brasileira teve sua aquisição pelo 1º GSFMA no ano de 2006.19.19.3 42 . sendo observados mesmos cuidados quando no uso da maca Sked. Tem a sua aplicação para as mesmas funções da maca SKED.19. Figura 3. A capacidade de transporte desta maca é de 180 Kg.1 Figura 3. conferindo-se ainda. podendo ser utilizada para içamento de vítima na vertical.3. A base de apoio para os pés.3 MACA CESTO Esta maca está disponível no 1º GSFMA para ações de Busca e Salvamento em Montanha.3. as condições dos quatro tirantes de fixação da vítima e suas fivelas. salvamento no plano inclinado e rapel com vítima de trauma.19. Figura 3.3.19. Ao inspecioná-la.1 3.2.2 Figura 3.

Suas dimensões montada com os cabos para transporte no ombro são de 310X60 cm. ou transporte em helicóptero são de 500 kg.3. O travesseiro para a cabeça é estofado e anatômico não permitindo que a vítima fique com a cabeça móvel durante o transporte. situada na Itália. O Material da cobertura é o Nylon® 800D resinado e possui capacidade de carga de 180 kg. além de bolsa-mochila para o transporte. para tanto. é um equipamento para todo tipo de intervenção de socorro em qualquer tipo de ambiente que possa ser transportada por pessoas ou helicóptero. 43 . As dimensões do saco de transporte são de 40X60X25 cm. ou verticalmente sendo suspensa. A capacidade de carga da fita para içamento ou descida vertical é de 400 kg.19. Pode ser transportada horizontalmente por meio de pessoas ou tirolesa. permitem que as mãos dos socorristas fiquem livres durante o transporte. e sua certificação é de acordo com as normas: CE / Direttiva Dispositivo Médico 93/42/CEE Classe 1. o material da estrutura é composto de liga leve de alumínio.19. o fundo da maca é enrijecido para preservar a coluna da vítima. Seus exclusivos cabos acolchoados para suporte nos ombros. Apresenta fitas que possibilitam que a vítima tenha todos os membros imobilizados com sistema de fácil ajuste. A capacidade de carga da fita para tirolesa são de 500 kg. O Seu peso de 13 kg. o mesmo é fixado a maca por meio de velcro. e suas dimensões sem os cabos para transporte no ombro são de 200X60 cm. podendo ser removido se necessário. Sendo que a capacidade de carga da fita para içamento ou descida horizontal.4 MACA LECCO Figura 3. acompanha fitas que possibilitam estas ações. Sua estrutura em alumínio de alta resistência totalmente desmontável possui uma capa de nylon para proteção da vítima que pode ser totalmente aberta por meio de zíper com dupla abertura possibilitando acessar a vítima enquanto transportada.4.1 Fabricada pela empresa Kong.

acima desta tela existe um sistema de ajuste que permite um perfeito fechamento da capa na parte da cabeça. O seu peso é de 4 kg.5 CAPA EVEREST PARA TRANSPORTE DA MACA PRANCHA RÍGIDA Figura 3. e é certificada de acordo com as normas: CE-EN1865 e Diretiva 93/42/CEE. Em sua parte interna apresenta bolsos confeccionados em tela com zíper para transporte de medicamentos. Seu sistema de fechamento é feito por meio de velcro na parte superior da capa e para a respiração da vítima existe uma tela de tecido que possibilita a entrada de ar. em cada ponto de fixação.5.1 Capa fabricada em nylon e cordura para içamento de maca tipo “prancha rígida” com capacidade de carga de 180 Kg.3. Apresenta 4 fitas ajustáveis externas para manter a estabilidade da vítima dentro da capa. assim como cada ponta da fita divisora é de cor idêntica (exemplo: fita de conexão azul com ponta azul da fita divisora).19. Apresenta 5 pontos de fixação em cada lateral para conexão de uma fita divisora de carga com capacidade de carga de 400 kg.19. 44 .

outras para negativos ou tetos e para escalada em aderência. Macias (5. podem ter fechamento de velcro. Vibram-Megabyte) Mais aderência Menos durabilidade Menos pecisão em micro-agarras Duras (Boreal-Fusion. Algumas são ideais para dominar lances em micro agarras. Isto é uma meia-verdade. como o 5. mas apresentam um maior resultado em micro agarras. Os vários desenhos visam aplicações para as diferentes modalidades. O tipo de solado também influi no desempenho da sapatilha. como o Boreal-Fusion e o Vibram.20.2 Figura 3. no seu website.10–Stealth e o Vibram–Megabyte.1 Figura 3. O seu pé não deve doer. e dependendo do tipo de escalada a ser realizada. Já os duros são menos aderentes.XSV. mas também não deve haver nenhum “espaço vazio” no 45 .20 SAPATILHAS PARA ESCALADA EM ROCHA São calçados com desenho e solados fabricados especialmente para escalada.3 Figura 3. Vibram-XSV) Menos aderência Mais durabilidade Mais precisão em micro-agarras As figuras abaixo ilustram sapatilhas utilizadas pelo CSMont. São encontrados de vários modelos e formas. Elas devem estar justas e confortáveis. em relação ao tipo de terreno. cadarço ou elástico. traz uma informação muito técnica sobre o tamanho ideal da sapatilha para cada escalador. porém não são tão precisos em minúsculos regletes e gastam muito rápido. além de serem mais duráveis.10 Stealth.3.20. a tabela abaixo explica a classificação e a utilização. Figura 3.4 O Centro Excursionista Teresopolitano.20.20. Os mais macios são bem mais aderentes e ideais para vias em aderência. As sapatilhas quanto ao solado de borracha se classificam em macias e duras. Esta informação está abaixo transcrita: Existe uma lenda que diz: a sapatilha deve estar bem apertada no pé para poder funcionar. etc.

3 – Ponha a sapatilha para secar na sombra e num local ventilado. cuidando para que a temperatura do local nunca ultrapasse 60 graus centígrados. palmilha e emborracahamento. as sapatilhas esticam um pouco. elas não funcionarão para você. E informa também que os cardaços e palmilhas sofrem um desgaste natural muito mais rápido e que podem ser facilmente substituídos. A Snake fabricante das sapatilhas modelo Anhangava e Trinity que são utilizadas pelo CSMont. pois a secagem forçada danifica e pode prejudicar a garantia. 2 – Nunca use sabão. Figura 3. que é utilizado para marcar os pontos de apoio na rocha e manter as mãos secas durante a escalada. A Snake informa que a sapatilha sofre desgaste após um tempo de uso e o usuário pode solicitar uma ressola. recomenda os seguintes cuidados no que versa sobre a conservação deste calçado: 1 – Lave sempre com água. 4 – Trate o couro periodicamente com produtos. 6 – Guarde a sapatilha sempre à sombra e num local ventilado. Cuidado com sapatilhas apertadas ou folgadas demais.interior do calçado.1 46 .21 COMPARTIMENTO PARA MAGNÉSIO Pequeno compartimento transportado pelo escalador. retire a palmilha para arejar e facilitar a secagem. O mesmo serve para o acondicionamento do carbonato de magnésio. após algumas escaladas. Lembre-se sempre que. Isto pode funcionar. que é um produto semelhante a um pó branco.21. Caso estejam apertadas. facilitando assim a pegada nas agarras. 5 – Depois de usar a sapatilha. 3. que consiste na revisão completa no solado entressola. mergulhe-as na água fria e coloque-as por algum tempo (1 ou 2 horas). e se ajustam ao desenho do seu pé.

22.3. Os grampos são divididos em haste e olhal. é necessária o uso de uma cola conforme mostra a figura 3. A composição do mesmo geralmente é de aço inox. Os grampos são feitos de aço 1.1. etc. fissuras. que leva 24 horas para secar.3 Figura 3.22.1 Figura 3. feito na mesma. conforme mostra a figura 3.2 Existem grampos que não possuem solda e tem o olhal arredondado.1.22. e o modelo abaixo tem resistência de 50 KN garantida pelo fabricante. se faz necessária uma observação do estado geral. mas também existem grampos de medidas de ¼” e 3/8. se está bem batido.1 GRAMPO As proteções permanentes geralmente utilizadas no Brasil são os grampos.22.22. corrosão. Para confiar a sua vida neste equipamento. O diâmetro padrão dos grampos é de ½” vendido em lojas especializadas em montanhismo. artefatos de fabricação caseira sobre os quais não existe nenhum controle de qualidade.1. e a sua colocação é por batida ajustável e expansível na rocha.1.1. e só após este tempo o grampo poderá ser usado. O problema é que o para o grampo se fixar a rocha. (verificando o correto posicionamento do mesmo na rocha).4.22 PROTEÇÕES FIXAS 3. É ideal para regrampear vias. Olhal Haste Sentido de trabalho Figura 3. Figura 3.22.3.1.4 47 .22.020. Os grampos são fixados na rocha por intermédio de um furo justo por uma broca SDS de aço geralmente de 12 mm de diâmetro. mas existem grampos de aço inox. torto.

3.3. e não se deve passar a corda diretamente nas mesmas.3.3 Figura 3. Figura 3.22. E apresentam carga de ruptura em torno de 2. Orelha.3. Existem modelos atuais que permitem a colocação da corda diretamente na chapeleta. As chapeletas são mais confiávéis que os grampos.3.22. Porca. Parabolt.22. fixada por intermédio de um parabolt que pode ter 10 ou 12 mm de espessura.3. conforme exposto na figura 3.2 enquanto as mais comuns apresentam as arestas pontiagudas.500 Kg.3 3.1.1 Figura 3. pois os fabricantes cumprem testes previstos por normas internacionais para aprovação.1 e 3.2 Figura 3.3 POSICIONAMENTO DA CHAPELETA NA ROCHA-FONTE PETZL Certo Posicionamentos errados e perigosos Figura 3. Neste caso.1. do que ficar exposto a sofrer um grave acidente.1. e efetuar um rapel de emergência com mínimo de segurança.22.22.1 Figura 3.2 CHAPELETA E PARABOLT Proteção permanente em vias de escalada. O parabolt é um parafuso de expansão especial para fixação na rocha.2 Figura 3.22.1.22.22.22.4 48 .1. dependendo do modelo.1.22. conforme apresenta as figuras 3.200 a 2. é melhor perder um cordelete ou mosquetão passado em torno da mesma antes de passar a corda. sobrando uma ponta para fora onde é colocada a orelha da chapeleta e depois a porca.22.22.

3.24. o seu cabo de borracha tem a função de absorver vibrações.23.23 PUNHO COM BROCA E MARTELO Este conjunto é o responsável para a abertura do furo para instalação dos grampos e chapeletas.2 Chave para apertar parafusos de chapeletas. Trata-se de um punho com encaixe para uma broca.23.24 FURADEIRA À BATERIA As furadeiras para fixação de proteções em rocha.2. Olhal para auxiliar na retirada de pitons.23.2 49 . mas a sua vantagem é o ganho de tempo do escalador para furar a rocha em relação ao batedor com punho.1 Figura 3. Figura 3. O martelo tam tam na figura 3. fazendo uso da furadeira do 1º GSFMA para bater um grampo durante a conquista da via sesquicentenário na Pedra da Gávea. tem seu uso também para colocação e retirada de pitons. Martelo comum. A figura 3. são à base de bateria recarregável.1 Figura 3. Martelo para meios pequenos e saca piton.24. Figura 3.2 mostra um montanhista do CBMERJ. e a base do mesmo é equipada com chave para apertar parafusos de chapeletas. 3.1. conforme mostra a figura 3. geralmente são pesadas. Cabo de borracha para absorver vibrações.23.24.

c) São constituídas de cabeça.25.2 PITON PARA FENDA HORIZONTAL E VERTICAL (UNIVERSAIS) Pitons finos e longos que possuem a característica de moldar-se à fenda.25. Figura 3. d) São proteções fixas não permanentes. b) São relativamente leves e proporcionam grande segurança. olhal e lâmina. as figuras a seguir demonstram outros modelos de pitons. Possuem dois olhais e são constituídos de aço doce e flexível. e) São utilizados em escalada artificial.1. Figura 3.25. Este modelo é também conhecido por lost arrow.2. Lâmina.2 Figura 3. f) Sua colocação e retirada produzem ruído.25 PITON a) Peças de metal em aço cromo molibidênio de altíssima qualidade e resistência. Cabeça.3. 3.25.1 50 . Olhal.25. Piton horizontal. Piton universal.3 3.25.1 Figura 3. O modelo na figura abaixo com dois olhais.1 PITON PARA FENDA HORIZONTAL Forjado em aço cromo molibidênio ou aço doce que pode ou não ser galvanizado. é também conhecido por knifeblade.1. possui resistência em torno de 27 KN. que são disponíveis em vários tamanhos de acordo com os fabricantes dos mesmos.1.

3. Tem resistência em torno de 3 KN. É usado como segurança relativa.25.25. Figura 3. podendo ser usado na vertical ou horizontal. Figura 3.1 3. Este modelo é também conhecido por angle.1 Figura 3. e a característica de ficar apoiado em três pontos.1 51 . Figura 3. ou para suportar somente o peso do escalador no estribo.3.25. e deforma-se para casar com as mesmas.3 PITON PARA FENDAS ENVIESADAS Este modelo fabricado pela Petzl de nome universel.4 PITON EM CANELETA Tem o formato em “v” que lhe dá grande resistência.4.4. É fabricado em aço de média dureza sem tratamento térmico.2 3. é recomendado para fissuras ou fendas enviesadas em calcário e granito. É utilizado em escalada artificial. possui uma lâmina fina e curta.25.5 RURP É um pequeno piton.25.5.25.25.

observando qual ficou melhor na fenda. j) O uso dos pitons tem diminuído devido ao uso de nuts. e) Quando ouvir um som metálico é sinal que o piton chegou ao fundo da fenda. g) Primeiro analisamos a fenda para escolher o piton adequado. Figura 3. excêntricos e friends. b) O ideal e introduzir o piton 2/3 manualmente.25. n) Para retirar o piton da pedra.6 PECKER Trata-se de um minipiton para fendas realmente muito finas e rasas com pouca profundidade.6. 52 .25.7 COLOCAÇÃO E RETIRADA DE PITONS a) Escolhe-se o piton de acordo com a fenda. os pitons são fixados com olhal para baixo. É fabricado pela empresa Black Diamond. nuts stoper ou excêntricos. f) Quando o som ficar grave ou seco o piton não está bem fixado. i) Se não houver piton adequado tentar entalamento com dois pitons ou mais.25.1 3. c) Um terço com martelo até o olhal. h) Com piton podemos fazer entalamento com mais pitons. bater o piton todo para um lado e depois para o outro. d) Quando ouvir um som semelhante ao encher de um cantil de água durante as marteladas é sinal que o piton ficou bom. o) Enquanto os grampos são fixados com o olhal para cima. e que normalmente não suportaria um piton normal.3. mesmo os mais finos. l) As batidas com a marreta devem ser fortes espaçadas. m) Retirar os pitons da pedra sempre com a camisa de corda.

colocar um piton requer escolher o tamanho certo. encaixá-lo e entalá-lo na fenda.8 PRECAUÇÕES NO USO DE PITONS Após fixar um piton nas fendas ou fissuras da rocha.8.p) Segundo Flávio Daflon em seu manual escale melhor e com mais segurança. Figura 3.8. nunca devem ficar com o gatilho voltado para a rocha. Pequeno martelo para retirada de meios pequenos e saca piton.5 53 .5 que podem ser préfabricados ou improvisados com cordeletes ou fitas.25.1 e 3. São unidos aos meios com uso de mosquetões.25.8.25.25.8.25.25. enquanto as figuras e 3.1 3.25. reduzir o braço da alavanca do esforço sobre os meios e confeccionar equalizações. conforme mostram as figuras 3. conforme mostra a figura 3.2. Fig 3.4 e 3.25.25.25.8. Para evitar o atrito da corda com arestas vivas.25. demonstram conecções erradas e perigosas. Cabo de borracha para absorver vibrações. batendo com uma marreta.2 Fig 3. Olhal para auxiliar na retirada de pitons.25. são utilizados alargadores.3.4 Fig 3. Martelo comum.8.8. Observação: Os mosquetões na escalada artificial e em qualquer outro tipo de ancoragem durante qualquer modalidade de escalada.8.1 Fig 3. A figura abaixo mostra outro modelo de martelo de nome jumbe para colocação e retirada de pitons. deve-se observar o correto posicionamento dos mosquetões conectados nos mesmos.3 Fig 3.8.8.7.

e requerem treinamento específico para sua correta aplicação. já que são colocados em fendas pelo guia e retirados pelo participante. Figura 3. como os nuts e ambos têm maior emprego na escalada artificial. e os que se ajustam à rocha. como os friends.26. estes sistemas de proteção estão sendo cada vez mais utilizados.3 Basicamente existem dois tipos: entaladores passivos e entaladores de expansão.26.2 Figura 3. resistentes. conforme mostra a figura 3. Pois mantém as características naturais das paredes.1.1 Figura 3.3. principalmente em aberturas de vias novas.1.26. não danificam a via. São encontrados em vários modelos e tamanhos.26. a seguir temos alguns exemplos: 54 .1. As proteções móveis se dividem em dois tipos. São assim chamados devido a sua fácil colocação e retirados com as mãos na maioria das vezes.26. Estão entre os equipamentos mais técnicos e de difícil e complexa utilização. utilizam o princípio de entalamento. os ativos e os passivos. ou seja. com finalidades bem distintas.1 NUTS Com a atual divulgação do mínimo impacto em paredes. São leves. os que se expandem na rocha.1.26 PROTEÇÕES MÓVEIS 3. e proporcionam uma escalada limpa.3.

micronuts.26. mas os mais largos oferecem maior segurança. g) Nuts de curvas ficam melhores em fendas de lados irregulares. 3. taders ou entaladores. Qualquer modificação no formato dos modelos melhora ou não seus desempenhos. onde uma simples peça do metal é encaixada na fenda. c) São mais largos do meio para final da peça.26. e os dois lados podem ser usados.26. steel nuts. stones. segurança estável. b) Ligeiramente curvados. a) De formato tipo cunha.4 COLOCAÇÃO Sua colocação consiste em encaixá-los para onde a fenda se fecha. nuts. e) O objetivo da colocação é encontrar um ponto.3 ENTALADORES PASSIVOS Podem ser tipo cunha ou excêntrico. c) Entaladores passivos. 3. b) Formato semicircular ou excêntrico. Existem nuts com: a) Todos os lados retos. 55 . c) Combinando lado reto com curvo. b) São conhecidos como: stoppers. f) Nuts de lado reto ficam melhores em fendas de lados regulares. d) Com ressaltos.2 QUANTO AO FORMATO a) Formato de cunha. exemplo: friends/spider com partes móveis acionadas por molas que se retraem ao entrar e sair da fenda e expandem-se dentro da fenda. d) De ação rotativa. exemplo: cunha/excêntrico. d) Possuem um lado largo outro estreito. rups.3.

d) Fendas de parede totalmente paralelas não são boas sendo necessário o uso de dois nuts através do método chamado encunhamento.Oposição de nuts. b) Se a fenda fechar-se em baixo. b) Não colocar muito próximo à borda da pedra podendo quebrar a borda e soltar-se. Nut direcionador.4. Fig 3.26. 56 . 3.1 Fig 3.26.As figuras abaixo demonstram exemplos de colocação de nuts stopers.4.4.5 COLOCAÇÃO DOS NUTS EM FENDA VERTICAL a) Posição em que trabalham melhor.26.3 3. Sendo que a figura 3. c) Não deixar o cabo de aço atritando nas bordas.26. do guia. demonstra uma forma de oposição de nuts.4.2 Figura 3. mas se forem alojados profundamente na fenda podem ser usadas em múltiplas direções. devem ser colocadas neste sentido (cima para baixo). E nesta situação torna-se multi–direcional.26. Progressão .6 COLOCAÇÃO EM FENDA HORIZONTAL a) A fenda deve fechar-se de dentro para fora (parte de fora estreita). com a função de impedir que a corda puxe o primeiro nut para cima ou para o lado.26. Se o encunhamento for com nuts independentes o mosquetão deve passar nos dois cabos de aço para não perder material em caso de queda. Para este método o ideal é o nut possua duas peças no mesmo cabo de aço.3. c) Normalmente os nuts são unidirecionais. que pode ser utilizado em uma passagem do guia para um lance horizontal.

9.26. Atualmente são de formato irregular.9 NUTS EXCENTRICS OU EXCÊNTRICOS-APRESENTAÇÃO Significa círculo fora de centro e são peças de formato hexagonal que são encaixadas nas fendas. b) Melhor usar as de cabo de aço. pois tende a aumentar a superfície de contato.26. A passagem pode ser de cima para baixo ou vice-versa.2 Figura 3.8 COLOCAÇÃO EM BOLSOS E PEQUENAS GARGANTAS a) Não é um bom emprego para as cunhas. permitindo sua utilização em fendas de tamanhos variáveis. Quando a garganta parece um túnel pode-se enfiar a cunha por ali.9. pois a emenda é menor do que as de cordelete.26.26. mas é insegura. 3. b) Em fenda sem fundo que se estreita para baixo pode aparentar-se boa. Usar o lado mais estreito.26.7 COLOCAÇÃO EM FENDAS SEM FUNDO a) Usa-se o nut de formato trapezoidal em sua parte superior.3.26.9.1 Figura 3. Figura 3. 3.3 57 .

26. no lado mais estreito. 3. b) Escolha o de rápida colocação e com menor desgaste físico ao escalador. f) Nas decidas em caso de dúvida. g) Cheque cada um após a colocação principalmente na direção de queda.10 COLOCAÇÃO DOS EXCÊNTRICOS a) Ao receber uma tração e girar prendem-se ainda mais.26.26. Figura 3. c) Escolha o melhor entalador para a situação. 3. ou seja. c) Os tradicionais eram hexagonais com a mesma distância dos lados. b) Seus formatos variam de acordo com fabricante. reforce-os com outro. podendo ser usado “em pé".2. se faz necessária a equalização. o que limitava sua versatilidade.12 SACA NUTS Equipamento utilizado para retirar nuts que apresentem dificuldade de remoção. h) Verifique se poderá ser desalojado por um movimento da corda.12.1 58 . d) Não necessariamente o maior.11 OUTRAS OBSERVAÇÕES a) Aprenda a estimar o entalador certo para a fenda. d) A Black Diamond fabricou o excêntrico de forma que cada par de lados à distância diferencia-se. Observação: Em qualquer emprego em que se faz necessário combinar meios para obter a uma melhor direção de queda deve-se optar pela equalização.26. i) Se a carga for requerida em mais de uma direção em caso de queda.

26. pois se o mesmo soltar. retraindo-se quando o gatilho é acionado e assim estreitando sua largura e permitindo sua introdução em fendas. deve-se testar se os mesmos estão fixados na rocha.13.1 Figura 3. Existem friends de vários tamanhos desde os pequenos aos grandes.3. Dependendo do número de castanhas. pisando no estribo conectado ao mosquetão da costura que está clipado no mesmo. as peças voltam a sua posição exercendo uma pressão na fenda.2 Figura 3. e com numeração para serem utilizados em fendas que comportem os mesmos. deve se evitar a tensão perpendicular ao eixo das mesmas.26. EMPREGO Todas as castanhas devem estar em contato com a pedra. 59 .13 FRIENDS-FONTE CURSO AVANÇADO DE MONTANHISMO DO EXÉRCITO BRASILEIRO–APRESENTAÇÃO Equipamento que possui um tipo de gatilho que aciona as peças móveis. Assim que o gatilho é solto.3. verticais e horizontais. conforme demonstra a figura 3.26. Castanhas Figura 3.13. podem ser chamados de 4CU (quatro unidades de castanha) e TCU (três unidades de castanha) A Black Diamond fabrica o camalot (várias castanhas).13. e o punho deverá estar voltado para direção de queda.13. Este tipo de friend pode ser utilizado como entalador passivo.26. Diferem-se dos entaladores passivos por ajustarem-se ao tamanho das fendas por meio de expansão de castanhas.3 Observação importante: Ao colocar estes equipamentos móveis para progressão em escalada artificial.26. que possui dois eixos. baterá no mesmo. e abaixar a cabeça oferecendo o capacete. proporcionaram avanço no histórico da escalada. Chamados de meios móveis de expansão (castanhas acionadas por mola). evitando assim lesionar o escalador. Muito resistentes e de fácil emprego (agir na barra de acionamento). e são utilizados em fendas paralelas.

27 DESTORCEDOR Equipamento colocado entre a carga e a corda para permitir que a mesma gire sobre si mesma sem torcer a corda.1 Figura 3.14.5 mostra o modelo reglete. e é um equipamento essencial para conquista de via de escalada.26.26.14.14.26. Figura 3.4 Figura 3. E que servem para apoio sobre saliências da rocha ou sobre pequenos buracos perfurados com talhadeiras.27.14.5 Figura 3.26. É utilizado em escalada onde há necessidade de progressão em artificial.14.14. Existem vários tamanhos e modelos. dependendo do uso que se faz. a figura 3. enquanto a figura 3. Observação: Os cliffs devem sempre ficar sob tensão. Os cliffs são disponíveis em vários modelos. sendo muito comum o talon conforme mostra a figura 3. Este modelo ainda permite a montagem de 3 mosquetões no olhal do lado da carga.6 3.14.14.4 mostra o modelo fifi.26.6 mostra um BM ancorado com par de cliffs ranger. Figura 3.26.14.1 60 .26.26.2 Figura 3.26.3. A figura 3.26.14.3.3 Figura 3. e possui carga de ruptura de 36 KN e carga de trabalho de 5 KN garantida pelo fabricante.14 CLIFF RANGER Gancho de aço destinado para segurança relativa em escalada.26.

Cabe ao vestuário o importante papel de manter o equilíbrio calórico do corpo. ao invés de somente uma quente e pesada. o que proporciona diversas combinações de acordo com as condições ambientais.2. Exemplo: camisetas. Deve-se usar peças leves e superpostas. 4.2.2 VESTUÁRIO DE ABRIGO-DIVISÃO: 4.2. Ex. calça e outros.CAPÍTULO IV–VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM AMBIENTE DE MONTANHA E SUAS APLICAÇÕES 4.2 EXTERNO Serve para proteger o corpo contra o frio e a umidade.2. cachecol. essencial para que uma tropa dure nas ações sob condições climáticas adversas.3 61 . meias de lã e outros. tanto na parte de vestuário.1 INTERNO Serve para reter o calor do corpo.2. reduzindo os efeitos das variações de temperatura do meio ambiente.2 Figura 4. cuecas.: luvas de lã. Figura 4.2.2.1 Figura 4.1 O ambiente de montanha irá nos impor características especiais.2. porém deve ser permeável para a transpiração. capuz. sem forros e de secagem rápida. O vestuário empregado divide-se em: vestuário de abrigo e vestuário de proteção. como na parte de equipamento. deve ser simples. sendo portanto. 4.

4.2.3 VESTUÁRIOS DE PROTEÇÃO Servem para proteger o corpo do contato com o vento e a água, logo devem ser impermeáveis. Dificultam a evaporação do suor devido à falta de porosidade, e por isso, devem ser usados somente quando estiverem ocorrendo precipitações, ventos e, principalmente, nos intervalos e altos de uma marcha em montanha. Como por exemplo: japonas e calças de "goretex", "anorak", poncho, capa de chuva, saco aluminizado e outros.

Figura 4.2.3.1 Anorak.

Figura 4.2.3.2

4.2.4 CALÇADOS Devem ser do tipo vulcanizado, com o bico baixo e com as bordas da sola no mesmo alinhamento do couro do calçado. Não devem ter pregos ou tachas, pois podem causar ferimentos nos pés quando se caminha em pedras. Os coturnos de sola de borracha especial vulcanizada com ressaltos ou travas, são os mais empregados.

4.3

OUTROS

EQUIPAMENTOS

DE

PROTEÇÃO

INDIVIDUAL

EM

MONTANHA 4.3.1 BARRACA ESPECÍFICA PARA MONTANHISMO Ideal para acampamento, geralmente impermeabilizada, possui mosquiteiro, janela, vareta para montagem e outros acessórios, dependendo do modelo.

Figura 4.3.1.1 62

4.3.2 SACO DE DORMIR Confeccionado em geralmente em poliamida dependendo do modelo, possui capacidade para suportar temperaturas negativas.

Figura 4.3.2.1

4.3.3 ISOLANTE TÉRMICO Material importante, para isolar o corpo do contato com o solo frio. Este equipamento funciona como um colchão para proporcionar um conforto relativo, para o descanso.

Figura 4.3.3.1

Figura 4.3.3.2

4.4 ACESSÓRIOS PARA OPERAÇÕES EM MONTANHA 4.4.1 MOCHILA CARGUEIRA Ideal para longas caminhadas, e deve possuir conforto no contato com o corpo, e ajustes em sua estrutura de apoio. Quanto a capacidade de transporte de carga, tem sua disposição em litros, como por exemplo: 50, 60, 70, 75, 80 litros. As mais utilizadas em montanhismo são de cordura que é um tecido resistente à abrasão, composto de nylon de alta tenacidade, texturizado a ar durante o processo de extrusão, adquirindo um aspecto áspero e sem brilho, semelhante ao da lona de algodão. Não absorve água, não amassa, não mofa e seca rápido, e possui camada interna de resina que o torna impermeável.

Figura 4.4.1.1 63

4.4.2 FOGAREIRO Ideal para acampamento, devendo ser utilizado em conjunto com um pequeno recipiente de gás, que tem autonomia de cerca de 03h30min para cozinhar ou esquentar alimentos.

Figura 4.4.2.1

4.4.3 HEAD LAMP Ideal para iluminação noturna ou em locais escuros como: grutas, chaminés e outros. Hoje em dia é muito comum o uso de head lamp à base de leds, que são micro-lâmpadas que iluminam bem e consomem pouca bateria ou pilha.

Figura 4.4.3.1

4.4.4 REPELENTE Ideal para ser utilizado em acampamentos e caminhadas, e serve como proteção da pele contra ataques de mosquitos.

Figura 4.4.4.1

64

4.4.5 HIDRATAÇÃO

RESERVATÓRIO

DE

ÁGUA

DE

POLIURETANO

PARA

Trata-se de um recipiente para água que pode ser acondicionado na mochila. E tem por função permitir que o montanhista se hidrate com maior rapidez e segurança.

Figura 4.4.5.1

4.4.6 FACÃO Tem como principal característica a facilitação da limpeza de áreas para movimentação ou retirada de vítimas de locais de difícil acesso, serve também como instrumento a facilitar a montagem de um acampamento. É um equipamento de uso individual bastante útil para solucionar problemas a todo o tempo na operação.

Figura 4.4.6.1

4.4.7 BINÓCULO Equipamento que auxilia a equipe de busca de forma a facilitar a localização de vítimas, pontos de referência, pontos de pouso, entre outros. Deve ser emborrachado para facilitar seu manuseio mesmo em situações extremas.

Figura 4.4.7.1

65

4.4.8 BÚSSOLA E GPS Equipamentos indispensáveis em operações em terrenos montanhosos. Os mesmos são destinados a orientação no terreno e possuem boa eficiência, sendo o GPS - Global Sistem Positioning, ou sistema de posicionamento global, mais eficaz por possuir monitoramento via satélite. Nas operações em terrenos montanhosos, a carta topográfica do local de busca, apesar de toda esta tecnologia, complementa o uso dos mesmos.

Figura 4.4.8.1

4.4.9 BASTÕES PARA CAMINHADA Equipamento utilizado nas caminhadas em trilhas, e tem por função reduzir o esforço por ocasião do transporte do peso na mochila. Existem modelos destinados a caminhada em neve e em terreno seco.

Figura 4.4.9.1

66

10 IMPERMEABILIZADOR DE MATERIAIS Essencial para proteção de equipamentos. o aluno do CSMont está com os seguintes kits de uso individual acondicionados em potes expostos e impermeabilizados: kit de montanhismo.4. fardamento reserva e outros. material didático para anotação. ou qualquer outro tipo de material que possa se danificar em contato com a água. kit de manutenção de fardamento. kit de sobrevivência.4.4. Figura 4. kit de primeiros socorros. kit de orientação.11. documentos. Figura 4.4. kit de Higiene pessoal.4.10 4.1 67 .11 BM COM MATERIAL IMPERMEABILIZADO NO CERIMONIAL Na figura abaixo.

2 Manilha (juta): são macias.3. 5.2.7 5.3 TIPOS DE FIBRAS 5. Figura 5.1.3 Cordão: é um conjunto de fios. porém muito áspera ao tato.3.1 Fibras vegetais: 5.2. Capa Alma Cabo trançado Cabo torcido Figura 5.1. e quanto à coloração.1 . 5.2. 5. CABOS E SUAS APLICAÇÕES 5. são mais leves e menos resistentes que o cabo de manilha.1 Sisal ou henequém originário do México: fibras duras semelhantes aos cabos de manilha.2.2. tem como características resistência e elasticidade (alongamento). 5.cabo de sisal 5. 5.2 Fio: é um conjunto de fibras.3.1 Fibra: é a matéria básica de uma corda.CAPITULO V–CORDAS.3. que tem como característica a flexibilidade e a proteção da alma.2. Os cabos de origem vegetal possuem larga aplicação em trabalhos pesados tipo pistas de cordas e geralmente são cordas de grande diâmetro fabricadas por torcimento.3 Cânhamo: fibra vegetal mais forte que as anteriores.3. variam de branco amarelado ao castanho escuro.1. que é protegida pela capa. 5. deslizam bem sobre cadernais e roldanas.1 DEFINIÇÃO DE CORDA: Corda é um conjunto de cordões de fibras e fios torcidos ou trançados entre si.1.4 Capa: é a camada externa de uma corda.2.6 Figura 5. 68 .2 ELEMENTOS BÁSICOS 5.1.5 Alma: parte interna de uma corda.

1 Poliéster: as fibras de poliéster têm alta resistência quando úmidas. cordas.3. 5. 5.3. crina e couro.2 e 5. 5.3. ponto de fusão em torno de 250ºC. 69 . sem revelar na aparência o seu real estado de conservação. aos raios ultra-violetas e a ácidos e outros produtos químicos. entretanto. 5.3 Fibra mineral: no CBMERJ tem seu uso em conjunto com o tirfor para ações de salvamento.3.4.Sofrem degradação acentuada quando expostas ao meio ambiente.Trata-se de um polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso. podendo apodrecer.3 Kevlar: é uma marca registada da DuPont para uma fibra sintética de para-aramida muito resistente e leve.4 Fibras sintéticas: são fibras derivadas do petróleo.1–cabo de aço Figs. esta fibra é presente em cordas dinâmicas do CBMERJ. construções aeronáuticas e coletes à prova de bala e na fabricação de alguns modelos de raquetes de tênis.3.3–cabo de aço tracionado 5. 5.2 Fibra animal: seda.2 Perlon: trata-se de um filamento de nylon que recebe este nome. possuindo uma resistência muito superior às fibras dos cabos vegetais e animais do mesmo diâmetro.4. principalmente quando molhadas.3. São utilizadas em salvamento e em ambiente industriais em conjunto com fibras de poliamida.3. 5.3. não suportam forças de impacto ou cargas contínuas tão bem quanto as fibras de poliamida. Fig. mofar e até serem atacadas por fungos e outros microorganismos. 5. que possuem uso limitado.3.4.3. boa resistência à abrasão. a mesma possui boa flexibilidade e elevada resistência.3. O kevlar é usado na fabricação de cintos de segurança.3.

formando cordões. geralmente colorida. quanto maior for seu número de fios.3. em torno de 10% mais resistente à tração do que o poliéster.3. como por exemplo: no Salvamento Aquático. a palavra kernmantle tem origem alemã (kern-alma e mantle-capa). mas perde de 10 a 15% de sua resistência quando úmida.5 Polipropileno e polietileno: são fibras que não absorvem água e são empregadas quando a propriedade de flutuar é importante. metade à direita e metade à esquerda.3. A capa. Empresas fabricantes de cordas de kernmantle trançam as mesmas com 48 fios. para que a corda seja neutra.5. As cordas kernmantle tem todas as vantagens das cordas de nylon. isto é. Os mesmos são torcidos em direções opostas. a alma da corda é confeccionada por milhares de fibras de nylon torcidas juntas. é que proporciona a maioria das características de manuseio. No CBMERJ é utilizada em Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura. recuperando-a ao secar.4. possui excelente resistência a forças de impacto. fricção e excessiva elasticidade. A maior parte da força da corda é provida pela alma. 70 . utilizando a tecnologia de última geração. sempre com referência a construção da mesma.4 Poliamida: boa resistência à abrasão. devido a sua baixa resistência à abrasão. não torça quando submetida a esforço. 5.4. Figura 5.6 A corda Kernmantle: as cordas de construção Kernmantle apresentam diversos tipos de alma e de capa.4. Porém. não devem ser utilizadas para operações de Salvamento em Altura e proibidas para trabalhos sob carga. e a capa funciona como uma cobertura protetora. isolando-a e a protegendo dos efeitos nocivos dos agentes externos.4. estas fibras se degradam rapidamente com a luz solar e. pequena resistência a suportar choques e baixo ponto de fusão.1 cabo de polietileno 5.3. mas minimizam os problemas como dureza. maior será sua resistência à abrasão.5.

br. e composta de fibras é a poliamida. o que justifica também serem mais baratas.500 Kg. Isso se dá provavelmente pela qualidade da trama. que permite que as cordas flutuem lhe outorgando ainda uma maior resistência à abrasão. 5. 71 . aumenta um pouco a sua resistência à abrasão. porém apresenta baixa elasticidade para absorver impactos. podendo ser utilizada no meio aquático. 5.Segundo o que consta no informativo Betary treinamento técnico disposto em www. A corda de fabricação européia semi-estática tipo B é limitada a certos tipos de salvamentos por possuir resistência menor que a do tipo A.betarytreinamento.3. e presente no CBMERJ é a semi – estática tipo A. 1. Esta tecnologia evita que a corda congele em ambientes gelados. B.3. reduz a absorção de raios ultra-violetas e a torna mais maleável. desaparecendo totalmente após a sétima. duplas e cabo de aço: Um dos modelos de cordas de fabricação européia utilizada para Salvamento em Altura. gêmeas. E porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação. oferece uma resistência de 4. quando utilizadas em locais úmidos.3.com.000kg. O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle. como a Milet spelunca. uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece resistência à ruptura de no máximo 2.8 Spectra: fibra extremadamente forte e leve possui maior resistência à abrasão que o kevlar.4. Proporção de capa e alma. O tratamento dry consiste em um banho químico com substâncias repelentes à água aderida às fibras.9 Cordas Tipo A. Possui um ponto de fusão muito baixo para poder ser utilizada com a maioria dos equipamentos de rapel.7 Tecnologia dry: sistema utilizado por fabricantes de cordas de salvamento para que as mesmas que se mantenham secas. O tratamento dry não degrada antes da terceira lavagem. francesa utilizada pelo Curso de Salvamento em Alturas.4. para se ter uma idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma Brasileira e a tecnologia Kernmantle. 5. C. e não é projetada para uso industrial e sua composição geralmente é de fibras de poliamida.4.

e são utilizadas em duplas para técnicas de escalada e tem seu maior uso no continente europeu.3.3. A corda de fabricação européia tipo C os fabricantes recomendam a sua aplicação em planos inclinados e sua composição é de fibras de poliamida e possui baixo alongamento. Existem também cordas dinâmicas européias gêmeas e duplas.9.4. e um alerta visual de desgaste vermelho entre a capa e a alma.4. que ao aparecer indica sinal de desgaste. como por exemplo a francesa Milet top rock.3.5 Figura 5.3.9. clips para emendas e sapatilho para construção de alças para ancoragens. Este cabo é fabricado sob encomenda para o CBMERJ.9. é composta de fibras de poliamida.6 Observação: No CBMERJ os equipamentos visualizados acima.4.3. 72 . Tirfor Guincho fergon Grampo manilha Figura 5. ou seja corda simples. guincho fergon.4.3. utilizada pelo Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ.2 Figura 5.4 Figura 5.4.4.9.1 Figura 5.9. geralmente com fibra de poliamida.3 Esticador / encolhedor Alça com sapatilho Alça com clips Figura 5.9. como o tirfor. O cabo de aço presente nas viaturas de salvamento é utilizado com equipamentos peculiares. são também utilizados para se esticar cabos de sisal de diâmetros grossos para transposição de obstáculos conhecidos por pista de cordas. No CBMERJ o cabo utilizado para esta finalidade é o espia. esticador / encolhedor. grampo manilha.A corda utilizada para Salvamento em Montanha no CBMERJ através de técnica de escalada é a dinâmica Tipo 1. possui as mesmas características supramencionadas.

e a constituição da capa e alma de uma corda semiestática: Figura 5. Figura 5. conforme ilustra a figura 5.lhe a elasticidade natural entre 1 e 1.4. são de fibra de poliamida e certificadas para a atividade. há uma corda dinâmica modelo top rock tipo 1. demonstra como é o processo de fabricação de uma corda dinâmica. A figura 5.4.5 73 .4.4. e nas cordas estáticas podem ser trançados.5%. O diâmetro das cordas de salvamento existentes no CBMERJ varia de 10 a 12 mm de diâmetro. com elasticidade em torno de 2.4 Figura 5.3 Figura 5. ou seja. No exemplo abaixo. estática ou dinâmica.4.5. As figuras abaixo ilustram uma corda semi-estática Milet modelo spelunca utilizada pelo Curso de Salvamento em Alturas e pela Academia de Bombeiro Militar do CBMERJ.1 Figura 5.3. Nas cordas semi-estáticas a estrutura da alma pode ser lisa e paralela. que é o segredo para a absorção de choques.4. e a figura 5.6 a 4.4. do fabricante francês Milet. As cordas utilizadas no CBMERJ para descidas simples e com vítima. dando . por ter muito boa elasticidade facilitando assim a absorção de choque no caso de quedas. corda dinâmica simples de 60 metros de comprimento que está em uso no CBMERJ.4 ESTRUTURA: o tipo de construção da estrutura das cordas irá definir se ela é semi–estática.8%.4.5 como é a constituição da capa e da alma da mesma.8%.4. Já nas cordas dinâmicas a alma é representada por um conjunto de pequenos cabos torcidos em espiral. com elasticidade em torno de 6 a 8.2 A corda dinâmica é utilizada em Salvamento em Montanha através de técnicas de escaladas.

a velocidade de descida em rapel. para verificar se há variação em seu diâmetro. a corda rescue da empresa baiana BRC–Braziliam Ropes e o cabo espia fabricado sob encomenda para o CBMERJ para fins de uso em planos inclinados.2 Uso semanal: 2 a 3 anos. pelo fato de o mesmo possuir pouca elasticidade.5. e se constatado desgaste.3 Olfativa: cheirar a corda para verificar se a mesma possui cheiro de mofo ou se esteve em contato com produto químico.5 VIDA ÚTIL DAS CORDAS A vida útil das cordas depende mais da maneira que é utilizada do que do seu tempo de existência.1 Uso intensivo: 3 meses a 01 ano.6 INSPEÇÃO DA CORDA 5. as condições a que são submetidas e a freqüência de uso com os tipos de equipamentos utilizados. de fabricação francesa.3 Uso ocasional: 4 a 5 anos.6.1 Visual: checa-se toda a corda verificando se a mesma possui rompimento de cordões ou trechos coçados. bem como surgimento de calos e se a alma está intacta dentro da capa.6. 5.6. se positivo. 5.2 Tátil: apertar a corda com os dedos da mão.Estão em uso no CBMERJ para fins de salvamento a corda Millet. determinar com qual produto a mesma esteve em contato. a corda dinâmica mammut de fabricação suiça e as nacionais P48f da Plasmódia. 5. o clima e o tipo de carga que são submetidas. e aplicar a mesma para uso em operações leves onde não há envolvimento de vidas. Além da CSL 2 em 1 de poliéster pré–estirado da Cordoaria São Leopoldo. são os principais fatores predominantes para se medir a durabilidade. 5.5. a exposição à abrasão. 74 . Vida útil média da corda segundo o fabricante de cordas Beal 5. 5.5. 5. a corda não poderá ser mais utilizada para operações que envolvam vidas.

merece cuidados especiais. usar somente água e secá-la à sombra e em local arejado.7 MANUTENÇÃO E CUIDADOS COM A CORDA 5. produtos químicos. pois alguns fabricantes desaconselham adquirir cordas com mais de 5 anos a partir da data de fabricação.7. 5. Lavar a corda quando apresentar sinais de sujeira é uma boa maneira de auxiliar na conservação. sentir a continuidade da alma apalpando ou dobrando. 5. por sofrer desgaste. mesmo que esteja nova.7.6 A corda é o principal equipamento no Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. na figura abaixo se observa o processo de lavar a corda com um lavador próprio para a mesma. Ao adquirir uma corda deve-se saber o ano de fabricação da mesma.7. este equipamento é disposto para compra em lojas especializadas em montanhismo. sentar ou pisar na corda pode facilitar este processo.4 Poeira. porém. 5.1 5.2 O excesso de solicitação mecânica.5. devendo evitar guardá-la molhada ou exposta ao calor ou sol.5 A conservação da corda é fundamental. raios ultravioleta e umidade degradam pouco a pouco as propriedades da corda.7. se há alteração no diâmetro em algum ponto. Figura 5.7.7.7. terra.1 A vida útil depende da freqüência e do tipo de uso. 75 . abrasão.5. é por ela que se desce e se sobe. etc. pois partículas pequenas podem penetrar pela capa e provocar desgaste interno. areia e lama são altamente nocivos. a corda pode sofrer danos irreparáveis se não forem tomadas medidas preventivas durante sua utilização. observando-se o aspecto externo se apresenta desgaste da capa.3 É imprescindível a inspeção sempre que usada. 5.

4 5. lonas contra abrasão e quinas. 5. além de ancoragens secundárias.7 Ao ancorar a corda para começar uma descida.7. Sendo que nas viaturas de socorro os métodos tipo corrente e coroa japonesa são utilizados por desenrolarem facilmente. deve-se banhar a mesma em alcatrão. a corda estará apta ao uso quando mantiver suas propriedades mecânicas.8 O simples uso da corda já é uma grande causa de desgaste.7. que é específico para o mesmo.2 Fig 5. sendo este equipamento utilizado quando no uso de cabo de aço. 5. todo equipamento de descida desgasta a corda.7.12 Quanto menor aplicado o número de cargas a uma corda.7.7.7. e reduzir o tempo resposta nas operações de Bombeiro Militar.7.7.7.14 Utilizar nós que exijam o máximo de segurança e que possam ser desatados facilmente.3 Fig 5. 5.7.5. maior será a sua durabilidade.11 A corda durante a sua vida.7.1 Fig 5.9 Se a corda for de fibra vegetal e apresentar desgaste.7.13 Recomenda-se enrolar a corda no método vai e vem de montanha para guardá–la. podendo vir futuramente a falhar por fadiga. 5. por isso devem ser utilizadas proteções como mangueiras de incêndio.10 Evitar utilizar tirfor ou outro tipo de multiplicador de força na tração de cordas recomenda–se utilizar somente a força humana. conforme demonstram as figuras abaixo: Fig 5.7. quando em comparação aos métodos tipo corrente e coroa japonesa. a fim de aliviar a torções sobre as fibras da mesma.7. uns menos e outros mais. O fabricante Beal recomenda não fazer descidas rápidas por haver perigo de queima da capa da corda. pois a temperatura de fusão da poliamida é de cerca de 230º C. 5.7. tapetes. 5. por possuir uma estrutura tensil e elástica. 76 .7. é de vital importância que ela não venha a atritar em nenhum ponto. Mesmo com a aparência externa ainda boa. guarda na memória os esforços a que foi submetida.

por exemplo.7. Algumas fibras sintéticas. O período de armazenagem e uso acumulados não deve exceder 10 anos. podem ser sensíveis aos raios UV se não forem tratadas (estabilizadas) com produtos químicos na sua fabricação.7.17 Imtempéries: a ação dos raios ultravioleta (UV) e a umidade sobre as fibras de uma corda reduzem sensivelmente sua vida útil e a segurança no uso do produto. evite.5.18 Segundo a empresa Beal fabricante de cordas de salvamento.7.3 se a capa apresentar grande desgaste.4 esteve em contato com agentes químicos. fator que provoca o surgimento de fungos e bactérias que a destroem. 5.18. 5.7.18.1 suportou uma queda. 5. a corda deverá ser posta fora de uso nas seguintes situações: 5. 5.18. nem tampouco a utilize para rebocar um carro ou para qualquer outro uso. 5. a vida útil da corda jamais deve exceder 5 anos.7. derivadas do petróleo: polipropileno. deixar uma corda exposta ao tempo.7.15 Os resultados de testes efetuados em cordas novas ou as que já apresentaram algum desgaste devem ser comparados nas especificações contidas nas tabelas fornecidas pelos seus fabricantes.7.16 Não deixar a corda sob tensão por um período prolongado.18. 5. sempre que possível.7. 77 . Cordas fabricadas com fibras naturais são muito sensíveis à umidade.7. Portanto. senão aquele para o qual foi destinada. 5.18.2 sob inspeção a alma aparentar ter sido danificada.5 segundo a Beal em qualquer circunstância.

Figura 5.8 PARA FINS DE PADRONIZAÇÃO. aplicados aos chicotes. 5. 5. 5.6 Nós de emenda de cabos: nós específicos para emenda de cabos.14 Morder ou estrangular: prender por pressão.8. 5.9.8. 5. ADOTA-SE A SEGUINTE TERMINOLOGIA: 5.8. 5. 5. 5. para evitar que a mesma comece a se desfazer.8 Anel: é uma volta onde as partes da corda se cruzam. utilizada para segurança pessoal em operação.8.19 Acochar: ajustar o nó apertá-lo. 5.8.8. 78 . 3 ou 4 e 5 m de comprimento geralmente com diâmetro de 6 a 10 mm.8. 5.8.1 5. é caracterizada pela sua fácil maneabilidade e resistência.8.8. empregada para o estabelecimento de cordas de maiores diâmetros. 5. 5.8.12 Descoxar: quando a extremidade de uma corda começa a se desfazer.17 Retesar: processo de se esticar uma corda aplicando-lhes os processos de tracionamento.11 Cabo solteiro: é uma corda de 2.10 Cote: arremate feito após confecção de nós.9 Cocas: são torcimentos ocasionais que aparecem em uma corda.8.8.2 Seio: parte da corda situada entre os chicotes.4 Alça: é uma curva em forma de “U”.13 Coçar: gastar uma corda atritando-a em superfície áspera. podendo ser pescador duplo ou triplo.5 Nós alceados: nós que possuem alças em sua formação. servindo como forma de segurança para todos os nós. 5.15 Retinida: corda fina com 3 mm de diâmetro. ou com uma superfície.8.8.8. 5.5. 5. exemplo: queimar o chicote. 5.16 Catenária: deformação de uma corda ou cabo de travessia ou tirolesa devido a ação de um peso.8.3 Falcassa: é a união dos cordões de fibras da extremidade de uma corda.18 Soltar: operação de liberar uma corda do seu ponto de ancoragem.8. ou outras voltas específicas como três cotes.8.1 Chicotes: são os extremos livres de uma corda.7 Firme ou vivo: é a parte da corda próxima ao seu feixe de enrolamento. 5. DOS NOMES DE PARTES COMPONENTES DE UMA CORDA. uma corda com ela própria.8.

e o que sobrou do mesmo é utilizado para confeccionar as ancoragens.25 Passo: é a largura do trançado de uma corda. para o Exército Brasileiro: volta do fiel com um chicote induzido.29 Induzido: termo constante no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro para se confeccionar um nó pelo chicote. 5. Figura 5.5.22 Encordamento: nó específico feito pelos chicotes de uma corda dinâmica no olhal ou loop dos cintos baudrier de uma cordada.8.8.8.8.8. e tem também o objetivo de evitar a sobra em exceso do cabo no solo. 5.21. como por exemplo: o BM dispõe de um cabo de 50 metros. Os exemplos a seguir explicam estes termos: para o CBMERJ volta do fiel pelo chicote.8.24 Bater uma corda: desencocar e retirar as impurezas de uma corda.20 Desencocar : retirar as cocas da corda.8. O BM devidamente ancorado lança para baixo o comprimento do cabo que vai utilizar.21 Permear: dobrar a corda ao meio visando realizar uma descida com mais atrito no aparelho de frenagem.1 5. 5. 5.8.30 Ilustração da terminologia dos nomes componentes de um cabo: Figura 5. dois escaladores estarão unidos pela corda através deste nó.26 Polímero: cabo fabricado sem emendas. e a descida é de 30 metros.8.8. Este método é muito utilizado em instrução de Salvamento em Alturas principalmente em torres.30.28 Cabo lançado: é a ancoragem e o lançamento de todo comprimento de um cabo para se efetuar um salvamento.1 79 . e facilita desfazer as cocas após as descidas. 5. 5.8.8.8. 5.27 Cabo medido: é a utilização exata da metragem de um cabo para efetuar uma descida. 5. 5.23 Ancorar: fixar uma corda num ponto de ancoragem. ou seja.

5.9 CARGA DE TRABALHO, (FS) FATOR DE SEGURANÇA E CARGA DE RUPTURA-FONTE CORDAS PLASMÓDIA Antes de utilizar uma corda para atividade de salvamento, é imprescindível saber a carga de ruptura, que é o máximo de tração que uma corda pode suportar e a carga de trabalho. Para que a mesma seja utilizada com segurança e o fator de segurança, que varia de 5 a 7 para cargas e 10 a 12 para vidas humanas. Cada corda de salvamento tem sua carga de ruptura específica, variando sempre acima de 2.000 kgf, as cordas nacionais empregadas em salvamento geralmente tem seu laudo de ruptura realizado pelo IPT–Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Exemplo: corda de rapel semi-estática de 11 mm de diâmetro nova com carga de ruptura de 3.000 Kg, a partir daí teremos a seguinte fórmula: CT= CR = 3.000 = 600 kg para cargas; FS 5 5

CT= CR = 3.000 = 300 kg para vidas. FS 10 10

Observação: Alguns nós diminuem a resistência da corda no ato de sua utilização, deve-se atentar para o correto uso dos mesmos, para termos o máximo possível de condições de segurança no ato do uso do material.

5.10 FASES DE UMA CORDA 5.10.1 Fase elástica Deformação temporária, a corda após teste de tração dentro de sua carga de trabalho, alonga e volta ao seu tamanho original; 5.10.2 Fase Plástica Deformação permanente, a corda submetida a teste dentro de sua carga de trabalho, alonga e não volta ao seu tamanho original, devendo ser descartada para uso; 5.10.3 Ruptura ou colapso É a ruptura de uma corda propriamente dita.

Figura 5.10.1 80

5.11 CARACTERÍSTICAS DAS CORDAS DE SALVAMENTO EM ALTURA E MONTANHA 5.11.1 Leveza: para facilitar o transporte; 5.11.2 Boa flexibilidade; 5.11.3 Boa elasticidade: a fim de absorver impactos durante as operações; 5.11.4 Elevada carga de ruptura; 5.11.5 Elevada resistência à abrasão: É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da vida útil de uma corda. Por ser sensível ao atrito em superfícies cortantes, ásperas e pontiagudas, as cordas devem ser manuseadas evitando-se sempre que possível este atrito. Portanto, deve se evitar o contato da corda com superfícies de grande abrasividade; 5.11.6 Impermeabilidade: As capas e almas das cordas dry são submetidas a tratamento impermeabilizante à base de silicone ou teflon, que impede a absorção de água pela corda e aumenta a resistência da capa à abrasão. A película que se forma ao redor da corda faz com que deslize melhor nos mosquetões e sobre a pedra, diminuindo o atrito. Essa característica é essencial nas escaladas em neve e gelo, pois evita o congelamento da corda; 5.11.7 Marcação de duas cores na corda dinâmica: Em algumas cordas a cor da capa muda no meio da corda, tornando mais fácil a armação do rapel para a desescalada; 5.11.8 Comprimento das cordas dinâmicas: As cordas dinâmicas utilizadas no CBMERJ, possuem comprimento de 50 e 60 metros, As cordas duplas, tem diâmetro geralmente entre 8 e 9 mm e são utilizadas em par. As cordas gêmeas são ainda mais finas, com diâmetro entre 7,5 e 8 mm de diâmetro, e por isso mesmo devem ser usadas em par e costuradas sempre juntas. São ainda mais leves que as duplas, mas não tão versáteis; 5.11.9 Padrões de testagem: Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, a UIAA (União Internacional de Associações de Alpinismo), sediada em Genebra na Suíça, estabelece normas para os equipamentos e a segurança dos montanhistas (de uso esportivo);

81

5.11.10 National Fire Protection Association: Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, a National Fire Protection Association (NFPA) é uma associação independente sediada em Massachussetes – EUA, destinada a promover a segurança contra incêndio e outras emergências. Dentre diversas normas, a NFPA - 1983 Standard on Fire Service Safety Rope and Systems Components, revisada em 2001, versa sobre equipamentos de Salvamento em Altura utilizados por Bombeiros. Esta norma estabelece a classificação de equipamentos de uso pessoal e de uso geral (para duas pessoas, também chamadas “cargas de resgate”). Segundo a norma, a carga de uma pessoa é de 300 lbs (135kg) e a carga de resgate equivale a 600 lbs (270 kg), estes valores levam em conta o peso estimado de uma pessoa padrão mais os equipamentos de segurança. A NFPA não certifica equipamentos, a certificação é realizada por laboratórios de teste independentes e idôneos, como o Underwrites Laboratories (UL) ou o Safety Equipament Institute (SEI) Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 8, para a NFPA as cordas de salvamento são cordas estáticas com capa e alma e fibras de poliamida, e de acordo com a norma NFPA-1983/2001, devem ter diâmetro de 12,5 mm e carga de ruptura de 4000 kgf.

5.11.11 Normas brasileiras Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, as Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBR) existentes, versam sobre equipamentos de proteção individual e proteção contra quedas, sob o enfoque da segurança no trabalho, cuja fabricação em conformidade com essas normas, é indicada pelo Certificado de Aprovação (CA). Embora atendam suficientemente aos ambientes de trabalho como os da construção civil e da indústria, não contemplam atividades esportivas ou de salvamento, para as quais são consideradas inadequadas, razão pela qual valemonos de normas internacionais de consenso para especificação e aquisição de equipamentos. 82

5.12 SUBMETIDAS

ABAIXO AS

ESTÃO CORDAS

DESCRITOS DE

OS

TESTES PARA

A

QUE

SÃO A

ESCALADA

OBTEREM

HOMOLOGAÇÃO DA UIAA 5.12.1 Força de Impacto: É a força máxima que uma corda exerce sobre o escalador para frear a queda, quanto maior a força de impacto, maior será o choque sobre o escalador e todo sistema de segurança: baudrier, corda, costuras, grampos, freio, mosquetão, ancoragem. Uma força de impacto baixa, portanto, aumenta a segurança em caso de queda. A UIAA determina que a força de impacto máxima de uma corda seja de 1200 daN, mas as cordas mais avançadas chegam a 680 daN, essa é a característica mais importante da corda de escalada que deve ser levada em conta na hora da compra.

5.12.2 Número de quedas: É o número máximo de quedas fator 2 que uma corda suporta antes de romper, O teste com cordas dinâmicas é realizado em três metros de corda que devem suportar quedas: 5 para simples e 12 para gêmeas de 6 metros de um peso de 80 kg. Algumas pessoas consideram apenas o número de quedas da corda na hora da compra, como se esse fosse a característica mais relevante. Nos testes, contudo, as quedas são tão violentas que é praticamente impossível reproduzi-las durante uma escalada, pois o atrito da corda nos mosquetões, o contato do escalador em queda com a rocha, o movimento do segurança, a deformação dos mosquetões, o aperto dos nós contribuem conjuntamente para reduzir sensivelmente a força do impacto da queda. Um número máximo de quedas alto não significa necessariamente que uma corda é mais resistente e durável que a outra, apenas que suportou mais quedas no teste e que é mais cara. Outro detalhe que poucas pessoas conhecem é que o número de quedas máximo é determinado pelo fabricante, a UIAA ao testar a corda apenas verifica se ela suporta a quantidade padrão de quedas, sem verificar o número máximo;

83

5.12.3 Deslizamento de capa: O deslizamento da capa sobre a alma pode ser notado esfregando - a entre os dedos. O mesmo é perigoso porque concentra a tensão sobre a capa ao invés da alma, o que pode acarretar no rompimento da primeira, as cordas homologadas pela UIAA são submetidas a um teste em que 2 metros do produto, passam cinco vezes por um equipamento especial. Após este teste, o deslizamento resultante não pode ser superior a 40 mm, e nas melhores cordas, este sinal de desgaste não chega a ocorrer. 5.12.4 Flexibilidade do nó: Mostra a flexibilidade do nó mediante a um nó simples e dez quilos de peso; 5.12.5 Anti-Aresta: Algumas cordas são fabricadas para passar no teste em arestas, que consiste em uma queda sobre uma peça metálica com um ângulo de 90º e uma quina arredondada com 1 mm de raio.

5.13

TABELAS

DE

TESTES

DE

CORDAS

SEMI–ESTÁTICAS,

ESTÁTICAS E DINÂMICAS HOMOLOGADAS NA EUROPA 5.13.1 Demonstrativo com tabela de testes de corda semi–estática tipo A projetada para salvamento do fabricante Roca, de poliamida, homologada pela norma européia EN1891, e pelo CE (conforme especificações das normas definidas pelo CEN – Conselho Europeu de Normatização) e UIAA. Corda espeleo - rescue - (fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 1 Força de choque com fator 0,3 Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg Flexibilidade para confecção de nó Deslizamento da capa Peso por metro Carga de ruptura 10,5 mm A 13 460 daN 100 Kg 3,7% 0,95 -2 mm 72,5 g 2.700 Kgf

84

somente para planos inclinados (tirolesas) por possuir baixo alongamento. 85 .200 daN Observação: Nesta tabela não consta a fator de queda.8% Resistência com o nó azelha dobrada 1. e pelo CE (Conforme especificações) e UIAA.7 KN 80 Kg 4. e pelo CE e UIAA. Corda tirolina .2 % Peso por metro Carga de ruptura 84. homologada pela norma européia EN 1891.3 Demonstrativo com tabela de teste de uma corda estática tipo C projetada para plano inclinado do fabricante Roca.100 Kg 5.4 mm B 10 4. pois o fabricante recomenda que esta corda não deve ser utilizada para asseguramento de vidas.(fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg 11 mm C 100 Kg 1.(fonte cordas Beal) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 1 Força de choque com fator 0.500 kg Deslizamento da capa Peso por metro Carga de ruptura 0 68 g 2. homologada pela norma européia EN1891. Corda rescue .13. de poliamida.3 % Encolhimento após contato com água 0.5.2 Demonstrativo com tabela de testes de corda semi–estática tipo B projetada para salvamento do fabricante Beal.3 Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg 10.7 gr 3. ou seja. não é homologada para descida simples ou com vítima e escalada.13. de poliamida.

5 mm A 9 862 daN 80 Kg 6% 0. Figura 5.6 Cabo espia: Fabricado sob encomenda.(fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 2 Força de choque Peso utilizado Alongamento com 80 Kg Flexibilidade para confecção de nó Deslizamento da capa Peso por metro 10. é de grande utilização no CBMERJ para Salvamento em Altura utilizando técnicas de plano inclinado.13. e pelo CE e UIAA. tem resistência em torno de 1950 kg e sua constituição é de fibra de poliamida. Corda dinâmica Khili .5 Demonstrativo com tabela com perda de resistência de cordas aprovadas pela UIAA Redução da resistência das cordas em conseqüência dos nós utilizados Fonte: American Alpine Jornal (para cordas Kernmantle) Nós Azelhas Lais guia Perda 20 a 25% 25 a 30% de Pescador duplo de Pescador simples.1 86 .13.13. possui baixo alongamento. de poliamida.13.2 gr 5.4 Demonstrativo com tabela de teste de uma corda dinâmica tipo 1 projetada para escalada do fabricante Roca.6 0 + ou – 1 mm 62. homologada pela norma européia EN 892. que indica alerta visual de desgaste. nó duplo 30 a 35% 5.6.5. capa e alma trançados e uma 2ª capa entre a 1ª capa e a alma. volta do fiel 35 a 40% correr.

semi–estáticas tipo A de poliamida para rapel.14. 87 . pois esta é mundialmente reconhecida como sendo hoje.14. conforme ilustra a figura abaixo. em face de cada aplicação em particular. principalmente quando estão envolvidas operações de alto risco.14. 5.9 Confortáveis no manuseio e livres de fragmentos ou rebarbas.14 A CORDA DE DUPLA TRANÇA Nas atividades de Bombeiro Militar. a corda utilizada é a de dupla trança.8 Mantém–se flexíveis no estado úmido ou seco. 5. as características da corda de dupla trança a serem ressaltadas são: 5. das mais eficientes e de maior credibilidade.14.6 Elevada resistência à abrasão. particularmente nas operações de salvamento. por longo tempo. No CBMERJ.2 A construção com filamentos em paralelo orienta todas as fibras do núcleo no sentido do eixo do cabo. 5.5 Não se enroscam e nem se desfazem em qualquer aplicação. se pode modificar o alongamento sobre carga.10 Excelente capacidade de absorção de choque.14. atualmente podem ser dinâmicas de poliamida para Salvamento em Montanha através de técnicas de escalada.11 Elevada retenção das propriedades físicas após esforços cíclicos. 5.14.14. 5. 5. 5. 5. o cabo espia de poliamida com alerta visual entre a capa e a alma destinado a planos inclinados e os cabos náuticos de poliéster pré–estirado para atividades diversas.4 Não são rotativos e se mantém livre de torções.3 Devido a variação possível dos passos da alma. as cordas utilizadas para salvamento quanto as fibras.1 Segundo a cordoaria São Leopoldo fabricante do cabo náutico de poliéster pré–estirado CSL 2 em 1 em uso no CBMERJ.5. 5. Figura 5.7 Fáceis de serem emendados quando novos ou usados.14.14.14.14.

88 .Muito boa Boa Boa de Elasticidade Resistência atrito Boa ao Fonte: Manual de Salvamento em Altura do CBMERJ ano de 1996 e manual de Salvamento em Montanha do CBMERJ ano de 1991.15 QUADRO DEMONSTRATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DOS TIPOS DE FIBRAS UTILIZADAS NO CBMERJ Tipos Flexibilidade Carga ruptura Poliéster estirado Poliamida Nylon seda Polipropileno Perlon Aço Boa Muito boa Regular Muito boa Ruim Muito boa boa Regular Boa Boa Boa Boa Ruim Muito boa Nulo Muito boa Regular Ruim Muito boa Muito Bom pré.5.

16 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS FIBRAS UTILIZADAS EM CORDOARIAS NO BRASIL Poliamida Características (Nylon) Absorção choque Resistência abrasão Resistência fadiga Resistência tração Flutuabilidade Raios UV Alongamento à à à ao Excelente Poliéster Polipropileno Polietileno Sisal Boa Muito boa Razoável Fraca Muito boa Excelente Muito boa Boa Excelente Boa Excelente Excelente Boa Fraca Excelente Negativa Muito boa Médio Excelente Negativa Excelente Baixo Muito boa Positiva Boa Médio Razoável Positiva Razoável Alto Fraca Negativa Boa Baixo Resistência química Ácidos Alcalinos Solventes orgânicos Razoável Muito boa Muito boa Boa Razoável Boa Excelente Excelente Muito boa Excelente Excelente Muito boa Fraca Fraca Fraca Fonte: Cordas Plasmódia. 89 .5. fabricante da corda P48F utilizada no CBMERJ.

1ª Capa. 32 ou 36 fusos. -Carga de ruptura mínima de segurança sem o trançado externo 15 KN.16. constituído externo -Trançado multifilamento -Trançado intermediário e o alerta visual de cor amarela em multifilamento de polipropileno ou poliamida na cor amarela com o mínimo de 50% de identificação. O Cabo de fibra sintética utilizado nas condições previstas do subitem 18. -Construção dos trançados em máquina com 16. 24. Fita de identificação. poliamida.5. não podendo ultrapassar 10%(dez por cento) da densidade linear. Deverá atender as prescrições de identificação a seguir: -Marcação com fita inserida no interior do trançado interno gravado NR 18.1 Alma. -Alma central torcida em multifilamento de poliamida.17 O QUE DIZ ALGUNS ITENS DA NR 18. A NORMA REGULADORA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO DO BRASIL QUE VERSA SOBRE EPI E TRABALHOS EM ALTURA PARA TRABALHADORES CIVIS Anexo: Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética 1. 3ª Capa. Figura 5. 2ª Capa com alerta visual. Incluir o aviso: “CUIDADO: CABO PARA USO ESPECÍFICO EM CADEIRAS SUSPENSAS E CABO-GUIA DE SEGURANÇA PARA FIXAÇÃO DE TRAVA-QUEDAS”. -Número de referência: 12 (diâmetro nominal em mm.17.5.5 ISO 1140 1990 e fabricante com CNPJ. Rótulo fixado firmemente contendo as seguintes informações: -Material constituinte: Poliamida. -Carga de ruptura mínima 20 KN. Comprimentos em metros. Número de referência: Diâmetro de 12 mm.5 deverá -Deve ser atender as especificações em em trançado previstas triplo e de a alma seguir: central.16. 90 . -Trançado interno em multifilamento de poliamida. -Densidade linear 95 + 5 KTEX(igual a 95 + 5 g/m).16.). -O cabo de fibra sintética utilizado nas condições previstas no subitem 18.

18. para melhor controle das mesmas. facilitar a identificação do lado que foi feita à ancoragem. ex. corda 1 chicote b. só poderá ser utilizada para escalada (dinâmicas).7 Na próxima página há um exemplo de como deve ser controlada a utilização de uma corda de salvamento: 91 . 5.: corda 1 chicote A. podendo ser utilizada para ascensão com o nó Prusik ou ascensor.2 A corda de rapel.18. ter avaliação de carga ruptura e material constituinte pela rede brasileira de laboratórios de ensaios e calibração do Sistema Brasileiro de Metrologia e Qualidade Industrial. só poderá ser utilizada para rapel (semi–estática).5 Numerar as mesmas a partir dos chicotes e exercer controle. só para tirolesa (estáticas). 5. 5.18. 5. 5.3 A corda de escalada.4 Corda para tirolesa.18.18. adotar as seguintes medidas: 5.18.1 Criar uma ficha de corda para cada uma que esteja sobre seus cuidados.18. 5.6 A mesma deve ser enrolada em vai e vem para evitar torções na capa e na alma para a sua armazenagem.18 FICHA DE MEMÓRIA DE CORDA É comum em locais onde se trabalham com cordas para atividades em alturas. 5.O cabo sintético deverá ser submetido a Ensaio conforme Nota Técnica ISO 2307/1990.

um desgaste excessivo na capa por ocasião de rompimento de cordões. branca e vermelha Data de aquisição 10/10/2005 Millet Spelunca Nr Chicote da ancoragem Data uso de descidas de rapel Local nesta data ascensores/Prusik descidas Chicote A 12/11/2005 80 36 Freio oito e ATC Pedra da Tartaruga Morro Urca da 20 Chicote B 22/02/2006 90 25 Freio oito e Stop 30 Permeada 15/07/2006 78 00 Oito Grigri e Paineiras Prédio de 25 Chicote A 20/08/2006 54 02 Freio oito e Rack 15 andares RJ Prédio de 10 Chicote B 20/03/2007 62 00 Freio oito e DSD 25 10 andares RJ 14 Chicote A 26/07/2007 52 05 Freio oito Pedra da Contenda Cachoeira 05 Chicote B 10/01/2008 85 09 Freio oito do Véu da Noiva 03 Total de esforços 501 77 xxxxxxxx xxxxxxxxx 107 Observações: A corda após inspeção final.FICHA DE MEMÓRIA DE CORDA Corda Semi–estática Nº 12 Comprimento 100m de Número ascensões de com Freio utilizado Nº de Cor azul. e pelo fato de a mesma ter atritado em ponto áspero. forte abrasão. foi constatada na data de seu último uso. tendo por estas características não haver mais condições de uso. Ass: Responsável pelo equipamento 92 . além de a alma estar exposta em pelo menos duas partes da mesma.

autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.2 CARACTERÍSTICAS DE UM BOM NÓ 6.CAPÍTULO VI 6. 6. o BM deve ter o conhecimento necessário para a confecção dos nós.3 Técnicas de ascensão e descensão. diz o seguinte: “Um nó é uma combinação de voltas.1 Fácil confecção.2.2.5 Técnicas de escalada. a fixá-los entre um ponto e outro. destinadas a reunir dois cabos.2.2.3. pois diminuirá a resistência da corda. 6.2 Técnicas de ancoragens. Considerando o alto risco nas atividades que envolvem uso de cabos e cordas. ou a aumentar a extremidade de outro cabo”.2 Não estar trepado.3.6 Ser fácil de desatar. porque os mesmos em conjunto com outros equipamentos suportarão vidas durante a prática de atividade de risco. 6.3 Ser específico e próprio para a função que o exige.5 Apertar à proporção que aumenta a força sobre si sem risco de se desfazer. 6.2. na página 10. 6. 6.4 Técnicas de içamento. 93 .3. ou entre um ponto e um objeto.3. no que versa sobre a definição de nós. Por isso.3 OBJETIVOS DOS NÓS E VOLTAS 6. 6. 6.4 Apresentar o máximo de segurança. neste capítulo serão abordados os principais nós e voltas que são utilizados nas atividades de Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. 6. 6. a maioria das vezes entremeadas. 6.1 NÓS E VOLTAS Segundo Colin Jarman e Bill Beavis.2. tração e deslocamento.3.1 União de cabos.

Figura 6.4. evitar que a extremidade da corda se desfaça caso não tenha sido feita uma falcassa. e quando feito dobrado.1. nó duplo ou nó de fita. Figura 6.1 Figura 6.6.1 NÓ SIMPLES Nó de fácil confecção e tem como função. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este mesmo nó como: “nó alemão”. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. pescador simples e nó de Frade. serve para unir cordeletes para ascensão ou tracionamento e para união de cabos de mesmo diâmetro. na página 11 figura 2-1.4.2.2 6.2 94 .4.4.1. serve para iniciar o nó de azelha dobrada pelo chicote.1 Figura 6. e até para iniciar a confecção de outros nós como: azelha simples pelo chicote. apresentam este nó como: “meia volta”.2 NÓ EM OITO OU VOLTA DO FIADOR Muito utilizado no montanhismo. Colin Jarman e Bill Beavis.2.4.4.4 PRINCIPAIS NÓS E VOLTAS UTILIZADOS NAS OPERAÇÕES DE BOMBEIRO MILITAR PARA SALVAMENTO EM ALTURA E SALVAMENTO EM MONTANHA E OUTRAS ATIVIDADES DE SALVAMENTO 6.

3 Figura 6.2 Figura 6.4.4. Figura 6.1 Figura 6.3 Figura 6. apresentam este nó como: “Frade de segunda volta”.4.4.4.3.4.4. Figura 6.4. e para segurança no rapel quando na utilização de freios descensores autoblocantes e o aparelho oito utilizado no olhal menor.6.3.4 NÓ DE FRADE Utilizado para evitar que a extremidade de um cabo não se desfaça.4.4.5 2. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.3. e consta em manuais do CBMERJ.4.4.3.4 Figura 6. na página 114 figura 12-24.3. permite após fácil tração recuperar o cabo com mais facilidade do que o nó duplo eo nó pescador duplo de correr.1 Figura 6.3 NÓ EM OITO DOBRADO É eficiente na união de cordeletes.4. Este nó foi testado pelo CSMont 2005 na instrução de içamento de vítima no Morro da Urca.2 Figura 6.4. Colin Jarman e Bill Beavis.4 95 .4.

Quando este nó é confeccionado para fins de arremates após nós alceados.1 Figura 6. e com mais uma volta será o pescador triplo. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. é conhecido somente por nó de Frade. e é muito utilizado em montanhismo.5.5. na sua página 114 figura 12-23.4. PESCADOR DUPLO E TRIPLO Colin Jarman e Bill Beavis. A) NÓ DE FRADE E PESCADOR DUPLO Figura 6.4.4.2 Figura 6.4. E nos Manuais do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro e escale melhor e com mais segurança de autoria de Flávio Daflon.4 Figura 6.4.a) NÓ DE FRADE UTILIZADO COMO NÓ DE SEGURANÇA EM DESCIDA COM CORDA SIMPLES E NO ORIFÍCIO MENOR DO FREIO OITO Figura 6.5.5 6. encordamentos e ancoragens é conhecido por pescador duplo.5 96 .5.5.5 NÓ DE FRADE.4.4. tendo em vista a necessidade de arrematar os nós para torná-los seguros em atividade de Salvamento em Montanha.3 B) NÓ DE FRADE E PESCADOR TRIPLO Figura 6.4. apresentam este nó como: “nó de Frade de primeira volta”.

a) NÓ DIREITO PELO CHICOTE Figura 6. As figuras a seguir demonstram várias versões do nó direito.4 97 . Existem também as variantes: nó direito e nó de envergue. quando se deixa uma alça para soltura rápida. que consiste em vários nós de Frade em torno de uma corda.4.4.4. para garantir a sua eficiência. utilizando o processo de corda fradeada ou Lepar.3 Figura 6.6.Figura 6.1 Figura 6. ele se desfaz. e suas aplicações quando se fizer necessário. deve-se arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados.4.7 Observação: Este nó pode ser utilizado em cordas molhadas ou escorregadias. Este procedimento é utilizado pelo Exército Brasileiro em forma de improviso em terrenos onde a inclinação não é muito acentuada. (quando os chicotes não estão paralelos) e nó direito de correr.6 Figura 6.4.5.4.6. este nó quando feito com cordas com diâmetros diferentes.2 Figura 6. que estejam em uma ancoragem superior para dar maior firmeza na empunhadura.6 NÓ DIREITO É o nó usado para emendar cabos de mesmo diâmetro. 6.6.4.5. Observação: Após confecção do nó.6.

Figura 6. escolhe-se um dos chicotes para voltar por dentro do anel do nó.10 Figura 6. o nó aperta e devido a alça.4.b) NÓ DIREITO PELO SEIO (figura 57) Figura 6.6. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. Colin Jarman e Bill Beavis.4.6.4.11 98 .6. apresentam este nó como: “nó de correr (direito)”.5 Figura 6.6.8 c) NÓ DIREITO DE CORRER Ao término da confecção do nó direito. formando assim uma alça para soltura rápida.9 Figura 6.4.6. na página 12 figura 2-7.6 Figura 6.7 Figura 6.4.4.4.6.6. fica mais fácil desfazê-lo.

7.2 Figura 6.4.4 Figura 6.4.6.4.1 Figura 6.6.12 Figura 6.4.6.4. porém os chicotes estão invertidos aos seus firmes. Figura 6.3 Figura 6.4.7.d) NÓ DIREITO DUPLO Trata-se de um misto da escota simples com nó direito propriamente dito.4.4.7.5 Figura 6.7.4.6.13 Figura 6.4. Figura 6. é essencial arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados para que se torne seguro.14 Figura 6.4.7 NÓ DE ENVERGUE Assemelha-se ao nó direito.6.6 99 .4.7.4.16 Figura 6. após teste mostrou ser bastante confiável.7.6.17 6.15 Figura 6.

3 Figura 6.1 Figura 6.8.4 Figura 6. não apresenta tanta segurança quando comparado ao nó direito.3 Figura 6.9.4. Figura 6. apresentam este nó como: “nó de cirurgião”.4 Figura 6.5 100 . autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4.9.4. ao fazê-lo deve-se arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados para ter total segurança na sua aplicação.8. ideal também para emenda de cabos lisos. A sua confecção acontece normalmente quando se erra o nó direito.9 VOLTA DO CALABROTE Tem a mesma função e confecção parecida com a do nó direito.4.1 Figura 6.6.4.4.9.4. Colin Jarman e Bill Beavis.4. na página 23 figura 3-7.4.2 Figura 6. Figura 6.5 6.8.4.8.4.2 Figura 6.9.4.8.8 NÓ TORTO Conhecido também por nó esquerdo.9.

4.4. Figura 6.1 Figura 6. escota dupla. feito através de uma alça no cabo de menor diâmetro.4.4.10.4. mais ele aperta e segura.10 VOLTA DA RIBEIRA É usado para prender uma corda a um mastro. mas não deve substituir os nós de ancoragem tradicionais. que consiste em uma alça para soltura rápida após tração e escota com alça fixa.11.3 Figura 6.4. quanto maior a tração.2 Figura 6.11. viga ou árvore e também para arrastar troncos ou peças. com as variantes: nó de escota simples.6.1 Figura 6.10.11.11 NÓ DE ESCOTA OU TECELÃO Utilizado para unir dois cabos de diâmetro diferentes.11.4.5 101 . a) NÓ DE ESCOTA SIMPLES Figura 6.10.2 Figura 6.11.4. escota de rosa.4 Figura 6.3 6.4.4.

11.4.4.4.13 Figura 6. que após esforço torna-se fácil de ser desfeita.4.4.8 Figura 6.14 102 .11.11.7 Figura 6.11.4.b) NÓ DE ESCOTA DUPLA Figura 6.11.11 c) ESCOTA DE ROSA Sua função é formar uma alça.12 Figura 6.11.9 Figura 6.11.11.6 Figura 6.4.4.4.10 Figura 6.11. Figura 6.

22 103 .11.4.Figura 6.4. 1) ESCOTA SIMPLES COM ALÇA FIXA Figura 6.20 Figura 6.11.17 d) ESCOTA COM ALÇA FIXA SIMPLES E DUPLA Forma-se uma alça.4.19 Figura 6.11.11. e percorre-se o mesmo caminho feito pelos chicotes das escotas anteriores.4. podendo a alça fixa ser utilizada para içamento de equipamentos.11. podendo ser feita simples ou dobrada.4.16 Figura 6. como: mosquetões.4.4.18 Figura 6.11.21 Figura 6. junto com a emenda de um cabo de diâmetro diferente.11.15 Figura 6.4.11.

4.4.26 Figura 6.4.11.27 Figura 6.11.4.2) ESCOTA DOBRADA COM ALÇA FIXA Figura 6.28 104 .25 Figura 6.11.11.23 Figura 6.11.11.4.4.24 Figura 6.

Para garantir a eficiência do nó é comum passar o chicote pelo qual o mesmo é confeccionado por dentro da alça da soltura rápida.12.12. sendo que no esguicho.6 105 .4.12. para içamento de mangueiras de incêndio.4 Figura 6.12. Figura 6.3 Figura 6.4.12.6.5 Figura 6.4.2 Figura 6.4. deverá ser feito um cote para que o mesmo seja içado uniformemente com a mangueira.4.12 NÓ DE PRENDER MANGUEIRA Nó padronizado pelo CBMERJ.12.4.4.1 Figura 6.

também conhecido por nó de correr simples.13. deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.3 b) PESCADOR DUPLO DE CORRER Figura 6.4.13 NÓ DE PESCADOR SIMPLES.4. a) NÓ DE PESCADOR SIMPLES Figura 6.4.13.8 106 .5 Figura 6.13. para fins de arremates após nós alceados. Tem sua aplicação também no montanhismo. PESCADOR DUPLO E TRIPLO DE CORRER Utilizado pelos pescadores para emendar suas linhas ou redes de pesca.4.4.4.1 Figura 6.4.4 Figura 6.13. existindo as variantes: nó de pescador simples. Ao confeccionar estes nós. que tem a função de unir cabos de mesmo diâmetro. Nó de pescador duplo e triplo.6. estes dois últimos sendo mais utilizados para unir cordeletes e cabos de mesmo diâmetro. Pescador duplo de correr e triplo de correr.4.13.6 Figura 6.7 Figura 6.4.13.13. encordamento e de ancoragens.2 Figura 6.13.

13.13.14.4. nas páginas 23 e 24 figuras 3-8 e 3-9.12 Figura 6.4.4. Os Escoteiros e Desbravadores o conhecem este nó pelo nome de “nó ordinário”. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.5 107 . pode também ser utilizado para união de cabos molhados e cabos de mesmo diâmetro. apresentam este nó como: “calabrote dobrado”.4.4 b) NÓ DE ABOÇO DOBRADO Figura 6.9 Figura 6.11 Figura 6.14.4.4.10 Figura 6.4.3 Figura 6.13 6. a) NÓ DE ABOÇO Figura 6.4.14.13.4.4.14.14.c) PESCADOR TRIPLO DE CORRER Figura 6.14 NÓ DE ABOÇO Ideal para emenda de cabos de diâmetros grossos.1 Figura 6.4. Colin Jarman e Bill Beavis.13.2 Figura 6.13.

15.4.4 Figura 6. a) NÓ DUPLO EM CABOS Figura 6.10 Figura 6.4.4.4. é muito seguro. é usado pura e exclusivamente para emenda de fitas tubulares e fitas de carga.15.3 Figura 6.4.8 Figura 6.6 Figura 6. Ao confeccioná-lo em fita deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado.15.1 Figura 6. podendo também ser utilizado emendas de cabos de mesmo diâmetro.2 Figura 6. e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.4.15 NÓ DUPLO Conhecido também por nó de fita.15. porém se o cabo emendado com este nó sofrer grande esforço. E nos cabos pode se arrematar com pescador duplo de cada lado para garantir ainda mais a eficiência.15. fica difícil desfazê-lo.9 Figura 6.4.7 Figura 6.15.5 b) NÓ DUPLO EM FITA TUBULAR Figura 6.15.4.6.4.11 108 .4.15.4.15.4.15.15.

6.4.4.18.17.2 Figura 6.2 Figura 6. Figura 6.17.1 Figura 6.17. tornando-se mais eficaz quando a sua aplicação se fizer necessária. os chicotes são unidos por um nó específico a critério do especialista. o centro do nó é posto sobre o mastro. e para início dos métodos de enrolar cordas corrente dupla e quádupla. e nestas são confeccionados nós de emenda de cabos.4. e tracionados até que o mastro fique em pé totalmente.4.3 6.4.2 Figura 6.18 ENCAPELADURA DOBRADA Sua principal aplicação é estaiar um mastro.4.16.17 ENCAPELADURA COM VOLTAS Sua função é exclusivamente para imobilização.16.4.3 109 .16.4.1 Figura 6.3 6.4. formando assim quatro alças. Figura 6.1 Figura 6.16 ENCAPELADURA SIMPLES Nó utilizado pelo CBMERJ para fins de imobilização quando se fizer necessário. aperta mais que a encapeladura simples.4.4.4.18. e para confeccionar o nó de catau pela encapeladura simples. a) ENCAPELADURA DOBRADA Figura 6.18.

4. esta apresenta resultado melhor que a tradicional.4.4.19 VOLTA DA VITÓRIA Nó exclusivo da Marinha do Brasil pode ser aplicado em ancoragens.6 6.4 110 .4.3 Figura 6. quando utilizada para estaiar o mastro.b) ENCAPELADURA DOBRADA INVERSA Nesta outra versão de encapeladura dobrada.4.2 Figura 6.4. além de executar as funções da encapeladura dobrada.18.4. início de trabalho decorativo (coxim de anel).19. imobilizações que se fizerem necessárias.1 Figura 6.4 Figura 6.19.5 Figura 6. o chicote é puxado por cima.19.18.19. Figura 6.18. Figura 6.4.

20.4.4.21 NÓ DE CATAU OU CATAU DE REFORÇO Utilizado para diminuir o tamanho de um cabo.4.4. é conhecido também por cebolão e encapeladura japonesa.21.6.4. pode ser aplicado em ancoragem.20.21.4.4 111 . Figura 6.2.20.3 Figura 6.4 Figura 6.3 Figura 6.20.4.4.5 Figura 6. e executar também a mesma função da encapeladura dobrada.21.6 6. a) NÓ DE CATAU Figura 6.4.20.20.2 Figura 6. as figuras abaixo ilustram exemplos de nó de catau.4.4. Figura 6.20 YOKOHAMA Sua finalidade é formar três alças fixas.4. ou isolar um trecho coçado ou puído que exista no mesmo.1 Figura 6.21.1 Figura 6.

4.21.22 LAIS DE GUIA OU CABRESTANTE Tem como função a confecção de uma alça que ao mesmo tempo aperte e seja fácil de soltar.7 6.4. trazendo complicações para os mesmos caso não conseguissem retomar a escalada.4.22.1 Figura 6. dando uma passagem com o chicote em uma das pernas e arrematando com uma volta do fiel. sendo o mais conhecido o da jovem Marizel na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea em 1975. e depois com pescador duplo em torno do próprio cabo. E provocou alguns acidentes fatais.6 Figura 6. e terminar os nós balso de calafate. No montanhismo é utilizado com sustentação.4.4.3 112 .5 Figura 6.21. o nó subia para a altura do peito.2 Figura 6. e ao cair durante a escalada. e com participação ativa do Professor Juratan Câmara.b) CATAU PELA ENCAPELADURA SIMPLES Nesta versão além do isolamento do trecho coçado. porque antes da invenção dos cintos baudrier. a) LAIS DE GUIA OU CABRESTANTE SIMPLES Figura 6. Estes detalhes foram acrescentados. o referido nó permite formar uma cadeira improvisada através das duas alças laterais. onde houve efetiva participação do CBMERJ no resgate. serve para iniciar a confecção dos nós bolina duplo.4.22.4.21. Figura 6. os escaladores utilizavam este nó em torno da cintura. com uma guarnição comandada na época pelo Cap BM Da Silva.22.

6 113 .Figura 6. Pescador duplo. Figura 6.4.4 Figura 6.22.4.22.22.5 b) LAIS DE GUIA COM SUSTENTAÇÃO Volta do fiel.4.

4.1 Figura 6.2 Figura 6.22.22. serve para confecção de cintos cadeira improvisados e ancoragens. a) AZELHA SIMPLES PELO SEIO Figura 6.22. Figura 6.11 Figura 6.4.4.22.4.4.4.4.12 6.22.23 AZELHA SIMPLES Nó utilizado para confeccionar uma alça que não corra em um cabo. que é o caminho para se confeccionar o nó balso pelo seio e azelha simples pelo chicote.3 114 .9 Figura 6.4.4.10 Figura 6.23.c) LAIS DE GUIA DUPLO OU CABRESTANTE DUPLO DO CBMERJ Confeccionado com a corda dobrada.7 Figura 6.23.22. apresenta as seguintes variações: azelha simples pelo seio. aperta bem e é fácil de ser desfeito.8 Figura 6.23.4.

4 Figura 6.7 Figura 6. ou conforme o modelo abaixo.23.24.23.8 6.3 Figura 6.6 Figura 6.24.b) AZELHA SIMPLES PELO CHICOTE Figura 6.23.4.23.4.2 Figura 6.4.24.4. através da união de dois nós simples.24 PESCADOR SIMPLES DE CORRER COM ALÇA FIXA Conhecido no CSAlt do CBMERJ.24.4.4.4.23. por nó de pescador de correr.4 115 .4.4.1 Figura 6. sua finalidade é formar uma alça fixa. pode ser obtido através de um nó de moringa. Figura 6.4.5 Figura 6.

6 116 .2 Figura 6. na página 20 figura 2-42.25.25.4.4.6.3 b) AZELHA DOBRADA PELO CHICOTE Figura 6.1 Figura 6. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4.4. que é utilizada para encordamento de uma cordada para uma escalada. apresenta as seguintes variações: azelha dobrada pelo seio e pelo chicote.4.4.5 Figura 6.4 Figura 6.25.25 AZELHA DOBRADA Nó utilizado para confeccionar uma alça que não corra em um cabo. este mesmo nó apresentado como: “oito duplo”. Consta também no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 33. este nó é apresentado como: “aselha em oito”. Colin Jarman e Bill Beavis.25.25. apresentam este nó como: “alça com dupla volta de fiador”.4.25. a) AZELHA DOBRADA PELO SEIO Figura 6. E no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro.

25.10 117 .4.4.7 Figura 6.25.8 c) AZELHA DOBRADA EM ENCORDAMENTO Figura 6.25.4.9 d) AZELHA DOBRADA COMO NÓ DE SEGURANÇA NO ORIFÍCIO MENOR DO FREIO OITO Figura 6.Figura 6.4.25.

26.2 Figura 6. por formar duas alças fixas.4. é fácil desfazê-lo.26.4. fácil de fazer. e após sofrer tensão.4.4 118 .1 Figura 6.26. Figura 6.26 AZELHA EQUALIZADA É um excelente nó para ancoragem. este mesmo nó é apresentado como: “oito duplo de alças duplas” e também é chamado de Mickey ou coelho e tem eficiência de 82%.6.4.4.26.3 a) AZELHA EQUALIZADA COMO NÓ DE SEGURANÇA NO ORIFÍCIO MAIOR DO FREIO OITO Figura 6. Segundo consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 34.

3 119 . dando uma volta a mais que a azelha dobrada.4. devido a tração ficar apenas em uma parte do anel do nó.2 Figura 6.4. Figura 6. Figura 6.3 6.27. e possui eficiência de 70%. e permite uma melhor recuperação do cabo.28 AZELHA CALÇADA Assemelha-se a azelha simples.28. mas apresenta mais facilidade de ser desfeito após tensão em comparação as azelhas supramencionadas. confecciona-se pelo seio.4.4. este mesmo nó é apresentado como: “nove” e é ideal para suportar cargas.6. Este nó executa as mesmas funções das azelhas simples e dobrada.27.4.2 Figura 6.4.1 Figura 6.28.27 AZELHA EM NOVE Tem sua confecção parecida com a azelha dobrada.4.28.1 Figura 6. Segundo consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 33.27.4.

formando assim três alças fixas.29.4.4.5 120 . Figura 6.4.4 b) AZELHA EQUALIZADA DE TRÊS ALÇAS.4. SERVINDO COMO NÓ DE SEGURANÇA NO FREIO OITO DE RESGATE (BIG OITO) Figura 6. ARREMATADA COM PESCADOR TRIPLO.4. depois esta.29.29.1 Figura 6.2 Figura 6. desce e faz o contorno de todo o anel do nó.29 AZELHA EQUALIZADA COM TRÊS ALÇAS Executa-se o nó fazendo uma azelha dobrada pelo seio com uma longa alça.4.6.29.3 Figura 6.29.

4.31.31.2 Figura 6. porém esta é confeccionada quase a partir de uma azelha simples. através de quatro voltas feitas pelo chicote envolvendo uma alça superior.1 Figura 6. para que seja introduzida na primeira.4.4. Figura 6. O referido nó tem a característica de formar uma alça fixa.4.4.1 Figura 6.30.31.30.4.4.3 6.3 Figura 6.4.2 Figura 6. e formando outra alça inferior.6.4. que depois de acochada deve ser arrematada com o nó pescador duplo. Observação: Nos testes este nó após sofrer tensão foi desfeito com facilidade.31 NÓ DE COIMBRA Desenvolvido e testado pelo Sgt BM Coimbra formado na 12ª Turma do Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ.31.4 121 .30. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este nó como: ”aselha dupla”.30 AZELHA DUPLA DO EXÉRCITO Assemelha-se a azelha equalizada. Figura 6.

4.32 NÓ DE ARNEZ Tem a mesma função do nó de azelha.32.32.2 Figura 6.3.3 Figura 6.4.4. garrafas etc.32.32.3 Figura 6.4. Para se formar a alça fixa.4.32.4. enquanto a boca deste fica no centro do nó que é apertado.32.33.33. confeccionando o nó propriamente dito.4.6.33.33.1 Figura 6. o anel inferior deverá ser introduzido por dentro do anel superior e puxado para cima.4. passando o chicote pela frente dos anéis superior e inferior do nó.4.2 Figura 6.4.4 122 .33 NÓ DE MORINGA Muito utilizado para içamento de cantis.4.5 6. forma uma alça fixa quase a partir de um nó em oito.4 Figura 6.1 Figura 6. A base do recipiente fica na alça. garantindo assim a segurança na operação. Figura 6. Figura 6.4. conforme ilustra a figura 6.

1 Figura 6.4.2 Figura 6.35. Figura 6.35 NÓ BORBOLETA Utilizado para formar uma alça fixa.1 Figura 6.34.3 6.35. deve-se orientar o cote inicial na direção oposta. Figura 6.3 Figura 6.35.4.35.4. e tem por função unir uma corda fixa a outra ancoragem intermediária. é um excelente nó para tração.4.4. é fácil de desfazê-lo.4.34. ancoragens e para confeccionar estribo improvisado com cabo. Para direcioná-lo do sentido desejado.2 Figura 6.4.4. pode ser utilizado para tracionamentos. pois após esforço.34 PESCADOR FIXO Possui várias funções.4 123 . O Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas páginas 33 e 34 apresenta este nó como: “sete”.6.34.4.

36. é utilizado para confecção de cintos cadeira improvisados.1 Figura 6.3 Figura 6.4. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este nó como: “balso americano”.4.6. é um nó útil em várias aplicações como por exemplo: cadeiras improvisadas.36.37.4.4. ´ Figura 6. ancoragens e içamentos.37.2 Figura 6.3 6.4.4.36 BALSO PELO SEIO Formado a partir de uma azelha simples. serve também. para cabo guia quando na utilização de duas polias em cabos paralelos de um plano inclinado.37.4.37 CADEIRA ESPANHOLA Conhecido também por nó Espanhol.1 Figura 6.4.4.36.2 Figura 6. Figura 6.37.4 124 .

o nó ainda mantém o sentido do direcionamento do cabo.1 Figura 6.4. e após isto.39.3 Figura 6.4 6.4 Figura 6.4. Figura 6.3 Figura 6.39.5 125 . passando uma alça dobrada por dentro de um anel.4.39 BALSO DE CALAFATE Utilizado pela Marinha do Brasil para suportar o peso de um militar quando se trabalha suspenso. de preferência de aço para o tracionamento.2 Figura 6.4. Figura 6. onde se encaixa um mosquetão.38 BALSO ARGENTINO Utilizado em tracionamento de planos inclinados.39.4.39.6. e depois este nó é arrematado com um lais de guia após a confecção da 2ª alça.4. em uma alça o militar senta.38. forma-se semelhante a um lais de guia.2 Figura 6.1 Figura 6. e outra alça é feita na altura do peito e por baixo das axilas.4.4.38. formarão duas alças fixas.4.38.39.38.4.4.

4.40.4.40 BALSO PELO SEIO DE CORRER Confecciona-se seguindo o mesmo caminho da azelha dupla do Exército Brasileiro.4.1 Figura 6. porém surge a formação de duas alças móveis ajustáveis. Figura 6. servindo para cadeiras improvisadas e outros empregos que se fizerem necessários.4.2 Figura 6.3 126 .40. de acordo com o critério do especialista que o utilizar.6.40.

41.3 Figura 6.4 Figura 6.6.7 127 .4.41.4.41 BOLINA DUPLO Este nó é utilizado pelo CSMont para fins de encordamento a partir de um lais de guia.4.41.2 Figura 6.4.4.4.1 Figura 6. mas sendo executado pelo chicote para a função de encordamento e arrematado com pescador duplo.41.41.41.4. Figura 6. E no montanhismo civil é conhecido como lais de guia duplo. formando duas alças fixas na alça de suporte do cinto Baudrier.4.41.5 Figura 6. Este nó é praticamente o balso pelo seio.6 Figura 6.

em montanhismo é muito utilizado para confecção de ancoragens secundárias.4.42.4.6.42.6 128 . também conhecidas por back up.2 Figura 6.5 Figura 6.4 Figura 6.4.4.4.42 PESCADOR DUPLO DE CORRER COM ALÇA Sua finalidade é formar uma alça que morde um ponto de ancoragem por pressão.1 Figura 6.4. Figura 6.42.42.3 Figura 6.42.4.42.

a) PATA DE GATO PELO SEIO Figura 6.43 NÓ PATA DE GATO É usado para fixar uma corda em um ponto de ancoragem e para iniciar o nó Prusik.4.43.4.8 129 .4 b) PATA DE GATO PELO CHICOTE Figura 6.43.6.43.43.5 Figura 6.4.4. Colin Jarman e Bill Beavis. na página 21 figuras 3-1 e 3-2. pode ser feito pelo seio e pelo chicote. este mesmo nó é apresentado como: “boca de lobo”.4.2 Figura 6.1 Figura 6.43.4.6 Figura 6.43.7 Figura 6. apresentam também este nó como: “boca de lobo”.43. deve se arrematá-lo para evitar que o mesmo se desfaça. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.3 Figura 6. Os Manuais do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro e de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 42.4.4.43.4. lembrando que após a sua confecção.

4.44. apresentam este nó como: “boca de lobo dobrada”. na página 26 figuras 3-16 e 3-17.44.5 Figura 6.2 Figura 6.4. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.7 Figura 6.44.1 Figura 6. serve para fins de ancoragem.4. a) BOCA DE LOBO PELO SEIO Figura 6.9 130 .44 BOCA DE LOBO Assemelha-se a pata de gato.4.6.44.44.4. Colin Jarman e Bill Beavis.8 Figura 6.6 Figura 6.4.44.4.3 Figura 6.44. porém para sua confecção é feita mais uma volta no anel inferior.4. podendo ser confeccionado pelo seio ou pelo chicote.4.44.4 b) BOCA DE LOBO PELO CHICOTE Figura 6.44.4.

45 VOLTA DO FIEL É utilizado para fixar uma corda em um ponto de ancoragem.4. Quando feito pelo seio pode ser chamado também de nó de porco. confecção da ancoragem secundária atrás e acima da principal e teste de tração com dois BMs se pendurando na corda. que após todos os procedimentos de segurança supramencionados além da proteção das arestas vivas.4.4.45.45.4.4. também podendo ser feito dobrado.4.5 Figura 6.4 Figura 6. que o mesmo carrega consigo. É importante que após uma ancoragem confeccionar cotes específicos sobre o firme para que o mesmo não venha a se desfazer. sempre apresentou eficiência.1 Figura 6.6 Figura 6. e pelo chicote nó de barqueiro.45.2 Figura 6.45. a) VOLTA DO FIEL PELO SEIO Figura 6.7 131 .4.45. segurança e confiabilidade em todas as atividades do curso.6.3 b) VOLTA DO FIEL PELO CHICOTE Figura 6. Este nó é utilizado pelo Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ para a função acima mencionada.45. Serve também durante uma escalada para o guia ou participante se ancorar em um grampo utilizando um mosquetão de ancoragem.45.4.

3 Figura 6.4.8 Figura 6.45.4.45.46 VOLTA DO FIEL DOBRADO A PARTIR DE UMA ALÇA FIXADA EM PONTO DE ANCORAGEM Figura 6.45.14 132 .4.46.45.c) DIFERENÇA DE ARREMATES NA VOLTA DO FIEL O arremate padrão do CBMERJ. que apresenta eficiência semelhante.10 Figura 6.4.11 6. Figura 6.9 Figura 6.1 Figura 6.46.4.4.4.4. na volta do fiel com é feito com 03 cotes para o mesmo lado de forma que forme três voltas do fiel em volta do firme.2 Figura 6.46.46. Consta no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro este arremate com o nó pescador duplo.4.

4. a não ser que seja um PAB“Ponto a Prova de Bomba”. ligeira e que precise ser desativada rapidamente.6.4 133 .47.4. pois é um nó de fácil soltura e muito bom para suportar tensões. Mas não devemos esquecer de fazer a ancoragem secundária de segurança.47 NÓ MOLA Nó utilizado pelo Exército Brasileiro.3 Figura 6.4. A sua função é confeccionar uma ancoragem fácil. que consiste em uma coluna robusta de concreto onde não há duvida de sua resistência.1 Figura 6.4.47.47. mas o ideal é um ponto atrás e ou acima.47.2 Figura 6. que na figura está no mesmo posto da principal. Figura 6. consta no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do mesmo.4.

48. com azelha dobrada ou equalizada. e de preferência nestas.4. O mesmo é realizado a partir de voltas sucessivas de 04 a 05 no ponto de ancoragem.4.3 Figura 6. mosquetões de aço.1 Figura 6.48.48 TRAPA Este nó consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 32.4.4 Figura 6. e no final pode ser arrematado. e tem por função preservar a carga de ruptura original da corda.6.48.48. Figura 6.4.48.4.2 Figura 6.5 134 .4.

3 6. Figura 6.1 Figura 6. que terá a mesma eficiência. Figura 6.1 135 . ou seja. servindo de nó de segurança (tanto para a descida.4.49 NÓ DA UIAA OU NÓ DINÂMICO Nó utilizado para segurança em escalada.4. Consta também no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 37. ou seja.4. na ausência de um aparelho descensor específico.4.49. A sua utilização forma torcimentos na corda.49.49. e tem por característica não ficar preso à ancoragem e a possibilidade de operar nos dois sentidos do chicote. pois se trata de uma descida improvisada de emergência. que são conhecidos por cocas. este nó é apresentado como: “nó da UIAA ou nó de meio porco”.6. o único problema são os muitos torcimentos na corda provocada pelo atrito corda e mosquetão. uma descida improvisada de emergência. quanto para a subida).4. e para descida com a corda passada no mosquetão quando não houver aparelho de descida especifico. E atentar para a segurança.2 Figura 6.50.4. No Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro. podem ser feitas três voltas no dorso do mosquetão. este mesmo nó apresentado como: “meia volta do fiel e também nó da UIAA”.50 VOLTAS NO MOSQUETÃO Na dúvida de confeccionar o nó da UIAA.

4.4 Figura 6.5 Figura 6. Para confeccioná–lo se faz necessária à formação de duas alças por debaixo do firme do nó da UIAA.4.1 Figura 6. Figura 6.51.3 Figura 6. sendo que uma das alças entra por dentro da outra. e formando uma alça maior que dará origem a um nó de azelha simples que envolverá também o firme do nó da UIAA.4.51.4.6.4. pressionando o sistema contra o mosquetão.51.51.2 Figura 6.6 136 . pois permite além de um bloqueio eficiente uma fácil soltura do sistema.51 NÓ DE MULA Tem seu nome original como munter mule. e tem a função de bloquear o nó da UIAA.4. é utilizado em Salvamento em Montanha.4.51.51.

O CBMERJ padroniza utilizar este nó com 6 voltas. tracionamento.4 Figura 6.5 137 .4. É usado como autoblocante para técnicas de ascensão em corda. e outras múltiplas funções. é conhecido pelos militares das Forças Armadas como prússico e deve ser emendado com os seguintes nós: duplo.52. o nó Prusik deve envolver as duas cordas.52.4.3 Figura 6. Para confeccioná-lo se utiliza um cordelete de 6 mm de diâmetro com cerca de 2 metros de comprimento. envolve outra corda de diâmetro maior com seis voltas.52.52 PRUSIK Segundo o website montanhas do Rio. Caso seja efetuada ascensão em corda dupla.2. içamento e deslocamento.4. e para segurança em descida simples.4. a) PRUSIK PELO SEIO Figura 6.52.4. que depois de unido com nó específico. sistemas de polias.52. visando a segurança da atividade de Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura. pescador duplo ou triplo de correr e oito duplo. é excelente para auto-resgate em corda.4.1 Figura 6. para garantir a segurança e permitir a recuperação do cordelete após tração. para transposição de uma corda para outra. este nó foi desenvolvido por Karl Prusik em 1931.2 Figura 6.

b) PRUSIK PELO CHICOTE Figura 6.10 138 . Figura 6.7 Figura 6.6 Figura 6.52.52.4.52.52. No montanhismo europeu é notada a utilização do pescador duplo de correr o oito duplo ou fiador duplo para emenda de cordelete.4.4. Ao confeccionar estes nós. é padronizado a emenda do cordelete com pescador duplo de correr.52. PESCADOR DUPLO DE CORRER E OITO DUPLO É padronizado no CBMERJ a emenda de cordelete com o nó duplo.8 Figura 6.4. No Exército brasileiro e no montanhismo civil. deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.4.4.6 Figura 6.52.9 c) EMENDAS DE CORDELETE COM NÓ DUPLO.

4.6 Figura 6.53. a) NÓ MARCHARD COM CORDELETE Figura 6.7 139 .53.4.4.53.53.5 b) OUTRAS FORMAS DE MARCHARD COM FITA E CORDELETE Figura 6.3 Figura 6. é também conhecido por kleinhest.53 NÓ MARCHARD Tem a mesma finalidade do Prusik.4.4 Figura 6.4.4.2 Figura 6.4.53.53.53.6.4.1 Figura 6. Este nó também se apresenta em várias versões.

devido a sua confecção ser executada com o cordelete dobrado e o mosquetão é introduzido nas duas alças. Figura 6. feito no mosquetão. pode ser utilizado em conjunto com uma pequena fita tubular presa ao cinto baudrier e a um mosquetão acima do freio de descida. basta que tire a mão auxiliar que estará no nó blocante do sistema.4.6.55.4. a) FORMA ANTIGA Figura 6. tem seu emprego para contra segurança para descida simples.1 Figura 6.3 6.4. sendo totalmente diferente da forma antiga.2 Figura 6.1 Figura 6.54 NÓ AUTOBLOCK.55 NÓ DE BACHMAN Algumas pessoas interpretavam este nó como sendo o marchard.55.4. Porém recomenda–se que o BM tenha pelo menos dois cordeletes de comprimento de 2 metros para que o mesmo efetue o auto–resgate em altura. Este nó possui característica de aumentar em a carga de trabalho do cordelete. Existem outras formas de nó autoblock destinadas para o mesmo fim. na visualização. ou seja. que antes não deverá estar sob tensão.54.2 140 . que o fará bloquear automaticamente. e permite que o BM ao executar uma descida simples caso tenha que efetuar uma parada na corda. Para confeccioná-lo são feitas 4 ou mais voltas com o cordelete dobrado envolvendo a corda e o mosquetão.4. FRENCH PRUSIK OU PRUSIK FRANCÊS Excelente nó blocante. que consiste em passar a corda entre o mosquetão e a corda.54.54. caso este seja de frenagem manual como o freio oito.4.4. veremos a forma antiga e sua correta confecção.

venha a bloquear automaticamente.5 Figura 6.2 Figura 6.4. sendo este feito pelo chicote.57. 141 . se este vier a cair durante a escalada.4.4. e a outra parte da corda que está no encordamento do participante. com seis voltas sobre a corda. Figura 6. Corda do participante.4.56.b) NÓ DE BACHMAN ATUAL CONSTANTE EM MANUAIS DE MONTANHISMO Figura 6.57 CORAÇÃO Sem dúvida um dos primeiros sistemas de autobloqueio existentes.1 pelo guia durante a progressão do participante. para segurança. confecciona-se um nó de pescador duplo.55.4 Figura 6. que em caso de queda o sistema bloqueará automaticamente.55.4. A corda é passada nestes dois mosquetões que ficam abaixo do primeiro de forma que a parte da corda destinada a recuperação. Parte da corda móvel. passa entre as três primeiras voltas.55.55.56. Este nó pode ser feito com cordeletes e em cordas de mesmo diâmetro a partir de um chicote.4.6 6. permitindo a recuperação Figura 6.4. É um improviso com uso de 03 mosquetões. um no grampo e 02 conectados no primeiro.4.3 Figura 6. e após a passagem nestas voltas. o chicote desce.3 2. garantindo assim a sua integridade física.1 Figura 6.56 BELONESI Nó blocante.56.4. venha a ficar móvel sendo facilmente recuperada pelo guia que está ancorado. tem a mesma função do Prusik.4.

e deve ser feito com um número mínimo de quatro passagens. árvore e grampo.58.4.58. Após a sua execução. CHECAR EQUIPAMENTO E ANCORAGEM SE POSSÍVEL DUAS OU TRÊS VEZES) São nós que permitem recuperação da total da corda após o rapel. DO CBMERJ PARA DESCIDA EM CORDA SIMPLES Confeccionado através de uma alça de uma corda dobrada envolvendo um ponto fixo.58.6. e ao término do rapel. a) NÓ DE SALVACORDA OU EVASÃO ENSINADO NO CURSO DE SALVAMENTO EM ALTURAS. é considerado seguro.4.6 142 . sobrarão duas extremidades e a descida será na mais firme. Figura 6.4.4 Figura 6.1 Figura 6.3 Figura 6.58. e na outra.4.58.4.4. possuem confecções diferentes dependendo do local: montanha. sendo feitas várias alças que vão se sobrepondo e acochando sobre si mesmas.5 Figura 6.4.2 Figura 6.58. deve-se fazer um nó de azelha para identificar a corda que não será utilizada. permitindo assim sua recuperação.58 NÓS DE SALVACORDA OU DE EVASÃO. As figuras abaixo demonstram dois nós de salvacorda em uso no CBMERJ. (AO EXECUTAR ESTE TIPO DE DESCIDA. as duas extremidades serão puxadas simultaneamente e a corda cairá por inteiro. prédio.

b) SALVACORDA DE MONTANHA Considerado o mais seguro de todos, consiste em passar os chicotes da corda em um ponto fixo ou em um grampo, até que a sua metade fique exatamente no ponto de ancoragem. Após isso deve-se unir os chicotes com o nó pescador duplo de correr e acochá-lo. O rapel deverá ser feito com a corda dobrada, e ao chegar a um ponto seguro, desatar o nó de segurança, puxar um dos chicotes que a corda descerá.

Figura 6.4.58.7

Figura 6.4.58.7

143

6.4.59 ASSENTO AMERICANO Consta no Manual Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro, o assento americano consiste em um cinto cadeira improvisado que pode ser utilizado em Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. Serve para fornecer segurança ao BM durante a ação de socorro se não houver cinto baudrier específico, e o mesmo deve ficar bem justo ao corpo e acochado. Para confeccioná-lo pode se utilzar um cabo solteiro de 10 a 12 mm de diâmetro, de 4 a 5. metros de comprimento. O mesmo é simples de fazer, sendo finalizado com nó direito unindo os chicotes, e arrematado com pescador duplo de ambos os lados. Este conjunto de nós de fechamento, é padronizado pelo Exército Brasileiro para ser posicionado do lado oposto à mão de trabalho.

Figura 6.4.59.1

Figura 6.4.59.2

Figura 6.4.59.3

Figura 6.4.59.4

Figura 6.4.59.5

Figura 6.4.59.6

144

6.4.60 ATADURA DE PEITO Segundo o Manual Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro, a atadura de peito é um artifício de corda confeccionado para aumentar a segurança durante a realização de uma escalada ou de uma desescalada, dividindo a tensão com o assento americano e evitando que o escalador fique de cabeça para baixo em caso de queda ou perda dos sentidos. Fornece relativo conforto e boa liberdade de movimentos com ambas as mãos. A sua confecção tem início em um nó de azelha simples, cuja alça é introduzida por cima da cabeça do BM e ficando por cima do fardamento. Um dos chicotes subirá pelas costas e passará por dentro da alça do nó de azelha simples, e depois descerá para ser unido com o outro chicote, após isso será feito o nó direito e arremate com pescador duplo de ambos os lados. Este sistema de nós de fechamento é padronizado pelo Exército Brasileiro para ficar do lado oposto a mão de trabalho. Após confeccionada a atadura de peito, o mosquetão do sistema entrará por dentro dos anéis do nó de azelha simples posicionado na altura do peito do BM, conforme demonstram as figuras 6.4.60.5 e 6.4.60.6.

Figura 6.4.60.1

Figura 6.4.60.2

Figura 6.4.60.3

Figura 6.4.60.4

Figura 6.4.60.5

Figura 6.4.60.6 145

6.4.61 AMARRAS As amarras permitem emendas de pequenos troncos de árvores e bambus para construção de abrigos, improviso de maca para transporte de vítima e outras funções. A seguir estão três formas de se confeccionar amarras.

a) AMARRA QUADRADA É usada para unir dois troncos ou varas mais ou menos em ângulo reto, começa com uma volta do fiel bem firme, e o chicote que sobra desse nó, deverá ser torcido com a corda para maior garantir a segurança. Os troncos ou varas são rodeados por três voltas completas redondas entre as peças concluindo-se com a volta do fiel na vara oposta a que se deu o nó inicial.

Figura 6.4.61.1

b) AMARRA DIAGONAL Serve para aproximar e unir duas varas que se encontram formando um ângulo agudo, e tem sua principal aplicação na construção de cavaletes. Tem seu início através do nó volta da ribeira apertando fortemente as duas peças, e em seguida executam–se três voltas redondas em torno das varas no sentido dos ângulos, arrematando-se com um anel de duas ou três voltas entre as peças e uma volta do fiel para encerrar.

Figura 6.4.61.2 146

c) AMARRA PARALELA Serve para unir duas varas colocadas paralelamente, é mais simples que as anteriores.

Figura 6.4.61.3

147

pois são cordas destinadas a escalada e possuem alongamento maior do que as cordas supramencionadas. por dentro do mosquetão que está no ponto de ancoragem. Confeccionando a volta do fiel pelo seio e introduzindo o mosquetão. confeccionando dois cotes. A técnica ensinada no CSMont é de passar uma alça.2.2. 7. segurança na transposição de rios com grande correnteza. finalizando o arremate e fazer a segunda ancoragem atrás deste. Observação: Nos tracionamentos devemos utilizar de preferência mosquetões de aço e cordas estáticas pelo fato de as mesmas possuírem baixo alongamento. tais como: passagem de um cume para o outro. volta passando por dentro deste primeiro.1. consistem em técnicas de transposição de obstáculos ou de progressão em terrenos que necessitam de montagem de sistemas que possibilitem travessias horizontais e inclinadas. descida de vítima controlada com cabo guia preso a freio de segurança. No CBMERJ são utilizados para Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha sempre com duas cordas. Figura 7. 7. três voltas sobre o firme e outro cote.1 PLANOS INCLINADOS E HORIZONTAIS Conhecidos também por tirolesas. e não as dinâmicas. de preferência nos tracionamentos devem-se utilizar os de aço. em outro ponto fixo que será a segurança do tracionamento. transposição de obstáculos e outras atividades diversas. Feito isso.1 148 . é iniciado o tracionamento.1 VOLTA DO FIEL PELO SEIO Utilizado no mosquetão.CAPÍTULO VII 7. A seguir serão mostradas técnicas de tracionamentos utilizadas no CBMERJ. a corda desce e passa em outro mosquetão. e são utilizados para diversas finalidades em ações de salvamento.2 TÉCNICAS DE TRACIONAMENTO Métodos importantes para se retesar cabos para salvamentos.

5 COM BLOQUEADOR GIBBS.2.2.2. 4. e introduzido entre as partes da corda para travar um possível deslizamento do sistema.1 Observação importante: Os arremates para tracionamentos.1 7.2 VOLTA DO FIEL MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7. em caso de plano inclinado para testar a elasticidade da corda e a segurança.2. deve-se após o arremate testar todo o sistema se pendurando no cabo. são ensinados de diversas formas e servem para a mesma finalidade.2.2. MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7. Existem formas de executar estes arremates com três cotes.2. com dois cotes e finalizando com voltas e na alça que sobrar. MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7.3 COM BALSO ARGENTINO E MOSQUETÃO Figura 7. 149 .2.2. é confeccionado outro cote.7.1 7.3.1 7.4 COM BALSO ARGENTINO.5. Mas vale lembrar que seja qual for o sistema que o montanhista for utilizar.

3 SISTEMA DE TRAÇÃO CARIOCÃO 7. 02 PATESCAS SIMPLES E 02 NÓS PRUSIK Figura 7. devendo ser executada a confecção de cotes e a retirada destes equipamentos.3. que consiste em no mínimo dois nós Prusik.3. que vão se alternando um a frente móvel. 150 . e içamento e até para se reduzir a força aplicada em um tracionamento. o sistema não deverá ficar no último Prusik. o sistema não deverá ficar nunca em um bloqueador e nem em um cordelete.1 Figura 7. através de técnicas ensinadas nos cursos de especialização do CBMERJ.3. Figura 7.2. Muito utilizado em Salvamento em Montanha.1.3.7.2. que segura o sistema.3. e outro conectado à base do tracionamento.1. o CBMERJ utiliza um sistema conhecido por Cariocão. e depois a retirada destes equipamentos através da união do último Prusik com o nó Mariner. que pode ser feito com fita ou cordelete. 01 PATESCA TANDEM.1 Figura 7.2 Observação: Conforme demonstra a figura 7.3.2.2 7. sendo que se a tração for para se retesar cordas para planos inclinados.3.2.2 CARIOCÃO COM BLOQUEADOR GIBBS. O nó Mariner é ensinado no CSMont. nem em freios autoblocantes e ascensor. devendo ser feitos arremates.1 Quando há pouco espaço disponível para tração.

e depois todas estas voltas feitas com a alça 2 deverão ser acochadas em direção as voltas que foram feitas no mosquetão. Alça 2. Alça 1. A sua confecção é fácil. Figura 7. Alça 1.1 2º Passo: confecciona-se uma volta sobre a primeira dentro do mosquetão. 3 Figura 7. Figura 7. as figuras abaixo demonstram como confeccionar um nó Mariner.4. Alça 2.4. servindo também para transferir tensão de um ponto para outro. e tem por finalidade aliviar um sistema tracionado. Observação importante: A sobra da alça 2 que formou as voltas deverá passar por dentro da alça 1.2 3º Passo: devem ser feitas pelo menos quatro voltas com a alça 2 que foi deixada maior em envolvendo da alça 1 que está menor.4. 1º Passo: passa-se a fita no mosquetão que deverá estar fixado em um ponto de ancoragem através de outra fita. 4 151 .4. O Mariner pode ser feito com fita tubular ou cordelete. Figura 7. de forma que sobre duas alças. uma menor e outra maior.7.4 MARINER Trata-se de um nó que trabalha em conjunto com o último nó Prusik em um sistema de polias e sistema de força tipo cariocão. mas deve-se ter muito cuidado ao acochá-lo.

4. Figura 7. A figura abaixo ilustra o uso do Mariner para desfazer a tensão de um sistema de força que está fortemente tensionado. as voltas quando bem feitas e acochadas não se desfazem. e o nó Prusik poderá ser retirado do sistema com total segurança.7 152 . nas figuras abaixo o Mariner está conjugado em um sistema de força juntamente com o nó autoblock ou Prusik francês. e as voltas serão desfeitas com facilidade. Após serem feitos cotes para garantir a segurança do sistema ou para transferir tensão de um ponto para outro.6 Figura 7. o Mariner poderá ser desfeito retirando a alça 2 de dentro da alça 1. Figura 7.4.4º Passo: testar o sistema para ver se o mesmo está correto.4.5 a) MARINER COM CORDELETE Segue os mesmos procedimentos ilustrados anteriormente.

1.1. 8.2 Figura 8.1.4 Figura 8.6 Figura 8.1.1.1.1 CORRENTE DUPLA Excelente método para acondicionar e transportar na mochila cordas de 30 a 60 metros de comprimento.7 Figura 8.9 153 . Figura 8. segue o mesmo raciocínio. desenrola bem quando bem feita sem erros nas alças que são formadas.5 Figura 8.1.1. se faz necessário para todos iniciá-los a partir de um nó de segurança.1 Figura 8.1.1.1 MÉTODOS DE ENROLAR CORDAS A seguir serão mostrados os métodos mais tradicionais de enrolar cordas utilizadas nos cursos de especialização do CBMERJ.1. sendo nas correntes simples.1.1.1.3 Figura 8.1. dupla e quádrupla o nó de Frade e azelha dobrada na corrente tripla e coroa japonesa.1.8 Figura 8.CAPÍTULO VIII 8.1.1.1. A corrente quádrupla.

2.2 CORRENTE TRIPLA Método utilizado para reduzir o comprimento de uma corda para acondicioná-la em mochila ou em sessão. quando comparado aos métodos corrente dupla. tripla e coroa japonesa.2. não apresenta desempenho no seu desenrolar.2. pelo fato de suas alças morderem umas as outras.1.8.5 Figura 8. Figura 8.1.1.1.2.1.2 Figura 8.1.6 154 .1 Figura 8.2.3 Figura 8.4 Figura 8.1.2.

3.1.1.3.1 Figura 8.3.3.1.4 Figura 8.1.3.3 CORRENTE QUÁDRUPLA Figura 8.8.3.5 Figura 8.3 Figura 8.1.1.1.2 Figura 8.6 155 .

1.1.3 Figura 8.6 Observação: Este método também é ensinado no CSMont com a corda dobrada ou permeada.4. como o freio oito.4 Figura 8. e ao seu término deve-se arrematar a mesma confeccionando voltas em torno da última alça feita.1.1. mas é utilizado somente em transporte individual e ancoragens para descidas com a corda dobrada visando proporcionar mais atrito nos aparelhos de frenagem manuais.1. 156 . Figura 8.5 Figura 8.4.1. com o BM trançando a corda em volta do corpo.2 Figura 8.4.4.4.4. ATC e reverso.1.8. É o método empregado quando há necessidade de resgate de suicidas em altura.4 COROA JAPONESA Método eficaz em salvamento e inicia-se a partir de uma azelha dobrada.1 Figura 8.

1.1.5. pois as fibras não estão sob forte torcimento conforme visto nos métodos anteriores. pode ocorrer travamento das alças. permitindo um acondicionamento mais seguro do que os outros já vistos.1 Figura 8.1.3 Figura 8.1.5.5.5.5 VAI E VEM DE MONTANHA Método padrão utilizado por montanhistas para guardar e transportar cordas.8.4 Figura 8. Figura 8.5.1.2 Figura 8.1. mas no seu desenrolar para operação.1.5 Figura 8.6 157 .5.

1.5 158 .1.6.8.4 Figura 8. mas a sua aplicação de pronta resposta não favorece o socorro. pois a mesma não desenrola tão bem quanto a coroa japonesa.1.6. podendo comprometer o estabelecimento de cordas na atividade de salvamento. Figura 8. que visa facilitar o transporte da corda junto ao corpo do BM. vindo as suas alças morderem umas as outras.6 COROA CIRCULAR Método ensinado nos cursos de especialização do CBMERJ.6.1.1.1 Figura 8.6.1.6.3 Figura 8.2 Figura 8.

Para executar este método executam-se os seguintes procedimentos: a) Executa-se o procedimento para enrolar a corda no método vai e vem de montanha até os dois chicotes se encontrarem.1.1. devem ser feitas três voltas em torno da corda e um cote acima destas mesmas três voltas.1.8.8 MÉTODO DE ENROLAR CORDA PARA TRANSPORTAR COMO MOCHILA Método utilizado atualmente pelos escaladores de diversas partes do mundo para transportarem as suas cordas de escalada como se fosse uma mochila.1. e 8.2. Figura 8.8.1.1.3.1.8.8.8.8. conforme ilustra a figura 8.3 159 .8.1 Figura 8. Figura 8.1.2 b) Após a união dos chicotes. conforme demonstram as figuras 8.

descer os mesmos e trançá-los à frente do corpo.8.c) Feito o cote jogar os chicotes por cima de cada ombro. Figura 8.8. fechar com nó direito.4 Figura 8. sendo enrolada em volta do corpo.9 COROA JAPONESA TRIPLA Método de enrolar corda desenvolvido por militares especializados do CBMERJ.1.5 Figura 8. e a corda estará pronta para o transporte.1.1.8.1.1. que consiste em um misto da coroa japonesa com a corrente tripla. e passá-los pelas alças que estão atrás.8. e tem como início um nó de azelha dobrada.1.6 Figura 8. Figura 8.1 160 .9. à esquerda e à direita.7 8. e na altura do umbigo.

é obrigatório ter duas cordas.5 e 8 mm de diâmetro. tendo como Instrutor pioneiro o Professor Juratan Câmara. em uma via alpina. como por exemplo. obtém– se um menor arrasto de corda. As cordas gêmeas são ainda mais finas. foi o principal responsável pelo resgate do corpo de uma escaladora conhecida como Marizel na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea. Nos itens a seguir veremos as modalidades e técnicas de escalada. Elas são úteis em algumas situações. mas não tão versáteis. nas vias em móvel. 161 . com diâmetro geralmente entre 8 e 9 mm. de 50 ou 60 metros cada. São úteis principalmente em locais onde a escalada transcorre por terreno com arestas e blocos.5 mm cada. do que ter que escalar com duas pesadas. Municipais e outras áreas florestais dentro dos limites do Estado do Rio de Janeiro.1 TÉCNICAS DE ESCALADA E SALVAMENTO O CBMERJ em atenção aos eventos que ocorrem em áreas florestais e montanhosas. portanto.2 ESCALADA COM CORDA SIMPLES. iniciou no ano de 1986 através do Curso de Salvamento em Montanha. Melhor então transportar duas leves. para descer de algumas vias longas. também costurando de forma alternada. atuando em conjunto com uma guarnição do CBMERJ. como por exemplo.5 mm de diâmetro cada. comandada na época pelo Cap BM Da Silva. 9. Estaduais. que ameaçam a integridade da corda. e por isso mesmo devem ser usadas em par e costuradas sempre juntas. São ainda mais leves que as duplas. O escalador leva duas delas. a formação de Bombeiros Militares (Oficiais e Praças) para atuarem em ações de socorro específicas em ambiente de montanha.CAPÍTULO IX 9. renomado montanhista civil. maior a chance da peça móvel permanecer no lugar. podendo costurar as duas na mesma proteção ou de forma alternada. O referido Professor no ano de 1975. CORDAS GÊMEAS E CORDA DUPLA As cordas duplas. Em vias com ziguezagues. Costurando alternadamente. a força de impacto sobre as proteções é menor do que com uma corda simples e. que fazem parte da formação de um Bombeiro Militar especializado em Salvamento em Montanha. são utilizadas em par. Sem falar que. dos Parques Nacionais. de 10. entre 7. de 8.

escalar a mesma completamente foi Luís Cláudio Pita no ano de 1995. Uma corda dupla é testada em simples.5 mm rompida do que duas cordas de 8 mm.Estatisticamente.1 Figura 9.2. próximas e de boa qualidade. por exemplo: proteções fixas. com peso de 80 Kg.2 9. Em uma boa via de escalada esportiva. graduada em (Xa). Boas vias de escalada esportiva podem ser encontradas por todo o país. e boa ancoragem para o assegurador. fácil acesso. 162 . enquanto que uma gêmea é testada em dupla com 80 Kg de peso. pelo alto grau de dificuldade das suas 22 vias. sem se preocupar com as conseqüências de uma possível queda. é mais fácil ter uma corda de 10. São vias curtas e normalmente de alto grau de dificuldade. com peso de 55 Kg. ou seja. Uma corda simples é sempre testada em simples. sendo a mais difícil a Southern Confort a 1ª via de 10° gra u do Brasil. O aspecto psicológico é minimizado pelo alto grau de segurança da escalada. pelo fato de ter sido conquistada por Wolgang Güllich de nacionalidade alemã.3 ESCALADA ESPORTIVA Modalidade que permite ao escalador preocupar-se puramente com seu desempenho físico e técnico sobre a via. local que é muito procurado por escaladores de todo o país e até do exterior. sendo que o primeiro brasileiro a encadenar a via. no ano de 1987. Corda simples Cordas gêmeas Corda dupla Figura 9. Esta via é conhecida como via do alemão. o escalador se concentra na dificuldade dos movimentos. pois esta será sempre segura.2. sem receios de repetidas quedas. A qualidade e simplicidade das proteções permitiram aos escaladores desenvolverem movimentos muito difíceis e atléticos. Na Urca existe a Pedra do Urubu.

é o melhor escalador esportivo do mundo. um guia.GRANDE PAREDE Um big wall pode ser visto como uma escalada que venha a durar normalmente mais de dois dias. nem pode ter dica alguma de como fazer os movimentos. A rotina em um big wall é sempre a mesma. graduada em Xa. o Barrinha também no Parque Nacional da Tijuca.4 BIG WALL . logo no início da trilha da Pedra da Gávea. Atualmente o Norte Americano Chris Sharma. geralmente utiliza-se muita proteção móvel. E escalar à vista. entalados ou até mesmo martelados na rocha. o campo escola 2000 no interior do Parque Nacional da Tijuca tendo como a via mais difícil a coquetel de energia. costuras. Apenas quando não é possível instalar nenhum desses equipamentos uma proteção fixa é colocada. mas geralmente a escalada em artificial móvel é a predominante. escalar a via do início ao fim sem quedas e sem apoio da corda. que tem seu acesso por uma bifurcação. Para ser à vista. ou seja. Os escaladores de vias esportivas consideram o bom desempeno nas mesmas quando conseguem encadear ou encadenar as mesmas. a escalada artificial utiliza uma gama de equipamentos que são acomodados. ambas graduadas em Xc. o paredão Andrômeda com via de escalada graduada em VIIIc. o escalador não pode ter tentado a via antes. nem ter visto alguém a escalando. que possui como via mais difícil a esdrúxulo luxo. encadear a mesma guiando logo na 1ª tentativa. depois de longas horas 163 . estilo que tem como desafio utilizar apenas o corpo sem ajuda de pontos de apoio diferentes da rocha para progredir. e em copacabana no Parque da Chacrinha. na subida pelo lado da Barra da tijuca e que possui como vias mais difíceis a Mister Bill e massa crítica. grampos ou qualquer outro equipamento. Esse ritual acontece geralmente nas fendas. Pode haver o revezamento de funções. E ainda na Urca existe a parede dos ácidos que tem como uma das vias mais difíceis a nosferatus. o campo escola 2001 também no interior do Parque Nacional da Tijuca. 9. existem outros pontos de escalada esportiva. graduada em Xc. ou seja. Ao contrário da escalada em livre. onde o escalador se pendura para progredir e colocar a próxima peça. outro dá segurança e o terceiro organiza.Ainda no município do Rio de Janeiro. Os estilos em livre ou em artificial podem ser utilizados. graduada em VIIIc.

Nesse estilo geralmente apenas o primeiro escala enquanto que os outros fazem ascensão pela corda. Normalmente acima de 4. para poupar tempo.esperando uma enfiada ser completada. que podem ir muito além de uma falta de fôlego. insônia e falta de apetite são sintomas normais. Figura 9.2 Figura 9. na Serra dos Órgãos que contém as vias Franco .2.Brasileira e Terra de Gigantes. mas o big wall mais tradicional localiza-se na Pedra do Sino. que apresenta semelhança com um “fardo”.4. conforme mostra a figura 9. que fica encostada na parede e suportada por um ponto de ancoragem devidamente equalizado.1 Figura 9. e no seu interior estão contidos os equipamentos restantes além dos alimentos. mas a situação pode se complicar 164 . com muitas fendas e negativas. chamamos de alta montanha. cuja escalada demora em torno de 7 dias.1 demonstra o portaledge que é um tipo de cama de campanha construída em alumínio estrutural ou em ligas de aço cromo molibdênio e nylon. água. No haul bag.4. fogareiro.000 metros de altitude. O haul bag é içado sempre após o guia montar uma parada fixa e se ancorar. conforme ilustra a figura 9. podendo ter um sobreteto. E são paredes grandes. o organismo humano começa a perceber os efeitos da baixa pressão.3 9. No Brasil existem vias com alto grau de dificuldade.3 que é uma bolsa super reforçada e resistente à abrasão.4. A figura 9. enjôos.4. que lhe proporciona uma aparência de barraca.4. Dores de cabeça insuportáveis.4. O objetivo principal é chegar ao final da via pelo caminho mais isento de proteções fixas possíveis. saco de dormir e portaledge. É fabricado especialmente para escalada em big wall.5 ALTA MONTANHA Quando uma escalada é dificultada pelos efeitos da diminuição da pressão atmosférica.

5. administrar o próprio ritmo e recuar se necessário for. Figura 9.2 e 9. mas foi escalado pela 1ª vez em 1965. Desta forma aumentam suas chances de atingir o objetivo com segurança. tornando obrigatória a utilização de roupas e equipamentos especializados.muito levando até a edemas.2 Figura 9.5.000 metros. na Serra do Imeri (Planalto das Guianas). A cordilheira do Himalaia possui 14 montanhas acima dos 8. O Pico da Neblina foi descoberto em 1953.014 metros de altitude.1 A cordilheira dos Andes possui montanhas acima dos 6. mas Colômbia e Equador são países procurados. que podem causar a morte. tendo como destaque o Monte Everest com 8. pelo fato de possuir vulcões. muito gelo. As figuras 9.000 metros. Pico da Neblina 3.3 165 .000 metros. No entanto um montanhista bem informado sabe monitorar seu organismo. O mesmo está no Parque Nacional do Pico da Neblina. Peru e Bolívia no inverno ou Chile e Argentina no verão são as regiões mais visitadas por brasileiros.5.844 metros de altitude sendo considerado o teto do mundo.5. que é o Pico da Neblina.5.3 mostram o Monte Everest. A maior montanha do Brasil possui 3. ventos e temperaturas extremas completam o quadro de alta montanha. e oferece opções inclusive para caminhadas em altitude.014 metros de altitude Figura 9. situado na fronteira do Brasil com a Venezuela. além de uma infinidade de outras acima de 7. Devido à altitude.

que possui 5. A figura 9.5. considerado o ponto de partida do montanhismo no mundo no ano de 1.5. e foram elas que sediaram as primeiras conquistas do homem.5. Cap BM Suassuna Monte Kilimanjaro Ten Cel BM Alex Borges Figura 9.000 metros de altitude conforme mostra a figura 9.5.1.786. o Ten Cel BM Alex Borges escalou o Monte Kilimanjaro na Tanzânia.1 Figura 9. o Ten Cel BM Alex Borges com o brevet do CSMont e figura 9. Figura 9. o Cap BM Suassuna. E no ano de 2007.1.2 Figura 9.5.1.1.985 metros de altitude.1 mostra o Cap BM Suassuna com a Bandeira do Brasil. a maior montanha do continente africano. junto com outro Oficial montanhista. com de altitude de 5. escalou o Monte Kenya.1 PRESENÇA DE MONTANHISTAS DO CBMERJ EM ALTAS MONTANHAS NO EXTERIOR No ano de 2006.810 metros de altitude.3.5.4 9.4 retrata o Mont Blanc com 4.Os Alpes europeus são as montanhas mais visitadas do mundo.3 166 . numa história romântica protagonizada por verdadeiros heróis obstinados por pisar naqueles cumes nevados.5.1.5.

onde dois Oficiais do CBMERJ. pois seus uniformes não sustentavam mais a adversidade do frio intenso. No meio da escalada. onde a temperatura no exterior do abrigo aproximou-se de zero grau.700 metros. pois o frio era intenso. a passagem por esse trecho foi extremamente árdua devido a sua inclinação acentuada. onde os BMs montanhistas alcançaram uma altitude de 4. A água do camel bag ficara 167 . com o glaciar imponente.5. tiveram que transpor alguns trechos de gelo.985 metros de altitude. situado a 4. ao ponto conhecido como Lanana.4 O ataque final ao cume. pois a neve. A partida para o terceiro abrigo começou por volta das 11:00 horas. Station.000 metros de altitude. que era de pedra. os Oficiais montanhistas tiveram que usar agasalhos extras. foi muito desconfortável. o Ten Cel BM Alex Borges da 3ª Seção do EMG e o Cap BM Suassuna do 1º GSFMA – Alto da Boa Vista. onde os Oficiais tiveram que ganhar uma altitude de 400 metros até atingirem o ponto de 4. a aproximadamente 5. começou por volta das 04:00 horas da manhã. no acampamento base conhecido como Met. com deslocamento moroso.300 metros e já avistavam o Mount Kenya a frente. a uma altitude de 3. Segundo relato dos militares. apesar de estarem com três meias. O frio era insuportável. causando sensação de congelamento nos pés. o coturno não isolava o frio com eficiência naquelas temperaturas baixas.1. O primeiro pernoite aconteceu no interior do Kenya National Park. O deslocamento para o segundo abrigo levou aproximadamente seis horas. O pernoite no segundo abrigo.RELATO DO TEN CEL BM ALEX BORGES E DO CAP BM SUASSUNA SOBRE O FEITO INÉDITO PARA O MONTANHISMO NO CBMERJ A escalada para um dos cumes do Mount Kenya começou no dia 02 de novembro de 2007. a altitude e o frio já afetavam os seus corpos. Figura 9. iniciaram uma marcha de três dias com destino ao pico conhecido como Lanana.500 metros.

executada pela trilha das Canoas. sem consumo de água e alimento. o esforço físico e o estresse psicológico vivenciado assemelhava-se com um dos treinamentos do CSMont.000 metros. a carne de suas almas estava sendo postas ao sabor dos ventos. Ou seja. Os autores dedicam esse marco. ao chegarem ao cume. Figura 9. a sensação térmica era de aproximadamente 10 graus negativos e a emoção tinha tomado conta dos seus corpos.1.6 O CSMont continua mantendo a tradição de escrever brilhantes linhas no livro de sua história. ao Professor Juratan. era necessário grande esforço físico. PARA FRENTE! PARA O ALTO! MONTANHA! 168 . Os Oficiais Montanhistas supramencionados compartilham esse feito alcançado com todos os Montanhistas do CBMERJ.5. o deslocamento era executado passo a passo. Reconhecendo o Professor Juratan pela sua trajetória no CBMERJ no Curso de Salvamento em Montanha – CSMont.5 Segundo os montanhistas. pois a altitude era um fator de peso para o deslocamento. Figura 9. ensina e forja o BM na nobre missão do montanhismo. que tanto orienta.1. que consiste em uma marcha de dez picos no Parque Nacional da Tijuca.5. a uma altitude de aproximadamente 5. tinham atingido o segundo maior teto do Continente Africano. acrescido de uma marcha até o cume da Pedra da Gávea. Segundo relato dos Oficiais. com muita determinação e superação – atributos infundados de um montanhista.congelada e a cada passo no terreno montanha acima.

9. (d) Condições de vida extremamente difíceis pelo agravamento das condições climáticas com temperaturas bastante baixas.6.1. (b) Constituição rochosa.6. (h) É aconselhável o emprego de tropa aclimatada e adaptada à região montanhosa. (g) Existência de alguns abrigos de montanha. ocasionalmente.4 Observação: Nas altas montanhas acima de 4. (e) Transitabilidade restrita.2 Figura 9.1.548 metros Figura 9. devido aos itinerários escassos e abruptos.6.791 metros Pico das Prateleiras 2.2 PRESENÇA DA 19ª TURMA DO CSMONT DO CBMERJ NO PICO DAS AGULHAS NEGRAS.6. chuvas torrenciais. granizo e.500 metros. geadas. rajadas de vento. limitando os efetivos e dimensões das operações militares.6 CLASSIFICAÇÃO DAS MONTANHAS QUANTO À ALTITUDE PELO EXÉRCITO BRASILEIRO 9.6. a presença de gelo é permanente. E PRATELEIRAS ALTAS MONTANHAS BRASILEIRAS Pico das Agulhas Negras 2. (c) Escassa vida vegetal. 169 .1. (f) Ausência de núcleos populacionais.6.1 Figura 9.3 Figura 9. precipitação de neve nos pontos mais altos.1 ALTA MONTANHA (a) Altitudes superiores a 2.1. 9.500 metros.

(b) Pastos naturais e bosques.000 e 2.6.3 9. (f) Pobreza de recursos para subsistir devido à escassez de núcleos populacionais com produção de alimentos.4.6.500 metros. (d) Existência de núcleos populacionais permanentes com zonas agropastoris. 9.4 PRESENÇA DO CSMONT DO CBMERJ NO PICO DEDO DE DEUS.000 metros. (g) O CBMERJ através de suas OBMs especializadas está apto a operar durante todo o ano.4.4. geadas e frio intenso à noite. porém existem vias de ligação.1 Figura 9. (b) As condições climáticas não afeiam as operações militares. MÉDIA MONTANHA BRASILEIRA Figura 9. (c) Possibilidade de ocorrência de chuvas.9.6. (c) Não há restrições para o emprego de tropa.6.5 BAIXA MONTANHA (a) Altitudes compreendidas entre 500 e 1. 170 .3 MÉDIA MONTANHA (a) Altitudes compreendidas entre 1.2 Figura 9. (d) Presença de neblina e nevoeiros. (e) Caminhos escassos.6.6.

que após se equiparem com os materiais peculiares de escalada.6.6.1 171 . iniciam a mesma. Guia: responsável por guiar a escalada. geralmente com dois ou até três Bombeiros Militares.6 PRESENÇA DE MONTANHISTAS DO CBMERJ NA PEDRA DA GÁVEA. mostra uma cordada escalando no paredão CEPI. e se divide em guia e participante. localizado na face oeste do Pão de Açúcar. BAIXA MONTANHA BRASILEIRA Figura 9.7 FORMAÇÃO DE UMA CORDADA PARA INICIAR UMA ESCALADA Para que se inicie uma escalada é necessária a formação de uma equipe de escaladores denominada cordada. A figura 9.9.6.1.6. Figura 9.6.7.2 Figura 9. Participante: responsável pela segurança do guia.3 9.7.1 Figura 9.6.6.

8 TÉCNICAS DE ESCALADA EM ROCHA Técnicas em que o escalador progride vertical ou horizontalmente na mesma. esta técnica é utilizada em escaladas indoor. Ou com uso de equipamentos móveis. que fará a segurança de baixo. Figura 9. 172 .9. É excelente para iniciantes.8.2 ESCALADAS EM AGARRAS (ESCALADA EM LIVRE) O CBMERJ utiliza a técnica de escalar em parede de rocha utilizando somente os apoios naturais (agarras) da pedra que é chamado de escalada em livre.1 TOP ROPE Significa “corda de cima”.1.2 Figura 9.8. nuts stoper ou excentric. Todo e qualquer equipamento utilizado durante uma escalada em livre tem a função de proteger os escaladores no caso de uma queda. enquanto parte da corda é passada mosquetão que está preso a uma fita tubular protegida e ancorada em um grampo acima.3 9. e depois esta desce para o sistema de freio do participante.8. um nó específico de encordamento é feito no olhal ou loop do baudrier do escalador. Esta é a forma mais comum de escalada no Brasil. como friends. e campos escola de escalada em rocha.8. utilizando os pontos de apoios naturais. piton.1. bem como as proteções fixas nelas existentes que são grampos e chapeletas. onde a corda é passada em mosquetões presos geralmente em uma fita tubular protegida contra quina viva e fixada no grampo. 9.8.1.1 Figura 9. que exige um bom conhecimento de técnicas e equipamentos de segurança. Podendo também ser utilizada a técnica do top rope que geralmente é feita em campos escolas de escalada. onde há existência de grampos em locais de fácil acesso.

2.A região da Urca no Rio de Janeiro. o tamanho e a verticalidade (exposição) da parede. 173 .8.2. Os desafios de uma via podem estar além da dificuldade da escalada em si.8.8. 9. por ser um dos locais mais visitados do Brasil. ESCALADA EM AGARRAS VERTICAL E HORIZONTAL Figura 9.2. é local de instrução do CSMont.8. que inclui o Pão de Açúcar.2 e 9.3).1 Figura 9.2 Figura 9.1.4 – Agarra de preensão.8.8. de preensão.3 – Agarra de tração. de entalamento de mãos e invertidas. As agarras quanto ao formato podem ser divididas em: agarras de tração.2.2. envolvem fortemente o aspecto psicológico. a distância e qualidade das proteções.2.2. (conforme ilustram as figuras 9. mas também pela qualidade da rocha e quantidade e variedade das vias de todas as dificuldades.8. não só pela facilidade de acesso. Figura 9. de empurrar.

5 – Agarra de empurrar. O CSMont escala o paredão Unisec. Figura 9.2.8. onde esta técnica é posta em prática.8.8.3.3 ESCALADA EM ADERÊNCIA A escalada em aderência acontece em paredes com baixa ou média inclinação e possuem poucas ou nenhumas agarras.2. Para escalar este tipo de parede é ideal deixar o peso do corpo nos pés para que o solado da sapatilha tenha maior contato com a rocha.8. Figura 9.2. 9.6 – Agarra de entalamento de mão. no Morro Dona Marta.1 174 . as mãos invertidas também ajudam em certos momentos e auxiliam o equilíbrio do escalador na rocha.8.Figura 9. Figura 9.7 – Agarra invertida.

Fissuras de dedo.4.4.8. Figura 9.5. que dependendo do tamanho.1 Figura 9.8.8. deixando o peso do corpo sobre os pés para proporcionar um bom equilíbrio na rocha devido à oposição de forças. e são protegidas com proteções móveis.5 FISSURA E FENDA São fraturas que separam as paredes em uma rocha. As mesmas servem de ponto de apoio isolados durante a escalada. Figura 9.9.4 ESCALADA EM OPOSIÇÃO Consiste na progressão do escalador. Esta técnica é muito utilizada em diedros. Fenda de mão.2 9.8.5.1 Figura 9. largura e posicionamento permitem progressão do escalador com entalamento dos dedos e as mãos nas mesmas. caracterizando assim a escalada limpa.8. de uma forma que se puxe com os braços e empurre o corpo com as pernas. escalando com um misto da técnica de escalada em fissuras e a de escalada em agarras.2 175 . deixando a parede intacta conforme foi encontrada.8. como o Pégasus no Morro da Babilônia e o da via K2 no Corcovado.

Cb BM Taveira. visando diminuir o desgaste do escalador mantendo o peso do corpo basicamente sobre os pés. Estavam presentes no salvamento uma guarnição de ABS do 1º GBM.8.6. a aeronave de salvamento do CBMERJ e o Professor Juratan Câmara. como a K2.6. onde no dia 27 de abril de 2008 foi registrado pelo CBMERJ o salvamento de um escalador após o mesmo cair. E merecem atenção especial do CBMERJ pelo fato de haverem em inúmeras vias de escaladas no RJ. Considerando um lance difícil em uma parede lisa para os pés. Diedros Figura 9. mas existem alguns em que se pode utilizar a técnica da tesoura. o escalador pode ter melhor chance de passar sem queda colocando as mãos e os pés próximos.8. Os diedros são tecnicamente escalados em oposição.1 Figura 9. ao tentar guiar a 1ª enfiada.2 176 .9. como ocorre na primeira enfiada da via K2 no Corcovado que é via tradicional de escalada do CSMont. no Corcovado. com o montanhista da 18ª turma do CSMont.8.6 DIEDRO Um diedro é formado pelo encontro de duas paredes com ângulo máximo de 90º. Dependendo do tamanho da abertura da fenda que forma o diedro pode se passar utilizando a técnica de escalada em chaminé como ocorre na via Secundo no Pão de Açúcar. e o diedro Pégasus no Morro da Babilônia.

8. Por segurança é utilizado um tipo de colchão para proteger o escalador da queda direta ao solo.8. visando atingir os maiores graus de dificuldade possíveis. Por tratar-se de movimentos fortes e seqüências curtas. Para escalar chaminés o escalador se entala na mesma a técnica utilizada é a troca mão–troca pé.7. 177 .9.7.8. Muito disseminado entre os escaladores modernos.4. elas são classificadas em estreitas. este equipamento é conhecido por crash pad.8.8. que vão permitir o deslocamento nas mesmas. Figura 9. Mesmo assim é importante uma segurança aproximada que tem a função de ajeitar uma possível queda de forma a fazer o escalador cair de pé. que caracterizam certas seqüências de movimentos difíceis. minimizando as chances de contusão. ou seja.8.8 ESCALADA EM BOULDER Atualmente as instruções de montanhismo do CBMERJ incluem escalada em boulder. médias e largas.3 9. conforme demonstra a figura 9.8.7.1 Figura 9.2 Figura 9. em blocos de pedra baixos e sem a utilização de cordas de proteção. o bouldering requer explosão muscular e força bruta.7 CHAMINÉ O encontro de duas paredes rochosas e paralelas formam o que chamamos de chaminé. esta modalidade é conhecida por bouldering. Escalar em boulders é desafiador e essencial para o preparo do montanhista. a alternância de membros superiores e inferiores em movimentos sincronizados.

4 178 .3 CRASH PAD Figura 9.2 Figura 9. Fato que merece a atenção do montanhista no que se refere a segurança na atividade.8.1 Figura 9. com características de ser um boulder mais alto que os demais possuindo vários lances.8.8.8. e pode haver chance maior de se machucar em caso de queda.8.Mas também existe o high ball.8.8. Figura 9.8.

8. ou pouco sólidas. E ARTIFICIAL FIXO COM USO DE ESTRIBO (FIGURA 9. onde será posta em prática a técnica de escalada artificial.2) Figura 9.1).9. além de costurar nos grampos existentes na via. dispões de duas solteiras que para fixação no cabo de aço. Nesta escalada além do encordamento da cordada. e o croqui da mesma é C D1 220 m.9. com 220 metros de extensão até o cume. O CSMont escala o tradicional paredão CEPI. que possa conter cabo de aço. e após este lance. esta modalidade permitiu ao homem conquistar as mais incríveis e improváveis paredes rochosas do planeta. A escalada artificial acontece em paredes difíceis demais para serem escaladas em livre.9. Esta modalidade consiste na progressão em via totalmente artificial. ou até de meios móveis. feito em livre. Mesmo não sendo tão popular quanto escalada em livre. até os diversos equipamentos especializados para as mais adversas dificuldades.9. a) ESCALADA EM CABO DE AÇO NO PAREDÃO CEPI (FIGURA 9. muito lisas ou muito negativas. o cabo de aço se inicia em horizontal.8. caso seja. os montanhistas do CBMERJ. o grau de dificuldade será maior.9 ESCALADA ARTIFICIAL Ao contrário do que acontece em uma escalada em livre.1 Figura 9. E para vias que permitam progressão através do uso de estribos. ou com trecho em artificial.8.2 179 . Esta via tem seu início em um artificial fixo. e as costuras para costurar nos grampos existentes na via. em grampos ou chapeletas. conquistado em 1952 na face oeste do Pão de Açúcar. escalar artificialmente significa utilizar o equipamento como apoio para progredir na via.8.8. que é uma via tradicional conquistada com cabo de aço.9. para por os mosquetões das duas solteiras que são fixadas ao cinto. desde um simples grampo.

nuts e friends.3 Figura 9.8.9.8.figuras Petzl. Figura 9.9.9.8.5 b) COMO ARMAR UMA PARADA EM ARTIFICIAL MÓVEL As figuras 9.6 Figura 9.4 Figura 9.7 180 .b) ESCALADA ARTIFICIAL VERTICAL E HORIZONTAL COM USO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS E ESTRIBO Figura 9. para a cordada de escalada.8.8.6 e 9.8.7 demonstram como armar uma parada com o máximo de equalização possível com uso de pitons.9.9. Fonte .8.9.9.

A escalada em muros artificiais se desenvolveu nos últimos 10 anos e continua sendo a modalidade mais crescente. que são curtas mas que demoram a ser escaladas devido ao alto grau de dificuldade. ou até grandes montanhas geladas. proliferam hoje em dia os ginásios de escalada esportiva. principalmente no inverno. onde não somente escaladores de rocha procuram melhorar suas capacidades técnicas e físicas. sendo o mais antigo o teto Ricardo Menescal. A figura abaixo mostra a 19ª turma do CSMont escalando na via Coringa.10 ESCALADA ARTIFICIAL EM TETOS Na face sul do Pão de Açúcar na Urca existe o setor dos tetos. baixo custo dos equipamentos e o trabalho físico e mental.10. por ser derivada da escalada em rocha.9 ESCALADA INDOOR O CSMont geralmente em dias chuvosos. A2 e A3.8.8. Figura 9. principalmente na Europa e Estados Unidos. esta modalidade nasceu na Europa como forma de treinamento urbano. eventualmente. realiza instruções em paredes de escalada indoor. Amplamente difundido.1 9. Neste setor existem vias que possuem graduações de VIIa. tendo contato visual as vias do setor dos tetos do Pão de Açúcar. 181 . Antigamente montanhistas e escaladores de rocha se voltavam para estruturas artificiais como treinamento. e que exigem um excelente preparo físico do escalador. hoje a grande maioria das pessoas inicia em muros e depois. conquistado no ano de 1970.9. começam a se interessar por paredes rochosas. para as escaladas em montanha. bem como os montanhistas da Corporação. devido ao fácil acesso. Setor dos tetos do Pão de Açúcar.

Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do CBMERJ. onde fazem sessões de treinamento procurando desenvolver principalmente o aspecto de força e resistência.Muitos escaladores constroem pequenos muros de treinamento em suas casas.9.9.9. Esta modalidade é realizada em grandes muros de escalada construídos em paredes de alvenaria ou em grandes aglomerados de madeira compensada apropriada para a confecção dos mesmos. parede do 1º GSFMA . utilizando agarras de fabricação industrial. onde é ministrado o Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ. geralmente a base de resina.2 Figura 9. Além da parede da torre de exercícios da Escola de Bombeiros Cel Sarmento em Guadalupe. exemplos: Body Hitech no Citta América na Barra da Tijuca e 11 A em Niterói.1 Figura 9. Figura 9. localizado no Alto da Boa Vista.3 182 .

reverso. Solteira. mosquetões (quantos de fizerem necessários). Encordamento com corda dinâmica. Capacete próprio para escalada. nuts stoper ou excentric. freio oito. grigri. Corda dinâmica.10. saco de magnésio para manter as mãos secas. Paineiras e Bananal em Itacoatiara (Niterói – RJ).10 MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA SE INICIAR UMA ESCALADA EM LIVRE Baudrier. solteira. corda dinâmica. como: Urca.1 183 . costuras pelo menos oito. Grajaú. Par de sapatilhas próprias para escalada. e equipamentos móveis: friends. sapatilha apropriada. as instruções iniciais do CSMont são ministradas em campos escolas. Costuras. capacete.9. piton se a via exigir. cordeletes para situações de emergência e improvisos. atc (air trafic controler). Cinto baudrier com sistema de freio. mosquetão de ancoragem. Figura 9. Para um melhor aprendizado.

4.11 CHECAGEM ANTES DA ESCALADA a) Antes da escalada. (checar se a corda está passada corretamente no sistema de freio) encordamento. mosquetão fechar e voltar ¼. no olhal ou loop do baudrier localizado e centralizado na região da cintura.1 184 . participante BM pronto! Pronta a segurança! 3) Antes de tudo isto o participante deverá passar a corda. 4. 2. Figura 9. sapatilha. 3. corda. 3. capacete. E após este procedimento o guia gritará: GUIA BM ESCALANDO! A figura abaixo demonstra a progressão do guia e a segurança do participante em um lance de alto grau de dificuldade na via CBMERJ 150 anos. freio oito ou ATC. solteira. encordoamento. 2. b) Os mesmos se encordarão fazendo um nó apropriado dentro das normas técnicas existentes. capacete. a fim de inspecioná-la para que não tenha embaraços durante a escalada. costuras. e o participante passará todas as costuras para o guia. sapatilha. e após isto checarão da seguinte forma: 1) Guia checando equipamento: Baudrier 1.11. Guia. pois os mesmos farão revezamento nas funções durante a progressão até o cume. solteira.9. guia BM pronto! Atenção à segurança! 2) Participante checando equipamento: Baudrier 1. freio oito ou ATC. a cordada decidirá quem deverá ser o guia e o participante. Participante. mosquetão fechar e voltar ¼.

Figura 9.3 Figura 9. enquanto as figuras 9.3 demonstra a colocação correta da corda no mosquetão da costura.5 demonstram colocação errada da corda no mosquetão da costura.12.12.4 e 9.5 185 .12.2 Figura 9. Figura 9. deixando cerca de um braço de folga para auxiliar a progressão do guia.12.12.1 b) O guia colocará as costuras nos grampos ou chapeletas da forma correta a ser ensinada.12.12.4 Figura 9. a figura 9. Geralmente o mosquetão de gatilho reto fica no grampo ou chapeleta e o de gatilho curvo se passa a corda. progressão para a direita o gatilho do mosquetão da costura para a esquerda e vice-versa. Estas medidas são para garantir a segurança na escalada e uma melhor absorção de energia de queda ou amenizar a mesma caso venha a acontecer. Sendo que a corda deve passar pelo mosquetão de dentro para fora. ou seja.12 DESENVOLVIMENTO a) O guia inicia a progressão enquanto o participante vai liberando a corda dentro do sistema de freio.9.12.

O participante libera a corda do sistema de freio.7 Observação: Jamais o participante deverá desviar a sua atenção do guia quando este estiver escalando ou vice – versa. e proporciona a colocação da mesma no sistema de frenagem para garantir a progressão do seu participante.12. se comunica com o participante através das vozes que serão passadas mais à frente. ou seja. um é responsável pela segurança do outro. Figura 9. a utilização de aproximadamente o comprimento da corda de escalada que está em uso. e este passará pelo seu guia e após isto assumirá a função de guia. 186 . sendo que dependendo do número de enfiadas de corda voltará ou não a ser participante novamente. e este puxa toda a corda para si.c) O guia após uma enfiada. Figura 9.12. se ancora através da solteira em um grampo. ou seja.6 d) O participante é responsável pela retirada das costuras dos grampos.

13. a) SEGURANÇA APROXIMADA Feita no início de uma escalada para garantir por alguns metros a ascensão do guia.9. Figura 9. mesmo quando se tem o crash pad. Esta forma de segurança é muito usada em escaladas em boulders. dinâmica. Figura 9. como é comum em algumas vias. conforme veremos adiante. caso a primeira proteção esteja um pouco longe.13.13 SEGURANÇA NA ESCALADA Divide-se em: aproximada. há um exemplo na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea. estática e auto-segurança.1 a) SEGURANÇA DINÂMICA Feita com movimento geralmente com o sistema de freio posto no baudrier.2 187 . Na ilustração abaixo.

demonstra uma técnica de asseguramento do guia já ancorado para o seu participante.3 Figura 9.13. A figura 9.3.c) SEGURANÇA ESTÁTICA Feita geralmente com um mosquetão conectado ao sistema de freio preso a um grampo ou chapeleta. de modo que se o participante vier a ter uma queda na escalada. Esta forma de segurança quando utilizada em escaladas.5 188 .13.13. o sistema freará automaticamente. tem a função de evitar que o participante seja puxado para cima se por acaso o guia vier a cair. estática ou até a aproximada.4 demonstra a técnica de segurança estática utilizada pelo CBMERJ para escalar o Pão de Açúcar pela via Costão.13. Figura 9.4 d) AUTO-SEGURANÇA Ocorre quando o participante se ancora a um ponto fixo próximo para proporcionar segurança dinâmica. conforme acontece com o grigri. Figura 9. A figura 9.13.

visando efetuar o salvamento do escalador vitimado com suspeita de trauma por ocasião de queda. resgatando a corda que descerá sem problemas. a) Guia 1: transporta além da corda dinâmica e equipamentos peculiares. progredindo até a vítima com um par de ascensores na corda fixa. até chegar a base da via. checar os equipamentos e iniciar o rapel. caso não exista parada dupla. visando chegar mais rápido na vítima. uma corda semi-estática. Neste procedimento. Figura 9. Feito isto. poderá ser confeccionado para segurança um nó Prusik envolvendo a corda dobrada e unido ao baudrier por meio de um mosquetão. que será fixada em um mosquetão de aço no grampo de sua ancoragem.14.9. este transporta o colar cervical e um Ked.14. utilizando a técnica do rapel. Observação: Foram registrados no ano de 2008.14. sendo que cada um transporta material específico para realizar a sua função na via de escalada. um no Morro da Babilônia e outro na Pedra do Baú em São Paulo. que são 02 grampos um do lado do outro e uni-los através do nó pescador duplo de correr. O mesmo deve se ancorar 02 (dois) grampos acima da vítima.2 Figura 9. b) Participante 1: devidamente equipado com baudrier de resgate e encordado.1 Figura 9.3 9. deverá ser feito o seguinte procedimento: passar um dos chicotes da corda nos grampos da parada dupla.15 CORDADA DE SALVAMENTO EM MONTANHA – SALVAMENTO ORGANIZADO Deverá ser formada por quatro montanhistas. passar a corda dobrada no sistema de freio. Feito isto rapelar alternadamente. esta corda servirá de ascensão para seu participante.14 DESESCALADA No final de vias de escalada que exigem a necessidade de desescalar. acidentes fatais na desescalada. dará o 189 . e recebendo a segurança do guia 1.

Figura 9. Corda semi-estática.primeiro atendimento a vítima. uma corda semi-estática. caso não exista para dupla.1 Guia 2. d) Participante 2: devidamente equipado com baudrier de resgate e encordado.15. e recebe toda carga decorrente da situação podendo ser fatal ou não fatal. Maca Sked. o participante 2 rapelará junto com o participante 1. Após feitos os procedimentos de salvamento. Figura 9. e recebendo a segurança do guia 2 dará o primeiro atendimento a vítima. Baudrier integral de escalada e resgate. Corda dinâmica. este leva a maca Sked. a corda após fixada servirá de ascensão para seu participante. e) Vítima: pessoa envolvida no evento. que estará imobilizada na maca sked. c) Guia 2: transporta além da corda dinâmica e equipamentos peculiares.15. progredindo até a vítima com um par de ascensores na corda fixa. Participante 2. Observação: Os participantes deverão conectar a solteira de cada um no cinto baudrier da vítima antes de iniciar o rapel com a mesma na maca Sked.2 190 . Vitima. Guia 2. visando chegar mais rápido na vítima. Guia 1. junto com o participante 2. que será fixada em um mosquetão de aço no grampo de sua ancoragem. Este deve ancorar 1 grampo acima da vítima. rapelará com a mesma. com a vítima na maca Sked. que depois de realizados os procedimentos.

15. Vítima na maca Sked. Cordas semi-estáticas. Figura 9.4 Guia 1. Figura 9. Figura 9. Participante 2.15.6 191 . Participante 1.5 Participante no atendimento à vítima.15.15. Guia 2. Figura 9.Guia 1 ancorado. Cordas dinâmicas.3 As 2 cordadas de Salvamento em Montanha no atendimento à vítima. Guia 2 ancorado.

9.16 RAPEL COM VÍTIMA DE TRAUMA a) Após os participantes prestarem todo atendimento à vítima, e tendo as suas solteiras conectadas no baudrier da mesma, e as alças da maca Sked conectadas no mosquetão fixado nos loops ou olhais peitorais do baudrier de resgate, conforme ilustra a figura 9.16.3; b) Os guias auxiliarão no rapel destes conforme visto na figura 9.16.1, os descendo lentamente no seu sistema de freio que está na corda dinâmica e no encordamento dos participantes aumentando o atrito para a prática de um rapel lento e constante; c) Os participantes rapelarão com seu sistema de freio na corda semiestática da cordada correspondente, até atingir um ponto seguro; d) Os participantes já em um ponto seguro, com a vítima retiram a corda dinâmica do encordamento e corda semi-estática do sistema de freio, as unem com um nó de pescador duplo de correr, gritam CORDA LIVRE! Após isso os guias preparam o rapel de cada um unindo as duas cordas correspondentes de cada cordada com o nó pescador duplo de correr no grampo. Feito isto, rapelam com as duas cordas no freio oito, Atc ou outro freio correspondente, e ao chegar num ponto seguro, liberam as mesmas executando o nó de salvacorda de Montanha. E a vítima será transportada para as viaturas de salvamento do CBMERJ, que executarão os procedimentos específicos para atender as necessidades da mesma.

Figura 9.16.1

Figura 9.16.2

Figura 9.16.3

192

9.17 SALVAMENTO COM MOCHILA DE CORDAS O guia e o participante acessam a vítima, e se ancoram para abordá-la. A mesma poderá estar consciente, mas com lesão de membro inferior ou superior. O guia prepara um freio fixo, enquanto o participante aproveitando a corda da vítima enrola no método vai e vem, e põe a metade desta por trás do pescoço com as alças caindo pela sua frente. A vítima é posicionada nas costas do participante com as pernas nas alças da corda enrolada em vai e vem de montanha, apóia-se nas costas do socorrista e o abraça, e tem duas fitas solteiras conectada ao baudrier do participante para sua segurança. Esta modalidade de salvamento pode ser utilizada quando se tem o mínimo de equipamento. Participante abordando a vítima;

Guia auxiliando o participante no atendimento à vítima.

Figura 9.17.1

Guia operando o freio fixo; Vítima nas costas do participante.

Figura 9.17.2

Vítima nas costas do participante; Corda da vítima envolta com as pernas da mesma nas alças e transportada pelo participante. Figura 9.17.3

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9.18 SALVAMENTO EM “A” Método utilizado para salvamento de pessoas que por se acharem em um nível alto de escalada, e que se arriscam desnecessariamente escalando em “solo ou solitário”, ou seja, escalando sem equipamento, e ficam paradas próximo ou não a um grampo, sem condições de subir ou descer. Este tipo de salvamento se inicia de seguinte forma: 1- O guia chega até a vítima, e a ultrapassa, ancora-se um grampo acima, retira o encordamento, e passa o chicote da corda pelo grampo. 2- Feito isto, o guia deixa um longo chicote para fazer um lais de guia para a vítima, faz um nó de azelha dobrada e o introduz em outro mosquetão que está no seu cinto, e a parte da corda que está no participante, passa no seu freio de descida. 3- O guia após este procedimento, checa novamente todo o seu equipamento e as novas conecções feitas e acessa a vítima já através do rapel. 4- Ao acessar a vítima, o chicote que ficou longo serve para confeccionar o nó lais de guia com sustentação na vítima para unir a mesma ao guia. Feito isto, é iniciado o salvamento através da desescalada. 5- Nesta situação o participante após proporcionar o asseguramento do guia, permanece ancorado abaixo aguardando a chegada do guia e da vítima. Observação: A via Luiz Arnaud em Itacoatiara, já registrou vários casos destes, sendo um destes em março de 2007, solucionados pelo Cap BM Walter, Montanhista da 16ª Turma do CSMont, junto com os Sargentos Bombeiros Militares Sardella e Rangel, Montanhistas da 18ª turma do CSMont. Guia operando o sistema de freio;

Vítima se apoiando na corda e unida ao guia pelo chicote da corda que foi deixado para este fim; Corda móvel no grampo. Figura 9.18.1

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9.19 SALVAMENTO ATRAVÉS DO IÇAMENTO DE 2 BOMBEIROS MILITARES E VÍTIMA NA MACA SKED – ABORDAGEM SUPERIOR Neste procedimento, 02 Bombeiros Militares acessam a vítima partindo de um cume, e devidamente encordados, são descidos através de um freio fixo superior e com mais uma corda para cada um que está fixa, e transportam todo o equipamento possível para o atendimento da mesma. Após acessarem a vítima e executarem os procedimentos de suporte básico de vida, extricação, equipar a vítima com baudrier, capacete, conectarem a fita solteira de cada um no baudrier da vítima, e fechar a maca Sked. Devem atentar para a outra corda que está fixa, e que será é colocada o aparelho ascensor. O aparelho ascensor situado na corda fixa, tem por função ajudar na estabilidade dos mesmos durante o içamento. Após estes procedimentos supramencionados, os Bombeiros Militares que estão com a vítima, comunicam o PRONTO PARA O IÇAMENTO! A partir deste comando, os Bombeiros Militares posicionados no cume, confeccionam 01 sistema de força tipo cariocão na corda do encordamento de cada BM que está na maca Sked junto com a vítima, e o processo de içamento é iniciado.

Ascensor na corda fixa.

Figura 9.19.1

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9.20 SALVAMENTO ATRAVÉS DO IÇAMENTO DE VÍTIMA EM CHAMINÉ A figura abaixo ilustra o procedimento de içamento de vítima realizado em chaminé através do sistema de força cariocão. Para a maca Sked obter maior estabilidade no seu içamento, a figura abaixo mostra um ponto de ancoragem situado à direita, onde a corda que está em um nó de azelha dobrada fixada na maca Sked passa por dentro de uma polia. E o seu conjunto dá uma semelhança de um triângulo, e que facilita o direcionamento e o posicionamento da maca dentro da chaminé. Pode ser utilizada também uma 2ª corda com função de corda guia, para ajudar também na estabilidade da maca Sked durante o içamento.

Figura 9.20.1

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i) Participante 02! tenso! O guia 01 após costurar. quando se ancorar em um grampo. c) Recupera! O participante dará esta voz para que o guia puxe toda extensão de corda para si. o participante retira a corda do sistema de segurança que estava em uso. e) Participante escalando! Após este comunicado do participante para o seu guia. 5 (cinco). Após isto. h) Padronização de números a serem falados durante a escalada: 1 (um). como por exemplo: Guia 01 pergunta ao participante 02. A Cordada deverá atentar para os 197 . em uma escalada guiada ou no método top rope. ajustar equipamento ou até desescalar certo trecho. o mesmo deverá ter atenção total com o mesmo. 8 (oito). e o participante recuperará a corda no seu sistema de freio de modo que a mesma fique tensionada. possa progredir mais ou não. guia e participante deverão atentar para a metragem da corda que está sendo utilizada. visando a melhor progressão ou a segurança da cordada. 9 (nove) 11 (onze). b) Ancorado! O guia gritará em voz alta. após passar a corda no sistema de freio existente no seu cinto. dependendo da metragem de corda já utilizada. até que a mesma estique no seu cinto e gritará BASTA! d) Participante! Pronto à segurança! O guia ancorado acima dará esta voz. ou qualquer outro tipo de proteção fixa utilizando sua solteira ou improviso dos meios existentes que carrega consigo.21 COMUNICAÇÃO PADRÃO DA CORDADA DURANTE AS ESCALADAS DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA Após a voz do guia escalando! seguintes procedimentos: a) Corda! O guia gritará em voz alta quando sentir necessidade que o seu participante libere maior comprimento de corda visando a sua progressão.9. sete metros de corda. 4 (quatro). garantindo a progressão do seu participante. g) O procedimento descrito acima é feito para que o guia com visão privilegiada dos grampos na via. quantos metros de corda? Participante 02 responde ao guia 01. f) Durante a escalada. para melhor se equilibrar. 7 (sete). 15 (quinze). 13 (treze). poderá pedir o tenso ao participante.

(verificar se o freio está inserido dentro do mosquetão).loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado. calçado e capacete. centralizado e também as suas costuras de reforço internas). devem proceder de acordo com o item 9. geralmente após a última costura executada por este (h) sobre o comprimento de corda que este utilizava a partir do sistema de frenagem de seu participante (c). Corda (esta deve estar dobrada no aparelho de frenagem). 3 .perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). E tanto o guia como o participante.j) Caindo! O guia ao cair por qualquer motivo durante a escalada deverá se comunicar desta forma. 2 . e com a corda dobrada no aparelho de frenagem. 9. luvas. Solteira.perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). Mosquetão (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido dentro do loop ou olhal do baudrier). Quando esta fórmula der como resultado “2” é fator agravante para a continuidade do uso da corda dinâmica. se desancora e efetua o rapel até o grampo mais próximo do final da corda. apropriada para a escalada. 198 . 4 .23 FATOR DE QUEDA Entende-se por fator de queda (FQ). o dobro da altura da queda de um escalador. Freio oito ou reverso. Montanhista pronto! Montanhista desescalando! Após esta checagem o montanhista estando ancorado no grampo. 9.24 no que versa sobre a trava da corda pelo participante no ato da queda do guia. e se ancora novamente refazendo todo o procedimento de desescalada.22 CHECAGEM PARA A DESESCALADA (RAPEL) MONTANHISTA CHECANDO EQUIPAMENTO! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). até atingir um ponto seguro terminando assim a desescalada.

I.23.23.1 Figura 9.3 Figura 9. menos instrumentos de dissipação existem.23.2 Figura 9. daí teremos o seguinte cálculo: FQ = _2 x h_= 2 x10 = 20 = 1 c 20 20 Observação: Quanto maior o fator de queda. e a última costura está a 10 metros abaixo de onde houve a queda deste.23. 199 .A. e é utilizada como referência nos testes para homologação de equipamentos.4 Figura 9.A.5 Observação: A Queda Fator 2 também é denominada Queda U.23. já tendo utilizado 20 metros de corda.Exemplo: Um escalador progride verticalmente na rocha. Para entender o cálculo e de uma queda de Fatores 1 e 2 observe os exemplos abaixo: Teste de laboratório Figura 9.

b) Proteções: grampos. Testes efetuados em laboratórios de ensaio confirmam a teoria de que em uma queda fator 2. além do uso adequado de equipamentos específicos para cada atividade. nuts Stoper. vindo a amenizar a mesma. 2) Fase plástica: deformação permanente. Levando em conta que o corpo humano resiste a uma força de choque de no máximo 12 KN. exemplo: diferença entre baudrier de escalada e baudrier para rapel. verificamos o perigo de escalar utilizando cordas estáticas. também recebem impacto. seja ela de quatro ou de vinte metros. Sendo que o impacto sobre o escalador não pode chegar a 12 KN. a força de choque registrada é a mesma. sistema de freio e corpo do participante: recebem impacto. e em caso de corda estática de 13 a 18 KN.9. 200 . e) Baudrier e corpo do escalador: recebem a maior parte do impacto. 3) Ruptura ou colapso: é o rompimento propriamente dito de uma corda. d) Baudrier. em caso de corda dinâmica. que é o limite máximo que o corpo humano pode suportar. aproximadamente de 9 KN. c) Costuras: ajudam na dissipação da energia. Chapeletas. excentric. meios artificiais e equipamentos móveis: pitons. 4) Carga pontual: é o rompimento de uma corda nova.24 DISSIPAÇÃO EQUIPAMENTOS RESPONSÁVEIS PELA ENERGIA DE a) Corda dinâmica: alonga durante o impacto da queda vindo a amenizar em parte a mesma. e apresenta as seguintes fases: 1) Fase elástica: deformação temporária. por isso é necessária uma perfeita checagem do equipamento. friends. sendo aconselhável a não utilização da mesma após apresentar esta fase.

Essa diferença pode em parte explicar porque num mesmo lance alguns escaladores caem e torcem o pé e outros não. Quando se deixa alguma folga na corda antes do guia cair. ele vai puxar o guia de volta para a parede com uma grande força. se solte e compare a diferença da queda com a corda justa e com a corda frouxa. Mas a primeira opção a ser pensada é a letra B. no Morro da Babilônia. quem dá segurança deve ficar muito atento para não deixar uma folga excessiva. ele desce numa trajetória paralela a parede. e o guia cair escorregando por ela. Importante também é não esquecer que o guia deve. ou até mesmo no chão. por exemplo. diz o seguinte: Nessa hora você tem duas opções: (A) Recolher a corda do guia. mas sem exagerar. com texto de Flávio Daflon. (B) Deixar a corda com folga para que o guia caia com mais tranqüilidade. deixando-a justa para que ele caia menos. Estando um pouco acima da proteção. Pode ser num muro de escalada. ao cair. É fácil fazer um teste. pelo contrário. E se há chance do guia cair em pé sobre um platô. do lance de 5º grau da via M2.Segundo a revista fator 2 – número 31 de maio de 2007. A corda absorve impacto de forma gradual e não funciona como um elástico puxando o guia de volta para a pedra. depende de alguns outros fatores. deixar a corda justa não irá prejudicá-lo. Se o guia está num lance próximo ao vertical ou até mesmo negativo e você deixar a corda justa. Não é necessário dar um empurrão com força. no que versa a trava da corda pelo participante após o aviso do guia informando que vai cair. se ela for vertical ou desce afastando-se dela se for negativa. Pode ser o caso. de preferência numa parede negativa. quando ele cair e a corda interromper a queda. 201 . O suficiente para deixar alguns com o tornozelo torcido. porque se a corda estiver justa você voltará com mais força ainda de encontro a pedra. se afastar da parede. Agora se a parede for bem positiva. A resposta não é tão simples assim.

. alguns itens extras podem ser colocados conforme a necessidade. b) GRAU DO LANCE MAIS DIFÍCIL-CRUX O grau do lance mais difícil (crux): Trata-se do lance ou seqüência mais difícil da via. o grau do Crux e o grau do artificial. os fatores subjetivos também podem influir. 202 .9. b. b. como a psicológica e física. foi enunciado pela 1ª vez em 1974. Vsup. 5º.. não sendo usado o grau geral. No sistema brasileiro o grau do crux é antecedido pelo grau geral. somada as dificuldades subjetivas.25 SISTEMA BRASILEIRO DE GRADUAÇÃO DE ESCALADAS – FONTE FEMERJ . 6º. que informa a dificuldade da via como um todo. conforme exemplos abaixo: a) GRAU GERAL Em muitos sistemas estrangeiros. como grau de exposição. 10º. c. embora se trate primordialmente do nível de dificuldade técnica.FEDERAÇÃO DE ESPORTES DE MONTANHA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO O sistema brasileiro de graduação de escalada.12º. VII a. Este grau passa a dificuldade técnica média dos lances da escalada.. VIsup. 4º. 3º. O sistema tem sua estrutura principal composta por três itens: O grau geral. apenas o grau do lance mais difícil “crux” é informado. 9º. 7º 8º. Este grau é expresso em algarismos romanos e possui as seguintes subdivisões: “sup” até o sexto grau c. b e c” do sétimo em diante. c. como o americano e o francês. IX a. e tem as seguintes características: é escrito em algarismos arábicos. 2º. IVsup. Exemplo: 1º. VIII a. V. não tem subdivisões e é utilizado em todas as escaladas com duas ou mais enfiadas de corda. 11º.. VI. c. b. e sofreu uma proposta de reformulação em 1999 por parte de Interclubes do Rio de Janeiro quando foram introduzidos alguns ajustes que o tornaram mais atual e eficiente. de duração e detalhes sobre o artificial. exemplos: Escala IV. As vias de falésia boulders e escaladas curtas em geral (de uma enfiada) só possuem este grau. “a.

l o crux é de VIsup e caso este seja feito em artificial A0. a via é de 3º grau. Este grau vem sempre ao final da graduação (depois do artificial. o novo crux passa a ser IV. é bastante duvidoso que alguém tente guiar à vista. ou seja. O escalador é obrigado a conseguir guiar para repetir aquela via. E2: Vias com proteção regular (ex. isto é aquele que mesmo apoiando-se nas proteções. Urca – RJ). Por exemplo: Suponhamos que numa via de 3º VIsup. E7: Vias muito perigosas e em caso de queda. E5: Vias muito perigosas (ex. E6: Vias muito perigosas e em caso de queda. procura expressar o grau de comprometimento psicológico. junto com a indicação de artificial. E4: Vias perigosas (ex.c) GRAU OBRIGATÓRIO O grau obrigatório: Alguns escaladores gostam de mencionar o grau máximo “obrigatório” em livre da escalada.: Vias do paredão coloridos na Urca – RJ). Neste caso o novo grau máximo em livre substitui o crux real e este é mencionado entre parênteses.: Vias do Morro da Babilônia. caso exista) é opcional e segue uma escala de E1 a E8. com os seguintes parâmetros: E1: Vias bem protegidas (ex. e são levados em conta principalmente a distância e a qualidade das proteções e o risco de vida em caso de queda. o lance de VIsup possa ser subindo apoiando-se nas proteções (artificial A0/VI sup). E3: Proteção regular com trechos perigosos (exemplo: Algumas vias na Serra dos Órgãos – RJ).: Algumas vias em Três Picos – RJ). d) GRAU DE EXPOSIÇÃO O grau de exposição (E): O grau de exposição de uma via. pouquíssimos escaladores tentarão guiar à vista. E8: Vias muito perigosas e em caso de queda. 203 . raríssimos escaladores tentarão guiar à vista.: Algumas vias também de Três Picos – RJ). mas também a dificuldade técnica dos lances (embora este fator tenha menor peso).

mas com possibilidade de mais colocações ruins acima de uma boa. depois de longos trechos com proteções que agüentam somente o peso do corpo. indo de A0 a A5. mas com maior potencial de quedas perigosas. a definição é a mesma adotada internacionalmente. sendo que o A0 tem em nosso país a seguinte definição: Exemplo: A0. Quedas potenciais de 18 a 30 metros. O potencial de queda é de até 15 metros. 204 . A3: Artificial difícil. É comum que escaladores experientes levem mais de três horas para guiar uma enfiada. mas sem atingir platôs. uso da proteção para equilíbrio ou descanso e tensionamento da corda para auxílio na progressão. todas elas fáceis e seguras.A5. A0: Pontos de apoio sólidos ("à prova de bomba") isolados ou em uma curta seqüência. A3+: Como o A3. mas estarão logo acima de uma boa peça. Possui várias colocações frágeis em seqüência. A3+. A1. Pode ser necessária certa experiência para encontrar a trajetória correta da escalada. Geralmente são necessárias várias horas para guiar uma enfiada. mas geralmente não causa acidentes graves. Colocações frágeis. A4+: Como o A4. devido à complexidade das colocações. A4. A1+. pêndulos. Cada movimento do escalador deve ser calculado para que a peça onde ele se encontra não seja arrancada apenas com o peso do seu corpo. equivalente ao arrancamento de 6 a 8 peças. mas são necessárias várias horas para cada enfiada de corda.e) GRAU DO ARTIFICIAL O grau do artificial (A): Este grau segue o sistema internacional. A4+. A2+: Como o A2. como cliffs de agarra em arestas em decomposição. A2: Colocações de material móvel geralmente sólidas. com pouca exposição. e possui subdivisões (“+”). A2+. em uma seqüência razoavelmente longa. A1: Peças fixas ou colocações sólidas de material móvel. A3. A2. com perigo de se atingir platôs ou lacas de pedra. A4: Escaladas muito perigosas. Algumas colocações podem não ser sólidas. Peças que agüentam somente o peso do corpo. Potencial de queda aproximado de 6 a 9 metros. Não há quedas perigosas. Longos períodos de pressão psicológica. com poucas proteções sólidas. porém mais difíceis.

As enfiadas não podem possuir proteções fixas nem buracos de cliff. f) GRAU DE DURAÇÃO O grau de duração (D): Expressa o tempo de duração da via quando repetida à vista por uma cordada normal. o grau do artificial se divide em: A1 .D7: expedições de locais de acesso remoto. . . tendo apenas a notação sido modificada por maior clareza. 205 . Ex. o grau de duração varia de D1 a D7 e é colocado no início da via. com longa aproximação e muitos dias de escalada. Segundo o Professor Juratan Câmara.A5: Este é o extremo. A escala utilizada é a internacional. Qualquer queda é fatal para todos os componentes da cordada. Nenhuma das peças colocadas em toda a enfiada é capaz de segurar mais do que o peso do corpo. instrutor pioneiro do Curso de Salvamento em Montanha. Até o presente não se conhece nenhuma via de escalada com essa graduação. . quando muito. cordadas muito velozes podem repeti-la em um dia.D4: um longo dia de escalada. já que a escala internacional utiliza os mesmos algarismos romanos que aqui utilizamos para o Crux da via.artificial negativa móvel Quando o artificial possui poucos pontos de apoio. coloca-se o número de pontos de apoio entre parênteses logo depois do grau.D3: convém reservar um dia para a escalada.artificial positiva Móvel ou negativa fixa.D5: requer uma noite na parede. pode-se mencionar a quantidade destes pontos.artificial positiva fixa. neste caso. A2 . A3 . A5+: Como um A5 em que as paradas não são sólidas. normalmente inclui longos e complicados trechos de escalada artificial. .D6: dois ou mais dias de escalada. . adiciona-se a letra “C” no final.D2: meio dia de escalada. . OU 4º v a2+(2) Quando a via possui trecho em cabo de aço.D1: algumas poucas horas de escalada. sob o ponto de vista técnico e psicológico. . exemplo: 4º V C.: 4º V A1(3).

então o grau da via é 5º VIIb A2. portanto). conforme as características da via. e uma cordada normal levará dois dias para repetir. você pode querer explicar isso. Mas no meio da via há uma artificial de cliffs graduado em A2. mas na prática. como vimos acima. o grau então é: D5 5º VIIb A2 E4. pois é feita em livre. Suponhamos agora que uma via tenha na verdade duas ou mais enfiadas. então o grau da via é 5º VIIb E4. você pode querer dar a informação em separado. será 5º VIIB A2 E4. (um A0. 206 . exigência física e outros fatores subjetivos. Em suma o grau pode ser expresso de maneira tão simples como VIIb ou tão extensa como D5 5º VIIb A2 E4. então o grau médio dos lances da via a ser aferido. a maioria das vias só requer mesmo o uso de dois termos . Se esse artificial constituir apenas de três pontos de apoio. e embora isto já tenha influenciado o grau geral da via. mas o crux (VIIb) tem a possibilidade de ser feito em artificial segurando em um ou dois dos grampos de proteção. com a seguinte denominação: 5º VIIb A2(3). E finalmente a via em questão é tão longa e trabalhosa que se trata de um Big Wall. Suponhamos que na via não tenha artificial nenhum. o grau geral e o crux. seu grau então 5º VIIb.g) ILUSTRAÇÃO Suponhamos que uma determinada via seja curta (uma enfiada de corda ou mesmo um boulder) e a seqüência mais difícil seja VIIb. e aí o lance mais difícil passa a ser um Vsup e você pode informar isso na graduação da seguinte forma: 5º Vsup (A0/VIIb). O grau da via é VIIb. e ajustado um pouco para cima ou para baixo conforme a exposição. Bem acontece que esta via é particularmente exposta (um E4). Suponhamos que esse grau seja 5º. então o grau da via é 5º VIIb. e se houver o artificial A2.

Pedro Caliano.Proteção (chapeleta ou grampo). X I –3º .Crux (Lance mais difícil da via).V . Dalton Chiarelli e Mário Arnaud.26 LEITURA DO CROQUI DA VIA MAURÍCIO MOTA (M2) NO MORRO DA BABILÔNIA NA URCA Conquistadores: Juratan Câmara. X . Geralmente são usadas legendas para interpretação das vias a serem escaladas conforme exemplo abaixo: X – Grampo ou chapeleta. 207 .Chaminé. ] [ . Carlos Trindade.9. I – IV – lance de 4º grau. X I X I X I X X . Esta via pode ser representada pela seguinte forma D1 4º V E2 150 metros.Parada dupla (dois grampos próximos). I XX I ----.Proteção (chapeleta ou grampo). C – Cabo de aço se houver trecho com cabo de aço na via.Lance de 3º grau. X X ---.

junto com o Cb BM Gomes do 1º GSFMA. Em março de 2007. Cb BM Q00/97 Cunha. recebeu a missão do Comandante Geral do CBMERJ na época Cel BM Carlos Alberto De Carvalho. atravessando toda face frontal da cabeça do Imperador através de uma escalada em artificial fixo. Cb BM Q00/99 Caliocane. Sd BM Q00/02 Felipe Dall’igna. no que versava a uma conquista de uma via de escalada para comemorar os 150 anos da Corporação que foram completados no dia 02 de julho de 2006. O Professor Juratan Câmara aproveitando a escalada da 19ª turma do CSMont na Travessia dos Olhos em janeiro de 2006. 208 . Em uma escalada em livre com passagem de 5º grau e crux de VIIa. fixou os quatro primeiros grampos. Cap BM QOC/98 Walter. para iniciar a conquista. o Instrutor mais antigo do CSMont. 1º Ten BM QOC/02 Cipolatti. que começaria um pouco mais abaixo de quem vai para o início da Passagem ou Travessia dos Olhos. o Professor Jurantan Câmara. Cb BM Q01/97 Gomes.9. Cap BM QOC/98 Rodrigo Azevedo. foram convocados através de publicação em Boletim Ostensivo da Corporação para trabalharem na conquista. Cap BM QOC/97 Luz. O Professor Juratan teve uma idéia ousada de que poderíamos conquistar uma via de escalada na Pedra da Gávea. e chegando ao cume. 3º Sgt BM Q01/90 Coimbra. Cap BM QOC/97 Suassuna. os seguintes Bombeiros Militares Montanhistas abaixo elencados: Maj BM QOC/96 Cláudio Velloso.27 A CONQUISTA DA VIA BOMBEIROS 150 ANOS NA PEDRA DA GÁVEA EM 02 DE JULHO DE 2006 No final do ano de 2005. 3º Sgt BM Q00/91 Medeiros.

4 Figura 9.1 As próximas figuras demonstram as progressões realizadas na rocha desde o início até o final no dia 30 de junho de 2006.6 Figura 9. pois a via teria que ser escalada no dia 02 de julho do mesmo ano junto com as comemorações do sesquicentenário. devido ao acesso demorado e ao alto grau de dificuldade. Figura 9.2 Figura 9.3 Figura 9.27. inclusive com pernoites próximo à base da via.27.27.5 Figura 9.27.7 209 .27.27. conforme ilustra a figura abaixo: Figura 9.A conquista teve seu reinício no mês de março de 2006.27. Foram pelo menos 18 subidas e descidas à Pedra da Gávea para efetuar os trabalhos.

Cb BM Q01/98 Jalmir.Figura 9. no horário de 07h15min. que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2006 no Telejornal Bom Dia Brasil. 210 .27. Enquanto isso.27. Comandante do 1º GSFMA. os conquistadores da via e os alunos do CSMont/2006. pelo valor do que a mesma representava para a vida profissional de cada um. inclusive escalando a mesma no dia 02 de julho de 2006 com Professor Juratan e o montanhista civil Sr. Também participaram da conquista da via outros militares do 1º GSFMA que foram voluntários. um Repórter da TV Globo o aguardava no cume para a entrevista.9 Figura 9. o Cb BM Caliocane.27. que foi apresentado pelo Jornalista Renato Machado. Também colaborou voluntariamente na conquista fixando grampos no trecho do artificial o renomado montanhista civil Maurício Mota. os militares abaixo elencados: Cb BM Q01/97 Muniz. Otávio. Na data do término da conquista estavam presentes. Oficiais e Praças. terminou a conquista no cume da Pedra da Gávea fixando cerca de 8 grampos que faltavam para o término da mesma. A graduação da via sesquicentenário na Pedra da Gávea. Cb BM Q05/00 Herdy. ficou definida da seguinte forma: D2 5º VIIa A1 E1 170 metros. o Ten Cel BM Wanius de Amorim. Cb BM Q00/00 Alexandre Pires.10 Na data de 30 de junho de 2006.8 Figura 9. Cb BM Q01/97 Wagner.

pois o rapel em paredes com vegetação pode ser bastante impactante. Além do devido respeito ao meio ambiente. Comunicação esta. pode ser que a via que não sirva para nós. que foi ouvida por todos os presentes na solenidade. ou seja. só se deve fazer se necessário for. O respeito mútuo entre os escaladores é tradicional.No dia 02 de julho de 2006. mas também o mundo. mas pode servir para ele. se ao término desta houver a possibilidade de se descer por uma trilha. Mas se não fosse a coragem e a obstinação dos conquistadores de várias montanhas e vias de escalada. Em uma via é comum respeitar a vez da cordada que está escalando na parede. para se fixar um grampo neste tipo de parede. fato este que justifica a não abertura de novas trilhas e aproveito das trilhas existentes.28 A ÉTICA NO MONTANHISMO A escalada é uma atividade. Hoje em dia se prega a escalada limpa em paredes com fendas que comportem proteções móveis. esta opção deve ser prioritária. ou seja. além da Excelentíssima Sra Governadora do Estado do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho e o Excelentíssimo Sr. Salvamento em Montanha e amplamente divulgada e praticada como esporte no meio civil. após a escalada na via. que ajudou a desenvolver não só o Brasil. Hoje em dia é utilizada em operações militares de combate. Após a escalada deve-se escolher a forma de descida que cause o menor impacto. 9. Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ. sem autorização expressa dos conquistadores. Cel BM QOC/77 Carlos Alberto De Carvalho. pois desta forma não haverá modificação no ambiente natural que encontramos. devendo respeitar o estilo dos mesmos. Hoje em dia a grande parte das vias tem acesso por trilhas. deve-se respeitar o estilo do conquistador. por volta das 17h00min o Maj BM Cláudio Velloso entrou via rádio no sistema do QCG. Por isso não se deve retirar nem acrescentar grampos das vias. deve ser feita de maneira educada e cordial. e em caso de ultrapassagem. se por acaso se escalar em uma via e a achar desprotegida. comunicando o pronto da missão. o escalador deve deixar a rocha conforme a encontrou. nada disto seria possível. merecendo assim atenção especial do CBMERJ. 211 .

1 .1. escaladas e resgates. este tipo serve de base para todos os outros. e é com ele que se familiariza com o equipamento. grutas e prédios.2. 10.CAPÍTULO X – RAPEL E ASCENSÃO 10. Figura 10.2. assim eles descem cachoeiras. O Rapel é a técnica de descida em espeleologia (exploração de grutas e cavernas).1 212 .1 O rapel foi inventado por Jean Charlet Straton com mais dois montanhistas. Onde um BM que estará abaixo e com luvas. E se houver algum problema. irá segurar a corda visando a segurança do outro que estiver praticando a descida. recuperar. irá esticar a corda para travar a descida. no ano de 1879 para desescalar a montanha Petit Dru em Chamonix na França. conforme visto no item 9. Fato este que merece atenção do CBMERJ para atuar nestes tipos de salvamento. Porém. presos por corda e equipados com equipamentos peculiares para a prática do rapel. passando a confiar nele. Toda a prática de rapel só se deve iniciar após toda a checagem de equipamento.22 do capítulo anterior e após o pronto da segurança.RAPEL POSITIVO INCLINADO Em todo percurso da descida existe contato do praticante com o terreno.2 MODALIDADES DE RAPEL 10. O Rapel vem do francês rappeler e tem o significado em português de trazer. É uma técnica de descida comumente utilizada no final das escaladas. alguns praticantes preferem enxergá-lo como esporte radical. canyoning (descida em cachoeiras).

2. Estando praticamente no limite para se passar ao negativo. Esta modalidade é merecedora de muita atenção.2. pois a abordagem a uma vítima é complicada.3. O praticante deve ficar atento.1 213 .2.10. por este apresentar ângulo menor que 90 graus em relação ao solo.2.2. porém o terreno apresenta um ângulo de 90 graus em relação ao solo. Figura 10. pois nesta modalidade pode se ganhar velocidade mais rapidamente. pelo fato de ser exercida uma maior força no aparelho de descida. Figura 10.1 10.3 RAPEL NEGATIVO Acontece quando o praticante perde o contato com o terreno.2 RAPEL POSITIVO VERTICAL Não difere muito do anterior. Pode ser bem observado quando praticado em prédios.

2.4. pois o cumprimento da corda é insuficiente para descer toda a parede. e inverte a posição de descida. e na falta de sincronismo.10. se for o caso de corda simples. a não ser que se queira descer raspando em uma parede.2. Os cuidados deverão ser dobrados em relação ao negativo. a cordada desescala e vai repetindo o procedimento com atenção e checando o equipamento toda hora. Normalmente praticado em negativo. Figura 10.5 RAPEL COM RESGATE DE CORDA OU INTERCALADO COM O PROCEDIMENTO SALVACORDA DE MONTANHA Muito utilizado no término de uma escalada. pois um descuido pode complicar a situação. Nesta modalidade a corda está móvel dentro do grampo. causadora de muitos acidentes. Os grampos da via de escalada servem como pontos de ancoragens intermediários. Feito isto. ou um descer mais rápido que o outro pode provocar acidentes.2. foi registrado no Morro da Babilônia o acidente fatal do 214 .4 RAPEL INVERTIDO O praticante desce normalmente freia e joga as costas para trás e os pés para cima cruzando-os na corda. Existe a técnica de descida em “A” que é uma técnica perigosa. Esta modalidade é executada pelo CSMont com a corda dobrada passando os chicotes por dentro do grampo. No dia 30 de maio de 2008.1 Figura 10. passando a realizála de cabeça para baixo. principalmente no momento da passagem para esta posição. a dupla de escaladores faz opção por ela. de preferência em parada dupla.2 10. até atingir a base da via.4. e também se corre o risco da mão escapar da corda. quando da manobra da mão que sai de trás para frente.2.

Esta corda pode estar ancorada e vir de cima. que estará embaixo efetuando os desvios necessários e afastando a pessoa da parede.2.7 RAPEL COM FREIO FIXO Utilizado em salvamentos. O nó de união de cabos se desfez. 10.6 RAPEL GUIADO Quando existe a necessidade de transpor algum obstáculo. 215 . que deverá estar no loop ou olhal do cinto da pessoa que será descida pelo sistema supramencionado. Feito isto. A aeronave do CBMERJ foi acionada para efetuar o salvamento de Daniele Lopes Zaidan de 25 anos e Daniel Souto Scofano de 31 anos de idade. é exercido um desvio diagonal que pode ser feito por outra corda guia. que estavam ancorados em uma parada dupla. baudrier e sistema de freio. Como eram duas cordadas. ou outra corda guia presa atrás do baudrier através de um nó específico fita e mosquetão. Estando o BM equipado além do capacete.escalador Marcos Aurélio Thuler de 25 anos de idade e o não fatal de Júlio Fábio Patrício da Silva de 30 anos de idade. deverá confeccionar um nó alceado para ser colocado no mosquetão. este utilizará uma solteira com o mosquetão conectado na corda que será utilizada para guiá-lo. ao emendar duas cordas para ganhar mais metros para baixo visando desescalar com maior rapidez. o BM deve estar sempre ancorado. E será de responsabilidade do responsável pela segurança. equipar e checar a vítima. O acidente ocorreu pelo fato de a cordada optar pelo uso desta técnica. uma corda desceu e uma ficou fixa. (Fonte Jornal O Dia de 31 de maio de 2008 e relato de Flávio Daflon disponível na internet) 10. Para executar este procedimento.2. sendo realizado com sucesso. os acidentados foram abordados pelo experiente escalador civil Flávio Daflon que conseguiu descer os dois e atuar em conjunto com a guarnição de salvamento do 1º GBM que avançou para o local. a descida é controlada pelo BM que está no topo manuseando o sistema de freio que estará fixo em um ponto de ancoragem superior.

descerá na sua corda com seu sistema de freio.2. E terá como função. freio oito e a corda. a descida é controlada pelo BM que está embaixo na segurança. O procedimento acontece da seguinte forma: o BM equipado e corretamente checado utilizará um sistema de frenagem. O BM que estará responsável pela segurança de cima. Esta técnica não é utilizada com freios autoblocantes. será feita através de outro BM que estará ancorado. caso ocorra algum problema. deverá atentar para que a corda fique afastada da fita durante a descida. irá esticar a corda para travar a descida.2.9 RAPEL COM CABO DA VIDA Esta técnica segue os padrões normais. O mosquetão. deverão ser fixados na parte superior da fita. 216 . devidos aos mesmos travarem automaticamente após o operador retirar a mão do sistema de trava do mesmo. e não deverá por a mão na corda. e que utilizará uma 2ª corda que será conectada ao cinto do BM. e acontece da seguinte forma: O BM após checar todo equipamento e receber o pronto das seguranças. principalmente para iniciantes ou em salvamento. O mesmo terá duas seguranças.10.8 RAPEL COM FREIO MÓVEL Utilizado também em salvamentos. e este ao seu cinto. O segurança embaixo. Aconselha–se neste caso utilizar uma fita extensora conectada no baudrier através de um nó pata de gato. pelo fato de se utilizar duas cordas. para que a pessoa venha a segurar na mesma. dois sistemas de freio. Enquanto a segurança de cima. 10. que estará descendo através de um nó alceado fixado em um mosquetão. pois terá sua descida controlada de baixo. uma de baixo através de um BM que estará utilizando um par de luvas. Este sistema é considerado bastante seguro. afastar o rosto da vítima do sistema de freio que ficará acima. arma um freio fixo para garantir a 2ª segurança. e dois Bombeiros Militares na segurança.

2. podendo ocasionar quedas e escorregões. Observação: Esta modalidade necessita de treinamento. É recomendado após o BM se equipar. Figura 10. que será conectada através do mosquetão no olhal ou loop do baudrier do outro BM que estiver rapelando. Fita solteira. pois é muito fácil perder o ritmo da descida com as passadas. através de uma solteira fixada no olhal ou loop do cinto baudrier de um BM.1 217 .10. que é considerado ideal para iniciantes. A segurança embaixo reforça este sistema.2. realizar uma checagem perfeita do equipamento. Figura 10. pois uma equipagem errada poderá comprometer a descida e causar acidentes. Este procedimento tem por função desenvolver um fator de segurança a mais. porque haverá duas cordas no sistema ao invés de uma.2.12 RAPEL DE FRENTE OU ARANHA A descida é feita de frente com o baudrier que será vestido ao contrário para ficar com o loop ou olhal na parte de trás.10.1 10. serão fixados o sistema de freio e a corda. Feito isto.12.2.10 RAPEL COM FITA SOLTEIRA UNINDO DOIS BMS Técnica utilizada geralmente em dupla.

Figura 10.1 10. Porém com características específicas.2. poços e outros obstáculos. Nesta modalidade.2. seguindo sempre a correnteza.2.13 CASCADING É o rapel executado em cachoeiras. É Muito confundido com o canyoning. Observação: Nesta modalidade há contato direto da corda com as pedras que estão visíveis ou encobertas pela água. desde que em uma única queda d’água.2. Figura 10. em que as técnicas de rapel são utilizadas para garantir o acesso as mesmas. 218 .14 CANYONING É o rapel no meio de rios e extremos (canyons).15 ESPELEOLOGIA Trata-se de atividades de exploração de cavernas e grutas. sendo que a descida dentro d’água pode dificultar a respiração.14.1 10.10. corredeiras.13. Fato que pode vir a facilitar acidentes. onde se faz necessário driblar cachoeiras. é exercido um grande esforço no aparelho devido a pressão da água.2.

2. está sendo utilizado na corda principal o descensor autoblocante ID.17. Corda de segurança ou linha da vida.2.3 219 .2.17 RAPEL INDUSTRIAL Feito com baudrier integral tipo cinto pára-quedista. Na corda de segurança ou linha da vida. que é conhecida como linha da vida. Nesta modalidade utilizam-se duas cordas. Figura 10. Trava-quedas Asap.1 Observação: Na figura acima.2. Descensor ID Trava-quedas Asap Figura 10. que é uma fita reforçada utilizada no meio industrial. e está unido a argola em “D” do cinto situada na altura do peito do operador através de um talabarte. Esta modalidade é executada em conjunto com freios autoblocantes como o stop e o DSD-25.10. está fixado o trava.quedas Asap. uma para o freio descensor e outra para fixar o travaquedas. que possui um mosquetão apropriado para o seu uso. Corda principal.17. prédios e torres de telefonia. e é praticado em plataformas de petróleo.17. mas apresenta um custo mais elevado que os outros descensores autoblocantes. que possui duas frenagens como o DSD-25.2 Figura 10. Descensor autoblocante ID.

6.Vítimas de cabelo longo devem prender o mesmo antes de iniciar a descida. 7.O aparelho oito deverá estar com duas passagens de corda.1.2 220 . 4. Figura 10. O BM checa seu equipamento e o equipamento da vítima. torres.2. a descida é iniciada e a vítima virá entre as pernas do BM.3.Após o pronto da segurança. acessa a vítima e a equipa com capacete. o BM devidamente equipado.3. O BM empenhado nesta modalidade de salvamento deverá atentar para os seguntes procedimentos técnicos: 1. luva e um mosquetão.1 DESCIDA COM VÍTIMA COINSCIENTE Técnica utilizada pelo CBMERJ para o salvamento de pessoas em prédios. em operações de combate a incêndio e outras situações adversas que necessitem do emprego desta técnica.10.A descida deverá ser feita de forma lenta e controlada. que será conectado no mosquetão do seu cinto.Antes de iniciar a descida com a vítima. Nesta modalidade após ancorar e proteger a corda.O BM ao controlar a descida.A vítima deverá estar unida ao mesmo. 5. cinto. deverá atentar para que a vítima não encoste em momento algum no aparelho oito.1.3 RAPEL DE SALVAMENTO . conforme ilustra a figura 10.PRINCIPAIS MODALIDADES 10.3.3.1 Figura 10. através do mosquetão da própria conectado no mosquetão que está no sistema de freio e fixado no loop ou olhal do cinto do BM. 8. 2. a mão de apoio poderá ser utilizada para afastar a vítima do contato com o sistema de frenagem.1. 3.Enquanto a mão de comando está na corda.

emendará a corda de menor comprimento acima do sistema de freio através de 02 voltas do fiel que obrigatoriamente são arrematadas com 03 cotes. deixa cerca de 1 metro de chicote e fixa o 2º freio oito nesta corda com a passagem no olhal menor do mesmo.10. que será lançada para baixo. A corda não fica estendida. é enrolada no método coroa japonesa e lançada pelo BM.2. prepara a corda de menor comprimento.1 10.3 EMENDA DE CORDAS OU DESCIDA FRACIONADA Para ilustrar a aplicação desta técnica.2 RESGATE DE SUICIDA Técnica utilizada quando há vítimas em prédios ou similares que pretendam tentar suicídio. 221 .3. Feito isto. e executa os procedimentos de transposição. Quando esgotadas as negociações. que deverá descer junto com a mesma. e com um 2º mosquetão no cinto. ou se o momento for favorável. porém o mesmo tem uma corda de 50 metros e outra de 100 metros. Figura 10. a equipe de Salvamento em Altura é autorizada a intervir de forma a surpreender a pessoa. que deverá ter um nó de azelha dobrada no final para o BM por o pé para esticar o sistema através do seu peso. conecta o 2º freio oito que está na 2ª corda.3. enrolando a mesma em corrente dupla. e a partir disto. Esta técnica é utilizada em situações que o elemento surpresa é fundamental. E só será executada após terem se esgotados todas as tentativas de se convencer a vítima a desistir desta péssima idéia. O mesmo descerá através da corda de maior comprimento. pois se a corda ficar estendida será facilmente percebida.3. faz um cote envolvendo as alças. e a acondiciona em uma mochila. se faz necessário o entendimento deste exemplo: O BM tem uma descida de 140 metros. O BM antes de efetuar a descida.

Após ser abordada e extricada.4 RAPEL COM VÍTIMA DE TRAUMA NA MACA SKED Muito utilizado em salvamento de escalador em rocha.3.4.3.O chicote de cerca de 1 metro ou pouco mais. a vítima é colocada na maca Sked. Feito o procedimento de checagem. Após a transposição. deverá atentar que o freio oito da primeira corda deverá estar fixado na mesma através do olhal menor.1 222 . O BM após checar as ancoragens e todo seu equipamento. pois um pequeno erro poderá ser fatal. a descida é iniciada de forma lenta. Este método é considerado muito difícil. sendo recolhido posteriormente. presente na 2ª corda. Figura 10. Figura 10.1 10.3. o freio oito da 1ª corda permanecerá na mesma. Os BMs deverão ter consigo todos os equipamentos de salvamento disponíveis. a experiência e a especialização do montanhista farão a diferença.3. para executá-lo. e descerá no rapel com uma dupla de montanhistas. ou através de rapel por abordagem superior. servirá para emendá-la com a primeira. Para completar a descida o BM deverá ter o máximo de atenção possível. além do máximo de material médico que possam levar. este será acessado através de técnica de escalada executado pelas cordadas de Salvamento em Montanha por abordagem inferior.

como por exemplo: pessoa com um longo cabelo preso ao freio oito ou outro freio e manobras com equipamentos em altura.3.5 RAPEL EXECUTANDO PÊNDULO COM VÍTIMA Realizado em prédios.6 MUDANÇA DO RAPEL PARA ASCENSÃO OU VICE – VERSA Consiste na passagem do Prusik para o aparelho oito ou vice-versa. Figura 10. e em seguida. Parece simples.5.3. quando o ponto de ancoragem superior não permite acessar uma janela que poderá estar lateral a esquerda ou à direita do direcionamento da corda.10. mas esta técnica é o princípio para a maioria dos resgates.1 10.3.1 223 . fará pêndulo até alcançar a janela e a vítima.6. e sairá para fora do prédio. vindo a fazer pêndulo com a vítima.3. Figura 10. O BM para na direção da janela que pretende acessar. Ao acessar esta. o BM a equipa com materiais pertinentes a mesma. Esta técnica é utilizada em situações super emergenciais.

A vítima é acessada através do rapel do tripulante operacional. complementam também este item. e as voltas no mosquetão ilustradas nos itens 6.4.3. uma descida improvisada utilizando a corda dobrada.4 IMPROVISOS 10.49 e 6.1 ilustra este procedimento.1.7 RAPEL DE HELICÓPTERO Método utilizado em salvamento em montanha devido ao tempo resposta ser o menor possível.4. A mesma é utilizada na ausência de aparelho descensor específico.3.1 YOSEMITE Técnica utilizada para desescalar utilizando 5 mosquetões. equipada e içada para local seguro. Figura 10.7.10. tendo assim um salvamento mais rápido que os demais.1 Observação: A utilização do nó da UIAA ou nó dinâmico no mosquetão. a figura 10. Figura 10.4.4.7.4.1 Figura 10. ou seja.8.2 10. Neste método a frenagem do sistema não torce a corda.3. 224 .50 do capítulo VI.

3. faz um giro de aproximadamente 90º na direção da descida e inicia a mesma.4.2 225 .2. A corda irá atritar entre as pernas para proporcionar a frenagem. Feito isto. sobe para o ombro esquerdo. A técnica consiste em utilizar a corda dinâmica ou semi-estática dobrada. E se inicia da seguinte forma: o BM posicionado lateralmente ao ponto de ancoragem. antes de dispormos dos equipamentos e a tecnologia disposta nos dias de hoje.1 Figura 10. O CSMont utiliza esta técnica para desescalar locais ou trechos curtos que sejam inclinados.4.10.3.RAPEL EM “S” OU RAPEL CLÁSSICO Técnica utilizada por muitos anos para desescalar montanhas com corda de sisal.4. Figura 10.4.3 RAPEL SEM MOSQUETÃO E BAUDRIER .4.1 10. A técnica consiste em utilizar a corda dinâmica ou semi-estática dobrada. e as mãos auxiliarão na descida. e será segura pela mão direita que estará atrás.COMICCI O CSMont utiliza esta técnica de improviso para desescalar locais ou trechos curtos que sejam inclinados. passa a mesma pela frente da coxa direita e entre as pernas confeccionando um “S”. e a mão esquerda que estará à frente do corpo.2 RAPEL SEM MOSQUETÃO E BAUDRIER . Figura 10. conforme ilustra a figura abaixo. e após contornar a coxa direita. e se inicia da seguinte forma: o BM voltado para o ponto de ancoragem passa a mesma pela frente entre as pernas.

5. Mosquetão ou mola de segurança. 3 . (que deverá estar envolvendo a corda e o ascensor. e inserida no mosquetão posicionado no orifício inferior do ascensor 2). Mosquetão. (verificar se a mesma está emendada com nó duplo. (que deverá estar posicionado abaixo do ascensor 1). fixada ao loop ou olhal do baudrier através do nó pata de gato. (que deverá estar do mesmo tamanho da fita tubular 1. (que deverá estar envolvendo a corda e o ascensor. emendada com nó duplo. (que deverá estar posicionado e fechado no outro orifício inferior de menor tamanho presente no ascensor 2). Mosquetão. Ascensor 1. fixada no olhal ou loop do baudrier através do nó pata de gato. É uma atividade que exige preparo físico e treinamento para se familiarizar com a correta aplicação da técnica.1 ASCENSÃO COM APARELHO ASCENSOR A ascensão permite o BM acessar uma vítima. Fita tubular 1. e será inserido no orifício superior do ascensor 1). (que deverá ficar com o seu punho na altura da testa do BM).perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). A checagem do procedimento para iniciar a ascensão é muito importante. 226 . centralizado e também as suas costuras de reforço internas). Mosquetão ou mola de segurança.loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado.perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). sair de um local confinado e completar uma escalada em rocha através de uma corda que está ancorada acima. 2 . pode se utilizar o nó Prusik confeccionado com seis voltas. (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no orifício inferior do ascensor 2). e na ausência deste equipamento. 4 . Corda. A melhor forma de praticar a ascensão é através do uso de um par de ascensores. e será inserido no orifício superior do ascensor 2). Fita tubular 2. (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no orifício inferior do ascensor 1). e inserida no mosquetão fixado no orifício inferior do ascensor 1).5 ASCENSÃO EM CORDA 10.10. Ascensor 2. (verificar se os dois ascensores estão posicionados na mesma). Mailon rapide. e deverá ser feita da seguinte forma: BM checando equipamento! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada).

ou improviso com fita ou cordelete para por o pé. Luvas. deverão ter sempre uma segurança a mais. Ascensor 2.Estribo. BM Pronto! BM ascendendo. Fita tubular 2. A figura abaixo ilustra a equipagem para ascensão.5. calçado e capacete.1 227 . Mosquetão. Estribo. Mosquetão de segurança. Milon rapide. Fita tubular 1. Ascensor 1. que deverá estar inserido no mailon rapide. tem por finalidade manter a corda sempre dentro do ascensor. e no loop ou olhal do cinto baudrier do BM. Mosquetão. e a ausência deste mosquetão de segurança. Os mosquetões ou molas de segurança posicionados entre o orifício superior dos mesmos e a corda. pode acarretar na saída do ascensor da corda durante o procedimento de ascensão. Mosq. Observação: O uso de duas fitas tubulares posicionadas nos mosquetões do par de ascensores. Os autores deste manual entendem que todo sistema montado nas ações de Salvamento em Montanha. Figura 10.1. de segurança. Corda. tem por finalidade prevenir o mesmo de acidente se por acaso um dos mosquetões encostar em alguma superfície e vier a abrir.

5. Mosquetão. emendado com nó específico e com o nó pata de gato no 2º mosquetão fixado no olhal do baudrier). Prusik 1. Prusik 2. 2 . (verificar se o cordelete está com 6 voltas na corda e se está emendado com nó específico). Corda.2. Prusik 2.2 ASCENSÃO COM O NÓ PRUSIK Nesta forma de ascensão.10. o par de ascensores é substituído por um par de cordeletes de 6 mm. e mais um terceiro onde será confeccionado um nó pata de gato feito no 2º cordelete destinado ao uso do pé. (verificar se o mesmo está com o nó pata de gato envolvendo o Prusik 2.loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado. através de um nó pata de gato. se por acaso o 1º mosquetão que está fixado no olhal ou loop do cinto do baudrier. (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no loop ou olhal do baudrier). encostar em alguma superfície áspera e vir a abrir.5. O procedimento de checagem se inicia da seguinte forma: BM checando equipamento! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada).1 228 . BM Pronto! BM ascendendo! Observação: O nó de emenda do cordelete deverá ficar no meio do sistema.perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). Cordelete de segurança. 4 . (verificar toda sua extensão e se não há torcimentos). se está emendado com nó específico. centralizado e também as suas costuras de reforço internas). Prusik 1. Luvas. (verificar se foram feitas 6 voltas do cordelete na corda. Este sistema irá prevenir o BM de uma queda. calçado e capacete. Corda. Figura 10. 3 . Alça do Prusik 2 para por o pé. e fixado a um 2º mosquetão presente no olhal ou loop do cinto do baudrier do BM. Mosquetão do cordelete de segurança. Cordelete de segurança. Mosquetão do Prusik 1. Estes podem ter 2 metros de comprimento cada. e se o mesmo está dentro do mosquetão posicionado no cinto).perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada).

229 . e) Evitar sobra desnecessária de corda no solo. propiciando as chamadas cocas. b) Escolher minuciosamente o local de fixação do sistema com critérios rígidos de segurança. que servirá como segurança no caso de rompimento. No caso de ancoragem natural observar os recursos: árvore com robustez para agüentar a carga. é chamada de ancoragem. por se tratar da técnica de fixação de todo o sistema a ser utilizado na descida. localização propícia.CAPÍTULO XI . No montanhismo podem ser feitas em grampos. como: estado de conservação (presença de ferrugem. por onde será realizada a descida. etc. e ancorar sempre na base da mesma. uma vez que as várias descidas podem levar a torções na corda. d) Usar sempre que possível ancoragem secundária. uma vez que a segurança deste circuito depende da sua perfeita montagem.ANCORAGENS EM GRAMPOS. CHAPELETAS E PONTOS NATURAIS 11. tornando clara a sua importância. g) Atentar para que o mosquetão utilizado não fique suportando peso pelo gatilho. proteções de mangueiras. atentandose para a sua capacidade e a carga a ser usada. Desta forma existem algumas regras básicas a serem seguidas: a) Utilizar sempre material específico e em perfeitas condições. lonas. principalmente no rapel. de preferência atrás e acima da primeira. c) Confeccionar o circuito com nós eficientes e seguros. f) Proteger a corda de abrasões em contatos com arestas vivas. ou seja. A ancoragem é o ponto mais importante nas técnicas verticais. sempre com arremates. usando carpetes. torções. etc. colocação confiável (grampo bem batido. fadiga do material). chapeleta bem fixada). No caso de ancoragem artificial inspecionar bem grampos ou chapeletas existentes. e consiste em se fixar uma extremidade da corda e lançar o outro chicote para baixo. Se possível. pedra sem risco de soltar. é a fixação da corda por onde será efetuado o rapel. nem roçando esta parte. chapeletas e pontos naturais (pedras robustas bem fixadas que apresentem boa resistência sem risco de soltar e árvores).1 A montagem de um circuito a ser utilizado para descidas em cordas. use dois mosquetões com roscas fechadas e invertidas.

1 Figura 11. já que toda a carga está fixa em apenas um ponto. uma vez que se tem mais de um ponto sustentando a carga.3 11.3. Figura 11. conforme ilustra a figura 11.3 ANCORAGEM PRINCIPAL E SECUNDÁRIA É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos.3. pois esta forma é considerada errada. No montanhismo civil a ancoragem secundária é conhecida como back-up. e protegendo para que as mesmas não fiquem em contato direto com o ponto de ancoragem. como por exemplo: passar a fita por dentro de proteção de mangueira de incêndio. e utilizar equipamentos corretos.h) Evitar a amarração da corda diretamente nos pontos fixos sem proteções. e recomendada pelos óbvios motivos de segurança. 11.2. Obs. com a finalidade de dividir a cargas entre estes pontos. É utilizada na impossibilidade de se executar uma ancoragem equalizada.1 230 . Figura 11.: Sempre que possível deve-se evitar confeccionar o nó diretamente no grampo. fitas tubulares fechadas com mosquetão.2. Serve tanto para grampos e chapeletas. quanto para pontos fixos com ancoragem secundária para que no rompimento da principal. Não é tão segura quanto a ancoragem em paralelo. a carga fique na ancoragem secundária ou de segurança.2 ANCORAGEM SIMPLES EM GRAMPOS É a ancoragem que utiliza apenas um ponto de fixação.2.2 Figura 11.2.

Para isso. em partes iguais. b) O ângulo formado pela equalização deverá respeitar o limite de 90º. diz o seguinte: Em situações em que não haja um ponto único suficientemente seguro.4 EQUALIZAÇÃO Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 47.1 Fig 11. pois aumentará exponencialmente a sobrecarga nos pontos de fixação.3 Fig 11. A técnica da equalização consiste em dividir.4. tendendo ao infinito.4. c) A equalização deverá ser sempre auto-ajustável. ou em que o posicionamento do ponto existente seja desfavorável ao local em que desejamos que nossa linha de trabalho seja direcionada.11. devemos obedecer algumas regras: a) Escolha pontos preferencialmente alinhados (paralelos) entre si. ou seja.4 Fig 11. a carga sustentada pelo sistema entre os pontos de ancoragem.4. evitando sobrecarga sobre os pontos de ancoragem. As figuras abaixo demonstram formas de distribuição do esforço sobre os pontos de ancoragem equalizados. podemos lançar mão da equalização. e d) Para proporcionar segurança em caso de falência de um dos pontos de ancoragem. onde não se tem dúvida da resistência do mesmo. PAB–ponto a prova de bomba.2 Fig 11.4. Quanto maior o ângulo formado.4. (fonte Petzl) Fig 11. maior a possibilidade da ancoragem entrar em colapso. e) Pode ter a forma de V ou M sendo essencial que seja observado o ângulo máximo de 90º entre as linhas de ancoragem.5 231 . é necessária a confecção de um cote de segurança.

11.2 232 . pode ser feita em uma árvore robusta na sua base. reforçando ainda mais o sistema. quando temos a disposição três grampos de ancoragens próximos.5.5. Figura 11.2 Figura 11. uma vez que teremos mais de um ponto sustentando a carga. Figura 11.4 11. com a finalidade de dividir a cargas entre estes pontos. Valendo ressaltar que o ângulo formado pela equalização não deve ultrapassar 90 graus.3 Figura 11.1 Figura 11.5.1 Figura 11.6. Se por acaso não houver o 3º grampo para fazer a ancoragem secundária atrás e ou acima. É a mais utilizada e recomendada pelos óbvios motivos de segurança.6 SEGURANÇA DO GRAMPO NA ANCORAGEM EQUALIZADA Considerado um dos sistemas mais seguros.5.5 ANCORAGEM EQUALIZADA É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos.6.

11.2 Figura 11.8.8. mas o esforço nos grampos é maior do que a ancoragem equalizada. Figura 11.2. desta forma usamos o Prusik como forma de segurança.1 Figura 11.1 Figura 11.8. 233 .1 e 11. mostram um sistema conhecido por triângulo americano. e o mesmo aparenta estar equalizado. e que normalmente se rompe aproximadamente a 10 centímetros abaixo de seu firme.8. uma vez que teremos mais de um ponto sustentando a carga.7 SEGURANÇA DO NÓ Considerando testes feitos por fabricantes de cordas. utilizando cordeletes.8.2 Figura 11.8 ANCORAGEM DIRETA EM GRAMPOS SEM EQUALIZAÇÃO É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos. sem equalização. para garantir que o sistema estará seguro mesmo com o rompimento da corda. Figura 11.7. a sua utilização é segura.7.7.3 Observação: As figuras 11.3 11. mas não está e não deve ser utilizado para montar uma parada. que o ponto de maior esforço em uma corda é o nó.

Neste caso. deverá ser utilizada uma fita ou cordelete ou até um mosquetão para sacrifício. sendo emendado os dois chicotes através do nó pescador duplo de correr.9.9.1 e 11. permitem a passagem da corda diretamente. não se utiliza qualquer tipo de equipamento. Entretanto.3 Figura 11. não esquecer de emendar a corda dobrada com o nó pescador duplo de correr. Como não possibilita qualquer tipo de ancoragem secundária. É extremamente utilizada no rapel ao final de uma escalada. 234 .11. ou seja. Figura 11.9.9.4 b) Após executar estas ancoragens auto-resgatáveis. e que normalmente apresenta aresta viva. que é o nó de segurança para este tipo de procedimento conforme ilustração abaixo: Figura 11.9.1 Figura 11. pois é o nó de segurança para o montanhista.5 Observação: As chapeletas mostradas nas figuras 11. se por acaso for encontrada chapeleta diferente do modelo acima.2 Figura 11. procura-se sempre a maior quantidade de pontos fixos possíveis. onde não se pode deixar qualquer tipo de material nos pontos fixos. bastando a passagem da corda pelo ponto fixo.9. pois existe o risco de ruptura da corda.2. atentando-se para que na hora de recolhimento da corda não haja a ocorrência desta se prender. devido a sua anatomia.9 MONTANHA) ANCORAGEM AUTO-RESGATÁVEL (SALVACORDA DE a) Utiliza-se este tipo de ancoragem quando é necessário ser desmontada de baixo. será abandonado na via.9.

Figura 11.1 Figura 11. e jamais passar a corda direto dentro do orifício da chapeleta.11. lembrando que nunca devemos passar a corda direta na fita.2 235 .2 Figura 11. Local para conexão do mosquetão. sempre atrás e ou acima da primeira. que não deverá receber carga.10. existem paradas duplas. Geralmente em vias de escalada que possuem chapeletas. sempre ancorando na base de uma árvore que apresente confiabilidade. Sendo que deverá ser feita a ancoragem secundária.10 ANCORAGEM EM CHAPELETA COM ARESTA VIVA. ficando como segurança em caso de rompimento da principal. Figura 11. Direcionamento do esforço.10.3 11. utilizando para isto mosquetão de preferência o de aço. Se por acaso encontrar alguma diferente desta. duas chapeletas com argolas para passar a corda. deve ser precedida de um mosquetão.11.10.1 Figura 11. e executar os procedimentos similares as ancoragens efetuadas em grampos. proceda conforme os procedimentos de segurança individual mencionados no item anterior. a sua forma anatômica é diferente e pode vir a romper a corda quando na descida de rapel. pois haverá atrito que levará a ruptura. e proteger o ponto de ancoragem.11. ou seja.11 ANCORAGENS COM FITAS TUBULARES EM ÁRVORES Os exemplos abaixo ilustram procedimentos seguros. que ao contrário das chapeletas que permitem a passagem da corda. Toda ancoragem prevista neste tipo de chapeleta que possui aresta viva.

e no 3º dia acompanhar o nascer do sol na mesma. O pernoite se dá no abrigo 4 ou na área de camping em suas adjacências. se observa a cidade do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense iluminadas.158 metros. o trecho é considerado crítico. e tem duração prevista de 06 horas de caminhada.CAPÍTULO XII – A TRAVESSIA PETRÓPOLIS – TERESÓPOLIS 12. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos recomenda o roteiro para o público visitante com a entrada por Petrópolis no Bairro do Bonfim e com duração de 03 dias. ponto mais alto da Serra dos Órgãos. o Parque limita a 400 pessoas por dia sendo 200 por Petrópolis e 200 por Teresópolis. sendo realizada sua primeira travessia em 1932. No 2º dia o trecho Açu .263 metros de altitude. A trilha é considerada de caminhada pesada com 7 Km de extensão da entrada do Parque no Bonfim até os Castelos do Açu. pois se perde boa parte da referência visual. e 6 reais para moradores de Petrópolis e alguns clubes de montanhismo associados. principalmente quando há nevoeiro. 236 . possui cerca de 30 Km de extensão. e onde é possível por meio de trilha chegar ao cume da Pedra do Sino com 2. Esta previsão se dá devido ao peso dos equipamentos na mochila do excursionista. A travessia Petrópolis-Teresópolis é muito procurada nos meses de junho e julho devido as condições meteorológicas favoráveis. e descer a trilha que leva para Teresópolis com cerca de 11 Km de extensão e duração em média de 04 horas para descê-la.1 Considerada uma das travessias mais bonitas do Brasil. sendo que o Parque Nacional da Serra dos Órgãos cobra 12. e neste local à noite.00 reais por pessoa por diária com pernoite. Sendo que no 1° dia o excursionista perno ita nos Castelos do Açu com altitude de 2. era considerada uma caminhada de orientação difícil. por não haver trilha definida e muitos grupos se perdiam. Para reduzir a degradação ambiental. pois é onde se concentra o maior número de buscas de pessoas que se desorientam.Pedra do Sino com duração de aproximadamente 07 horas de caminhada. O pernoite no cume da Pedra do Sino é proibido pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Esta recomendação tem por finalidade proporcionar uma melhor apreciação da paisagem. e até o final dos anos 80. para visitas de um dia e outras para pernoitar. e de manhã é possível apreciar o nascer do sol.

Cb BM Bruno do 15º GBM: possuidor dos Cursos de Mergulhador Autônomo e Tripulante Operacional.Segue abaixo parte do relatório de reconhecimento para Ações de Busca e Salvamento e Montanha e Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. 1º Ten BM Samir do 15º GBM. Resgate e Salvamento com Cães. Cb BM Caliocane do DBM 2/6 – Cachoeiras de Macacu: possuidor do Curso de Salvamento em Montanha. Sd BM Elen do CEFID: possuidora do Curso de Monitor de Educação Física e única Mulher do CBMERJ a possuir o Curso de Salvamento em Montanha. realizado em 10 e 11 de julho de 2007. Cb BM Cunha da ABMDP II: possuidor dos Cursos de Salvamento em Montanha. Cb BM Boareto do 15º GBM: possuidor do Curso de Busca.190. tendo concluído o mesmo na 16ª turma do CSMont no ano de 2002. nº 46. 3º Sgt BM Diógenes do 3º GMar: possuidor dos Cursos de Salvamento em Montanha e Salvamento no Mar. 1º Ten BM Luciana Rocha do Gab/Cmdo-Geral: possuidora do Curso de Prevenção e Combate e a Incêndio Florestal. pelos militares do CBMERJ abaixo elencados com suas respectivas especialiazações: Cap BM Rodrigo Azevedo do 15º GBM: possuidor dos Cursos Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura. 237 . Salvamento em Altura e Pára-quedista Militar do Exército Brasileiro. Cb BM Ribeiro do 15º GBM.

fornecendo assim dados importantes para o planejamento das operações de longa duração em locais remotos. onde existem poucas trilhas demarcadas. Daí em diante o trajeto volta a ser bem demarcado com a presença do abrigo 4. somente sendo transpostos os obstáculos através de escaladas. foram identificados e marcados em planilha e GPS. influência de baixa pressão atmosférica. um pequeno chalé que serve como infra-estrutura para acampamento. pois quase no fim deste trajeto. ventos frios. objetivando orientar e direcionar as atitudes do comandante de operações e de seus comandados. trajeto este.2 OBSERVADOS PRINCIPAIS PONTOS DE INTERESSE OPERACIONAL No reconhecimento detalhes importantes tais como. que passa por 01 área de camping conhecida como abrigo 3. pontos críticos de acidentes. onde termina a travessia que tem cerca 30 Km. Até os Castelos do Açu a marcha é bastante pesada.100m. local para aterrisagem de aeronave. na base da Pedra do Sino. trajeto íngrime e nesta época poucos locais para captação de água. com locais de camping ao redor do mesmo. além de mais dois abrigos naturais de pedras conhecidos por 2 e 1. existem trechos com alto grau de periculosidade. O trajeto mais delicado da travessia é compreendido entre o Açu e a Pedra do Sino. que se torna mais difícil devido à exposição ao sol constante. com trilha muito bem demarcada. pontos para captação de água. pois apresenta uma diferença de altitude de aproximadamente 1. abrigos e cobertas. 238 . entretanto alguns de confiabilidade duvidosa. e alguns amontoados de pedras chamados “totens”.12. E mais adiante um longo trecho de descida. onde é necessária a utilização do equipamento correto. bússola e GPS para uma orientação correta e evitar que se tome o caminho errado. os quais indicam o caminho a ser seguido. que leva ao município de Teresópolis. e prejuízo para comunicação via telefone celular por haver baixa cobertura de sinal. Para maior segurança deve-se estar sempre munido de carta.

Lanternas head lamp com micro-lâmpadas (leds) e pilhas reservas. 2. caso haja mudança brusca das condições climáticas. touca brucutu.Receptor GPS. graxa para coturno. frutas. pratos de plástico. luvas. panela.Vestimenta para frio: anorak. 3. 6. carta topográfica do local.Kit de manutenção de fardamento: agulha e linha. escalímetro e material para anotação. 14. 9. botões sobressalentes.01 Corda semi-estática de 100 metros de comprimento. luva de lã. carboidrato.Kit de emergências médicas individual.12. variação de temperatura. costuras. tendo em vista as adversidades. 5. que chegou a 2° C na madrugada do dia 11 de julho e podendo até ser abaixo de 0º C. fita tubular e isolante térmico para forrar o chão dentro da barraca.03 Barracas para 03 pessoas e 02 barracas para 02 pessoas. preservação ambiental. 12. se fez necessário constar na logística da missão os seguintes materiais abaixo elencados: 1. japona padrão do CBMERJ. de baixo custo. bússola. 8.Kit individual de montanhismo: cinto baudrier. aparelho oito. pilhas reserva. cabo solteiro. 13. para consumir alimento quente. capacete.Alimentação energética: barra de cereal.Saco aluminizado para aumentar a temperatura do corpo em média 5° . isqueiro e fósforo.Sacos de dormir para temperatura específica. bananada. 4. 11.Rádios portáteis para comunicação.Câmeras fotográficas digitais para fotografar os pontos. que pode mudar.Mochilas cargueiras de 50 e 77 litros.3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PELA EQUIPE DE RECONHECIMENTO DO CBMERJ Para este tipo de missão. sapatilhas para escalada. mosquetão. 10.Canivete suíço.Fogareiro com 5 recipientes de gás reserva. 7. um possível salvamento de pessoal civil ou até um próprio companheiro. como condição meteorológica. talheres. além de telefones celulares individuais dos integrantes da missão. ideal para se proteger da chuva e do frio. 16.Cantil de 1 litro de capacidade para captação de água. 15. 239 . 17.

recomenda-se fazer o percurso. e dependendo do ponto onde a pessoa se localiza.Binóculo para observação. As subidas são íngremes e muitas das descidas são acentuadas devido a subir para elevações e descer vales. barbeador. E para o acionamento do socorro terrestre. espelho. para que os mesmos se mantivessem secos quando em contato com água. 12. Geralmente é comum a mudança de tempo e o nevoeiro. que faz a visibilidade diminuir bastante. 20. pois se optar por seguir em frente.18. e estar portando equipamentos. 240 . fio dental. e o mesmo deve possuir bom preparo físico e psicológico. haverá possibilidade de desorientação e até mesmo o risco de se aproximar dos muitos abismos.Além de todos os equipamentos estarem impermeabilizados com sacos plásticos consistentes. e o risco de torção de pé e queda. onde o uso de um calçado específico se faz bastante necessário. 19. alimentação e vestuários próprios para completar a travessia com uma boa estrutura logística. também é grande.Kit de higiene pessoal: escova e creme dental. pois o risco de se perder é iminente. os locais são de acesso demorado e difícil acesso. Em condições de nevoeiro a dificuldade para acionar o socorro aéreo é dificultada devido a falta de referências. recomenda-se parar e esperar uma possível melhora das condições de visibilidade. Nesta travessia se sobe e se desce também por muitos trechos rochosos. por isso recomenda-se uso de calçado específico de boa aderência. se o interessado tiver real conhecimento das trilhas.4 RECOMENDAÇÕES Devido o trajeto ser de nível considerado pesado.

considerada a mais difícil do Brasil. normalmente inclui longos e complicados trechos de escalada artificial. Para concluir a escalada nesta via. 241 .5.E5 – Via muito perigosa. e um excelente planejamento logístico. é considerado de altíssimo grau de dificuldade. utilizando barracas e equipamentos adequados. são necessários sete dias escalando e dormindo na rocha. Figura 12. existe uma via de escalada “Big Wall”. pois esta possui graduações das mais difíceis de serem vencidas. um possível salvamento nesta via. Pedra do Sino. A extensão da via é de 600 metros de difícil escalada. Crux (lance mais difícil) IVSup. Grau do Artificial .A4+ e Grau de exposição . que incluem uso de proteções móveis específicas.5 POSSIBILIDADE REAL DE SALVAMENTO EM VIA DE ESCALADA.1 O croqui desta via é assim representado: D6: dois ou mais dias de escalada. conhecida como Terra de Gigantes. A sua extensão é de Na Pedra do Sino. Pedra do Garrafão. conquistada pelos escaladores Alexandre Portela e Sérgio Tartari no ano de 1985. Grau geral: 4º. Segundo relato de escaladores civis experientes. que na figura está a esquerda.12.

6. às vezes com guias que pouco conhecem da atividade e que muitas das vezes tem baixo conhecimento técnico para a prática desta modalidade com total segurança. pois cada vez mais pessoas em busca de emoção.6.6.6.6.6.3 e 12. praticam este esporte.12. Enquanto as figuras 12. cujo acesso se dá seguindo em frente à bifurcação no ponto 1.2 ilustram o rapel negativo praticado por pessoal civil na Cachoeira Véu da Noiva. As figuras 12.1 Figura 12. é praticada a modalidade de rapel negativo com uma saída do lado da queda dágua com cerca de 40 metros de altura.3 Figura 12.4 ilustram o rapel (cascading) praticado por pessoal civil em outra cachoeira também no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.6 POSSIBILIDADE REAL DE SALVAMENTO EM LOCAL DE PRÁTICA DE RAPEL Na cachoeira conhecida como Véu da Noiva em Petrópolis.1 e 12.6.4 242 .2 Figura 12.6. É um ponto que merece atenção do CBMERJ. Figura 12.

12. sendo que a equipe chegou a Pedra do Sino que é a maior montanha da Serra dos Órgãos com 2. às 17h50min. No dia 11 de julho a operação iniciou-se às 08h15min da manhã. que nasce a + ou – a leste e se põe a + ou – a oeste. onde foi montado acampamento. cujo centro está na cauda da constelação de escorpião. e descendo para Teresópolis. chegando ao destino (sede do ParNaSO – Teresópolis) às 21:15 horas do dia 11 de julho do corrente ano. A noite foi ministrada uma palestra de orientação através das estrelas.8 DURAÇÃO TOTAL DO RECONHECIMENTO O reconhecimento teve início às 10h03min do dia 10 de julho de 2007. No Ajax existe uma área de acampamento definida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. O reconhecimento do planeta Júpiter que estava visível no céu. às 16h15min do mesmo dia. e reconhecimento da estrela Denébola na a mais brilhante da constelação do cisne.1 243 . que estava visível + ou – na direção do norte. sendo a operação efetuada com sucesso sem baixas na equipe. e providenciada alimentação quente.263 metros de altitude. Figura 12. a partir do Abrigo 4.9. onde foram mostradas as constelações do cruzeiro do sul. constelação de escorpião. com chegada aos Castelos do Açu por volta das 16h15min do mesmo dia. local compreendido entre a Pedra do Queijo e a subida da Isabeloca. a Via Láctea.9 PONTOS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA NAS PARTES MAIS ALTAS DO PARQUE a) Este ponto localiza-se no Ajax. além da visão de parte da nossa galáxia. a partir da entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Petrópolis. 12.

9.3 244 .9. Figura 12.2 c) Captação de água pela 1º Ten BM Luciana Rocha no local conhecido como Vale do Paraíso. onde as pessoas que fazem a travessia pernoitam e se alimentam. Próximo a este ponto de captação de água existe uma área indicada pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos para montagem de acampamento.b) Local de captação de água frente + ou – 60 metros dos Castelos do Açu. Figura 12. que é um abrigo natural de pedras.

158 metros de altitude.2 Localizado a 2. a uma sensação térmica é muito baixa.10 PRINCIPAIS ABRIGOS NA PARTE ALTA DO PARQUE a) CASTELOS DO AÇU: Figura 12. e é ponto de partida para o cume da Pedra do Sino e Abrigo 4.10.d) Ponte no local conhecido por Vale das Antas. costuma-se montar acampamento.10. 245 . abaixo da mesma. O Vale das Antas é um local indicado pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos para a montagem de acampamento.1 Figura 12.9. Pelo fato der ser um local onde se venta muito. foi marcado como o 4º ponto de orientação no reconhecimento. Por ser um abrigo natural de pedras. mas se faz necessário o uso de purificador para consumir a mesma. geralmente em seu interior. o mesmo possui ponto de captação de água potável bem a sua frente.4 12. passa um córrego onde se capta água potável. Figura 12.

conforme ilustra a figura 12.3 Figura 12. 246 .5 Às 16h15min do dia 11 de julho de 2007. e há um funcionário do parque de permanência no mesmo para recebê-los.11.1 Figura 12. e pontos de captação de água potável. já há sinal de cobertura para telefone celular. Ao seu redor há área de camping. 12. o nome do CBMERJ mais uma vez se fez presente na montanha mais alta da Serra dos Órgãos.4 Figura 12.11.131 metros de altitude.263 metros da referida montanha.11.11.10.b) ABRIGO 4: Figura 12.11. é o melhor ponto de pernoite do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.4. e nesta se localiza o marco de concreto que marca a altitude de 2.10. dispõe de infra instrutura.11.263 METROS DE ALTITUDE Figura 12. Neste ponto.3 Figura 12. para melhor servir os excursionistas.11 ACESSO AO CUME DA PEDRA DO SINO COM 2.4 Localizado a 2.2 Figura 12.

2 c) PEDRA DO QUEIJO–PONTO 2 Latitude/ Longitude: S22º28. Local para pernoite: No próprio ponto. Altitude. Ponto de captação de água potável: Cerca de 150 metros a frente da bifurcação no rio do Bonfim.3 247 . Pousadas próximas a entrada do ParNaSO Ponto de captação de água potável.12.1 b) BIFURCAÇÃO DA CACHOEIRA VÉU DA NOIVA E TRILHA PARA A PEDRA DO QUEIJO–PONTO 1 Latitude/ Longitude: S22° 27. Local para pernoite: Bifurcação para a Cachoeira do Véu da Noiva.940’.13 ROTEIRO DA TRAVESSIA POR FOTOS DOS PONTOS a) ENTRADA DO PARNASO–PI-PONTO INICIAL Latitude/ Longitude. Ponto de captação de água potável: Não há. S22º27.706’. Figura 12. Pontos Críticos até o próximo ponto: Subida íngreme para o P2 e abismos. 7514450 x 696119 Local para pernoite. Altitude.095 metros Ponto Crítico até o próximo ponto. Figura 12. No trecho entre o PI e o P1 Local para pouso de helicóptero. Local para pouso de helicóptero: Não há.13.300m.13. Altitude: 1.550 metros. Pontos Críticos até o próximo ponto: Subida íngreme para o P3 e abismos.428’ Coord. Coordenadas retangulares: 7513924 x 698060. 1.687’ x W43º05. Terreno acidentado Figura 12.380’ x W43º04.994’ x W43° 04.13. Local para pouso de helicóptero: Pairado próximo ao ponto. Coordenadas retangulares: 7513588 x 697725. Retangulares. 1. Ainda se faz possível o socorro através de viaturas de salvamento.

Altitude.4 e) SUBIDA DA ISABELOCA-LOCAL COMPREENDIDO ENTRE O PONTO 2 E PONTO 3 Figura 12. Ponto de captação de água potável: Não há.13.13. 2. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto. Local para pernoite: Local não aconselhável por ser terreno rochoso.6. e o mesmo permite que a aeronave possa realizar um embarque e desembarque pairado. Figura 12.d) AJAX–LOCAL COMPREENDIDO ENTRE O PONTO 2 E PONTO 3 Este local é recomendado pelo ParNaSO para montagem de acampamento.13. Figura 12. Este ponto é importante. Além de possuir ponto de captação de água próximo. Coordenadas retangulares: 7512086 x 698119. já foi registrado no mesmo vários salvamentos através das aeronaves do CBMERJ. 248 .5 f) CHAPADÃO–PONTO 3 Latitude/ Longitude: S22° 29.062 metros.435’. Pontos Críticos até o próximo ponto: Terreno acidentado e abismos.137’ x W43° 04.

7 h) VALE ENTRE O AÇU E MORRO DO MARCO–PONTO 5 Latitude/ Longitude: S22° 28.158 metros.872 x W43° 03.9 249 . Local para pouso de helicóptero: Não há. Coordenadas retangulares: 7512555 x 699803.13. Figura 12.8 I) MORRO DO MARCO–PONTO 6 Latitude/ Longitude: S22° 28. Coordenadas retangulares: 7512624 x 700073. Local para pernoite: No interior dos Castelos do Açu e atrás. Local para pernoite: Não aconselhável.13. Coordenadas retangulares: 7512162 x699452. Local para pouso de helicóptero: Pairado nas proximidades. Pontos críticos até o próximo ponto: Subida íngreme e abismos até o Morro do Marco.144 metros. do mesmo há área de acampamento. Altitude: 2.081 metros. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto. com uso de clorim. Ponto de captação de água potável: Não há. Local para pernoite: Não aconselhável local rochoso. pois a água é parada.843’ x W43° 03. Ponto de captação de água potável: Próximo ao ponto descendo pela vegetação há uma ravina com água. 13. Figura 12. Figura 12.328’.492’. 2. Altitude.062’ x W43° 03. Pontos críticos até o próximo ponto: Descida íngreme em trecho rochoso e sumiço de trilha até o vale da luva.724’.g) CASTELOS DO AÇU–PONTO 4 Latitude/ Longitude: S22° 29. Pontos críticos até o próximo ponto: Terreno acidentado e abismos. Altitude: 2. Ponto de captação de água potável: Frente ao Açu.

212 metros.236’. pontos próximos. Coordenadas retangulares: 7513598 x 700488.13.13. Altitude: Pontos críticos até o próximo ponto: Subida íngreme em trilha irregular para o Morro da Luva.12 250 . Figura 12. Pontos críticos até o próximo ponto: Descida íngreme em trecho rochoso. Local para pernoite: Local rochoso.11 m) SUBIDA DO ELEVADOR (ESCADA DE VERGALHÃO FIXADA NA ROCHA)–LOCAL ENTRE O P8 E P9 Figura 12. não aconselhável. Figura 12. Ponto de captação de água potável: Não há. Local para pouso de helicóptero: No Morro do Marco ou no Morro da luva. sumiço de trilha e subida em escada de vergalhão para o Morro do Dinossauro. Local para pernoite: Neste ponto o ParNaSO aconselha acampar.10 l) MORRO DA LUVA–PONTO 8 Latitude/ Longitude: S22° 28. Ponto de captação de água potável: No próprio ponto há uma nascente com água corrente. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto.13. Altitude: 2.J) VALE DO PARAÍSO–PONTO 7 Latitude/ Longitude: Coordenadas retangulares: 7513123 x 700178.344 x W43° 03.

Ponto de captação de água potável: No próprio ponto há água corrente. Local para pernoite: O ParNaSO recomenda acampar nesta área. Figura 12.n) MORRO DO DINOSSAURO–LOCAL ENTRE O P8 E P9 Figura 12.339.14 p) DORSO DA BALEIA-LOCAL ENTRE O P9 E P10 Figura 12.13. existem 3 trechos que se faz necessário uso de corda e emprego de técnica de escalada.509’ x W43° 02. Pontos críticos até o próximo ponto: Rumo a Pedra do Sino.15 251 . Altitude: 1948 metros. Coordenadas retangulares: 7514450 x 701405.13.13.13 o) VALE DAS ANTAS–PONTO 9 Latitude/ Longitude: S22° 27. Local para pouso de helicóptero: Não Há.

17 s) PEDRA DO SINO–PONTO 10 Latitude/ Longitude: S22° 27.q) CAVALINHO . Figura 12.SUBIDA PARA A PEDRA DO SINO–LOCAL ENTRE O P9 E P10 3º local que se fez necessária a fixação de corda para a tropa prosseguir rumo à Pedra do Sino. a montanha mais alta da serra dos Órgãos.13.13. Figura 12.16 r) ESCADA NA SUBIDA PARA A PEDRA DO SINO–LOCAL ENTRE O P9 E P10 Figura 12. Pontos críticos até ao abrigo 4: Trilha em solo rochoso e abismos. Coordenadas retangulares: 7514685 x 702631.617’ x W43° 01. Local para pernoite: Probido pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos o pernoite no cume da Pedra do Sino.13. Altitude: 2.18 252 .263 metros. Ponto de captação de água potável: Não há.811’. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto.

13. Ponto de captação de água potável: Nas adjacências do abrigo 4.t) ABRIGO 4–PONTO 11 Local para pernoite recomendado pelo ParNaSO e em sua adjacência é possível montar acampamento.13.13.131. Figura 12. Altitude: 2.19 u) ÁREA PRÓXIMA AO ABRIGO 3–LOCAL ENTRE O P11 E P12 Figura 12.20 v) ABRIGO 1–LOCAL ENTRE O P11 E P12 Figura 12. Local para pouso de helicóptero: Nas proximidades do abrigo 4. Pontos críticos até Teresópolis: Trilha irregular e abismos.21 253 .

Sendo que a equipe de reconhecimento viu estas pessoas no Abrigo 4. 254 .846. Local para pouso de helicóptero: Já se faz possível o socorro através de viaturas salvamento. Altitude: 985 metros. Figura 12. Ponto de captação de água potável: No próprio ponto existem vários locais de captação de água potável. que por fim acionou o quartel da área e o próprio Parque Nacional da Serra dos Órgãos. um dia antes. foi acionado via tel celular dos desorientados. pois horas depois as mesmas foram encontradas e orientadas. e ficou pronto para o novo acionamento que não se fez necessário. Coordenadas retangulares: 7516213 x 704374. E o 6º GBM-Friburgo. Local para pernoite: Existem abrigos dentro do próprio parque que necessitam de autorização para pernoitar.13. das mesmas se perderem.x) SAÍDA EM TERESÓPOLIS–PONTO 12 Latitude/ Longitude: S22° 26873’ x W43° 00. No dia 12 de julho de 2007. que diminui o tempo de descida em cerca de 50 minutos em relação a trilha original. existe uma trilha conhecida por cota 2000.14 PONTO DE ATENÇÃO Na descida do abrigo 4 para a sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis.22 12. 04 pessoas entraram nesta trilha e vieram a se perder.

tendo como Oficiais: Cap BM Fróes (formado na 20ª turma do CSMont). a temperatura chegou a 0º C. mas foi tranquilamente suportada. A utilização do receptor GPS e os conhecimentos de orientação topográfica da equipe de instrução foram decisivos para o sucesso da operação. esta equipe teve por desafio honrar o nome da Corporação. os Cadetes BM do 2º ano do CFO da ABMDP II. pois todos os integrantes da operação estavam portando materiais próprios para temperaturas negativas. A marcha em direção aos Castelos do Açu. seja qual for a condição climática. e foi autorizada a montagem do acampamento. Na madrugada do dia 18 de setembro de 2008. e a equipe de instrução comandada pelo Ten Cel BM Magnelli Subcmt da ABMDP II. com total sucesso e sem baixas na equipe. Cap BM Vitoriano e Cap BM Martins Oliveira (possuidores do Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal). A equipe executou a instrução debaixo de muito frio. noite. pois o risco de se desorientar é iminente. tempo fechado e pouca visibilidade. calor ou frio. Às 08h00min do dia 18 de setembro de 2008. tendo em vista que o cenário real e adverso de Busca e Salvamento em Montanha estava descrito. teve início às 04h30min do dia 17 de setembro de 2008. foi iniciada a marcha em direção à saída do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Petrópolis. condições em que normalmente não é realizada esta travessia. foram proferidas palavras do Ten Cel BM Magnelli. realizaram a Travessia partindo de Teresópolis e chegando aos Castelos do Açu em um único dia com mais 44 Cadetes. 255 .15 FEITO MARCANTE DO CBMERJ Nos dias 17 e 18 de setembro do ano de 2008. se não fosse as adversidades da natureza encontradas durante a duração da mesma. Considerando que o CBMERJ tem por função realizar buscas em qualquer tipo de terreno. Subcmt da ABMDP II elogiando o desempenho do efetivo presente na operação. Após atingir o objetivo. chuva. Esta travessia seria uma instrução de Busca e Salvamento em Montanha dentro da normalidade. além de uma alimentação própria para o esforço que a atividade exigiu. tendo sua chegada no destino às 19h10min do mesmo dia. dia. vento. Cap BM Méd Bousquet e como Praça o Cb BM Cunha (formado na 19ª turma do CSMont). tendo sua chegada por volta das 12h00min do mesmo dia.12.

Figura 12.15.1.15. todo o efetivo empenhado na operação foi recepcionado pelo Sr Cel BM Bento – Diretor Geral de Ensino e Instrução do CBMERJ.3 Cadetes no Açu 18/09/2008.15.4 – Desmontagem do acampamento no Açu .2 – elevador 17/09/08.Comandante da ABMDP II.15. Figura 12. Os Oficiais superiores supramencionados demonstraram sua plena satisfação com a qualidade que a instrução foi ministrada.5 – Saída do Açu em direção a Petrópolis – 18/09/2008.15.abrigo 3 -17/09/08. 256 . e pelo Ten Cel BM Gilberto Mendes . Figura 12. As fotos abaixo ilustram momentos da travessia Teresópolis – Petrópolis.No retorno à ABMDP II. Figura 12.18/09/2008 Figura 12.15.6 – Chegada em Petrópolis 18/09/2008. e elogiaram o empenho de todos os Bombeiros Militares empenhados na mesma. Figura 12.

e acidentes ocasionalmente trágicos. que irão orientá-lo da melhor maneira possível. 13. o compromisso com o bem estar do grupo e o zelo do meio ambiente é primordial para o sucesso nestas empreitadas. caso haja necessidade de barraca.CAPÍTULO XIII . Devido ao exposto. escolha uma que seja pequena e leve. e o conhecimento da sua correta utilização. b) Escolha a mochila adequada para a sua atividade. 257 . o saco de dormir deve ser leve e adequado ao clima. causando o menor impacto possível. objeto principal deste módulo. porém resistente e impermeável. saiba como distribuir o peso para evitar esforço desnecessário. c) Tenha sempre lanterna. a ignorância sobre como conviver em harmonia com a natureza. agasalho. mesmo na situação de participante. Tais problemas podem ser contornados seguindo e ensinando algumas regras simples. que protegerão o meio ambiente. poderá criar problemas ambientais nem sempre facilmente solucionados. acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos.1 Nas incursões aos ambientes naturais.MÍNIMO IMPACTO – TRANSCRIÇÃO DE TEXTO DO MANUAL DO GRUPO RAPEL E CIA 13. capa de chuva e um estojo de primeiros socorros. alimento e água.2 EQUIPAMENTOS a) Tenha certeza de que dispõe do equipamento apropriado para cada situação. surge a necessidade da conscientização e emprego de algumas técnicas básicas para um melhor aproveitamento nas atividades. darão maior prazer e evitarão acidentes. qualquer dúvida consulte os instrutores da atividade. mesmo em atividades de um dia ou poucas horas de duração.

Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural. rios. o mesmo procedimento se aplica na hora de escovar os dentes e tomar banho. A melhor forma de se caminhar em trilhas é em fila indiana. cave uma latrina com 15 centímetros de profundidade e a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. e não jogue restos de alimentos na água. O ecologicamente correto seria considerar o papel higiênico como lixo para retorno. lagos. trilhas ou locais de acampamento. 258 . deixado por alguém. não provoque incêndio. as embalagens podem não queimar completamente e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. ou seja. a degradação se tornará maior no futuro. 13. etc. não queime nem enterre o lixo. b) Para lavar pratos.4 HIGIENE E RESPEITO a) Nunca deixe o lixo. a transposição de alguns obstáculos também faz parte do desafio. porém é viável que se queime desde que observadas as normas de segurança. caso encontre algum lixo pelo caminho. É altamente desagradável encontrar “cacos de vidro” ou papel higiênico. para isso certifique-se de que está levando sacos plásticos para acondicioná-los. pode trazê-la vazia na volta.3 TRILHAS E LOCAIS DE ACAMPAMENTO Mantenha-se nas trilhas já existentes. se porventura houver a necessidade de sair da fila. pois estará dando a sua contribuição. se possível recolha. traga-o sempre de volta. não use sabão em fontes. é eficiente e não polui.13. que providenciará para que o grupo aguarde o seu retorno. evitando atalhos e jamais abra trilhas novas mesmo que a trilha principal não ofereça boas condições. talheres e panelas pode ser usada areia do fundo do rio. O fato de contornar a parte danificada de uma trilha. c) Caso não haja instalações sanitárias. colha um pouco d’água e lave os seus pertences afastado das fontes e rios. somente o faça com o conhecimento do instrutor. aonde o mais experiente vai à frente e o cerra fila vai ao final.

259 . 13. cozinhar com um fogareiro é mais rápido e prático.d) Controle seus instintos de destruidor. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. b) O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo.6 SAÚDE a) Aprenda como prestar os primeiros socorros e tenha sempre um estojo com os medicamentos necessários. e existem casas que as vendem de uma maneira bem mais garantida de progredir. e) Não mexa em ninhos de espécie nenhuma. pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais. degradam o local e representam uma grande causa de incêndios florestais. a fadiga leva a exaustão. Se houver a necessidade de acender uma fogueira. não quebre ou corte galhos de árvores. Também é válido para as mudas de plantas ou flores. além de correr o risco de um ataque da mãe. um kit de primeiros socorros mais detalhado deve ficar por conta do profissional da área de saúde. e a exaustão propicia acidentes. podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente.5 FOGUEIRA Fogueiras matam o solo. o filhote pode ser rejeitado por estar com o seu cheiro. mesmo que estejam mortas ou tombadas. na situação de participante bastam poucos medicamentos e algum material para curativo. que ficariam lindas na sala. 13. que supostamente saberá fazer uso mais aprofundado. além da transmissão de doenças. a proximidade pode ser interpretada como ameaça e provocar um ataque. c) Tenha o pleno conhecimento das suas condições físicas. f) Observe os animais à distância. porém nem sempre elas suportam a viagem e morrem o que não irá acontecer no seu local de origem. não persiga e não pegue filhotes. utilize os conhecimentos necessários para executá-la dentro das normas de segurança.

Assim. ela pode ocorrer em temperaturas acima de zero. de acordo com o local a ser visitado. se beber grandes doses de água.d) Esteja alerta para os sintomas de hipotermia. e) Água é vital durante longas caminhadas. seu corpo estará sendo hidratado conforme a necessidade dele. seu organismo eliminará o que não for necessário a ele. previna-se da hipotermia evitando a exposição e a fadiga. além da cobertura. É interessante portar sempre um pequeno agasalho. Tenha a mesma preocupação com a insolação e outros males causados pelo calor intenso e perda de sais. se vista de forma a permanecer quente e obter proteção do vento e da chuva. a hipotermia ocorre quando a temperatura do centro do corpo chega abaixo do normal por excesso de exposição ao frio ou umidade. 260 . beba um pouco de água a cada 15 minutos. protetor solar e repelente. óculos escuros. O tratamento se inicia abrigando a vítima do vento e chuva e rapidamente secando-a e aquecendo-a.

LOCAL DE INSTRUÇÃO DO CSMONT E CPCIF (TRANSCRIÇÃO DO CONTEÚDO DO WEBSITE DO PNI A PARTIR DE 2006) Regras para o uso do planalto do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares. grupos especiais e grupos acima de 20 pessoas 1. d.7 REGRAS DE MÍNIMO IMPACTO PARA O USO DO PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA. c. locais e descrição das atividades. Quanto ao pedido de utilização da área do PNI por mais de um dia a. que deverá orientá-las quanto ao cumprimento destas regras. os grupos especiais e os grupos acima de 20 pessoas deverão encaminhar seus pedidos diretamente à Administração do Parque. b. Caso o efetivo total empregado (montanhistas. horários. e. Em qualquer destas situações. As unidades militares que não forem do Exército. a antecedência do pedido para a realização de atividades dentro do Parque Nacional do Itatiaia passa a ser de 02 (dois) meses (sessenta dias). 261 . Quanto aos objetivos destas regras a. Defesa Civil e outras instituições definidas pela Administração do Parque. definem-se grupos especiais como aqueles integrados por: Polícia Federal. grupos especiais e grupos acima de 20 pessoas que permaneçam por mais de um dia nesta área.6. Definir as atribuições e responsabilidades para o uso da área do Planalto do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares. de forma a possibilitar que a Administração do Parque faça a divulgação desta atividade de maior porte. efetivos. Para fins de entendimento destas regras. 2. A antecedência do pedido deverá possibilitar que se cumpram os prazos previstos para entrada junto à Administração do Parque. O pedido para a realização de atividades de pequeno porte dentro do Parque Nacional do Itatiaia deverá ser feito com antecedência mínima de 20 (vinte) dias à Administração do Parque. b. alunos e apoios) no interior do parque seja superior a 20 (vinte) pessoas. que deverá orientá-los quanto ao cumprimento destas regras. com os respectivos dias. no pedido de utilização do Parque Nacional do Itatiaia deverão constar todas as atividades a serem realizadas. As unidades militares do Exército deverão encaminhar os seus pedidos de utilização do parque por intermédio do Comando da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Polícia Civil.

Deve-se evitar realizar atividades nos feriados e no mês de julho. prática de natação ou atividades congêneres. Quanto às restrições de atividades a. de modo a intervir o mínimo possível no ambiente. Em outros horários. e evitando manifestações ruidosas. a unidade militar. lacrimogêneos etc. 5. evitando-se sábados e domingos. artifícios pirotécnicos e agentes químicos (fumígenos. d.3.) dentro da área do Parque Nacional do Itatiaia. (Fl 2 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) b. Antes da realização do exercício. b. não removendo a vegetação. não fazendo pixações de qualquer espécie. 262 . Quanto ao período de realização de atividades por militares e por grupos especiais a. 4. como por exemplo: não movendo pedras. As atividades a serem desenvolvidas deverão estar voltadas prioritariamente para o treinamento das técnicas de montanhismo (marchas e escaladas). As atividades de montanhismo e de escalada deverão ser realizadas somente nos dias úteis de semana. É proibido realizar disparos com arma de fogo (com munição real ou de festim) ou acionar explosivos. ambulâncias etc. caminhonetes. O trânsito de veículos pequenos (jipes.) e de veículos grandes (caminhões. não acendendo fogueiras. ônibus etc. Deve-se reduzir ao mínimo necessário a utilização de iluminação artificial (elétrica ou lampião) em áreas abertas. nem criando atalhos.) no trecho posto-três / Abrigo Rebouças deverá ser realizado fora do horário de visitação estabelecido pela administração do Parque. o grupo especial ou o grupo acima de 20 pessoas deverá instruir seus subordinados ou integrantes quanto às regras de mínimo impacto ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). não pisoteando fora das trilhas. durante as vinte e quatro horas do dia. somente poderá ocorrer mediante solicitação prévia e autorização da administração do Parque. É proibido o uso da represa do abrigo Rebouças para o banho. c. Quanto às atividades a serem realizadas a. b.

com o mínimo de dispersão. somente permanecerão montadas durante os finais de semana aquelas imprescindíveis à 263 . não é permitido o trânsito de veículos de nenhuma espécie.e posto médico . pelos grupos especiais e pelos grupos acima de 20 pessoas. que se destinará futuramente a camping (tão logo sejam construídos um banheiro com fossa e uma área de coleta de lixo). c. todas as instalações deverão estar concentradas ao máximo. Quanto às obrigações do usuário a. Somente veículos pequenos poderão permanecer estacionados nas imediações do Abrigo Rebouças. Caso as instalações de apoio que estejam montadas nas imediações do Abrigo Rebouças tenham que ser utilizadas por mais de uma semana. No período de interdição do trecho posto-três / Abrigo Rebouças.material de escalada . g. civil ou militar. Deverá ser afixada uma placa ou faixa nas adjacências dos banheiros externos (próximos ao abrigo Rebouças). A fim de facilitar a supervisão das atividades por parte da Administração do Parque e a coordenação e controle da tropa ou grupamento pelas próprias unidades militares. o grupo especial ou o grupo acima de 20 pessoas (e sua instituição) que está realizando o exercício. 6. salvo casos emergenciais.devido aos locais de ocorrência das atividades de risco) poderão ser montadas na imediações do Abrigo Rebouças.devido à proximidade da fonte d’água . normalmente entre os meses de novembro e fevereiro. identificando a unidade militar. As barracas de alojamento (acampamento) deverão ser montadas na área próxima ao posto-três.e.latrinas ou banheiros químicos . Os veículos grandes deverão permanecer no estacionamento próximo ao posto-três. f. Deve-se respeitar a capacidade diária de suporte das trilhas e áreas diversas. sem prejuízo das vagas destinadas aos visitantes. por força da reprodução do melanophriniscus moreirae (sapo “flamenguinho”). b.devido ao peso e necessidade de transporte .devido à capacidade das fossas . d. conforme as normas estabelecidas pela Administração do Parque. O recebimento e a entrega (devolução) do Abrigo Rebouças seguirão as normas específicas estabelecidas pela Administração do Parque. Algumas instalações de (Fl 3 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) apoio (cozinha .

7. Quanto ao tratamento dos resíduos de cozinha a. Independentemente de onde estiver localizada. f. equipamentos (inclusive de cozinha) e alojamento de pessoal para operá-las. 8. inclusive embalagens e detritos alimentares. nenhum lixo ou excrementos podem ser enterrados na área do Parque. conforme previsto nas normas do Parque. durante e ao término do exercício. deverá ser obrigatoriamente coletado. deverá ser providenciada e afixada pelos usuários (unidades militares. Esta medida evitará o uso de atalhos (o que causaria a abertura de novas trilhas) e / ou o pisoteio fora das trilhas abertas à visitação. a cargo dos usuários (unidades militares. Nesta faixa deverá constar um esclarecimento aos visitantes quanto à interdição daquelas trilhas naqueles dias. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Todo o lixo produzido. acondicionado (embalado) e transportado para fora da área do Parque Nacional do Itatiaia. assim como de deslocamentos a outros locais. com uma antecedência de três dias. facilmente revolvido pela ação das chuvas.guarda de material. sob a responsabilidade de sua Administração. caso o efetivo atinja a capacidade de suporte das trilhas. Este esclarecimento deverá também ser difundido no site de internet do Parque Nacional do Itatiaia. Caso o efetivo seja superior a 20 (vinte) pessoas. e. 264 . grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Devido à natureza arenosa e pedregosa do solo. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). e ao risco de contaminação do lençol freático. deverá ser obrigatoriamente providenciado o balizamento (com bandeirolas ou outros meios de sinalização visual) dos itinerários nas trilhas a serem percorridas pela tropa ou grupamento. pelos usuários (unidades militares. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). providenciada pelos usuários (unidades militares. uma faixa informativa no quilômetro “zero” da estrada de acesso ao Planalto do Itatiaia (Garganta do Registro). a instalação da cozinha deverá contar com um sistema de tratamento de resíduos e da água utilizada na confecção dos alimentos e na limpeza dos utensílios. Quanto ao tratamento do lixo a. Nos dias de realização de escaladas ao Pico das Agulhas Negras e às Prateleiras.

as fossas do abrigo Rebouças e dos banheiros externos deverão ser obrigatoriamente esvaziadas pelos usuários (unidades militares. 265 . 10. ao término do exercício. Quanto às atribuições da administração do PNI a. Caso o efetivo total empregado na atividade seja superior a 20 (vinte) pessoas e a duração das atividades seja superior a três dias. (Fl 4 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) b. negar ou propor alterações nas atividades previstas que não estejam em conformidade com estas regras ou de unidades militares ou instituições que não as tenham obedecido anteriormente. Caso o efetivo total empregado na atividade seja superior a 20 (vinte) pessoas. c. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). 11. como o modelo SIEsp/AMAN) pelos usuários (unidades militares. A supervisão durante a execução das atividades será atribuição exclusiva da Administração do Parque e estará a seu cargo. Quanto à supervisão das atividades desenvolvidas a. Caso haja impossibilidade (devido ao tempo ou à distância) de se deslocar a tropa ou grupamento (ou um ou mais de seus integrantes) para próximo destes. em quantidade compatível com a capacidade de cada banheiro. as necessidades fisiológicas deverão ser feitas em sacos plásticos resistentes e depois transportadas até os banheiros. Durante a realização das atividades os banheiros públicos não poderão ter o seu acesso barrado aos visitantes do Parque.9. d. deverão ser obrigatoriamente instalados banheiros químicos (ou sistema de fossa seca. Cabe à Administração do Parque autorizar. Os excrementos (fezes e urina) deverão ser feitos obrigatoriamente em banheiros (existentes ou químicos instalados). limitar. fazendo-o por escrito e dentro do menor prazo possível. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Quanto ao uso dos banheiros e tratamento dos excrementos a.

facilitará o trabalho do montanhista e proporcionará um melhor atendimento as vítimas. e das técnicas mostradas neste módulo. PARA FRENTE!!! PARA O ALTO!!! MONTANHA!!! 266 . Hoje em dia a tecnologia propiciou um aprimoramento na fabricação dos equipamentos deixando–os mais leves e mais resistentes. devemos manter a concentração nas atividades em que estivermos empenhados. E nas operações que envolvam risco de vida. perfeição e segurança”. E a correta aplicação dos procedimentos técnicos utilizados nas operações de Salvamento em Montanha. e assim cumprir o lema operacional do Salvamento em Montanha. continuar zelando pela segurança pessoal e a dos companheiros que estejam empenhados na mesma.CONCLUSÃO O presente manual tem o objetivo de atualizar os conhecimentos dos Bombeiros Militares cursados em Salvamento em Montanha. O treinamento constante e a especialização do BM são importantes para a absorção do conteúdo didático exposto neste manual. Visando informar os mesmos sobre a correta utilização dos equipamentos. trabalhando sempre com “agilidade. Mas apesar de toda elevação da resistência dos mesmos. e utilizar o equipamento dentro das suas condições de trabalho e segurança.

disponível em www.br. 3) Manual do Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ.br. 6)Tom Papp. 12) Catálogos Kong Bonait. Beal cordas.org. disponível em www. 2) Manual de Estágio Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha e arquivos digitais dos Cursos Básico e Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. Camp. Milet. 7) Manual de montanhismo do Grupo Rapel e Cia.br. 267 . 19) Website Trilhas e Aventuras. DMM.trilhas eaventuras. disponível em www. disponível em www. 9) Catálogos das empresas fabricantes de cordas Plasmódia. Roca.betarytreinamento.bio. Casa das Cordas.femerj.br. 18) Manual de técnicas de escalada.br. disponível em www. 17) Website com texto do escritor Átila Barros.br/site_atila_barros_off.mte. 14) Website do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil. Anthron. 10) Manual de nós e voltas da Marinha do Brasil. 2ª edição 1996. disponível em www.gov. montanha. Black Diamond.Snake. Escale Melhor e com Mais Segurança. Lucky.com.BIBLIOGRAFIA 1) Manual de Montanhismo do CBMERJ.com. 11) Livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. colaborador da Webventure. 16) Website do Clube Paranaense de Montanhismo. e Cousin. Simond Chamonix.br/cpm/história-montanhismo-brasil.com. 8) Website da FEMERJ – Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro. 15) Website cordas Plasmódia. Camp.plasmódia. Black Diamond. disponível em www. 5) Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 13) Informativo da Betary treinamento técnico. catálogo Petzl. Kailash.cpmorg. ano de 1991. New England. Cordoaria São Leopoldo.com. Kong e Trilhas e Rumos. 4) Guia de escaladas da Urca e de escalada e trilhas da Floresta da Tijuca.

ceteresopolitano.br/parnaso.com.petzl. nº 31 de maio de 2007.com. proporcionaram a confecção deste manual. 28) Manual de Busca e Salvamento em Cobertura Vegetal de Risco do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. disposto em www. disposto em www.parquenacionaldoitatiaia. 29) Website do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. disponível em www.ibama.br. 31) Website go outside. disposto em http://wickpedia. disposto em www.br 32) Website do Centro Excursionista Teresopolitano.terra. 37) Fotos dos Cursos de Salvamento em Montanha do CBMERJ dos anos de 2004. troca de conhecimentos com profissionais do meio civil e militares de Corporações co–irmãs e Forças Armadas. CSMont do CBMERJ / 1º GSFMA dos anos 2004. disponível em www.br. 25) Wickpédia a enciclopédia livre. Instrução de atualização de Montanhistas no 1º GSFMA/2007.20) Website M. 36) Portal Alta Montanha.org.br. 33) Revista Fator 2. 2005.com.com.org. disponível em www. 27) DVD Terra de Gigantes.br. 268 .equinox.com. disponível em www. 26) Website da Empresa Equinox. 35) Documentário a conquista do Everest. 24) Marski montanhismo e escalada. além de intensos treinamentos específicos para a atividade. 21) Website montanhas do rio. 2005.Arnaud. disposto em www. 38) Instruções práticas do CSAlt do CBMERJ / 1º GBS ano de 2002. 2006.m.com. 30) Figuras Petzl disponíveis em www.com. 22) Website do Parque Nacional de Itatiaia.marsk. disponível em www.altamontanha.mundovertical.com.gov.suapesquisa. disposto em www. 34) Website sua pesquisa. disponível em www. 23) Website mundo vertical.com.montanhasdorio. 2008 e seus respectivos instrutores e monitores. gooutside.org/index.arnaud.

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