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Sumário 1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 03 2. REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 04 2.1. Sistema Urinário ..................................................................................................... 04 2.1.1. Órgãos do Sistema Urinário ................................................................................ 04 2.1.1.1. Rim ................................................................................................................... 04 2.1.1.1.1. Funções dos Rins .......................................................................................... 05 2.1.1.1.2. Corte Frontal do Rim ..................................................................................... 06 2.1.1.1.3. Néfrons .......................................................................................................... 06 2.1.1.2. Ureter ............................................................................................................... 07 2.1.1.3. Bexiga Urinária ................................................................................................. 07 2.1.1.4 Uretra ................................................................................................................ 08 2.1.1.4.1. Uretra Masculina ........................................................................................... 09 2.1.1.4.2 Uretra Feminina .............................................................................................. 09 2.2. Sistema Genital Masculino ..................................................................................... 09 2.2.1.Órgãos Genitais Masculinos................................................................................. 09 2.2.1.1. Testículos ......................................................................................................... 10 2.2.1.2. Epidídimo ......................................................................................................... 11 2.2.1.3. Ducto Deferente ............................................................................................... 11 2.2.1.4. Ducto Ejaculatório ............................................................................................ 12 2.2.1.5. Uretra ............................................................................................................... 12 2.2.1.6. Glândulas Seminais.......................................................................................... 13 2.2.1.7. Próstata ............................................................................................................ 13 2.2.1.8. Glândulas Bulbouretrais ................................................................................... 14 2.2.1.9. Pênis ................................................................................................................ 14 2.2.1.10. Escroto ........................................................................................................... 15 2.3. Sistema Genital Feminino ...................................................................................... 15

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2.3.1.Órgãos Genitais femininos ................................................................................... 16 2.3.1.1. Ovários ............................................................................................................. 16 2.3.1.2. Tubas Uterinas ................................................................................................. 16 2.3.1.3.Útero.................................................................................................................. 16 2.3.1.4. Vagina .............................................................................................................. 17 2.3.2.Órgãos Genitais Externos .................................................................................... 17 2.3.2.1. Monte do Púbis ................................................................................................ 17 2.3.2.2. Lábios Maiores ................................................................................................. 17 2.3.2.3. Lábios Menores ................................................................................................ 17 2.3.2.4. Estruturas Eréteis ............................................................................................. 18 2.3.2.5. Glândulas Vestibulares Maiores ....................................................................... 18 2.3.2.6. Glândulas Vestibulares Menores ...................................................................... 18 2.4. Mamas.................................................................................................................... 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 20

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1. INTRODUÇÃO Excreção e reprodução constituem duas funções biológicas básicas, que nos animais superiores se realizam por meio de uma série de órgãos complexos, os quais formam, em conjunto, o aparelho urogenital. Aparelho urogenital é a unidade anatômica constituída pelos órgãos formadores e eliminadores da urina e pelos órgãos genitais responsáveis pela reprodução e perpetuação da espécie. Na espécie humana, como em outros mamíferos, o aparelho urinário compõe-se de dois rins, dois ureteres, bexiga urinária e a uretra. Os órgãos genitais compreendem, no homem, o pênis, os testículos, o epidídimo, a próstata, o escroto, o cordão espermático e as vesículas seminais; na mulher, compreendem a vulva, a vagina, o útero, as trompas e os ovários. A função primordial do aparelho reprodutor é perpetuar a espécie por meio de reprodução. O Sistema Reprodutor Masculino é o conjunto de órgãos encarregado da reprodução no homem, assim como o Sistema Reprodutor Feminino é o conjunto de órgãos encarregado da reprodução na mulher. O organismo feminino é mais complexo que o do homem, pelo fato de possuir mais um órgão e consequentemente mais uma função: o útero que abriga e propicia o desenvolvimento de uma nova vida, resultante da união dos gametas.

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2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Sistema Urinário A urina é um dos veículos de excreção em que conta o organismo. Assim, o sistema urinário compreende os órgãos responsáveis pela formação da urina, os rins, ureteres, bexiga urinária e uretra. Esses mecanismos são essenciais para a manutenção da homeostase, isto é, consiste em manter o meio interno do corpo dentro de certos limites fisiológicos. O meio interno refere-se ao fluído entre as células, chamado de líquido intersticial (intercelular). Este aparelho pode ser dividido em órgãos secretores - que produzem a urina - e órgãos excretores - que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do corpo. Os órgãos urinários compreendem dois rins, que produzem a urina, dois ureteres ou ductos, que transportam a urina para a bexiga, onde fica retida por algum tempo, e a uretra, através da qual é expelida do corpo. Além dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário funcionam como um encanamento constituindo as vias do trato urinário. Essas estruturas: ureteres, bexiga e uretra – não modificam a urina ao longo do caminho, ao contrário, elas armazenam e conduzem a urina do rim para o meio externo. 2.1.1. Órgãos do Sistema Urinário 2.1.1.1. Rim É um órgão par, abdominal, em forma de grão de feijão, situados à direita e à esquerda da coluna vertebral, localizados logo acima da cintura, entre o peritônio e a parede posterior do abdome, o que o identifica como retroperitoneal, sendo que o rim direito ocupa uma posição inferior em relação ao esquerdo, em virtude da presença do fígado à direita. Sua coloração é vermelho-parda e são responsáveis pela produção e emissão da urina e funcionam também como glândulas endócrinas, pois produzem a renina que controla a secreção da aldosterona. Os rins são a principal fonte de produção de eritropoietina em adultos, que atua sobre as células da medula óssea vermelha para estimular a produção de

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hemácias. Cada rim possui 1.250.000 néfrons, a unidade estrutural e funcional do órgão. Os glomérulos renais filtram 125 ml de sangue por minuto no adulto masculino e 110 ml no adulto feminino. Os rins apresentam duas faces, anterior e posterior, e duas margens, medial e lateral. Suas duas extremidades, superior e inferior, são denominadas pólos e sobre o pólo superior, situa-se a glândula supra-renal, pertencente ao sistema endócrino. Os rins estão envolvidos por uma cápsula fibrosa e, ao redor da cápsula fibrosa, existe a cápsula adiposa do rim, representada por uma grande quantidade de gordura, separada em duas camadas pela fáscia renal: a camada interna é denominada gordura peri-renal e a camada externa é a gordura para-renal. As duas cápsulas, fibrosa e adiposa, juntamente com o pedículo renal e a pressão intra-abdominal, ajudam a manter os rins em sua posição normal. A margem medial do rim apresenta uma fissura vertical, o hilo, por onde passam o ureter, a artéria e a veia renais, os linfáticos e os nervos. Estes elementos constituem, em conjunto, o pedículo renal. Dentro do rim o hilo se expande em uma cavidade central denominada seio renal que aloja a pelve renal que nada mais é que a extremidade dilatada do ureter. Em cada rim é possível identificar segmentos renais, ou seja, territórios anatomocirúrgicos, que se baseiam na distribuição independente de artérias e veias. Estes segmentos são visíveis em peças anatômicas preparadas por corrosão, após injeção vascular de uma substância plástica. Os segmentos renais arteriais são cinco: superior, ântero-superior, ântero-inferior, inferior e posterior. 2.1.1.1.1. Funções dos Rins Os rins realizam o trabalho principal do sistema urinário, com as outras partes do sistema atuando, principalmente, como vias de passagem e áreas de armazenamento. Com a filtração do sangue e a formação da urina, os rins contribuem para a homeostasia dos líquidos do corpo de várias maneiras. As funções dos rins incluem:  Regulação da composição iônica do sangue;

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      

Manutenção da osmolaridade do sangue; Regulação do volume sanguíneo; Regulação da pressão arterial; Regulação do pH do sangue; Liberação de hormônios; Regulação do nível de glicose no sangue; Excreção de resíduos e substâncias estranhas.

2.1.1.1.2. Corte Frontal do Rim Em um corte frontal através do rim, são reveladas duas regiões distintas: uma área avermelhada de textura lisa, chamada córtex renal e uma área marrom-avermelhada profunda, denominada medula renal. A medula consiste em 8-18 estruturas cuneiformes, as pirâmides renais. A base (extremidade mais larga) de cada pirâmide olha o córtex, e seu ápice (extremidade mais estreita), chamada papila renal, aponta para o hilo do rim. As partes do córtex renal que se estendem entre as pirâmides renais são chamadas colunas renais. O córtex e as pirâmides renais da medula renal constituem a parte funcional, ou parênquima do rim. No parênquima estão as unidades funcionais dos rins – cerca de 1.250.000 estruturas microscópicas chamadas néfrons. A urina, formada pelos néfrons, drena para os grandes ductos papilares que se estendem ao longo das papilas renais das pirâmides. Os ductos drenam para estruturas chamadas cálices renais menores e maiores. Cada rim tem 8-18 cálices menores e 2-3 cálices maiores. O cálice renal menor recebe urina dos ductos papilares de uma papila renal e a transporta até um cálice renal maior que drena a urina para a grande cavidade chamada pelve renal e depois para fora, pelo ureter, até a bexiga urinária. O hilo renal se expande em uma cavidade, no rim, chamada seio renal. 2.1.1.1.3. Néfrons O néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim. Cada rim contém cerca de 1.250.000 néfrons. A forma do néfron é

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peculiar, inconfundível, e admiravelmente adequada para sua função de produzir urina. O néfron é formado por dois componentes principais: I.   Corpúsculo Renal: Cápsula Glomerular (de Bowman); Glomérulo – rede de capilares sangüíneos enovelados dentro da cápsula glomerular II. Túbulo Renal:     Túbulo contorcido proximal; Alça do Néfron (de Henle); Túbulo contorcido distal; Túbulo coletor.

2.1.1.2. Ureter É definido como um tubo muscular que une o rim à bexiga urinária, com um comprimento aproximado de 25 cm. Partindo da pelve renal, que constitui sua extremidade superior dilatada, o ureter, com trajeto descendente, segue junto à parede posterior do abdome e penetra na pelve para terminar na bexiga urinária, desembocando neste órgão pelo óstio ureteral. Em virtude de seu trajeto, distinguem-se três partes do ureter: abdominal, pélvica e intramural. Esta última é a parte do ureter que atravessa a parede da bexiga urinária para desembocar em sua cavidade. A parte pélvica cruza a artéria ilíaca e curva-se medialmente (flexura pélvica) para chegar à bexiga urinária. Esse tubo muscular é capaz de contrair e realizar movimentos peristálticos. Pode também apresentar estreitamento na junção pielo-ureteral, na flexura pélvica e na porção intramural. Estes pontos são, frequentemente, locais de dificuldade de migração de cálculos urinários ou de introdução de endoscópios ureterais com finalidade diagnóstica. 2.1.1.3. Bexiga Urinária A bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o armazenamento da urina. Quando vazia, a bexiga está localizada inferiormente ao peritônio e posteriormente à sínfise púbica: quando cheia, ela se eleva para a cavidade abdominal. É um órgão muscular oco, elástico que, nos homens

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situa-se diretamente anterior ao reto e, nas mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero. O fluxo contínuo de urina que chega pelos ureteres é

transformado, graças a ela, em emissão intermitente (micção periódica). Quando a bexiga está cheia, sua superfície interna fica lisa. Uma área triangular na superfície posterior da bexiga não exibe rugas. Esta área é chamada trígono da bexiga e é sempre lisa e plana. Este trígono é limitado por três orifícios: os óstios do ureter que são os pontos de entrada dos dois ureteres e o óstio interno da uretra que é o ponto de saída da uretra. O trígono é importante clinicamente, pois as infecções tendem a persistir nessa área. A saída da bexiga urinária contém o músculo esfíncter chamada esfíncter interno, que se contrai involuntariamente, prevenindo o esvaziamento. Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra, está o esfíncter externo, que controlado voluntariamente, permite a resistência à necessidade de urinar. A capacidade média da bexiga urinária é de 500 ml de urina, mas o desejo de micção geralmente ocorre já com 350 ml. A capacidade da bexiga urinária é menor nas mulheres porque o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga. 2.1.1.4 Uretra A uretra é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio externo, sendo revestida por mucosa que contém grande quantidade de glândulas secretoras de muco. A uretra se abre para o exterior através do óstio externo da uretra. A uretra é diferente entre os dois sexos. As uretras masculinas e a femininas se diferem em seu trajeto. Na mulher, a uretra é curta (3,8cm) e faz parte exclusivamente do sistema urinário. Seu óstio externo localiza-se anteriormente à vagina e entre os lábios menores. Já no homem, a uretra faz parte dos sistemas urinário e reprodutor. Medindo cerca de 20cm, é muito mais longa que a uretra feminina. Quando a uretra masculina deixa a bexiga, ela passa através da próstata e se estende ao longo do comprimento do pênis. Assim, a uretra masculina atua com duas finalidades: conduz a urina e o esperma.

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2.1.1.4.1. Uretra Masculina A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de relaxamento do pênis. É dividida em três partes: a prostática, a membranosa e a esponjosa, cujas as estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório. 2.1.1.4.2 Uretra Feminina É um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbulo. Está colocada dorsalmente à sínfise púbica, incluída na parede anterior da vagina, e de direção oblíqua para baixo e para frente; é levemente curva, com a concavidade dirigida para frente. Seu diâmetro, quando não dilatada, é de cerca de 6mm. Seu orifício externo fica imediatamente na frente da abertura vaginal e cerca de 2,5cm dorsalmente à glande do clitóris. Muitas e pequenas glândulas uretrais abrem-se na uretra. As maiores destas são as glândulas parauretrais, cujos ductos desembocam exatamente dentro do óstio uretral. 2.2. Sistema Genital Masculino O sistema genital é o conjunto de órgãos que formam, emitem e introduzem o líquido fecundante, esperma ou sêmen, nas vias do sistema genital feminino durante o ato sexual de indivíduos maduros. Deve-se ainda ressaltar que esta atividade reprodutora é limitada a certos períodos de vida: inicia-se ao final da puberdade, atinge seu clímax na fase adulta e decresce com o avançar da idade. 2.2.1. Órgãos Genitais Masculinos Os órgãos do sistema genital masculino são os testículos (gônadas masculinas), um sistema de ductos (ducto deferente, ducto ejaculatório e uretra), as glândulas sexuais acessórias (próstata, glândula bulbouretral e vesículas seminais) e diversas estruturas de suporte, incluindo o escroto e o pênis. Os testículos (gônadas masculinas) produzem esperma e secretam

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hormônios (testosterona). O sistema de ductos transporta e armazena esperma, auxiliando na maturação e o conduz para o exterior. O sêmen contém esperma mais as secreções das glândulas sexuais acessórias. 2.2.1.1.Testículos O testículo é um órgão par (direito e esquerdo), facilmente palpável, situado numa bolsa músculo-cutânea, denominado escroto, a qual está localizada na região anterior do períneo, logo por trás do pênis. Cada testículo tem forma ovóide, com o grande eixo quase vertical, e ligeiramente achatado no sentido lateromedial. Apresenta extremidades, os pólos, superior e inferior; duas faces, medial e lateral; e duas margens, anterior e posterior. São os órgãos produtores de espermatozoides, e que, a partir da puberdade, produzem também um hormônio, a testosterona, responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários. A borda posterior é ocupada de cima a baixo por uma formação cilíndrica, mais dilatada para cima, que é o epidídimo. A metade superior da borda posterior do testículo representa propriamente o hilo do mesmo, recebendo a denominação especial de mediastino do testículo sendo através deste que o testículo se comunica propriamente com o epidídimo. O testículo é revestido por uma membrana fibrosa chamada túnica albugínea. Delicados septos dividem incompletamente o testículos em lóbulos cuneiformes que são os lóbulos dos testículos onde encontramos grande quantidade de finos longos e sinuosos ductos, de calibre quase capilar, que são denominados túbulos seminíferos contorcidos. E nesses túbulos

seminíferos contorcidos que se formam os espermatozóides. A medida que estes túbulos se aproximam do ápice dos lóbulos, tornam-se retilíneos e passam a ser denominados túbulos seminíferos retos, os quais se entrecruzam formando uma verdadeira rede do testículo que atravessa o

mediastino do testículo. Desta rede formam-se 15 a 20 canais, os dúctulos eferentes do testículo, que vão à cabeça do epidídimo. Os espermatozoides são formados nos túbulos seminíferos, mas neste local não possuem movimento próprio. Eles são impulsionados, passivamente, por uma corrente líquida, que depende da tensão garantida pela estrutura

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funcional da túnica albugínea. É esta corrente que os conduz para um depósito, no epidídimo, o reservatório de espermatozoides, onde são ativados e aí permanecem até o momento da ejaculação.

2.2.1.2. Epidídimo É uma estrutura alongada, em forma de C, situada contra a margem posterior do testículo, à qual se acha intimamente aderida e onde pode ser sentida pela palpação. Constitui a parte das vias espermáticas interposta entre a rede do testículo e o reservatório de espermatozoides. Os espermatozoides são aí armazenados até o momento da ejaculação. Ele apresenta uma dilatação superior que ultrapassa o pólo superior do testículo, que é denominada cabeça; um seguimento intermediário que é o corpo e inferiormente, uma porção mais estreitada, que é a cauda do epidídimo. Os dúctulos eferentes retos do testículo tornam-se tortuosos ao penetrarem na cabeça do epidídimo. Nesta região formam-se os lóbulos do epidídimo, cuneiformes, cujos ápices estão voltados para o testículo. Cada dúctulo eferente termina na frente da base de um lóbulo no ducto do epidídimo. Esse ducto se origina na cabeça do epidídimo, tem um trajeto muito tortuoso através do corpo e na cauda aumenta de espessura, constituindo a parte de entrada do reservatório de espermatozoides. A parte de saída do reservatório se continua com o ducto deferente. Na cabeça e no corpo do epidídimo chegam milhões de espermatozoides que passam por um processo de seleção chamado espermiofagia fisiológica. Este fenômeno reduziria o excesso de produção de espermatozoides, garantindo, entretanto, no mínimo necessário para a fecundação.

2.2.1.3. Ducto Deferente É a continuação da cauda do epidídimo. Origina-se no reservatório de espermatozoides e os conduz até o ducto ejaculatório. Considerando-se que os testículos estão localizados externamente à parede da pelve e que o ducto ejaculador encontra-se no interior da cavidade pélvica, torna-se necessária a existência de um túnel através da parede do abdome para permitir a passagem do ducto deferente. A esta passagem dá-se o nome de canal inguinal, situado na porção mais inferior da parede abdominal, de trajeto oblíquo e com 3 a 5 cm

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de comprimento. Compreende-se, assim, que o ducto deferente é um tubo longo, no qual são descritas as seguintes partes: funicular, contida no funículo espermático; escrotal, contida no escroto; pélvica, contida na pelve. Pelo canal inguinal passam também as demais estruturas relacionadas com os testículos, como artérias, veias, linfáticos e nervos. Ao conjunto destas estruturas que passam pelo canal inguinal, incluindo-se o ducto deferente, dáse o nome de funículo espermático. O canal é uma área potencialmente fraca no sexo masculino, podendo aí ocorrerem as hérnias inguinais. O ducto deferente tem cerca de 30 cm de comprimento e pode ser palpado como um cordão duro, antes de penetrar no canal inguinal. Na face posterior da bexiga urinária a superfície externa do ducto deferente torna-se irregular à medida que se alarga para formar a ampola do ducto deferente. Termina unindo-se ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório.

2.2.1.4. Ducto Ejaculatório É formado pela junção do ducto deferente com o ducto da glândula seminal. Das vias condutoras dos espermatozóides, é a porção de menor dimensão e de calibre mais reduzido. Em quase todo seu trajeto atravessa o parênquima da próstata e vai desembocar na parte prostática da uretra, junto de uma saliência denominada colículo seminal.

2.2.1.5. Uretra A uretra masculina é um canal comum para a micção e para a ejaculação, com cerca de 20 cm de comprimento. Inicia-se no óstio interno da uretra, na bexiga urinária, e atravessa sucessivamente a próstata, o assoalho da pelve e o pênis, terminando na extremidade deste órgão pelo óstio externo da uretra. Identificamos três partes na uretra masculina: parte prostática, quando atravessa a próstata; parte membranosa, quando atravessa o assoalho da pelve e parte esponjosa, localizada no corpo esponjoso do pênis. A parte prostática apresenta uma pequena saliência, o colículo seminal, de cada lado, no qual desembocam os ductos ejaculatórios. Na parte esponjosa, adjacente ao óstio externo da uretra, há uma porção dilatada conhecida como fossa navicular da uretra.

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2.2.1.6. Glândulas Seminais São bolsas sacciformes, situadas na parte póstero-inferior da bexiga urinária. Cada vesícula seminal consiste de um tubo enovelado que emite vários divertículos e termina superiormente em fundo cego. Inferiormente, sua extremidade torna-se estreita e reta para formar o ducto excretor, que se junta ao correspondente ducto deferente para constituir o ducto ejaculatório. O sêmen consta de espermatozoides e componentes líquidos; a função dos componentes líquidos é ativar os espermatozoides e facilitar a progressão dos mesmos através de suas vias de passagem. A secreção das glândulas seminais faz parte do líquido seminal e parece ter papel na ativação dos espermatozóides. As vesículas seminais secretam um líquido que contém frutose (açúcar monossacarídeo), prostaglandinas e proteínas de coagulação (vitamina C). A natureza alcalina do líquido ajuda a neutralizar o ambiente ácido da uretra masculina e trato genital feminino, que, de outra maneira, tornaria inativos e mataria os espermatozóides. O líquido secretado pelas vesículas seminais normalmente constitui 60% do volume de sêmen.

2.2.1.7. Próstata É um órgão pélvico, ímpar, situado inferiormente à bexiga urinária e atravessado em toda sua extensão pela parte prostática da uretra. Consiste principalmente de musculatura lisa e tecido fibroso, mas contém também glândulas. A secreção prostática junta-se à secreção das vesículas seminais para constituir o volume do líquido seminal. A secreção das glândulas prostáticas faz parte do sêmen e é lançada diretamente na porção prostática da uretra através de numerosos dúctulos prostáticos , conferindo odor

característicos ao sêmen. Na próstata descreve-se uma base, superior, e um ápice, anterior e inferior, além de lobos, direito, esquerdo e médio. Este último é a parte da próstata que se projeta internamente a partir da parte superior dos lobos laterais. Em virtude de estar situada anteriormente ao reto, a próstata é palpável, in vivo, pelo toque retal, um exame importante para o diagnóstico de afecções da

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próstata. O câncer da próstata é um dos mais frequentes no homem e o diagnóstico precoce é fundamental para a cura.

2.2.1.8. Glândulas Bulbouretrais

As glândulas bulbouretrais são duas formações pequenas, arredondadas de coloração amarela e tamanho de uma ervilha. Estão próximas do bulbo e envolvidas por fibras transversas do esfíncter uretral. Localizam-se inferiormente a próstata e drenam suas secreções (Mucosa) para a parte esponjosa da uretra. Sua secreção é semelhante ao muco, entra na uretra durante a excitação sexual. Constituem 5% do líquido seminal. Durante a excitação sexual, as glândulas bulbouretrais secretam uma substância alcalina que protege os espermatozóides e também secretam muco, que lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra, diminuindo a quantidade de espermatozóides danificados durante a ejaculação.

2.2.1.9. Pênis Órgão masculino da cópula, o pênis é normalmente flácido, mas, quando seus tecidos lacunares se enchem de sangue, apresenta-se túrgido, com sensível aumento de volume e torna-se rígido, ao que se dá a denominação de ereção. Basicamente, o pênis é formado por três cilindros de tecido erétil- os corpos cavernosos e o corpo esponjoso, envolvidos por fáscias, túnicas fibrosas e externamente por pele fina e extremamente distensível. Os corpos cavernosos fixam-se por suas extremidades posteriores (ramos dos pênis) a ossos da bacia (ísquio e púbis). O corpo esponjoso apresenta duas dilatações, uma anterior, glande do pênis, e outra posterior, bulbo do pênis; o bulbo se prende a estruturas do assoalho da pelve. O pênis apresenta uma raiz e um corpo. A raiz é sua porção fixa, compreendendo os ramos do pênis e o bulbo do pênis. O corpo do pênis é a parte livre, pendente, e é recoberta pela pele. No corpo do pênis, os ramos são continuados pelos corpo esponjoso, o qual é mais delgado que os corpos cavernosos, mas na sua terminação anterior dilata-se para constituir a glande do pênis. Como a parte esponjosa da uretra percorre o corpo esponjoso, encontra-se na extremidade da glande uma fenda mediana – é o óstio externo

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da uretra. A glande está recoberta, em extensão variável, por uma dupla camada de pele – o prepúcio. O frênulo do prepúcio é uma prega mediana e inferior que passa de sua camada profunda para as externo da uretra. Fimose é uma condição em que ocorre um estreitamento em graus variáveis do prepúcio. Quando o estreitamento é acentuado, a glande fica permanentemente recoberta, condição esta que dificulta os cuidados higiênicos e pode causar desconforto durante a ereção. A fimose é facilmente corrigida por meio de intervenção cirúrgica com anestesia local. adjacências do óstio

2.2.1.10. Escroto É uma bolsa situada atrás do pênis e abaixo da sínfese púbica. É dividida pelo septo do escroto em dois compartimentos, cada um contendo um testículo, ao qual corresponde, externamente, a rafe do escroto. O escroto apresenta várias camadas, entre as quais a pele, que é fina, hiperpigmentada e com pelos, e a túnica dartos, constituída essencialmente de fibras musculares lisas. O aspecto do escroto varia com o estado de contração ou relaxamento da musculatura lisa da túnica dartos, aparecendo curto e enrugado quando contraído, como acontece no frio. O escroto, através de sua arquitetura, propicia uma temperatura favorável à espermatogênese, e a túnica dartos atua como um “termostato”, visando a manter a constância desta temperatura. 2.3. Sistema Genital Feminino O sistema reprodutor e genital engloba os órgãos que produzem, transportam e armazenam as células germinativas, que são as responsáveis por dar origem aos gametas. E são os gametas que, ao se unirem, formam um novo indivíduo, que será abrigado em um órgão durante seu desenvolvimento. Esse órgão, chamado útero, faz com que o sistema reprodutor feminino seja considerado mais complexo que o masculino em razão da função de abrigar e propiciar o desenvolvimento de um novo indivíduo.

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2.3.1.Órgãos Genitais femininos 2.3.1.1. Ovários Os ovários são duas glândulas situadas uma em cada lado do útero, abaixo das trompas. São responsáveis por produzir gametas ou óvulos e também por produzir hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. Esses hormônios vão controlar o ciclo menstrual, provocar o crescimento do endométrio e estimular o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e glândulas do endométrio, tornando-o espesso, vascularizado e cheio de secreções nutritivas. 2.3.1.2. Tubas Uterinas As tubas uterinas são formações tubulares que transportam o óvulo em direção ao útero. Cada tuba estende-se desde o polo distal do ovário, através da borda superior do ligamento largo até a borda supero-lateral do útero. A tuba uterina divide-se anatomicamente em quatro regiões: infundíbulo, ampola, istmo, intramural. A porção do ligamento largo que ancora cada tuba é chamada mesosalpinge. A porção medial da tuba uterina, de calibre menor, é chamada istmo. A extremidade distal de cada tuba é chamada infundíbulo, e se abre na cavidade abdominopélvica, muito perto do ovário. O infundíbulo tem prolongamentos digitiformes, denominadas fimbrias, que envolvem grande parte da superfície do ovário. A porção adjacente é a ampola. A fertilização geralmente ocorre na ampola. Acredita-se que os movimentos das fímbrias e de seus cílios produzem uma corrente de fluido peritoneal que entra na tuba uterina e assim carrega o óvulo liberado do folículo para a tuba. 2.3.1.3.Útero O útero é um órgão ímpar, oco, com a forma de uma pêra, que recebe as tubas uterinas nos seus ângulos superiores e se continua para baixo pela vagina. A porção superior do útero é chamada corpo, abaixo é chamado óstio, e a porção inferior são denominadas colo uterino. A região em forma de cúpula do corpo uterino acima e entre os pontos de entrada das tubas uterinas é chamada fundo. A cavidade do útero é revestida por um epitélio de células cilíndricas ciliadas denominadas endométrio. O endométrio consiste de uma

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camada funcional sobre acentuadas alterações no desenvolvimento durante o ciclo menstrual. 2.3.1.4. Vagina A vagina é o canal que se estende do vestíbulo até o colo uterino. Está em relação com a bexiga e a uretra anteriormente, e com o reto, posteriormente. A mucosa vaginal prolifera durante o ciclo menstrual de maneira semelhante às mudanças endometriais ocorridas no útero. Contém numerosas pregas transversais ou rugas vaginais. Perto da entrada da vagina, a mucosa usualmente forma uma prega vascular chamada hímen. O hímen bloqueia parcialmente a entrada vaginal, mas em alguns casos fecha completamente o orifício. 2.3.2.Órgãos Genitais Externos 2.3.2.1. Monte do Púbis Órgão genital externo. É uma elevação mediana, localizada anteriormente à sínfise púbica e há principalmente em sua composição, tecido adiposo. Após a puberdade apresenta pêlos espessos que se dispõem de forma característica. 2.3.2.2. Lábios Maiores São estruturas alongadas sob a forma de duas pregas cutâneas.Nos lábios maiores há a rima do pudendo, que é uma fenda delimitada por essas pregas. Apresentam-se cobertos por pêlos e com bastante pigmentação após a puberdade. As faces internas dos lábios maiores são lisas e sem pêlos. 2.3.2.3. Lábios Menores São duas pregas cutâneas pequenas, localizadas medialmente aos lábios maiores. Os lábios menores se fundem na região mais anterior. O espaço entre essas pequenas pregas chama-se vestíbulo da vagina. No vestíbulo da vagina encontram-se as seguintes estruturas: Óstio externo da uretra, Óstio da vagina; Orifícios dos ductos das glândulas vestibulares. Convém ressaltar que a pele que recobre esses lábios é lisa, úmida e vermelha.

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2.3.2.4. Estruturas Eréteis São estruturas compostas por tecido erétil, que dilatam-se como resultado do ingurgitamento sanguíneo. Como estruturas eréteis femininas, há o clitóris, que apresenta duas extremidades fixadas ao ísquio e ao púbis, os ramos do clitóris. Os ramos do clitóris unem-se para formar o corpo do clitóris, que por sua vez estende-se e forma a glande do clitóris. É interessante salientar que somente a glande do clitóris é visível. Ela está localizada na região de fusão dos lábios menores. Essa estrutura é muito sensível e está ligada à excitabilidade sexual feminina. Outra estrutura erétil é o bulbo do vestíbulo, que é composto por duas massas de tecido erétil, alongadas e dispostas como uma ferradura ao redor do óstio da vagina, porém, não são visíveis, pois são recobertas pelos músculos bulboesponjosos. Quando essa estrutura está preenchida por sangue, dilata-se gerando maior contato entre o pênis e o óstio da vagina. 2.3.2.5. Glândulas Vestibulares Maiores As glândulas vestibulares maiores são em número de duas, dispostas profundamente, abrindo seus ductos nas proximidades do vestíbulo da vagina. Essas glândulas secretam um muco durante a relação sexual que tem por função lubrificar a porção inferior da vagina. 2.3.2.6. Glândulas Vestibulares Menores As glândulas vestibulares menores apresentam-se em número variável. Seus ductos desembocam na região do vestíbulo da vagina. As glândulas, de modo geral, produzem secreção no início da cópula para que as estruturas tornem-se úmidas e propícias à relação sexual. 2.4. Mamas As mamas são consideradas anexas da pele, mas têm importantes relações funcionais com os órgãos da reprodução e seus hormônios. Esses órgãos localizam-se ventralmente ao músculo peitoral maior, serrátil anterior e oblíquo externo, entre as camadas superficial e profunda da tela subcutânea. As mamas são constituídas por:

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Parênquima: constituído pela glândula mamária, que apresenta 15 a 20 lobos piramidais, onde os ápices dispõem-se no sentido da superfície enquanto as bases dispõem-se para a parte profunda da mama. O corpo da mama é o conjunto desses lobos;

Estroma: constituído por tecido conjuntivo envolvendo cada lobo e o corpo mamário de modo geral. Apresenta ainda em sua constituição, tecido conjuntivo denso e tecido adiposo, sendo que esse último está relacionado com o tamanho e a forma das mamas;

Pele: é fina, além disso, apresenta glândulas sebáceas e sudoríparas. As mamas apresentam forma cônica, porém, variável, pois sua forma é

influenciada pela quantidade de tecido adiposo e também pelo estado funcional (gestação e lactação), quando, por exemplo, na fase final da gestação, sofre aumento de volume, podendo haver algum enrijecimento decorrente da atuação dos hormônios femininos. Esses órgãos começam a se desenvolver na puberdade e, com o passar do tempo, devido à perda de elasticidade das estruturas de sustentação do estroma, tornam-se pedunculados. As mamas apresentam ainda a papila mamária, que é uma projeção onde os 15 a 20 ductos lactíferos de cada lobo, desembocam. Essa papila possui constituição dada por fibras musculares lisas, além de serem bastante inervadas. A área mais escura, onde há glândulas sudoríparas e sebáceas com formação de pequenos trabéculos, é a aréola mamária.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DANGELO, J.G.; FATTINI, C. A. Anatomia Humana: sistêmica e segmentar. 3.ed., São Paulo: Atheneu, 2011. Aula de Anatomia: web site. Disponível em www.auladeanatomia.com. Acesso em: 28 de Maio de 2011.