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APOSTILA_Cálculo I _FATEC

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  • 1.1Números Naturais
  • 1.2Números Racionais
  • 1.3Números Irracionais
  • 1.4 Números Reais
  • 2.1 Cálculo do valor de expressões numéricas
  • 2.2.1 Potência de expoente inteiro
  • 2.2.2 Potência de expoente racional
  • 2.3 Racionalização
  • 3. Valor numérico de expressões algébricas
  • 4.1 Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de expressões literais
  • 4.2Produtos notáveis
  • 4.3 Fatoração (Expressões Algébricas)
  • 4.4 Simplificação
  • 4.5 Identidades envolvendo Divisão de Polinômio por Polinômio
  • 5. Equações do 1º grau
  • 6. Inequação do 1º grau
  • 7. Equações do 2º grau
  • 8. Sinal do trinômio do 2º grau
  • 9. Inequações do 2º grau
  • 10.1 Definição
  • 10.2 Domínio, Imagem e Contradomínio
  • 10.3.1.1 Gráfico de uma Função Constante
  • 10.3.2 Função do 1º Grau
  • 10.3.3.1 Gráfico de uma Função do 2º Grau
  • 10.3.3.2 Zeros da Função do 2º Grau
  • 10.3.3.3 Vértice da Parábola
  • 10.3.3.4 Coordenadas do Vértice
  • 10.3.4 Função Modular
  • 10.3.5 Função Exponencial
  • 10.3.6 Função Logarítmica
  • 10.3.7 Funções Trigonométricas
  • 10.3.8 Funções Trigonométricas Inversas
  • 11.1 Introdução
  • 11.2 O Problema do Movimento
  • 11.3Velocidade Instantânea
  • 11.4Limite
  • 11.5 Fórmulas do Limite
  • 11.6 A Inclinação de uma Tangente a uma Curva

FATEC

FACULDADE DE TECNOLOGIA
NOTAS DE AULA PARA ACOMPANHAR A
DISCIPLINA CÁLCULO I
PROFª. Drª. FÁTIMA AHMAD RABAH ABIDO
Garça - SP
Apostila de Cálculo I – FATEC
2
1º Semestre / 2011
EMENTA
• Matemática Elementar
• Limite e Continuidade
• Derivada
OBJETIVO
• Raciocinar lógica e organizadamente;
• Aplicar com clareza e segurança os conhecimentos adquiridos;
• O aluno deverá ser capaz de construir gráficos de funções reais de uma variável real,
calcular limites e derivadas;
• Utilizar estes conhecimentos em outras situações que surgirão a longo de sua atividade
acadêmica.
BIBLIOGRAFIA
• BOULOS, Paulo. Pré-Cálculo. Makron Books - SP 1999.
• COELHO, Flávio. Curso básico de Cálculo. São Paulo: Saraiva, 2005.
• EDWARDS, Jr.,C. & Penney,D. Cálculo com Geometria Analítica. Vol. 1 Rio de Janeiro –
LTC Editora, 1999.
• FLEMMING, Diva Marília - Cálculo A - Makron Books - SP 1999.
• HOFFMANN, Laurence. Cálculo - Vol. 1 LTC, 1990.LEITHOLD. Louis - O Cálculo com
Geometria Analítica –Vol.1 Ed. Harper & Row do Brasil Ltda-SP
• SILVA, Sebastião Medeiros. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas,
2001.
• SIMMONS, George. Cálculo com Geometria Analítica. Vol.1 São Paulo – Mcgraw-Hill
1987.
• SWOKOWSHI. Cálculo com geometria analítica. São Paulo: Editora Makron Books.
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
3
REVISÃO
1. Conjuntos Numéricos
1.1 Números Naturais
1.2 Números Inteiros
1.3 Números Racionais
1.4 Números Irracionais
1.5 Números Reais
2. Números reais – resumo operacional
2.1 Cálculo do valor de expressões numéricas
2.2 Potenciação
2.2.1 Potência de expoente inteiro
2.2.2 Potência de expoente racional
2.3 Racionalização
3. Valor numérico de expressões algébricas
4. Operações com expressões algébricas
4.1 Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de expressões Literais
4.2 Produtos Notáveis
4.3 Fatoração
4.4 Simplificação
4.5 Identidades envolvendo Divisão de Polinômio por Polinômio
5. Equações do 1º grau
6. Inequações do 1º grau
7. Equações do 2º grau
7.1 Equações incompletas
7.2 Equações completas
8. Sinal do trinômio do 2º grau
9. Inequações do 2º grau
10. Funções
10.1 Definição
10.2 Domínio, Imagem e Contradomínio
10.3 Tipos de Funções
10.3.1 Função Constante
10.3.1.1 Gráfico de uma Função Constante
10.3.2 Função do 1º Grau
10.3.2.1 Gráfico de uma Função do 1º Grau
10.3.3 Função do 2º Grau
10.3.3.1 Gráfico de uma Função do 2º Grau
10.3.3.2 Zeros da Função do 2º Grau
10.3.3.3 Vértice da Parábola
10.3.3.4 Coordenadas do Vértice
10.3.4 Função Modular
10.3.5 Função Exponencial
10.3.6 Função Logarítmica
10.3.7 Funções Trigonométricas
10.3.8 Funções Trigonométricas Inversa
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
4
1. Conjuntos Numéricos
1.1 Números Naturais
Os números naturais surgiram de uma necessidade do ser humano em fiscalizar os seus
bens. Os símbolos que representam os números naturais são chamados de algarismos.
N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, ... }
Números Inteiros
Os números inteiros são todos os números naturais e também os seus opostos.
Z = {... , -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ... }
1.2 Números Racionais
Os números racionais são aqueles que podem ser obtidos como quociente de dois números
inteiros.
Q = {p/q , onde p, q ∈ Z e q ≠ 0}
1.3 Números Irracionais
Os números irracionais são aqueles que não podem ser obtidos como o quociente de dois
números inteiros.
Exemplo: São números irracionais:
π ≅ 3,1415929...

2
≅ 1,4142135...
3 ≅ 1,7320508...
e ≅ 2,7182818...
1.4 Números Reais
O conjunto dos números reais é definido como a união entre os conjuntos dos números
irracionais e racionais.
OBSERVAÇÃO - Módulo de um Número
O módulo, ou valor absoluto, de um número real qualquer é a distância deste número à
origem (zero). O módulo de um número real x pode ser definido também por:
¹
'
¹
< −

·
0 x se ,
0 x se ,
x
x
x
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
5
Exemplos
(a)
( ) 10 10 10 · − − · −
(b)
7 7 7 · + · +
2. Números Reais – Resumo Operacional
2.1 Cálculo do valor de expressões numéricas
2.1.1 Ordem de operação
(1º) Potenciação e Radiciação;
(2º) Multiplicação e Divisão; e
(3º) Adição e Subtração
Seguindo a ordem de operação da esquerda para direita, e sempre eliminando primeiro
parênteses ( ); depois colchetes [ ] e finalmente as chaves { }.
OBS (Números Racionais):
- Adição e Subtração: Achar o mmc (divide o mmc encontrado pelo denominador e o resultado,
multiplicar pelo numerador);
Ex:
20
23
20
15 8
4
3
5
2
·

+
·

÷
×
+

÷
×
- Multiplicação: multiplicar numerador com numerador, e denominador com denominador;

Ex:
14
3
28
6
4 7
3 2
4
3
7
2
· ·
×
×
· ×
- Divisão: mantém a primeira fração e multiplica pelo inverso da segunda.
Ex:
20
21
4 5
7 3
4
7
5
3
7
4
5
3
·
×
×
· × · ÷
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
6
Exercícios
Calcular o valor das seguintes expressões numéricas dando a resposta na forma de fração e
decimal.

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

28
37
2 :
7
10
:
49
5
8
9
.
3
2
) 1

,
_

¸
¸
+
2
3
:
4
1
5
1
:
10
11
) 2
7
1
:
2
1
.
2
5
2
7
.
7
1
12
7
:
4
1
3
1
) 3
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
− +

,
_

¸
¸


¹
;
¹
¹
'
¹

1
]
1

¸


,
_

¸
¸
× + × + × 1 1
3
1
- 1 4 13 - 12 1 - 3 ) 4
( )
5 17 , 0
3
4
1

8
5

3 - 1
4
1
25
5
2
- 3
2
1
7
4
) 5
+

,
_

¸
¸
− ×
÷
× +

,
_

¸
¸
× +

Respostas
1) 1 2) 3 3) 1 4) – 414 5) – 0,23
2.2 Potenciação
2.2.1 Potência de expoente inteiro
Seja a um número real e m e n inteiros positivos. Então:
1) a
n
= a. a. a. … .a ( n vezes)
5) a
m
÷ a
n
= a
m - n
2) a
0
= 1 6) (a
m
)
n
= a
m.n
3) a
- n
= 1/ a
n
, a ≠ 0 7) (a / b)
m
= a
m
/ b
m
, b ≠ 0
4) a
m
. a
n
= a
m + n
8) (a . b)
n
= a
m
. b
m
, b ≠ 0
Exercícios
Calcular o valor das expressões:
1) 5
2
2) (-3)
3
3) (-3)
2
4) -3
2
5) 5
0



Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
7
6) (2
3
)
2
7) ((-1)
3
)
2
8) - (-1)
4
9)
3
4
3

,
_

¸
¸
10)
2
2
3

,
_

¸
¸

11)
4
7
2
2
12)
2 3
2 . 2 13)
( ) [ ]
3
3
2 9
2 . 2 : 2

14)
( )
2 2
2
5 4 3 1
1
1
2
1
5
4


− − +
+
,
_

¸
¸
+ − 15)
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
'
¹
+

,
_

¸
¸
+ ÷
¹
;
¹
¹
'
¹

,
_

¸
¸
− −
2
3
2
1
6
1
3
1
6
1
1
2
RESPOSTAS
1) 25 2) - 27 3) 9 4) - 9 5) 1 6) 64 7) 1 8) -1 9) 27/64
10) 4/9 11) 8 12) 32 13) 1 14) 1069/1521 15) 3/5
2.2.2 Potência de expoente racional
Se a é um número real qualquer e m e n são inteiros positivos, definimos:
a)
( )
m
n
n
m
a a ·
quando ( )
n
a existe; b) se a ≠ 0, n
m
n
m
a a / 1 ·

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
-
n
a = p ⇒ p
n
= a, onde
¹
¹
¹
'
¹
→ →
→ →
radical índice n
raiz p radicando a
- Se n par e a negativo: a
n
é positiva,
n
a não é real (ex:
4
16 − ⇒não existe raiz real)
- Se n ímpar e a negativo: a
n
é negativo,
n
a é negativa (ex: 2 8
3
− · − )
Exemplos
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
8
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) reais. números dos conjunto no 25 - existe não pois real, nº um é não 25
9 / 1 3 / 1 27 / 1 27 / 1 27 5 / 1 25 / 1 25 / 1 25
256 4 64 64 8 2 ) 4 ( 4
2
3
2
2
3
3
2
3
2
2
1
2
1
4
4
3
3
4
3 3
2
3

· − · − · − · − · · ·
· − · − · − · · ·
− −
Exercícios
36 ) 1
3
64 - ) 2
5
2
243
1
- ) 3

,
_

¸
¸

4)
,
_

¸
¸
+ +

,
_

¸
¸
− +
3
1
1
5
3
:
5
3
1
64
49
.
7
4
5)
2
0
1 0
2
3
3
2
2
3
4
3
6 . 3 2 : 8 4
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
− +
¹
¹
¹
;
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
_

¸
¸


6) ( ) ( ) ( ) [ ] ( ) [ ] { } ( ) 3 : 4 : 256 : 49 . 3 3 2 2
2 3
− − − + − − + −


Respostas
1) 6 2) - 4 3) 9 4) 5/2 5) 2 6) 1
2.3 Racionalização
Racionalizar uma fração consiste em eliminar, através de operações algébricas, o radical ou
os radicais do denominador.
Existem três casos:
(1)
a
a N
a
a N
a
a
a
N
a
N . .
.
2
· · ·
(2)
a
a N
a
a N
a
a
a
N
a
N
n x n
n n
n x n
n x n
n x n
n x n x
− −


· · ·
. .
.
(3)
( )
( )
( )
( )
( ) ( )
( )
b a
b a N
b a
b a N
b a
b a
b a
N
b a
N


·


·


+
·
+
. .
.
2 2
Exercícios
1. Racionalize:
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
9
(a)
2
5
(b)
1 2
2 2


(c)
2 5
4
+
(d )
3 5
3 2

2. Efetue o produto:
1 3
3 5
.
3
5 3

+ −
.

3. Simplifique:
1 3
1 3
1 3
1 3
+

+

+
.
Respostas
1 . (a)
2 / 2 5 (c) ( ) 3 / 2 5 . 4 −
(b)
2 (d) ( ) 3 15 +
2. ( ) 3 / 3 3 . 2 +
3. 4
3. Valor numérico de expressões algébricas
Exercícios
Em cada uma das expressões seguintes, substituir x pelo valor dado e calcular o valor da
correspondente expressão numérica.
1) y = x
2
– 2x + 2; x = - 2 1
3
2
1 - x
1
y ) 3
3 2
+
,
_

¸
¸

+
,
_

¸
¸
·
x
x
; x = 2
2) y = x
2
– 2x + 2; x = 3/5
ab 1
b a
y ) 4

+
· ; a = 2/3 e b = 4/5
Respostas
1) y = 10 2) y = 29/25 3) y = - 62 4) y = 22/7
4. Operações com expressões algébricas
4.1 Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de expressões literais.
Exercícios
1) Efetuar as operações indicadas em cada um dos casos seguintes:
a) (3a - 2b + c ) - (- 6a – b – 2c) + (2a + 3b - c ) d)
,
_

¸
¸
+ − x x x
4
1
2 1
5
2
3 2
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
10
b) a² b.(2a² + ab – b²)
2 2
3 4
y x 6
y 18x -
) e

c)
,
_

¸
¸
+ − −
,
_

¸
¸
+ −
2 2 2 2
3
1
4
1
10 3
4
1
y x xy y x xy
f) 2x
3
y
4
: (4x²y
3
)
-2
2) Efetue as operações indicadas, em que a.b.x.y ≠ 0:
2
5
3
4 3
5 2
2 2
xy 4
y a 7
:
xy 6
b a 5
.
b a 10
y 3x

Respostas
1 a) 11a + 2b + 2c
c)
2 2
4
39
12
35
y x + −
e) 3x²y
2)
b a 7
x
4
2
b) 2a
4
b + a³b² -a²b³
d)
3 5 2
10
1
5
4
-
5
2
x x x +
f) 32x
7
y
10
4.2 Produtos notáveis
São produtos que aparecem com muita freqüência na resolução de equações ou no
desenvolvimento de expressões.
Vejam alguns casos:
(1) (a + b)
2
= (a + b).(a + b) = a
2
+ 2ab + b
2


Trinômio do Quadrado Perfeito de uma Soma

(2) (a - b)
2
= (a - b).(a - b) a
2
- 2ab + b
2

Trinômio do Quadrado Perfeito de uma Diferença
(3) (a + b).(a - b) = a
2
- b
2

Diferença de dois Quadrados
Exercícios
1) (x + 2)
2
3) (x – 1/2)
2
5) (3 + x) (3 – x)
7) ( ) ( ) 5 x . 5 x − +
2) (7x - 1)
2

4)
2
1
2

,
_

¸
¸

x
x

6) (2x
2
– 3) (2x
2
+ 3)
8)

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
− x 2
x 4
.
x 2
1
Respostas
1) x
2
+ 4x + 4 3) x
2
- x + 1/4 5) 9 – x
2
7) x – 25
2) 49x
2
- 14x + 1
4)
2
2
x
1
1 -
4
+
x

6) 4x
4
– 9 8) 1
4.3 Fatoração (Expressões Algébricas)
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
11
(1) ax + bx = x. (a + b) ⇒ Fator Comum
(2) ax + bx + ay + by = x.(a + b) + y.(a + b) = (a + b). (x + y) ⇒ Agrupamento
(3) x² + Sx + P = (x + a).(x + b) ⇒ Trinômio do 2º Grau
onde S e P representam, respectivamente a soma e o produto de números a e b, ou seja S = a + b e
P = a.b
Exercícios : Fatore.
1) 2x + 4y 5) 27x
4
– 3y
2
9) 4x
2
- 4xy + y
2
2) 6x² + 12x³z – 10x
4
a 6) x
2
+ 2x + 1 10) x
2
+ 7x + 12
3) ax – a – 3x + 3 7) x
2
- 8x + 16 11) x
2
- 6x + 8

4) 125x
2
– 5 8) 9x
4
– 30x
2
+ 25 12) x
2
+ 2x - 8

Respostas
1) 2(x

+ 2y) 4) 5 (5x – 1) (5x + 1) 7) (x - 4)
2
10) (x + 3) (x + 4)
2) 2x².(3 + 6xz – 5x²a)

5) 3 (3x
2
– y) (3x
2
+ y) 8) (3x
2
– 5)
2
11) (x – 2) (x - 4)
3) (x – 1).(a - 3) 6) (x + 1)
2
9) (2x – y)
2
12) (x – 2) (x + 4)
4.4 Simplificação
Exercícios : Simplifique.
1)
2
a 3
ab 2
4)
4 x 4 x
4 x
2
2
+ −

7)
9 x 6 x
6 x 5 x
2
2
+ −
+ −
2)
x 2 8
x 4 x
2


5)
( )
25 x
5 x
2
2

+
8)
2
3 2
1
1
1
1
a
a
a
a
a
+



+

3)
x 9 3
x 9 x 27
2 3
+
+
6)
9 x
9 x 6 x
2
2

+ −
9)

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸


÷
+

4 a
1 a
.
a 2 a
a a

a a
a 2 a
2
2
2
2
2
2
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Apostila de Cálculo I – FATEC
12
RESPOSTAS
1)
a 3
b 2
4)
2 x
2 x

+
7)
3 x
2 x


2)
2
x
− 5)
5 x
5 x

+

8) - 2
3)
2
x 3
6)
3 x
3 x
+


9)
2 a
2 a
+

EXERCÍCIO EXTRA - Encontre o valor de x, onde A, B, C, E, M, O, e T são constantes:
( )
( ) ( ) BOC x
CTE
B
AM
BOC x B
x BC AM
+
− ·
+
+
.
.
4.5 Identidades envolvendo Divisão de Polinômio por Polinômio
Antes de iniciarmos a divisão de um polinômio por outro polinômio, daremos algumas
dicas importantes:
1ª) O polinômio dividendo deve ser colocado na forma geral e em ordem decrescente em relação à
variável, antes de iniciar a divisão.
2ª) O grau do polinômio dividendo deverá ser maior ou igual ao grau do divisor.
3ª) A divisão termina quando o resto for zero (divisão exata), ou quando o resto apresentar grau
menor que o grau do divisor.
LEMBRETE:
Relação fundamental da divisão
Dividendo |divisor ⇒ Dividendo = quociente x divisor + resto
resto quociente
Exemplo: 13 | 4 ⇒ 13 = (3 x 4) + 1
1 3
Vamos mostrar, com exemplos, como se determina o quociente de um polinômio por outro.
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13
Observe a seqüência utilizada para dividir o polinômio (34x – 5 + 6x
3
- 24x
2
) pelo
polinômio (2x – 4).
1º Passo Escrevemos o polinômio dividendo na ordem decrescente dos graus da variável:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4
2º Passo Dividimos o primeiro termo do dividendo pelo primeiro termo do divisor, obtendo, assim,
o primeiro termo do quociente:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4 6x
3
: 2x = 3x
2
3x
2
3º Passo Multiplicamos o primeiro termo do quociente (3x
2
) pelo divisor (2x – 4 ) e subtraímos
esse produto do dividendo, obtendo, assim, o primeiro resto:

6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4 3x
2
. (2x – 4) = 6x
3
- 12x
2
- 6x
3
+ 12x
2
3x
2
- 12x
2
+ 34x – 5
4º Passo Dividimos, agora, o primeiro termo do resto (- 12x
2
) pelo primeiro termo do divisor
(2x), obtendo, com isso, o segundo termo do quociente:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4 (12x
2
): (2x) = - 6x
- 6x
3
+ 12x
2
3x
2
– 6x
- 12x
2
+ 34x – 5
5º Passo Multiplicamos o segundo termo do quociente (- 6x) pelo polinômio divisor (2x – 4 ) e
subtraímos esse produto do primeiro resto, obtendo, dessa forma, o segundo resto:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4 (- 6x) . (2x – 4) = - 12x
2
- 24x
- 6x
3
+ 12x
2
3x
2
– 6x
- 12x
2
+ 34x – 5
12x
2
- 24x .
10x – 5
6º Passo Dividimos, agora, o segundo resto pelo divisor, procedendo da mesma maneira utilizada
no 4º e 5º passos:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 | 2x – 4 (10x) : (2x) = 5
- 6x
3
+ 12x
2
3x
2
– 6x + 5
- 12x
2
+ 34x – 5
12x
2
- 24x .
10x - 5
- 10x + 20
15
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14
O processo vai se repetindo até que o grau do resto seja menor do divisor, ou esse resto seja
zero, e aí a divisão é exata.
No caso do nosso exemplo, o resto é 15 →grau zero (15x
0
), como o divisor 2x – 4 tem grau
um (2x
1
– 4), temos grau do resto < grau de divisor e, com isso, encerramos a divisão:
Resposta: Quociente (q) = 3x
2
– 6x + 5 e Resto (r) = 15
A relação fundamental da divisão é utilizada para verificar se a divisão está correta.
D = q . d + r
No exemplo estudado, temos:
6x
3
- 24x
2
+ 34x – 5 = (3x
2
– 6x + 5) . (2x – 4) + 15.
O processo de divisão exposto fica mais simples quando o divisor é da forma (x – a). Nesse
caso, usa-se um dispositivo prático, conhecido como dispositivo de Briot-Ruffini, que
apresentamos através de um exemplo. Para dividir (x + 2x
4
– 3x
2
– 3) por (x – 3), dispomos o
dividendo em soma de parcelas de potências decrescentes de x, e dispomos as expressões como
na divisão de números, só que agora só escrevemos os coeficientes (os números que multiplicam
as potências de x). No caso, o dividendo se escreve (2x
4
+ 0x
3
– 3x
2
+ x – 3), os coeficientes sendo
2, 0, - 3, 1 e – 3. Dispomos os números como segue:
2 0 - 3 1 - 3 | 3
A seguir, baixamos o primeiro coeficiente, 2, isto é, escrevemos 2 abaixo do 2. Daí
multiplicamos esse número pelo número na chave da divisão, isto é, 3: 2.3 = 6. O número obtido é
somado ao segundo coeficiente do dividendo: 6 + 0 = 0, e o resultado é escrito abaixo desse
segundo coeficiente.
←2.3 + 0 = 6
____________________
↓ |
2 0 - 3 1 - 3 | 3
2 6 ↑
|__________________|
2.3 →
Agora, repetimos o procedimento, começando pelo 6. Multiplicamos 6 pelo número da
chave 3, e somamos com – 3, obtendo 15, o qual colocamos abaixo do próximo coeficiente do
dividendo, isto é, abaixo do – 3:
←6.3 + (-3) = 15
_______________
↓ |
2 0 - 3 1 - 3 | 3
2 6 15 ↑
|_______________|
6.3 →
De novo: multiplicamos 15 por 3 e somamos com o coeficiente seguinte 1, para obter 46,
que colocamos abaixo desse coeficiente.
←15.3 + 1 = 46
___________
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15
↓ |
2 0 - 3 1 - 3 | 3
2 6 15 46 ↑
|____________|
15.3 →
Finalmente, a última etapa: multiplicamos 46 por 3 e somamos com – 3, obtendo 135, que
deve ser colocado abaixo do – 3. O número 135 é o resto. Veja como fica o dispositivo:
2 0 - 3 1 - 3 | 3
2 6 15 46 135
↓ ↓ ↓ ↓ ↓
quociente: 2x
3
+ 6x
2
+ 15x + 46 resto
O quociente é obtido através dos números da segunda linha, exceto o último, 135, que é o
resto. Deve-se começar com uma potência a menos que a do dividendo. Então o quociente é,
conforme indicado acima, 2x
3
+ 6x
2
+ 15x + 46. Portanto,
2x
4
– 3x
2
+ x – 3 = (x – 3).(2x
3
+ 6x
2
+ 15x + 46) + 135
ou, se x ≠ 3,
2x
4
– 3x
2
+ x – 3 = (2x
3
+ 6x
2
+ 15x + 46) + 135
x – 3 x - 3
Exercícios
Usando o dispositivo prático, descubra o quociente e o resto de cada divisão:
a) (x
5
– 1) por (x – 1) e) (x
5
- 5x
3
+ 5x² + 1) por (x
2
+ 3x + 1)
b) (2x
3
+ 3x
2
- 3x – 2) por (x – 1) f) (x
3
- x
2
+ 5x + 6) por (x + 3)
c) (x
4
+ x
2
+ 1) por (x² – 1) g) (2 x
4
- 3x
3
+ 16x
2
+ 6x - 40) por (4x² - 8)
d) (2x
3
- 9x
2
- 3x + 1) por (x² - 5x + 1) h) (x
3
- x
2
+ 4x - 6) por (x² - x + 3)

Respostas
a) q = x
4
+ x
3
+ x
2
+ x + 1e r = 0 e) q = x
3
- 3x
2
+ 3x - 1e r = 2
b) q = 2x
2
+ 5x + 2 e r = 0 f) q = x
2
- 4x + 17 e r = - 45
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16
c) q = x
2
+ 2 e r = 3
g) q =
2
1
x
2
-
4
3
x + 5 e r = 0
d) q = 2x + 1 e r = 0 h) q = x e r = x - 6
5. Equações do 1º grau
É toda equação do tipo ax + b = 0, com a ∈ IR* e b ∈ IR. Para determinar o conjunto
solução (S) de uma equação do 1º grau, procedemos assim:
Forma Geral: ax = - b, onde a ≠ 0
Solução: x = - b / a , ou seja, S =
¹
;
¹
¹
'
¹

a
b
Exemplos: Resolva as equações.
1) (x + 1).(x - 1) – 2.(x – 1) = (x – 1)² - 3.(x + 1), para U = IR.
Solução:
(x + 1).(x - 1) – 2.(x – 1) = (x – 1)² - 3.(x + 1) ⇒ x² - 1 – 2x + 2 = x² - 2x + 1 – 3x - 3
⇒ 3x = 1 – 3 + 1 - 2
⇒ 3x = – 3
⇒ x = – 3/3 ou seja, x = - 1
Como -1∈ IR, então S = { - 1}.
2)
12
x
3
1 x 2
4
1 x
·



, para U = IR.
Solução:
12
x
3
1 x 2
4
1 x
·



⇒ mmc(4,3,12) = 12
12
x
12
) 1 x 2 .( 4 ) 1 x .( 3
·
− − −
⇒ 3.(x - 1) – 4.(2x – 1) = x

⇒ 3x - 3 – 8x + 4 = x

⇒ 3x – 8x - x = 3 – 4
⇒- 6x = – 1
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17
⇒ x = – 1/- 6 ou seja, x = 1/6
Como 1/6 ∈ IR, então S = { 1/6}.
3)
18 x 2
3
9 x 6 x
4
9 x
5
2 2 2

·
+ −


, para U = IR - {- 3, 3}.
Solução:
18 x 2
3
9 x 6 x
4
9 x
5
2 2 2

·
+ −


Determinando o mmc dos denominadores, temos,
x² - 9 = (x + 3).(x – 3)
x² - 6x + 9 = (x – 3)²
2x² - 18 = 2.(x² – 9) = 2. (x + 3).(x – 3)
mmc(x² - 9, x² - 6x + 9, 2x² - 18)
Assim:
2 2
) 3 x ).( 3 x ( 2
) 3 x ( 3
) 3 x ).( 3 x ( 2
) 3 x .( 2 . 4 ) 3 x .( 2 . 5
− +

·
− +
+ − −
⇒ 10.(x - 3) – 8.(x + 3) = 3.(x-3)

⇒ 10x - 30 – 8x - 24 = 3x - 9

⇒ 10x – 8x – 3x = 24 – 9 + 30
⇒ - x = 45 ou seja, x = - 45
Como -45 ∈ IR - {- 3, 3}, então S = { - 45}.
Exercícios
1) Resolver cada uma das equações seguintes:
a) 5(3x – 1) – 4.(2 – 4x) = 2.(x – 4)


b) 2x² + x.(x + 2) – (x + 3).(x – 3) = 2.(x + 1)²
c)
3
2 x
2
1 x 2
4
1 +
·


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18
d)
x 6 x 6
x
1 x
x 2
6
5
x
1 x
2
2
+

+
· +

, (x ≠ - 1 e x ≠ 0)

2) Um táxi inicia uma corrida marcando R$ 4,00 no taxímetro. Sabendo que cada quilômetro
rodado custa R$ 3,00 e que o total da corrida ficou em R$ 52,00, calcule quantos quilômetros
foram percorridos.
3) Determine o número cujo dobro subtraído de 20 unidades é igual à sua metade adicionada de 10
unidades.
4) Determine as dimensões de um retângulo, sabendo que seu perímetro mede 90 m e que a medida
de um lado é o dobro da medida do outro.
Respostas
1) a) 5/29 b) 7/2 c) 1/16 d) 6/5 2) 16km 3) 20 4) 15 e 30
6. Inequação do 1º grau
Chama-se de inequação do 1º grau a toda sentença aberta do tipo ax + b > 0 ou ax + b ≥ 0
ou ax + b < 0 ou ax + b ≤ 0, onde a ∈ IR* e b∈ IR.
Exemplos
1) 2x – 4 > 0 ⇒ 2x > 4 ⇒ x > 4/2 ⇒ x > 2, ou seja, S = {x∈ IR |x > 2}
2) - 5x - 10 ≥ 0 ⇒ - 5x ≥ 10 ⇒ 5x ≤ - 10 ⇒ x ≤ - 2 , ou seja, S = {x∈ IR |x ≤ - 2}
Exercícios
Resolver as inequações seguintes:
1) 3x – 6 < 0 3) 1
3
x 2
5
1 x 2
>


+


2) – x + 3 ≤ x + 3 4)
3
1 x 5
10
13 x 3
4
1 x 5 +
>





Respostas
1) {x∈ IR |x < 2} 2) {x∈ IR |x ≥ 0} 3) {x∈ IR |x > 2} 4) {x∈ IR |x < 1}
7. Equações do 2º grau
É toda equação do tipo ax
2
+ bx + c = 0, com a ∈ IR*, b∈ IR e c ∈ IR.
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19
As raízes (soluções) desta equação são obtidas a partir da fórmula

a
b
x
2
∆ t −
· , com ∆ = ac 4 b
2

Conforme o valor do ac b 4
2
− · ∆ , têm-se as seguintes possibilidades quanto à natureza
das raízes da equação ax
2
+ bx + c = 0:
∆ > 0 ⇒ Existem duas raízes reais e que são distintas.
∆ = 0 ⇒ Existem duas raízes reais e que são iguais.
∆ < 0 ⇒ Existem duas raízes que são imaginárias.
Observações:
• As equações incompletas que são da forma
ax
2
+ bx = 0
podem ser resolvidas por fatoração.
• As equações incompletas que são da forma
ax
2
+ c = 0
podem ser resolvidas isolando-se o x.
Propriedades das Raízes
Soma das Raízes ⇒
a
b
x x S − · + ·
2 1
Produto das Raízes ⇒
a
c
x x P · ·
2 1
.
Equação a partir das Raízes ⇒
0
2
· + − P Sx x
Teorema da Decomposição ⇒ ) x x ).( x x .( a c bx ax
2 1
2
− − · + +
Exemplos
1) 4x
2
- 10x = 0 ⇒ x.(4x – 10) = 0 ⇒
¹
'
¹
· −
·
0 10 4x
0 x

¹
'
¹
·
·
10 4x
0 x

¹
'
¹
·
·
5/2 x
0 x
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20
2) 4x
2
- 16 = 0 ⇒ 4x
2
= 16 ⇒ x
2
= 16 / 4 ⇒ x
2
= 4 ⇒ x = 4 t ⇒ x = t 2
3) x
2
- 7x + 12 = 0
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
12 c
-7 b
1 a
⇒ 1 4
2
· − · ∆ ac b ∴
a 2
b
x
∆ t −
· =
2
1 7
1 . 2
1 ) 7 ( t
·
t − −

¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+
·
3
2
1 - 7
x
4
2
1 7
x
4) 1
3 x
1
9 x
4 x
2


·



1
1
3 x
1
) 3 x ).( 3 x (
4 x


·
+ −




( )
) 3 x ).( 3 x (
) 3 x ).( 3 x .( 1 ) 3 x .( 1
) 3 x ).( 3 x (
4 x
+ −
+ − − +
·
+ −

⇒ x – 4 = x + 3 – (x² - 9)
⇒ x – 4 = x + 3 – x² + 9

⇒ x² = 3 + 9 + 4

⇒ x² = 16, ou seja, x = t 4.
Como esses valores pertencem ao conjunto dos números reais e não anulam o
denominador, S = { - 4, 4}.
Exercícios :

1) Resolva as seguintes equações do 2º grau:
a) x
2
+ 2x - 3 = 0 c) 5x
2
+ 4x + 1 = 0 e)
2
x 1
2
1
1 x
1

· +

b) (x + 1)
2
= 2.(x + 1) d) 8x
2
– x =0 f)
1 x
x 5
2 x 2
12 x
1 x
3
2
+
·


+

2) A área de um triângulo é igual a 24 cm². Sabendo que as medidas da base e da altura desse
triângulo são respectivamente números pares consecutivos, determine seus valores.
Respostas
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21
1) a. {-3, 1}
c. { } = ∅ e. { } = ∅
2) base = 6 cm
altura = 8 cm
b. {-1, 1} d. {0, 1/8} f. x = 1/2; x = 6/5
8. Sinal do trinômio do 2º grau
y = ax
2
+ bx + c
• Se ∆ > 0, a equação tem duas raízes reais distintas.
• Se ∆ = 0, a equação tem duas raízes reais e iguais.
• Se ∆ < 0, a equação não tem raízes reais.
Exemplos
1) y = x
2
- 7x + 12
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
12 c
-7 b
1 a
⇒ ac b 4
2
− · ∆ = 1 ∴ x =
2
1 7
1 . 2
1 ) 7 ( t
·
t − −

¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+
·
3
2
1 - 7
x
4
2
1 7
x
Como a > 0 temos:
+ | − | +

3 4 x
2) y = - x
2
+ 7x - 10
¹
¹
¹
'
¹
− ·
·
− ·
10 c
7 b
1 a
⇒ ac b 4
2
− · ∆ = 9 ∴ x =
2
3 7
) 1 .( 2
9 7

t −
·

t −

¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· ·
·
+
·
5
2 -
3 - 7 -
x
2
2 -
3 7 -
x

Como a < 0 temos:
- | + | -

2 5 x
3) y = 4x
2

¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
0 c
0 b
4 a
⇒ ac b 4
2
− · ∆ = 0 ∴ sinal (y) = sinal (a) para todo x ≠ 0.
Como a > 0 temos:
+ | +
0 x
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• x

•y
-1

- 2

1

2

3

• 0
• - 1
• - 2 • 5
• 3
• 4 • 8
Apostila de Cálculo I – FATEC
22
4) y = x
2
+ x + 1
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
1 c
1 b
1 a
⇒ ac b 4
2
− · ∆ = - 3 ∴ sinal (y) = sinal (A)
Como a > 0 temos:
+ + + + + + + + + +
x
Exercícios
Estude o sinal das seguintes equações:
1) y = x
2
– 5x + 6 3) y = 9x
2

2) y = - x
2
+ 6x - ¨9 4) y = 5 x
2
+ 1
9. Inequações do 2º grau
Chama-se inequação do 2º grau a toda sentença aberta do tipo ax
2
+ bx + c > 0 ou ax
2
+ bx + c ≥ 0, ou ax
2
+ bx + c < 0 ou ax
2
+ bx + c ≤ 0, com a ∈ IR* e b∈ IR e c∈ IR.

Resolver, em IR, uma inequação do 2º grau “do tipo” ax
2
+ bx + c > 0 (a ≠ 0) é determinar
o conjunto de todos os valores da variável x para os quais o gráfico de f(x) = ax
2
+ bx + c se
encontra acima do eixo x.

Resolva as seguintes inequações do 2º grau:
1) x
2
– 5x + 6 ≤ 0 3) x
2
– 16 > 0
2) x
2
- 2x - 15 ≥ 0 4) x
2
< 2x – 1
Respostas
1. S = { x ∈ IR / 2 ≤ x ≤ 3} 2. S = { x ∈ IR / x ≤ - 3 ou x ≥ 5}
3. S = { x ∈ IR / x < - 4 ou x > 4}
4. S = { } = vazio
10. Funções
10.1 Definição
Dados dois conjuntos A e B, chama-se função f: A → B a toda relação na qual, para todo
elemento de A, existe um único correspondente em B.
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• x

•y
-1

- 2

1

2

3

• 0
• - 1
• - 2 • 5
• 3
• 4 • 8
Apostila de Cálculo I – FATEC
23
f : A → B
x → y = f (x)

10.2 Domínio, Imagem e Contradomínio
Sendo a função f: A → B, o conjunto B é chamado de contradomínio da função f, e o
conjunto formado pelos elementos de B, que estão relacionados através de f com elementos do
conjunto A, é chamado conjunto imagem.
Exemplos f
A → B

f: A →B
Domínio: D(f) = A = {-1, -2, 1, 2, 3}
Imagem: Im(f) = {0, -1, -2, 3, 4}
Contradomínio: CD(f) = B = {0, -1, -2, 3, 4, 5, 8}
Exemplo: Seja D(f) = IR. A correspondência x →x
2
+ 4 define em IR a função f tal que f(x) =
x
2
+ 4. Assim,

f (- 1) = (- 1)
2
+ 4 = 5; f(0) = (0)
2
+ 4 = 4; f(2) = (2)
2
+ 4 = 8.
Exercícios
1) Sendo f(x) = - x
2
+ 3x – 2 definida de IR em IR determine:
a) f(0) b) f(2) c) f(-1) d) f(2/3) e) f( 2 )
2) Dada a função f de IR em IR definida por f(x) = x
3
– x, determine f(2) + f(-2).
Respostas
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
• x

•y
-1

- 2

1

2

3

• 0
• - 1
• - 2 • 5
• 3
• 4 • 8
Apostila de Cálculo I – FATEC
24
1) a) - 2 b) 0 c) - 6 d) - 4/9
e) - 4 + 3
2
2) 0
10.3 Tipos de Funções
10.3.1 Função Constante
Uma função f: IR →IR é denominada de função constante quando definida por uma
sentença do tipo y = f(x) = k, onde k é um número real.
Exemplo : f(x) = 3
10.3.1.1 Gráfico de uma Função Constante
O gráfico de uma função constante, y = f(x) = k, será uma reta paralela ao eixo das
abscissas, ou seja,
y
k f(x) = k
x
10.3.2 Função do 1º Grau
Função do 1º grau, ou função afim, é aquela que associa a todo número real x, um outro
real y, tal que y = f(x) = ax + b, onde a, b ∈ IR (a ≠ 0).
Exemplo : f(x) = 2x – 5
10.3.2.1 Gráfico de uma Função do 1º Grau
O gráfico de uma função do 1º grau é uma reta não paralela ao eixo das abscissas.
Graficamente, existem duas situações a considerar:
- 1º Caso : Função Crescente (a > 0)
y
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Apostila de Cálculo I – FATEC
25
f(x) = ax + b
x
- 2º Caso: Função Decrescente (a < 0)
y
f(x) = ax + b
x
Exemplo:
f(x) = 2x – 7 (a = 2 > 0: crescente)
f(x) = - 4x + 1 (a = - 4 < 0: decrescente)
10.3.3 Função do 2º Grau
Uma função f: IR →IR é denominada de função do 2º grau ou função quadrática, quando
associada a todo número real x, um outro número real y, tal que y = f(x) = ax
2
+ bx + c onde a, b e
c ∈ IR (a ≠ 0).
Exemplo : f(x) = 7x
2
– 4x – 1
10.3.3.1 Gráfico de uma Função do 2º Grau
O gráfico de uma função do 2º grau é uma parábola no plano cartesiano.
Graficamente, existem duas situações a considerar:
- 1º Caso : a > 0 (Concavidade voltada para cima)

y
f(x) = ax
2
+ bx + c
x
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26
Exemplo: f(x) = 2x
2
+ 7x – 6
- 2º Caso : a < 0 (Concavidade voltada para baixo)
y
f(x) = ax
2
+ bx + c
x
Exemplo: f(x) = - x
2
+ 7x – 5
10.3.3.2 Zeros da Função do 2º Grau
São os valores da variável x para os quais a função se anula, ou seja, f(x) = ax
2
+ bx + c = 0.
Graficamente são os pontos de intersecção da parábola com o eixo das abscissas.
Observação: A intersecção da parábola de equação y = ax
2
+ bx + c com o eixo das ordenadas é o
ponto de coordenadas (0, c).
10.3.3.3 Vértice da Parábola
É o ponto externo de uma função do 2º grau da forma y = f(x) = ax
2
+ bx + c.
Se a concavidade é voltada para cima, o vértice representa um ponto de mínimo da função.
Se a concavidade é voltada para baixo, o vértice representa um ponto de máximo da
função.
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27

10.3.3.4 Coordenadas do Vértice
As coordenadas do vértice da parábola obtidas através da função do 2º grau y
= ax
2
+ bx + c é (x
v
, y
v
), onde
x
v
= - b / 2a e y
v
= - ∆ / 4a ⇒

,
_

¸
¸ ∆
− − ·
a
b
4
,
2a
V
Exemplo: y = f(x) = - 2x
2
+ 6x – 1
x
v
= - b / 2a ⇒ x
v
= - 6 / 2.(- 2) ⇒ x
v
= - 6 / - 4 ⇒ x
v
= 3 / 2
e
y
v
= - ∆ / 4a ⇒ y
v
= - (b
2
– 4ac) / 4a ⇒ y
v
= - [6
2
– 4.(- 2). (- 1)]/ 4. (- 2) ⇒ y
v
= 7 /2

,
_

¸
¸
·
2
7
,
2
3
V
Observação:
O y
v
pode ser calculado a partir do valor do x
v
, ou seja, y
v
= f (x
v
).
10.3.4 Função Modular
A função f definida em IR e dada por y =
x
recebe o nome de função valor absoluto
ou função módulo. Considerando que
¹
'
¹
< −

·
0 x se ,
0 x se ,
x
x
x
resulta que o gráfico de y =
x
é formado por duas semi-retas que partem da origem, conforme a
figura seguinte.
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0
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28
y

x
Exercícios
Representar graficamente as seguintes funções:
a) y = 3 b) y = 3x + 1 c) y = - 3x + 2
d) y = x e) y = 1 x + f) y = x
2
- 2x + 1

g) y = - x
2
+ 6x – 8 h) y = - 2x
3
+ 4, x ∈ [0,2] i) y = ¹ x - 1¹
j) y =
¹
¹
¹
'
¹
> +

0 x se x 1
0 x se x
2
2
k) y =
¹
¹
¹
'
¹

< ≤
< +
2 x se 2
2 x 0 se x
0 x se 2 x 3
2

10.3.5 Função Exponencial
A toda função do tipo f(x) = a
x
( a > 0, a ≠ 1) chamamos de função exponencial.
Observação:
O gráfico de uma função exponencial é crescente se a > 1 e decrescente se 0 < a < 1.
y y
1 1
x x
a > 1 0 < a < 1.
10.3.6 Função Logarítmica
A toda função logarítmica, definida de IR
*
+
em IR é dada por:
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0
0
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29
f(x) = log
a
x, a > 0 e a ≠ 1 ⇔ a
f (x)
= x.
Observações:
1) A função logarítmica é, portanto, a inversa da função exponencial.
2) Listemos as propriedades básicas do logaritmo:
Sendo a > 0, b > 0 e b ≠ 1, c > 0 e α∈IR, então:
P1) log
b
(a . c) = log
b
a + log
b
c P4) log
b
a = log
c
a / log
c
b (c ≠ 1)
P2) log
b
(a / c) = log
b
a - log
b
c P5) b
log
b
a
= a
P3) log
b
(a
α
) = α.log
b
a
3) O gráfico é crescente se a > 1 e decrescente se 0 < a < 1.
y y
1 1
x x
a > 1 0 < a < 1.
10.3.7 Funções Trigonométricas
Definição 1: Denominamos de circunferência trigonométrica a circunferência de centro na origem
do plano cartesiano, de raio unitário e cujos arcos têm origem no ponto A(1, 0), com sentido anti-
horário positivo.
y
A(1,0)
x
Definição 2: Considere na circunferência trigonométrica um arco de medida x, com origem em A
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0
0
Apostila de Cálculo I – FATEC
30
e extremamente em P. Então, por definição:
a) seno de x é a ordenada do ponto P
b) cosseno de x é a abscissa do ponto P
c) tangente de x é a ordenada do ponto T, intersecção da reta OP com o eixo tangente à
circunferência pelo ponto A.
y
T

P
A
x
Definição 3: Definimos as principais funções trigonométricas da seguinte forma:
a) Função seno: f : IR →IR, f(x) = senx
b) Função cosseno: f : IR →IR, f(x) = cosx
c) Função tangente: f : IR – {π/2 + hπ, h ∈ Z} →IR, f(x) = tgx
As outras funções trigonométricas são definidas pelas relações

tgx
1

senx
cosx
cotgx · ·
,
cosx
1
secx · ,
senx
1
cossecx ·
Exercício Usando a calculadora científica, calcule:
a) sen 90º d) cos 90º e) tg 45º
b) sen 0º e) cos 60º f) tg 0º
c) sen 270º f) cos 120º g) tg 60º
Respostas
a) 1 d) 0 g) 1
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0
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31
b) 0 e) 0,5 h) 0
10.3.8 Funções Trigonométricas Inversas
Definição: Define-se:
a) Função Arco-seno: f : [-1,1] →[- π/2, π/2 ], f(x) = arc senx
b) Função Arco-cosseno: f : [-1,1] →[ 0, π ], f(x) = arc cosx
c) Função Arco-tangente: f : IR→[- π/2, π/2 ], f(x) = arctgx
Exercício
Usando a calculadora científica, calcule:
a) arc sen 1 d) arc cos 0 h) arc tg 1
b) arc sen 0 e) arc cos (1/2) i) arc tg 0
c) arc sen ( - 1) f) arc cos ( - 1/2)
j) arc tg √3
Respostas
a) x = 90º d) x = 90º g) x = 45º
b) x = 0º e) x = 60º h) x = 0º
c) x = - 90º ou x = 270º f) x = 120º ou x = 240º i) x = 60º
FINAL DA REVISÃO!
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32
11. Introdução à Diferenciação
11.1 Introdução
Enquanto os tópicos de álgebra, trigonometria e geometria são de importância fundamental
para o matemático e o técnico, uma grande variedade de problemas técnicos não pode ser resolvida
utilizando apenas estes conceitos de matemática. Muitos problemas podem ser resolvidos
utilizando apenas métodos do cálculo. A partir do século dezessete, os cientistas sentiram a
necessidade de novas técnicas matemáticas. Queriam estudar o movimento de projéteis, o
movimento da lua e dos planetas e o movimento da luz. Cientistas, como Isaac Newton,
começaram a desenvolver um novo ramo da Matemática para resolver os problemas que
envolviam movimento. Este novo ramo da Matemática tornou-se conhecido como o cálculo.
Atualmente, o cálculo originou um grande desenvolvimento da Matemática. Enquanto o cálculo
começou com o estudo do movimento, a sua utilidade pode atualmente ser observada em muitas
variedades de áreas técnicas.
11.2 O Problema do Movimento
Resumidamente, o problema do movimento pode ser encarado como o problema da
determinação da velocidade e direção de um objeto móvel no espaço, num dado instante. Você está
familiarizado com a determinação da velocidade média de um objeto em movimento. Por exemplo,
se numa viagem você dirigir 150km em 3 horas (h), então, dividindo 150km por 3 h determina que
dirigiu em média 50km/h. Isto não lhe indica exatamente à distância percorrida 1 h e 32 minutos
(min) após ter começado a viagem. Você pode ter parado num sinal de trânsito ou pode ter viajado
a 55km/h.
Na tentativa de resolver matematicamente este problema, suponhamos que podemos
descrever a distância percorrida por um objeto como uma função do tempo. Isto é, em cada ponto
no tempo t podemos associar um número s representando a distância percorrida pelo objeto. Por
exemplo, s = 2t + 1 é uma função que descreve o movimento de um objeto que se move ao longo
de uma reta em termos do tempo t. Se t for medido em segundos (seg) e s em metros (m), então
após 2 seg, o objeto está em s = 2. 2 + 1 = 5 m ao longo da linha de movimento. Três segundos
mais tarde, t = 2 + 3, o objeto moveu-se de s = 2 (2 + 3) + 1 = 2.5 + 1 = 11 m ao longo da linha de
movimento.
t = 2 t = 5

0 5 11 x
A velocidade média v
méd
de um objeto em movimento é a razão entre a distância percorrida
por um objeto e o tempo gasto para percorrer essa distância. No exemplo anterior, a distância
percorrida pelo objeto é 11m - 5m = 6m. Percorreu esta distância em 3 seg. A velocidade média ao
longo deste período de tempo é, então,
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Apostila de Cálculo I – FATEC
33
seg m
seg
m
v
méd
/ 2
3
6
· ·
.
Neste ponto é vantajoso introduzir um novo símbolo matemático. Quando quisermos
indicar uma variação entre dois valores de uma variável utilizaremos a letra grega ∆. Nesta seção
∆t (ler “delta t”) representa a variação em tempo t e ∆s (leia “delta s”) representa a variação em
distância s. No exemplo anterior, ∆t = 3 seg. Está é a variação em tempo necessário para o objeto ir
de 5m a 11m ao longo da linha de movimento. A variação em distância para este intervalo de
tempo ∆t = 3 seg é ∆s = 11m – 5m = 6m. Utilizando esta notação podemos escrever agora
t
s
v
méd


·
.
Relembrar da álgebra que uma função é um conjunto de pares ordenados, dois dos quais
não tem o mesmo primeiro elemento. Isto agora é útil para introduzir uma notação especial,
chamada notação funcional, para representar uma relação funcional. Por exemplo, a função y
= x
2
+ 3 é escrita f(x) = x
2
+ 3 usando a notação funcional. O símbolo f(x), ler “f de x”, é utilizado
para representar o número y que corresponde a um número x na relação funcional dada. Isto é, f(x)
= y ou, como neste caso, f(x) = x
2
+ 3. A tabela embaixo apresenta f(x) para vários valores de x.
x f(x) = x
2
+ 3
- 3 f (- 3) = (-3)
2
+ 3 = 12
0 f (0) = (0)
2
+ 3 = 3
1 f (1) = (1)
2
+ 3 = 4
2 f (2) = (2)
2
+ 3 = 7
h f (h) = (h)
2
+ 3 = h
2
+ 3
3t f (3t) = (3t)
2
+ 3 = 9t
2
+ 3
1 + ∆x f (1 + ∆x) = (1 + ∆x)
2
+ 3 = 1 + 2∆x + (∆x)
2
+ 3 = 4 + 2∆x + (∆x)
2

A utilização do símbolo f(x) é útil já que podemos utilizar f(x) para representar o número
correspondente a x na relação funcional sem ter de determinar exatamente o número, como foi
feito na tabela anterior. Por exemplo, f(3) representa o número correspondente a x = 3 sem
nenhuma relação funcional dada. Por esta razão, f(x) é muitas vezes chamado o valor da função
em x.
Exemplo 1. Escrever em notação funcional que relaciona cada número x com seu cubo menos 2.
A relação é y = x
3
– 2. Utilizando o símbolo f para representar esta função, escrevemos:
f (x) = x
3
– 2.
Exemplo 2. Determinar o valor da função f(x) = x
3
– 2 para x = - 2 e para x = 2 + ∆x.
f(- 2) = (- 2)
3
– 2 = - 8 – 2 = - 10
e
f(2 + ∆x.) = (2 + ∆x)
3
– 2 = (2)
3
+ 3. (2)
2
.∆x + 3.2. (∆x )
2
+ (∆x )
3
- 2
= 8 + 12.∆x + 6. (∆x )
2
+ (∆x )
3
- 2
= 6 + 12.∆x + 6. (∆x )
2
+ (∆x )
3

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34
Exemplo 3. Calcular a função g(x) = 3 2 + x para x =3.
g(3) = 3 9 3 6 3 3 . 2 · · + · + .
Exemplo 4. Calcular a função f(x) = x
2
– 5 para x = h + 2.
f(h + 2) = (h + 2)
2
– 5
= (h)
2
+ 2. h.2 + (2)
2
– 5
= h
2
+ 4.h + 4 – 5
= h
2
+ 4h – 1
No primeiro exemplo consideramos um objeto movendo-se ao longo de uma linha reta de
acordo com a função s = 2t + 1. Podemos agora escrever isto em notação funcional: s(t)
= 2t + 1.
Relembramos que ∆s é a variação na distância s e ∆t é a variação no tempo t. Então,
utilizando nossa notação funcional,
∆s = s(2 + ∆t) – s(2)
= s(2 + 3) – s(2)
= s(5) – s(2)
= [ 2.5 + 1] – [ 2.2 + 1]
= 11 – 5
= 6m.
Portanto, a velocidade média durante este período de tempo é
seg m
seg
m
t
s t s
t
s
v
méd
/ 2
3
6 ) 2 ( ) 2 (
· ·

− ∆ +
·


·
como determinamos anteriormente.
Em geral, a distância percorrida por um objeto do tempo t ao tempo t + ∆t é dada em
notação funcional por
∆s = s(t + ∆t) – s(t).
A velocidade média deste objeto ao longo da variação em tempo ∆t é então
t
t s t t s
t
s
v
méd

− ∆ +
·


·
) ( ) (
.
Exemplo 5. Dado que s = t
2
– 1 descreve o movimento de um objeto movendo-se ao longo de uma
reta, onde s é medido em pés; (a) determinar ∆s e v
méd
; (b) determinar v
méd
após 3 seg de viagem;
e (c) determinar v
méd
de 4 seg de viagem até 7 seg de viagem.
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Apostila de Cálculo I – FATEC
35
(a)
∆s = s(t + ∆t) – s(t)
= [(t + ∆t)
2
– 1] - (t
2
– 1)
= [t
2
+ 2.t.(∆t) + (∆t)
2
– 1] - t
2
+ 1
= t
2
+ 2.t.(∆t) + (∆t)
2
– 1 - t
2
+ 1
= 2.t.(∆t) + (∆t)
2
) ( . 2
)] ( . 2 .[
) ( ) .( . 2
2
t t
t
t t t
t
t t t
t
s
v
méd
∆ + ·

∆ + ∆
·

∆ + ∆
·


·
(b) ∆t = 3 seg, assim de (a) temos:
. / ) 3 2 (
. 2
seg pés t
t t v
méd
+ ·
∆ + ·
(c) O tempo no qual começamos a medir a distância percorrida ∆s é t = 4s. Portanto,
∆t = 7 – 4 = 3 seg.
De (a) temos
. / 11
3 4 . 2
. 2
seg pés
t t v
méd
·
+ ·
∆ + ·
Você deve agora verificar que este é o mesmo número que obteríamos calculando:
gasto tempo
percorrida distância
3
) 4 ( ) 3 4 (
·
− +
·
s s
v
méd
Do exemplo 5 vemos que para calcular v
méd
= (∆s/∆t) precisamos saber o tempo t no qual
começamos a medir a velocidade v
méd
assim como a variação em tempo ∆t. Notar que ambos, t e
∆t, podem tomar valores negativos. Se considerarmos ∆t = -1, então s(t + (-1)) representa a posição
do objeto 1 segundo antes de alcançar a posição s(t).
Notar também que a utilização da notação funcional, como a do próprio conceito de
função, serão largamente, enfatizadas na matéria em questão. O desenvolvimento do cálculo
depende amplamente deste conceito.
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36
11.3 Velocidade Instantânea
Podemos agora começar a “resolver” o problema da determinação das velocidades
instantâneas. Considerar o movimento de um objeto movendo-se ao longo de uma linha reta e
descrita por s(t) = 3t
2
+ 1, com s medido em pés. Tentaremos agora determinar a velocidade
“instantânea” exatamente após 2 seg de percurso.
tempo em variação
distância em variação
t
s t s
v
méd
·

− ∆ +
·
) 2 ( ) 2 (

( ) [ ] ( ) [ ]
Δt
1 2 3. 1 Δt 2 3.
2 2
+ − + +
·

( ) ( )
Δt
Δt 3. Δt 12.
2
+
·

( )
t 3 12
Δt
].Δ. Δt 3. [12
∆ + ·
+
·
Portanto, por exemplo, com uma variação em tempo Δt = 4 seg, a velocidade média é
12 + 3. (4) = 24 pés/ seg. Façamos agora uma tabela de v
méd
para diferentes valores de Δt :
Δt
v méd
4,0 24,0
2,0 18,0
1,0 15,0
0,5 13,5
0,1 12,3
0,001 12,003
- 0,001 11,997
- 0,5 10,5
- 2,0 6,0

Por esta tabela podemos observar que, quanto mais ∆t se aproxima de 0, mais perto v
méd
está de 12 pés/seg. À medida que diminuirmos o intervalo de tempo deveremos esperar que a
velocidade média se aproxime mais da velocidade instantânea do objeto em 2 seg. Isto é, v
méd
= 12,3 pés/seg após 0,1 seg de percurso (após a referência de 2 seg) é uma melhor aproximação,
então v
méd
= 24,0 pés/seg após 4 seg de percurso (após a referência de 2 seg). Observando esta
tabela somos então levados a acreditar que a velocidade instantânea no tempo t = 2 seg deve ser
12 pés/seg. Este é o processo que usaremos para “resolver” o problema do movimento.
Para determinar a velocidade instantânea de um objeto em movimento num dado tempo t:
1. Determinar
Δt
Δs
Δt
s(t) Δt) s(t
v
méd
·
− +
·
onde s(t) descreve o movimento do objeto como uma função do tempo.
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37
2. Observar a que número se houver algum, se aproxima v
méd
em valor quando os valores de
∆t se aproximam de 0 (zero). Se você for capaz de determinar tal número, poderá chamar-
lhe a velocidade instantânea v.
Exemplo 1. Determinar a velocidade instantânea de um objeto que se move de acordo com
s(t) = 5t
2
– 4 com t = 3 seg.
Passo 1.
t
s t s
v
méd

− ∆ +
·
) 3 ( ) 3 (


( ) [ ] ( ) [ ]
Δt
4 3 5. 4 Δt 3 5.
2 2
− − − +
·
( ) ( )
Δt
Δt 5. Δt 30.
2
+
·


( )
t 5 30
Δt
t ] Δt 5. [30
∆ + ·
∆ +
·
Passo 2. Vemos que à medida que ∆t se aproxima (fica perto) de 0, v
méd
se aproxima de 30.
Concluímos que
v = 30 pés/ seg.
Nota: Tenta-se, para simplificar, substituir ∆t = 0 por v
méd
. Isto seria uma tentativa para calcular
uma velocidade média durante uma variação de tempo de 0 seg. Isto nos dá o intervalo de tempo
nulo durante o qual podemos fazer a média! Seríamos tentados a dividir por zero, o que é
indefinido.
! ! ! ! ! ! ! !
0
0
0
) 3 ( ) 0 3 (
·
− + s s
Como no Exemplo 1, devemos encontrar uma maneira para simplificar a expressão de
v
méd
para que ∆t não permaneça no denominador. Só então podemos começar a ver a qual número
v
méd
tende quando ∆t tende para 0.
Exemplo 2. Determinar v em t = 2 quando s(t) = 1/ t.
Passo 1.
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
38
) 2 ( 2
1
Δt
) 2 ( 2
Δt
) 2 ( 2
) 2 ( 2
) 2 ( ) 2 (
t
t
t
t
t
t
s t s
v
méd
∆ +

·
∆ +
∆ −
·
∆ +
∆ + −
·

− ∆ +
·
Passo 2. À medida que ∆t tende para 0, v
méd
tende para – 1/ 4. Assim v = - 1/ 4.
11.4 Limite
O processo que desenvolvemos para “resolver” o problema do movimento foi considerado
como sendo de grande utilidade em outras aplicações. À técnica utilizada foi dado o nome de “o
processo limite”.
Dada qualquer função, podemos observar se os valores funcionais tendem para algum
número quando o valor da variável tende para um número específico.
Exemplo 1. Consideremos f (x) = x
2
– 3x + 2. Para que número se houver algum, tende f
(x) quando x tende para – 1?
Como x
2
tende para (-1)
2
= 1 quando x tende para –1 e – 3x tende para (- 3) . (- 1) = 3
quando x tende para – 1, concluímos que f (x) = x
2
– 3x + 2 tende para 1 + 3 + 2 = 6 quando x
tende para – 1.
Os matemáticos utilizam símbolos para descrever este processo limite mais resumidamente.
O símbolo “→“ significa “tender”; portanto, x tende para – 1. Deverá escrever-se x →- 1.
Se f(x) →L quando x →a, então L é chamado o “limite da função quando x →a”. Este
processo é escrito como
L x f
a x
·

) ( lim
e lê-se “ o limite de f de x quando x tende para a igual a L”. A expressão no Exemplo 1 deveria ser
escrita
( ) 6 2 3 lim
2
1
· + −
− →
x x
x
.
“O limite descreve o comportamento de uma função perto de um ponto, não no ponto.”
Exemplo 2. Determinar
.
3
9
lim
2
3

,
_

¸
¸


→ x
x
x
Quando x →3, o denominador tende para 0. Não podemos dividir por zero. No entanto,
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
39
). 3 (
3
) 3 ).( 3 (
3
9
2
+ ·

+ −
·


x
x
x x
x
x
No processo limite não estamos preocupados com o que acontece quando x = 3, mas
apenas o que acontece quando x →3. Quando x →3, x + 3 →6. Portanto
. 6 ) 3 ( lim
3
9
lim
3
2
3
· + ·

,
_

¸
¸


→ →
x
x
x
x x
Notar que no Exemplo 2 podemos ainda perguntar qual o limite de f(x) =
3
9
2


x
x
quando
x →3 mesmo que a função não seja definida para x = 3. No entanto, veremos agora que nem
sempre existem limites.
Exemplo 3. Determinar
. 5 lim
0


x
x
Como não podemos obter um número real quando calculamos a raiz quadrada de um
número negativo, a função 5 x f(x) − · não pode ser calculada para x inferior a 5. É impossível
então observar os valores de 5 x − quando x toma valores perto de 0 (porque a quantidade x
– 5 será negativa).
Concluímos que
5 lim
0


x
x
não existe.
Algumas vezes uma função tende para um limitado número L quando x →∞; isto é, a
função tende para L quando x não tem limite.
Exemplo 4. Determinar
.
1
lim
,
_

¸
¸
∞ → x x
Como o denominador x →∞, a função (1/x) tende para 0. Portanto,
. 0
1
lim ·
,
_

¸
¸
∞ → x x
Exemplo 5. Determinar
.
3 7
2
lim
2
2

,
_

¸
¸

+
∞ →
x
x x
x
Como x →∞, tanto o numerador como o denominador tende separadamente para ∞. No
entanto, se dividirmos o numerador e o denominador pela maior potência de x no denominador, x
2
,
teremos
2
3
7
1
2
x
x

+
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
Apostila de Cálculo I – FATEC
40
.
7
2
0 7
0 2
3
7
1
2
lim
3 7
2
lim
2
2
2
·

+
·

,
_

¸
¸

+
·

,
_

¸
¸

+
∞ → ∞ →
x
x
x
x x
x x
Nota:
∞ → → → x quando
x
e
x
0
3
0
1
2
.
OBS: A determinação da velocidade instantânea é uma aplicação do processo limite.
Exemplo 6. Determinar a velocidade instantânea v para t = 3 quando s(t) = t ² - 7.
Podemos considerar a velocidade média v
méd
como função de ∆t:
t
s t s
v
méd

− ∆ +
·
) 3 ( ) 3 (
Portanto,
t
s t s
v
t ∆
− ∆ +
·
→ ∆
) 3 ( ) 3 (
lim
0

[ ] [ ]
t
7 9 7 ) t ( ) t .( 6 9
lim
2
0 t

− − − ∆ + ∆ +
·
→ ∆

t
) t ( ) t .( 6
lim
2
0 t

∆ + ∆
·
→ ∆

( )
t
t 6 . t
lim
0 t

∆ + ∆
·
→ ∆

( ) t 6 lim
0 t
∆ + ·
→ ∆
= 6.
NOTA:
1º. ) Avalie o comportamento da função
¹
'
¹
< +
≥ +
·
3 x se 1, x
3 x se , 3
) (
x
x f
nas proximidades de três.
Note que esta função tem um comportamento diferente em torno do ponto x = 3. Para descobrir o
que acontece neste ponto, consideramos valores para x cada vez mais próximos de três, mas, menores que
três ou a sua esquerda e também valores de x cada vez mais próximos de três, mas maiores que três ou a
sua direita, como exibido na tabela abaixo.
Valores menores que 3 ou a esquerda de 3 Valores maiores que 3 ou a direita de 3
Valores
de x 0 1 2 2,9 2,99 2,999 3,001 3,01 3,1 4 5 6
Valores
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Apostila de Cálculo I – FATEC
41
de f(x) 1 2 3 3,9 3,99 3,999 6,001 6,01 6,1 7
A tabela mostra que quando x se aproxima de três pela esquerda, mas não assume o valor
três, a função se aproxima de 4. Afirmamos, então, que se x tende a três pela esquerda a função
tende para 4. Ou ainda, que o limite da função é 4 quando x tende a três pela esquerda.
Quando x se aproxima de três pela direta, mas não assume o valor três, a função se
aproxima de 6. Afirmamos, então, que se x tende a três pela direita a função tende para 6. Ou
ainda, que o limite da função é 6 quando x tende a três pela direita.
Como o limite à esquerda é diferente do limite à direita, dizemos que esta função não tem
limite no ponto três. Possui apenas limites laterais.
Usando a linguagem matemática escrevemos:
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( ) x f lim x f lim x f lim
x f lim ou x f x
x f lim ou x f x
x
x x
x
x
3
3 3
3
3
6 6 3
4 4 3

→ →

+


∃/ ∴ ≠ ⇒
¹
¹
¹
¹
¹
;
¹
· → ⇒ →
· → ⇒ →
+ −
+

Conclusão: Uma função só terá limite no ponto c se os limites laterais em torno deste ponto forem
iguais.
( ) ( ) ( ) x f lim x f lim x f lim
c x
c x c x

→ →
∃ ⇔ ·
+ −
2º. ) Avalie o comportamento da função
( )
2
3
1
) (

·
x
x f
nas proximidades de três.
Consideramos valores de x cada vez mais próximos de três pela esquerda e também pela direita.
Em ambos os casos notamos que o valor que a função assume tem uma ordem de grandeza muito elevada,
como mostra a tabela abaixo. Quando isto ocorre dizemos que a função tende para o infinito.
Valores menores que 3 Valores maiores que 3
ou a esquerda de 3 ou a direita de 3
x 2 2,9 2,99 2,999 3,001 3,01 3,1 4
y 1 100 10.000 1.000.00
0
1.000.00
0
10.000 100 1
Neste caso o limite da função é infinito quando x tende para três.
Usando a linguagem matemática, escrevemos:
( ) ( ) ∞ · ∞ → ⇒ →

x f lim ou x f x
x 3
3
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42
Conclusão: Uma função tem um limite infinito quando a sua imagem assume valores cuja ordem
de grandeza é elevada, quando x tende para c.
( ) ∞ ·

x f lim
c x
Nessa mesma função é fácil perceber que se os valores de x aumentam, assumindo valores
maiores que três, o valor da função se aproxima de zero. Deste modo, os valores de x assumem
valores que possuem ordem de grandeza elevada e, portanto, tende para infinito. Tem-se, então,
um limite no infinito.
Usando a linguagem matemática, escrevemos:
( ) ( ) 0 0 · → ⇒ ∞ →
∞ →
x f lim ou x f x
x
Conclusão: Uma função tem limite no infinito quando a variável do seu domínio tende para
infinito enquanto a imagem da função tende para L.
( ) L x f lim
x
·
∞ →
NOTA:
(i) Nessa teoria devemos entender, sempre, que a variável x tende para um valor c, mas nuca é
igual a c e a imagem da função tende para L, mas nunca é igual a L.
(ii) Há também os casos de limites infinitos no infinito.
(iii) O limite de uma função num ponto c do seu domínio é único.
11.5 Fórmulas do Limite
Pode ser demonstrado que o processo limite obedece às seguintes regras:
A.
( ) ( ) [ ] ( ) ( ) x g x f x g x f
a x a x a x → → →
t · t lim lim lim
Exemplo 1.
( ) 36 9 27 lim lim lim
2
3
3
3
2 3
3
· + · + · +
→ → →
x x x x
x x x
.
B.
( ) [ ] ( ) constante uma é onde , lim . . lim k x f k x f k
a x a x → →
·
Exemplo 2.
( ) . 48 ) 4 .( 12 lim . 12 . 12 lim
2
2
2
2
· · ·
− → − →
x x
x x
C.
constante uma é onde , lim k k k
a x
·

Exemplo 3.
( ) 8 lim
2 → x
= 8.
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43
Nota Não importa qual a tendência de x em f(x) = 8; portanto, f(x) não só tende para 8 como, neste caso, é mesmo 8.
D.
( ) ( ) [ ] ( ) ( ) x g x f x g x f
a x a x a x → → →
• · • lim lim lim
Exemplo 4.
( ) [ ] . 18 2 9 ) 1 ( lim lim 1 lim
3
2
3
2
3
· • · − • · −
→ → →
x x x x
x x x
E.
( )
( )
( )
( )
( ) 0 lim que desde ,
lim
lim
lim ≠ ·
1
]
1

¸





x g
x g
x f
x g
x f
a x
a x
a x
a x
Exemplo 5. . 1
3
3
) 2 ( lim
4 lim
2
4
lim
1
2
1
2
1
− ·

·
+

·
1
1
]
1

¸

+



→ x
x
x
x
x
x
x
EXERCÍCIO: Determinar cada limite.
( ) ) 5 ( lim 1
2
2
x x
x


( ) ) 1 7 3 ( lim 2
2
1
+ +
− →
x x
x
( ) ) 2 5 2 ( lim 3
2 3
1
− +
− →
x x
x
( ) ) 4 3 ( lim 4
2 3
2
+ + −

x x x
x
( )
( ) 1
) 1 (
lim 5
2
1 −

− → x
x
x
( )
( ) 3
) 9 (
lim 6
2
3 +

− → x
x
x
( )
( ) 3 2
) 9 4 (
lim 7
2
2 / 3 −

− → x
x
x
( )
( ) 4 3
) 16 9 (
lim 8
2
3 / 4 −

− → x
x
x
( ) 3 2 lim 9
1
+
− →
x
x
( ) 3 3 lim 10
4


x
x
( ) x
x


4 lim 11
6
( ) 1 2 lim 12
1
+
− →
x
x
( )

,
_

¸
¸
∞ → x x 2
1
lim 13 ( )
,
_

¸
¸
∞ →
2
1
lim 14
x
x
( )
) 11 8 4 (
) 2 5 3 (
lim 15
2
2
− +
+ −
∞ →
x x
x x
x
( )
) 4 (
) 13 2 7 (
lim 16
2 3
3
x x
x x
x
+
− +
∞ →
( ) ) ( lim 17
2
2
x x
x
+

( ) ) ( lim 18
2 3
3
x x
x
+

( ) ) 2 100 4 ( lim 19
2
1
− +

x x
x
( ) ) 8 5 3 ( lim 20
2
1
− +
− →
x x
x
( ) ( ) ( ) 4 . 3 lim 21
1
− +

x x
x
( ) ( ) ( ) 3 . 1 2 lim 22
4
− +

x x
x
Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido
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44
( ) ) 3 2 ).( 1 3 ( lim 23
2 4 2
2
+ − + +
− →
x x x x
x
( ) ) 6 ).( 10 5 ( lim 24
2 3 2
2
x x x x x
x
− + − +

( )
1
2 3
lim 25
2
2
2
+
+ +

x
x x
x
( )
x x
x x
x
2
5 4
lim 26
2
2
3
+
+ −

( )
7
49
lim 27
2
7 +

− → x
x
x
( )
2
4
lim 28
2
2 −

→ x
x
x
( )
5 2
25 4
lim 29
2
2 / 5 −

→ x
x
x
( )
4 3
16 9
lim 30
2
3 / 4 +

− → x
x
x
( )
( )
) 2 (
5 ). 1 3 (
lim 31
2
3 −
+ + +
→ x
x x x
x
( )
( )
) 3 (
3 ). 5 (
lim 32
2
2 +
− − +
− → x
x x x
x
( )
) 1 (
) 4 6 2 (
lim 33
2
2
1

+ −

x
x x
x
( )
) 1 (
) 1 3 2 (
lim 34
2
1 −
+ −
→ x
x x
x
( )
) 6 3 3 (
) 1 (
lim 35
2
2
1
− −

− →
x x
x
x
( )
) 4 4 (
) 1 3 4 (
lim 36
2 3
3
2 / 1
x x x
x x
x
+ −
+ −

( )
x
x
x
5 3 25
lim 37
0
− +

( )
( )
4
8 2
lim 38
2
4 +
+ −
− → x
x x
x
( )
x
x
x − −
+ −
→ 5 1
5 3
lim 39
4
( )
x
x
x
1 1
lim 40
0
− +

Respostas
1) – 6 6) – 6 11) não existe 16) 7 / 4 21) - 12 26) 2 /15 31) 152 36) 3
2) – 3 7) 0 12) não existe 17) 6 22) 9 27) – 14 32) 15 37) 3 / 10
3) 1 8) 0 13) 0 18) 36 23) – 11 28) 4 33) – 1 38) – 1
4) 2 9) 1 14) 0 19) 102 24) 120 29) 10 34) 1 39) –1 / 3
5) 0 10) 3 15) ¾ 20) – 10 25) 12 / 5 30) – 8 35) 2 / 9 40) 1 / 2
Nos exercícios de 41 a 44, trace um esboço do gráfico e encontre o limite indicado se ele existir; se
o limite não existir, dê a razão.
41)
¹
'
¹
− > −
− ≤ +
·
2 x se x 3
2 x se 3 x
) x ( f

) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (
lim lim lim
2 2 2
x f c x f b x f a
x x x − → − → − →
− +
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Apostila de Cálculo I – FATEC
45
42)
¹
'
¹
≥ −
< +
·
3 x se x 10
3 x se 1 x 2
) x ( f

) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (
lim lim lim
3 3 3
x f c x f b x f a
x x x → → →
− +
43)
¹
'
¹
> −

·
2 x se x 2 8
2 x se x
) x ( f
2

) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (
lim lim lim
2 2 2
x f c x f b x f a
x x x → → →
− +
44)
¹
¹
¹
'
¹
> +
≤ −
·
1 x se x 2
1 x se x 4
) x ( f
2
2

) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (
lim lim lim
1 1 1
x f c x f b x f a
x x x → → →
− +
Respostas
41) não existe 42) 7 43) 4 44) 3
11.6 A Inclinação de uma Tangente a uma Curva
O processo limite não é apenas aplicado ao problema do movimento. Veremos agora a sua
aplicação num problema geométrico.
Como na figura embaixo, consideraremos que a curva é o gráfico de uma dada função
y = f(x). Pretendemos determinar a inclinação da tangente m
tan
no ponto P com coordenadas (x,
f(x)).
Como na figura acima, podemos determinar a inclinação de uma reta passando por P e
qualquer outro ponto Q da curva (a reta secante). Podemos observar as inclinações destas retas
secantes quando escolhemos pontos Q cada vez mais próximos do ponto P. À medida que Q se
aproxima de P, os valores das inclinações destas retas secantes ficarão cada vez mais próximos
daquele da inclinação da reta tangente m
tan
. Podemos explicar este processo em termos das
coordenadas de P e Q como na figura a seguir.
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Apostila de Cálculo I – FATEC
46
Nesta figura ∆y = f (x + ∆x) – f(x).
À medida que escolhemos valores de ∆x mais próximos de 0, o ponto Q aproxima-se de P
ao longo da curva. Deste modo, a inclinação da reta secante aproxima-se de m
tan
, que é a inclinação
da reta tangente. A inclinação da reta secante que passa por P e Q é dada por:
( ) ( )
( )
( ) ( )
x
y
x
x f x x f
x x x
x f x x f


·

− ∆ +
·
− ∆ +
− ∆ +
portanto,

( ) ( )
( ) x x x
x f x x f
x
y
m
x x − ∆ +
− ∆ +
·


·
→ ∆ → ∆ 0 0
tan
lim lim
Exemplo 01. Determinar a inclinação da reta tangente à curva y = x² + 3 em (1,4).

( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) 2 2 lim
2
lim
2
lim
] 3 1 [ ] 3 1 [
lim
lim
0
0
2
0
2 2
0
0
tan
· ∆ + ·

∆ + ∆
·

∆ + ∆
·

+ − + ∆ +
·


·
→ ∆
→ ∆
→ ∆
→ ∆
→ ∆
x
x
x x
x
x x
x
x
x
y
m
x
x
x
x
x
Podemos ver agora que o processo usado para resolver o problema geométrico é o mesmo
que o usado para o problema do movimento. Este processo, o limite, é o fundamento do cálculo.
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Apostila de Cálculo I – FATEC
47
Exemplo 02. Determinar a equação da tangente à curva y = 2x² - 5 em (2,3).
Passo 1 : Determinar m
tan
:

( ) ( )
( )
( ) . 8 2 8 lim
2 8
lim
] 5 2 2 [ ] 5 2 2 [
lim
lim
0
0
2 2
0
0
tan
· ∆ + ·

∆ + ∆
·

− − − ∆ +
·


·
→ ∆
→ ∆
→ ∆
→ ∆
x
x
x x
x
x
x
y
m
x
x
x
x

Passo 2 : Determinar a equação da reta:
Usando a fórmula do ponto-inclinação temos:
y – y
1
= m.(x – x
1
)
y – 3 = 8.(x – 2)
y = 8x – 13.
RESUMO: Definimos o coeficiente angular ou inclinação de uma curva como o limite dos
coeficientes angulares das secantes. Esse limite, chamado derivada, mede a taxa de variação de
uma função e é um dos conceitos mais importantes de cálculo. As derivadas são muito usadas em
engenharia, ciência, economia, medicina e ciência da computação para calcular a velocidade e a
aceleração, para explicar o funcionamento de máquinas, para estimar a diminuição do nível da
água quando ela é bombeada para fora de um tanque e para prever as conseqüências de erros
cometidos durante medições. Obter derivadas calculando limites pode ser demorado e difícil.
Assim sendo, desenvolveremos técnicas para calcular derivadas mais facilmente.
Definições:
O coeficiente angular da curva y = f(x) em um ponto P(x
0
, f(x
0
)) é o número
( ) ( )
x
x f x x f
m
x ∆
− ∆ +
·
→ ∆
0 0
0
lim
. (desde que o limite exista)
A reta tangente ao gráfico de f em P é a reta que passa por P e tem esse coeficiente
angular. Assim sendo ela é dada por:
y = y
0
+ m(x – x
0
)
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Apostila de Cálculo I – FATEC
48
Como achar a Tangente à Curva y = f(x) em (x
0
, y
0
).
1. Calcule f(x
0
) e f(x
0
+ ∆x).
2. Calcule o coeficiente angular:
( ) ( )
x
x f x x f
m
x ∆
− ∆ +
·
→ ∆
0 0
0
lim .
3. Se o limite existe, então determine a reta tangente quando: y = y
0
+ m(x – x
0
).
EXERCÍCIOS
(1.) Determinar a equação da tangente à curva dada no ponto dado.
a) y = 2x² - 3; (-2, 5) (Resp.: y = - 8x – 11)

b) y = 5x² - 3x + 2; (-1, 10) (Resp.: y = - 13x – 3)
c) y = 4x² - 7x + 5; (3, 20) (Resp.: y = 17x - 31)
d) y = 2x² + 4x – 7; (-2, -7) (Resp.: y = - 4x – 15)
(2) Determine uma equação para a tangente à curva nos pontos dados. Esboce a curva e a tangente
juntas.
a.) y = 4 – x
2
, P(-1, 3) (Resp.: y = 2x + 5)
b.) y = 2√x, P(1, 2) (Resp.: y = x + 1)

c.) y = x
3
, P(-2, -8) (Resp.: y = 12x + 16)

d.) y = 2x
2
+ 3, P(2, f(2)) (Resp.: y = 8x – 5)
Se duas retas são paralelas, seja (1) ambas perpendiculares ao eixo x ou (2) ambas com
a mesma inclinação, ou seja, m
1
= m
2
.
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49
Por outro lado, se duas retas são perpendiculares, então, seja (1) uma reta vertical com
equação x = a e a outra horizontal com equação y = b ou (2) nenhuma sendo vertical e a inclinação
da reta sendo a recíproca negativa da outra; isto é, se as equações das retas forem:
L
1
: y = m
1
x + b
1
e L
2
: y = m
2
x + b
2
então m
1
= (-1/m
2
)
Exercícios:
1.) Determinar a equação da reta que satisfaz cada uma das seguintes condições.
a.) Passa por (-1, 5) e é paralela a –2x + y + 13 = 0. (Resp.: y = 2x + 7)
b.) Passa por (2, -2) e é perpendicular a 3x – 2y - 14 = 0. (Resp.: y = -2x/3 – 2/3)
c.) Passa por (-7, 4) e é perpendicular a 5y = x. (Resp.: y = - 5x – 31)
d.) Passa por (2, -10) e é paralela a 2x + 3y –7 = 0. (Resp.: y = -2x/3 – 26/3)
2.) Encontrar a equação da reta tangente à curva y = x , que seja paralela à reta 8x – 4y + 1 = 0.
(Resp.: y = 2x + 1/8)

3.) Encontrar a equação da reta normal (ou perpendicular) à curva y = x
2
no ponto P(2, 4)
(Resp.: y = -1x/4 + 9/2)

A derivada de uma função f(x) em relação à variável x é a função f

cujo valor em x é
( )
( ) ( )
x
x f x x f
x f
x ∆
− ∆ +
·
→ ∆ 0
'
lim
desde que o limite exista.
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50
A derivada de uma função f(x) no ponto x
0
, denotado por f

(x
0
), é definida pelo limite:
( )
( ) ( )
x
x f x x f
x f
x ∆
− ∆ +
·
→ ∆
0 0
0
0
'
lim
(desde que o limite exista)
OBS: Como vimos anteriormente, este limite nos dá a inclinação da reta tangente à curva y
= f(x) no ponto (x
0
, f(x
0
)). Portanto a derivada da função y = f(x) no ponto x
0
representa a
inclinação da curva neste ponto.
Exercícios:
(1.) Calcule f’(x) para a função dada usando diretamente a definição.
a) f(x) = 2x
2
+ 3x + 1 b) f(x) =
x 1
x 1

+
c) f(x) = x 3 −
(Resp.: f’(x) = 4x + 3) (Resp.: f’(x) = 2 / (1 – x)² ) (Resp.: f’(x) =
x 3 2
1


)

(2.) Determinar f

(x
0
) para cada função, usando a definição.
a) f(x) = 5x
2
+ 6x – 1, x
0
= 2. b) f(x) = x
2
+ 1, x
0
= 1.
( Resp.: f’(2) = 26 ) ( Resp.: f’(1) = 2 )

c) f(x) =
3
2
+

x
x
, x
0
= x. d) f(x) = x , x
0
= 9.
( Resp.: f’(x) = 5 / (x + 3)² ) ( Resp.: f’(9) = 1 /6 )
The end!!!!!!!!!!
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2 1º Semestre / 2011 EMENTA • • • Matemática Elementar Limite e Continuidade Derivada

OBJETIVO • • • • Raciocinar lógica e organizadamente; Aplicar com clareza e segurança os conhecimentos adquiridos; O aluno deverá ser capaz de construir gráficos de funções reais de uma variável real, calcular limites e derivadas; Utilizar estes conhecimentos em outras situações que surgirão a longo de sua atividade acadêmica.

BIBLIOGRAFIA • • • • • • • • BOULOS, Paulo. Pré-Cálculo. Makron Books - SP 1999. COELHO, Flávio. Curso básico de Cálculo. São Paulo: Saraiva, 2005. EDWARDS, Jr.,C. & Penney,D. Cálculo com Geometria Analítica. Vol. 1 Rio de Janeiro – LTC Editora, 1999. FLEMMING, Diva Marília - Cálculo A - Makron Books - SP 1999. HOFFMANN, Laurence. Cálculo - Vol. 1 LTC, 1990.LEITHOLD. Louis - O Cálculo com Geometria Analítica –Vol.1 Ed. Harper & Row do Brasil Ltda-SP SILVA, Sebastião Medeiros. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2001. SIMMONS, George. Cálculo com Geometria Analítica. Vol.1 São Paulo – Mcgraw-Hill 1987. SWOKOWSHI. Cálculo com geometria analítica. São Paulo: Editora Makron Books.

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REVISÃO
1. Conjuntos Numéricos 1.1 Números Naturais 1.2 Números Inteiros 1.3 Números Racionais 1.4 Números Irracionais 1.5 Números Reais 2. Números reais – resumo operacional 2.1 Cálculo do valor de expressões numéricas 2.2 Potenciação 2.2.1 Potência de expoente inteiro 2.2.2 Potência de expoente racional 2.3 Racionalização 3. Valor numérico de expressões algébricas 4. Operações com expressões algébricas 4.1 Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de expressões Literais 4.2 Produtos Notáveis 4.3 Fatoração 4.4 Simplificação 4.5 Identidades envolvendo Divisão de Polinômio por Polinômio 5. Equações do 1º grau 6. Inequações do 1º grau 7. Equações do 2º grau 7.1 Equações incompletas 7.2 Equações completas 8. Sinal do trinômio do 2º grau 9. Inequações do 2º grau 10. Funções 10.1 Definição 10.2 Domínio, Imagem e Contradomínio 10.3 Tipos de Funções 10.3.1 Função Constante 10.3.1.1 Gráfico de uma Função Constante 10.3.2 Função do 1º Grau 10.3.2.1 Gráfico de uma Função do 1º Grau 10.3.3 Função do 2º Grau 10.3.3.1 Gráfico de uma Função do 2º Grau 10.3.3.2 Zeros da Função do 2º Grau 10.3.3.3 Vértice da Parábola 10.3.3.4 Coordenadas do Vértice 10.3.4 Função Modular 10.3.5 Função Exponencial 10.3.6 Função Logarítmica 10.3.7 Funções Trigonométricas 10.3.8 Funções Trigonométricas Inversa

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4 1. Conjuntos Numéricos 1.1 Números Naturais Os números naturais surgiram de uma necessidade do ser humano em fiscalizar os seus bens. Os símbolos que representam os números naturais são chamados de algarismos. N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, ... } Números Inteiros Os números inteiros são todos os números naturais e também os seus opostos. Z = {... , -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ... } 1.2 Números Racionais Os números racionais são aqueles que podem ser obtidos como quociente de dois números inteiros. Q = {p/q , onde p, q ∈ Z e q ≠ 0} 1.3 Números Irracionais Os números irracionais são aqueles que não podem ser obtidos como o quociente de dois números inteiros. Exemplo: São números irracionais: π ≅ 2 ≅ 3 ≅ e≅ 3,1415929... 1,4142135... 1,7320508... 2,7182818...

1.4 Números Reais O conjunto dos números reais é definido como a união entre os conjuntos dos números irracionais e racionais. OBSERVAÇÃO - Módulo de um Número O módulo, ou valor absoluto, de um número real qualquer é a distância deste número à origem (zero). O módulo de um número real x pode ser definido também por:  x, se x ≥ 0 x = − x, se x < 0
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Exemplos
(a) − 10 = − ( − 10 ) = 10 (b) + 7 = + 7 = 7

2. Números Reais – Resumo Operacional 2.1 Cálculo do valor de expressões numéricas 2.1.1 Ordem de operação (1º) Potenciação e Radiciação; (2º) Multiplicação e Divisão; e (3º) Adição e Subtração Seguindo a ordem de operação da esquerda para direita, e sempre eliminando primeiro parênteses ( ); depois colchetes [ ] e finalmente as chaves { }. OBS (Números Racionais): - Adição e Subtração: Achar o mmc (divide o mmc encontrado pelo denominador e o resultado, multiplicar pelo numerador); 2 × 3 × 8 + 15 23 + = = 20 20 Ex: 5 ÷ 4 ÷ ↵ ↑ ↑ - Multiplicação: multiplicar numerador com numerador, e denominador com denominador; 2 3 2×3 6 3 × = = = 7 4 7 × 4 28 14

Ex:

- Divisão: mantém a primeira fração e multiplica pelo inverso da segunda. 3 4 3 7 3 × 7 21 ÷ = × = = 5 7 5 4 5 × 4 20

Ex:

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1 + 12 × .2.23 2. b ≠ 0 Exercícios Calcular o valor das expressões: 1) 5 2 2) (-3) 3 3) (-3) 2 4) -3 2 5) 5 0 Profª Drª.Apostila de Cálculo I – FATEC 6 Exercícios Calcular o valor das seguintes expressões numéricas dando a resposta na forma de fração e decimal. 37   2 9 5 10   1)  .13 + 4 × 1 .n 6) (a m ) n = a m. b) n = a m . :  3 4  12 7  2 2  2 7 2) 11  1 1 3  : + :  10  5 4 2      1  4) 3 × .a ( n vezes) 2) a 0 = 1 3) a . b ≠ 0 8) (a . Fátima Ahmad Rabah Abido . a ≠ 0 4) a m .n = 1/ a n.3) 4 Respostas 1) 1 2) 3 3) 1 4) – 414 5) – 0.n 7) (a / b) m = a m / b m.17 + 5 25 + × (1 . a n = a m + n 5) a m ÷ a n = a m . a. ×  − 3 7 2  5 8 4  5) ÷ 1 0. − 1 − 1   3     4 1  2 5 1  + × 3 . a. b m. − :  : 2 −  28   3 8 49 7    1 1  7 1  7 5  1 1 3)  −  : + . … .1 Potência de expoente inteiro Seja a um número real e m e n inteiros positivos.  −  . Então: 1) a n = a.2 Potenciação 2.

(-1) 4 3 9)   4 3 3 10)   2 −2 11) 12) 2 3. definimos: a) a m n = (n a )m quando ( n a ) existe.Se n ímpar e a negativo: an é negativo.n a = p ⇒ p n = a. Fátima Ahmad Rabah Abido .9 13) 1 5) 1 14) 1069/1521 6) 64 15) 3/5 7) 1 8) -1 9) 27/64 10) 4/9 11) 8 2.2 2 13) 2 9 : 2 2.2 Potência de expoente racional Se a é um número real qualquer e m e n são inteiros positivos. onde  . b) se a ≠ 0. n a não é real (ex: 4 − 16 ⇒ não existe raiz real) . n a é negativa (ex: 3 − 8 = −2 ) Exemplos Profª Drª.2 [ ( ) 3 −3 ] 1 4 1  14)  − + 1 + −2 2 1 + 3 − ( 4 − 5) 5 2  −2 2   1 1   1 1  3   15) 1 −  −  ÷  +  +  2   6 3   6 2    RESPOSTAS 1) 25 2) .27 3) 9 12) 32 4) .Apostila de Cálculo I – FATEC 7 6) (2 3) 2 27 24 7) ((-1) 3) 2 8) .Se n par e a negativo: an é positiva.2. a − m n = 1/ a m n OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: a → radicando  n → índice  p → raiz → radical .

a = . a − b N. 49 : ][ 256 : ( − 4) : ( − 3) ]} Respostas 1) 6 2) . Fátima Ahmad Rabah Abido . através de operações algébricas. 7 64  5  5  3  0 3  3 2 2 2    3  4 − 8 3   : 2 0 + 3 −1.25 no conjunto dos números reais.64 3  1  3)    243  −2 5 4 49  3  3  1  + 1 −  : + 1 +  4) . an− x n n an = N . an− x an− x n = N .Apostila de Cálculo I – FATEC 4 3 2 = ( 4 )3 = 23 = 8 25 = 1 / 5 ( − 64 ) 4 3 = (3 − 64 ) 8 4 = ( − 4 ) 4 = 256 2 3 ( 25) − 12 = 1 / ( 25) 12 = 1 / ( − 25) 3 2 ( − 27 ) − 2 3 = 1 / ( − 27 ) = 1/ (3 − 27 )2 = 1/( − 3) 2 = 1/ 9 não é um nº real. Racionalize: Profª Drª. = = 2 a a a a a N n 3) 9 4) 5/2 5) 2 6) 1 (2) ax = N n n ax .6 −    5)       4      2 6) {( − 2) + [( − 2) 3 2 − 3 + ( − 3). Exercícios 1) 36 2) . Existem três casos: (1) N N a N. pois não existe . o radical ou os radicais do denominador.4 2. a N.3 Racionalização Racionalizar uma fração consiste em eliminar. an− x a n (3) N = a+ b ( N . a+ b ( )( a− b N. a − b = = 2 2 a−b a− b a − b ) ( ) ) ( ) ( ) ( ) Exercícios 1.

5+3 3 −1 . Operações com expressões algébricas 4. Efetue o produto: 3− 5 3 + 3.c ) d) 2 2 1  x 1 − 2 x 3 + x  5  4  Profª Drª.62 4) y = 22/7 4. x = . . Simplifique: 3 +1 3 −1 3 −1 3 +1 Respostas 1 .6a – b – 2c) + (2a + 3b .1 Adição. Fátima Ahmad Rabah Abido . 4 ( ) (b) 2 (d) ( 15 + 3 ) 2. Multiplicação e Divisão de expressões literais. Exercícios 1) Efetuar as operações indicadas em cada um dos casos seguintes: a) (3a . x = 2  x -1  x − 3  4) y = a+b . substituir x pelo valor dado e calcular o valor da correspondente expressão numérica. Valor numérico de expressões algébricas Exercícios Em cada uma das expressões seguintes. 5 − 2 / 3 3. 3 + 3 / 3 ( ) 3.(.2 2  1   2x  3) y =   +  + 1. (a) 5 2 / 2 (c) 4. x = 3/5 Respostas 1) y = 10 2) y = 29/25 3) y = . a = 2/3 e b = 4/5 1 − ab 2 3 2) y = x 2 – 2x + 2.2b + c ) . 2. 1) y = x – 2x + 2. (c) 4 5+ 2 (d ) 2 3 5− 3 2.Apostila de Cálculo I – FATEC 9 (a) 5 2 (b) 2− 2 2 −1 . Subtração.

y ≠ 0: e) .x + x 5 5 10 c) − e) 3x²y 2) x2 7a 4 b b) 2a4b + a³b² -a²b³ 4.14x + 1 3) x2 . Fátima Ahmad Rabah Abido .1) 2 6) (2x2 – 3) (2x2 + 3)  1  4− x  .b.b). Vejam alguns casos: (1) (a + b)2 = (a + b).(2a² + ab – b²) 1 1 2 1 2 2 2 c)  xy − 3 x + 10 y  −  xy − x + y  3 4  4  2) Efetue as operações indicadas.3 Fatoração (Expressões Algébricas) Profª Drª.b) = a2 .2ab + b2 (3) (a + b).(a . x −5 )( ) 2) (7x . : 10a 2 b 5 6 xy 3 4 xy 2 Respostas 1 a) 11a + 2b + 2c 35 2 39 2 x + y 12 4 2 2 4 5 1 3 d) x .b) a2 .(a .b2 ⇒ ⇒ ⇒ Trinômio do Quadrado Perfeito de uma Soma Trinômio do Quadrado Perfeito de uma Diferença Diferença de dois Quadrados Exercícios 1) (x + 2)2 3) (x – 1/2)2  x 1 4)  −  2 x 2 5) (3 + x) (3 – x) 7) ( x +5.Apostila de Cálculo I – FATEC 10 b) a² b. em que a.2 Produtos notáveis f) 32x7y10 São produtos que aparecem com muita freqüência na resolução de equações ou no desenvolvimento de expressões.b)2 = (a .x.(a + b) = a2 + 2ab + b2 (2) (a .18x 4 y 3 − 6x 2 y 2 f) 2x3y4 : (4x²y3)-2 3x 2 y 2 5a 3 b 4 7a 5 y .  8)   2− x  2+ x  Respostas 1) x2 + 4x + 4 2) 49x2 .x + 1/4 x2 1 4) -1 + 2 4 x 5) 9 – x2 6) 4x4 – 9 7) x – 25 8) 1 4.

(a .4) 12) (x – 2) (x + 4) 4.4)2 8) (3x2 – 5)2 9) (2x – y)2 10) (x + 3) (x + 4) 11) (x – 2) (x .b Exercícios : Fatore. (a + b) (2) ax + bx + ay + by = x.6x + 8 12) x2 + 2x . respectivamente a soma e o produto de números a e b.Apostila de Cálculo I – FATEC 11 (1) ax + bx = x.8x + 16 8) 9x4 – 30x2 + 25 9) 4x2 .(a + b) = (a + b).(x + b) ⇒ ⇒ ⇒ Fator Comum Agrupamento Trinômio do 2º Grau onde S e P representam.4xy + y2 10) x2 + 7x + 12 11) x2 . 2ab 3a 2 x2 − 4 x 2 − 4x + 4 x 2 − 5x + 6 x 2 − 6x + 9 a2 −1 a3 −1 − + a2 a +1 a −1 1) 4) 7) 2) x 2 − 4x 8 − 2x 5) ( x + 5) 2 x 2 − 25 8) 27 x 3 + 9x 2 3) 3 + 9x x 2 − 6x + 9 6) x2 − 9  a 2 − 2a a 2 − a   a 2 − 1  9)  2  a + a ÷ a 2 − 2a  .3) 4) 5 (5x – 1) (5x + 1) 5) 3 (3x2 – y) (3x2 + y) 6) (x + 1)2 7) (x . 1) 2x + 4y 2) 6x² + 12x³z – 10x4a 3) ax – a – 3x + 3 4) 125x2 – 5 5) 27x4 – 3y2 6) x2 + 2x + 1 7) x2 .4 Simplificação Exercícios : Simplifique.8 Respostas 1) 2(x + 2y) 2) 2x². ou seja S = a + b e P = a. (x + y) (3) x² + Sx + P = (x + a).(a + b) + y.  a 2 − 4       Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido .(3 + 6xz – 5x²a) 3) (x – 1).

ou quando o resto apresentar grau menor que o grau do divisor.Encontre o valor de x.Apostila de Cálculo I – FATEC 12 RESPOSTAS 1) 2b 3a x 2 4) x+2 x−2 x+5 x −5 7) x−2 x −3 2) − 5) 8) . B. onde A. 2ª) O grau do polinômio dividendo deverá ser maior ou igual ao grau do divisor.5 Identidades envolvendo Divisão de Polinômio por Polinômio Antes de iniciarmos a divisão de um polinômio por outro polinômio. O. antes de iniciar a divisão.x = B.2 3) 3x 2 x −3 6) x+3 9) a−2 a+2 EXERCÍCIO EXTRA . e T são constantes: ( AM + BC ). daremos algumas dicas importantes: 1ª) O polinômio dividendo deve ser colocado na forma geral e em ordem decrescente em relação à variável. como se determina o quociente de um polinômio por outro. C. M. Fátima Ahmad Rabah Abido . 3ª) A divisão termina quando o resto for zero (divisão exata). com exemplos. E. LEMBRETE: Relação fundamental da divisão Dividendo  divisor resto quociente Exemplo: 13  4 1 3 ⇒ Dividendo = quociente x divisor + resto ⇒ 13 = (3 x 4) + 1 Vamos mostrar.( x + BOC ) AM CTE − ( x + BOC ) B 4. Profª Drª.

o primeiro resto: 6x 3 . o segundo resto pelo divisor. dessa forma. procedendo da mesma maneira utilizada no 4º e 5º passos: 6x 3 .6x 3 + 12x 2 3x2 – 6x 2 .12x 2 . obtendo.6x 3 + 12x 2 3x2 – 6x 2 . 10x – 5 (. agora. assim.12x + 34x – 5 (12x 2 ): (2x) = . obtendo.24x 2 + 34x – 5  2x – 4 . obtendo.6x 3 + 12x 2 3x2 2 . 10x .24x . agora. o segundo resto: 6x 3 . assim. (2x – 4) = .24x 2 + 34x – 5  2x – 4 .6x) pelo polinômio divisor (2x – 4 ) e subtraímos esse produto do primeiro resto.12x 2 + 34x – 5 12x 2 . (2x – 4) = 6x 3 . o primeiro termo do resto (.6x) .12x + 34x – 5 12x 2 . Fátima Ahmad Rabah Abido .24x 2 + 34x – 5  2x – 4 3x2 6x 3 : 2x = 3x2 3º Passo Multiplicamos o primeiro termo do quociente (3x2) pelo divisor (2x – 4 ) e subtraímos esse produto do dividendo.24x 2 + 34x – 5  2x – 4 .12x2 4º Passo Dividimos. obtendo.24x 6º Passo Dividimos.24x .5 . o primeiro termo do quociente: 6x 3 . com isso.12x + 34x – 5 3x2. 3 13 .24x2) pelo 1º Passo Escrevemos o polinômio dividendo na ordem decrescente dos graus da variável: 6x 3 .10x + 20 15 Profª Drª.24x 2 + 34x – 5  2x – 4 (10x) : (2x) = 5 3 2 2 .6x 5º Passo Multiplicamos o segundo termo do quociente (.6x + 12x 3x – 6x + 5 .12x 2 ) pelo primeiro termo do divisor (2x).Apostila de Cálculo I – FATEC Observe a seqüência utilizada para dividir o polinômio (34x – 5 + 6x polinômio (2x – 4).24x 2 + 34x – 5  2x – 4 2º Passo Dividimos o primeiro termo do dividendo pelo primeiro termo do divisor. o segundo termo do quociente: 6x 3 .

24x 2 + 34x – 5 = (3x2 – 6x + 5) . Dispomos os números como segue: 2 0 -3 1 -3 3 A seguir. baixamos o primeiro coeficiente. temos: 6x 3 . ← 15. ← 2.3 = 6. 0. Nesse caso. e o resultado é escrito abaixo desse segundo coeficiente. que apresentamos através de um exemplo. como o divisor 2x – 4 tem grau um (2x – 4). temos grau do resto < grau de divisor e.3 + 0 = 6 ____________________ ↓  2 0 -3 1 -3 3 2 6 ↑ __________________ 2. com isso. D=q. Daí multiplicamos esse número pelo número na chave da divisão. que colocamos abaixo desse coeficiente.3 → Agora. No caso. . abaixo do – 3: ← 6. o qual colocamos abaixo do próximo coeficiente do dividendo.3 → De novo: multiplicamos 15 por 3 e somamos com o coeficiente seguinte 1. conhecido como dispositivo de Briot-Ruffini. e dispomos as expressões como na divisão de números. isto é.Apostila de Cálculo I – FATEC 14 O processo vai se repetindo até que o grau do resto seja menor do divisor. começando pelo 6. 2. Multiplicamos 6 pelo número da chave 3. escrevemos 2 abaixo do 2. o resto é 15 → grau zero (15x0). encerramos a divisão: Resposta: Quociente (q) = 3x2 – 6x + 5 e Resto (r) = 15 1 A relação fundamental da divisão é utilizada para verificar se a divisão está correta. isto é. repetimos o procedimento. os coeficientes sendo 2. usa-se um dispositivo prático. 1 e – 3. o dividendo se escreve (2x4 + 0x3 – 3x2 + x – 3). isto é. O processo de divisão exposto fica mais simples quando o divisor é da forma (x – a).d+r No exemplo estudado. O número obtido é somado ao segundo coeficiente do dividendo: 6 + 0 = 0. 3: 2. obtendo 15. dispomos o dividendo em soma de parcelas de potências decrescentes de x.3 + (-3) = 15 _______________ ↓  2 0 -3 1 -3 3 2 6 15 ↑  _______________ 6. Para dividir (x + 2x4 – 3x2 – 3) por (x – 3). (2x – 4) + 15. e aí a divisão é exata. ou esse resto seja zero. só que agora só escrevemos os coeficientes (os números que multiplicam as potências de x). No caso do nosso exemplo.3. para obter 46. Fátima Ahmad Rabah Abido .3 + 1 = 46 ___________ Profª Drª. e somamos com – 3.

x + 3) Respostas a) q = x 4 + x 3 + x 2 + x + 1e r = 0 b) q = 2x2 + 5x + 2 e r = 0 e) q = x 3 . descubra o quociente e o resto de cada divisão: a) (x 5 – 1) por (x – 1) b) (2x 3 + 3x 2 .9x2 . se x ≠ 3. 135. a última etapa: multiplicamos 46 por 3 e somamos com – 3. Deve-se começar com uma potência a menos que a do dividendo.5x 3 + 5x² + 1) por (x2 + 3x + 1) f) (x 3 . 2x4 – 3x2 + x – 3 = (2x 3 + 6x 2 + 15x + 46) + 135 x–3 x-3 Exercícios Usando o dispositivo prático.3x – 2) por (x – 1) c) (x 4 + x 2 + 1) por (x² – 1) d) (2x 3 . Fátima Ahmad Rabah Abido .3 → Finalmente.8) h) (x 3 . exceto o último.1e r = 2 f) q = x2 . que deve ser colocado abaixo do – 3.x 2 + 5x + 6) por (x + 3) g) (2 x 4 .40) por (4x² . conforme indicado acima.5x + 1) e) (x 5 .6) por (x² .x 2 + 4x .3x 2 + 3x . O número 135 é o resto. obtendo 135.4x + 17 e r = . 2x 3 + 6x 2 + 15x + 46.3x 3 + 16x 2 + 6x . Portanto. Então o quociente é.(2x 3 + 6x 2 + 15x + 46) + 135 ou.3x + 1) por (x² . 2x4 – 3x2 + x – 3 = (x – 3). Veja como fica o dispositivo: 2 0 -3 1 -3 3 2 6 15 46 135 ↓ ↓ ↓ ↓ ↓ resto quociente: 2x 3 + 6x 2 + 15x + 46 O quociente é obtido através dos números da segunda linha.45 Profª Drª. que é o resto.Apostila de Cálculo I – FATEC 15 ↓  2 0 -3 1 -3 3 2 6 15 46 ↑  ____________ 15.

S = −   a Exemplos: Resolva as equações.3 ⇒ 3x = 1 – 3 + 1 .( 2 x − 1) x = ⇒ 3.1) – 2. ou seja. Fátima Ahmad Rabah Abido .(x .(x – 1) = (x – 1)² .1) – 4.1}. x = . Equações do 1º grau É toda equação do tipo ax + b = 0.3. para U = IR.b / a .3.x + 5 e r = 0 2 4 h) q = x e r = x .1 – 2x + 2 = x² .3.2x + 1 – 3x . x − 1 2x − 1 x − = .(2x – 1) = x 12 12 ⇒ 3x .( x − 1) − 4.12) = 12 4 3 12 3. Solução: (x + 1).x = 3 – 4 ⇒ .1) – 2.Apostila de Cálculo I – FATEC 16 c) q = x2 + 2 e r = 3 1 3 g) q = x 2 .6 d) q = 2x + 1 e r = 0 5.(x . 1) (x + 1).3 – 8x + 4 = x ⇒ 3x – 8x .(x – 1) = (x – 1)² . procedemos assim: Forma Geral: Solução: ax = . então S = { .(x + 1) ⇒ x² . para U = IR.6x = – 1 Profª Drª.2 ⇒ 3x = – 3 ⇒ x = – 3/3 ou seja. Para determinar o conjunto solução (S) de uma equação do 1º grau. 4 3 12 2) Solução: x − 1 2x − 1 x − = ⇒ mmc(4. onde a ≠ 0  b x = .(x + 1).1 Como -1∈ IR.(x . com a ∈ IR* e b ∈ IR.b.

(2 – 4x) = 2.18) Assim: 5.(x + 2) – (x + 3).6x + 9.(x – 3) x² .9. 3}.(x² – 9) = 2.( x + 3) 3( x − 3) = ⇒ 10.45}.{.( x − 3) − 4. então S = { . x − 9 x − 6 x + 9 2 x − 18 2 Solução: 5 4 3 − 2 = 2 x − 9 x − 6 x + 9 2 x − 18 2 Determinando o mmc dos denominadores. x² . 3) 5 4 3 − 2 = 2 .3) – 8. então S = { 1/6}. para U = IR . x² .9 = (x + 3).(x + 1)² 1 2x − 1 x + 2 − = 4 2 3 c) Profª Drª.6x + 9 = (x – 3)² 2x² .(x .3.( x − 3) 2( x + 3). temos.3. x = 1/6 Como 1/6 ∈ IR.(x + 3) = 3.6 ou seja.(x-3) 2 2( x + 3). Fátima Ahmad Rabah Abido .45 Como -45 ∈ IR .24 = 3x .x = 45 ou seja.2. Exercícios 1) Resolver cada uma das equações seguintes: a) 5(3x – 1) – 4. (x + 3).18 = 2. 2x² .2.(x – 3) = 2.9 ⇒ 10x – 8x – 3x = 24 – 9 + 30 ⇒ .(x – 4) b) 2x² + x.{. 3}.(x – 3) mmc(x² .( x − 3) 2 ⇒ 10x .30 – 8x .Apostila de Cálculo I – FATEC 17 ⇒ x = – 1/. x = .

1 e x ≠ 0) + = − 2 x 6 x + 1 6x + 6x 2 2) Um táxi inicia uma corrida marcando R$ 4. (x ≠ .5x . sabendo que seu perímetro mede 90 m e que a medida de um lado é o dobro da medida do outro.10 ≥ 0 ⇒ . S = {x∈ IR x ≤ . Respostas 1) a) 5/29 b) 7/2 c) 1/16 d) 6/5 2) 16km 3) 20 4) 15 e 30 6.10 ⇒ x ≤ . Exemplos 1) 2x – 4 > 0 ⇒ 2x > 4 ⇒ x > 4/2 ⇒ x > 2. Sabendo que cada quilômetro rodado custa R$ 3. Inequação do 1º grau Chama-se de inequação do 1º grau a toda sentença aberta do tipo ax + b > 0 ou ax + b ≥ 0 ou ax + b < 0 ou ax + b ≤ 0. calcule quantos quilômetros foram percorridos.2.Apostila de Cálculo I – FATEC 18 d) x −1 5 2x x .2} Exercícios Resolver as inequações seguintes: 1) 3x – 6 < 0 3) 2x + 1 2 − x − >1 5 3 5x − 1 3x − 13 5x + 1 − > 4 10 3 2) – x + 3 ≤ x + 3 4) Respostas 1) {x∈ IR  < 2} x 2) {x∈ IR  ≥ 0} x 3) {x∈ IR  > 2} x 4) {x∈ IR  < 1} x 7. Profª Drª. 4) Determine as dimensões de um retângulo. ou seja.00.5x ≥ 10 ⇒ 5x ≤ . onde a ∈ IR* e b∈ IR.00 e que o total da corrida ficou em R$ 52. Equações do 2º grau É toda equação do tipo ax2 + bx + c = 0. com a ∈ IR*. 3) Determine o número cujo dobro subtraído de 20 unidades é igual à sua metade adicionada de 10 unidades. b∈ IR e c ∈ IR. ou seja. Fátima Ahmad Rabah Abido . S = {x∈ IR  > 2} x 2) .00 no taxímetro.

Apostila de Cálculo I – FATEC 19 As raízes (soluções) desta equação são obtidas a partir da fórmula x= −b± ∆ 2a . x2 = c a b a Produto das Raízes Equação a partir das Raízes ⇒ x 2 − Sx + P = 0 2 ⇒ ax + bx + c = a. Observações: • As equações incompletas que são da forma ax2 + bx = 0 podem ser resolvidas por fatoração. ∆ = 0 ⇒ Existem duas raízes reais e que são iguais. Propriedades das Raízes Soma das Raízes ⇒ S = x1 + x2 = − ⇒ P = x1. ∆ < 0 ⇒ Existem duas raízes que são imaginárias.(4x – 10) = 0 ⇒  4x − 10 = 0 x = 0 ⇒  4x = 10 ⇒ x = 0  x = 5/2 Profª Drª. • As equações incompletas que são da forma ax2 + c = 0 podem ser resolvidas isolando-se o x.( x − x 1 ). Fátima Ahmad Rabah Abido . têm-se as seguintes possibilidades quanto à natureza das raízes da equação ax2 + bx + c = 0: ∆ > 0 ⇒ Existem duas raízes reais e que são distintas. com ∆ = b 2 − 4ac Conforme o valor do ∆ = b 2 − 4ac .10x = 0 ⇒ x = 0 x.( x − x 2 ) Teorema da Decomposição Exemplos 1) 4x2 .

Fátima Ahmad Rabah Abido .1 = 3   2 a = 1  b = -7 c = 12  ⇒ ∆ = b 2 − 4ac = 1 ∴ x= − b ± ∆ − ( −7 ) ± 1 7 ± 1 = = 2a 2.3 = 0 c) 5x2 + 4x + 1 = 0 e) 1 2 +1 = x −1 1− x2 3 x − 12 5x + 2 = x − 1 2x − 2 x + 1 b) (x + 1)2 = 2.Apostila de Cálculo I – FATEC 2) 4x .(x + 1) d) 8x2 – x =0 f) 2) A área de um triângulo é igual a 24 cm².7x + 12 = 0 7 +1  x= =4   2 ⇒  x = 7 .( x + 3) − 1. Exercícios: 1) Resolva as seguintes equações do 2º grau: a) x2 + 2x . x = ± 4. Respostas Profª Drª.1 2 4) x−4 1 1 x−4 1 = − = −1 ⇒ ( x − 3). Como esses valores pertencem ao conjunto dos números reais e não anulam o denominador. S = { .( x + 3) ( x − 3). Sabendo que as medidas da base e da altura desse triângulo são respectivamente números pares consecutivos.( x − 3). ou seja.( x + 3) ⇒ x – 4 = x + 3 – (x² . 4}.4.9) ⇒ x – 4 = x + 3 – x² + 9 ⇒ x² = 3 + 9 + 4 ⇒ x² = 16. determine seus valores.( x + 3) x − 3 1 x2 − 9 x − 3 ⇒ ( x − 4) ( x − 3).16 = 0 ⇒ 2 4x = 16 2 ⇒ x = 16 / 4 ⇒ 2 20 x =4 ⇒ x= ± 4 ⇒ x=± 2 2 3) x2 .( x + 3) = 1.

{-3. Se ∆ < 0.2 = 2  ⇒ x = . 1} c. 1/8} e.3 = 5   -2 2  + 5  x 3) y = 4x2 a = 4  b = 0 c = 0  ⇒ ∆ = b 2 − 4ac = 0 Como a > 0 temos: ∴ sinal (y) = sinal (a) para todo x ≠ 0. { } = ∅ d. Se ∆ = 0. a equação tem duas raízes reais e iguais. x = 6/5 2) base = 6 cm altura = 8 cm 8. {-1.1 = 3   2 Como a > 0 temos: + 2) y = .7x + 12 a = 1  b = -7 c = 12  ⇒ ∆ = b 2 − 4ac = 1 ∴ x= − ( −7 ) ± 1 7 ± 1 = 2.10 a = − 1  ⇒ ∆ = b 2 − 4ac = 9 b = 7 c = − 10  Como a < 0 temos: ∴ x = −7± 9 −7±3 = 2.x2 + 7x . {0.7 . 1} b. x = 1/2.1 2  3 − 4  + x 7 +1  x= =4   2 ⇒  x = 7 . Fátima Ahmad Rabah Abido . Sinal do trinômio do 2º grau y = ax2 + bx + c • • • Se ∆ > 0. { } = ∅ f. a equação tem duas raízes reais distintas. a equação não tem raízes reais. Exemplos 1) y = x2 .Apostila de Cálculo I – FATEC 21 1) a. +  0 + x Profª Drª.( −1) −2 -7+3  x = .

1 Definição Dados dois conjuntos A e B.15 ≥ 0 3) x2 – 16 > 0 4) x2 < 2x – 1 Respostas 1. uma inequação do 2º grau “do tipo” ax2 + bx + c > 0 (a ≠ 0) é determinar o conjunto de todos os valores da variável x para os quais o gráfico de f(x) = ax2 + bx + c se encontra acima do eixo x. S = { x ∈ IR / x < .4 ou x > 4} 2.Apostila de Cálculo I – FATEC 22 4) y = x2 + x + 1 a = 1  b = 1 ⇒ ∆ = b 2 − 4ac = .2x . Profª Drª. para todo elemento de A.3 ou x ≥ 5} 4. S = { x ∈ IR / x ≤ .x2 + 6x . existe um único correspondente em B. Fátima Ahmad Rabah Abido . S = { x ∈ IR / 2 ≤ x ≤ 3} 3. Funções 10. ou ax2 + bx + c < 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0. ax2 3) y = 9x2 4) y = 5 x2 + 1 Resolver.3 c = 1  Como a > 0 temos: ++++++++++ x ∴ sinal (y) = sinal (A) Exercícios Estude o sinal das seguintes equações: 1) y = x2 – 5x + 6 2) y = . Resolva as seguintes inequações do 2º grau: 1) x2 – 5x + 6 ≤ 0 2) x2 . com a ∈ IR* e b∈ IR e c∈ IR. chama-se função f: A → B a toda relação na qual. Inequações do 2º grau Chama-se inequação do 2º grau a toda sentença aberta do tipo ax2 + bx + c > 0 ou + bx + c ≥ 0. em IR. S = { } = vazio 10.¨9 9.

4. -1. Imagem e Contradomínio Sendo a função f: A → B. que estão relacionados através de f com elementos do conjunto A. 8} Exemplo: Seja D(f) = IR. determine f(2) + f(-2). 1. 3} Imagem: Im(f) = {0.1)2 + 4 = 5. 5. é chamado conjunto imagem. o conjunto B é chamado de contradomínio da função f.Apostila de Cálculo I – FATEC 23 f: A x → → B y = f (x) •x •y 10. A correspondência x → x2 + 4 define em IR a função f tal que x + 4. -2. f(2) = (2)2 + 4 = 8. Respostas Profª Drª. -2. 3. f(0) = (0)2 + 4 = 4.1) = (. 2 f(x) = f (. -2.2 Domínio. -1. Fátima Ahmad Rabah Abido .x2 + 3x – 2 definida de IR em IR determine: a) f(0) b) f(2) c) f(-1) d) f(2/3) e) f( 2 ) 2) Dada a função f de IR em IR definida por f(x) = x3 – x. 4} Contradomínio: CD(f) = B = {0. Exercícios 1) Sendo f(x) = . e o conjunto formado pelos elementos de B. 2. Exemplos -1A • -2 • 1 • 2 • 3 • f → B •0 •-1 •-2 •3 •4 •5 •8 f: A → B Domínio: D(f) = A = {-1. Assim. 3.

um outro real y. Exemplo : f(x) = 3 10. será uma reta paralela ao eixo das abscissas. y k f(x) = k x 10. Graficamente.Apostila de Cálculo I – FATEC 24 1) a) . Exemplo : f(x) = 2x – 5 10.2 2) 0 b) 0 c) .2. existem duas situações a considerar: 1º Caso: Função Crescente (a > 0) y Profª Drª. y = f(x) = k. onde k é um número real.1 Gráfico de uma Função Constante O gráfico de uma função constante.4/9 e) .4 + 3 2 10. é aquela que associa a todo número real x. Fátima Ahmad Rabah Abido .3 Tipos de Funções 10.1 Função Constante Uma função f: IR → IR é denominada de função constante quando definida por uma sentença do tipo y = f(x) = k. b ∈ IR (a ≠ 0).3. tal que y = f(x) = ax + b.1 Gráfico de uma Função do 1º Grau O gráfico de uma função do 1º grau é uma reta não paralela ao eixo das abscissas.3.1. ou função afim. ou seja. onde a.6 d) .3.2 Função do 1º Grau Função do 1º grau.3.

Graficamente.3. quando associada a todo número real x. Fátima Ahmad Rabah Abido .3. existem duas situações a considerar: 1º Caso: a > 0 (Concavidade voltada para cima) y f(x) = ax2 + bx + c x Profª Drª. b e c ∈ IR (a ≠ 0).1 Gráfico de uma Função do 2º Grau O gráfico de uma função do 2º grau é uma parábola no plano cartesiano. tal que y = f(x) = ax2 + bx + c onde a.3 Função do 2º Grau Uma função f: IR → IR é denominada de função do 2º grau ou função quadrática.Apostila de Cálculo I – FATEC 25 f(x) = ax + b x - 2º Caso: Função Decrescente (a < 0) y f(x) = ax + b x Exemplo: f(x) = 2x – 7 (a = 2 > 0: crescente) f(x) = .3.4x + 1 (a = . Exemplo : f(x) = 7x2 – 4x – 1 10.4 < 0: decrescente) 10. um outro número real y.

Fátima Ahmad Rabah Abido .2 Zeros da Função do 2º Grau São os valores da variável x para os quais a função se anula. 10.3. Graficamente são os pontos de intersecção da parábola com o eixo das abscissas. Se a concavidade é voltada para baixo.3. Observação: A intersecção da parábola de equação y = ax2 + bx + c com o eixo das ordenadas é o ponto de coordenadas (0. o vértice representa um ponto de máximo da função. Profª Drª.x2 + 7x – 5 10. o vértice representa um ponto de mínimo da função. Se a concavidade é voltada para cima.Apostila de Cálculo I – FATEC 26 Exemplo: f(x) = 2x2 + 7x – 6 2º Caso: a < 0 (Concavidade voltada para baixo) y f(x) = ax2 + bx + c x Exemplo: f(x) = . c).3 Vértice da Parábola É o ponto externo de uma função do 2º grau da forma y = f(x) = ax2 + bx + c. ou seja.3. f(x) = ax2 + bx + c = 0.3.

3. (.∆ / 4a ⇒ ∆  b V = − .(b2 – 4ac) / 4a ⇒ yv = .∆ / 4a ⇒ yv = . se x < 0 resulta que o gráfico de y = x é formado por duas semi-retas que partem da origem. conforme a figura seguinte. yv = 7 /2 10.  2 2 Observação: O yv pode ser calculado a partir do valor do xv . onde xv = .6 / 2. se x ≥ 0 x = − x.6 / .4 Função Modular A função f definida em IR e dada por y = x ou função módulo. ou seja.(.−   2a 4a  y Exemplo: y = f(x) = .b / 2a e yv = .2) ⇒ 3 7 ∴ V= .1)]/ 4.(. (.2x2 + 6x – 1 xv = .b / 2a ⇒ xv = .[62 – 4. yv = f (xv ).2).2) ⇒ xv = . yv ). Considerando que recebe o nome de função valor absoluto  x. Fátima Ahmad Rabah Abido . Profª Drª.4 ⇒ xv = 3 / 2 e yv = .Apostila de Cálculo I – FATEC 27 10.3.4 Coordenadas do Vértice As coordenadas do vértice da parábola obtidas através da função do 2º grau = ax2 + bx + c é (xv .3.

y y 1 x 1 x a>1 0 < a < 1. a ≠ 1) chamamos de função exponencial. x ∈ [0.3. 10.3x + 2 f) y = x2 .x2 + 6x – 8 x 2  j) y =  1 + x 2  se x ≤ 0 se x > 0 h) y = . definida de IR*+ em IR é dada por: Profª Drª.Apostila de Cálculo I – FATEC 28 y x Exercícios Representar graficamente as seguintes funções: a) y = 3 d) y = x b) y = 3x + 1 e) y = x +1 c) y = .2] 3x + 2  2 k) y = x 2  se x<0 se 0 ≤ x < 2 se x ≥ 2 10.6 Função Logarítmica A toda função logarítmica. Fátima Ahmad Rabah Abido . Observação: O gráfico de uma função exponencial é crescente se a > 1 e decrescente se 0 < a < 1.2x3 + 4.1 g) y = .2x + 1 i) y =  x .3.5 Função Exponencial A toda função do tipo f(x) = ax ( a > 0.

y A(1.log b a α P4) log b a = log c a / log c b (c ≠ 1) P5) b logba = a 3) O gráfico é crescente se a > 1 e decrescente se 0 < a < 1. y y 1 x 1 x a>1 10. Definição 1: Denominamos de circunferência trigonométrica a circunferência de centro na origem do plano cartesiano. com sentido antihorário positivo. c > 0 e α∈IR. Fátima Ahmad Rabah Abido . a > 0 e a ≠ 1 Observações: ⇔ af (x) = x. b > 0 e b ≠ 1. 2) Listemos as propriedades básicas do logaritmo: Sendo a > 0. portanto.3. então: P1) log b (a .0) 0 x Definição 2: Considere na circunferência trigonométrica um arco de medida x. c) = log b a + log b c P2) log b (a / c) = log b a . 1) A função logarítmica é. 0). com origem em A Profª Drª.log b c P3) log b (a ) = α.7 Funções Trigonométricas 0 < a < 1. de raio unitário e cujos arcos têm origem no ponto A(1. a inversa da função exponencial.Apostila de Cálculo I – FATEC 29 f(x) = log a x.

Então. f(x) = senx b) Função cosseno: f : IR → IR. f(x) = tgx As outras funções trigonométricas são definidas pelas relações cosx 1 = . cosx 1 senx cotgx = secx = cossecx = Exercício Usando a calculadora científica. calcule: a) sen 90º b) sen 0º c) sen 270º d) cos 90º e) cos 60º f) cos 120º e) tg 45º f) tg 0º g) tg 60º Respostas a) 1 d) 0 Profª Drª. f(x) = cosx c) Função tangente: f : IR – {π/2 + hπ. y T P A 0 x Definição 3: Definimos as principais funções trigonométricas da seguinte forma: a) Função seno: f : IR → IR. senx tgx 1 . intersecção da reta OP com o eixo tangente à circunferência pelo ponto A. por definição: a) seno de x é a ordenada do ponto P b) cosseno de x é a abscissa do ponto P c) tangente de x é a ordenada do ponto T. h ∈ Z} → IR.Apostila de Cálculo I – FATEC 30 e extremamente em P. Fátima Ahmad Rabah Abido g) 1 .

3. π/2 ].5 h) 0 10. calcule: a) arc sen 1 b) arc sen 0 c) arc sen ( .1] → [ 0.8 Funções Trigonométricas Inversas Definição: Define-se: a) Função Arco-seno: f : [-1. f(x) = arc cosx c) Função Arco-tangente: f : IR→ [.1) d) arc cos 0 e) arc cos (1/2) f) arc cos ( .π/2. π/2 ].1] → [.1/2) h) arc tg 1 i) arc tg 0 j) arc tg √3 Respostas a) x = 90º b) x = 0º c) x = . f(x) = arc senx b) Função Arco-cosseno: f : [-1. Fátima Ahmad Rabah Abido .Apostila de Cálculo I – FATEC 31 b) 0 e) 0.90º ou x = 270º d) x = 90º e) x = 60º f) x = 120º ou x = 240º g) x = 45º h) x = 0º i) x = 60º FINAL DA REVISÃO! Profª Drª.π/2. π ]. f(x) = arctgx Exercício Usando a calculadora científica.

Se t for medido em segundos (seg) e s em metros (m). t = 2 + 3. em cada ponto no tempo t podemos associar um número s representando a distância percorrida pelo objeto.1 Introdução Enquanto os tópicos de álgebra. Na tentativa de resolver matematicamente este problema.2 O Problema do Movimento Resumidamente.Apostila de Cálculo I – FATEC 32 11. como Isaac Newton. começaram a desenvolver um novo ramo da Matemática para resolver os problemas que envolviam movimento. então após 2 seg. Enquanto o cálculo começou com o estudo do movimento. o cálculo originou um grande desenvolvimento da Matemática. A velocidade média ao longo deste período de tempo é. s = 2t + 1 é uma função que descreve o movimento de um objeto que se move ao longo de uma reta em termos do tempo t. No exemplo anterior. 11. então. Atualmente. dividindo 150km por 3 h determina que dirigiu em média 50km/h. Você está familiarizado com a determinação da velocidade média de um objeto em movimento. o problema do movimento pode ser encarado como o problema da determinação da velocidade e direção de um objeto móvel no espaço. A partir do século dezessete. o objeto está em s = 2. Isto não lhe indica exatamente à distância percorrida 1 h e 32 minutos (min) após ter começado a viagem. Queriam estudar o movimento de projéteis. Percorreu esta distância em 3 seg. 2 + 1 = 5 m ao longo da linha de movimento. num dado instante. Cientistas. se numa viagem você dirigir 150km em 3 horas (h). trigonometria e geometria são de importância fundamental para o matemático e o técnico. t=2 0 5 t=5 11 x A velocidade média vméd de um objeto em movimento é a razão entre a distância percorrida por um objeto e o tempo gasto para percorrer essa distância. o objeto moveu-se de s = 2 (2 + 3) + 1 = 2. Introdução à Diferenciação 11. suponhamos que podemos descrever a distância percorrida por um objeto como uma função do tempo.5 + 1 = 11 m ao longo da linha de movimento. a sua utilidade pode atualmente ser observada em muitas variedades de áreas técnicas. uma grande variedade de problemas técnicos não pode ser resolvida utilizando apenas estes conceitos de matemática. os cientistas sentiram a necessidade de novas técnicas matemáticas. Este novo ramo da Matemática tornou-se conhecido como o cálculo. Profª Drª. Você pode ter parado num sinal de trânsito ou pode ter viajado a 55km/h. o movimento da lua e dos planetas e o movimento da luz.5m = 6m. Por exemplo. Muitos problemas podem ser resolvidos utilizando apenas métodos do cálculo. a distância percorrida pelo objeto é 11m . Por exemplo. Fátima Ahmad Rabah Abido . então. Três segundos mais tarde. Isto é.

Relembrar da álgebra que uma função é um conjunto de pares ordenados. Determinar o valor da função f(x) = x3 – 2 para x = . (∆x )2 + (∆x )3 . (∆x )2 + (∆x )3 . Utilizando esta notação podemos escrever agora vméd = ∆s ∆t .2 = 8 + 12. No exemplo anterior.∆x + 6.∆x + 3. ler “f de x”.3) = (-3)2 + 3 = 12 f (0) = (0)2 + 3 = 3 f (1) = (1)2 + 3 = 4 f (2) = (2)2 + 3 = 7 f (h) = (h)2 + 3 = h2 + 3 f (3t) = (3t)2 + 3 = 9t2 + 3 f (1 + ∆x) = (1 + ∆x)2 + 3 = 1 + 2∆x + (∆x)2 + 3 = 4 + 2∆x + (∆x)2 A utilização do símbolo f(x) é útil já que podemos utilizar f(x) para representar o número correspondente a x na relação funcional sem ter de determinar exatamente o número.8 – 2 = . f(x) = x2 + 3. Isto agora é útil para introduzir uma notação especial. A relação é y = x3 – 2. Por exemplo. Exemplo 1.) = (2 + ∆x)3 – 2 = (2)3 + 3. (2)2. Quando quisermos indicar uma variação entre dois valores de uma variável utilizaremos a letra grega ∆. Utilizando o símbolo f para representar esta função. f(.2 = 6 + 12. como neste caso. para representar uma relação funcional.10 e f(2 + ∆x. A tabela embaixo apresenta f(x) para vários valores de x. Fátima Ahmad Rabah Abido . Por exemplo.2) = (. como foi feito na tabela anterior. A variação em distância para este intervalo de tempo ∆t = 3 seg é ∆s = 11m – 5m = 6m.∆x + 6. f(x) é muitas vezes chamado o valor da função em x. Nesta seção ∆t (ler “delta t”) representa a variação em tempo t e ∆s (leia “delta s”) representa a variação em distância s. f(x) = y ou. (∆x )2 + (∆x )3 Profª Drª. f(3) representa o número correspondente a x = 3 sem nenhuma relação funcional dada. é utilizado para representar o número y que corresponde a um número x na relação funcional dada. dois dos quais não tem o mesmo primeiro elemento. x -3 0 1 2 h 3t 1 + ∆x f(x) = x2 + 3 f (. Exemplo 2. ∆t = 3 seg. Está é a variação em tempo necessário para o objeto ir de 5m a 11m ao longo da linha de movimento.2 e para x = 2 + ∆x. a função y = x2 + 3 é escrita f(x) = x2 + 3 usando a notação funcional.2. Escrever em notação funcional que relaciona cada número x com seu cubo menos 2. Por esta razão. Isto é. chamada notação funcional.Apostila de Cálculo I – FATEC 33 vméd = 6m = 2m / seg 3 seg . O símbolo f(x). Neste ponto é vantajoso introduzir um novo símbolo matemático.2)3 – 2 = . escrevemos: f (x) = x3 – 2.

Calcular a função g(x) = 2 x + 3 para x =3. a distância percorrida por um objeto do tempo t ao tempo t + ∆t é dada em notação funcional por ∆s = s(t + ∆t) – s(t).5 + 1] – [ 2.2 + (2)2 – 5 = h2 + 4. Podemos agora escrever isto em notação funcional: s(t) = 2t + 1.2 + 1] = 11 – 5 = 6m. (a) determinar ∆s e vméd . ∆s = s(2 + ∆t) – s(2) = s(2 + 3) – s(2) = s(5) – s(2) = [ 2. Em geral. g(3) = 2. ∆t ∆t Exemplo 5. utilizando nossa notação funcional.3 + 3 = 6 + 3 = 9 = 3 . Portanto. h. Então.h + 4 – 5 = h2 + 4h – 1 No primeiro exemplo consideramos um objeto movendo-se ao longo de uma linha reta de acordo com a função s = 2t + 1. Calcular a função f(x) = x2 – 5 para x = h + 2. onde s é medido em pés. (b) determinar v méd após 3 seg de viagem. Exemplo 4. A velocidade média deste objeto ao longo da variação em tempo ∆t é então vméd = ∆s s (t + ∆t ) − s (t ) = . Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido . Dado que s = t 2 – 1 descreve o movimento de um objeto movendo-se ao longo de uma reta. a velocidade média durante este período de tempo é vméd = ∆s s (2 + ∆t ) − s (2) 6m = = = 2m / seg ∆t ∆t 3seg como determinamos anteriormente. e (c) determinar v méd de 4 seg de viagem até 7 seg de viagem.Apostila de Cálculo I – FATEC 34 Exemplo 3. f(h + 2) = (h + 2)2 – 5 = (h)2 + 2. Relembramos que ∆s é a variação na distância s e ∆t é a variação no tempo t.

t e ∆t.t. Profª Drª. enfatizadas na matéria em questão. Portanto.(∆t) + (∆t)2 ∆s 2. Você deve agora verificar que este é o mesmo número que obteríamos calculando: s (4 + 3) − s(4) distância percorrida = 3 tempo gasto De (a) temos vméd = Do exemplo 5 vemos que para calcular v méd = (∆s/∆t) precisamos saber o tempo t no qual começamos a medir a velocidade v méd assim como a variação em tempo ∆t.t.t2 + 1 = t2 + 2. serão largamente. ∆t = 7 – 4 = 3 seg.t + ( ∆t ) vméd (b) ∆t = 3 seg.4 + 3 = 11 pés / seg.(t2 – 1) = [t2 + 2. (c) O tempo no qual começamos a medir a distância percorrida ∆s é t = 4s.(∆t) + (∆t)2 – 1] . Se considerarmos ∆t = -1. então s(t + (-1)) representa a posição do objeto 1 segundo antes de alcançar a posição s(t).t.t2 + 1 = 2. podem tomar valores negativos.t + (∆t )] = ∆t = 2. O desenvolvimento do cálculo depende amplamente deste conceito.t + ∆t = 2.( ∆t ) + (∆t ) 2 = = ∆t ∆t ∆t. Fátima Ahmad Rabah Abido .[2. como a do próprio conceito de função.Apostila de Cálculo I – FATEC 35 (a) ∆s = s(t + ∆t) – s(t) = [(t + ∆t)2 – 1] . Notar que ambos. vméd = 2.t + ∆t = (2t + 3) pés / seg.(∆t) + (∆t)2 – 1 . Notar também que a utilização da notação funcional.t. assim de (a) temos: vméd = 2.

001 .0 18. v méd = 12.0. (4) = 24 pés/ seg. Observando esta tabela somos então levados a acreditar que a velocidade instantânea no tempo t = 2 seg deve ser 12 pés/seg.3 Velocidade Instantânea Podemos agora começar a “resolver” o problema da determinação das velocidades instantâneas.997 10.1 seg de percurso (após a referência de 2 seg) é uma melhor aproximação. quanto mais ∆t se aproxima de 0.0 v méd 24. À medida que diminuirmos o intervalo de tempo deveremos esperar que a velocidade média se aproxime mais da velocidade instantânea do objeto em 2 seg.1 0.003 11.( Δt ) + 3.0 13. Façamos agora uma tabela de vméd para diferentes valores de Δt : Δt 4.5 0.001 .( 2) + 1] = 2 2 Δt 12.( Δt ) ]. Fátima Ahmad Rabah Abido . Determinar v méd = s(t + Δt) − s(t) Δs = Δt Δt onde s(t) descreve o movimento do objeto como uma função do tempo. Tentaremos agora determinar a velocidade “instantânea” exatamente após 2 seg de percurso.0 15.Δ.5 6.0 2.0 pés/seg após 4 seg de percurso (após a referência de 2 seg). com s medido em pés.Apostila de Cálculo I – FATEC 36 11.2.3 12.0 Por esta tabela podemos observar que. com uma variação em tempo Δt = 4 seg. a velocidade média é 12 + 3. então v méd = 24. Este é o processo que usaremos para “resolver” o problema do movimento. por exemplo.5 12.0 1.( Δt ) 2 = Δt = [12 + 3. Para determinar a velocidade instantânea de um objeto em movimento num dado tempo t: 1. Profª Drª.3 pés/seg após 0.0 0. = 12 + 3∆t Δt Portanto. Isto é. s (2 + ∆t ) − s (2) variação em distância v méd = = ∆t variação em tempo [3. Considerar o movimento de um objeto movendo-se ao longo de uma linha reta e descrita por s(t) = 3t2 + 1.0.5 . mais perto v méd está de 12 pés/seg.( 2 + Δt ) + 1] − [3.

Determinar v em t = 2 quando s(t) = 1/ t.( Δt ) ]∆t = 30 + 5∆t Δt = Passo 2.( 3) 2 − 4 Δt ] [ ] = 30. Exemplo 1. Profª Drª. s (3 + ∆t ) − s (3) v méd = ∆t = [5.( Δt ) 2 Δt [30 + 5. Passo 1. Só então podemos começar a ver a qual número v méd tende quando ∆t tende para 0. v méd se aproxima de 30. Fátima Ahmad Rabah Abido . Passo 1. devemos encontrar uma maneira para simplificar a expressão de vméd para que ∆t não permaneça no denominador. Nota: Tenta-se.( Δt ) + 5. Determinar a velocidade instantânea de um objeto que se move de acordo com s(t) = 5t2 – 4 com t = 3 seg.( 3 + Δt ) 2 − 4 − 5. Concluímos que v = 30 pés/ seg. s (3 + 0) − s (3) 0 = !!!!!!!! 0 0 Como no Exemplo 1. o que é indefinido. se aproxima v méd em valor quando os valores de ∆t se aproximam de 0 (zero). poderá chamarlhe a velocidade instantânea v. substituir ∆t = 0 por v méd. para simplificar. Se você for capaz de determinar tal número. Exemplo 2. Isto nos dá o intervalo de tempo nulo durante o qual podemos fazer a média! Seríamos tentados a dividir por zero. Observar a que número se houver algum.Apostila de Cálculo I – FATEC 37 2. Vemos que à medida que ∆t se aproxima (fica perto) de 0. Isto seria uma tentativa para calcular uma velocidade média durante uma variação de tempo de 0 seg.

4 Limite O processo que desenvolvemos para “resolver” o problema do movimento foi considerado como sendo de grande utilidade em outras aplicações.3) .1/ 4. portanto. Consideremos f (x) = x2 – 3x + 2. concluímos que f (x) = x2 – 3x + 2 tende para 1 + 3 + 2 = 6 quando x tende para – 1. Determinar lim  x →3  x − 3    Quando x → 3. v méd tende para – 1/ 4. (. A expressão no Exemplo 1 deveria ser 2 escrita lim x − 3 x + 2 = 6 . À medida que ∆t tende para 0. Os matemáticos utilizam símbolos para descrever este processo limite mais resumidamente. À técnica utilizada foi dado o nome de “o processo limite”. 11. Exemplo 1. Exemplo 2. x tende para – 1. Para que número se houver algum. O símbolo “→“ significa “tender”. Deverá escrever-se x → . tende (x) quando x tende para – 1? f Como x2 tende para (-1)2 = 1 quando x tende para –1 e – 3x tende para (.1) = 3 quando x tende para – 1. Este processo é escrito como x →a lim f ( x) = L e lê-se “ o limite de f de x quando x tende para a igual a L”. No entanto. Fátima Ahmad Rabah Abido . Profª Drª. o denominador tende para 0. Dada qualquer função.Apostila de Cálculo I – FATEC vméd s (2 + ∆t ) − s(2) = ∆t 2 − (2 + ∆t ) 2( 2 + ∆t ) = Δt − ∆t −1 2(2 + ∆t ) = = Δt 2(2 + ∆t ) 38 Passo 2. x → −1 ( ) “O limite descreve o comportamento de uma função perto de um ponto. então L é chamado o “limite da função quando x → a”. Não podemos dividir por zero.1. Se f(x) → L quando x → a. não no ponto. podemos observar se os valores funcionais tendem para algum número quando o valor da variável tende para um número específico.”  x2 − 9  . Assim v = .

lim  x →3  x − 3    x →3 x2 − 9 quando x−3 x → 3 mesmo que a função não seja definida para x = 3. x + 3 → 6. Determinar lim x − 5. se dividirmos o numerador e o denominador pela maior potência de x no denominador. 1 lim   = 0. Exemplo 5. x →∞  x   2x 2 + x  . Notar que no Exemplo 2 podemos ainda perguntar qual o limite de f(x) = x →0 2 Como não podemos obter um número real quando calculamos a raiz quadrada de um número negativo. Determinar lim  . x2.( x + 3) = = ( x + 3). a função f(x) = x − 5 não pode ser calculada para x inferior a 5. lim Concluímos que x →0 x − 5 quando x toma valores perto de 0 (porque a quantidade x x − 5 não existe.Apostila de Cálculo I – FATEC 39 x − 9 ( x − 3). a função (1/x) tende para 0. Portanto. tanto o numerador como o denominador tende separadamente para ∞. Algumas vezes uma função tende para um limitado número L quando x → ∞. veremos agora que nem sempre existem limites. É impossível então observar os valores de – 5 será negativa). No entanto. Exemplo 3. No entanto. x →∞  x  Como o denominador x → ∞. Quando x → 3. isto é. teremos 1 2+ x 3 7− 2 x Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido . x−3 x−3 No processo limite não estamos preocupados com o que acontece quando x = 3. a função tende para L quando x não tem limite. Portanto  x2 − 9   = lim ( x + 3) = 6. Determinar lim  2 x →∞  7 x − 3    Como x → ∞. 1 Exemplo 4. mas apenas o que acontece quando x → 3.

 7−0 7   OBS: A determinação da velocidade instantânea é uma aplicação do processo limite. Fátima Ahmad Rabah Abido . ) Avalie o comportamento da função f ( x) =  nas proximidades de três. v = lim ∆t → 0 ∆t → 0 = lim [9 + 6.(∆t) + (∆t) ∆t − 7 − [ 9 − 7] ] = lim 6.999 Valores maiores que 3 ou a direita de 3 3. consideramos valores para x cada vez mais próximos de três. menores que três ou a sua esquerda e também valores de x cada vez mais próximos de três. x + 1.Apostila de Cálculo I – FATEC 40  1  2+  2x2 + x  x  = lim  lim  3 x →∞  7 x 2 − 3  x →∞    7− 2 x  Nota: 1 →0 x e 3 x2 →0 quando x → ∞ . como exibido na tabela abaixo.( 6 + ∆t ) ∆t = lim ∆t → 0 = lim ( 6 + ∆t ) = 6.    = 2 + 0 = 2. Podemos considerar a velocidade média vméd como função de ∆t: s (3 + ∆t ) − s (3) ∆t s (3 + ∆t ) − s (3) ∆t 2 vméd = Portanto. Valores menores que 3 ou a esquerda de 3 Valores de x Valores 0 1 2 2.7.001 3. ∆t → 0 NOTA:  x + 3.1 4 5 6 Profª Drª. Determinar a velocidade instantânea v para t = 3 quando s(t) = t ² . Exemplo 6. Para descobrir o que acontece neste ponto.99 2.( ∆t ) + ( ∆t ) 2 ∆t → 0 ∆t ∆t. mas. se x ≥ 3 1º.9 2. mas maiores que três ou a sua direita. se x < 3 Note que esta função tem um comportamento diferente em torno do ponto x = 3.01 3.

00 0 3. Usando a linguagem matemática. Valores menores que 3 ou a esquerda de 3 x y 2 1 2.00 0 Valores maiores que 3 ou a direita de 3 3.000. Ou ainda.000. escrevemos: x → 3 ⇒ f ( x) → ∞ ou x →3 lim f ( x ) = ∞ Profª Drª. Em ambos os casos notamos que o valor que a função assume tem uma ordem de grandeza muito elevada.99 10. Quando x se aproxima de três pela direta.001 6. Ou ainda. Quando isto ocorre dizemos que a função tende para o infinito. como mostra a tabela abaixo. a função se aproxima de 6.Apostila de Cálculo I – FATEC 41 de f(x) 1 2 3 3.000 3. ) Avalie o comportamento da função f ( x) = 1 ( x − 3) 2 nas proximidades de três. x→ − c lim f ( x ) = lim x→ + c f ( x) ⇔ ∃ lim x→ c f ( x) 2º. a função se aproxima de 4. que o limite da função é 4 quando x tende a três pela esquerda. Como o limite à esquerda é diferente do limite à direita.001 1. dizemos que esta função não tem limite no ponto três.1 7 A tabela mostra que quando x se aproxima de três pela esquerda.9 3.1 100 4 1 Neste caso o limite da função é infinito quando x tende para três.999 6.99 3. Usando a linguagem matemática escrevemos: x → 3− ⇒ f ( x ) → 4 x → 3+ ⇒ f ( x ) → 6 ou ou lim f ( x ) = 4     ⇒ lim − f ( x ) ≠ lim + f ( x ) x →3 x →3  lim f ( x ) = 6  x →3+  x →3− ∴ ∃ lim f ( x ) / x →3 Conclusão: Uma função só terá limite no ponto c se os limites laterais em torno deste ponto forem iguais. Afirmamos. que se x tende a três pela direita a função tende para 6.999 1. Afirmamos. que o limite da função é 6 quando x tende a três pela direita. então. que se x tende a três pela esquerda a função tende para 4. mas não assume o valor três. Fátima Ahmad Rabah Abido . Consideramos valores de x cada vez mais próximos de três pela esquerda e também pela direita. mas não assume o valor três.000 2.9 100 2.01 10.01 6. então. Possui apenas limites laterais.

o valor da função se aproxima de zero. Profª Drª. que a variável x tende para um valor c. x →c lim f ( x ) = ∞ Nessa mesma função é fácil perceber que se os valores de x aumentam. Fátima Ahmad Rabah Abido .( 4) = 48. Tem-se. assumindo valores maiores que três. tende para infinito. lim f ( x ). x → −2 ( ) C. x → −2 lim 12. x → 2( 8) = 8. então. x→ a lim [ f ( x ) ±g ( x )] = lim x→ a f ( x ) ± lim g ( x ) x→ a 3 2 3 2 Exemplo 1. f ( x )] = k . (ii) Há também os casos de limites infinitos no infinito. portanto. o d k é u a c n n ne m o sta te x→ a ( ) B.5 Fórmulas do Limite Pode ser demonstrado que o processo limite obedece às seguintes regras: A.x 2 = 12. Usando a linguagem matemática.Apostila de Cálculo I – FATEC 42 Conclusão: Uma função tem um limite infinito quando a sua imagem assume valores cuja ordem de grandeza é elevada. lim x + x = lim x + lim x = 27 + 9 = 36 . Deste modo. os valores de x assumem valores que possuem ordem de grandeza elevada e. x→ a lim k = k . 11. mas nuca é igual a c e a imagem da função tende para L. sempre. quando x tende para c. x →∞ lim f ( x ) = L NOTA: (i) Nessa teoria devemos entender. lim x 2 = 12. um limite no infinito. x →3 x →3 x →3 lim [k . x→ a Exemplo 2. mas nunca é igual a L. (iii) O limite de uma função num ponto c do seu domínio é único. o d k é u a co stan ne m n te lim Exemplo 3. escrevemos: x → ⇒f ( x ) → ∞ 0 o u x→ ∞ lim f ( x ) =0 Conclusão: Uma função tem limite no infinito quando a variável do seu domínio tende para infinito enquanto a imagem da função tende para L.

lim  f ( x )  x →a f ( x ) lim  . lim x ( x − 1) = lim x • lim ( x − 1) = 9 • 2 = 18. Exemplo 5. lim  = x →1  x + 2  lim ( x + 2) 3   x →1 EXERCÍCIO: Determinar cada limite. f(x) não só tende para 8 como.( x − 4 ) x → −1 x →1 x →4 lim ( 2 x + 1). (1) ( 3) ( 5) ( 7) ( 9) x→2 lim ( x 2 − 5 x) lim (2 x 3 + 5 x 2 − 2) ( 2) ( 4) ( 6) ( 8) x → −1 lim (3 x 2 + 7 x + 1) x → −1 x→2 lim ( x 3 − 3 x 2 + x + 4) ( x 2 − 9) ( x + 3) (9 x 2 − 16) ( 3x − 4) 3x − 3 2x + 1 ( x 2 − 1) x → −1 ( x − 1) lim lim (4 x 2 − 9) ( 2 x − 3) 2x + 3 4− x x → −3 lim x → −3 / 2 x → −4 / 3 lim x → −1 lim (10 ) (12 ) (14 ) (16 ) (18) ( 20 ) ( 22) x→4 lim (11) (13) (15) (17 ) (19 ) ( 21) x →6 lim x → −1 lim  1  lim   x →∞  2 x  lim (3 x 2 − 5 x + 2) (4 x 2 + 8 x − 11)  1  lim  2  x →∞  x  lim (7 x3 + 2 x − 13) (4 x3 + x 2 ) x →∞ x →∞ x →2 lim ( x 2 + x) x→3 lim ( x 3 + x 2 ) lim (3 x 2 + 5 x − 8) x →1 lim (4 x 2 + 100 x − 2) lim ( x + 3).Apostila de Cálculo I – FATEC 43 Nota Não importa qual a tendência de x em f(x) = 8. é mesmo 8. desde que lim g ( x ) ≠ 0 = x →a  g ( x )  x →a lim g ( x ) x →a 2  x 2 − 4  lim x − 4 − 3 x →1 = = −1. x →3 x →3 x →3 [ ] E. Fátima Ahmad Rabah Abido . D. x→ a lim [ f ( x ) • g ( x )] = lim x→ a f ( x ) • lim g ( x ) x→ a 2 2 Exemplo 4.( x − 3) Profª Drª. neste caso. portanto.

41) f ( x ) =  x + 3 se x ≤ −2 3 − x se x > −2 (a ) lim f ( x ) x→ −2+ (b) lim f ( x) x→ −2− (c) lim f ( x) x→ −2 Profª Drª. trace um esboço do gráfico e encontre o limite indicado se ele existir.( x − 3) ( x + 3) x → −2 lim (2 x 2 − 3x + 1) ( x − 1) x →1 lim lim (4 x 3 − 3 x + 1) (4 x 3 − 4 x 2 + x) 2 x2 − 8 + x x+4 x +1 −1 x x →1 x → −1 lim x →1 / 2 x →0 lim x → −4 lim ( ) x→4 lim x →0 lim Respostas 1) – 6 2) – 3 3) 1 4) 2 5) 0 6) – 6 7) 0 8) 0 9) 1 10) 3 11) não existe 16) 7 / 4 12) não existe 17) 6 13) 0 14) 0 15) ¾ 18) 36 19) 102 20) – 10 21) .12 22) 9 23) – 11 24) 120 25) 12 / 5 26) 2 /15 27) – 14 28) 4 29) 10 30) – 8 31) 152 32) 15 33) – 1 34) 1 35) 2 / 9 36) 3 37) 3 / 10 38) – 1 39) –1 / 3 40) 1 / 2 Nos exercícios de 41 a 44. dê a razão. Fátima Ahmad Rabah Abido . se o limite não existir.( x + 5) ( x − 2) x →3 lim lim (2 x 2 − 6 x + 4) ( x 2 − 1) ( x 2 − 1) (3 x 2 − 3 x − 6) 25 + 3 x − 5 x 3− 5+ x 1− 5 − x ( 32 ) ( 34 ) ( 36 ) ( 38) ( 40 ) ( x 2 + x − 5).( x 3 + 6 x 2 − x ) x 2 − 4x + 5 x 2 + 2x x→2 lim x→3 lim x 2 − 49 x → −7 x + 7 lim x2 − 4 x →2 x − 2 lim 4 x 2 − 25 ( 29 ) lim x→5 / 2 2 x − 5 9 x 2 − 16 ( 30 ) lim x → −4 / 3 3 x + 4 ( 31) ( 33) ( 35) ( 37 ) ( 39 ) ( x 2 + 3 x + 1).( x 4 − 2 x 2 + 3) x 2 + 3x + 2 x2 +1 ( 24 ) ( 26 ) ( 28) x→2 lim ( x 2 + 5 x − 10).Apostila de Cálculo I – FATEC 44 ( 23) ( 25) ( 27 ) x → −2 lim ( x 2 + 3 x + 1).

f(x)). Veremos agora a sua aplicação num problema geométrico. Podemos observar as inclinações destas retas secantes quando escolhemos pontos Q cada vez mais próximos do ponto P. Fátima Ahmad Rabah Abido .6 A Inclinação de uma Tangente a uma Curva 44) 3 O processo limite não é apenas aplicado ao problema do movimento. Como na figura embaixo. consideraremos que a curva é o gráfico de uma dada função y = f(x).Apostila de Cálculo I – FATEC 45 42) f ( x ) =  2x + 1 se x < 3 10 − x se x ≥ 3 x 2 se x ≤ 2 8 − 2 x se x > 2 (a ) lim f ( x) x →3+ (b) lim f ( x) x →3 − (c) lim f ( x) x →3 43) f ( x ) =  (a ) lim f ( x) x→2+ (b) lim f ( x) x→2− (c) lim f ( x) x→2 4 − x 2 se x ≤ 1  44) f ( x ) =  2 + x 2 se x > 1  (a ) lim f ( x) x →1+ (b) lim f ( x) x →1− (c ) lim f ( x) x →1 Respostas 41) não existe 42) 7 43) 4 11. À medida que Q se aproxima de P. Pretendemos determinar a inclinação da tangente mtan no ponto P com coordenadas (x. podemos determinar a inclinação de uma reta passando por P e qualquer outro ponto Q da curva (a reta secante). Profª Drª. Como na figura acima. os valores das inclinações destas retas secantes ficarão cada vez mais próximos daquele da inclinação da reta tangente mtan. Podemos explicar este processo em termos das coordenadas de P e Q como na figura a seguir.

∆y ∆x →0 ∆x mtan = lim = lim = lim 2( ∆x ) + ( ∆x ) 2 ∆x → 0 ∆x ∆x( 2 + ∆x ) = lim ∆x → 0 ∆x = lim ( 2 + ∆x ) = 2 ∆x → 0 [(1 + ∆x ) 2 + 3] − [(1) 2 + 3] ∆x → 0 ∆x Podemos ver agora que o processo usado para resolver o problema geométrico é o mesmo que o usado para o problema do movimento. Profª Drª. Este processo.Apostila de Cálculo I – FATEC 46 Nesta figura ∆y = f (x + ∆x) – f(x).4). À medida que escolhemos valores de ∆x mais próximos de 0. ∆y f ( x + ∆x ) − f ( x ) = lim ∆x →0 ∆x ∆x → 0 ( x + ∆x ) − x mtan = lim Exemplo 01. A inclinação da reta secante que passa por P e Q é dada por: f ( x + ∆x ) − f ( x ) f ( x + ∆x ) − f ( x ) ∆y = = ( x + ∆x ) − x ∆x ∆x portanto. a inclinação da reta secante aproxima-se de mtan. o limite. Deste modo. é o fundamento do cálculo. o ponto Q aproxima-se de P ao longo da curva. que é a inclinação da reta tangente. Fátima Ahmad Rabah Abido . Determinar a inclinação da reta tangente à curva y = x² + 3 em (1.

(desde que o limite exista) A reta tangente ao gráfico de f em P é a reta que passa por P e tem esse coeficiente angular. Fátima Ahmad Rabah Abido . para estimar a diminuição do nível da água quando ela é bombeada para fora de um tanque e para prever as conseqüências de erros cometidos durante medições. Determinar a equação da tangente à curva y = 2x² . para explicar o funcionamento de máquinas. f(x0)) é o número f ( x 0 + ∆x ) − f ( x 0 ) ∆x m = lim ∆x →0 . Assim sendo. Esse limite. medicina e ciência da computação para calcular a velocidade e a aceleração. desenvolveremos técnicas para calcular derivadas mais facilmente. Definições: O coeficiente angular da curva y = f(x) em um ponto P(x0. As derivadas são muito usadas em engenharia.Apostila de Cálculo I – FATEC 47 Exemplo 02.(x – x1) y – 3 = 8. ciência.(x – 2) y = 8x – 13. economia.5 em (2. Assim sendo ela é dada por: y = y0 + m(x – x0) Profª Drª. chamado derivada. Obter derivadas calculando limites pode ser demorado e difícil.3). mede a taxa de variação de uma função e é um dos conceitos mais importantes de cálculo. = lim ∆x →0 ∆y ∆x →0 ∆x Passo 2 : Determinar a equação da reta: Usando a fórmula do ponto-inclinação temos: y – y1 = m. RESUMO: Definimos o coeficiente angular ou inclinação de uma curva como o limite dos coeficientes angulares das secantes. Passo 1 : Determinar mtan: mtan = lim [2( 2 + ∆x ) 2 − 5] − [ 2( 2 ) 2 − 5] ∆x →0 ∆x ∆x ( 8 + 2 ∆x ) = lim ∆x →0 ∆x = lim ( 8 + 2∆x ) = 8.

Profª Drª. Fátima Ahmad Rabah Abido . Se o limite existe. (-1. 3) b.3.: y = x + 1) (Resp. seja (1) ambas perpendiculares ao eixo x ou (2) ambas com a mesma inclinação.: y = . 20) d) y = 2x² + 4x – 7.) y = x3. P(-1. P(2.3x + 2. 2) c. ou seja. a.31) (Resp.) y = 2√x. EXERCÍCIOS (1. m1 = m2.: y = 2x + 5) (Resp. -7) (Resp. a) y = 2x² .) Determinar a equação da tangente à curva dada no ponto dado.) y = 4 – x2. Esboce a curva e a tangente juntas. então determine a reta tangente quando: y = y0 + m(x – x0).8x – 11) (Resp. (-2.4x – 15) (2) Determine uma equação para a tangente à curva nos pontos dados.: y = 17x . Calcule f(x0) e f(x0 + ∆x). (3. 5) b) y = 5x² . ∆x ∆x → 0 3.: y = .: y = .: y = 8x – 5) Se duas retas são paralelas. 1. y0). 10) c) y = 4x² . P(1.Apostila de Cálculo I – FATEC 48 Como achar a Tangente à Curva y = f(x) em (x0. Calcule o coeficiente angular: m = lim f ( x0 + ∆x ) − f ( x0 ) . P(-2. -8) d.) y = 2x2 + 3.: y = 12x + 16) (Resp. (-2. f(2)) (Resp. 2.13x – 3) (Resp.7x + 5.

d.) Passa por (-1. Profª Drª. 4) e é perpendicular a 5y = x. c.: y = 2x + 1/8) 3. se as equações das retas forem: L1: y = m1x + b1 então m1= (-1/m2) e L2: y = m2x + b2 Exercícios: 1.: y = 2x + 7) (Resp.: y = -2x/3 – 2/3) (Resp.14 = 0.) Encontrar a equação da reta tangente à curva y = x . então.) Encontrar a equação da reta normal (ou perpendicular) à curva y = x2 no ponto P(2. que seja paralela à reta 8x – 4y + 1 = 0. isto é.: y = -2x/3 – 26/3) 2. (Resp.Apostila de Cálculo I – FATEC 49 Por outro lado.) Passa por (-7. b.: y = -1x/4 + 9/2) A derivada de uma função f(x) em relação à variável x é a função f ’ cujo valor em x é f ( x + ∆x ) − f ( x ) f ' ( x ) = lim ∆x ∆x →0 desde que o limite exista.5x – 31) (Resp. seja (1) uma reta vertical com equação x = a e a outra horizontal com equação y = b ou (2) nenhuma sendo vertical e a inclinação da reta sendo a recíproca negativa da outra. 4) (Resp. Fátima Ahmad Rabah Abido . -2) e é perpendicular a 3x – 2y .) Passa por (2. -10) e é paralela a 2x + 3y –7 = 0.) Determinar a equação da reta que satisfaz cada uma das seguintes condições.: y = . se duas retas são perpendiculares.) Passa por (2. (Resp. a. 5) e é paralela a –2x + y + 13 = 0.

Apostila de Cálculo I – FATEC 50 A derivada de uma função f(x) no ponto x0. ( Resp. x0 = 9. a) f(x) = 2x2 + 3x + 1 b) f(x) = 1+ x 1− x c) f(x) = 3− x 1 2 3−x (Resp. ( Resp. x+3 ) d) f(x) = x .: f’(2) = 26 ) b) f(x) = x2 + 1. a) f(x) = 5x2 + 6x – 1.: f’(9) = 1 /6 ) The end!!!!!!!!!! Profª Drª.: f’(1) = 2 ) c) f(x) = x−2 .: f’(x) = 5 / (x + 3)² ( Resp. ( Resp. Exercícios: (1.) Calcule f’(x) para a função dada usando diretamente a definição.: f’(x) = 2 / (1 – x)² ) (Resp.: f’(x) = − ) (2. usando a definição. este limite nos dá a inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (x0.) Determinar f’(x0) para cada função. denotado por f ’(x0). Portanto a derivada da função y = f(x) no ponto x0 representa a inclinação da curva neste ponto. é definida pelo limite: f ( x0 + ∆x ) − f ( x0 ) ∆x ∆x →0 f ' ( x0 ) = lim (desde que o limite exista) OBS: Como vimos anteriormente. Fátima Ahmad Rabah Abido . x0 = x. f(x0)).: f’(x) = 4x + 3) (Resp. x0 = 1. x0 = 2.

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