O USO DO RPG COMO TÉCNICA DE ENSINO DA HISTÓRIA NA 7º SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL

Vítor Rheinschmitt de Brito1

RESUMO O presente artigo apresenta uma discursão sobre o uso do RPG como técnica de ensino da História através de uma experiência realizada com estudantes da 7º série do ensino fundamental. Para isso, foi realizada inicialmente uma discursão como se deu o rompimento do ensino tradicional e o surgimento das novas discussões acerca das questões do ensino fundamental e como era essa relação na sala de aula. Apontando os avanços da renovação do ensino e de suas técnicas, além da discussão proposta dos PCN no ensino fundamental no uso de novas técnicas e práticas do lúdico no ensino da História que foram frutos da própria discursão sobre o ensino. Constando também, definições sobre o que é RPG, como se dá o uso do mesmo, dentro das propostas pedagógicas de ensino. Como se caracteriza o RPG e vem sendo utilizado como técnica para motivação dos alunos até em outras experiências. Além de procurar responder se o RPG pode ser utilizado na disciplina de História e de relatos que comprovam essa experiência, apontando seus limites e contribuições. Como por exemplo, no último momento um relatório mostrando a experiência numa escola pública.

PALAVRAS- CHAVE Ensino da História. Metodologia e prática do Ensino da História. Técnica de ensino. Role Playing Game. 1. INTRODUÇÃO Durante muito tempo o ensino tradicional de História2 no Brasil, mas precisamente no período ditatorial, na década de 60 e 70 o ensino da História tinha afirmado sua importância estratégica na política do Estado, como instrumento de dominação, capaz de manipular dados variáveis e importantes na correlação de forças
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Graduando em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB, pela obtenção do título de

licenciatura pela mesma, ano 2010.1, sob a orientação do professor doutorando Leandro Antônio de Almeida (USP). E-mail: vitor_alpha@hotmail.com
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A revolução positivista legitimou a História no seu campo de atuação e método. Expondo no ensino tradicional a preocupação com os estudos dos fatos, neutralidade do Historiador e da explicação histórica. Além da ênfase dos fatos políticos e na História como produto da ação de indivíduos, heróis. A História considerada como ciência que estuda exclusivamente o passado. No quesito função do ensino preocupa-se com o estudo das origens, das genealogias das nações, com o objetivo de formar o cidadão para a pátria e construir identidades nacionais.

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capazes de uma intervenção direta e social, nesse sentido o governo tinha o controle de um saber que não possibilitava se pensar fora dos seus interesses. E para isso a disciplina História foi logo substituída pelos Estudos Sociais no fortalecimento da transmissão desses interesses na educação. Mas após o termino do período ditatorial no Brasil, com os avanços dos grupos de estudos acadêmicos mais precisamente na década de 80, e com o retorno da disciplina História para as escolas, trouxe mais precisamente um rompimento proposto com o ensino tradicional baseado numa renovação por sua vez, teve a influência da “Escola Nova3”, incluindo novas discussões sobre metodologias4 e técnicas5 de ensino da História com o passar dos anos. A constituição do artigo se dá em apresentar discussões sobre o uso do RPG como técnica de ensino no ensino da História, seguido de uma experiência do mesmo, na sala de aula com estudantes do ensino fundamental, mais precisamente do turno matutino do Colégio Estadual Aurelino de Assis Ribeiro, situado na cidade da Cachoeira-Ba. A experiência que esperamos relacionar a técnica do RPG dentro das propostas dos PCN destinado para o ensino fundamental em relação às novas técnicas de ensino utilizado pela renovação do ensino da História. A partir disso foram feitas algumas perguntas que nortearam este trabalho, por exemplo; como o uso do RPG como técnica no ensino da História nas séries fundamentais contribui na motivação das aulas de História? As técnicas tradicionais de ensino ainda que defasadas, ainda são aceitas pelos alunos e os motivam nas aulas? O RPG proporciona diversão e aprendizagem na sala de aula? Os estudantes do ensino fundamental aprendem História com o uso do RPG?Uma outra questão é o RPG seria uma técnica adequada para o ensino de história já que ela fomenta a imaginação e a ficção? Qual o papel do professor quando se trabalha uma técnica como essa? Os alunos poderiam confundir a história fictícia do RPG com a história real? A metodologia a ser empregada baseia-se em bibliografias relacionadas ao ensino da História, história da educação e do uso de técnicas de ensino com o RPG que vem sendo utilizado por professores das redes públicas e particulares de ensino do Brasil.
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Termo utilizado em contraposição ao ensino tradicional e novas propostas da Escola dos Annales. Outra versão se refere também ao denominado de “Escola Nova”, o movimento ganhou impulso na década de 1930, após a divulgação do Manifesto da Escola Nova (1932). Nesse documento, defendia-se a universalização da escola pública, laica e gratuita. 4 Segundo Maria Auxiliadora Schmidt Metodologia significa, etimologicamente, o estudo dos caminhos, dos instrumentos usados para se fazer pesquisa científica, os quais respondem o como fazê-la de forma eficiente. A metodologia é uma disciplina normativa definida como o estudo sistemático e lógico dos princípios que dirigem a pesquisa científica, desde suposições básicas até técnicas de indagação. Não deve ser confundida com a teoria, pois só se interessa pela validade e não pelo conteúdo, nem pelos procedimentos (métodos e técnicas), à medida que o interesse e o valor destes estão na capacidade de fornecer certos conhecimentos. (p.13-14) 5 Schmidt, Técnicas de ensino são recursos didáticos como p. ex utilização de filmes, slides, música, literatura, RPG. Sendo recursos materiais disponíveis para a ação didática. Entre eles estão os recursos humanos, dentre os quais se destacam o professor.

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Além de constar o relato da experiência de estágio, com isso a elaboração de um questionário contribuiu como material para o cruzamento de dados quantitativos e qualitativos na tentativa obtenção de resultados. Trazendo perguntas pertinentes a prática, comprovando se os questionamentos propostos podem ser respondidos através da resposta dos alunos. No primeiro capítulo busca-se á apresentar as discussões acerca do ensino tradicional e as novas discussões no ensino fundamental, trazidas pela renovação do ensino de História, além dos avanços nas técnicas de ensino tratados em questão. No segundo capítulo, apresenta uma discussão da proposta dos PCN 6 no ensino fundamental e o uso de novas técnicas para o ensino da história. O terceiro e o quarto capitulo apresentam definições sobre o que é RPG7, como se dá o uso do mesmo dentro das propostas pedagógicas de ensino, apresentando como se caracteriza e é visto a utilização dessa técnica de ensino na motivação e nas disciplinas em que vem sendo utilizado, e se o mesmo pode ser utilizado na disciplina de História sendo esta para mim a questão mais importante a ser tratada. No quinto, há uma discussão dos resultados baseados na experiência que por fim, se dá pela experiência elaborada no Colégio Estadual Aurelino Assis Ribeiro, apontando seus resultados. 2. NOVAS ABORDAGENS NO ENSINO DA HISTÓRIA 2.1 Ensino tradicional e renovado a partir da década de 80 no Brasil A partir dos anos 60 e 70, mas precisamente no período da ditadura militar desenvolveu-se no Brasil um pensamento radical crítico, de oposição e deslegitimação dos saberes Históricos transmitidos na escola. Influenciados pelos teóricos da reprodução, o pensamento educacional crítico passa a deslegitimar os currículos oficiais da história. Com isso, a escola passa a ser encarada como aparelho de reprodução dos valores e das idéias da classe dominante, e o ensino de história, como mero veículo de reprodução de memória do vencedor. (FONSECA: 2003, p25) Em relação a isso, o modelo tradicional do ensino da História no Brasil era visto com a preocupação do estudo dos fatos, da neutralidade do Historiador e da explicação histórica. Trazendo ênfase na história dos fatos políticos e na História como produto da ação de indivíduos e heróis. A História era vista como ciência que estuda exclusivamente o passado8. (SCHMIDT: 2004, p.26)
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PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais, surgiu em 1997, destinando os 1º e 2º ciclos para o ensino fundamental e os 3º e 4º ciclos para o ensino médio. 7 Também conhecido como role playing game, “jogo de interpretação de papéis”. Surgiu na década de 70, um jogo em parte estratégico e em parte competitivo, ver “ Anais do I Simpósio RPG e Educação, 2004- p.14 8 Segundo o Historiador argeliano Eric Hobbsbawn define o passado como uma dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das instituições, valores e outros padrões da sociedade humana. O problema para os Historiadores é analisar a natureza desse “Sentido do passado” na sociedade e localizar suas

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com o objetivo de formar o cidadão para a pátria e construir identidades nacionais. nisso. discos.17) A História passa a ser vista como uma História problema 11 em que a riqueza das fontes. Fazendo com que os professores empregassem um saber histórico verdadeiro. resgatando a matéria História para sala de aula. ver obra o Sobre a História (HOBBSBAWN: 1998 p. explicando os documentos. problemas e hipóteses. mas deixa expressos sua opinião crítica. possibilitaram nos avanços historiográficos no ensino da História. Trazendo agora novas temáticas que por sua vez.com/articles/10920/1/A-Circulacao-da-Implantacao-da-Escola-dosAnnales/pagina1. estudos. Além de obras de arte. p.A História como disciplina era utilizada pelos professores na função de ensino no estudo das origens. Por meio de estudos dos legados. (Idem 2003. como na implantação das séries de ensino médio e fundamental. proporcionou uma renovação nas concepções de ensino da História tanto no âmbito acadêmico.41 10 FONSECA: op. pronto e acabado em que o aluno seria o receptor apenas do conhecimento transmitido9. depoimentos. da genealogia das nações. são frutos das discursões a partir desse período expondo como objetivos a serem alcançados valores como contribuição na construção da cidadania. Na questão do método o professor se relacionava de uma maneira formal e abstrata. esculturas. o período da ditadura militar. programas de televisão e etc). narrativas). testes de múltipla escolha e exercícios com lacunas a serem completadas. na formação de heróis e que o aluno não se via como sujeito da história. com isso o historiador elege seu objeto de estudo no presente. técnicas e formas utilizadas. assim como também o lugar e a instituição do qual se refere em seu estudo para que seu estudo levante questão e seja problematizando. não tratando da relação com a vida do aluno.16 11 A História Problema vem romper com ensino factual dado e limitado. 4 . conceitos. baseada na periodização política e baseada em fontes escritas. logo após. e não se anula como o positivista. 10 Mas a partir da década de 80 com término da ditadura militar. entre outros. mais precisamente a partir da década de 80. filmes. (entrevistas. sem o objetivo de desenvolver a criticidade. da complexidade de olhares. acesso em acesso em 21 de junho de 2010. Na compreensão da nação brasileira com fruto da integração entre as três raças: branca. possibilitaram a utilização de também fontes orais sendo elas. baseadas em datas comemorativas.html#ixzz1bbj0oi8M. como pinturas. no mudanças e transformações. p. Trazendo consigo ampliação nas concepções de fontes. que a partir da influência da Escola dos Annales. cronológica. e do pensamento crítico começa a repercutir nos avanços do saber histórico e saber histórico escolar que se dá no Brasil. metodologias e técnicas de ensino. as fontes audiovisuais (fotografias. mestiça e negra. principalmente daqueles da civilização européia. Já os conteúdos eram baseados numa organização de forma linear. Com relação às técnicas de ensino propostas pela escola nova.22) 9 Ibid. Ver: http://www. questionando-o no passado.webartigos. cit: p. os alunos eram determinados a questionários.

Essas mudanças possibilitaram e vem possibilitando o uso de novas linguagens. motivadoras e mais próximas da realidade do estudante.. Pois os alunos utilizam meios como das tecnologias (internet. trata da pluralidade de memórias e não somente na memória nacional. o que não se procura é uma imagem prática do professor enciclopédia.. estimulando a construção e o compartilhamento de conteúdos por professores e alunos (. detentor do saber. sem esquecer a aquisição da capacidade de análise da relação presente e passado. sem que saibam para quê. Valorizando a importância do documento na sala de aula e da incorporação de novas linguagens e novas tecnologias no ensino da História. possibilitando vias para expansão do saber histórico escolar12 na sala de aula. por exemplo. além da preocupação com mundo contemporâneo. vale lembrar que essas mudanças não foram suficientes para apagar o ensino tradicional da história. ainda vem sendo utilizado por professores nas escolas. data shows. diversas formas de comunicações escolares. 5 . mas agora ampliando novos horizontes. e qual o seu significado. Quando trata das competências e habilidades desenvolvidas pelos alunos. novas metodologias e técnicas. televisão e etc). Além da importância da transposição didática do saber ensinado e o saber a ser ensinado. quando lhe são apresentados um amontoados de fatos históricos destinados a ser memorizados.desenvolvimento de raciocínios historicamente corretos. mas que ainda segundo a Historiadora Elza Nadai os estudantes vêem as aulas de História não tão odiosas. materiais didáticos. podemos observar que essas mudanças que visam superar o ensino tradicional foram bastante significativas para produção do conhecimento histórico com passar do tempo.. pois segundo ela afirma: Essas mudanças estão sendo mediadas por um conjunto de fatores que rompem a sala de aula. As aulas de História passam a ser mais divertidas.). 35). Essa maneira de trabalhar exclui a possibilidade da compreensão global. 146) De modo geral ainda que superado o ensino tradicional da História. das linguagens em que estão habituados para construção do saber histórico escolar na sala de aula. fato sujeito e tempo histórico. ver PCN (1997: p. computadores. como o uso da informática. provocando o desinteresse por parte dos jovens e adultos. Dessa maneira.. retroprojetores. o aluno torna-se como sujeito do seu próprio conhecimento. 12 Termo relacionado aos conhecimentos adquiridos e produzidos no espaço escolar. Portanto. buscando do aluno (. filmes. (NADAI: 1993 p.) participar do conhecimento histórico. envolvida no ensino de História. aproximando os mesmos da realidade presente buscando o seu crescimento e contribuindo na construção do saber. dificultando o estabelecimento de relações entre a História estudada e a vivida no presente. Porém.

perdemos vínculo com a nossa história. preferindo.19). Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. os princípios de mora cristã e de doutrina da religião católica e apostólica romana. subsidiando participação de técnicos e professores brasileiros. a Constituição do Império e História do Brasil (PCN: 1997 p. arquitetou-se a partir de referências e paradigmas seculares”. Em 1997. de 1827.). em seu 6 . (Ibdem: 1997p.. criou a primeira lei sobre a instrução nacional do Império o Brasil. a escrever. com menor contato com a produção pedagógica atual. definindo que os professores ensinariam a ler. mas conhecido como PCN pelo Ministério Educação. por criar uma referência: A nossa relação com o instituído não deve ser.19) No Brasil especificamente com relação ao ensino fundamental. o saber terminará por fundar uma tradição. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional. fruto das relações pertinentes à renovação da Historiografia e do ensino da História a partida década de 80. “A modernidade. proporcionadas à compreensão dos meninos. criados pela inteligência humana.. A diretriz apontada reforça a preocupação com a inclusão da diversidade cultural no currículo de História. Por mais instituinte e ousado. criamos lacunas. foi lançado oficialmente os Parâmetros Curriculares Nacionais. portanto. (Idem: 1997 p. desfiguramos memórias e identidades. quebramos os espelhos que desenham nossas formas. sendo então. sociabilizando discussões.2 PCN e novas técnicas no ensino de história para o ensino fundamental Desde a formação do Estado brasileiro a História tornou-se um conteúdo presente no currículo da escola elementar. visto que o Decreto das Escolas de Primeiras Letras. por mais crítica que tenha sido da tradição. 90) Com isso a contribuição mais substantiva da aprendizagem da História é propiciar ao jovem situar-se na sociedade contemporânea para melhor compreendê-la. Como decorrência direta disso está à possibilidade efetiva do desenvolvimento da capacidade de apreensão do tempo enquanto conjunto de vivências humanas.2. principalmente daqueles que se encontram mais isolados. os PCN apresentam construção da Base Nacional Comum passa pela constituição dos saberes integrados à ciência e à tecnologia. Sem um olhar sobre o instituído. que procura ser uma resposta que atenda o texto da nova Lei de Diretrizes Básicas em que expressa o que da cultura e da história do Estado brasileiro considera. pesquisas e recomendações. a gramática da língua nacional. de querer destruí-lo ou cristalizá-lo. as quatro operações aritméticas (. hoje necessário e adequado transmitir aos alunos na aula de História. para o ensino da leitura.

ensinar. ou do contrário perde-se a riqueza que o lúdico representa. A forma mais eficaz de elaboração e desenvolvimento de projetos educacionais envolve o debate em grupo e no local de trabalho. fontes documentais. descontraídas e desobrigadas de toda e qualquer espécie de intencionalidade ou vontade alheia. música e dança. ou seja. pois indago trazendo questionamentos para o professor de História. isto é. uma renovação constantes. nas mais diversas salas de aula? As propostas dos PCN contribuem ainda mais com as novas abordagens e técnicas de ensino ampliando a utilizar as mais variadas possibilidades em como se ensinar História. Stanislau Krinsky e foi coordenadora do setor de Recursos Pedagógicos da APAE – SP. Mais o lúdico enquanto recurso pedagógico deve ser encarado de forma séria e usado de maneira correta. se o educador estiver preparado para realizá-lo. o lúdico 14 é uma proposta apresentada pelos PCN. O lúdico evidência o intuito de educar. começou sua carreira na área de Educação Especial na Sociedade Pestalozzi. Sendo assim. funcional da educação lúdica que estará garantida. 15 Nylse Helena Silva CUNHA. trabalhou com o Dr. em como lidar com alunos irrequietos. como profissional. Recursos como música. Os PCN buscaram não ficar restrito as criticas ao ensino tradicional. Sendo o mesmo. o educador precisa ser capaz de respeitar e nutrir o interesse do adolescente dando-lhe possibilidades para que envolva em seu processo. para que a melhoria da qualidade da educação resulte da co-responsabilidade entre todos os educadores. reforçam a importância de que cada escola formule seu projeto educacional. orais. Nisso CUNHA15 (1994. verdadeiro. ajudar a eles ampliar de fato. estando abertos a essas novas propostas do saber histórico escolar. Abrange atividades despretenciosas. 7 . Acredita ser.Por isso segundo os PCN 13 pode-se afirmar certa mudança no ensino da História em relação ao ensino fundamental não apenas pelas abordagens e sim pelas novas discursões que surgem como parâmetros para serem incrementadas na sala de aula. as 13 Os Parâmetros Curriculares Nacionais. os conhecimentos.O lúdico refere-se a uma dimensão humana que evoca os sentimentos de liberdade e espontaneidade de ação. Neste sentido é responsabilidade do educador.7) 14 NEGRINE (2000) afirma que a capacidade lúdica está diretamente relacionada à sua pré-história de vida. antes de mais nada. são referenciais para a renovação e reelaboração da proposta curricular. na educação fundamental. filmes. Reconhecerem a complexidade da prática educativa busca auxiliar o professor na sua tarefa de assumir. onde criou a Brinquedoteca Terapêutica.sentido completo. (Idem: p. um estado de espírito e um saber que progressivamente vai se instalando na conduta do ser devido ao seu modo de vida. buscando apresentar as mudanças na contemporaniedade e as necessidades que esta geraram principalmente a procura e necessidade do novo. Com essas amplas possibilidades trazidas e que se configuram como formação dos PCN afirmamos ainda não ser o fator único para os avanços na educação no ensino de História. p. é pedagoga. através de jogos. o lugar que lhe cabe pela responsabilidade e importância no processo de formação do povo brasileiro. literatura. objetos são importantes recursos na ampliação do conhecimento histórico na sala de aula. Com relação às novas técnicas de ensino. se divertindo e interagindo com os outros. compartilhado por toda a equipe. pois apresenta o sentido real.14) ressalta que a diversão oferece uma “situação de aprendizagem delicada”. uma forma de desenvolver a criatividade. os PCN alertam ao professor a necessidade de novas técnicas de ensino que motivem os estudantes na sala de aula.

ou seja. empresa de Gary Gygax. A publicação do D&D é considerada como a origem dos RPGs modernos e foi lançada no Brasil pela Grow. com lançamento do famoso “Dangeours e Dragons16“. podendo posicionar-se. pode ser entendido como jogo e brincadeira. O RPG surgiu em 1974. dentro do contexto das especificidades de cada região. interpretar um personagem é to play”.1 Mas o que é RPG? Role play game ou RPG é um jogo teatral de construção de histórias. uma mescla entre as duas palavras. nos EUA. seria uma brincadeira de criar e contar histórias coletivamente e que a melhor maneira de entender o que é RPG seria jogando. Portanto o ensino de História vem passando por várias transformações nos últimos anos. Nos constantes avanços da sociedade.br. 8 . RPG 3. 3. reúnem tesouros. onde se vivencia situações através do imaginário e se desenvolvem construções de conhecimento de forma lúdica. A proposta do lúdico é apresentada pelos PCN no ensino fundamental dentro dos objetivos gerais de História. interagem entre si e ganham pontos de experiência para se tornarem incrivelmente poderosos à medida que o jogo avança. 16 Dungeons & Dragons (abreviado como D&D ou DnD) é um RPG de fantasia medieval desenvolvido originalmente por Gary Gygax e Dave Arneson. ou seja. Mas o que significa a sigla RPG? A sigla RPG Significa Role playing game cuja tradução. mas como é “jogo de interpretação de papeis”. pois fomenta atividade lúdica proporcionando diversão e aprendizagem eficaz segundo estudiosos da área. Ver site: www.suas possibilidades de ação. Afirma também que o mesmo. Suas origens são os wargames de miniaturas (principalmente o Chainmail).com.spellbrasil.Jogadores de D&D criam personagens que embarcam em aventuras imaginárias em que eles enfrentam monstros. afirma que o mesmo. “Já que jogar. No caso do nosso país. sendo capazes de valorizar sua cultura e identidade. mas existindo outras definições que segundo Luiz Eduardo Rincon. brincar. fazer escolhas e agir criteriosamente. o RPG surge como prática técnica no ensino. e publicado pela primeira vez em 1974 nos EUA pela TSR. acreditamos que o lúdico deve ser utilizado e adaptado de acordo com o grupo em que estar sendo utilizado. Hoje o jogo é publicado pela Wizards of the Coast. esperando-se que os alunos possam ler e compreender sua realidade gradativamente. Com relação aos PCN e a valorização de práticas lúdicas no ensino. Já que esta expressão separadamente em inglês não existe. tem-se a necessidade de novas abordagens e técnicas de ensino da História. Proporcionando ao adolescente diversão que possam contribuir para o seu desenvolvimento psicosocial e conseqüentemente para a sua educação.

o clima emocional. tem participado da criação técnica da editora. Outros personagens que interagem com os dos jogadores são chamados de PDMs personagens do mestre (ou em inglês non player characters. tragédia. comédia. defendeu tese de doutorado em literatura na PUC/RJ em 1997 sobre o Roleplaying Game.P. sendo integrante da centésima turma da mesma. assim. dependendo do seu grau de complexidade. (apesar de que hoje existem vários locais 17 Norson Botrel Nicacio Junior (São Paulo. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia. 9 . um grupo social no espaço e no tempo. "D20 Saga". individualmente ou em conjunto. quando fundou a Daemon Editora. em especial da coerência matemática do Sistema Daemon. de um modo geral apresenta como qualquer ou narrativa. lattes. considerando as habilidades e recursos que deverão possuir.A tese de Doutorado da professora Sônia Rodrigues Mota 19 do Departamento de Letras da PUC. no playground do condomínio. tendo trabalhos publicados nas revistas "Dragão Brasil". uma criação coletiva.Porém Marcatto chega a concluir em seu livro: “Tudo isso torna o RPG muito mais que um jogo”.16) A estrutura de uma seção de RPG é baseada na existência de um mestre que é o criador da aventura: é ele quem cria ou escolhe o universo da ação. No prefácio de GURPS (um dos mais vendidos sistemas de RPG) o editor afirma: “Os participantes redescobrem a arte ancestral de criar. suspense. Dentre os jogadores. O clima da narrativa são as várias maneiras de configurar um enredo enfatizando determinadas sensações: aventura. "Dragon Magazine" e "Só Aventuras".Já a questão do ambiente ou local para jogar é livre podendo ser realizado na sala de casa. Graduado em Engenharia Química pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1997. Desde então. uma situação social. 18 Marcelo Del Debbio (9 de setembro de 1974) é arquiteto formado pela FAU-USP com especializações em Semiótica e História da Arte.) são da exclusiva responsabilidade do Mestre: podem ou não estar presentes na aventura. Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil não é apenas um texto acadêmico. um período histórico.” (MARCATTO: 1996 p. Escreve profissionalmente desde 1992. o jogo é.Segundo Botrel17 e Del Debbio18 (1999) o RPG seria diferente da dramatização comum em que trama personagens e ações já estão pré-definidos. Discutindo e decidindo quais as melhores escolhas e soluções. ouvir e contar histórias. ficção e jogo. vivenciam os conteúdos didáticos e aprendem através de uma história a aventura na qual terão que resolver. enigmas. abordando o RPG como instrumento de construção de ficção. uns (em inglês chamados de player characters ou P. faz o mesmo tipo de aposta. problemas. Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo em 2002. terror. charadas. "RPGMagazine". tarefas. o estilo.C. intitulada Roleplaying game: “A ficção enquanto jogo”. ou N.). 19 de maio de 1974) é escritor de manuais de RPG desde 1998. A ambientação (cenário) de um RPG. das personagens.C. o Role playing game é uma história narrada por um jogador específico e seu desenvolvimento se dá através das ações dos personagens criados pelos outros jogadores. 19 Sônia Rodrigues. Para iniciar a prática do jogo ao ensino da História é necessário primeiramente ter um tema conciliado a um fato histórico e o desenvolvimento de uma narrativa para que o jogo possa ser desenvolvido. Pioneira nos estudos acadêmicos sobre o tema. apesar de trazer a público a tese pioneira. erótico etc.

Cabe ao Professor criar espaços que propiciem a produção do aluno. 20 Generic Universal Role Playing System. dependendo da aventura e das condições emocionais e físicas do mestre. d10. 24 Um jogo narrativo gótico-contemporâneo.spellbrasil. d8. d12. ou seja. fruto de suas próprias escolhas. um dado com 30 números.Vampiro. conteúdos. Livro do jogador 3º edição D&D 25. fonte: www. O RPG leva o aluno. “Dungeons & Dragons” 10 . Em muitos sistemas de RPG são utilizados dados com variadas faces. podendo ser ambientado em qualquer lugar ou época (1991) 21 em que o jogador pode assumir um personagem vampiro (1994) 22 versão simplificada das regras do AD&D 2ª Edição. primeiro jogo/cenário ambientado no novo Mundo das Trevas do sistema Storytelling (2007) 25 Versão mas atual do primeiro livro lançado em 1975. a torna-se ator. 23 RPG de Fantasia Medieval (2000).br.Jogo de RPG genérico. produzindo falas. Ilustração 1.Dungeons & Dragons 3ª e 4ª Edição23 Vampiro: o Réquiem24 . livros.com. A Máscara21. (1995). Além do mais. d4. correspondendo a diversos números como ex.reservados especialmente para se jogar RPG). A iluminação é essencial para leitura das fichas. entretanto apresente condições de espaço e liberdade de expressão. integração e socialização com os demais colegas.Advanced Dungeons & Dragons 2ª Edição22 . Gurps20. Isso de alguma forma é importante para construção de um conhecimento histórico que rompa as barreiras com ensino tradicional. Isso porque varia o número de jogadores varia sendo entre 2 até 10 jogadores. d20 até mesmo d 30. First Quest. documentos históricos que podem ser utilizados numa partida de RPG. d6. existem obras estrangeiras de RPG publicadas no Brasil como. sabendo que serão produções mais livres e abertas. Ano 2010.

Pois a escola. mesmo com uma enorme escassez de recursos pode ser utlizado sem problema na sala de aula. nos alunos. flogs. músicas. do ultrapassado. Essa técnica vem sendo utilizada em diversas disciplinas como língua 26 Estado em que existe uma maior difusão e propagação do RPG como jogo e como pratica utilizada em escolas das redes publicas e particulares no Brasil. De um modo geral. Além disso. DVDs. e-mails. até mesmo ensino médio. O mesmo vem sendo utilizado por muitos professores das redes públicas e particulares. para lidar com regras (sendo opcional pelo professor) de interpretação e do fundamental. a um tempo ou a uma galáxia distante. mp4. mp5. a critério do professor. 11 . o estudo da História não parece ser importante porque representa o lugar do antigo. principalmente dos estados de São Paulo 26.3.2 RPG na sala de aula Consideramos que com os grandes avanços da tecnologia e dos atrativos do mundo atual oferecidos pela Internet (Orkut. Por isso as poucas transformações no contexto educacional diante do grande avanço tecnológico das últimas décadas têm provocado monotonia. blogs. Recriando num contexto virtual e hipotético situações e emoções que de outro modo não poderiam ser experimentadas tais como uma viagem ao interior do corpo humano. notícias. MSN. etc) e pelos aparelhos eletrônicos (mp3. Ipod. contando com uma boa imaginação do professor. de um conhecimento sobre sistema de RPG. fundamental e. para os alunos. diante das reclamações e dificuldades apresentadas pelos alunos no ensino fundamental faz-se necessário o aperfeiçoamento das práticas de ensino a fim de motivar o estudo da História no ensino fundamental. da presença de estudantes dispostos a participarem. qualquer escola. salas de bate-papo. Contudo o RPG tem sido apresentado como uma novíssima estratégia da sala de aula. compreendemos que as novas tecnologias a serviço do entretenimento é uma realidade na sociedade moderna cobiçada pelos jovens. Para iniciar a prática do jogo ao ensino da História é necessário primeiramente ter um tema conciliado ao um fato histórico e o desenvolvimento de uma narrativa para que possa ser desenvolvido. vídeos. Portanto. sendo utilizado na sala de aula. “orgulhosamente por eles ostentados dentro e fora da Escola”. resta-nos o desafio de provocar. compreende-se que. Minas Gerais e Rio de Janeiro. em que existe uma grande repercussão nas práticas pedagógicas para o ensino infantil. esses objetos de desejo representam o mundo da modernidade. a valorização desse conhecimento acumulado e transmitido pela Escola. na visão do aluno. videogames e celulares) nos fazem perceber que. jogos. pode usar esta estratégia.

unicamp. pode servir como uma forma para fixação de conceitos. Insituto de Física (IFGW) Ver projeto em PDFhttp://www. Plano inclinado (decomposição de forças) e que a aplicação do conteúdo pode incluir uma pesquisa prévia a respeito dos conceitos a serem trabalhados ou. educação artística e até mesmo nas aulas de Física. Força de atrito. A exemplo disso. Ao desenvolver o raciocínio lógico. então. de modo a ir previsivelmente ao encontro das motivações e interesses dos alunos. no entanto.portuguesa. fazendo. 27 Mestre em Física pela Universidade de Campinas. fazendo uma listagem de vários temas em estreita relação uns com os outros.ifi. por exemplo. Estar despreparado para uma situação inusitada pode terminar o jogo antes da hora certa. O Professor/ Mestre deve igualmente escolher o conteúdo didático colocando-se no papel do aluno. ano 2008. e quanto mais alternativas para construção de situações possibilitar. para que não ocorram problemas.67) Vale lembrar que o professor deva estar preparado para o inusitado. A pesquisa com o uso do Role playing game pode ainda. o Mestre deverá começar por selecionar o conteúdo didático que pretende que os seus alunos vivam através do jogo. na aplicação da fórmula para a solução de problemas específicos de Matemática. Pdf. (Unicamp) que debate a construção do “RPG aplicado à Área de Física”. pode ser utlizado em assuntos de física como por exemplo. 12 . Se. se necessário. sobre plano inclinado. devendo agir e reagir de forma correta nessas situações. ao escolher uma aventura. deve-se evitar aventuras muito complexas devido a um excesso de temas. portanto prepara-se os alunos a lidar com problemas de maneira estruturada e concreta. Força centrípeta. em que o mesmo. o professor se sentir perdido no meio de uma multiplicidade de conteúdos. um retorno ao tempo da infância. temos o projeto da Elaine Cristina Farinchön27. especialmente nas primeiras vezes que se joga. Nisso qualquer área do conhecimento serve para uma boa aventura pedagógica. Estar preparado para o inusitado é nada mais que deixar um ou outro encontro descrito para situações problemáticas. um caminho possível é o da resposta às perguntas (MARCATTO. Porém. como o domínio do processo de cálculo é fundamental para o desenvolvimento do uso da lógica e da organização do pensamento. Ao criar a aventura. nem sempre seguem um caminho linear préestabelecido. 1996 p. ou mesmo um dos personagens pode morrer. pode pesquisar sobre a decomposição de forças no plano inclinado e analisar o movimento do corpo. O conteúdo será tanto mais rico quanto mais as aplicações puderem relacionar entre si.br/~lunazzi. Nisso tendo o aluno aprendido o conteúdo sobre decomposição de vetores e leis de Newton. pois os personagens controlados pelos jogadores. adolescência ou juventude.

Para ilustrar segundo ela foi elaborado uma estratégia pedagógica utilizada nas aulas de História e o uso do RPG as relações do. Em um dos capítulos aborda as experiências do RPG e o ensino de História. Instituto Unibanco. Biblioteca Infantil Maria Mazetti (Casa de Rui Barbosa).17-18) 28 3. reforça o uso como uma estratégia pedagógica utilizada nas aulas de História e o uso do RPG. Isso por estimular da leitura. Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos. Nacional. Jayme Fernando Araújo Júnior artigo. “Saber histórico”. segundo ele o RPG é interdisciplinar por natureza. (2008) Mestre em Design pela PUC-Rio. prepare um inimigo para estar atrás da porta. histórias interativas. “Motivação escolar e o lúdico: o jogo rpg como estratégia pedagógica para o ensino de História”.3 RPG e ensino da história Percebemos então a possível à prática do RPG na sala de aula através de outras experiências já mencionadas e com isso. “adaptação”. interatividade. Em conformidade a tese de mestrado por Ely Tereza Cardoso 30. Dentre os projetos em que trabalhou incluem-se os realizados para: Secretaria Estadual de Educação RJ.Depto. ( MOREIRA:2007. Com isso Cardoso afirma que a partir de 28 MOREIRA. Carlos Eduardo Kliminck Pereira 29 no primeiro capítulo “O que é RPG” do livro da obra “Anais do I simpósio de RPG e educação” comprova a eficácia do RPG nas aulas de História. Suas áreas de pesquisa incluem os seguintes temas: role playing game. como o “Desafio dos bandeirantes”. 2007. com pesquisa na elaboração de material didático para crianças surdas (2003). com ênfase em Design Didático e Roteirização Didático Digital atuando principalmente na modelagem de cursos para suporte didático e impresso. SP-2008. formação do leitor.f conferir nota 12 13 . que trabalha o Brasil Colonial numa linha mais mitológica.dissertação de mestrado-Campinas. Além dos mais contribui na interdisciplinaridade. “jogo releitura”. Motivação escolar e o lúdico: O jogo de RPG como estratégia pedagógica para o ensino de História . 31 C. Tem 11 anos de experiência na área de Educação.br/5151586037029651 30 Ver CARDOSO.cnpq. SENAC. estimulando a se interessar mais pelo o assunto. Entretanto afirma que o professor deva buscar uma sincronia do que é dado na sala de aula e o que é trabalhado na atividade do RPG. Eli Tereza. aplicados mais diretamente na sala de aula. ou um novo desafio que pode ser usado em qualquer lugar. “Descobrimento do Brasil”. Visto afirmar ainda mais a comprovação do RPG nas aulas de História. Afirma também que no Brasil temos alguns RPG’s que podem ser utilizados paradidaticamente. p. narrativas interativas aplicadas para educação. todos para o sistema Mini Gurps. Academia Brasileira de Letras.Se os personagens dos alunos arrombarem uma porta que não deveriam. projetos lúdico-pedagógicos. 29 Doutor em Letras pela PUC-Rio com pesquisa na Formação do Leitor. Sendo evidente um esforço para criar RPG’s que possam ser usados dessa forma. gostaríamos reforçar o possível o uso do RPG na aula de História. por apresentar uma simulação da vida real. graduado em Artes Visuais pela Universidade de PelotasRS. Segundo um especialista no assunto. educação. design e roteirização didáticos. analisando assim a relação que o mesmo proporciona ao saber Histórico escolar 31 na sala de aula. FESP-RJ. Ver este endereço no lattes: http://lattes. “História” “cenário das personagens”. “Quilombos dos Palmares”. pois aprendem História através de uma sessão de RPG.

outros alunos também freqüentavam esporadicamente. percepção. Cardoso aponta em sua experiência que a construção do conhecimento ocorre em uma aventura de RPG pelo desenvolvimento cognitivo. e somente a partir daí iniciou o jogo no horário normal de aula. Ao jogar o aluno aprofunda seu saber sobre o tema. A dinâmica do jogo envolveu adaptações e releituras do conteúdo histórico. Assim. O grupo extra-classe reuniu alunos com disponibilidade tempo em dois encontros semanais com duração de pelo menos 2 horas no período da manhã (8:00 às 10:00) na própria escola. mas apenas sete freqüentaram regularmente os oito encontros realizados. No primeiro momento compreendeu-se na formação de um grupo com 15 alunos que aprenderam a jogar em encontros extra-classe. sendo isso interdisciplinaridade tão falada pelos manuais do PCN. em oito encontros semanais estes aprenderam as regras de funcionamento do jogo. com um total de 8 encontros. juízo. tradução inglês/ português 14 . imaginação.. memória. Vale lembrar que muitas experiências foram feitas e por isso é conveniente recatar uma experiência na sala de aula. em classe socializaram o jogo aos demais colegas. No segundo.um determinado conteúdo histórico discutido em classe. assim mesmo sendo uma imagem mental individual a imagem formada ainda pode ser dita coletiva. raciocínio. Mas. A experiência de Cardoso foi realizada em dois momentos. pois aqueles que participaram desses encontros extras. A relação do grupo seja ora por competição seja ora por trabalho em equipe gera a interação através da linguagem das sensações de cada jogador. desenvolve a leitura e a capacidade de criar e interpretar. Esse processo segundo ela é dinâmico. As aulas dedicadas ao jogo estenderam-se pelo terceiro bimestre. estes alunos atuaram como monitores para ensinar o resto da classe. do cenário e da aventura. ou seja. 32 33 3D&T significa Defensores de Tóquio 3ª Edição. propõem-se aos alunos para montar um jogo RPG deve-se elaborar uma História com cenário e personagens. através de sua própria atenção. por ser um grupo aberto. No início dessas atividades extraclasse quinze alunos demonstraram interesse em freqüentar a escola fora do horário normal de aula com o objetivo de aprender o jogo e ensiná-lo posteriormente aos colegas em classe no horário normal de aula. livro básico de um sistema de RPG Mesmo que “jogador”. No primeiro encontro realizado quinze alunos receberam um manual 3D&T32 . em que há uma adaptação e uma releitura do tema para começar a jogar. A criação da História e personagens ocupou duas aulas duplas ou quatro e para realizar o jogo usaram oito aulas duplas ou oito horas. envolvendo a classe toda. pensamento e linguagem. pela relação entre as percepções que os players33 formam.

Isso devido ao RPG e uma aula de História apresentar a narrativa como meio de transmissão dos conhecimentos. Constatamos que alunos se tornaram mais preocupados com sua própria aprendizagem. afirma que a curiosidade favorece o desempenho da prática do RPG na sala de aula. Para utilizarmos à técnica separamos os alunos em três grupos. cada um desses grupos irá interpretar um personagem e que os mesmos. 136) Em suas conclusões que os alunos ainda que receosos pelo desconhecimento.p. A pesquisa consistiu em utilizar a RPG como técnica prática do ensino de História. prejudicando a sua aprendizagem. sendo possível aplicar-se ao saber histórico na sala a de aula.(Idem:2008. da 7ºB matutino. a mesma. Quando comenta sobre “a curiosidade pelo desconhecido”. Sem esquecer que os fatos históricos devem ser explicados cautelosamente pelo professor. Mas é de fundamental importância mencionar o papel do professor nas aulas de História em que o RPG possa estar sendo utilizado. Como atividade avaliativa. as alternativas levam afimar que o RPG teve aceitação e motivou os alunos a aprenderam História de uma forma diferente e inovadora que motiva e diverte o estudante. se dedicaram mais na realização das tarefas e na pesquisa escolar. além das informações dos conteúdos passadas por mim 15 . deve ser tratada com cautela e mediação do professor na explicação do saber histórico na sala de aula. no ensino de História apropriando-se do RPG no conteúdo do ensino de História. que falassem um pouco sobre os assuntos ministrados pela professora na sala de aula. diversão e motivação aos estudantes. não sendo nenhuma novidade. 4.Afirma. no papel de explicar e diferenciar o que há ficcional e os dados históricos para que os estudantes não confundam. pois freqüentemente solicitaram a nossa parte maiores esclarecimentos acerca dos saberes históricos escolares. Iniciamos no primeiro momento de aula falando sobre aplicação do RPG na sala de aula e com se baseia. no intuído de limitar o que há de ficcional e de conteúdos históricos. O que aponta o incremento das metas motivacionais aprender e performance-aproximação. Pedirmos aos estudantes. pois a imaginação pode tomar conta da proposta pedagógica deixando sem evidencia os assuntos. no ensino fundamental como prática lúdica que estimula criatividade. decidiriam em conjunto à ação das personagens.Através dessas informações notamos experiências já utilizadas na sala de aula. deixamos que elaborassem um relatório com o plano de ações durante o jogo. ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA Dessa maneira a atividade lúdica do RPG foi a nossa escolha para ensinar aos estudantes do Colégio Estadual Aurelino Assis Ribeiro.

sendo que nas duas outras opções 34 35 Professor titular da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB. Sobre o que acharam da prática do RPG na sala de aula 11 alunos adoraram.1 Cruzamento de dados no questionário No questionário35 elaborado para que os alunos pudessem responder a questões que pudessem de alguma forma avaliar o desempenho do RPG e se motivou aos mesmos. os alunos gostaram da atividade. pois na outra semana seria a semana de provas. Notamos que dos 23 dos 28 alunos matriculados e contidos na caderneta participaram responderam as questões no tocante o uso do RPG na sala de aula. por estar no final do ano letivo. isso relacionado ao RPG como jogo de vídeo-game sendo Mario RPG citado no questionário. pela quase nula evasão dos alunos durantes as aulas. 4. Dois alunos não marcaram deixando em branco e 4 alunos afirmaram conhecer. pois além de trazer uma experiência nova de se ensinar História. 12 alunos gostaram um pouco. nas atitudes dadas pelas personagens interpretadas. no intuito deles discernirem o conteúdo dos assuntos vivenciados durante a partida. notando certo cuidado nas ações de cada um para que não o comprometessem de maneira inresposável suas ações. participando das aulas. sendo antes não necessário à identificação precisa dos alunos que através da sistematização resultante pelo cruzamento de dados quantitativos obtidos no questionário. 16 . Solicitamos que alguns dos alunos que correspondiam no grupo anotassem todas as informações durante os momentos das partidas. Acreditamos que pelo fato do desconhecimento. a aprender História. com perguntas feitas aos estudantes em relação ao seu uso como técnica de ensino. Em questão. Nesse dia teríamos que expor o desfecho da aventura. mas se soltaram aos poucos com desenvoltura e extrovertimento.durante a aventura. da participação e trabalho coletivo pelos alunos. Infelizmente o tempo não contribui. Ver tabela em apêndices. os estudantes ficaram inicialmente tímidos. no intuito de avaliá-los com a entrega de um relatório sobre o que aprenderam durante as aulas. ano da revolução francesa e que os mesmos precisavam interagir para que o andamento da aula desse progresso. percebemos que a experiência foi satisfatória. Quando se refere ao já terem conhecido o RPG antes 17 alunos em maioria responderam não conhecer. Presente orientador Foi elaborado um questionário com perguntas referentes ao uso do RPG na aula de História. Apresentamos as seguintes perguntas. pois a atividade se resumiu em três aulas. Mesmo com poucas partidas durante as aulas a aventura teve um desfecho importante e de alguma forma trouxe importantes conteúdos. Cada grupo seria responsável por cada personagem da aventura do intitulada como “A tomada da Bastilha” em que eles iriam interpretar camponeses da França no ano de 1789. Os benefícios puderam ser notados. desde 2009. No último dia de aula contamos com a presença do professor Leandro Almeida34 que esteve por lá para observar a atividade.

A maioria afirmou ter aprendido pouco o que traz uma importante constatação que pode de alguma forma contrariar as expectativas dessa técnica na sala de aula. trazendo com 36 Ver Tabela 1 em Apêndice 17 . sendo que um aluno marcou duas alternativas. constou que a maioria deles afirmaram que aprenderem melhor e de uma forma divertida. alem de virem seguido por 7 alunos que escolheram a opção de poder participar da aula. despertando o interesse agora em compreender os assuntos ensinados pelo professor. Sendo essa uma evidência das práticas de motivação escolar confirmada. Logo Empatado com a questão de “Estimular a aprendizagem sobre a História. Na pergunta seguinte contida tabela. participando como agentes transformadores da história”. Constatamos que a o trabalho em grupo foi unânime na aceitação dos alunos com a prática do mesmo. com a minoria de 3 alunos afirmarem ano terem aprendido nada. contou apenas com 4 aulas. Na última pergunta os alunos poderiam marcar. sentindo-se dentro da história. infelizmente não foram levantadas questões que especificassem o motivo de terem aprendido pouco. Como consta na tabela36 a seguinte pergunta: Você gostaria que o RPG fosse utilizado mais vezes na sala de aula? A maioria. seguido do estímulo da aprendizagem sobre a História. despertando o interesse agora em compreender os assuntos ensinados pelo professor. seguido também pelo fato de terem uma impressão diferente do que estavam habituados cotidianamente. Ratificando a partir daí uma curiosidade por parte deles em relação ao RPG e da aceitação do mesmo em outras oportunidades na sala de aula. sendo 22 alunos afirmou dentre os 23 entrevistados que mesmo fosse utilizado mais vezes na sala de aula.ficaram em branco. afirmou que nada mudou nas aulas de História com uso do RPG . inserindo-se nos acontecimentos históricos. sendo apenas uma opção marcada diferente que tanta faz ou não o uso do RPG na sala de aula. por isso leva em questão que a experiência do mesmo. sendo essa: “Para sairmos da rotina”. sendo um tempo curto para que os alunos habituassem de alguma forma com a novidade trazida na sala de aula. aprendendo de maneira coletiva. sendo 12 alunos afirmaram ter aprendido um pouco. tendo 13 votos cada um”. “E o porquê do gostar ou não do RPG”? Em sua maioria nota-se o fato da diversão e aprendizagem ter obtido o maior número de escolha por eles. sendo interessante poder se divertir e aprender ao mesmo tempo”. seguido por “Saber história de uma outra forma. Quando é tratada a questão se o “ RPG mudou as aulas de história para você?” A maioria afirmou que mudou um pouco (12 alunos).Já Na questão “Você aprendeu com o RPG”? Afirmaram em sua maioria que aprenderam bastante (8 alunos ). já 10 alunos disseram que mudou bastante e apenas 1 aluno. mas de uma das opções a maioria dos alunos responderam que o RPG serviu para “Trabalhar em grupo.

pode-se deduzir pelo previsto estranhamento já que em sua maioria afirmaram nunca ter ouvido falar em RPG. sendo como surpresa do tal resultado. sendo um dos imprevistos avaliados na investigação.Mesmo sem esquecermos que a maioria dos alunos afirmou a opção “gostou pouco”. Procurando agora sintetizar motivos que ainda certo grupo de alunos respondeu a essa alternativa. Percebemos então. Agora a pergunta seria como o RPG contribuiu no aprendizado dos alunos. mas ainda uma forte ligação ao mesmo.isso o gosto pelos alunos pela História na sala de aula. mesmo não sendo maioria. Entretanto por quase uma unanimidade dos alunos aceitarem que a mesma. que o RPG trouxe uma transformação como técnica de ensino e que essa foi bastante perceptível pelos alunos na sala de aula. Foi percebido que os alunos compreenderam os objetivos do assunto. dos direitos humanos e da mudança do sistema absolutista por pelo republicano na pretensão da fragmentação do poder monárquico. da reforma agrária. isso provavelmente ao costume da prática utilizada pelos professores. como por exemplo. a constatação que o RPG motivou e trouxe diversão na sala de aula afirmaram nos resultados ainda que não esperados. Isso também. pudesse ser utilizada por mais vezes na sala de aula. torna-se uma lacuna aberta e não esperada na constatação da minha experiência em sala de aula.seguida pela opção ‘bastante” (Ver Tabela 1). mesmo ainda não sendo uma atividade que os alunos não estão acostumados. chegando as suas idéias no continente americano e em especial no Brasil. é confirmada uma aceitação da prática do RPG na sala de aula. Notamos uma rejeição das práticas tradicionais de ensino. o ponto de vista individual sobre o assunto inserido na aventura “A tomada da Bastilha”. Mesmo contando com imprevistos inesperados na pesquisa através do questionário. Portanto. 4. além do tempo em que a atividade foi elaborada ter sido ter sido mínima para que os alunos se adaptassem com a utilização do RPG como técnica no ensino da História. sem nenhum voto de rejeição da mesma. foram realizadas questões subjetivas em que eles deveriam apresentar no relatório em grupo. trazendo mudança na rotina de ensino aos estudantes. E que essa revolução repercutiu por grande parte da Europa. com isso irei abordar síntese dos relatórios que solicitei que visessem para que 18 . Além da constatação da aprendizagem que promove a diversão e motivação na sala aula. Apesar que alguns alunos afirmaram ter aprendido pouco.2 Análise do relatório e da prova Em relação ao aprendizado dos alunos com a técnica do RPG. perceber a participação da população camponesa no processo da revolução como massa de manobra por parte dos grupos intelectuais burgueses na manutenção dos seus interesses.

a aluna 1 que escreveu: (. mas no dia 9 de julho com a tomada da bastilha.) Eu não gostava da disciplina História por que achava muito difícil. ter uma vida mais justa e aprender a conhecer mais as pessoas e que Marry era uma pessoa justa. Segundo a Aluna 1 o RPG facilitou sua aprendizagem e a que esse novo jeito fez com que a disciplina que a mesma não gostava por achar difícil. Pierry e Michel.. Eu entendir que o jogo desperta a conhecer a História de Marry (uma das personagens) e que ela lutou para libertar os presos para ter uma vida melhor e cada um ter o seu direito. Os estudantes incorporaram as personagens. participaram das aulas.. (. não atacava pelas costas.). O RPG foi um jogo em que o jogado por três grupos e que cada grupo tinha um nome representante Marry.. ocorreu uma grande guerra que durou 10 anos. Já o Aluno 2 afirma que.. camponesa que participou do processo de revolução e que entrou na bastilha para libertar os presos políticos e entre eles seu amigo Jean Píer. Gostaríamos de expor relatos de alguns estudantes como. O jogo foi muito explicativo por que eu entendi o que era a tomada da bastilha era uma prisão e os revolucionários invadiram (confuso em demais palavras). e libertarem os presos (. Em suma. concluímos que a experiência foi satisfatória na obtenção dos resultados e que os estudantes compreenderam a proposta da atividade. Eu gostei do jogo! Esse relato expõe especificamente características da personagem Marry. explique o que você compreendeu através do 19 .. Em relação à prova a mesma compreendeu-se numa mescla de questões subjetivas e objetivas. O jogo também mostrava a luta dos camponeses e a burguesia para protestar contra o Rei que tinha liberdade. Os camponeses resolveram libertar os seus amigos que estavam sobre o poder do Rei.) Adorei aprender como aconteceu à revolução por causa da tomada da bastilha. Com isso percebemos uma história vista de baixo em que personagens das camadas sociais desprovidas participam como sujeitos ativos da História e como se deu a sua participação que foi importante para o processo de revolução. Notaram as diferenças. Já o Aluno 3 escreveu. ficasse mais fácil de ser compreendido e. uma das avaliações a aluna 4 na primeira questão: “ Conforme a prática do RPG “A Tomada da Bastilha”. sendo satisfatório na obtenção dos resultados.pudessem avaliá-los. que maltratavam por muito tempo. conseqüentemente houvesse aprendizagem.. mas agora com esse novo jeito de estudar História foi fundamental para todo mundo aprender sobre ela. por exemplo. mas a aceitaram confirmando que por mais vezes a pratica possa ser realizada na sala de aula.

isso por que queriam apenas que fossem feitas com alternativas e que também não estavam muito acostumados a escrever nas provas. criatividade.. leia artigos. levam ainda de maneira precoce. afirmar que a forma de ensinar História fazendo uso da narrativa e da interpretação de personagens. exposições. Adquirindo experiência prática para passar aos estudantes.mesmo. mas explorando a atividade lúdica do aluno a prática do ensino de História.Acreditamos que esta atividade ainda que não tenha sido aceita pela maioria deles contribui de forma pedagógica. participe de congressos.. levou a uma aceitação com provável repetição da prática. senso crítico e a capacidade de escrever sobre um determinado assunto. sem esquecer do saber histórico visto como uma História-problema em que os estudantes através dos personagens tornam-se sujeitos da História. adaptando somente à pratica dos conteúdos. o senso crítico e a capacidade de solucionar problemas propostos pela aventura. O jogo foi importante para motivação e desempenho da aula de História para os estudantes. ela escreveu. sobre a revolução francesa. anais e etc.. a aventura e sua relação com assuntos sobre a revolução francesa. agir em conformidade com a decisão do grupo.“A bastilha foi invadida em 1789(. mesmo que não seja expert sobre o assunto. interpretar personagens. Afirmamos que o professor deva conhecer bem o RPG. houve uma guerra (. ouvir a narrativa do professor. No intuito de desempenhar uma excelente atividade na sala de aula.)”. expor sua opinião com relação ao RPG. participando dos acontecimentos que resultaram no processo de revolução francesa. por ter sido uma atividade diferenciada de avaliação. escrita. Os estudantes puderam trabalhar em equipe.) os camponeses foram responsáveis pela luta da distribuição de terras e além disso. CONCLUSÃO Portanto os resultados obtidos com a análise percebem-se facilmente que o estranhamento do RPG com os estudantes da 7º série do ensino fundamental amiúde a situação das aulas costumeiras. livros relacionados ao assunto. Apesar dos alunos ter afirmado não gostar da prova. se informe com professores que já elaboraram essa experiência. pois o conhecimento prático é essencial para desenvolver a atividade relacionada ao ensino de História..Portanto o professor deve ter cuidado para aplicá-lo na sala de aula sem antes ter um conhecimento do assunto. sem nunca ter jogado. mais é necessário que ele jogue. relacionando aos conteúdos tratados no seu grau da escolaridade. Por isso sugerimos ainda que conheça alguns sistemas de jogo. Sendo aceita pela maioria dos alunos como demonstra a tabela (ver em 20 . 5. na capacidade de expressar os saber ensinado e o compreendido na sala de aula. solucionar problemas propostos. explorando áreas do conhecimentos importantes como a leitura. além de explorar a escrita.

verificando que pode ser ouvido e fazer escolhas. os novos métodos do ensino de História. caminhos que o conhecimento histórico proporciona ao estudante. Explorando a curiosidade. criatividade na sala de aula. questão: “O que você achou do RPG na sala de aula?”) Esperamos que o artigo possa contribuir na realização de novas pesquisas e observações relacionadas sobre o lúdico e motivação do RPG na sala de aula no ensino de História. No objetivo das propostas dos PCN em relação ao ensino fundamental. alunos. o quanto o uso do RPG pode melhorar no desempenho dos conteúdos de História. Já que ainda existem poucos trabalhos relacionados na área. Nesta perspectiva. sentindo-se se no controle da sua aprendizagem. relacionando o trabalho. música. o jogo RPG nas aulas de História representou um jeito diferente de ensinar História. Abrindo possibilidades de estudos como desempenho. (Ver tabela 1. pode ser visto como técnica de ensino que leva a diversão e a aprendizagem na sala de aula. promovendo a participação do aluno como sujeito da História.apêndice) e que acima de tudo o mesmo. sabendo que os resultados do seu desempenho dependem de seus esforços. A relação dos resultados acima com a teoria aplicada seguiu por sua vez. comparações com outras técnicas de ensino como filmes. criação e interpretação dos personagens incentivando a busca de novas informações em diferentes fontes. Com isso o estudante pode motivar-se para envolver-se em atividades escolares percebendo-se como sujeito do processo de aprendizagem. fomentando a valorização da escrita de histórias. livros e internet. literatura na contribuição do desenvolvimento do ensino da História na sala de aula destinado ao ensino fundamental. mas deixou ainda que indiretamente no questionário respondido pelos próprios estudantes que a prática em sua maioria fizeram com que eles aprendessem. no desempenho da avaliação. sugerimos novas pesquisas na sala de aula a fim de observar como o RPG por tratar a relação da aplicação de conteúdos que melhor se incluem com a prática. A pesquisa feita teve empenho na questão da motivação dos alunos no ensino da História. segundo a opção “adorei” seguido da outra opção “um pouco”. avaliação. 21 . Logo. ou seja. O uso do RPG contribui por estar incluída nessas novas possibilidades de técnicas e novos métodos que podem ser utilizados no ensino da História por apresentar. prática do lúdico. ou seja. como professor. no lúdico. o senso crítico e capacidade de solucionar problemas que foram propostos com o desenrolar da aventura “A tomada da Bastilha”. assim valorizando a subjetividade. através da narrativa que proporciona a aventura.

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Personagens interpretados pelos alunos com informações adicionais como modelo de interpretação. capturando o Rei e o decapitando em uma guilhotina sem esquecer que uma revolução se dar dentro da revolução no conflito entre girondinos e jacobinos. e formulação dos direitos humanos e do pensamento democrático são o questões que foram trazidas e que de alguma forma contribui no conhecimento dos alunos. o sufrágio universal. a constituição regida sobre os ideais de liberdade. Expus que a revolução não se deu de um dia para o outro momento trazendo a noção de processo que perduraram 10 anos de luta e que dentro do terceiro estado havia posições divergentes em relação à proposta de uma revolução. Mudanças ocorrem. militante que se disfarça de homem para lutar na revolução francesa.Um homem bondoso Camponês guerreiro: Parceiro disposto a lutar pelos ideais da revolução Michel. Pierry. Camponês-mercenário: Aproveitador e egocêntrico. companheira.Uma mulher justa com todos vagas aproveitava para roubar. intelectuais. Após a atividade do RPG contextualizamos a prática da aventura com os conteúdos que foram tratados durante a aventura como. o fato histórico da revolução. Camponês que nas horas Marry. a localização geográfica da França e de nações vizinhas no continente europeu. por exemplo. com influencia dos jacobinos. que desejava no final dessa revolução casar-se com ele.APÊNDICE RESUMO DA AVENTURA: Uma proposta pedagógica na sala de aula A aventura iniciou com um grande grupo em frente à prisão da Bastilha no dia 16 de julho de 1789 dia da tomada. reacionários. libertando presos políticos. Camponesa-Cura: Justa. O mas interessante foi o porquê se estudar a revolução francesa. A França entra e caos e ameaça o 1º e o 2º Estado compostos pela monarquia clero e nobreza. disposto para se aproveitas das situações. o sistema feudal e absolutista do Rei Luiz XVI. cronologia.Um homem egoísta francesa. O final da aventura se dar no castelo de Versalhes. Apaixonada por Pierry. fraternidade e igualdade. à conjuntura política e econômica da França. Citamos que cada ordem tinham 24 . a insatisfação do terceiro estado composta pela burguesia jacobina e girondina em conjunto a grande massa camponesa analfabeta e sem direitos.

a queda do absolutismo monárquico por parte dos mais radicais. Nisso o estudante poderá perceber a diferença dos acontecimentos tendo discernimento dos fatos históricos. sem esquecer das doses de romantismo e ideais compostos nesse cenário. a influencia dos intelectuais da época como Danton. mas que em meio à aventura isso ocorreu durante a aventura. por isso exemplos como esse devem ser lidados cautelosamente. deve-se o professor ter cuidado em como utlizá-lo em sala de aula para que a proposta pedagógica de ensino não saia do controle nas aulas de História. ex o direito de ler e escrever. a divulgação da imprensa. 25 .determinados interesses com p. Pois além de conhecer o RPG. a perseguição o domínio ideológico e a inquisição foram elementos comentados na aventura. O papel do professor como intermediador do conhecimento foi notável e as ponderações do real e do imaginário foram bem expostas. de uma nova constituição de um novo sistema como no caso a replica e divisão dos poderes. eles deveria copiar e no momento final entregar o resultado integral da aventura “ A tomada da Bastilha’”. alem da hegemonia da igreja católica francesa. No témino da Unidade recolhi a atividade escrita feita pelos alunos que durante as partidas realizadas. mas ainda que aconteça que os fatos sejam alterados o problema não é que aconteceu e sim deixar de expor que segundo a Histrioriografia não aconteceu bem dessa forma. Robbespierre e Marat. da reforma agrária na França. Houve uma questão que passaram do limite factual da narrativa que foi a execução do Rei Luiz XVI que historicamente é executado anos depois ao acontecimento da revolução. mudanças que só uma revolução poderia dar conta. o crescimento da produção.

Se sim. Não é preciso se identificar. As informações são sigilosas. usadas apenas para pesquisa. pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.Se gosta por quê? Aprendo assuntos que relacionam com o meu dia-dia ( ) Apesar de falar sobre coisas que não vivi. Perfil do estudante Idade-_____ Identidade Racial: Branco ( ) Pardo ( ) Negro ( Sexo M ( ) F ( ) Indígena ( ) ) outro ( ___________) Em que município você mora? ____________________________________ Cidade ( ) Zona rural e/ou distrito ( ) Perguntas Sobre a aula de História 1. Você já ficou na recuperação em História? Sim ( ) não ( ) 2a . 7º período. alem de sair da rotina que muitas vezes traz monotonia e incomodo para fixar o aprendizado ( ) Para aprendermos historia e ao mesmo tempo nos divertir com o conhecimento gerado.QUESTIONÁRIO Elaborado por Vítor Rheinschmitt de Brito.Se sim. quantas vezes? 1( ) 2 ( ) +3 ( ) ) 3. ajuda a compreender o mundo atual ( Por ser apenas importante para passar de ano( ) Por se tratar de assuntos que me interesso e tenho facilidade de aprender ( ) 2. Você gostaria que suas aulas de história fossem diferentes Sim ( ) não ( ) 3a . Você gosta da matéria História? Adoro ( ) Gosto ( ) Não Gosto ( ) odeio ( ) Depende do professor ( ) 1a. graduando em História. por quê? Para sair da rotina em que apenas o professor fala e ele nos pede para responder sobre os assuntos ( ) Para facilitar a nossa compreensão. pois assim assimilamos melhor os conteúdos ( ) 26 .Se não gosta por quê? È difícil de aprender ( ) O professor não ensina direito ( ) Não tenho vontade para aprender ( ) Não gosto e ponto final ( ) No momento estou desmotivado( ) 1b. decorrente a disciplina Estágio Supervisionado II.

O RPG mudou as aulas de história para você? Bastante ( ) Um pouco ( ) Nada ( ) Como? ____________________________________________ 8. o que você aprendeu? Nada ( ) 9.4. aulas ao ar livre ( ) Houvesse seminários apresentados pelos alunos na sala de aula ( ) Fosse usado o Rpg ( ) Usassem Músicas ( ) Usassem Poesias ( ) Usassem Peças teatrais ( ) Outros. Você gostaria que o RPG fosse utilizado mais vezes na sala de aula? Sim ( ) Não ( ) 9a. o professor fala e eu escuto.. Você já conhecia o RPG? Sim ( ) Não ( ) 5a – Se sim. onde? 5b – Se conhecer. podendo participar ( ) Diretiva.. as aulas de história seriam mais legais se. Especificar__________________________________ Perguntas sobre RPG em sala de aula 5. O que você achou do RPG na sala de aula? Adorei ( ) Gostei um pouco ( ) Não gostei ( ) Odiei ( ) 6a.Por quê? Você pode participar da aula. sentindo-se dentro da história ( ) Você pode brincar e aprender ( ) Não faz diferença alguma ( ) Prefiro a maneira tradicional ( ) Eu tive uma impressão diferente do que estou habituado na sala de aula ( ) 7. ? (Pode marcar mais de um item) Fossem expositivas. Você aprendeu com o RPG? Bastante ( ) Um pouco ( ) Caso tenha aprendido algo. o professor fala e eu fico quieto ( ) Usassem de computadores ( ) Usassem Slides ( ) O professor passasse vídeos e filmes ( ) Fizéssemos passeios para museus. ou seja. Por que 27 .Quais jogos de RPG de vídeo-game você conhece ou já jogou? 6. isto é. Para você. há quanto tempo? Há meses ( ) 1 ano( ) 2 anos( ) + de 2 anos( ) 5c – Qual sistema você conhece de RPg? 5d .

sendo interessante poder se divertir e aprender ao mesmo tempo. Se o professor ensinasse apenas utilizando o RPG. aprendendo de maneira coletiva. ( ) Trabalhar em grupo. participando como agentes transformadores da história ( ) Passar o tempo. ( ) Estimulou minha aprendizagem sobre a História. porque não ajudou em nada ) Tanto faz o que for feito pra mim estar bom. despertando o interesse agora em compreender os assuntos ensinados pelo professor. 10. 12. inserindo-se nos acontecimentos históricos. O Rpg serviu para você (Pode marcar mais de um item): ( ) Não serviu para nada. Para você. você teria algo contra? Não tenho nada contra ( ) Deveria apenas ensinar da maneira como estamos acostumados ( ) Poderia utilizar os dois ( ) 11.( ( ( ( ) Para aprendermos melhor e de uma forma divertida ) Para sairmos da rotina ) Não precisa de RPG. como foi jogar RPG na aula de história? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 28 . pois não compreendi muito e não valeria a pena continuar a ensinar dessa forma ( ) Saber história de uma outra forma.

tiveram muitas vezes que ir a luta com instrumentos de trabalhos para enfrentar o exercito do Rei Luís O direito pelo sufrágio universal ( o voto) foram uma das conquistas alcançadas na revolução francesa. E) XVI. B) A bastilha era uma fortaleza que representava a autoridade real. sobre o revolução francesa: 2º Marque a alternativa incorreta em relação ao que foi visto na aventura elaborada na sala de aula. explique o que você compreendeu através do mesmo. Michel e Marry. ( ) O clero e a nobreza apesar de ocuparem o 1º Estado. C) Os camponeses insatisfeitos com a má distribuição de terras. amigo de Pierry. A) francesa. PROFESSOR: VÍTOR RHEINSCHMITT DE BRITO MATÉRIA: HISTÓRIA ALUNO (A):_________________________________________________________ IV UNIDADE AVALIAÇÃO Avaliação Excelente ( ) Ótimo( ) regular( ) insuficiente( ) péssimo ( ) 1º Conforme a prática do Rpg “ A tomada da Bastilha”. D) sociais. ocupavam o menor numero Os camponeses por não terem condições a armamentos bélicos.PROVA COLÉGIO ESTADUAL AURELINO ASSIS RIBEIRO DATA 30/11/2009. mas que inicialmente não foram alcançadas por todas as classes A tomada da bastilha foi realizada no dia 14 de julho de 1870 e teve como principal objetivo libertar os presos políticos que não eram responsáveis pela revolução 29 . e do desgastante trabalho produzindo excedentes para sustentar o primeiro e segundo estado. 3º Marque V para alternativas verdadeiras e F para falsas em relação ao RPG Tomada da Bastilha: ( ) A revolução francesa foi um acontecimento que segundo a cronologia da história marca a transição da idade moderna para idade contemporânea a partir de 1789 até dos dias de hoje. a falta do acesso à leitura. que por sua vez. no momento da revolução marcou à opressão e perseguição dos revolucionários como Jean Pier.

Na França essa data é celebrada como dia da revolução francesa. 6º No dia 14 de julho. em substituição de uma republica que nem ao menos os camponeses sabiam o que era isso? ( ) Os jacobinos eram os mais revoltosos pelas transformações políticas. E) Marat um dos participantes da revolução não foi responsável por escrever o jornal amigo do povo que foi lido durante a aventura e que denunciou a traição dos jacobinos durante a revolução. D)O ensino a pratica da leitura e educação estava apenas restritas aos interesses da burguesia. 4º Responda com as suas palavras. mas em comparação aos jacobinos eles não eram moderados. posteriormente. outros Países europeus. sociais e econômicas que estruturaram a França e. 30 . fortaleza que simbolizava o poder absolutista. A) Segundo o inicio da jornada como era a situação dos camponeses antes da revolução? E por quais motivos eles estavam reivindicados? B)Quais foram as conseqüências da revolução francesa? C)Cite 2 direitos do Homem e do Cidadão ditos no momento da aventura e presente no livro didático. sendo lideradas por Robbespierre. C)A divisão das grandes propriedades de terras na maioria pertencentes a igreja e aos nobres. Com base na leitura do texto responda. ( ) A revolução francesa teve como uma das causa a deposição do Rei Luis XVI e o fim do sistema absolutista francês e do regime feudal. que foi dito tantas vezes pelo professor durante a aventura? 5 Marque a alternativa correta: A) Na assembléia prevista na aventura ficou descrito o fim absolutismo monárquico na França e a proclamação da republica B)Os girondinos eram representantes da burguesia.da população francesa. uma multidão avançou sobre Paris e tomou a Bastilha. Por que apenas os revolucionários gritavam o lema da revolução francesa e qual era esse lema. não eram de interesses dos camponeses pela distribuição justa da mesma. Mas a revolução não se fez um dia! Um processo revolucionário durou dez anos até que se efetivassem as transformações políticas. pois os camponeses não tinham interessem em ler e escrever. propondo uma revolução dentro da revolução francesa.

aprendendo de maneira coletiva. (9 )Poderia utilizar os dois ( ) Não serviu para nada. despertando o interesse agora em compreender os assuntos ensinados pelo professor. pois não compreendi muito e não valeria a pena continuar a ensinar dessa forma ( 13) Saber história de uma outra forma. participando como agentes transformadores da história ( 3) Passar o tempo. Se o professor ensinasse apenas utilizando o RPG. sentindo-se dentro da história (7 ) Você pode brincar e aprender ( 11) Não faz diferença alguma ( ) Prefiro a maneira tradicional ( ) Eu tive uma impressão diferente do que estou habituado na sala de aula ( 4 ) O RPG mudou as aulas de história para você? Você aprendeu com o RPG? Você gostaria que o RPG fosse utilizado mais vezes na sala de aula? Por quê? Bastante (10 ) Um pouco ( 12) Nada ( 1) Bastante (8 ) Um pouco ( 12 ) Nada ( 3 ) Sim ( 22) Não ( 1) ( 22 ) Para aprendermos melhor e de uma forma divertida ( 1 ) Para sairmos da rotina ** nesse caso um aluno marcou duas alternativas ( ) Não precisa de RPG. você teria algo contra? O Rpg serviu para você: (Pode marcar mais de um item): (11) Não tenho nada contra (3)Deveria apenas ensinar da maneira como estamos acostumados.TABELA 01: DADOS REMETIDOS AO QUESTIONÁRIO Você já conhecia o RPG? Sim ( 4 ) Não ( 17 ) *Em branco (2 ) O que você achou do RPG na sala de aula? Adorei (11 ) Gostei um pouco ( 12 ) Não gostei ( ) Odiei ( ) Por quê? Você pode participar da aula. Total: 23 alunos 31 . sendo interessante poder se divertir e aprender ao mesmo tempo. porque não ajudou em nada ( 1 ) Tanto faz o que for feito pra mim estar bom. inserindo-se nos acontecimentos históricos. ( 17 ) Trabalhar em grupo. (13) Estimulou minha aprendizagem sobre a História.

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