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Coletiva de Imprensa sobre o Transporte Ferroviário de Cargas em 9/4/2012

Coletiva de Imprensa sobre o Transporte Ferroviário de Cargas em 9/4/2012

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Published by: Alberto Mauricio Danon on Apr 09, 2012
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11/14/2012

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Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas   – 1997‐2011 – 

 

Resultados positivos dos quinze anos de concessões ferroviárias  comprovam a importância das ferrovias para o desenvolvimento do País 
  Crescimento de 87,6%  na movimentação de  cargas, expansão e modernização da frota  de locomotivas e vagões, um salto de mais de 82 vezes no transporte de contêineres, 149% mais  empregos no setor e redução de 22% no  consumo de combustíveis são alguns dos resultados  das  ferrovias  brasileiras  desde  a  desestatização  da  maioria  das  malhas  ferroviárias  à  iniciativa  privada pelo atual modelo de concessões, em 1997. Os números de 2011, que acabam de ser  consolidados pela ANTF ‐ Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, registram um  crescimento de 111,7% na produção das ferrovias brasileiras em quinze anos, duas vezes maior  que o ritmo do PIB no mesmo período.       

Mais de 475 milhões de toneladas de carga em 2011 
  A movimentação de cargas pelo modal ferroviário cresceu 87,6% desde a concessão de  malhas ferroviárias para a iniciativa privada ‐ que ocorreu entre os anos de 1996 a 1999 ‐ até o  final  de  2011.  A  quantidade  de  carga  transportada  por  ano,  nas ferrovias  brasileiras,  subiu  de  253,3 milhões de toneladas, em 1997, para 475 milhões de toneladas em 2011. Em comparação  com 2010, a movimentação de 2011 cresceu 5 milhões de toneladas.    

De 1997 a 2011,   a movimentação   de cargas   pelas ferrovias   cresceu 87,6%. 

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Tipos de carga: minérios e agronegócios em destaque 
  A  movimentação  de  carga  geral  cresceu  76,2%  no  período  de  1997  a  2011,  enquanto  o  minério de ferro e o carvão mineral apresentaram um crescimento de 87,6 no mesmo período. As  cargas mais transportadas pelas ferrovias em 2011 foram os minérios de ferro e o carvão mineral  (76,61%), ao passo que o agronegócio representou aproximadamente 11,51% da movimentação.  A participação de produtos siderúrgicos foi cerca de 3,77%, enquanto os derivados de petróleo e  álcool  participaram  em  torno  de  2,79%.  Já  os  insumos  da  construção  civil  e  cimento  representaram aproximadamente 1,41% do estimado no transporte sobre trilhos.  
 

O  transporte  de  contêineres  em  2011  aumentou  23,7%  em  comparação  com  o  ano  anterior, passando de 232.424 TEU (Twenty Foot Equivalent Unit)1 para 287.458 TEU. Desde 1997,  a  quantidade  de  contêineres  transportados  cresceu  mais  de  82  vezes.  Esse  crescimento  poderá  ser ainda maior, se forem solucionadas as atuais dificuldades para o transporte intermodal, como  a  necessidade  de  ajustes  no  atual  regime  do  sistema  tributário  e  na  legislação  de  utilização  de  contêineres,  a  falta  de  incentivos  fiscais  para  a  construção  de  terminais  multimodais  e  as  condições  de  acesso  ferroviário  aos  portos,  além  da  importância  de  se  implementar  o  conhecimento  de  transporte  eletrônico  (CTe).  Assim,  o  crescimento  da  intermodalidade  é  fundamental para a melhor utilização da infraestrutura no Brasil, o que reduzirá o “Custo Brasil”,  em  termos  de  transporte,  equacionando  o  uso  das  vantagens  de  cada  modo  de  transporte,  inclusive quanto à diminuição consumo de energia e impactos ambientais. 

 

A quantidade   de contêineres  transportados pelas  ferrovias brasileiras   cresceu mais de   82 vezes. 

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A sigla TEU – Twenty‐Foot Equivalent Unit – refere‐se à unidade de transporte equivalente ao tamanho padrão de  contêiner intermodal de 20 pés (6,10m de comprimento, 2,44m de largura e 2,59m de altura, ou aproximadamente  39 m3).

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Produção ferroviária cresce mais que o PIB 
  A produção das ferrovias brasileiras registrou um crescimento de 111,7% no período de  1997  a  2011,  passando  de  137,2  bilhões  para  290,5  bilhões  de  TKU  (tonelada  por  quilômetro  útil).  A  carga  geral,  medida  em  TKU,  cresceu  140,5%,  enquanto  os  minérios  de  ferro  e  carvão  mineral  registraram  crescimento  de  104,9%.  TKU  é  a  unidade  de  aferição  do  trabalho  equivalente  ao  transporte  de  uma  tonelada  de  carga  à  distância  de  um  quilômetro,  ou  seja,  representa o trabalho efetuado pelos vagões carregados no fluxo de transporte quando da sua  circulação dentro dos limites da malha ferroviária de uma Concessionária. 

A produção   ferroviária   cresceu 111,7%,   chegando em 2011   a 290,5 bilhões   de TKU. 
 

O crescimento da produção das ferrovias nos últimos 15 anos foi, portanto, mais que o  dobro  do  registrado  pelo PIB  no mesmo  período  (54%).  Na  comparação  entre  2010  e 2011, o  aumento do PIB foi de 2,7% no período, enquanto o da produção ferroviária foi de 4,31%.  

O aumento   da produção das  ferrovias brasileiras  tem um ritmo   duas vezes maior   que o crescimento   do PIB. 
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Investimentos e arrecadação: o prejuízo virou lucro 
  Para  atingir  os  resultados  positivos  que  as  ferrovias  vêm  apresentando  desde  1997,  os  investimentos nas malhas existentes concedidas à iniciativa privada já somam R$ 29,97 bilhões.  Deste total, R$ 1,39 bilhão foi aplicado pela União, enquanto as concessionárias já investiram R$  28,58 bilhões.     Só  em  2011,  o  investimento  das  concessionárias  foi  de  R$  4,6  bilhões,  totalizando  um  crescimento de 56,3% em comparação ao valor investido no ano anterior. Esses recursos foram  aplicados  na  recuperação  da  malha,  adoção  de  novas  tecnologias,  capacitação  profissional,  aumento da segurança nas operações ferroviárias, aquisição e reforma de locomotivas e vagões.   

Investimentos  privados  nas ferrovias   do Brasil  chegam a  R$ 30 bilhões   em 2012  

    A desestatização das malhas ferroviárias teve forte impacto positivo nas contas públicas  desde o primeiro momento: entre 1996 e 1998, os valores apurados nos leilões das malhas da  extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foram de R$ 1,76 bilhão. Este foi apenas o início de um  processo de desoneração dos cofres públicos, pois a RFFSA gerava um déficit de R$ 300 milhões  anuais e já acumulava, em 1997, um prejuízo de R$ 2,2 bilhões.     O  prejuízo  e  o  sucateamento  transformaram‐se  em  lucro  e  eficiência.  Além  do  forte  investimento que já alcança a cifra de R$ 30 bilhões na revitalização do transporte ferroviário de  4

cargas no Brasil, as concessionárias já recolheram R$ 15,09 bilhões aos  cofres públicos. Desse  montante,  R$  9,57  bilhões  referem‐se  ao  pagamento  de  impostos  e  Contribuição  de  Intervenção  no  Domínio  Econômico  (CIDE)  sobre  as  operações  ferroviárias,  enquanto   R$  5,52  bilhões  correspondem  à  arrecadação  proveniente  do  pagamento  das  parcelas  de  concessão e arrendamento da malha. Só em 2011, o valor recolhido aos cofres públicos pelas  concessionárias foi de R$ 1,58 bilhão.     

Reflexos no crescimento da indústria nacional 
  O bom desempenho das ferrovias gera reflexos positivos não apenas para a logística de  transporte de cargas no Brasil, mas também para a indústria de equipamentos ferroviários. De  1997  a 2011, a frota  de locomotivas e vagões  em  atividade nas malhas concedidas aumentou  131,2%.  Em  1997,  havia  1.154  locomotivas  e  43.816  vagões  em  operação.  Em  2011,  estes  números subiram para 3.045 locomotivas e 100.924 vagões. Para os próximos anos, até 2020, as  concessionárias pretendem aumentar sua frota com mais 2.000 locomotivas e 40 mil vagões.    Além  de  crescer,  a  frota  ferroviária  se  renova:  na  década  de  1990,  os  vagões  em  operação tinham 42 anos, em média, e hoje a média de idade da frota de vagões nas ferrovias  brasileiras  é  de  25  anos,  e  deverá  cair  para  18  anos  até  2020.  De  acordo  com  requisitos  internacionais, a vida útil dos vagões é de 30 a 35 anos.     Enquanto  a  quantidade  de  vagões  cresceu  130%,  a  frota  de  locomotivas  aumentou  163%,  mas  não  se  tornou  apenas  mais  numerosa:  as  locomotivas  atuais  são  dotadas  de  equipamentos como computador de bordo, rastreador via satélite, alarmes de alerta e sistema  de comunicação por meio de rádio, e Sistema de Posicionamento Global – GPS.   
  1997    1.154  2011    3.045  2020   (previsão aprox.)   5.000    140.000 

  Locomotivas      Vagões   

    43.816  100.924 

A frota de   locomotivas e vagões   cresce e se renova   a cada ano, estimulando   toda a indústria de   equipamentos ferroviários
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Fonte: ANTF e Associadas ANTF 

Geração de empregos triplicou 
  A  atividade  das  concessionárias  de  transporte  ferroviário  de  cargas  gerou  um  crescimento  de  148,8%  em  empregos  diretos  e  indiretos  na  malha  existente,  sem  contar  a  geração de empregos na indústria ferroviária nacional.    Em 2011, o setor passou a empregar 41.455 trabalhadores, quase o triplo (o triplo seria  49.986)  do  total  de  16.662  empregos  registrado  em  1997.  Em  relação  a  2010,  houve  um  acréscimo de 2.860 empregos diretos e indiretos.    

A oferta de  empregos   no transporte   de carga   sobre trilhos  aumentou 148%.  
Fonte: ANTF e Associadas ANTF

  A expansão das ferrovias também tem tido importante papel na geração de empregos.  Obras  como  a  construção  da  Nova  Transnordestina,  pela  empresa  TLSA,  e  do  trecho  de  Alto  Araguaia a Rondonópolis (MT), pela ALL, geram milhares de novos empregos diretos e indiretos.    

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Eficiência energética: vantagens para o meio ambiente 
  O  uso  de  novas  tecnologias  e  de  novos  materiais  já  reduziu  em  21%  o  consumo  de  combustíveis  nas  ferrovias,  de  1999  a  2011.  Esse  resultado  amplia  ainda  mais  as  vantagens  ambientais do modal ferroviário, em comparação com o rodoviário. Um único trem composto  por 100 vagões graneleiros, com capacidade para 100 toneladas em cada vagão, substitui 357  caminhões que transportam em média 28 toneladas cada.     Em 1999, eram necessários 5,31 litros de diesel para o transporte de mil TKU (tonelada  por  quilômetro  útil).  Em  2011,  o  consumo  baixou  para  4,15  litros  de  diesel  por  mil  TKU. Essa  redução é equivalente a uma economia de 337 milhões de litros de diesel para o transporte de  290,48 bilhões de TKU, registrado em 2011.      

As vantagens  ambientais do  transporte  ferroviário  tornam‐se  ainda maiores  com a redução  do consumo de  combustíveis.  
   

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Maior segurança no transporte ferroviário 
  O  esforço  das  concessionárias  para  aprimorar  a  segurança  nas  ferrovias  –  por  meio  de  campanhas  de  segurança  nas  comunidades,  além  de  tecnologia,  treinamento,  manutenção,  sistemas  e  equipamentos  –  já  resultou  em  uma  queda  de  81,2%  no  total  de  acidentes  entre  1997 e 2011. O total de ocorrências caiu de 75,5 para 14,2 por milhão de trens/km.     

O índice de  acidentes   foi reduzido  em 81,2%   nos últimos  quinze  anos.  
Fonte: ANTF e Associadas ANTF 

  Com essa redução, os índices brasileiros ficaram mais próximos dos níveis de referência  internacional,  que  variam  de  8  a  13  ocorrências  por  milhão  de  trens/km.  Para  que  o  Brasil  alcance um padrão muito melhor de segurança nas ferrovias, é imprescindível o apoio de todos  os  segmentos  da  sociedade.  É  preciso  também  solucionar  o  problema  do  excesso  de  cruzamentos  da  ferrovia  com  ruas  e  rodovias:  existem  mais  de  12.289  passagens  de  nível  na  malha ferroviária, das quais cerca de 2.600 são consideradas críticas.    A  solução  para  as  passagens  de  nível  e  invasões  de  faixa  de  domínio  (construções  irregulares ao longo das ferrovias), que comprometem a segurança e a eficiência das ferrovias,  depende principalmente da União, e das administrações municipais.   

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As ferrovias de carga no Brasil   

  A malha ferroviária brasileira de transporte de cargas possui 28.614 km.   Deste  total,  28.366  quilômetros  correspondem  a  11  concessões  a  cargo  da  iniciativa  privada:    ALL – América Latina Logística Malha Norte S.A.   ALL – América Latina Logística Malha Oeste S.A.   ALL – América Latina Logística Malha Paulista S.A.   ALL – América Latina Logística Malha Sul S.A.   Ferrovia Centro‐Atlântica S.A. – FCA     Ferrovia Norte Sul S.A. – FNS (Tramo Norte)   Ferrovia Tereza Cristina S.A. – FTC   MRS Logística S.A.    Transnordestina Logística S.A.   Vale S.A. (Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas).  9

 

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