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Dietário (1582-1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia

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edição diplomática

Alicia Duhá Lose Dom Gregório Paixão, OSB Anna Paula Sandes de Oliveira Gérsica Alves Sanches Célia Marques Telles (collab.)

SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros LOSE, AD., et al. and TELLES, CM., col. Dietário do Mosteiro de São Bento da Bahia: edição diplomática [online]. Salvador: EDUFBA, 2009, 380 p. ISBN 978-85-232-0574-4. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.

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Dietário (1582-1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia: edição diplomática

Universidade Federal da Bahia
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Naomar de Almeida Filho Francisco José Gomes Mesquita

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Editora da Universidade Federal da Bahia
Diretora Flávia M. Garcia Rosa
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Conselho Editorial

Alberto Brum Novaes Antônio Fernando Guerreiro de Freitas Armindo Jorge de Carvalho Bião Evelina de Carvalho Sá Hoisel Cleise Furtado Mendes Maria Vidal de Negreiros Camargo

Suplentes

ALICIA DUHÁ LOSE DOM GREGÓRIO PAIXÃO, OSB ANNA PAULA SANDES DE OLIVEIRA GÉRSICA ALVES SANCHES Colaboração de CÉLIA MARQUES TELLES

Dietário (1582-1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia: edição diplomática

Salvador Edufba/2009

©2009 by autores Direitos para esta edição, cedidos à Editora da Universidade Federal da Bahia. Feito o depósito legal.

Alícia Duhá Lose Nídia Lubisco Revisão

Apoio

Sistema de Bibliotecas - UFBA Dietário do Mosteiro de São Bento da Bahia : edição diplomática / Alicia Duhá Lose ... [et al.] ; colaboração de Célia Marques Telles. - Salvador : Edufba, 2009. 380 p. : il. ISBN 978-85-232-0574-4 (broch.)

1. Mosteiro de São Bento da Bahia - Arquivos. 2. Ordens monásticas e religiosas Bahia. 3.Linguística histórica. 4. Análise do discurso. I. Lose, Alicia Duhá. II. Telles, Célia Marques.

CDD - 469.09

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a sua cultura..Aos monges do Mosteiro de São Bento da Bahia. . a sua história..

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a quem fizemos tantas e tão insistentes perguntas ao longo da realização deste trabalho. Arquivista do Mosteiro. pela acolhida em tão importante espaço sob sua responsabilidade: a Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia e o seu Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro. incansáveis companheiros de trabalho. Davi. Ton. Perla. por mais esta acolhida. Jaque. Dom Mauro Roberto e tantos outros monges da casa. pela confiança em nós depositada. Hirão e Adrianas 1 e 2. Ao colega e amigo Américo Venâncio Lopes Machado Filho. Nosso muito obrigado a todos. Dom Miguel. Lívia. de coração! . À Universidade Federal da Bahia. A Dom Rafael. supervisora institucional da coordenadora deste projeto no seu Estágio Pós-doutoral (PPGLL/UFBA). A Dom Clemente. A Dom Clemente da Silva Nigra (in memoriam) por ter se ocupado com tanto zelo e paixão dos documentos desse tão rico acervo e por nos ter deixado esse legado. À Profa. A Reinaldo. A Dom Bonifácio e seus cães. Seu Gerson. Célia Marques Telles. À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia. pelas visitas na janela. Jorge e a toda equipe da Biblioteca pelo companheirismo nesta jornada. Aline. Dom Ivan. Marília. pelo tão indispensável apoio financeiro a este trabalho. Paulo Afonso.AGRADECIMENTOS Ao Arquiabade Dom Emanuel D’Able do Amaral. Dra. Dom Martinho. Dom Filipe. pelas partilhas. A todos aqueles que contribuíram para a feição dessa publicação. e pela sua eterna orientação. Ao Irmão Pio e a todos os demais “garis de livro”. mais uma vez. A Marla. pela confiança e amizade. pelo empenho e cuidado com as “jóias” do nosso acervo. A Dom Filipe. Dom Agostinho. por ajudar a preservar esse tão preciso patrimônio documental. Anderson. Dom Adriano.

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.........................3 DESCRIÇÃO EXTRÍNSECA DO MATERIAL: O DIETARIO ORIGINAL ..................... 23 3.............................. SEBASTIÃO DA BAHIA DA ORDEM DO PRINCIPE DOS PATRIARCHAS S...........1 O PRIMEIRO MOSTEIRO BENEDITINO DO NOVO MUNDO .................. 61 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................... 373 ........................................................2 Etapas do trabalho ..........................1 Critérios de Edição ................................................................................. 367 REFERÊNCIAS ........................................... 13 2 OS MOSTEIROS BENEDITINOS ...............................................................................................................................................5 CARACTERÍSTICAS INTRÍNSECAS DO DOCUMENTO: O DIETARIO ORIGINAL ................................................................................. 4 1 3..................................................... 39 3......1 Histórico da edição .......1 HISTÓRIAS E PECULIARIDADES RELATADAS NO DIETARIO ................................. 26 3.............................................................. 369 ÍNDICE DE NOMES .........2 SÃO BENTO .... 23 3.............................................................................4............................SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .......... 26 3............................................................................................................................................... 20 3 DIETARIO DAS VIDAS E MORTES DOS MONGES.............. Q’ FALECERÁO NESTE MOSTEIRO DE S.............. 17 2.........................................................................................................2...................................................... 38 3............................................................................................................... 47 4 ABREVIATURAS PRESENTES NO TEXTO ....... 18 2....................................... 11 1 INTRODUÇÃO ...........................................................................................4 PROPOSTA PARA O TRABALHO DE EDIÇÃO .............................................................................................................. 51 5 TRANSCRIÇÃO ...............4........................ BENTO ..............................................2 EDIÇÃO DO DIETARIO .............. 34 3....................

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ininterruptamente. e das alunas Anna Paula Sandes e Gérsica Sanches. mas participaram intensamente de cada segundo dado pelo Senhor. porque não apenas leram e escreveram sobre uma história do passado. ganhou toda a sua vida. guarde muito mais do que um patrimônio material de valor incalculável. como tempo propício de preparação para o grande encontro. E aquele que O encontrou. Vivendo anos de uma experiência que se dá pela recepção da experiência dos mais velhos. Aquele a quem se procura é o eterno encontrado. para um leitor que tem à mão a Regra de São Bento. certos de que . mesmo sem o conhecimento pleno do Espírito que o chama para a vida monástica. para viver uma existência baseada na oração. monge de nosso Mosteiro. imaginar que aquele texto é vivido. do já e do ainda não. a história de outros monges. no centro da Cidade do Salvador. muito além de um simples viver. em busca de um Tesouro que supera todo tesouro: Jesus Cristo. Alícia Duhá Lose. Nada ali é por acaso. tradicionalmente conhecido como Mosteiro de São Bento. que penetraremos num oceano de existência. na humildade. É exatamente esse dom de viver que encontramos no Dietário dos Monges do Arquicenóbio da Bahia. da Professora Dra.11 APRESENTAÇÃO O oitavo degrau da humildade consiste em que o monge nada faça senão o que lhe recomendam a Regra comum do mosteiro e os exemplos dos mais velhos (Regra de São Bento 7. na obediência. portanto. até mesmo uma parte de suas histórias. que desejam construir uma história de vida e de santidade. no despojamento. ele descobre não apenas o modus vivendi monástico. torna essa obra um documento magistral para a posteridade. É nessa busca da contemplação. O trabalho eficiente de Dom Gregório Paixão. O jovem que ingressa num mosteiro pouco sabe sobre a vida que ali vai encontrar. ao longo de mais de 1500 anos. Mas ele sente que lá está o que busca. É nesse espírito de busca e de encontro que devemos entender a vida e as obras daqueles que tudo deixaram por amor a Cristo. Tudo nos remete a uma experiência de homens que viveram profundamente o seu tempo. Seu maior patrimônio. ao tempo que saborearam o Verbo da Vida.55) Um transeunte que cruza a Avenida Sete de Setembro. Não é fácil. estes ainda vivos. Ali estavam homens que não quiseram ver a vida passar. mas têm a oportunidade de viver. são seus monges. Coordenadora de nossa Faculdade São Bento. mas percebe que esse modo de vida pode lhe fazer alcançar mais facilmente o que busca no fundo do seu coração. diariamente. talvez não imagine que os muros seculares da quatrocentenária Arquiabadia de São Sebastião da Bahia. A grande riqueza do velho Mosteiro está na sua renovação contínua e na vida que transita dentro de seus muros seculares. Não é fácil compreender como os ensinamentos de um romano do século VI possam influenciar grupos de homens e mulheres do século XXI e fazer com que muitos deles larguem tudo.

OSB Arquiabade do Mosteiro de São Bento da Bahia .12). como nos ensinou nosso santo Patriarca. nos leve ao Amado e. n’Ele. a todos os que constroem conosco uma vida muito além da vida. a exemplo do que aconteceu com nossos antepassados. 21 de março de 2009 Festa do Trânsito de São Bento Dom Emanuel d’Able do Amaral. nas terras da Bahia. até o momento propício da ressurreição.12 perseverantes são aqueles que experimentarem o sono reparador dos que partiram. Que o Cristo nos conduza. Que a luz da história de nossos predecessores. para a vida eterna (RB 72. juntos. Salvador. em busca do Tesouro que não se acabará jamais.

sendo organizado conforme a ordem cronológica de falecimento dos monges. para os monges. de certo modo. monge do Mosteiro de São Bento da Bahia. apresentam-se os resultados finais obtidos pelo projeto intitulado Dietário (1582-1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia: edição diplomática. a vida e a morte de cada um dos monges que viveram e morreram nessa instituição religiosa. . sendo que. esteve vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da UFBA. e para a História. Este trabalho. brevemente. Dessa maneira. esse documento desempenha a função primordial de legar à própria comunidade a memória 1 Ao longo do trabalho.13 1 INTRODUÇÃO Na seqüência desta obra. Sebastião da Bahia da Ordem do Principe dos Patriarchas S. Dietario das vidas e mortes dos Monges. no entanto. Célia Marques Telles. Anna Paula Sandes de Oliveira e Gérsica Alves Sanches. para este trabalho. Contribuiram também. Dra. de forma decisiva. Tal pesquisa. q’ falecerão neste Mosteiro de S. que relata. OSB. O presente trabalho debruçou-se sobre o documento manuscrito em um volume. Dra. em virtude da extenção do seu título. bolsistas PIBIC/FAPESB/UFBA. A narrativa inicia em 1582. por possibilitar o contato com um discurso tão abrangente. que nesse texto revela o cotidiano da instituição religiosa e. ao disponibilizar dados que permitem o acesso a um discurso linguístico do período. ambas sob a orientação da Profa. e contou com o apoio financeiro da FAPESB. e encerra em 1815. resulta da continuação de um trabalho há muito iniciado por Dom Gregório Paxião. acredita-se na importância desse estudo no que diz respeito à ampla contribuição para a Linguística Histórica. da cidade do Salvador. um ano após a fundação da instituição religiosa. com infraestrutura disponibilizada pelo próprio Mosteiro. Alícia Duhá Lose. na Biblioteca Histórica do Mosteiro de São Bento da Bahia. O hábito de registrar as histórias de vida dos antecessores religiosos é compartilhado entre muitos mosteiros seculares. Bento1. sob a supervisão institucional da Profa. referir-se-á ao documento apenas como Dietario. em nível de pós-doutoramento. Foi realizado em sala contígua ao Setor de Obras Raras do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro. composto de 154 fólios escritos em recto e verso.

assim como pelas variações no tracejamento das letras e pela disposição da mancha escrita em cada fólio. das suas obrigações e reúnem-se a fim de alimentar o corpo físico. e o original manuscrito. OSB. pelo fato de a função de cronista ter duração variada e pela identificação das peculiaridades Linguísticas e gráficas de cada scriptor. pode-se compreendê-lo como uma crônica. iniciou-se. Esse empreendimento foi feito em atendimento à solicitação do monge Dom Gregório da Paixão. no Dicionário de termos literários (1974). o Dietario é. O trabalho em questão promoveu a transcrição do Dietario a partir do cotejo entre a versão digitada. datilografou a transcrição manuscrita produzida por Silva Nigra e. diariamente lido durante a refeição da noite. entendendo essa prática como reverência aos mais velhos. O registro era (e ainda hoje é) feito por monges que exerciam a função de cronista ou arquivista. Assim. de maneira geral. A partir daí. é preciso sinalizar que os monges que realizaram tais trabalhos visavam conservar todas as características do original. feita em ordem cronológica. todas as características intrínsecas do texto (2007). considerados sábios e de conduta admirável. há quase 80 anos. o monge Dom Gregório da Paixão. OSB. digitou a sua versão datilografada. Esse monge promoveu uma transcrição manuscrita do documento utilizada para leitura diária no refeitório. um trabalho de edição por Dom Clemente da Silva Nigra. associando-a ao sufrágio dos mortos. momento em que se ora pelos monges falecidos. digitalizado para leitura.14 daqueles predecessores. atual bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador. A primeira – edição esta que se apresenta agora – é a diplomática. bibliotecário do Mosteiro por volta da primeira metade do século XIX. instante em que os religiosos afastam-se. atentando-se para as normas de edição conservadora exigidas em tal caráter de edição. de acordo com a definição proposta por Massaud Moisés. elaborada e fornecida por Dom Gregório Paixão. De posse de um documento tão rico em informações. cabendo a eles descrever a vida dos monges que falecessem. efetuou-se a transcrição do texto. Na tentativa de preservar o documento. momentaneamente. torna-se indispensável explicitar que se trabalha com a hipótese de o texto manuscrito original ter cinco scriptores distintos. ainda hoje. No Mosteiro da Bahia. Tal transcrição preservou. depois. na qual não . nascerão dois tipos diversos de edição. mesmo não tendo o conhecimento dos princípios filológicos. normalmente monges mais velhos. Em meados da década de 80. Tendo em vista que o Dietario consiste numa narração histórica. Ao tratar do documento.

A segunda edição apresentará uma versão modernizada do texto. No entanto. esta edição apresenta uma completa lista de abreviaturas e seus respectivos desdobramentos. no de diz respeito ao uso de sinais e a sobrescrita.15 serão desdobradas as abreviaturas. assim. para ser publicada em livro. que são apresentadas na sua disposição gráfica original. para o público não especializado. realizada a pedido dos monges. divulgando. a história do Mosteiro. .

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No entanto.). fundador da Ordem e que redigiu a Regra pela qual se pautam até hoje todos os mosteiros beneditinos do mundo. depois da Biblioteca Nacional. e conserva um Arquivo com centenas de milhares de documentos raros.. de suma importância para a história da Bahia e do Brasil. o Mosteiro era dirigido pelo romano Cassiodoro.C.17 2 OS MOSTEIROS BENEDITINOS Por ser o Mosteiro baiano a continuação milenar da história beneditina. fundado pelo próprio São Bento. Vivarium. possuindo. possui uma Biblioteca com 300 mil volumes. traça-se um rápido perfil de São Bento. Pelo mesmo motivo. os monges beneditinos da Bahia são autênticos herdeiros da tradição bibliográfica (produção e conservação). cujas obras antigas constituem. Sabe-se que. que achava que os mosteiros deveriam abrigar a produção literária da Antiguidade. Seguindo essa tradição. o Mosteiro de São Bento da Bahia. grandes raridades em livros e manuscritos do Brasil. O acervo contava com uma centena de códices. em seus arquivos. .C. é o primeiro mosteiro a ser identificado com o livro. na Idade Média. possui o segundo maior acervo de documentos e livros raros do Brasil. o primeiro das Américas. o mais importante acervo de obras raras do Brasil. iniciada por São Bento no ano 480 d. foi o Mosteiro de Monte Cassino (529 d. inaugurada juntamente com o Mosteiro em 1582. na Calábria (Itália). que perduraram por séculos. posto que o texto que se está editando. Na época. por isso redigiu para os monges copistas algumas regras de transcrição e ortografia. que marcou o início do movimento sistemático de editoração medieval. Em função disso. Esta edição se inicia com um pequeno histórico do Mosteiro de São Bento da Bahia. está diretamente envolvido e faz parte desta história.

Em 1624. devido aos insistentes pedidos da população local. Garcia D’Ávila. assim como suas atividades. o qual viria a ser o primeiro de todo o Novo Mundo e um dos primeiros fora da Europa. ficou conhecido como Mosteiro de São Bento da Bahia. O relato deste fato se acha de forma marcante logo no início do Dietário: . Em 1580. as atividades dos monges se desenvolveram de forma gradativa e contínua. onde já havia uma pequena ermida dedicada a São Sebastião. Rio de Janeiro (1590) e São Paulo (1598). Catarina Paraguaçu.18 2. em torno de 1586. a Cidade de Salvador foi invadida por tropas holandesas e o Mosteiro foi transformado em quartel militar holandês. dentre outros. Outros mosteiros são elevados à condição de Abadia: Olinda e Rio de Janeiro (1596) e São Paulo (1635). No ano de 1584. Os monges baianos partem para fundar novos mosteiros nas cidades de Olinda (1586). concorrendo para isso o trabalho dos monges e a colaboração de benfeitores como Francisco Barcellon e Gabriel Soares. monges beneditinos portugueses foram enviados às terras brasileiras para avaliar a possibilidade concreta da fundação de um mosteiro em terras d’além mar. Com a consolidação do Mosteiro da Bahia. em número de nove. tendo como Casa Geral a Abadia de São Sebastião da Bahia. As características físicas do edifício monástico. surgiram solicitações de novas fundações por parte da população de outras cidades da Colônia. o Capítulo Geral da Congregação Lusitana da Ordem de São Bento aprovou a fundação de um Mosteiro de São Bento na Bahia. popularmente. Os monges fundadores. começavam a ser estruturadas e definidas. O local indicado seria a Cidade de São Salvador da Bahia. fixando-se num terreno fora da cidade. VI). mas. Cria-se a Província Brasileira da Congregação Lusitana. o Mosteiro da Bahia recebe o título de Arquicenóbio do Brasil. No ano de 1596.1 O PRIMEIRO MOSTEIRO BENEDITINO DO NOVO MUNDO Desde 1575. chegaram à Bahia na Páscoa de 1582. Pautando-se pela Regra de São Bento (texto escrito no séc. o Mosteiro foi elevado à condição de Abadia com o designação de São Sebastião da Bahia.

Na segunda metade do século XIX. A partir de 1855. quase sendo extintos por falta de religiosos. aos quaes ao depois de roubados. aonde padecendo m. pedindo o envio de monges europeus para assegurar a existência da Ordem Beneditina em terras brasileiras. aos moldes de Pombal. Também no século XIX. para abrigar os feridos e mutilados na guerra de Canudos. e prim. os poserão em vergonhosa retirada no seguinte anno de 1. Acolhido o pedido. a então Província Brasileira ganha autonomia em relação à Congregação Lusitana. a todo custo. lamentavão a total destruição de um Mostrº q’ tanto lhes custara. em 1827. Com a queda do Império e a Proclamação da República. tornando-se a Congregação Brasileira da Ordem de São Bento. escreve ao Papa Leão XIII.a o Certão. os monges foram arautos da abolição da escravatura no Brasil. e destruido. novamente o Mosteiro cedeu parte de suas instalações.mo anno. assumindo as consequências deste ato: o comprometimento considerável da economia do Mosteiro e ainda a hostilidade e a perseguição política dos grandes senhores da época. e saqueados os arrasarão. em Portugal. assim andarão até q’ as armas portuguesas. os monges alemães da Congregação de Beuron foram . se retirarão p. e como erão uma infernal mistura de Luteranos.tas necessidades. Frei Domingos da Transfiguração Machado. Os monges refugiaram-se nos engenhos do Recôncavo até a retirada dos holandeses. Em 1867. o Abade Geral da Bahia. que fechara os noviciados das Ordens Religiosas no Brasil. devido à perseguição empreendida pelo governo imperial. sufocar o movimento abolicionista. invadirão os Olandeses esta terra.ro objecto de suas dannadas intenções. exterminando grande número de pessoas. tendo como Casa Geral a Abadia da Bahia. e Calvinistas. que tentavam. quando uma grande peste assolou a Cidade.19 Neste m.a salvarem as vidas. o Abade Geral da Bahia determinou a libertação de todos os escravos da Ordem de São Bento no Brasil.625. quando a vida monástica retoma o seu curso com o regresso dos religiosos e a recuperação das instalações do Mosteiro. deixando tudo assolado. como também sua ampliação. quando o Monstrº já contava quarenta annos de fundação. transformadas em enfermaria. No século XVIII. e castelhanas triunfando destes mortaes inimigos da fé catholica. parte do Mosteiro foi transformado em enfermaria para o atendimento dos doentes. o Mosteiro de São Bento da Bahia e os demais mosteiros brasileiros viveram dias de trevas. os Religiosos p. No século XIX. foi o total estrago dos templos sagrados.

Bento – documento encadernado em um volume. desde a sua fundação. São Bento. a ordem beneditina tem sido co-participante da história da Cidade. Garcia d’Ávila. mas foi palco. Desde sua chegada à antiga capital da América portuguesa. Entre eles encontram-se: bulas papais. q’ faleceráo neste Mosteiro de S. os monges beneditinos são guardiões da história e da tradição de São Bento.20 enviados. cenário e personagem de inúmeros acontecimentos históricos importantes para a história da Bahia e em especial para a cidade de Salvador. da cultura e do saber. 2. O Mosteiro de São Bento da Bahia. Retoma-se a vida conventual com novo fervor. em 1581. com sua presença multissecular no cenário cultural baiano e brasileiro. nos idos de 1581. Desde a sua fundação. documentos de grandes personalidades como Catarina Paraguaçu. destaca-se como instituição plenamente inserida no desenvolvimento local e regional através da promoção e preservação das artes. que relata a história de cada monge que passou pelo Mosteiro de São Bento da Bahia. sermões. Gabriel Soares e Diogo Álvares. XVI. documentação relativa às propriedades de toda a região metropolitana de Salvador. o Mosteiro possui um rico acervo constituído de documentos manuscritos que datam desde o séc. chegando ao Mosteiro da Bahia em 1899. cartas de profissão dos monges. VI por seu fundador. O Mosteiro não apenas se constitui em guardião de todo este acervo raro. tanto nos seus avanços mais significativos quanto nas vicissitudes que se impuseram ao longo do tempo.2 SÃO BENTO As informações biográficas documentais a respeito de São Bento não são abundantes. Sebastião da Bahia da Ordem do Principe dos Patriarchas S. até 1815. tendo mais de quatro séculos de tradição e história viva. e o Dietario das vidas e mortes dos Monges. documentos relativos à vida privada do Mosteiro. O relato mais aceito é a curta biografia escrita por São Gregório Magno. constitui espaço privilegiado para a produção e difusão do conhecimento. O Mosteiro de São Bento da Bahia. Guardião do tempo e da memória. através de regras determinadas no séc. em . cartas de alforria de escravos. livros de pedidos de oração. documentos de compra e venda de escravos.

pois de surprehender. A partir daí. Por esta razão São Bento foi proclamado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI. no Império Romano. inspirado pelos grandes vultos do movimento monástico que se formara no Egito e na Palestina.C. Escreveu a sua regra e a entregou aos discípulos. os beneditinos se expandiram em toda a Europa. tiveram a estima. partiu para Monte Cassino. Longe de evitarem a companhia dos outros christãos. e seguem até hoje. prefácio) Esta regra. (CHÉRANCÉ. Patriarca dos monges do Ocidente. fez-se monge eremita. desde sua origem. Longe de pensarem só em sua salvação.] se deve ao fato de que São Bento não tomou parte em nenhum acontecimento importante do seu tempo. quer político... trabalhavam. preocupe-se mais com fatos exemplares da vida de São Bento e deixe de fora informações biográficas relevantes. composta há 15 séculos. de acordo com Dom Gregório Paixão.. proximidades de sua gruta de eremita. p. em seu livro. sabe-se que São Bento. onde fundou o célebre mosteiro do mesmo nome. [. v) Os primeiros religiosos. 29). 1993. Ainda jovem. pequena cidade da Úmbria. Embora São Gregório.]. OSB (1886. quer eclesiástico. [. já foi objeto de incontáveis traduções e estudos. provavelmente. 1910. sem descanço... em 1964. a causa principal foi a sua humildade. não era. (SÃO BENTO. cerca de 200 anos antes. nasceu por volta de 480 em Núrsia. pois A vida religiosa. Quis permanecer no silêncio. A Regra de São Bento foi a grande norma espiritual da Idade Média e condicionou a transformação da Europa em ponta de lança da civilização do Ocidente e do mundo.. o respeito e a veneração dos povos. assim como se dá até hoje.] personificavam ou creavam em torno de si toda uma sociedade christan. o exemplo mais compacto e integral da pureza e efficacia dessa boa nova que vinha remir o mundo. p..21 cerca de 593 d.. depois na conservação da fé e dos costumes nas christandades novas . fundando centenas de mosteiros que seguiram. a Regra de Bento. primeiro na salvação dos infieis. que o mundo o reverenciasse. Esta falta de informações sobre ele. dada à luz em um livro conhecido por Diálogos. as instituições monasticas..] O monachismo representava o mais alto esforço pela realização do ensino [. Depois de fundar 12 pequenos mosteiros na cercanias de Subiaco. [. Ali escreveu a famosa Regra dos Mosteiros. escondendo-se nas sombras do esquecimento.

1910.. p. em colonias urbanas ou ruraes. da sociedade atual. de cidadellas para as familias. com as adaptações necessárias às situações particulares. Longe de se limitarem á oração ou ao trabalho manual. e como pela força das coisas. vii-viii). os bandos. em cathedraes. Em torno dessas cathedraes monasticas e das principaes communidades. em cidades. nas mais diferentes culturas. 152 apud CHÉRANCÉ. transformavam-se rapidamente. cultivavam e propagavam com ardor toda sciencia e literatura que possuia o mundo de seu tempo.. formaram-se logo cidades que duraram até hoje [. Embora distante... 1996. [18--?]. de officinas. Os lugares apartados a que os levara no principio o amor da solidão. tem-se a vida religiosa intricada à vida cultural de toda a sociedade ocidental.] (MONTALEMBERT. não perdeu sua vitalidade [. p. 48). as tribus convertidas aos poucos. A Regra de São Bento vem sendo seguida há mais de mil e quinhentos anos sem interrupção. Desta forma. de escolas.] (PAIXÃO. pelos anos. destinadas a servir de centros. .22 nascidas de sua palavra. de bibliotecas. p.

1 HISTÓRIAS E PECULIARIDADES RELATADAS NO DIETARIO Ao longo dos 154 fólios que compõem o Dietario das vidas e mortes dos Monges. indicando local de nascimento. e q’ tambem não paraq’ se lhe de outro credito. q’ tudo isto he disendo respeito – aos costumes.do referir algum caso milagroso. e da m. algum beneficio especial de Deos. suas funções na vida monástica. de forma breve. em 1581. Sebastião da Bahia da Ordem do Principe dos Patriarchas S. Esta história é contada através do resumo da vida de cada um dos monges que passou por ali ao longo desses anos. q’ faleceráo neste Mosteiro de S.ma sorte quando fallar algumas veses nesta palavra Santo. relatando-se. Ao início dos relatos. pois a narrativa que segue sendo escrita se apresenta agora em papel moderno (no formato ofício ou A4. Esse documento continua sendo escrito até os dias atuais. O tom de todo relato é de bastante comoção religiosa. protesto q’ nestas vidas de Monges. Bento aparecem histórias comuns e histórias surpreendentes. no entanto. por isso. mais do que aquelle.e Urbano oitavo. motivos de sua morte e os detalhes de seus últimos momentos. que mereceo a fé humana. e quando disser. desde a sua fundação. até o ano de 1815. assim como a data de sua morte e o nome do Abade da época em questão. q’ passarão a Bemaventurança. a vida e as obras religiosas de cada um. e não as pessõas. o mais importante dos existentes. SEBASTIÃO DA BAHIA DA ORDEM DO PRINCIPE DOS PATRIARCHAS S. q. BENTO O Dietario traz informações sobre a história do Mosteiro. lê-se a seguinte advertência: Em cumprim. to . alcalino) e tendo seu texto datilografado e depois digitado. e nas acções. o volume que ora se edita é o mais antigo e. Q’ FALECERÁO NESTE MOSTEIRO DE S. 3. ao decreto do <†> [↑SSmº] P.23 3 DIETARIO DAS VIDAS E MORTES DOS MONGES. de profissão. q’ escrevo. Os monges são elencados por ordem cronológica de falecimento.

o P. porem como algumas vezes se não lembrava. Reprehend. Agostinho o menino.e se via na posse daq. q’ com t. e caminhos trabalhozos p. p.] . q’ a S. e destituido de forças naturaes.] Da Itapoam foi removido p. a q. q..los mt. da Graça neste tp..e q’ so se empregava em couzas Santas. q’ queria.la continua oração em q’ andava. lhe tomava uma amoroza satisfação de se ter auzentado da Igreja. e que elle não se lembrava a q. o do monge que.. como a que se destaca a seguir: O vigesimo terceiro foi o P. e ajoelhado em terra se despedia satisfeito.r terras destantes.ª o livrar da morte q’ lhe queriao dar os seus inimigos.] Diante daq. adiantado em anos. e elle agora lhe fugia todas as vezes.24 Acrescentam-se a isso.. Agostinho da Piedade nascido em Portugal..os annos q’ tinha.r impossibilitados não podião ir implorar o socorro daquela soberanissima Rainha do Anjos mandarão pedir ao P. o do monge que deixa a casa monástica para juntar-se a uma mulher.. e outra suavissamas palavras. perguntando com as palavras da Esposa Sta a todos os que encontrava se sabião a onde estava o amado da sua alma? Quem o tinha logo o entregava compadecido daquella virtuoza sincerid. do q’ fazia. apresentava sinais de esclerose e protagonizava cenas quixotescas. o restituia ao seu deliciozo Trono.] aquelles q’ p. vendo.. S.[. que elle sabia compor. saudozo corria a levar a Snr. p.ª a Capella de N. formando queixas de que tinha desaparecido o menino dos braços de sua Mãy Santissima. e nelles o tinha levado p. e as noites. Fr.m o tinha dado. alegre.la devotissima imagem passava os dias. contente. tirando-o com toda a reverencia. q’ o menino não estava na Igreja.º gosto o tinha em seus braços.e em q’ o tinha posto a sua auzencia. ficava como louco. a exemplo do relato da vida do monge que foi expulso por 3 vezes e por 3 vezes foi readmitido no Mosteiro. punha-o no altar e ao depois de lhe dar repetidos osculos nos pes..] Como neste tpº corrião os necessitados. q’ erão os braços da Snr. e p. achava-se ja adeantado em annos.º a companhia de sua May Santissima.º pertencente a este Mosteiro.ª. Fr. sahia pellas visinhanças. [. Quando ja o P. [. o entregava com toda a decencia.do voltava pª a Igreja. com as lagrimas nos olhos. [. e via a falta do menino nos braços da Sr. e olhando p.ª os outros altares.ª explicar a saud. e professo nesta caza.º o menino com estas. sustenta em seus braços. narrativas mais alongadas quando há casos peculiares a apresentar.. e de o adorar com reverentes genuflexoens. exid.m lho pedia.. e aflictos [.le celestial Tesouro.ª a noticia de q’ tinha aparecido a joia mais precioza dos seus santissimos braços.ª. em alguns momentos.

disse que elle iria a aquellas horas ate o mais alto da Penha onde estava a Ermida. no original. Dizia o dito P. e sahira para um eirado que ficava perto de sua cella aonde costumavão conversar o2 Religiozos nas horas permitidas. que mudando-se em varias formas o fora accompanhando ate o lugar destinado. sempre lançou mão da corda e tocou o sino. S.ra com aq. se chegara a elle a saber quem era. S. e em diversos outros.. o artigo está no singular e o substantivo está no plural. e violencia. [. que [.25 Outro relato interessante.e ouvindo a conversa para os tirar daquelles prejuisos. percebe-se uma tendência ao milagroso..e que N.] huma noite estando conversando uns moradores da terra.. e este he o unico e sufficiente motivo que nos pode persuadir a darmos credito ao successo referido.. e vendo que estava la outro Religiozo. é o da vida do Padre Frei Ambrozio do Espirito Santo: [.l se apegara quando lançou mão a corda. chegou a capela e querendo tocar o sino. Seguindo-se este relato. não há concordância de número. Veja-se o que se escreve sobre isso ainda no relato da vida do P. que era mal assombrado o caminho por onde se subia para uma alta Penha na qual estava uma Ermida de N. por vezes. para pedir oração. e para signal tocaria o sino da mesma capela. he.. que apresenta um toque fantasioso.ra O P. e sem mais demora se poz a caminho. F.r Ambrozio do Espírito Santo: O segundo caso foi: que não podendo este Religiozo em uma noite adormecer se levantara pelas 11 horas. porem a poucos passos se encontrou com um espantozo vulto. desculpas. achou embaraçado na corda outro vulto de mais horrenda figura que o primeiro. simplesmente.. elle sem turpação alguma lhes referio o que havia passado.] Deste Monge se contão alguns casos que lhe accontecerão revestidos de umas circunstancias que parece lhe diminuem o credito. como são os casos de diversos monges que foram surpreendidos pelos irmãos mortos que voltavam. .e junto a si logo que ouvirão o sino. o livrara de algum grande perigo que lhe podia succeder.] O primeiro caso. e conhecendo ser um Monge que havia 2 Realmente. que no mesmo instante veio pelos ares cahir a porta da mesma casa aonde o estavão esperando: admirados todos de verem o P. porem ao mesmo tempo aquelle animal immundo o impelio com tanta força. perdão ou.

que quizesse o accompanhar no coro a rezar o officio Divino pelas faltas que nelle tinha commettido. Patri na forma que devia.] A maioria dos relatos constantes nos 154 fólios do Dietario.e [↑ao q o P. por se não inclinar ao Gl. .e] annunindo propoz-se fazer <de um> [↑no espaço de um] anno desde huma hora da noite ate as duas.l ao depois de lhe agradecer o beneficio que lhe fizera desaparecera.1 Histórico da edição O Dietario é um documento de uso quotidiano nos mosteiros.e tomando por sua conta o seo disencargo foi dar parte ao Prelado e ao Religiozo do que tinha passado. através do resumo da vida de cada um dos monges que passou por ali ao longo dos séculos. he. Ele relata a história do Mosteiro de São Bento da Bahia e da própria Bahia. agora por divina permissão vinha fazer esta diligencia. orações. 3. ao q’ o defunto respondeo que vinha solicitar o perdão de uma restituição em que estava a hum Religiozo de um pouco de dinheiro que achara dentro em uma bolsa que lhe cahira indo elle para a horta em uma tarde dispensada.2. O P.) e de muito trabalho em função da comunidade monástica e em função do próximo. [↑-e depois disso deixou de assistir o religiozo [↓fallecido a essas obrigações] [. que a este Religiozo veio pedir um Monge falecido. e conseguido o perdão de um e outro voltou com a resposta ao defuncto o q..2 EDIÇÃO DO DIETARIO 3. no entanto. denota que as vidas ali relatadas eram de pessoas simples. lhe perguntara que vinha ca buscar. que é a Ordem de São Bento. trabalhadoras e que pregavam incondicional obediência à Regra de São Bento e aos ensinamentos de Deus. e que o P. O terceiro caso. penitências etc. vivendo uma vida regrada e plena de sacrifícios (cilícios. e como não restituiu e nem pedio perdão em vida. compreende-se um pouco mais desta instituição multissecular. espalhada pelos quatro cantos do Mundo.26 dias tinha morrido.. Através do Dietario.

Com o objetivo de poupar o volume origial. e não por ordem cronológica de morte de cada monge. encadernado em um volume. essa leitura diária foi feita. a edição feita por ele. ainda manuscrita. Silva Nigra procedeu a uma transcrição. diretamente a partir do documento original. que ainda perdura em nossos dias que consiste em ler. que na época ocupava a função de bibliotecário do Mosteiro. de acordo com o nosso calendário gregoriano. ambos. são mencionados os monges. que consta sob o número 336 do Arquivo Arquiabacial. o quinto monge a falecer no Mosteiro de São Bento da Bahia e o ducentézimo oitavo quinto. na vida dos mosteiros. diariamente. Desta forma. o documento. foi ficando bastante desgastado. pois faleceram. porém. a exemplo do volume original. esta atividade ocorre durante a refeição da noite. por exemplo. Atualmente. Em função deste objetivo. OSB. Em virtude disto. em função do uso contínuo e com o passar do tempo. No caso do Dietario do Mosteiro de São Bento da Bahia. por um monge chamado Dom Clemente da Silva Nigra.27 Há um costume milenar. A prática de redação e da leitura deste tipo de documento remonta aos primeiros séculos de existência dos mosteiros beneditinos. Isso é feito para que constem já das primeiras orações dos irmãos no dia seguinte. Sendo assim. nos dias 5 e 6 de janeiro. 1). . O monge que ocupa a função de “leitor” lê para os demais o relato da vida dos monges que faleceram. para uso diário no refeitório. cujo aniversário de morte ocorre no dia seguinte. foi iniciado há quase 80 anos. respectivamente. Ao final da leitura. naquele dia do mês. ao longo dos séculos. com a diferença de mais de um século entre uma morte e outra (Fig. durante muitos anos. que ora se apresenta. no Mosteiro de São Bento da Bahia. na edição de Silva Nigra aparecem na mesma página. pode-se dizer que este trabalho de edição. o relato da vida dos monges que faleceram naquele mosteiro. está organizada por dia e mês.

quando o scriptor o utiliza) (Fig. dela não constam o termo de abertura e de encerramento constantes do original. 3). inclusive. Figura 2: Palavra professo escrita com <s> longo e <s> curto Fonte: Dietário (edição de Silva Nigra) No entanto.28 Figura 1: Página dos dias 5 e 6 de janeiro Fonte: Dietário (edição de Silva Nigra) Nesta edição de Silva Nigra foram mantidas todas as abreviaturas e o texto foi transcrito na íntegra. 2) com exceção de alguns saltos-bordões. por exemplo. o traçado das letras (<s> longo. diferente daquela em que o documento original foi escrito (Fig. O título que lá se encontra também difere do título original: é bastante simplificado e faz referência à categoria que o Mosteiro passou a pertencer (Arquicenóbio). . reproduzindo.

ao longo de todo o volume (do Dietario original) encontram-se alterações feitas a lápis e a tinta – algumas com caneta hidrocor verde.29 Figura 3: Título. 4 e 5). Figura 4: Alteração posterior feita a tinta Fonte: Dietario (original) Figura 5: Anotação posterior feita a lápis Fonte: Dietario (original) Ademais. (Fig. foi inserida uma numeração de páginas. igual à utilizada por Silva Nigra na sua edição –. 6) Figura 6: Numeração posterior inserida no documento Fonte: Dietario (original) . folha de rosto Fonte: Dietario (edição de Silva Nigra) Em dissonância com todo esse cuidado e fidelidade ao documento original. têm caráter de “correção gramatical” e “correção” de datas e dados. Todas as alterações. além de vários comentários feitos às margens (Fig. por sua vez.

sob a coordenação da Profa. Atualmente. quando da sua estada no Mosteiro baiano.. um outro monge. que é de sua autoria. surgiu uma dúvida quanto ao responsável pelas informações acrescidas posteriormente. repreende Dom Clemente da Silva Nigra por não ter atentado para as incoerências de algumas datas.. Este documento é o Códice 493. e feitas algumas averiguações.. a princípio. 4 Transcrição: “Este dietário foi organizado (reordenado) por D. 3 Estes documentos estão sendo editados pelo mesmo grupo de pesquisa e contam com o apoio finacneiro da FAPESB e do Mosteiro. Esta repreensão recai justamente sobre os elementos que estão alterados no documento original.30 Essas alterações. Ademais. folha de rosto4 Fonte: Dietário (edição de Silva Nigra) Nos anos 80. foram atribuídas a Dom Clemente da Silva Nigra. OSB. do Mosteiro do Rio de Janeiro. Dom Gregório Paixão. datilografou o texto do Dietario.1 do Arquivo do Mosteiro (Fig 8). cuja letra se assemelha muito à encontrada em interferências posteriores inseridas nos volumes da Coleção dos Livros do Tombo do Mosteiro de São Bento da Bahia. OSB. entretanto.. 7). Figura 7: Comentário inserido por Dom Mateus Ramalho da Rocha. também para cumprir a função de leitura diária. Igreja do Mosteiro de São Bento da Bahia: história de sua construção. congregando uma equipe de nove pessoas até o momento. após ter-se conhecimento da separata. na citada separata. haja vista que ele. Clemente da Silva Nigra (sua letra) D. Mateus . com base na transcrição manuscrita feita na década de 1930. constantes também Arquivo do Mosteiro3 (Fig. Dra. cogita-se a possibilidade de que Dom Mateus Ramalho Rocha. Alícia Duhá Lose. nomes e de determinadas outras informações contidas no Dietario.. tenha procedido também a alterações. percebe-se na folha de rosto da edição de Silva Nigra a assinatura de Dom Mateus.

acrecidas às informações do original encontra-se uma lista das abreviaturas utilizadas – tão somente – na edição (Fig. 9). Figura 10: Lista de abreviaturas Fonte: Dietário (edição de Dom Gregório Paixão) . No entanto. o título do documento é alterado mais uma vez. ou seja. folha de rosto Fonte: Dietário (edição de Dom Gregório Paixão) Nesta edição. atualizando a informação relativa à categoria que o Mosteiro passou a pertencer. obedece aos dias do mês e não à ordem cronológica de falecimento. mas trazendo de volta a informação de que ele trata “dos monges que faleceram no Aquicenóbio da Bahia” (Fig. 10) e dois índices: um onomástico e outro de assuntos.31 Figura 8: Indicação do número de tombo. o que facilita sobremaneira a busca de informações. Figura 9: Título. folha de rosto Fonte: Dietário (edição de Dom Gregório Paixão) Esta edição apresenta a mesma ordem dada por Dom Clemente da Silva Nigra.

em linha corrida. embora sem conhecimentos filológicos. 11). Desde então. foram incorporadas à equipe mais duas . Figura 11: Fólio de 5 de janeiro Fonte: Dietario (edição de Dom Gregório Paixão) Anos depois. solicitou a ajuda especializada para dar continuidade a esse trabalho de edição. tem-se trabalhado nesse intuito. ainda. atual Bispo Auxiliar de Salvador. tanto a edição de Dom Gregório Paixão. restituindo a ordem encontrada no documento original. em nenhuma das edições anteriores foi obedecida a disposição do texto na página. diferentemente do que faz Silva Nigra. esse mesmo monge. No entanto.32 Como se pode perceber pelas indicações da citada lista. como a de Dom Clemente da Silva Nigra atualizam informações que não são abarcadas pelo documento original (que se encerra em 1815). Ambos os monges. fazendo o que se poderia denominar de uma transcrição diplomática. em todas elas. não desdobrando. na época Irmão Gregório. transcrevendo-se todas. sequer. realizando as etapas que virão relatadas adiante. as abreviaturas. Há cerca de um ano e meio. buscaram manter o texto na sua forma original. Posteriormente. este último monge. O Irmão Gregório separa. Desta vez. um dia do mês em cada página datilografada (Fig. procedeu à digitação de todo o texto com base no material datilografado por ele.

. em nível de iniciação científica.33 pesquisadoras. alunas do Curso de Graduação em Letras.

3 DESCRIÇÃO EXTRÍNSECA5 DO MATERIAL: O DIETARIO ORIGINAL O Dietario das vidas e mortes dos monges. Sebastião da Bahia da Ordem do Principe dos Patriarchas S.34 3. 5 Entende-se como descrição extrínseca a apresentação minuciosa das características físicas da obra: tamanho do suporte e da mancha escrita. . indicação de presença de letras ornadas e descrição das suas cacterísticas. o seu conteúdo e a sua língua. quantidade de linhas escritas por fólio. tinta utilizada. tipo de letra. neste momento. estado de conservação do documento. em um único volume (Fig. em suma. 12). 13). cujo responsável ocupa o posto monástico de Arquivista (Fig. quantidade de fólios. uma descrição detalhada das características externas da obra. indicação da presença de ornamentos e descrição das susas características. q’ faleceráo neste Mosteiro de S. com encadernação feita em percalina com bordas e lombada em couro. XX). data de época posterior (séc. Figura 12: Falsa folha de rosto Fonte: Dietário (original) O livro. deixando-se de fora. Bento é o documento de número 155 do Arquivo Arquiabacial do Mosteiro de São Bento da Bahia (Arquiabadia de São Sebastião da Bahia).

14 e 15). 16). encontra-se bastante ressecado e quebradiço (Fig. Em função de sua baixa qualidade. de um papel nada gracioso. .35 Figura 13: Encadernação Fonte: Dietario (original) Estranhamente. como era de hábito em encadernações mais caprichadas. a encadernação da edição do Dietario elaborada por Silva Nigra é mais elegante que a do documento original (Fig. Figura 15: Lombada Fonte: Dietario (edição de Silva Nigra) Figura 14: Encadernação Fonte: Dietario (edição de Silva Nigra) A folha de guarda é verde.

no recto e no verso. encontrando-se. Figura 17: Marca d’água Fonte: Dietário (original) O volume sofreu a ação de insetos. apresenta uma bonita marca d’água. 17). com inúmeras falhas devido a cupins e brocas (Fig. em tinta preta metalogálica. em sua maioria. 18). e mais 32 fólios finais que não apresentam escrita. . de gramatura média. por vezes já descorada. O papel. quase todos os fólios. verjuras (Fig.36 Figura 16: Folha de guarda Fonte: Dietário (original) O documento apresenta 154 fólios escritos.

por oxidação.21). e o papel de seda descolou do suporte. este papel do suporte oxidou. o que terminou por comprometer também a leitura (Fig. provocando bolhas de ar entre um material e outro. Figura 20: Tinta desbotada no documento Fonte: Dietário (original) Boa parte dos fólios passou por um processo primitivo de restauro no qual se fazia a colagem de um papel de seda com cola comum por sobre o fólio original.20).19). em diversos pontos.37 Figura 18: Fólio atacado por insetos Fonte: Dietário (original) Ainda. . a tinta utilizada desbotou consideravelmente. o que também dificulta a leitura (Fig. o que o escureceu. a tinta metalogálica corroeu o papel (Fig. Com o passar do tempo. Nos fólios finais do documento. de praticamente todo o suporte. ganhando uma coloração amarelo-clara. Figura 19: Corrosão causada pela tinta no documento Fonte: Dietário (original) Nota-se também o escurecimento.

38 Figura 21: Restauro feito no documento Fonte: Dietário (original) A relevância maior deste documento está no fato de que suas informações alcançam um período de cerca de 234 anos.4 PROPOSTA PARA O TRABALHO DE EDIÇÃO Este documento será objeto de dois tipos diferentes de edição: a) a primeira delas será uma edição diplomática. diretamente à vida dos Beneditinos da Bahia. b) a segunda apresentará uma versão modernizada do texto do Dietario e está sendo realizada a pedido do próprio Mosteiro. com o intuito de divulgação do conteúdo do documento a um público mais amplo e para facilitar a sua leitura diária feita no refeitório da Abadia. genealógico. econômico. e embora referentes. todos. 3. XVI. social. relativos aos séc. XVIII e XIX. Esta se fará acompanhar de um levantamento detalhado das abreviaturas e das características da escrita de cada scriptor e de um breve estudo linguístico. tendo critérios rigorosamente conservadores. militar. Esta edição tem o objetivo de oferecer a especialistas dados linguísticos fiéis e completos. XVII. geográfico e histórico de grande importância para a história geral da Bahia e do Brasil. trazem informações de caráter político. .

1 Critérios de Edição O trabalho que se realizou até o momento – e que agora está sob os cuidados de uma filóloga e duas alunas de Letras. a disposição gráfica do texto na página. destacando-as uma a uma e considerando-as nas suas especificidades.as abreviaturas não são desdobradas na transcrição. elaborados de acordo com as necessidades surgidas ao longo das transcrições: . Tais tabelas deverão ser retiradas para a edição em formato digital. divergem pela presença ou não de ponto.na medida do possível. esta. concomitantemente ao cotejo. dentro do possível. . na maioria dos casos. Desta forma. por uma lição conservadora. com o documento original. as linhas são numeradas de 5 em 5. o que evita desformatações acidentais. no entanto. Optou-se para este documento. são respeitadas as separações e/ou ligações do documento original. adaptados às peculiaridades do documento. . . a partir da primeira. . Para tal. no entanto. no entanto. apontando. o fato parece se dar simplesmente em função do processo de escrita da época. é acompanhada por um estudo detalhado das abreviaturas.4. toda a transcrição é feita dentro de tabelas em formato de arquivo . o levantamento das características de cada um dos scriptores.a grafia original do texto é conservada na íntegra. quando era hábito não levantar a pena do papel enquanto nela ainda houvesse tinta.respeita-se.doc. em função dos objetivos estabelecidos.numeram-se as linhas dos fólios contando apenas aquelas preenchidas com escrita ou sinais muito particulares do scriptor. por exemplo. fez-se. utilizando-se para isso os critérios de edição diplomática.39 3. Além disso. mesmo nos casos em que fica claro o lapso do scriptor. para qual foram utilizados os critérios expostos a seguir. como se disse. . em nível de iniciação científica – foi o cotejo da transcrição feita e fornecida já digitada em arquivo de Word por Dom Gregório Paixão. uma descrição extrínseca do material e um estudo de todas as abreviaturas presentes ao longo do texto. duas formas idênticas que.

< > / \ substituição por sobreposição. assim este foi transcrito. . [ ] acréscimo. reservando-se o travessão maior para indicar o traço de preenchimento da linha. quando foi utilizado pelo scritor um hífen duplo (semelhante ao sinal de igualdade da matemática). [→] acréscimo na margem direita. etc. trabalho facilitado. [←] acréscimo na margem esquerda. são expostas em notas de rodapé. na versão .) realizadas ao longo da escrita (pelos próprios scriptores) são inseridas no texto da transcrição. elas foram mantidas. substituições.doc.indica-se a partição silábica com o auxílio de hífen quando o scriptor assim o fizer. <†> supressão ilegível. ( ) rasura ou mancha. utilizando-se para isso alguns operadores – por vezes tomados de empréstimo à crítica genética –. [†] escrito não identificado.) leitura impossível por dano do suporte.. APFT = alteração posterior feita a tinta.40 . .as alterações (rasuras. corrigindo outras. [↑] acréscimo na entrelinha superior. como os que se vêem a seguir: (†) rasura ilegível. apenas quando este é utilizado no original. Por se julgar estas informações por demais importantes para o conteúdo do textos.na sua edição do documento..notas marginais do scriptor são transcritas em fonte menor e nas suas respectivas margens. colocando notas explicativas etc. pelo uso de tabela. . utilizando-se para tal as seguintes indicações: APFL = alteração posterior feita a lápis. inserindo algumas informações. . supressões etc. / / leitura conjecturada com base na leitura de Dom Clemente da Silva Nigra. por não serem numerosas. (. Silva Nigra e porteriormente Dom Matheus Ramalho da Rocha “dialogam” com o texto. < > supressão.observações adicionais do editor. .

26). ao que parece. 4) edição digitada por Dom Gregório Paixão (Fig. como essa numeração se inicia apenas no fólio 2 recto. por ser a mais antiga e estar. 2) edição de Silva Nigra (Fig. apresenta-se o mesmo fólio de cada uma delas: aquele em que são relatadas as informações biográficas do undécimo monge a falecer no Mosteiro. Nesses casos. Para melhor compreensão. 23). que com o passar do tempo se desgasta cada vez mais. a localização dentro do texto.da mesma forma. portanto. ambas aparecem indicadas. .4. por facilitarem.41 . informa-se em nota de rodapé o início e o final do trecho não cotejado. na seguinte seqüência: 1) documento original (Fig. 3. 24). o Irmão Donado Frei Manuel. foi mantida a numeração dos fólios lançados posteriormente. não há coincidência entre a contagem dos fólios e o número das páginas. 5) edição preparada por Lose et al. 22). . apresenta-se a transcrição feita por Silva Nigra. (Fig. cronologicamente mais próxima do original. 3) edição datilografada por Dom Gregório Paixão (Fig. Nesta edição.2 Etapas do trabalho São apresentadas a seguir a sequência das edições do Dietario.nos pontos em que a leitura foi impossível por dado no suporte. No entanto. 25).

42 Figura 22: Fólio que apresenta o undécimo monge falecido Fonte: Dietario (original) .

43 Figura 23: Fólio que apresenta o undécimo monge falecido Fonte: Dietario (edição de Silva Nigra) .

44 Figura 24: Fólio que apresenta o undécimo monge falecido Fonte: Dietario (edição datilografada por Dom Gregório Paixão) .

to R. Os exercícios espirituaes pertencentes ao seu estado.Placido da Cruz natural de Pernambuco professo nesta Caza. a affligia-se de q' se excusasse de trabalhar. p. exercendo ordinariam.co da Aprezentação.Fr. Foi o seu falecimento no mez de Dezembro de 1640 sendo sendo D. ao depois de recebidos os ultimos sacram. Faleceo com os Sanctos Sacram. q' a Religião lhe permittia pelos seus annos. e diligente na satisfação das suas obrigações.tos annos acabou de mostrar a capacidade.tos poz termo a sua exemplar vida em 17 de dezembro de 1639 sendo D. a que satisfazia. erão os primeiros. e na muzica era perf.r esta.Pe.P. Sendo D. 12 – O Duodécimo foi o P.l q.Fr. foi admitido ao santo habito com grande satisfação dos Religiozos.Pedro natura da Ilha Gracioza. Era humilde.to. e pelas suas moléstias. não se utilisando das dispensas.R. e piedade no mez de Janeiro. o que fasia com m.Fr. Por sua conta corria ensinar a doutrina aos escravos.Fr.Abbẹ o M.to pode. caritativo. lhe tirou a vida. Ocupou-se o mais do tempo no officio de dispenseiro. e outras prendas. na qual ajudado de uma prfeita voz tanto se adiantou em pouco tpº. Viveu como perfeito Monge. professo nesta caza.tos lhe tirou a vida no mez de Janeiro de 1642 sendo D.r occupação que o pudesse divertir deste santo. e mais actos conventuaes em quanto viveu.Fram. e professo nesta casa. que os Monges logravão sua estimável companhia. porem estas nunca o privarão da freqüência do coro.Abbẹ o m.Calisto de Faria.Fr. Occupado nos santos exercícios do seu estado. de que era dotado.Francisco das Chagas. Era Religioso dotado de prendas. No pouco tempo. Faleceo este perfeito Religioso aos 9 de desembro de 1638.Manoel nascido em Portugal. q' vencendo a todos os remédios da medicina. Já adiantado em annos padecia algumas moléstias habituaes.s de recebidos os últimos Sacram.Abbẹ o M. e diligente. ao depois q' sahia de Matinas. Manoel de Mesquita nascido nesta Cidẹ .Fr. q' prometia o seu préstimo por ser expedito.r q' no exercício della gastava todo o tempo. Adoeceu de uma maligna. 11 – O Undécimo foi o Irmão Donado Fr. professo neste Monsteiro. Sendo D.Pe. as quais nunca faltava. e de todos amado pela sua virtude.Abbẹ o M. a ql. q' tinha pạ qualquer ocupação laborioza. 13 – O Décimo terceiro foi o Irmão Corista Fr. que p. deu a conhecer sua virtude.to R. excuzando-se de outra q. com as quaes sempre servio a Religião.R.Felis da Cruz natural de Pernambuco. ficando a Religião privada dos serviços.P. 15 – O Décimo quinto foi o P.Sempre este Monge deu em toda a sua dilatada vida uma prompta satifação aos empregos de q' o encarregava a obediência. freqüentando o Coro. assistindo com toda devoção aos officios divinos q. e cuidadoso.tos q' recebeo com m.tos annos na Religião.ta devoção.Calisto de Faria. ao dep.Fr. No emprego de procurador. e mais actos religiosos. 14 – O Décimo quarto foi o Irmão Donato Fr.do nelles se achava. Todo o seu cuidọ se encaminhava pa q' as Figura 25: Fólio que apresenta o undécimo monge falecido Fonte: Dietario (edição digitada de Dom Gregório Paixão) .to R. obediente.te o emprego de cantor-mór.Francisco da apresentação. no qual emprego se deo a conhecer por fiel.Abbẹ o m. quem tinha forças pạ o fazer. q' exerceu pr m. Seus virtuosos pays o mandarão aprender solfa. observante.ta diligencia todas as madrugadas. Com estes católicos preparados revestidos de huma perfeita humildade se dispunha pạ a morte. em q.45 profissão. Tocava orgão com destreza.P. e louvável exercício. Viveo m. de 1639.

ao depois q’ sahia de Matinas. de 1639. Faleceo com os Sanctos Sacram.tos. e piedade no mez de Janeiro. as quaes nunca faltava. e professo nesta casa. Occupou-se o mais do tempo no officio de dispenseiro.46 [fº11vº] de Faria. Sendo D. e cuidadoso. P. Manoel nascido em Portugal. Era humilde. 11 5 O Undecimo foi o Irmaõ Donado Fr. o que fasia com m. Por – sua conta corria ensinar a doutrina aos escravos. 10 15 -20Figura 26: Fólio que apresenta o undécimo monge falecido Fonte: Dietario (edição Alícia Lose et al. Calisto de Faria.ta diligencia todas as madrugadas. no qual emprego se deo a conhecer por fiel.ta devoçaõ.e Fr. e de todos amado pela sua virtude. q’ recebeo com m.e o M. caritativo. obediente.) . Abb. R.

27). de maneira geral. criando. Na versão final. fatos linguísticos a serem analisados.cada fólio tem. por caracterizar. o volume apresenta traços de. far-se-á também a remissão ao número de fólios. pelo menos. a descrição destas características fez-se necesssária.5 CARACTERÍSTICAS INTRÍNSECAS6: DIETARIO ORIGINAL Com o intuito de compreender essas características e proceder a uma edição rigorosamente conservadora do documento ora trabalhado. quantidade de linhas por fólio (Fig.as letras são um pouco inclinadas para a direita. Essa contagem é relativa à numeração posterior feita a lápis. É importante fazer uma ressalva para o fato de que “ortografia”. em média. formas específicas de abreviaturas. não deve ser pensada como a escrita correta. cada scriptor com características peculiares de grafia. mas sim como a forma de escrever e de dispor e combinar os grafemas. . mas sim às peculiaridades “ortográficas” de cada scriptor. cinco mãos diferentes. neste contexto. a escrita de cada scriptor separadamente.47 3. 6 Características intrínsecas são definidas aqui como aquelas características ainda não ligadas à “língua”. para o trabalho de edição. bem definidas e organizadas. optou-se. Como o Dietario é um texto escrito por várias mãos. . Em sua escrita: . desta forma. realizou-se a caracterização da grafia de cada scriptor que produziu o Dietario. 23 linhas escritas. Como este documento foi escrito ao longo dos anos. vocabulário etc. Figura 27: Diferenças entre os fólios Fonte: Dietario (original) Ao primeiro scriptor pertence o termo de abertura até a página 20. Em função disto.

. semelhante à sua forma impressa. . portanto não apresenta a haste marcada. . a exemplo de funcoens na página 23.48 .o til dos ditongos nasais encontra-se sistematicamente sobre a segunda vogal. em um maior número de vezes. é. . O segundo scriptor escreve das páginas 21 a 40 e são algumas de suas características: .a nasalidade é marcada com <~>.reclamo (característica de textos impressos e notariais): a última palavra do fólio anterior se repete. em geral). além desta.o <z> passa a ter a sua haste inferior marcada. o primeiro se apresenta longo e tem a grafia bastante semelhante a do <p> minúsculo. <a>. fato relativamente escasso neste documento. passa a ser. . . na maioria das ocorrências. o traço final se estende até alcançar a parte superior da letra. neste caso. sistematicamente. embora apareça escrito algumas vezes.o <que>. grafado por extenso. . .há metátese (trocas de sílabas dentro de uma mesma palavra) algumas raras vezes. da seguinte forma: poz. é escrito com letra cursiva dentro da regra das letras sem haste. contudo sua abreviatura é ainda encontrada. ou. na primeira sílaba. na inversão de posição entre <e> e <r>.a nasalidade é marcada também por <n> e não apenas por <~>. .na página 25 há metátese marcada em Pertendeu. . que. .na página 11 o verbo por na terceira pessoa do pretérito.na página 11 encontra-se uma ligação porisso. abreviado por suspensão: <q’>. .o <z> é grafado dentro da regra das letras sem haste.em diversas letras. exemplo: aõ. .em relação ao primeiro scriptor. <u> minúsculos. como em regilioso (por religioso). como a primeira do fólio seguinte. . semelhante à sua forma impressa e não à forma cursiva. .o <s> inicial ganha uma forma semelhante ao <s> maiúsculo. .passa a haver mais linhas escritas em cada fólio (de 25 a 30. o <que>.quando há <ss>. não raro.as sílabas com <ss> dobrados apresentam ambos grafados da mesma maneira. encontra-se grafada com a letra <z> ao final.o reclamo já não aparece. confundindo-se também com um <D> maiúsculo. pode representar uma variante . em especial <r>.

tendo em média 26 e 27 linhas. Parecem pertencer à mão de um terceiro scriptor as características da scripta lançada às páginas 41 a 93: . nas variantes menos tensas. neste caso. que variam entre 19 e 47.na página 48 lê-se pertendendo. 185 da numeração posterior). apresentam o primeiro <s> longo e o segundo curto. havendo poucas ocorrências de sua forma abreviada. . . que abrevia os vocábulos independentemente de suas classes gramaticais.<um> e <uma> são grafados com <h>: <hum> e <huma>. que sistematicamente aparecia com o <r> escrito na mesma linha das demais letras. sendo que uma considerável parcela de suas características gramaticais e gráficas assemelham-se às características do scriptor 5. com raras exceções. . A partir do fólio 94 (p. coloração da tinta.na página 41 Réligião é grafada com acento. . . o texto revela traços pertinentes ao scriptor 4. proceder à descrição de ambos em conjunto. caracterizando uma metátese que.nesse scriptor o <que> é escrito por extenso.há mais linhas escritas por fólio.49 Linguística do scriptor.a escrita apresenta um traçado mais fino e as letras são mais definidas e mais bem desenhadas. portanto.a nasalidade é marcada ora por <n>. A mão que encerra o texto apresenta-se diversa de todas as outras analisadas. pois essa é uma das formas comuns. pode representar uma variante Linguística do scriptor. O scriptor 4 faz uso frequente das abreviaturas. Os scriptores 4 e 5 se diferenciam mais pelos traçados das suas letras. disposição da mancha escrita por fólio do que pelos aspectos gramaticais que serão aqui descritos. sendo que o mesmo ocorre com o 5. .há mais rasuras e correções do que em relação aos scriptores anteriores. e da página 277 até a página 304 seja do scriptor 5. .a escrita apresenta letras mais graúdas e de traçado mais descuidado. Desta forma. .as palavras com <ss> na maioria das vezes. .sistematicamente hum e he são grafados com <h>.a abreviatura de Frei. nas variantes menos tensas. é pertinente. . ainda hoje. ainda hoje. . passa a apresentá-lo sobrescrito. ora por <~>. Acredita-se que a escrita presente desde a página 185 até a página 277 pertença ao scriptor 4. pois essa é uma das formas comuns. .

<Deus> e <Deos>. que deixou se ser usada desde o scriptor 2. geradas pela necessidade de não levantar a pena do papel enquanto houvesse tinta. sempre antecedendo o <e>. é grafado como <he>. Deve-se atentar também para o emprego da vírgula. como o artigo indefinido feminino que ora grafa-se como <huma>. parece ser uma contaminação da falsa grafia etimologizante e da grafia da forma corrente à época –. observa-se que vocábulos iniciados por uma sílaba simples – aquela que. percebe-se que a terceira pessoa do singular do presente do indicativo. atentando-se para o fato de que isso é possível quando a pontuação é retórica. na maioria das vezes. traço característico dos dois scriptores. segundo Silva (2000). Soma-se a isso a identificação da variação do uso do grupo /kt/ > /it/ em palavras como <oictavo> e <oitavo> – que. no campo lexical. <imprego> e <emprego>. Têm-se alternâncias de caráter gráfico no emprego do <c>. figura sobre a vogal final da sílaba final da palavra. 2002). Ainda tratando da questão silábica. O marcador nasal. tem somente o núcleo preenchido – ou aqueles que são formados por sílabas mediais simples. . conjunção coordenativa aditiva. ora grafa-se como <uma>. Tal grafia pode estar ligada à variação Linguística na realização das vogais átonas.50 Percebe-se a ocorrência de junção ou separação das palavras. Há. <benedictino> e <beneditino> – isso. no entanto. apresentam a duplicação da consoante da sílaba posterior. neste caso. uma variação do emprego das palavras. Outra variação é de caráter vocálico. [ε] tônico. <premeiro> e <primeiro>. <ç> <ss> e <s> para o fonema [s]. É peculiar a separação silábica que não considera as fronteiras silábicas hoje estabelecidas. a exemplo de <duente> e <doente>. indicativa de pausa para leitura. podendo documentar a interferência da oralidade na escrita. Uma outra marca de ambos é a volta do reclamo (MARTINS. pode se tratar de resultado de grafia de mãos inábeis. Ao tratar dos verbos. Esse marcador é utilizado no verbo para indicar que ele está conjugado no pretérito imperfeito na terceira pessoa do plural.

a = Cadeira Cadrª = Cadeira Cadras = Cadeiras Cap.le = aquele aqlas = aquelas aqlo = aquilo aqm = a quem Arcebispº = Arcebispado arrependimto = arrependimento arrependº = arrependido as = anos atend.e = capacidade Capam = Capitam Capº = Capitão.es = amisades Amº = Amigo an. = annos An. = Antonio ans = anos Antº = Antonio a = anos apaixonadamte = apaixonadamente os to s os te da to e te o to e e e de . = Abade Abb = Abbade Abb.te = amante ame = amante amisad.to = captivo capacid. = agradecimento Agto = Agosto Alm = Almeida am.to = adiantamento admiravelm = admiravelmente afabilid = afabilidade Agostº = Agostenho agradecim.es = bastantes benefº = beneficio Bispdo = Bispado Bispº = bispo (não está abreviada) brevide = brevidade Cadr.a = Bahia Bª = Bahia bast. = annos an. = Abbade Abb. = Abade Ab = Abade accertadame = accertadamente accolhim = accolhimento accomet = accometido acometº = acometido acontecimto = acontecimento activide = actividade adiantam.51 4 ABREVIATURAS PRESENTES NO TEXTO 1º = primeiro 1 os o approveitamto = approveitamento aprovamto = aproveitamento ou aprovamento aproveitamto = aproveitamento aq.be = Abade Ab.e = capacidade capacidad.e = authoridade authoride = authoridade B.bro = outubro 8brº = outubro 9 bro = novembro 9brº = novembro A.l = a qual aq. = amante am.ª = Capela cap.es = bastantes bastantemte = bastantemente bastes = bastantes bat.º = atendido atrividame = atrevidamente attendo = attendiddo augmto = augmento Augustº = Augustinho ou Augusto authorid. capítulo ou Captivo caridade = caridade caride = caridade Carnozide = Carnozidade carpintº = carpinteiro = primeiros 4 = quarto 7brº = setembro 7brº = setembro 8.es = Abbades Abbe = Abbade Abd.

= Deffinidor Definor = Definidor Defor = Definidor Deixd.e = curioziade D. = Dom Abbade D.to = dito d’ella = de ella D’s = Deus da = dita dad.le = daquelle daqlas = daquelas Deffinor. Abb.º considerd.e = Dom Abbade D.to = comportamento Comp r = Companheiro comprehendº = comprehendido comprimto = comprimento comp = companheiro comprº = companheiro Compros = Companheiros compros = companheiros comunid. Franco = Dom Francisco d. = companheiros Compº = Companheiro comportam. Abb.e = comunidade Comunide = Comunidade Con cam = Conceiçam ou Conceicam conehcim = conehcimento confessionarº = confessionario conficionrº = conficionario conformide = conformidade Congreg am = Congregaçam conhecimto = conhecimento conhecimtos = conhecimentos considerando = considerd.e = castidade casualme = casualmente catolicam.to = cumprimento cumprimto = cumprimento curiozid. = catolicamente Caxr.te = diligente dilig = diligencia dinr. Abbde = Dom Abbade D.º = dinheiro .o = cuidado cuido = cuidado cumprim.52 castid. = cobranças Collegº = Collegio Collº = Collegio Colº = Colegio Communidad = Communidade Communid = Communidade comonid = comonidade comp.te = deligente deligenteme = deligentemente deligte = deligente delligte = delligente dep. = civilidade cobr.s = depois deps = depois deq' = de que Desembrº = Desembro desgraçadame = desgraçadamente dezbr°.ª = dada daq.s = Deus d.ª = companhia Comp = Companhia compª = companhia companhe.o = Deixando delig.ª = Caxoeira cazualid = cazualidades Cazualm.o = dito D. = Cazualmente Cid.= dezembro Dezbro = Dezembro dezº = dezejo digname = dignamente dignamte = dignamente dilig. = Cidade civilid. = Dom D.ta = dita d.º = considerando contentamto = contentamento conventualmte = conventualmente Convt = Convento Conv = Convento convtos = conventos to o to ro os a e e e as e e te es te cordialmte = cordialmente coriozide = coriozidade corrte = corrente cruelmte = cruelmente cuid.

de = grande grades = grandes gradualmte = gradualmente gratuitamte = gratuitamente gravemte = gravemente gravide = gravidade grd. Fr. = Espirito esquecim = esquecimento eternid. = filhos faculd.53 directame = directamente dirto = direito divertimtos = divertimentos d = dito Do = Doutor d = ditos Dout = Doutores ou Doutos Dr = Doutor Dr.te = finalmente Finalme = Finalmente fº = filho Fr. Patri = Gloria Patri gra.to e to r os os r o fd.tos = effeitos eficazmte = eficazmente ef = efeito em qto = em quanto empº = empenho emport = emportante emq = emquanto Encar cam .e = grande humanides = humanidades humilde = humildade id.co = Framcisco Francº = Francisco freqte = freqüente fto = feito fudam to = fudamento fundamto = fundamento Gal = Geral geralmte = geralmente Gl. = fazendo fazd. = Doutor Frei D . Fr. = faculdade falecim.e = idade Igrª = Igreja igualmte = igualmente imediatamte = imediatamente imfermrº = imfermeiro impedimto = impedimento indirectame = indirectamente infalivelme = infalivelmente infalivelmte = infalivelmente infelizmte = infelizmente infermide = infermidade infermides = infermidades injustame = injustamente instes = instantes = Encarnaçam enfermide = enfermidade Engº = Engenho entendim.to = fengemento festivides = festividades Feverº = Fevereiro Fevrº = Fevreiro fidelide = fidelidade finalm. = eternidade eternid = eternidade Ex = Excelentíssimo exactamte = exactamente exemplarid.e = exemplaridade Ex mo e e to o to to = Excelentíssimo Exmº = Exceletíssimo extremides = extremidades f. = Doutor Frei drº = dinheiro Ds = Deus eff. = Frei Fram.to = fallecimento fasendro = fasendeiro faz.to = falecimento falescimto = falescimento falicim = falicimento fallecim.ª= fazenda felicide = felicidade feliscide = feliscidade felizmte = felizmente fengem. = fazenda faz = fazenda faz das da a do to e os = fazendas . = entendimento entendim = entendimento Esp.

R. = Mui Reverendíssimo Padre Pregador Frei M. R. Jubº Fr. R. R. D or e al e e a a e e e te te e te M. Pregdor. Fr. Pregor F. = Mui Reverendo Padre Pregador Frei M. Prov Fr = Mui Padre Excelentíssimo Provincial Frei M.e F.e Ex. Pe.e Preg. R. R. = Mui ReverendíssimoPadre Excelentíssimo Provincial Frei M. M. = Mui Reverendissimo Padre Mestre Frei M. Proval Fr. P. R. P. = Mui Reverendíssimo Padre Mestre Excelentíssimo M. R. R.s = mesmos ou mais Fr. Preg.º = Janeiro Janrº = Janeiro ou Janero Jan ro = Janeiro ou Janero Jubº = Jubilado juntam. = Mui Reverendíssimo Padre Mestre Frei M.ma = mesma m. Pregdor = Mui Reverendo Padre Pregador M. M Fr.e Fr.o R. = Mui ReverendíssimoPadre Pregador Jubilado Frei M.e = Mui Reverendíssimo Padre M. Abb. R. Pe.Abbe = Mui Reverendíssimo Padre Dom Abbade M. P. M. Pregdor Fr. = Mui Reverendíssimo Padre Pregador Frei M. = lembrança lentam = lentamente lentamte = lentamente Lexª = Lisboa liberalmte = liberalmente liberd = liberdade licª = lincenca liçª = licença livremte = livremente Lxª = Lisboa M. R. = Mui Reverendissimo Padre Excelentíssimo Abbade Frei M. P. Re.or Geral Fr.is = mais m. R. P. Pe. Ex.te = juntamente juntam = juntamente justame = justamente L. = Mui Reverendíssimo Padre Mestre Doutor Frei M. P. P = Mui Reverendo Padre M. = Mui Reverendissimo Padre Pregador Geral Frei M. R. = Mui Reverendíssimo Padre Pregador Frei M. R. Ex.ço = Março M e = Mãe ou Mestre m. R. R. = Mui Reverendísimo Padre Pregador Frei M. R. = Mui Reverendíssimo Padre Mestre Jubilado Frei M.e Fr. M. Pe. R. Pe. R. R. = Mestre M. Pe. Pgor Fr = Mui Reverendíssimo Padre Pregador Frei M.or Geral F. Pe.e = Mui Reverendíssimo Padre M. Ex. Me Dor Jubº = Mui Reverendissimo Padre Mestre Doutor Jubilado M.ço = Março M. P.r = Muito Reverendo Padre Pregador Geral Frei m.e Fr. P.mo = mesmo M. = Mui Reverendissimo Padre Mestre Frei e . Pe.e Preg.o = Junho ou Julho Janerº = Janero Janr. P. P . Pregdor Fr. Pe . P. R.e M. P. Pe D.r = Mui Reverendissimo Padre Mestre Frei M. Me Jubº Fr. P. = Mui Reverendissimo Padre Frei M. Pregor Fr.54 instrumto = instrumento instrumtos = instrumentos insuficientem = insuficientemente inteiram = inteiramente inteiramte = inteiramente intelig = inteligente intellig = intelligente intendimto = intendimento inutilm = inutilmente Irmand = Irmandade J. Pregdor = Mui Reverendíssimo Padre Pregador M. P. P. R. = Lisboa lastimozame = lastimozamente Lças = Lembranças lembr.or Fr. R. R. Me. P.

= Muito Reverendo Padre Pregador Frei m. Fr. = Muito Reverendissimo Padre Pregador Frei m. = Nosso Mui Reverendo Padre Excelentíssimo Provincial Frei N.o = Mosteiro Most. = mandou md. = mundo md. P. Provincial Fr. Fr. Fr. Pe. M.eFr. = muito Reverendo Padre Excelentíssimo provincial Frei mto R. R. R. P.º = mudado mudamte = mudamente mudamte = mudamente mudº = mudado mutuamte = mutuamente N = Nosso N.os = Mosteiros Most = Mosteiro movimto = movimento m = muita mtas ms = muitas mais ta ro os e e e o . Pe. = Nosso Mui Reverendo Padre Excelentíssimo Provincial Frei N. Fr. Me. = muito Reverendíssimo Padre Frei M. M.to R. R.Muito Reverendo Padre Mestre Jubilado Frei mto R. Dor. Provinal Fr. R. = Muito Reverendo Padre Mestre Frei Mto R. Fr. Exprovincial Fr. R. = Nosso Mui Reverendo Padre Excelentíssimo Provincial Frei N. Fr. P. M. P. P.tas = muitas m. = Nosso Mui Padre Excelentíssimo Provincial Frei N. Pe = Nosso Mui Reverendíssimo Padre N. Proval Fr. P. P. Pe. M. tos to e r = muitos M. = Nosso Mui Reverendo Frei N. Fr.tos = Muitos Mª = Maria maduram. M. Provial Fr. R. Me.o = Mosteiro Mostr. Pe. = muito Reverendíssimo Padre Excelentíssimo Provincial Frei mto R. P.e = muito Reverendo Padre M. R.55 m. = Muito Reverendo Padre Pregador Frei mtos = muitos mud. Me. M. R. Ex. P. = muito Reverendo Padre Mestre Doutor Frei Mto R. P. M. = Nosso Mui Reverendo Padre Frei N. mas isolado em função das caracteristicas do traçado da escrita) Mto R.ou = mandou Me = Mãe Mel = Manuel M de S An = Manuel de Santo Antonio melhoramto = melhoramento merecim = merecimento merecim mes ma tos to el to to ou o e te = merecimentos Mes = Mestres = mesma mil rs = mil réis mis = mais mocide = mocidade Monstr = Monsteiro Montr o = Monteiro moralid = moralidade moralm = moralmente mortalm = mortalmente Most. R. Ex. Pe. Fr. P. = muito Reverendo Padre Pregador Frei Mto R. Fr. Ex. Pe. P. M. = Nosso Mui Reverendo Padre Frei N. = Muito Reverendo Padre Mestre Frei mto R. M. P. = Muito Reverendo Padre mto R. Pe.te = maduramente maduram. Me Ex Proval Dor = Nosso Mui Reverendíssimo Provincial Doutor Padre Mestre Excelentíssimo R. R. Fr. R. M. P. to to mte = mente (para formar advérbios. Ex.o = mundo md. Jubº Fr. Pregor. M. = Mosteiros Mostero = Mosteiro Mostr. = maduramente Mage = Magestade Magestad = Magestade mande = mandante md. Ex. =. Proval Fr. P. = muito Reverendíssimo Padre Mestre Frei Mto R. P. M.to = muito m. Ex = Nosso Mui Reverendíssimo Padre Excelentíssimo N. Pregor. Pregador Fr.

Pregor Fr. Fr. P .la = pela p.56 N.ª = noticia novame = novamente novamte = novamente Novbº = Novembro Novbrº = Novembro Novcos = Noviços Novos = Novos(não há abreviação) O. Fr. = Nosso muito Reverendo Padre Excelentíssimo Provincial Frei not.los = pelos p. Ex.ª = para P.B. M. = Padre Frei P. = Padre Frei Pe. Fr = Padre Frei P.tos = offerecimentos offerecimto = offerecimento Olivrª = Oliveira opprimdo = opprimido Ordend.ro = primeiro p. M. = Padre Pregador Frei p. Ex.te = Passante Passte = Passante Pe Fr.S. R.o = Primeiro p. = Nosso muito Reverendíssimo Padre Excelentíssimo provincial Nosso m Reverendo P . = ordinariamente ordinariame = ordinariamente ornam. = Nosso Mui Reverendíssimo Padre Mestre Excelentíssimo Provincial Frei N. S. = Nosso Muito Reverendo Padre Excelentíssimo provincial Frei N.tes = partes pª = para pª q’ = para que pacª. Ex.r = por p.s = pois p. Franco = Padre Frei Francisco te . R.e = Padre P.º = Ordenado ordinariam.to = ornamento P.r = para p.e = ociozidade e e e to e to e or offendº = offendido offerecim.S.es = Padres p. Proval Fr. Fr. Exprovincial Fr.ro = primeiro p. = Padre Frei Pe. Snr. Preg Fr. Provincial Fr. = Nossa Senhora naqla = naquela naqle = naquele Nascimto = Nascimento natal = natal Nativide = Natividade naturalme = naturalmente necesside = necessidade nimiame = nimiamente (minimamente) nº. M. = Padre Mestre Reverendíssimo Pregador Excelentíssimo Provincial Frei P.lo = pelo p. R.za = nobreza Nosso m R. = Padre Frei P. Me.e Fr. = número nobr. = Ordem de São Bento obede = obediente observ.ª = noticia not. P.te= observante observan. Provincial Fr.ra = Nossa Senhora N. Reverendo Padre Exprovincial Fr. P. = pacífica par = particular paraq’ = para que paraq’ = para que particularme = particularmente particularmte = particularmente Pass.te = observante observte= observante obst = obstante obst = obstante occiozid = occiozidade ociosid = ociosidade ociozid. Pe = Nosso Padre N.te = parte p.tes = partes p. = Nosso Mui Reverendíssimo Padre Pregador Frei N.m = porem P. Pe.a = Nossa Senhora N. M.

e = Prezidente Prezidª = Prezidência Prezide = Prezidente Prezidº = Prezidido prim. = Padre Pregador Frei P .os = primeiros prim.m = perfeiçam perfeitam = perfeitamente perfeitam = perfeitamente perf = perfeita perf tos ta te e to e es or = perfeitos co Pern. = Pernambuco Pernam = Pernambuco Pernambº = Pernambuco Pernamco = Pernambuco Pernbº = Pernambuco Perncº = Pernambuco pestilt = abreviatura ainda não identificada Pg = Pregador Pied.to = procedimento Procºr = Procurador Procrº = Procurador promptame = promptamente promptamte = promptamente pros = primeiros Prov. = piedade p = pela plos = pelos pº = pro ou paroco pontualid = pontualidade por q’ = por que porq’ = porque possibilid = possibilidade Pr .ro = primeiro primeiram. = premeiros premrª = premeira os or o .te = primeiramente primr.to = perfeito perfeiç.co = Pernambuco Pernam. = Padre Pregador Frei penalid. Pregdor = Padre Pregador P .57 Pe. Preg e e dor Premrne = Premeiramente premrº = premeiro Prerº = Premeiro Presdte = Presidente Preside = Presidente Presidte = Presidente Prezd.ª = Pereira Perbº = Pernambuco perf. = primeira preciosam.do = quando Fr. Pregº F.or = Pregador Preg dor urbº = Pregador urbico ou Pregador urbano Preg Jub = Pregador Jubilado Prelº = Prelado premr. Fr = Padre Mestre Frei Pe.e = Piedade pied.os = primeiros piamte = piamente primrº = primeiro principalm. = Padre Pregador Frei Pe.o = primeiro prim. = penalidades penalid = penalidade pensam = pensamento pensamtos = pensamentos Per. Preg Fr.te = principalmente principalme = principalmente principalmte = principalmente pro = primeiro probide = probidade probrem te = probremente procedim.al = Provincial Provª = Providência ou Provedoria ou Província Prova = Província Proval = Provincial provalvelmte = provavelmente Provdor = Provedor provimto = provimento prq’ = porque prque = porque prte = parte prude = prudente prutamte = pruntamente pte = parte publicamte = publicamente Pulpto = Pulpito q.q’ = Porque p m a r tos e e la e or e bo = por muitos te pr. Me. = preciosamente Preg.

to = sacramento Sacram. = Santo S. Francº = São Francisco S. de Janrº = Rio de Janeiro R. Ex = Reverendo Padre Excelentíssimo R. = Santa S.e = Santa Madre S. = Senhor Snr.º = Reprehendendo Requerim. M. = Reino R. = quais q.ª= Santíssima Sma = Santíssima Smº Pe. Berndo = São Bernardo S.es = qualidades qualid = qualidade qualides = qualidades qualq = qualquer quantid = quantidade R P. = São Francisco S. = Reverendo Padre Frei Ribrª = Ribeira Ribrº = Ribeiro Rm.58 q.to = Santo Sª = Silva. = respeito respº = respeito respto = respeito Revemº = Reverendíssimo to . = Reverendo Padre Frei R.tos = sacramentos Sacramentos = Sacramentos sagacid. = Reverendo R.º = Septembro sepuldo = sepultado sincerid.to = salvamento Santid.to = quanto q’ = que q’s = quais qdo = quando qs = quais qtos = quantos qualid. Fr.tos = Sacramentos sacram. F.r = Reverendo Padre Frei R.e = sagacidade salvam. = raridades Rdo.es = quaes q.e = saudade segª = segunda segd.e = sinceridade Sm.l = qual q.to = Requerimento resp. P. = São S.ª = Senhora = Reverendíssimo mo Rem. = Santíssimo Padre Snr. Pº = São Paulo S.zo = Religiozo religiosam = religiosamente Religº = Religiozo Relig = Religiosos Religzª = Religioza R em os te te es no no e r e s Revrdo Pe.m = quem q. Silveira ou Sousa sacram.r = qual quer q. Pe Reverendo Padre realm = realmente reccessivamte = reccessivamente recolhimto = recolhimento regulamto= regulamento Relig. Franco.Fr. P.a = segunda segda = segunda segda = segunda segdo = segundo sege = seguinte segte = seguinte sent ca = sentenca sentimto = sentimento sentimtos = sentimentos Septbr.ª = Santíssima Sm. = Reverendíssimo rendimto = rendimento rendimto = rendimento repentiname = repentinamente Reprehend.ta = Santa S. = Reino rarid.e = Santidade Sapatrº = Sapateiro saud. = Senhor Sñr.l q.o = Reverendíssimo Rº = Reino S.

º = Subrinho successivam = successivamente sufficientem = sufficientemente sufficientem = sufficientemente suffrimto = suffrimento sumame = sumamente superfluides = surperfluidades superiorid = superioridade t.ª = Senhora Sr.te = vocalmente voluntariamte = voluntariamente vontad. Sacram = Santíssimo Sacramento SS º = Santíssimo Sta = Santa sto = santo s tos tos m to r te e e tranquillide = traquillidade trigesimo 7º = trigesimo setimo Trinde = Trindade ultemame = ultemamente ultimam.º = todo tenacid = tenacidade tercº = terceiro terç = terçeiro tercrº = terceiro testamto = testamento totalm. = Senhor Snrs = Senhores socied.e = universidade urbanid.e = vontade vontade = vontade vonte = vontade Vr = Vieira Vrª = Vieira suaveme = suavemente suavemte = suavemente Subr.a = verdadeira verdadr° = verdadeiro verde = verddade verdr.59 Snr’.es = verddades verdad.e = utilidade utilide = utilidade = santos Sacram tos S = Santos Sacramentos v.ª = tanta t. g. = totalmente totalm = totalmente totalm = totalmente tp. = verbi gratia Vª = Vila vª = vila vaide = vaidade Val ca = Valenca valimto = valimento verd.a = Vieira virtes = virtudes vocalm.ra = verdadeira verdadeirame = verdadeiramente verdadeiramte = verdadeiramente verdadr.e = urbanidade Urbº = Urbico ou Urbano utilidad.ª = verdadeira Vir. = tempo tpº = tempo tranquilamte = tranquilamente o te e te o e e te e te . = sociedade Socied = Sociedade som = somente S = Senhor Sr.ª = Senhora SS.te = ultimamente ultimame = ultimamente ultimte = ultimamente univercide = univercidade universid.

.

ma sorte quan – do fallar algumas veses nesta palavra Santo. e naõ as pessõas. . ao decreto do <†> [↑SSmº] P. e nas acções.do referir algum – caso milagroso. to 7 Todas estas alterações aqui indicadas são feitas na escrita original.e Urbano oitavo. que mereceo a fé humana. e quando disser. foi anulada. protesto q’ nestas vidas de Monges.7 5 10 15 Em cumprim. no entanto. q’ passaraõ a – Bemaventurança. a lápis. q’ faleceraõ neste Mosteiro de S. Sebastiaõ da Bahia da ordem do Prin cipe dos Patriarchas S.61 5 TRANSCRIÇÃO [fº1rº] Dietario das vidas e mortes dos Monges. q’ tudo isto he disendo respeito – aos costumes. algum beneficio especial – de Deos. e da m. mais do que aquelle. q’ escrevo. q. e q’ tambem naõ paraq’ se lhe de outro credito. toda a última parte da frase: <Prin <[↑Imperio]> cipado> [↑ no] [↑↑Imperio] do Brasil> (APFL). posteriormente. Bento no <Prin <[↑Impe rio]> cipado> [↑ no] [↑↑Imperio] do Brasil.

está sobrescrito o número 1. assim como estavaõ fasendo em toda Europa na sucessaõ de tantos seculos com grande utilidade da Igreja Catholica e adiant(..62 [fº2rº] 5 10 15 20 Ao depois8 q’ os Mosteiros Benedictinos do Reino de Portugal se unirão em um só corpo por ordem do Sñr. do ano de 1575 é sobrescrito o número 8. Bem to Religioso expedito. (APFL) . logo no segundo capitulo ao11 depois da reforma celebrada12 em Lis– bôa no anno de 157513. se concedeo faculd.. Cardeal Rei.e ao Rm. de q’ nesta Ci– dade se fundasse um Mosteiro de Monges – Bentos. ordenada uma congregaçaõ9 q’ vivesse debaixo da cabeça de um Geral conforme a Bulla do Rm. na entrelinha superior. (APFL) 10 No original.o10 P. (APFL) 12 Sobrescrito ao <a> encontra-se um <o>. e intelligente com carta sua ao nobilissimo Senado da Camara.) -1- 8 No original. vê-se a correção sobrescrita. Pedro de S. informado de q’ – esta Cidade da Bahia era a Capital do Bra sil.te aconselhado.º eleito. Rmo encontra-se riscada (anulada). Placido de Villalobos.os nas partes ultra marinas. q’ entaõ – era Fr. na q. paraq’ este / sendo do agrado da Magestade / podesse mandar Monges á fundar Mostr. paraq’ estes nesta quarta parte do – Mundo se empregassem nos exercicios de vir– tude. (APFL) 9 No original. Ao está riscado (anulado) e o <d> minúsculo de depois está sobrescrito para um <D> maiúsculo.e Pio Quinto. de 1580.º14. e. estando o último dígito sublinhado (APFL). alterando o <c> minúsculo para um <C> maiúsculo..e. é escrita na entrelinha superior a palavra Geral. maduram. 14 Depois de Rmº. foi acrescida a abreviatura de Santíssimo (SS). e pied. O Rm. e na margem esquerda encontra-se a data de 1875.l representara o desejo q’ tinha. ao encontra-se (riscado) anulado. (APFL) 13 Sobre o último número 5. despachou no anno de 158015 ao Irmaõ Donado Fr. (APFL) 11 No original. (APFL) 15 Sobre o zero.

Bento.foi acrescentada. mas antes com18 -2- 16 17 Depois de Sñr. digo Fernando – Vás. Antonio Barreiros. insinuando ao Irmaõ Fr. q’ existia neste lugar. Antonio Fernandes Pantoja. concederaõ a licença.te devemos dar o titulo dos nossos primeiros Bemfeitores com grande gosto. Gabriel Soares de Sousa.to espiritual das almas.foi acrescentada. concedendo juntamte as licenças. D. na q.l se mostrava interressado. a entregou aos Monges Bentos com todos os seos preparos. Naõ duvidou o Capitaõ General Governador destes estados o Sñr. escrita na vertical.63 [fº2vº] 5 10 15 20 adiantam. Antonio da Costa. dignissimo Bispo. q’ da sua parte lhe tocava. q’ dellas necessitavaõ p. q’ entaõ eraõ.ª a nova fundaçaõ pedisse ao Illustrissimo Sñr. a paravra Bispo. o dito Sñr16 sem q’ pusesse duvida – alguma. (APFL) Depois de Sñr.ª nova fundaçaõ. e os Camaristas. encontra-se a seguinte informação: Diego da Veiga falleceu em 4 de junho de 1581 (APFT). Bento de Avis no Reino de Portugal. na entrelinha superior.17 Lourenço da Veiga – confirmar as ditas licenças. em q’ está fundado este – Mosteiro. Joaõ – Velho Galvaõ. q’ p. e consolaçaõ sua. Pedro de S. a paravra Bispo. por ter sido Prior de S. Fernando Pantoja. . q’ entaõ era deste Bispado. Sebastiaõ. Leo-se esta carta no Senado. de baixo para cima. na entrelinha superior. (APFT) 18 Na margem direita. aos quaes justam. ― uma Capella do glorioso Martire S.

e Fr. José. Plácido da Esperança. o qual recebendo esta noticia p.64 [fº3rº] 5 10 15 20 com m.ª elle taõ desejada. Correndo o anno de 1584. Alcançada a provisaõ real. voltou o Irmaõ Fr. Bento. mais um Corista ordenado Subdiacono. P. Fr. todos – dotados de prendas. e a Religiaõ. a honra de Deos. Manoel de Mesquita. e dous Donatos. e utilidade das almas. na repeitavel pessoa – do M. (APFL) O <s> está complementado com o alongamento relativo à letra <z> minúscula. com q’ servissem a Deos.to gosto concedeo tudo o q’ nesta materia podia. e se assignou aos vinte cinco de Abril de 148119. Fr. e subditos oito – Monges. ao depois de dar a Deos as devidas graças.ª o Reino a levar ao Rm. cujos nomes saõ os seguintes. R. Fr. dando-lhe por companhe. Com estes prosperos principios q’ já eraõ annuncios – de felises progressos.os. encontra-se o número 5. chamado Fr. Francisco. entrou na diligencia de ir buscar sugeitos capases de corresponder as suas pretenções. (APFL) . e na sua perfeita observancia decobrio os requisitos necessarios p. Joaõ.ª uma empresa20.º a reposta do Senado. Pedro Ferraz. Pedro p. todos estes Sacerdotes. Joaõ Porcalho. appa-3- 19 20 Sobrescrito sobre o número 4. Antonio Ventura. Fr. e Fr. Fr. o nomeou por fundador. em q’ tanto interessava. Fr.

e – a seos annos. porque – -4- . na – qual trasiaõ toda a sua esperança. no q. as suas virtudes.to desta Cidade. se escusaraõ. veneraçaõ e respeito devido ao seo estado. e foraõ buscar a Capella. e o zelo das suas – almas era o fim unico. certificados – q’ nella tinhaõ um thesouro infalivel. mais q’ a divina. assim o experimentaraõ. q’ pelo tempo adiante havia de ser o esplendor. q.tos e grandes foraõ os offerecim. recolhendo-se as suas casas a ella contiguas. Em breves tempos deraõ elles a <acontecer> /conhecer\ aos habitadores – da terra. q’ a honra de Ds. q’ os trasia a estabelecer nesta quarta parte do Mundo uma Religiaõ taõ nobre. porem com attençaõ.l – haviaõ de achar o necessario p.ª conseguirem o – fim dos seos louvaveis intentos. sem outra providencia. q’ lhes estava destinada. q’ deviaõ. como esclarecida.tos q’ lhes fiseraõ as pessoas principaes da terra p. e ornam. nella deraõ principio a um Mosteiro. as quaes redusidas a clausura. M.65 [fº3vº] 5 10 15 20 appareceraõ nesta terra aquelles mensageiros do – Sñr.ª sua hospedagem.do os moradores desta Cidade os – foraõ receber com a caridade.

para acompanharem os Coros dos Anjos da – Gloria. q’ com as – suas lettras acreditaraõ as cadeiras. e virtudes. com que se preparavaõ na – terra. Agora neste Dietario se pertende dar uma breve noticia da vida. a perfeiçaõ – de culto. Pregadores. p.ros Monges q’ fallecer-5- . e adiantam. No Coro cantando os divinos officios com tanta devoçaõ. q’ tanto – se empregaraõ no serviço. deq’ se ordenava a Comunidade. q’ com – a sua eloquencia desempenharaõ os pulpitos. e finalm. e admiraraõ a – observança da regra.ª q’ se naõ – perca de todo a memoria de uns Monges. q’ com as suas instruções edificaraõ os penitentes. A vida.66 [fº4rº] 5 10 15 20 porque naquelles poucos Monges. e da morte de cada – um destes Monges em particular.to das – almas. q’ parecia um – anticipado ensaio. e das cerimonias. Do seo principio tem este Mosteiro florecido em – suas lettras. de Deos. e estatuos. e confessores. compostura. e a morte dos prim. a frequencia dos – pulpitos. e decencia. viraõ.te o exemplo nas acções. e nas virtudes. e confessionarios. porque sempre teve mestres.

José de Jesús Maria. q’ tem havido nesta matéria.do invadiraõ esta terra.e Fr. O primeiro Monge q’ faleceo neste Monsteiro foi seo fundador.a o agradecimto. e a morte deste prim. Bernardo da encarnaçaõ. desapareceo a – noticia de alguns delles. as acções heroicas. Abb.te se queixaõ de grande descuido. perderem a gloria.do para nos devia ser – de saudosa memoria p. . q. R. q. e do M. [↑Antonio] Florencio. P. porem esta falta se pode atribuir ou as hostilidades. – e poderá ser q’ melhor fortuna logrem sepultadas com suas cinsas. R. mais se empenhavaõ em executa-las.67 [fº4vº] 5 10 15 falleceraõ neste Monsteiro. P.ro Prelado – -6- 20 21 22 Sobre o <O> maiúsculo estaõ sobrescritos um <H> maiúsculo e um o minúsculo (APFL). ou porq’ os nossos Monges antigos. dos Olan21deses.e Fr. O nome Florêncio aparece riscado / anulado a lápis (APFL). P.e Fr.a o exemplo. do q’ em escreve-las.22 – Ventura. R. e as suas – louvaveis acções faserem-se recomendaveis a – nossa lembrança p.e M. os quaes justam. o M.e Ex. e as q’ hoje se consertavaõ – das mais antigas se devem ao inconsideravel – disvello do M. A vida. com q’ deviaõ ser – applaudidas. do q’ por mal – explicadas.

a fundador da Religiaõ Benedictina nos estados do Brasil. porem elle fiado nos acertos da obidiencia. – p. q’ elles tinhaõ achado pela mercê do m. Pedro Ferraz. e presentes os mais religiosos. por sobreposiçaõ.mo Sñr.a o seo intento. deq’ elle era o nomeado p. e do seo disvello. Após era foi acrescentado o de (APFL). sem repugnancia se – encarregou dos trabalhos. q. /dessendo/24 a esta terra. q’ lhe foraõ emtregues. q’ sabia. as heroicas acções – do seo zelo. /dessendo/ está riscado e substituído. as vontades dos moradores promptas para os ajudarem. na entrelinha superior.do lhe deraõ a noticia. naõ deixaraõ de se lhe representar as difficuldades do emprego. e capella. lhe repre(sem)tou a importancia do negocio. Elegeo por seo Prior ao Pe. por . agora da sua parte lhes -7- 23 24 25 vencidos foi substituído. q’ com vivas expressões soubesse – representar a posteridade. e (o) tratrabalho. por chegando (APFL). tomou posse das casas. e os tinha posto – em um lugar taõ sufficiente e acommodado. . Em – idade avançada se achava este perfeito regilioso.ros. a q’ vieraõ.68 [fº5rº] 5 10 15 20 Prelado. do seo trabalho. Fr. deque estavaõ encarregados.Vencidos (APFL). q’ Deos os tinha trasido a – salvam. e como era25 fundar um Convento.to as terras taõ distantes. e fundador deste Monsteiro eraõ dignas – de uma pena. o esperavaõ por mar – e por terra vencidos23 os prim.

. e com – patrimonio sufficiente p.a tudo.69 [fº5vº] 5 10 15 20 lhes podia empenhar-se com todas as suas forças.a fundar o Mosteiro. Mandou dar principio – a obra com tanto fervor.s e adiantamento. e com o respeito devido a um Prelado. todos se disvellaõ. Estes. como de – Patrimonio p.te lhes advertia.te no serviço de Deos. em breves tempos se vio com grandes aumentos.a sustentaçaõ dos Monges. q’ o adotara – de valor. e ao depois no – trabalho da Religiaõ.a q’ estavaõ destinados.s dentro.s. cheio do zelo da honra de D. e outros paternaes avisos. tanto das esmollas p. Efinalm. e disposiçaõ p. q’ a exemplaridade de – suas vidas podia ser melhor attractivo. e fora do Convento. da sua Religiaõ. de sorte q’ o fundador em seus dias chegou – a ver o Convento quasi completo. todos trabalhos26. Como a obra corria por conta de D. q’ logo dẽo aconhecer – a D.a cousas grandes. p. Já entre os Monges se naõ falla mais em – descanço. primeiram. estaõ promptos p.a sustentar os – -8- 26 Sobre os de foi sobrescrito aõ (APFL). nenhum se isenta. e saudaveis – conselhos receberaõ os Subditos com as lagrimas nos olhos.

com q’estavaõ – na opiniaõ de todos.ro q’ elles. q’ bastassem p. tinha chegado a noticia das – -9- 5 10 15 20 . no fim do anno de 1586. Naquella terra. aonde – prim. e o P.e Fr. R. e de noite. q’ nesse tempo estavaõ discubertas do m. mas sim pelos exercícios das virtudes. elle condescendendo com os seos louv(avei)s desejos lhes mandou aquelles dous exemplares da – paciencia o P.e Fr.a lhe dar principio. lhes mandassem Monges p. e outros actos de comunid. adquerida naõ pelos caminhos da lisonja. q’ era o seo Prior.a o q’ queria concorrer com o necessário p. Joaõ Porcalho por seo companheiro. como – tambem a grande aceitaçaõ.e Fundador.70 [fº6rº] os Religiosos. P. os quaes partiraõ deste Monsteiro na opiniaõ mais bem fundada.a cumprir com as obrigações do côro. os moradores da Cidade do Rio – de Janeiro solicitaraõ do M.e Divulgada a fama pelas partes do Brasil. Pedro Ferraz.a nella levantarem um Monsteiro.to q’ se empregavaõ aquelles perfeitos Religiosos nos divinos louvores de dia. p.

e fasendo-lhe uma pratica. .tas lagrimas. foi delle aumentando uma molestia. e elles com m. ao depois de deixar fundado um Monsteiro. emtrou a preparar-se p. foi falecido com -10- 27 Neste ponto.71 [fº6vº] 5 10 15 20 das suas virtudes. o suporte está danificado. Entregou ao seo Prior Fr. e por terra sempre os – tratava com amisade. destituido já de forças p. q’ padecia.tos actos – de piedade. o q’ se esperava da sua perfeita observancia. q’ por mar.s. Placido da Esperança. mandou chamar os Religiosos.a a morte. e de noite. posteriormente (APFL). e com a exemplaridade das suas vidas.r se verem privados da compahia de um Prelado. estabelecido com – patrimonio sufficiente p. a q’ fossem perfeitos. e dispondo-se com m. completos os seos dias.a a sua conservaçaõ. em q’ – lhes advertia como Prelado. e a informação do conteúdo (o número 7) foi acrescida a lápis. desempenharaõ com acerto. e amor de D. e alguns meses em continuo trabalho de dia. e desenganado estarem. das suas disposições. q’ todos os dias – esperava. se despedio de todos – com m.a a vida laboriosa. Passados 727 annos. e os avisava como – Pai.tas mais p. o – governo da casa. tudo. e amor de Pai.

72 [fº7rº] 5 10 2º 15 20 com a graça dos Sacram. Governou tres – annos como Abb. e no serviço da Religiaõ. ao que lhe era mandado. e caritativo. obedencendo com promptidaõ. e a sua pessôa.a esta terra.e Fr.to do seo sucessor o M. se empregasse nos actos de caridade. Urbano professo na Congregaçaõ. deixando-nos no exemplo da sua – ajustada vida um bem acertado dictame.e. q’ morreo vindo embarcado p. emquanto viveo. R.a conseguimos a perfeiçaõ religiosa. frequentando o Côro.tos. Faleceo em 13 de Desembro de 1591. p. Luiz do Espirito Sancto. Era religioso – observante.a este Monsteiro. O Segundo monge falecido neste Monsteiro foi o P. e mais – actos da comunidade.s religiosos. e porisso foi mandado p. tres como Presidente. por falecim. Falecêo dis-11- . Na pedra da sua sepultura se descobrem as lettras do seo – nome na porta da Sacristia. para q’ nelle em companhia dos m. P. poz termo a sua perigrinaçaõ. aonde foi emterrado com as honras devidas ao seo lugar. assim o praticou.e Fr.

602. no seo governo fez as partes de bom Prelado. sendo D. a qual – naõ chegou a experimentar os eff.ro anno do seo governo acabou os dias de sua vida. e de conhecida capacidade – p. e o patrimonio da Religiaõ. R.s. Fr.r breve Pontifício todos os privilegios dos Dons Abb. O Terceiro foi o N.tos em 7 de Agosto. Era religioso de – vida exemplar. M. Paulo Peixoto. e da rectidaõ. o ellegeraõ Providencial da Provincia.e o M. com q’ se houve na sua Abbadia. Clemente das Chagas. porq’ no prim. q’ era juntam. Abb.te Provincial.e Fr. a observancia regular. da prudencia. Foi Abbade deste Mostro. assim como tambem o foraõ os seus tres Successores. e dahi por diante ficaraõ os Reverendissimos Provinciaes gosando p. R.tos da sua observancia. de 1. P. tendo -12- .73 [fº7vº] 5 3º 10 15 20 disposto com os Santos Sacram. zelando a honra de D. Certificados os – Prelados Superiores do zelo. sem o serem de casa alguma. professo na Congregaçaõ.es.a occupar os lugares mais auctorisados da Religiaõ.

tos Com mtos – acctos de catholico. q’ nesse tempo governava. O Quarto foi o Pe. Faleceo em 10 de Outubro de 171928. q’ este exercicio hé o mais nobre. Veio a esta Província mandado pelo R. Na margem esquerda. e consolaçaõ de sua alma.74 [fº8rº] 5 4 10 15 20 tendo recebido os ultimos Sacram. sendo D.e o N. e como eraõ -13- 28 29 30 Acima do dígito 7 encontra-se o dígito 6 (APFL). invadiraõ os Olandese30 esta terra. assistindo. quando o Monstrº já – contava quarenta annos de fundaçaõ.m professa a vida religiosa. e frequentando o Côro com tanta alegria. Neste m. Abb. e o principal. M. Joaõ do Deserto professo na Congregaçaõ. e os mais delles empregados no serviço de – Dêos.tos. no anno de 1– 62429. Diogo – da Silva. o mais sancto. P.a nella exercer as prendas.mo anno. Realmente não há concordância no original. . de q’ era dotado. encontra-se um ponto de interrogaçaõ (APFL). R. acabou a vida preparado com a graça dos Sacram. Fr. porq’ socorrido de uma perfeita voz exercêo por m. de q.tos annos de idade. e da Religiaõ. Ignora-se o Prelado.e Fr.tos annos o emprego de Cantormor. Com m.mo p. como quem sabia. desempenhou a sua obrigaçaõ.

desta victoria.a salvarem as vidas. os poseraõ em vergonhosa retirada no seguinte anno de 1. se retiraraõ p. deixando tudo assolado. P.tas necessidades. e saqueados os arrasaraõ. Cosme – de S. um dos 3 Monges.e Fr. com mais 3 Religiosos e reedificar o Mostrº e a convocar-se Monges. Ao depois. q’ andavaõ dispersos. aos quaes ao depois de roubados. lamentavaõ a total destruiçaõ – de um Mostrº q’ tanto lhes custara.625. como se dirá na sua vida. e prim.mo novo Prelado. e – destruido. Reedificado o – Convento continuaraõ os Monges nos costumados – exercicios. Tiago. era Fr.ro objecto de suas dannadas intenções. o Prelado parece ser o M. aonde padecendo m. e castelhanas triunfando destes mortaes inimigos da fé catholica. q’ a Portugal chegou a noticia.75 [fº8vº] 5 10 15 20 eraõ uma infernal mistura de Luteranos. R. foi o total estrago dos templos sagrados. assim – andaraõ até q’ as armas portuguesas. os Religiosos p. mandou o R. Paulo do Espírito Sancto grande Bemfeitor deste Mostrº.a o Certaõ. aumentando-se cada vez mais a regu-14- . e – Calvinistas.

e como nellas preseverasse. e maior adiantam. eliminar este grafema por raspagem. com as lagrimas. o qual o recebeo.76 [fº9rº] 5 regular observança pelo maior numero de Religiosos. até este presente ano de 1776. 5 O Quinto Monge falecido neste Monsteiro foi o P. q’ fasia. e com as penitencias. e o despediraõ da Religiaõ. q’ zelando a honra de Deos. em q’ se contaõ 56 Provinciaes31.to distincta para esta Provincia entre os – seculares por verem apaz nos Mostr. Apresenta-se uma rasura original: sob o <l> encontra-se <g>. e assim tem perceverado. 32 31 . de q’ estava emendado dos seos máos costumes. provavelmente.a esta Casa degradado pelas suas desordens. Veio p. e procurava de D.to da casa. por mar. e p. à época tendou-se. porque nestes poucos dias. Bento Viegas professo na Congregaçaõ.os e exemplaridade nos Re<g>/l\igiosos32. lhe tiraraõ o habito.r terra tem conseguido uma attençaõ m. q’ chorava. com q’ o tinha -15- 10 15 20 Acima de Provinciais está escrito Conventos (APFL). e a observança regular acusta de m. dava publica satisfaçaõ aos homens do escândalo. ao depois de ter vivido em Taparica m. que lhes tinha causado.tos annos no estado de Sacerdote – buscou o Monsteiro.to trabalho. em vão.e Fr. assim o mostrou. certificados os Monges. que teve de vida.s o perdaõ das culpas.

r alguns annos no exercicio de – Mestre de Capella.e o M. desejando q’ todos o soubessem na ultima perfeiçaõ. Cosme de S.77 [fº9vº] tinha offendido. 5 6 O Sexto foi o P. e compositor de solfa. o mandaraõ p. Era Religioso observante.e Fr. se fisessem com edificaçaõ dos Religiosos. Occupado nestes.a este Mostrº. R. encontra-se um ponto de interrogaçaõ (APFL). Tiago. e outros louvaveis exercicios. deixou m. Abb. Instruio com grande – disvello aos Monges juniores no Cantochaõ. Cosme de S. e seculares. q’ – herdeiros de suas prendas serviraõ a Religiaõ. P. O Septimo foi o Padre Fr. empenhando-se em q’ todas as funções da Igreja.e o M. Tiago. A custa do seo trabalho.e Fr. assim arrependido foi dar a sua – conta no Tribunal divino no mez de Janeiro de 162633 sendo D. e exemplar. por ser bem instruido na arte da Musica. Mauro das Chagas professo na Congregaçaõ. encheo os seos dias no mez de Julho de 1629 sendo D. Trabalhou – -16- 10 15 20 7 33 Na margem esquerda. Abb. Empregou-se p. edificando aquem os ouvia e admirava. . Isidoro da Visitaçaõ professo na congregaçaõ. R. P. e côro.tos discipulos.e Fr.

q’ os affligiaõ. zeloso. em quanto teve forças p. com boas.a o faser.78 [fº10rº] 5 10 15 8 trabalhou com grande disvello nas obras deste Mosteiro. O Oitavo foi o P. Abb. foi sempre padecendo. aos quaes repetidas veses visitava. approveitaraõ porem os Religiosos. professo na Congregaçaõ. – cuidou com todas as forças do seo espirito em se dispor p.e o M. porq’ todo o tempo. q’ este Monge tinha de a servir. e penando. á deixarem resignados esta vida caduca.tos. Placido das Chagas.a dar as suas contas. servindo-lhe de exemplo á constancia.a receber os ultimos sacram. Alexandre da Encarnaçaõ. P. singularisando-se no grande cuidado. Era obediente. q’ tinha dos enfermos. R.e Fr. sendo D. animando-os á soffrer constantes as molestias. e sanctas advertencias os ajudava naquella hora de angustias. Pouco se utilisou da Religiaõ do grande desejo. quando já os – via agonisantes. e a pacien-17- 20 . Chegando o tempo determinado p. e com a sua graça passou desta para outra vida no mez de Novembro de 1632. q’ viveo neste Mostr.º.e Fr. e caritativo.

sendo D.e Fr. Gonsalo natural das – Ilhas. comprindo com todas as obrigações de Religioso.le purgatorio. Já adiantado em annos buscou a Religiaõ. q’ tinha p. encontra-se um ponto de interrogação (APFL). ou na forma. P.a a servir.le toque da maõ divina. a qual o recebeo. o mais do tempo trabalhou na horta com zelo. Abb. e conforme – com aq. e trabalhosa molestia.e o M.s repetidas graças pela esperança. q’ faleceo nesta Casa. nunca deixava de resar o officio divino de joelhos. e se utilisou do prestimo. aq’ se tinha obrigado. Posto em um estado digno de – compaixaõ. em 10 de Janeiro de 1635. foi. Ao depois de m. R. em q’ oposera da sua salvaçaõ.º. e cuidado. Cumpria com as obrigações pertencentes á seo estado. mostrando-se sempre alegre.r m. naõ dei-18- 15 20 34 Na margem esquerda.34 9 O Nono Religioso.79 [fº10vº] 5 10 paciencia. q’ podia. Placido das Chagas.to padecer sempre sofredor – e sempre resignado o dispensou daq. e satisfasendo a outras devoções. .tos annos os lastimosos effeitos de uma incuravel. com q’ sustentou p. o irmaõ Donado Fr. e professo neste Mostr. dando a D.

que com elle trabalhavaõ. Abb. sendo D.te.e Fr.a Falecceo preparado com agraça dos Sacram.80 [fº11rº] 5 deixando de ouvir Missa todos os dias. Ab. dos votos da sua profissaõ. Faleceo este perfeito Religioso aos 9 de Desembro de 1638. P.tos annos na Religiaõ. Viveo m. R.to pode.35 10 O Decimo foi o P. naõ se utilisando das dispensas. e mais actos religiosos.a morte. e diligente na satisfaçaõ das suas obrigações. e pelas suas moléstias. P.e Fr. Logo ao depois de Sacerdote mandaraõ para esta casa pela parte. R. quem tinha forças p. Destituido já de forças p. obrigando juntam.e Fr. Doc. q’ tinha de tocar baixaõ. . 12 Liv. frequentando o Côro. Antonio da Encarnaçaõ professo em Portugal. Era Religioso observante.e o M. de que nesse tempo se usava. q’ sempre trasia na lembr. occupava todo tempo em se dispor p. q’ também a ouvissem os escravos. Sendo D. e outros instrumtos.a o faser. lê-se: cf. Tombo (APFL). Calisto de – -19- 10 15 20 35 No original. q’ a Religiaõ lhe permittia pelos seus annos.e o M. em q.tos no mes de Julho de 1636. Calisto de Faria. a affligia-se de q’ se excusasse de trabalhar.a o trabalho temporal.

11 5 O Undecimo foi o Irmaõ Donado Fr. caritativo.e Fr. R. Abb. -20- 10 15 . obediente. e professo nesta casa. q’ recebeo com m. Occupou-se o mais do tempo no officio de dispenseiro. e cuidadoso. Sendo D.ta diligencia todas as madrugadas. as quaes nunca faltava. Manoel nascido em Portugal. e de todos amado pela sua virtude. ao depois q’ sahia de Matinas. de 1639.tos.ta devoçaõ. no qual emprego se deo a conhecer por fiel. Por – sua conta corria ensinar a doutrina aos escravos. P.e o M.81 [fº11vº] de Faria. Faleceo com os Sanctos Sacram. o que fasia com m. e piedade no mez de Janeiro. Calisto de Faria. Era humilde.

poz termo a sua exemplar vida em 17 de dezembro de 1639 sendo D. Occupado nos santos exercicios do seu estado. P.o.e. que os Monges logravaõ sua estimavel companhia. Seus virtuosos Pays o mandaraõ a prender solfa. foi admitido ao santo habito com grande satisfaçaõ do Religiozos.r esta.to R. p. Abb. exercendo ordinariam.s de recebidos os ultimos Sacram. Felis da Cruz natural de Pernambuco.co da Aprezentaçaõ. Ja adiantado em annos padecia algumas moléstias habituais. e outras [↑prendas] de que era dotado. Fr. na qual ajudado deuma perfeita voz tanto se adiantou em pouco tp. ao dep.e o m.tos.lq. professo nesta caza. Viveu como perfeito Monge. Fr. porem estas nunca oprivaraõ da frequencia do Coro. deu a conhecer sua virtude. e mais actos conventuais em quanto viveu. que p. No pouco tempo.r q’ no exercicio della gastava -21- 20 13 25 . e louvável exercicio. Manoel de Mesquita nascido nesta Cid. professo neste Monsteiro. O Décimo terceiro foi o Irmaõ Corista Fr.r occupaçaõ que o pudesse divertir deste santo. Fram.te o emprego de cantor-mor.82 [fº12rº] 12 5 10 15 O Duodécimo foi o P. excuzando-se de outra q.

aq.83 [fº12vº] 5 todo o tempo. q’ tinha p. aodepois (†) de recebidos os ultimos sacram. Sempre este Monge deu em toda a sua dilatada vida uma prompta satifaçaõ aos empregos (†) de q’ o encarregava a obediencia. Abb. R. q’ exerceu p. e diligente.to R. Francisco da Apresentaçaõ. Francisco das Chagas.r qualquer occupaçaõ laborioza. Fr. lhe tirou a vida. assistindo com toda devoçaõ aos officios divinos q. Foi o seu falecimento no mez de Dezembro de 1640 sendo D. P. Os exercicios espirituaes pertencentes ao seu estado. P. No emprego de procurador.tos annos.l. -22- 10 15 20 25 .r m.e o M. Fr.do nelles se achava.a a morte. Abb.e o M. eraõ os primeiros. 14 O Decimo quarto foi o Irmaõ Donado Fr. ficando a Religiaõ privada dos serviços. q’ vencendo a todos os remedios da medicina. observante. Com estes catolicos preparados revestidos de huma perfeita humildade se dispunha p. acabou de mostrar a capacidade. Adoeceu deuma maligna. Pedro natura da Ilha gracioza.tos lhe tirou a vida no mez de Janeiro de 1642 sendo D. q’ prometia o seu prestimo por ser expedito. a que satisfazia.

com huma resignaçaõ de perfeito Religiozo acabou a vida disposto com a graça dos Sacram. Abb.tos annos de idade. Fr.a tratar dos bens da Religiaõ: ajudou m.to ao Monsteiro q’ neste tpo andava com obraz.tos no mez de dezbr. Tocava orgaõ com destreza. Todo o seu cuid.e Fr. Contando ja m. logo na pr. e sendolhe aplicado o /remedio/ das sangrias. com grd. q’ tinha p. q’ todas as semanas remetia a custa do seu trabalho. Bernardo -23- 15 16 – 20 25 . p.to. com as quaes sempre servio a Religiaõ. O Decimosexto foi o P. tos.a da Itapoam. e desvelo.º de 1642 sendo D. ao dep. Fr. as q.e o M.e paciencia. R. e na muzica era perf. Bernardo de Braga.a q’ as funcoens do Coro. e recolhendo-se ao Mostrº embreves dias acabou a vida.84 [fº13rº] 15 5 10 O Decimoquinto foi o P. Placido da Cruz natural de Pernambuco professo nesta caza. o mandaraõ adminis trar a fazd. e Igreja se – fizesse com toda a decencia. Adoecendo de humas cezoens. legumes.e socorro de farinha. e frutas. foi acometido de umas grandes dores de cabeça. Era Religioso dotado de prendas. Fr.o se encaminhava p.to R.s de concluir o seu collegio. Ao dep. Abb.s tolerou com grd. Lourenço da Purificaçaõ nascido nesta cidade. P. sendo D. P. professo nesta caza.a lhe traspassaraõ os nervos.e o m.a corôa dos seus virtuozos exercicios. e perfeiçaõ.s de recebidos os Sacram. na sua administraçaõ mostrou o zelo. Faleceu em 1º de Mço de 1643.

lhe restava ao dep.a morrer.r se ver no estado de Religiozo. Bernardo de Braga. p. Domingos do Rozario natural dos Ilheos. O Decimo nono foi o Irmaõ Donado F[†] Joze da Esperança natural do Reino professo nesta caza. aonde poucos mezes dep. M.s naõ dava ao seu corpo ne/m/ aquelle descanço. do q’ p.es. q’ a Religiaõ permite aos Noviços p.s de professo lhe deraõ as bexigas. avizados os Religiozos de q’ eraõ mortaes. q’ este religiozo mais se despunha p. Fran. No seu noviciado parece.a alivio das continuas mortificaçoens. encheu os seus dias em 9 de Jº de 1646 sendo D. Em premio do m. R. e consolado p. Abbẹ o M. tendo-se preparado. Bento. em q’ se exercitaõ no anno da sua aprovaçaõ. P. Ignacio de S. p. O Decimo oitavo foi o Irmaõ Fr. das quaes veio a morrer.to q’ trabalhou na -24- 18 15 20 19 25 .e Fr.85 [fº13vº] 17 5 10 O decimo septimo foi o Irmaõ corista Fr.s da sua entrada foi acometido das bexigas. R.a professar. Neste Mosteiro foi admitido ao Noviciado. lhe foi dada a profissaõ.tos. P.e o M. e empregava ao dep.s todo otpº. Mẹ Fr.co dos Anjos nascido em Itaparica.s satisfazer as suas obrigaçoens. professo neste Monsteiro. com todos os Sacram. aos 3 de Abril de 1643 sendo D. e penalid. Abb.

. foi-lhe concedido o q’ dezejava dep. Era humilde.86 [fº14rº] 5 20 10 reedificaçaõ deste Mosteiro. Faleceu com os Santos Sacram. Administrou a fazd.is interesse do q’ obedecer.to R.r alguns annos.tos em 29 de Agosto de 1 64936 Sendo D.] em -25- 15 20 21 25 36 A margem encontra-se um ponto de interrogação (APFL). Abbẹ o m.mo exercicio de pedreiro com m. Antonio de S. P. Bento. Paulo natural do Rio de Janeiro e professo nesta ca-[↓za. M. Fr. Ignacio de S. Bento.º Fr.to das obras. e adiantam.ço de 1647 sendo D. M. e prompto em servir a q. e na quellas partes adquirio uma molestia.to. de que veio a morrer disposto com os ultimos Sacramentos em 2 de M. em particular sem m. Ignacio de S. [↑deu] lhe habito e corôa Monacal. No estado de secular trabalhou alguns annos nas obras deste Mostrº. Pertendeu o <†> [↑habito] de Religiozo no estado de leigo e como sempre vivesse sem nota do seu procedim.to zelo.º se praticava com os donados.r Monge. Miguel do Paraizo nascido nas Ilhas. professo nesta caza.ro foi o P. como neste tp.s de professo continuou no m. O Vigeimo p.e Fr. P.to R. Abbẹ o m. O Vigesimo foi o Irmaõ donado Fr.l q.a da Itapoam p. assistindo de noite a matinas. naõ faltando a comprir com suas obrigaçoens.

tos em 6 de Septbr. q’ fazendo -se desprezível p. que se achava.l q. Mancio do Martires O Vigesimo segundo foi o P.te o seu Desterro desposto com a graça dos Sacram.r q’ era colerico e de condiçaõ aspera.º de estudante aplicou-se com grdẹ desvelo a muzica. visitava -26- . q’ tocava com destreza.r saber repremir as suas paixoens. professo neste mosteiro. Ja de idẹ avançada foi acometido de uma molestia. aonde perdendo a vida corporal. m.r desconhecida se adiantou com tanta pressa. Ordendº de Sacerdote.to p.l foi sua maior assistencia.to natural do R.to destinta em q.te na satisfaçaõ das suas obrigacoens. porem prompto e delig. principalm.87 [fº14vº] 5 10 15 22 20 25 As virtudes. Fr. Paulo do Espº S. P. foi mudado pạ Pernambuco. e a varios instrumentos.e Fr. principalmte a este Mosteiro.te a Arpa. p. no q. conseguio a do entendim. Nos seus principio naõ lhe faltou q’ padecer. q’ naõ lhe valendo os remedios da medicina.r pequena ou p. e sofreu constante os trabalhozos efeitos de huma cegueira taõ dilatada como foi a sua. No tp. Abbẹ o m. acabou catolicam. passados annos veio pạ este.r Mosteiro.to R.º de 1652 Sendo D. e as prendas deste Religiozo o fizeraõ digno de uma atençaõ. Com estas prendas servio sempre a Religiaõ.no.

º a fazenda da Ita/poam era de grande utilidad. pois neste processo. se perderam algumas linhas finais em fólios esparsos. e principiou a mostrar a perfeiçaõ da sua ajustada vida. considerando-se ja separado do md. Assim foi vivendo no purgatorio da sua cegueira conforme.ª merecer. 38 37 . e neste Mostr. 2ª vez37 23 O vigesimo terceiro foi o P. 44" (APFL).m quer aproveitar. por estares bastente puídas. FR. Agostinho da Piedade nascido em Portugal.e. nos dias de festa se achava prezente as funçõens publicas p. estas naõ faltaõ a q. q’ se offerecesse p. assentou de naõ perder q. e resignado. Agostino da Pied./38 -27- 10 15 20 25 Na entrelinha encontra-se a recomendação "cf. teve mtas p. e. q’ nesta provincia tem florecido em virtudes. P.º de Sacerdote apartou-se de todo o amor proprio. as bordas do papel. q’ sempre desejava. até q’ chegada a hora da sua partida. Logo q’ professou a vida Religioza.s repetidas graças p. A leitura desta linha foi recomposta a partir da transcriçaõ do original realizada por Dom Clemente Maria da Silva Nigra. nestes principios foi despondo um fudamto solido pª as virtudes. em 5 de Agosto de 1660 sendo D.º acabaraõ perfeitamte as suas vidas foi um delles o P. Como neste tp. em q’ se havia de exercitar. Abbe o mto Re. Mancio dos Martires.tos Monges. Fr.ª ter a consolaçaõ de ouvir o q’ naõ podia ver.º dava a D. e professo nesta caza. foram cortadas. n. foi dar contas a D. com isso. e da mesma sorte.1 q.e pª este Mostrº. Fr. Ordend.r te-lo trazido ao estado. antes que o manuscrito tivesse sido submetido ao processo de restauro.r occaziaõ. Hum dos m.s preparado com a graça dos sacramentos.r q.88 [fº15rº] 5 os enfermos como podia.

te ornado.º pertencente a este Mosteiro. Da Itapoam foi removida p.la sua devoçaõ tudo o q’ suspiravaõ: aquelles q’ p. e p. e destituido de forças naturaes. o altar se via preciosam. naõ consentindo que escravo algum o ajudasse nem a varrer a Igreja. conseguindo p. porem da pouca q’ tinha se aproveitou como se fosse muita. e asseio da Capela queria q’ corresse p. com q’ tratava os escravos.lo seu disvelo.la sua fe. e sabia q’ era perdido o tp.ª a Capella de N.ª ou no exercicio das virtudes. S. e as noites.ª as empregar no serviço de N. e das suas molestias.r impossibilitados naõ podiaõ ir -28- . e vigilancia. com q’ assistia aos enfermos. com q’ administrou os bens temporaes. S. nella assistio mtos annos tanto plo zelo.e frequencia aquella Igreja a solicitar daquelle mar de graças o alivio dos seus trabalhos.ª fd. q’ se naõ empregava no serviço de D. da Graça neste tp. Qualquer occupaçaõ era do seu gosto.s de sua May Sm. p. e aflictos com grd.89 [fº15vº] 5 10 15 20 25 Atendendo os Prelados a sua capacidad. achava-se ja adeantado em annos.e lhe encarregaraõ o governo dad.r sua conta.la sua virtude. como pla caridade.ª. Diante daq. porem o trato. e p.la devotissima imagem passava os dias.o. Como neste tpº corriaõ os necessitados. com as esmolas adqueridas p.

contente. lhe tomava uma amoroza satisfaçaõ de se ter auzentado da Igreja. e via a falta do menino nos braços da Sr.e q’ so se empregava em couzas Santas. saudozo corria alevar a Snr. sahia pellas visinhanças. vendo. punha-o no altar e ao depois de lhe dar repetidos osculos nos pes. p.90 [fº16rº] 5 10 15 20 25 implorar o socorro daquela soberanissima Rainha do Anjos mandaraõ pedir ao P. Deixd. Fr.ª a noticia de q’ tinha aparecido a joia mais precioza dos seus santissimos braços. e de o adorar com reverentes genuflexoens.ª os outros altares. porem como algumas vezes se naõ lembrava.ª explicar a saud. p. formando queixas de que tinha desaparecido o menino dos braços de sua Mãy Santissima. q’ o menino naõ estava na Igreja. q. e olhando p. o P.e em q’ o tinha posto a sua auzencia.º -29- . Agostinho o menino.m lho pedia.os annos q’ tinha. perguntando com as palavras da Esposa Sta a todos os que encontrava se sabiaõ a onde estava o amado da sua alma? Quem o tinha logo e entregava compadecido daquella virtuoza sincerid. a q.ª.los mt. com as lagrimas nos olhos. e p. o entregava com toda a decencia. tirando-o com toda areverencia. Quando ja o P.e se via na posse daq. e que elle naõ se lembrava a q. Alegre. q’ a S.do voltava pª a Igreja. sustenta em seus braços.la continua oraçaõ em q’ andava. ficava como louco. do q’ fazia.m o tinha dado.le celestial Tesouro.

conservando-se casto ate amorte.º gosto o tinha em seus braços.tos. e nelles o tinha le -vado p.is gosto.tos /actos de piede e edificaçaõ dos assistentes. e elle agora lhe fugia todas as vezes. aos q. mezes. Refere-se este cazo. que elle sabia compor.º o menino com estas. Occupado nestes virtuozos exer cicios passava elle os dias.te da pobreza. em a se naõ enganar na conta.91 [fº16vº] 5 10 15 20 25 30 A companhia de sua May Santissima. e estes eraõ os ornatos mais preciozos. q’ naõ fosse decente. q’ eraõ os braços da Snr. q’ rezava. q’ queria. como afirmava o seu companheiro nas virtudes o P. q’ ainda o mis precizo lhe parecia superfluo: as paredes da sua cela se viaõ cobertas de riscos de carvaõ p. Observava os votos da profissaõ com t.e Fr.la sua mta idade q’ se avisinhavaõ os seus ultimos dias. e outra suavissamas palavras.te Era taõ am. Reprehend.ª o livrar da morte q’ lhe queriao dar os seus inimigos.r terras destantes. Pedro de Jezus. em q’ punha os olhos com m. e delig. lhe adminis travaõ os ultimos sacram. e annos.r onde contava os rozarios. pediu q’ o conduzissem p.la falta de calor.ª ver-mos ate onde chegaõ os pensamtos nascidos da candida singeleza de hum varaõ sincero. e p. q’ rececbeu com m. conhecendo já p.ª. p.s sempre obedeceu gostoso. poucos dias aodepois da sua chegada.ª este Mosteiro a receber o pam dos Anjos em companhia dos Religiozos./ -30- . q’ pretendia. o restituia ao seu deliciozo trono. q’ nunca se lhe ouviu palavra. Asua vontade era a dos Prelados. q’ com t. e ajoelhado em terra se despedia satisfeito. e caminhos trabalhozos p.ª cautela.

Hum dos exemplos desta doutrina foi o P. O Vigesimo quarto foi o Pe.te deu huma queda sendo Alferes em Pernambuco.s. q’ deixaõ ao en tendimto humano naõ so confundido.s escolhe p. q’ D. Cazualm.e o m. e pedindo perdaõ das suas culpas. P. de que sua alma fora gozar da vista de D. saõ taõ admiraveis. e devido resp. de q’ se revestio ao depois de morto.ª trazer ao caminho da perfeiçaõ as creaturas remidas com o seu precioso sangue. como pelas virtudes em que se exercitou em quanto vivo. mas sim totalm. acabou a sua penitente. como era de hábito. e ajustada vida. Abb.te obrigado a reverenciar. Fr. Fr. e abraçando-se com elle. profenso nesta caza. quebrou uma perna.to a incomprehensivel elevaçaõ dos seus altissimos juizos. deixando uma conjectura bem fundada aos circunstantes. fazendo mtos actos de contriçaõ. Pedro de Jezus.e Fr. Pedro de JZUS39 natural das Ilhas. nesta aparente desgraça esteve a sua verdad. Foi o dia do seu falecim.to R. tanto p.92 [fº17rº] 5 10 24 15 dahi apoucas horas pediu hum Senhor crucificado.ra fortuna -31- 20 25 39 O nome JZUS encontra-se grafado em caracteres diferenciados. Diogo Rangel. q’ alem de ficar maltratado em todo o corpo.la formuzura. e temer com um justo. Os meios.to em 2 de Abril de 1661 sendo D. .

habito. q’ o admetissem. vivia em uma continua guerra com sigo m.tos entrassem.te procurou segd. q’ via praticada no Mosteiro de Olinda. com animo de nunca mais o pedir. porem enganou-se.a vez vestiu o S. sem saber p.ª longe.ª o vencer antes de o ver mais adiantado. q’ naõ voltasse. e segd. queria voltar. porem naõ se auzentou p.m.ª a virtude. com este desengano tomou a resoluçaõ de se prostrar da parte de fora da portaria. q’ o embaraçava.ª melhora de estado. q’ se recolhesse e fosse trabalhar -32- . mas naõ sabia.r inconstante.o adiante lhe podia fazer. p.mo. md.e. e a Religiaõ. foi admetido naforma.ou o Prelado. q’ dezejava: porem o inimigo tentador descobrindo naquelle animo uma propençaõ p. mas naõ foi atendido p. terceira vez pediu. aonde esteve trez dias com suas noites.r q. Ao dep. q’ p.tos dias.s q’recuperou asaude perdida. e veio a este Mosteiro pedir o habito de Monge levado da exemplarid. temendo-se da guerra.r q’ naõ passaraõ-se m.93 [fº17vº] 5 10 15 20 25 p.r elle. por um livre motivo deixou o habito. segd. até q’ alguns Monges compadecidos intercederaõ p. dezejando q’ o metessem debaixo dos pez q. p.r q’ della tomou occaziao p.r q’se achava como prezo. e ob servancia. defendido com a cogulla Benedictina.a vez o deixou.lo tp. e sahissem.a vez o ingresso. finalm. empenhou as suas enfernaes astucias. pas sou-se a esta terra. p.

pr que huns mal guisados ligumes. As devoçoens seraõ m. Era taõ parco. porem elle cuidou em aproveitar naõ perdendo instante. ou por maior capricho do scriptor. q’ os seus manjares nunca se estenderaõ a carne. por uma pena mais fina que a anterior. Recolhido ao Noviciado chorava o tempo perdido. . Os traços dos <t> saõ taõ sutis que quase naõ aparecem. e no sustento. todo se empregava em cumprir com as obrigações de hum taõ alto Estado. sem q’ delles se destinguisse no trabalho. com grande gosto aceitou esta prova do seu espirito. que na sua cella naõ se viaõ mais do q’ /humas imagens de Santos e huns livros espirituaes.r alguns mezes em comp. O voto da pobresa foi p.ª dos pretos. Desenganado o Prelado. e as desceplinas41 taõ vigorosas. e se despira do amor proprio. assistio p.ª a horta com os escravos. q’ plo tpo adeante acreditou com as suas conhecidas.94 [fº18rº] 5 10 15 20 25 p. o que faz com que se descarte a hipóteses de este trecho ter sido escrito por outra pessoa. e os ins/ -33- 40 A partir deste ponto. e p. e os Religiosos. até a linha 28 – última linha deste fólio –. que as naõ largava. e relevantes virtudes. considerava a puresa com que deve chegar hum Ministro do Sr ao Altar. ou peixe. q’ naõ empregasse em mortificações e penitencias que com licença do seo Mestre accrescentava as que a Religiaõ determina. provavelmente apenas em função da troca de pena. a letra parece um pouco diferente. q’ elle triumfava do enferno. e humas mal concertadas herva eraõ o q’ sustentava aquella penitente vida. a sua o-40 raçaõ continua. Ordenado de Sacerdote. 41 O <s> medial é longo.r isso sempre achava diminuto o seo preparo e sempre insuficiente a sua disposiçaõ.tas. pois alguns grafemas bastante característicos permanecem com o mesmo traçado. sem q’ primeiro visse derramado copioso sangue. e austero. lhe vestiraõ o habito Monacal.ª elle taõ recommendavel. naõ obste ser este todo o seu desvelo.

la sua m.r m.º q’ saõ grd. Assim foi passando esse perfeito <m>/M\onge q’ naõ obstante as suas rigorozas penitencias. foi a cella do Prelado pedir-lhe licença p.r um modo admiravel.e desamparado da natureza.95 [fº18vº] 5 10 15 20 25 trumtos das suas penitencia. mas naõ da graça.ª dizer missa.la outra vida. e compostura. p.ª q’ um homem cheio de fe em D. q’ o exercicio das virtudes naõ diminue<†> os annos.r uma vez na cama. possa executar -34- .lo naõ privar d’uma consolaçaõ taõ santa. mas sim os augumenta. Assistia nos actos conventuaes.tas horas com um largo celicio.r meio de uma delatada molestia sofrida com admiravel paciencia. com que devem estar os Monges na prezença de Ds. q’ pr sua aspereza o punha em hum lastimozo estado. p.ª nos desenganar-mos.e. qdº occupados nos seus louvores. considerd. q’ mudamte advertia <†> [↑a reverencia].ª a sua partida p. em certos dias da semana se apertava p. Em dia de Pascoa levantou-se da cama. o q. q’ melhor seria ouvilla. e Igreja com tanta modestia. cahio p.ª dizel-a. Ja p. se despio p. com brandas palavras o aconselha. porem p.1 admirado com aquella novid.r q’ estava totalmte destituido de forças p.ta id. foi della<d>/t\ada. aonde se acabou de purificar p.s. p. até q’ chegou o tpº de trocar esta p. principalmte no Coro.es as forças da divina graça.

e despedindo-se dos Religiozos. quizeraõ demorar a sua <purificaçaõ> [↑petiçaõ] p. ao dep.mo habito. lhe rendeu os ultimos obzequios. e de Religiozo. poz junto a si uma vella benta. agradeçendo a caridade. mandou buscar um paõ. ja tudo prompto solicitou do Prelado p. pedio q’ o enterrassem com o m. pedindo-lhe perdaõ das suas culpas. de q’ Deus foi testemunha. lavou aquelle corpo. q’ o mandasse ungir. e ternura.ª o dep.ª a ultima despedida.ª os agonizantes. pegou de um Senhor Crucificado.s do refeitorio. Tirou primieram. mandou um Monge. concluídas todas as ceremonias daquelle ultimo acto. porem atendendo aos seus rogos.r verem havia poucas horas tinha acabado de dizer missas. p. q’ o acompanhasse. e lhe assistiu no altar ate o fim da missa. vestiu o seu habito. q’ tinha vestido. em q’ se achavaõ os Monges. e hum caderno de oraçoens convenientes p.ª q’ naõ fosse visto. e abraçando-se com elle.s acabou de celebrar com aquella devoçaõ.te aquelle aspero celicio. e de o naõ ter servido como pedia o estado de Catolico. q’ tantas vezes tinha triumfado dos tres inimigos da alma.to da extrema-unçaõ.r meio do enfermeiro. que tinhaõ uzado com elle toda a vida. lhe administraraõ o sacram. e entrou a despor-se p. e recostando-se na cama.96 [fº19rº] 5 10 15 20 25 emprezas superiores as forças da natureza. recolheu-se a cella. q’ trazia a raiz da carne p. que -35- .

r onde elle rezava. lançando-as no pescoço recuperara saude. P. q’ todos sentiraõ a sua morte. q’ sempre os edificara. M. e nunca os offendera. de q’ elle tivesse uzado em vida. tendo noticia da morte deste Religiozo.e Fr.ª de hum Monge. se repartiraõ entre os Religiozos como preciozo espolio de um varaõ virtuozo. Abb.to e de Páscoa aos 17 de abril de 1661 sendo D. Fr.tos actos de piedade. q’ uma enferma ja ungida. e lhe adquirio avultados creditos nas Cadras. R. p.es se descobre a sua erudiçaõ . e ainda vivera p. Bernardo de Braga Exprovincial natural da m. professo <neste Mosteiro> /na Congregaçaõ\.ma Cid.r se verem privados da comp. M. nos q. ainda se conservaõ alguns sermoens impressos.e.97 [fº19vº] professara: ultimam. -36- 5 10 15 25 20 25 .e o seu zelo. e nos pulpitos. Foi o dia do seu falecim. poz termo a sua penitente vida nos braços dos Religiozos. e amor de D.to R. mandara pedir ao Mosteiro alguma couza. O vigesimo quinto foi o N. entrando em uma leve agonia. Era Religiozo observante. Bento Rangel.r alguns annos. Conta-se. As pobres alfaias q’ se acharaõ na sua cela. e chegando-lhe as maõs umas contas p. e dotado de prendas. como as quaes servio a Religiaõ.do m.s.e o m. P.te faz.

q’ morria. concluido o seu governo.o. desenganado.e deste Mosteiro. q’ sempre exercitara dep. a experiencia mostrou o acerto da elleiçaõ p. logo ao depois q’ pregou as Domingas. ficou tam maltratado. e espiritual desta caza.e dos Mosteiros. o ellegeraõ Abb. Achava-se no engenho da Praia preparando-se p. p.lo m. na qual passou o resto dos seus dias.98 [fº20rº] Certificados os Prelados superiores dos talentos que dotado. ou algumas dellas. desempenhou com acertaçaõ o seu emprego.ª pregar umas tardes da quaresma.ª qualquer emprego. entrou a experimentar os efeitos da queda. Concluido o seu triênio foi elevado ao lugar de Provincial.s de Religiozo. empregando-se na pratica das virtudes. cuidou com todas -37- 5 10 15 20 . e trabalho seu. aonde caindo p. recolheu-se a esta caza. q' recolhendo-se ao Mostr. vizitando a provincia com grande utilid.to q’ trabalhou no aumento temporal.r umas escadas.

Diogo Ra<l>[↑n]gel. P. deixou rezignado esta vida mortal aos 9 de Março de 1662 sendo D. Em qualquer parte q’ se achava servia a Religiaõ com fidelidade e promptidaõ.e Fr. Foi Religiozo dotado de uma candida singeleza. e a obediência foraõ os principios.e Fr. R. que uzava com os escravos. A humildade.e o M. com que administrava os bens da Religiaõ. 2<5>/6\ O vigesimo sexto foi o P. tanto pelo zelo. Gaspar da Assumpçaõ natural do Reino. M. e recebidos os ultimos sacram.ta devoçaõ e lagrimas. e de uma vida exemplar. em q’ estabeleceu a conducta da sua bem ajustada vida.99 [fº20vº] as forças do seu espirito em purificar a sua conciencia. como pela caridade.tos com m. Abb. -38- 5 10 15 . professo nesta caza. No emprego de Fazendeiro passou grande parte da vida.

com que assistia aos enfermos. aos 20 de Agosto de 1662 sendo D.to R. pagou o tributo de nascido. recolheuse ao Mosteiro. e dezenganado. que estavaõ completos os seus dias. Adoeceu gravemente. Bento da Cruz natural do Reino.e o M. R. Abb. Ja adiantado em annos.e P. P.e M. professo nesta caza. Diogo Rangel. P. 15 O Vigesimo septimo foi o M. aonde empregou todo o seu cuidado em se dispor para a sua conta final. 27.100 [fº21rº] e vigilança. recebidos os santos sacramentos.e Fr.r Fr. Logo do seu noviciado mostrou ser verdadeira a -39- 5 10 .

Abb. Concluido o seu collegio. Em atençaõ a sua notoria capacid. e muito mais ao depois de Sacerdote. com que sofria as mortificaçoens do anno de aprovaçaõ. e na frequencia do Actos conventuaes. a tudo satisfez como se esperava do seu zelo: o resto da vida pasou nesta caza. o nomearaõ cantor mor deste Mosteiro. empenhando-se q’ tudo q’ pertencia ao seu cargo se fizesse com perfeiç.e o elegeraõ Prezd. e dicencia.to R. e pelo grande gosto.to. e ultimam. perfeitam. occupado em virtuozos exercicios. com que dava prompta satisfaçaõ as suas obrigaçoens.s Abe do Mosteiro do Rio. Faleceu fortalecido com a graça dos sacram. ao dep. Ao depois de professo foi notavel o seu bom procedim.to disvelo.m.e da Parahiba.101 [fº21vº] sua vocaçaõ pelo m.te difinidor. Diogo Rangel.te comprio com a obrigaçaõ do seu emprego. P.e o m. -40- 5 10 15 20 .tos em 8 de Janeiro de 1663 sendo D. Fr.

M. Ab. e obediência deste Monge lhe preparaõ um caminho suave para viver ate a morte sem trabalhos nem disgosto que lhe perturbassem a paz. e com as graças dos Sacramentos.r Ambrozio do Espirito Santo. Distituido de forças naturaes para a vida laborioza empregava todas as suas forças do espirito em se preparar para a Eternidade. P.r Antonio da Esperança. das quaes nunca se aproveitou para offender a pessoa alguma so sim para servir a Réligiaõ.de o M. nascido em Pernambuco. Vendose accomettido de uma molestia grave. . professo neste Mosteiro. e diligente em executar o que lhe mandavaõ sem inquirir os motivos. professo nesta casa. um ato de língua. R. sempre foi prompto em obedecer. P. de animo intrepido e grandes forças naturaes. O vigesimo nono foi o P. Passado o conde de Castello melhor por esta terra para a conquista da Colonia informado do seo valor. portanto. tratou de se dispor com repetidos actos de contricçaõ.e F. Foi resoluto. naõ faltando no meio de tantas obrigaçoens de satisfazer as occupaçoens do seu estado a seo tempo.r Diogo Rangel. porque ficando prisioneiro dos Castelhanos pelos varios successos da guerra metido em uma apertada prisaõ. F.102 [fº22rº] 28 = 5 10 15 20 25 O vigesimo oitavo foi o muito R. e que esta se adiantava para lhe tirar a vi<†>da. não constituindo. Nascido no Reino. e quietaçaõ interior de sua Alma. averigoar as causas ou offerecer disculpas. dentro em uma -41- 29 = 30 35 40 42 Muito provavelmente. os quaes recebidos com grande devoçaõ se partio des42 mundo em 7 de Maio de 1663 sendo D. o levou por seo capellaõ e nisso esteve a sua feli<l>/c\idade. e as suas horas. isso foi ocasionado por um descuido do scriptor. A humildade. Foi muitos annos Mordomo nesta Caza com geral contentamento e satisfaçaõ dos Religiozos e utilidade do Mosteiro. F. e favorecer aqm delle se vallia no que era justo.

porem a poucos passos se encontrou com um espantozo vulto. que achando se este Religioso na Capitania do Espirito Santo indo de passagem para o Rio de Janeiro. que no mesmo instante veio pelos ares cahir a porta da mesma casa aonde o estavaõ esperando: admirados todos de verem o P. que mudando-se em varias formas o fora accompanhando ate o lugar destinado. escreva-se porem a sustancia delles para que naõ fique a tradicçaõ.e junto a si logo que ouviraõ o sino. e para signal tocaria o sino da mesma capela. sempre lançou maõ da corda e tocou o sino. porem ao mesmo tempo aquelle animal immundo o impelio com tanta força. chegou a capela e querendo tocar o sino. elle -42- 5 10 15 20 25 30 35 . Deste Monge se contaõ alguns casos que lhe acconteceraõ revestidos de umas circunstancias que parece lhe diminuem o credito.e ajudado do seo valore sua industria com muito trabalho e grande perigo o tirou da Fortalesa por uma mina subterranea e o poz a salvo nas terras de Portugal. he. e sem mais demora se poz a caminho. S. privada da posse em que se acha ha muitos annos. huma noite estando conversando uns moradores da terra. O primeiro caso. achou embaraçado na corda outro vulto de mais horrenda figura que o primeiro. que era mal assombrado o caminho por onde se subia para uma alta Penha na qual estava uma Ermida de N. o P. e violencia.103 [fº22vº] fortalesa situada nas margens do Rio da Plata. disse que elle iria a aquellas horas ate o mais alto da Penha onde estava a Ermida.e ouvindo a conversa para os tirar daquelles prejuisos.ra O P.

l se apegara quando lançou maõ a corda.e tomando por sua conta o seo disencargo foi dar parte ao Prelado e ao Religiozo do que tinha passado. não há concordância de número. agora por divina permissaõ vinha fazer esta diligencia. e que o P. O P.ra com aq. que quizesse o accompanhar no coro a rezar o officio Divino pelas faltas que nelle tinha commettido.104 [fº23rº] sem turpaçaõ alguma lhes referio o que havia passado. e vendo que estava la outro Religiozo. e sahira para um eirado que ficava perto de sua cella aonde costumavaõ conversar o43 Religiozos nas horas permitidas. e conseguido o perdaõ de um e outro voltou com a resposta ao defuncto o q.e [↑ao q o P. que a este Religiozo veio pedir um Monge falecido.l ao depois de lhe agradecer o beneficio que lhe fizera desaparecera. lhe perguntara que vinha ca buscar. se chegara a elle a saber quem era.e que N. Dizia o dito P. ao q’ o defunto respondeo que vinha solicitar o perdaõ de uma restituiçaõ em que estava a hum Religiozo de um pouco de dinheiro que achara dentro em uma bolsa que lhe cahira indo elle para a horta em uma tarde dispensada. .e] annunindo propoz-se fazer -43- 5 10 15 20 25 30 35 43 Realmente. e como naõ restituiu e nem pedio perdaõ em vida. por se naõ inclinar ao Gl. e este he o unico e sufficiente motivo que nos pode persuadir a darmos credito ao successo referido. Patri na forma que devia. O terceiro caso. O segundo caso foi: que naõ podendo este Religiozo em uma noite adormecer se levantara pelas 11 horas. o artigo está no singular e o substantivo está no plural. e conhecendo ser um Monge que havia dias tinha morrido. no original. o livrara de algum grande perigo que lhe podia succeder. S. he.

A.be o M. Neste Mosteiro fez a sua maior assistencia. e amigo da paz. Depois de ter servido esta caza mtos annos no Coro. Foi o dia do se44 fallecimento aos 19 de Março de 1664 sendo D. e pela sua perfeita observancia. ao qual sempre servio com promptidaõ e zelo.r Francisco da Visitaçaõ. Já adiantado em annos adoeceo de uma febre maligna que dando lhe tempo para se preparar com mtos actos de Catholico. Altar e outros empregos em geral satisfaçaõ vendo que este Mosteiro naõ tinha Engenho nem posses para o fabricar entrou a ponderar os meios por onde poderia conseguir que o tivesse sem dispendio da Religiaõ. Deos lhe descobrio os caminhos para -44- 5 10 15 25 30 35 44 Exatamente assim se encontra no original. O q’ se he ou naõ.e F. e deste Mosteiro. Pe. [↑-e depois disso deixou de assistir o religiozo [↓fallecido a essas obrigações] Estes saõ os casos que se conta succederaõ a este Monge. verdade. Deos o sabe.r Paulo de Jezus. a vida deste Religiozo foi exemplar. nem offendia pessoa alguma. Viveo na graça dos Prelados pelo seo recto procedimento. era dotado de genio affavel cortez e politico em tudo o que se naõ oppunha a observancia Regular. Logo de seu ingresso na Religiaõ sempre as suas acçoens se encaminhavaõ para o serviço de Deos. R. porque era prudente. e professo neste Mosteiro. M. e com a graça dos Sacramentos em breves dias lhe tirou a vida. 30 = 20 O trigesimo foi o muito R. . P.e F. Naõ molestava. natural do Reino.105 [fº23vº] <de um> [↑no espaço de um] anno desde huma hora da noite ate as duas.

que em menos annos do que se esperava se vio este Mosteiro de posse de um Engenho completo. Foi Monge que sempre acreditou o seo habito e sua Religiaõ tanto dentro como fora do Mosteiro. -45- 5 10 15 20 25 30 45 O segundo <s> aparece grafado como <> longo. Foi ouvida a sua proposta mas naõ muito attendida pelas impossibilidades que se representavaõ dos animos de menos valor que o seo. do Prelado e dos Religiozos com o respeito e Caridade que merecia. foi dispondo tudo com taõ bom successo.e seo fundador tinha tomado para o estabelecer. assim succedeo. . conseguida comtudo a licença. que pouco antes nos tinha dado Gonçalo Annes. lhe pedio com as lagrimas nos olhos tratasse os escravos com muita caridade na saude e na doença. na vida e na morte foi tratado. na vida e na morte. deu parte ao Prelado e mais Religiozos do seu intento.to pode. o seo zelo e sua virtude. O resto da vida empregando-se em louvaveis exercicios. Já adiantado em annos pedido ao Prelado lhe mandasse successor. segurandolhe que em qto assim fizesse o Engenho havia de render e Deos o havia de ajudar. e da mesma sorte soccorresse45 aos pobres que delle se valessem. e frequencia dos actos Conventuaes em q. tomando sobre si o dinheiro para a fabrica. que o P. e assim se utilizou este Mosteiro de avultados rendimentos pelo espaço de muitos annos. pedindo as terras da Lagem. cheio de fe em Deos.106 [fº24rº] completar o seo desejo. accabado e satisfeito todo o dinheiro. entregando-lhe o Engenho.

que tivessem fim os seos dias e trabalhos -46- 5 3147 = 10 15 20 25 30 35 46 47 48 Exatamente assim se encontra no original. foi accomettido de uma molestia.e F.r Izidoro da Trindade.r Manoel do Desterro natural do Rio de Janeiro e professo nesta caza. observante e prompto em comprir com as obrigaçoens do seo estado Religiozo. e recebidos os ultimos sacram. R. O trigesimo primeiro foi o P. como no pulpito aonde era ouvido com mta attençaõ pela boa acceitaçaõ com que pregava. e sua caridade. atten<os Prelados> dendo os Prelados a sua conhecida capacidade o elegeraõ Companheiro do Provincial. Ao depois de mtos annos empregados nesses santos e nobres exercicios. Por occasiaõ de uma molestia grave.tas lagrimas e actos de Catholico. se recolheo ao Mosteiro e nelle em breves dias accabou a vida disposto com a graça dos sacramentos em 3 de Agosto de 1668. P. Sendo D.r Pedro dos Martires natural do Reino e professo nesta caza.tos com m. e soccorrido de uma perfeita voz.e Preg. que ao principio <†> tirou-lhe alguns sentidos corporaes.e o M. poz fim a sua peregrinaçaõ aos 4 de Março de 1667 sendo D.or Geral F.e F. o número 32 está sublinhado com caneta hidrocor verde. Ab. R. tanto no Coro por ser bom Muzico. Era Religiozo dotado de prendas naturaes e moraes.l governou por tempo de anno e meio com acceitaçaõ dos Religiozos e aumento da observancia regular. e ao depois em sua eleiçaõ intermedia Ab. 3248 = O trigesimo segundo foi o P.107 [fº24vº] Chegado o fim de seos dias cuidou com todas as forças do se46 espirito em se dispor para sua partida. desta sorte passou mais de um anno ate que chegado o tempo. com ellas servio a Religiaõ principalmte a este Mostero no qual foi a sua maior assistencia. Izidoro da Trindade. P. Passados alguns annos foi administrar o Engenho da Praia onde accabou de mostrar o seo zelo.or Geral Fr. No original. Era Monge. No original.e Preg.e desta caza. Abe o M. o número 31 está sublinhado com caneta hidrocor verde. . aq. e pelo tempo adiante chegou a ficar variado no entendimetno.

r Bernardino dos Reis natural de Bastos professo nesse Mosteiro.o R. da parte do Prelado. O trigesimo terceiro foi o P./ -47- 5 10 33 15 20 25 30 35 49 Exatamente assim se encontra no original. Nos ultimos annos de sua dilatada vida padeceo algumas molestias para coroa de suas virtudes.or Geral /F. e perfeitamte observante dos votos de sua profissaõ. ficou o Religiozo angustiado e afflicto. porem ella querendo accrescentar o numero de suas maldades.o R. chegar a confessar se huma Mulher indisposta para o Sacramento.e o M. P. empregava na liçaõ dos livros espirituaes. este aviso nem foi do Prelado. Foi Religiozo de huma vida penitente.e F.e o M. Ab.e Preg.r. Foi o dia do seu fallecimto em 6 de Dezembro de 1668 sendo D. promptamte se levantou e foi buscar o Prelado. porque huma noite as dez horas foraõ avisar o Prior. e assim sempre viveo descançado. nem se soube quem o dera. P. A este Religiozo succedeo estando no Confessionario.or Geral F.r Pedro do Espirito Santo. conheceo o P. Faleceo aos49 com a graça do Sacramento em 31 de Dezembro de 1669 sendo D. lhe respondeo que se naõ absolvia clamava que elle a estava solliscitando.r Izidoro da Trindade. Todo o tempo que lhe restava das obrigaçoens da Religiaõ. com boas palavras e bons concelhos a despedio sem absolviçaõ. entrando o Prior na cella do enfermo o achou em seo perfeito juizo fez huma confiçaõ geral com muitas lagrimas e muitos repetidos actos de contricçaõ. para que fosse confessar ao P.e Preg.e q’ por este meio D. Sempre estava recolhido. porem neste tempo appareceo hum Monge que nunca se soube quem foi com hum recado do Prelado que o chamava a toda a pressa.108 [fº25rº] por conta do Ceo correo o prepara para sua partida. Ab. .s o tinha livrado da infamia que o esperava.e F. e dahi a poucas horas a vida. ao depois de absolvido perdeo a falla. Manoel do Desterro. do qual se soube que naõ tinha mandado tal avizo.

se recolheo a este Mosteiro e nelle veio a morrer entre os Religiozos preparado com a graça dos Sacramentos aos 3 de Maio de 1672 sendo D. humilde e obediente. no fim delles adoecendo gravemente.109 [fº25vº] 34 = O trigesimo quarto foi o P. com licença de seos Prelados veio para America a tirar esmollas para remediar as necessidades de suas obrigaçoens. O trigesimo quinto foi o F. Servio a Religiaõ no Coro e no púlpito ate onde chegavaõ suas forças. e conhecendo se a doença de morte.ra do Monserrate de Cataluna. R. com -48- 5 10 15 20 3550 25 30 36 = 35 50 APFL.e F.te a ficar entrevado. e professo nesta caza. e ja no estado de Sacerdote. pela amizade. conseguio o q’ desejava. para ella se dispoz com todos os Sacramtos e ultimte com muitos actos de contricçaõ accabou a sua ajustada vida em 2 de Março de 1672 sendo D.e F. e dando a Deos mtas graças. recolhido a este Most. que tratava com o P.o padeceo mtos annos molestias incuraveis do que veio ultimam.to Vendo-se accomettido de huma molestia grave.to Catelam professo no Mosteiro de N. pelas noticias q’ havia do seo recto procedimento.e o M. e profeçando a vida Religioza com grande consolaçaõ e alegria de sua alma viveo quatro annos em companhia dos Monges.e F. doou esta Caza com 8 escravos que possuia. R. P. P.r Pedro do Espirito Santo. S.ª nascido no Reino.r Gregorio Per. tinha huma fazenda em Sergipe do Conde aonde assistia. Abbe o M. pertendendo ser admitido em o numero delles.r Pedro do Espirito Santo.r Joaõ Lopez natural do Reino. Foi Prior em Pernambuco. natural do Reino de Castella.r Paulo de Jezus fundador do Engenho da Praia sabendo delle a perfeiçaõ e a observancia em que viviaõ os Monges deste Mosteiro. Era Religiozo de huma candida singeleza.e Pregor Geral F. que tinha nesta cidade assistio alguns annos em caza de hum seo Parente vivendo como Religiozo sem nota de seo procedim. Abb. O Trigesimo sesto foi o P. professo nesta Caza. Buscou a Religiaõ adiantado em annos.r An.e Pregor Geral F. sempre viveo mto<s> satisfeito. .

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[fº26rº] paciência de justo sofria as grandes e continuas dores procedidas das chagas que se lhe abriraõ no corpo, ao depois de m.to padecer sempre resignado e conformi accabou a sua trabalhoza vida disposto com a graça dos Sacramentos, e com repetidos actos de Catholico, aos 25 de 8.bro de 1673 = sendo D. Abb.e o M. R. P.e Preg.or Geral Fr. Pedro do Esp.o Santo.51 O trigesimo 7º foi o P.e Preg.or F.r Bazilio da Ascençaõ nascido no Reino e Professo nesta Caza. Logo no seo principio mostrou que52 buscado a Religiaõ para servir, assim o praticou emq.to viveo, porq' sempre trabalhou sem descanço, em quan.to teve fo<†>/r\ças para o fazer.Como era notorio o seo zelo o mandaraõ por companheiro do fundador do Mostº de Santos aonde accabou de mostrar a capacidade que tinha para qualquer emprego, foi Abb.e do Mostº de S. Paulo Presidente do Hospicio do Parnahiba, e por m.tas vezes vizitador dos Conventos q’ temos por aquellas partes a tudo satisfazia como se esperava da sua perfeita observancia. Já nos seos ultimos annos voltou para este Mosteiro a disporse para a Morte que todos os dias esperava para maior estimulo do seo preparo. Cahio enfermo, e desenganado q’ era chegada a sua hora recebidos os ultimos sacram.tos com signaes bem indicantes da sua contriçaõ encheo os seos dias em 20 de Junho de 1674 sendo Prezid.e deste Most.º o M. R. P.e F.r An.to53 da Trindade. O trigesimo oitavo foi o Irmaõ Donato F.r Macario de S. Joaõ, natural do Reino de Castella. Foi admettido ao S. Habito, no estado de leigo tanto pelo seo bem procedim.to, como por ter sufficiente noticia de Architectura. Trabalhou nis54 ate morrer com grande zelo e disvelo. Em premio do seo merecim.to lhe deraõ o habito e coroa Monachal. Deixou disposta em parte a planta deste Most.º e da Igreja nova com a clareza necessária p.a sua execuçaõ. Faleceo depois de Sacramentado aos 3 de Abril de 1676 sendo Prezid.e desta Caza o M. R. P.ePreg.or F.r An.to55 da Trindade. O trigesimo nono foi o M. R. P.e F.r Constatino da Aprezentaçaõ, nascido em Portugal professo nesta Caza nella foi Conventual toda a sua vida. -49-

5 37 = 10

15

20

25 38 30

35

39 40

51 Há um ponto de interrogação, de cabeça para baixo, na margem esquerda e o nome do monge está sublinhado. (APFL) 52 Contrário ao que seria de se esperar, não há o verbo ter (mostrou que tinha buscado) nesta sentença. 53 Há um ponto de interrogação, de cabeça para baixo, na margem esquerda e o nome do monge (An.to está sublinhado. (APFL) 54 Percebe-se a falta, por pressa ou por discuido do scriptor, da sílaba final da palavra nisto. 55 Há um ponto de interrogação, de cabeça para baixo, na margem esquerda e o nome do monge (An.to está sublinhado. (APFL)

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[fº26vº] Conventual56 porque naõ quizeraõ os Prelados que ficasse privada da assistencia de hum monge taõ exemplar e observante. Logo do seo noviciado mostrou que D.s o tinha destinado para Religiozo por q’ sempre foi prompto em obedecer diligente em executar o q’ lhe mandavaõ sem imquirir os motivos, averiguar as causas, ou offerecer disculpas; para o Coro era taõ dilligente que nunca foi visto que entrasse tarde, ou faltasse a elle, e da mesma sorte em todos os actos conventuaes, e funçoens Religiozas, a sua composiçaõ, o seo recolhimento, a sua perfeita observancia lhe adquiriraõ huma attençaõ muita distincta naõ so entre os Religiozos, mas tambem entre os Seculares. Certificado os Prelados da sua ajustada vida, com doze annos de habito o elegeraõ Mestre de Noviços; neste emprego o conservaraõ por espaço de dezoito annos, e merecia que o conservassem por toda a vida pelos grandes fructos que colheo a Religiaõ do seo disvello.Tratava dos seos Noviços como Mestre e como Pai, instruindo-os no S.to temor de Deos na observancia dos estatutos, e leis da Religiaõ, e na pratica de todas as virtudes, porque em todas os fazia exercitar, sendo elle o primeiro que com seo exemplo os animava, com sua doutrina os dirigia a serem observantes. Sempre os accompanhava nos actos Conventuaes com tanta modestia, e compustura, que naõ se conhecia qual delles era o Mestre senaõ pelo lugar em que o viaõ; persuadia lhe57 com tanto espirito as obrigaçoens pertencentes ao estado religiozo, q’ m.tos de seos discipulos ao depois que foraõ Prelados se aproveitavaõ de muitos dos seos avizos para o acerto dos seos governos, e bastava saberse q’ algum Religiozo fora discípulo deste Mestre, p.a o julgarem observan.te, e perf.to, foi duas vezes Prior deste Most.º para naõ parecer que falta a obediencia, de outras Prelazias que se offereceraõ sempre se recuzou, p.r se julgar pela sua humildade sem os requisitos p.a as exercer. Ao depois de passar m.tos an.os occupando os dias e as noites em Religiozos exercicios, e rigorozas penitencias as q’s ajuntava um trabalhozo Cilicio, trez dias antes de morrer recolheose a sua cella a prepararse com as ultimas disposiçoens para sua partida e recebidos os sacramentos da Igreja com m.tos actos de Catholico concluio os seos dias este observante e perfeito Religiozo deixando os Monges saudozos e sentidos por se verem privados da comp.a de um Monge que tanto se empenhou em -51-

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Esta palavra encontra circulada. Ato feito na mesma época da escrita do texto. Não há concordância de número.

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[fº27rº] acreditar a Religiaõ com suas virtudes e edificar os Religiozos com seos exemplos; foi o dia do seo fallecim.to em 9 de 8.bro de 1676. Sendo D. Abb.e o M. R. P.e Preg.or F.r Joaõ de Souzas58 o q’l lhe fez as exéquias cantando elle a Missa, e o mais q’ se costuma nos officios de Religiozos. O quadragegiso foi o P.e F.r Joaõ Vir.a natural desta Cid.e professo neste Most.o Era Monge de bom procedim.to e dilig.te em cumprir com as obrigaçoens pertencentes a sua profiçaõ. Nos seos principios padeceo alguns trabalhos e disgostos por ser de condiçaõ dura, passados alguns an.os se foi ordenar ao Reino, e no regresso o mandaraõ para os Most.os do Sul, aonde servio a Religiaõ, no que permettiaõ suas forças; ja adiantado em annos voltou para este Most.o e nelle terminou sua carreira aos 16 de julho de 1677 sendo D. Abb.e o M. R. P.e Preg.or F.r Joaõ de Souza. O quadragesimo prim.o foi o Irmaõ F.r Phillipe dos S.tos nascido em Portugal, professo nesta caza. Na idade de quarenta 7 an.os buscou a Religiaõ, desenganado das inconstancias da cousas terrenas; porem D.s lhe dilatou a vida para o servir e louvar, como tambem para confuzaõ dos mais fortes, porq’ sendo um homem simples e de pouca industria de tal sorte se adiantou nas virtudes q’ parecia, q’ todas as acçoens q’ obrava se encaminhavaõ a mostrar os caminhos que deve seguir aquelle que quizer ser perfeito. Ao depois de professo foi mandado trabalhar na horta, recebeo com m.tos gostos este humilde emprego, e nelle se exercitou em q’to teve forças p.a exercer, de noite se recolhia a clausura, e se conversava com o seo M.e de virtudes o P.e F.r Pedro de Jesus o qual o admettia por companheiro de suas particulares penitencias, emprestava algumas vezes o seo colete de Cilicio do q’l uzava. Dispensado já pelos seos an.s do trabalho da horta, de todo se entregou a dispor-se para sua conta final, as manhãs as gastava pelo Coro, e tribunas, [↑servindo] as mais das missas que se diziaõ na Igreja, as tardes e as noites passava de joelhos na sua pobre cella orando ou mental ou vocalm.te, chorando lagrimas e pedindo mizericordia nestes santos exercicios. Continuou deste modo ate morrer, sendo o exemplo da sua vida o melhor ditame que nos podia deixar p.a conseguirmos a perfeiçaõ Religioza. Faleceo com os Sacram.tos da Igreja em 22 de Maio de 1678 sendo D. Abb.e o M. R. P.e Preg.or F.r Joaõ de Souza. -51-

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No mais das vezes, o nome desse religioso aparece sem o <s> final.

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[fº27vº] 42 = O quadragesimo segundo foi o M. R. P.e M.e F.r Mauro da Assunpçaõ, natural do Rio de Janeiro professo na mesma caza. Logo no seo Noviciado fechou este Religiozo as portas a ociosidade, empregando se sempre em exercicios, em compaciveis com a Cella, porque nos seos prim.os an.os se applicou a liçaõ da S.ta Regra, Ceremonias, e livros spirituaes; ao depois de Collegial, cuidou em satisfazer suas obrigaçoens com tanto disvello que no fim dos estudos o elegeraõ Pass.te ao depois M.e de Theologia, adquirindo creditos m.to distinctos para a Religiaõ pela geral satisfaçaõ com q’ dava a conhecer o seo talento, tanto nas Cadeiras como nos pulpitos. Foi Prior em Pern.co sendo Pass.te, e no Rio de Janeiro sendo Lente. Ao depois de Jubilado com licença do Rev.mo se passou a procurar a Provedoria da Fazenda Real p.a um seo Irmaõ. Concluido o seo negocio, como tambem algumas das prudencias da <†>/P\rovincia, q’ lhe recomendaraõ os Prelados della, voltou para este Mosteiro, o qual pouco aproveitou do seo grande prestimo, p.r q.l a morte o privou da vida, recebidos so Sacram.tos da Igreja, em 18 de Dezembro de 1678. Sendo D. Ab.e o M. R. P.e Preg.or F.r Joaõ de Souza. 4359 = o quadragesimo terceiro foi o M. R. P.e F.r An.to da Natividade, natural da Ci.de da B.ª professo neste Mosteiro. Era Monge dotado de m.tas prendas naturaes, e moraes, com as quaes servio e acreditou a Religiaõ e sua pessoa. Admitido ao Collegio de Philosophia, como tinha feliz memoria, e era incansavel na applicaçaõ aos estudos, tanto se aproveitou nos exercicios literarios, e foraõ taõ felizes os seos progressos, que logo no fim do Collegio fazendo Actos de Passante, foi [↑nomeado] provido em uma Cadeira de Filosophia, na qual accabou de mostrar a capacid.e indubitavel para as letras; pelo tempo adiante conseguio o nome de gra.de Theologo, e de Preg.or insigne. Como as suas letras se realsavaõ com a pratica da virtude, p.r q.l sempre foi observan.te, composto, prudte e bem instruido nos estatutos e leis da Religiaõ, o elegeraõ D. Abb.e do Rio de Janeiro, a experiencia mostrou o acerto da eleiçaõ pelo m.to que trabalhou no spiritual do Mosteiro. No Cathalogo dos Prelados daquella Caza se da uma gra.de not.ª q’ augmentou as obras do Convento, porque as pincipaes e de mais custo se fizeraõ no seo trieno, concluido elle se retirou para este Most.º, o qual pouco tempo logrou a sua proveitoza assistencia, porque, passados poucos mezes -52-

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O número está sublinhado com caneta hidrocor verde. (APFT)

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[fº28rº] depois de sua chegada foi accomettido de huma molestia grave, que conhecendo ser a ultima, cuidou em se dispor com toda as forças do seo spirito para a sua partida. Faleceo em 7 de Julho de 1679 tinha quarenta e tres annos de idade e vinte sete de habito, sendo D. Ab.e o M.o R. P.e P.r Fr Marcos do Desterro. 4460 – O quadragesimo quarto foi o P.e F.r Paulo do Espº S.to do qual naõ se descobrio outra noticia da sua vida senaõ o seo nome na pedra da sepultura, he queixa sem remedio lamentar este discuido. Foi Religiozo Sacerdote, podemos inferir chegou a ser admittidos a estes estados taõ perfeitos, por que o naõ desmerecia o seo procedim.to <Fas> Faleceu em 12 de Agosto de 1680 sendo D. Ab.e o M. R. P.e Preg.or F.r Marcos do Desterro. 61 45 = O Quadragesimo quinto foi o N. Remo Pe Provi.al Fr. Antonio da Trindade, natural de Itaparica termo deste Arcepispado62 da Bahia. Do seo Noviciado sahio este Religiozo taõ bem instruido no caminho das virtudes, e perfeiçaõ Religioza, q’ bem mostrava ser discipulo daquelle grande M.e que bem soube ser dos seos Noviços; vivia totalmte separado da communicaçaõ com os homens, de sorte que ficando sua Patria pouco distante Cidade63; poucas vezes voltou a ella ao depois de Religiozo, dizendo que sua caza era a Religiaõ, e seos parentes os seos Irmaõs Religiozo, como era Religiozo observante e prudente o elegeraõ Prezidente desta Caza, por deixaçaõ que tinha feito della o seo Abbe o M. R. P.e Fr. Mauro da Trindade, no acerto e disposiçoens do seo governo desempenhou o que se esperava da sua perfeita observancia. Passados an.s como nelle concorriaõ os predicados para exercer o lugar supremo da Religiaõ, o elegeraõ Provincial desta Provincia no primº capitulo celebrado nesse Most° no an.º de 1679 a eleiçaõ deste Religiozo mostrou o acerto do Capitulo. Com geral acceitaçaõ foi recebido dos Religiozos -53-

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O número está sublinhado com caneta hidrocor verde. (APFT) O número está sublinhado com caneta hidrocor verde (APFT). Há também na entrelinha superior a seguinte indicação cf. 22 (APFL). 62 É exatamente assim que aparece no original. 63 É exatamente assim que aparece no original.
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[fº28vº] os quaes o estimavaõ como Pai, e o respeitvaõ como prelado taõ benemerito; p.m no mesmo tempo, q’ dignamte se achava exercendo o seo emprego com hum anno, e alguns mezes de governo foi accomettido de huma infermidade mortal, e conhecendo ser esta, a q’ lhe determinava os seus dias, recomendando aos subditos, que se achassem prezentes a lembrança do rigor da quella ora, e a vigilança com que deviam andar pela sua incerteza, tendo recebidos todos os Sacramentos, pagou o tributo de nascido aos 20 de Maio de 1681, sendo D. Abade o mtº R. P. Pregador Fr. Marcos do Disterro. Foi sepultado na Sacristia com as honras devidas ao lugar, que occupava. O Quadragesimo sexto foi o P. Fr. Joaõ Baptista. As suas memorias estaõ sepultadas com as suas sinzas; pr que naõ se descobrio noticia alguma da sua vida, que suppomos havia de ser ajustada ao estado de Religiozo, e de Sacerdote. Falecêo em 13 de Abril de 1682, sendo D. Abade o Mto R. P.e Pregador Fr. Bento da Victoria. O Quadragesimo septimo foi o mto Reverendo P. Provincial Fr. Ignacio da Purificaçaõ, natural da Cidade do Porto, professo neste Mosteiro, como discipulo, que foi, da quelle grande Mestre de Noviços, de q.m já se fallou, e p.la boa educaçaõ com q’ foi criado nos premr.os annos, em todo tempo mostrou este religiozo nas suas acções o feliz progreço de taõ bons principios, detodos era estimado p.la sua obervancia, plo seu zêllo e plo seu prestimo. Ordenado sacerdote, foi admettido ao Collegio no Rio de Janr.º ao depois de fazer actos de paçante, e constituio lente de Theologia, ou p.r falta de saude, ou por algum desgosto, que tivesse, deixou a cadrª, e com licença do Rem.mo se passou ao Reino; na viagem foi cap.to de Mouros, e resgatado da quella dura escravidam, chegou a sua Patria, aonde assistio alguns tempos, edificando com o seu ajustado procedimento, todos aqles com qm tractava. Brevemente voltou p.ª este Mostº, aonde foi recebido com muito gosto dos Religiozos, p.r se verem na posse da comp.ª de hum monge, que tanto desejavaõ, como era exemplar, e cuidadozo, o mandaraõ estabelecer na barra de S. An.to huma quinta -54-

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APFL.

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[fº29rº] pª divertimento dos Religiozos, nos dias, que a Religiaõ o p<o>/er\mitte, fundou a quinta, e nella assistia com aquella modestia, e compustura, que se esperava da sua perfeita observancia. Era muito amante da sua Provincia; e por ella padecêo muitos trabalhos. Na mesma quinta foi prezo pr decreto real a requerimento dos Padres da Provincia, e p.ª Lisbôa remettido p.lo crime, que lhe formaraõ de separador da Provincia; porem nenhum trabalho foi capaz de lhe diminuir a sua constancia, antes animava aos Monges, que o acompanharaõ na prizaõ, a naõ desistirem de p.r em liberdade a sua Provincia. Chegado a Lisboa, vendo que a cauza da Provincia tinha corrido a revería65 pr falta de Procurador, se partio para Roma, em Companhia do mto R. P. F Leaõ de S. Bento, aonde conseguiraõ o breve, p.ª que os filhos da Provincia fossem Prelados nella; pr que antes deste tempo os Monges da congregaçaõ, he que a vinhaõ governar. Nestas viagens taõ bem dilatadas padecêo este Religiozo mtos disgostos, mtas contradiçoes, e mtos trabalhos. Em premio dos seus avultados merecimentos quizeraõ os Padres capitulares, que occupasse os lugares mais auctorizados da Religiaõ, mas elle sempre se escuzou, dizendo, que naõ padecera trabalhos por ambiçaõ dos governos, mas sim pr patrocinar a razaõ, e pelo zêllo da Provincia; ultimame pr satisfazer os Repetidos rogos dos Monges asseitou o ser Provincial, e foi o segundo elleito na Provincia. Governou anno, e meio com geral acceitaçaõ dos Religiozos prq’ todos lhe viviaõ obrigados p.los muitos serviços, que fazia, e fizera a Religiaõ, e faria muitos mais, se a morte o naõ privasse da vida no tempo em que andava mais cuidadozo no seu augmento espiritual, e temporal. Enfermou gravemente, e dezenganado q’ a moléstia vencia a todos os remedios, que lhe applicavaõ, dispondo-se com todos os Sacram.tos, e com muitos actos de Catolico, deixou rezinado este vale de mizerias em 13 de Dezembro de 1682 sendo D. Abd.e o M.to R. P. Pregador F Bento da Victoria, Foi sepultado na -55-

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É exatamente assim que aparece no original.

e Fr. e servir. O Quinquagesimo foi o P. O tempo. <porque passava> /porque passava\ de 80 annos. e humilde. R. Faleceo aos 30 de Junho de 1683 sendo D.ª evitar a ociozid. Pregor Fr Bento da Victoria. em que nascêo. Ignorase a terra. sendo D. e mais actos Conventuaes.ª se adiantar nas virtudes. e humildade estabeleceo este Religiozo a conducta da sua vida. Faleceo em 24 de Agosto de 1683 sendo D. Abbe o M. Bento da Victoria. e assim passou toda a sua vida. sempre frequentou o Coro. <Ne>Noticia que se pode descubrir deste Religiozo he que servio assistindo sempre dentro do Mosteiro. e mto mais na sua velhice. O quadragesimo oitavo foi o M. e consolaçaõ da sual Alma. 4967 = O quadragesimo nono foi o Pe Fr Joaõ Gondim natural do Reino professo neste Mosteiro. Desamparado da Natureza. Bernardo de Santa Maria. com tantos annos de preparo quantos tinha de Religiozo. Pregor Fr. Na virtude. Pe.e o Mo R. Bento da Victoria. a numeração foi “reforçada” com caneta hidrocor verde. P. P. (APFT) 68 Como estava bastante desbotada no original. Preg. Faleceo neste Mostrº em 7 de Julho de 1683. Abde o Mto R. a numeração foi “reforçada” com caneta hidrocor verde.117 [fº29vº] 4866 = 5 Sacristia com as Seremonias devidas ao lugar q’ exercitava. -56- 10 15 20 25 5068 30 66 67 Como estava bastante desbotada no original. modesto. Abb. Era Religiozo exemplar. Martinho de Jezus natural do Rio de Janeiro. (APFT) . Rdo Pe Fr. officina de abominações. porque era bom Musico. como p. (APFT) Como estava bastante desbotada no original. e a caza em que professou. aborrecia <o ocio> [↑o vicio] capital principio de mtos desordens: os seus pensamentos sempre foraõ humildes e so desejava obedecer. mas fortalecido com a graça dos Sacramtos accabou a vida em seo perfeito juizo. tanto p.or Fr.e. sem que aspirasse outra couza. a numeração foi “reforçada” com caneta hidrocor verde. que lhe restava das obrigações Religiozas o gastava na liçaõ de livros espirituaes. e soccorrido de huma perfeita voz a qual empregava nos divinos louvores com grande alegria.

Pregador Fr Leaõ de S. naõ advertindo q’ estaria carregada. e pedindo perdam a D.ta Para ella se passou este Religiozo.ª e recolhido no Palacio do Arcebispo seu Parente. e soffria as mortificações -57- Como estava bastante desbotada no original. e assentando praça de Soldado. e seu Subr. professo neste Mosteiro. vestio o abito. de repente se disparou.o ainda vivêo quatro annos. enchêo os seus dias em 30 de Agosto de 1684. com q’ satisfazia a todas as suas obrigações.a seu devertimento. e as noites em virtuozos exercicios. encontra-se a "correçaõ" feita por Dom Clemente da Silva Nigra. a qual os Padres da Congregaçaõ dava o tituto72 de S. (APFL) 72 No original realmente não se vê a concordância verbal e a palavra titulo encontra-se grafada com <t> no lugar do <l>. a numeração foi “reforçada” com caneta hidrocor verde. se fez apostada70. professo no Mostrº de S Martinho de Tibãens. melitou nos exercitos de Luiz Cardozo71 pr espaço de vinte annos. encontra-se a seguinte indicação <XVI> XIV. em q’ floricia esta Provincia. Como nesse tempo corria a fama das virtudes. Falecêo fortalecido com a graça dos Sacramtos.lo grande gosto.e o M. do Porto.º foi o P. Bento 52 natural da Cide. obediencia. levado do dezejo de viver na Companhia de Religiozos taõ exemplares. e conçolaçaõ dos Religiozos. P. e administraçaõ dos Sacramentos. e passando-lhe o chumbo a garganta. emendando <d> por <t> (APFL).s e aos homens. Luis de Souza.za da Cide. q’ tivemos no Itapecurú.118 [fº30rº] 5 10 15 20 25 30 5169 O Quinquagesimo primr.to R. Passados alguns annos o mandaraõ os Prelados administrar huma fazenda. e humildade. cahio em terra como morto. (APFT) 70 No original. Logo no seu noviciado mostrou este Religiozo ser verdadra a sua vocaçaõ p.ª Lx. Abd. Huma occaziaõ querendo preparar huma espingarda p.la promptidaõ. e p. com que levava. 71 Na entrelinha superior. Ao depois de viver alguns annos na Religiaõ. a numeração foi “reforçada” com caneta hidrocor verde. (APFT) 69 . F. 73 Como estava bastante desbotada no original. dourando com as suas penitencias os erros passados. neste emprego servio a Religiaõ com zelo e aos Seculares com exemplo. acima de Cardozo. e buscou o Mosteiro. porem com a diligencia da cura. 73 O Quinquagesimo segdo foi o m. em q’ andava. e chorando o tempo perdido. nascido em Lisboa de geraçaõ illustrissima. entre os quaes vivêo alguns annos sentindo. que lhe fizeraõ conseguio alguma melhora. Recolhido ao Mostr.to R. occupando os dias. Pe Pregador Fr Bento da Victoria. sendo D. Ao seu interro assistio o Marquez das Minas. largando o habito se passou a França. Chegado o tempo de conhecer o máo estado. aonde foi recebido com alegria. voltou p.º com toda a nobr.

aonde fazia as p. que suposto naõ quizesse seguir as Cadêras.la Provincia.ª p. O Muito Reverendo P. Foi o 4o Provincial eleito p. e conseguido o breve. pregando a N.a os levarem em ferros p. pouco depois chegaraõ os nossos Monges do Mosteiro de Lisbôa com grilhões e algemas acompanhados de Ministro de Justiça p. Ordenado de Sacerdote foi admetido ao Colegio da Filozofia no Rio de Janr. o qual a toda preça conseguio nôvo decreto.s de mto trabalhar. p. Leaõ o breve encontrado os deixou confuzos. doutrina. era mto amadas74 pª elle. e da mesma sorte no Conficionario.tes de bom ministro. e nelle a custa do seu disvello sahio taõ aproveitado. pª o q’ estava sufficienteme instruido na sciencia. naõ lhe faltou que padecer p.ª exercer estes santos.r que a Requerimto dos Padres da Congregaçaõ foi prezo p. no qual se determinava. p.ª este Mostr. e a razaõ.ª o Mosteiro da ordem de Sister.las pretas. É exatamente assim que aparece no original. Fr.r esta diligencia. D’aquella corte partio p.r hum decreto real junto com mais 12 Religiozos.la boa reputaçaõ da sua Provincia.lo tempo adiante hum pregador de grande nome.ª Lx.º Geral dos Monges de Sister mtas vezes lhes offerecêo o75 seus Mostros p. e admirados. e mais actos Conventoaes com tanta devoçaõ. realmente. mas aprezentando-lhe o P. procurado de todos nas occaziões de maior impenho. e padecer p. que o Rm.ª o dito Mosteiro.a nelles ficarem trocando as cogullas brancas p. e necessarios p. teve occaziaõ de avizar a hum seu Irmaõ Religiozo Trino de grde respeito na Côrte.ª de lá serem ouvidos.ª que os filhos d’ella fossem os seus Prelados. e nobres impregos. .ª Roma. o seu talento. e modestia. naõ é feita a concordância numérica. aonde foi recebido com aplauzo devido ao seu zello.º. Recolhidos ao Mosteiro dos Bernardos frequentavaõ as horas do côro. Ao dep. foi p. e naõ levando a bem que viessem governa-la os Padres da congregaçaõ alcançou hum breve Apostolico p. e de Roma p. porem chegando a barra de Liboa. Srª do Desterro padroeira d’aquelle Mostrº.119 [fº30vº] e penalidades da Religiaõ.e Fr. e temporal. que os Religiozos prezos fossem p. Liaõ no Pulpito mostrou a sua erudiçaõ.seu augmento espiritual.º. -58- 5 10 15 20 25 30 74 75 No original. Sua Provincia. e ao seu trabalho. e liçaõ dos livros convenientes. e hum dos mais cuidadozos no .

q’ era a salvaçaõ da sua alma.to R.e Pregador Fr. André da Cruz. Bento da Victoria natural da Cidade de Braga76. Evitou os guizados particulares. Foi Religiozo de vida exemplar. na pratica das virtudes. Pregador Fr. Ao seu Corpo deraõ huma honrada sepultura com assitencia da Nobreza desta Cidade. recolhido. e recolhido na sua Cella gastava os dias. aparece inserido o artigo a (APFL). acabou78 vida tocada de huma Epidemia. e restituido aq. P. e concorriaõ. pegaraõ do Esquife os Prelados das Religiões. e preceitos regulares. que faz a huma Comunide.mo Concluido o seu trienio. p. que introduziraõ alguns Monges menos observantes. hum homem iminente como era o nosso Padre Fr.to R. Aos actos conventoaes todos se ajuntavaõ. sentidos de se verem privados da Companhia de hum Monge.le Motr.los filhos d’ella. Falecêo em 12 de Janr. Ao deps de ter exercido pr alguns annos dignamente o emprego de <†>/Mestre\ de Noviços foi elleito Abade do Rio de Janrº pª evitar alguma relaxidaõ. Deos o ajudou. P. entrou a cuidar com maior disvello no ponto mais principal.m se reconheciaõ taõ obrigados. duvida-se se foi professo na Congregaçaõ. amante do Silencio. empregando-se somte na observancia dos votos.e o M.r que naõ lhe faltou que suffrer77. que -59- 76 77 No texto original. Bento. a q. vio tudo restituido ao estado que dezejava. Leaõ de S. ou na Provincia. e totalmente separado das couzas terrenas. sendo D. pr que elle era o pr. de que uzavaõ alguns Monges naõ sem nota.120 [fº31rº] 5 10 53 15 20 25 30 que tanto dezejava. Abd.º a huma perfeita observancia. e escandalo dos mais observantes. naõ cessando os Religiozos de o acompanharem com mtos mais. horas em actos de Piedade e Religiaõ. Recebêo os ultimos Sacramtos com mtas lagrimas. e com o exercicio da sua Passiencia. 78 No documento. p. Encontra-se grafado realmente com <u>. . O Quinquagesimo terço foi o M. e Santo temor de Deos. Separou-se de toda a comunicaçaõ. e actos de Catolico.º de 1688. aparece riscada a palavra Braga e substitui pela abreviatura Lxa (APFL). e todos sentidos da falta.ª que fosse governada p.

tendo recebido os ultimos Sacram.to R.e Pregador Fr. P.121 [fº31vº] laborava nesta terra. André da Cruz. a que chamaraõ a bixa. e perfeita observancia. -60- .tos com devoçaõ. Falecêo em 25 de Janrº de 1688 sendo Abde o m. que esperava-se da sua piedade.

que naõ /peccava/ escusandose d’aquella Prelasia. ainda ao depois que as suas molestias. que ms parecia ser pobre. e como naõ podia persuadir estes taõ sanctos desejos com palavras. e certificado82[↑certificado] plos Directores da sua conciencia. Joaõ de Christo nascido no Reino. Era de todo de uma candida singelesa. Era de tal sorte inimigo da occiosidadi. os seos pensamentos eraõ taõ ajustados. um dia sentindo-se ameacado da epedimia chamada bicha -61- 5479 5 10 15 20 25 79 80 A partir desse ponto a leitura foi reconstituída com base na transcrição feita por Silva Nigra. e humildade e sinceridade. e obdiente ms por natureza. . todo se angusti80 nhava81 [↑ava] como se fora elle o culpado. que naõ fosse bem empregado. pr ser naturalm. e utilidade espiritual do proximo. e mais de trinta de Religioso. casto. que os homens so se empregassem no que fosse para honra de Deos. pr que no choro naõ faltava hora alguma. Contan do cincoenta annos de Idade. e professo nesta caza. o fazia com obras. e nesta Provincia. que naõ sofria gastar tempo. para logofez /renuncia/ d’ella. 82 A palavra está sublinhada com tracejado. Para todos os actos conventuaes era dos primeiros.do que pr obrigacaõ. que dezejava. e annos o dispensa raõ deste exercicio. Foi Religiozo de conhecida vitude neste Mosteiro.te timido. . empregando-se continuamente em virtude os exercicios. Nos /vottos/ da sua profissaõ era /taõ exacto/. e humilde. recebeo a quella noticia como se naõ fora com elle. Elegeraõ o Abde da Paraiba. A partir desse ponto. o cotejo com o original volta a ser feito.122 [fº32rº] O Quinquagesimo quarto foi o Padre Fr. e sempre prompto para suprir alguma falta que sucedesse. 81 <nh> sublinhado e tracejado o resto da palavra. se pr acaso vio algum descuido nas ceremo nias ou menos modestia em algum Religiozo.

e ultimamente para se ungir. Sacramentado. e elle bem necessitava. e nascido em Portugal. (†ouvio) a porém com pouco gosto os conselhos. e commun gar pr viatico.e o M. que lhe davaõ. como piamente julgou. e rogou.or Fr. Abb. Era Religioso desembaraçado. pedio. de janeiro de 1688 sendo D.que lhe naõ tirassem o seo companheiro de trinta annos. e diligente para as suas obrigacoens. R. Achando-si no engenho da Praÿa no tempo das festas que nelle se fasiem. foi diser Missa. Andre< da> da /Cruz/ O Quinquagesimo quinto foi o Pe. querendo ver como se faria o ascucar subio a cavallo pr huma escada de pedra que vai para as casas das caudeiras. P. ao de pois de ungido concluidas as mais cerimonias religiosas entregou o seo espirito nas maõs do seu Creador para lo grar as eternas felicidades da Gloria. e quando foi a descer com a mta pressa com que subio e cahindo pe las -62- 5 10 15 55 20 25 . que nada podia faser.e chegando os Monges para lhe administrar aquelle Sacramento. querendo-lhe tirar um cilicio. alcancando todas estas licenças. Gregório Macha do professo nesta caza. Foi o dia do seu falecimento em 30 .123 [fº32vº] cha como a sua obediencia era taõ cega parecendo. com que o acharaõ apertado. foi a cella do Prelado pedir-lhe licen ca para morrer. errender os ultimos ob séquios ao Sñr. Preg. e antes disto para dizer missa. Pelas tres horas da tarde pe dio o Sacramento da unçaõ. Fr.

e actos de Catholi co. e dias santos. Deste Monge naõ ficaraõ outras noticias ms do que a perseveran ça na Religiaõ sendo D. . professo nes te Mostrº. e dores apegadas as suas moléstias. Abbde o Me R. e recebidos com mtas lagrimas. que chamavaõ a bicha. que lhe succedeo se refugiou neste Mostr°. e commungar nos mais dos Domingos. Fr. pr certa temporalidade. O quinquasesimo sexto foi o Pe. era cazado. recolheo-se ao Mostrº. chegava a Capel= la de S. Ruberto de Jesus. Fr. Abbde o Mto R.P. Fr.124 [fº33rº] 5 10 56 15 57 20 escadas abaixo quebrou ambas as pernas. Bernardo a ouvir missa. ficando mor= to sem sentido. e agradando da vida religioza. José de Je sus nascido nos Ilheos Arcebispado desta Cidade. Ruberto de Jesus até a sua morte que foi no anno de 1688. Anto dos Martires. e abundante de bens temporaes. acabou os seos dias no 1 de Agosto de 1688 sendo D. pr que todo o tempo passava na sua cella occupado em virtuosos exercicios com mtos tra balhos.P. e neste purgatorio foi viven do resignado. pedindo os santos Sa cramentos. Me. até que sentindo-se ameaçado do mal contagiozo. Me. e nelle viveo exem plarmente pr ms annos. e conforme. O quinquagesimo septimo foi o Irmaõ Donado Fr. pr consentimento de sua Mulher professou o instituto Monachal no habito de Lei -63- 83 83 A leitura de todo esse fólio foi baseada na transcrição feita por Silva Nigra.

M. Era Religiozo modesto observante sofrido adaptado de pren /das/ com que servia a Religiaõ. Franco da Trinda /de natural da Cidade do/ Porto professo nesta casa. Fr. delle naõ ficou outra noticia ms que o seu nome na pedra que cobre as suas cinsas. a sua vida foi de um Religioso verdadr° mto desenganado. Fr. que lhe /tocavaõ/ nas par tilhas. e /recebidos/ os ultimos sacramentos com mta devoçaõ aca /bou a sua vida/ em 27 de Septembro de 1689 sendo D. porém naõ se utilisou /ella/ por -64- 5 10 58 15 59 20 . Ruberto de Jesus. O /quinquagesimo/ nono foi o Pe. O quinquagesimo oictavo foi o Irmaõ Fr.125 [fº33vº] go fazendo doaçaõ a esta casa dos bens. He escusado lamentar estes descuidos pr q’ he quei xa sem remedio. Bento da Pi edade. occupado nestes virtuosos exercicios. e de to do separado da communicaçaõ com os homens. sem que para si reservasse coisa alguma. foi accomettido do mal dabicha. Nunca foi para o seu trabalho sem que primei ramte ouvisse uma ou mais missas. e satisfisesse as obriga çoens pertencentes a seo estado que professava. Mto R. Abb. Exerceo pr mtas /vezes/ o emprego de Me das obras com grande utilidade des te Mostrº. inferese que este Religioso faleceo no anno de 1689 pelo lugar que occupa a sua sepultura. P.

sete dias ao depois que vestio o sto habito. e recebidos os Stos sacramentos com mtas lagrimas de contriçaõ e arrepen dimento acabou a vida no estado que desejava aos 17 de Maio de 1691. Pascual do Espirito /Sancto/. Dionisio de S. /O sexa/gesimo foi o Irmaõ Noviço Fr. lhe suavisava as intoleraveis dores que a toda a hora o atormentavaõ. porém como Ds naõ permite nas creaturas tralbahos que excedaõ as suas forças. Sendo D. Com dois meses de noviciado nos quaes mostrou verda deira a sua vocaçaõ fez também profissaõ nas Ma -65- . Pascoal do Espirito Sancto. Antonio de S. que pelo tempo adiante chegou a meter compai xaõ a quem a vida. Me. a mma naturesa. Bento natural de Bastos Arcebispado de Braga. dando-lhe mtas gracas pela esperancaem que o punha de salvar. sintindo-se tocado do mal da bicha fez profissaõ perante o Prelado. Me. Fr. Bento. O sexagesimo primrº foi o Irmaõ Noviço Fr.126 [fº34rº] 5 10 60 15 20 61 25 muito tempo da sua conhecida capacidade. e horror. e resignado encheo os dias de sua penosa perigrinação.P. mostrando-se contente. preparado com a gra ça dos Sacramentos em 30 de Outubro de 1689 sendo D.P. e prestimo pr. e alegre satis feito com aquelle toque da maõ divina. Abb o Mto R. que logo deps de Sacerdote se lhe abrio uma ferida na perna incuravel. etao depois de mto padecer sempre constante. Fr. Abbe o Mto R.

127 [fº34vº] maos do Prelado e desenganado o que morria.P. e recolhimento pr que da sua cella unicamente sahia pª os actos conventuaes. Pe. Tambem servio de Pro curador dando sempre a satisfaçaõ. tanto na fasen da da Itapoam. e fazendo mtos actos de contriçaõ acabou os seus dias ferido do mmo mal da bicha em 20 de Maio de 1691 sendo D. Bento do Rosário nascido em Portugal professo neste Mostrº em premio do mto que servio a esta casa. Entre outras virtudes foi admiravel na obediencia e guarda do silencio. Fr. e coroa Monacal. Fr. O sexagerimo terceiro foi o Pe. Abbe o Mto R. Pregor. Nunca principiou trabalho pr ma ior que se lhe apresentasse a necessidade sem que primrº ouvisse Missa e satisfizesse as obrigacoens Religiosas. Fr. curcificado. aos quaes nun ca -66- 5 62 10 15 20 63 25 . Me. Baltazar de Sta Cathari na natural da Cidade do Rio de Janrº professo nesta ca za. Ao depois de ter servido a D. ao depo is que recebeo tdos os Sacramentos com mta piedade e devoçaõ. O sexagesimo segundo foi o Irmaõ Donado fr. Abbde o Mto R. Pascoal do Espirito Sancto. Faleceo em 30 de Ouctubro de 1691 sendo D.s Religiaõ mto annos [foi↑] accom mettido do mal da bicha. pedio um Sñr. que se esperava do seu zello e verdade. como no emprego de Mordamo lhe de raõ o habito. Manoel do Nascimento.

pr que ferido do mal contagiozo. Amaro na tural desta cidade. Fr. . se recolheo a este Mostrº onde acabou a vida com a graça dos Sacramentos aos 7 de Mayo de 1692 sendo D. e professo neste Mostrº Do Noviciado sahio este Monge taõ instruido pª o estado de Monge. Fr. Admettido ao Collegio da Graça cuidou em se aplicar aos estudos com tanto disvello. Pregor. Domingos de S. Manoel do Nascimento. porem naõ chegou a Religiaõ a gozar dos fructos do seu dis vello. Ao depois que se ordenou de Sacerdote. que todo o tempo. faleceo fortalecido com a graça dos Sacramentos aos 3 de Mayo de 1692 sendo D.128 [fº35rº] 5 64 10 faltava. Abbde o Mto R. que restava aos actos conventuaes. Snrª da Graça. passado algum tempo voltou a este Mostrº tocado do mal da bicha para buscar a sepul tura. Fr. tendo ja dez annos de Religiaõ. a tudo as tisfez como se esperava da sua Religiaõ. o empregava na liçaõ das suas postillas. que naquelles poucos annos de Idade que tinha. Ma noel do Nascimento. Abbde o Mto R. e nos poucos dias se professo. ordenado sacerdote. O sexagesimo quarto foi o P. P. -67- 84 15 20 25 84 A leitura desta fólio foi baseada na transcrição de Silva Nigra. pela sua perfeita observancia o fez o Prelado seu Sub Prior. P. Pregor. foi mandado pª o Collegio q’ se abrio em N. e Capacidade. que contava bem se mostrou ser sua vocaçaõ verdadeira.

este fólio apresenta 27 linhas. obediencia sem Repugnancia. o seu procedimento era exemplar. piedade e zeloso do patrimonnio da Religiaõ. ceremonias. Cuidou mto em adquirir huma perfeita noticia de Sta Regra. como Corista noviço e Padre. e de Religiozo. a q1 em breves dias o privou da vida tendo-se confessado repetidas vezes e receebido os ms Sacramentos com mtos actos de catholico. Quando a Religiaõ começava a primiar os seus merecimentos obriga ções mais autorisadas. como não foi possível seguer conferir a disposição do texto na página. Pregor. adoeceo da epidemia chama bicha. Fr. a sua vida ajustada. que se offerecia. P. e tudo que pelos Prelados lhe era mandado. Pella boa educaçaõ que a este seu Filho deraõ os sés virutosos Paes naõ lhe foi dificultoso o exercicio das Virtudes e mortificaçoens da Religiaõ. e quando esta vaõ doentes os visitava com licença do seu Me dando algumas esmolas para remediar suas necessidades. -68- 5 10 15 20 25 85 A leitura desse fólio foi baseada na transcrição de Silva Nigra. evitando a divisão de palavras entre as linhas. No original. Foi o dia do seu falecimento aos 31 de Maio de 1692 sendo D. e consituiçoens e assim estava prompto para desfazer qualquer duvida. Jacinto do Desterro natural d’esta Cidade da Bª professo neste Mostrº. isso foi feito de forma arbitrária. de tal sorte que as demandas ms importantes que se moviaõ contra o Mostrº elle se encarregava d’ellas.129 [fº35vº] 65 85 O sexagesimo quinto foi o P. Foi Regliozo de mta madureza. Mel do Nascimento. e sempre com bom successo conseguia o que desejava. Abbde o Mto R. executava com diligencia. pr que desde o seu noviciado mostrou que tinha sido creado para Religiozo. no entanto. Fr. .

cheio de consolaçaõ. e Minho. lhe deo repetidas graças.130 [fº36rº] 66 5 10 15 20 25 O sexagesimo sexto foi o Irmaõ converso Anto Pereira natu /ral/ do Reino disem que d’entre a Provª do Douro. era homem nobre e Senhor de um morgado em sua terra. e alegria. e louvores pr se chegar a ver na posse do que tanto desejava e apetecia. e nella trasia tudo. prostrado pr terra. ao de pois que os suspiros. Snª do Montserrate.Snrª em terras estranhas no habito de hermitaõ. Ao depois que con seguio licença do administrador da Capella. e pr isso de tal sorte lhe grangeou as vontades que sem elle pe dir lhe offereciaõ grandiosas esmolas. até a Morte vestido de Hermitaõ. Atodos os rumeiros que visitavam aquelle sanctuario servia com rara humildade. das qs mandou faser a coroa de Ouro. e recto procedimento. entrou para dentro. foi caminhando até a capella de N. tinha promettido servir a N. e algumas ain da -69- 86 86 A leitura desse fólio foi baseada na transcrição de Silva Nigra. Era admi ravel na virtude da paciencia. pr que Ds lhe descubrio o caminho. ajustan do a todos com a sua vida. e os meios pra conseguir com felicidades tudo que desejava. que hoje possue aquella soberana Snrª e outras preciosas alfaias. que o tempo gastou. chegando q’ foi a esta terra desembarcando na Praya sem ms guia. pr q’ a todos soffria e agradava. que nes te tempo estava solitaria. . como elle expe rementou. que o do Ceo. com todas as forças do seu espirito se occupou no servico da Snra. e pondo os olhos naquella augustissima Rainha dos Anjos. Por occaziaõ de certo desgosto se ausentou para o Brasil sem outra providencia ms que a divina. e lagrimas lhe deraõ lugar para articular vozes.

vindo governar os estados do Brasil. porém a Divina Providencia dispos a que melhor esta va para sua alma. Pe. Fr. unica prenda que para si reservou de tudo quanto possuia. Snr. passados alguns /annos/ depois de fundada a Capella. que possuia tambem se passou para nas o Irmaõ Antonio Pereira ao qual se deo habito converso. permittindo com os dois meses de habi to o levar desta vida para a sempiterna. e feita /profissaõ na maõ do Prelado/ Fa leceo -70- 5 10 15 67 20 25 . Abbe o Mto R. d’ella veio a morrer fortalecidos com a graça dos Sacramentos. Francº de Sou sa hoje Marques di Minas. Manoel do Nascimento. Lucas de Assum pcaõ. Joaõ de Fos do Douro. O sexagesimo septimo foi o Irmaõ Novico Fr. e haveres. Pregor. Foi sepul tado entre os Religiosos em 15 de 9bro de 1692 sendo D. deixando a esse Mostrº a preciosa reliquia de Sto Lenho. e como aquella caza sempre foi /amante/ da Religiaõ Benedictina.ª. Esta Capella foi fundada pr D. /e/ nelle continuou no mmo sto servico de /servir/ a N.131 [fº36vº] da se conservaõ. fez doaçaõ della a este Mostrº com todas as insençoens. natural de S. depois de recebi dos os Sacramentos. Ja adiantado em annos se abrio uma cha ga no rosto. em comprimento de um voto que fez pelo bom sucesso e descobrimento das esmeraldas de que veio encarre gado. que lhe deo pr mto occasiaõ /de merecer pela cons/ tancia com que sofria as dôres que lhe causava. A sua humilde e obediencia promettiaõ grandes progressos na Religiaõ.

e bas tantemte instruido no cantochaõ. O sexagesimo oitavo foi o P. Romualdo de Sta Catharina natural dessa Cidade da Bª professo nesta caza. Fr. . suprindo a fal ta dos cantores por ser dotado de uma voz perfeita. Manoel do Nascimento. Pedro de S. por dexaçaõ que fez dos estudos foi governar uma fazenda a que administrou com zello e felicidades. Ja no fim da vida procurou a Religiaõ. q’ o privou de todos os sentidos. recolhido d’esta sorte ao Mostro nelle encheo os seus dias ao depois de ungido. Pregor. Na vespera que ha via de tomar segunda vez o habito. passado para este Mostrº onde servio -71- 87 87 A leitura desse fólio foi baseada na transcrição de Silva Nigra. Abb o Mto R. e ao fausto pr que nunca usou de fivellas nem vestidos curiosos. nos an nos de seu coristado procedeo admiravelmte comprido com as suas obrigaçoens principalmente no Choro. ordenado de sacerdote descahio em tantas desordens que lhe deraõ sentença de expulsaõ. Manoel do Nascimento. Fr. que o recebia com mto gosto. Fr. pr ms annos exerceo o emprego de cantor mor na Sé Archiepiscopal satisfazendo a sua obrigaçaõ com agrado do Illmo Cabido. P. em quanto ao vestido.132 [fº37rº] 68 5 10 15 20 69 em 26 de Junho de 1693 sendo D. lhe deo um estopor. Francisco natural do Reino. sendo collegial no Rio de Janeiro. P. Foi o dia do seu falecimento em 26 de septembro de 1693 sendo D. Pregor. Abbde o Mto Reverdo. no estado de clerigo secular naõ deixou o costume de Religiozo. Fr. O sexagesimo non foi o Pe.

e liçoens de livros conveni entes. Jeronimo de S. Faleceo em 30 de Ouctubro88 de 1694 sendo D. procura<†>/do\ de todos nas occasioeñs de maior empenho. e como tal acabou a sua vida com os stos sa cramentos. P. e acabou melhor. no confessionario fasia as partes de bom /mi/ nistro. e erelevantes procedimentos tudo o que d’elle se es perava. doutrina. Me. A capacidade d’este Religioso para a vida Mo nastica logo se fes notoria do seu Noviciado principiou bem. e mtos actos de Religiaõ. O /septuagesimo/ foi o Mto R. desempenhado com as suas theoricas virtudes. ao depois foi nomeado Me de Philosophia no Collegio da graca. Fr. e necessario para cumprir e /executar/ estes stos e nobres spiritu digo empregos. aonde acabou de mostrar sua erudiçaõ e talen to. ate onde chegavaõ suas forcas. Era Religioso perfeito. Jubº Fr. Reconhecendo os Prelados a /capacidade/ indubitavel que tinha para qualqr occu -72- 5 70 10 15 20 25 88 O <t> está grafado sem o traço horizontal. Pregor. Bento nascido na Cidade do Porto professo nesta casa. No fim de seu Collegio lhe entregaraõ uma cadeira de Theologia no Rio de Janeiro na qual adquerio honra para a Religiaõ e credito para sua pessoa. No pulpito foi um fiel /despensciro/ da palavra divina. para o que estava sufficientemente instrui do na siencia. P. Abb o mto R. que neste tempo era granja /deste/ Mosteiro.133 [fº37vº] a Religiaõ. Man el do Nascimento. .

e cuidado. foraõ as suas disposicoens em seis meses que governou bem acertadas tanto para o espiritual. Naquella terra foi consultado em matérias pertecente ao governo d'aquelles estados.134 [fº38rº] 5 10 15 20 25 occupaçaõ o admitiraõ aos governos. Primeiramte o elegeraõ D. quan do completava meio anno de seuaplausivel governo foi acco mettido de um estupor. naõ obstantemente uma amisade de mto annos que havia em ambos. e o seu voto de todos foi attendido com preferencia. e temporal d’este Mostrº mostrou a vigilância. /examina/ da a verdade o privou do lugar /pr/ ver que indignamente occupava. Monge o /ms/ observan tte.q’. cuidou em se dis por para a sua conta final. concluido /o/ seu trienio com grde credito da Religiaõ. entendeo que que estava chegado a termo de seus dias. porem naõ teve a Provª /fortuna/ de experimentar as felicidades que esperava. e lugares ms auctorisa dos d’esta Religiaõ. e satisfaçaõ dos secula res. recebidos os ultimo Sacramentos com muitas lagrimas. constando-lhe que o seu Pri or em sua ausencia se descuidava da [†] sua obrigaçaõ /com/ o detrimento da observancia religiosa. e os Monges que o vestiaõ /derrama/ raõ mtas ms pela falta de um Prelado que /servira/ todo o tem po -73- . e de Prelado o ms solicito. Pr . accudirao lhe com os remedios porém. foi eleito provincial d’esta Provincia recolheo-se a este Mostrº a tomar posse como neste tempo se costumava. Abbe de Per nambuco. pr que a força da molestia vencia a todos. sem effeito al gum. como pª o temporal. no governo espiritual. e /movimento/ /dos/ braços. que o privou das siencias.

mateve-se essa leitura. que exercia. Abbe o Mto R. Esperou com mtos actos de catholico /a ultima/ hora. e com mto gosto.135 [fº38vº] 5 71 10 15 20 25 po de credito a esta Provª. mas o seu intento era buscar a Ds89 por outro caminho pr que como era bom organista e melhor musico. empe nhado-se que todas as pencoens pertencentes a seu emprego. Bento natural da Cidade de Braga. e vocaçaõ divina. com a asistencia da nobreza d’esta Cidade. tendo um traçado semelhante a um <R>. que no fim dos estudos supposto. antecedido de alguma outra forma não identificada.P. Me Fr. Por parecer coerente com o sentido da frase. Passados mtos -74- 89 A grafia desta palavra apresenta-se de forma muito peculiar.Missionario Aposto lico Fr. Foi mto an nos Me de capella. abracou com tanto affecto a vida Re ligiosa. José da Natividade. Esta grafia foi lida e transcrita originalmente como abreviatura de Deus. e ordenado sacerdote. satisfizessem com mta perfeiçaõ. professo neste Mostro. O septuagesimo primeiro foi o Mto R. que o Chorô era o emprego ms nobre de um Reli gioso. e Cantor mor accudindo a todas as su as obrigaçoens com mta promptidaõ. que naõ fisesse op posiçaõ as Cadeiras. P. e seus companheiros o atribuiaõ a um tal de sapego as honra da terra. Foi sepultado com as honras devidas ao lugar. este foi o que buscou. quiz empregar estas prendas nos /divinos/ lou vores sabia. e neste exercicio se applicou com tanto disvello. que em tudo que obrava e fasia /se/ manifes tava uma fiel correspondência. Matias de S. foi admirado ao Col legio de Philosophia. este foi o que esculheo. era taõ notoria a sua capacidade que o seu Me. e decencia. . Ao de pois de professo. e se /signando/ novamente do Sñr suavemente espirou aos 30 de Maio de 1695 sendo D.

o Mto Revº P. alcançou um breve de Missi onario Apostolico. querendo buscar a Ds por mtos caminhos. concluidos os tres annos. e servir ao próximo mas matérias mais interes santes ao bem das suas almas. e caritativo. e com elle partio para o certaõ a pregar as verdades divinas com tanto espirito e aproveitamento dos seus moradores que em breve tempo teve a consolaçaõ de ver os avultados fructos do seu disvello.136 [fº39rº] 5 10 15 20 25 annos nestes louvaveis exercicios. José da Naividade. -75- 90 90 A leitura deste fólio foi feita com base na transcrição de Silva Nigra. que naõ so de dia mas tambem grande parte da noite nelle se occupava em ouvir de confissaõ ao povo. o elegeraõ Mestre de Noviços. se recolheo a toda pressa a executar os preceitos da obediencia e conhecido o pres timo para este emprego. . voltou para as partes para continuar no seu exercicio. conseguimos pr aquellas terras o nome de bom Religioso. e de bom confessor. e de bom missionario. e obras. e virtude. depois de alguns an nos chegouo a este Mostrº a noticia de sua morte geralmte sentida pelos habitantes dáquellas terras. na consideraçaõ que perdiaõ um taõ grande director das suas almas. os seus ossos foraõ tran feridos para o claustro em 23 de Ouctubro de 1695 sendo D. Abb. pr que no confessionário era taõ previdente. pª que concurria da sua patê com exemplo. que de parte mui distante o bus cava. Como era conhecida a sua capacida de para instruir algumas almas no caminho da perfeiçaõ. movido da sua prudencia. Me Fr. com dourina. chegada que foi a noticia.

Nos an nos que o mundo costumava com ms efficacia as suas imprudentis maximas o despresou. Rodrigo do Espiritu santo. ultima mente91 voltou pª este Mostrº constituido na dignida de de D. eno cuidado com que observava os votos da profissaõ. servio a este Motrº no choro no pulpito. elle buscando a Re ligiaõ Benedictina. in partibus. Fr. e a firmesa do /seu/ espirito. concluidos os seus estudos. e ser político sem faltar a observancia. . que o /escuzassem/ deste louvaveis. sendo necessario a esta Provincia mandar um Re ligioso a Corte de Lexª a tratar das dependencias della. e mandaraõ o confiado na sua capacidade. e confessionário sem nunca /alegar disculpas/. assim como succedeo. natural d’esta Cidade professo nesta casa. o que alcançou da sta se apostolica porém naõ sendo recebido como desejava -76- 91 O traço horizontal do primeiro <t> não está grafado. desempenhar o conceito q’ delle tinhaõ formado. empregou todas as forças em comprir com as suas obrigacoens. no que era juso. pr que na perfeita ex ecucaõ com que se havia nos preceitos religiosos. e dava signaes evidentes de felis progresso. /fiseraõ eleiçaõ nelle/. Abb. e stos exercicios. e as suas prendas o /recommendavaõ/. dando completa expediçaõ aos ne gocios mais importantes. mos trava a eficacia da sua vocaçaõ.137 [fº39vº] 72 5 10 15 20 25 O /septuagesimo/ segundo foi o Pe. e entelligencia. a que fora mandado. a qual foi admetido pelas esperan cas que os seus costumes permettiaõ. mas como elle sabia agradar aos homens.

voltou para sua patria. <6>/7\3 O septuagesimo trerceiro foi o Padre Fr. vivendo sempre ajusatado aos votos. e recolheo-se neste Mostro e nelle viveo alguns annos. pr rasaõ.138 [fº40rº] se retirou a viver em huma fasenda d’esta cidade. Fernando Felis Mon ge de S. Foi mandado por seus Paes para Lxª em ordem de se empregar nos empregos dignos de seu Nascimento. e sempre desejara. e sendo condusido a este Mostrº depois de morto. Fr. que professou na dita fasenda encheo os dias. pelo tempo adiente chegou a conseguir a custa do seu disvello /o nome/ de bom Me e fama de bom pregador. foi sepultado no Claustro aos 8 de mar /ço/ de 1699 sendo D. -77- 5 10 15 20 . vendo-se accommettido de uma molestia grave. que se naõ /sabem/. a todas antepos a de S. Theodoro da Purificaçaõ. passados bastantes annos.Abbe o R P. Fr. Bernardo. natual d’esta Cidade da Bª de gera çaõ illustre. naõ o podendo faser por empedimento da infirmidade. chegando a aquella corte /tomou/ o louvavel desejo de aban donar as /honras/ do mundo. Berndo e nella professou a vida Religiosa. Foi o dia do seu enterro aos 23 de Novbº de 1698 sendo D. e recolher-se em uma Reli giaõ. Abbe o Mto R P. Theodoro da Purifaçaõ. ao depois de morto foi condusido para ser sepultado entre os Religiosos como ti nha pedido. ao depois foi assistir em huma fasenda dos seus parentes. querendo se recolher ao Mostrº.

e philosophia. em redime92 remediar as suas /indig/ gencias. aproveitou o tempo por que dos seus principios sempre evitou a /ocioside/ foi admettido ao sto habito. Ao depois de professo se authorisou a Religiaõ pr mais annos do seu conhecido prestimo.Abbe o Mto R P.Fr. o que queria pelas suas ordens. e elle com mto gosto servia. naõ se pelas /suas/ prendas mas tambem pelo seu recto procedimto. Rafael da Trindade natural desta Cidade professo neste Mostrº. que pr falecimento de seus Pais ficaraõ sem outro abrigo ms do que o seu Irmaõ. e satisfacaõ dos Religiosos. em sua com panhia viveo alguns annos despendendo tudo. e nelle professou a vida monas tica -78- 92 A palavra está sublinhada. No seculo era tratado com es timacaõ mto distinta pelas prendas de que foi dotado. no tocar. se lhe naõ fosse necessario assistir na companhia de seus Irmaõs. prque era o Musico mais dextro daquelles tempos.139 [fº40vº] /7/4 5 10 15 20 75 25 O septuagesimo quarto foi: o P. Theodoro da Purificaçaõ. seus verda deiros Paes o crearaõ no temor de Ds e o mandaraõ estu dar grammatica. e cantar principalmente no organo. . que dando-lhe tempo para se dispor com os ultimos sacramentos lhe tirou a vida nos fins do anno de 1699 sendo D. Ja adiando em annos foi /accomettido/ de /u/ ma febre maligna. Fr. Joaõ de Sta Maria natural d’esta Cidade professo neste Mostrº. Pedio o nosso habito ao qual foi admetido com mto gosto. O septuagesimo quinto foi o Pe. Pregº F. e ser viria até a morte.

Franco daquella Villa pela noticia que tinhaõ da sua capacidade. po rem. porém já no ultimo mez seu novici ado fes profissaõ nas maos do Prelado. por occasiaõ de uma molestia grave disposto com a graça dos Sacramentos em -79- 5 10 15 20 76 25 .140 [fº41rº] tica com aceitacaõ dos Religiosos. aonde assistio alguns tempos com poucas esperancas de melhoras. como o estudo. e do seu habito. Fr. e sendo lhe necessario mudar de ares por concelhos do Medi cos se embarcou para a Villa de Cairú. deixando o auditorio confuso. Pregor. lancando gol phes de sangue pela boca acabou a sua vida no mmo pul pito. e applicacoens dos livros eraõ /maiores/ que as suas forças veio a descahir em uma tísica. e sentido com este re pentino accidente. donde sahio taõ aproveitado que mereceo ser ser moneado Pregor desempenhou esta obriga çaõ com mto credito da sua pessoa. Theodoro da Purificaçaõ. Joaõ de S. foi sepultado no mmo convento. Agosti nho natural a Braga. lhe encommendaraõ o sermaõ do Patriarca.Abb o Mto R P. Os Religiosos de S. e subindo ao púlpito. que es tava pregando com o seu costumado espirit. e pas sados alguns annos foraõ os seus ossos tranferidos para o nosso clautro em 17 de 8brº de 1699 sendo D. O septuagesimo sexto foi o Irmaõ Noviço Fr. ordenado de sacerdote teve o seu Collegio na Graça. no mmo tempo. naõ se escusou. Pela sua humilde e pelo seu prestimo me receo este Irmaõ ser aprovado em todos os votos de fazer a sua profissaõ solemne.

e professo nesta casa.Abbe o Mto R P. 93 O septuagesimo oitavo foi o Pe. o cnservaraõ mtos annos no officio de -80- 10 15 20 78 93 A partir desse ponto. o mandaraõ administrar a fasenda da Itapo am. que aos estudos. Fr.Abbe o Mto R P. e amor de Ds. The odoro da Purificaçaõ. Fr. e cuidado as obrigaco ens do choristado. Pregor. na mma fasenda adoeceo gravemente. e recolhendo-se a buscar os remedios que ne cessitava. Foi Religioso modesto observante e na turalmte humilde. e nelle ms se aplicou aos ser vicos da Religiaõ. foi ad mettido ao Collegio da Graça. feitos os seus actos de Pre gador. rasaõ por que os Prelados depois de sacerdote. Pregor. a leitura tem por base a transcrição de Silva Nigra. e pela utilidade que resul tou ao Mostrº do seu trabalho. deo provas sufficientes de sua capacidade pelo bom acerto da sua administraçaõ. Francº da Visita çaõ natural de canaves Bispado do Porto. Fr. 77 5 O septuagesimo septimo foi o P. ao depois de cumprir com diligencia. natu ral do Reino professo nesta casa. cuidou em se dispor para a sua partida com mtos actos de contriçaõ. Fr. . como a molestia vencia a todos que aplicavaõ. Alcuino de Jesus. com a graça dos sacramentos. Foi o dia de sua morte em 20 de Fevrº de 1700 sendo D. como era intelligente zelloso do patrimonio da Religiaõ. que recebeo com mtas devoçoens.141 [fº41vº] 3 de Março de 1701 sendo D. Theodoro da Purificaçaõ.

Fr. e sendo accomettido da ultima enfermidade. e considerandose ja visinho a morte. e os pobres com muita caride os quaes por mto tempo lamentarao sua falta. assim o fiseraõ deixando lhe todo o tempo livre para se emcommendar a Ds e tratar da salvaçaõ da sua alma. se preparou para a sua conta final. Sendo D. naõ obstante o seu desapego aos lugares auctorisados.142 [fº42rº] 5 10 15 20 79 porteiro. Francisco das Chagas. recebia os hospedes com mta politica. Seguio os actos conventuaes em quanto teve forcas para faser. Abbe da Paraíba. cuidou com todas as forças do seu espirito para a sua hora final. voltou a esta casa a continuar no exerci cio mais humildes da Religiaõ. Pregor. e administraçaõ de uma fasenda que temos -81- 25 .Abbe o Mto R P. Occupado neste. e outros louvaveis exercícios o elegeraõ D. e fasendo logo renuncia do lugar. O septuagesimo nono foi o Padre Fr. tomou posse para cum prir com o preceito que obrigava. em 18 de Janrº de 1702. Anselmo da Trinda /de/ natural do Reino professo nesta casa. a promptidaõ com que este Religioso satisfasia as suas obrigacoens e o /zelo/ com que tratava o patrimonio da Religia o= brigou ao Prelados desta casa a entregarem o go verno. que foi dar no tribunal divino. e desejava. por q’ so estes apeteci a. aceitou com a con diçaõ de nunca mais se lembrassem delle para emprego algum. o fiseraõ Me de Noviço.

143 [fº42vº] no Tapicurú. ao depois esta fazenda se vendeo.Abbe o Mto R P. Francº das Chagas. e com mtos actos de Catholicos94 faleceo em 7 de Maio de 1702 sen do D. que pro fessava. naõ se enganaraõ. e com o seu taõ ajustado procedimento tudo o que delle se esperava. pois naõ esperava elle mais que a ida de para ser. buscou a Religiao Benedictina a qual o aceitou sem demora por ver os progressos que promettia costumes tao virtuosos. /concluido/ seu noviciado onde mostrou a efficacia de sua /vocaçaõ. .P. Christovaõ da lus natural /d'es/ ta cidade de geraçao nobre e professo neste Mostrº observan do seu pai o despreso com que este Filho tratava as coisas do Mundo. Pregor. e annos tao diminutos desempenhou com as suas virtudes.M Fr. observaraaõ entre si que elles o creavaõ para Religio so. Francº na praya da Itapoam ja de idade avancada se recolheo ao Mostrº appremido de uma /molestia/ que naõ obdecendo ao remedios. naquella parte procedeo como devia. o pri vou /da/ vida tendo-se disposto com as repetidas confiçoens com agraca dos sacramentos.R. 80 15 O oitagesimo foi o M. e Theologia don de sahio taõ aproveitado que /feitos/ os actos de passante o nomearaõ Me de Philosophia. vivendo ajustado com a observancia do estado. Fr./ passados alguns annos foi admetido ao collegio de Philosophia. como estava acostumado a viver no retiro foi assistir na Capella de S. foi exercer este emprego no Mostrº de Olinda Pernambuco adquerindo creditos mto distin ctos -82- 5 10 20 25 94 O traço horizontal do <t> não está grafado.

contando que a honra de Ds96 e a observancia re gular se adiantassem. . no regresso para este Mostrº foi accometido de um estu por. vizitou a provincia reformando o que lhe parecia ser necessario para o adientamento da observancia regu lar. a tinta está mais clara. A grafia desta palavra apresenta-se de forma muito peculiar. e a sua Religiaõ. porém fasendo a barba de tal sorte lhe agravou a molestia que em poucas ho ras acabou a vida. e unico fim aque se encaminhavaõ o seu incancavel disvello.. consegui o. mateve-se essa leitura. Nicolao dos Mar tires -83- 5 10 15 20 25 95 96 Nessas primeiras linhas. Foi igualmte sentida a sua morte pe los Religiosos. e virtudes. Francº das Chagas. que lhe deo lugar para chegar a terra. Abbe do Rio de Janrº Partio para (aquella Cidade) tomando posse da caza(. antecedido de alguma outra forma não identificada. pelas suas letras.. nem huma contradiçaõ ou trabalho foi capas de o perturbar a quietaçaõ do seu espirito.Pregor Fr. por que tudo sofria constante. foi o di a do seu Falecimento em 31 de Agosto de 1702 sendo D. e para seu habito. con cluido o seu trienio deixando o Mostrº desempenhado.95 Certificados os prelados su periores da sua capacidade do seu prestimo. neste exercicio conti nuou até receber o titulo de Magisterio. por que o Senhor defendia a sua casa. 81 O oitagesimo primeiro foi o P. tendo um traçado semelhante a um <R>. porém. Por parecer coerente com o sentido da frase.144 [fº43rº] ctos para sua pessoa. e seculares. P.) naõ lhe faltaraõ occasioens de exerci tar a sua paciencia. Abb o Mto R. con credito e reputacaõ de sua Religiosa pessoa. passados poucos annos o elegeraõ Proval e neste lugar ultimo acabou de mostrar o seu zelo. e da sua interesa o elegeraõ D. Esta grafia foi lida e transcrita originalmente como abreviatura de Deus. como o /seu animo era superior/ a todos os trabalhos. o que ententava. pois isso era todo o seu cuidado. Pregor Fr.

e neste emprego servio alguns annos a esta caza com geral satisfaçaõ dos Religiosos. passava de oitenta annos qdo foi accomettido de uma leve enfermidade. ninguem se queixava antes se confor mava com o que elle disia. Obrigado da caridade. fazendo-o assemelhar-se a outro <t>. . O traço horizontal do <t> segue até o <l>. Ao depois de passados os annos de corista sempre trabalhando e /obe/ decendo foi admetido ao collegio de Philosophia na Prezidª da Graça. Abb o Mto R. e da hi por diante todo o seu cuidado se em caminhava a dispor-se com todas as forças do seu espirito para a sua conta final. Manoel do Desterro na tural da Cidade de Arrifana de Souza. obdiencia o que elle mandava. a que bastou para lhe tirar a vida disposto com a graca dos Sacramentos foi o dia do seu falecimento em 21 de septembro de 1702 sendo D. O oitagesimo segundo foi o P.145 [fº43vº] tires natural desta Cidade da Bahia professo neste Mostrº entrou na Religiaõ de poucos annos e nella viveo mtos. por que viaõ nelle os bons exemplos. para nenhum trabalho se negou excepto os da prelasias porque pr espaco de cicoenta annos e ms que viveo na Reli giaõ so uma vez acceitou o lugar de Prior e por outra o de companheiro.P. Fr. procediaõ aos bons con celhos. Francº das Chagas. e no fim delle recolhido /aeste/ Mostrº o nomearaõ mor domo. e do zelo que tinha da /prefeita/ observancia reprehendia o que era necessario. cumprindo perfeitamente com as obrigacoens do seu esta97 do principamte na /frequencia/ do Choro em quanto pode su bir as escadas. e aceitaçaõ dos Prelados e utili98 -84- 5 10 15 20 82 25 97 98 O traço horizontal do <t> não está grafado. e avi sava o que era precioso. professo neste Mostrº. Pregor Fr.

foi sepultado no claustro sendo D. passados. pr que sabia distribuir o Patrimonio com zello. sendo D. Fr. Francº das Chagas. O oitagesimo quarto foi o M. poucos -85- 10 15 20 /84/ 25 99 A palavra está grafada com o primeiro <s> longo. auzentando-se/ da Religiaõ. e fidelide. Abde o M. e corôa fexada. No Rio de Janrº o despencaraõ da Centença pª q’ podesse99 uzar das suas ordens e o mandaraõ pª esta caza100 onde logo deps da sua Chegada. pm /antes de exercer as ordens/. professo na congregaçaõ. 83 O oitagesimo tercrº foi o Pe. e com os Escravos. e plos indicios. Abbe o Mto R. Prudencia. sendo accomettido de huma loucura furioza em breves tempos acabou lastimozame a vida em 28 de Janerº de 1704. Pregador F. que dava de felizes progressos103. 102 Embaixo da palavra há um traço semelhante a uma vírgula. Pregador Fr.R.P. e retirando-se pª huma fazenda com licen ça dos Prelados. 103 O <s> está sendo grafado longo com freqüência. Sebastiaõ das Chagas natural do Reino. e professo101 no Mostrº de Olinda. natural de Pernco.146 [fº44rº] 5 e utilide da Religiam. Emilianno da Me de Ds.Me. Adoecêo de huma molestia dilatada. o prenderaõ. o mandaraõ degradado pª esta Provª com o habito pardo. 100 . em alguns mostros enten /tou-se ordenar de Sacerdote. /logo/ no seu Noviciado foi este Religiozo tractado do seu Mestre com attencaõ distincta /entre os ms/ condiscipulos pla Diligencia102 e promptidaõ com q’ /satisfazia/ as suas obrigações.P. /Ber/ nardo. Embaixo da palavra há um traço semelhante a uma vírgula.Benedº de S. R. 101 A palavra está grafada com o primeiro <s> longo. eno estado de Leigo. o q’/ dezejava pr /meios lícitos. ao deps de ter servido alguns annos a Religiaõ. ordenou-se de Salto. e concelho dos Medicos nella enchêo os seus dias em 6 de Maio de 1703. P. e suspenço pr huma sentença. Fr. com os infermos. e como naõ podesse conseguir. mostrando-se em tudo caritativo com os pobres.

que /naõ haveria/ duvida na sua execu çaõ. etrabalhos. em /ordem a recolhessem/ ao convento. donde lhe rezultaraõ mtos disgostos. q’ sempre o respeitavaõ. que d’ellas sahiraõ cinco mestres. pr que achando-se em Pernambº. e executar de hum breve da /Sé/ Apostolica. em q’foi exemplar. com a mma asseitaçaõ lêo Theologia. se entregou aos exercicios de piedade. e regular observancia. o ql aproveitando-se dos seus concelhos reduziraõ a provincia ao seu antigo explen= dor. . e aos seus Discipulos pr separadores da Provª. e do lugar. alguns (. acreditaraõ a sua Religiaõ. em qto104 teve forças pª o exercer. o buscaraõ 2Pa= dres Amaristas pª que fosse Juis. donde recorrêo ao Rmº.sugeitos) inimigos da Paz o acuzaraõ. e com tanto /aproveitamento/ dos seus Discipulos. que no fim do seu Colº merecêo ser promovido em huma Cadrª de Filosofia. pm como era buscado dos seus discipulos. pr naõ quererem viver /sugeitos/ a huns estatutos novame estabelecidos pr hum /Padre/ da mma congregaçaõ parecendo a este Religiozo.147 [fº44vº] 5 10 15 20 25 annos ao deps de professo como era notoria a felicide do seu engenho foi admetido aos estudos no colegio do R. e chegando /as/ couzas atermos -86- 104 O traço horizontal do <t> não está grafado. mas ainda lhe restava mais que padecer. o restituiu) ao seu lugar. e excedêo com tanta /vantagem/ aos outros condiscipulos. nelles se aplicou com tanto desvello. e o attendiaõ como a /Religiozo. donde fo= raõ despidos. como Mestre. que vendo a nullidade da /Sentença/. na ql se dêo a conhecer pr Me de bom nome. de Janrº. Ao deps de jubilado. e grande fama. que plo tempo adiante. e as suas Pessoas. se lhe poz o Exmº Bispo. nome= ando juntame pr /comprº/ de visitador geral. e condenado a pre= zaõ se refugiou em certo convento. de sorte q’vendo-se privado pr huma sentença de voto. de qm recebiam/ bons con= selhos pr suspeitas mal fundadas.

Abade deste Mostrº.Provincial Fr. Ex. e este fulminalas con tra o Religiozo. Jeronimo de S. 85 O oitagesimo quinto foi o P. satisfazendo com grde conçolaçaõ atodas as obrigações do seu estado. se passou ao Reino. Foi o dia da sua morte aos 28 de Março de 1704. ao deps de satisfei tas as penitencias. sendo o 1º que se acha va no côro. deixan= do o Convento. /Foi o dia/ da sua morte em 18 de Fevrº de 1704. assim foi vivendo. porem fazendo-se lhe insofrivel a frequencia do côro. Emiliano da Me de Ds. e nelle professou a vida Religioza. natural da Vª de Vianna. e conhecendo o seu erro. O oitagesimo sexto foi o Irmaõ Corista F. e da mesma sorte interdicto pessoal. em breve tempo alcançou ser ordenado de Sacerdote. reformou a sua vida. deixou es= te Religioso o Mundo na idade de 32 annos.P. deixou este mundo pedindo perd/aõ/ a Deos. professo neste Mostrº levado da sua vocaçaõ. e mortificações Religiozas.P. e ao deps local e sendo sentenciado a couza a favor da Patente contraria.148 [fº45rº] 5 foi preciso pr censuras ao Exmº Bispo. foi remetido pª este Mostrº aonde acabou a vida. donde veio prezo pª esta caza. o Nosso R. e dos mais actos. qdo odito Religiozo estava /de partida/ pª Roma. Emiliano da Madre de Deos. e largando o habito. /descahindo em huma lou/ cura. sendo D. pedio o Santo habito. sendo D. poucos me zes ao deps que em Pernambuco falecera o seu Contrario. aonde tivesse mais descanço e me nos trabalhos. pedio q’ oman dassem pª o Mostrº da Paraiba. mas como ainda o pouco lhe parecia mto.Ivo.Fr. ao deps de recebidos os Sacramtos com mtos actos de Catholico.Abde o M./Me/ Ex/p/rovincia/l Fr. Vivaldo da Cruz -87- 10 15 20 25 86 . e mais actos da Religiaõ. e aos homens. athé que chegando a sua hora.R.

pr que logo dos seus prin= cipios fexou as portas aocciozide. Emiliano da Me de Deos. no 2º Capitulo. professo neste Mostrº Era Religiozo prompto. que prezenciaraõ aquelle lastimozo successo. o seu zello. No seu /Triênio/ -88- 5 10 87 15 20 25 105 O <r> inicial desta palavra está grafado de um modo diferente do apresentado anteriormente.R.149 [fº45vº] natural desta Cidade. professo neste Mostrº Hum dos mto Religio zos. era naturalme humilde. aplicando quanto podia aos meios convenientes. e Confissionario. no pulpito.Abde o N. pª os conseguir. e cuidou no adiantamto das virtudes.M. e a sua vigilancia. em q' os poz o estado da vida Monacal.R.Abade deste Mostrº. e composto em todas as suas ações satisfazendo cuidadozo as obrigações do seu estado. sendo o seu /ex/emplo as vozes ms eficazes. q’ se fez notorio. e caindo em terra /dando/ com a Cabeça em hum degráo de pedra. do[↑†]de otiraraõ passados trez dias. e nelle se discobrio a sua cabacide.Pe. que neste Mostrº dezempenharaõ ao brigaçaõ. obediente. q’ se fez nesta Provincia. Ce/r/tificado a Religiaõ105 do seu merecimto foi eleito em D. e expedicto pª comprir com as suas obrigações: pr certa cazualides. com q’ o pers/u/adia. Ex Provincial Fr. e mais Re ligio/z/os. O oitogesimo septimo foi o M. o meteraõ no lugar destinado pª castigar culpas. . q’ profeçara. e tirou d’elles o adiantamento. Foi admetido aos estudos.P. no mesmo lugar aca/b/ou a vi/d/a com grande sentimto do Prelado. foi este Monge. Bento da Vitori a natural de Viana. Desempe= nhou o seu lugar com geral acce/i/taç/ã/o dos seus subditos. Foi o dia da sua morte em 25 de Abril de 170/4/. sendo D. e quando ja subia pla escada abuscar a Cella do Prellado foi acometido de hum assidente.Pregadador Fr. e sempre vi= gilante na observancia dos votos. Conservando o convento na sua perf/e/ita /o/bservancia. Exercêo pr alguns annos o emprego de Sacristaõ.

sentindo que se lhe augmentava huma molestia. pr que esquecendo hum dia se lhe dizer a Missa. pm o Céo teve. que aparece também em outras palavras. aplicando muitos sufragios pelas Al= mas. era a corôa esta naõ menos a exercitava em soccorrer aos vivos. e de todo entregue aos exercicios de hum perfeito Religiozo. que casualme chegou a esta hora. /eou/tros virtuozos exercicios. que havia tempos padecia. sendo D. A caridade pª com os infermos. como taõ bem aos mortos. e tendo especial cuidado. que se podem ver no Catalogo dos Prelados desta Caza. cuidou em purificar a sua conci= encia com repetidas confições. occupado nestes. .150 [fº46rº] se fizeraõ obras emportantes. sen= tio-se107 a falta.M. A prudencia deste Religiozo a paz interior -89- 5 10 15 20 25 106 107 O <r> inicial desta palavra está grafado de um jeito diferente. como foraõ o portico da Igreja nova. e assim nos 30 dias seguintes da sua morte. buscou o Re= tiro106 da sua Cella. Concluio felizmente o seu Governo. natural /do/ Reino. professo nesta Caza.Provincial Fr. 88 O /oitgesimo/ oitavo foi o P. Fr.Pe. ou infalivelme se havia de dizer. mas esta a suprio hum Monge das Brotas. Emiliano da Me de Deos. O traço horizontal do <t> não está grafado. nunca dizia missa sem q’ premeiro ficasse na certeza. An/s/elmo da Anunciaçaõ. este cuidado naõ tiveraõ com elle no seu trintario. nenhuma couza lhe importava mais do que tractar do importan/t/e negocio da sua salvacaõ. q’ a Religiaõ costuma fazer plos Monges defuntos.Abde o N. o côro e outras mais. e recebidos com mtas lagrimas /os/ ultimos Sacramentos trocou avida mortal pla eterna aos 22 de Fevrº 1704. e necessitados. de que a missa do trintario estava dita. quando se advertio o discuido era já perto do meio dia.R. de que nenhum Religiozo fale= cido ficasse prejudicado da quelles suffragios.Ex.

e da Religiaõ. que se offerecia. Ordenado de Sacerdote o mandaraõ pr companheiro do Padre Fr. Adqueriraõ pª seu patremonio 10 legoas de terra. e augmentaraõ as virtudes. e chegaraõ ao Estado. aquelle povo. o mandou o Rmº pr companheiro do mmo Fr. mas naõ de graça conseguida pr meios dos Sacramtos que todos recebêo. Joaõ do Espirito Santo o tomar posse das nossas terras de porto seguro. e utilidade. O oitagesimo nono foi o Irmaõ Donato Fr. obom animo. e nesta caza veio a completar 90 de idade. de q’ ain da de prezente se conserva. Exprovincial Fr. principiaraõ a obra. pr que ja paçava de 80 as foi-lhe concedida. e mais de 70 de Religiaõ.Abade o N.R. Foi o dia da sua morte em 1º de Agosto 1705 sendo D. Emiliano da Madre de Deos. pedio licença pª se reccolher a este Mostrº a buscar a Sepultura. disposto como perfeito Religiozo.M.151 [fº46vº] 5 10 15 20 25 89 em que vivia. pª ella se par tiraõ fiados na Divina providencia. fundando-se em naõ estarem confirmadas pla Magestade. pª que naõ estivesse acciozo o seu prestimo. em huma terra chamada Jundiahy. com que supportava ql quer cazua lidade. Paulo. /servindo/ de exemplo.Pe. Joaõ do Espirito Santo a fundar hum hospicio na comarca de S. Recolhidos ao Mostrº. pr aquellas partes se demoraraõ alguns annos. Paulo Antonio da Sª Cardêra a destribuio a varias pessoas. Ao deps de trabalhar sem descanço mais de 30 ans na quellas partes no serviço de Deos. Caetano da Porificaçaõ -90- . lhe alargaraõ a vida. Falecêo dezamparado da natureza. das quaes estivemos de posse 70 annos athe que anno de 1731 o Governador de S. e nella acharaõ as vontades do moradores promptas pª os ajudar athé aonde chegassem as su as possibilidades. que pr mtos tempos chorava a sua falta.

eraõ os premeiros. no dito Mostrº de Tibaéns. como já se dice/. que no Secolo tirava do seu trabalho. que lhe tirou a vida. assim o fez. e colegial. Ignacio da Porificaç/a/õ com os mais companheiros pla causa da Provincia. disprezando todas as honras que o mundo lhe offerecia. sem que premrº ouvisse missa. e Fr. Bento. Emiliano da Me de Deos. Padre D. experimentando o pouco fructo. pª que vivendo na Companhia de seus progenitores. natural d/e/sta Cidade de geraçaõ illustre. Marthinho de Tibaens.Abade o Nosso Padre Exprovincial Fr. e nelle professou a vida Religi= oza. Leaõ de S. quando naquella corte apareceraõ presos aquelles dous exemplares da constancia e da paciencia. disposto com a gra ça dos Sacramentos. ao depois de passar os annos /de/ Corista. ofeito Pregador. Antonio da Santa. Abade actual Fr. mas como Deos o chamava pr outro caminho. era oficial de Pedreiro. ordenado de Sacerdote./ -91- 5 10 20 25 . e professo no Mostrº de S. Fr. na idade de 15 an/n/os. digo da Silva. foi m/a/nda do pª o Mosteiro de Lisboa. conseguisse plo tempo adiante os impregos dignos de seu nascimento. pedio o habito de Monge. sendo D. 90 15 O Nonagesimo foi o muito R. a que satisfazia naõ principiando trabalho algum. Os exercicios pertencentes ao seu estado. e neste officio trabalhou. quem serve a Deos buscou a Religiaõ já adiantado em annos pª nelle o servi. e se encomenda/ss/e a Deos. em quanto teve forças nas obras novas deste Mostrº. Foi o dia do seu falecimto em 17 de Agosto de 1706. que todos recebêo com mtos actos de Catolico. pr que trabalhou sem discan ço athé a morte. Foi chamado pª a corte de Lisboa. pofesso nesta caza. aonde se achava. Adiantado em annos foi acomettido de huma febre maligna.152 [fº47rº] natural do Reino. e dizinganado de que só hé bem pago.

conseguio o que desejava. 110 O <r> está grafado de um modo diferente dos anteriores. e observante p. digo deste Mosteiro. achando-se na fazenda de Itapoam. p. aos quaes tinha merecido o amor de Pai. difinidor. e justiça. Falecêo com mtos signaes de Pre distinado aos 25 de Novembro de 1707. a dar principio a vizita. mas não parece ser a mesma.s os governava com suavidade. . e respeito110 de Prelado.las quais se fez digno /de/ empregos autorizados. pr que logo nos premeiros meses do seu Governo. Foi companheiro procurador da Congregaçaõ. feito a tinta. -92- 5 10 15 108 Há um retângulo em torno da palavra. assemelha-se aqui a um <Z> maiúsculo. e de tantas prendas. brandura. taõ constantes. nelle foi recebido com geral acceita= çaõ e contentamto dos Monges. prudente. pois a tinta é muito semelhante. que dando-lhe tempo pª se recolher ao Mosteiro. que pertendia fazer de todas ellas. e para se dispor com os ultimos Sacramentos.153 [fº47vº] elle logo que vio huns Monges taõ exemplares. entrou na diligencia de se passar a esta sua Patria. foi acometido de huma molestia taõ forte. Parece ter sido feito muito próximo da época em que o texto original foi escrito. o qual imprego naõ chegou a experimentar109 os acertos das suas bem acertadas dispozicoes. e adiantamento da observancia geral. o privou da vida com grande sintimentos dos seus subditos. e ultimame Abade desta graça. que exerceo com /cred/ito da sua pessoa. com um tracejado trêmulo. e em= barcando-se pª este Mosteiro. Era Religiozo de prendas. e selhar-se108 nesta Provincia. 109 O <i> está grafado com algo semelhante a um crochê.

de Subprior. que se offereceraõ e no= /meado/ Visitador Geral desta Provª voltou para este Mosteiro. e pª o fazere/m/ Geral oque naõ teve efto pr algumas contradições. He certo que todos aquelles que p/rofes/ saraõ a vida Religiosa estaõ obrigados a procurarem ser per/fei/ tos. observante. e pelos em/pre/ gos q’ exerceraõ. e professo nesta casa. pr este motivo o elegeraõ Prezide de Sorocaba.Provincial /Fr/. e deligente. porem huns /se/ /deraõ/ mais a conhecer q’ outros pelos lugares que occuparaõ. este celestial dictame. Gaspar das Neves nascido na Cidade de Braga de Paes nobres.M.R. on/d/e passou o resto da Vida frequentando /os actos/ -93- 5 10 15 20 25 . Gaspar das Neves.Pe. Bento de Olinda e /ul/ timamte Proval nestes empregos mostrou o /desejo/ /q’/ o acom panhava do aumento espiritual e /tem/poral d/os seos súbditos/ aos quas sempre amou [↑amou] como Pay e estimou c/omo Prelado. aonde os Secu/lares/ experimentaraõ a sua Caride e os Religiosos as suas virtes. q’ no fim /do seu/ Provinciado foi /chamado a/ Con gregam para votar em /Capi/tulo. o M. No trienio sege sahio D. e adiantarem-/se n/as virtes caminhando do bem para o milhor.R. pelos lugares. tudo mostrou nas occupações q’ logo de seo principio lhe encarregaraõ os /Prelados/ desta Casa. e pelos empregos q’ exerceo se deo a conhecer pr hum Religi oso perfeito. Ex. q’ servio. e outros mais q’ /todos ex/ erceo com o zelo q’ se esperava da sua perfeita observancia. pella mce de Deos e vemos pr/atica/ do neste Mosteiro desde o seu principio./ Dispunha com hum taõ elegante methodo /as Cartas dos/ Rmos Pes.154 [fº48rº] 91 O nonagesimo primeiro foi o N.Fr.Pe. Geraes. como foraõ de /porteiro/. Abbe de S.

Ignacio. /e o/ guiaraõ pelo caminho da Vir/tu/ de./ h/u/ma /occasiaõ/ /recolhendo-se/ das onse pª /a meia noite ouvin-/ -94- 111 111 A tinta da mancha escrita do recto passou integralmente para o verso comprometendo bastante a leitura. . caneta hidrográfica verde.es. /lhe/ tirou avida preparado com os Stos Sacramtos com mta ter nura e devoçaõ aos 13 de Maio de 170/8. e humil de.P . lhe con cedeo o que desejava. composto.R. /Recolhido ao Noviciado/ logo nelle /se/ mostravaõ indicios manifestos d/a/s virtudes q’ haviaõ de resplandecer na Religiaõ. sempre solicito.Fr./ Sendo Prezidº o M.e. era modesto. [↑92]112 e O Nonagesimo segundo foi o N. /Pe/.Antonio no Recife de Pernambuco professo neste Mostr. cuidando em q’ vivesse separado de companhias que lhe podessem /corrom/per os seos bons costumes. da Compª se empenharaõ em o persuadir a vistir a rou /peta/ de S.155 [fº48vº] 5 /92/ 10 15 20 25 Religiosos. a sua vida.Joaõ dos /A/njos. 112 APFT. para este embarcou-se pª esta Cid. porem variando de parecer veio a este Mostrº pedir o habito de Monge.R. mandaraõ -o /applicar/ ao estudo de Grammatica /sahio taõ/ perfeito La/tino/ q’ os P. e os seos cos tumes e achando-o merecedor do beneficio que pedia.º Seos virtuosos o crea= raõ no temor de Deos.Me Ex Proval Dor /Ru/berto de Jesus nascido na Vª de S. e naobservancia re gular sempre prompto. Examinou o Pre/lado/ a sua sciencia. fu/g/ia a ociosidade. adoeceo de huma febre lenta q’ fasendo-se despresi/vel/ /no p/rincipio se adiantou de sorte q’ vencendo atodos os remedios.M. Ao /depois/ de professo como era brando e pacifi/co/ e prudente /mandaraõ/ o servir o officio de /dispenceiro./ e dispondo-se pª a morte com todas as forças do seo /espi/= /rito/.

no fim delle foi eletio Passante. entaõ he que as pra ticava com maior disvello.. Ordenado de Sacerdote como era dotado de feliz memoria e agudo engenho. se recolheo a cella. depois deste successo naõ se contentando com as penitencias e mortificações q’ a Religiaõ determina. Depois de concluidas as leituras recebido o graõ de Magisterio se recolheo a este Mostrº onde o exem plo que nos deixou com a sua ajustada vida. era qualificador do Sto officio e pela(. e nas meridianas era o que ordinariamente pre sidia. e quando pellos seos annos e pelos seos privi= legios estava izento das mais penosas. porem nella foi asperamte aceitado sem saber pr qm ficou taõ desmai ado q’ so no dia sege tomou a si. accresentou outras q’ sempre prati cou em qto viveo. naõ faltando a hora alguma do couro.156 [fº49rº] 5 10 15 20 25 do hum estrondo de açoutes em huma parte oculta e querendo examinar de mais perto quem se açoitava vendo q’ o vi nhaõ buscando a passos apressados.) -95- 113 113 A leitura deste fólio foi baseada na transcrição feita por Silva Nigra. Sempre foi hum dos mais zelosos do explendor e au mento da Religiaõ. . merecia ser para nos de eterna lembrança.. resultan= do do seu trabalho tanta gloria pª o seo nome qto credito pª a sua Religiaõ. vivia como Re= ligioso exemplar cumprindo perfeitamte com as obrigações da sua profissaõ. e lhe deraõ a Cadrª de Philosophia e Theologia. foi admetido ao Collegio de Philophi= a no Rio de Janeiro aonde mostrou a capacidade indubita= bel que tinha pª as Letras.

No pulpito foi hum digno Ministro da doctrina Evangelica. .157 [fº49vº] 5 10 15 20 25 sua diligncia fes com que nesta nossa Igreja se collocas se a Imagem de S. Para desempenho dos maiores assum ptos sempre foi procurado pª subir aos pulpitos desta Cidade. Ignacio da Purificaçaõ convocados s Capitulares nes te Mostr° o elegeraõ Provincial foi o terceiro eleito pella Pro= vincia. e pr isso dos seos Sermões sempre tirava o fructo que pertendia q’ hera o aproveitamto dos seos ouvintes sen= do os seos irreprehensiveis costumes e Rhetorica mais eloquen te com q’ os movia pª onde dezejava. Fr. e nella se lhe fizesse a sua festa.Pe. Mostrou-se neste lugar que era verdadeiro Prelado e verdadeiro Pay pr q’naõ só adiantava a -96- 114 114 A leitura deste fólio foi baseada na transcrição feita por Silva Nigra. Reconhecido pella religiaõ o seo zelo as suas letras e as suas virtudes pr falecimto do M. pregando em Sta Theresa no primeiro dia da sua Igreja nova. subindo ao pulpito intentou deslustra-lo com alguns imprudentes dicterios. mas com confusaõ sua pr q’ todos conheceraõ q’ aquelles ditos eraõ effeitos de inve= ja q’ naõ podia eclipsar (digo) de inveja de hum resplandor q’ naõ podia eclipsar. vendo esta Cidade in= festada com huma doença q’ o Diabo poz o nome de Caya subindo ao pulpito declamou com tanto espirito e fervor q’ em breves tempos se vio extinta aquella peste de en= tre as Creaturas. dando-se pr offendido hum Religioso do Carmo de mto q’ouvio exagerar as virtudes da reforma no dia sege. Pedro Martyr.R.

e amor principalmte dos infermos aos quaes visitava repetidas veses pª evitar toda a falta ou descuido q’ podesse haver.Abbe deste Mostrº. no quarto Capitulo celebrado na Provª no anno de 1688 o elegeraõ D. Como ja era notorio o talento de que Deo/s/ o doutara pª os empregos mais Au= thorisados da Religiaõ. como sempre fizera. D. expondo-lhe com tanta eficácia as rasões que tinha es= te Mosteiro pª inplorar a sua clemencia.Abbe eleito pela congregaçaõ. que ouvidas e attendidas pr aquelle piedoso Monarcha mandou passsar hum decreto contrario a Ordem do conselho. no ql se mandava ao Procurador da Corôa Francco Lamberto -97- 5 10 15 20 25 . Pedro Segundo q’ entaõ felixmente reinava.158 [fº50rº] /observancia. e se recolhe= o ao retiro da sua cella continuando no exercicio do /couro/ e mais actos Religiosos. foi geralme aplaudi= da esta eleiçaõ tanto dos Seculares como dos Religiosos pr q’ enchia os lugares com todas as circunstancias e /pre/= dicados de hum exelente Prelado. porem pouco tempo /lo/= graraõ a consolaçaõ de renderem obediencia a hum Pre= lado taõ benemerito pr q’passados quatro meses /entre/ gou a Casa ao D. fallou em audiencia ao /Sñr/. sendo nos actos conventuaes o primeiro se naõ/ que cuidava do Subditos com caride. mas qdo esperava ver-se devertido da sua quietaçaõ foi mandado pe= la Religiaõ a Corte de Lexª a p/a/trocinar a /causa/ /dos disimos/ que se tinha declarado contra nos. e ofructo q’ colhia do acerto das suas disposições.

recolheo-se a este Mosteiro cheio de a= plausos deixando os Monges da Congregaçaõ bem intei rados do /seos avultados/ merecimentos. que /naõ/ ficando culpa sem /castigo. . da congreça q’ lhe determinacaõ pª a sua sustentaçaõ em Lisboa troxe dous Calices de prata dourada q’ ainda existem e hum p/re/ c/ioso véo) de hombros. Deste ponto em diante volta-se a fazer o cotejo./ Já naõ cuidava em outra cousa -98- 5 10 15 20 25 115 116 A partir dessa parte a leitura tese como base a transcrição de Silva Nigra./ 115 nem falta sem reprehensaõ ninguem castigado sem mostrava queixo o nem reprehendido escandalisado. /nas visitas de tal sorte ajustava o amor de/ Pay com /a severidade de/ Juiz. e oseo gover no ficou neste Mosteiro que entre todos sempre foi pª elle /o mais desejado.116 Concluída asua visita./ Ultimamente foi condecorado com o emprego de /Vi/= sitador Geral da Provincia. de que pr ms annos se utilisou a /Sa christia. e suposto q’ já se acha-se /desti/ tuido de forças pª esta Laboriosa ocupaçaõ naõ recusou o trabalho fiado na asistencia do Céo.159 [fº50vº] que confiscasse a este Mostrº todos os bens q’ necessiari= os fossem para pagamento dos disimos. Aodepois de conseguir o decreto real a nosso favor edemorar-se na quella cor pr alguns tempos /aonde/ adquerio pelas suas letras muitas estimações. e honras mto distintas entre as pessoas de maior authoridade. pr q’ viaõ que a justica hia acompanhada com a misericordia e o castigo com a piedade. visitou todos os /Mos/ teiros da Provª /z/elando a honra de Deos e a observancia da Re= gra.

nem em toda sua vida se ôvio palavra que naõ fosse decente. alcançou algumas joias de grande preço e es timaçaõ pª aquella soberana Snrª Tambem foi de votissimo do N.Pe S. Joaõ de Lan= castro. adquerio pª a sua Cappella huma alampada e galhetas de prata e varias cortinas.S. Foi Religioso que sempre amou a justiça e aborreceo a maldade. pela estreita amisade q’ tinha com D. Era devotissimo de N. da Graça a qual visitava todos os Sabbados e disia a Missa no seo Altar com a devoçaõ e piedade com q’ sempre celebrava.160 [fº51rº] mais do que na Morte pª a qual se dispunha com todas as forças do seo espirito. em si dispor com muitos actos de piedade de Catholico e de Religio= so. pr que desde o seo no= viciado fechou as protas a ociosidade athe a m/o/r-99- 5 10 15 20 . Bernardo e pr sua conta corri= a todos os annos a sua festa. Trabalhou sempre no ser= viço de Deos e da Religiaõ. Na sua cella naõ tinha ms do que o preciso e tudo ajustado com o voto de pobre= sa. Celebrava todos os dias o Santo Sacri ficio da Missa para que gastava todo o tempo ao depois q’ sahia de Matinas. Era taõ amante do silencio que mais parecia inclinaçaõ da naturesa do que desempanho da Obrigaçaõ.

Mano el de S. e desenganado que estaraõ conpletos os seos dias fasendo a sua profissaõ nas maõs do Prelado e dis posto com a graça dos Sacramtos deixou esta vida /aos/ 30 de Agosto de 1708 sendo Prezide o M. e proseguia resando de N.161 [fº51vº] te.Pregador Fr. O Nonagesimo terceiro foi o Irmaõ Noviço Fr. 119 O escrito está sob o carimbo. a= bou118 a vida este perfeito Religioso e verdadeiro Mon= ge aos 9119 de Maio de 1708 sendo Prezidente desta ca= sa o N. Chegado o tempo de receber o premio dos seos trabalhos. No oitavo mes do seo Noviciado adoeceo gra= vemente.Pe. pelo desengano em q’ os deixou.Snrª na forma que podia.Pe.Pregor -100- 5 10 15 93 20 117 118 O traço horizontal do <t> não está grafado. Lourenço natural de Passo de Sousa Bispado de Arrifama. . de que era e verdugo de hu= ma vida taõ dezejada. com a seguinte inscrição: “ARCHIVVM ARCHICCENOBII. que se estende por três linhas. Há um carimbo. eja elle continuava Domine ad ad= juvandum me festina. Joaõ dos Anjos.R. BRASILIENSIS BAHIAE”. Seo corpo foi enterrado dentro da Sacristia onde lhe deraõ decorosa sepultura. assim passou alguns di= as proferindo em palavras truncadas louvores a Ds e a Sua May Sma de sorte que quando algum Mon= ge pertendia ouvil-o principiava Deus in adjutorium meum intende. foi a= cometido de hum estupor que o privando de todos117 os sentidos só o deixou illeso de ouvir encheo este repen= tino accidente de confusaõ e magoa aos Religosos.M. Desta sorte louvando ao Sñr.R.

como era de recto procedimto/ foi mandado pr /Compa/ nheiro de Fr. e recolhedo-se ao Convento de S. Abbe o N. Os seos ossos foraõ /transfiridos/ pª /o nosso/ Claustro aos 22 de Septembro de 1712 sendo D. José.162 [fº52rº] 94 5 Fr. Joaõ dos Anjos. e consta de Livros antigos que /houve/ anno em que trasia seiscentos mil reis. Ado= /eceo/ de huma /mali/gna. O Nonagesimo quarto foi o Pe. O Nonagesimo quinto foi o Pe. Pregador Gal Fr. Joaõ Camuge administrador das fazendas do certaõ.M. Francisco da Villa do Penedo acabou a vida com todos os Sacramentos e nelle lhe deraõ a Sepultura. Alberto da Purificaçaõ natural d’esta Cide profes= so neste Mosteiro. De seu Noviciado sahio tambem /instroido/ pª a vida Religiosa. tratava-se /com tanto/ despreso q’ /j/á parecia dejenerar de /Sinceridade.R. Alexandre de S. Fr. Bento natural do Reino professo /no/ Mosteiro das Brotas. Dionisio de S. que nenhuma mortifi -101- 10 15 20 95 . Pregador Fr. Ao depois de/ Sacer= /dote. Era Religioso naturalme humilde e o= bediente. Pe. Todos os annos /vinha/ ao Mos= teiro conduzir as boiadas ou trazer em dinheiro o pro= ducto das ditas fazendas. a este obedecia com tanta promptidaõ como /se/ fosse seo Prelado.

a/doe/ceu de huma mali<g>ana. com grande exemplo dos Religiosos. q’ por falescimto de seus Pais. . -102- 120 O <l> está grafado com o traço horizontal como se fosse <t>. e conver= sa/ções/. em q’ naõ achava utilide pª o seu adiantamto. pela modestia. pe<l>/n\alide. e consolaçaõ sua. sempre sugeitou sem repugnancia a sua vontade a dos Prelados120. para as socorrer. se achavaõ faltas do necessa= ri/o/ pª passarem a vida. ou preceito se lhe fasia difficultoso. com q’ nelles assis= tia. e compustura. Teve o seu C/o/llº na Graça. Abbe o Mto Rdo PePregador Jubº Fr. cumpria a tudo. ao q’ se julgava obrigado. e se afflig/i/a quando naõ podia satisfazer como dezejava. evitando todas as praticas. Chegando finalmte o termo dos seus dias. e recolhido a este Mostrº seguia /aos/ actos de Communide. Era recolhido. Dionisio de S. Passados b/as/tantes annos dentro do Mostrº. alcançou /Br/eve Apostólico. e de Receber os ultimos Sacramtos. com natural procedimto. e assim o fez viven= do em compª d’ellas. mas antes com muito gosto. que dando-lhe tempo para se recolher ao Convento. sem nu= ca perder o de/choro/ devido a sua Profiçaõ. os seus passeios só se encaminhavaõ pª este Mostrº aonde vinha dizer Missa quazi todos os dias. o privou da vida em 22 de Agosto de 1712 s/e/ndo D. José. e acompanha-las. lhe foi ne/ce/ssario assistir em Companhia de suas Irmãs honestas.163 [fº52vº] 5 10 15 20 ca<s>/ç\aõ.

Me Dor Jubº Fr. Este Religioso. logo de seo pr/in/-103- 5 10 15 20 97 121 A leitura dessas linhas foram baseadas na transcrição de Silva Nigra. de sorte que naõ faltou qm naõ se admirasse em ver virtudes taõ relevantes em annos taõ diminutos. que tanto os animara com seu exemplo a serem perfeitos. Sendo D.Pe.M. Pedro da Nati121 vidade nascido nesta Cidade professo neste Mosteiro.Pe. Poucos annos logrou este Monge o estado de Religioso q’ sempre desejava. Abbe o N. cuja memoria será pª nos de Saudosa lembrança. q’ passou de dous annos o soube aproveitar taõ diligente e cuidadoso que naõ passou hora nem instante que naõ empregasse em algum louvavel e virtuoso exercicio conducente pª a honra de Deos e salvaçaõ da Sua Alma. e a todos os Religiosos sentidos pr se verem pri= vados de hum Irmaõ q’ prometia mtas honras e /cre/dito.Pregor Fr. Dionisio de S. José da Natividade.R. O Nonagesimo septimo foi o M.164 [fº53rº] 96 O Nonagesimo sexto foi o Irmaõ Corista Fr. porem esse pouco. Faleceo aos 24 de Maio de 1713.R. cuidou em se dispor com a graça dos Sacramtos pª receber o ul timo golpe que esperou taõ resignado e contrito como se esperava de huma vida taõ pefeita. José deixando aos seus contemporanios saudosos na consideracaõ de perderem de companhia um Monge. Adoeceo de huma molestia q’ se fasendo despresivel ao principio em breves dias se adiantou de sorte que logo se declarou mortal. .

q’ plo tempo adiante veio a degenerar em hum monstruoso cancro. estu dou Theologia no mmo Mostrº. e de edificaçaõ pª os Reli giosos. Nasceo na Cidade do Rio de Janeiro de Pa= ys /vir/tuosos os quaes o crearaõ e tambem o outro fº q’ foi Monge nosso no temor de Deos e observancia dos divinos preceitos. e exercitava-se em mtas obras de piedade. em se occupaõ. na qual era graduado. Ao depois de assistir alguns annos neste Mostrº. <pr todos os caminhos. em idade competente o mandaraõ pª os /pateos/ estudar Grammatica.165 [fº53vº] principio procurou acreditar ao seo habito e a sua Re= ligiaõ. foi noviço no Rio de Janrº. Chegado o tempo de escolher estado pedio o habito de Monge q’ lhe foi concedido pe= la noticia que havia de seos costumes e sua capa= cidade. que per mite a Religiaõ aos Juniores pª descanço do continuo tra balho. e aos enfermos. o resto do tempo. digo> alcancou o que dezejava pr que /foi/ hum dos filhos mais benemeritos des ta Cidade. soffreo com -104- 5 10 15 20 . e da sua memoria. e naquelle Mostrº professou com geral approvaçaõ dos Religiosos. q’ podia aos necessitados. alcançaõ. o empregava na liçaõ dos Livros. e ao depois Filoso= phia onde deo a conhecer a felicidade do seo inge= nho. e continuando no ex ercicios da observancia regular. abrio se-lhe huma pequena chaga no peito. principalmte de Filosofia. Soccorrren do na forma.

a mma ceremonia fez o Sñr.al recebeo-a como se naõ fora com elle. q’ recebeo com grde ternura. q’padecia em satisfaçaõ das suas culpas. Era Religioso deligente. e outros com zello.166 [fº54rº] 5 10 15 mta passiencia este toque da maõ de Ds. veio /ma/ndado pª esta 123esta casa. Bispo de Angola. 98 O Nonagesimo oictavo foi o Pe.José.R. e fideli dade. Qdo ja se achava neste estado. aonde satisfez aos empregos. q’ se achava na terra.Pe. do ql era pouco despensa -105- 20 25 122 123 O traço horizontal do <t> não está grafado. lhe chegou a noticia de q’ elle era o Prov. e ao seu lugar. Di onisio de S. Pedio os Stos Sacramtos. Abbe o M. prompto. e as prin cipaes pessoas da Cide. Pregdor Fr. . e continuando em fervorosos actos de Amor de Ds morreo com mtos signaes de predestinado aos 9 de Abril de 1714 sendo D.Sebastiaõ Monteiro o vesitou na sua doença. No coro era frequente. pr q’ só cuidava em despor pª dar contas a Ds agravou se a molestia. como foraõ de sachristaõ. e recolhendo-se /pª pte/ interior aqle tu mor122 pestilte. e edificaçaõ /dos/ assistentes. offerecendo as in toleraveis dores. nem chegou a tomar posse. O Governador q’ entaõ era Pedro de Vas concellos lhe veio honrar o seu cadaver com a catholica ceremonia de lhe botar agua benta com bastantes demonstraçoens de sentimtos. A palavra está repetida e sublinhada. e cuidadoso. reconheceo ser chegado ofim dos seus dias. q’ lhe encommendaraõ os Prelados. e das Religioens assistiraõ o seu feneral e olevaraõ a sepultura com as honras devidas a sua pessoa. Pregdor Geral Fr. mordomo. Agostinho da Sta Monica natural da Cide do Porto professo no Mostrº /do/ Rio. o Snr Arcepis bo D.

porem agradando-se mais do exercicio do couro do que da assistencia das Aulas voltou pª esta casa a c/o/ntinuar no emprego de cantor mór q’ ja em outro tempo tinha exercido.167 [fº54vº] 5 10 99 15 20 do pr ser bom musico e socorrido de huma vos admi ravel. Antonio da Trindade Ramos. com caneta hidrocor preta) . ajuntaraõ-se alguns Religiosos e dahi a poucos instantes rebentando-lhe hum apostema enterior ficou restituido aos seos sen= tidos. Fr. teve lugar para se confessar duas veses eao depois de ungido espirou nos braços dos assisten= tentes aos 22 de Janeiro de 1715 sendo D. Depois de ter servido a este Mosteiro com as prendas de que era doutado.Pgor Fr.R. Joaõ de Fós professo Nesta casa. levantando-se para hir asua cella e ja recolhido nella cahio pr terra <t>/f\ican= do prevado de todos os sentidos.Pe. Abbe o M. na entrelinha. Tendo já em= pregado muitos annos nestes e outros louvaveis ex= ercicios compadecido da necessidade em que /vi/viaõ hu= mas irmãs pr falecimto de seo pai ql as tinha man= -106- 124 Há um <x> grafado na parte superior da palavra. O No<g>/n\agesimo124 nono foi o Pe. Prudencio da As= sumpçaõ antural de S. Tocava varios instrumentos. foi admetido a/o/ Collegio no Rio de janeiro. (APFT. huma tarde dispensado estava se divertindo com outro Monge no jogo das tabolas. e nunca se escusou de servir a Religiaõ com as prendas de que era dotado.

R.Pregor Fr. O Centesimo foi o M. Veio pª este Mosteiro pª ser /dado/ a sepul tura /aos/ 19 de Maio /de/ 1715 sendo D. asssim viveo alguns annos sem nota de seo procedimento athé que sendo accometido de huma molestia grave acabou a vida naõ tendo os Religios noticia da molestia senaõ depois de morto. e supos= -107- 5 10 100 15 20 . e a hu= mildade com que obdecia aos seos preceitos. Pe.Abbe actual deste Mos teiro Fr. Tambem servio de Mordomo com fidelidade.168 [fº55rº] mandado vir para esta Cidade deixando a Companhi= a dos Monges foi viver em companhia della em or= dem a socorrelas pelas esmolas adqueridas pellas su= as ordens. e zelo.R.Pe D. e /co/nficionario com satis façaõ de sua Pessoa e credito de seo habito.Abbe o M. pulpito. Amtonio da Trinde Ramos. Logo de seo Novi= ciado se fes merecedor de huma attençaõ mto destinta dos seos Mestres edos seos Prelados por verem a prom= tidaõ com que satisfazia as suas obrigações. Estudou Philosophia e Theologia no Collegio da Graça e fei= tos os actos de Pregor voltou para esta casa a qual servio no coro. Antonio da Trindade Ramos natural desta Cidade da Bahia professo nesta casa.

Attendida a sua capacidade o elegeraõ em D. naõ chegou porem a Religiaõ a utilisar-se d/o/ acerto de todas as suas dis posições pr que acabou a vida antes de acabar o tri enio: achava-se com dous annos de governo quando adoecendo de huma febre maligna. Abbe deste Mosteiro. man= dou chamar os Religi/o/sos e entregando ao seo Pri= or pedio os santos Sacramtos os quaes recebidos com muita piedade e devoçaõ passadas poucas horas -108- 5 10 15 20 . a retidaõ e ajuste de suas contas mostrou a verdade. recebeo o aviso com grande comformidade. Era caritativo para com os pobres e os infermos zelava com /gr/ande cuidado o patrimonio do Mosteiro emuito mais a observancia regular. neste emprego mostrou o qto desejava /o/ adiantamento espiritual e temporal do Mostei/ro/ e dos subditos a/os/ quas ama/v/a como Pai e estimava como Prelado.169 [fº55vº] to experimentasse alguns disgostos que lhe deraõ com o pretexto de produlario. dentro em trez dias foi desenganado que estava no ultimo de sua vi= da. dos pobres. e dos infermos. pr que naõ se a= chou gasto que naõ fosse em beneficio dos Religi= osos.

Ao depois de Sacerdote <†> <†> governou aquella fazenda. Era Religioso Authorisado e naquellas partes adquerio honra e estimaçaõ das pessoas princi= paes da terra e de todos sempre foi tratado com respei= to. Bento Camu= ge Hamburguez de Naçaõ professo neste Mostrº. Faleço com ide avançada trabalhando pª Ds e para nos. foi enterrado no convento dos Fran= ciscanos da Vª do Penedo. Foi se= pultado no cruseiro da Igreja com as honras devidas ao lugar que occupava. nella assistio muitos annos com grande utilidade deste Mostrº ao qual socorria e ajudava com grandes remessas de mantimentos duas vezes no anno alem das boyadas que mandava todos os annos ou producto dellas. Joaõ de S. Morreo com ms de 80 annos de Religiaõ e sempre dentro de Mosteiro exce= -109- 5 10 15 20 125 A leitura deste fólio baseada na transcrição de Silva Nigra. Francisco. . Francisco da Concei= çaõ natural de Lessa de Matusinhos. Fr. 101 O Centesimo primeiro foi o Pe.170 [fº56rº] 125 pagou o tributo de nascido aos 4 de Septembro de 1716 em que contava 68 annos de ide e 45 de habito. e hou= ve occasiaõ que mandou seis centos mil rs com consta de livros antigos. Este Re= ligioso. Fr. que foi hum grande bemfeitor desta casa mor= reo sendo administrador da fasenda da Ilha grande no Rio de S. Foi Monge de vir= tude conhecida e de vida exemplar. 102 O centesimo segundo foi o Pe.

171 [fº56vº] 5 10 103 15 20 ptuando treze annos q’ foi Abbe de S. 126 /Me/. Feitos os actos de Pregador foi mandado para o Mos/teiro/ da Graça. observou com toda cautella os votos da sua profissaõ comprindo /com di/ /ligencia/ todas as obrigações pertencentes ao /seo/ est/a/do.Paulo donde /tornando/ a /voltar pª esta casa escusou-se/ athé a morti de ql qr em prego. Adoeceo gravemte buscou o Mostrº como Religi oso. Pass/a/dos os annos de Corista cump/r/indo com as suas obrigações athé onde chegava a sua possibilidade foi /adme/tido ao Collegio neste Mosteiro onde professa/r/a. Mauro da Incarnaçaõ. O Centesimo terceiro foi o Pe. e recebidos os ultimos Sacramtos /encheo os seos/ di -110- 126 Foi inserida na margem esquerda a numeração referente ao monge (103). onde foi Prior. e mordomo zeloso. pr falecimento de seu Pay alcançou breve Apostolico pª viver em Compª de sua May e tratar das dependensias de su= a casa. Miguel de /S. nella viveo alguns annos sem nota de seo pr/oce/ dimento.Abbe o M.Pe. e v/ig/i/la/nte. (APFT) . Pregor Fr. Escolas/= tica natural d’esta Cidade da Bahia filho de Pais abundan tes e honestos. pas= sados mais de 60 annos em louvaveis exercicios quando já caminhava pª os 90 de idade desamparado da naturesa e fortalecido com a gr/a/ça dos Sacramentos suavemte /espi/ rou em 9 de Novembro de 1717 sendo D. que o podesse devertir da /fre/quencia do Chôro ao [↑qual] nunca faltou em quanto poude subir as escadas.R. que era. mas antes sempre ajustado com os votos da sua profissaõ. com caneta hidrocor verde. Fr.

dahi pr deante descahindo pouco a pouco da observancia regular chegou a termos q’ foi sentenciado a despirem-lhe o -111- 104 5 10 15 20 105 A leitura deste fólio foi feita com base na transcrição de Silva Nigra.128 Ocentesimo quinto foi o Pe.Pe. D. Naõ se aproveitou a Religiaõ.Me. e o jogo chamado de Antas e todas as benfeitorias das terras. Esos Pays eraõ abundantes dos bens da terra e tementes a Deos o levaraõ do seo principio pelo caminho das virtudes. conseguio o que desejava. (APFT) 128 127 . R. Seos Pays doaraõ a este Mosteiro as terras da Piedade. vestindo o nosso habito com grande consolaçaõ sua. Mauro da Encarnaçaõ.R.172 [fº57rº] 127 as em 21 de Agosto de 1718 sendo D.Pe.Abbe o M. concorreraõ com grande gosto para satisfaserem o seo louvavel dezejo. Balthasar de Sta Gertrudes natural desta Cidade professo nesta casa. ao depois de professo mostrou a eficacia de sua vocaçaõ pela promptidaõ e deligencia com que satisfasia as obrigações de Religioso. pr q’ acabou a vida quando principiava a mostrar os effeitos da sua capacidade. Foi inserida próxima à margem esquerda a numeração referente ao monge (105). Faleceo preparado com a graça dos Sacramtos aos 19 de Dezbrº de 1718 sendo D. Rozendo de Souza nascido em Lexª irmaõ do Exmº Márquez das Minas professo <†> no Mostrº de Tibães. Mauro da Encarnaçaõ. O Centesimo quarto foi o Irmaõ Corista Fr. pr mto tempo do seo prestimo.Fr. Abbe o M. Teve bons principios na Religiaõ athe conseguir o estado de Sacerdote. e chegado o tempo de tomar estado. sabendo que este seo fº só apetecia o estado de Monge. com caneta hidrocor verde. Fr.

/reco/= lhe/o-se/ ao Mosteiro e ao depois de se ter confessa/do/ com mtas /lag/rimas. Pregor Fr. Redusido já ao estado de Sacer= dote Secular veio pª a V/i/lla de Santos. e como aquella illustrissima casa sempre foi /aman/= te da Religiaõ Benedictina pª lhe naõ /causarem/ hum taõ grande desgosto em sua pres/ença o mandaraõ/ para esta ca sa para nella se excutar a sentença. Innoce/ncio/ de Sta Joana natural desta Cidade professo nesta Casa.Pe. porem chegando es= ta not/ici/a ao g/o/vernador destes estados Anto Luiz da /Cama/ ra /C/oitinho primo de tal Religioso. foi /remetido/ pª S.R. Era Mon ge bem /consertado/ nas suas acções e costumes. alcançou dos Prelados que manda/ssem/ fazer esta deligencia em algum Mos teiro mais remoto pª naõ padecer esta injuria. Já adi /na/tad/o/ em annos achando-se mortalme infermo. onde escapando de hum /tiro/ pr ocasiaõ de jogo se r/e/tirou pª esta cide da Bª nella [†] muitos [†] exercitandosse na obra de Piedade pa com o próximo. /ao/ depois de /professo exerceo/ o officio de infermeiro pr bastes annos -112- 5 10 15 20 25 . pr q’ estava prompto a ql qr hora pª confessar aos m/orib/undos animando-os com mta /pru)dencia a /deixa/ rem resignados este valle de miserias.173 [fº57vº] habito. /106/ O Centesimo sexto foi o Pe.Abbe o M. Ao /mei/o dia vin/ha/ /do/ Mostr° /procurar/ a ra/ça/õ q’ lhe /deraõ/ pr esmola.Paulo e lá se fez a execuçaõ. Mauro da /Encarna/ caõ.Pregor Fr. e recebidos os mais Sacramtos como Chatholico poz fim a sua perig/ri/naçaõ aos 18 de Agosto de 17 /19/ sendo D.

Pe. na ql continuou o mesmo exercício pr bastantes annos. Foi Preside da Graça e recolhido a este Mosteiro seguia o coro e actos de communidade sem que al= gumas molestias que padecia lhe servissem de escusa para se izentar delles. Adoeceo de huma mali<g>na taõ for= te q’ vencendo a todos os remedios q’ se lhe applicaraõ aca= bou avida com todos os Sacramentos aos 13 de Outubro de 1719 sendo D.Abbe o M. . -113- 5 10 15 20 129 O <c> está grafado de um modo diferente.Me. onde lhe naõ faltaraõ occasiões de /mere/cer das quaes se aproveitava trabalhando e servindo /a/ toda hora e em todo tempo. Fr.Mauro da Encarcam.Pe. na Congregam servio a sua assis= tencia de edificaçaõ aos Monges aos quaes deixou saudosos na sua retirada. veio muda do pª esta Casa.Abb o M.Mauro da Encar= nacaõ.R. /107/ O Centesimo septimo foi o Pe. Pantaleaõ de /S.Fr. pedindo licença pª ir a Villa de Jagoaripe lá o acometeo a morte e foi sepultado na mma Freguesia sendo D. Ao depois de terservido aquelle Mosteiro com as prendas de que era doutado como eraõ ser bom /mu/ sico o tocar varios instrumtos com destresa.174 [fº58rº] com muita carid/a/de e passiensia.R.Fr.Me./ Bento natural da Cidade do Porto professo no Rio de Janeiro. Ao depois de Sa/cer/dote teve o seo Collº na Graça e no fim delle foi a Portu= gal a certas129 dependencias.

ainda que parece seria em na= nos antecedentes. Leandro natural da Cidade do Rio de Janrº professo nesta casa. poucos annos assistio naquellas partes. no fim delle pelo seo zelo e capacide foi mandado administrar a nossa fazenda do Rio de S. O Centesimo nono foi o Pe.Me Fr. q’ valeroso em huma quarta frª de cinza lhe deo hum tiro caminhando pª a Vª de S. Belchior da Trindade falecido no mmo certaõ do qual -114- .175 [fº58vº] 108 5 109 10 15 20 O Centesimo oitavo foi o Pe. e com aceitaçaõ dos Seculares pr que ato= dos servia com oseo prestimo e seo trabalho: porem um delles mais ingrato.Pe. Francco de q’ veio a morrer.Abbe o M. Fr. Debaixo d’este mmo numero de fas memoria do Pe.Fr. Fr. foi administrador da nossa fazenda de Mataquery onde assitio pr alguns annos sem nota do seo procedimto. pr q’ ado= ecendo de huma mali<g>na em breves dias acabou a /vida/ sendo D. foi enterrado no Convento dos Religiosos Franciscanos que lhe fiseraõ as exequias com toda honra compadecidas de taõ lastimozo cazo.R. Neste lugar se fas memoria deste Religioso q’ se naõ sabe com certesa o tempo em q’ elle morreo. Mauro da Encarnaçaõ.Fran cisco. Ao depois de ter o seo noviciado naquelle Mostrº e taõ bem /oseo/ Coristado teve o seo Collº na Graça. Paulo da Concam natu ral da Cidade do Porto professo no Rio de Janeiro.

D.Abbe actual deste Mostrº o Pe. deixou aquelle Mostrº onde assistio mais de trin -115- 10 15 20 130 O traço horizontal do <t> se estende sobre o <l>. Mauro da Encarnaçaõ natural des= ta cide professo nesta casa.R. e credito do seo habito. costu= /m/es. Ordemnado de Sacerdote foi mandado para o Collº do Rio de Janrº e nelle se applicou com tanto disvello aos /exe/rcicios literarios130. Fr. Naõ foi necessaria outra prova da sua capacidade pª ser eleito em D. O Cente/s/imo decimo foi o M.Pe. e os seos bons. .Abbe desta casa no trieni= o sege. Com geral aprovaçaõ dos Mo/n/ges professou a vida Religiosa pelos felises progres= /sos/ que prometia a sua capacidade. ouvio a notª com desagrado.176 [fº59rº] 110 5 naõ ficou outra notª mais do que oseo nome. pr q’ pela sua humil= dade se julgava sem os requesitos necessarios pª as Prela= sias. naõ recusou. ena Theologia segte provido na Cadrª de Vesporas nesta sciencia a maior de todas continuou athé jubil/a/r-se com boa reputaçaõ da sua pessoa. Me. que no fim /dos/ estudos mereceo ser eleito passante. fazendo-o assemelhar-se a este. Abbe pr este meio fa= zer hum trienio applausivel como elle ao depois mtas veses o /di/sia. Ao depois como era doutado de pren= das pelas quaes se fasia respeitado tendo jubilado-se hum dos Abbes daquelle Mosteiro interessado no adian= tamento da observancia regular lhe rogou quizesse ser Prior. e conseguio o D.

sentido de ver algum pouco consolado e satisfeito.Caetano mostrou oseo zelo no mto q’ trabalhou pª a sua fundaçaõ. entregou o governo ao seo Prior. adoeceo de huma molestia que já pa= decia /porem/ agora elle a conheceo pr mortal pela força com que lhe repetio e entrando em hum desengano das cousas temporaes só cuidava em se dispor para asua conta fi nal. pedio os Santos Sa cramentos. Porem no mesmo tempo q’ este zeloso Pre= lado empregava todas as forças pª satisfase<r> as obrigacões do lugar q’ occupava. naõ faltou com tudo hum subdito indigno de taõ bom Prelado que fasendo-se-lhe insofrivel o zelo da observancia regular. os quaes recebidos com mtas lagrimas dos Re= ligiosos q’ assistiaõ.177 [fº59vº] trinta annos e aos Monges saudos/os/ de perderem a compª de hum Monge que nunca soube offendel-os. e lugar. Chegado a esta casa tomou posse do seo governo com grande satisfaçaõ dos Religiosos pelas no ticias q’ tinhaõ de suas prendas. pª co/m/ os súbditos era prude e caritativo. No engenho /de/ S. continuou o seo /trie/ nio com admiraveis disposições encaminhadas /ao au/ mento espiritual e temporal do Mostrº. encheo os seos dias aos 18 de Fevereiro de -116- 5 10 15 20 . lhe deo alguns desgostos. desauthorisando com palavras in= jur/iosas/ aquelle a qm devia respeitar pelas suas virtes letras.

Adoeceo de huma molestia desconhecida pª se lhe appli= carem os remedios competentes. achando /em/ certo Mostrº das Provª já depois de Pregor pr ocasiaõ /hum/ leve dito. porem conhecida pª elle -117- 10 15 20 25 . e cuidando os q’ assitiaõ q’ elle tomasse huma grande vingança daquella injuriosa acçaõ naõ só per/du/rou. pó rem as virtudes q’ elle exercitou o fiseraõ mais estima= /vel nos/ olhos de Ds e dos homens. Foi nove annos Me de Noviços e merecia que fosse toda avida pela boa educaçaõ e exemplo q’ lhe dava. O Centesimo undecimo foi o Pe. Ao seo funeral assistiraõ os Prelados das Religiões pelos /quaes foi/ dado a /se/pultura dentro da Sacristia. Foi admetido ao Sto /habito/ pelas prendas de que era doutado pr q’ era hum /dos/ /m/elhores mu/s/icos. Deixou /admiraveis/ exempos da sua hu= mildade e passiencia. hum Monge dando-se pr offendido. a sua assistencia no /c/oro foi continua. observava com toda a cau/tela/ os votos da sua /profiss/aõ. Por falecimto de hum seo /Irmaõ lhe/ adveio huma grde herança da qual deo hu= ma grandiosa esmolla a Sacristia e oresto dividio em= tre os pobres. mais att/rev/ido q’ animoso deo-lhe hu= ma grde /bofet/ada. Pregor Fr. e /vigilante/ em satisfaser as /suas/ o/br/igações. porem tambem interpôs oseo respeito para que o Monge naõ fosse castigado.178 [fº60rº] 111 5 1720. re/ser/vando pª si huma avultada terça esta= belecida em humas casas q’ pr sua morte ficaraõ pª /o/ Mostrº. Joaõ do Sacramto natural da Cide do porto professo neste Mostrº. e organistas /daquelle/ tempo.

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[fº60vº] deo ordem a procurar os remedios de sua alma. Faleceo aos 2 de Abril de 1720 com todos os Sacramtos sendo D.Abbe o M.R.Pe.Pregor Fr. Augustº da Encarnaçaõ. O Centesimo duo decimo foi o Pe.Fr. Manoel de JE SUS Mª q’ ao depois mudou em Fr. /Feliciano/ /de S./ Miguel /na/tu/ral/ das visinhanças da Cide do Porto pro= fesso nesta Casa. Servio a Religiaõ athe onde chegavaõ as suas forças, e desejava que fossem maiores para /mais a ser/ vir. Teve o /s/eo Collº na Graça e no fim delle reco/lhido/ /nes/ te Mosteiro exerceo o emprego de Sacristaõ mór pr algũ tempo com geral acei/t/açaõ dos Prelados e Religi/os/os. Foi Prezide do Mostrº da Graça, e voltando para esta casa escusando-se dos lugares authorisados da Religiaõ só cui= dava no emporte negocio de salvar a sua alma, freqüen= tou os actos conventuaes com mta prom/pti/daõ athe ficar impedido pr huma molestia grave de duas chagas incuraveis, q’ lhe deraõ mto q’ padecer, e merecer. Faleceo com a graça dos Sacramtos em 26 de Janrº de 1721 sem= do D.Abbe o M.R.Pe.Ex.Proval Fr. José de S. /Jeronimo./ O Centesimo decimo terceiro foi o Pe. Fr. Antº de S. Bento natural de S.Paio Dantas Arci/b/ispado de Braga. Era destituido de forcas naturaes porem dotado de hum espirito capas de empreender cousas grandes nos annos /an/ tecedentes ao seo Collº satisfasia assuas obrigações com prom ptidaõ e diligencia, naõ admitindo nem ainda aquelle breve descanço q’ permite a Religiaõ aos Juniores pª ali -118-

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[fº61rº] vio do seo continu/o/ trabalho. Estudou Philosophia, e Theologia no Rio de Janrº com tanta applicaçaõ q’ no fim do Collº fasendo a sua oposiçaõ mereceo ser provido /em/ huma Cadrª de Philosophia no Mostrº de Pernco /venci/das varias contradições q’ se offereceraõ principiou /a/ sua leitura e nella continuou com felicidade pr /hu/m anno, porem como a sua applicaçaõ aos estudos excedesse a sua possibilidade, veio adecahir em huma tisica conhecida de sorte qeu dei/x/ando a Cadrª retirou -se pª este Mostrº a buscar alguma melhora nos ares da terra mas como a molestia ja estava adiantada vencendo atodos os remedios della veio a morrer com tan tos ans de preparo qtos tinha de Religiaõ. Faleceo forta lecido com a graça dos Sacramtos em 15 de Fevereiro de 1721 sendo D.Abbe o N.M.R.Pe.Ex.Proval Fr. José de S.Jeronimo. O Centesimo decimo quarto foi o Irmaõ corista Fr. A= nastacio de Sta Quiteria nascido nesta cide professo nes= te Mostrº. Era naturalme triste, e melancolico, de sorte que só era visto nos actos conventuaes, e todo o mais tem= po passava recolhido na sua cella occupado na liçaõ de alguns livros, e outros exercicios honestos separando-se to= talme de toda communicaçaõ ainda d/os/ seos Compros -119-

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promptame satisfasia as suas obriga/ç/ões em quanto naõ ficou empredido pr huma molestia trabalhosa e dilatada mandaraõ-no pª o Rio de Janrº, pª ver se conseguia algũas melhoras com a mudança de ares; porem adiantando-se cada ves mais a molestia voltou para esta sua patri a onde viveo poucos dias; achava-se em casa de seos Pa/ys/ q’ o mandaraõ à embarcaçaõ em que tinha chegado, mas elle pedindo huma e mtas veses q’ o mandassem pª oseo Mos= trº espirou à porta d/a/ Sacristia qdo se vinha recolhendo. Foi o dia do seo falecimto aos 12 de Marco de 1721 sendo D. Abbe o N.M.R.Pe.Ex.Proval Fr. José de S. Jeronimo. O Centesimo decimo quinto foi o Pe. Fr. Gonçalo da Concam natural de Pernco, a sua casa o foraõ procurar os Religi osos para que fosse taõbem Religioso da nossa Ordem, ven= do nelle as prendas, q’ o fasiaõ merecedor deste offerecimto; com mto gosto condescendeo com as suas vontades e sem demora se recolheo ao noviciado onde procedeo como delle se esperava, professou com geral approvaçaõ e pr espaco de muitos na= nos servio a Religiaõ com as ptes q’ tinha de bom music/o/ e tocar alguns instrumtos de q’ se usava com dextresa. Era Religioso exemplar e defensor da liberde da Prova e pr isso foi preso com os Monges q’ tambem foraõ pa Portugal pe -120-

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[fº62rº] la causa da mesma Provª. Como já se visse livre da prisaõ veio para este Mostrº, e delle passou a Pernan= buço; onde obrigado da necescidade em que viviaõ algũs seos parentes alcançou licª pª chegar a minas em ordem a adquerir alguma cousa pª os arremediar; adquerio o /q/ue julgava sufficiente, e se recolheo aeste Mostr°; porem perdendo qto tinha pr certa /cu/sualidade, que se offereceo, fi= cou vivendo na pobresa que professara, dando Graças a Ds pr o livrar de hum taõ perigoso embaraço pª oseo estado, e só sentia o tempo que perdéra de servir /a/ Religiaõ em qto viveo fora della. E assim dezenganado passou o resto da vida que foi dilatada; adoeceo de huma leve infermide da qual veio a morrer caminhando pª os setenta de Religiaõ e ms de oiten= ta de idade natural. Faleceu com todos os Sacramtos aos 6 de Abril de 1721 sendo D.Abbe o N.M.R.Pe.Ex.Proval Fr. Jo= sé de S. Jeronimo. O Centesimo decimo sexto foi o Pe.Fr. Manoel de Sta Rosa natural do reconcavo desta Cide prof<f>/e\sso no Mostrº de Pernco. Naquella casa viveo alguns ans satisfazendo c/o/m promptidaõ as suas obrigações, veio mudado para /este Mos/ trº onde pello tempo adiante e pela força de seo genio /ad/querio trabalhos e inimigos; de sorte q’ lhe foi necessario embarcar-se para o Mostrº de Olinda e delle passar-se a Corte Lisboense onde alcançou hum breve no qual lhe concederaõ os privilegios de Pregor Jubo. Voltou segª ves pª esta casa, e foi admiravel a mudança de sua -121-

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vida e areforma de seos costumes: separou-se totalme de toda communicaçaõ com os homens, desejando ser despre= sado pr todos, entregou-se aos exercicios das virtes e assim passaou o resto da vida. Adoeceo de huma hidropisia, e conhecendo que amolestia era incuravel preparou= -se para sua conta final, a ql foi dar no tribunal Divino aos 3 de Agosto de 1721 sendo D.Abbe o N.M.R. Pe.Ex.Proval Fr. José de S. Jeronimo. O Centesimo decimo septimo foi o Pe. Fr. Marcos de Jesus natural d’esta Cide de Pais virtuosos e professo neste Mos trº. Ao depois de ter sirvido a esta casa no côro e outros offi= cios q’ lhe foraõ emcomendados; foi m/u/dado pª o Mostrº de S.Paulo onde assistio mtos annos deixando varios exemplos de Obediencia e humildade. Por occasiaõ de alg/u/= mas molestias voltou pª esta casa e nella o fiseraõ /Su/b= prior e Me de Juniores, deo a satisfaçaõ que se esperava do seo zelo; porem como as queixas q’ padecia se aumenta= raõ cadaves ms conhecendo q’ se avisinhava a morte; cui= do/u/ em se dispor para receber o ultimo golpe, q’ esperou re= /signa/do e conforme, e recebendo os ultimos Sacramtos a= cabou a vida com trinta e cinco ans de habito aos 2/5/ de 7brº de 1721 sendo D.Abbe o N.M.R.Pe.Ex.Proval Fr. Jo sé de S. Jeronimo. 118 – O Centesimo decimo oitavo foi o Pe.Pregor Fr. Augustº d/a A/ ppresentaçaõ natural da Cajahiba termo deste Arcebisp/º/ da Bª e proffesso neste Mostrº. Teve o seo Collº no Convento -122-

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da Graça; ao depois de Pregor foi mandado pª o Mostrº de Pernco onde assistio poucos tempos pr q’ voltou pª este /Mostrº/ a satis fazer as /p/enitencias q’ lhe foraõ impostas pr certas causu alidades, q’ lá lhe succederaõ; desta casa se ausentou pª o Rei/n/o, e alcancando perdaõ da fuga, alcançou tambem li= /cen/ça pª hir a Minas; e recolhendo-se pª este Mostrº foi ad= ministrar a fasenda da Petinga, onde os escravos experimen taraõ asua Caride eos Seculares as suas virtudes. Era devo= tissimo de N.S.da Purificação; e com li/cença da/ Religiaõ deu huma preciosa coroa de ouro a huma devotissima Ima= gem da mesma Snrª na Vª de Sto Amaro. P/or/ causa de hu= /ma hidropisia/ buscou o Mostrº e desen/ganado/ que a moles= tia era /incurável/; des/pois-se como Catholico/ e R/e/ligioso pª a ultima hora; recebeo os Santos Sacramtos e com a sua gra= ça encheo os seos dias sendo diffenidos aos 3 de /Dezbro/ de 1721 /t/endo de idade 58 ans e de habito 38. Sendo D.Abbe o M.Pe.Ex. Proval Fr. José de S. Jeronimo. O Centesimo decimo nono foi o Pe. Fr. Boa/ventura/ de Sta Quiteria /natural/ desta Cidade de Fo de Pa/i/s ho/nestos no seu/ ingresso na Relig/iaõ se chamou Fr. Valintim de/ S. Ber ndo que depois /mudou/ em o /nome/ que fica dito. Assistio dous annos neste /Mos/trº /em estado d/e /Secu/lar para su -123-

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[fº63vº] prir a falta de organista que nesta occasiaõ havia, /ao de/ ps d/e/ ad/m/ettido ao Sto habito, e nelle professou a vida Religio sa; ja professo foi continuando no exercicio de organista, e seguin do a communidade em todos os seus actos; ordenado de /Sacer/ dote enfermou de huma febre lenta, que veio degenerar em uma tisica; estando em sua casa curando-se, sen/tindo-se/ mortal, pedio que o recolhessem ao Mostrº, e ja dentro /del/ le espirou, ,tendo cinco annos de habito. Era D.Abbe o /N./ M.R./Pe/.Ex.Provinal Fr. Jose de S. Jeronimo. Foi o /dia/ 120 APFT do seu falecimento em 28 de Desembro de 1721. /120/ O Centesimo vigesimo foi o P.Pregor Fr.Anto da Graça na/tu/ral de Basto professo neste casa passados os annos /de seu coristado/ /estudou/ Philo/sophia no/ Rio de /Janro/ e /Theologia neste/ Mostrº. /Sendo/ collegial Theologo foi Subp/e/rior, e notario; no fim do Collº o fiseraõ /Procurador/ das demandas; a todos e<f>/s\tes empegos deo boa satisfaçaõ, pr q’ era deli gente, e /cui/dadoso. Attendido os seus merecimtos o elegeraõ D.Abbe /das Bro/ttas, ao deps procurador geral nesta occupaçaõ foi /acc/ome= ttido de uma molest/i/a grave que naõ obdecendo aos remedios que lhe aplicaraõ /o/ privou da vida qdo ja a jun/ta geral o ti/nha eleito em Abbe da /Graça/. /Faleceo com todos os Sacramentos/ em 12 de Maio de 1723 com /26 an/nos de /ha/bito sendo D.Abbe o /N/. Mto R.P.Ex./Provincial/ Fr. /José de S/.Jeronimo. -124-

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q’ se fazem aos Monges falecidos. e todos os annos lhe fasia sua festa. vivia com mta edificaçaõ dos seculares. e tudo merecia.Re. e do Rio vermelho.M. q’ tinha recebido131 com mta devoçaõ. aos visitava repetidas veses.Damiaõ natural da Cide do Porto. n’elle veio se recolheo ja enfermo.Gonçalo huma devotissima imagem da mma Snrª.Ex. Cos me de S.Proval Fr. e fazendo de de todos elles doaçaõ a este Mostrº./Snrª dos Mares. e em sua capella de S. professo n’este Mostrº. Antes de morrer fez deixaçaõ de todos os bens terrenos. Agostinho Ribrº Cleri go secular natural d’esta Cide. no seu novicido deu a conhecer a sua virtude. Foi sepultado /no/ claustro amortalh/ado/ na cogula.Abbe o /N. e piede. e de todas aqlas terras visinhas.Pe. pr q’ nos exercicios della empregava todo -125- 131 O último <o> da palavra esta envolto por um círculo feito com tinta mais escura.. com todos os sufragios.R. Logo q’ entrou.Gonçalo.186 [fº64rº] 5 10 15 20 /121/ O Centesimo vige/s/imo primrº foi o Pe.Ex. Antonio da Trinde.Proval Fr./ Pe. e sempre tratou os Religiosos com mta estimaçaõ: o seu desejo era viver na compª dos Monges. Foi o dia /do/ falecimto em 6 de Feverº de 1724 sendo D. 122 – O Centesimo vigesimo segdo foi o N. e n’elle acabou avida com a graça dos Sacramtos. e administrador da Capella de S. Era Snr’. Tinha particular devoçaõ a /N. . os quaes sen tiraõ por mto tempo a sua falta.M. Sempre foi amte da Religiaõ. pr q’ esta era huma das verbas do seu testamto tudo se lhe fez.

Abbe e mais Religiosos d’aqle Mostrº pr q’ o jul gavaõ digno de todo beneficio. e camosim aonde asssitio mtos anos com grde edificaçaõ dos seculares. q’ a sua exemplaride -126- 5 10 15 20 132 O <l> está grafado com o traço horizontal do <t>. pr satisfazer o preceito da obediencia. Contando ja quaren ta aos de habito. buscou esta casa pª n’ella esperar a morte. como era conhecido o seu zelo lhe encommendaraõ o governo das fazdas de Igua sú. foi lhe necessario hir a Galisa. q’ lhe permetiaõ os seus annos. . a continuar nos seus virtuosos exercicios. /neste/ tempo. Ja com sete annos de Religiaõ o mandava ordenar de Sarcerdote.Martinho de Compostela acreditou a sua Provª com seu recto procedimto recebendo mtos fa/vo/ res do D. sem se utilisar das dis /pe/nsas.Joaõ quarto. pr q’ frequentava os actos con ventuaes como ql qr dos Juniores. foi tomar posse da casa. e utilide da Religiaõ. em ja naõ cuidava em outra coisa mais do q’ na sua conta final veio eleito Abbe da Parahy ba. Ao depois de ordenado voltou pª esta casa e d’ella foi mandado pª o Collegº /d/o Rio de Janrº no fim dos estudos. A sua vida era exemplar. e renunciando o lugar voltou pª este Mostrº. pr q’ em Portugal naõ havia Bispos pr occasiaõ das guerras q’ se moveraõ na aclamaçaõ do D. Re colhido no Mostrº de S. e ao molestias132. mas querendo os Prelados superiores.187 [fº64vº] o tempo.

e visitando a Provª deixou varias dis posiçoens todas encaminhadas pª o augmto espiritual. e q’ as suas queixas ja lhe naõ permitiaõ mtos dias de vida.Abbe o N. e com mtos actos de perfeito Religioso. veio mudado pr obediencia pª esta casa a ql tambem servio com fidelide pr ser zeloso e deligte em fazer o q’ lhe era mandado.Proval Fr. q’ entre as mtas. Governou com grde acerto. disia. veio pª este Mostrº e dentro em poucos dias terminou a sua perigrinaçaõ disposto com a graça dos Sacramtos. e padecia. Quando ja contava oitenta anno de ide e setenta de Religião.Pe.Ex. pª deffender -127- .R. qdo teve a noticia da eleiçaõ.188 [fº65rº] 5 10 15 123 20 se fisesse mais publica. Foi o dia do seu falecimto em 21 de Junho de 1724 sendo D. M.. sentindo totalmte destituido de forças naturaes. O centesimo vigesimo tercº foi oIrmaõ Donado Fr. Antº da Trinde. No fim do seu trienio foi viver no retiro da Graça empregando todas as forças do seu espirito em se dispor pª eternide. e tem poral dos Mostros. /Antonio/ de Jesus natural de Regalados Arcebispado de Braga professo no Mostr° de Pernambuco. e graves molestias que tinha padecido. esta era maior de todas. o elegeraõ Proval desta Provincia. em as nossas terras pertencecntes ao Engº das Vapacarocas. Ao depois de ter servi do aquelle Mostrº. Assistio alguns annos.

Caetano. ao /de/ pois de morto o foraõ buscar os Religiosos. e applicaçaõ dos livros conducentes pª seu ministério.Proval Fr.189 [fº65vº] 5 10 124 15 20 e impedir q’ naõ entrassem pr ellas os visinhos.Joaõ Mascarenhas. professo n’este Mostrº teve os primros annos de seu coristado. Proval Fr.Ex. Anto da Trinde. q’ admi= nistravaõ o Engº di S.Abbe o N. Attendida sua capacide. com q’ era ouvido nos Pulpitos. e lhe deraõ a sepultura na Capella do Unhatá d’onde os seus osso foraõ tras ladados pª o nosso claustro. occupou -128- .R. cruelmte o mataraõ na occa siaõ da contenda. no mmo campo. voltando pª esta casa me receo o nome de bom Pregador pla satisfaçaõ.M.Ex. em q’ se achava. Mel dos Anjos nascido de Pais nobres nas visinhãças de Guimaraens.M. a custa do seu disvello. O centesimo vigesimo quarto foi o N.Pe. Succedeo este lastimoso caso em 15 de Feverº de 1724 sendo D. entando porem def fende-las pr huma pte q’ avisinhavaõ com hum homem poderoso chamado D. e Theologia.Pe. ao depois. q’ moravaõ perto das suas extremides. os deffensores da pte contraia. foi pª o Rio de Janrº /estudar/ Filosofia.R. no confessionario era freqte pª o q’ estava sufficientemte instruido nas materias moraes.

e assim /esc/apou da morte porem tam maltratado com outras violencias. q’ crusavaõ os mares do Sul. mas nem pr isso se poupou ao trabalho do seu em prego. Conclu ido o seu trienio. Oi tenta annos de ide e mais de setenta de habito contava este Religioso. e querendo lhe fazer o mmo rogou pr elle hum dos mmos piratas. q’ ainda na s/u/a chegada ao Mostr° vinha bastante mte molestado. aql sempr/e/ tr/as/ia na lembrª pª maior estimulo do seu preparo. porem querendo a Reli giaõ utilisar-se do seu prestimo. e com grde utilide da observancia regular. ja devolta pª este Mostrº encontrando-se com hum navio de levantados. o elegeraõ Abbe do Mostr° de Pernambuco.190 [fº66rº] 5 10 15 20 alguns lugares authorisados da Religiaõ. e governou com tanto acerto. e opprimido de varias molestias. a qm logo mataraõ a sua visita. qdo huma das suas antias molestias o privou -129- . pr elles foi preso junto com hum Padre da Compª. primeiramte foi mandado pr visitador comissario do Rio de Janrºe mais convtos d’aqlas ptes. q’ naõ foi necessario outra prova pª no trienio segte o elevarem ao lu gar de Proval. visitou a Provª com bastte incommodo da sua saúde. e confessionario. Recolhido na sua cella foi continuando nos seus exercicos do coro pulpito. entrou adispor pª amorte. era ja de ide avançada.

Abbe o N. José de Sto Antº natural de Matusinhos.R. e louvores dos ouvintes. passou pª o Mostrº de S. fez deixaçaõ dos estudos. e com mtos. e teve o seu Collegio em N. Antonio da Trinde. 125 O centesimo vigesimo quinto foi o Pe.M.\Abbe o N.R. adispor d’ella. qdo segda vez voltava pª Minas.Provial Fr.Pregdor Fr. na villa da Cachoeira foi acommettido de huma molestia tam violenta q’ dando-lhe somte lugar de procurar o Mostrº.Paulo.Proval Fr. Anto da Trinde. /126/ O centesimo vigesimo sexto foi o Pe. actos de Religioso. Como tinha deixado huma fazenda pr onde andou. Ex. Encheo o lugar de Pregador com grde satisfaçaõ. n’elle veio acabar a sua vida com a /gr/aça dos Sacramtos. Ja ordenado de Sacerdote foi admittido ao Collegio do Rio de Janrº.Amaro de S. Recolheu se a esta casa aql deu a sua esmola.Snrª da Graça.Ex.Do mingos natural d’esta Cide de Pais virtuosos professo n’este Mostrº. Fr. Faleceu em 22 de Maio de 1725 sendo D. professou n’esta casa.M. e alcançando licença foi pª Minas aonde assistio alguns annos sem nota do seu procedimto. aos 24 de Julho de 1725 sendo D<o> /. e remedi ou as necesside de alguns seus parentes.Pe.191 [fº66vº] 5 10 15 20 da vida disposto com a graça dos Sacramtos. Passados alguns annos foi -130- .Pe.

R. q’ n’elle os bons exemplos precediaõ os bons concelhos. nunca bebeo vinho. q’ todos o respeitavaõ em ql qr pte o uviaõ.Provial Fr. e pr133 occasiaõ de alguns desgostos. annos sempre trabalhando tanto em Prelado. q’ naõ fossem os do Refetor/io/.192 [fº67rº] 5 127 10 15 20 mudado pª o Rio de Janr°.Pe.Pregdor Fr. Faleceo no anno de 1725 e n’elle chegou a noticia triste de sua vida. ninguem se q/u/eixava. Era D.R. como a noite. exemplo dos Monges. aonde pr hum officio vil adquiria o necessario pª passar avida. se fez Apostata. .M. e foi assistir na villa de Cai rú. e morte. foi dos q’ foraõ presos a Port/u/ -131- 133 O <r> da abreviatura não está grafado. assim ao jantar. Frequentava o coro com grde de/vo/çaõ. Antonio da Trinde. todos lhe obedeciaõ pr saberem. Mel do Nascimto natural do reconcavo d’esta Cide filho de Pais nobres professo n’este Mostrº. nem comeo outros majares. Foi Religioso de /m/ta authoride e credito pª a nossa provª. Reprenhendia os Juniores qdo via alguma < P>/f\alta. principalmte pª esta casa. como em Subdito. e virtudes moraes. n’ella viveo mtos. se metteo ao interior do certaõ aonde acommettido de huma maligna acabou avida tendo setenta e trez annos de ide. Era prudente. e caritativo. Este Monge de tantas prendas. Ex. porem naõ se dando pr seguro. deixando o habito.Abbe o N. e ainda aos mmos Prelados advertia alguns descuidos. parco. O centesimo vigesimo septimo foi o M.Pe.

esta eleiçaõ foi ouvida com grde aplauso de todos. os q’ o /c/onheciam tomou posse dolugar e cuidou em /con/servar o Mostrº em pas. e foraõ as primras q’ appareceraõ n’esta Cide daqla forma. Ao depois q’ de alguma sorte se compuseraõ as causas entre a Provª. Em todo o seu trienio traba lh/ou/ sem descanço. e perftos. como os seus merecimtos de justiça pediaõ os maiores empregos da Re ligiaõ o elegeraõ D. e sem deminuiçaõ da observancia regular. pla esperança em qn as pôs daql os filhos da Provª.193 [fº67vº] 5 10 15 20 gal pla causa da Provª padeceo mtos trabalhos. mandou duas lâmpadas de prata q’ hoje vimos na capella mór. q’ n’ella se conser -132- . Mandou vir de Lxª hum sino grde e de mto boas vozes. Haviaõ de ser os Prelados dos Mostrs. e Prelado benigno. revocar todas as paredes da Igreja. mas antes se empenhava no adianta mto.Abbe d’esta casa. /No/ seu tempo adveyo a as christia a preciosa reliquia do Sto Lenho. prudente. animando com seu exemplo aos seus subditos a serem observantes. e asua cons tancia em soffrelos admirava. e con tinuando nos exercicios de hum perfeito Religioso. efazer a primrª ordem de Cadras e as grades do mmo coro. voltou pª este Mostrº aonde foi recebido com grde contentamto dos Monges. e attencioso. e confundia aos mmos q’ lhe causavaõ. a todos tra/ta/va como Pais. e a Congregam. Mandou tambem açoalhar o coro.

Franco o Pe. e professo n’esta casa. na sua chegada a esta terra. Vestio o nosso habito ja com 27 annos de ide. até chegando a ultima hora. Foi exami nador synodal fto plo Snr’. outras obras de utilide. Era cordialmte devoto de S. se hospedou neste Mostrº o Exmo Arcebispo o Snr’. D. Ex. era natural do Arcebispado de Braga. Neste trienio faleceo na fazenda da Ilha grde do Rio de S. Fr. disposto com todos os Sacramtos encheo os seus dias aos 27 de 7brº de 1725 qdo ja passava de mais de noventa annos de ide. No segdo anno doseu triênio. aonde ao depois de assistir n’elle trez dias d’elle foi tomar posse da Sé Archiepiscopal mto satisfeto da grande /za/ com q’ foi hospedado. D. ao depois de ordenado de Sacerdote foi administrar -133- .Sebastiaõ Montrº da Vide.Joaõ Franco de Olivrª. Dionisio.M. Ainda ao depois viveo mtos annos.Abbe o N. Concluido o seu governo conservou sempre o respeito devido a sua Religiosa Pessoa.Proval Fr. o ql sem pre o tratou com huma attençaõ mto destinta. e pª as fazendas das q’uaes se dará noticia no Ca talogo dos Prelados d’esta Casa.R. Era D.Anto da Trinde. os quaes gastou na preparaçaõ de sua ultima jorn/ada/. se fiseraõ no seu trienio pª a Igrª epª o Mostrº.Caetano e ao seu zelo se deve o augmto de sua Ca pella. e mais de setenta de Religioso.Pe.194 [fº68rº] 5 10 15 128 20 va. o ql pertence o numero de centesim/o/ v/ig/esimo oitavo.

Luiz Perª Torres de S. pulpito. e outros empregos. q’ fiaraõ da sua capacide voltando pª este Mostrº n’elle foi Prior.Franco da Villa do Penedo. Joaõ Neves Vigário da Villa de Camamú.Domingos natur/al/ de S.Abbe q’ entaõ era d’esta casa. e de vida exemplar. Proval Fr. Na mma sepultura foi enterrado vinte annos ao depois Rdo. Entre os Monges falecidos está sepultado o Pe.Caetano de S. concluido o seu trienio veio eleito D.195 [fº68vº] 5 10 129 15 20 a qla fazenda aonde encheo os seus dias. Antonio da Trinde D.Pe. no fim do Collegio foi mudado pª o Mostrº de Pernco aonde assistio mtos /a/nnos servindo a Religiaõ no coro. o ql tambem conseguio este bene ficio plo mmo principio de ser devoto. Pe. O centesimo vigesimo nono foi o M.Abbe.M. e confessionário. está sepultado no convento de S.Pº novo. e Preside pr morte do D. teve a sua Theologia no Mostrº da Graça. Sacerdote bem pro cedido.Paio de Seide Arcebispado de Braga.Ex.R.Pregor F.Abbe de O linda em todos estes lugares se houve com prudência -134- . e amte da nossa Reli giaõ Benedictina. professo n’esta casa.Pe. Estudou Filosofia nos pa tios da Compª e n’elle se formou. q’ pla devoçaõ q’ tinha a nossa Religiaõ alcançou este beneficio do N.R.

e temporal de ambos os Mostros.Abbe o N. foi viver em -135- .Proval Fr. e principiou a experimentar humas intoleraveis dores.Ex. Joaõ da Emcarnaçaõ natural d’esta Cide /p/rofesso n’este Mostrº.Snrª da Concam. e confessava elle. Era Religioso passifico. d’ellas veio aca bar avida. Por morte de seu Pai q’ era homem de grde megocio. q’ pr intençaõ da mma Snrª escapara de morrer afogado embarcando -se pª a fazda do Iguassú no Rio de Janerº naqle Mostrº Filosofia e Theologia estudou. com q’ as supportava. tendo se confessado repetidas vezes acompa nhando as vezes com as lagrymas.Paulo a ql renunciou.196 [fº69rº] 5 10 130 15 20 e zelo do augmto espiritual. recebidos os ultimos Sacramtos com grde edificaçaõ dos Religiosos. M. Pregdor Fr. as quaes lhe deraõ mtas occasioens de merecer pla passiencia. eno treino segte nomeado Presidte de hum[<a>] /das/ provincias de S. pr q’ sempre logrou estimaçaõ entre os Religiosos. Foi devotissimo de N. Sendo D. e voltando pª este foi M/e/ /de/ Novicos. Antonio da Trinde. afavel. No trienio segte occupou o lugar de Definidor. a q’ chamaõ de pedra. O centesimo trigesimo foi o Pe.R. e de prestimo pª favorecer aos q’ se valiaõ do seu patrocinio.Pe. e seculares. Foi o dia do seu falecimto aos 27 de Janrº de 1726.

Proval Fr.Abbe o N. Francisco de Sta Gertrudes nascido em Lisboa de Pais nobres professo n’este Mostrº./ foi o Pe.197 [fº69vº] 5 10 131 15 20 compª de sua Mai pla inteligencia q’ tinha de arrumar contas. pr q’ naõ desmerecia o seu bom -136- . fez deixaçaõ d’elles.M. e sendo sen tenciado conforme as suas culpas veio mudado pª esta ca sa satisfazer as penitencias. Sendo admitti do ao Collº no Mostrº de Pernambuco. e foi administrar huma fazenda Religiaõ. Nas festas solennes vinha assistir as Matinas. q’ governava o nosso Engº da Praia. Era Religioso sincero. aonde veio morrer com todos os Sacramtos em 16 de Agosto de 1726. e obediente. passados alguns tempos buscou o Mostrº. poz tudo corrte com mto desembaraço. e pouco fructo de sua applicaçaõ dos estu dos. e boa disposiçaõ. d’ella se auzentou pr occasiaõ de alguns desgostos.Pe. O centesimo trigesimo primrº/. vendo q’ ti/nh/a pou co adiantamto. e suas Irmans Religioas. timido. Antº da Trinde. Fr.Ex. e da mma sorte pla semana Sta A commettido de huma molestia grave. e legitimas de seus Irmaõs. o mandaraõ pª compº do Pe. buscou a compª dos Religiosos. satisfazendo com toda fidelide as heranças. alguns annos assistio em sua compª. como era pouco desembara çado pª satisfazer suas obrigações. Tendo 42 annos de ide e 25 de habito sendo D.

o quisesse acompanhar no seu trienio: porem como padecia varias molestias sem esperança de melhoras naqla terra. . Antº da Trinde. professo nesta Casa. O centesimo trigesimo segdo foi o M. pedio o habito de Mon ge ao ql foi admittido.M. recolheo-se ao Mos trº e desenganado q’ estavaõ completos os seus dias. q’ deu. era bom grammatico e de re cto procedimto. Tendo ja recebido o gráo de Magisterio acceitou a ser Prior naqla casa pla eficacia com q’ o D.Abbe o N.Proval Fr. Sendo D.Ex. q’ mereceo o elegessem Me no fim dos estudos foi provido em huma Cadrª de Theologia no Mostrº de Pernco a ql deu satisfaçaõ. Estudou Filosofi/a.Fr.198 [fº70rº] 5 132 10 15 20 procedimto. buscou pr con -137- 134 O <u> está grafado com <~>./ e Theologia no Collegio do Rio de Janrº e applicou com tanto disvello aos exercicios literarios. Levado da sua vocaçaõ.Pe. entrou a preparar se pª eternide com tam admiraveis disposiço[↑e]ns q’ deixando bem edificados os Religiosos suavemte espirou no mes de 7brº de 1726.Thomaz da Concam nascido na Villa de Cairú de Pais honestos.Ab/be/ reptidas vezes lhe rogou.R. da ql fez pouco caso. Adoeceo de huma postema principiada de hua134 grde queda.Me.Pe. q’ se esperava do seu trabalho. pr q’ n’elle concorriaõ os requisitos ne cessarios pª o estudo Religioso.

José de Jesus Maria nascido na villa de Cairú de Pais nobres professo n’este Mostrº. q’ fosse em utilide d’ella.R.199 [fº70vº] selhos os ares da Patria.Me Fr. e d’ellas veio a morrer n’este Mostrº com to dos os Sacramtos aos 13 de Maio de 1727 sendo D. O centesimo trigesimo terceiro. adquirindo mtas esmolas pª o seu augmento. pr poucos tempos.Abbe o M. e recolhido a este Mostrº conti nuando as suas queixas sem deminuiçaõ lhe abrevi araõ avida.Pregdor Ciprianno da Concam. foi o Irmaõ Donado Fr.P.Abbe o M.Pregdor Ciprianno da Concam. Adoeceo de humas cesoens. O centesimo trigesimo quarto foi o M.R. Pª se ordenar de Sacerdote foi em Buenos Ayres -138- 5 133 10 15 134 20 . Gregorio do Paraizo natural do Reino professo n’esta casa. Foi Religioso de mto prestimo e de notoria capacide pª servir a Religiaõ naõ se negando a trabalho algum.Pe.Pe. Foi mtos annos conventual do Mostrº da Graça ao ql servio com mto zelo.R. ao depois da sua che gada completou os seus dias em 21 de Julho de 1727. Quando contava trinta e cinco annos de ide. e sustentaçaõ. e dezeceis de Religiaõ faleceo com todos os Sacramtos sendo D.

pª o q’ trasia os poderes do Snr’. e as mortes dos primros qua renta e quatro. foi admittido de hum estupor. q’ em breve/s/ dias privou-o da vida.R. e as vidas dos primros Monges. +no fim do seu Collegio digo + e nesta divina sci encia recebeo o gráo de Magisterio. e ao depois em huma de Theologia. Está sepultado no Convto de S. -139- 5 10 15 20 .Abbe do Mostrº de Pernco e conseguindo licença pª se recolher n’esta casa. no fim do Collº fez actos de passante. ao depois de deffendidas as suas conclusoens com boa reputaçaõ de sua pesso a. Falecêo em 14 de Feverº de 1729 sendo D.200 [fº71rº] e no ingresso ficou no Rio de Janrº. Bispo de Pernco D. Foi compro e Secretario do Proval /e/ D. q’ n’elle faleceraõ.Abbe o M. fez viagem pr terra. pr aqles caminhos vinha fazendo missaõ. pª descobrir as noticias de sua fun daçaõ. revolvendo com mto trabalho os cartorios dos Mostros. aonde estudou Filosofia e Theologia. Foi o primrº chronista. chegando a nossa fazda da Ilha grde. Fr.Pe. q’ deu principio a Chronica da Provª. Franco na villa do Penêdo.Pregdor. e conhe cida a capacide q’ tinha para os exercicios literarios foi provido na cadrª de Filosophia. q’ necessario fosse pª o bem espiritual daqlas almas. e confeçan do sem perdoar trabalho algum. n’este Mostrº escreveo as vidas. Ciprianno da Concam. q’ nelle morreraõ. e credito da Religiaõ.José Fialho.

e abundantes. aonde assistio pr dilatados tempos. Era Religioso ex pedito. 135[→Cipra da Conceiçaõ. Era Religioso modesto.Abbe o M.Pe. Manoel da Concam ao deps mudou pª o q’ fica dito. teve o seu Collº no Rio de Janrº. freqüentava o confessionario com prudencia e caride <P> pregava com mta satisfaçaõ. e caride. com grdes edificaçoens dos seculares. e ao depois de Pregdor administrou algumas fazdas do mmo Mostrº com grde zello. nascido na villa de Guimaraens de Pais honestos professou n’este Mostrº com o no= me de Fr. Ex. Passados alguns annos foi pr compº do Presidte de Jundiahy. intelligte e bem instruido nos estudos.R.] O centesimo trigesimo sexto foi o N. Sendo D. Jo sé de Sta Catharina nascido n’esta Cide de Pais nobres. e fide lide.M.Pregdor Fr. pr se achar enfermo de huma mo lestia contagiosa. Ja nos seus ultimos annos se recolheo a este Mostrº a esperar a morte. aos quaes administrava os Sacramtos na vida e na morte com zello.] (APFL) . Conhecia a sua capacide o eleva -140- 135 [→Cipra da Conceiçaõ.Proval Fr. professo n’este Mostrº. Angelo da Assumpçaõ.P.R. a ql lhe deu mtas occasiões pade cer. e observante. Faleceo com todos os Sacramtos em 13 de Maio de 1729. e de merecer.201 [fº71vº] 135 5 10 15 136 20 O centesimo trigesimo quinto foi o Pe Pregdor Fr.

Abbe do Rio. professo neste Mostrº. q’ lhe levan taraõ. O resto da vida foi continuando opprimido de algumas molestias. e pedindo-lhe public/am/te perdaõ na vida. q’ adiantando com os annos o privaraõ da vida disposto com agraça dos Sacramtos.Pregor Fr. Foi admittido ao nosso ha bito pla pte q’ tinha de musico ajudado de hum perfta voz. bem se experimentou na constancia.Pe. athe q’ o mmo q’ o tinha arguido.R. veio mudado pª esta ca sa -141- 5 10 15 137 20 136 [↑eira] (APFL) . Era humilde. e prompto na satisfaçaõ de suas obrigações. Faleceo aos 19 de 9brº de 1729 qdo enchia o nume ro de 63 annos de ide e 45 de Religiaõ.Proval Fr. Foi sepultado a porta da Sachristia sendo D. descançou hum trienio e sahio eleito Proval encheo es tes lugares com bastante credito da sua pessoa e augmto da Religiaõ.R. e Theologia. com q’ soffreo hum falso testemunho. antes de concluir o Collº. foi pª o Rio estudar Filosofia.M. Com septe annos de habito.Abbe o M. inte[↑eira]riormte136 lhe resti tuio o credito.202 [fº72rº] raõ aos empregos mais authorizados da ordem.Ex. porem o seu animo era superior a todas na contradiçoens. Padeceo alguns disgostos. Emeliano da Me de Deos natural da Cide Porto de Pay honestos. desdisendo-se repetidas vezes. O centesimo trigesimo septimo foi o N. Exerceo o lu gar de Provdor da Provª e no trienio segte foi eleito em D. e na morte.Pe. Cipriano da Concam.

d’elles conseguio mtos favores pr a Religiaõ. e utilide do Mostrº. plo ql se fazia merece dor de toda a estimaçaõ dos Snrs Governadores. Elegerão-no em D. d’onde em algumas occasioens lhe137 re sultava acerbissimas dores. e mais actos da Communida[↑e]de athé q’ foi nomeado Procurador geral da Prova n’este emprego se descobrio a inteligência. q’ governou com grde acerto. aonde assistio freqüentado o coro.Abbe d’esta casa. pª todos aqles. . vendo q’ era chegado o ultimo de seus dias recebendo com mtos actos catholicos os ultimos Sacramtos deixou resignado esta vida mortal em 27 de Março de -142- 5 10 15 20 137 O <h> está grafado com o traço horizontal do <t>. assim foi passado o resto da vida até q’ de todo opprimido da queixa e destituido das forças naturaes. e afa bilide. as quaes soffria com grde confor mide e admiravel passiencia. e maior fortuna: no trienio segte foi Definidor 1º e ultimamte Proval em todos estes lugares mostrou /hum/ zello singular a observancia Religiosa.203 [fº72vº] sa. e desembaraço. Foi mto respeitado dos seculares. q’ se valliaõ do seu respº Padeceo pr alguns annos a trabalho sa molestia de gota. reconhecia hum predicado. principal mte desta Bahia aonde foi a sua maior assistencia. q’ tinha pª occupar lugares mayores. e pessoas mais authorisadas desta Cide alcançou com grde credito de sua pessoa attrahir-lhe os animos pr uma attençaõ mto destrin cta. pr q’ na sua /poli/tica.

Era Re ligioso de bons costumes. e despedido pr seu Me de entre os Religosos.Pe.Franco lhe deraõ a sepultura no seu convento de [†Paragu]assú. [↑a] (APFL) . q’ completo o tempo de noviciado o admittissem a profissaõ.R. q’ os Religosos de S. e nelle viveo com mta exem plaride. O centesimo trigesimo nono foi o Pe. Faleceo sendo D.Abbe o M. q’ professou. recorreo a Sé Apostolica.R. Ao deps de Pregdor foi administrar afazda -143- 138 139 A sílaba <ser> foi escrita duas vezes no original.P. e obserservante138 dos votos. dizem. professo neste Mostro.Abbe o M. Cyprianno da Concam. e tambem ao Rmo e alegando o seu dirto julgou se pr sentca. poucos tempos ao depois de Pregador pedio licença pª hir a villa de Mara139[↑a] gogipe pregar huns sermoens. seguindo com grde consolaçaõ. na mma terra foi acom mettido de huma maligna. e professo no mmo Mostrº. Nos seus ultimos votos sahio reprovado.204 [fº73rº] 138 5 10 139 15 20 1730 sendo D.Pregor Fr. Antonio Les sa natural de Matosinhos. q’ em poucos dias lhe tirou avida.Pregdor Fr. /nem/ pr isso desmaiou no espirito da sua vocaçaõ. Satisfazia perfeitamte as suas obrigaçoens. O centesimo trigesimo oictavo foi o Pe. Cyprianno da Concam. Pregdor Fr.Mel de Sto Anto natural da Cide do Rio de Janrº. e alegria todos os actos da comunide.Pregdor Fr. ao deps de professo veio pª este Mostrº.

conseguindo a licença de seus Pais. q’ lhe acudissem com os Sacramtos.Franco.Abbe o N. pr q’ nelle observaraõ os requisitos necessarios pª o estado -144- . A doeceo de hum trabalhoso flacto. e diciplina regular. Faleceo em 21 de Julho de 1730 sendo D.205 [fº73vº] 5 10 15 140 20 da ilha grde no Rio de S. pr <al> occasiaõ de algumas molestias recolheo-se ao Mostrº. O centesimo quadragesimo foi o Pe. aos qs desejava agradar sem prejuiso da observancia. pedio o nosso Sto habito. q’ empedindo lhe ares piraçaõ algumas vezes o deixava pr /morto/.M. Martinho da Assumpçaõ.Pe. aonde mostrou o seu zello.R. e fidelide. o ql foi admettido na ide de quinse annos. em hũa occasiaõ q’ experimentou maior ataque. professou plo os votos de todos os Monges. sahio da cella pedindo em altas vozes.Ex.Proval Fr. e n’elle foi nomeado Superior com satisfaçaõ dos Religiosos. nascid/o/ n’esta Cide de Pais nobres. Joaõ Baptista da Cruz. Pregdor Fr. pr q’ estava espirando. professo n’este Mostrº. a toda pressa chegou o Prior e dando absolviçaõ dentro de poucos instes lhe cahio morto nos braços. q’ logo d’esde os seus primros annos teve a nossa Religiaõ. Movido de huma inclina çaõ.

O centesimo quadragesimo primrº foi o Pe.Pe.M. e recolhido ao Mostrº o mandaraõ Convetual da Parahiba. Passados poucos annos deixando-se vencer de huma tentaçaõ de ver terras estranhas qdo ja naõ tinha liberde pª o fazer embarcou-se pª Lxª.José d’As sumpçaõ natural d’esta Cide da Bª de Pais honestos. ou dia Sto. Faleceo em primrº de 7brº de 1730 tento de ide 45 annos. nesta forma buscou o Rio de Janrº d’onde o embarcaraõ pª esta Casa. e com elle se embarcou pª esta Cide. de sorte q’ naõ sabia qdo era Domingo. na ql acabou a sua vida logo ao deps da sua chegada.R. voltou pª este Mostrº aonde perfeitamte satisfazia as suas obrigaçoens. Era D. e professo -145- 5 10 15 20 141 . o q’ desejava. Pregdor Fr. com seis annos de habito foi pª o Collegio da Graça. e de habito 30. Jo aõ Baptista da Cruz. e aos seus Mestres. o D.Proval Fr. estudar Filosofia e no fim de Theologia feitos os actos de Pregador.Abbe a/ttend/en do a pobresa. em qto n’este tempo se achava aqla casa pla invazaõ Olandesa o mandou pª Minas adquirir algumas esmolas pª be neficio do Mostrº naõ conseguio. pr q’ poucos tempos ao depois de chegar aparagem pª onde caminhava descahio em hum total esquecimto de todas as cousas.Abbe o N.Ex. chegando aqla Cor te ao depois q’ vio. o q’ desejava alcançou perdaõ da fuga hum bre ve de Pregador Urbico. No choristado viveo sempre assustado as leis da Religiaõ e obediencia aos seus Prelados.206 [fº74rº] Religoso.

lhe advertio.Lasaro.José.M. nascido nesta Cide de Pais nobres -146- 140 O <e> está grafado com <~>. q’ se confessasse.Pregdor Fr.Ex.Pe. Era prompto em satisfazer as suas obrigaçoens140 e cuidava com diligcia na execuçaõ dellas. de sorte q’ aberto em chagas ficou cheio de bixos. a fazda e achando em huma lastimosa figura. . mais tambem deso bediente.R.R. aonde naõ só se mostrou pouco sofrido.Pe. causava porem disgosto aos Prelados. porem em breves tempos se /lhe/ augmentou o mal. adoeceo do mal de S. e aos Mes pr ser de huma condiçaõ aspe ra. O centesimo quadragesimo segdo foi o M. q’ fosse buscar. e de habito 21 foi condusido pª o Moste/y/ro aonde lhe deraõ a sep/u/ltura aos 28 de Junho de 1731 sendo D. o admittiraõ ao Collº de Pernambuco. avisado o Prelado o estado em q’ se achava este Monge.207 [fº74vº] 5 10 15 20 142 n’este Mostrº. Joaõ Baptis ta da Cruz. feito Pregdor veio pª este Mostrº e d’elle foi governar a fazda da Itapuam. confesçou-se com mtos signaes de arrependimto e passadas poucas horas trocou esta pla outra vida na ide de 42. Ordenado de Sacerdote. parecendo-lhe q’ naqlas ptes passaria com mais alivio. no principio da Theologia.Proval Fr. che gou o Pe. Dionisio de S. deixaraõ-no continuar os estudos. pr naõ lhe causarem alguns disgostos prejudiciaes aqla molestia.Abbe o N. mandou hum Religioso.

na concideraçaõ de verem pre miadas os merecimtos. lhe vestiraõ a cogula Benedictina da ql usou athe os dez annos de ide no tempo competente o mandaraõ aprender al gumas artes liberaes. naõ se livrou porem de q’ lhe dessem alguns encargos. e obe diente: na hora de sua morte declarou q’ as satisfizera plo amor de Deos. prendas dignas de hum homem bem nascido. e huma das melhores vozes q’ teve este Mostrº. q’ constitue hum Orador excellente. mereceo q’ lhe nomeado Pregdor urbº. q’ no <f>/c\oro do Collegio. procedeo141[↑como] se esperava de sua /boa/ e ducaçaõ. e satisfaçaõ dos Religiosos plas prendas de q’ era dotado. e excellente Musico. e boa disposiçaõ. pr q’ nos encargos q’ lhe deraõ naõ se achava convencido nem culpado. Nos estudos se applicou com tanto desvello. Inteirados os Prelados Superiores da sua capacide o elegeraõ D. Admittido ao Noviciado profes sou com grde cont<t>/e\ntamto seu. e pª q’ logo dos seus principios se exercitasse em bons costu mes. neste exercicio conseguio hum bom nome. d’onde lhe resulta raõ algumas penitencias. govern/o/u com acerto. as quaes satisfez como humilde. e bons costumes. pr ser dotado de todos os predicados. Logo dos /s/eus primros annos foi creado no temor de Ds. Foi bom Grammatico. elevado plo caminho da per feiçaõ. foi a noticia desta eleiçaõ ouvida com gosto nesta terra.208 [fº75rº] 5 10 15 20 e abundantes professo neste Mostrº.Abbe deste Mostrº tendo 22 annos de habito. Ao depois de Jubº buscou o Mostrº das Brottas pª viver -147- 141 [↑como] (APFL) .

M. Ex. Fr. Era Religioso obediente. disposto com todos os Sacramtos aos 12 de Agosto de 1732 sendo D. Foi Presidte em Jundiahy. e separado de tudo. foi o Pe. O centesimo quadragesimo tercrº.Paulo.M. q’ se disse ser hua142 postema. aonde ja naõ naõ achou remedio pª a queixa.R. Joaõ d’As sumpçaõ nascido na Villa de Stos de Pais honestos.Abbe o N. de Braga professo no Mostrº de Pernamco. Passados alguns annos sentindo-se molestado em huma perna.Pe. e ricos. administraraõ os Stos Sacramtos q’ recebeo com mta de voçaõ.R.Abbe o N. Pe. poucos annos se utilisou a Religiaõ do seu conhecido prestimo.Me. Joaõ Baptista da Cruz. Crucificado.Proval Fr. Fr. q’ padecia. e a Theologia n’esta casa. buscou este Mostrº. e humil de. profes so no Mostrº de S. e Definidor da -148- 5 10 143 15 144 20 142 O <u> está grafado com <~>. O centesimo quadragesimo quarto foi o Pe. e ternura. o q’ lhe podesse perturbar a paz. e quietaçaõ do seu espirito.Ex. Collegial Fr.209 [fº75vº] em retiro. Joaõ Baptista da Cruz. . Teve o seu Collº de Filosofia no Mostrº de Olinda. pr q’ humas bexigas encuraveis o privaraõ da vida. e cincero. José de S. e abracado com elle acabou a sua vida aos 26 de Agto de 1731 tem do de ide cincoenta e sete. pedio q’ lhe dessem hum Snr. Era D.Proval o Dr. Boaventura natural da Cide. e de habito 41.

buscou esta casa pª morrer entre os Religiosos. e na /m/orte lhe deraõ a sepultura como Religioso. Sendo D. Fr.R. no re gresso foi ter o seu Collº ao Rio de Janrº.R. se des cobrio sua capacidade pª os empregos da Religiaõ. e recto procedimto. q’prin cipiava entaõ.Pe. tanto com a sua perfeita observancia. Faleceo com todos os Sacramtos em 28 de Feverº de 1733.Abbe o N. co mo tambem plas boas auzensias. O centesimo quadragesimo quinto foi o M. Cuidando com grde desvello do augmento daqla Presidencia. no seu -149- 143 A sílaba <cer> foi (APFL) . retirou pª o Mostrº da Graça.Proval o Dr. Joaõ Baptista da Cruz. q’ fez dos Monges d’ella.Abbe do Mostrº de Pernambuco. e como o lugar era maior. em q’ foi Presidte. Ex. do q’ nunca se soube q’ o offendesse. aonde deo a conhecer143 a sua caride. Fran cisco das chagas nascido na villa de Amarante de Pais nobres professo neste Mostrº pª se ordenar de Sacerdote foi ao Rei no. q’ na doença o trataraõ com caride. Passados alguns annos foi eleito em D.M. passados an nos acomettido de huma molestia grave. e zeloso se mostrou na vª de Sorocaba. e o seu zello: naõ menos caritativo. ou molestasse Mõ ge algum em todo o tempo da sua vida.Fr.210 [fº76rº] 5 10 145 15 20 Provincia. e Irmaõ q’ era. aonde entre os Monges da Congregaçaõ acreditou a sua Provª. ao depois de ter servido a Religiaõ pr estes Mos tros pr onde assistio.Pregdor. no depois de Pregdor foi administrar a fazenda de Iguasú.

] (APFL) 145 144 . no trienio seguinte o elegeraõ Abbe d’esta casa. veio pª este Mostrº occupado no lugar de Defenidor. Huma leve en fermide o privou da vida pr se achar ja na ide de no venta e dous annos. e ne necessario pª a sustenta çaõ. Basilio das Neves. de mto custo pª a Sachris tia. e da mma sorte com as esmolas dos Pobres.Pe. Concluido o seu tri enio sem deixar empenhos.Pe. e attençaõ devida á sua pessoa.211 [fº76vº] trienio se fiseraõ obras importantes. sem se approveitar das dispenças permi ttidas144 aos seu annos.R.19 e 20 está sob um carimbo. Faleceo com todos os Sacramtos aos 13 de Agosto145 de 1733 sendo D. naõ faltando com o preciso.M. que indica o mez de Agosto como o da sua morte. Foi tambem Visitador primrº. Pregdor Fr. das quaes se dara noti cia no Catalogo dos Prelados d’esta casa. e adiantamto no espiritual e temporal. e observante frequentando os actos da comunide em qto teve forças pª o fazer. q’ tevi pr subditos. <de Agosto> foi (APFL) 146 [Ainda existe a lapide tumular no nosso claustro. como foraõ hum Dor mitorio n/o/vo. aos quaes liberal mte os mandava soccorrer na Portaria. [Ainda existe a lapide tumular no nosso claustro.R.]146 O centesimo quadragesimo sexto foi o M. que indica o mez de Agosto como o da sua morte. Fizeraõ-se mtas grades obras.Pregdor -150- 5 10 15 20 146 O início das linhas 18. Passou n’este Mostrº o resto da vi da conservando sempre o respeito. e aos seus annos. Foi Relgioso mto amte da Prova. exem plar. e as suas molestias.Abbe o N.. e segda vez Defenidor. e outras mais plos os Engenhos. aql governou com grde acerto. e provimto de quarenta Monges. Mandou bus car a Portugal ornamentos preciosos.

Tambem foi Secretario e comprº do Proval. O centesimo quadragesimo septimo foi o M. e chegado a Provª foi admittido ao Collº no Rio de Janrº. Alvaro da Me de Deos natural da Cide do Porto /pr/ofes/s/o neste Mostrº.Abbe o M.R. Ao depois de Pregdor veio mudado pª este Mostrº aonde foi Prior cuidadoso edelligte na observancia regu lar. deixou-a fora do ali cerce em altura de vinte palmaz: aliviou o Mostrº em grde pte do empº em q’ achou. pr q’ deo principio a capella maior. ultimamte Abbe da147 Parahyba trabalhando naqla casa sem descanço. Nos annos do Choristado servio nesta casa com mta satisfa çaõ aqles empregos q’ correm pr conta dos Juniores. ad -151- 147 Entre <da> e <Parahyba> há um escrito não identificado. e retirando-se pª este Mostrº foi governar a fazda o Rio Vermelho d’onde veio doente de cezoens. Foi Religioso dotado de mtas pren das naturaes. e moraes e com ellas servio a Religiaõ.Pe.Fernando da Trinde nascido em Lxª de Pais honestos professo neste Mostrº.Me Jubº Fr.Pe. q’ ajuntando se com hum flacto. sendo lhe preciso abrir profun dos alicerces pª ficar com segurança. Pregdor Fr..212 [fº77rº] 5 10 15 147 20 Fr.Re. q’ padecia acabou a sua vida com gra ças dos Sacramtos aos 2 de Desembrº de 1733 com 53 annos de ide. Sendo D. pª se ordenar de Sa cerdote foi a Portugal. . fez outras obras de utilide e bene fº pª a casa. Basilio das Neves. e trinta e seis de habito.

q’ alem de os instruir na pratica das virtudes. porem o ini migo da paz fazendo-lhe insofrivel a sua quietaçaõ. tambem lhes ensinou grammatica e musica.. e lhe perguntou com q’ lingua queria q’ lhe fallasse. e virutoso. ao depois veio eleito em Abbe entrou no seu governo com grde satisfaçaõ dos Subditos.Snrª do Pilar. q’ soffria.213 [fº77vº] adquirindo-lhe honra e credito... pr q’ o exemplo lhes dava de Religiaõ. Leo Theologia no Rio de Janrº e ao depois Filosofia.. /e de/ sejo de ver terras tambem foi a Roma Sim grande Mo/n/ ge. pr. Adiantou mto a Irmande de N. Como ptes de hum corpo. Por mor te ou deixaçaõ do Abbe daqla casa. q’ plo tempo adiante bem se lhe deraõ a conhecer. das quaes lhe resultaraõ disgostos. Foi Prior neste Mostrº. e dissimulava como prudente. e virtude pro dusia nelles admiraveis effeitos vivendo todos dignamte. q’ tinha huma tal cabeça. e virtuosos. empenhandose em q’ os seus discipu los fossem sabios. ao q’ respondeo o Smº Pe. e tra balhos. da ql foi Capelaõ alguns annos.. q’ fallou com o Pontifice he falso beijou os pes [↑beijou os pes]148 <do> do Pontifice. e jun tamte de trez <de trez> popilos. e bom La tino. plo tempo adiante foi bom Me e bom Prelado. escrevia e contava admiravelmte. bom musico. o elegeraõ Presidte. q’ na Por -152- 5 10 15 20 148 [↑beijou os pes] (APFL) . No meio do seu trienio deixou o Mostrº e passou a Portugal. excitou algumas discordias. perfeito Mestre. pr discipulo de hum taõ grde Me.

como tinha de Religioso pr q’ sempre foi observante.Abbe das Bro ttas.Pregdor Fr. pro fesso neste Mostrº. Tendo de idade setenta e seis annos e de habito sesenta. No fim do seu trienio retirou pª o Mostrº da Graça pª empregar o resto das forcas no serviço da qla casa. logo conheceo q’ estavaõ cheios os seus dias recolheo se a este Mostrº a esperar a ql chegou com tantos annos de preparo. Nesta casa teve o seu Collegio de Filosofia -153- 5 10 15 148 20 .Pe. com grande fortuna daquelle Convto veio tomar posse delle. e zelo.Pe. José de Nasareth nascido na Cide do Porto. Basilio das Neves. austero.Abbe o M. Passados alguns annos adoeceo de cesoens. e ame da paz. e penitente. como ja es tava em ide avançada.Pregdor. Era Religioso obediente zeloso.214 [fº78rº] tuguesa q’ gostava de a ouvir. governou como se esperava de sua observan cia. Faleceo aos 23 de Janrº disposto com a graça dos Sacra mtos no anno 1734.R. O centesimo quadragesimo oictavo foi o M. Era D.R. Pouco tempo descansou. pr q’ sendo eleito em D. Jubº Fr. Concedeo lhe /v/ari/a/s indul gencias e com a sua abençaõ se recolheo ao Reino e do Reino buscou o Mostrº de Pernambuco.

Seguindo os actos conventuaes a q’ era obrigado.. q’ parecendo leve. -154- .Abbe o M. e pela Religiaõ foi nomeado Urbº. encheo o tempo da sua jubilaçaõ. naõ se escusou porem de ser Prior. lhe tirou avi da mais depressa do q’ se esperava.Pregdor Fr.Pe.R. encar regando-se de grde parte do trabalho da casa. e ficou neste Mostrº. Sendo D. Faleceo aos 12 de Junho de 1734.215 [fº78vº] 5 10 e hum anno de Theologia no fim da ql alcançou breve de Pregador. Ba silio das Neves. no tempo q’ exercia este lugar com satisfaçaõ dos Re ligiosos. e obser adiantamto da observancia. adoeceo de huma molestia.

Falecêo com a graça dos Sacra= ment/os e/m 17 de Novembro de 1734 send D. das Brotas. e /exe/rcicios. e The= ologia nesta caza. pregador Fr.Pregador Fr. Foi Abde. freqüenta= va os actos de communidade. com zêlo. e amava sem nunca os offender. e prompto pª satisfazer as Obrigações pertencentes ao seu estado. e Abbe do Mos= /teiro/ das Brottas. e com razaõ se mostraraõ sentidos. etinha particulares devoções. eoutros mais. nelle vivêo bastantes annos.Abbade o P. co/m/pletou os seus dias com huma morte admiravel aos olhos dos homens. mas antes com edi= ficaçaõ. e professo neste Mosteiro. Foi ‘foi’ procurador da Província. -155- 149 5 10 15 150 20 25 .216 [fº79rº] O Sentecesimo quadragesimo nono foi o Pe. eos Siculares a sua virtude. ao depois de rece= /bidos/ os ultimos Sacramentos. Naquelle Mosteiro assistio muitos annos sem nota do seu procedimento.Abbe o Padre Mestre R. Leaõ da Piede. natural desta Cidade da Bahia. Faleceo aos 13 de Junho de 1734 sendo D. Joaõ de S.P. quando se retirôu pª esta caza. empregando-se em religiosos. a que nunca faltava.M. era Religiozo obediente. e em ambos os empregos se mostrou diligente. e louvaveis exercicios. athe que infermando gravemente. e dahi pr /dian/te se escuzou de outros lugares. Servio a Religiaõ em alguns empregos: como foi o de mordomo. /Anna/ nascido nesta Cidade de Pais nobres. e recolhendo-se a este Mos= teiro só cuidava em se dispor pª a sua conta final. profeço no Mos= teiro do Rio de Janrº.Pre gador Frei Bazilio das Neves. e cuidadozo em cumprir com a sua obrigaçaõ. assim foi passando o resto da vida. e fidelidade. Recolhido a es= te Mosteiro. Estudou Filosofia nos pateos. aonde os seus subditos experimentaraõ a sua Caridade. [↑dos Religiosos] aos quais servia. ou molestar. O Sentesimo quinquagesimo foi o P.

mandou comprar quarenta escrav/o/s pª beneficios das fazend/a/s efez mtas obras necessarias pª augmento do Mosteiro. merecêo ser elevado ao lugar de Provincial. O Sentesi/m/o quinquagesimo premrº [↑foi] o P. quando já contava vinte as de idade. Naõ o deixaraõ dis= cançar.Ex.M. Pelo disvello com que se houve nes/tas/ duas Prelazias. e nomeado pregador veio pª este Mostrº. pr que o julgaraõ co/m/ os predicados necessarios pª o estado Monacal. aonde se= guia os actos de Communide com edificaçaõ. e sendo que os reditos de /ca/za eraõ diminutos mandou dar prin/cip/io ao dormitorio nôvo. A/n/t/ô/nio da Trindade.Pregadôr Frei Bazilio das Neves. Neste em prego mostrou hum grande cuidado na observancia Reli= gi/oza/. nascido em hum lugar chamado cavalois do Arcebispo de Braga de geraçaõ nobre.P.Provincial Fr. concluido elle profeçôu a vi= da religioza com aceitaçaõ dos Monges. Teve o seu colégio na Graça.217 [fº79vº] 151 5 R.R. satisfazendo com grande zêlo as obriga= ções do seu lugar. eneste premrº imprego se foi discubrindo a sua /capac/ide pª cousas grandes. Foi comprº elogo Abade do Rio de Janrº. Passou a prior desta caza. Exercêo aocupaçaõ de mordomo. profeço neste mosteiro em premio da sua vocaçaõ foi admitido ao Noviciado. vi= zitando a Provincia deixou o nome de bom prelado plo accer to com que se houve nas suas dispozições. a todos amava: como Pai: Deraõ lhe hum -156- 10 15 20 25 . e bom exemplo dos Religiozos. q’ a Religiaõ colhia dos seus gover/n/os. no trienio seguinte.. eda utilidade temporal. eo vio completo no seu tempo sem gravar o Mosteiro com empenhos. elegeraõ Abe das Brottas. pr que viaõ os grandes fructos. e pla benignida/de/ com que tractava aos súbditos pr que sem faltar as obri gações de Juiz.P.

com que se vio obrig/ado. No fim do seu ultimo governo se deixou ficar neste Mosteiro. a que chamaõ intraz atoda apreça se re= colheo a/o/ Mosteiro. achando-se no Engenho da Pra/ia/ sentio-se molestado nas costas. que sempre tractava aos subditos com caridade. Tomou posse do lugar. beneficios. lembrados do grande accerto com que governara a premrª. pr q’ julgava accertadame. que mediana. e com era já bem notoria a sua capacide pª os gover= nos todos o respeitaraõ. lhe/ naõ deraõ lugar a izentar-se deste nôvo trabalho. Era de Estatura mais. o ql sempre teve afortuna. que se naõ opunhaõ aos estatutos da Religiaõ. na sustentaçaõ dos Monges. e era todo benigno. parecia severo na presença. Cuidôu em que aobservancia Religiosa se concervasse no seu ponto. com accerto. e lhe obedeceraõ como a hum Prelado be= nemerito. Bem quise/ra/ elle escu zar-se deste imprego. e Cheo de piedade. Os seus governos sempre foraõ felizes. Neste lugar dêu as ultimas provas da sua capacidade pª os lugares. O Seu intento era q’ o Patrimonio dos Mosteiros se gastasse no culto Divino. que incultava respeito. naõ abuscar /r/emedio pª a queixa. que grande parte dos Religiosos mais beneme= ritos da Provincia o honrassem com as suas cinzas. Passados alguns annos em louváveis exercicios. o via. e a= mor Paternal. que sempre enchera com hon= ra. com respeito. e nas esmollas aos Pobres. Ultimamente o elegeraõ segunda vez os voga= es da junta Geral em Provincial. sem pr isso faltar aos subditos com os favores. mas antes augmen= tavaõ. e discobrindo-se lhe hũ tumor pestilentento. pm os preceitos. que estes dispendios naõ atrazavaõ as Cazas.218 [fº80rº] Trienio pª discançar do trabalho ao Provincialado. e na junta seguinte o ellegeraõ Prelado deste Mosteiro. que já -157- 5 10 15 20 25 . e sempre plauziveis. aqm.

Era D. que passado hu150 trienio.Abbe o P. O sentesimo quiquagesimo segundo foi o P. pa. Quando encheo o numero de 56 ans. e nelle se concluiu o Dormitorio nôvo. de idade. e 43 as de habito. edahi a poucas horas espirou. o Rmo P. dêo a satisfaçaõ que se esperava de seu zelo. das terras e das propriedades do Mosteiro. Cypriano da Conceição natural da Cidade de Braga filho de Pais honestos. o que lia. conventual deste Mosteiro. Ajudava mto. Falecêu em 13 de 9br° 1734 com 64 as de idade. e revolvia com mta coriozide os Titulos das terras. e ao depois de pregador veio pr. e sentidos pr se verem privados da Companhia de hum monge. mas sim a cuidar nas ultimas desposições pª a sua conta final. Seu Corpo foi sepultado na Sacristia com as honras devidas ao seu lugar. que sempre os governôu com prudencia.Pregador Fr. e todos os papeis do cartorio. conseguindo plo tempo adiante hua149 taõ grande noticia das fazendas. O <u> está grafado com <~>. dei xando /aos/ Religiosos saudades. q’ se /offe-/ reciaõ em qlquer destas materias. e declarava todas as duvidas. Pedio os ultimos Sacramentos aos quaes recebêo com mtos actos de Catolico. aonde naõ faltava ao côro pulpito. professo nesta caza. o elegeraõ Abe desta ca= za.219 [fº80vº] o naõ tinha.Pregadôr Fr. M. Era Religiozo expedito. e confecionario. que dando-lhe tempo pa se dispôr /com/ -158- 5 10 152 15 20 25 149 150 O <u> está grafado com <~>. . e 33 de Religiaõ foi acometido /de/ huma molestia. Teve o seu Collegio no Rio de Janro. e dêo provas taõ manifestas da sua Capacidade. das quaes se dará /maior/ noticia no Catalogos dos Prelados desta Caza. em q’ occupou olugar de Deffinor. aos Procuradores das Deman= das. que disfzia. e se fize= raõ mtas obras nos Mosteiro. e diligente em cumprir com as suas obrigações. rectidaõ. o seu trienio foi abundante. e aos mais actos da Religiaõ. enas fazendas. e inteira.M. Bazilio das Neves. Foi Abde do Mosteiro de Parahiba.Rmo.

Ba/zilio/ das Nev/es/. O Centesimo quinquagesimo tercº.R. e elle da sua parte lhe correspondêo.Pregador Fr. no Conficionario. Bazilio das Neves. epla prompta satisfaçaõ. Bazilio das Neves.220 [fº81rº] 153 5 10 15 154 20 25 os ultimos Sacramtos o privou da vida aos 23 de 7bro de 1735 sendo D. huns paçageiros lhe deraõ sipultura no mesmo lugar. Columbano de S. como filho agradecido.R. que falecêo sendo conve/ntual/ desta caza foi o Pe.P. porem neste pouco tempo dêo aco= nhecer a efficacia da sua vocaçaõ. Pedro da Conceiçaõ.M. 158v (380-51) . Ao deps que este Monge pr espaço de mtos ans experimentou o Material affecto. e 2 as e alguns mezes de Religiaõ.M. Morrêo tizico tendo se disposto com repe= tidas confições.Pregador Fr. S. compadecido da pobreza de huns seus Parentes foi aminas acabar a vida nas maõs dos Negros fugido.P. aonde desgraçadame foi morto.R. que era o de Religiozo.Abde o P. Pregadôr Fr.P. que sempre deze= java.Bernardo151 natural da Cidade do Porto professo neste Mosteiro.Escolastica” fl. O Centesimo quinquagesimo quarto foi o Irmaõ Curista Fr. Abade o P. succurrido de huma perfeita voz. Pregadôr Fr. e com os mais Sacramtos aos 3 de Dezembro 1735 quando contava 19 ans de idade incompletos. -159- 151 “No livro Velho do Tombo assina com.Abde o P.M. natural desta Cidade da Bª professo neste mostei= ro poucos annos logrou este Monge o estado. com q’ se applicava aos exercicios da Religiaõ. servindo a no Pulpito. e na morte. com que a Religiaõ tracta aos seus filhos na vida. com q’ cum= pria as suas obrigações. Os seus ossos foraõ trasladados pª o caustro /sendo/ D. plo coidado. Era D. principalmente no Côro pr ser mu= zico destro.

pg. Fr. foi admiravel a sua virtude. e paciencia]. fortalecido com a graça dos Sacramtos.217. e supposto que padecesse pouco no seu credito.Pregador Fr. Antonio da Con/ceiçaõ natural/ desta Cidade. eo premio de huma dôr de Cabeça acompanhada de hum mortal fastio côpletou onumero dos seus dias. aonde intentavaõ convence-lo de inconti nente. e exemplar. sendo elle o q’ primrº praticava [←aquilo q’ persuadia.Abde actu al deste e Mostrº o Doctor Fr. e perduar aos seus injustos offensores. que o ellegessem passante. Anastacio152 da Assumpçaõ nascido na Cidade do Porto de Pais nobres. e recolhido aeste Mosteiro nelle passou o resto da vida.M. Dêo Theologia no Mos= [Foi irmaõ do R. Brenardo da Encarnação. elle /andou/ prompto em soffrer. pg. Bazilio das Neves. e Secenta. Levantaraõ-lhe em huma occaziaõ hũ falço testemunho. que todos rece= bêo em seu perfeito juizo aos 17 de Julho de 1736 sendo D.D.Fr.217.P.P. exercitando em obras de piede. 220.P. eprofesso neste Mosteiro. Na mesma caza teve o seu Collegio. pr que em breves /dias se/ manifestou a verdade. Zelava a honra de Deus. Fr. ecredito da Religiaõ. eaplicando-se com grande desvellos aos exercicios literatios dignamente merecêo. eneste tomou o gráo de Dor [†Mra] Monge virtuozo. d/esoi/ to /emcompletos na caza/ de Seus Pais. e dois carregando o jugo do Senhôr dentro da Religiaõ. Dêo Theologia no Mos teiro da Graça. edevarias molestias descaindo das pou= cas forças. .Pregor.Abde o mto reverendo P. Foi difinidor.221 [fº81vº] O /Centesimo quinquagesi/mo quinto foi o mto R. e Abe da Graça. Já com o pezo de muitos ans. professo no Mosteiro do R/io/ de Janrº. a ql abadia renunciôu no fim do premrº anno. em materia grave. Brenardo da Encarnação. que lhe restavaõ.Pregor. Oiten ta /annos de peregrinaçaõ/ neste mundo contôu este Religiozo. 220.P. O Centesimo quinquagesimo sexto foi omuito R.]153 -160- 155 5 10 15 20 156 25 152 153 Sobre <Anastacio> há um <x> (APFL) [Foi irmaõ do R.] (APFL).

C/ae/tano pª dar pri/nci/pio avizita das Fazendas. natural da Cidade de Lisboa. e passados poucos annos atten= dida a sua capacidade. com que dêo princi= pio ao seu governo em 4 mezes incompletos..Provincial Fr.Provincial Fr. e só cuidadozo na observancia /dos preceitos Divinos.P. sendo D. etrez mais de damasco pª uzo dos Religiozos. que passaraõ de trezentos mil rs pª Sa cristia mandou fazer huma Cazula rica pª uzo dos Prelados. sentio novi= dade grande em hum flacto q’ padecia. Ex. Veio mudado pª esta caza. q’ dan/do-lhe/ tempo a confessar-se./ /adiantou/-se a molestia com tanta preça. e ungir-se emi= diatamente lhe tirou avida. applicando-se mais -161- 5 10 15 20 157 25 . Ao depois de Sacerdote foi admetido ao Collegio. pas= sou a comprº. o ellegeraõ Diffinidor deste lugar. No Mosteiro das Brottas lhe deraõ huma decoroza Sipultura na Capella mor. foi a vida deste Religiozo verdadeirame vida de Monge. algumas dividas mais. e Secretario da Provincia. que se devia a misericordia a juros.222 [fº82rº] teiro de Olinda. Contava 50 as de idade etrinta e tres de Religiaõ.Ex. e na quella Divina Sciencia tomôu o gráo de Doctor. Manoel do Espirito Santo. que governôu pagôu dous mil cruzados. Achava-se no Engenho de S. eno trienio seguinte o ellegeraõ a junta geral D. Pouco tempo se aproveitôu ella das accertadas dispozições. O Centesimo quinquagesimo septimo foi o Nosso mto Reverendo Pe. depe= /dindo-se do amor/ proprio. professo neste Mosteiro. e conhecendo o perigo retirou-se pª /o/ E/ngen/ho /da Praia. pr que logo do seu Noviciado se empe= nhou em apartar de si todo o affecto a couzas terrenas.Abde daquella caza o nosso mto R./ e votos da profiçaõ.Abde desta caza. Antonio da Luz.

Nos lugares de /vizi/ tador geral. que taõ bem /occu/= pou. e naõ se dispençava de religiozas disciplinas. lugar.223 [fº82vº] /ao exercicio das/ virtudes. pr que naquelles Saudozos tempos este imprego só se fiava de religiosos exemplares. como se esp/era/ va da sua exemplaridade. em quanto pode levantar obraço pª o executar. /tu/do conseguio. e regular a seus costumes. Ultimame foi elleito em Abde do Rio de Janrº recebêo esta noticia. Tinha mtas devoções particulares. a que naõ faltava. hé inexplicavel o seu disvello na reforma /dos/ custu= mes. ejustame Me de Novicios. no adiantamto da observancia regular. Já nas vesperas de sua morte pedio licença -162- 5 10 15 20 25 154 [↑rior] (APFL) . uzava em alguns dias de hum aspero Cilicio. como se naõ fora com elle./ ebom Religozo. e do seu zelo. pr que o seu exem= plo precedia as suas auctoridades digo acertadas dis/pozi/= ções. e na bôa un/iaõ/. Seguia os actos de communide com grande edificaçaõ dos Religioszos. do q’ se /aproveitou pª exer/cer digname o misterio de Confeçar. e Provincial desta Provincia. Já com 20 as de Religiaõ /veio/ eleito em Abe das Brottas. de que naõ queria morrer governan= do. F/azia/ mtas esmólas aos Pobres. q’ lhe permi tisse o resto dos dia pª o preparo da morte. Empregava /maior parte do/ tempo no estudo da Theologia moral. que encheo. do que das letras.Abade seu superior154. completos dez annos de habito. pedi/n/do com toda a umildade ao Remmo. escuzou-se com justificado motivo. escolhendo antes ser /bom Sacerdote. Da hi pr diante só cuidôu em se dispor pª a Eternidade. ofez o D. evidente prova da sua capacidade. epaz entre os religiozos. sem que elles soubessem /de onde lhe/ vinhaõ. do que bom Mestre.

que lhe restavaõ do q’ adquirira plas suas ordens. passôu-se pª as Brottas.Enfermôu de hũa Erzipella. /Bernardo/ da Em/car/naçaõ. que lhe aplicavaõ. -163- 5 10 15 158 20 25 . O centesimo /qu/inq/uage/simo o/c/tavo foi o P. buscôu este mostrº pª nell/e/ se curar. dêo huma avultadda esmol= la pª o orgaõ. e chegado o dia oitavo do mez de 7brº de 1736 Enchêo os seus dias com huma morte semelhante a sua vida. adoecendo de huma hydropizia. que está no côro.224 [fº83rº] ao Prelado pª dispender algumas couzas. que está no altar das Angustias. f/a/zendo-se lhe inso/ffrivel/ a observancia desta caza. no q’ podia. Com trinta ans de idade buscou a Religiaõ.P. de quem sempre foi devotissimo. emandôu incarnar /o/ Santo Christo. que recolhendo-se pª aparte do Coraçaõ. pedio q’ o mandas= sem pª a graça aonde assitio alguns tempos servindo ao Mos= teiro. na mesma occaziaõ em que tinha chegado das Brottas anoticia da mor= te do Abade d/e/sta caza omto reverend/o/ Pe. Ordenado de Sacerdote. aqual recebêo pla noticia. que ha= via do sêu bom procedimto. concedida ella deixôu duzentos mil rs pª que do sêu rendimto se concervasse assêza /hu/ma lampada diante da immagem do Senhor crucificado. pm naõ naõ /obede/cendo amolestia aos remedios conve= /nientes por viatico. /Mestre/ Fr. natural desta Cidade. dava poucas esperanças de obedecer aos remedios. Dispo/z/se com todos os Sacramentos.Fr. e pr concelhos im/prudentes foi pª /a/ caza de /hum/ /curador com promessa de saûde./ da mesma ca/z/a veio morto a /por/ /taria no mez de Novembro de/ 1736 sendo Prezidente o mto R. que entaõ se fez. Pregador Fr. e da hi a poucos as. Joaõ do Nascimto. esperôu dizignado a ultima ho= ra. professo n/este Moste/iro. Anastacio da Assumpçaõ.

a falta de bons principios. os mais dos Annos do seu /exercicio/ esteve nesta caza. eprompto em cumprir com as obrigações. e do côro. Exercêo /o seu/ /lugar/ com satisfaçaõ. Por mor/te d/e hum seu parente lhe foi /preciso/ chegar ao Certaõ. plo conhecimto que tinha/õ/ os Religiozos dos seus bons costumes. e nelle pro/fe/çou a vida /re/ ligioza com geral /satisfaçaõ/ de todos. que em /trez/ dias lhe -164- . e aplauzo. Padecia suas queixas. na Ritirada pª o Mosteiro foi ac/o/me= tido de /huma/ maligna taõ forte. que na Re= ligiaõ representaõ deficultozas. a cobrar hu/ma he/rança per= tencente a su/a/ caza. Foi Mestre de Juniores. e temor de Deos. sem repugnan= cia /abraçou/ todas as penalidades.Pregador Fr.Prega dor Fr. Era Religiozo modesto.225 [fº83vº] 159 5 10 160 15 20 25 O /Centesimo/ quinquagesimo nono foi o mto Reverendo P. O Centesimo sexagesimo foi o P. merecêo ser nomiado Pregador Urbº. de /con/ficionario. e feitos os seus a/ctos/ de pregador satisfazia cuidadozo as obrigações do Pulpito. ninhum preceito dificultozo. ao q’ foi admetido.P. nascido nesta Cidade da Bª da Pais nobres. defini dor.Pregador Urbº Fr. No fim do seu collegio. Bernardo da Encarnaçaõ. e mortificações. preparado com a graça dos Sa/cra/ mentos aos 11 de Janerº 1737 sendo Prezidente o mto R. huma dellas. Como dos seus pri/mros/ annos foi creado em sugeiçaõ. /ne/ nhum acto de Religiaõ lhe era molesto. que teve no Mosteiro /de Pernam/buco. Grigorio da Ma= dre de Deos. Nesta caza teve o seu Collegio. profes= so neste Moste/iro/. Lourenço da Conceiçaõ natural da Villa de Viana pro= /feço neste/ mosteiro. Na idade de dezoito ans pª dezanove pedio o habito Monacal. que mais o opremia o privou da vida.

José natural desta Cidade. pla sua fuga. passados alguns annos. athé que pas= sados muitos /annos/ chegôu /aesta/ /caza/ atriste noticia. professo nesta caza. satisfazendo com promptidaõ as suas obrigaçoes. Seu Corpo foi dado a Sepultura em huma Igreja. Estudôu Filosofia. econcluido o seu tempo foi mudado -165- 5 161 10 15 20 162 25 . que ficava perto. adquirindo alguma couza pª susten= tar-se plo oficio de /Barqueiro. e Theologia no Rio de Janrº. busocu o Mosteiro. que se achavaõ prezentes.Caetano de S.Pregadôr Fr. o qual lhe assistio athé a ultima hora.Bernardo da Encarnaçaõ. enunca mais se soube delle. e Chegôu a noticia do seu falicimto a este Mosteiro. geral da Provincia. e mais Sacerdotes. Bernardo da Encarnaçaõ.Agostinho do Nascimento natural de Pernanbuco. O Centesimo sexagesimo segundo foi o P.Pregador Fr. Sendo Corista auzentou-se da Religiaõ. em 22 de Março de 1737 sendo Prezidente o muito R./ Chegôu esta noticia sendo Pre= zidente o muito Reverendo Pe. Foi procurador. Pregador Fr. de que morrera nas partes do Maranhaõ. aonde vivêo perto de trinta annos junto de hum Rio. O Centesimo Sexagesimo primeiro foi o P. e feito pregador veio muda= do pª este Mosteiro. nelle vivêo alguns annos.226 [fº84rº] tirou a vida.Francis co. e chorando otempo perdido. professo no Mosteiro de Olinda. tendo-se confeçado com hum Religiozo de S. /e dando prompta execução/ as obrigações Religiozas. Dahi pr diante /vivêo/ exemplarmente. plo mesmo Reli= giôzo. vencido de huma tentaçaõ auzen= tou-se do Mosteiro. que lhe foraõ dadas. satisfazendo com toda a umil= dade as /pe/nitencias.P.Pregador Fr.

Frei Francisco do Ruzario nas= cido nesta Cidade de pais honestos. O Sentesimo sexagesimo quarto foi o nosso o R. professo neste Mosteiro. Teve /o seu/ Colegio em Pernanbuco. Ao deps de Pregador. em huma dellas foi accomettido de huma /ma/ligna.P. voltou pª esta caza.Francisco com grande utilidade do Mosteiro. que lhe encaregaraõ. e o seu pres= timo. voltou pª esta caza abuscar os remedios convenientes pª a sua molestia. professo neste Mosteiro. e nomesmo tempo exercêo aoccupaç/aõ/ de Mordomo.Exprovincial Fr. Ao deps de morto foi conduzido plos Escravos ao Convento de S. aonde lhe deraõ Sepultura aos 13 de Maio de 1740 sendo D.Jeronimo. Da sua Patria se embarcou pª esta Cidade a esperar o cumprimto da sua promessa. efedelidade em algumas officinas. Roque da Assumpçaõ natural /da Cidade/ do Por= to. pr occaziaõ de huma queixa interior. O Sentesimo sexagesimo terceiro fio o P.P.Abde o nosso exprovincial Fr. e rebentando-lhe huma postema pla /boca/ imidiatamente acabou a vida ao depois de ungido sendo D. repentina= mente cahio pr terra. a qual servio com zêllo. de que veio a mor rer.Francisco. Jo= zé de S. aon= de os seus vizinhos expe/rime/ntaraõ a su Ca/rida/de. de que havia de ser Monge Benedictino -166- .227 [fº84vº] 5 163 10 15 20 164 25 pª o Mosteiro das Brottas. sem que lhe desse tempo a buscar os remedios convenien tes pª a vencer. Foi Prezidente do Hospicio de Jundihahy. Jozé de S. Ultimamente foi governar as nossas fazendas do Rio de S.abade o nosso mto R. Hum dia estando assentado ameza.Provincial o Doctor Fr.Jeronimo. que o Revemº lhe tinha feito.

Lêo Theolo= gia. e admiravel. Era devotissimo de S.Anna. Sempre olhôu com dizapego pª os lugares da Religiaõ. nelle dêo repetidas provas de felizes progreços. As suas letras eraõ realçadas com exercicios victoriozos. Na Theologia moral sempre os seus pareceres foraõ houvidos com Respeito. /aonde q/uer q’ se achava. enella se dôctorou. como foi o Nosso Rmº Pinna.228 [fº85rº] nesta Província. outras plos affectos. Já no fim da vida. pª conseguir honras mto destintas das maiores pessôas da terra. e agudeza do seu engenho. entre todos /con/ceguio elle huma attenç/aõ/. Foi Abde em Pernanbuco e pro= vincial. No fim do Collº o ellegeraõ passante. e sen= do admittido ao noviciado. a sua eloquencia era duas vezes bôa. huma pla sua re= gularidade. epr isso nesta Cidade. o proveraõ em huma Cadeira de Filozofia no Mosteiro de Olinda. e attendidos com preferencia. e na de Pernan= buco sempre foi procurado pª o dizimpenho dos maiores as= sumptos. evertudes. e /sendo/ que n’aquella Cidade sempre floreceraõ nas Religiões Mestres de grande nome. e boa dispoziçaõ. profeçou pr votos de todos os Monges. que nas concluzões publi= /cas./ que muitas vezes defendêo. e da hi a poucos ans foi admettido ao Collegio no Rio de Janeiro. deixando Discipulos dignos de hum tal Mestre. elugar mto distinto. Passados alguns mezes chegou a patenta. epª que naõ estivesse por muito tempo ocul= to do seu talento. Applicou-se com tantos disvellos aos exercicios literarios. nem delles ca= recia. Logo dêo a conhecer afelicidade /da/ sua memoria. Pulpi= to foi hum dos mais oradores excellentes dos seus tempos. que tanto acreditou o ha= bito com as suas let/ras/. que della rezul= tavaõ aos seus ouvintes. em q’ gastava a maior parte do tem= po. e outros mais. -167- 5 10 15 20 25 . e tinha particulares devoções.

ao deps de o receber com grde ternura. e de /utilidade/ pª aqle mosteiro. conhecendo o perigo. A/cha/va-se no quinto mez do seu governo. Jozé de S. que padecia. Finalmente foi grande prega= dor. nunca deixou de vizitar a Igreja. e ao seu lugar sendo D. com o seu respeito. qdo ajuntando-lhe hum nova molestia. e com o mesmo gosto vivêo nella athé morrer sem= pre contente.229 [fº85vº] a que nunca faltava. /ehum/ anno. que freqüentava pla qua= resma. Deixado a sua Patria com grande gosto seu. e perfeito religiozo. No dia de Istaçaõ dispoz na tribuna huma viaçacra. aoutas. Sempre rezou de juelhos o officio Divi= vino. Era reli= gioso perfeitamente observante. Mano= el da Gloria professo neste Mosteiro. e actos de amor pedio o ulimo Sacramto. e alguns dias do anno. tendo de idade setenta. e sempre satisfeito com o seu estado. cuidou em se pre= parar pª a jornada da Eternide.Jeronimo.. e felicidade ofim. que dezejava. e respei= to devido ataõ Suberana Ma/ges/tade. e com o seu /trab/alho con/seg/uio com presteza.P.Abde onosso mto.Exprovincial Fr. e de habito 44 foi Sepul= tado na Sacristia com /as honras/ devidas a sua pessoa. zêllozo. e vestido com o seu habito o esperou fora da sua cella com ahumilde.P. O Centesimo sexagesimo quinto foi o mto R. -168- 5 10 15 165 20 25 .Pregador Fr. e de grande presti= mo pª ql qr imprego da Religiaõ. em q’ estava. e com a gra= ça de todos pagou o tributo de /todos/ nascido em 3 de Abril 1740. R. pediu o Sr por viatico. Achando-se conventual do Mosteiro do Rio o mandaraõ a minas a tractar de al= gumas dependencias importantes. grande Mestre. se embarcôu pª o Brazil com Patente de Rmº a sacrificar a Deus a sua liberdade na Religiaõ Bene= Dictina.

e zellozo da observancia geral. do ql naõ tomou posse. como fora o de Mestre de Noviços. e edificaçaõ foi mudado pª omosteiro de Pernanbuco.Jozé natural da Freguezia de S. amante da Religiaõ. difinidor. que o privôu da vida.Fr.Exprovincial Fr. athé que passado hum anno soube-se que estava junto do mesmo Mosteiro -169- 5 10 166 15 20 167 25 . feito Abde do Rio de Janrº. procurdor geral.P.Exprovincial Fr. professo neste Mosteiro. O Centesimo sexagesimo septimo foi o Muito Revrdo Pe.Abbe o Nosso mto R. pr se achar já opprimdo da molestia. Ultimamente.Bento.Lourenço /se/ S.Pregador Fr.P. e vertudes. aos quaes satisfez como se esperava da sua capacide. e Abade da Graça.230 [fº86rº] Utilizou-se a Religiaõ do seu prestimo pª varios impregos. Procurador geral da congregaçaõ. quando a Religiaõ esperava colher o fructo mais sazonado da suas prendas. Jozé de S.Abde o Nosso mto R. Falecêo disposto com a graça dos Sacramtos em 22 de Julho de /1742/ sendo D. da qual Abadia naõ chegou a tomar posse.Maria de Ferreiros Arce= bispado de Braga. Falecêo preparado com os ul= /timos/ Sacramentos em 2 de Fevrº de 1743 sendo D. nascido nesta Cidade de Pais nobres. /Occup/ou alguns impregos de honras.Jeronimo. professo neste Mostrº.Jeronimo. e do seu zello. Ao depois que enchêo os annos de Corista= do com exemplo.P. Jozé de S. Foi Abde da Parahiba.Joaõ de S.Era Religioso de louvaveis /cos/tumes. pr que amorte lhe tirôu avida. O Sentesimo sexagesimo sexto foi o Mto R. efeitas varias diligencias nunca se /pode/ discobrir noticia delle. Naquella caza pr certa cazualide de pouca conci= deraçaõ /se au/zentou do Mostrº.

com q’ sempre florecera do seu principio. plas quaes /se vio obrigado.Prega= dor Jubilado Fr. tendo recebido o Sacramento da unçaõ ao depois de morto foi trazido ao Mosteiro. -170- 5 10 15 168 20 25 155 Há uma palavra rasurada entre <mosteiro> e <aonde> que não pode ser identificada por dano no suporte. aon= de acab/ôu/ avida.Abade o Nosso Muito Reverendo Pe. e dahi/ apoucos tempos lhe deraõ humas Cezões.Ex Provincial Fr./ abuscar a caza de hum seu Cunhado. a quem dessem o habito de Monges. Veio eleito em procurador geral da Provin= /cia. pª que este Mosteiro tivesse Religiozos. e muitas menos fóra do Mosteiro155 aonde vivia. O Centesimo sexagesimo oitavo foi omuito Reverendo P. e tam amante do Cilencio. profeço neste Mosteiro. e depositario plo prestimo. que a sua era agradável. buscavaõ sugeitos prendados. e descen= te. Como nes= ta caza oridnariamente assistiaõ os nossos Reverendissimos provinciaes.231 [fº86vº] escondido em caza de hum pobre. em que as funções Religiozas. e edificaçaõ dos /Secula/= res. q’ sustentassem o explendor. . emuitos Religiosos autorizados. efoi da hi pr diante Religioso de vida exemplar. que poucas vezes se via fora da Cella. Ja nos ultimos annos da vida se retirou pª o Mosteiro da Graça. principalmente as do côro. o qual o sustentava com esmollas. nascico nesta Cidade de Pais virtuosos. Fugia de todas as com verçações. aonde lhe deraõ Sepultura no 1° de Julho de 17/4/4. todos elles empe= nhados. ao mesmo tempo. recolhêo-se. que hia pedir na portaria. Raimundo de S. era mto recolhido. aonde vivia totalme. /que/ pª isso tinha. servindo sempre de contador. e altar se fizessem com exemplo. Antonio da Luz. separado da communicaçaõ com os homens. sendo D.Miguel. a sua maior assistencia foi nes= ta caza.

naõ só no tempo. e Me de Noviços. Nos dias antecedentes da sua morte pr obedecer asseitou ser prior desta caza. Dispio-se do amor proprio. que caindo no -171- 5 10 15 20 25 . etocava al= guns instrumtos.232 [fº87rº] pª este imprego taõ agradavel a Deos foi admetido ao Novicia/do/ o Religiozo. de q’ se falla. ao coro. ao de ps. em qto po= dia discobrir a mais leve sombra da vaide. e desta sorte o seguiaõ todos pr verem q’ elle era opremrº. e frequentava os actos de comunide. que o faziaõ di= gno deste beneficio. Nos seus premros annos admettio alguns divertimtos que supposto naõ fossem pecaminosos. de qto tinha. naõ eraõ permitidos ao seu estado. e a imenda da sua vida. com estas par= tes servio a Religiaõ. /de cujo/ exceço dizem que principiara a molestia. e asseitaçaõ. e de nôte. Teve o seu Colegio no Rio de Janrº. o chorou athé amorte. de q’ veio amorrer. Foi ad= miravel a reforma dos seus custumes. Hum Sr crucificado. adiantou a observancia regular. q’ era necessario pª serem perfeitos. enofim d’elle. aos quaes ins= truio em tudo. Adoecêo de hum defluxo. epenitente passou bastantes annos. Naõ se escuzando ao mesmo tempo de pregar humas tardes da quaresma. e observantes. Era bom Gramatico. Exercêo este imprego com aplauzo. tudo exercicios de virtudes. e os instrumtos das suas penitencias. na sua Cella em outro tempo bem ornada. ms taõ bem ao deps. Foi procurador geral da Provincia. e dos seus castigos. Nesta murtificada. e disapropriou-se. Tudo nelle eraõ ações de piedade. que plos seus privilegios ficôu dispençado d’elle. em q’ era obrigado. pr q’ nelle concorriaõ os requizitos nesseçarios pª este misterio. bom Muzico. foi nomiado pre= gador urbano. de dia. que acompanhavaõ o canto cham. naõ se via ms q’ imagens devotissima de al= guns Stos. pr ser dotado de prendas. como se fossem horrendos delictos.

q’ sim. Dispidio-se de todos. e actos de contriçaõ. Recostou-se na cama. pedio agoa pª se lavar. pr q’ a molestia adiantava-se /com paços apreçados. e professo neste Mosteiro.. tendo de idade 54 an= nos. avizado pr este meio. procurando taõ bem o patrocinio de Maria Sanctissima. natural da Provincia do minho. e rôpa lavada pª se vestir. com mtas lagrimas. pedio os santos Sacramentos./ separôu-se de toda a comunicaçaõ com os homens. os qs recebêo com tantas lagrimas. recomendando-se nas suas orações. preparada a sua alma pª a sua partida. en= trando em huma leve agonia espirou. que /nem a vi/zita de hum Irmaõ Secular. levado de hum louvavel dezejo de se recolher em Religiaõ.P.Joaõ de S. aqm amava quiz admettir nas mtas vezes. Sentindo-se totalme distitui= do de forças. Da hi a poucos minutos pedio hum santo Christo.Boavinura. e ternura. e de habito 36. O Centesimo sexagesimo nono foi o P. taõ bem quiz preparar o corpo para a sepultura.233 [fº87vº] no peito. -172- 5 10 15 20 169 25 . que ao depois mudou em Graça. pr impenhos. principiôu a tomar lições de Gramatica com /hum/ Mestre particular. em poucos tempos veio aparar em huma tizica. ao que foi admetido.Abde o Nosso Muito R. e ren= dendo-lhe os ultimos obsequios. q’ fizesse signal com os massos.Exprovincial Frei Antonio da Luz. que o procurava pª se dispidir. e perguntando hum se tiria tempo pª dizer missa pª o depois ajudar na ultima hora. Achava-se nesta Cidade ja na idade de 30 annos. e deficaçaõ. de q’ se avizinhava a sua morte. Foi o dia do seu falecimto em 19 de Junho de 1746. de sorte. a que se naõ podia faltar com facilidade. q’ cauzou nos assistentes grandes effeitos de Pi= edade. pedio o nosso habito. acudiraõ os monges. e com os seus Santos. respon= dêo. o seu tracto era com Deos. e disse ao imfermrº. Era D.

buscou /o/ Prelado. e as mesmas pr onde andou athe onde chegavaõ as suas forças. aonde houvesse mais dis= canço. Ruberto de Jezus. Padre Ex Provincial Fr. naõ podendo com o mto nem com o pôco. nascido nesta Cidae da Bª -173- 5 10 170 15 20 25 171 156 [↑septuagesimo] (APFL) . e professo neste Mosteiro. se auzentou pª o Certam. eja feito prega= dor. aonde assistio bastante tempo sem nota do seu procedimto na mesma caza foi accometido de hũa maligna. Me. O Centesimo sexagesimo [↑septuagesimo]156 premeiro foi o Muito reverendo Pe. aonde acabou disgraçadamente a vida de hum tiro. ou pr outros motivos. Abde em partibus Fr. ou pr expe= rimentar algumas dificuldades na penalidades da Religiaõ.Abde o Mto R. Ao depois de morto o mandaraõ seus paren= tes pª o Mosteiro. nascico nes/ta/ Cidade. /profeçou/ a vida Monastica. Doctor Fr. preparado com os Santos Sacramtos. Francisco de Jezus Maria. O Centesimo septuagesimo foi o Muito reverendo Padre D. que recebido. procurou o Autori= zad/o/ titolo de Abade em partitus. que lhe pareciaõ justificados. dizendo que se naõ podia acomodar com huma vida detanto trabalho de dia. Chegou a noticia da sua morte aeste Mosteiro sendo D. a ql servio.Aba= de o Nosso mto R. voltou pª esta caza. passados alguns annos.234 [fº88rº] plo mesmo empenho alcançou ordenar-se de sacerdote.P. logo ao dep/ois/ de professo. Teve o seu Collegio no Rio de Janerº.Anto da Luz. e ao depois da parahiba.Fr. que em sinco dias lhe tirou avida. Foi pr conventual da Graça. levado da sua vocaçaõ. paçados poucos tempos. e denôte. que lhe deraõ. Antonio da Luz. que o mandasse pª huma caza. constituido nesta dignidade foi viver em caza de seus Pais. como religiozo foi dado a Sepul tura na Capella mór sendo D.

avoz clara. e sempre as suas duvidas. Fez todos os se= us actos com grande aplauzo. em que nasceraõ. Foi pª Cuimbra estudar Theologia. e escolhido pª dezimpenhos das maiores solemnidades. e argumentos foraõ ouvidas com attençaõ e respeito. e a Religiaõ que profeçaraõ. dotado em ponto mto subido de todos aquelles predicados. e preciti= vel. continuou a leitura de Theologia athé a sua jubilaçaõ. como na Universidade merecêo hu= ma attençaõ muito distincta dos seus Mestres. logo no seu prin= cipio discobrio nelle o seu Dôctimo Mestre huma tal comprehen= çaõ e sutileza do entendimto que entre todos os seus discipulos. mas taõ bem nos pulpitos d/e ex/= cellente orador. conseguio o nome de grande Mestre. que com as suas prendas. e applicôu-se com tanto disvello a esta sciencia Divina. Recolhido a este Mostrº. freqüentava as aulas.235 [fº88vº] /pr/ofesso neste Mostrº entre os muitos Religiosos filhos desta Cida= de da Bahia. eos Templos pr maiores que fossem sempre se viaõ cheias das Pessôas principaes. era elle o mais estimado. Naõ só nas Caderas conseguio o nome de grande Mestre. As Igre= jas. en= tramos ao Mui/to/ Reverendo Padre Mestre Doctor Fr. quando pregava o Padre Mestre /Frei/ Roberto. e graduando se doctor na mma universidade. eas suas letras acredita= raõ a Patria. Neste Mosteiro teve o seu Colegio de Filosofia. que se ficasse na univercide lhe prometiaõ o seu fa= vor pª os seus adiantamtos. Quando ja coidava em /serritar/ pª a sua Provincia teve offerecimtos de Pessôas grandes. porem nesta Cidade sempre foi procurado. a eloquencia era nelle natural. que assim dentro do Mosteiro. Rezolvêo-se com tudo a buscar a sua Patria pr motivos justificados. Ruperto de Jezus. -174- 5 10 15 20 25 .

quando contava 60 annos de idade. achando-se recolhido no seu quarto.Prega= dôr Fr. Falecêo aos 4 de 8brº de 1746. accudiraõ os Religiozos.Jozé. Leonardo de S. e canonico. e da sua Reli= giaõ foi pr conventual do Mosteiro da Graça. emmodeceo de tôdo.236 [fº89rº] que constituem hum orador completo. elle foi o procu= rado pª orador. era prezidente desta caza o Muito R. Agostº da Encarnaçaõ nascido nesta Cidade da Bahia. ali o foraõ achar. pr que pr mais longe q’ estivesse. continuando no mesmo exercicio da predica. sem movimento algum. Ao depois de a/s/sistir muitos an= nos nesta caza com grande credito no seu nome. tinha sido nesta Cidade hum suavissimo orgaõ dos Sagrados Evangelios.Gonçallo Garcia. na vespera da festividade. que andava cuidando no Sermaõ com o seu costumado disvello. nos seus dôctissimos pareceres de discobriaõ respostas bem funda= das no direito civil. aq’ se applica= va. aquela dôcta lingua. profess/o/ -175- 5 10 15 20 25 172 .Pregador Fr. veio avi= zo ao Mosteiro. e subtil. em tempo. aonde pella duas horas da nôite. com licença da Religiaõ foi viver em companhia de seu Pai. em em comprehender as sciencias. passadas algumas horas. que nesta terra se fez huma grande festa a S. e o con= duziraõ n’aquelle estado pª huma Cella. necessitava da Companhia d’aquelle filho. Em huma occaziaõ. foi accometido de huma apoplexia. pª o amparar.P. O Sentesimo /septua/gesimo segundo foi o Mto R. Como tinha hum enten dimto claro. que já naquelle tempo. Alguns annos antecedentes a sua morte. atoda pressa. que por espaço de muitos annos. que o privou de todos os sentidos. e 35 de habito. lá era procurado.

Ocupou na Religiaõ alguns impregos de honra. reprehendia. Falecêo em 27 de Agosto de 1743 [6]158. hum /ve/lho impertenente. e reprehendido. o que era justo. e na Graça ouvio Theologia. [6] (APFL) 159 [→Este devi vir antes do precedente. sendo virtuozo. Nesta caza servio de porteiro. professo no Mosteiro da mesma Cidade. e/pa/ci= encia. e capacidade pª qualquer imprego. frequentou os actos Conventuaes.237 [fº89vº] nesta caza A experiencia tem mostrado ser mto util a huma communidade. e gravide. do que exemplar com as suas virtudes. o q’ elle dezejava. tudo eraõ quexas.] (APFL) . estranhava o que devia ser istranhado.Exprovincial Fr. natural da Cidade do Rio de Janeiro.. empenhando em q’tudo fi= zesse-se com perfeiçaõ d/e/cencia. qdo via ql qr discuido. ou falta de seremonias.Abde o Nosso R. Salvador da Trindade.]159 O Centesimo Septuagesimo tercº foi o Padre Fr. tudo eraõ afflições. tudo têve este Monge. com q’ se aplicou as dependencias do Mostrº. e do exceço. imper= tenente naõ sendo menos /proveitozo/ com as suas impertenen cias. Era Religioso de prestimo. sendo D. ps hé serto quando as impertenencias saõ fundadas em bons principios sempre se encaminhaõ pª obem. e fidelidade. se gradoou em artes. sempre se fazia. pr que só pertencia. Em toda a sua vida q’ foi dilatada.P. lugar. [→Este devi vir antes do precedente. aos quaes satisfez. Antonio da Luz. Nos Pa= /treos/ da Companhia. Levado de hum zêllo Santo. /s/empre foi157 ao deps de velho. taõ bem foi procurado<r> das demandas. como se esperava da sua per= feita obervancia. naõ se resg APFTuardando -176- 5 10 15 173 20 25 157 158 Há um escrito não identificado entre <foi> e <ao>. em q’ mostrou a sua Caridade. No Mosteiro do Rio adminis= trou algumas fazendas com zello.

servio a Religiaõ pelo mesmo imprego de fazendero -177- . Caetano de Santa Gertudes. e prom= pto em cumprir as obrigações do seu estado. veio a discahir em huma Tizica.Abade o Nosso Mto R. Ao depois veio mu= dado pª esta caza. professo nesta Caza. na qual pla boa noticia. tendo de idade 29 annos.Rafael do Es= pirito santo. sendo D. e de habito 10. a sim infermo foi pª o Mosteiro da Graça.Me. que pello tempo adiante. della veio a morrer em breves di= as.238 [fº90rº] 5 174 10 15 175 20 25 /dos/ ardores do sol. qdo julgava q’ asim /era/ precizo pª bem da Religiaõ. aonde /ex/ercêo o impreg<a>/o\<do> de Mordomo. enofim delle foi governar a fazenda de Maricá.Pregador Fr. O sentesimo septuagesimo quinto o P. que havia do seu prestimo. Matheos da Encarnaçaõ Pina. Era Religiozo diligente. buscou este Mosteiro. q’ naõ se dando a conhecer. lhe rezultou huma maligna. n’aqual assistio muitos annos. pla boa sa= tisfaçaõ. veio a morrer fortalecido com a graça dos Sacramentos em 21 de Março de 1747. os trabalhos d’aquella di= latada enfermidade. natural da Cidade de Lisbôa. Pina. no qual. O Centesimo septuagesimo quarto. pª se lhe a= plicarem os remedios convenientes. depois de sustentar com grande pacia APFT paciencia .P.Fr. porem como a quexa se fosse adiantando. Teve o seu Colegio no Rio de Janeiro. que dav/a/ da sua administraçaõ.P.Me. Exprovincial Frei Matheos da Encarnaçaõ. professo neste Mostei= ro. que fallecêo neste Mostrº foi o Padre Fr.Abde o Nosso Mto R. Logo ao depois de Sacerdote principiou a sentir os effeitos de huma mo= lestia. Era D. nascido nesta Cidade dePa= is nobres. falecêo em 24 de 8brº 1746.

Tocado de huma moles= tia contagioza se recolhêo ao mostrº.P.Thomé. nella taõ bem assistio mui= tos annos pla boa satisfaçaõ. etrabalhoza infirmidade. foi-se augmentando a quexa. e co= nhecendo operigo. ainda servio de porteiro alguns tempos com edificaçaõ dos Se= culares. /A sua maior/ assistencia foi nesta caza. Pregador Fr. no Conficionario taõ Cheio taõ cheio deprudencia. e Caride que a toda hora o achava prompto qual qr q’ o buscava. . nascido nesta Cidade de Pais honestos. e 43 de habito.Mestre Fr.P. que dava da sua bôa administraçaõ Athé que destituido de forças pª a vida laborioza. Era Religio= zo /si/ncero obediente.Abade o Nosso Mto R. e edificaçaõ.Francisco. e na morte. sofrendo com paciencia os lastimos[↑os] effeitos daquella dilatada. e omilde.Ancel= mo do Paraizo professo neste Mosteiro. confeça se repetidas vezes. tendo 65 annos de idade. freqüentava o co= /ro/. deligencia. O Centesimo septuagesimo sexto foi o Pe. Faleceo com 61 ans de idade.Me Ex.239 [fº90vº] na ilha grande de S.Abde o Nosso Mto R. Era D. e pela diligencia com q’ acodia aos iscravos infermos na vida. enchêo os seus dias ao 23 de Abril de 1748. Muitos annos foi compahêro d/os/ fazenda/r/ios pe= la docilidade do seu genio.Francisco de S. O Centessimo septuagesimo septimo foi o Pe.Pro= vincial Fr. e nelle vivêo bastantes annos. Pregador F. aql sempre servio com zello. se recolhêo ao Mosteiro a cuidar no importante negocio da sua salvaçaõ. que vistio neste Mosteiro. e 42 de habito aos 21 de Dezembro de 1747 sendo D. e mais actos de Comunidade com exemplo. Matheus da Encarnaçaõ Pina. Administrou -178- 5 176 10 15 20 177 25 160 O traço horizontal do <t> não está grafado. e recebidos os mais Sa= cramentos com mtas lagrimas. Mathêos160 da Encarnaçaõ Pina.

240 [fº91rº] 5 10 178 15 20 179 25 /pr/ muitos annos a nossa fazenda de Jaguaripe com grande utilide deste Mosteiro. Foi este Religiozo de louvaveis custumes. Era Religiozo humilde.Exprovincial Fr.Frei Manoel da Concei= çaõ. e 44 de habi= to. nem diante d’elle ninguem se atrevêo a proferila.Abade o Nosso mto R. seu Corpo tirado de entre as Ruinas.Pe. que o amavaõ como vezinho. Matheus da Em/carna/çaõ Pina. sendo D. que tudo se acabôu com a sua falta. eraõ ve= lhas./ athé aonde chegavaõ as suas forças administrou a fazenda da Itapoam. e com edificacaõ dos Siculares.Mestre ExProvin= cial Fr. lenhas. e obediente. e sempre occu= pado em liçaõ. como as Cazas. Bonifacio da Conceiçaõ natural desta Cidade d[↑e] Pais virtuozos. taõ amante da Virtude da Castidade. professo neste Mosteiro. era dado a oraçaõ. e de vida exemplar. na Igreja Matris foi dada a Sepul= tura. foi sepultado na Igreja da Villa de Jagoaripe. que lhe apr/ov/eitasse pª si. succedêo este las= timozo cazo. ao ql soccorrêo repitidas vezes com mtos milheiros de tijollos. nascido nesta Cidade de geraçaõ nobre. observante. telhas. digo de jaguaripe.Abade o N. Fr. como estêras pª os Escra= vos. repentiname cahiraõ em huma note tormentoza. recolhido. Matheus da Encarnaçaõ Pina.M. O Centesimo seputagesimo oitavo foi o Pe. q’ o socco= rriaõ na vida. evitava -179- . e pª o proximo. Adoecêo de hum flacto trabalhozo. aonde vevia sem nota do seu procedimto. e prompto pª servir a R/el/ig/ia/õ/.P. O Centesimo Septuagesimo non/o/ foi o mto R.Dor.R. que nunca /se lhe/ ouvio palavras menos decente. em q’ morava. piassabas pª os Engenhos. e outras muidezas.Me. aque se retirasse. e na morte. Falecêo na mesma fazenda.P. sem lhe dar tempo. que em hum ataque mais violento o privou da vida com 66 annos de idada. professo nesta caza. sendo D.

que admenistrasse a dita fazenda.Reverendo Padr/e/ Exprovincial Fr. q’ dêo da qual naõ fazendo /cazo/.R. quando contava 53 annos de idade. e fazer hum calcolo certo das nossas terras pr duvidas.M.241 [fº91vº] todas as converças. O Centesimo oitagesimo foi o M. Al/guns/ annos antecedenes a sua morte foi a porto seguro pª se en= Teirar. principiou a sua leitura com acceitaçaõ. q’ era n/aõ/ offender a Deos. pr que com a sua prudencia compunha discordias. fez dizistencia da Cadrª. Nesta sagrada scien cia se gradoôu. Bento natural da Cidade de Coimbra. na ql trabalhou insencavel= mente pª dar principio a Capella. e 34 de habito. athé conseguir a sua jubilaçaõ. e retirou-se pª esta caza. aonde continuou a leitura de Theologia.Dor Fr. Foi a sua satisfaçaõ. e com a sua Caridade acodia aos infermos. n’aquellas partes de grande utilidade pª a Religiaõ. nem as sua Creaturas. dexou-se ficar n’aquella fazenda. que se offereceraõ nesta materia. o inimigo da paz fazendo se lhe insuffrivel a sua quietaçaõ. em que assistisse algũ Religiozo. e cazas. que o podessem devertir do seu intento. Recolhêo-se pª este Mostrº. Matheus da Encarnaçaõ Pina. que lhe cauzaraõ bastes disgostos.. e recebêo a borla de Dotor na mma univercidad/e. No seu noviciado mostrou a boa educaçaõ. Estudou Filozofia no Mos= teiro de Olinda e Theologia em Coimbra. professo neste Mosteiro. Antonio de S. Chegou a noticia da sua morte sendo D. e pª aquelle Po vo.M. della veio a morrer. pr que com toda a humildade.P. como era amante da solidaõ. chegando ao /fim/ do 1º anno. naqle dizerto./ ao depois de ter satisfeito aos seus actos com grande aplauzo. e re= tiro. A sua morte teve principio em hũa queda. excitou algumas discordias. Pais.Abade o N. e delle o mandaraõ ler Filozofia no Colº do Rio. e deligencia obedecia a todas -180- 5 10 15 20 25 180 . que deraõ seus virtuo zos.

que fez para conseguir o nome de bom Pregador. recolhendo-se em caza de huma sua Tia. Chegando a hum lugar chamado pernamerim. e logo nos seus principios dêo a conhecer a felicidade da sua memoria. e at= -181- . foi chamado pª ler filozofia neste Mosteiro. foi recebido com gosto dos Religiozos. que experimentaraõ. vizinhos d’aquellas partes. que adquerio a custa do seu trabalho. A noticia da sua morte foi geral sintida. e no quarto acabou a vida com 36 ans de idade. aprovei= tou-se da capacidade. que todos os dias esperavaõ a sua chegada. que Deos lhe dera com tanto disvello. Veio para este Mosteiro. e de seu talento. e juntamte para tomar algum discan= ço do continuo trabalho do seu inprego. principalmente dos seus discipulos. abrazado do sol da mesma hora entrou alançar pla boca repedidas golfadas de sangue: accudiraõ-lhe com alguns remedios. e dos discipulos. pedio licença pª hir pregar huns sermões. Prefessou pr votos de todos os Monges. e celebrados nomesmo dia do premrº ataque. tinha-se confeçado. pr ser este o segundo golpe. Passados poucos annos foi ler Theologia no Rio de Janrº. Foi admetido ao Colegio no Rio de Janrº. e pª que o seu talento brilhasse a todas as luzes. naõ foi menor diligencia. q’ nada aproveitaraõ. que perderaõ dignos de todo o respeito. Nas ferias do segundo anno. e da sua pessoa. e 20 incompletos de habito. e no mesmo tempo se gradoôu em Theologia athé entaõ naõ se tinha doutorado. em menos de 2 ans /na/ falta de 2 Mestres. e dezimpenhou as obrigações do Coristado com agrado dos seus superi ores. pr que amolestia vencia a todos. Continuou o Colegio com geral ac= ceitaçaõ. que no fim dos estudos dignamente o ellegeraõ passante. Foi interra= do no Mostrº das Brotas. e côcluida a sua leitura. aonde freqüentou as aulas com credito da Religiaõ..242 [fº92rº] 5 10 15 20 25 as determinações de seu Mestre.

Todo o tempo em q’ vivêo este Religiozo. pr q’ nunca se escuzou de a servia. no q’ podia. professo nesta caza. e aprovamto dos Discipulos. pla noticia. e recolhido.Abde o Nosso M. se naõ tivessem a fortuna. Governou o Engº de S. A humilde.Abe elevado ao lugar de Provincial. foi pr conventual da Para= hiba. sendo D. e sendo o D. terceiro Mestre. Por morte do Prior.P. nascido na Cide do Porto. exercêo estas occupações com adiantamto da observancia.Me Fr. Era D.R. Teve o seu collegio no Mosteiro de Olinda.P. e com a sua graça trocou esta pla outra vida aos 3 de Julho de 1748. e a mancidaõ a este Religiozo lhe preparavaõ hum caminho suave -182- 5 181 10 15 20 182 25 . natural desta Cidade de Pais nobris pro fesso neste Mostrº. P. frequentava o côro o pul= pito.P. que teve da sua exemplaridade. e conhe= cendo operigo. Matheus da Encar/nação/ Pina. e todos os actos de comunide com diligencia. e sem duvida se faria mais sencivel. Anto dos Sera fins. quando completava hum an noo nesta occupaçaõ foi accometido de huma molestia grave. Era naturalmente pacifico. Matheus da Encarnaçaõ Pina. aonde teve a occupaçaõ de Prior.Pregador Fr. se utilizou a Religiaõ do seu prestimo.R. e do seu nome. oql taõ bem escolhêo pª seu prior. que digname occupou olugar de ambos com avulta= dos creditos da Religiaõ. a obediencia. M.. e conficionrº. athé a chegada do novo Prelado. Exprovincial Fr. O Centesimo oitagesimo segdo foi o M. se dispoz com os San/t/os Sacramtos. e zêllo. e Me de Ju= niores. Leonardo de S. ficou em seu lugar. obede. ficou prezedindo o Mostrº pr alguns me= zes. e sendo chamado pª supprior.Abde o N. e nomiado pregador.R. O Centesimo oitagesimo oitagesimo premrº foi omto R. Passados alguns ans veio mudado pª esta caza. aql deu inteira satisfaçaõ.Caetano.243 [fº92vº] tençaõ.Jozé.Pregador Fr.

conseguio oq’ dezejava. de 1749.] (APFL) . de Sorrocaba. q’ tinha da sua observancia. principalme no altar. sem faltar aos actos de comunide. embarcou-se pª es= ta terra naõ abuscar as requezas temporaes. eobservantes. como era de recto procedimto. em q’ estava. qdo ja contava 45 ans de ide pedio o habito de Mon= ge no humilde estado de Leigo. em obedecer.Bento natu ral de Travanca Arcebispado de Braga. Taõ bem foi Abe da Graça. empenhando-se em q’ fossem perfeitos. nella passou o resto da vida occupando otempo em Religi= ozos exercicios. correndo otempo. o q’ lhe mandavaõ sem formar quexas. ede= ligenteme em executar. escolhêo esta caza plas noticias. nem all/e/ gar161 disculpas. q’ nunca deixou de se= guir. enchêo os seus dias preparado com a graça dos sacramtos aos 19 de Janrº. e 48 de habito. o fizeraõ pre= zidente do nosso Mostrº. e nomiado Pregor veio mu= dado pª este Mostrº. e de vida exem= plar foi attendida a sua petiçaõ. Benedictino de Coimbra. que governou 4 annos com zêlo e fidelide. sempre foi prompto. e no côro. qdo oppre= mido de huma molestia trabalhoza. aonde trabalhou sem discanço pª tirar aqla caza dos informes principios. Recolh/ido/ na Religiaõ considerando-se ja separado -183- 5 10 15 183 20 25 161 162 O primeiro <a> da palavra foi escurecido a lápis posteriormente. O Centesimo oitagesimo tercrº foi o Irmaõ Donado Fr. Mel de S. Foi Collegiado em Pernambuco. cuidou mto em os instru= ir nos exercicios da Religiaõ.R.244 [fº93rº] pª viver sem trabalhos.M. Ultimame recolhido a esta caza.. P. [→antes de] (APFL) 163 [←ser] (APFL) 164 [. em qto teve forças pª o fazer. professo neste Mostrº. ao ql servio muitos annos. Achava-se com 74 ans de ide. Era [→antes de]162 [←ser]163 Religiozo[. e regu/la/ridade.M. e das virtudes.]164 oficial de Sapatrº eneste officio trabalhou mtos ans no Colº. ms sim a caza de Ds pª s/al/var a sua alma. deixando na sua elleiçaõ o Mostrº. sendo D. do ql era pouco dispençado pr ser bom muzico. e sem disgostos. como era Monge exemplar lhe encarre= garaõ a educaçaõ dos noviços pr alguns tempos.Abde o N.ExProvincial Fr. Matheus da Encarnaçaõ Pina. aon= de queria vestir o habito.

no côro.245 [fº93vº] do mundo. q’ lhe faziam mais penoso omovimto. que a devoçaõ lhe pedia. naõ deixou de continuar o exerci/c/io da Confiçaõ. dava a Deos repetidas graças plo trazer ao /e/stado que desejava. em q’ se havia de exercitar. qdo era perguntado. senaõ em braços alheios. e suspiros perdaõ. que se offere= cesse pª merecer. qdo Ds foi servido ti/ra/lo165 deste mundo. clemencia. Confeçava-se todos os dias. ou em horas. e algumas mais. e piedade. Quatro annos antes da sua morte caio pr huma vez na cama de sor= te q’ nunca mais levantou. nem subejava pª estar ociozo. teve mtas pr ql estas nunca faltavaõ. como sucede a todos. dando a Deos repetidas gracias pr este beneficio. e fazia mtas e gran= des penetencias em lugares occultos. q’ a Re= ligiaõ tem determinado. e isto ainda ao deps de corpo lhe abri raõ algumas. de sorte que naõ lhe faltava otem= po pª as suas obrigações. pedindo aqm lhe carregasse pª a capella de S. q’ naõ precentidas. ou de juelhos. ouvia a maior parte das missas. Tinha as horas repartidas. que experimentasse. 78 ans de idade. Ao deps de professo traba= lhou mtos ans plo seu officio com agrado dos Prelados. q’ nada lhe faltava. ou prostrado.Bernardo. mas antes sempre respondia. e as notes nas tribunas. to= dos os Domingos. . e da sagrada comunhaõ. athe que destituido d/a/s forças necessarias pª as obrigações labori/o/sas. Parece que este infe/rm/o foi hum. dos q’ D/s/ escolhêo pª confuzaõ dos fortes. que se diziaõ na Igreja. Foi-se adiantando nos annos. Nunca se quexou da falta. e dias santos. aquem as quer ap= proveitar. Assentou de naõ perder ql qr occaziaõ. sentio a/lgu/ãs -184- 5 10 15 20 25 165 O <l> está grafado com o traço horizontal do <t>. pedindo entre lagrimas. e satisfaçaõ dos Religiozos. levou este Purga= torio com admiravel paciencia. e 32 de habito contava este perfeito Religiozo. q’ sabem repartir. gastando os dias. de todo se entrgou avida contemplativa. Nestes principios foi dispondo hum fundamto solido pª firme assento das virtudes. q’ sempre aborrecera. e taõ bem nas vir= tudes.

e nas duenças. pr que achando 8 mil cruzados de impenho. eno fim d’elle com licença da Religiaõ foi a sua Patria vizitar aos seus Pais. e dizimbaraço. e dispedir-se d’elles pª sempre Voltou pª o Mostrº do Rio. Nos actos de comunide e a mortificaçaõ era o premrº. e observancia regular. eraõ muitas. a onde seguia os actos da Religiaõ com tanto exemplo. que /fazia/ aos pobres. naõ obstante ser a ide taõ diminuta. pm o seu maior disvello foi o culto Divino.Jeronimo. e alguns dias. pagando qto devia. logo cuidou em aliviala d’aquella oppressaõ. na saude. Discançou 3 ans. lugar. vestio ohabito de Monge.246 [fº94rº] 184 Osentesimo octogesimo quarto foi o nosso mto R. /em/ q’ sahio provido. pr q’ seguia aobservancia regulár com todo disvello. No trienio seguinte o elle= geraõ Abde. Premrne. Concluido felizme o seu trienio.P.Joze de S. e vivia com tanta mo= destia. onomearaõ procurador da Congregaçaõ. nascido na Cide do Porto de Pais honestos. qdo completa va /16/ ans. Teve o seu Colegio no Rio de Ja= nrº. epª q’ naõ estivesse a sua -185- 5 10 15 20 . do Mostrº de Olinda com grande fortuna d’aquellacasa. veio pª este Mostrº occupar o imprego de Definidor. logo nos seus principios dêo aconhecer q’ buscava a Deos com Espirito. e avultadas. e nelle professou a vida Religioza. pª q’ naõ faltava aos Religi ozos com o necessario. q’ dizimpe= nhou com diligencia. de Pernco.Provincial Fr. pª o imitarem. No Mostrº. pr que sabia q’ a prezença dos Prelados. he q’ mais obriga aos subditos.Ex. q’ logo foi attendido pª occupar os impregos autorizados da Provª. As esmollas.

suposto que já se achava cheio de Molestia. gastava todo tempo em oraço167es na reza do officio Devino. d’ella. purificando a sua con= ciencia com repetidas conficoes.Maria. Sabia de semular agravos.M. Murtificava-se com Religiozas penitencias de ci licios. Era duente de Erizipellas. e de recto procedimto. e actos de amor de Deos. esupostos q’ nas suas vizitas naõ deixasse culpa sem castigo. 167 166 . e piede.R. q’ o acometeo com maior força oprivou da vida disposto. Joaõ de S. como perfeito Religiozo com 72 as de ide e 56 de habito em 19 de 8brº de 1750.Abde o N. no seu governo continuou com ommo zelo. Quando ja de todo dizimbaraçado de go= vernos. que nunca dexava de satisfazer. rezignados os effeitos desta trabalhoza molestia. Ultimane foi Me de Noviços. da sua capa= cide. como se dirá em seu lugar. governou com grande accerto. pr que todo o seu cuidado era a honra de Deos. Segunda vez foi Abe desta ca za. e carre= gados de as. e varias devoçoes particulares.utilide166. observante. e com facilide admetia os mesmos de qm era offendº. Concluido este trienio com a mesma felicide. Foi Religiozo devida exemplar. pr q’ viaõ q’ ajus= tiça a cumpanhava a mizericordia. o ellegeraõ provincial. e da sua Religiaõ. que oprmrº fazendo mtas obras de ultilide. nem o reprehendº escandalozo. como consta do seu estado. -186- 5 10 15 20 25 Não há o traço horizontal do <t> O marcador de nasalidade encontra-se sobre o <e> em todas as palavras que formam o plural com <ões>. deceplinas.P. aobservancia regular. ecom ommo /cuidº/. em occaziaõ. nem falta sem reprehençaõ. Foi sepultado na Sacris= tia com as honrras devidas de hum /Pai/ da Provincia. e adiantamto dos seus discipulos. naõ se escuzou da occupaçaõ com grde. eacerto. epª q’ toda a Provª experimentasse os effeitos da sua prudencia. a quietaçaõ e paz en= tre os Religiozos.247 [fº94vº] notoria capacide sem exercicio na Junta Geral o ellegeraõ em Abe desta casa. cuidou em governar sem perturbaçaõ. Me Exprovincial Fr. efez obras de importancia. sendo D. Ce= lebrava todos os dias com mtas devoções. epr mais /annos/ padecêo. nem pr isso o castigado se mostrava queixozo.

e sem discordias. que naõ obedecendo aos Remedios. O Centesimo octagesimo sexto foi o Pe. como era dizimbaraçado. em todo este tempo. Era Religiozo. e inteligte o mandaraõ admi= nistrar algumas fazendas da Religiaõ. nascido em hum lugar chamado Patativa de geraçaõ nobre.Fr. adoecêo de huã hidropizia. nem teve occupaçaõ. Nunca molestou. dêo a satisfaçaõ. Veio pª esta caza passar os professo do seu /curistado/. Foi Abade das Brottas. taõ bem vivêo descançado. que hé o coro. levado de hum louvavel dezº de viver.Pe. Quarenta e dois as vivêo este Religiozo. Ignacio da Assumpçaõ. Para os ms actos de Comunide. e 33 de Religiaõ. aonde naõ contava 50 as. Joaõ de S. q’ se lhe applicaraõ no Mostrº foi pª caza de huma sua Tia. professo nesta caza. ao de ps q’ digname vestio oha= bito de Monge. qdo contava 50 as de idade. ordenado de Sacerdote.Abe o N. os 2 ultimos conventual da Graça.248 [fº95rº] 185 O Centesimo octogesimo quinto foi omto R. No ultimo anno de sua occupaçaõ. sendo D. q’ o devertisse deste Sto exercicio.Pregor Fr.Me Ex Provincial Fr.Maria. professo no Mostrº das Brotas. e feito Pregador. e senhores de bastantes terras. eos 40 neste Mos trº todos occupados no imprego ms nobre. e supposto q’ algumas occaziões lhe entregassem a portaria. o q’ outros intentavaõ. nem offen dêo Mong e algum. filho de Pais virtuozos.M. abundantes. e mais apartada a clauzura. naõ quiz. ambos os lugares dezimpenhou com acceitaçaõ.P. aonde era maior a observancia.R. q’ se /espe= rava/ do seu zelo. digo conse= guindo milhoras em breves dias acabou a vida. e mais Santo do Religiozo. nunca faltava a Mathinas. e ame do Scilencio -187- 5 10 15 186 20 25 . pr q’ nunca pertendêo. natural desta Cide. e no trienio segte procurador da Provincia. era dos premros. que doaraõ a este Mostrº. Anto da Victo= ria.

Era advogado de cauzas com rectidaõ. nesta forma devvida. q’ n’elle se po= de conseguir. foi sepultado. entre os Monges deste Mostrº.q’ só se move pª rezar. lingua na verde digna de grandes elogios.Ex.Abe o N. e no coro. Joaõ de Sta Maria. passados os 40 as.P. foi vestido no Mostrº de S . veio a este Mostrº na occaziaõ da Pascoa do Espirito S. Foi Abade da Graça.Meanoel da Con= <con >ceiçaõ.249 [fº95vº] e as suas palavras eraõ poucas. buscou o retiro da graça. deixou-se ficar em sua caza.R.M. pª de todo viver separado dos homens.Paulo. e boas. Falecêo em 6 de Abril 1751. dêo boa satisfaçaõ a ql qr dos lugares. assim molestado. ainda ao depois que vevia opprimido de huma pezada funda de ferro. 187 15 O Centesimo oitagesimo septimo foi o M. e 39 de habito no 1º de /Janeiro/ -188- 5 10 20 25 . pedio o habito de Monge. e cantar no altar. q’ pr mtos ans o atormentou.R. a qla. e sintindo de humas sezões mais fortes.P. que pertendia levar de pé.Proval Fr. e ao deps das cazas. q’ todos o estimavaõ plas suas virtu= des. Passados alguns anos.F. na volta passou pr cauza de hum seu parente. digo de Ressu= rreiçaõ a comprimentar os Religiozos. e imbarcando-se pª o Bra= zil. q’ o cha= massem. veio pr conventual desta caza. aonde passou. q’ exercêo. q’ ja se disse. e amigo. eql qr ora. q’ lhe surtinha huma perigoza quebradura. sendo D.Ex. eno fim de 2 /as / /ado ecêo/ de humas sezões. e todas as estimações. No conficionario foi admiravel as ua Caride. Falecêo com agrça dos Sacramtos em seu <†> per= feito juizo com 82 annos de idade. e verdade. estava prompto atoda. a ql servio nos impregos de Procurador das demandas. nascido na Cide de Braga de Pais nobres. e n’ella completou os seus di= as com grdes sintimtos dos Religiozos. pr occaziaõ de certo disgosto se rezolvêo a dexar o mundo.

Provincial Fr. de sorte que pª bem de Justª lhe /foi/ nesceçario recorrer alegancia. professo neste Mostrº.250 [fº96rº] de 1752 sendo D. se lhe offereceraõ varias contradicões. e boa acceitaçaõ.M. ao deps de Sacramentado em 22 de 7brº 1752.P. Foi Prezide. Aperfeita -189- 5 10 15 25 190 .M.R. Na ide de /46/as. Era Religiozo Prude. Leandro/ do Disterro. professo neste Mostrº. econficionrº fa= zendo a sua obrigaçaõ com prudencia. dava perfeita execuçaõ as suas obrigações. e dizimbaraço tudo. efazia com mto gosto. Assistio alguns annos na côrte. sendo D.Abe o N. no Convto de Stos com grde edificaçaõ dos Seculares. e pacifico. Neste Mosteiro foi Procurador das cazas. sendo D.Abe o N.M. O Centesimo nonagesimo foi o Mto /R. no q’ pertendia. Era /Rlzº do=/ tado de hum animo brando. 188 – O Centesimo oitagesimo oitavo foi o M.Pe. embarcou-se pª Lxª. e rezigna= do. e disgostos. oq’ lhe mandavaõ.R.Me Fr. Falecêo no Mostrº de Lxa com 65 as de ide e de habito 46 no anno de 1751. e soffrido.Pe Me Ex.Pregador Fr. do q’ veio a morrer. Joaõ da Me de Deos nascido em ponte de lima de geraçaõ nobre. Joaõ de Sta Maria.P. aonde teve sentenca a seu favor. Pedro de S.Pe Ex. Joaõ de Sta Maria.R.Me Fr.Pror Fr. Joaõ de Sta Maria. que todos o respeitavaõ pla sua Religiaõ. e trinta de Abito foi acometº de hú estupor. professo neste Mostrº.Abe o N.Provincial Fr. e fidelidade.R. eno da Graça: Administrou huma fazenda no certaõ com zêlo. naõ lhe faltaraõ trabalhos. natu= ral desta Cidade. e qdº principia= va exercer o seu imprego. 189 20 O Centesimo oitagesimo nono foi o Pe. No seu Collº foi dos q’ sahiraõ mais approvados. Como os Prelados desta Provª discobrirdo n’elle capacide pª ql qr imprego oescolherdo Procor Geral da mesma Provª com assistencia na congregaçaõ. filho de Pais virtuozos. Caetano Pontes nascido em Maçarellos. e politica. o que bem deu a conhecer no pulpito. os qs padecia constante.

Me Ex= Provincial Fr. o q’ naõ teve effeito. Ao deps de Pregador foi /administrador/ da fazenda do Rio vermelho. Foi Religiozo de exemplar procedimento. pr que era descente. cantou sempre a Missa deste dia pr sua devoçaõ. aonde em poucos mezes adquerio humas Sezoes amalignadas. Contava 74 as de ide de Religiozo 52. e sempre o attenderaõ pr que se fazia digno de todo o beneficio. com grande devoçaõ e conhecimto. aquietacaõ da sua con= ciencia. fugindo do enganozo explendor das Prelazias[↑como] de hum formidavel precepicio. repetia. e n’ella se doutorou. alcancou licença pª estudar Filozofia. Era D. e honesta. o q’ /aodeps / de Mestre. lhe alargaraõ avida. pr q’ chegando a Lxª foi acometido de huã molestia perigoza. e pureza. e obom animo. era tractado plos Prelados com respeito.Abe o N. < que mtas vezes>. Joaõ de Santa Maria. e o adiantaraõ nas virtudes. A sua converça era delicioza.251 [fº96vº] observancia deste Religiozo. Lêo Theologia no Rio de Janrº com acceitaçaõ. de costumes bons. No Pul= pito. O Centesimo nonagesimo prº foi o Pe. que mtas vezes. trabalhando como servo fiel athe a morte. das 168 qs veio amorrer no Mostrº preparado com todos os Sacramtos no 1º de Dezembro -190- 5 10 15 20 191 25 30 168 A marcaçaõ da página esta na entrelinha superior da última linha.Manoel da Na= tividade Passsos. e conficionario fazia a sua obrigaçaõ com zêlo. Nas vesperas da sua morte tornou a seu juizo. e Theologia na Congre= gaçaõ. Dous anno antes da sua mor= te ficou totalme esquecido das couzas deste mundo e só lhe lem= bravaõ de algumas passagens de /Escritura/. e recebendo os San= tos Sacramtos. na sua bonde. e voltando pª este Mostrº. plos beneficios recebidos.P. na occaziaõ. com q’ suffria ql qr cazualidade. Naõ teve na Religiaõ outro imprego mais o q’ o servilla.R. nascido nesta Cide de Pais abundantes.Pregador Fr. e deligencia. emq’ na Igreja se estava cantando o officio dos nossos Irmaõs defuntos. enobres. nelle teve o seo Colº. enchêo os seus dias em 24 de Novembro de 1754. com as quais dava graça a Deos. sendo elle. ao deps sempre vivêo n’este Mostrº.M. q’ se offerecia. .

tendo de ide 36 as e 14 de Abito. empenhando na /observancia/ religioza sempre advertia o q’ lhe parecia necessário. e qdo continuava na quelle governo com utilidẹ do Monstro. satisfazendo perfeitame as obrigações de bom Co= rista. e/credito da sua/ pessoa. na ql/ defendêo as suas concluzões publicas com aceitaçaõ. e as suas pren= das bem conhecidas plos Religiozos deste Mostrº. q’ lhe recomendava a sua per= feita observancia. assim foi passando alguns annos athé169 que fazendo-se a sua capacide. Joaõ de Santa /Maria/. com ommo imprego de Abe Os 1os 2 anṣ foi aplauzivel o seu governo. e seremoni= as da Religiaõ. como p̣lo temporal do do Mostro.252 [fº97rº] de 1754.Me Fr. .Abe da Grça. que feitos os seus actos de Pasçante o nomearaõ Mestre de Theologia no Rio de Janro aonde principiou a sua leitura. Dizimpenhou o q’ d’elle se esperava.Me Fr. que n’elle fazia. -191- 192 5 10 15 20 25 169 Não há o traço horizontal do <t>. aplicou-se com tanto disvello. sendo D. e ficando nes= te Mostro. professo neste Mos= teiro. os pobres.Abe o M. o fizeraõ digno<o> de q’ lhe vestissem o ha= bito de Monge. ouvio Artes no Mostro de Bastos. em q’ cuidava com zêlo.P. e Theologia no Colegio de Coimbra. Salvador dos Santos. a pureza dos seus costumes. A sua vida era exemplar.No Trienio segte veio elei= to em D. como vizinho. e a veio continuar nesta /caza. e os seculares todos n’elle achavaõ a caridade e o patrocínio. e n’elle professasse a vida Religioza. tanto p̣lo /augmento/ espiritual. Nesta sagrada sciencia. nas q̣s sempre foraõ attendidos os seus argumentos. epla assistencia.R. elegeraõ Me de Noviços. q’ era. nas cido de Pais honestos nesta Cide da Bª. A sua boa educaçaõ. tomou o gráo de Doctor. O Centesimo nonagesimo segundo foi omto R. pr estar bem instruido na Gramatica. o removeraõ pa a caza de Pernanbuco. os súbditos con tudo satisfeitos. alcançou licença pa /estudar/ na Congregaçaõ. na muzica. escuzou-se deste imprego p̣r motivos justificados.Pe. frequentava as Aulas. Ordenado de Sacerdote.

que nunca mais se pode serenar athe o fim do trienio.es. recorreo ao Prelado supperior. Pregador Geral -192- 5 10 15 20 25 . pedio perdaõ a todos os Monges.d'aqḷe Montro o M. Neste tempo chegou a noticia das /eleições/.Abe. haviaõ parsia[↑li]dades. retirou-se pa esta caza. athé q’ sendo accometo de huma molestia trabalhoza. pa que com mais dizimbara= ço tratasse da saua justiça. porem naõ sendo attendo como dezejava. pedio que o mandassem pa o seu Mosto. pa q’ aparecesse na congegaçaõ. com q’ podesse aquietar a qḷa tem= pestade./ e alguns mezes nesta armonia. e ternura. edeps de alguns mezes. e as devaças athé o fim do ultimo anno.P. principiaraõ os juramentos. que lhe tinha recultado das devaças: embarcou-se: e chegando ao Mostro de Lxa bem dêo aco= /nhecer que na/ sua religioza Peçôa. sendo D.R. naõ podiaõ ter logar similhan= tes dizordens. e pedindo oultimos Sacramentos . ecom o respto devido a sua pessoa. nas quais vinha nomeado companheiro. n’aqḷe convento. o prelado vendo q’ lhe faltavaõ alguns dos Subditos com a obediencia devida ao seu lugar. recolhidon'elle. disapropriou se detu= do nas maõs do Prelado. avizado do pe= rigo. naõ incontrando meio. q’ recebêo com grde devoçaõ. q’ injus= tame lhe cauzaraõ tantos disgostos. Jeronimos. assim da congegaçaõ como da Provincia. e quietaçaõ. Confeçou-se algumas vezes. e perduôu a todos aqles. e alguns subditos huma turmen ta taõ grande e [↑de] discordias. /bem se concluir/ couza alguma. enredos. acabôu a sua peregrinaçaõ aos 7 de Dezembro 1752. assistio alguns tempos.253 [fº97vº] /Passados/ dous annos. a responder os incargos. o in= nimigo da paz exitou entre elle. se retirou pa o Convto de Bethlem dos P. e dictos. pạ que lhe desse providencia. foraõ admiraveis as dispozições com q' se preparôu pa a sua conta final. murmuraçaõ. recebeo ordem do Rmo . q’ chega= vaõ athe o Palacio do Exmọ Bispo. e trabalhos.

sendo D.Me. Falecêo na mesma Va de Cama= mu com 84 as de ide. principalme no altar.Fr. o com elles foi viver na villa de Camamu.Chegou a noticia de sua morte no mez de Ja= neiro 1753. e 61 de habito em 19 de Março [↑de] 1753. Prọr Fr. e reco= lhido. aonde experimentava algum ali= vio.M. Exercêo este imprego com geral acceitacaõ. como em Pernanbuco. Era Religiozo pacifico. e tocar arpa com mto destreza.Abẹ o NM.Pe. professo neste Mostro. nascido /no/ mar avista de terras da Bª. Quando pregava as Domingas da quaresma nesta nossa Igreja. professo nesta caza. a sua assistencia. sendo D. O Centesimo nonagesimo quarto foi o Pe. e 33 incomple= inconpletos de Religiaõ. e promptidaõ.Abade o N. com os quais se embarcou pa o Brazil.Exprovincial Fr. ouvio Theologia neste Mostrº.254 [fº98rº] Fr. eno fim d’ella di= gname o numiaraõ Pregador Urbano. ao ql. nas aulas da Com= panhia foi pª a univercide estudar Leis. /concorria/ tanto pôvo que era necessario porem-se guardas nas portas pª evitar algumas disor= dens.Placido de S. tinha 50 annos de idade.Com licença de Religiaõ foi viver na dita Va em q’ assistiraõ os seus Parentes. q’ podia acontecer. nascido em Lxa de pais honestos. servio com zêllo.Manoel da Encarnaçaõ. pm disagradando=se d’aquella vida. n’aqla [↑Villa]foi de mta utilide pa os moradores.Anna.R. que lhe naõ per= metia discanço em hora alguma. Ao deps de graduado em artes.Joaõ de Santa Maria.Pregador Fr. e côro pr ser mto bom muzico. buscou a Religiaõ Benedi[↑ict]na. e promptidaõ mṭos annos. O Centesimo nonagesimo terco foi o Pe. tanto nesta caza. observante. e valentes a doutrina Evangelica -193- 193 5 10 15 194 20 25 .Joaõ de Sta Maria. e n’ella professou o estado de Monge.R. e pro punha com exprecões taõ claras.Pe. Algumas vezes foi ao Certaõ pregar missaõ. vindo seus Pais imbarcados pª esta Cide. aos qs adminis= trava os Sacramtos com grde caride. ordenando de Sacerdote. Por m.Marcelino da Me de Deos.tos as padecêo huma molestia traballhoza.

Me. e outros louvaveis exercicios passou alguns annos neste Mostrº. e naõ perduava ql qr trabalho pª converçaõ das Almas: pr mtas terras foi hum fiel dispen= ceiro da palavra do Senhor. Joaõ de Santa Maria.Miguel no Arraial de S. como era obordar.255 [fº98vº] que suaveme movia aos ouvintes pª as reformas das suas vidas. e no mmo continuou nas Brottas pª aonde foi mudº. sempre o im= pregou: aexercicios honestos. sendo D. A mitra mais precioza. pª o que era buscado de mto lon= ge. que em breves dias lhe tirou a vida. Falecêo -194- 5 10 195 15 20 25 . q’ espirava. e assim pr esta e outras prendas.R. e outras mtas conveniencias q’ lhe faziaõ. Achando-se ja na ide de 40 as. naõ conseguindo as milhoras. e notes inteiras gastava em ouvir confições geraes. se dispoz como bom Catholico.Fr. O Centesimo nonagesimo quinto foi o Pe. com o seu custumado esperito na 3ª foi accometido de huma febre taõ forte. Quando contava 57 ans de ide. era estima= do da Pessoas mais auctorizadas desta terra. Nestes. Retorôlla veneravel imagem do Sto Christo do coro com aperfeiçaõ. dias. q’ tem a Sachristia hé toda a obra sua. filho de Pais honestos desta Cide. renun= ciando todas estas honras. pª onde se tinha retirado no mez de Marco 1753. Achava=se na Vª da Jacobina preg<u>ando humas tardes da quaresma. compunha discordias. e recolhendo-se a esta caza pª cuidar na sua saude. e bom Religiozo pª a sua ultima hora. e otempo que lhe restavaõ das suas obrigações. do q’ ti= nha sufficiente noticia adquirida pr sua curiozide. e 15 de Religiaõ adoecêo de huma hidropizia. que neste tempo havia. Foi muzico dos mais excellentes. M. e entaõ era pª que fosse Religiozo Vestio o habito de Monge.Servio a Religiaõ com as suas prendas. acceitou o offerecimto o Provincial.Pe. e ainda dos mesmos principais. q’ sevê. Ex Provincial Fr. que a governavaõ. Ignacio da Conceiçaõ. mas antes dizinganado q’ morria.Abe o N. Foi sepultado na Igreja de S. Reconcelhava inimigos.Anto. e pintar.

Pe. Elena.Pe.Provincial Fr.Pe. ecomo perfeito Religiozo. com promptidaõ. sendo D. e abundantes.256 [fº99rº] em 3 de Dezembro 1753. professo nesta caza. professo neste Mostrº. q’ era com mtos actos de contriçaõ suaveme espirou no mez de Agosto 1754.Me. recolhido ao Mostrº os Prelados se aproveitaraõ do seu prestimo pª administrar algumas fazendas. e Apostatas. pr que o mto sangue.R. como já sedice em outro lugar. sendo D. pr q’ logo q' se ordenou de sacerdote. q’ era o de Religiozo.Franco de S.Abe o N. Fr. Ao deps de ter servido este Mostrº. Ex Provincial/ Fr. e promptidaõ. os qs deixaraõ algu= mas terras a este Mostrº. natural da Praça de Monçaõ. professo nesse Mostrº. adoecêo de huma molestia. eno estado de Sacerdote. recebêo os ultimos Sacramtos com mta devoçaõ.M.M.Franco. veio morrer em Compª dos Religiozos com os Sacramtos da Igreja aos 13 de Abril 1755 sendo D. Sempre este Monge servio a Religiaõ com zelo. Manoel da Conceiçaõ. Ex Provincial Fr. nascido de Pais nobres. nesta Cide da Bª.M. governou a da Ilha grde no Rio de S. Antonio da Luz. O sentesimo nonagesimo septimo foi o Pe. o certaõ. Adoecendo de huma hidropizia. O Centesimo nonagesimo sexto foi o Pe.ta. no tempo de Corista.Fr. e a das Bar= reiras em Jaguaripe. e deligencia se Auzentou pª. Antonio da Luz.Pregador Fr.R. Ignacio de Santa Izabel.Abe o N.Abade o /N. q' veio a disgene= rar em huma tizica. naõ foi dilatada. Antonio da Luz.R. aon= de assistio vinte as no fim delles se recolhêo em virtude de hum per= daõ geral concedido aos fugetivos. Pouços annos logrou este Monge o estado q’ sempre dezejava. depais honestos. natural desta Cide da Bª. Ex. q’ lança va pla boca em poucos tempos o chegou ao ultimo ponto do seu dias. em ql quer -195- 196 5 10 197 15 20 198 25 . O centesimo nonagesimo oitavo foi o Pe.

em que foi accometido da molestia. d’ella veio amorrer forta= liscido com agraça dos Sacramentos em 26 de Abril. o elegeraõ Procurador de Geral da Provincia. Ao depois de passar nesta caza alguns annos de seu Coristado. e tomando posse do Mosteiro. sentindo huma novidade grande.R. tractou das dependencias da Religiaõ. que n’elle observavaõ para otal exercicio.257 [fº99vº] parte q’ se achava. nesta caza foi a sua maior assistencia. professo neste Mosteiro.P. e Theologia neste Mosteiro. correndo o tempo. os quais lhe asssitiraõ athe as 10 oras da mesma noite. comprindo perfeitame com as obrigações do seu lugar. e aplauzo. q’ ha= via annos lhe cauzava grandes molestias. que se lhe abrio em huma perna. O Centesimo nonagesimo nono foi o M. echamou pr dois Religio= zos. Antônio da Luz. foi manda<d>do estudar Filozofia no Rio de Janeiro.Definidor Fr. embarcou-se pª a quella terra. em todos os 3 annos. como se esperava do seu zelo. voltou pª esta caza a oc= cupar o imprego de Definidor. procedida de huma quebradura.Mano el do Nascimento. de 1756. no fim do seu Collegio foi nomiado pregador Urbano pla capacidade. No trienio seguinte sahio elleito em D.Abbade de Olin= da. Em huma noi= te plas oito oras sahio a confecar-se. Padecêo pr mtos annos grandes dores cauzadas de huma chaga /incu= ravel/. natural da Cidade de Lisbôa. Concluio o seu trienio em asseitaçaõ. como foi a torre e outras mais.Abade o Nosso Mto Rdo Pe. sendo D. e recolhido pª a Cella. em que veio provido. que lhe tirou a vida ao 15 de junho -196- 5 199 10 15 20 25 . trabalhou sem discanço. Naõ faltava aos actos da Communidade pª que tudo se fizesse com perfeiçaõ devida. Ex Provincial Fr. pª que a sua prezença adiantasse o serviço. fizeraõ-se obras importantes. e n’ella foi Pi= or alguns tempos. q’ elle assistia a toda a ho= ra.

em quanto teve forças para trabalhar. passados tres annos -197- 200 5 10 15 201 20 25 . Joaõ da Virgem Ma= ria natural do Reino. professo nesta caza. com q’ assistio a hum tizico. Nunca principiou trabalho sem que primeiro ou= visse Missa. sendo D. Ao de ps de professo. professo nesta caza.Abbade o Nosso Muito R. Foi para o Sertam da Bahia. O Ducentésimo primeiro foi o Pe. Pe. Embarcou-se para o Brazil em ordem adquirir alguma couza. deixando aquelles dizertos. com que honestamente passa-se a vida. veio para esta Cidade. pr que discobriraõ nel le bastantes indicios de virtude. e com muitas lagrimas. e nelle servio a este Mosteiro com agrado dos Religiozos. Fr. Antônio da Luz. preparado com agraça dos Sacramentos. pedio humildemente o habito no estado de Leigo.Belchior da Encarna= çaõ nascido de Pais honestos na Villa de Mirandela.258 [fº100rº] de 1756. e satisfizesse as obrigações de Religiozo. e buscando este Moseiro. e do grande cuidado. ja adiantado em idade. dizem que adquerira a mesma molestia. Ex Provincial Fr. foi attendida a sua petiçaõ. como verdadeiro Cato= lico aos 7 de Oitubro 1756. Era official de Sapateiro.Abade o Nosso Muito Rdo Pe. e semceridade. sendo D. porem como Deos o tinha para outro fim. Era muito ca= ritativo pª os infermos. ed’ella veio amorrer. aonde vivêo alguns annos. e actos de Contriçaõ. o mandaraõ governar as nossas fazendas no districto da Villa de mata queri. Jerônimo da Assumpçaõ. O Ducentesimo foi o irmaõ Donado Fr. Ex Provincial Fr.

e recolhêo-se a este Mosteiro. veio ao mosteiro. que dava. e alguma co[↑u]za. que adqueria. e pelo seu bom procedimento. e todo o seu impenho era que as su as ações se encaminhassem para a honra. pedio licença. Pe. seis mezes. e n’ella assistio muitos annos pela boa conta. sendo D. do que veio a morrer em 19 de Abril 1757. fugia de toda a estimaçaõ. e da Religiaõ. Ex provincial Fr. e serviço de Deos. voltou pª as ditas fazendas. pr ficar a Igreja em distancia de muitas leguas. -198- 5 10 15 . A sua vida era exemplar. e para os Escravos. occultamente destribuia pelos Pobres. Considerando-se já destetuido das forças necessarias pª a quelle trabalho. como qualquer Junior. e queixando-se da falta de Missa para elle. Frequen tava os Actos conventuaes. Jeronimo da Assumpçaõ. Ja com oitenta annos de idade. o mandaraõ ordenar de Sa cerdote. e quarenta de bom Religiozo foi accometido de hum estupor.Abbade o Nosso Muito R.259 [fº100vº] e quazi. Era amante da pobreza.

e pa satisfazer a tudo com promptidaõ. e dos Religiosos. as primras do dia era pª /ouvir Missa.Virissimo do Espirito Santo natural de Rendufe /Arcebispa do/ de Braga. de sorte q’ estavaõ promptos pª fi -199- 5 10 15 . sem desconsolar a nenhum: era prutamte adequeiro. e oito annos servio este Religioso a este Mostrº com ge ral satisfaçaõ dos Prelados. os mais delles no emprego de mordomo. aos pobres.260 [fº101rº] 202 O Ducentesimo segundo foi o Irmaõ Fr. e á horas. professo nesta Casa. porq’ evitando todas as superfluides. /Tinha/ grande credito emtre os homens abonados desta terra. sabia destribuir o patriminio com zêlo. e uti lidade da Religiaõ. prudencia. satisfaser as suas devoções. Trinta. tinha as horas repartidas. a q’ era obrigado pela sua profissaõ. satisfasendo a todos. e fidelide. naõ faltava com o necessario dos emfermos. á tempo. e re/ zas. aos escravos.

e 38 de habito. naõ é entre os Religiosos. foi-se lhe aumentando. humilde. e sua capacide. e de bom procedimto. q’ bastantemte o atormentava.261 [fº101vº] fiarem delle tudo o q’ quisesse. até q’ de todo opprimido com a violencia da <d>/S\ua suffocaçaõ perdeo a sua vida com setenta e nove170 annos de idade. a sua morte foi geralmte sentida. tudo merecia pela verdade. com q' os tratava. -200- 5 10 15 170 O nove está sob o carimbo do ARCHIVVM ARCHICCENOBII BRASILIENSIS BAHIAE que se estende das linhas 15 a 17. e dos Religiosos uma attençaõ mto dis tinta. Na carreira de tan tos annos naõ lhe faltaraõ occasioens de exer citar a sua paciencia. principalmte. e porisso sempre mereceo dos Pre lados. porem nem uma lhe pode alterar o animo. q’ todos conheciaõ o seo prestimo. Era obediente. .Padeceo por alguns annos um flato. e pela prom ptidaõ com que os satisfasia<õ>. mas ainda dos Seculares. pª q’ se mostrasse menos soffrido. nas occasioens de lúa.

e pela perfeiçaõ de seos costumes foi admettido ao estado de Monge.262 [fº102rº] capacidade. procurando com diligencia. professo neste Mostrº. servia a Religiaõ com grande gosto. R. q’ professara. q’ tinha de organista. Pelas prendas. Frequentava o côro com promptidaõ. q’ todas as funcções do Côro. Nesta Casa aonde foi maior a sua assistencia. e musico.Pregador Fr. e tudo mais q’ a Religiaõ determina.Abbe o N. e /pª/ ter os melhores Musicos sempre promptos pª. fasia com elles algumas despesas a custa do seo Peculio. por onde andou. Pelos Mostros. Francco de Sta Luzia nascido nesta Cidade de Pais honestos. O du</ode/>cente[↓simo] terceiro foi o Pe. decencia. Jeronimo da Ascençaõ.ao qual sempre viveo ajustado. M. e Mestre da Capella. e gravidade. e Igreja se fisessem com toda a perfeiçaõ. e cuidado. Faleceo aos de 1757. Sendo D. observandocom a cautella os vottos. e confessionario com caride. ExProval Fr. e tambem no pul-201- 203 5 10 15 20 . Pe. quando delles necessitava. servio mtos annos de Cantor mór.

de tal sorte se veio a agravar. porq’ saindo-lhe das q’ chamaõ carnal. Enchendo os annos de Corista.Abbe o N.. R. Jeronimo da Ascençaõ. ExProval Fr. foi accomettido de um repentinoaccidente. M. O Ducentesimo quarto foi o Padre Fr. do qual fasendo pouco caso. e oito annos sempre dentro do Mostrº. o privou da vida em 3 de 8brº vesporas do Patriarcha S. Pe. de qm era devotissimo. e diligente. quan do enchia sincoenta. Jeronimo da Ascençaõ -202- 5 10 204 15 20 . em uma parte do rôsto. professo neste Mostrº. ordenado Sacerdote. natural desta Cidade. q’ foi o instrumto q’ lhe tirou a vida aos 12 de Fevrº de 1759. comprin do com /as/ suas obrigações prompto.Francº. e seis annos de idade natural. de 1758 Sendo D.Abbe o N. M. ExProval Fr. Sendo D.263 [fº102vº] pulpito desempenhava a sua obrigaçaõ. q’ dando lhe tempo pª se absolver e ungir. pouco se aproveitou a Religiaõ do mto q’ podia faser. Antonio Manoel. Ao depois de ter servido à Religiaõ trinta. R. Pe.

O ducentesimo sexto foi o M. foi manda do pª o Rio de Janeiro estudar Philosophia. Abbe o N. recolheo-se a este Mostrº no qual acabou a vida com a graça dos Sacramtos aos 9 de Abril de 1759 tendo noventa annos de idade. aonde assis tio /perto/ de s</e\>icenta annos com edificaçaõ dos Seculares. por ser Religoso de vida exemplar.Pregor Fr. Na idade de 22 annos incompletos.R. e tinha quatro annos de habito.. e secenta e nove de habito.Felis da Piedade. O ducentesimo quinto foi o padre Fr. Destituido ja de todas as forças naturaes. e voltando pª esta Casa.264 [fº103rº] da Ascençaõ. M. Era D. Jeronimo da Ascençaõ. até q’ ordenado Sacerdote. natural da villa de Asurar Bispdo do Porto. o mandaraõ governar a fasenda do Unhatá. Ex. Pe. esmol[er]. e caritativo. R. assistio. no quarto mez do primro anno fez deixaçaõ do Collegio. profissou a vida Religiosa neste Mostrº.Proval Fr. e pertubado dossentidos. -203- 205 5 10 15 20 206 . no ql. e 24 de idade natural.Pe.

Bazilio das Neves natural da Cidade deArrifana de Sousa. Só cuidava em dispor-se como bom Catholico pª a tremenda viagem da morte. e assim o foi toda a sua vida. e servindo a Religiaõ. assim o mostrou.Abbe deste Mostrº o qual gover nou com paz. e satisfaçaõ dos seos Subditos. No seo triennio se fiseraõ algumas obras de utilidade. exemplar. vivendo no seo costumado reco lhimto. recolhido. de Pais virtuosos. e concluido elle recolheo-se a esta Casa.265 [fº103vº] Fr. no q’ promet tiaõ as suas forças. Professou nesta Casa. Como foi mandar forrar a Igreja. e necessarias. Teve o seo Collº no Mostrº do Rio. e deixando-se de tudo.. e outras mais q’ cons taõ do estado. disposto com a graças dos Sacramtos deixou este Mundo -205- 5 10 15 20 . e lhe davaõ lugar as su as molestias. atéq’ chegando a sua ultima hora. Acabou o seo lugar recolhen do-se na sua cella. Attendido o seu prestimo o elegeraõ em D.. e observte. e logo nos seos principios mostrou q’ havia de ser Religoso.

Pe.Proval Fr. Fr. no Mostrº de Perna[↑m] buco.Abbe o N. M. R.266 [fº104rº] Mundo aos 12 de Junho de 1759 qdo enchia oitenta e quatro annos de ide. O ducentesimo septimo foi o Irmaõ Donado Fr. eprompto em servir. e 66 de Religiaõ Sendo D. Era Religioso obediente. no ql teve alguns annos de Corista. Teve o seo collº. natural da Cidade do Porto. e antes de se acabar de ungir espirou-no dia decimo de 7brº de 1759 Sendo D. por viatico com grande devoçaõ. satisfasendo as suas obrigações com promptidaõ. Ex.Pregor Fr. Jeronimo da Ascençaõ.Naõ se utilisou por mto tempo a Religiaõ do seo prestimo. natural desta Cidade professo neste Mostrº.Constantino. porq’ morreo tizico com cinco annos incompletos de habito. e diligencia. Pe. R. Jeronimo da Ascençaõ.Abbe o N. no que lhe mandava. e feito Pregador pouco exercicio teve deste emprego pelos seos-205- 5 207 10 15 208 20 . confessou-se e recebeo o N. professo neste Mosteiro. M. O Ducentesimo oitavo [foi] o Pe.Ignacio da Encarnaçaõ.

Passados mtos annos veio morrer neste Mostrº. q’ lhe pertenciaõ.Pe. preparado com os sacra mtos da Igreja.Me. professo neste Mostrº. e suas molestias. e credito da Religiaõ. Na Graça estudou Filosophia. no Rio de Janeiro teve a sua Theolgoia.. José de Santa Rosa natural171 natural de Joaõ da Foz digo de Foz de Pais honestos.Fr. no anno de 1760 Sendo D. Jeronimo da Ascençaõ.Abbe o N. e dotado de um entendimto. M. sendo conventual da Graça. no fim do seocollº o elegeraõ Passte por ordem do Rmo. claro. ExProval Fr. Passados annos veio eleito em D. Lêo Theologia com aceitaçaõ.R.Abbe do Mostrº da Parahiba. q’ nunca mais se lembrassem delle -206- 5 209 10 15 20 171 A palavra <natural> está sublinhada e entre parênteses (APFL).267 [fº104vº] seos trabalhos. e da sua pessôa. porq’ era estudioso. . nelle teve o seo Coristado dando uma prompta satisfaçaõ as suas obrigações. R. O Duentesimo nono foi o M. tomou posse do lugar. e governou com acerto. desenganando aos Rmos Geraes. e com assistencia dos Religiosos. Pe.

Assistio mtos annos nesta Casa. Bento da Graça. e professo neste Mostrº da mma Cide. frequentava os actos convertuaes.. q’ dahi havia de resultar. servindo a no q’ lhe mandavaõ. Ex Proval Fr. observante. e elle mto satisfeito teve uma vida dilatada e livre dos trabalhos. em qto teve forças pª a faser. Foi admettido ao Collegio no Mostrº do Rio.268 [fº105rº] delle para emprego da Religiaõ. Abbe o N. q’ lhe restava das obrigações religiosas. assim o fiseraõ. occupando todo tempo. aonde debaixo -207- 5 10 15 210 20 . em qto pode subir as escadas do Coro.Pe.Me . em exer cicos conducentes pª /o seu/ adiantamto. e oitenta.R. e amigo da paz. natural da Cidade de Olinda. O Ducentesimo decimo foi o M.Snrª.Fr. eas missas de N. Jeronimo da Ascençaõ. em 2 de Maio de 1761. era mto recolhido. M. Faleceo fortificado com a graça dos Sacramtos. R. Logo de seo ingresso da Religiaõ fechou as portas a occiosidade. e seis de idade Sendo D. e a comopletas nunca faltava. Pe. tendo 70 annos deReligiaõ.

Fez actos de Passante. e nesta se doutorou. O til sobre o <s>. q’ estudava. como Prelado. esperava a sua diligencia. e penetraçaõ das materias. No trienio immediato veio nomeado Comprº.Abbe do Mostrº. e no seguinte deo Theologia com grande applauso. q’ trabalharaõ no adiantamto. achando de visita neste Mosteiro. houve depois uma ligação a lápis. sendo uns dos Prelados. Mandou faser a torre da Igreja. e q’ em poucos meses se vio perfeita. q’ havia tantos annos. respeito. e publicas. q’ enchia o seo lugar. o que é frequente nesse scriptor. como na boa intelligencia. tanto nas conclusões particulares.Paulo. mostrou a capacidade. e pª q’ a Religiaõ se utilisasse do seo concedido prestimo por mtos. e Secretario do Rmo Provincial. q’ defendia. . Governou com zêlo. e acabada a obra. de S. q’ tinha pª as lettras. caminhos veio eleito em D. e temporal da 172quella casa. agravando-se lhe uma molestia -208- 5 10 15 20 172 173 A palavra estava grafada assim: “da quella”. porq’ todos o attendiaõ.269 [fº105vº] debaixo de disciplina de um /grande/ Mestre. e credito. applicando com tanto calor a execuções de suas disposiçõens173. espiritual.

Bernardino de S. q’ ao depois mudou em Fr.Pregador Fr. de mta. O Ducentesimo undecimo foi o M.Pe. a Religiaõ. José de Sta Thereza. Miguel. Pregor Fr. /q’/ se lhe fasia.270 [fº106rº] molestia /antiga/. aonde acreditou a sua pessôa. q’ tinha sido creado pª.Miguel. foi algumas veses ao Certaõ com licença dos Prelados. e sempre estava prompto pª. aos 14 de Julho de 1761. Bernardino. qualquer duvida. Foi Religioso de exemplar procedimto. </q’\> padecia. e o seo habito. e ceremonias da Religiaõ. desfaser. R. Era D. quando a Religiaõ principiava a colher os fructos mais sazonados do seo conhecido prestimo. e com a graça dos Sacramtos. della veio a morrer disposto com mtos actos de Catholico. natural desta Cidade de Pais honestos. No seo noviciado mostrou. maduresa. porq’ era humilde. cuidou em adquerir uma completa noticia ahi. obediente. Duas veses occupou o lugar de Prior nesta casa com adi-210- 5 211 10 15 20 . e cuidadoso. vestio o habito Monachal neste Mostrº com o nome de Fr.Abbe o M. e zêlo. Pe.R.

de Perna[m]buco com grande fortuna da quella Casa. Pe. e Religioso. Pregor.Antonio de S. R. porq’ elle. pª. José de Sta Thereza. Passados bastantes annos em religiosos exercicios. e na capella de Montecerrate com zelo.R.271 [fº106vº] adiantamto da observancia regula/r. aqual servio no Engenho da Praia.Pe. e disvello. Naõ desme-210- 5 10 15 212 20 . Fr. em q’ se achava com dividas antigas. cuidando com grande disvello. Attendido o seo merecimto o proveraõ em Abbe. No fim de seo trienio se recolheo a esta Casa./ e zelo da Religiaõ. ella se dispoz como bom Catholico. em q’ todas ás funções. e o seo antecessor se empenharaõ em aliviar aquelle Mosteiro da oppressaõ. Sendo D. No Rio de Janeiro foi Sacristaõ mór.Pregor Fr.Bento natural da Cidade do Porto. q’ lhe pertenciaõ. professo nesta Casa. se fisesse com mta decencia e gravidade. vendo q’ se avisinhava asua hora. O Ducentesimo duo decimo foi o M. Faleceo em 22 de Outu/bro de/ 1761.Abbe o M.

das Brottas. e o Confessionario com diligencia. e fasia o q’ lhe mandavaõ com zelo. O resto da vida passou nesta Casa com exemplo.Caetano com grande utilidade do Mostrº. de Sto Antonio natural des<†>/ta\174 Cidade. O Ducentesimo [↑decimo] /terceiro/ foi o Pe. professo neste Mosteiro Deixadas todas as honras. e pelo desejo q’ tinha de fazer as suas obrigações com perfeiçaõ. e requesas mun -211- 5 10 15 213 20 174 APFT . edesembaraçado pª servir a Religiaõ. pregava com satisfaçaõ.Fr. Abbe. e edificaçaõ. R.Benedicto. Foi Procurador geral. Pe.. e diligencia. e Comprº. e nobre. governou o Engenho de S. Padeceo por bastantes tempos uma molestia trabalhosa. de geraçaõ esclarecida. e caridade.272 [fº107rº] desmereceo este Religioso ser admettido a profissaõ por ser diligente. José de Sta Thereza. como se esperava da sua capacide. Frequentava o Coro. Pregor Fr. da qual veio acabar a vida dis posto como perfeito Religioso em 2 de Março de 17<5>/6\2 Sendo D.Abbe o M. satisfez a estes empregos.

Francº. e sceptros pª a vestirem. e perdaõ aos homens. e neste Mostrº. p<r>atrocinando com o seo respeito a todos. os q’ buscavaõ ao seo amparo. José de Sta Theresa. e natural/mte/ compadecido dos necessitados. Pe. pedindo com mtas. mtas ve ses buscada<s> pelos Emperadores. disposto com mtos. Era Religioso humilde. e da bôa -212- 5 10 15 214 20 . nascido nesta Cidade de Pais honestos. Xavier de Sta Maria. Pregor Fr. Pregor Fr. e grandes de terra. actos de Catholico. Reis. vestio a Cogula Benedictina. lagrimas misericordia a Deos. Assistio por mais annos administrando uma fasenda sua com licença da Religiaõ.273 [fº107vº] mundanas. No seo noviciado procedeo como se esperava dos seos bons costumes. e Religioso. acabou a sua vida. R. Foi Conventual das Brottas. caritativo. aos 27 de Fevrº.Abbe o M. O Ducentesimo quatorze foi o Pe. professo neste Mosteiro. de 1763 Sendo D. de quem sabemos haverem renunciado coroas.

e obediente. naõ se enganaraõ por q’ sendo bons os seos principios. promptidaõ. O Ducentesimo [↑decimo] quinto foi o Pe. Faleceo com a graça /dos/ Sacramtos. em qualquer Mostrº. com zelo. Pregor Fr.modestia. e compostura. em tudo exemplar. q’ constituem um Orador completo. se[r]vio sempre a Religiaõ. q’ promettia a sua capacidade. pª as quaes tinha capacidade indubitavel. e diligencia. Collegia<†> /l\ -213- 5 10 15 20 215 . por ser dotado das prendas. /e/ supposto q’ pela sua humildade naõ seguis se as cadeiras. /c/om q’ fora creado. professou com geral aceitaçaõ dos Religiosos. q’ observaraõ a/s/ esperanças. foraõ melhores os seos progressos. No confes /sionário/ era prudente. aos 3 de Julho de 176<2>/3\. e de todos [os] <ap>predicados.274 [fº108rº] boa educaçaõ. Foi Religioso humilde. José de Sta Thereza. R. e pª todos /os/ actos da Religiaõ sempre foi o mais prompto. /Abbe/ o M. e caritativo. no pulpito conseguio o nome de bom Pregor. em q’ se achava. e diligente.= naturaes. Sendo D. e moraes. Pe.

Era Religioso expedito. e de prestimo pª servir a Religiaõ em qualquer emprego. e nove de Religiaõ.275 [fº108vº] Collegia<r>/l\ Fr. ordenou se de /Sacer/dote. aonde mostrou capacidade indubitavel pª exercicios litterarios.Abbe o M. professo nesta Casa. della veio a morrer ao depois de recebidos os Santos Sacramtos. actos de Catholico. porem adiantando-se a molestia. contando vinte e seis annos de idade. professo neste Mostrº. Teve o seo Collº. 216 O Ducentesimo [↑decimo] sexto foi o Pe. de Pais virtuosos. celebrava com mta. e diligente. nascido nesta Cidade. Ignacio de Sta Anna. devoçaõ. em 4 de Agosto de 1764. neste Mostrº. já com principio de sua (f) /t\isica. os quaes naõ seguio tam -214- 5 10 15 20 . Franco da Natividade natural desta Cidade. com mtos. Era D. Fr. Pregor Jubº. Era Religioso obediente. e temente a Dos e como tal compria perfeitamte com as suas obrigações. de Pais honestos. Pe. e piedade. Fillippe da Nativide. R. humilde.Pregor Fr.

q’ se offereceraõ. e outros empre gos servio aquella casa com zelo. disposto com a graça dos Sacramtos. e lagrimas de penitente. Foi nomeado Pregador Urbº. e /esses/ poucos annos. R.)] O Ducentesimo decimo septimo foi o Irmaõ Donado Fr.276 [fº109rº] tanto pelas molestias. e cuidado. q’ tambem naõ continuou pelas suas queixas. e as sistencias176 dos Religiosos em 7 do mes de Julho de 1765. q’ padecia.Abbe o M. e Eucharistia. e voltando pª esta Casa nella veio a morrer preparado com a graça dosSacramtos da penitencia. e com o seo officio. q’ viveo depois de Religioso. e naquelle Mosteiro foi Prior. taõ bem assistio algum tempo na Graça. -215- 5 10 217 15 20 175 176 APFL APFT Silva Nigra ligou a lápis o <as> ao <sistencia>.Francº da Sta Rita nascido nesta Cide Conventual do Mostrº da Graça. Filippe da Natividade.. e arrependido.Abbe o M. neste Mostrº. . Era official de carpintº. como por alguns embaraços. q’ recebeo porviatico com mtos actos de contriçaõ. Sendo D. Pe. Sendo D. foi por Conventual das Brottas. 175[→ (Este precedeu o precedente na morte. Faleceo aos dezenove de Julho de 1764.. veio morrer. Pregor Jubilado Fr.

Franco. e dahi pª o Mostrº de Tibaens177. Escolastica natural da vesinhança da Cidade do Porto. Pe. e corria por sua conta. o q’ estava a seo cargo. donde era conventual. Nos annos de Corista. e alguns tempos ao depois de Sacerdote. P. q’ houveraõ a respeito da posse do Prelado desta Casa. Foi mandado pela obediência administrar a nossa fasenda de gado no rio de S. Ma-216- 10 15 20 219 177 O traço de nasalidade encontra-se sobre o <s>.Abbe desta casa. Fi/li/ppe da Nativide. foi Sacristaõ menor. removido pª. R. Pregor Jubilado Fr. . professo nesta Casa. Pregor Jubilado Fr. tratando com mta limpesa.277 [fº109vº] M.Adrianno de Sta. e cuidado. o Mostrº. e asseio tudo. até q’ pór duvidas. Lisboa. o M. foi remettido pª. R. O Ducentesimo decimo nono foi o Pe. <a>onde assistio dezoito annos.. Sendo D.Fr. compria com as obrigações com diligencia. /enelle/ faleceo aos 18 de Agosto de 1765. Filippe da Natividade.Fr. 218 5 O Ducentesimo decimo oictavo foi o Pe.

aos 2 de 7brº de 1765. fasendo as /suas/ obrigações na forma q’ podia. Filippe da Natividade.Fr.278 [fº110rº] Manoel de S. Ao depois de Sacerdote. e voltando pª sua Provincia.Pe. Ao depois q’ desempanhou o nome de bom corista com o seo procedimto. ordenar-se de Sa cerdote em Buenos Ayres. com oitenta annos. Pe. e alguns meses de idade.Bernardo natural da Cidade do Porto.Abbe o M. assistio em alguns Mosteiros della. digo pelos Prelados. restituido ao Mostrº continuou 178 5 10 220 15 20 -217- 178 Foi irmão do Revmo. e sessenta incompletos de Religiaõ. Antonio da Assumpção 156. pg. nascido na Ci dade do Porto.Bernardo da Encarnaçaõ. Pregor Jubilado Fr. junto com outros Religiosos.Pregor Fr. foi mandado pelos Padres. foi ao Reino. professo neste Mostrº. de Paes nobres.160 (APFT) .Abbe. e pela promptidaõ com q’ satisfasia as suas obrigações.R. professo no Mostrº do Rio de Janeiro. Era D. O Ducentesimo vigesimo foi o M. A sua maior assistencia foi nesta Casa. R. e nella morreo preparado com os Sacramtos da Igreja.

279 [fº110vº] continuou o seo collº. com doutrinas moraes. Algumas veses sahio apregar missaõ pelas visinhanças. mas tam bem as de Pais. junto com outro Monge. mais incultas do Rio de Janeiro. escusou-se de faser actos de Passante. e conducentes pª. com os seos fregueses. neste emprego mostrou a sua grande caridade pª. Vigario da Freguisia da Conceiçaõ no districto da Villa de S. O Exmº. o bem das almas. pregava com acceitaçaõ. fasendo mta ismolla aos -218- 5 10 15 20 . o exercicio da predica. dos ouvintes. e reformas de costumes. porq’ a sua inclinaçaõ o chamava pª. e com bastante intelligencia. concluindo seos sermões. o approveitamto. e percepçaõ das materias q’ estudava. aonde as suas doutrinas eraõ ouvidas com mta attençaõ. Bispo do Rio de Janeiro informado de seo zelo pª. o nomeou.Vicente. porq’ na/õ s/ó exercitava as obrigações de Parach/o/ Vigilante na administraçaõ dos Sacramtos.

Attendidos estes predicados. do Mostrº. o elegeraõ D. da observancia regular.e /edificando/ a todos com o seo exemplo. Portugal. da Parahiba. na sua retirada pª. patrocinando aos desvalidos. e sem duvida com grande accerto. e culto divino. q’ se offereceraõ a respeito da sua Presidencia.Me. a custa de mui-219- 5 10 15 20 . esta. q’ foi o quadragesimo quarto falecido neste Mostrº. Pe. José de Jesús Maria. q’ o fasiaõ digno<s> de honrosos empregos. /em/ q’ tinha ficado o primro Cronista o M. q’ faleceraõ nesta Casa. e ao depois de Olinda. Tambem foi alguns tempos Presidente deste Mostrº. choraraõ todos por muitos tempos a sua ausencia. Paulo do Espirito Santo.R. seretirou pª. e com o seo recto procedimto. Provincia o nomearaõ Chronista mór. sendo este o /nu/ mero. q’ continuou em escrever as vidas dos Monges. nestes lugares mostrou um grande cuidado da honra de Ds. porq’ foi o segundo.Fr. e na volta pª. porem por algumas duvidas. Abbe. principiando pela vida de Fr.280 [fº111rº] aos necessitados. ele chegou até o numero de duzentos. e por esta rasaõ. e desazete. o Mosteiro. e / doutiabidade / natural.

e outros dias do anno. porq’ occupava grande parte do tempo em comprir com as obrigações necessarias do seo estado. tanto deste. commo de outros Mostros. Era D. e nobres exercicios o achou a infermide.M. aos 17 de Julho de 1766. annosnesta fadiga. aqual naõ faltava.Abbe o M. O Ducentesimo vigesimo primrº foi o N. natural de S. lucrar as indulgencias.Ex.car todos os meios pª. contanto mais de oitenta annos de idade. q’ a Igreja concede aos fieis pela <G>/Q\uaresma. Proval Fr. R. e satisfaser as suas particulares devoções. Antonio da Luz. outras pela incançavel applicaçaõ a leitura de mtos.Jeronimo da Ascençaõ. humas adqueridas por traduçaõ. occupado nestes religiosos. como era appli. Passou mtos.Proval Fr. e mto disvello em des cobrir noticias antigas.Joaõ da Foz professo neste Mostrº. disposto com a graça dos Sacramtos.Pe. Logo -220- 5 10 15 221 20 . Pe.281 [fº111vº] muito trabalho. da Provincia. q’ o privou da vida. R. e mais de sessenta de religiaõ. livros velhos e papaeis antigos.

mas para q’ naõ estivessem sem exercicio o seo -221- 5 10 15 20 . pedia lugares maiores. naquelle Mostrº. q’ tinha pª. ecuidado. naõ dispensando o castigo. E como seo merecimto. e prestimo. sendo este trabalhoso pelas distancias dos Mostros. aonde achava culpas. expirimentaraõ os Subditos a grandesa do seo animo. em q’ exercitava as obirgações de Corista. e zelo do patrimonio da Religiaõ. contentamto dos Religiosos. deste emprego passou ao lugar de Compr. foi visitar os mais remotos. com q’ se achava o Rmo Proval desse tempo. q’ nelle apparecem. q’ as obras mais avultadas. exerceo por tres annos o emprego de Mordorno nesta Casa com satisfaçaõ dos Prelados. se deve a sua deligencia.Abbe das Brottas. sendo nomeado Pregador. veio eleito em D. pelo impidi/ mto/ de uma molestia. e os estranhos hoje os he feito de sua caridade. Passado o tempo de seo Collº. Descançou algum tempo. servir a Religiaõ. mostrou a capacidade.282 [fº112rº] Logo nos annos seguintes depois da sua profissaõ. naquelle hospicio trabalhou com tanto disvello. Fez as suas visitas com mta paz. Certificados os Prelados Superiores da sua capacidade e elegeraõ Presidente de Sorocaba.

fez outras obras importantes. q’ felicides no seo progresso. qdo assim o pedia a necessidade de seo patroci<n>nio.283 [fº112vº] seo prestimo. já senaõ esperava mais. como pelo reconcavo. das quaes se dará noticia no 2º Cathalogo dos Prelados desta casa. O seo principal intento era o culto divino e a observancia Monastica. e tambem dos Seculares. com q’ principiou o seo governo. e pessoas grandes desta Cidade. favorecerem a Religiaõ. foi esta eleiçaõ ouvida com grande gosto dos Religiosos. e outros o julgavaõ dignos de cousas grandes. tomou posse do lugar. o elegeo a Junta Geral em D.Abbe desta Ca sa. mereceo uma attençaõ mta. porq’ o seo trienio foiplausivel. porq’ sabia obsequiar a todos sem exceder os limites da profissaõ religiosa. Concluido felizmte o seo triennio -222- 5 10 15 20 . e pelas <as> <cer> /acer\tadas disposições. pª. e por este motivo sempre os achou promptos pª. as quaes ajuntou avultadas esmollas tanto dentro da Cidade. Deu principio as obras da Capella mór. pª o q’ escolheo um Prior. capaz de corresponder a sua pertençaõ e conseguio o q’ desejava. e vesinhanças della<s>. porq’ uns. distincta dos ministros.

e no seginte o elegeraõ segunda vez em D. ainda qdo por descuido. e temporal do Mostrº. e supposto q’ as suas forças. nas sua visitas. tomou posse.Abbe desta Casa. Assistia aos actos da Religiaõ. e variedades das cousas terrenas. q’ lhe davaõ lugar as suas molestias. satisfeito. era a perfeiçao do culto divino. ja naõ eraõ pª. do Montecerrate a discançar das continuas fadigas a tantos annos. deraõ um triennio pª.S. acabou o seo triennio. a todos visitou a custa do mto. a paz. a Capella de N. e estatutos da Religiaõ. da Provincia experimentassem os effeitos das suas acertadas determinações. mas elle naõ se escusava. sempre trasia diante dos olhos o adiantamto espiritual. No fim do seo governo se retirou pª. de nenhum. e a boa ceremonia entre os Religiosos. discançar. considerando nas inconstancias. a perfeita observancia das leis. dos q’ o serviaõ ex -223- . qdo assim o recomendava a utilidade da Reli giaõ. o q’ mais lhe interessava.284 [fº113rº] 5 10 15 20 triennio foi elevado ao lugar de Proval. para q’ todos osMostros. q’ pª. e na sua cella se empregava em virtuosos exercicios. trabalho. tanto pêso. vivia mto. e ficou nesta Casa a esperar a morte. estimulo do seo preparo sempre trasia diante dos olhos.

preparado com a graça dos Sacramtos e com mtos actos de Religioso. Ex Proval Fr. e assim sempre servia a Religiaõ. q’ foraõ o verdugo de sua vida. Achando no districto do Paracatú pª. Era religioso diligente. Já de idade avança da.Abbe o M. a no-224- 5 10 15 20 . Jozé de S. pagou o tributo de nascido aos 17 de Julho de 1766.285 [fº113vº] experimentava alguma falta. e capases de assistirem os Religiosos. oCertaõ a faser suas cobras.Fr. foi acommetido de umas sezões malignas.Francº. na qual fez umas casas boas. executar esta diligencia. Neste Mostrº. avisado por uma molestia de q’ estavaõ comple tos seos dias. de nosso grande Bemfeitor Franco Barcell/ar/ corria por conta desta Casa. Recolhendo-se ao Convento foi mandado pª. administrou por alguns annos a fasenda da Ilha grande no Rio de S.Pe. aqual por falecimto. a /tes*/tamen[↑z]taria pertencentes. Sendo D. Bento natural de Landim. Jeronimo da Ascençaõ. e desimbaraçado. professo no Mosteiro de Pernabuco. e agrado dos Prelados.R. emqualquer parte q’ se achava com satisfaçaõ. Chegou a este Mostr°. 222 – O Ducentesimo vigesimo segundo foi o Pe. q’ até esse tempo as naõ tinha sufficientes.

mudado pª.286 [fº114rº] noticia de sua morte no mez de Julho de 1766. Sendo D. este Mosteiro.Pregor Fr.tambem applicou todas as forças pª. o de Procurador das casas. -225- 10 15 20 . o Collº. de Tibaens em 9 de Agosto de 1768. 5 223 – O Ducentesimo vigesimo terceiro foi o M.M. no triennio seguinte veio provido na Abbadia desta Casa. do Rio de Janeiro.R. e passados alguns annos. foi remettido pª. Jeronimo da Ascençaõ.Abbe. donde era Conventual. q’ exerceo por mais annos com promptidaõ. q’ houveraõ arespeito da posse do seo Sucessor.Abbe o M.Pe. José de Sta.Pe.Pe. o Reino. principalmte.R. e fidelidade.R. Theresa nascido em Lordello junto ao Porto. Jeronimo da Ascençaõ. o augmento temporal do Mostrº. occupaçaõ com o seo costumado zêlo. e no fim delle occupou alguns empregos com satisfaçaõ. delligencia. desta Casa. encheo os dias no Mostrº. cuidando com disvello no adiantamto da observancia regular. e culto divino. Sendo D. servio na mma. Foi mandado pª. Fr. o N. professo nesta casa. no fim delle por certas contendas. no tempo do seo governo. Ex Proval Fr.

Pe. Joaõ de Sto Antonio. Ao depois q’ encheo os annos de Corista. e cuidado. Administrou por mais annos a nossa fasenda doRio vermelho com edificaçaõ dos moradores das quellas partes. e no Mostrº. e mais actos religiosos com diligencia. voltando pª. nascido nesta Cidade.Fr. e por duvidas. foi estudar. comprindo perfeitamte com as suas obrigações. Pregor. frequentava o Coro. Achava-se já adiantado em annos. e Theologia em nosso collegio de Olinda.R. q’ se exercitaraõ a respeito da posse de um Prelado eleito desta Casa. natural da -226- .M.287 [fº114vº] 5 10 15 20 224 – O Ducentesimo vigesimo quarto foi o Pe. e utilidade do Mostrº. Sendo D. Filosophia. promptidaõ satisfasia ao exercicio de Colleg[↑i]al. de Pais honestos. aonde com a mma. Jeronimo da Ascençaõ.Pe. mas antes com adiantamto della. professo neste Mostrº. Ex Proval Fr.Fr. foi remettido a[o] Reino.R. Foi Prior desta Casa sem dimimuiçaõ da observancia re ligiosa. esta Ca sa com licença dos Prelados.Abbe o N. 225 – O Ducentesimo vigesimo quinto foi o M. de Titaens acabou a sua perigrinaçaõ em 23 de Outubro de 1768.Miguel da Conceiçaõ.

do q’ outra q’ padecia. Todo tempo q’ viveo este Monge. no pulpito pregando. achava-se neste Mostrº. servio-a no Côrocom a parte. e ternura. Definor. Sacramtos. nas fasendas governando com zêlo. a ultima hora. em todos estes lugares deo a satisfaçaõ q’ se esperava de seo zêlo. Mestre de Noviços. a servir. porq’ era Religioso observante. Abbe. deixando<s> aos Monges sentidos. e zeloso. e com a graça dos Stos. conhecendo q’ o perigo era mortal. Abbe.288 [fº115rº] da Cidade do Porto. e fidelidade. principalmte. qualquer emprego. q' tinha de Musico bem instruido. com satisfaçaõ. Informados os Prelados Superiores da sua capacidade pª. della se approveitaraõ pª. de Pernâbuco. porq’ nunca soube offende-los. do Rio de Janeiro. se utilisou a Religiaõ doprestimo q’ tinha pa. com mto<s> actos de contriçaõ. cuidou em se dispor pª. da Graça.e Comprº. e da sua perfeita observancia. professo neste Mostrº. e applauso. no dia seguinte espirou. o exercicio de muitos. Foi Abbe. no canto chaõ. Procurador Geral da Província. desenteressado. no Rio -227- 5 10 15 20 . quando vendo se acommettido de uma molestia maior. q’ recebeo com mta devoçaõ.

Ex Proval Fr.Pe. Sendo D. Faleceo em 7 de Novembro de 1768.289 [fº115vº] 5 Rio de Janeiro foi geralmte. Abbe o N. -228- .R. Jeronimo da Ascençaõ. sentida a sua morte. daquelle Mosteiro. por estar já eleito Abbe.M.

o mandaraõ para o Convento das Brottas.Fr. Nesta Casa assestio o ms. de S.Abbe o N. no qual ainda viveo alguns annos.R.Jozé nascido na Villa de Maragogipe de Pais honestos. Foi conventual em varios Mostros. Ex Proval Fr. Ex Proval Fr.Abbe o N. professo neste Mostrº. pr algumas duvidas. em 6 de Abril de 1769. em todos elles sirvio a Religiaõ até onde chegava a sua possibilidade.M. da Provincia. Ao deps. porém vencendo a molestia a todos. frequentando o Choro.R.Pe.Joaõ Damasceno Pregor. Sendo D. e os ms actos da Religiaõ com promptidaõ. della veio a mor rer. veio para este Mostrº. fortalecido com a graça do Sacramtos. Je ronimo da Ascençaõ.Pe. Ao depois de sexagenario. buscou este Mostrº pª lhe appli car os remedios convenientes. e mta felicidade.Andre do Espirito Sto natural d’esta Cidade. 227 – O Ducentesimo vigesimo septimo foi o Irmaõ Donado Fr.290 [fº116rº] 226 – O Ducentesimo vigesimo sexto foi o Pe. porém a-229- 5 10 15 20 25 . de 1769 sendo D.Fr. mto zelo. ao de pois de ter servido aquella caza com mto trabalho. vendo-se accommettido de uma enfermidade grave. que pade cia. por espaço de mtos annos. de completo o seu anno de noviciado se demorou a sua profissaõ. que se offereceraõ.M. Jeronimo da Ascençaõ. em 3 de Fevrº. de tempo. della acabou a vida preparado com a graça dos Sacramtos. Bartolome<u>/o\ de Jesus conventual do Mostrº das Brottas. e diligencia. porém naõ conseguindo melhoras. 228 – O Ducentesimo vigesimo oictavo foi o P. a buscar alguns remedios para uma molestia.

R. Jeronimo da Ascençaõ. acabou a vida naqlas.Mto. a vi da Religiosa com aqle gosto qr desejava. Sempre assestio nes te Mostrº. Sendo D. porque dentro de poucos ans. professou neste Mostrº.291 [fº116vº] veriguando-se. da Villa do Penedo com a caridade custumada d’aqles Religiosos. e satisfaçaõ.Francº. Faleceo em 20 de Abril de 1769. Carregado de ans. porém pouco tempo se utilisou o Mostrº do seu disvello. Balha zar de S.Bento nascido na Provincia de Transmontes pro fesso nesta caza. a entregar-se de todo aos exercicios espirituaes nesta vida passou alguns ans. e recto procedimento. Teve o seu Collegio nes ta caza. emprego foi mandado pela obdiencia a governar a fazen da da Ilha grande no Rio S. porq’ nelle observaraõ a capaci dade que o fasia merecedor d’este officio. Como era Religioso de Prestimo pª ql qr. Francº. foi attendida a sua petiçaõ. 229 – O Ducentesimo vigesimo nono foi o Irmaõ Donado Fr. ao qual servio mtos annos em ambos os engenhos e outras fasendas da Religiaõ.Abbe o N. Ex Provinal Fr. Foi enterrado no convento de S.Pe. a naõ desmerecia. trabalhando de dia e denoi ti. e no fim delle exercêo a occupaçaõ de mordomo com zello. partes. Movido da sua vocaçaõ pedio o habito de Monge no humilde estado de Leigo. naõ deixando de satisfaser as obrigaçoens do seo es tado pr ms cançado que estivesse. quando assim o recomendava a necessidade do tra balho. ja adiantado em ans. até que chegasse o termo -230- 5 10 15 20 25 . ms antes se fasia digno d’ella plos seus bons custumes. e detistuido de forças para a vida laboriosa recolheo se ao Mostrº.

O.292 [fº117rº] de seus dias. que fasia aos que della necessitavaõ. de Alibres Bis pado do Porto professo nesta casa. Bar tholomeo dos Martires nascido na Provª.. aql. Pregor Fr. tratava com toda cari<di>dade os escra vos na saude. e a observancia regu lar. e antes de acabar o seu triênio o elegeraõ D.Abbe da Paraiba. 230 – O Ducentegimo trigesimo foi o M. e edificou de tal sorte. Abbe de Pernam buco. Quando ultimamente oc= cupava o lugar de <de>/De\ <t>/f\inidor. e amigo da Paz. veio a declarar-se em uma poplexia -231- 5 10 15 20 25 179 APFL . os visi nhos com o seu recto procedimento.R. e utilidade da caza. e exemplo dos Religiosos foi accomettido de uma molestia. que todos lamentaraõ na sua ausencia a sua retirada. Bartholomeo dos Martires. faleceo com os Stos Sacramentos da Igreja assesti do dos Religiosos em 15 de de Desembrº de 1769 Tendo de idade 8/9*/ ans e cincoenta incompletos de Religiaõ Salvo erro Era D.Pe. Mostrº. Todos os seus governos foraõ acertados.Pregor Fr. e com as esmolas. Abbe d’este Mostrº. frequentando os actos conven tuaes com a desisaõ. e aplausiveis. e na doença. porq’ zela va com todas as forças a honra de Ds. foi Procurador geral.R. em huma eleiçaõ entermedia. e de conhecido prestimo para o serviço da Religiaõ. Foi Prior no Mostrº do Rio. ao deps.Abbe o M. encheo o seu lugar com aplauso. teve o seu Collegio no Rio de Janrº. Era Religiozo observan te recolhido. e o patrimonio dos Mostros. e con cluido elle admnistrou pr mtos annos o Engenho da Ilha perte179[n] cente ao mmo.

Pregor Jubº Fr. e lagrimas de contriçaõ o privou da vida em 26 de Janrº.Caetano.Pe.293 [fº117vº] que dando-lhe lugar para se dispor com a graça do180[s] Sacra mentos. no mmo. e aos seus subditos. Sendo D. Prior. Joaõ de Sta Maria nascido na corte-de-Lxa. de Paes virtuosos professo neste Mostrº pela molestia obdiencia promptidaõ com que no seu noviciado executava as suas obrigaçoens logo nelle desc<r>ubriraõ os Religiosos <uma> uma capacidade indu bitavel para a vida de Monge. e sendo ao mmo. satisfes a este emprego como se esperava da sua perffeita observancia. o elegeraõ primeiramte em Abbe do Mostrº.Abbe o M. e zelozo da hon= ra de Ds e do proximo. 231 – O ducentesimo trigesimo prº.R. e nesta caza continuou a leitura de Theologia moral ate seguir a jubilaçaõ. de 1773. que pudiaõ resultar offensa a Ds. descan -232- 5 10 15 20 25 180 APFL . Proval Fr. o que bem mostrou os lugares q’ exerceo na Religiaõ fasendo-se exemplar das virtudes. Calisto de S. do Rio leo Theologia com aceitaçaõ. assim o mostrou em toda a sua vida por que sempre viveo recolhido separado das prati cas. Foi em segundo lugar cmpanheiro do Proval.M. Informados os Prelados Superiores da sua capacidade para encher ql qr lugar auctorizado da Religiaõ. foi o N. e no trienio seguinte Abbe de S.Paulo o que renunciou pr motivos justificados. Mostrº. dava prompta satisfacaõ as obrigacoens da aula e do Choro. da Paraiba. Era verda deiramte observante dos votos da sua profissaõ. no Collº.Ex. e do seu conhecido zelo. tempo.R.P. ao próximo. tomou o grao de Dr.

qto pos suia para as obras da nossa capella mor. zelando a honra de Ds. continuando nos seus reli giosos exercicios. abundante de bens temporaes. e veio eleito em D. o qual como temente a Ds querendo que ficasse pr sua morte bem empregado. que se achavaõ refugiados neste Mostº. o q’ tinha sido bem adquerido aplicou no seu testamento. que lhe deraõ de se haverem transitado. e temporal. com esta taõ grde e avultada esmola continuaraõ as ditas obras que haviaõ mto tem po estado paradas. foi chamado a congregaçaõ para responder a uns encargos.Abbe desta caza com gran de fortuna della pr que no seu tempo faleceo um seu Irmaõ chamado Franco. con cluido o seu trienio. e da sua perfei ta observancia. mas antes inteirado da sua religiosa vida. em que se exercitava. e mudado de habito do seu tempo dois Religiosos de certas Religio ens. Sem culpa alguma. aos quaes sempre deo bons exemplos com as prati cas de virtudes. Ds o tem determinado. na qual esperaõ o seu complemento para qdo. com a edificaçaõ dos Religiosos. ao [↑deps] de feitas algu mas disposicoens de menos ponderaçaõ. Ja de idade avança -233- 5 10 15 20 25 . o mandaraõ retirar para sua Provincia. e no trienio seguinte o elegeraõ a junta geral Proval. Chegou a Lexª e ou vidas as suas resoens naõ so o julgou o Rmº.294 [fº118rº] çou algum tempo. o subiraõ a uma concideravel altura. della Visi tou todos os Mostros. concluido o tempo do seu Provin= cialado deixou-se ficar nesta caza. deixando acertadas disposicoens aos Reli giosos digo aos Prelados para o bom governo do seu Mostrº no espiritual. com mtos actos de piedade. Balcelon homem de negocio. e a obcer vancia regular. e de virtude conhecida.

295 [fº118vº] da comecou a queixar-se de uma dor que o atormentava sem desçanço. como era notorio o seu bom procedimento conseguio o beneficio.M. dei xou rezigna<n>do esta vida mortal em 14 de Abril de 1773. o isentarao das occu pacoens trabalhosas. crucificado pedindo-lhe perdaõ das suas culpas. naõ faltando a confissaõ. pegando em um Snr. era Religioso temente a Ds.Abbe o N.Caetano. assim -235- 5 10 15 20 25 .R. Ao de pois de professo ainda viveo mtos annos servindo a Religiaõ em tudo o. aqual naõ obedecendo aos remedios. e agrado dos Religiosos plo seu zelo. e boas palavras. e amor de Ds. d’ahi a poucas horas. pedio os Stos Sacramentos aos quaes recebidos com mtos actos de piedade. e sagrada communhaõ nos dias determinados. Seu corpo foi sepultado na Sa cristia com as honras devidas a seu lugar. que desejava. Sendo D. de sorte. que lhe era mandado: principalmte no emprego de adegueiro com grande satisfaçaõ dos Prelados. ja de idade avançada pedio o habito de Monge no humil de estado de Leigo para empregar o resto dos seus dias no servico de Ds. que lhe apli cavaõ se foi adientando. ouvia Missa todos os dias.Proval Pregor Jubila do Fr. e recolhido na sua pobre sella de todo se empregou nas praticas do exercicios conducentes para sua salvaçaõ. pla sua prudencia.Pe. ja destituido de forças. recolhido. 232 – O ducentesimo trigesimo Segdo. recolhido na Religiaõ. e poucas. que em menos de um anno o poz em estado mortal conhecendo o perigo em que estava. Ex. foi o Irmaõ Donado Fr. Calisto de S. e pla sua feli cidade. José da Conceçaõ natural das Ilhas professo neste Mostrº.

e conformidade divina. foi noviço neste Mostrº. Calisto de S.Rmo P. entra para a Religiao de poucos ans e nella viveo mtos sempre trabalhando sem des canco com desvello. e encuravel. lhe deo mto que. acabou a vida em 26 de Abril de 1773 Sendo D.R. q’ pr alguns ans. 234 – O Ducentesimo trigesimo quarto foi o N. poplixia.M. nella foi recebido plas boas enforma coens do seu procecdimento. adoeceo de uma molestia con tagiosa. em breves dias. mos trou ser verdrª. em 30 de Ma= io de 1775. onde foi Subprior.Revmº Ex. a sua vocaçaõ na prompta satisfaçaõ que dava as obrigacoens do seu estado e do seu officio. . Abb o N. Abbe o N. achava o alavio pare lhe refrige rar as dores que dedia e de noite lhe atromentavaõ. Jeronimo da ascençaõ da Freguesia da Cidade Penna flos. nas qs deo a conhecer a capacidade que tinha para ser vir a Religiaõ em qual qr emprego. felicidade ou nas fasendas que adminis -235- 5 10 15 20 25 181 O <t> está sem o traço horizontal. Ex Provinci al Fr.296 [fº119rº] foi vivendo religiosamte. e no fim delle foi mudado para o Convento do Rio de Janrº. teve o seu Collº em Pernanbuco.P. padecer na pacª.proval Fr Calisto de S Caetano. Ex. e por ser bom official de p/ r*/edreiro. foi o Irmaõ Donado Fr.Proval Jubo Fr. acabou os seus dias com mtos actos de 181Catholicos. administrou algumas fasen das. professo neste Mostrº. e de Religioso. Domingos da Conceiçaõ natural do Reino. representava ter para cima de secenta ans de i= dade. Sendo Sendo D. zelo. e nelle professou. buscou a Religiaõ adiantado em ans. ate que sendo accometido de uma grde.Caetano. passados bastantes annos oc= cupado no servico de Ds e do Mostrº. 233 – O Ducentesimo trigesimo tercrº.

geral da Provincia do Rio de Janrº.Jubº o Dr. adoeceo de um tubercu lo. e as fasia praticar com a perfeiçaõ dividida. Pascual da Ressur reiçaõ. e ultimamente Provincial. Definidor segdo e alguns meses Presdte os mtos ans lhe tiraõ a vida. Disposto a graça dos -236- 5 10 15 20 25 182 Duas vezes está escrito entre uma barra (/) e um sinal de igualdade (=).P. e no fim delle voltou para es te Mostro no qual assistio toda sua vida que foi dilatada por mtosannos Sacristam maior. nestes Mostrº Procor. deste Mostrº. e denoite nelle fasia mtas veses as obrigacoens de cantor. e cupiosas lagrimas. tinha sufficen temte intelligencia de Cantoxaõ. 235 . que sem remedio lhe tirou a vida em 23 de Abril de 1777. Abbe. Sacramtos. Miguel Jesus Maria nascido nesta cidade. e temporal das casas que governava.P.297 [fº119vº] trou pelos Mostros da Provincia ou nos lugares da Religiaõ. Abb.P.R.Paulo. devoçaõ. na Paraiba 182duas vezes. em S. foi collegial em Pernanbuco. e mtos ms Mestre de Caristas que pela boa aceitaçaõ com que exercia estes empregos. que administrou pr.M. que todo o seu disvello era o augmento espiritu al.em 23 de 8bro de 1777.Foi Prior desta caza algumas veses. e professo nesta casa. pois viaõ um Prelado. com grde. Foi Presidente em Santos.Fr. e pr mtos annos.R. com todos estes empregos. pr ms de 40 ans frequentou o Coro de dia. era bem instrido nas cerimonias da Religiaõ. por que alem de ser dotado de voz perfeita. ajudado de saude. e servindo de exemplo a todos. vezes.O Ducentesimo trigesimo quinto Monge que faleceu neste Mostro foi o M. . mtas. Era D.Fr. fre quentava os actos conventuaes de dia e denoite anima[↑n]do com a sua prezenca aos subdi<d>/t\os. tinha de idade natural oitenta e seis ans. emcompletos. Tendo recebido os Stos. que sempre logrou. o M.

Pascoal da Re ssureiçam.Anto do Rosario natural da Cidade do Porto.Abbe da Paraiba naqla casa recebeo o habito e fes profissaõ no estado de Leigo. neste foi a sua Maior assistencia aonde exer ceo varios empregos com zello. e satisfaçaõ. Faleceo fortalecido com a graca dos Stos Sacramtos em 9 de Maio de 1778 com ms de 60 ans de idade. era Abbe d’esta caza e M.R. fidelide naõ se escusando de trabalhar para beneficio do Mostrº ainda qdo as forcas ja naõ permitiaõ por falta de saude.Ex Abbe Fr Franco [↑Inácio!] da Piedade Pto nasceo nesta Cide professou neste Mostrº. 237 – O Ducentesimo trigesimo septimo foi o M. Foi Abbe do Mostrº da Gra ça com grande utilidade d’aquella caza dando-lhe uma avuta -237- 5 10 15 20 25 .M. neste Mostrº teve o seu noviciado.Jubº Fr. Faleceo sendo M. Sendo Abbe o M. 236 – O Ducentesimo trigesimo sexto foi o Irmaõ Donado Fr.M.R.M.Jubo. Cosme de S. e neste lugar deo a conhecer a capacide que tinha para os empregos da Religiaõ.P.P.deste Mostroo M. er D. tinha quarenta e tres ans de idade. foi Abbe do Mostrº da Gra ça.Jubº S. a= companhou um delles que foi ser D.P. Foi Religo= so de conhecido pretimo para servir a Religiaõ nos Mostros aon de foi conventual.R. e admi nistrou algumas granjas em qto teve forças para o trabalho. voltou para esta Casa.R.Fr.Abbe. Pascoal da Resurreiçaõ.P.Fr. pr que tinha mtos parentes Religiosos.298 [fº120rº] Sacramentos.Pascoal da Resurreicaõ.P.de Novos disposto como bom Religioso em 10 de Junho de 17778.Da miaõ nascido nesta Cidade foi mtos ans militar nesta Praca a sua as= sistencia nesse Mostrº era frequente.R.P. e fes a sua profissaõ foi collegial no Rio de Janrº e no fim delle sendo man dado para esta Caza administrou algumas fazendas com zello. 238 – O Ducentesimo trigesimo oictavo foi o M.P.

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[fº120vº] tada esmola com que se fes a capella mor da Igreja nova; segun da vez o elegeraõ Abbe do Mostrº, renunciou o lugar por se achar impossibilitado para o exercer: pellas suas ordens, e pella sua boa economia ajuntou um avultado epeculio, q’ por sua morte ficou a esta Casa. Faleceo com 80 ans de Ide emcompletos, ao deps de Forta lecido com a graca dos Sacramtos em 30 de Junho de 1778. Era Abbe d’este Mostrº o M.R.P.M.Jubº Fr. Pascoal da Resurreiçaõ. 239 – O Ducentesimo trigesimo nono Monge que faleceo neste Mostro foi o N.Rmo P.Ex Proval Fr. Joaõ da Trindade filho da Cide do Porto professo nesta casa, foi collegial no Rio de Janrº ,e no fim delle veio mudado pª este Mostrº era Religioso observante, e exemplar compor to nas suas accoens, e pr isso digno, e merecedor dos empregos que ex erceo na Religiaõ com retidaõ, e justica. Foi Abe de Novcos Prerº geral, duas vezes Abb em Pernanbuco e ultimamente Proval en cheo os seus dias com mtos actos de contriçaõ, disposto com os Sacra mtos da Igreja em 20 de Janrº de 1780 tendo de idade 75 ans e= ra Abbe deste Mostrº e M.R.P.M.Jubº Fr. Pascoal da Resurreiçaõ. 240 – O Ducentesimo quadragesimo foi o R.P.Fr.Manoel da Encar naçaõ natural da Cide do Porto, professo no Mostrº do Rº foi Collegial em Pernanbuco, e antes de acabar o Collº foi remo vido pª esta caza aonde viveo pr alguns ans nos exercicios da vida Monastica, uma trabalhosa molestia que sofreo com grande paciencia lhe tirou a vida com pouco ms de trin= ta ans de ide. Faleceo com todos os Sacramentos em 6 de Abril de 1781. Sendo D.Abbe d’este Mostrº o M.R.P.Pregor Fr. Anto de S.José Valca. -238-

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[fº121rº] 241 – O Ducentesimo quadragesimo pro foi o R.P.Pregor Fr.Bernardo da crus filho da Cidade de Braga professo nesta Caza em Per nambuco teve o seu Collegio, onde foi tambem Subprior, manda do para este Mostrº nelle administrou as fasendas ms remotas com zelo fi= delidade, e satisfaçaõ era Monge exemplar, temente a Ds183 e por isso respei tado dos seculares aos qs servia tanto no confessionarº como em outros exercicios de caride sem faltar ao respeito divido ao seu habito, e a sua Religiaõ passados mtos ans e ja cançado de viver entre seculares, se recolheo ao Mostr° aonde encheo os seos dias disposto como perfto Religioso em 7 de Novbrº de 1781. Sendo Abb o N.Rmo P. Ex Proval Fr. Anto de S.Jose Valca. 242 – O Ducentesimo quadragesimo segdº foi o M.R.P.Pregor urbico Fr. Antº de Sta Margarida natural da Cidade do Porto, professo nes= ta Caza, em Pernambo teve o Collegio de Philosophia, e neste Mostrº o de Theologia no fim delle pertendeo o emprego de Pregor urbico q’ de boa vontade lhe foi concedido pela sua notoria capacidade, desen penhou com aqla aceitaçaõ, o lugar, e redito da Religiaõ e da sua pessoa, no fim do seu exercicio foi accomettido de uma moles tia grave, que em breves dias lhe tirou a vida com notavel sentimentos dos Religiosos pr se verem perdido da companhia de um Monge exemplar, observte e de capacide indubitavel para servir a Religiaõ. Foi o seu falecimento em 29 de Janrº de 1783 tinha de ide natural 48 ans. Era Abbe deste Mostrº o N. Rmo P. Ex Provincial Fr. Anto de S.Jose Valca. 243 – O Ducentesimo quadragesimo tercº foi o R.P.Pregor Fr. Mel de Sta Theresa, filho da Cidade de Braga professo nesta casa con= cluido seu Collº que teve no rio de Janrº foi mandado pª S.Paulo e naquelle Mostrº as suas Presidencias servio a Religiaõ pr mtos ans voltando para esta Caza com o emprego de Procurador geral e nofim do trienio se passou ao Mostro de Pernambº ao ql servio com o seu cos tumado zelo, ultimamente veio nomeado Mestre de Novicos pª esta Ca -239-

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Embora, no original, a grafia desta palavra se assemelhe a um <BE>, o sentido evidente dela é Deus, portanto, optou-se por assim transcrevê-la.

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[fº121vº] za aonde trabalhou no servico da Religiaõ sem descanço; faleceo em 7 de Março de 1783 disposto com a graça dos Stos Sacramentos tendo de ide natural 68 ans. Era D.Abbe deste Mostrº o N.Rmo P.Ex Pro= vincial Fr. Anto de S.Jose Valca. 244 – O Ducentesimo quadregesimo quarto foi o Irmaõ Donado Fr. Manoel da Trindade filho do Reino, professo nesta caza, reco= lhendo a esta caza ja adiantado em ide nella viveo mtos annos sem= pre trabalhando com alegria zello fidelidade, era Monge humilde prudente e sofrido, nas officinas em que ordinariamte se occu pava, nunca offendeo a um escandalisou a ninguem ainda mmo aos escravos, huma leve enfermidade lhe tirou a vida de todos dese jada. Faleceo fortalecido com a graça dos Saccramentos em 4 de Abril de 1783. com 80ans de idade encompletos. Era D.Abbe des te Mostrº o N.Rmo P.Ex Proval Fr. Anto de S.Jozé Valca. 245 – O Ducentesimo quadregesimo quinto foi o N.Rmo P.Ex Proval Pregor Jubº Fr. Calisto de S.Caetano filho desta Cidade professo neste Mostrº teve o seu Collº em Pernbº e mudado para esta caza nella foi a sua maior assistencia nos dilatados ans que Ds lhe conservou de vi da era Monge dotado de boas prendas umas naturais, e outras adque ridas com ellas servio sempre a Religiaõ nos seus ms nobres em pregos, como sao o Pulpito, Choro, e altar naõ se escuzando em qto teve forcas destes louvaveis e Stos exercicios occupou os lugares ms au ctorizados da Religiaõ; pr que assim o recommendavaõ seus me recimentos, alguns trienios foi procurador geral da Provincia Me de Novicos Abbe da Graça Abbe da Paraiba Provincial ultimamte Abbe deste Mostrº nos seus ultimos ans foi viver em retiro na Ca= pella de Monte Serrate, donde se recolheo a Cella avisado de uma molestia que o privou da vida em 4 de Abril de 1784 disposto com a graça dos ultimos Sacramentos. Faleceo com 83 ans de idade. -240-

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Sendo D.Abbe o N.Rmo P. Ex Proval Fr. Antonio de S.José Valca.

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246 – O Ducentesimo quadragesimo sexto, que faleceeo em Porto seguro conven tual d’este Mostrº foi o R.P.Pr.Fr Joaquim da Natividade, era filho do Rio de Janrº professo nesta caza, no Rio de Janrº teve o seu Collº, e sendo muda do para este Mostrº nelle e no das Brottas servio a Religiaõ no q’ permitia a su a possibilide. Foi mandado administrar a fasenda do Porto seguro aonde as sistio alguns ans exercendo juntamente o emprego de Vgr em uma Povo= açaõ de Indios, era Monge caritativo, e vigilante, como tal estimado de toda visinhanca. Faleceo em 13 de Dezembro de 1784 assistido com alguns Sacerdotes d’aquellas partes, tinha 48 ans de ide chegou a noticia do seu falecimto. Sendo D.Abbe o N.M.R.P. Ex Proval Fr. Anto de S.José Valca. 247 – O Ducentesimo quadragesimo septimo foi o R.P.P.Fr José da Me de Ds filho da Vila nova do Porto, professo neste Mostrº digo no de Perbº pª es te Mostrº voltou deps de ordenado Sacerdote, e deps de ter ido a sua Patria. Neste Mostrº teve o seu Collº era Monge caritativo, sincero, e humilde, administrou fasendas da Religiaõ pr mtos ans sem nota al guma do seu procedimento, naõ se soube que este Religiozo dissesse algumas palavras, que offendessem ou molestassem a seu Proximo e se lhe davaõ occasiaõ para isto tudo dissimulava com prudencia; e paciencia. Faleceo no Engenho das Tapaccrocas em 10 de Marco de 1<8> /7\85 representava ter ide 70 ans. Era Abbe deste Mostrº o N.Rmo.P. Ex Proval Fr. Anto de S.José Valença. 248 – O Ducentesimo quadragesimo oictavo foi o N.Rmo P.M.Ex Proval Dor Jubilado Fr. Alexandre da Purificaçao Vrª era Filho de Penco neste Mostrº professou, e teve seo Collº no fim delle foi mudado pª o Mostrº de Perco pª exercer os empregos de Prior, Procrº e Passte jubilou, e veio tomar o graõ de Magisterio nesta Caza, pª q’ o seu prestimo naõ estivesse sem exerci cio veio eleito em Abbe da Paraiba no trienio seguinte Defor prº ul -241-

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[fº122vº]

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timamente Proval. Era Monge bem instruido mas leis, e cerimo nias, e assim com vigilancia, e disvello as fasia praticar tanto no tempo do seu governo como fora delle; pª q’ de todos era atendidos, no Pulpito, e Cadrª. acreditou a Religiaõ; e a sua pessoa; no seus ulti mos ans buscou e retiro das Brotas, onde se dispos pª a morte com re petidos exercicios de virtudes e caridades, fasendo mtas esmolas aos pobres daqeulla visinhança que pr mtos ans choraraõ a sua ausen cia, sentindo-se de todo oprimido de uma molestia, que padecia, recolheo-se a este Mostrº e fasendo-se nelle comventual, disposto com a graca dos Sacramentos com mtos actos de Catholico e Religioso, encheo os seus dias em 4 de Fevrº de 1786. tendo de idade 64 ans encompletos. Era D. Abbe deste Mostrº o N.Rmo.P. Ex Provincial Fr. Anto de S.Jozé Valença.

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20 249 – Entre todos os esquecidos pareceme, que naõ havera outro como o P.Fr.Felis natural do Rio de Janrº o qual foi musico, e entreme tida naõ me lembre se de orgaõ ou de rebeca o qual deps que veio de Lxª e o conhecido de vista neste Mostrº no qal acabou a vida entrou a padecer umas quenturas pelo corpo das quaes veio a cobrirssde184 mal de S.Lasaro pr cuja causa foi separado de seos Irmaõs a mor -242-

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Está assim no original.

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[fº123rº] rer apartado d’elles em uma casinha que havia na horta até acabar a vida. Naõ sei que crime tinha feito, pr que ouvi entaõ diser, que aquella doenca era castigo plo que elle havia feito. Se foi assim ou naõ, eu naõ affermo; ms podemos tomar exemplo, e louvar e Ds pr que qto ms padeceo nesta vida teria menos, que padecer na outra, trouxa mto selfa para este Mostrº toda em letra redonda como entaõ se usava em Lexª pr que ainda que parecesse bem a musica, do q’ nesse tempo se usava nestas partes do Brazil, era obra de uma mera curiosidade, mas naõ composta conforme as regras d’arte; ps nenhum era compositor de perfeiçaõ. Veio de horta deps de morto, e se lhe deo sepultura nos claustros. 250 – Naõ ha de ser menos esqeucido o P.Fr. Franco Gama natural d’esta Cidade Musico, e organista deste Mostrº em o ql tambem foi Me de Capella mtos annos, e tambem Cantor, e Musico; eu ainda assisti o seu officio de corpo presente, deixou no seculo um seu Irmaõ Secular, que tambem era musico, e Organista, e como ainda viveo bastantes ans e foi conhe cido de alguns dos nossos Religiosos, por elle pode ser ms bem lebrado o dito Monge defuncto. -251 – Naõ he bem que fique em eterno esquecimento o Pe.Fr. Bento natural de Portugal a qm eu conheci perfeitamte o qual tocava charamel= llinha principalmente quando se contava o Te Deum nas Mati= nas no Choro, e qdo se cantava o Magnificat, e Benedictus, e fa= berdaõ com tal istrumetno tanto lustrava nosso Choro neste tempo, que os Religiosos de S.Francº naquellas matinas ms solem nes, deps que acabavaõ de cantar as suas, punhaõ se nas janellas de suas Cellas pª ouvirem a consonencia, que fazia a nossa dita xara= milinha, e as voses dos nossos P.P. hoje porem naõ havera qm quei ra ouvir nosso canto pr que alem de estar a Choro taõ falto de vozes se encommenda a dois Choristas os qs naõ tem voses cheias e pr isso naõ se ouvem os outros parece, que seguem o canto Ceciliano cantan -243-

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[fº123vº] do somte com as voses do coraçaõ ps os ms delles nem abrem as bocas qdº se canta. Como era velho, fortalecido com as gracas dos Sacramen tos morreo. 252 – Tambem pr mim naõ ha de perder-se a memoria de um Irmaõ Leigo que nunca ouvi nem <s> /b\185em sei o nome d’elle, o qual ou esti vesse como ajudador de Monge ou assistia na capella do Ina tá, e pr acaso se achasse nella indo acompanha<ndo> /r\ ao Monge, que <que> hia disforcar-se das terras que nos havia tomado pr es sas partes o Fidalgo D.Joaõ Mascarenias sahiraõ os escravos do dito Fidalgo com varias armas contra os dois Monges, e logo cru elmente mat/araõ/ a dito Leigo, e Sacerdote valendo-s de Cavallo em q’ estava montado, livrou a vida vindo a carreira reco= lher-se na dita Capella; pr essa causa foi a Lxª o Rmo Fr.Roque de Assumpsaõ <mandado> mandado pr esse Mostrº a queixar-se a q sua Mage do que tinha feito o Fidalgo nomeado; e q’ resultou foi El= Rei mandou-o buscar preso, mais depois que chegou a côrte mor reo antes de sahir a sentenca, e como morrio o reo tambem acabou-se a demmanda, no dia em q’ o Geral do Mostrº re ce/beo o/ aviso do que havia succedido, tinha vindo o dito Fidalgo ouvir o sermaõ, que se fasia; mas ja se tinha recolhido com o General, e entaõ ouvio diser a alguns Monges como desejava. Mas sendo aqle sitio taõ saudavel para outros, succedeo-lhe o contrario, pr que o mmo foi ir para elle, q’ entrar a adoecer com doencas gravissimas, o que o perseguiraõ até a morte, naõ lhe va lendo o cuidado, com que elle tiveraõ os Medicos, a a boa assistencias que lhe fiseraõ os seus parentes. Finalmte ouvindo diser ao Medico que naõ tinha remedio entrou para o Mostrº pedindo logo os Sacra mentos, e sem demora se pos logo a morrer pedindo ao Pe. que lhe assistia o ajudasse. Tanto que espirou entraraõ tambem a dobrar os sinos de S.Franco pr q’ tinha um Irmaõ Difinidor actual -244-

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Fr.. os quas o crearaõ no temor de Ds mandando o instruir nas escolas. e o mesmo na Semana Santa. Matheus de S. e nelle foi novico.Franco o levou sobre os seos hombros a sepultura. e professando teve o seu Coris tado neste Mostrº. e tambem das Brotas.Franco como do Carmo vierao assistir o seu officio.306 [fº124rº] que di(sia) ser Prelado futuro. no dia seguinte tanto os Religio sos de S. que soube sufficientemte e alcancando uma patente para ser Religioso nosso tomou o habito /neste/ Mostrº.Pregor Fr. mas também o mmo Provincial de S. Tinha particular devoçaõ com N. mostrando no tempo do seu novi ciado a grande vocaçaõ com que veio ser Religioso plo mto com que se entregava a virtudes. e aprender a lingua latina. Antonio de S. e tornando para este Mostrº foi man -245- 5 10 15 20 25 186 APFT . sendo D.P. Foi chorado a sua morte. pr q’ no Carmo tinha também um [↑Primo] P.P. e naõ so esses.Bto e assim desejava que a festa de seo dia se fisesse com a grandeza possivel. De= pois de ordenado de Sacerdote viveo mtos annos neste Mostrº Foi tambem Colligial do Mostrº da Graça alguns annos. 253 – Segue-se a vida.S.M. q’ sempre a celebrou até onde podia chegar as suas forças servindo de Sacristaõ mor.José Valença. continuando sempre nas costumadas vir tudes religosas. Faleceo a 11 de Julho de 17[85]186 85.An na natural desta Cidade. e morte do Rdo P.Abbe o Mto R. e sendo mto diligente no comprimento de suas obrigacoens pla que era Mto estimado dos Religiosos. filho de Pais honrados. que vie raõ do Reino para esta Cidade. pr que neste Mostrº ainda conservava verdadeiros amigos.

e merecimentos faleceo neste Mostrº aos 28 de Janeiro de 1790. Depois tomou pª este Mostrº.Pregor Fr. si risputat audire ponitentem. quando hic obligatur ad confessionem. Anto da Encarnacaõ Penna.307 [fº124vº] dado para a nossa Olaria de S. Antonio das Barreiras de Jaguaripe onde esteve mtos annos. -246- 5 10 15 . e diligentes no comprimento da sua obrigaçaõ do confes sionario do ql acodia com mta diligencia sem que nunca negasse a confissaõ a penitente algum. e mestre dos Irmaos Coristas. aonde o fizeraõ Subprior. 3 disendo pr estas palavras= Confessarius peceabit enim graviter. Sendo D. nº.Abbe o M.R. em que <d> /c\cahem os Sacerdotes negligentes de administrarem este Sacra mento a qm lhe pede como dizendo mtos Doutos principalmte Barufaldo titulo 18. cujo car go exerceo até o fim da vida. Este Monge era dos mais cari tativos. dos que lhe pediaõ tal vez pª se livrar decahir em culpa grave. Si est Parachus peccabit contra justitiam: si est simplex sa cerdos approbatus peccabit contra caritatim Vr Finalmte este Monge cheio de virtudes. Pe.

oq’ inteirame comprio. morte do Irmaõ Fr. Sempre continuou na da sua occupaçaõ de Boticario.308 5 10 15 20 25 fº125rº] 254 – Segue-se a vida e. q’ tinha feito. e trazer Cogullas. ms deps saben= do-se q’ adª licença era falça. e logo veio pª a sua companhia. e cogulla alguns ans. pr recuzarem a posse de serto Abbe deste Mostrº. ao q’ sentio toda a comonide. e vindo /conseguio*/ odto effeito. Deps foi porceguindo n’a sua occupa= çaõ de Boticario.mas em breves dias logo conhecêo o mal.e sendo moço de 18 ans veio pª esta terra procurar algum meio de ganhar a vida. Este Religiozo era natural de Lamego.Fr. Tinha mto zelo com a Butica. e andou de corôa aberta. e nella ficou pr morte dodto Pe. e cazas particulares. o foi continuando com o seu noviciado. plo q’ veio decreto Rial pª irem prezos pª o Reino. e tornando a procurar o Mostrº. assim o fez o dto Pe. e tomando o habito foi proceguindo com o seu Noviciado. lá lhe mandaraõ in/tim/ar a dita -247- . athe q’ professou. em ordem a augmentar no seu rendimto. afim de lhe encinar odto officio. Deps alcançou Patente pª ser Religio= zo leigo. pª q’ o recebesse pr seu discipulo. pedindo-lhe q’ lhe tornassem a receber n’a sua compª ps ja estava arrependº do mal. q’ ti= nha feito. Este Irmaõ taõ bem foi compre= hendº no Crime. e lhe en= signou odto officio em poucos ans. Anto de Santa Anna Buticario. mandaraõ-lhe prohibir. q’ cometteraõ outros Religiozos. Plo ver mto esperto. Fr. e passados alguns as mandou pedir huma licença ao Rmº Pe Geral pª abria corôa Monacal. o vindo a este Mostrº fallou ao Rdo P. que andasse de cogulla. ecomo este do Irmaõ estava no Rio de Janrº. do ql fugio pª fora do Mostrº. e agil pª odto officio. Jozé de Jezus Boticario. adquerindo em al= guns annos o partido de alguns Religozos. Jozé Boticario. e pr isso o tornaraõ a asseitar. andou prostando-se plos as portas de todos os Monges. e grde cuidado no seo augmento.

pr isso qdo morrêo deixou aBotica inpenhada -248- 5 10 15 20 25 187 APFT . sendo D.Abbde deste Mostrº o M. e logo o mandaraõ em companhia dos mais pa. q’ se lhe tinhaõ vendido. e (.Pe.)[↑d]esnesseçarias. logo o remetteraõ pª Tibães. o attendendo o Prelado q’ a Botica estava distruida. e odo.o Irmaõ Boticario tornasse p.ª as infermides do Religiozos.R. q’ cuidavaõ somte nasua conveniência..Rmº Pe. e tendo noticia q’ os Re= ligiosos estavaõ pª vir pª o Brazil. mas passados alguns tempos.309 [fº125vº] ordem. alem de pagar os Selarios dos Medicos. o Brazil. deps ficou pr conventual deste Mostrº. achou-a mto dete= riorada pr falta de remedios. q’ ja tinhaõ partido. e daqui foi logo p. e Es= /cravos/. tomou o seu Padrinho de grde valimto. e veio pª Tibãens. e q’ de ms resto do seu rendimto se poderia utilizar ao q’ tudo se obrigou pr hum termo.Me Fr Alexandre da Porificaçaõ Vieira. qdo foi vizitar toda a Provincia. e quaze aca= bada de todo pr ser governada pr Buticarios de fora. e logo se embarcou p. e chegando a corte de Lisboa. Irmaõ Buticario fazer mtas dispezas. e des= ta sorte esteve n’ella. e de mtos vazos. e tomando logo posse da Botica. determinou q’ od. Fr. e pr lá andou 9 mezes. Pascual da da Ressurreiçaõ. e chegando a este Mostrº. e tronco do d. q’ fez nos livros dos concelhos. q’ naõ tiveraõ o d. e surigiões [↑cirurgaes]187. e algumas crecidas. etaõ bem com= prar a sua custa oprovimto necessario. logo comecou a reforma la de necessario. elle plo socorro dos seus amigos fugio do Tronco pª Galiza.ª este Mostrº..o Mos= trº juntame com alguns dos mais Religiosos. <athé> athe ofim da vida. mas como ja n’aqle tem= po a Botica estava mto detiriorada no seu Rendimto pr lhe terem faltado os milhores partidos. oqlolevôu em sua compª. onde o meteraõ no carcere.ª Lisboa. como lhe foi possivel. nelle ficou pr conventual alguns as athe q’ saio pr Provincial o N. seguin do a derrota dos mais.ª aBotica com o cargo de dar os Remedios necessarios p.o castigo ca no Brazil.

s o ellegeraõ em D.ª este Mostrº.’ tomou p. e The<l>/o\logia. onde esteve alguns tempos.Paulo. mas como o Prelado naõ tinha rele= gioso algum. le foi Prior.º do Rio de Janrº. e prudencia. en q. natural da V. nel. e com effeito veio p.º de Per= nanbuco. <eo= mandaraõ> e o mandaraõ instruir nas Escollas. e como lhe foraõ falecendo as forças -249- 5 10 15 20 25 . en’elle profeçou. athé q’ pr fim lhederaõ humas sezoes malignas.to aparecia algum Religi= ozo.ª o Mostr. onde teve o seu Coll. pedio=lhe q’ fosse p. Depois vendo que ja naõ podia com aquella vida de lidar com os trabalhos do Engº. digo.º o Mto R. de q’ veio a falecer a 18 de Ma(r=) ço de 1791. sendo D. e de p. foi p.310 [fº126rº] /em 7 mil e/ tantos cruzados. e dep. Capitania do Rio de Janrº. q’ sepagaraõ deps da sua morte. e tornando-se a mudar p. Luis da Conceiçaõ Souza. pª o Mostrº de S. filho de pais honrados.s foi p. que o fosse render. com mta perfeicaõ.ª o Mostr.P. que podesse p.e. e morte do Mto R. onde teve mtos annos en varias occupações. de ps tornaraõ a ellege(-lo) pr defe= nidor tercrº. 255 – Segue-se a vida. e como no trienio sege ficou sem cargo algum.Pregador Exprovincial Fr.º do Rio de Janrº.r no Eng. e naõ obstante varios remedios.º de S Bento. e porificaçaõ. satisfazendo a todos com mta diligencia. mandou dizer ao Prelado. q’ sôbe sufficienteme. veio tomar ohabito a este Mostrº. q’ o mandasse render. Finalme pª o fim da vida foi-se enchendo de varis molestias.Ab.ª de Taipú.Abd. que o crearaõ no temor de Deos.Pregador Fr.e das Brottas. on= de ainda vivêo alguns annos. De ps de feito pregador. se passou.ª este Mostrº.P.ª lá alguns tempos admemistra-lo. senpre lhe cortaraõ o fio da vida. e tornou-se a mudar p. Antonio da Encarnaçaõ Pina. /cujo/ cargo exercêo com mta occupaçaõ. onde esteve hum trienio. exercendo o seu cargo.º da Filozofia.ª as curar. e alcando-lhe huma Patente pª ser Religiozo nosso. e lingua Latina.ª o Mostr.e deste Mostr. q.

Pregor F. e taõ bem principiou a ter o curço da Filozofia. filho de Pais honrados. que teve na Graça. e morte do M. faleceo em 13 de Maio /de 179/2. e pre= parado com todos os Sacramtos da Igreja. e depois do feito Pregor veio mudado pª este Mostrº. e como sentiaõ n’elle grande Vocaçaõ pª ser Religiozo nosso pediraõ huma patente ao nosso Revmo Pe Geral. e nelle profe= çou. e lingua latina. e veio com ella to= mar o habito no Mostr.Pregador Fr. de q’ se lhe veio a seguir a morte.P. e em outra partes. Frco da Conceiçaõ. e aqui foi conventual. e na graça. sem= pre quexando-se de varias molestias. 257 – Segue-se a vida.veio pr procurador geral deste Mostrº. Este Monge era natural da Villa Rial.P. Antonio da Encarnaçaõ Pina. e foi vivendo alguns as. e teve o seu curistado. eco= mo viraõ inclinado a ser Religiozo.º do Rio de Janrº. e com ella veio tomar o habito neste Mostrº.tos da S.Joaõ de S. alcançaraõ-lhe huma Pa= tente. 256 – Segue-se a vida.Abade deste Mostr.M. professou.R. e teve o seus collegios da filozofia. e o mandaraõ instruir nas Escollas.Pregador Fr. sendo D. natural desta Cide.Pregador. procedidas de mtas sezões. filho de Pais honrados. e lá foi Prior. e depois D. q’ o crea= raõ no temor de Deos. e ex Abde Fr.Abe. e omandaraõ instruir na gramatica. tendo já 7 mezes foi precizo ir com todos os mais collegiais p.º. .R. onde esteve alguns as. mas como o Mestre delle arribou.311 [fº126vº] preparou-se com todos os Sacram.º o M. e morte do M. que tinha.ª o Mostrº de Pernanbuco.R. e nelle foi noviço. Joze Fraga. q’ o cre= araõ no temor de Deos.P. An= tonio da Encarnaçaõ Pina.como lhe foi percizo tornar pª este Mostro p. onde acabou o dito seu Coll. e no fim d’elle -250- 5 10 15 20 25 . e Theologia.Ababe o mto Rº.digo da provincia. e teve o de Theologia.e Igreja. e acabada a sua Aba= dia.a comprir com as obrigações do seu cargo. e falecêo em 20 de Agosto de 1791 sendo D.P. nelle se fez conventual. procedida de huma du= reza grande.

312 [fº127rº] /feitos os actos de*/ Pregador. e nella este= ve mtos annos. pr meio de varios reme= dios. cujo cargo executou cômtas satisfaçaõ. e serralhei= ros. Parece q’ neste tempo tinha estado no Mostr. Abe do Mostrº das Brottas. 258 – Segue-se a vida.Pre= gador Fr. falecêo neste Mostrº sendo ja Prezidte das Brotas a 2 de Novembro 1792 sendo D. mas aturou pouco tempo n’elle. Taõ bem esteve no Mostrº de Olinda de Pernanbuco. Silvestre de Jezus Maria. que comettiaõ. mas como naõ pode vence-la. Por fim veio-lhe huma molestia grave. e castigando sempre aos Coristas com repetidas penitencias. que era chegado ofim da sua vida. e preparando-se com os mais actos de verdadrº Religiozo. e no mmo emprego.º em cujo cargo bem mostrou. pr quais quer faltas. conheceu. p.P.e da B.º e taõ bem no da Graça. e pr ella entrou na Religiaõ. e butou mtos discipulos grandes offiiciaes do seu officio. a ferreiros.ª.r ser mto aspero pª os escravos. pr cuja cauza se= /recolhêo*/ a este Mostrº. Este Irmaõ Leigo era natural das Ilhas. e morte do Irmaõ Donado Fr.º. mandou o o Prelado ser Mestre da Ferraria. os quais recebidos. q’ lhe faltavaõ. Foi taõ bem mtos as Prior deste Mostr. onde foi procurador mordomo. de q’ veio curar-se nesta Cidad. tornou pª este Mostrº. e tinha /a prenda/ de ser bom ferreiro. e serralheiro. deps veio elleito em D. e o puzeraõ na mma offecina da ferraria. ensignando aos Escravos do Mostr. Depois de professo. e bom exemplo da sua vida Religioza. que os castigava com excesso. Por ultimo veio pª este Mostr. e nelle sempre vivêo com edificaçaõ. afim de sepreparar com os Sacramtos da Santa Madre Igreja.º do Rio de Janr.º -251- 5 10 15 20 25 .Abe deste Mostrº o Mto R. chamando sempre pª o côro os Religio= zos. Antonio da Conceiçaõ Pina. q’ era amigo da observancia Religioza.

e cheio ja de as lhe foraõ faltando as forças. n’elle foi D. e morte do M. e preparando-se com os Sacramtos da Santa Madre Igreja. Ab.ª este Mostr. e se doutorou n’ella. Pas coal da Ressurreiçaõ. e de Religiaõ. e na gramatica. e com effeito veio com ella tomar ohabito neste Mostrº. e proseguio com a sua diligencia de leitura da Filozofia. athe q’ foi tempo de hir pª o seu Coll.º da Filozia. em q’. alcançaraõ-lhe huma Patente pª elle taõ bem o ser. donde sahio passante.º. os prelados o punhaõ. conficões.º o M. e pr la andou mtos annos. Depois foi pª o Certan /pregar de/ missaõ.to R. e preparado com todos os Sacramtos da Sta Me Igreja dêo a alma a Ds aos 24 de Dezembro 1792.Me Jubilado. tal vez pr ter ja cá dous Irmaõs Religiozos nossos chamados F Franco e Fr Salvador. faleceo em 9 de Novembro de 1792. conhecêo q’ era chegado o fim da sua vida.e deste Mostr.º deste Mostr. e de pois foi nomiado pr lente de Filozofia do Coll. e ex Abe o Dor Fr. e tornando p. q’ era a lente della. e mordomo mtos annos.Abe deste Mostr. era natural desta Cide.º pr mor= te do Pe Me Coimbra. pr conhecerem a sua capacide.º o M. sendo D.P. athe q’ se jubilou.Pregador Fr. e Theologia athe o fim. 259 – Segue-se a vida.P.R.Abe.313 [fº127vº] onde servio varios cargos. e nelle professou. e Theologia. como seus Pais viraõ q’ elle dezeja= va ser Religiozo nosso. e se occupou no ms restante de sua vida no exercicio do Pulpto sempre com mto credito da sua pessoa. mandando o instruir nas escollas. -252- 5 10 15 20 25 . e ga nhando almas p. na solfa.Pregador Fr. sendo D.R.P. Anto da Conceiçaõ Pina. e pr fim dando-lhe huma febre com grande excesso. Antonio da Encarnaçaõ Pina. fazendo suas Missões. athé q’ conheceo-se lhe avizinhava a morte. principalme exercêo o de Procurador. Este Monge era filho de Pais honrados.ª Deos. pr q’ o crearaõ no temor de Deos. e teve o seu curistado.

Me. o qual mandou pr decreto real ao D. de q’ se tinha avizado ao Nosso Rmo P. houve huma duvida sobre as suas inquiricões. Depois tornou pª este Mostrº. nas escollas. juntame com trez sem compa= nheiros. q’ o crearaõ no temor de Ds. Foi este Mon= ge mto bom[†orador em toda sua vida].P. Este Monge era natural desta Cid.314 [fº128rº] 260 – Segue-se a vida. Bento da Saude. aonde lêo mais athé q’ se jubi= lou.Abe do Mostrº da Graça. e /obtiveraõ/ sentença o seu favor. filho e Pais honrados. e Filozofia. Geral. e outra vez lhe tornaraõ a el= leger em D. em cuja Abadia <padeceo> /padecêo/ algumas afrontas dos Seculares. com que favo)recia mto a sua Irmam Religzª. e deps difinidor segundo. onde teve os seus Collegios. Deps foi pª o Mostrº <do Rio> do Rio de Janrº. alcançaraõ-lhe huma Patente.e da B. antes plo /contrario soffrêo a sua/ injuria com /mta humilde*/ e de boa vonte. e logo começou decostrar nos cargos da Religiaõ. mas elles pozeraõ logo hum agravo na coroa. Gramatica. assim se executou.ª. e Fr Joaõ da Macena seu companheiro. /principalme/ de hum q’ o acometeo /atrividame/ mas elle naõ obstante ter consigo os escravos do Mostrº naõ quiz tomar vingança d’elle. o qual o mandou que alcançassem fora da Religiaõ. e de ps de Professos vieraõ pr conventuaes deste Mostrº. e adquerio avultadas esmollas de va= rios Sermões.Fr. e o mandaraõ instruir. q’ entaõ era Se= bastiaõ Jozé de Carvalho. e com ella embacaraõ pª Lxª. lhe perduôu.R. lhe deraõ humas Sezões -253- 5 10 15 20 25 . q’ pre(gou.Anto Bernardo da Expectaçaõ. e morte do M. q’ os Professasse. e veio com ella tomar o habito neste Mostrº. de genere. pr que foi D. pr defender os bens dos Mostrº.Abe do do Mostrº. ultramarino. e no fim d’elles sahio passan te.Abe de S. e feito todos os mais actos custumados foi pª o Mostrº de Peranbuco ler Theologia. e lá a foraõ aprezentar ao Secretario. e como viraõ q’ elle dezejava ser Religiozo. e estando quaze no fim do seu Noviciado. Anto /Bernardo*/. Final= mente sendo prezidente do Mostrº da Graça. e com efeito professou entaõ o Sobredito Fr.

e deps lhe alcan= çaraõ huma Patente pª ser Religiozo nosso. recolhêo-se ao Convto da Villla de S. filho de Pais honestos.º da Bahia. Este Monge era natural da Cide de Penna fiel. Bernardo Anto de Sta Maria dos Anjos Del= gado.Pregador Fr. e corista. e pr isso conhecêo-se lhe avizinhava a morte. e falecêo em 4 de Abril de 1794.º com brevide afim de se preparar pª ella. e teve o seu Coristado. e Theologia. sendo D. e deps de ter algumas milhoras. os (.quais o man)daraõ instruir nas escollas. Anto da Encarnaçaõ Pina.P. e n’elle professou. efei= to Pregador. e morte do mto R. e com ella veio tomar ohabito a este Mostrº.Geral.-261.Pror Fr Anto da Encarnaçaõ Pina. e disparou em calor de figado. e na Gramatica.Pror Urbico Fr. e recebidos todos os Sacramtos da Sta Me Igreja faleceu em 25 de Maio 1793. onde esteve alguns as. donde veio com Patente do N.Pe. e nelle foi No= viço.R. de q’ se curou do mto passivel. onde se preparou com todos os Sacramtos da Sta Me Igreja. [↑-261-] [↑-261-]e morte do R. recolhêo-se a este Mostr. li= /dando semp*/re com a sua molestia.Jozé de S.. q’ fazia da administraçaõ do Engº foi-se lhe destemperando o sangue. q’ tomou em ca= za de seus Parentes. onde esteve alguns annos. athé q’ pr fim.Pror Fr.P.(262) Segue-se a vida. tomar habito neste Mostrº. foi admenistrar a nos= sa fazenda da Ilha grde de Rio de S.315 [fº128vº] taõ malignas. e passado pouco tempo o mandaraõ pª este Mostr.º donde o mandraõ p. q’ apanhou nas viagens. cujo im= prego exercitou no mmo Mostr. foi admenistrar o nosso Engº das Tapaçarócas. conhecendo-lhe que se lhe avizinhava a morte. Este Monge era natural do pé de Almeida. e pr fim na molestia chamada morféa.Rmº Pe.Abe deste Mostrº o Mto R. eplos mtos sóes.Abe deste Mostrº o M.Bernardo Ro= cha. etaõ bem teve os seus Coligiaes de Filozofia. e nelle exercitou a sua -254- 5 10 15 20 25 . sendo D. donde foi pª o de Per= /nambuco ter os seus/ Colegios. e no fim d’elles foi feito Pregador Urbico. as qs naõ pode vencer pr meio de mtos remedios.Franco. Segue-se a vida.P./Franco do*/ Penedo.ª o Rio de Janrº..

da ql seveio curar -255- 5 10 15 20 25 .Abe deste Mostrº o M. athé q’ pr ultimo o amiaçou hum ramo de Estupor.P. e tor= nando-lhe a repitir a molestia chamada apoplezia. Pe. e de ps entrou logo a servir al= guns cargos da Religiaõ. tornou p. onde foi conventual toda sua vida. logo lhe deraõ as Sezões. e sem= pre o foraõ perseguindo de qdo.R. onde pr fim lhe dêo huma molestia chamada Carnozide.Pror.Senrª da Graça. athé q’ foi elleito em D. e com ella veio tomar ohabito neste Mostrº. Fr. Este Monge era natural da Vª de Paõ do Arcebisado de Bra= ga.ª o Mostr. mas como o mestre d’ella arribou. passados poucos annos.ª Pernanbuco. e o de Theologia. e vindo tomar posse do dito Mostrº.º das Brotas. ja deps de passados oito mezes foi precizo ir com os mais Collegiados p.º pª se preparar pª amorte.Fr. e n’elle mesmo teve o seu Coristado.Ab. filho de Pais honestos. onde acabou de ter odito curço.º.º de N.Abe actual a 7 de Janrº 1794. e passados quatro annos entrou no Collegio da Fi= lozofia. e morte do mto R.316 [fº129rº] occupaçaõ athé jubilar. ou hospicio de N. taõ bem foi enhum trienio Prior deste Mostr. em resistidos trienios. e logo se recolhêo a este Mostr.Me.ª este Mostrº da Bahia. N’elle foi Mestre de seremonias mtos annos. sendo D. sen= do D. mal se lhe pô= de admenistrar os Sacramtos da Extrema Unçaõ. taõ bem esteve mtos annos pr admenistrador da Capella. e feito Pregador. e depois lhe al= cançaraõ huma patente <p>/d\o Nosso Rmo Geral pª ser Religiozo nos= so. Senhora do Monserrate. onde esteve alguns annos pr conventual.-262. e com elle falecêo. Jozé de Jezus Maria Campos. os quais o crearaõ no temor de Ds. e na lingua latina. de ps foi p.(263) Segue-se a vida. Foi Procurador geral muitos annos.e do Mostr.Catharina Neves. e omandaraõ instruir nas escollas. Antonio de S.

a ql tornou a reedificar de novo fazendo ca= zas da Vivenda. e olaria de Sto Antonio das Barreiras. e n’elle professou.ª morrer. q’ sobe m.R. sendo o seu Me o M. Tornou pr fim p.e alguns annos em direito Civil. mas como a mo= lestia foi crescendo. mas como ja fosse tarde esta rezuluçaõ naõ o concenti= raõ os Professores da Medicina. e as revultou tanto.ª o collegio da Filozofia. onde taõ bem lêo moral. Depois foi p. Pasco= al da Resurreiçaõ.o Dor Fr. filho de Pais honrados. os quais teve neste Mostrº.º.º de Pernanbuco ler Theologia<õ> .to bem. e comprando a fabrica ne= cessaria pª ella poder ter exercicio no seu ministerio. e acabou de jubilar.e taõ bem ta se doutorou. todas as suas obrigaçoes. e com ella veio tomar ohabito aeste Mostrº. exicutado com mta pontualide. e tendo ja vercado a universid. que o crearaõ no temor de Deos. e lhe assistiraõ a sua morte. q’ lhe lêo já depois de Jubilado.ª se aparelhar com os Sa= cramtos p.Abe deste Mostrº o M. e sempre procedêo n’elle com grande exemplo dos seus condiscipulos. Depois foi p. pertendeo vir p. sendo D.ª o Mostr.-26<2>/3\.Jozé de Jezus Maria Campos.Pe.Me. Catharina. rezolvêo-se a ser Religiozo nosso. q’ foi em 30 de Julho de 1794.Fr. Finalme -256- 5 10 15 20 25 188 APFL . e o instruir na Gramatica. na rua do passo. Dor Fr. e foi Mestre de Cazos. p.Me.(264)188 Segue-se a vida e Morte do Mto R. com licença do Paroco da Matriz.Pe. Por ultimo foi ser administrador da nossa fazenda. e Theologia.ª este Mostrº.R. e teve o seu Coristado.317 [fº129vº] em caza de S.ª este Mostr. e diligencia. Prima D. pª q’ pedio Patente ao nosso Rmº Padre Geral. e levantando a Olaria. que no fim sahio passante. Este Monge era natural da Cide de Coimbra. eo mandaraõ enci= gnar nas Escollas costumadas.Me. e pr isso foraõ lá trez Monges sacramen= ta-lo no Oratori<a>/o\ das mesmas cazas. Jozé de Santa An= na Coimbra.P.

onde esteve alguns tempos. plo que conhecendo que lhe era chegada amorte. quazi hum anno. mas com tudo sempre professou. Fr. e Co= ligial Filozofo. faleceu em 31 de Agos= to de 1794.ª ir morrer a caza de hum seu amigo. determinou embarcar-se em huma jangada. já foi tarde. onde esteve.-26<3>/4\ (265)189 Segue-se a vida. e de lá veio p. e veio ter as Alagôas. pedindo-lhe q’ tornasse p. e perdoado. e alguns Monges.º.ª de Santa Anna. vivêo -257- 5 10 15 20 25 189 APFL . de sorte q’ quando lhe quiz acudir. sendo D. q’elle no principio dispre= zou. o Prelado. e pr mais vezes q’ o foraõ rogar.ª S. digo da Parahiba. ja que naõ podia vir p. logo lhe adminis= traraõ todos os Sacramtos. no Noviciado do Rio de Janrº sem que elle tivesse mta vocaçaõ de ser Religiozo. onde foi castigado p. foi mu= dado pa o Mosteiro de Pernanbuco. onde o man= dou o Prelado assistir na Cap. naõ quiz.ª este Mostrº. e juntamte administrar a fazenda de Jurema. p. e como tinhaõ muito dezejo. embarcou= se pª a Villa de Nazareh. q’ fez da Parahiba. com excesso.R.la fuga. Este Religiozo era natural do Rio de Janeiro filho de Pais honra= dos. e chegando lá. Joze de Jezus Maria Campos. e pr fim.ª o Mostr.ª o Mostrº. e com effeito a admittiraõ.Abbade deste Mostrº o M. e pr isso se foi augmentando.Franco. mas como elle queria dispen= der todo o Rendimento da dita fazenda no seu gasto sem dar na= da ao Mostr. e morte do Rdo Pe Pregador Fr.318 [fº130rº] deo-lhe huma febre maligna. de que este seu filho fosse Reli= giozo nosso solicitaraõ huma patente. e nelle foi corista. que tinhaõ vindo das Minas assistir na Cidade do Rio de Ja= neiro. e passados alguns dias. e Theologo.Me. Filipe de Jezus Meirel= les. e pr isso fugio p.Pe. e tendo feito os actos de Pregador.º teve sua disavença com o Prelado.

e dezejando mette= lo na nossa Religiaõ. pr naõ ter qm lhe fizesse o Patrimonio. com que se podesse sustentar inde= pendente da sua Religiaõ. onde vivêo com admiraçaõ dos seus Com= panheiros pr ser mto diligente no Comprimento das suas obrigações.R. e o meteraõ no Noviciado deste Mostrº. solicitaraõ Patente do nosso Rmmo.ª ella.ª poder viver no Seculo pr cauza das suas grandes molestias. Este Religiozo era natural desta Cid. que lhe eraõ pos= siveis naquelle lugar. que o privaraõ de poder adquerir couza alguma plas suas ordens. e depois de professo vivêo com mto gosto na Religiaõ.Pe.Jozé. e conhecendo que lhe era che= gada a sua morte. pr ter taõ bem n’ella o seu Irmaõ Fr.ª filho de Pais honrados. com os quais falecêo a 17 de Novembro de 1796 seu Corpo foi sepultado na Matriz de Nossa Senrª da Lapa de Jereguiça. quaze sempre molesto da grande Erizipella.o 6190 pª se disfradar. determinou ir com o D.e deste Mostr. a lem de attender q’ esta= va impossibilitado p. Pregador Fr.-26<4>/5\ (266) Segue-se a vida. e morte do Reverendo Pe Pregador Fr. e como para alivio das suas molestias. que o criaraõ no temor de Deos.Abe seu Companheiro com os Sacramtos.Antonio.Ab. assistindo=lhe o D. sendo Re= ligiozo. pr que supposto tinha alcancado hum Breve do Pontifi= ce<s> P. sendo D. tractou de se dispor p.e do Mostr. com tudo naõ chegou a dar-lhe execuçaõ.º o M. com quem /fazia*/ -258- 5 10 15 20 25 190 [↑Pio VI] (APFL) . Constantino de S.319 [fº130vº] alguns annos. q’ pa decia. Joaõ da Trindade Suares.e da B. Francisco de S. Ab. La lhe repetio a Erisipella com tal força que lhe cortou aos dias da vida.º da Graça ter huns dias de recreaçaõ na fazenda de Jereguiçá do dito Mostr. acabou a sua vida..º.

onde estava qdo impediraõ a posse de certo Abbade. q’ todos foraõ remeti= dos a Tibães. e conhecendo q’ lhe avizinhava a morte dispôsse com os Sacram. ja avançado em idade natal perseguiraõ-no humas Çarnas.R. o ql os tor= nou a mandar pª este Mostrº. sendo D.Ab.Pror Fr. onde esteve alguns Trienios. athé que o mudaraõ p. vivendo n’elle alguns annos. juntame com hum Ca= tarraõ.tos da Igreja. que lhe foraõ cortando os dias da vida. Joaõ da Trindade Suares. Depois tornou p.320 [fº131rº] grande armonia.<Esta> -259- 5 10 15 . e nelle elle vivêo alguns annos athe q’ foi mudado pª o da Parahiba. Depois tornou pa esse Mostro. efalecêo em 8 de 7brº de 1797. entre seus Irmaõs. Foi Collegial de Filozofia. Foi sepuldo no Claustro. onde vivêo mtos annos juntame com o seu Irmaõ.ª este Mostr.ª o Mostrº.º. em que elle taõ bem ficou culpado. e Theologia neste Mostrº. e pr isso foi prezo p. e feito Pregador viveo Alguns annos n’elle.P.e deste Mostr.º o M.ª Portugal pr ordem de Elrei juntame com os mais.<efeito> das Brottas. onde foraõ castigados plo nosso Rmº Padre Geral.

.321 [fº131vº]191 -260- 191 Este fólio não apresenta mancha escrita.

Feito Pregor foi manda= do administrar algumas fasendas do Mostr. Foi tambem mando ser Prezide do Mostrº das Brotas onde esteve oito meses e nesse tempo fes baste beneficio ao do do Mostrº.º de Philosophia e The= ologia onde comprio sempre com as obrigações dos estudos defendendo conclusões com explendor. e depois viveo <†> neste Mostr. /Antonio*/ da Encarnaçaõ Penna.º alguns an= nos sendo Corista onde se ordenou de Sacerdote. e com effeito o tomou e passou o seo noviciado com admiraçaõ dos seos Companheiros. Este Religioso era natu ral do Reino da Ribrª de Penna. Professou. ve io a este Mostrº com patente do Nosso Rmo Pe /Geral o Dr */ Fr Sebastiaõ de S. pr ser mto delig.322 [fº132rº] .Placido tomar o nosso Sto habito.26<5>/6\ .º de Pern.Pregor Fr.co pª o Coll.P.co)onde esteve alguns annos.(267) /Segue-se a vida/ e morte do M.Pe.º do Rio de Ja= nrº (digo do Mostrº de Pern. do Arcebispº de Braga. Depois foi mudado pª o Mostr. Depois tornou a vir pª este Mostrº onde esteve tambem alguns annos.e em cumprir com su= as obrigaçoes. Ex Abbe. Depois tornou pª o Mostrº de Per= /nanbuco*/ onde foi Prior e Procurador e no sege trienio foi mandado administrar o Engenho de Ma/nsu<p>/r\ípe*/ onde es= /teve alguns trienios.R. De*/pois foi pª o Mostrº do Rio de Janrº /onde esteve alguns ans*/feito fazendeiro em cujo tempo o Ca= pitulo Geral o elegeo em Procurador Geral da Provª deste Mos= -261- 5 10 15 20 .

Antonio da Victoria. e faleceo aos 5 de Agosto de 1798. nesse tempo principiou huma molestia interna de ourinas.º de uma Viuva honrada. alem dos escravos q’ comprou e dos mtos mil cruzados q’ entregou ao seo successor. e com effeito tomou com algum receio -262- . e descançando hum trienio. Joaõ da Trinde Soares. Abbe d’este Mosteiro ao qual administrou com grande cuido e aumento delle. Este irmaõ era natural do Reino da Vª(..(268) Segue-se a vida e morte do Irmaõ Corista Fr.Abbe deste Mostrº o M. e no fim delle veio pr D. e mais a outros f. e em outras partes..R. Depois de ter falecido.323 [fº132vº] 5 10 15 20 teiro pa onde veio exercer o seo cargo.Pregor Fr. – 26<6>/7\ . Depois veio eleito em Difinidor primeiro.) saõ-frio f. veio outra ves eleito em D.os q’ tinha e dezejando q’ este seo f. de o perseguir com excesso de sorte q’ estando molesto della lhe sobreveio hum accidente apopletico q’ o privou da falla.Pe. /mas sacramentou-se*/ do modo possivel. q’ o criou no /temor*/ de Deos.Abbe deste Mostrº na elleiçaõ futura foi sepultado no Claustro. Sendo D. inda lhe sobejaraõ trinta mil crusados com que pagou a grande devida q’ o Mostrº devia à Capella mór. pr q’ feitas as contas das despesas do seo tri= enio e Pre<z>/s\idencia.º fosse Religioso nosso pedio huma patente do nosso Rmº Pe Geral e mandou-o com ella tomar o nosso Sto habito neste Mostrº.

Foi excessiva a caride q’ ex= /perimentou naõ só*/ do Prelado.r varias veses. Mas querendo ordem= nar-se de Sacerdote foi-lhe preciso ir ao Rio de Janr. e chegando lá com bom succeso principiou a ordemnar-se. Abbe deste Mostrº o M. repetio-lhe o da molestia com tal excesso q’ conhe= ceo-se lhe avesinhava a morte.º receber as ordens pr impedimto de certas molestias q’ padeci= a o Nosso Arcebispo. ms proseguio o seo noviciado com muito gosto e vocaçaõ athe q’ lhe chegou a profissaõ. mas tambem de todos os Religos /daquelle */Mostrº pr q’ lhe assestiraõ no fim da vi= da com tudo o q’ /hera necessa/rio. e tendo tomado ordens de Di= ácono. Joaõ da Trindade Soares.324 [fº133rº] 5 10 15 20 pr q’ naõ se agradou da terra quando se embarcou. faleceo no do Mostrº do Rio de Janr.° a 9 de Outubro de 1798. e vevia com resguardo de tudo q’ lhe pudesse provocar a tal molestia. e estudando mto de noite pr cuja cau= sa veio a lançar sangue pela boca p. e nas suas exequias -263- . applicando-se ao cantoxaõ com mto gosto pr ter vós cheia. e depois veveo no Coristado mto sa= tisfeito de ser Religioso. de que se curou com alguns remedios q’ lhe applicaraõ os Pro fessores de Medicina.Pregor Fr. e logo tratou em se despor pª morrer. Sendo D.Pe.R. e recebendo os Sacramtos da Igreja com muita contriçaõ.

no qual deo mtas provas de sua grande vocaçaõ pr ser mto deligente em todas as suas obrigaçoes. e deligen= cia. Salvador de Sta Ignes. pr q’ o sepultaraõ com hum officio.325 [fº133vº] 5 10 15 20 lhe feseraõ muitas honras. e Missas solemnes do Corpo presente. e p.to cuidado. e tendo os annos de ide natural.r fim mandou o Prelado fazer-lhe o Trintario das missas de S. e como desejavaõ q’ este seo f. Depois de ter bat. Celebrando todos Missa pr sua alma.ª f.º de Paes honrados q’ o crearam no temor de Deos.Gregorio q’ se costu= ma na ordem: tudo de graça. Este Religioso era natural desta Cedade da B. e Theologia neste Mostr.es annos de habito entrou no Collº de Philosophia.R. applicando-se ao cantoxaõ e ao estudo de Moral com m. mas como o Pe fa= -264- .Pe.º Depois mandou-o o Prela= do governar a fasenda da Itapoán.(269) Segue-se a vida e morte do M. athe q’ chegou a professar com mto gosto de ser Religioso com o mesmo conti= nuou todo o tempo do seo Coristado. – 26<7>/8\ .º fosse Religi= so lhe alcançaraõ huma patente e pr vertude della o me= teraõ no noviciado deste Mostr.Pregor Ex Abbe Fr. e de Religiaõ ordemnou= -se de Sacerdote. e feito Pregor veveo mtos ans neste Mostr.º.º onde cum= pria bem com a sua obrigaçaõ dos estudos.

não identificada.Pe.Abb.es annos. veio eleito em Procurador Geral da Congreg. .Pregor Joaõ da Trinde So= ares.. Foi sepultado no claustro entre seos irmaõs.m nesta Prov.ª f.e do do Mostr. <osde> [↓onde] esteve bast. e sahindo de lá tornou pª este Mostrº e da= qui foi mudado pª o da Graça. e depois de composto tornou a ir governar o da fazenda.R. naõ querendo entregar-/lha*/. Sen= do D. foi-se esta au= mentando até que em huma tarde sem ser esperada ca= hio de repente morto.es annos athe q’ veio eleito em D.Francisco onde es teve bat. porém.ª Cujo cargo veio exercer neste Mostr.Abbe deste Mostrº o M. Era Religioso natural desta Cide da B. Francisco”.(270) Segue-se a vida e morte do M. Faleceo a 6 de Março de 1799.Pe. Depois 192foi governar as fazendas do Rio de S.º Acabado o seo trienio foi pª a fazenda de Jicrijjá onde esteve mtos annos. /e como viaõ */q’elle ti= -265- 5 10 15 20 192 “foi governar as fasendas do Rio S. Vecente da Trinde Ferreira.s /e lhe mandaraõ ensinar as Primas*/Letras e tambem a Gram= /matica */Latina.Pregor e Ex Abbe Fr. tornou pª o Mostrº até se compor a tal desor= dem.R.º. mas como apanhou sesões tornou a vir pª o Mostrº curar-se dellas.º de Pais honrados q’ o crearaõ no temor de D.Abbe do do Mostrº e acabado o seu tri enio.326 [fº134rº] fasendeiro q’ estava nella se levantou com elle. Depois tor= nou a vir eleito em D. Esta frase encontra-se escrita com grafia diferente.26<8>/9\. mas como padecia huma molestia enterna de Hedropesia. /q’ soube sufficienteme*/.

Rmo Pe Provincial. cujo cargo exerceo com muita satisfaçaõ. e foi logo administrar o Engenho de S. tornou p.327 [fº134vº] tinha vocaçaõ pª <t>/s\er Religioso nosso.Abbe das Brottas. No fim do trienio veio eleito pr Compro e Secretario do N. sem nunca puder extinguir. Ul= timamente veio eleito em D. onde padeceo a molestia de ourinas doces de que se curou pr varias veses.’ foi mudado pª Pernco onde te= ve o seo Collº de Felosophia e Theologia e tendo feito os a= ctos de Pregor. cu= jo cargo recusou. Chegado o fim fez profissaõ mto contente de seo estado.ro da Parahiba. Depois viveo mto tempo no Co= ristado deste Mostr.Ben= to da Lage.Abbe do Most. q’ tambem exerceo.º athé q. e com mto gosto de seos Pais.r fasendro da Itapoán onde esteve alguns annos. /alcançaraõ*/-lhe pa= tente do Rmo e com ella veio tomar o Sto /habito ne*/ste Mos= trº e nelle teve o seo noviciado com mta edificaçaõ de todos no cumprimto de todas as suas obrigaçoes pela gde agelidade de que era doutado. eassim foi vivendo alguns annos. até que foi accome= -266- 5 10 15 20 .ª este Mostr.º onde o mandaraõ p. no fim do trienio foi mudado pª Pernco onde tambem o fiseraõ Prior e de lá veio eleito em D. Depois o feseraõ Subprior deste Mostrº e no fim do trienio foi mu= dado pª o das Brotas onde o fizeraõ Prior. ermaõ Religº e Parentes q’ lhe assistiraõ.

Sendo Prezide deste Mostr.Abbe deste Mostrº.328 [fº135rº] accometido de huma etiricia. despondo-se pª morrer.º onde teve o seo Collº de Philosophia e Theologia. em alguns trienios.(271) Segue-se a vida e morte do M. e neste Mosteiro vindo com ella nelle entrou no= seo noviciado. e fale= ceo a 9 de Fevrº de 1800. e de lá tor= nou pª este Mostrº feito Definidor. Pe. e depois q’ a soube pedio huma pa= tente do Rmo Pe Geral pª vir ser Religioso nesta Provª do Brasil. Pregor Fr Joaõ da Trinde Soares.Pe. Felip= pe da Natividade. Depois foi mudado pª o Mos= trº de Pernco onde foi Prior e Procurador do Mostrº. natural da Cide do Porto.º onde alcançou a patente de Pregor Urbico.R. e /depois*/ viveo alguns annos no Coristado deste Mostr. e vendo q’ se lhe appro/xim/a va a morte recolheo-se ao Mostr° onde desenganado dos Me= dicos tratou de se Sacramentar.R. e feitos os actos de Pregor tornou pª este Mostr.º o M. e no fim do trienio ve= io eleito /em*/ D.º até q’ o mudaraõ pª o Mostr. cujo exercicio teve neste Mostrº juntame com o cargo de Subprior e Me de Irmaõs.-2<6>/7\<9>/0\. onde estudou a Grammatica Latina.º do Rio de Janr. e no fim delle fez a sua profissaõ.Pregor Geral Jubº Fr. o qual proseguio com mta edificaçaõ dos seos comdiscipulos. cuja posse repudearaõ al= guns Monges deste Mostrº. logo elle tomou posse delle e go= -267- 5 10 15 20 .

e foraõ prezos pª Lis/boa pr Decreto*/ de ElRei. Sendo D. e de lá foraõ pª Tibães onde foraõ castigados.(272) Segue-se a vida e morte do Rdo Pe Fr. e depois de oporem na escolla. Depois tornou pª este Mostro e ultemame o man= daraõ administrar o engenho de S. f.º Depois foi ser fasendeiro da nossa fasenda da Ilha grande /da Vª de S. e vendo q’ elle ti= nha vocaçaõ pª ser Religioso. o manda= raõ ensinar tambem a lingua Latina. Antonio de S. Bento de Sta Bárba= ra.Franco (digo) do Rio de S.329 [fº135vº] governou ate o fim do trienio.Pe Ex Proval Fr. tanto que os Monges /foraõ meti*/= dos no cárcere deste Mostrº. onde tambem esteve bastes annos: e representando aos Prelados q’ ja naõ podia com aquella vida pr estar adiantado em ide. -27<0>/1\. onde apprehendeo Primas letras.e deste Mostro o M. q’ o crearaõ no temor de Deos. ate que já falto de forças pr ja ter oitenta e tres ans de ide tratou em se preparar cõ os Sacramtos da Sta Ma dre Igreja. Este Religioso era do Reino. Abb.Bento da Lage. natural da Vª de Munçaõ. José Valença.º de Pais honrados. consederaõ-lhe q’ viesse pª o Mostrº onde viveo algũs annos. alcançaraõ huma patente -268- 5 10 15 20 . e faleceo em o 1º de Outubro de 1800.R.Franco onde esteve alguns annos. Ultima= mte foi eleito em Defenidor 1º cujo cargo exerceo neste Mostr.

pr q’ se applicava ao estudo das Cerimonias da ordem. pois era mto agil no comprimto dellas todas. tendo recebido os Sacramtos da Igreja. e pr isso todos o temiaõ mto. as qs foraõ crescendo cada ves mais. ao q’ nenhum faltava. cumprindo promptame com suas obrigações. menos da Eucaristia pr causa dos mtos vômitos q’ tinha -269- . Chegando ao fim do noviciado fês a profissaõ solemne com mto gosto seu e conten= tamto dos Religosos todos. q’ concerta= vaõ as casas da Relegiaõ com mto zelo ecuidado. e Mestre de obras. onde concertou as casas de vivenda mto bem. Foi pr varias veses dis= penceiro. Depois foi pª o Coristado onde viveo com mta edificaçaõ dos seos condiscipulos. obrigando aos dos. e chegando a este Mostrº juntame com Fr Antº da Victoria entraraõ ambos no noviciado. onde bem deo provas da sua vocaçaõ. assistindo aos officiaes. e sempre estava lendo va= rios livros de humanides e historias. Vindo ao Mostrº começou a adoecer de humas dores de cabeça motivadas de hu= mas dores de estomago excessivas. Tam= bem foi algum tempo administrador da fazenda da Itapoan. e com ella o mandaraõ ser religioso nesta Pro vª do Brasil. sabendo q’ elle era mto rigoroso nos seos castigos. o mto mais aos escravos q’ andassem ligeiros no cumprimto de suas obrigações. de sorte que em sete dias lhe tiraraõ a vida /dentro*/ em sete dias.330 [fº136rº] 5 10 15 20 do /Rmo Pe Geral/.

e no decurso delle bem mostrou. e com ella ve= io ter o sio noviciado neste Mostr. o ql logo lhe concedeo.ª do Brasil.(273)193 Segue-se a vida e morte do M.e. Ex Proval Fr.Geral pª vir ser Religioso nesta Prov. Ben= to da Con. acabando de ap= prender os estudos determinou ser Religioso.cam Araujo. pelo q’ pedio huma patente ao R. q’ a sua voça= çaõ era verdadr.º. Este Religoso era do Reino natural da freguesia de Campanha.mo P. José Valença. Acabado o noviciado fez profis= saõ solemne. depois foi pª o coristado. Logo cuidou em se ordemnar de Sacerdote.R.R. era f. mas como lhe deraõ cesões veio pª o Mostrº curar-se dellas.Pe.Pregor e Ex Abbe Fr.º de Paes honrados. no qual entrou com mto gosto. e depois foi mandado pª a fazen= da da Itapoan onde viveo algus ans.a pr q’ cuidava mto em cumprir com as obri= gações de Verdadrº Religioso.Abb.e deste Mostr. mas como morreraõ no tempo em q’ elle era estudante. ainda q’ sempre lhe ficou obstruçaõ de q’ foi acabar de curar-se em Pernco. Depois -270- 193 APFL .331 [fº136vº] 5 10 15 20 e com mtos signaes de contriçaõ faleceo a 23 de Novem= bro de 1800 Sendo D. onde viveo bastes an= nos com edificaçaõ dos seos Condiscipolos. visinha da Cide do Porto.º o M. Anto de S. e o puseraõ no es tudo com tençaõ q’elle se ordemnasse de Clerigo.Pe.-27<1>/2\. q’ o crearaõ no temor de Deos.

Anto de S. Logo começou a o per= seguir hum gde defluxo q’ desparou-lhe em Reumatis mo. q’ o crearaõ no te= -271- 5 10 15 20 .332 [fº137rº] foi pª o Mostrº de Olinda pª lá entrar no Collº de Filosophi a e Theologia.o de Pais honrados. Depois veio eleito em Me de Novissos neste Mostrº e no fim do trienio veio eleito em Secretario e Compº do N. e assim foi vivendo athé cahir em huma tisica. Este Religioso era natural desta Cide da Bª.e Ex Provincial Fr. e feitos os actos de Pregor o elegeraõ Subprior do mesmo Mostr. donde o mandaraõ governar o engenho de Marahú. e conhecendo q’ se lhe abre= viaraõ os dias de vida.Pe.Pregor e Ex Proval Fr.-27<2>/3\ (274) Segue-se a vida e morte do M.Abbe do Mostrº de N. faleceo a 31 de Março de 180<0>1.mo P.Proval Depois o elegeraõ em D. Marcelenio de Sta Anna. Sendo D. f. tratou em se dispor com os Sacra mtos da Igreja. Depois veio elei= to em Procºr geral da Provª neste Mostrº. de ql nunca sepoude curar.Abbe do Mostrº da Parahiba.R. esa= hindo delle ofiseraõ Prior de mmo Mostrº.R. e no fim do trie= nio o elegeraõ em D. cujo cargo <ri>renunciou. José Valença.Snrª das Bro= tas.R.º Depois foi mudº pª o Mostrº da Parahiba.Pe. confesando-se depois sempre o miudo com mta contriçaõ. Abbe deste Mostrº o M.

e da m. e vendo q’ elle tinha voca çaõ pª ser Religioso. q’ todos o veneravaõ mto pr ser de bons costumes. e Theologia. lhe alcançaraõ huma patente do Re verendissimo.º depois foi mudado p.ª o Mosteiro do Rio de Janrº. No fim do No= viciado professou com grde contentamto de todos.ma sorte viveu alguns annos no Coristado deste Mostr.º.Abbe a Fr. Este Religioso foi tambem dos q’ recusaraõ a posse de D. e aqui ficou em Cõpanhia dos mais Religosos. e sempre estava prompto pª confessar a to= dos q’ lhe pediaõ. depois lhe man daraõ ensinar a Lingua Latina. e com ella veio tomar o habito de Novisso neste Mostr. e metendo logo nas escollas. onde teve e seu Collegio de Philosofia. Depois de passados alguns annos foi mande pelo P/r/elº administrar a fasenda do Rio de S. q’ naõ murmurava[↑murmurava] de ninguem. e depois de fazer os seos actos de Pregor tornou pª este Mostrº onde viveo alguns annos em compª dos Religiosos. e tornou logo pª este Mostrº curar-se dellas. Francisco. Felipe da Nativide e pr esse crime foi preso com os mais pr decreto -272- 5 10 15 20 . com ql cumpria todas as suas obrigações.333 [fº137vº] temor de Deos. mas como logo lhe deraõ cesões lá esteve pouco tem= po. em cujo Noviciado bem deu mostras da sua grde vocaçaõ pela grde <vocação> promptidaõ e deligencia. e amavel.

foraõ-lhe crescendo de tal sorte as molestias q’ conheceo se lhe avisinhar a morte.Geral. onde foraõ todos castigados ao arbit<rario>[↑rio] de N. i faleceo a 14 de Julho de 1802.Rmo Pe. José de S. e de lá pª o Mostrº de Tibães. pe= dio sempre a Ds q’ lhe perdoasse os seos pecados e q’ levasse a sua alma pª a sua eterna Bemaventurança pª cujo fim atinha criado. q’ recebeo com mta Contriçaõ. Se ordinariame a boa educaçaõ se manifesta nas accço= es de nossa vida.R.José Valença.Pregor Fr. Este Religioso foi natal da Freguesia de S. mas este Religioso foi mais favorecido pr ter lá huma Tia q’ (digo huma Prima Religiosa) q’ pedio pr elle ao N.(275)194 Segue-se a vida e morte do M.334 [fº138rº] de El Rei.-27<3>/4\.Pe. e pr isso no Capº futuro do Brasil o fes D.Geral.Bento Leal. e foi com os mais pª Lisboa.Antonio de S.M.Rmo Pe. e cuidou em se dispor com os Sacra= mtos da Sta Madre Igreja. e depois tornaraõ pª esta Provª.Miguel do Souto Bispº do Porto.Rmo Pe. devemos crer q’ seos virtuosos Paes se dis= vellaraõ na cultura della desde seos premeiros annos: po= is vindo este Monge tomar o Sto habito nesta casa -273- 5 10 15 20 194 APFL .Abbe deste Mostrº o N. e no fim veio ser conventual deste deste Mostrº onde viveo alguns annos.Abbe do Mostrº de N.Sª das Brottas.Ex Proval Fr. Sendo D. i contando já 83 de ide natural.

/e q’ o*/ Religioso tanto mais se aproxima a seo fim. dos Prazeres. O seo merecimto pois o fes digno da profissaõ. naõ possuia menos aquellas q’ se de= vem ao genio. q’ onaõ mandassem administrar a Capella de N.Abbe das Brottas e ahi se demorou alem dos 3 an= nos do seo governo q’ foi louvavel ms 3 annos em qualide de Subdito.335 [fº138vº] professando nella. deo logo a conhecer q’ se elle possuia as virtudes da vocaçaõ sua. e aos progenitores enchendo com humas os deveres doseo estado e com outras as da Sociede em que se achava. e com efeito elle a poderia gozar neste Mostrº pª onde se retirou se quisesse aproveitar das esenções q’ a Religiaõ lhe permetia pelos seos annos: mas conhecido q’ a vida do homem he huma continuada malicia sobre a terra. e os seos talentos de q’ o mandassem entrar no Collegio de Filosophia em Pernco onde depois de feitos os actos de Pregor ser= vio nos empregos de Subprior e Sacristaõ mór desempenhan= do ql qr destes empregos com zelo e satisfaçaõ dos Religiosos. e trabalhando eficazmte no aumento da mma capella. Ja os annos o chamavaõ a huma vida mais descan çada.Sa. quan= -274- 5 10 15 20 . Naõ tardou. e a indole. onde demorou-se mtos annos edeficando o Publico com suas virtudes. q’ lhe deve os mais avultados serviços: os quaes pesados na balança da Justiça pª os apprecearem o elegeraõ em D.

ja dirigindo os Monges novos na qualide de Me Coris= tas. ja cumprindos com os deveres dos cargos de 1º e 3º Defini<t>/d\or de q’ foi condecorado. pois passando a maior parte de sua vi= da nesta casa. de q’ tinha huma grde noticia procu= rando com isto q’ todas as cousas se fisessem conforme a mente da Igreja. como elle mesmo confessava foi estar fora conventualmte conservando-se o mais resto do tempo no claustro nos exercicios de sua profissaõ. Assim foi passando a sua virtuosa vida. ja mais passou hum instante q’ naõ fosse em= pregado. só huma ou duas veses. ja utilizando ao publico na continua assis= tência do conficionario sem exepçaõ de pessoa nem de tem= po. e deveres do nosso estado. athe q’ a morte lhe bateo a porta prevando-o da Existencia. Era este Monge apaixonadamte applicado ao es tudo das Rubrícas. e confusaõ de mtos q’ nunca lá vaõ. ja finalmte seguindo todos os actos de communide princi= palmte choro ao ql nunca faltou nem de dia nem denoi= te com edificaçaõ da qulles q’ o frequentaõ. He digno de se notar o desapego do Seculo com q’ sempre vi= veo este Religioso. com huma furio -275- 5 10 15 20 . Decretos e Estatutos Eclesiasticos relati= vos ao culto Divino.336 [fº139rº] quanto mais deve trabalhar pr prevenir os ataques daquella ultima hora. e o julgaõ só pr hum exercicio dos pros annos.

(276) Entre os Monges falecidos nesta Casa. depois de passar os pros annos de sua ide no Seminario dos Meninos Orfaõs da mma Cide. Me Fr. e q’ se acriditaraõ ms pelos votos da sua profissaõ foi o M. -27<4>/5\. e todos os exercicios peniveis da Religiaõ fes com q’ esta o contasse no numero de seos f. q’ deixando-o sempre atenuado de forças veio pr -276- 5 10 15 20 .Manoel do Sacramto nascido de Paes honestos na Fregue= sia de S. sua applicaçaõ aos livros.Abbe o M. sua constancia ao tra= balho. Manoel do Sacramto.Pe. Me D.Andre de Bostro Bispº do Porto. Experimentado em todos os rigores do ano de aprovaçaõ.R. Rmo vestindo nelle a Cogulla Benedictina.os admetindo-o a profissaõ. Aqui pois passo/*u/ o seo Coristado e 3 ans de Filosophia appresentando a todos sem= pre huma conducta sem taxa q’ conservou athe morrer.R. seo amor a virtude. achando-o disposto com os ultimos Sacramtos tendo de ide 80 ans e 9 meses. foi mandado noviciar neste Mostr° com Patente do N. Os actos de Passante q’ fes no fim delle de= raõ a conhecer q’ naõ perdeo o seo tempo inutilme e talves da sua mta applicaçaõ lhe sobreveio a molestia de sangue pela boca.Abbe actu= al Fr. Mudado Para Pernco juntame com seo Me ahi concluio o seo curso Teologico.Pe.337 [fº139vº] furiosa herisipela molestia de q’ era ccometido muitas ve= ses. foi o dia do seo falecimto a 4 de Maio de 1806 sendo D.

cujos encargos dezempenhôu mais pr superioride dos seus conhecimtos.ª de Theologia. q’ o obrigaraõ sungo [↑segundo] o Conselho de [↑pedir]Ha pedir muda daquella Caza p. constrangido p.338 [fº140rº] pr fim de alguns annos a ser o verdugo de sua vida.obediencia. e Procurador das Demandas. pla renun= cia do Abe. foi elle promovido neste lugar. servindo ao mostrº no imprego de mestre das hobras.ª toda parte. de ps de consultar os mes da Moral. nem directame nem indi= rectame. q’ o obrigava a isso. onde tinha professado. e aplicando-se sempre aos livros. antes lhe cauzou huma grande mortificaçaõ o aceita-lo. que o acompanhava p. elle fez tudo da su= a parte p. elleito p. naõ pode nunca fugir a molestia. mais pr paixaõ. naõ concordando pr si p. naõ foi isto pm bastante p.s a submeter-se ao pezo.a esta caza. Fugindo ao Perturbador do seu Espirito.ª esta. Neste estado de Passante e doente foi pª Perncº digo pª o Rio de Janro onde teve muito q’ sofrer da parte do Prelado. mas assim nun= ca esteve ossiozo. donde lhe resultaraõ mtos desgostos. do q’ pr possibilide.ª o alcançar. e concervar o Pa/trimonio*/ -277- 5 10 15 20 .ª manter aobservancia regular. q’ entaõ era pr oca siaõ da mma molestia. q’ sendo verdadra pª elle foi reputada pr a quelle e pr outros mtos monges pr fengem.ª o deixarem de prover em huma Cadr. que o privava de longas leituras. ps tinha a respiraçaõ preza. estando ainda neste exer= cicio. naõ achou meios de subtra= hir-se a hum preceito expresso da S. /e*/ ao mmo tempo no d’Procurador Geral da Provincia. do q’ com a possibilide das suas forças.to. e prevençaõ.

faltando-lhe ainda p. e naõ contentou a todos nos governos ( o que hé moralme impossível.ª sua alma p. nada de su= perfuo se lhe achou. q’ o fez lan= çar pr varias vezes quantide de sangue p. reduzio a hum dolorozo suffrimto em huma cama pr. tendo-se dis= posto p. Em obsequio de verde deve-se dizer. sua castidade foi sem Lezaõ. q’ elle converteo em bem p. q’ conduzindo-o len= tame a huma tizica. sua pobreza resplandeceo nos seus moveis. Os trabalhos da Prelazia junto a hum gênio nimiame escrupulozo. . ps elle mesmo desde o seu noviciado foi observante.) foi mais erro do seu intendimto que da vontade. Foram acrescidas as duas primeiras silábas da palavra <bagatela> por Silva Nigra em virtude de o suporte do documento original ora transcrito não permitir a leitura dessa parte. a penas. antês se conhecêo q’ athé o nescessario lhe faltava. q’ o recebêo com mta devoçaõ aos 12 de Junho de 1707. na idade de 46 ans. nada /recebia*/ de ninguem. e honras devi<di>das ao seu lugar. m. Depois da sua morte.la boca. e no seu sustento.ª completar o seu trienio 5 mezes. brotando com tanta força.339 [fº140vº] da Religiaõ. pª o que naõ foi precizo pedir hum carater emprestado. no q’ obrava. hum escrupulo demaziado o fazia embara= çado. com q’ o supportou. q’ de generou algumas vezes emtenacide defeito ordenario -278- 5 10 15 20 25 195 APFT. q’ as suas intenço= es eraõ boas. alguás [baga]195telas mto insignifcantes amtas instancias dos seus amigos. no seu vestido.ª isso com repetidas confições. accenderaõ novame esta faisca da antiga Molestia.la paci= encia Christam.tos mezes. entregou seu espirito ao <c>/C\riador. Este Monge foi sumame observante dos seus votos. Foi interrado na Capella mor com grande pompa. aprezentando-se a todos como o premro nos exemplos. e com os ultimos Sacramen= tos. pr fim succumbindo a vio= lencia do seu mal. que se achava com suffoca= da pr mais de 14 annos.

o efeito mostrou o acerto da eleiçaõ. q’ hé o M. e intereza..ª as letras.ª este Mosteiro. fazia hum favoravel /a*/ccolhimto. em attençaõ ao Relig. sem sessar a observ/a/ncia Re= gular a todos. e prestando-lhes os caritativos officios do minis= -279- 5 10 15 20 25 30 . que principiou o logo a servir com zelo. Aqui mesmo começou no exercicio da urbica.R.Ex Abbe F. que(. mas n’elle logo bem reconhecêo p. /Muda*/do p. mas disculpemos ao homem.s desde logo começou a trabalhar com grande actividade na cons= trucaõ da Igreja de Senrª de q’ era mto devoto. que o obrigou a abandonar inteirame estes intentos.zo -27<5>/6\. a sua capacide. sobrevindo-lhe ao mesmo tempo huma molestia de peito.lo fervor dos seus exercicios. oqto nestas virtudes devia ser exacto logo q’ ellas fossem de preceito. q’ se segue hé um ticido de vertudes. p. Depois de professo foi ter o seu Colegio em Pernanbuco. e posto q’ naõ lhe faltassem os talentos p. e dos lugares auctorizados. e observancia de concelho. q’ se uniraõ ao mmo tempo pª o fazerem digno dos maiores elogios. e veio esta Caza tomar o S.(277) A vida do monge. com tudo elle vio frustradas as suas perten= çoes pr motivos de preferenças graciozas.) era regular. p.. O seu noviciado apenas foi hum prelodio da sua futura Religiozidade. Este Religiozo. p. q’ deixou taõ bem incompleto pr molestia.º de Nossa Senhôra da Graça. procurando agradalhes sem baixeza. Rezolvido a procurar ares mais benignos a sua quexa pedio mudar p. cujo lugar dezimpenhôu um credito da Reli= giaõ sedeficaraõ dos Siculares.340 [fº141rº] dos escrupulozos. e fidelidade no imprego de Superior.ª o Mostr.Pe. mortificaçaõ. o elegêo seu Prior. q’ na ordem occupou.Habito na ide de 20 as. levando as suas obras a hum augmento consideravel. o mesmo fez quando se vio Abe da mesma caza.la paciencia.la obediencia ao seu Me. e conhecendo o Prelado d’aquella caza.Jozé da Trindade Roxa nascêo nesta Cide de Pais honrados. nem a vontade de fazer actos de passante. e deboas qualidades do coraçaõ. e do Espirito.

q’ lhes deve dar.s alem de en= cinar. e con= solando aos escravos com a sua caridade.ª esta caza. p. p. ahi se demorou sempre. e pro= veitamento dos seu discipulos. q’ naõ tem espirito de Religiaõ. q’ encigna. do q’ levantar-se. Afinal retirôu-se p. mas q’ elle dizimpenho pr mtos annos com mto credito da sua pessoa. deps /q’/ /o/ deixou pr mto tempo descancado. e difican= do ao publico com sua boa vida. no ql consumia a maior parte do dia.341 [fº141vº] terio sacerdotal.la pruden= cia. e se naõ occupou o lugar supremo da Provª.s sendo eleito em Abe das Brotas. onde. e congregaçaõ.ª conduzir a mocidade a huma vida regular p. As suas forças pareciaõ estancadas com a laborioza tarefa d/a*/ educaçaõ /m*/as ainda assim naõ esteve. e nada receber nem d’elles. e Definidor. voltou outra vez pª esta caza.la perspicacia em discubrir aqle. sendo assaz co= nhecidas suas virtudes na Provincia. foi pr q’ a sua ambiçaõ mais procurava abater-se. servindo-o no Conficionario. e utilidade da Religiaõ. e em todos os exercicios proprios da qle ano.ª Ds.lo bom exemplo. nos impregos de Sacristaõ mor. -280- 5 10 15 20 25 30 . do q’ de a idificar.la sua profissaõ de a perturbar. foi morar com elles no mesmo noviciado pª notar mais de perto as su= as condutas. plo dizinterece em naõ querer dos seus noviços mais q’ as suas almas p. sendo elle mmo o prº nas mortificações. hum como Abe. e de outras occupações. que a servio athé morrer. nem de seus Pais. a pezar das suas infermides. e outro como Prezide. praticando aqlo mesmo. empregado empenhozo e dilicado p. Concluido o seu trienio. q’ se requer p. servio em diversos tempos os lugares de Procurador Geral. merecedora de todos os ellugios. ropeiro. Ja a este tempo. a tra= balhar pr dois trienios. e q’ serviria mais p. principalme na Quaresma. e encignando aqlo mesmo. e vigiar sobre as suas nescessidades. e feliscide. o elegeo a junta geral Me de Noviços. naõ ha= vendo huma só falta em tudo isto. pr ser notorio a todos o seu prestimo p. q’ pratica. q’ se lhe notasse. edificar. e principalme p. conduta esta necessaria a todos os Prelados dos pe quenos Mosteiros.ª tudo. servio successi vamte com zelo. e contador.

probide.ª 2 dias. pedio os Sacram. conhecêo ser chegada /a sua*/ hora. mas sezudo. naõ obstante assignar a Religiaõ ao Monge infermo huma pª cada dia.ª dexar Lças aos vindouros. e dos seus incargos pr isso ja m.es foi sempre atend. mas (se. e advertindo-se particularme. onde esteve. tinha intereza.342 [fº142rº] Naõ /se*/ pode assas louvar a dilicadeza de conciencia deste Monge. seu genio era dilicado mas suffredor. como seu zelo em procurar seus intereces. Foi bom amigo..Pregador Fr. attribuindo estas faltas a discuido. e dizia as verd. naõ recebia outra antes daqla consumida. Sua conduta era irreprehendivel. Alguns a.es ainda as ms duras (mas so qdo era perguntado) aq. q’ lhe estava distinado aqla p.e nas couzas da renda da Religiaõ naõ merece menos louvor. verde.te q’ via ter poupado nesta estada. onde vinha varias vezes.tos da Igreja.º onde se naõ ache a sua letra.ra). trabalhando mtas vezes athé alta note. tudo escrevia p.s de ide.l pr esta fidelid.ª a eternid. naõ ha livro nas diversas administraçoes do Mostr. pode julgar qto mas grdes seria exacto. pr estas.º dos Prelados. seu carater era afavel..les q.Abe deste Mostrº o M. q.e de q’era taõ ame. Sua fidelid. e estando assim disposto. e isto naõ só neste. enfim era hum perfeito Religiozo.s esteve oci= oza a sua pena. q.do estas estavaõ dessonan= tes.te a esta caza.’ pediaõ o seu parecer. o mesmo praticava.to lhe restava: v.g.Pe. só afim de evitar o seu discredito.R.do naõ as podia conciliar. e com esta prenda servio mto a Religiaõ. Jozé da Cruz. prin= cipalm.e aos 18 de Abril 1806 com 79 a. -281- 5 10 15 20 25 30 . sendo D.’ elles corregissem seus assentos. e q’ augmentado com a id. s/e*/ huma galinha lhe bastava p. q’ podia consumir. q.s antes da sua morte foi administrar a capella do Montecerrate. Hum difluxo q’ o perseguia desde Colegial. entregando do drº. Alem disto teve hum grd. principalme no tempo da Quaresma a praticar na compª dos seus Irmaõs os deveres da sua profiçaõ. e em discobrir com incancavel tabalho os titulos das suas posiçoes. sua linguagem era franca. q’ os recebêo com mta devoçaõ.e nas couzas pequenas. naõ recebendo senaõ aqlo. naõ adula= va a ninguem. sahio deste mundo p. tudo examinava.e o digenerou pr fim. e entregando tudo q. apezar de seus acha= ques em ajustar os recibos com as datas dos officiaes.do vinha de Moncerrate passar alguns dias no Mostrº. mas em todos.e conhecimto de contas. pª q. ou governou. e de praticar acarid. e outras mtas qualid. e cada q.

sendo farto pª os Monges. Trabalhou tambem mto na -283- 5 10 15 20 .Abbe actual Fr.R. e lhi ficavaõ obrigados ainda qdo se op punha as suas pertenções. q’ só confia dos Monges esperimen tados. sem desperdiço. digo) e conhe cimto d’aquelle genero de agricultura. compondo com summa pruden cia as desordens dos rendeiros. e ecconomico sem vileza. a huma fortuna brilhante no seculo. José da Cruz nascido em Portugal de Pais honrados na Fregue sia de S. q’ todos o amavaõ. e civis os re/cib*/os das mmas Rendas. preferindo huma honesta pobresa no Claus tro. mas mostrando-lhe Ds bens mais solidos na Religiaõ.D. Foi mordomo nes ta casa.Joaõ de Ayo. Naõ foi logo o seu destino o ser Religi= oso antes o de seguir a vida mercantil na Comp. e augmentando com seus modos polidos. de sor te. e activide do seu genio de sorte q’ ao depois de Professo a Religiaõ o incumbio de commisoens.ª de hum Tio q’ tinha no Rio de Janrº. (fidelid.Pe. Desde o seu No viciado deo logo a conhecer o desembaraço do seu espirito. e utilide d’esta casa. Administrou tambem o Engº da cima com mto zêlo. como foraõ do recadar as rendas do seo patrimonio tanto na Cid.e como nas terras de Inhatá em cujas laboriosas occupaçoens trabalhou mto pr mtos annos com credito de sua pessoa.e e augmento. procurou este Mostrº pª n’elle tomar o Sto habito.343 [fº142vº] 27<6>/7\ (278) Segue-se a vida e morte do M.

pª <q>/a\s quaes tinha grde intelli gencia.ª de Ex.Fr.Abbe desta Casa. q’ lhe podesse dar algum remedio no estado deploravel em q’ se achava plas desgraças do tempo. pª acertar o remedio q’ lhe havia dar estendendo-se as suas vistas -284- .José de S. e com elles se de morou perto de 5.º o seu Collegio no fim de ql pas sou à Portugal a visitar os seus parentes. e particulares attençoens dos Nossos Rmos Pes Geraes. veio condecorado com o emprego de Procu rador Geral. o elegeraõ em D. e paciencia. Foi mto estimado deste Prelado honrando-o com huma amizade par q’ athé lhe chegou adar hum quar to no seu Palácio pª assistir qdo la fosse.mo Snr. merecendo em todo este tempo plo seu bom comportam. com effeito tomou posse do seu lugar e o primrº cuidado foi hir vêr com os seus proprios olho os diver sos ramos da administraçaõ patrimonial. Arcepisbo D.to mtas estimações dos Monges daCongregaçaõ. Naõ tinha nem amigos. nem in terisses proprios qdo se tractava da Religiaõ.344 [fº143rº] 5 10 15 20 na arrumaçaõ das contas. Avoltar pª esta casa na Comp. esteve a par de sua fidelid. e o seu ze lo plo augmento de seu patrimonio. e despender as suas rendas nas quaes já mais teve nota alguma.e em arrecadar.ta Escholastica. Depois de mtos annos teve neste Mostr. Como tinha mto conhecimto do Patrimonio /deste*/ Mostrº e o unico talvez.

tratava aos seus sub ditos ainda aqles mmos q’ lhe eraõ pouco afeiçoados com a maior urbanid.das principalmte de Rio de S. Luiz de N. o affavel como gra ve. naõ fazendo ja mais estas distinçoens odiosas. Faleceo como disse na dita<†> fazenda no 1º de Dezembro de 1808. e a constancia de os sustentar a prova de todas as contrariedades. O Pe Fr. digo em 14 de Novembro de 1808 tendo de ide 38 annos e de governo 2 incompletos. q’ mais q’ todas necessitavaõ pla distançia em q’ estaõ e plo longo intervalo de tempo q’ havia passado depois da ul tima visitaçaõ. os mmos seculares o choraraõ. q’ ti nha hido pr seu Comp. q’ se paraõ os filhos dos Pais.º plo temor dos ho mens. como a melhora do futuro.345 [fº143vº] 5 10 15 20 N° ª: as paginas 281-284 estão depois da 260. com este designio sahio a visitar as faz. e depois de morto foi condusido ao Convto dos Franciscanos da Vª do Penedo onde lhe deraõ a honrosa sepultura plo Pe. seus sentimtos eraõ francos.e com a observancia. Seos planos abortaraõ com sua morte naõ ficando depois d’ella senaõ o sentimto da perda de hum Prelado.º e confessou.Snrª da Penna.196 naõ só a conservaçaõ do presente. Mel de Jesus Ma -285- 196 APFT . e plo q’ respeita o seu caracter ja mais deixou de dizer a ver= dade qdo se tratava dos interesses do Mostr. Fr. mas chegando a Ilha grde infelizmte encon trou a sepultura nas cesoens epidemicas de q’ abunda aqle Paiz. pois sa= bia unir a civilid.e. q’ sem perder nada dos direitos Abaciaes.Franco.

e deste Mostr. governou aqla casa pr espaço de 5 annos.º teve o seu noviciado. Passou ao depois a ser Abb.e dos tempos o aliviou de mta pte d’este encargo.co. e privilegios: veio logo eleito Abb. privilegios. q’ foraõ destincto pr esta soluçaõ.ª da Va lença. ou outros q’ par/eciaõ*/ justos aos Padres da Congregaçaõ de o reelegerem recc/essiv/amte mais 2 trienios. mas ao depois lhe conferiraõ realmte o titulo. sen do a primrª q’ administrou a de Ignassú no Rio de Ja nrº da ql sahio pª Presidente de Stos D’este primrº lugar foi se sempre elevando gradualmte aos de maior authorid.º q’ gemendo de mto tempo com huma grande divida [↑de] 60 mil crusados a juros.e de Pernco. ou em Prelasias.Fran.-27<7>/8\-(279) 279 – Segue-se a vida e morte do Rmo Ex Proval Fr.te o elegeraõ Secre tario da Provincia. e no discurso dos mais governos de todo. José Valença. e n’este Mos tr. Antonio de S. Era natural este Monge da V. e pte do seu Collegio. No trienio seg. Passou quase toda sua vida ou em administrar as granjas da Religiaõ. e neste tempo visitou as fazendas do Ri o de S. Conclu idos os 3 trienios lhe concederaõ os privilegios de Ex Proval. e pla pedra q’ mandou vir pª a conclusaõ da Capella mor.la felicid. elle p.346 [fº144rº] 5 10 15 20 ria entaõ Administrador daqlas fazendas. -286- . e aoutra em Pernambuco.e. sendo este talvez o motivo. Na idade de 18 annos buscou a Religiaõ.

Caetano. 4 meses e 14 dias de governo.co pr estar já mto adiantado na idade. q’ fez Fr. Antº de N.te.Manoel a Concam Rexa.R.M.Pr. o as sentou de novo na cadeira Abacial deste Mostr.Abb. Naõ lhe faltaraõ os Sacramtos q’ todos pe dio -287- .e deste Mostr. e la esteve athe q’ sentindo faltarem-se as forças pou co a pouco veio ao Mostr.º O. Mel de Sta Anna Araujo do mmo lugar.P. Faleceo aos 11 deJunho de 1810 de id.Snrª da Penna. Foi tambem Definidor. Sendo D.º. mas a morte aqui o esperava. Por ultimo retirou-se pª o Monser rate. e renuncias se tinha passa do quase 2 annos foi recondusido no mmo emprego no trienio seg. Descançou algum tempo na Capella do Monserrate pª onde se retirou e dahi sahio à administrar o Engº de S.º reparallas com alguns remedios. deixando em cada Mostrº as providencias q’ lhe parece raõ necessarias. e /a/ renuncia.347 [fº144vº] 5 10 15 20 e poderes. q’ pa cumprir com os deveres do seu cargo correo <P>/t\oda Provincia.al desta ultima <vez> só foi a Pern.e perto de 80 an nos. e huma soltura de ventre q’ parecia ao principio naõ ser nada foi levando len tamte as bordas da sepultura. elegendo-o a Junta Geral Provincial.Fr. Entregou a casa ao seu Successor tendo ja segda vez apa tente de Prov. q’ concluio com 4 annos. e pr q’ nestes intermedios da morte morte. A Morte do Ex Abbe Fr. athé q’ em fim e precicpitou n’ella.

ou pr outro ql qr motivo lhe /deo*/ occa siaõ de sahir. e recebeo com mta devoçaõ. musica. foi a sua primrª vocaçaõ o prefessar na Religi aõ dos Crusios onde entrou.P. mas Ds.rº com Patente de N. e de buscar este Most. e onde tambem se acabou de aper feiçoar n’estas.348 [fº145rº] 5 10 15 20 dio. José de Je sus Maria S.Lourenço de Asures Bis pado da mma Cid. e cantochaõ.ta Ordem. orgaõ.e) e applicando se ahi com todas as forças do seu espirito ao estudo de Grammatica.e do Porto (sendo elle natural da Freguesia de S. em toda a sua vida. q’ nesse mmo tempo houvesse a reforma da d.Fr. pedindo a Maria San tissima q’ o ajudasse naqla tremenda hora. e q’ serviaõ com suas prendas em qto poderaõ a Mai de qm eraõ filhos: Hum delles foi o M. com as qs servio depois de mto a nossa. q’ deixaraõ pr sua morte as mais bem fun dadas <almas> esperanças da sua salvaçaõ eterna. e a Ds lhe per doasse os seos peccados de q’ reconhecia mto devedor. q’ foraõ sempre com sua huma escolla de virtudes Re ligosas. pª nelle tomar o Sto habito. q’ ou pr lhe parecer ardua. -278-(280) Tem sido mtos Monges falecidos n’esta casa. Foi sepul tado na Capella mor com as honras devidas ao seu lugar. Educado desde os seus primros annos no Collegio dos Orfaõs na Cid. Geral q’ entaõ era.R. Com effeito ves -288- .RmoPe.Paio. q’ o destinava pª a nossa edificaçaõ per mittio.

de sorte. Esta estreitando lhe as obrigaçoes o fez mais observante e sabendo q’ aqle aqm mais se dá se lhe pede. vivendo como Religioso.e <desde>e a satisfazer as obrigaçoens do seu es tado.ª isso huma escola publica de musica. renunciou o Collegio. cuidou mto em lucrar com os talentos q’ havia re cebido pª os tornar com usura qdo oSr lhos pedisse. e orgaõ d’on -289- 5 10 15 20 . e nocturno q’ is tava entaõ na sua maior observancia. e conhecendo. e social <utilis> determi nou utilizar ao publico tambem com a sua arte abrin do p.349 [fº145vº] tio a Cogulla Benedictina e desde entaõ se dedicou todo aos ex ercicios de pied. e empregando o seu te po em servir a Religiaõ com as prendas de q’ era do tado consumindo mais de 40 annos no continuo ex ercicios do orgaõ compondo varias Missas pª o uso do choro. e instruindo os Monges moços no Canto xaõ. Para isto começou logo depois de professo a trabalhar no edi ficio di virtudes pla observancia de seos votos. e das suas regras. Para melhor comprir com estas obrigações a q’ voluntariamte se tinha sujeitado na sua entrada. e com as de hum Choro diario. Applicado já á só coisa. q’ o homem Religioso naõ está separado do homem util. q’ mereceo pr sua boa conducta a ser admi ttido a profissaõ. pr lhe ser quase incompativel cumprir exatamte com as de Collegial.

e aproveitamto de suas discipulas consentindo is so o Sr Arce<p>/b\ispo plo tem conceito lhes merecia. No taremos aqui.ª q’ sendo entaõ pouco peritos n’esta arte e vi nhaõ consultar como a Me pagando-lhe este ensino em virem gratuitamte cantar. Bom era q’ todos tivessem o seu espirito. abdicou esti emprego. mas querendo medir os seu Noviços plas suas forças trabalhou mto sem approveitar quase nada. depois pª dirigir a mocide no emprego de Me de Noviços conferido pla Jun ta Geral da Provincia. o q’ prova q’ o talento de governar e dirigir he hum dom do Ceo. sendo este o motivo pr q’ os Prelados de quasi todos os Conventos de Frei ras o rogaraõ pª hir dar liçoens de musica e orgaõ as su as Religiosas e q’ elle fez com mto credito da Religiaõ. e nada mais servio na ordem a excepçaõ de Sacristaõ mor ficando pr este modo desembaraçado pª se empregar livre mte aos seus exercicios de piede. Do meio des tas occupaçoens foi tirado pª ser Prior.º qdo elle convidava: mas se elle os instruia com suas liçoens. q’ sen -290- . e tocar nas festivides do Mostr. naõ os edificava com suas virtudes. q’ Ds dá <q>/a\ qm lhe parece disgastado pois pr algumas opposicoens. abono de sua pessoa.350 [fº146rº] 5 10 15 20 de sahiraõ mtos discipulos perfeitos em huma e outra coisa vindo pª seu conehcimto a ser oraculo dos musi cos da B. q’ encontrou.

pois andando plos certoens perto de hum anno na Compª de hum Corregedor seu Amº naõ consta q’ lhe pedisse hum só favor e beneficio de nin guem. O restante da noite até amanhecer o gasta va<va>. onde naõ estava hum estante ocioso. em oraçaõ nas tribunas. e achaques. e todos os Altares da Igreja. -290- . elle as resava <†>no mmo tempo de joelhos na sua cella era impreterivel pª elle a satisfaçaõ de todos os Officios nas suas horas determinadas. e a visitar o SS. e alcancando licença pª isto foi pr terra a Pernco em cuja viagem se portou em ordem ao regulamto da sua vida. Quando ja naõ podia ler a estante nas Matinas das duas. nem tirou lucro das suas amisad. q’ o seo estado nao lhe permittia o entremetter se nas causas judiciaes. tendo mtas occasioens de o fazer. e de ps se recolhia na sua cella. co mo se estivera no Claustro. respondendo aos q’ o procuravaõ.e pª os secula res ja mais os importunou com solicitaçoens imper tinentes. Ja adi antado em annos veio lhe ao pensamto o hir correr a Pro vª. repetindo mtas vezes este exercicio no decurso do dia. A sua occupaçaõ mais amada era o choro. o ql frequentou toda a sua vida de dia.es. e de noite sem attençaõ aos seus mtos annos. horas. Recolhido q’ fosse no Mostrº naõ se importou mais de si mmo.Sacramto.351 [fº146vº] 5 10 15 20 do Monge de mtos respeitos na sua meia id. Dizia missa logo cedo com mta devoçaõ.

e so bre hum traviceiro de pao. e a ent/re/ter meia hora de honesta conversaçaõ na Botica. e ainda mmo se dispensava pr os soccorrer do seu necessario. q’ voa na ocioside pª as coisas inuteis. só constava de poucos trastes. lendo. e logo se recolhia. pois como nada pertendia senaõ a viver bem. Sobre tudo he dig no de admirar-se o summo recato q’ tinha em occul -292- 5 10 15 20 .e naõ se ouvindo ja mais hu ma palavra. Era mto amte da castid. Vivia no Mostrº como se nelle naõ existisse. pois apenas ap parecia a visitar algum enfermo. comia pouco. assim dizia elle. Observava com exactidaõ o seu voto de pobresa. de com ter o pensamto. ou occupado em serviços manuaes. [nem] superfluo. e estes mtos velhos. O amor dos pobres estava gravado no seu coraçaõ. e sem escolha de guisados passava as noites quasi com vigilias. Na sua cel la nada havia nem curioso. e incapazes de passarem segdo uso. enfim mortificava se em tu do. (naõ digo) obscena. mas nem ainda mal so an te.352 [fº147rº] pois eu estava resando os Psalmos do Psalterio. tambem naõ temia q’ algum lhe fizesse mal. Para elle era indeferente q’ viesse este. escrevendo. e carimxozos. Foi mto austero consigo. eos poucos instantes q’ dava de descanço ao corpo era hum leito nú. despendia com elles tudo qto tinha. ou <q>/a\ qle Prelado. desapro piando-se de tudo mtos annos antes de morrer.

q’ a naõ possue se torna hum tigre. hum tanto forte. e ql qr. mas em sabe-las mortificar. acompanhado de huma tenacide. Naõ escandilisava a ninguem. q’ a virtude naõ consiste em naõ ter paixoens. qualides estas q’ procedi a da moralide de seus costumes. pois logo naõ ha esta desapare o homem de bem. e descul pando as publicas com a fraquesa humana. a exceptuar hum genio. e ninguem duvida q’ elle mor tificou mto este defeito do seu proprio natural. e o mortificava em extremo. e de continuar nos seus exercicios diarios. mas naõ deixou de ouvir 2 ou 3 todos os dias. e sempre lançava a boa pte as intençoens equi vocas dos Prelados. Alguns annos antes de falecer. e q’ mtas acções dos Stos nem todos foraõ.e onde se acha. hum verdugo. e nocturnos nos quais ad qui rio -293- 5 10 15 20 . /dei*/ xando-o em mta distancia de sua sepultura. mas devemos lembrar nos. hum assacino de credito alheio hum fardo pesado. desaparece o Religioso.353 [fº147vº] tar as faltas dos seus Irmaõs calando as certas. deixou de dizer missa impe dido pr huma trabalhosa quebradura. e dos Subditos. Em fim naõ tinha deffeito q’ lhe notasse-se. e austero. de nada se queixa va. q’ de repen te lhe sahia. e desaparece o Chris taõ. hum monstro de ql qr socied.

354 [fº148rº] rio tal habito.to da extre ma Unçaõ. elle a esperava com resigna çaõ. e elle lhe repondeo. pois todos creraõ piamte a julgar -294- 5 10 15 20 . q’ foi a sua principal molestia.s e como eu estou conforme a sua vontad.e tudo o mais he peta= Em hum dia achando-se mais ata cado de hum sufocaçaõ de peito deitou se na cama andando até ahi de pé. e com aqla segurança q’ anima o vir tuoso: esta finalmte chegou com a velhice. q’ teve hum anno antes de mor rer. e confessando se repetidas vez es como era o seu costume. q’ ficando alienado dos sentidos em hum ataque de cerebro. deixando atodos os Monges mto cancados. taõ convencido estava elle de sua certesa. saõ estas as suas formaes palavras – Naõ ha mais nada senaõ eu e D. Assim vivendo como verdadeiro Religioso caminhava com tranquillide pª a morte. e advertido o Prelado q’ estava mal. a sua aproxima çaõ naõ o alterrou. Hum quarto depois de ungido espi rou tranquilamte no amplexo do Snr. lhe mandou administrar o Sacram. tendo recebido ja antes e da Eucaristia pr Viatico. e taõ penetrado das misericordias do Snr q’ dizendo lhe hum Religioso 3 dias antes da sua morte q’ chamasse o Medico. era a sua especie de loucura e praticalos.

R.co onde deo prin cipio a Urbica. mas q’ naõ era senaõ -295- 5 10 15 20 197 APFL . ja pa o da Graça. Este Religioso nascido na Cid. e q’ comprio exactamte com todos os encargos da qle anno da approvaçaõ. Teve o seu Noviciado /no Rio*/ de Janrº.e d este Mos trº o M.Pr. Foi o dia do seu falecimto aos 23 de Agosto de 1810 tendo de ide 89 e 6 meses. A profissaõ Religiosa. prova q’ elle tinha vocaçaõ pª o Estado q’ a naõ desmereceo com os seus costumes. e como era pouco soffrido se vio mtas vezes a variar de Mostrº ja mandando se pª os das Brotas.P.355 [fº148vº] da sua vida Christam e Religiosa. q’ concluio neste Mostrº. e ja segda vez pª o de Perm. depois de estudar Gra matica nos Pateos da Companhia foi admittido ao nosso Sto Habito. Mel da Concam Rocha.P. -2<7>/8\<9>/0\-(280)197 Segue-se a vida e morte de M.º donde sempre sahia pª os m. o ql aca bado veio pª esta casa. Depois de chorista foi manda[do] pa o Collegio de Permco.ª) de Pais honrados. ja pª este Mostr.s e onde afinal acabou. Este Religioso nada apre senta de singular na sua vida senaõ hum genio forte. q’ elle era do numero dos Predestinados.e (isto he da B.R.Pr Fr. Era Abb. q’ lhe foi dada. q’ elle chamara zello.Jubilado Fr Tho maz de Aquino Gama.

contudo fora deste seu genio. devoto veio lhe. pr este motivo era pouco ama/do dos*/ Re ligiosos os q’ detestavaõ naõ a sua pessoa. e receben do mta pied. e talve<s>/z\198 pr esta causa foi pouco empregado nos cargos da Religiaõ.mo Estava ja jubº. era Reli gioso observante. mas os seus transportes violentos.tos da Igreja pedindo per daõ a todos. melancolico q’ o fazia obrar. q’ a Religiaõ lhe permit tia plos os seus annos. e mettido con sigo m. e fazendo todos os actos Catholicos e Religiozos -296- 5 10 15 20 198 A letra <s> foi alterada pelo scriptor que a transforma em <z> ao prolongar a sua parte inferior. e commodos. somte occupou o Cargo.or Geral e renunciou a Abbadia da Graça. . de Prior nas Brotas. Conheceo elle o perigo. q’ lhe veio nos seus ultimos annos. e de Proc.e os Sacram. qdo quasi de repente lhe sobreveio huma hidropesia q’ se adi antou a longos passos pª as suas ruinas estas depois de lhe dar mto q’ sofrer no espaço de 5 mezes (nos qs com effeito naõ se lhe notou alguma impaciencia q’ desacreditasse a sua Religiaõ nem fosse filha do seu genio insofrido) lhe mostrou de perto a sepultura.356 [fº149rº] efeito de hum humor cholerico. e desenganado do melhoramto do corpo cuidou somte em purificar sua alma pª a conta final com repetidas confissoes. e gozando em boa saude das<ceso> isençoes. jubilado do Pulpito. de Mordomo.

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[fº149vº] entregou o seu espirito nas maõs do Creador aos 29 de Março de 1811 tendo de id.e 70 annos pouco mais ou menos, e sendo D.Abbe o M.R.P.Pr.Fr.Mel. da Concan Rocha. -28<0>/1\-(282) 282 – Segue-se a vida e morte de R.Pe.Pr.Urbico Fr. Jose de Sta Josepha, e Almda. Este Religioso natural da Pa rochia de S.Pedro do Sul, e nascido de Pais honra dos, veio a este Mostrº na ide de 25 annos a tomar o nosso Sto habito <trazendo> trazendo pr isso patente de N.Rmo Pe. Geral. Aqui pois noviciou, professou teve o seu Collegio, donde sahio pª o emprego de Pregador Urbico, e foi eleito Prór, e Me de obras ao mmo tempo: no exercicios d’estes empregos acometteo-o a morte pª a q’ naõ estava de sorte alguma preparado pri vando-o da vida pr meio de huma erisipela, q’ lhe costumava a dar desde o Noviciado. Foi o deste tris te acontecimto aos 4 de Janrº de 1812, e sendo D.Abbe deste Mostrº o M.R.P.Pr.Fr.Mel da Concam Rocha, tendo de ide natural 39 annos, e 14 de Religiaõ.(283) Naõ tendo nada q’ dizer da vida de R.P.Pr.Fr.Mel de S.Ca etano nos passos [†] particularmte da sua morte, q’ nos pode fazer acautelados. Este Reli gioso nasceo na Vª da Caxoeira, e foi educado na Ja -297-

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Jacobina debaixo das vistas de seu Pai, q’ era Capam mor damma villa d’onde veio atomar o habito Mo nastico neste Mostr.º Depois de professo, e concluido o seu Collegio teve Patente de Urbico de NR.mo q’ foi obri gado a largar de pois de trez annos de exercicio. Achando se pois desembaraçado, e vendo q’ sua Mai viuva vivia pro bremte em Jacobina, solicitou o seu Nuncio hum Breve de Habito Retento pª viver em sua comp.ª e socorrela, mas naõ alcançando senaõ huma liçª trienal d’ella se approveitou pª seguir o seu intento. Tudo estava prom pto, e feitas as suas despedidas do Mostrº acompanha do de huma excessiva alegria q’ lhe saltava ao rosto e athé doprojecto de voltar mais, se foi embarcar no caiz de Sta Barbara. Mas a morte q’ hia escondida no seu seio segurou a sua presa poucos minu tos de pois de se ter elle metido no barco, e no mo mto em q’ jogava as cartas com outros compros de via gem. Hum agudo grito foi signal do ataque, e a perda da vida se seguio imediatamte. Debalde se ap plicaraõ na mma occasiaõ alguns espiritos, e depois de todos os soccorros, d’arte pª fazer tornar a si, q’ ja estava na eternide aqle q’ a pouco antes gozava da perfeita saude, e q’ nutria o seu espirito mais das ri -298-

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[fº150vº] risonhas esperanças de ver a patria, q’ das funebres imagens de sepulchro. Assim voltou em poucas ho ra pª o Mostrº ja defunto o m.mo q’ projectava naõ voltar mais aelle, deixando a todos os Monges consterna dos, e espavoridos, e ao mmo tempo instruidos com seu triste exempl199o da necesside de andarmos sempre a parelhados; pois anaõ estarem vigilantes seraõ infa livelmte desagraçados. Succedeo este lamentavel catastofre em 21 de Junho de 1812 tendo o dto P. de ide natural 34 an nos, e de Religoso 13 sendo D.Abbe d’este Mostrº o M.R.P. Pr.Fr. Mel da Concam Rocha-28<1>/2\-(284). Segue-se a vida e morte de M.R.O.D.Abbe de Sto Adal berto Fr.Joaõ de Sta Anna Nobre. Este Religioso nascido em Pernco de Pais honrados, e virtuosos, q’ o educaraõ no temor de D.s veio ter o Noviciado a este Mostrº no ql feita a sua Profissaõ, depois de alguns annos de chorista passou se a sua patria onde teve o seu collegio, concluidos pois os estudos foi mudado pª o da Paraíba on de foi bastantes annos conventual, servindo-o no Coro Altar Confissionario, e Pulpito; conhecendo o Abbe daqle Mostrº a sua natural activide o mandou administrar a fazenda de Maraú /daqle Mostrº*/ onde exerceo mto bem as suas obrigaçoens, mas pr algumas des -299-

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desavenças q’ teve com o mmo Prelado, recolheo ao Mostrº sem ter pª isto ordem expressa. O seo genio forte, in sofrivel, e tena<s>/z\200 encontrando no Abbe daqle Mostr.º naõ menos aspero, lhe deo q’ sofrer dissabores, athé q’ pr huã obediencia foi removido pª o do Rio de Janrº alli <pa> pou co se demorou, pr q’ passou se novamte pª esta casa a ql servio nos empregos e Contador, e de Depositario, Procor das demandas, no q’ tudo mostrou o seu prestimo, e sagacid.e. Aqui entrou a carreira dos seus trabalhos, e encomo dos, q’ se pode dizer, o acompanharaõ até a sepultura; ps vindo pr Proval aqle, q’ havia tido pr Prelado na Paraiba, atiou se o antigo odio de pte apte sem se perdoarem <d>/m\utuamte toda occasiaõ de vingança, pr elle com huma constancia, e pertinacia inabalavel triumphou de tudo até q’ alcnaçou o previlégio de Missionario, na<õ> occasiaõ em q’ o Sr. Arce Bispo da va principio a visita da sua Diocese. Por toda pte q’ andou foi hum fiel dispenseiro da palavra Divi na, com mta diligencia, e naõ menos proveito recolhen do mtos fructos de seu trabalho. Desejoso porem (como elle disia) de ver hum Irmaõ na Corte de Lisboa, pª ella se diri(...gio com bene)placito de S.Magestade e depois de pas sados alguns tempos, qdo se deliberava acompanhar ao Ma -300-

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A letra <s> foi alterada pelo scriptor que a transforma em <z> ao prolongar a sua parte inferior.

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[fº151vº] Maranhaõ o Snr’. Bispo de Vizéo pº de Jacobina mudou de projecto, e de repente passou-se a Corte de Roma provalvelmte sem liça do N.R.mo Pe. Geral Naquella corte, e obteve do Smo P.Pio VI huma Abbadia in partibus, tendo (como elle contava) a distincta honra de ser Bento pelo Nosso S.mo P.e Pio VII era Rei nante, q’ era entaõ Bispo de Tripole. Depois dever mtas rarid.es e correr algumas Cid.es da Italia passou -se a Lx.ª onde a nossa Congregação qui<s>/z\ 201recolher a Secretaria dos Estados os seus papeis; mas com a pro cteçaõ do Sobredito Bispo de vizêo, conseguio, <conseguio> de sua Magestade <deusar> de usar do prevelegio comce dido pr <p>/S.\.Santid.e e concluidos os seus negocios, partio pª a Prov.ª chegou finalmte a este Mostr.º no ano 1783 e poucos dias deps foi prestar obediencia ao Exmo Snr’ ArceBispo D.Fr. Anto Corrêa. Passados aluns annos chegaraõ algumas Actas da Congregaçaõ, onde se ordenava, q’ o expulsassem do Mostrº, pr isso q’ não convinha residirem na Clausura Abbes titulares, q’ sem conhecer superiores, nem sugeitar as pensõens, querem perce ber as regulias, mas allegando elle a simples razaõ de q’ S.Santid.e o naõ despensara dos votos Religosos (m.mo e da obediencia q’ naõ queria prestar) v(...)/fei-/ po tas -301-

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A letra <s>foi alterada pelo scriptor que a transforma em <z> ao inserindo uma haste inferior na letra.

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[fº152rº] poseraõ lhe uma demanda pª a lançar fora. Resol veo Bullas, invictou privelegios, não poupou artificios delig.cia e dinr.º pª o bom exito de sua causa, mas vendo frustados os seus intentos passando mil encomodos, miserias, e (em abono da verde) varias desfeitas de alguns Religiosos, lá foi a seg.da ve<s>/z\ 202a Lxª e nada conseguindo do q’ intentava, passou-se a Pernam.co, onde pouco se demorou, e d’alli pª este Mos teiro. Continuou a demanda, e em virtude d’ella con tinuaraõ os seus trabalhos, e necessid.es Em huma vi da errante, e atropellada foi passando ora no Mos tr.º ora na <Graça> Barra da Caxr.ª negociando pr todos os modos pª assim se mãter insuficientemte no q’ foi mto infeli<s>/z\, e ainda mais costante. Finalmte huma viagem q’ fez a Inhmabube, alem de huma id.e <a> avançada veio pr termo a Sua laboriosa vida; pr q’ na volta embarcando apesar do furor do vento Sul nau fragou perdendo tudo q’ trasia, e ainda pr felicide foi aportar a humas praias rigorosas, e desabridas d’on de <a>/o\ troxeraõ pª este Mostr.º, e em poucos dias com cluio-se. He cousa dificultosa clacificar o carater d’es te Religioso, ps (com elle dizia, e praticava) sempre es/tudou q’/ ninguem soubesse q’ o tinha plos pez nem pla -302-

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202 A letra <s>foi alterada pelo scriptor que a transforma em <z> ao inserir, apenas, uma haste inferior na letra.

363
[fº152vº] cabeça, e q’ se verificou até arespeito da sua morte com tudo era estado de juiso our e de bastante perspi cacia, e artificios, era as ve<s>/z\es jovial; porem sempre teimoso, e malfazejo: porem deve se confessar q’ naõ faltava oChoro de cujo Snr’ era mui devoto inculcando pr toda prte a sua devoçaõ, q’ conservou até a morte. Foi o dia do seu fallecimto aos 29 de Fever.º de 1813 com de id.e sendo D.Abb.e e M.R.P.Pr.Fr.Mel de Concam Rocha. -28<2>/3\-(285)203 Segue se a vida e a morte do M.R.Pe.Fr.Joaõ de Sta Gertrudes Carnoto, este Religioso nascido nesta Ci d.e de Bahia, de Pais opulentes, os quaes depois de o instruirem no Santo timor de Deos o mandaraõ frequentar as escollas, e vendo q’ elle tinha inclina çaõ pª vida Religiosa, lhe alcançaraõ Patente do Rmo Pe.Geral. Neste Mostr.º tomou o Sto habito; Com pletos os annos do Chorista, ordenado de Sacerdote foi ouvir Filosofia, e Theologia no Mostr.º de Per nanbuco Donde voltou pª este, onde foi Contador toda a sua vida. Procurador Geral 18 annos, D Abbe do Mostr.º das Brotas. Abbe eleito do Mostrº do Rio de Janr.º, da Graça, da Paraíba e finalmte. Definidor N.º Foi Religioso honesto; amigo de prestar sem de -303-

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APFL

e os mais actos recebeo Patente de Pre gador. q’ pou<ç>/c\as vezes apparecia nos Salões e pr este motivo nenhum Religioso se queixava d’elle. e morte do P.ª -28<3>/4\. q’ deve ter hum Chris taõ.M. Jose de Sta Escolastica e Olivr. hum Religioso.(286)204 Segue se a vida.Bento.° de S.Pe. Este religioso nascido em Portugal de Pais honestos.R. Procurador do Mostr. cuja vida devia ser immortal pª reforma de alguns.DrJubº Fr.e 85 annos incompletos no seu ju iso perfeito tendo recebido os Sacramtos da Igreja com toda a disposiçaõ. Este Pe. Administrou o Eng. tomou o habito no nosso Mostrº do Porto. feito o Sermaõ de prova. hum Sacerdote. das Dores Rocha. Neste Mostr.º da Graça d’onde foi -304- 5 10 15 20 204 APFL .S.º o M. recolhido.º foi Collegial. Foi o dia de sua morte no dia [↑de] Reis no anno de 1814 Sendo Presidte deste Mostr.e foi logo orde nado. e neste Mostrº teve o seu Noviciado fei ta a profissaõ como ja tinha id.Anto Joaqm de N.e Pregador Fr. e taõ amante do silencio.364 [fº153rº] defferença de pessoas. q’ vivem descuidados pagou o tributo de nascido na id. foi Prior.

Jose de Santa Escol208astica e Oliveira.M. e por fim [hor-]205 telaõ.-305- 5 10 15 20 205 206 APFT APFT 207 APFT 208 A parte da palavra <Escolastica> sublinhada está sob o carimbo da biblioteca. por ordem do N. e representações ao Prelado. n[aõ]206 consentia que se fizessem furtos na dita ho[r-]207 ta.M.R. Jubº e Dor Fr. . Foi o dia de seo falleci mento em 1º de Abril de 1815 – sendo D. inda mesmo pelos medicos: passado pouco mais de um anno foi accommettido de uma apoplexia.Francisco d/os/ Prazeres.. recolh/e/ o-se a sua cella dizendo que estava doente..Abb. /e/ o que naõ foi acreditado. e continuadamente contra elle faziaõ queixas. alguns visinhos lhe qu/e*/ riaõ mal. porque nimiamente zeloso.mo Geral P. Vendo. que.P... que po/r/ esse motivo lhe tirou a administraçaõ..M. Foi Porteiro mor.365 [fº153vº] foi removido para este Mosteiro.. administra/dor/ da capella de Monteserrate.Fr.R.N. que lhe tirou a vida aos 62 annos incompletos de sua idade: dizem que se tinha con fessado dias antes.e d’este Mosteiro – O.

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para textos mais recentes o problema se apresenta de formas diversas. é a de preservar o material e seu conteúdo. a um público mais amplo. grafia e abreviaturas. trazer à tona uma "realidade" e um texto representativo em termos de vocabulário. o que significa que toda modernização seria uma espécie de traição. a edição conservadora é uma das ferramentas mais importantes e indispensável para o trabalhos linguísticos nesta linha. principalmente. morfológicos ou fonológicos.367 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Claire Blanche-Benveniste (1998) chama atenção para o fato de que nos textos manuscritos medievais é usual que o editor não corrija as grafias do texto. mais normal parece ser o fato de respeitar a grafia. dos primeiros séculos de fundação do Brasil. é apenas o primeiro passo para muitas possibilidade de leitura e análise da história deste que é o primeiro Mosteiro de todas as Américas. em tempo oportuno. Como os dados linguísticos de séculos passados têm praticamente como única possibilidade de estudo os textos preservados através do tempo. Edições modernizadoras têm sua função específica e são de grande utilidade quando o objetivo do trabalho é prioritariamente dar acesso. Portanto. A proposta do trabalho partiu dos próprios monges do Mosteiro de São Bento da Bahia. que querem dar a conhecer ao público em geral. de uma das congregações religiosas mais antigas e mais importantes do mundo. que aqui está. No entanto. cujo trabalho está apenas no início. ora apresentada. A intenção desta edição. ao conteúdo em si do texto em questão. a edição deste material. semânticos. No entanto. e. . com valor histórico para a Ordem Religiosa em questão e para a Bahia. se pretende editar todos os demais volumes existentes deste documento. sintaxe. Quanto mais antiga é a época do texto. posto que subtraem dos que a consultam a possibilidade de perceber no texto características de um estado de língua nos mais variados aspectos: sejam eles sintáticos. visto que. pois estas são características de um estado antigo da língua. claro está que esse tipo de edição torna-se absolutamente sem valor para os estudos linguísticos. um pouco da sua história cotidiana.

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Dictionnaire des abéviations latines et françaises: usités dans les inscriptions lapidaires et métalliques. BLANCHE-BENVENISTE. 2. CINTRA. Lídia (Ed. CONTRERAS. Lídia. Claire. Hildensheim: Georg Olms. Celso. Ivo.). Paris: Armand Colin. Fund. 1965. BLOOMFIELD. Barcelona: Gedisa. BONNOT-RAMBAUD. CUNHA. Curso de História da Língua Portuguesa. João Eurípedes Franklin. Introdução à crítica textual. v. AZZI. Madrid: Catedra. Lenguaje. A escrita no Brasil colonial: um guia para leitura de documentos manuscritos. CHASSANT. Santa Maria: Editora da UFSM. 1994. Paris: Christian. Introducción al análisis filológico. Recife: EDUFPE. Ana Regina. Colômbia: Imprenta Patriótica del Instituto Caro y Cuervo. CASTRO. 1998. LEAL. CONTRERAS. Lisboa: Universidade Aberta. CANO AGUILAR. Gabriel. 1964. A Sé Primacial de Salvador: a igreja católica na Bahia. Lire le français d'hier: manuel de paléographie moderne (XVème-XVIIIème siécles). Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ed. Apprendre a lire les archives: 100 exercices pratiques (XVème-XIXème siécles). 2001. 2001. Rafael. A. Lindley. 2000. GUTIÉRREZ. 1. les manuscrits et les chartes du Moyen-âge. Lima: USMSM. Estudios linguisticos sobre la relación entre oralidad y escritura. Madrid: Visor. Petropólis: Vozes. AUDISIO. 1994. 1991. Leonard. Nova Gramática do Português Contemporâneo. SALA. José Manuel. César Nardelli. BERWANGER. Massangana. Juan. ed. 2005. CONDÉ. Joaquim Nabuco. Ortografia y grafémica. Isabelle. Noções de Paleografia e de Diplomática. L. Vera Lúcia Costa. 1995. 1994. BLEUCA. CAMBRAIA. 1996. Luis Núñez. Riolando. Madrid: Editorial Castalia. Estúdios de grafemática em el domínio hispânico.369 REFERÊNCIAS ACCIOLI. Gérard D'Arundel de. . 1551-2001. São Paulo: Martins Fontes. 3. Manual de paleografía: fundamentos e historia de la escritura latina hasta el siglo VIII. 1998. 1991.

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[fº132rº] [fº22rº] [fº2vº] [fº63vº] [fº65rº] [fº153rº] [fº144rº] [fº73rº] [fº57vº] de S. Bento (1) ″ ″ ″ (2) ″ ″ ″ (3) ″ ″ ″ (4) Bernardo da Expectação Antonio Catelam de Stª Catharina Neves da Conceição Antonio Corrêa. [fº125rº] [fº76vº] [fº66vº] [fº22rº] [fº81vº] [fº61rº] (Diet. [fº31vº]. Fr: Arcebispo da Costa (Camarista) da Encarnação Pinna ″ ″ ″ ″ Esperança ″ Fernandez Pantoja (Camarista) da Graça de Jesus Joaquim de N. [fº32vº] [fº116rº] [fº71vº] [fº46rº] [fº90vº] [fº42rº] [fº125rº] [fº2vº] [fº34rº] [fº60vº] [fº91vº] [fº106vº] [fº128rº] [fº25vº] [fº129rº] [fº81vº] [fº151vº] [fº2vº] [fº11rº] [fº128vº]. Bento da Encarnação da Purificação Vieira Alvaro da Madre de Deus Amaro de S. Rio: 82) [fº31rº]. das Dôres Rocha [fº109vº] [fº89rº] [fº84rº] [fº15rº] [fº64rº] [fº54rº] [fº52rº] [fº41vº] [fº52rº] [fº10rº] [fº122rº]. Dom. Quiteria André.S. Domingos Ambrosio da Assumpção Anastacio da S.José Valença Antonio Lessa Luiz de Camará Coitinho (governador) . Escolastica Agostinho da Encarnação Agostinho do Nascimento da Piedade Ribeiro de Stª Monica Alberto da Purificação Alcuino de Jesus Alexandre de S. da Cruz André do Espirito Santo Angelo da Assumpção Anselmo da Annunciação do paraizo da Trindade Antonio de Santana Buticario Barreiros (Bispo) de S.373 DIETÁRIO ÍNDICE DE NOMES A Adriano de S.

Gertrudes Bartolomeu de Jesus dos Martires Basilio das Neves Bazilio da Ascenção Belchior da Encarnação ″da Trindade Benedicto de Stº Antonio ″ ″ S. Miguel [fº116vº] [fº34vº] [fº57rº] [fº116rº] [fº117rº] [fº103rº] [fº26rº] [fº100rº] [fº58vº] [fº107rº] [fº44rº] [fº3rº] [fº123rº] [fº136vº] [fº21rº] [fº105rº] [fº33vº] [fº19vº] [fº34vº] [fº135vº] [fº31rº] [fº45vº] [fº9rº] [fº106rº] [fº111vº] [fº102vº] [fº33rº] [fº121rº] [fº27vº] [fº14rº] [fº36rº] [fº120rº] [fº143vº] [fº92vº] [fº47rº] [fº46vº] [fº28rº] [fº79vº] [fº55rº] [fº4vº] [fº95rº] [fº132vº] [fº62vº] [fº89rº] . Bernardo Bento ″ ″ da Conceição Araujo ″ da Cruz ″ da Graça ″ da Piedade ″ Rangel ″ do Rosario ″ da Santa Barbara da Victoria ″ da Victoria ″ Viegas Bernardinho de S.da Penna Antonio dos Serafins da Silva Antonio da Santa Cardêra (governador) da Trindade (1) ″ ″ (2) ″ ″ Ramos Ventura (fundador) da Victoria (1) ″ ″ (2) Augusto da Apresentação da Encarnação B Balthazar de S. Catharina ″ de S.S.374 da Luz Manoel dos Martires de Santa Margarida da Natividade de S. Bento ″ de S.Paulo Pereira do Rosario Luiz de N.

Damião “ “ “ “ De S. do Rio. Amaro da Conceição do Rosario E Emiliano da Madre Deus [fº72rº] [fº2vº] [fº68vº] [fº90rº] [fº84rº] [fº46vº] [fº121vº] [fº11rº]. Bento Dionisio de S. XXXVII. Domingos de S. Tiago D Diogo Lourenço da Veiga (governador) Diogo Rangel (M. José da Purificação Calisto de S. [fº11vº] [fº2rº] [fº42vº] [fº80vº] [fº7vº] [fº127vº] [fº81rº] [fº104rº] [fº26rº] [fº130vº] [fº64rº] [fº120rº] [fº8vº] [fº25rº] [fº128vº] Olinda: Ver. Inst. Caetano “ de Faria Camara do Senado Christovão da Luz Cipriano da Conceição Clemente das Chagas Coimbra Columbano de S.33 [fº121rº] [fº4vº]. pg. José Cosme de S. Gertrudes de S. Arq Vol. José Domingos de S. da Paixão) Diogo da Silva Dionisio Dionisio de S. 6 [fº8rº] [fº68rº] [fº34rº] [fº74vº] [fº35rº] [fº119rº] [fº13vº] . 37) [fº22rº] Diet. [fº110rº] [fº29vº] [fº63rº] [fº91rº] (Diet. do Rio. Bernardo Constantino da Apresentação de S.375 ″ dos Reis Bernardo Antonio de Stª Maria dos Anjos Delgado ″ de Braga ″ da Cruz Bernardo da Encarnação de Santa Maria Boaventura de Santa Quiteria Bonifacio da Conceição C Caetano de S.

Rita de Souza (Marques de Minas) de S. da Coroa) Francisco da Natividade da Piedade Ptº dos Prazeres do Rosario de S. Luzia de S. Gertrudes de Jesus Maria Lamberto (proc. Thomé da Trindade da Visitação “ “ Francisco Xavier de Santa Maria G Gabriel Soares de Souza “ S. Elena Francisco de S. Souza (Camarista) Gaspar da Assumpção “ das Neves Gonçalo Gonçalo Annes (Elmes) [fº2vº] [fº2vº] [fº20vº] [fº48rº] [fº10vº] [fº24rº] [fº130rº] [fº135rº] [fº27rº] [fº60vº] [fº122vº] [fº12rº] [fº103rº] [fº40rº] [fº77rº] [fº3rº] [fº3rº] [fº127vº] [fº13vº] [fº130vº] [fº12vº] [fº113vº] [fº12vº] [fº76rº] [fº56rº] [fº126vº] [fº123rº] [fº69vº] [fº88rº] [fº50rº] [fº108rº] [fº120rº] [fº153vº] [fº84vº] [fº99rº] [fº102rº] [fº109rº] [fº36vº] [fº90vº] [fº33vº] [fº23vº] [fº41vº] [fº107vº] . Miguel Felis da Cruz da Piedade Fernando Felis da Trindade Vaz Francisco Francisco Francisco dos Anjos Francisco de Stº Antonio Francisco da Apresentação Barcellon (bemfeitor) Francisco das Chagas Francisco “ Francisco da Conceição “ “ Gama Francisco de S.376 F Felippe de Jesus Meirelles da Natividade dos Santos Feliciano de S.

João de Lancastro João Lopez João da Macena [fº35vº] [fº119rº] [fº37vº] [fº45rº] [fº2vº] [fº64vº] [fº51vº] [fº75vº] [fº28vº] [fº75vº] [fº86rº] [fº52rº] [fº56rº] [fº87vº] [fº32rº] [fº116rº] [fº8rº] [fº69rº] [fº46vº] [fº153vº] [fº29vº] [fº33rº] [fº51rº] [fº25vº] [fº128rº] [fº95rº] [fº108vº] [fº13vº] [fº98vº] [fº104rº] [fº99rº] [fº49vº] [fº57vº] [fº9vº] [fº24vº] [fº123vº] [fº61vº] [fº32vº] [fº83vº] [fº25vº] [fº70vº] . João Frnaco de Oliveira. Arceb.377 da Conceição Gregorio Machado da Madre de Deus Pereira do Paraizo H I Ignacio da Assumpção de Stª Anna de S. João Gondim José de Jesus D. Bento de Ivo João D. José João do Deserto João da Encarnação João do Espirito Santo D. Bento Camargo João de S. Boaventura João de Christo João Damasceno de S. Bento da Conceição da Encarnação de Stª Izabel da Purificação Innocencio de Stª Joanna Isidoro da Visitação Izidoro da Trindade Irmão de nome desconhecido J Jacinto do Desterro Jeronimo da Ascenção Jeronimo de S. João IV João dos Anjos João d’ Assumpção João Baptista João Baptista da Cruz João de S. Bento João de S.

Anna João de Stª Anna Nobre João de Santo Antonio João de Stª Gertrudes Cardoso João de S. João Mascarenhas D. Jeronimo José de Santa Josepha e Almeida [fº96rº] [fº65vº] [fº123vº] [fº83rº] [fº68vº] [fº3rº] [fº60rº] [fº41rº] [fº79rº] [fº150vº] [fº114vº] [fº152vº] [fº126vº] [fº40vº] [fº117vº] [fº27vº] [fº120vº] [fº130vº] [fº2vº] [fº27rº] [fº100rº] [fº122rº] [fº3rº] [fº74rº] [fº118vº] [fº141rº] [fº13vº] [fº70vº] [fº33rº] [fº125rº] [fº4vº] [fº70vº]. Bento Leal José de S. João Mascarenhas. Bento José de S. José Fraga João de Stª Maria João de S. [fº111rº] [fº129vº] [fº145rº] [fº122rº] [fº53rº] [fº78rº] [fº129vº] [fº66vº] [fº113vº] [fº138rº] [fº128vº] [fº75vº] [fº71vº] [fº142vº] [fº153rº [fº94rº] [fº149vº] . Fr. Maria João de Souza João da Trindidade João da Trindade Suares João Velho Galvão (Camarista) João Vieira João da Virgem Maria Joaquim da Natividade José José d’Assumpção José da Conceição José da Cruz José da Esperança D. João do Nascimento João Neves. José Fialho Bispo de Perú José de Jesus José de Jesus Buticario José de Jesus Maria José de Jesus Maria José de Jesus Maria Campos José de Jesus Maria S. José de Santa Escolastica José de Santa Escolastica e Oliveira José de S. Bernardo Rocha José de S. Boaventura José de Santa Catharina D. Pe. Paio José de Madre de Deus José da Natividade José de Nazareth José de Santa Anna Coimbra José de Santo Antonio José de S. Agostinho João de S. fidalgo D. (Vigario) João Porcalho João do Sacramento João de S.378 João da Madre de Deus D.

379 José de Santa Rosa José de Santa Thereza José da Trindade Rocha K M Leandro Leandro do Desterro Leão de S. Senhora da Penna Pereira Torres de S. [fº15rº] [fº11vº] [fº65vº] [fº91rº] [fº95vº] [fº99rº] [fº148vº] a [fº152vº] [fº24vº] [fº43vº] [fº98rº] [fº120vº] [fº82rº] [fº85vº] [fº60vº] [fº143vº] [fº3rº]. João Mancio das Martires Manoel Manoel dos Anjos da Conceição Manoel da Conceição “ “ “ “ “ “ Rocha Manoel do Desterro do Desterro da Encarnação da Encarnação do Espirito Santo da Gloria de Jesus Maria de Jesus Maria de Mesquita do Nascimento “ “ da Natividade Passos do Sacramento de Sant Anna Araujo de Santo Antonio [fº26rº] [fº14vº]. [fº47rº] [fº79rº] [fº89rº] [fº92vº] [fº13rº] [fº86rº] [fº36vº] [fº126rº] [fº7rº] [fº143vº] [fº68vº] [fº30rº] [fº104vº] [fº114rº] [fº141rº] . Bento Leão da Piedade Leonardo de S. Pº Novo de Souza M Macario de S. José Lourenço da Conceição da Purificação de São José Lucas da Assumpção Luiz da Conceição Souza do Espirito Santo Luiz de N. [fº12rº] [fº67rº] [fº99vº] [fº96vº] [fº139vº] [fº144vº] [fº73rº] [fº58vº] [fº96rº] [fº30rº].

[fº14vº] [fº28rº]. Caetano de S. Bento Pascoal da Resurreição Pascual do Espirito Santo Paulo da Conceição Paulo do Espirito Santo “ “ “ “ de Jesus Peixoto Pedro D. Escolastica Conceição de Jesus Maria N Nicolau dos Martires O P Pantaleão de S. [fº125vº]. [fº25vº] [fº7vº] [fº12vº] [fº50rº] [fº81rº] [fº25rº] a [fº26rº] [fº3rº]. Lourenço de Santa Rosa de “ Thereza da Trindade Marcelino de Sant Anna Marcelino de Madre de Deus Marcos do Desterro “ de Jesus Marques de Minas D. Bernardo de S. Bento Mauro das Chapas Mauro da Assumpção Mauro da Incarnação Mauro da Trindade Miguel do Paraizo da S. Pedro II Pedro da Conceição do Espirito Santo Ferraz Pedro de Jesus [fº58rº] [fº119vº] a [fº120vº]. [fº111rº] [fº23vº]. do Rio 180 [fº56vº] [fº9vº] [fº27vº] [fº59rº] [fº14rº] [fº56vº] [fº114vº] [fº119vº] 81 [fº43rº] . Frc°de Souza Martinho de Jesus “ da Assumpção Matheus de S. [fº93rº] [fº38vº] Diet. [fº6rº] [fº17rº] [fº27rº] [fº109vº] [fº93rº] [fº149vº] [fº51vº] [fº62rº] [fº121rº] [fº121vº] [fº137rº] [fº98rº] [fº28rº] a [fº28vº] [fº90vº] [fº36vº] [fº29vº] [fº73vº] [fº124rº] [fº90rº]. Bento de S. [fº127vº] [fº34rº] a [fº34vº] [fº58vº] [fº8vº].380 de S. Anna Matheus da Encarnação Pinna Matias de S.

da Bahia Sebastião de S. Bento S. Caetano Pontes de S. da Bahia “ Sebastião Monteiro da “ Vide Arceb. Breve de “ VII “ Placido das Chagas da Cruz da Esperança de Sant’Anna de Villalobos Prudencio da Assumpção R Rafael do Espirito Santo da Trindade Raimundo de S. [fº10vº] [fº13rº] [fº6vº] [fº98rº] [fº2rº] [fº54vº] . Placido Silvestre de Jesus Maria T Theodoro da Purificação (grande musico [fº40rº] a [fº41vº] Olinda) [fº148vº] Thomaz de Aquino Gama [fº127vº] [fº133vº] [fº97rº] [fº89vº] [fº44rº] [fº128rº] [fº54rº] [fº68rº] [fº132rº] [fº127rº] [fº90rº] [fº40vº] [fº86vº] [fº39vº] [fº37rº] [fº84vº] [fº123vº] [fº57rº] [fº33rº] [fº33vº] [fº48vº] [fº88rº] [fº24vº] [fº53rº] [fº2rº] [fº96rº] [fº37rº] [fº54rº] [fº27rº] [fº151vº] [fº151vº] [fº10rº]. Francisco de Vasconcellos Governador Phelipe dos Santos Pio VI Papa.381 Pedro dos Martires da Natividade de S. da Corôa) Dom Sebastião Monteiro Arceb. Miguel Rodrigo do Espirito Santo Romualdo de Stª Catharina Roque da Assumpção “ “ “ Rozendo de Souza Ruberto de Jesus “ “ “ S Salvador de Santa Ignez dos Santos da Trindade Sebastião das Chagas “ José de Carvalho (Secret.

Bernardo Vicente da Trindade Ferreira Virissimo do Espirito Santo Vivaldo da Cruz [fº63rº] [fº134rº] [fº101rº] [fº45rº] [fº7rº] [fº70rº] .382 da Conceição U Urbano. Frei V Valentim de S.

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Este livro foi publicado no formato 17x24cm Com a fontes Times New Roman no corpo do texto e títulos Miolo em papel 75 g/m2 Tiragem 400 exemplares Impresso no setor de reprografia da EDUFBA Impressão de capa e acabamento: Bigraf .