notícias relacionadas à obra da praça do chafariz, em ordem cronológica invertida

05.07.08 O Popular Coluna Giro
Pressa Em visita ontem à obra da Praça do Chafariz, Iris disse reservadamente que espera a conclusão do elevado para agosto e da trincheira para até outubro. Chancela do MP Paço e Ministério Público vivem uma lua-de-mel: promotores aprovaram sem ressalvas a obra do viaduto na Praça do Ratinho e a licitação das linhas de ônibus.

Opinião A cidade e a cirurgia de risco
Muitas cidades – grandes e pequenas – devido a intervenções inadequadas padecem sofrimentos de inundações, congestionamentos, mau funcionamento dos sistemas urbanos, miséria e violência. Dirceu Trindade Não é difícil compreender que o aumento da densidade populacional em certas regiões da cidade, levou ao aumento de demanda por circulação. A opção por transporte individualizado provoca transtornos comuns no trânsito, levando à necessidade de intervenções. Apenas para estabelecer um marco inicial de nossas considerações tomemos o ano de 1988. Naquele ano ainda não existia o tratamento paisagístico conhecido como Chafariz, a Avenida T-63 se reduzia a uma pista de asfalto, a Praça Nova Suíça era um grande espaço de terra vermelha e, poucas vias eram asfaltadas. Havia uma ocupação territorial rarefeita por residências no Jardim América e pouca ocupação no Parque Amazonas. Os lugares hoje conhecidos como Bela Vista e Alto do Bueno não tinham ainda sido reconhecidos pelo mercado imobiliário. Era, portanto, uma região de pouca urbanização como o Bairro Anhanguera, localizado ao final da Avenida T-63 que, incluindo a área de invasão, se configurava como um loteamento não urbanizado. O Setor Pedro Ludovico apresentava uma urbanização precária e descontinuada no tecido urbano. Com o crescimento populacional da cidade intensificaram-se as construções de condomínios verticalizados, inicialmente como condomínios fechados (uma articulação entre donos de lotes e agentes financeiros), originando o que conhecemos como o Alto do Bueno. Esta área foi ainda sacrificada por uma brecha na legislação urbanística, que permitiu um índice de aproveitamento de 3.5 da área do lote, com afastamentos laterais de 2.00m para áreas de usos secundários, com um Código de Obras que “exigia” uma vaga para cada dois apartamentos de até 60m2. Algumas ruas tornaram-se imensos estacionamentos nos dias de hoje.

Os bairros acima citados foram urbanizados, novos equipamentos urbanos que demandam circulação de veículos surgiram (shoppings, galerias, colégios, hospitais, faculdades...) e, mais importante, uma nova modalidade de morar surgiu na periferia e nos limites de municípios vizinhos: os condomínios horizontais fechados. São novos elementos de impacto no trânsito, transformando ruas locais residenciais em vias de acesso aos novos bairros e equipamentos. Podemos ver que os problemas da Avenida T-63 se iniciam na inconclusa Marginal Botafogo, num cruzamento com a Avenida Jamel Cecílio, que demanda ao Shopping Flamboyant e aos novos bairros além rodovia. Em sua outra extremidade, a Avenida T-63 é um beco sem saída, com um intenso tráfego destinado aos bairros novos da periferia e, como única opção circula por uma via de 7.00m de caixa de rolamento através do Bairro Anhanguera. Este recorte mostra a ausência de planejamento urbano, obras viárias foram executadas e não resolveram os problemas de trânsito e, não ocorreram investimentos em transporte público. Se o poder público deseja adensar determinada área, deve antes planejar sua forma de ocupação e os recursos de mobilidade da população que aí vai habitar. Obras viárias necessárias devem estar integradas num processo de planejamento, estar subordinadas aos interesses da coletividade e cumprir mínimas exigências legais, tais como, obediência ao Estatuto da Cidade e cumprimento do Plano Diretor. Não há, na atual obra, uma integração com as diretrizes do Plano Diretor que asseguram à Avenida T-63 a condição de via expressa de 3ª categoria, e corredor preferencial de transporte coletivo, portanto, a obra em execução não integra um plano urbano e de transporte coletivo. Observe-se que o adensamento de áreas do Alto do Bueno, do Jardim América e do Parque Amazonas continuam acelerados, além de estarem intensas as ocupações nas áreas fronteiras do município, cujo caminho é a Avenida T-63, em continuidade à Avenida 85. Na questão de águas subterrâneas, o lençol freático não representa um problema para a obra iniciada – se houvesse tal problema quase nenhum edifício poderia estar construído em Copacabana, Ipanema e Leblon no Rio de Janeiro, locais com lençol muitas vezes em torno de 1.50m. A questão é como recolher as águas pluviais da região, estabelecendo para onde se deve conduzir. Terão de ser abertas galerias nas vias da área do viaduto-trincheira para a captação de águas pluviais, a inclusão de reservatório e bombeamento ao córrego mais próximo, de acordo com suas dimensões e vazão suficiente para receber novo carregamento, o que leva a um aumento de custo que deveria estar previsto, se devidamente projetado, orçado e licitado. Podem ser corrigidas planilhas de custo da obra, transferindo o custo do inútil mastro para o custeio de parte da galeria. De qualquer forma, na ausência de procedimentos de planejamento urbano, mesmo com as correções que se fazem necessárias, permanece a cirurgia de risco, e certamente não resultarão no benefício esperado pelo paciente, a população da cidade. Dirceu Trindade é arquiteto, mestre em Urbanismo (EESC-USP) e professor da Escola Edgar GraeffUCG

Cidades
TRÂNSITO

SMT muda T-63 na segunda quinzena

Patrícia Drummond Prevista para este mês de julho – para aproveitar o período de férias escolares, com o objetivo de evitar maiores transtornos aos goianienses –, a retirada de cinco rotatórias a partir da Praça Wilson Salles (Praça da Nova Suíça), na T-63, até o Córrego Cascavel, deve ter início só na segunda quinzena e durar pelo menos um mês, conforme informou ontem o superintendente municipal de Trânsito, coronel Paulo Sanches. “Estimamos esse prazo porque estamos aguardando a chegada do material necessário para a obra”, explicou ele. A intervenção será uma das maiores programadas para a região da Avenida T-63, numa parceria entre dois órgãos municipais, a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) e o complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu/Compav). A idéia é abrir a Praça da Nova Suíça, cortando-a ao meio. Desse ponto até a Marginal Cascavel, todas as rotatórias existentes serão retiradas e substituídas por semáforos. Também serão removidas, na empreitada, as duas rotatórias da Rua C-233, que liga a Praça da Nova Suíça à Avenida T-9, com a instalação de semáforos nos locais. Ainda na T-9 será feito um desvio para a conclusão das obras de um bueiro iniciadas próximo ao Clube Oásis, onde há sempre inundações em períodos de chuva. Todas essas ações ocorrem paralelamente à construção do viaduto na Praça Simão Carneiro de Mendonça, a chamada Praça do Chafariz, cujas obras foram iniciadas pela Prefeitura da capital no dia 15 de maio.
¤ LEIA MAIS:

• Iris reafirma prazo para conclusão de viaduto

Iris reafirma prazo para conclusão de viaduto
Rosane Rodrigues da Cunha Em visita às obras do viaduto e da trincheira do cruzamento das Avenidas T-63, S-1e 85, ontem pela manhã, o prefeito Iris Rezende reafirmou que os trabalhos serão concluídos até a primeira quinzena de outubro. Mudanças no projeto original, como a substituição da adutora de água tratada que abastece cerca de 350 mil moradores do Setor Bueno e região e passa embaixo do ponto em que a pista será rebaixada para a abertura da trincheira, não vão alterar o cronograma. “Está tudo de acordo com o estabelecido no contrato”, disse o prefeito, que percorreu o canteiro de obras ao lado de auxiliares e vereadores e pôde ver as escavações, as pilastras e duas das 45 vigas do elevado já instaladas. Sem falar em datas, Iris admitiu que a obra poderá ser liberada por partes. No local, o secretário de Obras Alfredo Neto se irritou com jornalistas ao ser questionado sobre a obra de drenagem que será feita no local.

03/07 O Popular Opinião O custo de não fazer
Washington Novaes Há mais de uma década, desde quando passou a ocupar este espaço, o autor destas linhas chamava a atenção para a temeridade de permitir a verticalização e o adensamento populacional rápidos e desordenados de setores como o Bueno, Nova Suíça e Marista, antes de dotá-los de infra-estruturas imprescindíveis, principalmente redes de drenagem de águas pluviais (capazes de absorver águas em solo totalmente impermeabilizado e evitar inundações), planejamento do tráfego, licenciamento rigoroso para atividades geradoras de alta demanda de veículos e assim por diante. Da mesma forma, lembrava a necessidade de uma legislação rigorosa para a expansão urbana na Grande Goiânia, para a falta de cuidado com os rápidos avanços na expansão de áreas sem estrutura (inclusive as margens da rodovia Brasília-São Paulo), a ausência de políticas adequadas de transportes urbanos e de proteção de pedestres e outros temas. Doze anos passados, todos esses temas estão presentes diariamente na comunicação, sob a forma de graves problemas. Não se trata de reivindicar méritos. Trata-se de mostrar como são previsíveis essas questões e de como é possível evitar seu agravamento – inclusive de custos para as soluções. Pode-se começar pela obra na Praça do Chafariz, destinada a facilitar o tráfego de veículos, tal como já se fez na Praça do Ratinho. O planejamento urbano em toda a parte já demonstrou à sociedade que uma boa política deve dar preferência ao transporte coletivo, não ao automóvel, gerador de graves problemas em toda parte. Mas aqui optou-se pelo caminho inverso, embora o Ministério Público já advertisse para a inconveniência de iniciar uma obra dessa envergadura sem licenciamento ambiental e estudos prévios de impactos (O POPULAR, 7/5/8) – para descobrir-se depois de iniciada que a drenagem de águas pluviais poderia ser um problema; que o lençol freático era muito mais superficial que o previsto no projeto; que o local previsto para despejar a drenagem (Córrego do Areião) não a suportaria; que o deslocamento dessa descarga para o córrego Vaca Brava também seria problemático, pois ali já acontecem transbordamentos nas chuvas (4/6 e 7/6). Enquanto isso, a comunicação descobre que o adensamento naquela área foi acompanhado pela implantação de varias atividades, principalmente universidades e outras escolas, sem licenciamento prévio e sem satisfazer minimamente as necessidades que gerariam (O POPULAR, 14 e 15/5). Na seqüência, descobre-se que nem a Câmara Municipal tinha licença para obras iniciadas (15/5). Na rodovia de tráfego já intenso, a ocupação descontrolada (várias universidades, o Paço Municipal, o Centro Cultural, comércio intenso, ao lado do Serra Dourada, do Ceasa, do acesso ao autódromo e ao Sudeste do Estado, de vários condomínios e bairros – fora os projetos do novo Legislativo e novo Judiciário) só poderia levar ao que levou: à necessidade de implantar vários viadutos, com alto custo e problemas para o tráfego. Só nos últimos dias de junho aprovou-se no Legislativo municipal, depois de 20 anos de discussão, a implantação do IPTU progressivo, que aumentará o tributo em 25 setores da cidade para lotes vagos (20 mil), na tentativa de conter uma expansão desordenada na periferia da cidade, com a abertura de

loteamentos em lugares sem infra-estruturas – exigência antiga de várias leis que não vinham sendo cumpridas. Resta ver como a nova lei será cumprida. Também na Câmara aprovou-se um Estatuto do Pedestre, na tentativa de reduzir seus problemas principalmente no trânsito, já que um terço das mortes nessa área se deve a atropelamentos (O POPULAR, 18/6). Volta-se, então, ao problema da prioridade para o transporte individual, já que no período 1991/2007, enquanto a população da cidade cresceu 34,9%, a frota de veículos aumentou 236,9%. E com isso Goiânia passou a ser a cidade com maior índice de veículos por habitante: 1,5 por pessoa, que no total chegam a 784 mil veículos, que geram uma poluição que custa, junto com acidentes, R$130 milhões por ano. Mas pretende-se continuar privilegiando o automóvel. Vão ser cortadas ao meio várias rotatórias (O POPULAR, 19/5), embora para a maior parte da população o problema central esteja no transporte coletivo. De 1984 a 2006, o tempo de viagem dos ônibus aumentou 21%, a média de velocidade deles caiu de 22 quilômetros por hora para 17, apesar de a frota haver aumentado de 1.160 coletivos para 1.471. E com isso o número de passageiros transportados em dez anos não cresceu. Ainda assim, embora os planejadores do setor calculem que custaria R$12 milhões implantar um corredor exclusivo para ônibus, do Carrefour Norte ao Terminal Cruzeiro, que duplicaria a velocidade dos coletivos, não conseguem esses recursos, menos de metade do que se gastará na Praça do Chafariz. E volta-se a discutir o metrô, que agora custará uma fortuna, porque foi abandonado o projeto do metrô de superfície planejado por Henrique Santillo, e que seria implantado no antigo leito da estrada de ferro, sem necessidade de desapropriações, obras subterrâneas etc. e que atenderia ao maior fluxo de passageiros (Leste-Oeste). Preferiu-se uma avenida para automóveis. De quanta paciência precisará a sociedade? Washington Novaes é jornalista.

24/06 O Popular Capital tem 137 pólos de tráfego
Locais se transformam em gargalos no trânsito, gerando um custo de R$ 130 milhões por ano com o congestionamento Deire Assis e Almiro Marcos Levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) de Goiânia listou 137 pólos geradores de tráfego na capital, empreendimentos de grande porte que atraem ou produzem grande número de viagens, gerando impacto direto na circulação viária. Condição que provoca congestionamentos, esgotamento das vias, falta de segurança e poluição atmosférica e sonora. Com base em cálculos da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Goiânia gastou R$ 130 milhões em 2006 com acidentes e poluição no trânsito, dois dos itens utilizados tecnicamente para calcular os prejuízos provocados pelos congestionamentos nas grandes cidades.

O levantamento da Seplan distribuiu os pólos geradores de tráfego de acordo com sua função: industrial, comercial, de serviços, residenciais, serviços públicos, educação, esporte e lazer. Dos pólos classificados pela Seplan, 44,52% são formados por empreendimentos de comércio e serviços, 20,44 pelos serviços públicos, 16,79% por pólos de esporte e lazer. Em quarto lugar estão os estabelecimentos de ensino. Reportagens publicadas pelo POPULAR este ano mostraram que a maioria das escolas, faculdades e cursinhos do Setor Bueno, responsáveis por travar o trânsito em seu entorno, não tinha alvará de funcionamento. As regiões Central, Sul e Campinas, as mais adensadas e ricas da capital, concentram 70,7% dos pólos geradores de tráfego. Estes pólos funcionam como indutores do desenvolvimento em seu entorno, demonstra o estudo da Seplan. Dois grandes shoppings da Região Sul, por exemplo, comprovam esta tese. Sua presença atraiu o capital imobiliário, transformando suas vias de acesso em alguns dos principais gargalos da cidade. R$ 4,5 milhões De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Jeová de Alcântara Lopes, a classificação dos pólos geradores de tráfego embasa o município para a implementação do plano municipal de mobilidade urbana. O plano prevê uma série de intervenções viárias e de transporte que pretende garantir melhora na qualidade do trânsito da capital, que hoje comporta uma frota que ultrapassa os 800 mil veículos. Dentre essas medidas, o secretário cita o uso de uma tecnologia que permite implementar a onda verde no sistema semafórico da cidade. A prioridade, neste caso, segundo ele, são os eixos preferenciais indicados pelo Plano Diretor, como as Avenidas Goiás, T-7, T-8, T-9, Anhanguera, Mutirão entre outros. Conforme Jeová, a implantação desse tipo de tecnologia, que envolve, entre outras providências, a compra de equipamentos e a instalação de sensores nas vias e nos veículos de transporte coletivo, é orçada em R$ 4,5 milhões. Parte dos recursos para a implantação do sistema já está resguardada e é oriundo do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FMDU). As obras realizadas no Eixo 85, com a construção do viaduto da Praça do Ratinho, e na Avenida T-3, com a abertura da trincheira e do viaduto no cruzamento com a Avenida 85, já fazem parte desse processo. Nesses corredores, o sistema de semaforização deve ser implantado este ano. ¤ LEIA • • • • MAIS: Acidentes e poluição, a referência Goiânia gasta R$ 130 mi por ano no trânsito Projeção de aumento de uso individual Análise (A passos de tartaruga) • Gastos com acidentes e poluição em 2006

Goiânia gasta R$ 130 mi por ano no trânsito Goiânia gastou R$ 130 milhões em 2006 com poluição e acidentes de trânsito. No Brasil, as despesas passaram dos R$ 12 bilhões. Os gastos são tanto públicos quanto particulares. Os números, que fazem parte de um levantamento técnico da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), estão relacionados diretamente com os congestionamentos e indicam o que cada goianiense sente na pele diariamente: a cidade está ficando cada vez mais lenta e motoristas e pedestres estão cada vez mais sujeitos a se acidentar nas ruas. O engenheiro Maurício Almeida Tavares, de 47 anos, só não faz parte da estatística da ANTP ainda porque o levantamento foi feito em 2006. Mas com certeza ele estará na próxima pesquisa, já que foi vítima de dois acidentes de trânsito nos últimos dias. As causas? “Foi uma combinação de desatenção dos causadores dos acidentes e os congestionamentos cada vez mais comuns em Goiânia”, comenta. O primeiro acidente foi na segunda quinzena de maio, às 18 horas, na Avenida 85, no Setor Bela Vista, em frente ao campo do Goiás. “O trânsito estava travado. Veio um carro e bateu na traseira do meu veículo”, relembra. O prejuízo foi de R$ 1 mil. Não seria tudo. No último dia 18, na esquina das ruas 84 e 104, Setor Sul, ele se envolveu em um engavetamento de seis veículos. “O semáforo fechou. Uma motorista que vinha atrás não percebeu e bateu no último carro, engavetando todo mundo”, conta. O carro de Maurício era o quarto da fila. O prejuízo foi maior. “Ainda não fiz a avaliação, mas acho que vai passar dos R$ 5 mil”, calcula. Tempo e consumo O economista Délio Moreira, doutor em economia dos transportes, viveu boa parte da sua vida envolvido com números e o trânsito, estando à frente de pesquisas sobre os assuntos na Universidade Católica de Goiás (UCG). Particularmente, ao longo dos anos observou que, enquanto aumentava o número de carros nas ruas, o tempo gasto para ir de casa para o trabalho também crescia. Resolveu calcular o que aquilo significava. De pesquisador, ele se tornou seu próprio pesquisado. Na ponta do lápis, nos últimos três anos, Délio descobriu que o consumo de combustível do seu Ford Ka aumentou 23%. “O tempo gasto também aumentou em torno de 20%”, explica o professor. O roteiro seguido todos os dias por ele não é longo, vai do Jardim Goiás até a Praça Universitária. “Os motoristas sentem bem o que significa o aumento do número de carros nas ruas. Um dos pontos sentidos diretamente é o aumento do tempo das viagens e dos gastos com combustível”, entende Délio Moreira. Ele cita os desgastes com os pneus e manutenção e o tempo que cada pessoa perde parado ou com a lentidão do trânsito. Délio Moreira e Maurício Tavares são personagens de uma história vivenciada por quem mora ou circula por Goiânia, onde mais de 130 carros são emplacados todos os dias (em média), segundo o Departamento de Trânsito de Goiás (Detran). “Mais carros nas ruas significa mais poluição, porque o carro funcionando em baixa velocidade ou parado gasta mais combustível e emite mais poluentes. E aumentam os riscos de colisões”, avalia o

engenheiro especialista em trânsito Adolfo Luís Machado de Mendonça, coordenador do Sistema de Informação de Mobilidade Urbana da ANTP, departamento à frente da pesquisa. A pesquisa, Relatório Geral de Mobilidade Urbana, é feita todos os anos desde 2003 pela associação. São pesquisadas cidades com mais de 60 mil habitantes – que representam 61% da população brasileira. Dois itens analisados são os acidentes e a poluição gerada pelo trânsito. Os valores são calculados através dos gastos com saúde (tratamento de acidentados e problemas respiratórios causados pela poluição, por exemplo) e despesas com a recuperação de veículos acidentados. (A.M.) Projeção de aumento de uso individual Se a situação atual já é complicada as projeções para o futuro são ainda mais preocupantes. Elaborado em 2006 para ser a base da licitação das linhas do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia, o Plano Diretor de Transporte Coletivo indicou gradativo aumento do uso do transporte individual e conseqüente diminuição do uso do coletivo. “Se nada for feito, como investimentos em corredores exclusivos, por exemplo, a situação vai se tornar pior”, avalia o engenheiro especialista em planejamento de trânsito Arlindo Fernandes, que esteve à frente do trabalho. A avaliação é baseada em números. Em 1984, o transporte coletivo era responsável por 53% das viagens. Já em 2000, ele caiu para 46%. Em 2006 houve nova redução, para 41% das pessoas transportadas. Com mais veículos nas ruas (particulares e coletivos), a projeção é que o trânsito fique ainda mais congestionado, levando ao aumento do tempo de viagem do transporte coletivo (entre 17% e 21%). Hoje mesmo isso já é sentido. Segundo cálculos do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Goiânia (Setransp), enquanto em 1998 o sistema realizada em média dez viagens por dia, atualmente o número caiu para sete viagens diárias. A velocidade média de circulação dos ônibus caiu de 22 quilômetros por hora (km/h) para cerca de 17 km/h. Há dez anos eram 1.160 veículos transportando passageiros. Em 2007 o número passou para 1.471 ônibus. Pior ainda, a frota aumentou para levar praticamente o mesmo número de passageiros: 19,9 milhões por mês em 98 e 19,8 milhões/mês em 2007. Para o diretor-superintendente do Setransp, Décio Caetano Filho, o aumento da frota não é suficiente para resolver os problemas do transporte coletivo e da cidade. “O tempo de viagem está aumentando”, argumenta. (A.M.) Acidentes e poluição, a referência Acidentes de trânsito e poluição gerada pelos veículos. Diretamente essas são as únicas referências que podem ser feitas do preço que o goianiense paga por ficar parado nos horários de pico. Mais do que isso não existem dados específicos. Em 1998 a Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP), responsável pelo relatório sobre mobilidade urbana, fez um estudo sobre os custos diretos dos congestionamentos em dez grandes cidades brasileiras, mas a capital goiana não participou. Sabe-se que o trânsito tem impactos ambientais, psicológicos e econômicos. Principalmente com relação a esses últimos, faltam estudos científicos na capital. “É difícil mensurar todo o prejuízo que os congestionamentos provocam na cidade. Sabemos que não é pouco, pois envolvem combustíveis, gastos pessoais e impacto no sistema viário, mas ainda não há

pesquisas a respeito”, ressalta o professor Aristides Moysés, coordenador do mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da Universidade Católica de Goiás (UCG). O máximo que existe hoje é uma pesquisa da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) sobre cinco dos pontos de maior congestionamento da capital. Há seis meses o órgão vem fazendo contagens de veículos nos horários de pico e entrepico em cinco regiões com problemas de trânsito na cidade (ver quadro) e verificando como o sistema viário está se comportando. A idéia é usar as informações para indicar as interferências mais adequadas a serem executadas. Pela dimensão que o trânsito já adquiriu na capital, a SMT sabe que isso não é suficiente. “Sabemos que não são esses todos os pontos de lentidão da cidade. O ideal seria que nós tivéssemos como fazer levantamentos em todos os locais. Mas não temos estrutura ainda para isso. Não temos condições para acompanhar o crescimento da frota e da cidade”, avalia o diretor de engenharia da SMT, engenheiro Frederico Santana Quintanilha. Obras Dos cinco pontos, a SMT indica necessidade de obras de arte (trincheiras, viadutos ou elevados) em três deles, os mais graves: Marginal Botafogo com Avenida Jamel Cecílio, no Setor Pedro Ludovico; Avenida Castelo Branco com Avenida Bandeirantes (GO-060), no Bairro Ipiranga; e Avenida Perimetral Norte com Avenida Anhanguera (GO-070), na Vila Morais. (A.M.) Análise

A Passos de tartaruga Não é de hoje que a gente se acostumou a ouvir e a fazer reclamações sobre o trânsito de Goiânia. Também não é de hoje que soluções são discutidas e propostas colocadas na mesa. Também não é de hoje que pouca coisa é feita para tentar resolver o problema. Enquanto mais de 4 mil veículos são emplacados mensalmente na capital e passam a engrossar o caldo dos congestionamentos, o poder público caminha a passos de tartaruga. Qualquer um pode ver que a ação pública não consegue acompanhar o comboio. Um exemplo: a criação de corredores exclusivos e semi-exclusivos para o transporte coletivo. Desde o início da atual administração municipal fala-se da necessidade de eliminar estacionamentos e criar corredores ao longo de vias como T-9 e T-7, entre outras. Falar que o trânsito piora a cada dia é chover no molhado. Se o poder público não passar a pensar na cidade como um todo e fazer um planejamento sério de trânsito e transporte, corremos o risco de que ocorra o que os nem tão pessimistas prevêem: parar de vez. (A.M.)

11/06 O Popular
Adutora encarece obra em 500 mil Saneago e Prefeitura só viram que rede de água do Bueno passa no local depois do início da obra

Carla Borges Uma obra que não fazia parte do projeto deve encarecer o valor pago pela Prefeitura de Goiânia para a execução do complexo do cruzamento das Avenidas 85, S-1 e T-63, no Setor Bueno, em mais R$ 500 mil. O valor foi apurado pelo POPULAR após levantamento sobre os custos do material que será empregado para a construção de uma adutora de água tratada de 392 metros de extensão, que deve ser instalada paralela à que hoje existe na 85 e em seu prolongamento, a S-1, exatamente no local que será cortado e escavado para a construção da trincheira. Só com os tubos de ferro fundido de 800 milímetros, devem ser gastos aproximadamente R$ 400 mil, já que o custo médio é de R$ 1 mil o metro. “Provavelmente faremos um aditivo ao contrato firmado com a empresa vencedora da licitação (Delta Construções S.A.) para suprir o custo extra que nos surpreendeu”, admitiu ontem ao POPULAR o secretário municipal de Obras de Goiânia, Alfredo Soubihe Neto. Apesar do aumento do custo da obra, o secretário garante que o prazo para conclusão, de cinco meses, não será afetado. Alfredo Neto explica que a obra foi projetada com base em estudos iniciais, que apontaram que a adutora passaria à esquerda da trincheira, no sentido Norte-Sul. Só depois de iniciada a parte operacional, quando a área foi isolada com tapumes, e os operários começaram a trabalhar em escavações, é que os técnicos perceberam que a adutora não passa ao lado, mas embaixo do ponto em que a pista será rebaixada para a passagem da trincheira, que terá 4 metros de profundidade no ponto mais baixo. “Não foi um erro no projeto. Antes a obra não estava locada (colocada topograficamente) na rua, os estudos indicavam que ela (a adutora) passaria na lateral”, confirmou o gerente de Projetos da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago), engenheiro Godard Tedesco Vieira. A adutora em questão abastece de água tratada cerca de 350 mil moradores do Setor Bueno e da região. Na área em que será construída a trincheira, entre o campo do Goiás Esporte Clube, na Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu, e o Banco Bradesco, na Avenida T-64, será construído o desvio da adutora. Ela vai passar pela pista lateral, no sentido Norte-Sul. Parte da rede de esgoto também será retirada. Semana passada, já havia sido revelado outro problema na obra: a necessidade de um novo projeto de drenagem, que deve custar cerca de R$ 500 mil. Saneago acompanhará construção de desvio Técnicos da Saneamento de Goiás S.A., que elaborou o projeto, vão acompanhar a execução das obras do desvio da adutora de água que abastece o Setor Bueno. “Temos uma preocupação grande com essa obra, é um universo populacional considerável”, justifica o gerente de Projetos da empresa, o engenheiro Godard Tedesco Vieira. Para fazer a ligação da rede atual com os novos trechos que serão construídos, a Saneago precisará interromper o sistema. Podem ocorrer falhas no fornecimento. Tedesco explica que quando a rede estiver toda pronta será feita a interligação, nos pontos de conexão. “Faremos isso à noite ou na madrugada, quando o consumo é menor, para evitar prejuízos à população”, diz o engenheiro. Os reservatórios de água próximos também devem ser cheios em sua capacidade máxima como medida preventiva. A preocupação é justificada pelo tamanho da adutora de água que abastece o Setor Bueno. Por ela passa água a uma pressão equivalente a aproximadamente 40 metros de coluna d’água. Isso quer dizer que em caso de uma perfuração na tubulação, por exemplo, a água jorraria a uma altura de 40 metros, o equivalente a um prédio de 13 andares.

10/06 O Popular
Manchete ocupando a dobra superior com foto:

Obra sem data para ser reiniciada
Obras do aeroporto foram paralisadas em novembro de 2006 por indícios de superfaturamento na licitação dos serviços Carla de Oliveira Paralisadas há 1 ano e 7 meses por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) devido a indícios de superfaturamento na licitação, as obras de ampliação e reestruturação do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, não têm data para serem retomadas. Até agora, segundo estimativa do secretário de Infra-Estrutura de Goiás, René Pompeu de Pina, cerca de 30% da obra foi executada. Ele diz que os trabalhos podem ser reiniciados a qualquer momento, a partir de quando serão necessários mais dois anos para a conclusão. Com isso, o novo terminal só entararia em funcionamento em 2011.”Há perspectiva de reinício imediato”,diz. Enquanto isso não ocorre, os usuários irão continuar convivendo com o desconforto, que deve aumentar com o crescimento do fluxo de passageiros. O secretário garante que não há riscos relacionados à segurança, pois a pista principal está pronta, faltando apenas a pista de taxiamento. “Problemas com pousos e decolagens não haverá. A situação do Aeroporto de Goiânia só complica quando o terminal de São Paulo fica fechado. As atividades normais podem ser executadas por pelo menos um ano”, avalia. O secretário afirma ainda que o que está emperrando o reinício das obras não é a falta de dinheiro, mas pendências administrativas da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) no TCU. Em março, o governador Alcides Rodrigues e o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, acertaram, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, a contrapartida de Goiás nos recursos necessários para a conclusão das obras, definida em 20%. Goiás participará com verba da ordem de R$ 43 milhões, a serem divididos em 12 parcelas. Segundo o titular da Seinfra, o Estado está firmando convênios com a Infraero e vai começar a repassar os recursos tão logo as obras forem recomeçadas. Paralisação

Quando houve a paralisação da obra, em novembro de 2006, já haviam sido gastos R$ 81 milhões dos R$ 349 milhões previstos. Em agosto de 2007, decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou sentença que mantinha a licitação para reforma e ampliação do Aeroporto Santa Genoveva e determinou a paralisação da obra até que seja proferida decisão final em ação civil pública, proposta em 2004 pelo Ministério Público Federal (MPF). A ação, então, voltou a tramitar, desde o início, na Justiça Federal, em Goiânia, para que seja julgada novamente. A licitação para execução das obras do Aeroporto Santa Genoveva foi vencida pelo consórcio de empresas Via Engenharia e Odebrecht. As obras foram iniciadas em março de 2005. Desde então, segundo a Assessoria de Comunicação da Infraero, foram executados os serviços de construção do canteiro de obras, terraplenagem das pistas de taxiamento, terraplenagem do pátio de aeronaves, sistemas de drenagens, estrutura do terminal de passageiros e terraplenagem da área de estacionamento de veículos Falta executar as obras de construção das instalações, acabamento e cobertura do terminal de passageiros, pavimentação de pátio e pistas e construção de acesso viário. A Infraero informou que a licitação não foi suspensa e que as obras, quando retomadas, devem levar cerca de 500 dias para ficarem prontas e consumir mais R$ 200 milhões. O terminal de passageiros do aeroporto de Goiânia tem capacidade para 600 mil passageiros por ano. Quando o novo terminal ficar pronto, a capacidade será de 2,1 milhões de passageiros por ano.

CEI questiona contenção de escavação de obra no Chafariz
Secretário garante que execução de obra é segura e que medidas vão minimizar transtornos Rosane Rodrigues da Cunha Os projetos das obras de drenagem do Setor Bueno e de captação de água pluvial nas imediações do cruzamento das Avenidas 85 e T-63, que serão executadas, respectivamente, pelo complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu/Compav) e pela empresa vencedora da licitação para a construção do viaduto e da trincheira na Praça do Chafariz, foram debatidos ontem na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal. Durante cerca de duas horas e meia, os vereadores que integram a CEI que investiga a execução de obras de impacto em Goiânia questionaram e ouviram as explicações do secretário Municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e do presidente do Dermu/Compav, Ubirajara Abud. Eles garantiram que as duas obras vão captar cerca de 80% das águas da chuva na região, que sua execução é totalmente segura e que todas as medidas serão adotadas para minimizar os transtornos para a população durante os trabalhos. Mas, nem o presidente da CEI, Maurício Beraldo, nem o vereador Elias Vaz considerou as explicações suficientes para sanar dúvidas sobre a segurança das obras, que em alguns trechos vão exigir a escavação de aproximadamente oito metros de profundidade na T-63. Elias Vaz questionou a escavação de cerca de 6,5 metros de largura por outros 6,5 de

profundidade nas imediações da Rua T-36, prevista no projeto apresentado pelo Dermu/ Compav. Computador “A obra vai ocupar mais da metade da pista, que tem nove metros de largura”, disse o vereador, que questionou também como será feita a contenção da escavação, um item de segurança não citado no projeto. O presidente do Dermu/Compav negou que a escavação terá as medidas apresentadas. “Esses cálculos foram feitos por um programa de computador e ainda serão adequadas”, disse. Segundo Ubirajara e o secretário de Obras, as escavações terão no máximo cerca de oito metros de profundidade na Praça do Chafariz e menos de quatro metros de profundidade no trecho entre a T-36 e a Avenida T-5, até o Córrego Vaca Brava. A contenção, disse o secretário, será feita com estacas metálicas, que serão instaladas pela escavadeira, sem provocar ruídos que possam incomodar a vizinhança. Maurício Beraldo estranhou que os cálculos apresentados no projeto entregue aos vereadores pelo Dermu/Compav não correspondam ao que será executado. “Não pode haver pontos obscuros em uma obra como essa”, disse o presidente da CEI. Documentos complementares, como o memorial de cálculos, foram solicitados ao Dermu/Compav e à Secretaria Municipal de Obras. Esses documentos e os projetos originais serão avaliados por uma comissão de técnicos, formada por representantes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Insituto dos Arquitetos do Brasil e outros especialistas, como um técnico da área de drenagem a ser indicado pela Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo da CEI é que essa comissão apresente um relatório sobre a viabilidade e segurança das obras e, se necessário, elabore propostas alternativas para sanar possíveis falhas e reduzir custos e transtornos para a população. “A Câmara não quer inviabilizar a obra, mas garantir o melhor para a população”, disse Maurício Beraldo. Amanhã ou quinta-feira a CEI vai realizar audiência pública na região para discutir as obras de drenagem na trincheira da Praça do Chafariz e nas ruas próximas. O impacto do despejo da água no Córrego Vaca Brava também deve ser avaliado. Na sexta-feira, às 9 horas, a CEI volta a se reunir na Câmara Municipal para discutir o assunto. Rede de drenagem será ampliada O secretário Municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, explicou que a obra de drenagem nas imediações do cruzamento das Avenidas 85 e T-63 já está prevista no projeto de construção da trincheira e viaduto na Praça do Chafariz e será executada pela empresa vencedora da licitação. Os trabalhos de escavação no local para a implantação das galerias devem começar nos próximos dias. Paralelamente à execução das obras na Praça do Chafariz, a Prefeitura vai ampliar a rede de drenagem no Setor Bueno para tentar eliminar os problemas de alagamento que atingem o bairro a cada chuva. A execução desse projeto, que ficará a cargo do complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu/Compav), exigiu uma pequena alteração no projeto licitado. Segundo o presidente do Dermu/Compav, Ubirajara Abud, um trecho da galeria que seria feito na T-63 passará agora pela T-37 até a T-25. Dali para frente, até o Córrego Vaca Brava, o trabalho será executado pelo Dermu/Compav. A mudança no projeto licitado, de

acordo com Ubirajara Abud, não vai alterar o custo da obra orçada em cerca de R$ 18 milhões. Céu aberto A obra a cargo do Dermu/Compav deve ter início em julho e será concluída até 15 de outubro, quando também devem ser entregues as obras no cruzamento da T-63 e 85. Orçada em cerca de R$ 500 mil, a obra vai canalizar para o Vaca Brava a maior parte da água da chuva que hoje já é escoada a céu aberto para o córrego. A nova galeria vai passar pelas Ruas T-36, T-37, acima da Praça da T-25, descer a T-61 e chegar à Avenida T-5, de onde se estenderá até o ponto de captação no Córrego Vaca Brava. O projeto, segundo Alfredo Neto, faz parte do trabalho de rotina do Dermu/Compav. Os trabalhos vão começar pelas margens do Vaca Brava, seguindo rumo à T-63. Em alguns pontos, a profundidade da escavação será de cerca de quatro metros, medida que será reduzida de acordo com a inclinação do terreno. O Dermu/Compav quer abrir e cobrir cada trecho para passar a rede no mesmo dia. “Para reduzir os transtornos para a população”, disse o presidente. (RRC)

Trabalho adiantado em 7 dias, diz construtora

Carla Borges A obra da Praça do Chafariz, onde estão sendo construídos um viaduto e uma trincheira, está adiantada em sete dias em relação ao cronograma inicial. A informação é do diretor na Região Centro-Oeste da empresa Delta Construções S.A., Cláudio Abreu, que venceu a concorrência pública para executá-la. A construção foi iniciada há 22 dias e 80 pessoas, entre pedreiros, serventes, carpinteiros e outros, estão trabalhando no local. Só engenheiros são quatro, para as áreas de produção, planejamento e qualidade, além do chamado líder do contrato. Os 12 pilares de sustentação do viaduto estão praticamente prontos. Os operários agora estão trabalhando na confecção das formas para a construção das travessas. “Os trabalhos estão bem adiantados”, afirmou Abreu ao POPULAR. Em relação à trincheira nas Avenidas 85 e S-1, onde haverá rebaixamento da pista – semelhante ao que foi feito na Praça do Ratinho –, foi iniciada a escavação superficial. A construtora depende da retirada de cabos e fios pelas concessionárias de serviços como telefonia, internet e TV a cabo. “Como isso envolve corte de calçadas e de pavimento, os serviços estão sendo feitos mais nos finais de semana”, explicou o engenheiro. Só depois da retirada de todos os cabos pelas concessionárias a construtora iniciará a escavação mais profunda para a construção da trincheira. Todo o pavimento das Avenidas 85 e S-1 no local da trincheira já foi removido. “Assim que as concessionárias terminarem a remoção, temos condições de iniciar a escavação e seguir normalmente com a obra”, esclareceu Abreu. A próxima etapa deve ser a fundação das cortinas de contenção da trincheira. A previsão é de que a obra, orçada em R$ 18,1 milhões, seja concluída em cinco meses. “Faremos o possível para antecipá-la”, reafirmou o diretor da Delta ontem, lembrando que o Setor Bueno é um dos bairros mais adensados da capital. “Temos total tranqüilidade quanto ao cumprimento do cronograma, é uma obra para ser entregue rapidamente”. De acordo com o diretor, todo o material que será usado no complexo arquitetônico da Praça do Chafariz já foi adquirido. “Já devemos ter feito um aporte de aproximadamente R$ 10 milhões em compras e pagamentos programados a fornecedores”, informou, lembrando que a obra está sendo auditada.

Diário da Manhã Galeria de tamanho diferente
De acordo com o verador Elias Vaz, o projeto entregue à CEI diz que será construída galeria de 6,53 metros de largura por 6,55 metros de profundidade, o que traria grandes transtornos aos moradores das oito ruas por onde serão feitas as intervenções e para todos que precisam transitar pela região. Salientou, ainda, as contradições e questionamentos sem resposta durante a reunião. Outros números foram apresentados pelo Dermu/Compav. “O secretário de Obras disse que as escavações terão apenas dois metros de largura e não seis e meio como está no projeto que foi entregue à CEI. Como vamos confiar? Ele disse ainda que o que está no projeto não é o que será feito. Nós queremos saber o que será feito”, alega. Segundo o vereador, o secretário não respondeu a alguns questionamentos feitos pelos vereadores, o que não deixou a comissão satisfeita. O presidente do Dermu salientou que nem sempre durante a execução de obra será obedecido o que está no projeto, e que as informações não foram bem assimiladas pela Comissão. “O computador não registra os dados como serão colocados em prática. Se a escavação for possível será feita, se não, será feito um

escoamento.” De acordo com Alfredo, o lençol freático utilizado na obra é mais baixo, e as perfurações que serão feitas não vão prejudicar a bacia dos córregos próximo à região, entre eles o Córrego Vaca Brava. “Não será necessária nenhuma adaptação. Essa denúncia que não tem nome e nem telefone não merece crédito”, afirmou.

Lei teria sido descumprida
O vereador Maurício Beraldo disse que a obra do viaduto descumpriu a Lei nº 10.257, de impacto na vizinhança, que diz que antes da realização de uma obra em determinado local devem ser realizadas audiências públicas com moradores e empresários da região. Outra lei, de acordo com o vereador, que foi descumprida foi a 169, que visa a construção de uma ciclovia nas imediações do viaduto: “As explicações feitas aqui não me convenceram, muitas perguntas não foram respondidas. O próprio prefeito disse que o projeto foi alterado. Então, eles estão mentindo?” O presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o arquiteto Luiz Antônio Mendonça, explicou que para uma escavação de apenas dois metros de largura fica inviável o trabalho de execução da obra da galeria, já que complica a descida do profissional, por questão de espaço. Segundo o arquiteto, com a perfuração de 6,5 metros de largura, o trabalho pode ser feito, mas o grande problema seria o trânsito no local e o acesso dos veículos de moradores das ruas por onde a galeria passará. “A pista de rolamento (asfalto) tem cerca de sete metros, se perfurarem seis metros e meio para realizar a obra, o que sobra para o tráfego de moradores? O impacto no trânsito será o maior problema”, garante. Afirmou, ainda, que caso não haja qualquer rompimento de tubulação durante a escavação, a obra não traz riscos para a estrutura dos prédios, já que estes foram construídos com recuo de aproximadamente quatro metros. Luiz disse que outra falha identificada no projeto é a inclinação, que, segundo ele, precisa ser de, no mínimo, 2%, e que no projeto consta como 0,3%. “A obra precisa ser parada e repensada. Existem outras soluções baratas e simples para serem seguidas. Se não for feito isso, o acidente que aconteceu nas obras do metrô de São Paulo pode acontecer aqui.”

Comissão pretende realizar audiência pública
A Comissão Especial de Inquérito investiga o caso desde semana passada, após denúncia anônima entregue aos membros da CEI, alegando que haveria irregularidades no projeto inicial da obra, especialmente na execução da trincheira do viaduto e no projeto de drenagem do viaduto. A reunião realizada na Câmara Municipal terá continuação na próxima quarta-feira, 11, e uma audiência pública deve ser marcada ainda para esta semana. Os vereadores solicitaram mais documentos para tentar elucidar dúvidas que não foram esclarecidas na reunião de ontem. Maurício Beraldo convocou 19 instituições para realizar durante esta semana uma análise técnica do projeto do viaduto e da trincheira. Ele disse que a posição final da CEI será avaliada nesse estudo, que terá a participação de técnicos

da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Católica de Goiás (UCG).

Hoje
Edição: 654 Data:10/06/2008

“lençol não atrapalha obras”
Daiane Nunes Após mais de três horas de explicações, o secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e o presidente interino do Dermu/Compav, Ubirajara Abud, não conseguiram convencer os vereadores sobre a segurança das obras do viaduto e da trincheira na Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno. Os vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura o funcionamento irregular de escolas e faculdades particulares em Goiânia ouviram detalhes do projeto, mas não ficaram satisfeitos, por considerá-los muito técnicos. O secretário Alfredo Soubihe explicou que a canalização de águas pluviais e do lençol freático que está aflorando durante as escavações será feita para o Córrego do Vaca Brava. Ele argumentou que todos os cuidados foram adotados para não prejudicar o lençol freático e que o escoamento não trará risco à população. “Foram feitas várias sondagens técnicas. No início do mês de maio, encontramos água a 8,45 metros e não temos nenhum bloco abaixo disso. Se fosse esse o problema, não poderia ser construído nenhum prédio na região”, ressaltou Alfredo Neto. Segundo o secretário, parte da rede de drenagem será realizada pela construtora que venceu a licitação para executar a obra. O restante ficará a cargo da própria Prefeitura, por meio do Dermu/Compav. O presidente interino do Dermu/Compav disse que o cronograma prevê concluir o trabalho de drenagem até 15 de outubro. Ubirajara Abud também ressaltou que a obra inclui a construção de um bueiro na Avenida T-9 para ajudar na vazão das águas pluviais e de lençol freático, diminuindo a possibilidade de alagamentos em pontos críticos das vias T-36, T-37, T-38, T-4, T-5 e T-61. Durante as explicações, o presidente da CEI, Maurício Beraldo (PSDB), lembrou que a região já enfrenta sérios problemas de drenagem e disse que estudos técnicos apontam para a inviabilidade de escoamento desse grande volume de água para o Córrego Vaca Brava, porque ele estaria saturado com o volume já recebido. Apesar da observação, o secretário de Obras, Alfredo Neto, reafirmou que a água será escoada para o Córrego Vaca Brava. “Não há problema com o projeto. Ocorre que a Prefeitura aproveitou para consertar o problema de drenagem do Setor Bueno, já que não aumentaria o cronograma da obra nem o preço. Por isso, vamos levar as águas pluviais para o Vaca Brava”, frisou. Diante da situação, os integrantes da CEI decidiram realizar uma audiência pública, ainda esta semana, para ouvir opinião dos moradores das imediações da Praça do Chafariz e

também representantes de segmentos diretamente interessados na questão, como Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Universidades e outros técnicos. A próxima reunião da CEI está marcada para sexta-feira, às 9 horas da manhã.

07/06 Prefeitura apresenta projeto de drenagem do viaduto da T-63
Água da chuva será levada para Córrego Vaca Brava, no Setor Bueno. Bueiro da Avenida T-9 já foi licitado e será feito em julho Carla Borges O secretário de Obras de Goiânia, Alfredo Soubihe Neto, apresentou ontem aos vereadores da Comissão de Obras da Câmara Municipal de Goiânia o projeto de drenagem do Setor Bueno. A água das chuvas que será captada na trincheira da Avenida 85, no cruzamento com a Avenida T-63, onde estão sendo construídos também um viaduto e uma passagem de nível, será lançada no Córrego Vaca Brava. Segundo o secretário, faltam “detalhes orçamentários” para concluir o projeto. Ele negou problemas com a obra e eventuais riscos durante a execução do serviço de drenagem. “A drenagem superficial é um presente do prefeito (Iris Rezende) para os moradores do Setor Bueno. Decidimos fazê-la não por falhas no projeto, mas para resolver o problema dos moradores daquele bairro, que foi asfaltado sem a devida rede de drenagem”, disse o secretário. “Não haverá mais alagamento no Setor Bueno”, garantiu. Para tanto, a Prefeitura vai construir parte da rede complementar, que não consta do projeto licitado, que está sendo executado pela Delta Construções S.A. Essa rede complementar ao projeto, orçada em cerca de R$ 500 mil, será executada diretamente pelo complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia de Pavimentação de Goiânia (Dermu/ Compav). Outra medida para a solução do problema de drenagem do Setor Bueno será a construção de um bueiro celular duplo no Córrego Vaca Brava, na Avenida T-9, próximo ao Clube Oásis, ponto em que o córrego transborda durante chuvas fortes, arrastando carros e provocando prejuízos ao clube. De acordo com a assessoria do prefeito, a obra do bueiro será realizada em julho, no período de férias escolares, pois haverá necessidade de interdição da Avenida T-9 nos trechos próximos ao Córrego Vaca Brava. O secretário apresentou aos vereadores o projeto de canalização das águas pluviais. Segundo ele, o desnível do terreno será suficiente para lançar a água coletada na rede já existente próxima ao lago do Parque Vaca Brava. O desnível necessário entre a Praça do Chafariz e a Avenida T-5, onde a água captada será despejada, é de 28 metros. Presente à reunião, o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) em Goiás, questionou a viabilidade do projeto. “Essa rede (que, segundo a Prefeitura já existe) está desenhada, mas ainda não é uma realidade”, afirmou. A intervenção do presidente do IAB irritou o secretário de Obras, que apressou a visita ao canteiro da obra (a reunião era na sede da empresa Delta, vizinha à antiga Praça do Chafariz). No local das obras, depois de gravar entrevista para emissoras de TV, Alfredo

Neto ficou visivelmente nervoso quando percebeu que Luiz Mendonça também estava sendo entrevistado e foi contido pelo vereador Antônio Uchôa (PR), que participava da vistoria. Luiz Mendonça disse ao POPULAR que a explanação do secretário foi somente em relação à execução da obra. “Os questionamentos que temos, que são anteriores, permanecem. Jogar a água no Vaca Brava é a pior solução”, sustentou o arquiteto. O presidente da Comissão da Obras, Virmondes Cruvinel Filho, destacou que os parlamentares cumpriram sua obrigação legal de fiscalizar a obra realizada pela Prefeitura.

Diário da Manhã Vereadores visitam obras
Cristiane Lima, Da editoria de Cidades Durante visita da comitiva de vereadores ao canteiro de obras do viaduto que está sendo construído no cruzamento entre as avenidas 85 e T-63, o secretário de Obras do município, Alfredo Soubihe Neto, apresentou projeto de drenagem da região, contrariando denúncias veiculadas no início desta semana. Na apresentação do material, a vereadora Marina Sant’Anna – endossada pelos demais vereadores que estiveram no local – e o secretário de obras trocaram algumas farpas. O secretário criticou o recebimento e o crédito dado à denúncia de que a obra da trincheira estaria sendo realizada sem projeto de drenagem. Do outro lado, Marina Sant’Anna disse que é papel da Câmara de vereadores receber e investigar denúncias. O clima esquentou por alguns instantes, mas foi logo amenizado pelo secretário, que pediu desculpas e disse ter sido mal interpretado. “Acredito que, se a denúncia fosse séria, deveria ter uma assinatura de alguém habilitado para tal.” A visita foi articulada pelo vereador Virmondes Cruvinel, presidente da Comissão de Obras da Câmara Municipal, que é permanente, diferente da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que tem prazo para conclusão dos trabalhos. Ao chegar ao local, Virmondes disse ter como objetivo a busca de informações sobre a intervenção. “A visita tem caráter especificamente técnico”, declarou. Para tanto, os vereadores convidaram representantes de diversas entidades ligadas ao tema, como a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu-Compav), faculdades, entre outros. O secretário disse ter aceitado o convite puramente pelo caráter técnico. “Estou aqui para tirar quaisquer dúvidas sobre essa obra, que está seguindo o cronograma previsto e a todo vapor”, ressaltou o secretário. Com o apoio de plantas e relatórios, o secretário mostrou estudos que mostram o lençol freático existente abaixo da obra, começando a aparecer a partir dos 8,45m de profundidade. Segundo ele, as escavações para a trincheira chegarão, no máximo, a 6,20m. Sobre as dúvidas com relação à drenagem do local, Alfredo disse que durante a elaboração do viaduto, foi criado um projeto paralelo para amenizar os problemas de inundação da região.

O projeto elaborado paralelamente visa a escoar a água das chuvas para dutos subterrâneos até o Córrego Vaca Brava. Outra obra que está sendo realizada pela prefeitura vai, segundo o secretário, acabar com o problema de alagamento em períodos de chuva na Avenida T-9, na baixada do Clube Oásis. “Ali, faremos uma intervenção que permita o escoamento progressivo da água sem que haja alagamentos”, garante.

CEI marca nova reunião
A Comissão Especial de Inquéritos (CEI) que investiga obras causadoras de grande impacto em Goiânia se reúne novamente na segunda-feira. Presidida pelo vereador Maurício Beraldo (foto), o encontro vai contar com a presença de técnicos e engenheiros, que discutirão os projetos da obra. Beraldo criticou a ausência do secretário de obras e do presidente do Dermu-Compav, Ubirajara Abbud, na última reunião da comissão. Com presenças dos dois confirmadas, o vereador espera ter as dúvidas esclarecidas. Alfredo Neto diz que, nesse encontro, tratará de assuntos menos técnicos, já que na visita de ontem fez todas as explicações das três obras.

06/06/08 O Popular Opinião Improviso oficializado
José Antônio T. e Silva É ainda com certa surpresa que constato a triste realidade: a improvisação é parte da vida do brasileiro. Isso se justifica, certamente, pelo próprio “jeitinho brasileiro”, chaga cotidiana que se atribui o poder de tudo resolver, pouco importando os meios para tanto. Mas há situações que não o admitem de forma alguma. Uma delas está no planejamento urbano, cujos objetivos são claros: planeja-se projetando os efeitos de ações presentes no futuro, com vistas a corrigir e/ou prevenir problemas. O planejamento urbano, que deve abranger a integralidade do território do município, está previsto como elemento fundamental das ações públicas em matéria de política urbana. Tal pode ser notado no Estatuto da Cidade, cujas linhas principais foram devidamente integradas no Plano Diretor de Goiânia. Não se fala em qualquer tipo de planejamento, mas de um planejamento integrado, que contribua para afirmar o equilíbrio entre as funções da cidade e aquelas do meio natural que a abriga e que a circunda. Enfim, o equilíbrio entre funções sociais, ambientais, econômicas, culturais... da cidade. O bem-estar dos habitantes depende desse equilíbrio, que se afirma no direito às cidades sustentáveis, e que se completa com o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, tal como previsto pelo texto constitucional de 1988. Planejar o desenvolvimento espacial, social, econômico de uma cidade é naturalmente necessário. Essa constatação independe de lei para ser tida como válida. Os destinos de uma vila, de um distrito, de uma cidadezinha ou de uma metrópole, assim como os de seus habitantes, não podem ser fruto de um laissez faire, laissez aller, laissez passer do mercado imobiliário e/ou de tendências políticas, mas são – ou pelo menos deveriam ser – fruto de

constante planejamento e controle por parte do poder público municipal. Planejamento que exige observação, conhecimento, consultas públicas, ações proativas e prospecção. Um passeio rápido por Goiânia – recomendo o uso do programa Google Earth, tendo em vista o caos de nosso trânsito – fará saltar aos olhos a falta de planejamento dessa cidade: são vários os pontos onde há ocupação de áreas públicas e de áreas de risco; onde há setores adjacentes cujas ruas e avenidas não se alinham; onde se ocupam áreas de preservação permanente; onde há flagrante degradação ambiental (sobretudo dos cursos d’água); e, onde se nota uma extensão desmesurada do tecido urbano, que contrasta com a enorme quantidade de terrenos vazios em zonas já urbanizadas. Esses são alguns dos elementos que denunciam a falta de planejamento da capital de Goiás, cidade que tem hoje mais de 1 milhão de habitantes e que, por força do Estatuto da Cidade, tem um plano diretor que prevê, ainda que tardiamente, o direito às cidades sustentáveis, a democracia participativa para a gestão urbana, entre outros elementos. Pois bem, mesmo diante das normas que regem a política urbana, de um lado, e dos problemas que acometem a gestão urbana da capital, de outro lado, o poder público municipal, que deveria ser o garantidor do cumprimento das normas de urbanismo, desrespeita-as monumentalmente na construção da obra atualmente em curso, na conjugação das Avenidas 85 e T-63. Não houve previamente nem licenciamento nem estudos de impacto ambiental ou de vizinhança, nem consulta pública, tampouco estudos mais aprofundados sobre o terreno que abrigará a obra: descobre-se, somente agora, que há um lençol freático bastante raso no local, descoberta que leva a construtora responsável pela obra a declarar, minimizando o problema, que já construiu até usina siderúrgica sobre um manancial! Em pleno século 21 uma empresa se gabar de contribuir para a degradação ambiental é algo incompreensível e ajuda a reforçar o que penso: que essa obra se assemelha ao famoso “puxadinho” que se faz num barracão, pois apresenta claros indícios da improvisação, tão característica do brasileiro em geral. Pergunta-se: com que fim se faz tudo isso? Espero que a motivação dessa obra resida integralmente no interesse público e, sobretudo, que a consideração de seus problemas – que chegaram a ser classificados de “bobagem política” por um alto funcionário da prefeitura – seja efetiva. Que ela não fira o direito de todos os goianienses de viver em uma cidade sustentável, condição que Goiânia, diante da realidade dos fatos, está longe de alcançar. José Antônio Tietzmann e Silva é doutor nos direitos ambiental, de ordenamento territorial e urbanístico, pela Universidade de Limoges (França), professor da UCG e UFG

05/06/08 Hoje
Edição: 650 Data:05/06/2008

Secretários faltam à convocação de CEI
Liana Aguiar Duas ausências foram bastante criticadas na tarde de ontem, na Câmara Municipal de Goiânia. O secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e o presidente interino do Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia de Pavimentação de Goiânia (Dermu/Compav), Ubirajara Alves Arruda, não compareceram à reunião marcada pela Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investiga denúncias contra as obras do viaduto da Praça do Chafariz. O presidente da CEI, vereador Maurício Beraldo, lamentou o não-comparecimento dos agentes públicos, que serão novamente convocados para prestar esclarecimentos à Casa. “Foi uma atitude infeliz, que não coaduna com o Plano Diretor de Goiânia. Essa fuga nos leva a pensar que estão tendo dificuldades em elaborar ou complementar o projeto”, avaliou Maurício Beraldo. A Câmara dos Vereadores recebeu um relatório técnico que denuncia irregularidades no projeto de drenagem da obra já iniciada na Praça do Chafariz, no cruzamento das avenidas T-63, 85 e S-1. A Casa iniciou as investigações depois que recebeu a denúncia anônima de um técnico da Prefeitura. O relatório aponta que o problema estaria na trincheira da Avenida 85, sem um projeto viável de drenagem. O técnico alega que as bacias do Areião e do Vaca Brava estão saturadas e, portanto, não poderiam receber águas pluviais e de lençol freático. Para executar a trincheira, diz o texto, seria necessário perfurar 7 metros, mas em 5 metros já se atingiu o lençol freático. O relatório alerta que esses problemas poderiam provocar desmoronamentos e colocar em risco a estrutura de prédios. O secretário enviou um ofício para a comissão, onde informava a impossibilidade de comparecimento à reunião de ontem. O presidente da Dermu/Compav também enviou comunicado que não poderia comparecer. “Lamentamos essa posição. Era a oportunidade que os técnicos tinham de esclarecer o projeto para esta Casa e para a sociedade”, disse o vereador Elias Vaz. A promotora de justiça Marta Moriya Loyola, que atua na área de Meio Ambiente, informou que o secretário de Obras a procurou para agendar uma reunião no Ministério Público, na segunda-feira, 9. Anteontem, a promotora solicitou a Alfredo Neto encaminhamento do projeto de drenagem em caráter de urgência. Os vereadores confirmaram a participação de técnicos das universidades Federal e Católica de Goiás para analisar a viabilidade do projeto do viaduto. A comissão irá convocar o secretário de Obras e o presidente da Dermu/Compav para nova reunião também na próxima segunda-feira, 9. Os vereadores irão convidar representantes da Saneago, e vão pedir à Prefeitura os valores atualizados da obra e possíveis aditivos decorrentes das intervenções. Os vereadores irão agendar uma audiência pública a ser realizada na região da Praça do Chafariz. Devem ser ouvidos ainda o engenheiro da Delta Construções S.A, responsável pela obra, e entidades como Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e Instituto de Arquitetos do Brasil (ITA). Até o fechamento desta edição, o secretário de Obras não foi encontrado pela reportagem.

IRIS CRITICA “SENSACIONALISMO” Os questionamentos levantados em torno da construção do viaduto e de uma trincheira na Avenida T-63, na Praça do Chafariz, são uma forma de confundir a opinião pública, disse ontem o prefeito Iris Rezende (PMDB) na abertura do 7º Congresso Goiano de Direito Administrativo, no Centro de Cultura e Convenções. Diante do que considera exploração sensacionalista em torno da obra, o prefeito minimizou os efeitos da alteração no projeto inicial, para o escoamento e drenagem da água pluvial e do lençol freático no local. “Foi um problema de menor importância”, assegurou, explicando que o projeto previa o escoamento da água da chuva da praça, mas que foi descoberta a inexistência da rede de esgoto. “Então, nós simplesmente aumentamos a dimensão da tubulação do esgoto”. De acordo com o prefeito, o problema havia sido detectado antes mesmo da denúncia anônima de um técnico à Comissão de Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Goiânia, que investiga empreendimentos causadores de grande impacto. “Resolvemos a questão sem muita delonga, de forma que a empresa faz a obrigação dela, o que está no contrato, e a prefeitura arca com o ônus restante. São coisas que surgem na administração pública toda hora”. Iris Rezende afirmou que, de acordo com os dados levantados, o lençol freático está a 13 metros da superfície. “Qualquer outra informação é sensacionalismo”, reagiu. Ele considera positivo o fato de a comunidade acompanhar a realização de obras da Prefeitura, mas que dar tamanha dimensão a um problema que não existe “é extrapolar, é procurar confundir a opinião pública”. Transparência Ao assegurar que há transparência nos atos da Prefeitura, Iris reafirmou que a obra da T-63 com a Avenida S-1, no Setor Bueno, não sofrerá atraso e será entregue à população no prazo previsto. “Na construção do viaduto da Praça do Ratinho levantaram questões semelhantes. No final, fomos aplaudidos pela opinião pública. A obra da T-63 é maior que as intervenções executadas na Praça Latif Sebba. Lá se resolveu 50% do problema. Na T-63 com certeza vamos resolver 100%”. Depois do depoimento do secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, a CEI pretende ouvir o engenheiro responsável pela obra, da Delta Construtora S.A. (Venceslau Pimentel)

O Popular VIADUTO DA T-63 Plano Ambiental é superficial, diz MP
Carla Borges

O Plano de Gestão Ambiental (PGA) apresentado pela Secretaria Municipal de Obras para obtenção da licença ambiental da obra do complexo arquitetônico da Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85, T-63 e S-1, no Setor Bueno, tem 49 páginas. A parte do estudo dedicada à drenagem de águas das chuvas, que está sendo questionada por especialistas e pode complicar a obra, ocupa 11 linhas do documento, ao qual O POPULAR teve acesso ontem na Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), que expediu a licença no dia 12 do mês passado. Ela fala em recuperação e aproveitamento de sistemas já existentes e na construção de outros, mas não especifica locais nem mensura essas obras. Para a promotora Marta Moriya Loyola, da área de Urbanismo, que está investigando a denúncia de problemas com a drenagem da obra – composta por um viaduto, uma trincheira e uma passagem de nível –, o PGA é “insuficiente e superficial”. “É surpreendente que em uma obra desse tamanho as questões de drenagem e sondagem tenham sido programadas sem um projeto. Se for só isso (PGA), é insuficiente e vamos tomar providências. Estamos estudando o que pode ser feito, inclusive judicialmente”, prometeu a promotora. A licença ambiental foi feita com base no PGA e no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), ambos realizados no mês de maio, poucos dias antes do início das obras. O presidente da Amma, Clarismino Júnior, explicou que não havia necessidade de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima), pedido geralmente em obras maiores. “Isso seria para hidrelétrica, rodovia, ferrovia. Para o viaduto, o PGA é suficiente”, informou. O prefeito Iris Rezende voltou a falar ontem sobre a obra da Praça do Chafariz. Ele disse que “o problema havia sido detectado dias atrás”, antes de ser denunciado à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal que investiga irregularidades no funcionamento de escolas particulares e obras de grande impacto. “Resolvemos a questão sem muita delongas, de forma que a empresa faz a obrigação dela, o que está no contrato, e a prefeitura arca com o ônus restante. São coisas que surgem na administração pública toda hora”, disse o prefeito. O secretário de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e o presidente do complexo Departamento de Estradas de Rodagem/Companhia de Pavimentação de Goiânia (Dermu/Compav), Ubirajara Abud, não compareceram ontem à sessão da CEI para a qual haviam sido convocados para dar explicações. Alfredo Neto também não enviou os estudos de drenagem solicitados pelos vereadores e se dispôs a comparecer na próxima semana.

Diário da Manhã Secretário e presidente faltam à reunião da CEI
Cristiane Lima Nem o secretário de Obras do município, nem o presidente do Dermu/Compav. Nenhum dos dois compareceu à reunião da Comissão Especial de Inquérito da Câmara dos Vereadores que investiga, entre outras coisas, as obras do viaduto que está sendo construído no cruzamento entre as avenidas 85 e T-63. Ambos alegaram ausência por compromissos inadiáveis. Presidente do Dermu/Compav, Ubirajara Abbud estava no Ministério Público assinando documento de ajustamento de conduta sobre a erosão que acontece no

condomínio Privê dos Girassóis. Já o secretário de Obras, Alfredo Neto, estava cuidando de assuntos da pasta. Durante a reunião da CEI, que contou com a presença de cinco vereadores, foi definido que será feito novo convite aos dois para que compareçam à Câmara para dar explicações sobre o projeto de drenagem. A reunião deve acontecer na sala das comissões da Câmara na segunda-feira, a partir das 9 horas. Até lá, o vereador Elias Vaz, membro da comissão, planeja montar equipe técnica para acompanhar a obra. “Lamento o não comparecimento dos dois. O que nos parece é que eles não tinham o projeto e queriam ganhar tempo para elaborá-lo ou modificá-lo.” O prefeito Iris Rezende voltou a declarar ontem que as obras do viaduto continuam a todo vapor. “O que se fez é um projeto para escoar a água da chuva da praça, que tem uma dimensão de 10 mil metros quadrados. Na execução das obras, descobriu-se que uma área não possuía rede de esgoto pluvial, fizeram asfalto e essa água cai na praça. Então, nós aumentamos a dimensão da tubulação do esgoto.”

04/06 O Popular Iris diz que drenagem não atrasa obra de viaduto ‘nem um dia’
Prefeito diz que cronograma será mantido e descarta possibilidade de erro no projeto do viaduto. Ministério Público e Câmara Municipal investigam problemas Carla Borges O prefeito Iris Rezende disse ontem que o problema da drenagem da água da chuva e do lençol freático no Setor Bueno não vai atrasar “em nem um dia” o cronograma de construção do complexo arquitetônico na Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85, T-63 e S-1. Em entrevista ontem de manhã, o prefeito descartou a possibilidade de falha de engenharia no projeto da obra, que inclui um viaduto, uma trincheira e uma passagem de nível no cruzamento, um dos mais movimentados da capital. “É uma coisa muito pequena para um projeto dessa dimensão”, disse. Um relatório encaminhado à Câmara Municipal de Goiânia aponta sérios problemas de escoamento da água da chuva que, segundo a Secretaria Municipal de Obras, deve ser drenada para o lago do Córrego Vaca Brava. Inicialmente, o projeto previa o lançamento no Córrego Areião, mas, como a própria Prefeitura reconhece, essa alternativa mostrou-se inviável e o projeto está sendo alterado. Os riscos apontados no relatório, inclusive para os prédios vizinhos, durante a escavação para construir a rede de águas pluviais, são endossados por especialistas, como o presidente do seccional goiana do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Luiz Mendonça. Iris Rezende garantiu que a Prefeitura está apenas redimensionando o projeto, para “corrigir erros do passado”, quando da construção do Setor Bueno, que não foi dotado de um eficiente sistema de drenagem das águas das chuvas.

“Depois de feita a concorrência, constatou-se que parte do setor (Bueno) não foi servida de sistema de esgoto pluvial e a água da chuva corre pelas ruas”, disse o prefeito. “Em vez de fazer uma galeria com dimensão menor, faremos uma maior. Em vez de jogar a água em uma nascente, vamos jogar na outra, onde a tubulação é maior”, disse. O prefeito estimou entre R$ 400 mil e R$ 500 mil o gasto que a Prefeitura de Goiânia deve ter com a alteração no projeto. Ele lembrou que a empresa vencedora da concorrência, a Delta Construções S.A., está obrigada pelo contrato a construir em torno de 600 a 700 metros de rede de esgoto pluvial (das chuvas). “A Prefeitura fará o excedente”, confirmou. As obras devem ser feitas pelo complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/Companhia de Pavimentação de Goiânia (Dermu/Compav). De acordo com o secretário de Obras, Alfredo Soubihe Neto, o projeto de drenagem está sendo concluído. O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Clarismino Luiz Pereira Júnior, afirmou que se houver alteração no projeto, ele deve ser remetido novamente à Amma, porque precisará de novo licenciamento ambiental. “O órgão ambiental não abrirá mão de novas exigências e outros estudos, caso sejam necessários”, destacou. Em nota oficial, a Amma falou que pode haver “até mesmo a revogação da licença, em caso extremo”, mas ressaltou que toda a documentação apresentada está em conformidade com os critérios técnicos necessários para a liberação do empreendimento. O presidente do IAB em Goiás, Luiz Mendonça, reafirmou ontem que o desnível da Praça do Chafariz é pequeno tanto em relação ao Córrego Vaca Brava como ao Areião. “Com a profundidade projetada pela trincheira, na época da chuva, a água empoçada no Campo do Goiás voltará toda para o leito da trincheira”, analisa. “O mais viável seria elevar um pouco o fundo da trincheira e levar a água para o Córrego Areião”, sugere.

Ministério Público fará perícia na construção
A promotora de justiça Marta Moriya Loyola, em substituição na Promotoria de Urbanismo do Ministério Público Estadual (MP), determinou ontem a realização de uma perícia técnica no projeto e na obra do complexo arquitetônico que está sendo construído pela Prefeitura de Goiânia na Praça do Chafariz. O estudo e o laudo serão feitos por uma perita do próprio MP. Marta pediu celeridade, diante do risco apontado por especialistas e a vistoria deve ser realizada ainda esta semana. “É uma questão muito técnica, que eu não tenho como averiguar, por isso pedi a perícia”, explicou a promotora. Ela também está estudando o Plano de Gestão Ambiental (PGA), realizado pela Secretaria de Obras, que embasou o pedido de licença ambiental na Amma. “Quero uma explicação para a questão da drenagem”, diz.

Secretário será ouvido hoje pela CEI
O secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e um diretor do complexo Dermu/ Compav serão ouvidos hoje à tarde pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Goiânia que investiga irregularidades no funcionamento de escolas particulares e empreendimentos causadores de grande impacto. Os vereadores se reuniram ontem por causa das denúncias de problemas técnicos no viaduto da T-63. Também serão chamados representantes do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Conselho Regional de

Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e das Universidades Federal e Católica de Goiás.

Diário da Manhã Opinião Entrou água no viaduto da T-63
Martiniano Cavalcante é engenheiro civil, presidente do PSol de Goiás e pré-candidato a prefeito de Goiânia É lamentável ter que dizer, mas o prefeito deve parar, temporariamente, a obra da T-63 com Av. 85, convocar uma comissão técnica, idônea, composta por representantes das Faculdades de Engenharia da UFG, UCG e de representantes do Crea, para analisar as propostas de solução para a drenagem de águas fluviais e subterrâneas do local. É embaraçoso para o prefeito? Sim, mas este será o menor preço a pagar pelo atrelamento do cronograma de uma obra complexa ao calendário eleitoral sem esgotar antes os estudos técnicos necessários. O projeto original da obra tem a mesma concepção daquele realizado na Praça do Ratinho. Um elevado no sentido da Avenida T-63 passa por cima da Av. 85, uma trincheira na Av. 85 passa por baixo da Av. T-63, e as plataformas de circulação lateral ligam as duas avenidas. O problema está na trincheira da Av. 85 projetada para passar a sete metros abaixo do nível da Av. T-63. Justamente naquele ponto o nível do lençol freático está em cinco metros de profundidade. Alem disso, a Av. 85 e as ruas adjacentes, acima da T-63, têm uma rede coletora de águas pluviais insuficiente. Isto quer dizer que será necessário drenar tanto as águas da chuva quanto as águas do lençol subterrâneo que escoaria para dentro da trincheira. Para retirar esta água será preciso construir uma rede numa profundidade de nove metros, ou construir no local um “piscinão” e bombeá-la até a rede coletora mais próxima. Outra alternativa seria reduzir a profundidade da trincheira e aumentar a altura do viaduto, o que diminuiria problema, mas não evitaria a necessidade da drenagem. Ao contrário do que dizem, o prefeito e técnicos da construtora, as três soluções possíveis são complexas, de custos elevados e demandam estudos técnicos que não podem ser realizados a toque de caixa e, muito menos, sob sigilo. É fácil imaginar os custos, os riscos e os transtornos de uma galeria de águas pluviais com mais de mil e duzentos metros de extensão e nove metros de profundidade nas ruas estreitas e superpovoadas do Setor Bueno, ligando o local da obra ao córrego Vaca Brava. A prefeitura tinha pleno conhecimento do problema, mas, infelizmente, o chefe da administração municipal, movido pelo desejo de angariar a simpatia eleitoral junto à classe média e indiferente aos questionamentos técnicos, adotou um cronograma acelerado de execução da obra, prevendo sua inauguração para as vésperas das eleições de outubro. Um “tocador de obras eleitoreiras” é capaz de usar o seu poder político para desconsiderar as exigências de estudos técnicos, de impactos ambiental e de vizinhança como fez o

prefeito na obra da T-63. Mas o que ele não pode é revogar as leis da física para satisfazer seus desejos e, muito menos, manipular a opinião pública dizendo que não há problema nenhum. Se o prefeito tivesse em suas mãos estudos técnicos que comprovassem a viabilidade de soluções de drenagem para a obra teria calado as vozes da Câmara que denunciaram as irregularidades. Estes estudos obrigatoriamente deveriam ser realizados antes da contratação da obra, mas, até hoje, não existem. Diante disso o prefeito tenta ganhar tempo, evitando admitir o seu grave erro e se comprometendo, cada vez mais, com a mentira e a irresponsabilidade. Agora que, em tempo de seca, entrou água no viaduto, o prefeito deve descer do pedestal da prepotência e do eleitoralismo vulgar, calçar as sandálias da humildade e chamar a comunidade científica para legitimar uma solução técnica e financeiramente viável, para a continuidade da obra. Se, no pior dos mundos, esta solução for inviabilizada por fatores físicos, custos elevados, ou riscos de acidentes, restará ao prefeito o dilema de Sofia: reestruturar todo projeto ou abandoná-lo.Recorte Imprensa - Google Docs Seja qual for a situação que se apresentar será melhor para a cidade enfrentá-la com transparência, com bom senso e com dignidade.

Editorial Viaduto necessário
O viaduto da T-63 é uma obra importante para Goiânia por diversos motivos. O primeiro deles refere-se ao futuro preocupante do trânsito na Capital. Em breve, três ou quatro anos, será quase impossível cruzar os bairros Bueno, Serrinha, Bela Vista e Setor Pedro Ludovico. É um fato já denunciado por engenheiros de trânsito que conhecem a região – cruzamento de vários bairros e ponto estratégico de negócios que prometem atrair o desenvolvimento. Na verdade, a situação já insustentável deve apenas se agravar, principalmente nos momentos de pico – caso do início e final do dia. Por isso o prefeito Iris Rezende está correto quando corre para construir a importante obra. O repentino problema envolvendo potencial agressão ao lençol freático já foi desarmado. Descoberto a tempo, ele será contornado com profissionalismo, avisa o chefe do Executivo. É preciso que as entidades e empresas envolvidas na construção do viaduto tenham consciência de cada novo passo. A Praça do Chafariz só tem a ganhar com a obra. Além do aspecto técnico, existe ainda o traçado artístico. Goiânia terá um monumento com 50 metros de altura. Será mais uma intervenção urbana que pode ampliar a fixação de imagens urbanas em nosso imaginário.

Prefeito e empresa contestam denúncia
O prefeito Iris Rezende garantiu ontem que a população não deve se preocupar em relação à construção da trincheira e do viaduto na Praça do Chafariz, Setor Bueno. Segundo Iris, os trabalhos continuam normalmente. De acordo com a empresa Delta Construções S.A.,

responsável pela execução da obra, uma sondagem inicial feita por uma empresa de engenharia mostrou que o lençol freático está 13 metros abaixo da pavimentação no cruzamento das avenidas 85 e T-63. Esse dado contesta a denúncia que foi entregue à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara na última segunda-feira, afirmando que o lençol estaria a apenas cinco metros, dois metros a menos do que será escavado para a construção da trincheira. Segundo Cláudio Abreu, diretor regional da Delta, as denúncias não são fundamentadas com laudos técnicos. “Ao invés de fazer uma galeria com dimensão menor, vamos fazer uma galeria com uma dimensão maior. Ao invés de jogar em uma nascente (Areião), vamos jogar em outra, onde a tubulação é maior (Vaca Brava). Bem, a empresa é obrigada a construir, pelo contrato, em torno de 600 ou 700 metros de esgosto pluvial. A rede vai ficar um pouco maior. Esse excesso, a prefeitura vai fazer por conta própria. Não tem problema nenhum”, disse o prefeito. “Não tem nada de preocupação. O lençol freático está a 10 metros de profundidade”, completou Iris. A Secretaria de Obras estima que o valor gasto para a obra “complementar” deve ficar em torno de R$ 400 mil. “Somos acostumados a trabalhar em áreas difíceis. Em um outro Estado, estamos construindo uma siderúrgica em cima de um manancial. Essa obra de Goiânia pode até apresentar problemas, mas estamos aqui para resolvê-los, caso apareçam. Nós vamos executar a obra como previsto”, garante Cláudio. O secretário municipal de Obras, Alfredo Neto, disse ao Diário da Manhã que o que foi dito pelo prefeito Iris Rezende é o que será feito. Acrescentou apenas que será construída uma galeria de aproximadamente 1,2 mil metros para captar a água das chuvas da região e levar até uma rede de água pluvial que já existe na proximidade do Lago Vaca Brava. “A água não será direcionada para o lago e, sim, passará por essa rede próxima ao lago e depois seguirá para o Córrego Vaca Brava”, acrescentou Alfredo. A Delta garante que as perfurações da trincheira devem começar em 10 dias, quando a Saneago, a Celg e as empreas de telefonia já terão encerrado a retirada dos cabos e outras fiações no local do viaduto. A Saneago informou também que fará um desvio da adutora de água tratada que existe no local, para permitir o início das escavações da trincheira. Se o desvio tivesse que ser feito pela Delta, haveria necessidade de aditivos ao projeto original, gerando mais despesas para a Prefeitura de Goiânia. De acordo com Cláudio Abreu, por lei, os aditivos não podem atingir valor superior a 25% do orçamento total da obra, estipulado em licitação, ou seja o teto é de R$ 4,5 milhões.

Mp solicita projeto de drenagem
Diante da denúncia recebida pela CEI das Escolas, apontando irregularidades na obra do viaduto da Praça do Chafariz, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) solicitou que seja apresentado o projeto de drenagem da água, documento sob a responsabilidade da empresa Delta Construções S.A. Por outro lado, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás (Crea-GO) vai aguardar até que seja formalizada denúncia de danos, para então pedir a investigação da obra. Na tarde de ontem, a promotora que acompanha o caso, Marta Moria Loyola, substituta da 8ª Promotoria de Justiça, disse que tem em mãos documentos apresentados pela empresa, quando da aprovação da obra do viaduto. Entre eles, estão o Plano de Gestão Ambiental

(PGA), o Estudo de Embargo de Vizinhança, preparado pela empresa, e a Licença Ambiental. Agora, técnicos do MP serão designados pela promotora para conduzir perícia no local, dada a relevância do tema. “Vamos investigar se há irregularidades, tendo em vista o que já foi apontado.” O presidente do Crea-GO, Francisco Antônio Silva de Almeida, diz que, diante do órgão, a obra está “regular”. Salienta ainda que cabe à Delta, por meio do engenheiro responsável pela obra, resolver quaisquer problemas apresentados. “Tenho certeza que os profissionais da empresa têm competência para resolver essa questão.” Almeida evitou apontar irregularidades, já que, segundo ele, desconhece a realidade da obra. Mas afirmou ter conhecimento do projeto de drenagem, tanto que a empresa apresentou a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao órgão. “O projeto de drenagem existe, agora vamos aguardar as definições técnicas, antes de tomar qualquer medida.” O Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) sugere que seja elevada a trincheira da Avenida 85, que ficaria com apenas 5 metros. Mesmo assim, deveria ser feito o rebaixamento do lençol freático, que teria as águas bombeadas por 600 metros até o Córrego Areião. “Com isso, poderia ser feita a trincheira”, diz o presidente do órgão, Luiz Antônio Mendonça. Outra opção apresentada pelo IAB seria a eliminação por completo do elevado, principalmente devido à poluição visual, levando em conta o traçado urbanístico.

Equipe da AMMA visita Canteiro de Obras
A Assessoria de Comunicação da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) divulgou nota, ontem, em relação à divulgação de supostos problemas envolvendo as obras de implantação do viaduto da T-63. O órgão informou que todos os estudos necessários para o licenciamento da obra foram apresentados e demonstraram estar em conformidade com os critérios técnicos necessários para a liberação do empreendimento. A agência disse ainda que, ontem, uma equipe técnica composta por engenheiros civis, agrônomos, geógrafos e topógrafos esteve na área onde está sendo construído o viaduto e não detectou a presença de água no solo, tampouco de outras irregularidades.

CEI pede ajuda de instituições
De acordo com o vereador Elias Vaz, membros da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Escolas, que também investiga grandes empreendimentos, se reuniram ontem à tarde para definir dois encaminhamentos referentes ao viaduto da Praça do Chafariz. A CEI vai pedir a ajuda da Universidade Católica de Goiás (UCG), da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Goiás (Crea) e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/GO) para criar uma comissão que vai acompanhar toda a obra. “Vamos pedir a ajuda de técnicos dessas instituições para esclarer as dúvidas quanto a essas denúncias”, afirma Elias. A CEI convocou ontem à tarde, e deve ouvir hoje, o secretário de Obras, Alfredo Neto, e Ubirajara Abbud, presidente do Dermu/Compav, em reunião da CEI, às 15h.

Na segunda-feira, a CEI recebeu denúncia de um técnico da prefeitura, que não quis se identificar, apontando a inviabilidade da construção da trincheira por causa da falta de um projeto viável de drenagem. Segundo o denunciante, para se fazer a galeria do viaduto até o Vaca Brava, seria necessário um espaço de 20 metros de largura, que o local não tem. Ele destaca, principalmente, que pode ocorrer desmoronamentos, o que tornaria necessária a remoção de famílias que moram nas proximidades.

Rádio 730 Iris Rezende considera sensacionalista polêmica sobre o lençol freático
(clique aqui para ouvir)

... "quando começa com o projeto, já a execução, a licitação feita, julgada, o contrato assinado, descobre-se que uma área grande ali pra cima não foi dotada de esgoto pluvial pelas administrações anteriores que fizeram asfalto sem esgoto pluvial ... o que é que nós fizemos? simplesmente mudamos a dimensão da tubulação do esgoto pluvial, que era uma para 10 mil metros quadrados e aumentamos para, quem sabe, 80 mil metros quadrados "... Pergunta: "poderia ter sido previsto antes o problema?" Resposta: "não, isso são coisas que surgem na administração pública a toda hora"...... "o lençol freático está a 10 metros abaixo " ... "é minha obrigação esclarecer tudo ao povo"... "vamos entregar na época certa"

03/06 Problema de drenagem pode comprometer obra de viaduto
Existência de lençol freático obriga Secretaria de Obras a alterar projeto para dar vazão à àgua. Idéia é fazer escoamento para o Vaca Brava. Mas especialistas condenam
Carla Borges Problemas com a drenagem da água das chuvas e o lençol freático superficial, que pode aflorar com as escavações para a construção da trincheira na Praça do Chafariz, no

cruzamento das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, em Goiânia, podem comprometer o cronograma de execução da obra, fixado inicialmente em cinco meses, encarecer o projeto, orçado em R$ 18 milhões, ou até inviabilizar sua construção da forma planejada. A questão foi levantada em uma denúncia recebida pela Câmara Municipal, à qual O POPULAR teve acesso. Os riscos são confirmados por especialistas ouvidos pela reportagem. O relatório que embasou a denúncia – cujo denunciante foi mantido no anonimato pelos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades no funcionamento de escolas particulares e empreendimentos de grande impacto – mostra que a região já tem sérios problemas de drenagem e aponta a inviabilidade de escoamento desse grande volume de água para o Córrego Areião, em um ponto próximo à sede da Polícia Federal, e também para o Vaca Brava, porque ele está saturado com o volume já recebido. O secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, confirmou ontem ao POPULAR que o projeto inicial previa o escoamento da água para o Córrego Areião e informou que o novo projeto de drenagem está sendo finalizado por técnicos da Secretaria. De qualquer forma, adiantou, está definido que a água será drenada para o Córrego Vaca Brava. “Não tem problema nenhum com o projeto. Ocorre que a Prefeitura decidiu consertar o problema de drenagem do Setor Bueno, que foi herdado de outras administrações, por isso, vamos levar as águas pluviais para o Vaca Brava”, ressaltou o secretário de Obras. “Vamos captar toda a água da chuva que cai na área do viaduto e naquela região e, em vez de deixá-la correr na rua, a levaremos para o lago do Vaca Brava e de lá ela vai embora, pelo córrego”, disse Alfredo Soubihe Neto. Sobre o argumento do denunciante de que o Vaca Brava também não suportaria toda essa água, Alfredo Neto foi categórico. “Quem entende disso é a Secretaria de Obras e nós vamos jogar a água lá (Vaca Brava)”, afirmou. Inviável Presidente da seccional goiana do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Luiz Mendonça, considera inviável a drenagem das águas pluviais e do lençol freático da Praça do Chafariz para o Córrego Vaca Brava e diz que a Prefeitura foi alertada várias vezes pelo próprio IAB e por outras instituições sobre esse e outros problemas do projeto. “O relatório apresentado à Câmara Municipal procede, e muito”, disse Mendonça, ao tomar conhecimento da peça pela reportagem. Mendonça alerta para as condições topográficas da região e pondera que não há desnível suficiente para levar a água do viaduto até o Vaca Brava. “Seria necessária uma inclinação de 24 metros que, somando-se aos 3 metros da própria trincheira, chegaria a 27 metros, o equivalente a um prédio de 9 andares”, alerta. A solução, aponta, seria escavar menos e levantar um pouco a Avenida T-63, deixando de lado o viaduto. Mestre em urbanismo e professor da Escola Edgar Graeff da Universidade Católica de Goiás (UCG), o arquiteto Dirceu Trindade pondera que levar a água para o Vaca Brava “é loucura porque ele já recebe grande contribuição e o córrego que parte do lago teve suas dimensões reduzidas com a construção do shopping e outras edificações comerciais”. Trindade lembra que a região é de fundo de vale e que o Córrego Vaca Brava, a partir do lago, não tem mais do que 60 centímetros de largura. Trindade vê erro de planejamento no início de uma intervenção desse porte sem estudos detalhados. “É um absurdo considerar que a abertura de uma trincheira poderia ter suas águas conduzidas naturalmente por gravidade, como corre hoje pelo leito das vias, em

direção aos córregos”. O professor acrescenta que “os riscos são reais e que o projeto da galeria deve ser bem conduzido”.

Relatório alerta para a possibilidade de desmoronamento na região
O relatório que embasou a denúncia feita à Câmara ressalta que a distância aproximada da Praça do Chafariz ao Vaca Brava é de 1,2 mil metros e que a profundidade da galeria de águas pluviais deve ser de 9 metros (computando a profundidade da trincheira, o lençol freático e a própria galeria). “Para fazer uma galeria deste porte é necessário um espaço de 20 metros de largura, que o local não tem, e principalmente não ter movimento de pessoas e construções”, diz o relatório, concluindo que há riscos de desmoronamentos. Finalmente, haveria riscos para os prédios vizinhos e a necessidade de retirar moradores, segundo a denúncia. O secretário Alfredo Neto classifica a hipótese de risco aos prédios como “bobagem política” e garante que o projeto original, que inclui um viaduto, uma trincheira e uma passagem de nível, será mantido e que o cronograma não será afetado, mesmo tendo de fazer escavações para construir a rede de água pluvial. Sobre a possibilidade de encarecer a obra, ele diz que tudo será executado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Município/ Companhia de Pavimentação de Goiânia. Procurado pela reportagem, o diretor regional da Delta Construções SA, do Rio de Janeiro, empresa que venceu a licitação, Cláudio Abreu, negou que haja qualquer problema com a obra. “A obra está dentro das conformidades técnicas e o cronograma está adiantado”, contou. Já estão prontas as fundações da parte oeste do viaduto. São quatro pilares de concreto com 17 metros de profundidade. A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Goiânia que investiga irregularidades no funcionamento de escolas e equipamentos de grande impacto (como a obra do viaduto) aprovou ontem o requerimento do projeto do viaduto da Praça do Chafariz, pela Secretaria Municipal de Obras, do relatório de impacto ambiental, pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) sobre a questão do lençol freático, além de parecer do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo (Crea). Autor do requerimento, o vereador Elias Vaz (PSOL) diz que a denúncia recebida parece consistente.

Planejar em urbanismo é uma etapa essencial
Carla Borges Da necessidade de intervenção em um dos cruzamentos mais movimentados e tumultuados de Goiânia, o das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, ninguém discorda. No entanto, uma obra dessa envergadura, que mexe com a vida de toda a cidade, não pode ser executada sem um amplo processo de planejamento, estudos e discussões com representantes de entidades de caráter técnico e dotadas de credibilidade. No mês passado, depois da assinatura da ordem de serviço para o início da obra do viaduto e da trincheira, representantes de 19 dessas entidades recorreram ao Ministério Público estadual para tentar evitar que ela fosse iniciada sem essa discussão e sem a apresentação de estudos transparentes de impacto ambiental. A iniciativa não teve efeito prático.

A denúncia de problemas com a drenagem, corroborada pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e um professor da Universidade Católica de Goiás, se comprovada, pode revelar que no afã de fazer uma obra considerada necessária por cidadãos e técnicos para melhorar o trânsito, as etapas do planejamento e da discussão podem ter sido atropeladas. As conseqüências podem ser graves.

Diário da Manhã Secretário admite falta de projeto
Roberta Luiza A Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Escolas recebeu ontem denúncia feita por um técnico da prefeitura, que não quis se identificar, referente à falta de condições de viabilidade das obras da trincheira da Avenida 85, sob o viaduto que está sendo construído na T-63. O problema seria a falta de estudo “viável” sobre a drenagem de águas pluviais e do lençol freático, que teria aparecido a apenas cinco metros da superfície, após as primeiras escavações. A obra exige perfuração de sete metros, e a construção de uma galeria deveria ocorrer a nove mestros. O denunciante garantiu que o escoamento para o Córrego Areião estaria descartado pelo Dermu, devido ao fato da galeria existente no local não suportar toda a vazão. Uma segunda opção seria drenagem para o Córrego Vaca Brava, também inviável. O secretário municipal de obras, Alfredo Neto, admitiu ontem ao DM que o projeto de drenagem da região realmente não está finalizado. “A distância aproximada (entre o lençol e o Vaca Brava) é de 1,2 mil mestros. Mas a profundidade desta galeria (a ser construída) tem que ser de nove metros por 700 metros lineares. Para se fazer uma galeria desse porte, é necesário um espaço de 20 metros de largura, que não há no local”, aponta o texto da denúncia. Alfredo Neto informou ainda que a não conclusão do projeto não interfere na execução da obra e confirmou que a prefeitura terá que pagar um valor extra para aumentar a captação de água da região. Os vereadores Elias Vaz e Maurício Beraldo, que receberam a denúncia, resolveram pedir esclarecimentos aos órgãos envolvidos na construção. Segundo Elias Vaz, a denúncia partiu de uma pessoa “embasada” e que “entende” a viabilidade técnica da construção do viaduto. “A partir dos relatos desse profissional, que é uma pessoa confiável, vamos investigar e pedir informações dos órgãos responsáveis para conferir se realmente há alguma irregularidade e se houve algum equívoco no projeto”, garante Elias. Segundo o secretário de Obras, a drenagem inicial seria feita para o Parque Areião, mas depois, quando verificado que aquela região já sofre com inundações em épocas de chuva, foi feita uma alteração de planos e a drenagem será feita para o Vaca Brava. Alfredo garantiu que, por esse “complemento”, o projeto ainda não foi finalizado. “Essa mudança de destino da drenagem não muda nada na obra do viaduto. A drenagem é uma das últimas etapas a serem feitas. A obra está indo muito bem, mas agora, depois dessa confusão que foi gerada, vou finalizar o projeto o mais rápido possível”, completa o secretário. De acordo com o engenheiro ambiental Leandro Gomes, ouvido pelo DM para avaliar o problema, a melhor opção nesse caso seria não construir a trincheira e, com isso, não escavar na região. “É preciso verificar essas possibilidades levantadas, mas, a princípio, o que parece é que realmente o projeto precisará ser alterado. Creio também que mudar as

intervenções ficará mais barato do que direcionar toda a drenagem para o Vaca Brava. Elias Vaz garante que a denúncia precisa ser esclarecida. “O requerimento para o pedido de informações foi aprovado por unanimidade na Comissão. Hoje mesmo, esperamos o recebimento, por escrito, dos esclarecimentos de todos os órgãos envolvidos. Caso nada se resolva, podemos convocar os responsáveis para comparecimento na CEI”, finaliza Elias.

Obra segue normalmente
A assessoria do prefeito Iris Rezende disse que ele foi informado, ontem à tarde, pelo próprio secretário de Obras do município, das denúncias. Iris estaria tranqüilo em relação a qualquer necessidade de alteração. O prefeito já teria sido informado também sobre os gastos extras para o desvio de captação. “Não é um valor muito alto, estamos fazendo um estudo e logo informaremos a quantia exata, que deve vir do Dermu/Compav”, disse Alfredo Neto. Procurada pela reportagem do DM, a Companhia Municipal de Obras (Comob) disse que só a Secretaria Municipal de Obras poderia falar sobre o assunto. O Dermu/Compav também informou o mesmo. A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) alegou que a denúncia feita pelo técnico refere-se a questões de execução da obra, como tubulação e escoamento, o que não compete ao órgão. A Amma garantiu ainda que todos os estudos feitos para a implantação do viaduto e solicitados foram analisados e autorizados pela Agência. Segundo o diretor de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Goiás (Crea), José Luiz Barbosa, as anotações necessárias referentes à construção e aos profissionais responsáveis pela obra estão registradas na instituição. No fim do dia, quando o secretário de Obras admitiu que o projeto de drenagem não estava finalizado, a reportagem do DM não conseguiu um novo contato com o Crea. A empresa Delta Construções S.A., responsável pela execução da obra do viaduto, disse que as escavações da trincheira só não começaram porque empresas como Saneago, Celg e as telefonias que têm redes, cabos ou qualquer interferência no local estão retirando e desviando essa fiação para outros locais. “A princípio, a obra segue normalmente”, afirmou Cláudio Abreu, diretor regional da Delta.
¤

01/06 O Popular - Especial Será que esse tumulto tem solução?
Especialistas apontam principais problemas existentes hoje e propostas de melhoria para o trânsito de Goiânia Almiro Marcos

O trânsito de Goiânia não admite mais uma solução que resolva todos os problemas definitivamente e de uma só vez. Em outras palavras, por mais alarmista que possa parecer, não é mais possível ter uma cidade ideal para o convívio pacífico entre homens e máquinas. Essa é a opinião de especialistas em trânsito e transporte. De qualquer maneira, avaliam que é necessário que o poder público tome decisões que tragam melhorarias para o trânsito, considerado o sistema circulatório desse organismo que é a cidade. A idéia é adotar providências urgentes para que Goiânia não se torne, em breve, uma São Paulo em proporções menores. Sem um remédio definitivo, a idéia é tornar a convivência entre humanos e veículos no ambiente da cidade o mais agradável e menos traumática possível. No entendimento dos engenheiros de tráfego e urbanistas consultados é preciso que a cidade adote urgentemente um planejamento sério para o trânsito. Hoje, para a maioria deles, não há essa política no município, que vai na contramão da importância que o setor já exige. Só que esse planejamento vai muito além de obras de infra-estrutura como viadutos e trincheiras. Estas são consideradas complementares. Antes disso, eles pensam que é preciso investir em educação. No entanto, essa ação precisa se tornar uma constante e não só ser adotada durante a Semana Nacional de Trânsito. “O veículo é só um instrumento. Ele não anda sozinho. O condutor e principal responsável é o ser humano. Esse precisa ser sempre o foco principal”, argumenta o engenheiro civil especializado em transporte Benjamim Jorge Rodrigues, professor da área em universidades goianas. ¤ LEIA MAIS: • Descontrole no aumento da frota • Problemas e soluções em Goiânia •

Descontrole no aumento da frota
Entre 1991 e 2007 a população da capital cresceu 34,9%. Enquanto isso, no mesmo período, a frota de veículos cresceu 239,6%. Isso levou Goiânia a se tornar a cidade com maior índice de motorização do Brasil, com média de 1,5 veículo por habitante. E as projeções indicam que a situação pode tornar-se ainda pior. Os reflexos negativos desse crescimento desenfreado, incentivado também pelas facilidades de aquisição de veículos e pela má-qualidade do transporte coletivo, são sentidos por todos. Você mesmo, seja passageiro do transporte coletivo, portador de necessidades especiais, pedestre, ciclista, motociclista ou motorista, sente a pressão do trânsito todos os dias, nas atividades que exigem circulação pela cidade.

Um só agente para fiscalizar 5,9 mil carros
A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Goiânia conta hoje com 192 agentes, dos quais apenas 134 trabalham na fiscalização e no controle do tráfego das ruas da cidade. Em tempo, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran), a capital tinha emplacado, até abril passado, 802.279 veículos. O número considerado ideal pelos especialistas de trânsito é de um fiscal para cada grupo de mil veículos. Em Goiânia, um agente de rua é responsável por fiscalizar mais de 5,9 mil automóveis. Com automóveis demais e fiscais de menos, os problemas são inevitáveis. Assim, qualquer colisão simples transforma alguns pontos da cidade em congestionamentos irritantes que levam os motoristas às raias da loucura. Isso sem contar desrespeitos comuns que ocorrem a todo segundo pela cidade afora. A SMT simplesmente não consegue atender à demanda. “É preciso que a SMT tenha condições de atuar com mais agilidade. Hoje, o órgão não está à altura do trânsito de Goiânia. Ela não tem estrutura, organização nem dinheiro suficientes para encarar o trânsito com a seriedade que ele necessita”, avalia um especialista.

Sem estrutura, SMT aposta em obras viárias
Soluções viárias com foco na infra-estrutura, como a obra que está sendo feita na Praça do Chafariz e a que foi realizada na Praça do Ratinho, são os principais caminhos apontados pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Goiânia para melhorar o trânsito da capital. “É claro que isso não é tudo. Mas é o nosso foco principal. Vamos garantir mais fluidez”, argumenta o titular da pasta, coronel Paulo Sanches. Ele também aposta em soluções como a retirada de rotatórias e instalação de semáforos nos pontos considerados mais críticos. O superintendente avisa que todas as rotatórias ao longo da Avenida T-63 serão retiradas e os cruzamentos serão semaforizados. “É claro que estamos fazendo estudos a respeito das necessidades dessas mudanças no tráfego”, ressalta. Coronel Sanches lembra que a tecnologia é essencial para o controle do tráfego. Ele revela que, hoje, Goiânia já dispõe de uma central de semáforos que indica quais cruzamentos estão com problemas de funcionamento. “Mas não temos ainda como saber onde está mais congestionado. Para isso serão investidos R$ 900 mil ainda neste ano”, salienta o titular da SMT. Ele admite que a estrutura do órgão ainda não é suficiente para administrar todos os pontos do trânsito de Goiânia. “Precisamos de mais agentes de fiscalização e controle de tráfego nas ruas”, reconhece. Para uma melhoria do controle eletrônico do tráfego, o coronel revela que são necessários recursos. “E isso não é coisa que se resolve tão fácil”, acrescenta. Educação Apesar de especialistas ouvidos pelo POPULAR destacarem a educação como a parte mais importante no tripé que forma com fiscalização e engenharia de trânsito, coronel Sanches não pensa assim. “A educação nem é o primeiro fator. Todo mundo sabe qual é a sua

obrigação e o seu direito. É preciso que cada um respeite o outro. Temos de trabalhar é nas soluções viárias”, justifica o superintendente.

Ônibus transporta o equivalente a 70 carros As projeções para o futuro não são nem um pouco favoráveis. Dados do Plano Diretor de Transporte Coletivo, elaborado no ano passado pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), indicam que a tendência é que, mantida a atual situação, o índice de transporte individual aumente com o passar dos anos na região metropolitana de Goiânia. Em 2005, o modo coletivo era responsável por 41,1% das viagens. A tendência projetada para 2020 é que o índice caia para 37,1% da população preferindo o transporte coletivo ao individual. “Há uma tendência clara de agravamento. Assim, fica claro que não é possível imaginar uma boa solução para o trânsito que não passe pela priorização do transporte coletivo”, avalia Arlindo Fernandes, engenheiro especialista em trânsito. Outros seis especialistas ouvidos pelo POPULAR, com atuação em Goiânia e outras capitais, também concordam. “Sabemos que é complicado fazer o cidadão deixar a comodidade do carro particular, mas a equação é simples: um ônibus transporta, em Goiânia, mais do que 70 veículos particulares levam”, argumenta Antônio Alberto Basílio, engenheiro especializado em planejamento de transporte. A priorização do transporte coletivo, no caso, passa por investimento em infra-estrutura viária e na melhoria dos serviços prestados. “Não adianta simplesmente comprar centenas de novos ônibus e colocar nas ruas. É preciso estruturar os corredores, fazê-los funcionar de fato e dar prioridade ao transporte coletivo nas operações de tráfego”, ressalta Antenor Pinheiro, ex-titular da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Goiânia e militante da área.

Análise Um tripé capengando
“A educação nem é o primeiro fator.” Ao ouvir essa frase vinda da principal autoridade de trânsito de Goiânia imaginei que estivesse enganado. Pensei que o coronel Sanches, falando pelo telefone, estivesse confuso por estar no meio de um congestionamento na capital paulista, na última quinta-feira. Mas quando ele emendou que o mais importante é investir em soluções viárias, tive certeza que não tinha entendido mal. Eu não entendi mal, mas ao comparar com o que haviam dito todos os especialistas em trânsito e urbanismo, percebi que havia algo errado na história. Afinal, todos eles tinham colocado a educação para o trânsito em primeiro lugar no tripé formado pela soma com a fiscalização e a engenharia de tráfego.

A explicação é simples. Não adianta investir em obras de grande impacto para garantir a fluidez do trânsito se os condutores não forem orientados a fazer a coisa certa. É claro que cabe a cada um a educação pessoal, mas o poder público tem sim o papel de educador. Sem educação, os motoristas vão continuar avançando sinais fechados, falando ao celular enquanto dirigem, fazendo conversões em locais proibidos e desrespeitando faixas de pedestres. Mas para estes existe a fiscalização, certo? Errado. Não é demais lembrar que Goiânia conta com 134 agentes municipais fiscalizando e controlando o trânsito pelas ruas da cidade (isso não inclui os policiais militares). Conforme admitiu Sanches, os agentes são insuficientes. Isso quer dizer que, no tal tripé, apenas a engenharia vem merecendo atenção da administração municipal. Por falta de estrutura, a fiscalização é insuficiente e, sabe-se lá porquê, a educação não merece a atenção necessária. E sabe o que acontece com um tripé no qual algum de seus pés é capenga? Cai. (AM)

31/05 Diário da Manhã Iris fica satisfeito com o andamento da obra
O prefeito Iris Rezende realizou ontem pela manhã sua primeira visita ao canteiro de obras da T-63, onde está sendo construído o viaduto da Praça do Chafariz. Apesar de ter permanecido no local por apenas 20 minutos, o prefeito demonstrou satisfação ao ver que o trabalho está dentro do cronograma previsto de 150 dias. Iris foi acompanhado pelo secretário de Obras, Alfredo Soubihe Neto, e pelos engenheiros da empresa Delta Construções, responsável pela execução da obra. O secretário conversou sobre a construção com o prefeito e explicou que foi colocado o primeiro dos seis blocos dos pilares que sustentarão o viaduto. “Obras estão recentes, mas já observamos que o trabalho será entregue dentro do prazo previsto”, diz Alfredo. No início dessa semana, a Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes começou a multar os veículos que descumpriram a norma que proíbe o estacionamento em algumas ruas próximas à Praça do Chafariz. 20 foram multados.

18/05 Diário da Manhã

Confusão no alto do Bueno cena inusitada ? Um dos locais de maior movimento

Ontem, no alto do Setor Bueno, quando o dia amanheceu, os transtornos com o início das obras do viaduto da Praça do Chafariz e interdição das ruas da região chegaram a todo vapor. Tapumes, cavaletes, faixas, mapas informativos, placas e agentes da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) não foram suficientes para elucidar todas dúvidas de quem trafegava pela região. Em veículos, caminhando ou à procura de um ponto de ônibus, os goianienses reclamavam. Até as equipes de reportagem que trabalhavam no local eram abordadas por algumas pessoas que estavam em busca de informações. A orientação da SMT é para que os motoristas só trafeguem pelo local se realmente for necessário, caso contrário, a solicitação é que peguem outras vias. Quando perguntado sobre como estava o trânsito nas primeiras horas do sábado, o coronel Paulo Sanches, superintendente municipal de Trânsito, foi sucinto: “bagunçado”. Buzinas, motoristas confusos, reclamando, virando onde é proibido e ainda os mais nervosinhos que gritavam xingamentos enquanto passavam pelos bloqueios e desvios. Um tal de “não-seise- vou-ou-se-fico” tomou conta de quem pretendia fazer conversões, mas tinha dúvidas quanto às possibilidades de realizá-las. Esse foi o primeiro dia de transtornos causados em função das obras do viaduto. A estimativa é que a construção gaste 150 dias. “Segundafeira o ‘bicho vai pegar. Mas é normal’”, garante. Diz que a primeira semana terá muitos transtornos para quem trafegar pela região, mas que logo depois os últimos ajustes de sinalização serão feitos para melhorar o trânsito no local. “As necessidades de alteração vão surgindo e vamos fazendo as modificações”, conta Sanches. Em uma motocicleta da SMT, o coronel percorreu todos os pontos de desvios e interdições para verificar os detalhes a serem alterados. No cruzamento da T-63 com a Avenida Couto Magalhães, o tempo dos semáforos não tinha sido alterado, como o planejado, para que o condutor de ônibus que vinha de Campinas sentido Parque Atheneu pudesse fazer a conversão à esquerda na T-63. Pelo rádio comunicador, um agente pedia a alteração, junto à central da superintendência. Ainda no início da manhã, o problema foi corrigido. A SMT atuou com 30 profissionais distribuídos em todos os pontos. As empresas HP e Rápido Araguaia estavam com oito profissionais, cada uma, nos desvios para auxiliar os motoristas do transporte coletivo. Nas paradas nos semáforos, eles aproveitavam para tirar as dúvidas, que ainda eram muitas. Quem precisou esperar por ônibus ficou sem saber onde aguardar nas vias para onde foram desviadas as linhas. A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos ainda não havia instalado os pontos de parada dos ônibus, mas afirmou que hoje o trabalho deve ser concluído. Profissionais da CMTC também estavam na região no trabalho de orientação.

(18/05/2008)

Prioridade a pedestres
A determinação da Superintendência Municipal de Trânsito é para que apenas as pessoas que residem ou trabalhem nas ruas que foram parcialmente interditadas pelos desvios passem pelo local. No anel que circula a Praça do Chafariz, só veículos que estão trabalhando na intervenção podem chegar. Quem precisa ir em algum estabelecimento que fica ao redor da praça tem que deixar o veículo uma ou duas quadras distante e fazer o trajeto a pé. Os comerciantes tinham esperança de que fosse possível a permanência de uma pista para

passagem de veículos, em frente aos comércios ao redor da praça. A possibilidade já havia sido descartada pelo superintendente da SMT, Paulo Sanches. Ele disse que mais duas alterações no trânsito serão feitas. As ruas T-36 e S-2, que hoje tem sentido único, passarão a ter sentido duplo e terão o estacionamento permitido em apenas um lado da via.

O Popular
Mudanças confundem motoristas e passageiros
Primeiro dia de alterações no sentido de ruas e de vias dos ônibus foi marcado por confusões e pela falta de informação e sinalização
Carla Borges O primeiro dia de mudanças no trânsito e no transporte coletivo por causa do fechamento da Praça Simão Carneiro de Mendonça (Praça do Chafariz), na região sul da capital, foi marcado pela falta de informações e de sinalização para motoristas e moradores e para os usuários das 11 linhas de transporte coletivo que passam pelos locais atingidos. Às 6h30 a confusão já era visível, principalmente para usuários do transporte, que não sabiam para onde as linhas tinham sido desviadas. Nenhum dos pontos de ônibus improvisados nas Avenidas T-4, T-10, Edmundo Pinheiro e Couto Magalhães tinha identificação. A Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMT) instalou cinco semáforos no local atingido e duas ruas tiveram o sentido invertido (T-15 e T-13, que ganhou mão única). Até o fim da manhã, os semáforos da T-13 não estavam funcionando e só havia agente de trânsito em um deles, no cruzamento da T-13 com a T-4. Durante a manhã, a reportagem só localizou outro agente de trânsito no cruzamento da T-63 com a T-4, orientando motoristas. Moradores de prédios na T-4 e na Couto Magalhães foram surpreendidos com ônibus parando em pontos improvisados nas portas de garagens. Na T-4, abaixo da T-13, os passageiros descem em um local com calçada estreita, quebrada e tomada pelo mato. O POPULAR flagrou avanços de sinal vermelho, como o do ônibus 1803, da Rápido Araguaia, às 7h44, no cruzamento da T-4 com a T-62. O superintendente da SMT, coronel Paulo Afonso Sanches, informou, no final da manhã, que todos os problemas haviam sido identificados, como detalhes de sinalização e a falta de respeito dos motoristas nos locais onde passou a vigorar a proibição de estacionamento. “Verificamos alguns congestionamentos na Alameda Couto Magalhães e na Rua T-64”, acrescentou. Esses problemas já haviam sido antecipados pela própria SMT, que deve manter os técnicos e operários trabalhando no fim de semana, até à noite, na intenção de corrigir falhas. “Segunda-feira será a prova de fogo”, disse. A Praça do Chafariz foi fechada à zero hora de ontem com tapumes nas Avenidas 85, S-1 e T-63. De manhã, operários começaram a remover piso e árvores. O chefe do Departamento Técnico da Diretoria de Parques e Jardins, Ismael Bertoletti, informou que as 36 palmeiras imperiais do local serão replantadas no Setor Pedro Ludovico, e 70 árvores, cortadas.

17/05

TV Brasil Central
12ªa hora Matéria sobre o início das obras, com cobertura da reunião do dia anterior, com fala da promotora dizendo que a documentação seria analisada e, caso houvesse alguma irregularidade, a obra poderia ser embargada. Comentário do âncora Cléber Ferreira de que, caso necessário, o embargo deveria ser feito antes do início das obras, para evitar maiores transtornos. Fez referência às obras do aeroporto, paralisadas por suspeita de irregularidades.

Tv Anhangüera
Jornal Anhangüera 2a edicão Matéria sobre o início das obras. Não fez referência à reunião no MP.

Hoje
Edição: 634 Data:17/05/2008

Obras no viaduto começam sob protestos
Wanessa Rodrigues Mesmo diante de protesto de entidades e de membros da comunidade, as obras para construção do viaduto da Praça do Chafariz, no cruzamento das avenidas João Mascarenhas, conhecida como 85, com a Avenida T-63, no Setor Bueno, na Capital, começam na próxima semana, com intervenções no trânsito marcadas para hoje. Questionamento, levantado ontem durante reunião realizada no Ministério Público de Goiás (MO-GO), é a não realização de audiência pública, como prevê o Plano Diretor de Goiânia, junto à população para que a obra fosse realizada. Além disso, questiona-se que os documentos apresentados ontem durante a reunião, como o licenciamento ambiental, foram solicitados poucos dias antes da data de início das obras. Durante a reunião, foram entregues à promotora de Justiça Marta Marta Moriya Loyola pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) o licenciamento ambiental, estudo de impacto na vizinhança, Plano de Gestão Ambiental (PGA) e Plano de Controle Ambiental (PCA). O que as entidades questionam é o fato de os documentos terem sido providenciados somente após o MP solicitar a documentação por meio de representação, feita no último dia 5. Conforme explica a representante do MP, faltou apenas o estudo de impacto de trânsito, documento que, segundo ela, deve ser elaborado pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) a pedido da Secretaria Municipal de Obras (SMO). A SMT, por meio de seu superintendente coronel Paulo Sanches, informou que não recebeu nenhum comunicado sobre o assunto. Disse ainda que o empreendedor, orientado pela SMT, é quem faz o estudo. A reportagem entrou em contato com a SMO, mas até o fechamento desta edição não obteve

resposta. Apesar do atraso na entrega do documento, a promotora afirma que, juridicamente, não é possível embargar a obra no que diz respeito às questões ambientais. Isso porque, o mais importante é o licenciamento ambiental, que já foi providenciado pela Prefeitura. Além disso, ela ressalta que a pesquisa realizada junto aos moradores da região, apresentada pelo órgão ambiental, foi favorável à obra. “Nós vamos analisar os documentos entregues pela Prefeitura e o Ministério Público vai acompanhar de perto a obra”, disse a promotora. Quanto à realização de audiência pública antes de se decidir por um projeto dessa natureza, os protestos partiram de membros do Conselho Regional de Engenharia (Crea), do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e da vereadora Marina Sant'Anna, que cuida da área do meio ambiente. “Sinto-me angustiada e insatisfeita com essa situação. A decisão política se sobrepôs ao técnico, que veio somente após o dia 5”, observa a vereadora. LADO POSITIVO Presente à reunião, o presidente da Amma, Clarismino Júnior, disse que, conforme estudo do órgão, na região onde será construído o viaduto está a maior concentração de monóxido de carbono da cidade. Ressaltou ainda que a obra vai para resolver um ponto de estrangulamento e que vai ser positiva no que diz respeito à questão ambiental. Marta Moriya propôs a realização de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) preventivo, junto às promotorias responsáveis, para que, futuramente, ocorram discussões antes do início de obras que afetem a população.

DM
Trânsito já muda a partir de hoje na praça

Marina Dutra A partir das cinco horas da manhã de hoje, os 167 ônibus que transportam cerca de 86 mil passageiros terão a rota alterada nas imediações da obra de construção do viaduto da T-63. Desde ontem à tarde, agentes de fiscalização da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMT) estavam no local para orientar os motoristas que trafegavam próximo a Praça do Chafariz. Segundo o secretário de obras da Prefeitura de Goiânia, Alfredo Sobihe, o local será cercado com tapumes somente na próxima semana. “Primeiro, vamos analisar os impactos de cada fechamento para não prejudicar a obra e os comerciantes.” Alfredo afirma que neste final de semana os operários da construtora já começarão o trabalho na obra. Durante duas semanas foram realizadas apenas perfurações através de tubos, de até 14 metros de profundidade, para conhecimento do solo. A SMT ficou encarregada de sinalizar as ruas que foram alteradas e impedir que os veículos transitem no local. A obra, prevista para terminar em cinco meses, já causa preocupações nos comerciantes que estão instalados nas proximidades do cruzamento entre as avenidas 85, T-63 e S-1, na Praça do Chafariz. Um proprietário, que preferiu não se identificar, informou que ontem pela manhã foi realizada uma reunião entre comerciantes e autoridades para analisarem os impactos da obra. “A maioria dos proprietários e funcionários estão desesperados. Não nos avisaram oficialmente sobre a construção do viaduto e o prejuízo pode ser enorme.” Na reunião, os comerciantes solicitaram à SMT e ao secretário de Obras que uma passagem

fosse liberada para os carros trafegarem para amenizar o possível prejuízo. Outra solicitação foi a possibilidade de a própria prefeitura e construtora firmarem parceria para o consumo de produtos nas lojas localizadas nas imediações da praça. O clima de indefinição tomou conta dos empresários. A maioria teme que a construção demore mais que o prazo estimado e que as solicitações não sejam acatadas pela prefeitura. Reduções de até 50% no faturamento mensal e a impossibilidade de pagar funcionários são alguns dos problemas que proprietários poderão enfrentar. A contrução do viaduto irá custar cerca de R$ 18 milhões e contará com elevado de três níveis. asfalto A empresa Meta Serviços e Projetos Ltda., estabelecida no Setor Bela Vista, foi a ganhadora da licitação proposta pela prefeitura para realização dos serviços de recuperação do asfalto das ruas de 60 bairros centrais de Goiânia. Um grupo de 18 empresas adquiriu o edital para participar da licitação. Para executar os trabalhos de fresagem descontínua a frio nos bairros – trocar o asfalto velho pelo novo –, a Meta Serviços apresentou o preço de R$ 1.131.843,52. A verba para a execução da obra ainda está em discussão, mas deve ser liberado pelo Ministério das Cidades, segundo fontes oficiais. O prazo para conclusão deve durar aproximadamente três meses e será realizada por etapas para não causar transtornos ao tráfego. Os serviços só deverão ser iniciados após a publicação do resultado da licitação no Diário Oficial do Município, Estado e União e publicação em jornais de grande circulação.

O Popular
SMT prevê confusão na T-63
Intervenções para construção do viaduto na via já estão valendo. Linhas de ônibus têm novas paradas
Malu Longo Cinco novos semáforos, duas ruas com sentido invertido e 11 linhas de ônibus operando em nova planilha ocupando vias que tradicionalmente não são utilizadas pelas empresas de transporte coletivo. Com este quadro, o motorista que a partir de hoje precisar passar pela região da Praça Simão Carneiro de Mendonça (Praça do Chafariz), na Região Sul da capital, deve redobrar a atenção. Desde a zero hora ruas e avenidas que dão acesso à confluência das avenidas 85, T-63 e S-1 foram interditadas pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) para o início das obras do viaduto no local. Os ônibus começaram a utilizar a nova rota às 5 horas. A previsão da SMT é de que nos próximos dias o trânsito na região ficará muito complicado. “A primeira semana estará péssimo porque as pessoas insistem em passar pelo local”, afirma o superintendente de Trânsito de Goiânia, Paulo Sanches. Para que os problemas sejam menores nos próximos cinco meses, tempo previsto da obra, 50 mil panfletos sobre as mudanças foram distribuídos.

As obras de adequação feitas esta semana em diversas vias já provocaram muito tumulto no trânsito dos Setores Bueno, Marista, Bela Vista, Pedro Ludovico, Serrinha e Nova Suiça, com pequenos acidentes, conversões proibidas e estacionamento em locais não permitidos. Entre as modificações estão a instalação de cinco novos semáforos nos cruzamentos das Avenidas T-13 com a T-15, Rui Barbosa com a T-15, T-13 com a Alameda Couto Magalhães, Couto Magalhães com a Rua T-64 e Alameda Cel. Eugênio Jardim com a Rua 1.122. As Avenidas T-13 e T-15 ganharam sentido único. A primeira, apenas no trecho que vai da T-15 à Alameda Couto Magalhães, para facilitar a mobilidade de quem sai do Setor Nova Suíça em direção ao Setor Pedro Ludovico. Já a T-15 ganhou sentido único em toda a sua extensão. Pela sugestão do Departamento de Engenharia de Tráfego da SMT, o motorista que estiver no sentido Norte-Sul e precisar pegar a Av. 85 para ir ao Centro deverá seguir pela Rua S-1, pegar a T-13 à direita e entrar à esquerda na Alameda Couto Magalhães. Lá na frente, após a T-63, ele terá condições de entrar na Av.85. No sentido contrário, o ideal é subir pela Av. 85, entrar na T-11 até a Igreja Rosa Mística, fazer a volta na quadra, entrar na T-4, cruzar a T-63 e virar à esquerda na T-13 para sair na Rua S-1. Quem sair do Jardim América sentido Centro poderá fazer a conversão à esquerda na Av. T-4, descer até a Av. T-10, para pegar a Av. 85. Em sentido Oeste-Leste, o condutor deverá pegar a Av. T-4, virar à esquerda na T-13 e novamente à esquerda na Couto Magalhães para pegar a T-63. A recomendação para quem estiver no sentido Leste –Oeste é utilizar a Alameda Couto Magalhães, entrar na Rua Edmundo Pinheiro de Abreu, virar à direita na Eugênio Jardim e à esquerda na Rua 1.122, onde foi implantado um semáforo. Depois de atravessar a Av. 85, o motorista pode virar na T-11, fazer a volta de quadra na Igreja Rosa Mística e pegar a Av. T-4 até a T-63. O que deverá complicar ainda mais o trânsito numa região repleta de prédios de apartamentos, de empresas comerciais e de escolas é a presença de veículos do transporte coletivo em vias como T-4, T-13, T-10, T-64, T-55, entre outras. São 167 ônibus que transportam, em média, 86 mil passageiros por dia, em nova rota por 150 dias (veja quadro). Para garantir o controle do tráfego a SMT vai aumentar o efetivo de agentes de trânsito nos próximos dias.

Sentimento de frustração após reunião
Waldineia Ladislau A reunião de ontem na sede do Ministério Público de Goiás (MPE) para tratar do novo viaduto causou apenas mais frustração ao seu final, já que a promotora de justiça Marta Moriya Loyola deixou claro que nada poderia ser feito em relação ao início das obras. Marcus Fidelis, estudante de Direito que acompanha o caso desde que a Prefeitura anunciou a obra, salientou que o cidadão se sente cada dia mais impotente em relação ao poder público. Os argumentos do presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Goiás, Luiz Mendonça, do professor Dirceu Trindade, presidente do Instituto Atílio Corrêa Lima, e de Fernanda Mendonça, do Grupo de Estudos Trânsito e Transporte do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-GO), de nada valeram. Necessidade O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), o advogado Clarismino Júnior, salientou que o viaduto no cruzamento da T-63 com a Avenida 85 é necessário, tendo em vista que é um dos pontos mais críticos na cidade em termos de liberação de monóxido de carbono, pois os veículos, no trecho andam mais na 1ª e 2ª marchas, devido o congestionamento. Clarismino Júnior disse ainda que cada obra pode ter um órgão responsável. O viaduto Latif Sebba, por exemplo, foi executado pela Superintendência Municipal de Trânsito, já o da T-63 está à cargo da Secretaria Municipal de Obras. A necessidade foi contestada pelos arquitetos e engenheiros que participaram da reunião, mas não se chegou a nenhum consenso. Até mesmo a vereadora Marina Sant’Anna atribui a escolha a uma decisão

política, e não técnica. Para ela, os argumentos técnicos foram criados apenas para tentar justificar o que já havia sido decidido politicamente. Governabilidade Ao requererem maior participação da sociedade nas decisões que dizem respeito à cidade, a solução apresentada pela representante do MPE foi no sentido de que, representantes da sociedade civil, técnicos da área urbanística e representantes da Prefeitura sentem juntos para discutir série de procedimentos que deverão ser adotados, em relação a outros empreendimentos de impacto ambiental que sejam traçados pela administração.

Região terá novas obras em julho
Em julho, aproveitando o período de férias escolares, a Prefeitura de Goiânia, através do complexo Dermu-Compav,fará novas intervenções na região da Av. T-63. A maior delas é a abertura da Praça Wilson Sales (Praça da Nova Suíça), que será cortada ao meio. A partir deste ponto, as cinco rotatórias existentes até o Córrego Cascavel serão retiradas. Também serão removidas em julho as duas rotatórias da Rua C-233, que liga a Praça da Nova Suíça à Av. T-9. Nos locais serão instalados semáforos. Ainda na T-9 será feito um desvio para a conclusão das obras de um bueiro iniciadas próximo ao clube Oásis, onde há sempre inundações em períodos de chuva. Viaduto A obra em dois níveis que começa na segunda-feira, na Praça Simão Carneiro de Mendonça (Praça do Chafariz) será realizada pela empresa Delta Construções Ltda S.A., vencedora da concorrência pública realizada pela Prefeitura de Goiânia e terá um custo superior a R$ 18 milhões. No local será construído um elevado de 250 metros por onde vão trafegar os motoristas que estiverem na Av. T-63. Os carros que estiverem percorrendo a Av. 85 atravessarão uma via abaixo do viaduto ( trincheira), de aproximadamente 4,5 de altura. Um monumento de grandes dimensões, idêntico ao instalado na Praça Latif Sebba (Praça do Ratinho), também será construído no local. (Malu Longo)

16/05/08

TV Brasil Central
Jornal Brasil Central Matéria com fala da promotora dizendo que a documentação seria analisada e, caso houvesse alguma irregularidade, a obra poderia ser embargada.

Tv Anhangüera
Jornal Anhangüera 2a edicão Matéria com fala da promotora dizendo que com a entrega da documentação do licenciamento a obra estava regular.

15/05/08 O Popular
ALTERAÇÕES

Mudanças no trânsito da capital
Malu Longo A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) realiza, a partir de hoje à tarde, alterações no trânsito nas ruas e avenidas próximas ao Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, no Bairro de Nova Vila, onde será aberta, amanhã, a 63ª Exposição Agropecuária de Goiânia. A estimativa da SMT é de que nos 15 dias de exposição o fluxo de veículos cresça em 50%. “Nosso objetivo é preservar principalmente os moradores das imediações”, disse ontem o diretor de Fiscalização da SMT, Antônio Lobo, ressaltando que o parque já não comporta exposições do gênero. As mudanças praticamente serão as mesmas do ano passado. A Rua 260, em frente ao portal principal da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), será fechada para servir de estacionamento. Uma das mais movimentadas vias da região, a Avenida Engenheiro Fuad Rassi, ganha sentido único entre a Rua 13-A e Avenida 1. O acesso da Marginal Botafogo à Rua 200, na Vila Nova, também será interditado para quem vira à esquerda no sentido do parque agropecuário e fica proibido virar à esquerda para quem trafega no sentido Avenida Araguaia-Rua 200. A partir das 14 horas de hoje estará proibido estacionar na Rua 257 (atrás do parque),também de grande movimento, que continua com sentido duplo entre a 5ª Avenida e Avenida 1. Para ter acesso ao parque, a alternativa é a Rua 227. A SMT vai bloquear todas as vias nas quais estiver impedido o tráfego de veículos. Segundo Antônio Lobo, agentes de trânsito vão monitorar o trânsito durante as duas semanas de exposição agropecuária para garantir o controle e a segurança de motoristas e pedestres. Ônibus A partir das 5 horas de sábado entra em operação a nova planilha elaborada pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para as 11 linhas que circulam pela Praça Simão Carneiro de Mendonça (Praça do Chafariz), na confluência das Avenidas 85, T-63 e S-1. O local, onde será construído um viaduto, será cercado de tapumes à meia-noite de amanhã, mesmo horário em que serão interditadas vias para o tráfego de veículos. Os 167 ônibus, que transportam em média 86 mil passageiros por dia, vão cumprir novo planejamento nos próximos 150 dias, tempo previsto para a execução das obras do viaduto. Ontem, a SMT mantinha equipes em vários pontos realizando intervenções para garantir maior fluidez de veículos. As mudanças provocaram o aumento de infrações como estacionamento indevido e pequenas colisões. As avenidas T-1, T-4, T-10, T-13, T-53 e T-55 vão receber o maior volume de ônibus que serão desviados da Praça do Chafariz. Pelas mudanças que serão realizadas pela SMT, o motorista que

estiver no sentido Norte-Sul e precisar entrar na Av. 85 para ir ao centro ou outras regiões, deverá seguir pela Rua S-1, entrar à direita na T-13, que passará a ter sentido único, seguir pela Av. Couto Magalhães, atravessar a T-63 para pegar a Avenida 85. Em sentido contrário, o motorista poderá subir a Avenida 85, entrar na T-11, fazer a volta de quadra na igreja Rosa Mística, descer a Avenida T-4, cruzar a T-63 e virar na T-13 para sair na Rua S-1, à direita. Quem sair do Jardim América sentido Centro pela T-63 poderá fazer a conversão à esquerda na Avenida T-4, descer até a Avenida T-10 em direção a Av. 85. No sentido Oeste-Leste, o condutor deverá pegar a Avenida T-4, virar à esquerda na T-13, novamente à esquerda na AvenidaCouto Magalhães para pegar a T-63.

DM 15/05/2008)

Interdição acontecerá amanhã à meia-noite
A obra de construção do viaduto na Praça do Chafariz, no Setor Bueno, que será realizada pela empresa Delta Construtora, vencedora da concorrência pública, e gerenciada pela Secretaria Municipal de Obras (SMO), terá início na próxima semana, 19. De acordo com a SMO, a colocação de tapumes e o fechamento de vias nas proximidades da praça serão feitos a partir da meia-noite de sexta-feira, horário em que a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) também interditará o tráfego de veículos. Faixas e cavaletes serão instalados. A partir das 5h da manhã de sábado entra em operação a nova planilha elaborada pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para as 11 linhas do sistema que circulam na região. De acordo com a equipe técnica da CMTC, 167 ônibus que operam nessas linhas cumprirão esse novo planejamento. “Por aquela região, passam 86 mil passageiros por dia”, salientou Kennedy Machado, engenheiro da CMTC. De acordo com a nova planilha, as linhas 008, 601, 602 e 603, que seguiam direto na Avenida 85, a partir do dia 17, vão utilizar as Avenidas Rui Barbosa, T-4 e T-10 até entrar novamente na 85, no sentido bairro–Centro. A volta será feita pela Avenida 85, Rua T-55, Avenidas T-1, T-4 e Rui Barbosa. A 010 (T. Veiga Jardim/Campinas), que anteriormente descia a Avenida 85 para posteriormente utilizar a Mutirão, passará a usar a Avenida 4ª Radial, Ruas 1.111 e 1.112, Avenidas T-4 e T-1, e Rua T-53 até a Mutirão, seguindo o itinerário normal. O retorno será feito pela Avenida Mutirão, Rua T-55, Avenidas T-1, T-4, T-13, S-1 e Laudelino Gomes. Já a 014 (Parque Atheneu Campinas) fará o desvio pela Avenida T-63 até a Couto Magalhães, Avenida Edmundo Pinheiro até a 85. O sentido Centro–bairro obedecerá ao itinerário: Avenidas 85, Edmundo Pinheiro, Couto Magalhães e T-63. As linhas 035 (T. Garavelo/ Centro Eixo T-63) e 175 (Pq. Anhangüera/Centro, via 85) vão seguir pela Avenida T-63 até a T-4, passando pela T-10 até a Avenida 85, para seguir normalmente até o Centro. A volta segue o percurso inverso. Quem utiliza as linhas 015 (T. Pça A/ Flamboyant, via T. Isidória), 650 (Circular Sul, via BR-153) e 651 (Circular Sul-Via Veiga Jardim) terá como novo itinerário a Avenida 4ª

Radial, Rua 1.037, Rua 1.036, Rua T-64, Avenidas T-15 e T-63. Como são circulares, fazem os sentidos horário e anti-horário.

14/05/08 DM Mudam Linhas de Ônibus
Matheus Álvares Ribeiro, Da Editoria de Cidades A partir de amanhã, 11 linhas de ônibus que trafegam pela Pça Simão Carneiro (Chafariz), no cruzamento das av. T-63 e 85, serão alteradas por causa das obras do viaduto. A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) elaborou um novo mapa para as linhas que operam nas proximidades. Os transtornos, segundo a CMTC, serão inevitáveis. Os novos trajetos foram definidos após estudo do tráfego de forma a não prejudicar o fluxo de veículos nas vias. A análise foi feita em conjunto com a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), que deverá fechar as ruas de acesso à praça no sábado. De acordo com a nova planilha, as linhas 008, 601, 602 e 603, que seguiam direto na Avenida 85, vão utilizar as avenidas Rui Barbosa, T-4 e T-10 até retornarem à 85 no sentido bairro-centro. A linha 010, que anteriormente descia a Avenida 85 para posteriormente utilizar a Mutirão, passará a usar a Avenida 4ª Radial, ruas 1.111, 1.112, avenidas T-4, T-1, Rua T-53 até a Mutirão. O retorno será feito pela Avenida Mutirão, Rua T-55, avenidas T-1, T-4, T-13, S-1 e Laudelino Gomes. Já a linha 014 fará o desvio pela Avenida T-63 até a Couto Magalhães, Avenida Edmundo Pinheiro, até chegar à Av. 85. O sentido centro-bairro obedecerá ao seguinte itinerário: avenidas 85, Edmundo Pinheiro, Couto Magalhães e T-63. As linhas 035 e 175 vão seguir pela Avenida T-63 até a T-4, passando pela T-10 até a Avenida 85, para seguir normalmente para o Centro. As linhas 015, 650 e a 651 terão como novo itinerário a Avenida 4ª Radial, Rua 1037, Rua 1036, Rua T-64, avenidas T-15 e T-63.

10/05/08 DM

(10/05/2008)

Rachadura em viaduto não representa risco
Matheus Álvares Ribeiro Pouco tempo depois de inaugurado, o viaduto da Praça do Ratinho já apresenta uma série de rachaduras na estrutura das pistas laterais, grandes o suficiente para caber a mão de uma pessoa. As falhas podem ser vistas na pista que dá acesso à Praça do Cruzeiro na base da barreira de concreto que impede os carros de cair nas trincheiras. O problema, segundo o engenheiro responsável pela obra, Raul Filho, não põe em risco a estrutura do viaduto, nem a segurança dos motoristas. Ele foi ao local examinar a falha e constatou que as rachaduras aconteceram em decorrência do assentamento do asfalto no sentido vertical. Ele acrescenta ainda que as rachaduras não correm risco de aumentar.

09/05/2008 DM

Viaduto da Praça do Ratinho apresenta rachaduras
Ronaldo Henrique

Pouco tempo depois de inaugurado o viaduto da antiga Praça do Ratinho já apresenta uma série de rachaduras na estrutura das pistas laterais, grandes o suficiente para caber a mão de uma pessoa. As falhas podem ser vistas na pista que dá acesso à Praça do Cruzeiro na base da barreira de concreto que impede os carros de cair nas trincheiras. O problema, segundo o engenheiro responsável pela obra, Raul Filho, não põe em risco a estrutura do viaduto, nem a segurança dos motoristas. Ele foi ao local examinar a falha e constatou que as rachaduras aconteceram em decorrência do assentamento do asfalto no sentido vertical. Ele acrescenta ainda que as rachaduras não correm risco de aumentar caso nenhuma providência seja tomada. De qualquer forma, ele solicitará que o trecho seja recomposto o mais breve possível. Não haverá necessidade de interditar a avenida. Fonte: Matheus Álvares Ribeiro, da editoria de Cidades

O POPULAR

Obras do viaduto da Avenida T-63 não têm licença ambiental
MP instaurou inquérito civil público para investigar empreendimento, cujas obras estão marcadas para começar dia 15. Entidades argumentam que projeto fere Plano Diretor Marília Costa e Silva A obra para construção de um viaduto e de uma trincheira na Praça do Chafariz, no cruzamentos das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, não tem licença ambiental. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Amma) aguarda que a Secretaria Municipal de Obras apresente uma proposta de gestão ambiental que contemple um Plano de Controle Ambiental (PCA) e Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para analisar se é possível conceder o licenciamento previsto pelo Estatuto da Cidade para obras desse tipo. A falta de licenciamento ambiental começou a ser investigada pelo Ministério Público (MP) estadual. A promotora de justiça Marta Moriya Loyola já instaurou inquérito civil público para averiguar a regularidade da obra. Para instauração do inquérito, ela levou em consideração a representação apresentada à promotoria pelo Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil e outras entidades, que argumentaram que o viaduto e a trincheira ferem as diretrizes do Plano Diretor de Goiânia, do Plano Plurianual e das leis de diretrizes orçamentárias. Para verificar a procedência da acusação, a promotora requisitou ao complexo Departamento de Estradas de Rodagem do Município-Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu/Compav) e à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) informações sobre a existência de licenciamento ambiental para a construção e os estudos já realizados para a obra. O MP também expediu recomendação aos órgãos para que a construção não seja iniciada antes da expedição do licenciamento ambiental, bem como antes de serem apresentados os estudos exigidos no Plano Diretor. A promotora disse que até ontem as únicas informações recebidas tinham sido enviadas pela Amma, que contou que a Secretaria de Obras buscou, no último dia 29 de abril, informações para realização do Estudo de Impacto Ambiental. A Diretoria de Licenciamento da Amma informa que a Secretaria de Obras já esteve no local em busca do termo de referência que discrimina as informações que devem estar contidas tanto no Plano de Controle Ambiental (PCA) como no Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). A previsão é que os documentos sejam entregues até segunda-feira. A pressa se deve porque a expectativa da secretaria é de que as obras comecem no próximo dia 15, já que a Prefeitura planeja inaugurá-la em 150 dias. Quanto à informação de que a construção fere o Plano Plurianual e as leis e diretrizes orçamentárias, a promotora Marta Moriya diz– que esse assunto será tratado pelas

promotorias de Defesa do Patrimônio Público, para onde foi encaminhada a representação feita pelo Conselho de Arquitetos e demais entidades. Ontem, apesar da falta de licenciamento ambiental, cerca de dez funcionários da Delta Construções Ltda., empresa do Rio de Janeiro que ganhou a licitação para construção da obra, já estavam fazendo estudos de topografia da área e análise do solo. Paralelamente à construção do viaduto e da trincheira, a Praça Wilson Salles, conhecida como Praça da Nova Suíça, será cortada ao meio, com recolocação dos semáforos. Da praça até o Córrego Cascavel, ao longo da T-63, cinco rotatórias serão substituídas por semáforos. Rotatórias também serão retiradas dos cruzamentos da Avenida C-233 com as Avenidas T-9 e T-10. Na T-9, em frente ao Clube Oásis, será instalado um bueiro celular. > EXIGÊNCIAS Os documentos necessários para o empreendimento ¤ Plano de Controle Ambiental (PCA) - Reúne, em programas específicos, todas as ações e medidas minimizadoras, compensatórias e potencializadoras aos impactos ambientais prognosticados pelo Estudo de Impacto Ambiental - EIA. A sua efetivação se dá por equipe multidisciplinar composta por profissionais das diferentes áreas de abrangência, conforme as medidas a serem implementadas. ¤ Estudo de Impacto de Vizinhança - É um instrumento para identificação, avaliação e análise dos impactos ocorridos no meio urbano devido a novas propostas de ocupação urbana. ¤ LEIA MAIS: • Secretaria promete regularização • Desvio da BR-153 terá sinalização ampliada

• •

Secretaria promete regularização
O secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, garante que todos os estudos exigidos para obtenção da licença ambiental já estão prontos. Por isso, ele assegura que até segunda-feira deve entregar a documentação na Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). Ele afirma que tudo foi feito dentro das especificações exigidas pela Amma. “Por isso termos certeza da regularidade dos estudos”, afirma, acrescentando que a construção do viaduto e da trincheira será iniciada no prazo previsto. “Os traumas serão inevitáveis nesses 150 dias, mas vamos tentar minimizálos”, ressalta o secretário. Os maiores transtornos serão dos comerciantes que têm negócios na região. Eles certamente terão prejuízos, pois a orientação aos goianienses é evitar ao máximo passar por aquela região. A Prefeitura vai promover ainda outras intervenções para diminuir o fluxo de veículos na T-63. Essas mudanças também preocupam o advogado Antônio Augusto Gilberti, que tem escritório situado a poucos metros da Praça do Chafariz. Ele conta que chegou a pensar em se mudar provisoriamente para outro local, mas desistiu, pois os custos seriam muito elevados.

O empresário Sérgio Bana Júnior é outro que está temeroso com as mudanças no trânsito, já que passa pelo local de carro todos os dias para ir ao trabalho. “Vou ter de repensar outro trajeto para conseguir chegar no horário.”

08/05/08
Site do MP ( informação incluída hoje à tarde) 06/05/2008 - MP instaura inquérito para apurar regularidade do viaduto da Praça do Chafariz A promotora de justiça Marta Moriya Loyola instaurou inquérito civil público para averiguar a regularidade da obra para construção de viaduto na Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85 com a T-63. Para instauração do inquérito, Marta Moriya levou em consideração a representação apresentada à promotoria pelo Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil e outras entidades que argumentaram que a obra fere as diretrizes do Plano Diretor de Goiânia, do Plano Plurianual e Leis de Diretrizes Orçamentárias. Assim, a promotora requisitou ao Departamento de Estradas e Rodagem do Município (Dermu/Compav) e à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) informações sobre a existência de licenciamento ambiental para a construção e os estudos já realizados. O Ministério Público expediu recomendação à prefeitura e ao Dermu/Compav para que a construção não seja iniciada antes da expedição do licenciamento ambiental pelo órgão competente, bem como antes de serem apresentados os estudos exigidos no plano diretor. À Amma foi recomendada a adoção de providências necessárias para que o Dermu não dê início às obras antes da expedição da licença. Em relação à Amma, recomendou-se também que ela não conceda o licenciamento para construção do viaduto antes da apresentação dos estudos ambientais. Quanto à informação de que a construção fere o Plano Plurianual e as leis de diretrizes orçamentárias, a promotora esclarece que este assunto será tratado pelas promotorias de defesa do patrimônio público, para onde foi encaminhada a representação feita pelo Conselho de Arquitetos e demais entidades.

DM

Vereador pede hoje vistas de projeto do viaduto da T-63
Presidente da Comissão de Urbanismo da Câmara de Goiânia, o vereador Maurício Beraldo deve encaminhar hoje um ofício à Companhia Municipal de Obras (Comob) e ao DermuCompav solicitando vistas ao projeto do viaduto que será construído no cruzamento das

avenidas T-63 e 85. A intenção é verificar se a Lei Complementar Nº 169 está sendo cumprida. Essa lei determina que todas as obras na Capital que envolvam viadutos, passagens de nível, parques, entre outros, tenham espaço reservado para ciclistas. “Temos que aproveitar que as obras ainda não foram iniciadas para verificar se existe a ciclovia. Se não, precisaremos solicitar mudanças, já que essa é uma determinação do Plano Diretor aprovado pela Câmara”. Beraldo reclama que muitas obras ainda são planejadas sem a inclusão da ciclovia: “Não queremos paralisar obras que serão para a melhoria da vida na cidade, mas queremos que o Plano Diretor seja respeitaseja respeitado.” Leia reportagens sobre os projetos de ciclovias em Goiânia no endereço http://docs.google.com/Doc?id=dg9wqmjt_2dhqm79gx

Hoje

Edição: 626

Data:08/05/2008

MP pede suspensão de obras de viaduto
Wanessa Rodrigues As obras para a construção do viaduto na Praça do Chafariz, no cruzamento das avenidas João Mascarenhas, conhecida como 85, com a Avenida T-63, no Setor Bueno, na Capital, começam, impreterivelmente, no próximo dia 15, com modificações no trânsito marcadas para o dia 17. A afirmação foi dada ontem pelo secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, após o Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio da promotora Marta Moriya Loyola, instaurar procedimento administrativo para averiguar possíveis irregularidades na obra, conforme representação feita por 14 entidades. Conforme o secretário, todas as medidas necessárias a construção do viaduto foram tomadas e a obra está regular. “Toda a documentação e licenças necessárias estão tramitando nos órgão competentes e, antes mesmo do início das obras, estarão finalizadas”, observa o secretário. Alfredo ressalta ainda que a prefeitura tem feito o procedimento com toda transparência e dentro da lei e que a construção do viaduto é um anseio da população e não pode deixar de ser atendido. Ontem, a promotora responsável pelo procedimento (instaurado na última segunda-feira) ressaltou que, se toda a documentação estiver correta, não será necessário adiar o início das obras.

O Popular

Momentos de caos no Setor Bueno
Vereadores vão à região de maior concentração de escolas no horário de pico. Eles falam em providências Almiro Marcos

Setor Bueno. Meio-dia de ontem. Um carro pára em fila dupla na porta de uma escola na Avenida T-30. Pisca-alerta ligado, uma senhora desce e desaparece no tumulto de mães, pais e filhos estudantes nas calçadas. Os minutos vão passando: 1, 3 e até 5. Enquanto isso, o trânsito vai ficando tumultuado ao redor. De repente a mulher volta, trazendo pela mão uma garotinha, sua neta. Interpelada pela ação irregular, ela só justifica que está “com pressa” , só fez aquilo por “um pouquinho de tempo” e que “não atrapalhou ninguém”. Enquanto isso, a poucos metros dali, o administrador de empresas Flávio Henrique da Silva Neiva, de 34 anos, observa, desolado, o caos que se forma nas imediações da sua casa, na Rua T-54. São carros parando na via, nas entradas das garagens e mesmo nas calçadas. O objetivo dos pais-motoristas afoitos é só um: pegar o filho na escola. “Mas e a gente tem alguma culpa disso e portanto temos de pagar o preço?”, indaga o morador. Quando mudou para a casa, há vários anos, a família Neiva nem imaginaria que um dia teria, na vizinhança, a maior concentração de escolas da capital. A realidade hoje, em determinados horários do dia, impede que os moradores executem tarefas simples como sair e entrar em casa com tranqüilidade. Moradores e pais de alunos são dois lados de uma história polêmica que envolve o funcionamento de mais de duas dezenas de escolas sem autorização da Prefeitura no Setor Bueno. Mas é um assunto que acaba envolvendo também os motoristas que circulam pela região, os donos de escolas, a Prefeitura e, mais recentemente, a Câmara Municipal. Saturação “Esse lugar não suporta nem a atual situação e muito menos a instalação de novas escolas. Precisamos encontrar uma saída urgente para isso”, argumenta o vereador Maurício Beraldo (PSDB), presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada pela Câmara para investigar a instalação de escolas particulares sem alvará em Goiânia. Reportagem do POPULAR publicada em 6 de abril mostrou essa situação. Ontem, o vereador foi ver de perto o que ocorre, acompanhado dos colegas Djalma Araújo (PT), relator, e Cida Garcêz (PSB), membro da CEI das Escolas. O que eles presenciaram não foi diferente do que qualquer um vê nos dias úteis, nos horários de entrada (entre às 7 e às 8 horas) e saída de alunos (entre às 12 e às 13 horas). São carros estacionados em fila dupla, sobre as calçadas, diante de placas proibitivas; pais esticando os pescoços para olhar e tentando parar o mais próximo da porta da escola para pegar os filhos. Além de outros motoristas desesperados para tentar fugir daquele tumulto. E são moradores contrariados e impotentes diante da confusão na porta de casa. Enquanto isso, nenhum agente de trânsito apareceu para orientar ou alertar os motoristas infratores. “É um desrespeito total às leis e a quem vive na nossa cidade”, complementa o desanimado morador Flávio Henrique Neiva. ¤ LEIA MAIS: • Solução deve incluir segmentos • Análise (É a cidade que paga o preço)

Solução deve incluir segmentos
O problema todos sabem identificar, mas a solução não é simples. Fala-se em soluções técnicas, como criar áreas de escape dentro das escolas para a carga e descarga de alunos, ou de escalonar os horários de entrada e saída. Mas, os vereadores sabem que a saída precisa ser buscada com Prefeitura e escolas. “É um assunto para ser discutido entre todos”, diz Djalma Araújo. Para a arquiteta e urbanista Márcia Godinho Vieira, assessora técnica da Câmara, a solução passa por mais do que mecanismos técnicos. “Vai muito da educação e da conscientização de cada pessoa que vem aqui diariamente para deixar ou buscar seus filhos”, argumenta. Se alguns pais de alunos desrespeitam os seus colegas e as leis de trânsito, outros procuram fazer a coisa certa. É o que ocorre com a jornalista Júlia Renata Rinaldi Souza, de 42 anos. Ela tem três filhos

estudando em uma escola da T-30. Estaciona o carro na quadra seguinte, longe da confusão, e busca os filhos à pé. “É preciso cada um dar o exemplo, senão nunca vamos chegar a solução”, explica.

É a cidade que paga o preço
Você já saiu pela cidade no horário do almoço e, sem querer, foi parar no núcleo das escolas do Setor Bueno? Já se viu envolvido no meio daquela confusão de carros e gente sem ter o que fazer a não ser fazer o que uma certa ministra disse um dia destes? De um lado os pais vão ter a justa explicação que precisam ir a estas regiões para levar e buscar os filhos nas escolas. Nada mais certo do que dar conforto aos alunos que já se esforçam tanto na sua busca pelo conhecimento. Porém, nada dá direito aos pais para desrespeitarem as leis de trânsito, os demais motoristas e os moradores vizinhos na hora de buscar os filhos nas escolas. “Ah! Mas eu não tenho alternativa, não tenho onde parar”, pode ser a justificativa mais simples. Pois então que os senhores pais reclamem às escolas que criem opções seguras e cômodas para que os alunos possam entrar e sair. As escolas são obrigadas a fazer isso, afinal de contas recebem (e muito bem!) para dar educação e conhecimento aos alunos. O pacote, no caso, deve conter também uma escola com boa infra-estrutura (com estacionamento incluso, é claro). Mas os pais e as escolas não são os únicos responsáveis. A maior responsável é a Prefeitura. Ela está sendo, no mínimo, omissa por não fiscalizar o funcionamento das escolas sem autorização. A falta do alvará indica que a escola não teve de fazer estudo de impacto de trânsito. E a cidade é que acaba pagando um preço muito alto.

06/05/2008 O Popular
TRÂNSITO

Mudanças na T-63 serão profundas
Vinicius Jorge Sassine A empresa de Pedro Henrique Borges, de 24 anos, vai ficar ilhada em plena Avenida 85. A loja de acessórios e equipamentos para som automotivo fica em uma das oito quadras que serão isoladas para a construção de um viaduto e de uma trincheira na Praça Simão Carneiro – a Praça do Chafariz –, no cruzamento entre as Avenidas 85 e T-63. As obram começam no dia 15 e o trânsito muda completamente na região no dia 17, sábado, como a Prefeitura anunciou ontem. “Vou fechar a loja durante as obras, e levar um prejuízo de R$ 30 mil”, calcula. O isolamento de oito quadras durante 150 dias, prazo previsto para a construção do viaduto, é um dos impactos no trânsito e na vida comercial das imediações da T-63. Nove desvios foram programados pela Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), que começam a valer no fim da próxima semana (veja o mapa). Cinco semáforos serão instalados nas novas rotas, dos quais quatro permanecerão após o fim dos desvios. A Avenida T-13 terá sentido único, e quatro conversões à esquerda passarão a ser permitidas durante os cinco meses de edificação do viaduto.

“Os traumas serão inevitáveis nesses 150 dias, mas vamos tentar minimizá-los”, ressalta o secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto. “Os comerciantes vão ter prejuízos, pois a orientação aos goianienses é evitar ao máximo passar por aquela região”, reitera o superintendente de Trânsito, coronel Paulo Sanches. A Prefeitura vai promover ainda outras intervenções para diminuir o fluxo de veículos na T-63. Paralelamente à construção do viaduto, a Praça Wilson Salles, conhecida como Praça da Nova Suíça, será cortada ao meio, com recolocação dos semáforos. Da praça até o Córrego Cascavel, ao longo da T-63, cinco rotatórias serão substituídas por semáforos. Rotatórias também serão retiradas dos cruzamentos da Avenida C-233 com as Avenidas T-9 e T-10. Na T-9, em frente ao Clube Oásis, será instalado um bueiro celular.

Diário da Manhã ttp://www.dm.com.br/cidades/mudanca_no_bueno

Mudança no Bueno
A Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) divulgou na tarde de ontem mapa com os desvios e alterações no trânsito da região do Setor Bueno, como conseqüência do início das obras de construção do viaduto da Praça do Chafariz, marcado para ocorrer a partir do próximo dia 18. No documento apresentado pelo órgão, constam também desvios nos bairros Setor Marista e Bela Vista. Entre as alterações previstas está a interdição de dois quarteirões antes e depois da praça da T-63, além da retirada de pelo menos cinco rotatórias da avenida. A obra, que terá 250 metros de extensão, tem prazo de até cinco meses para ser concluída. Outra mudança será o corte da Praça da Nova Suíça, que dará lugar à pista alterada. Comerciantes do local começam a sentir o peso das mudanças. Tanto que o presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg), Pedro Bittar, disse que vai acompanhar todas as etapas da construção do viaduto. MINISTÉRIO PÚBLICO A construção do viaduto da Praça do Chafariz, na confluência das avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, será mesmo iniciada. É o que garante o procurador-geral do município, Marconi Pimenteira, ao esclarecer que a obra obedece a todos os requisitos legais. Disse que vai contestar na Justiça a representação feita pelo Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil, que alega ao Ministério Público (MP) possíveis irregularidades no processo. Pimenteira garantiu também que ainda não foi notificado pelo MP, sendo que, tão logo seja informado, deve acionar a Justiça. "O município ainda não foi intimado e, caso o MP proponha a ação, vamos fazer a defesa", assegura. Já a promotora Marta Moria Loyola, que acompanha o caso, disse que foi instaurado procedimento obrigando o município a apresentar os relatórios exigidos pela legislação

ambiental para as obras no local. Um dos documentos é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima). "Após a apresentação dos relatórios, a obra pode ser realizada", sentenciou Marta. Antes de divulgado o grupo vencedor, a Delta Construções, que executará a obra, e o presidente da comissão de licitação, Renor Juriti Sampaio, fizeram uma avaliação de que a obra pode ser entregue em até 150 dias. A construção do viaduto tem por objetivo desafogar o trânsito e permitir mais rapidez no fluxo de veículos. De acordo com o superintendente municipal de Trânsito, Paulo Sanches, as mudanças após a conclusão da obra serão executadas em três níveis: tráfego de carros no nível superior do viaduto, na trincheira e pela Avenida 85, que vai passar sob o complexo. Além disso, ele prevê o lançamento de campanhas educativas no local, como forma de manter a população informada sobre as mudanças.

05/05/2008

http://www.dm.com.br/cidades/ capital_dos_sinaleirosCapital dos sinaleiros
Campinas – Sinaleiros da Avenida 24 de Outubro. De acordo com a SMT, aparelhos no local têm mais de 30 anos Instalados como disciplinadores de tráfego, os semáforos se tornaram sinal de atraso e lentidão para os goianienses. Na capital existem hoje 489 cruzamentos semaforizados (cada um pode suportar 10 ou mais porta-focos, o conjunto que compõe cada sinaleiro, totalizando na cidade 4.419) utilizados para controlar o trânsito de 1,2 mihão de habitantes. Em comparação com outras capitais menos populosas, como Florianópolis (342 mil habitantes e 135 cruzamentos semaforizados) e Natal (712 mil habitantes e 195 cruzamentos semaforizados), Goiânia ganha de longe em número de semáforos. A realidade não é diferente quando se compara a capital goiana com cidades mais populosas, como Salvador (2,4 milhões de habitantes e cerca de 461 semáforos), revela levantamento da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT). Em Fortaleza, cidade que também é maior que Goiânia, a diferença é pequena (2,3 milhões de habitantes e 492 semáforos). Apesar de os números serem aparentemente altos, a SMT recebe diariamente várias solicitações de moradores para a instalação de semáforos em cruzamentos. Em média, por ano, são implantados 40 cruzamentos semaforizados na Capital. Se for realizado um cálculo aproximado de 5 porta-focos em cada um destes 40 cruzamentos, o resultado seria 200 novos sinais por ano na cidade. Transtornos Para os motoristas, semáforos demais são sinônimo de problema. Atraso para chegar ao local de destino resultante de mais de uma parada em poucos metros percorridos, falta de segurança devido ao tempo de espera e gasto elevado de combustível, são os transtornos mais citados por motoristas que criticam a quantidade excessiva de sinais.

Para o taxista Tieres Silvério da Silva, 60 anos, a Praça Cívica, no Setor Central, é o ponto mais problemático. "Acho desnecessário o número elevado de sinaleiros no local. Em poucos metros, as paradas são constantes". Em contrapartida, ele, que trabalha há oito anos nas ruas de Goiânia, afirma que em outras vias onde não existem semáforos o risco de acidentes aumenta. "Perto da Pecuária, seguindo a 5ª Avenida, eu evito passar devido à falta de um sinaleiro. Já presenciei vários acidentes no local". Geraldo Alves de Oliveira, 63 anos, motorista de ônibus desde 1985, também afirma que na cidade há semáforos demais. Para ele, o entorno da Praça da Bíblia, no Setor LesteUniversitário, é de tirar a paciência. "Para nós que precisamos cumprir um horário, as freqüentes paradas refletem no nosso trabalho". Geraldo ressalta que o tempo de espera aliado ao embarque e desembarque de usuários no transporte coletivo ultrapassam o tempo determinado pela empresa e geram irritação. Soluções O engenheiro civil e doutor em engenharia de transporte Benjamin Jorge Rodrigues dos Santos diz que deve haver um planejamento operacional do tráfego ajustado de acordo com o fluxo de veículos. "Deve-se planejar de forma criteriosa a operação das vias antes de instalarem semáforos". Segundo ele, um dos problemas em Goiânia são as vias simples que possuem sentido duplo, mas que poderiam ser de sentido único para facilitar a circulação de veículos. Benjamin também ressalta a importância do Plano Diretor direcionado ao trânsito e transporte para realizar medidas eficazes que suportem a demanda de veículos para daqui 20 anos. "Com a conurbação, já presente na cidade devido ao crescimento de Aparecida de Goiânia, mais do que semáforos ou rotatórias, deve-se planejar a malha viária". Segundo ele, fariam parte do pacote de melhorias projetos de maior circulação e de estacionamentos de veículos. O engenheiro aponta que a mudança na Praça do Ratinho, que recebeu uma trincheira, foi um avanço para a melhoria do tráfego de veículos e pedestres. Segundo ele, os quatro pilares que devem ser seguidos para a solução no trânsito são: punição, fiscalização, engenharia de tráfego mais planejada e, em primeiro plano, a educação. "As autoridades não possuem o contingente de pessoas necessárias para fiscalizar e educar os motoristas. Se hoje não é possível controlar o trânsito, no futuro medidas restritivas serão tomadas". Entre elas, Benjamin cita o rodízio de carros e o pedágio urbano. Além dos quatro pilares, Benjamin também menciona a vistoria veicular dos carros que circulam na cidade em más condições. "Cerca de 10% dos carros estão irregulares. Essa situação oferece risco no trânsito". O engenheiro é adepto do metrô de superfície, mais barato e viável que os metrôs subterrâneos. Segundo ele, a Capital já possui demanda suficiente de passageiros para ser instalado um metrô. Para a engenheira civil e doutora em Transportes Márcia Helena Macedo, o problema do trânsito em Goiânia não é o semáforo, e sim a demanda de veículos que cresce a cada dia, aliado à falta de qualidade no transporte público. Para ela, é preciso antes levar em consideração qual o objetivo do semáforo para cada cruzamento. "Antes de ser instalado, o semáforo passa por várias etapas, como volume intenso de veículos e acidentes constantes". Na mesma linha, o doutor em economia de transportes e pesquisador da Universidade Católica de Goiás (UCG) Délio Moreira afirma que a sinalização na cidade já melhorou, mas devido ao crescimento desordenado de veículos, alguns trechos se tornaram lentos e pesados. "Se houver esse aumento vertiginoso de carros, depois de um tempo, até mesmo

os semáforos não serão eficazes". Trincheiras, rotatórias e viadutos são as soluções apontadas por Márcia. Em termos de engenharia, as autoridades deveriam pensar em soluções estratégicas. http://www.dm.com.br/cidades/avenidas_ja_contam_com_onda_verde

(05/05/2008)

Avenidas já contam com "onda verde"
O diretor do Departamento de Engenharia da (SMT), Frederico Quintanilha, acredita que o número de semáforos na cidade é pouco para controlar o movimento de veículos e pedestres nos cruzamentos. "O problema não é o número de semáforos. A questão é retirar os sinaleiros mais antigos, que não suportam mais a demanda de veículos". Segundo ele, no Setor Campinas, por exemplo, os semáforos são os mesmos há 30 anos. Segundo Frederico, desde 2005, a SMT realiza um trabalho intenso para acabar com os semáforos eletromecânicos, aqueles que exigem que um técnico se desloque ao cruzamento e faça a temporização de ultrapassagem de veículos e pedestres manualmente. Para os especialistas, esse tipo de semáforo pode ser eficiente para um cruzamento às 7 horas, mas ineficiente em outros períodos. A capital já dispõe de 397 semáforos modernos que são temporizados pela central de controle. Com esses softwares modernos é possível monitorar e realizar a manutenção de cada cruzamento, assim como controlar o número de lâmpadas semafóricas queimadas, que ocorrem principalmente em épocas de chuvas. "As lâmpadas queimadas geram confusão no trânsito, mas o número tem diminuído nos últimos anos desde a implantação dessa central de controle", afirma Frederico. Quanto à sincronização semafórica ou mais conhecida como "onda verde", que permite que um veículo percorra longas distâncias por meio de vários sinais verdes, sem precisar parar, Frederico garante que nas principais avenidas da cidade, como a 85, T-9, T-7, T-4, 136, T-63, Araguaia, Tocantins, Assis Chateaubriand, Anhangüera, Paranaíba, Goiás, 24 de Outubro e outras, já existem o controle sincronizado. "Às vezes, o motorista tem a impressão que nessas vias não existe sincronização, mas tudo depende do fluxo de veículos que circulam no local". Ele explica que o excesso de veículos pode mudar a velocidade do trajeto e submeter as pessoas a longas paradas. Outro problema encontrado na "onda verde" é o ajuste sincronizado nas avenidas de mão dupla. O engenheiro explica que na maioria das avenidas onde existe a sincronização semafórica, o sentido mão dupla significa dar prioridade de sincronia para apenas uma via em um determinado horário e vice-versa. "Na T-4, por exemplo, pela manhã a sincronização acontece para os motoristas que descem a avenida sentido T-63. A noite é o contrário". Já os semáforos inteligentes (que realizam cálculos pela central, para ajustar a temporização em função do volume de veículos) é uma realidade distante para Goiânia. De acordo com o engenheiro, o custo para instalar esses sensores é elevado, e o único cruzamento da capital que possui a programação é o da Avenida T-4 com a T-13, no Setor Bueno. "Nesse local, foram instalados laços indutores para servirem de estudo. Para se ter

uma melhoria completa, é necessário que seja implantado em vários cruzamentos e não somente em um". Segundo Frederico, o tempo estimado para a SMT analisar e instalar um semáforo é de 180 dias. "Recebemos muitas solicitações que são submetidas a alguns requisitos". Entre as especificações, em caso de acidentes em um cruzamento, a implantação de um semáforo é viável, desde que haja um mínimo de cinco acidentes com vítimas por ano. http://www.dm.com.br/cidades/190_sao_multados_todo_dia_por_avanco_de_sinal

05/05/2008)

190 são multados todo dia por avanço de sinal
Não se sabe se pelo excesso ou não de semáforos, o goianiense tem respeitado cada vez menos esse tipo de sinalização. De acordo com dados da SMT, o avanço de sinal é o campeão entre as infrações registradas. Nos meses de janeiro e fevereiro desse ano, já foram 11.264 infrações. No ano de 2007, foram 70.971, cerca de 190 avanços de sinal vermelho por dia na Capital. O diretor técnico do Detran-GO, Horácio Santos, afirma que o avanço de sinal representa uma preocupação constante às autoridades. "Essa infração se tornou recordista e é um risco aos pedestres nas ruas". Segundo Horácio, o Detran-GO realiza ações educativas para disciplinar os motoristas. Ele espera que, em breve, o projeto de educação no trânsito nas escolas seja regulamentado. O doutor Délio também acredita que falta nos motoristas uma auto-consciência ao dirigir nas ruas. Os motoristas não se intimidam até mesmo com o valor salgado da multa por avançar o sinal vermelho (R$ 191,54). "Reeducar as pessoas em relação ao trânsito é uma tarefa árdua, pois cada um já adquiriu um hábito, e para mudar leva tempo, e em muitas ocasiões se torna até mesmo impossível".

03.05.08

Hoje
Edição: 622 Data:03/05/2008

Entidades contra obras do viaduto
Liana Aguiar Representantes de 15 entidades de classe e organizações não-governamentais protocolaram, na semana passada, uma representação para que o Ministério Público (MP) de Goiás investigue possíveis irregularidades no projeto do viaduto na Praça do Chafariz. Ontem, o requerimento foi encaminhado para Marta Moriya Loyola, da 15ª Promotoria, que atua na área de meio ambiente. Segundo os representantes, não há justificativas técnicas ou funcionais para a construção do viaduto, que "fere várias condutas relativas à administração, gestão e uso dos recursos públicos municipais".

De acordo com eles, o processo deve ser debatido com a sociedade civil porque desobedece as diretrizes do Plano Diretor relativas à mobilidade. Uma nova lista de apoio de outras entidades será encaminhada na próxima semana ao MP. Everaldo Pastore, coordenador da Oficina de Planejamento Urbano e Ambiental da Universidade Católica de Goiás (UCG), lamenta não ter sido feito estudo de impacto ambiental. "Em todas as grandes cidades do mundo já se vê a importância de tornar a cidade sustentável", comenta. Everaldo explica que isso significa diminuir o transporte individual, por meio de pedágios, rodízio de automóveis, por exemplo. "É preciso fortalecer os transportes coletivos, as ciclovias. O último viaduto (inaugurado recentemente na Praça do Ratinho) tem uma placa que proíbe o uso de bicicleta. Não podemos gastar para viabilizar o transporte individual." Segundo o documento, o projeto não obedece a determinações sobre gestão democrática que constam do Estatuto da Cidade. "O intuito de transformar a obra em marco político, com a construção de monumento fere as condutas relativas à segurança no trânsito, ao desviar a atenção dos motoristas", diz o documento. Entre as entidades que assinaram o documento estão o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado de Goiás, o Instituto de Arquitetos do Brasil, Associação para Recuperação e Conservação do Ambiente, entre outras.

O Popular
URBANISMO

Entidades questionam viaduto
Carla Borges Representantes de 14 entidades representativas de engenheiros, arquitetos e urbanistas estão questionando a construção de um viaduto e uma trincheira no cruzamento das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, pela Prefeitura de Goiânia. Eles entraram com representação na terça-feira nos Ministérios Públicos (MP) Federal e Estadual e na Procuradoria-Geral de Contas do Tribunal de Contas dos Municípios apontando uma série de irregularidades na concorrência pública aberta pelo Município para a construção de 14 viadutos no sistema viário, dos quais o da T-63 já está com a ordem de serviço assinada e início das obras previsto para a próxima semana. Entre as irregularidades apontadas estão a não-realização dos Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) e Ambiental (EIA), previstos pelo Estatuto da Cidade, o recém-aprovado Plano Diretor de Goiânia e a Lei Orgânica da capital. O Relatório de Impacto Ambiental (Rima), que deveria ser elaborado a partir do EIA, observam os urbanistas, deveria apontar a compatibilidade do projeto com outros programas e projetos governamentais, alternativas tecnológicas e locacionais, previsão de qualidade ambiental futura em decorrência das alterações feitas, recomendação da alternativa mais favorável e apresentação das vantagens e desvantagens do projeto. Outro questionamento é sobre a inexistência de Plano Diretor de Transporte integrado e compatível com o Plano Diretor, nas cidades com mais de 500 mil habitantes, também prevista pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257). A interferência no tráfego viário com obras de grande impacto físico, financeiro e político, diz o documento, deve estar prevista no Plano Diretor e no orçamento, além de ser levada para discussão em audiências públicas, outra exigência do Estatuto. “A interferência em um local de conflito de tráfego como aquele e a solução em andamento, de construir um viaduto e uma trincheira, demonstram a visão estreita e pontual com que as questões urbanas são tratadas”, diz a representação. Diretor do Instituto Atílio Correia Lima, professor da Universidade Católica de Goiás (UCG) e um dos signatários do documento, o urbanista Dirceu Trindade se diz preocupado com decisões pontuais, sem metodologia de planejamento. “Será um gasto público grande (R$ 18 milhões), sem respeito ao Plano

Diretor, e que não vai resolver o problema do trânsito”, diz. “Não existe comparação entre o transtorno do trânsito em um cruzamento tumultuado e um terminal de ônibus”, pondera Everaldo Pastore, coordenador da Oficina de Planejamento da UCG, que também assina o documento. No MP estadual, a representação foi distribuída para a promotora Marta Morya, em substituição na Promotoria de Urbanismo, mas ela ainda não se posicionou sobre o caso. No MP Federal, ela ainda não foi distribuída. Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Obras, Alfredo Soubihe Neto, disse que a Prefeitura só se posicionará sobre a representação das entidades depois que for notificada oficialmente por uma das instâncias do MP acionadas pelos urbanistas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful