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La Famiglia Romana 22 06 2011port. (2)

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LA FAMIGLIA ROMANA A FAMÍLIA ROMANA Por família, atualmente, entendemos um núcleo que compreende os pais e os filhos, ligados por

vínculos que são sentidos, em primeiro lugar, como afetivos. Com o termo família os romanos indicavam, ao contrário, uma instituição muito mais ampla e complexa, seja no plano jurídico, seja pelas funções que desempenhava: tratava-se de uma grande organização comandada pelo paterfamilias - o chefe - , que compreendia pais, filhos, escravos, libertos, (ou seja escravos que obtiveram a liberdade; pois estes continuavam a manter uma relação de subordinação a seus ex-patrões), clientes “agregados” (ou seja as pessoas que, apesar de não ter laços de sangue com o paterfamilias, eram subordinados a sua autoridade e dele dependiam, tanto economicamente, quanto por outros aspectos; as familiae mais poderosas podiam ter centenas de clientes) e, por fim, as terras e o gado. Em resumo, tratava-se de uma instituição de tipo econômico, na qual havia também espaço para os laços afetivos, mas não se baseava nos mesmos. A lei romana concedia ao paterfamilias um grande poder: este utilizava o patrimônio familiar a seu critério, podia, por exemplo, deixá-lo como herança para os externos aos laços consanguíneos ou até mesmo externos à familiae, excluindo da herança a mulher e os filhos naturais. Ele podia condenar à morte qualquer um que estivesse sob sua potestas, o "pátrio poder". Mesmo atingindo a maioridade, os filhos permaneciam subordinados ao pai até a morte deste. O divórcio era simples, bastava uma comunicação por parte do marido. Isto não significa que o casamento fosse visto de maneira leviana, e mesmo a simplicidade do divórcio, não o tornava um ato de pouco valor. Em relação às outras civilizações do mundo antigo, em Roma, a mulher tinha certa liberdade; as meninas recebiam, inicialmente, a mesma instrução básica (ler, escrever e contar) de seus coetâneos homens, para em seguida dedicar-se principalmente ao estudo da poesia e da literatura, da música e da dança. As esposas acompanhavam o marido em jantares e banquetes e tinham liberdade para sair sozinhas. Além disso, a partir dos últimos anos da República, assistimos a uma crescente emancipação feminina e as mulheres assumem um peso sempre maior até mesmo na vida política. Desde Lívia, esposa de Augusto (27 a. C - 14 d.C.), que desfrutava de um poder inferior apenas ao do marido, até Messalina, terceira esposa de Cláudio (41-54 d.C.), cujo nome tornou-se alcunha de libertinas. Até chegar a Agripina, quarta esposa de Cláudio, que o envenenou com a finalidade de colocar seu filho, Nero (54-68 d.C.), no trono. Após a morte de Nero, durante a dinastia dos “flávios” (69-96 d.C.) o papel das mulheres na política imperial foi sendo reduzido, gradativamente, até desaparecer. Somente mais tarde, sob o domínio dos "severos"(193-235 d.C.), haverá uma retomada do papel determinante das mulheres nos jogos de poder.

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