Apostila Maquinas Agricolas

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA unesp CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE BAURU FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Mecânica

APOSTILA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA unesp CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE BAURU FACULDADE DE ENGENHARIA Departamento de Engenharia Mecânica

APOSTILA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Prof. Dr. Abílio Garcia dos Santos Filho Prof. Dr. João Eduardo Guarnetti Garcia dos Santos

Colaboração:

Jefferson Roberto de Freitas Ricardo Bussab Abou Mourad

Bauru – Agosto/2001

I

SUMÁRIO
1. Introdução ..........................................................................................................................1 1.1. Conceituação e Normalização das Máquinas Agrícolas ...................................1 1.2. Classificação das Máquinas Agrícolas ..............................................................1

2. Tratores Agrícolas..............................................................................................................4 2.1. Funções Básicas.................................................................................................4 2.2. Constituição.......................................................................................................6 2.3. Classificação Geral............................................................................................8 2.3.1. Tipo de Rodado ..........................................................................................8 2.3.2. Tipo de Chassi ..........................................................................................10

3. Ensaios de Tratores ..........................................................................................................12 3.1. Objetivos .........................................................................................................12 3.2. Ensaio na Tomada de Potência (TDP).............................................................12 3.3. Ensaio na Barra de Tração (BT)......................................................................18 3.4. Determinação do Centro de Gravidade dos Tratores Agrícolas......................30 3.5. Regra do Fator 0,86 .........................................................................................39

4. Preparo Inicial do Solo ....................................................................................................42 4.1. Fatores Levados em Consideração ..................................................................42 4.2. Tipos de Equipamentos Responsáveis pelo Desbravamento...........................42 4.3. Tipos de Equipamentos Responsáveis pela Destoca .......................................45 4.3. Levantamento Densométrico e Determinação do Desempenho Operacional .46

5. Preparo Periódico do Solo ...............................................................................................51 5.1. Arados..............................................................................................................51 5.1.1. Arados de Aivecas....................................................................................51 5.1.2. Arados de Discos......................................................................................53 5.1.3. Fatores que Influem na Penetração dos Discos no Solo...........................55 5.2. Grades..............................................................................................................56 5.3. Subsoladores....................................................................................................59 5.3.1. Métodos de Avaliação da Camada Compactada ......................................61 5.3.2. Produção Horária......................................................................................64

II

6. Máquinas para Semeadura ...............................................................................................70 6.1. Classificação das Semeadoras .........................................................................70 6.2. Fatores que Afetam a Semeadura ....................................................................73 6.3. Constituição das Semeadoras ..........................................................................73 6.4. Cálculo Utilizado para Semadura....................................................................74

7. Máquinas para Colheita ...................................................................................................78 7.1. Classificação das Colhedoras ..........................................................................78 7.2. Colhedoras de Cereais .....................................................................................78

8. Pulverizadores..................................................................................................................81 8.1. Tipos de Pulverizadores ..................................................................................81 8.2. Formas de Aplicação do Produto ....................................................................82 8.3. Dimensionamento dos Pulverizadores ............................................................82

Bibliografia ..........................................................................................................................83

Anexos .................................................................................................................................84

em sua forma mais simples. permite tanto aprimoramento do desempenho como execução de operações diferentes para o qual foi projetado. 1. em sua estrutura básica. o qual entra em contato direto com o material trabalhado. acoplados à máquina agrícola ou implemento.2. acionado por uma fonte de potência qualquer. cujos órgãos componentes não apresentam movimentos relativos. Máquinas Agrícolas: Máquina projetada especificamente para realizar integralmente ou coadjuvar a execução da operação agrícola.NB-66.1. Classificação das Máquinas Agrícolas As máquinas agrícolas são divididas em grupos.Máquinas Agrícolas 1 1. Introdução 1. órgãos ativos que permitem realizar. em sua forma mais simples. Implemento Agrícola: Implemento ou sistema mecânico. Máquina Combinada ou Conjugada: É uma máquina que possui. especificados na seqüência. Conceituação e Normalização das Máquinas Agrícolas Abaixo segue algumas terminologias segundo a ABNT . Operação Agrícola: Toda atividade direta e permanentemente relacionada com a execução do trabalho de produção agropecuária. . simultaneamente ou não. Ferramenta Agrícola: Implemento. Acessórios: Órgãos mecânicos ou ativos que. com movimento próprio ou induzido. várias operações agrícolas.

lâminas niveladoras. plantio e transplante b. subsoladores. pela remoção de árvores.Máquinas para a aplicação.Máquinas para a semeadura. ceifadeiras e roçadoras Grupo 5 . atomizadoras e fumigadores Grupo 6 . etc. lâminas empurradoras. Constituem-se de arados de aivecas. serras. plantadoras e transplantadoras b. polvilhadoras. escavadeiras e perfuradoras.Máquinas aplicadoras de defensivos e. ou seja. a. cipós e etc. carregamento e transporte de adubos e corretivos c. desbaste e poda d.2) Cultivo mínimo ou plantio direto a) Grupo 3 .2) Máquinas para o preparo periódico do solo São responsáveis pela movimentação ou mobilização do solo (inversão de leiva).Máquinas para o preparo do solo a.1) Máquinas para o preparo inicial do solo São responsáveis pela limpeza do solo. Constituem-se de destocadores.Máquinas para o cultivo.Máquinas para a colheita f. enxadas rotativas.1) Pulverizadores.1) Adubadoras e carretas Grupo 4 . arados de discos.1) Semeadoras.Máquinas Agrícolas 2 Grupo 1 . microatomizadoras.1) Colhedoras ou colheitadoras . Grupo 2 .1) Cultivadores de enxadas rotativas. sulcadores.

Máquinas para o processamento h. milho. algodão e cana h.1) Tratores agrícolas. arroz.Máquinas especiais j.2) Drenagem: retroescavadeiras e valetadeiras Grupo 10 .1) Carroças.Máquinas para transporte. elevação e manuseio g.1) Máquinas beneficiadoras de café.Máquinas para a conservação do solo. tratores industriais e tratores florestais . classificadoras e polidoras Grupo 9 . água e irrigação e drenagem i.1) Irrigação: motobombas e aspersores i.Máquinas Agrícolas 3 Grupo 7 .2) Máquinas para o tratamento e polimento: secadoras.Máquinas motoras e tratoras k.1) Reflorestamento: tratores florestais e filler bush (processador de madeira) Grupo 11 . carretas e caminhões Grupo 8 .

através de polia e correia ou da árvore de tomada de potência. tais como batedoras de cereais e bombas de recalque d’água. - 1940: Surgiram tratores equipados com Tomada de Potência (TDP). Barra de Tração (BT) e Sistema de 3 Pontos (1º ponto: inferior esquerdo.A. Agrale. - 1911: Ocorreu a primeira mostra de tratores de Nebraska .1. Valmet. Evolução: - 1858: Trator à vapor para arar a terra. . - 1920: Surgiram dois tratores agrícolas: Massey Harris . simultaneamente com o acionamento de seus mecanismos.U. Caterpillar.E. c) Tracionar máquinas. 2.Fergusson). utilizando a barra de tração. - Atualmente: Tratores com potência elevada e tecnologia avançada como os das marcas Ford-New Holland. 2º ponto: inferior direito e 3º ponto: superior).Máquinas Agrícolas 4 2. Condicionam e exigem avanços tecnológicos constantes. através da barra de tração ou do engate de três pontos e da árvore de tomada de potência. Muller e SLC. b) Acionar máquinas estacionárias. adubadoras e carretas. - 1889: Trator com combustão interna (Henry Ford . grades.Henri Ford e Fergusson.. pulverizadores. tornando-o menos árduo e mais atraente. Funções Básicas a) Tracionar máquinas e implementos de arrasto tais como arados. tais como colhedoras. Massey – Fergusson. Tratores Agrícolas Importância: Aumentar a produtividade aliado à maior eficiência das atividades agrícolas.

notadamente das técnicas de descompactação e conservação dos solos. para mão-de-obra não qualificada. por conseqüência. através de planejamento agrícola e controle econômico-financeiro. da utilização de sementes selecionadas e de conservação e armazenamento dos produtos colhidos. diminuição do mercado de trabalho rural. de aplicação de fertilizantes e defensivos.Máquinas Agrícolas 5 Tiveram como causas principais a evolução dos tratores: a) A necessidade do aumento da capacidade de trabalho do homem do campo. o trator tem provocado modificações profundas nos métodos de trabalho agrícola nos seguintes aspectos: a) Redução sensível da necessidade de tração animal e de trabalho manual e. A evolução do uso de máquinas na agricultura pode ser vista pela figura a seguir: Figura 2. devido ao processo de desenvolvimento econômico pelo qual tem passado o nosso país. Como conseqüência. dando às atividades de produção rural um caráter tipicamente empresarial. face à crescente escassez de mão-de-obra rural. b) A migração das populações rurais para as zonas urbanas. . b) Crescente exigência do emprego de tecnologia avançada. c) Organização e racionalização do trabalho.1 – Evolução da participação nos sistemas de produção das várias tecnologias de execução mecanizada das operações agrícolas.

7 kgf. sob o comando de um pedal ou alavanca acionável pelo operador (pedal de embreagem). . Combustível Número de cilindros Bico Injetor Potência Torque Rotação máxima Relação de compressão Diesel 1.2.m 2400 a 2700 rpm 16:1 a 18:1 b) Embreagem: Órgão receptor da potência do motor e responsável pela sua transmissão à caixa de mudança de marchas. a) Motor: Responsável pela transformação da energia potencial do combustível em energia mecânica. na forma de potência disponível no eixo de manivelas.m a 79 kgf.3. Constituição Figura 2.4 ou 6 Injeção direta 16 ~ 215 cv 3.2 – Constituição geral de um trator agrícola.Máquinas Agrícolas 6 2.

envolvendo uma redução proporcional de velocidade e uma mudança na direção do movimento de um ângulo de 90º. sendo comandada pela alavanca de mudança de marchas. d) Coroa. . i) Reguladores: Conjunto de órgãos que têm por função regular a velocidade angular do motor em função das variações das cargas às quais o trator é submetido. f) Rodados: São os órgãos operadores responsáveis pela sustentação e direcionamento do trator. por cilindros hidráulicos. bem como sua propulsão. desenvolvida através da transformação da potência do motor em potência na barra de tração. local onde são acoplados sistemas mecânicos rotativos.Máquinas Agrícolas 7 c) Caixa de mudança de marchas: Órgão mecânico responsável pela transformação de movimento para o sistema de rodados do trator. transformadores e transmissores da potência do motor através de um fluido sob pressão aos órgãos operadores. cuja extremidade externa está localizada na parte traseira do trator. e) Redução final: Órgão que transmite os movimentos do diferencial às rodas motrizes com redução da velocidade angular e aumento do torque. É o responsável pela transformação de torque e velocidade angular do motor. h) Sistema hidráulico: Órgãos receptores. representados. pinhão e diferencial: Órgãos transformadores e transmissores de movimentos responsáveis pela transmissão do movimento da caixa de mudança de marchas a cada uma das rodas motrizes. São normalizados pela ABNT-PB-131. principalmente. g) Tomada de potência (TDP): Órgão responsável pela transformação do movimento do motor para uma árvore de engrenagens. As tomadas de potência possuem rotações na faixa de 540 a 1000 rpm e são normalizadas pela ABNT-PB-83.

cujo número e disposição determinam os seguintes subtipos: a. rodas pneumáticas.3.3. tobatas ou microtratores. Classificação Geral A classificação geral dos tratores leva em consideração dois critérios básicos: o tipo de rodado e o tipo de chassi. É normalizado pela ABNT-PB-85.1. 2. estabilidade e rendimento operacional. como meio de propulsão. Classificam-se em: a) Tratores de rodas Os tratores de rodas constituem o tipo predominante para uso agrícola. - as rodas são motrizes.Máquinas Agrícolas 8 j) Sistema de engate de três pontos: Responsável pela tração e suspensão de implementos e máquinas agrícolas. k) Barra de tração (BT): Órgão responsável pela tração de máquinas e implementos. Tipo de Rodado Confere à máquina importantes características com relação à tração. o operador caminha atrás do conjunto. 2. categoria I.1) Duas rodas. É normalizado pela ABNT-PB-84. Caracterizamse por possuírem. . II (tratores agrícolas) e III (tratores industriais e florestais).

.4 – Esquema de um trator de três rodas.3 – Esquema de um trator de duas rodas. - possuem duas rodas traseiras motrizes e uma roda na frente.5 – Esquema de um trator de quatro rodas. a.2) Triciclos.Máquinas Agrícolas 9 Figura 2.3) Quatro rodas - duas rodas movidas e duas rodas atrás com diâmetro maior às anteriores. Figura 2. sendo as 4 para tração. utilizados como tratores de jardinagem e ceifadores. sendo 2 para tração). a. 4 X 4 (4 rodas. Figura 2. modelos: 4 X 2 (4 rodas.

basicamente. c) Tratores de esteiras O rodado desses tratores é constituído.2. Uma estrutura de apoio e um conjunto de roletes completam esse tipo de rodado. distribuição dos esforços e localização do centro de gravidade. por duas rodas motoras dentadas. Figura 2. apoiadas em chapas de aço denominadas sapatas. formadas de elos providos de pinos e buchas dispostos transversalmente. duas rodas guias movidas e duas correntes sem fim.6 – Esquema de um trator de semi – esteiras. denominados esteiras. Figura 2. . Tipo de Chassi Confere características ao trator com relação ao Peso X Potência.7 – Esquema de um trator de esteiras. 2. porém modificadas. de forma a admitirem o emprego de uma esteira sobre as rodas traseiras motrizes.Máquinas Agrícolas 10 b) Tratores de semi – esteiras São tratores de quatro rodas. As rodas dentadas transmitem movimento às esteiras que se deslocam sobre o solo.3.

3 e 4 rodas. São transportadores de implementos e formam conjuntos combinados. . c) Tratores agrícolas Segundo seu chassi podem ser de 2. transporte e processamento. Podem ser de rodas.Máquinas Agrícolas 11 Classificam-se em: a) Tratores industriais São utilizados para transporte e manuseio de ferramentas em parques industriais. esteiras e de chassi articulado. b) Tratores florestais São tratores utilizados para derrubada e corte de árvores. carregamento.

Ensaio da Barra de Tração (BT). Ensaio de frenagem. Ensaios com temperatura controlada.Máquinas Agrícolas 12 3. visto que nem sempre as empresas possuem centro de ensaios. Partida à baixa temperatura. .2. - Fornecer ao fabricante dados que permitam aprimorar seu produto. 3. Ensaio na Tomada de Potência (TDP) a) Potência teórica. Q ⋅c⋅ ρ 632. Objetivos - Atuar indiretamente como agente fiscalizador e elemento de garantia das condições mínimas de funcionamento e durabilidade.1. - Fornecer aos usuários dados que lhe permitam a adoção de critérios racionais para a seleção de tratores e máquinas agrícolas.1) . Nível de fumaça. - Levantar informações e dados técnicos obtendo-se características verdadeiras e livres de interferências comerciais ou de erros projetuais.Pontos obrigatórios: Ensaio da Tomada de Potência (TDP).Pontos facultativos: Ensaio do sistema hidráulico.32 Pt = (3. 3. Ensaios de Tratores Os pontos analisados nos ensaios podem ser divididos em: . Nível de ruído.

(K). CEEMAT – Centre de Estude de Machine Agricole – França. Ps = pressão atmosférica normal. c = calor específico do combustível. Q = quantidade de combustível consumido. (kg/l). (kcal/kg).A. (K).Máquinas Agrícolas 13 onde: Pt = Potência teórica. (mmHg). c) Órgãos responsáveis pelos ensaios de tratores. Umidade do ar. (cv). - DEA – Divisão de Engenharia Agrícola – Jundiaí/SP. diesel – 16 a 18.  Ps   To  Pec = Peo −  ⋅   Po ⋅ Pw   Tv  onde: 1/ 2 (3. ρ = densidade do combustível. Centro de Nebraska – É o maior centro de investigação e ensaio de máquinas. . To = Temperatura absoluta no local. CENEA – Centro Nacional de Engenharia Agrícola – Iperó/SP. Rendimento termodinâmico. Tv = Temperatura normal absoluta. (cv). - Relação estequiométrica (ar/combustível). Pw = pressão absoluta de vapor de água. d) Potência Efetiva Corrigida. Subsidiado pela S.2) Pec = potência efetiva corrigida. álcool – 12 a 14. b) Fatores que afetam a potência. (760 mmHg). (mmHg). Relação de compressão: gasolina – 6 a 8. Peo = potência observada no ensaio. Periodismo das válvulas. (cv). Po = pressão atmosférica local.E. (l/h).

(cv). (cv). Altitude (m) 400 500 600 700 800 Motor Otto (% de queda) 8 10 12 14 16 Motor Diesel (% de queda) 1 1. n = rotação. A = área do cilindro. (cm2). (cv). Pe = potência efetiva. N = número de cilindros do motor. (cm).0 2. (rpm). Pi = potência indicada. g) Potência de atrito Pat = Pi − Pe onde: Pat = potência de atrito. Pm = pressão média indicada. (cv). L = curso do êmbolo. c = 1 para motor 2 tempos e 2 para motor 4 tempos.Máquinas Agrícolas 14 e) Alteração de potência em função da altitude.5 2.5 3.3) onde: Pi = potência indicada.25 f) Potência indicada. Pm ⋅ L ⋅ A ⋅ N ⋅ n 7500 ⋅ c Pi = (3. (3.4) . (kgf/ cm2).

Desse modo. .mecânico (normalmente varia entre 75 e 95%) ηm = Pe ⋅ 100 Pi (3. do freio e do motor.7) i) Equipamento utilizado no ensaio de TDP. Figura 3. .térmico ηm = Pi ⋅ 100 Pat (3. o controle de velocidade é fraco. Um dinamômetro de absorção é aquele que mede a potência aplicada e. converte-a em qualquer outra forma de energia. pode-se esperar que o freio Prony meça a potência com um erro de cerca de 1%. para motores a gasolina: 25%) ηm = Pe ⋅ 100 Pat (3. normalmente calor. são aproximadamente as mesmas. Quando empregado com precaução. O freio Prony não é inteiramente apropriado para as determinações de potência versus velocidade. Um freio Prony é a forma mais elementar do dinamômetro de absorção. ao mesmo tempo. de um motor de combustão interna. pois as curvas do conjugado versus velocidade.termo-mecânico (para motores a diesel: 35%.Máquinas Agrícolas 15 h) Rendimentos.6) . São utilizados freios dinamométricos ou freio Prony (dinamômetro de absorção).1 – Freio Prony.5) .

741 3.2 Horário (l/h) 4 6.68 25.40 Velocidade angular (rpm) TDP 2 617 538 652 690 679 622 646 666 Motor 3 2032 1771 2147 2273 2236 2048 2127 2193 Consumo de combustível Específico (g/cv.868 4. C = 85% do torque de A1.1 200.206 6. E = 50% da carga C1. Figura 3. B = valores da TDP à 540 rpm. G = 25% da carga C1.586 5.498 cv. H = 75% da carga C1.172 1.40 27.2 – Ensaio na TDP.250 4.Máquinas Agrícolas 16 O ensaio na TDP é realizado num período seqüencial de duas horas com a presença de carga no trator. Um exemplo dos resultados de um ensaio. Um esquema do ensaio na TDP de um trator é mostrado na Figura 3.6 194. é mostrado na tabela a seguir.949 4.65 23.h/l 5 4.592 4.55 12.091 A = x de 12 posições durante 2 horas. D = carga nula.5 180.1 202.75 25.2. Potência observada (cv) 1 A B C D E F G H 27.261 4.8 194. F = carga igual a A1.410 5.35 18.119 3. .l) 6 191.529 5.318 4. na potência máxima de um trator de 27 cv.8 213.

29335 617 1771 ib = = 3. 10% < ∆t < 15% (regular). ∆t < 10% (ruim).8) onde: ∆t = reserva de torque no motor. (%). Se: ∆t > 15% (bom). Uma curva de desempenho da TDP é mostrado na Figura 3. ∆t = Tmax − T pot .m).Foi considerado. Tmax = torque máximo. max (3.m. Conforme a tabela acima. Tpot. É confirmada a exatidão do ensaio e a qualidade do produto quando não á variação na relação de transmissão. pois: i= RPMmotor RPMtdp 2032 = 3. até a 3o casa decimal.29294 666 ia = j) reserva de torque no motor.76 kgf.m.48 kgf.m). verifica-se tal afirmação.29184 538 2193 ic = = 3. max = torque à potência máxima.3. . para esse ensaio: - percentual de cargas normalizado pela norma de ensaio NB – 10400. também. torque equivalente no motor à potência máxima: 9. (kgf. (kgf. máximo torque equivalente no motor: 10.

3 – Curva de desempenho da TDP com indicação das retas de isotorque à cargas parciais entre os pontos A e B. conforme a Figura 3. 3. . Figura 3. também. Os ensaios para tratores de pneus são realizados em pistas de concreto e os ensaios para tratores de esteira são realizados em pista de terra batida. O ensaio consiste.Máquinas Agrícolas 18 Figura 3.4. Ensaio na Barra de Tração (BT) O ensaio na barra de tração serve para determinar a potência efetiva ou disponível do trator.4 – Pistas para ensaio de barra de tração de tratores agrícolas. no cálculo da força de atrito do solo ou da pista de concreto e da resistência ao rolamento do solo.3.

Máquinas Agrícolas 19 Utiliza-se um comboio para levantamento das características de desempenho do trator. A potência na barra de tração é influenciada por: ! Resistência ao rolamento. ! Rotação do motor. Sua constituição é de: ! trator lastrado a ser ensaiado.5 – Esquema da disposição do comboio para ensaio para mensuração da resistência ao rolamento de tratores. ! tacômetro. arrefecimento e freios). . ! Patinamento ou deslizamento da roda motriz. Figura 3. ! Força de tração. ! carro dinamométrico. lubrificante.5. ! Atrito. ! dinamômetro de força. ! Consumo de combustível. ar. O carro dinamométrico fornece: ! Condições do ar ambiente. ! Deslizamento ou patinamento das rodas motrizes. ! tratores de lastro com dimensões e potência equivalente ao trator a ser ensaiado. Uma representação do ensaio pode ser observado pela Figura 3. ! Todas as temperaturas do trator ensaiado (combustível.

CT = F Wrt (3. n1 − n0 ⋅100 n1 Dz = (3. tratores 4x4 até 10%. n0 = rotação da roda motriz. São elas: a) deslizamento ou patinamento da roda motriz. Considera-se como deslizamento permissível: - tratores 4x2 até 15%. tratores de esteiras até 7%. c) coeficiente de tração. (%). (cv). b) rendimento de tração.11) . η= Pb ⋅ 100 Pmotor (3. Pmotor = potência máxima do motor obtido durante o ensaio da TDP. (%). (rpm). n1 = rotação do odômetro.10) onde: η = rendimento de tração.Máquinas Agrícolas 20 Algumas equações são necessárias para obter-se um resultado quantitativo do ensaio na barra de tração. (rpm).9) onde: Dz = deslizamento. Pb = potência na barra durante o ensaio. (cv).

(kgf). número de rodas). ! Distribuição de pressão. ! Desenho da banda de rodagem.Máquinas Agrícolas 21 onde: CT = coeficiente de tração.41 Médio 0. ! Pressão dos pneus. A tabela a seguir indica os valores dos coeficientes de tração em função da condição do solo.66 0.45 0. com o da figura seguinte.57 0. aproximadamente. O diagrama do pneu de borracha de um trator.32 0. Wrt = carga dinâmica nas rodas traseiras.41 0.52 0.75 0. cheio de ar. (kgf).36 Os fatores que influenciam o coeficiente de tração são: ! Tipo de dispositivo de tração (largura.31 Máximo 0.36 0.50 0.42 0. . gomos.29 0. e do conjunto da roda.55 0. d) Diagramas de esforços nos pneus (roda movida).66 0.36 0.58 0. considerados ambos como corpo livre se parecerá. ! Dimensões do dispositivo de tração. F = força de tração na barra. Condições do solo Estrada de concreto Argila seca Argila arenosa Argila fina seca Estrada batida Solo coberto por grama Deslizamento (%) 5 16 16 16 5 8 Coeficiente de tração (%) Mínimo 0. ! Teor de umidade do solo.

w = peso do rodado. e) Determinação da força de atrito. na maioria dos casos. c) tracionando. .7. a) rebocada. A reação do solo a um elemento de tração é. b) tracionando.12) onde: F = força de atrito. φ = coeficientes inerentes ao tipo de solo determinado em laboratório. afetada pela área cisalhada e pelo peso. c. d) com M apenas suficiente para vencer a resistência ao rolamento R. E. com as componentes horizontais de R e T separados.6 – Diagrama dos esforços numa roda de trator. Equacionamento: F = A ⋅ c + w ⋅ tgφ (3.Máquinas Agrícolas 22 Figura 3. conforme mostrado na Figura 3. (kgf). A = área. (m2). G. (kgf).

63 Tipo de solo Terreno arenoso arado e sulcado Terreno arenoso fino arado a pouco tempo Terreno arenoso fino não arado φ (o) 20 20.k φ  c     1 n (3.l  n  1 .13) " para trator de pneus.  2⋅n + 2    1 1  3 ⋅ w   2⋅n +1  1 R =  1/ 2  ⋅ ⋅ ⋅ 1  2⋅n + 2  n + 1 3 n  2⋅n +1  (k b k ) 2⋅n +1  d  ( − )  c + ⋅ φ   (3.5 f) Determinação da resistência ao rolamento.Máquinas Agrícolas 23 Figura 3.02 1. (n +1)  2  w  R= .7 1.   n + 1   2. c (lb/pol2) 0. A tabela a seguir traz os valores de c e φ em função do tipo de solo.5 42.  k + b. Equacionamento: " para trator de esteira.14) .7 – Reação do solo em um trator de esteira e de pneu.

kφ e n = são tabelados e significam módulo de deformação do solo (coesão). kφ e n em função do tipo de solo. d = diâmetro do pneu. w = peso na roda. k e m = tabelado. Os dois primeiros são. w = peso da roda. (kgf). b = menor dimensão da área de tração. Equacionamento: c = k ⋅d m onde: c = coeficiente de resistência ao rolamento.61 g) Coeficiente de resistência ao rolamento. d = diâmetro da roda.15) (3.5 19.2 1. A tabela a seguir traz os valores de k.Máquinas Agrícolas 24 onde: R = resistência ao rolamento em uma roda. (kgf). kc.16) onde: c = coeficiente de resistência ao rolamento.2 Tipo de solo Terreno arenoso arado e sulcado Terreno arenoso fino arado a pouco tempo Terreno arenoso fino não arado n 0. m e c em função do tipo de solo.2 1. módulo de deformação do solo (atrito) e coeficiente de penetração da roda no solo.65 10. l = maior dimensão da área de tração. . respectivamente.95 1. R = resistência ao rolamento. expressos em lb/poln+1 e lb/poln+2. (pol). (kgf). A tabela a seguir traz os valores de kc.10 0. c = R/w (3. kc (lb/poln+1) kφ (lb/poln+2) 11. (pol).32 37. (pol). (pol). (kgf). nessa ordem.

96 Determine a tração máxima na barra de tração de um trator de esteira com sapata de 14”x66”. (2 + 1)(20 + 14.2 Um trator pesando 3560 lbf tem este peso distribuído da seguinte forma: 2600 lbf nas rodas traseiras e 960 lbf na dianteira.9 ) 2  2.tgφ = 2.(k c + b.l  2 n +1 n  7136  . Dados: c = 2 psi φ = 30º kφ = 9 n=2 kc = 20 Solução: Fat = n.3 4. =  1  .382 0.3 -1.93lbf ≅ 22lbf PBT = Fat − R R = 7816 − 22 ⇒ PBT = 7794lbf " EXEMPLO 3.196 0.66. Calcule a potência provável para vencer a resistência ao rolamento estando o mesmo se deslocando a 4 milhas/h sobre: .Máquinas Agrícolas 25 m -0.1 k 6.5 0.8 -0.7 -0.66  2 3 2 RR = 21. t 1  (n + 1).2 + 7136.425 0.c + w.610 0. A rodagem dos pneus traseiro é 11.l .kφ ) n  2.25”x36” e a rodagem dianteira é 5”x16”.14.b. tendo este trator um peso total de 7136 lbf (w).048 Tipo de solo Areia solta Argila cultivada Terreno semeado Grama Concreto " EXEMPLO 3.9 -0.0 c 0.2 1.tg 30º ⇒ Fat = 7816lbf W  RR = .6 1.

8 = 0.8 lbf Pot ou N RR = ( RD + RT ).2. Solução: a) Coeficiente de resistência ao rolamento (c): k = 4.2 1 HP = 550 lbf .W RD = 0.96 m = . b) Concreto.0 C = k .Máquinas Agrícolas 26 a) Argila cultivada.960 = 297.1milha = 5280 pés ⇒ N RR = = 4232. 0 = 0.017 R RD = C D .96.2 m = .W RT = 0.58 −0.W RD = 0.037 Traseira: C T = 0.W RT = 0.D m = R W Dianteira: C D = 4.960 = 35.2600 = 423.D m = R W Dianteira: C D = 0.8 C = k .6 lbf .4 = 2885. pés / s 3600 4232.0 = 0.26 −1.6 + 423.8 = 0.52 lbf R RT = C T .163.2600 = 41.96. pés / s ⇒ N RR = ⇒ N RR = 7.163 R RD = C D .0.milhas / h 2885.5280 1hora = 3600 s.6 lbf .310.037.7 HP 550 b) Coeficiente de resistência ao rolamento (c): k = 0.017.2.310 Traseira: CT = 4.6.8).1.V = ( 297.58 −1.6 lbf R RT = C T .26 −0.2 lbf .

n = rotação na TDP.m).17) onde: N = potência máxima no motor.7kgf .m). Tpot max TDP = torque na potência máxima na TDP.m).5 lbf .48 = 7. (kgf.2 ⋅ = 9. n = rotação na TDP.75 cv à 622 rpm na TDP e com as equações de momento no motor e reserva de torque: Momento = 716.4 − 9. pés / s 3600 452. (cv).6).V = (35.4 = 308. Tmax = torque na potência máxima no motor.52 + 41. (rpm). Tem-se: Momento = 716. pés / s ⇒ N RR = 308. ∆t = Tmax − T pot max TDP (3. 1 milha = 5280 pés ⇒ N RR = 1 HP = 550 lbf . (kgf.7 = 0.m n 2048 ∆t = Tmax − T pot max TDP = 10.5.75 = 716.2 ⋅ N 27. (rpm).5% .18) onde: ∆t = reserva de torque.78kgf .milhas / h 1 hora = 3600 s.m % = ∆t / Tmax = 0.78 / 10.5 lbf . com uma potência no ensaio = 27.82 HP 550 h) Reserva de torque Por exemplo. (kgf.5280 = 452.5 ⇒ N RR = 0.Máquinas Agrícolas 27 Pot ou N RR = ( R D + RT ).2 ⋅ N n (3.

2 ⋅ 100 = 32.25.827 = = 86.0.529 ⋅ 10140 ⋅ 0.827 = 8358. ! Balanceamento no eixo da TDP.632.8 kcal/l Energia real efetiva = 4.59cv 753600 753600 η tm = 27. ! Uso correto e especificação do lubrificante.827 kg/l Pt = 427 ⋅ Q ⋅ c ⋅ P 427 ⋅ 6. o rendimento termo-mecânico e justifique as deficiências observadas.8 Energia teórica = CP = 10140. i) Rendimento Termo-mecânico.59 j) Rendimento energético.Máquinas Agrícolas 28 Detectado o problema. conforme os dados da tabela. determine a reserva de torque considerando uma potência com 85% do torque de A1.3 Após o ensaio da TDP. Equacionamento com um exemplo: η tm = Pe ⋅ 100 Pt P = 827 g/l = 0. ! Potência efetiva do motor.3 kcal/l " EXEMPLO 3. Verifique ainda o rendimento energético.1% 8358. Equacionamento com um exemplo: η tm = 2687.2 kcal/l Energia real = (cv.h/l) = 632.75 ⋅ 100 = 32% 86. .3 = 2687. para-se o ensaio e observa-se os seguintes pontos: ! Assentamento do eixo da TDP nos mancais de rolamento.

Máquinas Agrícolas 29 A = 2.5280 1hora = 3600 s.66   20 + 9.14 = 1848 pol 2 F AT = A.milhas / h 2885.163 RRT = 0.310 RRD = 0.960 = 297.b = 2.26 −0.66.L  n  1 .  k + b.6 lbf .  .8 = 0.58 −0.  2 + 1   2.8 C = k .7 HP 550 .k φ  c     1 n 1  2   7136  2   = .2 m = .310.310.6 + 423.2 + 7136.8 = 0. pés / s 3600 4232.8 lbf Pot ou N RR = ( RD + RT ).D m = R W Para as rodas dianteiras: C RD = 4.4 = 2885.V = ( 297.2 lbf .2.2 1 HP = 550 lbf .6.93 lbf P = Fat − R r = 7815.   n + 1   2.97 − 21.2600 = 423.04 lbf a) Argila cultivada: k = 4.1milha = 5280 pés ⇒ N RR = = 4232.97 lbf (n +1)  2  w  Rr =  .c + w.8).14   3 1 2 ⇒ Rr = 21.tgφ = 1848. pés / s ⇒ N RR = ⇒ N RR = 7. L.93 ⇒ P = 7794.tg 30º ⇒ F AT = 7815.2.0.6 lbf Para as rodas traseiras: C RT = 4.

52 + 41.58 −1.5280 = 452. 0 = 0.960 = 35. pés / s 3600 452.5 lbf .0 = 0.Máquinas Agrícolas 30 b) Concreto k = 0. .W RT = 0.017 R RT = C T .D m = R W Para as rodas dianteiras: C D = 0.5 ⇒ N RR = 0. pés / s ⇒ N RR = 308.1.037.96.milhas / h 1 hora = 3600 s.) a) Método da pesagem.96 m = .V = (35. ! Método do equilíbrio. Determinação do Centro de Gravidade dos Tratores Agrícolas São divididos em: ! Método da suspensão.0 C = k .4.5.2600 = 41.6). ! Método do ponto nulo.52 lbf Para as rodas traseiras: C T = 0.G.037 R RD = C D .96.W RD = 0.6 lbf Pot ou N RR = ( R D + RT ). ! Método da dupla passagem (método mais eficiente.017.26 −1.5 lbf .82 HP 550 3. 1 milha = 5280 pés ⇒ N RR = 1 HP = 550 lbf .4 = 308. normalizado para determinação do C.

. D = peso dianteiro. T = peso traseiro. (kgf). LD = peso do lado direito. (kgf).Máquinas Agrícolas 31 onde: Pt = peso total. (kgf). (kgf). (kgf). onde: LE = peso do lado esquerdo.

D1 = raio do rodado dianteiro. onde: C = altura da barra de tração. (mm). (mm). . Y2 = altura do calço. (mm). (kgf). (mm). DE + C = peso dianteiro elevado + calço.Máquinas Agrícolas 32 onde: C = calço de dimensões definidas. E = distância entre eixos. D2 = raio do rodado traseiro. (mm).

Máquinas Agrícolas

33

Equacionamento:

X=

D.E D +T D1 + ( D ⋅ E ⋅ cos β 1 ) − ( DE ⋅ E ' ) Pt ⋅ sen β 1

(3.19)

Y=

(3.20)

 BT Z =  2

  LD − LE   .  Pt   

(3.21)

 D − D2  θ = arc tg  1   E 

(3.22)

β1 = θ + β 3
 D + Y − D1  β 3 = arcsen  2 2 . cosθ E    E  E′ =   ⋅ cos β 3  cosθ  " EXEMPLO 3.3

(3.23)

(3.24)

(3.25)

Determine o centro de gravidade de um trator CBT, modelo 8240, submetido ao ensaio que apresentou as seguintes características ponderais:

Pt = 6780 kg LE = 3400 kg Y2 = 710 mm BT = 1675 mm

T = 4030 kg DE + C = 2910 kg D2 = 560 mm D1 = 420 mm

D = 2750 kg C = 230 kg E = 2350 mm

LD = 3380 kg DE = 2680 kg C = 300 mm

Solução:

Máquinas Agrícolas

34

X=

D.E 2750.2350 = ⇒ X = 953,17 mm D + T 2750 + 4030

 BT Z =  2

  LD − LE   1675   3380 − 3400  = .  ⇒ Z = −2,47 mm   2 . Pt 6780       750 − 560  θ = arc tg   ⇒ θ = 4,62 º  2350   560 + 710 − 750  β 3 = arcsen  . cos 4,62 º = 12,74 º 2350  

β 1 = 12,74º +4,62º = 17,36º
 2350  E′ =  . cos12,74 º = 2299,62 mm  cos 4,62º  750 + (2750.2350. cos17,36º ) − ( 2680.2299,62) ⇒ Y = 2,91mm 6780. sen 17,36º

Y=

P = 23,55 CV

ηtdp = 652 rpm

ηmotor = 2147 rpm

T pot max = 716,2.

23,55 = 7,86 kgf .m 2147

∆t = 10,48 − 7,86 = 2,62 2,62 ∆t = = 25% Tmax 10,48

b) Rendimento de tração.

Máquinas Agrícolas

35

Equacionamento:

n=

Pb Pmotor

(3.26)

onde: n = rendimento de tração, (%); Pb = potência na barra de tração, (cv); Pmotor = potência máxima do trator, (cv). c) Estabilidade dos tratores.

A estabilidade dos tratores pode ser: ! Devido à força de tração na barra de tração.

Equacionamento: R1 ⋅ x + F ⋅ y − wt ⋅ x 2 = 0 wt ⋅ x 2 F ⋅ y F⋅y − = R1 − x x x wt ⋅ x1 F ⋅ y F⋅y − = R2 − x x x

(3.27)

R1 =

(3.28)

R2 =

(3.29)

Máquinas Agrícolas

36

! Devido à força no 3o ponto.

Equacionamento:
' R2' ⋅ x − wt ⋅ x1 + wt ⋅ d = 0

(3.30)

' R2' =

wt ⋅ x1 wt ⋅ d w ⋅d − = R2 − t x x x ! Devido à estabilidade lateral.

(3.31)

Equacionamento:

(kgf).32) onde: wH = carga horizontal. . calcule: a) a carga verdadeira nos pneus.5 lbf Y1 = 18’’ CT = 0.55 " EXEMPLO 3.75). wV = carga vertical.4 lbf Wt real = 3176. b) o coeficiente de tração das rodas traseiras. Qual seria a força de tração na BT necessária para elevar as rodas dianteiras do solo? (Concreto: CTMax = 0. O trator está em perigo de inclinar para trás? Justifique. determine a tração máxima na barra que o trator do problema anterior é capaz de exercer.1 Um determinado trator pesando 3560 lbf tem o peso distribuído da seguinte forma: 2600 lbf no rodado traseiro e 960 lbf no rodado dianteiro.5 De acordo com a tabela de CT (coeficiente de tração). (kgf).∑M Máquinas Agrícolas M 37 =0 wH ⋅ y = wV ⋅ B 2 w ⋅ sen α ⋅ y = w ⋅ cosα ⋅ B tgα = B 2⋅ y tgα ⋅100 = declivdade _ do _ terreno 2 (3. Supondo que o referido está exercendo uma tração na barra de 1750 lbf. Dados: X3 = 23’’ X1 = 85’’ X2 = 589. " EXERCÍCIO 3.

75 85.62 = P 3560.85 ⇒ 28.23 ⇒ W D = Logo.Y2 + 3560.Máquinas Agrícolas 38 Solução: ∑ M A ⇒ P.Y1 + W D .62 = WT .5 lbf 0.62 .33 De (I).28 + 3560. W D din W D est = 415.18 ⇒ W D = 415.55 lbf 85 2586.85 ( III ) Substituindo (II) em (III).18 = 3560.23 ( I ) CT = P P ( II ) ⇒ WT = WT CT ∑ M B ⇒ P. tem-se: 3560.P = −3560.5.85 + P.85 = 3560.8 lbf 18 .23 − 2586.55 = 43% 960 ∑ M A ⇒ W D .23 ⇒ P = 3560.62 ⇒ P = ⇒ P = 2586. tem-se: P.18 + W D .85 = 3560.5.P − 113.23 ⇒ P = 4548.3.

Vale ressaltar que a largura de corte bem como a profundidade de trabalho estão relacionados com os órgãos ativos dos implementos. ! Combinação dos implementos com referência à largura e à profundidade de trabalho. ! Potência efetiva.5. Regra do Fator 0. ! Potência máxima sobre pista de chão batido x 0. Os principais fatores que afetam a exigência de potência são: ! Desempenho do motor. ! Potência utilizável sobre solo arado x 0.33) A tabela a seguir serve para determinar o tamanho de um implemento tracionado por um trator. ! Tamanho do trator.Máquinas Agrícolas 39 3.U.A. em função da condição do solo. ! Potência máxima no rodado sobre posta de concreto x 0.32) ou Potência (cv) = esforço de tração (kgf) X velocidade operacional (m/min) 75 (3. Equacionamento da potência disponível: Potência (cv) = esforço de tração (kgf) X velocidade operacional (km/h) 268 (3.86 = Potência máxima sobre pista de chão batido. ! Resistência do solo ao deslocamento.86 = Potência máxima no rodado sobre posta de concreto. ! Potência na TDP x 0.86 = Potência utilizável sobre solo arado.86 = Potência utilizável sobre solo solto.86 Essa regra foi sugerida por Wendel Bowers da Universidade de Oklahoma (E.) e considera que: ! Potência do motor x 0.86 = Potência na TDP. .

A tabela a seguir mostra a resistência em relação à profundidade operacional dos subsoladores. solo duro: 2.24 2 grades de disco em tandem Tração pesada Tração média Tração leve 595 483 372 6. de: - solo arenoso: 1.m) (km/h) 40 Potência na BT por metro de largura 1 grade de disco em tandem Tração pesada Tração média Tração leve 448 297 148 6.7 a 2.10 13.2 kg por mm de profundidade.6 14.: Os diâmetros dos discos são de 32’’ com exigência de peso por disco de 250 kg.2 a 2. solo destorroado: 2.7 kg por mm de profundidade.10 14.12 OBS.Máquinas Agrícolas Operação Esforço de tração Velocidade operacional (kgf.2 kg por mm de profundidade. Profundidade (mm) 400 Solo arenoso 500 600 400 Solo duro 500 600 Exigência de tração (kg/haste) 680 a 880 880 a 1100 1100 a 1320 1080 a 1350 1350 a 1600 1600 a 1920 " EXERCÍCIO 3.85 5.0 9.2 .0 9.7 a 3.5 8.5 8.49 8.8 10.0 As hastes subsoladoras possuem resistência. em diversos solos.

3 km/h? " EXERCÍCIO 3.3 Qual seria a exigência em cv de um subsolador de 3 hastes operando a uma velocidade de 7 km/h à 500 mm de profundidade em solo arenoso? .Máquinas Agrícolas 41 Supondo que iremos tracionar uma grade em tandem de 14 discos de 32’’. Quantos cv disponíveis na barra necessitaríamos para tracionar esse implemento à 8.

! Topografia. Tipos de Equipamentos Responsáveis pelo Desbravamento a) Lâminas Anglodozer e Buldozer Lâminas Anglodozer são especialmente utilizadas na remoção e derrubada de vegetação de diâmetro até 20 cm. densidade da vegetação. etc.1. 4. tempo necessário para desempenhar tal trabalho e custos envolvidos. Refere-se à função que o terreno possuirá. Preparo Inicial do Solo Ele compreende as operações necessárias para criar condições de implantação de culturas. Os acidentes de topografia afetam e/ou limitam a utilização normal de determinados equipamentos. culturas. como rodovias. Constitui-se da verificação do número e tamanho das árvores. é escolhido o método a ser utilizado no processo de desmatamento. ! Finalidade do uso do terreno. ! Condições climáticas. etc. Afetam as operações desde o corte até a queima. seguida de uma limpeza do solo visando a erradicação de pequenas raízes ou ramos. sistema radicular (formato das raízes). A principal operação que se caracteriza em tal processo é a de desmatamento. prazos de execução e seleção adequada do equipamento. Fatores Levados em Consideração ! Vegetação. já que em função de seu reconhecimento. em áreas não utilizadas anteriormente com essa finalidade. 4. Um dos principais fatores a ser considerados. barragens. ! Especificação do trabalho. Essa inicia-se com a eliminação da vegetação. Determinam o grau de desbravamento. .Máquinas Agrícolas 42 4.2. cipós.

em especial. apresentam defletores e esporões responsáveis pelo corte e aceleração do momento de queda do vegetal. São recomendados para cerrado e cerradão (diâmetros de vegetação até 10 cm).2 – Esquema do uso de correntões. Figura 4. Figura 4. .Máquinas Agrícolas 43 Lâminas Buldozer são lâminas especiais utilizadas na derrubada de vegetais com diâmetro que varia de 20 a 70 cm. b) Correntões Acoplam-se a tratores de alta potência e de esteira. Estas duas lâminas.1 – Esquema de uma lâmina Anglodozer e Buldozer.

. pois a resistência oferecida pela árvore acarreta o levantamento da parte traseira do trator ao se deslocar. os cabos deverão possuir um comprimento adequado. provoca a queda da árvore. para que o ângulo α se torne menor. Possuem duas seções formando um “V”. que. De acordo com a Figura 4.4. quanto maior o ângulo α. c) Braço Fleco São lâminas de formato em “V”. Para evitar esse problema. d) Tração por cabo É um processo comum usado por agricultores que não possuem máquinas apropriadas ou pesadas para desmatamento. sendo a barra de corte serrilhada e tendo no centro o ferrão (utilizado para árvores muito grandes para serem cortadas.: Após a passagem pela vegetação. é feita a volta dos correntões (chamada de “arrepio”) para retirar as raízes restantes. Figura 4. deslocando-se seguidamente para a frente. O cabo de aço. menos eficiente será a operação.Máquinas Agrícolas 44 OBS. em lascamento de tocos e em corte rente ao chão).3 – Ilustração de um braço fleco. corrente ou corda é preso à barra de tração do trator. o que favorece o deslizamento das rodas ou esteiras.

Os processos de destoca podem ser: a) Mecânico Utiliza-se de destocadores rotativos e lâminas tipo rabo de pato.4 – Esquema de uma derrubada com trator acionado por cabo de aço. difícil de ser executado e caro.Máquinas Agrícolas 45 Figura 4. ocasionam a perda das folhas. Tem a desvantagem de ser um processo demorado (cerca de 3 meses). Trabalha com a força de tração do trator. Hoje em dia. os quais são utilizados no desbravamento. com a presença dos raios solares. 4. Existe também equipamentos como roldanas e topadores.3. que consiste de um produto depositado por via aérea que. Tipos de Equipamentos Responsáveis pela Destoca Destocamento é a retirada dos restos vegetais principalmente deixados pela operação com motoserras e buldozer. Antigamente utilizava-se um desfolhante laranja. para árvores de grandes diâmetros. seu uso é proibido por possuir a desvantagem de ser tóxico e causar câncer. a possibilidade da aplicação de bananas de dinamites. e) Aplicação de herbicidas São utilizados os herbicidas encontrados em lojas do ramo. Este produto químico faz com que a madeira absorva e deteriore-se. . Há também. b) Químico Aplica-se NaNO3 em um furo na árvore feito através de uma broca.

1).Máquinas Agrícolas 46 c) Manual É um processo simples.5%. b) Presença de madeiras duras (madeiras de lei) expressa em porcentagem. 4. Média – entre 1000 e 1500 árvores/ha. igual à de corte nominal da lâmina.1) onde: P = desempenho operacional.2). (km/h). O desempenho operacional é dado pela Equação (4. Levantamento Densométrico e Determinação do Desempenho Operacional Para que o levantamento densométrico seja obtido é necessário que sejam levantados os dados a seguir.3. a) Densidade da vegetação com menos de 30 cm de diâmetro. e . c) Somatória dos diâmetros. por exemplo. bem como cipós. Densa – acima de 1500 árvores/ha. l ⋅v 10 P= (4. v = velocidade do trator. o qual são utilizadas ferramentas manuais como enxadas e machados. E. (m). com mais de 180 cm de diâmetro ao nível do solo. de todas as árvores por ha. Rala – abaixo de 1000 árvores/ha. (ha/h). pela Equação (4. l = largura de corte. se a eficiência de campo for de 82. em metros.

L= c 3 (4. obtida no levantamento no campo. X = fator de concentração de madeiras de lei que afetam o tempo básico. N = número de árvores por hectare.4) onde: L = largura de corte. D = soma dos diâmetros. de todas as árvores por hectare.825 10 A estimativa de desempenho é feita calculando-se o tempo necessário para trabalhar um hectare. por ha. em metros. . A = fator de concentração ou presença de cipós que afetam o tempo básico. M = minutos por árvore. com diâmetro acima de 180 cm ao nível do solo. A porcentagem de madeiras de lei afeta o tempo total do seguinte modo: 75 a 100% . T = X ⋅ ( A ⋅ B + M 1 ⋅ N1 + M 2 ⋅ N 2 + M 3 ⋅ N 3 + M 4 ⋅ N 4 + D ⋅ F ) (4.2) P= l ⋅v ⋅ 0. F = minutos por metro de diâmetro para árvores com mais de 180 cm de diâmetro.somar 30% ao tempo total (X = 1. em minutos. obtido no levantamento no campo. (m). É dada pela Equação (4.subtrair 30% do tempo total (X = 0.3) 25 a 50% . por exemplo.não altera o tempo (X = 1) 0 a 25% .7) A determinação da produção de máquinas com uso de correntões é realizada através das equações seguintes. em casa classe de diâmetro.Máquinas Agrícolas 47 (4. em operações de corte. em cada classe de diâmetro. B = tempo básico para cada trator.3).3) onde: T = tempo por hectare.

: a) Quando a operação é realizada com arrepio. OBS. b) A eficiência para o uso de correntões varia entre 0. o qual trabalhará nas seguintes condições: remoção de tocos em operação separada. (m). (ha/h). L = largura de corte. (m). solo firme e bem drenado. " EXEMPLO 4. (km/h).5) onde: P = desempenho operacional com arrepio. equipado com lâmina lisa. terreno com 5. L ⋅ v ⋅ Ef 20 P= (4. L = largura de corte.65.1 Calcule a produção de corte (derrubada) de um trator de esteira marca FIAT modelo AD14 com 155 HP de potência. o levantamento densométrico apresentou o seguinte: 90 % de madeiras duras e a seguinte contagem de árvores por hectare: . (ha/h). v = velocidade do trator.Máquinas Agrícolas 48 c = comprimento do correntão definido em função da potência do trator. trabalha-se com 75 % da velocidade do trator (velocidade operacional). trabalha-se com o valor médio. (m). Normalmente.0 % de declividade.45 e 0. (km/h). Ef = eficiência de trabalho. Ef = eficiência de trabalho.6) onde: P = desempenho operacional sem arrepio. v = velocidade do trator. L ⋅ v ⋅ Ef 10 P= (4.

60 60 .120 120 .0 ⋅ 120 + 4 ⋅ 40 + 22 ⋅ 8 + 44 ⋅ 6 + 130 ⋅ 4 + 16 ⋅ 40) T = 2600 min/ha T = 43.0 h/ha " EXEMPLO 4.3 (90 % de madeiras duras) Então.2 . tem-se: T = X ⋅ ( A ⋅ B + M 1 ⋅ N1 + M 2 ⋅ N 2 + M 3 ⋅ N 3 + M 4 ⋅ N 4 + D ⋅ F ) T = 1.3 ⋅ ( 2.33 h/ha Para a remoção de tocos em operação separada.0 (cipós pesados).Máquinas Agrícolas 49 N4 D F Faixa de diâmetro. Solução: - São tabelados em função da potência do trator (155 HP): M1 = 4 M2 = 22 M3 = 44 M4 = 130 - Fator de densidade para madeiras duras: X = 1.90 90 .33 h/ha+50% T = 65. deve-se acrescentar 50 % no tempo de produção calculado: T = 43.3). cm No de árvores por hectare B N1 N2 N3 < 30 30 .180 > 180 120 40 8 6 4 16 40 Dado: A = fator de densidade da vegetação ou presença de cipós = 2. pela Equação (4.

tem-se: L= c 90 = 3 3 L = 30 m L ⋅ v ⋅ Ef 10 P= P= 30 ⋅ 2. com transmissão direta.4) e (4. pelas Equações (4. Solução: - Pela tabela 5 do anexo. Então.55 (valor médio) Considerando a operação sem arrepio. v = 0.7 = 2.66 ha/h . em uma área de cerrado leve.55 10 P = 1.02km / h Ef = 0. Dados: Potência do trator = 140 HP e velocidade operacional = 2.75 ⋅ 2.Máquinas Agrícolas 50 Estimar a produção de 2 tratores de esteira marca FIAT modelo D6C.5).7 km/h.02 ⋅ 0. entrando-se 140 HP. em trabalho de desbravamento com correntões. tem-se: c = 90 m.

em que a mobilização da camada superficial é realizada com implementos de órgãos ativos: discos (lisos ou recortados).1. 5. Figura 5. sendo estes utilizados até os dias de hoje sem grandes modificações.1 – Arados de aiveca chineses. .1. curvados. lâminas ou enxadas e ferramentas. Arados Os arados podem ser de aivecas ou de discos. as grades e os subsoladores. a) triangular e b) quadrangular. posteriormente. Preparo Periódico do Solo São as operações realizadas após o preparo inicial do solo. Destacam-se como equipamentos principais os arados. Foram utilizados. hastes.1. cuja conformação se destina à erradicação de plantas daninhas. 5. pelos chineses. Arados de Aivecas É um dos implementos mais antigos utilizados no preparo do solo para instalação de culturas periódicas. os quais inicialmente possuíam formatos triangulares ou quadrados e. além de outros povos.Máquinas Agrícolas 51 5.

.Máquinas Agrícolas 52 Figura 5. Podem ser classificados como segue: ! Quanto a forma de acionamento Tração animal Tração mecânica ! Quanto a forma de acoplamento à fonte de potência De arrasto Montado Semi – montado ! Quanto a movimentação do órgão ativo Fixo Reversível ! Quanto ao número de órgãos ativos Monocorpo Corpos múltiplos A constituição das aivecas é ilustrada na figura a seguir.2 – Arado de aiveca utilizado atualmente.

o fato de possuírem como órgãos ativos. 2 – Relha. 3 – Rasto. Este tipo de arado é uma das máquinas mais estudadas e aperfeiçoadas pelos engenheiros. são menos suscetíveis a impactos. uma vez que. trabalham com um movimento de rotação e. técnicos e fabricantes de maquinaria agrícola. os discos que. 4 – Suporte. 5 – Coluna. quando comparados com os de aiveca. para executar sua função. nem ser utilizado em todas as estações do ano com iguais resultados. Arados de Discos O arado de discos apareceu em substituição aos arados de aivecas e sua origem teve como ponto de partida a grade de discos.3 – Constituição de uma aiveca: 1 – Aiveca. 5. portanto.Máquinas Agrícolas 53 Figura 5.1. ao encontrar um obstáculo qualquer. Foi construído para ser usado em terrenos secos e duros. Figura 5. o disco rola sobre o mesmo.4 – Ilustração de um arado de disco.2. porém não pode-se desprezar o uso do arado de aivecas pela simples razão de que nenhum arado de um só tipo e tamanho pode preparar todos os tipos de solo. Eles apresentam como principal vantagem. diminuindo a influência .

5 – Constituição de um arado: 1 – Chassi. A constituição do arado é ilustrada na figura a seguir. o que define a sua penetração ao solo é a curvatura. velocidade de trabalho e inclinação tanto vertical como horizontal. No entanto. o arado de discos não realiza o tombamento da leiva ou da cobertura da vegetação de superfície de maneira tão perfeita quanto o arado de aiveca. .Máquinas Agrícolas 54 do impacto sobre a estrutura. 5 – Roda-guia. Suas bordas são temperadas e revenidas e possuem furos na região central para alívio de tensões. podendo ser utilizados em solos abrasivos sem perda da sua eficiência. Figura 5. Não possui dentes. quando desgastadas. espaçamento e número de discos. 2 – Coluna. mesmo depois que seus órgãos ativos tenham sofrido um desgaste considerável. o que faz com que os arados de aiveca não possam ser utilizados em solos abrasivos. Os arados de discos continuam operando. 3 – Mancal. peso. perdem suas características técnicas e há necessidade de repará-las ou substituí-las para que possam continuar operando. Os discos que compõem o arado podem ser: a) Discos lisos Sua constituição básica é de aço 1045. 4 – Disco. Também são preferíveis para solos pegajosos e com terra endurecida. Já as relhas do arado de aiveca.

Máquinas Agrícolas 55 Figura 5. ! Relação f/d (concavidade/diâmetro). 5. Fatores que Influem na Penetração dos Discos no Solo Podem ser citados: ! Ângulo vertical. ! Velocidade operacional. Ambos são conformados a quente. apresentam a vantagem de melhor performance (maior penetração no solo) e a desvantagem de maior probabilidade de quebras. ! Mola da roda guia.1. ! Afiação dos discos.6 – Disco liso. possui ângulo de afiamento na parte externa e interna. b) Discos recortados Sua constituição básica também é de aço 1045. .7 – Disco recortado. Figura 5. Quando comparados com os discos lisos. O recorte é feito para melhorar a capacidade de corte. ! Peso dos discos.3.

A variação de ângulos na roda guia permite as correções de dirigibilidade do conjunto (ajuste fino).20 Figura 5.Máquinas Agrícolas 56 # ângulo de trabalho dos discos : vertical e horizontal. menor a profundidade de penetração. Grades . Figura 5. solos duros e compactados solos médios solos leves f/d = 0.9 – Concavidade dos discos. 5. # mola da roda guia Quanto maior a pressão na mola.2.12 f/d = 0.15 f/d = 0. # concavidade dos discos – relação f/d.8 – Ângulo de trabalho dos discos.

Figura 5. Também têm a função de complementar o preparo do solo. Estes sistemas são empregados somente no controle de plantas daninhas (capina superficial). embora elas possam ser utilizadas antes ou até mesmo em substituição a estes em algumas situações. no sentido de desagregar os torrões.11 – Grade de discos de dupla ação. o solo é removido e depois sofre uma desestruturação. b) Dupla ação São sistemas providos de discos. diminuir vazios que resultam entre os torrões e destruir os sistemas de vasos capilares que se formam na camada superior do solo. c) Tandem ou off-set . nivelar a superfície do solo para facilitar a semeadura. Figura 5. os quais permitem a mobilização do solo.10 – Grade de discos de simples ação. Utilização marcante em operações de nivelamento superficial do solo após a mobilização pela aiveca ou arado de discos.Máquinas Agrícolas 57 Sua função é completar o serviço executado pelos arados. As grades de discos podem ser basicamente de três tipos: a) Simples ação Sua característica básica é a inversão do solo com uma passada. para evitar a evaporação de água das camadas mais profundas. ou seja.

3 – Mancal. b) Montados . 6 – Carretel espaçador. 2 – Calota. " O acoplamento das grades podem ser de três tipos: a) Arrasto Utilizam a barra de tração (BT) para movimentação e ação dos órgãos ativos.12 – Grade de discos tandem ou off-set. 5 – Discos. 4 – Suporte do mancal. Também conhecido como grade aradora. Figura 5.13 – Constituição de uma grade: 1 – Eixo. Figura 5. A constituição das grades é ilustrada na figura a seguir.Máquinas Agrícolas 58 São aquelas utilizadas para mobilização profunda do solo em substituição aos arados de discos ou aivecas.

variam em função do acoplamento e da configuração das hastes. . cujos formatos estão ilustrados pela Figura 5. podem ser: ! Plano liso. Figura 5. Os subsoladores. ! Cônico recortado. Seu acoplamento é através dos três pontos do trator ou da barra de tração. " Quanto aos tipos de discos utilizados. O ângulo de ataque para discos de grades está relacionado com o ângulo de abertura das seções das grades e com o deslocamento do centro de tração da fonte de potência. permite um perfeito ajuste do ângulo de ataque. Subsolador é um implemento agrícola provido de órgãos ativos (hastes) que são responsáveis pela quebra da camada compactada. ! Côncavo de centro plano. Subsoladores Subsolagem é uma prática que consiste na mobilização sub-superficial do solo com o objetivo de quebrar as camadas compactadas ou adensadas do solo. no 3o ponto superior e nos dois pontos inferiores.Máquinas Agrícolas 59 São aqueles acoplados nos 3 pontos do trator.15. ! Côncavo de centro. pois.14. ou seja. desta forma. ! Côncavo liso. c) Semimontados São aqueles que utilizam a barra de tração para movimentação dos órgãos ativos e seu transporte é realizado pelos 3 pontos do trator. ! Côncavo recortado. 5. A perfeita profundidade de mobilização de um disco de arado é de 1/3 do diâmetro.3.

14 – Constituição de um subsolador: 1 – Barra de ferramentas. O subsolador têm a função de descompactar a camada B. B .16 – Esquema da ação de um subsolador: A . Figura 5. como ilustrado na Figura 5. 3 – Ponta.Camada compactada. As causas da compactação podem ser originadas: . C .Solo sem compactação. b) curva.Camada arável ou permeável do solo.Máquinas Agrícolas 60 Figura 5. c) parabólica. Figura 5. 2 – Haste. 4 – Rodas de controle de profundidade.16.15 – Formato das hastes de um subsolador: a) reta.

! Pela ação dos órgãos ativos (discos. ! Erosão superficial.17 – Distribuição de tensões sob uma roda e uma esteira. maior a eficiência da subsolagem. 5. Os efeitos da compactação podem ser: ! Redução da macroporosidade do solo (esmagamento das partículas do solo). Ela requer alta potência para realizar seu trabalho. quanto menor a umidade do solo. Figura 5. Métodos de Avaliação da Camada Compactada .Máquinas Agrícolas 61 ! Pela pressão exercida no solo pelos pneus e esteiras dos tratores.3. ! Redução do sistema radicular das culturas. A eficiência da subsolagem está correlacionada com o teor de água presente no solo. hastes e enxadas) durante a operação de mobilização do solo.1. ! Pelo tráfego constante das máquinas sobre o solo.

Máquinas Agrícolas 62 ! Visual: Linhas naturais de sulco.18 – Penetrômetro de mola. Constituição: a) empunhadura onde se aplica uma força F. ! Penetrômetro de mola: Possui pontas cônicas com ângulo de base variando de 45o a 60o. o segundo. m) mola circular. ! Penetrômetro de Impacto Stolf: . c) ponta do penetrômetro. h) haste. d-x) diâmetro da mola com uma compressão x. para solos arenosos. d) diâmetro da mola sem compressão. sendo o primeiro para solos argilosos e. Figura 5. M) micrômetro.

p) placa de referência de profundidade de penetração (opcional). H) altura de queda de massa. r) régua (opcional).Máquinas Agrícolas 63 Figura 5. h) haste.33 1.33 3.33 3. " EXEMPLO 5.74 Para a obtenção dos Valores Calculados.19 – Penetrômetro de impacto.11 5. Profundidade (cm) 00 – 09 09 – 13 13 – 17. c) cone. foi efetuado o seguinte cálculo: .1 Determinação da compactação com penetrômetro de impacto para uma área qualquer.00 3. (I) condição inicial. (II) condição após a queda da massa (m) com uma penetração (x) no perfil. g) guia da massa. b) batente de impacto da massa.5 17.64 3. a) manopla. e) limitador superior.5 – 23 23 – 29 29 – 35 35 – 41 Nº de Impactos 1 2 2 2 2 2 2 Valores Calculados 1.

h) haste de penetração.3. então o Valor Calculado é de: 2 20 ⋅ 10 = = 3. se com 2 impactos o aparelho penetrou 23 – 29 cm. m) mola.33 29 − 23 6 Conclui-se que quanto maior o valor encontrado. d) engrenagens.Máquinas Agrícolas 64 Por exemplo. i)ímã. ! Penetrógrafo: Figura 5. p) papel onde será registrado o gráfico. (I) vista traseira. Constituição: e) empunhadura.20 – Penetrógrafo. c) cremalheira. f) barbante. maior será a resistência à penetração. Produção Horária . (II) vista frontal. 5. s) moldura para suporte do papel. r) haste de suporte da caneta. g) guia de referência.2. m1) mola para deslocamento lateral da placa frontal.

3): n= HP 0. b) Número de hastes dos subsoladores É dado pela Equação (5.4) .5 ⋅ p (p>70 cm) (5. p = profundidade de penetração das hastes (cm).4): L = n⋅e onde: L = largura efetiva de trabalho (cm).Máquinas Agrícolas 65 a) Variável espaçamento entre hastes - para subsoladores com hastes normais e = p (p<70 cm) (5. c) Largura efetiva de trabalho É dada pela Equação (5. (5. HP = potência do trator utilizado na operação de subsolagem (HP).1) - para subsoladores com hastes com asas e = 1.3) onde: n = número de hastes. p = profundidade de penetração das hastes (cm).2) onde: e = espaçamento entre hastes (cm).8 ⋅ p (5.

cm). Utilizou-se nesta operação um subsolador de hastes normais. n = número de hastes. p = profundidade de penetração das hastes (cm). R = resistência do solo (kgf). L = largura de trabalho (m).6) onde: P = produção horária (ha/h).6): L ⋅ v ⋅ Ef 10 P= (5. . verificou-se que a camada compactada estava situada a 50 cm de profundidade. p = profundidade de penetração das hastes (cm). d) Tração requerida durante a operação É dada pela Equação (5. Considere uma camada arável acima da camada compactada de 10 cm.5): Tr = R ⋅ p ⋅ n (5. Após levantamentos na área a ser subsolada. v = velocidade média (km/h). com 140 HP. " EXEMPLO 5. Determine o rendimento da operação sabendo que a resistência do solo à penetração é de 33.5) onde: Tr = tração requerida (kgf . e) Produção horária É dada pela Equação (5. marca Caterpillar modelo CAT D6C.0 kgf/cm2.Máquinas Agrícolas 66 n = número de hastes. Ef = eficiência de trabalho.2 Deseja-se efetuar uma subsolagem utilizando um trator de esteiras.

e = p .Tem-se comprimento da camada arável (10 cm) e comprimento da camada compactada (50 cm).6): . b) Espaçamento entre as hastes (e) Pela Equação (5.8 ⋅ 60 n= 3 hastes d) Produção (ha /h) Pela Equação (5.3).1).8 ⋅ p 0. Então: Comprimento da haste = 60 cm.92 0.4). - c) Nº de hastes (n) Pela Equação (5. já que a profundidade de penetração das hastes não foi superior a 70 cm. tem-se: L = n ⋅ e = 3 ⋅ 60 L = 180 cm E pela Equação (5.Máquinas Agrícolas 67 Dados Ef = 80% e v = 4 km/h. Solução: a) Comprimento da haste . tem-se: n= HP 140 = = 2.

Tem-se comprimento da camada arável (10 cm) e comprimento da camada compactada (70 cm).2).3 Realizar a operação de subsolagem utilizando um trator Valmet 1580 4X4. com 143 HP.5 ⋅ p . e = 1. Determine a produção de subsolagem.8 = 10 10 P = 0. c) Nº de hastes (n) Pela Equação (5.Máquinas Agrícolas 68 P= L ⋅ v ⋅ Ef 1. considerando a camada compactada localizada a 70 cm de profundidade.3).8 ⋅ p 0.576 ha/h " EXEMPLO 5.23 0.8 ⋅ 80 n= 2 hastes d) Produção (ha /h) . já que a profundidade de penetração das hastes foi superior a 70 cm. Considere uma camada arável acima da camada compactada de 10 cm. Então: Comprimento da haste = 80 cm. Dados Ef = 80% e v = 4.3 km/h.Pela Equação (5. b) Espaçamento entre as hastes (e) . Solução: a) Comprimento da haste . tem-se: n= HP 14 = = 2.80 ⋅ 4 ⋅ 0.

6): L ⋅ v ⋅ Ef 2.5 ⋅ p = 2 ⋅ 1.4).826 ha/h P= .8 = 10 10 P = 0.3 ⋅ 0.Máquinas Agrícolas 69 Pela Equação (5.40 ⋅ 4. tem-se: L = n ⋅ e = n ⋅ 1.5 ⋅ 80 L = 240 cm E pela Equação (5.

milho.Máquinas Agrícolas 70 6. A SAE define 3 formas de deposição dos órgãos vegetativos. porém não existe uma precisão em suas deposições. São máquinas cuja função é de plantar mudas (cebola. Não são mais utilizadas. mandioca e cana). de preferência uma a uma. ! Em linha – contínua. etc). o que aumenta a mão-de-obra. Responsáveis pelo plantio de órgãos vegetativos considerados tubérculos (batatas. eucaliptos e arroz). para o acionamento de mecanismos dosadores. e o espaçamento entre elas é bastante uniforme. . ou quando o poder germinativo das sementes é muito baixo. ! Em linha – em quadrado. As sementes são dosadas. Pode ser utilizado quando se requer uma maior profundidade de semeadura. trigo. As sementes são jogadas aleatoriamente sobre a superfície a ser semeada. segundo a ABNT. A principal dificuldade na utilização é a necessidade de se colocar guias no terreno. feijão. a) Semeadoras. 6. quanto: a) À forma de distribuição. b) Plantadoras. ! Em linha – em grupos. Elas podem ser umedecidas para aumentar seu peso e permitir o lançamento a distâncias maiores. Máquinas para Semeadura Definição: São sistemas mecânicos responsáveis pela deposição de órgãos vegetativos no solo. Depositam sementes finas e grossas (arroz. ! Em linha – de precisão. soja. ! A lanço – aéreas e terrestres. Classificação das Semeadoras As semeadoras classificam-se.1. c) Transplantadoras. b) À forma de Acionamento. As sementes são distribuídas em linha.

3 – Engate. 5 – Marcador de linhas. Constituição: 1 – Roda de acionamento.Máquinas Agrícolas 71 ! Manual. 10 – Regulagem de profundidade. 4 – Depósito de adubo. ! De tração animal. 7 – Facão. . ! Motorizadas.1 – Semeadora manual. 4 – Roda compactadora. 11 – Alavanca para controle de acionamento. Constituição: 1 – Roda de terra. São acionadas por animais.2 – Semeadora de tração animal. São semeadoras acionadas e deslocadas pelos tratores agrícolas. O deslocamento da semeadora é feito através de uma outra forma de acionamento. 5 – Depósito de semente. Possuem dosadores acionados por motor de combustão interna independente. 2 – Rabiça. No Brasil. 6 – Corrente. 3 – Depósito de sementes. 2 – Engrenagem motora. 9 – Roda compactadora. Elas podem ser montadas (acopladas ao sistema hidráulico de levantamento de três pontos). Figura 6. ! Tratorizadas. 8 – Cobridor de sementes. São acionadas pelo próprio operador. normalmente esse são mulas ou bois. Figura 6.

d) Ao material dosado. ! Discos alveolados.3 – Semeadoras-adubadoras tratorizadas. ! Orifício regulador. Tem por função dosar as sementes requeridas e conduzi-las a uma abertura de saída. Figura 6.Máquinas Agrícolas 72 semi-montadas (acopladas apenas nos dois pontos inferiores do sistema hidráulico de levantamento de três pontos) e de arrasto (acoplada em um único ponto ao trator. c) Ao mecanismo dosador de semente. . ! Pneumático – mais utilizado atualmente. Podem ser classificadas como segue: Em linha: ! Disco perfurado – vertical. ! Canhão centrífugo. horizontal e inclinado. normalmente à barra de tração). ! Dedos prensadores. B) De arrasto. ! Correia perfurada. A lanço: ! Rotor centrífugo. ! Difusor – não mais utilizado (sistema que utiliza rosa sem-fim. A)Montada.

compactação do solo sobre as sementes e formação de crostas. teor de umidade. ! Semeadora-adubadora-calcareadora. é de grande importância o tipo de dispositivo de cobertura (apresenta cerca de 7% de perda por injúria mecânica*)e dosador de sementes (apresenta cerca de 3 a 4% de perda por injúria mecânica). Número _ sementes / área = número _ plantas _ recomendado / área % ger min ação ⋅ % sobrevivência ⋅ % pureza (6. temperatura. Apenas as sementes são dosadas e colocadas no solo. * = injúria mecânica significa quebra das sementes pelos componentes da máquina e por pressão entre as mesmas. Ela depende da fertilidade do solo. Fatores que Afetam a Semeadura a) Quantidade de sementes. Em relação ao solo. deve-se considerar o preparo e tipo do solo para semeadura.1) b) Uniformidade das sementes. É considerado fator básico para o início de uma cultura. É necessário para que possam ser preparadas e manuseadas pelos mecanismos dosadores. Além das sementes e adubos. Constituição das Semeadoras . controle de ervas.2. A previsão da quantidade de sementes necessária por unidade de área pode ser obtida pela equação (6. cultivo e colheita.1). Além das sementes.3. quantidade de umidade disponível. 6. a máquina dosa e coloca no solo o adubo a ser utilizado na cultura. a máquina dosa e coloca o calcário destinado a corrigir a acidez do solo.Máquinas Agrícolas 73 ! Semeadora. c) Uniformidade de cobrimento das sementes. 6. ! Semeadora-adubadora. Em relação à máquina a ser utilizada.

. ! Sistema de acionamento das semeadoras . .bi-articulado. .correias ou correntes. .sulcador de facão.de eixo. ! Dosadores de semente .de borracha com alívio central. . . .discos rotativos horizontais.dedos prensores. . 6. .pneumáticos.de engrenagem.sulcador de disco. . .correias perfuradas. ! Dosadores de adubos . .pivotado. Cálculo Utilizado para Semadura .rotor vertical impulsor.4. .de ferro. ! Sistema de sulcadores .mistos.sulcador de enxada.pantógrafo.discos perfurados. . ! Rodas de controle e profundidade . . .Máquinas Agrícolas 74 ! Chassi .de borracha com saliência frontal.de engrenagem e correntes.cilindros canelados.rotores dentados.

Profundidade de plantio: 14 cm.0 metro. Teor de umidade: 13%. E = espaço entre linhas da cultura. P = peso de 100 sementes. v = velocidade operacional no campo. " EXEMPLO 6. I – Dados Básicos: Propriedade: Fazenda “X”.2) onde: Qp = vazão prevista. vt = vitalidade das sementes no solo. Espaçamento da cultura: 1.000 ⋅ v t Qp = (6. Características das sementes: Pureza: 98%. Marcha do trator: 3o reduzida (1.000 plantas/ha. Características operacionais: - . (m). (%). (plantas/ha). Peso de 100 sementes: 28 gramas.1 Os dados necessários que deve ser de conhecimento prévio para a realização de uma semeadura são exemplificados a seguir. Poder germinativo: 85%. (g). Lotação da cultura: 50. Cultura a ser implantada: milho. Área a ser utilizada: 10 ha. L = lotação ou população.Máquinas Agrícolas 75 a) Vazão prevista v⋅ L⋅ P⋅ E 600. (km/h). (g/min). Sistema de semeadura: em linhas. Peso volumétrico: 830 g/litro.700 rpm).

.87 gramas.000 ⋅ 74.33 m/min. Utilizando a Equação (6.97 Qp = 156 g/min a) Peso das sementes. . .vazão prevista: 156 g/min . descritos anteriormente.000 ⋅ 28 ⋅ 1 600. II – Dados Operacionais: Vitalidade das sementes no solo: 74. e Qp = 156 g/min.000 ⋅ v t Qp = Qp = 5. Solução: Para a obtenção dos dados operacionais.0 ⋅ 50.Máquinas Agrícolas 76 - Velocidade operacional: 5.em número: 6 a 7 sementes.87 g/m b) Número de sementes. No de linhas de semeadura: 3. foram realizados os cálculos seguintes.em peso: 1. Como 5 km/h = 83. .0 km/h.peso total das sementes a ser utilizado: 187 kg.número de reabastecimento da máquina: 11 a 12. tem-se que a vazão prevista é de: v⋅ L⋅ P⋅ E 600. Sementes por metro de sulco: .7 kg.97%. então: Peso = 156 83. .peso das sementes/ha: 18.2).33 Peso = 1.

7 kg Mas como a área a ser utilizada é de 10 ha: Peso = 187 kg c) Número de reabastecimento Como o peso volumétrico é de 830 g/litro e considerando um reservatório de 20 litros.87 0. então o número de reabastecimento é: N= 187 16.6 kg O peso a ser utilizado. tem-se que o peso de 1 semente é de 0.28g. calculado anteriormente é de 187 kg.28 N = 6 sementes/m Considerando que 1 ha possui 100 linhas espaçadas de 1 m e cada linha com 100 m de comprimento.000 m. a distância percorrida por cada máquina será de 10. tem-se que o peso das sementes contidas no reservatório é de: P = 830 ⋅ 20 P = 16.26 (de 11 a 12 reabastecimentos) . Se o peso das sementes é de 1. então: N= 1.Máquinas Agrícolas 77 Como o peso de 100 sementes é de 28 g.87 Peso / ha = 18.6 N = 11. Portanto. O peso de sementes / ha é de: Peso / ha = 10.87 g/m.000 ⋅ 1.

iniciou-se a produção em escala comercial de colhedoras. 7.1. Nesse mesmo estado. EUA. b) Montadas São dependentes de um trator agrícola para a realização de suas funções. Com o aumento das populações e a necessidade de se produzir mais alimentos. A operação de colheita manual. Classificação das Colhedoras As colhedoras classificam-se em: a) Automotrizes (combinadas) São máquinas autopropelidas que realizam todas as operações necessárias à colheita.Máquinas Agrícolas 78 7. A primeira colhedora de cereais foi construída em Michigan. toda a operação de colheita era realizada manualmente. da mesma forma que os demais processos manuais.2. separação e limpeza. alimentação. com um número de pessoas empregadas na agricultura cada vez menor. as operações de colheita começaram a ser mecanizadas. no processo de produção agrícola. onde a finalidade principal da produção é subsistência do agricultor e sua família. porém foi utilizada com sucesso na Califórnia em 1854. é de baixa capacidade operacional e. Nos primórdios da agricultura. c) De Arrasto Possuem um motor a auxiliar independente ou são acionadas pela tomada de potência e tracionadas pela barra de tração por um trator. portanto. em 1880. . trilha. por Moore e Hascaii. em 1836. viável economicamente apenas em pequenas propriedades. 7. Colhedoras de Cereais A colheita de cereais envolve as etapas de corte. Máquinas para Colheita A colheita é a última operação realizada no campo. Esta colhedora não obteve do sucesso em Michigan.

Figura 7. . com taliscas transversais. b) Mecanismos de Alimentação. as quais raspam o material sobre o fundo trapezoidal.1 – Plataforma de corte de uma combinada para cereais. É uma esteira transportadora formada de correntes longitudinais. c) Mecanismos de Trilha. Figura 7. Eles se diferem para cada tipo de cereal a ser colhido. barra de corte e condutor helicoidal.côncavo. molinete. 2. cilindro de barras (utilizado para as demais culturas) e côncavo e cilindro axial (dentes dispostos helicoidalmente sobre a superfície do cilindro).2 – Cilindro e côncavo das colhedoras: 1. Eles estão contidos em uma plataforma de corte. elevando-o e colocando-o no mecanismo de trilha. cujos elementos principais são os separadores. São três tipos: cilindro de dentes e côncavo (utilizado nas colhedoras de arroz).cilindro.Máquinas Agrícolas 79 a) Mecanismos de Corte.

Os principais mecanismos de limpeza nas colhedoras são: peneira superior (localizada sob o saca-palhas).Máquinas Agrícolas 80 Figura 7. e) Mecanismos de Limpeza. É feita em três lugares diferentes: na grelha formada pela barras do côncavo. cuja principal função é retirar a palha que eventualmente fique retida no cilindro trilhador. 2. palha triturada e grãos não-debulhados.condutor helicoidal. d) Mecanismos de Separação.ventilador. um cilindro batedor. peneira inferior(separa as sementes dos pequenos resíduos que atravessam com elas na peneira superior) e ventilador. 3. na grelha sob o cilindro batedor e no sacapalhas. em algumas colhedoras. Age na separação de grãos debulhados. Atrás do cilindro trilhador pode existir. .dentes.3 – Cilindro axial de colhedora: 1.

b) Motorizados. por descompressão.1. tratorizado. aérea Tratorizadas. .reguladores de pressão.Máquinas Agrícolas 81 8. Possuem reservatórios que variam de 400 a 5000 litros de capacidade. de acordo com o tipo de veículo utilizado (característica do produto: sólido. manual e tratorizadas Sólido Líquido Gasoso 8.bomba. São do tipo costais motorizados.bicos. São máquinas costais que apresentam um rendimento de 10 a 20 m2/bico. animal Aplicação de formicidas Manuais. . aéreas. de forma uniforme. Tipos de Pulverizadores a) Manuais. São montados nos três pontos ou na barra de tração e são acionados pela tomada de potência. c) Tratorizados. . Função dos bicos: Subdividir o líquido em gotículas e distribuí-las. Têm como componentes básicos: .depósitos com agitadores. motorizados. . aéreo Manual. Pulverizadores Definição: São máquinas nas quais os líquidos são bombeados sob pressão através de orifícios (bicos) e explodem ao serem lançados contra o ar. motorizado. Classificação das máquinas utilizadas no tratamento fitossanitário. sobre toda superfície (área foliar) a ser tratada. cujo bombeamento do fluido é feito por um motor 2 tempos de alta rotação. costais. líquido ou gasoso): Veículo Forma de aplicação Em pó Em grânulos Por veia líquida Gotas (MMD > 150µ) Gotas 50 – 150µ Gotas (MMD < 50µ) Tipo de máquina Polvilhadoras Granuladoras Fumigadoras Pulverizadoras Atomizadoras Nebulizadoras Tipo de trabalho Manual. aéreo. Apresentam um rendimento de 60 a 100 m2/bico.filtros. .

(km/h). b) Baixo Volume.2) onde: P = capacidade da bomba. D = quantidade aplicada por hectare.3. z = número de elementos de trabalho. Utilizam-se os Pulverizadores Costais. Utilizam-se os Atomizadores. (kg/min).Máquinas Agrícolas 82 8. .3 a 3 mm de diâmetro. Formas de Aplicação do Produto a) Alto Volume. Aplica-se 10 a 150 litros/ha com gotas de 100 a 250 µ de diâmetro. (kg/ha).2. Dimensionamento dos Pulverizadores Os pulverizadores podem ser dimensionados pela determinação do tamanho do depósito e da capacidade da bomba. (m). Q = vazão máxima dos bicos.0 litros/ha com gotas de diâmetro menor que 100µ. (litros). b = largura de trabalho. 8. v = velocidade de trabalho. Utilizam-se os Pulverizadores Tratorizados.1) onde: T = capacidade do tanque. (m). segue as equações seguintes: a) Tamanho do depósito L ⋅b ⋅Q 5000 T= (8. b = largura da faixa de trabalho. (m). L = comprimento da faixa a ser tratada. Aplica-se até 5. c) Ultra Baixo Volume. Aplica-se 500 a 3000 litros/ha com gotas de 0. Para isso. b) Capacidade da bomba D ⋅b⋅v ⋅ z 600 P= (8.

4o Edição. Volume 1. São Paulo: Editora Edgard Blücher LTDA. 367p. Ortiz. 1987. Tratores e seus Motores. - CAÑAVATE. 487p. Luiz Geraldo. Luiz Geraldo. et al. - MIALHE. . 1980. 1989. 3o Edição. 367p. São Paulo: Editora Manole LTDA. 307p. - BARGER. 1986. Ortiz e HERNANZ. 301p. E. Tecnica de la Mecanizacion Agraria. Luiz Geraldo. 398p. Máquinas Motoras na Agricultura. - MIALHE. São Paulo: Editora EDUSP. Odilon. 487p. Volume 2. Espanha: Ediciones Mundi Prensa. José Luiz. Máquinas Agrícolas. - MIALHE. Máquinas e Técnicas de Preparo Inicial do Solo.. São Paulo: Editora Ceres. Jaime. - SAAD. Las Máquinas Agrícolas y su Aplicacion. 1963.Máquinas Agrícolas 83 Bibliografia - BALASTREIRE. Jaime. A. São Paulo: Editora EDUSP. 1980. - CAÑAVATE. 98p. Luiz Antônio. Máquinas Motoras na Agricultura. São Paulo: Livraria Nobel S. Manual de Mecanização Agrícola. L. Espanha: Ediciones Mundi Prensa.

Máquinas Agrícolas 84 Anexos .

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