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ARQUIVOS SECRETOS DO VATICANO

Os Arquivos Secretos do Vaticano (em latim: Archivum Secretum Vaticanum, em italiano Archivio Segreto Vaticano), localizada na Cidade do Vaticano, é o repositório central de todos os atos promulgados pela Santa Sé. Estes arquivos também contêm os documentos sobre a administração do Vaticano, correspondência e livros de papas, processos da Inquisição, e muitos outros documentos que a Igreja Católica tem acumulado ao longo dos séculos. No século XVII, sob as ordens do Papa Paulo V, o Arquivo Secreto foi retirado da Biblioteca do Vaticano e permaneceu totalmente fechado para pessoas nãoautorizadas até o final do século XIX, quando foram abertos parcialmente pelo Papa Leão XIII.

Extensão Estima-se que os Arquivos Secretos do Vaticano contém 52 milhas (84 km) de prateleiras, e existam 35.000 volumes no catálogo seletivo, porém "a publicação dos índices, em parte ou como um todo, é proibido", de acordo com os regulamentos atuais estabelecidas em 2005. Os Arquivos Secretos possuem seus próprios estúdios fotográficos e salas de conservação. Segundo o Vaticano, o documento mais antigo remonta ao final do século VIII. "Transferências e convulsões políticas quase causaram a perda total de todos os arquivos anteriores ao Papa Inocêncio III." De 1198 em diante, existem muitos arquivos e documentos, embora a documentação seja um pouco escassa antes do século XII. Desde essa data, a documentação inclui itens como o pedido de anulação do casamento de Henrique VIII e cartas de Michelangelo. Adjacente ao Museu do Vaticano, a sua entrada é através da Porta di S. Anna na Via di Porta Angelica. Acadêmicos selecionados podem ter acesso a determinado documento dos arquivos se o pedir com antecedência, assim, ele é notificado se o documento está nos arquivos e é autorizado a vê-lo. Os atuais Arquivistas são Sua Eminência, o Cardeal Raffaele Farina, juntamente com o Cardeal Jorge Maria Mejia e Luigi Cardeal Poggi, o Arquivista Emérito.

Usualmente, os documentos dos arquivos do Vaticano são disponibilizados ao público após um período de 75 anos. Os Arquivos Secretos ainda estão alojados separadamente. Em 1883, o Papa Leão XIII abriu os arquivos de 1815 ou anteriores para estudiosos não-clericais. (O primeiro historiador leigo a fazer uso dos Arquivos Secretos, foi o historiador do Papado, Ludwig von Pastor.) Documentos foram

1985: sobre o pontificado de Pio X (1903-1914) e Bento XV (1914-1922). até o final do pontificado de Gregório XVI (1 de junho de 1846) Desde então." Em Junho de 2006. o Papa João Paulo II tomou o extraordinário passo de tornar disponível. O Vaticano justificou-se sua ação "para pôr fim à injusta e irrefletida especulação. foram abertos os seguintes documentos: 1966: Documentos do pontificado de Pio IX (1846-1878). Em 20 de Fevereiro de 2002. 1978: Documentos do pontificado de Leão XIII (1878-1903). alguns dos documentos do Arquivo Histórico da Secretaria de Estado (Segunda Seção). a partir de 2003. Note-se que a abertura do pontificado de Pio IX foi originalmente planejado durante o pontificado de Pio XII. o Papa Bento XVI autorizou a abertura de todos os arquivos do Vaticano durante o pontificado do Papa Pio XI.posteriormente liberados em 1924. . que dizem respeito às relações do Vaticano com a Alemanha nazista durante o pontificado de Papa Pio XI (1922-1939).