MÓDULO

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PSICOPEDAGOGIA: AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO.

AUTORIA:

ME. DORALICE VEIGA ALVES

Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

Módulo de: Psicopedagogia: Avaliação e Diagnóstico. Autoria: Me. Doralice Veiga Alves

Primeira edição: 2007

Todos os direitos desta edição reservados à ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA http://www.esab.edu.br Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 Bairro Itaparica – Vila Velha, ES CEP: 29102-040

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PRESENTAÇÃO

A Psicopedagogia é uma disciplina que se ocupa com as dificuldades do processo de aprendizagem humana, colocando-se além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia. Este módulo versa sobre a história da Psicopedagogia, bem como apresenta os conceitos, os campos de atuação e as áreas de estudo que referendam a prática psicopedagógica. Ao longo das unidades, além de refletir sobre as origens teóricas da Psicopedagogia, você vai compreender a complexidade do processo de aprendizagem e as suas vinculações com as influências emocionais, sociais, pedagógicas e orgânicas. Finalmente, o conteúdo do módulo suscita questões éticas e conceituais que perpassam os temas “avaliação e diagnóstico” e são cruciais para a psicopedagogia, sobretudo, no que tange a formação do psicopedagogo. Desejo-lhe bom estudo. Lembre-se que na Educação a distância a aprendizagem acontece de maneira independente e autônoma. Torne-se ativo no seu processo de aprendizagem. Organize o seu tempo para o estudo. Com certeza colherá bons resultados.

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conceituação. através de uma formação interdisciplinar. Relato de Experiência. O processo de aprendizagem. reflexão crítica e participação na produção e sistematização do saber psicopedagógico. Dificuldades de aprendizagem. 1995. Graduação em Serviço Social. Especialização em Aperfeiçoamento em Didática do Ensino Superior. pela PUC/SP.O BJETIVO Capacitar profissionais para atuarem na área de Psicopedagogia. 1981. Inteligências Múltiplas. E MENTA História. Especialização em Atualização em Psicologia Clínica. 2000. Diagnóstico e Instrumentos. Universidade Federal do Espírito Santo. campos de atuação e áreas de estudo. Copyright © 2007. Conceitos e definições sobre aprendizagem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 4 . Educação para a paz. Universidade Bráz Cubas. Universidade Federal do Espírito Santo. 1981. S OBRE O AUTOR Doralice Veiga Alves: Mestre em Serviço Social.

............................................................................................................................................................................ 21 O processo de aprendizagem na abordagem de Vygotsky .............................. 38 UNIDADE 9 ............................. 12 Psicopedagogia: campos de atuação e áreas de estudo ........................................................................... 25 UNIDADE 5 ........................................................................................ 41 UNIDADE 10 .......................................................................................................................................................................................................................... 8 Psicopedagogia: história e conceituação.................................................................................................. 34 Dificuldades de aprendizagem I ............................... 4 SOBRE O AUTOR .............................................. 4 SUMÁRIO .................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 46 Revisão das unidades anteriores ................................................................................. .......... 3 OBJETIVO.......................................... 4 EMENTA..................................................... 8 UNIDADE 2 ..................................................................................................................................................................................................... 34 UNIDADE 8 .... 46 Copyright © 2007............................ 28 O processo de aprendizagem pós-piagetiano ......................................................... 38 Dificuldades de aprendizagem II ............................................................................................................................................................................................................................................................................................ 21 Definições de aprendizagem ............................................................................................ 22 O processo de aprendizagem na abordagem de Piaget ........................................................................................ 41 Diagnóstico: o que é?................................................................................................... 18 UNIDADE 4 ........................................................................ 28 UNIDADE 6 ........................................................................................................................................................................................ 5 UNIDADE 1 .........................................................................................................................................................................S UMÁRIO APRESENTAÇÃO ......................................................................................... 31 As três concepções sobre o processo de aprendizagem ............................. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 5 ......... 31 UNIDADE 7 ......... 18 O que é aprendizagem .............................................................................. 12 UNIDADE 3 .................................

..................................................................................................................................................................................... 73 UNIDADE 19 ....................................revisão .............................................................................................................................. 89 UNIDADE 25 .................................................................................................................................................... 62 UNIDADE 16 ....................... 48 UNIDADE 12 .......................................................................................... 52 UNIDADE 13 ......... 93 Relato de experiência ou prática ...........................................UNIDADE 11 ............................................................................................................................................................................................................................................. 59 UNIDADE 15 ........................................) ....... 68 UNIDADE 18 .................................. 89 Relato de experiência ou prática ............................................................................................................................................................ 93 UNIDADE 26 ....................................................... 73 Provas ................... 81 UNIDADE 22 ............................................................................................................................................................................................................................ 48 Diagnóstico ... 81 Testes de critério – objetivos de ensino .............................. 52 Diagnóstico ......................................... 65 Testes projetivos ................................. 75 UNIDADE 20 ........................................................................................... ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 6 .................................................................................................. 55 Diagnóstico diferencial ................................................................................................................ 84 UNIDADE 23 .............................................................................................................................................. 87 UNIDADE 24 ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 87 Portfólio ........................................................................................ 65 UNIDADE 17 ..........................................................................................C................................... 77 Testes de critério – Planejamento de ensino .............................................................................................. 77 UNIDADE 21 ......................................................................................................................................................................... 62 Metodologia e instrumentos .......................................................................................................................................................... 59 Diagnóstico e avaliação: alguns instrumentos ........................................................ 75 Testes de Critérios (T....................................................................................................................... 84 Testes de critério .................................................................................................... 96 Relato da prática ou experiência .................................. 96 Copyright © 2007... 68 Testes projetivos na Psicopedagogia ......................................... 55 UNIDADE 14 .........................................................................................................................................................................................

.... 115 Avaliação do Módulo ............................................................. 105 Inteligências múltiplas ....................... 108 Educação para a paz ......................................................................................................................................................................................................................................... 100 Modelos de relato de experiência ........................................ 115 GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................................................UNIDADE 27 .................................................................................................................................................................................................................................................................. 105 UNIDADE 29 ............................... 139 Copyright © 2007...................................................................................................... 100 UNIDADE 28 .................................................................. 108 UNIDADE 30 ........ ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 7 .............. 117 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................

Nesta unidade trabalharemos com fragmentos da Dissertação de Mestrado “Construindo um espaço: ambiente computacional para aplicação no processo de avaliação psicopedagógica”. estas lhe darão mais informações para o entendimento do conteúdo das unidade. sua natureza curativa. adquiridas ou genéticas. inicialmente. Faça as tarefas sugeridas. Como surgiu a psicopedagogia A psicopedagogia surgiu. presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia .ABPp. ministrados por especialistas provenientes. Desejo-lhe bom estudo. Ou seja. UFRJ/NCE. no final do século XIX. despontou como possibilidade de se trabalhar crianças com lesões cerebrais e neurológicas. segundo Maria Irene Maluf. Procure o significado das palavras desconhecidas. Psicopedagogia: história e conceituação. pois. Torne-se ativo neste processo.U NIDADE 1 Objetivo: informar como surgiu e o que é Psicopedagogia. O 8 Copyright © 2007. Daí. Dessa forma. Lembre-se na Educação a distância a aprendizagem acontece de maneira independente e autonôma. emerge com o objetivo de recuperar aquelas crianças com dificuldades de aprendizagem. o ritmo dos demais colegas. Leia o texto com atenção. Sueli de Abreu. a Psicopedagogia começou a ser ensinada em cursos esporádicos. Tenha disciplina. em sala de aula. Com certeza colherá bons resultados. da Argentina e do Uruguai. organize o seu tempo para o estudo. O tutor é um mediador. dá suporte e atua como orientador da aprendizagem dos alunos. com a característica de uma pedagogia curativa. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . No Brasil. que não acompanhavam. 2004.

entende-se que é desnecessário e oneroso para o Estado a regulamentação de profissões. Entretanto. liderado por Leda Barone e Edith Rubinstein. Portanto. em 2006. vemos que a psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana: como se aprende como esta aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores. Em 2005. colocando num território pouco explorado. situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia – e evolui devido à existência de recursos. psicólogos. Os psicopedagogos. o termo “psicopedagogia” é desconhecido por grande parte da população brasileira. Nesta época. Copyright © 2007. são pedagogos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 9 . a regulamentação de qualquer nova profissão. numa prática.primeiro curso oficial de Psicopedagogia foi oferecido pelo Instituto Sedes Sapientiae/SP. em especial da França e de Portugal. resolveu fundar uma Associação. nível graduação. para atender esta demanda. 5º da Constituição Brasileira prevê o "livre exercício profissional". fonoaudiólogos. Após o término daquele curso. existiam outros cursos em andamento: no Centro Universitário La Salle. São Paulo). foi recomendado. então.(Canos. com formação em cursos livres de Psicopedagogia. até então. pela CAPES A regulamentação brasileira tem avançado a partir do Projeto de Lei nº 128/2000 e da Lei nº 10. um grupo de pedagogas. em 1980. foi oferecido pela PUC/RS.891. o que é Psicopedagogia? ”A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana – o problema de aprendizagem. Enfim. em torno do estudo e da divulgação da profissão. Como se preocupa com o problema de aprendizagem. O primeiro mestrado acadêmico. Ainda hoje. deve ocupar-se inicialmente do processo de aprendizagem. constituindo-se assim. a exemplo da psicanálise. pois o Art. a exemplo de outros países. exceto quando há risco eminente para a sociedade. o primeiro curso de graduação em psicopedagogia. que congregasse o grande número de profissionais. têm encontrado uma forte barreira constitucional. RS) e no Centro Universitário FIEO (Osasco. como se produzem as alterações na aprendizagem. A profissão de psicopedagogo. com área de concentração em psicopedagogia. ainda não foi regulamentada. profissionais com pós-graduação em Psicopedagogia. enfim.

A interdisciplinaridade surgiu da necessidade de criar laços/diálogos entre as disciplinas. E. A interdisciplinaridade lida com a transferência de métodos de uma disciplina para outra. Entendemos como avanço. Portanto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 10 . surge um embrião da psicopedagogia: a pedagogia curativa. a Copyright © 2007. Pesquisadores. da filosofia e da medicina. em meados do século XX. 2004). da semiótica. que é um sujeito a ser estudado por outro sujeito. Você deve pesquisar e ler mais sobre o tema. Portanto. Atualmente. como Jean Piaget. Os cientistas rompem à época com a ciência clássica e com os paradigmas que davam sustentação a física clássica. onde o conhecimento era excessivamente compartimentalizado. da psicofisiologia. adquire características específicas a depender do trabalho clínico ou preventivo. demonstrando um significativo avanço do pensamento. Representa uma área de conhecimento interdisciplinar. também. o campo dessa mediação recebe. Eric Jantsch dentre outros. No final do século XIX. Edgar Morin. com a visão clássica do mundo. pois. tratá-las e preveni-las. É muito importante que você compreenda o conceito de interdisciplinaridade para transitar bem pelo módulo de Psicopedagogia. da neuropsicologia. começaram a romper com as fronteiras entre as disciplinas. No entanto. o enfoque da Psicopedagogia prioriza o processo de aprendizagem em sua amplitude e complexidade. Este objeto de estudo. sobretudo. da sociologia.” (Sueli de Abreu. após a emergência da física quântica. A Psicopedagogia representa uma prática interdisciplinar. a Pedagogia e a Psicologia. a partir de dois saberes e práticas. a proposta de se romper com a compartimentalização do conhecimento surge somente no século XX. originalmente. a Psicopedagogia é um estudo que se constrói. utiliza o conhecimento de várias disciplinas para desenvolver um quadro de referências teóricas adequadas a sua demanda. influências da lingüística.como reconhecê-las. pois.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 11 .Facilidade nas abordagens. pois. Por isto.univates. feitos por meio de pesquisas na internet. 2) Várias opções de material teórico você poderá encontrar como sugestão de leitura e obrigação de estudo na Bibliografia. Copyright © 2007. 3) Na prova presencial sempre cairá perguntas similares ao que foi trabalhado nos exercícios on-line e atividades reflexivas existentes nos textos.psicopedagogia é uma disciplina interdisciplinar que vêm com a proposta de unir conhecimentos de outras disciplinas para fortalecer a pesquisa e a prática sobre o processo da aprendizagem humana. se você realizar todos os exercícios e as propostas para os estudos levantados o sucesso estará garantido.br/~4iberoamericano/trabalhos/trabalho052. são apresentados de forma simples e direta. A idéia central foi a de favorecer técnicas para que você possa elaborar material de auxílio para o seu futuro trabalho. É uma disciplina deverás complexa.pdf e leia as definições e as reflexões acerca do tema Considerações sobre o desenvolvimento deste módulo: 1) Este módulo foi elaborado para constituir-se material marcado pela: . a lingüística. a neurociência. serem apropriadas pela psicopedagogia. cotidianamente. Para entender melhor o conceito de Interdisciplinaridade acesse o site http://ensino. a filosofia etc estão em processo acelerado de descobertas que precisam. Os textos.

pois. Esclareça suas dúvidas. Ocupa-se do processo de aprendizagem humana: seus padrões de desenvolvimento e a influência do meio nesse processo. O diagnóstico psicopedagógico busca investigar. 2004 Psicopedagogia: campos de atuação e áreas de estudo Os campos de atuação da psicopedagogia Vimos que a psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem e se tornou uma área de estudo específica que busca conhecimento em outros campos e cria seu próprio objeto de estudo. O primeiro visa buscar os obstáculos e as causas para o problema de aprendizagem já instalado. pesquise. Neste unidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 12 . trabalharemos com fragmentos da Dissertação de Mestrado “Construindo um espaço: ambiente computacional para aplicação no processo de avaliação psicopedagógica”. Seja curioso. cujo objetivo é diagnosticar e tratar os sintomas emergentes no processo de aprendizagem. UFRJ/NCE. esclarece uma queixa do próprio sujeito. pesquisar para averiguar quais são os obstáculos que estão levando o sujeito à situação de não aprender. aprender com lentidão e/ou com dificuldade. A distinção entre o trabalho clínico e o preventivo é fundamental.U NIDADE 2 Objetivo: tratar sobre os campos de atuação e as áreas de estudo da Psicopedagogia. Faça as tarefas sugeridas. e o segundo. estas lhe darão mais informações para o entendimento do conteúdo da unidade. estudar Copyright © 2007. A clínica psicopedagógica corresponde a um de seus campos de atuação. da família ou da escola. Sueli de Abreu.

onde investigador e objeto-sujeito de estudo interagem constantemente. principalmente a intrapessoal e a interpessoal. em que um procura conhecer o outro naquilo que o impede de aprender. O psicopedagogo tem como função identificar a estrutura do sujeito.as condições evolutivas da aprendizagem apontando caminhos para um aprender mais eficiente. a própria alteração torna-se alvo de estudo da Psicopedagogia. buscando compreender a mensagem de outro sujeito. suas competências. Essa inter-relação de sujeitos. nesta modalidade de trabalho. de forma. o psicopedagogo deve reconhecer seu processo de aprendizagem. suas transformações no tempo. influências do seu meio nestas transformações e seu relacionamento com o aprender. sendo essencial o conhecimento e possibilidade de diferenciação do que é pertinente de cada um. deve o profissional compreender o que o sujeito aprende . uma vez que são avaliados os processos didáticometodológicos e a dinâmica institucional que interferem no processo de aprendizagem. a favorecer a aprendizagem. além de perceber a dimensão da relação entre psicopedagogo e o sujeito. Isto significa que. Este saber exige do psicopedagogo o conhecimento do processo de aprendizagem 13 Copyright © 2007. Vejamos a definição sobre os dois campos de atuação da psicopedagogia: O trabalho clínico dá-se na relação entre um sujeito com sua história pessoal e sua modalidade de aprendizagem. enquanto espaço físico e psíquico da aprendizagem . implícita no não-aprender. No exercício clínico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . pois seu objeto de estudo é um outro sujeito.é objeto de estudo da Psicopedagogia. seus limites. implica uma temática muito complexa. No enfoque preventivo a instituição.como o sujeito aprende e porque o sujeito aprende. Nesse processo.

Copyright © 2007. tanto na forma individual quanto em grupo. público ou particular. a Psicolingüística e a Psicanálise etc. sendo o psicopedagogo responsável por detectar e tratar possíveis obstáculos no processo de aprendizagem. pedagógicas e orgânicas. foi preciso recorrer a outras áreas. perceber e garantir a aplicação dos conhecimentos disciplinares num novo quadro teórico próprio. Áreas de estudo da psicopedagogia A Psicologia e a Pedagogia são as áreas “mães” da psicopedagogia. trabalhar o processo de aprendizagem em instituições de indivíduos ou grupos e realizar processos de orientação educacional. vocacional e ocupacional. como a Filosofia. diagnóstico e tratamento dos seus obstáculos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 14 . Psicopedagogia é a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças. Além de trabalhar em escolas. orientando estudantes e seus familiares.e todas as suas inter-relações com outros fatores que podem influenciá-lo. no sentido de alcançar uma compreensão multifacetada do processo de aprendizagem. nascido de sementes em comum. a Neurologia. a Sociologia. Desta forma. compreendendo o movimento interdisciplinar. sobretudo. E. adolescentes e adultos. O campo de atuação da psicopedagogia é focado no estudo do processo de aprendizagem. esse profissional pode atuar em hospitais. auxiliando os pacientes a manter contato com as atividades normais de aprendizado. das influências emocionais. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório. sociais. mas não são suficientes para embasar todo o conhecimento necessário. Conhecer os fundamentos da Psicopedagogia implica refletir sobre suas origens teóricas.

para descobrir quantas são as atribuições desse profissional. abrirá um link com o código 2394. em condições socioculturais e econômicas específicas e que contextualizam toda a aprendizagem. http://www. permitindo-nos levar em conta a face desejante do sujeito. A Psicologia Social é a área responsável por este aspecto. do lado esquerdo.br/busca/dacum.asp?codigo=2394 As áreas de estudo se traduzem na observação de diferentes dimensões no processo de aprendizagem: orgânico. entre na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). cognitivo. trata dos aspectos inconscientes envolvidos no ato de aprender. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 15 . sendo o sintoma de algo que não vai bem nesta dinâmica. que responde às relações familiares. em Tabela de Atividades. social e pedagógico. Clique. A psicanálise é a área que embasa esta dimensão. o grupo social e a instituição de ensino.25.mtecbo. possibilitando uma abordagem global do sujeito em suas múltiplas facetas. A dimensão social está relacionada à perspectiva da sociedade. onde estão inseridas a família. emocional. Encarrega-se da constituição dos sujeitos.Acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego. grupais e institucionais.gov. A dimensão emocional está ligada ao desenvolvimento afetivo e sua relação com a construção do conhecimento e a expressão deste através de uma produção gráfica ou escrita. e busque “Psicopedagogo”. o não aprender pode expressar uma dificuldade na relação da criança com seu grupo de amigos ou com a sua família. A interligação desses aspectos ajudará a construir uma visão da pluricausalidade deste fenômeno. Um exemplo de sintoma do não aprender relacionado a este aspecto pode acontecer pelo fato do sujeito estar vivendo realidades em dois grupos de ideologia e prática com muitas diferenças. Neste caso. Copyright © 2007.

Copyright © 2007. A Lingüística é a área que atravessa todas as dimensões. analisando-o do ponto de vista de quem ensina. devemos incluir a memória. Encarregam-se de analisar e descrever o processo construtivo do conhecimento pelo sujeito em interação com os outros objetos. dinâmica de sala de aula. a percepção e outros fatores que usualmente são classificados como fatores intelectuais. No domínio desta dimensão. metodologia. No entanto. Sujeitos com alteração nos órgãos sensoriais terão o processo de aprendizagem diferente de outros. fornecem meios para refletirmos cientificamente e operarmos no campo psicopedagógico.A dimensão cognitiva está relacionada ao desenvolvimento das estruturas cognoscitivas do sujeito aplicadas em diferentes situações. A Pedagogia contribui com as diversas abordagens do processo ensino aprendizagem. técnicas educacionais e avaliações as quais o sujeito é submetido no seu processo de aprendizagem sistemática. A dimensão pedagógica está relacionada ao conteúdo. evolutivo e historiado de acesso à estrutura simbólica. Os fundamentos da Neurolingüística possibilitam a compreensão dos mecanismos cerebrais que subjazem ao aprimoramento das atividades mentais. em especial. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 16 . A Epistemologia e a Psicologia Genética são as áreas de pano de fundo para este aspecto. A medicina e. a atenção. pois precisam desenvolver outros recursos para captar material para processar as informações. Apresenta a compreensão da linguagem como um dos meios que caracteriza o tipicamente humano e cultural: a língua enquanto código disponível a todos os membros de uma sociedade e a fala como fenômeno subjetivo. Nenhuma dessas áreas surgiu para responder especificamente a questões da aprendizagem humana. algumas áreas específicas contribuem para o embasamento deste aspecto. A dimensão orgânica está relacionada à constituição biofisiológica do sujeito que aprende.

Exemplo: Dimensão emocional: Psicanálise. bem como a refletir sobre a complexidade interdisciplinar. Faça uma lista com as áreas de estudo e a sua correspondência nas diversas dimensões. Dimensão Social. Copyright © 2007. Isto vai ajudá-lo a fixar o conhecimento. Dimensão orgânica etc.Reflexão sobre as áreas de estudo que perpassam o conhecimento psicopedagógico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 17 .

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . No Egito. uma definição sobre aprendizagem será derivada de pressupostos politico-ideológicos. Leia o texto com atenção e tranquilidade. antes de se propor a diagnosticar e tratar as suas dificuldades. O que é aprendizagem A psicopedagogia tem seu campo de atuação focado no estudo do processo de aprendizagem. desde a antiguidade até a década de trinta. fragmentos de http://pt. Disponível Objetivo: estudar a evolução do entendimento humano sobre aprendizagem. Os gregos e os romanos. relacionados a determinada concepção/visão de homem. China e Índia a aprendizagem tinha como finalidade transmitir as tradições e os costumes. Desde a antiguidade. Lembre-se você tem autonomia e independência para organizar o seu tempo e a sua aprendizagem. conceituaram a aprendizagem como 18 Copyright © 2007. mas é interessante ponturar. Vamos. então. o processo de aprendizagem é estudado e sistematizado.org/wiki/Aprendizagem#Hist. é essencial a compreensão sobre o que é aprendizagem. pode ser explicado apenas através de recortes do todo. Trata-se de um processo complexo que.U NIDADE 3 Trabalharemos em textos extraídos da wikipedia.wikipedia. de sociedade e de saber. desenvolvem competências e mudam o comportamento. conhecer a história: O processo de aprendizagem traduz a maneira como os seres adquirem novos conhecimentos. Como veremos.B3rico. Esta unidade fará um breve histórico sobre a evolução do conceito de aprendizagem. diagnóstico e tratamento dos seus obstáculos.C3. especialmente para o psicopedagogo. Seja responsável. desde a antiguidade até os dias atuais. dificilmente. Pois.

Clark L. Nos anos 30. ou seja. Entre o século XVII até o início do século XX.pedagogia da personalidade visava a formação individual e pedagogia humanista que trabalhava os indivíduos numa linha onde o sistema de ensino era representativo da realidade social e a ênfase era para a aprendizagem universal. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . com o advento do humanismo. ao invés das percepção/percepções ou os estados mentais. Durante a Idade Média. e com certa independência em relação ao clero. desmontá-lo e reduzi-lo a um punhado de peças para entender o todo. Portanto. Nesta época a teoria behavorista teve grande ascensão. passaram a ser determinados pela religião e seus dogmas. Tolman pesquisaram sobre as leis que regem a aprendizagem. Hull e Edward C. a aprendizagem e o ensino. No século XVI. Muitos acreditavam que a aprendizagem era uma questão ligada ao condicionamento. poderiam formar as componentes da aprendizagem. Uma experiência sobre o condicionamento foi realizada pelo fisiólogo russo. Ivan Pavlov. Guthrie. Guthrie acreditava que as respostas. as pesquisas desenvolvidas sobre a aprendizagem eram sistematizadas de acordo com o método cartesiano/mecanicista. os cientistas Edwin R. A metodologia da pesquisa visava enquadrar o comportamento de todos os organismos num sistema unificado de leis. à exemplo da sistematização efetuada pelos cientistas para a explicação dos demais fenômenos das ciências naturais. Descartes viu o mundo como uma máquina. a teoria central sobre a aprendizagem. comparando a natureza a um relógio de cordas. O método proposto por ele. que condicionou cães para salivarem ao som de campainhas. procurava demonstrar cientificamente que determinados processos universais regiam os princípios da aprendizagem. as teorias de ensino e aprendizagem passam a ser estudadas separadamente. 19 Copyright © 2007. era pegar um relógio. À época a concepção científica era mecanicista.

sob a ótica de autores contemporâneos. E hoje. a partir da década da trinta. constituía um dos principais aspectos da aprendizagem. visado pelo sujeito. por essa razão. além dos estímulos originados pelas recompensas. era a base comportamental para a aprendizagem. e. Tolman ensinava que o princípio objetivo.Hull afirmava que a força do hábito. são conceitos distintos que os definem? Ou não? Copyright © 2007. estudando algumas definições. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 20 . Vamos parar por aqui . afirmava ser necessaria uma maior observação de seu estado emocional. Percebia o ser humano no contexto social. a qual se dava num processo gradual. Lembre-se que na antiguidade não se fazia distinção entre esses termos. daremos sequência a evolução histórica do conceito de aprendizagem.na próxima unidade. Pesquise e reflita sobre os conceitos de ensino e aprendizagem.

necessidade) para o aprendizado. criador. O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender. dinâmico. experiência ou ambos. se não desejar aprender.U NIDADE 4 Objetivo: dar sequência ao estudo da evolução histórica sobre aprendizagem. por estar sempre em mutação e procurar informações para a aprendizagem. O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo humano.wikipedia. de uma forma razoavelmente permanente. adquirida pela experiência. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos.B3rico Definições de aprendizagem Algumas definições de aprendizagem Segundo alguns estudiosos. apresentando algumas definições. sob a abordagem de autores contemporâneos. Ninguém aprende se não estiver motivado. por buscar novos métodos visando à melhora da própria aprendizagem. necessitando de estímulos externos e internos (motivação. Disponível em http://pt. Um outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente durável do comportamento. por exemplo. pela tentativa e erro. seja por condicionamento operante. Na verdade a motivação tem um papel fundamental na aprendizagem. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo. pois somente este possui o caráter intencional. a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. pela observação e pela prática motivada. Nesta unidade trabalharemos fragmentos de textos extraídos da wikipedia. ou não. de uma forma mais ou menos sistemática.C3. Há aprendizados que Copyright © 2007.org/wiki/Aprendizagem#Hist. ou a intenção de aprender. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 21 .

No ocidente. normalmente. que são válidas para qualquer fenômeno histórico na sociedade humana (Vygotsky. a andar.44) Sendo o pensamento sujeito às interferências históricas às quais está o indivíduo submetido. Apesar da vida breve. Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio social e temporal em que o indivíduo convive. devemos considerá-lo sujeito a todas as premissas do materialismo histórico. por esses fatores. foi autor de uma obra muito importante. Pensador importante. a alfabetização e o uso autônomo da 22 Copyright © 2007. sua conduta muda. O processo de aprendizagem na abordagem de Vygotsky Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1934) foi um psicólogo. o processo de aquisição da ortografia. necessitando que ele passe pelo processo de maturação física. mas é determinado por um processo histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser encontradas nas formas naturais de pensamento e fala. 1993 p. aos 37 anos. seu livro Pensamento e Linguagem foi lançado apenas em 1962 nos Estados Unidos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . psicológica e social. causada por tuberculose. junto com seus colaboradores Alexander Luria e Alexei Leontiev . O ponto de partida desta análise é a concepção vygotskyana de que o pensamento verbal não é uma forma de comportamento natural e inata. descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte. muitos deles destruídos com a ascensão de Stálin ao Kremlin. entende-se que.eles foram responsáveis pela disseminação dos textos de Vygostky. como o ato de aprender a falar. inclusive dentro da Rússia. foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais (e condições de vida). devido à censura soviética seus trabalhos ganharam dimensão há pouco tempo. e por predisposições genéticas. Uma vez admitido o caráter histórico do pensamento verbal.podem ser considerados natos.

nossos interesses e emoções. 1991 p. uma vez que o desenvolvimento progride de forma mais lenta. Avaliar o estágio de desenvolvimento. São Paulo. por nossos desejos e necessidades. do modo como a criança está situada historicamente no mundo. afirma que aprendizado não é desenvolvimento. Vygotsky defende que os processos de desenvolvimento não coincidem com os processos de aprendizagem. ou realizar testes psicométricos não supre de respostas às questões levantadas. L. S. Isto ocorre de forma seqüencial. indo atrás do processo de aprendizagem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 23 . Vygotsky diz ainda que o pensamento propriamente dito é gerado pela motivação. L. 1993 Copyright © 2007. isto é. seriam impossíveis de acontecer (Vygotsky. Pensamento e Linguagem. É necessário fazer uma análise do contexto emocional. 101). Por trás de cada pensamento há uma tendência afetivo-volitiva. de outra forma. 101). São Paulo. Martins Fontes. mas das relações subjacentes a isto. das relações afetivas. o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que. Os livros citados no texto acima: VYGOTSKY. A linguagem seria então o motor do pensamento. contrariando assim a concepção desenvolvimentista que considera o desenvolvimento a base para a aquisição da linguagem. 1991 p.linguagem escrita são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensinoaprendizagem propriamente dito. A Formação Social da Mente. Na abordagem de Vygotsky a linguagem tem um papel de construtor e de propulsor do pensamento. Uma compreensão plena e verdadeira do pensamento de outrem só é possível quando entendemos sua base afetivo-volutiva (Vygotsky. 1991 VYGOTSKY. Martins Fontes. S. Desta forma não seria válido estudar as dificuldades de aprendizagem sem considerar os aspectos afetivos.

Assista ao vídeo LEV VYGOTSKY. São Paulo: ATTA Mídia e Educação. inclusive dentro da Rússia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 24 . descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte. devido à censura soviética seus trabalhos ganharam dimensão há pouco tempo. No ocidente. foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais (e condições de vida). (41 min) Lev Semionovitch Vygotsky foi um psicólogo.eles foram responsáveis pela disseminação dos textos de Vygostky. causada por tuberculose. Apresentação: Marta Kohl de Oliveira. foi autor de uma obra muito importante. seu livro Pensamento e Linguagem foi lançado apenas em 1962 nos Estados Unidos. aos 37 anos. junto com seus colaboradores Alexander Luria e Alexei Leontiev . muitos deles destruídos com a ascensão de Stálin ao Kremlin. 2001. Apesar da vida breve. Pensador importante. Copyright © 2007. Série Grandes Educadores.

Epistemologia e Educação. (Piaget. a se modificar em função de suas particularidades. e. trata de um ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. sem com isso. e assim. necessária para assegurar à criança uma interação eficiente dela com o meio-ambiente. pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. que todo esquema de assimilação é obrigado a se acomodar aos elementos que assimila.1975. E. Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. a incorporar elementos que lhe são exteriores e compatíveis com a sua natureza. isto é. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 25 . seu fechamento enquanto ciclo de processos interdependentes).14) Em outras palavras. perder sua continuidade (portanto. isto é. é considerada como um mecanismo auto-regulador. de uma maneira geral. Piaget (1975) define que o equilíbrio cognitivo implica em afirmar a presença necessária de acomodações nas estruturas. na Suíça. O papel da equilibração Nos estudos de Piaget.O processo de aprendizagem na abordagem de Piaget Jean Piaget ( 9/10/1896 a 16/09/1980) estudou inicialmente biologia. a teoria da equilibração. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento. bem como a conservação de tais estruturas em caso de acomodações bem sucedidas. Piaget postula que todo esquema de assimilação tende a alimentar-se. Interessou-se. se dedicou à área de Psicologia. fundamentalmente. mas. postula também. posteriormente. p. Foi professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954. nem seus poderes anteriores de assimilação. Copyright © 2007. conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios.

há conservação mútua do todo e das partes. Segundo a teoria da equilibração. se uma pessoa só acomodasse.Esta equilibração é necessária porque se uma pessoa só assimilasse. na descrição de sua estrutura processual. Se a criança não consegue assimilar o estímulo. comprometendo seu esquema de generalização de tal forma que a maioria das coisas seria vista sempre como diferentes. nesse momento. 1 vídeo cassete (53 min. e.. sobre as modalidades de aprendizagem. modificando um esquema ou criando um esquema novo. Quando isso é feito. mesmo pertencendo à mesma classe. 2001. color. ela tenta. então. comprometendo sua capacidade de diferenciação. É de Piaget o postulado de que o pleno desenvolvimento da personalidade sob seus aspectos mais intelectuais é indissociável do conjunto das relações afetivas. porém muito pequenos. desenvolvido por Sara Paín. Copyright © 2007. enquanto que a diferenciação seria uma tarefa de acomodação. o equilíbrio é alcançado. desenvolveria apenas alguns esquemas cognitivos. contudo. São Paulo: ATTA Mídia e Educação. sociais e morais que constituem a vida da instituição educacional. que se servem dos conceitos de assimilação e acomodação. desenvolveria uma grande quantidade de esquemas cognitivos.): NTSC / VHS : son. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 26 . Essa noção de equilibração foi a base para o conceito. Apresentação: Yves de La Taille. Veremos a teoria de Paín na próxima unidade. Assista ao vídeo: JEAN PIAGET. em contrapartida. esses muito amplos. Série Grandes Educadores. a integração pode ser vista como uma tarefa de assimilação. ocorre à assimilação do estímulo. fazer uma acomodação.

dos fatores afetivos. a socialização do pensamento manifesta-se pela elaboração de conceitos e relações e pela constituição de regras. 1982) Piaget afirma que "adquirida a linguagem. A equilibração das estruturas cognitivas. Jean. o desabrochamento da personalidade parece depender.À primeira vista.115). na realidade. sem tentar descobrir por si mesmo a verdade: se ele é passivo intelectualmente não será livre moralmente. lendo os livros citados no texto acima: PIAGET. se sua moral consiste exclusivamente numa submissão à vontade adulta e se as únicas relações sociais que constituem as relações de aprendizagem são as que ligam cada estudante individualmente a um professor que detém todos os poderes. Descubra mais sobre o autor. Mas reciprocamente. ele não pode tampouco ser ativo intelectualmente. A psicologia da criança. em contraste com os atos práticos dos atos da inteligência sensório-motora e à sua busca de êxito ou satisfação" (Piaget. até. É justamente na medida. São Paulo : Difel. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 27 . Copyright © 2007. Rio de Janeiro : Zahar. 1982. a educação forma um todo indissociável e não é possível formar personalidades autônomas no domínio moral se o indivíduo estiver submetido a uma coerção intelectual tal que o limite a aprender passivamente. 1975 p. que o pensamento verbo-conceptual é transformado pela sua natureza coletiva que ele se torna capaz de comprovar e investigar a verdade. sobretudo. 1975. Jean e INHELDER. (Piaget. Bärbel. PIAGET.

atuam no modo como o sujeito aprende. gerando as modalidades de aprendizagem sintomática a seguir: Hiperassimilação Sendo a assimilação o movimento do processo de adaptação pelo qual. Esta sintomatização vem acompanhada da hipoacomodação. tendo assim características de um excesso ou escassez de um desses movimentos. de modo que o aprendiz não se resigna ao aprender. Disponível O_processo_de_aprendizagem_p. somada a uma hipoatuação da outra. tomando por base o postulado piagetiano.org/wiki/Aprendizagem# Objetivo: entender o processo de aprendizagem pós-piagetiano. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 28 . e. Na abordagem de Piaget. afetando o resultado final. pode ser sintomatizado. numa aprendizagem sintomatizada pode ocorrer uma exacerbação desse movimento.C3. Como anda a concentração? Você tem conseguido disciplinar seus estudos? Nesta unidade trabalharemos fragmentos de textos extraídos da wikipedia. Copyright © 2007. Descreve como a assimilação e a acomodação. os elementos do meio são alterados para serem incorporados pelo sujeito.wikipedia.B3s-piagetiano O processo de aprendizagem pós-piagetiano Sara Paín (1989) descreve as modalidades de aprendizagem sintomática.U NIDADE 5 em http://pt. Mergulhe no texto com atenção e prazer. o sujeito está em constante equilibração. Há o predomínio dos aspectos subjetivos sobre os objetivos. Paín parte desse pressuposto e afirma que as dificuldades de aprendizagem podem estar relacionadas a uma hiperatuação de uma dessas formas. como isso.

Hipoacomodação A acomodação consiste em adaptar-se para que ocorra a internalização. A sintomatização da acomodação pode dar-se pela resistência em acomodar, ou seja, numa dificuldade de internalizar os objetos.

Hiperacomodação

Acomodar-se é abrir-se para a internalização, o exagero disto pode levar a uma pobreza de contato com a subjetividade, levando à submissão e à obediência acrítica. Essa sintomatização está associada à hipoassimilação.

Hipoassimilação Nesta sintomatização ocorre uma assimilação pobre, o que resulta na pobreza no contato com o objeto, de modo a não transformá-lo, não assimilá-lo de todo, apenas acomodá-lo. A aprendizagem normal pressupõe que os movimentos de assimilação e acomodação estão em equilíbrio. O que caracteriza a sintomatização no aprender é predomínio de um movimento sobre o outro. Quando há o predomínio da assimilação, as dificuldades de aprendizagem são da ordem da não resignação, o que leva o sujeito a interpretar os objetos de modo subjetivo, não internalizando as características próprias do objeto. Quando a acomodação predomina, o sujeito não empresta sentido subjetivo aos objetos, antes, resigna-se sem criticidade. O sistema educativo pode produzir sujeito muito acomodativos se a reprodução dos padrões for mais valorizada que o desenvolvimento da autonomia e da criatividade. Um sujeito que apresente uma sintomatização na modalidade

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hiperacomodativa/hipoassimilativa pode não ser visto como tendo “problemas de aprendizagem”, pois, consegue reproduzir os modelos com precisão.

Estudo dirigido Descreva os conceitos piagetianos de assimilação e acomodação: • Assimilação; • Acomodação. Conceitue as modalidades de aprendizagem propostas por Paín. • Hiperassimilação; • Hipoacomodação; • Hiperacomodação; • Hipoassimilação.

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U

NIDADE

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Objetivo: sintetizar as três concepções mais utilizadas sobre o processo de aprendizagem. Faça as tarefas sugeridas, pois, estas lhe darão mais informações para o entendimento do conteúdo da unidade. Perceba as nuances entre as diversas concepções do processo de aprendizagem. Os textos utilizados são fragmentos da wikipedia. Disponível em

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem#O_processo_de_aprendizagem_em_outras_conce p.C3.A7.C3.B5es As três concepções sobre o processo de aprendizagem Nas unidades anteriores, estudamos a aprendizagem em diversos períodos da história humana. Foi feito um roteiro sobre o que é aprendizagem e algumas de suas definições. Agora, vamos verificar a existência de três concepções distintas sobre o processo de aprendizagem, cada uma cunhada sob distintas teorias. Vejamos:

Concepção da Análise do Comportamento De acordo com a concepção da Análise do Comportamento, o processo de aprendizagem acontece na relação entre o objeto de conhecimento e o aluno. O professor programa a forma como o objeto de conhecimento será organizado, respeitando as características individuais do aluno. O objetivo é que o aluno se interesse pelo processo de conhecimento e haja sobre o objeto de conhecimento. Apesar do que alguns críticos erroneamente afirmam, para os analistas do comportamento, o aluno não deve assumir uma posição passiva durante o aprendizado. Pelo contrário, responder a questões, formular questões e relacionar diferentes conteúdos é fundamental. Para que a aprendizagem seja mais efetiva, o professor

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O aluno já traz uma capacidade inata para aprender. o papel do professor é de organizador do conteúdo. acredita no ato de aprender como uma interação. além do organismo e do corpo” (Fernández. Quando não aprende. Ele é. enfatizando o interacionismo.I. O aluno é um elemento ativo que age e constrói sua aprendizagem. só podendo aprender determinados conteúdos quando tiver a prontidão necessária para isso. Copyright © 2007. A Psicopedagogia defende que “para que haja aprendizagem.). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 32 .deve investigar o nível de conhecimento do aluno. Concepção Construtivista A concepção construtivista define a aprendizagem como um processo de troca mútua entre o meio e o indivíduo. se aprende diz-se que tem um bom grau de quociente intelectual (Q. por isso aproxima-se dos referenciais teóricos do construtivismo. crença esta fundamentada nas idéias de Pichon Rivière e de Vygotsky. p. intervêm o nível cognitivo e o desejante.74). questionando e utilizando os “erros” de forma construtiva. pois foca a subjetivação. levando em consideração a idade do indivíduo. é considerado incapaz. Cabe ao professor instigar o sujeito. defende a importância da simbolização no processo de aprendizagem baseada nos estudos psicanalíticos. Nesta concepção o aluno não é apenas alguém que aprende. ou não. Nesta concepção. tendo o outro como mediador. desafiando. garantindo assim uma reelaboração das hipóteses levantadas. ou não. mas sim o que vivencia os dois processos sendo ao mesmo tempo ensinante e aprendente. 1991. Sua aprendizagem também estará relacionada à maturação biológica. favorecendo a construção do conhecimento. a aprendizagem é fruto da capacidade interna do aluno. além da contribuição de Jung. “inteligente” porque já nasceu com a capacidade. mobilizando. identificando seus pontos fortes e fracos e adaptando os conteúdos de forma a facilitar o ensino. de aprender. Concepção Racionalista Na concepção racionalista.

Observe. Faça uma observação com um roteiro previamente elaborado com as características de cada concepção. Perceba quando acontece a justaposição. como para os vínculos e a circulação do saber entre eles. isto é o que nos importa no caminho da cura (Paín. a concepção utilizada no processo de aprendizagem dos alunos. sobre o que falta. a partir das concepções acima. o problema de aprendizagem deve ser diagnosticado. procurando compreender mais profundamente como ocorre este processo de aprender. e poucas vezes se evidencia o que se tem e onde o amor é resgatável. cabe ao psicopedagogo voltar seu olhar para esses sujeitos. nas dificuldades de aprendizagem que apresenta um sujeito. 1989. p. numa abordagem integrada na qual não se toma apenas um aspecto da pessoa. Necessariamente. na escola em que tem proximidade. Copyright © 2007. Portanto. indo além dos problemas biológicos. uma tarefa primordial no diagnóstico é resgatar o amor.35). rompendo assim com a visão simplista dos problemas de aprendizagem. ensinante e aprendente. Sem dúvida. está envolvido também o ensinante. prevenido e curado. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 33 . Em geral. os terapeutas tendem a carregar nas tintas sobre o desamor. Como afirma Paín. Reflita e anote as características da educação oferecida. a partir dos dois personagens e no vínculo.É necessário que o psicopedagogo tenha um olhar abrangente sobre as causas das dificuldades de aprendizagem. mas sua integralidade. Reflita sobre a justaposição de teorias. Assim.

asp?entrID=888 Dificuldades de aprendizagem I As dificuldades de aprendizagem são decorrentes de aspectos naturais ou secundários são passíveis de mudanças através de recursos de adequação ambiental. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10 a 15% da população mundial é disléxica.U NIDADE 7 aprendizagem e. dificuldade. emocionais ou neurológicas. Veremos as dificuldades mais comuns. segundo a ABD é a de 1994 da International Dyslexia Association (IDA): “Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. Disponível em http://www.br/artigos/artigo. Os textos utilizados são fragmentos extraídos de trechos do artigo intitulado DISLEXIA de Dany Kappes. É um distúrbio específico de origem constitucional caracterizado por uma dificuldade na decodificação de palavras simples que. Essas Copyright © 2007. lexis = palavra) é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura. a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Dislexia (do grego: dus = difícil. que repercutem nos processos de aquisição.psicopedagogia. entender o que é dislexia. Gelson Franzen. escrita e soletração. Disgrafia e Discalculia. como regra. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 34 . Glades Teixeira e Vanessa Guimarães. Objetivo: compreender em que consistem as dificuldades de especificamente. construção e desenvolvimento das funções cognitivas. mostra uma insuficiência no processamento fonológico. As dificuldades de aprendizagem decorrentes de aspectos secundários são advindas de alterações estruturais. “A definição mais utilizada. mentais. como a Dislexia.com.

ou hipermaturidade (nascimento passou da data prevista para o parto). como também serem complementares: causas genéticas e causas adquiridas. a dislexia pode ser classificada em: 1 Dislexia disfonética: dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas. Também a aspectos pré. que tenha produzido convulsões ou perda de consciência. fonoaudiológicos. Alguns autores classificam a dislexia tendo como base testes diagnósticos. prematuridade do feto (peso abaixo do normal). entre outros. não são um resultado de distúrbios de desenvolvimento geral nem sensorial. se ocorreu algum atraso na aquisição da linguagem ou perturbações na articulação da mesma. pedagógicos e psicológicos. e algum problema de dominância lateral (uso retardado da mão esquerda ou direita). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas – 35 Copyright © 2007. se houve um atraso para andar. Se a criança adquiriu alguma doença infectocontagiosa. Conforme Ianhez (2002).dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicas cognitivas. A dislexia se manifesta por várias dificuldades em diferentes formas de linguagem freqüentemente incluindo. Tipos de Dislexia A dislexia pode ser classificada de várias formas. uma dificuldade de escrita e soletração.” Dentro do quadro da dislexia devemos estar atentos ao histórico familiar para parentes próximos que apresentem a mesma deficiência de linguagem. peri e pós-natal se o parto foi difícil. que podem estar isolados ou relacionados. se pode ter ocorrido algum problema de anoxia (asfixia relativa). além das dificuldades com leitura. Dentro da etiologia da dislexia sempre deverão ser considerados dois aspectos. adquirida e multifatorial ou mista. dificuldades temporais. A etiologia pode ser dividida em: genética.

mostrando melhor desempenho na leitura de palavras já familiarizadas. aglutinações e fragmentações de palavras. omissões e acréscimos. na coordenação visomotora (não visualiza cognitivamente o fonema). na memória auditiva.sons. 2 Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual. para manter uma informação na memória de trabalho. substituições de palavras por sinônimos). não obstante. 2. os disléxicos lêem lentamente. Sendo assim. na percepção gestáltica. alterações na ordem das letras e sílabas. as dificuldades fundamentais residem na leitura de palavras não-familiares. apresentando. troca por equivalentes fonéticos. são obrigados a repetir os sons para não perdê-los definitivamente. vacilando e errando com Copyright © 2007. sem conseguir a síntese das palavras. portanto. Subjacente a essa via. 5 Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia. toda essa concentração despendida no reconhecimento das palavras acarreta em dificuldades na compreensão do que foi lido. Considerando o grande esforço que fazem para reconhecer as palavras. maior dificuldade na escrita do que na leitura. com freqüência os problemas residem no conversor fonema-grafema e/ou no momento de juntar os sons parciais em uma palavra completa. afetando fortemente a leitura de palavras irregulares. Para Rotta (2006). 3 Dislexia visual: deficiência na percepção visual. dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado. maior dificuldade para a leitura do que para a escrita). é possível classificar a dislexia em três tipos: 1 Dislexia fonológica (sublexical ou disfonética): caracterizada por uma dificuldade seletiva para operar a rota fonológica durante a leitura. sílabas sem sentido ou pseudopalavras. grafemas – diferentes. Nesses casos. encontra-se dificuldades em tarefas de memória e consciência fonológica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 36 . Dislexia lexical (de superfície): as dificuldades residem na operação da rota lexical (preservada ou relativamente preservada a rota fonológica). 4 Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva. na análise e síntese de fonemas (leitura silábica. um funcionamento aceitável da rota lexical. Como conseqüência.

Whoopi Goldberg (atriz). São assim situações mais graves e exigem um esforço ainda maior para atenuar o comprometimento das vias de acesso ao léxico. gerando problemas de comportamento. Dislexia Mista: nesse caso. e . a solidão.”.freqüência. 3. pois ficam escravos da rota fonológica. e implicações em seu autoconceito e rebaixamento de sua auto-estima. Acontece também o desestímulo. Thomas A. em todos os setores da vida. Napoleão Bonaparte (imperador da França) . repetições e retificações. Walt Disney (fundador dos estúdios Disney). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 37 . Começa com um distúrbio de leitura e escrita e acaba com um problema que pode durar a vida inteira. Curiosidade Alguns disléxicos famosos: Agatha Christie (escritora). Winston Churchill (primeiro-ministro britânico). Como podemos constatar que as seqüelas são as mais abrangentes. Diante disso. Cher (cantora). Pode apresentar uma conduta inadequada com o grupo. a vergonha. cometem substituições e lexicalizações. Tom Cruise (ator). os disléxicos apresentam problemas para operar tanto com a rota fonológica quanto com a lexical. como depressão e desvio de conduta. Robin Williams (ator). se acha incapaz e desprovido de recursos intelectuais necessários para tal. Pablo Picasso (artista plástico). porque o aluno perde o interesse em aprender. Copyright © 2007. Edison (inventor da lâmpada) . quando pressionados a ler rapidamente. Vincent van Gogh (pintor). pois se o problema não é detectado e acompanhado. que é morosa em seu funcionamento. como agressividade e até envolvimento com drogas. Entre as conseqüências da dislexia encontramos a repetência e evasão. Leonardo Da Vinci (artista e inventor). os erros habituais são silabações. às vezes situam incorretamente o acento prosódico das palavras. Charles Darwin (cientista). a criança não aprende a ler e escrever.

Grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho. Falta de pressão com debilidade de traços. especialmente ligados a problemas de orientação espacial. A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações: • • • • • Traços pouco precisos e incontrolados. dificuldades comuns de aprendizagem.U NIDADE 8 Objetivo: compreender a Disgrafia e a Discalculia.org/wiki/Discalculia Dificuldades de aprendizagem II Disgrafia e a Discalculia A Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores. Disponível em http://pt.wikipedia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 38 . A origem das informações é a wikipedia. Copyright © 2007. • Realização incorreta de movimentos de base. Traços demasiado fortes que marcam o papel. mas também a globalidade do conjunto escrito. Escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos gráficos. Discalculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa para compreender e manipular números. Desejo-lhe um bom estudo. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. Leia com atenção e curiosidade.

tempo. É uma inabilidade menos conhecida. Essa palavra calculare vem. e os problemas da ortografia. e oeste) e. etc. tais como a introspecção espacial. bem como e potencialmente relacionada à dislexia e a dispraxia. sul. A palavra discalculia vem de grego (dis. A discalculia é o menos conhecido destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecido frequentemente. O problema principal está compreendido na maneira em que a matemática é ensinada às crianças. como uma inabilidade fundamental. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 39 . o tempo. ÷ e x. Sintomas potenciais da discalculia: • Dificuldades freqüentes com os números. podem apresentar. Mas é definido por alguns profissionais educacionais. contar) formando: contando mal. A discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco. Muitas daquelas pessoas com dislexia ou dispraxia. Discalculia não é rara. discalculia. A discalculia atinge crianças e adultos. especificamente. para entender o número como um conceito abstrato de quantidades comparativas. junto com outras limitações. a memória pobre. também. • Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito. a inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas. mal) e do Latin (calculare. A discalculia ocorre em pessoas que têm frequentemente problemas específicos com matemática. • Falta de senso de direção (para o norte. indicar dificuldade com um compasso. de cálculo. -. por sua vez. pode também. leste. Copyright © 2007. medida.O termo Discalculia é usado frequentemente para caracterizar. Discalculia é um impedimento do entendimento da matemática. confusão com os sinais: +.

Os exemplos de distúrbios de aprendizagem apresentados. • Dificuldade com tabelas de tempo. • Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos. sim. planejar uma intervenção adequada para cada caso. se algo está afastado 10 ou 20 metros). Ainda. aritmética mental etc. diagnosticar suas dificuldades para posteriormente. que requerem a lógica mais que as fórmulas.• A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior. mas. são ilustrativos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 40 . • Dificuldade com tempo conceitual e com o julgar a passagem do tempo. • Dificuldade mental para estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo. regras. fórmulas. e seqüências matemáticas. • A inabilidade de compreender o planejamento financeiro: exemplo: estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras. • Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria. atualmente utilizado pela ciência. O essencial para o profissional. Copyright © 2007. nas duas unidades acima. até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário. • Dificuldade de manter a contagem durante jogos. o jovem ou o adulto. classificam disgrafia ou disortografia como a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva. Existem autores que trabalham com outras classificações. • Inabilidade em apreender e recordar conceitos matemáticos. e. não pretendem abarcar o universo de classificação. não é rotular a criança.

diagnóstico e tratamento de seus entraves. O texto utilizado foi extraído de trechos do artigo intitulado DISLEXIA de Dany Kappes. O diagnóstico psicopedagógico busca investigar. Franzen. http://www. da família ou da escola.psicopedagogia. esclarece uma queixa do próprio sujeito. em que o foco é a dislexia.com. O campo de atuação da psicopedagogia é direcionado ao estudo do processo de aprendizagem. Alerta: No exercício clínico. e. como se aprende .U Gelson NIDADE 9 Glades Teixeira e Vanessa Guimarães. A psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana. Os rótulos são desnecessários. Disponível em Objetivo: tratar sobre o que é diagnóstico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 41 . Copyright © 2007. O psicopedagogo é responsável por diagnosticar e tratar os transtornos no processo de aprendizagem.br/artigos/artigo.como a aprendizagem varia historicamente e está condicionada por inúmeros fatores. pesquisar para averiguar quais são os obstáculos que estão levando o sujeito à situação de não aprender. ou seja. o psicopedagogo deve sentir a complexidade de conhecer no outro naquilo que o impede de aprender. aprender com lentidão e/ou com dificuldade.asp?entrID=888 Diagnóstico: o que é? Como vimos anteriormente. como tratá-las e preveni-las. extremamente limitadores da ação. como reconhecer as alterações na aprendizagem. Vamos estudar um texto sobre diagnóstico.

discriminação e percepção visual e auditiva. Como o diagnóstico é realizado por uma equipe multidisciplinar. 1991). e enviando um questionário para o professor. emocionais ou mesmo dificuldades de aprendizagem por falta de ensino adequado ou de um meio sócio-cultural satisfatório. através da família. Seguindo a avaliação. entre a primeira e a segunda série. com um transcorrer. pelo latim diagnosticu =[dia="através de. onde avaliará o nível de inteligência e aplicará testes visomotores. Há problemas de origem neurológica. e a criança não acompanha porque não tem maturidade neurológica suficiente. a avaliação deverá identificar dificuldades e necessidades da criança. O primeiro passo é excluir as possibilidades de outros distúrbios.conhecer através de”. o diagnóstico só pode ser feito após a alfabetização. etiquetar). nesta circunstância. o psicólogo realizará uma bateria de testes. Após.” (FERNANDEZ. durante. “Se nos atemos à origem etimológica e não ao uso comum (que pode significar rotular. se na história familiar existem casos de dislexia ou de dificuldades de aprendizagem e se na história desenvolvimental da criança. por meio de"]+ [gnosticu="alusivo ao conhecimento de"]). e não com sons e palavras. Segundo orientação da ABD. sendo bastante intuitivas. relacionado com um processo. sensoriais. pois as pessoas disléxicas pensam primariamente através de imagens e sentimentos. ocorreu um atraso na aquisição da linguagem. Pois a escola alfabetiza precocemente. mista) e avaliação da aquisição das habilidades (organização espacial e temporal. memórias tátil e cinestésica.Diagnóstico provém do (<grego original διαγηοστικόη. deve-se verificar inicialmente. o fonoaudiólogo e o psicopedagogo aplicarão testes de lateralidade (direita. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 42 . memória Copyright © 2007. assim como suas potencialidades. esquerda. definir. através da técnica utilizada e. com um ir olhando através de alguém envolvido mesmo como observador. A avaliação tem seu início com o psicólogo entrevistando os pais. Para fazer um diagnóstico correto. neuropsicológicos e de personalidade. podemos falar de diagnóstico como “um olhar .

O diagnóstico final só acontece quando a equipe discute e direciona as suas necessidades. cópia. com compreensão e habilidade para a aquisição fonológica) e testes de linguagem escrita (ditado. por este motivo. escrita espontânea e material escolar). tensões. maiores são as oportunidades de sucesso. pode permanecer analfabeto ou semi-alfabetizado. que impedem ou dificultam o desenvolvimento normal do processo da leitura. É o que se chama de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO”. Geralmente os disléxicos ficam excluídos das profissões e vocações que exigem uma preparação acadêmica. O papel dos pais “Os pais conhecem seus filhos melhor do que ninguém. É importante definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida. devem ser atentos as frustrações. O tratamento inclui dinâmicas com exercícios auditivos. através da entrevista devolutiva.imediata e de longo prazo. baixo desempenho e desenvolvimento. visuais e de memória. Há programas de computador desenvolvidos para isso. sempre retomando as etapas anteriores. grupos consonantais. organização de figuras e praxias orofaciais). teste de leitura (segmentação de palavras – sons unitários e em sílabas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 43 . A criança com dislexia precisa de acompanhamento para estudar. Se o disléxico não for submetido a uma instrução especializada. e deve partir deles. porque quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e intervenção melhor. Também. leitura oral e silenciosa. Copyright © 2007. ansiedades. Condemarin (1986). vocabulário adquirido. diz que o objetivo principal do tratamento re-educativo é solucionar as dificuldades localizadas no diagnóstico. dígrafos. são solicitados parecer neurológico e testes oftalmológicos e audiométrico. É deles a responsabilidade de ajudar a criança a ter resultados melhores. que é feita com os pais. a procura por profissionais para realizar um diagnóstico multidisciplinar acerca das dificuldades da criança.

E ter uma relação de troca. demonstrar grande afinidade com a matemática. ser um ótimo amigo. e poderá ter de repeti-las várias vezes para retê-las). ter idéias criativas. Faça elogios. ela é inteligente e esperta. Tranqüilize a criança. é importante que os pais focalizem sempre o que ele faz melhor. por ele tentar fazer algo que considera difícil e não o deixando desistir. na escola e com os profissionais envolvidos. Apesar de suas dificuldades o disléxico apresenta muitas habilidades e talentos. a compreensão e a paciência (pois o disléxico leva mais tempo para realizar algumas tarefas. desenhar e/ou pintar muito bem. revelar-se bom contador de histórias. E não deixe a criança sentir que o seu valor está relacionado ao seu desempenho escolar. programando o seu dia. através do horário do sono. como a facilidade para construir. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 44 . fazem parte do papel dos pais. valorizando seus acertos. incentivando a comunicação (falar e escutar são importantes). fazendo um intercâmbio entre os acontecimentos em casa. conversando bastante Copyright © 2007.O encorajamento. assim como ir em busca de uma instituição educacional que atenda da melhor maneira às necessidades da criança (por exemplo. Os pais podem auxiliar seu filho disléxico. Ressalte sempre as respostas corretas e não as erradas. achar soluções originais para os problemas. O acompanhamento e/ou programas especializados na alfabetização também auxiliam. pois apesar das dificuldades de aprendizagem. isso a deixará mais segura. zelo. a criança notar que as pessoas a sua volta estão auxiliando-a. Os pais precisam mostrar que estão interessados em sanar a sua dificuldade. carinho. ter ótimo desempenho nos esportes e na música. sobressair-se como ator ou dançarino e lembrar-se de detalhes. encorajando-o a fazê-lo. pois quanto mais ajuda. . a ajuda. ou consertar as coisas quebradas. Portanto. afeto e compreensão mais ela se sentirá capaz para evoluir. estudar o currículo da escola e seu método de ensino). É importante.

desde que corretamente orientados e incentivados. Para o disléxico organizar-se.com a criança. dividir trabalhos longos em partes menores. familiar e afetivo. Há indivíduos que vão depender sempre de um corretor de texto. ter um lugar específico para fazer as lições e atividades. Mas. muitos escritores famosos fazem isso sem constrangimento. demonstrando interesse. calendário visíveis e fazer planejamento diário para suas tarefas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 45 . é necessário dividir o tempo. para fazer as lições de casa. usar agenda. Como eles.” Copyright © 2007. levar vida normal do ponto de vista acadêmico. também podem escrever livros belíssimos. expressando sentimentos. O fundamental é identificar o problema e dar instrumentos para a criança. os disléxicos. tendo vocabulário e fala fluente e estimulando suas habilidades. apesar da dificuldade.

U NIDADE 10 Objetivo: exercitar os conteúdos das unidades anteriores. • Como os gregos e os romanos conceituavam a aprendizagem? • Qual era a teoria geral da aprendizagem entre os séculos XVII e início do século XX? • Com base na Unidade 04. elabore um conceito sobre aprendizagem. Localize as disciplinas em cada uma das dimensões: orgânica. • Diferentes áreas de estudo perpassam o conhecimento psicopedagógico e têm correspondência com determinada dimensão do processo de aprendizagem. serão importantes para o seu desempenho nas avaliações. pois. também. emocional. É hora de verificar o entendimento dos conteúdos das nove unidades anteriores. • Cite algumas áreas que embasam o conhecimento da Psicopedagogia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . cognitiva. Fazer exercícios. E. Por quê? Justifique. Responder questões pertinentes a cada unidade estudada. Responda as questões com afinco. estas lhe darão entendimento quanto ao conteúdo estudado. 46 Copyright © 2007. • Quais são os campos de atuação da Psicopedagogia? Faça as distinções. Bom estudo! Revisão das unidades anteriores Estudo dirigido • Quando surgiu a psicopedagogia? Qual era a sua natureza à época? Justifique • Qual é o objeto de estudo da psicopedagogia? • A Psicopedagogia é uma prática interdisciplinar. social e pedagógica.

no link “Atividades”. acesse sua sala de aula. • Comente a teoria da equilibração. • Como Sara Paín classifica as modalidades de aprendizagem? • Defina as três concepções sobre o processo de aprendizagem? • Em que consistem as dificuldades de aprendizagem? • Comente sobre a dislexia. • O que Vygotsky afirma sobre o pensamento? Mergulhe na concepção vygostskyiana e responda a questão. e faça a Atividade 1.• De acordo com o material estudado na Unidade 04. • O que é diagnóstico? • Quais os recursos utilizados para se fazer um diagnóstico? Agora. conceituando a assimilação e a acomodação. • Comente sobre a Disgrafia e a Discalculia. no site da ESAB. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 47 . Copyright © 2007. de Piaget. • Quais são os tipos existentes de dislexia. comente a afirmação: O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender.

Rodrigues. atenção e na função motora”. apresentamos uma revisão bibliográfica na visão de diversos autores sobre as terminologias adotadas. linguagem. Diagnóstico Questões éticas e conceituais perpassam os temas “avaliação e diagnóstico” e são cruciais para a psicopedagogia. Disponível em http://www. memória. Entendemos este debate como permanente. “Nas literaturas sobre aprendizagem. associados a discretos desvios de funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC). com problemas de aprendizagem e/ou certos distúrbios do comportamento de grau leve a severo. Trabalharemos o artigo intitulado Uma caracterização sobre distúrbios de aprendizagem de Lourdes P. Regina Célia T.com. sobretudo. No Brasil.abpp. muito se tem discutido sobre distúrbios versos dificuldade de aprendizagem. que podem ser caracterizados por várias combinações de déficit na percepção. no que tange a formação do psicopedagogo. dinâmico e pertinente.htm.U NIDADE 11 Objetivo: As unidades 11.br/artigos/58. foi (Lefèvre:1975) que introduziu o termo distúrbio de aprendizagem como sendo: “Síndrome que se refere à criança de inteligência próxima à média. a proposta das três próximas unidades é estimular a reflexão acerca da essência do fazer psicopedagógico. 12 e 13 terão por finalidade aprofundar questões relativas ao tema diagnóstico. conceituação. Copyright © 2007.de Souza Manhani. portanto. Rita Cássia A. ficando claro que não são sinônimos. Destaque as partes mais significativas. média ou superior à média. Sem pretensão de esgotar o assunto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 48 . Rose Inês Marchiori. Leia o texto com tranquilidade.Craveiro.

Conforme Fonseca. aos métodos de ensino. ou mesmo influências ambientais de qualquer natureza. escrita. é evidente que devemos tomar como base as manifestações mais evidentes que produzem impacto no desempenho da criança. ou social. raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem às disfunções no sistema nervoso central. ao ambiente físico e social da escola.Após esta data. surgindo diversos trabalhos e outras definições sobre o assunto. fala. visto a importância no contexto da aprendizagem. como: alteração sensorial. Já a dificuldade de aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao sujeito que aprende. distúrbio emocional. Os fatores neurológicos citados pelos autores. ao professor. caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica. significam que essas dificuldades estão relacionadas à aquisição e ao uso da audição. Não podemos também deixar de considerar que as dificuldades de aprendizagem muitas vezes podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis. enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos. Diante de todo o contexto envolvendo distúrbios de aprendizagem. distúrbio de aprendizagem está relacionado a um grupo de dificuldades específicas e pontuais. Já Ciasca e Rossini (2000) defendem que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica. muito se tem discutido e abordado sobre o assunto. é necessário que muito se reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem dessas crianças. Para melhor distinção entre os distúrbios de aprendizagem. retardo mental. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 49 . aos conteúdos pedagógicos. Uma conclusão prévia que já nos atrevemos a traçar é de que não é prudente inserirmos todas as crianças com distúrbio de aprendizagem num mesmo grupo. leitura.

porem. sendo. Problemas receptivos e de processamento da informação diz respeito à competência lingüística. que descreveu as manifestações da seguinte forma: Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos das crianças com e sem hiperatividade e impulsividade. ou outro grupo de crianças que apresentam como manifestação os problemas escolares decorrentes de alterações de linguagem cuja inteligência. organização e execução da linguagem oral e escrita. como as atividades de escrita. Um dos autores que trata esse assunto de uma forma bastante clara é Lerner (1989). aquisição de léxico. é relevante e necessário que saibamos como podem aparecer as manifestações de distúrbio de aprendizagem. distinção de sons e de estímulos visuais. as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em gera. resultando em problemas de percepção. A princípio parece-nos óbvio que alguns casos são perfeitamente perceptíveis. Alguns autores já abordaram o assunto de uma forma que nos fica evidente como os sintomas aparecem ou são manifestados. então. no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de 50 Copyright © 2007. que se revelam na aquisição da noção de números. processamento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Dificuldades na matemática.Há pelo menos dois grupos que se distinguem pelo quadro que apresentam. Uma das questões fundamentais nesse contexto é detectar as manifestações desses distúrbios. auditiva) ou motora. como sendo a compreensão e interpretação de textos. audição. de outro lado. compreensão e expressão verbal. visão e capacidade motora estão adequadas. Enquanto num podemos encontrar crianças com um quadro de deficiência mental. sensorial (visual. o quadro de distúrbio de aprendizagem decorrente de disfunções neuropsicológicas que acometem o processamento da informação. afecções neurológicas ou sensoriais. Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação. resultem de retardo mental.

“ Qual é o conceito de distúrbio de aprendizagem introduzido por Lefèvre? Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 51 . manifestados na falta de organização e utilização de funções metacognitivas.estratégias para aprender. comprometendo o sucesso na aprendizagem.

br/artigos/58. As autoras listam como principais distúrbios de aprendizagem: a Dislexia.Rodrigues. a exemplo do texto estudado na unidade 07. Rita Cássia A. Diagnóstico O que é Distúrbio de Aprendizagem? “Designam-se crianças que apresentam dificuldades de aquisição de matéria teórica.de Souza Manhani. Craveiro.abpp. pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível.U NIDADE 12 o artigo Uma caracterização sobre distúrbios de Objetivo: aprofundar questões relativas ao tema diagnóstico. embora apresentem inteligência normal. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 52 . Continuaremos trabalhando aprendizagem de Lourdes P. compreensão de ordens orais. Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: a) Não apresenta um desempenho compatível com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas. as crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender. expressão oral e escrita. Regina Célia T. Copyright © 2007. b) Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental. Segundo essa definição. Rose Inês Marchiori. e não demonstrem desfavorecimento físico. mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados.com. habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático. emocional ou social.htm. a Disgrafia e Discalculia. Disponível em http://www.

Além disso, costuma-se considerar quatro critérios adicionais no diagnóstico de distúrbios de aprendizagem. Para que a criança possa ser incluída neste grupo, ela deverá: a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas; b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu potencial e seu desempenho real; c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, a criança tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa; d) O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais.

Diagnósticos de distúrbios de aprendizagem O processo de diagnosticar é como levantar hipóteses. Uma boa hipótese ou teoria explica uma grande quantidade de dados observáveis que são originados de diferentes níveis de análise. O diagnosticador apresenta vantagens importantes que compensam. Uma delas é que ele possui muito mais dados sobre um sujeito do que geralmente um pesquisador tem sobre todo o grupo de sujeitos. Para diagnosticar deve haver: • Sintomas apresentados; • O histórico inicial do desenvolvimento; • Histórico escolar; • O comportamento durante os testes; • Os resultados dos testes; Como diagnosticadores e terapeutas, é importante ter um bom domínio de quais características caem em qual categoria (algumas são típicas da espécie e outras são únicas do indivíduo).

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Embora um bom clínico deva estar consciente e fazer uso dos atributos únicos de um paciente, o processo científico na compreensão e no tratamento dos distúrbios mentais dependem de como eles apresentam variação “moderada”, diferenciando características de grupos dentro de nossa espécie. Se assim, não for, o trabalho com saúde mental se reduz apenas a tratar os problemas que cada um enfrenta na vida ou a recriar o campo para cada indivíduo único. Outra crítica pressupõe um único modelo de causalidade física para todos os distúrbios comportamentais. A maioria dos diagnósticos não fornece uma explicação para todos os aspectos do paciente. Eles permitem tratamento e identificação eficiente, e a pesquisa sobre um dado diagnóstico pode levar a identificação precoce ou a prevenção. Podem contribuir para pesquisa básica em desenvolvimento humano. Finalmente, o diagnóstico em si pode ser terapêutico para pais e pacientes, porque um diagnóstico acurado fornece uma explicação para os sintomas que perturbam o paciente e um foco para os esforços que os pais e a criança já estão fazendo para aliviar os sintomas.”

Atividade: Destaque a diferença entre distúrbio de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem, formalizada pelas autoras. Distúrbio de aprendizagem: Dificuldade de aprendizagem: Qual é o ponto de divergência entre os conceitos?

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U

NIDADE

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de Lourdes P.de Souza Manhani, Regina Célia T.Craveiro, Rita Cássia

Objetivo: aprofundar questões relativas ao tema diagnóstico. Continuaremos trabalhando o artigo Uma caracterização sobre distúrbios aprendizagem de

A.Rodrigues, Rose Inês Marchiori. Disponível em http://www.abpp.com.br/artigos/58.htm. Diagnóstico diferencial “Os diagnósticos são um emaranhado de situações associadas, que dependem de algumas poucas restrições de peso e de muitas restrições mais leves. Nem todos os pacientes com determinados distúrbios apresentam os sintomas característicos. Ex: Nem sempre um autismo têm estereotipias motoras ou aversão à fixação do olhar, embora sejam sintomas freqüentes do autismo. Estes sintomas oferecem evidências para este diagnóstico, mas sua ausência não viola uma restrição de peso. A tomada de decisão diagnóstica envolve a ponderação da adequação de diferentes diagnósticos competitivos às restrições de peso e às leves, fornecidas pelos dados. Um outro componente importante no processo de diagnóstico é o reconhecimento de que isto é um processo e de que as decisões diagnósticas não são possíveis até que haja dados suficientes. Como há poucas restrições de peso em diagnósticos, diagnósticos duplos (ou triplos) são possíveis e mesmo desejáveis. Crianças com distúrbios de aprendizagem têm freqüentemente um segundo diagnóstico psiquiátricos comorbido, que pode ou não estar etiologicamente separado dos distúrbios de aprendizagem. No modelo o “espaço diagnóstico” é definido por duas dimensões, uma para distúrbios de aprendizagem e a outra para distúrbios psiquiátricos. A finalidade do diagnóstico é encontrar o ponto neste espaço bidimensional que melhor se ajuste ao funcionamento cognitivo e emocional presente do paciente.
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Não se supõe que os dois eixos tenham diferentes implicações etiológicas. Aspectos psicopedagógicos As causas mais freqüentes para as dificuldades de aprendizagem: 1. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção. Copyright © 2007. totalmente desprovido de significado para muitas crianças. de métodos de ensino. em que influências ambientais se referem a fatores de riscos tanto neuroevolutivos. de sistemas de avaliação. todos os diagnósticos em cada eixo são conceitualizados como resultado do funcionamento alterado do sistema nervoso central (SNC). como ferimento na cabeça. quanto à história de aprendizagem social da criança.Escola Além da instituição escola. sendo estas alterações causadas por certa mistura de influências genéticas e ambientais. O aluno não se envolve no processo de ensino-aprendizagem e fica mais difícil a assimilação de conhecimentos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 56 . de programas. estão incluídos nestes item os fatores intra-escolares como inadequação de currículos. a profissionais e à criança que é o paciente. Uma parte importante e às vezes negligenciada da avaliação da criança com distúrbios de aprendizagem é o fornecimento de um feedback ou retorno aos pais. Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos. as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. sem levar em consideração suas diferenças individuais. Ao contrário. com os distúrbios de aprendizagem sendo mais orgânico e os distúrbios emocionais mais “ambientais”.aluno. É comum vermos professores usando material de ensino desestimulante. desatualizado. e relacionamento professor .

4. Não considere essas crianças defeituosas.Deficiência não verbais.Fatores ambientais (nutrição e saúde). 6. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso. Podem aprender! Procure uma forma de ensino. nos surge a preocupação: em que nós professores podemos contribuir para que esse aluno. mesmo diante de suas dificuldades possa aprender? A esse questionamento refletimos sobre o papel da escola e a inter-relação com a família.Déficits físicos e ou sensoriais.Desenvolvimento da linguagem. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem.Fatores intelectuais ou cognitivos 3. 9. Não procure algo que esteja errado na criança. Conclusões e considerações finais Ao nos depararmos com quadros de crianças com distúrbios de aprendizagem. Numa criança com distúrbio de aprendizagem o desenvolvimento se processa mais lentamente do que em outra criança. 7.2. 57 Copyright © 2007. especialmente na área da atenção seletiva. 5. 8.Diferenças culturais e ou sociais. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . mas o professor pode ser responsável se não tentar algo mais.Dislexia.Fatores afetivos-emocionais. deficientes ou permanentemente inaptas.

pois permite a troca de experiência entre pais e professores. Porto Alegre: Artes Médicas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 58 . principalmente a criança. respeitando cada criança em seu estado de desenvolvimento. Temos que ter em mente que não há criança que não aprenda. Tanto os pais quanto os professores precisam entender que as dificuldades que a criança possua não é culpa de ninguém. 2 ed. é a família. respeitando as características individuais do aluno e sempre procurando reforçar os pontos fracos e auxiliando na superação dos pontos fracos. possibilitando que o professor na sua árdua tarefa de lidar com as mais diferentes adversidades saiba que antes de tudo. chega-se a conclusão que independentemente da via neurológica utilizada. mas sem sombras de dúvida. 1995. e que se tiver um trabalho em conjunto todos serão beneficiados. Outro fator que muito colabora no papel da escola. V. o que ocorre é que algumas aprendem de modo mais rápido.Consideremos que o papel da escola deveria ser o de desenvolver o potencial de cada um. Copyright © 2007. É muito importante que haja uma integração entre os ambientes (escola e família) para se compor o quadro de uma forma real e objetiva. evitando dessa forma que as dificuldades que as crianças possuem sejam motivos para serem excluídas no processo de aprendizagem e muito menos possam ser rotuladas ou discriminadas.” Leia FONSECA. Introdução às dificuldades de aprendizagem. distinguir e principalmente querer mudar. outras não. ser necessário saber avaliar. o sucesso escolar de crianças com distúrbios de aprendizagem possa ser uma associação de fatores que envolvam ambiente adequado + estímulo + motivação + organismo.

mais eu desvelo “dados” aparentemente ocultos. ela é descritiva. Quanto mais eu descrevo com minúcias e detalhes. e não é algo que antecede a uma prevenção. ir aos detalhes imperceptíveis ao desatento. Diagnóstico e avaliação: alguns instrumentos “Uma avaliação para com o ser nas clínicas. não ser classificatório. Desejo-lhe bom estudo. não determinista etc. cuidado. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Estou ao seu dispor para esclarecer eventuais dúvidas. não estática. nas instituições do psicólogo e nas práticas educativas dos pedagogos. aquilo que. utilizando-se para isso da crítica de arte de Norelli (criticar uma obra é “ver através dela”. O que faz a “avaliação” ser significativamente vivenciada é no seu “âmago” conter algo: não definitivo. Na prática.U NIDADE 14 Objetivo: As próximas dez unidades terão por finalidade apresentar alguns instrumentos próprios do diagnóstico e da avaliação Escolhemos o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação psicopedagógica: alguns instrumentos. a “reflexão transformada em ação”.. descrever. para o investigador.. A avaliação? Ela esta sempre ocorrendo. prática de ensino. e ainda iluminar o escuto. antes/durante/após e muito após (follow-up ou acompanhamento). mais aquele “espaço-ali escuro” irá se “iluminando” aos olhos de quem vê. ir atrás das minúcias e descrever. deve cristalizar sempre um estar-sendo. A avaliação é um processo dinâmico.. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 59 . E. não sentencioso. lembre-se de organizar o seu tempo para o ler e desenvolver as atividades do módulo. No dizer de Hoffmann (2000). Ginzburg (1989) fala do “método indiciário”. publicado em 2002. não resiste ao seu olhar de significado-sentido). Quanto mais eu observo detalhadamente o que esta acontecendo (uma criança brincando).. tratamento. da Psicanálise de Freud (inventor ou descobri(dor) do “inconsciente” que é “alicerce” para o “eu” ou “ego”: “o eu não é Copyright © 2007.

intervir. distanciar-se ‘daquilo-alimesmo’. um detetive perspicaz e sua “lupa”. nosso cotidiano de ser. p. as “observa”. nos ofícios psicólogos e pedagogo/educador/professor. a tradicional. ouvir. criatividade.. e desse torto que a forma ‘entortada’.. interpenetrar. fora do controle!) e de um personagem de romances policiais (Sherlock Homes.. fazemos parte do cotidiano pesquisado e por mais alheios e neutros que desejamos ser.. 1996 ). Pinel (2000. Assim. as “olha”. mais importante que as técnicas é o modo como o psicólogo e o pedagogo as manejam. dominante e cartesiana forma de estudá-lo.” (Ferraço. cheirar. meu acrescente]. O olha(dor) tem um modo-de-ser observa(dor): “ao invés de alienação. Subverter é necessário nessa área que já colaborou tanto para construção de rótulos.. Ao invés de limitações. captar. a resistência. ajudar. Ao invés de conformismo. foi ampliada incluindo sentimentos. ganha mais “sentidos-sentidos” (Pinel. no ofício do ser. sempre acabamos por alterálo”. Então. descrever tudo [. deixar-se derivar [. atitudes e sentidos outros como compartilhar. significado-sentido. sentir. aprender o sentido-sentido. 2001. enredar.. não nos pode facilitar nossa Copyright © 2007. Nesse sentido “ferraciano”..]. como um ‘reomito’ as palavras saem tortas. No dizer mais ameaça(dor) de Ferraço (2001. p.senhor. tocar. É ‘isso-aí’: nossa finitude. nem mesmo de sua própria casa”. discutir etc. alicerce da “casa egóica” esta “n’outra cena”. 93): “Em lugar de olhar. cabe bem. ser ‘sino-outro-de-si’.] e dialética e constantemente. degustar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 60 . 2000). o processo diagnóstico. O “inconsciente”.] [pois] queiramos ou não. sentir [. do ‘ser-aí’ ganha tortuosos contornos. p.. envolver-me existencialmente com ‘aquilo-ali-mesmo’. a partir do olhar. “Envolvidos plenamente em nosso contexto de estudo [de caso. 399): “.. respirar fundo.. a proposta “fenomenológica-existencial” de sentirpensar-agir a avaliação e cuidado diagnóstico desenvolvido por H. sempre em busca de pistas: somente acha quem procura ou só se procura aquilo que acha? O criador desse popular detetive inglês é Conan Doyle). 93). subversão” (Certau. No início.

quando faço intervenção/cuidando. É dentro deste contexto. Quanto mais me embrenho “olhando”. pelo menos do modo como estamos compreendendo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 61 .” Copyright © 2007. mais revelo o que recusa mostrar-se a quem não o vê.. eu continuo avaliando/diagnosticando.]. que este autor apresentará alguns instrumentos facilita(dor)es para o processo indissociável..onipotência. cuidando. “cheirando” etc. Este é um saber que se supõe saber: um saber asséptico. mapeado: objeto-sujeito imbricados”. diagnóstico/avaliação e intervenção/cuidado: quando faço diagnóstico/avaliação estou intervindo. não o sente. meu corpo já sai marcado. “sentindo”. não o cheira etc. Quando saio do mergulho.. onisciência e arrogância do outro-saber. saber-do-outro [.

pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Teixeira. Araújo. Inicialmente fiz uma lista de instrumentos “incomuns” mais utilizados pelo ser psicólogo no ofício.U NIDADE 15 o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar alguns instrumentos utilizados no processo diagnóstico e de avaliação psicopedagógica. ser pedagogo. Mineiro e Kozely. e/ou pedagogo (neste caso. sempre estive interessado em clínica. Tendo esta lista de instrumentos utilizados por ambos trabalha(dor)es. que tem seu “ofício” associado a testes padronizados. São “incomuns” aos psicólogos. isto é. 1986). parti para descrevêlos. 2000. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 62 . mas para melhor defini-los. que por terem 40 ou mais alunos por turma. estou mais interessado pelas práticas educativas exescolares e práticas educativas não-escolares). mas não tanto a pedagogos. ser psicólogo. e depois no de ser pedagogo no ofício. publicado em 2002. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. recorri à clássica e importante bibliografia didática (Abramowicz e Wayskop. Então vi semelhanças nos instrumentos com leves e sutis diferenciações na utilização. a partir da minha vivência de ser no ofício de psicólogo (neste caso. visa criar “caminhos”. Metodologia e instrumentos Metodologia É um estudo metodológico. estudam tais instrumentos mas não utilizam. psicopedagogia escolar e psicomotricidade). 1995.

Alguns “testes” eu irei tocar apenas tangencialmente. os mais simples. com renome ou experiência na área. Copyright © 2007. considerando o “ser sempre-estarsendo”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 63 . Meu objetivo foi o de enunciar. estude. Entretanto é vital que o psicólogo: a) conheça. e sua faticidiade é a finitude. Eis. e então cuidar dos modos-de-cuidar do “outro”. c) procurar supervisão de um outro psicólogo. d) não se utilizar instrumentos como verdade definitiva. sinta e reflita sobre filosofia. a seguir. b) cuidar de si para cuidar do ofício. existir uma máquina que revelará toda a psiqué humana. dos objetos. às vezes. aqueles que. sempre pré-sente. esgotar toda plêiade de instrumentos que usei e uso nos meus ofícios de ser psicólogo e ser pedagogo. e) seguir o Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia. a lista de instrumentos mais utilizados no processo diagnóstico e de avaliação psicopedagógica. pois na nossa arrogância ainda acreditamos.Os instrumentos Não pretendo. • Testes Projetivos • Provas • Testes de Critério • Portfólio Nas unidades seguintes veremos os instrumentos descritos pelo autor. moral e ética. “esquecemos” de utilizar. é óbvio.

pesquise e responda. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 64 .Mais importante que as técnicas é o modo como o psicólogo e o pedagogo as manejam. Qual é a finalidade de um instrumento no processo de avaliação diagnóstica? Pense. as “olha”. as “observa”.

uma teoria de teste da personalidade. por sua vez. Em 1918. médico alemão. borrões de tinta já foram usados para analisar pessoas. Ele utilizou centenas de figuras simétricas (resultantes de borrões de tinta) para aplicar nos pacientes do hospital psiquiátrico em que trabalhava. chamada "Psicodiagnóstico" . Continuamos com trechos do texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação psicopedagógica: alguns instrumentos. Hermann Rorschach. dez das quais são usadas hoje como técnica de Rorschach padronizada. Com o passar do tempo o teste Rorschach se tornou cada vez mais conhecido e respeitado.U NIDADE 16 Objetivo: apresentar os testes projetivos. Testes projetivos Hermann Rorschach(1884-1992). uma de cada vez. Antes. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab e trechos colhidos na wikipedia sobre Hermann Rorschach. Seu primeiro utilizador foi Justino Kerner. Depois das dez figuras respondidas. o Rorschach vem servindo eficazmente para a Copyright © 2007. no mundo. o autor apresentou sua tese à Sociedade de Psicanálise da Suíça. sem muitos resultados. publicado em 2002. um dos instrumentos utilizados no processo diagnóstico e de avaliação psicopedagógica. Outros tentaram o mesmo. O resultado do diferencial de respostas entre os sãos e os doentes mentais. uma figura a se perguntar: “o que você vê aqui?”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 65 . faz-se um inquérito. Objeto de estudo e de seleção. depois de inúmeras aplicações e estudos feitos em cima disso. O teste consiste em dar possíveis interpretações a dez pranchas com manchas de tinta simétricas. além dos próprios funcionários e colegas. sem sucesso. Daí nasce a técnica de interpretação da personalidade de quem se submete ao Rorschach. é famoso por ter elaborado o teste projetivo mais popular e utilizado. se mostrou eficaz em seus estudos. apareceu consistentemente em 15 pranchas. A técnica consiste em mostrar. em 1857. perguntando ao cliente o porquê dele ter visto tal “coisa” na mancha.

interesse. trabalhava com o “inconsciente coletivo”.devida avaliação das pessoas que se submetem a ele. vocação. A análise clínica de uma pessoa. Logo. auditiva e pessoal. aquela que o profissional faz com sua própria percepção visual.wikipedia. para auxiliá-los na escolha da graduação. O cliente pode falar o que quiser diante daquela mancha etc. personalidade (questionários. Copyright © 2007. os testes vocacionais estão sendo procurados por inúmeros estudantes secundários.” Os testes constituem um instrumento importante na atuação do psicólogo. pois. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 66 . ou seja. Informações disponíveis em http://pt. é o diagnóstico soberano. os “testes projetivos” são privativos. e não o contrário. espíritos etc.) psicomotores etc.). Eles precisam ser encaixados na análise clínica.)". mostra ao cliente a primeira “lâmina do Rorschach. Na projeção. mitos. os psicólogos têm à sua disposição vasta publicação de outros testes padronizados de aptidão.org/wiki/Teste_de_Rorschach “O psicólogo. ícones. Além dos testes projetivos. inventários etc. seja individualmente. Atualmente. discípulo mais querido de Freud. mas é essa última que norteia os limites e o significado de tais interpretações. Eles ajudam a interpretar certos conteúdos da análise clínica. no Brasil. mas cuja origem ele desconhece. atribuindo-os a uma alteridade (outro. O tratado de Rorschach se inspira ao mesmo tempo no método junguiano (Jung. “arquétipos”. desta categoria. seja nas empresas. O Rorschach e quaisquer outras técnicas e testes são apenas complementares. lendas. o sujeito projeta num outro sujeito ou num objeto de desejos (teste projetivo cujos conteúdos não são claros. outridade) que lhe é externa. ou a primeira mancha e pergunta-lhe o que está vendo. A conclusão da análise clínica se baseia também e necessariamente na história de vida da pessoa. nem inequívocos e muito menos explicitados) que provêm dele. o resultado do Rorschach deverá ser encaixado também na história de vida.

novidades e respostas para as mais freqüentes perguntas dirigidas ao CFP sobre o tema.No site do Conselho Federal de Psicologia existe um serviço denominado Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI). grupo de pareceristas.org. você tem acesso a um conjunto de documentos sobre a avaliação dos testes psicológicos realizada pelo CFP. Siga para http://www.cfm. comissão consultiva em avaliação psicológica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 67 . tais como resoluções. É muito interessante.br/servicos/serv_satepsi. pois.pol. editais. Copyright © 2007.

pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. pedagogo.coube única e exclusivamente . foram perseguidos pelo militarismo. mães de desaparecidos pelo despotismo militar. aos psicólogos . pela posição social destes1.U NIDADE 17 o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar os testes projetivos. qualquer teste projetivo poderá ser utilizado na Psicopedagogia. investiga(dor) da Psicopedagogia ou não. Paralelamente a esta situação de opressão. Beatriz Echevervía. assista a película argentina. e chegaram a assassinar a Lic. é um dos mais usados por psicólogos e investigadores de várias áreas. Prezado leitor. publicado em 2002. ganha(dor)a do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “História Oficial”. há mais de trinta anos! Os psicólogos de lá. observadores participantes. revela um profissional tecnicista. como “las locas de la praza de mayo”. Porque não associar a técnica com uma “outra” filosofia sociahistorizada? Copyright © 2007. psicólogo. Passaram a privilegiar grupos. Neste livro “compreendemos” (?) o conceito que os “psicopedagogos argentinos. Anastasi (editado pela Artmed). seja com outra finalidade de cuidado. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 68 1 . Jorge Visca (1995) lançou um livro. denominado “Técnicas Projetcivas Psicopedagógicas”. cresceu popularmente o “ofício” dos psicopedagogos. Diagnóstico psicológico. bastante utilizado na Psicopedagogia.o papel de “aplicadores Passaram de “aplicadores de testes” a pesquisadores em ação. sem contextualização micro e macro-sistêmica. e. presidente da Associação Nacional dos Psicólogos. Testes projetivos na Psicopedagogia “Indistintamente. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. seja como parte integrante de uma bateria de teste no processo diagnóstico. O psicopedagogo é uma sólida e respeitada profissão. têm do ser psicopedagogo”. nesse sentido. Os livros de testes clássicos como os de A.

o enfrentamento desses psicólogos. Copyright © 2007. autora judia do clássico “Homens em tempos sóbrios”). de modo indissociável’. As técnicas projetivas são. Em geral. tanto a inteligência quanto a afetividade se põe a funcionar. advinda dos professores. ele escreve: “Hoje é aceito por todos – ou quase todos – que quando o ser aprende e nesse ‘jogo’. se “tenta” explicar a variável emocional que condiciona positiva ou negativamente a “aprendizagem”. vale a pena ressaltar esses “humanos em tempos sombrios” (parafraseando Hanna Arendt. dentro das quais. se opera a “dita” construção da aprendizagem. bem como há uma história. parecem também em crise com os psicólogos de lá! Senão vejamos.de teste” e colaboradores dos médicos. que "passaram a produzir a melhor literatura de Testes Psicológicos no mundo. Esses dois aspectos – a característica do vínculo de aprendizagem. os psicopedagogos argentinos. No livro do psicólogo Jorge Visca (1995). se utilizam recursos provenientes do sentir-pensar-agir psicológico (ou fazer psicológico) e os resultados obtidos com eles. recursos que permitem investigar esta dimensión. bem como o vínculo ou os vínculos que um cliente estabelece com a aprendizagem “em-si”. as proporções e as disposições dos espaços não condizem com a realidade (da casa ou do seu departamento. com as circunstâncias que se produzem na mesma – tal como são sentidos. assim também com as circunstâncias. Quantas vezes alguém que deseja transmitir. aperfeiçoando e criando mais testes. a resistência. podem ser parciais ou totalmente desconhecidos por quem as sofre. como 'O campo'. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 69 . de sua construção pelo próprio profissional. a planta da sua casa ou do seu departamento. Nesse intuito de compreensão. Mas. entre outras. não são muitas as técnicas psicopedagógicas que investigam o afeto. emerge de uma interpretação em função de uma perspectiva psicopedagógica: vale dizer. e de repente. já para cognição há vários e mais instrumentos. quando começa então a desenhá-lo. por exemplo.

que é possível resumir dizendo: a conduta é função da personalidade e a situação na qual ela se produz. Não obstante. c) as dimensões e o modelo com o detalhe de certas partes do desenho se encontravam discretamente relacionados com o vínculo positivo que haviam estabelecido com o “dito” espaço. comprovou-se: a) nenhum deles desenhava numa mesma proporção as diferentes partes do lugar de trabalho (departamento).onde trabalha). quando se os havia pedido que descrevessem seu lugar de trabalho. b) alguns espaços eram desconhecidos. Sua justificação pode deter-se a uma fórmula de Kupt Lewin. seus relatos. da Psicologia o objeto é o “ser afetivo-cogniscente”. e neste caso as situações estão exclusivamente relacionadas à aprendizagem. além de não diferir muito. o objeto da Pedagogia são as “práticas educativas” etc. quando escutamos as palavras aprendizagem (o “ser consciente” é o objeto da Psicopedagogia. acaba por tomar consciência de que lhe falta “conhecimento” de certas partes. “neste livro” (Jorge Visca refere-se ao seu livro. que nos ocorre.) ou a palavra Psicopedagogia está vinculada à aprendizagem escolar (este tende a ser. que a Introdução estamos agora livremente traduzindo). careceram de toda significância emocional manifestada. a primeira idéia. o objeto de Psicopedagogia dos psicólogos brasileiros? Ou da Psicopedagogia dos psicopedagogos brasileiros?). não obstante. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . aqui. Em uma experiência realizada com um grupo. cabe perguntar que se pode acoplar de diferentes provas projetivas psicopedagógicas a exemplo das utilizadas pelo psicólogo. Partindo da pergunta: que consiste o processo de aprendizagem? A resposta é 70 Copyright © 2007. o significado de “aprendizagem” é mais amplo. antes. Sem dar margem a dúvidas. Por outro lado.

1 A “planta” (desenho do espaço) da minha cada 2 Vínculos Familiares 2. uma rede de relacionamentos universais na medida em que todo sujeito está imerso nela. e por outro. qual é o vínculo que um sujeito estabelece com o docente. Então (Jorge Visca afirma!).. O conjunto de teste está catalogado em três categorias: Testes Projetivos de Jorge Visca (1995) Categorias Parelha Escolar 1.a aprendizagem consiste na produção e estabilização de condutas. mas também importa a relação com os adultos significativos que lhe oferecem modelos de aprendizagem e os diversos ambientes e contextos onde este ocorre. com a aula. cada sujeito estrutura .. Visca (1995). para nós. psicopedagogos argentinos. De acordo com este sentido mais amplo de aprendizagem não só interessa saber. que objetivam facilitar ao psicólogo. com os colegas do meio escolar e consigo mesmo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 71 . apresenta dez testes projetivos. sem que necessariamente esteja implicada a escola. Vínculos Escolares Eu com meus colegas A “planta” (desenho do espaço) da sala de aula 2. cada vínculo e cada trama de modo totalmente singular. tanto são aprendizagens o que se produzem no contexto escolar. analisar as relações vinculares. com os que se elaboram em meio familiar e comunitário.3 A família educativa 3. por um lado.1 O desenho em episódios Testes Copyright © 2007.2 O Quatro momentos de um dia 2.” Estes diferentes vínculos constituem. com os companheiros e a escola. ou como “aprendiz” em distintos momentos de sua vida cotidiana.“.

com. Vínculos consigo/comigo mesmo 3.3.4 Fazendo o que eu mais gosto Navegue no sítio http://www.2 O dia de meu aniversário 3.br/busca.asp e verifique os testes disponíveis para a utilização. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 72 . Copyright © 2007.3 Linhas vocacionais 3.vetor-editora. Em que consiste o processo de aprendizagem? Faça o exercício trabalhando com o conceito de Jorge Visca.

com linguagem clara e inequívoca. ali mesmo na sala de aula. pais. publicado em 2002. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. mas que é capaz de saber. Lembre-se: Copyright © 2007. ou pelo psicólogo. A prova deve servir para que professor. O erro aponta o que o aluno ainda não sabe. com grandes populações). Provas Para cada tipo de prova há procedimentos diferentes. aluno. A prova pode ser: oral. e “teste padronizado” pelo professor. escrita (dissertativa. psicólogos (mas principalmente o aluno. o professor deve discutir com os alunos estratégias possíveis para a resolução desta problemática. recomenda-se que as provas tenham questões objetivas. e ele devem permitir mostrar ou não sua prova a outro. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 73 . A questão é como o aplica-dor poderá compreender e entender o processo de construção do aluno pelas respostas dadas e definir as intervenções/cuidados individuais e coletivos que darão continuidade ao processo de conhecimento desse aluno. por isso. a não seu aplica-dor) analisem e reflitam sobre os resultados obtidos e qual será a melhor forma de superar as dificuldades. psicólogo etc.U NIDADE 18 o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar o instrumento Provas/Avaliação. De modo geral. objetiva: informal ou construída pelo próprio professor.

A avaliação irá revelar resultados para análise e detecção de problemas no aprendizdo dos alunos. a avaliação é considerada uma das principais etapas no processo de ensino e aprendizagem. durante o desenrolar o processo. E. Os alunos devem ser avaliados constantemente. Copyright © 2007. a todo momento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 74 .Atualmente. necessariamente não pode ser desvinculada das outras dimensões que integram o processo ensino-aprendizagem.

Diante do aluno/cliente. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. de forma adequada. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 75 . a avaliação torna-se parte integrante do processo de intervenção psicopedagógico (ênfase no ensino). 34). (Mizukami.C. 1986. inicia o próprio processo de aprendizagem. plano ou planejamento do atendimento: “− O que e como é que eu pretendo ensinar?” Para elaborar um T. tendo conhecimento do seu desenvolvimento real. o profissional elabora “testes” de acordo com o programa. Na maioria das vezes. Assim. A abordagem comportamental é “decorrente do pressuposto de que o aluno [ou cliente] progride em seu ritmo próprio.) O que é avaliação por critério? “Os Testes de Critério são elaborados pelo próprio psicólogo.U NIDADE 19 o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar o instrumento testes de critério. Nesse contexto.C. p. publicado em 2002... Assim. que se relaciona mais às teorias psicológicas comportamentais cognitivas. a avaliação consiste em se constatar se o aluno/cliente aprendeu e atingiu os objetivos propostos quando o plano de ensino foi conduzido até o final. em pequenos passos. está deverá estar diretamente ligada aos objetivos estabelecidos. o psicólogo deve adotar os “objetivos de ensino” que vão facilitar o processo de instrumentação/instrução (objetivo instrucional). uma vez que se procura. conhecer os Copyright © 2007. Testes de Critérios (T. sem cometer erros. através de uma pré-testagem. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. para ocorrer uma correta e inequívoca avaliação.

a partir dos mesmos serão planejadas e executadas as etapas seguintes de intervenção. A avaliação é também realizada no decorrer do processo. Acontece também uma avaliação final (pós-teste). e intermediários.comportamentos prévios ou pré-requisitos. O conjunto de “objetivos intermediários” é elaborado de modo a. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 76 . uma vez que fornece dados para o arranjo de contingências de reforços ou recompensas para os próximos comportamentos a serem modelados. Este tipo de avaliação é elemento constituinte da própria aprendizagem. em pequenos passos.” Neste caso tanto o aluno/cliente como o plano individual proposto pelo psicólogo devem ser passíveis de avaliação. A _______________ é “decorrente do pressuposto de que o aluno [ou cliente] progride em seu ritmo próprio. a avaliação surge como parte integrante das próprias condições para a ocorrência da aprendizagem..A avaliação não deve ser entendida como um fim. Complete a frase. mas como meio eficiente de assegurar o alcance dos objetivos propostos. alcançar o objetivo final ou terminal. então assim. gradualmente. já que são definidos objetivos finais ou terminais. Neste caso. aumentando o repertório comportamental dos alunos/clientes. com a finalidade de se conhecer se os comportamentos finais desejados foram de fato acrescentados/adquiridos. sem cometer erros. Copyright © 2007. avalia-se também o “efeito” do programa. o aluno/cliente. pois os comportamentos dos alunos são modelados à medida que estes têm conhecimento dos resultados de seu comportamento..

publicado em 2002. Testes de critério – Planejamento de ensino O planejamento de ensino envolve uma especificação minuciosa do resultado esperado (pela descrição de um aluno bem sucedido na área). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 77 . 1976) de um PEI: Fase Preparação de Fase de Fase de Planejamento Aperfeiçoamento Copyright © 2007. das lições e do material destinados à consecução do resultado específico. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. a elaboração de um instrumento através do qual o sucesso pode ser avaliado (objetivo final/terminal é a base para a elaboração deste teste). e a determinação das etapas que assegurem o aumento contínuo da eficiência do Plano Individual de Ensino (P. Eis as fases do planejamento (Mager.U NIDADE 20 o texto do professor Hiram Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: o debate sobre planejamento do ensino. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos.E. a intervenção e o treinamento psicopedagógico individualizado.).I. o planejamento dos procedimentos.

1976) Evolução das Unidades de Ensino Sequência Preliminar Seleção do conteúdo a ser ensinado Seleção dos Procedimentos didáticos Copyright © 2007.) Pré-requisitos do que será ou necessita ser ensinado Objetivos do Ensino Pré-teste: Teste de Avaliação dos pré-requisitos Padrão (critério) de Rendimento Fase de Planejamento (Mager. T.Fase de Preparação Descrição do Ensino População aluno Sujeito Análise das Tarefas (A. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 78 .

Desenvolvimento ou implementação do ensino/curso Sequência e Planos de aulas definitivos Fase de Aperfeiçoamento do ensino/curso (Mager. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 79 .C. a observação direta dos comportamentos observáveis e entrevistas objetivas com os pais/professores etc. de ensino diagnóstico-prescritivo. o psicólogo será capaz de elaborar um programa de cuidados por meio do ensino.. de acordo com suas próprias potencialidades. Uma vez obtidas essas informações. Chamamos. nesta abordagem. ampliação exigida dos conteúdos Revisão e nova experiência Quando usamos os Testes de Critério. isto é: Copyright © 2007. 1976) Comparação do Desempenho com os objetivos Comparação dos objetivos com o crescimento social do conhecimento. uma boa avaliação deve conter: os T. o nosso objetivo primordial deverá ser a obtenção de dados educacionais relevantes e significativos. Assim. Os propósitos educacionais são muito mais bem servidos quando o aluno/cliente é testado para determinar quais são os seus pontos “fortes” e “fracos”.

______________. Nestes Testes de Critério. A fase de preparação inclui o conhecimento do público/população.C. são as competências e dificuldades específicas de uma determinada criança. ___________. ___________. ________. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 80 .C. 2) prescreve o ensino. pois. __________e ___________.1) o psicólogo faz o diagnóstico/avaliação (pré-teste). ___________. As fases de planejamento se constituem em preparação. objetivamos: 1) detectar dificuldades. 3) os itens ou quesitos dos testes estão ligados diretamente aos objetivos instrucionais já estabelecidos “naquelas atividades que o aluno/cliente realiza cotidianamente”. 2) o que se deseja saber é o que o cliente “pode” e que “não pode” fazer. baseados nos próprios objetivos traçados para aquela criança. de acordo com os resultados do pré-teste. os testes que avaliarão a criança. 4) o importante nos T. serão. Os T. ___________ e __________. Copyright © 2007.

que modo que seus “interesses” sejam considerados através de todo o processo de planejamento. Testes de critério – objetivos de ensino Escalonando objetivos de ensino/intervenção “1) O psicólogo e/ou pedagogo (ou educador especial e inclusivo) deve ter a responsabilidade de decidir o que ensinar. 2) O professor. é responsável pela definição dos objetivos de aprendizagem. 3) Deve no ofício. publicado em 2002. 4) O objetivo escalonado. fornece subsídios (sugestões) para o professor/psicólogo etc. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. 3º) o nível de aceitação do seu desempenho. Um objetivo de ensino (instrucional) deve conter três elementos: 1º) o que o aluno deve fazer no final da aprendizagem (comportamento: Cto). escalonar um reforço/recompensa. estabelecer o que o aluno/cliente “deseja” saber. psicólogo etc. Copyright © 2007. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos.U NIDADE 21 o texto do professor Hiran Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar os testes de critério. 2º) as condições que o professor/plano propiciará/criará para que o aluno consiga revelar seu desempenho (Condição: Cção). O “critério” escolhido como adequado a fornecer um OK ou nota dez (aprovado) ao aluno/cliente: (Critério: Crio). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 81 . “compreender” a motivação do cliente/aluno.

é assegurada. podem ser extraídos de uma lista de objetivos instrucionais de um curso. porque seus itens são derivados diretamente de cada um dos objetivos de ensino/instrucionais do curso. Validade e Confiabilidade dos Testes de Critério Os Testes de Critério não pretendem encontrar diferenças dos alunos entre si. Os quesitos ou itens de um T..Confirmar suposições relativas àquilo que o cliente/aluno sabe ou como ele opera (faz para saber). já que se presume que o aluno deve dominar todos objetivos. por meio dos instrumentos denominados T.C. são: 1º . pois supomos que todos os objetivos são importantes. C.C. mas comparar o desempenho de cada aluno/cliente com o critério estabelecido.Suprir informações que ainda estejam faltando. mas não o faz por apresentar déficits naquele curso.C. A validade do T.Exemplo: DADA UMA LISTA DE CINCO PALAVRAS Cção JOÃO RECONHECERÁ NO MÍNIMO QUATRO DELAS Cto LENDO-AS CORRETAMENTE EM VOZ ALTA Crio Na avaliação pelo critério. avaliando esse desempenho em relação ao critério. cada objetivo deve ser julgado separadamente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . 82 Copyright © 2007. Os objetivos de um T. que o cliente está ou deveria estar cursando. 2º .

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 83 . Copyright © 2007. na sala de recursos etc.C. 2º) _____________________________________________________.C ao grau de concordância entre o instrumento de medida e os objetivos e conteúdos do plano de ensino. esteja em consonância com este plano. calculadas em termos de percentagem de acertos. isto é. pode ser conseguida na medida em que o teste seja estável. pois se refere os T.Trata-se da “validade curricular ou validade de conteúdo".” Um objetivo de ensino (instrucional) deve conter três elementos: 1º) _____________________________________________________.) e que o T. 3º) _____________________________________________________. A confiabilidade do T. por exemplo. Presume-se que o psicólogo ou pedagogo clínico tenha seguido um plano baseado em objetivos específicos durante seu ensino (no consultório.C. as avaliações repetidas de um sujeito ou as provenientes do teste/reteste devem ser realmente equivalentes.

se o aluno foi não OK. Um bom objetivo tem três características. gabinete de Orientação Educacional etc. planejar (analisar tarefas e objetivos. redigir objetivos de ensino a serem aplicadas no consultório. salas de recursos. e paralelamente. Em segundo lugar. ou implementar nova instrução.. descrever tarefas). e. Testes de critério . e um plano de ensino/intervenção/instrução/tratamento). desenvolver um plano de avaliação. em terceiro lugar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 84 . pois responder a três perguntas do pedagogo clínico ou psicólogo: 1ª .U NIDADE 22 o texto do professor Hiran Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: apresentar a revisão enquanto instrumento do diagnóstico e da avaliação. em primeiro lugar. o psicólogo deve. devendo. se o aluno foi OK. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab.revisão “No plano de ensino.O que queremos que o aluno/cliente seja capaz de fazer? Deve referir-se ao comportamento final Deve ser observável Deve ser definido com clareza e precisão COMPORTAMENTO O que esperamos do aluno/cliente Copyright © 2007. de acordo com os resultados. avaliar (conduzir a avaliação. publicado em 2002. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. deve revisar e reciclar os planos de ensino). tornar ensinar. analisar (descrever o sistema de ensino/conteúdos onde o cliente/aluno esta inserido.

Sob que condições desejamos que o aluno/cliente seja capaz de atingir algo? Com ajuda total do psicólogo Com ajuda parcial do psicólogo Sem ajuda do psicólogo (independentemente) CONDIÇÕES Sob que condições o aluno/cliente atingirá o comportamento esperado Exemplos: Dado aula expositiva. b) Exatidão/Precisão. Mostrar. Contar em voz alta. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 85 .Exemplos de verbos inequívocos se sem dúbia interpretação: Aplicar. Identificar. Apontar. 3º . É necessário saber que quanto mais complexo o desempenho exigido. 2º . c) Qualidade (pode ser que não estejamos interessados na exatidão nem na velocidade. Marcar. Enumerar. Distinguir. Dizer. Listar. barrinha de coursinaire. esse objetivo? CRITÉRIO Padrão de rendimento mínimo para atingir o comportamento esperado Quando estabelecemos um critério não estamos procurando determinar um mínimo ou tolerável. mapa do Brasil. Escrever.O quão bem queremos que o aluno/cliente atinja esse algo. Os tipos de critério são: a) Rapidez (descreve o limite de tempo). Exemplificar. Exemplificar. Classificar. Apontar etc. Estamos buscando especificar o critério desejado. Copyright © 2007. e sim na qualidade). blocos lógicos etc. mais difícil se torna à definição do critério em termos de qualidade.

deve aprender? 2ª) Que etapas estão envolvidas no desempenho de uma tarefa? Assim.Descrição e análise de tarefas Uma Descrição de Tarefas (DT) é utilizada para responder a duas questões: 1ª) Quais são os modos mais eficientes e efetivos com que os bons alunos/clientes desempenham o comportamento que o nosso aluno/cliente. isto é.T. a A.” Quais são as três características de um bom objetivo? 1) ______________________________________________________________ 2) ______________________________________________________________ 3)_______________________________________________________________ Copyright © 2007. de tipos de aprendizagem envolvidos e condições especiais ou restrições para o desempenho da tarefa. uma DT é empreendida no sentido de identificar as etapas pelas quais passa um “perito” (bom aluno. que conceitos. num esforço para identificar considerações acerca das características do aluno. princípios e/ou habilidades percepto-motoras? A A. uma referência) quando desempenha uma tarefa. um modelo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 86 .. Uma A. de um exame/análise das descrições de tarefas ou um conjunto de objetivos. Trata-se.T. responde a seguinte questão: Que tipos de aprendizagem estão envolvidos numa tarefa ou num conjunto de objetivos. em déficit.T. T. é realizada após a D.

no aniversário etc. Copyright © 2007. nos clientes e seus pais podem escolher itens para colocar aqui: fotografias. pode sair da clínica. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Portfólio “Trata-se de uma coleção de trabalhos escolares e outros materiais referentes à vida do aluno/cliente (fotos. colocando-o no lugar. Este portfólio demonstrativo. e ir para a casa do cliente e dos pais (podendo ser mostrado para professores da escola. gravações.). porque são mais fortes. O cliente pode guardá-lo na estante. do tipo descrito. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 87 . 3) O demonstrativo (aqui há amostras representativas de trabalhos do cliente. cuidados e curativos psicopedagógicos. O psicólogo seleciona amostras. as quais demonstram avanços importantes ou problemas persistentes. detalhados. psicólogo e cliente o usam com alta freqüência. com repartições. realizados em um certo período de tempo. rascunhos e esboços preliminares de projetos em andamento. registros escritos. Continuamos com psicopedagógica: alguns instrumentos. Tanto o psicólogo e o cliente podem formalmente consultar o Portfólio de aprendizagem.). cópias selecionadas de relatos narrativos dos alunos etc.U NIDADE 23 o texto do professor Hiran Pinel Diagnóstico e avaliação Objetivo: introduzir outro instrumento da avaliação: o Portifólio. amostras de trabalhos recentes e o diário de aprendizagem de crianças. Há três tipos de Portfólios: 1) O particular (prontuários. 2) O de aprendizagem (é o maior portfólio. contém anotações. publicado em 2002. são uma boa escolha para portfólios de aprendizagem. filmes etc. Arquivos de “gaita” ou “sanfona”. Devem ser guardados em sigilo e privacidade). com um propósito determinado que efetiva um trabalho cuidadoso de diagnóstico. por ordem alfabética).

ao aluno. 3º) Tire fotografias dos momentos-chaves da “vida” do discente. e faça a Atividade 2. se revelam etc. 10º) Use portfólios em situações de transição do discente..” Antes de dar continuidade aos seus estudos é fundamental que você acesse sua sala de aula. lendo/estudando/refletindo. 8º) Prepare relatórios narrativos.. 4º) Conduza consultas. realistas. nos Diários de Aprendizagem. e este auto-observação. 9º) Conduza reuniões de análise do portfólio junto aos professores. no link “Atividades”. 6º) Realize registros sistemáticos. através de observações do aluno. Copyright © 2007. 11º) Tenha ética profissional e cuidado com o ser. que se destacam. 2º) Colete amostras de trabalho do discente (de cada aluno). sugerem. 5º) Conduza entrevistas e as descreva. uma política/filosofia/ideologia para o portfólio. 7º) Realize registros de casos especiais. poéticos etc.Shors & Grace (2001) no Manual de Portfólio: um guia passo a passo para o professor (Artmed. no site da ESAB. singelos. Porto Alegre) descreve o processo de recontagem. bonitos. família etc. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 88 . em dez passos de um portfólio: 1º) Estabeleça. no seu ofício. opinam. o docente e discente comentam.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 89 . as lições que citam ‘asa’: ‘Pedro viu a asa’. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Lembre-se que Educação a Distância exige um perfil de aluno independente e disciplinado. Descreve a introdução do processo metodológico. construtor de seu próprio conhecimento. Verdadeiramente. só uma paciência muito grande capaz de suportar. Discipline e organize o seu tempo para estudar. projetávamos levar a termo uma alfabetização direta. melhor dizendo. Bom estudo! Relato de experiência ou prática “Paulo Freire (1980. publicado em 2002. sabem pouquíssimo sobre Eva e jamais comeram uvas. Nesta unidade o texto de apoio é do professor Hiran Pinel: Relato de experiência ou prática: planejamento para profissionais de saúde e educação. Conte comigo para a orientação necessária. 41) inicia assim o relato de sua experiência com alfabetização de adultos.” Eu considero essa introdução extremamente bem feita. depois das dificuldades de uma jornada de trabalho.U NIDADE 24 Objetivo: apresenta as etapas metodológicas do relato de experiência. ou as que falam de ‘Eva e as uvas’ a homens que. e relatada com muito afeto por um educador que propõe alfabetização direta. a favor das necessidades e realidades dos alunos. contra as cartilhas oficiais e sua ideologia. “Contradizendo os métodos de alfabetização puramente mecânicos. socializadora da cultura. com freqüência. p. Copyright © 2007. ou. ligada realmente à democratização da cultura e que servisse de introdução. uma experiência susceptível de tornar compatíveis sua existência de trabalhador e o material que lhe era oferecido para aprendizagem. democrática. ‘A asa é do pássaro’.

interesses e motivações diferenciadas. administradores dos serviços hospitalares. cientistas. cuidadosamente planejados. onde através de um projeto propõe soluções. Há instituições de saúde e educação realizando trabalhos sérios. de saúde pública e de agências educacionais formais. Outros profissionais e o próprio autor-relator da experiência colocam-se frente a frente discutindo.Relatar uma experiência é efetuar uma pesquisa. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 90 . inovadores. Objetivo do estudo Esse texto tem como objetivo central apresentar as etapas necessárias e mínimas para um profissional de saúde e de educação relatar dentro. que é a colocação na prática do projeto. Essas práticas são apresentadas em Congressos e/ou publicadas. técnicos. Esses comportamentos científicos de questionamentos fazem o crescimento da ciência e técnica. E quem sai beneficiado desse processo salutar são os usuários das agências de saúde e educação. com profissionais com formações. A produtividade e a qualidade dos serviços de saúde e educação não deve ser privilégio de poucos. e então uma pesquisa de intervenção. e que tudo que ocorra de bom e adequado/aplicável torne de domínio público. evitando erros futuros e dão subsídios a outros interessados. Em um país tão diversificado como o Brasil. geralmente bem peculiar. utilizando-se de dados quantitativos e qualitativos. ou de características inicialmente metodológica. não formais e informais. executados e avaliados. opondo etc. uma experiência ou prática profissional de sua área Copyright © 2007. e principalmente a comunidade que tem uma grande demanda por atendimento exeqüíveis e que contam com sua colaboração direta ou indireta. mas um direito de todos. professores. de determinados padrões. é necessário que as trocas de experiências ocorram em todas as direções. alternativos aos que estão pela ‘ai’. e até estratégicos.

Relato de experiência ou prática: O objetivo Criar uma memória técnico-científica de práticas e experiências da/na instituição. empresa privada ou pública. inteligência. aptidão. ora apresentada em Congressos. ensino e pesquisa. registrar uma experiência. desenvolvimento psicomotor. 5) clientela (Caracterização a mais específica possível e relacionada com a experiência realizada. se é de ambulatório ou atendido diretamente na comunidade. nível sócio-econômico. 3) período de tempo. 2) o setor de trabalho onde ocorre ou ocorreu a experiência. ou encaminhadas para leitura e estudos pelos colegas. Assim deverão ser identificados: 1) Nome da instituição (endereço). Encontros etc. faixa etária. personalidade. facilitar o intercâmbio de relatos de experiências nas áreas de saúde e educação. se tem estabilidade. educação. se trabalha. Exemplos: se o paciente é internado. divulgar experiências ou práticas bem sucedidas realizadas por técnicos de saúde e educação. que são registradas na Biblioteca ou Arquivo da agência. além de bibliotecas universitárias. e o autor baseia-se na sua “práxis” em relatar experiências práticas que ora são encaminhadas ao poder institucional e daí arquivadas. quanto ganha. caso haja interesse. ou então. se aluno especial. seja de saúde ou educação. periódicos. interesse. jornais populares etc. Simpósio. desenvolvidas ou em desenvolvimento nas instituições. a reprodução de todo material.Metodologia O texto (estudo) é basicamente bibliográfico. Copyright © 2007. possibilitando. Conteúdo do relato da experiência ou prática É fundamental identificar a prática ou experiência no tempo e no espaço. Jornadas. 4) duração. onde. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 91 . publicadas em Anais. arquivando-a e no mínimo encaminhando seu resumo para outras agências de saúde.

saúde física e mental etc. 9) pessoal de apoio (colaboradores)”.sexo.) 6) autor(es). 7)executor(es) 8) avaliador(es). Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 92 .

criativa e/ou alternativa de solução para um ou mais problemas existentes. (e isto é recomendável). decorrentes de um projeto inovador na área de saúde e educação. tanto em nível assistencial. sócio-cultural e político e/ou administrativa. trabalho realizado com êxito e com resultados favoráveis. Primeiramente esse profissional efetue um projeto. mas às vezes interessado em ensino e pesquisa. a experiência é muitas vezes uma ação particular. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Copyright © 2007. pesquisando textos que direta ou indireta tratam do assunto.U NIDADE 25 Objetivo: apresentar as etapas metodológicas do relato de prática. publicado em 2002. historicamente contextualizada. realizada por um profissional. Bom estudo! Relato de experiência ou prática O que é uma experiência “Trabalho realizado com êxito na área de saúde ou educação. não formais e informais de saúde e educação. É possível. Leia o texto com tranquilidade e atenção. nem sempre. mas sempre que necessário. Continuaremos nesta unidade com o texto de apoio é do professor Hiran Pinel: Relato de experiência ou prática: planejamento para profissionais de saúde e educação. mas raro. específica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 93 . Trabalho realizado em decorrência de pesquisa em saúde e educação e que introduz ou pode introduzir inovações nos sistemas formais. uma prática tão original que não exista alguma bibliografia. buscando originalidade. na busca de original.

Copyright © 2007. comunitária. participativo e estratégico etc. Seja simples e sintético. psicológica (afetivo/cognitivo/psicomotor). em termos de racionalidade e administração e gerenciamento humanista. Ou seja: quem se beneficiará com sua prática? Após reconheça que sua prática tem limites e os enuncie. Termos mais usados e vitais para a compreensão do trabalho. Então especifique claramente qual o seu objetivo(s) daquela prática ou experiência. Finalmente defina os termos que usará no decorrer do relato.O texto do relato A introdução Deve iniciar por um parágrafo de abertura. econômica. institucional. com o universo vocabular partindo daí”. política. Na sua prática certos termos têm um significado muito especial. fala da importância pessoal social. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 94 . após. Saiba ler e estudar todo o texto. Exemplo: “Freire (1980) relata sua experiência como alfabetizador de adultos. fazendo afirmativas sobre o tema do seu relato (prática ou experiência). justamente quando inicia afirmando ou dando exemplo de práticas ou experiências semelhantes. Isso é adequado quando a bibliografia é pequena. sem retirar-lhe o conteúdo. resumi-lo e após sintetizá-lo com outras palavras. É fundamental. em nível de saúde. é preciso ser claro e chamar a atenção para dois itens básicos do relato: os objetivos e o plano desenvolvimento. é adequado dedicar um espaço específico para ela. É tecnicamente recomendável indicar o sobrenome do autor pesquisado e o ano da edição do livro. Você pode iniciar fazendo uma pergunta. A revisão de literatura Alguns preferem colocar a literatura que trata de conteúdo da sua prática dentro da introdução. onde o povo é valorizado. Quando há muitas práticas semelhantes. para o cliente/aluno/usuário/paciente.

Eis um exemplo: “Eu não sabia como ajudá-lo a sair do seu mundo. p. e página (p. mais para o meio da folha papel ofício A-4 sem pauta. como a sensibilidade nele contido. Geralmente as crianças vibram por uma festa de aniversário. Mas quando estava para completar quatro anos me deu um pouco de esperança. No final da transcrição colocar sobrenome do autor. Isso se deve principalmente quando a idéia é muito original. (. O Alexandre não. e não em espaço 2 como vinha sendo feito em todo o relato de experiência.)” Szabo.. e pro acreditar que isso poderá motivar ao leitor.Outra forma utilizada é transcrever um texto de mais de quatro linhas. nem sequer se dirigia para o meu lado ou dava um sorriso. fechadas em seu próprio mundo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 95 . ano. O relator está experimentando uma nova abordagem com mães de crianças autistas. Deve ser datilografado em espaço 1. A transcrição ocorre colocando o texto em destaque. como uma mãe. 12/3 Trecho deste texto está transcrito porque o relator está interessado pela prática de leigos. Qual o impacto de uma mãe treinada no Modelo de Relacionamento de Ajuda de Carkhuff no desenvolvimento afetivo. Já não apresentava reações tão nervosas. cognitivo e psicomotor do seu filho autista?” Faça uma síntese sobre o conteúdo da introdução de um relato de experiência. Havia mais quietude nos seus gestos. Eu o chamava. mas era como ele não me ouvisse. Ele parecia não se interessar por nada. 1991. não conseguia se comunicar.. Ele pretende verificar se mães treinadas no seu modelo ou de outro autor são capazes de serem ajudadoras de seu próprio filho. com seu filho autista. de difícil resumo sintético por algum motivo.). Copyright © 2007.

de acompanhamento. explicativa etc. história de vida. testes psicológicos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 96 . ou uma maneira alternativa de abordar um problema costumeiro ou comum. natureza da prática ou experiência: que tipo é? Envolve outras técnicas de pesquisa como a descritiva. Bom estudo! Relato da prática ou experiência Histórico da experiência “Por que começou? Há demanda significativa? Como surgiu a idéia? A prática proposta contrapõe ao o que? É um “caso” especial. documental. Continuaremos nesta unidade com o texto de apoio é do professor Hiran Pinel: Relato de experiência ou prática: planejamento para profissionais de saúde e educação. histórica. estudo de caso. aparelhos. ante pos facto. pesquisa-ação. ex post facto. pesquisa participante.U NIDADE 26 Objetivo: apresentar as etapas do relato de prática. com um diagnóstico e o prognóstico difícil e você quer enfrentar com uma prática alternativa? Metodologia utilizada Instrumentos utilizados. intervenção. experimental. Exemplo: • Efetuou anamnese como o paciente ansioso e fóbico escolar. testes informais. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab.. Copyright © 2007. Leia o texto com tranquilidade e atenção. procedimentos ou técnicas utilizadas na experiência ou na nova prática. É importante descrever etapa por etapa em ordem cronológica. publicado em 2002. metodológica. usou animais? (caracterize-os).

• Faz entrevista de devolução à criança. • Fez o laudo psicológico. Desenvolvimento da prática Refere-se ao andamento da experiência: qual a qualidade? Qual a produtividade? O que ocorreu de significativo? O que você não encontrou resposta? Copyright © 2007.• Levantou uma bateria de testes formais. • Elaborou testes informais. • O psicólogo faz o “rapport” com a criança. • Observou a criança na sala de brinquedo. • Aplicou a primeira bateria. • Chamou o aluno-problema através de convite a mãe • Orienta a mãe para descrever o que de fato o filho irá fazer na Clínica Psicológica do Hospital. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 97 . • Faz um diagnóstico-ensino-prescritivo à Orientadora Educacional da escola onde a criança estuda. • Faz entrevista de devolução aos pais. • Orienta à professora da criança.

resultados de exames. como por exemplo em uma administração antes déspota e agora humanista. use descrições como um diário. seu. ou datilografados. em correspondência pessoal com outros que fazem experiências semelhantes. Os anexos Os anexos são documentos. ou mudança do ambiente de trabalho etc. de relatos de práticas. pré. A bibliografia Se a prática ou experiência é inédita a bibliografia é mais difícil de ser encontrada.Resultados obtidos Os resultados foram benéficos?. vídeo. ou o uso de um formulário mais racional. escreva clara e fidedignamente. digitados em “home pages” etc. e que deveriam pois vir no corpo do trabalho. fotografias antes e após a uma determinada e inovadora cirurgia. Copyright © 2007. use observações. Há casos em que os relatos de práticas estão gravadas em vídeo. Nas bibliotecas procure bibliotecários e informações sobre o tema em revistas. textos. exemplos práticos de mudanças. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 98 . questionários. pois não se refere diretamente com o objetivo da sua prática. gráficos. gráficos para demonstrar se houve ou não efeito. rendimentos econômicos. apostilas. monografias etc. Tratamento e pós-teste. que você não acha necessário colocar no corpo do trabalho. testes. manuscritos. opinião da clientela envolvida. tabelas etc. É apenas uma complementação. dos especialistas. periódicos. Talvez você consiga outros relatos em Anais. Cuidado para não colocar em anexo aspectos vitais e que justificam a própria prática e seus resultados.

Deve conter de forma sintética os objetivos propostos. Pode inferir supondo porque obteve tais e tais resultados.A conclusão A conclusão geralmente deve ser um parágrafo. Pode ser usado um “novo” visual como gráficos diferenciados dos usados no desenvolvimento e resultados obtidos. Compare os resultados com os obtidos segundo sua revisão de literatura. O que ocorreu. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 99 . que variáveis foram intervenientes? Não vá além disso: conclusão é a síntese reflexiva dos resultados. acrescido de uma síntese dos resultados obtidos.

Anexos Etapas comuns a todos os relatos CAPA: em cima nomes completos e em maiúsculos dos autores no meio da folha sem pauta A4: Título do relato de prática ou experiência. antes. sua aplicabilidade e a demanda social etc. pela Escola Superior Aberta do Brasil – Esab. Talvez sua experiência se enquadre numa dessas propostas. Entretanto. existem outros “modelos” que devem e podem ser adaptados à sua própria prática. Continuaremos nesta unidade com o texto de apoio é do professor Hiran Pinel: Relato de experiência ou prática: planejamento para profissionais de saúde e educação. bem como o interesse para este tipo de tarefa. Copyright © 2007..U NIDADE 27 Objetivo: apresentar alguns modelos de relato de prática. apresentamos em anexos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 100 . Em maiúscula. Desejo-lhe bom estudo! Modelos de relato de experiência Conclusão e modelos (esqueletos) de relatos de prática ou experiência “Para relatar uma prática ou experiência é necessário. ou tipo de prática etc. do profissional e cientista. uma seqüência de “modelos” que englobam etapas para um “relato de experiências”. Após. publicado em 2002. que “você” conheça a importância deste nível de pesquisa.

Geralmente é uma frase significativa. Para isso contou com a participação espontânea de quatro universitários.” Copyright © 2007. gráficos etc. metodologia e síntese dos resultados. setor onde se realizou a experiência. cidade e data. Treinaram nas habilidades responsivas de Carkhuff. todos treinados. Os resultados mostraram-se excelentes. Dizer se recebeu financiamento. setor Cidade. Na outra página colocar os nomes dos autores e títulos. Exemplo: Quadro III – Autopercepções de adolescentes alcoólicos antes de serem submetidos à psicanálise associada ao treinamento de habilidades ajudadoras. tendo como parâmetro o encaminhamento dentro de um mês de 37 jovens. Na sexta folha pode colocar a Lista de tabelas. Enumere-os por conteúdo e coloque o título de cada uma. Nome da instituição. Na quarta folha você coloca os agradecimentos. quadros. O autor entretanto faz severas críticas ao treinamento. A frase literária ou não tem que Ter relação com o corpo do relato.Na parte de baixo da folha: colocar o nome da instituição. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 101 . retratos. Na quinta folha você pode colocar uma dedicatória. Deve conter objetivo. Exemplo: “O autor relata sua experiência em treinar pessoas emissoras do comportamento de risco à AIDS tornando-se ajudadoras leigas do seu próprio grupo. Um bom resumo deve ser pequeno (não mais de 200 ou 300 palavras). figuras. masculinos e que diziam apresentar impulsividade na busca noturna de parceiros sexuais. questiona aspectos ideológicos e sugere alternativas. data Na terceira folha pode ser que você queira colocar uma epígrafe. sensível e que pelo seu pequeno tamanho define a sua prática. Na sétima folha você coloca o RESUMO em português. geralmente afetiva.

período de tempo. técnicas utilizadas. localidade. subtítulos e página) A partir daqui as páginas serão enumeradas em cima no canto direito. análise dos dados. Isto é importante pois muitos estrangeiros lendo o resumo e interessados. materiais e instrumentos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Resultados Obtidos (colocar comprovantes). Finalidade ou objetivos estabelecidos.Na oitava folha o mesmo Resumo em inglês: ABSTRACT. Recursos utilizados. Modelo B Descrição da experiência ou prática: Foco ou situação-problema.. Bibliografia. anos. Anexos. duração (dias. ou outro idioma. Na nona página o SUMÁRIO (com títulos. horas. Clientela envolvida ou atingida. setor onde se realizou a prática. Histórico da experiência ou prática. Métodos utilizados: (natureza da prática.).. Introdução. definição de termos. escreverão para o autor ou instituição pedindo cópia do todo. Etapas ou passos no desenvolvimento da experiência ou prática. objetivo(s) da sua prática. limites. Metodologia – Natureza de um prática do estágio. Modelo C Introdução – Justificativa. natureza de um estágio: objetivo(s) do 102 Copyright © 2007. procedimentos). importância. Desenvolvimento da prática: (resultados obtidos e discussão dos resultados). meses. começando pelo número 1 Modelo A Instituição. município. Objetivo da experiência ou prática.

São os pré-requisitos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 103 . analise-a. Conversa com o grupo sobre o que são sentimentos. Pode haver por exemplo 3 conteúdos a serem discutidos. Por exemplo na tarefa 1. Exemplo: relato de prática de estágio em alfabetização de adolescentes cegos. Ter hábitos de higiene etc.. escutam e aprenderam alguma forma grupal de mostrar-se presente. Auto-avaliação. 2) sala de adolescentes cegos deprimidos. citando os autores: • Alfabetização. Copyright © 2007. raciocínio e habilidade numérica. Diante de cada tarefa enunciada. Detecte o que se exige do adolescente para que ele acerte. Pede para cada aluno passar um dedo numa lixa lisa. raciocínio abstrato. Exemplo: Faz chamada dos alunos. 3) sala de adolescentes com déficit intelectivo. Conversa com o grupo sobre os dedos e suas funções. de nomes. memória visual. Estabelece “rapport”. Há tarefas que exigem habilidade fina ou ampla. e abaixo de cada uma descreva as tarefas desempenhadas. sentir os dedos etc. de números. auditiva. de figuras. supõe-se que os alunos saibam seu nome. atenção concentrada. Alfabetização de cegos. saber ler e escrever. Na tarefa 2 devem saber os conceitos de brincar. em ordem cronológica... temporal. Revisão de Literatura – O tema do estágio deve ser motivo de pesquisa bibliográfica. • Campo de atuação de estágio • Citar as áreas da instituição ou comunidade como: 1) sala de adolescentes cegos com hiperatividade. Diz que hoje vamos brincar de sentir pelos dedos. Diz quando o aluno passa o dedo: – Esta lixa é lisa. inteligência. etc.referido estágio. Adolescentes cegos. O Relatório Citar área por área. Como você se avalia quanto ao rendimento no estágio? Faça uma avaliação qualitativa e quantitativa.

encontrará literatura especializada para aprofundar suas pesquisas. no corpo do relato.Entraves observados. porém. se couber. nosso objetivo foi introduzir o tema com a apresentação de alguns poucos modelos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 104 . Uma rápida apreciação compatível com o corpo do relato. Todo instrumento ou material que você utilizar. o orientador. Conclusão Síntese do estágio. Aprecie o estágio. Sugestões e recomendações Bibliografia Anexos Existem inúmeros modelos de relatos de experiência ou prática. pouco conhecido colocar em Anexo ou. a instituição. Se o seu interesse foi despertado. Copyright © 2007. Faça sugestões para superá-los.

de inteligência como um objeto passível de medição. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 105 . acrecentou-se à lista um oitavo tipo. das oportunidades disponíveis e das decisões pessoais tomadas pelos indivíduos. dependendo dos valores culturais. Ela identificou e descreveu originalmente sete tipos de inteligência nos seres humanos e obteve grande impacto na educação no início da década de 1990. seus professores etc. sobretudo. A inteligência. a inteligência naturalista.org/wiki/Intelig%C3%AAncias_m%C3%BAltiplas Leia o texto com atenção.U Nesta NIDADE 28 com um texto de apoio disponível em Objetivo: apresentar a teoria das inteligências múltiplas. A teoria das múltiplas inteligências contemplam. era medida através de testes de QI. suas famílias. A teoria das inteligências múltiplas foi desenvolvida. por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard liderada pelo psicólogo Howard Gardner. Mais recentemente. unidade trabalharemos http://pt.wikipedia. a partir da década de 1990. superando o conceito clássico. até então. Segundo a teoria cunhada por Gardner: as inteligências são potenciais que poderão ser ou não ativados. Desejo-lhe bom estudo! Inteligências múltiplas Howard Gardner trouxe uma nova perspectiva de entendimento sobre o que é inteligência. a complexidade da vida. Copyright © 2007. Gardner conceitua a inteligência como um potencial.

Também medida por testes de QI. estando mais desenvolvida em escritores. Físico-cinestésica . Naturalista . Intrapessoal . Musical . Medida por testes de QI. É mais desenvolvida em mímicos. por exemplo. Encontra-se mais desenvolvida em políticos. sendo mais forte em músicos. É mais desenvolvida em arquitetos.expressa na capacidade de se conhecer. compor e apreciar padrões musicais. por exemplo. Howard Gardner conceituou-a de modo mais refinado como "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura". é predominante em oradores. dançarinos e desportistas. escritor e poetas. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 106 .caracteriza-se pela maior sensibilidade para a língua falada e escrita.é uma habilidade de entender as intenções.expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual de modo minucioso.traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os fenómenos e padrões da natureza. É característica de paisagistas. religiosos e professores. arquitetos e mateiros. desenhistas e escultores.traduz-se na maior capacidade de utilizar o corpo para a dança e os esportes. engenheiros e cientistas.abrange a capacidade de analisar problemas. operações matemáticas e questões científicas.expressa-se através da habilidade para tocar. é mais desenvolvida em matemáticos. Linguística . por exemplo. compositores e dançarinos. Trajetória da teoria Depois de quase duas décadas de tentativas de estudiosos de explicar a inteligência. Espacial . motivações e desejos dos outros. psicoterapeutas e conselheiros.As inteligências Lógico-matemática . Interpessoal .

Copyright © 2007. dependendo dos valores de uma cultura específica. Gardner explica que as inteligências não são objetos que podem ser contados. Porém.Em seu processo de revisão de sua teoria Gardner acrescentou a "Inteligência Natural" à lista das inteligências originais.pelo menos por ora" – conclui em seu recente livro intitulado "Inteligência: um conceito reformulado" (2001). minerais. conclui que "o fenômeno é suficientemente desconcertante e a distância das outras inteligências suficientemente grande para ditar prudência . incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna e flora e devido às suas contribuições para uma maior compreensão do meio ambiente e de seus componentes. animais. e sim. das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos e/ou suas famílias. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 107 . seus professores e outros. potenciais que poderão ser ou não ativados. que refere-se à habilidade de reconhecer e classificar plantas. Embora o autor se sinta interessado por este nono tipo. o mesmo não ocorre com a chamada "Inteligência Existencial" ou "Inteligëncia Espiritual".

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 108 .U Nesta NIDADE 29 trabalhado um artigo de Pierre Weil disponível em Objetivo: apresentar uma reflexão sobre a educação para a paz. em geral. O aumento de excluídos sem nenhum compromisso cultural é também um fator relevante.htm Educação para a paz Por que introduzir o tema da educação para a paz num módulo de Psicopedagogia? A relação é fácil de estabelecer. Há. Reflitam sobre o tema com afinco e profundidade. são o narcotráfico. racial etc.pro. Desejo-lhes bom estudo. a pobreza gerando a fome e o fanatismo sob todas as suas formas ideológica. Portanto. lançar o tema Cultura da Paz no curso de Psicopedagogia significa lançar uma semente para estimular a pesquisa e a mudança de perspectiva. religiosa. no entanto. primeiramente pessoal. As causas aventadas. a tecnologia educacional deve se colocar à serviço de valores construtivos. unidade será http://www. um fator praticamente ignorado: a ausência de educação para a Paz no mundo. seja nos países ricos ou pobres. política. A visão de mundo preconizada pela maioria das instituições ainda é distante da visão de mundo ecológica/sistêmica. Copyright © 2007. pois. Educação para a paz: uma solução para o grande problema da violência A violência impera no mundo.pierreweil.br/Novas/Novas-23.

logo. pois estes últimos têm de dar o bom exemplo. alcançando a paz da mente. a questão só pode ser resolvida por uma educação integral para a paz e não violência. por meio de frases bonitas e de argumentos intelectuais. os sentimentos. Somos convencidos de que não adianta apenas "ensinar" a paz. pode-se desarmar o mundo inteiro. políticos e econômicos da Paz. é preciso despertar a plenitude do espírito e os valores ligados a ele.No ano passado. os Ministros da Educação de todo o mundo votaram. Também é necessário trabalhar as emoções. 109 Copyright © 2007. é preciso mostrar e experienciar o que é a paz no corpo. em unanimidade. em amor e tolerância simbolizados pelo arado. Isto pode ser interpretado como sendo uma transformação. a UNESCO. Enfim. No plano individual. O ensino atinge o conhecimento. tirando todas as "espadas". como a raiva. precisamos educar o respeito e harmonia com a matéria e a vida. É preciso atingir o caráter. em reunião promovida pela UNESCO. o ciúme. Esta transformação é antes de tudo um processo educacional. o apego para alcançar o despertar da paz no coração. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . da agressão e violência simbolizados pela espada. Mas sabemos hoje que podemos ter opiniões bem pacíficas na mente e perdemos a paciência e agredimos na primeira pequena frustração. Isto se faz. E isto é uma questão de educação muito mais que de ensino e instrução. as emoções. no nosso espírito. modificando as opiniões. Uma profecia bíblica diz que haverá um dia em que as espadas se transformarão em arados. em parte. mas também de adultos. o amor e a sabedoria. Por isto. E no plano ecológico. Já quando de sua criação. não somente de crianças e adolescentes. no Bureau Internacional da Educação. que os homens irão à violência e atacarão com arados ou pontapés. para salvar a vida no planeta. fatores culturais. aprendendo a relaxar e silenciar a agitação dos pensamentos. Se deixarmos de fazer isto. declarava: "As guerras nascem no espírito dos homens. uma recomendação para que seja introduzida a educação para a paz em todos os estabelecimentos de ensino. é no seu espírito que precisam ser erguidos os baluartes da paz". em seu preâmbulo. No social.

No plano da vida emocional. Alegria de compartilhar alegria com os outros. Há uma necessidade urgente de restabelecer o contato da consciência. dando-lhes uma visão sistemática e holística. amor no sentido de querer alegria e felicidade para os que convivem conosco. emocional e intelectual. para todos os seres. estamos despertando em cada um a capacidade de superar os limites do seu pequeno ser para ele descobrir que ele é o Ser. e não somente para a família. enfatizam se o cultivo da alegria. 1º A paz consigo mesmo (Ecologia e consciência pessoal) A educação para uma arte de viver em Paz. o equilíbrio interior entre o corpo. tais como a raiva. A educação atualmente enfatiza apenas o corpo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 110 . compaixão como o querer aliviar o sofrimento das pessoas e saber se colocar no lugar delas.Vamos agora retomar estes tópicos para um maior aprofundamento. ou sair dos limites do seu pequeno espírito limitado por um ego ilusório. se trata de ajudar os educandos dissolverem a fantasia da separatividade. como disciplina mental. do verdadeiro amor. educação física e o intelecto. o ciúme. inclusive aprendendo a lidar com esta corrente energética selvagem e destrutiva que representam as emoções. e que estamos todos "feitos". equanimidade. Copyright © 2007. No plano da vida mental. da mesma essência que muitos chamam de divino. significa estimular constantemente os sentimentos acima referidos. para todos os viventes. Ao realizar este último ponto. o orgulho. as emoções e a mente. ou do espírito com a vida emocional. o partido político. não somente para os seres humanos mas também para os animais e mesmo seres invisíveis. de que tudo depende de tudo. o clube. entre a vida física. da compaixão e da equanimidade. começa pela harmonia. o apego. ou constituídos do mesmo espaço-energia consciencial.

crenças. também chamados de valores espirituais. á doença ou mesmo à morte.2º A paz com os outros (Ecologia e consciência social) Lidar com as pessoas não é suficiente. a beleza e o amor. e a fraternidade tem sido relegada à espiritualidade. No plano cultural precisa-se também enfatizar a não dualidade e a não fragmentação da realidade. agir sobre os principais aspectos e variáveis da sociedade. provém do fato de que a liberdade tem sido enfatizada pelo capitalismo que sacrificou a igualdade. sobretudo. É preciso também dissolver as "normoses". Na cultura. que pertencem a cultura. Existem inúmeras normoses. normas anormais e patológicas. Mikhail Gorbachev. mas sacrificou-se nisto a liberdade. ignorada ou mesmo reprimida pelos dois sistemas políticos e econômicos de cunho materialista. a igualdade foi o que o comunismo quis estabelecer. tais como a liberdade. mostrou que o comunismo fracassou por reprimir estes valores. também indissociáveis. hábitos e comportamentos que provêm de um consenso geral ou parcial. o amor sem sabedoria pode levar a ações inconseqüentes. à vida. a igualdade e a fraternidade. São também os valores enfatizados na revolução francesa. normoses de competição e assim por diante. tais como as que levam ao uso da violência e à guerra "justa". precisamos reintroduzir através. Copyright © 2007. das mídias o espírito ligado aos grandes valores da humanidade. Eles são indissociáveis e se reforçam mutuamente: a verdade só é fria e pode ferir. isto é. na sua Perestroika. Podemos dizer que o mesmo se dá atualmente com o capitalismo. normoses de consumo. São os que fazem parte do que chamamos de o Bem: A verdade. isto é. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 111 . O fracasso dos regimes políticos e econômicos atuais. paralelamente. e que levam ao sofrimento. a beleza isolada pode se tornar a serviço do egoísmo. à política e ao habitat e aspectos materiais e econômicos. É preciso. Estes valores são bastante numerosos mas podemos aqui enunciar os mais importantes. através da educação e das mídias.

É preciso desenvolver o transpartidarismo político e a interreligiosidade. vestimenta. União. alimentação sadia. visando reduzir o excesso de consumo. resultará talvez esta nova economia. Consiste em colocar entre partidos políticos e entre as religiões um entendimento inspirado por estes valores superiores a que nos referimos acima. transporte e educação evolutiva assistência médica). Então surgirá uma remuneração universal garantindo ao mesmo o sustendo individual e empresarial. Copyright © 2007. de simplicidade voluntária de milhões de cidadãos abastados de um lado e da implantação "conforto essencial" (alojamento. respeitadas as diferenças. Algumas idéias e ações estão despontando neste sentido. "viável". Destes dois movimentos. unidade diferenciada. surge um movimento de "simplicidade voluntária". um novo conceito será indispensável: o "conforto essencial". ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 112 . o nosso mundo se ressente de uma nova economia em que se aproveita as experiências do passado. Nos países pobres em que impera a miséria e a fome. pela capacidade e ação de juntar os esforços de todos em benefício da harmonia e do bem de todos. Possivelmente se desenvolverá uma economia inserida numa civilização do lazer como preconizou o sociólogo Jofre Dumazedier. Tudo isto começa com a pesquisa e educação econômica. chegará um momento em que não haverá mais ninguém para comprar as mercadorias produzidas automaticamente. ou melhor. conservando o que teve de positivo em ambos os lados. Nos países ricos e regiões ou camadas abastadas dos países pobres. isto é. Com o aumento irresistível do desemprego devido a automação informatizada. No plano econômico. substituir uma sociedade fundamentada na competição pela cooperação e pela sinergia. socialistas e capitalistas. Uma nova economia deverá ser obrigatoriamente o que Cristóvam Buarque recomenda como sendo uma "econologia".No plano social e político. o que se inscreve dentro das recomendações das Nações Unidas de um "desenvolvimento sustentável".

desenvolvida pelas universidades e utilizada pelas empresas de todo o mundo. Saber lidar com a terra sem poluí-la. Se trata também de educar para o respeito à vida em todas as suas formas.. com o fogo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 113 . Desde a Eco 92. Ela começa por uma harmonia com a matéria. programas de desenvolvimento organizacional holístico.Como mostramos. de controle difícil e de reversibilidade questionável e duvidosa. Estamos aqui tocando na questão da educação ambiental. com a água viva e saudável. a economia terá de levar em consideração as limitações de exploração do planeta Terra. as mídias têm realizado um trabalho notável no sentido de divulgar os perigos de destruição de um lado. Nisto entram em caráter de urgência. A tecnologia. e os meios para remediar e evitar esta violência para com a natureza. Isto nosleva ao último nível. 3º A paz com a natureza (Ecologia e consciência planetária) Já é fato consumado e divulgado que estamos numa situação de catástrofe. pode se colocar à serviço de valores destrutivos ou construtivos.. inclusive a vida humana. no Rio de Janeiro. Copyright © 2007. sem ele nos destruir. com o ar indispensável a vida. tal como o preconizamos em outro trabalho.

Como você conceitua as três ecologias? • • A paz consigo mesmo (Ecologia pessoal) A paz com os outros (Ecologia social) • A paz com a natureza (Ecologia planetária) Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 114 .

U NIDADE 30 Avaliação do Módulo Envie para a tutora a sua avaliação acerca do módulo com sua nota e sugestões Sobre a escolha dos textos usados nos módulos Ruim Regular Bom Muito bom Especificar críticas Gerar sugestões Sobre as perguntas dos exercícios e avaliações Ruim Regular Bom Muito bom Especificar críticas Gerar sugestões Sobre as perguntas e orientações dadas ao longo dos textos Ruim Regular Bom Muito bom Especificar críticas Gerar sugestões Sobre o processo de aprendizagem que você teve Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 115 .

no site da ESAB. mas deve contribuir para ampliar as perspectivas do homem e torná-lo útil para a sociedade e para o mundo. A educação moral e espiritual instrui o homem para que leve uma vida disciplinada. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 116 . e faça a Atividade 3. no link “Atividades”.Ruim Regular Bom Muito bom Especificar críticas Gerar sugestões Sobre os vídeos Ruim Regular Bom Muito bom Especificar críticas Gerar sugestões “A educação não pode servir unicamente para desenvolver inteligência e habilidades.” Sathya Sai Baba Para finalizar seus estudos é fundamental que você acesse sua sala de aula. Copyright © 2007. Isso se torna possível somente quando se promove o cultivo do espírito junto com a educação nas ciências físicas.

também caracteriza o funcionamento intelectual e físico. ACOMODAÇÃO (PIAGET) Processo proposto por Piaget. ADAPTAÇÃO (PIAGET) De acordo com Piaget.G LOSSÁRIO Terminologias retiradas do Vocabulário da Psicanálise (Laplanche e Pontalis). e outras fontes ABERTURA (PIAGET) Realização das possibilidades operativas de uma estrutura de comportamento (verbal. AFETIVIDADE Conjunto de fenômenos psíquicos manifestados sob a forma de emoções ou sentimentos e acompanhados da impressão de prazer ou dor. O indivíduo modifica o meio e é também modificado por ele. para adequar-se a novas experiências. mocidade. segundo o qual a pessoa modifica a estrutura existente: ações. motora e mental). AFETO Copyright © 2007. agrado ou desagrado. Reestruturação dos esquemas de assimilação. satisfação ou insatisfação. do Dicionário Universal. Dicionário Junguiano. movimento de equilíbrio contínuo entre a assimilação e a acomodação. O novo conhecimento representa a acomodação. ADOLESCÊNCIA O período da vida humana entre a puberdade e o estado adulto. Dicionário Piagetiano. idéias ou estratégias. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 117 . A assimilação e a acomodação são partes do processo de adaptação. alegria ou tristeza etc.

quer como tonalidade geral. ALEXIA Impossibilidade patológica de ler. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 118 . toda pulsão se exprime nos dois registros. fundamentalmente o amor e o ódio. Freud vê nela algo diferente do efeito de uma incapacidade funcional que a criança teria de registrar as suas impressões. ANARTRIA Dificuldade ou impossibilidade de articular certos sons. O afeto é a expressão qualitativa da quantidade de energia pulsional e das suas variações. AMNÉSIA INFANTIL Amnésia que geralmente cobre os fatos dos primeiros anos da vida. quer se apresente sob a forma de uma descarga maciça. do afeto e da representação. na relação com um mesmo objeto. Segundo Freud. penoso ou desagradável. ANIMA (JUNG) Componente feminino inconsciente do psiquismo humano e núcleo arquetípico da imagem inconsciente feminina. de tendências. ANIMUS (JUNG) Copyright © 2007. vago ou qualificado.Termo que a psicanálise foi buscar na terminologia psicológica alemã e que exprime qualquer estado afetivo. AMBIVALÊNCIA Presença simultânea. O campo abrangido pela amnésia infantil encontraria o seu limite temporal no declínio do complexo de Édipo e entrada no período da latência. de atitudes e de sentimentos opostos. ela resulta do recalque que incide na sexualidade infantil e se estende à quase totalidade dos acontecimentos da infância.

ANOMIA Perda da faculdade de contar os objetos e de reconhecer os números. APRAXIA Incapacidade de executar os movimentos coordenados. ASSIMILAÇÃO (PIAGET) Processo de incorporação de uma nova experiência ou informação que se ajusta à estrutura existente. Incorporação da realidade aos esquemas 119 Copyright © 2007. no inconsciente coletivo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . APRENDIZAGEM (PIAGET) Modificação da experiência resultante do comportamento. ARQUÉTIPO (JUNG) Representação. em todas as épocas e lugares. por isto. já viveram. Um conceito básico na teoria de Piaget. APRENDIZAGEM Ação de aprender. é sempre uma imagem coletiva em sua intensidade e atributos. que experimenta . de alguma experiência arcaica da experiência humana. de alguma daquelas experiências que todos os seres humanos. de construir o pensamento. de compartilhar.Instância inconsciente do psiquismo humano e núcleo arquetípico da imagem inconsciente masculina. APRENDENTE É o sujeito que apresenta um desejo de conhecer. perda da faculdade de apreciar as formas dos objetos. aprendizado. isto é. É um sujeito livre para criar e se expressar. sem que exista paralisia.mesmo que com medo de errar e assume a autoria de seu pensamento.

BEHAVIOURISMO Escola de Psicologia que segue os princípios teóricos e prática psicoterapêutica desenvolvidos por vários psicólogos. ATO-FALHO Ato em que o resultado explicitamente visado não é atingido. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 120 . porém não lhe foram transmitidos através dos genes. dos quais um dos mais conhecidos é o norte-americano Bhurrus Frederik Skinner. Refere-se aos fatores que influenciaram o desenvolvimento durante a vida intra-uterina. AUTO-ESTIMA Qualidade positiva ou negativa do autoconceito. Porém. Freud demonstrou que os atos falhos estão relacionados à intenção consciente do sujeito e a emoção recalcada.de ação do indivíduo ou o processo em que o indivíduo transforma o meio para satisfação de suas necessidades. não sendo. mas para as ações que habitualmente o sujeito consegue realizar bem. CARACTERES CONGÊNITOS Características existentes no indivíduo ao nascer. CAUSALIDADE (PIAGET) Copyright © 2007. da memória e da ação. mas se vê substituído por outro. AUTO-REGULAÇÃO (PIAGET) Características que as estruturas têm de se ordenarem e organizarem a si mesmas. Só há aprendizagem quando os esquemas de assimilação sofrem acomodação. Fala-se de atos falhos não para designar o conjunto das falhas da palavra. assim. O conhecido (conhecimento anterior) representa a assimilação. Assimilação e acomodação são processos indissociáveis e complementares. hereditários no sentido biológico do termo. e cujo fracasso ele tende atribuir apenas à sua distração ou ao acaso.

CIBERNÉTICA (PIAGET) Ciência e a arte da auto-regulação. Essa diferença é atribuída à amputação do pênis na menina. expresso por meio de uma linguagem precisa rigorosa. Como uma espécie particular de síntese. compensar ou reparar. que proporciona uma resposta ao enigma que a diferença anatômica dos sexos (presença ou ausência de pênis) coloca para a criança. surgindo daí uma intensa angústia de castração. O menino teme a castração como realização de uma ameaça paterna em resposta às suas atividades sexuais. O complexo de castração está Copyright © 2007. Na menina. Um complexo constitui-se a partir das relações interpessoais da história infantil. pode estruturar todos os níveis psicológicos: emoções. não pode deixar de ser). COGNIÇÃO Ação de adquirir um conhecimento COMPLEXO Conjunto organizado de representações e recordações de forte valor afetivo. a ausência do pênis é sentida como um dano sofrido que ela procura negar. CIÊNCIA Conjunto de conhecimentos sobre os fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo). A estrutura e os efeitos do complexo de castração são diferentes no menino e na menina. constituindo no fato de que a alguma coisa A. comportamentos adaptados. outra coisa completamente diferente.é afirmar a relação entre antecedente e conseqüente como necessária (dado A. parcial ou totalmente inconsciente. B.Interação entre objetos. COMPLEXO DE CASTRAÇÃO Complexo centrado na fantasia de castração. B é inevitável. atitudes. Como vínculo causal . ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 121 . liga-se seguindo uma regra (no sentido lógico-matemático).

em estreita relação com o complexo de Édipo e, mais especificamente, com a função interditória e normativa. COMPLEXO DE ÉDIPO Conjunto organizado de desejos amorosos e hostis que a criança sente com relação aos pais. Sob a sua forma dita positiva, o complexo apresenta-se como na história de Édipo-Rei: desejo da morte do rival que é a personagem do mesmo sexo e desejo sexual pela personagem do sexo oposto. Sob a sua forma negativa, apresenta-se de modo inverso: amor pelo progenitor do mesmo sexo e ódio ciumento ao progenitor do sexo oposto. Na realidade, essas duas formas encontram-se em graus diversos na chamada forma completa do complexo de Édipo. Segundo Freud, o apogeu do complexo de Édipo é vivido entre os três e cinco anos, durante a fase fálica; o seu declínio marca a entrada no período de latência. É revivido na puberdade e é superado com maior ou menor êxito num tipo especial de escolha de objeto. O complexo de Édipo desempenha papel fundamental na estruturação da personalidade e na orientação do desejo humano. Para os psicanalistas, ele é o principal eixo de referência da psicopatologia; para cada tipo patológico eles procuram determinar as formas particulares da sua posição e da sua solução. A antropologia psicanalítica procura encontrar a estrutura triangular do complexo de Édipo, afirmando a sua universalidade nas culturas mais diversas, e não apenas naquelas em que predomina a família conjugal. COMPLEXO DE ELECTRA Expressão utilizada por Jung como sinônimo do complexo de Édipo feminino, para marcar a existência nos dois sexos, de uma simetria da atitude para com os pais. COMPLEXO DE INFERIORIDADE Expressão que tem a sua origem na psicologia adleriana; designa, de um modo muito geral, o conjunto das atitudes, das representações e dos comportamentos que são expressões mais ou menos disfarçadas de um sentimento de inferioridade ou das reações deste. COMPULSÃO / COMPULSIVO

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Clinicamente falando, é o tipo de conduta que o sujeito é levado a realizar por uma imposição interna. Um pensamento (obsessão), uma ação, uma operação defensiva, mesmo uma seqüência complexa de comportamentos, são qualificados de compulsivos quando a sua não-realização é sentida como tendo de acarretar um aumento de angústia. CONFLITO PSÍQUICO Em psicanálise fala-se de conflito quando, no sujeito, opõem-se exigências internas contrárias. O conflito pode ser manifesto (entre um desejo e uma exigência moral, por exemplo, ou entre dois sentimentos contraditórios) ou latente, podendo este exprimir-se de forma deformada no conflito manifesto e traduzir-se, particularmente, pela formação de sintomas, desordens do comportamento, perturbações do caráter etc. A psicanálise considera o conflito como constitutivo do ser humano, e isto em diversas perspectivas: conflito entre o desejo e a defesa, conflito entre os diferentes sistemas ou instâncias, conflitos entre as pulsões, e por fim o conflito edipiano, onde não apenas se defrontam desejos contrários, mas onde estes enfrentam a interdição. CULTURA DE PAZ É a Paz em ação. É o respeito aos direitos humanos no dia-a-dia; é um poder gerado por um triângulo interativo de paz, desenvolvimento e democracia. Enquanto cultura de vida trata-se de tornar diferentes indivíduos capazes de viverem juntos, de criarem um novo sentido de compartilhar, ouvir e zelar uns pelos outros, e de assumir responsabilidade por sua participação numa sociedade democrática que luta contra a pobreza e a exclusão; ao mesmo tempo em que garante igualdade política, eqüidade social e diversidade cultural. DESEJO Na concepção dinâmica freudiana, um dos pólos do conflito defensivo. O desejo inconsciente tende a se realizar restabelecendo, segundo as leis do processo primário, os sinais ligados às primeiras vivências de satisfação. A psicanálise mostrou, no modelo do sonho, como o desejo se encontra nos sintomas sob a forma de compromisso. DESENVOLVIMENTO (PIAGET)
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Processo que busca atingir formas de equilíbrio cada vez melhores ou, em outras palavras, é um processo de equilibração sucessiva que tende a uma forma final, ou seja, a aquisição do pensamento operatório formal. Pode-se dizer ainda que é a construção de estruturas ou estratégias de comportamento. Gira em torno da atividade do organismo que pode ser motora, verbal e mental. É a evolução do indivíduo. DEVOLUTIVA Entrevista realizada entre o especialista e o cliente, para que este seja informado do diagnóstico ou prescrição terapêutica realizada pelo especialista, em qualquer especialidade clínica. ECOLOGIA AMBIENTAL Objetiva a integração do ser humano com a natureza facilitando o processo de transformação no sentido da redução do consumo e do desperdício, do incentivo à reutilização e à reciclagem dos recursos naturais, bem como da preservação e defesa do meio ambiente e de sociedades sustentáveis. ECOLOGIA INTEGRAL É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano. Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Os cosmólogos, vindos das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em
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É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se 125 Copyright © 2007. com melhores avenidas. Portanto ninguém está pronto. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano. Mas. temos que ter paciência com o processo global. pois nós. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. pessoal e arquetípica. homem e mulher. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade. com praças ou praias mais atrativas. se constituindo e nascendo. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. estamos igualmente em processo de antropogênese. A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. no tipo de mentalidade que vigora cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna. de constituição e de nascimento. humanos. sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Isto significa: ele está em gênese. ECOLOGIA MENTAL Chamada também de ecologia profunda. Por isso. Mas prioriza o saneamento básico. incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente. também. arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. vontade de dominação. Há em nós instintos de violência. ECOLOGIA SOCIAL Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. eles estão aí disponíveis a seu bel-prazer. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações.cosmogênese. uns com os outros e também conosco mesmo. formando um sistema aberto. Todos são importantes.

as tentativas de ligação da energia pulsional são contaminadas pelas características que especificam o processo primário: assumem um aspecto compulsivo. o pólo defensivo da personalidade.a sua autonomia é relativa. mas. A teoria psicanalítica procura explicar a gênese do ego em dois registros relativamente heterogêneos. nas operações defensivas. desreal. estes motivados pela percepção de um afeto desagradável (sinal de angústia).considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas. na sua segunda teoria do aparelho psíquico. o ego representa eminentemente. Do ponto de vista tópico. Relativamente à primeira teoria do aparelho psíquico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 126 . na medida em que as suas operações defensivas são em grande parte inconscientes. distingue do id e do superego. EQUILIBRAÇÃO (PIAGET) Copyright © 2007. Embora se situe como mediador . o ego é mais vasto do que o sistema pré-consciente-consciente. EGO OU EU Instância que Freud. o ego surge como um fator de ligação dos processos psíquicos. Do ponto de vista dinâmico. põe em jogo uma série de mecanismos de defesa.encarregado dos interesses da totalidade da pessoa . EPISTEMOLOGIA GENÉTICA (PIAGET) Estudo de como se passa de um conhecimento para outro conhecimento superior. EPISTEMOLOGIA (epistemo = conhecimento. o conceito tópico do ego é o resultado de uma noção constantemente presente em Freud desde as origens do seu pensamento. Do ponto de vista econômico. e logia = estudo) estudo do conhecimento. quer vendo nele um aparelho adaptativo. repetitivo. como para com os imperativos do superego e exigências da realidade. diferenciado a partir do id em contato com a realidade exterior. no conflito neurótico. quer definindo-o como o produto de identificações que levam à formação no seio da pessoa de um objeto de amor investido pelo id. o ego está numa relação de dependência tanto para com as reivindicações do id. De um ponto de vista histórico.

ESTÁGIO PRÉ-OPERACIONAL (PIAGET) Termo usado por Piaget para o primeiro estágio do desenvolvimento cognitivo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 127 . e às vezes de um grupo característico durante longo tempo. ESTÁGIOS (PIAGET) Patamares de desenvolvimento que se dá por sucessão. Ou refere-se ao processo regulador interno de diferenciação e coordenação que tende sempre para uma melhor adaptação. dos 2 aos 6 anos. O processo de equilibração define as regras de transição que dirigem o movimento de um estágio a outro dentro do desenvolvimento. quando a criança evolui das ações reflexas às voluntárias. ESTÁGIOS EVOLUTIVOS (PIAGET) Etapas da vida que reúnem padrões de características inter-relacionadas. freqüentemente de natureza altamente pessoal. ESTUDO TRANSVERSAL Copyright © 2007. que determinam o comportamento de cada período do desenvolvimento humano. sobre o comportamento de um indivíduo. Pode ser uma técnica profissional ou de pesquisa. do nascimento até aproximadamente os 18 meses. ESTÁGIO SENSÓRIO-MOTOR (PIAGET) Termo usado por Piaget para o primeiro estágio do desenvolvimento cognitivo. que por si só já é “estudo de caso”. objetivando chegar a um diagnóstico ou uma hipótese. durante a qual a criança desenvolve habilidades lógicas e a classificação básica.Concepção global do processo de desenvolvimento e de seus resultados estruturais sucessivos. ESTUDO DE CASO Coleta de informações detalhadas.

isto é. de sua singularidade. eficiente (com tecnologia) e responsável (eticamente). ESTUDO LONGITUDINAL Investigação que estuda características dos mesmos participantes do experimento ao longo do tempo. ENSINO É o processo que visa a modificar o comportamento. da pessoa por intermédio da aprendizagem com o propósito de efetivar as intenções do conceito de educação. esta em contato com a realidade. de modo criativo e autônomo reconhecendo que sua singularidade (“eu”) se constrói na pluralidade de ser do ser (coletividade. participação socio-comunitária). EDUCAÇÃO É o processo que visa a revelar e desenvolver as potencialidades da pessoa que é ser-nomundo (é singular na pluralidade). Piaget utilizou-se desse processo investigatório. a fim de serem atendidas as necessidades e aspirações do “seraí” (pessoa). bem como de facilitar ao outro/educando/aprendente a orientar a sua própria aprendizagem. Vygotsky fez este tipo de estudo. por pouco tempo. atitudes etc. Copyright © 2007. num mesmo movimento.Pesquisa em que se compara o desenvolvimento de inúmeras pessoas em diferentes categorias cognitivas e afetivas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 128 . sua pluralidade de ser e o modo de ser transcendente/espiritual. levando-o a sentir-pensar-agir de modo consciente (com conhecimento).

EDUCAÇÃO Especificações pelo objeto . educação infantil etc.. 3. Extra-Escolar. ele diz que trabalha com EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL.Informal. da vontade. avaliação etc. dos adultos etc. mas que apresenta alguma relação com a escola. educação psicopedagógica.).EDUCAÇÃO Especificações pelo campo . e cujo término gera diplomas etc. como conteúdos levantados. especial etc. educação escolar (formal) Ex. a educação pode ser escolar. como no treinamento de funcionários de uma industria sobre determinada técnica química etc. educação extra-escolar. sobre os modos de desenvolver estratégias de desobediência civil. EDUCAÇÃO Especificações pelas idades da vida – a educação pode ser primeira educação. podendo ser informal.. Em síntese: a EDUCAÇÃO pode ser 1. que entrarão em greve. esporadicamente. mas que é efetivado cumprindo algumas regras da educação escolar. educação informal. dos esfíncteres etc. entre gays inseridos no movimento gay etc. dos adolescentes. a um grupo de empregados. a educação que ocorre na escola. nos grupos de amigos. educação não-formal (não-escolar): ensino de conteúdos frontalmente não escolares ou não tão escolares. a educação pode ser sexual. Ex. Educação que ocorre na família. entre detentos de um presídio. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 129 .aqui. é o tipo de educação que ocorre eventualmente. impondo avaliação etc.Escolar. Ensino. EDUCAÇÃO Tipos: educação assistemática. que acontecem fora da escola ou dentro dela (mas fora dos diversos sentidos de sala de aula escolar). ensinados e apreendidos em espaços fora da escola. com um parâmetro curricular nacional. 4. objetivos. extra-escolar e não-escolar. Escolar/formal.aqui..Assistemática. Ex. 5. De modo geral. 2. Copyright © 2007. Ex: são os conteúdos escolares/formais. familiar. quando o pesquisador desenvolve estudos com processos e programas educativos (educação especial. dos infantes. Não – formal/Não . Ex.

ou que recusa a si mesmo. professor ou mestre e destinada a alunos. bem como é portador de uma real autonomia (independência) de manobra para os atores sociais (professores.ENSINO-DIDÁTICA Diferenciações – O ensino se refere à transmissão de conhecimentos teóricos ou práticos de técnicas ou de métodos . IDEALIZAÇÃO Processo psíquico pelo qual as qualidades e o valor do objeto são levados à perfeição. é. FRUSTRAÇÃO Condição do sujeito a quem é recusada. pois uma ciência e ante que se constrói para que o ensino transcende à pura e simples transmissão de conhecimentos. ESCOLA Objeto de trabalho pedagógico: o trabalho (pedagógico) da escola é a socialização do conhecimento. alunos etc. educandos. gradualmente dividindo tal responsabilidade com a escola. aprendentes. outras instituições sociais estão se responsabilizando por “essa tarefa”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .) em interface. Atualmente. ideal do ego). às seguintes questões inter-relacionadas: 1º) o que ensinar? 2º) A quem ensinar? 3º) Por que ensinar? 4º) Como ensinar? 5º) Quais os resultados esperados? ENSINO-APRENDIZAGEM O processo – o processo ensino-aprendizagem forma um subsistema ao mesmo tempo dependente das condições gerais do sistema educacional. A didática deve responder de maneira metódica. A identificação com o objeto idealizado contribui para a formação e para o enriquecimento das chamadas instâncias ideais da pessoa (ego ideal. A didática refere-se ao cuidado de bem ensinar (do professor). a satisfação de uma exigência pulsional.realizada por um educador. INTELIGÊNCIA (PIAGET) 130 Copyright © 2007.

LIBERDADE (PIAGET) Estado de pleno funcionamento do organismo.. b) um grau epistemológico. 'dizer que a inteligência é um caso particular da adaptação biológica é. INTERDISCIPLINARIDADE Diz respeito à transferência de métodos de uma disciplina à outra. 'a inteligência é uma adaptação' (Piaget. pois. 131 Copyright © 2007. Podemos distinguir três graus de interdisciplinaridade: a) um grau de aplicação. supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é a de estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato' (Piaget. a interdisciplinaridade ultrapassa as disciplinas. das oportunidades disponíveis e das decisões pessoais tomadas pelos indivíduos. INTUIÇÃO (PIAGET) É uma representação construída por meio de percepções interiorizadas e fixas e não chega ainda ao nível da operação. INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (HOWARD GARDNER) As inteligências são potenciais que poderão ser ou não ativados. c) um grau de geração de novas disciplinas. mas seu objetivo permanece dentro do mesmo quadro de referência da pesquisa disciplinar. suas famílias. seus professores etc. é um pensamento imaginado. Incide sobre as configurações de conjunto e não mais sobre simples coleções sincréticas simbolizados por exemplares tipos. Ou. 1982).. Ou. 1982). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . cujo papel é perceber o significado implícito de cada objeto de atenção que entre no campo da consciência.Capacidade de adaptação do organismo a uma situação nova. dependendo dos valores culturais. visando apreender sua tendência geral de desenvolvimento. Ou. Assim como a pluridisciplinaridade. INTUIÇÃO (JUNG) Uma das quatro funções da consciência.

MULTIDISCIPLINAR Olhar objeto sobre a luz de várias disciplinas. o grau de elaboração do conflito. mas permanece aberta a questão teórica de saber se a utilização pressupõe sempre a existência de um ego organizado que seja o seu suporte. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . NARCISISMO Por referência ao mito de Narciso. PENSAMENTO (JUNG) Uma das quatro funções da consciência. cujo papel é aplicar raciocínios sobre cada objeto de atenção que entre no campo da consciência. PATOLOGIA Parte da Medicina que estuda as doenças. a etapa genética. PLURIDISCIPLINARIDADE 132 Copyright © 2007. MOTIVAÇÃO (PIAGET) Sentimento de uma necessidade. visando identificar o que é. etc. quando a situação exigir. seus sintomas e natureza das modificações que elas provocam no organismo. MECANISMOS DE DEFESA Diferentes tipos de operações em que a defesa pode ser especificada. Os mecanismos predominantes diferem segundo o tipo de afecção considerado.LIDERANÇA (PIAGET) Permissão dada pelo grupo para que cada um de seus componentes utilize suas aptidões para comandar este grupo. Não há divergências quanto ao fato de que os mecanismos de defesa são utilizados pelo ego. e ele seja o mais indicado para tal situação. é o amor pela imagem de si mesmo.

Copyright © 2007. É o que constitui o osso modo de ser. como Melanie Klein e Jacques Lacan. como Marie-Louise Von Franz e James Hillman. PSICOLOGIA Ciência que estuda a alma humana. PSICANÁLISE Escola de Psicologia que segue as linhas teóricas e de prática psicoterapêutica criadas por Sigmund Freud e alguns de seus principais discípulos ou seguidores. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 133 . mas em várias ao mesmo tempo.Diz respeito ao estudo de um tópico de pesquisa nÃo apenas em uma disciplina. pensar. fantasiar. Internalização — termo criado pro Vygotsky e que se refere às atividades externas que se modificam em atividades internas. através da manipulação de instrumentos e o uso da linguagem (um dos mais vitais signos). PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Ramo da psicologia que estuda as mudanças de comportamento que ocorrem com a idade. PSICOLOGIA GENÉTICA (PIAGET) Estudo dos problemas psicológicos do ponto de vista do conhecimento. PSICOLOGIA ANALÍTICA Escola de Psicologia que segue as linhas teóricas e de prática psicoterapêutica criadas por Carl Gustav Jung e alguns de seus principais discípulos ou seguidores. Objeto principal da psicologia — é a subjetividade Subjetividade — é a maneira de sentir. bem como comportamento humano e animal. sonhar. amar e fazer de cada um. passando do meio interpessoal para o intrapsicológico.

designa-se por regressão um retorno em sentido inverso desde um ponto já atingido até um ponto situado antes desse. se opõe ao acesso deste ao seu inconsciente. No sentido formal. A psicanálise estende a noção de sadismo para além da perversão descrita pelos sexólogos.). identificações. relações de objeto. RESISTÊNCIA Chama-se resistência a tudo o que nos atos e palavras do analisando. a regressão designa a passagem a modos de expressão e de comportamento de nível inferior do ponto de vista da complexidade. Considerada em sentido tópico. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . a regressão supõe uma sucessão genética e designa o retorno do sujeito a etapas ultrapassadas do seu desenvolvimento (fases libidinais. durante o tratamento psicanalítico.PSICOSSOCIAL Compreendendo o sentido etimológico do termo. SADISMO Perversão sexual em que a satisfação está ligada ao sofrimento ou à humilhação infligida a outrem. reconhecendo-lhe numerosas manifestações encobertas . Uma teoria psicossocial apresenta aspectos psicológicos relacionados com a sociedade e com a conduta social do ser humano. etc. da estruturação e da diferenciação. de acordo com Freud ao longo de uma sucessão de sistemas psíquicos que a excitação percorre normalmente segundo determinada direção.se mais fácil abarcar a compreensão psicológica do mesmo. REGRESSÃO Num processo psíquico que contenha um sentido de percurso ou de desenvolvimento. a regressão se dá.particularmente infantis . siquê = mente + social. Freud falou de resistência à psicanálise para designar uma atitude de oposição às suas descobertas na medida em que elas revelam os desejos inconscientes e infligiam ao homem um vexame psicológico. SELF (JUNG) 134 Copyright © 2007. torna. No seu sentido temporal.e fazendo dele um dos componentes da vida pulsional. Por extensão.

o imaginário e o real. etc. fome. cujo papel é permitir a percepção consciente. sexualidade é o instinto que tem por objeto um parceiro do sexo oposto e por alvo a união dos órgãos sexuais. através das sensações corporais. SIMBÓLICO Termo introduzido (na sua forma de substantivo masculino) por J. e que e encontram a título de componentes na chamada forma normal do amor sexual. na medida em que são Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 135 . função de excreção.). mas toda ma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam um prazer irredutível à satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental (respiração. SENSAÇÃO (JUNG) Uma das quatro funções da consciência. de como é cada objeto de atenção que entre no campo da consciência. Lacan. O simbólico designa a ordem de fenômenos de que trata a psicanálise. que distingue no campo da psicanálise três registros essenciais: o simbólico. SEXUALIDADE Na experiência e na teoria psicanalíticas. porém. visam obter prazer com a descarga de libido através da satisfação da pulsão sexual. cujo papel é valorar afetivamente cada objeto de atenção que entre no campo da consciência. SEXUALIDADE Em uma definição apenas fisiológica. sexualidade é todo um conjunto de atividades que. 'sexualidade' não designa apenas as atividades e o prazer que dependem do funcionamento do aparelho genital. SENTIMENTO (JUNG) Uma das quatro funções da consciência. em uma visão psicológica. além disto. visando a reprodução da espécie. visando estabelecer sua importância afetiva.Arquétipo central e organizador de toda a psique.

linguagem. em psicanálise. SOMBRA (JUNG) Instância central do inconsciente pessoal. de um desejo inconsciente. religião. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 136 . modo de representação que se distingue principalmente pela constância da relação entre o simbolizado inconsciente.estruturados como uma linguagem. modo de representação indireta e figurada de uma idéia. etc. SOCIALIZAÇÃO (PIAGET) A combinação de indivíduos para formarem estruturas sociais ou um fenômeno de combinação de novas formas de relações individuais. Freud descreveu como atividades de sublimação principalmente a atividade Copyright © 2007. Em sentido restrito. usado por Freud nos seus primeiros escritos como sinônimo de inconsciente. mas que encontrariam o seu elemento propulsor na força da pulsão sexual. o termo foi logo rejeitado em virtude dos equívocos que favorece. folclore. neste sentido. SUBLIMAÇÃO Processo postulado por Freud para explicar atividades humanas sem qualquer relação aparente com a sexualidade. SIMBOLISMO Em sentido amplo. SUBCONSCIENTE. podemos considerar simbólica qualquer formação substitutiva. de um conflito. Este termo refere-se também à idéia de que a eficácia do tratamento tem o seu elemento propulsor real no caráter fundador da palavra. mas nos domínios mais diversos (mito. essa constância encontra-se não apenas no mesmo indivíduo para outro.) e nas áreas culturais mais distantes entre elas. /SUBCONSCIÊNCIA Termo utilizado em psicologia para designar tanto o que é fracamente consciente como o que está abaixo do limiar da consciência atual ou mesmo inacessível a ela. composta também por características pessoais que o indivíduo não aceita em si mesmo.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 137 . TRANSFORMAÇÃO (PIAGET) Copyright © 2007. SUPEREGO (JUNG) Instância psíquica inconsciente cuja função é reprimir ações. SUPEREGO Uma das instâncias da personalidade tal como Freud a descreveu no quadro da sua segunda teoria do aparelho psíquico: o seu papel é assimilável ao de um juiz ou de um censor relativamente ao ego. as suas modalidades. A transferência é classicamente reconhecida como o terreno em que se dá a problemática de um tratamento psicanalítico. Trata-se aqui de uma repetição de protótipos infantis vividas com um sentimento de atualidade acentuada. funções do superego. eminentemente. Freud vê na consciência moral. reações. sem qualquer outro qualificativo. pois são a sua instalação. Certos psicanalistas recuam para mais cedo a formação do superego. na auto-observação. TRANSFERÊNCIA Designa em psicanálise o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação estabelecida com ele e. Diz-se que a pulsão é sublimada na medida em que é derivada para um novo objetivo não sexual e em que visa objetos socialmente valorizados. no quadro da relação analítica. a sua interpretação e a sua resolução que caracterizam este. constituí-se por interiorização das exigências e das interdições parentais. pensamentos e sentimentos tidos como inadequados pela estrutura moral que envolveu a criança na primeira infância. É a transferência no tratamento que os psicanalistas chamam a maior parte das vezes transferência.artística e a investigação intelectual. vendo esta instância em ação desde as fases pré-edipianas (Melanie Klein) ou pelo menos procurando comportamentos e mecanismos psicológicos muito precoces que seriam precursores do superego. o superego é definido como o herdeiro do complexo de Édipo. na formação de ideais. Classicamente.

De forma mais específica. pela incapacidade em que se encontra o sujeito de reagir a ele de forma adequada. Em termos econômicos. anal. mamilo. Copyright © 2007. certas regiões que são funcionalmente sedes dessa excitação: zona oral. pelo transtorno e pelos efeitos patogênicos duradouros que provoca na organização psíquica. ZONA ERÓGENA Qualquer região do revestimento cutâneo-mucoso suscetível de tornar sede de uma excitação de tipo sexual. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 138 . o traumatismo caracteriza-se por um afluxo de excitações que é excessivo em relação à tolerância do sujeito e à sua capacidade de dominar e de elaborar psiquicamente estas excitações. uretro-genital.Processo em que as estruturas se constroem a partir dos elementos que as constituem. TRAUMA Acontecimento da vida do sujeito que se define pela sua intensidade.

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