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HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO

José Fernando Xavier Faraco Presidente da FIESC Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC Marco Antônio Dociatti Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC

HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO

Florianópolis – 2004

É autorizada reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema desde que a fonte seja citada

Equipe Técnica:
Organizadores:
Adagir Saggin Adalberto Silveira Guilherme de Oliveira Camargo Irineu Parolin Natalino Uggioni Sandro Feltrin Vilmo Loshstein

Projeto Gráfico:
Rafael Viana Silva

Capa:
Rafael Viana Silva Samay Milet Freitas

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina www.sc.senai.br Rodovia Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi. CEP 88034-001 - Florianópolis - SC Fone: (048) 231-4221 Fax: (048) 231-4331 Este material faz parte do Programa SENAI SC de Recursos Didáticos www.sc.senai.br/recursosdidaticos

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS

LISTA TABELAS LISTA DE TABELAS
1 Introdução à Hidráulica........................................................14
1.1 Tabela de velocidades......................................................................................19 1.2 Comprimentos equivalentes a perdas localizadas (em polegadas de canalização retilínia).............................................................................................................23

3 Unidades Fundamentais do Sistema Internacional...............27
3.1 Unidades fundamentais do Sistema Internacional................................................27 3.2 Conversão das principais unidades de pressão.....................................................27 3.3 Unidades de pressão mais utilizadas em sistemas hidráulicos.................................28 3.4 Principais unidades de capacidade ou volume.....................................................28 3.5 Principais unidades de força.............................................................................28 3.6 Principais unidades de vazão............................................................................29

5 Simbologia / Resumo...........................................................31
5.1 Linhas de fluxo...............................................................................................31 5.2 Simbolos funcionais.......................................................................................31 5.3 Fontes de energia...........................................................................................32 5.4 Válvulas direcionais........................................................................................32 5.5 Métodos de acionamento...............................................................................32 5.6 Válvulas controladoras de vazão.......................................................................33 5.7 Válvula de retenção........................................................................................33 5.8 Válvula reguladora de pressão..........................................................................34 5.9 Reservatório..................................................................................................34 5.10 Bombas......................................................................................................35 5.11 Motores.....................................................................................................35 5.12 Cilindros.....................................................................................................36 5.13 Instrumentos e acessórios.............................................................................37

7 Válvulas Direcionais.............................................................45
7.1 Solenóides em eletroválvulas...........................................................................49

13 Fluidos Hidráulicos.............................................................63
13.1 Tabela de conversão de viscosidade.................................................................68 13.2 Comparação entre dois índices de viscosidade diferentes...................................69

HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO

5

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS

LISTA LISTA DE FIGURAS
1 Introdução à Hidráulica........................................................14
1.1 Lei de Pascal..................................................................................................15 1.2 Princípio de compensação de energia................................................................15 1.3 Vazão...........................................................................................................16 1.4 Coluna de fluido............................................................................................17 1.5 Fluxo lamiar e fluxo turbulento........................................................................18

2 Fatores Resultantes da Pressão num Sistema.......................25
2.1 Carga sobre o atuador: sistema sem vazamento..................................................25 2.2 Carga sobre o atuador: sistema com vazamento..................................................25 2.3 Restrição na tubulação....................................................................................26

4 Composição dos Sistemas Hidráulicos..................................30
4.1 Posição do reservatório em relação à bomba.......................................................30

6 Bombas Hidráulicas.............................................................38
6.1 Bombas hidráulicas: bombas de fluxo radiais ou centrífugas...................................38 6.2 Bombas hidráulicas: bombas de fluxo radiais ou centrífugas...................................38 6.3 Bombas hidráulicas: bombas de fluxo axial..........................................................38 6.4 Bombas de engrenagens.................................................................................38 6.5 Bombas de engrenagens internas......................................................................39 6.6 Bombas de engrenagens espinha de peixe.........................................................39 6.7 Bombas de vazão fixa......................................................................................40 6.8 Bombas de vazão variável com compensação de pressão......................................40 6.9 Bombas de vazão variável com compensação de pressão......................................40 6.10 Bombas de vazão variável com compensação de pressão....................................41 6.11 Bombas de pistões axiais de eixo inclinado ou desalinhado.................................41 6.12 Bombas de pistões radiais..............................................................................41 6.13 Bombas de pistões axiais de placa ou disco inclinado..........................................42 6.14 Bombas em série.........................................................................................42 6.15 Bombas em paralelo.....................................................................................42 6.16 Exemplo de aplicação de bombas de pistões radiais............................................43

7 Válvulas Direcionais.............................................................45
7.1 Válvula carretel..............................................................................................46 7.2 Válvula direcional com êmbolo deslizante..........................................................46 7.3 Válvula direcional com assento esférico.............................................................47 7.4 Sobreposição positiva......................................................................................47 7.5 Sobreposição negativa....................................................................................48 7.6 Esquema de solenóide....................................................................................48 7.7 Válvula de duplo acionamento.........................................................................49 7.8 Válvula direcional 4/3 vias, pré-acionadaspor solenóides, acionada por presão hidráulica centrada por mola; de piloto e dreno interior..............................................50

HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO

6

..................60 12......................60 12...................................3 Válvula de retenção pilotada..57 10...............................................................59 12 Reservatório..................1 Registros: Gaveta..................71 14...4 Chicana horizontal........58 11.....6 Exemplo de materiais filtrantes....73 15...56 10..................................51 8...........................64 13.............................................................3 Amortecimento: Amortecendo.......72 15 Válvulas Controladoras de Vazão (Fluxo)..................56 10.................1 Válvula de retenção simples.....................57 10..................54 10 Atuadores Rotativos...........................61 12...............4 Osciladores com cilindro.........................................................................................................1 Registros: Globo............................51 8..67 14 Filtros.............................................................................................................................................................................................................................1 Registros: Agulha.........55 10............................................................53 9......62 13 Fluidos Hidráulicos...........................................55 10........................70 14....2 Filtro de pressão.....2 Amortecimento: Recuando ainda sem amortecimento............................................................................................................................................54 9.....................................................................58 11......2 Válvulas reguladoras de vazão bidirecional.54 9.....................................................................................................................................................2 Fluido hidráulico como lubrificante das partes móveis....1 Componente do reservatório.....63 13...............4 Válvula de preenchimento ou de sucção....................................71 14...................................................SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 8 Registros................................................................58 11..................1 Orifícios para regulagem de vazão...1 Registros: Esfera.......1 Filtro de sucção........................................5 Filtro de retorno com indicador eletro-óptico de saturação...............................................................5 Anéis tipo O.....................................51 8...................52 9.........................................................................................................2 Válvula de retenção pilotada geminada.............1 Comparação entre uma bomba e um motor de engrenagem................70 14....................................................51 9 Atuadores Lineares.........................................................................................................................................61 12....................................................................................................................................................64 13.................................................................................................................5 Osciladores com rosca sem-fim..................................................1 Componentes do cilindro...................73 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 7 ........................................................................3 Bocal de enchimento com filtro....4 Filtro de retorno com indicador óptico (mecânico) de saturação......4 Viscosímetro de Saybolt..............................6 Anéis tipo lábio de dupla ação............62 12................4 Anéis tipo “copo”....6 Osciladores de palheta........58 11......................................................3 Motores oscilantes ou osciladores.....................3 A troca de calor através do fluido hidráulico...............................................................................73 15........................................................................................................................3 Filtro de retorno.................................52 9.............................2 Altura para montagem da linha de sucção..........2 Pinhão cremadeira.............................................71 14.................53 9......................................63 13........................................5 Chicana vertical..........................................1 Fluidos hidráulicos transmitindo energia..............................................70 14..........................................................51 8....................................57 11 Válvula de Bloqueio.......................

..93 19.......82 16......................95 20 Intensificadores de Pressão .........3 Válvula reguladora de vazão unidirecional...........88 17....94 19..............4 Circuito hidráulico industrial com aplicação de acumulador de bexiga....................1 Tipos construtivos de acumuladores.....................................5 Exemplo de circuito utilizando bomba de pistões radiais.............................................7 Circuito hidráulico seqüêncial..............6 Possibilidade de comando por A e B........84 16...........................80 16........................13 Controle de pressão remoto...............................................................................82 16..............................13 Exemplo de circuito com aplicação de elementos lógicos........................................................................................................................91 18 Trocador de Calor...............7 Método de controle de fluxo: na entrada..................90 17.........................................2 Seqüência de funcionamento de um acumulador de membrana...........................90 17......................85 17 Elemento Lógico...............................6 Princípio de funcionamento e válvula de seqüência........2 Retenção de A para B..............................................4 Possibilidade de comando por B...83 16.........90 17...................................3 Válvula de descarga.......................77 15........... Posição central da válvula direcional.........................87 17......................................................................................3 Retenção de B para A.....................8 Integração entre válvula direcional e valvula de retenção.....................87 17.............................................................3 Seqüência de funcionamento de um acumulador de bexiga.....................SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 15.9 Exemplo de circuito com três velocidades de avanço.......................6 Construção do tipo “B” estreitamento depois do compensador..................11 Válvula reguladora de pressão com válvula para ventagem acoplada.............................................. utilizando duas bombas em paralelo...............................................................4 Exemplo de circuito com duas velocidades............................ na saída e em desvio..........79 16............................................................96 20.75 15...86 17............83 16...............................................79 16.................. solenóide “b” energizado.5 Possibilidade de comando por A.....1 Princípio de funcionamento do elemento lógico.....5 Construção do tipo “A” estreitamento antes do compensador.....................2 Válvula de alívio....................95 19.92 18..............................................................89 17..................80 16.................................14 Controle de pressão remoto.............................................................10 Válvula redutora de pressão de operação direta....10 Integração entre válvula direcional e reguladora de vazão........9 Retenção em uma direção e controle de fluxo no sentido contrário....................87 17.....................81 16......81 16.........7 Válvula de retenção pilotada..............89 17...78 15.................. solenóide “a” energizado........................................1 Trocador de calor a ar.......................................................96 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 8 .................12 Controle de pressão remoto.................................................................8 Exemplo de circuito com duas velocidades de avanço rápido e lento.......84 16..2 Trocador de calor a água...........9 Válvula redutora de pressão...................................92 18.................1 Princípio de funcionamento de multiplicador hidráulico........... montagem em bloco e em linha................................8 Circuito regenerativo seqüêncial......................11 Dupla retenção..........4 Válvulas reguladoras de vazão unidirecional...74 15.......................................................74 15.............................82 16..12 Válvula limitadora de pressão...................................88 17..................................................................................................93 19..................78 16 Válvulas Reguladoras de Pressão.....85 16.........86 17............88 17.................92 19 Acumuladores........................“Boosters”..................................................1 Princípio de funcionamento das válvulas reguladoras de pressão................................................................75 15..............

.......3 Exemplo de conexões industriais....................................SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 21 Instrumentos de Medição.......................................101 22....98 21........2 Esquema interno de um bloco manifold................99 21......................100 22.........................101 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 9 ..1 Exemplos de mangueiras hidráulicas industriais.......................................................................................................................5 Pressostato tipo bourbon..3 Válvula isoladora de manômetro.............................97 21............97 21................................................................99 22 Elementos de Interligação......... Conexão e Vedações.......................................................................2 Manômentro com limites de pressão máximo e mínimo.............100 22..............................1 Princípio de funcionamento do manômentro de bourdon..4 Pressostato de êmbolo........97 21...........................

..........................26 3 Unidades fundamentais do Sistema Internacional............................3...........................................40 6.........15 1....................................24 1......................................................3..................................................................1.......................20 1.25 2................................................27 3..............2..................................................................17 1..1 Cuidados na instalação de bombas........................................................13 1 Introdução à Hidráulica......................3 Perdas de Energia por Atrito ..................1 Histórico......................3.....2 Conservação da Energia....................30 4...........1...............6 Resistência à passagem de fluido..........................38 6.....18 1.........8 Dimensionamento em função da perda de carga.......................31 6 Bombas Hidráulicas.......................................................................................................4 Vantagens e Desvantagens dos Sistemas Hidráulicos.30 5 Simbologia / Resumo........................3 Bombas de Palhetas.............................24 1..............................................................1 Posição do reservatório..................15 1..........18 1.....2 Cavitação...............43 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 10 .............................................................3.................................................1 Tipos de pressão.........................5...........................................38 6...........................29 4 Composição dos Sistemas Hidráulicos...............2 Desvantagens:......................20 1...................24 2 Fatores Resultantes da Pressão num Sistema.......................................1 Leis da Vazão (Hidrodinâmica e Mecânica dos Fluidos)..3......4 Bombas de Pistões.........................38 6.....2 Bomba de deslocamento positivo....3.........43 6....................42 6..............16 1.24 1...........14 1..........41 6........5 Potência..................1.......................................................................................................3 Principais unidades de capacidade ou volume.............24 1...................................................4 Principais unidades de força.....14 1...28 3...............2 Unidades de Pressão mais Utilizadas em Sistemas Hidráulicos:..........................................................1 Bomba de deslocamento não positivo..............7 Dimensionamento de tubos em função da velocidade............ unidades de pressão e outras grandezas:.............................................3.................2 Princípio de Pascal......2 Montagem e Instalação de Bombas.........................43 6............5 Número de Reynolds [Re]...................3..4....................1 Tipos...1......4 Regimes de Fluxos............4............18 1................................2............................1 Potência Hidráulica.......SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS SUMÁRIO Apresentação..................21 1..................1 Conversão das Principais Unidades de Pressão......................................................................27 3....38 6..............28 3...............28 3............................5 Principais unidades de vazão...1 Vantagens:......................3 Transmissão de Força Hidráulica...................................................3 Aeração.......................................................................................................................................................2....................................................................

.............................................51 8..1 Válvula de pré-enchimento ou de sucção......................2 Ventagem e Controle Remoto...............1.........52 9..........................................1 Tipos de registros.........................77 15.........3 Válvulas direcionais pré-operadas (sanduíche de válvulas)...............................2 Tipos de solenóides.......................................1 Componentes do reservatório...............61 12..............49 8 Registros...............................................46 7.1....3 Válvula Redutora de Pressão de Operação Direta.............................................................79 16..............45 7.......................................3 Métodos para definição da viscosidade............72 15 Válvulas Controladoras de Vazão (Fluxo)..............63 13..1 Tipos de filtros quanto à posição de montagem:................3 Chicanas..................................................................59 12 Reservatório.2 Exemplo de circuito hidráulico industrial com três velocidades de avanço............65 13............................................82 16.............64 13............1 Amortecimento do fim de curso nos cilindros hidráulicos............1.............53 10 Atuadores Rotativos...............................................................46 7................................................................................................................1 Princípio básico de funcionamento das válvulas reguladoras de pressão................................78 16 Válvulas Reguladoras de Pressão.............1..............................................................................1 Controlar velocidade dos atuadores.................................62 13 Fluidos Hidráulicos........................2 Válvula Redutora de Pressão............................................................................73 15..................1 Materiais dos elementos filtrantes..70 14...............60 12......................................................................................79 16.............................52 9.......1 Sobreposição das Válvulas Direcionais...........2 Vedações para cilindros e demais componentes.....51 9 Atuadores Lineares...........................................1......1................55 11 Válvula de Bloqueio....60 12.....................................................................................84 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 11 ......78 15..1....1 Propriedades do Fluido..48 7.......................................1 Exemplo de circuito hidráulico industrial com duas velocidades de avanço..........................................1.......................1 Principais Fluidos Hidráulicos..........66 14 Filtros...........SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 7 Válvulas Direcionais...................65 13......1 Válvula de seqüência de ação direta....................................................................................1.......1....................................83 16...................................................................................................58 11....1........................................................1.............70 14..............2 Importância do controle da viscosidade...........83 16.........2 Montagem das linhas....1 Tipos construtivos para válvulas...............

...............................................86 17..........93 19......................................97 21......................................................2 Termômetros............92 19 Acumuladores..................96 21 Instrumentos de Medição........................................................................................................97 21.....................2 Mangueiras.....SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 17 Elemento Lógico................102 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 12 ..4........101 22............... conexão e vedações.....100 22............1 Conexões por roscas.........Boosters................................................................................................................................................4 Elementos de conexão........................................101 Referências Bibliográficas..................92 18......87 18 Trocador de Calor.....92 18...........3 Placas de ligação e blocos manifold..........................98 22 Elementos de interligação................................................100 22.............................................................1 Trocador de calor a ar...........................................1 Manômetro com sinal elétrico..........................................101 22................1 Comentário sobre acumuladores........................94 20 Intensificadores de Pressão ................................................................................................................1 Tubos.................................................2 Trocador de calor a água................100 22.......................................1 Alguns Exemplos de Aplicação..................................................

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO A finalidade deste material é proporcionar aos interessados. O termo hidráulica é uma palavra que deriva da raiz grega HIDRO que significa água. As experiências têm revelado. Apesar da multiplicidade dos campos de aplicação da hidráulica. O conteúdo inclui a descrição de sistemas hidráulicos para a transferência de forças ou movimentos. o conhecimento dessa matéria ainda não está totalmente difundido. a aplicação do sistema hidráulico tem sido restrita. controle de forças e movimentos por meio de fluidos líquidos (óleos minerais e sintéticos). detalhes construtivos dos componentes e a montagem de comandos hidráulicos na bancada. seus princípios de funcionamento. uma visão do mundo da hidráulica. entende-se por hidráulica a transmissão. Hoje. Grande parte das modernas e mais produtivas máquinas e instalações são hoje parcial ou totalmente comandadas por sistemas hidráulicos. Como resultado disso. Fluido é toda a substância que flui e toma a forma do recipiente no qual está confinado. Com a automatização os acionamentos e comandos hidráulicos ganharam importância através do tempo. fazendo com que haja um relacionamento entre teoria e prática. que atualmente a hidráulica é indispensável como um método moderno de transmissão de energia. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 13 .

a mecânica e a fluídica (hidráulica e a pneumática). Atualmente. O uso do fluido sob pressão. por incrível que pareça. desde o seu uso para um simples sistema de frenagem em veículos até a sua utilização para complexos sistemas das eclusas. já é mais recente. Naturalmente a mecânica é a mais antiga de todas. é um método desenvolvido nos tempos modernos. também desenvolveu o. usando como meio de transmissão a água. motores elétricos. mais precisamente. que usa geradores. por conseguinte é a mais conhecida. A força fluídica tem origem. para a geração de energia mecânica. Em 1850.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO INTRODUÇÃO À HIDRÁULICA 1. Vamos pensar um pouco. Em 1900. primeiro acumulador hidráulico. com muitas vantagens. e para fazê-lo. cames. Hoje utilizada de muitos outros artifícios mais apurados como engrenagens. Armstrong desenvolveu o primeiro guindaste hidráulico. que emprega a energia potencial da água armazenada a uma certa altura. condutores e uma gama muito grande de outros componentes. um mecânico inglês.1 Histórico Existem apenas três métodos de transmissão de energia na esfera comercial: A elétrica. a construção da primeira bomba de pistões axiais nos Estados Unidos. a versatilidade e a dependência do uso da transmissão de força hidráulica ou pneumática torna-se evidente. Joseph Bramah. O marco inicial que se tem conhecimento é a utilização da roda d’água. Os fatos mais marcantes da história da energia fluídica poderiam ser relacionados como os seguintes: Em 1795. ocorreu aqui à substituição da água por óleo mineral. A elétrica. como meio de transmissão de potência. a tecnologia moderna seria capaz de uma potência para elevar um container de grande tonelagem. ou potência suficientemente pequena para prender um ovo sem quebrar a casca? HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 14 1 . sendo que o seu desenvolvimento ocorreu. após a primeira grande guerra mundial. sem a energia fluídica. É o único meio de transmissão de energia que pode ser transportado a grandes distâncias. com o desenvolvimento de novos metais e fluidos obtidos sinteticamente. a milhares de anos. polias e outros. aeronaves e mísseis. construiu a primeira prensa hidráulica.

conceitualmente é a força exercida por unidade de área.2: Princípio de compensação de energia Fonte: RANCINE.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 1. podemos afirmar que a pressão nas áreas A e B do sistema são iguais.1: Lei de Pascal Fonte: RANCINE. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 15 . Pressão. em 1648 enunciou a lei que rege os princípios hidráulicos: A pressão exercida em um ponto qualquer de um líquido estático é a mesma em todas as direções. Figura 1. ocorrerá nesse fluido uma pressão “P”. exercendo forças iguais em áreas iguais e sempre perpendiculares à superfície do recipiente. 13 Caso uma força “F” atue sobre uma área “A” sobre um fluido confinado. 1.9aed.3 Transmissão de Força Hidráulica Em 1795 Joseph Bramah criou a 1a prensa hidráulica manual aplicando o princípio de Pascal.9aed. p. Portanto. 14 Como a pressão se distribui uniformemente em todas as direções e agem com a mesma intensidade em todos os pontos. 1994 . Figura 1. 1994 .2 Princípio de Pascal Blaise Pascal. p.

A velocidade do fluxo varia.3. Figura 1. também é possível calcular o deslocamento “S” dos êmbolos.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Portanto. v1 = A2.1 Leis da Vazão (Hidrodinâmica e Mecânica dos Fluidos) Se um fluido flui por um tubo com vários diâmetros. v Equação da continuidade Q1 = Q2 A1. Substituindo-se: V = A . s Q = Vazão em litros por minutos V = Volume em litros ou dm3 A = Área da seção transversal S = Curso ou comprimento. com Q = A . 1994 p. v2 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 16 . O curso “S” na unidade de tempo “t” é: Velocidade . podemos afirmar: Além da possibilidade de calcular as forças ou áreas que envolvem o sistema. 1.31 Vazão: Onde: . o volume que passa em uma unidade de tempo é o mesmo independente da seção. de onde podemos ter.3: Vazão Fonte: REXROTH.

observem no estrangulamento. Energia cinética que é a energia de movimento em função da velocidade do fluxo ou pressão dinâmica. Equação de Bernoulli para um sistema estacionário: ñ .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 1. Figura 1. ñ .2 Conservação da Energia A Lei da conservação da energia nos diz que em um fluxo a energia permanece constante. h . Energia de pressão que é a pressão estática. A energia de posição e a energia cinética são muito pequenas. REXROTH p. Em uma instalação hidráulica é importante a energia de pressão ou pressão estática. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 17 . Podemos dividir a energia total desta forma: Energia de posição (energia potencial) que esta em função da altura da coluna do fluido. Com a figura abaixo podemos observar as diferenças de pressão em um tubo que possui um estrangulamento. portanto. h . = Pressão dinâmica Pela equação de Bernoulli.3.15 A altura das colunas representa pressão. g = Pressão da coluna do fluido ñ. a pressão é representada por uma coluna de fluido. = Constante Onde: P = Pressão estática. é possível comprovar que um fluido ao passar por uma seção transversal reduzida provocará um aumento da velocidade e como conseqüência um aumento da energia cinética. portanto podemos desprezá-las. g + P +r . enquanto não houver troca de energia com o exterior.4: Coluna do fluido Fonte: Treinamento Hidráulico.

3.3.15 1.3. 1.Viscosidade absoluta em [poise]. para um óleo a 220SSU e 38ºC = 0. v . FIGURA 1. A quantidade de energia perdida por atrito depende de: Comprimento da tubulação.5: Fluxo lamiar e fluxo turbulento FONTE: Treinamento Hidráulico. Números de conexões e derivações.475 Stokes. µ .Densidade do fluido. Diâmetro da tubulação.Número de Reynolds.Diâmetro interno do tubo [cm]. perde-se uma parte da energia em forma de energia térmica. que se obtém através da seguinte fórmula: Onde: Re . .3 Perdas de Energia por Atrito Quando um fluido movimenta-se em um sistema produzindo calor por atrito.4 Regimes de Fluxos O fluxo em um sistema hidráulico pode ser laminar ou turbulento. devemos definir o número de Reynolds. Rugosidade interna da tubulação.5 Número de Reynolds [Re] Para se saber quando o fluxo é laminar ou turbulento.Velocidade [cm/s].SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 1. causando perda de pressão. REXROTH p.Viscosidade cinética [cSt]. D . Velocidade do fluxo. v . HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 18 . A Energia hidráulica não pode ser transmitida sem perdas.

Q = vazão. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 19 . existem alguns fatores que influência. acabamento interno do tubo.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Número de Reynolds: De 0 até 2000 Re – Fluxo laminar De 2000 até 3000 Re – Fluxo transitório Maior que 3000 Re – Fluxo turbulento.3. Cuidado! Com as unidades das grandezas. Por exemplo. sabendo-se a vazão do sistema. o regime de fluxo. 1.1: Tabela de velocidades Partindo-se da velocidade recomendada. em um tubo de 1 m de comprimento escoa uma vazão de 10 L/min. a pressão vai se tornado cada vez menor em virtude da resistência à passagem. v = velocidade do fluido. a viscosidade.6 Resistência à Passagem de Fluido Se um fluido escoa por um tubo. as conexões. Mas. as válvulas. como: a velocidade. o diâmetro e comprimento do tubo.3.7 Dimensionamento de tubos em função da velocidade Tabela de velocidades de fluxo recomendadas no sistema oleodinâmico: TABELA 1. A queda de pressão depende do atrito interno do fluido e do atrito do fluido com as paredes. e se lê a diferença de pressão de 50 kPa se escreve: Resistência à passagem 1. podemos dimensionar o diâmetro da tubulação. Onde: D = diâmetro interno do tubo.

mas comercialmente 5/8 de polegada.36 mm. ou Q = 833.3 cm3/s P = 80 bar. que é dividida em vários fatores. 21591 e 9266 = Fator de conversão para a uniformização das unidades. Fator de fricção “f” Onde: X = 64 para tubos rígidos e temperaturas constates.5 m/s ou v=450 cm/s Solução: D = 1. Todos os fatores entram no calculo da perda de carga da seguinte forma: Onde: P = Perda de carga na linha [bar].1kg/m3). então adotaremos velocidade v=4. 1. f = Fator de fricção [adimensional]. D = Diâmetro interno da tubulação [cm].3. X = 75 para tubos rígidos e temperaturas variáveis ou para tubos flexíveis e temperaturas constantes.8 Dimensionamento em função da perda de carga Na linha de pressão de um sistema hidráulico: Durante o escoamento do fluido através do sistema hidráulico.536 cm O diâmetro interno do tubo recomendado será de 1. Ls = Comprimento equivalente das singularidades [cm]. y = Densidade do fluido [kg/m3] (Para o óleo SAE10 igual a 881.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Exemplo em função da velocidade Dimensionar o tubo de uma linha que trabalha com uma pressão de 80 bar e vazão de 50 l/min. A velocidade recomendada. X = 90 para tubos flexíveis e temperaturas variáveis HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 20 . L = L1 + Ls = Comprimento total [cm]. pode ocorrer uma perda de carga. V = Velocidade de escoamento do fluido [cm/s].536 cm ou 15. Dados: Q = 50 L/min. conforme tabela acima. L1 = Comprimento da tubulação retilínea[cm].

X = 90 f) Determinar o comprimento total “L” em função da planta e da tabela de comprimentos equivalentes para as perdas localizadas. b) Determinar a velocidade em função do tipo de linha e pressão.536 cm. Diâmetro interno do tubo D = 1.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Exemplo em função da perda de carga a) Determinar a vazão necessária no sistema em função dos atuadores. conforme fórmula acima. considerar: 4 mangueiras flexíveis. Em nosso caso. Para um tubo flexível e temperatura variável . L1 = 320 cm comprimento das 4 mangueiras do sistema Conforme tabela de perdas localizadas nas conexões. Assumiremos uma pressão na linha de 80 bar. conforme tabela de velocidade recomendável c) Determinar o diâmetro em função da velocidade e da vazão. calculado no exemplo anterior. Assumiremos uma vazão de Q = 50 L/min. Resultando: HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 21 . e) Determinar o Fator de fricção “f”. portanto uma velocidade de v = 450 cm/s. 2 cotovelos de 90º raio curto. 2 cotovelos de 90º raio longo. respectivamente: Comprimento de 40 e 20 cm/unidade. d) Determinar número de Reynolds.

10 = 2. é que o cálculo da perda de carga no sistema hidráulico é importantíssimo. P = 80 bar Pressão efetiva (PE) entre os dois pontos: PE = P . HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 22 . PTOTAL = P + dP = 1. h) Determinar as perdas localizadas nas válvulas especiais (catálogo de fabricante). conforme catalogo de fabricante dP = 1. saberemos se a pressão que fornecemos ao sistema é suficiente para aquilo se propõe a fazer.68 = 77.58 +1.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS g) Determinar DP = Perda de carga na linha de pressão. i) Determinar a perda total e subtrair da pressão fornecida e verificar se a pressão efetiva será ou não suficiente para o sistema.32 Bar Conclusão: O que podemos concluir. pois a partir dele.68 bar Pressão fornecida.PTOTAL = 80 – 2. Uma válvula especial de retenção pilotada de 5/8" montada em linha perde.10 bar.

2: Comprimentos equivalentes a perdas localizadas (em polegadas de canalização retilínea) .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 23 TABELA 1.

Q (m3/s) Rendimento . além de poderem trabalhar com pressão bem maiores. Baixo Rendimento. Reversibilidade instantânea. Possibilidade de comando por apalpador em copiadores hidráulicos. 1. htotal da bomba = HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 24 . Então temos: Potência no motor elétrico: Pel. Comparando-se com a pneumática os sistemas hidráulicos possuem um controle mais apurado na força e na velocidade.1 Vantagens: Dimensões reduzidas e pequeno peso com relação a potência instalada. Portanto nem toda energia fornecida ao sistema é transformada na aplicação desejada. 1. Proteção contra sobre carga.5. w (1/s) Potência hidráulica: Ph = P (N/m2).4 Vantagens e Desvantagens dos Sistemas Hidráulicos Os sistemas hidráulicos são utilizados quando não é possível empregar outro sistema como mecânico.Como já vimos. devido a fatores como: A transformação da energia elétrica em mecânica e mecânica em hidráulica para. posteriormente ser transformada em mecânica novamente. I (Ampére) Potência no acoplamento ou mecânica: Pm = M (Nm). Parada instantânea.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 1. ( Watts ) = V (Volts) . possibilitando assim uma transmissão de potência maior. vazamentos e etc. existem perdas por atritos.2 Desvantagens: Seu custo é mais elevado que o elétrico e mecânico.1 Potência Hidráulica Em um sistema hidráulico é convertida a energia mecânica (proveniente de um motor elétrico ou térmico) em uma energia hidráulica. 1.4. Perdem no custo de instalação do sistema que é bem mais caro que a pneumática.4.5 Potência 1. elétrico ou pneumático. Mais o atrito interno e externo nos componentes e os vazamentos. Variação de velocidade com facilidade.

1 e 2.2: Carga sobre o atuador FONTE: SENAI SP p. a pressão resultará de dois fatores: FIGURA 2.21 . HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 25 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO FATORES RESULTANTES RESULT DA PRESSÃO NUM SISTEMA 2 Em um sistema hidráulico a função da bomba é fornecer vazão ao sistema.

21 . HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 26 . À medida que a torneira começa a ser fechada a pressão aumenta gradativamente. até atingir a pressão máxima quando ocorrerá a abertura da válvula de alívio e toda a vazão será desviada para o reservatório. sendo adotado nesta apostila o Sistema Internacional de Medidas. devido à dificuldade de passagem pelo estrangulamento.1 Tipos de Pressão. SP p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 2.3: Restrição na tubulação FONTE: SENAI. Unidades de Pressão e Outras Grandezas Pressão atmosférica: É o peso da coluna de ar da atmosfera em 1 cm2 de área Pressão relativa: É a pressão registrada no manômetro Pressão absoluta: É a soma da pressão manométrica com a pressão atmosférica Para melhor compreender as leis e o comportamento dos fluidos. devemos considerar as grandezas físicas e sua classificação nos sistemas de medidas. 2. abreviadamente “SI”.

1: Unidades fundamentais do Sistema Internacional 3. TABELA 3.2: Conversão das principais unidades de pressão HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 27 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO UNIDADES UNIDADES FUNDAMENT AMENTAIS FUNDAMENTAIS DO INTERNACIONAL SISTEMA INTERNACIONAL 3 TABELA 3.1 Conversão das Principais Unidades de Pressão A utilização da tabela de conversão de unidades de pressão consiste em tomar o valor do módulo da unidade conhecida na coluna e multiplicar pelo valor da unidade solicitada na linha.

3 Principais Unidades de Capacidade ou Volume TABELA 3.2 Unidades de Pressão mais Utilizadas em Sistemas Hidráulicos TABELA 3.5: Principais unidades de força HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 28 .13 metros de altura.3: Unidades de pressão mais utilizadas no sistema hidáulico Exemplo: A pressão atmosférica ao nível do mar corresponde aproximadamente a uma coluna de água com 10. 3.4: Principais unidades de capacitação ou volume Exemplo: 1 m³ = 35.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 3.3147 ft3 3.4 Principais Unidades de Força TABELA 3.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 3.5 Principais Unidades de Vazão TABELA 3.6: Principais unidades de vazão HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 29 .

HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 30 . pressão e direcionais. Se o nível de óleo é de 30 dm abaixo da bomba.27 Kgf/cm2. No sistema de atuação encontram-se os atuadores. 0.1 Posição do reservatório O reservatório de fluido poderá ser montado em duas posições com relação à bomba: FIGURA 4.27 Kgf/cm2. 4.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO COMPOSIÇÃO DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS Os sistemas hidráulicos compõem-se das seguintes etapas: transmissão GERAÇÃO CONTROLE transmissão ATUADORES 4 A geração é constituída pelo reservatório. a pressão na entrada da bomba é igual a 30dm. 0. a bomba esta sendo alimentada com uma pressão positiva. SP p. acumuladores entre outros acessórios. filtros. osciladores e motores.96 Kgf/dm3 = 27 Kgf/dm2 = 0. O vácuo gerado é igual a 30dm. o mecanismo da bomba gera um vácuo na sua entrada para sucçionar o óleo. Se o nível de óleo é de 30 dm acima da bomba.17 .96 Kgf/dm3 = 27 Kgf/dm2 = 0.1: Posição do reservatório em relação à bomba FONTE: SENAI. bombas. motores. O controle é constituído por válvulas controladoras de vazão. que podem ser os cilindros.

1: Linhas de fluxo TABELA 5.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO SIMBOLOGIA / RESUMO SIMBOLOGIA Símbolos gráficos mais utilizados para componentes de sistemas hidráulicos são: 5 TABELA 5.2: Símbolos funcionais HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 31 .

3: Fontes de energia TABELA 5.5: Métodos de acionamento HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 32 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.4: Válvulas direcionais TABELA 5.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.7: Válvula de retenção HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 33 .6: Válvulas controladoras de vazão TABELA 5.

9: Reservatório HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 34 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.8: Válvula reguladora de pressão TABELA 5.

10: Bombas TABELA 5.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.11: Motores HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 35 .

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.1: Cilindros HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 36 .

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 5.1: Instrumentos e acessórios HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 37 .

Existe também as que possuem fluxo axial.11-1 6.1. 1981 p. fornecendo energia necessária ao fluido.3: Bombas hidráulicas FONTE: VICKERS.2 e 6. 6.1 Tipos 6.1 Bomba de Deslocamento Não Positivo Nestas bombas não existe vedação entre a entrada e a saída. Exemplo: Bombas centrífugas que possuem fluxo radial. FIGURA 6.130 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 38 .4: Bombas de engrenagens FONTE: RACINE. um pequeno aumento da pressão reduz a vazão na saída.2 Bomba de Deslocamento Positivo Bomba de Engrenagens FIGURA 6. 6 6.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO BOMBAS HIDRÁULICAS Bombas hidráulicas são componentes utilizados para fornecer vazão ao sistema. são constituídas por uma hélice rotativa.1.1. 1983 p.

São de vazão fixa. 1981 p. somente duas peças móveis. Bomba de engrenagens internas FIGURA 6. pois existem. o fluido é conduzido da entrada para a saída nos vãos formados pelos dentes das engrenagens e as paredes internas da carcaça da bomba. Preço mais baixo em relação aos outros tipos de bombas. Pressão de operação até 250 Kgf/cm². Elevado ruído (reduzido nas bombas de engrenagens helicoidais).131 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 39 . normalmente.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Princípio de Funcionamento das Bombas de Engrenagem Com o desengrenamento das engrenagens motora e movida. São de fácil manutenção.132 Bomba de Engrenagens Helicoidais FIGURA 6. o fluido é “espremido” e forçado para a saída. Rendimento de 80 a 85%.6: Bombas de engrenagens espinha de peixe FONTE: RACINE. Características: Possuem construção bem simples. Tolerância à impurezas maior que as demais bombas. com o reengrenamento das engrenagens.5: Bombas de engrenagens internas FONTE: RACINE. 1981 p.

1. 70 kg/cm² para bombas autocompensadoras. Tipos: De Vazão Fixa (Balanceada) FIGURA 6. (Palhetas). porém possui maior número de peças mó veis. Podem ser de vazão fixa ou variável. Pouca tolerância às impurezas. Rendimento 75 a 80%. Baixo ruído.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 6. Pressão de trabalho: até 210 kg/cm² para bombas de anel elíptico (Balanceadas). São de fácil manutenção.40 De Vazão Variável com Compensação de Pressão HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 40 .7: Bombas de vazão fixa FONTE: Treinamento Hidráulico.3 Bombas de Palhetas Características: Construção simples. REXROTH p.

REXROTH p. São as que têm melhor rendimento que gira em torno de 95%.8.10: Bombas de vazão variável com compensação de pressão FONTE: RANCINE.12: Bombas de pistões radiais FONTE: Treinamento Hidráulico. Baixo ruído. REXROTH p.11: Bombas de pistões axiais de eixo inclinado ou desalinhado FONTE: Treinamento Hidráulico. Pressão de operação até 700 Kg/cm².SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 6.56 FIGURA 6. São de difícil manutenção. 1981 p.46 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 41 . 6.137 6.1.4 Bombas de Pistões Características Possuem construção muito precisa.9 e 6. Tipos FIGURA 6. Podem ser de vazão fixa ou variável (variável somente as de pistões axiais). São as que menos toleram impurezas.

13: Bombas de pistões axiais de placa ou disco inclinado FONTE: Treinamento Hidráulico. REXROTH p.2 Montagem e Instalação de Bombas Bombas em série . uma rápida e outra lenta. FIGURA 6.quando a bomba hidráulica tem baixo poder de sucção instala-se uma bomba auxiliar (bomba de carga) cuja função é alimentar a bomba principal.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 6. O rápido com pouca força e o lento com grande força. Sistema com vazão Q1 + Q2. se aplica também em casos de sistemas com circuitos independentes.14: Bombas em série Bombas em paralelo . a pressão é menor que P2. vazão do sistema igual a Q1 até atingir a pressão P1. FIGURA 6.São utilizadas em casos onde se necessita de duas velocidades em atuadores. Sistema com pressão maior que P2. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 42 .15: Bombas em paralelo B1 = Bomba número 1 Q1= Baixa vazão P1 = Alta pressão B2 = Bomba número 2 Q2 = Alta vazão P2 = Baixa pressão.52 6.

devemos alinhar corretamente o motor de acionamento à bomba. Indicado a utilização de acoplamentos flexíveis. Com aumento da pressão as bolhas desfazem-se repentinamente. Quando há cavitação. 6. implodindo e cavando material das superfícies (estalando como pipocas) que estava em contato com a bolha “Ocorre o efeito diesel”. além de interferir na lubrificação.3 Aeração O fenômeno da aeração é similar ao da cavitação.2. tanto no sentido axial no como angular. levando a inutilização da mesma.16: Exemplo de aplicação de bombas de pistões radiais 6. 6.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 6. Se a pressão barométrica está conforme especificação do fabri cante. porque.2. Verificar se a viscosidade é a recomenda pelo fabricante. Verificar se as dimensões das linhas estão corretas. inclusive seus efeitos sobre a bomba e demais componentes do sistema. mesmo com instrumentos de precisão sempre haverá um pequeno desalinhamento. Escorvar (preencher) a bomba com óleo no princípio do funcio namento.1 Cuidados na instalação de bombas Como qualquer equipamento elétrico ou mecânico. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 43 .2. as medidas a ser tomadas são: Verificar filtros e respiro do reservatório. chegando a ponto de vaporização. pois se instalado com rotação contraria e sem óleo irá aquecer rapidamente. se não estão entupi dos. Para isso. A condição de aeração também é detectada pelo elevado ruído metálico. requer uma série de cuidados para garantir uma vida útil mais longa.2 Cavitação Entende-se por cavitação a formação temporária de espaços vazios ou bolhas. O sentido de rotação e a escorva (preencher a bomba) deverá ser observado com atenção. devido a quedas de pressão no fluido.

Quando há aeração. e não em função da evaporação. Evitar que a bomba arraste fluido com bolhas de ar do reservatório (pseudocavitação). por não estar associado com a pressão de vapor. ocorre em função da entrada de ar pela linha de sucção. entretanto é distinta. as medidas a ser tomadas são: Verificar as ligações entre os componentes da linha de sucção se estão bem vedadas. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 44 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Sua causa.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO VÁLVULAS DIRECIONAIS VÁLVULAS Válvulas direcionais são responsáveis pelo direcionamento do fluido. (em apenas uma posição). Suas características principais são: Nº de posições: contadas a partir do nº de quadrados da simbologia. 7 Nº de vias: contadas a partir do nº de tomadas que a válvula possui. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 45 . Tipos de acionamento: Pode ser manual ou automático: Tipo de centro: podem ser aberto ou fechado.

174 7. os êmbolos metálicos com o corpo da válvula apresentam uma folga de poucos microns (mm). Porém.1 Sobreposição das Válvulas Direcionais 7. 1981 p.1.1 Tipos Construtivos para Válvulas As válvulas direcionais. As válvulas direcionais de assento diferem fundamentalmente das válvulas de êmbolo. Menor consumo de energia.1: Válvula carretel FONTE: RANCINE. pela sua vedação isenta de vazamentos. mesmo assim.2: Válvula direcional com êmbolo deslizante Na hidráulica são predominantes as de êmbolo deslizante. Exemplo de operação de uma válvula de carretel (Spool) deslizante: FIGURA 7. FIGURA 7. conforme aplicação. Menor aquecimento do óleo. o elemento esférico representa uma válvula direcional de assento esfériHIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 46 . para pressão até 300 bar. são válvulas de assento ou de corrediça (com êmbolo ou placas deslizantes).SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS As vantagens do centro aberto são: Menor desgaste da bomba. há ocorrência de vazamento interno da conexão de maior pressão para a de menor pressão. Na ilustração abaixo.

como isto representado é V. êmbolo superior estar mantendo a esfera encostada ao assento. mas conseqüentemente existe o surgimento de golpes de comando por causa do pico de pressão.4: Sobreposição positiva FONTE: Treinamento Hidáulico. ambas V. Isto é denominado de sobreposição positiva ou negativa de comando. ao serem comutadas as válvulas para uma outra posição de comando. FIGURA 7. as conexões são fechadas ou interligadas durante um determinado tempo.D 3/2 vias.3: Válvula direcional com assento esférico Devido a uma força externa para vencer a força da mola. A sobreposição positiva é onde todas as conexões fecham-se durante a comutação. REXROTH p. observamos que P esta para B e A esta para T. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 47 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS co e o elemento cônico uma válvula direcional de assento cônico. neste caso não existe perda de pressão. por um pequeno tempo. que associadas representam uma V. formando um H.D 4/2 vias. a força da mola afastará a esfera. neste caso não temos a formação de golpes de comando e picos de pressão. conseqüentemente P passará para A e no mesmo instante pilotará o elemento cônico permitindo que B passe para T. mas há queda de pressão. onde se esvazia os acumuladores de pressão e se existir cargas podem descer. Se eliminarmos a força externa. formando CF. FIGURA 7.D 4/2 vias.97 A sobreposição negativa é quando durante a comutação todas as conexões estão interligadas durante um pequeno tempo. Sobreposição de Comando nas Válvulas Direcionais de Pistão Conforme o tipo de êmbolo de comando.

REXROTH p. porém se este não chegar a final do curso queima-se rapidamente (1 a 1.5: Sobreposição negativa FONTE: Treinamento Hidráulico.1. FIGURA 7. Há também solenóides com voltagem de 110 V. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 48 . por sua vez deslocará o carretel de direcional dando nova direção ao fluxo do fluído.alta velocidade do núcleo.movimenta-se suavemente e deve ter preferência no caso de clima úmido ou ao ar livre. Solenóide em banho de óleo . De corrente contínua (24V) .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 7.O solenóide consiste basicamente de três elementos: a armadura.177 7.2 Tipos de solenóides De corrente alternada (220V) .5 hs para os imersos em óleo e 10 a 15 minutos para os secos).é mais lento que o anterior.97 Solenóides .6: Esquema de solenóide FONTE: RANCINE. o “T” ou martelo e a bobina. 1981 p.Nas válvulas direcionais os solenóides acionam o spool das válvulas direcionais possibilitando a passagem do fluxo. Quando passamos uma corrente elétrica na bobina é gerado um campo magnético que empurra o martelo para baixo que.

1: Solenóides em eletroválvulas 7.1.3 Válvulas Direcionais Pré-Operadas (Sanduíche de Válvulas) São válvulas de tamanho nominal grande e de elevada potência hidráulica (P Q). Por esse motivo são chamadas de válvulas de duplo acionamento ou eletro-hidráulicas. Funciona da seguinte forma: Uma válvula pequena comanda.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Solenóides em Eletroválvulas TABELA 7.7: Válvula de duplo acionamento FONTE: REXROTH. FIGURA 7. da por solenóides é acionada deslocando o spool o qual permite a passagem do óleo que irá para o êmbolo da válvula principal.106 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 49 . 1983 p.

acionada por pressão hidráulica. pré-acionadas por solenóides.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Exemplo prático: FIGURA 7.8: Válvula direcional 4/3 vias. de piloto e dreno interior HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 50 . centrada por mola.

São de acionamento demorado e cansativo na grande maioria.1 Tipos de registros FIGURA 8.167-168 Simbologia HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 51 .3 e 8. 8 8.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO REGISTROS Os registros têm como função isolar parte do circuito hidráulico. não podendo ser usados quando a resposta a um acionamento tem que ser rápida e precisa.4: Registros FONTE: RANCINE.1. 8. 8. 1981 p.2.

principalmente quando trabalha com velocidades elevadas. A figura abaixo representa um cilindro de dupla ação. potência ou energia hidráulica em força.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO ATUADORES LINEARES TUADORES Atuadores lineares são chamados de cilindros e tem como função transformar força.73 Simbologia 9. Este tipo de amortecimento faz parte dos cilindros que não podem ter impactos ao chegar no fim de curso. 9 FIGURA 9. 1981 p.1: Componentes do cilindro FONTE: RANCINE.1 Amortecimento do Fim de Curso nos Cilindros Hidráulicos Tem como função à frenagem ou desaceleração até a parada final. estes efeitos normalmente são prejudiciais ao sistema. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 52 . evitando o impacto no fim do curso. potência ou energia mecânica.

conforme figura abaixo: FIGURA 9.Este tipo de vedação também é comumente encontrado nos pistões dos motores a explosão. principalmente em cilindros que trabalham com altas velocidades e grandes pressões.2 e 9.116 9. Atualmente os equipamentos hidráulicos usam com mais freqüência os anéis “O’ring” retentores torneados ou gaxetas de compressão. gaxetas dinâmicas entre as peças móveis. Este tipo de vedação apresenta um bom rendimento. a relação de pressão. Os projetos mais antigos de flanges e válvulas montadas em sub-placas usam esse tipo de vedação. boa resistência ao desgaste e pouco atrito. Para selecionar a vedação dos elementos devemos verificar a compatibilidade com o fluido. Os principais tipos de vedação para cilindros são: Anéis de segmento . 1981 p. associado a uma válvula de estrangulamento para a regulagem. o tipo de aplicação e a construção dos componentes. que ao chegarem próximo do fim do curso encontrarão uma câmara reduzida. Juntas – Juntas são dispositivos para vedar superfícies planas. e mais uma válvula de retenção para facilitar o arranque do cilindro. que devem ter boa vedação entre as partes.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS O amortecimento consiste de coxins junto ao êmbolo. conforme figura abaixo HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 53 . necessitase.2 Vedações para Cilindros e Demais Componentes Além das vedações estáticas entre as partes firmes ligadas. É excelente para a garantia de uma vida longa e aplicações de cargas instantâneas. devido o baixo atrito. no cilindro hidráulico.3: Amortecimento FONTE: RANCINE.

não necessitam de qualquer adaptador.79-81 Anéis do Tipo O (“O” Ring) .São usados em grupos de 2. coloca-se um anel. São originalmente de borracha e de fácil reposição. recomenda-se a utilização dos anéis Block em V para obter um melhor rendimento. FIGURA 9.6: Anéis tipo lábio de dupla ação FONTE: RANCINE. efetuada com um anel de borracha.79 Anéis U e Block V . FIGURA 9. é possível melhorar utilizando-se do sistema de Back up que consiste na colocação de dois anéis limitadores de teflon ou material similar. levando em conta. que evitam danos ao anel. 1981 p. Tem funcionamento semelhante a anel tipo copo. Para sistemas que trabalham com pressões elevadas.80-1 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 54 . Anéis Tipo Copo . são utilizados um jogo de cada lado do pistão. 1981 p.É sistema de vedação simples. trabalha em sistemas de baixa pressão.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Anéis em V . sempre um número mínimo de dois anéis. a regra é que para cada 45 bar. de acordo com a pressão de trabalho. Anéis Tipo Lábio de Dupla Ação – O anel de borracha sintética é colocada ao pistão e cargas laterais são evitadas pela adição de um prato guia.4: Anéis tipo “copo” FONTE: RANCINE. com atrito elevado e causa danos ao anel quando submetido à pressão.Os anéis U são mais econômicos em relação ao tipo lábio de dupla ação. Porém.4 ou 6 anéis. Em cilindros de dupla ação. FIGURA 9. Para se determinar o número de anéis a ser utilizado. portanto mais usados em cilindros pneumáticos.Este tipo de vedação trabalha em faixa de pressão baixa.5: Anéis tipo O FONTE: RANCINE. foi um dos primeiros a ser utilizados. 1981 p. Provavelmente.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO ATUADORES ROTATIVOS TUADORES ROTATIVOS Os atuadores rotativos têm como função transformar energia hidráulica em energia mecânica rotativa e apresentam construção semelhante à das bombas. Classificam-se em: a) Motor hidráulico 10 FIGURA 10. bem como de uma pressão máxima de trabalho.204 Simbologia Os motores hidráulicos assim como as bombas possuem um limite para o volume de admissão (fluxo) máximo. 1981 p.1: Comparação entre uma bomba e um motor de engrenagem FONTE: RANCINE. Os componentes internos do motor trabalham submersos em óleo que HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 55 .

Tipos Pinhão Cremadeira FIGURA 10.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS é continuamente retirado por um dreno cujas funções são: Lubrificar.219 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 56 .3: Motores oscilantes ou osciladores FONTE: RACINE. b) Motores oscilantes ou osciladores São usados para transmitir movimento rotativo alternado com ângulo de rotação limitado.2: Pinhão cremadeira FONTE: Treinamento Hidráulico. 1981 p.77 Motores Oscilantes ou Osciladores: São para transmitir movimento rotativo alternado co ângulo de rotação limitado FIGURA 10. REXROTH. p. Impedir a entrada de ar. Refrigerar.

220 Oscilador de Palheta FIGURA 10.219 Simbologia HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 57 . 1981 p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Oscilador com Cilíndro FIGURA 10. 1981 p.5: Osciladores com rosca sem-fim FONTE: RACINE.6: Osciladores de palheta FONTE: RACINE. 1981 p.4: Osciladores com cilíndro FONTE: RACINE.220 Oscilador com Rosca Sem-Fim FIGURA 10.

REXROTH.1: Válvula de retenção simples FONTE: Treinamento Hidráulico. Tipos 11 Válvula de Retenção Simples FIGURA 11. p. REXROTH. p. REXROTH.2: Válvula de retenção pilotada geminada FONTE: Treinamento Hidráulico.3: Válvula de retenção pilotada FONTE: Treinamento Hidráulico.81 Válvula de Retenção Pilotada Geminada FIGURA 11.81 Válvula de Retenção Pilotada FIGURA 11.83 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 58 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO VÁLVULA DE BLOQUEIO VÁLVULA BLOQUEIO São também chamadas válvula de retenção e bloqueiam a passagem do fluxo num sentido permitindo fluxo reverso livre. p.

REXROTH. p.4: Válvula de preenchimento ou de sucção FONTE: Treinamento Hidráulico. sendo a principal. a maior velocidade à máquina.1 Válvula de pré-enchimento ou de sucção Quando um sistema requer cilindro de grandes dimensões usa-se válvula de preenchimento ou de sucção o que possibilita grandes vantagens ao sistema.86 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 59 . FIGURA 11.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 11.

Permitir o assentamento das impurezas insolúveis. 12 12.9a Edição.64 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 60 . Os reservatórios podem ser: Aberto: quando a pressão no interior do mesmo for igual a pressão atmosférica.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO RESERVATÓRIO RESERV São recipientes onde o óleo é armazenado. 1994 . Pressurizado: quando a pressão no interior do mesmo for maior que a pressão atmosférica. isto é.1 Componentes do Reservatório FIGURA 12. deve garantir o fornecimento de óleo para a bomba por mais dois a três minutos mesmo que ocorra o rompimento da tubulação de saída da mesma. p. Suas principais funções são: Armazenar o fluido até que seja succionado pela bomba. Auxiliar na dissipação do calor.1: Componentes do reservatório FONTE: RANCINE. Como regra geral o reservatório deve conter de duas a três vezes a vazão da bomba.

3: Bocal de enchimento com filtro FONTE: REXROTH. FIGURA 12. FIGURA 12.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Simbologia 12. Caso termine acima do nível causará a formação de espuma e se montado muito próximo do fundo poderá remexer as impurezas ali depositadas. Bocal de enchimento com filtro: Tem a finalidade de impedir a entrada de impurezas quando da alimentação de fluido e durante a operação. pois o nível de fluido diminui e ocorre a entrada de ar no reservatório. 1994 . h1 = no mínimo 75mm acima do fundo do reservatório para evitar a sucção de impurezas depositadas no mesmo.60 h = 1. p. A linha de retorno deve ficar aproximadamente no ponto médio do nível do fluido. Quando as linhas não possuírem filtros nas extremidades. p.9a Edição.166 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 61 . devem ser cortadas a 45º e montadas para a parede do reservatório facilitando o fluxo normal do fluido.5 x o diâmetro da sucção para evitar que o filtro fique exposto à parte livre do interior do reservatório quando em funcionamento.2: Altura para montagem da linha de sucção FONTE: RANCINE.2 Montagem das Linhas Para o perfeito funcionamento do sistema hidráulico é importante a observação do posicionamento das linhas de sucção e retorno.

1994 . Tipos Chicana horizontal: usada em reservatórios de altura limitada para evitar a entrada de ar na bomba através do redemoinho (vórtice) que se forma quando a bomba entra em funcionamento.9a Edição. Respiros: são necessários para permitir a entrada de ar da atmosfera mantendo a pressão interna nos reservatórios abertos. FIGURA 12. Permitir o assentamento de materiais insolúveis.3 Chicanas São paredes (verticais ou horizontais) montadas no interior do reservatório cujas funções são: Evitar turbulência do fluido no tanque.5: Chicana vertical FONTE: RACINE. FIGURA 12.61 Chicana vertical: usada em reservatórios de maior profundidade. p. p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 12.9a Edição.4: Chicana horizontal FONTE: RACINE. 1994 . Auxiliar na dissipação de calor.62 Magnetos: são ímãs estrategicamente posicionados nas paredes do reservatório para retirar do fluido as partículas metálicas. Note que o percurso percorrido pelo óleo no interior do reservatório seria bem menor se não houvesse as chicanas. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 62 .

1-123 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 63 .6a Edição.1: Fluido hidráulico transmitindo energia FONTE: VICKERS. 13 FIGURA 13. p. com uma filtragem bem apurada contribuirá sobremaneira para o aumento na vida útil dos componentes. Um bom fluido hidráulico.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO FLUIDOS HIDRÁULICOS FLUIDOS O fluido hidráulico é o elemento mais importante na durabilidade dos componentes dos sistemas hidráulicos uma vez que ele circula por todo o sistema contaminando-o e atingindo a todos os pontos do mesmo. As principais funções dos fluidos hidráulicos são: Transmitir energia: a energia sofre diversas transformações até ser transformada em energia hidráulica que será transmitida pelo fluido e novamente transformada em energia mecânica através da realização de trabalho. 1980 .

São óleos produzidos para atender a determinadas condições e especificações as quais os óleos minerais não atendem.12a Edição.3-1 Resfriar ou dissipar calor: através do fluido.São combinações de óleo mais água de modo que não propaguem fogo em caso de incêndio. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 64 . para a atmosfera. FIGURA 13. Óleos sintéticos .2: Fluido hidráulico como lubrificante das partes móveis FONTE: VICKERS. 1994 .3-2 13.São os fluidos hidráulicos derivados do petróleo. embora o petróleo não seja um minério são chamados de minerais para diferenciálos dos óleos vegetais e demais óleos industriais. FIGURA 13.3: A troca de calor através do fluido hidráulico FONTE: VICKERS. p. pois os componentes dinâmicos necessitam ser lubrificados durante o funcionamento. p. 1994 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Lubrificar e vedar partes móveis: o fluido deve possuir a características de ser bom lubrificante. não significa dizer que não queimem e sim que não dispersam o fogo em sua superfície como ocorre com os óleos lubrificantes.12a Edição. Fluidos resistentes ao fogo . o calor é conduzido às paredes do reservatório e destas.1 Principais Fluidos Hidráulicos Óleos minerais .

O tipo de óleo bem como o período da troca são recomendados pelo fabricante. Para sua utilização há necessidade de ficar atento quanto a: Nunca se deve misturar dois fluidos de fabricantes diferentes. Aumento do consumo de energia devido a perdas por atrito.1. Guarde o óleo sempre em recipientes limpos e protegidos contra as intempéries. Para determinar precisamente as condições de um fluido (grau de oxidação e quantidade de contaminantes) devem ser realiza dos testes de laboratórios. sua viscosidade é baixa. Mantenha as tampas dos recipientes hermeticamente fechadas. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 65 . por isso é importância o controle de sua viscosidade. resultando no seguinte: Alta resistência ao fluxo. Quando o fluido hidráulico ficar parado pelo período aproximado de dois meses após ter sido usado convém substituí-lo.1 Propriedades do Fluido Viscosidade Viscosidade é a resistência do fluido a escoar. uma medida inversa da fluidez. É desejável uma alta viscosidade para manter a vedação entre superfícies justapostas. Um fluido que escoa com dificuldade tem alta viscosidade.2 Importância do Controle da Viscosidade A viscosidade para os equipamentos hidráulicos é de importância fundamental: Para qualquer máquina hidráulica. pois os aditivos podem reagir entre si deteriorando o óleo e envelhecendo-o precocemente. a viscosidade efetiva do fluido deve ser um compromisso. Aumento da temperatura causada pelo atrito. ou seja. Se um fluido escoa facilmente. Entretanto. pois testes precisos revelaram que 10% do óleo “velho” deixado no interior do sistema reduz 70% das qualidades do óleo novo. uma viscosidade muito alta aumenta o atrito.5% na pressão de 70 Kgf/cm². isto tem permitido a prorrogação da data da troca. é grosso ou muito encorpado. 13. A limpeza do sistema deve ser bem feita. Não utilizar método de somente completar o nível.1. Existem formas de se fazer um controle rotineiro na própria máquina durante a operação.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS A compressibilidade dos fluidos hidráulicos em geral é de 0. Pode-se dizer que o fluido é fino ou pouco encorpado. 13. Alguns fabricantes prestam esse tipo de serviço.

U. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 66 .5ºC) e 212ºF (100ºC). mas aceito é o do Viscosímetro de Saybolt. Há vários métodos em uso. sob carga pesada. É uma regra geral que a viscosidade dos fluidos hidráulicos nunca deve estar abaixo de 45 SUS ou acima de 4. Pode reduzir o rendimento da bomba. viscosidade relativa em S.000 SUS. Geralmente. Gasto excessivo ou talvez engripamento. 13. os testes são feitos a 100ºF (37. que mede o tempo em que determinada quantidade de líquido escoa através de um orifício. que escoará mais rápido. Viscosidade relativa S. o fluido deve ter um alto índice de viscosidade (IV).3 Métodos para definição da viscosidade Alguns métodos para definir a viscosidade em ordem de exatidão decrescente são: Viscosidade Absoluta (Poise). A viscosidade em Saybolt Universal Seconds (SUS) é igual ao tempo gasto (em segundos) para este escoamento. de vido à decomposição película de óleo entre as peças móveis. e a viscosidade SUS será mais alta do que para um líquido fino. Se a viscosidade for baixa demais: Os vazamentos internos aumentam. independentemente da temperatura. Onde se encontram temperaturas extremas. O método. na maioria dos casos a viscosidade relativa já é suficiente. Viscosidade cinemática em centistokes.S e SAE. Para efeito prático. um líquido espesso escoará mais lentamente. Possibilidade de operação vagarosa (velocidade reduzida).S. Aumento de temperatura devido a perdas por vazamentos. com uma operação mais lenta do atuador. Como o óleo é mais espesso a baixa temperatura e mais fino quando aquecido. Obviamente. a viscosidade deve ser representada como tantos SUS naquela temperatura.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Maior queda de pressão devido à resistência (aumento da perda de carga). as viscosidade de óleo hidráulico geralmente estão na vizinhança de 150 SUS a 100ºF (37. Para as aplicações industriais. Dificuldade da separação do ar do óleo. através de um orifício calibrado. Determina-se a viscosidade relativa cronometrando-se o escoamento de uma dada quantidade de fluido.5ºC).U.1. a uma determinada temperatura.

4: Viscosímetro de Saybolt FONTE: RACINE. Os números de inverno (5W. 50.9a Edição. 40. 30. Os números para óleo de verão (20. etc.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 13. Existem ainda outras unidades. 20W) são determinados pelos testes a 0ºF (-17ºC). 10W.51 Número SAE Os números SAE foram estabelecidos pela Sociedade Americana dos Engenheiros Automotivos para especificar as faixas de viscosidade SUS do óleo às temperaturas de testes SAE. Usando a tabela seguinte podemos converter um valor qualquer de unidade de viscosidade em outra unidade bastando para isto usar uma régua trabalhando com a mesma na horizontal e fazendo a leitura nas diferentes escalas. porém não vemos como necessário estudarmos no nosso contexto. Viscosidade ISO VG O sistema ISO estabelece o número médio para uma determinada faixa de viscosidade cinemática (cSt) a temperatura de 40° C. Outra unidade de viscosidade usada em alguns países é o grau Engler (°E). 1994 .) designam a faixa SUS a 212ºF (100ºC). p. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 67 .

1: Tabela de conversão de viscosidade HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 68 .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS TABELA 13.

porém a -17°C elas são bem diferenciadas.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Índice de Viscosidade – IV O índice de viscosidade é uma medida relativa da mudança de viscosidade de um fluido como conseqüência das variações de temperatura. Um fluido que é espesso quando frio e fino quando quente. O óleo com IV mais alto sofre menor alteração na viscosidade. 100°C as viscosidades são aproximadas. tem um baixo IV. A tabela abaixo mostra uma comparação entre um fluido de IV 50 e um de IV 90. tem um alto índice de viscosidade (IV). Compare essas viscosidades efetivas em 3 temperaturas: TABELA 13.2: Comparação entre dois índices de viscosidade diferentes A 37°C as viscosidades são iguais. Um fluido que tem uma viscosidade relativamente estável a temperaturas extremas. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 69 .

Os filtros. 14 14.165 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 70 . FIGURA 14. p.1 Tipos de Filtros Quanto à Posição de Montagem Filtro de sucção: Chamamos assim para os filtros montados entre o reservatório e a bomba. FIGURA 14.164 Filtro de pressão: São os filtros montados antes de alguns componentes que requeiram um grau de filtragem mais apurado como: servo-válvulas.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO FILTROS FILTROS Tem a função de reter as partículas insolúveis do fluido. É recomendável que o filtro seja dimensionado para permitir a passagem do triplo da vazão do sistema. (01 a 10 mm). p. (A algum tempo atrás se usava filtros de 130/150 mm.1: Filtro de sucção FONTE: REXROTH. válvulas proporcionais. motores de pistões axiais. hoje o padrão já é de 60mm para filtragem na sucção e a tendência é reduzir ainda mais. entre outros. bem como os elementos filtrantes podem ser de diversos tipos e modelos.).2: Filtro de pressão FONTE: REXROTH. Se um determinado filtro comercial não suporta a vazão máxima de um sistema pode-se montar dois ou mais deles em paralelo.

4: Filtro de retorno com indicador óptico (mecânico) de saturação A medida que o fluido passa pelo filtro e as impurezas vão se acumulando no elemento filtrante. uma determinada cor no visor do mesmo. FIGURA 14.3: Filtro de retorno FONTE: REXROTH. uma vez saturado o elemento filtrante os técnicos visualizam facilmente essa saturação. a dificuldade de passagem faz a pressão na linha aumentar e isso causa o deslocamento do êmbolo.5: Filtro de retorno com indicador eletro-óptico de saturação HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 71 . dependendo da condição do elemento filtrante.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Filtro de retorno: são os filtros montados na linha de retorno do fluido para o reservatório.(20 a 40 mm). FIGURA 14.165 Filtro com indicadores de impurezas: São filtros que possuem um sistema de visualização de modo a facilitarem a manutenção. a extremidade do êmbolo está ligada a um dispositivo colorido que mostra. FIGURA 14. p.

papel. p. Admite grande diferença de pressão. da esquerda para a direita: tela metálica. A figura seguinte mostra alguns tipos de elementos filtrantes. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 72 . Papel . Esse dado é fornecido em catálogos de fabricantes.1 Materiais dos Elementos Filtrantes Os materiais mais comumente utilizados na fabricação de elementos filtrantes são: Tela metálica – Feita de aço inoxidável.1.164 Elementos filtrantes de diversos materiais. Longa vida útil. O by pass normalmente acompanha o elemento filtrante.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Semelhante ao anterior. Fibra metálica – Apresenta algumas vantagens como segue: Boa capacidade de absorção. como. FIGURA 14. fibra metálica. 14. Independente da temperatura.Os filtros de papel filtram bem. acender uma lâmpada ciclicamente ou acionar um dispositivo sonoro. Pela posição de montagem da válvula de retenção em by pass identifica-se facilmente o tipo de filtro. porém. porém não podem ser lavados.6: Exemplos de materiais filtrantes FONTE: REXROTH. aqui o deslocamento do êmbolo irá acionar um contato elétrico que emitirá um sinal de comando podendo. É importante que se observe à pressão de abertura dessa retenção para cada tipo de filtro. A válvula de retenção que aparece montada ao lado do filtro (montagem em by pass) tem a função de permitir a passagem do fluido quando ocorrer à saturação do elemento filtrante. por exemplo.

portanto. um único sentido. Seus principais tipos são: Válvulas controladoras de vazão sem compensação de pres são . sendo válvulas de controle bidirecionais. variando-se a área da seção transversal de passagem do fluido.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO VÁLVULAS VÁLVULAS CONTROLADORAS DE VAZÃO (FLUXO) (FLUX UXO) As válvulas controladoras de vazão são utilizadas para influenciar na velocidade de movimento dos atuadores. conhecidas como redutoras de vazão. mas se acrescentarmos uma retenção em paralelo passam a ser válvulas de controle unidirecional. como o diferencial de pressão e a viscosidade do fluido. 1981 p. podem ser comparadas a uma torneira comum.2: Válvulas reguladoras de vazão bidirecional FONTE: SENAI . estes fatores merecem cuidados quando o movimento exigido for de precisão. A área do orifício e o elemento controlável são responsáveis pelo controle.Este tipo é o mais simples que existe para controle de vazão. Válvula controladora bidirecional e tipos de elementos controladores FIGURA 15.CTAI HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 73 . Com a mesma secção transversal varia a vazão em função da alteração da pressão no local do estrangulamento. pois controlam restringindo ou aumentando a passagem do fluido em seu interior. Os elementos controladores e assento variam na sua forma de projeto para projeto como podemos verificar: 15 FIGURA 15.190 Estas válvulas controlam nos dois sentidos.1: Orifícios para regulagem de vazão FONTE: RACINE. mas existem outros fatores que afetam o controle da velocidade.

1981 p. . = Densidade do fluido. onde U é o perímetro da seção. P = Perda de pressão (Diferença de pressão entre A e B) = Coeficiente de fluxo.191 Válvula controladora de vazão com compensação de pressão FIGURA 15. montagem em bloco e em linha FONTE: RACINE.4: Válvulas reguladoras de vazão unidirecional.191 Com a mesma seção do estrangulamento a vazão permanece constante. A = Área da seção do estrangulamento. L = Comprimento do estrangulamento. = Viscosidade.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Válvulas redutoras de vazão com retenção (controle unidirecional) FIGURA 15. 1977 p. Estas válvulas são utilizadas em sistemas hidráulicos que necessitam de controle rigoroso da velocidade nos atuadores. = Coeficiente de resistência (atrito). dH = Diâmetro hidráulico = HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 74 .3: Válvula reguladora de vazão unidirecional FONTE: RACINE. A vazão em uma seção de estrangulamento para um fluxo laminar é calculada de acordo com a seguinte equação: Onde: Q = Vazão. V = Velocidade do fluxo. independente da diferença de pressão na válvula controladora de vazão.

Estas válvulas para perfeitamente para trabalharem perfeitamente necessitam de uma pressão mínima de trabalho. Obs: Para a utilização prática no nosso caso.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS O valor para o coeficiente de fluxo (j) depende da configuração do estrangulamento.6: Construção tipo “B” estreitamento depois do compensador FONTE: SENAI . atua sobre a área do êmbolo A1. que somado a força da mola calibrada Fm.Estas válvulas possuem um estrangulamento (redutora de fluxo). é importante saber que a vazão é proporcional a diferença de pressão. que é praticamente HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 75 .9. um êmbolo compensador mais uma mola calibrada para manter um diferencial de pressão (DP) constante no estrangulamento. atua sobre a outra área do êmbolo A2. estas flutuações podem ocorrer na entrada P1 e na saída P3: Na construção tipo “A”.5: Construção tipo “A” estreitamento antes do compensador FONTE: SENAI . Do lado esquerdo a pressão P2.CTAI FIGURA 15. resultando uma força. pelo lado direito a pressão P1. o produto da pressão e da área resulta numa força F1.CTAI Explicações e provas matemáticas de como o balanceamento da pressão compensa as flutuações de pressões e mantém constante a vazão. para cálculo podemos tomar entre 0. FIGURA 15. pois a pressão é a energia propulsora.6 a 0. Válvulas reguladoras de fluxo de 2 vias .

P2 = DP = constante. provocando o deslocamento do êmbolo reduzido o estrangulamento. A2 + Fm te. Quando há flutuação da pressão na saída. para as válvulas controladoras de vazão compensarem este diferencial de vazão. Na construção tipo “B”. aumento da pressão P3. originam a força F2. quando observado a relação entre o comprimento do orifício e o seu diâmetro menor que 1. A1 = P2. no caso. Como a Fm e A1 são constantes. instantaneamente há um aumento de P2. Com a queda de P1.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS constante devido ao seu pequeno curso. Com a queda de P1. A mola e o êmbolo constituem um balanceamento de pressão. devem estar em equilíbrio. provocando o deslocamento do êmbolo reduzido o estrangulamento entre P1 e P2. instantaneamente reduz F2. o líquido sob pressão P1. no caso. devido à viscosidade. F1 = F2 P1 . ocorre o inverso. aumento de pressão P1. no caso. a diferença P1 e P2 devem ser constanP1 . instantaneamente reduz P2 que por conseqüência reduz a força F2. no caso. aumento de pressão P1. instantaneamente há um aumento da força F2 que desloca o êmbolo para aumentar o orifício do estrangulamento entre P1 e P2. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 76 . É conhecido o fato de que a variação da temperatura no fluido influencia na viscosidade e conseqüentemente na vazão. ocorre o inverso. aumenta também P2 que conseqüentemente aumenta forca F2. provocando deslocamento do êmbolo reduzindo o orifício do estrangulamento entre P1 e P2. a forca F1 aumenta. No caso de queda de pressão P3. no qual passa a vazão ajustada. Quando há flutuação da pressão na saída. aumentando a força F2 que desloca o êmbolo para aumentar o orifício do estrangulamento entre P2 e P3. passa pelo estrangulamento formado pelo êmbolo compensador. que mantém constante a vazão independente das respectivas pressões de entrada e de saída. Quando há flutuação da pressão na entrada. As forças atuantes sobre o êmbolo de regulagem. havendo deslocamento do êmbolo que reduz o orifício do estrangulamento. experimentalmente demonstrou-se eficiente. Quando há flutuação da pressão na entrada. um deles é o princípio do canto vivo ou sharp-edge. passando pelo estrangulamento da agulha. No caso de queda de pressão P3. utiliza-se sistemas compensadores de temperatura. aumento da pressão P3.

Pela Saída é quando controlamos. colocando parte do fluxo para tanque.7: Método de controle de fluxo: na entrada. na saída e em desvio HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 77 . Este método é utilizado quando a carga tende a fugir do atuador. é recomendado também para os casos onde existem vazios durante o movimento e não se deseja a interferência no funcionamento de válvulas de seqüência e pressostatos. na saída ou em desvio tipo sangria. através de uma válvula de reguladora de fluxo. Na Entrada é quando controlamos. com isto teremos o controle do fluxo nos dois sentidos e não de forma independente.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Existem também outras maneiras de compensar a temperatura. o fluido que sai do atuador. Este método é utilizado onde a carga é constante. através de uma válvula reguladora de fluxo.1 Controlar Velocidade dos Atuadores Para controlar a velocidade dos atuadores existem três maneiras distintas de se utilizar uma válvula controladora de vazão. 15. Dois métodos estudados podem também ter a válvula montada antes da direcional. FIGURA 15. através de uma válvula reguladora de fluxo. Elas podem ser montadas na entrada. aproveitando a diferença de dilatação térmica de certos metais. o fluido que entra no atuador. Este método é utilizado quando a carga resiste ao movimento do atuador. Em Desvio é quando controlamos a velocidade do atuador.

1.1 Exemplo de Circuito Hidráulico Industrial com Duas Velocidades de Avanço FIGURA 15.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 15.1.9: Exemplo de circuito com três velocidades de avanço HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 78 .8: Exemplo de circuito com duas velocidades de avanços rápido e lento 15.2 Exemplo de Circuito Hidráulico Industrial com Três Velocidades de Avanço FIGURA 15.

Quando a pressão de trabalho for maior do que a força da mola o poppet se afasta da sede deslocando o excesso de vazão que ocasiona a elevação da pressão ao tanque. ou seja. entre outras.1 Princípio Básico de Funcionamento das Válvulas Reguladoras de Pressão FIGURA 16.113 A pressão de trabalho age contra um elemento de vedação (POPPET) que é mantido pressionado contra a sede por meio de uma mola. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 79 . Podem ser: Válvula de alívio ou limitadoras de pressão (segurança). 16 16. Válvula redutora de pressão. Válvula de seqüência.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO VÁLVULAS VÁLVULAS REGULADORAS DE PRESSÃO As válvulas reguladoras de pressão controlam a pressão do sistema. Válvula de descarga.1: Princípio de funcionamento das válvulas reguladoras de pressão FONTE: Treinamento Hidráulico. p. A maioria é de posicionamento infinito. Válvula de contrabalanço. REXROTH. pode assumir diversas posições desde totalmente aberta até totalmente fechada.

153 Válvula de descarga .2: Válvula de alívio FONTE: RACINE.153 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 80 . Pode ser de ação direta ou indireta. FIGURA 16. 1981 p.3: Válvula de descarga FONTE: RACINE.descarrega o sistema numa pressão menor que válvula de alívio FIGURA 16.regula a pressão máxima do sistema.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Válvula de alívio . 1981 p.

5: Exemplo de circuito utilizando bombas de pistões radiais Válvulas de seqüência . Simbologia HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 81 .4: Exemplo de circuito com duas velocidades. utilizando duas bombas em paralelo Exemplo de aplicação de uma bomba de pistões radiais FIGURA 16.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Circuito com bombas em paralelo. com aplicação de válvula de alívio e válvula de descarga. FIGURA 16.São usadas no sistema para determinar uma seqüência de movimentos entre dois atuadores.

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16.1.1 Válvula de seqüência de ação direta

FIGURA 16.6: Princípio de funcionamento da válvula de seqüência FONTE: Treinamento Hidráulico, REXROTH, p.118

Circuito Hidráulico Seqüêncial

FIGURA 16.7: Cicuito hidráulico seqüêncial

Circuito Regenerativo Seqüêncial

FIGURA 16.8: Circuito regenerativo seqüêncial

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16.1.2 Válvula Redutora de Pressão
Tem como função reduzir a pressão em determinadas partes do circuito. Símbolo – Válvula Redutora de Pressão com Retenção Integral

FIGURA 16.9: Válvula redutora de pressão FONTE: RANCINE, 1977 p.173

16.1.3 Válvula Redutora de Pressão de Operação Direta

FIGURA 16.10: Válvula redutora de pressão de operação direta FONTE: Treinamento hidráulico, REXROTH p.122

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16.2 Ventagem e Controle Remoto
Fazer a ventagem de um sistema hidráulico é despressurizá-lo por meio de uma conexão ligada na câmara de ventagem da válvula de alívio. Símbolo

FIGURA 16.11: Válvula reguladora de pressão com válvula para ventagem acoplada FONTE: RACINE p.117

É possível ainda conectar esta conexão à outra válvula de alívio a fim de se controlar a pressão remotamente. Exemplo de ventagem e controle remoto

FIGURA 16.12: Controle de pressão remoto. Posição central da válvula direcional

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HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 85 .13: Controle de pressão remoto. a pressão do sistema será controlada através da válvula C. Ativando-se o solenóide “a”. FIGURA 16.14: Controle de pressão remoto. solenóide “b” energizado Acionando-se o solenóide “b”. a pressão do sistema será controlada remotamente através da válvula E.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Com os solenóides a e b desativados temos a ventagem do sistema FIGURA 16. solenóide “a” energizado.

pois pode ser usado como: 17 Válvula direcional. Pode trabalhar lentamente. Válvula de retenção simples ou pilotada. Possui comandos suaves. Válvula reguladora de vazão.87 Características Não apresenta vazamentos. REXROTH. p. Válvula reguladora de pressão. Possui vários tamanhos. FIGURA 17.1: Príncipio de funcionamento do elemento lógico FONTE: Treinamento hidráulico. Possui rapidez nas respostas. entre outras funções combinadas. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 86 . É versátil.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO ELEMENTO LÓGICO É um elemento versátil.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 17.4: Possibilidade de comando por B HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 87 .3: Retenção de B para A FIGURA 17.1 Alguns Exemplos de Aplicação FIGURA 17.2: Retenção de A para B FIGURA 17.

7: Válvula de retenção pilotada HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 88 .5: Possibilidade de comando por A FIGURA 17.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 17.6: Possibilidade de comando por A e B FIGURA 17.

FIGURA 17.9: Retenção em uma direção e controle de fluxo no sentido contrário HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 89 .8: Integração entre válvula direcional e válvula de retenção Limitando-se a elevação do cone principal o elemento lógico passa a exercer a função de uma válvula reguladora de vazão.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 17.

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS FIGURA 17.10: Integração entre válvula direcional e reguladora de vazão FIGURA 17.11: Dupla retenção FIGURA 17.12: Válvula limitadora de pressão HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 90 .

SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Exemplo de aplicação de elementos lógico. Avanço: S2 e S3 ligados Retorno: S1 e S3 ligados. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 91 . S2 e S3 desligados. FIGURA 17.13: Exemplo de circuito com aplicação de elementos lógicos Seqüência de funcionamento elétrico: Posição de repouso: S1.

2 Trocador de Calor a Água FIGURA 18.1: Trocador de calor a ar FONTE: RACINE. 1981 p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO TROCADOR DE CALOR CALOR São dispositivos utilizados para refrigerar óleo com objetivo de manter sua viscosidade constante.1 Trocador de Calor a Ar FIGURA 18. Refrigeram o sistema hidráulico.262 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 92 . Seus principais tipos são: 18 18.260 18.2: Trocador de calor a água FONTE: RACINE. 1981 p.

Tipos De peso. de pistão. entre outras. FIGURA 19. 19 Os acumuladores armazenam certo volume de fluido sob pressão para fornecê-lo ao sistema quando necessário. Como amortecedor de pancadas hidráulicas. Para aumentar a velocidade de um atuador. de mola. p.1: Tipos construtivos de acumuladores FONTE: Treinamento hidráulico. de membrana e de bexiga. REXROTH.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO ACUMULADORES Podem cumprir ainda as seguintes funções: Como equipamento auxiliar de emergência.260 Simbologia HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 93 .

1 Comentário sobre Acumuladores Destes acumuladores. os mais aplicáveis são os que utilizam o gás nitrogênio.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 19. não oferecer perigo de explosão e não atacar os diversos tipos de elastômeros. utilizam-se acumuladores de êmbolo. utilizam-se acumuladores flexíveis ou elásticos de bexiga e a energia é acumulada pelo gás nitrogênio dentro da mesma. colocado no interior de um recipiente de aço com formato cilíndrico e extremidades arredondadas. ser inerte. resposta rápida e praticamente se inércia. O êmbolo móvel que se desloca livremente ao logo da camisa. é o elemento que separa que separa o óleo do gás nitrogênio. Quando há necessidade de acumular grandes quantidades de óleo 15 a 80 litros.2: Seqüência de funcionamento de um acumulador de membrana FONTE: RACINE.227 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 94 . A bexiga é um balão de borracha. Para volumes menores de 1 a 30 litros. Estes acumuladores se caracterizam por possuírem estanqueidade absoluta. p. Ciclo de trabalho de um acumulador de membrana. O nitrogênio é utilizado. FIGURA 19. os de peso e de mola são pouco aplicáveis na indústria. 1981. devido as suas características de estabilidade com relação a pressão.

1981. FIGURA 19.3: Seqüência de funcionamento de um acumulador de bexiga FONTE: RACINE.4: Circuito hidráulico industrial com aplicação de acumulador de bexiga FONTE: RACINE. p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Ciclo de trabalho de um acumulador de bexiga FIGURA 19. 288 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 95 . 1981.228 Exemplo de circuito com aplicação de acumulador hidráulico. p.

são dispositivos que convertem fluido à baixa pressão em fluido à alta pressão. 1981. isto é.1: Princípio de funcionamento do multiplicador hidráulico FONTE: RACINE. intensificam a pressão de um sistema hidráulico.“BOOSTERS” 20 Os intensificadores de pressão (Boosters). 289 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 96 . FIGURA 20.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO INTENSIFICADORES DE PRESSÃO . p.

1981 p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO 21 São acessórios usados para avaliar o rendimento dos sistemas hidráulicos (pressão.1: Princípio de funcionamento do manômentro de Bourbon FONTE: RACINE.1 Manômetro com Sinal Elétrico FIGURA 21. temperatura vácuo e vazão. FIGURA 21. Os principais instrumentos empregados na hidráulica são: Manômetro de Bourdon .275 21.pode ser a seco ou em banho de glicerina para amortecer as vibrações e lubrificar o manômetro aumentando sua vida útil. entre outros).2: Manômentro com limites de pressão máximo e mínimo FONTE: RACINE.277 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 97 . 1981 p.

FIGURA 21.2 Termômetros Registram a temperatura do fluído. Cortar um sinal elétrico. Classificam-se em: Termômetros de gás líquido.usada quando não houver necessidades de leituras constantes de pressão proporcionando vida útil mais longa ao manômetro. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 98 .limitam a temperatura em níveis máximo e mínimo. Termostato .SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Válvula Isoladora de Manômetro .é um elemento eletro-hidráulico que limita níveis máximo e mínimo de pressão. Pode atuar de três maneiras: Enviar um sinal elétrico. Quando esses valores são atingidos. (princípio termopar). um sinal elétrico é enviado ou cortado para o painel de controle elétrico. Cortar um sinal elétrico de um ponto e enviar outro sinal elétrico para um ponto diferente. Pressostato . Termômetro industrial. 1981 p.276 21.3: Válvula isoladora de manômetro FONTE: RACINE.

167 Pressostato tipo Bourdon FIGURA 21.4: Pressostato de êmbolo FONTE: REXROTH p.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS Tipos Pressostato de Êmbolo FIGURA 21.168 HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 99 .5: Pressostato tipo bourbon FONTE: Treinento hidráulico. REXROTH. p.

INTERLIGAÇÃO.1 Tubos Para instalações rígidas são os elementos mais comuns usados nos sistemas hidráulicos. Paredes demasiadamente finas estão sujeitas a quebrar.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS CAPÍTULO CAPÍTULO ELEMENTOS DE INTERLIGAÇÃO. 22. pois com a vibração do sistema hidráulico o cobre endurece e se torna quebradiço. Considerações para selecionar os elementos de ligação: Tubulações estreitas provocam cavitação na bomba. pois o zinco reage com certos aditivos do óleo. Paredes grossas demais provocarão um acréscimo inútil no peso e no preço da instalação. tubos. FIGURA 22. Conexões galvanizadas devem ser evitadas.1: Exemplos de mangueiras hidráulicas industriais FONTE: Catálogo da aeroquip HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 100 . CONEXÃO E VEDAÇÕES VEDAÇÕES O transporte do fluido no sistema hidráulico é feito pôr meio de pressão através de elementos de interligação. Para a escolha da mangueira deve-se considerar a pressão de trabalho e o diâmetro nominal da mangueira que são indicados pelo fabricante. Onde as máquinas vibram muito estão sujeitas a trincas. 22 22. além do mais reage com o óleo diminuindo a vida útil. ou seja. para este tipo de ligação devemos considerar: Dimensionamento em função da vazão e da pressão.2 Mangueiras São utilizadas com interligação flexível entre unidades hidráulicas móveis ou ainda onde as interligações rígidas são difíceis de serem executadas. mangueiras e placas de ligação e até mesmo os blocos manifold. perdas de eficiência e superaquecimento do circuito interno. Tubulações de cobre devem ser evitadas.

4 Elementos de conexão A ligação entre os tubos. FIGURA 22.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS 22. dilatação ou contração térmica entre outras. atualmente muito utilizados para interligar válvulas a vedação entre as válvulas e a placa é feita através de anéis O’ring. 22.1 Conexões por roscas FIGURA 22. 1994 p. quais sejam: conexões por roscas e conexões por flanges.3 Placas de Ligação e Blocos Manifold São elementos de ligação. As conexões hidráulicas são sujeitas a grandes esforços. Devem estar sempre vedadas hermeticamente devido às altas pressões e solicitações mecânicas. ou entre as mangueiras. ou ainda entre esses elementos e as válvulas. cilindros ou bombas é feita pelos elementos de conexão. A face de apoio da válvula é retificada e pressa com parafusos à placa de ligação.2: Esquema interno de um bloco manifold FONTE: RACINE. facilitando a montagem e desmontagem. deixando o sistema mais compacto.4. tais como vibrações.277 22.3: Exemplo de conexões industriais FONTE: Catálogo da aeroquip HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 101 .

1981. 1987. São Paulo. Porto Alegre. . 1987. Manual de hidráulica básica. Treinamento hidráuico THR: curso básico de óleo-hidráulica industrial para engenheiros e técnicos. 1987. ed. Treinamento hidráulico MHR: curso básico de óleo-hidráulica industrial para mecânicos de manutenção. 452 p. HIDRÁULICA E TÉCNICAS DE COMANDO 102 . 323 p. 132 p. 3. SP Comandos hidráulicos: informações tecnológicas. Revisão. REXROTH. 182 p. SENAI. São Paulo. São Paulo. 3. REXROTH.SÉRIE RECURSOS DIDÁTICOS REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS RACINE HIDRAULICA.

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