Papéis Avulsos de Zoologia

Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Volume 43(1):1-9, 2003
www.scielo.br/paz.htm ISSN 0031-1049

REVALIDAÇÃO DE ASTYANAX RUPUNUNI FOWLER, 1914 (TELEOSTEI, CHARACIDAE) E DESCRIÇÃO DE DUAS ESPÉCIES NOVAS PARA O GÊNERO
VALDENER GARUTTI1
ABSTRACT Astyanax rupununi Fowler, 1914, previously considered a junior synonym of A. bimaculatus (Linnaeus, 1758), is herein proposed as a valid species. The two species may be distinguished by the presence in A. rupununi of a single black club-shaped lateral stripe, the smaller body and caudal peduncle depths, and by the fewer teeth cuspids. Two new species, with the same basic color pattern of Fowler’s species, are described: A. clavitaeniatus sp. n. from the upper Branco river, Roraima State, Amazonia, Brazil, and A. siapae sp. n. from the Casiquiare-Orinoco basin, Amazonas and Apure States, Venezuela. A key to the identification of Astyanax species sharing this color pattern is presented. KEYWORDS: Astyanax bimaculatus, Astyanax rupununi, A. clavitaeniatus n. sp., A. siapae n. sp, revalidation, description.

INTRODUÇÃO Em seu trabalho de revisão taxonômica de Astyanax, Eigenmann (1921) sinonimizou A. rupununi Fowler, 1914 com A. bimaculatus (Linnaeus, 1758), no que foi seguido por autores subseqüentes, entre os quais Géry (1977), o autor que por último tratou desse gênero como um todo. Entretanto, os resultados do presente estudo indicam que as diferenças existentes entre as formas de Linnaeus e de Fowler são suficientes para que ambas sejam consideradas táxons distintos. As diferenças mais conspícuas entre as duas espécies referem-se à presença de uma faixa lateral negra em forma de clava e altura do corpo menor, em A. rupununi e números maiores de cúspides nos dentes grandes do dentário e na série interna do pré-maxilar, em A. bimaculatus.

No decorrer desse estudo foram examinados ainda, exemplares de lambaris dotados do mesmo padrão básico de coloração de A. rupununi, mas a análise comparativa dos dados revelou que se tratam de espécies distintas de A. rupununi. Assim, é proposta a revalidação de A. rupununi Fowler, 1914 e são descritas duas espécies novas para o gênero. A faixa lateral negra presente nestas três espécies é losangular no pedúnculo caudal e afunilada para a frente, estreitando-se até a 2ª barra vertical marrom situada 2-3 escamas atrás da mancha umeral; tem a forma característica de uma clava (Figuras 2 e 3). MATERIAL E MÉTODOS Os exemplares examinados são provenientes dos rios Surumu e Uraricoera, bacia do alto rio Branco,

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Universidade Estadual Paulista, IBILCE-CAUNESP, Caixa Postal 136, 15054-000, São José do Rio Preto, SP. E-mail: valdenergarutti@yahoo.com.br

col. com precisão de décimos de milímetro e foram realizadas 8 contagens de acordo com Garutti (1998).... hexa e heptacuspidados).... 2000).05... Distribuição: bacia do Casiquiare-Orinoco...... A.0%). Astyanax rupununi Fowler... dentes da série interna do prémaxilar até heptacuspidados .. A sigla CP corresponde ao comprimento padrão.... bacia do Essequibo... rio Rupununi..... O corpo baixo e o menor número * Observação: há um equívoco. Comentários adicionais sobre o assunto estão em Garutti & Britski (1997. Tabela 3 afluente do rio Negro e afluentes do rio Casiquiare e do rio Orinoco... 1914:242-244 (descrição original. Ogilvie.2 GARUTTI: REVALIDAÇÃO DE ASTYANAX RUPUNUNI Chave para identificação das espécies de Astyanax com mancha umeral horizontalmente ovalada e faixa lateral na forma de clava 1. Dentes grandes do dentário hexa e heptacuspidados .. Parátipo: ANSP 39329. comprimento da cabeça. Altura do corpo até 35... rupununi Fowler Distribuição: rio Rupununi. rupununi Fowler distingue-se facilmente de A.. As informações julgadas relevantes sobre o tipo de Linnaeus foram obtidas através de Sven O. contadas entre a nadadeira dorsal e a nadadeira pélvica. J. figura 6 de Fowler.... Suriname-Brokopondo e Marowijne (Suriname)..... Astyanax (Poecilurichthys) bimaculatus Eigenmann. Distribuição: alto rio Branco. altura do pedúnculo caudal igual ou menor que 9. Coppename. 1911-1912 (1912. 1914)....... O exame da dentição consistiu no registro do número e do tamanho dos dentes presentes nos ossos dentário. ≥ 9.. Kullander... para o número de cúspides.8% do comprimento padrão. n. Nickerie...... conforme Fowler.. . clavitaeniatus sp. Para avaliar o poder de discriminação de cada componente foi aplicada a análise de variância. a coordenada correta deve situar-se em torno dos 60°W... n..... 47... pré-maxilar e maxilar. Os cálculos estatísticos foram feitos através do programa Excel 7... altura do corpo igual ou menor que 35. A.... Tipos examinados Holótipo: ANSP 39328... A... 1a.1.. bimaculatus (Linnaeus) por várias características.... ≥ 41...... 1914:244.. pré-maxilar: penta. 2a. Guiana Britânica (= Guiana).... Venezuela.. hexa e heptacuspidados. De cada exemplar foram tomadas 15 medidas com paquímetro. no Museo de Biología da Universidad Central de Venezuela (MBUCV) e no American Museum of Natural History de Nova York (AMNH).... O número de raios da nadadeira anal inclui raios divididos e não divididos. dentes da série interna do pré-maxilar exclusivamente pentacuspidados . referem-se a um mesmo exemplar. certamente.. bem como da contagem das cúspides desses dentes. Diagnose – A. que examinou material procedente das bacias do Courantjne.6% do comprimento padrão. 47..... os raios adnatos considerados como único.. dentário: tetra.. bacia do Amazonas. os valores referidos nas descrições.. 2 2.2% do comprimento padrão (vs.... siapae sp. Altura do corpo igual ou maior que 36....6 mm CP. col.. altura do pedúnculo caudal e distância nadadeira dorsal-nadadeira anal) aplicou-se uma análise de componentes principais – PCA. Às variáveis mais discriminantes entre os três táxons (índices entre comprimento padrão....... comprimento da cabeça e altura do corpo.. 1911.. dentre as quais a presença de uma conspícua faixa lateral negra em forma de clava (vs... Ogilvie. provavelmente 59°20’W. do Swedish Museum of Natural History (NRM).. figura 6)....0 e os valores mínimo e máximo de cada variável constam das tabelas.... Guiana Britânica (02°N-50°20’W*). na anotação da longitude expressa no rótulo.. O número de escamas da linha transversal refere-se ao total de escamas da série.5 mm CP. rio Rupununi. Foram consideradas diferenças significantes quando o valor-p ≤ 0.... conforme Fowler... Nas tabelas são apresentadas proporções corporais em relação ao comprimento padrão.. Dentes grandes do dentário tetra e pentacuspidados ... ausente).7%) e por possuir dentes grandes do dentário e da série interna do pré-maxilar pentacuspidados (vs. Dados comparativos de Astyanax bimaculatus constam de Garutti (1995).. com as comparações pareadas de Tuckey. 1914:244)... J. 1921:250 (sinonímia... Exemplares examinados da série-tipo de A.. Astyanax rupununi Fowler Figura 1... Os cálculos foram obtidos com o programa Minitab 12...8% do comprimento padrão (vs..... e encontram-se depositados no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP).. rupununi estão depositados na Academy of Natural Science of Philadelphia (ANSP). mesma data do holótipo.

distância pré-anal: 63.5 72.1 34.4 37. 33. e Astyanax siapae sp.0 39. siapae sp. col. rupununi Fowler (triângulo).3 95.4 10. 48.1 (37.2). Brasil: MZUSP 48281.8 (35.2).6 48.2 31.3 % da altura do corpo altura do pedúnculo caudal nº escamas linha lateral nº escamas acima linha lateral nº escamas abaixo linha lateral nº escamas linha transversal nº raios nadadeira anal 16 16 16 16 16 16 25. (quadrado) e A. comprimento da cabeça: 12.5 12. x. comprimento padrão (mm) comprimento da cabeça (mm) altura do corpo – mm % do comprimento padrão comprimento da cabeça altura do corpo altura do pedúnculo caudal distância pré-dorsal distância pré-anal distância dorsal-peitoral distância dorsal-anal distância anal-adiposa distância dorsal-adiposa 16 16 16 16 16 16 16 16 16 23.6). Astyanax clavitaeniatus sp. M.4 mm CP. altura do pedúnculo caudal: 9.0).5 29.1 49.1 12. clavitaeniatus sp.0 mm (16.2 (53.5).9 39.4).3 52.9). (vide diagnose destas duas espécies).4 35. % da altura do corpo: altura do pedúnculo caudal: 25.9 15. Roraima. Brasil.3 36 5 5 12 26 29.. n.1). 11 ex.5 mm CP e FIGURA 1. Símbolo cheio: localidade-tipo.. TABELA 1.0). altura da cabeça: (93. Figuras 1 e 2. (círculo).3 % do comprimento da cabeça diâmetro do olho largura interorbital altura da cabeça 16 16 16 31. n.4-72.0 (37.6 105. entre parênteses.6 43. distância pré-dorsal: 52. Surumu.1 36. Dados adicionais de morfometria para holótipo e parátipo. Roraima.2 (65.3 mm (12.7 45.1 (9. holótipo 41. altura do corpo: 17.3 (38.4 40. FIGURA 2.9 (25.7). máx.0 36. Alvarenga. distância nadadeira dorsal-nadadeira peitoral: 43. A.4-62.3 20. n. caráter N 16 16 16 min.4 (41. largura interorbital: 42.3 56.1966.3 mm CP.8 41 8 7 16 31 28.4 18.2). 03°30’N-60°25’W). 2003 Astyanax clavitaeniatus sp.8 45. rio Surumu (aprox. altura do corpo: 35.4 10.8 66. 33. n. Parátipos: 22 ex. % do comprimento padrão: comprimento da cabeça: 25. Dados morfométricos e merísticos do holótipo e parátipos de Astyanax clavitaeniatus sp.8 (34. CP: 48.5 43.PAP.2).9).8 de cúspides dos dentes da série interna do pré-maxilar distinguem A.3). distância nadadeira anal-nadadeira adiposa: 35.4).2 55.1 44.9 38. distância nadadeira dorsal-nadadeira anal: 38.3 13. AVULS ZOOL. % do comprimento da cabeça: diâmetro do olho: 35. n.3 (27. 43(1). n. de Astyanax rupununi: comprimento padrão: 47. Tabelas 1 e 3 3 Holótipo: MZUSP 5146. (holótipo MZUSP 5146.7 69.1 27.6 46.1 45.0 71. rupununi das demais espécies dotadas de faixa lateral negra em forma de clava: Astyanax clavitaeniatus sp.6).4 38 6 6 13 31 .3 mm).2 (38.5 mm (47. n.9 112.2 42. Cada símbolo pode representar mais de um lote.3 43. Distribuição geográfica para A.1 39. distância nadadeira dorsal-nadadeira adiposa: 39.

reta posteriormente. bimaculatus pela presença da característica faixa lateral negra em forma de clava (vs. seguidos de 5 a 8 pequenos.8%). T. ventral do corpo e gular prateadas.4-60. adpressa ao corpo pode atingir da 5ª à 7ª escama anterior à nadadeira adiposa. estreitando-se em um filamento até a 2ª barra vertical marrom situada atrás da mancha umeral. rio Uraricoera. Maior altura do corpo pouco à frente da origem da nadadeira dorsal. hexa e heptacuspidados (no mesmo exemplar). menor que o infraorbital 2 e igual ou menor que o diâmetro do olho. até 35. com as regiões pré-dorsal quilhada e pré-ventral arredondada. pentacuspidados).0 mm CP. Astyanax siapae sp. Maxilar com um dente tricuspidado. Venezuela. rio Siapa (afluente do rio Casiquiare).1969. de borda reta ou suavemente côncava no terço anterior. 2 ou 3 escamas atrás. a da linha lateral e a 1ª e a 2ª (esta parcialmente) séries acima da linha lateral. cúspide mediana bem mais desenvolvida. sua largura máxima. caudal i + 17 + i. 4 ex. nas primeiras. T. afluente do rio Negro. Diferencia-se de A. Origem da nadadeira adiposa pouco à frente dos 2/3 da distância entre a origem da dorsal e a base dos raios caudais medianos. Padrão de colorido similar em ambos os sexos. Coloração em álcool (Figura 2) – Coloração geral do corpo prateada. em forma de clava. ≤ 9. curta. Nadadeiras Holótipo: MBUCV-V-29133. reto destas até a nadadeira anal e convexo ao longo da anal até a base da nadadeira caudal. Duas barras verticais marrons. 47. 5 ex. Nadadeira dorsal situada atrás da metade do comprimento padrão. fazenda Canadá. 41. distância nadadeira dorsal-nadadeira anal maior: ≥ 39. comprimido. Nadadeiras hialinas. focinho pequeno. Roberts. na segunda. 18. dorsal iii + 9 e anal iii a iv + 22 a 28 raios. nadadeira caudal com lóbulos simétricos. MZUSP 17757. em alusão à característica faixa negra lateral. 31-35). pélvica i + 7 a 8. adpressa ao corpo geralmente não alcança a nadadeira anal.ii. igarapé da Fazenda Canadá. pedúnculo caudal mais alto: ≥ 10. tetra e pentacuspidados). perfil ventral convexo da ponta do focinho às nadadeiras pélvicas. a primeira situada antes da mancha umeral e a segunda imediatamente atrás. no pedúnculo caudal. Tabelas 2 e 3 MBUCV-V-29167. siapae por possuir maior número de cúspides nos dentes grandes do dentário: hexa e heptacuspidados (vs. de borda levemente convexa.4 mm CP. cúspide mediana muito mais desenvolvida que as laterais.3% do comprimento padrão (vs. A. em relação a um eixo que passa pela fenda bucal e poro da última escama da linha lateral. Dentário com 4 dentes grandes.4% do comprimento padrão (vs. adpressa ao corpo geralmente não alcança a nadadeira pélvica.4-51. 79. regiões lateral da cabeça e do corpo. Mancha umeral negra horizontalmente ovalada localizada entre a 2ª ou 3ª e a 5ª ou 7ª escamas. de borda suavemente convexa. bacia Amazônica. clavitaeniatus diferencia-se facilmente de A. inclui a escama da 1ª série (parcialmente) abaixo da linha lateral.0-72. (Figura 2) distingue-se de A. 15. Distribuição geográfica (Figura 1): Alto rio Branco. Amazonas. dentes pequenos tri ou tetracuspidados. 54. col. MZUSP 17748. penta e heptacuspidados (no mesmo exemplar).. cromatóforos distribuídos uniformemente na escama. Regiões dorsal da cabeça e do corpo acinzentadas. rupununi por apresentar altura do corpo igual ou maior que 37. Cabeça geralmente mais alta que longa. 2 ex. do 1º ao 6º raio dividido. rio Uraricoera. cúspide mediana mais desenvolvida. Pré-maxilar com duas séries: a interna com 5 dentes. Partes dorsal e ventral do corpo de igual altura ou ventral pouco mais alta. Figuras 1 e 3. Nadadeira peitoral de borda ligeiramente convexa. em pequeno número. Peitoral i + 11 a 12 raios. Etimologia: clavitaeniatus deriva da junção dos vocábulos latinos clava: clava e taenia: faixa.2%). Faixa lateral negra com característica forma de clava. col. Origem da nadadeira anal atrás da base da dorsal. ≤ 38.ii. às vezes com uma 4ª cúspide pequena lateral. os grandes. . pentacuspidados) e da série interna do pré-maxilar: penta e heptacuspidados (vs. losangular no pedúnculo caudal e afunilada para a frente. posteriormente estende-se até a extremidade dos raios medianos da caudal (7º ou 8º ao 11º). Perfil dorsal do corpo convexo da ponta do focinho à base da nadadeira caudal. Roberts. mesmos dados do holótipo. a 1ª passando pela mancha umeral e a 2ª.4% do comprimento padrão (vs.4 GARUTTI: REVALIDAÇÃO DE ASTYANAX RUPUNUNI pélvicas e anal dos machos sexualmente maduros com ganchos.5 mm. igarapé do Pau Rocho. Duas manchas prateadas. n. Descrição – Corpo moderadamente alongado.1969.1%) e maiores números de cúspides dos dentes grandes do dentário: hexa e heptacuspidados (vs.. n. Origem da pélvica bem à frente da origem da nadadeira dorsal. a externa com 4 dentes tricuspidados. Diagnose – Astyanax clavitaeniatus sp. Focinho pouco afilado..4 mm CP. do último raio indiviso até o 11º dividido. CP. ausente) e pelo número de raios na nadadeira anal menor: 26-31 (vs.

nadadeira caudal com lóbulos simétricos.1968. 32..4 44.5 103. C.viii.3 51.1 69. 7 ex. (Figura 3) distingue-se de A.N.iii. siapae sp. rio Siapa (01°40’ a 01°41’N – 64°22’ a 64°28’W). focinho pequeno. A. mesmos dados do holótipo. rupununi e 36-41 em A. Provenzano et al.3 mm CP.0 41.6 94. Luengo. col. Perfil dorsal do corpo convexo da ponta do focinho à base da nadadeira caudal. col. D. col.xi.A. L.7 45. rupununi por apresentar altura do corpo igual ou maior que 36.2 32.3 57. rio Cataniapo. J. 15.1 40.7 % do comprimento padrão comprimento da cabeça altura do corpo altura do pedúnculo caudal distância pré-dorsal distância pré-anal distância dorsal-peitoral distância dorsal-anal distância anal-adiposa distância dorsal-adiposa 36 36 36 36 36 36 36 36 36 26. holótipo 31. hexa e heptacuspidados). com as regiões pré-dorsal quilhada e pré-ventral arredondada. Dados morfométricos e merísticos do holótipo e parátipos de Astyanax siapae sp. 30 km ao sul de Puerto Ayacucho. Arana & O. TABELA 2. A. 10.5 45 8 7 16 33 27. 38-39 em A.5 27. Partes dorsal e ventral do corpo geralmente de igual altura. Descrição – Corpo moderadamente alongado. col. campamento Siapa II... CP: 62. F.4 33. 13. Machado-Allison. Parátipos: 36 ex.iii.5 21.8 38.0 33. (parátipo AMNH 93173. máx. N.7 % da altura do corpo altura do pedúnculo caudal nº escamas linha lateral nº escamas acima linha lateral nº escamas abaixo linha lateral nº escamas linha transversal nº raios nadadeira anal 36 31 34 34 34 36 18. ≤ 25.0 46. 36-40). ausente).. n. A.3% do comprimento padrão (vs. Venezuela.1 40.2-91.7-50.6 7.1 82. Amazonas: MBUCV-V-19790.2 64.5 10. menor que o infraorbital 2 e igual ou menor que o diâmetro do olho. 39. col.0 44.6% do comprimento padrão (vs.3 24. 19. Maior altura do corpo na origem da nadadeira dorsal.3 38. hexa e heptacuspidados). Diagnose – Astyanax siapae sp.4 37. Venezuela. caráter comprimento padrão (mm) comprimento da cabeça (mm) altura do corpo (mm) N 36 36 36 min. 2003 campamento Siapa II (01°40’ a 01°41’N – 64°22’ a 64°28’W).3 36.9%) e maior número de cúspides dos dentes da série interna do pré-maxilar: penta.3 53. Ferraris & A.viii. 17 ex. 3. 11 ex.7 mm CP.6-91.PAP. A. 31-35) e maior número de escamas na linha lateral: 38-45 (vs. pentacuspidados).6 63. comprimido. apresenta maior número de escamas na linha lateral: 38-45 (vs. siapae sp. bimaculatus pela presença da característica faixa lateral negra em forma de clava (vs. 14 ex. 43(1). Mosco.1989.. Mago-Leccia. 31. Ortíz. via San Carlos.1 11.3 mm CP.1 % do comprimento da cabeça diâmetro do olho largura interorbital altura da cabeça 36 36 36 31. n.5 45 8 7 16 30 .4 mm CP.7 32. 5 ex. F. 41.9 38.0 11. 20 ex.1989. Aquana.1 mm CP e MZUSP 55189. 31. 15.3-53. ≤ 35. 37. MachadoAllison. rodovia San Fernando/Caramacate.8%).4 mm CP. reto ao longo da nadadeira anal até o pedúnculo caudal. diferencia-se facilmente de A.5 38 6 5 13 28 27.3 mm CP.1 43. 19.7 mm CP... 5 35. AVULS ZOOL.8 39. rio Siapa (01°40’ a 01°41’N – 64°22’ a 64°28’W). Diferencia-se de A.4 70.5-56.9 mm CP. n. AMNH 93173. Royero Leon.1989. Astyanax siapae sp. col. Apure: MBUCV-V-11179. n. aprox. reto destas até a nadadeira anal. Padilla. hexa e heptacuspidados (vs.iii. Material adicional examinado: 55 ex..0 39.4 44. MBUCV-V-27799. Nada- FIGURA 3.7 108.0-94. clavitaeniatus) (Tabela 3).9 44. Amazonas: MBUCV-V-19445. 17 ex. perfil ventral convexo da ponta do focinho às nadadeiras pélvicas.5-94. R. menor número de cúspides nos dentes grande do dentário: tetra e pentacuspidados (vs. comprimento da cabeça maior: ≥ 26.6-41.8-50. n. clavitaeniatus pelo menor número de cúspides dos dentes grandes do dentário: tetra e pentacuspidados (vs.1979. tetra.1989. Machado-Allison & J. Puente Chuneo Quebrada Chuneo a 12 km de Apartaderos.. menor número de raios na nadadeira anal: 27-33 (vs. 4. em relação a um eixo que passa pela fenda bucal e poro da última escama da linha lateral.5 32.4 11. El Negro.6 79. MBUCV-V-21665.0 mm).

cúspide mediana muito mais desenvolvida que as laterais. DISCUSSÃO O gênero Astyanax foi revisto por Eigenmann em 1921 e 1927. lateral da cabeça prateada e lateral dorsal do corpo acastanhada. hexa e heptacuspidados (no mesmo exemplar). Assim. de borda convexa. peitoral e pélvica hialinas. com a primeira mais escura. os grandes. Freqüências do número de escamas da linha lateral e da série transversal e número de raios da nadadeira anal de Astyanax com faixa lateral negra na forma de clava. Cabeça mais longa que alta em exemplares com até 45-50 mm de CP e mais alta que longa nos maiores de 50 mm. losangular no pedúnculo caudal e afunilada para a frente. de borda suavemente côncava no terço anterior e reta nos posteriores. adpressa ao corpo alcança a nadadeira pélvica. Nadadeira peitoral de borda convexa. Duas barras verticais marrons. situada atrás da mancha umeral. apenas descrições de novas espécies foram publicadas e nenhuma análise mais aprofundada foi elaborada. a externa com 4 dentes tricuspidados. 2 ou 3 escamas atrás. Após estas datas. anal rupununi clavitaeniatus siapae → 36 1 → 12 1 → 25 37 1 13 5 6 26 1 38 1 10 1 14 10 11 27 1 1 39 1 3 2 15 2 4 26 28 2 4 40 1 6 16 1 15 29 7 10 41 2 12 17 42 43 44 45 total 2 18 62 total 2 21 63 total 2 22 77 11 18 12 13 5 4 30 1 4 20 1 31 1 7 26 32 33 10 6 deira dorsal situada atrás da metade do comprimento padrão. Regiões dorsal da cabeça e do corpo castanhas. a cúspide mediana bem mais desenvolvida. Ele ana- . Nadadeiras dorsal. bimaculatus (Linnaeus). Mancha umeral negra horizontalmente ovalada localizada entre a 2ª e a 5ª ou 6ª escamas.6 GARUTTI: REVALIDAÇÃO DE ASTYANAX RUPUNUNI TABELA 3. dentes pequenos tri (maioria) ou tetracuspidados. no pedúnculo caudal. Peitoral i + 12 a 14 raios. Origem da nadadeira pélvica à frente da origem da nadadeira dorsal. estreitando-se em um filamento até a 2ª barra vertical marrom. cúspide mediana mais desenvolvida. na atualidade. cromatóforos distribuídos uniformemente na escama. Faixa lateral negra com característica forma de clava. em pequeno número. inclui a escama da 1ª série (parcialmente) abaixo da linha lateral. uma mancha negra no pedúnculo caudal estendida à extremidade dos raios caudais medianos. Coloração em álcool (Figura 3) – Coloração geral do corpo prateada. dorsal iii + 9 e anal iv a v + 24 a 29 raios. Dentário com 4 dentes grandes. todas portadoras dos caracteres básicos citados. Distribuição geográfica (Figura 1): bacia do Casiquiare-Orinoco. Duas manchas prateadas. linha lateral rupununi clavitaeniatus siapae linha transversal rupununi clavitaeniatus siapae raios nad. anal. adiposa. a 1ª passando pela mancha umeral e a 2ª. Venezuela. a maioria das espécies do gênero é identificada sensu referido autor. É o caso de Astyanax bimaculatus (Linnaeus). Maxilar com um dente tri ou tetracuspidado. seguidos de 5 a 8 pequenos. Prémaxilar com duas séries: a interna com 5 dentes. a primeira situada antes da mancha umeral e a segunda imediatamente atrás. penta. adpressa ao corpo atinge a 4ª ou 5ª escama anterior à nadadeira adiposa. sua largura máxima. que tem como características fundamentais uma mancha umeral negra horizontalmente ovalada. tetra e pentacuspidados (no mesmo exemplar). Regiões lateral ventral. Etimologia: Em alusão à localidade-tipo. Siapa. Padrão de colorido similar em ambos os sexos. caudal enegrecida. de borda reta. Origem da nadadeira anal atrás da base da nadadeira dorsal. adpressa ao corpo não alcança a nadadeira anal em exemplares maiores de 50 mm de comprimento padrão. gular e ventral do corpo creme-claro. duas barras verticais marrons na região umeral e até 40 escamas na linha lateral. posteriormente estende-se à extremidade dos raios medianos da caudal (7º ao 10° ou 11º). em exemplares menores. Focinho arredondado. pélvica i + 7 a 8. a nadadeira pélvica alcança a nadadeira anal. caudal i + 17 + i. a da linha lateral e a 1ª e a 2ª (esta parcialmente) séries acima da linha lateral. Eigenmann (1921) sinonimizou várias espécies de lambaris com A.

477 -0. dentes da série interna do prémaxilar penta. 43(1). Finalmente. n. A. 13 a 16 séries de escamas na linha lateral do corpo. 2003 7 FIGURA 4. o quarto componente (CPIV) explica 0.6% da variação. formando no conjunto retículos). clavitaeniatus. 1995). O segundo componente (CPII) explica 2.493 -0. 1997). siapae sp. bimaculatus é nome que por enquanto deve ser aplicado apenas a exemplares do Suriname com a seguinte combinação de caracteres: regiões pré-dorsal e préventral arredondadas.725 0. dentes grande do dentário tetra. A. o provável lectótipo da espécie conforme Fernholm e Wheeler (1983). Análise de componentes principais das amostras combinadas de Astyanax dotados de faixa lateral em forma de clava: A.0 a 47.4% da variação e contrapõe basicamente o comprimento padrão à distância nadadeira dorsal-nadadeira anal. rupununi e A.495 -0. siapae (o). A. n. clavitaeniatus sp. Garutti.PAP. 36 a 40 escamas na linha lateral.anal CPI -0.460 0.0 mm). e A.. a diagnose proposta por ele revela-se ampla. contra hexa e heptacuspidados daquela.506 CPII -0..2% da variação total da matriz de correlações das amostras combinadas e está relacionado à grandeza dos caracteres utilizados (comprimento padrão. hexa e heptacuspidados (no mesmo exemplar). caráter comprimento padrão comprimento da cabeça altura do pedúnculo caudal distância nad.683 0.526 -0. padrão reticulado de cromatóforos (determinado pela concentração de pigmentos nas bordas das escamas. Coeficientes das componentes principais com base na matriz das correlações das amostras combinadas de Astyanax rupununi. hexa e heptacuspidados (no mesmo exemplar).716 0. altura do corpo 41. rupununi Fowler e A. siapae. 31 a 35 raios na nadadeira anal. rupununi (#). A análise de variância do segundo componente indica diferença significante entre suas médias nos três táxons (valor-p ≤ 0. mas não indica diferença significante entre médias de A.7 a 12.125 0. A. lisou conjuntamente exemplares procedentes de diversas bacias hidrográficas neotropicais e. Assim. Segundo Garutti (1995). O terceiro componente (CPIII) explica 0. dorsal-nad. altura do pedúnculo caudal e distância nadadeira dorsal-nadadeira anal) (Tabela 4). Portanto. tem o corpo mais baixo em relação àquela e os dentes são no máximo pentacuspidados. Resultados de estudos recentes revelaram que os diversos padrões morfológicos constituem espécies com distribuição geográfica restrita a uma ou outra bacia (Garutti & Britski. 1985). A aplicação da análise de componentes principais decorre do enfoque estatístico bivariado revelar-se inadequado.506 -0. englobando vários padrões morfológicos (cf.072 -0. No entanto. altura do pedúnculo caudal 9. Garutti & Britski (2000) e dados adicionais. os escores de cada indivíduo foram plotados no espaço dos 2º e 4º componentes principais (Figura 4). A PCA revela que a primeira componente (CPI) explica 96. a mancha no pedúnculo caudal estendida à extremidade dos raios caudais medianos. clavitaeniatus e A.084 -0. Com relação ao quarto componente. Projeção dos escores individuais no espaço da segunda componente principal (CPII) e da quarta componente principal (CPIV). altura do corpo. clavitaeniatus. comprimento da cabeça. A. 5 a 6 dentes pequenos no dentário. como conseqüência. um dente maxilar.0% do CP.674 padrão: 78. julgo que as diferenças constatadas sejam suficientes para que ambas possam ser consideradas táxons distintos. contrapondo o conjunto comprimento da cabeça e altura do pedúnculo caudal ao conjunto comprimento padrão e distância nadadeira dorsal-nadadeira anal. Na determinação do padrão de dispersão das variáveis morfométricas entre os táxons Astyanax rupununi.115 CPIII CPIV -0. as comparações pareadas de Tuckey indicam média de A.533 0. rupununi e A. incluindo a região látero-ventral e ventral do tronco e ausência de faixa lateral negra.5% do CP. bimaculatus amplamente distribuída. siapae menor do que A. Astyanax bimaculatus é aqui considerada como correspondendo ao exemplar maior do lote NRM 7236 (comprimento TABELA 4. AVULS ZOOL. duas barras verticais marrons na região umeral e um dente no maxilar. considerou A. contrapondo o comprimento da cabeça à altura do pedúnculo caudal. bimaculatus não possui. uma vez que os organismos são essencialmente multidimensionais (Bookstein et al.8% da variação. rupununi tem uma conspícua faixa lateral negra em forma de clava que A. bimaculatus (Linnaeus) compartilham a presença da característica mancha umeral horizontalmente ovalada. A.000). suas médias devem ser consideradas significantemente diferentes (valor-p ≤ 0. clavitaeniatus (*) e A.002) e as comparações pareadas .

The geometry of size and shape change. 52(6):93-106. & Wheeler. agradeço aos referees. Memoirs Museum of Comparative Zoology. rupununi com média maior que as outras duas. rupununi Fowler. Garutti. diferindo completamente da característica forma de clava. Eigenmann. clavitaeniatus sp. A. Chernoff. do alto rio Branco. n. The American Characidae..H. F. das bacias do Paraná. R. novae. (Special Publication 15) Eigenmann. Astyanax rupununi. Finalmente. clavitaeniatus.. 1921. com mancha umeral ovalada e mancha no pedúnculo caudal. argyrimarginatus apresenta praticamente igual largura. A. a William G. A. V. Por outro lado. Zoological Journal of Linnean Society. argyrimarginatus. bimaculatus (Linnaeus) por Eigenmann (1921) é revalidada e duas espécies novas são descritas: A. Os caracteres que distinguem as três espécies são discutidos e é apresentada uma chave de identificação para as três espécies. enquanto que nestas as médias não podem ser consideradas significantemente diferentes. e duas barras verticais marrons (a primeira cruzando a mancha umeral e a segunda situada 2-3 escamas atrás) apresentados por A. pelo empréstimo de material. pelo auxílio na aplicação da PCA e ANOVA. J. pelas críticas e sugestões. AGRADECIMENTOS Agradeço a Sven O. A. n. REFERÊNCIAS Bookstein. descrição. Oyakawa (MZUSP). são compartilhados também por A. São A. Academy of Natural Sciences of Philadelphia (ANSP). Humphries. Revisão taxonômica dos Astyanax (Pisces. C. Memoirs Museum of Comparative Zoology. C. e A. 1998. C. 78:199-286. Figueiredo. 1911.H. H. argyrimarginatus Garutti. 1983. Fowler. siapae n. pelas fotos e informações sobre A. A. Fishes from the Rupununi river. Annals of Carnegie Museum.. Proceedings Academy of Natural Sciences of Philadelphia. B. A.H. mancha negra no pedúnculo caudal estendida à extremidade dos raios caudais medianos. unitaeniatus e A. e A. with examples from fishes. Venezuela. Roraima. unitaeniatus Garutti. The American Characidae. 1908.W. Fernholm. duas barras verticais marrons (a primeira cruzando a mancha umeral e a segunda situada 2-3 escamas atrás) e característica faixa lateral negra em forma de clava.. 1985. rupununi Fowler e a descrição de A. pelas informações adicionais sobre a procedência do material por ele coletado. Smith. a José L. por permitirem acesso às coleções e facilidades de trabalho naquele museu. A. 1914. n. A. 8(3):164-181. podem distinguir um grupo de espécies de Astyanax. PALAVRAS-CHAVE: Astyanax bimaculatus. 66:229-284. por conferir a coordenada anotada no ANSP 39329 e facilitar meu trabalho naquele museu. & Strauss. novae Eigenmann. clavitaeniatus sp. acima e abaixo da negra. 1927. III. Stockholm. Zoölogical results of the Thayer Brazilian Expedition – Preliminary descriptions of new genera and species of Tetragonopterid Characins. revalidação. e A. a faixa lateral ainda está marginada por faixas prateadas paralelas. B. considerada sinônimo de A. mancha negra no pedúnculo caudal estendida à extremidade dos raios caudais medianos. British Guiana. 1914. os caracteres de coloração mancha umeral negra horizontalmente ovalada. 1999. rupununi Fowler. Linnaean fish specimens in the Swedish Museum of Natural History. Com a revalidação de A. o grupo bimaculatus.8 GARUTTI: REVALIDAÇÃO DE ASTYANAX RUPUNUNI Universidade de São Paulo (MZUSP). e estudos futuros sobre as relações filogenéticas do gênero poderão testar se estas espécies constituem ou não um grupo natural. portanto. Academy of Natural Sciences of Philadelphia. n. bimaculatus (L. 43(4):311-428 + 28 pr. a Scott A. Brasil. 1914. do Museo de Biología da Universidad Central de Venezuela (MBUCV)..L. Elder.H. siapae sp. desde a vertical que passa pela ponta da nadadeira dorsal adpressa até o pedúnculo caudal. São de Tuckey indicam A. G. rupununi.. Estas características. Morphometrics in evolutionary biology. clavitaeniatus n. a Tyson Roberts. a Francisco Provenzano e Alberto Marcano. n. sp. Philadelphia. do American Museum of Natural History (AMNH). Bulletin Museum of Comparative Zoology. 43(3):209-310 + 28 pr.R. A. da Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). e A. R. Saul. n. Essas três espécies apresentam o mesmo padrão básico de coloração: mancha umeral negra horizontalmente ovalada. 1995. a Osvaldo T. estendendose à extremidade dos raios caudais medianos. A. a José A. 277p.. por permitir acesso às coleções ictiológicas e às críticas e sugestões à versão inicial desse manuscrito. Kullander. goyacensis Eigenmann. A faixa lateral em A. Cordeiro. A. RESUMO A. siapae sp. 1998). siapae. Museu de Zoologia da . pelas sugestões.L. New characins in the collection of the Carnegie Museum. Em A.E. Estados Amazonas e Apure.M. a Melanie N. da bacia do Casiquiare-Orinoco. pelo empréstimo de material-tipo e por permitir acesso a material-tipo. clavitaeniatus sp. somam 7 as espécies do gênero dotadas de referidos caracteres básicos de coloração e faixa lateral negra.) (lote NRM 7236). Eigenmann. Feinberg. Swedish Museum of Natural History (NRM). Schaefer. Academy of Natural Sciences of Philadelphia (ANSP). 1911. Characidae). Eigenmann. C. goyacensis. bimaculatus e por mais uma dezena de espécies (Garutti. 1908. siapae sp. sp.

diferentiis. São José do Rio Preto. 2003 Francisco e Amazônica). Recebido em 23. com mancha umeral horizontalmente ovalada. locis. Revista Brasileira de Biologia. 1999. Comunicações do Museu de Ciências e Tecnologia. 59(4):585-591. 85:115-122. Descrição de uma espécie nova de Astyanax (Teleostei: Characidae) da bacia do alto rio Paraná e considerações sobre as demais espécies do gênero na bacia. V. J. Garutti. Iheringia.A. SP. Brasil. Descrição de uma espécie nova de Astyanax (Teleostei.1. secundum classes. H. (Tese de Livre-docência – não publicada) Garutti. V.PAP. T.10. Characidae) da bacia do Tocantins. 1998. V. Publ. cum characteribus. 43(1). 824p. 13:65-88. Linnaeus. 1758. 1977.2001 Aceito em 28.2001 Credenciamento e apoio financeiro do Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da USP Comissão de Credenciamento Seção de Publicações do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo . H. Garutti. ordines. & Britski. da bacia do rio Guaporé.F. Descrição de Astyanax argyrimarginatus sp. NJ.H. São Paulo. n. viii + 286p. 40(14):217-229. 2000. AVULS ZOOL. (Characiformes. synonymis. & Britski. C. 10 ed. V. genera species. Neptune City.A. PUCRS. Systema Naturae per regna tria naturae. 9 Garutti. v. 672p. Descrição de uma espécie nova de Astyanax (Teleostei. Papéis Avulsos de Zoologia. Characoid of the World. Géry. série Zoologia.03. Characidae). Characidae) procedente da bacia do rio Araguaia. Amazônia. Brasil. IBILCEUNESP. Leipsiae. 1997.

Abstracts.R.usp.. ecology. U. 000p. Names of journals must be spelled out in full.ncbi. U. Museu de Zoologia. Dissertations and Theses – Silva.. The criteria for acceptance of articles are: quality and relevance of research.EDITORIAL COMMITTEE Editor-in-Chief: Hussam Zaher. Brasil). Brasil..R.br. Brasil). Silva (1998:14-20). 000p. regardless of the original language. (Eds. ontogeny. Authors are requested to pay attention to the instructions concerning the preparation of the manuscripts. H.. Body of Text: The main body of the text should include the following sections: Introduction.S. Brasil). further alterations and/or significant additions of text are permitted only at the author’s expense or in the form of a brief appendix (“note added in proof ”). Brasil). Illustrations should be mounted on stout. James Carpenter (American Museum of Natural History.). the following text should begin on the next line. Secondary headings should be in capital and lowercase letters and flush left.. S. Vanin (Universidade de São Paulo.S.. Caixa Postal 42. with wide margins. France). U. Literature Cited: Citations in the text should be given as: Silva (1998). Authors are encouraged to indicate where the tables should be placed in the text. 1890. Brasil).494. de Pinna (Universidade de São Paulo.ebi. where appropriate. Publisher. Studies with a broad coverage are encouraged to be submitted in English. The title should be concise and. whereas manuscripts deviating from the required form will be returned for revision prior to review.councilscienceeditors. U..S. Place. Brasil) and Paulo Young (Museu Nacional do Rio de Janeiro. Mario de Vivo (Universidade de São Paulo. Year.). Randahl Schuh (American Museum of Natural History.uk/). Article title. Nelson Papavero (Universidade de São Paulo. Rudiger Bieler (Field Museum of Natural History. Figures should be mounted in order to minimize blank areas between separate illustrations. H.ac. 2000). The pages of the manuscript should be numbered consecutively. Telegraphic abstracts are strongly discouraged. but texts in Portuguese or Spanish will also be considered. Richard Vari (National Museum of Natural History.tif ”.494. Communications regarding acceptance or rejection of manuscripts are made through correspondence with the first or corresponding author only. U. Brasil).mz. Silva & Oliveira (1998). 1998). Richard Prum (University of Kansas. Tables 2 and 3.000-000. Brasil). In: H.). “. in italics and indented. rules.. Close adherence to the guidelines will expedite processing of the manuscript. Oliveira & S.A. the following text should be on the same line and separated from the heading by a hyphen. Brasil). “. Christian de Muizon (Museum National d’Histoire Naturelle. Brasil).S.. Naércio Menezes (Universidade de São Paulo. Brasil). pers. Brasil). Dissertation title. Year. molecular biology. Illustrations: Figures should be numbered consecutively. Manuscripts are considered on the understanding that they have not been published or will not appear elsewhere in substantially the same or abbreviated form. SP.A. and Acknowledgments at end. tables should be referred as Table 1. Marcos Tavares (Universidade de São Paulo.A. Each of these sections should begin on a new page. Tertiary headings should be in capital and lower case letters. (2) Abstract: All papers should have an abstract in English and another in Portuguese. Figures and graphics should be sent separately (“. . Place. pp. Vanzolini (Universidade de São Paulo. clarity of text.. Results. Silva (1998: figs. They should be comprehensible without reference to the text. (1) Title Page: This should include the title. & Rangel. John Maisey (American Museum of Natural History.).C. Rodrigues (Universidade de São Paulo. Article title. INSTRUCTIONS TO AUTHORS (MAY 2002) General Information: Papéis Avulsos de Zoologia covers primarily the fields of Zoology.A. Oliveira. Tissue samples should be referred to their voucher specimens and all nucleotide sequence data (aligned as well as unaligned) should be submitted to GenBank (http://www. and compliance with the guidelines for manuscript preparation. Journal name. Year. U. Universidade de São Paulo. paleontology.).R.nih. Sergio A. Marcos Raposo (Museu Nacional do Rio de Janeiro. Gerardo Lamas (Museu Javier Prado de Lima.cfm). behavior. The reference need not be cited when author and date are given only as authority for a taxonomic name. Adriano Kury (Museu Nacional do Rio de Janeiro. Walter A.org/publications/style. not vertical. U.7 cm (A4 format) or 21. Associate Editors: Antonio C... comm. Revised manuscripts must be submitted as both hard copy and electronic file (3. All manuscripts should include an abstract in Portuguese and English regardless of the original language. Books – Silva.S.000-000. E mail: hzaher@ib. Silva (1998a. preferentially within 48 hours. Materials and Methods. Authors may suggest potential reviewers. U. 1A).R. taxonomy.U.. Articles in Larger Works – Silva.. Manuscript Form: Manuscripts should not exceed 100 pages of double-spaced typescript on 21 by 29. functional morphology. Primary headings in the text should be in capital letters and centered.).. Place. Submission of Manuscripts: Manuscripts should be sent to the Editor-in-Chief (H. author(s) name(s). Zaher.A.).5" disk. and keywords in English as well as in the language of the manuscript. the following text should begin on the next line. Tables: All tables must be numbered in the same sequence in which they appear in the text.)” and “Figure(s)” for referring to figures in the text. Brasil). ideas.. evolutionary biology. 1998a. H. Once page proof is sent to the author. white cardboard. Brasil).). Miguel T. Editorial Board: Aziz N. University. Brasil). Ricardo Macedo Correa e Castro (Universidade de São Paulo. All typescript pages must be double-spaced. Tables should be formatted with horizontal. High quality color or black and white photographs.. All contributions must follow the International Code of Zoological Nomenclature. Peru).R. James Patton (University of Berkeley. São Paulo. Proofs: Page-proofs with the revised version will be sent to the first or corresponding author.R. Ab’Saber (Universidade de São Paulo. Appendices.. Brasil). Tables. Abstracts should not exceed 350 words. São Paulo. and computer generated figures are preferable.). Caixa Postal 42. Olivier Rieppel (Field Museum of Natural History.. The literature section should be arranged strictly alphabetically and given in the following format: (4) Journal Article – Silva. In the text. Brasil). (Silva et al. and Figure Captions.A. CEP 04218-970. Separate illustrations of a composite figure should be identified by capital letters and referred in the text as so (fig. Brandão. Boeger (Universidade Federal do Paraná. Three legible copies (including photocopies of original illustrations) and original illustrations must be submitted. H. publishing original contributions in systematics.usp. H. or CD Rom with text in Microsoft Word format).S. Darrel Frost (American Museum of Natural History. Failure to return the proof promptly may be interpreted as approval with no changes and/or may delay publication.). the latter when the paper has three or more authors. p. Manuscripts should be written preferentially in English. 1998). faunistic studies. “.. consult the CBE Style Manual. (Silva.. Body of Text. SP. Include all new taxonomic names for referencing purposes. institutions. b). Ralf Holzentahl (University of Minesotta.S. Relevant specimens should be properly curated and deposited in a recognized public or private.).S. Once a manuscript is accepted providing changes suggested by the referees. Ph. (Universidade de São Paulo. letters should be placed in the lower right corner of each illustration of a composite figure. available from the Council of Science Editors (http://www. U. H. Article title.S.S. Serial Publication.S. in the same sequence they appear in the text. Zip Drive. b. the author is requested to return a revised version incorporating those changes (or a detailed explanation of why reviewer’s suggestions were not followed) within four weeks upon receiving the communication by the editor. Ubirajara Martins (Universidade de São Paulo. Papéis Avulsos de Zoologia and Arquivos de Zoologia are publications of the Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (www.A. 00:000-000. 1..5 by 28 cm (letter format) paper. Use “TABLE” in the table heading. For other details of manuscript preparation of format. It should be in a form intelligible if published alone and should summarize the main facts. Carlos Roberto F.D. & Rangel. W. Papéis Avulsos de Zoologia also encourages submission of theoretical and empirical studies that explore principles and methods of systematics.).cdr”). H. Where possible. Silva & Oliveira.A. Authors are encouraged to indicate where the figures should be placed in the text. anatomy. Literature Cited. U. indented. Publisher.br). but “FIGURE(S)” in the figure captions and “(fig(s).. U. Abbreviations should be avoided. Serviço de Vertebrados. all authors will be notified of submission date. Mario C.A. Page-proofs must be returned to the editor in two weeks. Hand-written lettering on illustrations is unacceptable.xls”. Paulo E. It should not include references.gov/Genbank/) or EMBL (http://www. Tables 2-6. Book title.A. Marques (Universidade de São Paulo.. non-profit institution. Articles in Books – Silva. Rangel (Eds. Publisher.. 2). Adams. Museu de Zoologia da USP. Place. Book title. Peer Review: All submissions to Papéis Avulsos de Zoologia are subject to review by at least two referees and the Editor-in-Chief. Use “(Fig(s). S. and a short running title in (3) the language of the manuscript.). Only necessary corrections in proof will be permitted. Discussion. should include mention of families and/or higher taxa.)” when referring to figures in another paper. Names of new taxa should not be included in titles. The text of articles should be arranged in the following order: Title Page. The abstract is of great importance as it may be reproduced elsewhere.A. (Silva. Heyer (National Museum of Natural History. (Rangel.. indented. In: Oliveira. dissertation. Year.). CEP 04218-970. and conclusions of the article. Brasil).P. Year.jpg”. Title of Larger Work. and biogeography.

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