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Walter C. Kaiser Jr - Teologia Do Antigo Test Amen To

Walter C. Kaiser Jr - Teologia Do Antigo Test Amen To

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KAISER JR.

WALTER C.

Copyright Título do Traduzido Publishinf

© 1978 Zondervan Corporation original: Toward an Old Testament Theology da edição publicada pela Zondervan House - Grand Rapids, Michigan 49506, EUA

1a. edição: 1980 2a. edição (revisada): 1984 Reimpressões: 1988, 1996, 1997, 1999, 2000, 2007 Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por
SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA,

Caixa Postal 21266, São Paulo, SP 04602-970 www.vidanova.com,br Proibida a reprodução por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos, gravação, estocagem em banco de dados, etc.), a não ser em citações breves, com indicação de fonte.
Printed in Brazil / Impresso no Brasil

ISBN 978-85-275-0136-1

ÍNDICE

PREFACIO

VII 2 22 43 57

PARTE I
CAPÍTULO 1 CAPÍTULO 2 CAPÍTULO 3 CAPÍTULO 4

DEFINIÇÃO E MÉTODO
A Importância da Definiçffo e Metodologia A Identificação de um Centro Teológico Canónico O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testamento As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes

PARTE II
CAPÍTULO 5 CAPÍTULO 6 CAPÍTULO 7 CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15

MATERIAIS PARA UMA TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO
Protegômenos à Promessa: A Era Pré-patriarcal Provisões na Promessa: A Era Patriarcal O Povo na Promessa: A Era Mosaica O Local da Promessa: A Era Pré-monárquica O Rei da Promessa: A Era Davfdica A Vida na Promessa: A Era Sapiencial O Dia da Promessa: Século Nono O Servo da Promessa: Século Oitavo A Renovação da Promessa: Século Sétimo O Reino da Promessa: Os Profetas do Exílio 1 0 Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-exflicos 73 87 105 127 147 169 187 199 228 244 258

PARTE III
CAPÍTULO 16

A CONEXÃO COM A TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO
O Antigo Testamento e o Novo Testamento fNDICE DE AUTORES tN DICE DE ASSUNTOS ÍNDICE DE REFERÊNCIAS iftDICE DE PALAVRAS HEBRAICAS 271 279 283 287 309

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agora. meramente descrita. seus ouvintes. e. É nosso argumento que a teologia do Antigo Testamento funciona methor como serva à teologia exegética ao invés de desempenhar seu papel tradicional de suprir dados à teologia sistemática. tanto mais inquieto me sentia. teriam que relembrar se eles realmente queriam atingir a profundidade aa mensagem originalmente pretendida.Nenhum aspecto dos estudos vétera-testamentários é mais exigente do que a teologia. por meio de referências explícitas. poderá suprir o ingrediente que falta no debate cheio de perplexidades entre um tipo a. tipo d. Se nossa análise se revelar como verdadeira.C. E por esta razão que temos tomado partido ao lado do método diacrónico de Gerhard von Rad. No entanto. quanto mais lia as teoiogias dos nossos dias. porque é ele que melhor servirá as necessidades da exegese e levará adiante a visão original da disciplina. e uma teologia imposta e normativa. O intérprete precisa de algum meio de facilmente obter a teologia que se relaciona com o texto que investiga. seus leitores. E nosso argumento que os próprios escritores. Este novo papel para a teologia bíblica vem apresentado na Parte I. alusões e suposições inferidas colocavam suas mensagens contra um pano de fundo de uma teologia acumulada que eles. Tal cautela deveria ter solucionado a questão para este escritor. Senti que algumas opções importantes estavam sendo negligenciadas no diálogo contem-* poráneo. . Este era especialmente o caso na área instável da metodologia e da definição.C. A pura magnitude e o escopo desta disciplina já foram suficientes para desencorajar a maioria dos estudiosos de entrarem com a sua contribuição antes de já estar à vista o f i m das suas carreiras acadêmicas. de teologia.

do Antigo Testamento — mas quase universalmente se reconhece — a inexistência desta unidade. grato pela Sua graça por tudo quanto tem sido realizado neste texto. e esperamos que seja pacífico. dedico esta obra à glória de Deus. A busca da unidade da mensagem do Antigo Testamento conforme se acha no seu atual formato conônico é pressuposta por todos no próprio nome da matéria — teologia. também. estudantes de colégios ou universidades. Estou especialmente grato por uma licença de primavera concedida pela Junta Educacional de Trinity Evangélica! Divinity School que me possibilitou o infcio deste projeto em 1975. É nossa esperança de que esta obra possa ser expandida e refinada no decurso dos anos enquanto colegas de todas as persuasões teológicas entrem em diálogo com este autor. Jenny Wiers. Sendo assim. que foi meu apoio e melhor assistente. com estudiosos que representam um espectro eclesiástico e teológico largo. Mas eu devo muito mais à minha esposa. não teologias. vigorosamente. deliberadamente entramos num diálogo amplo. Donna Brown. Vários outros dividiram entre si a tarefa de datilografar os originais deste livro em alguma etapa da sua produção: Georgette Sattler. Se o texto tiver licença de falar por si mesmo antes de fazermos as nossas avaliações. com a esperança de que este cumprimento possa ser retribuído por aqueles que não participam do ponto de vista evangélico deste escritor. e os estudantes sérios do Antigo Testamento. seminaristas. então gostaríamos. e Jan Woods. também é escrito para suprir as necessidades de pastores. Naturalmente. Que os leitores possam também achá-la útil para seu entendimento e interpretação da teologia do Antigo Testamento! .Preciso reconhecer a ajuda de tantas pessoas excelentes que ajudaram nesta obra. Por este motivo.Havia outro assunto. a obra é endereçada a mais pessoas do que os profissionais da disciplina. de propor que o elemento da "promessa" é aquele centro que pode ser demonstrado em cada período do cânon. Ainda sobra mais uma tarefa feliz.

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também publicado em Concordia Theological Monthly 33 (1962): 143*154. Gilkey chamado.Desde 1933 a teologia bíblica tem ocupado o lugar de honra nos estudos teológicos. Especialmente proeminente durante este período foi uma forma existencial da disciplina conhecida como O Movimento de Teologia Bíblica. Brevard S. "Cosmology. Interpretation 17 (1963): 193-205. SCM. 1966). começou o "rachar das paredes"3 do novo movimento. Gilkey. . pág. Ontology. 65-102. Journal of Religion 41 (1961}: 194-205. "Revelation Through History in the Old Testament and Modern Thought" 2 . Childs. de Langdon B. Biblical Theology in Crisis (Philadelphia: Westminster Press. com a publicação do artigo. também publicado em Princeton Seminary Bulletin 56 (1963). No entanto. "Cosmology. Uma expansão do mesmo aparece no livro de Barr: Old and New in Interpretation (Londres. e o discurso inaugural de James Barr. "Revelation Through History in the Old Testament and Modern Thought''. and the Travail of Biblical Language". agora merecidamente famoso. Ontology and the Travail of Biblical Language"1. Langdon B. Conforme a expressão de Giíkey. Estes dois ensaios atacaram o coração do Movimento de Teologia Bíblica ao desmascarar sua posição dividida de modernismo e Escrituras. 1970). págs. 61. 1 James Barr.

. Gerhard Maier. Robert C. Concordia„ pág. Konig (1922) e J. a busca de uma terceira alternativa entre a posição tradicional conservadora e a agressiva posição liberal era uma tentativa honesta no sentido de se reter o que geralmente se concordava entre todos menos os conservadores. de fato. Em seu rasto pelo menos dois influentes jornais americanos foram estabelecidos para ajudar a atravessar esta grande lacuna Theology Today em 1944 6 e interpretation em 1947. Steuernagel (1925) e Otto Eissfeldt (1926) precederam a obra de Eichrodt. The Path of Biblical Theology (Londres: Gill and MacMillan. dera início à "idade de ouro" em 1933. 7 A contribuição destes jornais. para não ofender as realizações do modernismo enquanto a linguagem bíblica e referências freqüentes aos "poderosos atos de Deus" (uma frase bíblica. Interpretation 25 (1971): 11-23. Louis: Concordia. 1966). Ver. dificilmente ultrapassara o tipo de liberalismo de Schleiermacher. Em que sentido(s) Deus "agia" na história? E o que significavam estes "atos"? A linguagem da teologia bíblica era meramente uma ambigüidade de termos. permanecera dentro das categorias de liberalismo. juntamente com a enorme bibliografia de monografias durante este período foi não somente impressionante como muitas vezes extremamente útiL Mesmo assim. Nenhum dos dois lados concedeu a vitória ao outro. Theology Today 1 (1944): 3-11. e de outros semelhantes. 405-17. Preface to Old Testament Theology. exatamente como a teologia do Antigo Testamento em alemão de Walther Eichrodt. Kelly. 6 7 Q "Our Aims". Hãmel (1931). 1963). duas monografias cujos autores eram E. é moderno. As críticas conservadoras mais recentes são: Kenneth Kitchen. Mesmo assim. Bibliografia atualizada com Wilfrid J. 143. The End of the Historical-Critical Method (St. Denton. Balmer H. abria-se mão dos milagres bíblicos e dos discursos divinos. e dois artigos de jornal importantes por C. " I n Retrospect". III: InterVarsity Press. Ancient Orient and Old Testament (Downers Grove. Conseqüentemente. 5 Isto deveria ser feito sem degenerar-se em intelectualismo tão estéril que deixaria o pastor local sem uma mensagem que pudesse pregar. mas foi ele que marcou o passo e captou a atenção dos estudiosos em 1933. mas que não deixa de ser conveniente por evitar a necessidade de se crer em milagres) foram conservadas. edição revista (Nova Iorque. Na realidade. apesar dos seus trinta anos de atividade. em dois volumes. 1977J. ou deveria ser entendida analogicamente ou univocalmente com as coisas que indicava? Gilkey e Barr concluíram que o Movimento da Teologia Bíblica. enquanto sua linguagem teológica é bíblica e ortodoxa" 4 . Seabury Press. 1963) págs. Harrington. ou cosmologia. para um dos tratados mais extensivos da história da teologia bíblica do AT e uma bibliografia exaustiva.A Importância da Definição e Metodologia 3 "Seu ponto de vista acerca do mundo. a qualquer tempo. Certas perguntas tinham de ser enfrentadas. o resultado assegurado da crítica das fontes.3 A 5 Gilkey.

Theology Today 28 (1971): 321-327. 11 12 Horace Hummel. von Rad. Damian McHugh (Londres: Darton. (1968): 185-194. Christiaan Beker. e IO VC [The interpreter's One-Volume Commentary on the Bible (Nashville: Abingdon. Anderson. Longman and Todd. "La Theologie de l'ancien testament après les travaux de G. 1971). . parece destinada a marcar o seu auge e ser o portento da sua ominosa reversão ao tipo de estudo que trata apenas da história da religião de Israel. podia achar seu objeto! Como se fosse para demonstrar o fato de que von Rad marcava uma linha divisória. Estas profissões não eram declarações de fé. eram atos através dos quais o povo expressava sua consciência do seu relacionamento com Deus. " A Second Rate Commentary [review article]". As p versões em inglês surgiram em 1962 e 1965. 49-62. "Biblical Theology in a Time of Confusion". Christiaan Beker. págs. Die Biblische Theologie: ihre Geschichte und Problematik (Neukir- chener Verlag.von Rad/' 11 Todos concordaram. études Théologiques et Religieuses 47 ( 1972): 219-226. 14 Biblical Theology. Roland de Vaux perguntou: "É possível escrever uma Teologia do Antigo Testamento'?" 10 e Robert Martin-Achard fez um retrospecto de " La Theologie de i\ancien testament après les travaux de G. 1970). era impossível escrever uma teologia do AT. Interpretation 26 (1972) : 341. que uma "crise" de fato chegara. Nesta interpretação mutável e falsificada da história. "Crisis in Biblical Theology". Além disto. 14 B. Childs. agora havia teologias do AT. 16 o Os dois volumes em Alemão de Gerhard von Rad apareceram em 1957 e 1960. Sendo assim. Robert Martin-Achard. A gênese desta reversão poderia ser vista quando von Rad respondia à pergunta do objeto de uma teologia do AT de modo direto: era aquilo que Israel professava a respeito de Javé. a teologia bíblica. The Bible and the Ancient Near East. conforme a asseveração de von Rad. 1971)] é sua testemunha/' 1 2 J. a verdadeira história dos fatos deveria ser separada da história interpretada que era a expressão da fé de Israel conforme se observa em credos tais como Deuteronômio 25:5-10. Horace Hummel anunciou com coragem: " A 'Teologia Bíblica' morreu. trad. 15 16 B. 13 Brevard S. Theology Today 25 Childs. Alguns eram ainda mais dramáticos. 13 J.W. HansnJoachin Kraus.4 Teologia do An tigo Testamen to assim também a teologia do Antigo Testamento por Gerhard von Rad. 1 0 Roland de Vaux. Por exemplo.W.9 em dois volumes. Anderson/ 5 e Hans-Joaquin Kraus meramente chamaram a situação de crise. no entanto.

especial men te pdgs. Walther Zimmerli. McKenzie acrescentou sua A Theology of the Old Testament em 1974. 90-101. o teólogo alemão do cumprimento da promessa. 1-12. The Authority of the Old Testament (Nashville: Abingdon. pois a nova década trouxe consigo uma lista inteiramente nova de contribuintes (ou será que alguns eram participantes atrasados da busca anterior?) Houve uma contribuição evangélica do teólogo menonita Chester K." Journal of Theological Studies 25 (1974): 267. A estas monografias de maior importância devem ser acrescentadas as vintenas de artigos de jornais que continuaram a aparecer. Verhoef. e alguns problemas reais de metodologia haviam ficado sem solução. interpretation 25 (1971): 24-40. A despeito das suas mais altas esperanças. é muito razoável perguntar: "Onde estamos agora?" E podemos responder que.A Importância da Definição e Metodologia 5 Já estava ficando óbvio que a era pós-von Rad estava se entregando a uma grande medida de auto-análise. alguns experimentaram uma grade de "teologia de processo" 20 . não se tem evitado completamente a esterilidade da crítica das fontes. 1967). AT. 1970). The Meaning of the Old Testament (Nashville: Abingdon. I.18 De um lado. The Strange Silence of the Bible in the Church (Philadelphia: Westminster Press. 1973). nem o historicismo da história das religiões. 1969) contribuiu com Theologische Grund- -strukturen des alten Testaments (1972). "Trends in Biblical Theology. e o Católico Americano John L. e James D. algumas coisas se tornaram abundantemente claras. "Some Thoughts on the Present-Day Situation in Biblical Theology". Sendo assim. chamada Bíblica/ Theology. 0 estudioso católico irlandês W. após seu volume grande de History of Israelite fíeiigion (edição alemã. a teologia bíblica não tem conseguido reformular e aplicar de novo a autoridade da Bíblia. The Bible in the Modern World (Londres. O que não era tão claro era se isto sinalizava um novo início. Har- rington publicou The Path of Biblical Theology em 1973. 19 Nem sequer ocorreu em cada caso que a força da teologia filosófica tem sido trocada por uma metodologia que se recusou a colocar quaisquer grades "a priori" sobre o texto. 1967). do outro lado. contribuiu com sua Grundriss der alttestamentlichen Theologie. . James Barr. pégs. J. é que a autoridade da Bíblia tem diminuído durante este período ao invés de aumentar-se. enquanto Georg Fohrer. Daniel Lys. no meio de toda confusão da década passada. mas sempre tem havido uma longa lis- 17 James Barr. também chamado: "The Old Testament and the New Crisis of Biblical Authority". Lehman em 1971. 1 7 De fato. vol. No ano seguinte. 1 8 19 Pieter A. Smart. SCM. Mais recentemente. se houve mudança. Ver os grandes esforços de John Bright. Theological Journal 33 Westminster 20 (1970): 1-19. 1969} e seus estudos sobre Old Testament Theology and History (alemão.

para ele. método e objeto para a teologia do AT. diversidade e contradições à teologia das demais épocas do AT. 22 0 historicismo voltara! O AT não possuía qualquer eixo central ou continuidade de um plano divino. ressaltou a necessidade desesperada de uma solução às questões não solucionadas da definição. ou qualquer história como evento. 1:11 a 22 2 vols. Gerhard von 1962). com o resultado que uma causalidade externa.. continha uma narrativa de como o povo lia reli- 21 Walther Eichrodt. ou propósitos homiléticos. A Bíblia não é tanto a fonte da fé dos homens do AT como uma expressão da sua fé. Ao separar a intenção "querigmática". mais do que qualquer outra coisa. pelo contrário. Boyd. 2 1 Sendo assim. Theology. por assim dizer. porém. Se trinta anos de história nos ensinaram alguma coisa. não havia. a um tênue fio de conexão histórica e seqüência causal entre os dois. 30.. A solução destas questões. pég. dos vários escritores do AT dos fatos da história de Israel. Theology of the Old Testament Old Testament (Londres: SCM. Desde seu início. (Londres: Oliver and . Para von Rad. estes problemas metodológicos e de definição seguiram os passos de cada teólogo bíblico. Gerhard von Rad veio completar quase um círculo completo e adotou a própria posição que merecera originalmente a repreensão de Eichrodt. não havia a necessidade de fundamentar o querigma da crença em qualquer realidade objetiva. 1961). como também mudou o objeto do estudo teologia) de uma focalização sobre a Palavra de Deus e Sua obra. Rad. nenhuma síntese na mente dos autores bíblicos ou nos textos. Além disto. mas apenas a possibilidade de uma "tendência para a unificação". von Rad não somente negou qualquer fundamento histórico genuíno para a confissão da fé que Israel tinha em Javé. cada época histórica tinha uma teologia sem igual a ela. De fato. para os conceitos religiosos do povo de Deus. Afirmou que "a essencial coerência interior do Antigo e do Novo Testamento foi reduzida. com tensões internas. conforme a opinião dele. A Natureza da Teologia do Antigo Testamento Eichrodt iniciou a "idade de ouro" com um ataque bem merecido contra o historicismo que reinava em seus dias. Depois de um quarto de século.6 Teologia do An tigo Testamen to ta de pretendentes filosóficos em pontencial esperando nos bastidores da teologia bíblica. o AT foi reduzido a uma coleção de períodos separados com pouca ou nenhuma unidade. foi substituída por uma homogeneidade que era real". libertaria a disciplina da sua periódica escravidão âs modas reinantes da filosofia e evitaria sua captura iminente por um historicismo revivif ícado.

Conforme argumentava James Barr.. von Rad estava no caminho certo na abordagem diacrônica e longitudinal que prestava atenção à seqüência cronológica do AT e sua mensagem. com seu tipo estruturai. von Rad criticou a teologia de Eichrodt. faziam assim na base de um salto tipo Kierkegaard em epistemologia e exegese. 0 então do texto antigo repentinamente se tornou no agora das necessidades do leitor atual. mas sim. Quando o tipo histórico-descritivo da teologia bíblica (Gabler-Stendahl) cedeu lugar a um tipo teológico-normativo (Hoffmann-Eichrodt). aqueles que insistiam em que o leitor das Escrituras avançasse para descobrir o que o texto significa para nós hoje. Eichrodt também estava parcialmente com a razão quando observou que nenhuma teologia era possível se não houvesse alguns conceitos constantes ou normativos no decurso daquela história. que tratava cada época sucessiva no cânon como um arcabouço organizacional para a teologia bíblica. 79. As formulações da normatividade surgem da moderna estrutura do leitor. a disciplina entrava na mesma esterilidade que procurara evitar em 1933. Enquanto o tipo descritivo parou com aquilo que o texto significava. 23 Barr. pág. a imposição de conceitualidade teológica e até de categorias teológicas derivadas de teologias sistemáticas ou filosóficas se tornaram comuns. tal teologia deixara de providenciar quaisquer razoes ou critérios para decidir-se o que devia ser tomado como normativo ou autoritatívo no AT ou como esta nova norma poderia ser a base de todas as nossas decisões teológicas. Bible in the Modern World. Entrementes. um pulo ilegítimo na prática exegética era sempre o resultado. . Ficou sem tocar na questão da teologia normativa. o tipo diacrónico de teologia de von Rad. porém. 0 objeto e enfoque do estudo da disciplina foi mudado da história como evento e da Palavra como revelação para uma abordagem tipo história-da-religião.A I m p o r t â n c i a da Definição e Metodologia 7 giosamente a sua própria história. Onde se poderia achar estes elementos constantes? Infelizmente. O problema não estava no emprego de uma seqüência histórica de épocas. pressupostas" das formulações da Teologia Sistemática. estava mais perto do objetivo originalmente estabelecido para esta disciplina. apesar das alegações ao contrário. em deixar o emprego legítimo da história engolir os interesses totais da disciplina. sua tentativa de tornar reais e apresentar eventos e narrativas mais antigos.2 3 Se. por ter esta deixado de demonstrar que o conceito da aliança era de fato central para a totalidade do cânon do AT. ninguém sabendo como ou por qual processo. Sempre que os interesses da história começavam a dominar. Quanto a isso. ou mesmo de "leituras prontas.

ou significados com os quais este novo evento pode agora se vincular eram muito mais importantes. cheias de detalhes arqueológicos e uma totalidade fragmentada. estava no próprio coração da preocupação dos que recebiam a Palavra divina e dos participantes originais na seqüência de eventos no AT. Mas como era esta teologia total do cânon? Mais uma vez. tornou-se aparente a insistência importunadora desta necessidade de identificar um padrão normativo. em muitos casos eles até faziam parte ou eram participantes nos próprios eventos descritos no texto. crise e evento para outra deviam ser de suprema importância em estabelecer o enfoque do nosso estudo. seria simples e direta. Da nossa parte. sendo que o próprio registro do AT freqüentemente insistiria em fazer precisamente estas conexões. primeiro. 0 texto deve ser tratado. Muitos relutariam contra o factualismo ou originalidade destes vinculadores dos textos. a questão de fatualismo não era tão importante como a questão do significado. 0 testemuniio e registro deles. O significado e a correlação destes fatos com aquilo que conheceram ou deixaram de apreender de eventos antecedentes. conforme seus próprios termos. com significados e ensinamentos em que os recipientes ficavam cônscios da participação de cada evento selecionado num todo maior. geração. E mesmo naqueles outros modelos em que a exegese e a história eram envolvidas. Esta pergunta não foi a invenção da era moderna. dizendo que os "resultados assegurados" da crítica das fontes apagou a maioria deles ou desmascarou sua posição secundária ou terciária. afinal das contas. então o caminho do progresso da disciplina teria sido fixado. evento e tempo era organicamente relacionado com revelação anterior? A resposta. uma conceituai idade unificante. A questão seria esta: Será que o progresso da história incluía relacionamentos em que cada avanço em palavra. elas tendiam a tornar-se uma finalidade em si mesmas. a fé moderna e a proclamação contemporânea (Geschichte e querigma} facilmente tomavam o lugar da história (Historie) e exegese. . Esta busca por um centro. naquele caso. Tal progresso não poderia excluir relacionamentos orgânicos. A maior necessidade. pelo menos em princípio. era levar a efeito a exegese do texto individual à luz de uma teologia total do cânon. Talvez o melhor que podemos fazer em prol de tais leitores (enquanto os evangélicos permanecem alienados [ ! ] das controvérsias teológicas) é insistirmos que esta desvantagem (com suas reivindicações de objetividade "científica") seja (temporariamente) vencida ao escutar o cânon como testemunha canónica de si mesma. região. Para eles. cremos que todos os textos devam ser considerados inocentes de todas as acusações de artificialidade até que sua culpa seja comprovada por testemunhas externas claras. de todas as interconexoes e meios através dos quais a atividade e a correspondente mensagem foram passadas de uma figura chave.8 Teologia do An tigo Testamen to Em tais modelos. tinha ocorrido aos próprios escritores antigos. Já havia muito. portanto. Se uma busca indutiva do registro do AT revelar um padrão constante de eventos progressivos.

verdadeiro progresso na revelação. insistimos que se o registro bíblico tem licença de falar sua própria intenção em primeiro lugar. mas nao todo o restante do povo o tempo todo. crescimento. Emprestando um antigo adágio. sempre era vinculado ao tronco principal. havia um crescimento do registro de eventos. deduzidas de imposições gerais filosóficas e sociológicas feitas sobre o texto) que podem receber o crédito de atomizar o texto e de apagar os vinculadores que se devem atribuir.24 Tal progresso. A teologia bíblica sempre permanecerá uma espécie em vias de extinção até que os modos brutos da crítica de fontes imaginárias. The Problem of the Old Testament (Londres: Nisbet. significados e ensinamentos no decurso de tempo. 24 James Orr tratou deste problema nas suas preleções da Universidade de Lake Forest. porém. i. tinha que ser história real. pelo contrário. Semelhante protesto não pode ser facilmente interpretado como serido o equivalente de um conceito estático do desenvolvimento do registro. "The 1909). que só depois de um longo período deixava brotar um novo rebento irrompendo do tronco principal. Concordamos com Père de Vaux que esta história não era apenas homileticamente útil. O outro homem que respondeu às obras por John Henry Newman e Adolph Harnack acerca do desenvolvimentismo foi Robert Rainey. Clarkf 1974). e seleções de eventos no pleno fluxo de correntes históricas.A Importância da Definição e Metodologia 9 Todas as imposições editoriais designadas pelo modernismo (não derivadas de fontes reais — às quais os evangélicos não têm objeção — mas. Delivery and Development of Christian Doctrine {Edimburgo: T. Este crescimento. seria indigna de crédito pessoal e propensa a colapso interno pelo próprio peso das suas próprias invenções. Pelo contrário. movimento. págs. 433-478. Houve. portanto. claramente indica progresso. porém. devem ser excluídas da disciplina até comprovadas válidas pela evidência. em redor de um centro fixo que contribuía vida â massa total emergente. conforme os escritores das Escrituras nos contam. da história da tradição e certos tipos de crítica de forma tenham sido detidos. algumas das gerações poderiam ter sido enganadas por algum tempo. desenvolvimento.. 35-73. Nem a história nem a revelação procediam a um ritmo uniforme de maturação previamente estabelecido. revelações irregulares e esporádicas de significado. não excluía nem um relacionamento orgânico nem a possibilidade de se levar a efeito. e. . senão. o crescimento era lento. um crescimento epigenético. págs. Mais freqüentemente do que o contrário. e pedindo desculpas por isto. a redatores piedosos e mal orientados. uma plena maturação de um ou mais pontos de revelação ao longo desta admitida rota de crescimento. atrasado ou até dormente. Progress!veness of Revelation". alegadamente. & T. de vez em quando.

Por exemplo. portanto. conforme aqui é concebida. tronco. mas é aquela teologia que se descreve e se contém na Bíblia (genitivo subjetivo) e conscientemente vinculada de era em era enquanto todo o contexto antecedente e mais antigo se torna a base para a teologia que se seguia em cada era. a extensão universal da promessa abraâmica. Deus permaneceu sendo o Senhor soberano mesmo neste aspecto. ou na sua duração. Seu centro e conceítualidade unificada se acham nas descrições. cada parte do processo histórico era qualitativamente perfeita como a totalidade. da . embora certas partes fossem severamente limitadas ou na sua significância quantitativa para com o todo.10 Teologia do An tigo Testamen to Se o evento. 40. O tipo estrutural descreve o esboço básico do pensamento e da crença no AT em unidades tiradas por empréstimo da teologia sistemática. Conseqüentemente. raiz. tudo participava da vitalidade do organismo inteiro. A natureza da teologia do AT. 1. galho. explanações e conexões textuais. significados. ou a descrição que Isaías deu do novo céu e da nova terra não devem nos surpreender e serem julgados como sendo impossível. ou ensinamentos foram deliberadamente dados com uma declaração embutida de obsolescência que limitava o campo de sua aplicação a certos períodos históricos. O Método da Teologia do Antigo Testamento Quatro tipos principais de teologias têm aparecido em anos recentes. não é meramente uma teologia que está em conformidade com a Bíblia inteira. Somente o embaraço de um espírito de modernidade por demais refinado sentirse ia obrigado por algum compromisso anterior a um princípio filosófico ou a uma sociologia do conhecimento para julgar impossíveis tais reivindicações textuais ainda antes de serem achadas culpadas na base de cânones aceitáveis de evidência. o sacerdócio de todo o Israel. e. De vez em quando. da Queda do primeiro casal humano. Sua estrutura é disposta historicamente. a rapidez da descrição da Criação. Nm 8:4). nem eram a medida da capacidade divina! Deve-se exercer. significado ou ensinamento foi considerado como muda. 26:30. no progresso da revelação. naqueles pontos. Assim era a legislação do tabernáculo como as cerimônias que a acompanhavam: foi uma cópia feita segundo o padrão mostrado a Moisés no monte Sinai (Êx 25:9. o progresso histórico também permitia uma plena maturação de algum aspecto do registro. Como tal. e seu conteúdo é exeg ética mente controlado. ou folha. Os homens e os tempos não tinham controle daquilo que era teologicamente significativo. ou o que aconteceu mesmo. o texto nos deixa atônitos com o modo pelo qual o significado e o ensinamento ultrapassam a experiência e os tempos. cuidado nesta área a fim de evitar que algum tipo de positivismo teológico possa surgir para ditar aquilo que poderia ter acontecido. Daí a sua limitação. alguns eventos.

f os sábios. g. 1968}. Os outros dois tipos geralmente lutavam com a mesma questão básica. (Grand Rapids: Eerdmans.A Importância da Definição e Metodologia 11 sociologia. Infelizmente. ou de princípios teológicos seletos e depois traça seu relacionamento para com conceitos secundários (Eichrodt. se a estrutura que se resulta é apenas uma fraca concatenaçao do relacionamento entre Deus e o homem? Neste caso. O tipo estrutural delineia um programa de estudos que é metodologicamente tão relacionado à teologia sistemática que sentimos dificuldade em descobrir a verdadeira utilidade da sua missão a não ser o valor heurístico de ver como pareceria uma teologia sistemática do Antigo Testamento. porém com um escopo muito mais limitado do cânon ou do alcance de idéias bíblicas. porém. a ênfase recaía sobre as tradições sucessivas da fé e da experiência da comunidade religiosa (von Rad). o eloísta. o tipo diacrónico se desvia na direção de uma abordagem tipo história-dasHreligiões na sua insistência de que a teologia bíblica é uma disciplina puramente histórica que registra imparcialmente as crenças da comunidade religiosa sem procurar avaliar a relação que estes eventos e pensamentos possam ter com respeito à verdade religiosa normativa permanente. a teologia bíblica não tem nenhuma missão independente e faz uma contribuição mínima.. Gerhard Kittel. van Imschoot). o vocabulário sacerdotal. porque enquanto o tipo estrutural ressalta que uma teologia deve representar a formulação sistemática de idéias religiosas. 4. Theological Dictionary of the New Testament. The Kingdom of God. e G. tinham problemas metodológicos de maior vulto para o tipo de teologia do AT aqui visado. Bromitey. O tipo lexicográfico limita seu escopo de investigação a um grupo ou grupos de homens bíblicos e seu vocabulário teológico especial. 1964-74). 2. trad. Ambos os litigiantes principais no campo da teologia do AT. editor. The Old Testament Roots of Our Faith). . Vriezen. O tipo dos temas bíblicos leva sua busca afém do vocabulário do único termo chave para abranger toda uma constelação de palavras ao derredor de um tema chave (John Bright. e.Mas como isto poderia servir para as necessidades teológicas ou exegéticas da comunidade da fé? E para que fazer tanto barulho em protesto contra a terrível imposição das categorias da filosofia ocidental ou das que pertencem às grandes confissões eclesiásticas da igreja cristã. The Yahwist: The Bible's First Theologian (Notre Dame: Fides Publishers. A ambigüidade dos métodos é óbvia. ou talvez nenhuma. Paul e Elizabeth Achtemeier. etc. Ellis. W. 3. O tipo diacrónico expõe a teologia dos sucessivos períodos de tempo e das estratificações da história de Israel. Peter F. 10 vols.

um tema ou plano. interno. mas. alguns destes resultados representavam uma escravidão tão grande a grades. conforme esperamos demonstrar mais tarde. sistemas. no entanto. Ao invés de selecionarmos os dados teológicos que achamos atraentes. ter este piano demonstrado nas suas sucessivas contribuições? Tudo isto equivale a um sistema ou uma lógica que se edifica dentro do Antigo Testamento? E será que este padrão dá evidência que espere eventos e significados ainda além do alcance dos seus escritos canónicos? Ainda mais crucial. caps. Estes pontos de união podem ser identificados. devido á pobreza da sua própria metodologia. bem como a nossa. parece agora que. sua tendência tem sido dar-se por satisfeito com uma apresentação que tem sido puramente descritiva na sua natureza. Nosso propósito é fazer uma forte distinção entre o método da teologia bíblica e o da sistemática e o da história das religiões. embora a teologia bíblica tenha começado como uma reação contra a infertilidade da abordagem tipo história-da-religião-de-lsrael. não na base de escolas eclesiásticas ou teológicas. permanentes e normativas. Assim sendo. Há. não era necessariamente uma feição concomitante do método. o modelo diacrónico se desvia na direção da abordagem da história-da-religião. 1-11 e continua em Gênesis. tem tido dificuldade em achar uma resposta. e filosofias como aquelas que a disciplina originalmente tentara evitar em 1933. Infelizmente. Há um centro ou plano interior ao qual cada escritor conscientemente contribuía. impostas sobre suas crenças e ações? Estes são os problemas difíceis de metodologia que a geração passada. o texto teria estabelecido suas próprias prioridades e preferências. distintivo e característico que demarcaria a preocupação central do AT? E será uma ajuda para o currículo teológico ou mesmo para a apreciação do leitor em geral. tem sido retomada por esta área da teologia. uma metodologia distintiva para esta disciplina? Ou será que toda a labuta do último meio século tem sido sem resultado real? Há. Um princípio de seletividade já está evidente e divinamente determinado pela revelação rudimentar do tema divino de bênção — promessa para todos os homens em todos os lugares.12 Teologia do An tigo Testamen to Semelhantemente. Embora tenha suprido o arcabouço sem igual e novo do progresso de eventos e pensamentos através dos acontecimentos históricos. por critérios tais como: (1) a colocação crítica de declarações interpretativas na seqüência . quando o cânon tem seu início em Gênesis. ou que suprem alguma necessidade corrente. portanto. caps. pois. significados e idéias que precediam a eles e que se sentiam obrigados a reconhecer algum tipo de exigências. 12-50. Esta. sim. mormente porque esta disciplina foi considerada como sendo a síntese de todos os "resultados assegurados" dos estudos do AT no decurso dos últimos dois séculos. persistente. pode ser demonstrado pelas alegações dos participantes originais destes eventos e pelos pensamentos destes textos do AT que tinham consciência de um fluxo contínuo de eventos.

(2) a freqüência de repetição das idéias. lugares e idéias eram marcados para aprovação. e sua seleção e conclusões teológicas a partir daquelas que se acham no enfoque canónico. (3) a recorrência de frases ou termos que começam a assumir uma qualidade técnica. em nossa metodologia proposta. seja benéfica ou não. deixados de lado. Semelhante ponto de partida é suprido textualmente e confirmado textualmente como esperança central do cânon. Deliberadamente tenta derivar sua teologia de percepções exegéticas das seções canónicas. e medida daquilo que era teologicamente significativo ou normativo. a teologia bíblica tira sua própria estrutura de abordagem da progressão histórica do texto. e (6) o padrão organizacional por meio do qual as pessoas. Não somente a tarefa da seletividade deve ser iniciada e guiada pelos controles textuais estabelecidos pelas intenções quanto à verdade da parte dos escritores do AT. Assim sendo. e significado futuro e presente. Se estes juízos de valor. ou um livro inteiro ou grupo de livros que se vinculam tão estreitamente quanto ao tema.A Importância da Definição e Metodologia 13 textual. faz mais do que meramente sintetizar ou ecleticamente aceitar uma nova combinação daquilo que até agora tem sido uma coletânea de métodos antitéticos. não poderíamos culpar a ninguém a não ser nós mesmos se parecer que a autoridade da Bíblia também evaporou sob nossos melhores esforços estudiosos. preocupação sempre presente. Embora . uma passagem chave de ensinamento. é nosso argumento que existe mesmo um centro para esta tempestade de atividade. é que estes escritores alegam que receberam a revelação divina na seleção e avaliação de tudo quanto foi registrado. concorda parcialmente com a ênfase histórica e seqüencial do tipo diacrónico da teologia do AT e da ênfase normativa do tipo estrutural. contraste. A verdade do assunto. um evento estratégico conforme sua avaliação no contexto onde apareceu pela primeira vez e em referências subseqüentes no cânon. abordagem ou mensagem que produzem uma unidade explícita. Conseqüentemente. No entanto. estas interpretações e estimativas que atribuíam a estas pessoas e eventos chaves no texto fossem apagados. (4) o retornar a temas que um precursor já levantara. muitas vezes com uma área de referência mais extensiva. para não falar da própria reivindicação de se ter recebido revelação. todas as teologias sérias precisarão se entender com ambos os aspectos desta reivindicação. (5) o emprego de categorias de asserções previamente empregadas que facilmente se prestam a uma descrição de um novo estágio no programa da história. negligenciados ou substituídos por nossos próprios. mas estes mesmos homens também devem ser seguidos de perto na avaliação de todas as conclusões teológicas tiradas destes dados teológicos "selecionados". inclusão. No meio de toda a multiplicidade e variedade de materiais. então. eventos e questões. Para repetir. seja um parágrafo ou capítulo que faz um resumo.

nem ele nem o seu povo hão de ser uma mera fórmula de bênção. porém. porém. 28:14 — em todos os casos o verbo está na forma do nifal) é tão crucial que BertiI Albrektson 25 reconhece que se a forma nifal é passiva aqui e não reflexiva conforme a maioria das traduções modernas alegam. porém. e o seu paralelismo no contexto. então uma clara referência a um plano divino mediante o qual Abraão é escolhido para ser o instrumento de Deus para alcançar todas as nações da terra é explicitamente ensinada no texto. baseando-se no fato de que esta fórmula aparece na forma hithpael (usualmente uma forma reflexiva) em Gênesis 22:18 e 26:4: "Abençoar-se". Para a forma hlthpaef deste verbo. pelo contrário. Jerusalém (Pseudo-Jônatas) como sendo passivas. juramento. A interpretação passiva de Gênesis 12:3 (também 18:18. ver Salmo 72:17. Também poderia ser visto como plano divino na história que prometia trazer uma bênção universal pela agência de uma escolha divina. Infelizmente. History and the Gods (Lund. vós sereis meu povo. "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12:3). 7926 notando. ele se sente constrangido a rejeitar esta referência.W. descanso e semente. e eu habitarei no meio de vós". o AT o conheceu sob uma constelação de palavras tais como promessa.14 Teologia do An tigo Testamen to o NT finalmente se referisse a este ponto focal do ensino do AT como sendo a promessa. ou a fórmula redentora auto-asseverativa espalhada na forma parcial ou integral 125 vezes em todas as partes do A T : "Eu sou o SENHOR vosso Deus que vos trouxe da terra do Egito". seria o intermediário e fonte da bênção divina. . 26 Neste ponto. babilónico (Onkelos). pág. nem ele meramente se abençoará a si mesmo! Abraão. referindo-se ao nome ou ao povo de Abraão] serás uma bênção". não por merecimentos de uma descendência humana. Em primeiro lugar. a interpretação harmonística que insiste em interpretar três formas do nifal por duas formas do hithpael também está mal informada quando insiste num sentido uniforme reflexivo do 25 Bertil Albrektson. Suécia: C. Sendo assim. Esta era sua missão destinada na primeira coletânea de promessas do versículo 2 antes de se avançar para uma declaração diferente e mais alta de propósito no versículo 3.K. De fato. 1967). Todas as cinco passagens em Gênesis (tanto nas formas nifal e hithpael do verbo "abençoar") se tratam nos Targuns samaritano. bênção. por várias razões exegéticas. à parte do nifal controverso do versículo 3. Também era conhecido sob fórmulas em três partes tais como: "Eu serei vosso Deus. a tradução no passivo na Vulgata e na LXX. um forte protesto deve ser levantado. Gleerup Fund. em Gênesis 12:2 já se diz que a bênção divina é vinculada à pessoa de Abraão: "E tu [ou "ele".

23:9.. Na sua composição.A I m p o r t â n c i a da Definição e Metodologia 15 hithpael. o acúmulo de materiais enquanto o tempo se passava. a maioria dos lingüistas e exegetas. (2) uma descendência especial para a humanidade. de modo geral. os homens recebiam a promessa e aguardavam a promessa. 27. Os efeitos imediatos desta palavra eram bênçãos divinas (acontecimentos ou a chegada de pessoas) usualmente acompanhadas por uma declaração promissória de uma obra futura ou completação da série — uma promessa divina. L e. 119:52. e portanto deve ser usado como a base da interpretação do sentido do "nifal disputado". Sendo assim. 30:6. (5) a libertação nacional da escravidão. o desafio lingüístico de O. Princeton pág. Ver especialmente Blessing of Abraham". Salmos 107:17. Jó 15:28. que permanece epigeneticamente constante. Números 31:23.T. e. 0 sentido de ambas estas raízes se mudou sobre a pressão do interesse polêmico em Rashi. mais e mais. 30:16. 1 Reis 2:26. Este conteúdo era uma certa palavra de bênção e promessa. Isaias 30:29. para descendentes judaicos no futuro a f i m deque Deus pudesse assim fazer ou ser algo para todos os homens. Somente uma reivindicação que o próprio texto levantou poderia ter chamado nossa atenção para semelhante constelação de termos e conteúdo interconexos como se acha neste único plano de Deus — Sua promessa. 27 Não se pode afirmar assim tão facilmente que o sentido do hithpael é claro. (6) uma dinastia e reino de eterna duração que um dia haveriam de abranger um domínio universal. De nenhum princípio empurrado como "vara de adivinhação abstrata" por cima do texto poderia se esperar como resultado tantos valiosos frutos teológicos. incluirá seu próprio 27 A discussão mais definitiva que já houve deste problema é o artigo de O. O progresso dessa doutrina pode ser medido e descrito historicamente. ef depois. Daniel 12:10. e assim por diante. Deuteronômio 4:21. Ezequiel 19:12. Lamentações 4:1. 17. Al lis tem ficado sem refutação e até sem reconhecimento por estudiosos contemporâneos — o sentido é claramente passivo e as implicações para a teologia bíblica do AT são maciças! 0 enfoque do registro recaiu sobre o conteúdo da aliança de Deus. Allis. . nações. tudo num só plano. depois em Clericus. Miquéias 6:16. agora.T. no entanto. Era uma declaração garantida por uma promessa divina de que Deus livremente faria ou seria algo para certas pessoas em Israel naquele momento. foi crescendo em derredor de um centro fixo que contribuía com vida â totalidade da massa emergente. "The Theologicaí Review 25 (1927): 263-298. o registro continha interesses tão variados que incluíam: (1) bênçãos materiais de todos os homens e animais. 1 Samuel 3:14. (3) uma terra para uma nação escolhida. Entretanto. Além disto. (7) o perdão dos pecados. e a natureza. 281 onde ele faz uma lista dos seguintes exemplos de um possível significado passivo para 0 hithpael: Génesis 37:35. (4) bênçãos espirituais para todas as nações. porque isto não é verdade.

uma abordagem tipo história-da-religião será necessária para alargar sua área de estudos para incluir no seu panorama toda a literatura intertestamentária. ta S/Ma. Isto não quer dizer que existe um "cânon dentro do cânon". O julgamento do próprio Cristo é ainda mais determinante quanto a isto. A possibilidade de descobrir a unidade ou centro do AT ou sua correlação com o NT seria perdida para sempre. para um registro existente de revelação divina. cúlticos. ou pode desenvolver algum tipo razoável de cobertura representativa que apresentará os interesses de uma teologia total do AT? À primeira pergunta respondemos que o escopo do nosso estudo é corretamente restringido aos livros canónicos na coleção judaica. Acrescentar à nossa consideração os Apócrifos. É verdade que a Bíblia. sob ordens divinas. pois a linha divisória temática perderia sua nitidez devido à intrusão daquilo que basicamente pertenceria á história da religião de Israel. pois Ele decisivamente indicou a coleção de livros judaicos conforme eram conhecidos nos Seus dias. e afirmou que eram aqueles que falavam dEle. . O alvo de uma teologia do AT não é laboriosamente entrar numa discussão de cada pedaço de informação que diz respeito à história ou prática da religião. e deve ser uma precaução para todos os demais estudantes da disciplina no sentido de restringirem o escopo dos seus estudos "teológicos" àquele cânon. sobre todos os leitores subseqüentes. Deve incluir matérias fora do cânon do AT? Deve tentar incluir todo o AT com todos os seus detalhes. Sendo assim. certamente. Entretanto. matérias de Qumram. 0 Escopo da Teologia do Antigo Testamento Inevitavelmente surge a questão da limitação da disciplina. é uma palavra plural que indica a natureza composta dos livros que formam a totalidade.16 Teologia do An tigo Testamen to padrão para uma norma permanente por meio da qual se pode julgar aquele dia e todos os demais dias por uma vara de medida que reivindica ter sido colocada pelo próprio Deus sobre o escritor das Escrituras e. ao mesmo tempo. Este julgamento deve solucionar a questão para todos os que crêem. textos de Nag Hammadi. Esta nomenclatura externa não pode bastar como evidência para uma canonicidade múltipla. como se fosse a prerrogativa do teólogo dar a certas partes do cânon uma posição de preferência enquanto denigre outras partes ao aplicar-lhes a etiqueta de posição secundária ou inferior. todos os estudos meramente historiográficos. institucionais ou arqueológicos devem ser relegados a outras partes do corpo da teologia. e escritos rabínicos enfraqueceria seriamente o propósito declarado de discutir a feição integrai da teologia dentro de uma corrente de revelação em que os escritores estavam contribuindo conscientemente.

Daí. tal abordagem seccional sempre dependerá da totalidade teológica maior. o que seria mais preferido por parte da teologia seria o método que pudesse sintetizar os detalhes que muitos dizem ser "discrepantes". caráter. todo o texto é igualmente importante e vem nos julgar. precisará ser informada por toda a teologia antecedente contra a qual esta seção pequena tenha sido projetada. g. o centro pertence integralmente ao próprio texto. de tal modo que pudessem participar da estrutura teológica central do cânori e ressaltar deles a validade representativa. sua autenticação deve ser realizada sendo que reúne em si todas as partes apoiadoras do cânon. a totalidade do texto canónico deve ser recebida num nível de igualdade. propósito e vida. autoridade ou valor de revelação. e especialmente. De fato. e a contribuição teológica ao centro material e formal da Bíblia. Isto é: em última análise. solidariedade sem constância estática. Conseqüentemente. ao invés de ser julgado por nós. se presta para uma só totalidade unificada com momentos especiais de surpresa quando o fio da história ou o ensino que o acompanha recebe um tremendo passo para a frente devido ao significado de uma nova palavra ou obra da parte de Deus. !s caps. o aspecto distintivo. Mas isto não quer dizer que tudo é importante pela mesma razão. Havia pouca. Nem todo texto ensina doutrina. é mais exato e digno de confiança do que as reivindicações dos profetas ou apóstolos que estavam a par dos planos do Senhor e que receberam aquilo que registraram. aqueles reivindicam para os seus próprios crivos! Não. muito menos. aquilo que os leitores bíblicos modernos negaram aos escritores bíblicos. 40-66) ou em um grupo de livros que pertencem a uma etapa específica histórica em comum da revelação. Noutras palavras. grau e regularidade de ocorrência de interdependência que produziu uma harmonia de pensamento. ser empregada como ferramenta divisória para segregar níveis de canonicidade. Também não se nega que é possível escrever um tipo de teologia bíblica ba«ando-se em seções específicas de um livro grande da Bíblia (e. ou nenhuma. Note-se que este não é o procedimento usual da Analogia da Fé mediante a qual o NT ou teologia pos- . Se. uniformidade na forma. no entanto. 0 próprio desenvolvimento de sistemas artificialmente planejados de bifurcar o texto mais uma vez implica em que o crivo do leitor ou estudioso moderno. a teologia bíblica não precisa repetir cada detalhe do cânon a fim de ser autêntica e exata. O acúmulo da mensagem total nunca ficava longe das mentes da maioria dos autores enquanto escolhiam as palavras ou vinculavam suas experiências àquilo que até então tinha sido sua herança religiosa e revelacional até àquele ponto no tempo. E não são todos os textos que dão instrução ética. através do que são passados todos os textos bíblícos. ao invés disto. o agregado total. No entanto. é possível ter unidade sem uniformidade. pelo tema total do cânon. Portanto.A I m p o r t â n c i a da Definição e Metodologia 17 A presença de um tema central ou de um centro material que leva consigo a linha principal e significado da narrativa não pode.

assrm como a teologia do NT tem a obrigação de procurar suas raízes de vinculação no AT. seria melhor embalar a teologia bíblica única sob as duas etiquetas dos dois testamentos. uma para cada testamento. aos métodos do estudo tipo história das religiões. senão uma imitação aberta. Além disto. achamos que a teologia bíblica é uma ferramenta dupla do exegeta. o propósito e papel desta nova disciplina deve ser declarado em termos bem diferentes do que ocorre atualmente. a teologia do AT tem a obrigação de indicar as vinculações com a teologia do NT. Dado. Mas isto foi quando a disciplina estava buscando um conjunto separado de categorias. com as fortunas subindo da abordagem puramente descritiva è teologia bíblica. Aqui. então mais uma vez será mais útil se a única teologia bíblica fosse publicada em duas partes. porém. Sua aplicação mais imediata está na área da hermenêutica. Agora. Assim. sua contribuição não é nem competitiva nem meramente tolerada como abordagem alternativa a um corpo de material semelhante. e quando ambas as disciplinas estavam prontas a aceitar uma abordagem normativa à teologia. o interesse original da teologia bíblica nas raízes históricas da mensagem. A Motivação para a Teologia do Antigo Testamento 0 impulso primário em construir qualquer teologia bíblica já não é um protesto contra a teologia sistemática. conforme cremos ser possível argumentar. mediante a qual a teologia canónica cronologicamente antecedente deve ser averiguada para ver se prestava informações à teologia que está sendo investigada* Mais um fato precisa ser ressaltado: a teologia do AT é uma disciplina legítima e distinta da teologia do NT. Ao invés de descobrir uma parte sobreposta nas áreas sistemáticas ou históricas. a necessidade de distinguir entre estas duas disciplinas é ainda mais urgente do que na luta anterior com a teologia sistemática. . Por causa da enormidade de manejar sessenta e seis livros que cobrem um período tão vasto de tempo. sem ficar desvinculado de um dos testamentos. enquanto está em seu desenvolvimento e o julgamento equilibrador que buscava identificar a coletânea de avaliações normativas do próprio texto. e uma aproximação maior. Sem dúvida. Pelo contrário. Que certa alienação tenha existido no passado entre os representantes das duas disciplinas — embora não fosse necessariamente assim — não se pode negar. poderia ser argumentado que o impacto e a utilidade da teologia seria maior se fosse embalada separadamente. a teologia bíblica é em primeiro lugar uma ferramenta exegética e não primariamente uma ajuda na construção de uma teologia sistemática.18 Teologia do An tigo Testamen to terior tem licença de marcar o compasso de passagens anteriores. é aquilo que chamaremos a Analogia de Escrituras Antecedentes. ao invés das da sistemática. se.

A Importância da Definição e Metodologia 19 Seu papel é tão distintivo quef sem esta teologia.C. Depois de localizar e colecionar este padrão distintivo e esta semelhança familiar como fruto de uma miríade de esforços exegéticos cobrindo a totalidade do cânon do AT. deve haver alguns meios de identificar o centro ou cerne do cânon. Sua mensagem se prende ao tempo e fica trancada no então do evento com muito pouca coisa para levar para o agora da proclamação ou da aplicação à situação do leitor ou ouvinte. Naturalmente. depois de ter cumprido suas obrigações profissionais de localizar o texto precisamente na situação do tempo e espaço do escritor. de modo algum. a alegorizaçao. no entanto. Embora este exercício seja importante. . o exegeta. a tarefa exegética semelhantemente cai num historicismo de uma descrição a. a reinterpretação ou a espiritualização do texto. Entretanto. pregador. e notar as conexões com formas cognatas importantes. Semelhante reivindicação deve levar consigo sua própria verificação e justificação. a psicologização.ou do primeiro século d. substituir aquela busca diligente de um princípio de unidade internamente derivado. Em cada exegese bem sucedida. leitor e ouvinte de partes individuais do texto estará capacitado a escutara Palavra normativa de Deus. colocará o exegeta em contato com aquilo que o escritor deste texto avulso achou de valor duradouro e de especial relevância para seus dias por causa das suas alusões explícitas ou implícitas aos grandes atos e avaliações teológicas da revelação anterior? É precisamente neste ponto que a teologia bíblica fará sua contribuição mais distintiva e sem rival. então estes interesses devem ser abandonados e a busca iniciada de novo. intérprete. Mesmo se a exegese evitasse a arapuca historicista através de práticas tão abomináveis quanto o apelar para a moralização. e as análises gramaticais e sintáticas identificarão a coleção de idéias na seção imediata do período sob investigação. Estudos históricos colocarão o exegeta em contato com o fluxo de eventos no tempo e no espaço. Se não puder demonstrar que seus interesses são precisamente aqueles que são levantados no progresso do crescimento destas ''normas centralmente acreditadas".C. o texto pede para ser entendido e colocado num contexto de eventos e significados. Tal teologização inacabada não poderia. identificar as formas raras. também poderia entrar num beco sem saída lingüístico em que o exegeta e o intérprete completam sua tarefa depois de analisar os verbos. não poderá ultrapassar um resultado puramente analítico. seria necessário repetir as advertências contra todas as imposições prematuras de generalizações variadas ou significados alegadamente enaltecidos e contemporâneos do texto. Qual disciplina.

sem notar especialmente o período de tempo em que surgiram ou informações semelhantes). a tarefa do exegeta deve ser completada depois de ele trabalhar os passos da exegese gramatical-h istórica-sintática-cultural. conforme se indica pela mesma terminologia. acrescentando o passo teológico.20 Teologia do An tigo Testamen to Depois de localizado o centro certo. a Analogia das Escrituras é indutiva e coleciona apenas aqueles contextos antecedentes que existiam na mente do escritor das Escrituras enquanto escrevia a nova passagem. no entanto. na medida em que ditos períodos ofereçam tópicos análogos ou idênticos. do AT para o agora do século vinte. a Analogia das Escrituras limita severamente seu emprego para aquela edificação do núcleo da fé que antecedeu no tempo e na história o texto sob investigação.Em contraste com o método empregado pela teologia sistemática chamado a Analogia ou Regra da Fé (que é uma coletânea das doutrinas fundamentais da fé tiradas dos capítulos principais e mais óbvios das Escrituras. reinterpretar) o material antigo — o que é um ato de descarada rebeldia contra o autor e sua reivindicação de ter recebido autoridade divina para aquilo que relata e conta — conclama mos o novo teólogo bíblico a prover o exegeta com um conjunto de termos técnicos e teológicos que se acumulam. quando se emprega juntamente com os passos gramatical-histórico sintático-cultural.C. ou levantem outros interesses teológicos semelhantes. ainda pior. Ao invés de empregar textos do NT ou textos e idéias subseqüentes do AT para interpretar (ou. Semelhantemente. palavras-chave em comum. identificações dos momentos-chaves interpretativos na história do plano divino para o homem. 28 Bright.C. . com o emprego da analogia da situação hu- John 143. e uma apreciação pela gama de conceitos agrupados em derredor de um núcleo unificante — todos estes de acordo com sua progressão histórica no tempo. empregará a Analogia das Escrituras Precedentes para ajudar o intérprete a fazer a transferência autorizada do então do contexto a. 170. 1967). É esta analogia que "informa" 2 8 o texto suprindo o pano de fundo e a mensagem disponível à luz da qual esta nova revelação foi dada. pégs. A exegese teológica. seriam desnecessários expedientes tais como a tentativa de cobrir a lacuna entre a. Enquanto a Analogia ou Regra da Fé é dedutiva e coleciona todos os materiais sem levar em conta suas relativas datas. Dependendo da parte do cânon onde o exegeta está trabalhando. fórmulas ou eventos aos quais este contexto acrescenta outros em série.C. e d. ele empregará a teologia dos períodos que precederam seu texto. Authority of the Old Testament (Nashville: Abingdon.

76-88. págs. suas avaliações da sua situação são potencialmente relevantes è nossa própria avaliação". da história do dogmaf e da filosofia da religião. pég. Toombs disse: "Na medida em que nós do século vinte participamos do homem antigo numa humanidade em comum.A Importância da Definição e Metodologia 21 mana 29 ou o método de reapresentar o texto em proclamação 30 para contemporizar a mensagem. 29 Lawrence E. 2? edição (Richmond: John Knox. Essays on Oid Testament Hermeneutics. . 1961). a exegese terá os maiores benefícios dos esforços desta disciplina. "The Re-Presentation of the Old Testament in Proclamation". ed. íbid. 1969}. interpretation 23 (1969): 302-314. "The Problematic of Preaching from the Old Testament". num modo menos direto.. O uso bem estudado dos resultados da teologia bíblica marcará a mensagem permanente como estando fundamentada na especificidade histórica. 303. 30 Martin Noth. a sistemática também desejará consultar seus resultados com aqueles da teologia exegética. Claus Westermann. idem. Dessa forma. The O/d Testament in Christian Preaching (Philadelphia: Westminster Press. enquanto. Toombs.

As Questões Envolvidas 0 verdadeiro problema. então teríamos de nos restringir a falar acerca de diferentes . conceitos e livros do AT.Nenhuma disciplina tem lutado com mais coragem para cumprir sua missão básica. e se os escritores não escreviam deliberadamente a partir desta consciência. essa unidade interior ou conceito central parece ter permanecido escondida ou talvez enterrada sob toda a variedade e diversidade de forma e conteúdo no AT. mas com resultados tão decepcionantes. temas e ensinos do AT? E aqui temos a pergunta mais crucial e sensível de todas: Os escritores do AT tinham consciência desta chave enquanto continuavam a acrescentar à corrente histórica da revelação? A resposta a estas perguntas determinará literalmente!o destino e a direção da teologia do AT. a pressuposição de que se pode achar uma unidade interior que vinculará juntamente os vários temas. Há. Infelizmente. declarado com singelezar é o seguinte: Existe uma chave para um arranjo metódico e progressivo dos assuntos. porém. do que a teologia bíblica do AT. a julgar de toda a literatura disponível. inerente em seu próprio nome. No caso de não ser possível demonstrar indutivamente tal chave a partir do texto.

embora retivesse a terminologia tradicional do AT. " 'Reich Gottes1 als biblischer Zentralbegriff". A maioria se referia aproximadamente a um núcleo central de eventos e/ou significados no AT. Branford Co. a idéia de uma teologia do AT como tal precisaria ser abandonada de modo permanente. como também seria necessário abandonar a busca de linhas de continuidade com o NT. uma nota semelhante é soada em todos estes termos. "Die Mitte des Alten Testaments". 1 Mesmo os próprios termos através dos quais nos referimos a este fenômeno têm permanecido ilusórios. 1961). paulatinamente se diminuiu". Este é também o julgamento de Rudolf Smend. Theologische Zeitschrift 24 Gunter Klein. 13-16. mas aquela palavra não indica qualquer edificação de materiais hístórico-lineares dentro daquele centro. Conseqüentemente. porque já decidiram que esta situação já existe. conforme já notamos. George Fohrer falava de um "Mittelpunkt" 2 enquanto Rudolph Smend. esta última hipótese não viria como surpresa para muitas pessoas. a maior parte das teologias do AT. mesmo assim. nenhum termo deste tipo se sugeriu. ou "idéia subjacente". pégs. a idéia fica bastante ciara a partir dos vários termos que se aproximam do conceito de ângulos diferentes. (1968): 161-72. Georg Fohrer. Num ensaio importante no qual passa em revista os últimos 150 anos de teologia do AT. escolheu "Mitte" e Günter Klein empregava "Zentralbegriff"} Outros termos incluíam "conceito central". que providenciava algum tipo de centro unificador para a enorme quantidade de detalhes. An Outline of Old Testament Theology. 3 (1970): 642-70. começa. Naturalmente. 4 "ponto focal". legítimas e autor itativas. Sendo assim. "idéia-raiz essencial". Theologische Studien 101 (1970):7. daí. dizendo: "A confiança com a qual se postulava a existência de um centro (Mitte) do Antigo Testamento. de linhas de continuidade para tendências competitivas de diversidade. a Vriezen.: Charles T. 1 2 Rudolf Smend. 5 A despeito das variações teminológicas. Não somente seria necessário reconhecer que não havia unidade para se descobrir no AT. Mass. mudou seu enfoque da unidade para a variedade. . Evangelische Theologie 30 Walther Eichrodt. mas também ela tem certas desvantagens. Th. 1970). Até aqui. Peio menos ressalta o desejo tradicionalmente localizado na teologia do AT de identificar os pontos integrantes na totalidade do testamento.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 23 teologias do AT. pég. Theology of the Old Testament (Londres: SCM. 150. ainda a necessidade de algum termo que possua tanto o aspecto dinâmico do crescimento da revelação como um ponto de referência unificador para ele. Talvez a palavra "centro" seja a mais útil. Há. "Der Mittelpunkt einer Theologie des AT". 4 edîçao (Newton.

Quando se acrescenta a este fato a complicação adicional que todas as grades externas deixam de reproduzir ou participar de qualquer autoridade que poderia ter sido derivada do texto se a forma da sua-apresentação tivesse se aproximado àquela do próprio texto que estava investigando. de todo o coração. Ao invés de indutivamente derivar o centro a partir do testamento. o problema teológico também foi enfrentado. A Atual Relutância em se Adotar um Centro Tradicionalmente. Os escritores do texto reivindicavam para si a possessão da intencionalidade divina na sua seletividade e interpretação daquilo que foi registrado. 0 problema quanto à metodologia. progresso e alargamento}. por razões metodológicas e teológicas. servir como chave à ordem sistemática do conteúdo do AT. . e. no formato e conteúdo teológicos gerais delas. e igualmente um colapso de confiança da parte de seus descendentes teológicos. Há erros neste procedimento. é que nega a prioridade dos resultados de exegese cuidadosa. tem sido um lugar-comum entre os teólogos bíblicos achar uma advertência justificada contra a tentação por demais comum de impor o seu próprio preconceito filosófico ou arcabouço teológico sobre o testamento. Como conseqüência. isto poderia ser mais um exemplo de outra moderna "vara abstrata de adivinhação" mediante o qual o AT é forçado a entregar algum fruto teológico agradável (ou até menos agradável). porém. então essa geração de intérpretes necessariamente sofrerá uma correspondente perda de autoridade daquela palavra. É. uma grade estranha à forma e ao conteúdo do texto é encaixada precipitadamente. e às exigências de uma revelação na história (com sua contribuição de desenvolvimento. Um conceito epigenético faz uso do relacionamento entre a semente do carvalho e a árvore plenamente crescida. Somente este tipo de ênfase dupla corresponderia simultaneamente às exigências de uma teologia do A T {com a unidade que isto subentende). se a teologia bíblica não visar reproduzir as intenções do autor com respeito à verdade. externamente formuladas. então. É exatamente assim que a idéia central se amadurece enquanto a revelação progride até entrar na época do NT. possível identificar tal centro a partir dos próprios textos? Para alguns. grandes porções de material que não foram enquadradas sao deixadas penduradas fora do sistema imposto.24 Teologia do An tigo Testamen to Várias analogias também têm sido sugeridas para este conceito unificador que também contenha a idéia de desenvolvimento. não podem. naturalmente. a ênfase recai na unidade com bastante provisão para expansão e desenvolvimento. Uma coisa é condenar. Outra analogia emprega as dobras sucessivas de um mapa rodoviário. Mais uma vez. sobre o material e o resultado é a obstrução do ponto de vista do próprio texto. Tais estruturas. freqüentemente sem cuidados.

a insistirem na argumentação em prol da multiplicidade. A mesma opinião continua até ao presente momento. 983* 7 .E. da teologia sistemática. não menos terminan- 6 A. & T. "The Problem of a New Testament Theology". De modo geral. simplesmente adotava as categorias da filosofia. págs. deverá ser chamada "teologia"? A definição da teologia bíblica não deve se vincular estreitamente com a natureza da Bíblia? 6 De outra forma. 8. dizendo que não seria "suficientemente compreensivo para incluir dentro de si toda a variedade de pontos de vista".7 Mais recentemente. no entanto. Clark. as vozes prestigiosas de G.Anderson. ou algum sistema de alianças e dispensaçoes). 1963). 15-17. The Theology of the New Testament (Nashville: Abingdon. Ernest Wright e Gerhard von Rad acrescentaram seu peso a um coro cada vez mais forte que resolveu não haver centro unificador no AT. New Testament Studies 19 (1973): 242. como homens que faziam suas decisões na pesquisa. como poderia tomar categorias normativas arrancadas da sistemática e empregá-las para desdobrar o padrão de significado conforme o modo do próprio cânon de dizer as coisas? 0 propósito específico de cada narrativa e proposição na Bíblia não pode ser entendido em primeiro lugar â luz de sua contribuição à totalidade. conforme já vimos. Kümmel. E. Wright rejeita qualquer tema único. e o significado do registro. "Old Testament Theology and Its Methods". editor (Edimburgo: T. a pessoa. F. não havia possibilidade de coerência interna já que. Interpreter's One Volume Commentary on the Bible (Nashville: Abingdon. pág. pág. cujo nome e definição procura o padrão. homens do iluminismo e seus descendentes intelectuais se sentiram compelidos. É precisamente aqui que a maioria das teologias do AT naufragou. W. também infelizmente. Bruce. F. "The Theological Study of the Bible". freqüentemente sofreu naufrágio num ou noutro extremo. 1970). Kasemann. o plano. que uma leitura honesta do texto leva o leitor a tal propósito único alegado? Desde a segunda metade do século dezoito.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 25 todas as tentativas de se impor ao AT uma chave ou um sistema. mas é alguma coisa bem diferente derivar indutivamente tal núcleo a partir do próprio testamento. Promise and Fulfillment. 8 G. na estimativa deles. Na tentativa de guiar a nau entre o Caribdes da colocação do cânon em ordens cronológicas (que. 8 Von Rad. G. Como será que uma disciplina.G. Ernest Wright. muitas vezes teve como triste resultado nada mais do que um tratamento puramente descritivo) e a Cila de um arranjo tópico (que. 1973). poderá se satisfazer com uma classificação puramente descritiva da informação e dos fatos no texto? Se esta disciplina for meramente uma ciência descritiva. ou ao propósito e mensagem totais? Será. variações e diversidade das Escrituras. as tensões que se observavam equivaliam a contradições. A. em estudos do AT. mesmo na teologia do NT.

Gerhard Hasel também se juntou a esta negação.26 Teologia do An tigo Testamen to temente. no entanto. senão. patentes e latentes. qualquer seletividade autoral daquilo que se devia incluir e excluir dos clamores pelas avaliações sobrenaturais daquilo que foi registrado? Alguém responderá imediatamente que esta pergunta levanta antes da hora a consideração dogmática quanto a se Deus. a um acúmulo de promessas. pág. 1 0 Reconhece livremente. 2 vols. desejamos apenas estabelecer que os escritores alegavam (quanto a concordar com eles ou não.Editado pela ASTE . não somente uma justa representação das suas alegações atribui a Deus o conteúdo e seleção daquilo que registram. 93. E reconhecemos que isto poderia ser interpretado assim. Old Testament Theology. 2:362. o Antigo Testamento seria reduzido a uma coletânea de fragmentos literários sem relacionamento entre si". alegam estar na sucessão Gerhard von Rad. Zeitschrift für die AittestamentUche Wissenschaft 86 (1974): 65-82. Ver também o estudo dele. não é a questão aqui) que se sentiam sob um imperativo divino. mas precisavam falar. de fato. como também contém numerosas referências. Page H. no entanto. 62. Gerhard Hasel. "The Problem of the Center in the Old Testament Theology Debate". 9 É interessante notar. dizendo que o teólogo bíblico "não pode e não deve empregar um conceito. Além disto. (NOTA . Hasel. Old Testament. 1972). 11 12 Hasel. 93. Tinham uma santa obrigação de falar aquilo que muitas vezes era contrário aos próprios interesses e desejos pessoais (cf a agonia da alma de Jeremias quanto a isto). 1 2 Mesmo assim. que "o alvo final da teologia do AT é demonstrar se existe ou não existe uma unidade interior que vincula juntamente as várias teologias e temas longitudinais. Kelley chegou è mesma conclusão: "A busca de um tema unificante deve ser considerada válida. 1 1 embora seja uma "unidade interior oculta". . Old Testament Theology: Basic Issues in the Current Debate (Grand Rapids: Eerdmans. pég. (Londres: Oliver and Boyd. "Israel's Tabernacling God. a questão tem de ser levada adiante: Será que a unidade é tão opaca assim? Estavam os autores das Escrituras meramente desconfiados ou mesmo ignorantes de qualquer plano-mestre divino por detrás do decurso dos eventos humanos. conceitos e motivos". idéia fundamental ou fórmula como um princípio para sistematicamente ordenar e arranjar a mensagem querigmática do AT e como chave que determina desde o início como apresentará o conteúdo do testemunho do A T " . e programas. revelou-Se em escritos humanos. como foi feito acima. Além disto. que os antecedem. Neste ponto. Old Testamentf pág. que até a segurança quanto ao NT entrou em colapso e seguiu a liderança do campo do AT. assevera que o AT "não possui ponto focal conforme se acha no NT"." Review and Expositor 67 (1970): 486. ameaças e pessoas.Teologia do AT) 10 1962).

e por que a comunidade de estudiosos repentinamente se amargou quanto à viabilidade de achar tal unidade. "Revelation Through History in the Old Testament and Modem Thought". os teólogos do AT poderiam.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 27 direta daquelas palavras anteriores. contornar o embaraço do ponto de vista clássico que declarava que a revelação se localizava nas palavras das Escrituras. Sem duvida. Mesmo à parte deste importante negligenciar do próprio sistema de significados dado na Bíblia. se esta reivindicação foi conscientemente transmitida conforme se argumenta aqui? Será que esta história bíblica registrada pode ser a fonte de significado e unificação teológicos? A História Como o Veículo do Significado Até a década de setenta. 62 e segs. destacar a singularidade de Israel em contraste com os povos vizinhos do antigo Oriente Próximo que investiam o mundo natural com miríades de potências divinas. 189. 13 J. Outíine. O Deus que Age. Poderiam também. o p r i n c f p k j q u e se sustentava com a maior reverência entre a maioria dos teólogos bíblicos era que a história era o veículo principal da revelação divina no AT. se tudo fosse conforme suas expectativas. 1956) págs.14 Por surpreendente que pareça. 1967). Wright. E. The Idea of Revelation in Recent Thought (ISIova Iorque: Imprensada Universidade de Columbia. quase o único — da revelação foi finalmente submetida a uma análise total á luz das reivindicações da Bíblia comparadas com as da matéria comparativa do Oriente Próximo antigo. pág. 17 (1963): 193r205- Interpretation . James Barr já levantara um desafio vigoroso a este novo axioma da teologia bíblica no seu discurso inaugural de 1962. no seu livro History and the Gods. foi somente em 1967 que a base para a asseveração tão freqüentemente repetida que a história era o veículo principal — e realmente. 15 14 James Barr. conforme a esperança deles. Através desta escolha. Barr se queixou que era apenas apologética mente mais conveniente subtrair secretamente a parte proposicional do registro bíblico da atenção pública. Vriezen. além de serem contribuintes no adicional desenvolvimento tanto do cumprimento como da promessa expandida para o futuro! Por qual intermédio estas reivindicações foram conhecidas. Baillie. Teologia Bíblica (Sao Paulo. Foi Bertil Albrektson que fez isto. pág. 13. ASTE. chegava-se a dizer que a revelação não se centralizava G. 15 declarando que a revelação verbal tinha tanto direito de ocupar o centro do palco teológico como a história. 1 3 Aquilo que se conhecia de Deus deveria ser conhecido primariamente através da história.

afinal das contas. a arena da atuação de Deus. 2:416 conforme citado por Gerhard F. Tratada deste modo. eventos conforme aconteceram "realmente" ou "de fato". conseguiu dividir a realidade em duas partes: havia o mundo dos fenômenos do passado (que nos é disponível mediante a pesquisa histórico-crítica)." Andrews University Seminary Studies 8 (1970):29 a quem devo. Zeitschrift für die Alttestamentliche Wissenschaft 44 (1926): 1 19 . em vários lugares desta seção. para a documentação em von Rad. não houve "nenhuma bruta facta [no AT]. 34. Von Rad. somente em reflexão". reinterpretação. não os atos reais de Deus na história real. Teologia do Antigo Testamento. Ele. mas. enquanto o segundo tendia "a um máximo teológico". Gerhard von Rad. ' Israelitisch-judische Religions-geschichte und alttestamentliche Theoe segs. como seu predecessor em 1926. Teologia. mais do que qualquer outro. Eissfeldt. 1:108. 1 7 Nesta dicotomia. assevera-se que eram "querigmatica mente" mais Citeis! Foi von Rad. O resultante do primeiro era o "mínimo criticamente assegurado". 18 Otto Eissfeldt. A fé de Israel. cap. conforme a reconstrução dos estudiosos. " Z u m Verständnis der Geschichte in Gerhard von Rad's Theologie des Alten Testament". "The Problem of History in Old Testament Theology. e havia o mundo noumenal da fé. "Problem". Pelo contrário. tinha que ter como seu objeto. reflexão e até atuai • ~ 19 hzaçao. "'nova narração" destes eventos constituía ao mesmo tempo o querigma e uma interpretação teológica do AT. por 16 * » M sua vez. Hasel. Dt 26. como se fosse para nos compensar por aquela perda. mas aquilo que o povo de tempos antigos confessava ter acontecido a despeito das modernas dúvidas críticas quanto à veracidade dos acontecimentos. como teologia bíblica. g. " A n t w o r t auf Conzelmanns Fragen/' Evangelische Theologie 24 (1964). Para ele. ou seja. IL 11 V o n Rad. Estas confissões de credo {e. Hasel. Old Testament. que aguçou o contraste entre as duas versões da história de Israel. e o que se obtinha das confissões do credo de Israel. aquele que se obtinha mediante a reconstrução feita pelo moderno método histórico-crítico. reconheceu seu endividamento à análise incisiva de Martin Honecker. a excelente análise advindo dele. cf. o velho espectro de Immanuel Kant ainda estava assombrani& do os círculos acadêmicos. 16-19) acerca de um número mínimo de alegados eventos na redenção passada de Israel eram representadas de novo no culto: ef como tal. Evangelische Theologie 23 (1963). dois tipos de história. Hasel. pois. temos a história apenas na forma de interpretação.28 Teologia do An tigo Testamen to em história verdadeira.1 6 Havia. resultou em ser algo menos real do que os eventos que ocorrem no espaço e no tempo. esta segunda versão da história de Israel era naturalmente sujeita a várias formas de adaptação. logie". pág. obtidas pelo método histórico-tradicional.

como também é devastador uma vez que ataca o fundamento de toda a fé: "a veracidade de Deus". Alt e Martin Noth. Old Testament. 1971}. na medida em que estes dois homens insistiam na legitimidade e na necessidade de que a conexão errtre a história com seu significado canónico seja o ponto inicial apropriado para a teologia bíblica. . 21 A solução de de Vaux. trad. de outro lado. A fé deve ter por base aquilo que realmente aconteceu. Mendenhall da Universidade de Michigan. 57. pdgs. The Bible and the Ancient Near East. Wolfhart Pannenberg.E. pSg.23 Para de Vaux. feitas por estas três escolas. outro grupo de estudiosos estava argumentando com igual vigor em prol da outra alternativa: fé nos eventos históricos reconstruídos pela crítica das fontes. eram especialmente críticas. tal ponto de vista não somente é indigno da nossa atenção. Pannenberg. é ressaltar a conexão "interna" ou "intrínseca" 2 2 ou unidade de eventos e seus significados. como o argumento de Wolfhart Pannenberg. 23 21 Citado por Hasel. "The Revelation of God in Jesus Christ". Concordamos. Longman and Todd. 31-34. Pois foi precisamente esta unidade original dos eventos históricos com os significados que vjeram vinculados a eles que providenciou a possibilidade de se vencer o dualismo pós-kantiano e as tendên- 20 Roland de Vaux. e só a crítica histórica moderna é que nos pode contar o que realmente aconteceu ou não na tradição do AT. Roland de Vaux também discordou vigorosamente com o ato de von Rad em localizar o objeto da fé dos israelitas e nossa numa estimativa da história subjetiva e muitas vezes falível. e G. a conexão estava no Deus que ordenou tanto os eventos quanto as interpretações. Theology as History: New Frontiers in Theology 3 (1967): 127. Como é que tal história errônea poderia ser o objeto de fé real? perguntou ele. ressaltava o "contexto" do acontecimento original com a interpretação que o acompanhava.A I d e n t i f i c a ç ã o de um Centro Teológico Canónico 29 Nesse ínterim. Seu desafio era direto: ou a interpretação da história dada é verdadeira. ou não é digna da fé de Israel e da nossa. concluiu ele. Damian Mchugh (Londres: Darton. e tem sua origem em Deus. Mas. Além disto. o eixo A. Não havia disponível qualquer história científica de Israel — especialmente na base das premissas que se acham no método histórico-crítico. qual teoria crítico-histórica ele tinha em mente? Havia pelo menos três tipos disponíveis: havia o que se chamava de Escola Baitimore de William Foxwell Albright e John Bright. 58. As avaliações quanto ao "mínimo histórico" da era prepatriarcal até a era da conquista. Franz Hesse20 rejeitou o argumento de von Rad em prol de fazer o nível confessional da história ser o objeto da fé. p3g. 22 Ibid.

a história bíblica revelou qualquer plano divino? Ou devemos mais uma vez nos atolar em generalidades com respeito à importância da história sem o . Quando os resultados se revelaram decepcionantemente estéreis na teologia — mesmo para o mais resoluto dos historiógrafos modernos — o vácuo resultante foi preenchido com novas categorias de "história". Pelo contrário. providenciados por fontes cuja veracidade naqueles pontos pode ser demonstrada ou que têm a mesma área geral de contemporaneidade como os textos sob investigação e cujo desempenho em produzir dados fidedignos tem sido bom. mais uma vez. nem o máximo teologicamente projetado vai nos levar para lugar algum. a história mais uma vez pode ser consultada na plenitude do seu contexto dos tempos e do contexto da interpretação que vem vinculada a ela. Nem o assim chamado mínimo cientificamente assegurado. mais do que em qualquer lugar. Ambos os sistemas. de serem ouvidos em primeiro lugar segundo os próprios termos deles e na sua própria plenitude ca nónica e contextual. A não ser que a teologia bíblica se liberte da tirania do particular e dos grilhões de uma grade filosófico-historiográfica de modernidade imposta. seja no nome da objetividade ou da fé. Mesmo se o evento fosse retido na sua plenitude (o que era raro). todos os critérios devem abordar a questão de modo semelhante ao sistema americano de jurisprudência: um texto é inocente até ser comprovado culpado por dados. ao aplicar-se (como necessário é) quaisquer dispositivos medidores de veracidade. Desta forma. a história pode concebível mente ser. as palavras vinculadas eram nitidamente cortadas fora do acontecimento. Então. bem merecido. não devem ser aqueles que de modo bairrista refletem os interesses locais de uma geração que possui preconceitos em prol doou contra qualquer atitude específica para com a vida. e separação da sua contribuição â totalidade ou multiplicidade do contexto ou situação total. se vangloriam sobre os textos que têm direito. Não somente tinham surgido novos cânones de história e historiografia cujas premissas eram antitéticas à totalidade da fé cristã. Então. como também uma tirania do particular (no seu isolamento do todo) surgiria como preocupação apoiadora. um veículo de significado juntamente com a unidade do seu contexto. um princípio de desenvolvimento natural ou de uma dialética hegeliana foi colocado sobre os textos. Foi aqui. Eventos. conhecidos. seja entre aqueles que reivindicam inspiração ou não. fatualismo ou validade de interpretação ao conteúdo totai {que é outra necessidade). que se perdeu a unidade bíblica. singularidade.30 Teologia do An tigo Testamen to cias positivas da historiografia moderna. Ao invés de se começar com a organização e plano reivindicados pelos próprios escritores canónicos. nenhuma esperança subsiste para qualquer teologia do AT. existencialismo ou secularização. Com esta abordagem. que toma precedência sobre o texto. fatos ou declarações foram vistos na sua individualidade.

Salmo 18:31. Êxodo 33:13.2 5 Em parte concordamos. Jeremias 23:20. de modo decepcionante. 50:45. sendo que parece que se agrupam em Jeremias. a distribuição destas passagens é algo limitada. sendo que se referem a várias intenções divinas mas não a um plano único. Por certo. Deuteronômio 32:4. "propósito") se emprega para o plano divino: Jeremias 29:11. a maioria destas passagens é uma expressão de uma aplicação individual da intenção de Deus a uma situação específica em Israel ou entre as nações. mas também tendo o significado nestas passagens de "propósito" ou "plano") foi empregado numa forma verbal nominal. 46:10. São rrPzimmâh ("um plano hostil") em Jó 42:2. Isaías 5:19. maffsabâh ("pensamento". History and the Gods. Miquéias e nos Salmos. 68-77.11). Em duas outras passagens.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 31 benefício de um bom estudo indutivo da terminologia ou padrão de pensamento reivindicado pelos textos? Felizmente. Jeremias 49:20. e Miquéias 4:12. concluiu. achou dez passagens onde *êsâh {comumente traduzido "conselho". que não achava nenhuma só intenção divina que demonstraria que Deus tem um plano fixo para a história de Israel e/ou para as nações. Bertil Albrektson fez um estudo preliminar dos termos hebraicos vinculados a um plano divino na história. se pode fazer tal negação para um texto tal como Miquéias 4:12? O profeta não declara claramente que as nações pagãs não conhecem os pensamentos de Javé. as palavras são imprecisas e de iargo escopo. As passagens são:Salmos 33:10-11. Ibid. Isaías 55:8-9. Quando Albrektson completou este estudo. 106:13. de um ponto do tempo para outro. porém. . págs. 51:11 ederek ("caminho") em Salmo 103:7. este modo de falar coloca o escritor na posição de alegar que Deus tem de fato algum planejamento de longo alcance que vai contra os movimentos e planos da comunidade mundial total. Como. 30:24. 25:1. Atém disto. Além destes dois termos. em Salmo 33:10 os "desígnios [planos] das nações" se colocam em contraste com o plano de Javé que "dura para sempre" e "por todas as gerações" (v. 24 25 Albrektson. que não entendem o Seu piano? Isto não está no contexto de um plano que abrange muitas nações simultaneamente? Semelhantemente. Para ele. Embora reconheça que o assunto pudesse estar presente ainda que não houvesse a paíavra para um plano. Provérbios 19:21. 19:17. págs. 58:2. 7fr77. cf. Isaías. Talvez o ponto mais fraco na linha de argumentação de Albrektson éque segue por demais estreitamente uma abordagem lexicográfica. 24 No seu exame. mais dois são acrescentados por Albrektson. 14:24-27. 51:29.

. sobre isto ou aquilo. antecipadamente. S. pág.W. .. 41:26-28. Além disto. que diz. Wolff — então a passagem de fato alegou que Deus tinha um plano mediante o qual Abraão foi selecionado como Seu instrumento de bênção divina e através do qual Ele atingira todas as nações da terra. Ora.. Procksch. Os deuses dos pagãos não podem fazer assim. onde "todas as nações da terra se abençoam a si mesmas"? Ou será que Javé está projetando um plano divino para os eventos futuros. argumentando no capítulo passado que o sentido passivo não é somente possível ("todas as nações serão abençoadas") como também é a tradução exigida que se enquadra na única intenção quanto à verdade por parte do autor. a escolha é clara: Javé faz aqui um exame da história do passado do ponto de vista do resultado atingido. Albrektson quase diz isto quando introduz o versículo-chave em Gênesis 12:3. dentro de um arcabouço universalístico em que "todas as nações da terra serão abençoadas"?26 A questão gira em torno da tradução da palavra crucial n i b ^ k u . também cumprirei todo meu propósito (note a palavra "propósito" no singular) . 44:7-8. 26:28.„ que declara o f i m desde o princípio. por assim dizer." Deus está disposto a empatar. 27 Ibid. Ibid. a totalidade do Seu caráter e da Sua declaração quanto a ser o Deus único sem igual no fato de ter a capacidade de falar e declarar o futuro. e o fato de que tudo isto estava de acordo com Seu "plano" e "propósito". "A quem. Para ele. feita em Isaías cap. pois. Ainda mais importante é a conexão entre a reivindicação divina quanto a ter anunciado. e H. (Is 40:25. von Rad. Seguem um plano premeditado que abrange o começo e o fim das partes e do todo! Tudo acontecerá conforme Ele disse. já antecipamos esta questão. 46:10-11. 78. Meu plano permanecerá. para que digamos: E isso mesmo". Driver. as declarações de Deus não são comentários desconexos à vontade. O contexto que une estes temas de modo óbvio e explícito é Isaías 46:9-11: "Eu sou Deus. me comparareis? Quem anunciou isto r desde o princípio. Declarações deste tipo. 48:3-6). 40 e nos capítulos seguintes. Concordamos que os resultados deste estudo não são de pequeno interesse para o progresso inteiro da teologia do Antigo Testamento. nos levam de volta ao obstáculo original para a maioria dos modernos estudiosos da Bíblia: a predição! Realmente. certamente Eu o cumprirei. 79. o decurso de eventos desde o início até ao fim. 45:21. 26 21 . Eu o formulei. pág. Albrektson livremente concedeu que se fosse correta a tradução passiva — e ele reconheceu que tinha bastante apoio contemporâneo de O. 42:9. muito tempo antes de qualquer coisa assim ter acontecido. para que possamos saber.32 Teologia do An tigo Testamen to ele não discute uma das mais grandiosas reivindicações de todas. G.R. à parte de quaisquer considerações de um centro unificado para a teologia do A T . aqui e ali.

O mundo. fluem correntes de bênção). porém. sim. e.25: nephesh b erakâh. Talvez a avaliação mais equilibrada da Gênesis 12:2-3 seja a que se acha na obra de C. o Senhor dirigirá Sua ira contra aquele que despreza aquele a quem Deus abençoou. 3) a bênção divina é vinculada à pessoa de Abraão. argumentamos contra tal procedimento. como um todo. Abraão ou "a nação") seria uma bênção". assumem que se deve preferir a tradução reflexiva ("todas as nações se abençoarão") sendo que a mesma mensagem dos empregos passivos de Gênesis 12:3. G. Em primeiro lugar (vv. Baur. 28:14 se dá na forma hithpael do verbo em 22:18 e 26:4. resta ao versículo 3 dizer para quem e como.éde interesse mais do que passageiro que notemos a interpretação passiva do texto da Septuaginta e a de Atos 3:25 e Gálatas 3:8. portanto. fixará o alcance de significados para o nifal disputado. portanto. desfrutará dos benefícios desta fonte de bênção . mesmo ali. o seu Deus. não sonegará a homenagem. O número no singular é de significância aqui. expressa mais a experiência objetiva da bênção divina. que seu povo. de quem se diz expressamente weh eyeh b erãkâh ["e ele será uma bênção"] que de modo algum significa meramente que ele mesmo será abençoado (Hitzig). do outro lado. uma alma que acha prazer na bênção. Keil. mas. em virtude do seu relacionamento especial com Deus. 20:7). no entanto. e t c j . exalta-o como veículo e fonte da bênção divina {cf.. Aqui. a dispensação da graça de Deus para o mundo. e nele. haveria de transmitir a bênção divina. do mesmo modo. Só que.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 33 Muitos intérpretes. distinto do hithpael (assim também Tuch. algo mais do que uma mera honra cerimonial. se vê em Is 19:24. von Orelli sobre profecia e reino de Deus. conforme argumentam. da qual portanto. 18:18. A distinção. ou que seu nome será uma fórmula de bênção. ao ponto de condená-lo e odiá-lo. Gênesis 12:2 dissera que "ele" {i. a posição significante da palavra no f i m da promessa exige. Em distinção ao piei (48:20) e hithpael. 3] deve ter um significado próprio. que seguem a Septuaginta. Como o próprio Abraão. mesmo quando se emprega o hithpael.e. . Além disso. e. Certamente somos da opinião que o nifal aqui [v. Somente poderá se tratar de pecadores avulsos que chegam a malentender aquele que é fonte de bênção a todos em derredor dele. Pv 11 . era veículo de bênção para os que viviam ao derredor dele. Hengstenberg.. e o Senhor tratará bem os que desejam o bem de Abraão e que prestam homenagem à graça divina que se revela nele. . Kautzsch. Zc 8:13. Na passagem em estudo. Além dos argumentos lingüísticos no capítulo 1. 2. o significado da breve relação é exposto no versículo 3# segundo o qual o relacionamento entre Deus e os homens depende da atitude deles para com Abraão (cf. 0 não disputado hithpael. se mostra em Gn 20:7.

e assim.28 Não cabe a nós protestarmos contra o universalismo do texto tão primitivo na história da revelação nem contra o aspecto futuro do seu desenvolvimento. 1889). 107-108. O primeiro mostra de quem se deve esperar o bem supremo. sendo que a bênção de Abraão traria para as pessoas mais distantes o conhecimento do verdadeiro Deus. págs. Clark. Na~o era uma "retroprojeção" contemporânea nem uma reavaliação da fé dos antigos pais! Sendo assim. Davi mesmo expressou surpresa e prazer embaraçado quando foi informado de que ele e seus filhos iam entrar na linha L direta desta bênção anterior (2 Sm 7:18-20). como também todas as nações da terra verão que em Abraão se pode achar o sumo bem. e por esta razão. que prevaleceu com Deus. W. Gunkel. 28 C„ von Orel li. respeitosamente pedimos deferência ao nosso argumento que exatamente onde Albrektson finalmente negou a possibilidade de que pudesse haver um plano unificador de Deus que governava a história e a fileira de estimativas dos autores quanto ao significado destas coisas. empregariam o nome de Abraão. e. a não ser que a bênção e virtude da sua pessoa e do seu nome já tivessem sido atestadas a elas (nifal) [grifos nossos]. & T. supondo ser ele inocente até sua culpa ser comprovada* Nada no texto dá a entender que Gênesis 12:2-3 e os textos paralelos sejam "retroprojeçoes" dos dias de bênção durante os reinados de Davi e Salomao.34 Teologia do An tigo Testamen to não é de importância. J. mesmo no sentido reflexivo. Não fariam o último [orar em prol da bênção] (hithpael). Mais uma vez. Na sua oração de resposta. Banks (Edimburgo: T. efe seria o mediador sacerdotal da salvação. . como H. O ato de abençoar não é nenhuma mera formalidade. referiu-se à promessa dada aos patriarcas e repetida em Deuteronômio. Não é meramente que a boa sorte de Abraão seria proverbial no mundo inteiro. Não é. exatamente ali foi revelado o plano de Deus. e o último mostra em quem se deve achar. portanto. algo de pouco valor que está sendo afirmado. vamos aceitar o texto conforme os próprios termos dele. o nome de Deus. The Old Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Traced in Its Historical Development. não somente para a história. e outros gostariam de entender. J. em orando em prol de tal bênção. Wolff. Só preconceitos filosóficos e histórico-críticos poderiam subverter a intenção óbvia do autor em ambos estes aspectos. mas também para toda a teologia bíblica. através da intermediação de quem se pode atingir este bem. ou de um homem que nele se emprega. mostrando assim que esta já era aceita como parte da antiga palavra de revelação. Foi o plano. é de alta importância. trad. entre Deus e o mundo.

existe no meio de toda a variedade e multiplicidade do texto. 15:6). 24-25. "Covenant Forms and Contract Forms". e sua medida constante daquilo que era teologicamente significante ou normativo! Este centro textualmente derivado. para o emprego de "Juramento" com promessa. 30 Foster R. deve ser textualmente demonstrado que este é o próprio "ponto de partida" do cânon. A estas "promessas" Deus acrescentou Seu "compromisso" ou "juramento". 1 Rs 8:56). Lutheran Quarterly 22 (1970): 401-410. (4) descanso (Js 22:4. uma chave ou padrão de organização que os escritores sucessivos do AT abertamente reconheceram e conscientemente suplementaram no desabrochar sucessivo dos eventos e interpretação no AT. um centro para esta tempestade de atividade. Os homens agora tinham a palavra divina e um juramento divino sobre essa palavra (ver Gn 22. págs. 2 Cr 6:15-16. A mesma palavra marcou o veículo mediante o qual todas as nações da terra poderiam prosperar espiritualmente por intermédio de Abraão e sua descendência: isto. McCurley. (5) todas as coisas boas (Js 23:15). Vetus Testamentum 15 (1965): esp. 402 r nota. (2) bênçãos (Dt 1:11. Se. A mais antiga de tais expressões era "bênção". assim tornando duplamente certas a palavra imediata de bênção e a palavra futura de promessa. Os itens prometidos incluíam: (1) a terra (Éx 12:25. 79 Gene IVL Tucker. 26:3.. Foi a primeira dádiva de Deus para os peixes. como sendo o primeiro a significar o plano de Deus. McCurley 29 contou acima de trinta exemplos onde o verbo dibber (usualmente traduzido "falar") significava "prometer". 2. fazia parte da "bênção". 19:8. 26:18). Dt 9:28. especialmente pág. também. e textualmente reconfirmado no testemunho unido do cânon que é sua própria preocupação sempre presente. 487-503. 10). Esse caminho tem de ser um tema indutivamente derivado. Notar também o substantivo dãbãr ("promessa") em 1 Rs 8:56 e SI 105:42. Jr 11:5). conforme o nosso argumento. "The Christian and the Old Testament Promise". 1 Cr 17:26. 27:3. Jr. sua esperança central. Js 23:5. 12:20. e (6)uma dinastia e um trono davídicos (2 Sm 7:28. (3) a multiplicação da possessão de Deus. que o NT haveria depois de chamar a "promessa" (epangeiia)t era conhecido no AT sob uma constelação de termos. SI 105:9. Para os homens. Jr 33:14). 1 Cr 16:15-18. 28). Obviamente. 1 Rs 2:24. Havia outros termos.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 35 A Precedência Canónica para um Centro Os teólogos do AT perderam o único caminho para uma passagem segura através destas águas traiçoeiras. aves (Gn 1:22) e depois à humanidade (vers. Dt 8:7. Israel (Dt 6:3. porém. incluía mais do que a dádiva divina de proliferação e domínio. o primeiro lugar precisa ser concedido a este termo. 30 . 8:20.

mais uma vez Deus repetiu esta palavra e acrescentou uma segunda parte: "Tomar-vos-ei por meu povo" {Êx 6:7). Ele era a "Descendência". 26:12. Israel ficou sendo " f i l h o " de Deus. o "Renovo". Ainda outra fórmula de Deus Se anunciar era: "Eu sou o Deus de Abraão. Números 15:41. São partes do único plano de Deus que avança e se desabrocha. livres alusões um ao outro. Todas as fórmulas deste tipo ressaltam uma continuidade entre o passado. 11:4. por si só. no NT. Esta fórmula seria repetida total ou parcialmente em Levítico 11:45. 32:38. "The Promise to David and Their Entrance into Christianity — Nailing Down a Likely Hypothesis". 31:1. O enfoque do registro caía sobre o conteúdo e os 31 Dennis C. 36:28. Muitos destes tiveram seu enfoque no descendente davídico. e. Finalmente. Compreende também várias fórmulas de epitomização que resumiam aquela ação central de Deus em uma ou duas frases sucintas. Esta fórmula tornou-se a marca autenticadora de toda a teologia bíblica em ambos os testamentos. e sua unidade orgânica. Deuteronómio 4:20. 22:33. Outra fórmula. Duling. Ezequiel 11:20. 29:12-13. a saber: "Serei o teu Deus. 13:9. Assim. 14:11. a "Pedra". New Testament Studies 20 (1974):55-77. A primeira parte da fórmula foi dada em Gênesis 17:7-8 e 28:21. o "Servo". de Isaque e de Jacó". a terceira parte foi acrescentada em Êxodo 29:45-46 em conexão com a construção do tabernáculo: "E habitarei no meio de vós". em 2 Coríntios 6:16 e Apocalipse 21:3-7. foi expandida para abranger uma obra de redenção ainda maior: "Eu sou o SENHOR vosso Deus que vos trouxe da terrado Egito" (achada cerca de 125 vezes no AT). o "Leão". 33. para contextos anteriores que continham partes das mesmas metáforas e termos técnicos. 30:22. vós sereis meu povo. Zacarias 8:8. uma "propriedade peculiar" (Êx 19:5-6). 45. Um exemplo disto é aquilo que chamamos a fórmula da promessa em três partes. eo da tua descendência Quando Israel estava no ponto de ser feito nação. . e outros lugares. achada em Gênesis 15:7: "Eu sou o SENHOR que te tirei de UR dos caldeus". a "Raiz". Seu "primogênito" (Êx 4:22). 25:38. 44. o texto othava para trás. o presente e o futuro. A ênfase deve cair em última análise onde caía para os próprios autores — numa rede de momentos intervinculados na história que assumiram significância por causa do seu conteúdo.36 Teologia do An tigo Testamen to O argumento em prol deste centro indutivamente derivado se estende ainda além da abordagem lexicográfica ou de vocabulário seguida até aqui. apareceu em Jeremias 7:23. nem o vocabulário nem as fórmulas e termos técnicos poderiam. Enquanto os registros progrediam. 37:27. comprovar o argumento em prol de um plano unificado para o progresso inteiro da teologia do AT. etc* 31 Na maioria das vezes. 24:7. começou a emergir um acúmulo de várias metáforas e termos técnicos. Mais tarde. e eu habitarei no meio de vós". Ali estava: "Eu serei vosso Deus. Mesmo assim.

Levando-se em conta a dúzia e meia de referências à mesma aliança noutros lugares em Jeremias e nos outros profetas. Jr. o "novo coraçao e novo espírito". livremente. Suas respectivas alianças foram registradas inicialmente em Gênesis 12:1-3 e2 Samuel 7:11-16 (cf. "The Old Promise and the New Covenant: Jeremiah 31:34". ao redor de um núcleo fixo que contribuía vitalidade e significado à totalidade da massa emergente. Aqui. uma "declaração". a promessa davídica tornou-se a esperança mais brilhante na maioria dos profetas que escreviam. Hebreus 8 e 10 a citam. caps. ue. Talvez não seja demais apontar também para um consenso profético acerca da "Nova Aliança" anunciada do modo mais marcante em Jeremias 31:31-34. nações e natureza.. em certo evento ou situação.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 37 recipientes das numerosas alianças de Deus. Qualquer discussão leal do próprio ponto de vista do cânon necessariamente incluiria uma discussão das passagens-chaves ou momentos centrais na história da revelação conforme Walter C. Conseqüentemente. por isso. Abraão e Davi. 32 . O conteúdo permaneceu epigenetica- mente constante. 12-50. e. uma "palavra dada".O conteúdo era uma "bênção" divina. como também fizeram com todos os leitores subseqüentes. o evento e/ou a declaração revelatório era freqüentemente uma "bênção" imediata bem como uma "palavra" ou "compromisso" promissório no sentido que Deus operaria no futuro. sem dúvida. ou apenas "Minha aliança". com títulos tais como "aliança eterna". faria ou seria algo em prol de todos os homens. houve um crescimento — mesmo um crescimento esporádico. conforme parece. e chega a ser a passagem mais longa do AT citada no NT. simultaneamente. termina o consenso moderno. Semelhantemente. A promessa e bênção abraâmicas imediatamente prenderam a atenção daquele auditório original. conforme alguns pontos de vista — enquanto o tempo se desenrolava. notas 14-17. então a expectativa de uma nova obra de Deus seguindo as tinhas da aliança abraâ mico-davídica tem uma ampla base. e no cronista.32 E como se fosse para sublinhar a importância já dada à Nova Aliança. de modo geral. um "compromisso" ou "juramento" de que o próprio Deus. por causa da natureza exaltada do seu conteúdo e a repetição das suas disposições em Gênesis. a uma geração futura também. Kaiser. 1 Cr 17:10-14}. Deus fizera assim de tal maneira que significado fora dado à história presente do homem. Journal of Evangelical Theological Society 15 (1972): 14. "aliança da paz". ou que já tinha operado. Passagens-chaves do Antigo Testamento acerca da Promessa As duas personagens centrais eram..

Is 59:5). portanto. que deixou de concordar com a palavra antecedente no gênero neutro. Especialmente. não uma partitiva ("qualquer dos animais"). portanto. consignando a sua sentença: "rastejarás sobre o teu ventre" e "comerás p ó " 3 4 era a hostilidade divinamente implantada: "Porei inimizade" — uma inimizade entre a serpente e a mulher "entre a tua descendência e o seu descendente". "semente" fsperma). por exemplo. 34 33 . Nesta maldição. 16. "comer p ó " era o equivalente a "descer à sepultura" na Descida de Istar 5:8. O argumento. Is 49:23. e. Depois vem a passagem mais importante. Jó 20:14. "a serpente" é distinguida de outras criaçocs divinas. e 12:1 -3. é que a única tradução apropriada do hebraico hu' seria "ele" ou "eles". 9:25-27. é mal colocada. Que tal interpretação não é uma "retroprojeção" cristã tirada de um pesher ou midraxe do NT pode ser visto na tradução pré-cristã das Escrituras hebraicas na Septuaginta. especialmente se a intenção divina deliberadamente desejou designar uma noção coletiva que incluía uma unidade pessoal numa pessoa única que estava para ganhar a vitória para o grupo inteiro representado por ele. A pergunta jaz aqui. são coletivos. é a forma comparativa ("mais do que os animais"). claramente o pronome traduzido "ele" é um pronome pessoal independente no masculino singular em hebraico.A. portanto: 0 "descendente" e "ele". Amarna E. porém mais disputada. conforme nosso argumento. também. a postura da serpente. i. Além disto. A mesma partícula é vista em Juízes 5:24: "Bendita acima das mulheres" (minnãsfm) bendita como nenhuma outra mulher (cf. Considere-se que Deus já fizera "coisas rastejantes" na Sua criação e as pronunciara "boas". Ora. e tu ferirás o calcanhar d Ele". ou será que um ou outro é singular? A questão. O problema surge do fato que o hebraico emprega um gênero gramatical que concorda com o antecedente masculino "semente" ou "descendente" (zera') onde o inglês emprega o gênero neutro. Andar de barriga. Dt 33:24). de importância seminal são Gênesis 3:15. e separada para maior repreensão. pelo contrário. veio a ser considerado desprezível (Gn 49:17. Gênesis 3:15 Não pode haver dúvida que esta passagem tinha a intenção de ser uma interpretação básica acerca da primeira crise humana. mas. se referindo a um título) "acima d e " 3 3 todos os animais domésticos e todos os animais selváticos.Martin. O grego fez uso firme do pronome masculino independente autos. Muito além do fato de Deus amaldiçoar "a serpente" (sempre com o artigo. notar. e. 100:36. os animais.. A. SI 72:9. SI 140:3. sim. R. de todas: "Ele (não ela) te ferirá a cabeça. numa nota brilhante O hebraico min é uma partfcula de distinção e eminência. sem dúvida. 0 que está em referência aqui não é a dieta e o modo de locomover da "serpente". a sua humilhação e subjugação (cf. Mq 7:17).38 Teologia do An tigo Testamen to indicados pelos autores das Escrituras.

com o nascimento de Caim. Pelo contrário. a qualidade da tradução grega do Pentateuco é feita com muito mais cuidado em comparação com outros livros e seções. em outras ocasiões em que o mesmo tipo de escolha ocorria em Gênesis. O que é mais importante." Journal (1965): 427.A. Isaque. O hebraico diz 'et YHWH. Isto torna extremamente impressionante a escolha da LXX de quebrar esta regra em Gênesis 3:15 — especialmente quando se considera o fato de que a LXX era uma tradução do terceiro ou segundo século a. Consideramos que os seguintes comentários de von Orei li com respeito a esta passagem são cheios de senso exegético honesto. fez uso livre do pronome feminino ou neutro requerido pela gramática grega — ainda quando o pronome hebraico exigiria um masculino — para concordar com seu antecedente gramatical. tivesse recebido alívio imediato de seu castigo. 35 R. a não ser aqui em Gênesis 3 : 1 5 ' \ 3 5 Segundo o argumento de Martin. Gn 3:15). Eva pensava que chegou este libertador quando deu â luz a Caim. Seja qual for a decisão com respeito a Gênesis 4:1 (e não é decisiva. Além disto. o Senhor". longe de ser mera coincidência ou algum tipo de descuido. que uma criança representativa continuava a ser uma garantia visível de Deus no presente e um penhor para o futuro.A Identificação de um Centro Teológico Canónico 39 com respeito a este fenômeno. este filho representava os interesses e destinos espirituais e materiais da totalidade das pessoas vinculadas a ele. Old Testament Prophecy. Sendo que a nossa geração. "Adquiri um homem. se entendermos a frase do autor em Gênesis 4:1. "Ele ferirá tua [singular] cabeça". "The Earliest Messianic Interpretation of Genesis 3:15. Gênesis 9:25-27 • 3 J . . "em nenhum caso em que o tradutor traduziu literalmente ele tem rompido a concordância em grego. O que se pode dizer da intenção do autor hebraico? O argumento em prol de uma unidade singular de um grupo coletivo de descendentes é reforçado pelo sufixo singular que se refere à cabeça do descendente (da serpente — tradutor) hu' y esupkà ro^S. Jacó. assim como Lutero parece argumentar na sua tradução. a saber. e seus descendentes. Abraão. o tradutor deixou de lado a oportunidade de traduzir literalmente o pronome hebraico {a não ser no trecho em exame. de modo algum). 98 e segs. of Biblical Literature 84 3 6 C. Martin. Daí. concluiu que em 103 vezes em que o pronome masculino hebraico é empregado em Gênesis. ficou claro. Traduzir a partícula como " c o m " não faz muito sentido. pela história subseqüente da revelação a Sem. pägs. da esperança errada de Eva que. entre o sentido literal e a concordância entre o antecedente e seu pronome. C. entre o pronome e seu antecedente. Além disto. Ela disse. von Orelli. deve ser um registro.

o Deus vivo e verdadeiro fica num relacionamento de possessão mútua . citaremos extensivamente várias seções do seu tratado: Ao invés de ele mesmo abençoar a Sem. [quando] Deus é o objeto . perdeu o contato com esta metodologia exegética. diretamente. o Deus de Sem. Aqui. e também Teodoreto. è ektnâhf uma reminiscência de Onkelos. com uma olhada profética à salvação futura de Sem. Neste ponto. conforme Lutero nota. . H. a Quem ele vê em união íntima com Sem. A principal questão a disputar é quem é considerado o sujeito de yfàkòn ["habitará"]. seguindo o exemplo de Onkelos e outros expositores judaicos.. A mais alta felicidade de Sem é que este Deus é o Deus dele. e a maldição sobre o terceiro. e parece-nos que tem razão. e sua antítese na maldição de Canaã. . de uma nação. pois. Isto porque. Entre teólogos atuais. já que a situação de Sem foi definida no versículo anterior. o velho pai [Noé]. que o paralelismo * requer que Jafé seja o sujeito deste versículo. segundo nosso julgamento. e t l e comprovou que é isto que Ele é. . Ele continua: No entanto. A segunda bênção sobre o irmão do meio. assim como se repete a maldição contra Canaã. . abençoa . porém. 2. e assim teríamos o arranjo poeticamente agradável: 1. a maioria dos expositores antigos e modernos abre mão de referir ["habitar"] a Deus. O oráculo de bênção assim se transforma em louvor daquele que é a fonte da bênção. que Deus habita no meio dele. O segundo hernistíquio. Para uma porção da humanidade. a divindade universal também é especializada. que daria um significado atraente e altamente significante: Jafé ganha a extensão do mundo. com reminiscências da bênção mais alta sobre o primeiro. A maldição sobre Canaã. no sentido de louvar. èãkèn é empregado especialmente em referência à habitação de Deus (Nm 35:34). Baumgarten.) Javé. Pelos teólogos judaicos posteriores.. etc. tomaram Deus como o sujeito. Porque não pode ser negado que no primeiro hernistíquio a ênfase recai na repe- . Sua presença graciosa é chamada. A bênção do primogênito.40 Teologia do An tigo Testamen to na sua maior parte. Sem. 3. quando a humanidade se separa em ramificações diferentes. Schultz. von Hoffmann. w eyfêkòn b e'ãh°iê sèm ["E ele habitará nas tendas de Sem"] é difícil.. assim também a bênção pronunciada sobre Sem poderá se repetir. achamos a combinação genitiva que depois se tornou comum: Deus de um homem. Não há peso na objeção usualmente feita contra esta interpretação. pela primeira vez. von Ürelli tropeça. mas a distinção de Sem consiste nisto.

também está agora num impasse exegético. a não ser sua expectativa que Javé deveria ter sido o sujeito de "habitar". pelo menos de um aperto inconveniente a ambos em contraste estranho com o ["alargamento"]. pareceria preferível tomar o sujeito da frase anterior: Elohim. sendo que Deus em todos os lugares sempre habita no Seu tabernáculo. porém. Trif. depois de começar tão bem. e o emprego de Shem como apelativo parece ser um passo de desespero. Michaelis ao tratar Shem como apelativo: "tendas de renome" em lugar de "tendas de Sem". Von Orellir porém. . esperávamos achar o nome Javé. em que o (amo ["para ele". porque qual poderia ser o significado de Jafé habitar nas tendas de Sem? Ele lutou com as opções da seguinte maneira: Supondo. O emprego da frase para significar relacionamento pacífico e hospitaleiro não pode ser comprovado . D. que introduziria uma abrogação bem incompreensível da bênção da primogenitura de Sem . seguindo Justino M. o refrão uniforme. . Além disto. se não de conquista. que Jafé seja tomado como sujeito. sua habitação nas tendas de Sem não causa menos dificuldade. sendo que Deus habita como Javé nas tendas de Sem. porém. Uma relação antitética das duas cláusulas (mas Eie habitará} devia necessariamente ter sido notada na linguagem empregada. em defesa de . A habitação desta raça nas tendas de Sem parece dar a impressão. assim sendo. Jafé como sujeito faz quase nenhum sentido. (c. das duas opções para o sujeito de "habitar". Finalmente. . por mais apropriadas que sejam aquelas perguntas excelentes. Fracamente conclui. por causa da ambigüidade que causaria com o emprego do nome próprio no versículo anterior. não sem tendência anti-judaica. Alguns. que os provérbios hebraicos gostam de assonância. As objeções levantadas contra este ponto de vista já foram antecipadas por aquilo que Orei li dissera antes de alistar suas objeções. não favorece qualquer referência a Sem nesta frase. e. a harmonia do estilo se conserva melhor ao referir a Jafé aquilo que se segue. ou "seu escravo"] tinha que ser tomado como singular. 139) entenderam uma ocupação hostil do território semítico. Certamente. Esta é a posição gramatical mais lógica para se tomar. Mas. von Orei li considera o modo de J. e por isto mesmo. Mas von Orelli também rejeita isto. A designação plural do lugar também pareceria estranha. poderá talvez ser explicado pela generalidade indefinida do oráculo..A Identificação de um Centro Teológico Canónico 41 tição de ypt ["Jafé" e "alargar"] e não sobre Elohim. Mais especialmente. e não Elohim. "Deus de Sem" e "as tendas de Sem" refletem sons muito semelhantes no hebraico! Tirando a média. isto.

22. Nessa unidade de alvo e método. uma raça. . uma terra. O fato de que é repetido e renovado tão freqüentemente em Gênesis 13. Gênesis 12:1-3 Sendo que já discutimos o conteúdo e a importância daquela frase disputada "em ti serão abençoadas todas as nações da terra". enquanto acrescenta muitos aspectos novos. 17. desdobrou-se uma marcha de eventos que os escritores descreveram. A promessa divina indicava uma semente (um descendente). como sendo eternos. por agora só consideramos os pontos rudimentares que contribuem para a composição do piano único de Deus. uma família. teria de esperar a revelação a Moisés em Êxodo 6 e 29. 15. podemos apenas notar que a plena revelação do "tabernácular" ou "habM tar" e a revelação da natureza ou caráter de Elohin como Javé. 24. Neste plano único jaza capacidade de abranger tanta variedade e diversificação que o progresso da revelação e da história possam produzir. um homem. poderíamos apenas acrescentar aqui que a palavra tem uma óbvia qualidade resumidora. 26 e 28 também constitui outra razão porque os teólogos do AT devem achá-lo de grande significado. conforme Gênesis 17. e uma bênção de proporções universais — todos garantidos. Neste propósito jaz o plano único de Deus.42 Teologia do An tigo Testamen to Elohim. O "descendente" ainda está no centro do seu enfoque. para aquela geração e para as que haveriam de vir. As passagens de 2 Samuel 7 e Jeremias 31 serão discutidas mais tarde. e em uma série de interpretações interconexas eles também corajosamente anunciaram os pontos de vista divinos normativos quanto àqueles eventos.

mecânica ou carismaticamente colavam tradições existentes e as interpretavam à luz do dia atual. Teologia do Antigo Testamento. e de muitas maneiras. Pelo contrário. Hebreus 1:1-2 continuou essa seqüência quando afirmou que "Havendo Deus. A teologia de Israel — ea nossa — está arraigada na história. nestes últimos dias nos falou pelo Filho". Esta declaração estava longe de ser mera assimiladora sincretista de tradições que. pelos profetas. falado muitas vezes. o AT de fato fazia reflexões sobre a história de Israel de acordo com um princípio pré-anunciado de seletividade. mediante o qual incidentes históricos eram incluídos ou rejeitados era a consistente declaração profética: "Assim diz o Senhor". Contrariamente à opinião prestigiosa de Gerhard von Rad e sua escola. Dessa forma. aos pais. outrora. que solucionava a situação para os escritores. 1:116 e segs.Um tratamento adequado dos agrupamentos conceptuais da teologia do AT exige que tenhamos consciência da seqüência de eventos históricos na vida de Israel. um entendimento único de toda a revelação.1 Esse princípio. . havia um princípio único. Era a 1 Gerhard von Rad.

44 Teologia do Antigo Te st a men to "Promessa" revelada de Deus. e desceu para o Egito. definir valores. 122. sim. Pelo contrário. uma ordem definida de eventos e significados centrais torna-se o sujeito repetido de numerosas seções nos Salmos (136. prestes a perecer. especialmente selecionados e interpretados pelos escritores do AT. e com milagres. Então. 3 era um fato da vida. Nisto se acha a unidade interna da história de Israel e da sua teologia. 118. e ali viveu como estrangeiro com pouca gente. 23). Ele tinha o direito exclusivo de interpretar. 27). para o nosso trabalho e para a nossa opressão. e Javé ouviu a nossa voz. nem o resultado de um mínimo cientificamente assegurado tirado de tipos destrutivos de crítica histórica e literária. e nos trouxe a este lugar. em que Ele seria a esperança de todos os homens e que levaria a efeito uma obra divina de implicações universais. 78) e nos profetas (Jr 2. e com grande espanto. tais qual aquele que Gerhard von Rad designou como um Credo israelita antigo — Deuteronômio 26:5-9: A r a m e u . Além disto. é a reivindicação do próprio cânon conforme agora existe. mas continha motivos conceptuais acompanhantes que. e com sinais. pág. foi meu pai. Deus de nossos pais. segundo declaravam os escritores. e vida dos fiéis. e nos deu esta terra. 22) quanto à veracidade e significado desta seqüência histórica de eventos (cf> v. Foi enfileirada no varal da história. 105. O que se diz. e nos impuseram dura servidão. Era mais do que uma forte tendência para a unificação". Josué 24:2-13 passou em revista mais ou menos a mesma narrativa histórica em uma forma que assumiu um status legal enquanto os cidadãos de Israel juntamente serviam como "testemunhas contra si mesmos" (v. . porém. que mana leite e meL2 Semelhantemente. Mas os egípcios nos maltrataram e afligiram. e atentou para a nossa angústia. Ibid. E Javé nos tirou do Egito com poderosa mão. A substância daqueles eventos. pág. formados por Deus. não eram invenção própria mas. forte e numerosa. Começando ou com a Criação ou com o chamado de Abraão. ver significâncias. Esta ênfase não é a de uma imposição fideística de uma fé cristã posterior sobre o texto. a narrativa usualmente seguia o mesmo padrão de seletividade e ênfase. e indicar a interpretação para aquele tempo e para o futuro. e ali veio a ser nação grande. Ez 16. clamamos ao SENHOR. 20. e com braço estendido. da seqüência histórica? Como é que se devem agrupar os eventos? 2 3 Ibid. também poderia ser registrada em breves resumos.

os intérpretes dos Atos e dos Evangelhos. . na história — história verdadeira e real — com a geografia.No início. 0 texto avança da extensão de toda a criação para o bairrismo e limitações que resultaram dos pecados sucessivos da humanidade. Mas também avança da tríplice tragédia do homem como resultado da Queda. como também da história e da teologia de IsraeL Sem dúvida. quais são os pontos divisivos disto. 0 auge veio na quíntupla bênção para Abraão em Gênesis 12:1-3. devemos menosprezar os momentos que levaram a isto como tendo pouca significância ou até nenhuma existência. Devemos. havia a realidade sempre presente da história de IsraeL Toda a atividade salvíf ica de Deus em tempos anteriores tinha que ser reconhecida e confessada antes de alguém poder ver mais firme e holisticamente a revelação adicional de Deus. no início. mesmo para o fenômeno da profecia bíblica. Pro/egômenos à Promessa: a Era Pré-patriarcai A aliança abraâmica é citada pela primeira vez em Gênesis 12:1-3. a palavra e conceito principal é a "bênção" repetida da parte de Deus — uma "bênção" que. na história? A estas perguntas procuramos responder. do Dilúvio e da fundação de Babel para a universalidade da nova provisão da salvação da parte de Deus para todos os homens. No entanto. portanto.O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 45 Há uma convenção conceptual que se pode tomar emprestada da sistemática para a organização da teologia do AT? E. Marca o início não somente da eleição divina do homem através do qual salvaria o mundo inteiro se os homens apenas acreditassem. começar onde Deus começou. assim também a teologia do AT po9 deria semelhantemente começar com os profetas por um motivo bem semelhante. Além disto. se houver um método de estudo que melhor se enquadre nas necessidades de um novo tipo responsável de teologia exegética que toma cuidadosa nota do emprego feito pelo autor quanto à linguagem. é a bênção da família e da nação. Os Períodos Históricos da Teologia do Antigo Testamento Assim como os apóstolos do NT com suas epístolas. homens e eventos que a acompanharam. através da descendência de Abraão. primeiramente à luz da coletânea que herdou de termos e conceitos tirados dos antecedentes bíblicos até o dia dele. Nem por isto. em Adão e Noé. Abraão ocupou um lugar de destaque no auge da revelação. trata-se da "bênção" da ordem criada. porém. existia apenas no estado embrionário. de muitas maneiras. Depois. que incluía bênçãos materiais e espirituais. eram. mas que estava interligada com bênçãos e palavras de promessa subseqüentes das mãos de um Deus gracioso e amoroso.

ou mais. aos 4 Ver nosso estudo. O Povo da Promessa: a Era Mosaica Um filho {Gn 3:15) nascido a um semita (Gn 11:10-27) chamado Abraão haveria de ser o instrumento para formar um povo e. Freqüentemente. "pais"). do que todos aqueles que viveram durante os milênios anteriores! Como conseqüência. . Viria no ato primário do Êxodo. epígrafes. Este chamado para aceitar a condição de nação significava que a "santidade" ou separação para Deus. que são defendidas de modo inadequado. cerimoniais e civis de se cumprir tão alta vocação. Nós. não era um aspecto opcional. ambos o conceitos receberiam mais atenção durante esta era da revelação. Estes três recipientes privilegiados da revelação viram. 22:1) ou o Senhor "apareceu" a eles numa visão (12:7. Payne (Waco. ou "Deus de Abraão. Aparentemente era porque pessoalmente recebiam a palavra de Deus. 15:1. estas bênçãos da revelação em Gênesis 1-11 poderiam ser chamadas profegômenos à promessa. experimentaram e ouviram tanto. New Perspectives on the Testa- ment.B. pâgs. delineava os meios morais. Deus. ed. Os períodos de vida de Abraão. Isaque e Jacó formam outro tempo distintivo no fluxo da história. 18:1) ou na personagem do Anjo do Senhor (22:11. de se adiantarem em forma germinativa. Israel foi então chamado "reino de sacerdotes e nação santa" (Êx 19:6). 15). os patriarcas eram considerados "profetas" (Gn 20:7. Texas. Nossa própria posição tem sido tratar os registros à altura daquilo que alegam ser. no entanto. em fé. com a graciosa libertação de Israel do Egito. acreditamos haver pouca base para tais objeçoes. a palavra do Senhor "veio" a eles de modo direto (Gn 12:1. Word. finalmente. 13:14. Portanto. 48-65.4 Provisões na Promessa: Era Patriarca! Esta era foi tão significativa que Deus Se anunciava como "Deus dos patriarcas" (i\e.46 Teologia do An tigo Testamen to No sentido.. portanto. "The Literary Form of Genesis 1-1 1". de serem uma palavra antes de uma palavra. uma nação separada. 21:12. delinear Gênesis 12-50 como nosso segundo período histórico no desdobrar da teologia do AT. com todo o amor. de Isaque e de Jacó". SI 105:15). durante o conjunto de dois séculos representado peias vidas combinadas deles. 1970). com toda a segurança. até que o contrário seja provado por artefatos. 0 espírito do modernismo tem achado objeções sérias quanto ao tratar Gênesis 1-11 de modo direto. ou fatos evidenciais relacionados. J. operada por Deus. a subseqüente obediência de Israel. 17:1. podemos. Além disto. exatamente como foi feito por gerações posteriores que tinham o registro escrito das Escrituras.

e semelhantes detalhes do código da aliança (Êx 21-23) para o governo civil. é permitir uma parte sobreposta durante este período da conquista e ocupação da terra. 1 Reis 8. De fato. A antiga palavra dada a Abraão agora receberia pelo menos um cumprimento seminal. E seus pontos principais de conexão foram facilmente discernidos: Deuteronômio 28. 24. com sua preocupação com respeito a este fugar de descanso (12:8-11) e o livro de Josué. . Juízes e até Samuel e Reis. A promessa da terra como lugar onde Deus faria descansar o Seu nome já tinha.O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 47 Dez Mandamentos. seis séculos de idade. a palavra de Deus se tornara "rara" naqueles dias em que Deus falou a Samuel (1 Samuel 3:1). com sua descrição da conquista daquela terra. O Lugar da Promessa: A Era Prê-Monárquica Uma das partes da promessa de Deus que recebeu uma descrição detalhada nos eventos da história e nas páginas das Escrituras foi a conquista da terra de Canaã. embora os temas centrais da teologia e os eventos-chave sejam bem registrados historicamente. Deuteronômio. 31. as linhas de demarcação não se escrevem tão nitidamente. era avaliada do ponto de vista do padrão moral de Deuteronômio. a esta altura. Josué 1. Conseqüentemente. 2 Samuel 12. Temos aqui. o profeta de Deus foi Moisés — um profeta sem igual entre os homens (Nm 12:6-8). 1 Samuel 12. claramente se juntam em conceito e ato. Levítico 1-27. portanto. De fato. uma clara unidade de história que pode ser distinguida tão nitidamente como o foram as eras patriarcal ou Mosaica pelas próprias declarações das Escrituras? E esta história deve se estender ao longo do período dos juízes para incluir a teologia das narrativas da arca da aliança em 1 Samuel 4-7? Estas perguntas não aceitam conclusões decisivas — os tempos se tornaram tão distorcidos e tudo parecia estar em tantas mudanças subseqüentes devido ao declínio moral do homem e â falta da revelação da parte de Deus. o Messias (Dt 18:15 18). O melhor que se pode dizer do período pré-monárquico é que era um tempo de transição. Estes momentos significantes na história da revelação deste período são usualmente reconhecidos pela maioria dos teólogos bíblicos de hoje. Esta parte sobreposta fica entre o tema do lugar de descanso e o surgimento de exigência de um rei para reinar sobre uma nação que se cansou da sua experiência em teocracia conforme ela era praticada por uma nação rebelde. no entanto. e 2 Reis 17. Juízes 2. a teologia do tabernáculo e dos sacrifícios. Moisés foi o padrão para aquele grande Profeta que estava para vir. Dessa forma. porém. Toda a discussão quanto a ser um novo povo de Deus se derivava de Êxodo 1-40. Durante esta era inteira. A história de Josué. 12. e Números 1-36. No plano.

e um " r e i " que agora reinava sobre um reino que duraria para sempre- A Vida na Promessa: a Era Sapiência/ Os quarenta anos de Salomão foram marcados pela edificação do templo e por outro derramamento de revelação divina. sendo que ele. prazer. com a era mosaica. Nenhum período de tempo é mais difícil de se relacionar com a totalidade de uma teologia do AT que sempre avançava. este período em muito se assemelha aos tempos pré-monárquicos. Abimeleque. e um reino perpétuo com um domínio e alcance que se tornaria universal na sua extensão e influência. Cantares. cada um destes motivos régios foi cuidadosamente vinculado com idéias e palavras de tempos anteriores: uma "descendência". Mesmo assim. e salmos davídicos reais tais como SI 2.48 Teologia do An tigo Testamen to O Rei da Promessa — a Era Davidica Aquilo que Gênesis 12:1 -3 era para o período patriarcal. Como prelúdio ò história deste período. é parcialmente transicional em seu caráter. quando Samuel era juiz (1 Sm 8-10). Jó 1:1. do que este da literatura sapiênciaI desta era. e os Salmos Sapienciais. os sinais precoces de aspirações régias no filho de Gideão. e a unificação com valores e compromissos eternos. Eclesiastes. assim também a sabedoria salomônica presupunha tanto a promessa abraâmico-davídica como a lei mosaica. . achada em Provérbios. 110. Parcialmente. Mesmo assim. Foi este vínculo de conexão que fazia a promessa e a lei compartilharem da beleza e plenitude de toda a vivência humana no aqui e agora. e até o reinado de Saul nos preparam negativamente para o grandioso reinado de Davi (1 Sm 1 1 — 2 Sm 24. também. 1 Rs 1-2. mas sua importância para as gerações futuras está além de toda a comparação. da mesma forma como a lei mosaica pressupunha a promessa patriarcal e edificava sobre ela. Os quarenta anos do reino de Davi se comparam. Mesmo assim. uma "bênção" para toda a humanidade. o pedido do povo no sentido de lhe ser dado um rei. também tinha seu próprio caráter distintivo. A história e a teologia se combinavam para enfatizar os temas de uma dinastia real continuada. 145). 2 Samuel 7 é para os tempos de Davi. um "nome" que "habitava" num lugar de "descanso". 42:18. 2:3). quanto à sua duração. 132. O conceito-chave da era sapiência! era "o temor do Senhor" — uma idéia que já começou na era patriarcal como a resposta da crença fiel (Gn 22:12. O temporal veio a ser mais do que mera existência. 8-9. a vida podia agora ter significado.

conforme fora anunciado havia tanto tempo. Enquanto Obadias poderia ser colocado em qualquer um dos três tempos diferentes na história de Judá.C. sua teologia é clara: é o dia do Senhor. receberia sua realização mais plena. 5 Da mesma forma. digamos de 835-820. C. 16. o pecado de Israel também exigiu boa parte da atenção dos profetas. (2) na ocasião que Edom invadiu Judá (2 Cr 28:16-18). (2 Rs 25:1-21. então o livro deve vir cedo no reinado. persistentemente enxertadas. Infelizmente. os objetos de cada uma das promessas com facetas múltiplas chegaram a um planalto provisório no seu desenvolvimento. Deus completará tudo quanto os profetas antecipavam. a Babilônia ou a Pérsia na longa lista dos inimigos de Israel — presumivelmente porque ainda não estavam no cenário histórico. cada uma com sua própria ênfase básica. As outras opções são: (1) durante o reinado de Acaz (743-715 a. estranho que os arameus de Damasco não fossem mencionados também. misturadas com estas palavras de julgamento havia. Há de vir um dia em que Javé se vindicará por obras de salvação e julgamento tão grandiosas que todos imediatamente reconhecerão estas obras como sendo divinas na sua causa. Naquele período. 6 Se este reinado for o período geral do tempo. e a presença pessoal de Deus no meio dos Seus súditos que 0 adoravam era dramatizada no templo.C. estendendo-se da divisão do reino em 931 a. Independentemente da data final que se atribua a Joel e Obadias. C. e tudo quanto o remanescente fiel esperava. porém.). 2 Cr 24:23-24). 2 Cr 36:15-20K 5 6 É. . Sendo assim. Agora que a "casa" de Davi e o templo de Salomão tinham sido estabelecidos. 0 monarca futuro de Deus agora era visível na linhagem de Davi. o melhor seria provavelmente durante o reinado de Jeorao (853-841 a. 2 Cr 21:8-10. os profetas poderiam agora focalizar sua atenção sobre o plano e reino de Deus no seu alcance mundial.). e (3) durante a queda de Jerusalém sob Nabucodonosor em 586 a.) uma vez que não se menciona a Assíria. por- que submeteram Joás a pesado tributo tarde no reinado deste (2 Rs 12:17-18. porém.O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 49 O Dia da Promessa: Século Nono O "Dia da Promessa" é o primeiro de cinco grandes eras proféticas. Muitos colocam Joel e Obadias no século nono como os mais antigos dos profetas escritores. perspectivas brilhantes de outro dia quando o domínio e governo eterno de Deus. até a situação pós-exílica. enquanto o piedoso sumo sacerdote Joiada agia como conselheiro do jovem rei Joás. Joel usualmente é colocado no reinado de Joás de Judá (835-796 a. Mesmo assim. 17). quando Edom se revoltou contra Judá juntamente com os árabes e filisteus (2 Rs 8:20-22.C.

nações e natureza no seu livrinho de consolo (Jeremias 30-33). Jerusalém. Habacuque. porém. . da descendência de Abraão e Davi. e que caiu finalmente em 586 a. C.}. Naum e Jeremias. primeiramente ouvida pelos patriarcas e por Moisés. a melancolia desolada não era a única palavra para Judá. Miquéias perguntou: "Quem. e Samaria. Habacuque trovejava sua solução a seus próprios momentos de desespero e dúvida: o justo viveria pela fé. O Servo da Promessa: o Século Oitavo A quinta-essência da teologia do AT atingiu seu auge durante o século oitavo. capital das dez tribos nortistas de Israel. capital da Síria. Entrementes. Amós. semelhantemente. De fato. E Amós anunciou abertamente que Deus voltaria a levantar "o tabernáculo caído de Davi" (Am 9:11).. "Com quem comparareis a Deus? ou que coisa semelhante confrontareis com ele? " perguntou Isaías aos de seus dias e dos nossos (Is 40:18}. Incluía as obras de profetas tais como Jonas. C. de Isaías 40-66.C. cada um foi enviado mais ou menos uma década antes do julgamento ameaçado contra Damasco. Oséias. E. o Servo do Senhor. que caiu em 732 a. ó Deus. Isaías e Miquéias.C. 598. As linhas de continuidade se estendiam especialmente para aqueles dias em que a fórmula em três partes. O que dominava a era inteira. para Sofonias. Mais uma vez Naum advertiu (como Jonas fizera mais de um século antes) que a destruição iminente cairia sobre a cidade assíria de Nínive (o que ocorreu de fato em 611 a. Mesmo assim. deram advertências contra a capital de Judá. que caiu em 722 a. em forma pequena.50 Teologia do An tigo Testamen to A praga de gafanhotos em Joel e a preocupação de Obadias quanto à falta de amor fraternal por parte de Edom eram oportunidades para a renovação e expansão da antiga palavra de promessa da parte de Deus. era aquela teologia magnífica do AT. Se os homens somente se arrependessem. que perdoas a iniqüidade? " (Mq 7:18). havia a alegre perspectiva de uma aliança renovada para um remanescente crente e fieL Jeremias a entitulava a "Nova aliança" e edificou ao derredor dela um programa para o rejuvenescimento de todos os homens. é semelhante a ti. poderiam se salvar dos horrores e da realidade da desolação que ameaçavam chegar. os temas estavam clara e destacadamente presentes neste novo avanço. Os outros três profetas. A Renovação da Promessa: Século Sétimo No fim do século sétimo chegou outra sucessão de profetas que escreviam: Sofonias. que foi atacada em 606. Nada pode descrever adequadamente as alturas estonteantes que cada um destes profetas atingiu em seus escritos. Graciosamente. havia mais luz sobre aquele dia do Senhor que haveria de vir. Mesmo assim. com sua personagenrvchave.

Avançam das condições de desânimo em Israel após o retorno dos setenta anos de cativeiro na Babilônia. Zacarias e Malaquias formam a nota final da revelação do cânon do AT. Assim se estendia a história de Israel no tempo. as história de Esdras-Neemias. e trabalhar. continuavam a aguçar ainda mais claramente como o "Bom Pastor" vindouro um dia reinaria sobre um Israel reunido. mas as raízes seminais de sua teologia permaneciam intactas enquanto a planta crescia. com doze tribos. vós sereis meu povo. O escopo ea majestade daquilo que tão antigamente tinha sido prometido a Abraão e a Davi era estonteante. O templo reedificado era pequeno e insignificante aos olhos deles? Mas era aquele templo mesmo cuja glória seria ainda maior do que a do templo de Salomão. e trazendo salvação (Zc 9:9). e as profecias de Ageu. mas o reino d Ele nunca sucumbiria. 0 Reino da Promessa: os Tempos Exflicos Ezequiel e Daniel. e Eu habitarei no meio de vós.Sim. para o triunfo completo da pessoa. Nenhum trabalho feito com a insistência dos profetas de Deus poderia ser julgado em bases somente empíricas. num certo dia final. E. Ester. palavra e obra de Deus. montado num jumento. Os homens agora devem olhar para cima. se reuniriam para batalhar contra Jerusalém (Zc 14). o cronista fez uso da história passada de Israel para mostrar a normalidade desta visão conforme o padrão da "casa" davídica e o templo e culto salomônicos. feito por Deus. O que parecia pequeno e insignificante para eles num dia como 520 a. com cada crescimento novo. crer. . estava diretamente vinculado. estes dois profetas exilados levaram Israel para o século sexto e para um dia novo para toda a humanidade. O Triunfo da Promessa: os Tempos Pós-Exílicos Juntamente.C. Os reinos da terra poderiam chegar e ir embora. enquanto viviam no Exílio Babilónico.Ele ainda sairia para lutar contra todas as nações da terra. e Seu reino seria de qualidade indestrutível. que. em Canaã. em glória e durabilidade. o Filho do homem viria com as nuvens do céu e a Ele seriam dados domínio. Seu Rei estava para vir. Crônicas. Com esta nota régia. Havia a conexão maior da parte à totalidade do final da história dirigido por Deus. desenvolvendo-se em árvore formada. glória e um reino dentro do qual todos os povos. nações e línguas serviriam a Ele. Seu domínio seria um domínio eterno que não passaria. como se fosse para restabelecer a validade das raízes desta visão messiânica do reino de Deus na terra." Assim haveria de ser então e no futuro. com o encerramento da história humana.O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 51 seria uma realidade total: "Eu serei vosso Deus.

alma. instrução adequada na moralidade apropriada se vinculava com o caráter e obra permanentes de Deus. The Interpretation of Prophecy. 2? edição (Edimburgo: T. Daí. uma eleição para serviço. Patrick Fairbairn. T. Os patriarcas também receberam livremente a bênção de Deus num herdeiro ("semente"). força e mente. Havia. pág. da arca da aliança. temer e servir a Deus com todo o coração.52 Teologia do An tigo Testamen to Os Ítens-Chave em cada Período Histórico A situação é exatamente aquela avaliada por Patrink Fairbairn: Neste esboço que apresentamos. em cujos tabernáculos Deus habitaria. No Êxodo. A era mosaica em primeiro lugar ressaltava Israel como " f i l h o " de Deus. e vida. havia provisão para a restauração ao favor divino no caso de qualquer fracasso humano quanto a atingir aquele padrão moral. mormente porque vincula de modo feliz o começo com o fim. e da injunção de se amar. Quando se examina o assunto mais de perto. por sua vez. dada è descendência da mulher: sempre haveria uma Descendência vitoriosa contra os ataques da descendência de Satanás. os Itens-chave nesta época pré-patriarcal serem "bênção". a primeira palavra de benção/promessa da parte de Deus na Criação foi seguida por aquela palavra embrionária no Éden. subordinada a esta alta escolha para privilégio. Israel tinha que ser santo e limpo. em corpo. 7 Assim sendo. alma. Clark: . "Santo" queria dizer total e inteiramente separado para Deus. uma com a outra. " L i m p o " queria dizer que Israel tinha que ser preparado e digno da adoração a Deus. Semelhantemente. Com o Êxodo. Seu "primogênito". "descendência" e uma raça no meio da qual Deus "habitaria". Deus chamou os israelitas conjuntamente para serem "sacerdócio real e nação santa" para Ele. 185). para uma raça ou linhagem inteira. muito mais se descobre do desdobrar progressivo da primeira promessa e a interconexão entre ela e profecias subseqüentes e destas. esta palavra é estendida no seu alcance. numa herança ("terra"). Os temas da era pré-monárquica giram em torno do "descanso" de Deus. do Espírito de Deus. e exibe a analogia que subsiste entre o modo de Deus operar na natureza e na graça. e numa tradição herdada ("todas as nações da terra serão abençoadas" — o evangelho conforme Gl 3:8). Antes de chegarmos aos tempos de Abraão. na bênção que Noé pronunciou sobre Sem. somente alguns dos vínculos mais óbvios são notados. provisão esta que foi dada no sistema sacrificial. & 1856).

era uma dinastia {"uma casa"). Para Salomão era o "temor a Deus" como princípio da sabedoria. em primeiro lugar. a um só plano. sao membros de uma corrente contínua sem quebras . ou os expandia e completava. Tudo pertencia. O melhor exemplo disto. pág. sem dúvida. . para empregar outra vez as palavras de Caspari. os temas do dia do Senhor. especialmente sob os dias gloriosos de Davi. porém. e a casa edificada pela sabedoria. é a literatura sapiênciaL g Conforme citado por Fairbairn. » ou os confirmava de novo por nova promulgação.. da Nova aliança. Conforme o resumo de Carl Paul Caspari: Os profetas do antigo Testamento formam uma sucessão regular. em seqüência. Havia. eram as marcas da era salomônica. em segundo lugar. e do triunfo do plano de Deus. do reino de Deus. e do agir» Assim como o palácio era o símbolo da era anterior da monarquia. e. "uma nova promulgação" que desenvolvia áreas de pensamento quase completamente novas naquele plano único da promessa de Deus. isto ocorria naturalmente aqui e ali. Quando. ibid. 199. muitas vezes eram tão surpreendentes na sua novidade que ameaçavam tentativas posteriores de achar a pista da sua continuidade dentro do cânon existente. que o profeta posterior se vinculava aos pontos de vista proféticos do anterior. do saber. assim também o templo. do Servo do Senhor. portanto. nem um remoldar em novas situações as palavras de um ou mais dos precursores do escritor.8 E assim se poderia dizer com respeito ao cânon inteiro do AT.. . e. às vezes menos. no poder do Espírito profético .O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 53 Para Davi. um " t r o n o " e um "reino". o Espírito de Deus vinha sobre um profeta e irresistivelmente o impulsionava a profetizar (Amós 3:8). Os profetas então tomavam. do viver. vestia-se daquilo que o Espírito transmitia a ele em palavras de um ou outro dos profetas que ouvira ou lera — sendo que as palavras do seu precursor profético se apegavam à sua memória. A Provisão para Itens de Tipo Único Nem tudo era amena repetição. formando parte das matérias de expressão das quais o Espírito fazia uso. . às vezes mais. Enquanto cada uma destas novas ramificações de ensinamento foram freqüentemente vinculadas por antecedentes históricos ou como resposta ao cânon acumulado até aquele ponto.

até ao dia presente. Há mais. em eventos. de uma raça de semitas. Havia. Do outro lado. da descendência de uma mulher. recipientes de revelação adicional. A lei também deve ser registrada como outro exemplo-chave de um item novo de primeira grandeza na revelação do plano único de Deus. Em segundo lugar depois da literatura sapiênciaI. Os escritores do AT eram mais do que meros papagaios. mas também eram. i. Cada novo escritor.. não podem ver conexão alguma.54 Teologia do An tigo Testamen to Era tão diferente e diversa da revelação que dizia-se anterior a ela. esperanças e conceitos dos precursores do escritor. de uma nação Israel. com sua base longitudinal diacrônica e implicações normativas para teologia exegética ou para pregação expositiva. no entanto. pensamentos e expressão. outra vez. acrescentava algo ao tema. A Palavra de Bênção C. o constante estreitamento e o tornar mais específico daquilo que o cumprimento final haveria de ser. duvida mais da sua continuidade de que das suas capacidades inovadoras. porém. Mais uma vez. A Primeira Palavra de Promessa: Uma Descendência D. que muitos. no entanto. uma novidade inconexa. enquanto continuava a corrente inteiriça e contínua dos detalhes emergentes do plano de Deus: Sua promessa. é tão novo que a maioria. Neste processo. especialmente com a era patriarcaL A quantidade enorme da revelação original que desenvolve aquilo que significa ser povo de Deus é estonteante. o homem Davi de uma tribo de Judá. A Palavra de Revelação j . O Esboço Resultante 0 formato que emerge como resultado para a teologia do AT. quanto às conexões. sem dúvida. Conseqüentemente. por excelência. A Palavra de Criação B. Prolegômenos à Promessa: a Era Pré-patriarcal A. Era um tipo de eleição dentro da eleição. vem a lei e sua colocação ao lado da promessa abraâmico<Javídica. Eram participantes numa longa linhagem de revelação. além da sapiência e da lei. que deve ser alistado aqui. A Terceira Palavra de Promessa: Uma Bênção para Todas as Nações II. avulsa. A Segunda Palavra de Promessa: 0 Deus de Sem E. houve o constante erguer dos termos técnicos.e. De fato. pode-se usar isso como sinal seguro de um item único e inovador se há pessoas dispostas a concluir que se trata de uma coisa estranha. Provisões na Promessa: a Era Patriarcal A. de um lado. o texto insiste nos seus pontos de continuidade. havia a expansão e completação constantes das projeções nascentes. é o seguinte: h I.

A Palavra Predita e o Evento Cumprido 3. 4. 0 Lugar da Promessa: a Era Pré-Monárquica A. Uma Nação Santa E. 3. A Arca e o Reino 2. A Herança da Terra B. Um Soberano Usurpador 2. Um Soberano Rejeitado 3. A Lei de Deus F. Meu Primogênito B. Meu Filho. O Descanso na Terra C. 2. Uma Herança 3. A Conquista da Terra F. O Rei da Promessa: a Era Davfdica A. Um Rei Prometido 1. O Soberano da Promessa E. A História Profética na Terra 1.Uma Palavra de Segurança D. Minha Possessão C. Um Soberano Ungido B. Um Profeta como Moisés V. O Povo da Promessa: a Era Mosaica A. 0 Deus que Habita (O Deus "Tabernaculador") IV.O Desenvolvimento de um Esboço para a Teologia do Antigo Testa men to 64 B. 0 Nome Habitando na Terra E. Arrependimento e Bênção 2. Uma Tradição Herdada C. Uma Carta Magna para a Humanidade D. Meu Povo. A Palavra da Promessa 1. Uma Casa Uma Descendência Um Reino Um Filho de Deus C. O Deus da Promessa III. A Narrativa da Sucessão e o Reino . Um Reino Prometido 1. Um Herdeiro 2. Sacerdotes Reais D. Os Salmos Reais e o Reino 3. Uma Dinastia Prometida 1. 0 Lugar Escolhido na Terra # D.

Teologia do Antigo Testamento VI.A Palavra do Senhor: Jeremias X. O Dia da Promessa: Século Nono VIII. Edom e a Promessa: Obadias D. 0 Anel de Selar de Deus: Ageu B. A Promessa no Século Nono C. O Sucesso do Reino Prometido: Daniel O Triunfo da Promessa: os Tempos Pós-Exíiicos A. O Servo da Promessa: Século Oitavo A. Ester XI. O Teólogo da Promessa: Isaías IXA Renovação da Promessa: Século Sétimo A. Os Profetas e a Promessa B. O Mensageiro de Deus da Aliança: Malaquias D. a Era Sapiência! A. Esdras-Neemias. A Vida na Promessa. A Integração da Vida e da Verdade no Senhor D. O Temor do Senhor B. 0 Dia do Senhor: Sofonias C. O Reinado do Bom Pastor: Ezequiel B. Reedificando o Tabernáculo Cafdo de Davi: Amós B. O Dia do Senhor: Joel Vil. Sabedoria da parte do Senhor E. . O Herói Conquistador de Deus: Zacarias C. Nova Visita è Missão aos Gentios: Naum B. Livremente Amando a Israel: Oséias C. A Missão aos Gentios: Jonas D.O Reino é do Senhor: Crônicas. O Justo Viverá pela Fé: Habacuque D. O Soberano de Israel: Miquéias E. Vida no Senhor C. O Reino da Promessa: o Período do Exílio A. Eudemonismo e o Senhor A.

1 . como centro teológico para organizar a teologia que se desenvolve.Cada vez que os teólogos bíblicos identificam alguns termos chaves. etc. imediatamente se vêem confrontados com a massa de ênfases diversas nas Escrituras. estilo e natureza semelhante aot textos bfbticos. cf. W. a saber: o processo da formação daquele texto. Para alguns. Lucas 1:1-4) a pressuposições filosóficas ou sociológicas que não suportam o teste ao serem aplicadas a materiais epigráficos descobertos pelos arqueólogos de idade.C. de um ou outro dos testamentos. crítica de forma. ou categorias. Aquilo com que não podem concordará o emprego de fontes imaginárias ou hipotéticas (Crônicas e Reis se referem a muitas fontas reais.. "The Present State of Old Testament Studies". Journal of Evangélica! Theotogical Society 18 (1975): 69-79. sendo que a antigüidade e autoria de muitos dos textos escavados são garantidas em outras bases) Cf. A multiplicidade de idéias é explicada por nada menos de que contradições e mudanças de opinião entre os sucessivos escritores das Escrituras. ou ambos (como nós também fizemos aqui). e a crítica históríco-tradicional Basta dizer aqui que os evangélicos também acreditam em e fazem uso de alta crítica. os resultados da crítica literária. Mesmo quando o texto é tratado de modo justo na sua forma canónica f i n a l / a questão da diversidade ainda per- Evitaremos a discussão que pertenoe à introdução ao AT ou à história da religião israelita. Kaiser. é mais do que uma diversidade de matérias. Jr.

Mesmo assim. Esta bênção divina foi continuada em Gênesis 5:2 e depois do Dilúvio em Gênesis 9:1. estava presente mesmo à parte da palavra "abençoar" ou da fórmula: "E Deus os abençoou. ed. 1926-40). A "Bênção" pré-patriarcal ea "Promessa" patriarcal. para resumir Pedersen. as ênfases variadas destas eras tomam a primazia sobre qualquer outra discussão. 3. O "Deuteronomismo" pré-monárquico e a "Promessa" davídica. 1963). e o alvo de atingir uma teologia unificada parece desesperadamente impossível. 2. Anderson. págs. Claus Westermann. Se fosse possível edificar pontes que atravessassem estas muralhas altas. a bênção é subentendida naquilo que ele chamou Heiisschilderung ("representação da salvação")-3 É nosso argumento que tais HeifsschUderungen também estão presentes em passagens pré-patriarca is tais como Gênesis 3:15 e9:27. The Old Testament and Christian Faith. 182. quatro pontos-chave de tensão permanecem como símbolos do fato de que o AT parece conter uma variedade de pontos de vista mais do que um único tema integrado. "The Way of Promise Through the Old Testament".2 A criação de Deus tinha que ser prolífica e abundante na terra. . 28). era uma capacidade e um resultado. Sendo assim. Seja o que mais for necessário como prolegômenos à teologia bíblica. A "Teologia de Criação" Sapíencial e a "Promessa" Profética. 2 Johannes Pedersen. ainda depois das avaliações mais prejudiciais terem sido removidas por um tipo objetivo de alta crítica. As quatro conexões cruciais são: 1. 4. dizendo: 'Sede fecundos. Uma solução plausível para estas conexões reconhecidamente difíceis contribuiria significativamente ao tipo de teologia do AT que se procura produzir aqui. talvez houvesse esperança para o projeto inteiro de escrever uma teologia do AT com um enfoque central. A "Promessa" patriarcal e a " L e i " mosaica. A bênção. A "Bênção" Pré-Patriarcal e a "Promessa" Patriarcal Parece haver pouca dúvida de que o motivo-chave das narrativas da criação era a "bênção" de Deus sobre as criaturas do mar e do ar (Gn 1:22) e sobre o homem e a mulher (v. Israel: Its Life and Culture (Nova Iorque: Oxford University Press. porém. a bênção se vê no conceito. 208-9. tampouco. multiplicai-vos e enchei a t e r r a ' C o n f o r m e Claus Westermann argumentou corretamente. pág. (Nova Iorque: Harper & Row. na fórmula. e nos atos divinos. Não havia dificuldade em explicar aquela bênção.58 Teologia do Antigo Testamento manece. Bernhard W.

no ínterim. Em conseqüência. como nós levamos. Tanto a promessa como a bênção se intervinculavam tão de perto que muitos estudiosos se puseram a buscar meios de segregar suas origens e interesses. uma nação e multidão de nações sairão de t i " (Gn 35:11).. Tanto Zimmerli 4 como Blythin 5 notaram esta associação de "bênção" com o tema de "promessa" no registro patriarcal. Embora não exista nenhum verbo ou substantivo distintivo em hebraico para "promessa". 2?ed. nem notaram que esta ênfase recaía justamente onde as duas épocas se encontraram no cânon: Gênesis 12:1 e segs. 42. Deus. Na base dos resultados da crítica histórico-tradi- 4 Walt her Zimmerli. 1969). Deus introduziu um semita tendo por nome Abraão. 56 em paralelismo com bãrak. pigs. De fato. muito menos um consenso entre estudiosos. 27. continuava a anunciar Seus atos de futura libertação assim como Ele graciosamente supria a humanidade e toda a criação com a capacidade e os resultados do sucesso alie então.Nele. Era a indicação da parte de Deus de que Seu favor estava sobre os patriarcas — tudo quanto tentaram fazer era bem sucedido. "Promise and Fulfillment". Assim sendo. sentimos confiança em associar estes dois conceitos de "bênção" e "promessa" através das duas eras. 0 verbo sã/ah (hisifah}. "trazer sucesso".A bênção foi expressamente continuada de pai para filho em várias situações. Isaque foi abençoado por causa do pai dele (Gn 26:24). "abençoar" (Gn 24:1. suas observações de volta para Gênesis 1-11. e. Mesmo a fórmula de bênção observada nas narrativas da criação aparece de novo: "Eu sou o Deus Todo-poderoso. a transição verbal e conceptual era suave. No entanto. 40. Scottish Journal of Theology 21 Claus Westermann.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 59 O vínculo óbvio entre Gênesis 1-11 e a era patriarcal é um que o próprio texto faz com suas cinco repetições da "Bênção" dada a Abraão em Gênesis 12:1-3. não levaram. 31). Em conexão com o conceito de "bênção" havia a idéia de ter sucesso numa atividade. Islwyn (1968): 72. 90-93. o verbo "abençoar" aparece 82 vezes nas narrativas patriarcais. Mas há mais. Essays on Old Testament Hermeneutics. foi empregado em Gênesis 24:21. "The Patriarchs and the Promise". (Richmond: John Knox. 5 . porém. a raiz bãrak na forma intensiva do verbo hebraico servia admiravelmente bem por enquanto. ou de ser tornado próspero por Deus. ed. uma demonstração segura de dicotomização deles. e multiplica-te. Blythin. contínua e deliberada. Nunca houve. sê fecundo. todas as famílias da Terra achariam bênção. "tornar próspero".g. A época anterior terminara com a pergunta: o que poderia ser feito errç prol das nações em geral que estavam mais e mais alienadas de Deus que as fizera e as abençoara com tanta proliferação? E a resposta veio na forma de outra bênção.

vinculadas a estas escolhas divinas. mas.Y. mais tarde. Para eles. Blythin. 147-56. págs. 9 10 Gerhard von Rad. pág. Mas. muitos estudiosos (começando com Albrecht Alt) têm alegado que cada patriarca tinha originalmente o seu próprio deus de clã. explicou von Rad. R. Teologia do Antigo Testamento. e não a Abraão. mais uma vez.W.: Doubleday. havia dois atos de escolha (os patriarcas e Israel) e vários deuses (os três "deuses de clã" dos patriarcas e o Javé de Israel). N.: Prentice-Hall. 79-115. ainda persistiu uma profunda tendência entre os estudiosos modernos no sentido de associar as passagens de "bênção" exclusivamente com preocupações de riquezas e filhos — talvez este fosse até um rudimento de vestígios da sociedade e religião cananita — enquanto as passagens de "promessa" focalizavam a preocupação pela terra. 7 Enquanto Martin Noth 8 asseverava que tanto a promessa de terras como a promessa de uma descendência eram muito antigas. Para ele. remontando até ao tempo dos patriarcas. Essays on Old Testament History and Religion. Conforme Alt. 1972). Ver.J. "a escolha de Abraão e seus descendentes originalmente não tinha nada que ver com Javé e Sua escolha de Israel. 1 0 Nem a promessa nem a bênção. veio a significar um retorno final sob Josué depois de uma ausência do país. remontava-se à religião dos deuses do Pai". porém. "O Temor [ou 'Parente Próximo' conforme Albright queria] de Isaque". por exemplo. Alt divide a totalidade. e. "The God of the Fathers". Martin IMoth. 6 7 8 Ibid . 82. Só que o entendimento israelita posterior quanto â terra prometida era muito diferente daquilo que os patriarcas entenderam. N. Mesmo assim. a maior preeminência nesta era. 6 Sendo assim. separado. atribuía a Jacó. Wiison (Garden City. 1968). Anderson (Englewood Cliffs. "Patriarchs. e concede aos patriarcas a primeira promessa e declara que a segunda é uma retroprojeção editorial de volta aos tempos patriarcais. 83-84. Von Rad9 concordou semelhantemente. sim. 1:168 e segs. e "O Poderoso de Jacó". 70. trad. 54-58. "O Escudo de Abraão". foram sincretisticamente criadas para o propósito imediato. B. A. págs. feita subseqüentemente à entrada de Israel na terra.60 Teologia do Antigo Testamento cional. a partir de experiências culturais ou imitações de outras religiões que cercavam a Israel. a promessa dupla era muito antiga. tinha um cumprimento imediato e direto enquanto se estabeleceram na terra." pág. A repetida alegação dos patriarcas que as promessas Albrecht Alt. Semelhantemente. havia as promessas destes deuses que invariavelmente se focalizavam em dois assuntos: o aumento da posteridade dos patriarcas e sua possessão da terra de Canaã. . trad. A History of Pentateuchaf Traditions.

porque o texto na sua atual forma canónica grita "não" a cada artifício desta natureza. reis. injustamente. as bênçãos-promessas foram endereçadas àqueles descendentes do presente e do futuro na linhagem inteira dos fiéis que tinham um indivíduo histórico representativo (e. Jacó) como sinal. em contradistinção. Daí concluirmos que a generosa palavra de Deus foi realizada na Sua "bênção" à humanidade em ambas as eras. 9:27. de modo contrário. conforme se alegava. sendo que é religioso ou bem antigo cronologicamente. daquilo que Deus faria no futuro imediato e distante. 7. 31:3). apenas servem para comprovar a confiabilidade geral desta ligação. também: um descendente. "Sede fecundos. Eram por demais semelhantes quanto à forma. 13:14. 15:17). que te tirei da terra do Egito". Abraão. revelações que geralmente começavam com 'amar YHWH ou wayyo ámer YHWH (Gn 12:1.g. Aqui. Uma fórmula semelhante existia em Gênesis 15:7: "Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus". todos os descendentes eram coletivamente incluídos na bênção e promessa* Todas as tentativas de dividir bênção-promessa desmascaram a artificialidade e subjetividade destes esquemas. a fórmula de auto-predição ou auto-revelação achada em Êxodo 20:2 (e cerca de 125 vezes no restante do AT): "Eu sou o SENHOR teu Deus. 18:13. eram individuais e imediatas. para serem independentes uma da outra. 12:2-3. 12:1-3. 9:1. raça. Alguns protestos dos estudiosos. etc. alguns acreditavam que até o apóstolo Paulo e o escritor ao Hebreus poderiam ser citados entre os que desvinculavam a unidade da lei e da promessa. Ao mesmo tempo. que estas bênçãos. Não é verdade. enquanto. por exemplo. A "Promessa" Patriarcal e a " L e i " Mosaica Ainda mais séria era a disjuntura que surgiu entre a lei e a promessa. As conexões. Peio contrário. tem de estar sob suspeita? . que os materiais patriarcais tinham recebido retro projeções de matéria tirada do mais grandioso momento de todos — o momento da formação da nação na libertação do Egito. era atribuído? A prioridade de Êxodo 2 0 2 ! Mas por que não o padrão oposto — mormente porque o texto alegava semelhante padrão? Um texto deve ser considerado inocente até que seja comprovado culpado? Ou devemos sempre supor que. Isaque. 35:11) e na Sua promessa e nas várias representações da salvação (Heiisschilderungen) em ambas as eras.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 61 foram dadas por revelações divinas. bênção para todas as nações. eram mais uma vez tão claras em vários pontos que suspeitava-se. outrossim. portanto. Oue tipo de dependência. no entanto. (Gn 3:15. mutiplicai-vos e enchei a terra" (Gn 1:28. ou penhor. as promessas eram corporativas e futuras na sua natureza. terra. conforme a alegação. se não duvidavam dos próprios fatos do texto do AT. Tomemos.

ao chamar Moisés. também estavam evidentes: Êxodo 1:7. o Deus de Abraão. houve densas trevas. . porque o SENHOR descera sobre ele em fogo. a tocha de fogo e o fogareiro de Gênesis 15 formaram paralelos com a fumaça. o povo cantou: Javé é a minha força e o meu cântico. por isso o exaltarei. 28:13. 3:13. as indicações de uma epifania divina e os aspectos de temor e medo que cercavam o recebimento da aliança por Abraão em Gênesis 15:17 foram mostradas para Israel quando a aliança foi entregue no Sinai em Êxodo 19:18. . e me livrou da espada de Faraó. ele é o Deus de meu pai. 14:23. Deus.Êxodo 19:18 Semelhantemente. A fumaça. o filho daquele. Isaque e Jacó (Êx 2:24. disse: Eu sou o Deus de teu pai. este é o meu Deus. 9 ressalta setuplamente (contando-se as expressões) o espantoso e rápido aumento . . Nm 10:29. 32:13. e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. é mencionado com a seguinte explicação acompanhando o seu nome: 0 Deus de meu pai foi a minha ajuda. 13:5. a frase patriarcal "o Deus do meu/teu pai" continuava para dentro da época mosaica. 8. Jetro. 33:1. 5. 15-16.Êxodo 15:2 E. Os outros elementos da "bênção" antiga. fornalha e fogo de Êxodo 19. O que Deus fez no Êxodo foi diretamente relacionado — aceitando-se aquilo que declara o cânon que temos — a um relembrar da parte de Deus da Sua aliança com Abraão. o Deus de Isaque. 8). posto o sol. e o Deus de Jacó. A promessa da terra tomou a primazia por um momento — Ele jurara que a daria aos pais (Êx 6:4. porque temeu olhar para Deus. Moisés escondeu o rosto. — Gênesis 15:17 Todo o monte Sinai fumegava.62 Teologia do Antigo Testamento Semelhantemente. 11. antes de Moisés se encontrar com seu sogro. porém.Êxodo 18:4 É só comparar as mesmas fórmulas em Gênesis 26:24. 4:5. 6:3. ele me foi por salvação. 11:12. — Êxodo 3:6 Quando Israel foi libertado de Faraó. Os textos declaram: E sucedeu que. e 32:10. e eis um fogareiro fumegante. Eliezer. a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha. 32:11). portanto eu o louvarei.

11 trad. 13 Como conseqüência. assim argumentou J. Dessa forma. o coração do Pentateuco. De fato. havia o "primogênito". é que o assim chamado Javista ousou vincular a lei e o evangelho. The Problem of the Hexateuch and Other Essaysé Dicksen (Nova Iorque: McGraw-Hill Co. exigências e obrigações. portanto.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 63 dos israelitas para o maior desgosto dos egípcios. E. Aquele era o contraste que perturbava. o escritor de Êxodo viu o cumprimento de partes da promessa antiga de bênção dada aos patriarcas. e a uma história separada.W. 3 Josué 24:25 se refere a estatutos. Gerhard von Rad 11 indicava o credo de Deuteronômio 26:5-9 — e credos semelhantes. Sinai. Além disto. em Êxodo 4:22. Como poderia haver relacionamento no conteúdo das alianças? Num estudo bem-recebido da estrutura literária do Hexateuco. durante o Exílio. Thompson. A. que também continuava o tema da "descendência". Huffmon. porém. se o contexto total de duas das passagens de credo fosse considerado (para não falar do contexto total de Deuteronômio 26). Era a natureza dos materiais em ambas as alianças. no entanto. Von Rad tirou a conclusão.12 Mais significativa de tudo era a clara associação do Êxodo com o Sinai em Êxodo 19:3-8 e 20:2-17. e juramentos de aceitação (w. enquanto os materiais em Gênesis pareciam refletir os dons da bênção e da promessa. que os eventos do Sinai pertenciam a uma tradição que — por antiga que pudesse ter sido — era separada. o Sinai não pode ser cortado da história ou teologia do Êxodo ou da promessa. elas. vinculariam a libertação do Egito com um apelo rio sentido de se aceitar as exigências da aliança sinaítica — Josué 24 e 1 Samuel 12. 16. à opressão no Egito.. " f i l h o " de Deus. Catholic Biblical Quarterly 27 (1965): 102-3. Senão. de fato. o Sinai seria uma lenda cúltica de historicidade duvidosa e uma intrusão que separava os materiais de Cades em Êxodo 17 da sua continuação em Números 10. também. Somente mais tarde. Gerhard von Rad. 22. fortes vozes de dissidência. 21). "The Exodus. págs. O aspecto mais marcante é que os eventos do Sinai. direitos. 11 Ver o resumo destes pontos de vista em Herbert B. não era o problema que perturbava a maioria dos teólogos. 1-26. Sinai impôs mandamentos. e testemunhas (vv. A aliança não tinha sido esquecida.27). que não tinha vínculos com o Êxodo ou com a experiência no deserto. 1966). and the 1Credo". "The Cultic Credo and The Sinai Tradition". tais como Josué 24:16-18 — com sua confissão restringida aos começos patriarcais.T. A continuidade da própria narrativa. Houve. 7776 Reformed Theological Review 27 (1968): 53-64. notas 6-10. . à libertação do Egito e às peregrinações no deserto e à entrada em Canaã como o coração dos seis primeiros livros do cânon. não são incluídos no credo.

se a promessa era uma dádiva da parte de Deus. as exigências de Êxodo 20 — Números 10 com as bênçãos das promessas de eras anteriores? Talvez a melhor maneira de fazer uma abordagem seja através de anotar. A forma do mandamento veio tanto como imperativo quanto como proibição. quando perguntou.14 a lista em Gênesis seria como segue: 12:1 13:14 15:1 15:9 17:1 22:2 26:2 26:24 31:3 35:11 "Sai da tua terra" "Ergue os olhos e olha" "Não temas" 'Toma-me uma novilha" "Anda na minha presença. a obediência não era uma condição da aliança. Como integrar. . os meus estatutos e as minhas leis". 24:3. teu único filho t P . obedeceu". porque Abraão obedeceu â minha palavra. Moisés também expressou isto. os meus preceitos. "Theology of Promise in the Patriarchal Narratives".64 Teologia do Antigo Testamento O problema. Mesmo assim. faremos" <Êx 19:8. 119). Aqui. Sinai era uma implicação e uma resposta natural à graça de Deus manifestada na promessa.) A resposta de Israel foi repetida três vezes: "Tudo que o SENHOR falou. Indian Journal of Theology 23 (1974): 121. o Senhor respondeu: 14 P. A fé tinha de ser juntada às obras para demonstrar sua eficácia e autenticidade. 7). no entanto. e guardou os meus mandamentos. Premsagar. que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho?" (Dt 4:7-8. Premsagar. o dever da obediência foi especialmente ressaltado em Gênesis 22:18 e 26:5: "Porque obedeceste á minha v o z . . Foi assim que Hebreus 11:8 expressou o assunto: "Pela fé. e sê perfeito" "Toma teu filho. especialmente na representação da salvação nos próprios eventos do Êxodo. na era patriarcal. o mandamento precedia a promessa e a bênção. . a conexão entre o mandamento. a lei também era assim considerada. Ao invés de repreender o povo por "temerariamente" ter aceitado condições tão ásperas quando promessas e bênçãos já estavam disponíveis. a promessa.V. no entanto. e a bênção. ainda permanecia. Para Abraão. se era para integrar. Os salmistas celebraram este ponto de vista {SI 1:2. Abraão . 19:7-11. . Também deve-se afirmar que. Segundo P. . V. e vai-te" "Não desças ao Egito. 40:8. retoricamente: 'JQue grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o Senhor nosso Deus?" ou Que grande nação há. e multiplica-te". Fica na terra que eu te disser" "Nao temas" "Torr)a á terra dos teus pais" "Sê fecundo.

e (4) 0 contexto para toda e qualquer exigência da lei era o ambiente da graça: "Eu sou o Senhor vosso Deus que vos trouxe da terra do Egito" — Este é um evento de que até o patriarca Abraão tinha vaga consciência. através do perdão e da expiação pelo pecado. 29:45. Lv 11:45. 28:21. et aL . dando-lhes significado continuado na administração de Davi. a promessa não se opunha à lei de Deus pelas seguintes razões: (1) Tanto a promessa como a lei foram outorgadas pelo mesmo Deus que faz alianças. Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem. e o plantarei" (Gn 15:18. dizendo que se trata de um detalhe harmonizador projetado para trás para facilitar a transição. ó SENHOR. alguns desconsideram isto. e tu. O "Deuteronomismo" Pré-Monárquico e a "Promessa'' Davídica O texto central para o período davídico é 2 Samuel 7. para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre! . . 26:12. Êx 6:7. 29:12-13. te fizeste o seu Deus" (Gn 17:7-8. 44. Alguns destes aspectos em 2 Samuel 7 eram: 9: 10: 12: 14: 23-24: "Farei grande o teu nome" (Gn 12:2 et aL) "Prepararei lugar para o meu povo. achada não somente na literatura profética como também noutros lugares. conforme se vê em Gênesis 15:13-14: "A tua posteridade será peregrina em terra alheia. Dt 11:24.. para Israel. 45. . Ao invés de entrar como uma interrupção totalmente nova na história da revelação.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 65 Em tudo falaram eles bem.duas partes da fórmula tríplice). mas o texto deve permanecer inocente até que sua culpa seja comprovada por critérios melhores do que a imposição subjetiva de julgamentos de valores. e será reduzida à escravidão. Tais objeções. e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos. 25:38. e depois sairão com grandes riquezas". Nm 15:41. meramente comprovam que a pedra de tropeço. continua a ser a reivindicação bíblica de poder predizer certos eventos antes de acontecerem. 19) "Ele me será por filho" {Êx 4:22) "Estabeleceste a teu povo Israel por teu povo para sempre. 22:33. 25} "Farei levantar depois de ti o teu descendente" {Gn 17:7-10. e será afligida por quatrocentos anos. (2) Longe de ser um código legalístico ou um meio hipotético de merecer a salvação. longe de oferecerem provas.Deuteronômio 5:28-29 Finalmente. Dt 4:20. Naturalmente. (3) A mesma lei que exigia um padrão de vida santo e igual ao caráter do próprio Deus. também tinha provisões para cobrir as faltas sob aquela lei. a lei foi um meio de se manter comunhão com Deus — não a base de estabelecer esta comunhão. cuidadosamente repete as antigas afirmações feitas na promessa e no Sinai.

Sugeriu que havia originalmente dois blocos separados de tradição que 15 Martin Noth. alegando que era "notavelmente livre de acréscimos deutero no místicos".g. ó Deus. como Israel gente única na terra? a que tu. que a bênção davídica de 2 Samuel 7 se encaixa — se de algum modo se encaixa — na teologia do "historiador deuteronomista"? O tipo de útero no mista de materiais usualmente incluía injunções com respeito a "guardar" os "estatutos. 1 Samuel 12. Juízes. Josué. trecho ao qual foi acrescentado Deuteronômio 1-4 como introdução posterior. e juízos" de Deus. Eerdmans. Samuel e Reis. e. 16 . 16 A estrutura desta história unificada respirava as esperanças e ameaças de Deuteronômio. Emergiu especialmente nos comentários editoriais com respeito aos acontecimentos e personagens históricos selecionados ou em discursos bem colocados pelos atores principais naquela história: Josué 1:11-15. Regnery Co. 86. "com todo o teu coração e toda a tua alma". Como é. Ubertieferungs geschichtüche Studien !.66 Teologia do Antigo Testamento Mesmo o peculiar verbo hebraico no plural em 2 Samuel 7:23 foi uma alusão clara à pergunta idêntica em Deuteronômio 4:7-8: "Quem há como o teu povo. A maioria dos estudiosos bíblicos agora concorda com a conclusão formulada em 1943 por Martin Noth: 1 5 Os I ivros de Deuteronômio. 1943). pág. agora é corretamente defendida na base de semelhanças marcantes quanto à forma. e. 1 7 Efe introduziu aquilo que poderia ter-se alargado em outro abismo. os tratados dos heteus. 17 Gerhard von Rad. 1 Reis 8:14-61. Treaty of the Great King (Grand Rapids.. a colonização da terra. Até von Rad tendia a tratar a história de Davi de modo separado. cf. Surpreendentemente.g. porque não terá efeito negativo sobre nossas pesquisas teológicas aqui. os juízes. porém.C. mas deixamos às introduções ao AT solucionar esta questão. Noth não selecionou 2 Samuel 7 como articulação primária de pensamento deuteronômico. a monarquia e a monarquia dividida era Deuteronômio 5-30. Muitas vezes o escritor interpunha sua própria avaliação quando não tinha disponívef um discurso para resumir a teologia dos tempos. (1953). e 2 Rs 17:7-23. 1963). Josué 23. Meredith Kline. Josué 12. dão evidência de um desígnio surpreendentemente unificado. andando "nos caminhos de Javé" e fazendo "aquilo que é reto aos olhos de Javé". entre Deuteronômio e tratados com vassalos feitos no segundo milênio. do AT. Juízes 2:11-23. a aliança davídica tendia a absorver as promessas mais antigas feitas a Israel. Studies in Deuteronomy (Chicago: H. mandamentos. Duvida-se que a obra deuteronomista inteira represente o tempo do Exílio. den Geschichtswerke im Aiten Testamento A unidade de Deuteronômio como uma obra do segundo milênio a. 0 padrão ou norma para julgar a história de Israel durante a conquista. foste resgatar?" Assim. Die samme Inden und bearbeiten- (Tubingen: Max Niemeyer Verlag.

"Second Samuel 7 and the Structure of the Deuteronomic. Somente a atribuição da centralidade de 2 Samuel 7 precisa ser acrescentada a este refinamento do ponto de vista de Noth. há a clara identificação dos temas Sião/Davi e as matérias tipo Sinai/Moisés tanto em Deuteronômio como na seqüência Josué-Reis por Ernest W. 78. 2 Sm 7) e seis passagens subseqüentes mostravam como ou funcionavam ou fracassavam {havendo duas passagens para acompanharem cada um dos três padrões programáticos): (Js 1. A obrigação de Davi e de todos os reis de seguirem a "lei de Moisés" (1 Rs 2:1 e segs. 12. pâgs. 1 Sm 12. e 1 Rs 8. gostaríamos apenas de inverter a ordem do fluxo de influência: ia de Deuteronômio para Davi e nao conforme a tese oposta desenvolvida por efe. 2 0 Von Rad.20 arrependimento. McCarthy 19 adequadamente demonstrou que 2 Samuel 7 funcionou de fato com outro dos momentos-chave na história de Israel conforme se reflete teologicamente em Deuteronâmio até Reis. e tem a prioridade até que seja achada evidência substancial ao contrário. Teologia. Estes temas podem ser tabulados conforme se segue: 1. Nossa razão é clara: o formato canónico da mensagem assim exige. Deuteronômio fez mais do que meramente suprir a norma para a história. inclusive. The Vitality of Old Testament Traditions. Dennis J. Para acrescentar a esta continuidade. Dennis J. Nicholsoa 2 2 Ao repetir a evidência de Nicholson. 1:334 e segs. ig 18 V o n Rad.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 67 somente na sua incorporação nestes livros foram trabalhados num tipo de fusão: a tradição Sinai/Moisés e a tradição Monte Sião/Davi. pèg. Cremos que cada uma das ênfases separadas desta história — seja de cumprimento de palavra. 107-118.. Studies. 83-100. History". 197 5). McCarthy. Nicholson. 2 Rs 17). marcou um padrão para relacionamentos literários subseqüentes.W. Hans Walter Wolff. conforme o ponto de vista dele. Js 23. Conforme a análise excelente de McCarthy. 21 12 Ernest W. Journal of Biblical Literature 84 (1965): 131-38. pégs. . 21 e observância dos mandamentos e estatutos do Senhor como sendo a chave à longa vida na terra — pode ser harmonizada na promessa única.9:4. 5). co-au tores: Walter Brueggeman e H. Jz 2. 1967). Teologia 1:339-40. "The Kerygma of the Deuteronomic Historical Work". Wolff (Atlanta: Knox Press. Deuteronomy and Tradition (Philadelphia: Fortress Press. três passagens-chave esquematicamente apresentavam declarações programáticas (Dt 31.1 8 Nenhuma destas duas cunhas refletia precisamente o balanço de enfoque desta seção.

1 Samuel 12. 18}. 23. 2 Rs 21:7. 2 Rs 10:10. cf. Eliseu) que falaram a infalível palavra do Senhor mas também ensinaram Israel e Judá a "guardar os meus mandamentos e os meus estatutos. De fato. nos discursos-chave de Josué 1 . Elias. poderia determinar isto. portanto. mas. É claro que tanto a lei quanto a promessa foram incluídas nesta história. Aías o silonita. 5. 14:21. 2 3 Ver os resumos excelentes de Carl Graesser. "The Message of the Deuteronomic Historian". 1 2 . O constante surgimento de profetas (e. Dt 12). somente a própria vida deles. cf. Dt 17:17. A importância da "teologia do nome" ("Farei meu nome habitar ali") para a significância de Jerusalém (1 Rs 8:29. Dt 12). 36. segundo toda a lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos os profetas" (2 Rs 17:13). conforme já acontecera em Deuteronômio 17:18-19. 2 Rs 21:7. um elemento de condicionalidade foi levantado mesmo em 2 Samuel 7:11-16 e 1 Reis 2:4. O constante reconhecimento de Jerusalém como sendo o " lugar que Javé escolheu" (1 Rs 8:16. cf.68 Teologia do Antigo Testamento 2. Natã. e à dádiva da terra prometida (1 Rs 8:16. O "descanso" prometido em Deuteronômio e Josué e a parte que Davi teve na sua contribuição àquele descanso (Js 21:43-45. Jeú filho de Hanani. 34. 4. O apelo freqüente feito pelos reis davídicos à eleição de Israel. Tiveram sua origem no ambiente dos grandes discursos mosaicos de Deuteronômio. 23:27. e a linhagem davídica através da qual a promessa haveria de vir era garantida. 6. Juízes. 48. 23:14. Dt 13:1-5 ou 18:15 e segs. 53.). Dt 12:8-11). 3. Concordia Theological Monthly 39 (1968): 542-51. 11:13. que não havia nem anomalia nem divergência de teologia nas narrativas davídicas e históricas dos livros proféticos anteriores de Josué. cf. de fé e obediência. Jr. 1 Rs 5:4.g. Concluímos. ao Êxodo. continuavam. quanto a ser Davi e seus filhos apenas transmissores ou também participantes pessoais nestes benefícios conforme foram realizados nos tempos deles. Juízes 2. conforme Noth e outros indicaram. A confiança de que a palavra de Javé não "falharia" Us 21:45. 32. cf. 23:27. Samuel e Reis. 23 . A promessa era de fato segura. isto não era tão certo. 20-21. e atingiram um ponto alto em 2 Samuel 7 e suas respostas em 1 Reis 8 e 2 Reis 17. 11. 44. A esta lista acrescentaríamos o que é o mais significante de tudo: 7. 2 Sm 7:1. 14:21.

era d Ele o repartir com todos aqueles que entravam em relacionamento especial com Ele. O que se diz. que a chave já surgiu em Gênesis 22:12 como a atitude de uma vida de fé na pessoa de Abraão: "temia a Deus".. 19:23. 31:12-13. 8:13. seus padrões de significado. 2:3). A plenitude da vida. do relacionamento entre a sabedoria e a teologia que a segue na era dos profetas escritores? Se o tema do temor ao Senhor começou na teologia patriarcal e continuou até aos tempos mosaicos. 5:6. conforme se diz hoje. não obstante. 10:17. termos ou fórmulas que formassem vínculos com a teologia antecedente ou subseqüente de Israel que a maioria dos teólogos não tem esperança de unificá-la a qualquer tempo no restante da teologia do AT. 32. 29. 5:26. 20. O temor do Senhor também era vinculado com a aquisição da sabedoria {Pv 1:7. 22:4) assim como a lei mosaica produzia. Este temor sadio prolongava a vida e produzia a plenitude da vida {Pv 10:27. 15:33). 24. e seu significado eram então realizados (Ec 3:11. 14:23. L e. de comer. 8-9. 2:5. a conexão a mais intransigente de todas é aquela entre a teologia sapiencial e o restante da teologia do Antigo Testamento. o mesmo fruto. porém.13). Cremos. ou.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 69 A "Teologia da Criação" Sapiencial e a "Promessa" Profética Segundo alguns. 13:12. 15:24). 14:27. Num livro sapiencial. o homem permanecia em falência. Deuteronômio 4:10. 15:4). vida (Lv 18:5). e agora Ele daria uma participação naquela mesma sabedoria a todos aqueles que o temiam. sua integração de fé. fora através da sabedoria que criara o mundo (Pv 3:19-20. a partir da fé. a capacidade de ter prazer nas atividades. pois. 12. 10:12. 5:7. da parte do Deus que criou o mundo. Assim. Levítico 19:14. beber e ganhar a vida. Tal era também o estilo do viver manifestado em José (Gn 42:18). 25:17. £ tão altamente individualista e com tão poucos conceitos. 17:19. "o temor do SENHOR" rapidamente assumiu a posição de lema: "O temor do SENHOR é o princípio (rê^H) do saber. 8:6. conhecimento e ações. era providenciado um "caminho". mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino" (Pv 1:7). Jó {1:1. um estilo de vida. 13:14. 8:12. Somente com tal compromisso alguém poderia receber. 14. 20:20. Sendo que a sabedoria era uma característica de Deus. De fato. Temer a Deus era "desviar-se do mal". Senão. sem conseguir fazer com que tudo "se enquadrasse". 11:30. 8:22-31). Veio a ser uma verdadeira "árvore de vida" (Pv 3:18. através desta atitude de reverência e confiança {Pv 2:19. Anunciado positivamente. o temer ao Senhor era voltar-se para Deus numa vida de fé e confiança. que de outra forma seriam mundanas.13. 13:4. será que continuou . 6:2. A expressão "temer ao Senhor Deus" continuou em Êxodo 14:31. e nas parteiras dos hebreus no cativeiro egípcio (Êx 1:15-21). 28:58.

24 e tinha um sabor tão fortemente profético que alguns estudiosos. a seqüência de causa e efeito (3:3-8). continuou! Supriu tantos dos conceitos empregados por alguns dos profetas. também pertencia ao caráter de Deus e teve sua origem no temor a Ele. também Jr 31:29-30). 1955). 32:33. 17:23. sem justificativa suficiente. . págs. deram ao conceito da sabedoria edo temor ao Senhor uma etiqueta de reinterpretação profética da sabedoria. e por quatro" {Amós 1:3. pai de Davi. nota 24.2 6 0 lugar onde a doutrina da promessa seguida pelos profetas e a da sapiência se vincularam mais diretamente.25 Muitas das técnicas. 143-149. 348. "fortaleza" (tfbürâh). 16 Para estes e outros exemplos. Sendo assim. 1970). Novum Testamentum 16 (1974): 207. 7:28. 21 . o Espírito de conselho e de fortaleza. Jr 2:30. Crenshaw. Von Roon. interpretation 26 (1972): 144. 35:13). Noth e D. "conselho" fèsâh). Proverbs (Philadelphia: Westminster Press. Zeitschrift für die alttestamentliche Wissenschaft 79 <1967): 42-57. "o Espírito de sabedoria e de entendimento. ver J. "The Influence of the Wise upon Amos: The Doxologies of Amos and 5:9-16. 11.). "Wisdom in the Old Testament Prophets". 212. foi na predição acerca do sétuplo espírito de Emanuel em Isaías 11:1-2. 6. o emprego por Isaías da alegoria da vinha {Is 5). este "Renovo" fnêser) teria. Tyndate Bulletin 17David A. 6:1).L. 5:3. Wisdom in Israel and in the Ancient Near Eastt M. e a parábola do lavrador (28:23-29). os oráculos dos ais (5:18. Brill. Wínton Thomas. 202-3. Também Norman Habel. EJ. "The Wisdom Movement and Esta conexão é sugerida por A. 27 Este "Rebento" (hòter) da "raiz" igeza*} de Jessé. 9. "The Relation Between Christ and the Wisdom of God According to Paul". Os reis e soberanos precisavam deta para reger um povo ou uma cidade (Pv 8:14-16). A sabedoria. porém. 13 et al.. pág. Lindblom. 16 e 20. "The Symbolism of Wisdom in Proverbs 1-9". o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR". Já em 2 Samuel 14. e a ênfase que Ezequiel deu â punição individual (Ez 18:1 e segs. (Leiden:Covenant Faith". 9:5-10". págs. is J. quando Isaías {Is 11:1-10) profetizou que o governo futuro de um descendente davídico possuiria esta virtude política de "sabedoria" (hokmâh) juntamente com os demais temas sapienciais de "entendimento" (bínâh). imagens ou padrões dos profetas eram comuns entre os sábios: o padrão x + 1 de Amós: "por três . eds. porém. "conhecimento" 24 Job William McKane. Israel's (1966): Hubbard.70 Teologia do Antigo Testamento ainda atém? De fato. 8-1G.. as perguntas retóricas baseadas em fenômenos naturais (6:12). o emprego por Jeremias da frase "aceitar a disciplina" { musãr . a sabedoria era apresentada como virtude política.

ou refrão repetido que forma a base de uma seção inteira. uma bênção de alcance mundial. Esta categoria foi suficiente para abranger uma grande variedade de livros. um descanso. e o "temor do Senhor" (yir'at YHWH) — "Ele se deleita no temor do Senhor" — a conexão é mais do que acidental. portanto. a massa de dados não é nem intratável nem impossível. uma terra. O AT possui sua própria unidade interna canónica que vincula as várias ênfases e temas longitudinais. Tudo isto. as Escrituras apresentam sua própria chave de organização. portanto. Além disto. porém. pronunciamento. uma dinastia. Havia. havia. Não se trata de uma unidade interior oculta. uma única teologia com um plano deliberado de Deus. poderia ser abrangido sob a única bênção compreensiva chamada a promessa. Muitas vezes a vinculação era feita num discurso-chave. itens novos associados com referências familiares à repetição da bênção e promessa de um descendente. e um Deus que havitava com Seu povo. Produz. um rei. . Está aberta e pronta para todos verem: é a Promessa de Deus. A despeito de um coro quase universal ao contrário. no entanto. É deliberada! Concluímos. itens importantes de continuidade. de fato. que é possível discernir a atuação dos próprios escritores bíblicos em fazerem as conexões entre os vários blocos de material e seções da história de Israel. temas e conceitos bíblicos.As Conexões Através das Épocas Históricas de Temas Emergentes 71 (da *at}.

A marca específica de Gênesis 1-11 acha-se nas "bênçãos" no Éden, para Noé e para Abraão, A promessa de Deus, no sentido de abençoar todos os seres criados, sendo anunciada no início da narrativa pré-patriareal (1:22, 28), em pontos estratégicos no decurso da sua narrativa (5:2; 9:1), e na sua conclusão (12:1-3), firmam-se o tema, a unidade e os perímetros da teologia de Gênesis 1-11. Infelizmente, este bloco de materiais bíblicos raramente tem sido tratado de acordo com a sua contribuição unificada à teologia. Por demais freqüentemente, os teólogos restringiram a sua atenção, conforme observou Claus Westermann,1 à discussão da Criação, da Queda, e do pecado individual do homem diante de Deus. No entanto, a forma canónica da mensagem conforme a temos em Gênesis 1-11 exige do intérprete muito mais do que estes escassos resultados. Na Queda, o homem é colocado diante de Deus, mas também está localizado numa sociedade e no estado, conforme capítulos 4 e 6. Além disto, o homem recebeu muito mais do que a sua vida e sucessivas maldições. 0 padrão dos eventos em todos os onze capítulos está por demais estreitamente entrelaçado para ser deixado ao lado pelo exegeta ou teólogo. Quanto à es-

1

Claus Westermann, Creation, trad. J J . Scullion (Philadelphia: Fortress Press, 1974},

págs. 17-31. Sua análise de Gênesis 1-11 concorda em vários pontos com conclusões que já tínhamos tirado independentemente.

74

Teologia do Antigo

Testamento

trutura, exibem a justaposição da dádiva divina da bênção com a revolta do homem. A palavra divina de bênção é o ponto inicial de todo tipo de aumento e de domínio legítimo; segue após a tragédia central da seção — o Dilúvio — e termina a seção com a bênção do próprio evangelho. A revolta do homem, do outro lado, se evidencia primariamente nas três catástrofes que são: a Queda, o Dilúvio, e a destruição da torre de Babel. Aqui, também, a palavra divina está presente; só que se trata de uma palavra de julgamento e não de bênção. Nem sequer este ritmo tríplice de bênção e maldição, de esperança e condenação, esgotou a estrutura básica e a teologia do texto na sua totalidade. 0 alvo de Deus para a história, embora fosse marcado pelas intervenções da Sua palavra em conjunturas criticamente importantes, recebeu a oposição da continuada rejeição destas bênçãos divinas nas áreas da família {4:1-16), realizações culturais {vv. 17-24), uma doutrina do trabalho (2:15), o desenvolvimento da raça humana (5; 10; 11:10-32), e do estado {6:1-6). A linha dupla do fracasso do homem e da palavra especial da parte de Deus, oferecendo graça ou bênçãos, pode ser representada como segue:
O Fracasso do Homem A Bênção da Parte de Deus

1. A Queda (Gn 3) 2. O Dilúvio {Gn 6-8) 3. A Dispersão (Gn 11)

a. A Promessa de uma Semente {Gn 3:15) b. A Promessa de que Deus habitaria nas tendas de Sem (Gn 9:25-27) c. A Promessa de bênçãos em escala mundial {Gn 12:1-3)

A Palavra da Criação
Assim, porém, como começou a teologia dèsta seção, assim também começou o mundo — através da palavra divina de um Deus pessoal que Se comunica. Dez vezes, o texto reitera esta declaração introdutória: "E disse Deus" (Gn 1:3, 6, 9,11, 14, 20, 24, 26, 29; 2:18). A criação, portanto, é, segundo a descrição, o resultado da palavra dinâmica de Deus» Conclamar o mundo em resposta direta à Sua palavra era agir como Jesus agia quando, em resposta à Sua palavra, homens eram curados. O centurião disse: "Apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado" {Mt 8:8). Assim também aqui, a palavra foi dita, e o mundo veio a existir. Esta afirmação teológica aparece mais tarde, nos Salmos: "Os céus por sua palavra se fizeram, e pelo sopro de sua boca o exército deles Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir." - Salmo 33:6, 9.

Prol ego menos à Promessa: A Era Pré-Pa triarca!

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Não se pode determinar pelo texto se causas secundárias também foram colocadas em opção a fim de levarem a efeito o resultado. Cada vez que parece que o texto daria a entender uma criação mediária {í. e., onde as matérias existentes ou as forças da natureza possam ser autorizadas ou equipadas por Deus para fazerem a obra de levarem a efeito a ordem criativa — sendo que os três exemplos são: "Produza a terra" [Gn 1:11 ]; "Povoem-se as águas" [v. 20]; "Produza a terra" [v. 24]), o versículo seguinte, em dois dos três casos (vv. 21, 25) atribui as mesmas coisas, que pareciam ser autorizadas a levar a efeito a nova obra, diretamente a Deus. Somente Gênesis 1:11 pode ser uma exceção à representação da obra de Deus como sendo criacão imediata, uma vez que o versículo 12 continua na mesma maneira de falar. No sntanto, pode ser que não passasse mesmo de modo de falar: um modo de ressaltar o recipiente (a terra ou as águas) dos benefícios da parte de Deus que foram surgindo. De modo geral, porém, o método da criação era tão claro como a sua fonte: era Deus que criava, e Ele o fazia através da Sua palavra. A criação através da palavra, no entanto, enfatizava alguma coisa mais do que o método. Ressaltava, outrossim, que a criação estava de acordo com o conhecimento prévio que Deus tinha do mundo, pois falou aquilo que já havia pensado e planejado. Semelhantemente, seu desígnio proposital e a função predeterminada de todas as coisas era sublinhado, uma vez que Ele freqüentemente dava nome àquilo que criou. Assim sendo, a essência e o próposito da Sua criação eram esboçados desde o seu início- E se Ele dava nome a estas coisas, então Ele era possuidor delas, porque a pessoa somente dá nome àquilo que possui ou sobre o qual recebe jurisdição, Muitas vezes, o debate quanto ao período de tempo levado peia criação consome mais tempo e energia do que necessário. A teologia em geral não tem interesse neste debate. No entanto, a decisão com respeito a Gênesis 1 e 2 como relatório de um início absoluto ou um início relativo é de preocupação central na teologia. Recentemente, muitas traduções modernas têm preferido uma construção tipo "quando . . . então" para Gênesis 1:1-3: "Quando Deus criou . . . a terra estando sem forma ., . então Deus disse". Embora seja possível tal construção, na base da gramática, há argumentos fortes contra esta análise. Tanto a pontuação hebraica massorética como as transIiterações gregas do texto hebraico em letras gregas, mostram de modo convincente que havia uma história de interpretação bem respeitável que entendia a primeira palavra, b ereshit, como substantivo absoluto, "no princípio", e não como um substantivo hebraico construto, "ao início da criação". 2 Portanto, Gênesis 1:1 2

Ver, para apoio e argumentos adicionais, E, J+ Young, Studies in Genesis (Nutley, N. J.:

Presbyterian and Reformed Publishing House, 1964), págs. 1-14. Ver também o artigo excelente por Gerhard F. Hasel, "Recent Translation of Genesis 1:1: A Critical L o o k " , The Bible Translator 22 (1971): 154-67.

76

Teologia do Antigo

Testamento

se compromete à doutrina do início absoluto de todas as coisas ("os céus e a terra") fora de Deus. O emprego do verbo barã' "criar" ( G n l ;1, 21, 27; 2:3-4; 5:1 -2; 6:7), não parece tão determinativo de um início absoluto como alguns esperam que deva ser- Embora o verbo seja de fato restringido, quanto ao seu emprego, a Deus como seu único sujeito, e nunca se empregue com qualquer agência material, e seja traduzido pelo verbo grego mais forte para criar (ktizò) na LXX, mesmo assim, aparece na narrativa da criação como expressão paralela de duas outras palavras: 'ãsâh, "fazer" (Gn 1:26-27; cf. também seu uso paralelo em Is 41:20; 45:18, posteriormente) e
yãsar, "formar, moldar" (Gn 2:7; cf. seu emprego posterior em Is 43:1; 45:18;

Amós 4:13). Em Isaías 45:18, todos os três verbos surgem em paralelismo, desta forma desautorizando qualquer distinção importante entre eles: Porque assim diz o SENHOR, que criou fbãrã') os céus, o único Deus, que formou (yãsar) a terra,
que a fez fãsah)

e a estabeleceu {kün);

que não a criou (bãra') para ser um caos, mas a formou (yãsar) para ser habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro. Sem dúvida alguma, "criar" realmente aparece no início da ordem da criação (Gn 1:1), com a primeira existência da vida (v. 21) e com a indicação de que o homem foi feito à imagem de Deus (v* 27). Isto, porém, não pode ser usado para apoiar o ponto de vista insustentável de uma evolução mecanística, com três interrupções divinas, por assim dizer, na criação da matéria, na criação da vida e na criação da imago Dei, A evidência supra, do emprego paralelo dos verbos de criação já o refuta. Concluímos, portanto, que Deus iniciou o processo da criação a partir de nada mais do que a Sua própria palavra. Declarações mais detalhadas terão de esperar até que Hebreus 11:3 declare uma doutrina de ex nihüo, "do nada", em termos definitivos. Os "dias" da criação chegam ao seu auge na criação do homem eda mulher. Estes eram o interesse principal do nosso escritor. Isto porque, em estilo típico que se observa em toda a obra do Gênesis, traçou rapidamente o quadro inteiro, dando conta dos detalhes que tinham apenas interesse passageiro antes de tratar pormenorizadamente com o assunto ou pessoas com que mais se preocupava. Adão e Eva foram feitos no sexto dia, mas a duração daquele "dia" fyôm) e os pormenores de

Prolegômenos à Promessa; A Era Pré-Patriarca!

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como foram criados se explicam em Gênesis 2:4 e segs. Até esta altura, o leitor fica conhecendo a elasticidade do autor no seu emprego da palavra "dia": tem o mesmo alcance de significados diferentes que se conhece no português moderno. É igual à luz do dia (1:5}; nossos dias civis que formam o ano (v, 14); e a extensão total da criação, ou, como diríamos, o dia da onça (2:4). O sexto período de tempo da criação deve ter durado mais do que vinte e quatro horas, porque Adão tornou-se carente de companhia (Gn 2:20), Por certo, isto levou mais do que uma única tarde de pensamento ocioso! Além disto, foi-se ocupando com a tarefa de dar nomes aos animais quando sua solidão começava a aumentar. Finalmente, Deus criou uma mulher, e ainda era o sexto "dia". Mormente através da influência de Agostinho, a igreja primitiva - continuando até meados do século dezenove — tinha o ponto de vista majoritário de que tinha havido três "dias" da criação até que fosse criado o tipo de dia que há no calendário, no quarto dia (Gn 1 ;14). Sendo assim, o emprego da palavra que aqui propomos não é uma projeção para trás, feita modernamente, para um texto antiquado que precisava ser libertado de embaraços. Era o ensino claro do próprio texto. Alguns dos pormenores daquilo que se seguiu após a palavra divina citada em Gênesis 1:26' agora são preenchidos em 2:4 e segs„ Adão não ficou "vivo" (nepeí hayyâh, literalmente, porém inexatamente: "alma viva") até que Deus tomou um pouco do pó da terra, deu-lhe forma e soprou nele o fôlego da vida. Sem dúvida, há expressões antropomórficas aqui, mas todas elas são figuras da atividade direta de Deus. A vitalidade do homem era uma dádiva direta da parte de Deus, porque antes disto não era "vivo" — pelo menos isto se sabe! Eva também foi "edificada" fbãnâh} por Deus, mas de maneira tal que foi assegurada a sua proximidade de Adão. Ela tinha de ser "osso dos (seus) ossos e carne da (sua) carne" (Gn 2:23), Juntamente originaram-se da mão de Deus. O homem estava tão vinculado à terra que, assim como se alterou a sua sorte, assim também passou a ser a sorte da natureza; e a mulher era semelhantemente vinculada ao homem, porquanto "do varão foi tomada". Ambos, porém, participavam em pé de igualdade na dá vida mais sublime já dada a qualquer das ordens da criação: a imagem de Deus. Homem e mulher participavam da mesma maneira, e em pé de igualdade, desta marca mais sublime já colo*

cada na criação. E somente mais tarde, em termos do NT, que o conteúdo desta imagem ficará mais claro em termos de definições (e.g., conhecimento, Cl 3:10; retidão e santidade, Ef 4:24). No registro em Gênesis, o conteúdo exato desta imagem é menos específico. Vemos que são expressos em conceitos tais como a possibilidade da comunhão e comunicação com Deus, o exercício de domínio e liderança responsáveis sobre a criação que pertence a Deus, e o fato de que, de algum modo que ain•

(2) o "está consumado" de Salmo 22:31. e a Ele. João 19:30 (a divisão entre a redenção prometida e a redenção levada a efeito). . fez divisão entre a Sua obra de criação e toda a obra subseqüente (geralmente chamada providência). mas o homem tinha de ser proveitoso para Deus! Mais uma vez. Naturalmente.78 Teologia do Antigo Testamento da não foi especificado. O homem não tinha de ser um tirano e uma lei para si mesmo. Deus é o protótipo do qual o homem e a mulher são meras cópias.A Study in Terminology". multiplicai-vos e enchei as águas dos mares. Assim. a história recebe um dos três marcadores de tempo divino que se acham na revelação: (1) o Sábado. "estátua ou cópia lavrada ou trabalhada") e fac-símiles (cfímüt. portanto. e. veio a palavra divina de bênção: "E abençoou Deus o dia sétimo. J« A. Gines: The Image of God in Man". "The Image of God in the Book of Genesis . como Criador. 3 A Palavra de Bênção A palavra da criação foi seguida por uma palavra de bênção. dizendo: "Sede fecundos. são: D. segundo parece. Desta forma. na terra. Ele tinha de ser apenas vice-regente de Deus. e A literatura com respeito à imagem de Deus é enorme* Algumas de contribuições mais representativas. "semelhança"}. tinha que prestar contas. a missão divina de "subjugar" fkãbas) e "dominar" (rãdâh) não era uma licença para a humanidade abusar das ordens da criação. todas as criaturas do mar e do ar foram dotadas com capacidades reprodutivas e incumbidas de uma missão divina: E Deus os abençoou. e o santificou. mesmo assim. A raça humana co-participa com a ordem da criação mencionada no versículo 22. quanto a esta parte da bênção. fizera" (Gn 2:3). 0 dia é chamado o Sábado CsabbãtJ. porém recentes. porque nele descansou fsãbat} de toda a obra que. 28). da dádiva da imagem de Deus. uma parte adicional da nossa bênção surge decididamente. Tyndate Bulletin 19 (19681:55-103. James Barr. se multipliquem as aves/' — Gênesis 1:22. Por ela. porque era o dia que comemorava a cessação fsãbat) da parte de Deus da Sua obra. réplicas {selem. A criação foi um benefício para o homem. Termos quase idênticos se empregam nos versículos 26 e 28 para ampliar uma parte da imagem que estava em lugar de destaque na mente de Deus quando tão graciosamente deu benefícios àquele primeiro casal: tinha de subjugar e ter domínio sobre toda a criação (v. Bulletin of John Ryiand's Library 51 (1968): 11-26.

Esta terminação era tão decisiva que o escritor também abruptamente "cessa" sua narrativa dos eventos.Tudo era " b o m " . Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no jardim do Éden. Seu "descanso" tinha de ser simbólico para o homem. proibindo Adão e Eva de comerem do seu fruto. a humanidade ficaria "conhecendo". "E f o i expulso o grande dragão. porém. É necessário acrescentar outro fator antes que se possa entender a teologia da Gueda. 4 . A totalidade da experiência — tanto a boa como a ruim — ficaria dentro do repertório das suas sensações. Em 3:14. era "muito bom" (Gn 1:31). 20:2). o sétimo dia".e. como memorial perpétuo á completação do universo inteiro e de tudo quanto nele havia. A serpente (hannahas)r aquela criatura que era "mais sagaz que todos os animais selváticos" (Gn 3:1). porém. a antiga serpente que se chama diabo e Satanás. 14 como partitiva — "qualquer dos animais selváticos" ou como comparativa " d o que todos os animais selváticos". a árvore não continha enzimas ou vitaminas mágicas. era uma bondade ainda não testada. A Primeira Palavra de Promessa: O Descendente Para testar a obediência do homem e a sua decisão livre quanto a seguir seu criador. O contexto também requer a interpretação que damos. o sedutor de todo o mundo" (Ap 12:9. Journal o f Biblical Literature 35 (1916): 155-62. não somente no seu ritmo de trabalho e cessação da labuta como também para suas esperanças eternas. meramente representava a possibilidade de o homem rebelar-se contra a simples palavra de Deus.. Assim Deus fez com que o sétimo " d i a " fosse santo.Pro/egô menos à Promessa: A Era Pré-Patriarcal 79 (3) o "tudo esta feito" de Apocalipse 21:6 (a divisão entre a história e a eternidade!). o lado oposto do bem que então estava desfrutando. A astúcia e sutileza da serpente era comparavelmente maior do que a de qualquer animal do campo. Toda função .4 A maioria das pessoas sabe que o NT identifica esta serpente com Satanás: "O Deus da paz em breve esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás" (Rm 16:20). Em si. também estava presente no jardim. provaria experimentalmente. e toda bênção necessária para levar a efeito a vida e suas alegrias estavam disponíveis. Ver Paul Haupt: "The Curse on the Serpent". todo ser. Tudo. Tudo tinha sido feito. todos concordam que a mesma construção deve ser comparativa. de fato. não concluiu com a expressão esperada: "E houve tarde e manhã. Ao comer do fruto. "A serpente enganou a Eva com A palavra hebraica mikkol pode ser entendida em Génesis 3:1. i. Tudo fora completado.

porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2 Co 11:3. ficou ofendida com a estreiteza distorcida que a serpente atribufa a Deus e à liberdade restrita do primeiro casaL Era grosseiramente injusto atribuir a Deus o fato de lhes ser negado o privilégio de comer de alguma das árvores do jardim.Os Tabletes de Amarna. mas com menos motivos de pressão do que aquela que fora aplicada à mulher. SI 140:3. porém. Assim. Sai mo 72:9. assim como o nome "dragão" não define a forma dele. Foi uma palavra profética de juízo e de libertação. Gênesis 3:14 meramente assevera que a derrota dele era tão certa que haveria de "rastejar sobre o seu ventre" (cf. 16) e ao homem (vv. e a mulher sucumbiu à forte pressão e argumentação astuta do próprio tentador. a primeira tragédia do fracasso de três personalidades selecionadas pelo autor para reflexão teológica montou o cenário para uma nova palavra de bênção divina. 14). . . Poucos. Se haveria de vir alguma bênção de algum lugar. Gn 49:17. outrossim. Jó 20:14. Para a mulher. O engano conseguiu. representando seres humanos conquistados: ficavam prostrados. Devemos. a sua situação desprezível e a sua abjeta humildade eram tão reais que lamberia o pó ou conforme dizemos hoje: "beijou o pó" Ambas as frases seguem a expressão figurativa do oriente próximo antigo. observar com cuidado que Deus já criara "répteis". Adão também desobedeceu. Estava ciente do que Deus dissera. porém. A forma e o formato de Satanás não se devem deduzir do seu apelido de serpente. com o rosto em terra. (2) a. mas Satanás provaria a derrota como resultado do papei que desempenhou na tentação. Em cada caso.A. Miquéias 7:17. 100:36. e os pronunciara "bons" (v. impor o seu logro. porque não expressou surpresa quando ela lhe falou. reconhecem que ele é tratado como tal nestas passagens também. foi declarada a razão da maldição: (1) Satanás logrou a mulher. seria da parte de Deus. Nem se pode determinar a morfologia deie pela maldição lançada sobre ele. conforme Gênesis 1:24. não era representante de outra pessoa. Além disto. . E.5 Sem dúvida. muitas vezes formando nada mais do que o escabelo do trono real. Mq 7:17). Is 59:5. 17-19). No entanto. os répteis não comem terra para se alimentarem. 16. era uma pessoa e não algum dos animais. com seu próprio conhecimento. dirigida à serpente (Gn 3:14-15). defronte dos monarcas vitoriosos.mulher escutou a serpente.80 Teologia do Antigo Testamento a sua astúcia . à mulher (v. Isa tas 49:23. 25)! A serpente consistentemente falava por conta própria no diálogo com a mulher. sabia as possíveis alternativas e eventualidades. de fato. e (3) o homem escutou a mulher — ninguém escutou a Deus! 5 Cf.

Além disto. a saber. a seleção dos vinte homens que levaram a genealogia até Abraão marcou o progresso daquela "descendência" prometida a Eva. em Gênesis 3:23-24. a bênção que Deus prometera â humanidade continuou de fato. o tema de julgamento continuou a marcar o registro. assim como Gênesis 5:2 reafirmou aquela paiavra que disse: "Homem e mulher os criou. Não se revelou de imediato quem seria este descendente. Ao mesmo tempo. Deu a seu filho o nome de Caim dizendo: "adquiri um varão. enquanto o máximo que a serpente poderia fazer. assim também Caim. bem como causaria o suor humano. e o fato da mulher "virar-se" para seu marido (t^üqâh). tiveram "filhos e filhas".Profegômenos à Promessa: A Era Pré-Patriarcal 81 Como conseqüência. filhos nasceriam com dor. seria dar uma mordida no calcanhar deste descendente masculino. A serpente. a própria terra sentiria os efeitos da Queda do homem. e os abençoou". Falara. não "desejar". tendo como ponto culminante o surgimento triunfante de um "Ele" — sem dúvida um homem representativo dos descendentes da mulher. foi condenado a ser "fugitivo e errante pela terra" {4:12-16). Uma evidência daquela bênção se vê na genealogia dos dez homens mais significativos do período antediluviano registrados em Gênesis 5. Assim como Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden. Eram "frutíferos" e "multiplicaram-se". E assim. Talvez Eva pensasse que Caim fosse aquele. Houve outra notícia de banimento da presença imediata do Senhor. no entanto. No meio do canto fúnebre de pesar e repreensão. 17-22). Além disto. entre a "descendência" daquela e o "descendente" desta. ou mesmo seria permitida a fazer. . Independentemente de como se deve interpretar a expressão. sendo que esta é pelo menos uma maneira de traduzir a frase enigmática. Eva equivocou-se. Entrementes. Deus. Daria cardos e abrolhos. e a Sua palavra profetizava um outro dia quando a reviravolta total do golpe temporário da serpente surgiria como resultado daquele que falara tão autoritativãmente. e nos avanços culturais também (vv. resultaria no fato dele "governar" por sua parte. surgiu a palavra surpreendente de esperança profética (Gn 3:15) da parte de Deus. e talvez indique a clara compreensão que ela tivera de Gênesis 3:15. fmâíal) sobre ela. A humanidade foi abençoada nos campos (Gn 4:1-2). e o texto bíblico apenas registra os anseios dela. Ele desferiria um golpe mortal na cabeça de Satanás. o assassino do seu irmão Abel. não ficara em silêncio. no entanto. bem como os intermediários daquela bênção para os seus contemporâneos. Uma hostilidade divinamente instigada ("porei inimizade") entre a pessoa da serpente e a mulher. o SENHOR" (Gn 4:1). enfrentaria a vergonha da derrota certa.

Deus atribuía mais valor à condição do coração do ofertante do que à oferta que este trazia. agora passaria a ser aliviado com a ajuda de Noé (5:29). Mais uma vez há de surgir o tema da expulsão. o segundo maior tempo de necessidade da terra. Se Deus vingaria a Caim sete vezes. Os (»rações dos homens e das mulheres estavam continuamente cheios de maldade. mas numa maneira muito mais trágica e definitiva: Deus estava para fazer desaparecer o homem da face da terra (v. É patente a referência a Gênesis 3:17. a oferta. ou aristocratas (n epHfm gibborím) tinham de ser interrompidos em suas iniquidades. depois. achou em Noé — na ocasião do nascimento deste — a consolação de que seu trabalho na terra. ou seja. Assim sendo. Os potentados daqueles dias. Antes disto. tendo adotado para si mesmos o título real empregado no oriente próximo de "filhos de Deus". Houve um remanescente justo — não por acidente nem por qualquer tipo de parcialidade. No meio da bênção divina — "Como se foram multiplicando os homens na terra. A Segunda Palavra de Promessa: O Deus de Sem A segunda crise do mundo veio com a subversão da instituição do estado. 4). Lameque. Deus. 7). Assim aconteceu que ciúmes se irromperam na instituição da família. levou-os a completarem os seus excessos e abusarem dos propósitos de seu ofício. levando um populacho desregrado a praticara iniqüidade.6 começaram autocraticamente a multiplicar esposas para si mesmos como bem entenderam. deu por perdida a humanidade. Não quis que ninguém o desafiasse nem repreendesse. Lameque já começara a perverter o propósito do governo. tendo como resultado o assassinato e a imposição necessária do tema de julgamento. . quando se trazia ofertas ao Senhor. Seu Espírito não continuaria a Se esforçar com os homens (Gn 6:3). como aconteceu em Gênesis 3:15. "Divine Kingship and Gênesis 6:1-4". e fica clara a unidade desta seção com capítulos 3 e 4. 4). previamente amaldiçoado pelo Senhor. "Porém Noé achou graça diante do SENHOR" (Gn 6:8). uma reputação {v. exasperado. 6 . conforme este texto.82 Teologia do Antigo Testamento Aquele sentimento da presença de Deus tinha sido tão íntimo que. com sua tirania e poligamia jactanciosas (Gn 4:23-24). O pai de Noé. porque era "homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos" (v. Westminster Theological Journal 24 (1961-62): 187-204. então Lameque queria ser vingado setenta vezes sete. haveria de rebecer o alívio. Sua cobiça por um "nome". ( G n 6:1) — surgiu o acúmulo da maldade. Tais "gigantes" {v. com a operação da salvação da parte de Deus. era o próprio Senhor que em primeiro lugar inspecionava o homem (Gn 4:4-5) e. 9). Meredith Kline.

.M. mas é de aplicação limitada a Canaã. e é seguida por uma bênção imediata. conforme a citação por W. Noé era justo diante do Senhor no meio de sua geração (Gn 7:1). O conteúdo destas promessas formava uma "aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra" (9:8. Rendtorff argumentou que a era da maldição e a história primitiva terminaram juntas em Gênesis 8:21. 16) simbolizada pelo arco no céu. desta vez. não como eremita solitário. Instruído por Deus. Rendtorff. aos seus filhos. às esposas destes. dia e noite". quanto à vida na terra. A bênção divina: "Sede fecundos. Assim ele e a sua família experimentaram a salvação da parte de Deus enquanto o juízo veio sobre o restante da raça humana. Deus acrescentou a Sua aliança especial com a natureza. "Deus o tomou para si" (v. mas como um homem que criava uma famífia de filhos e filhas (Gn 5:22). Zeitschrift für die a/ttestamentfiche Yahwisten". "The Flood and the Structure of the Prepatrrarchal Wissenschaft 83 (1971): 205-10. Clark. verão e inverno. Semelhantemente. que "já não era". frio e calor. Ele manteria "sementeira e ceifa. Juntamente com esta nota da bênção da parte de Deus havia a Sua promessa: "Não tornarei a amaldiçoar (gai/el) a terra por causa do homem" (8:21). Conforme indicou Clark. Existiram homens justos.Prolegô menos à Promessa: A Era Pré-Patriarcal 83 A iniqüidade forçando a intervenção divina não era uma sorte inevitável alocada a todos os homens agora que a Queda era um fato consumado. Noé achou graça aos olhos de Deus. Será que a trasladação de Enoque servia como um paradigma para os homens do Antigo Testamento até que informações posteriores viessem a preencher as lacunas informativas? A revelação daquele fato sempre ficaria disponível se os homens quisessem meditar sobre as suas implicações. 7). "Genesis 8:21 und die Urgeschichte des History". multiplicai-vos e enchei a terra". à sua esposa. Kirche und Dogma 7 (1961): 69-81. Considere-se Enoque. O texto trata da questão de um homem mortal ser introduzido na própria presença de Deus de modo tão simples que ficamos atônitos de não se seguir qualquer explicação adicional nem advertência. a referência ao "desígnio íntimo (yêser fêb) do homem" em 8:21 relembrou uma frase semelhante com o emprego da mesma palavra {yêser} em Gênesis 6:5. 9:1. f o i dirigida a Noé. Considerando a repetida apresentação de tais aspectos. "Andou Enoque com Deus" durante 300 anos. e a toda criatura vivente na terra. Gênesis 9:25. sem interrupção. construiu uma arca. no ar e no mar (Gn 8:17. enquanto durasse a terra (8:22). Deus ficou tão satisfeito com a vida de obediência e fé deste. uma lembrança de uma maldição semelhante pronunciada contra a terra em Gênesis 3:17. 24). Noé era daquela estirpe. foi repetida mais uma vez. 11. Neste ponto. pode-se asseverar com confiança que a unidade da estrutura se estendia de Gênesis 1 -11P 7 Ver a discussão informativa por R. 26 traz de volta a maldição.

Veio através de Noé. e Canaã lhe seja servo. dificilmente faria sentido ao ser atribuída a Jafé. — versículo 26 Engrandeça Deus a Jafé. A palavra empregada para "habitar" se relaciona com o conceito posterior da teologia mosaica da glória Chequiná de Deus. Teodoreto. um filho do culpado Cão: E disse: Maldito seja Canaã. depois de ele ficar sabendo o que seu filho Cão lhe fizera enquanto estava dormindo. O plano da profecia inteira parece dedicar apenas a primeira estrofe a Canaã. e 4) a frase hebraica w eyískôn b e'oh°lê sêm. porque a Jafé já fora concedida a bênção da expansão. Sem seria aquele através de quem o "descendente" prometido anteriormente haveria agora de vir. "e ele habitará nas tendas de Sem". Ibn Ezra. No cômputo geral. A estrutura de Gênesis 9:25-27 é uma estrofe de sete versos que é dividida em três partes pelo repetido refrão da servidão de Canaã. Filo. e a terceira a todos os três irmãos. e Canaã lhe seja servo. pela qual a presença de Deus por sobre o tabernáculo foi evidenciada pela coluna de nuvem de dia e o pilar de fogo de noite. a segunda a Sem e Canaã. Assim sendo. Mairnônides. a melhor opção é considerar que Deus prometeu a Sem uma bênção especial: Ele mesmo habitaria entre os povos semíticos. Rashi. pesadamente. Deus não dissera "Bendito seja o SENHOR. — versículo 25 E ajuntou: Bendito seja o SENHOR. — versículo 27 Ora.84 Teologia do Antigo Testamento A palavra de julgamento e de salvação atingiu seu ponto mais alto num acontecimento que se seguiu após a segunda crise da terra. Seja servo dos servos a seus irmãos. Deus de Sem. (3) o contexto dos próximos capítulos designa Sem como o primeiro em honra quanto às bênçãos. portanto. sob o efeito do vinho. Deus de Sem" . e habite Ele nas tendas de Sem. (2) o emprego do objeto indireto da linha anterior como sujeito (Jafé) exigiria fortes razoes contextuais para assim fazer. a questão principal é esta: Quem é o sujeito do verbo "habite ele" em Gênesis 927? Concordamos com o juízo do Targum de Onquelos. Nossas razões são as seguintes: (1) presume-se que o sujeito da cláusula anterior continue na cláusula seguinte onde o sujeito não é declarado. Baumgartem e Delitzsch que o sujeito é "Deus".

Ao invés de unir os homens em derredor de um projeto etnopolítico que visasse a glorificação do homem edas suas capacidades de satisfazer as necessidades de uma comunidade de nações diversificadas. Foi uma palavra que culminava todas as outras bênçãos pronunciadas durante a narrativa pré-patriarcal. para que não sejamos espalhados por toda a terra" (Gn 11:4). 8 Embora a bênção divina continuasse a se concretizar na multiplicação das pessoas {Gn 11:10-32) ao ponto delas encherem a terra com umas setenta naçõe (10:1-32). Mais uma vez. portanto. e por meio desta bênção. a terceira crise da terra foi mais uma vez resolvida pela palavra de graça do mesmo Deus que tratou do pecado do modo justo. Cinco vezes seguidas. Ele mesmo seria abençoado. E não era surpreendente que se tratasse de uma palavra dirigida a um descendente de Sem (cf. Conforme a expressão humana: "Tornemos célebre o nosso nome. e a final. Deus mais uma vez interveio com uma palavra de bênção. Gênesis 12:1-3 repetiu a palavra "bênção". que atingiu a terra durante este período da mistura de bênção e maldição foi o esforço conjunto feito pela raça humana para organizar e conservar a sua unidade em derredor dalgum símbolo arquitetônico. agora lhes seria concedido pela graça. Journal of American Oriental Society 88 (1968): 108-11.Pro íegô menos à Promessa: A Era Pré-Patriarcal 85 (Gn 9:26)? E por que empregou esta forma distintiva de tratamento? Poderá ser que havia vinculação entre a bênção e a habitação com Sem? E poderá ser que ambas eram a próxima provisão da parte de Deus para contornar a crise mais recente da terra? A Terceira Palavra da Promessa: Uma Bênção Para Todas as Nações A terceira crise. Concluímos que a teologia desta seção é um desenvolvimento unificado. e a participação nela seria apenas limitada à resposta da fé — assim como foi condicionada pela fé de Abraão. "The 'Babel of Tongues': A Surrwrian Version". O número de pessoas incluídas em "todas as famílias da terra" (mfèp ehòt ha ' adamah) é n mesmo da üsta das nações em Gênesis 10. abrangido e levado adiante Q Samuel Noah Kramer. Gênesis 10:32 não terminara dizendo: "São estas as famílias dos filhos de Noé" (misp ehòt b enê Nòah}? A promessa. os pensamentos dos corações humanos mais uma vez se desviaram para longe da glória de Deus e da Sua providência. Dessa forma. era universal. Aquilo que as nações não podiam atingir pela sua própria organização e alvos. Abraão. o tema de pecado/maldição foi compensado com um tema de graça/bênção. ele haveria de ser uma bênção para todas as nações da terra. 9:27). porém. O julgamento divino contra os homens veio na forma dupla da confusão da linguagem deles e na dispersão dos povos por toda a face da terra. .

e as orgulhosas aspirações à unidade numa base humanística levaram aos juízos da Queda. a distorção tirânica do poder político. Começa com uma palavra de poder criador. do Dilúvio e da dispersão da raça humana. 6:5.86 Teologia do Antigo Testamento pela livre palavra de Deus. com respeito a um descendente (3:15). e a bênção das boas novas oferecidas a cada nação sobre a face da terra (12:3). uma raça entre a qual Deus habitaria (9:27). . imaginações e planos de um coração maligno (Gn 3:5-6. termina com uma palavra de promessa. Os fatores teológicos achados em cada crise que perpetuaram o juízo divino foram os pensamentos. A grande ruína da primeira desobediência humana. era suficiente para cobrir toda falha. 8:21. Juntamente com os temas de peca do/julga mento. A palavra salvadora de Deus. 11:4). veio uma palavra nova. no entanto. 9:22.

"Theology of Promise in the Patriarchal Narratives". Nesta nova era. Isaque e Jacó vieram a ser marcas de uma nova fase na bênção divina acumulada.V. houve uma sucessão de indivíduos que agora serviam como o meio escolhido por Deus para estender a Sua palavra de bênção para toda a humanidade. P. pode-se notar que é uma das feições distintivas de Gênesis 12-50. em SI 105:15). portanto. pois repetidas vezes os patriarcas foram apresentados como sendo os recipientes freqüentes e imediatos de várias formas de revelação divina. 1 Não é de se estranhar. A Palavra da Revelação A preeminência emergente atribuída à palavra divina na era pré-patriarcal não diminuiu nos tempos dos patriarcas. homens que tinham acesso imediato à palavra e ao ouvido do Deus vivo. que o registro os tratasse de "profetas" (Gn 20:7. Recebendo a eleição divina para serviço e Sua chamada para bênçãos pessoais e de alcance mundial. De fato. Indian Journal of Theology 23 (1974): 114. 1 . aumentou-se.Um novo estágio na revelação divina iniciou-se em Gênesis 12. pelo contrário. Abraão. e. Premsagar. mais tarde.

mar'òt . E agia e falava como o Senhor. Estas aparições. e visões {mah azeh. no entanto. e Seus propósitos para homens e mulheres a um relacionamento muito estreito. pigs. naquilo que subseqüentemente tem sido chamado uma teofania (Gn 18:1). porém. Deus também falava através dos sonhos {h alômt Gn 20:3. Jacó. conforto. da mesma forma. era enviado da parte dEie! Dizer que os patriarcas consideravam-no o equivalente de uma cristofania seria reivindicar demais. até a revelação posterior que esclareceu o enigma. 1961). 35:1. Todos os três patriarcas experimentaram o impacto da presença de Deus sobre as suas vidas (12:7. traziam o homem. Deus Se dirigia a eles diretamente em palavras faladas (Gn 12:1. Deus.88 Teologia do Antigo Testamento Em conjunturas cruciais na história destes homens. 7. tinha uma identidade com Deus. 32:24-30. 31:11. portanto. 13:14. também chamadas epifanias. Seu papel e sua aparição são ainda mais óbvios durante o período dos juízes. Nestas ocasiões. Os sonhos. Cada aparição de Deus marcava um desenvolvimento importante no progresso da revelação. ou envia ndo-lhes numa missão que acarretava conseqüências importantes para os patriarcas senão para o esquema teológico inteiro que se seguia. Assim. 40:5-16. dando-lhes novos nomes. Ainda mais espantoso era o fato de que o próprio Senhor aparecia (Ut* "Se deixava ver" [wayyèrê']) a estes homens. 22:1 ). 15:1. Uma coisa era certa: não era o Deus invisível. Durante esta era. 17:1. era. 40. 15). Não era. 24. 48:15-16). teve a experiência de uma visão semelhante que o conclamou a descer para o Egito (cap. também neste período não há escassez de referências a ele (16:7-11. bem como na vida destes homens. Parece que o assunto ficou nisto. 46:2). e orientação. 46). 41:1-32). 22:11-18. consistentemente distinguido de Deus. The One and the Many in the Israelite Conception of God (Cardiff: University of Wales Press.15:1. 24:7. somente a Moisés a quem Deus falava claramente "boca a boca" (Nm 12:6-8). Vinculada a estas teofanias. 31:10-11. 21:17. voltava a "abençoar" os homens. 21:12. 4. 26:2-5. freqüentemente recebia o respeito. e ao mesmo tempo. 18:1. A realidade da presença do Deus vivo sublinhava a importância e a autenticidade das Suas palavras de promessa. Isaque e Jacó. 13. Johnson. 2 Ver Aubrey Ft. num pano de fundo dramático no qual este tinha consciência de um panorama completo de detalhes (cap. adoração e honra reservados somente para Deus. havia a manifestação do "Anjo do SENHOR" (Gn 16:7K2 A identidade deste Anjo específico parece ser algo mais do que apenas um mensageiro angelical da parte de Deus. mas também a Abraão. 37:5-10. 24. com a fórmula introdutória: "Veio a palavra do Senhor a ele" ou: "O Senhor lhe disse". Assim sendo. 28-33- . A visão era um modo distintivo de comunicar novos conhecimentos a Abraão. 9).

1. "renome". Mesmo antes de surgir qualquer vocabulário técnico com respeito a entrar numa aliança. a bênção de alcance mundial era o propósito inteiro da primeiríssima declaração da promessa em 12:2-3. eram mais largamente distribuídos a pessoas tais como o rei filisteu Abimeleque. o luqar principal caberia ao último destes itens. De fato. uma terra. ou seja. a ênfase recaía sobre a palavra de bênção e promessa da parte de Deus. Em cinco ocasiões separadas os patriarcas foram designados como bênção para todas as nações: Abraão em Gênesis 12:3. Agora. Para Abraão. por motivos e razões só d Ele. enfatizava-se o sonho como sonho. A Era Patriarcal 89 no entanto. A Palavra da Promessa Quanto valor aquela era atribuía a natureza inovadora e benéfica daquela palavra! Na realidade. tio de Jacó. "Abençoar-te-« i. 18:18 e 22:1 7*1 8. que se acham em Gênesis 12:1-3. desde o próprio início de Gênesis 12-50. Deus prometeu que entraria num relacionamento com Abraão para assim ser e fazer algo para Abraão que seria de benefício tanto a ele como a todas as nações da terra.Provisões na Promessa. "De ti farei uma grande nação-" 2. o copeiro e o padeiro egípcios encarcerados." 3. e Jacó em 28:13-14." A terceira frase decfara algo que quase certamente está carregado de ironia. Em todos estes casos. sua interpretação ou revelação nem sempre era parte integrante desta forma de Deus Se dirigir a homens e nações. e 17:4-16 (talvez se possa acrescentar 22:15-18 também). o próprio Deus doaria a um homem. Isaque em 26:3-4. havia três frases curtas dirigidas a Abraão somente. A busca de um "nome". "reputação" e até "superioridade" tinha sido a ambição compulsiva daqueles reis tirânicos chamados "filhos de Deus" em Gênesis 6:1-4 e os arquitetos da Torre de Babel em Gênesis 11:4. e uma bênção para todas as nações da terra. 13:14-16. empregando a forma exortativa do verbo hebraico. O escritor apresentou Gênesis 12:2-3 como a substância daquela palavra de bênção e promessa. esta única promessa apareceu em quatro etapas de desenvolvimento. Faraó. 15:4-21. Se pudéssemos selecionar uma ênfase nesta série. e o jovem e inexperiente José. Labão. Em primeiro lugar. "Engrandecerei o Teu nome. O conteúdo desta promessa era basicamente tríplice: um descendente. aquilo que outros egoisticamente buscaram mas não atingiram- .

como também introduziu uma classe inteira de pessoas que reagiriam de vários modos a Abraão." 5. 1:411-14# muitas das observações feitas nesta análise de Gênesis 12:2-3. Exposition of Gênesis. deve ser interpretada como uma Oração Sub. o verbo hebraico muda de repente para o "tempo perfeito" 4 naquilo que não pode ser outra coisa senão uma Oração Sub. 5 . sem especificar para quem Abraão haveria de ser uma bênção. Adv. 1968). mais uma vez empregando o exortativo hebraico nos seus verbos." Nestas palavras. para quem? E como é que Abraão haveria de ser uma bênção? Parece que esta pergunta é respondida nas três cláusulas que seguem às que já foram citadas. Adv. a maioria dos comentadores competentes continua a ter suas dúvidas quanto à tradução no passivo da forma nifal do verbo hebraico. "Abençoarei os que te abençoarem. 2 vols. Conseqüentemente. C. Kautzsch. Abraão viria a ser uma grande nação. Primeiramente. que se segue após o imperativo exprime ou resultado ou intenção. Desta vez. Devo a H. Mas. O hebraico diz simplesmente: weh eyêh b erâkâh. e receberia um grande nome "a fim de que seja uma benção". seria pessoalmente abençoado. o Senhor acrescentou mais duas promessas em Gênesis 12:3. 325. um alvo preliminar foi atingido neste relacionamento que acabou de ser anunciado. que continha um argumento lingüístico irrefutável em prol da tradução no passivo deste nifal. "Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Allis acerca de "Bênção de Abraão". Ninguém até hoje tentou responder à sua evidência. (Grand Rapids: Baker Book House. p. o significado desta terceira frase e das duas anteriores fica bem claro pela primeira vez quando a frase seguinte é acrescentada às primeiras trás.T. Gesenius' Hebrew Grammar (Oxford: Clarendon Press. Deus não somente continuou a promessa. 1909]. Declara o propósito e intenção divinos em abençoar tão generosamente a Abraão: "A fim de que (tu) sejas uma bênção" (Gn 12:2). Ver nossa discussão na introdução. A diz que o exortativo 4 intenção se enquadra muito bem aqui.5 mas deixam de perceber que a cláusula antecedente de resultado já declarara outro tanto. e especialmente a nossa referência ao artigo de O. É somente então que se chegou ao grande final. Sem dúvida. Final: "A fim de que em ti sejam benditas todas as famílias da terra" Que vasto alcance passou agora a ser incluído naquilo que poderia ter sido um entendimento muito corriqueiro e pessoal entre um indivíduo e o seu Deus! Sem embargo. 0 texto é tão claramente uma resposta às necessidades das multidões formigantes alistadas na tábua 3 E.90 Teologia do Antigo Testamento Além disto. Leupold. Final.3 4.

Pro visões na Promessa: A Era Patriarca/ 91 das nações ÍGn 10). Por enquanto. Jacó. 22:17 (2 vezes). "dar" (nãtan . e ele é quem seria abençoado por Deus e bendito por todos os homens. referência direta a um descendente ou uma habitação nas tendas de Abraão conforme fora prometido em Gênesis 1-11. estava de acordo com a idéia de "semente" já levantada em Gênesis 3:15. nascendo primeiramente a Abraão. Isaque. 16. 15:13. de modo hiperbólico. 13:15. ao filho deste. 24:7. também seria outro "filho". A partir de então a importância desta dádiva de um filho que herdaria as promessas e as bênçãos veio a ser um dos temas dominantes da narrativa patriarcal. "estabelecer" [hêqím . Além disto. mas era Abraão o ponto focal de atenção: ele é quem seria uma grande nação. referência a uma aliança {b erft) que Deus haveria de "cortar" l kêrat . ou "jurar" [nisba f — 22:16). Deus prometera Sua bênção no curto espaço de dois versículos. haveria de rivalizar o número das estrelas no céu ou de grãos de areia à beira-mar. 21:12. Surgiu em 12:7. a ênfase recaía na palavra de bênção da parte de Deus. tratava-se de um relacionamento com um homem.17:2). À Eva fora prometida uma "descendência". servindo como base para os povos da terra receberem uma bênção. 14 (2 vezes). 17:7. Um Herdeiro Quando Javé apareceu a Abraão depois de este patriarca ter chegado em Siquém. 16:10. e ao filho de Isaque. no entanto. Agora. 28:13. 11). 21). depois. bem como um indivíduo masculino — o "descendente" aparentemente daquela "descendência". e. depois de ele ter perdido todas as suas esperanças de ter filhos. Cinco vezes. 13. aquela antiga palavra com respeito a um "descendente" foi reapresentada e dirigida. que facilmente poderia ser classificado como um dos primeiros grandes textos de missão mundial que há nas Escrituras. Conforme demonstram as referências dadas acima. Nem havia. 19. a Abraão (Gn 12:7). 9. 48:3.15:18). Este descendente. 10. ainda. até que Israel fosse libertado do Egito. 32:12. ele é quem teria um grande nome. Uma linha de filhos sucessivos e representativos dos patriarcas. no conceito de . que. 16 ( 2 vezes). 4. o progresso da revelação elaborava com grande especificação tanto o aspecto corpóreo como o aspecto representativo deste "descendente" prometido. em Gênesis 12:1-3. 24.17:7.4 (3 vezes). Até este ponto. e da multiplicação da linhagem de Sem (cap. e considerados como parte integrante do grupo inteiro que representavam. Haveria de abranger um número tão grande. 19. 26:3. Havia aqui a intenção deliberada de vincular esta nova fase de teologia com a ênfase pré-patriarcal. É interessante notar que a realização mesma de uma promessa tal como a constituição de uma nação teria de esperar vários séculos. desta vez. isto estava para surgir à medida que Deus fosse Se revelando. Ainda não havia. 18. 35:12. 8.

Assim sendo. Nem sequer o esforço feito por Abraão para conservar esta descendência haveria de contar. Este intercambio de referência.g. como "filhos"). Ele também tinha profunda participação naquilo que acontecia. 20:1-18. 14 — yir'eh) para que tanto ele como o menino voltassem ao grupo que os aguardava no sopé do Monte Moriá (v.. Isaque mais uma vez aprendeu que a vocação e a eleição da parte de Deus não eram assunto do intelecto ou esforço humanos. A esterilidade parece ter importunado de modo tenaz todas as três esposas dos respectivos patriarcas: Sara (Gn 16:1. Além disto. Monarcas egípcios e filisteus quase furtaram de modo definitivo as esposas dos patriarcas. ocupou uma boa parte do registro histórico desta era. a mãe e o pai urdiam tramas para resolverem quem seria o herdeiro marcado para continuar a linhagem da "descendência". o "descendente" (lit: "semente") era marcado como unidade. Quando. por causa das tremendas mentiras de cada marido (12:10-20. Temia a Deus (v. aprendeu obediência e confiança neste mesmo Senhor. Mais tarde na vida dele. 12) e acreditava que Deus "providenciaria" (vv. Rebeca (25:21). 8. porém. e quando estava acontecendo tudo quanto possível. No meio de tudo isso. pois a vida inteira deste filho (e de cada um que haveria depois dele) era inteiramente uma dádiva da parte de Deus. e Raquel (30:1). Conseqüentemente. Isaque também era mais do que mero fantoche. para tudo sair errado. era mais do que um fenômeno cultural ou um acidente de redação descuidadosa: era parte integrante e necessária de sua intenção doutrinária. enquanto os filhos. — h ayippãlè' — "maravilhoso". 17:15-21). 0 drama de possíveis obstáculos e frustrações que poderiam ter bloqueado de modo permanente a intenção divina neste ponto. 26:1-11). "descendente" era sempre um substantivo singular coletivo. "milagroso") (Gn 18:14). pedindo que sacrificasse seu único filho — sim. A velhice era outra ameaça no caso de Abraão (17:17. e a descendência como atuais beneficiários das dádivas temporais e espirituais dadas por Deus. nunca aparecia como um substantivo no plural (e. o significado dos eventos ficou sendo precisamente aquilo que Deus definiu. independentemente das tentativas . da hostilidade entre filhos (32:7-8). flexibilidade de referência: ora a uma pessoa. o descendente como benefício futuro. Mesmo assim. humanamente falando. ora aos muitos descendentes da mesma família. dirigindo-Se a Sara: "Acaso para Deus ha coisa demasiadamente difícil?" (heb. 18:11-13).92 Teologia do Antigo Testamento "semente" ou "descendente" havia os dois aspectos. porém. com a solidariedade corporativa que acarretava. quando Isaque selecionara Esaú para receber a sua bênção. portanto. e a matança das crianças levada a efeito por Faraó (Êx 1:22). Deus fez a Sua seleção do herdeiro da parte d Ele. 5). tendo. Deus "testou" (nissâh) a fé de Abraão. aquele mesmo de quem dependia a totalidade do plano e da promessa de Deus — ele não colocou objeções (Gn 22:1-10). havia os efeitos devastadores da fome (12:10).

e Javé fez uma aliança no sentido de conceder aquela terra inteira a Abraão e á sua descendência. Albrecht Alt errou ao rejeitar a promessa da terra como uma parte autêntica da promessa patriarcal. A Era Patriarcal 93 humanas ridículas e trágicas de colocar o ptano e dádiva de Deus em segundo lugar. como tem sido chamada. A partir do primeiríssimo momento da chamada que Deus dirigiu a Abraão. Isaque. Gerhard von Rad não tinha base para negar que a entrada das doze tribos na terra fosse precisamente a mesma visão que os patriarcas tinham. Esta bênção material ou temporal não deveria ser separada à força dos aspectos espirituais da grande promessa de Deus. Já em Gênesis 13:15. 48:4. especialmente o capítulo 17. Conforme foi declarado nos capítulos anteriores deste livro. Gênesis 15:18 deu a descrição da terra. Depois do pôr<io-sol " u m fogareiro fumacento e uma tocha de fogo passou entre aqueles pedaços" (v. O texto era enfático. A solenização desta oferta de terra ocorreu na aliança dos pedaços (Gn 15: 7-21). Jacó e sua descendência continuava presente em todas estas narrativas. Abraão. Ele falava desta "terra" ou "país" para onde haveria de enviar o patriarca (Gn 12:1). obedecendo as instruções dadas por Javé. porém. feita a Abraão. 35:12. E Gênesis 15:1-21 explicou que o patriarca possuiria a palavra prometida com respeito à terra. 17:8. 26:3-5 (pl. o oferecimento da totalidade daquela terra foi feito a Abraão "para sempre". Somente Martin Noth concedeu que tanto a promessa quanto à terra ea promessa quanto â descendência faziam parte da religião dos patriarcas.Provisões na Promessa. 16). 15:7-8. Semelhantemente. e a terra haveria de ser "possessão perpétua" . 13:15. 19). 17). E quando Abraão tinha noventa e nove anos. tomou vários animais sacrificiais e dividiu cada um em dois pedaços. em declarar que a aliança haveria de ser eterna. esta promessa foi transformada em "aliança perpétua" {b erít *ôlãm — 17:7. 13. Nem deveria ser espiritualizada ou transmutada para tipificar a Canaã celestial da qual a Canaã terrestre seria apenas um modelo. porque a plena realidade seria protelada até è "quarta geração". dizendo que as suas fronteiras se estendiam "desde o rio do Egito até ao Eufrates". depois de se encher "a medida da iniqüidade dos amorreus" (v. exige que ambas as promessas sejam tratadas como sendo partes igualmente autênticas e necessárias da mensagem de Deus aos patriarcas. 17. "terras"). Gênesis 17:1-8 enfatizava que a terra seria uma "possessão perpétua". Uma Herança A promessa da terra de Canaã. na forma canónica que agora chegou até nós. 24:7. 18. 28:1 -14. A fidelidade à mensagem do texto. masque apenas teria uma pequena experiência de estar pessoalmente na terra. 50:24). como o segundo dos três temas principais (Gn 12:7.

Em contraste com as nações que buscavam um "nome" para elas mesmas. na promessa quanto ã terra. teria de ser a fonte de bênçãos. por sua vez.17:8. Era mediante a fé: "Ele creu no SENHOR. 1964). assim também havia um "transbordamento" aqui. no caso de uma aliança. confirmações e expansões da promessa". James Barr. . Zeitschrift für Wissenschaft 84 (1952): 197-248. "Das Wort 'olam in A T " . seriam a pedra de toque da bênção para todos os outros povos. mesmo a ocupação da terra feita por Josué não esgotou a promessa quanto a esta terra como lugar escolhido por Javé para o Seu povo. da qual era o clímax. 1. de fato. porque. pág. "eterno". n. (Nashville: Abingdon. e cada filho sucessivo da promessa. interpreter's Dictionary of the Bibler 4 vols. Aquele que foi abençoado agora vai levar a efeito bênçãos de proporções universais. 6 Ver os estudos algo insatisfatórios de E. o apóstolo Paulo indicaria esta frase.7 Assim sendo. Em palavras simples. Assim.26:3-4. 105. die alttestamentliche 7 Jürgen Moltmann. as boas novas eram: "Em ti [na descendência prometida] serão abençoados todos os povos" (Gl 3:8). Biblical Words for Time (Naperville: Allensons. IV: 644. assim como as ocupações anteriores foram simultaneamente reconhecidas como "exposições. Mais tarde. idem. Porque assim como a promessa de um filho tinha sido expandida para abranger naquela filiação todos os descendentes do patriarca. o embrião das boas novas da parte de Deus podia ser reduzido à palavra-chave "bênção". 1975). era que Abraão. Jenni. Esta. Deus fez de Abraão um grande nome a fim de que pudesse ser o meio de bênçãos para todas as nações. já havia um forte senso de perpetuidade. 18:18. veio a ser um sinal ou penhor da concessão completa da terra que ainda seria feita no futuro. "perpétuo". e também 48:4). 69.94 Teologia do Antigo Testamento {' ahuzzat 'ôlãm . pág. " T i m e " . Uma Tradição Herdada 0 terceiro elemento na promessa. A palavra 'ôlãm. Todas as nações da terra seriam abençoadas por eles. 1962). declarando que era o mesmo "evangelho" que ele pregava. e quanto a Jacó — 28:13-14). 22:17-18. Teologia da Esperança (Rio de Janeiro: Herder. Pode-se levantar a pergunta: Como é que as nações receberiam esta bênção através de Abraão ou de qualquer dos seus filhos sucessivos? 0 método terá de ser o mesmo que era para Abraão. tem de acrescentar algo mais ao substantivo que acompanha. quanto a Isaque . porque cada um deles era o mediador de vida para as nações (quanto a Abraão — 12:3.6 As promessas ancestrais foram cumpridas pela colonização posterior da terra feita sob o comando de Josué.

Quer dizer.J. von Orelli. er nele. 1889). desfrutará do benefício desta fonte de bênção. teria de transmitir a bênção divina. Deus computou isto em favor de Abraão como sendo justiça. Somente poderia haver pecadores individuais endurecidos que entenderiam tão mal aquele que é fonte de bênção para todos em derredor dele. sim. Clark. . era um mediador de bênçãos para aqueles que o cercavam. 20:7). portanto. o assunto de filhos não foi especificamente inclufdo. em virtude do seu relacionamento especial com Deus. mais antiga e mais central dela: a pessoa do homem da promessa. a dispensação da graça de Deus para o mundo inteiro. J. segue-se que um ato inclui o outro. Nesta passagem. que seu povo. Como o próprio Abraão. 107. não sonegará a homenagem e. 0 objeto da sua fé tinha que ser achado no conteúdo da promessa total. mas. do mesmo modo. porém. Nesta promessa. Sua confiança. O mundo. e. 3 (de Gênesis 12). 8 8 C. & T. Não há. O número singular aqui tem especial significância. Pelas palavras anteriores. se mostra em Gn 20:7. era mais do que um vago assentimento intelectual à existência de uma deidade suprema dalgum modo geral. A tradução literal de Gênesis 15:6 é simplesmente que ele acreditou em Javé (he ** mfn ba YHWH). . a primazia deve ser dada à parte primeira. . por outro lado. Esta bênção é subentendida nas palavras finais [de 12:3] que coloca a coroa na promessa . p. concordância entre os exegetas se o nifal do verbo ["ser bendito"] se refere ao ato subjetivo de homenagem ou ao ato objetivo da bênção divina. ao Deus dele. The Old Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Tra- ced in Its Historical Development. Banks (Edinburgh: T. porém. Isto naturalmente. o significado da breve declaração é exposto no v. portanto. e o Senhor tratará bem aqueles que querem bem a ele e que prestam homenagem â graça divina que se revelava nele. estava no Senhor — mas especificamente no Senhor que prometera. como um todo. e segundo isto o relacionamento de Deus com os homens depende da sua atitude para com Abraão (cf. ao ponto de condená-lo e odiá-lo.Provisões na Promessa: A Era Patriarcaí 95 e isso lhe foi imputado para justiça" (Gn 15:6). que seria o descendente masculino que havia de surgir na descendência (3:15). porque a primeira cláusula prometeu fazer de Abraão uma grande nação. se vê em Is 19:24 e Zc 8:13. trad. quando Deus Se encontrou com Abraão pela primeira vez. Tanto é assim que. mostrará Sua ira àqueles que desprezam e desdenham aquele que Deus abençoou. inferido (12:1-3). Repitamos mais uma vez a súmula que von Orelli deu desta conexão entre Abraão e a fé das nações.

Jr. 17:1. embora reconhecesse a existência de um certo elemento condicional presente ali. Walter Brueggemann e Hans Walter Wolff. 10 Cleon L. Algumas pessoas objetarão a uma interpretação de incondicionalidade imposta sobre as promessas a Abraão. I Samuel 14:12. isto significava que ele tinha de renunciar a todos os seus esforços humanos no sentido de garantir a promessa. 22:16. Será. e depender da mesma Pessoa divina que falava do futuro. e sé perfeito. Farei uma aliança entre mim e t i " . 1:171. A primeira passagem está no imperativo: "Sai da tua terra. português "amém"). Rogers. freqüentemente.96 Teologia do Antigo Testamento Sendo que o verbo "crer" em Gênesis 15:6 é a forma do verbo hebraico chamada hifil. Assim. e era isto que Abraáb acreditava e no que "se firmava". Vos. da tua parentela e da casa de teu pai. Geerhardus Vos indicou " o sentido causatívo-produtivo" 9 do verbo. porém. 9-14. e a preposição. "The The Vitality of Old Testament Traditions theca Sacra 127 (1970): 252 e n. cinco passagens como exemplos de estipulações colocadas sobre Abraão: Gênesis 12:1. o "plano para a história (Gn 1 5:5)" feito por Deus. 11 Kerygma of the Yahwist". Citam-se. 9 Geerhardus. ressaltou que o objeto de fé era "algo no futuro". conforme o julgamento dele. Ambas estas palavras. que tal mandamento chega a ser uma condição formal imposta sobre a intenção divina de abençoar? Cleon Rogers. 1975). a seqüência era dois imperativos seguidos por dois imperfeitos exortativos. portanto. para trabalhar no presente. 28:22. 47. 2 vols. e que este tipo de construção ocorre em Gênesis 45:18 (onde se ressaltava aquilo que José pretendia fazer para seus irmãos) ou Gênesis 30:28 (aquilo que Labão pretendia fazer para Jacó) e Gênesis 27:3. "The Covenant with Abraham and its Historical Setting".61. 10 A ordem de " i r " . pareceria que Gênesis 17:1-2 impõe outra condição: "Anda na minha presença. Abraão possuía as promessas de Deus como coisas ainda não realizadas quando ele possuía o Deus das promessas e a Sua palavra digna de confiança. demonstrou corretamente que o acento da passagem recai nos exortativos que ressaltavam intenção mais do que obrigação. . 26:5. 98.. 2 Samuel 14:7. BiblioHans Walter Wolff também concorda. (Atlanta: Knox Press. Este imperativo é seguido por dois imperfeitos e depois por uma série de imperfeitos exortai îvos nos versículos 2-3. Biblical Theology (Grand Rapids: Eerdmans. e vai para a terra que te mostrarei" (Gn 12:1). e no futuro cumprir aquilo que disse que faria. mostraram que a fé tinha a sua fonte e o seu objeto no Javé pessoal. era um convite para receber a dádiva da promessa pela fé. Gerhard von Rad. p. de 'ãman (cf. Mais uma vez. p. Para Abraão. Teologia do Antigo Testamento. 1954). 1 1 À primeira vista.

Era simplesmente a garantia da parte de Deus: "Eu estarei contigo". Keil e F. se assim quiser) estava intimamente vinculado com a promessa como a seqüência desejada. 15:7-21. Em Gênesis 26:5. tinha o seu momento sensível de teste ou de transição. em 12:1 -3. a promessa não teve seu início no capítulo 22 nem no 26. parecer ser outra condição da promessa. e guardou os meus mandamentos. porquanto ('èqeb * aser) obedeceste à minha voz".d. 12 Leupold. Além disto. 1:223. F. Não se pode negar a conexão. Como conseqüência. . não deveria ser muito difícil para qualquer pessoa que realmente tivesse escutado de modo adequado a plena revelação da promessa na era dos patriarcas. 13:14-17. dirimiu a dúvida de forma completa: a circuncisão era apenas um "sina!" da aliança. apenas aos participantes que seriam beneficiados por estas promessas perpétuas. esta já tinha sido estabelecida havia muito tempo. Tal fé deve ser evidenciada por uma obediência que brotou da fé. s. As últimas duas destas passagens são mais difíceis. que ainda estava no futuro. A Palavra de Certeza Em toda parte das narrativas patriarcais. O dever da obediência (a lei.Provisões na Promessa: A Bra Patriarcai 97 O que era a verdade no que diz respeito a 12:1-3. porém. para que (l ema'an) o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (v. também se aplica aqui. e praticar a justiça e o juízo. e. 19). Delitzsch. os meus preceitos. Genest's. Além disto. 7. O versículo 11. . a promessa já havia sido repetida várias vezes antes desta ocasião. no entanto. . a eleição divina tinha o propósito não somente de abençoar a Abraão e à nação (18:18) como também o de incumbir a ele e a sua família do dever de "guardar o caminho do SENHOR. Cada capítulo. os meus estatutos e as minhas leis". e não a sua condição. Se não ficasse evidente a condição de fé. 12 O argumento idêntico seria aplicável para 17:9-14. alguns expositores argumentaram que a força do verbo traduzido "farei" fw e *ett enâh) não significa "estabelecer". à primeira vista. Biblical Commentary on the Old Testament. sim. então o patriarca viria a ser mero transmissor da bênção sem pessoalmente herdar qualquer das dádivas dela de modo direto. foi dito a Abraão: "Porquanto (ktya'an ' a8er) fizeste isto [te dispondo a oferecer teu filho] abençoar-te-ei. C. a condicional idade não era vinculada á promessa. Certamente. mas sim. onde a circuncisão poderia. 25 vol. Em Gênesis 22:16-18.). havia ainda outro tema que ressoava como outra parte da bênção da promessa. a bênção é repetida a Isaque "porque ('èqeb ' a$er) Abraão obedeceu á minha palavra. 1:514. (Grand Rapids: Eerdmans. e 16:10. a transição para o tempo da lei de Moisés. "fazer vigorar" ou "tornar operativa aquela que já vigora". Ao nosso ver. Portanto.

Preus. 3. 35:3). J. 1 4 Assi m como Jacó tinha sido favorecido e abençoado pelo Deus que conhecia os problemas que este tinha com as tramas de Labão. 14 exemplos surgem nas narrativas de Isaque e Jacó. O filho de Jacó. o Juiz de toda a terra faria aquilo que era justo. Botterweck e H. a primeira vez que a presença de Deus com os homens foi explicitamente mencionada foi quando o escritor comentou que Deus estava " c o m " ('et) Ismael. Com isso. já fora sentido por Abraão antes de as palavras terem sido colocadas numa fórmula da teologia da promessa. 1974 -)1. A presença ativa de Javé manifestava Seu caráter. Era preeminentemente uma palavra de relacionamento pessoaL A presença divina. De 104 exemplos desta fórmula da presença divina. Jacó prometeu: "Se Deus for comigo Cim). Jacó repetiu a Labão que o Senhor realmente tinha estado com Cim) ele (31:5. Ou. quando Jacó estava para voltar para Canaã. também experimentou aquela mesma presença divina de Deus (39:2. G. dirigida a Abraão: "Deus é contigo Vim) em tudo o que fazes" (21:22) e mais tarde para Isaque: "Vimos claramente que o SENHOR é contigo Hm)" (26:28). o Senhor repetiu a Sua promessa anterior: "Eu serei contigo Cim)" (31:3). Fritsch. e me guardar nesta jornada que empreendo . 14 Charles T. com o encorajamento da parte de Deus. . 21. "God Was With Him: A Theological Study of the Joseph Narrative". e serei contigo Cim)" (26:3). quando tomou o caminho para Harã: "Eis que estou contigo Cim)' 1 (28:15). Ringgren.98 Teologia do Antigo Testa men to Na realidade. conforme disse numa aparição anterior: "Habita nesta terra. . Outra vez. assim também José foi socorrido e abençoado pelo mesmo Senhor que seguia a sua situação mutável no Egito. Willis (Grand Rapids: Eerdmans. Depois surgiu como palavra na boca dos filisteus.449-63. ainda que a palavra não estivera presente. Interpretation 9 (1955): 21-34. trad. com respeito à justiça dEle em tratar com Sodoma e Gomorra (18: 23-33). sem dúvida. Outra ilustração semelhante era a intimidade da inquirição que Abraão fez de Deus. Abimeleque e Ficol. José. então o SENHOR será o meu Deus" (Gn 28:20-21). Por exemplo. tratou-se de um sonho com uma escada. Não tinha sido o "escudo" e "galardão sobremodo grande" de Abraão (15:1)? 13 Horst D. empregando as duas preposições hebraicas traduzidas por " c o m " (*et e *im) no AT. . 23). " T e t h t 'im'' Theological Dictionary of the Old Testament eds. John T. Deus apareceu a Isaque com as seguintes palavras de conforto: "Não temas. porque eu sou contigo Cet)" (26:24). filho de Agar (Gn 21:20). especialmente 456. a vitória que Abraão alcançou contra Quedorlaomer em Gênesis 14:13-24 era uma ilustração deste fato. Seu poder e Sua capacidade para cumprir a palavra repetida da promessa. com respeito à certeza da parte de Deus. Assim sendo. Para Jacó.

Cf. 15 e 17. 0 Deus soberano de todo o universo agora condescenderia a Se chamar o Deus de Abraão e da sua descendência. Seu emblema seria o leão real. em 28:13-14. e as mais antigas autoridades quanto ao texto. Nisto consta a essência do relacionamento pessoal que havia entre eles. nos levam à nossa tradução. Por enquanto. Y do outro lado.Provisões na Promessa. o quarto filho do patriarca. para sua possessão descrita no texto seguinte. e da tua descendência" (Gn 17:7). e ele manteria a sua superioridade sobre os seus inimigos. da promessa. a opinião de von Orelli merece atenção cuidadosa: O contexto. É verdade que José recebeu uma porção dupla de herança. Qual é. e traduzimos: até que venha para aquilo que lhe pertence. o significado da frase "até que venha Síló Vad kíyãbò'sílõh)? Mais uma vez. tomamos o sujeito pessoal que domina todo contexto. ação (19:29) e bênção em tudo que Abraão fazia (21:22). especialmente a bênção proferida por Moisés com respeito a Judá. Assim como Isaque abençoara Jacó em Gênesis 27:29. Simeão e Levi. S elfoh era a leitura do texto que foi legada pela antigüidade. era a promessa divina: "Serei o teu Deus. foi transferida a Isaque em 26:3-6 e depois. Ao invés de empregar este sujeito neutro abstrato. foram deixados de lado por causa da escandalosa vingança que tomaram dos siquemitas (34:13-29). A ele são dados o cetro (sèbet) e o bastão (m ehòqèq — 49:10} do soberano. mas foi Judá que veio a ser o " l í d e r " (nagíd) entre seus irmãos. ou seja. e a LXX a interpretou de modo neutro: heós *ean 'elthê ta apokeimena auto [até que venham as coisas reservadas para ele]. Não é de estranhar que Tiago dissesse que Abraão " f o i chamado amigo de Deus" (Tg 2:23}. assim Jacó passou a transmitir a mesma supremacia sobre os irmãos a Judá em 49:8. Ruben. A Era Patriarcal 99 Abraão recebeu a primeira parte daquilo que viria a ser a fórmula tríplíce. cf. perdeu o direito de primogenitura porque desonrou o leito nupcial do pai {Gn 35:22). assim Judá. e especialmente em Pada-Arã (35:9-12. a Jacó num sonho em Betei. Assim pairou o manto da liderança sobre Judá. freqüentemente repetida. recebeu-a com a bênção que Jacó pronunciou em 49:8-12. o segundo e o terceiro filhos de Jacó. 0 filho mais velho. 46:1-4). 0 relacionamento entre eles era de amor (18:19). sendo que seus dois filhos foram em certo sentido adotados por Jacó (cf. em Dt 33:7: w ejei 'ammô t ebf ennu ["traze-o . porém. O Soberano Prometido Assim como a bênção que Abraão recebeu em Gênesis 12:1-3. Sua proeza faria dele uma tribo principesca. de um lado. b ekòrat de 1 Cr 5:1).

Moran. sim.. Ver W. Moran. reinaria sobre todos os povos da terra porque era Seu direito e destino assim fazer. " e a ele obedecerão os povos" fw e!ô yiqq ehat *ammTm}r continuou: [povos] não se pode aplicar meramente aos israelitas . Gesenius. com razão. e dele 6 a obediência do povo".. cf. Bib/ica 39 (1958): 405-25. O nome mais freqüente e importante. Como campeão das demais tribos. porém. havia uma série de nomes para Deus. T V . mas também rejeita (409-10. "Deus Altíssimo" (14:18-20. Além disto. "Deus eterno" (Gn 21:33). 22). Buhi. a alusão de Ezequiel em 21:27 "até que venha aquele a quem pertence de direito. ou povos fora de Israel. Von Orelli. demonstrará energia incansável até que tenha conquistado seu território sem limites.1 7 O Homem da promessa teria sucesso esmagador. considerava que o sujeito pessoal dominasse a seção inteira). segundo 27:29. judeus e cristãos. 17? ed. Era El Olam. L. Hebraisches und Aramaisçhes Handworterbuch. refere-se a todos os povos.. sobe* rano. e para o emprego de se em contextos não necessariamente do norte ou menos antigos). 1 5 No que diz respeito à frase final de Gênesis 49:10. e. 15 Ibid. naturalmente. léem-se: heosan etthe apokeitai. chamamos a atenção ao paralelismo entre weiô e sf/oh nas duas linhas paralelas. Além disto. ou intérpretes posteriores.100 Teologia do Antigo Testamento para seu povo"]. rejeita a leitura siíu (m) como alegado cognato acadiano com o significado de "príncipe. e que será a porção especial de Judá. ed. 596^ Concluiu que 1 ammim nunca se emprega acerca de Israel exclusivamente. pág. rei" (que nSo ocorre na Ifngua acadiana. e mudaria yabô' para o hifíl yõbã'. "até que venha aquele a quem está reservado". se soletra sylh em hebraico. teria Sua origem na tribo de Judá. "Genesis 49:10 and its use in Ezekiel 21:32". a saber. 14-16) porque o sujeito não expresso não pode ser "a vara" ou "o cetro". 16 Não é. então. F. Ele vocalizara " S i l ó " como say e lôh. W. faz parte da herança de Jacó. (Respondendo a estes últimos dois problemas. 1921). As recensões de Luciano e Orfganes da LXX. (Leipzig. mas. 121-22. Semelhantemente. tenham considerado isto como outro acréscimo à doutrina da descendência vindoura. 410-11). deve se referir ao domínio nacional mais generalizado. (Orelli. em IsraelI O Deus da Promessa Nas narrativas patriarcais. 16 Para estudos adicionais. como também outras nações se curvariam diante do seu domínio. não somente as tribos de Israel prestariam homenagens a ele. ou Javé Yireh "o SENHOR proverá" (22:14). que. 405-409) e a leitura da Cidade Siló (que nunca 17 •y» deveria ter sido escrito sei/Ô hÔ% e se como pronome relativo é muito improvável sendo que este é um aspecto do dialeto do norte. "até que tributo seja trazido a ele. sem justificação que Ezequiel. porque isto estraga o paralelismo. Prophecyr págs. El Elyon. portanto. a ele a darei" não pode ser considerada algo além dos limites.

Jl 1:15. (4) a longevidade de Jó (acima de 140 anos. . começando com Jó 5:17. suas bênçãos para uma descendência escolhida. Deus é onipotente e um grande Soberano que poderá agir. Theologyf págs. destruir". Fora destas seis referências em Gênesis e as trinta e uma referências em Jó. em prol daqueies a quem ama e que sao chamados de acordo com Seu propósito e plano. El Shaddai indicava a capacidade de Deus de subjugá-la. Assim como Ele dominava sobre a natureza. 28:3. "subjugar. 35:11. cf. Conforme Geerhardus Vos declarou. Jó 42:16) pode-se comparar com os 110 anos e três gerações de José (Gn 50: 23). Cf. ou de sdt "seio". ou cinco gerações. Frank M. o "Soberano de Tudo" ou o "Onipotente".42:8) pode. 19 El Shaddai enfatizava a obra sobrenatural da graça de Deus. a teologia desta seção foi entrelaçada ao redor daquela palavra do alto. e (5) a morte de Jó (42:17) se descreve exatamente nos mesmos termos aplicados á de Abraão (25:8) e à de Isaque (35:29). cf. "Yahweh and the God of the Patriarchs". Ez 1:24. Independentemente de qual o significado que os estudiosos acabem atribuindo a Shaddai (seja "alimentador" ou "Deus da Montanha"). Js 24:32). El Shaddai é termo empregado umas trinta vezes. (3) a moeda corrente (q esftâh — Jó 42:11) é a mesma que se menciona nos tempos de Jacó (Gn 33:19. 10:5). Juntamente. Vos. Isto não é algo inesperado. Este nome ressaltava a força e o poder de Deus. assim sendo. Nm 24:4. Alguns destes indicadores safo: (1) as riquezas de Jó o colocam na classe de grandes donos de rebanhos (Jó 1:3. a LXX traduziu-o em Jó como ho pantokrátòr. se encaixam no teor geral do nome e do seu emprego na era patriarcal. 30:29-30). 16). Cross. pois o prólogo e epflogo daquele Livro têm credenciais muito claras para colocarem os eventos de Jó na era patriarcal. e o fará. Ele notou a conexão em Isaías 13:6 e Joel 1:15 entre shaddai e o verbo hebraico sãdad. "campo". forçando-a a adiantar o Seu plano de salvação. Assim sendo. e nos Salmos (68:15 [hebraico]. cf. somente ser comparado com a era patriarcal ou pré-patriarcal. 95-96. 43:14. que vão além de trinta. também 49:25-'et Shaddai). 48:3. A Era Patriarca/ 101 era El Shaddai. e da certeza da presença divina que 18 19 Do ugarítico tdyf "montanhas". este nome vinculava a Sua obra na Criação com Sua obra poderosa através da história para levar o Seu plano a efeito. este nome divino aparece em três outros lugares no Pentateuco (Êx 6:3. 18 o padrão de emprego é claro nas seis referências patriarcais e na maioria das referências em Jó.Provisões na Promessa. quatro vezes nos Profetas (is 13:6. Assim. 91:1) e Rute (1:20-21). semelhantemente. 10} tal como era (saque {Gn 26:13-14. usualmente traduzido "Deus Todo-Poderoso" (17:1. Harvard Theological Review 55 (1962): 244-50. No livro de Jó. contrastar sd. (2) o fato de ele oficiar em sacrifícios em prol dos seusfilhos (Jó 1:5.

von Rad e Procksch. Talvez houvesse este mesmo conceito de proximidade física no ato de comunicar a bênção do pai para o filho. cf. porque Ele repetidas vezes Se identificava. Daí declarar Labão que recebia bênçãos da parte de Javé. Abraão acreditava que o poderoso Deus poderia livrar seu filho da própria morte. o texto patriarcal sempre distinguia com cuidado o fato de que cada patriarca " f o i reunido ao seu povo" após sçr enterrado na "sepultura" (Gn 25:8-9. por estar perto de Jacó (Gn 30:27. 35:29. não foram cancelados após a morte.28). como sendo "o Deus de Abraão. mesmo deixando de debater o meio ou método propriamente dito. e nada menos do que a presença do próprio Deus (26: 3. e a continuada associação d Ele com eles. o Deus vivo e pessoal. o relacionamento deles com Deus. era certamente tão importante quanto o ato. Translator 16(1965): 74-80. referindo-se ao dobrar ou quebrar os joelhos ao prestar homenagem ou dar graças. Por isso mesmo. 30). Bible I b i d pâgs. e até o seu sucesso imediato. conforme fez Gésenius. Semelhantemente. Ele tinha tanto direito a este ponto de vista quanto Gilgamés tinha por seu amigo. em Gênesis 22. conforme sugeriu H. Da mesma forma. ou o mito de Tamuz tinha pela vegetação morta. 21 . Tudo vinha da palavra de encorajamento da parte de Deus. 37:35. herança e tradição dos patriarcas. 20 Ao invés de situar a raiz do verbo abençoar (brk) na raiz prqf "quebrar". Marcos 12:26. Mowvley seguiu J. o próprio presente que resultava da bênção (Gn 33:11). Mowvley. uma capacidade concedida por Deus. Pedersen. 33). o Deus de Isaque. para assegurar o cumprimento da promessa (17:16. Assim também Labão beijou seus netos e os abençoou (31:55}. (Pode ser que José colocasse seus filhos nos joelhos de Jacó — Gênesis 48). e o Deus de Jacó" (Êx 3:6.102 Teologia do Antigo Testamento garantia a certeza do herdeiro prometido. 78-79. A própria palavra da bênção. o galardão da prosperidade (15:1). Estes homens foram tão abençoados que seus benefícios transbordavam para seus vizinhos. 21 A confiança dos patriarcas que sobreviveriam à morte. que traduziram o verbo barak como sendo "colocar nos joelhos de". surgiu juntamente com as demais bênçãos daquela era. E assim Isaque tocava e beijava Jacó enquanto transmitia a bênção a ele (Gn 27:27). porém. 49:29. 20 H. o Faraó foi abençoado pela sua proximidade de José (39:5). "The Concept and Content of 'Blessing' in the Old Testament". 24:60). Enkidu. aquele que lutou com Jacó tocou-lhe na articulação da coxa (32:25-32). A bênção consistia em muitas coisas: uma profecia. a paz do Senhor (26:29). 31. Mowvley. Além disto.

apêndice è preleção V (Grand Rapids: Eerdmans. 2 vols. 1:343-59. 200-10. pp. Patrick Fairbairn. . 23 Para uma discussão mais completa. Semelhantemente. 2 2 Não admire. (Grand Rapids: Zondervan. 23 22 Ver nossa discussão inteira no capítulo sobre a teologia sapiencial. que o salmista expressasse com confiança o fato de que os homens continuavam a desfrutar da comunhão com Deus além do tumulo (SI 16:10. 73:24}. Christian View of God and the World. Jó argumentava em 14:14 que os homens participavam da mesma perspectiva de "se renovarem" como tinha a árvore cortada (14:7). 1 75-177. 1947). pois. 49:15. 1963). The Typology of Scripture. págs. ver James Orr.Provisões na Promessa: A Bra Patriarca! 103 Lucas 20:37).

0 amor leal e graça fidedigna deste Deus que fazia alianças conforme as Suas promessas dominavam a transição entre estas eras.A despeito dos quatrocentos anos de silêncio que separaram os tempos patriarcais da era mosaica. A descedência. a teologia não se alterou por um só compasso. Estas eram evidência de que Deus tinha cumprido a Sua promessa: os descendentes de Jacó realmente "foram fecundos". era um povo. o Deus que estaria dinâmica e efetivamente presente quando houvesse necessidade e quando os homens clamassem a Ele. E a experiência desta nação dos atos graciosos de Deus era mais do que uma coletania de intervenções pessoais para indivíduos selecionados. uma nação. "aumentaram muito".: Javé. a breve recapitulação da família de Jacó se concluiu em Êxodo 1:7 com sete palavras deliberadamente amontoadas uma sobre as outras. Ele escutara os gemidos de Israel. Le. Foi uma alusão clara à bênção prometida em Gênesis 1:28 e 35:11. . oomo confissão: "Javé libertou Seu povo do Egito". porém. Neste caso. Seu nome era "Eu sou". tudo ficaria vinculado à mesma segurança consoladora do passado. agora era mais do que uma mera família. porque assim era o nome e o caráter de Deus. "se multiplicaram" e "grandemente se fortaleceram". Mesmo assim. Nisto se acha a nova distinção para esta era. Por exemplo. "Eu serei contigo". a nação inteira reafirmaria os atos de Deus.

não se tratava de um . agora. Deus empregou a designação: "meu filho. te fez e te estabeleceu?" (Dt 32:6). Quando.g. 33:1). coletivamente. . as necessidades que aqui surgiram vieram a ser uma nova oportunidade para outra manifestação da lealdade divina á Sua promessa tão freqüentemente repetida. empregava o plural (e. O Deus da libertação era o mesmo "Deus dos vossos pais" (3:13). meu primogênito « . toda esta atividade divina poderia ser resumida num só conceito: era o "lembrar-Se" da Sua aliança (6:5). a aliança no Sinai era uma continuação teológica e histórica da promessa dada a Abraão. O primeiro ato de Moisés como porta-voz recém-nomeado pelo Deus vivo foi ordenar categoricamente a Faraó. onde pensava-se que o Faraó nascesse da união sexual entre o deus e a rainha — Israel evitava cuidadosamente qualquer idéia da filiação divina. Meu Primogênito Os doze filhos de Jacó e os dois filhos de José se multiplicaram até se tornarem uma grande nação durante o período de escravidão no Egito. Embora seja verdade que era lugar-comum no antigo Oriente Próximo. "o Deus de Abraão. os filhos de Jacó tinham aturado demais. o autor do Êxodo fez uma ligação direta entre o período dos patriarcas e do Êxodo. meu primogênito". Assim sendo. Javé estava para ser revelado como "Pai" através das Suas ações: trouxe Israel à existência como nação. porém. porém. O israelita individual. Meu Filho. Deus aparecera a Abraão. Assim Moisés arrazoaria no seu discurso final a Israel: "Não é ele [o Senhor] teu Pai. Quando o AT se referia a israelitas individualmente. ao livrar Israel e guiá-lo para a terra que jurou que daria aos patriarcas (6:8. pedindo socorro. Mais uma vez. para ele. que te adquiriu.106 Teologia do Antigo Testamento e Seu interesse pelos israelitas e Sua ação em prol deles foram descritos resumidamente como o "lembrar-Se" da Sua aliança com Abraão. Se manifestaria como Javé (Êx 6:3). Ao invés de tratar o Egito e o Sinai como sendo uma interrupção das promessas anteriores. "Filhos sois do SENHOR vosso Deus" [Dt 14:1 ]). 15-16). Isaque e Jacó (Ex 2i24). clamaram a Deus. o Deus de Isaque e o Deus de Jacó" {vv. O texto significativamente empregou o singular para a comunidade inteirada Israel. Depois de quatrocentos e trinta anos de escravidão (Êx 12:40). alimentou a nação e a guiou. O socorro veio na pessoa de Moisés e nas intervenções e palavras milagrosas da parte do Senhor. porém. "Israel é meu filho. A paternidade consistia nisto. os monarcas alegarem ser filhos dalgum deus — o que era especialmente verdade no Egito. Deixa ir meu filho" (Êx 4:22-23). Anteriormente. também era um "filho de Deus" precisamente porque era um membro do povo escolhido. a Isaque e a Jacó no caráter e natureza de El Shaddai.

Como filhos verdadeiros. pode ser entendida. Assim sendo. Era parte integrante da vocação divina e do ato de Deus em libertar Israel do Egito. Assim aconteceu com Jacó. tratava-se de um relacionamento de família: um povo que formava a família de Deus. sou Santo" [Lv 19:2 \passim). e depois veio Jacó (Gn 25:25-26). A palavra hebraica benf " f i l h o " . que ainda haveria de vir. "primeiro em preeminência". mas Jeremias reoonheceu-o como sendo "primogênito" de Deus (Jr 31:9). 1 . g. Êx 13:2). The Way 5 (1965): págs. Efraim era o segundo filho de José. membro de um sindicato de artesãos. porém. significava o "primeiro na escala". ou discfpuio de um mestre. porque eu. My Firstborn Son". o "Pai" desta família. g. conforme seu emprego aqui. 183-91. muitos dos discernimentos neste ponto. era uma família formada. que então recebeu o novo nome de Israel Esaú era o primeiro quanto à posição do nascimento propriamente dito. mas não meramente no sentido de cidadão de uma nação. Pelo contrário. porém. "Santos sereis. ou no sentido de uma mera unidade étnica. A filiação de Israel expressava um relacionamento:1 Israel era o filho de Javé.O Povo da Promessa: A Era Mosaica 107 epíteto descuidado ou uma licença poética. Os leitores e teólogos do AT nem sempre apreciam a importância tanto do significado como do conceito de solidariedade coletiva nas expressões "Meu filho" e "Meu primogênito". que recebeu o favor da parte de Deus e a surpresa de ser chamado Seu "primogênito". Aqui. o SENHOR vosso Deus. em todos estes sentidos. os israelitas tinham de imitar seu Pai nas atividades. usualmente significa o primeiro filho a nascer (e. do outro lado. O título "primogênito" (b ekôr). doava seus recipientes direitos e honras especiais de herança e favores. política ou social. deve respeitar a vontade do Pai e demonstrar seu respeito e gratidão ao fazer aquilo que o Pai lhe manda fazer. Israel não era uma família no sentido adotivo. "Descendência" é uma expressão coletiva que surgiu pela primeira vez em Gênesis 3:15 como pessoa que representava não somente o grupo inteiro identificado com a mesma como também a pessoa representativa última e final. No sentido transferido. O filho. por sua parte. Semelhantemente. Aquilo que antes dependia da posição agora era removido e fundamentado na graça. O Pai. em vários contextos diferentes. foi Jacó. demonstraria Seu amor ao tratar com Seu filho de modo terno e leal. g. Os direitos de primogenitura eram ultrapassados quando outro filho era designado o "primogênito". o filho deve aspirar ser (e. salva e guardada por Deus. Tudo aquilo que o Pai é. Gn 25:25) ou a abrir a madre (e. "Meu f i l h o " e "Meu primogênito" também Devo a Dennis McCarthy: "Israel. por outro lado.

108 Teologia do Antigo Testamento funcionavam nesta mesma dupla capacidade. Contrastar nossas concfusdes com as de Richard Deutsch. também. 8:1. Israel já se tornara um gôy. A lealdade de Javé ao Seu povo se evidenciou nos eventos das pragas. Este fato se tornou evidente pela primeira vez quando o Senhor disse a Moisés. 9:1. E Ele compartilhava do título pròtotokoi com todos os crentes. O objetivo. uma "nação" (Êx 19:6). As pragas tinham um propósito salvador tanto para Israel como para o Egito. Israel não tinha escolha quanto a isto. Lucas 11:20]) foi descarregado em graus sempre crescentes de severidade contra Faraó. a mera punição como retribuição pela obstinação de Faraó. assim como acontecia com Israel no AT (Hb 12:23). Os 11:1). portanto. Ele. [cf+ Êx 31:18. Moisés repetiu este título a Faraó. Eram para convencer Faraó que Javé de fato falara e que deveria ser temido e obedecido. o Messias. Meu Povo. das identidades e dos significados em todas as partes de ambos os testamentos é mais do que um mero acidente. Ap 1:5). e os muitos que já acreditavam nele. SI 8:3. Seu poder (chamado o "dedo de Deus" em Êxodo 8:19. e os egípcios também não. 10:3). não foi. Além disso. ficar surpreendidos quando as mesmas expressões forem empregadas com respeito a Jesus. e as terras e bens dos egípcios. seu povo. do Êxodo e da viagem no deserto. nunca. 7:14. Quando. Ser chamado "povo" Cam) 2 significava que era um grupo social étnico com força numérica e unidade suficientes para ser considerado uma totalidade corporativa. Cl 1:15. tão intimamente vinculado a Javé que Ele o chamou "Meu povo". É evidência notável de um programa oriundo de um único plano e de um único povo de Deus unificado. no entanto. 18. na exigência categórica da parte de Deus: "Deixa ir o meu povo" (Êx 5:1. era o "primogênito" pròtotokos de Deus (Rm 8:29. Hb 1 :6 . Os leitores do NT não devem. A continuidade das expressões. cf. "Certamente vi a aflição do meu povo. porém. Eram expressões coletivas que representavam e incluíam aquele um que haveria de vir. o monarca egípio consistentemente se recusou a cumprir as exigências de Javé. 20. na sarça ardente. 2 . foi livrado do Egito e recebeu o mesmo nome de família "meu filho" {Mt 2:15. porém. Israel seria livrado da servidão a Faraó a fim de servir ao Senhor. "The Biblical Concept of the 'People of God' Southeast Asia Journal of Theology 13 (1972) :4-12. Era. que está no Egito" (3:7). Minha Possessão Israel era mais do que uma família ou filho de Deus.

O Povo da Promessa: A Era Mosaica 109 Este Deus era chauvinista e injustamente parcial a favor dos israelitas. quem é ramo tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade. "acreditassem nEle". Mesmo depois de ter sido realizada a libertação milagrosa na noite da Páscoa. a tua destra. a experimentarem pessoalmente. Devem "saber que Eu sou o SENHOR" (Êx 14:4). "a fim de mostrar-te o meu [de Deus] poder.e-. "para que saibais que toda a terra é do SENHOR . Incluía aqueies gentios que chegaram a "conhecer". — Êxodo 15:6 Ó SENHOR. Seu nome e Seu poder tinham de ser publicados em toda a terra. mas o povo de Deus. Depois de ter visto o que Deus acabara de fazer com os egípcios empedernidos.. a fim de que todas as nações O "temessem". seu servo" (Êx 14:31). 8:10). seus carros e seus cavaleiros (v. "o povo temeu ao SENHOR. Cantaram juntamente: A tua destra. i. "para que saibais que não há quem me seja semelhante em toda a terra" (9:14. O efeito sobre Israel foi assoberbante. Cada catástrofe foi invocada assim: "para que saibais [os egípcios] que eu sou o SENHOR no meio desta terra" (Êx 8:22).Êx 15:13) que Javé tinha para com Seu povot Outros povos ouviam e tremiam. despedaça o inimigo. e para que seja o meu nome anunciado em toda a terra" (9:16). e fizeram aquilo que Moisés mandou. é gloriosa em poder. esta é a explicação do "misto de gente" que deixou o Egito com Israel <12:38). cf. ó SENHOR. Os deuses do Egito não eram deuses de modo algum. Deus. terrível em feitos gloriosos. e não somente no território dos patriarcas em Harã ou Canaã. que operas maravilhas? — Êxodo 15:11 Toda a liberdade que Israel ganhara se devia a amor leal (hesed . e em Moisés. 18). o Senhor Deus de toda a terra. e confiaram no SENHOR. [e que possais] temer ao SENHOR Deus" (vv.. mesmo depois de Deus ter recebido louvor e honra da parte de Israel pela Sua poderosa vitória sobre Faraó. a quem Ele comprara (qãnah — 15:16). muitos egípcios ainda se apegaram ferrenhamente ao seu curso arrojado de confrontação direta com este Deus incomparavelmente grande. Le. Somente Javé era Deus. Alguns dos servidores de Faraó "temeram a palavra do SENHOR" (Êx 9:20). 29-30). ó SENHOR. deixou em aberto o oferecimento de graça enquanto eles perseguiram Israel na sua travessia do mar. E é isto mesmo que alguns dos egípcios fizeram. e Ele era Deus em toda a terra. em detrimento da economia dos egípcios? Também não! O texto insistia que Suas pragas tinham também um apelo evangelístico aos egípcios. Sem duvida. . na Sua paciência. viu a "salvação do SENHOR" .

"The Covenant of Grant in Old Testament and Ancient Near East". Assim foi Israel constituído em "povo". assim sendo. afinal. O valor de Israel. em Deuteronômio. do outro lado. "Hebrew s egutlâ. não individualmente. temos um quarto termo novo para se referir à situação de Israel perante um Deus que o escolhera e chamara. era a coisa mais surpreendente de todas. também $ems egüífãh 14:21. n. e o que exatamente significava a frase? O significado deste termo especial foi elucidado por Moshe Greenberg. 103. De fato. a mesma verdade foi conservada: Israel tinha de ser o tesouro distintivo ("peculiar") de Deus. era Seu tesouro móvel. juntamente com a explicação acreditada dada em Êxodo 13:14-16. Abraão se tornara numeroso. O que. 6:6). que indicou seu equivalente acadiano. A manipulação humana foi claramente excluída.Dt 7:6. que não podiam ser removidos. e sim. Virolleaud que notou o ugarítico sgit. Akkadian sikittu". Êxodo 12:3 chama Israel de "congregação" Cedâh) pela primeira vez enquanto começava a preparar a refeição da Páscoa em cada família. sempre se vinculavam com o conceito do "povo" ('a/T? . Journal of American Oriental Society 90 (1970): 195. foi a explicação. que ele traduziu por "proprieté" 4 A raiz básica deste termo era sakãlu. 26:18. Era o oposto de bens imóveis tais como terras. 14:2. era o "livramento" da parte de Deus (3:8. sublinharam a realidade desta nova realização. "separar uma coisa ou uma possessão". Israel também foi chamado "santo" (qadôí) além de ser a "possessão prezada". fez com que Israel fosse tão valioso. com milagres e o "braço estendido" tomou-os e QS chamou "meu povo" (6:7). a Páscoa e o Êxodo. 3 Journal of American Oriental Conforme citado por Moshe Wèinfeld. Israel ficou sendo Sua possessão. Mais tarde. separado para um propósito específico. sikiltum 3 e por C. . porém a todo primogênito de meus filhos eu resgato (pãdâh)** (v. 15). se baseava no amor e na afeição que Deus dedicava a ele. e que dá o significado completo à sua condição de povo e de nação. Aquele rito deveria ser celebrado anualmente. celebrada durante a última noite de Israel no Egito. coletivamente. A posição de Israel como "possessão escolhida ou prezada" de Deus [s eguUâh — Êx 19:5). Society 71 (1951): 172 e segs.110 Teologia do Antigo Testamento (y e íí) 'aí YHWH — 14:13). 28:9). Vocês devem dizer. de fato. 19. porém. Estas passagens. ele agora veio a ser uma grande nação. portanto. a gerações posteriores. Com isto. e os dois grandes atos redentores da parte de Deus.Todo Moshe Greenberg. O significado deste evento já tinha sido descortinado na cerimônia da Páscoa. O s egü//âh de Deus. que "o SENHOR matou todos os primogênitos na terra do Egito. desde o primogênito do homem até o primogênito dos animais: por isso eu sacrifico ao SENHOR todos os machos que abrem a madre. Era o "parente-redentor" de Israel igô r ef — 6:6) que.

O Po vo da Promessa: A Era Mosaica

111

o conceito pode ser reduzido a uma simples frase; "Tomar-vos-ei por meu povo" (Êx 6:7}, Esta afirmação veio a ser a segunda parte da fórmula tríplice: "Eu serei vosso Deus e vós sereis Meu povo". Agora só faltava a terceira parte: "E habitarei no meio de vós". Esta parte estava para chegar logo. Quem, porém, era este Deus, e quem poderia ser comparado com Ele (Êx 15:11)? Moisés e Miriã já celebraram a resposta, na ocasião da libertação no Mar Vermelho, num cântico que celebrava a incomparável grandeza de Deus. O livramento que Ele operou ao salvar os israelitas do Egito (15:1-12), que também era um sinal da Sua futura ajuda na entrada em Canaã que aguardava o Seu povo (vv. 13-18), deixou bem clara a Sua soberania indisputável sobre os homens, as nações e a natureza: "O SENHOR reinará por todo o sempre" (v. 18). Poucas passagens são mais essenciais para a análise do nome e caráter de Deus do que Êxodo 6:2-8.5 A distinção entre Seu aparecimento aos patriarcas como El Shaddai e Sua manifestação presente a Moisés como Javé (YHWH) continua sendo fonte de debates e conjecturas entre os estudiosos. É certo que os patriarcas não tinham ficado sem conhecimento algum do nome "Javé", porquanto apareceu no registro de Gênesis bem mais do que uma centena de vezes. O que Êxodo 6:3 ressaltou foram os dois verbos reflexivos no nifal, wã'erã' ("Eu Me revelei") e nôda *tf ("não me fiz conhecido"), e a preposição hebraica b e ("por") antes de El Shaddai, e, por implicação, antes de Javé. Esta preposição, conhecida como um beth essentiae, se deve traduzir "como", e significa que "Deus Se mostrou a Abraão, a Isaque e a Jacó no caráter de (i.e., com os atributos acompanhantes do nome de) Ef Shaddai; mas, no caráter do Meu nome Javé não Me fiz conhecido deles". O nome, portanto, revelava o caráter, as qualidades, os atributos e a essência das pessoas assim designadas. Esta análise de Êxodo 6:3 pode ser confirmada por um exame de 3:13. Quando Deus prometeu que acompanharia a Moisés quando este estivesse diante de Faraó e o povo, Moisés perguntou: "Se os filhos de Israel me perguntarem: 'Quai é o nome deste Deus que nos tirará do Egito?' O que direi então?" Conforme Martin Buber6 e outros já notaram, o interrogativo "quê?" (mâh) deve ser distinguido de "quem?" (mf). Esta palavra só pedia o título ou designação da pessoa, enquanto mâh, especialmente em conexão com a palavra "nome", procurava saber as qualidades, caráter, poderes, e capacidades que residiam no nome.

Ver W.C- Kaiser, Jr., "Name", Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, 5 vols. (Grand Rapids: Zondervan, 19751,4:364.
5

Martin Buber, Kingship of God (Nova Iorque: Harper & Row, 1967), págs. 104-6, 189-90; também, J. A- Motyer, The Revelation of the Divine Name {Londres: Tyndale, 1956), págs. 3*31,
6

112

Teologia do Antigo Testamento

Assim sendo, a resposta voltou claramente. Seu nome era: "Eu sou o Deus que estará ali" (Êxodo 3:14). Não era tanto uma designação ontológica ou noção estática de ser (e.g, "Sou o que sou"); era, pelo contrário, uma promessa de uma
presença dinâmica e ativa. Assim como Deus Se revelara no Seu controle sobre-

natural sobre a natureza, para os patriarcas, agora Moisés e Israel, filho de Javé, conheceriam Sua presença numa experiência do dia a dia, como nunca antes tinha sido conhecida. Mais tarde, em Deuteronômio, isto se desenvolveria numa teologia inteira de nomes. O nome veio a representar a presença do próprio Deus, no lugar da mera experiência dos efeitos da Sua presença sobre a natureza*

Sacerdotes Reais
Esta possessão prezada, possuída de modo sem igual, estava destinada a vir a ser um sacerdócio real do qual a congregação inteira fazia parte, Israel, o primogênito entre as nações, recebeu a posição de filiação, foi tirado do Egito como se tivesse sido carregado com asas de águia, e os israelitas foram feitos ministros em prol deles mesmos e das nações. Este papel de mediador foi anunciado em Êxodo 19:3-6. Assim falarás â casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. O mundo inteiro pertencia ao Senhor; mesmo assim, bem no meio das nações colocara a Israel, A ele dera uma tarefa especial. Poucas pessoas conseguiram captar o significado deste texto melhor do que Charles A. Briggs: Temos mais um desdobrar da segunda profecia messiânica [Gn 9:27] no sentido do habitar de Deus nas tendas de Sem agora se transformar no reino de Deus como Rei do reino de Israel. O reino de Deus é um reino de sacerdotes, uma nação santa, Tem um sagrado ministério de sacerdotes, além da soberania com respeito às nações do mundo. Os israelitas, como santos, são os súditos do seu Rei santo, e, como sacerdotes, representanvnO e são mediadores d Ele para com as nações- Assim se desdobra o terceiro aspecto da

O Povo da Promessa: A Era Mosaica

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aliança com Abraão. Assim como a coisa essencial para Abraão tinha sido a descendência prometida, assim como a coisa essencial para Jacó tinha sido a terra prometida, assim agora, quando Israel se tornou uma nação, separando-se dos egípcios, e entrando em relacionamentos nacionais oom as várias nações do mundo, a coisa essencial veio a ser o relacionamento que, de um lado, ia adotar para com Deus seu rei, e, do outro lado, para oom as nações, pondo em primeiro plano o lado positivo daquele relacionamento. Isto é representado nesta promessa: como ministério de realeza e sacerdócio. Trata-se de um reino de sacerdotes, um reino e um sacerdócio combinados na unidade do conceito, sacerdotes reais ou reis sacerdotais.7 Briggs notou que o termo "reino de sacerdotes" fmam/eket kòh anfm) era mais um substantivo composto do que uma relação construta do caso genitivo. De fato, os termos se combinavam tão estreitamente na sua unidade, que Israel tinha de ser, ao mesmo tempo, reis-sacerdotes e sacerdotes reais. Isto tinha de ser aplicável a cada pessoa na nação como um todo, assim como todos tinham sido incluídos na filiação. 8 Recentemente, William Moran 9 argumentou convincentemente que "reino de sacerdotes" não é sinônimo de "nação santa". Era uma entidade separada. Além disto, mamfeket ocasionalmente significava " r e i " (1 Reis 18:10; Is 60:11-12; Jr 27:7-8; Ag 2:22), especialmente nas passagens em prosa tais como Êxodo 19. Para Moran, o estilo da passagem era marcantemente pessoal. Começou no versículo 3 "aos filhos de Israel" (iib enê yi$rã'êií, e terminou no versículo 6 "aos filhos de Israel" fel b enê yj$'rã'êl). Na mensagem endereçada ao povo, versículos 4-6, a primeira cláusula e a última foram introduzidas pela forma enfática "vos" ('attemA Outras repetições de referências a pessoas ressaltavam a profundidade do lado pessoal no modo de falar na aliança conforme Êxodo 19:3-6: "vos"
{'etkem, duas vezes), "a mim" (//" três vezes) e a aliteração "embora tudo per-

tença a M i m " ( k f t r k o / , K-L-K-L). A natureza distintiva e a posição especial concedidas a esta nação, a propriedade particular (s egQHâh) de Deus, eram envolvidas no sacerdócio universal dos

7

Charles Augustus Briggs, Messianic Prophecy (Nova Iorque: Charles Scribner's Sons, Ibid. págs. 102-3, n. 2. William L. Moran, " A Kingdom of Priests", The Bible in Current Catholic Thought ed,

1889), pág. 102.
8 9

John L McKenzie (Nova Iorque: Herder & Herder, 1962), págs. 7-20, esp. 14-16. Ver algumas revisões leves de Moran em Breuard S. Childs, The Book of Exodus (Philadelphia: Westminster Press, 1974), pág. 367; ainda cf., pág. 342, n. 6 e pág. 374, n. 6.

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Teologia do Antigo

Testamento

israelitas. Tinham de ser mediadores da graça de Deus para com as nações da terra, assim como em Abraão "todas as nações da terra seriam abençoadas". Infelizmente para os israelitas, eles recusaram o privilégio de serem um sacerdócio nacional, e preferiram ser representados por Moisés e Arão (Êx 19:16-25; 20:18-21), Portanto, o propósito original de Deus foi adiado {não desfeito ou derrotado para sempre) até os tempos do NT, quando, mais uma vez, foi proclamado o sacerdócio de todos os crentes (I Pedro 2:9; Apocalipse 1:6; 5:10). Mesmo assim, o papel de Israel, de agente escolhido por Deus para ministrar às necessidades das nações, não foi rescindido. O povo sentiu fortemente a magnificência e santidade da presença de Javé, nos trovões da Sua voz e no efeito de raios produzidos por Sua presença, deixando o mundo natural em convulsões sismográficas. Dessa forma, os israelitas suplicaram a Moisés que se aproximasse de Deus em prol deles, recebendo as comunicações divinas para eles. Assim sendo, Moisés veio a ser o primeiro levita a representar o povo, 10 Mais tarde, por autorização divina, Moisés consagrou Arão e os filhos deste para funcionarem no altar (Êx 28:1). Outros deveres vinculados com o santuário e o culto foram atribuídos à tribo de Levi na sua totalidade, depois de os membros da tribo terem comprovado a sua fidelidade durante o incidente do bezerro de ouro {Êx 32:25-29). Mesmo assim, a cena tinha sido um evento sem precedentes nos anais dos homens. Falando deste encontro original com Deus no Sinai, Moisés perguntou ao povo em Deuteronômio 4:23-37: ". . , algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, continuando vivo? ., Dos céus te fez ouvir a sua voz , . . e sobre a terra te mostrou seu grande fogo . -. Porquanto Ele [vos] amou. Agora, porém, a voz de Deus era ouvida por Moisés; e a obra mediadora em prol de Israel agora tinha de ser levada a efeito pelos sacerdotes, Arão e seus filhos, e pelos levitas. A natureza representativa do sacerdócio levítico ficou sendo ainda mais gráfica em Números 3:12-13. Para cada filho primogênito que nascia em cada família israelita, um levita era consagrado a Deus, tomando o lugar da morte daquele primogênito. Ao invés de completar as conseqüências lógicas subentendidas, da morte e sacrifício ao Senhor de cada criatura primogênita, para demonstrar que Javé tinha a possessão da terra inteira, esta legislação interrompeu

10

Nota-se, porém, que aparentemente havia sacerdotes antes desta nova disposição

(Êx 19:22, 24),

O Povo da Promessa: A Era Mosaica

115

aquela inferência no caso dos primogênitos dos homens e mulheres. No caso deles, Deus se agradou prover os levitas como substitutos. Semelhantemente, o sumo sacerdote representava todos os israelitas, porque levava consigo os nomes das tribos de Israel, gravados no seu peitoril, enquanto entrava no santuário (Êx 28:29). Este sacerdócio foi concedido a Arão "por estatuto perpétuo" {Êx 29:9), e renovado para Finéias (Nm 25:13). É importante notar que o ofício, o sacerdócio, era eternamente garantido, e não os indivíduos ou famílias específicos. Assim sendo, não foi ab-rogado quando, mais tarde, passou temporariamente dos descendentes de Finéias para a linhagem de Itamar. A conclusão, mais uma vez, é a mesma: a promessa continuou permanente, mas a participação nas bênçãos dependia da condição espiritual do indivíduo.

Urna Nação Santa
Ainda outro título foi conferido a Israel em Êxodo 19:6. Haveria uma nação, mas não como o tipo comum de nações que não conheciam a Deus, Israel teria de ser uma nação santa, Esta promessa, no entanto, seria vinculada à resposta do povo e sua condição preparada para receber a teofania. Tais requisitos seriam um "teste" conforme Êxodo 20:20: Não temais; Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a f i m de que não pequeis. Esta aliança era uma mudança deliberada da aliança da promessa concedida aos patriarcas, para uma aliança condicional, em que "a obediência era a condição absoluta da bênção"? 11 Será que Deus não ficou contente com a resposta do povo, comprometendo-se: "Tudo o que o SENHOR falou, faremos" (Êx 19:8;

24:3, 7)7 Isto poderia ser interpretado como "uma queda" e um "erro" que equivaleria à "rejeição do tratamento gracioso de Deus para com eles"? 12 Qual era o relacionamento das declarações "se" (Êx 19:5; Lv 26:3 e segs.; Dt 11:13 e segs,; 28:1) e o mandamento: "Andareis em todo o caminho que vos manda o SENHOR vosso Deus, para que d ema'an) vivais, bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir" (Dt 5:33)?

James Freemen Rand, "The Old Testament Fellowship with God", Bibliotheca Sacra 109 (1952): 153. Notar a I. Scofield, Scofield Reference Bible (Nova Iorque: Oxford University Press, 1909), p. 20: "A Dtspensação da Promessa terminou quando Israel impensadamente aceitou a lei (Êx 19:8)."
11 12

Rand, "Fellowship", p. 155.

116

Teologia do Antigo

Testamento

O contraste implicado nestas perguntas era forte demais para o texto, Se a alegada natureza obrigatória desta aliança fosse demonstrada como base nova para se estabelecer um relacionamento com o Deus da aliança, então deve ser possível demonstrar que a mesma lógica pode ser aplicada às declarações condicionais que foram mencionadas no capítulo sobre a teologia patriarcal. 13 Admite-se que o "se" é condicional. Éf porém, condição de^quê? Neste contexto, era uma condição da posição distintiva de Israel entre todos os povos da terra, do seu papel de mediador, e da sua qualidade de nação santa. Em resumo, poderia qualificar, tolher ou negar a experiência de Israel, quanto à santificação e ao ministério a outros; dificilmente, porém, poderia levar a efeito sua eleição, salvação, ou herança presente ou futura da antiga promessa. Israel deve obedecer à voz de Deus e cumprir a Sua aliança, não "a fim de que" (i ema'an — Oração Sub. Adv. Final) viva e tenha tudo indo bem, mas "com o resultado que" {Í ema Jan — Oração Sub, Adv, Cons,) 14 experimentará a vivência autêntica e tudo lhe irá bem (Dt 5:33), Israel tinha de ser separado e santo; tinha de ser separado de, e diferente de todos os outros povos na face da terra, Como povo eleito ou chamado que agora estava sendo formado como nação sob a orientação divina, a santidade não era um aspecto opcional. Israel tinha de ser santo, porque seu Deus, Javé, era santo (Lv 20:26; 22:31-33). Sendo assim, a nação já não poderia ser mais consagrada a qualquer outra coisa ou pessoa (27:26) nem entrar em qualquer relacionamento rival (18:2-5). A vida eterna ou o viver nos benefícios da promessa já não era condicionada por uma nova lei de obediência, 15 Nem Levítico 18:5 produziu esta condição ao declarar: "Cumprindo os quais, o homem viverá por eles/' Andrew A. Bonar não tinha razão ao comentar o seguinte com respeito a este versículo: Se, porém, como a maioria pensa, devemos entender que, neste lugar, a palavra [sic] "viverá por eies" significa que "a vida eterna pode ser obtida por eles", o escopo da passagem é que as leis de Deus são tão excelentes, bem como cada detalhe especial e minucioso destas leis,

13 14

Ver Gênesis 18:17 segs.; 22:18; 26:5. Esta partícula hebraica é empregada para indicar conseqüência inevitável bem como

propósito; ver S.R. Driver, A Treatise on the Use of Tenses in Hebrew, 4? edição. (Oxford:Clarendon Press, 1906), pág. 200. Para partes do argumento que se segue, e outros pormenores, ver W X . Kaiser, Jr., "Ljeviticus and Paul: 4Do This and You Shall Live' (Eternally? Í", Journal of Evangelical Theological Society 14 (1971): 19-28.
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O mesmo ponto ressaltado em Levítico 18:5 será levantado mais tarde por Moisés em Deuteronômio 16:20 e por Ezequiel. que se contrastavam marcantemente com os costumes e ordenanças dos egípcios e cananitas. Cooke resumiu-o sucintamente: A mente antiga se fixava nos atos exteriores que revelam o estado interior. no entanto. E a mesmíssima coisa pode ser dita com respeito aos preceitos e ordenanças Andrew A Bonar. Sendo assim. pág. que este seja o sentido verdadeiro e único aqui (grifos dele). (Edimburgo: T. Ao invés de imitar os costumes dos pagãos em derredor.C. Fazendo estas coisas. 3. Clark. em The Prophecy of Ezekiel (Chicago: Moody Press. viviam nelas. que abrange tudo quanto é realmente excelente e bom. Deus de Israel. esta própria observação seria vida eterna para ele. pág. Feinberg também concorda. E as citações em Rm 10:5 e G) 3:12 determinam. porque a vida neste sentido já pertencia a eles. deixa de levar em consideração os seguintes pontos: 1. de fato. porque é assim que a vida tinha seu devido exercício e alimentação. na sua observância das leis de Deus. temporal e eternamente (ver Dt 4:40.Aquilo que Israel tinha de cumprir era os estatutos e juízos do Senhor. págs+ 329-30. 1969). reimpresso e editado em Londres. 16 Este ponto de vista. Levítico 18 começa e termina {vv. Cooke. vai diretamente à condição interna. 110: " A obediência teria trazido a vida. Charles L. era para ser adquirida por meio de semelhante conformidade às regras celestiais. A Commentary on Leviticus (1846. 2. em Ezequiel 20:11. segundo parece. A mente moderna. porém. G. e estava em condições para desfrutar os múltiplos privilégios e bênçãos adquiridos na aliança. I.C. com o ambiente teológico de "Eu sou o SENHOR vosso Deus". A. 199.A. The Book of Ezekiel. o privilégio feliz de Israel seria manifestar a vida já iniciada pela fé. conforme é óbvio. física e espiritualmente. 30). . 2.1 7 Patrick Fairbairn tinha uma opinião semelhante: Nem Moisés nem Ezequiel.O Povo da Promessa: A Era Mosaica 117 que se alguém fosse guardá-las sempre e com perfeição. 1966).. queriam dizer que a vida de que falavam. 5:16)/' 16 17 G. 4. 1967). . a fidelidade à lei aqui era a santificação de Israel e a grandiosa evidência de que o Senhor já era. & T. Banner of Truth Trust.

e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos. mas. porque embora receba a vida mediante um simples ato de fé em Cristo. onde se cita a mesma passagem do Antigo^Testa mento [l_v 18:5]. Levítico 18:5 não era uma oferta hipotética de vida eterna como recompensa pela observância perfeita da lei. 10:15. ou a linhagem davídica mais tarde. Oliver Buswell. não devem ser interpretadas como sendo instrumentais. Notar também: J. págs.118 Teologia do Antigo Testamento do evangelho no NT: o homem vive de acordo com a vida mais sublime da fé somente na medida em que anda em conformidade com estes. 18:18). o povo não tinha falado "impensadamente" ao declarar. Apenas ressaltava a necessidade da obediência para aqueles que alegavam ter experimentado a graça da 18 19 Patrick Fairbaîrn. não os meios de atingir a vida eterna. no grande sistema sacrificial que fazia parte daquela aliança da lei! 6. pá. Mesmo o envolvimento de Israel no incidente do bezerro de ouro não pôs término à fidelidade de Deus (Êx 32). Rm 8:3). o horizonte dentro do qual uma vida piedosa na terra deve ser vivida. 7:7-9. 18 5. e. Uma das maneiras de "cumprir" a lei era reconhecer a imperfeição da sua própria vida e assim fazer um sacrifício para a expiação dos seus pecados. Moisés obviamente está descrevendo. portanto. Na Nova Aliança. o Senhor falara em termos calorosos de aprovação em DeuteronÔmio 5:28-29: "Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem. en autois. cf. não pode exercê-la. A Systematic Theoiogy of the Christian Religion. para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre!" (cf. Além disto. sim. (Grand Rapids: Zondervan. mas. aagora declara: "O 'se' do v. Quando Israel quebrava a lei de Deus. 1960). não perdia seu direito de herdar a promessa e sua certeza de transmitir a promessa aos seus filhos. . E. 19 Deve ser notado que até a aliança sinaítica teve seu início no amor. assim como era o caso dos patriarcas. "a razão fundamental porque 'a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma' (Hb 7:18-19. a ordem abraãmica é seguida (ver Hb 8:8-12). editores. Pelo contrário. pág. indicando a esfera ou horizonte da vida de um homem piedoso . An Exposition of Ezekiel (Evansville: Sovereign Grace Publisher®. 215-16. como sendo locativos. (Nova torque: Oxford University Press. 95." fkNew Scofield Reference Bible. em Êxodo 19:8: "Tudo o que o SENHOR falou. Dessa forma. 1962). em Sinai a exigência antecedeu a promessa. . sim. A própria lei subentendia a existência de quebradores da lei. faremos". 1969). Schuyíer English et aL. mantê-la e desfrutá-la a não ser em conexão com as instituições e exigências do evangelho {grifos dele)." . e providencia por eles. Mesmo a observação adicional com respeito à ordem não é correta: "Para Abraão." Cremos que esta declaração ainda não atingiu o ponto fundamental. 313: "As palavras en aute [Rm 10:5] e as palavras correspondentes em Gálatas 3:12. misericórdia e graça de Javé (Dt 4:37. a promessa antecedeu a exigência. passim). 5 é da essência da lei".

Deus deu Sua lei.F. passim). 30. portanto. 32. porém. o Deus que estava dinamicamente presente. e a verdade de que Deus é "compassivo. porém. Havia. 19:2.C. Pelo contrário. bom ou mal. Hawthorne (Grand Rapids: Eerdmans. 30. clemente e longânimo. Conseqüentemente. Isto. deve meditar cuidadosamente sobre a seqüência do Êxodo. 18. 28. 1975Ï. caráter e qualidades supriam a vara de medida para todas as decisões éticas. 176-92. 34. e Seu perdão daqueles idólatras e sexualmente depravados que prestavam culto ao bezerro de ouro. Kaiser. 20 . 24. págs. E eta era a base para toda e qualquer exigência imposta sobre Israel. atributos. da casa da servidão" (Êx 20:2). pela mesma prova. Sua natureza. a alavanca da obrigação não poderia ser facilmente rejeitada por Israel. ed. e grande em misericórdia e fidelidade" (Êx 34:6). ver W. Tenney. Esta lei única tinha três aspectos ou partes: a lei moral. 25. 20 A Lei Mora! O contexto das exigências morais de Deus era duplo: "Eu sou Javé teu Deus" e "Eu te tirei da terra do Egito. 37. o padrão de medição moral para decidir aquilo que era certo ou errado. não tinha escolha no assunto do bem e do mal se quisesse desfrutar da comunhão constante d Aquele cujo próprio caráter não tolerava nem toleraria o mal. 10. Jr. Current issues in Biblical and Patristic interpretation: Studies in Honor of Merri/i C. E ainda mais: Ele era santo. Dt 5:6-21) era esmagadoramente negativa. nada tinha Para uma defesa da idéia de a lei ter "partes mais pesadas ou sérias". Seu Senhor era Javé. se fixava no caráter imutável e impecavelmente santo de Javé. Para ajudar a jovem nação. como se acha principalmente nos Dez Mandamentos (Êx 20:2-17. ou "Eu sou Javé teu Deus" (Lv 18:5. G. o Deus de Israel. recém-libertada de séculos de escravidão para os privilégios e as responsabilidades da liberdade. 12. a viagem para o Sinai. 8. sendo que ele tinha sido redimido de modo tão dramático. "THe Weightier and Lighter Matters of the Law: Moses. 20:7. A Lei de Deus Nenhuma fórmula apareceu com maior insistência durante este período de tempo do que " E u sou Javé".O Povo da Promessa: A Era Mosaica 119 libertação da parte de Deus no Êxodo. 16. A forma da lei moral. 26. e a lei cerimonial. a graça de Deus para com Israel durante as peregrinações. a lei civil. Jesus and Paul". Israel. 31. 14. Se alguém duvidar que a graça estivesse no primeiro plano da lei. um ambiente de graça — o ato livre e amoroso da libertação do Egito* Israel não precisava observar a lei a f i m de ser libertado do Egito.. 4.

21 Estas três injunções positivas introduziram três esferas de responsabilidade humana: 1. do casamento. A inatividade no campo moral nunca poderia ser o cumprimento da lei. por exemplo. "Lembra-te do dia de sábado" (v. o assassinato. A segunda esfera declarava a soberania de Deus sobre o tempo do homem. ed.e. 12). O relacionamento do homem com a sociedade (vv. da verdade. Review and Expositor 61 {1964)574Para maiores detalhes. e a terceira definia a santidade de vida. ela seria equivalente a um estado de morte. Era simplesmente mais fácil exprimir as restrições dos fiéis em poucas palavras. Henry (Grand Rapids: Baker Book House. portanto. quando um mal era proibido. tinha que ser preservada e encarecida tambémI Ninguém podia se recusar a fazer um e outro. Kaiser. e assim sendo. Baker's Dictionary of 83. "Law and Love in Deuteromomy".. 22 A Lei Cerimonia! A mesma lei que fez tão grandes exigências da parte dos seres humanos também providenciou. Na primeira esfera de responsabilidade. "Decalogue". 12-17). H. a vida se baseava no caráter de Deus. i. o refrear-se de um modo contrário da ação. Somente era "cumprida" quando homens e mulheres faziam tudo quanto lhes era possível para ajudar a vida dos seus vizinhos. contém três declarações positivas: "Eu sou o SENHOR teu Deus" (Êx 20:2). e "Honra a teu pai e a tua mãe" (v. O relacionamento do homem com seu Deus (Êx 20:2-7) 2. recusar a conservar ou procurar melhorar a vida dos seus vizinhos. F. no entanto. J. dos bens. A vida humana era considerada valiosa porque a raça humana foi feita è imagem de Deus. 8).. A vida humana. ao mesmíssimo tempo. 1973). O relacionamento do homem com a adoração (vv. como. e dos desejos interiores. . Owens. um 21 J. Assim não faria qualquer diferença se a lei fosse colocada negativa ou positivamente. Jr.120 Teologia do Antigo Testamento a ver com o tom ou o alvo daquela lei. A cada uma destas declarações com formas verbais nfiò-finitas as demais declarações negativas eram por sua vez subordinadas. De Israel exigia-se algo mais do que meramente refrear-se de fazer alguma coisa proibida. porque a sua liberdade era bem vasta. para os casos de fracasso em atingir estes padrões. Além disto. pigs. ao homem foi ordenado que amasse a Deus com uma veneração interna e externa apropriada pela Sua pessoa e obra. e a adoção do seu oposto. C. aquela lei não era cumprida quando as pessoas meramente se abstinham de violentamente arrancar a vida do seu próximo. toda a moralidade tem dois lados de qualquer forma — todo ato moral é. 8-11) 3. 165-67. 22 Christian Ethics. Além disto.C. 0 Decálogo. ver W.

Era necessário tomar nota do tabernáculo com a sua teologia do "Deus que taberna cu lava" entre o Seu povo (um desenvolvimento deste aspecto será dado mais adiante). tendo como base um resgate conforme Deus mesmo ordenara. a palavra no texto era pureza. era retificada pelo perdão da parte de Deus. Começando com o último em primeiro lugar. a pureza significava que o adorador estava qualificado para se encontrar com Javé. O princípio era: "A vida da carne está no sangue. Ao invés de empregar esta palavra como seu título para ensinar higiene ou padrões sanitários. não limpeza. deve-se insistir que o "impuro" não era equacionado na mente do escritor com aquilo que era sujo ou proibido. "Sede santos". Deus não mandara Moisés tirar as sandálias dos seus pés porque a terra em que pisava era santa? E por que assim? A atitude do íntimo do coração de Moisés não era preparo suficiente para um encontro correto com Deus? Obviamente que não! O preparo apropriado para a adoração também levava a atos externos que abrangiam a pessoa inteira e não somente o seu coração. no entanto. ea teologia da impureza e da purificação. tornavam a pessoa impura.Embora a primazia pertencesse a um coração aberto e arrependido. mesmo assim. Os quebradores da lei. se fosse quebrada pelo pecado. os meios de tratar com o pecado foram providenciados pelo próprio Deus. Por valiosa que seja esta idéia. . Alguns destes atos eram freqüentemente inevitáveis — tais como cuidar dos mortos ou dar à luz — mas. no sistema de sacrifícios. não foram deixados sem remédio. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar. A Era Mosaica 121 sistema minucioso de sacrifícios. Ele era radicalmente diferente dos seres humanos em geral.Semelhantemente. porque "Eu o Senhor teu Deus sou santo". a humanidade ainda precisa adotar um ponto de vista santo quando se prepara para se encontrar com Deus. insistia o texto repetidas vezes. A comunhão com Deus tinha como condição única a fé nEle mesmo e naquilo que prometera. " i m p u r o " significava aquele que não tinha as qualificações necessárias para comparecer diante do Senhor. Moisés a empregava para fixar nas mentes dos adorados a "qualidade diferente" do ser e da moralidade de Deus em comparação com os homens. a santidade no seu aspecto positivo era uma inteireza: uma vida inteiramente dedicada a Deus e separada para o Seu uso. A parte sacrificial. era apenas um dos três fios que pertencem à lei cerimonial. O ensinamento desta seção das Escrituras não era que o asseio era a melhor virtude depois da piedade. para fazer expiação pelas vossas almas" (Lv 17:11). Muitas das ações básicas da vida deixavam a pessoa impura.O Povo da Promessa. Esta doutrina estava intimamente vinculada com o ensino acerca da santidade. Sendo assim. Em palavras simples. no entanto.

29. porém.. o verbo denominativo significava. ou extorsão {Lv 6:1-7). tinha de considerar a sua própria vida como confiscada por Deus. 0 perdão não podia ser barato. tendo sido cometidos consciente ou inconscientemente.g. se a realidade do perdão tinha que ser algo mais do que mero chavão. impunha algo diferente. que significavam "cobrir". tinha estipulado que as vidas dos animais servissem como resgate.3-4). fraude. eram especificamente previstos para preencher o hiato causado pelos efeitos danificadores do pecado. Êx 21:30. E aquele pagamento estava envolvido na teologia da expiação (hebraico: a raiz kpr). 23 Assim. Nm 35:31-32. A forma do substantivo indicava claramente que um substituto dalgum tipo sempre estava em vista (e. no grande dia da Expiação (Yom Kippur). 9 vols.26. Há. Alguns. quatro palavras hebraicas básicas que empregavam kpr: um "leão". The Apostolic Preaching of the Cross (Grand Rapids: Eerdmans. e não era. Levítico especificamente afirmou que o sacrifício pelos pecados voluntários era para pecados tais como mentira..122 Teologia do Antigo Testamento Nem todos os sacrifícios visavam o problema do rompimento da comunhão entre Deus e os homens. "calafetar". assim como o perdão humano exigia que alguém pagasse. . perjúrio.35. O homem.31]} foram perdoados. tais como as ofertas pacíficas e as ofertas de comunhão eram tempos preciosos quando as pessoas compartilhavam entre si as dádivas de Deus. ou as ofertas pela culpa. 4:20. porém. o perdão divino exigiria um preço. ed. 3:303-10. na presença dEie. 30:12. (Grand Rapids: Eerdmans.31. o ^ Leon Morris. kipper. Hermann. 1965). de "todos" que verdadeiramente se arrependeram ("afligiram as suas almas" [Lv 16:16. "todos" os pecados de " t o d o " Israel. até que o Deus-homem mais tarde pudesse dar a Sua vida como o único substituto apropriado e f i n a l Quantos pecados podiam receber a expiação por este sistema em Israel? Todos os pecados devidos â fraqueza ou impetuosidade eram passíveis de expiação. e com palavras cognatas do Oriente Próximo. porém. Hermann concluiu dizendo: "Seria inútil negar que a idéia de substituição esteja presente até certo grau". New Testament. "calafetar" um navio com piche como no caso da arca de Noé. 160-78 e J. a frase mais persistente em todas as instruções para sacrifícios dadas em Levítico era a garantia: "e ele será perdoado" (Lv 1:4. uma "vila".W. O uso hebraico das palavras. trad. e "resgatar mediante um substituto". Deus. pág. por enquanto. tais como os holocaustos. SI 49:8. is 43. págs. Theological Dictionary of the 1955). Na realidade. Bromley. "Kipper and Kopper". É esta quarta raiz de kpr. por causa do seu pecado contra Deus. Gerhard Kittel. que nos interessa aqui. da mesma forma: "livrar ou resgatar alguém mediante um substituto".f e G. E. 310. Da mesma forma. Outros.21. as ofertas pelo pecado. Algumas pessoas têm argumentado que a quarta palavra se relacionava com a terceira. pois.

nâo tinha de ser colocado na mesma ciasse de pecados juntamente com o assassinato.31. cometidos "em erro". porém. "The Problem of Efficacy of Old Testament Sacrifices". e não pessoas. a distinção antiga mas falsa. o adultério e outros semelhantes. um piquete contra o céu! Isto. É isto que o NT chama de blasfêmia contra o Espírito Santo ou o pecado imperdoável. e.O Povo da Promessa: A Era Mosaica 123 5:10. Naturalmente. na base da Palavra declarada de Deus até que Ele mais tarde providenciasse o substituto final da parte d Ele mesmo. alguém que era verdadeiro homem. eram muito eficazes. No dia de Expiação havia dois bodes para indicar duas partes do mesmo ato — um bode foi morto como substituto a fim de que os pecados fossem perdoados. Seus pecados foram perdoados na base de palavra de um Deus fiel e de um substituto aprovado por Deus. mais tarde. Assim foi explicado em Números 15:30-31: "injuria ao SENHOR. Is 1:1 M 4 . porém. Recebi grande ajuda no meu entendimento de partes deste argumento de Hobart Freeman. "com mão alta"}. eram perdoáveis. Assim sendo. Mq 6:6-7). de fato. a não ser a revolta imperdoável contra Deus. Assim sendo. melhor. 16:20-22}. somente poderiam ser símbolos do sacrifício verdadeiro que ainda estava para vir. o pecado do homem ainda não foi objetivamente solucionado. Os 5:6. O pecado de Números 15:27-36. houve.16. "atrev ida mente". a eficácia dependia também do estgdo do coração do pecador (Lv 16:29. Buffet in of Evangeficaf Theofogicaf Society 5 (1962): 73-79. mas que não pecou. qual era o papel desempenhado pelos sacrifícios. pecados cometidos em ignorância daquilo que a lei disse sobre o assunto. e outro bode foi levado embora V a z — "bode" — 'azai — "levar embora" — Lv 16:26) para ilustrar o fato de que estes mesmos pecados foram esquecidos no sentido de Deus já não Se lembrar deles contra Israel. Am 5:25. entre os pecados conscientes. um "deixar impune" iparés/s — Rm 3:25) dos pecados do AT. SI 50:1(M3. alívio completo. incluíam todos os pecados que surgiam das fraquezas da carne e do sangue. Pv 21:27. era claramente o de rebeldia contra Deus e Sua palavra. portanto. Se todos os pecados. conforme se explicava. com o punho cerrado e levantado. ou. Realmente era um ataque contra o próprio Deus. ou seja. E houve alívio da penalidade e da lembrança dos seus pecados. e inconscientes. Jr 6:20. Não obstante. e o AT não alegava que o fazia {Hb 10:4)1 Estes eram animais substitutos. A traição ou blasfêmia contra Deus era muito mais séria. 24 . ou seja.Os pecados inconscientes (bi^Pgãgâh). O sangue de touros e bodes nunca poderiam levar embora ou remover o pecado. no ínterim. não era justificável. 6:6.24 O pecador recebia. o pecado "atrevido" (b eyâd rêmâh lit. Era alta traição e revolta contra Deus.» pois desprezou a palavra do SENHOR". 7:21. e qual era a eficácia deles? Subjetivamente.

E eu habitarei no meio de vós (deles}. eu sou o SENHOR seu Deus. ter sua tenda. Y. no templo. no tabernáculo. a lei ctvil ilustrava a sua prática nos vários casos ou situações com que a liderança se defrontava durante a era mosaica. o verbo empregado invariavelmente quando o texto indicava a presença de Javé habitando com os homens na terra.2 5 Dessa forma.: Anchor Books. naqueles dias.. De fato. a língua hebraica prefe- ria empregar a palavra yasab "sentar-se. Já na primeira declaração com respeito ao assunto. era provável o desenvolvimento de tensões. Freedman e G.124 Teo/ogia do Antigo Testamento A Lei Civii No que diz respeito à teologia. Em nenhum lugar esta declaração foi feita com mais clareza do que em Êxodo 29:43-46. onde foi anunciado com respeito ao tabernáculo. Cross. E saberão que eu sou o SENHOR seu Deus. A verdadeira justiça e santidade da parte dos juízes e governantes devia ser medida pelas exigências do Decálogo. era íakan. pareceria. págs. J r . conforme Frank Cross indicou. 1961). Uma das fórmulas mais freqüentemente repetidas da promessa seria: Eu serei seu Deus (ou deles) Vós (ou eles} sereis o Meu povo. Agora ficou completa a promessa tríplice. mais tarde. que os tirou da terra do Egito. justamente 25 Frank M. Usualmente. O Deus que Tabernaculava O fato individual mais importante na experiência desta nova nação de Israel era que Deus viera "tabernacular" (lãkanj ou "habitar" no meio dela. e consagrarei a tenda da congregação e o altar. E habitarei [taberna cu la rei] no meio dos filhos de Israel. No entanto. a habitação de Deus com Seu povo era vinculada ao tabernáculo. e era assim que fazia quando falava de Javé habitando no céu. Ernest Wright (Garden City. N. e serei o seu Deus. editores David N. e. "The Priestly Tabernacle". 225-27. The Biblical Archaeologist Reader. um dos nomes do santuário de Deus em forma de tenda era miskãnf que claramente se relacionava com o verbo sãkan. Ali [na entrada] virei aos filhos de Israel para que por minha glória sejam santificados. "habitar. tabernacular". este aspecto da lei de Deus era a mera aplicação da lei moral às partes selecionadas da vida da comunidade. morar" quando falava de residência permanente. especialmente onde. Sendo assim. para habitar no meio deles. ..

Teologia do Antigo Testamento. para que eu possa habitar fêãkan) no meio deles. 2 6 especialmente no emprego deste verbo em conexão com a peça central dos móveis no tabernáculo. 27 . Ele argumenta que a habitação permanente de Deus era vinculada à arca. ou sentava-se no trono.ahòrãy) da radiância (glória) da presença 26 I b i d . E. 1965). . e. Fortress Press. Clements. Deus aquiesceu ao fazer toda a Sua "bondade" passar diante de Moisés. "Israel's Tabernacling God". A presença divina de Javé era tão central e tão significativa na era mosaica.E. Review and Expositor 67 (1970): 488^89. 226. A este pedido. págs. era a mais íntima de todas as expressões da proximidade de Deus ao Seu povo. e ali Deus proclamou na frente de Moisés o "nome" Javé (v. 1:234-36. Um novo sentimento da "proximidade" e presença ativa de Deus estava para pertencer a Israel. Êxodo 25:22 comentou: Ali virei a t i . Para maiores detalhes. de cima do propiciatório. Is 37:16). 2 8 Ali. A única exceção a esta distinção achava-se no emprego de yãíab e seus derivativos para expressar o fato de que Deus estava "entronizado".e Seu "nome" (Sém). era a arca da aliança de Deus. SI 99:1. a fim de que pudesse ter a certeza de que a "face" l e. God and Temple: The Presence of God in Israel's Worship (Philadelphia. sombreada pelos dois querubins.. ou lugar de expiação. 35 e segs. 1 Cr 13:6. que estes dois verbos contrastavam a transcendência fyãiab) divina com a imanência divina. enquanto o mô'edf " o encontro com Deus". ver R.O Povo da Promessa: A Era Mosaica 125 como Cross sugeriu. Mo isés tinha pedido a Deus que lhe mostrasse Sua "glória" (v. 19). tanto na teologia da expiação como na teologia da presença divina. 2 Sm 6:2. a realidade da presença de Deus foi verificada por Moisés enquanto via os "efeitos posteriores" ("minhas costas". pág. A passagem que vincula a maioria destes temas de pre- sença divina é Êxodo 33. era o lugar onde faria a Sua residência temporária. A teologia do tabernáculo tinha de ser formada na declaração de propósito em Êxodo 25:8: " E me farão um tabernáculo. "aparência" ou "presença" do Senhor fpãnfm}. "Aquele que está entronizado sobre os querubins" (1 Sm 4:4. Sua "glória" (kãbôd). 14-15) de fato lhe iria adiante." 27 O aspecto central deste tarbenáculo. estava em conexão com a tenda. no caso do tabernáculo. falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho. a "presença" {vv. o "anjo do Senhor" (mai f ak YHWH). 18). o« Page H. e Gerhard von Rad. A arca da aliança de Deus com seu propiciatório.Kelley. que quatro outras formas se empregam para falar dela: a "face". Protegido pela " m ã o " de Deus enquanto esperava "na fenda da penha".

e te leve ao lugar que tenho preparado. e não te rebeles contra ele. Êxodo 23:20-21 declarou: Eis que eu envio um Anjo diante de ti. ou atributos — de Deus estava "nefe". e a adoração.. Calif. poderia Ele ser menos do que o Verbo não encarnado tabernaculando entre eles? De fato. 148.126 Teologia do An tigo Testamento de Deus depois de ter passado diante dete (vv. A teologia daqueles dias girava em torno destes três conceitos predominantes: a redenção (do Egito). o homem moral é chamado à adoração. Deus assinou Seu nome. a moralidade. porque não perdoará a vossa transgressão. pois nele está o meu nome. natureza. p£g. Se o nome — i. 1974}. ~ 29 79 Bernard Ramm. 21-23). a promessa tinha ficado igualmente clara.: Regal Books. Conforme disse Bernard Ra mm: O homem redimido é chamado para a moralidade. . por assim dizer. Para uma promessa tão importante como esta. Quanto ao anjo que acompanharia a Israel. em Êxodo 29:46: "Eu sou o SENHOR". His Way Out (Glendale. a presença de Deus estava com Israel. e Ele lhe daria "descanso" (Êx 33:14).e. demonstra a sua gratidão em sua adoraçao. O homem redimido mostra seu arrependimento na qualidade de sua vida moral. para que te guarde pelo caminho. Ele era o mesmo que foi mencionado em Êxodo 32:34 como "meu Anjo [que] irá adiante de t i " . e ouve a sua voz. Guarda-te diante dele. o caráter.

e a queda de Jerusalém em 586 a. C. A Crítica! and Exegeticai Commentary on Deuteronomy (Nova Iorque Charles Scribner's Sons. Ver também a lista de S. que os estudiosos se deleitam em chamar obra do historiador deuteronômico. R. apêndice A. O lugar de primazia entre estas semelhanças é ocupado pela fraseologia deuteronômica que Moshe Weinfeld 1 alistou com muitos pormenores. interpretando-a do ponto de vista da teologia. A tese de Martin Noth. 1 .O espfrito e a teologia de Deuteronômio se estenderam muito além dos limites dos dias finais da era de Moisés. Esta interpretação foi uma das contribuições mais perspicazes aos estudos do AT neste século. Definir se foi a obra de um só autor que escreveu a maior parte de Josué -2 Reis. Reis. 1972). se não a totalidade. 1916). O estreito relacionamento entre Deuteronômio e os livros de Josué até 2 Reis. Deuteronômio serviu de introdução à maioria. Driver. Juízes. págs. já referida no capítulo 4. C. pode existir quanto â motivação teológica básica e tonalidade profética geral destes livros. Deuteronomy and the Deuteronomic Schoo/ (Oxford: Clarendon Press.. págs. é outra coisa. Moshe Weinfeld. Samuel. inclusive. depois de se passarem as sombras da queda da Samaria em 721 a. porém. considerava Deuteronômio até 2 Reis uma obra original que se propunha a escrever uma história de Israel de Moisés até ao Exílio. Ixxviii-Ixxxiv. pode se ver a cada passo. 320-59. dos profetas anteriores: Josué. Pouquíssimo debate. e até além dos limites de uma obra única.

Wenham.128 Teologia do Antigo Testamento Deuteronômio contribuiu. porém. Estreitamente vinculado com este conceito. 34. 36. porém. Cada um destes cinco temas apareceu no primeiro capítulo de Josué: guerra santa (vv. 3-4. Estas declaraçoes-chave sublinhavam a ênfase profética nas bocas dos porta- 2 Gordon J. (2) a distribuição da terra. a guardar os estatutos. com a tradição teológica básica. McCarthy. para a habitação do Seu nome.13. 53). os livros de Deuteronômio e Josué são vinculados teologicamente por cinco feitmotifs (razões básicas}: (1) a guerra santa da conquista. e 2 Samuel 7. De fato. da "herança". Estas duas ênfases surgem como os dois temas teológicos dominantes da era pré-monárquica. conforme Dennis J. Biblical Literature 90 < 1971 ) : 140-48. Dennis J. é mais do que uma mera coleção de temas deuteronômicos. A teologia dos profetas anteriores. 4 três declarações programáticas que dominavam tanto a história quanto a teologia desde o Êxodo até ao Exílio: Deuteronômio 31. Davi e seu sucessor reconheceram a sua obrigação quanto a obedecer à J'lei de Moisés". "The Deuteronomic Theology of the Book of Joshua". 141. . 1-2. 11. 7-8. Wenham 2 . 20. Nestes livros. 14). Para estes profetas anteriores (o que outras pessoas chamam de história deuteronômica de Josué-Juízes-Samuel-Reis). 17-18}. que vinculavam as tradições patriarcais e mosaicas aos profetas anteriores de Josué — 2 Reis era a referência freqüente feita ao local que Javé escolheria. havia. 3 4 Journal of Biblical Literature 84 ( 1965) . Josué 23. o papel de Josué {vv.17). que seria a possessão de Israel ao entrar na terra. 3. e a declaração divina inesperada feita a Davi quando este planejava construir a casa de Deus {2 Sm 7). 15). a tradição da aliança abraâmico<lavídica será vinculada à aliança sinaítico-mosaica. havia o tema do "descanso". (4) Josué como sucessor de Moisés.3 Ainda há mais. 5. e (5) a aliança. além da influência da linguagem e do estilo. no entanto. a unidade de Israel (vv. ou já tinha escolhido. 12-16). Segundo Gordon J. O cântico final de Moisés (Dt 31). Uma das preocupações mais imediatas. 9. 5. 9:4-5). p. a terra (vv. McCarthy já indicou. Por exemplo. 131 -38. o discurso final de Josué (Js 23). " I I Samuel 7 and the Structure of the Deuteronomic History". mandamentos e ordenanças de Deus aii escritos. a fim de prosperarem em todas as suas atividades e serem estabelecidos (1 Rs 2:1-4. (3) a unidade de todo o Israel. Estas três passagens surgiram de três dos momentos mais emocionalmente carregados da história de Israel. 2. Journal of Ibid-. e a aliança (vv. Salomão apelava livremente à obra antiga de Deus no Êxodo eà doação prometida da terra àquela geração {1 Rs 8:16.

5. o escritor de Deuteronômio repetiu a promessa que Israel viria um dia a "possuir" e "herdar" a terra que lhe fora prometida. duas passagens eram combinadas com cada um dos três textos programáticos. deram seqüência a estas três declarações programáticas. Sua adoção aqui não diminui o tema já descoberto nas eras pré-pat ria real. g. Jz 2:11-23. Moisés e Josué. Josué 23 A. com a promessa de Deus. sob a liderança de Josué. 13. com discursos bem colocados pelos participantes principais naquela história {Js 1:11-15. O padrão resultante foi o seguinte. 1 Sm 12. 7. 2 Reis 17 Embora esta estrutura nos ajude a compreender o plano teológico global nos profetas anteriores (Josué — 2 Reis). 4. se centralizava no cumprimento momentâneo daquela promessa anunciada desde a antigüidade: uma terra. 20. patriarcal ou mosaica. 23. 1 Reis 8 B. Seis outras passagens. Estes três aspectos dominaram a transição da era mosaica para a era pré-monárquica. pronunciados por dois dos maiores líderes de Israel. não pode formar o progresso total da teologia para a totalidade da história subseqüente de Israel. Tanto a terra de Canaã como o povo de Israel eram igualmente chamados "herança (nah a!âh) de Javé" (1 Sm 26:19.Esporadicamente. Assim.isto negligenciaria assuntos em demasia. 1 Rs 8:14-61) ou a avaliação e resumo daqueles tempos feitos pelo próprio escritor (Js 12.Josué 12 II. 7:8. Israel era forçado a relacionar a conquista iminente de Canaã. 1 Rs 8:36) ou Sua "pos- . 18. 34:4). 6:10. Js 23:1. 2 Sm 21:3. vinculava esta promessa especificamente à palavra que Abraão. 2 Rs 17:7-23}. do Êxodo até ao Exílio . 1 Samuel 12 2 Samuel 7 A. um descanso. IIL A Herança da Terra Sessenta e nove vezes. 11. e. O tema de ambos os discursos de despedida. a teologia sapiência! e os profetas posteriores. Na realidade.O Locaf da Promessa: A Era Pré-Monárquica 129 -vozes de Deus para os momentos mais cruciais m história e teologia de Israel. 5. Juízes 2:11-23 B. Isaque e Jacó receberam (Dt 1:8. e não a qualquer sentimento de superioridade nacional. 15). e um locai escolhido por Javé (Dt 31:2-3. no entanto. L Deuteronômio 31 A. Josué 1 B.

12. e G. Hermann. 25. passim).. idem. 53. a terra foi chamada uma dádiva de Javé (Dt 1:20. 21) e todas as terras deles tinham sido dadas por Deus a Moabe. 1975). 20-21. Em Deuteronômio. em cerca de vinte e cinco referências. Somente podia pertencer a Israel por ser. 88. (Grand Rapids: Eerdmans. Js 22:19. "The Gift of God: The Deuteronomic Theology of the Land". 8:1. dizendo que. já que a terra pertence a Javé.. Em Alalakh. True men Dicken (Nova Iorque: Mc- Graw-Hilt. . 4:40. A. Repetidas vezes. 5 Cf. 1. 23. 18. Theological Dictionary of the New Testament. 1 Rs 8:51. 1:296-301. 1966). "é agora bem claro que esta noção é de uma ordem totalmente diferente daquela da promessa da terra aos patriarcas antigos" 7 Sua linha de argumento não se sustenta diante das claras asserções do texto. e d Ele para dar a quem quisesse e por quanto tempo quisesse. a nação veio a ser "povo próprio" de Deus no meio de todos os povos da terra (Dt 7:6. pág. Deuteronômio não começara com a mesma observação a respeito de alguns dos habitantes anteriores da Transjordânia? Os emins. o fato de que Javé é o verdadeiro dono da terra não é -sinal de sincretismo com aspectos da religião cananita. 31:7. J. 11:9. não havia dois pontos de vista quanto à herança da terra.. 3:20.W. 15. 28:11. 6 Gerhard von Rad. Também Patrick D. 6:10. págs. Edom e Amom. y erussãh/ 2 Cr 20:11). E. a terra de Javé. 23. 9:5. 26:3. peculiar is que. n. ed. 30:20. 26:18) e "povo de herança" {'am nah a!âhf Dt 9:26 r 29. Desde o tempo em que Êxodo 19:5 chamou Israel de "propriedade peculiar" (s eguHâh) s de Javé. 5:16. assim como Israel semelhantemente recebera Canaã das Suas mãos. 10 vols. e Canaã. Bromiley. Embora Baal pudesse ter sido considerado como Senhor da terra e doador de todas as bênçãos. Conseqüentemente. 7:13. 35. Devo a J. Jr. Teologia do Antigo Testamento. a terra veio a ser a área especial de enfoque. trad. 19:8. 2:29. o cognato siki/tu é a "possessão preciosa'' do deus. É difícil entender como von Rad queria confundir a questão. por sua vez. a terra prometida. 1965). E esta dádiva foi a mesma terra já prometida aos "pais" {Dt 1:8. Interpretation 22 {19691:451-61. Javé era Senhor do mundo inteiro — Sua palavra criadora. 14:2. 6 Assim é que Israel tornou-se o povo prometido. IfNah a!âh and Nahal in the Old Testament". 32:8-9. Decerto. 3769-76. Deuteronomy (Downers Grove. III. The Problem of the Hexateuch and Other Essays. "The Promised Land and Yahweh's Land in the Hexateuch". primeiramente. 34:4). já decidira aquela questão.130 Teologia do Antigo Testamento sessão" {* ahuzzâh. A comparação com Israel é feita naquele A palavra "peculiar'' é derivada do latim. Miller. 21. para citar uma excelente frase de von Rad.W. 74-75. horeus e zanzumins tinham sido desapossados e destruídos pelo Senhor (Dt 2:9.: Inter Varsity Press. na religião cananita. 10:11. se deriva de pecuüumé um termo técnico indicando os bens privados que uma criança ou um escravo tinha licença para possuir. Gerhard Kittel. 2 Rs 21:14). Thompson 3 origem desta matéria. trad.

no entanto.Js 17:5. 19:9). 36:7. "Nah aiâh". Hermann9 notou que era a incumbência de Josué dirigir Israel no empreendimento de tomar a terra inteira como "herança". 3:28. 86. 16:1. Éx 6:4). A terra era uma dádiva. mas que em nenhum lugar no Hexateuco a terra inteira foi chamada "herança" de Javé. terreno ou solo em nosso sentido da palavra. Js 1:6 . Foi essa a lição ensinada a Faraó nas pragas repetidas ("Para que saibais que a terra é do SENHOR" [Êx 9:29]) e a Jó {"Pois o que está debaixo de todos os céus é meu" [41:11]). assim sendo.a forma hifil do verbo nèhai). 10. 31:7. " G i f t p . 17:1. na forma verbal. 17. 40. 7. num sentido real. o recebimento da dádiva tinha uma ação correspondente. 47:1. ou. mas Israel tinha de "possuir" fyãras) a mesma. 14. pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos". 28:4. 15:11. uma ação militar.O Loca! da Promessa: A Era Pré-Monárquica 131 mesmo contexto: "assim como Israel fez à terra da sua possessão. estava em desacordo com as promessas feitas aos patriarcas que eles possuiriam a terra? Nunca na história de Israel ela possuiu totalmente a terra. J.8 Havia. Ambas estas noções. 32. e mais tarde em Salmo 24:1 e naquele grande comentário acerca da aliança com Davi. 82. Hermann. a ênfase do momento caía sobre cada tribo. que o SENHOR lhes tinha dado" {Dt 2:12). exemplos do seu emprego com respeito à terra inteira. se localizavam lado a 8 9 10 IbicL págs. como o mundo inteiro. Cada uma tinha que ser satisfeita separadamente e fazer a sua parte para receber o seu "quinhão" (hebeí . Antes disto. 18:1. 18:11.24. 9. 51). p.Dt 105. Js 18:5. 37:1. Da mesma forma. 19:1. Concorda-se que Levítico 25:23 de fato declarou: "A terra é minha [diz Javé]. Miller. 454. porém. pertencia ao Senhor — como também pertencia a abundância que nela havia e as pessoas que nela viviam. sempre lhe era concedida por Javé como feudo mediante o qual podia cultivá-la e viver nela por tanto tempo quanto servisse a Ele. os patriarcas possuíram apenas uma pequena parte daquela terra. Isto. um local de sepultamento. Esta terra. 193). 12:21. Os patriarcas possuíam principalmente a promessa mas não a própria realidade total. Salmo 89: 11. conforme indicou Miller 1 0 . "parte" (hêleq . von Rad se preocupava demasiadamente com o fato de que a palavra "herança" (nah aiâh) era persistentemente empregada para indicar terras tribais. 14:27. Naturalmente. Sendo assim. 771. ou "sorte" {gôrãi . . "recebê-la por herança" {Dt 1:38.Js 14:2. porém. como prenda do cumprimento futuro. Canaã era "a terra das suas peregrinações" (Gn 17:8.

linhas 80-90). Katapausis: Die Vorstellung von Endzeitlichen Ruheort im Hebräerbrief (Tübingen: J.C. 35. surgiu pela primeira vez em Deuteronômio 12:9. A soberania divina e a responsabilidade humana eram idéias complementares mais do que pares antitéticos. Duke University. 1957). 5:31. Descanso na Terra Uma das novas disposições acrescentadas à revelação do tema da promessa que sempre se expandia. Das Wandernde Gottesvolk (Güttingen: Vandenhoeck and Ruprecht. Hexateuch and Essays. Nesta terra. 9:6. Is 66:1). Kaiser. 31:2o).. 'There Remains a Rest for the People of God: An Investigation of a Biblical Conception". 11. D. quatro vezes em Êxodo (3:8. 26:9. porém. 23:20." Verbum Domini 43 (1965): 124-49. cinco vezes em Deuteronômio (ver acima). 4:21-22. Ver também Gerhard von Rad. quatro vezes em Números (13:27. J. 0 que Deus deu somente poderia ser chamada uma "terra boa" {Dt 1:25. O. págs. 15.. Hofius. Bonum Promissum populi Dei in VT et in Judaísmo (Hb 3:1-4:11). Levítico (20:24). A. ver W. Rest and the Word of God: An Exegetical Study of Hebrews 3: 1 -4:13" (dissertação de Ph. Kàsemann. Dyck. 33:3). "Rebellion. 94-102. "A Theology of Rest" (dissertação de M.1 2 Este descanso era tão especial que Javé o chamou de descanso dEte (SI 95:11. 12 . era a disposição de "descanso" para Israel. 14). 12:1. 19:2. 11:17) assim como a Sua obra na criação recebera Sua palavra de aprovação. Biblioteca Sacra 130 (1973): 135-50. 18-25. 10. C.132 Teologia do Antigo Testamento lado na expressão "a terra que Javé lhes dá para possuí-la" (Dt 3:18. Foi precisamente este aspecto do tema da promessa que providenciou um vínculo-chave entre o fim do livro de Números e os tempos de Davi: os dois textos nos pontos opostos do período de tempo são Deuteronômio 12:9-10 e 2 Samuel 7:1.. págs. "Requies. 16:13. Quando. 1974).17. 27:3. 14. notou que esta mesma frase aparece na Histófia Egípcia de Sinuhe [ANET. 14:8. Em nenhuma parte das promessas patriarcais surgiu o "descanso" {m enuhâh) como uma das bênçãos futuras da parte de Deus aos país ou a Israel. Uma abordagem neotestamentária ao problema é E. a "bênção" de Deus mais uma vez veio a ser um dos conceitos vinculadores que uniam a teologia dos períodos anteriores com a da era pré-monárquica.B.A. Israel seria abençoado {Dt 15:4. 28:8. David Darneil. 1975). 3:25. Jr. 11 De todas as maneiras. Deuteronomy. e Elmer H. 13:5. 15:4. 120-21. Mohr.. 25:19). a herança prometida era uma dádiva encantadora — pertencia a Javé e dada em arrendamento a Israel como cumprimento parcial da Sua palavra de promessa. 6:18. Trinity Evangelical Divinity School. Frankowskí. 8:7. Era uma "terra que mana leite e mel" (Dt 11:9. mas ênfase especial era dada ao abençoar o solo (28:8). entende-se que talvez já tenha sido conhecido na tradição do povo: J. 30:16). 1970). Assim. "The Promise Theme and the Theology of Rest". 11 Para um desenvolvimento das idéias desta seção. Thompson.

acabou dando origem a um enigma. 1 Cr 22. 20:30. Js 21:44. Por enquanto. Deve-se. uma paz e alívio dos inimigos em derredor (Dt 12:10. O descanso era onde parava a presença de Deus (nas peregrinações no deserto — Nm 10:33) ou onde Ele habitava (1 Cr 28:2. no entanto. Pelo que podemos perceber. o que alegava 2 Samuel 7:1. SI 132:8. "descanso" significaria a qualidade de vida na terra da herança depois de ela ser ocupada. a porção de terra dada a este foi chamada um "lugar de repouso" (Gn 49:15). e material em textos subseqüentes tais como Deuteronômio 12:9. nenhum de todos os seus inimigos resistiu diante deles. Moisés outra vez prometeu que o "descanso" (nüah) logo viria a todos os seus compatriotas ao possuírem a terra de Canaã. 1 Crônicas 22:9. 1 Rs 5:18 [5:4]. sem dúvida. onde poderia viver sem nunca mais ser perturbado. 22:4. segundo tudo quanto jurara a seus pais. 15. Havia. Se Josué cumprira o descanso prometido. 1 Reis 8:56. por esta razão que Davi ressaltava o aspecto de fé e confiança como base para se entrar naquele descanso em Salmo 95:11. Isto. espacial. De fato. Quando Jacó abençoou a Issacar. 15:15. usualmente se revestia de uma posição legal técnica. negar as associações fortes de um "descanso" geográfico. em cerca de vinte ocorrências de hênfah í e. 14. Is 66:1). 12:10. ou "descanso" veio a assumir um "status" técnico também. Mais tarde. 23:25. 32:22 [leitura provável?]). 23:1. a raiz hebraica nüah "descansar". A Era Pré-Monárquica 133 Porque até agora não entrastes no descanso fn^nOhah) e na herança (nah a!âh} que vos dá Javé vosso Deus. Isaías 28:12. 2 Cr 14:5). e Miquéias 2:10. porém. 25:16). 25:19. algo mais neste "descanso" do que a geografia. Cada vez que a forma hifil desta raiz era seguida pela preposição t e t "para" mais uma pessoa ou grupo. ou uma cessação de tristeza e labutas no futuro (Is 14:3. "lugar de descanso". em Deuteronômio 3:20. 11. porém. forneceu a maioria das palavras para o conceito de descanso. O substantivo nfinühâh. O próprio Javé daria a Israel descanso na terra (Dt 3:20. Dt 3:20. este emprego ainda não era técnico. 11. no entanto. A condição não era automática.O Loca! da Promessa. 28:12). a todos eles o SENHOR lhes entregou nas mãos. Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel: tudo se cumpriu. Assim. já que surgiu de um período posterior? . notar que o "descanso" (nüah) já havia sido prometido a Moisés em Êxodo 33:14 quando levou Israel para fora do Egito. Não se pode. 2 Cr 14:6.9. Era. Assim Josué 21:44-45 resumiu a promessa e sua realidade: O SENHOR lhes deu repouso em redor. Js 1:13. era um lugar concedido pelo Senhor (Éx 33:14. Ambas estas palavras eram cognatas do termo empregado em Deuteronômio 12:9. 2 Sm 7:1. 18. Este "descanso" era um "local" onde Javé "plantaria" Seu povo.

Sendo assim. e muito menos para a aliança davídica que ainda estava para vir! Sendo assim. e como prestação contemporânea do cumprimento. ver von Rad. de uma só vez. Foi desta maneira. 12:1. antes que se pudesse dizer que a promessa fora completamente cumprida. por sua vez. funcionava simultaneamente como meio de vincular aquela palavra ao seu cumprimento último ou culminante. . outrossim. uma condição final que permearia a terra inteira. e que nunca o faria. depois de Israel ter entrado na terra. Conforme a sugestão de von Rad. Esta. Esta última. A ênfase de Josué 21:43-45 ainda recata sobre a palavra prometida que não desapontara Israel. "Promísed Land". . um "homem de descanso" (1 Cr 22:9. de tempos ainda posteriores. . 1 Rs 8:56)? Como é. que devemos entender os aspectos espirituais e materiais do descanso? A solução destas questões pode ser achada no ponto de vista do AT de cumprimento. e depois dele à sua descendência. Era outro assunto saber se Israel manteria seu privilégio de permanecer na terra. Gerações especialmente nomeadas recebiam a sua participação na completação do plano único de Deus. também. 13 Dessa forma. o descanso era mais do que a entrada na terra e a sua divisão entre todas as tribos. eram genericamente parte integrante daquele evento último. havia um significado único na mente do autor. que Estêvão expressou o assunto no seu discurso em Atos 7:4-5: Deus o trouxe para esta terra . embora este pudesse conhecer ou experimentar múltiplos cumprimentos daquele único significado! Não se pensava que a promessa tivesse recebido o seu efeito final mesmo no aspecto da terra. Nela não lhe deu herança . também. .134 Teologia do Antigo Testamento E corno é que se podia chamar a Salomão. Teologia. 1 4 assim como não o fazia para os patriarcas ou para a geração de Moisés. A presença do condicional "se" não abria o caminho para "um declínio da graça para a lei". Assim. 31:13). tinha de ser. A extensão da possessão que Israel exercia sobre a terra também era importante. Hexateuch and Essays. periódicos e em prestações. . pág. uma vez que estes tipos de cumprimento. o bem e o mal. 2:383. Tinha que escolher entre a vida e a morte. recebeu a advertência de que somente desfrutaria da qualidade de vida que Deus planejara para ele se continuamente obedecesse aos Seus mandamentos (Dt 4:10. mas prometeu dar-lhe a posse dela. servia como confirmação parcial da palavra divina de longo afcance. a promessa de se herdar o descanso de Deus era protegida mesmo na eventualidade de pecados subseqüentes pelos 3 4 Numa conexão diferente. 91. Escolher a vida e o bem era "obedecer" a um mandamento que resumia os demais: Amai ao Senhor vosso Deus.

pág. Wellhausen. ou sinal. págs. que o Salmo 95 levantou a oferta de outra vez se entrar no descanso de Deus. "Salmos do Milênio" (Thorluck}. 96:10. "Salmos de Entronização" (Mowinckel). na base dos lauréis dos seus pais. as tuas ovelhas e os teus bois. 2 Cr 14:6). Clark. Para o salmista. as tuas ofertas pacíficas. "Salmos Teocráticos" (Delitzsch). vinculada aos acontecimentos da segunda vinda. 1885). aquela antiga oferta de descanso era. "Promise Theme". em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome. Prolegomena to the History of Israel. Black e A. ou "Salmos Reais" (Perowne) — nos quais se descreve o Senhor como Rei reinando sobre todos os povos e terras (Salmos 93:1. em última análise. 145-49 daquele mesmo artigo. e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos. do descanso sabático final que ainda estava para vir no segundo advento. este trampolim foi o ponto de partida e pedra-chave de todas as demais deduções feitas no sistema de Wellhausen de crítica literária. e te abençoarei. É neste contexto que uma série de salmos (93-100) — designados variadamente como "Salmos Apocalípticos". 142-43.C Kaiser. "Cânticos do Milênio" (Binnie)r "Grupo de Salmos Milenários" (Herder). . Esta promessa somente lhes pertenceria se eles se apropriassem dela mediante a fé — este era o benefício espiritual e imediato do "descanso". S. J. o Deus do descanso — cuja casa de "descanso" (nrPnühâh) continha a arca da aliança do Senhor e Seu escabelo (1 Cr 28:2). edificada pelo "homem de descanso" a quem Deus dera descanso de todos os seus inimigos (1 Cr 22:9) — mais uma vez descansaria no Seu templo na era messiânica futura (SI 132:14. Menzies (Edimburgo: T & T.O Locaf da Promessa: A Era Pré-Monárquica 135 descendentes dos recipientes.J 5 O Lugar Escolhido na Terra Uma das frases mais calorosamente debatidas na teologia de Deuteronômio é a assim-chamada centralização do culto sacrificial num único santuário em Jeru# salém. trad. 16 A alegação feita foi que as exigências cülticas de Deuteronômio eram um claro avanço comparadas com a lei do altar no "Livro da Aliança" do Sinai: Um altar de terra me farás. No seu cumprimento final. 0 descanso não era nenhum cheque em branco mediante o qual as gerações futuras poderiam furtar-se dos padrões de Deus. cf. . Ver também nossa discussão de Hebreus 3:7 — 4:13 nas págs. 99:1). virei a ti. 15 16 J. Parece que qualquer outro descanso era apenas um "antegozo". "Salmos da Segunda Vinda" (Rawlinson). 368. "naquele dia" quando "o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do seu povo" (Is 11:11).Êxodo 20:24. De fato. Ver W.

n. 1 9 Assim sendo. 21. pelo contrário. 1967). pág. "Dtn xii. Os sacrifícios não podiam ser oferecidos "em todo lugar que vires" (Dt 12:13). 13f. porém. 132. cujo nome deve ser destruído. 11. 19 Th. 31:11. Gn 20:13. ao invés de revogar a legislação sinaítica. M. 2-5). im Licht von xiiL 16f. pág. "Zeitschrift für a/ttestamen- tfiche Wissenschaft 43 (1925): 246-49. quando se examina o contexto de Deuteronômio 12. 26:2) ou No lugar que o SENHOR escolher (Dt 12:14. Oestreicher. Deuteronômio edificou sobre ela. The Pentateuch: its Composition and Its Authorship (Jerusalém: Magoes Press. Oestreicher argumentou que o artigo era distributivo e não restritivo. e que a falta de artigo na expressão "numa das tuas tribos" (v. que Deuteronômio estava invertendo estas direções sinaíticas quando mandou que Israel buscasse ao Senhor: No lugar [sítio] que Javé escolher para ali por o seu nome (Dt 12:5. em qualquer lugar que escolher entre tuas cidades" [grifos meus} . o contraste é entre aqueles altares erigidos a outros deuses. porém.136 Teologia do Antigo Testamento Isto quer dizer que â lei siriaítica limitava a prática de sacrifícios apenas aos lugares santificados pela presença divina — aqueles lugares nos quais Deus ordenou que Seu nome fosse lembrado porque foi em cada um destes locais que Ele Se encontrara com Seu representante ou povo. 18 A atenção dos estudiosos. 14:23-24. 17:8. Mais uma vez. 18. The Book of the Law (Londres: Tyndale Press. 15-16. Assim. 18 Conforme o argumento de G. Será. 17 Kol hammãqôm. 15:20.. 6. ouvimos falar de um "lugar" (maqôm) onde Javé "faria Seu nome ser lembrado" {ou "habitar"). 1957). H. (cf.T Manley. Segal. 10. se focalizou no artigo e no número do substantivo na expressão "o lugar" em Deuteronômio 12:5. o contraste não é entre muitos altares a Javé e um dos ditos altares. 14:25. Js 1:3). Deuteronômio 23:16 seria traduzido: "Contigo ficará [o escravo]. 16:7. 18:6. 17. Dt 11:24. 26. e não pelos homens. 11. a tradução de Deuteronômio 12:14 seria: Em cada lugar que Javé escolher em qualquer das tuas tribos. onde se poderiam fazer sacrifícios e ofertas. 14) devia receber uma interpretação generalizada. 14. 16:2. Js 9:27)? Tanto as leis do Deuteronômio como as do Êxodo insistiam que o local do sacrifício devia ser indicado e escolhido pelo Senhor. e onde a bênção se resultará. e o "lugar" onde haveria de permanecer o nome de Javé (vv. 87. devido a uma expressão análoga no escravo fugitivo em Deuteronômio 23:16 [17]. 1 1 Além disto.

Deuteronomy and Tradition (Philadelphia: Fortress Press. e. vinculadas com a promessa do "lugar". 6. escravos fugitivos procurando refúgio. São frases nas quais Javé promete: 1. também James Orr. A Era Pré-Mo nárq uica 137 O singular na expressão "o lugar" indicaria uma classe de lugares e não uma localidade única. Deuteronômio ensinava que Javé selecionaria um local em Canaã depois de ter ajudado Israel a "herdar" a terra e achar o "descanso" (Dt 12:10-11) de modo semelhante àquilo que fizera no passado. e uma tribo entre os doze filhos de Jacó. para piorar tudo. Cf. Na realidade. Nicholson. funcionaria da mesma maneira como o tabernáculo funcionara durante tanto tempo. 1 para uma lista dos que questionam a exegese dele. 53-54. 21 Nicholson. em uma das tribos.. a saber: Abraão. o singular "lugar" seria estranho se o escritor quisesse dizer. Ainda assim. 14:23. Deuteronômio 27:1-8. 26:2). pág. De muitas maneiras. 1909). 11. "nos lugares que Javé escolher nas tuas tribos". Testament (Londres: J. págs. Wenham.. no qual Seu nome habitaria. Trata-se apenas da intenção de Javé de colocar o Seu nome num local ainda não mencionado por nome. '2 0 E-W. contrários aos de Oestreicher. 53. E assim como Deus escolhera um homem entre toda a humanidade. págs. "Deuteronomy and the Central Sanctuary. 16:2. emprega as próprias palavras de Êxodo 20:24 que Deuteronômio supostamente revoga". Book. 1967). a saber. E." Tyndale Bulletin 22 (1971): 103-18. Ali faria a Sua morada (12:5). pág. esp. 21 No máximo. Faria "habitar seu nome" no lugar escolhido por Ele. Além disto. a lei proíbe. no entanto. cf. assim como aconteceu em Deuteronômio 23:16. discordou desta analogia. "Fazer habitar fêakan) o seu nome ali" (Dt 12:11. Manley. são provavelmente corretos. The Problem of the Old . O Nome Habitando na Terra Há três outras expressões teologicamente importantes. depois de o povo chegar em Canaã. 134.O sujeito da lei de Deuteronômio 23:16 era uma classe de pessoas. 110-14. 2 0 Os argumentos de Nicholson. assim também agora escolheria um lugar. 0 assunto não versava sobre um altar de Javé contra muitos altares de Javé — nada se diz quanto a este tópico. a saber: Judá. 174-80. ibid. enquanto o sujeito da lei de Deuteronômio 15:5-7 era Javé. "Manifestamente ordena aquilo que. e ali Israel viria para adorá-Lo. Esta promessa vinculava a teologia de Emanuel e da glória Sequiná das eras patriarcal e mosaica. levanta uma falha fatal para a teoria do altar centralizado. não bastam para apoiar uma hipótese de centralização. com sua injunção para construir um altar no monte Ebal. W. n.O Loca/ da Promessa. Acrescentar a isto Manley. Nisbet & Co. supostamente. Gordon J.

38-44. tampouco. é. 21.22 O próprio von Rad notou. 194. 49) fiquem no céu. . representava a totalidade do ser. págs. 23 Embora seja verdade que a "santa habitação" {m e'ôn qòdeS — Dt 26:15} de Deus. assim como foi empregada a palavra "nome" na proibição dada no Sinai quanto a tomar o nome do Senhor Deus em vão. no Seu nome e. 43. O céu não é a moradia exclusiva de Deus — Ele pode "sentar-se" ou "estar entronizado" ali. O "nome" aqui. porém. ibt) no céu. 23 Conforme citação por Weirifeld. o Senhor safa à frente do exército israelita (Jz 5:5. Aquilo de que Deus já era dono. 2 Cr 6:20. A questão parece ser que Deus é transcendente por ter Sua moradia permanente (ysb. num "lugar" que Ele ainda iria escolher (Dt 12:5). A Conquista da Terra Javé era conhecido como um "Homem de guerra" depois da Sua célebre vitória no mar Vermelho (Êx 15:3). Estas três frases significavam "reivindicar a propriedade". 2 Rs 23:27). E Deuteronômio acrescentou á lista das Suas manifestações de Si mesmo a Israel — o lugar onde faria Seu nome (Sua pessoa) habitar. 1953). Nm 16:3) na Sua glória.138 Teologia do An ti go Te stamen to 2. 1 Rs 9:3. "Pôr fsTm) o seu nome ali" (Dt 12:5. como na teologia antecedente.. agora. seguindo von Rad. 7. do caráter e da natureza. 33:7). "O meu nome estará ali" (1 Rs 8:16. sendo que habita (skn) na terra (Êx 25:8. imanente também. 2 Rs 21:4. 11:36. Studies in Deuteronomy {Chicago: Henry Regnery Co. mas Ele também "tabernaculava" na terra. 20. 13. 39. n. Roland de Vaux não podia concordar com von Rad. Não existe nenhuma evidência no sentido de que Deuteronômio ou Moisés rejeitavam de qualquer forma este assim-chamado conceito dialético da habitação divina. porém. no Seu anjo. Deuteronomy. e o "lugar da sua habitação" {m ekôn hbet . 14:21. Mesmo antes de haver um rei para ser líder de Israel. 29:45. Ele agora abertamente possuiu ao mandar "colocar" ou "chamar" Seu nome sobre ele. 3. é somente Seu nome que fica presente. que o "nome" já estava presente em Êxodo 20:24 e Êxodo 31. pág. fazem com que esta "teologia do nome" tome o lugar da "teologia da glória" mais antiga. agora. declarando que o próprio Javé já não fica pessoalmente presente na arca da aliançar mas que. E as regras para tais guerras foram dadas em preceitos legais explícitos em Deuteronômio: o< } Gerhard von Rad. Lv 26:11. 2. 29. Tira-se demais desta matéria quando alguns. 14:24. 23). a segunda expressão também se acha no Cântico do Mar (Êx 15:17) em paralelismo com o "santuário" do Senhor.1 Reis 8:30.

pägs. 1 Sm 13:15 e segs. onde quatro descrições inteiras deste tipo de guerra foram dadas com detalhes. 7 : 1 0 f p a s s i m ) . 3. Jz 4:15. Journal of Biblical Literature 90 (1971): 141-42. Os homens eram então "consagrados" ao Senhor.O Local da Promessa: A Era Pré-Monárquica 139 1. 1951). 2. e surgia o grito: "Javé entregou o inimigo em nossas mãos" (Jz 3:27. o que levou à sua derrota (Js 10:10. 3. 25:28). sem primeiramente consultar ao Senhor (1 Sm 28:5-6. 2 Sm 5:19. As leis das batalhas <20:1-15). A destruição dos santuários cananitas (12:1-4). Wenham. com a espada na mão. 2. Gordon J. 6. 9. 22. 0 extermínio dos habitantes anteriores (20:16-20). dependia do Senhor em última análise. Depois de Israel ter recebido da parte de Javé a certeza de que a batalha que se esperava era d Ele próprio. embora freqüentemente especialmente dotado com poderes. 1 Sm 5:11. O líder militar do exército. 8:1. Estas leis foram ilustradas em Josué 1-11.. Studies. 45-59. O primeiro ataque a Ai (Js 7). 1 Sm 13:3). Isto foi vividamente demonstrado na visão que Josué teve do "comandante do exército do Senhor" que ficava em pé. Israel precisava apenas confiar e não temer (Js 1:6. 5. Der heilige Krieg im alten Israel 24 (Zurich: Zwingti Verlag. por parte de qualquer líder ou grupo. Javé ia à frente do exército e habitava no arraial (Dt 23:14. 10:8. portanto. No auge da batalha. 24 Na realidade. A conquista de Jericó (Js 6). e com uma exortação para lutar com coragem. pronto para agir (Js 5:13-15). pois a sua missão os separava de toda atividade mundana (1 Sm 21:6. ' T h e Deuteronomic Theology of the Book of Joshua". 11:6). A guerra começava oom a promessa de Javé quanto ao sucesso. Gerhard von Rad chamou estas guerras de "guerras santas".). 6:2. O segundo ataque a Ai (Js 8). 30:7-8. 2 Sm 11:11). 1. Duas outras descrições registraram a falha de Israel em levar a efeito este tipo de guerra: 1. não se devia dar início a tais batalhas. harnam} ao coração do inimigo. Jz 4:14) e "pelejava" em prol de Israel (Dt 1:30).A guerra com Amaleque (25:17-19). Javé enviou terror ou pânico (m ehümâh. 23). então soavam-se as trombetas. 4. não aprovado (Js 9). 7:15. A purificação antes da batalha (23:9-14). A campanha no norte (Js 11). eram "guerras de Javé" (1 Sm 18:17. porque Ele podia salvar por muitos ou por poucos (Jz 7:2 e segs. 4. 6:3. 2* O tratado com os gibeonitas. As leis acerca de lindas prisioneiras {21:10-14). idem. Von Rad. . A campanha no sul (Js 10).

os israelitas "não pediram conselho ao SENHOR" (Js 9:14). Era a propriedade exclusiva do Senhor. Ele esperaria até que se enchesse "a medida da iniqüidade dos amorreus" (Gn 15:16). Rm 12:1-2). A teologia deste tipo de conquista enfatizava o padrão da prioridade do mandamento divino e a fidelidade com que aquela palavra divina seria cumprida. e um período de descanso na terra. "Herbrew Homonyms". declarado ilícito". 1:55. possessões. Josué estava cumprindo aquela palavra. valores. 25 Assim como Deus predissera a Abraão. porque "o Senhor pelejava por Israel" (v.. cf. era uma "punição religiosa" que significava "a separação da esfera profana e a entrega ao poder de Deus". A "interdição" era o oposto do holocausto voluntário mediante o qual o ofertante de livre vontade entregava o animal inteiro num ato de submissão total {Lv 1. 13. porque tudo nesta guerra está sob "interdição" (hêrem = hêramf "destruir totalmente" — Dt 20:17. 2:34. separar". descanso e lugar para o nome de Deus habitar. 14). exigiu tudo quanto já Lhe pertencia desde o início — a vida. ninguém devia tomar despojos. e hrm. como holocausto involuntário. . Deus. ou quando tentaram atacar Ai depois de o pecado individual de Aca. portanto. "proibido. Vetus Testamentum Suppfements 16 (1967):56-59.140 Teologia do Antigo Testamento Neste tipo de guerra. A História Profética na Terra Além do cumprimento da promessa abraâmica da terra. Quando os homens eram responsavelmente obedientes. 1970). tais como objetos de prata. 1 Sm 15:3). E esperou mesmo — durante seiscentos anos! Agora. deixar uma nuvem de impureza moral sobre a totalidade do povo (7:11. Quando. Cf. 19). e. que percebe duas raízes por detrás de herem: hrmr acadiano 25 haramu "cortar. um libertador. compaixão divina. havia outro elemento teológico importante em Deuteronômio e nos profetas anteriores. No caso do livro dos Juízes.g. árabe harama. ouro ou ferro. com a sua antecipação da conquista. Coisas que não podiam ser queimadas. Aqui. tinham de ser colocadas no santuário de Deus. porém. tinha. Era a estrutura que se acha em Josué até 2 Reis.FL Driver. então Deus ficava soberanamente presente. punição. O assunto abrangia mais do que a mera destruição. em furtar de Deus aquelas coisas em Jericó que eram "dedicadas a destruição". depois de muita longanimidade e espera divinas. os resultados eram catastróficos e vergonhosos. o sentido e o significado das narrativas achava-se no ciclo familiar de apostasia. 7:2). Este ciclo foi declarado Johannes Bauer. na campanha de Israel no sul: "O SENHOR fez cair do céu sobre eles grandes pedras" (Js 10:11). 3:6. e mencionada antes neste capítulo. distribuição. "Bari" (= 'Interdição").também G. de ser totalmente dedicada à destruição (Js 6:17-27. arrependimento. Sacramentum Verbi (Nova Iorque: Herder & Herder.

Concordia Theological Monthly 39 (1968): 544. Compare-se: Juízes 2:11 com Deuteronômio 4:25. e muito menos para as gerações futuras? Cremos que Hans W. Josué 1:3-4 com Deuteronômio 11:24.. Jr. co-autores (Atlanta: John Knox Press. 6:14. págs. Deixaram a Javé. 2 6 que as frases. 320-59 e S. The Vitality of Old Testament Traditionsr Walter Brueggemann e Hans W. *. 83-100. Juízes 2:14 com Deuteronômio 6:15. apêndice A. serviu como esboço para as experiências de várias gerações. Josué 1:6 com Deuteronômio 31:23. págs. 28 Hans Walter Wolff. A partir de então. Juízes 2:1 2 com Deuteronômio 4:25. ver S. "The Kerygma of the Deuteronomic Historical Work". Josué 1:5 com Deuteronômio 11:25. Deuteronomy. na doutrina do arrependimento. Wolff tenha corretamente identificado aquela porção perdida de teologia. Driver. 28 O Arrependimento e a Bênção Juízes 2:7 começou com uma nota ominosa. n. R. Josué 1:7-8 com Deuteronômio 5:32. 6:13. R. o povo servia ao Senhor. 99-102. págs. 1975). Josué 1:9 com Deuteronômio 31:6Qual era.: "The Message of the Deuteronomic Historian". 31:6. n. 1916). Driver. mas. 2 7 Compare-se: Josué 1:2 com Deuteronômio 5:31. porém. . 19. O impacto de Deuteronômio sobre Juízes 2:11-14 foi tão pesado como fora sobre Josué 1:2-9 onde. LXXVIII-LXXXIV. e 26 Carl Graesser. Jr. "mais do que cinqüenta por cento" daquele discurso poderia "ser reproduzido palavra por palavra de versículos em Deuteronômio". 27 Ibid. no entanto. 545. segundo Graesser. Ver também Weinfeld. introduction to the Literature of Old Testament (Nova Iorque: Meridian Books. a chave ou conceito organizacional que fazia com que esta história fosse mais do que apenas um relatório enfadonho de fracassos constantes? Qual era a utilidade de dar os pormenores destas narrativas. dizendo que enquanto Josué vivia. Wolff.. . 10* Para uma lista completa de linguagem "deuteronômica". (IMova Iorque: Charles Scribner's Sons. os conceitos e as ênfases teológicas eram os do livro de Deuteronômio. o aspecto mais significante era. a história era sempre a mesma: "Fizeram o que era mau diante do SENHOR • . pág. Teologicamente.O Local da Promessa: A Era Pré-Monárquica 141 pela primeira vez em Juízes 2:11 — 3:6. Commentary on Deuteronomy 1956). conforme observou Carl Graesser. subseqüentemente. mesmo para aqueles dias.

8. porém. "voltar" ao Senhor. Se é de todo o vosso coração que voltais (sãbfm) a Javé. também 1 Sm 12:19) — e aí estava. e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor" {Jz 2:11-12. e ele vos livrará da mão dos filisteus.. Wolff achou em 1 Reis 8:46 e segs.Dt 30:1b e 1 Rs 8:47a [traduzida: "recordar se" e "lembrar-se"]. 14). era. Foi dito com respeito ao rei Josias em 2 Reis 23:25: Antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante. padrões de piedade e de . desesperado. que se convertesse (sãb) a Javé de todo o seu coração. Semelhantemente. fiel ao mandamento sinaítico também. segundo toda a lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos os profetas. 2 Reis 17:13 resumiu a mensagem "por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes" de Israel e Judá. A base para esta injunção achava-se em Deuteronômio 30:1-10. e depois dele nunca se levantou outro igual. O primeiro emprego profético do termo "arrepender-se". Era uma e a mesma coisa. "a conexão mais impressionante" com Deuteronômio 30:1-10 — especialmente a frase rara "tomar algo ao coração" (hêSíb 'el lêb . Era simplesmente "voltai-vos" (subu): Voltai-vos fsubü) dos vossos maus caminhos. O grande sofrimento finalmente achava uma vozr e Israel.. e preparai o vosso coração a Javé. Pelo que a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. Então "clamaram a Javé (Jz 3:9. então Deus voltaria a abençoar o Seu povo. a palavra-chave "converter-se" foi repetida (vv. respectivamente. aparece em 1 Samuel 7:3. e com toda a tua alma". Duas vezes durante sua oração de dedicação do templo. Salomão orou para que Deus fosse misericordioso para com Israel se este povo "se arrependesse" e "voltasse" a Ele (1 Reis 8:46-53). 10).. a diferença entre as vidas dos reis de Israel e Judá. tirai dentre vós os deuses estranhos e os Astarotes. De fato. ia "voltando" $üb) ao Senhor. 2. Não havia dualidade aqui. "E se te converteres a Javé teu Deus. . e de toda a sua alma. A mesma palavra também se podia empregar no mais alto elogio já dado a qualquer rei israelita. cf. cf. com todo o teu coração. • . e de todas as suas forças.142 Teologia do Antigo Testamento foram-se após outros deuses. também 1 Sm 7:3). quanto à moralidade e à religião era tão marcante que Davi e Jeroboão ficaram sendo. Trás vezes. 4:3. e servi a ele só. Ele era fiel ao tipo davídico. segundo toda a lei de Moisés. e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos.

De qualquer rei bom de Judá. 389. "The Kerygms of the Deuteronomic Hrstorian". Como tal.. Todo rei do norte era condenado porque "andou no caminho de Jeroboão. Brueggemann achou duas ofertas divinas para tornar Israel "mais próspero (tôb) e numeroso do que seus pais" (vv. também 1 Rs 12:30. 13:34. Amazias. somente Ezequias e Jostas recebem louvores incondicionais. e se avançava para a categoria de promessas e confissão. Os demais consistentemente desprezavam os mandamentos e orgulhosamente se recusaram a arrepender-se. 3 1 Assim. 6. 10). 10:29. no seu sentido mais compreensivo e santo. 6. 14. e talvez 2 Rs 20:3}. 5:16. /nterpretation 22 (1968): 387-402. 18. 31. O arrependimento era a base para qualquer nova obra de Deus após um período de fracasso. 28. o "bem" era um sinônimo da "vida". 3 0 Num sentido mais lato. o qual fizera Israel cometer" (1 Rs 14:16. 22:7). 22:52. 30. Josafá. para Israel. 14:24. 38. 33. 391. 18:3. 8. 28. enquanto em Deuteronômio 30:15. 15:9. 11. 30 29 Ibíd. . n. dizia-se: "Andou diante de Mim como Davi. Falar " b e m " ou "corretamente" (tôb) em tudo quanto disseram {Dt 5:28. 1 Rs 8:36. seu pai" (1 Rs 3:3. porque Israel "louvaria ao SENHOR seu Deus pela boa terra que lhe havia dado" Walter Brueggemann. Israel também era recipiente do "bem".. De todos os reis de Israel e de Judá. 2 Rs 17:21-22). 5. 9). 6. 24. pág. Uzias e Jotão — receberam encómios qualificados. 13:2. este tema era um termo da aliança. porém. 33. 22:2). 34. 15:26. cada "bênção" (que a esta altura já era um termo teológico antigo) era incluída na vida boa que incluía a própria vida (Dt 5:16. A Era Pré-Monárquica 143 impiedade. 24). conforme Brueggemann observou. a longevidade (4:40. 14:8. 15:3. 11:4. Para ele. 5. 23:15. fifho de Nebate. Joás. pág. Esta bondade ultrapassava qualquer mera descrição. se referem a tratados em aramaico nos quais ocorre tôb. e o aumento e a multiplicação da própria família (6:3). 16:2. No mesmo texto em que Wolff descobriu a chamada tríplice programática ao "arrependimento" (Dt 30:2. 2 Rs 3:3. 7. 22:7). 31 Ibid. 2 Rs 14:3. A terra dada a Israel era uma "boa terra" (Dt 8:7-10). 1 Sm 12:23. honrar um tratado formal ou obrigação de aliança (cf. 6:18). 18:17) era. cf. a terra (5:16. as únicas duas outras ocorrências. Israel tinha de "obedecer" a fim de que Javé pudesse lhe fazer " b e m " (12:25. "paz". 16:26. 33. E o resultado daquele arrependimento era o "bem" (tôb) que Deus lhes faria. 19:13.O Loca/ da Promessa. enquanto seis outros — Asa. o "bem" funcionava como sinônimo para saíôm. Foi Walter Brueggemann29 que indicou este tema de "bondade" como paralelo ao tema de "arrependimento" ressaltado por Wolff. e no seu pecado. 6:18.

. Studies. Semelhante série de palavras "boas" pronunciadas pelos profetas poderia ser formada em outro arcabouço inteiro para outro aspecto do plano único de Deus que abrangia estes dias de entrar-se na herança. págs. que duraria "para sempre" (naquele capítulo. 23:14. 6:10. 18). A mesma palavra de bondade e de bênção podia ser percebida na casa davídica que praticava o "bem" que Saul recusou-se a fazer (1 Sm 16:16. Isto porque aquela palavra não era uma palavra "vazia" frèq) ou destituída de poder (Dt 32:47). a promessa e a certeza da parte de Deus. 74-91. 31). Suas palavras foram cumpridas na história: "Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel: tudo se cumpriu" (Js 21:45. Tudo quanto se relacionava com o bemestar do reinado de Davi podia ser resumido nesta palavra "bem" (2 Sm 2:6). conforme Brueggemann comentou corretamente. havia. Davi. Este equilíbrio impediu que o teólogo. podia fazer o "bem". para com uma aliança e uma promessa que Ele não renega. 1 Rs 8:66). . uma vez pronunciada. porém. Assim. o "arrependimento" tem um contratema: a Israel foram oferecidas a bênção. 38. a promessa-chave a Davi em 2 Samuel 7:28. A lista que ele fez inclui: Palavra Criadora Promessa 2 Sm 7:13 32 33 Tópico Salomão. achasse em Deuteronômio apenas lei. 20:7. a fidelidade e bênção de Deus. pág. 2 Rs 10:10). era chamada "este bem" que Deus tinha prometido ao Seu servo. Cada palavra divina de predição falada pelos profetas tinha seu evento histórico correspondente.32 A Palavra da Predição e o Evento do Cumprimento Foram especialmente os historiadores proféticos que acharam "boa" a palavra de Deus. Dessa forma. o edificador do templo Cumprimento 1 Rs 8:20 Ibid. descanso e lugar prometidos onde Ele colocaria Seu nome. atingia o seu alvo. também. Foi Gerhard von Rad 33 que indicou este fio de profecia e cumprimento que permeia os historiadores proféticos. porque Javé o concedera a ele: "Quando o SENHOR te houver feito o bem" (1 Sm 25:31. 1 Rs 8:56. obediência. 12. 25. maldição e arrependimento.144 Teologia do Antigo Testamento (note-se também a palavra de promessa com respeito à terra em Dt 1:8. cf. julgamento. Von Rad. o advérbio "para sempre" aparece oito vezes).

por causa da palavra de promessa dirigida a Davi por Javé. nunca te faltará sucessor ao trono de Israel" (1 Rs 2:4). cf. a pergunta surge: Ete Se referia a um simples "profeta" no singular. um conceito coletivo. porém. 36). tinha sido genérica na sua natureza. aumentadas e cumpridas. que falou . 34 Um Profeta Semelhante a Moisés Toda referência feita à descendência prometida por todas as eras. patriarcal e mosaica. ou uma idéia genérica? E este "profeta" era outra figura messiânica? 34 V o n Rad.Conforme a expressão de von Rad. de raça de Sem. dizendo que Javé lhe dissera: "Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos. semelhante a t i " . Mais tarde. pré-patriarcal. . 24:2 2 Rs 23:29-30 Esta teologia da história ressaltava a prioridade da palavra criadora de Deus. Quando Davi falou esta palavra para seu filho Salomão: "Javé confirme a palavra. 1:342. continuou a subsistir (1 Rs 11:13. a "descendência" de Abraão. Quando. 25). Moisés profetizou em Deuteronômio 18:15-19. o profeta "mudava as marchas da história com uma palavra de Deus". pintaram a redenção futura em termos de "descendente" da mulher. e chamou esta "boa" palavra de "fiéis misericórdias prometidas a Davi" (has edê Dãwid}* Assim. 32.6 2 Rs 21:10-16 2 Rs 22:15-20 A divisão do reino Josias profana o altar de Betei O reino de Jeroboão desarraigado O reino de Baasa desarraigado A maldição sobre a reedif icaçao de Jericó A morte de Acabe na batalha O julgamento contra Acabe e sua família O doente Acazias morrerá Os pecados de Manassés trarão desgraça Josias escapará dos maus dias iminentes 1 Rs 12:15 2 Rs 23:16-18 1 Rs 15:29 1 Rs 16:12 1 Rs 16:34 1 Rs 22:35-38 1 Rs 21:27-29. SI 132:17. Javé queria deixar "uma luz em Jerusalém" (1 Rs 15:4) . Salomão realizou o cumprimento daquela bênção na sua própria vida {1 Rs 8:20. Judá. a tribo de Judá e o reino de Israel. 2 Sm 14:7). As dez tribos do norte já tiveram a sua sorte selada com a apostasia de Jeroboão (1 Rs 14:16). Isaías {55:3) fez referências a isto. que Javé também confirmou diretamente a Salomão (1 Rs 9:5).uma alusão óbvia à casa davídica e à promessa dirigida a Davi (2 Sm 21:17. . . 2 Rs 9:7 2 Rs 1:17 2 Rs 23:26. Teologia. porém. as antigas palavras de bênção e de promessa ainda estavam sendo renovadas.O Loca! da Promessa: A Era Pré-Monárquica 145 1 Rs 11:29-36 1 Rs 13:1 -3 1 Rs 14:6-16 1 Rs 16:1-4 Js 6:26 1 Rs 22:17 1 Rs 21:21 2 Rs 1 .

Resumo A chave para a teologia deste período continuou sendo a herança da terra e o "descanso" no qual Israel entrou mediante a fé. No entanto. "do meio dos seus irmãos" (Dt 18:15. porque ele havia sido colocado sobre toda a casa de Deus (Nm 12:7). aplicando-a a Jesus (At 3:22-26). porém. Ademais. 18). diferentemente dele mesmo. e (3) autorizado a declarar a palavra de Deus com autoridade (vv.146 Teologia do Antigo Testamento Pelo contexto. podia ver. Esta expectativa era algo bem conhecido mesmo antes dos dias de Jesus. e a quem se referiram os profetas" {João 1:45). Concluímos. porém. era a palavra de Deus através dos Seus mensageiros que mostrava o caminho. Este profeta vindouro seria (1) um israelita. continuou a sobreviver na casa de Davi independentemente da inaptidão presente de todos os lados. E a tíistória de Israel seria marcada pelo "bem" na condição de se "arrepender" e aceitar a "boa" palavra profética enviada da parte de Deus naquelas conjunturas cruòiais da sua história. alguém poderia. Nesta seqüência. 14-20). vindo de Israel e comparável com Moisés. Semelhantemente. A estrutura interna da narrativa de como Israel vencia ou fracassava com respeito a entrar plenamente naquele "descanso" se acha na história profética com suas declarações programáticas e seus comentários de avaliação colocados na boca dos porta-vozes principais. outrossim. apenas esperar um profeta individual. 18-19). 18). no seu discurso no templo. e a multidão perto do mar da Galiléia exclamou: "Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo" (6:14). Moisés reconheceu que a sua obra era incompleta. A promessa de Deus. Pedro também citou a passagem em consideração. cada um dos ofícios paralelos de " j u i z " (Dt 17:8-13). O povo seguia em obediência ou arrependimento — ou em colapso total. Além disto. Filipe achou Natanael e anunciou: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei. e "sacerdote" (18:1 -8) era coletivo e genérico. cumprira as funções sacerdotais antes de ter sido inaugurado o sacerdócio arônico (Êx 24:4-8). (2) "semelhante" a Moisés (vv. 29). completaria o ministério de instrução e revelação da parte de Deus. e assim também fez Estêvão (7:37). a mulher samaritana concluiu que Jesus era aquele "profeta" (4:19. o ofício profético não foi transmitido aos sucessores de Moisés como foi o caso da linhagem davídica. na primeira leitura. que. assim. E isto. que esta promessa também é genérica. 15. outro profeta em vista. o ministério e a pessoa de Moisés estavam fora da classe usual de profetas. . e não individual no contexto imediato. no próprio "lugar" onde Javé faria habitar o Seu nome. " r e i " (vv. Pelo contrário.

este segmento de quarenta anos tirado das narrativas dos historiadores proféticos (Josué até 2 Reis) merece um tratamento extensivo e separado. de Leonhard Rost1 em diante.A promessa de Deus dada a Davi em 2 Samuel 7 precisa ser classificada entre os mais brilhantes momentos da história da salvação. porém. i. primariamente. têm chamado a "narrativa da sucessão" {2 Sm 9-20 e 1 Rs 1-2. embora sua localização básica esteja nas obras dos profetas anteriores. matéria textual a ser considerada além de um mero capítulo como 2 Samuel 7 ou seus comentários posteriores.. é igualada apenas pela promessa feita a Abraão em Gênesis 12 e mais tarde. mais do que à teologia sistemática. tais como em Salmo 89. Quanto à importância e prestígio. o restante da história de Davi a partir do fim i Leonhard Rost. Há. Portanto. à totalidade de Israel e Judá na Nova Aliança de Jeremias (Jr 31:31-34). e. . Em nosso tratamento diacrónico da teologia. e em nosso desejo de fazer com que a teologia bíblica funcione como ajuda básica à teologia exegética. precisaremos incluir os seguintes na era davídica: (1) aquilo que os estudiosos. 1926). Die Überlieferung von der Thronnach fo/ge Davids (Stuttgart: W* Kohl- hammer Verlag.

— Versículo 14. 89. 72. e nela habitares. asseverando. 23). estabelecerás. 2 Flávio Josefo. 1967). 164-66.148 Teologia do Antigo Testamento de 1 Sm 16-31 e de 2 Sm 1-8. 101.20. e a possuíres. fora do plano de Deus. 110. apenas precisava esperar a hora certa e a seleção feita por Deus. . pág. Não é verdade que Israel já cantara na ocasião do Êxodo: "O SENHOR reinará por todo o sempre" (Êx 15:18)? Quando. o governo de Israel tinha sido aquilo que Josefo chamou uma "teocracia" 2 dentro da qual a soberania e o poder pertenciam a Deus. 21. Martin Buber. não era tão relutante assim. porém é que a monarquia prometida seria estabelecida dentro da teocracia? Um Soberano Usurpador Havia. 18. Um Rei Prometido Deuteronômio 17:14-20 tinha cuidadosamente especificado o seguinte: Quando entrares na terra. 2. 45. como também havia o oferecimento de uma soberania hereditária: "Tu. Este usurpador {pois é isso que ele seria. sendo Javé o rei verdadeiro). como todas as nações que se acham em redor de mim. que te dá o SENHOR teu Deus. Não somente ele seria o soberano. 16. com efeito. O filho de Gideão. Até este momento. portanto. Martin Buber3 argumentara que "pôr um nome" nunca se empregava em conexão com o dar nome a uma criança na ocasião do nascimento. Semelhantemente. já que havia uma vinculação tão íntima entre Davi e a arca em boa parte de sua teologia. sobre ti como rei aquele que o SENHOR teu Deus escolher. no entanto. 21-24) e (2) os salmos reais {SI 2. filho de uma serviçal de Gideão. teu filho e o filho de teu filho". o princípio: "O SENHOR vos dominará" (v. Gideão recusou incondicionalmente. trad. e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei. Kingship of God. este capítulo também levará em consideração (3) "a história da arca" {1 Sm 4:1—7:2) e aquela experiência momentosa na vida de Davi quando levou a arca para Jerusalém (2 Sm 6). não era. Contra Apião. tomou um nome novo. vários começos falsos* Gideão recebera a oferta de poder "dominar sobre" (mãíal) os homens de Israel depois da sua vitória formidável sobre Midiã (Jz 8:22). 3® edição revista e aumentada. Richard Sheimann (Nova Iorque: Harper & Row. pelo contrário. A tudo isto. 132. neste ínterim. 74. Abimeleque tornou-se rei de Siquém (Jz 9:15-18). O sistema monárquico. por si mesmo. 144:1-11). Depois da morte de seu pai.

.de Deus. porém. então provavelmente o fez na ocasião da sua rejeição do ofício de rei. segundo parece. também. como a de Javé também. "dar um nome novo" (cf. declarando. 10:1Assim foi. seu pai. Por onde quer que Saul voltasse sua mão. E Saul cumpriu a tarefa que Deus lhe deu: E ele livrará o meu povo da mão dos filisteus.A experiência inteira terminou em tragédia para Abimeleque e para seu "reino". Ne 9:7.1 Samuel 9:16. 20). ou. que saiu vitorioso contra toda a nação contra a qual lutou (1 Sm 14:47. que Deus.20). A oposição de Samuel. cf. desarraigou todos os tipos de superstição e ocultismo proibidos pela lei de Moisés (1 Sm 28:9). Um Soberano Rejeitado A geração de Samuel não era. À primeira vista. e. 10:19). 2 Sm 1:17-27 no lamento de Davi). aparece duas vezes: 'JE tornaram rei 'pai-rei' como rei". era seu rei. tais como o comer do sangue (14:34). 1-3). Deus graciosamente cedeu aos pedidos do povo. Se Gideão deu um nome novo ao seu filho. empregava-se sistematicamente o verbo "chamar". "Ele indicou para si mesmo" o nome "meu pai [antes de mim] era — realmente — um rei!" A ironia é ressaltada com clareza em Juízes 9:6. cf. "meu pai". Era o "escolhido" (10:24) e "ungido" (10:1) da parte. . é melek "rei". era uma condenação do espírito do povo e seus motivos para desejar um rei: os israelitas queriam ser "como todas as nações" em terem um rei (8:5. Saul. Receberam o que pediram: Saul. Esta expressão significa. 2 Rs 17:34. ser rei". mais sábia quando também exigiu um rei antes do tempo {1 Sm 8:4-6). ainda cuidava de assuntos pormenorizados do tipo tratado em Levítico. A expressão em Juízes 8:31 também pode ser traduzida. Esta exigência. era uma rejeição da soberania de Javé (8:7. pois o seu clamor chegou a mim. porque atentei para o meu povo. daí.O Rei da Promessa: A Era Davídica 149 pelo contrário. tampouco. Abi. onde diretrizes foram dadas sobre como agir na eventualidade de o povo desejar um rei. baseada na suposição falsa que Deus era incapaz de ajudá-la agora que Samuel ficara velho e seus filhos eram moralmente corruptos (vv. Era também uma tácita declaração de descrença no poder e na presença de Deus: queriam um rei para ir na frente deies e lutar nas suas batalhas (v. além disto. A situação inteira entristeceu Samuel sobremaneira (8:6). onde a raiz maíak "reinar. depois de Samuel ter feito todo o possível para tornar os israelitas conscientes das responsabilidades de viverem sob a tutela de um rei (1 Sm 8:10-19). tinha tão poderosamente a força da parte de Deus como líder cheio do Espírito. "Nomearam-no". a oposição de Samuel parece estranha à luz da promessa de Deuteronômio 17:14-20. até. pelo contrário.

o Senhor disse a Saul. um cetro e a vara de um soberano. (Grand Rapids: Zondervan. porém. já fora dada em Gênesis 49:10. apesar de tudo: Pois teria agora o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Nada haveria de excepcional nisto se a promessa de um soberano que surgiria da tribo de Judá não tivesse sido dada. 2 vols. 1 Samuel 13:13-14 demonstrou que a possibilidade estivera presente. teria deposto Saul por conta própria. Os símbolos daquele ofício. porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou. de que a oferta era de um reinado hereditário.150 Teologia do Antigo Testamento O que se diz.. porém. The Typology of Scripture. na realidade. E para tornar manifesto a todos quantos tinham olhos para ver e ouvidos para ouvir. e que seria portanto. e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo. Não se podia resolver esta questão específica. ou sequer a Samuel. Patrick Fairbairn. contrariamente àquilo que as Escrituras declararam. receberam licença para erguerem um dentre eles ao trono.24. qual era o propósito divino quanto a isto. A solução a este enigma não se poderia achar num ato alegadamente traiçoeiro de Samuel que. escolhendo Davi no lugar daquele. ao culpar somente o povo por ter eleito um rei segundo o seu próprio coração (1 Sm 12:13).. porque Saul também era aquele que "Javé escolhera" {9:16. . da natureza perpétua daquele reinado? Em nenhum lugar houve promessa a Saul. que o reino poderia ter sido perpétuo — ali jaz a dificuldade. pois. E Israel poderia ter feito alguns começos falsos — até prematuros. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada. mesmo assim. levando distintivamente o nome de servo d Ele. tampouco. Como é.4 4 1:121-22. não se apartariam de Judá até à vinda daquele a quem pertenciam legitimamente. rstrospectivamente. Foi Patrick Fairbairnque chegou mais próximo á solução desta questão: Depois do povo ter sido solenemente admoestado quanto à sua culpí em pedir a nomeação de um rei na base dos seus princípios mundanos. o Senhor permitiu que a escolha caísse nalguém que — como representante da sabedoria e proeza mundanas do povo — estava pouco disposto a reinar em humilde submissão à vontade e autoridade do Céu. mas. que o SENHOR poderia oferecer a Saul um reino perpétuo — especialmente considerando que ele era da tribo de Benjamim? Não havia dúvida que Israel deveria ter um rei algum dia — isto já fora deixado em Números 24:17 e Deuteronômio 17:14. Já agora não subsistirá o teu reino. Aqui. 1963). 10:1. substituído por alguém que agiria como representante de Deus. 12:13).

dividir as narrativas acerca da instituição da monarquia em duas fontes básicas: uma que favorecia a monarquia (1 Sm 9:1-10. em permitir que Saul fosse o primeiro rei. tinha de reinar de acordo com a lei de Deus. conservando apenas "uma tribo" (nota-se que Judá e Benjamim aqui estavam sendo consideradas como uma só tribo!) para Seu servo Davi para que sempre tivesse uma "lâmpada" em Jerusalém. A monarquia permitida devia.15. Catholic Biblical Quarterly 37 (1975): 447-48. e estava pronta a desafiar as demais tribos ou separar-se delas à mínima provocação durante todo o período dos juízes (Jz 8:1. existia a possibilidade de uma separação. "The Choosing of Saul at Mizpah". 10:17-27. Birch. à exclusão de todos os demais. Saul era incomparável5 com todos os demais porque somente ele. c . 11:1-11. ver C. 24). Ele distingue entre a vontade permissiva de Deus e Sua vontade diretiva. mediante a qual o rei reinava meramente como vicerei de Javé. e que qualquer governo tinha de funcionar sob a sua autoridade. já havia muito.O Rei da Promessa: A Era Da vídica 151 Foi assim que Deus deliberadamente permitiu que a lição demonstrasse aos homens que somente Deus era o Rei supremo. o soberano celestial. mas deixou de vincular Gênesis 49:10 e 1 Samuel 13:136 a esta discussão. Israel ainda tinha algum tipo de teocracia. págs. Hans-Jochen Boecker7 mostrou que é por demais simplista colocar a etiqueta de anti-monarquista em 1 Samuel 8 e 12. 9-10. 6 J. era o homem que Deus escolheu segundo Samuel (v. "Saul and the Changing Witl of God". Sua estatura (v. em última análise. mesmo conforme a previsão em Deuteronômio 17:14-20. E um lugar comum entre estudiosos recentes. 1966). Isto pelo menos sugere o que teria havido para Saul se ele tivesse continuado obediente a Deus.6 Uma coisa é certa: Efraim sempre estava procurando motivos para briga. n. Labuschagne. 7 Conforme citado por Bruce C. É verdade que estas pas- Para uma discussão desta fórmula de incomparabil idade. a cidade que Deus escolhera para ali colocar o Seu nome (1 Reis 11:33-37). Em conseqüência. Sendo assim. e o rei não devia fazer sua própria vontade e beneplácito.J. Brill. The Incomparability of Yahweh in the Old Testament (Leiden: E J . Mais recentemente. 12:1-25). Foi assim que a sorte caiu temporariamente para Benjamim (10:20) ao invés de para Judá. mas foi sua eleição divina que realmente o fez incomparável. 4. de modo direto. Barton Payne. 23) era um sinal. 12:1). O povo não devia nomear pessoa alguma que nao fosse escolhida por Deus. ser limitada a certas restrições. Desconhece-se. Bibliotheca Sacra 129 (1972): 321-25. com um ponto de vista d eu tero no místico e anti-monárquico (1 Sm 7:3-8:22. 13:2-14:46) e a outra que era posterior. se Deus teria dado a Saul o "reino" que mais tarde seria conhecido como reino das dez tribos que subseqüentemente se separaram e que foram dadas a Jeroboão.

"The Jotham Fable — Anti-Monarchical? " Catholic Biblical Quarterly 22 (1960): 299-305. Ele também foi chamado "ungido" do Senhor por dez vezes. 2 Sm 1:14. Embora o título "ungido" fosse aplicado duas vezes. Marcava Davi como recipiente e representante da majestade divina. Maly. A inutilidade do reinado do espinheiro (Abimeleque) e a predição do fogo que sairia do espinheiro para destruir os siquemitas não era uma condenação generalizada da própria monarquia. Um Soberano Ungido Quando Saul foi rejeitado. a ênfase recaía sobre a reação humana. depois foi ungido como rei de Judá (2 Sm 2:4).11. mas isto era principalmente porque a monarquia levava consigo um perigo maior de apostasia.i de Israel a administrar o seu reino. 1 Rs 19:15). ele se tornou totalmente inepto para governar o povo.152 Teologia do An ti go Testamento sagens dão uma aceitação mais condicional do reinado como sendo uma instituição da parte de Deus. pelo contrário. por transferência. 8 esta fábula continha uma caricatura de Abimeleque.16. e Davi. como também o receberam os "juízes" antes dele. 1 Sm 24:6 [7]. também. 10 [11]. Davi é "ungido". porém. Assim como Saul fora chamado "ungido do Senhor" (maêtah YHWH. desde Otoniel a Samuel. Estes capítulos não eram mais antimonarquistas do que a fábula de Jotão em juízes 9:7-21. O óleo da unção. e uma descrição figurativa da destruição iminente que aguardava os siquemitas. sua critica era dirigida contra aqueles que eram tão estultos que buscavam proteção desta natureza e que levavam a sério o próprio rei indigno. porém. cf. 26:9. Saul. um rei por chamamento divino (Is 45:1. que queria ser rei. Saul se afastou do Senhor depois de um início brilhante ao libertar Israel dos filisteus (1 Sm 9:16: 14:47). Maly. o Senhor procurou " u m homem segundo o Seu coração" (1 Sm 13:14). e "daquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apossou de Davi" (1 Sm 16:13). e a unção final foi sobre todo o fsrael (2 Sm 5:3).16) por dez vezes. foi a Sua escolha. quando se empregava no culto. assinalava a dádiva do Espírito de Deus para ajudar o re. a palavra veio a ser o título do grande Descendente de Davi que estava para vir e çompletar o reino de Deus que se Eugene H. assim também agora. com respeito aos patriarcas em Salmo 105:1 5. devido à perda do dom de governar dado pelo Espírito. Quando. na consagração de reis. era somente com respeito ao rei que se empregava de forma absoluta. e não sobre a própria instituição. . Segundo a análise cuidadosa de Eugene H. Subseqüentemente. recebera o "Espírito de Deus" (1 Sm 11:6. Davi foi ungido pelo profeta Samuel (1 Sm 16:13).23. Mais uma vez. era um símbolo do Espírito divino. e uma vez com respeito a Ciro. Em primeiro lugar. o filho de Jessé.

o substantivo "ungido" ocorre trinta e nove vezes no Antigo Testamento. 16. é o título do monarca reinante de IsraeL9 Isto quer dizer que sobraram nove passagens nas quais o "ungido" se referia a alguma pessoa que estava para vir. No total. com a passagem equivalente em 1 Crônicas 17. e para maiores detafhes. para descrever o Rei esperado — o Messias. deve se classificar a palavra de bênção derramada sobre Davi. Embora este termo não tenha sido. Após a promessa dada a Abraão. cheio de "péssima gramática e de estilo maçante". e declarassem o Salmo 89 como uma expansão poética livre de 2 Além das três exceções supra. 11 R. C. págs. baseado em Salmo 89. 1974). "The Blessing of David: A Charter for Humanity".. 5. 84:9. pelo contrário. SI 2:2.. de modo algum. "mal escrito".O Rei da Promessa. H. repleto de "repetição até à náusea" e de "bobagens fradescas" O capítulo inteiro. sem valor literário ou histórico! Embora outros. 6:22 [15]>. mas. Para muita matéria que se segue. 20:6. Era o rei da parte de Javé que reinaria sobre Seu reino eterno na terra. The Law and the Prophets.Hh Pfeiffer.C. 298-318. era 2 Samuel 7. 28:8. tais como Hermann Gunkel. de modo gentil. e a revelação que Natã recebeu com a contra-proposta da parte de Deus. porém. simultaneamente. era aquele Homem escolhido na linhagem da eleição. 11 com sua acusação que a mente do autor era "confusa". e muito menos. (Philadelphia: Presbyterian and Reformed Publishing House. Pfeiffer. ver W. Javé faria com que Davi fosse uma "casa" (2 Sm 7:5-11)! A crítica histórica e literária nem sempre achou por bem tratar 2 Samuel 7 de modo uniforme. mais do que uma monarquia ern jogo. Vinte e três vezes. Kaiser. o costume o definiu como sendo o termo mais apropriado. 1 0 Era a narrativa da proposta de Davi de edificar uma "casa" ou templo. seu texto "obscuro. . que tinha o direito de se assentar no trono de Davi como representante de Deus. 1953). Hc 3:13. invertessem a direção da dependência literária. em preferência a todos os demais títulos. 368-73. 2:35. que Ele não permitiria que Davi a construísse. Introduction to the Old Testament (Nova Iorque: Harper & Row. usualmente na linhagem de Davi ( 1 Sm 2:10. e seu comentário em Salmo 89. págs. A passagem clássica do AT que trata com esta nova adição à promessa e ao plano de Deus que sempre se expandiam. John Skilton. Jr. A Era Davídica 153 esperava. era um midraxe judaico de fins do quarto século a. "ungido" também se empregava com respeito aos sacerdotes levfticos (Lv 4:3. Uma Dinastia Prometida Havia. para o Senhor. É provável que a estimativa mais violenta do texto fosse a de R. complexo". porém. o mais claro ou mais freqüente no AT. Dn 9:25-26). ed. conforme a opinião dele.

"ele". Vetus Testamentum 2 (1952): 289 segs. 13 F. "Blessing of David". 1 Rs 11 :38. . mas também como. McKenzie e C. Para 2 Samuel 7. Tal conexão foi demonstrada no excelente estudo de F. A edificação do templo somente poderia ser a completação e efeito coroador da criação de um reino por Javé. "The Cultic Situation of Psalm 74". 13:2). J. era entre um reino estabelecido por homens e um totalmente levado a efeito por Javé. Js 7:14). págs. Willesen. "Some Remarks on the Prayer of David in II Samuel 7". mormente considerando-se que a expressão "a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de t i " (v. 300-303. contrariamente à opinião daqueles que considerariam 2 Samuel 7:13 como um "acréscimo deuteronômico". Esta mesma ênfase dada à necessidade da obra de Deus em estabelecer o reino assumindo a prioridade sobre a construção de uma casa de adoração também pode ser vista em 7:11c. E. Willesen. a "casa" de Davi tinha de ser estabelecida por Javé antes de haver a possibilidade de se edificar o templo. John L. era também uma família: pais. Este foi o novo acréscimo ao plano da promessa: tudo quanto tinha sido oferecido aos patriarcas e a Moisés agora estava sendo 12 John L McKenzie. o significado de "dinastia" era o mais apropriado. Theological Studies 8 ( 1 9 4 7 ) : 195. C. todas as tribos podiam ser divididas em "casas" (agrupamentos familiares grandes. Mais tarde. Labuschagne1 2 adotaram uma posição intermediária. 5òh 0 contraste. e Jacó ordenou que sua "família" (lit. poderia isto significar? Bayit se referia mais do que a uma residência.13 Assim. África do Sul: 1960). o ponto-chave da teologia da passagem inteira. O que. 16) somente poderia significar que a "dinastia" de Davi reinaria para sempre. dizendo que tanto o escritor do livro histórico como o do salmo tinham dependido de uma fonte original e comum. este versículo não somente deve ser considerado como genuíno. Noé. Para pormenores do problema sinótico nestes textos.J. entrou na arca com "toda a sua casa" {Gn 7:1). conforme 2 Samuel 7:13. ver nosso ensaio.154 Teologia do Antigo Testamento Samuel 7. 29. Deus prometeu fazer para Davi uma "casa" (bayit). filhos e parentes. portanto. Labuschagne. precisamente. 12:16. "The Dynastic Oracle: II Samuel 7". Uma Casa Pode ser demonstrado que o papel de edificador de templo era estreitamente vinculado com o estabelecimento de um reinado no antigo Oriente Próximo. e a posteridade de uma família. onde o " t u " recebe posição enfática no texto hebraico: "A ti também o SENHOR te faz saber que ele mesmo fará casa para ti" (cf.e. por exemplo. i. p. Studies on the Book of Samuei (Steüenbosch. "casa") lançasse fora seus deuses estranhos (35:2). Salomão e o verbo "edificar" em 7:13a. rei ou dinastia seria chamada sua "casa" (Êx 2:1. e obviamente não com o edifícío no qual moravam..

esta promessa de uma dinastia que teria uma longa linhagem de descendentes era uma lembrança de uma palavra semelhante dirigida a Abraão. foram estabelecidos pelo Senhor. De fato. 35:11. Javé prometeu que faria de Davi uma casa (vv.Dessa forma. uma vez que tinham conseguido impor um período de paz após um longo período de conquistas militares. "Descendente" (ou "descendência") tinha um significado coletivo de "posteridade". como também tinha em Gênesis 3:15. o descendente indicava uma pessoa única que representava o grupo inteiro. Sua "dinastia". 16. 19). 11. 19. Explicou-se que a "casa" de Davi era uma linhagem de descendentes (vv.O Rei da Promessa: A Era Davídica 155 oferecido à dinastia de Davi. conforme certa expressão em 2 Crônicas 22:10. que o trono e reino davídicos foram mais tarde chamados os do próprio Senhor. em virtude da sua posição especial na aliança. trono e reino seriam seguros para sempre. 26. porém. a dinastia inteira. Um Descendente Embora a palavra "descendente" fosse empregada uma só vez em 2 Samuel 7:12.e>. 12. 16. Um Reino Conforme já foi notado. 12:7. 19. um item da promessa durante a era dos patriarcas e do Êxodo era que Israel teria "reis" (Gn 17:6. referindo-se aqui ao indivíduo único. E isto não era tudo. pois este reino de Davi que acabara de ser anunciado era tão estreitamente vinculado ao reino de Deus. eram considerados como . o rei é colocado por Deus "no seu [de Deus] trono como rei para o SENHOR teu Deus". aquele reino estava sendo atribuído a Davi e à sua família. Ao mesmo tempo. 27. Atalia queria extirpar "toda a descendência real" {kof zera* hammamlãkâh). Assim. Oito vezes. incluindo um "reino" (Èx 19:6. e. 1 Crônicas 28:5 diz que Salomão se assentava "no trono do reino do Senhor sobre Israel". foi aliviado desta preocupação. Nm 24:7) e um "domínio" (Nm 24:19). Nabuoodonosor em Dn 2). 26. porém. com a durabilidade do seu reino (cf. o "descendente" de Davi edificaria o templo proposto (2 Sm 7:13). perduraria para o futuro distante (v. Ao mesmo tempo. 13. Usualmente os monarcas se preocupavam. em 2 Samuel 7. a teocracia e o reino davídico. 27. Não era que Deus abdicara Seu domínio ou que o Seu reino tivesse chegado ao fim. Agora. Salomão. porém. 2 Crônicas 13:8 se refere ao "reino do SENHOR". conforme 2 Samuel 7:23-24. 16. 29). 36:31). Sendo assim. 26. 13:15. que o Senhor lhe daria de modo perpétuo. 29). Davi. e era a garantia da linhagem de descendentes que ainda viria. em 2 Crônicas 9:8. 25. nunca faltaria à casa que perduraria perpetuamente um descendente para assentar-se no trono de Davi. sem contar a ocorrência de idéias paralelas com o emprego de outros termos. cf. Já em 1 Samuel 24:6 e 2 Samuel 19:21 foi chamado "o ungido do SENHOR". i.

Agora. quanto ao futuro. sendo que cada descendente de Davi tinha este relacionamento de filho do seu Deus. também precisaria ser um filho de Davi. tal linguagem era muito apropriada para esta aliança com Davi. De fato. 19:4}. Por enquanto. É Interessante notar que "o vocabulário diplomático inteiro do segundo milênio se arraigava na esfera familiar". era uma dádiva divina. foi dito a Davi em 2 Samuel 7 que o rteino era irrevogável e eterno (vv. 45. que te fez e te estabeleceu?" (Dt 32:6}. 72. "meu Pai (Deus) é paz". 144} e dos salmos escatológicos ou de entronamento (47.16 [2 vezes]. seu destino era idêntico. "The Covenant of Grant in the Old Testament and in the Ancient Near East". Mesmo assim. Mais informações com respeito a este reino podem ser colhidas dos salmos reais {2. Mas. Davi podia chamá-Lo "meu Pai" (v. "Pai" deve ter sido um título que Davi empregava naturalmente com respeito a Deus. pois deu a um dos seus filho o nome de Absalão. sem relacionamento para com Suas bênçãos anteriores. Seu "primogênito") que agora seria dirigida ao descendente de Davi (SI 89:27). Todos os membros de Israel eram Seus filhos. 25. O conceito de filiação. 29 [2 vezes]). 20. 89.156 Teologia do Antigo Testamento uma só coisa. Ora. e ele Me será por filho" (2 Sm 7:14) era especialmente surpreendente. 18. 24. 93-100). Isto era mais do que o costume do Oriente Próximo de dar um título de filiação divina: "filho do deus-x". Uma Carta Magna para a Humanidade O que Deus prometera a Davi não era um tema totalmente novo.Eram tão inseparavelmente vinculados que. Já tinha existido um longo desenvolvi- Moshe Weinfeid. se um dia alguém haveria de ser qualificado para este relacionamento. não existia sem seus antecedentes teológicos de tempos passados. Era também uma particularização da palavra antiga dada a Israel (a saber. 1 4 Assim. Um Filho de Deus A proclamação divina: "Eu lhe serei por Pai. 26). 26. de um modo totalmente sem igual. 21. 13. 101. . 132. 110. e não uma orgulhosa jactância humana. Seu primogênito (Êx 4:22. outrossim. Moisés já ensinara a mesma coisa a Israel quando perguntou: "Não é Ele teu Pai -. O que havia de novo era que Javé agora tratava o filho de Davi de modo que trazia claras lembranças das promessas aos patriarcas e a Moisés. Journal of American Oriental Society 90 (1970): 194. 14 . não se declara que qualquer descendente de Davi individual viria a realizar de modo puro ou perfeito este conceito sublime de filiação a Deus.

Êx 1:9. uma citação deliberada de Dt 4:7-8. cf. 9:14. Dt 1:28-31. que surge apenas cinco vezes antes disto. com a mesma peculiaridade gramatical). aliança com Davi. Carlson. 1973). cf. cf. 16:28.). Provavelmente. 5:26. Juízes 6:22. 8. Êx 4:22). 15:11. 5. As outras cinco instâncias de "Adonai Javé" são Deuteronômio 3:24. 8 [ 9 I p a s s i m ) . 2.A. A natureza sem igual de Israel (2 Sm 7:22. que foram passados em revista nesta palavra dirigida a ele em 2 Samuel 7. 28:21. 19:23. 16 pág. eo plantarei" (2 Sm 7:10. A. o nome duplo só ocorre em 1 Reis 2:26. o significado especial deste nome. 9:14. 252-54. Nm 14:12. Josué 7:7. 22. passim). Entre os temas familiares já conhecidos a Davi. . Nm 15:41. 33:29. SI 18:31 [32]. O emprego excepcional de "Adonai Javé" (2 Sm 7:18-19 [2 vezes]. isto é. 26:12. cf. Cross. e especialmente o verbo no plural em 2 Sm 7:23: "Quem há como o teu povo. enquanto " A d o n a i " aparece em 1 Reis 3:10F 15. 29:45. Lv 11:45. Dt 4:20. 7:17-19. 19). cf. "Prepararei lugar para o meu povo. 22:33. 15 8. 11:23. 44-45. havia: 1. Canaan/te Myth and Hebrew Epic (Cambridge: Harvard University Press. foste [sic] redimir". Dt 11:24-25. "Farei grande o teu nome" (2 Sm 7:9. "Farei levantar depois de ti o teu descendente" (2 Sm 7:12. 23:43. Carlson. 8:53. págs. "Ele me será por filho" (2 Sm 7:14. 127. passim. 1964). 15 R. Gn 17:7-10. ó Deus. " E u serei o teu Deus e tu serás meu povo" (2 Sm 7:23-24. Em Reis. contribuir è. etal. 28-29). Js 1:4-5). Para uma lista de vinte e quatro assim-chamadas semelhanças deuteronomlsticâs a 2 Samuel 7. Gn 15:18. Note-se o conteúdo de promessa em cada oraçao. Gn 17:7-8. 89:6 [7]. cf. Jr. como Israel gente única na terra? a quem tu. 4. Seu emprego repetido em 2 Samuel 7 é por demais marcante para ser acidental. 3. que não aparece outra vez em Samuel ou Crônicas. 16 que notou que foi este o nome empregado quando Deus prometeu a Abraão uma descendência. Êx 8:10. 20:1. 9:26. 2 Reis 7:6. 6. 29:12-13. A natureza sem igual de Deus (2 Sm 7:22. em Gênesis 15:2. seja aquele captado por R. Dt 33:26. Gn 12:2. cf.O Rei da Promessa: A Era Davídica 157 mento teológico que poderia informar. Eric Sharpe e Stanley Rudman (Estocolmo: Almqvist and Wiksell. 25:38. David the Chosen King: A Tradio-Historicai Approach to the Second Book of Samueltrad. 7. Êx 6:7. ver Frank M. para Israel. 22:6.

158 Teologia do Antigo Testamento Portanto. 25-29). O ponto central da questão não era que Davi perguntava. O que. 3. ou uma exclamação? Considerando o contexto. ficou completamente dominado pela gratidão. mispàtf e gôrêi t7 Ver nosso artigo. Quando. porém. no versículo 196. 1 7 deve ter sido um tipo de exclamação. 18-21). Que tipo de frase é formado por estas palavras? Era uma frase interrogativa. pois. 2. ou "estado" conforme fazem as bíblias mais conhecidas no inglês ("Authorized Version". servem para traduzir palavras hebraicas tais como: hòq. . ao juntar esta frase com versículos 20 e segs. acrescentou no versículo 19a seu pasmo adicional: "E como se esta bênção [agora. "Blessing of David". 311. surgiram as palavras: "E isto é instrução [lit. Davi de repente entendeu aquilo que lhe fora dado nesta proposta alternativa. para mim e minha família] não bastasse na Tua estimativa. orou Davi. pág. Tais palavras. e as formas paralelas de w ezò't tôrat seguido por um genitivo no A T . depois de Davi ter protestado no versículo 18 que ele era pessoalmente indigno da honra tão singularmente grande.Perguntou. Imediatamente após. 22-24). Oração para que Deus cumprisse esta promessa no futuro {vv. " l e i " ] para todos os homens (w ezò't tôrat hê'ãdãm). a bênção de Abraão foi continuada numa bênção de Davi: "Com a tua bênção". Nada mais se encaixaria na seqüência. Sentindo a solenidade e a importância do momento. obviamente. "New American Standard Bible" e "New English Bible"). "será bendita para sempre a casa do teu servo" (2 Sm 7:29). "É esta Tua maneira usual em falar a homens tais como eu?" Uma interpretação deste tipo cometeria dois erros: (1) preferiria encarar estas palavras como pergunta. no entanto. Graças pelo favor divino a ele agora (vv. Depois. e. de fato. Senhor Deus. que a bênção da parte de Deus era incomparavelmente maior do que qualquer coisa que tivesse merecido. entrou na presença de Deus. mais sério. "maneira". "O que há de tão especial em mim? E o que há de tão especial na minha família?" A resposta que esperava era "Nada!" Sentia. 0 ponto alto da oração veio em 2 Samuel 7:19. era "isto"? O antecedente teria de ser a substância do oráculo e não a maneira ou o modo pelo qual chegaram estas grandiosas palavras a Davi. proferindo uma oração que pode ser esboçada como segue: 1. também estendeste a Tua promessa com respeito à dinastia do Teu servo para o futuro distante". Louvores pela obra de Deus em prol de Israel no passado (vv. (2) insistiria em traduzir a palavra " l e i " (tôrâh) com sentidos inteiramente anômalos tais como "costume".

do Senhor Deus. Henri Gazelles. Erdmann. 2 Q Ver nosso artigo.e. e canal de bênçãos. filho de Javé. "Shiloh. 12 vols. . "Review of Roland de Vaux's Les Institutiones de L 'ancien Testament" Vetus Testamentum 8 (1958): 322. the Customary Laws and the Return of the Ancient Kings". e Davi. Durham e J . R.. Nenhuma destas traduções servirá. eds. 313 r nrs 48.18 C. rei de Javé. Conforme ele traduziu a frase aca- 18 C. "dirigir". Sendo que "isto" em 2 Samuel 7:19ò se refere ao conteúdo da promessa traçada com tanta paciência nas palavras de Nata. D. "Three Notes". Beecher. e sendo que se sabia que esta promessa se estendia a "todas as nações da terra" já nas antigas revelações aos patriarcas.j 19 Willis J. se deve entender a palavra tôrah? Usualmente. "instruir". 49. . "Blessing of David". . quando. pág. pois. para todas as nações. a revelação mencionada na passagem que trata da "descendência" de Abraão. . É possível que Henri Cazelles21 tenha colocado seu dedo na expressão cognata exata. Nem se pode interpretar: "lei do Homem" i. "ensinar". (Nova Iorque: Scribner. não o fato de que o Senhor Se condescende a e l e . ensino". da parte de Javé. Israel. Este é o pre- ceito ou torah divino . . 1970). F. concluímos que a melhor tradução é "Esta é a magna carta para a humanidade". Armstrong & Co. para documentação. John T. Porter. (Richmond: John Knox Press. em 1958. Journal of Biblical Literature 8 (1887): 138. mas aquiio que Ele agora faiou a ele . pág. Lange. equivalente à "Carta Magna da Humanidade" de Davi. . para as pobres criaturas humanas.19 Como. 250. . indicou o termo acadiano tèrit nJ$ê. P. 1877). é somente em 17 casos que significa algo diferente da "lei de Deus".O Rei da Promessa: A Era Davídica 159 Conforme concluiu WiUis J. deriva-se da raiz verbal yãrâh. idem. Beecher: "Isto" deve significar. sendo que tal emprego da expressão não era conhecido até aqueles tempos. i . III: 434. sendo que nenhuma referência a Adão ou a uma aliança feita com ele surge em qualquer outro lugar na era davídica. .. Entre as 220 ocorrências no AT deste substantivo. que: Deve ser o contexto das palavras do Senhor com respeito ao futuro da sua casa que o comove . R D. 20 A "lei do homem" não pode ser traduzida por "lei de Adão'*. The Books of Samuel em J. tôrâh é "instrução. semelhantemente. que existirá e reinará para sempre. A Commentary on the Holy Scriptures. Proclamation and Presence. logicamente pelo contexto. Erdmann argumentou. 21 .

16. pois Ele fez comigo uma aliança eterna. ó Senhor Deus!" 2 2 Dessa forma. pág. Salmo 89:28-37 [29-38] também comentou sobre a imutabilidade desta aliança eterna. ou: "o decreto com respeito à humanidade em geral". págs. era um oráculo "que determina o destino dos homens". Duraria "para sempre" (28. 9:4-5. 29. meditou sobre esta mesma promessa em 2 Samuel 23:5. 25f 26. Tsevat.Kaiser. o antigo plano de Deus haveria de continuar. planejada em cada detalhe 24 e garantida".160 Teologia do Antigo Testamento diana. Esta aliança não poderia ser quebrada (parar)? Realmente. 132:11-12. 8:25. Pelo contrário.C. "jurou pela Sua santidade que não seria falso a Davi" (35)! Mesmo assim. ainda ruge o argumento em prol da condicionalidade. 24. Esta dádiva a Davi. 36. no entanto. Deus não "violaria nem modificaria a palavra que Seus lábios proferiram" (34). porém. 29). "The Steadfast House: What was David Promised in 2 Samuel 7:11616? " Hebrew Union College Annual 34 (1963): 73. domínio e reino para todo o sempre. 315-16. Além disto. 74 para esta tradução de "cada detalhe". não pode aceitar que esta acentuação do seu caráter irrevogável ou incondicional faça parte da passagem original. esta bênção abrangeria o futuro de toda a humanidade. Um Reino Prometido Por seis vezes. O mesmo pensamento é repetido por Davi no salmo real (21:6-7[7-8]) onde se regozijou porque Deus o fez bendito para sempre e porque "a misericórdia [amor da aliança] do Altíssimo [para com Davi] jamais vacilará". só que agora incluiria um rei e um reino. 24 Ibid. reconhecendo que acabara de receber uma dinastia. ver W. juntamente com uma grande quantidade de outros comentaristas. era " u m cheque em branco de validade ilimitada?" 23 M. Jr. 23 . 1 Reis 2:4. "Blessing of David". o reino de Davi fora declarado eterno (2 Sm 7:13. 37). O próprio Davi. "como os dias do céu" (29). exclamou em gozo que não se podia conter: "E esta é a Carta Magna para toda a humanidade. que tem três dessemelhanças. embora a aliança com Abraão 22 Para um tratamento do paralelo 1 Crónicas 17:17.. É exatamente assim na nossa passagem! Davi. e chamou-a "aliança eterna" (b erft 'o/ãmA Suas palavras exatas foram: "Certamente minha dinastia é estabelecida por Deus. "como o sol" (36} e "como a lua" (37). Salmos 89:31-38 [30-37]. prefeririam tratar como normativo o tema de condicional idade que ressaltava a cláusula "se" e a necessidade da lealdade e da fidelidade conforme se vê em 2 Samuel 7:14-15. Matitiahu Tsevat.

63). Weinfeld. "The Last Words of David: Some Notes on II Samuel 23:1-7. 2 5 A solução destes casos de aparentes quebras.O Rei da Promessa: A Era Da vfdica 161 também fosse "perpétua" (Gn 17:7. Woudstra. "The Everlasting Covenant in Ezekiel 16:59-63/' Calvin Theoíogicai Journal 6 (1971): 27-28. 26 ao vincular as "concessões reais" feitas a Abraão e Davi. 189-96. foi uma "aliança eterna". sendo assim. Notem-se suas observações brilhantes mesmo sobre a alegada condicionalidade da aliança mosaica. tinham de ser passadas adiante para o próximo na linhagem ao invés de ser concedidas a alguém fora da família especificada. Esta. Hb 8:8).M. Nestes tratados. Tradu2 assim: "O Eterno me deu sua aliança". (embora ambos "com certa hesitação"). as concessões de "terra" ou dinastia poderiam ser postergadas ou confiscadas quanto ao indivíduo — mesmo assim. Mais recentemente. o homem não circuncidado "quebrou-a" (v. Esta mesma situação é revelada pelas últimas pesquisas com respeito aos tratados dos heteus e neo-assírios com respeito a promessas de conceder terras. "Covenant of Grant". 31-33. pág. M. seguindo F. Weinfeld. 2 Sm 7:146-15. Neil Richardson. Ele acha tais pessoas em falta. 8:25. Mesmo a "afiança eterna" posterior seria quebrada pelos habitantes da terra {Is 24:5). como em Gênesis 21:33. também os seus filhos se assentarão para sempre no teu trono" (SI 132:12. acha um epíteto para El aqui em 2 Samuel 23. e invalidações da aliança era a mesma que se aplicava às cláusulas "se" que deram tanta preocupação a Tsevat e outros: "Se os teus filhos guardarem a minha aliança e o testemunho que eu lhes ensinar. Jr 31 . com as concessões de "terra" e "casa" (dinastia) na política heteu-sírio-palestínica. Cross. e o Israel adultero desprezou o "juramento" de Deus (a aliança) ao ponto de "invalidar {i ehêpèr) a aliança" eterna (Ez 16:59. 9:4-5. mas não pode afetar a transmissão da promessa aos descendentes na linhagem.32. e uma opinião contrária. 25 21 . 2 7 Para uma revisão da evidencia. É por isso que Deus podia incondicionalmente afirmar Sua fidelidade e a eternidade da aliança ao falar a Davi. 195. 19). 13. cf. mas a bênção nunca seria revogada quanto à família. demonstrou que a dádiva incondicional também era explicitamente protegida contra quaisquer pecados subseqüentes cometidos pelos descendentes dos recipientes. A "quebra" ou condicional idade apenas pode se referir à invalidação pessoai e individuai dos benefícios da aliança. Neste caso. Jr. H. mas não acha falta com Sua aliança abraâmico-davídico-nova (cf. 263. SI 89:30-33). é uma sugestão muito improvável. ver Marten H. a despeito dos homens desprezíveis que haveriam de surgir no meio da linhagem deste." Journal of Bibücal Literatura 90 (1971): 259. frustrações. Assim foi a situação de Davi: homens indignos poderiam surgir. porém. pois. 14). 1 Rs 2:4. considerando a falta de jeito da expressão e a ausência do nome divino El. págs.

E quando pousava. depois de uma praga ter assolado toda a cidade filistéia onde a arca tinha sido colocada nesse ínterim. Esta conexão entre Davi.28 Isto se pode ver melhor ao traçar. Moisés dizia: Levanta-te. para os milhares de milhares de Israel. . dessa forma. e dissipados sejam os teus inimigos. [10 e segs. Vox Evangélica 6 (1969): 31-41. cf. ó SENHOR. o "caixão" de José em Gn 50:26. . porém. Êxodo 25:10-22 registrou a proposta para a construção da arca. dizia: Volta. 2 Samuel 6. Uzá.] e 2 Cr 24:8 e segsj. Isto se podia ver especialmente na "história da arca" em 1 Samuel 4:1 .7:2. transportaram-na de volta a Bete-Semes sem sofrer mais julgamentos (1 Sm 6). Tão importante era esta "caixa" {' a rôn. que o "Cântico da Arca" igualava a presença dela com a presença de Javé: Partindo a arca. Quando. o desenvolvimento da narrativa com respeito à arca. por outro lado. A presença dela. Durante a peregrinação no deserto. SENHOR. e fujam diante de ti os que te odeiam. um enclave politicamente neutro perto da fronteira que separava Judá das tribos do norte. porém. era por demais poderosa para os filisteus. não era um argumento em prol da monarquia sacra!. e Êxodo 37:1-9 narrou a própria construção dela por Bezaleel. a nação foi finalmente bem sucedida. ela acompanhou a marcha de Israel através do Jordão (Js 3-4) e em derredor de Jericó (Js 6). Cundall. e a "caixa" de contribuições de Joiada em 2 Reis 12:9 e segs. Israel se presumiu em lançar um ataque por conta própria sem estar acompanhado pela "arca da aliança do SENHOR" foi totalmente derrotado (Nm 14:44). para procurar lugares de descanso para o povo (Nm 10:33-34). Quando a arca foi removida de Siló e perdida aos filisteus (1 Sm 4-5). Somente a própria pecaminosidade de Israel poderia frustrar a sua eficácia. porém. A introdução da arca em Jerusalém. em primeiro lugar. porém.Números 10:35-36 Quando. foi importante para estabelecer a extensão do reino sobre todo o Israel. o reino e aquilo que a maioria tem chamado de culto. também ressaltava a importância dela para o reino que Davi estava para receber conforme os pormenores do capítulo seguinte. a arca da aliança do Senhor ia três dias de viagem diante de Israel. "Sacral Kingship — the Old Testament Background".162 Teologia do Antigo Reino Testamento A Arca e o Nada estava mais intimamente vinculado à presença e ao poder de Javé do que a arca da aliança. ver Arthur E. a única conclusão era I ca bode — foi-se a glória de Deus. 28 Para uma refutação da monarquia sacra.

Portanto. os homens sabiam muito bem qual era o meio ordenado para tratar com a santidade de Deus. O ponto alto das narrativas da arca se acha em 2 Samuel 6 e Salmo 132. 28-39 e Marten nant From Conquest to Kingship (Philadelphia: Presbyterian 1965). deve ser entendida a presença de Deus? A arca era: (1) testemunha àquela presença.. 32 Ibid. pág. 1965). 13-57. pág. A entronização de Javé também se associava com a arca e com o expiatório (kappòret). sendo que. págs. onde sua função e significado se vinculam estreitamente com a presença de Javé. Ambos os aspectos eram importantes: o interno e o externo. quando se emprega com referência à arca. AnnuaI of the Clements. Para documentação. até que pudesse edificar o templo. da mera "santidade de objetos". Neste caso. (5) idêntica com Javé. Teologia do Antigo Testamento. cf. da natureza da Sua habitação entre os homens. porém. Os dois tópicos. ou (6) uma extensão e representação da Sua presença?30 Basicamente. era um penhor da Sua presença. of the Covenant". 77. glória e majestade" de Deus. tinham tocado na arca e empregado um carro de bois para transportá-la (1 Sm 6). 31 A frase é de Woudstra. quando Davi trouxe a arca para um santuário em forma de tenda. "Onde estiver a arca. ver Henton Davis. ficaram sujeitos a maior condenação do que os filisteus que.E. porque aquela presença não era automática nem mecânica. O Senhor não Se contentava somente com mera exterioridade de coisas. 29 Em que sentido. Philadelphia: Fortress Press. tampouco. Ver também R. que se assenta acima dos querubins" (2 Sm 6:2.. na sua ignorância. Seu próprio nome era "SENHOR dos exércitos. deu um passo para frente em estabelecer o reino que Deus lhe dera. "The Ark Swedish Institute 5 (1966-67): 43-47. (3) um sinal ou penhor da Sua presença. 2 Rs 19:15. ali Javé sempre estará presente". God and the Temple. A conclusão de Woudstra é que este nome. Não se tratava. nas palavras de von Rad. a saber: a arca e o reino 29 30 Gerhard von Rad. 1:237. (2) uma garantia da presença de Javé.O Rei da Promessa: A Era Da vídica 163 foi repreendido quando impulsivamente estendeu a mão para segurar a arca cambaleante enquanto Davi começava a trazê-la a Jerusalém (2 Sm 6). 1 Cr 13:6}. Dessa forma. Somente existia quando aquela presença era "agarrada pela f é " 3 1 conforme Israel logo aprendeu em 1 Samuel 4:1-7:2. H. 1 Sm 4:4. ibid. indica a "onipotência. 46. Woudstra. (4) um domicílio da Divindade. em 2 Samuel 6:17. 32 Falava ao mesmo tempo da natureza da Sua condescendência. nem com mera interioridade. The Ark of the Coveand Reformed Publishing House. . págs. e da realidade da Sua pessoa.

Salmo 2:6-8 Dessa forma.J. 7] Ele reconheceu que Ele pertencia muîto intimamente a Ele mesmo. . como Filho de Deus. a cidade escolhida. reinava sobre o povo de Javé. 1962). Banks (Edimburgo: T. The Royal Psalms (Richmond: John Knox Press. por Hermann Gunkel. Não era a continuação eterna da casa de Davi que estava em vista aqui. até investindo-0 com a realeza diante de Deus. The Old Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Traced in its Historical Development.164 Teologia do Antigo Testamento davfdico. Formavam uma unidade. e as extremidades da terra por tua possessão. Em 1933. 34 C. sim. Esta soberania pessoal foi explicada por von Orelli 3 4 como segue: Nestas palavras [v. Keith R. e eu te darei as nações por herança. 0 Salmo 2 contrastava a hostilidade das nações dirigida contra o Senhor £ o Seu Ungido com a resposta divina dada a elas. Gunkel e Begrich publicaram o estudo mais compreensivo. 8t T. que celebra o "juramento" feito a Davi e o grito de sinal ou cântico da arca: "Levanta-te. eu hoje te gerei. . . J. a conclusão triunfante do relacionamento filial. entra no lugar do teu repouso . e pressupõem a promessa e o juramento recebidos por ele. pág. residia em Sião. Crim. o Rei davídico. reivindicou o direito de reger o mundo inteiro. págs. e era herdeiro da promessa. A expressão "Eu te gerei" sugere. Ver. 161. como filho de Javé. são os assuntos de Salmo 132. Clark. Os Sa/mos Reais 3 3 e o Reino Os Salmos reais estão saturados com a ideologia da dinastia davídica. ainda mais fortemente do que a simples expressão " T u és meu filho". . porém constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Pede-me. 1889). J. von Orelli. por amor de Davi. quando investiu com realeza Seu filho. que o rei messiânico tinha rece- ^^ a A discussão mais antiga de "Die Königspsalmen" surgiu em 1914. Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu filho. mas. SENHOR. Eu. 140-71. agora. teu servo" (132:8-10). 1933). ed. centralizada no rei davídico que. Einleitung in die Psalmen. Ele. trad. divinamente estabelecido. Begrich (Gottingen: Vandenhoek & Ruprecht. da pessoa da descendência de Davi para com Deus.

é para todo o sempre. como símbolo e garantia do reino de Deus na terra. " f i l h o " de Deus. "Altíssimo" quando se aplica a Deus). sem igual. não somente foi o ofício de rei identificado com a Deidade. Séculos mais tarde.SI 82:1. cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. RSV. 7-15) com um Rei Davi invencível {vv. ou o dia em que a grandeza interior de tudo isto foi revelada a ele através de uma mensagem profética ou de inspiração pessoal. NEB. O texto hebraico não tolera o abrandamento que a maioria das traduções modernas insiste em aplicar (e. O rei davídico foi chamado " E l o h i m " no Salmo 45:6. o nome de Deus foi louvado pelas nações. 31-46). 6). Seu "primogênito" e "o mais elevado" ( y e/yôn . e a aliança foi guardada para sempre {SI 18:47-50). Paulo marcaria aquele " h o j e " na vida do Messias como sendo o dia da Sua ressurreição (Atos 13:30-33}. 16-17). O inimigo foi tão completamente derrotado que a escala dos eventos ultrapassou o poder de qualquer rei e mais uma vez exigia o Messias (SI 21:9ò-12). 28. Assim. mas não JB nem NASB). o Salmo 18 e o seu paralelo verbal em 2 Samuel 22 retratam a vitória e o triunfo de Davi. Foi este o dia em que foi poderosamente "demonstrado" Filho de Deus ( R m l :3-4). a outorga desta dignidade forçosamente tinha de ser um ponto definido de tempo.g. Numa bela combinação da teofania sinaítica {vv. 9. 0 "hoje" era o seu aniversário messiânico. Como resultado.O Rei da Promessa: A Era Davídica 165 bido de cima uma vida mais sublime. . Mesmo assim. E os escritores do NT não deixaram de ver o impacto deste versículo. Assim como o rei davídico foi chamado no Salmo 89:26-27. em inglês: RV. ó Deus. sendo que a solenidade de chegar-se diante de um juiz era comparável com o chegar-se diante de Deus (Êx 21:6. No caso de quem falava. Salmo 45:6 reivindicou ainda mais para os juízes do que Êxodo exigia: O teu trono.Os juízes de Israel também representavam a Deus e também eram chamados "Elohim". A linguagem humana parecia estar pronta para irromper todas as barreiras ao descrever este relacionamento filial. 2. A oração pela vitória no Salmo 20 foi respondida com alegria e ações de graças rias numerosas bênçãos do Salmo 21. Os Salmos 20 e 21 parecem formar um par de petição (20:4) e resposta (21:2). entre um homem e Deus. como também a própria pessoa do rei com sua dinastia regeria como Deus para sempre! (Notem-se vv. assim também o seu trono. agora era chamado Elohim no Salmo 45. 22:8. seja este o dia em que pela primeira vez entrou visivelmente no exercício do seu cargo. Desta forma. por metonímia. cf. aquilo que Deus representava no Céu. Davi foi nomeado para ser.

cuja história e vida formavam um paralelismo com o homem da promessa anterior a Davi. sendo assim. 36 Partindo das palavras de 2 Samuel 23:1-7. e que a arca terminara sua tonga viagem. 0 comentário mais detalhado de 2 Samuel 7 se acha em outro salmo real. Abraão. Salmo 89. Agora o reino de fato fora estabelecido 35 Ver o excelente clássico. pois. como a nação inteira tinha sido constituída como reino de sacerdotes e nação santa. e. 19-37. "Thy Throne. assim agora o monarca davídico foi feito um rei-sacerdote como aquele que se chamava Melquísedeque. parando apenas para pagar dízimos ao sacerdote de Salém (Jerusalém?) no caminho para casa.A bênção real final dos versículos 16-17 faz lembrar a teologia de Gênesis e as bênçãos de Moisés em Levítico 26 e Deuteronômio 28. Depois de comentar a aliança davídica nos versículos 3-4. . Assim. os versículos 38-51 lamentam o colapso da monarquia e imploram que Deus continue fiel à Sua promessa a Davi. certo dia parou para meditar na grande vitória que Deus dera àquele homem da promessa anterior a ele. Ele mesmo. Enquanto eles floresciam. e ganhou. "A Study of Psalm 72 (71 )" (Dissertação de doutorado em Ever". Princeton Theological Review 21 filosofia. 2 Crônicas 6:41-42. O God. é o satmo real. ora pedindo orientação para o soberano escolhido por Deus. Aqui. que cita versículos 8-10. Semelhantemente. porém. Oswald T. mostra que este salmo estava em uso nos dias de Salomão na dedicação do templo. seu domínio conquistador esmagaria todos os seus inimigos. 1948). Ver Roland E. Um dos salmos mais citados no NT. outro salmo real. quando este enfrentou quatro reis da Mesopotâmia (Gn 14). 35 O mistério desta passagem é que o "Deus" a quem o salmista se dirige é. Universidade Católica da América. assim prosperava o reinado ilimitado. sem dúvida.166 Teologia do Antigo Testamento em Hebreus 1:8-9. Assim como Davi. bênção. Murphy. Is For Ever and (1923): 236-66. Davi também se sentia refrigerado (SI 110:7) como se tivesse bebido profundamente das águas de um ribeiro fresco. o salmista combinou o sacerdócio com a realeza na pessoa do Messias. Abraão. O Salmo 132 combinava a chegada da arca em Jerusalém com o juramento feito a Davi acerca de sua dinastia. o Salmo 72:6-7 representava o rei justo como sendo sol e chuva para seus súditos. A mesma promessa pertencia a ele também. O cetro da conquista nas mãos do novo rei davídico que estava para vir resumiria a predição de Balaão — ou seja. reinado e dinastia era uma conclusão já prevista conforme fora o caso de Abraão. Salmo 110. o resultado das suas batalhas. All is. o Salmo 101. nomeado por Deus! O Salmo 72 ressalta a retidão. eternidade e extensão mundial do reino davídico.

acontecia ao povo.. Davi. Suas vidas eram totalmente vinculadas com a dele. Quando. Flanagan. Leonhard Rost convenceu a maioria dos estudiosos que 2 Samuel 9-20 e 1 Reis 1-2 formam uma "história da corte" em que os primeiros dois capítulos de 1 Reis providenciaram a chave para a obra total. ao invés da tradução certa "Javé reina". porém. cf. a justificativa do reinado de Salomão) foi achado em falta por Jackson. e cheio de toda perfeição. James W.3 7 Um propósito tão limitado para incluir esta seção entre os oráculos divinos para Israel (i.N. ibid. As mesmas dúvidas poderiam ser aplicadas à escola de Uppsala e a Sígmund Mowinckel com seus "salmos de entronização" que são erradamente traduzidos para declarar "Javé Se tomou rei" (SI 47. "David's Throne: Patterns in the Succession Story". "Court History or Succession Document?" Journal of Biblicaf Literature 91 (1972): 172-81. não imitou o pecado de Davi com Bate-Seba. A Narrativa da Sucessão e o Reino Conforme já foi indicado anteriormente neste capítulo. R. Whybray. Canadian Journal of Theology 11 (1965): 183-95. porque. e Seu reino seria reto. a prosperidade e a bênção eram os resultados (SI 18. eles também o eram. pág. ver Jared J. Quando ele agia em fidelidade e retidão. só que Seu domínio seria sem limites. depois de ter trazido à memória o padrão divino de libertação. uma festa real em Sião. portanto. cantou um "cântico novo" na nova era do porvir (SI 96:1. 38 uma vez que 1 Reis 3-11 continuou. conforme pensava H. no lugar dos seus irmãos mais velhos Amnon. pois o templo estava completo e o penhor da presença de Deus estava no templo de Salomão. O rei. 101). O último salmo real é o Salmo 144. Mesmo assim. Inc. 149:1. o rei era rejeitado. Absalão e Adonias. Duvida-se que estes salmos representem. 37 . 1968). ficou sendo o canal de bênçãos e julgamentos de Deus. 96-99). Ap 5:9.J. Sustentava-se que Salomão sucedeu a Davi. Mais significativo é o fato de que. 98:1. justo. diferentemente dos seus irmãos. Assim também seria com o último Davi ou o novo Davi. dando os detalhes de tantas falhas Para algumas das contribuições mais importantes a uma imensa bibliografia.í O Rei da Promessa: A Era Davídica 167 por Deus. 185. que é substancialmente semelhante ao Salmo 18. com uma procissão que representava a entrada de Javé em Jerusalém para comemorar a transferência da arca. nada há de substancial nestes pontos de vista para afetar a teologia destes salmos. o que acontecia ao rei. Krause. Jackson. 45:6-7. 93. The Succession Narrative (Naperville: Alienson.e. 14:3). 38 Jackson.

assim como Ronald Hals demonstrou para o livro de Rute. É verdade que só houve três declarações explícitas da intervenção de Javé: Porém isto que Davi fizera. ressalte uma "delineação de caráter". "Court History. Ronald Hals. o propósito e a promessa de Deus sempre avançavam. pägs» . inexoravelmente* 39 Von Rad.2 Samuel 17:14 No entanto. 173. a garantia da parte de Deus ficou firme. No meio da tragédia e fracasso dos homens. para que o mal sobreviesse contra Absalão. 40 41 J.) .40 mas. Trata-se da "historiografia teológica" segundo a expressão de von Rad. (Este é possivelmente o versículo mais crucial do documento inteiro. Theology of the Book of Ruth (Philadelphia: Fortress Press. . 4 1 aqui também a teologia da intervenção divina era. W. e amaldiçoado por outros. no seu plano interno. — 2 Samuel 12:24 Pois ordenara o SENHOR que fosse dissipado o bom conselho de Aitofel. para empregar a excelente frase de Jackson. há aqui algo mais do que mera moralização acerca do caráter da famflia de Davi. E tudo girava em torno do plano de Deus para o trono e reino de Davi. embora o texto. sim. mais implícita do que explícita. embaraçado por revoltas na sua própria família. de como Javé controlava o destino humano para Seu próprio propósito. conforme os argumentos que Flanagan apresentou.168 Teologia dó Antigo Testamento na vida de Salomão. 3 9 Embora o ungido tenha sido engodado nas suas próprias concupiscências. 1969). e o SENHOR o amou.2 Samuel 11:27 Teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão. Flanagan." päg. com alguns modos interessantes de encaixar narrativas. (Será que o "redator final"[?] poderia ser tão ineficiente e ingênuo?) E. Teo/ogia. muitas vezes. e o início da "operação da profecia de Natã". foi mal aos olhos do SENHOR. Não se tratava de "até que ponto Davi manteve o controle legítimo sobre os reinos de Judá e Israel". 1:316.

"The Classification of Wisdom Psalms". idem. 2 e R. 1971). Brown. 3 pode-se fazer uma montagem do seguinte estilo distinto dos salmos sapienciais: (1) estilo Roland E. Fitzmyer. pigs. e Roland E. Os critérios para se distinguir salmos sapienciais podem ser divididos em duas categorias: formais (estilo literário) e temáticos (conteúdo). 204-24. 3 2 Vetus Testamentum Supplement 3 (1955): R. Jerome Biblical Commentary. Murphy. Murphy. 19681. Scott. Joseph A. pSg. 1 Sigmund Mowinckel. editores (Englewood Cliffs: Prentice-Hall. 1 Sigmund Mowinckel. Eclesiastes e Cantares de Salomão como sendo livros sapiência is. The Way of Wisdom (Nova lorque: Macmillan Co.Y. Provérbios. enquanto a erudição católica acrescenta os livros extra-canônicos de Eclesiástico (Ben Siraque) e a Sabedoria de Salomão.Os estudiosos judeus e protestantes usualmente consideram apenas os Livros de Jó. Murphy. 193-201..B. Raymond E. "Psalms". "Psalms and Wisdom". Scott. 1 vol. Vetus Testamenturn Supplement 9 (1963): 156-67. Ambos os grupos acrescentavam vários salmos a estes quatro (ou seis) livros. . Fazendo uso dos estudos de Roland E.. 574.B.Y.

"The Place and Limit of Wisdom in the Framework of the Old Testament Theology".4 entre a sabedoria e Deuteronômio. 37. quatro". 5 Moshe Weinfeld. portanto. a maior parte das pesquisas com respeito à literatura sapiencial tem tratado do relacionamento entre os escritos sapienciais de Israel e os dos seus vizinhos do Egito e da Mesopotâmia. 32. no entanto. Scottish Journal of Theology 17 (19641: 146-58. 34. Surgiu. (4) o temor do Senhor. O melhor argumento em prol de uma clara conexão entre estas eras (embora numa ordem invertida de dependência comparada com a que sustentamos aqui) foi o estudo feito A Walther Zimmerli. pode-se incluir os Salmos 119 e 19:7-14 também. Algumas pessoas se lançaram à tarefa de descobrir as conexões entre a sabedoria e a Criação. {4} ditados daquilo que é "melhor". (5) comparações. "três. Journal of Biblical Literature 84 (1965): 38-51. "Covenant and Commandment". págs. sim. {2) a divisão entre os justos e os ímpios. e (5) a meditação da lei escrita de Deus como fonte de delícias. (2) ditados numéricos: e. Empregando tanto o critério formal como o temático. 6 . 1972). admoestações. A estes se pode acrescentar 32. 127. No decurso dos últimos quarenta anos. Exemplos de temas sapienciais são: (1) o problema da retribuição. símiles. outro desenvolvimento bem-vindo. esp.g. 78. perguntas retóricas. Prophets and Wise Men (Londres. também se qualifique para a classificação entre os salmos sapienciais. 34. a minha lei" e suas formas do provérbio (mãsãf) e enigma (hídôt) (v. o recipiente dos legados teológicos dos tempos mosaicos e da história profética dos profetas anteriores. 128 e 133 pertencem è categoria sapiencial juntamente com os quatro livros de sabedoria. ver também Erhard Gerrtenberger. SCM. 244-74. 127. 112. facilmente se pode classificar os seguintes salmos como salmos sapienciais: 1. (7) o emprego de vocabulário e fraseologia sapiencial. "Wisdom Substrata in Deuteronomy and Deuteronomic Literature". ver também nosso capitulo 4 para uma discussão adicional destas questões. Concluímos. (3) exortações para se confiar pessoalmente no Senhor. 5 entre a sabedoria (ou sapiência) e os profetas. 2). 49 e 112. Deuteronomy and the Deuteronomic School (Oxford: Clarendon Press. e palavras tais como "escuta-me".6 A literatura sapiencial era. que os Salmos 1. 49. William McKane.170 Teologia do Antigo Testamento alfabético tal como nos salmos acrósticos. povo meu. (6) discursos de um pai para seu filho. (3) "bem-aventuranças" Casrê). 111. 48-51. 111. de fato. 19b. Considerando a meditação na lei de Deus como um critério. 119. e (8) o emprego de provérbios. Talvez o Salmo 78 com seu convite: "Escutai. 1965). 128 e 133. 37.

Em Deuteronõmio. 1969). e os príncipes decretam justiça . cf. Nada acrescentes às suas palavras" (Pv 30:5-6). Alguns dos paralelismos principais alistados por Weinberg. 2. nem diminuireis dela" {Dt 4:2. 17:1. 27:15 e em Provérbios em 3:32. introduction to Testament (Grand Rapids: Eerdmans. 16:18-20. Treaty Great Old King (Grand Rapids: Grove: Eerdmans. cf. 27:17). 4. Porque é abominação ao SENHOR 8 teu Deus todo aquele que pratica tal injustiça" (Dt 25:13-16). "Não mudes os marcos do teu próximo" (Dt 19:14. A. Revue BibUque 43 (1934): 42-68. pág. entendidos e experimentados" (Dt 1:13-17. 260. 23:18. 23:10). 22:5. 15:8-9. 23. . 12:22. "Na tua bolsa não terás pesos diversos {'eben wã 'ãben) > . Kline.E.A Vida na Promessa: A Era Sapiênciai 171 por Moshe Weinfeld de "Os Substratos Sapiência is em Deuteronõmio e na Literatura Deuteronômica". 7 Segundo Weinfeld. 25:13-16. em Provérbios 8:15-16 era pela sabedoria que "reinam os reis. R. "Wisdom Substrata". 44 (1935): 344-65. (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge. 11:1. 16:5. 1927). * . págs. a saber: "não ser parciais no juízo".governam os príncipes. . pág. 12:31. Nomeia. Segundo nossa ordem. n. quatro vezes no Ensino de Amenemope (14:2-3. se vê outra vez apenas em Provérbios 24:23. 172-204. 20.K. Deuteronõmio of Old the é claramente um documento do segundo milênio que exibe. 1964). cf. 18:9-12. duas sortes de T"T medida Vêpah w e'êpâh).. "Não removas os marcos antigos que puseram teus pais" (Pv 22:28. Wisdom fittéraires bibüques de Prov. 18:21-19:1. pág. 15:20-21. O. 28:21. . 26. 374-84. 7 Weinfeld. cf.268. tementes a Deus. Nm 11: 11-30) se correspondia bem com as qualidades que se exigiam dos líderes na literatura sapienciaL Assim. Harrison. Oesterley. que aborreçam a avareza" (Êx 18:21}. "Toda palavra de Deus é pura . "Wisdom Substrata". "Nada acrescentareis à palavra que vos mando. g A expressão "abominação diante do Senhor" surge. 3. Ancient Orient and Testament (Downers In ter Varsity Press.t 1 . 1962). homens de verdade. os nobres e todos os juízes da terra". Kenneth Kitchen. aparece em 7:25-26.9". 20:10. 13:15-16. na inteireza. of Egypt and the Old Testament 502-25. 76 e seg. . "Wisdom Substrata". Weinfeld notou que até a fraseologia achada na nomeação dos juízes em Deuteronõmio 1:9-18. . [porém] peso integral e justo {'eben í efèmâh). o mesmo esboço mostrado pela Gattung literária dos tratados heteus de vassalagem. entre Deuteronõmio e a literatura sapiênciaI eram: 1. conforme Weinfeld. " Les attaches Deuteronõmio influenciara a sapiência bíblica são alistados por Weinfeld. M. a presença de líderes e magistrados que eram "homens capazes. 12:32 [13:1]). entre outros. 17:15. 244-45. Outros estudiosos que acreditavam que Robert. Cf."homens sábios. 24:4.

.. "mas o peso justo" Veben $ etemâh) é o seu prazer" (Pv 11:1). The Vitality of Old Testament Traditions. se dirige ao mesmo alvo que Ele estabeleceu para os patriarcas: o temor a Deus. Hans Walter Wolff. 75. "Não te precipites com a tua boca . A influência da sabedoria também estendeu-se além de seus dias até a era dos profetas. Este desenvolvimento já foi parcialmente traçado no capítulo 4. 28:21). são anteriores aos tempos sapienciais.172 Teologia do Antigo Testamento "Dois pesos {'eben wã'ãben) são coisa abominável ao SENHOR" (Pv 20:10. 12:28. vinculava a promessa patriarcal juntamente com a lei e a sabedoria. 1975). porém. . Bastam. cf. 9 . cf. Independentemente de até onde ou em que direção aquela influência foi se espalhando. 23). 16:19). cumpre o voto que fazes" Ec 5:1 -5). mais do que qualquer outra frase. "Parcialidade no julgar não é bom" {Pv 24:23. Hans Walter Wolff argumentou em prol deste mesmo fato. Walter Brueggemann e Hans W. para que vivas" (Dt 16:20). baseado no ponto de vista dele quanto às fontes. apenas um começo. a pergunta-chave é: Qual rubrica teológica ou termo especial englobava a promessa e a lei juntamente com a sabedoria? Cremos que tal conceito fosse "o temor de Deus/do Senhor". 6. "A justiça seguirás. 16:31). que produzia obediência através da confiança na promessa de Deus {Gn 22). 4. 11:4. de matérias que. somente a justiça. Estes exemplos são. quanto aos conceitos e quanto à teologia. 9 pelo menos por parte daquela revelação. "Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus# não tardarás em cumpri-lo" {Dt 23:21-23). Wolff. . 10:2. "Não sereis parciais no jufzo" {Dt 1:17. quando a Deus fizeres algum voto . para ilustrar a verdade de que a sabedoria não era completamente separada. cf. segundo nosso juízo. O Temor do Senhor O temor do Senhor. editores (Atlanta: John Knox Press. quando observou: A palavra normativa de Deus pronunciada no monte Sinai diante de todo Israel. "O que segue a justiça achará vida" (Pv 21:21. 5. naturalmente. p. 19.

17: 19. apegar-se a Ele. o amor. Desse modo. 31:13. Pv 23:17). o "misto de gente" que deixou o Egito juntamente com Israel em 12:38). 13.A Vida na Promessa: A Era Sapiência/ 173 Wolff. 2:3). 20.30. 17:19. Além disto. cf. Temer a Javé era o entregar-se a Javé pela fé. N. 43) e assim. 5:29. era. ''Wisdom Substrata". 14:23. Assim também Israel temia a Deus no Êxodo (Êx 14:31). Surgiu na era patriarcal como a resposta da fé obediente de Abraão em Gênesis 22:12 quando ele se dispôs a oferecer seu filho Isaque a Deus. o livro de Deuteronômio que fez com que o temor ao Senhor se tornasse um ponto focal de preocupação (4:10. As parteiras estavam entre as pessoas que temiam a Deus (Êx 1:17). na resposta da fé dada por José (Gn 42:18). págs. teu servo. Este temor era um princípio orientador para todos os aspectos da vida e "todos os dias que na terra viverem" (Dt 4:10. Wisdom in Israel (Nashville: Abingdon. 5:29. 8:6. 28:58. foi traçando nalgumas matérias patriarcais e mosaicas aquilo que ele julgava ser um dos temas dominantes — o temor a Deus. 13:4. 8-9. e especialmente na qualidade de vida. . Whybray.Sendo que o Senhor era Deus de Israel. 1972). págs. Hebrew Union College Annuai 6 (1929): 10 39-53. 36. viver. Wisdom in Proverbs (Londres: SCM. aumentou-se a visibilidade do temor a Deus. Salomão não tinha orado em prol de "todos os povos da terra" que viriam a conhecer Seu nome e temê-Lo em 1 Rs 8:43? Era necessário. Gerhard von Rad. 274-81. 31:12-13). a lealdade e a adoração do crente. 10:12. Ver a discussão de Weinfeld do "Temor de Deus". espec. Na era mosaica. de fato. e "apegar-se a Ele" {cf. Bernard J. o resultado de ouvir. págs. 32. aprender e responder à Palavra de Deus (4:10. 31:12-13. "amá-Lo". 11 FUM. temo ao SENHOR desde a minha mocidade" (1 Reis 18:12). Foi. não pecariam (20:20). Este temor não era um sentimento artificialmente produzido de pavor numinoso. "andar após Ele". SI 34:11 [12]). conforme a conclusão tirada por R. 14:23. 11 Foi assim que Obadias disse a Elias: "Eu. 14:23. temê-Lo era amá-Lo. 24. Why bray. assim como fizeram alguns dos egípcios (êx 9:20. Em Deuteronômio. 6:2. "o povo aumentou e se tornou muito forte" {v. 96-97. o temor ao Senhor andava juntamente com o "guardar Seus mandamentos". Bamberger. em seguida. porém. Portanto. 25:17. 13:5). 1965). "Fear and Love of God in the Old Testament". contudo. 65-73. "servi-Lo". 10 Incl uía a obediência. pelo contrário. mais uma vez. os israelitas sempre deveriam temê-Lo (Lv 19:14. e as famílias das parteiras prosperaram — e. 20). se aquele temor sempre ficasse com eles. 8:6). divinamente aprovada. 10:12-13. aprender como temer a Javé (Dt 4:10. no entanto. evidenciada por Jó (1:1. 21). 13:4-5). o texto sublinhava a razão — "porque as parteiras temeram a Deus" (v. e servi-Lo (10:20.

odiavam o mal (Pv 3:7. Além disto.14. A conexão da bem-aventurança e da qualidade de uma vida santa com o temor a Deus não era acidental.. e segurança e proteção (1426. Embora esta frase tenha ocorrido pouco mais do que duas dúzias de vezes. 16:6) e.14. também evitavam o mal IS! 34:11.17. 19:23. além de surgir como lema do Livro de Provérbios. 9:10) da sabedoria. também Ec 7:18. i. devemos também considerar as for mas verbais em 3:7. 2:5. sem um conhecimento pessoal do Deus vivo. enquanto em Eclesiastes 12:13-14 funcionava como resumo total do argumento do livro inteiro (cf. porém. Semelhantemente. 10:27. iria para aqueles que te- . Em Provérbios 1:7. 119:33-38. 147:11). Eclesiastes também contribuiu para ensinar algo semelhante: Deus fizera o homem de tal maneira que. 145:19). Assim. 14:2. o "primeiro princípio" (fihiiâh.Eram pessoas dedicadas e justas na congregação do Senhor (SI 34:7. Quando os homens estavam em relacionamento correto com Deus. Os resultados deste tipo de vida eram o aumento da duração de vida (10:27). em três dos quatro livros sapienciais. 103:13. por sua vez.9 [8. suas localizações muitas vezes são estratégicas e freqüentemente serviam como o próposito inteiro para se escrever alguns destes livros. Este temor era o "princípio" (rêsft. Tudo. 16:6. 33. 8:13. 33:18. De fato. vemos que o temor ao Senhor já se tornou a essência do conhecimento e sabedoria divinos.174 Teologia do Antigo Testamento Quando chegamos aos livros e salmos sapienciais. o temor a Deus/ao Senhor era criticamente importante para entendê-los. assim acontecia também nos Salmos não sapienciais tais como 25:12. Jó 1:1. Os crentes que temiam a Deus facilmente se distinguiam dos seus opostos no Livro dos Salmos também. andavam na retidão (14:2) e não na perversidade (16:17). o temor dEle. 24:21. 19:23). e 31:30. 9:10. em Jó 28:28 formava o clímax dramático do poema inteiro com respeito à sabedoria.13. 103:11. servia como lema do livro inteiro. então seu relacionamento era apropriado para entenderem os objetos e o próprio mundo. Ao invés de considerar Jó 28 como uma interrupção interposta no fluxo do argumento entre Jó e os seus amigos. e 23:17. era o âmago de todo o debate tempestuoso. 57-64). 8:12). Ele é o homem que guarda a lei de Deuse nela medita de dia e de noite (19:7-14.e. o aumento das riquezas e da honra (22:4). ocorre treze vezes neste Livro: 1:29. Quando os homens temiam ao Senhor. tudo o mais seria insípido (Ec 3:14). 14:26-27. 22:4. 112:1. O "temor ao Senhor". 2:3. devemos reconhecer que era a tentativa do escritor no sentido de dar aos seus leitores uma perspectiva revelatória no meio de tanta conversa destituída da sabedoria divina. pelo contrário. 15:16. além das formas com sufixos tais como "teu temor" ou as declarações verbais. 8. Pv 1:7} do conhecimento. Louva o nome de Javé (22:22-23) e o favor do Senhor repousa sobre ele (33:18. 28:28).10]. poema este que.

no entanto. e iria para a falência quanto à sua apreciação ou apreensão de Deus. JIPlace and Límit".12 U ma das bênçãos de Deus era Sua obra de criação. Ele agora oferecia aos homens e mulheres como Sua sabedoria. de fato. portanto. Quando.A Vida na Promessa: A Era Sapiência/ 175 messem a Deus (8:12). ser dito em plena confiança que o temor ao Senhor era o conceito dominante e princípio teológico organizante na literatura sapiênciaI. mesmo assim. . então a vida era uma bênção de Deus.14:27 O temor do SENHOR conduz à vida. . aquele que o tem ficará satisfeito. para evitar os laços da morte. era a integridade e totalidade dos homens e mulheres. exatamente como funcionara nos dias de Abraão e Moisés. 146-58. e mal nenhum o visitará. dos homens e das coisas. porém. A Vida no Senhor A conexão entre o temor do Senhor e a vida se afirma explicitamente nos seguintes textos de Provérbios: O temor do SENHOR prolonga os dias da vida.10:27 O temor do SENHOR é fonte de vida. era uma das Suas palavras e obras de bênção — em todos os sentidos da palavra: uma dádiva graciosa à humanidade. mas os anos dos perversos serão abreviados. esta também fazia parte da Sua obra na história! E verdade que aquela não tinha relacionamento direto com o processo redentor em Israel. Era a resposta da fé à palavra divina da promessa e da bênção. temiam a Deus e guardavam Seus mandamentos. e ficaria isenta de satisfação e alegria. a própria vida perderia o sentido. e se sairiam vitoriosos depois de se terem apegado à verdadeira sabedoria enquanto rejeitavam o mal (7:18). E a própria sabedoria mediante a qual Efe originalmente criara o mundo. Foi este o propósito inteiro em se escrever o Livro de Eclesiastes (12:13). a humanidade ficaria destituída de liderança eficaz. A própria adoração destes homens refletiria sua situação de tementes a Deus (5:1-7). Aqui havia. de fato. obediência e adoração. págs. Pode. Sem aquela sabedoria.19:23 12 Zimmerli. Esta. crença. . muito mais do que apenas uma resposta de fé. . o temor ao Senhor guiava os homens pelo caminho. mas. Era o modo de entrar no entendimento e gozo de todas as coisas cr iadas.

38.30. Juntamente oom esta decisão inicial de se entregar ao Deus que prometera um herdeiro {o "Descenden- Ver. pelo contrário. 26:1). Murphy. págs. e "apegando-se a ele: pois disto depende a sua longevidade" (v. 10:30. (2) o ensino dos sábios e o temor ao Senhor são "fontes da vida" (13:14. Coert Rylaarsdam. "The Kerygma of the Book of Proverbs". 13 14 Roland E. Jr«. estes temas sapienciais de "temor do Senhor". cf. tinha raízes e alvos espirituais. "The Law of the Lord: Teaching the Paths of Life". 1946]. 24:4. Os homens não podiam viver de pão somente. Interpretation 20 (1966): (1966): 12.176 Teologia do Antigo Testamento O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas e honra e vida. 23. 15:24). o povo foi exortado a "observar" e "cumprir" todos os mandamentos do seu novo Senhor.20). "Wisdom and Law in Old Testament Wisdom Literature". e (3) a sabedoria. 15:4). 13:12. .22:4 Assim como Levítioo 18:5 dera o seguinte conselho a todos aqueles cujo Deus era o Senhor: "Cumprindo estes [juízos]. Concordia Theological Monthly (1972): 607. semelhantemente. cada uma. 11. Esta vida não era apenas algo matérialístico. 1973). Kaiser. Aquela tinha sido a mensagem da lei de Moisés. Assim. The Old Testament in Contemporary Preaching (Grand Rapids: Baker Book House. pág. mas de toda palavra que procedia da boca do Senhor (v. os israelitas tinham a vida e a morte colocadas diante deles: foram exortados a escolherem a vida (30:15. incorretamente. 10:17. indicou também a instrução dos pais atada ao pescoço (Pv 6:20-22. que a sabedoria e a lei foram juntadas posteriormente em Esdras. Revelation in Jewish Wisdom Literature (Chicago: University of Chicago. 3). a retidão e uma língua mansa são. 14:27). Demonstram que: (1) a obediência é "o caminho da vida" (Pv 2:19. "árvore de vida" (3:18.19). Murphy. "os justos" possuirão a terra como herança (Pv 2:21. 19:10. "entendimento" e "honestidade" teriam sido identificados pelos judeus daquela época "como as idéias morais expressadas na Lei". 21:23. o homem viverá por eles". "para que vivais" (Dt 8:1). Resolver o problema do relacionamento entre o Sinai e a promessa era resolver o problema do relacionamento entre a sabedoria e a promessa/ 3 Conforme observou Roland E. provisoriamente. Desde o momento em que Israel recebeu a graça e a redenção da parte de Deus. 15:4. assim também os livros sapiência is continuaram o tema. 49-69. . Dt 4:21. 1 4 Portanto. 7:3) como sendo semelhante à função da lei como guia em Deuteronômio 6:4-9. 25:19. 118 e segs. "justiça". Alfred von Rohr Sauer argumentou. Poderiam fazer assim ao amarem ao Senhor seu Deus. 5:6. Walter C. confiar pessoalmente no Prometido que estava para vir (conforme fez Abraão em Gn 15) era a mesma coisa que ficar entre aqueles que "temiam ao Senhor".

13). 8:13. antes do grande final do seu argumento inteiro ter chegado ao auge em 12:13: "Ouçamos a conclusão do assunto: Teme a Deus. Todo orgulho. porque isto é a plenitude fkoi ha ãadâm} do homem". A "vaidade de vaidades" de Eclesiastes. Stafford Wright. Não! 15 J. de vazio. portanto. arrogância. deviam ser abandonados na vida do homem que temia ao Senhor (Pv 3:7. publicado originalmente em Evangelical Quarterly (1964) e agora. "The Interpretation of E eclesiastes". 8:12 [2 vezes]. págs. porque ele tinha um vácuo. 5:7. também pôs a eternidade [hã'òfãm] no coração do homem. temer a Deus era apartar-se do mal e escolher o caminho da vida. Mesmo assim. em si mesmo e por si mesmo.] Ninguém produziu um ensaio mais programático sobre este Livro do que J. 133-50. conforme o argumento de Cónego Wright. inclufa-se o estilo de vida subseqüente de obediência à palavra e aos mandamentos de Deus. criado por Deus. se vê no Livro de Eclesiastes. uma herança {a "terra") e uma tradição ("na sua descendência serão abençoadas todas nações da terra"). perversidade no falar e comportamento tortuoso. Por definição. 16:6. O homem. 7:18. A Integração da Vida e da Verdade no Senhor 0 maior argumento já apresentado em prol da unidade de toda a verdade. sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio do mundo. seja daquela que se chama secular e daquela que se chama sagrada. ou a conclusão frustradora de que nada fazia com que a vida valesse a pena. O resultado ou fruto desta confiança e obediência se podia resumir numa só palavra: "vida". ansiava por saber como fazer tudo se encaixar. 1972). portanto. Stafford Wright. e guarda os seus mandamentos. 14:2. seja sagrada. ardendo por receber sua satisfação naquele ser que tinha sido criado à imagem de Deus. Todo o ponto de vista de Salomão era positivo. do tamanho da eternidade. O tema do temor a Deus surgiu seis vezes (3:14. não era que a vida era enfadonha. [Tradução do autor. com a bondosa permissão do autor. 15 Segundo a opinião dele. não podia juntar as peças do quebra-cabeça da vida — seja secular. cheia de futilidade. 23:17). não sendo uma atitude negativa ou meramente naturalista. . é reproduzido numa antologia que o autor deste estudo compilou e que agora está convenientemente disponível em Classical Evangelical Essays in Old Testament Interpretation (Grand Rapids: Baker Book House.A Vida na Promessa: A Era Sapiência! 177 te"). Eclesiastes 3:11 era um dos versículos-chave: Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo.

. 12:13. podia providenciar uma solução que a tudo abrangesse para integrar a verdade. e.. (Nova Iorque: Scribner.. 17 Ver seu artigo. nos outros aspectos.18. 9:1-3. 10:17. 3:22. e ele defende o fato de que o governo sábio do Deus Eterno e Onipotente. Ele nunca se cansa de indicar a justa retribuição futura como motivo para se temer a Deus. nem podia verdadeiramente libertar a pessoa. 2:10. da erudição e da vivência (cf. 8:1 5. g. Armstrongs Co. 10:13. 5:17-19. nada viria a fazer sentido. 6:4).. etc). 'sem sentido' (et g. 4:5.. 'lastimável' (e. g. 8:14. a erudição e a vivência. 1:2). 14vols. que é a virtude principal dos sábios. Lange. pelo menos. e 'transitório' (er g. O conselho dado neste livro era aplicado às situações mais práticas da vida.. 1877). ateísmo e hedonismo foram enfrentadas diretamente por Otto Zockler: Numa época que tendia a abandonar a fé no governo santo e justo do mundo exercido por Deus. Proverbs of Solomon em J.1 7 Mais uma vez. que a tudo abrange (3:14-17. 11:10)". em contraste com a zombaria frívola dos tolos (2:26. cf. mas seu alvo era recomendar o mesmo padrão de retidão que a lei de Moisés ordenou... 6:12).10.. 8:14). a alegria e a dor. r Era somente quando alguém chegava a temer a Deus que começava a perceber a unificação da verdade. 8:12 segs. A Commentary on Scriptures. (cf. 'vazio' íe. 10:2 segs. 5:1. 2:13. era óbvia a conexão com a lei: temer a Deus e guardar Seus mandamentos eram estreitamente vinculados. Otto Zockler.. de tal forma que cada homem pudesse reconhecer que. ele [o escritor de Eclesiastes] ainda se apega a esta fé. parece que hebei vem sendo empregado em cinco sentidos diferentes. à parte de um relacionamento de dedicação total (o "temor") a tal Senhor.. 5:6. Ec 7:14 e 8:14 também). 16 Theophile J.. nem se cansa de apoiar a constância inabalável na vocação individual como a melhor forma da prudência. g. "Translating the Hebrew Bible". era bom. que..P.14}. 'fútil' (mais freqüente.14). 10:9. Journal of Biblical Literature 79 the Holy (1960): 331. . 3:20 segs. 6:6. com constância comovente. Meek argumenta que "neste livro curto. 5:1 7.178 Teologia do Antigo Testamento Pelo contrário a "vaidade" [hebei] 1 6 era apenas que a vída em e por si mesma não podia oferecer a chave do seu próprio significado. Nenhuma parte do universo de Deus. A vida era deliberadamente esboçada em contrastes tão marcantes como: a vida ea morte. Sua própria contribuição à expansão que se desdobrava daquele mesmo âmago da verdade era o fato de que o temor ao Senhor era tanto o começo como a essência de uma vida verdadeiramente integrada. e nunca poderia chegar a fazê-lo! As acusações de epicurismo. a pobreza e a riqueza.

Wisdom in Israel. ressaltou que esta chamada divina J'não se legitimava pela história da salvação. pág. Westminster Theological Journal 37 (1974): 57-73. onde "experiências do mundo" se alternavam com "experiências de Javé": "Seria loucura supor que houvesse algum tipo de separação. Isto porque. Os ensinadores atuam dentro de uma dialética que é fundamentalmente incapaz de solução. pág. 107. de regras válidas. 62. num dos casos. a fé e o conhecimento. embora notasse que a chamada da sabedoria era sempre uma chamada divina. esp. como se. fundamentalmente secular. e.. . "Qoheleth's World and Life View as Seen in His Recurring Phrases". com toda a razão. 1965). Carl Shank . tais como William McKane. Cf. Von Rad disse.. págs. Prophets and Wise Men (Naperville: Allenson. e separadamente das coisas sagradas. Rad. primeiramente. falando. embora possamos concordar que a Criação desempenha um papel maior do que antes. 19 Assim. pág. queriam aplicar um padrão evolucionário à sabedoria por meio de sugerir que a sapiência primitiva era. William McKane. separa a sabedoria do restante do Antigo Testamento e dos seus próprios objetivos declarados. e nas notas deScofield. com respeito a uma passagem tal como Provérbios 16:7-12. Apresentar o tópico da integração da verdade. Delitzsch. embora fosse expressada num mundo secular. Hengstenberg. no entanto. 1 8 No entanto. a fé e a cultura. Inc. dos fatos e do entendimento é apelar para a unidade da verdade que foi possibilitada pelo Deus único que criou um IQ Gerhard von Rad. Isto porque. 21 devemos igualmente reconhecer o interesse do escritor bíblico em integrar tudo isto. Wisdom in Israel (Nashville: Abingdon.. estivesse falando o homem de percepção objetiva. de um lado. procurar uma ordem para o mundo. Não se pode dizer de modo algum que uma ordem mundial existe entre Deus e o homem. mas.. "Place and L i m i t " . do outro lado. a erudição e a crença. Von Rad tinha cedido um pouco. Ver Zimmerli.. fustigava aqueles que. 60-65. 47. de ações divinas ad hoc. 1:452. chegou á conclusão de que os ensinadores sapienciais não tinham interesse algum em . sim. da criação". e. "A sabedoria pensa resolutamente dentro do arcabouço de uma teologia de criação'1. 146-58. 148. Além disto. H. 20 Esta negação. onde propõe uma dicotomia entre fé e vista no lugar daquela* 19 20 Von 21 Gerhard von Rad.. Teologia do Antigo Testamento. na teologia. no outro caso. sendo depois "batizada" eteologizada para entrar na religião javística. Gerhard von Rad.. 1972). ver o artigo dele.A Vida na Promessa: A Era Sapiência! 179 Não havia nenhum divórcio entre o secular e o sagrado. o crente em Javé". fez alguma crítica de dicotomias entre natureza e graça que se acham nalguns dos comentários de Leupold. pág.

só que ali era uma condição prévia à guarda da lei e do viver autêntico. Os padrões universais seriam aquelas normas previstas na lei de Deus (SI 19. a passagem didática com respeito à sabedoria que ocupa uma posição chave é Provérbios 8. além disto. 1-3) 2. Israel. com todo respeito. e escute a sabedoria. para ele. Ec 12:13) e naqueles provérbios que tratavam da "vida". Na sua Verdade (vv. A Sabedoria da Parte do Senhor A sabedoria não pode subsistir separadamente da fonte da sabedoria.180 Teologia do An tigo Testamento UNI-verso. A sabedoria se acha com Deus. A Excelência da Sabedoria (Pv 8:1-21) 1. "Old Testament Theology and the Wisdom Literature". conhecendo sua própria incapacidade para se tornar sábio. Nas suas dádivas (vv. pelo menos. Quem viu o lugar da primeira. 22 Cinco passagens em Provérbios. devia temer ao único Deus verdadeiro. associam a sabedoria com o temor ao Senhor (1:7. uma cosmovisão compreensiva bem como o pleno desfrutar da vida era impossível sem um reconhecimento do Criador. Devemos nos lembrar que esta mesma prioridade de "temer a Javé" era exatamente aquilo que Deuteronômio exigira. 119. O temor ao Senhor faz com que o homem se deleite na sabedoria e na instrução (1:7). e. do "entendimento" edo "temor a Deus". e não em nenhum outro lugar. 15:33). não pode.29. Assim. o mesmo Deus que falara nos Seus mandamentos. 29-30). portanto. ser conhecida nem aplicada à parte do "temor ao Senhor". Nos seus Amores e Ódios (vv. e o conhecimento de Deus (2:1-6). Deve ser mencionado. que a sabedoria tem um lugar na história entre Deus e Israel tanto quanto o monte Sinai e a aliança mosaica. 4-12) 3. um livro se* lado. 17-21) 22 Lawrence E. Journal of Bible and Religion 23 (1952): 195. Conseqüentemente. No seu Apelo (vv. numa doutrina da Criação e da pessoa do Criador. 2:5. Tanto a sapiência quanto a lei refletiam respostas adequadas daqueles que tinham fé autêntica na promessa. 13-16) 4. como todas as criaturas aqui na terra. em última análise. Toombs. do "conhecimento". percebe a função da outra. Javé. aceite conselhos e repreensão (vv. 8:12-14. Este capítulo pode ser esboçado como segue: A. Sem dúvida. a base doutrinária para quaisquer normas de verdade e de caráter se fundamenta. . a não ser que a busca pela sabedoria faça com que o homem dobre seus joelhos em respeito e reverência. a sabedoria permanece sendo. o entendimento.

. mas que restringe os ditados sapienciais teológicos a reinterpretações do tipo profético de uma era bem posterior. agora. e. depois de Ezequiel por causa do fator predominante de elementos tais como recompensa pessoal). Segundo parecer embora há décadas os estudiosos bíblicos tenham argumentado que a posição histórica da literatura sapiencíal tinha de seguir o suposto desenvolvimento literário de todas as demais nações — poema. narrativa e sabedoria (vindo após a literatura profética. 14". Que se trata de táticas de óbvio desespero deve ser claro para todos aqueles que pesquisam e trabalham com dados tirados do antigo Oriente Próximo e da literatura sapiencial da Bíblia.A Vida na Promessa : A Era Sapiênciaf 181 B. 32-33) 2. 1970). porém. no entanto. e versículos 5-8. A Admoestação Final {vv. porém interna. abandonaram.f The Symbofism of Wisdom in Proverbs 1 . e que o padrão foi imposto de modo intrusivo sobre o texto e a seqüência textual. Se. 34-36). 24. As Origens da Sabedoria (Pv 8:22-31} 1. com a descoberta e publicação dos antigos textos sapienciais egípcios. pág. que falava de um espírito (ruah) de sabedoria (hokmâh) e entendimento (bínâh). . entre as "matérias sapienciais [empíricas] antigas" e as "reinterpretações javísticas" ilustrada em Provérbios 2:1-19 onde os versículos 9:11. Norman Habel. 12-15 ilustram aquelas.. McKane. o mau caminho. argumentou.Sua Participação Ativa na Criação (vv. a soberba. Proverás. que este esquema tem parco apoio exegético. O lugar central desta discussão é ocupado pelo versículo 13 com a sua asseveração: "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal. n. Parece. A Bênção Prometida (vv. 348. As Bênçãos da Sabedoria (Pv 8:32-36) 1. 48 seg. era. no entanto. a arrogância. 16-19 ilustram o processo reinterpretativo. 24 a saber: "o temor a Javé não é um ingrediente original da sabedoria original". 143-49. aquele ponto de vista. Sua Existência antes que houvesse mundo (vv. sem qualquer evidência. incorretamente. William McKane. Argumenta que o versículo 13a "interrompe a transição regular do v. não podia aceitar o versículo 13a conforme constava. 23 14 25 McKane. mais especificamente. foi asseverado que Provérbios 8:12-14 dependia de Isaías 11:1 e segs. 12 para v. Prophets. Interpretation 26 (1972): 144. um ruah de conselho Cesâh) e poder (g eburâh). pelo contrário "uma reinterpretação profética da sabedoria" e "imposta" sobre o sábio antigo para lhe dar um sabor mais javístico! 25 Para apoiar esta tentativa de reinterpretar a passagem em Provérbios. e a boca perversa. eu os aborreço". pág. em larga medida. em prol de uma divisão semelhante.9". 22-26) 2. Os estudiosos estão recuando para uma nova linha de defesa que permite que os antigos "ditados sapienciais empíricos" sejam colocados no primeiro lugar na ordem cronológica. desde 1924. Repetiu no seu comentário de Provérbios 23 o mesmo argumento que desenvolvera no seu livro Prophets and Wise Men. 27-31) C. A New Approach (Philadelphia: Westminster Press.

que se achava nas descrições proféticas do rei messiânico que estava para vir. Merece Confiança o Antigo Testamento? (São Paulo: Edições Vida Nova. Seu poder intelectual incluía todos os planos cuidadosamente pensados. ou. "lactente.182 Teologia do Antigo Testamento se pode demonstrar que Provérbios é salomônico 26 na sua maior parte. a sabedoria ficava bem com a prudência. Word and Wisdom: Studies in the Hyposta tization of Divine Qualities and Functions in the Ancient Near East (Lund: Hakan Ohlssons Boktryckeri. 23). se o verbo for derivado denãsík ("príncipe). "desde o princípio" miqqadmê (v. e "nasci" hôiãitfiv. criancinha"). Tudo isto sugeriu algo diferente de uma hipostatização 28 ou de uma origem Ver as declarações internas. a discussão do termo ' ãmôn no versículo 30 não precisa ser muito difícil. qedem. 1010-21. podemos traduzir "Estive ao lado dEle. então. "desde a eternidade". que declarou que "O SENHOR com sabedoria fundou a terra. 530-41. "nem o princípio" do pó ter sido feito. 1979). " n u t r i r " daí. com suas qualidades acompanhantes.. 23). "antes que os montes fossem formados". nissaktC (v. 23). w erò's {v. até declarou que funcionou como um dos meios através dos quais Javé criou o mundo. Uma vez que Provérbios 8:22-31 era uma expansão de Provérbios 3:19. " f u i nomeada". Catholic Biblical Quarterly 30 (1968): 518-19. e a sabedoria surgiu como um dos traços-chave de caráter manifestados na criação. 1969). alega ter estado presente na criação. b e*ên (v. e facilmente a guiava. Segundo Provérbios 8:12. mero's (v. págs. págs. mê'ôiãm (v. Jr. Sua prioridade temporal era ressaltada pelo emprego das seguintes dez palavras: 0 " i n í c i o " da Sua obra. me'èz (v.IC Harrison. e discussões tais como: R. nobres. introduction to the Old Testament {Grand Rapids: Eerdmans. 24). rè'sft (Pv 8:22). portanto. . Archer. o Mestre Artífice"27 A sabedoria. "Proverbs 8:22-31: Translation and Commentary". 22). "quando não havia". 25). 28 Hei mer . "primeiramente". Ela oferecia conselho. a "primeira" das Suas obras "antigas". 23). 25). 22). Sem alterar a vocalização do texto para 'amün (particípio passivo qal de 'ãman. entendimento e a energia para levar a efeito todos os deveres atribuídos a reis. "antes" de haver outeiros. 27 26 Ringgren. a sabedoria que foi colocada à disposição da humanidade e dos reis em Provérbios foi a mesma sabedoria. "nasci". Sendo assim. ' ãmôn ficou em aposição ao pronome que representava Javé. 24). e se todas as alegações evolucionárias acabam se revelando tão sem fundamento como argumentos acima. lipnê (v. príncipes e soberanos da terra. qãnânf (v. 1947). Ainda há mais três verbos que descrevem como ela veio a existir: o Senhor "me criou". b eterem (v. de fato. 26). com inteligência estabeleceu os céus". Assim argumenta Mitchell Dahood. Gleason L.

W. F.A Vida na Promessa: A Era Sapiênciai 183 mitológica 29 da sabedoria. à primeira vista. parece que inculcam obrigações morais meramente em prol do bem-estar ou felicidade da pessoa. assim também o atributo divino da sabedoria providenciava a norma para todos aqueles que se relacionavam com ela no "temor a Javé". no entanto. propriamente dita. 521." pig. a prosperidade e a bênção Cf. a plena equivalência) do "temor do Senhor" com a sabedoria significava a natureza intrinsecamente religiosa de toda e qualquer sabedoria. isto é. Mitchell Dahood. Assim. Isto tinha de começar com um relacionamento pessoal para corn o Senhor. a essência do qual continuava a "informar" a totalidade do pensar. pig. 29 30 Whybray. nunca poderia. Sendo assim. viver e atuação daquele homem. além da declaração em 3:19. a conexão ou associação (não. o homem sábio era aquele que observava um plano e ordem divinos estabelecidos em todas as coisas. podemos perceber que o homem arrogante. mediante declarações tais como as seguintes: A justiça dos retos os livrará. 30 Desta forma. J. chegou à seguinte conclusão: Os termos empregados para descrever a origem da sabedoria são metamórficos e não mitológicos. Uma interpretação de "motivação de vantagens". Whybray. I f e t u s Testamentum Supplement 3 (Leiden: E. essencialmente. Albright. 103. Wisdom. — Provérbios 11:6 — Provérbios 10:4 O que trabalha com mão remissa empobrece. e a única palavra que pode ser interpretada como sendo uma referência à sua atividade ['ãmôn] na criação não vai. 1-15. à personificação poética de um atributo de Javé. Brill. Wisdom in Israel. portanto. Mais uma vez. O Eudemonismo e o Senhor Muitos dos ditados sapienciais parecem. no entanto. p^gs. "Some Canaanite-Phoenician Sources of Hebrew Wisdom". mas a mão dos diligentes Pelo contrario. revelar um tipo de pragmatismo básico algo materialista. mas na sua maldade os pérfidos serão apanhados.Tudo quanto aqui se diz com respeito a ela pode ser interpretado naturalmente como sendo uma parte. vem a enriquecer-se. em si mesmo e de si mesmo. da mesma maneira como o atributo da santidade de Deus supria a vara de medida ou norma para a teologia mosaica. compreender nem receber conselhos prudentes. "Proverbs 8:22-31. 1955). agora ou no futuro. . deixa de perceber a intenção do autor em atingir a verdade.

beber. segundo parecia. as coisas e a própria retidão como "bons". separada de Deus (2:24. "Suffering As Divine Discipline in the Old Testament and Post-Biblical Judaism". Nada havia. nem o aivo nem o motivo podiam ser achados na bênção e no galardão por si mesmos. é Deus que galardoa31 a todo homem conforme as suas obras (24:12) — e isto se baseia nos princípios de Sua obra "boa" na Criação e no Seu caráter. e de ter prazer mesmo no comer. como se o sábio estivesse arbitrariamente fazendo do sucesso um novo ídolo. e o desfrutar dos benefícios do salário eram descritos como sendo "dádivas" de Deus (2:24. 5:18-20. nos bens. o beber. segundo Provérbios 16:1: "a resposta certa . na ordem divina. uma dádiva dos Céus. e na própria esposa era. cada coisa com seus atributos. "mas o SENHOR lhes dirige os passos" ( 1 6 3 . É verdade que. Sanders. Esta capacidade dè ser feliz. "The Theology 32 of Retribution in the Book of Deuteronomy". os sábios aprovavam o trabalho. Pelo contrário. Catholic Biblical Quarterly. eram contrários ao plano de Deus {Ec 9:1-12:8). e o trabalho honesto recebiam seu galardão. 15). externamente. tais como o comer.. e a ordem divina nem sempre era transparentemente óbvia. 21:2). Colgate Rochester Divinity School Bulletin 28 (1955): 28-31. A diligência. Foi Deus quem fez tudo formoso no seu devido tempo (3:11). . neste ínterim. Embora "o coração do homem pode fazer planos". 20:24.184 Teologia do Antigo Testamento não eram procuradas com finalidades em si mesmas. Gammie. as adversidades ou aflições nem sempre nem necessariamente eram males (Ec 7:1-15). 19:21. 3:13. Mesmo os aspectos da vida chamados mundanos. Mesmo assim. argumentava em pro! da remoção dos desencorajamentos que. a obediência às leis de Deus. 32 (1970): 1-12. Todo evento na vida era abrangido no plano de Deus (Ec 3:1 — 5:20). não se trata do homem ganhar sua própria recompensa. de inerentemente bom no homem para ele ser capaz de tirar prazer mesmo da sua existência mundana. 31 Ver o retrospecto da literatura mais recente com respeito è idéia de retribuição no AT. Além disto. assim como a prosperidade e o sucesso materiais nem sempre nem necessariamente eram bens. O Pregador. 36:10. com quatro aspectos de retribuição no livro de Deuteronômio. vem do SENHOR". porém. vindicando a si mesmos. . Foi somente no discurso de Eliú que ficou sendo claro que Deus estava empregando o sofrimento como meio de ensino (müsar) 32 e como método para "abrir os ouvidos a Jó" (Jó 33:16. 8:15. de acordo com a pronunciamento de Deus quanto ao " b o m " em Gênesis 1. tampouco (6:1-12). Jim A. no entanto. parecia que havia desigualdades. Em última análise. por John G. abençoado. nas riquezas. 3:12). Os homens podem planejar seus caminhos. 9:9). aquela ordem e propósito divinos muitas vezes podiam continuar escondidos e desconhecidos embora homens bons tais como Jó procurassem descobri-los.

O propósito de Livro. 11-16). e ele considera todas as suas veredas.. 21 Assim. experiências. É claro que Jó perdera qualquer esperança nesta vida (17:1. clamou que seria vindicado após a sua morte. De outro lado. então a introdução à obra pode ser achada em outro trecho pelo mesmo escritor: Provérbios 5:15-21. suas " m i l " esposas (v. . e. entretanto. És fonte dos jardins.A Vida na Promessa: A Era Sapienciai 185 Cantares de Salomão celebrava a última dádiva na lista acima. E será . trocado. ou até a ressurreição do corpo? Nenhum texto ensinou este fato mais claramente. na verdade. tinha tentado atrair a jovem sulamita para deixar seu namorado pastor lá onde vivia. Quanto ao pastor. corça de amores. Jardim fechado és tu. poço das águas vivas. . Salomão. O livro. O amor era uma "chama de Javé". numa alegoria sobre a fidelidade conjugal. nem foi tão calorosamente contestado em bases textuais ou hermenêuticas do que Jó 19:23-27. 12). se declara em Cantares de Salomão 8:6-7. posição ou honra. não podia ser extinguido.15 repetiu. . E o que se diz daquele bem acima de todos os bens — a imortalidade. 8:12). Aqui também. manancial recluso. portanto. — Provérbios 5:18-19. Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR. assemelhava o desfrutar do amor físico nos laços conjugais com o beber da própria cisterna e do seu próprio poço. Saciem-te os seus seios em todo o tempo. minha irmã. uma vez que Javé acendera a chama e dera a capacidade para ter prazer nisto. dava continuação a muitas das mesmas metáforas e à mesma teologia. e não antes. se Salomão é o autor desta obra (e é assim que declara o texto conforme o temos em Ct 1:1. fonte selada . e gazela graciosa. dedicando um livro inteiro àquele tema. e registrou sob a direção divina. e embriaga-te sempre com as suas carícias. Ali. tinha a intenção de ser um comentário sobre Gênesis 2:24 e um manual da bênção e da recompensa do íntimo amor conjugal. 12). ele tinha sua própria "vinha" (esposa) somente para ele (v. Ele disse: Seja bendito o teu manancial. ele não poderia ser comprado por dinheiro algum — conforme Salomão aprendeu por a margas. mas tudo foi em vão. quando Cantares de Salomão 4:12. ainda mais. porém. noiva minha. assim. ou tentado por outros bens tais como riquezas. Salomão podia ficar com sua "vinha de confusão" (8:11). e alegra-te com a mulher da tua mocidade.

Alega-se que a idéia é por demais avançada. ou seja. em Jó 14:7. ao redor do toco de uma árvore abatida. 12:14). Semelhantemente. até que voltasse a brotar (h afípãtf). . estaria morta. Cumpriu sua intenção ao empregar a mesma raiz hebraica. mas o escritor teve a intenção de que seus leitores a fizessem. Eclesiastes 3:17 argumenta que Deus há de Se encontrar com o homem. Também seria necessário esquecer-se. Será que "da minha carne" significa que aparte do seu corpo. no mesmo contexto. como Juiz deste. e muito mais para a era patriarcal na qual deve ser corretamente localizada. no temor a Deus. tal objeção teria de deixar de considerar a preocupação do homem antigo com a questão da morte e da imortalidade. porquanto o espírito do homem se dirige para cima (note-se o artigo no particípio e não o interrogativo) enquanto a vida do animal vat para a terra (3:21-22). Esta exegese ainda é recebida como profundo ressentimento. aquilo que acontece com o homem! Bem poucos comentaristas fariam a ligação entre os dois versículos. Naturalmente. No entanto. pois mesmo cortada ainda se renovará (yah aifp}< Isto porque. naquele dia futuro marcado para o julgamento (cf.186 Teologia do Antigo Testamento que ele acreditava que isto incluiria a ressurreição do seu corpo? Jó 19:26 é difícil. Aqui o temos! Jó 14:14 declarou em termos análogos aquilo que acontece à árvore abatida. ainda teremos de enfrentar Jó 14:7: Porque há esperança para a árvore. mesmo para a era salomônica. 14. Teria de desprezar o fato de que a economia estatal total do Egito já tinha sido organizada para enfrentar esta única questão da existência pessoal corpórea do homem após a morte. porventura tornará a viver? Todos os dias da minha labuta esperaria. esperava ver a Deus? O versículo 27 decide a questão: "Os meus olhos o verão. Assim também acontece com o homem em Jó 14:14: Morrendo o homem. Mesmo se desprezarmos todas estas evidências sólidas. e não outros". ou de dentro do seu corpo. e deve fazê-lo para a glória de Deus. sem isto. o mito babilónio de Adapa e a narrativa com respeito a Enoque na era pré-patriarcal. porém. qualquer ato de qualquer significado teria de ter seu início numa atmosfera de confiança na prometida ordem divina das coisas. o homem deve fazer algo enquanto ainda tem fôlego. se for possível. um broto após outro continua a brotar como continuação da árvore que. Sendo assim.

as brilhantes perspectivas do reino eterno de Deus conforme este fora anunciado havia tanto tempo nas promessas. que declarara que Israel era filho de Javé. conforme notou Willis J. Sendo assim. trono e reino de duração eterna. porém. Seu próprio povo.Agora que tanto a "casa" de Davi como o templo de Salomão tinham sido estabelecidos. Tinha. o pecado de Israel exigia uma porção significante da atenção dos profetas. Beecher. e uma naçao santa. a promessa de Deus tinha chegado a um planalto provisório no seu desenvolvimento. foi continuada e renovada na promessa de uma descendência davídica que possuiria uma dinastia. uma natureza dupla: "Era uma profecia . Infelizmente. Aquele que haveria de reinar em nome de Deus agora estava visível na linhagem de Davi. todos os quais seriam uma carta magna para a humanidade. É justamente aí que se vê aquilo que é genial na doutrina da promessa. Os Profetas e a Promessa Os profetas agora podiam focalizar a sua atenção no plano e reino de Deus que abrangiam o mundo. a narrativa do Êxodo. misturadas com as palavras de juízo e condenação. um reino de sacerdotes. Mesmo assim havia.

Se a promessa abrangesse uma série de resultados. Até este ponto. então seríamos levados a uma idéia inadequada e. 1 Assim. confinássemos nosso pensamento àqueles itens na promessa cumprida. Grand Rapids: Baker Book House. poderíamos vincular qualquer dos resultados individualmente com a cláusula de predição.T. falsa. dentro da vontade e do plano de Deus. pois. seria uma ladainha enfadonha de castigos. The Prophets and the Promise (1905. os meios. quanto à promessa e seu cumprimento. . a palavra promessa devia ser preferida à mera predição. 1 2 Ibid. 376. 1975). foi Beecher que melhor descreveu o que era aquela diferença. a predição nem sequer era o aspecto principal da profecia. Beecher. é. o foco das suas mensagens teria caído em duas coisas apenas: a palavra falada antes do evento e o próprio evento que era o cumprimento. então. e os resultados estão todos em mente ao mesmo tempo . provavelmente. Além disto. Se. A promessa. sem elas. . de extrema importância considerá-la como sendo uma promessa e não como sendo mera predição. Mais uma vez. porém. Segundo ele. . a promessa profética não era um grupo de predições espalhadas que somente depois vieram a fazer sentido quando Cristo chegou e reinterpretou muitas das antigas palavras proféticas. que pregavam tanto a lei quanto a promessa para motivar o povo ao arrependimento e a uma vida de obediência. A f i m de compreendermos devidamente os elementos de predição. Pelo contrário. pág. Se. edição reimpressa. pág. e também era uma doutrina religiosa disponível para o ínterim".. o nosso modo de pensar seria correto. Toda promessa cumprida é uma predição cumprida.2 Igual importância tinha a conexão inseparável entre a palavra profética e a história e a geografia dentro das quais se localizava aquela palavra. os profetas eram proclamadores de retidão. Suas predições freqüentemente eram anunciadas como incentivos Willis J. porque a promessa dos profetas também incluía os meios empregados para aquele propósito. As mensagens dos profetas não eram predições heterogêneas anunciadas a esmo no meio daquilo que. Embora este ponto de vista quanto à profecia possa ser apropriado e legítimo em si mesmo.188 Teologia do Antigo Testamento permanente do tempo do porvir. não consegue captar precisamente aquele aspecto que mais cativava os corações e mentes dos escritores e santos do A. porém. 242. como profecia cumprida. os profetas fossem apenas prognosticar ou prever o futuro. devemos vê-los à luz dos demais elementos.

Semelhante conclusão. a raça com a qual a aliança é eterna. naquele plano único da promessa. . Os pro* fetas. uma vez que o futuro pertencia a Deus e a Seu reino justo. deixou de levar a sério o próprio AT. todas as demais tentativas para aplicar esta promessa è igreja ou a Jesus Cristo eram falsas. como . as realidades históricas. do outro lado. Sem dúvida. pelo contrário. longe de terem propósitos tão caprichosos. por certo. que não se pretendia dizer nada mais do que o seguinte: estas predições não passavam de meras aspirações demográficas e políticas da nação de Israel. e. do corpo docente de Princeton. eram brotos do tronco da doutrina da promessa que era comum a todas elas. alguns estudiosos judaicos e racionalistas chegaram à conclusão que. tipo novidade. No entanto. suplementos. e amplificações da promessa conforme ela fora originalmente dada a Abraão. Beecher. Estas predições. que dizem respeito à carreira nacional de Israel com suas possessões geográficas. corretamente interpretadas. incluem no cumprimento não somente Israel. conforme as visualizações dalguns dos bardos proféticos de Israel! Em conseqüência. suplementando-os. Sendo assim. espalhados como se fossem pedacinhos de bombons para despertar o apetite de uma mentalidade sensata ou oculta. Muitos intérpretes cristãos. já no começo deste século Willis J. Israel ou Davi. muito menos. ou em considerar a participação de Israel na questão como sendo meramente preparatória e não eterna. implicações homiléticas. . Então. portanto. Deliberadamente tomavam emprestados elementos da promessa abraâmica e davídíca. para eles. não eram desconexas ou espalhadas a esmo. comentou: Se o intérprete cristão persiste em excluir o Israel étnico do seu conceito de cumprimento. ele entra em conflito com o testemunho claro de ambos os Testamentos [e poderíamos agora acrescentar "como a história também"] . repetições. Alguns.O Dia da Promessa: Sécu/o Nono 189 aos seus contemporâneos quanto à vida santa naquele tempo. Naturalmente. As declarações bíblicas. erraram da mesma maneira. vão levantar objeções contra inclusões. Negavam que tivesse sobrado alguma coisa na promessa para o Israel nacional depois da chegada da era cristã. e excediam em muito qualquer coisa que os profetas tenham a qualquer tempo pretendido dizer. o futuro fazia parte da única promessa cumulativa de Deus. na sua maior parte. mais coisas podiam ser achadas nestas predições do que vislumbres do futuro. já que a carreira política de Israel e suas possessões geográficas ocupavam uma ênfase tão óbvia nas predições da promessa. só que foi o lado oposto da promessa que ressaltaram. muitas vezes colocaram suas palavras com respeito ao futuro na fraseologia e padrões conceptuais das profecias do passado. as assim chamadas passagens messiânicas nos profetas escritores eram. porém.

era cumulativo. Inexoravelmente. E. A Promessa no Século Nono A divisão do reino depois dos dias de Davi e Salomão foi a primeira de uma série de crises que Israel enfrentaria como resultado dos efeitos corrosivos do pecado. através da descendência de Abraão. as nuvens tempestuosas do julgamento divino contir nuariam a se amontoar enquanto um sem-número de videntes proféticos intercediam com as dez tribos do norte ("Efraim" ou. no entanto. até os confins da terra se voltariam para o Senhor (SI 72:11. 4 vols. Cada uma delas é correta naquilo que afirma e incorreta naquilo que nega. pela fé.3 A promessa era. Tais implicações cosmopolitas desta grandiosa promessa seriam posteriormente o assunto do concílio de Jerusalém em Atos 15. para levar pessoas ao arrependimento e para edificação . 17). portanto. Tanto a interpretação exclusivamente judaica quanto a interpretação exclusivamente cristã são igualmente erradas. De fato. simplesmente "Israel") e com as duas tribos do sul ("Benjamin" e. . também receberiam a bênção prometida. povos e nações eram vinculados. No seu desenvolvimento. {Nashville: Abingdon. Quanto ao seu escopo. Israel ainda haveria de receber aquilo que Deus prometera incondicionalmente: a qualidade de nação. embora tenha havido planaltos climatéricos no decurso do avanço da história do seu desenvolvimento. "Messiah". e riquezas. e Pauto faria do tópico inteiro uma parte da sua discussão do plano redentor de Deus em Romanos 9-11. Interpreter's Dictionary of the Bible. 1962}. 3:361. para levar pessoas ao arrependimento e para a edificação. nacional e cosmopolita. enquanto Israel e todas as tribos. e o Antigo Testamento o ensina como doutrina messiânica. Jenni. . em um único programa. mais freqüentemente apenas. que a promessa de Deus nos profetas era um piano unificado e único que era eterno no seu escopo e cumprimento. portanto. muitas vezes. Jenni. . "Judá" para representar ambas) para se arrependerem e para abandonarem o 3 4 Ibid.190 Teologia do Antigo Testamento também o Cristo pessoal e Sua missão. 4 sem qualquer "contra-parte" verdadeira em toda a literatura e ideologia do antigo Oriente Próximo. com o Israel espiritual inteiro. Semelhante doutrina do Messias com muitos dos seus aspectos acompanhantes era. segundo E. era tanto nacional quanto cosmopolita. Concluímos. 383. pág. a terra. dos redimidos de todas as eras. As nações da terra. o rei davídico. O Novo Testamento ensina isto como doutrina cristã..

1979). Este dia foi assinalado por sua presença parcial já nos eventos trágicos da alegria maliciosa de Edom em ver sua rival. ou de após o exflio.L. The Books of Joel. iniciando-se. Obadiah. seria seguida por outro novo dia. o Livro pode ser colocado no reinado de Jeorão (2 Cr 21:8-10. G. cf. pode-se argumentar com um grau razoável de certeza que Obadias e Joel foram os primeiros profetas escritores. os profetas declararam. 129-33. of God's Kingdom Traced in its The Oid Testament prophecy of the ConHistorical Developmentr trad. novo servo. C. provavelmente.6 Quanto a ambos estes profetas. As provas detalhadas expostas por Caspar! em 1842 ainda parecem ser preferíveis a uma data de 586 a.O Dia da Promessa: Sécu/o Nono 191 caminho de ruína que escolheram. simbo* lizavam dois aspectos do poder divino no seu relacionamento com o povo: Elias era o poder divino judicial que se opunha a um povo rebelde e que continha violência sem medidas. Independentemente de quaisquer efeitos imediatos daquele dia que estava iminente. 848-841 a. nova aliança. Nas suas pessoas. e novo triunfo da parte de Deus. cujo envolvimento direto na arena política do reino do norte era mais pronunciado nas suas ações do que nas suas palavras. J. Assim. & T. nos ministérios de Obadias e Joel Sem qualquer pretensão de impor uma solução final. O primeiro sinal deste novo desenvolvimento surgiu com Elias e Eliseu (1 Rs 17 — 2 Rs 9). porém. Como os "últimos dias" 5 Devo este simbolismo a C von Orei li. . 16-17). ver Leslie Allen. C. Como. Archer. 1976). Clark. seu surgimento final seria o tempo de um divino acertar as contas com Israel e com todas as nações quando o Senhor voltaria pessoalmente. no entanto. a forma presente da instituição divina da nação tinha de ser julgada. Portanto.5 Logo depois. Seria um período mais marcado por seu conteúdo do que pela duração do tempo ou pelo comprimento daquele "dia". ser humilhada por um invasor (Obadias) e também numa praga devastadora de gafanhotos e numa seca (Joel) em Israel. porém. Eliseu era o derramamento da bênção divina quando o povo se arrependia. Banks summation 6 (Edimburgo: T. Merece Confiança o Antigo Testamento? f (São Paulo: Edições Vida Nova. Jonah and Micah (Grand Rapids. Jerusalém. revelando Seu caráter justo. veio a palavra de Deus transmitida através de uma longa fileira de profetas escritores. J.. 1889). págs. pág. finalmente. de modo sempre mais definido. págs. Para uma discussão da história desta atribuição de data. Eerdmans. esta.. o tema da sua mensagem era um futuro dia do Senhor {yôm YHWH). ter licença para cumprir seu verdadeiro destino. que o povo de Deus precisaria mais uma vez passar pelo cadinho do julgamento divino antes de ser libertado e. a nação permanecia endurecida e resoluta na sua preferência pela idolatria maligna e pela rebelião contra Deus. 194. 337-341. Jr.

O juízo seria universal. inescapáve! e retribuidor. 15-16. cf. Isto esclarece a nota de seriedade final que permeia alguns dos Salmos. Assim como os amalequitas tinham representado a parte oposta ao reino de Deus através da sua ação selvagem de retaguarda contra os israelitas doentes e idosos que tinham se atrasado pelo caminho (Êx 17:8-15. note-se aquela antiga palavra "inimizade" em Gn 3:15] existia entre o povo de Deus e as nações. naquele dia do Senhor. Por causa do orgulho de Edom (vv. é fato que Deuteronâmio 31:17-18 vincula o julgamento de Deus com "aquele dia" vindouro. como segue: Por mandamento e aprovação divinos esta inimizade [e. sendo que estas últimas eram consideradas como representantes das forças de descrença . Uma olhada em êx 23:22 ["serei inimigo dos teus inimigos"] deve deixar claro que esta inimizade era real. nem haja a idéia de julgamento incluída em "dias vindouros". era zombar e desafiar o próprio Javé. .7 Javé Se vindicará através das Suas grandes obras que todos os homens reconhecerão como sendo divinas na sua origem. Calvin Theological Journal 3 (1968)' . 222. "a quinta-essência do paganismo" com clareza. o mesmo tratamento que as nações pagãs {vv. Nestes Salmos o israelita fiel se identifica com a causa de Deus. Ez 35:15). 1-9) e sua ação violenta contra seu irmão.192 Teologia do Antigo Testamento ('ah arít hayyãmfm). 5 e Ez 35:14. assim também Edom tinha chegado a representar o reino dos homens.9 Neste caso. poderíamos acrescentar. agora. Jacó (vv. a casa de Israel (e. 1964). . Is 34:2. Aquela causa não pode triunfar a não ser mediante a derrota total de tudo quanto se opõe a ela. pig. "Edorn and Israel in Ezekiel". Edom era. Dt 25:17-19). Marten Woudstra declarou o caso 118 7 Embora as duas expressões nunca sejam formalmente vinculadas. 9 8 The Interpretation of Prophecy (Londres: Banner of Truth Trust 24-25. Patrick Fairbairn. porque Ele já Se vinculara (Ob vv. . ou a "era final" que começou a ser discutida em Gênesis 49:1 e Números 24:14. o dia do Senhor é aquele tempo de juízo mundial durante o qual Deus fará conhecida a Sua supremacia sobre todas as nações e sobre a própria natureza. Marten Woudstra. achamos em Obadias a frase "dia do Senhor". 10-14). zombar e alegrar-se às custas da "herança" de Javé. 36:5). . 15-21). esta nação receberia. Edom e a Promessa: Obadias Pela primeira vez na literatura profética. tais como SI 137 e SI 139:21-22.g.

) com o propósito de salvar todos. A maioria dos estudiosos conservadores atribuem a Joel a data de cerca 830 a. durante a infância do rei Joás e a regência de Jeoiada o Sumo Sacerdote. Davi e Salomão já tinham reinado parcialmente sobre estas terras. 10 Aquilo. haveria um remanescente. 4. Archer. O Dia do Senhor: Joel A ocasião 11 para a profecia de Joel foi uma praga terrível de gafanhotos seguida por uma seca desoladora — ambas sendo prenúncios do grande e terrível 10 Flávio Josef o. era apenas uma amostra do triunfo final de Deus contra todas as nações hostis aparentadas. 1897). Ele era o Soberano de todas as nações de qualquer modo (Dt 32:8. 17) que emergiria vitorioso de novo. Judas Macabeu. 1. Antigüidades dos Judeus. seria o centro. F. 18).. Edom não escaparia daquele juízo divino iminente que também recairia sobre as nações. l i t "escapados" fp e/êtâh. 13. Na realidade. 9. mas depois as perderam. e. 21). qualquer gracejo quanto à Sua obra de bênção ou julgamento entre Israel era completamente fora de lugar. assim como fizeram nos dias dos juízes (Jz 2:16.eF. Elas. em Monte Sião (Ob v. Joel 2:32 [3:5] e Is 37:32 quando a palavra forma um paralelo com a palavra mais comum para "remanescente" s e'êrft). 9). The Doctrine of the Prophets (Londres: Macmillan. João Hircano. sendo assim. Quanto ao cumprimento desta profecia. 7. um grupo de sobreviventes. 4. inclusive o Neguebe. 12. porém. Jerusalém. 15. Kirkpatrick. págs. e "o reino será do SENHOR" (Ob v. 8. estendendo-se ao norte até Sarepta no Líbano — toda esta área conforme a promessa feita ao patriarca Jacó e a José (Ob vv. Então. Em contraste com a destruição destas nações. Obadias combinou num só quadro aquilo que a história separou em tempos e eventos diferentes. C. Além disto. 342-346 e A. cf. porém. O método que Deus empregaria para restabelecer Seu reino seria através de "salvadores" v. 18-20}. Assim. Século Nono 193 a um povo e a um país (Dt 4:33 e segs. porém. Alexandre Janeu e a oposição dos zelotes ao domínio romano levaram a efeito o colapso dos edomitas ou idumeus. ao leste do Jordão e a Síria. Guerras dos Judeus. 9. sob o ímpeto da energia divina que voltaria a ser doada a ele. Israel mais uma vez estenderia seu domínio sobre a terra antiga de Canaã e sobre os territórios que a cercavam. 1. o território dos filisteus. Sião. 21). 13. haveriam de voltar naquele dia.O Dia da Promessa. o dia do Senhor percorria toda a história do reino de Deus de tal modo que ocorria em cada julgamento específico como evidência do seu cumprimento completo que estava perto eque se aproximava. i. Dessa forma. cumprindo o ofício de "julgar" e "reger" (sõp etím). Gileade. 1* . cf. Merece Confiança o Antigo Testamento?.

1 2 Quando Pedro citou esta passagem no dia de Pentecoste. Embora a hora fosse já muito adiantada. A bênção. 28-19). agora a bênção e a esperança dominariam o restante do Livro. ainda haveria a oportunidade para o arrependimento. "depois". pág. 11). Teria. Note-se. era caracterizado pelo derramamento do Espírito de Deus sobre toda a carne (vv. e. Com o versículo 18. Semelhante ponto de i2 V o n Or ell i. choro e orações (2:15-17}. Portanto. aqui também. era. de ser uma tristeza genuína e do fundo do coração por causa dos pecados. "Então o SENHOR se mostrou zeloso da sua terra. "dia de escuridade e densas trevas". portanto. Old Testament Prophecy. o restante da descrição do dia do Senhor era muito semelhante àquilo que Obadias escreveu. Era "assolação do Todo-Poderoso" (1:15-16). conforme já foi notado. só com uma pequena mudança: "naqueles dias" {bayyãmfm hèhèmmâh). Era um tempo de libertação para todos aqueles que invocariam o nome do Senhor (2:32). 13a). faria parte do conteúdo daquele "dia". localizou aquela bênção "nos últimos dias" {en tais eschatais hemêrais. 18-19). . e tardio em irar-se. Em resposta ao seu arrependimento. e uma meia-volta na vida (Jl 2:12-13). porém. um pouco mais tarde. 30-31). compadeceu-se do seu povo. Entrementes. "dia de nuvens e negridão!" (2:2). Este derramamento não poderia ter sido no futuro imediato uma vez que o versículo 26 retrata um período de calma prosperidade que precederia a qualquer crise mundial introduzida no versículo 28. porém. 205. porém. mais do que julgamento. e compassivo. n.194 Teologia do Antigo Testamento dia do Senhor. E. Onde antes o juízo prevalecera em 1:1-2:17. respondeu [às orações deles]" (vv. acompanhado por sinais cósmicos anunciando a sua chegada (vv. O tempo marcado para o derramamento do Espírito foi deixado indefinido. o "depois disto" poderia se referir a 2:23bF onde a chuva temporã e a serôdia viriam "como outrora" (bãrfsôn). o Espírito seria derramado. "rasgando o coração e não as vestes" (v. O dia do Senhor. o tom deste Livro é invertido. Quando o povo respondesse com jejuns. 19-27) e (2) a promessa de um futuro derramamento do Espírito de Deus sobre toda a carne (2:28-32 [3:1-5]). o sentido escatológico que o apóstolo Pedro deu àqueles versículos no dia de Pentecoste se pode achar em 2:29 se não estiver em 2:28. um dia "mui terrível". Deus prometeu que os abençoaria. "depois disto" {'ah arê kênPor certo. Semelhante mudança somente poderia ser atribuída a dois fatos: (1) o Senhor Deus deles era "misericordioso. Os dons de Deus se dividiam em dois grupos: (1) a benção imediata de uma terra produtiva (vv. e grande em benignidade" (2:1 3b) e (2) o povo se arrependeu. "Quem o poderá suportar?" (v. que 2:29 [3:2] repetiu a frase inicial de 2:28 ("derramarei o meu Espírito"). At 2:17).

Haveria. passim). Israel não somente serviria ao Senhor como reino de sacerdotes (Êx 19:6).3 3 Isto não é totalmente certo. No monte Sião. Em Ezequiel 39:29F Deus tinha prometido especificamente que "derramaria o Seu Espírito sobre a casa de Israel". assim como. começando com a era cristã e se estendendo até â segunda vinda. n. invocasse o nome do Senhor. 98. a tradução de JB e NEB [em inglês]. apareceu na "visão de Obadías do dia do Senhor com sua mais imediata" vitória sobre Edom e na vitória total. Hb 1:1-2. Além do derramamento do Espírito de Deus sobre toda a carne. Naquele dia. 13 . o mesmo fenômeno de ter eventos próximos e distantes. no futuro distante. portanto. mais tarde. capital do reino de Deus.. quando Deus enviou as pragas de sangue e de fogo (Éx 7:17. seria a extensão desta bênção sobrenatural do Espírito? Usualmente. o mundo atual seria trazido para uma conexão íntima com o julgamento e a salvação da parte de Deus. todos fazendo parte da mesma e única intenção do autor de transmitir a verdade. "toda a humanidade" era. haveria "os que forem Conforme comentou Allen. pág. porém. do reino de Deus. aquilo que Moisés expressou apenas como um ideal desejável para cada israelita em Números 11:29 agora seria visto como sendo uma realidade. queria dizer a totalidade da raça humana (Gn 6:12-13. o Pentecoste fazia parte do dia do Senhor. "ser tirado de modo desapercebido"). porém. também. SI 145:21. quando o AT empregava a expressão "toda a carne" (koi bãsãr). Assim. 9:24) e quando Ele apareceu no monte Sinai em pilares de fumaça (19:18). no entanto. Neste contexto imediato. interrompido temporariamente pelo arrependimento de Judá. o apóstolo Paulo viu sua aplicação a toda a humanidade em Romanos 10:12-13. não podem ser diferentes sem se excluírem mutuamente? É interessante notar que Pauio aplicou esta passagem à chamada universal do evangelho em Romanos 10:12-13. 1 Pe :20. os céus e a terra ficariam convulsionados com sinais poderosos semelhantes àquela grande libertação do Egito. seria "salvo" {yimmãiêt. durante aqueles dias. Jl 2:23). O dia de juízo original de Joel 2:1 e segs. a frase "vossos filhos e vossas filhas". Além disto. Assim.g. Assim. teria de surgir de novo no futuro. mas como profetas. inexata. Sem dúvida. pois. 2 Pe 3:3). O que é certo é que a diferença de idade (jovens e velhos}. Books. categoricamente a limitaria a todos os judeus. conforme alguns.O Dia da Promessa. Qual. Século Nono 195 vista da duração do período escatológico. As duas expressões. de sexo (filhos e filhas) ou de posição (servos e servas) não afetaria a universalidade deste dom do Espírito. daí a grande surpresa de um Pentecoste dos gentios em Atos 10:45. este benefício seria estendido além dos judeus. enquanto Ele interferia na história humana. se acha em va'rias passagens do NT (e. ainda outro dia final — se não muitos outros no ínterim — em que Deus derramaria Seu Espírito como a chuva "sobre toda a carne" (cf. Quem. 10. ou cumprimentos múltiplos.

Homileticai Review 18 (1889): 440*51. Ob v. portanto. Sf 1:7. 29. e teria início a ceifa e o pisar do lagar. no entanto. Este povo possuiria. 3:14 e. pelo contrário. também. 311. Jl 1:15. 15. 14. Prophets. Beecher fez a seguinte advertência: Esta representação é feita por profetas que viviam separados por muitas gerações. por profetas que sabiam que outros profetas já a fizeram gerações antes. idem. Gn 49:1. O céu e a terra tremeriam. Naquele conflito final na terra. no que diz respeito ao julgamento final de Deus sobre todas as nações. a foice de julgamento começaria a agir. era "o dia da Sua visitação". em julgamento. Enquanto nações escapavam. e. Javé julgaria e destruiria todas as nações no vale de Josafá (3:2 [4:2]). O que tinha começado em Êxodo 32:34 como um "dia da minha visitação" quando "meu Anjo" vingaria seus pecados. idem. mais tarde. Homiieticai Review 19 (1890): 157-60. Joel 3:1-21 [4:1-21] veio a ser a passagem clássica para o restante do AT. Dt 31:17-18. o Rei Javé derrotaria de modo decisivo todas as nações reunidas que se levantavam contra os exércitos de Deus. e gotejando com vinho e leite. em Is 13:6. passim). e não uma ocasião que ocorreria de uma vez para sempre. 2:32 [3:5]). Nm 24:14. idem. "The Day of the Lord in Joel". agora foi projetado daquele dia e da nação Israel para o tempo do fim. "The Doctrine of 'The Day of the Lord' Before Joel's Time". Neste caso também. como clímax de tudo. De repente. 2:1. Hornifeticaf Review 18 (1889): 355-58. cf. e "sobreviventes" {s^rfdfm. "The Doctrine of T h e Day of the Lord' in Obadiah and Amos". pcig. uma terra muitíssimo fértil. E. tinha havido uma teologia antecedente que informava esta doutrina do dia do Senhor (Êx 32:34. O "dia da visitação de Javé" estabelecido contra o pecado do Seu povo.196 Teologia do Antigo Testamento salvos" (p elêtâh). enriquecida com fontes de águas correntes. 14 .1 4 Beecher. e para todas as nações. Veio também a ser a declaração clássica do resultado bem-aventurado para o povo de Deus. um dia que se destacava como sendo supremo quando se comparava com outros dias. seria uma ocasião que poderia ser repetida conforme a exigência das circunstâncias. Isto talvez indique que os profetas pensassem do dia de Javé [Yahaweh] [sic] como sendo genérico. Repetidamente se dizia que este dia do Senhor estava "perto" ( qãrôb . foi crescendo. Javé pessoalmente habitaria em Sião. Ez 30:3. já não era apenas um "dia de visitação" que poderia ser qualquer tempo de castigo nacional. Agora. e multidões iriam se precipitar para o campo da batalha no vale da decisão. Dt 4:30).

aquele dia final era.O Dia da Promessa: Sécu/o Nono 197 Ef naturalmente. incomensuravelmente maior e mais permanente nos seus efeitos salvadores e julgadores. Embora os eventos dos próprios tempos deles se encaixassem no padrão do julgamento futuro de Deus. . não obstante. aquele tempo final seria o clímax e a súmula de todo o restante.

E todos igualmente perderam sua credibilidade quando procuraram andar sincretisticamente com Baal e Javé.. nos tribunais. tiveram um efeito momentâneo em Judá durante o reinado de Ezequias. Samaria.No século oitavo a. com a exceção de respostas em grau mínimo do tipo daquela que foi dada á pregação de Miquéias. e o maior deles todos: Isaías. As práticas religiosas se tornaram em máscara para todos os tipos .C.C. Miquéias. Damasco. em 732 a. as dez tribos do norte se precipitaram para a destruição. Este grupo de proclamadores incluiu Amós. e com a expansão territorial. providenciou quatro décadas inteiras de pregação profética antes desta calamidade durante o século oitavo. na Sua graça. Jonas. mormente para advertir o reino do norte da sua iminente destruição caso não se arrependesse nem invertesse o seu modo de vivert Infelizmente. as riquezas e o luxo que seu reinado trouxera. Isto aconteceu finalmente em 722 a. segundo a informação em Jeremias 26:18-19. quando a capital delas. caiu pouco depois da queda da cidade principal da Síria. que. Oséias. divinamente inaugurada. mas tudo sem resultado. Alguns deles começaram suas advertências e promessas enquanto a nação ainda estava jubilosa com os sucessos de Jeroboão II. Deus.C. Os ricos espreitavam os pobres e favoreciam os réus da sua própria classe. surgiu uma intensa atividade profética.

A lista de queixas divinas contra estas nações foi conferida por Amós: barbarismo na guerra. da cidade de Tecoa. 9-10. Em três hinos. seca. oferecendo. alguma proporção de escape. sim. injustiça e lascívia. Reedificando o Tabernáculo Caído de Davi: Amós Para tempos tais como aqueles. ao sudeste de Jerusalém. como também tinha determinado outras libertações semelhantes a Êxodo (9:7): os filisteus de Caftor e os sírios de Quir. da parte de Deus. cf. Conseqüentemente.200 Teologia do Antigo Testamento de pecados de imoralidade. Deus preparara um boieiro e colhedor de sicomoros. Não somente foi Ele quem libertou Israel do Egito e dos amorreus (Amós 2:9-10). O registro do ministério de Amós foi colocado em três seções bem ordenadas: (1) em 1:1-2:16 trovejou contra Israel e seus vizinhos por sua falta de justiça uns para com os outros. (2) em 3:1-6:14 exortava Israel a buscar a Deus {5:4. de modo muitíssimo claro. crestagem. mais do que Criador. e (3) em 7:1-9:15 recebeu cinco visões. mas. juntamente com os etíopes. contemplava a Deus como sendo Senhor sobre toda a terra. Javé. Este Senhor da história era o Monarca soberano por direito de Criação. para não ferir a credibilidade de Deus. Senhor dos Exércitos era Seu próprio nome. o controlador da história e dos destinos dos homensP Seu emprego da fome. de esperança futura apesar da destruição certa que agora esperava. pestilência e guerra poderia ter um propó- . 13-15). face a face (4:12). e cria o vento. Amós. feita pelos moabitas (2:1-3). a profanação dos ossos do rei edomita pagão. Ou o juízo ou o arrependimento teriam de surgir logo. incursões escravistas e comércio de escravos praticados pela Filístia (vv. 5:8-9. Era. De fato. Todas as nações tinham de aprender tão rapidamente quanto possível que a norma estabelecida pelo caráter e pela lei de Javé definia os padrões mediante os quais o domínio justo de Deus julgaria todas as nações universalmente. senão. não pelos seus próprios deuses. 9:5-6). no início. e declara ao homem qual é o seu pensamento" (Amós 4:13. se preparar para um acerto de contas.6-16). e todos para com o próprio Deus. 6f 14) ou. Toda nação que deixava de viver à altura daquele padrão ficava condenada. 6-8) e por Tiro (vv. a hostilidade dos edomitas contra seu irmão Jacó (vv. pelo Deus único. mas depois se endurecendo até não haver modo algum de escape a não ser na oferta escatológica. porém. Este habitante do sul foi enviado ao norte cerca de 760-745 com uma mensagem urgente de juízo e salvação. Era. tinham sido favorecidos por Javé de modo sem igual. 11*12). estes. a rejeição da lei de Deus por parte de Judá (vv. todas as nações tinham de se conformar com o Seu padrão de justiça. na parte mais agreste de Judá. 4-5). Amós celebrou a grandeza d Aquele "quem forma os montes. também. e os desvios morais das dez tribos do norte (vv. praticado por Damasco (1:3-5) e Amom (vv.

pois. os homens deixavam de escutar o preceito da palavra dos Seus servos. interpretações e intimações de Deus. era demonstrada numa série de declarações de causa e efeito em 3:2-8. quando. tendo Ele uma vez falado. Note-se a série de cinco penalidades em Amós 4:6-11 que caíam como o triste badalar de um cântico fúnebre. Deus fez mais do que agir na história. ofertas e melodias era ofensiva ao Deus que.A conexão entre aquele recebimento das estimativas. com o refrão ainda mais triste depois de cada carga de julgamento divino: "contudo não vos convertestes a mim. que a trombeta soasse numa cidade (como nossa sereia de alarme contra bombardeio). antes de tudo. E. Amós foi compelido a profetizar (3:8). Amós ressaltava a posição sem igual de Israel na história. disse o SENHOR" {4:6 b. para te encontrares com o teu Deus" (4:12). festas. significados.O Servo da Promessa: Século Oitavo 201 sito redentor se os homens apenas quisessem escutar. depois. já numa parte bem antiga do cânon. os profetas. "prepara-te. toda a auto-satisfação arrogante nas assembléias solenes. É como se o juiz tivesse feito a contagem contra o lutador no conteúdo. Uma condição prévia mais pertinente às observâncias reli- . na realidade. tratava-se com a dádiva divina da escolha — uma escolha não merecida conforme Deuteronômio 7:8 passim deixara claro. veio o golpe mais devastador de todos. inspecionava o coração dos homens. 8bê 9 b t 106. tinham sido informadas por estas passagens de modo direto. assim como foi o caso de muitas das expressões dos seus colegas proféticos quanto a este assunto. Falava! E. apenas lembrava os israelitas da eleição divina. sem que o povo tivesse medo? Duas pessoas poderiam se encontrar (especialmente no meio de um lugar abarrotado de gente). Seria possível. dependendo da reação deles. Quando Amós fez Israel lembrar: "De todas as famílias da terra somente a vós outros escolhi" (3:2). 11 b). não estava reivindicando um status favorecido nem um partidarismo chauvinista para Israel. e a proctamaçao delas feita pelos profetas. A palavra "conhecer" neste contexto da aliança não tinha nada que ver com o reconhecimento ou aprovação dos atos da pessoa ou nação. Tinham sido advertidos das perspectivas alternativas do acúmulo ou do julgamento ou de bênçãos. em Levítico 26 e Deuteronômio 28. ó Israel. talvez escutassem Sua penalidade que seguia a não obediência aos preceitos — não em retribuição pelos pecados tanto como um dispositivo para prender a atenção deles. uma após outra. Algumas partes do vocabulário de Amós. Semelhantemente. por exemplo. a não ser mediante acordo prévio? Portanto: podia Deus falar e Amós deixar de profetizar? Repetidas vezes. "um — dois — três — quatro — cinco —" e depois dissesse: "Vencido!" — porque era este o conteúdo do "encontro" com Deus: o fim do reino do norte! Israel e Judá juntamente tinham sido advertidos que tal era o método de Deus quanto ao tratar com os homens e as nações.

com "brechas" e "ruínas". Os sufixos nas palavras de 9:11 tem interesse especial para o teólogo. conforme 6:1-8. Delitzsch. 1949). que o sufixo feminino plural em "brechas das mesmas" (pirsêhen) somente poderia se referir à divisão trágica da casa davídica (que simbolizava o reino de Deus) em dois reinos. a casa que estava "para cair". "estes reinos"). em C. trad. F. The Twelve Minor Prophets. Não obstante tudo isto. Com um grande clímax teológico ao Livro em 9:11-15. 1 Rs 11:38. Sendo Carl Friedrich Keil. se os homens não estivessem vivendo e andando na verdade. Aquele dia seria como o caso de um homem que fugia de um leão para então dar de encontro com um urso. mas Deus a restabeieceria da sua condição arruinada. Embora a oração de intercessão em prol de Israel. 1 . logo entraria num estado de colapso. C. Toda a conversa com respeito ao ansiar-se pelo Dia do Senhor como panacéia de todos os presentes males da sociedade pertencia à mesma classe acima — pois Israel nem sabia de que falava (5:18-20).. e quando. ea calamidade nacional já era uma conclusão prevista (8:1 -3. acabou sendo mordido por uma serpente. Assim. mesmo assim. com a falta de compaixão pelas necessidades dos outros ou pelo desastre que logo estava para destruir Samaria. 6:2. Keil e F. quando o prumo de retidão foi colocado ao lado da nação. 2 vols. escapava aos trágicos entreveros com o leão e o urso. somente poderia ser comparada a uma "barraca" ou "choupana" (sukkâh). apoiava-se contra a parede. porque prometera a Davi que a casa d Ele seria uma casa eterna. ou dinastia de Davi. que. 1 Deus. proferida pelo profeta. nem desejá-lo. tivesse de fato libertado Israel de desgraças certas em duas ocasiões (7:1-3. O perigo da complacência não era menos ameaçador.202 Teologia do Antigo Testamen to giosas significativas era a retidão e a justiça (5:21-24). Para aqueles que não estavam preparados para o dia do Senhor. 1:303. ela estava moralmente desalinhada (7:7-9). com grande esforço. 11. Is 7:2. "repararia as suas brechas". o do norte e o do sul (cf. O particípio ativo hebraico ou ressaltava seu estado atual. Deus prometeu que reedificaria a casa de Davi. Para tornar tudo mais gráfico. ou seu estado de ruína no futuro imediato. seria um dia de trevas. Javé desprezava e rejeitava todas as práticas religiosas. haveria esperança além da calamidade da queda de Samaria. Biblical Commentary on the Old Testament. a dinastia de Davi sofreria. Keil comentou. Não se podia brincar com aquele dia. com respeito a esta passagem. Fora disto. Amós fez uma descrição da irrealidade destes escapistas religiosos. a casa que estava "caindo". 25 vols. 13). 9:1 -4). 4-6). James Martin (Grand Rapids: Eerd maris. na sua atual condição dilapidada. porém. Aquilo que era normalmente chamado "a casa (bet) de Davi" (2 Sm 7:5. conseguindo se refugiar em casa.F.

que volta a ser selecionado para menção aqui. Para urn estudo completo. e um reino que perduraria para sempre. pelo contrário. possuíam e protegiam.C.C Tenney (Grand Rapids: Zondervan. o sufixo é feminino singular. Zondervan Pictorial Encyclopaedia of the Bible. A interpretação da promessa davídica em 2 Samuel 7 como "carta magna para a humanidade" (2 Samuel 7:19) foi repetida aqui por Amós (9:12): "para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome. a casa destruída daquele Messias vindouro ressurgiria de entre as cinzas. Foi este papel representativo de Edom. M. diz o SENHOR". além disto "a reedificaria {b enftíhã} como fora nos dias da antigüidade". e (3) para incluir o "restante de Edom" juntamente com todas as nações vizinhas. O sufixo masculino singular em "ruínas dele" (h arisotayw) se referia ao próprio Davi e não â "choupana" que é feminino.O Servo da Promessa: Sé cut o Oitavo 203 assim. 15). quando Israel estava andando pela fé: "E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do SENHOR. 3 2 Hasel. Para muitos. Jr 25:29. . dando-lhe um trono. 5 vols. "Name". o versículo 12 é até mais problemático do que o versículo 11 — especialmente com suas referências "ofensivas" ao "restante de Edom" ($ e'èrft_ 'edôm}. 16. Moisés prometeu. a frase "nos dias da antigüidade" claramente aponta para a teologia antecedente de 2 Samuel 7:11-12. 4:360-70.. Gerhard Hasel2 notou que Amós empregou o tema do remanescente com três aplicações: (1) para ir contra a arrogante alegação de que todo o Israel era o remanescente (3:12. 2 Cr 7:14). O emprego da frase "chamado pelo Meu nome" no AT sempre colocava cada um dos objetos assim designados na possessão divina. 9:1-4). 1975). "e [até todas as nações] gentios que são chamadas pelo meu nome". Amós já tivera uma visão do mesmo resultado. onde Deus prometera que levantaria a descendência de Davi após ele. 15:16. Dn 9:18-19) ou homens e mulheres (Is 4:1. uma dinastia. The Remnant (Berrien Springs: Andrews University Press. Porém. e terão Gerhard pigs. fala da sua incorporação espiritual no reino restaurado de Davi juntamente com os gentios que também eram "chamados pelo Seu nome". como beneficiários da promessa davídica (9:12). Sob um novo Davi vindouro. Deus. Desta vez. ed. (2) para descrever um verdadeiro remanescente de Israel (5:4-6. seja em se tratando de cidades (2 Sm 12:28). 4:1-3. surpreendentemente não colocava Edom na posição de nação esmagada pela máquina militar de Davi ou de Israel. que já vimos em Obadias. 5:3. Dessa forma. Jr 14:9. 393-94. ver W. 1972). 3 O que Deus ou os homens nomeavam. ainda antes de Ezequiel (37:15-28) ter retratado a unificação das dez tribos do norte com as duas tribos do sul. e se refere naturalmente à choupana caída que seria reedificada. portanto. Isto porque a nota epexegética no versículo 12. Jr. Kaiser. um sentido escatológico. 6:9-10.

Sua experiência conjuga! foi a chave tanto do seu ministério como da sua teologia. "tomará posse" de um justo e fiel "remanescente" de todas as nações. Êxodo 21:10. esta Pessoa de Jacó exerceria domínio sobre todos. Amós. por um plano divino. não eram "filhos de prostituição" 4 Ver meu artigo. toma uma mulher" (1 . e filhos". Génesis 4:20: "Os que habitam em tendas e gado". 6:2. enquanto o coração de Deus amava ternamente aquilo que era totalmente repugnante. como parte integrante do povo de Deus-4 Amando Livremente a Israel: Oséias Nenhum profeta demarca e ilustra o amor de Deus mais claramente do que Oséias. só acompanha um deles: "Toma uma mulher . também 1 Timóteo 4:3. zeugma. rejeitamos a interpretação de se tratar de visão ou alegoria. é muito semelhante â de Joel 2:32 [3:5]: "Todo aquele que invocar o nome do SENHOR". . . porém. . por causa da teologia antecedente da profecia de Balaão em Números 24:17-18 que predissera que uma "estrela" e um "cetro" surgiriam em Israel. Gômer não era uma meretriz quando Oséias se casou com ela. 19:14. ainda por nascer. 34:16. e não somente na sua palavra. Cf. representavam todos os reinos dos homens: Moabe. Journal of the Evangelical Theological Society 20 (1977): 97-111. no entanto. pois. Quando. Pelo contrário. "Edom será uma possessão . ordem dada na expressão: "Vai. . 1 Samuel 25:43.204 Teologia do Antigo Testamento medo de t i " (Dt 28:10). Oséias trazia esta mensagem do amor de Deus na sua vida. de rigor. e sendo que tudo parece estar lavrado em prosa estritamente narrativa. porque seu reino se espalharia para cobrir todas as nações que. assim como os filhos. então. Segundo a predição de Balaão. quando. alguns edomitas fiéis. recebeu a ordem de casar-se com Gômer.2). 5 . filha de Diblaim. Foi um quadro da santidade de Deus que ficava firme na sua justiça. Edom. "The Davidic Promise and the Inclusion of the Gentiles (Amos 9:1-15 and Acts 15:13-18): A Test Passage for Theological Systems". em outros trechos: Gênesis 4:19. onde um verbo liga dois objetos enquanto. mas Israel fará proezas". Sete. No início do seu ministério. não acrescenta á antiga revelação divina o fato de que Deus. Amaleque e Assur. juntamente com todos os demais que invocavam o nome do Senhor seriam "enxertados" (para empregar a expressão de Paulo) em Israel. eram "como os que nunca se chamaram pelo Seu nome" (Is 63:19). Cf. O verbo "tomar posse de" (yírsu) foi escolhido. inclusive a amargurada nação de Edom? Sendo assim. semelhantemente. .5 Sendo que não parece haver nenhum significado especial no nome dela e no de seu pai. A frase. se recusaram a crer. já naquela época. em nosso modo de entender a gramática da passagem. Notar também a figura de linguagem.

isto porque os únicos filhos mencionados são os que ela deu a Oséias {notar especialmente 1:3. "Deus espalhará". ama uma mulher [Gômer].O Servo da Promessa. Naquele dia Israel seria "semeado por Deus" (Jezreel). Deus mais uma vez faria assim: "a atrairei. 10:12). e de como me seguias no deserto/' Portanto. Para muitas pessoas. 14:4). Oséias apresenta Javé como um pai que vigia enquanto seu filho dá seus primeiros passos (11:1 e segs.. . Isto pode significar resultado mais do que propósito. o Seu amor ainda triunfará. Assim. . Semelhante amor remontava à libertação que Deus operou. Este vocabulário faz lembrar em muito a revelação dada a Moisés (Éx 4:22. 7:10.). 11:5) é mais uma lembrança da advertência mosaica em Deuteronômio 28:68. Lo-ruhama. . 2:23 [25]. e seria chamado "Meu povo" Cammf). 11:10. 15. o povo ficaria tão incontável quanto a areia na praia (Os 1:10 [2:1]. porque mesmo depois da disciplina apropriada. portanto. e como um pastor (13:5). 7:10. Mesmo assim. quando eras jovem . tal como acontece também em Isaías 6:9-12 e Êxodo 10:1. e "filhos do Deus vivo" (Os 1:10^ 11 [2:1-2]. o mandamento divino e o resultado e a experiência dele decorrente. 34:15-16. 32:12}. seria novamente desposado a Deus (2:19 [21]). como Israel. 11:3.7 que Gômer. um modo de declarar. deixou a segurança do seu casamento e foi correndo atrás de outros amantes. E assim ficou sendo em Oséias 2:2. embora fosse mais extensivamente desenvolvido por Oséias. Era. Oséias deu aos seus filhos os nomes: Jezreel. 11:5..9).. 14:2) e "buscar" (bãqas em 3:5.6. e a levarei para o deserto.5. os homens devem "voltar-se" (sub) ao Senhor (5:4. 5:6. há uma ênfase dupla em Oséias: a retidão de Deus e o amor de Deus. conforme as antigas promessas. e terás filhos de prostituição". era bem provavelmente os dele mesmo.. a construção de Oséias 1:2ò tem se revelado dificultosa: "Vai. porque o dia haveria de vir em que. 9:3. de uma só vez. 14:4. 13:4). e lhe falarei ao coração" (2:14 [16]) assim como Oséias recebera a ordem da parte de Deus: "Vai outra vez. A ameaça quanto a levá-lo simbolicamente de volta para o Egito (8:13. já que foi ele quem deu o nome aos filhos (1:4. Porque Ele é justo (2:19 [21]. Tudo isto era dirigido simultaneamente contra a prostituição física e espiritual de Israel. adúltera" (3:1). O amor de Javé permaneceria fiel a despeito da infidelidade de Israel (3:1). um médico que ajuda a Israel (7:1. e Lo-Ammi. isto porque. Dt 31:16). toma uma mulher de prostituições. "Não-meu-povo'\ Somente o amor de Javé que não cede diante de nada poderia revogar o julgamento daquela geração. conforme o mandamento divino. "e lhe deu um filho"}. Aquele padrão de fidelidade conjugal seguida por promiscuidade espiritual era precisamente aquilo de que Jeremias 2:2 faria lembrar o Israel de tempos posteriores: "Lembro-me de ti. Gn 22:17. tirando a nação do Egito (12:9 [10]. "Desfavorecida" [sem receber misericórdia]. 6:1. 12:6 [7]. e. cf. Século Oitavo 205 até depois de nascerem e depois de receberem este estigma sobre o nome deles por causa do estilo de "vida fácil" da mãe.

a expressão "conhecimento de Deus" significava teologia ou doutrina. Assim. e escolheu a sua descendência depois deles" (Dt 4:37). então os homens conheceriam ao Senhor. g. tremendo. ela.6. do descendente messiânico de Davi que já tinha sido prometido {2 Sm 7. 1 Rs 8:23.6. Mas também significava uma experiência pessoal de Deus (cf. e buscarão ao SENHOR seu Deus. Não se trataria do rei davídico deportado mas. cinco dos Dez Mandamentos são citados como amostra em 4:2. 5:4) era evidente. nos últimos dias.. e cada seção culminava com um quadro brilhante de um dia futuro melhor. seu rei. Sua falta de "conhecimento de Deus" (4:1. Faria assim "porquanto amou teus pais. devia retribuir o mesmo "amor leal" (hesed) a Javé (Os 4:1. 6 . porquanto Ele os levantaria de novo. darás em 10:12). Alguns dos mais graciosos convites ao arrependimento em toda a Escritura se acham em 6:1-3 e 14:1-3. 9:32. e a Davi. A primeira seção {4:2— 5:15) terminou com uma bela promessa em 6:1-3 com respeito a um dia em que Deus sararia o povo depois de feri-lo. 12. o que faltava a Israel era o respeito para com a lei de Deus — e. 5:4. 13:4) e relacionamento com o único Deus verdadeiro. 6:2. conforme a promessa de textos mais antigos (Dt 7:9. quando o amor de Deus romperia a barreira do pecado persistente de Israel. a graça de Deus é que falaria. 6:4. nenhuma "misericórdia". Israel não tinha "verdade" i' emet). conforme disse Deus: "Irei. pela sua prostituição física e espiritual. até que se reconheçam culpados e busquem a minha face" (5:15). Amós 9:11 e seg). Dn 9:4. "The Concept of Grace iri the Book of Hosea". "bondade amorosa" ou "amor leal" (hesed)f e nenhum "conhecimento de Deus" (da éat ' etohtm). e voltarei para o meu lugar. Quanto è nação de Israel. com a calo- rosa promessa quanto ao amor de Deus concluindo aquela seção em 11:1-11. "guardaria a aliança e Seu amor da aliança". cf. a falta de hesed foi proferida em 6:4—10:15. "Depois tornarão os filhos de Israel. se aproximarão do SENHOR e da sua bondade" (3:5). Dessa forma. Esta era uma das três palavras-chave importantes na "controvérsia" (ríb) ou processo jurídico de Deus contra Israel (4:1). 12:6 [7]). 10:12. Assim. A segunda acusação. sendo esta a única palavra que o profeta tinha disponível para descrever "as riquezas da graça de Deus no coração de Deus". O hesed de Deus.6 ficaria evidente quando Ele mais uma vez Se desposasse com Israel (2:19 [21 ]). por sua vez. o julgamento não falaria a palavra final. sim. e. Usualmente. Cada uma destas acusações foi então retomada em ordem inversa. O co- George Farr. Ne 1:5. Zeitschrift für alttestamentliche Wissenschaft 70 (1958): 102. 2 Cr 6:14). posteriormente.206 Teologia do Antigo Testamento também sãhar em 5:15.

eram mais responsivos ao mensageiro de Deus do que eram os israelitas. portanto. a tua destruição?" (13:14). cf. A terceira seção em 11:12 [12:1] a 13:16 [14:1] desenvolveu a acusação de falta de "verdade" f* emet} ou "fidelidade" C emunâh) e terminou com um apelo e uma promessa de alcance magnífico em 14:1-9 [2-10]. 7 Para uma boa avaliação geral do livro. "The Message of the Book of Theological Journal 4 (1969): 23-50. como também a última (4:11). A teologia do livro 7 . ''entregar à destruição" se emprega com respeito às cidades de Sodoma. Surpreendentemente. Stek. seria oferecer a esta cidade uma oportunidade para arrependimento. Deus. conforme se revela no Seu controle do mar (v. a primeira. Admá e Zeboim). Calvin . e na Sua providência em preparar um grande peixe (v. gira em torno da extensão da graça de Deus aos gentios. as tuas pragas? Onde está. Ele era o ator principal neste livro. Mas. ó morte. Jonas objetou com uma paixão. uma planta (4:6). A bênção prometida seria restaurada se Israel voltasse para o Senhor e oferecesse o sacrifício dos seus lábios. o Senhor é clemente. Jonah". De fato: "Eu os remirei do poder do inferno. anunciar de antemão o julgamento divino contra Nínive. 8). É mais uma aplicação de Gênesis 12:3. Boa parte daquilo que ensina se centraliza no caráter de Deus conforme a revelação do mesmo já feita em Êxodo 34:6. A Missão aos Gentios: Jonas A graça de Deus se estendeu ao mais hostil e agressivo dos vizinhos gentios de Israel — os assírios. a ser concretizado dentro de apenas quarenta dias. misericordioso. acabaria remindo Seu povo. e Sua compaixão foi profundamente comovida. Seu poder não era limitado de modo nenhum. para a misericordiosa suspensão divina da sentença pronunciada por Deus. um verme (4:7) e um vento calmoso oriental (v. pois nem se poderia imaginar qualquer mudança de intenção da parte d Ele quanto a isto (13:14 b). Javé é Criador de tudo (1:9) e o Soberano de todos os assuntos da vida. As palavras de Deus eo Seu amor gratuito seriam tudo quanto Israel precisaria. Dt 29:23 onde o mesmo verbo "destruir". contra isto. ó inferno. 15). Conforme o lembrete que veio à língua de Jonas em 4:2. para a maior mortificação de Jonas. Ele era o Juiz de toda a terra (Gn 18:25). tardio em irar-se e grande em benignidade ihesed). Este tivera prazer em profetizar com respeito à expansão das fronteiras nacionais de Israel (2 Reis 14: 25) durante o reinado de Jerobão II. e os resgatarei da morte: onde estão. 17). conforme Jonas 1:2.O Servo da Promessa:Século Oitavo 207 ração de Javé recuava dentro d Ele quando pensava em entregar as tribos do norte (11:8. ver John H. portanto. e a palavra dEle era. Gomorra. portanto. e.

3:1. Miquéias ressaltava a incompatibilidade di Deus. a multidão dos egípcios. Javé viria destruir o reino do norte. na combinação dupla de obras divinas: julgamento e salvação. eram objetos da Sua misericórdia. porém. Desta forma. Em três mensagens. como também era o caso da maioria dos profetas. não custara a Jonas nenhum esforço ou trabalho? A forma elíptica destes dois versículos é tanto mais gráfica quando é vista diante do pano de fundo da teologia clara do livro. Os gentios. Deus. 6:1). e fizeram votos" (1:16). seria também derramada "sobre as nações que não obedeceram" a Ele (5:1 5). ó Deus. Repetidas vezes. aquela mesma fúria e ira. com sua capital. Samaria. O Soberano de Israel: Miquéias Como seu contemporâneo Isaías. portanto. Nínive foi poupada assim como o próprio Jonas tinha sido salvo do afogament o — o assunto da sua oração de ações de graças em Jonas 2. Raabe. que sempre começava na casa de Deus. 6:2-7). falsos profetas (3:5-6).208 Teologia do Antigo Testamento Nínive custara ao únioo Deus vivo enormes trabalhos e esforços. dizendo: "Quem sabe se voltará Deus e se arrependerá. Miquéias clamou contra o pecado de Israel e de Jacó. Os pecados deles passaram por toda a gama de maldades. 0 vocabulário da teofania. assim também os marinheiros politeístas "temeram em extremo ao SENHOR. em contraste. e se apartará do furor da sua ira". que era repleta de citações do Saltério. há de intervir. . que perdoas a iniqüidade?" (7:18). no entanto. Rute e outras pessoas assim. a prostituição (1 :7b). e este fato foi evidenciado. como no caso de Melquisedeque. Javé era o "SENHOR de toda aterra" (4:13). Assim foi também que os ninivitas afirmaram a soberania de Deus em 3:9. ocultismo (3:7) e presunção (3:901). Deus quer que os gentios também tenham uma participação na Sua graça. não poderia. Jetro. e ofereceram sacrifícios ao SENHOR. perversão da verdadeira doutrina e religião (2:6-9. assim como Jonas afirmou na sua confissão credal em 1:9. incluindo a idolatria (1:7a). Esta intervenção local era o começo do julgamento divino. Deus estava fazendo isto. tinham violado os Dez Mandamentos: a assim chamada segunda tabela (6:10-12) e a primeira tabela (6:13-15). completo com os temas já familiares de terremoto e fogo. Agora. também. seu próprio nome significa: "Quem é como Yah [weh]?" A mensagem dele também terminou com a mesma pergunta: "Quem. Nínive também podia declarar que recebera semelhante distinção. "Temo ao SENHOR". deu início à profecia em 1:2-4. Salvar gentios não era uma novidade no plano divino. gula e cobiça (2:1-2). cada uma começando com "Ouvi" (1:2. que. ter compaixão dela como Jonas teve da mamoneira (qfqãyôn). Como se fosse um aviso prévio quanto á natureza do seu ministério. assim como Amós 9:7 já proclamara. é semelhante a ti. Já havia muito tempo.

O The Books of Joel. "o restante de Israel". no fim de cada uma das suas três seções. no entanto. por um curto tempo. A meia-volta foi tão repentina que a maioria dos estudiosos não acha possível que o mesmo profeta pudesse ter mudado tão rapidamente suas palavras de sentenças pesadas. a despeito do fato de que "Jerusalém se tornaria em montões de ruínas" (3:12). Estes eventos aconteceriam "nos últimos dias" (4:1). no versículo 12. Obadiah. O sentido desta expressão era duplo. no entanto. como "Cabeça" e " R e i " delas. "Todos vós" [2: 12] conforme a promessa registrada por Miquéias. dava aqueles vislumbres de esperança brilhante que cintilavam com os antigos fios de meada da promessa. Encaixava-se. Notou. semelhante a Amós 9:11 e segs. também. já demonstrou a semelhança entre a expressão e aquela creditada a Isaías em 2 Reis 19:31. deu a Jerusalém a certeza de que. a "torre" de Davi perderia seu "primeiro domínio" e a "filha de Sião" sofreria. Leslie Allen 8 .. não podia deixar o argumento parar aí. sereis reunidos e guiados por aquele "que abre caminho" (happòrès. uma frase cujo significado já tinha sido estabelecido pela teologia antecedente: tudo isto faria parte do dia Leslie Allen.O Servo da Promessa: Século Oitavo 209 Miquéias. Três vezes. assim também seria naquele dia maravilhoso em que o Rei Javé conduziria a procissão do Seu povo em sua nova volta ao lar. 1976). Assim. por algum tempo. fechando Ezequias dentro de Jerusalém. A maior predição de todas. no entanto. guiando-as pela porta. numa maneira decisiva. A segunda etapa (Mq 4:6-13). Miquéias 2:1213 foi a primeira de tais palavras de esperança. deu certeza a Sião de que ela finalmente triunfaria sobre todas as nações embora. Em primeiro lugar. em dia futuro não especificado. numa só noite. o carneiro guia de rebanho). assim como nenhum outro profeta de julgamento ou ruína tinha podido fazer. Ele também. Assim como o bloqueio feito por Senaqueribe. previu que as labutas de muitos anos seriam trocadas por um soberano cujo nome seria "Paz". mesmo assim. O âmago da mensagem de esperança proferida por Miquéias encontra-se nos capítulos 4 e 5. fora repentinamente varrido para longe.33). cumprindo-se assim a promessa antiga (5:1-15). conforme Isaías dissera (Is 2:2-4). as dores de quem está para dar à luz. portanto."O monte da casado SENHOR será estabelecido no cume dos montes" [ou: "como cume"] (Mq 4:1-5). Jonah and Micah (Grand Rapids: Eerdmans. através das portas das cidades dos seus inimigos. e que nasceria na pequena cidade de Belém. prometeu-se a Judá e Israel a mesma libertação que já tiveram do Egito (Êx 13:21. que a palavra "porta" no versículo 13 era uma recordação da expressão "porta de Jerusalém" em 1:12 e "porta do meu povo" em 1 :9. . 301. p. e aqui aparecem três etapas. precisamente dentro do esquema e contexto internos do escritor. Dt 1:30. Javé voltaria a reunir Suas ovelhas.

como é. conforme Jerônimo. 87.. 9 Simbolizava. . Daquele centro seriam irradiados não somente ensinamentos doutrinários e éticos como também arbitragem para todas as nações (4:3a)! O resultado do reinado do Messias em Sião seria uma era sem precedente e ininterrupta de paz e de prosperidade em segurança (4:36-4). desde os dias da eternidade". o aspecto misterioso que se segue forma um contraste significativo com a obscuridade do local de nascimento do Messias: "Suas origens são desde os tempos antigos. Jòpei)t ou Ofel. especialmente para o hebraico. conforme o "plano" e os "pensamentos" de Deus (4:12). Outros se referem à "torre das ovelhas" no encosto sul da colina do templo. aquele que provavelmente é um xará [homônimo] de Miquéias. Miquéias ben Inlá em 1 Reis 225}. que quase nem sequer tinha a categoria de uma cidadezinha do interior. prometeu que uma "parte restante" seria reunida de novo (4:7a) quando. Conforme comentou von Orei li: De Belém. inclusive a cessão temporária da glória da naçao e suas grandes labutas. 1951). O destino da própria cidade de Jerusalém seria invertido. a cidade natal de Davi. pág. filho de Judá (Rute 4:11 e segs. Nahum (Nova Iorque: American Board of Missions to Jews.)? Embora seja necessário reconhecer que 'ôfãm em discursos poético-proféticos nem sempre tenha um alcance ilimitado (cf. o poderio militar de Sião seria como se a nação tivesse "chifre de ferro" e "unhas de bronze" enquanto triunfava sobre seus inimigos (4: 13. cerca de uma milha distante de Belém. conforme o nome antigo dela (cf. viria o "Dominador" (móêèI — aquele que reina) davídico. Agora ocuparia o lugar central nos pensamentos. surgirá Alguém cujo nome aqui é misteriosamente suprimido. Rt 1:2).. portanto. portanto. sendo mencionada apenas a dignidade que O aguarda. Feinberg. Deus estava fazendo todas as coisas. Amós 9:11). um lugar perto de Jerusalém (Gn 35:21).Além disto. o caso de os ancestrais de Davi remontarem até Perez. 8.210 Teologia do Antigo Testamento do Senhor. De Belém. de fato. onde Davi reinara. que é. Estas dores de parto ainda produziriam fruto. "o primeiro domínio" (4:8) seria restaurado. aqui daria um sentido muito fraco. Jonah. provavelmente. de boa descendência. "o Senhor reinaria sobre eles no monte Sião" (4:7b)< A "torre do rebanho" (v. importância e viagens das nações. era o nome convencional do encosto sudeste da colina do templo em Jerusalém. A ambos lugares. No fim.. por metonfmia. cf. Isto quer dizer apenas que Sua ascendência pode ser seguida até chegar-se aos tempos mais antigos. pen- 9 Charles L. migdal 'èder} era. ou Efrata. Micah. O "monte" (4:8. Miquéias. mais uma vez.

J. págs. portanto. qedem se emprega em referência às promessas patriarcais. Aquilo era a epítome e a quinta-essência da lei. mas. O que Deus exigia da parte dos homens no ínterim (6:6) era: (1) o tratamento justo e equitativo do próximo e (2) uma vida diligente de fé vivida em comunhão estreita com Deus (6:8). o humilde ancestral. J. falando com precisão. Tratamos. cf. Banks (Edimburgo: T. em termos solenes. assim como em João 1:1 e segs. orou. Em Miquéias 7:20. Além disto.von Orelli. "Esperarei no Deus da minha salvação" (7:7). Ou será que esta descrição. contendo duas definições de um período muito extenso de tempo. são um pouco por demais metafísicos para fazer jus a semelhante inferência. e pessoalmente inutilizaria todas as armas de guerra (5:10-15). Seus inícios estão arraigados no plano primeval de redenção feito por Deus. O resultado aqui é o mesmo que já foi traçado em Joel 3.10 O escopo dos poderes deste novo soberano davídico seria de alcance mundial Defendeira a Israel (5:5-6).. A "Assíria" do versículo 5 tipifica e representa todos os ihimigos de Israel naquele dia futuro em que as nações tentariam solucionar de uma vez por todas "a questão judaica". A precisão cerimonial como finalidade em si mesma era tão desprezada por Deus como era inútil para seus praticantes. como leão ou leãozinho (5:8).. de tal modo que tenhamos aqui. isto é: uma fonte de bênção para os justos e conquista dos ímpios. & T. O "restante de Jacó" seria como orvalho e chuvisco (5:7). sim. e os conceitos gerais dos Israelitas. 1889}.. Haveria.O Servo da Promessa: Século Oitavo 211 sar que se tratasse apenas da descendência física de Jessé. ensina a existência do Messias antes de existir tempo. no seu salmo de confiança (7:7-10). uma origem em tempos imemoriais. vv„ 10 C. e suas orações em prol de Israel (7:7-20). Depois de orar em prol do cumprimento do propósito de Deus pela sua terra e povo (7:14-17. no entanto. The Old Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Traced in Its Historical Development.f e 8:58. 307-a . Entendia-se como fato consumado que todo israelita fosse descendente de Jacó-Abraão já por natureza. a expressão com mais justiça ao entendermos que significa que o futuro soberano a surgir em Belém é aquete que tem sido o alvo do plano divino no desenvolvimento das coisas. não se afirma uma existência pré-mundana. ou de Judá. príncipes suficientes ("sete pastores e oito príncipes") para enfrentar todos os ataques do inimigo. trad. Clark. capacitá-lo-ia a vencer seus inimigos (5:7-9). testemunho irrefutável à preexistência de Cristo? As expressões qedem 'ôlãm. Miquéias concluiu a sua mensagem com suas expectativas confiantes para o futuro.

e não suas pessoas. Isaías 52:13-53:12. 14:16. Êx 13:5. Juízes. et G leas on L.F. Encaixado entre estes dois pontos terminais. Keil e F. Embora seus escritos possam ser divididos em duas partes. The Prophecies of Isaiah. Josué. Jr. o livro consta como unidade com seus próprios aspectos de continuidade. conforme James L Mays. e em todas as suas demais ocorrências (Gn 22:16. que mais uma vez. de si mesma. caps. Micah: A Commentary (Philadelphia: Westminster Press.1 2 A segunda parte da obra de Isaías é. A primeira parte dos escritos de Isaías. Seus "livros" sucessivos. págs. a teologia de Miquéias vai gritando a pergunta de Isaías 40. Biblical Commentary on the Old Testament 25 vols. 2: v. 1: v-vii. Archer. o maior de todos os profetas do Antigo Testamento. e Jeremias 32:22) "o conteúdo deste juramento é a dádiva da terra". há o ponto central. Os capítulos 65-66 chegam ao seu ponto culminante com o mesmo quadro descrito no Apocalipse de João. 50:24. págs. em C. conforme a expressão de Franz Delitzsch. assim como começam os Evangelhos. James Martin (Grand Rapids: Eerdmans. uma verdadeira teologia inteira do Antigo Testamento. 11. trad. pois seu pensamento e doutrina cobriam uma gama tão variada de assuntos quanto seu ministério foi de longa duração. 33:1. 11 Os conservado res já indicaram cerca de quarenta frases ou sentenças adicionais que aparecem em ambas as partes de Isaías como evidência em prol da sua unidade. Delitzsch. em Deuteronômio. Ali. ou: "O Novo Testamento dentro do Antigo Testamento". entoou um cântico de louvor a Deus (7:18-20) por Seu perdão incomparável e "misericórdia" ou "amor inabalável" {hesed} (7:18). Merece Confiança o Antigo Testamento? Edições Vida Nova. no entanto. que éa maior declaração teológica quanto ao significado da expiação. não é menos significante. 32:11.Poderia muito bem ser chamada "O Livro de Romanos do Antigo Testamento". "Com quem comparareis a Deus?" O Teólogo da Promessa: Isaías Isaías foi. tais como a frase sem igual e distintiva "o Santo de Israel" que ocorre doze vezes na primeira parte e quatorze vezes na segunda parte. De fato. 1976). 21-22 dos novos céus e da nova terra. Seriam os pecados e iniqüidades deles. 13 são os livros O juramento de Deus recebe um tratamento especial em Salmo 105:8-11. Nm 11:12. Seus vinte e sete capítulos abrangem o mesmo escopo dos vinte e sete livros do Novo Testamento. 23.. 168-69. demonstrou exatamente aquilo que Deus jurara 11 aos pais deles. que seriam "lançados nas profundezas do mar" (7:19). 2 vols. Jacó e Abraão. em toda a Escritura. 369 e segs. sendo que os capítulos 1-39 estavam vinculados mormente ao julgamento e os capítulos 40-66 enfatizavam o consolo em primeiro lugar. 13 12 . 1969). Franz Delitzsch. sem possibilidade de dúvida.212 Teologia do Antigo Testamento 11-13). O capítulo 40 começa com a previsão da voz de João Batista clamando no deserto. 26:3.

Isaías deve ser chamado o teólogo dos teólogos. sendo santo o Senhor Deus. Sua retidão. foi-lhe concedida uma visão do Senhor exaltado no Seu trono. Enquanto adorava no templo. Esta transcendência e soberania majestosa fazia do ensino da incomparabilidade de Deus uma das doutrinas mais grandiosas de Isaías. Nestes dois conceitos centrais. Javé era santo ou separado do Seu povo. Foi esta a razão de se colocar os capítulos 1-5 antes da narrativa do chamamento de Isaías no capítulo 6. 2:8. não somente na Sua moralidade. quando se tratava da continuação da promessa de Deus. não havia outro. Israel também era indigno: "habito no meio dum povo de impuros lábios" (v. 1-6). I saias ficou sabendo que. e viu a glória de Deus que enchia a terra. e violador zombador dos mandamentos (5:8-23) do que "nação santa" de Deus ou Seus ''sacerdotes reais". A santidade de Deus podia ser vista na Sua perfeição moral. muitas vezes repetida. a Pedra Angular e os Ais (28-33). 5). pois. estava no coração da sua teologia. especialmente na pergunta. hipócrita (1:10-15). Isaías sobrepujava tanto no seu emprego da teologia antecedente da promessa abraâmico-mosaico-davídica como na sua contribuição àquela doutrina e seu desenvolvimento da mesma. com Sua glória — as abas das Suas vestes — enchendo o templo. Além de Javé. Dava todos os pormenores da necessidade da mensagem de Isaías a Israel. 34-35). o Pequeno Apocalipse (24-27. das Nações (13-23). me comparareis?" . com sua linguagem antropomórfica porém altamente teológica. separado e transcendente eram tão imediatamente aparentes até para o profeta que este exclamou: " A i de mim! Estou perdido! porque sou homem de lábios impuros" (Is 6:5). "a obra das mãos dos homens" (2:8. em comparação com a santidade de Deus. os temas da sua profecia e ministério. Javé era o Deus três vezes santo cujas qualidades de único. 20 [2 vezes]). Israel também tinha de ser santo.O Servo da Promessa: Século Oitavo 213 do Endurecimento {caps. registrada no capítulo 6. eram "coisas de nada" e "nulidades" C elíttm. Os ídolos. e na Sua conduta pura. santidade e glória. O Santo de Israel A chamada de Isaías. no sentido de ou se arrepender ou enfrentar o julgamento. Então escutou os anjos em atendimento entoando louvores à santidade superlativa de Deus. 18. Conforme nosso modo de encarar o assunto. como também no Seu ser. é a chave para a teologia de Isaías. cotocados diante dele. Tal qual Moisés em tempos passados. E. Israel era mais um rebelde {1:2. e Ezequias (36-39). Isaías recebeu. de Isaías 40: "A quem. Esta visão. 4). 20). Não somente Isaías era indigno. do Emanuel {7-12).

que permaneceria como toco depois de tombada a árvore. Além disto. viria após um julgamento catastrófico (30:15). e a terra seja de todo assolada. as casas fiquem sem moradores. a discussão em Miquéias). sem dúvida. não duvidam de que os profetas posteriores dependem de Isaías 4:2 ao citarem este título. não acham que o tema de triunfo e de glória seja uma intrusão ou detração. no entanto. Assim. Haveria. Os profetas que empregam este título para representarem o Messias são: . Foi então que o segundo motivo da visão do Senhor que Isaías tivera no templo desempenhou seu papel: a glória de Deus. para a palavra dada a Abraão e no Éden com respeito â "descendência" prometida. A glória de Deus ainda haveria de encher toda a terra. é o Messias. E "a santa semente é o seu toco". e o SENHOR afaste dela os homens" (Is 6:11-12). o julgamento divino tinha de ser pronunciado quando uma população obstinada endurecia seu coração como resultado do ministério de tsaías desta palavra de santidade (6:9-12).214 Teologia do Antigo Testamento Assim. cf. Ambos são motivos autênticos em Isaías. O povo presumia. era reconhecidamente para o mak Grande surpresa. conforme segue abaixo. Parece que havia uma multidão de pessoas em Judá que entendiam erroneamente que a teologia real. um remanescente. falsamente. seja de ruim. com sua promessa incondicional dada a Davi. que Deus nunca visitaria Sião com destruição — isto devastaria Sua promessa e Seu plano eterno. recém-reconstituído.Não há dúvida de que soava como uma rejeição da promessa patriarcal com respeito à terra e à eleição mosaica de um povo. disse Isaías com uma olhada triunfal e obviamente retrospectiva. Portanto. haveria de sobrevir sobre eles. Deus estava forçado a ficar com os israelitas — por bem ou por mal — e. O Renovo de Javé Quem é o "renovo" ou "ramo" (semah) de Isaías 4:2-6? Há muito poucas pessoas que duvidam de que aquele que é chamado "o Renovo". Desenvolveu este tema no Pequeno Apocalipse de Isaías 24-27 e 40-66. fosse uma aprovação global de tudo quanto o povo fazia. no momento. assim como não consideram que a exigência para santidade é diminuída por causa da ameaça de julgamento. intérpretes honestos que levam este capítulo do chamamento (6) a sério. aqui chamado "a décima parte" V asTrTyyâh. conforme o raciocínio mal-avisado deles. Sião seria o centro a partir do qual o povo de Deus. O estado final glorioso "no fim dos tempos" do plano de Deus colocaria Jerusalém numa posição exaltada como centro das nações e centro para se receber instrução nos caminhos do Senhor (2:2-4. seja de bom. 6:13). Falar desta maneira parecia ser um ato de traição. Isaías anunciou que pregaria "Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes.

Assim como estes tinham sido as provas visíveis da presença de Deus no deserto (Êx 14:19 e segs. operar um milagre) que Acaz poderia escolher nas profundezas ou nas alturas. o "Renovo" seria um termo equivalente para "Ungido" ou "Santo". Esta palavra veio na situação da guerra siro-efraimita em que Peca. na realidade. Devemos estranhar.O Servo da Promessa: Século Oitavo 215 "Renovo de Javé" (Is 4:2) "Renovo de Davi" (Jr 23:5-6) "Meu Servo. para proteger a cidade de Deus de toda violência. levantam a objeção de que "Renovo" ainda não era uma designação fixa para o Messias. finalmente.. que os profetas posteriores tenham aplicado este título à fonte viva e pessoal de todas estas dádivas nos dias do fim? Algumas destas dádivas. o seu paralelismo com "o fruto da terra" (4:2) favorecia uma referência ao brotar da terra sob a influência benéfica de Javé. rei de Israel. além disto. visando instalar o filho de Tabeal como rei no trono de Davi. O Messias. portanto. ao dar um sinal (i. para avançar contra Acaz.e. o "Renovo de Javé" é a dinastia davídica na sua natureza humana ("o fruto da terra"). no entanto. bem como na divina {"de Javé"). no entanto. era o Mediador destes benefícios. fez uma "piedosa" rejeição da ajuda de Javé com uma referência oblíqua a Deuteronômio 6:16 no sentido de não tentar ao Senhor seu Deus. habitando em Sião com Seu povo para sempre. Até a "nuvem de dia" e "fogo de noite" (4:5) seriam renovados. Emanuef O que foi deixado sem definição na passagem do "Renovo [ou Broto] do Senhor" agora recebeu formato e definição pessoais nas profecias de Emanuel em Isaías 7-11.). são: (1) a promessa de que a terra seria frutífera. o Renovo" (Zc 3:8) "O homem cujo nome é Renovo" (Zc 6:12) Em Isaías 4:2. rei da Síria. Acaz. Esta ameaça contra Jerusalém e Judá foi enfrentada pelo convite dado por Isaías a Acaz no sentido de "crer" em Deus a fim de que o próprio Acaz "tenha crédito". já achadas nesta passagem. Neste caso. fez uma aliança com Rezim. rei de Judá. Deus. (2) a certeza de um remanescente de "sobreviventes". e Ele mesmo era o maior de todos os benefícios. ou seja. como verdadeiro descrente. (3) a santidade da parte restante. {4) a limpeza e purificação da sujeira moral do povo. bem como a "habitação" permanente de Javé no meio dela. comprovaria a validade da Sua boa oferta em situação tão improvável. e (5) a glória radiante da presença pessoal de Javé. conforme demonstram os capítulos seguintes. no entanto. A "nação santa" de Êxodo 19:6 seria. A verdade no caso era que pouca coisa espe- . completamente realizada. "estabelecido" (7:9). Muitos. assim seria uma sombra de dia e iluminação de noite.

2. 3 r 4^ 10:2. menciona-se um filho que nasce em cumprimento da promessa que fora feita a Davi.6. o apoio de Tiglate-Pileser. Apesar disto. Ora. e depois ficou sendo objeto de uma profecia mais pormenorizada. no nascimento de Isaque (Gn 17:19). é provável que já procurara. o sinal dado a Acaz consistiu em repetir para ele as frases já familiares empregadas ao prometer o nascimento de um filho. Em cada uma destas passagens. "a virgem". e os títulos do Salmo 46 e 1 Crônicas 1 5:20. e no plural no Salmo 68:25 [26]. (3) o verbo "chamar" está na segunda pessoa feminina e não na terceira pessoa feminina. quando Acaz se recusou a pedir o sinal oferecido. Era o seguinte: "Porque ftu] a virgem conceberás e darás à luz um filho. e (4) as palavras deste versículo fizeram uso de fraseologia bíblica mais antiga: no nascimento de Ismael (Gn 16:11). o profeta repetiu para ele. Esta passagem. e no nascimento de Sansão (Jz 13:5. de forma nova. rei da Assíria (2 Reis 16:7 e segs. . Aqueles que o escutavam entendiam que. ocorre também na narrativa de Rebeca (Gn 24:43). a irmã de Moisés (Êx 2:81. Sear-Jasube — "um resto volverá" 7:3 7:14 10:20. 7). secretamente. 8:8. precipita-se a presa" 8:1. Cantares de Salomão 1:3. 14 . Cada um dos três foi introduzido. o Senhor foi adiante e deu um sinal. . e nela insiste. . a promessa de Jeová com respeito à descendência de Davi. no entanto. na frase "o caminho do homem com uma donzela" (Pv 30:19). 21. 14 (2) tem o artigo definido. Emanuel — "Deus conosco" 3.216 Teologia do Antigo Testamento rava da parte de Javé. Maer-Salal-Has-Baz ."apressa-se o despojo. Na segunda metade do seu discurso com respeito aos três filhos. lhe chamarás Emanuel" (7:14). atém disto. todos os três sendo sinais em Israel (8:17-18). Portanto. Faz dela o alicerce da sua repreensão ao povo pela corrupção deste . 22.). 11:11. conforme segue: 1. Pode-se Além da ocorrência neste texto. . 16. Isaías assim reitera a promessa que fora feita a Davi. tratava do nascimento de três fithos. é importante notar várias coisas: (1) a palavra vaimâh significa "virgem" em todos os casos nos quais se pode determinar o sentido. e fez com que isto fosse um sinal de que Jeová não somente cumpriria Sua promessa atual como também puniria Acaz por sua falta de fé. 6:8. 10. no sentido de que sua descendência fosse eterna .

O Servo da Promessa: Sécufo Oitavo

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duvidar se qualquer um deles tivesse em mente a idéia de alguém exatamente como Jesus, nasceria de uma virgem, num século futuro; certamente pensavam nalgum nascimento que haveria na linhagem perpétua de Davi, que tornaria especialmente significativa a verdade, "Deus conosco". 15 Além disto, antes que este filho, o nascimento mais recente na linhagem de Davi, pudesse distinguir entre o certo e o errado (7:16-17), uma revolução política de grandes proporções tiraria do poder tanto Peca como Rezim. Deve-se, no entanto, ter em mente vários outros fatos, logo de imediato, a f i m de identificar corretamente este " f i l h o " . Segundo 8:8, 10, ele é chamado príncipe da terra ("tua terra, ó Emanuel"), e é considerado o ungido esperado da casa de Davi em 9:6-7 [5-6] ("para que se aumente o seu governo e venha paz sem f i m sobre o trono de Davi e sobre seu reino . .. para sempre"), Além disto, Isaías, como seu contemporâneo, Miquéias, a cada ponto pressupõe que um período de julgamento deve preceder a gloriosa era messiânica. Portanto, este sinal e nascimento não podem ser a completação dos "últimos dias", seja qual for sua natureza exata. Quem, pois, era este menino? Sua dignidade messiânica exclui totalmente a idéia de que ele pudesse ter sido o filho de Isaías, nascido dalguma jovem recém- casada ao profeta após a suposta morte da mãe de Sear-Jasube. É muito menos provável que seja uma referência a alguma virgem de idade de casamento ou a alguma virgem ideal específica, presente na ocasião da proclamação desta profecia, pois o profeta dissera de modo ctaro; "a virgem". Ê preferível entender que o menino fosse um filho do próprio Acaz, cuja mãe, Abi, filha de Zacarias, é mencionada em 2 Rs 18:2 — a saber, seu filho Ezequias. É bem conhecido que esta era a interpretação judaica mais antiga, mas também supõe-se que Ezequias não pudesse ser o "sinal" profetizado em 7:14 uma vez que, segundo cronologias atuais, ele teria nove anos de idade naquela ocasião (cerca de 734 a.CJ, Aquele último argumento deve ser muito bem estudado antes de ser adotado. A cronologia de Israel e Judá tem sido estabelecido com segurança, com apenas uma exceção menor — uma dificuldade de dez anos no reinado de Ezequias. Sem debater o ponto nesta ocasião, gostaria de sugerir com coragem que somente Ezequias preenche todos os requisitos do texto de Isaías e, ao mesmo tempo, demonstra como este podia ser parte integrante daquela pessoa messiânica que completaria tudo quanto está dito nesta profecia de Emanuel. Somente nesta "prestação", a mais recente, da promessa abraâmica-davídica é que se podia ver que Deus ainda estava ficando " c o m " Israel em todo o Seu poder e presença.

Willis J. Beecher, "The Prophecy of the Virgin Mother: Is vii: 14", Homi/eticai Review 17 (1889): 357-58,

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Teologia do Antigo

Testamento

Em Isaías 9:6, uma série de epítetos descritivos se atribui a este filho recémnascido, que seria o ponto final da linhagem de Davi. Ele é "maravilhoso Conselheiro", "Deus Forte", "Pai da Eternidade", 1 6 e "Príncipe da Paz". Estes quatro nomes representam, respectivamente, (1} a vitória devida aos Seus planos sábios e grande perícia na batalha; (2) o Conquistador irresistível (cf. 10:21); (3) o domínio paterno do Messias, com Seu atributo divino de eternidade; e (4) o reino pacifico eterno do Messias. Não haveria limites ao Seu governo, nem à paz sob o regime dEle, porque Ele estabeleceria Seu reino em justiça e retidão para sempre (Is 9:7), 0 quadro de toda a natureza em descanso e livre de hostilidades (11:6-9) é sem igual entre as descrições da paz que seria observada durante aquela era. Há, além disto, uma predição gráfica da restauração tanto do norte como do sul para a terra "naquele dia" (11:10-16). E, do toco do pai de Davi, Jessé, brotaria aquele "rebento", o "renovo" (hèzer), sobre quem pairaria o sétuplo dom do Espírito do Senhor enquanto dominava e reinava com retidão ede modo a inspirar respeito (11:1-5). O quadro inteiro da pessoa e obra futuras do Messias era pintado em termos da promessa davídica, como caloroso encorajamento para Israel.

O Senhor da História
O propósito e plano de Javé abrangia a terra inteira com suas nações. As nações se levantavam e caíam de acordo com aquele plano (Is 14:24-27). Quando, porém, o orgulho nacional se exaltava, e motivava-se por agressão imperialista, estas nações logo receberam a advertência de que não podiam continuar assim desapiedadamente. Mesmo quando eram instrumentos estabelecidos por Deus para executar julgamento contra Israel, não deviam queimar, matar e destruir à vontade; poisr neste caso, Javé voltaria a lembrar a estas nações que não passavam de machados na mão d Ele. O machado não deve pretender ser igual àquele que com ele corta, assim como a serra não poderia ser maior do que aquele que com ela serrava (Is 10:15). Assim, Assíria aprenderia que servia a vontade do Deus vivo e não a sua própria vontade. As profecias concernentes a cerca de dez nações foram compiladas em Isaías 13-23. A mais espantosa de todas se acha no capítulo 19 de Isaías. Era uma men sagem de condenação contra o Egitor em que o próprio Javé castigaria o governo (19:2-4), a economia (19:5-10) e a sabedoria (19:11-13) do Egito. Como se fosse para sublinhar a fonte destes julgamentos, o versículo 14 ressalta mais uma vez que foi Javé que derramou um espírito de confusão no Egito.

Não é "Pai da Presa", que não se coaduna com o atributo permanente de "Prfncipeda Paz"; peio contrário, o hebraico * 3b fadsignifica "Pai da Eternidade", conforme o significado de 'adem Gênesis 49:26; Isaías 57:15; e Habacuqtie 3:6.
16

O Servo da Promessa; Século Oitavo

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Tinha de haver, no entanto, um outro "dia", fazendo parte daquele grande "dia" do futuro, "Naquele dia" Judá aterrorizaria o Egito segundo o plano do Senhor dos Exércitos (19:16-17), E um soberano severo oprimiria seus próprios súditos egípcios (19:20); Javé, no entanto, libertaria o Egito de modo milagroso de tal maneira que este país faria uma terceira parte da adoração ao Senhor, juntamente com Israel e a Assíria, tendo uma herança do Senhor junto com estas duas nações (19:24-25). Assim, embora o Senhor tivesse de ferir o Egito, Ele o sararia ao enviar um juiz ou "salvador" assim como fizera em prol de Israel no período dos juízes. Então o Egito adoraria ao Deus vivo juntamente com Israel (19:18-19,
21-22}.

Assim como Javé tinha tratado com Samaria e Damasco durante a guerra siro-efraimita, assim também trataria com todas as nações. Somente Ele seria soberano, a despeito de toda a suposta soberania delas. Além disto, finalmente triunfaria sobre elas todas, Este processo de sacudir as nações se conta de modo dramático no "Pequeno Apocalipse" de Isaías 24-27.

A

Pedra Angular

A orgulhosa Samaria ainda estava em pé quando a profecia de Isaías 28, anunciando o fim desta "flor caduca" de Efraim, foi pronunciada. Havia, no entanto, uma repreensão para Jerusalém também, porque, como foi o caso no capítulo 7, Judá se voltara para a Assíria, pedindo socorro, ao invés de apelar para o Senhor. A palavra dos profetas tinha sido desprezada como trivialidade, porque o povo se imaginava seguro contra a morte e contra o Seol. A sorte deste povo, porém, também estava selada. Suas mentiras e fraudes não serviriam para esconder nada: seriam apanhados na inundação transbordante. Nesse ínterim, Adonai, o Senhor soberano, estava colocando em Sião uma pedra fundamental. A passagem básica que informou a teologia deste texto é Gênesis 49:24, onde o "Poderoso de Jacó" é chamado a "Pedra de Israel". Semelhantemente, Deuteronomio 32:4 identificara Deus como uma Rocha (sür)f e Isaías 8:14 identificou Deus como rocha tanto como pedra. Em contraste com o abrigo inseguro oferecido pelas mentiras, a pedra ficou firme e inamovível. Desde o momento em que a dinastia davídica foi inaugurada, esta pedra tinha ficado em Sião, Era, portanto, uma "pedra de teste", para que os homens fossem testados por ela. Embora o próprio Senhor seja chamado Pedra de tropeço e Rocha de ofensa em Isaías 8:14, a pedra, aqui no capítulo 28, é Sua revelação e obra no mundo. Aquela pedra ficaria firmemente fixa na sua posição, e de valor precioso, de tal modo que todo aquele que nEla confiasse não ficaria perturbado. Tal pessoa ficaria calma e à vontade, em contraste como refúgio excitado, agitado e falso anteriormente oferecido pelas mentiras dela.

220

Teologia do Antigo

Testamento

Foi dito de Abraão que "creu" {he' emfn, Gn 15:6) e Deus computou isto em prol dele como "justiça" (s edãqéh). Aquela fé era uma entrega total ao Senhor, do fundo do coração; era confiança na promessa divina que, mais tarde, foi repetida aos demais patriarcas e a Davi, Salomão e à linhagem deles. A promessa divina era o objeto e o conteúdo da sua fé. A exigência da parte de Isaias quanto â fé surgiu pela primeira vez com o emprego do verbo h e ^ m f m em 7:9; depois disto, foi empregado em 11:5 e 28:16. Era uma confiança fiel, era considerar Deus como objeto firme de fé. A raiz batah se emprega com respeito à crença em Deus em Isaías 30:15, mas também se emprega com referência à falsa confiança em Isaías 30:12; 31:1; 32:9-11, Outras grandiosas palavras de fé ou crença em Isaías são: "esperança" [qiwwâh, 8:17; 40:13); "esperar em" {hikkâh, 8:17; 30:18); e "descanso" (nuah, 28:12 [duas vezes]; 30:15).

Uma Breve

Teologia do Antigo

Testamento

Uma das seções mais notáveis de todo o AT é Isaías 40-66. No seu plano geral, é disposta em três grupos de nove capítulos: capítulos 40-48, 49-57, e 58-66. Em cada um destes grupos de nove mensagens, focaliza-se um aspecto específico da pessoa e da obra de Deus. Chega tão perto de ser uma declaração sistemática da teologia do AT como é o livro de Romanos no NT. Seu movimento majestoso começa ao anunciar a pessoa e a obra de João Batista, e vai girando até atingir as alturas estonteantes do servo sofredor e triunfante do Senhor ao atingir-se a metade do segundo grupo de nove. Este auge, no entanto, passa a ser superado de novo, pela mensagem final com respeito aos novos céus e à nova terra. Em cada uma destas três seções, há uma figura central. Em Isaías 40-48, a figura-chave é um herói que viria do oriente para redimir Israel do cativeiro, a saber: "Ciro". A revelação com respeito a este herói, surgindo bem no meio dos discursos (44:28-45:10), serviu de corajoso desafio aos ídolos ou deidades que se abraçavam naqueles tempos, na esperança de que libertariam o povo. Sua incapacidade de falar coisa alguma com respeito ao futuro, no entanto, somente poderia levar a uma única conclusão: Javé era de fato o único Deus, e eles não eram coisa alguma. Em Isaías 49-57, a figura central é o "servo do Senhor", que combinava na sua pessoa a totalidade do povo de Israel, o profeta e a instituição profética, e o Messias no Seu papel de Servo. Mais uma vez, a descrição culminante e sua obra mais importante se localizavam no ponto central deste grupo de nove: 52:13-53:12. A salvação levada a efeito por este servo tinha aspectos tanto objetivos como subjetivos (54:1-56:9); de fato, a sua obra final e terminal abrangeria a glorificação de toda a natureza.

O Servo da Promessa: Século Oitavo

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O terceiro grupo de nove capítulos, 58-66, anunciou com triunfo o raiar de um novo dia de salvação para toda a natureza, as nações e os indivíduos. Havia, no centro deste grupo de nove capítulos, um novo princípio de vida — o Messias cheio do Espírito Santo (61:1-63:6) que tinha os poderes e dignidades dos ofícios de profeta, sacerdote e rei. Assim, em cada grupo sucessivo de nove capítulos, celebrava-se mais um aspecto da Deidade e da obra de Deus. Nesta ordem, a ênfase recai sobre as Pessoas da Divindade como Pai, "Servo" [Filho], e Espírito Santo. Na Sua obra, são: Criador e Senhor da história, Redentor, e Supremo Soberano de tudo no "escaton" (tempo do fim). As cinco forças principais na mensagem de Isaías são; Deus, o povo de Israel, o evento da salvação, o profeta, e a palavra de Deus. Finalmente, esta mensagem até tem vários aspectos estilísticos distintivos. Tem uma pletora de auto-asseverações divinas, tais como: "Sou o primeiro e o último", ou: "Eu sou Javé"; uma longa série de frases com particípios depois da fórmula: "Assim diz o Senhor", ou: "Eu sou o Senhor", que continuam a dar pormenores do Seu caráter especial; e um número profuso de palavras a posiciona is que aparecem depois dos nomes de Javé ou Israel, bem como grande abundância de verbos para descrever a obra de Javé de julgamento ou salvação. Assim é o estilo desta seção mais magnífica do AT. Agora, porém, tratemos cada um destes grupos de nove capítulos um após outro, para examinar mais detidamente aquela teologia. 1, O Deus de Tudo (Isaías 40-48). 0 tema do chamamento de Isaías volta nesta seção, enquanto se louva repetidas vezes a santidade e a justiça de Deus. Deus é "o Santo" (40:25; 41:14, 16, 20; 43:3, 14; 47:4; 48:17; e também continua em seções posteriores, em 49:7 [ duas vezes]; 54:5; 55:5). Ele também é reto tsedeq), i.e., direto, certo e fiel a uma norma que é Sua própria natureza e caráter. Sua retidão podia ser percebida da melhor forma na Sua obra de salvação, porque o profeta muitas vezes vinculava Sua retidão e Seu cumprimento da promessa da aliança (e.g. 41:2; 42:6-7; 46:12-13; notar, mais tarde: 51:1, 5, 6, 8; 54:10; 55:3; 62:1-2). Somente com respeito a Deus é que se podia dizer: "Ele tem razão" (41:26) ou: "Ele é Deus justo e Salvador" (45:21), que proclama "o que é direito" (45:19) e que aproxima os homens à Sua justiça (46:13). Sua natureza pode ser vista especialmente no fato de ser Ele sem igual e auto-suficiente. Na famosa coletânea de seis variações feitas por Isaías da fórmula de auto-afirmação divina, demonstrou a incomparabilidade 1 7 de Javé: Além dEle não havia outro Deus (44:6, 8; 45:5-6, 21). Assim, permaneceu a pergunta: "A

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Para um estudo excelente deste conceito, ver J.C. Labuschagne, The Incomparability of 142-53.

Yahweh in the Old Testament (Leiden: E.J. Brill, 1966), esp. págs, 11-12, 123-4,

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Teologia do Antigo Testamento

quem, pois, Me assemelhareis?" (40:18, 25; 46:5). As formas de auto-afirmaçao
w 1B

sao:
***

"Eu sou Javé" ou "Eu sou Javé teu Deus" (41 ;13; 42:6, 8; 43:3, 11; 45:5, 6,18) "Eu sou o primeiro e Eu sou o último" {41:4; 44:6; 48:12) "Sou eu mesmo" (41:4; 43:10, 25; 46:4; 48:12) " E u sou Deus" (43:12; 46:9) "Eu sou o teu Deus" (41:10) As obras de Deus também eram enumeradas neste primeiro grupo de nove capítulos. Ele era Criador, Parente-Redentor, Senhor da história, Rei de tudo, e Revelador do futuro. Isaías repetidas vezes ressaltava o fato de que Deus "criara" (hara'}; "fizera"
fãsah

ou pâ'al);

"estendera"

{nètâh),

"esticara"

frâqa'},

"estabelecera"

(kuri),

e "fundara" (yãsad) os céus e a terra. Neste vocabulário, com tantas lembranças de Gênesis 1-2, estabeleceu a capacidade criadora de Deus como parte das Suas credenciais como Senhor legítimo da história presente do homem edo seu destino final (40:15, 17, 23-34; 42:5; 43:1-7; e, mais tarde, em 54:15-16). Javé era, também, um Parente-Redentor {gô'e!)r assim como era Boaz para com Rute. O verbo redimir fgã'af) e seus derivados aparecem vinte e duas vezes. Aqui, Isaías fez uso do motivo do Êxodo como sua fonte (cf. Êx 6:6; 15:13; Is 45:15, 21). Esta redenção abrangia (1) a redenção física da escravidão (43:5-7; 45:13; 48:20; e, mais tarde, 49:9, 11,14; 52:2-3; 55:12-13); (2) a redenção interior, pessoal e espiritual, com a remoção do pecado pessoal de Israel (43:25; 44:22; 54:8) e dos gentios (45:20-23; 49:6; 51:4-5); e (3) a redenção escatológica quando Jerusalém e a terra seriam reedificadas (405-10; 43:20; 44:26; 45:13; 49:16-17; 51:3; 52:1,9; 53:11-12). Javé era um Parente-Redentor sem igual. 19 Na ocasião da profecia, Javé era, como sempre, Aquele que dirige a própria história, e as nações não Lhe davam medo algum (40:15, 17). De fato, líderes 18

Ver a discussão por Morgan L. Phillips, "Divine Se If-Predi cation in De utero-1 sai ah". Biblical Research 16 (1971): 32-51. Ver F, Holmgren, The Concept of Yahweh as Gô'el in Second fsaiah (Diss, do Seminário Teológico Union, Nova Iorque: Microfilmes da Universidade, 1963). Também: Carroll Stu hl mue 11er, Creative Redemption in Deu tero* fsaiah (Roma: Biblical Institute Press, 1970),
19

63:16). 2. A mais gráfica de todas as predições era dar o nome de Ciro e citar duas das suas maiores obras em prol de Israel quase dois séculos antes da sua realização {44:28). . "Príncipe" e "Governador" em Isaías 55:4. cf. conforme o resumo em 52:7: "O teu Deus reina!" Isaias também empregou os títulos reais adicionais de "Pastor" (40:9-11). e. 21 Para demonstrar que o servo é um termo coletivo. 56:6. seja de bom. e 52:13-53:12 todos apresentam o servo como um indivíduo que ministra a Israel. 63:17. Antes de as coisas acontecerem. Javé era o revelador do futuro. o servo. 21-23. Não é de se admirar que Ele foi chamado " R e i " em quatro ocasiões. e eram resgatados ou conquistados pela autoridade dEle {43:3-14. 65:8^9. "Yahweh-King and Deutero-lsaiah". Bíblicai Research 11 (1970): Isaías 54:17. 47:5-9). 21 Carroll Stublmueller. Nisto jaz um dos mais misteriosos problemas para aqueles estudiosos que rejeitam a solidariedade corporal do servo. Ele era o Deus de tudo.O Servo da Promessa: Século Oitavo 223 estrangeiros eram levantados para cumprir a vontade dEle na história {conforme a ilustração tão a propósito de Ciro em 41:1-4). vinte vezes em Isaías 40-53. era declarar aquilo que haveria de acontecer no futuro. a figura do servo do Senhor que recebeu as luzes da ribalta nesta seção. e. dez vezes em Isaías 54-66. 20 Mais uma obra precisa ser acrescentada antes de deixarmos a teologia deste grupo. que eram rivais indignos e. Deus já chamara Abraão de servo dEle em Gênesis 26:24. 44:24-45:8. 48:5). Javé era o Deus dos deuses. 43:8-13. 44:6-8. 44:7-8. Isaque e Jacó como sendo 'JO 32-45. Ora. 13 [3 vezes]. Era "Rei de Jacó" {41:21). (2) os quatro grandes cânticos dos servos de Isaías 42:1-7. 46:10-11. 26. "Rei de Israel" {44:6). e Moisés já se referira a Abraão. Senhor dos senhores. 42:9. O desafio aos deuses. 48:1. Isaías deixou seu argumento depender de obras tais como estas. Os avanços na descrição desta figura incorporada de "servo" já se podem observar no emprego da forma no singular. O Saivador de Tudo (Isaías 49-57). 7. "Testemunho". 14-15. o profeta recebia informações a respeito delas (41:22-23. além de ser um termo individual que representa um grupo inteiro. Duas palavras resumiriam o segundo ponto da plataforma do livro de mini-teologia de Isaías: servo e salvação. pode-se tomar como base dois jogos de dados: {1) o servo é Israel inteiro em doze das vinte referências no singular (41:8-10. e subseqüentemente foi multiplicado {51:2. Era. 17). Israel. o "amigo" patriarcal de Deus (41:8). 50:4-9. é "descendente de Abraão". 43:9-10. Abraão foi chamado e abençoado quando era ele único. na realidade. no entanto. 45:21. 10-12. 49:1-6. e além de toda comparação. na forma do plural. "vosso rei" de Israel (43:15). 43:14-44:5. seja de ruim. 66:14. nulidades na melhor das hipóteses. 44:24-45:13.

53:10. Assim. 54:3. o Santo (hãsíd}r o Renovo. são a posteridade bendita do SENHOR" (65:9. Esta descendência era "servo" de Deus. muitos títulos ou descrições do indivíduo se repetem em atribuições idênticas feitas com respeito a Israel nos poemas isaiánicos. por mais marcante que seja esta evidência. na "aliança eterna". Seus "servos". a descendência prometida ainda estava no centro das bênçãos de Deus {43:5. e tornar a trazer os remanescentes de Israel" (49:5-6). Sempre abrangiam a totalidade de Israel. e. sim. como. Dt 9:27). mas. em todos os aspectos. de reunir Israel para Ele. mas. A figura do Servo oscila entre o indivíduo e o grupo . aquele novo Davi final vindouro. "Os meus eleitos herdarão a terra . o servo dos cânticos tem a tarefa e missão de trazer Israel de volta. 43:1 43:1 b No entanto. A conexão podia ser descoberta não nalguma teoria psicológica da personalidade. . O que parece ser ambivalente éo mesmo tipo de oscilação que se descobre em todos os termos coletivos já observados antes. que. Portanto. Conforme notou John Bright. finalmente. simultaneamente. 48:19. na doutrina da promessa. ou. ele é o ator central na "coisa nova" que está para acontecer. através do Seu sofrimento. que era chamado o Descendente. 45:19. Kingdom of God (Nashville: Abingdon. todos os israelitas eram considerados servos dEle em Levítico 25:42. etc. De fato. . ISOesegs. 66:22). 59:21. 22 Nos quatro cânticos do servo. págs. "que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi" (Is 55:3. . O servo do Senhor era a pessoa messiânica na linhagem davídica naqueles tempos. . 2 Sm 7). 22 John Bright. por exemplo: Um individuo Todo Israel 42:1 49:3 49:6 49:1 49:1 "meu escolhido" "meu servo" "uma luz para os gentios" "me chamou desde o ventre da minha mãe" "fez menção do meu nome" 41:8-9 44:21 42:6. 55. conforme surge em Isaías 54^66 com regularidade. . 44:3. possibilita o cumprimento da tarefa de Israel. 61:9). sempre se focalizavam num representante único que simbolizava o destino do grupo inteiro no tempo imediato e no futuro culminante. 51:4 44:2. 61:8. "para restaurar as tribos de Jacó. 24. não se pode fazer uma equivalência total entre o servo do Senhor e Israel como servo. 25. 1953). cf.224 Teologia do Antigo Testamento servos do Senhor {Êx 32:13. 23. Ele é o Redentor vindouro do verdadeiro Israel.

Haveria um "novo" arrependimento sincero (caps. cf. Além disto.A inauguração do "escaton" foi fortemente marcada pelo fim das "coisas anteriores" 23 (41:22. Studies in Old Testament Prophecy. e "novos" céus e "nova" terra (65:17-25. cf. Ap 21:1-4). 43:9. e. Estas "boas novas" fm eba$ser) viriam a Sião. 46:9. assim também era esta Pessoa 23 C. que reinaria em pessoa. a oferta gratuita da salvação era feita a todas as nações através do filho de Davi (55:3-5. 1950). 18. um fato que assustaria todos os reis da terra (52:15). no entanto. Este Servo. à morte (53:8) e ao sepultamento (53:9). e as estacas seriam firmadas mais profundamente (54:2-3). operaria a expiação entre Deus e os homens (53:4-6). uma "nova" Jerusalém (cap. também seria Aquele que sofreria em prol da humanidade inteira. 44:8. o profeta Isaías mostrou que Deus tiraria a taça da ira divina dos lábios de Israel. cf. Numa verdadeira reviravolta dos eventos. a fim de tornar disponível a expiação da parte de Deus. foi colocada sobre o Servo do Senhor. e Sua missão (53:3). O Fim de Toda a História (fs 58-66). Sua pessoa (53:2). 111-26. 42:9. North. 49:6). . 60). porque sua tenda seria estendida. H. previa-se para o futuro um novo êxodo e uma nova redenção (52:1 -6). 6-9. conforme 63:7*14.R. e a colocaria na bocados opressores desta nação (51:22-23. embora Ele seja submetido ao sofrimento (53:7). e o comentário do NT em Atos 13:45-49. Esta seria a era do Espírito Santo. Seu sofrimento vicário. 9-10). 40:9). 66:10-24. Uma chamada sairia para um novo Moisés que conduziria um novo êxodo (63:11-14) e que daria a eles aquele "descanso" (nüah) prometido a Josué havia muito tempo. 3. ed. O primeiro advento deste Servo faria pasmar muitas pessoas (52:13-14). 26:22^23). quando Javé voltava para "reunir Israel" e oferecer Sua "misericórdia" ou "amor inabalável" (hesed) e a "aliança da paz" (54:5. pégs. Ao mesmo tempo. A iniqüidade de toda a humanidade. Javé então seria "o Deus de toda a terra" (54:5. 58-59). cf. todos os confins da terra veriam a salvação da parte de Deus (52:9-10. do século sétimo (1:11-14). 49:6. seria "como era nos dias de Noé".H.O Servo da Promessa: Século Oitavo 225 O segundo grupo de nove capítulos também deu detalhes da salvação conquistada pelo Servo. Seguiu-se Sua rejeição: os homens rejeitariam Sua mensagem (53:1). O resultado do sofrimento do Servo era que a "descendência" ou "posteridade" "possuiria as nações". 48:3) e a introdução da "coisa nova" por parte de Deus. 2 Pe 3:13. Assim. o profeta Naum. Assim como o servo recebeu o poder do Espírito de Deus (42:1). Ele seria subseqüentemente exaltado e ricamente galardoado (53:10-12). & T. mas Seu segundo advento deixaria os reis da terra sem respiração (52:15) — naquilo jazia o ministério do Servo. 55:1-2. e depois. as cordas seriam alongadas. portanto. Rowley (Edimburgo: T. "The Former Things and the 'New Things' in Deutero-lsaiah". Clark.

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Teologia do Antigo Testamento

ungida. De fato, Ele foi considerado o mesmo que o servo em Isaías 61:1 — "0 Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu". Ali, Ele descreveu a alegria da Sua missão (61:1-3) e o conteúdo da Sua mensagem (61:4-9), incluindo: 1. "Vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus" (61:6;cf. Êx 19:6). 2. A "aliança eterna" será levada a efeito (61:8). 3. A sua "posteridade" será conhecida entre as nações como sendo aqueles que Deus verdadeiramente abençoou (61 ;9). Até o equipamento e caráter deste Servo messiânico, cheio do Espírito, foram notados em 61:10-11. Seria vestido com "vestes da salvação" e "faria brotar a justiça e o louvor perante todas as nações". 0 Redentor viria no último dia por amor a Sião {Is 59:20), Ele seria vestido como guerreiro (59:15ò-19) e declararia a guerra contra toda a maldade e pecado, especialmente contra aquele tipo de estilo de vida hipócrita descrito em Isaías 57-59:15a. Seria investido com as palavras e o Espírito de Deus (59:21). Então Jerusalém deixaria de experimentar violência, porque o Senhor da glória seria seu bem principal (cap. 60). A riqueza das nações viria fluindo para Jerusalém enquanto toda a humanidade chegava para louvar ao Senhor (60:4-16). Então, a cidade exaltada de Jerusalém teria paz paira sempre, e a presença do Senhor da luz eterna tornaria obsoleta a luz do sol ou da lua (60:17-22). Enquanto o "dia da vingança" (63:4-6) e o "ano de redenção" trariam julgamento às nações quando Deus pisaria as nações no Seu lagar, conforme Obadias e Joel proclamaram, o propósito irrevogável de Deus para uma cidade de Jerusalém reedificada, a ser habitada pelo "povo santo" de Deus, seria realizado (cap. 62). Embora as vestes do Herói fossem aspergidas com o sangue do lagar (63:1-6; cf. Is 34; Joel 3:9-16; e, mais tarde, Zc 14; Ez 38-39), ele seria vindicado enquanto esta era chegava ao fim, iniciando-se uma nova era. Parte daquele mundo renovado — pois é assim que se deve interpretar a palavra "novo" — do porvir, em que habitava a retidão, incluía os novos céus e a nova terra. Mais uma vez, os quadros paradisíacos de Isaías, quanto à paz na natureza, ficaram em primeiro plano {cf. Is 11 e 65:17-25; 66:10-23). A morte seria abolida {cf. Is 25:8), e o domínio e reino, de alcance mundial e eterno, do Rei davídico novo e final, teria seu início. Somente a condenação à tormenta eterna pronunciada sobre os ímpios que não se arrependeram até ao fim, interrompe este quadro, pois tais pessoas ficariam em agonia perpétua, apartadas de Deus por toda a eternidade.

O Servo da Promessa: Século Oitavo

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Assim Isaías terminou sua magnífica breve teologia. Sua dependência da teologia antecedente era evidente a quase cada passo, Isaías, enquanto relacionava o "servo" com os ensinos a respeito da "descendência" dados anteriormente (Is 41:8; 43:5; 44:3; 45:19, 25; 48:19; 53:10; 54:21; 61:9; 65:9, 23; 66:22) e com a "aliança" já dada (Is 42:6; 49:8; 54:10; 55:3; 56:4, 6; 59:21; 61:8}, contando-se também o que se disse quanto a "Abraão" (41:8; 51:2; 63:16) ou "Jacó" (41:21; 44:5; 49:26; 60:16) e "Davi" e "a aliança eterna" (55:3; 61:8), fez uma sistematização em grande escala da totalidade do plano, pessoa e obra de Deus no breve espaço de vinte e sete capítulos, Não é de se admirar que a sua teologia tenha afetado tão profundamente aos homens no decurso dos séculos.

O século sete marcou um dos períodos mais críticos da história inteira da nação de Israel, porque ela estava cambaleando para a beira da destruição nacional e o cativeiro babilónico, havia muito tempo já predito, No século anterior, a nação-irrnã de Judá, composta das dez tribos do norte já tinha sofrido a calamidade depois de se recusar a se arrepender do seu pecado a despeito da bateria de profetas que, pela graça divina, foi enviada para advertMa do perigo que se aproximava. A introdução do culto idólatra do bezerro, com suas formas acompanhantes de apostasia, foi especialmente desastrosa. Finalmente, em 722 a,C., Samaria caiu diante dos invasores assírios (2 Reis 17); o fim veio de forma repentina, e a terra voltou a desfrutar paz. Judá, no entanto, nao aprendeu nada desta lição. Ele também foi se precipitando de cabeça para o desastre, provocando o juízo de Deus a cada passo, com pouquíssimas suspensões temporárias da sentença por causa da justiça e bondade exercidas para com Deus ou os homens. Mais uma vez, Deus enviou profetas, desta feita para advertir a Judá. O tema deles era a iminência do julgamento divino, Naurn deu advertência quanto ao julgamento divino contra Nínive, por causa da maldade daquela cidade e por causa de ela ter destruído Samaria de modo desapiedoso em 722 a.C., ultrapassando

A Renovação da Promessa: Século Sétimo

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o método e o grau do julgamento divinamente autorizado contra Samaria. Sofonias reapresentou a mensagem de Joel e Obadias; para ele, no entanto, o dia do Senhor não era somente um dia de julgamento de alcance mundial, como também um dia em que Judá seria punido, A mensagem de Habacuque levou consigo a repreensão divina contra o pecado de Judá e também contra os desmandos orgulhosos la Babilônia ao administrar esta repreensão, O maior destes porta-vozes de Deus, no entanto, era Jeremias. Nenhum outro profeta agonizava tanto ao ter de proferir palavras amargas de julgamento iminente como aquele homem. Não obstante, foi a ele que também se concedeu uma palavra muito surpreendente com respeito a outro dia futuro quando Deus cumpriria Sua antiga palavra de promessa feita aos patriarcas e a Davi. Assim, por mais notáveis que tenham sido aqueles tempos, mais notáveis ainda eram as palavras dos profetas. Ao invés de tirarem a conclusão de que a antiga promessa agora fracassara, e que o plano eterno de Deus tinha sido rescindido prematuramente, projetavam a sua continuidade lá para o futuro,

Uma Volta à Missão aos Gentios: Naum
A profecia de Naum foi o complemento para a de Jonas, porque, enquanto Jonas celebrava a misericórdia de Deus, Naum registrou a marcha inexorável do julgamento divino contra todos os pecadores pelo mundo inteiro. Jonas 3:10 tivera seu enfoque em Deus como sendo misericordioso e perdoador, Naum 3:1-8, porém, agora demonstrou a ira judicial de Deus contra toda a maldade. No entanto, mesmo neste livro de julgamento, a misericórdia de Javé não estava totalmente ausente. Naum anunciou triunfantemente que Javé era "tardio em irar-se" (1:3a), " b o m " , e "fortaleza no dia da angústia" (1:7). Sendo assim, embora Ele jamais deixe passar nem inocenta o culpado (1:36) porque é "Deus zeloso" {'ei qannôl e Aquele que vinga as injustiças (1:2), não é destituído de amor e perdão. Naum começou, na sua introdução simples porém formidável: "Deus zeloso [não tanto no sentido de 'ciumento' é Javé". Falsos conceitos populares com respeito a este adjetivo qannô f e o substantivo qin*âh com ele relacionado, não devem ser vinculados aquilo que Naum quis dizer, 1 ou seja: um Deus de suspeitas, desconfiança e medo de concorrência. Esta palavra, em se aplicando a Deus, significava: (1) aquele atributo que exigia devoção exclusiva (Êx 20:5; 34:14; Dt 4:24; 5:9; 6:15); (2) aquela atitude de ira dirigida contra todos os que persistiam em se

Walter A Maier providenciou a substância principal desta nossa definição, em The Book of Nahum (St. Louis: Concordia Publishing House, 1959), págs. 149-50- Sua defesa das doutrinas de Naum nas págs. 70-87 é excelente, e sem comparação em outras obras sobre Naum.
1

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Teologia do Antigo

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oporem a Ele (Nm 25:11; Dt 29:20; SI 79:5; Ez 5:13; 16:38, 42; 25:11; Sf 1:18); e (3) a energia que Ele dispendia ao vindicar Seu povo (2 Reis 19:31; Is 9:7; 37:32; Jl 2:18; Zc 1:14; 8:2)- Desse modo, Seu zelo era o precursor da Sua vindicaçao ou do castigo iminente (Dt 4:24; Js 24:19), Ele era o Juiz, o "Vindicador" [nòqêm, 1 não "vingador"); Javé, afinal, depois de ter havido muitos anos de aflições impostas pelos assfrios, agiria para vindicar Seu povo. Até os assírios seriam forçados a reconhecer a soberania universal do Senhor Mencionam-se três tipos de transgressão cometidos pela Assíria. O primeiro, em Naum 1:11, é provavelmente uma referência ao ataque malogrado de Senaqueribe contra Jerusalém (2 Reis 18), quando seus generais zombavam do povo da aliança de Deus, os judeus, com insultos quanto à incapacidade de Javé (2 Reis 18:22 e segs.). Esta transgressão era o mesmo tipo de falta religiosa cometida pelo Faraó do Êxodo. O segundo grupo de pecados se acha em 3:1 — a culpa sangüinária de Nínive enquanto levava a efeito algumas das guerras mais assassinas e brutais já conhecidas no antigo Oriente Próximo. 3 Além disto, estava cheia de engano e mentiras; não se podia contar com ela em quaisquer das suas negociações. Até o despojo dela era um testemunho facilmente disponível de como eia desprezara os direitos de propriedade de outras nações. O terceiro grupo de pecados aparece em 3:4, tratando-se de uma prostituição, que, neste caso, era a venda de nações enquanto diplomatas disputavam entre si para decidirem a sorte de outras nações. Naum, conseqüentemente, não era um nacionalista orgulhoso revelando desdém e desprezo no que diz respeito aos pagãos. Pelo contrário, uma das suas queixas era que Nínive vendia "os povos com a sua prostituição e as gentes com as suas feitiçarias" (3:4) de tal modo que os pecados dela passavam "continuamente" sobre todas as nações (3:19). Além disto, quando viesse a queda de Nínive, seria um alívio além de uma advertência às demais nações, porque o Senhor disse: "Mostrarei ás nações a tua nudez, e aos reinos as tuas vergonhas" (3:5). Todos os pecados de Nínive de roubo, pilhagem, prostituição, assassinato e fomentação de guerras, eram, além de serem pecados básicos, também cometidos contra Javé e contra o Seu plano para as nações (1:11). Uma palavra de bênção ou promessa também se acha em Naum. Deus ainda "conhece os que nele se refugiam", e seria sua "fortaleza no dia da angústia"

2

George Mendenhall, "The 'Vengeance' of Yahweh", The Tenth Generation (Baltimore: Ver as jactâncias de Assurbanípal e Salmanéser colecionadas em D. D, Luckenbill,

Johns Hopkins Press, 1973), págs. 69*104,
Ancient Records of Assyria and Babylon, 1:146-48, 213; 2:319, 304, conforme sua citação por

Hobart 36-38.

Freemann, Nahumf Zephaniah, and Habakkuk

(Chicago: Moody Press, 1973), págs.

A Renovação da Promessa; Século Sétimo

231

(1:7). Na realidade, F, C. Fensham,

4

seguindo a indicação de W. L. Moran, identi-

ficou a palavra " b o m " (tôb) como sendo um termo pertencente à aliança em Naum 1:7. E, seguindo o estudo feito por H. W, Wollf em Oséias, e por Herbert B, Huffmon nas matérias do Oriente Próximo, Fensham também vinculava a palavra "saber", "conhecer" {yãda'} com a aliança que Deus fizera entre Si mesmo e Seu povo (1:7). Dessa forma, enquanto os inimigos de Deus sofreriam o calor da Sua ira (1:6, 8), Seu próprio povo da aliança ficaria seguro na Sua fortaleza. As "boas-novas" (m ebsser) que Nínive estava para ser destruída (Naum 1:15 [2:1 ]) eram uma lembrança da justiça e fidelidade de Deus, assim como o fora nas palavras paralelas de Isaías 52:7. Assim como tinha havido uma reviravolta das fortunas de quem saíra de Nínive (Senaqueribe) e que planejara e falara maldades contra Javé e Seu povo da aliança, para então descobrir que a situação acabou ficando bem diferente, assim também a taça de aflição tinha sido tirada de Israel e fora dada ãs nações opressoras em Isaías 51:22-23. Isaías 52:10-13 prosseguiu, indicando a obra universal da salvação da parte de Deus, e o Seu Servo que seria o instrumento dEle através do qual Seu reino total sobre toda a humanidade seria implantado. Naum 2:1-2 [2-3], no entanto, também colocou as "boas-novas" com respeito à destruição de Nínive lado a lado com a obra de Javé em restaurar "a majestade de Jacó e o esplendor de Israel" A totalidade de Israel ("Jacó" e "Israel") seria "restaurada" (sub)f enquanto aqueles que saquearam e destruíram os seus sarmentos (cf. SI 80:8-16) seriam derrotados e aniquilados.

O Dia do Senhor: Sofonias
O ministério de Sofonias foi exercido nos dias de Jostas, aquele rei notável (1: 1). Iniciou sua profecia de forma abrupta, anunciando um julgamento universal de "toda a face da terra" (1:2) e dos "homens" (1:3). Os termos e o escopo deste julgamento divino iminente eram precisamente aqueles que Deus determinara antes do dilúvio dos tempos de Noé (Gênesis 6:7). O Dia do Senhor estava "perto" (Sf 1:7). Seria "o dia do sacrifício de Javé" (1:8), "o grande dia de Javé", "o dia da indignação de Javé", "dia de terror e angústia", "dia de desolação e destruição", "dia de nuvens e densas trevas", "dia de escuridade e negrume", "dia de trombeta e de rebate [alarme de batalha]" (1:14-16). Obadias, Joel, Amós e Isaías, todos eles, já haviam falado deste dia, mas foi somente Sofonias que ressaltou com mais vigor a universalidade do seu julgamento

4

F. C. Fensham, "Atividades Legais do Senhor Conforme Naum", Biblical Essays: Proof the Twet th Meeting of "Die ou-Testamentiese Werkgemee nsk ap in Suicf Afrika",

ceedings

A-H, van Zyl, ed. (Potchefstroom, 1969), pág. 18.

e a Milcom (1:4-6). exortava: "Cala-te diante do SENHOR Deus [de todas as coisas]! Porque o dia do SENHOR está perto. porque a vontade de Deus também era a deles (2:3). tu já não verás mal algum" (3:15). págs. cf. onde tinha sua moradia. 5 Todos estes três termos vinculavam a mensagem do profeta à literatura sapiência I: tratava-se dos humildes. Além do terrível e temível dia do Senhor. e. os tementes a Deus. pois o SENHOR preparou o sacrifício. 2:7.. Sofonias via o raiar de uma nova era. pelo contrário. pág. Judá deveria. que significa aqueles países que cercam o mar mediterrâneo). (2) o remanescente passaria a habitar pacificamente ao longo da orla marítima (2:7). aos corpos celestiais. Kepelrud.9. 2:6) do futuro. 5&-102. (5) a vergonha e a iniqüidade terminariam e cessariam para sempre (3:11-13). 5 Ver a excelente discussão da terminologia de Sofonias em Arvid S. Semelhante significado pedagógico do julgamento das nações já tinha sido ensinado em Isaías 24-27. Tal gente humilde da terra observava e praticava os mandamentos de Javé. está no meio de ti. "buscar" fbiqqes) e "perguntar por" (darás) Javé 0:6). Isaías 13:3 já fizera alusão àquela festa sacrificial e aos hóspedes que eram os inimigos ferozes que o Senhor convocaria contra Seu povo.Agora. 6 . 3:13) ou "rebanho" (so'n. predizia a conversão das nações como um dos frutos deste dia. Os deuses da terra desapareciam. Então começaria o julgamento. Podia-se definir aquela busca: tratava-se de uma atitude de humildade (* anawâh) que voltava para trás para lançar sua confiança em Javé e se aproximar dEle (2:3. "cada um do seu lugar" (Sf 2:11). Estes também eram conhecidos como aqueles que "temiam" a Deus e aceitavam a Sua "disciplina" fmusãr) em Sofonias 3:7. 3:12). e santificou os seus convidados" (1:7).232 Teologia do Antigo Testamento enquanto. contra Judá em primeiro lugar (Sofonias 1:4). casa de Deus. todos orariam a Javé (2:11). o SENHOR. surpreendentemente. desde os países distantes da terra ("ilhas". The Ibid.6 estas eram as seguintes: (1) os fiéis seriam escondidos no dia da ira (2:3). que desfrutariam da bênção prometida de Deus depois de Javé ter triunfado sobre as nações. Estas promessas foram seguidas por um grito final e triunfante: "O Rei de Israel. Message of the Prophet Zephaniah (Oslo: Universitetsforlaget. Sendo assim. 1975). prestaria homenagem ao Senhor. (3) Israel tomaria vingança dos seus inimigos ( 2 5 ) . Fariam parte dos "restantes" erft. pois é assim que o julgamento sempre começa: na. Conforme o resumo da ordem das promessas feito por Kapelrud. e aqueles que aceitavam correção. 91. (4) estrangeiros invocariam o nome do Senhor (3:9). Seria uma repreensão divina contra Judá por ter introduzido o culto a Baal.

Então os pobres e os humildes se regozijariam conforme Isaías prometera em 29:19. enquanto distribuiria vida e bênção pelo mundo inteiro.. pedindo alívio. Aqui. que anteriormente tinha sido profanada pelos nomes dos deuses estranhos.. que clamava a Deus. Seu próprio coração era tão sensível a estas coisas. A solução divina era tão direta como perturbadora para este profeta: os babilônios invadiriam Judá e o castigariam (1:5-11). 322. era muito semelhante àquilo que •m Isaías prometera à Etiópia {Is 18:7) e ao Egito (Is 19:18). von Orelli. J J . fazem parte do mesmo quadro. Sofonias ressaltava a idolatria e sincretismo religioso de Judá. trad. ao passo que Habacuque ficava alarmado com o aumento de ilegalidade. & T. The Of d Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Traced in its Historical Development. [e] a universalidade da redenção à qual se chegou. o qual até o Messias teria de servir para cumprir. pois como é que Deus podia empregar um agente mais ímpio para punir um povo menos maldoso (1:12-17)? A resposta àquela pergunta foi adiada até que tinham sido entregues os cinco ais em 2:6-20. Suas visões giram em torno dos pináculos das profecias de Isaías. pág.7 Os Justos Viverão pela Fé: Habacuque Se Sofonias ressaltava humildade e pobreza de espírito como exigências prévias para se entrar nos benefícios da companhia dos fiéis.. Habacuque lembrava a Babilônia. dá testemunho ainda mais poderoso do alvo divino. . T. iiuminando-as a partir de uma consciência mais plena da vasta gama alcançada por elas. teria seu centro em Sião. conforme a Assíria já tinha sido advertida em Isaías 10. Todos estes. 1889). Clark. Habacuque exigia fé como o requisito mais indispensável. que Deus era Aquele que manejava o machado de jul- 7 C. Banks (Edimburgo. O alcance do plano divino.A Renovação da Promessa: Século Sétimo 233 A purificação da linguagem ("lábio"} das nações. iniqüidade e rebeldia. que. a sa• ber: o reino futuro bendito de Deus. são assuntos nos quais Sofonias se demora com ênfase especial*. Isto apenas aumentava a agoniado profeta. ou ele mesmo teria de ser alterado ou o pecado do povo tinha de ser tratado por meio do julgamento (1:2-4). a universalidade do julgamento que deve servir aos propósitos deste plano. e conforme a precaução que von Orelli pronunciou tão aptamente: Se Sofonias não falou do mediador humano nos dias da redenção. segundo este profeta também. que haveria de brotar do tronco de Davi. injustiça. no entanto.

no sentido de gravá-la em tábuas de pedra claras de forma que qualquer transeunte pudesse lê-la facilmente (2:2). pai deste último: "Tão certo como vi ontem à tarde o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos. 23:1). 21:1. diz o SENHOR. A primeira referência na qual esta palavra foi empregada foi uma profecia. A impotância desta palavra notável era indicada pelas instruções que acompanharam. 14:28. massa' não podia ser nada menos do que uma "sentença" da parte de Deus (conforme a tradução correta da Bíblia de Jerusalém) que fora passada contra Acabe e seus filhos por causa de este ter assassinado Nabote para obter sua vinha.J. chamando-a de fardo ou sentença. esta condenação já fora pronunciada em Habacuque 1:11: "Fazem-se culpados esses. que o Senhor pronunciara este massa7 contra Acabe. Brill.A„ Naudé. pág. 1948). cujo poder é o seu deus". mais tarde. no momento da morte de Jorão. onde se descreve o emprego zombeteiro que o povo fazia óe massa'.H.29. Esta palavra. e as nações. De certa forma. depois de a palavra ter sido cumprida. "Maéáa' no Antigo Testamento com Referência Especial aos Profetas". Massa' ocorreu 67 vezes no AT.234 Teologia do Antigo Testamento gamento. As versões modernas que traduzem massa' como "pronunciamento" ou "oráculo" deixam de captar o aspecto de "veredicto" ou "sentença".. Jeremias 23:3340. 1:1). de Boer.Ali.13. devem tomar cuidados especiais quanto às pessoas e os métodos envolvidos nas suas guerras. seu ajudante. Foi assim que Jeú se referiu à profecia de Elias em 1 Reis 21:19. Jeú lembrava a Bidcar. que Deus era fiel à Sua palavra. 11. Habacuque obteve da parte de Deus Seu veredicto contra o pecado de Judá. Estas profecias todas ressaltavam a nota grave e solene do seu conteúdo. Não é de se estranhar que Habacuque chamasse sua mensagem de "fardo" ou "sentença" {massa'. nos dias posteriores. a Habacuque e às O estudo mais recente foi feito por J. (Leiden: E. assim te retribuirei neste campo". "o Significado de Maáéã' " Oudtestamentische Studièn. 8 sendo provavelmente uma palavra derivada da raiz/7s'y "erguer". não foi avançando até chegar a uma condenação aberta da Babilônia. Notar também o estudo feito por P. "levantar". O oráculo central que se acha em Habacuque 2:4 era uma palavra de esperança e salvação. . págs. Naum (1:1) e Habacuque (1:1) tinham caracterizado suas mensagens por este nome (cf. nove dos seus onze oráculos contra as nações estrangeiras eram designados massa' (Is 13:1. 91-100. 19:1. 214esegs. Em Isaías. Assim. que Habacuque poderia ter esperado. no entanto. Bibticat Bssays. 17:1. havia alguma coisa mais do que julgamento divino. o conteúdo da qual foi citado detalhadamente em 2 Reis 9:25-26. e contra a crueldade excessiva de Babilônia em executar o julgamento divinamente decretado contra Judá. Este registro teria de testemunhar. Mesmo em massa' no entanto. e Zacarias 9 e12).A. portanto. Aquilo que era necessário demonstrar a Judá. 15:1.

havia a descrição do crente no versículo 4b\ "Mas o justo viverá pela sua fé". a fé era simplesmente uma confiança inabalável na palavra de Deus. pág. os justos "não morreriam". pelo contrário. ao ser aplicada a Deus.A Renovação da Promessa: Sé cu/o Sétimo 235 gerações futuras era o contraste marcante entre o caráter dos ímpios e o povo de Deus. os justos. a misericórdia fosse misturada com a ira que deveria vir. o crente fiel. como Abraão em Gênesis 15:6 e Isaías em Isaías 28:16. Em contraste com a disposição arrogante dos ímpios. tomando emprestada a linguagem da revelação de Deus no monte Sinai (3:3 e segs. depois desta proclamação corajosa. significava "firmeza" (Êxodo 17:12). pág. Oid Testament Prophecy. quando se empregava com respeito a coisas físicas. Sua opinião insuflada de si mesmo e das suas realizações era exatamente o oposto da atitude do crente humilde e pobre de espírito preconizado por Sofonías. na credibilidade da mensagem divina de salvação". confiava de modo inalterável no Deus que prometera a salvação e no Homem da Promessa que haveria de vir. Habacuque e seus ouvintes entendiam com "viver pela sua fé" (be* emünãtôfí 9 A palavra. firme e total a Javé. no viver diário e no comércio (Provérbios 12:17). esta análise da palavra * emûnâh. Assim. em Isaías 11:9. "uma confiança humilde e sincera como de criança. ele orou no sentido de que isto tivesse um efeito benéfico na obra de Deus. 326. .. Habacuque. Significava também. apesar das aspirações da Babilônia no sentido de edificar um i m pério. 30:15. Definir o caráter de alguém era mais ou menos determinar seu destino final. com ligeiras modificações. Trata-se claramente de um emprego da passagem mais antiga. e assim. orou em prol da rápida chegada triunfante do advento divino. por exemplo. conforme Habacuque já prometera em 1:126.) e da vitória d Ele pelas mãos de Josué quando o sol cessou de briO que 9 Devo a von Ore Mi. "viveriam" (2:4) a despeito dos horrores do juízo iminente. mas. outra potência iria possuir a terra: "Pois a terra se encherá da glória do SENHOR. que se podia confiar na Sua fidelidade à Sua palavra (Deuteronômio 32:4). significava "firmeza moral" ou "fidedignidade". Era uma entrega sólida. Habacuque 2:4a descreveu o caráter da Babilônia: "Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele". 325. como as águas cobrem o mar" (Hc 2:14). Em contraste com a arrogância e presunção deste líder ensoberbecido do reino da impiedade. Qualquer coisa que acontecesse no sentido de castigo aplicado pelos babilônios. 10 Ibid. Em Habacuque 2:4. 10 Portanto. Então. a fim de que o antigo plano pudesse ser renovado. no campo moral. como.

20:7-11) era conflitos tais como este. conforme Jeremias repetia como base da sua autoridade para falar em nome de Deus. no entanto. Com isto. em troca disto. cerca de cento e cinqüenta e sete vezes. o reino ou dinastia] do perverso" (3:13). cf.. seu júbilo e alegria. e sem qualquer bom resultado. imperfeito no hebraico) enquanto Baruque escrevia (particípio ativo) no pergaminho. Thomson.S.S. que "feriria o telhado [i. Thomson. 12:1-6.S. . conforme ela aparecia neste "dia de angústia". ele então descreveria não somente como falava mas também escrevia segundo o que Deus mandava (36:1-2). A redenção do povo de Deus. o secretário de Jeremias. este já não poderia proteger os seus habitantes. 5:14). tinha desnudado as profundezas da sua própria agonia de alma. prestou o esclarecimento que o profeta tinha o hábito de ditar (36:18. Por ter sido esmagado o reino dos ímpios. o profeta ficou confiante e cheio de júbilo (3:16. do outro lado. e ardia como fogo nos seus ossos até que fosse libertada no falar. 60-61. A salvação do Seu povo que Deus realizaria (3:13) incluiria a salvação do Seu Messias. e o povo. 1960). Era alimento para a alma do próprio profeta (15:16. 17:14-18. Conforme J. veio a ser um opróbrio para ete (20:8). 15:10-20. zombava deie. 1:4 e segs. Habacuque descreveu outra teofania que ainda estava para vir. The Old Testament View of Revelation (Grand Rapids: Eerdmans. e o que Jeremias falava vinha da parte do Senhor. O que Baruque escrevia "vinha da boca" de Jeremias. Se lhe aplicassem mais pressão para expficar a mecânica da sua recepção da revelação divina. Aquela palavra era mais do que uma revelação objetiva falada em benefício de outras pessoas. porque o ministério daquela palavra freqüentemente parecia ser infrutífero (20:7-8). era garantida. "Eis que ponho na tua boca as minhas palavras" (Jeremias 1 5 . A maioria das assim chamadas confissões de Jeremias (11:18-23. "gozo e alegria para o coração". 11 Jeremias empregou "Assim diz o SENHOR" ou frases semelhantes. enquanto clamava: "Violência e destruição" (20:8). A palavra do Senhor. Isto foi acontecendo por um longo período de tempo. Baruque. no entanto.G. se achavam no mesmo Senhor em que já aprendera a colocar sua confiança e fé.). 11 James G*S. A Palavra do Senhor: Jeremias Jeremias era o profeta da "palavra do Senhor" (1:2). Mesmo assim.18-19). 18:1823. pégs.e. Na sua comunhão pessoal com Deus. uma compulsão interior levou Jeremias a persistir ainda depois de ele ter resolvido desistir de falar em nome do Senhor Deus colocara aquela palavra no seu coração. Ele estava francamente amedrontado pelo aspecto aterrador da glória de Deus.236 Teologia do Antigo Testamento lhar e a lua foi repreendida durante uma chuva de pedras (Josué 10:12-14). das trezentas e quarenta e nove ocasiões nas quais tais frases se empregam no AT.

sem incluir um capítulo introdutório que descreve o seu chamamento. e ficar descaradamente na presença de Deus. Sentia que estava imune a qualquer punição ameaçada da parte de Deus. continuava a roubar. e um capítulo histórico para concluir: (1) suas mensagens anteriores a Judá (caps. Judá ainda veria o que aconteceria. queimar incenso a Baal. recomendava aquilo que Moisés ressaltara em Deuteronômio: "Andai em todo o caminho que eu vos ordeno" (Jeremias 7:22-23). Ete não falara "em prol de" Cai d ebar) holocaustos. Pelo contrário.). . jurar falsamente. no entanto. enquanto se firmava no lema: "Templo do SENHOR. sim. Jeremias anunciou três proposições principais: (1) A freqüência na casa de Deus não era um substituto pelo verdadeiro arrependimento (7:4 e segs. templo do SENHOR. O vazio de semelhante religião sem coração e sem dedicação levaria diretamente até o dia da ira de Deus contra Judá. templo do SENHOR é este" (7:4). não levariam Judá para lugar algum.). ver A R A ] (7:10). uma rejeição descarada daquela palavra. A Vaidade da Religião Externa Na sua famosa Mensagem à Porta do Templo (Jr 7-10. Não era tanto o sacrifício por si mesmo que Deus procurava receber — era. As profecias de Jeremias podem ser divididas em três partes. em última análise. aquela palavra deveria ter feito Judá corar de vergonha. (3) Possuir a palavra de Deus não era um substituto pela resposta positiva àquilo que a palavra declarava (8:8 e segs. clamava Jeremias. muito mais. pelo contrário. e. 26). cf. 2-24). O povo chegara a ter uma confiança ímpia na forma externa da lei cerimonial e da teocracia. assassinar.A Reno vação da Promessa: Sécuio Sétimo 237 Jeremias pleiteava a sua causa diante do seu Senhor e buscava a vindicação da parte de Deus. adulterar. transformou-a em pomada para curar superficialmente a ferida deste povo. neste ínterim. Semelhantemente. mas. dizendo: "Estamos salvos para continuarmos a praticar estas abominações!" [Tradução do autor. contra todas as nações. a obediência que precedia ao sacrifício. Enquanto o povo foi entrando na casa de Deus. e (3) suas mensagens para as nações (caps. e andar após outros deuses para então vir. na realidade. Deus não podia nem queria tomar por assalto Seu próprio santuário e moradia — assim pensava Judá! Judá. Cada um destes grupos tinha sua própria contribuição distintiva à teologia do AT. Todas estas charadas. 4651). cap. (2) suas profecias de juízo e consolação (caps. Havia. 25-45). Jeremias demonstrou tanto o estilo como a essência do seu chamamento para profetizar em Judá. (2) A observância de atos religiosos não era um substituto pela obediência ao Senhor (7:21 e segsP). mas.

ao dizer assirn claramente pronunciava sentença nas instituições cerimoniais da legislação mosaica. então. Ele procederia sabiamente. e o coração obstinado de Judá teria sido tratado e transformado por uma obra que Jeremias ainda estava para descrever.238 Teologia do Antigo Testamento Jerusalém. nunca mais se exclamará: A arca da aliança do SENHOR! ela não lhes virá à mente. 40. ao declarar que haveria um dia em que já não seriam necessários. Miquéias 4:1-2). o Trono de Javé Numa predição muito espantosa. e a retidão do povo de Deus seria fundamentada. da qualidade imediata de acesso a Deus. aquele objeto mais central de toda a adoração de Israel já não teria significado. que existia à parte destas cópias temporárias da mesma. nem sequer viria à mente de quem quer que fosse. "Deus está conosco" de Isaías. e da auto-revelação de Deus. 27:8) ou "plano" que lhe fora mostrado na montanha. Jeremias desenvolveu aquela idéia. isto porque a presença de Deus já não precisaria de um símbolo quando Ele próprio seria claramente discernível. . nela se reunirão todas as nações em nome do SENHOR. 26:30. Este nome era compartilhado com Jerusalém. Jeremias anunciou o seguinte em 3:16-17: "Sucederá que. Então. O nome especial dado a este "Renovo" ou "Ramo" fsemah) é "Javé nossa Justiça" (YHWH sidqênü). Eram apenas modelos da realidade. um nome que faz lembrar o "Emanuel". Repetidas vezes. sendo que esta cidade haveria de ser o trono de Javé. Jeremias. Deus seria entronizado em Jerusalém. diz o SENHOR. o domínio e o reino deste novo descendente de Davi final seria conforme os interesses da retidão. Moisés recebera a advertência de que o tabernáculo tinha que ser construído conforme um "modelo" {Êxodo 25:9. não em qualquer instituição. e já não andarão segundo a dureza do seu coração maligno". Por estranho que parecesse. cf. não se lembrarão dela nem dela sentirão falta. Assim. as nações seriam atraídas para a glória de Deus {3:17. Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do SENHOR. Ao invés de ficar simbolicamente entronizado entre os querubins. Esta palavra não poderia ser superada como declaração da interioridade. Javé Nossa Justiça O "Renovo Justo" já anunciado em Isaías 4:2 é o mesmo descendente de Davi previsto em Jeremias 23:5-7 e 33:14-22. Aqui. As antigas promessas de Gênesis 1:28 ainda eram lembradas enquanto a promessa de Deus chegava è sua conclusão naquele dia final. Isaías 2:2-3. e não se fará outra. quando vos multiplicardes e vos tornardes fecundos na terra. que tinham sido dadas com obsolescência embutida.

(2) a aliança com Abraão. págs. Seu Nome. 1889). 246-47. "Messianic Hope in Jeremiah". E. Este é o único lugar no AT onde ocorre a expressão "nova aliança" (31:31). meticulosamente vinculou a estrofe da Nova Aliança com a restauração da nação judaica. a ferida incurável de Israel foi sarada. quanto à perpetuidade das estações. BibHotheca Sacra (1958): 237-46. (5) 31:23-34. De especial significância em Jeremias 33:14-22 era a obra do "Renovo". . essencialmente idêntico. Naquele dia. a aliança inviolável concedida a Israel. alcançou os pináculos altaneiros de um Isaías (caps. Briggs. Esta mensagem de Jeremias. que seria a culminação de várias profecias antigas: (1) a aliança com Noé. mas. e também eram eternas nas projeções de Jeremias. no entanto. (4) 31:15-22. no caráter de Javé. Em cada caso. Um esboço. quanto â descendência incontável. Raquel chorando pelos seus filhos no exílio. porém. as seguintes expressões 12 Este esboço foi sugerido por Charles A. As seis estrofes dos capítulos 30-31 eram de significância especial: (1) 30:1-11. 40-66). é dado por George H.12 Notemos que o contexto inteiro dos capítulos 30-33. A Nova Aliança O coração da teologia do AT e da mensagem de Jeremias era seu ensino com respeito à Nova Aliança em Jeremias 31:31-34. e (6) 31:35-40. parece. estas alianças tinham sido declaradas "perpétuas" ou "eternas". Cramer. que tal conceito era bem mais difundido.A Renovação da Promessa: Século Sétimo 239 lei ou ação externa. a grande angústia de Jacó no dia do Senhor. Messianic Prophecy (Nova Iorque: Scribners. especialmente quando se considera que a maior parte do conteúdo que se apresenta na "Nova" não passa de repetição daquelas promessas que já eram conhecidas na aliança abraâmico-davídica que já existia? Quais eram os itens essencialmente novos que "não eram conforme" (Jr 31:32) e "já não" ("jamais") semelhantes à antiga aliança (31:34 [duas vezes])? 1. os primogênitos de Deus são restaurados à terra. (2) 30:12-316. precisamente neste ponto onde a perplexidade do teólogo bíblico chega ao auge: Para que chamar esta aliança de " Nova aliança". E a quinta destas seis estrofes que constituiu a maior passagem didática com respeito à continuidade e descontinuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. 30-33). (3) a aliança com Finéias com respeito â perpetuidade do sacerdócio. e (4) a aliança com Davi com respeito ao reino eterno da sua descendência. colocada no contexto do "Livro da Consolação" (caps. Tomando por base conteúdo e contextos semelhantes. sim. a Nova Aliança. Javé estabeleceria e protegeria a retidão do Seu povo. (3) 31:7-14.

cf. 36:26). Isto totaliza dezesseis ou dezessete passagens de maior importância com respeito à "Nova Aliança". 37:26). mais tarde. Tanto Jeremias como o escritor posterior aos Hebreus eram enfáticos na sua deter- I3 T. também. Jeremias 31:32 explicitamente contrastou esta nova aliança com uma aliança antiga feita com Israel na época do Êxodo. Seus Contrastes. Jeremias 31:31-34 permaneceu sendo o trecho clássico no assunto. . 50:5. 37:26). Jr 32:40. 1:37. 14 Notar. 55:3. mais tarde. 1 3 Era. "Jeremiah and the Spiritual Metamorphosis of Israel". e "uma aliança" ou "minha aliança". o maior trecho do AT a ser citado por extenso no NT. e. em Ez 11:19. era assunto de nove outros textos do NT: quatro textos que tratavam da Ceia do Senhor (Mt 26:28. Ver.) — para introduzir máximas em uso corrente entre o povo como forma de juramento ou declaração religiosa que precisam de equilíbrio e correção. 61. Jeremias procurava fazer uma revisão dos valores pervertidos de Israel e das suas muletas religiosas.H. e três referências adicionais em Hebreus (9:15. 61:8. duas referências paulinas a "ministros da nova aliança" e o futuro perdão dos pecados de Israel (2 Co 3:6. mas. Jeremias tinha ressaltado este tipo de antítese na sua mensagem: "Nunca mais dirão isto . Além disto. 23:7-8. Mc 14:24. Foi esta passagem que estimulou Orígenes a dar aos últimos vinte e sete livros da Bíblia o nome de "o Novo Testamento". 12:24. 12:27 e Jeremias 12:23. . pág. Geerhardus Vos. introduction to the Criticai Study and Knowledge of the Hoiy Scriptures.. 1 Co 11:25). também. Ezequiel mais tarde empregou a mesma fórmula — "jamais direis" (18:2 e segs. conforme se percebe em várias linhas de evidência. para uma discussão com fur aittestamentliche Wissenschaft 88 conclusões diferentes. Lc 22:20. em Hebreus 8:8-12. pág. Ver. também. 321. . em Ez 34:25. Carter and Brothers. 2 vols. Biblical Theology (Grand Rapids: Eerdmans. Home. cf. 16:14-15). devido a uma ênfase exagerada em apenas um aspecto do ensino inteiro. Mesmo assim. Ezequiel 12:22. (Nova Iorque: R. e. que se coloca no contexto de "naquele dia" em três passagens (Is 42:6. 31 2 9 . mais tarde. 14 A verdade no caso é que Jeremias não achava falta na aliança sinaítica. 1858}. Moshe Weirvfeld.240 Teologia do Antigo Testamento podem ser consideradas equivalentes às da Nova Aliança: a "aliança eterna" em sete passagens (Is 24:5.n ã o assim . uma "aliança de paz" em três passagens (Is 54:10. Albertus Pieters deu a mesma avaliação em The Seed of Abraham (Grand Rapids: Eerdmans: 1950). cf. a saber. Rm 11:27). em Ez 16:60. as duas grandes passagens didáticas citadas acima). 59:21. mas isto" (Jr 3:16. . 10:16. . sendo parcialmente repetido poucos capítulos mais tarde em Hebreus 10:16-17. Repetidas vezes. um "novo coração" e um "novo espírito" em três ou quatro textos (Jr 32:39 [ L X X ] . 49:8. 18:31. 1954). Os 2:18-20). Assim. 2. e. Zeitschrift (1976): 17-55.

(Nova Iorque: Haper and Row. Ver D. 15 Bernhard W. 7-8 (1961): 10-17: "Uma Nova Aliança? Sim. e duas vezes na segunda seção. também. em 31:35-37. 1965). O texto de Jeremias 31 . Sua Continuidade. A melhor análise da estrutura de Jeremias 31:31-34 é aquela feita por Bernhard W. . 3. em contraste com os tipos promissórios feitos a Abraão e Davi. 0 verbo hèpèru ("quebraram") não era restringido à aliança sinaftica ou tipos obrigatórios de alianças. 1945). na verdade. n. . Foi assim também em Hebreus 8:8-9: "Repreendendo-os . ficam sendo: (1) o mesmo Deus das alianças.A Renovação da Promessa: Século Sétimo 241 minação do problema da aliança feita nos dias de Moisés. mas apenas os detalhes sem importância da 'Antiga' eram obsoletos. "The Everlasting Covenant". Jeremias. outra vez. 31-48. O problema era com o povo. Tyndafe Bulletin. 15 Até a aliança eterna e irrevogável com Davi continha algumas qualificações que definiam a invalidação. pois o mesmo verbo ocorreu na aliança abraâmica (Gn 17:14: "0 incircunciso . Prophecy and the Church (Philadelphia: Presbyterian and Reformed Publishing House. 16 A expressão n e'um YHWH ("diz o Senhor") apareceu quatro vezes: duas vezes na primeira seção. . e não com o Deus que fez a aliança nem com a lei moral ou as promessas reafirmadas a partir dos dias dos patriarcas e incluídas naquela antiga aliança. (3) a mesma comunhão divina prometida na antiga fórmula tríplice: "Eu serei vosso Deus".T\ Allis. quebrou [hépér] minha aliança"). 230. pois efes não continuaram na minha aliança" (grifos nossos).32 explicitamente apontou o dedo acusador quando disse: "e/es anularam a minha aliança". pág. marcando. havia. os itens de continuidade que se acham nesta passagem da Nova Aliança. "The New Covenant and the Old". (4) a mesma "descendência" e "povo". conseguiu chegar ao ponto de chamar de 'obsoleta' a Antiga Aliança".F. . seu início (31:33a) e seu fim (31:34ò). e (5) o mesmo perdão: "perdoarei as suas iniqüidades". e a forte negação disto em 0. ed. Payne. "minha aliança". Na segunda seção (31:34). e nem mesmo o autor da Epístola aos Hebreus. essa vida será eliminada do seu povo. Anderson. 11. frustração ou destruição para o indivíduo dos benefícios daquela aliança {1 Cr 22:13. Minha tora (note-se que não é aigo diferente do que no Sinai). SI 132:12). Bernhard W. 16 . duas cláusulas culminantes kt ("porquanto"). Anderson. Oispensationaiism Today (Chicago: Moody Press. Quando se discriminam. (2) a mesma lei. que as estrelas cairiam do céu e os planetas girariam fora das suas órbitas antes de Deus abandonar Sua promessa total à nação de Israel. indicando seu início (31:31a) r e sua conclusão (31:326). The Old Testament and Christian Faith. 1963). Anderson. Notar a importância crucial atribuída à diferença entre alianças condicionais e incondicionais em Charles Ryrie. págst 52-61. "eles serão meu povo". tinha argumentado. segundo parece. 28:7. págs.

Salmos 37:31 e 40:8 deram a entender que. 5. Deuteronômio 6:6-7. Seus Aspectos Totalmente Novos. acadiano edêSü "restaurar" templos. Ne 9:17. Concluímos. que esta aliança era a renovação e expansão da antiga promessa abraâmico-davídica. Na verdade. se parece que este endereçamento de Jeremias 31:31 foi por demais restrito. A "nova" começou com a promessa "antiga" feita a Abraão. Nm 14:18. e 30:6 tinha insistido que Israel colocasse as palavras da lei sinaítica no seu coração. mais eficaz. Isto posto. Dt 5:9-10. portanto. 28). individualismo e perdão tinham sido ou indiretamente indicados ou plenamente conhecidos na afiança feita com os pais. e.242 Teologia do Antigo Testamento Mesmo os aspectos de interioridade. porém. (3) uma prosperidade material universal (Is 61:8. (2) uma paz universal na natureza. comunhão. hebraico hds. a palavra "nova" neste contexto significaria a aliança "renovada" ou "restaurada" (cf. 10:12. porém. a situação ja' era assim: "Dentro em meu coração está a tua lei". porque a "descendência" que tiraria benefício das promessas abraâmicas e davídicas incluía todos . Nisto. No caso de empregarmos todas as dezessete passagens acima. De fato. a Nova Aliança transcende todas as proclamações anteriores das bênçãos de Deus. e a ausência de armas militares (Is 2:4. palavra esta vinculada com a tua nova e ugarítico hdt. Jonas 4:2. Havia. 4. clemente e longânimo. Ele removia a transgressão "quanto dista o Oriente do Ocidente" (SI 103:8-12). Nesta lista. que em comparação pareceria que era totalmente diferente da antiga aliança. que perdoa a iniqüidade. Jr 32:41. Ez 34:26-27). a transgressão e o pecado" (Êx 34:6-7. de aplicação limitada em tempos pré-cristãos.). "renovar a lua"). 0 perdão da parte do Senhor também era celebrado naquela fórmula freqüentemente repetida: "SENHOR Deus compassivo. Moisés e Davi. mais espiritual e mais gloriosa do que a antiga — tanto assim. se acha a solução de todas estas passagens. e. Os 2:22. Assim sendo. Assim como as promessas abraâmicas e davídicas foram feitas diretamente a cada um destes homens. 31). SI 86:15. Na realidade. alguns ftens de descontinuidade. assim também a Nova Aliança foi feita com toda a casa de Israel e toda a casa de Judá. e (5) a possessão universal do Espírito de Deus (Joel 2:32 e segs. que guarda a misericórdia em mil gerações. Joel 2:13. (1) um conhecimento universal de Deus (Jr 31:34). e sua renovação perpetuou todas aquetas promessas e muito mais. para algumas pessoas. mais tarde. altares ou cidades arruinadas. Seus Endereçados. na realidade. assim também eram as promessas a Abraão e a Davi. portanto. era nada menos do que o progresso da revelação. Ez 34:25. (4) um santuário de eterna duração no meio de Israel (Ez 37:26. Ora. 37:26). a Nova Aliança é mais compreensiva. e grande em misericórdia e fidelidade. Os 2:18. alguns dos ftens seriam. também.

H. então.A Renovação da Promessa: Século Sétimo 243 os fiéis de todas as eras. os benefícios da Nova Aliança eram aplicáveis a todos os fiéis. "The Old Promise and the New Covenant". [como] sendo uma característica distintiva de. The Better Covenant 5? edição (Philadelphia: Smith.C. Miquéias 7:19-20. em virtude de sua vinculação específica com as promessas abraãmicas e davídicas contidas em todas elas. veio uma série de promessas de esperança.. 1:322. 1868).H. o período messiânico.. 1957). e. 1 7 Basta notar que a Nova Aliança também fazia parte daquela era messiânica! Aqui. e fundamental para. A Nova Aliança. 18 O século sétimo foi o grande momento de destruição iminente para a nação. Peters demonstrou que temos referências bem claras a . Da mesma forma. . [uma] renovada aliança abraâmica. no meio das advertências fiéis dos servos de Deus. porém. 17 George N.. juntamente com a davídica. "God's Better Covenant with Israel in the Latter Day". mesmo assim. Kaiser. Peters. Ezequiel 16:60-63. Co. 239-71. era apropriado falar de uma participação dos gentios nesta Aliança. havia um novo ponto firme para enfrentar o antigo empate. 3 vols. pela mesma razão. das mais espetaculares. mesmo assim. (Grand Rapids: Kregel. English & Para mais discussão acerca das implicações neotestamentárias. . de fato. Journal of the Evangelical Theological Society 15 (1972): 11-23. Os gentios seriam adotados e enxertados na aliança de Deus com o Israel nacional. George N. is . Jr. Ver também Francis Goode. estava sendo endereçada a um Israel nacional restaurado do futuro.g. The Theocratic Kingdom. naquela época e no futuro. ver W. págs. Isaías 5 5 3 .

dentro em breve. o enfoque que abrangia todo o mais. voltou-se a advertir as nações durante as horas escuras do cerco e da queda de Jerusalém (Ez 25-32). os oráculos de esperança e promessa assumem seu lugar em Ezequiel 33-48. também.CAPÍTULO 0 pior acontecera. as notas ominosas de ameaças. era.. Com o término da antiga ordem davídica. O contemporâneo mais jovem de Jeremias. (Notem-se a predição da queda em 24:21-23 e o relatório do acontecimento em 33:21. Isto tornou-se a esperança que sustentava um povo que perdera todos os símbolos externos da esperança. somente sobrara um lugar para se ir: ao novo Davi. em Ezequiel e Daniel. o povo de Deus. tinha sido deportado com o rei Joaquim em 597 a. cerca de uma década antes de Jerusalém ter sido destruída pela Babilônia. .CM e a maioria dos seus cidadãos entrou num cativeiro de setenta anos na Babilônia. com Seu trono e Seu reino. Ezequiel.C. meticufosãmente datadas. Agora chegariam ao fim. Nas suas profecias. e a nova ênfase da teologia profética seria a libertação e o novo nascimento de Israel. Jerusalém caíra em 586 a.) A partir de então. Daquele lugar de Exílio continuava a advertir Judá na primeira seção do seu livro (Ez 3:22-24:27). como típo de parêntese das mensagens às nações.

exatamente como prometera que faria. que explicou o tema da sua obra: a glória de Deus. ratificar. feita contigo nos dias da tua mocidade. A visão deste trono constituía a chamada de Ezequiel enquanto se assentava ao lado do " r i o " Guebar. foi vocacionado para ser um vigia em prol de Israel. para que não fosse profanado diante das nações. Naturalmente. e a revisão histórica em 20:1-31. sua visão inaugural. muitas vezes. Os Profetas Exíiicos 245 O Reino do Bom Pastor: Ezequiel Ezequiel. a despeito do pecado profundo de Israel.14. "estabelecer" se entende melhor conforme o significado número dois: era uma ratificação daquilo que já existia. que desprezaste o juramento.O Reino da Promessa. Ezequiel deixou bem claro que. o i e de circunstâncias atendentes) invalidar a aliança. repetitiva quanto ao estilo. A partir do primeiro momento. A linguagem de Ezequiel era. o emprego da linguagem apocalíptica recebeu novo ímpeto. A santidade de Deus era também ressaltada em contraste com a pecaminosidade de Israel. Uma das frases mais freqüentes era: "Então sabereis que eu sou o SENHOR". estabilizar. Em suas mãos. Foi. sacerdote por descendência. as promessas e suas bênçãos continuariam! A Glória de Javé O trono de Deus domina cada cena e palavra do livro de Ezequiel (Ez 1:428). e fazia uso delas mais freqüentemente do que seus colegas. ao ponto de ti ehâpêr. no meio das quais eles estavam" (20:9. porém. ressuscitar aquilo que já está presente) contigo uma aliança eterna. Mesmo assim. na parábola das duas irmãs (23:1-49). mais do que qualquer outra coisa. conforme Ezequiel 16:59 notou: Eu te farei a ti como fizeste. seria necessário julgar a nação por causa do seu pecado. e sua magnificência era suficiente para assegurar o profeta de que. assim como o carro celestial do trono de Deus que facilmente poderia . Neste caso. nos dias da juventude dela (Ez 16:60): Mas eu me lembrarei da minha aliança. Seu ministério estava repleto dalgumas das ações simbólicas mais exóticas levadas a efeito por todos os profetas. foi por amor do meu nome. Esta frase apareceu 54 vezes. no entanto. Ele gostava de alegorias e parábolas. especialmente na parábola da enjeitada achada (16:1-63). isto sem incluir outras 18 expansões da mesma frase. especialmente na terceira seção da sua obra. 22). no entanto. e estabelecerei (hèqtm: (1) estabelecer aquilo que ainda não subsiste ou (2) fazer ficar de pé. Javé Se lembraria da Sua aliança com a nação. com sua frase repetida: "0 que fiz.

somente Daniel (7:9 e segs. além de plasmar a sua mensagem inteira. a figura central não era outra pessoa senão Aquele que estava entronizado. Uma coisa. o remanescente. na realidade. mulheres chorando num ato de magia simpática por Tamuz. Quando Ezequiel foi transportado numa visão para o templo em Jerusalém (8:2-4). o estrondear do trovão. gravidade {kãbêd. o culto prestado aos animais (8:7-13). Sua presença deixaria seu lugar de residência onde Ele tinha habitado desde os dias das peregrinações de Israel. A conexão entre o fogo e a presença do Senhor era bem conhecida em IsraeL Moisés tivera experiência dela na ocasião de sua chamada diante da sarça ardente. via o pilar de fogo. com Alguém entronizado tendo a semelhança e aparência de um homem (1:26). a Ezequiel foi dito que era "a aparência da glória de Javé" (1:28). uma personagem que impunha respeito e cuja aparência irradiava fogo e brilho. Israel. e um arco-íris de cores cercando a cena inteira. eram semelhantes às roldanas dos móveis modernos: podiam girar em qualquer direção sem precisarem de um mecanismo de orientação. Quanto ao significado de tudo isto. e suas instituições religiosas.) haveria de descrever detalhadamente seu encontro com "o Ancião de dias". seu governo. auando estava no deserto. tornou-se claro que a glória de Deus já não poderia permanecer ali. era certa:o puro peso. no monte Carmelo. oeste. A presença de Deus continuaria a acompanhar o Seu profeta.246 Teologia do Antigo Testamento levar Sua presença para o leste. a Sua promessa. "ser pesado". e a adoração do sol (8:16-18). o deus sumeriano da vegetação (8:14-15). por sua vez. seu fingimento religioso. Obviamente. 2 Cr 33:7. 15) erigida no templo (8:36). norte ou sul. Elias. A plataforma era sustentada por quatro criaturas vivas que. tratava-se de uma plataforma de cristal em cima da qual estava um trono de safira. para Judá. Sua promessa não morreria. continuaria firme. eram associadas com rodas as quais. e Seu reino futuro: mesmo assim. porque sentia que estava na presença imediata de Deus. depois: "glorificar") da Sua presença evocava da parte de Ezequiel uma atitude de adoração (1:28ò). para ali ser testemunha ocular dos horríveis pecados de Judá cometidos bem dentro da casa de Deus. porém. assim também aquela mesma presença de Deus estaria com ele. No caso de Ezequiel. Tudo isto era pontuado com o pipocar dos raios. Este encontro com Javé consolaria e dirigiria o profeta. A única seqüela possível era aquela registrada em Ezequiel 10:18: "Então saiu a glória do SENHOR da entrada da casa" De fato. tratava-se de Icabode: "Foi-se a glória"! . 4-5). segundo parece. A cena era muito semelhante àquela que João haveria de experimentar na ilha de Patmos enquanto escrevia o livro do Apocalipse (caps. teve uma experiência da poderosa presença consumidora de Deus. Havia ali absurdos indizíveis tais como "a imagem dos ciúmes" (postes da deusa Asera? cf. Deus triunfaria a despeito do fracasso aftamente trágico de Israel.

todas as aves dos céus e todos os animais de todos os tipos buscariam abrigo nela). aquilo que parecia ser de total insignificância cresceria até se tornar em árvore poderosa debaixo da qual todas as aves dos céus procurariam abrigo.. E o reino de Deus triunfaria sobre todas as nações. trazendo-os de todos os países para onde tinham sido dispersados (11:17). A águia da Babilônia levaria a ponta mais alta do cedro para o cativeiro.). . sob o abrigo daquele reino habitariam todos os tipos de nações (ou. sim. a casa de Davi) com sua acusação formal contra o último davidita.. porque esta história terminou em 17:22-24 com a promessa de uma ponta de galho. O Novo Reino Davfdico Ezequiel 17 é uma alegoria do cedro do Líbano (i. Nem tudo foi perdido. e embora este tenha sido transplantado do exílio na Babilônia para Sião. desta vez tirado do galho transplantado. 9:6 e segs. o próprio Javé seria o verdadeiro templo daqueles que realmente tinham fé (Ez 11:16-20}: "Sim. Ele haveria de restaurar o povo à terra. Todos os reinos da terra viriam àquela nova árvore. que cresceria até sobrepujar todas as demais árvores (reinos). um renovo tenro no ponto mais alto deste cedro majestoso. é claro que ele não esgotou os termos universais desta passagem. e fiquei sendo para eles.. a idéia central era o tema do Novo Soberano Mundial da parte de Deus. Ainda mais. 0 remanescente herdaria todas as antigas promessas dadas a Davi e Abraão. e um "coração de carne" (11:19). e plantaria esta nova muda de volta nos altos montanhosos de Israel. Tal já tinha sido a antiga visão de Isa ias 4:2-6 e Jeremias 30-31. porém. Mq 4:1 e segs. Mais uma vez. reconhecendo a inferioridade deles e a superioridade dela. e uma nova capacidade interior implantada no povo — seu homem interior teria sido transformado de tal modo que Ezequiel não poderia chamar a transformação de outra coisa senão um "novo espírito". durante pouco tempo.e. Is 7:14 e segs. que confiou no Egito ao invés de confiar em Javé. Deus. " u m só coração". Mais uma vez. Eu os dispersei por aquelas terras.O Reino da Promessa: Os Profetas Exilicos 247 Javé. vindo de origens humildes (cf. Os homens haveriam de aprender que o próprio Javé era mais importante do que edifícios e todos os ornamentos de pompa. Javé quebraria outro renovo. exaltaria o humilde. o Santuário Durante aqueles tempos de Exílio. Eu os removi para bem longe entre as nações. porém. É somente naquele futuro que todas as antigas abominações teriam sido removidas. Embora Zorobabel fosse a próxima personagem davídica a governar. conforme a figura oriental gostava de expressá-lo. Zedequias. 11:1 e segs*. de fato. num dia futuro. e. Ali. um santuário nas terras para onde foram".

Zedequias. 'ad bô f * aser lô hammispãt. "até a vinda daquele que tem direito a isto"). Esta passagem é notavelmente semelhante a Gênesis 49:10. Na vinda d Ele. recebeu ordens no sentido de marcar a encruzilhada onde o rei da Babilônia. então os símbolos da promessa teriam de cessar até que Aquele a Quem pertenciam o reino e o sacerdócio juntos viesse reivindicá-los. o Messias. Isto porque o reino e o sacer dócio. 16:4) . ele deveria remover seu "diadema" (misnepet) e o sumo sacerdote sua "coroa" (tiara ou turbante. ou a estrada para Jerusalém. além da sua própria pessoa culminante. conforme tinham sido conhecidos até aquele ponto na história de Israel. era. seriam abolidos e sofreriam interrupção por algum tempo. "The Mythological Background to Ezekiel 28:12-19". uma batalha sobrenatural pelo domínio. Neste ínterim. Quanto ao príncipe davídico perverso. Continuariam em ruínas até que o advento d Aquele que foi nomeado por Javé os reivindicaria para Ele (2127 [32]. 21:26-27 [31-32]. 39. 29:6. Sua contrapartida continuava a se manifestar numa série de anti-messias. 39:28. Ezequiel estava deliberadamente relembrando a promessa messiânica dada a Judá como esperança única de Judá na sua hora de tragédia* Quando as linhagens de Davi e de Arão tinham deixado de levar avante a sua missão divina. 37.248 Teologia do Antigo Testamento O Rei Legítimo Uma última prestação no desenvolvimento da doutrina da promessa se acha na primeira seção de Ezequiel. 1 e Satanás tinha sua própria sucessão de tiranos que correspondiam à linhagem davídica de Deus. o rei de Tiro em Ezequiel 28:11 e segs. Sem dúvida. Enquanto o profeta desencadeava sua mensagem de destruição contra Jerusalém. 1 . para os amonitas. necromancia e hepatoscopia. Havia o rei da Babilônia em Isaías 14:12 e segs>. Cada mensagem era endereçada não tanto a uma figura histórica como para alguém que epitomizava o representante final (Anti-cristo) da descendência da Serpente conforme a profecia em Gênesis 3:15. Ez 20:45-21:17). Javé já (!) tinha determinado que a sorte cairia para ele continuar caminho até Jerusalém (21:22). Lv 8:9. Anthony Williams. A história não era uma contenda entre meros mortais. 31. teria de resolver se tomaria a estrada do sudeste. 21:21). Muito embora Nabucodonosor empregasse adivinhações (belomancia. o diadema e a tiara seriam dados a este Rei-Sacerdote novo e último. ' atarâhf cf„ Êx 28:4. simultaneamente. no seu avanço. o templo e a terra de Israel (cf. e agora. o tirano dos tiranos. Biblical Theology Bulletin 6 (1976): 49-61.

estes temas são muito familiares. em Zacarias 11. e ele as apascentará. assim também Ezequiel 34:23-24 agora prometeu: Suscitarei para elas um só pastor. Javé. 80:1. Ezequiel gostava muito de chamar aquele Rei davídico futuro de "príncipe" (nàsf). "príncipe" se refere a um Rei davídico vindouro. Isaque. Assim como Jeremias 30:9 indicara um novo Davi vindouro. no seu emprego desta palavra. eu. "no dia de nuvens e de escuridão" (34:12. O Servo de Deus é aquela personagem representativa que. o Messias. Prometeu-se alivio para este rebanho tão surrado. o nome de "aliança de paz" (34:25) da parte de Deus. Sf 1:15). vinte vezes em trinta e oito. Javé. Estas notícias. cf. Naturalmente. pois sua expulsão de todas as feras. seguindo.. Joel 2 2 . segundo a promessa. apascentá-las-ei com justiça". mais tarde. o meu servo Davi. para as apascentar. lhes serei por Deus. Ezequiel recebeu ordens no sentido de dar a esta promessa com respeito a um "príncipe" davídico futuro e seus efeitos paradisíacos sobre a natureza. são semelhantes àquilo que Isaías (11:6-9) e outros . Como se fosse para garantir que os leitores e ouvintes desta mensagem fariam a ligação entre esta palavra com respeito ao Bom Pastor e a antiga Promessa. Sem dúvida. e seu quadro de segurança. numa era escatológica. reino e trono eternos. 79:13. Jacó e Davi. Parte da fórmula tríplice aparece aqui também: "Eu lhes serei por Deus". informando da existência de um Líder que recolheria a nação ferida e espalhada. . facilmente voltava à mente a promessa da dinastia. 10. fertilidade e produtividade. 49:9.O Reino da Promessa: Os Profetas Exíficos 249 O Bom Pastor Se havia uma passagem individual que estava no coração da contribuição feita por Ezequiel ao avanço da promessa. Eu. e. o disse. Jeremias 31:10. e as buscarei . nesta ocasião. E quando Deus indicava Davi. esta era Ezequiel 34:11-31: "Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas. Então Javé destruiria os opressores {"os gordos e os fortes") que tinham espoliado os fracos (34:16). De fato. Já a esta altura. imediatamente após a queda de Jerusalém. o quadro do pastor indica o Soberano benevolente a quem se podia confiar o papel de liderança. eram deveras boas novas. ele lhes servirá de pastor. Este é apenas um nome alternativo para a Nova Aliança. Esta mesma figura do terno Pastor aparece em Salmos 78:52-53. e o meu servo Davi será príncipe no meio delas. Isto também fazia parte da antiga doutrina da promessa (ver 34:30 para uma repetição mais plena da fórmula). Isaías 40:11. esta passagem serviu de pano de fundo para a mensagem de Jesus com respeito ao "Bom Pastor" em João 10. haveria de englobar nEle mesmo o grupo inteiro conhecido como "descendência" de Abraão.

A Nova Purificação e o Novo Nascimento Há uma passagem que chega perto de se igualar à majestade e ao escopo da passagem da Nova Aliança em Jeremias. que é o fruto desta obra interior da graça. porém. de todo o desejo e esforço. 32a. haverá um coração sensível à palavra e vontade de Deus. conforme disse Jeremias. sem receptividade. é Ezequiel 36:25-35. ou. trad. obstinado. tendo o mesmo relacionamento com o coração velho que a carne tem com a pedra. se vê com clareza divina. 326). 2 2 C. Amós 9:13-14. receptivo a tudo quanto é bom. embora a felicidade externa. Ezequiel prometeu que Javé. Zc 8:12}. Mais importante era o fato de que aqueles que haveriam de entrar na Nova Aliança através da fé pessoal experimentariam aquilo que von Orelli declarou com tanta clareza a purificação ou justificação (3625). mais tarde. The Of d Testament Prophecy of the Consummation of God's Kingdom Traced in its Historical Development. Joel 3:18. "por Seu santo nome" (não por amor a Israel. Deus dará o Seu povo aceito um novo coração. 36:226. E o novo Espírito que vai encher estes corações receptivos será o Espírito de Deus.. A "paz" daquela aliança é a harmonia restaurada que existe num mundo no qual as coisas funcionam conforme deveriam operar. 1889). O próprio Senhor teria de aspergir este povo impuro . . Assim. em conseqüência do qual o povo doravante terá a capacidade e a vontade de guardar os mandamentos d i v i n o s . O coração humano. Isto. cf. Banks (Edimburgo: T. J J . & T. é impróprio para o serviço de Deus (Gn 8:21). se apresente segundo as limitações do AT (36:28-29). Aqui. sem intrusões negativas ou decepções esbanjadoras.„ Cada membro individual nasceu de novo da água e do espírito . a saber: ao invés de um coração duro. como uma tábua mole na qual Deus pode escrever Sua santa lei. pág. todas as nações da terra reconheceriam que Deus cumprira aquilo que prometera. fonte de toda a volição e inclinação (Dt 30:6). Clark. 322 (grifos dele). e o novo nascimento positivo através do Espírito de Deus (36:26-27). e. de onde surge a paz com Deus. sendo assim. ainda não era nem metade do assunto. . que impulsiona à guarda dos mandamentos divinos.. . Sua santa reputação e pureza de caráter permaneceriam sem mancha alguma. 36:22a. . . conforme demonstra a totalidade da história de Israel . vindicaria Israel. e. "através de" Israel. . . von Orefli.250 Teologia do Antigo Testamento profetas esperavam (Os 2:22. ao reunir os israelitas de todos os países para onde tinham sido dispersados. o próprio ato da graça. .

deveria "profetizar" (37:4). 59:21. e vivereis. dando-lhes novo nascimento. ou seja. Sendo assim. naquele dia de ressurreição nacional de acordo com Ezequiel 37:15-28. o Livro teria sido encaixado de modo ímpar entre os dois eventos maravilhosos. como o Jardim do Éden (36:35}. Então. embora tivessem sido restaurados. Judá e Benjamim. os dois irmãos separados. conforme a ordem frustradora que recebeu. e vos farei sair delas. um povo purificado voltaria a viver numa terra purificada. O ensino foi expressamente dado por Ezequiel 37:12-14: Eis que abrirei as vossas sepulturas. Os homens poderiam ser purificados pelo mesmo Senhor que. . e vos estabelecerei na vossa própria terra. como ensinador dos judeus. não trata da doutrina da ressurreição pessoal do corpo. estavam mortos! Sendo assim. marcados. ainda não foram revivificados. deveria conhecer bem esta passagem. Judá e José. sim. o milagre do reajuntamento ocorreu através da palavra de Deus pregada e da poderosa obra de Deus. faria neles um transplante de coração. Enquanto obedecia. sob um novo Davi. Atividades semelhantes do Espírito já tinham sido enumeradas em Joel 2:28-32 e Isaías 42:1. para formar um só pau (37:16-19). Este. e as duas tribos do sul. 44:3. porém. da ressurreição nacional. Porei em vós o meu Espírito. ó povo meu. o Israel restaurado seria como Adão. respectivamente. e o hálito e a vida entraram naqueles que tinham sido mortos (37:9). Os ossos secos espalhados eram a casa inteira de Israel (37:11) à qual Ezequiel. Este capítulo. José ou Efraim. e. a doutrina com respeito a este assunto. mas. e vos trarei à terra de Israel . onde a bênção edênica mais uma vez reinaria sem haver desafio contra ela (36:37-38). „ . as dez tribos do norte. Além disto. Neste caso. através da outorga do Espírito. Estes homens.O Reino da Promessa: Os Profetas Exíiicos 251 Não é de se estranhar que Jesus tenha Se maravilhado por causa de Nicodemos nada saber com respeito ao novo nascimento e da obra do Espírito Santo (João 3:10}. voltariam a ficar unidas. Um Israel Reunido e Restaurado •r E muito provável que o vale onde Ezequiel recebeu sua visão dos ossos secos em Ezequiel 37:1 tenha sido o lugar idêntico onde recebeu sua primeira revelação da destruição iminente de Jerusalém (322). em cujas narinas foi soprado o fôlego da vida. portanto. Ezequiel recebeu a ordem de juntar dois pedaços de pau. Naquela passagem. Ezequiel recebeu a ordem de "profetizar" outra vez. portanto.

Há. enquanto avançaria na direção do mar que antes era conhecido como Mar Morto (cf. No entanto. 23). quanto à profundidade e ao poder. a saber: arcos e flechas. 27-28}. a ênfase recai sobre o fato de o Senhor ter Seu tabernáculo no meio do Seu povo adorador. Naquela terra.. a adoração ao Deus vivo continuará. é uma expansão e elaboração adicional de Isaías 65 e 66. Joel 3:9-21). Conforme nosso ponto de vista. onde "o Senhor estaria presente" (Ezequiel 48:35) na nova Jerusalém de Israel. então as nações saberiam que Deus santificou a Israel. em que a natureza é curada e restaurada ao seu plano e produtividade originais. há o reino de Deus. os temas de "descanso" e "lugar" da história profética da era de Josué).252 Teologia do Antigo Testamento Então formariam. SI 46:4-5. um novo templo voltaria a ser a peça de arquitetura dominante. pela primeira vez depois de 931 a. Ezequiel 40-80 é meramente uma descrição ideal e simbólica. 25} como parte da "afiança perpétua" de Deus (v. conforme é descrita aqui em termos daqueles aspectos concomitantes do culto que eram conhecidos nos dias em que Ezequiel escrevia. 226). ou é uma realidade profética? Considerando a profundidade da idéia aqui.) Certamente. (Comparar isto com a maneira de os profetas descreverem as armas das batalhas escatológicas futuras em termos dos implementos de guerra conhecidos naqueles dias. quando o santuário dEle estiver para sempre no meio deles {vv. 24). E este estado duraria "para sempre" (v. e Ele seria Deus deles e eles seriam povo de Deus. passou a dar uma descrição pormenorizada da terra restaurada de Israel. depois de ter tratado da batalha com Gogue e Magogue nos capítulos 38-39. sob *'um só rei" (v. recolocado no meio da terra. com aquele tema fundamental. estava se aproximando mais da terminologia apocalíptica tal como a encontramos mais tarde no Apocalipse de João. com o único Deus (v. portanto. A conclusão da profecia de Ezequiel. Deste templo sairia uma torrente de vida que cresceria. O "tabernáculo de Javé estaria com eles" (cf. haverá um templo verdadeiro. meu servo Davi" (v. "uma só nação" (37:22a). tendo "um só pastor. que fala dos novos céus e da nova terra. cada uma destas categorias é talvez um pouco simplista demais. Is 33:13-24. Aqui.C. Ao longo das suas margens havia árvores de vida que davam folhas medicinais e frutas mensais num quadro da nova Jerusalém como paraíso restaurado. . Ezequiel. sempre presente. a certeza da realidade de um céu restaurado e de uma terra restaurada. 26}. isto sim. Ali. r O Sucesso do Reino Prometido: Daniel A teologia de Daniel é claramente a antítese dos reinos sucessivos da raça humana. quando Ezequiel descrevia o rio da vida e as frutas. lanças e cavalos. Em contraste com estes reinos.

O Reino da Promessa: Os Profetas ExíUcos 253 que triunfará no fim. O argumento em prol desta data. Daniel. O tronco e braços de prata que o monarca viu. identificada com a Babilônia no capítulo 2. A "Pedra" faz lembrar a "Pedra Angular" de Isaías (Is 28:16). que representa Alexandre Não temos hesitação em defendermos um Daniel do sexto século. como sendo a Média com a Pérsia. cada um com menos valor do que o anterior. outro exilado juntamente com Ezequiel. o reino era de Javé. e a bibliografia que ele cita ali. Esta imagem representa a alternativa humana àquela "Pedra" que cai sobre o pé do colosso. seguida pelo domínio repartido da Média-Pérsia. O ventre e quadris de bronze ou cobre em Danief 2 era. a "Pedra" torna-se um grande reino que enche a terra inteira. A Pedra e o Reino de Deus O sonho de Nabucodonosor conforme está registrado em Daniel 2 é o palco desta profecia. e a cabeça de ouro que Nabucodonosor viu. 319-347. que desenvolveu quatro chifres pequenos em Daniel 8:21-22. e assim seria aqui* O Ancião de Dias O capítulo que forma um paralelo ao sonho de Nabuoodonosor em Daniel 2 é a visão de Daniel no capftulo 7. e não por motivos doutrinários.3 olhou para além da catástrofe do colapso de Jerusalém e da linhagem davídica. Naquele registro. Depois disto. este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos. e aumentando-se a fraqueza e a divisão ao proceder-se da cabeça até chegar aos dedos dos pés. em Daniel 7:6. 1979). f Merece Confiança o Antigo Testamento? (São Paulo: Edições Vida Nova. mas ele mesmo subsistirá para sempre. 3 . embora extremamente impopular com os estudiosos da Bíblia. Jr. o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído. Archer. esmagando e esmiuçando a imagem inteira. que mais tarde era identificado oom o carneiro tendo dois chifres em Daniel. Havia quatro reinos. enquanto os metais claramente se identificam como sendo os quatro impérios que se iniciavam com a Babilônia. págs. Gleason L. para aquele reino de Deus eterno que fora prometido. em bases da evidencia. era o "leão" que Daniel viu (7:4). ainda tem de ser defendido. nos dias destes reis. o império greco-macedônio. Ver os argumentos do meu colega. um leopardo com quatro cabeças e quatro asas. era o "urso" de Daniel (7:5). A interpretação dada em Daniel 2:44 era clara como cristal: Mas. e o império romano ou ocidental. como antes. descrevesse uma imagem colossal que se compõe de quatro metais. Este é o mesmo que o bode peludo visto por Daniel. Assim como em Obadias 21.

o seu domínio é domínio eterno. o "Ancião de dias" se aproximou em julgamento. finalmente.254 Teologia do Antigo Testamento Magno da Grécia e os quatro generais que o sucederam. eo reino. que não passará. porém. depois de o soberano surgindo de entre os dez chifres do quarto animal ter feito o pior que podia contra o Deus do céu e Seus santos. então. porém surgiam sucessivamente saindo do mar tempestuoso. J. como também seria o verdadeiro Filho do homem. para que os povos. os cabelos da Sua cabeça eram como lã pura. um Mediador humano vem da parte do Deus Altíssimo. agora enfrentariam o juízo divino enquanto o Ancião de dias tomava Seu assento na Corte da Justiça* Suas vestes eram de branco brilhante e puro como neve. Em Daniel 7. Em contraste com a natureza animal dos impérios dos homens. 425-51. Aquelas potências mundiais governadas por aqueles impulsos selvagens. The Law and the Prophets. Daniel disse. Foi-lhe dado domínio e glória. desta vez. O julgamento seria conforme o que estava escrito nos livros (7:10). e tronos de julgamento estavam estabelecidos na terra (7:9). nações e homens de todas as línguas o servissem. e o seu reino jamais será destruído.4 combinando na Sua pessoa a alta posição da humanidade e a posição reservada exclusivamente para Deus. sensuais e egoístas que eram horripilantes com feições distorcidas. e Seu trono era como uma massa fogosa de chamas. A imagem com pernas de ferro e barro que Nabucodonosor viu ficou sendo uma fera terrível e indescritivelmente horrível em Daniel 7:7. 1974). Presbyterian and Reformed Publications. ed J. quando o tempo deles se esgotou. Outra vez. até à chegada do reino eterno de Deus (7:256-27). surgem os mesmos quatro impérios mundiais. e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do homem. e Sua divindade foi sublinhada pelo reino e domínio permanente e indestrutível que foi dado a Ele (7:14). 4 . foi dividido entre dez reis mais um anticristo jactancioso (7:2425) que subjugaria três dos dez reis e gritaria contra o Altíssimo e consumiria os santos de Deus por um período designado de tempo. chifres. Young. O séquito Ver E. "Daniel's Vision of the Son of Man". e o fizeram chegar até ele. em 2:34). J. pigs. Assim. Sua origem celestial foi ressaltada pelo fato de que "vinha com as nuvens do céu" (7:13. N. Skilton (Nutley. o Messias vindouro não somente seria o verdadeiro Davi. nos versículos 13 e 14: Eu estava olhando nas minhas visões da noite. que é mais explícita do que a pedra que caía. Este é um quadro de um império ocidental ou romano que. dentes e apetites carnívoros. e dirigiu-se ao Ancião de dias. cujo rosto e pessoa imediatamente fazem lembrar a visão de Ezequiel e de Isaías.

anos) deviam ser divididas em 49. e a introdução do 5 Para os defensores mais recentes do ponto de vista israelita.O Reino da Promessa. (2) outro grupo de sessenta e duas semanas. Mq 4:8). e este reino deveria ser governado pelo Rei davídico futuro. pertenciam à mesma linguagem que a "nação santa" {gôy gados. a cessação da atividade profética. Vetus Testamenturn 26 (1976): 208-13.. e. Os Profetas Exí/icos 255 do Ancião de dias era imenso: dez mil vezes dez mil serviam a Ele e ficavam de pé diante d Ele (cf. Bibfica 56 (1976): 173^92.27 na frase aramaica qaddísê 'eiyônfn). As Setenta Semanas O futuro de Jerusalém e da nação de Israel foi esboçado para Daniel enquanto ele ficava entendendo que os setenta anos de cativeiro profetizado por Jeremias (29:10) quase tinham chegado ao fim. e para a bibliografia massiva. pág. A Israel já tinha sido prometido um grande reino no AT (Nm 24:7. 490 semanas (i.S. e Garhard F. ou semanas (Dn 9:20-27) dispostos em três grupos: (1) um grupo de sete semanas. ibid. 191. Aquele futuro consistia em setenta períodos de sete. É de interesse mais do que passageiro que "os santos" pertenciam a Deus (notar o genitivo possesivo) e que formavam um remanescente assim como Isaías falara de uma "santa semente" [zera'qodeIs6:13}6 que permaneceria após as destruições repetidas. e (3) um grupo final de uma J semana. A ordem dos eventos antes da chegada da plena redenção incluía a libertação completa do pecado e da culpa. 434. Is 60:12. Os Santos do Altíssimo Os "Santos do Altíssimo" (7:18. . e 7 anos. "The Holy Ones of the Most High in Daniel vii". Hasel.22. respectivamente. 26:19) da era mosaica ou a "descendência" prometida a Eva e aos patriarcas. o séquito celestial do juiz em Zacarias 14:5). 5 aos quais foram dados o reino e o domínio após o julgamento das nações. Hasel. antes de a consumação esperada começar. 6 Um fato notado por G. "The Identity of the Saints of the Most High in Daniel 7". Daí. O propósito desta extensão adicional do tempo. ver V. foi descrito nos seis infinitivos do versículo 24: para fazer cessar a transgressão para dar fim aos pecados para expiar a iniqüidade para trazer a justiça eterna para selar a visão e a profecia para unir o Santo dos Santos. Deuteronômio 7:6. Poythress. Êxodo 19:6) ou o "povo santo" Cam qadôs.

entre a sétima semana e sessenta e duas semanas.C. A maior parte dos comentadores concorda que os 490 anos começaram com o decreto de Artaxerxes. Pelo contrário. e entre a sexagésima nona e a setuagésima semana. enquanto o segundo destes dois grupos tende a equacionar o "ungido" e o "príncipe" do versículo 26. CJ. grandes diferenças entre os comentaristas quanto à existência de um hiato de duração indeterminada entre as primeiras 69 semanas. ou o "chifre pequeno" ou "príncipe" de Daniel. e argumentar em prol da completação da setuagésima semana durante o primeiro século a. assim também Daniel viu em visão a aparência de alguém que acabou sendo Antíoco (Epifânio) IV. CJ e a destruição do templo (70 d. "príncipe" (9:26ó-27). o "homem do pecado" (2 Tessalonicences 2). literalmente. simbolizada pelo martírio de Estêvão. até à primeira vinda do Messias. o sentido era um só do começo até ao fim. 25) é o mesmo que o "Filho do Homem" em 7:13 que voltará à terra em triunfo depois de ter sofrido a morte na terra. ele favoreceria dois hiatos. Assim como orei da Babilônia em Isaías 14 e o rei de Tiro em Ezequiel 28 funcionavam como subrogados pelo Maligno no desafio dele contra Deus e Seu povo. "se engrandecerá sobre todo deus. para cumprir aquilo que ele queria dizer. como a escola posterior antioquiana de interpretação explicava pelo seu princípio 7 A palavra para decreto é. ou 483 anos. d Ao nosso ver. a "palavra". 9:26). ou " r e i " que "fará segundo a sua vontade". Sua profanação do altar do santuário ao sacrificar sobre ele um porco (11:31) e sua violação da sua aliança eram parte integrante daquele Anticristo final que viria como "besta" (Apocalipse 13). (Ne 2:1 -8}. o "Ungido" (MâsTah. de duração não especificada. ou se aquela semana também se esgotou no decurso do primeiro século cristão. . A posição anterior indica a anotação temporal de "depois [do período] das sessenta e duas semanas" (9:26) e a morte do Messias (cerca de 30 d. Assim. ficará o "chifre pequeno" (7:8). O Chifre Pequeno Insolente Em contraposição ao remanescente santo de Deus no dia final. 7 que permitiu a reedificação da cidade de Jerusalém. durante a perseguição da igreja primitiva. Isto não significava que Daniel estava indeciso entre uma personagem histórica ou escatológica. Conforme um estudo recente lido por Dr> A. MacRae na reunião anual de 1976 da Sociedade Evangélica Teológica. porém. " o Ungido. Mas.. e seus antecessores. Há. respectivamente. conforme a predição em Ezequiel 40-48. e "falará coisas incríveis" (11:36). v. e que continuaram até se completarem 483 daqueles 490 anos. o Príncipe" fmalíah nagfd. e a última semana de 7 anos. aquela "palavra" era a mesma dada por Jeremias. Zacarias 3:9 e segs. baixado no vigésimo ano do seu reinado em 445 a.256 Teologia do Antigo Testamento reino da retidão com seu santuário ungido em Sião.

desde que houve nação". de vez quando. ele ansiava pela oportunidade de ver seu Redentor com seus próprios olhos mesmo depois de os vermes terem destruído seu corpo (19:25-27). A Ressurreição Futura "Nesse tempo". Is 24:22. surgiu um rei final e com domínio absoluto que era a consumação de todo o poder e os reinos dos homens. no entanto. que ficavam sendo uma parte coletiva ou corporada da predição única. A completação projetada da promessa.O Reino da Promessa: Os Profetas ExfUcos 257 de " T h e o r i a a o profeta foi concedido uma visão do futuro em que viu não somente o cumprimento final como conclusão da palavra que pronunciou. Juntamente. i. o antimessias. Servo e Davi que estava para vir. através de uma ressurreição corpórea dos mortos. 66:24). e eles brilhariam como estrelas para todo o sempre. Assim. tinham. assim como uma árvore brotaria outra vez mesmo depois de ter sido cortada. Na realidade. sua condenação (cf. com seu domínio. Deus livraria Seu povo e introduziria Seu reino eterno (12:1). e reino chegaria à fruição. A outra classe seria ressurreta para a vergonha eterna e desprezo. e. seu entendimento desta pessoa: "Vem o anticristo. O Messias de Deus. assim também um homem viveria de novo (Jó 14: 7. porque seus nomes foram escritos no livro (12:1-2). 14). incorporavam uma "descendência" inteira (Gênesis 3:15). introduziria Seu próprio reino. facilmente venceria aquele maligno. O apóstolo João descreveu. como também ele viu e falou de uma ou mais das personagens ou meios que tanto se harmonizavam com um ou mais dos aspectos daquele cumprimento final. trono. Uma classe desfrutaria da vida eterna. Como se descreve em Isaías 26:19. . qual nunca houve. de forma semelhante. seus representantes que eram apenas sinais ou arautos do Anticristo final. assim como cada filho escolhido dos patriarcas sucessivos e daviditas reinantes era representante embora fazendo parte integrante do significado único a respeito do verdadeiro Descendente. conforme a promessa antiga porém renovada.A Jó tinha sido garantido que. muitos dos quais Ele ressuscitaria corporalmente do pó da terra.. também agora muitos anticristos têm surgido" (1 João 2:18). Deus restauraria à vida aquele piedoso grupo de fiéis. e daria aquele domínio reto e eterno para Seus "santos". enquanto o colosso de tentativas humanas para tiranizar os homens chegou ao f i m com o irrompirnento do reino de Deus e do Seu Rei. "tempo de angústia. no entanto.

divinamente predita mas não menos surpreendente por isto. Zorobabel. porém. Ciro. 4:1-22). seu santuário. até a vontade de construírem o templo.Com a permissão do rei persa. na Sua graça. isto porque cada tentativa da parte deles tinha de enfrentar a oposição constante tanto de dentro do seu pequeno grupo como da parte de fora (Esdras 3:12-13. depois faltava-lhes a disposição. Josué. sob a liderança de um representante da casa real davídica. e. Ageu : O Anel de Selar de Deus O problema teológico deste período era apenas o seguinte: Onde se podia achar a atividade e a presença de Deus? Por certo. não estava no estado político des- . finalmente. Tudo estava errado: faltavam-lhes os meios. o desânimo foi tomando conta deles. uma pequena porção da nação exilada voltou a Jerusalém. Ainda enquanto lutavam para deitar de novo os alicerces daquele símbolo mais importante da presença de Deus. e o sumo sacerdote. e o projeto inteiro veio a ficar totalmente paralisado durante dezesseis longos anos (Esdras 4:24). não tivesse enviado os profetas Ageu e Zacarias (Esdras 5:1). A cada passo. as lembranças da sua total derrota sob os babilônios ficaram por demais evidentes. Assim teria ficado a situação se Deus.

e sentindo sempre menos os efeitos aquecedores das mesmas. Mais uma vez. e gostando disto sempre menos. pedindo ao povo que aplicasse a mesma lógica às suas próprias moradias luxuosas (1:24). Na realidade. o pequeno início daquele segundo templo se vinculava diretamente com o destino.14). conforme a antiga promessa dada em conexão com o tabernáculo (Êx 29:45-46). 2:4) enquanto Seu Espírito despertava a liderança e o povo para trabalharem na casa do Senhor (1. Este princípio foi anunciado pela primeira vez em Levítico 26:3-33 e foi anunciado entre a maioria dos profetas. o pequeno grupo dos que voltaram estava semeando mais e ceifando menos.. porém. tendo edificado. Quando. Por estranho que pareça. o povo respondeu e obedeceu à palavra do Senhor e à voz de Ageu o profeta (1:12). viu esta casa [o segundo templo] na sua primeira glória [o templo de Salomão]?" Depois. . porque Ageu perguntou diretamente em 2:3. o fato de o templo permanecer em "ruínas" (hàreb. tendo. A prova de que Deus ainda habitava com Israel. e a fórmula tríplice. usando mais e mais roupas. de tal maneira a afetarem o prestígio e o bem-estar da nação inteira. Aqueles dezesseis anos de indiferença para com a construção da casa de Deus. as circunstâncias da vida forçaram os homens a alargarem seu modo de pensar oom respeito à promessa interna de Deus enquanto parecia que suas circunstâncias externas estavam em grandes dificuldades. glória e honra a serem recebidos no futuro templo de Deus descrito por Ezequiel e outros. porém. Não era que cada revés isolado tivesse de ser interpretado como mais uma evidenciada disciplina divina contra a nação. culpar a Deus por não lhes ter concedido mais prosperidade a fim de que pudessem erigir o templo). cf. C. Além disto. estas calamidades começaram a chegar numa série de sempre maior severidade. R R 11) sobre as ceifas deles. ele proclamou corajosamente. 2:15. na realidade. "Farei abalar todas as nações. especialmente Amós 4:6-12. No ano 520 a. e os cidadãos deveriam voltar-se a Ele.7. no entanto. então aquela nação deveria saber que era a mão de Deus que estava contra ela. Deus acrescentou Seu antigo nome e Sua promessa com as palavras: "Eu sou convosco" (1:13. "Quem há entre vós que. então a penalidade de Deus foi empregada para atrair a atenção do povo. Assim. e ganhando sempre mais. Ageu enfrentou a desculpa irreverente do povo no sentido de o tempo ainda não ser oportuno (um modo de. não somente às custas do desenvolvimento espiritual de Israel. onde o preceito de Deus não tinha sido respeitado.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-Exíücos 259 mantelado nem no templo destruído. 1:4) se tornara em desgosto tão grande para Javé que Ele convocou uma "seca" {hòreb. Dessa forma. v. É com isto que deveriam se comover e considerar cuidadosamente (1:5. a capacidade de negociar sempre menos (1:6).18). como também na forma dos seus reveses materiais recentes. comendo e bebendo sempre mais. se revelavam caros demais. se podia perceber no fato de que Ele fazia Seu Espírito habitar entre eles (2:5).

e encherei de glória esta casa. porque Deus rejeitara sua liderança. tesouro de todas as nações" íhemdat koi hqggôylm. já familiar. conforme as visões em Isaías 54:11-14. Sodoma e Gomorra) o trono dos reinos e destruiria a força dos reinos das nações (2:22). era sem dúvida a insígnia real empregada nas autorizações e autenticações do poder e prestígio daquele governo (cf. 2:7} é claramente plural. um vaíor que seria elevado a uma posição excepcionalmente gloriosa quando a catástrofe de alcance mundial lançaria todos os impérios em competição para seu término final. 1 . "servo" de Deus. poder e plano de Deus. Este novo davidita será o sinal divino para o mundo de que Ele pretendia comprir Sua antiga promessa. do dia do Senhor. quando Deus agira decisivamente em prol de Israel. g. Javé sacudiria os céus e a terra e "derrubaria" (cf. "The Desire of All Nations in Haggai 2:7: Messianic or Not? " Journal of the Evangelical Theological Society 19 (1976): 97-102. Assim. no seu ofício e pessoa. enquanto participavam no esplendor do reconhecimento universal dado ao templo de Javé naquele dia final. "fiéis" ou "imutáveis" (Is 55:3). as nações derramariam suas riquezas para aquela casa em . No entanto. Isto estava bem de acordo com o tema profético. porém. no mar Vermelho quando "caíram os cavalos e os seus cavaleiros". diz o Senhor os Exércitos" (2:7). e. Eclesiástico 17:22).260 Teologia do Antigo Testamento e as cousas preciosas1 de todas as nações virão. Assim. indicou outras passagens do A T em que o verbo no plural e o substantivo igualmente no plural se referem claramente a um indivíduo.21-22). As "misericórdias de Davi" eram "certas". ou na libertação através de Gideão quando cada um caiu "pela espada do outro". que tal dia pudesse chegar. Os julgamentos divinos e o triunfo indisputável de Deus foram descritos por Ageu em termos empregados com respeito a conquistas do passado. a referência poderia ser messiânica. e faria dele " u m anel de selar" {hôtam}. O segredo deste sacudir para a casa real de Davi tornou-se claro em 2:23 quando Ageu declarou que "naquele dia" Javé tomaria Zorobabel. os homens não deviam desprezar as coisas pequenas feitas no nome. Jeremias 3:14-18. 60. Mesmo o título de "Meu Servo" era mais do que a linguagem polida A palavra "desejo. portanto. uma referência ao Messias. De fato. Antes. assim sendo. O emprego de selos em marcar bens e documentos era bem conhecido no antigo Oriente Próximo. e Ezequiel 40-48. portanto. o derrubar dos reinos era para exaltar a pessoa davídica vindoura. o anel de selar em Cantares 8:6. o atual herdeiro ao trono de Davi. Dessa forma. Este "anel de selar" era o selo de autoridade que tinha sido abruptamente tirado de Jeoiaquim (também chamado Jeconias e Conias) em Jeremias 22:24. não sendo. o anel de selo. Portanto. político e social (2:7. tinha. Herbert Wolf.reconhecimento da soberania de Javé. um descendente de Davi. haveria uma convulsão de alcance mundial nos campos físico. Zorobabel. Todos os três templos eram o único e o mesmo.

Nas oito visões que mutuamente se complementam. a partir dos seus começos humildes até sua vitória triunfante contra toda força opositora. habitarei no meio de ti.]). A culpa da nação inteira repousava sobre o sumo sacer- . tendo as acusações de Satanás lançadas contra ele. O Herói Conquistador de Deus: Zacarias Com oito visões noturnas (1:7 . o mesmo. Zacarias proclamou a mais intensiva chamada ao arrependimento já dada por qualquer profeta do AT (Zc 1:1-6) em novembro de 520 a. Embora o juízo tivesse de ser pronunciado sobre as nações. O mal que "alcançara" (hfShtgü. 12-14). C. cf. Trabalhando em estreita cooperação com Ageu. C. com exatamente o mesmo vocabulário em Deuteronômio 28:15. para o sumo sacerdote sujo. na sua quarta visão. o sacerdote-profeta Zacarias traçou o crescimento do Reino de Deus. onde os quatro chifres (1:18-21 [2:1-4]). Nos lábios de Javé. Isto porque Zacarias. Na primeira visão. o Senhor ordenou silêncio. o relatório dos quatro cavaleiros era desanimador. a f i m de ele ser vestido com trajes novos e finos. [2:5 e segs. com um individuo que incorporava o grupo inteiro. Is 60:19. C. Is 42:1) no século oitavo a. Para o acusador. Jerusalém passaria por uma reconstrução. Seu aspecto mais importante era: "Pois eu lhe serei. no meio dela. a Pedra 0 estabelecimento externo da cidade de Deus como residência pessoal de Javé devia ser precedido por uma obra divina de purificação interior. Meu Servo o Renovo.6:8) e duas mensagens tipo "fardo" (9-11. e nos setenta anos de exílio era exatamente o que Moisés advertira. conforme já fora anunciado por Isaías (e. diz Javé. diz Javé. os quatro carros já completaram sua obra de levarem a efeito o julgamento de Deus em todas as direções (6:1-8). viu o sumo sacerdote Josué trajado de vestes sujas. Chegando-se ao ponto da oitava visão. e "Porque eis que venho e habitarei no meio de ti. no entanto. ordenou a remoção das vestes imundas. era uma clara referência àquela entidade corporativa. foram humilhados e quebrados por quatro ferreiros levantados por Deus. Ap 21:23). um muro de fogo em redor.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-Exíiicos 261 da corte.45. O modo de ser levado a efeito tudo isto foi descrito na segunda visão. alargamento e exaltação (2:1 e segs. g. a sua glória" (2:5 [9]. pois as nações da terra estavam descansadas e em conforto (1:11) a despeito das repetidas ameaças de destruição iminente. que as quatro potências mundiais sucessivas vistas por Daniel. 6) a nação na catástrofe de 586 a. e saberão que Javé dos Exércitos é quem me enviou a t i " (2:10-11 [14-15]). de pé na presença dos anjos do Senhor. v. Zacarias recebeu um quadro total como resposta divina àqueles que questionavam a validade da antiga promessa e do futuro de Sião. e eu mesmo serei. no entanto. sem dúvida. e serão o meu povo. Naquele dia muitas nações se ajuntarão a Javé.

que "edificaria o templo do SENHOR". representante daquele "reino de sacerdotes" (Êx 19«) era um "sinal" fmôpêt. e todo o povo estava imundo (cf. mas ele também era um sinal do futuro. Havia. que surgiria do meio da obscuridade. "A iniqüidade desta terra". Se. predisse o progresso vitorioso de Alexandre Magno (Zc 9:1 e segs. onde a Zacarias foi ordenado que fizesse "coroas" da prata e do ouro trazidos da Babilônia. Este evento resume as oito visões noturnas e o escopo delas num único ato — dádivas principescas vindas da distante Babilónia eram apenas precursoras das riquezas das nações que viriam em grandes quantidades para Jerusalém quando o Renovo Messias for recebido como Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Assim como Isaías declarara que o Servo daria Sua vida como substituição por muitos. conforme Javé prometera. "assentar-se-ia no seu trono e dominaria". que é aqui chamado por três títulos. o "Homem" cujo sobrenome era o "Renovo". O mesmo Sacerdote-Rei era o tema de Salmo 110. 3:8). Sendo assim. porém. O mesmo Senhor que ajudou na edificação daquele segundo templo reinaria como Sacerdote e Rei — ambos os ofícios numa só Pessoa! A perspectiva delineada por Zacarias em 8:20-23 era que numerosos povos viriam buscar o Senhor residente em Jerusalém. também. seria "tirada num só dia" (v. como em Daniel 2:34-35. O advento do verdadeiro representante de Deus. desse modo removendo a iniqüidade dos mesmos. aqui. então a "Pedra". Assim. e "seria sacerdote no seu trono" (6:12-13). Josué. na passagem mais pormenorizada de Zacarias 6:9-15. Era uma "maravilha" que o sumo sacerdócio existisse mesmo depois da longa interrupção do Exílio. do único adequado. a promessa do restabelecimento do ofício de sumo sacerdote depois de uma longa interrupção (Zc 3:7). já era conhecido em Isaías 4:2 e Jeremias 23:5-6.h O . porque temos ouvido que Deus está convosco". era o Messias. o "Servo-Renovo" representava o primeiro advento do Messias. Ele está entronizado em domínio pacífico. Aqui fica bem claro que o "Renovo" ou "Servo" não somente seria sucessor de Davi mas também de Josué. ao ponto de dez homens pegarem na orla da veste de um judeu. em Zacarias 6. só que ali Ele era um Rei conquistador. O Rei da Humildade e Retidão Quando Zacarias começou a tratar da primeira das suas mensagens tipo "fardo".262 Teologia do Antigo Testamento dote. Ag 2:11-14). O fato de Ele aparecer como o "Servo" em conexão com * o sacerdócio não pode ser mera coincidência. representava o segundo Advento do Messias. 0 "Renovo" ou "Rebento" de 3:8 e 6:12 era outro nome próprio para o último davidita. Estas dádivas foram transformadas em coroa para o Sacerdote-Rei. da mesma forma também Zacarias 3:9 prometeu que o Messias assim faria "num só dia". 9). dizendo: "Iremos convosco.

era o novo Rei de IsraeL Ele era meigo. cf. Zc 9:1 Où). Mas também tinha sido "libertado" e era. Destruiria os implementos da guerra (Zc 9:10a). e mesmo assim era vitorioso. e depois rejeitado. o Senhor. hobifm). "Domine ele de mar a mar. porém. 11:1-9. Pelo contrário. o mesmo conceito atribuído ao "Servo do Senhor" em Isaías 53:7.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-Exíiicos 263 tema já tinha sido proposto: tinha de vir um julgamento no qual Deus destruiria as potências mundiais dos gentios que também tinham o domínio sobre Israel. quando. porém. como Ezequiel tinha . 10:4. quanto mais Israel se tornava mais e mais desesperadamente espalhado. que tiravam vantagens do seu rebanho. Jz 5:10. mas o Bom Pastor foi de início aceito. E. Este. Em outra seção porém (Zc 12:10-13:1). estas duas varas foram quebradas. o Espírito seria derramado sobre o povo. porém. vitorioso. para misericórdia e o clamor de verdadeira penitência do coração. a mesma descrição empregada por Isaías (9:7. como estimativa do serviço dEle. O Pastor não merecia pessoalmente o sofrimento — sofria em prol dos pecados do Seu povo. através do Seu representante davídico. e tristeza genuína pela rejeição do Messias. como se chora amargamente peio primogênito. foi demitido da nação. 12:14}.A importância desta passagem e sua data avançada pós-exílica não deve passar desapercebida para aqueles que interpretam de modo espiritual a promessa da terra ou como bênção temporal que foi perdida por uma nação rebelde devido à sua falta de obediência à parte dela da aliança condicional {?). como marca da graça de Deus para com Ele. 32:1). O Pastor Ferido Israel tivera soberanos (pastores) malignos. e mesmo assim. portanto. então chegou ao fim o poder que este reinado fraternal exercia em nome de Deus. e desde o rio (Eufrates) até aos confins da terra" conforme Salmo 72:8 proclamara (cf. e Miquéias 5:2-5. o Pastor veio a ser o Pastor-Mártir (Zc 13:7-9) em prol das ovelhas que rejeitaram a Sua liderança. pesaram o preço que se pagava por um escravo (Êx 21:32): trinta moedas de prata! Sendo assim. porém. e Sua investidura no ofício seria simbolizada pela Sua chegada montado num jumento {9:9. empregara duas varas chamadas "graça" e "união" {no Jam. Seu caráter era "reto". o povo prantearia Aquele que transpassara. a perspectiva de uma nação reunificada ainda apareceu em Zacarias 10:9-12. Assim. 11:4-5. reinaria em paz sobre toda a terra (9:10ò). e vendido por trinta moedas de prata (Zc 11:7-14). Então. Enquanto dominava sobre eles no passado. Naquele dia. Este segundo quadro era idêntico ao de Isaías 9:1-7. esta esperança sempre queimava com mais brilho. Ele era "humilde" ou até "aflito". O verdadeiro Rei de Israel estava para vir. o Espírito divino de graça e súplica. Mesmo depois de Israel ter sido trazido de volta è sua terra após o exílio na Babilônia.

10:16. 3). Esta nova residência no templo foi . Aquele Dia Final de Vitória Ainda havia uma batalha decisiva a ser ganha por Javé. Javé enviaria um mensageiro para preparar o caminho diante dEle (3:1). Naquele dia. assim como Isaías também profetizara (40:1 e segs.). e treze vezes "as nações". 3:1) chegasse ao Seu templo. queixando-se assim: "Onde está o Deus do juízo?" (Ml 2:17). "O SENHOR" [hã'àdônf notem-se o artigo e a forma no singular) virá ao "Seu templo". Ele também permaneceria vencedor sobre todos os homens. o Senhor da Gtória desceria com nuvens (Dn 7:13) juntamente com todos os Seus santos (Zc 14:5). assim este mesmo Espírito abriria convicção e arrependimento nos corações israelitas. Is 1:24. Ele juntaria as nações da terra enquanto tentavam tratar de modo decisivo e conclusivo com a "questão judaica" {Zc 14:1-2). Zacarias proclamara: "naquele dia". 3:1. Quando. antes da Sua vinda. nações e a natureza (14:9 e segs. estabelecendo Seus pés no Mente das Oliveiras (14:4-5). 33). O Mensageiro da Aliança da Parte de Deus: Malaquias Mais um profeta. Somente estas estatísticas podem corretamente identificar o tempo. porque o dia da Sua vinda era também o dia do Senhor tão freqüentemente mencionado pelos profetas (3:2). Com grandes convulsões na natureza. respondia às zombarias incrédulas e blasfemas de um povo imerso nas suas próprias misérias. enquanto seu Criador.264 Teologia do Antigo Testamento predito que o Espírito de Deus daria o conhecimento de Javé e do Salvador. não seria outro senão o Messias prometido. os temas e os participantes ressaltados nestes capítulos. o "Descendente" prometido (14:14 e segsj. no entanto.Aquele foi o próprio dia selecionado pelo Senhor dos Exércitos. era a hora mais gloriosa da história da terra. o Mensageiro da aliança [Mal'ak habb erfth. e vinte e duas vezes indicara "Jerusalém". Então a história e o primeiro aspecto do grande plano salvífico da promessa divina chegaria ao fim no mais decisivo triunfo já testemunhado. Dezessete vezes nesta segunda mensagem tipo "fardo" de Zacarias 12-14. enquanto a riqueza das nações se reuniria para adoração ao rei presente. Este "anjo (ou mensageiro) da aliança" era o Mediador através de Quem o próprio Senhor tomaria Sua habitação no Seu próprio templo. Ele era Javé (cf. agora mais tarde no século quinto a. No entanto. no qual sairia e lutaria contra aquelas nações {v.) A santidade ao Senhor seria o motivo dominante daí em diante (14:20-21). Redentor e Monarca Reinante voltava para completar aquilo que já há muito tempo prometera fazer. A resposta de Malaquias foi simples: "Virá o SENHOR a quem vós buscais" (3:1). assim sendo.C. porque era necessário que a humanidade estivesse moralmente pronta para semelhante advento.

Assim. na analogia do novo ou segundo Davi. a obra do segundo Elias também seria tornar os corações dos pais para os filhos. de modo último e final. Esta "maldição" era uma "interdição" ou "dedicação involuntária" ao Senhor de tudo. Seria um homem no "espírito e poder" de Elias. Além disto. . tratava-se de uma repetição da promessa feita na ocasião do Êxodo: Javé haveria de Se manifestar de modo especial na pessoa do Anjo teofánico. tão intensiva era esta presença que conteria um perigo terrível para todos os pecadores.. Lc 1:17). Provavelmente não devemos pensar em Elias. 20) estava errada ao ansiar pelo dia do Senhor como se aquele dia fosse panacéia para um povo despreparado. mediante a qual Ele finalmente tomava aquilo que Lhe pertencia como repreensão contra a recusa absoluta de dar a Ele qualquer parte. a geração de Malaquias. tinha a certeza de que tudo não terminaria na escuridão e no desespero: . assim como Jesus indicou João Batista e disse que ele era Elias. 33:2). e dos filhos para os pais em reconciliação. agora viu também uma habitação pessoal deste "anjo da aliança". fato que é às vezes encorajado pela trasladação de Elias para o céu sem passar pela experiência da morte. Assim. Tal julgamento cairia especialmente sobre os sacerdotes (3:3) que precisariam de ser purificados antes de serem empregados no serviço dEle. Seria necessário que os corações dos homens fossem testados como em fornalha ou pelo sabão a f i m de se remover as escórias ou sujeira do pecado. Foi o que prometera em Êxodo 23:20-21: Eis que eu envio um Anjo diante de t i . a vir visitar a terra com "maldição" (hêrem. Êx 33:3). Porque se os homens não quisessem voluntariamente se dedicarem ao Senhor de coração total. no Seu templo. porém. como os ouvintes de Amós no século oitavo a. Deste modo. Mas. A presença do Senhor poderia significar que todos seriam consumidos. Êx 23:23. Malaquias. Malaquias perguntou: "Mas quem pode suportar o dia da sua vinda? e quem subsistir quando ele aparecer?" (3:2). 17:11. então Ele seria forçado. 32:34. o tesbita. porque vinha "no espírito e poder de Elias" (Mt 11:14. Malaquias. assim também haveria um novo ou segundo Elias. porque não haveria meio de misturar a Santidade dEle com os seus corações endurecidos (cf. (Amós 5:18.C.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-ExíUcos 265 parcialmente realizada pela graciosa presença de Deus no templo que foi edificado como resposta à pregação de Ageu e Zacarias. 4:6 [3:24]). imposta por Ele mesmor mencionada em Ezequiel 11:23. o Messias vindouro. no entanto. O precursor é primeiramente chamado "mensageiro" (3:1) e depois. pois nele está o meu nome (cf. e assim chegou ao f i m a ausência da glória de Deus. "o profeta Elias" (4:5).

mas há. Conforme disse o profeta Hanani ao rei Asa: . Ester No fim da longa subida histórica de Israel. começando com a não-existência e culminando com o status de nação. e da destruição para um estado enfraquecido no período pós-exílico. amavam e adoravam a Javé com um coração íntegro [ou perfeito] (fibãb sãlêmh Esta expressão ocorre nove vezes em Crônicas. 0 Reino é do Senhor: Crônicas. Ez 37:15).g. uma congregação Cèdâh) unida de Israel enquanto viviam. O Povo da Promessa O cronista tinha uma visão de um Israel reunido num dia futuro com a capital em Jerusalém. o cronista {talvez um escritor. um culto não estragado por mãos ou corações impuros. ou mais. no todo. 1 e 2 Crônicas) selecionou aqueles eventos e palavras históricos do reino davídico e salomônico que poderiam ser utilizados para projetar a imagem da consumação escatológica antecipada da promessa no novo Davi. mas sem dúvida uma parte real do futuro. e Seus locais de culto se situavam não somente em Jerusalém como "em todo lugar" onde homens e mulheres trariam "ofertas puras". porque o meu nome é grande entre as nações. O reino dele que se esperava ser o clímax da antiga promessa reacenderia as esperanças no meio das trevas do fraco crescimento durante o período pós-exílico. Os 1:11 [2:2]. Quarenta e uma vezes em Crônicas e oito vezes em Esdras-Neemias ele se referiu a "todo Israel" além de frases adicionais tais como "toda a casa de Israel" ou "Todas as tribos de Israel". Jr 3:18.266 Teologia do Antigo Testamento Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre as nações o meu nome. Sendo assim. 0 povo seria o povo de Deus. de modo semelhante aos dias gloriosos de Davi e Salomão. Neemias. Ester. cerca de trinta referências em Crônicas a "coração" no sentido de relacionamentos certos ou errados. diz o SENHOR dos Exércitos. a discussão mosaica do "local" e das ofertas chega ao auge de uma universalidade de pureza desconhecida na história passada ou presente. Esdras-Neemias. de um total de trinta vezes no AT inteiro. Este tema de "todo Israel" realmente sublinhava a descrição profética da reunificação futura do reino dividido em um só reino unido (e. ts í 1:13. O nome de Deus seria "grande" e altamente exaltado entre os gentios. e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras. — Malaquias 1:11 0 sucesso de Javé era tão extensivo geograficamente como o circuito do sol. ou seja. de Esdras.

H. "The Theology of the Chronicler". Myers. págs. Vetus Testamenturn 26 (1976): 351-61.. Phillip Roberts. — Esdras 7:10 Assim como a Salomão tinha sido prometido a bênção dos benefícios da promessa incondicional de Deus à casa de Davi "se" tomasse o cuidado de observar tudo quanto o Senhor ordenara a Moisés (1 Cr 22:12. com boas bibliografias.Assim como o rei Josafá anteriormente enviara um grupo de homens para instruírem o povo de Judá na Tora do Senhor (2 Crônicas 17:9). 8. Williamson. John Goldingay. "The Chronicler as a Theologian". 1974). ou "de Deus" ou "do Senhor Deus". O plano eterno de Deus era parte integrante deste equilíbrio entre soberania divina e responsabilidade humana. — 2 Crônicas 16:9 Vida na Promessa A Tora ou lei de Deus era o padrão mediante o qual o povo de Deus recebia a sua instrução. assim agora Esdras nestes tempos pós-exílicos tinha disposto o coração para buscar a lei do SENHOR e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos. Enquanto lia. " A n Evaluation of the Chronicler's Theology of Eschatology Based on Synoptic Studies Between Samuel-Kings and Chronicles" (Tese de M. som sekei). são: Roddy L. Ixxviii e seg. Lexington Theological Quarterly 8(1973): 108-16. A. "The Ascension of Solomon in the Books of Chronicles". comparado com doze vezes em Samuel-Reis. Concorc/ia Theological Monthly 42 (1971): 502-14. 2 Em Neemias 8 há a narrativa de como Esdras trouxe a Palavra de Deus consigo. "The Message of Chronicles: Rally Round the Temple". The Anchor Bible: / Chronicles (Garden City: Doubleday. 0 cronista se refere trinta e uma vezes ao nome de Moisés. quanto ao Senhor. "The Theology of the Chronicler". seus olhos passam por toda a terra. Estas estatísticas são tiradas de Jacob M.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-Ex f/i cos 267 Porque. para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele.G. Esdras "dava explicações" (v. Ackroyd. lendo-a ao povo que escutava atentamente (vv. Trinity Evangelical Divinity School. 1974). Braun. Algumas das contribuições mais recentes. assim também "todo Israel" foi conclamado a andar de "todo o coração" conforme tudo quanto Deus ordenara na lei de Moisés. 8-9). Biblical Theology Bulletin 5 (1975): 99-126.M. e a palavra "Tora" foi empregada quase quarenta vezes em Crônicas comparando-se com apenas doze vezes em Samuel•Reis. A bibliografia sobre a teologia do cronista está se aumentando constantemente em dias recentes. 2 . Aquilo seria o caminho de vida e de bênção. Catorze vezes a lei foi designada "a Tora do Senhor". P. 28:7).

sim. Para passagens adicionais. a vitória e a majestade. a forma passiva em Ester 9:22. porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra. 47-53. Assim Davi bendisse Javé na sua oração de ações de graças pelas dádivas voluntárias tão generosas e abundantemente supridas por Israel em resposta â necessidade de um templo a ser edificado por Salomão. 21:10. 18:31. Tua. 5. o poder. Nos casos em que os homens estavam claramente errados. ver 1 Crônicas 10:13.4). Mesmo a pergunta "quem sabe?" de Ester 4:146 não é uma pergunta de desespero ou de frustração. 20. Hals4 desenvolveu um argumento excelente em prol da causalidade divina em tudo. é o reino. 24. 24:18. 1 1 3 . págs. recusou. 2 Crônicas 12:2."Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre. no caso de Roboão ter rejeitados sábio conselho no sentido de ele reduzir os impostos. "Comparisons with the Book of Esther". mas "isto vinha de Deus. Deus ainda permitiu que a causa ou situação ficasse de pé. 7. mas. Et 4:14). e tu te exaltaste por chefe sobre todos. foi repetida em 1 Crônicas 17:14. "porque esta coisa foi feita da minha parte". SENHOR. dada a Davi. em The Theology of the Book of Ruth (Philadelphia: Fortress Press. é a grandeza. SENHOR. 25:20. O Reino da Promessa A promessa de Deus. "o mês que ihes foi mudado de tristeza em alegria". 2). e aquelas coincidências (?) bem cronometradas da insónia do rei (6:1) ou a leitura acerca de favores antigos de Mordecai prestados ao rei (v. havia uma mensagem no livro que ressaltava ambos os aspectos da soberania divina e da responsabilidade humana. 20:30. 17:3. teu. Hals. Ronald M. 11. disse Javé. 22:7. 27:6. Por exemplo. e assim dividiu o reino. cf. 13:18. 16:7. embora fosse ausente o Seu nome: as referências oblíquas porém significantes a "outra parte" {mãqôm. um meio retórico que contém sua própria resposta para os que refletem com cuidado nos acontecimentos.3 Esta apresentação dual dos eventos da história de Israel durante os dias pós-exílicos também levou â técnica de referências indiretas a Deus em escrever histórias tais como o livro de Ester. 4 . 3 Ronald M. a honra. para que o SENHOR confirmasse a palavra que havia dito por intermédio de Aías" (2 Cr 10:15. 26:5. 14:11-12. 1969). 21:7.268 Teologia do Antigo Testamento Embora seja verdade que o cronista mais freqüentemente ressaltava o aspecto da agência divina em eventos humanos em contraste com a narrativa paralela registrada em Samuel-Reis que focalizava a agência humana. e o seu trono será estabelecido para sempre".

nem viria a fracassar. A inferência da genealogia. Esta mensagem visava um auditório bem maior do que os próprios israelitas. "Na tua (de Abraão) descendência serão benditas todas as nações da terra". e a ênfase dada á música e à oração em tempos de reavivamento e adoração eram uma doxologia apropriada Àquele a que pertencia o reino e cujo reinado já começara entre os que crêem. a conexão da nação com a raça humana inteira e assim se dirigia a todos os descendentes de "Adão". o cronista revivificou a imagem do reino no auge da sua maior potência a f i m de expor as glórias do reino do Messias. O rei de Israel era meramente o vice-regente de Deus que devia seu ofício a Deus e que simbolicamente continuou aquele reino como penhor da ocupação triunfal daquele trono por parte de Deus. Aquela antiga palavra profética de promessa não fracassara. no entanto. porque o propósito total das listas genealógicas em 1 Crônicas 1-9 não se esgotou quando servia meramente para autenticar aqueles que não tinham certeza quanto à sua linhagem e que queriam ser incluídos no sacerdócio dos dias de Zorobabel Exibia. para ajudar os espíritos desanimados de um povo pisoteado. as ordenanças vinculadas ao templo. -1 Crônicas 29:11-12 Este "reino de Javé" que estava "nas mãos dos filhos de Davi" (2 Cr 13:8} pertencia ao Senhor. mas que ainda haveria de exercer domínio total sobre os céus e a terra. deixou claro que toda a humanidade foi afetada pela enormidade da obra escatológica de Deus. o enfoque sobre o templo. . e a explícita reivindicação da promessa feita com Davi conforme foi desdobrada na teologia do reino do cronista. na tua mão há força e poder. Assim. A palavra não era tão direta quanto em Gênesis 12:3. outrossim. Tu dominas sobre tudo. contigo há o engrandecer e a tudo dar força.O Triunfo da Promessa: Os Tempos Pós-Exíficos 269 Riquezas e glória vêm de ti. Portanto.

.

Não há nenhuma melhor súmula da conexão que existe entre o Antigo e o Novo Testamento do que aquela que foi dada por Willis J. Esta é a tônica que prevalece em ambos os testamentos — uma multidão de especificações que desdobram uma única promessa. * [e] enfatiza uma promessa mais do que muitas predições. e de que estas são cumpridas em Cristo Jesus. É diferente das teologias sistematizadas sendo que se [recusa a desvincular] a predição da promessa ou da ameaça . uma promessa eternamente cumprida e se cumprindo na história de . através de/e. mas dificilmente o é quanto à sua forma. e a promessa serve como uma doutrina religiosa centralEsta generalização bíblica do assunto pode ser formulada como segue: Deus deu urna promessa a Abraão. A Bíblia oferece muito poucas predições senão na forma de promessas ou ameaças. e. á humanidade inteira. . pode ser bíblica na sua substância. Beecher nas suas preieçoes Stone pronunciadas em Princeton pouco após o infcio deste século: A proposição de que o Antigo Testamento contém grande número de predições com respeito ao Messias vindouro.

há apenas uma promessa. O texto. . (1905. não de uma predição ou de certo número de prognósticos espalhados. 39). 33. The Prophets and the Promise.1 A Palavra-chave Neotestamentária para o Antigo Testamento Os escritores do Novo Testamento deram a este plano ou desenvolvimento único o nome de "promessa" {epangeüa}. Grand Rapids: Baker Book House. mas Abraão também. a qual as nossas tribos. não receberam aquele último aspecto. para beneficiar a um só homem. Era um plano único de Deus bem específico.Obviamente. sendo Ele aquilo que éprincipal na história de Israel (grifos dele). Isaque e Jacó eram "herdeiros com ele [Abraão] da mesma promessa". 16). por haver Deus provido cousa superior a nosso respeito" (11:9. Cerca de quarenta passagens podem ser citadas de quase todas as partes do NT que contêm esta palavra "promessa" como a quinta-essência do ensino do AT. afirmou. Semelhantemente. a promessa juntamente com uma prova da mesma também. trazer benefícios ao mundo inteiro. Jacó. e Davi. empregando o plural: "As promessas 1 Willis JT Beecher.272 Teologia do Antigo Testamento Israel. porém. 0 escritor aos Hebreus disse que Deus "fez promessa a Abraão". E agora estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais. e principalmente cumprida em Jesus Cristo. . "depois de esperar com paciência. tinham. Além disto. 39-40). pág* 178. A promessa úníca consistia de muitas especificações. através deste. dependia de uma única promessa. diante da corte de justiça. "obtiveram promessas". obteve a promessa" (Hb 6:13-15. é um plano único. Além disto. almejam alcançar. Paulo identificou a "promessa" feita "a Abraão e à sua descendência" como sendo aquela que se firmava sobre a graça. suas amostras parciais do cumprimento total. longe de mostrar uma contradição. contudo. "não a concretização da promessa" (vv. e. a concretização da promessa. Note-se que estou profundamente endividado para com Beecher peto esboço e boa parte da substância que se segue na definição da promessa. "não obtiveram. e o receber o cumprimento culminante em todos os seus aspectos. edição reimpressa. 1975). — Atos 26:6-7 Sua confiança. portanto. e era firme a toda a descendência no sentido "de ser herdeiro do mundo" (Rm 4:13. 17). . distingue entre o receber a palavra da promessa. sendo assim. foi possível para os escritores do NT falarem de promessas. Paulo. Esta promessa única pode ser identificada como sendo aquela que fora dada a Abraão e repetida a Isaque.

A Unidade do Antigo Testamento e do Novo Testamento Contrastes baratos e fáceis demais entre os dois testamentos são tão abun- Para uma lista detalhada da lista davfdica de referências no Novo Testamento. Israel e as nações. A palavra de promessa divina (Gn 12:15) e o juramento divino (Gn 22). Para os escritores do NT. 72-73.2 No ponto de vista deles. a doutrina da ressurreição dentre os mortos {At 26:6-8. a doutrina da redenção do pecado e das suas conseqüências (Rm 4:2-5. o Messias e toda a comunidade dos fiéis de todos os tempos. Efeito ou Escolhido. 9-10. indicava sua natureza de múltiplas facetas e sua largueza de escopo. 10:36. 17-18). Hb 9:15. Raiz de Jessé. A promessa era continuamente cumprida no AT. Leão. 32-33. ver Dennis Duling. não enfraqueceu o conceito de uma doutrina única da promessa que a tudo englobava. Tg 2:21-23). Entre os aspectos de variedade abrangidos por esta única promessa estava a palavra de bênção do evangelho para os gentios (Gl 3:8. Servo. 9. conforme Hebreus 6:18 (notar o emprego de nós) foram dados dois sinais inabaláveis e imutáveis de que a promessa era tão irrevogável e livre de mudanças para eles (e daí para as gerações que se sucediam) como era para o patriarca. "herdam as promessas" (Hb 6:12) ou Abraão que tinha "as promessas" (Hb 7:6. Deus assim Se obrigou de modo eterno. 3:6-7). a promessa do Espírito Santo numa nova plenitude (Lc 24:49. A própria fraseologia adotada pelos escritores do NT semelhantemente demonstrava uma forte predileção da parte deles no sentido de empregarem os mesmos termos técnicos e metáforas empregados no AT. numerosas referências a meu Filho. 325-26. Semente. 9:4). 7-2.O Antigo Testamento e o Novo Testamento 273 feitas aos pais" (Rm 15:8-9. e a maior de todas. a promessa ia além destes dois adventos e ficou eternamente operativa e irrevogável (Gl 3:15-18. Chifre. O uso do plural. New Testament Studies 20 (1974): 55-77. porém. a promessa de Jesus. 2 Tm 1:1. Há. At 2:38-39. Mesmo assim. 2 . Lâmpada de Davi. por exemplo. 29. estavam contribuindo para uma só doutrina contínua. 17-18. o Messias {Lc 1 £9-70. e que continuava fazendo na própria nova era deles. que incluía as ameaças e as bênçãos. etc. pelo contrário. 14. Ef 1:13. Hb 6:13. Gl 3:14). À geração dos crentes do primeiro século. esta única promessa de Deus sintetizava tudo quanto Deus começara a fazer e a dizer no AT. 2:12. cf. 1 Jo 2:24-25). At 2:33-39. 13:23. Gl 3:12). Estrela. 11:13p 17). aguardava alguns cumprimentos culminantes em conexão com os dois adventos do Servo-Messias. "The Promises to David and their Entrance into Christianity — Nailing Down a Likely Hypothesis". 2 Pe 3:4. Messias. meu Santo. Reino. cf. Renovo. mesmo assim.

propôs este remédio: Ora.274 Teologia do Antigo Testamento dantes hoje como são de idéia errada. ou a quaisquer outras histórias.4 Basicamente. ao citar uma^série de retrogressões do Antigo para o Novo Testamento como uma refutação devida àqueles que dolorosa e artificialmente fazem o oposto. tal iniciativa precisa também levar consigo o corolário necessário de extirpar boa parte do NT semelhantemente. (3) Há uma variedade de soluções que Baker agrupou sob a rubrica de "soluções bíblicas". cita Claude G. A solução de Ortgenes não era melhor. van Ruler e Kornelis H. referindo-se a casamentos. e o AT era considerado seu testemunho preliminar ou pressuposição não-cristã. Miskotte representavam uma solução veterotestamentária em que o AT era a Bíblia essencial e real. Sua saída do problema da quantidade e tipo de continuidade e descontinuidade entre os dois testamentos era mudar o sentido óbvio de muitas passagens do AT. Judaism in a Christian World (Nova Iorque. Harnack. . ou à geração de filhos. Baker. sendo que este por demais de vezes retratava Deus de modo bem semelhante e empregava muitas partes da doutrina do AT e da cultura judaica. 1966). outros seguiram a liderança dada por Márciom. não se pode supor que sejam outra coisa senão a forma externa de coisas escondidas e sagradas. sim. Em maior ou menor grau. Para Schleiermacher. "The Theological Problem of the Relationship Between the Old Testament and the New Testament: A Study of Some Modern Solutions". . ou a batalhas de vários tipos. o AT era apenas uma perda de tempo ou uma religião pagã. não é outra senão a seguinte: que as Sagradas Escrituras não são entendidas por eles conforme o significado espiritual. do outro fado. Estas incluíam a abordagem cristológica de Robert Gordis. Universidade de Sheffield. 2:326) na sua brilhante resposta a tais contrastes artificiais. No seu livro. McGraw-Hill. e.: Inter Varsity Press. David Leslie Baker tentou classificar as soluções recentes ao problema do relacionamento entre os dois testamentos. Todas as partes narrativas. Infelizmente. 4:9. (2) Rudolf Bultmann e Friedrich Baumgartel tomavam.3 A bem-conhecida tentativa de Márcion de extirpar o AT do cânon da igreja era claramente um fracasso. agora publicado como Two Testaments: One Bible (Downers Grove.. o NT como a Bíblia essencial da igreja. III. De Principus. sendo que o NT era a sua seqüela ou meramente glossário de terminologia. agosto de 1975). conforme o próprio Márciom reconheceu. 136-37. Recentemente. 4 o . a razão para a apreensão errônea de todos estes p o n t o s . 1976). Kierkegaard e o mais jovem dos Delitzsch. transformando-as em alegorias. Baker achou três soluções diferentes: (1) Arnold A. . bem demais. David L. págs. (tese de doutorado. conforme o seu significado literal. Montefiore (Synoptic Gospels.

segundo parece. 1965). não se enquadra em qualquer uma destas três categorias. 5 . 24:7.Mas. Childs. da literatura e da cultura. conforme a expressão freqüente dos escritores do evangelho.O Antigo Testamento e o Novo Testamento 275 Wilhelm Vischer. Grundmann. e a abordagem da história da salvação. "Dei". individualmente. em que o AT era "atualizado" no NT. H. a seleção de uma parte do cânon do testamento em preferência a outra é tão arbitrária e deduzida por fora como a aplicação dalgum princípio tal como uma abordagem cristo lógica. Além disto. O objetivo da disciplina da teologia bíblica é discernir qual fluxo de continuidade. dentro deste grupo de "soluções bíblicas" sugeriram uma tensão contínua no assunto da continuidade e descontinuidade entre os testamentos. Theological Dictionary of the New Testament. Onde o texto. 10 vols. não valida tal princípio organizacional. etc.A conexão de matéria e terminologia era ainda mais óbvia e claramente deliberada do que as conexões da história. C. ao reino de Deus. Além disto. em que o AT era investigado para procurar suas semelhanças ou correspondências históricas e teológicas com o NT. Gerhard Kittel. (Grand Rapids: Eerdmans. as conexões com o NT eram mais do que continuidades histórlco-cro no lógicas. ou que tinham que ser diferenciados daquilo que foi dito a pessoas de gerações prévias? As evidências já colhidas do cânon do AT na parte II da nossa obra argumentam com clareza que estes homens do AT acreditavam fortemente que faziam parte de uma única tradição.g. ed.W. Tinham conhecimento de contribuições antecedentes ao seu assunto ou a assuntos relacionados? E já indicaram que estes poderiam ser agrupados. 26. pelo mesmo argumento. Nossa solução. conforme agora existe. H. a história tinha uma certa força compulsora dentro dela. Sendo assim. então deve ser deixado de lado a favor dalgum que possa ser indutivamente validado. a abordagem tipológica. C. porque. Ver W. A imposição de gráficos externos sobre as matérias bíblicas sempre deve ser rejeitada. Rowley. e G. estes assuntos em comum levavam um vocabulário em comum que tendia a se tornar em termos técnicos por causa de seu freqüente aparecimento em junturas críticas no argumento. Semelhantemente. o Messias "devia" (dei) 5 sofrer e então ressuscitar gloriosamente. obra ou ministério de Cristo. Lucas 17:25. 22:37. 2:21 e segs. e Brevard S. e. trad. os escritores revelavam nas suas obras. Atos 17:3. ou heranças étnicas e culturais em comum. â bênção de Deus para todas as nações. John Bright. Outros. Bromiley. citações textuais de escritores anteriores. Th. Vriezen. ao povo de Deus. Dodd.. os apóstolos Marcos 8:31. H. e ao dia do Senhor. onde cada (!) texto do AT apontava para algum aspecto da pessoa. Seria impossível descrever a mensagem de um escritor do NT sem se referir è Semente. tipológica ou da história da salvação. se tal houver.

A aliança mosaica tinha suas falhas (v. Naturalmente. mas não instituiu uma aliança inteiramente "nova". Tudo fora predestinado no "plano" de Deus. para empregar a palavra de Pedro e de João. renovou a aliança. lançado fora ou substituído a não ser aquilo que era assim claramente limitado desde a sua primeira aparência. conforme argumentamos acima. mediante a Sua morte. a aliança sinaítica ou mosaica era. citavam o AT como fonte de doutrina ou em disquisiçõesque visavam impressionar a parte judaica do seu auditório com as óbvias continuidades nesta nova religião. mesmo assim. A superioridade veio do progresso da revelação e não dos erros ou deliberada falsa informação das alianças anteriores. dizendo que isto não era mais nem menos do que aquilo que fora profetizado pelos escritores do AT. Nosso argumento não é apenas que a Nova Aliança cumpriu as promessas espirituais feitas à semente de Abraão. Muitos eram ensinos temporários até que chegasse o "fiador" da "superior aliança" (Hb 7:22). 7:19. Em contradistinção com a maioria das avaliações modernas do emprego do AT pelo NT. "estas coisas [hatina] podem ser colocadas de outro modo [a/légoroumena]". e a esperada antipatia que já ocorrera historicamente contra o Ungido de Deus {At 4:25-30). um desenvolvimento da abraámica. os escritores apelavam para o AT de modo bem sóbrio e comedido. mas isto não por causa de qualquer aspecto inadequado da parte do Deus que fez a aliança. e. Em raras ocasiões. se referiam ao AT somente para propósitos ilustrativos (e. Sendo que a aliança mosaica era a primeira a ser completamente atualizada e experimentada pela nação. porém. abrogado. Assim. Quando. muitas das suas disposições eram meramente preparatórias. Este não era um emprego "casual" e "livre" do AT. pelo contrário. não poderiam estar longe da intenção de transmitir a verdade estabelecida pelos escritores do AT. que continuou nas promessas Sinaítica e Davídica nada foi cortado. 22) e a Nova Aliança (8:6-13). A Melhor Aliança A chave para o entendimento da "melhor aliança" em Hebreus 8:6 é observar a equação feita entre a promessa abraámica (Hb 6:13. mas isto mais uma vez não implicava nem explicitamente ensinava que as identidades ou promessas nacionais .276 Teologia do Antigo Testamento se consolavam em tempos de perseguição contra a igreja primitiva.g. Gl 4:24). a abraámica não é a primeira conforme a numeração do autor. não falharam quanto a este objetivo. quando Deus renovou a antiga promessa patriarcal. muitas das disposições tinham uma obsolescência embutida deliberada e planejada. Jesus. em nossa opinião. É certo que a parede de separação foi quebrada entre judeus e gentios que criam (Ef 2:13-18). Isto foi indicado desde o início quando as instituições cerimoniais e civis eram expressamente chamadas "oópias" ou "padrões" feitas segundo a realidade (êx 25:9. Assim. 7). Hb 9:23).

os gentios. Além disto. que eram "separados da comunidade de Israel" (Ef 2:12) e "estrangeiros e peregrinos" (v. rião deste aprisco" (João 10:16) não seria muito surpreendente ver os escritores do NT acrescentando à tese emergente do AT que havia apenas um povo de Deus e um programa de Deus embora houvesse vários aspectos daquele povo único e programa único. ainda. Romans 9 . No meio desta unidade do "povo de Deus" e da "família da fé" no entanto. 12). porém. chamou-os de "herdeiros" conforme a promessa (Gl 3:19). Ver a magnífica análise desta passagem por Bruce Corley. Assim.1 1 S o u t h w e s t e r n Journal of Theology 19 (1976): 42-56. e os novos céus e a nova terra. Paulo fez com que os crentes gentios fossem parte da "famflia de Deus" (Ef 2:19) e parte do "descendente de Abraão" (Gl 3:16-19). "outras ovelhas. membros do mesmo corpo e co-participant es da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (Ef 3:6). daquele mesmo plano unificado ainda aguarda um cumprimento futuro e eterno. é evidente que já participamos de alguns benefícios da época futura. um Pastor. and God. grande parte. "The Jews. the Future. "herança" esta que era parte da "esperança do seu chamamento" (Ef 1:18) e parte da "eterna aliança" dada a Abraão (Hb 9:15). Mais uma vez. assim como não significavam que as distinções entre macho e fêmea foram abandonadas. 19) às "alianças da promessa" (v. o reino de Deus. O que Paulo está ensinando é que os crentes gentios foram "enxertados" na oliveira judaica (Rm 11:17-25)6 e feitos "co-herdeiros. Sendo que "a salvação vem dos judeus" (João 4:22) e sendo que há apenas um aprisco. . e. foram levados a co-participar em parte das bênçãos do povo de Deus. ainda permanece uma expectativa de uma herança futura que também concluirá a promessa de Deus com uma nação de Israel revivifícada.O Antigo Testamento e o Novo Testamento 277 foram removidas.

Gteason L. 224. E. 60. 234n Delitzsch. G. Rudolph 274 Carlson. Otto 3. R. 159n. 78n. R. 7. D. 241 Archer. 23n Eissfeidt. 274 Denton. Albrecht 29( 60. Elizabeth 11 Achtemeier. David U 274 Barr. Walter 67n. 253n Bail lie. 11 Bruce. A. R. Dennis C. 32. 25n Buber. 241 n Alt. H. P. 58n. 163n Clines. 36n. 11. Oliver 118n Bultmann. Willis J. 188. G. 70n Crim. 83n Clements. Brevard S. 4. 196n. 6. 34 Albright. 143 Briggs. 157n. Paul 11 Ackroyd. Bernard J. A. 273n Dyck. 195n. Bruce C. 1 73n Baumgartel. Richard 108n Dodd. 148 Buswell. 117n Braun. Bernhard W.Achtemeier. C. Jr. 159. 161 n Cundall. 116n. 27. 113n. 162 Dahood. 27n Baker. 3. J. James 2. 267n Albrektson. 2. H. Roddy J. T. G. Arthur E. 124. 90. 191n. 267n Brueggemann. Islwyn 59. L. Franz 97n. G. 222. Johannes 140n Baumberger. Hans-Jochen 1 51 Bonar. Elmer K 132n Eichrodt. Mitchell 182n. 93 Anderson. 157 Caspari. 29. Leslie 191. 271 Begrich. W. F„ F. 31. J. J. Robert CH 3 Deutsch. 165n. Friedrich 274 Baur. Martin 111. 141 n Duling. 21 2n. Christiaan 4 Birch. Walther 3. 275 Clark. J. 128n. 183n Darnell. J. 117 Corley. David 132n Davis. William F. 275 Driver. 164n Cross. 125n. 193n. A. 5. Henri 159 Chi Ids. 209n Allis. P. 20. J. 29. 25n Anderson. Bruce 277n Crenshaw. R. Frank M. 140n Driver. 212 Delitzch. Charles 112. 187. 116. Frederick. 28 . 182n. Keith R. 217n. Henton 163n de Boer. Bertil 14. S. M. 275 Bromiley. 1 51 n Blythin. 189. 31 n. 4. 27. A. 60n Boecker. 78n Cooke. 101n. 32. A. A. O. Andrew A. 33 Beecher. 183n Allen. 113. W. Carl Paul 53 Cazelles. 164n Beker. 7. John 5nf 11. 92 Bauer. 239n Bright.

Jr. 90 Keil. 184n Gesenius. H. 70n Luckenbill. C. 1 76n. 122n. J. 23 Freeman. 70n. 190 Johnson. 222n Honecker. Jared J. 167 Jenni. 33 Hoffmann. Herbert B. 154. 7 Gammie. 38 MartirhAchard. 94n. J. Ronald 168. 131 Hesse. H. 125n Kelly. 154 Meek. John U 5. Habel.268 Hämel. Langdon B. 141 Greenberg. F. D. Moshe 110 Grundmann. 230n Michaelis.f Jr. 255n Hengstenberg. 116n. P. G. R. 274 Moltmann. Wilfrid J. Gerhard 26. 274 Kitchen. W. 25n Kautzsch. 1 71 n König. D. Daniel 5 Ellis. 119n. 171n. Jr. 192n Farr. 231 Montef iore. E. 103n. G. 169 Mowvley. 3 . 240n Hubbard. Kornelis H. 33. 231 Hummel. 1 70n. 203n. Robert 274n Graesser. 150. Adolph 9n. 203. 3 Krause. A. 33. 37n. 117. Günter 23 Kline. A. J. 63n.280 Teoiogia do Antigo Testamen to Kaiser. 41 Miller. R. Arvid S. W. J. W. 267n . Georg 5. H. 29. T. 137n Martin. J. W. Dennis 67. 210n Fensham. Hermann 34. 232 Käsemann. P. 131 Miskotte. David A. Allan 256n Mater. C. Jacob M. 76n. Meredith 66n. Charles L 117n. Aubrey 88n Josephus. 3 Kierkegaard. Walter 229 Maly. Sigmund 167. Francis 243n Gordis. 70n Huffmon. Flavius 148. 130n. 132n. 3 Harnack. 181n Hals. 68n. 193n MacRae. L lOOn. 212n McCarthy. J. 178n Mendenhall. 113. 164n 118n. Chester K. H. 107n. F. 179. Walter C. 113n. E. E. van 11 Jackson. 159n Fairbairn. Hobart 123n F ritsch. 4. C.. 120n. E. 46n. 151 n. James L. 3 Goldingay. 167 Kümmel. 100n Gil key. Claude G. Franz 29 Hitzig. 7 Holmgren. F. 98n Gabler. 29n. Charles T. Peter R 11 English. Robert 4 Mays. E. 169. 275n Gunkel. 130. Norman 70n. K. W> 167 Fohrer. Jürgen 94n Moran. 230 Lys. 90. E. 2. W. Carl F. D. T. 168n. 203n Kelley. J. John G. 136n. 221 n Lehman. Schuyfer 118n Erdmann. D. Patrick 53n. Carl. Fh C. 166n. 135n. George 206 Feinberg. Jr. 176 Myers. 57n. 28n. 111 n Mowinckel. 31 McKane. Eugene K 152 Manley. 181 McKenzie. 153. 102 Murphy. John 267n Goo de. 274 Harrington. 111n. Horace 4n Imschoot. Foster R. Page 26n. 158n. 128 McCurley. Leon 1 22n Motyer. 97n Lindblom. Theophile J. J. 274n Morris. J. 33 Hermann. 25n Labuschagne. Immanuel 28 Kapelrud. Gerhard 11 Klein. Roland E. 1 53n. William. Johann G. 5 Harrison. 182n Hasel. 82n. Kenneth 171n Kittle. Patrick D. Soren 7. Martin 28n Hörne. George E. 5 Leupold. Balmer H. 204n Kant. 231 n Flanagan.

168. H. 137n Owens. Jim A. C. 73 Whybray. Leonard 147 Rowley. 29. 233. G. Charles. 161 n. Lawrence E. Stafford 1 77 Young. 250 Origen. 164. 171n Oestreicher. 137 North. 67n. A. M. 102 Rad. Albertus 240n Poythress. J. VernS. A. F. J. 138. James 9. 70n. Morgan L. 102 Peters. 120n Pannenberg. B. J. 207n Stendahl. Marten H. von 70n Rost. 7. 3. 240n Vriezen. C. 95. 134ntf 138. Johannes 58. 156n. 125n. 101n. 222n Pieters. Anthony 248n Williamson. 159n Verhoef. 136n Shank. 41. Otto 178n . 154 Williams. 153 Phillips. J. 96n. 39. Rudolf 23 Stek r John H. 275 Ruler. H. John Henry 9 Nicholson. 66. 183 Willesen. Th. Walther 5. 137n. 223n Thomas. F. 32. K. 43. 191n. 34n. 161. Neil 161 n Ringgren. S. 192 Wright. 179n Rainey. 27n Wright. 173. 132n. 141n. 275 Weinfeld. 3n Stuhlmueller. H. 23n. lOOn. 144. 66. 67n. 63n. H. M. 132n Noth. 235n. 98n Procksch. 180n Tsevat. 240n Wellhausen. 194n. 131. 96n. 64. H. Horst D. 25. 35n Vaux. 184 281 Sauer.indice de A utores Naude. J. Wolfhart 29n Payne. C. 171. 63. Helmer 182 Robert. Gordon 128. 241 n Sanders. 103n. Wilhelm 275 Vos. 163. 169 Segal. 67. 115n Scott. 171 n Roberts. 231 Woudstra. 236 Toombs. Bernard 126n Rand. 234n Newman. 40. H. G. James Freeman 115n Rendtorff. V. 93. R. 243 Pfeiffer. 60. Edward J. Roland de 4. D. Ernest W. Ft. 132n Thomson. James 5 Smend. James G. Carl 179n Smart. Ernest 25. Alfred von Rohr 176n Schleiermacher. F. Hans Walter 32. 76nf 254n Zimmerli. 60. 130n. 59n. 11. 255n Premsagar. 179. Rolf 83ri Richardson. 274 Orr. 141. H. 87n Preuss. Robert 9 Ramm. 211. 7 Steuernagel. 40 Scofield. Y. H. R. 163n. CI eon 96 Roon. 139. R. 135 Wenham. P. 267n Wolf. Moshe 110n r 128. 44. E. Carrol 222n. 179n Zöckler. Coert 1 76n Ryrie. 241 n Pedersen. 136 Orelli. 139 Wester mann. 130. 28. 93. George N. A. Arnold van 274 Rylaarsdam. O. 32. J. 59. 127 Oester ley. 21 n. 26. Gerhard von 3. 4. C. Gene M. 138n. Claus 58. D. O. Geerhardus 96. 110 Vischer. N. 101. 34. Th. S. Phillip 267n Rogers. I. C. Matitiahu 160n Tucker. 29. A. C. Winton 70n Thompson. 274 Schultz. Pieter 5 Virolleaud. Herbert 260n Wolff. 145. Martin 21 n. von 33. 170n. H. 172.

67. 241 n. 23. 196. 76. 116. 134. 165. 118. 174. 21. 148. 35. 193. 7. 20.1Q. 61.5. 207. 183. 143. 142. 35.96. 205. 143.176. 131. 63. 165. 201. 156.58. 63. 256 Arca da Aliança . 146. 206 Analogia da Escritura (antecedente) — 18. 48. 63r 106. 51. 263. 273. 65. 166. 180. 260-61 Anjo (mensageiro) da Aliança — 265 Anjo do Senhor . 234 Carta Magna Para a Humanidade — 156-59.253-54 Anel de Selar . 52. 241.161-63. 145. 21 Ancião de Dias . 68. 153. 203 Casa de Davi . . 93. 77. 142. 43. 157.47. 73. 166. 13. 191. 65. 15. 40. 36 Criação . 74-75. 12. 29. 8. 41. 115. 192. 155. 121. 28. 53. 237 Arrependimento . 248-49.62. 103.44. 62. 16. 115. 59. 252.157.6. 14. 125. 196 Anticristo — 253. 141-43. 15. 275 Abordagem Tipo História da Salvação — 274. 113. 191. 16. 221. 260 Centro Para a Teologia — 8. 77. 249. 264 Continuidade e Descontinuidade — 274 Coração. 125. 86. 205. 63. 24. 73. 132. 20. 161. 45. 275.221. 170. 135. 194. 187.258. 39. 275 Carga (peso ou sentença) — 233.196. 202.Abordagem Tipológica Abordagem Tipológica — 274. 267 Conhecimento de Deus . 261. 189. 189. 83. 164. 74. 101.110. Bênção Bênção . 274. 277 Aliança Sinaítica . 44. 32.65. 232. 105. 121. 102. 95. 71. 135. 30.50. 52. 175. 91. 237. 222 138. 32.4. 144. 258. 126. perfeito — 267-68 Credo . 36. 20. 217. 201. 91. 211. 160. 268. 85. 241 Congregação . 183. 239. 17. 116.14. 146. 18. 245.48. 16. 97. 71. 143. 17. 245. 112. 227. 52. 154-55. 59. 159. 81.151 138. 90.67. 98. 189. 83. 132. 227. 222 Autoridade .206. 242. 200. 199. 276 Alianças Condicionais . 57. 80. 240. 175. 275 Adonai Javó . 263-64 Cânon Cânon .7. 128. 51. 63 Crescimento Epigenético — 9. 61. 160-61. 106. 181. 62. 89. 144. 25. 157. 203. 87. 21. 100.35 Código da Aliança — 46 Comunhão . 275 Analogia da Fé . 37. 85. 34. 24. 263 Amor de Deus — 204. 84. 194. 128. 89. 60. 231. 219 Aliança (pacto) . 272. 166. 94. 264 Atos Poderosos de Deus — 3 Auto-afirmação Divina .157n. 277 Beth essBntiae — 111 Bom Pastor .

254 Fórmula tríplice {ou em três partes) — 14. 163. 67. 229. 98. 143. 181. 234-35 Filho . 65. 96. 96. 209. 85. 170. 145. 195. 192. 246. 54. 251 Movimento de Teologia Bíblica Movimento de Teologia Bíblica — 2. 173( 178. 218. 64. 200. 7. 245. 273 Lâmpada (de Davi) Lâmpada {de Davi) . 181 n. 181 n. 232. 251 Deus do(s) Pai (st . 193-96. 213. 215-18. 62.129. 205. 93. 269 Dedo de Deus Dedo de Deus .53. 105. 218. 61. 222 Intenção de Verdade do Autor . 268 Liberalismo — 3 Literatura de Sabedoria . 44. 265. 262. 114. 117-18. 50. 201. 272 Guerra Santa — 128. 36. 157. 156. 260.137 Graça . 259 Glória de Deus/Senhor Glória de Deus/Senhor . 154 Dez Mandamantos (Decálogo) — 119. 1?8. 265.121. 233. 166. 57n. 207. 86. 205. 3 . 203. 19. 35. 28. 206. 116. 219. 273 Filho de Deus . 47. 156. 235. 247. 232. 232 Lugar para o nome (divino) — 67.70. 119. 175. 116. 111. 74. 151. 211. 211.36. 206. 218. 167. 205.213. 138. 266.86. 125.48. 136. 99. 227. 232. 71. 209. 219. 155.65. 135. 215. 175. 207.5. 98. 153 Culto (Adoraçãb) . 176. 127. 97.69. 235.60. 200. 128. 125. 267. 261. 237. 266. 186 Ex nthilo — 76 Expiação . 13.5. 207. 53. 134. 148.187. Espírito do Senhor — 52. 267. 274 Interpretation — 3 Interpreter's Javé One Vofume Commentary — 4 Epangelia . 223. 225 Fé Fé . 226. 259 Eleição . 226. 39.71. 95. 240. 87. 238. 202. 150. 166. 50. 238. 216-17. 208. 52. 26a. 136. 178. 212. 36.145. 205. 57 Era pós von Rad — 4. 219. 69. 171. 146. 174. 234. 78. 52. 232. 145. 215. 199. 269 Javista — 63 Julgamento. 230. 264. 12. 264. 29. 128. 180. 225.106. 57n. 129. 272 Épocas — 6. 254.120 Impuro (sujo) — 121 Incomparabilidade de Deus . 275 Dinastia (de Davi) . 183. 265 Juramento .35. 187. 193. 82. 194. 261. 229.151. 222. 120.106.14. 149. 126. 261.140. 177. 109. 141. 242. 260.14. 154. 68. 249. 21 5 Disciplina . 79. 214. 231. 273 Eudemonisrno — 186. 130.140. 139. 28. 214. 212n. 132. 65.284 Teologia do Antigo Testamento Crítica da Forma — 9 Crítica das Fontes (ou Criticismo Histórico) .62 "Deuteronomismo" . 192. 184. 124. 260. 53. 183. 188. 65.151. 268. 137. 29 Espírito de Deus. 241. 124. 261. 191. 34. 231. 250. 132-35. 87. 17. 163. 249.65. 164. 149. 111.208. 58. 52. 106. 264 Espírito Santo . 239. Juízo — 80. 77. 191. 98. 191. 60 Historicismo — 6 Imagem da Deus Imagem de Deus — 76. 274. 245-46. 68. 231. 228. 48. 25 História da Tradição . 112. 114. 140. 63. 115. 139-40 História das Religiões História das Religiões .9. 273 Lei (de Deus) . 214. 35. 182. 190. 119.50. 109.152. 238 Eleição Glória "Shekinah" .108 Descanso . 144. 131.189 Evangelho (ou Boas Novas — 94. 154-55. 264. 248.48. 231.163.24. 232. 123. 187. 66. 238. 159. 118. 67. 9. 34. 221. 220. 201. 205. 118.85. 137. 147. 216. 201-202.221. 93. 225. 186. 151. 107. 119-24. 138. 221. 156 Filho do Homem . 165. 265 Javé . 163. 198. 157. 81.194. 208 Dia do Senhor {ou Aquele dia) — 49.122-23. 252. 135-38. 250. 172. 277 Exegese ou Teologia Exegética — 44. 201 Emanuel .

218. a (Satã) . 36. 74. 114. 48. 226. 115. 218. 79.73. 106-108.166. 143-44 Parente Redentor — 222 Páscoa .47. 50. 270. 159. 153. 226. 107. 162.10. 147. 81. 48. 174. 266 Salmos Escatológicos (ou de Entronização — 156. 252-254. 262.107.110 Rei . 35. 116. 88. 163. 259.117. 89. 80. 211. 257. 277 Pragas .145.48. 221. 16. 214. 216. 256. 232. 183.106. o — 225. 253 Profeta. 154. 220. 71. 115. 204.136. 214. 111 Siló . 211. 91. 170. 208. 121-23.1 4 . 238. 51. 174. 132. 172.185-86.147.16. 215. 150. 113. 191. 38. 95. 193. 214. 205.112. 114. 275. 261.192. 189. 188. 144. 217. 166. 2 6 4 Reinado . 204. 52. 50. 45. 247. 71. 264. 241. 52. 223-25. 262 Religião Cananita — 130 Remanescente . 252. 161. 102. 116 Nação Santa . 26. 52.101.156. 86. 203.46. 241 Plano (ou propósito de Deus) — 16. 163-66 Salmos Sapienciais . 224. 261. 38. 275. 178. 167-68 Nome (divino) . 113. 114. 264. 225.37.36. 221. 106. 126. 277 Reino de Sacerdotes . 140. 273 Shaddai . 269. 277 Seol — 219 Serpente. 215. 113.157. 173 Salvação . 268. 68. 250.108.48. 260. 119. 140. 187. 266 Nome (Reputação Humana) — 82. 244. 267. 148-152. 176. 239 Principal Pedra de Esquina . 166. 63. 244. 226. 251. 115. 160-68. 6 5 . 145. 256 Renovo (Broto) . 261. 214. 184.109. 241. 36. 80.37. 92. 156. 91. 256. 52. 205.110 Pecados inconscientes — 122-23 Pedra . 43.108.99 Soberano Davfdico . 230. 250 Narrativa de Sucessão — 147. 85. 46. 115. 148. 229. 190. 101. 247. 276 Sábado Sábado . 220.125. 111. 187. 138. 48. 223-25. 41. 216. 30. 70. 149. 31. 111-12. 93. 273 Reunido ao seu Povo — 103 Revelação Progressiva — 9. 237.211. 69. 165. 210. 262 Pequeno Livro de Consolo — 50 Perdão . 269 Salmos Reais . 187. 265 Santo. 263. 85 285 Rebento Rebento — 70 Redimir . 235. 116. 151. 112. 195. 190. 112.46.36. 257. 275. 155-56. 52. 277 Santidade . 51. 29 Possessão preciosa — 110.62. 16. 233. 116. 153. 110. 246. 160. 89. 226-27. 203. 274 Santos do Altíssimo — 254-55 Semente (Descendência) . 173. 110. 276 Pai Pai .36. 189. 159. 247 . 195. 276 Nova Canção — 166 Novo Nascimento — 250 Novos Céus e Nova Terra — 213. 273. 231. 154. 255. 81. 165. 144 Promessas . 229. 39. 260. 221. 134. 238. 52. 180-93 Sacrifícios (ou oferendas) — 51.113. 52. 262. 156. 83. 218. 34. 277 Obsolescência Obsolescência . 277 Positivismo — 10. 225. 130 Povo (de Deus) . 227. 157. 65. 6 7 . 219-20. 51. 2 5 1 . 248 Servo do Senhor — 36.213. 149. 240. 32. 225. 74. 121-23. 48. 135 Sabedoria . 203.14. 265. 215. 50. 263. 70. 41. 99.110. 166.115. 189. 275. 48. o . 61. 123. 102. 164. 242. 79. 207. 114. 266. 239-43. 222. 99. 49 passim Punição .121-122 Ressurreição . 113.170. 214. 130.51.46. 110.índice de Assuntos Nação N a ç ã o . 213. 208. 41. 26. 234.53.46. 118n. 205 Palavra de Deus (em cumprimento) — 67. 231. 52.70 Queda Queda . 81. 153. 155. 245. 264.108-9 Primogênito . 168. 135. 200. 187. 150. 65. 82. 47.16.78. 221. 252-53. 187. 194 Nova Aliança . 195. 273. 187. 273 Resgate . 209. 249. 121. 169.

286 Teologia do Antigo Testamento Solidariedade Corporativa (ou genérica) — 92. 261 Tabernáculo Tabernáculo . 208. 69. 35. 181. 235 Teologia Diacrõnica — 7 . 54. 238.7. 202-204 Temor de Deus/ Senhor . 223. 207 Templo de Salomãb — 48. 1 1 . 12. 177. 180. 259 Tabernáculo Caído de Davi . 145.147 Teologia Estrutural — 7. 12. 42. 25. 186. 172 Teologia do Processo — 5 Teologia Sistemática . 19. 10. 147. 51 Teofania . 11. 46.11.48. 138. 124-26. 183. 115. 16. 176. 44. 271 . 19. 107. 256. 13. 85. 71. 13 Teologia Normativa . 1 3 . 109. 164.88.50. 121. 172-75. 70. 52. 197. 108. 171.10.

113. 52.229-230 . 117. 6 2 . 175-176 Y o m Kippur Yom Kippur .69.Terra. 137. 211. 161. 132.50-51. 252. 35. 206 Vida . 6 1 . 189. 174. o .176-80. 143. 145. 95. 6 0 . 135. 128. 232. 6 7 . 89. 215. a . 143. 129. 176. 251. 222. 263 Theoiogy Today — 3 Ungido. 256 Verdade Verdade . 262. 215.156. 95. 130. 93.16. 172. 94.122 Zeio (ciúme) de Deus Zelo (ciúme) de Deus . 131. 226. o Ungido. 41.

73. 73. 39. 6 1 . 86 82 204n 82 82 83. 111. 76 35. 81 82 5:24 5:29 6-8 6 6:1-6 6:1-4 6:1 6:2 6:3 6:4 6:5 6:7 6:8 6:9 6:12-13 7:1 8:17 8:21 8:22 9:1 9:7 9:8 9:11 9:16 9:22 9:25-27 9:25-26 9:25 9:26 9:27 10 10:1-32 10:32 11 82 82 74 73 74 82 n. 73.81 81 81 81 74 204n 204n 82 74. 39n. 46. 38. 75. 61. 248. 76 74 77 74 74 74. 95. 105. 73. 83 3:17 81 2:23-24 73 4 74 4:1-16 4:1-2 4:1 4:4-5 4:12-16 4:17-22 4:17-26 4:19 4:20 4:23-24 5 5:1-2 5:2 5:22 81 39. 155.83 83 83 83 86 37. 46n. 91 75.80 76 74. 80 75. 59.81 76 58. 84. 86. 74. 79n 3:14 37. 83 61. 83 83n 83 84 59.113 74. 77. 154 83 83. 75 75 74. 82.82. 58. 76n. 77. 45. 7 4 . 38.102. 91. 86 76.90 . 8 0 . 78 74. 222 184 75 76 n. 58. 165 12. 231 82 82 194 83. 79n 3:1 86 3:5-6 80 3:14-15 79. 250 83 58. 61. 237 74 79 74 74 77 76 78 77 2:4ss. 86. 90 86 86 74. 73n.Gênesis Gênesis 1-11 1-2 1 1 1-3 1 13 15 16 19 1 11 1 12 1 14 1 20 1 21 1 22 1 24 1 25 1 26-27 1 26 1 27 1 28 1:29 1:31 2:15 2:18 2:23 2:3-4 2:3 14. 83. 107. 3:15 5 9 . 76. 256 80 3:16 80 3:17-19 82. 81. 61. 77 74. 73. 77 2:4 76 2:7 77 2:20 185 2:24 82 3-4 74 3 79. 86. 78. 39. 192. 75 75. 63. 78 76 35. 39. 83n. 86.

46 87. 94. 176. 216 166 99 18:1 101 101 41. 155 91 92 Testamento 15:16 93. 207. 86 46 12. 88. 34. 88. 92. 86. 93. 88. 74.99 101. 32. 157 16:1 92 16:7-11 88 16:7 88 16:10 88. 65.61.99 99 207 99 92 26 26:1-11 26:2 26:2-5 204n 88 20:3 20:7 20:13 21:17 26:3-6 26:3-5 26:3-4 26:3 26:4 26:5 26:13-14 26:24 21:12 15 15 15: 15 33. 61. 95. 65. 161 ri 66 91 21:20 21:22 21:33 88 26:28 26:29 . 9 4 . 89 74.88.92. 93.89 87.99. 86.88 92 61 92 116n 14. 61. 147. 22 22:1-10 22: t 11 11 12 12 12 12 22:2 22:5 22:8 22:11-18 22:11 12 12 12 22:12 22:14 22:15-18 22:15 22:16-18 22:16 22:17-18 22:17 12.99 46. 9 7 . 9 1 . 160 17:7 160 17:15-21 92 91.62. 96 136 n 46. 97 33. 5 9 . 157 17:7-8 17:7 91. 33. 61. 93 15:18 6 5 . 9 2 . 97 14. 46. 90. 90. 89. 98 98. 132 17:9-14 97 17:9 91 17-10 91 97 17:11 17:13 91. 64. 93. 274 92 46. 6 4 . 33. 89. 155 92 92 41 97 89 46.61 157 64 18:18 18:19 18:23-33 18:25 19:14 19:29 20:1-18 91 46.2! 11 Teologia do Antigo 86. 93. 269 88 46. 64. 88. 4 7 . 90n. 9 9 17:1-8 92 17:1-2 97 17:1 46.159 17:8 91. 33.88 91. 9 3 . 157 36. 155 17:16 17:17 92 17:19 6 5 .91. 99. 140 15:17 62. 91. 73. 89.97 92 36. 89. 17:21 18:11-13 18:13 18:14 18:17ss. 1 0 1 17:2 91 17:4-16 89 17:4 240 17:6 155 17:7-10 65. 9 3 .157 14.61. 12: 22:18 24 24:1 24:7 24:21 24:27 24:31 24:40 24:42 24:43 24:56 24:60 25:8-9 25:8 25:21 25:25-26 25:25 12: 12: 12: 13 13: 13: 13: 13: 14 14: 14: 14 15 15 15: 15 15 15: 15 15: 15: 15: 13: 13: 160.97. 103.88. 273 59 37. 157. 97. 9 1 . 91 98 98.97 16:11 216 17 41. 41. 37. 235 93. 87.94. 92. 220.64. 4 5 .93. 6 1 . 9 5 . 103 157 89 96 n 94. 99.

195 99 100 100. 103 108 110. 95. 248 133 3fin. 9 9 99 88 88 88 88 103 62 101. 106. 205 4:4 4:13 110 109 4:18 215 1955. 65.índice de Referências 27:3 27:27 27:29 28 28:3 28:13-14 28:13 28:14 28:15 28:20-21 28:21 30:1 30:27 30:28 30:29-30 30:30 31:3 31:5 31:10-11 31:11 31:13 31:24 31:55 32:10 32:12 32:7-8 32:24-30 32:25-32 33:11 33:19 34:13-29 35:1 35:2 35:3 35:7 35:9-12 35:9 35:11 35:12 35:21 35:22 35:29 36:7 36:31 37:1 37:5-10 37:35 39:2 39:3 39:5 97 103 100 41 132 89. 100n.111. 212n 3:5 62. 69. 172 4:13 111 5:1-12 62 5:2 139 5:3 109 5:6 . 106.91 14. 9 1 99 99 36. 173 195 9:24 109 9:29-30 9:29 131 173 9:30 205 0:1 108 0:3 1:10 205 2:3 110 35 2:25 109. 105 62. 106 7:14 108 7:17 195 8:1 108 109. 109. 102. 105. 132n 62. 62. 212 3:11 110 3:14-16 3:15 110 3:21 209 109. 69. 157 8:10 8:19 106 8:20 108 8:22 109 9:1 108 9:14 109. 101.106 6:6 110.92 209 100 101. 92. 101 91.106 132n 62 106 99 99 88 88 48. 106. 80 219 101 218n 103 103 103 101 92. 3 3 .65. 156. 212 162 3:15-16 3:17 4:5 4:22-23 4:22 63. 103 132 155 132 88 15n 99 99 102 39:21 39:23 40:5-16 41:1-32 42:18 43:14 45:18 46 46:1-4 46:2 47:1 48 48:3 48:4 48:15-16 48:20 49:1 49:8-12 49:8 49:10 49:15 49:17 49:24 49:25 49:26 49:29 49:31 49:33 50:23 50:24 50:26 Êxodo Êxodo 1-40 1:7 1:9 1:15-21 1:17 1:20 1:21 1:22 2:1 2:8 2:4 3:6 3:7 3:8 3:13 3:14 • 289 62. 111 6:4 62. 136. 157 92 102 97 101 102 61. 150. 9 2 . 155 91. 111 112 36. 173 2:38 106 2:40 107 3:2 71. 6 4 .165 46 62. 157 9:16 109 9:20 109. 205 5:1 108 6 41 111 6:2-8 6:3 62.157 6:8 62. 222 6:7 36. 132 6:5 62. 99 62. 205 92 88 103 103 101 100 88 154 99 88 99 88 59. 157. 151 ri. 9 3 88 33 191. 172 101 97 88 99 88 132 103 91. 157 69 172 172 172 92 154 216n 62.110. 64. 61.65. 106 62. 132n.

118 19:8 114 19:16-25 19:18 19:22 19:24 20-Núm 10 20:2-17 20:2-7 20:2 20:5 20:8-11 20:8 20:12-17 20:12 20:18-21 20:20 20:24 21:23 21:6 21:10 21:30 21:32 22:8 22:9 22:28 23:20-21 23:22 23:23 24:3 24:4-8 62. 157 126 122 138 108 118 62. 115 125. 157 216. 123 122. 262 64. 132n 116. 222 15:13 110 15:16 15:17 138 111. 113 19 63 19:3-8 112. 108. 175 117 119 107. 224 114 126. 123 121 117 116 117 117. 115. 65. 106. 159 15:11 15:13-18 111 109. 226. 173 119 119 119 119 119. 196. 248 124 36. 114 19:3-6 113 19:3 113 19:4-5 156 19:4 36 19:5-6 110. 130 19:5 46. 113.290 Teologia do Antigo Testamento 24:7 25:8 25:9 25:10-22 25:22 25:40 26:30 27:8 28:1 28:4 28:29 28:37 28:39 29 29:6 29:43-46 29:45-46 29:45 29:46 30:12 31 31:18 32 32:13 32:25-29 32:34 33 33:1 33:2 33:3 33:13 33:14-15 33:14 33:18 33:19 33:21-23 33:14 34:6-7 34:6 34:14 34:15-16 34:16 37:1-9 39:28 39:31 Lev f tico Levítico 1-27 1 1:4 4:3 64. 115. 18:20 18:30 19:2 19:4 19:10 19:12 19:14 19:16 19:18 19:25 19:28 19:30 19:31 19:32 19:34 19:37 20:7 20:8 20:24 20:26 22:31-33 22:33 23:43 25:17 25:23 25:36 25:38 25:42 116n. 254. 157 157 69. 276 162 125 10. 119. 207 229 205 204n 162 248 248 4:5 4:16 4:20 4:31 4:35 5:10 5:16 6:1-7 6:22 (15) 8:9 11:45 153n 153n 122 122 122 123 123 122 153n 248 36. 172 131 172 36. 157 248 122 123 122 123 122.238 238 114 248 115 248 248 41 115. 172 136. 173 119 119 119 119 119 119 69. 238 10.119 116 36. 115 145 16:4 16:16 16:20-22 16:21 16:26 16:29 16:31 17:11 18 18:2-5 18:2 18:5 69. 116. 195 114n 114n 63 63.265 125 62. 120 229 120 120 120 120 114 69. 119. 65.111. 212n 265 132n. 238. 119 119 119 119 69. 265 192 265 64. 115. 118n.138 46 165 204n 122 263 165 165 165 125. 265 31 125 133 125 125 125 126 241 118. 195. 65. 115n. 138. 138 10.215. 118. 119 120 61. 122 46 140 122 153n . 224 109. 119. 119. 148 15:18 63 17 192 17:8-15 235 17:12 62 18:4 171 18:21 62.259 65. 137. 115 19:6 155.

175 176 69. 133 3:24 157n 3:25 3:28 3:36 4:2 4:7-8 4:10 4:20 4:21-22 4:21 4:24 4:25 4:30 4:32.65 36. 173 140 110. 143 69. 132. 131 2:21 130 2:29 130 2:34 130 132 3:19 3:20 130. 139. 120n.132 132 130 132 157 130. 129. 66. 173 141 141. 173 143 35. 130. 37 4:3358. 127. 212n 162 123 123 36. 67. 170. 157n 224 35 130 131 IX 173 69. 143 1:9-18 171 1:11 35 1:13-17 171 1:17 171 1:20 130 130.141. 11:17 226 117n. 143. 212n 195 88 145 132n 132n 157 212n 241 62. 130. 173 130. 130. 206 176n 117n. 141 141 115. 184n. 176n 229. 65 116 Deuteronfrmio Deuteronômio até II Reis 127 Deuteronômio 34.143 130 69. 157. 112. 134. 135. 65. 132n.118 142 132.128. 138. 171. 143 176n 241 130. 180. 143. 230 141 195 114 192 118. 157 138 132 n 102 155. 130. 157 157 36.143 66 119 241 291 26 5:9 5:16 5:26 5:28-29 5:28 5:31 5:32 5:33 6:2 6:3 6:4-9 6:6-7 6:10 6:13 6:14 6:15 6:16 6:18 6:23 6:24 7:2 7:6 7:7-9 7:8 7:9 7:12 7:13 7:17-19 7:25-26 8:1 8:3 8:6 8:7-10 8:7 8:10 9:5 9:6 9:14 9:26 9:27 9:28 9:29 10:9 10:11 10:12-13 10:12 10:12 10:15 10:20 11:9 11:13ss. 237 1-4 66 1:8 130. 137n.47. 136. 254 118 130.índice de Referências 25:43 25:55 172 224 165.143 69.66.173 64.229 216 130. 173 242 118 69. 201 259 115 138 36. 1 70n. 132. 4:37 4:38 4:40 5:30 5:6-12 5:9-10 132 131 140 171 64.143 69. 157 69. 209 1:33 209 1:35 130. 201 206 206 130 157 171n 130. 132 115 132 26:3-33 26:3ss. 157 132 15n. 212n 122 40 . 173 36. 143 1:25 1:28-31 157 1:30 139. 65. 212n. 195 102 204 150 155 230 115 15n 62.173. 65. 137. 173 35. 140. 26:11 26:12 26:44-45 26:44 26:45 27:26 Números Números 1-36 3:12-13 8:4 10 10:29 10:33-34 10:33 10:35-36 11:11-30 11:12 11:29 12:2-8 12:7 13:27 14:8 14:12 14:16 14:18 14:23 14:44 15:27-36 15:30-31 15:41 16:3 16:13-14 24:4 24:7 24:14 24:16 24:17-18 24:17 24:19 25:11 25:13 31:23 32:11 35:31-32 35:34 133 46 114 10 63 62 162 162 162 171 62. 255 191. 132 1:38 131 2:9 130 2:12 130. 110.

157 136n. 12:13 12:14 12:18 12:20 12:21 12:25 12:26 12:28 12:31 Teologia do An tigo Testamento 130 157 65. 130. 138 136 136. 137. 201 115 132 110 204 130 241 241 69.250 141. 143 143. 141 141 68. 138 47 132 132. 143 143 141. 146 142 146 46. 23:16 {17) 23:16 23:18 23:20 23:21-23 24:4 25:5-10 25:13-16 25:17-19 25:19 26 117. 172 139. 157 230 206 142 142 141. 176 47.133. 138 136 171 172 16:20 17:1 17:8-13 17:8 17:10 17:14-20 17:14 17:17-18 17:18-19 17:19 18:1-8 18:1 18:6 18:9-12 18:15ss. 18:15-19 18:15 18:17 18:18-19 18:18 19:2 19:8 19:10 19:13 19:14 20:1-15 20:1 20:16-20 20:17 21:10-14 21:23 22:5 22:7 23:9-14 23:9 23:14 23:16s.134. 130 110 136 69. 132 171n 171 47. 138 143 136 143 171 n 171 68 173 173 173 69 106 110. 165. 254 137 35. 146 132 35. 67. 129 129 129 141 129. 176 132 176 130.141 195 12:32 (13:1) 13:1-5 13:4-5 13:4 13:5 13:14 14:1 14:2 14:21 14:23-24 14:23 14:24 14:25 14:27 15:4 15:6 15:20 16:2 16:6 16:7 16:11 16:15-16 16:18-20 16:19 . 138 136.138 130 44. 130.128. 150 67 68 69.131 129. 176n 63 26:1 26:2 26:3 26:5-9 26:9 26:15 26:16-19 26:18 26:19 27:1-8 27:3 27:15 27:17 28 28:1 28:8 28:9 28:10 28:11 28:15 28:45 28:58 28:68 29:12-13 29:20 29:23 30:1-10 30:1b 30:2 30:5 30:6 30:8 30:9 30:10 30:15 30:16 30:19 30:20 31 31:2-3 31:5 31:6 31:7 31:11 31:12-13 31:13 31:16 31:17-18 31:20-21 31:20 31:23 31:29 176n 136. 132. 132 129. 130 110.130 176n 143 132.192 132. 138 137n 136 136 136 35 131.171 139 157 139 140 139 176n 171 n 143 139 15n 139 136n 136 136n. 65. 176n 35 136 136. 173 205 36. 143 143 241. 176n 4 171 n.292 11:21 11:23 11:24-25 11:24 11:25 12 12:1-4 12:1 12:2-5 12:5-7 12:5 12:8-11 12:9-10 12:9 12:10-11 12:10 12:11 12:13s. 138. 173 138 136 131 132. 133 137 133 136. 136 139 132. 151 148. 137 171 n 132 172 171 n. 136. 173 146 131 136 171n 68 145 46. 110. 173 134. 148. 149. 118.63 132 130.173 205 192n 130 129. 172 171 n 146 136 136 146. 134 136 137 136. 138 28 35. 136 69.

141 1:9 128.140 1:3 128.133 128 128 162 139 139. 7:15 8:1 8:22 8:23 8:31 9:6 9:7-21 9:15-18 10:4 12:1 12:14 13:5 13:7 16:28 Rute Rute 1:2 293 44.68. 134 133 133 68. 129 1:1-2 128 1:2-9 140 1:2 128. 133 130 66. 67.141 1:7-8 128.219.140 1:6 131.índice de Referências 32:4 32:6 32:8-9 32:8 32:9 32:29 32:47 33:24 33:26 33:7 34:4 Josué Josué — Reis 67 Josué até II Reis 127.129 31.66. 133 129 35. 141 193 f * w ¥ 193 141 139 141 139 139 138 263 138 138 138 38 n 139 157n 139 139 151 148 148 149 149 152 148 263 151 263 216 216 157n 1:11 128 1:12-16 1:13 1:14 1:15 1:17-18 1:17 3-4 5:13-15 6 6:2 6:17-27 6:26 7 7:7 7:11 7:13 7:14 7:19 128 128. 68. 156 130 193 193 157 143 38n 157 100 130 8 139 8:1 139 9 139 9:14 140 9:27 136 139 10 10:8 139 10:10 139 10:11 140 10:12-14 235 10:14 140 11 139 11:6 139 12 47. 67. 129 140 141 140 140 140. 68. 66. 140. 212n 1-11 139 1 47. 68. 140. 162 139 140 144 139 157n 140 140 154 140 168 210 . 212n 47. 140 1:3-4 128.139. 63 44 63 63n 230 63 n 24:22 24:25 24:27 24:32 Ju tzes Juízes 2 2:7 2:11-3:6 2:11-23 2:11-14 2:11-12 2:11 2:12 2:14 2:16 2:18 3:9 3:27 4:3 4:14 4:15 5:5 5:10 5:13 5:20 5:23 5:24 6:3 6:22 7:2ss. 68 141 140 66. w 128. 128n.f 67. 129 129. 129 68.142 1:11-15 66. 63n 63n 44. 143 35. 129 35. 129 47. 67. 147 Josué 47.235 106.133 128 128. 139n. * i 128. 63n 101 47. 127. 143 35. 136n 1:4-5 157 1:5 128. 68. 129. 129 14:2 131 15:11 131 16:1 131 17:1 131 17:5 131 17:14 131 18:5 131 18:7 131 18:9 131 18:11 131 131 19:1 19:10 19:17 19:24 19:32 19:40 19:51 21:43-45 21:44-45 21:44 21:45 22:4 22:19 23 23:1 23:4 23:5 23:13 23:14 23:15 24 24:2-13 24:16-18 24:16 24:19 24:21 131 131 131 131 131 131 68. 66.139.128.127. 128.

162 125. 165. 157n.68. 160 7:25-29 158 7:25 155. 150 151 149 151 151 149. 163 140 267n. 158. 132. 133. 152 149.Reis Samuel 2:10 2:35 3:1 3:14 4-7 4:1-7:2 4-5 4:4 5:11 7:3-8:22 7:3 7:10 7:28 47. 158 7:22-24 158 7:22 157 7:23-24 65. . 203 7:19a 158 7:19b 158. 66. 68. 156. 157 153 153 47 15n 47 148. 67n. 154. 150. 156. 160. 167 11:11 139 11:27 167 12 47 12:24 167 12:28 203 14 70 14:7 96. 37. 147. 155. 159 7:20ss. 128. 156. 156. 161. 155. 150. 160 9:20 147. 161. Teologia do Antigo Testamento 101 210 13:3 13:13-14 13:13b 13:14 13:15ss. 156. 132. 145 16 70 _ — f — — r I Samuel Samuel . 163 163 41. 151 162 20:31 21:6 24:6(7) 24:6 24:10(11) 25:28 25:31 25:43 26:9 20:12 152 26:11 26:16 26:19 26:23 28:5-6 28:9 28:22 30:6 30:7-8 II Samuel 1-8 1:14 1:16 1:17-27 2:4 2:6 5:3 5:19 5:22 5:23 6 6:2 6:17 7 I Samuel 11 -11 Samuel 24 48 11:1-11 151 11:6 152 11:15 151 12 47. 163 125. 157 7:13 144. 157 7:23 66. 16:16 162 6 8 8-10 8:1-3 8:4-6 8:5 8:6 8:7 8:10-19 9:1-10 9:16 8:20 10:1 10:17-27 10:19 10:20 10:23 10:24 151 141 140 143 48 151 149 149 149 149 149 149 149 151 149. 224 7:1 68. 160 7:13a 154 7:14-15 160 7:14b-15 161 7:14 65. 154ri. 66. 156. 155. 63. 158. 152 139 147 152 143 139 143 143 143 139 152 155 139 143 204n 152 152 152 130 152 139 149 96 15n 139 155. 128n. 205. 157 7:16 154. 202 154 7:11c 7:12 65. 66. 128. 157 7:11-16 34. 14:12 14:34 14:47 15:3 16-31 16:13 18:18 20:7 139 150 151 ri 152 139 96 149 149. 157. 156. 133 7:5-11 153 7:5 202 7:5b 154 7:9 65. 268 267. 129. 67. 68 7:11b-16 160 n 7:11-12 203 7:11 68. 153. 127. 151 12:1-25 151 12:13 150 12:19 141 12:23 142 13:2-14:46 151 147 152 152 149 152 143 152 139 139 139 148. 203 7:18-21 158 7:18-19 157 7:18 158 7:19 155. 47. 157 7:24 156. 65.294 1:20-21 4:1 1SS. 160 7:27 155 7:28-29 157 7:28 35 7:29 155. 155. 155. 154. 160 7:26 155. 203. 67. 68. 157 7:10 65.

157n 3-11 167 3:3 142 157n 3:10 3:14 142 3:15 157n 5:4 68 5:18(5:4) 133 8 47. 57n. 160. 129 8:14-61 66. 17 17:7-23 17:13 17:21-22 17:34 18 18:2 18:3 18:22ss. 138 145 130 142 145 142 145 142 145 68. 145 145 68. 161 8:29 68. 145 8:23 206 8:24-25 35 8:25 145. 145 68. 128 8:36 68. 154.161 2:24 35 2:26 15n.160. 128. 157n 145 145 142 157n 49 145 234 143 142 142 162 49 n 142 142 142 142 207 142 142 142 142 142 216 47. 128. w • » • 228 67. 130. 165 8:56 8:66 9:3 9:4-5 9:5 10:10 11:4 11:6 11:13 11:29-36 11:32 11:33-37 11:33 11:36 11:38 12:30 12:15 12:16 13:1-3 13:2 13:34 14:6-16 14:8 14:16 14:21 15:3 15:4 15:5 15:11 15:26 15:29 15:30 15:34 16:1-4 16:12 16:26 16:34 18:10 18:12 19:15 21:19 21 . 68. 202 142 145 154 145 154 142 145 142 142.21 21:27-29 21:29 22:6 22:9 22:17 22:35-38 22:52 35. 127.a índice de Referências 17:14 19:21 20 21-24 21:3 21:17 22 23 23:5 23:1-7 1 Reis Reis 167 156 70 147 130 144 164 161n 160 161n. 147. 138 142 145 142 142 142 145 142 142 145 145 142 145 113 173 152 234 145 145 234 157n 210 145 145 142 II Reis 1:6 1:17 3:3 7:6 8:20-22 9-7 9:25-26 10:10 10:29 10:31 12:9ss. 142 8:39 138 8:43 138. 138 145 145 49n . 128. 134. 67. 128. 157n 1 Reis 1711 Reis 9 191 1-2 48. 141 142 148 230 217 142 230 163 157n 208. 129 8:16 68. 160. 12:17-18 13:2 13:6 14:3 14:24 14:25 153 15:18 15:24 15:28 16:2 16:7ss. 128. 129. 138 8:20-21 68 8:20 35.145. 67. 133. 67. 68. 66. 145 151 142 138. 129 68. 230 142 138 68.161 145 68 142 142 68. 138 8:30 138 8:34 68. 167 2:1-4 128 2:1 ss 67 2:4 68. 130. 142 8:47a 142 8:48 68 8:49 138 130 8:51 8:53 68. 128. 145 142. 19:15 19:23 19:31 20:3 21:4 21:7 21:10-16 21:14 22:2 22:15-20 23:15 23:16-18 23:25 23:26 23:27 23:29-30 24:2 25:1-21 295 47. 173 8:44 68 8:46-53 142 8:46ss. 68. 144 144 138 67.

80 173 173. 266 258 258 258 258 260 266 206 255 267 267 267 149 241 241 206 266 206 35 138 166 203 155 268 268 268n 155. 268n 49. 266 176n. 6 9 . 1 7 2 . 267n 266 269 99 268n 268n 125. 186.268 w 269 ^ ^ 1:1 4 8 . 174 102 108 180 101. 174 1:3 1:5 1:8-9 1:8 1:10 2:3 5:9-16 5-17 9:5-10 14:7 14:14 15:28 17:1 17:11-16 19:23-27 19:25-27 19:26 20:14 48. 191 n 268n 155 162 268 49 n 268n 268n 268n 268n 268n 268n 49 n 133 138. 246 246 49 n 51. 257 101 15n 185 185 185 257 186 20:16 28 28:28 30:16 33:16 36:10 36:15 41:11 42:2 42:8 42:11 51. 135 155 241. 163 216n 35 153 37 269 160n 35 268n 133. 56. 134. 24:18 24:23-24 24:24 25:20 26:5 26:7 26:20 27:6 28:16-18 32:22 33:7 33:15 36:15-20 Esdras Esdras-Neemias Esdras 3:12-13 4:1-22 4:24 5:1 7:10 Noe mias Neemias 1:5 2:1-8 8 8:8-9 8:8 9:7 9:17 9:31 9:32 Ester Ester 4:14b 6:1 6:2 9:22 Jô Jó 133. 267. 164. 135 268 241 133 133 133. 135 268n 133 268n 267 268n 268n 268 268n 130 38n. 169 . 57n 157. 148. 172.296 1 Crônicas Crônicas 1 Crônicas 1-9 5:1 10:13 11:9 13:6 15:20 16:15-18 17 17:10-14 17:14 17:17 17:26 21:7 22:9 22:12 22:13 22:18 23:25 28:2 28:5 28:7 29:11-12 II Crônicas II Crônicas 6:14 6:15-16 6-20 6:41-42 7:14 9:8 10:5 11:4 12:2 13:8 13:18 14:5 14:6 14:11-12 15-15 16:7 16:9 17:3 17:5 17:9 18:31 20:11 Teologia do Antigo Testamento 20:30 21:8-10 21:10 21:16-17 22:7 22:10 24:8ss. 164 153 164 164 101 2 1 1:2 2:2 2:6-8 8:10 18 2:7 8:3 51. 156. 186. 102. 269 268n 133 133.174 70n 70n 103. 156. 69. 172 174 101 101 101 48. 56. 174 15n 184 184 184 131 31 101 101 42:16 42:17 Salmos Salmos 101 31 170 64 48. 191 n 268n 49. 80 38n. 268n 268 268 268 268 148. 266. 56. 166 164 18:7-15 164 18:31 -46 31 18:31 157 18:31(32) 164 18:47-50 19 19b 19:7-14 170 170. 257 103. 69.

162.241 133.174. 87 35 31 15n 15n 89:8(9) 89:11(12) 89:19-37(20-38) 89:26-27(27-28) 89:26(27) 89:27(28) 89:28-37(29-38) 89:28(29) 89:29(30) 89:30-33(ing. 156. 156. 153. 103:7 103:8-12 103:11 103:13 103:17 105 105:8-11 135.180 2:9-11 181n 2:12-15 I8ln 2:19 69.índice de Referências 19:7-11 20 20:4 20:6 21 21:2 21:6-7(7-8) 21:9b-12 22:22-23 22:31 24:1 25:12 25:14 28:8 32 33:6 33:9 33:10-11 33:11 33:18 34 34:7(8) 34:9(10) 34:11(12) 34:11 34:14 37 37:31 40:6 40:8 45 45:2 45:6-7 45:6 45:16-17 46 46:4-5 47 49 49:8 49:15 50:10-13 68:15<Heb) 68:25. 174. 165 166n 166 263 38n. 70n. 166 144:1-11 148 48 145 174 145:19 145:21 195 174 147:11 166 149:1 132. 148.180 119 174 119:33-38 119:52 15n 119:57-64 174 127 170 128 170 132 48.173. 181. 165 165 157 157 131 165 165 156 156 160 160 160 161 160 160 160 160 160 165 102 156 166 135 135 133 166 166 135 166 135 166 31 297 105:9 105:15 105:42 106:13 107:17 107:27 110 35 46. 164 164 160 164 174 78 131 174 174 153 170 74 74 31 31 174 170 174 174 173 174 174 170 241 123 64. 190 73:24 74 78 78:2 78:52-53 79:5 79:13 80:1 80:8-16 81:1 82:6 84:9 86:15 89 83:3-4(4-5) 89:6(7) 103 154n 44. 165. 169. 165 165 166 165 136 216n 252 156. 156. 148 132 156. 156. 166 132:8-10 132:8 133 160 132:11-12 132:12 161. 176 . 180 2:1-19 181 n 2:1-6 180 2:5 69. 170 170 249 230 249 249 231 165 165 153 241 147. 164 164 153 148.) 89:30-37(31-38) 89:34(35) 89:35(36) 89:36(37) 89:37 (38) 89:38-51 (39-52) 91:1 93-100 93 93:1 95 95:11 96-99 96:1 96:10 98:1 99:1 101 148. 1 74.166 163.180 1:29-30 180 1:29 69. 242 174 174 174 44 212n Provérbios Provérbios 48. 80n 190 165 14n. 148. 176n. 80 140:3 144 156. 181 n 1:7 69. 156. 166 170 122 103 123 102 216n 148. 156. 135 132:14 132:17 145 170 133 44 136 137 192 192 139:21-22 38 n.174.(26) 72 72(71) 72:6-7 72:8 72:9 72:11 72:16-17 72:17 64 148. 170. 241 148. 156.163. 48. 125. 182 1 -9 70n. 165 263 166 110:7 111 170 112 170 174 112:1 64.

176. 176 186 178 186 178 178 174 172 178 178 69. 182n.1 5:6 5:7 5:17-19 5:17 5:18-20 5:18 6:1-12 6:4 6:6 6:10 6:12 7:1-15 7:14 7:18 8:12 8:12ss. 172 172 183 172 171n 33 69. 169. 174. 181 181. 182 180 180 181 16:1 16:5 16:6 16:7-12 16:9 16:17 16:31 17:15 19:21 19:23 20:10 21:2 21:21 21:27 22:4 8:22-26 8:22 8:23 8:24 8:25 181 182 182 182 182 20:23 20:24 182 8:26 8:27-31 8:30 8:32-36 8:32-33 8:34-36 9:10 181 181 181 22:28 182 181 174 172 183 69. 178n 178. 182. 178. 174.176 171n 174 69. 177 178 177 178. 184 185 184 178 69.186 12:22 12:28 13:12 13:14 14:2 14:26-27 14:26 14:27 15:4 15:8-9 15:16 15:24 15:26 15:33 171n 8 8:1-21 8:1-3 8:4-12 8:5-8 8:12-14 180 180 8:12 180 8:13-16 8:13 69. 174. 172 184 184 172 123 69. 172 171 n. 176 184 174 172 172 171 216n 174 3:1-5:20 3:11 3:12 3:13 3:14-17 3:14 3:17 3:20ss. 176. 183n 181n.176 69. 176 174. 176 69. 1 7 4 . 176 179 184 174 172 171n 31. 180 178. 8:13 8:14 8:15 9:1-12:8 9:1-3 9:9 10:2ss. 181n 8:13a 8:14-16 70 8:14 181n 8:15-16 171 8:16-19 181 8:17-21 180 8:22-31 6 9 . 174.185 1:1 185 1:3 216n 4:12 185 . 175. 184 69. 1 8 1 .177 69. 174. 174. 175. 176 174 174 69. 174. 174. 10:9 10:13 10:14 11:10 12:13-14 12:13 12:14 184 69. 175 171 171 173. 177 69. 180 184 171n 174. 3:21-22 3:22 4:5 5:1-7 5:1-5 5. 175 171 n.168. 177n 178 178 178 184.298 2:21 3:7 3:18 3:19-20 3:19 3:32 5:15-21 5:18-19 5:21 6:20-22 7:3 Teologia do Antigo 176 n 174. 185 178 Cantares de Salomão Cantares 48.175 176n 171 n. 177. 176 69 182. 176 69. 184 184 178 184 178 178 178 178 178n 173 6 9 . 176 171n 69. 176 23:10 23:17 24:12 24:21 24:23 10:2 28:21 30:5-6 30:19 31:30 Ectesiastes Eclçsiastes 10:4 10:17 10:27 10:30 11:1 11:4 11:6 11:19 11:20 11:25 11:30 2:10 2:13 2:24 1:2 2:26 48. 174. 176 178 178 184 178 184 178n 178 178 178n 184 178 174. 177. 183 185 185 185 176n 176 n 180 Testamento 12:17 235 171n 172 69.

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224. 223. 240 42:8 222 42:9 32. 225 43:1-7 43:1 43:1b 43:3-14 43:3-4 43:3 43:5-7 43:5 43:8-13 43:9-10 43:9 43:10 43:11 43:13 43:14-44:5 43:14 43:15 43:18 43:20 43:25 44:2 44:3 44:5 44:6-8 222 76. 227 222 222 44:6 44:7-8 44:8 44:21-23 44:21 44:22 44:24-45:13 44:24-45:8 44:24 44:26-28 44:26 44:28-45:10 44:28 45:1 45:5-6 45:5 45:6 45:12 45:13 45:15 45:18 45:19 45:20-23 45:21 45:25 46:4 46:5 46:9-11 46:9 46:10-11 46:10 46:12-13 46:13 47:4 47:5-9 48:1 48:3-6 48:3 48:5 48:7 48:10-12 48:12 48:17 48:19 48:20 49-57 49:1-6 49:1 49:3 49:5-6 49:6 49:7 221. 222.251. 222 222 32. 223 222. 221. 224.222 222 224. 227. 222. 223 32. 221.223 42:1-7 223 42:1 224. 224. 224 224 223 122 221. 224 221 54:1-56:9 54:2-3 225 224. 227 223 41:22-23 41:22 225 41:26-28 32 41:26 221. 223. 240 249 222 222 222 222 38n.225. 227 53:10 222 53:11-12 54:66 223. 224. 227 54:3 221. 231 225 222 231 212. 80n 227 223 221 223. 221.300 40:18 40:23-24 40:25 40:31 41:1-4 41:2 41:4 41:8-10 41:8-9 41:8 41:10 41:13 Teologia do Antigo Testamento 50. 227 222 222 224 221 221 221 225. 231 225 222 222 223. 225 53:10-12 224. 224. 220.261 42:5 222 221 42:6-7 42:6 222. 221. 227 223 223 225 222 222 222 223 221 223 225 222 222 224 224. 221 41:21 223. 32. 221. 240 54:11-14 260 54:17 223n 222 54:15-16 55:1-2 225 55:3-5 225 55:3 145. 224 . 223 225 225 225 225 225 225 225. 221. 225 223 224 222 223 223 224 32 222 220 223 152 221 222 222 32 222 222 222 227 222 223 227 222 222 32 225 223 31 221 221 221 223 223 32 225 223 223 223 222 223 227 222 223 223 224 224 224 225 221 49:8 49:9-10 49:9 49:11 49:14 49:16-17 49:23 49:26 50:4-9 51:1 51:2 51:3 51:4-5 51:4 51:5 51:6 51:8 51:22-23 52:1-6 52:1 52:2-3 52:7 52:9-10 52:9 52:10-13 52:13-53:12 52:13-14 52:15 53:1 53:2 53:3 53:4-6 53:7 53:8 53:9 227. 227. 263 225 225 41:14 221 41:16 221 41:20 75.222 220 223 221 222 223 224 223. 227 250 227 223 76. 225 54:5 54:8 222 225 54:9-10 54:10 221.

227 252 132. 56. 227 223n 204 212 252 223n 224. 240 31:32b 241 31:33 36 31:33a 241 31:34 37n. 226. 239. 227. 242 241 161. 242 224. 7:21 7:22-23 7:23 7:28 8:8ss. 80 59:5 59:15b-19 226 59:20 226 59:21 224. 226. 262 240 23:20 23:33-40 24:7 25-45 25:29 26 26:18-19 27:7-8 29:10 29:11 30-33 30-31 30:1-11 30:9 30:12-31:6 30:22 30:24 31 41:1 31:7-14 31:9 31:10 31:15-22 31:23-34 31:29-30 31:29 31:31-34 31:31 31:31a 31:32 31 234 36 237 203 237 199 115 255 31 50. 240. 236. 241. 239. 226 224. 240. 236 240 236 70 236 236 236 236 260 238 215. 242 241 31:34b 31:35-40 239 31:35-37 241 32:22 2l2n 32:33 70 32:38 36 32:391 L XX) 32:40 32:41 33:14-22 33:14 35:13 36:1-2 36:18 46-51 49:20 50:5 240 240 242 239 35 70 236 236 237 31 240 . 225 58-59 225 58:2 31 38n. 227 56:6 57-59:15a 226 218n 57:15 58-66 220. 239. 239. 247 239 249 239 36 31 41 36 239 107 249 239 239 70 240 37. 241 239. 226. 147. 227 223n 223n 225. 221. 250 60 225. 1:9 2-24 2 2:2 2:30 3:14-18 3:16-17 3:16 3:17 3:18 5:3 5:14 6:20 7-10 7:4ss.índice de Referências 227. 133 66:10-24 66:10-23 66:14 66:22 66:24 Jerem ias Jeremias 1:2 1:4ss. 239 239. 7:10 7:21ss. 227 61:9 61:10-11 62 62:1-2 63:1-6 63:4-6 63:7-14 63:11-14 63:16 63:17 63:19 65-66 65 65:8-9 65:9 65:13 65:14-15 65:17-25 65:23 66 66:1 226 226 221 226 226 226 226 223. 260 221 55:5 55:6-9 225 55:8-9 31 55:12-13 222 56:4 227 223n. 242. 260 226 60:4-16 113 60:11-12 60:12 255 60:16 227 226 60:17-22 60:19 261 61:1-63:6 221 61:1-3 226 61:1 226 61:4-9 226 226 61:6 61:8 224. 226. 227.227 257 301 31. 237. 239n 236 236 236 237 44 205 70 260 237 240 238 267 70 236 123 237 237 237 237 123 237 36 70 237 36 35 236 236 240n 203 236 203. 11:4 11:5 11:18-23 12:1-6 12:23 14:9 15:10-20 25:16 16:14-15 17:14-18 17:23 18:18-23 20:7-11 20:7-8 20:8 22:24 23:5-7 23:5-6 23:7-8 225 226 223n 224. 50.

256 155. 264 254 255 255 254 254 255 254 254 207 203 255 255 153 256 256 256 256 256 257 257 15n 50. 245 245 102 246 246 246 244 241 230 246 246 246 246 246 102 246 247 247 240. 56. 244. 251 266 251 252 252 252 50. 253 253 254 253 253. 253n. 192n. 7:9 7:10 7:13 7:14 7:18 7:22 7:24-25 7:25b-27 7:27 8:20 8:21-22 9:4 9:18-19 9:20-27 9:24 9:25-26 9:25 9:26 9:26 b-27 11:31 11:36 12:1-2 12:1 12:10 Oséias Oséias 252 252 240. 255n 253 253 253 254 256 246 254 254 254. 242. 204. 256. 252 252 36 252 226. 242. 253. 260 252 Lamentações 4:1 Ezequiel Ezequiel 1:4-28 1:24 1:26 1:28 1:28b 3:22-24:27 3:22 5:13 8:2-4 8:3b 8:7-13 8:14-15 8:16-18 10:5 10:18 11:16-20 11:17 11:19 11:20 11:23 12:22 12:27 14:11 16 16:1-63 16:38 16:42 16:59-63 16:59 16:60-63 16:60 16:63 17 17:22-24 18:1ss. 245 160 247 247 70 240 240 15n 44 245 245 117 100n 44 245 244 244 230 256 248n 196 244 244 249 249 249 249 240. 256.302 50:45 51:11 51:29 Teologia do Antigo 31 31 31 Testamento 20:14 20:22 20:45-21:1-7 21:21 21:22 21:26-27(31. . 56.2) 21:27 21:27(321 21:32 23 23:1-49 24:21-23 25-32 25:11 28 28:12-19 30:3 33-48 33:21 34:11-31 34:12 34:16 34:23-24 34:25 34:26-27 34:30 35:14 35:15 36:5 36:22a 36:22b 36:25-35 36:25 36:26-27 36:26 36:28-29 36:28 36:32a 36:32b 36:35 36:37-38 37:1 37:4 37:9 37:11 37:12-14 37:15-28 37:15 37:16-19 37:22a 37:22b 37:23 245 245 248 248 248 248 100 248 37:24 37:25 37:26 37:27-28 37:27 37:28 38-39 39:29 40-48 48:35 Daniel Daniel 2 2:34-35 2:34 2:44 7 7:4 7:5 7:6 7:7 7:8 7:9ss. 18:2ss. 52. 205. 249 242 249 192 192 192 250 250 250 250 250 240 250 36 250 250 250 250 251 251 251 251 251 202. 247 36 265 240n 240n 36 44 245 230 230 161n 161. 252 195n 252. 18:31 19:12 20 20:1-31 20:9 20:11 15n 51. 244. 181n. 245 242 240.

241 204 205 205 205 205 205 205 205 266 205 205 205 205 239 242 206 249 205 205 206 206 206 206 206 206 206 206 206 205 206 206 206 14:1-9(2-10) 14:1-3 14:2 14:4 Joel Joel 1:1-2:17 1:15-16 1:15 2:1ss. 2:2 2:11 2:12-13 2:13 2:13a 2:13b 2:15-17 2:18-19 2:18 2:19-27 2:23 2:23b 2:26 2:28 2:29 2:28-32(3:1-5) 6:6 205.201 76. 70n. 208 Amõs Amós 1:1-2:16 1:3-5 1:3 1:6-8 1:6 50. 195 195 195 205. 200 200 200 70 200 70 . 249 194 194 241 194 194 194 194 194. 196. 56. 242. 123. 2:1 207 205 206 205 303 1:2 1:2b 1:3 1:4 1:6 1:9 1:10-11(2:1-2) 1:10(2:1) 1:11(2:2) 2:2 2:5 2:7 2:14(16) 2:18-20 2:18 2:19(21) 2:22 2:23(25) 3:1 3:5 4:1 4:2-5:15 4:2 4:6 5:4 5:6 5:15 6:1-3 6:1 6:2 6:4-10:15 6:4 50.193. 203 200 200. 11:1 108 1 1 . 196.o 11 AD U 11:5 206 11:8 207 11:12{12:1 )-13:16(14:1 ) 207 12:6(7) 206 12:9(10) 205 13:4 205.56. 194. 29 194 2:29(3:2) 194 2:30-31 2:32ssr 242 2:32(3:5) 192. 204 3 212 U 196 3:1-21(4:1-21) 196 3:2(4:2) 252 3:9-21 216 3:9-16 3:14 195 3:18 250 1:9-10 1:9 1:11-12 1:11 1:13-15 1:13 2:1-3 2:4-5 2:6-16 2:9-10 3:1-6:14 3:2-8 3:2 3:3-8 3:8 3:12 4:1-3 4«-12 4:6-11 4:6 b 4:8b 4:9b 4:10b 4:11b 4:12 4:13 5:3 5:4-6 5:4 5:6 5:8-9 5:14 5:15 5:18-20 5:18 5:20 5:21-24 5:25 6:1-8 6:1 6:2 6:9-10 6:12 7:1-9:15 7:1-3 7:4-6 7:7-9 8:1-3 9:1-15 9:1-4 9:5-6 9:7 200 70 200 70 200 70 200 200 200 200 200 201 200 70 52. 206 13:5 205 13:14 207 13:14b 207 194. 206 7:1 205 7:10 205 8:13 205 205 9:3 10:12 206 11:1-11 206 205 11:1 ss. 230 194 195 194 194 194 194 194 250 194 2:28. 205.índice de Referências 206n. 265 265 202 123 202 70 202 203 70 200 202 202 202 202 204n 202. 201 203 203 259 201 201 201 201 201 201 200. 196n 94 194 101.191. 200 203 203 200 200 200 200 203 202 70.101n.

192 196n. 212 243 212 211 1:7 229. 230. 80 n 212 50. 4:1-5 4:1-2 4:1 4:3a 4:3 b-4 4:6-13 4:7a 4. 255 31. 234 234 233 233 234 233 235 234 234 235 235 233 235 235 218n 153. 210 208. 208. 229n. 3:5 3:13 3:16 3:18-19 50. 231 231 231 231 232 232 232 196. 230n. 242 207 207 207 207 1:12-17 1:12b 2:4 2:4a 2:4b 2:6-20 2:14 3:3ss. 231 231 196 249 230 232 232 232 232 232 2:7 2:9 2:11 3:7 232 . 56. 9:11-15 9:11-12 9:11 9:12 9:13-14 Ob adias Obadias 1-9 10-14 15-21 15-16 15 17 18-20 21 Jonas Jonas 12 19 1 15 1 16 1 17 2 3:9 3:10 4:2 4:6 4:7 4:8 4:11 Miquèias Miquêias 1:2-4 1:2 1:7a 1:7b 1:9 1 :12 2:1-2 2:6-9 2:10 2:12-13 2:12 2:13 3:1 3:5-6 3:7 Teologia do Antigo 209 202 205 50. 56. 202. 56. 236 236 236 Sofonias Sofonias 31. 56. 210 209 263 211 212 211 212 212 212 208 208 208 123 212 212 208 208 15n 212 212 212 212 212 38n. 80. 207. 203 192 192 192 192 196 193 193 193.7b 4:8 4:12 4:13 5:1-15 5:2-5 5:5-6 5:5 5:7-9 5:7 5:8 5: 1 0-15 5:15 6:1 6:2-7 6:6-7 6« 6:8 6:10-12 6:13-15 6:16 7:7-20 7:7-10 7:7 7:11-13 7:14-17 7:17 7:18-20 7:18 7:19-20 7:19 7:20 Naum Naum 1:1 1:2 1:3a 1:3b 1:6 208 208 209 247 209 238 209 210 210 209 210 210 210. 229. 50. 203. 56. 233. 253 1:11-14 1:11 1:15(2:1) 2:1-2(2-3) 3:1-8 3:1 3:4 3:5 3:19 Habacuque Habacuque 1:8 230 1:1 1:2-4 1:5-11 1:11 2:2 50. 214 208 208 208 208 209 209 208 208 133 209 209 208 208 208 208 1:11 1:2 1:3 1:4-6 1:4 1:7 1:14-16 1:14 1:6 50. 207n 207 208 207 208 207 208 208 229 207. 56.304 9:1 Iss. 231 231 225 230 231 231 229 230 230 230 49. 50. 210 203 249 Testamento 3:9-11 3:12 4-5 4:1ss. 231n 234 229 229 229 231 1:15 1:18 2:3 2« 50.

índice de Referências 3:9 3:11-13 3:12 3:13 3:15 Ageu Ageu 1:2-4 1:4 1:5 1:6 1:7 1:11 1:12 1:13 1:14 2:3 2:4 2:5 2:7 2:11-14 2:15 2:18 2:21-22 2:22 2:23 232 232 232 232 232 Zacarias Zacarias 1:1-6 1:6 1:7-6:8 1:11 1:14 1:18-21(2:1-4) 2:1ss.95 262 261 234 262 51. 3:9 6 6:1-8 6:9-15 6:12-13 6:12 8:2 8:8 8:12 8:13 8:20-23 9:11 9 9:1 ss. 264 234 263 263 36 51.) 2:5(9) 2:10-11(14-15) 3:7 3:8 3:9ss. 263 Malaquias Mat aqu ias 1:11 2:17 3:1 3:2 3:3 4:5 4:6(3:24) 51. 262 230 36 250 33. 56. 262 256 262 263 261 262 262 215. 261 261 261 261 261 230 261 261 261 261 262 215. 265 273 273 108 276n 103 240 276n 276n 276n 273 1:45 3:10 4:19 4:22 4:29 6:14 8:58 10 10:16 19:30 Atos Atos 2:17 146 251 146 277 146 146 211 249 277 78 Sabedoria de Salomão Sabedoria de Salomão 169 169 208 74 265 265 240 276n 102 240 57 n 211 45 194 . 260 260 51. 260n 262 259 259 260 113. 305 263 263 263 249 263 261. 9:9 9:10a 9:10b 10:9-12 11 11:7-14 12-14 12 12:10-13:1 13:7-9 13:9 14 14:1-2 14:3 14:4-5 14:5 14:9ss. 56. 14:20ss.226 264 264 264 255. 56 259 259 259 259 259 259 259 259 259 259 259 259 260.(2:5ss. 14:14ss. 264 264 264 264 51. 264 266 264 264 265 265 265 265 APÓCRIFOS Eclesiástico Eclesiástico 8:13 17:22 177 260 NOVO TESTAMENTO Mateus 2:15 8:8 11:14 17:11 26:28 Marcos 8:31 12:26 14:24 Lucas 1:1-4 1:17 1 £9-70 1:72-73 11:20 17:25 20:37 22:20 22:37 24:7 24:26 24:49 João 1:1 ss.

306 2:25 2:33-39 2:38-39 3:22-26 3:25-26 4:25-30 7:2 7:4-5 7:17-18 7:37 10:45 13:23 13:30-33 13:32-33 13:45-49 15 15:13-18 17:3 26:6-7 26:6-8 26:22-23 Romanos Romanos 1:3-4 3:25 4:2-5 4:9-10 4:13 4:16 8:3 8:29 9:4 9-11 10:5 10:12-13 11:17-25 11:27 12:1-2 15:8-9 16:20 1 Coríntios 11:25 II Coríntios 3« 6:16 11:3 11:14 Teologia do Antigo Testamento 33 273 273 146 273 276 273 134 273 146 195n 273 165 273 225 190 204n 276n 272 273 225 Gálatas 3:8 3:12 3:14 3:15-18 3:16-19 3:19 3:29 4:24 Efésios 1:13 1:18 2:12 2:13-18 2:19 3:6 3:6-7 4:24 Colossenses 1:15 1:18 3:10 II Tessalonicenses 2 1 Timóteo 4:3 II Tim&teo 1:1 Hebreus Hebreus 1:1-2 1:6 1:8-9 3:1 -4:13 3:7-4:11 3:7-4:13 6:12 6:13 6:13-15 6:17 6:17-18 6:18 7:6 7:18-19 7:19 7:22 276 37 276 276 276 33. 118n 195. 277n 117. 94. 52. 241 n. 277 276 277 277 273 77 9:15 9:23 10 10:4 10:16 10:16-17 10:36 11:3 11:9 11:13 11:8 11:17 220 164 123 273 273 272 272 118n 108 273 190. 273. 277 276 37 123 240 240 273 76 64 272 273 273 272 272 272 240 161 108 256 273 98 204n 273 2:9 1:20 195 114 240 240 36 80 80 61. 276 272 272 273 273 273 118n 276 II Pedro 3:3 3:4 3:9 3:13 I João 2:18 2:24-25 Apocalipse Apocalipse 1:5 4-5 5:9 5:10 195 273 273 225 257 273 252 1« 114 246 168 114 108 . 118n. 240. 272 43. 195 108 166 132n 132n 135n 273 273. 273 273 273 277 277 273 276 8 8:6 8:6-13 8:7 8:8 8:8-9 8:8-12 273 277 273. 240 240. 273 117. 195n 277 240 140 273 79 108 108 77 11:33 11:39 11:39-40 12:23 12:24 Tiago 2:21-23 2:23 I Pedro 241 118n.

12:9 13 14:3 256 168 79 20:2 21-22 21:1-4 .

índice de Referências 79 212 225 21:3-7 21:6 21:23 307 36 79 261 .

é W 207 162 'ar tem 113 'et 98 'etkem 113 ' arôn b e 111 be ' emõnâtô 235 òãfa/7 220 * * 206 b eyãd rãmâh 123 bayyâmím hêhêmmâh bayit 154 b ekôr 107 b ekòrãt 99 bênâh 77 tíãraí 232 194 hã'ãdôn 264 he' e~mm 220 he' emm baYHWH 95 /íróe/178 h ayippâlè' 92 hannèhãê 79 70 b enrtíhâ 203 . 214 g ebürah 70 gêza' 70 gôy qãdôí 255 gôrãi 131 dãbâr 35 dibber 35 d emut 78 da 'at 71 ^lohím 'ãmd/7 182 'amar 61 . e m r m 213 'e/ K/sra 'êl 113 'ãman 96 b erft 'ôlãm 93. 102 biqqet 232 b e rê?rr 75 b erft 91 160 ' a /íõra/ 125 . 222 94 192 * 'ah arê kèn 194 'ah ant hayyâmím bãri 'íôn 194 bêrak 59.' ab 'ad 218n ' ahuzzâh 130 ' ahuzzat'ôlãm d òãrã' 76. bis egãgâh 123 gô'et 110.

245 h arisotâyw 203 hêííb 'ei iêb 142 hisêtgu 26 í wâ 'era ' 1 1 1 w e 'ett enâh 97 w ezò 't tôrat hà 'adam 158 weh eyèh b eràkâb 90 wayyêrã' 88 w e/ô yiqq ehat 'ammím 100 zera' 38 zera' qòdè} 255 hebei 131 hob/rm 263 hídôt 170 //ôfãm 260 hbter 70 /íMtafi 220 hokmâh 70.177 /J a /ôm 88 h a/fpãtn86 hêieq 131 hemdãt koi haggôyfm 260n hêníahie 133 » /íãs/y 224 109. 84 y eiu'at YHWH ylb 138 kt 241 110 A:a6ec/ 246 78 kfya'an JWVfto/113 /fo/ basar 195 ' a$er 97 ha 'adam 177 /to/ zera 'hammamlakah 155 kun 76. 207. 2 4 5 i ema'an 9 7 . 224 has edê Dãwid 145 hãrèb 2 5 9 hòreb 259 hêrem 140. 1 1 6 tôò 231 • yãbô' 100n YHWH 111 YHWH stdqenü 238 yah at?p 186 yôm 76 mf 111 m ebasser 225 miqdal 'eder 210 mah 111" m ehumah 139 mah azeh 88 m ehoqeq 99 mikko! 79 n m ekon sebet 138 mafak 149 M . 265 p • /asar 76 yeser ieb 83 yarSh 1 5 9 yir 'eh 92 yir 'at YHWH 71 K/rsw 204 y erussah 1 3 0 yahb 124 yiskon 4 0 . 206. 212.310 Teologia do Antigo Testamento yom YHWH 191 yimmaiet 1 9 5 yasad 222 ha 'òtàm 177 he peru 241 happòrès 209 hèqtm 91. 222 kipper 1 2 2 Araraf 91 //* 113 la/em 266 iib ene yisra 'ei 113 ! ehaper 161.

1 4 8 maia/170 'd/â/7193-94.222 'Hîrîyyêh 214 pâdâh 110 môïë/210 môïi'Tm 193 mãp ehòt hã ' adamâh 85 p ^ t í f t 193. 196 pan Tm 125 pirsêhen 2 0 2 pàrar 160 n e'um YHWH 241 nibr ekû 32-34 nègfd 99 nôda 'tî 111 nêzer 218 nûah 132-133. 220.R qedem 211 qaddtSê 'eiyônm 255 gac/c5s 110 qiwwâh 220 qannÔ ' 229 no 'am 263 nepi/fm gibborîm 82 nepes hayyâh 77 gâ/rë/) 109 qârôb 196 /ïëser 70 nhqèm 230 </es/>7? 101 re 174 rîb 206 râdâh 78 rèq 144 ràqa'222 nâsT' 249 /7/&a'91 nâfa/î 91 sukkâh 202 . 232 m e 'ôn qódes 138 misnepet 248 mâqôm ï 35. 225 nàhai 131 nah alâh 129. 59 > * selem 78 « semaft 214. 133 nêtâh 222 nissâh 92 secteg 221 sã/a/.131.Indice de Palavras Hebraicas maf'ak habb erîî 264 mal'âk YHWH 125 mam/eket kòh antm 113 min 38 n m enûhâh 133 W B J- 'écfcï/ï 110. 211 'aimâh 216 7m 98 'am 108. 110 'amm/ 205 'am qêdôs 255 ' anàwâh 232 'èqeb 43ser 97 'èsâh 70 'àsah 76. 238 sûr 219 . 266 'ad bô ' ' aaser lô hammispàt 248 ' az + 'aza/ 123 ' atârâh 248 'a! d ebar 237 môpêt 262 mûsâr 70 r 184. 268 mar'ôt 88 massa r 2 3 4 Mas fa h 256 mãs Ta h nâgîd 256 mãsTah YHWH 152 miïkân 124 mâsa/ 8 1 .

232 s e 'êrft ' edôm 203 sQb 142. 231 sehet 99 sãbat 78 sèkan 124. 205.312 ífto 138 Teologia do Antigo Testamento sei lo lOOn s eUoh sbp eUm 99 193 som s'ekei 267 s' erîdîm 196 s e 'êrft 193. 137 sêm 125 t ehillâh 174 tôrâh 158-159 t esûqâh 81 .125.

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