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Projeto Tese - UFRN -Julien Ineichen - Mandado - 2 02 2011 -Para Trad

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO CURSO DE DOUTORADO

O WORKSHOP DE ARQUITETURA E URBANISMO COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO

Julien Ineichen

Projeto de Tese apresentado para fins de avaliação no processo seletivo 2011

Área de concentração: Projeto, Morfologia e Conforto no Ambiente Construído. Linha de Pesquisa: Projeto de Arquitetura.

Orientadora na UFRN: Maisa Veloso Orientador na ENSA-Marseille: Stéphane Hanrot

SUMÁRIO
I. INTRODUÇÃO................................................................................................................................. II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................................. III. OBJETIVOS E RELEVÂNCIA DA PESQUISA........................................................................ IV. MÉTODO........................................................................................................................................ V. DIAGRAMA DO PROJETO DE PESQUISA............................................................................... VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................................

1

o ensino da construção de edificações não tinha 2 . o contínuo e regular exercício do emprego em que o trabalho manual se dava (citado por Broadbent. oferece um objeto de estudo onde se cruzam questões relacionadas tanto ao ensino. mesmo se no seu tratado sobre Arquitetura.I. como sendo um tipo particular de Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo. Essas características particulares nos servirão de guia para ancorar esta prática no universo teórico do Projeto de Arquitetura e Urbanismo. de suas temporalidades e de seus objetivos. Rio de Janeiro. e às colaborações interculturais. à interação das necessidades sociais com as pesquisas acadêmicas. que era a habilidade de demonstrar e explicar os princípios da proporção. publicado no livro “O lugar do projeto no ensino e na pesquisa em arquitetura e urbanismo”. e a prática. Vitrúvio colocava que a educação dos arquitetos deveria envolver duas áreas: a teoria. Em seguida. A fim de abordar brevemente a evolução histórica deste objeto de ensino específico. que cada vez mais tem interessado universidades no mundo inteiro. antes de tudo. oferece um contexto singular para o desenvolvimento de uma reflexão original sobre a questão da concepção arquitetônica e urbana. No período greco-romano a prática da arte da edificação se aprendia no canteiro de obras e no ateliê do mestre. Começaremos situando este dispositivo pedagógico em relação ao Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo. 1995:10). e apresentando brevemente seu surgimento na evolução do ensino destas disciplinas. INTRODUÇÃO O presente pré-projeto de tese tem como objetivo apresentar uma pesquisa sobre a prática do Workshop de Arquitetura e Urbanismo e a investigação de suas potencialidades e limites no âmbito do ensino formal/acadêmico. vamos nos referir à analise desenvolvida por Juliana Torres de Miranda no seu artigo: A relação entre teoria e prática na arquitetura e seu ensino: teoria reflexiva e projeto experimental. O Workshop que pretendemos tratar nesta pesquisa pode ser definido. com o aparecimento do mestre (αρχι) de construção (τεκτων). e quais são as contribuições que ela pode trazer em relação à inovação pedagógica. mostraremos porque a atividade do Workshop. através da natureza de seus atores. e investigaremos de que maneira esse tipo de processo pedagógico. Observaremos também como essa reflexão pode fazer parte das pesquisas sobre o ensino do Projeto nas Escolas de Arquitetura. quanto à pesquisa e ao mundo profissional. Efetivamente. 2007 Este modelo de ensino clássico da Arquitetura está enraizado na origem da profissão.

em seguida. nasce um modelo de ensino da Arquitetura radicalmente diferente. O Quattrocento italiano mudou esta concepção. ilustrado pela École Royale des Beaux-Arts. o arquiteto urbanista que ainda ambicionava edificar a cidade. no seu De re aedificatoria sistematizar o pensamento do Arquiteto como um intelectual afastado dos canteiros de obras. Apesar do processo pedagógico da Bauhaus valorizar a racionalidade e a objetividade de seus métodos de projeto. oferecendo. nesta Escola 3 . Alberti. uma complementaridade de ensino ao simples trabalho no ateliê dos mestres. até então considerado um artesão. a separação entre engenheiros e arquitetos deixando estes últimos nos ateliês das academias onde se pregava ainda a lógica compositiva e a estilística. A ideia era romper as barreiras entre disciplinas e assim responder à crescente produção industrial. pretendia reconciliar a Arquitetura com a abordagem científica e o crescimento da moderna indústria da construção. este novo ensino politécnico incorporou plenamente a idéia da prática como uma técnica em que se aplicam conhecimentos científicos. Foram nas Escolas Politécnicas do século XIX. fortificações e outras obras públicas. encontrou um espaço para integrar a noção científica à prática. Contudo. L. Iniciou-se. Com a construção do domo da catedral de Fiori. este novo projeto pedagógico que se tornaria modelo da Arquitetura Moderna. identifica-se uma dissociação entre teoria e prática no ensino da Arquitetura. (Boutinet. Promovendo essa disjunção no ensino da Arquitetura entre os conteúdos teóricos e a prática. reservada à teoria pura. A partir da consolidação do modelo de ensino das academias francesas no começo do século XVIII. assim. No século seguinte. elevando assim o status da Arquitetura da categoria de simples atividade manual à atividade teórica. Coube. Brunelleschi instaurou uma nova divisão social do trabalho separando a concepção do projeto de sua execução. Ele introduz assim uma nova racionalidade no trabalho do arquiteto. na Alemanha dos anos 20. assim. F. em um intelectual e artista. Dedicado ao projeto de pontes. a Academia expôs a própria disciplina a uma crise de legitimação. 1993). a escola Bauhaus.seu lugar na Academia de Platão. Gropius defendia a educação do artista-artesão para o design com base em Workshops. ao teórico da arquitetura. Sob a direção de Walter Gropius. Em seguida. continuava adquirindo as habilidades e os conhecimentos de desenho e a prática de projeto nos ateliês dos mestres. O objetivo era transformar o arquiteto. que a Arquitetura como arte da construção.B. as portas das Academias se abriram ao ensino teórico da Arquitetura.

Estes dois exemplos. mas estes dois estudos de caso. entre 1976 4 . Rem Koolhaas e Giancarlo de Carlo desenvolveram. que Rem Koolhaas desenvolveu vários Workshops que participaram. Existem muitas outras realizações recentes. coordenada pelo professor Marc Angélil. Este tipo de Workshop que trataremos no nosso Doutorado encontra um interesse crescente no currículo acadêmico das universidades no mundo inteiro. que se articularam em torno de um Workshop. usos muito intensos do Workshop. entre outros. Nesta mesma época. mas temos observado uma série de tentativas que visam atingir as metas de integração entre teoria e prática e entre as disciplinas pregadas pela Bauhaus. atingir os mesmos objetivos pedagógicos. apresentou duas experiências pedagógicas.pregava-se também o aprender a partir do fazer. Com o formato de um ateliê de projeto intensivo de curta duração. a partir da década de 70. De fato foi em Nova York. dirigido por Peter Eisenman. que os organizadores da exposição queriam destacar (GEISER. Desde então. que poderíamos citar. que não serão aprofundados aqui. A primeira. que buscou conduzir uma reflexão sobre as práticas contemporâneas do ensino e da pesquisa em Arquitetura. no Instituto para os Estudos Arquiteturais e Urbanos (IAUS). Além dos exemplos atuais é interessante notar que arquitetos como Peter Eisenman. liderada pelo professor Harry Gugger. Design. A exposição. não apareceu uma pedagogia radicalmente diferente. realizadas nas Escolas Politécnicas Federais Suíças. aconteceu em Cuba durante duas semanas e tinha como objetivo requalificar uma das principais ruas do centro histórico de Havana. em geral. 2008:26). devido à atenção que lhes foi dada e as suas abordagens pedagógicas inovadoras demonstram o interesse atual do mundo acadêmico pelo Workshop. O Workshop que nós pretendemos investigar na nossa pesquisa é fruto desta cultura do Ateliê de projeto de Arquitetura e Urbanismo desenvolvida pela Bauhaus. da produção dos estudos apresentados no célebre livro “Delirious New York” (FOERSTER. onde os alunos desenvolveram estratégias de intervenção para as áreas urbanas em toda a cidade. Research. O pavilhão suíço da XI Bienal de Arquitetura de Veneza.2008:11). Giancarlo de Carlo fundou o Laboratório Internacional de Arquitetura e Urbanismo (ILAUD). ocorreu em Adis Abeba. em 2008 exemplifica bem este fato. em vez da dedicação exclusiva à teoria. têm como objetivo ilustrar o conceito de “investigação em design”. ele visa. A segunda. onde coordenou ininterruptamente. Explorations in Architecture: Teaching. A pedagogia da Bauhaus se difundiu pela Europa e pela América e se tornou uma referência para o ensino da Arquitetura. e nos indicam as possíveis metas de uma pesquisa sobre esse tema.

Como veremos. A partir desta experiência.capibaribe. esta primeira constatação valida a idéia de que nós não estamos diante de uma prática efêmera. Para identificar os conceitos relacionados ao Workshop e às noções ligadas a esta atividade. Siena. O Workshop proporciona abordagens ao aprendizado do Projeto significativamente diferentes daquelas presentes nos ateliês clássicos de longa duração. que são mais inspirados na tradição das Belas Artes do que na tradição da Bauhaus. Todo esse conhecimento precisa ser identificado. Nossa posição privilegiada de organizador nos permitiu ter uma visão clara de todo o processo. O primeiro elemento identificado é em relação à concepção.info 5 . Em 2009. sucessivamente (ZARDINI. desde a sua fase inicial de desenvolvimento até a publicação de seus resultados. Este evento proporcionou um encontro entre Professores e Alunos da Graduação e da PósGraduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Escola Nacional Superior de Arquitetura de Marselha (ENSA-M). e tem fornecido bases para uma cooperação intercultural. integrá-lo às práticas correntes. mas frente a um fenômeno em processo de estruturação e crescente expansão. passando pela sua realização. o Workshop tem permitido a experimentação de métodos de ensino inovadores. em seguida. em nossa opinião. tem sido ponto de encontro entre pesquisas acadêmicas e necessidades sociais. San Marino e Veneza. analisado e sistematizado. visite o site http://barcobus.e 2003. O primeiro eixo de reflexão é o pedagógico. Embora o sistema das Belas Artes estruture o aprendizado na relação professor-aluno. tivemos a oportunidade de participar do IV Workshop Internacional de Desenho Urbano do Recife1. Além disso. O principal objetivo é demonstrar as potencialidades da participação do ensino do Workshop no desenvolvimento de um método de trabalho que possa orientar o arquiteto na complexidade dos problemas arquitetônicos e urbanos do século XXI. onde o aluno desenvolve sozinho um 1 Para mais detalhes sobre este Workshop. fundamentaremos nosso pensamento inicial sobre a análise de uma prática pessoal. É neste contexto que pretendemos desenvolver o projeto de pesquisa de doutorado. Workshops de Verão envolvendo arquitetos do mundo inteiro nas cidades de Urbino. 2003: 78). nos confirma a vitalidade desta prática ao longo do tempo. Essa visão geral sobre exemplos marcantes de Workshops. a fim de situá-lo e. nós identificamos três eixos de reflexão que caracterizam. a originalidade e a relevância desta atividade.

Quais são as vantagens e desvantagens de tal processo pedagógico. 2006:2). Além disso. Além disso. está ligado ao objetivo de dar visibilidade aos projetos desenvolvidos fora do círculo restrito aos participantes. próprio ao contexto do Workshop. A divulgação das propostas na esfera pública traz um desafio e uma motivação extras. funcionando como um simulador de contexto real. Normalmente. Esta atividade exige do aluno o desenvolvimento de faculdades de coconcepção (ZIMMERMAN. qual foi a relevância dos projetos desenvolvidos face às restrições reais? Poderíamos considerá-los como projetos suscetíveis a inspirar as decisões das autoridades públicas? Ou deveríamos limitá-los aos objetivos educacionais? Dado o interesse demonstrado pelas autoridades 6 . que tem o papel específico de facilitador. fornece um processo de familiarização à prática profissional. o problema de projeto enfrentado em um contexto de Workshop faz parte de uma situação real que. A hibridação que foi possível realizar neste evento questionou a natureza dos projetos desenvolvidos. depende da complexidade urbana existente. seja através de uma apresentação pública dos diversos produtos finais. supostamente. ou de um catálogo. o Workshop coloca o aluno em um processo de concepção colaborativa.projeto com a supervisão de seu professor. dado o contexto multidisciplinar das equipes. Embora o IV Workshop Internacional de Desenho Urbano do Recife tenha sido realizado no contexto acadêmico com alunos de graduação e de pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo. um esforço especial deve ser dedicado à identificação dos recursos de cada membro. ou através da produção de uma exposição. o que é muito diferente dos papéis pedagógicos que ocorrem no contexto da relação individual professor-aluno. deste ponto de vista. O segundo elemento corresponde à natureza dos problemas enfrentados pelos estudantes. sobretudo dentro das estruturas curriculares vigentes nas escolas? Que importância esta abordagem pode ter no percurso do estudante e quando ela pode ser iniciada? Quais são os potenciais de articulações verticais dentro da Graduação e entre a Graduação e a Pós-Graduação? Qual é o papel que este tipo de ensino pode desempenhar na capacidade do futuro profissional em poder enfrentar a complexidade dos problemas que irá encontrar? O segundo eixo de reflexão decorre desta interação entre o mundo acadêmico e o mundo profissional. o aluno é obrigado a tomar uma postura e defendê-la face à postura dos outros membros. O terceiro elemento. dentro de uma equipe supervisionada por um professor. O Workshop. às informações disponíveis e à seleção das informações necessárias para estruturar a estratégia de trabalho.

Ele é fruto da evolução de uma 2 O evento reuniu franceses. ou ainda o desenvolvimento de um processo de aquisição de conhecimentos adaptado às necessidades do contexto atual. que podemos tirar do IV Workshop Internacional de Desenho Urbano do Recife. II.e o esforço investido na divulgação de tais propostas. (mais informações no site http://barcobus. especialmente eficiente. de mestrado. podemos observar que o conceito de Workshop. alunos de graduação. a relação entre atividades acadêmicas e o envolvimento nos problemas da cidade. realizado em um tempo curto. está especificamente ligado ao caráter intercultural deste exercício. inicialmente identificaremos os conceitos pedagógicos específicos aos quais se refere esta prática em Arquitetura. e que para outros era totalmente nova. profissionais independentes. a fim de trabalhar em conjunto no desenvolvimento de propostas de solução de problemas relacionados a uma realidade que. o Workshop parece abrir o debate e promover encontro entre universidade e sociedade. O terceiro eixo de reflexão. e levando em consideração os resultados obtidos.capibaribe.info) 7 . de intercâmbio e de colaboração entre diferentes culturas. Desta forma. o Workshop parece fornecer um contexto de encontro. mas intenso. é interessante notar que qualquer que seja o impacto real.2 estiveram reunidas para este evento. seja talvez a intercessão de questões mais amplas como a transferência e a produção de conhecimento no contexto intercultural. tanto acadêmicas quanto profissionais e sociais. tem suas raízes na cultura da escola Bauhaus. Como isso acontece? Quais são os fatores que permitem a transferência de saberes entre essas culturas e esta produção original do conhecimento? Seria possível tirar desta prática uma metodologia para a cooperação intercultural? A partir das noções levantadas por estes 3 eixos de reflexão. de doutorado. brasileiros. várias culturas. e por outro resumir a nossa hipótese geral de trabalho da seguinte maneira: O Workshop é uma ferramenta eficiente em termos educacionais. Apesar das múltiplas limitações. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para estabelecer a fundamentação teórica deste trabalho. em termos de investigação profissional e em termos de dinâmica de cooperações interculturais. O Workhsop. além do seu próprio interesse. arquitetos urbanistas e geógrafos. podemos por um lado situar a problemática geral desta pesquisa no campo da formação profissional. para alguns era o cotidiano. técnicos de órgãos públicos. como nós vimos. Várias línguas.

2001:26). “A cultura do Ateliê tem uma dimensão física onde os projetos físicos dos prédios. o ateliê de ensino não é um escritório. Esta duplicidade de significado introduz desde sua raíz a relação íntima que a Arquitetura e o Urbanismo tece entre a matéria e a mente. O Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo é uma atividade polimorfa. tanto de uma simples técnica. Mesmo se o exercício profissional do Ateliê está imbricado com seu ensino. 2003:147). ajudam a formar essa cultura” (Fallman. no questionamento e no processo de dar e receber críticas” (Fallman. O projeto desenvolve-se como uma pesquisa.1986:16). O Ateliê de Projeto como abordagem pedagógica tem um status especial no ensino da 8 . Para Fallman. móveis. Esta realidade produz uma certa confusão de gênero.singularidade do ensino da Arquitetura: o Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo. Embora esta prática não seja muito comum nos programas de pós-graduação brasileiros. segundo Pierre Von Meiss. O Ateliê define tanto o espaço de acontecimento quanto o processo de produção cognitivo da atividade da Arquitetura e do Urbanismo. dos hábitos e costumes. cuja matéria se forma a partir de diversas esferas. que face a um determinado problema. na discussão. Refere-se a uma pesquisa original que não é nem fundamental (como no campo do conhecimento científico) e nem aplicada (como no campo técnico). Da mesma forma. 2007:6). e assim por diante. O arquiteto não é de fato um técnico. os novos mestrados profissionais abrem portas nesta direção (Mahfuz:434). baseando o Projeto como o produto final da análise reflexiva. ele tem suas próprias questões pedagógicas (Carsalade. 2007: 11). o professor. Vale ressaltar que essa ciência se vale de outros campos científicos para entender como as experiências se constituem em contextos sócio-culturais específicos. “uma abordagem de aprendizagem e de produção de conhecimento que passa por um processo iterativo de conjecturas e refutações” (Von Meiss. aplica uma solução. salas. o aluno e às vezes o pesquisador pratica o Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo. quanto de uma simples forma de conhecimento. O Projeto de Arquitetura e Urbanismo “como um procedimento organizado de atividades para tomada de decisões relacionadas às mudanças no mundo físico” (Zeisel. o Projeto como Pesquisa envolve uma metodologia científica singular. O conceito de Ateliê de Projeto abrange. do saber fazer. “o ensino no Ateliê de Arquitetura é baseado no diálogo contínuo. O profissional. Vincent Mangeat frisa que “colocar o projeto no coração do ensino da Arquitetura significa principalmente distinguir a Arquitetura. sem necessariamente ter os mesmos objetivos. É uma ciência da experiência possível do mundo” (Mangeat. 1981) necessita de um espaço apropriado.

limitações tecnológicas entre outros. vai nos servir de ângulo de abordagem para entender as relações que se desenvolvem entre ficção e realidade no aprendizado do projeto. De fato. não sejam consideradas. Para distinguir e caracterizar as diferentes formas do uso do projeto dentro das Escolas de Arquitetura. um lugar fundamental na atividade profissional do Arquiteto. pois desta forma o desenvolvimento do conhecimento será facilitado. tais como incompatibilidade com a legislação local. Este tipo corresponde ao contexto profissional. que eles permaneçam criativos. visto que o processo de elaboração de Projeto ocupa. que é implementado para que esta vivência seja benéfica aos alunos sem esmagá-los sob o peso das restrições da realidade. O Projeto de Arquitetura do ponto de vista do impulso monumental referente à ambição de fazer. 2. 3. O Projeto de Arquitetura como objeto de ensino que responde à ambição de ensinar e aprender num contexto pedagógico.Arquitetura. Esquema de recapitulação dos três contextos do projeto: 9 . (CHUPIN. O Projeto de Arquitetura do ponto de vista da ambição de conhecer num contexto de pesquisa. como nós vimos. vamos apoiar as nossas discussões nas investigações conduzidas por Jean-Pierre Chupin que distingue três tipos de Projeto Arquitetônico: 1. permitindo assim. num ambiente acadêmico é necessário estabelecer situações nas quais restrições. 2003:15) . O fato dele ser utilizado como um instrumento de investigação para os profissionais. Essa reflexão vai nos esclarecer o processo de “transposição” entre ensino e o exercício profissional.

2003:100). além de circunscrever o Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo no seu âmbito do ensino e traçar as possíveis relações que este mantém com os demais tipos. A prioridade é dada à busca de conceitos e métodos que embasem a prática e o ensino do projeto (VELOSO. por muito tempo o ensino do projeto se confundia com o projeto no contexto profissional.Este referencial teórico nos permitirá evitar fazer um amálgama entre estes 3 projetos. Nas escolas brasileiras por exemplo. Embora este referencial teórico ofereça uma visão geral no âmbito do projeto. ainda em construção. o ensino do projeto pela simulação do escritório foi parcialmente substituído pela síndrome do “realismo social”. a autonomia do projeto no contexto pedagógico está longe de ser claramente definida. ELALI. A partir dos anos 80. O objetivo era elucidar os processos de criação espacial. o foco deste modelo se concentrou na pesquisa do contexto real. investindo a maioria dos recursos no diagnóstico e deixando o projeto. o que significa que ele deve responder tanto à ambição de ensinar quanto à ambição de fazer. Também podemos considerar que o Workshop corresponde ao espaço do Estágio. que segundo Chupin. Com o objetivo de levar o aluno a enfrentar as problemáticas sociais relacionadas ao espaço construído. O projeto arquitetônico era ensinado a partir da simulação do exercício profissional. 10 . Esta concepção responde à ideia defendida por Elvan Silva em 1986. acessível apenas a alguns talentosos criadores na caixa de vidro. assim como o processo projetual e suas componentes conceituais e metodológicas em segundo plano. que pretendia transformar a caixa-preta da criatividade. Este rápido panorama pela cultura do ensino do Projeto de Arquitetura e Urbanismo no Brasil ilustra a interação e a interconexão existentes entre os três âmbitos do projeto definidos por Chupin. encontra-se na encruzilhada da esfera pedagógica e da esfera da pesquisa. com o ingresso de muito professores pós-graduados em ciências sociais aplicadas no curso de Arquitetura e Urbanismo. As pesquisadoras identificam uma terceira postura. que procura colocar o projeto de arquitetura como campo de investigação e atuação no centro da questão do ensino. sua correspondência com a prática nem sempre é efetiva. e frisa o grande trabalho ainda necessário para definir o projeto no seu contexto pedagógico. entender da melhor maneira possível como eles funcionam para podermos ensiná-los e criticá-los de forma mais efetiva (LARA:59). Neste sentido é interessante ressaltar primeiramente o lugar do Doutorado. Segundo Maísa Veloso e Gleice Azambuja Elali.

Este processo de investigação deve ser conduzido de forma multidisciplinar e em grupo. muitos elementos utilizados no contexto do Projeto de Arquitetura. psicólogo que contribuiu no desenvolvimento das bases teóricas do construtivismo. cientista que conceitualizou a noção de “learning by doing”. pedagogo que redefiniu a relação conhecimento-aprendiz. Este aluno é colocado frente a um problema não estruturado. similar a um contexto real. a problemática central reside no papel atribuído ao aluno em relação ao conhecimento e na mudança do papel do professor. Jean Piaget (1896-1980). John Dewey (1859-1952). A diferença fundamental entre o “Problem-based learning” e o “Project-Based Learning” encontra-se no uso dos problemas.Neste trabalho de identificação da natureza e do funcionamento do Projeto dentro da Arquitetura e do Urbanismo será necessário situar esta abordagem em relação às teorias mais gerais da pedagogia. Experiências realizadas pela Universidade de Delft. 2. Esta dimensão colaborativa é fundamental e estrutura o processo de aprendizagem através da interação dos próprios conhecimentos. Na concepção dele. indefinida. Eles chamaram este novo uso do “Problem-based learning” de “Project-Based Learning” (LEHMANN. “ensinar não é transferir conhecimento. na Holanda e New Castle. tem que atuar. a criança. No entanto. enquanto o “Problem-based learning” pretende aplicar esta abordagem à toda formação. mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (Freire. no seu processo de aprendiz. construir projetos. dos novos conhecimentos e da comunicação dentro do grupo (SAVERY. introduziremos o conceito de “Problem-based learning” ou “Inquiry-based learning”. abrem o caminho para uma maior integração do “Problem-based learning” no conjunto do curso de Arquitetura. e assim reforçou a idéia de que a prioridade no processo de aprendiz é a atividade do sujeito aprendendo. Como nós podemos ver. na Austrália. Isso é chamado de aprendizagem centrada no aluno. fazendo e aprendendo. e a solução do problema não é 11 . 2001:25). 3. os levar ao fim. no qual ele deve encontrar uma solução que é em si aberta. o ensino clássico da Arquitetura faz uma clara distinção entre as aulas chamadas de teóricas e o Projeto que é prático (BRIDGES. fazer experiências e aprender a interpretá-las.2007:755). Segundo ele. Este conceito pedagógico está enraizado nas investigações dos seguintes pesquisadores: 1. 2006:12). o problema é usado como base para iniciar o processo de aprendizado. Para isto. Paulo Freire (1921-1997). Reconhecemos neste conceito pedagógico. 2006:3). No “Problem-based learning”.

The Reflective Practitioner. o conhecimento tácito. Este conjunto de sistematização e teorização de nosso objeto de investigação oferecerá uma base inicial ao desenvolvimento de nossa pesquisa. Enquanto que. A relação especial da aquisição e da produção de conhecimento no contexto do Design Studio é. o Design Studio. modelos. estas tentativas nos serão particularmente úteis. Ele oferece a possibilidade de aplicar o conceito de “reflexão na ação”. De suas observações sobre estes procedimentos cognitivos específicos.2002:5). De acordo com a sua filosofia da educação. Professor do departamento de “Urban Studies and Education” do MIT.2001:40). segundo o autor. Finalmente. Schon desenvolveu o modelo de “prática reflexiva”. O primeiro modelo é a pesquisa operatória que explica a resolução do problema ao qual estamos diretamente confrontados.1983). uma abordagem eficaz na formação do profissional face aos desafios que irá enfrentar. é o pedagogo e pesquisador americano. que coloca estas duas posturas em interação a fim de produzir o processo reflexivo identificado. e a solução do problema é um requisito fundamental (MILLS. no “Project-Based Learning” os problemas são reais (com possível simplificação segundo o nível dos estudantes). O segundo. a pesquisa-ação. e propõe o Design Studio como modelo do “pensamento na ação” (LEONARD. vão estruturar a nossa metodologia de trabalho. Os quatro modelos de pesquisa reflexiva que Donald Schon identifica em seu livro. que permite a aquisição do conhecimento próprio em um domínio específico. ele identifica os dispositivos mobilizados no Design Studio nas Escolas americanas de Arquitetura. é o processo de pesquisa de vários projetos que resolveram um problema semelhante. A busca por uma generalização das soluções encontradas para resolver um determinado problema caracteriza o terceiro tipo de pesquisa reflexiva. Para cumprir nosso objetivo de situar o processo do Workshop em relação ao Projeto de Arquitetura. ele questiona o modelo da “racionalidade técnica” dos laboratórios científicos.o objetivo. Na apresentação da metodologia de trabalho veremos mais detalhadamente como vamos articular nossa pesquisa em relação a estes 4 12 . Um outro autor que irá alimentar e estruturar nosso percurso de pesquisa. Schon desenvolveu um trabalho de grande relevância sobre o Ateliê de Projeto de Arquitetura e Urbanismo. No seu livro homônimo. Donald Schon. constitui o quarto modelo (SCHÖN.

todos os atores dessa prática poderão identificar e determinar sua própria abordagem em relação aos demais Workshops. Neste sentido. o que conferirá aos resultados a necessária condição para a construção de uma teoria sobre o Workshop como ferramenta pedagógica. poderemos por um lado confirmar a relevância do uso do Workshop. finalmente. e em relação ao contexto mais amplo do processo de aprendizagem sob o conceito do “Problem-based learning”. Além do mais. Ele oferecerá uma plataforma privilegiada de encontro entre as necessidades da sociedade e as pesquisas realizadas por acadêmicos e. O segundo é que a atividade de Projeto. nós podemos imaginar que esse trabalho comparativo possa servir de suporte ao desenvolvimento de um manual com sugestões/recomendações para a criação de tais eventos. particularmente no contexto do Workshop. Quaisquer que sejam os resultados. o Workshop participará do processo de disseminação da aprendizagem efetiva e da produção de conhecimento através do Projeto. fornecerá um processo de colaboração eficaz para os encontros interculturais. Quanto a nossa hipótese geral. tanto do ponto de vista pedagógico. OBJETIVOS E RELEVÂNCIA DA PESQUISA O objetivo do estudo doutoral é analisar a relevância das nossas hipóteses que levantam o Workshop como uma ferramenta eficaz em termos pedagógicos. Em seguida. se constitui como uma atividade de pesquisa. e por outro imaginar que essa prática auxiliará as várias instituições acadêmicas interessadas no desenvolvimento de uma pedagogia inovadora. se ela for validada pela nossa investigação. em termos de investigação profissional.Uma vez o Projeto de Arquitetura situado. dois aspectos devem ser destacados: o primeiro é que este estudo tem caráter multidisciplinar e internacional. Desta forma. quanto do profissional. 13 . o trabalho tipológico que apresentaremos na nossa metodologia ajudará a desenvolver uma matriz analítica. e em termos da dinâmica de cooperação intercultural. na interação com o mundo profissional e na cooperação intercultural. que fornecerá pontos de comparação entre diferentes Workshops. seremos capazes de produzir uma análise do Workshop na perspectiva dos três eixos de reflexão que estruturam o projeto de pesquisa. III.

O professor Stéphane Hanrot da ENSA-M e a professora Maisa Veloso da UFRN serão encarregados de orientar. 2. a fim de reformular as hipóteses e generalizar o assunto. O segundo ano será dedicado ao teste desta teoria. O terceiro ano nos permitirá tirar conclusões. papéis. Cada ano será dedicado a uma fase específica detalhada abaixo: 1. objetivos.IV. em forma de disciplinas e atividades integradas. Além disso. resultados. nos aprofundaremos nos exemplos de referência com a pratica contemporânea da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). nós identificamos na prática do Workshop os elementos que o constituem. as pesquisas do doutorando. que serão compilados para formar uma matriz de análise. 4. 1. Quanto à investigação. a partir das investigações realizadas nas fases anteriores. conjuntamente. segundo protocolo de intenções entre a Universidade Federal de Rio Grande do Norte e a Escola Nacional Superior de Arquitetura de Marselha. O primeiro ano será dedicado ao cumprimento dos créditos exigidos pelas instituições de ensino conveniadas e à realização da investigação sobre o estado-da-arte da matéria.execução das aulas teóricas e investigação: Os créditos. A equipe de investigação terá como objetivo realizar este trabalho em quatro anos. realizados pelas duas instituições parceiras (UFRN – ENSA-M)3. da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) e da École Polytechnique Fédérale de Zurich (EPFZ) assim como as 3 Stéphane Hanrot publicou “l'Affaire Bateau-Bus” 14 . através da organização e realização de um Workshop. Esta matriz nos dará a ocasião de desenvolver uma tipologia geral dos Workshops. temporalidades são alguns destes parâmetros. 3. a fim de elaborar uma Teoria acerca do Workshop. serão realizados dentro das exigências das duas instituições. Primeira fase . MÉTODO Inicialmente. é importante informar que este trabalho será realizado em um contexto de co-tutela. O quarto ano será dedicado à redação e revisão da tese assim como sua defesa. Atores. Esta ferramenta tipológica nos permitirá analisar um bom número de Workshops a fim de oferecer um panorama da diversidade desta atividade. Para ter acesso aos documentos relativos às experiências dos Workshops. a princípio vamos aproveitar o fácil acesso que teremos aos eventos desta natureza. partindo da base teórica apresentada.

realizaremos entrevistas com os diferentes atores. Nestas ocasiões. de outro. que são facilmente acessíveis. Ela constitui a fase preparativa do processo de “investigação na ação” que será realizada na Fase 2. poderemos obter resultados que possam de um lado julgar a qualidade destas diversas realizações e. Para iniciar a verificação da nossa hipótese geral. teremos os dados necessários para a realização de um estudo comparativo. em 2012. tais como o previsto pelo ENSA-Marselha. notamos que existem muitos sites. Em seguida. em um contexto de intercâmbio internacional. vamos realizar uma pesquisa de fontes disponíveis na internet. Embora este tipo de evento nem sempre resulte em uma publicação oficial. Paralelamente. Em seguida os aplicaremos ao nosso corpus. de investigação profissional e de cooperação intercultural. articulados a situações reais e que desenvolvem uma abordagem de “Project-Based Learning”. Além do mais. Segunda fase – colocar à prova os resultados da fase 1 Durante o segundo ano do doutorado. que ocorrem (ou ocorrerão). Deste estudo. A partir daí. Desta forma. plataformas de trabalho colaborativo ou simples blogs. pretendemos colaborar na organização do um Workshop 15 . esta primeira fase servirá de base para a elaboração do projeto de tese que será apresentado para atender aos requisitos do Programa de Pos-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/ UFRN). elaboraremos uma matriz analítica para cada um dos três eixos. vamos participar de Workshops como pesquisador. concentraremos nosso foco de pesquisa nos Workshops. identificar os tipos de Workshop que atendam às expectativas definidas. Estes elementos nos ajudarão a identificar os realizadores e participantes destes Workshops para que através deste contato possamos ter acesso aos documentos disponíveis. constituiremos a partir do nosso trabalho tipológico um corpo de estudos que possa atender aos nossos três eixos de reflexão: pedagógico.experiências históricas realizadas pelo Instituto para os Estudos Arquiteturais e Urbanos (IAUS) e do Laboratório Internacional de Arquitetura e Urbanismo (ILAUD). 2. Esta primeira fase da investigação corresponde ao modelo 2 e 3 da pesquisa reflexiva descrita por Donald Schön. Por esta razão.

que será realizado durante as últimas fases desta pesquisa. atendendo ao referido protocolo de intenções. Todas as informações que serão produzidas neste Workshop experimental servirão como referência para o trabalho de generalização do assunto. Quarta Fase – Redação e defesa da tese Na última fase. A partir deste trabalho preliminar. poderemos tirar conclusões que vão nos permitir reformular as nossas hipóteses iniciais.Internacional de Concepção de Projeto Urbano e Arquitetônico da Universidade Federal de Rio Grande do Norte. próprias a investigação de doutorado. 4. 3. Este evento dará a oportunidade de experimentar. assim como das hipóteses particulares. O Workshop será configurado de modo que seja possível implementar nele os protocolos necessários a avaliação da hipótese geral. Essa experiência será a ocasião de reunir de um lado os professores que acompanham este projeto de doutorado e de outro enriquecer a colaboração entre as duas instituições. o desenvolvimento global dos elementos da primeira fase da pesquisa. 16 . na forma de uma “investigação na ação”. uma vez reunidos todos esses elementos. assim como representantes das duas instituições. Terceira Fase – Conclusões e generalização do assunto A terceira fase deste trabalho de doutorado serra dedicada à analisar os resultados obtidos durante o Workshop Internacional de Concepção de Projeto Urbano e Arquitetônico da Universidade Federal de Rio Grande do Norte. poderemos finalizar a dissertação desta tese e defendê-la perante um júri composto pelos dois professores orientadores. Em seguida nós poderemos generalizar nossas observações e tentar produzir uma teorização geral do Workshop.

DIAGRAMA DO PROJETO DE PESQUISA 17 .V.

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