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Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale

Informações Técnicas para Trigo e Triticale - Safra 2011

IV Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale

Cascavel, 26 a 29 de julho de 2010

Cascavel, PR 2010

Exemplares desta publicação podem ser solicitados à: Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - COODETEC BR 467, KM 98, Cep: 85813-450, Cascavel, PR, Brasil Fone: 45 3321-3536 | Fax: 45 3321-3500 Home page: www.coodetec.com.br Comissão Editorial: Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - Coodetec Organizadores das informações técnicas: Volmir Sergio Marchioro, Francisco de Assis Franco Capa e editoração eletrônica: Gráfica Igol Ltda. Tiragem: 3.000 exemplares Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610). Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (4.:2010 : Veranópolis, RS) Informações técnicas para trigo e triticale – Safra 2011 / Comissão Brasileira de R444i Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (4.: Pesquisa de Trigo e Triticale. - Cascavel, PR: Coodetec, 2010. 2010 jul., 26-29, Cascavel, PR) 170 p.; 21 cm. Informações técnicas para trigo e triticale – safra 2011/ Assis Franco Organizadores da publicação: Volmir Sergio Marchioro, Francisco deOrganizadores: Volmir Sergio Marchioro; Francisco de Assis Franco.- Cascavel: COODETEC. Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Tritica1.Trigo - le, 2010. - Indicações - Brasil Triticale CDD: 633.1106081 170 p. © Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale 2011 1. Trigo – Pesquisa – Brasil. 2. Triticale – Pesquisa – Brasil. I. Marchioro, Volmir Sergio. II. Franco, Francisco de Assis. III. Título.

CDD 633.1106081
© Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale 2011

Embrapa Trigo Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado Embrapa Clima Temperado Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados .Cooperativa Agroindustrial Cooperativa Agroindustrial Lar Cooperativa Castrolanda Cooperativa Agroindustrial Alfa Cooperativa Agrária Agroindustrial Coopavel Cooperativa Agroindustrial Cooperativa Agropecuária da Região do DF Ltda Cooperativa Regional Auriverde Cooperativa Regional Itaipu Cotriguaçu Cooperativa Central Datacoper Software Dow Agrosciences Du Pont Brasil Embrapa Transferência de Tecnologia Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Paraná .Embrapa Cerrados Centro de Pesquisa Agropecuária do Oeste .Instituições Participantes                                    Associação Brasileira da Indústria do Trigo .EMATER/PR .Embrapa Soja Centro Nacional de Pesquisa de Trigo .ABITRIGO Associação Nacional de Defesa Vegetal – ANDEF Agrícola Verdes Campos LTDA Banco do Brasil S/A Basf S/A Bayer Cropscience Biotrigo Genética LTDA Bunge Alimentos S/A Capita de Sensus Carminatti e Filhos Chemtura Agrosolutions Colégio Estadual Amâncio Moro Centro Nacional de Pesquisa de Soja .Vale .COTRIJUI Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – COODETEC C.Embrapa Agropecuária Oeste Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba – COOPADAP Cooperativa Agropecuária & Industrial .

Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias Fundação Pró-Sementes de Apoio o Pesquisa I.S.Fesurv Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária . Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul .IFRS Integrada Cooperativa Agroindustrial Milenia Agrociências S/A Moinho do Nordeste S/A Moinho Iguaçu Agroindustrial Ltda Nestlê Brasil Kraft Foods Brasil S/A Syngenta Brasil Stoller do Brasil Sipcam Isagro Brasil S/A Sementes Maua Parati S/A J.                                      Faculdade Assis Gurgacz Faculdades de Itapiranga – FAI Faville Indústria Alimentos Fazenda Vó Anna Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária .Plantplan Sementes Iruña Ouro Fino Agromariussi Comércio de Cereais Ihara Grupo Floss B.Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária Fundação Meridional Fundação MS .Fepagro Fundação ABC .Seeds Nidera Sementes Ltda . Tozzo Agroindustrial Ltda Planejamento e Assistência Técnica Agronômica .Fapa Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa Fecotrigo Fundacep Fundação de Ensino Superior de Rio Verde . Industria e Comercio de Cereais e Seus Derivados Ltda SD Pesquisa E Assessoria Agricolas Ltda Serviço Especial Em Diagnose de Sementes Ltda .Riedi Cia Ltda Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR Instituto Agronômico de Campinas – IAC Instituto Federal de Educação.

Tagro .UNIOESTE Universidade Federal do Rio Grande do Sul .UEM Universidade Estadual de Ponta Grossa .UFRGS Universidade Estadual Paulista . Universidade Estadual do Norte do Paraná .UFSC Universidade Tecnológica Federal do Paraná .UDESC Universidade Estadual do Centro-Oeste .UFSM Universidade de Passo Fundo .UEL Universidade Estadual de Maringá .UTFPR Universidade Federal de Pelotas .UPF Total Biotecnologia Indústria e Comércio Ltda Tecnologia Agropecuária Ltda .UEPG Universidade Federal de Santa Catarina .UFPel Universidade do Estado de Santa Catarina .UNICENTRO Universidade Estadual do Oeste do Paraná .                   Nortox S/A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná .SEAB OR Melhoramento de Sementes Ltda.UENP Universidade Estadual de Londrina .UNESP Universidade Federal de Santa Maria .

em agricultura. uma vez que muitas causas não controladas. seja expressa ou implícita.Alerta A Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale exime-se de qualquer garantia. . incluindo-se. podem influenciar o desempenho das tecnologias indicadas. mas não se limitando. Destaca que não assume responsabilidade por perdas ou danos. quanto ao uso destas informações técnicas. tempo e dinheiro. decorrentes do emprego das mesmas.

COODETEC Elisa Serra Negra .Comissão Organizadora Instituição: Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola COODETEC Presidente: Secretário: Membros: Francisco de Assis Franco .COODETEC Sergio Luiz Marchi .COODETEC Marcelo da Costa Rodrigues .COODETEC Andrelise Daltoé .COODETEC Ivo Marcos Carraro .COODETEC Celso Ari Palagi .COODETEC Edson Feliciano de Oliveira .COODETEC Leandro Mello .COODETEC Raquel Bruschi .COODETEC Tatiane Dalla Nora.COODETEC Volmir Sergio Marchioro .COODETEC .COODETEC Franciele Mioranza .COODETEC Ivan Schuster .

no período de 26 a 29 de julho de 2010.Apresentação A Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e de Triticale é o resultado da unificação de três comissões: a Comissão SulBrasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. aptidão industrial. Em sua quarta edição. a Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e de Triticale foi realizada em Cascavel. promover ações de pesquisa. nutrição vegetal. promover difusão de tecnologia. produtores. e buscar soluções aos entraves da cadeia produtiva de trigo e de triticale no Brasil. sementes. O principal resultado do trabalho desenvolvido na IV Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e de Triticale foi a atualização das informações técnicas para a safra 2011 a partir de resultados de pesquisa de campo obtidos ao longo do tempo. estudantes. práticas culturais. PR. transferência de tecnologia e sócio-economia discutiram a cadeia produtiva do trigo e do triticale. gerando conhecimento e tecnologia para estas culturas. Especialistas das áreas de melhoramento. sendo organizada pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola . técnicos. fisiologia. ecologia. solos.Coodetec. estabelecer prioridades. autoridades e representantes da comunidade em geral. fitopatologia. entomologia. extensionistas. . estimular a integração interinstitucional. Os objetivos da Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale são: identificar demandas. Participaram da Reunião pesquisadores. a Comissão Centro Sul-Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale e Comissão Centro-Brasileira de Pesquisa de Trigo. Trata-se de um conjunto de fatores tecnológicos que podem otimizar o rendimento agronômico e econômico das culturas de trigo e de triticale em todas as regiões aptas para cultivo destes cereais no Brasil.

..................................................................... Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Rio Grande do Sul ................ 58 4........................ Estado do Mato Grosso do Sul ........... Calagem ........... Manejo conservacionista do solo .............. 15 2....................4.......... Indicação de cultivares de trigo para o Estado da Bahia ..... 56 4....3.......5........... 66 4.............................................................. Estado da Bahia .......................2....................................................... 14 1....2........ Estado de Santa Catarina .. Estado de Goiás .......................... Cultivares de trigo e triticale .............. 76 ... 73 5................................... Estado do Rio Grande do Sul .................. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Mato Grosso do Sul 60 4................................. Estado de São Paulo ..............3............1...... 76 6................................ Adubação .................. 12 1...10..................... Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Goiás e para o Distrito Federal ........................................ espaçamento e profundidade de semeadura .1.......................4....................5......10.......... 70 5.............. Rotação de culturas........13................ 15 2........... 74 6....................................8............................................................................ Processo colher-semear................. 14 1..... 41 4............................................ Mobilização mínima do solo e semeadura direta.................... 70 5....... 12 1.................... 64 4............................ 68 4............................ 62 4...................... Indicação de cultivares de triticale para o Estado de Minas Gerais.. 38 4.. 67 4............ 23 2...................2.......................4..................2.......................7..... 14 2............ Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Santa Catarina ...... Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Mato Grosso .......................... 70 5..9............................................................ 65 4....... Estado de Minas Gerais .............. 72 5.........................1...... 66 4...6...........................1.......... do Mato Grosso do Sul e de São Paulo .........4............ Distrito Federal ..3......................... Cobertura permanente do solo ................... 71 5...................... Indicação de cultivares de triticale para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina ..........................Sumário 1.... 69 5........ 68 4......... Densidade.8............. Estado do Paraná .....................3................................................................................... 13 1... Indicação de cultivares de trigo para o Estado de São Paulo .. 74 5.......................................... 73 5.. 72 5.............5. Escalonamento de cultivares ........7......11............................................. Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Minas Gerais ................................................ 15 2........... Práticas mecânicas conservacionistas ........... Regionalização para épocas de semeadura de trigo e triticale .. Inoculação de Sementes .......................................................... Densidade de semeadura .................1...............................................12............6......... Indicação de cultivares de triticale para os Estados do Paraná................. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Paraná ......... Introdução ............................... 54 4.................. 72 5.. Calagem e adubação e inoculação de sementes.......9....................................... Estado do Mato Grosso ......................

...................................... Controle cultural .................................. Estádio fenológico para a última aplicação ........1................................. Intervalo entre aplicações ...6............................ 77 7........................ Corós ........................................................................... Controle de plantas daninhas ...1....... Redutor de crescimento ....... 111 11...... 112 11...... Controle mecânico.......9..3.................... Tratamento dos órgãos aéreos... Introdução ........................................... 102 11......2................. Metodologia de monitoramento de lavouras .......................................... 112 12...................6........................... 93 10.............................. 126 Referências bibliográficas ...... 81 9.................... 166 .............4......................................... 93 10.......................................................................................1................... 111 11.... 113 12.................. 83 10.............................. 78 7........ Triticale . 80 9........ 120 12............................... Controle da bacteriose ................... Trigo ....... 93 11..............2..............3...................... 81 9............................................................. Controle de pragas .................................2.. Conservação de forragem: fenação e ensilagem .......... Momento da primeira aplicação...................................................................................................7....... 116 12................................................................................ 130 Anexo 2 (Escalas fenológicas) ........................................................2........................ Tratamento de sementes ............ Estabelecimento e manejo de trigo de duplo-propósito ...................... Lagartas ........................................... 111 11.................... Espaçamento .............................. 123 13................................................... Controle de doenças .....................2............................................................................................................................................... 78 7.......................1.......................................... Colheita e pós-colheita do trigo e triticale .............. Região do Brasil Central ......................................... Profundidade de semeadura .. 93 10............ Insetos-praga de armazenamento ................................. Manejo de irrigação em trigo .............. 101 11.. 111 11............................... Estádio vegetativo para início do monitoramento .......................................................3....................................2... Pulgões e percevejo-barriga-verde..........5..........1...... 113 12........................... 100 11....................4.......... 122 13........................ 100 11.... Rotação de culturas................................................. 123 13........................... Controle químico ............3........................ Indicações para o uso da tecnologia de trigo de duplo-propósito .............................2................. 77 6...... 79 8................................................................................1.. 129 Anexo 1 (Relação de municípios) ..........8..........

é a principal causa da severa ocorrência dessas doenças. manutenção permanente da cobertura do solo e minimização do interstício entre colheita e semeadura. com o passar dos anos. além da adoção de práticas mecânicas conservacionistas. necessita ser interpretado e adotado sob o conceito de um complexo de processos tecnológicos destinado à exploração de sistemas agrícolas produtivos.1. a promoção de cobertura permanente do solo. mobilização de solo apenas na linha de semeadura. Nesse sentido. a prática da rotação de culturas visa também reduzir o potencial de inóculo de organismos causadores de podridões radiculares e de manchas foliares.1. pela implementação do processo colher-semear. o nabo forrageiro. e a redução do risco de perdas de renda. a canola e as 12 12 . no âmbito da agricultura conservacionista. Assim. por exemplo. a diversificação e estabilização da produtividade. não só por alterar características do solo. Embora seja pequeno o efeito no controle da erosão. de triticale. de cevada. Manejo conservacionista do solo O sistema plantio direto. a rotação de culturas assume importância como prática adicional para a manutenção da capacidade de produção dos solos. A semeadura anual de trigo. Culturas como a aveia. como também por proporcionar condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças e à ocorrência de pragas e de plantas invasoras. como azevém. Rotação de culturas Tem como benefícios a promoção da biodiversidade. a qualificação do sistema plantio direto requer a observância integral dos seguintes fundamentos: 1. envolve a diversificação de espécies via rotação de culturas. sensível queda de produtividade. na mesma área. a racionalização de mão-de-obra. de doenças e de plantas infestantes. Desta forma. A monocultura contínua tende a provocar. de centeio ou de outra gramínea. o favorecimento ao manejo integrado de pragas.

Em sistemas irrigados de produção. não se indica que a mesma seja antecedida pelo trigo de sequeiro. com o tomate. preferencialmente. Para o estabelecimento do trigo de sequeiro em seqüência às culturas de soja. inicialmente. Em áreas sob monocultivo de tomate. a preservação da estrutura do solo. a redução da taxa de decomposição da matéria orgânica do solo. ervilha. estas apresentem baixa infestação de plantas daninhas. sendo indicada em sucessão à soja e em alternância com feijão. o feijão e outras leguminosas. alho. As medidas corretivas devem ser adotadas antes do início da utilização do sistema. cevada e hortaliças (batata. feijão e de outras leguminosas. Sugere-se que o sistema seja introduzido. arroz e aveia.2. a incidência de doenças como esclerotínia. o sistema de plantio direto assume relevância como técnica viabilizadora desse modelo de produção. constituem as melhores opções num sistema de rotação. a redução da demanda de mão-de-obra. constitui-se. e a promoção do seqüestro de carbono no solo. visando ao controle dessas doenças. cebola. a redução de perdas de água por evaporação. em geral. na principal alternativa para a rotação de culturas. milho ou feijão. no período de inverno. rizoctoniose e fusariose têm provocado queda expressiva no rendimento dessas culturas e aumento nos custos de produção.leguminosas. 1. tomate etc. Caso o produtor opte pela adoção do sistema de plantio direto. a preservação da fertilidade física e biológica do solo. cenoura. a redução da incidência de plantas daninhas. no momento. em que a cultura de trigo estiver inserida. a redução do consumo de energia fóssil. em pequenas áreas e que. por não ser hospedeiro dessas doenças. sobretudo devido às condições climáticas que inviabilizam mobilizações de solo em condições ideais de 13 13 . deve ser feito um levantamento inicial da situação física e da fertilidade do solo. O trigo. Mobilização mínima do solo e semeadura direta Tem como benefícios a redução de perdas de solo e de água por erosão. a redução dos custos de manutenção de máquinas e equipamentos.).

por semeadura em contorno.4. 1. e a reprodução. dos fluxos de matéria orgânica observados nos sistemas naturais. a promoção do equilíbrio da flora e fauna do solo. cordões vegetados e terraços dimensionados especificamente para o sistema de plantio direto etc. não constitui condição suficiente para disciplinar a enxurrada e controlar a erosão hídrica. a redução de perdas de solo e de água por erosão.umidade e pela disponibilidade de tempo hábil para a semeadura na época indicada. física e biológica do solo. de doenças e de plantas daninhas. a redução da amplitude de variação da temperatura do solo. culturas em faixas. a estabilização da taxa de reciclagem de nutrientes. a promoção da fertilidade química. a redução de perdas de nutrientes liberados pela decomposição de restos culturais. A segmentação de toposeqüências.5. nos sistemas agrícolas produtivos.3. e tem como benefícios o manejo de solo e água no contexto de microbacia hidrográfica e o conseqüente reestabelecimento da semeadura em contorno e conservação de estradas rurais. e a promoção da biodiversidade da biota do solo. o favorecimento ao manejo integrado de pragas. representa tecnologiasolução para esse problema. a preservação da umidade no solo. o estímulo à diversificação de épocas de semeadura. a redução da incidência de plantas daninhas. Cobertura permanente do solo Tem como benefícios a dissipação da energia erosiva das gotas de chuva. por proporcionar maior número de safras por ano agrícola. 1. otimizada pelo sistema de plantio direto. Práticas mecânicas conservacionistas A cobertura permanente do solo. 1. 14 14 . Processo colher-semear Tem como benefícios a otimização do uso da terra.

Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina A quantidade de corretivo de acidez a ser usada varia conforme o índice SMP determinado na análise do solo e a dose é função de vários critérios. para fins de indicação de calagem e de adubação. No sistema plantio direto consolidado sugere-se amostrar de 0 a 10 cm de profundidade e. Introdução A análise de solo é um método eficiente para estimar a necessidade de corretivos de acidez e fertilizantes. devem ter a periodicidade máxima de três anos. 2. 15 15 . mas é válida somente se a amostra analisada representar adequadamente a área a ser corrigida ou adubada.1. de 10 a 20 cm.2. adubação e inoculação de sementes 2.1.2. conforme indicado na Tabela 1 e a quantidade indicada na Tabela 2. As análises de solo de rotina.2. ocasionalmente. Calagem. Calagem 2.

0 1 SMP para pHágua 5. Quando se optar pela incorporação.5 ou (3) V  65% pH  5. Critérios de amostragem de solo.5 ou (3) V  65% pH  5.0.5 ½ SMP para pHágua 5. . indicação da necessidade de calagem e quantidade de corretivo da acidez para culturas de grãos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. (2) Não aplicar corretivo de acidez quando a saturação por bases (V) for maior que 80%.0 Implantação a partir de campo natural com índice SMP entre 5. Sistema de Quantidade de Critério de Método de Amostragem manejo do Condição da área corretivo de (cm) decisão aplicação (1) solo acidez 1 SMP para pHágua 6.0 1 SMP para pHágua 6.5 Incorporado Incorporado Incorporado (5) ou superficial Superficial Superficial (5) (4) Convencional 0-20 0-20 0-20 0-10 Qualquer condição Plantio direto Implantação a partir de lavoura ou campo natural quando o índice SMP for ≤ 5. não aplicar corretivo de acidez se a saturação por Al for menor do que 10% e se o teor de P for “Muito alto” (Tabela 4). usar a dose 1 SMP para pHágua 6.0 pH  5.5 Implantação a partir de campo natural quando o índice SMP for > 5. (4) A incorporação de corretivo de acidez em campo natural deve ser feita com base nos demais fatores de produção.5 ou (3) V  65% (2) (2) Tabela 1.5 1 SMP para pHágua 5.RS/SC (2004). Fonte: Comissão de Química e Fertilidade do Solo .0 pH  6.1 e 5.16 0-20 pH  6. (3) Quando somente um dos critérios for atendido.5 Sistema consolidado (mais de cinco anos) (5) (1) Corresponde à quantidade de corretivo de acidez estimada pelo índice SMP em que 1 SMP é equivalente à dose de corretivo de acidez para atingir o pH em água desejado. (5) No máximo 5 t ha-1 (PRNT = 100%).

8 2.7 2.5 17.3 5.6 1.0 0.6 0.3 4.9 15.4 1.2 5.5 5.4 4.9 6.3 2.8 5.5 6.1 6.3 6.8 4.t ha --------------------------.9 0.2 4.0 5.7 10.9 6.2  4.3 6.0 9.1 5.8 7.0 0.2 4. Índice SMP pHágua desejado pHágua desejado 5.t ha -------------15.8 0.0 5.5 0.3 4.7 4.6 3.2 5.2 5.4 5.1 6.3 5.0 1.4 7.0 6.4 4.5 e 6.0 0.7 6.6 3.4 0.8 5.0 21. Quantidade de corretivo de acidez (PRNT = 100%) necessária para elevar o pH do solo a 5.6 9.0 Índice SMP 5. 17 .5 3.0 0.1 1.6 10.6 13.2 6.7 6.5 6.0 2.0 0.8 - Fonte: Comissão de Química e Fertilidade do Solo .7 0.3 0.Tabela 2.7 4.0 3.3 8.2 1.1 6.8 1.9 2.0 -1 -1 -------------.RS/SC (2004).7 9.9 7.0 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.5 11.8 6.1 6.5 6.2 0.5 12.8 8.

2.2.3. Estado do Mato Grosso do Sul Indica-se aplicar corretivo de acidez quando a porcentagem de saturação por Al (m) for superior a 10%. é calculada por meio da seguinte equação: 18 . Reanalisar o solo após três anos. f = 100/PRNT. pode-se usar valor de f = 1. A necessidade de corretivo de acidez. sendo esta calculada como segue: m Al Al  Ca  Mg  K x100 [2] onde: Al. S = soma de bases trocáveis (Ca + Mg + K). para rochas calcárias moídas. em t ha-1. é feito utilizando-se a fórmula: NC  T ( V 2  V1)f 100 [1] onde: T = capacidade de troca de cátions ou S + (H + Al).2. em cmolc/dm3. Aplicar corretivo de acidez quando a porcentagem de saturação por bases for inferior a 60%. em cmolc/dm3. Estado do Paraná A necessidade de calagem para trigo deve ser calculada em função da porcentagem de saturação por bases. conforme a equação [1]. PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total.2. calculando-se a quantidade de calcário para atingir 70%. em t ha-1. Ca.3 quando o PRNT do corretivo de acidez não for conhecido. Mg e K são expressos em cmolc/dm3 de solo. V2 = porcentagem desejada de saturação por bases (60%). 2. O cálculo da necessidade de calagem (NC). V1 = porcentagem de saturação por bases fornecida pela análise (100 x S/T).

de Minas Gerais. Ca e Mg trocáveis do solo. Usando esse critério.2. 19 . Estado de São Paulo Aplicar corretivo para elevar a saturação por bases a 70% para trigo e 60% para triticale.4.5.2.3.2. item 2. calculando-se a quantidade de corretivo para atingir 60%.2.2. a necessidade de corretivo pode ser calculada por meio do método da saturação por bases. item 2. em solos com teor de argila acima de 20%. do teor de argila. item 2.NC = Al x 2 x f onde o Al é dado em cmolc/dm3 de solo e f = 100/PRNT [3] [4] Se o teor da análise de Ca + Mg for inferior a 2. como. a quantidade de corretivo a ser utilizada é dada pelo maior valor calculado pelas Equações [3] e [6]. conforme a Equação [1]. Para o cálculo da necessidade de calagem. Assim. aplicar corretivo quando a porcentagem de saturação por bases for inferior a 50%. em t ha-1. A fórmula utilizada para esses solos é a Equação [5]. e o magnésio a um teor mínimo de 5 mmolc/dm3. Para cultivares tolerantes à acidez (IAC 24 e IAC 120) a correção pode ser feita para V = 60%. por exemplo. o cálculo é feito com base nos teores de Al.2.(Ca + Mg)f [5] No caso da análise de solo fornecer o teor de acidez potencial (H+Al).0 cmolc/dm3. Distrito Federal e Estados de Goiás. 2.2. Quando se tratar de solos arenosos (teor de argila menor que 20%). a necessidade de corretivo é calculada pela seguinte equação: NC= (Al x 2) + 2 . utilizase a Equação [1]. 2. do Mato Grosso e da Bahia O cálculo da quantidade de corretivo a ser aplicada varia em função do pH do solo e de outros fatores.

Na região dos Cerrados. existe uma estação seca que se prolonga de maio a setembro.NC (t ha-1) = [2 . considerando a intensidade de cultivos. O método mais comum de aplicação é aquele em que se distribui uniformemente o produto na superfície do 20 . todos expressos em cmolc/dm3. A quantidade a aplicar pode ser calculada utilizando-se a fórmula: NC (t ha-1) = [(T x 0. Isso poderá ser comprovado por meio da análise de solo. Porém. contém pouca umidade. a partir do quarto ano de cultivo.S]f [7] onde: S = Ca +Mg + K e T = (Al + H) + S. quando o solo.(Ca + Mg)]f. independente do tipo de solo e em função do método de correção. por apresentarem baixa capacidade de troca de cátions. baixa capacidade de retenção de água e maior suscetibilidade à erosão.6) . deve ser de 50% para culturas de sequeiro. há necessidade de transformá-lo para cmolc/dm3 pela fórmula: cmolc de K/dm3 = (mg de K/dm3)/391 [8] Em sistemas irrigados. pode-se aplicar corretivo de acidez para saturação por bases de 60%. seja necessária nova aplicação de corretivo de acidez. [6] Os solos arenosos têm uso agrícola limitado. para os solos do Cerrado. que. Como o potássio (K) normalmente é expresso em mg/dm3 nos boletins de análise de solo. é possível que. Outro método para calcular a necessidade de corretivo em uso na região baseia-se na saturação por bases do solo.5) . as épocas mais adequadas para a calagem seriam no final ou no início da estação chuvosa. entretanto. ou seja: NC (t ha-1) = [(T x 0. de modo geral.S]f [9] No momento da aplicação é necessário que o solo apresente umidade suficiente para se obter os efeitos desejáveis do corretivo. Assim.

sugerese aplicar a metade da dose e incorporá-la com grade pesada. Nos sistemas de cultivo irrigado e de plantio direto. doses até 500 kg ha-1 poderiam solucionar o problema. utilizando-se semeadora com terceira caixa. seguido da incorporação a 20 cm de profundidade. o acréscimo em produtividade pode ser altamente limitado se o corretivo for aplicado no sulco de semeadura. após a primeira calagem. expressa em termos de cmolc/dm3. aplicar a segunda metade da dose e incorporá-la com arado. neste caso. desde que se adicionem ao solo adubos que contenham magnésio. quando da decisão de comprar. há vantagens no parcelamento da aplicação. o preço efetivo do calcário deve ser calculado usando a fórmula: Preço efetivo (posto na propriedade) Valor nominal do calcário PRNT x 100 21 . Assim. Assim. a reaplicação de calcário deve ser feita a lanço. na superfície do solo. Quando a saturação por bases for menor que 35% no sistema de cultivo de sequeiro. aplicar o corretivo quando a saturação por bases for menor que 40%. pode se situar no intervalo de 1:1 até 10:1. pode-se utilizar calcário calcítico. No cálculo da quantidade de calcário a ser utilizada deve-se ter em mente que o preço deve ser corrigido para 100% de PRNT.1 a 12%). O calcário apresenta efeito residual que persiste por vários anos. Devido à deficiência de magnésio nos solos de Cerrado. No sistema de plantio direto (sequeiro ou irrigado).solo. incorporá-lo com arado de discos. sem incorporação e. Nesse caso. no entanto.0 t ha-1). na ausência destes. a uma profundidade de 20 cm. aplicar mais calcário para elevar a saturação por bases a 50%. operação feita juntamente com o plantio. posto na propriedade. Essa operação somente é válida quando se tratar de suprir cálcio e magnésio como nutrientes para as plantas. Quando o solo apresentar acidez elevada. a relação Ca/Mg no solo. sugere-se nova análise de solo depois de três anos de cultivo. Cuidados devem ser tomados com relação ao uso de corretivo de acidez no sulco. De modo geral. elevando-a para 60% no sistema irrigado. Em seguida. indica-se o uso de calcário dolomítico (teor de MgO acima de 12%) ou magnesiano (teor de MgO de 5. Porém. Quando há necessidade de aplicar doses elevadas (acima de 5. no convencional.

O gesso pode ser usado com dois objetivos: a) Como fonte dos nutrientes enxofre (S) e cálcio (Ca): neste caso. Deve-se considerar que o uso de doses inferiores às indicadas resultará em queda de produtividade. Se a saturação por alumínio for maior que 20% e ou o teor de cálcio menor que 0. Os solos dos Cerrados apresentam elevada acidez subsuperficial. todo esse processo pode ser realizado em período de tempo de um a dois anos.5 cmolc/dm3. A correção de acidez subsuperficial pode ser feita utilizando-se quantidade de calcário acima das doses indicadas. em nível de lavoura. Assim. Além disso. mesmo quando se tenha efetuado calagem considerada adequada. uma vez que. no cálculo de sua economicidade deve ser considerado período de amortização de cinco a seis anos. Com o uso de gesso é possível diminuir a saturação de alumínio da camada mais profunda. aliado à baixa capacidade de retenção de água desses solos. obtendo-se melhor índice de produtividade. b) Para minimizar problemas adversos da acidez na camada subsuperficial: nesta condição. a incorporação profunda de calcário nem sempre é possível. incorporando-o o mais profundamente possível. sugere-se a aplicação anual de 100 a 200 quilos de gesso agrícola por hectare. Assim. pode causar decréscimo na produtividade da cultura. Deve-se ressaltar que o gesso não é corretivo de acidez do solo. criam-se condições para o aprofundamento do sistema radicular das plantas no solo e.Do ponto de vista econômico. há possibilidade de 22 . deve-se proceder a análise de solo nas camadas de 20 a 40 cm e de 40 a 60 cm de profundidade. Esse problema. Esta prática corresponde entre 12 a 15% do custo global do investimento para “construção” da fertilidade do solo. conseqüentemente. num período de quatro a oito anos. requerendo reaplicações mais frequentes. Desse modo. Essa correção é atingida gradualmente. camadas de solo abaixo de 35 a 40 cm podem continuar com excesso de alumínio. principalmente nas regiões em que é mais freqüente a ocorrência de veranicos. a calagem deve ser considerada investimento. minimizando os efeitos de veranicos. uma vez que o sulfato existente nesse material pode carrear o cálcio para camadas abaixo de 40 cm.

A dose de nitrogênio a ser aplicada na semeadura varia entre 15 e 20 kg ha-1. Fósforo e potássio As quantidades de fertilizantes contendo P e K a aplicar variam em função dos teores desses nutrientes no solo (Tabela 4). respectivamente. e b) a exportação desses nutrientes pelos grãos e perdas diversas.3. é a quantidade necessária para elevar o teor do nutriente no solo ao nível crítico em dois cultivos.1. nos itens a seguir. 2. As doses de P2O5 e de K2O (Tabela 5) são indicadas em função de dois parâmetros básicos: a) a quantidade necessária para o solo atingir o limite superior do nível “Médio” em dois cultivos.000 e 3.3. 1.3. 2. por Estado. média. Nitrogênio A quantidade de fertilizante nitrogenado a aplicar varia em função do nível de matéria orgânica do solo.1. O limite superior do teor “Médio” é considerado o nível crítico de P e de K no solo. 2. Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina 2. Nas faixas de teores “Muito baixo”. ou seja.200.resposta à aplicação de gesso agrícola. 23 .3. argilosa e muito argilosa.2. A partir do limite superior do teor “Alto” a probabilidade de resposta à aplicação de fertilizante é muito pequena ou nula. a diferença entre a quantidade indicada em cada cultivo e a manutenção é a adubação de correção.1. “Baixo” e “Médio”. da cultura precedente e da expectativa de rendimento de grãos da cultura. complementando o total indicado na Tabela 3. As dosagens indicadas são de 700.200 kg ha-1 para solos de textura arenosa. Adubação As doses de adubação indicadas para a cultura de trigo e de triticale são apresentadas. a qual é função da interação de vários fatores de produção e das condições climáticas. cujo valor deve ser mantido pela aplicação de quantidade adequada de fertilizante. 2. O restante deve ser aplicado em cobertura.1.

aos valores da Tabela 3. 20 kg de N ha-1 após soja e 30 kg de N ha-1 após milho.5 2. Cultura precedente Nível de matéria orgânica no solo (%) Soja Milho 60 80  2.Tabela 3.0 t ha-1. acrescentar.0 ≤ 20 ≤ 20 -1 Para expectativa de rendimento maior do que 2.6 – 5. no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. 24 . por tonelada adicional de grãos a ser produzida. Fonte: Comissão de Química e Fertilidade do Solo .0 40 60 > 5. Indicações de adubação nitrogenada (kg ha ) para a cultura de trigo e triticale.RS/SC (2004).

1-12.0 21.1-4. -1 -1 Fósforo (kg P2O5 ha ) Potássio (kg K2O ha ) Teor de P ou de K no solo 1º cultivo 2º cultivo 1º cultivo 2º cultivo Muito baixo 110 70 100 60 Baixo 70 50 60 40 Médio 60 30 50 20 Alto 30 30 20 20 Muito alto 0 0 30 20 Para rendimento superior a 2.RS/SC (2004).0 14.1-24. classe 3: 40 a 21%. Fonte: Comissão de Química e Fertilidade do Solo .0 42.1-6. classe 4:  20%.0 12. a demanda de absorção da planta é cerca de 15 kg de P2O5 e 20 kg de K2O por tonelada de grão produzido.Tabela 4.1-14. porém.0 15 20 30 Baixo 2.0 3. por tonelada adicional de grãos a ser produzida.1-42.0 7. classe 2: 60 a 41%.0 24. cmolc/dm Teor de P ou de K no solo 1 2 3 4 5-15 5 15 3 ----------.0 9.0 31-45 41-60 61-90 Alto 6.0 6.0 3.0 18.0 8.0 4. acrescentar 15 kg P2O5 ha-1 e 10 kg K2O ha-1. 25 .1-8.1-12. Interpretação dos teores de fósforo e de potássio no solo.mg K/dm ---------Muito baixo 2.1-21.1-6.0 7. Quantidades de fósforo e de potássio a aplicar ao solo para as culturas de trigo e triticale no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.RS/SC (2004). Tabela 5.1-9. P Mehlich 1 K Mehlich 1 (1) 3 Classe textural do solo CTCpH 7.0 90 120 180 (1) Teor de argila= classe 1: > 60%. no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No teor “Médio” toda a adubação de correção está inclusa no 1º cultivo.0 4. respectivamente. O teor de P2O5 e de K2O no grão de trigo é cerca de 10 e 6 kg t-1. Fonte: Comissão de Química e Fertilidade do Solo .0 46-90 61-120 91-180 Muito alto 12.1-18. Nos teores “Muito baixo” e “Baixo” a dose indicada inclui 2/3 da adubação de correção no 1º cultivo e 1/3 da adubação de correção no 2º cultivo.0 t ha-1. As quantidades para o teor “Alto” são àquelas indicadas para a obtenção do rendimento referência de 2 t ha-1.0 16-30 21-40 31-60 Médio 4.

2.3.1.3. Fertilizantes orgânicos Fertilizantes orgânicos podem ser usados na cultura de trigo ou triticale, sendo fontes de macro e de micronutrientes. As doses de N, P2O5 e de K2O devem ser as mesmas das Tabelas 3 e 5 e o cálculo deverá ser realizado levando em consideração a reação desses produtos no solo. Em geral, a equivalência dos fertilizantes orgânicos em fertilizantes minerais, na primeira cultura, é cerca de 50% para N, 80% para P e 100% para K. 2.3.1.4. Fertilizantes foliares Os resultados de pesquisa com vários tipos de fertilizantes foliares, contendo macro e micronutrientes, indicam, em geral, que não há vantagem econômica de seu emprego na cultura de trigo ou triticale no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. 2.3.1.5. Micronutrientes Os solos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são, em geral, bem supridos em micronutrientes (zinco, cobre, boro, manganês, cloro, ferro e molibdênio), sendo incomum a constatação de deficiências na cultura de trigo ou triticale. Devido à diversidade de fatores que influenciam a disponibilidade de micronutrientes para as plantas, seu uso deve ser cauteloso, pois a demanda desses nutrientes pelas plantas é muito pequena. Os fertilizantes orgânicos, quando aplicados em doses que suprem a demanda das plantas em NPK, geralmente fornecem quantidades adequadas de micronutrientes para o desenvolvimento das plantas. Os fertilizantes fosfatados e o calcário também contêm pequenas quantidades de micronutrientes. 2.3.1.6. Enxofre e gesso agrícola O gesso (CaSO4.2H2O) é uma fonte de enxofre e de cálcio às plantas. Na forma comercial, contém 13% de enxofre e 16% de Ca. Excetuando o MAP (fosfato monoamônico) e o DAP (fosfato diamônico), as demais fontes de P contém cálcio, variando de 10% no superfosfato triplo a 16% no superfosfato simples. Entre as alternativas de fontes de enxofre, o superfosfato simples apresenta 8% de S. Em adição, fórmulas N-P2O5-K2O contendo baixo teor de P2O5, são elaboradas com superfosfato simples e, portanto, contêm enxofre.
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No caso de comprovação de deficiência de enxofre por meio da análise de solo (< 5 mg S/dm3), indica-se a aplicação de cerca de 20 a 30 kg de enxofre por hectare. Solos arenosos e com baixo nível de matéria orgânica apresentam maior probabilidade de ocorrência de deficiência de enxofre. Com relação ao uso de gesso agrícola como condicionador químico de camadas subsuperficiais, os resultados de pesquisa no Sul do Brasil indicam não haver certeza de resposta da cultura de trigo ou triticale ao produto.

2.3.2. Estado do Paraná 2.3.2.1. Nitrogênio A adubação nitrogenada deverá ser parcelada aplicando-se parte na semeadura e o restante em cobertura (Tabela 6). O aumento da dose de N no sulco é sugerido, pois os resultados de pesquisa indicam que a aplicação do nitrogênio deve ser realizada nas fases iniciais do desenvolvimento da cultura. A adubação de cobertura deverá ser feita no perfilhamento, a lanço.
Tabela 6. Indicações de adubação nitrogenada (kg ha de N) para as culturas de trigo e triticale no Paraná. Cultura anterior Semeadura Cobertura Soja 10 - 30 30 – 60 Milho 25 - 50 30 - 90
-1

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2.3.2.2. Fósforo e potássio As doses de P2O5 indicadas constam na Tabela 7 e a aplicação de potássio poderá ser feita de acordo com a Tabela 8.
Tabela 7. Adubação fosfatada para as culturas de trigo e triticale no Paraná. 3 -1 Teor de P* (mg/dm ) P2O5 (kg ha ) <5 60 – 90 5–9 40 – 60 >9 20 – 40
* Extraído pelo método de Mehlich 1.

Tabela 8. Adubação potássica para as culturas de trigo e triticale no Paraná. 3 -1 Teor de K* (cmolc/dm ) K2O (kg ha ) < 0,10 60 – 80 0,10 – 0,30 40 – 60 > 0,30 30 – 40
* Extraído pelo método de Mehlich 1.

A prática de semeadura direta confere ao solo um acúmulo de matéria orgânica e de nutrientes na camada superficial, principalmente o fósforo, devido a sua baixa mobilidade no perfil. A partir dos resultados de vários trabalhos realizados em solos do Estado do Paraná, para a sucessão soja-trigo em sistema de semeadura direta (Lantmann et al., 1996) foram disponibilizadas informações para o manejo da fertilidade em áreas com solos livres de alumínio tóxico, nas situações em que o cultivo de outono-inverno (trigo, triticale, aveia, cevada ou milho safrinha) seja devidamente adubado. Os níveis críticos de fósforo e potássio e a necessidade da planta oferecem um conjunto de informações importantes para a definição da quantidade de fertilizantes a serem usados nesse sistema, permitindo as seguintes indicações: Para o sistema de sucessão soja/trigo-triticale-aveia-cevada-milho safrinha, em função da exigência da cultura do trigo, quando a concentração de fósforo estiver acima de 18,0 mg dm-3, 14 mg dm-3 e 9 mg dm-3, em solos com teor de argila <20%, de 20 a
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Embrapa Agropecuária Oeste.30 cmolc dm-3.3. aplicar 5 a 15 kg ha-1 de N na base e 30 kg ha-1 em cobertura. em todos os tipos de solo.3. conhecedor do histórico da área a ser cultivada com soja. respectivamente. quando o trigo for cultivado após milho. Micronutrientes Em trabalhos de pesquisa desenvolvidos no Paraná. 2.2. b) em áreas de plantio direto.1 Nitrogênio Para a adubação nitrogenada ser mais eficiente.800 kg ha-1 de grãos.3. não tem sido constatadas respostas do trigo a micronutrientes. Diante do exposto. em análise de amostra de solo coletada na camada de 0-20cm. onde houve a supressão da adubação com fósforo e potássio. como o potencial de rendimento é maior e o risco de acamamento é menor que o do trigo. e o potássio estiver acima de 0. 2008). é possível suprimir a adubação com fósforo e potássio para a cultura da soja em sistema de plantio direto. 2.3.40% e >40%.3. Estado do Mato Grosso do Sul 2. aplicar 5 a 15 kg ha-1 de N na base. observar os seguintes critérios: a) quando o trigo for semeado em área cultivada com soja por mais de três anos. pode-se aplicar até 30 kg ha-1 de N em cobertura. fica a critério do Profissional da Assistência Técnica. a decisão final de adubar ou não a cultura da soja. dispensar a aplicação em cobertura quando a produtividade esperada for inferior a 1.3. a análise do solo a cada dois anos é ferramenta fundamental para a tomada de decisão quanto à quantidade e à periodicidade das adubações. Para lavouras com maior potencial de produtividade. Para o triticale. após o cultivo de inverno adubado. Neste caso. 29 . estas doses podem ser aumentadas. Embrapa Cerrados. A análise de solo deve ser obrigatória ao final do cultivo de soja. Para o monitoramento da fertilidade do solo. (Embrapa Soja.

....A adubação nitrogenada de cobertura deverá ser feita.. preferencialmente................08 . Tabela 9... P Baixo < 10 <6 Médio 10 – 20 6 – 12 Bom > 20 > 12 3 ... argila......08 .3.08 Médio 0...... entre 15 a 20 dias após a emergência. (3) Mais de 20% de 30 . respectivamente.........15 0. K Baixo < 0... cmolc/dm ....2.... Fósforo e potássio A interpretação dos teores de fósforo e potássio no solo e as indicações de adubação de manutenção para as culturas do trigo e triticale no Mato Grosso do Sul são apresentadas nas Tabelas 9 e 10........08 < 0.. Solo argiloso e (1) (2) Interpretação Solo arenoso Nutriente (3) franco-argiloso 3 ...... (2) Menos de 20% de argila.....3..15 > 0.15 (1) Extraído pelo Método de Mehlich 1...0..... Interpretação dos teores de fósforo (P) e potássio (K) para solos do Mato Grosso do Sul.........0.... mg/dm ... 2..15 Bom > 0.

sendo a metade aplicada aos 30 dias após a emergência e a outra metade cerca de 20 dias depois.30 kg ha-1 de boro. estão relacionadas na Tabela 13.... Para o trigo irrigado.Tabela 10. para o trigo e triticale de sequeiro e para o trigo irrigado... Adubação de manutenção para trigo e triticale no Mato Grosso do Sul...3... A adubação de cobertura deve ser efetuada entre 30 a 40 dias após a emergência.1 Nitrogênio A adubação nitrogenada em cobertura... de acordo com a classe de resposta e a produtividade esperada...3. Caso esta carência tenha sido constatada em anos anteriores...3. na forma de bórax ou FTE. por ocasião da semeadura.... é indicada nas Tabelas 11 e 12... As doses de nitrogênio indicadas. por deficiência de boro.. O chochamento (esterilidade masculina) pode ser provocado.... Micronutrientes e Enxofre A adubação com micronutrientes e enxofre só deve ser feita depois de constatada a deficiência. 2...... sugere-se aplicar 0.4.. 2. respectivamente.....65 a 1.. conforme a fonte. Não é indicada a aplicação de micronutrientes via foliar. especialmente em solos arenosos. no sulco de semeadura... entre outros fatores... doses maiores de 40 kg ha-1 podem ser divididas em duas aplicações. Nível do solo Semeadura (1) P K N P2O5 K2O -1 ....3... kg ha . 31 . Baixo Baixo 5 a 15 60 a 75 45 Médio 5 a 15 60 a 75 30 Bom 5 a 15 60 a 75 15 Médio Baixo 5 a 15 45 a 60 45 Médio 5 a 15 45 a 60 30 Bom 5 a 15 45 a 60 15 Bom Baixo 5 a 15 30 45 Médio 5 a 15 30 30 (1) Solúvel em citrato neutro de amônio + água ou ácido cítrico. Estado de São Paulo 2..3...4.

2.Tabela 11. para o trigo irrigado.0 90 50 de acordo Baixa 20 20 2. com a classe de resposta e a produtividade esperada.3 mg/dm3. Micronutrientes e enxofre A adubação de semeadura deve ser complementada com 10 kg ha-1 e 20 kg ha-1 de S para trigo e triticale de sequeiro e trigo irrigado. respectivamente. de acordo com a classe de resposta e a produtividade esperada. aplicar 3 kg ha-1 de Zn.5 – 5. Fósforo e potássio A adubação de semeadura com fósforo e potássio é indicada de acordo com a análise de solo e a produtividade esperada. conforme a Tabela 13.0 20 0 0 2. 2.4.6 mg/dm3.5 – 3.3.0 40 20 0 Tabela 12. para o trigo e triticale de sequeiro.0 – 2.3. e 1.5 60 40 3.0 kg ha-1 de B em solos com teor de B (método da água quente) inferior a 0.0 – 3. Em solos com teor de Zn (método DTPA) inferior a 0. 32 .3. Adubação em cobertura.4. Produtividade Classe de resposta a N -1 esperada (t ha ) Alta Média 2. Adubação em cobertura. Produtividade Classe de resposta a N -1 esperada (t ha ) Alta Média Baixa 1.

P2O5 (kg ha ) --------------------------.(2) 3.5 – 3.0 t ha-1 de grãos.6 . (2) Doses elevadas de potássio no sulco de semeadura podem provocar redução no estande.1.0.0 a 5. antes da semeadura.0 -1 -1 ----------.K trocável (mmolc/dm ) --------1 -1 esperada (t ha ) (kg ha ) 0 .6 7 .K2O (kg ha ) ---------------2.15 16 .5 1.0 > 3. sugere-se aplicar a lanço. usar a indicação de adubação para trigo irrigado para esta faixa de rendimento.3.40 > 40 0 .0 30 90 60 40 20 90 60 40 20 33 .5 – 5. em solos de elevada fertilidade e em anos com distribuição de chuva uniforme. sem irrigação. Necessidade de adubação de semeadura conforme a produtividade esperada. 3 3 Produtividade Nitrogênio --------.(1) Rendimento de 3. Tabela 13. Para esses casos. pode ser conseguido no sul do Estado de São Paulo.7 0.8 .P resina (mg/dm ) ---------------. Assim.5 20 80 60 40 20 60 40 20 10 (1). toda a dose de K ou a parte que exceder 60 kg ha-1 de K2O.

o prazo de utilização das áreas e a expectativa de produção. o método usado pelos laboratórios de análise de solo para extrair P do solo é o Mehlich 1.3. Minas Gerais. São apresentadas duas alternativas para a adubação fosfatada corretiva: a correção do solo em dose única. 8.5. Para isso. devese conhecer o plano de utilização da propriedade rural. entre 60 e 36%. com aplicações anuais no sulco de plantio (Tabela 16). Os níveis críticos de P correspondem a 4. Fósforo Para uma criteriosa indicação de adubação fosfatada. respectivamente.3. Como os solos desta região são pobres em fósforo e em potássio. Na região dos Cerrados. Distrito Federal e Estados de Goiás. entre 35 e 16% e menor ou igual a 15%. 15 e 18 mg/dm3 para os solos com teor de argila maior que 60%. mantendose o nível de fertilidade atingido (Tabela 15) e a correção gradativa.1.5. Em solos com menos de 15% de argila. incluindo a seqüência de culturas. é imprescindível a adoção de uma adubação equilibrada. 2. são apresentados o teor de P extraível pelo método de Mehlich 1 e a correspondente interpretação. não se recomenda praticar agricultura intensiva. torna-se necessária a aplicação de elevada quantidade desses nutrientes. Mato Grosso e Bahia Para obtenção de elevada produtividade com as culturas de trigo e triticale na região de Cerrados. são propostos dois sistemas de adubação: correção total com manutenção do nível atingido e correção gradual. que varia em função do teor de argila. Na Tabela 14.2. 34 .

0 0 a 2.1 a 20.1 a 15. para adubação fosfatada em sistemas de sequeiro com culturas anuais em solos de Cerrado.0 > 6.1 a 12. Tabela 15.kg ha de P2O5 ----------------------60 30 15 100 50 25 200 100 50 280 140 70 (1) (1) Classe de disponibilidade de P no solo.1 a 12.0 > 20.0 0 a 5.1 a 6.0 2.0 > 25. de acordo com a disponibilidade de fósforo e com o teor de argila do solo.mg/dm ----------------------------------0 a 6.1 a 4. de acordo com o teor de argila. em sistemas agrícolas com culturas anuais de sequeiro em solos de Cerrado.1 a 3.0 6.0 5.1 a 18.1 a 10. 35 .1 a 8. Indicação de adubação fosfatada corretiva gradual em cinco anos. Argila --.Tabela 14.0 10. Teor de Argila --.0 > 12. Argila -----. Interpretação da análise de solo para P extraído pelo método Mehlich 1. Fonte: Sousa e Lobato (2004).0 8. Fonte: Sousa e Lobato (2004). Tabela 16.0 Fonte: Sousa e Lobato (2004).1 a 25. Ver Tabela 14.0 0 a 3. Ver Tabela 14.0 12.% --≤15 16 a 35 36 a 60 >60 Teor de P no solo Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto 3 -------------------------------.0 4.kg ha /ano (P2O5) ---------------------70 65 63 80 70 65 100 80 70 120 90 75 (1) (1) Classe de disponibilidade de P no solo.0 15.0 18.% -- 15 16 a 35 36 a 60  60 Disponibilidade de P no solo Muito baixa Baixa Média -1 --------------------.% ----- 15 16 a 35 36 a 60  60 Disponibilidade de fósforo no solo Muito baixa Baixa Média -1 ---------------------------.0 3.0 3. em sistemas agrícolas com culturas anuais de sequeiro em solos de Cerrado.0 5. Indicação de adubação fosfatada corretiva total de acordo com a disponibilidade de fósforo e com o teor de argila do solo.1 a 5.

a semelhança da adubação corretiva gradual. incorporandoo à camada arável. o excedente e atingindo-se. sugerem-se. independente do teor de K extraído do solo. para propiciar maior volume de solo corrigido. duas alternativas (Tabela 17): a) Corretiva total: em aplicação a lanço. Doses inferiores a 100 kg de P2O5 ha-1. com o passar do tempo. acumulando-se. espera-se que.3.Sugere-se aplicar o adubo fosfatado a lanço. o solo apresente teor de P na análise em torno do nível crítico. Quando a lavoura for irrigada. devem ser aplicadas no sulco de plantio.2. a disponibilidade de P desejada. independentemente do teor de argila e da classe de disponibilidade de P no solo. de fazer a correção do solo de uma vez. b) Corretiva gradual: que consiste em aplicações feitas no sulco de plantio de quantidade superior à adubação de manutenção. Para o caso de lavouras irrigadas. Sugere-se analisar o solo periodicamente. a exemplo do fósforo. A adubação corretiva gradual (Tabela 16) constitui-se em alternativa que pode ser adotada quando não há possibilidade de utilizar o sistema proposto acima. Ao se utilizar as doses de adubo fosfatado sugeridas na Tabela 16. no entanto. aplicar 20% a mais na quantidade de fósforo indicada na Tabela 16. após alguns anos. aplicar 10 kg ha-1 de K2O a mais.5. Potássio Para adubação potássica. 36 . isto é. num período máximo de seis anos. 2. Essa prática consiste na aplicação em sulco de plantio de uma quantidade de P superior à indicada para adubação de manutenção.

0 t ha-1 as doses serão de 80 kg ha-1 de P2O5 e 40 kg ha-1 de K2O. Fonte: Sousa e Lobato (2004).5.0 t ha-1 de trigo. É indicada quando se utiliza integralmente a adubação corretiva (Tabelas 15 e 17). no perfilhamento. em cobertura. Teor de K 3 (mg/dm )  15 16 a 30 31 a 40 > 40  25 26 a 50 51 a 80 > 80 Interpretação Corretiva total Corretiva gradual 3 -1 Para solos com teores de potássio dentro dessa classe. indica-se adubação de manutenção de acordo com a expectativa de produção. sendo dispensada quando se procede a adubação corretiva gradual (Tabelas 16 e 17).0 cmolc/dm Baixo 100 Médio 50 (1) Adequado 0 (2) Alto 0 70 60 0 0 80 60 0 0 2.Tabela 17. Tanto para o cultivo de sequeiro quanto para o irrigado. aplicar 20 kg ha-1. de fósforo e de potássio no solo. Adubação de manutenção Esta adubação visa à manutenção. (2) Para solos com teores de potássio dentro dessa classe. Se a expectativa de rendimento for de 5. Para o trigo de sequeiro. 20 kg de nitrogênio por hectare por ocasião da semeadura. A adubação nitrogenada deve ser feita em duas etapas: por ocasião da semeadura e no início do estádio de perfilhamento. pelo menos.3. Aplicar 60 kg ha-1 de P2O5 e 30 kg ha-1 de K2O. de maneira geral. cujo potencial de rendimento é menor que o irrigado. Para as cultivares MGS1 Aliança e MGS Brilhante.3. Este estádio ocorre cerca de 14 dias após a emergência das plântulas do trigo.0 menor do que 4. (1) CTC a pH 7. aplicar 40 kg ha-1 no início do perfilhamento. indica-se 50% da adubação de manutenção ou da extração de potássio esperada ou estimada com base na última safra. Interpretação da análise do solo e indicação (kg ha de K2O) de adubação corretiva de K para culturas anuais. em níveis adequados. aplicar. se as 37 . conforme a disponibilidade do nutriente em solos de Cerrado. para uma expectativa de rendimento de 3. quando inicia o processo de diferenciação da espiga.0 cmolc/dm Baixo 50 Médio 25 (1) Adequado 0 (2) Alto 0 3 CTC a pH 7.0 igual ou maior do que 4.

respeitando-se as características das cultivares em relação a acamamento e às culturas anteriores. A dose de boro a aplicar pode variar de 0. 2.4. cujo potencial de produção é mais elevado. Inoculação de Sementes Indicação da inoculação de sementes de trigo com Azospirillum brasilense de estirpes e concentração mínima (1x108 células viáveis/g ou mL) recomendadas pela Relare (Rede de Laboratórios Recomendadores de Estirpes para Produção de Inoculantes).3 kg ha-1. Embrapa 42 e UFVT1 Pioneiro a dose é de até 80 kg ha-1.br. O efeito residual do boro é de três anos para a forma de FTE e de dois anos para a forma de bórax. A adubação de nitrogênio para as cultivares BRS 207 e BRS 210 deve ser de até 100 kg ha-1 de N.com.9 a 11. indica-se dose maior em cobertura.condições de umidade do solo estiverem proporcionando bom desenvolvimento das plantas.65 a 1. Controle de chochamento O controle de chochamento (esterilidade masculina) é feito pela adição de boro na adubação de semeadura. o que equivale a aplicar 5.4. enquanto que para a BRS 264. As estirpes recomendadas pela RELARE devem ser consultadas no site www.8% de boro).3.relare.5. 38 . Para o trigo irrigado. esta mesma dose pode ser utilizada para o triticale de sequeiro. 2. e Embrapa 22 e BRS 254 de até 70 kg ha-1.8 kg ha-1 de bórax. ou 35 a 70 kg ha-1 de FTE BR 12 (1.

) Grãos danificados por insetos (% máx.00 1. Tipo Peso do hectolitro (kg hL-1) (% mín. Chochos.) Grãos avariados Pelo calor. de 15 de agosto de 2001.00 1.) Matérias Estranhas Umidade e impurezas (% máx. 39 .00 0. Seção 1 ou em legislação que venha a substituí-la.) (% máx. de 15 de agosto de 2001. Classificação de trigo segundo a Instrução Normativa nº 7.50 2. de 15 de agosto de 2001.00 A classificação comercial estima a aptidão tecnológica de trigo.00 1.) 1 2 3 78 75 70 13 13 13 1. do Ministério da Agricultura. denominada “Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Trigo”.50 1. Tipificação de trigo segundo a Instrução Normativa nº 7.50 5. Tabela 18.50 0. mofados e triguilhos e ardidos quebrados (% máx. Pecuária e Abastecimento (MAPA).) (% máx.50 1. com base nos valores de força geral de glúten (W). de relação tenacidade/extensibilidade (P/L) e de número de queda (NQ). Classificação comercial de trigo A classificação comercial de trigo (Tabela 18) e a tipificação de trigo (Tabela 19) estão baseadas na Instrução Normativa nº 7.3. do MAPA. publicada no Diário Oficial da União de 21 de agosto de 2001. Na Tabela 20 são indicados usos tecnológicos de trigo. do MAPA. por produto.50 2.00 2. Classe Trigo Brando Trigo Pão Trigo Melhorador Trigo para outros usos Trigo Durum Alveografia (W) -4 (10 Joules) mínimo 50 180 300 Qualquer Número de Queda (segundos) mínimo 200 200 250 < 200 250 Tabela 19.

00 0.Tabela 20.00 – 3.20 1.50 – 1.00 0.00 0. Indicações de características de qualidade por produto à base de trigo.40 – 1. expressa em 10-4 Joules.00 Número de queda (segundos) > 150 > 150 225 – 275 200 – 300 200 – 300 200 – 300 > 250 40 .50 – 1.20 0.50 – 1.70 – 1. 0. Produto Bolo Biscoitos Cracker Pão francês Uso Doméstico Pão de forma Massas alimentícias W (10 Joules) 50 – 150 50 – 150 250 – 350 180 – 250 150 – 220 220 – 300 > 200 -4 (1) P/L (2) (1) (2) Força geral de glúten. Relação entre tenacidade (P) e extensibilidade (L).50 0.40 – 1.

Nas Tabelas 25 a 36 relacionam-se. ano de lançamento. de 14 de outubro de 2008 e nº 58 de 19 de novembro de 2008. As figuras são baseadas nas Instruções Normativas: nº 3. estatura da planta. por Estado e por cultivar. teste de germinação na espiga e às doenças. como cruzamento. de 14 de outubro de 2008. obtentor. utilizadas para fins de indicação de cultivares no Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Ministério da Agricultura e para realização de ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) de trigo e triticale. estado onde são indicadas. para os Estados considerados. 41 .4. Cultivares de trigo e triticale Nas Tabelas 21 a 24. reação ao crestamento. estão relacionadas às informações gerais das cultivares de trigo e triticale. o ciclo e a(s) região(ões) tritícola(s) de adaptação onde é(são) indicada(s). classe comercial. Nas Figuras 1 a 5 estão apresentadas as regiões homogêneas de adaptação de cultivares de trigo e triticale. No Anexo 1 estão listados os municípios que compõem as regiões homogêneas de adaptação de cultivares de trigo segundo a Instruções Normativas nº 3.

SP. MS. obtentor. MS. PR.33 PF 93232/COOK*4/VPM1 BRS 327 BRS Albatroz CEP 24/BRS 194 PF 940301/PF 940395 BRS Buriti EMBRAPA 27/KLEIN ORION . SP SC. GO. MS e SP PR. GO. SP SC. SC RS. DF. SP SC. MS PR. PR RS. MS. MS. DF. PR RS. SP PR RS. SC. SC. MG. cruzamento. SC. ALONDRA CC/ALD “S”/3/IAS 54-20/COTIPORÃ//CNT8 PF 83899/PF 813//F27141 BR 35/PF 8596/3/PF 772003*2/PF 813//PF 83899 CEP14/BR23//CEP17 SERI 82/PF 813 CPAC89118/3/BR23//CEP19/PF85490 CPAC89118/3/BR23//CEP19/PF85490 EMBRAPA 16/TB 108 EMB27*3//BR35/BUCK PONCHO PAT 7392/PF 89232 EMBRAPA 16/ANAHUAC 75 EMBRAPA 22*3/ANA 75 BUCK BUCK/CHIROCA//TUI EMBRAPA 27*3/KLEIN H3247 a 33400//PF93218 OR 1/COKER 97. MS. GO. MT RS. classe comercial e Estado(s) em que é indicada para cultivo em 2011. PR MG. PR. PR. MS. Cultivar Cruzamento Abalone Alcover BR 18-Terena BR 23 BRS 177 BRS 179 BRS 194 BRS 207 BRS 208 BRS 210 BRS 220 BRS 229 BRS 248 BRS 249 BRS 254 BRS 264 BRS 276 BRS 277 BRS 296 ORL93299/3/ORL92171//EMB16/2*OR1/4/ RUBI OCEPAR-16/EMBRAPA-27//OCEPAR-16 SEL. SC RS. PR. SC Continua. PR MG. ano de lançamento.42 Obtentor RS. SP RS. DF. PR 2008 2009 2010 2011 EMBRAPA 2003 RS. PR. MG. SC. Estado Ano de Lançamento OR/Biotrigo 2006 OR/Biotrigo EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA EMBRAPA 2000 1999 2001 2002 2003 2004 2005 2005 2005 2005 2008 Pão Pão Pão Melhorador Pão Pão/Brando Brando Pão Melhorador Pão Pão 2000 1986 1987 1999 1999 Pão Pão Brando Brando Brando Classe Comercial Pão Brando Brando (RS) Pão (PR) Pão Pão/ Melhorador Brando Tabela 21. PR. Relação das cultivares de trigo registradas no MAPA. MS.. MT MG. SC. PR RS. SC. SP. DF SC. SC. GO. GO. DF RS.. BA RS. MT. PR.

SP. MG. SC. SC. SC. SP Melhorador EMBRAPA 2004 Pão RS. MS EMBRAPA 2005 Pão RS. MS EMBRAPA 2003 Brando RS. SP. SP COODETEC 1999 Brando RS. MT COODETEC 2000 Melhorador PR COODETEC 2003 Pão PR. SC. MS. GO. PR EMBRAPA 2007 Melhorador SC. MS. Obtentor Cultivar Cruzamento BRS Camboatá BRS Camboim BRS Guabiju BRS Guamirim BRS Louro BRS Pardela BRS Tangará PF 93232 SEL 14 EMB 27*4/KL. GO. PR. SC. SP EMBRAPA 2003 Brando RS. MT COODETEC 2003 Pão RS. GO. SC. PR. SP COODETEC 2007 Pão PR COODETEC 2008 Melhorador PR. GO. Continuação. SC e PR COODETEC 1999 Melhorador PR. MS. PR. GO.. SC. SC.Cartucho//PF 869114/BR23 PF 86743/BR 23 EMB 27/BUCK NANDU//PF 93159 PF 869114/BR23 BR 18/PF 9099 BR 23*2/PF 940382 BRS Tarumã BRS Timbaúva BRS Umbu Campeiro CD 104 CD 105 CENTURY/BR 35 BR32/PF 869120 CENTURY/BR 35 ORL 97217//BRS 177/AVANTE PFAU “S”/IAPAR 17 PFAU “S”/2*OCEPAR 14//IAPAR 41 CD 106 CD 108 CD 110 CD 111 PG 864/GENARO TAM200/TURACO ANAHUAC 75/EMBRAPA 27 EMBRAPA 27/OCEPAR 18//ANAHUAC 75 CD 112 CD 113 IOC 905/PG 877 EMBRAPA27/OC946 CD 114 CD 115 CD 116 CD 117 CD 118 CD 119 PF 89232/OC 938 OC 926/OC 935 MILAN/MUNIA PF 87373/OC 938 VEERY/KOEL//SIREN/3/ARIVECHI M 92 BRS 49/CDI 0303 Ano de Classe Estado Lançamento Comercial EMBRAPA 2003 Pão RS. MS. SC. PR Continua. SC. MG. SP COODETEC 2005 Brando RS. MG. MG. SP EMBRAPA 2007 Pão/ SC. SC. DF. PR. MS. MS. MT COODETEC 2004 Pão PR COODETEC 2004 Pão RS. 43 . PR COODETEC 2003 Melhorador RS. PR. PR. PR. PR COODETEC 2006 Melhorador PR.Tabela 21. MT COODETEC 2004 Pão RS. MG. PR. DF. MS EMBRAPA 2004 Brando RS. MS. SP. MS. MS. PR OR/Biotrigo 2009 Brando RS. MS. MS. PR EMBRAPA 2003 Pão RS. PR. DF. SP. DF.. SC EMBRAPA 2003 Pão RS. DF MT COODETEC 2009 Brando RS. PR. SC. SC.

PR. MS RS. MT. SC. PR RS. SC. SC.. PR PR SP. GO MG. MG. MG RS. Tabela 21. PR RS. PR RS. SC Estado Ano de Classe Lançamento Comercial 2009 Brando 2010 Brando 2010 Pão 2010 Paõ 2009 Melhorador 1993 Melhorador 1995 Melhorador 1998 Brando 1999 Brando 2002 Brando Continua. PR RS RS.. SC RS. PR RS. DF RS. Cultivar Cruzamento CD 120 CD 121 CD 122 CD 123 CD 150 Embrapa 22 Embrapa 42 Fepagro 15 Fundacep 30 Fundacep 40 RUBI/CD 105 ORL 95688 / CD 116 IPR 85 / WT 96168 BRS 177 / CD 108 CD 104/CD 108 VEE”S”/3/KLTO”S”/PAT 19//MO/JUP LAP 689/MS 7936 SA 9458 BR 32/CEP 21//Ciano 79 PF 85235/SA 8615/5/CEP 8879/4/KLAT/ Soren//PSN “S”/3/BOW “S” EMBRAPA 27/CEP 8818 Fundacep 47 CEP 88132/PG 876//BR 34/CRDN Fundacep 50 CEP 88132/PG 876//BR 34/CRDN Fundacep 51 CEP 88132/PG 876//BR 34/CRDN Fundacep 52 BR 32/CEP 21//CIANO 79 Fundacep 300 Fundacep Bravo Rubi/Fundacep 37 Fundacep Campo CEP 889171/PF 869114//OR 1 BR 35/CEP 9291/4/BR 32/3/CNO 79/PF 70354/MUS “S” BRS 119/CEP 97184 Real Fundacep Cristalino Fundacep Horizonte Fundacep Nova Era Fundacep Raízes CEP88132/PG 876//BR 34/CRDN IAPAR 78 IAC 24-Tucuruí EMB 27/CEP 24/3/BUC”S”/FCT”S”//PF FUNDACEP 85229 VEE”S”/BOW”S” IAPAR IAS 51/4/SON 64/YAQUI 50E/GB/2*CIANO IAC . SC. SC. DF. GO. MS. Continuação. SC. PR RS. SP. SC.44 Obtentor COODETEC COODETEC COODETEC COODETEC COODETEC EMBRAPA EMBRAPA FEPAGRO FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP FUNDACEP 2006 2009 2004 2006 1996 1982 Melhorador Pão Brando Pão Pão Melhorador 2004 2005 2005 2005 2009 2010 2009 Brando Brando Brando Brando Brando Pão Brando RS. MS. SC. BA GO. SC RS. PR RS. SC.PR. SP RS. PR.SC.MS RS. SC. SC. SC RS RS. PR PR.

PR MG. PR.Tabela 21. Obtentor IAC IAC IAC IAC IAC IAC IAPAR IAPAR IAPAR IAPAR IAPAR IAPAR OR/Biotrigo EPAMIG EPAMIG EPAMIG OR/Biotrigo OR/Biotrigo OR/Biotrigo OR/Biotrigo OR/Biotrigo Fepagro OR/Biotrigo OR/Biotrigo Biotrigo Biotrigo 2007 1999 1999 2005 2008 2002 1996 2004 2007 1984 2004 2004 2010 2010 Pão Pão Durum Pão Pão Pão Pão Brando Pão Brando Pão Pão Pão Pão 1999 2001 2006 2007 2007 2009 Melhorador Durum Pão Pão Melhorador Pão 2003 2003 2003 2009 2009 Pão Pão Pão Melhorador Pão SP SP SP SP SP PR. DF RS. MS. SP PR. PR RS. GO RS PR Continua. GO. MT MG MG. SC. SC. SC. GO PR RS. SC. SP PR PR. PR.A.. DF. SP PR. MS e SP SP Ano de Lançamento 1999 Estado Classe Comercial Pão Cultivar Cruzamento BB/NAC//VEE/3/BJY/COC IAC 370Armageddon IAC 373-Guaicuru FCT//YR/PAM IAC 375-Parintins MRN/BUC”S”//BLO”S”/PSN”S”/3/BUC/PVN IAC 376-Kayabi BUC”S”/PAVON”S”//IAC 24 RL6010/5*inia66//IAC 24/IAC 287 IAC 380-Saira CMH75. PR RS. MS. GO. Continuação. SP PR. 45 . SC. PR RS. MS. PR RS RS. SC. SC..66/SERI/3/BH1146//AA"S"/ IAC 381-Kuara IPR 85 IPR 902 IPR 128 IPR 130 IPR 136 IPR 144 Marfim MGS 1-Aliança MGS 2-Ágata1 MGS Brilhante Mirante Ônix OR 1 Pampeano Quartzo RS 1-Fênix Safira Supera TBIO Pioneiro TBIO Ivaí WIN"S" IAPAR30/BR18 OSTE “S”//CTA “S”/YAV “S” VEE/LIRA//BOW/3/BCN/4/KAUZ RAYON//VEE#6/TRAP#1 TAW/SARA//BAU/3/ND 674*2/IAPAR 29 SERI*3/BUC/5/BOW/3/CAR 853/COC//VEE/4/OC 22 ORL 94101/2*ORL 95688 PF 858/OCEPAR 11 STN”S”/3/TEZ”S”/YAV 79//HUI”S” PF 8640/BR 24 Ônix/Taurum/Ônix CEP-24/RUBI 'S' EMBRAPA 27/BAGULA'S' ORL91274/ORL93807//ORL95711'S' ONIX/AVANTE PF 70100/J 15157-69 PF9099/OR-1//GRANITO PF-9099/OR-1 Cronox/Vaqueano ORL 97061/CD 104 RS. MS.

GO.46 Ano de Lançamento Biotrigo 2010 UFV 2003 UTFPR 2001 OR/Biotrigo 2004 OR/Biotrigo 2008 OR/Biotrigo 2008 Obtentor Classe Comercial Pão Pão Brando Pão Pão Brando Estado PR MG. Cultivar Cruzamento Supera/Ônix TBIO Tibagi UFVT 1-Pioneiro VEERY 5/NACOZARI BR 23/BR 38/EMBRAPA 40 UTF 101 BR 18/Alcover Valente OR-1/3/ORL 92171//EMB-16/OR-1 Vanguarda IOR 951/ORL 957/Granito Vaqueano 1 Trigo durum (Triticum durum). PR Tabela 21. . SC. Continuação. DF SC PR PR RS.

PR RS. SP SP SP.82/ASAD//TARASCA IAC 2006 Iapar 23-Arapoti CIN/CNO//BGL/3/MERINO IAPAR 1987 Iapar 54-Ocepar 4 OCTO NAVOJOA/HARE//BROCHIS”S”/SPY RYE IAPAR 1992 IPR 111 ANOAS 5/STIER 13 IAPAR 2002 Obs. Relação das cultivares de triticale registradas no MAPA. MS. SP RS. PR RS. Cultivar Cruzamento Obtentor Ano Lançamento BRS 148 YOGUI/TATU EMBRAPA 1998 BRS 203 LT-1/RHINO EMBRAPA 2000 BRS Minotauro OCTO 92-3/Triticale BR 4 EMBRAPA 2005 BRS Saturno PFT 512 / CEP 28-Guará EMBRAPA 2010 BRS Ulisses ERIZO/NIMIR EMBRAPA 2007 Embrapa 53 LT 1117. PR PR 47 . SP RS. SC. SP RS. SC. PR RS. obtentor. SC. SC. SP RS. MG SP RS. SC. SC. ano de lançamento Estado(s) em que é indicada para cultivo em 2011. Estado RS. cruzamento. pizzas e ração animal. SC. PR. MS. SC. PR.82/CIVET//TATU EMBRAPA 1996 Fundacep 48 ERIZO-15/FAHAD-3 FUNDACEP 2004 IAC 2-Tarasca TEJON/BGL IAC 1992 IAC 3-Banteng BANTENG “S” IAC 1998 IAC 5-Canindé LT 978. massas alimentícias. SC.: O triticale é indicado para a elaboração de biscoitos. PR. PR.Tabela 22. MS. PR.

segundo o obtentor. ao crestamento. a reação à germinação na espiga e às doenças de cultivares de trigo indicadas para cultivo no Brasil.VNAC saico(1) MR MS S MS S SI MS SI MR SI MS SI R SI SI SI MR MR MS MS R S R MR MR MS MR S SI SI SI SI MS SI S SI MR MS MR MR MR SI S SI R/MR SI MS SI MS SI Continua.. . Informações quanto à estatura. 2011. GibeColmo rela BronGluma Marron zeada Cultivar RPA/MS MS RPA S/MS S S S R MR MS MS MS R S S MR MR RPA S MS MS MS MR/MS MR/MS SI SI S R R R R SI MR MR R R R R SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR/MS MS S S MR MR S S MS S MS MS MS MS S S MS MS MR MR MS MS MS MR MS SI MS SI SI SI SI SI S S S MS R MR S S S SI SI SI SI MR SI SI SI SI MS SI S S MR MR MR SI MR S MR MS MR MS SI SI MR MR MR MR MR MS MS MR MS SI MS S S MS MR MS MS MR S MR MR MR MS MS S SI SI MR MR MR MS S MS MS MS MS S S MR MS MR MS MR S MR MR MR MS MS S SI SI MR MS MR S MS S MS Germinação na Oídio espiga Abalone Méd/baixa MR MR/MS MR Alcover Média MR MS MR BR 18-Terena Baixa MS S MS BR 23 Média R/MR MS S BRS 177 Média MR MR/R MR BRS 179 Méd/alta R/MR MR MS BRS 194 Méd/alta R R R BRS 207 Baixa MS S S BRS 208 Média R MS MR BRS 210 Baixa R MS MR BRS 220 Média MR S MS BRS 229 Média R MR/R MS BRS 248 Média R MR MS BRS 249 Baixa MR S R BRS 254 Baixa S MR S BRS 264 Baixa S MS S BRS 276 Média MR MR S BRS 277 Média MR MR MR BRS 296 Méd/alta MR MR R BRS 327 Alta MR MR MR BRS Albatroz Média MR MS/S R BRS Buriti Méd/alta MR MR S BRS Camboatá Baixa MR MS R BRS Camboim Baixa MR MR MR BRS Guabiju Média MR MS S Brusone Estatura Crestade planta mento Manchas Vírus mo.48 Ferrugens Folha RPA/ MR/MS Tabela 23..

VNAC saico(1) SI SI S SI S S MS SI MS MS MS SI MR MR MR MR MS/MR MS/MR MR MR S MS MR SI MS MS MR SI S R MR SI MR MR MR MS MS MS MS SI MS MS MR SI MR MS S SI MR SI MS SI MS SI MS SI MR SI MS SI MS SI MR SI MS SI MR SI MR SI MS SI MR SI MR SI MS SI SI SI MS MS SI SI MR MR MS SI MS SI MR SI MS SI S SI MS MS MR SI MS MS MR SI Continua. Continuação.. 49 .Tabela 23.. Ferrugens Folha MR/MS RPA MS MR R RPA MS RPA MR/MS S MS MR MR MS S MR MR MR MR MR MS MR MS MS MR MR SI SI SI R R SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR S MR MS MS MR MR MR MS S S S S MS S S S MS MS S MS S MS MS MS MS SI SI SI MR/MS MS SI SI SI SI S S SI MR SI S SI MR SI SI MR MR MR SI SI MR MR MR S MR MR MR MS MR MR SI MS MS MR MS MS MS MS MS MS MR MS MS MR MS MS MS MS Colmo Giberela Gluma Marron Bronzeada Cultivar Estatura Crestade planta mento Brusone Manchas BRS Guamirim Baixa BRS Guatambu Méd/alta BRS Louro Média BRS Pardela Média BRS Tangará Média BRS Tarumã Baixa BRS Timbaúva Méd/alta BRS Umbu Média Campeiro Média CD 104 Baixa CD 105 Baixa CD 106 Baixa CD 108 Baixa CD 110 Média CD 111 Média CD 112 Baixa CD 113 Média CD 114 Baixa CD 115 Média CD 116 Baixa CD 117 Baixa CD 118 Média CD 119 Média CD 120 Média CD 121 Baixa CD 122 Baixa Germinação na Oídio espiga MR MR S/MS R/MR MS R MR MS MS MR S R MR MR R MR MR R MR MS S MR MR MR MR MR/MS MR MS MR/MS MS MR MS MS MS MR/MS MS S MR/MS MS MR MR MS MS MR/MS MS MR MR/MS MS MR MS MS MR MS MS MR MR MS MS MS MS MR MR/MS MS MS MS MS R MR/MS MR SI MR MS MS MS MR MR MR/MS MR Vírus mo.

. Continuação.50 Ferrugens Folha MR MR S S S S S MS S S S S MR S MR R S MR S MS SI SI R SI SI SI MS MR/MS S S MS MS SI MR SI SI SI SI SI MS MS/MR SI MS SI MR MS S S MS MS S MS MS MS S MS MS S MR MS MS S R S R S MR S SI SI SI S S R R SI SI SI SI SI SI SI MS S SI SI S MS MS MS MS MS S S MS MR MR S S SI SI SI SI SI SI SI SI SI MS MS SI SI MR MS MR SI MR MR MR SI MR MS MS MS S MS MS MR MR MS MS MS MR MS MS SI MS S SI MR MR MR MR MR MR MR MS Colmo Giberela Gluma Marron Bronzeada Tabela 23.VNAC saico(1) MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR MS S S S MS S R S R S R MR MS R MS .. Brusone Manchas Cultivar MS MS MS MS MR MR R R R R R SI MR SI MR MR R R MR R MR/MS R S MS MR/MS MS S MR MS MS S MS MR R Estatura Crestade planta mento Germinação na Oídio espiga MR MR MR/MS MS MR S MR S R/MR MS MS R MR MR MR MS MS MR MS MR MS MR MS R MR/MS MR MS MS MS R MR S SI Continua. CD 123 Baixa CD 150 Baixa Embrapa 22 Baixa Embrapa 42 Baixa Fepagro 15 Média Fundacep 30 Méd/baixa Fundacep 40 Média Fundacep 47 Alta Fundacep 50 Alta Fundacep 51 Alta Fundacep 52 Baixa Fundacep 300 Méd/baixa Fundacep Méd/baixa Bravo Fundacep Média Campo Real Fundacep Média Cristalino Fundacep Média Horizonte Fundacep Média Nova Era Fundacep Média Raízes IAPAR 78 Média IAC 24-Tucuruí Baixa Vírus mo.

Tabela 23. Ferrugens Folha S MR/R MR SI SI SI SI MR SI MS SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI S SI MS MS/MR MS MS MS MR MS MR S MR/MS S MR S MR S MR S MR MS/S MS/S SI MS SI S SI MS S SI MS MR MS MS MR SI MS SI S SI MS SI S MS MS S SI SI SI SI SI MS SI SI SI MR SI MS MS MR MS MS S MS MS S MS MR MS MR MS MS MS SI MS S S MR SI MR S S SI MS MS/MR S MS S S MS MS MS MS MR MS MR MS MS MS SI MS MS/S S MR MS MR S S SI MS MR S MS S SI MS S S S S Colmo Giberela Gluma Marron Bronzeada Cultivar Estatura Crestade planta mento Germinação na Oídio espiga MR S Brusone MR/MS R MR/MS MS MR R MS MR R MR MR MR MR MR S MR MR MS MR MS MS S MS MS/MR S MS MS MS MS MR/MS S/MS MR MS S S AS R S MR R MR MS MR S R/MR MR S MR AS S MR MR MR/MS R/MR MR/MS MS R/MR S RPA MR MR RPA/MS MR MR SI SI Manchas Vírus mo. IAC 370Baixa S Armageddon IAC 373Baixa MS Guaicuru IAC 375Baixa MR Parintins IAC 376-Kayabi Baixa MS IAC 380-Saira Baixa MS IAC 381-Kuara Média MR IPR 85 Média MR IPR 902 Média S IPR 128 Média MS IPR 130 Baixa MS IPR 136 Baixa S/MR IPR 144 Baixa MS Marfim Baixa MR/MS MGS 1-Aliança Baixa R MGS 2-Ágata(2) Baixa S MGS Brilhante Média R Mirante Média MR Ônix Média MR OR 1 Baixa MR Pampeano Méd/alta MR Quartzo Média MR RS 1-Fênix Alta MR Safira Média MR 51 .. Continuação.VNAC saico(1) SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI S S SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR S MR S S MS MS S MR MS MR SI MR S Continua..

52
Ferrugens Folha MS MR MR S S MS MS MS SI SI SI SI SI SI SI SI MS MS MS MR/MS S MS S MS MS SI MR MR S SI SI MS MS SI MR MR SI SI MR MS GibeColmo rela Brusone MR MR MR MR SI MR MR MR Germinação na Oídio espiga MS MS MR MR MR/MS MR MR/MS MS/S MS S MS S S MR MR/MS MR
BronGluma Marron zeada

Tabela 23. Continuação. Manchas

Cultivar

Estatura Crestade planta mento

Vaqueano Média MR MR MR MR SI MS/MR SI MS MS MS/S R/MR MS/MR R=resistente; MR=moderadamente resistente; S=suscetível; MS=moderadamente suscetível; AS=altamente suscetível; RPA=resistência de planta adulta; T=tolerante; SI=sem informação. (1) Pode ocorrer mosaico em cultivar R ou MR, desde que as condições sejam extremamente favoráveis à doença. (2) Trigo durum (Triticum durum).

Supera TBIO Pioneiro TBIO Ivaí TBIO Tibagi UFVT1-Pioneiro UTF 101 Valente Vanguarda

Média Média Média Média Baixa Média Média Baixa

Vírus mo- VNAC saico(1) MR MR SI MS MS MS MR MS MR MR S S MS MR MR/MS MR/MS MR MR SI SI MS MR SI MS MR/MS MR/MS S MS MS MS MR MS

Tabela 24. Informações quanto à estatura, ao crestamento, a reação à germinação na espiga e às doenças das cultivares de triticale indicadas para cultivo no Brasil, segundo o obtentor, 2011.
Vírus do mosaico1 R MS MR S MR MR SI SI SI SI MR MR MS

Ferrugem Estatura Germinação Mancha Crestamento Oídio Giberela de planta na espiga de gluma Folha Colmo BRS 148 Alta T S R R R S R BRS 203 Alta T MS R MR R MS R BRS Minotauro Méd/alta T MS R R R MS MR BRS Ulisses Baixa T MS R R R S MR BRS Saturno Alta MT MS R R R S MR Embrapa 53 Alta R MS R R R S MR Fundacep 48 Alta SI SI R R R MS MR IAC 2-Tarasca Alta R S R R R S R IAC 3-Banteng Alta R S R R R S MR IAC 5-Canindé Alta MR MR R R R MR MR Iapar 23-Arapoti Alta MR S R R R MS MR Iapar 54-Ocepar 4 Alta MR S R MR MR MR MR IPR 111 Alta T S R MR SI MS MR R=resistente; MR=moderadamente resistente; S=suscetível; MS=moderadamente suscetível; AS=altamente suscetível; RPA=resistência de planta adulta; T=tolerante; SI=sem informação. 1 Pode ocorrer mosaico em cultivar R ou MR, desde que as condições sejam extremamente favoráveis à doença.

Cultivar

53

4.1. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Rio Grande do Sul
Tabela 25. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de trigo indicadas para cultivo no Rio Grande do Sul, segundo os obtentores, em 2011.
Cultivar Abalone Alcover BR 23 BRS 1771 BRS 179 BRS 194 BRS 208 BRS 276 BRS 277 BRS 296 BRS 327 BRS Buriti BRS Camboatá BRS Camboim BRS Guabiju BRS Guamirim BRS Louro BRS Tarumã BRS Timbaúva BRS Umbu Campeiro CD 105 CD 110 CD 111 CD 113 CD 114 CD 115 CD 117 CD 119
1

Cultivares também adaptadas às condições de solos com potencial para cultivo de arroz irrigado.

Regiões Ciclo tritícolas de adaptação M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 P 1e2 T 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 T 1e2 P 1e2 T 1e2 M 1e2 P 1e2 M 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 M 1e2 P 1e2 M 1e2

Regiões Ciclo tritícolas de adaptação CD 120 M 1e2 CD 121 M 1e2 CD 122 M 1e2 CD 123 M 1e2 Fepagro 15 M 1e2 Fundacep 30 M 1e2 Fundacep 40 P 1e2 Fundacep 47 M 1e2 Fundacep 50 M 1e2 Fundacep 51 M 1e2 Fundacep 52 P 1e2 Fundacep 300 M 1e2 Fundacep Bravo M 1e2 Fundacep Campo Real M 1e2 Fundacep Cristalino P 1e2 Fundacep Horizonte M 1e2 Fundacep Nova Era M 1e2 Fundacep Raízes M 1e2 Marfim P 1e2 Mirante M 1e2 Ônix M 1e2 Pampeano M 1e2 Quartzo M 1e2 RS 1-Fênix M 1e2 Safira M 1e2 Supera P 1e2 TBIO Pioneiro M 1 Vaqueano M 1e2 Cultivar

54

55 .

Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de trigo indicadas para cultivo em Santa Catarina. Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Santa Catarina Tabela 26.4. em 2011.2. 56 . Cultivar Abalone BR 23 BRS 1771 BRS 179 BRS 194 BRS 208 BRS 220 BRS 229 BRS 248 BRS 249 BRS 276 BRS 277 BRS 296 BRS 327 BRS Buriti BRS Camboatá BRS Camboim BRS Guabiju BRS Louro BRS Tarumã BRS Timbaúva BRS Umbu BRS Pardela BRS Tangará Campeiro CD 105 CD 110 CD 111 CD 113 1 Regiões tritícolas Ciclo de adaptação M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 M 1e2 P 1e2 M 1e2 P 1e2 T 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P 1e2 P P P T P T M M M P M P P 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 Cultivar CD 114 CD 115 CD 117 CD 119 CD 120 CD 121 CD 122 CD 123 Fepagro 15 Fundacep 30 Fundacep 40 Fundacep 47 Fundacep 50 Fundacep 51 Fundacep 52 Fundacep Bravo Fundacep Campo Real Fundacep Cristalino Fundacep Horizonte Fundacep Nova Era Fundacep Raízes Marfim Mirante Ônix Pampeano Quartzo Safira Supera Vaqueano Ciclo P M P M M M M M M M P P M M P M M P M M M P M M M M M P M Regiões tritícolas de adaptação 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 1e2 Cultivares também adaptadas às condições de solos com potencial para cultivo de arroz irrigado. segundo os obtentores.

57 .

em 2011. 2 e 3 CD 110 M 1. 2 e 3 CD 112 P/M 1. 2 e 3 BRS 248 P 1. 2 e 3 Fundacep Cristalino M 1. 2 e 3 OR 1 M 1. 2 e 3 CD 119 M 1e2 CD 120 M 1e2 CD 121 M 1e2 CD 122 M 1e2 CD 123 M 1e2 CD 150 P 1. 2 e 3 BRS Tangará M 1. 2 e 3 TBIO Ivaí M 3 TBIO Tibagi M 3 Valente M 2e3 Vanguarda M 1.4. 58 . 2 e 3 Fundacep 51 M 1e2 Fundacep 52 M 1e2 Fundacep Bravo M 1. Regiões Ciclo tritícolas de adaptação Alcover M 1. 2 e 3 IPR 144 P 1. segundo os obtentores. 1 Trigo durum (Triticum durum). 2 e 3 CD 106 M 1. 2 e 3 Ônix M 1. 2 e 3 BRS 229 M 1. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Paraná Tabela 27. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de trigo indicadas para cultivo no Paraná. 2 e 3 Marfim P 1. 2 e 3 Fundacep Horizonte M 1. 2 e 3 BRS 327 M 1. 2 e 3 CD 108 P 1. 2 e 3 CD 114 P 1. 2 e 3 IAPAR 78 M 2e3 IPR 85 P 2e3 1 IPR 90 M 3 IPR 128 M 3 IPR 130 M 1. 2 e 3 CD 111 P 1. 2 e 3 CD 113 M 1.3. 2 e 3 CD 118 P 1. 2 e 3 Fundacep Campo Real M 1. 2 e 3 Fundacep Nova Era M 1 Fundacep Raízes M 1. 2 e 3 Safira M 1 Supera M 1. ** Semear em altitudes acima de 600 metros e 700 metros. 2 e 3 BRS 276 P 1 BRS 277 T 1 BRS 296 P 1e2 BRS 210 M 2e3 BRS 220 M 1. 2 e 3 CD 105 P 1. 2 e 3 BRS Louro M 1e2 BRS Guabiju M 1e2 BRS Guamirim P 1e2 BRS Pardela M 1. respectivamente. 2 e 3 BRS 249 M 1. 2 e 3 IPR 136 M 1. 2 e 3 BRS Tarumã T 1 BRS Timbaúva M 1e2 BRS Umbu T 1 Campeiro M 1 CD 104 M 1. 2 e 3 Pampeano M 1 Quartzo M 1. 2 e 3 Vaqueano M 1 Cultivar *. 2 e 3 Mirante M 1. 2 e 3 CD 115 M 1e2 CD 116 P 2e3 Cultivar Regiões Ciclo tritícolas de adaptação CD 117 P 1. 2 e 3 Abalone M 1 e 2* BR 18-Terena P 2e3 BRS 194 M 1e2 BRS 208 M 1. 2** e 3** BRS Camboatá M 1e2 BRS Albatroz 1.

59 .

segundo os obtentores. Cultivar Alcover BR 18-Terena BRS 208 BRS 210 BRS 220 BRS 229 BRS 327 BRS 248 BRS 296 BRS Camboatá BRS Guabiju BRS Pardela BRS Tangará BRS Timbaúva CD 104 CD 105 Ciclo M P M M P M M P P M M M M M M P Regiões tritícolas de adaptação 3 3e4 3 3 3 3 3e4 3 3 3 3 3 3 3e4 3e4 3e4 Cultivar CD 108 CD 111 CD 113 CD 114 CD 116 CD 117 CD 118 CD 150 Fundacep Bravo Fundacep Cristalino Fundacep Horizonte IPR 85 IPR 128 IPR 130 IPR 136 IPR 144 Cicl o P P M P P P M P M M M P M M M P Regiões tritícolas de adaptação 3e4 3e4 3e4 3e4 3e4 3e4 3e4 3e4 3 3 3 3 3 3 3 3 60 .4. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de trigo indicadas para cultivo no Mato Grosso do Sul. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Mato Grosso do Sul Tabela 28.4. em 2011.

61 .

3 e 4 BRS 220 P 2 BRS 229 M 2. 3 e 4 2. 3 e 4 CD 113 P 2. 3 e 4 BRS Guamirim P 4 BRS Pardela M 2 BRS Tangará M 2 BRS 296 P 2e3 CD 104 M 2. Regiões Ciclo tritícolas de adaptação BR 18-Terena P 4 BRS 208 M 2 BRS 210 M 2. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de trigo indicadas para cultivo em São Paulo. 3 e 4 CD 108 P 2. segundo os obtentores. 3 e 4 2. 3 e 4 2 2 4 2. 3 e 4 2e3 2. em 2011. 3 e 4 CD 111 M 2. 3 e 4 2. 3 e 4 BRS 248 P 2. 3 e 4 CD 105 P 2. 3 e 4 2. 3 e 4 2. Indicação de cultivares de trigo para o Estado de São Paulo Tabela 29. 3 e 4 2 2e3 2e3 62 . 3 e 4 Cultivar Cultivar CD 116 CD 117 CD 118 CD 150 Fundacep Cristalino IAC 24-Tucuruí IAC 370-Armageddon IAC 373-Guaicuru IAC 375-Parintins IAC 376-Kayabi IAC 380-Saira IAC 381-Kuara IPR 85 IPR 128 IPR 130 IPR 136 IPR 144 Ciclo P P M P P P M M P P M P/M P M M M P Regiões tritícolas de adaptação 2. 3 e 4 BRS 327 M 2.4. 3 e 4 CD 114 P 2. 3 e 4 2. 3 e 4 2.5.

63 .

Cultivar de trigo durum (Triticum durum). Cultivar BR 18-Terena BRS 207 BRS 210 BRS 254 BRS 264 CD 105 CD 108 CD 111 CD 113 CD 116 (1) (2) Ciclo P M M P P P P P/M P P Tipo de cultivo(1) Sequeiro Cultivar CD 117 CD 118 CD 150 Embrapa 22 Embrapa 42 IAC 24-Tucuruí MGS Brilhante MGS1 Aliança MGS2 Ágata2 UFVT1 Pioneiro Ciclo P M P P P M P P M M Sequeiro: para altitudes acima de 800 m.6. Irrigado: para altitudes acima de 400 m.4. em 2011. segundo os obtentores. Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Tipo de cultivo1 Sequeiro e Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Sequeiro Sequeiro Irrigado Irrigado 64 . Informações quanto ao ciclo e tipo de cultivo das cultivares de trigo indicadas para Minas Gerais. Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Minas Gerais Tabela 30.

Irrigado: para altitudes acima de 500 m.4. Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Tipo de cultivo(1) Sequeiro e Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Sequeiro Sequeiro Irrigado Irrigado Irrigado 65 . Informações quanto ao ciclo e tipo de cultivo das cultivares de trigo indicadas para Goiás (ao Sul do paralelo 13°30’S) e Distrito Federal. segundo os obtentores. Cultivar Ciclo P M M P P P P P/M P P BR 18-Terena BRS 207 BRS 210 BRS 254 BRS 264 CD 105 CD 108 CD 111 CD 113 CD 116 1 Tipo de cultivo1 Sequeiro Cultivar Ciclo P M P P P P P M P M CD 117 CD 118 CD 150 Embrapa 22 Embrapa 42 MGS Brilhante MGS1 Aliança Õnix Supera UFVT1 Pioneiro Sequeiro: para altitudes acima de 800 m.7. em 2011. Indicação de cultivares de trigo para o Estado de Goiás e para o Distrito Federal Tabela 31.

Indicação de cultivares de trigo para o Estado da Bahia Tabela 33. Informações quanto ao ciclo e tipo de cultivo das cultivares de trigo indicadas para a Bahia (ao Sul do paralelo 11°S e a oeste do meridiano 40°W). em 2011. Cultivar Ciclo P Embrapa 22(2) (1) (2) Tipo de cultivo(1) Irrigado Cultivar Ciclo P Embrapa 42(2) Tipo de cultivo(1) Irrigado Para altitudes acima de 600 m Indicada apenas para a região Oeste do Estado 66 . Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Irrigado Sequeiro e Irrigado Tipo de cultivo(1) Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Sequeiro e Irrigado Irrigado Irrigado Irrigado Sequeiro 4.8. segundo os obtentores. Informações quanto ao ciclo e tipo de cultivo das cultivares de trigo indicadas para o Mato Grosso (ao Sul do paralelo 13°30’S e a leste do meridiano 56°W). segundo os obtentores.4. Indicada apenas para a região Sul do Estado.9. Indicação de cultivares de trigo para o Estado do Mato Grosso Tabela 32. em 2011. Irrigado: para altitudes acima de 600 m. Cultivar Ciclo P M M P P P P P/M BR 18Terena BRS 207 BRS 210 BRS 254 BRS 264 CD 105 CD 108 CD 111 1 2 Tipo de cultivo(1) Sequeiro Irrigado Irrigado Cultivar Ciclo P P P M P P P CD 113 CD 116 CD 117 CD 118 Embrapa 22(2) Embrapa 42(2) MGS1 Aliança Sequeiro: para altitudes acima de 800 m.

em 2011. segundo os obtentores. Cultivar BRS 148 BRS 203 BRS Minotauro BRS Ulisses BRS Netuno BRS Saturno CEP 22-Botucaraí M Ciclo P P M P P Regiões de adaptação PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) Cultivar CEP 23-Tatu CEP 28-Guará Embrapa 53 Fundacep 48 Iapar 23-Arapoti Iapar 54-Ocepar 4 Ciclo M M P M M M Regiões de adaptação PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) PR (1 e 2) SC (1 e 2) 67 .4.10. Indicação de cultivares de triticale para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina Tabela 34. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de triticale indicadas para cultivo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Cultivar IAC 3-Banteng (1) Para altitudes acima de 800 m. do Mato Grosso do Sul e de São Paulo Tabela 35. segundo os obtentores. 2 e 3) 4. em 2010. 2 e 3) PR (1. 2 e 3) MS (3. 2 e 3) PR (1. 2 e 3) PR (1.12. 2 e 3) Cultivar IAC 2-Tarasca IAC 3-Banteng IAC 5-Canindé Iapar 23-Arapoti Iapar 54-Ocepar 4 IPR 111 Ciclo P P P M M M Regiões de adaptação SP (2 e 4) SP (2 e 4) SP (2 e 4) PR (1. 2 e 3) MS (3 e 4) SP (2 e 4) PR (1. 4) SP (2 e 4) PR (1.11. 2 e 3) SP (2 e 4) PR (1. 2 e 3) MS (3) SP (2 e 3) PR (1. segundo os obtentores. Ciclo P Tipo de cultivo Sequeiro(1) 68 . Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de triticale indicadas para cultivo no Paraná. Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Informações quanto ao ciclo e regiões tritícolas de adaptação das cultivares de triticale indicadas para cultivo em Minas Gerais. Cultivar BRS 148 BRS 203 BRS Minotauro BRS Ulisses BRS Saturno Embrapa 53 P Ciclo P P M P Regiões de adaptação PR (1. Indicação de cultivares de triticale para os Estados do Paraná. Indicação de cultivares de triticale para o Estado de Minas Gerais Tabela 36. em 2010.4.

é indicado para reduzir riscos causados por adversidades climáticas. No inicio da época indicada para a semeadura. dar preferência a cultivares de ciclo tardio enquanto as de ciclo precoce são mais indicadas para o final da época de semeadura para reduzir riscos com geada no período crítico na região 1.13. 69 .4. em diversas épocas de semeadura. Escalonamento de cultivares O escalonamento da produção de trigo por meio da utilização de cultivares de diferentes ciclos.

br/ > Serviços > Zoneamento Agrícola > Portarias de Zoneamento por UF. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%.2.1. com profundidade igual ou superior a 50 cm. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa).5. com profundidade igual ou superior a 50 cm. contemplando os solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. consultar o portal do MAPA na internet. com profundidade igual ou superior a 50 cm. contemplando os solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia.gov. da Secretaria de Política Agrícola do MAPA. Para mais detalhes. no caminho: http://www. Estado do Rio Grande do Sul A indicação para época de semeadura em cada município do Rio Grande do Sul com aptidão para o cultivo de trigo e triticale. disponíveis no portal do MAPA e publicadas no Diário Oficial da União. são válidas apenas as indicações constantes nas Portarias do MAPA. com profundidade igual ou superior a 50 cm. subordinada ao Departamento de Gestão de Risco Rural. Estado de Santa Catarina A indicação para época de semeadura em cada município de Santa Catarina com aptidão para o cultivo de trigo e triticale. com profundidade igual ou superior a 50 cm. para fins de crédito de custeio agrícola oficial e de seguro rural privado e público (PROAGRO).agricultura. segue o estabelecido pelo Zoneamento Agrícola do MAPA para a cultura de trigo no estado. Regionalização para épocas semeadura de trigo e triticale de É importante salientar que. Estas indicações são revisadas anualmente e estão sob a responsabilidade da Coordenação-Geral de Zoneamento Agropecuário. 5. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de 70 . segue o estabelecido pelo Zoneamento Agrícola do MAPA para a cultura de trigo no estado. 5.

no seu ciclo. estariam espigando durante o mês de julho. segue o estabelecido pelo Zoneamento Agrícola do MAPA para a cultura de trigo no estado. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Estado do Paraná A indicação para época de semeadura em cada município do Paraná com aptidão para o cultivo de trigo e triticale. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. Assim. Historicamente. provavelmente. com profundidade igual ou superior a 50 cm. As épocas de semeadura indicadas para a cultura de trigo e triticale no Paraná são as que têm maiores probabilidades de apresentar melhor rendimento de grão conforme o ciclo das cultivares. De modo geral. contemplando os solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. no Centro. em locais onde a ocorrência de geada tem sido mais freqüente. 71 . b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). Portanto. nas semeaduras em que a emergência de trigo e triticale ocorre no intervalo entre 11 de abril a 31 de maio. estas lavouras.3. as cultivares indicadas para o cultivo no Estado têm. Oeste e Sudeste. aconselha-se o escalonamento de épocas de semeadura e diversificação de cultivares para uma mesma propriedade rural.areia (textura siltosa). com profundidade igual ou superior a 50 cm. mas sempre objetivando que as cultivares atinjam o pleno espigamento até 1º de junho. com profundidade igual ou superior a 50 cm. especialmente. 5. os períodos de maior probabilidade de geada nas regiões tritícolas do Paraná têm sua maior freqüência entre 11 a 31 de julho. fator de fundamental importância na decisão de sua época ideal de semeadura.

” Portanto. estas indicações são diferentes daquelas feitas pelo MAPA. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). Estado de São Paulo As indicações de épocas de semeadura para o estado de São Paulo estão contidas na seguinte publicação: “Campinas. Distrito Federal Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo de sequeiro no Distrito Federal é indicada para altitudes iguais ou superiores a 800 m.5. Instituto Agronômico. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. Campinas: 2002. risco de geada no espigamento. O estado de São Paulo está dividido em dez zonas tritícolas para fins de indicação de tecnologia.4. o Estado do Mato Grosso do Sul foi dividido em cinco zonas tritícolas. Reunião técnica de trigo da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo: recomendações para 2002. necessidades hídricas no florescimento e excesso de chuva na colheita. 72 . 5. com profundidade igual ou superior a 50 cm. 5. 3. ed. com profundidade igual ou superior a 50 cm.5. em solos Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. 94p. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% areia (textura siltosa). com profundidade igual ou superior a 50 cm. contemplando os solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. Período indicado: 21 de janeiro a 28 de fevereiro para cultivares de ciclo precoce e 1º a 20 de fevereiro para cultivares de ciclo médio. Estado do Mato Grosso do Sul Para efeito de zoneamento para a cultura de trigo e triticale. tipos de solo e relevos. com profundidade igual ou superior a 50 cm. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Para a regionalização das épocas de semeadura de trigo e triticale foram feitas análises considerando o rendimento de experimentos de campo.6.

b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). em solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. e localizados ao Sul do paralelo 11°S e a oeste do meridiano 40°W. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Período indicado: 11 de abril a 31 de maio. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo irrigado no estado de Goiás é indicada para altitudes iguais ou superiores a 500 m. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). segundo o MAPA é indicada para altitudes iguais ou superiores a 500 m. 73 .A semeadura de trigo irrigado no Distrito Federal. com profundidade igual ou superior a 50 cm.8. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. Estado da Bahia Trabalhos de pesquisa conduzidos no Estado demonstraram que o trigo pode ser cultivado com irrigação.7. com profundidade igual ou superior a 50 cm. em solos Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). com profundidade igual ou superior a 50 cm. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Estado de Goiás O cultivo do trigo no estado de Goiás é indicado apenas para locais ao Sul do paralelo 13°30’S. em locais com altitude igual ou superior a 600 m. com solos de boa fertilidade e sem alumínio trocável. Não existem informações para o cultivo de triticale. em solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo de sequeiro no estado de Goiás é indicada para altitudes iguais ou superiores a 800 m. 5. 5. Não existem informações para o cultivo de triticale. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. com profundidade igual ou superior a 50 cm.

b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). indicando-se a altitude mínima de 800 m para o trigo de sequeiro e de 600 m para o cultivo com irrigação. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%.9. em solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. o cultivo do trigo no estado do Mato Grosso é indicado apenas para locais ao Sul do paralelo 13°30’S e a leste do meridiano 56°W. com profundidade igual ou superior a 50 cm. em solos Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. com profundidade igual ou superior a 50 cm. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura do trigo irrigado no estado de Minas Gerais é indicada para altitudes 74 . Estado de Minas Gerais Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo de sequeiro no estado de Minas Gerais é indicada para altitudes iguais ou superiores a 800 m. Estado do Mato Grosso Segundo resultados de pesquisa. com profundidade igual ou superior a 50 cm 5. Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo de sequeiro no estado do Mato Grosso é indicada para altitudes iguais ou superiores a 600 m. com profundidade igual ou superior a 50 cm. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Não existem informações para o cultivo de triticale. com profundidade igual ou superior a 50 cm. Estas observações também são válidas para o cultivo de triticale de sequeiro em Minas Gerais. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). Segundo o Zoneamento agrícola do MAPA a semeadura de trigo irrigado no estado do Mato Grosso é indicada para altitudes iguais ou superiores a 400 m. e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%.10.5. em solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. com profundidade igual ou superior a 50 cm.

iguais ou superiores a 500 m. com profundidade igual ou superior a 50 cm. com profundidade igual ou superior a 50 cm. 75 . e Tipo 3: a) com teor de argila maior que 35%. em solos Tipo 2: com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% de areia. b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa). com profundidade igual ou superior a 50 cm.

Para o trigo irrigado a densidade indicada é de 270 a 350 sementes aptas por metro quadrado. Minas Gerais. Cultura de trigo e 6.1. Densidade. 76 . quanto aos tipos de clima e solo. 6. Para cultivares tardias.2.2.1. Densidade de semeadura 6. em função do ciclo. Cultura de triticale A densidade de semeadura indicada é de 350 a 400 sementes viáveis/m². deve-se usar 400 sementes aptas por metro quadrado. Em solos de boa fertilidade.6.1.1.1. espaçamento profundidade de semeadura 6. sem alumínio trocável.1. 6. a densidade indicada é de 330 a 400 sementes viáveis/m2. Bahia.1. quando semeadas para duplo propósito (pastejo e colheita de grãos ou somente pastejo). Mato Grosso e Distito Federal A densidade indicada para trigo de sequeiro é de 350 a 450 sementes aptas por metro quadrado.1.1. porte das cultivares e.3. Rio Grande do Sul e Santa Catarina A densidade de semeadura indicada é de 250 sementes viáveis/m² para cultivares semitardias e tardias e de 300 a 330 sementes viáveis/m 2 para cultivares médias e precoces.1. Paraná. Goiás. Mato Grosso do Sul e São Paulo As densidades variam de 60 a 80 sementes por metro ou 200 a 400 sementes viáveis/m2. algumas vezes. 6.1.

por distribuir mais uniformemente as sementes. Profundidade de semeadura A profundidade de semeadura deve ficar em torno de 2 a 5 cm. de preferência.3. não devem ultrapassar 20 cm. 6.2. pela maior eficiência na utilização de fertilizantes e menor possibilidade de danos às plantas. quando da utilização de herbicida em pré-emergência. 77 .6. Outros espaçamentos são possíveis. mas. Deve-se dar preferência à semeadura em linha. Espaçamento O espaçamento normalmente usado para trigo e para triticale é de 17 cm entre linhas.

6 a 1.0 cm acima da superfície do solo e iniciar o pastejo quando houver oferta de forragem verde de 0. perfilhamento e após pastejos). deve ser mantido resíduo alto (1. Sugerese retirar amostras representativas da área. para evitar o corte do meristema apical. cortando-se as plantas a 7. obedecendo uma altura de resteva de 5 a 10 cm. Em caso de pastejo com lotação contínua. Estabelecimento e manejo de trigo de duplo-propósito 7. o pastejo ou corte deve ser realizado até a formação do primeiro nó visível. b) Utilizar 10 a 20% mais sementes que o indicado para variedades precoces. 78 . com um a três dias de utilização e 27 a 29 dias de repouso. e) Demais práticas culturais: seguir as mesmas indicações da lavoura de produção de grãos tradicional.7. pois se isto ocorrer o rendimento de grãos cai drasticamente.0 kg por m2. d) Seguir as indicações da adubação nitrogenada para gramíneas forrageiras de estação fria. com ciclos de pastejo de 30 dias. Indicações para o uso da tecnologia de trigo de duplo-propósito a) Semear conforme as indicações do período de semeadura (20 a 40 dias antes do período indicado para variedades precoces). Dê preferência ao pastejo no sistema com lotação rotacionada. c) Corte ou pastejo: quando as plantas atingirem 25-35 cm de altura.1.500 kg de forragem seca/ha). parcelando as aplicações (semeadura.

Conservação de forragem: fenação e ensilagem Cereais de inverno podem ser conservados na forma de feno e silagem. Para produção de feno. mas necessita de pré-murchamento. estádios que apresentam boa relação entre quantidade de forragem e valor nutritivo. ou antes. O valor nutritivo da silagem dos cereais de inverno é geralmente superior em proteína bruta ao da silagem de milho.7. A silagem pode ser elaborada colhendo-se diretamente a planta inteira com ensiladeira nos estádios de grão pastoso a massa firme. 79 . os genótipos devem ser colhidos do alongamento ao início da emissão da inflorescência.2. mas com valor energético inferior.

80 . em solos de elevada fertilidade. Redutor de crescimento A aplicação de redutor de crescimento está restrita às cultivares com tendência ao acamamento. na dose de 0. principalmente em trigo irrigado na região dos cerrados. Indica-se a aplicação de Moddus (trinexapaque-etílico).4 L ha-1.8. Não é indicada a sua utilização no caso de ocorrência de deficiência hídrica na fase inicial do desenvolvimento da cultura. O registro no MAPA para a respectiva região e o cadastro estadual deste produto deverá ser consultado. na fase de elongação da cultura (com o 1º nó visível).

observando-se os estádios de desenvolvimento do trigo. Os coeficientes. aproximadamente. determinado para cada estádio de desenvolvimento de trigo. os do tanque classe A. às nove horas da manhã. multiplicando-se a evaporação acumulada. Para valores intermediários do período médio de duração. denominados “K”.9. e está baseado na premissa de que existe correlação entre os valores de evaporação medidos no tanque classe A e a necessidade de água da cultura. no intervalo entre irrigações. • As leituras de evaporação da água no tanque classe A devem ser feitas diariamente. são obtidos pela seguinte relação: K = Kc x Kp onde: Kc são os coeficientes da cultura e Kp. medida no tanque classe A. Manejo de irrigação em trigo 9. conforme mostrado na Tabela 37. Introdução O requerimento de água das culturas (evapotranspiração) é estimado a partir de dados de clima (evaporação em tanque classe A). o coeficiente K deve ser obtido por interpolação. Tal correlação foi obtida por meio do coeficiente “K”. Indicam-se os seguintes critérios para estimar a lâmina a ser aplicada por irrigação: • A lâmina a ser aplicada por irrigação deve ser calculada.1. 81 . • Deve-se completar o tanque classe A com água até 5 cm da borda superior. pelo coeficiente indicado na Tabela 37. • A oscilação do nível de água não deve exceder 2 cm.

florescimento 11. grãos em massa ou início de maturação 82 .76 . em função do estádio de desenvolvimento da cultura. Estádio de desenvolvimento 0a2 3 (1) emergência ao início do perfilhamento Período médio de duração (dias) 0 .Tabela 37.52 perfilhamento 4 a 10 início da elongação ao final do emborrachamento 10.40 0. Coeficiente (K) para estimar a evapotranspiração de trigo irrigado a partir da evaporação da água no tanque classe A.72 0.0.93 .98 99 .5.115 Coeficiente K 0.12 (1) Escala de Feeks & Large (Large.32 .76 0.1 a início do espigamento ao final do 10.24 25 .0.98 .72 .0.72 0.1 enchimento de grãos 11.0.0.10 11 .0.40 .93 0.47 48 .4. 1954).63 64 .

Teoricamente. se baseiam em medidas efetuadas no solo e na atmosfera. quanto para calcular a quantidade de água a ser aplicada em cada irrigação. ocorrem períodos de estiagem. uma vez que os valores de tensão refletem as variações de consumo de água nas diversas fases de desenvolvimento do trigo. Tensiômetro Os latossolos do Brasil Central.9. Os resultados de pesquisa obtidos com a cultura do trigo indicam que o manejo das irrigações deve ser 83 . o melhor critério seria aquele que considerasse o maior número de fatores determinantes da transferência de água no sistema solo-planta-atmosfera. As ferramentas mais indicadas para o manejo de irrigação do trigo são: 9. com a utilização do tensiômetro para monitorar as variações de umidade do solo. variando desde medidas de evaporação de água de um tanque de evaporação até equações para estimativa da evapotranspiração. ocasionalmente. Portanto as irrigações devem ser efetuadas no momento certo e em quantidade adequada para suprir suas necessidades hídricas e permitir que estas expressem seu potencial produtivo. a irrigação é uma prática indispensável para permitir o cultivo na época seca e garantir a produção das culturas no período das chuvas. conforme apresentado na Tabela 37. Os critérios de manejo de água utilizados. Vários são os procedimentos utilizados para o manejo da água de irrigação. quando. além de influenciar também o custo de produção. Os que consideram medidas climáticas baseiam-se na determinação da demanda atmosférica. de maior praticidade. portanto. A demanda de água pela cultura do trigo é diferenciada ao longo do ciclo. Aqueles que se baseiam em medidas no solo fundamentam-se na determinação direta ou indireta do teor de água presente no substrato. Região do Brasil Central Na região central do Brasil. à tensão inferior a 60 kPa).1.2. onde predomina o cultivo de trigo.2. apresentam características de baixa retenção de água (aproximadamente 50% da água disponível. Os tensiômetros podem ser usados tanto para indicar o momento das irrigações. compatível.

para garantir germinação uniforme e preencher com água o perfil de solo até. O tensiômetro instalado a 10 cm representa a tensão na camada de 0 a 20 cm e o tensiômetro instalado a 30 cm representa a tensão na camada de 20 a 40 cm. que são mais suscetíveís ao acamamento. aproximadamente. De modo prático. BRS 210 e BRS 264. os tensiômetros devem ser reabastecidos com água fria destilada ou filtrada e fervida. duas profundidades. no mínimo. Nessa ocasião. As irrigações devem ser feitas até quando mais de 50% das espigas estiverem na fase de desenvolvimento de grãos. sugere-se instalar. Após a emergência das plântulas. A partir dessa última irrigação. em seguida. na posição onde as irrigações serão sempre iniciadas. o produtor pode determinar esta fase. deve-se usar a tensão de 60 kPa. aproximadamente. os grãos cedem à pressão da unha sem. 84 .4 atmosferas  0. 12 mm a cada dois dias. pela observação dos grãos.6 bar  600 cm de água  456 mm Hg. Deve-se observar. 2. aplicar mais uma lâmina de água de 12 mm. Para cada área irrigada. atingir valores de tensão de água no solo compatível com a variedade de trigo cultivada. Após a semeadura.6 atmosferas  0. Diariamente. 3. na linha de plantio.feito como segue: 1. 40 a 50 cm. que as baterias de tensiômetros sejam instaladas no tipo de solo representativo da área irrigada. 1/3 da área irrigada. em estado de massa dura. preferencialmente. aproximadamente. para as cultivares Embrapa 42. irrigar sempre que a média das leituras dos tensiômetros. em nível de campo. dividida em três a quatro aplicações de. 2/3 e 9/10 da linha de distribuição do pivô. pelo menos três baterias de tensiômetros com. ainda. possíveis bolhas de ar devem ser eliminadas do interior do tensiômetro. usar a tensão de 40 kPa (60 kPa  0. para que cada bateria de tensiômetro represente. BRS 207. As baterias de tensiômetros devem ser posicionadas. Nesta fase. 4. devem-se efetuar leituras diárias dos tensiômetros.4 bar  400 cm de água  304 mm Hg). Para as cultivares Embrapa 22 e BRS 254. deve-se proceder à instalação das baterias de tensiômetros e. instalados a 10 cm de profundidade. As profundidades indicadas são de 10 e 30 cm. para servir de base para o cálculo das quantidades de água requeridas em cada irrigação. próximas a 1/2. deve-se aplicar uma lâmina de água de 40 a 50 mm. 40 kPa  0.

então. 5. indica-se o uso de tensiômetros do tipo vacuômetro. de cada área irrigada.contudo. Exemplo de cálculo da quantidade de água a ser aplicada no momento da irrigação da cultura de trigo. Numa determinada data. apresentada na Figura 6. sendo. medida a 10 cm de profundidade (kPa). usando-se a equação abaixo. ao longo do raio de um pivô central. as seguintes leituras de tensiômetros foram observadas (Tabela 38).r)[1 + (h)n](-1 + 1/n). usando as leituras de tensiômetros e a curva de retenção de água do solo: Suponha que uma lavoura de trigo (cultivar Embrapa 22) esteja sendo cultivada em latossolo do Brasil Central e que tenham sido instaladas. para isso.500 kPa. Bateria 1 2 3 Média Profundidade dos tensiômetros (cm) 10 30 62 15 57 17 61 13 60 15 Com as médias das leituras dos tensiômetros pode-se. indispensável que se tenha a curva característica de retenção de água do solo de 6 a 1. 85 . se romperem.  = r + (s . Tabela 38. onde:  = umidade atual do solo (% em peso) r = umidade residual do solo (% em peso) s = umidade do solo quando saturado (% em peso)  = parâmetro de ajuste da equação n = parâmetro de ajuste da equação h = tensão média de água no solo. a 10 e 30 cm de profundidade. três baterias de tensiômetros. no momento das irrigações. que representa a curva característica de umidade do solo. Para o manejo das irrigações. calcular a umidade do solo em cada camada. Leitura de tensiômetro no momento da irrigação (kPa).

1 0.0 10 -1 10 0 101 10 2 103 10 4 Tensão de água no solo (kPa) Figura 6.6 0.3423 (umidade do solo na capacidade de campo).  (h = 60 kPa) = 0.2 0.  (h = 15 kPa) = 0. e a umidade das camadas de 0 a 20 cm e 20 a 40 cm.5 Conteúdo de água no solo (%) 0.4 0. na capacidade de campo. Curva característica de retenção de água em um Latossolo Vermelho-Escuro da região do cerrado.3 0. 2928 (umidade do solo na camada de 20 a 40 cm). 86 . como segue:  (h = 6 kPa) = 0. Usando esta equação e os parâmetros da curva característica de umidade do solo (Figura 6) calcula-se a umidade do solo. com base nas médias das leituras dos tensiômetros (Tabela 38).2342 (umidade do solo na camada de 0 a 20 cm).0.

ou a velocidade de um equipamento de irrigação auto-propelido ou pivô central para aplicar essa lâmina líquida. então. para elevar a umidade do perfil do solo até a capacidade de campo.Em seguida. LL (0 a 20) = ((h = 6 kPa) . é de 35. O tempo que um equipamento de irrigação por aspersão convencional deve funcionar em cada posição. Suponha um pivô central dimensionado para aplicar uma lâmina bruta de 8. (h = 60 kPa)) x 200 mm x 1. aproximadamente.2 mm Se o pivô aplica uma lâmina líquida de água de 7. o equipamento de irrigação necessitará de.85 = 7.5 x 0. para aplicar 35.5 mm terá que ser regulado para a seguinte velocidade: Velocidade(%)  (7.5 mm por volta a 100% de velocidade.2 mm LL (20 a 40) = ((h = 6 kPa) . a qual é aqui considerada igual a 1. então a lâmina líquida aplicada por volta nessa velocidade será de: Lâmina líquida= Lâmina bruta x Eficiência Lâmina líquida= 8. Se esse equipamento apresenta uma eficiência de distribuição de água de 85%.2x100)  20% 35.12 = 11. então.5 Nessa velocidade. 20 horas para completar uma volta e 87 . multiplicam-se esses valores pela altura da camada (em milímetros) e pela densidade aparente do solo. a 100% da velocidade. Em seguida. (h = 15 kPa)) x 200 mm x 1.12 g/cm³.3 mm Observa-se. que a lâmina líquida a ser aplicada para a cultura do trigo. vai depender da taxa de aplicação de água do equipamento de irrigação.12 = 24.1 = 35.1 mm LL (0 a 40) = 24.2 mm por volta. calcula-se a lâmina líquida (LL) requerida para cada camada de solo.3 mm. Essa lâmina é calculada fazendo-se a diferença entre a umidade do solo na capacidade de campo e a umidade do solo de cada camada. nesta irrigação.2 + 11.

BRS 207. tais como.2. para facilitar o trabalho do produtor irrigante. a pesquisa indica os seguintes procedimentos para utilização do tanque classe A: 1.2. a assistência técnica local pode calcular as lâminas de reposição por camada de solo representada por cada tensiômetro.aplicar a lâmina calculada nessa irrigação. 4. próxima a área irrigada. É importante salientar que. desde que o pivô. de posse da curva de retenção de água do solo e dos parâmetros do equipamento de irrigação. 9. 2. Instalar. é possível elaborar uma tabela de lâmina de reposição de água em função das leituras dos tensiômetros. as irrigações devem ser feitas como indicado no item anterior. Até o estabelecimento da cultura. usando o tanque classe A: 88 . Para o trigo cultivado no período do outono-inverno no Brasil Central. encontra-se diretamente relacionado com a adoção de coeficientes de cultura obtidos na região dos cerrados (Figura 7). Sugere-se utilizar dados de evaporação da região. na estimativa da necessidade de aplicação de água para a cultura do trigo. proveniente de estações meteorológicas que tenham controle de qualidade. lâmina aplicada e uniformidade de distribuição. gaste 4 horas para um giro completo. O sucesso na utilização do método. Tanque Classe A As leituras de evaporação da água. para pequenos intervalos de tensão. Exemplo de cálculo da quantidade de água a ser aplicada no momento da irrigação da cultura de trigo. 3. medidas em tanque classe A podem ser usadas para manejar as irrigações. BRS 210 e BRS 264: intervalo de dois dias em solos arenosos e quatro dias em latossolos de textura média a argilosa. Assim. Após o estabelecimento da cultura as aplicações de água deverão ser feitas em diferentes intervalos:  Embrapa 22 e BRS 254: intervalo de três dias em solos arenosos e cinco dias em latossolos de textura média a argilosa. a 100% de velocidade. pelo menos um pluviômetro para medir a quantidade de chuvas e descontá-las no cálculo das quantidades de água requeridas em cada irrigação.  Embrapa 42.

Pe onde: Etc = Evapotranspiração da cultura do trigo em milímetros Kc = Coeficiente de cultura (equação Figura 7) Kp = Coeficiente do tanque para o período de maio a setembro (usar Kp = 0.8 4. considerar a precipitação efetiva igual à evapotranspiração da cultura. esteja sendo cultivada em latossolo. no Brasil Central.1 19. Dia 1 2 3 4 Soma Evaporação do tanque -1 (mm dia ) 5.2 3. 89 .0 5. Tabela 39.0 Com o método do tanque classe A a evapotranspiração da cultura (Etc) pode ser calculada com a seguinte equação: Etc= (Kc x Kp x Ev) . em milímetos.0 0. com 35 dias após a emergência.0 5. textura argilosa. Leitura da lâmina de evaporação no momento da irrigação.0 0. Observação: Se o volume de chuva no período for maior do que a evapotranspiração da cultura.75) Ev = Evaporação acumulada do tanque classe A no período entre irrigações em milímetros Pe = Precipitação efetiva no período. Em dias hipotéticos as seguintes leituras de evaporação e pluviosidade foram observadas (Tabela 39).1 Pluviosidade (Pp) -1 (mm dia ) 0.Suponha que uma lavoura de trigo (Embrapa 42).0 6.

3 x 0.0122 + 0.6 mm.85 Lb= 16. correspondente à lâmina líquida de irrigação.6 mm Observa-se então. as aplicações de água devem ser suspensas seguindo o critério indicado no item anterior.0122 + 0. que deverá ser aplicada para a cultura é de 13.0004DAE2 Kc= .75 x 19.0503(35) – 0. 90 .1) – 5.6 mm / 0.Figura 7.0 Etc (LL)= 13. Assim: Kc= .0503DAE – 0.0. Se o equipamento apresentar uma eficiência de distribuição de água de 85%.0 mm No final do ciclo. então a lâmina bruta a ser aplicada será de: Lb= 13.0.3 Etc= (1. que a quantidade de água consumida pelo trigo. Curva de coeficientes de cultura para o trigo irrigado por aspersão em Planaltina – DF.0004(35)2 Kc = 1.

Para o manejo de irrigação do trigo deve ser seguido o seguinte procedimento: 1. com acessibilidade gratuita. A finalidade desse programa é fornecer aos produtores irrigantes. as primeiras irrigações devem ser feitas conforme indicado anteriormente. por meio de sua equipe de pesquisadores de manejo do solo e da água. 5. pelo menos um pluviômetro para medir o volume de chuvas e descontar as contribuições pluviométricas no cálculo das quantidades de água requeridas em cada irrigação. desde aquelas com base em medidas dos parâmetros do solo (tensiometria). apesar de confiáveis. 4. ou no ícone “Serviços”.2. Clique na logomarca que simboliza o programa. na Internet. Instalar.cpac. Logo após a semeadura. considerando solo arenoso os solos de textura arenosa ou com predominância de cascalho e solo argiloso os solos de textura média ou argilosa. próximo a área irrigada. uma vez que as dificuldades operacionais encontradas limitam diretamente a utilização. Software on-line de Monitoramento de Irrigação Ao longo de sua história a Embrapa Cerrados. Entretanto. atualizado e enriquecido anualmente. etc).3. 3. as lâminas líquidas de irrigação e os turnos de rega. 2. desenvolveu e aperfeiçoou diversas tecnologias voltadas para o manejo de irrigação.9. tanque classe A. o portal da Embrapa Cerrados por meio do endereço: http://www. até as relacionadas ao monitoramento dos parâmetros agrometeorológicos (modelos climatológicos. uma ferramenta de gerenciamento e tomada de decisão fundamentada em vinte e dois anos de pesquisas das relações solo-água-plantaatmosfera no bioma Cerrados. O programa é dinâmico. e depois “Monitoramento de Irrigação”. Com base nesse contexto.br. Após o estabelecimento da cultura acesse. no início de 2004 foi desenvolvido o Programa de Monitoramento de Irrigação da Embrapa Cerrados. Na janela de entrada de dados selecione a cultura e o tipo de solo. na parte inferior do portal.embrapa. na parte superior do portal. essas tecnologias não têm sido amplamente adotadas pelos produtores. para as cultivares de trigo indicadas para a região do Cerrado. 91 .

cpac. clique em calcular e observe. o turno de rega a ser adotado e a lâmina líquida a ser aplicada.6. 10. acesse o portal novamente na data da nova irrigação para calcular a lâmina de água que será necessário aplicar (http://www. Selecione a data de emergência das plântulas. Caso ocorram chuvas. 7. As irrigações devem ser suspensas seguindo a indicação feita anteriormente. Seguindo o turno de rega indicado para cada cultivar e tipo de solo.embrapa. Regule o sistema de irrigação para aplicar a lâmina bruta calculada.br). no relatório final. 8. subtrair da lâmina líquida as contribuições pluviométricas e em seguida. calcule a lâmina bruta de irrigação com base na eficiência do sistema de irrigação. 9. 92 .

10. maior densidade de semeadura.3. Exemplos: época de semeadura adequada. geralmente. deverão ser decididos para cada caso. e caracteriza-se pela capina. etc. Controle de plantas daninhas 10.1. Controle cultural Consiste em utilizar características ecológicas da cultura e da planta infestante. 10. 10. Controle mecânico Ocorre. em pequenas áreas. 93 . Controle químico A indicação do controle químico por meio do uso de herbicidas (Tabelas 40 a 43) considera apenas a eficiência do controle e não a economicidade de cada um dos tratamentos. por parte dos agricultores. espaçamento menor. de tal forma que a primeira leve vantagem na competição. sem aumento no custo de produção.2. da melhor opção de controle. O uso e a adoção.

(aveia) Bidens spp. Clodinafop-propargil 94 Tabela 40. (picão-preto) Bowlesia incana Ruiz & Pav.. aipo bravo) Brachiaria plantaginea (Link) Hitch (capim-marmelada) Brassica spp.4-D + Picloran Metribuzin Metsulfuron-metil Iodosulfuron-metil Bentazon Pendimetalin Diclofop-metil C* C* SI SI SI SI SI SI SI SI C* SI C* NC C CM NC C* NC SI SI SI C SI C NC NC NC SI C NC C NC SI SI NC SI NC C Avena spp. (azevém) NC C C NC C NC CM SI SI CM SI CM NC NC C SI SI C* NC SI SI SI C SI C* NC NC SI SI SI C NC SI SI SI C SI SI NC NC C* C SI SI SI SI C C C SI SI NC CM C* NC SI NC SI C SI NC SI NC SI NC SI SI SI SI SI NC SI SI SI NC SI C C Continua.. Plantas infestantes . (picão-branco) Glycine max (soja) Ipomoea spp.2. (flor roxa) Emilia sonchifolia (falsa serralha) Euphorbia heterophylla SI (amendoim bravo/leiteiro) Galinsoga parviflora Cav. canola) Digitaria horizontalis Willd (capim-colchão) Echium plantagineum L.4 D-amina 2. (corda-de-viola. (mostarda. (erva-salsa. corriola) Lolium multiflorum Lam. Eficiência dos herbicidas indicados para o controle de plantas infestantes nas culturas de trigo e triticale.

espérgula) Stachys arvensis L. (nabo. (orelha-de-urso) Stellaria media (L. NC= Não controla. SI= Sem Informação. (cipó-de-veado) Raphanus spp.Tabela 40. Continuação.4 D-amina 2. 2. alfinetes-da-terra) Sonchus oleraceus L. (gorga. nabiça) Richardia brasiliensis Gomez (poaia-branca) Rumex spp. (língua-de-vaca) Silene gallica L. CM= Controle médio (60 % a 80 %). (ervilhaca) Zea mays (L. C*= Controle acima de 90 %.) (milho) C= Controle acima de 80 %. CM C C NC CM C CM NC CM C NC C* C* C SI C* C C SI C SI SI C C SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI C SI C CM SI C C CM SI SI Clodinafop-propargil SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI Plantas infestantes 95 .4-D + Picloran Metribuzin Metsulfuron-metil Iodosulfuron-metil Bentazon Pendimetalin Diclofop-metil SI C* C SI C* C C* SI C* SI NC C C NC NC C C C* NC SI SI NC NC NC NC SI NC C C SI SI SI NC NC NC NC NC NC NC NC NC NC SI C Polygonum convolvulus L.) Cyrrll (estelária) Vicia spp. (serralha) Spergulla arvensis L. (silene.

5 1.0 + 0. 720 e.5 e.0 a 1.a.0 a 1. Herbicidas seletivos. Dicotiledôneas e cipó-de-veado Aplicar em cipó-de-veado até quatro folhas e plantas de trigo e 0. a partir do perfilhamento.3 triticale no início do perfilhamento até 1º nó visível. Metsulfuron-metil 600 i.1 % v/v de óleo mineral emulsionável (100 mL/100 L de água). continua.5 a 2. Possui compatibilidade plena com inseticidas e fungicidas.a.. Não adicionar adjuvantes nem misturar com inseticidas. Iodosulfuron-metil 50 i. Devem ser aplicados no estádio de perfilhamento (quatro folhas até ocorrência do 1o nó do trigo ou triticale). Paration metílico. 480 i. .4-D + Picloran Metribuzin(2) 1. Apresenta incompatibilidade biológica com a formulação CE de Tebuconazole. 480 i. 670 e.a.0 a 1.8 2. obedecendo período de carência de 30 dias.a.a.070 Dicamba 600 i.a. 360 + 22. 1.0 trigo e triticale em qualquer fase de desenvolvimento. 1.a. 0.5 1.a. Pode ser aplicado em qualquer estádio da cultura. 0. Clorpirifós e Diclofop-metil. 480 e.5 L ha-1 de Hoefix. Bentazon Aplicar em pós-emergência (plantas infestantes com duas a oito folhas). Pode ser aplicado até o alongamento do trigo ou triticale.a..96 Produto comercial (kg ha-1 ou L ha-1) Dicotiledôneas Época de aplicação e observações - Tabela 41.5 1. Nome comum Concentração(1) (g L-1 ou g kg-1) 2.4 D-amina + Bentazon 400 e.004 Aplicar em pós-emergência (plantas infestantes com duas a seis folhas).2 a 1. Adicionar 0.3 Aplicar em pós-emergência (plantas infestantes com duas a seis folhas).a.6 Aplicar em cipó-de-veado com até quatro folhas e plantas de 1.4 D-amina 2. Adicionar 0. doses e época de aplicação indicadas para o controle de plantas infestantes nas culturas de trigo e triticale.0 0.

No pleno perfilhamento usar a maior dose. deverão ser consultados.15 (a) um a dois perfilhos. Produto comercial (kg ha-1 ou L ha-1) Época de aplicação e observações Nome comum Concentração(1) (g L-1 ou g kg-1) Iodosulfuron-metil 500 i.5 L ha de Hoefix. 240 i. 3.1 a 0.2 a 0. Não aplicar em solos com menos de 1% de matéria orgânica.5 a 2.5 (a) Aplicar em pré-emergência. = ingrediente ativo.5 a 3.Tabela 41. 50 i.0 a 2.5 v/v.0 a 3. Aplicar em pós-emergência. com plantas infestantes com 0.25 (b) azevém. Adicionar 0. Obs.a. (2) 97 .a.a. dose (b) em francos e (c) em argilosos. Usar dose (a) em solos 2. dos produtos indicados acima. Continuação. 280 i. Usar dose (a) para aveia e (b) para 0. com plantas infestantes no 1. Não misturar em tanque com outros agrotóxicos ou com adubo foliar. e. Pendimetalin Diclofop-metil Clodinafop-propargil (1) Gramíneas anuais Aplicar até o perfilhamento pleno do azevém e até o início -1 0.100 do perfilhamento da aveia preta.: O registro no MAPA para a respectiva região e o cadastro estadual. 2. i.0 (b) arenosos.0 estádio de duas a quatro folhas. Aplicar desde a emergência até o final do perfilhamento do trigo e triticale. = equivalente ácido.a.a.5 (c) Aplicar em pós-emergência.a. Adicionar óleo mineral emulsionável na proporção de 0.

0 a 1.004 200 + 100 i.98 Concentração -1 -1 (g L ou g kg ) (1) Tabela 42.: O registro no MAPA para a respectiva região e o cadastro estadual.5 330 e.5 a 2. 1. 1. 1.0 a 1.5 670 e. 1.a.4 D-amina Metsulfuron-metil (2) Paraquat + Diuron Glifosato Sulfosato Metsulfuron-metil e Glifosato ou Sulfosato (1) Produto comercial Época de aplicação em relação à semeadura -1 -1 kg ha ou L ha ) Monocotiledôneas anuais 360 e.a.0 a 1. Obs. 200 + 100 i.a.a.5 Monocotiledôneas anuais e dicotiledôneas anuais e perenes 360 e.a.0 a 1. Usar somente nos estádios iniciais de desenvolvimento da planta infestante.a.5 200 i. 200 + 100 i. doses e época de aplicação indicadas para o manejo (dessecação) de plantas infestantes nas culturas de trigo e triticale sob plantio direto. 1. 1.0 a 1. .5 a 2. Nome comum Glifosato Sulfosato (2) Paraquat + Diuron Paraquat 2. e.5 (2) i.0 a 1.5 720 e.0 a 1.0 a 1. 1. 1.0 330 e.a.5 No mínimo um dia antes.0 No mínimo um dia antes. 1. 600 i.0 a 1.a. Herbicidas não-seletivos.a.5 200 i. 0.a. dos produtos indicados acima.0 a 1.a.= equivalente ácido. deverão ser consultados. 1.a.a.5 No mínimo um dia antes. 1.5 Dicotiledôneas anuais 400 e.a.= ingrediente ácido.a. 1.

a.a. GrDA= grânulos dispersíveis em água. Obs. (2) 99 .a.a.: O registro no MAPA para a respectiva região e o cadastro estadual.a. III II III III I I I I I I I IV IV IV I IV IV III I I II IV CS CS CS CE CE SA SA SA SA SA SA CS CS CS GrDA SC SC GrDA SA SC CE CS i. 600 i. 480 i.a. 200 + 100 i. 360 e. CE= concentrado emulsionável.4-D Dontor Glion Glifosato Nortox Roundup Hussar Sencor 480 Lexone SC Ally Gramoxone 200 Gramocil Herbadox 500 CE Zapp 600 i. CS= concentrado solúvel.a. 670 e.a. 360 + 22.a.= ingrediente ácido.a.a. 480 i.a.4-D amina 2.4-D + Picloran Glifosato Iodosulfuron-metil Metribuzin (1) Metsulfuron-metil Paraquat Paraquat + Diuron Pendimetalin Sulfosato Basagran 600 Banir Banvel 480 Iloxan CE Topik Aminol 806 Capri DMA 806 BR Herbi D 480 U46 D-Fluid 2. SA= solução aquosa concentrada. SC= suspensão concentrada.a. 360 e. Produto comercial Concentração -1 -1 (g L ou g kg ) (2) (1) Nome comum Bentazon Classe toxicológica Formulação Dicamba Diclofop-metil Clodinafop-propargil 2. e. 200 i.a. 360 e. 280 i. 480 i. 720 e. 240 i.a.a.= equivalente ácido.a. 500 i. 330 e.a.a. Herbicidas indicados para o controle de plantas infestantes nas culturas de trigo e triticale.a.a. 670 e. deverão ser consultados.Tabela 43. 720 e. 480 i. 600 i.a.5 e.a.a. 400 e. dos produtos indicados acima.

outras técnicas. Por conseguinte. 11. a resistência pode não ser durável. A rotação de culturas consiste no cultivo alternado de espécies vegetais não hospedeiras dos patógenos do trigo. Nesta situação. entretanto. a rotação de culturas e a eliminação de plantas voluntárias. mas que aumenta o custo de produção e por isso deve ser usado com racionalidade. Para verificar o nível de resistência das cultivares indicadas consultar a Tabela 23.1. rápida e eficiente. Os fungicidas podem ser usados no tratamento de sementes e em pulverização dos órgãos aéreos. portanto. ainda não foram desenvolvidos cultivares resistentes à todas as doenças. auxiliam na redução do inóculo dos patógenos. como a produção de sementes indenes e seu tratamento com fungicidas. Restos culturais são. Rotação de culturas Os patógenos necrotróficos de órgãos aéreos sobrevivem dormentes em sementes e saprofiticamente ativos nos restos culturais dos hospedeiros. Além dessas medidas. indicativo da presença destes patógenos na lavoura. Contrariamente. Controle de doenças No manejo das doenças do trigo e do triticale as estratégias de controle devem contemplar os princípios do manejo integrado de doenças: “utilização de todas as técnicas disponíveis dentro de um programa unificado de tal modo a manter a população de organismos nocivos abaixo do limiar de dano econômico e a minimizar os efeitos colaterais deletérios ao meio ambiente” (NAS. Além disso. para o oídio e a ferrugem da folha. 1969): O uso de cultivares resistentes é a medida preferencial de controle de doenças. dispõe-se do controle químico. a palha deve ser eliminada da área de cultivo pela prática da rotação de culturas. medida emergencial. 100 . a palha será eliminada pela ação decompositora dos microrganismos do solo e degradada de tal maneira que o inóculo será também eliminado ou mantido abaixo do limiar numérico de infecção.11. Assim. no mesmo local da lavoura e na mesma estação de cultivo.

são triadimenol. 11. visando ao controle da transmissão de fungos que causam manchas foliares. O efeito benéfico do tratamento de sementes. Este tratamento também controla o carvão. em cultivares suscetíveis. são os mesmos que causam manchas foliares. tritici). onde estão presentes seus próprios restos culturais.sp. embora não seja veiculado pela semente. Por isso. ocorre nas lavouras com rotação de culturas de inverno. alvo do controle com fungicidas. A eficiência está relacionada com a incidência dos fungos em sementes. pode ser controlado. pelo tratamento de sementes com o triadimenol. no mesmo local da lavoura. dose e com a qualidade da cobertura da semente pelo fungicida. é eliminar os fungos veiculados a essa fonte de inóculo evitando o seu retorno para os órgãos aéreos. a giberela. a eficiência do tratamento deve ser de tal magnitude que leve à erradicação (100% de controle) dos fungos patogênicos associados às sementes. O oídio (Blumeria graminis f. Tem sido comprovado que as sementes infectadas transportam para a lavoura os fungos agentes causais de manchas foliares e da podridão comum de raízes.2. em ordem decrescente.monocultura consiste no cultivo da mesma espécie vegetal. difenoconazol. pelo processo de transmissão. na lavoura recém estabelecida. O objetivo do tratamento de sementes. Os fungicidas com fungitoxicidade maior para Bipolaris sorokiniana e Drechslera spp. A rotação de culturas é uma medida eficiente para o controle de manchas foliares e podridões radiculares em trigo. Tratamento de sementes O controle de parasitas necrotróficos de órgãos aéreos pela rotação de culturas é complementado pelo tratamento de sementes. Nas lavouras de trigo em monocultura o tratamento de sementes não é eficiente. com a fungitoxicidade. salvo para o controle do oídio. a brusone. com fungicidas e doses eficientes. Na tomada de decisão 101 . carboxina + tiram e flutriafol (Tabela 44). Os fungos veiculados pelas sementes. Uma exceção é o carvão (Ustilago tritici).

para tratar as sementes com fungicida. A eficiência dos fungicidas é melhorada quando se usa 1 a 2% de água para veicular o fungicidas no tratamento e quanto menor a incidência em sementes.20 0. 102 . 48 e 49.20-0. recomenda-se a sua análise sanitária. Deve-se regular as semeadoras com sementes tratadas. não tem como objetivo a melhora da germinação ou a garantia da emergência de plântulas. No caso de Fusarium graminearum justifica-se o tratamento quando a incidência for maior que 10%. melhor a eficiência do controle. Tratamento dos órgãos aéreos Nos órgãos aéreos. 46.27 Empresa Registrante Chemtura Enro Industrial Syngenta Cheminova Bayer (1) Indicado apenas para o controle de Bipolaris sorokiniana 11. manchas foliares. as doenças alvo do controle químico são: oídio.20 0. O uso de misturas é mais seguro do que o de produtos isolados. 47.3. com fungicidas. A semente deve ser tratada se a incidência (qualquer percentual) de B.25 0. Tabela 44. Os fungicidas indicados para o controle destas doenças estão relacionados nas Tabelas 45. e Stagonospora nodorum for detectada pelo teste. Fungicidas indicados para o tratamento de sementes de trigo e triticale. ferrugem da folha e do colmo giberela e brusone. O tratamento de sementes de trigo e de triticale. Resultados de pesquisa mostram que combinações das moléculas químicas Iprodiona ou Difenoconazole com Carbendazim apresentam eficácia para o controle de fungos associados a sementes. Nome técnico Carboxina + tiram Tiram Difenoconazol (1) Flutriafol Triadimenol Nome comercial Vitavax + thiram Mayran Spectro Vincit Baytan Formulação Concentração -1 (g L ) SC 200 + 200 PS 700 SA 150 SC 50 SC 150 Dose (L ou Kg)/100 kg de sementes 0. sorokiniana. Drechslera spp.30 0.

atingir o limiar de ação (LA) com um dos fungicidas da Tabela 45.sp. As primeiras medidas para controle das manchas foliares são a produção de sementes indenes. 11.0. Tabela 45.00 0. Manchas foliares As manchas foliares são causadas pelos fungos Bipolaris sorokiniana.1. tritici) em cultivares suscetíveis é mais econômico via tratamento de sementes do que por meio da aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos.00 0.3.50 .sp.3. 103 .50 Empresa registrante Syngenta Basf Milenia Syngenta Basf Milenia 0.50 .80 – 1. tritici.75 – 1.60 Bayer tebuconazol(2) (1) Produto comercial.2. Nome técnico Ciproconazol Epoxiconazol Propiconazol(3) Propiconazol(3) Metconazol(3) Tebuconazol (3) Nome comercial Alto100 Opus Juno Tilt Concentração Formulação g L-1 100 SC 125 250 250 90 250 CE CE CE SL CE Dose(1) (L ha-1) 1.0. Fungicidas indicados para o controle do oídio – Blumeria graminis f. e Stagonospora nodorum. a aplicação deverá ser efetuada quando a incidência foliar. a partir do estádio de alongamento.75 Bayer Trifoxistrobina + Nativo 200 + 100 SC 0.11.00 0.75 0. A aplicação de fungicidas deve ser iniciada quando a incidência foliar atingir o LA. Oídio O controle do oídio (B. seu tratamento com fungicidas e a rotação de culturas. (2) Usar o adjuvante recomendado pelo fabricante. graminis f. com um dos fungicidas da Tabela 46. Havendo a necessidade de controle pela pulverização de fungicidas na parte aérea. Drechslera spp. (3) Produtos e suas respectivas doses podem ter restrição em alguns Estados Dados de eficiência são de responsabilidade do fabricante.60 Caramba 90 Orius Tebuconazol(3) Folicur 200 CE 0.

3.75 0. 104 .00 0. 0. e Stagonospora nodorum.1.00 0.50 0.75 .0. Fungicidas indicados para o controle de manchas foliares .30 Syngenta Basf Basf Milenia Milenia Bayer Syngenta Empresa registrante 0.75 -1.0. tritici). Drechslera spp.3. Quanto à ferrugem do colmo (P.30 Syngenta 0.20 .75 Syngenta Tebuconazol Folicur 200 CE Azoxistrobina + Priori Xtra 200 + 80 SC Ciproconazol** Ciproconazol + Artea 330 80 + 250 CE Propiconazol Cresoxim-metílico Guapo 125 + 125 SC + Epoxiconazol Piraclostrobina + Opera 133 + 50 SE epoxiconazol** Trifloxistrobina + Nativo 100 + 200 SC tebuconazol ** (*) Produto comercial. caso ocorrer.0.60 .60 Milenia Basf Bayer 11.sp. Dados de eficiência são de responsabilidade do fabricante. (**) Usar o adjuvante recomendado pelo fabricante.20 0. Ferrugem da folha e do colmo Em cultivares suscetíveis.Bipolaris sorokiniana. Nome técnico Azoxistrobina Epoxiconazol Metconazol Propiconazol Propiconazol Tebuconazol Nome Comercial Priori Opus Caramba 90 Juno Tilt Orius Concentração Formulação g L-1 250 125 90 250 250 250 SC CE SL CE CE CE Dose* (L ha-1) 0. embora todos os cultivares sejam resistentes.50 . o controle da ferrugem da folha (Puccinia triticina) deverá ser feito quando a intensidade atingir o LA com um dos fungicidas da Tabela 47.60 0. gramins f.80 -1. controlar na detecção dos primeiros sintomas/sinais com um dos fungicidas da Tabela 47.Tabela 46.80 0.00 0.

principalmente. Esta doença ataca a planta de trigo especialmente em regiões em que.00 0.60 0. pelo fungo Gibberella zeae (forma assexuada Fusarium graminearum). Giberela A giberela é causada.1.00 0. Dados de eficiência são de responsabilidade do fabricante.50 0.Tabela 47. não haverá possibilidade de controle. principalmente a partir do início da floração. Nome técnico Azoxistrobina + Ciproconazol** Piraclostrobina + epoxiconazol ** Trifloxistrobina + tebuconazol ** Propiconazol+ Ciproconazol*** Azoxistrobina Ciproconazol*** Epoxiconazol*** Metconazol*** Propiconazol*** Propiconazol*** Tebuconazol*** Nome Comercial Priori Xtra Opera Nativo Artea 330 Priori Alto100 Opus Caramba 90 Juno Tilt Orius Concentração Formulação g L-1 200 + 80 133 + 50 100 + 200 250+80 250 100 125 90 250 250 250 SC SE SC CE SC SC SC SL CE CE CE Dose* ( L ha-1) 0.50 0. 48 horas consecutivas.50 0. É uma doença de difícil controle e sua ocorrência é altamente influenciada pelo ambiente. Caso as condições climáticas impeçam a realização das aplicações de fungicidas no período indicado. ocorrem chuvas frequentes e contínuas. As condições climáticas requeridas à infecção são temperatura de 20-25°C e duração do molhamento foliar de.00 0. no mínimo.3. A aplicação de fungicidas deve ser realizada a partir do início da floração estendendo-se até o final do florescimento.80 . (***) Não é indicado no controle em cultivares suscetíveis.1.30 0. tritici.75 0.75 Syngenta Basf Bayer Syngenta Syngenta Syngenta Basf Basf Milenia Syngenta Milenia Bayer Empresa registrante Tebuconazol*** Folicur 200 CE (*) Produto comercial (**) Usar o adjuvante recomendado pelo fabricante.sp. graminis f. O tratamento com fungicidas apresenta menor eficiência de controle da giberela do que para doenças foliares.20 1.4. Fungicidas indicados para o controle das ferrugens Puccinia triticina e P.30 0. por outro 105 . 11.75 .

Caso as condições climáticas impeçam a realização das aplicações de fungicidas no período indicado. A aplicação de fungicidas deve ser realizada a partir do final do emborrachamento (Tabela 49). se não ocorrer clima favorável à infecção.75 1.75 0. e sua ocorrência é altamente influenciada pelo ambiente. 106 . Fungicidas indicados para o controle da giberela – Fusarium graminearum. não se justifica o tratamento.60 0. a partir do início do emborrachamento. Esta doença ataca a planta de trigo especialmente em regiões em que. não haverá possibilidade de controle.75 Empresa registrante Bayer Basf Syngenta Milenia Milenia Bayer Tebuconazol Folicur 200 CE (*) Produto comercial (**) Usar o adjuvante recomendado pelo fabricante. Como ferramenta auxiliar para tomada de decisão do momento de controle de giberela acesse o aplicativo SISALERT.3. não se justifica o tratamento. 11. se não ocorrer clima favorável à infecção. Brusone A brusone (Pyricularia grisea). ocorrem chuvas frequentes e contínuas.br. Dados de eficiência são de responsabilidade do fabricante. A aplicação de fungicidas deve ser realizada a partir do espigamento estendendo-se até o final do florescimento. disponível no site www. por outro lado.embrapa.cnpt. O tratamento com fungicidas apresenta menor eficiência de controle da brusone do que para doenças foliares. também é uma doença de difícil controle. Nome técnico Trifloxistrobina + tebuconazol ** Epoxiconazol Propiconazol Propiconazol Tebuconazol Nome Concentração g Dose* Formulação Comercial L-1 ( L ha-1) Nativo Opus Tilt Juno Orius 100 + 200 125 250 250 250 SC SC CE CE CE 0. Tabela 48.00 0.5.50 0.lado.

é imprescindível que haja retorno econômico na adoção da tecnologia. se não ocorre a doença e/ou se não é econômico o seu controle. pois contribui para a poluição ambiental e aumento do custo de produção. Por isso.00 0. Fungicidas que apresentam fungitoxicidade a brusone Pyricularia grisea.3.75 Empresa registrante Bayer Basf Bayer 11. principalmente em anos em que o preço dos produtos agrícolas é baixo.6. considerado sua pedra fundamental. Tabela 49. a pesquisa desenvolveu o critério baseado no limiar de dano econômico (LDE). e perda. especialmente em áreas mais sujeitas à ocorrência da doença. Dados de eficiência são de responsabilidade do fabricante. Critério indicador do momento para a primeira aplicação O uso de fungicidas deve garantir a sustentabilidade econômica e ambiental da atividade agrícola. Procurar diversificar cultivares para evitar o espigamento na mesma época. 107 . não se justifica aplicar fungicida. Por conseguinte. o que requer que se tenham critérios bem definidos para seu uso. Nome Concentração g Comercial L-1 Formulação Dose* (L ha-1) 0. “a redução financeira por unidade de área devido à ação de agentes nocivos”. a palavra dano é empregada como sendo “qualquer redução na qualidade e na quantidade da produção por área”. e dar preferência ao cultivo de variedades menos suscetíveis. Nome técnico Trifloxistrobina + Nativo 100 + 200 SC tebuconazol ** Piraclostrobina + Opera 133 + 50 SE epoxiconazol ** Tebuconazol Folicur 200 CE (*) Produto comercial (**) Usar o adjuvante recomendado pelo fabricante.75 0. Nesse contexto.75 1. Satisfazendo os princípios básicos integrantes do manejo integrado de doenças. respeitando o zoneamento agrícola.Para reduzir a probabilidade de perdas por brusone devemse evitar semeaduras precoces.

000 kg de grãos de trigo produzidos.000 – 3.22 I R= 1.58 Valores de incidência foliar (I) maiores do que o LDE determinam perdas irreversíveis.000 – 6. para determinar a necessidade ou não da aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos. O LDE corresponde à intensidade da doença na qual o benefício do controle iguala-se ao seu custo ou à intensidade da doença que causa perdas (R$) 108 .14 I R= 1.1 I R= 1.78 I R= 1.69 I R= 1.000 – 2.93 0.000 – 5.000 – 3.000 – 2. utiliza-se as equações de funções de dano que constam na Tabela 50 para as doenças alvo do controle em função dos estádios fenológicos. (5) Oídio.000 – 3. (3) Rendimento (kg ha-1).67 0. ferrugem e manchas foliares. Zadoks et al.57 I R= 1.68 I R= 1.72 0.000 – 13.57 kg ha -1. deve-se basear no valor do LDE.000 – 2.000 – 4.86 0.88 0.000 – 6.66 I R= 1.55 0.89 0.000 – 19.75 0.9 I (3) (4) R 2 Ferrugem da folha (1) (RPA) Oídio Manchas foliares Patossistema 5 múltiplo (1) (2) Resistência de planta adulta.O LDE representa a quantidade máxima de doença tolerável economicamente na cultura do trigo. a equação indica que para cada 1.71 0.000 – 7.43 I R= 1.000 – 5.95 0.000 – 5.88 0.88 0. (4) Incidência foliar. cada 1.000 – 5.77 0.000 – 3. Portanto. Tabela 50. No cálculo do LDE.000 – 7.39 I R= 1.83 0.0% de incidência foliar da ferrugem da folha reduz 5. 0.72 0.000 – 6.42 I R= 1.49 I R= 1.000 – 5.16 I R= 1.90 0.25 I R= 1.55 I R= 1.15 I R= 1.79 0.82 I R= 1.000kg – 5.80 0.77 0. Doenças Ferrugem da folha Estádio de (2) Desenvolvimento Afilhamento Elongação Emborrachamento Florescimento Grão leitoso Elongação Emborrachamento Florescimento Grão leitoso Afilhamento Elongação Emborrachamento Elongação Espigamento Florescimento Grão leitoso Primeiro nó visível Quarto nó visível Emborrachamento Espigamento Florescimento Equação R = 1. (1974).1 I R= 1.74 0. Equações lineares de dano para as doenças do trigo.66 I R= 1.51 I R= 1.

9 = 9.00 x 0. Ec = referente ao controle de fungicida triazol + estrobilurina (90% ou 0. na qual.00 / (250.000 kg . Pp = preço da tonelada do trigo (US$ 250.0% de incidência foliar da ferrugem em cultivar com suscetibilidade.29 kg para 1% de I).00/ha. LDE = ID = [Cc/(Pp x Cd)] x Ec.ha-1 tem-se: R= 3. ID = intensidade da doença a ser calculada.01929)] x 0.6. O LDE é calculado utilizando-se a fórmula de Munford & Norton (1984). Pp = preço da tonelada de trigo. é recomendado o controle da doença. Ec = eficiência do controle do fungicida. Se o LDE for alcançado. Exemplo do cálculo do LDE para cultivares suscetíveis à ferrugem da folha Cc = valor de US$ 45. Cd = coeficiente de dano.0%. a partir do estádio do alongamento de 9. aplicada para o controle de doenças dos cereais com fungicidas. Cd = 0. caso seja ultrapassado. os fungicidas não devem ser aplicados de forma preventiva (sem doença) ou tardiamente (ultrapassando o LDE). Cc = custo do controle.00 ha-1. Neste caso. 109 .19.3 % de Incidência foliar. as perdas decorrentes serão irrecuperáveis.00) Cd = tomado da equação da ferrugem da folha (elongação: R= 1. Substituindo estes valores na fórmula tem-se: LDE = ID = [45. Isto significa que para cada 9.000 . Por esse motivo. tem-se uma perda de US$ 45.iguais ao custo do controle (Equação 1). a ID corresponde a uma incidência foliar da ferrugem da folha.43 I) (Tabela 50). como o cálculo é feito por tonelada de trigo.0 t.01929t. ajustando o rendimento potencial para uma lavoura de 3.9).

pelo manejo. do sistema de manejo (monocultura ou rotação de culturas) e das condições climáticas favoráveis para a ocorrência e progresso da doença na safra. que a intensidade da doença ultrapasse o LDE. ferrugem e manchas foliares). O valor do LDE não é fixo em função das alterações constantes dos preços do trigo e dos fungicidas. Como valor do LA sugere-se uma redução de 5% do valor do LDE. provavelmente serão necessárias duas a três aplicações. Por tanto. que considera todas as doenças ocorrentes conjuntamente (Tabela 50). a pulverização deve ser feita quando a incidência da doença atingir o limiar de ação (LA). o mesmo procedimento pode ser usado para calcular o LDE para cada doença em função do estádio fenológico no qual será feita a aplicação. do rendimento potencial da lavoura e da eficiência do fungicida. No controle econômico deve-se evitar.A partir das equações de função de dano que constam na Tabela 50. o número de aplicações será função da suscetibilidade da cultivar. foram geradas equações das funções de dano para o patossistema múltiplo (oídio. Nestes casos. por isso. Portanto. No caso de cultivares altamente suscetíveis. A implementação da medida de controle e a ação do fungicida demandam tempo. Em algumas lavouras pode ocorrer a presença conjunta de mais de uma doença foliar na mesma planta. o valor do LA < LDE. 110 . Limiar de ação refere-se à intensidade da doença na qual as medidas de controle devem ser implementadas.

11. 11.6.5. Determinar a incidência individual das doenças ou usar o critério de patossistema múltiplo. 111 .4. Estádio vegetativo para início do monitoramento Durante o estádio de afilhamento é intensa a produção de novas folhas.7. por isso. Intervalo entre aplicações Na reaplicação dos fungicidas indica-se observar o período máximo de proteção de 20 dias para manter a intensidade das doenças abaixo do LDE. a partir do final do afilhamento. Destacar as folhas eliminando as folhas com mais de 50% da área foliar morta por causa não parasitária e as em crescimento.11. Metodologia de monitoramento de lavouras Tomar semanalmente 40 – 50 colmos principais por situação de lavoura. pode haver decréscimo na incidência das doenças. Momento da primeira aplicação Quando a partir do final do afilhamento a doença alvo do controle atingir o LA. O monitoramento deve ser iniciado no final do afilhamento. 11.

11. 112 . a rotação de culturas e a eliminação de plantas voluntárias na entressafra. as doenças devem estar com intensidade abaixo do LDE desde que o manejo tenha sido feito corretamente. undulosa.9. indica-se a produção de sementes indenes. Estádio fenológico para a última aplicação Quando a lavoura atingir o estádio de grão leitoso. 11. Controle da bacteriose No controle da mancha estriada da folha do trigo causada por Xanthomonas axonopodis pv.8.

mínimo de 10 pontos amostrais por talhão. Contagem direta (elongação ao pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum) emborrachamento).1. Espécies Monitoramento (2) (1) (2) Pulgão-verde-dos-cereais Contagem direta (1) (Schizaphis graminum ). e Contagem direta (espigamento ao grão pulgão-da-espiga em massa). Pulgões e percevejo-barriga-verde Tabela 51. Controle de pragas 12.12. pulgão-do-colmo (Rhopalosiphum padi). Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de pulgões em trigo. (emergência ao afilhamento). (Sitobion avenae) denominado Rhopalosiphum graminum pelo MAPA. Tomada de decisão (média) 10% de plantas infestadas com pulgões Média de 10 pulgões/afilho Média de 10 pulgões/espiga 113 .

114 Formu(1) lação EC 480 Dow Concentração (g i.a./kg ou L) Registrante EC EC EC EC EC UL WS FS SC SL WS SC 600 700 141 + 106 0,20 (a) 0,025 (b) 0,05 (c), 0,15 (d) II III III 400 400 400 400 500 950 700 600 100+12,5 Dose do produto Classe comercial (2) toxicológica -1 (kg ou L ha ) 0,50 (a), 0,30 II (b,c) 0,63 (a) I 0,63 (a) I 0,70 (a) I 0,62 (a) I 2,00 (a) II 0,50 (a) II 0,05 (c) IV 0,06 (c), 0,10 (d) IV 0,5 (d), 0,25 (b) II Bayer Milenia Basf Sipcam Sumitomo Sumitomo Bayer Bayer Bayer Bayer Syngenta Syngenta

Tabela 52. Inseticidas indicados para o controle de pulgões (a), do pulgão-da-folha (b), do pulgão-verdedos-cereais (c) e do percevejo-barriga-verde (d) em trigo, em pulverização e tratamento de sementes - nome comercial, formulação, concentração, dose, classe toxicológica e registrante.

Nome técnico

Nome comercial*

Clorpirifós etílico

Lorsban 480 BR

Dimetoato

Fenitrotiom

Imidacloprid

3

Dimexion Dimetoato CE Perfekthion Tiomet 400 CE Sumithion 500 CE Sumithion UBV Gaucho Gaucho FS Connect

EC = Concentrado emulsionável; FS = Suspensão concentrada p/ tratamento de sementes; SC = Suspensão concentrada; SL = Concentrado solúvel; UL = Ultra baixo volume; WS = Pó dispersível p/ tratamento de sementes. (2) Classe I = Extremamente tóxico; Classe II = Altamente tóxico; Classe III = Medianamente tóxico; Classe IV = Pouco tóxico. (3) Em tratamento de sementes, dose para 100 kg de sementes. * O uso dos inseticidas indicados, além do registro no MAPA, está sujeito à legislação de cada estado.

Imidacloprid + Betacyflutrina Metamidofós (3) Tiametoxam Tiametoxam + lambdacialotrina

Tamaron BR Cruiser 700 WS Engeo Pleno

(1)

Tabela 53. Inseticidas indicados para o controle de pulgões (a), do pulgão-da-folha (b), do pulgão-verde-doscereais (c) e do percevejo-barriga-verde (d) em trigo, em pulverização e tratamento de sementes ingrediente ativo, dose, efeito sobre predadores e parasitóides, intervalo de segurança, índice de segurança e modo de ação.
Toxicidade
(1)

Inseticida Predadores Parasitóides A A A A A A 21 15 (5) 42 42 15 4 16674 2510 835,5 B S M 85 157 5333 50 571 a 5714 333 Oral

Dose g i.a./ha

Índice de segurança

(3)

Clorpirifós etílico Dimetoato Fenvalerato Fenitrotiom Imidaclopride Imidacloprid+ betacyflutrina Metamidofós Paratiom metílico Tiametoxam Tiametoxam + lambdacialotrina

(1)

192 (a) 350 (a) 30 (a) 500 (a) (5) 35-36 (c) 50+6,25 (d) 25+3,125 (b) 120 (c) 480 (a) (5) 17,5 (b) 7,05 + 5,3 (c) 21,2 + 15,9 (d)

Intervalo de (2) Segurança (dias) 21 28 17 14 (5) 14

Dermal 1042 264 16667 600 >11428 >533 160 14 >28571 16194 >5391

Modo de (4) ação C,I,F,P C,F,S C,I C,I,P S C,I,S C,I,S C,I,F,P S S S

(2)

Toxicidade a predadores, Cycloneda sanguinea e Eriopsis connexa e a parasitóides (Aphidius spp.): S (seletivo) = 0-20 % de mortalidade; B (baixa) = 21-40 %; M (média) = 41-60 %; A (alta) = 61-100 %. Período entre a última aplicação e a colheita. (3) Quanto maior o índice, menos tóxica é a dose do produto: IS = (DL50 x 100 / g i.a. por hectare). (4) C = contato; F = fumigação; I = ingestão; P = profundidade; S = sistêmico. (5) Em tratamento de sementes, dose para 100 kg de sementes.

115

12.2. Lagartas
Tabela 54. Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de lagartas em trigo.
Espécies Monitoramento Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax, P. adultera) Lagarta-militar Spodoptera frugiperda Contagem direta no solo a partir do espigamento. Contagem direta no solo a partir da emergência das plantas Tomada de decisão (médias) 10 lagartas maiores 2 2 cm/m

No início da infestação

116

a. Classe IV = Pouco tóxico.0 2. Classe II = Altamente tóxico.1 0.0 0. SC = Suspensão concentrada. SL = Concentrado solúvel. Formulação(1) SC 75+75 III Concentração (g i. dose. Classe III = Medianamente tóxico.5 0. * O uso dos inseticidas indicados.Tabela 55. UL = Ultra baixo volume./kg ou L) Classe tóxicoRegistrante Lógica(2) Basf Nome técnico Nome comercial* Alfacipermetrina + Teflubenzuron Betaciflutrina Clorpirifós etílico Imunit Dose do produto comercial (kg ou L ha-1) 0. WP = Pó molhável. concentração. 117 .3 0.15 Diflubenzurom Fenitrotiom Lambdacialotrina Lufenurom Metamidofós Permetrina Triclorfom Triflumurom (1) Bulldock 125 SC Lorsban 480 BR Clorpirifós 480 CE Dimilin Sumithion 500 CE Sumithion UBV Karate 50 EC Karate Zeon 50 CS Match CE Tamaron BR Piredan Pounce 384 EC Talcord 250 CE Tifon 250 SC Dipterex 500 Triclorfom 500 Alsystin 250 PM Certero SC EC EC WP EC UL EC CS EC SL EC EC EC SC SL SL WP SC 125 480 480 250 500 950 50 50 50 600 384 384 250 250 500 500 250 480 0.065 0.1 2.1 0. formulação.06 0.nome comercial.0 1. Classe I = Extremamente tóxico.03 II II II IV II II II III IV II II II III III II II IV IV Bayer Dow Milenia Basf Sumitomo Sumitomo Syngenta Syngenta Syngenta Bayer Du Pont FMC Basf Bayer Bayer Milenia Bayer Bayer (2) EC = Concentrado emulsionável.0 0.065 0.1 2.04 1.1 0. Inseticidas indicados para o controle da lagarta-do-trigo em trigo . classe toxicológica e registrante. CS = Suspensão de encapsulado.1 a 0. além do registro no MAPA.0 0.1 0. está sujeito à legislação de cada estado.

118 Formulação(1) SC EC EC SL Concentração (g i./kg ou L) 480 480 50 500 Dose do produto Classe toxicocomercial Registrante lógica(2) -1 (kg ou L ha ) 2. formulação. dose. SC = Suspensão concentrada. . Classe II = Altamente tóxico.3 II Fersol 1. SL = Concentrado solúvel. * O uso dos inseticidas indicados.0 II Milenia Tabela 56.nome comercial. concentração. está sujeito à legislação de cada estado. classe toxicológica e registrante. Nome técnico Nome comercial* Carbaril Clorpirifós etílico Lufenurom Triclorfom (1) Carbaryl Fersol 480 SC Lorsban 480 BR Match CE Triclorfom 500 (2) EC = Concentrado emulsionável.a. além do registro no MAPA. Classe IV = Pouco tóxico.1 IV Syngenta 2.0 II Dow 0. Inseticidas indicados para o controle da lagarta-militar em trigo .

(2) Período entre a última aplicação e a colheita. Toxicidade(1) Oral 1807 18220 34 34 40000 25 1580 >4000 10 2 4120 119 33333 Dermal 4000 100000 385 417 40000 300 13920 >4000 107 4 8000 400 33333 Índice de segurança(3) Modo de ação(4) C.F.P I Inseticida Alfacipermetrina + Teflubenzuron Betaciflutrina Carbaril Clorpirifós etílico Diflubenzurom Fenitrotiom Lambdacialotrina Lufenurom Metamidofós Paratiom metílico Permetrina Triclorfom Triflumurom A A A B M S S A S S 20 30 21 30 14 15 14 21 15 18 7 14 Intervalo de segurança(2) Predadores Parasitóides (dias) (5) (5) 11.I C. intervalo de segurança. A (alta) = 61-100 %.I.25 +11.S C. b) 15 (a) 119 .I C.Tabela 57. P = profundidade. Cycloneda sanguinea e Eriopsis connexa e a parasitóides (Aphidius spp.F.I C. menos tóxica é a dose do produto: IS = (DL50 x 100 / g i.a.25 (a) 14 Dose g i.I C.15 L ha-1.P C.F.I C./ha (1) Toxicidade a predadores. I = ingestão.I.I. (5) Para a dose do produto comercial de 0. Inseticidas indicados para o controle da lagarta-do-trigo (a) e da lagarta-militar (b) . (4) C = contato.a. M (média) = 41-60 %. índice de segurança e modo de ação. por hectare). F = fumigação. b) 25 (a) 1000 (a) 5 (a) 5 (a. (3) Quanto maior o índice. S = sistêmico. I C.I.P C.): S (seletivo) = 0-20 % de mortalidade. b) 180 (a) 300 (a) 25 (a) 500 (a.efeito sobre predadores e parasitóides. B (baixa) = 21-40 %. 5 (a) 1104 (b) 480 (a.P I C.I.

produto Classe ção comercial Nome FormuNome técnico tóxico. dose. 120 .1 IV Bayer (1) FS = Suspensão concentrada para tratamento de sementes. em tratamento de sementes .) Fipronil Standak SC 250 0. Dose do Concentra. SC = Suspensão concentrada.Registrante (1) comercial* lação (g i./kg (kg ou L lógica(2) -1 ou L) ha /100 kg de sem. Inseticidas indicados para o controle do coró-daspastagens em trigo.1 .15 IV Basf CarbossulfanoFenix FS 250 1. está sujeito à legislação de cada estado. Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de corós em trigo.nome comercial. * O uso dos inseticidas indicados.0 II FMC Imidaclopride Gaucho FS FS 600 0.3. classe toxicológica e registrante. formulação.0.12. concentração. Classe IV = Pouco tóxico. Espécies Monitoramento Coró-das-pastagens Amostragem de solo (Diloboderus abderus) e (trincheiras de 50-100 cm x Coró-do-trigo 25 cm x 20 cm de (Phyllophaga profundidade) antes da triticophaga) semeadura Tomada de decisão (médias) 5 corós/m 2 Tabela 59. (2) Classe II = Altamente tóxico. além do registro no MAPA.a. Corós Tabela 58.

S I.a.S Carbossulfano 250 Imidaclopride 60 (1) (2) Toxicidade a predadores.): S (seletivo) = 0-20 % de mortalidade.efeito sobre predadores e parasitóides. índice de segurança e modo de ação./ha 25 a 37. intervalo de segurança. Inseticida - Fipronil Dose g i. (4) C = contato.I I. S = sistêmico. 121 . menos tóxica é a dose do produto: IS = (DL50 x 100 / g i. A (alta) = 61-100 %.a. M (média) = 41-60 %. Cycloneda sanguinea e Eriopsis connexa e a parasitóides (Aphidius spp. em tratamento de sementes . I = ingestão.5 240 Toxicidade(1) Intervalo de (2) Predadores Parasitóides segurança (dias) - Índice de segurança(3) Oral Dermal >1400 333 a 3333 >6667 Modo de ação(4) C.Tabela 60. (dados não disponíveis) Período entre a última aplicação e a colheita. Inseticidas indicados para o controle do coró-das-pastagens em trigo. B (baixa) = 21-40 %. por hectare). (não se aplica para tratamento de sementes) (3) Quanto maior o índice.

So. dependendo da temperatura e da umidade relativa do ar. Cf. Sz = Sitophilus zeamais. Insetos-praga de armazenamento Tabela 61. Sc = Sitotroga cerealella. Pi = Plodia interpunctella: Ee= Ephestia elutella (4) O período de exposição da fosfina é de 164 horas. no ambiente de armazenamento./l.0 Sumigran 500 CE Pirimifós 4.50 K-Obiol 25 EC Bifentrina 0. So = Sitophilus oryzae. além do registro no MAPA. Ee I I I III III III II 3 .0 Actellic 500 EC 8-16 ml EC 500 30 dias Sz III Syngenta Metílico (1) EC = Concentrado Emulsionável. Sz.40 Starion Fenitrotiom 5.122 Intervalo de Segurança(2) 4 dias 4 dias 4 dias 4 dias 30 dias 30 dias 30 dias 120 dias Rd.35-0.) comercial/t lação(1) Fosfina(4) 2-6 g/m3 Fermag Concentração (g i.4 g/m Gastoxin 3 3. So Rd.4 g/m3 Gastoxin B57 3.0-10. Sc Pi. Cf = Cryptolestes ferrugineus. Sz Rd So Pi. So Pi.9 g/m3 FF FF FF FF EC EC EC EC 500 25 25 25 570 570 570 6 g/m 6 g/m3 6 g/m 14-80 ml 16 ml 16 ml 10-20 ml 3 3 12. está sujeito à legislação de cada estado. . Tc. (3) Rd = Rhyzopertha dominica. em trigo armazenado. Tc.4 g/m Phostek 3 Deltametrina 0.0-8.a. Nome comum Dose Dose FormuNome comercial* ppm (i. Tc.4. FF = Fumigante em pastilhas (2) Período entre a última aplicação e o consumo. Inseticidas para tratamento preventivo e curativo contra as pragas.kg) 660 Classe Registro para as toxicolóRegistrante espécies(3) gica So. Tc = Tribolium castaneum. Sc I Fersol Bernardo Química Bernardo Química Bernardo Química Bayer FMC Bernardo Química Sumitomo 3.40 ProStore 25 CE/ 0.a. * O uso dos inseticidas indicados.

Deve-se dar atenção ao alinhamento e à afiação das navalhas da barra de corte e à velocidade do molinete (25% acima da velocidade de deslocamento). Para colheita de grãos com umidade ao redor de 16%. folga entre cilindro e côncavo de 6 mm e 1300 rpm de rotação no cilindro. Nesse caso. evitando-se o problema de germinação na espiga. a regulagem ideal exige uma folga entre cilindro e côncavo de 6 a 7 mm e aumento da rotação do cilindro para 1100 rpm. Trigo 13. alguns cuidados devem ser tomados em relação à regulagem da colhedora. lembrando que tanto a palha quanto o grão estão mais pesados. Deve-se ter cuidado especial na velocidade e na localização do ar do ventilador. lembrando que à medida que a colheita vai sendo processada as condições de umidade do grão e da palha variam. Colheita e pós-colheita do trigo e triticale 13. dentre outros. nesse caso.1. As lavouras de trigo podem ser colhidas antecipadamente. tanto para garantir a produtividade da lavoura quanto para assegurar a qualidade final do grão. para colheita ao redor de 20% de umidade. pois esses cuidados contribuem para a redução de perdas.1. visando escapar de chuvas na maturação plena.13. A colheita de grãos com umidade ao redor de 13% permite uma folga entre cilindro e côncavo de 8 a 10 mm e rotação do cilindro de 950 rpm. é aconselhável a regulagem cuidadosa da colhedora. Para reduzir perdas quali-quantitativas. 123 . necessitando assim de novas regulagens. Colheita O processo de colheita é considerado de extrema importância. Sugere-se.1.

124 . todo o produto colhido com umidade superior à indicada para armazenamento deve ser submetido à secagem. A lenha é o combustível mais usado na secagem de grãos. O aquecimento de ar ambiente requer uma alta potência térmica. com o objetivo de promover a secagem dos grãos em reduzido período de tempo. Secagem A secagem de trigo é uma operação crítica na seqüência do processo de pós-colheita. Desse modo. Recentemente. Como conseqüência da secagem.13. destacando-se quanto ao sistema de carga (intermitentes ou contínuos) e quanto ao fluxo de ar (concorrente. para manutenção da qualidade tecnológica do produto. A temperatura máxima na massa de grãos de trigo não deve ultrapassar 60oC.1. As principais desvantagens do uso de lenha são: combustão descontínua e irregular. Em lotes com mais de 16% de umidade sugere-se a secagem lenta. varia a temperatura de entrada do ar de secagem. cruzado ou misto). alta demanda de mão-de-obra e de espaço próprio para cultivo de espécies florestais. os secadores existentes contemplam inúmeras formas construtivas e operacionais. A secagem artificial de grãos caracteriza-se pela movimentação de grandes massas de ar aquecidas até atingirem temperaturas na faixa de 40 a 60oC na massa de grãos. podem ocorrer alterações significativas na qualidade do grão. Dependendo do tipo de secador. vem se difundindo o uso de GLP (gás liqüefeito de petróleo) em secadores cujas condições de queima são mais controladas. contracorrente. O teor de umidade indicado para armazenar trigo colhido é da ordem de 13%. Para atender às necessidades.2. para evitar danos físicos no grão. mantendo a qualidade do trigo colhido. A possibilidade de secagem propicia um melhor planejamento da colheita e o emprego mais eficiente de equipamentos e de mão-de-obra. obtida com a combustão controlada de combustíveis. formação de fumaça que se impregna no grão. em relação ao uso da lenha.

Em condições ambientais favoráveis à atividade metabólica do grão (alta umidade e alta temperatura).3. Requisitos para qualidade tecnológica a) Aparência: grãos de coloração normal.13. 13.1. Os principais fatores que influenciam a taxa de deterioração e respiração do grão são: a) Umidade: é um fator importante. sem defeitos. 13.1. fazendo com que a respiração seja mais rápida do que em grãos inteiros. danificando-os e. os quais podem produzir micotoxinas nocivas ao homem e a animais. melhoria da conservação do grão. com brilho. não germinados e sem odor de mofo. Armazenamento Os principais aspectos que devem ser cuidados no armazenamento de trigo. dificultando a comercialização. separando os lotes de trigo germinado e lotes com teores de umidade muito diferentes. livres de doenças causadas por fungos e bactérias. muitas vezes. d) Integridade do grão: o grão danificado pode hospedar maior número de esporos de fungos e de bactérias. O trigo deve ser armazenado em silos de acordo com sua classe comercial e tipo ou produto final a que será destinado. pois abaixo de 13% o grão pode ser armazenado por muitos anos com pequena deterioração. os fungos.3. b) Temperatura: em baixas temperaturas há redução do metabolismo e.3.1. 125 . conseqüentemente. c) Aeração: o processo de aeração na massa de grãos permite a renovação do ar e pode reduzir a temperatura e a umidade do grão. são as pragas que atacam os grãos. e os fatores que influenciam a qualidade tecnológica. o fenômeno da respiração é o principal responsável pela rápida deterioração de grãos armazenados.2. Qualidade Tecnológica do Trigo Armazenado Na recepção do trigo para armazenamento. deve-se identificar o lote recebido. uma vez limpo e seco.1.

durante a tarde. Trilhar quando a semente apresentar menos de 14% de umidade. sementes de plantas daninhas ou de outras espécies cultivadas. sem liberar massa). por infestação de insetos ou por ataque de roedores. quando a palha e os grãos estiverem mais secos que pela manhã. se houver intenção de secar o grão.1. preferencialmente. c) Limpeza: grão livre de resíduo. deteriorando a semente. b) Colheita para silagem da planta inteira: colher as plantas quando atingirem o estádio de grão leitoso a pastoso. preferencialmente. pó.b) Sanidade: grãos sem danos mecânicos. no poder germinativo e no vigor da semente. d) Colheita mecanizada do grão maduro: colher quando o grão apresentar menos de 14% de umidade (o grão rompese. pedra. A colheita manual. quando houver facilidade de secagem ou ameaça de chuva. sob a pressão dos dedos ou da unha do polegar. Qualidade de moagem: trigo com boa extração de farinha. Uma precipitação de 50 mm sobre a lavoura em fase de maturação pode reduzir o peso do hectolitro em mais de 5 kg/hL.2.2. A colheita deve ser realizada o mais cedo possível. A colheita dos grãos com mais ou menos 20% de umidade é aconselhável e pode evitar perdas econômicas. Triticale 13. mas não se deforma. c) Colheita manual: colher quando o grão possuir menos de 25% de umidade (o grão se deforma. deixar secar a palha e o grão. sob a pressão da unha do polegar) e com menos de 25% de umidade. e que não foram danificados na secagem. pode antecipar a liberação da lavoura para a semeadura da cultura de 126 . excrementos de roedores e insetos. nas primeiras horas da manhã. com debulha em trilhadeira estacionária. palha. para evitar prejuízos na qualidade do grão. Colheita Umidade indicada para colheita: a) Colheita para feno ou silagem pré-secada: colher as plantas até o estádio do emborrachamento. Trilhar. fragmentos vegetais. causados pela colhedora. 13.

Partes de espigas junto com os grãos: côncavo muito aberto. Na trilha mecanizada.Partes de espigas no chão: velocidade excessiva do molinete ou côncavo muito aberto e peneiras muito fechadas. não suportam velocidades superiores a 900 rpm sem a quebra de grãos. deve-se fazer uma inspeção geral para verificar os seguintes aspectos: queda de espigas à frente da máquina. O corte deve ser feito a partir do estádio de grão em massa (±25% de umidade) A trilha deve ser realizada depois da secagem completa da palha e dos grãos. 127 . c) Abertura do côncavo: deve ser ajustada à quantidade de palha e à velocidade do deslocamento da colhedora. Pela maior quantidade de palha. . a colheita do triticale deve ser processada em menor velocidade. evitando que elas sejam batidas repetidamente. sem eliminar os grãos. em dias secos. Depois de colhidos alguns metros. em relação ao trigo. Entre os ajustes necessários destacam-se: a) Molinete: a velocidade deve ser ajustada para que este toque as espigas uma vez.Grãos no chão: velocidade excessiva do molinete ou excesso de ar e/ou peneiras fechadas.Muitos grãos quebrados: rotação excessiva do cilindro. uma abertura menor na parte do côncavo melhora a debulha em cultivares de difícil trilha. d) Abertura das peneiras: deve ser regulada de modo que se evite a eliminação de grãos por cima das peneiras ou a passagem de pedaços de espigas junto com os grãos. as lavouras bem secas.verão. a altura deve ser regulada para que este apenas toque nas espigas puxando-as para o caracol. eliminação de partes de espigas ou de grãos inteiros. Problemas de colheita e suas possíveis causas: . reduzi-Ia ainda mais. . b) Velocidade do cilindro: deve ser inferior a 1200 rpm. se houver quebra de grãos. quebra de grãos ou inclusão de espigas no compartimento da semente. e) Abertura de ar: deve ser ajustada para eliminar a maior parte das impurezas. geralmente. pouco ar e/ou peneiras muito abertas. . é importante que a máquina esteja bem regulada e ajustada para colher cereais de inverno de grãos pequenos.

Resíduos das máquinas de limpeza de grãos devem ser cuidadosamente examinados. cevada e ou milho. podem causar problemas de toxidez. A retirada dos grãos giberelados com uma máquina de ar peneira.2. se contiverem grãos giberelados devem ser queimados. como de trigo. quando fornecidos a mamíferos monogástricos. para evitar contaminação ou que os mesmos venham a ser acidentalmente ingeridos por animais. Presença de grãos giberelados Tanto os grãos de triticale. principalmente suínos.2. permite que os grãos sadios sejam usados na alimentação dos animais sem problemas. 128 . ou outra prática de seleção.13.

. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. Sousa.J. n. Roessing. 129 . C. 14. E. Plant Pathology. 10ed. 1954 Zadocks.região central do Brasil 2009 e 2010. p. and Oliveira. Lantmann. Abdalla..65-90.N. p. A decimal code for the growth stages of cereals. 400p.F.F. 2004. v.T. T. Circular Técnica 15. M.Referências bibliográficas Comissão de Química e Fertilidade do Solo .. Embrapa Agropecuária Oeste.C. Manual de adubação e de calagem para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Londrina: EMBRAPA Soja. 13. C.128-129. R.157-200.RS/SC. In-Simpósio sobre fósforo na agricultura brasileira. 2004. Adubação fosfatada e potássica para sucessão soja-trigo em latossolo roxo distrófico sob semeadura direta. J.C. p. v.G. Konzak. Londrina: Sistemas de Produção/Embrapa Soja. 1996. Adubação fosfatada em solos da região do cerrado.3. In: Tecnologias de produção de soja . 44p. 2008. Embrapa Soja.. A. Large. Growth stages in cereals.C.. Ghang. Piracicaba: POTAFÓS.M. 1974.S. Yamada. Sfredo.. 415-421. T. A. Oxford. Weed Res. Illustration of the Feeks scale. D. G. Correção e Manutenção da Fertilidade do Solo. Lobato. E.. Embrapa Cerrados. p.

Anexo 1 (Relação de municípios) Relação dos municípios que compõe as regiões homogêneas de adaptação de cultivares de trigo. 130 . conforme a Instrução Normativa no.. Ministério da Agricultura. SC e PR). Pecuária e Abastecimento. 3 de 14 de outubro de 2008.. Municípios do Rio Grande do Sul Aceguá Água Santa Alegrete Almirante Tamandaré do Sul Alto Alegre Alto Feliz Amaral Ferrador André da Rocha Anta Gorda Antônio Prado Arambaré Arroio do Meio Arroio do Padre Arroio do Tigre Arroio Grande Arvorezinha Áurea Bagé Barão de Cotegipe Barra do Quaraí Barra do Ribeiro Barra Funda Barracão Barros Cassal Bento Gonçalves Boa Vista das Missões Boa Vista do Incra Boa Vista do Sul Bom Jesus Boqueirão do Leão Caçapava do Sul Cacique Doble Camaquã Camargo Cambará do Sul Campestre da Serra Campinas do Sul Campos Borges Candiota Canela Canguçu Canudos do Vale Capão Bonito do Sul Capão do Leão Capitão Carazinho Carlos Barbosa Carlos Gomes Casca Caseiros Caxias do Sul Centenário Cerrito Cerro Grande Cerro Grande do Sul Chapada Charrua Chuvisca Ciríaco Colorado Constantina Coqueiro Baixo Coqueiros do Sul Coronel Pilar Cotiporã Coxilha Cristal Cruz Alta Cruzaltense Continua. Relação dos Municípios que Compõem a Região Homogênea de Adaptação de cultivares de trigo 1 (RS.

David Canabarro Dois Lajeados Dom Feliciano Dom Pedrito Doutor Ricardo Encantado Encruzilhada do Sul Engenho Velho Erebango Erechim Ernestina Esmeralda Espumoso Estação Estrela Velha Fagundes Varela Farroupilha Feliz Flores da Cunha Floriano Peixoto Fontoura Xavier Formigueiro Forquetinha Fortaleza dos Valos Garibaldi Gaurama Gentil Getúlio Vargas Gramado Gramado Xavier Guabiju Guaíba Guaporé Herval Herveiras Hulha Negra Ibarama Ibiaçá Ibiraiaras Ibirapuitã Ibirubá Ilópolis Ipê Ipiranga do Sul Itapuca Ivorá Jaboticaba Jacuizinho Jacutinga Jaguarão Jaquirana Jari Júlio de Castilhos Lagoa Bonita do Sul Lagoa dos Três Cantos Lagoa Vermelha Lagoão Lajeado Lajeado do Bugre Lavras do Sul Linha Nova Machadinho Marau Mariana Pimentel Marques de Souza Mato Castelhano Maximiliano de Almeida Montauri Monte Alegre dos Campos Monte Belo do Sul Mormaço Morro Redondo Muçum Muitos Capões Muliterno Não-Me-Toque Nicolau Vergueiro Nova Alvorada Nova Araçá Nova Bassano Nova Boa Vista Nova Bréscia Nova Pádua Nova Palma Nova Petrópolis Nova Prata Nova Roma do Sul Novo Barreiro Novo Xingu Paim Filho Palmeira das Missões Paraí Passa Sete Passo Fundo Paulo Bento Pedras Altas Pedro Osório Pejuçara Pelotas Picada Café Pinhal da Serra Pinhal Grande Pinheiro Machado Pinto Bandeira Piratini Continua.Anexo 1. 131 .. Continuação..

. Continuação.Anexo 1. Pontão Ponte Preta Pouso Novo Progresso Protásio Alves Putinga Quaraí Quatro Irmãos Quevedos Quinze de Novembro Relvado Roca Sales Ronda Alta Rondinha Rosário do Sul Sagrada Família Saldanha Marinho Salto do Jacuí Sananduva Santa Bárbara do Sul Santa Cecília do Sul Santa Clara do Sul Santa Margarida do Sul Santa Tereza Santana da Boa Vista Santana do Livramento Santo Antônio do Palma Municípios de Santa Catarina Abdon Batista Água Doce Agrolândia Anita Garibaldi Arroio Trinta Atalanta Bela Vista do Toldo Bocaina do Sul Bom Jardim da Serra Bom Retiro Braço do Trombudo Brunópolis Caçador Calmon Campo Alegre Campo Belo do Sul Campos Novos Canoinhas Continua. Santo Antônio do Planalto Santo Expedito do Sul São Domingos do Sul São Francisco de Paula São Gabriel São João da Urtiga São Jorge São José das Missões São José do Herval São José do Ouro São José dos Ausentes São Lourenço do Sul São Marcos São Pedro das Missões São Sepé São Valentim do Sul Sarandi Segredo Selbach Sentinela do Sul Serafina Corrêa Sério Sertão Sertão Santana Sinimbu Sobradinho Soledade Tapejara Tapera Tapes Tio Hugo Toropi Travesseiro Três Arroios Três Palmeiras Tunas Tupanci do Sul Tupanciretã Turuçu União da Serra Uruguaiana Vacaria Vale Real Vanini Veranópolis Vespasiano Correa Viadutos Victor Graeff Vila Flores Vila Lângaro Vila Maria Vila Nova do Sul Vista Alegre do Prata 132 ..

Continuação.Anexo 1. Capão Alto Catanduvas Celso Ramos Cerro Negro Chapadão do Lageado Correia Pinto Curitibanos Erval Velho Fraiburgo Frei Rogério Herval d'Oeste Ibiam Ibicaré Iomerê Irineópolis Itaiópolis Jaborá Joaçaba Lacerdópolis Lages Lebon Régis Luzerna Municípios do Paraná Agudos do Sul Almirante Tamandaré Antônio Olinto Araucária Balsa Nova Bituruna Bocaiúva do Sul Campina do Simão Campina Grande do Sul Campo do Tenente Campo Largo Campo Magro Candói Cantagalo Carambeí Castro Cerro Azul Clevelândia Colombo Contenda Coronel Domingos Soares Cruz Machado Curitiba Doutor Ulisses Fazenda Rio Grande Fernandes Pinheiro Foz do Jordão General Carneiro Goioxim Guamiranga Guarapuava Honório Serpa Imbituva Continua... Macieira Mafra Major Vieira Matos Costa Mirim Doce Monte Carlo Monte Castelo Otacílio Costa Ouro Painel Palmeira Papanduva Passos Maia Petrolândia Pinheiro Preto Ponte Alta Ponte Alta do Norte Ponte Serrada Porto União Pouso Redondo Presidente Castelo Branco Rio das Antas Rio do Campo Rio Negrinho Rio Rufino Salto Veloso Santa Cecília Santa Terezinha São Bento do Sul São Cristovão do Sul São Joaquim São José do Cerrito Tangará Timbó Grande Três Barras Treze Tílias Trombudo Central Urubici Urupema Vargeão Vargem Vargem Bonita Videira 133 .

PR e SP). SC.Anexo 1... 134 . Municípios do Rio Grande do Sul Agudo Ajuricaba Alecrim Alegria Alpestre Ametista do Sul Araricá Aratiba Arroio dos Ratos Augusto Pestana Barão Barão do Triunfo Barra do Guarita Barra do Rio Azul Benjamin Constant do Sul Boa Vista do Buricá Boa Vista do Cadeado Bom Princípio Bom Progresso Bom Retiro do Sul Bossoroca Bozano Braga Brochier Butiá Cacequi Cachoeira do Sul Caibaté Caiçara Campina das Missões Campo Bom Campo Novo Candelária Cândido Godói Canoas Capão do Cipó Capela de Santana Catuípe Cerro Branco Cerro Largo Charqueadas Chiapetta Colinas Condor Coronel Barros Continua. Inácio Martins Ipiranga Irati Itaperuçu Ivaí Lapa Laranjeiras do Sul Mallet Mandirituba Mangueirinha Marquinho Palmas Palmeira Paula Freitas Paulo Frontin Piên Pinhais Pinhão Piraquara Ponta Grossa Porto Amazonas Porto Vitória Prudentópolis Quatro Barras Quitandinha Rebouças Reserva do Iguaçu Rio Azul Rio Branco do Sul Rio Negro São João do Triunfo São José dos Pinhais São Mateus do Sul Teixeira Soares Tijucas do Sul Tunas do Paraná Turvo União da Vitória Virmond Relação dos Municípios que Compõem a Região Homogênea de Adaptação de cultivares de trigo 2 (RS. Continuação.

Anexo 1. 135 .. Coronel Bicaco Crissiumal Cristal do Sul Cruzeiro do Sul Derrubadas Dezesseis de Novembro Dilermando de Aguiar Dois Irmãos Dois Irmãos das Missões Dona Francisca Doutor Maurício Cardoso Eldorado do Sul Entre Rios do Sul Entre-Ijuís Erval Grande Erval Seco Esperança do Sul Estância Velha Esteio Estrela Eugênio de Castro Faxinal do Soturno Faxinalzinho Fazenda Vilanova Frederico Westphalen Garruchos General Câmara Giruá Glorinha Gramado dos Loureiros Gravataí Guarani das Missões Harmonia Horizontina Humaitá Igrejinha Ijuí Imigrante Independência Inhacorá Irai Itaara Itacurubi Itaqui Itatiba do Sul Ivoti Jaguari Jóia Liberato Salzano Lindolfo Collor Maçambara Manoel Viana Marata Marcelino Ramos Mariano Moro Mata Mato Leitão Mato Queimado Minas do Leão Miraguaí Montenegro Morro Reuter Nonoai Nova Candelária Nova Esperança do Sul Nova Hartz Nova Ramada Nova Santa Rita Novo Cabrais Novo Hamburgo Novo Machado Novo Tiradentes Palmitinho Panambi Pantano Grande Paraíso do Sul Pareci Novo Parobé Passo do Sobrado Paverama Pinhal Pinheirinho do Vale Pirapó Planalto Poço das Antas Portão Porto Lucena Porto Mauá Porto Vera Cruz Porto Xavier Presidente Lucena Redentora Restinga Seca Rio dos Índios Rio Pardo Riozinho Continua. Continuação..

Continuação. São Luiz Gonzaga São Martinho São Martinho da Serra São Miguel das Missões São Nicolau São Paulo das Missões São Pedro da Serra São Pedro do Butiá São Pedro do Sul São Sebastião do Caí São Valentim São Valério do Sul São Vendelino São Vicente do Sul Sapiranga Sapucaia do Sul Seberi Sede Nova Senador Salgado Filho Sete de Setembro Severiano de Almeida Silveira Martins Tabaí Taquara Taquari Taquaruçu do Sul Tenente Portela Teutônia Tiradentes do Sul Três Coroas Três de Maio Três Passos Trindade do Sul Triunfo Tucunduva Tupandi Tuparendi Ubiretama Unistalda Vale do Sol Vale Verde Venâncio Aires Vera Cruz Vicente Dutra Vista Alegre Vista Gaúcha Vitória das Missões Westfalia 136 ..Anexo 1.. Rodeio Bonito Rolador Rolante Roque Gonzales Salvador das Missões Salvador do Sul Santa Cruz do Sul Santa Maria Santa Maria do Herval Santa Rosa Santiago Santo Ângelo Santo Antônio da Patrulha Santo Antônio das Missões Santo Augusto Santo Cristo São Borja São Francisco de Assis São Jerônimo São João do Polêsine São José do Hortêncio São José do Inhacorá São José do Sul São Leopoldo Municípios de Santa Catarina Abelardo Luz Águas de Chapecó Águas Frias Alto Bela Vista Anchieta Arabutã Arvoredo Bandeirante Barra Bonita Belmonte Bom Jesus Bom Jesus do Oeste Caibi Campo Erê Capinzal Caxambu do Sul Chapecó Concórdia Continua.

Cordilheira Alta Coronel Freitas Coronel Martins Cunha Porã Cunhataí Descanso Dionísio Cerqueira Entre Rios Faxinal dos Guedes Flor do Sertão Formosa do Sul Galvão Guaraciaba Guarujá do Sul Guatambú Ipira Iporã do Oeste Ipuaçu Ipumirim Iraceminha Irani Irati Ita Itapiranga Municípios do Paraná Altamira do Paraná Ampére Anahy Arapoti Arapuã Ariranha do Ivaí Barracão Bela Vista da Caroba Boa Esperança do Iguaçu Boa Ventura de São Roque Boa Vista da Aparecida Bom Jesus do Sul Bom Sucesso do Sul Braganey Cafelândia Campina da Lagoa Campo Bonito Campo Mourão Continua. Continuação. Jardinópolis Jupiá Lajeado Grande Lindóia do Sul Maravilha Marema Modelo Mondai Nova Erechim Nova Itaberaba Novo Horizonte Ouro Verde Paial Palma Sola Palmitos Paraíso Peritiba Pinhalzinho Piratuba Planalto Alegre Princesa Quilombo Riqueza Romelândia Saltinho Santa Helena Sta Terezinha do Progresso Santiago do Sul São Bernardino São Carlos São Domingos São João do Oeste São José do Cedro São Lourenço do Oeste São Miguel da Boa Vista São Miguel do Oeste Saudades Seara Serra Alta Sul Brasil Tigrinhos Tunápolis União do Oeste Xanxerê Xavantina Xaxim Zortéa 137 .Anexo 1...

Rio Bonito do Iguaçu Rio Branco do Ivaí Roncador Rosário do Ivaí Salgado Filho Salto do Lontra Santa Izabel do Oeste Santa Lúcia Santa Maria do Oeste Santa Tereza do Oeste Santa Terezinha de Itaipu Santo Antônio do Sudoeste São Jerônimo da Serra São João São Jorge d'Oeste São Miguel do Iguaçu São Pedro do Iguaçu Sapopema Saudade do Iguaçu Sengés Serranópolis do Iguaçu Sulina Tamarana Telêmaco Borba Tibagi Toledo Três Barras do Paraná Ventania Vera Cruz do Oeste Verê Vitorino 138 ...Anexo 1. Continuação. Cândido de Abreu Capanema Capitão Leônidas Marques Cascavel Catanduvas Céu Azul Chopinzinho Corbélia Coronel Vivida Cruzeiro do Iguaçu Curiúva Diamante do Sul Diamante d'Oeste Dois Vizinhos Enéas Marques Espigão Alto do Iguaçu Faxinal Figueira Flor da Serra do Sul Foz do Iguaçu Francisco Beltrão Grandes Rios Guaraniaçu Ibema Iguatu Imbaú Iretama Itaipulândia Itapejara d'Oeste Ivaiporã Jaguariaíva Laranjal Lindoeste Luiziana Mamborê Manfrinópolis Manoel Ribas Mariópolis Marmeleiro Matelândia Mato Rico Mauá da Serra Medianeira Missal Nova Cantu Nova Esperança do Sudoeste Nova Laranjeiras Nova Prata do Iguaçu Nova Tebas Ortigueira Ouro Verde do Oeste Palmital Pato Branco Pérola d'Oeste Pinhalão Pinhal de São Bento Piraí do Sul Pitanga Planalto Porto Barreiro Pranchita Quedas do Iguaçu Ramilândia Realeza Renascença Reserva Continua.

Continuação. Municípios de São Paulo Águas de Santa Bárbara Alambari Angatuba Araçoiaba da Serra Arandu Avaré Barão de Antonina Bom Sucesso de Itararé Buri Campina do Monte Alegre Capão Bonito Capela do Alto Cerqueira César Cesário Lange Coronel Macedo Guapiara Guareí Iaras Ibiúna Iperó Itaberá Itaí Itapetininga Itapeva Itaporanga Itararé Itatinga Nova Campina Paranapanema Piedade Pilar do Sul Quadra Ribeirão Branco Ribeirão Grande Riversul Salto de Pirapora São Miguel Arcanjo Sarapuí Sorocaba Taguaí Tapiraí Taquarituba Taquarivaí Tatuí Tejupá Votorantim Relação dos Municípios que Compõem a Região Homogênea de Adaptação de cultivares de trigo 3 (PR.Anexo 1.. 139 . SP e MS). Municípios do Paraná Abatiá Altônia Alto Paraná Alto Piquiri Alvorada do Sul Amaporã Andirá Ângulo Apucarana Arapongas Araruna Assaí Assis Chateaubriand Astorga Atalaia Bandeirantes Barbosa Ferraz Barra do Jacaré Bela Vista do Paraíso Boa Esperança Bom Sucesso Borrazópolis Brasilândia do Sul Cafeara Cafezal do Sul Califórnia Cambará Cambé Cambira Carlópolis Continua..

.Anexo 1. Centenário do Sul Cianorte Cidade Gaúcha Colorado Congonhinhas Conselheiro Mairinck Cornélio Procópio Corumbataí do Sul Cruzeiro do Oeste Cruzeiro do Sul Cruzmaltina Diamante do Norte Douradina Doutor Camargo Engenheiro Beltrão Esperança Nova Entre Rios do Oeste Farol Fênix Floraí Floresta Florestópolis Flórida Formosa do Oeste Francisco Alves Godoy Moreira Goioerê Guaíra Guairaçá Guapirama Guaporema Guaraci Ibaiti Ibiporã Icaraíma Iguaraçu Inajá Indianópolis Iporã Iracema do Oeste Itaguajé Itambaracá Itambé Itaúna do Sul Ivaté Ivatuba Jaboti Jacarezinho Jaguapitã Jandaia do Sul Janiópolis Japira Japurá Jardim Alegre Jardim Olinda Jataizinho Jesuítas Joaquim Távora Jundiaí do Sul Juranda Jussara Kaloré Leópolis Lidianópolis Loanda Lobato Londrina Lunardelli Lupionópolis Mandaguaçu Mandaguari Marechal Cândido Rondon Maria Helena Marialva Marilândia do Sul Marilena Mariluz Maringá Maripá Marumbi Mercedes Mirador Miraselva Moreira Sales Munhoz de Melo Nossa Senhora das Graças Nova Aliança do Ivaí Nova América da Colina Nova Aurora Nova Esperança Nova Fátima Nova Londrina Nova Olímpia Nova Santa Bárbara Nova Santa Rosa Novo Itacolomi Continua. 140 .. Continuação.

. Ourizona Paiçandu Palotina Paraíso do Norte Paranacity Paranapoema Paranavaí Pato Bragado Peabiru Perobal Pérola Pitangueiras Planaltina do Paraná Porecatu Porto Rico Prado Ferreira Presidente Castelo Branco Primeiro de Maio Quarto Centenário Quatiguá Quatro Pontes Querência do Norte Quinta do Sol Rancho Alegre Rancho Alegre d'Oeste Ribeirão Claro Municípios de São Paulo Assis Bernardino de Campos Borá Campos Novos Paulista Cândido Mota Canitar Chavantes Cruzália Echaporã Espírito Santo do Turvo Fartura Florínia Continua.Anexo 1. Ribeirão do Pinhal Rio Bom Rolândia Rondon Sabáudia Salto do Itararé Santa Amélia Santa Cecília do Pavão Santa Cruz de Monte Castelo Santa Fé Santa Helena Santa Inês Santa Isabel do Ivaí Santa Mariana Santa Mônica Santana do Itararé Santo Antônio da Platina Santo Antônio do Caiuá Santo Antônio do Paraíso Santo Inácio São Carlos do Ivaí São João do Caiuá São João do Ivaí São Jorge do Ivaí São Jorge do Patrocínio São José da Boa Vista São José das Palmeiras São Manoel do Paraná São Pedro do Ivaí São Pedro do Paraná São Sebastião da Amoreira São Tomé Sarandi Sertaneja Sertanópolis Siqueira Campos Tamboara Tapejara Tapira Terra Boa Terra Rica Terra Roxa Tomazina Tuneiras do Oeste Tupãssi Ubiratã Umuarama Uniflor Uraí Wenceslau Braz 141 . Continuação..

Anexo 1. Ibirarema Iepê Ipaussu João Ramalho Lutécia Manduri Maracaí Óleo Oscar Bressane Ourinhos Palmital Paraguaçu Paulista Pedrinhas Paulista Piraju Platina Quatá Rancharia Ribeirão do Sul Salto Grande Santa Cruz do Rio Pardo São Pedro do Turvo Sarutaiá Tarumã Timburi Ubirajara Municípios do Mato Grosso do Sul Amambaí Angélica Antônio João Aral Moreira Bandeirantes Bataiporã Bonito Caarapó Campo Grande Coronel Sapucaia Deodápolis Dois Irmãos do Buriti Douradina Dourados Eldorado Fátima do Sul Glória de Dourados Guia Lopes da Laguna Iguatemi Itaporã Itaquirai Ivinhema Japorã Jaraguari Jardim Jatei Juti Laguna Carapã Maracaju Mundo Novo Naviraí Nioaque Nova Alvorada do Sul Nova Andradina Novo Horizonte do Sul Paranhos Ponta Porã Rio Brilhante São Gabriel do Oeste Sete Quedas Sidrolândia Terenos Tucuru Taquaruçu Vicentina 142 . Continuação.

Municípios de São Paulo Adamantina Adolfo Aguaí Águas da Prata Águas de Lindóia Águas de São Pedro Agudos Alfredo Marcondes Altair Altinópolis Alto Alegre Álvares Florence Álvares Machado Álvaro de Carvalho Alvinlândia Americana Américo Brasiliense Américo de Campos Amparo Analândia Andradina Anhembi Anhumas Aparecida Aparecida d'Oeste Araçatuba Aramina Araraquara Araras Arco-Íris Arealva Areias Areiópolis Ariranha Artur Nogueira Aspásia Atibaia Auriflama Avaí Avanhandava Bady Bassitt Balbinos Bálsamo Barbosa Bariri Barra Bonita Barretos Barrinha Bastos Batatais Bauru Bebedouro Bento de Abreu Bilac Birigui Boa Esperança do Sul Bocaina Bofete Boituva Bom Jesus dos Perdões Boracéia Borborema Borebi Botucatu Bragança Paulista Braúna Brejo Alegre Brodowski Brotas Buritama Buritizal Cabrália Paulista Cabreúva Caçapava Cachoeira Paulista Caconde Cafelândia Caiabu Caiuá Cajobi Cajuru Campinas Campo Limpo Paulista Canas Cândido Rodrigues Capivari Cardoso Continua. DF e BA). MT. MS. MG.. GO..Relação dos Municípios que Compõem a Região Homogênea de Adaptação de cultivares de trigo 4 (SP. 143 .

144 .Anexo 1... Casa Branca Cássia dos Coqueiros Castilho Catanduva Catiguá Cedral Cerquilho Charqueada Clementina Colina Colômbia Conchal Conchas Cordeirópolis Coroados Corumbataí Cosmópolis Cosmorama Cravinhos Cristais Paulista Cruzeiro Descalvado Dirce Reis Divinolândia Dobrada Dois Córregos Dolcinópolis Dourado Dracena Duartina Dumont Elias Fausto Elisiário Embaúba Emilianópolis Engenheiro Coelho Espírito Santo do Pinhal Estiva Gerbi Estrela do Norte Estrela d'Oeste Euclides da Cunha Paulista Fernando Prestes Fernandópolis Fernão Flora Rica Floreal Flórida Paulista Franca Gabriel Monteiro Gália Garça Gastão Vidigal Gavião Peixoto General Salgado Getulina Glicério Guaiçara Guaimbê Guaíra Guapiaçu Guará Guaraçaí Guaraci Guarani d'Oeste Guarantã Guararapes Guaratinguetá Guariba Guatapará Guzolândia Herculândia Holambra Hortolândia Iacanga Iacri Ibaté Ibirá Ibitinga Icém Igaraçu do Tietê Igarapava Ilha Solteira Indaiatuba Indiana Indiaporã Inúbia Paulista Ipeúna Ipiguá Ipuã Iracemápolis Irapuã Irapuru Itajobi Itaju Itapira Itápolis Continua. Continuação.

Itapuí Itapura Itatiba Itirapina Itirapuã Itobi Itu Itupeva Ituverava Jaborandi Jaboticabal Jacareí Jaci Jaguariúna Jales Jardinópolis Jarinu Jaú Jeriquara Joanópolis José Bonifácio Júlio Mesquita Jumirim Jundiaí Junqueirópolis Laranjal Paulista Lavínia Lavrinhas Leme Lençóis Paulista Limeira Lindóia Lins Lorena Lourdes Louveira Lucélia Lucianópolis Luís Antônio Luiziânia Lupércio Macatuba Macaubal Macedônia Magda Marabá Paulista Marapoama Mariápolis Marília Marinópolis Martinópolis Matão Mendonça Meridiano Mesópolis Miguelópolis Mineiros do Tietê Mira Estrela Mirandópolis Mirante do Paranapanema Mirassol Mirassolândia Mococa Mogi Guaçu Moji-Mirim Mombuca Monções Monte Alegre do Sul Monte Alto Monte Aprazível Monte Azul Paulista Monte Castelo Monte Mor Morro Agudo Morungaba Motuca Murutinga do Sul Nantes Narandiba Nazaré Paulista Neves Paulista Nhandeara Nipoã Nova Aliança Nova Canaã Paulista Nova Castilho Nova Europa Nova Granada Nova Guataporanga Nova Independência Nova Luzitânia Nova Odessa Novais Novo Horizonte Nuporanga Ocauçu Continua.. 145 ..Anexo 1. Continuação.

. Olímpia Onda Verde Oriente Orindiúva Orlândia Osvaldo Cruz Ouro Verde Ouroeste Pacaembu Palestina Palmares Paulista Palmeira d'Oeste Panorama Paraíso Paranapuã Parapuã Pardinho Parisi Patrocínio Paulista Paulicéia Paulínia Paulistânia Paulo de Faria Pederneiras Pedra Bela Pedranópolis Pedregulho Pedreira Penápolis Pereira Barreto Pereiras Piacatu Pindamonhangaba Pindorama Pinhalzinho Piquerobi Piquete Piracaia Piracicaba Pirajuí Pirangi Pirapozinho Pirassununga Piratininga Pitangueiras Planalto Poloni Pompéia Pongaí Pontal Pontalinda Pontes Gestal Populina Porangaba Porto Feliz Porto Ferreira Potim Potirendaba Pracinha Pradópolis Pratânia Presidente Alves Presidente Bernardes Presidente Epitácio Presidente Prudente Presidente Venceslau Promissão Queiroz Queluz Quintana Rafard Regente Feijó Reginópolis Restinga Ribeirão Bonito Ribeirão Corrente Ribeirão dos Índios Ribeirão Preto Rifaina Rincão Rinópolis Rio Claro Rio das Pedras Riolândia Rosana Roseira Rubiácea Rubinéia Sabino Sagres Sales Sales Oliveira Salmourão Saltinho Salto Sandovalina Continua. 146 .. Continuação.Anexo 1.

Santa Adélia Santa Albertina Santa Bárbara d'Oeste Santa Clara d'Oeste Santa Cruz da Conceição Santa Cruz da Esperança Santa Cruz das Palmeiras Santa Ernestina Santa Fé do Sul Santa Gertrudes Santa Lúcia Santa Maria da Serra Santa Mercedes Santa Rita do Passa Quatro Santa Rita d'Oeste Santa Rosa de Viterbo Santa Salete Santana da Ponte Pensa Santo Anastácio Santo Antônio da Alegria Santo Antônio de Posse Santo Antônio do Aracanguá Santo Antônio do Jardim Santo Expedito Santópolis do Aguapeí São Carlos São Francisco São João da Boa Vista São João das Duas Pontes São João de Iracema São João do Pau d'Alho São Joaquim da Barra São José da Bela Vista São José do Rio Pardo São José do Rio Preto São José dos Campos São Manuel São Pedro São Sebastião da Grama São Simão Sebastianópolis do Sul Serra Azul Serra Negra Serrana Sertãozinho Severínia Silveiras Socorro Sud Mennucci Sumaré Suzanápolis Tabapuã Tabatinga Taciba Taiaçu Taiúva Tambaú Tanabi Tapiratiba Taquaral Taquaritinga Tarabai Taubaté Teodoro Sampaio Terra Roxa Tietê Torre de Pedra Torrinha Trabiju Tremembé Três Fronteiras Tuiuti Tupã Tupi Paulista Turiúba Turmalina Ubarana Ubatuba Uchoa União Paulista Urânia Uru Urupês Valentim Gentil Valinhos Valparaíso Vargem Vargem Grande do Sul Várzea Paulista Vera Cruz Vinhedo Viradouro Vista Alegre do Alto Vitória Brasil Votuporanga Zacarias Municípios do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul Água Clara Alcinópolis Anastácio Anaurilândia Aparecida do Taboado Aquidauana Continua.. Continuação. 147 ..Anexo 1.

Continuação. Corumbá Costa Rica Coxim Figueirão Inocência Ladário Miranda Paranaíba Pedro Gomes Porto Murtinho Ribas do Rio Pardo Rio Negro Rio Verde de Mato Grosso Rochedo Santa Rita do Pardo Selvíria Sonora Três Lagoas 148 ...Anexo 1. Bataguassu Bela Vista Bodoquena Brasilândia Camapuã Caracol Cassilândia Chapadão do Sul Corguinho Municípios do Mato Grosso Acorizal Água Boa Alta Floresta Alto Araguaia Alto Boa Vista Alto Garças Alto Paraguai Alto Taquari Apiacás Araguaiana Araguainha Araputanga Arenápolis Aripuanã Barão de Melgaço Barra do Bugres Barra do Garças Bom Jesus do Araguaia Brasnorte Cáceres Campinápolis Campo Novo do Parecis Campo Verde Campos de Júlio CanaBrava do Norte Canarana Carlinda Castanheira Chapada dos Guimarães Cláudia Cocalinho Colíder Colniza Comodoro Confresa Conquista D’oeste Cotriguaçu Cuiabá Curvelândia Denise Diamantino Dom Aquino Feliz Natal Figueirópolis d’Oeste Gaúcha do Norte General Carneiro Glória d’Oeste Guarantã do Norte Guiratinga Indiavaí Itaúba Itiquira Jaciara Jangada Jauru Juara Juína Juruena Juscimeira Lambari d’Oeste Lucas do Rio Verde Luciára Marcelândia Matupá Mirassol d’Oeste Nobres Continua.

Anexo 1. Continuação.. Nortelândia Nossa Senhora do Livramento Nova Bandeirantes Nova Brasilândia Nova Canaã do Norte Nova Guarita Nova Lacerda Nova Marilândia Nova Maringá Nova Monte Verde Nova Mutum Nova Nazaré Nova Olímpia Nova Santa Helena Nova Ubiratã Nova Xavantina Municípios de Minas Gerais Abadia dos Dourados Abaeté Abre Campo Acaiaca Açucena Água Boa Águas Vermelhas Aimorés Aiuruoca Alagoa Albertina Além Paraíba Alpercata Alpinópolis Alterosa Alto Caparão Alto Jequitibá Alto Rio Doce Água Comprida Aguanil Águas Formosas Alfenas Alfredo Vasconcelos Almenara Alvarenga Alvinópolis Alvorada de Minas Amparo do Serra Andradas Andrelândia Angelândia Antônio Carlos Antônio Dias Antônio Prado de Minas Araçaí Aracitaba Araçuaí Araguari Arantina Araponga Araporã Arapuá Araújos Araxá Arceburgo Continua. Novo Horizonte do Norte Novo Mundo Novo Santo Antônio Novo São Joaquim Paranaíta Paranatinga Pedra Preta Santo Antônio do Leste Santo Antônio do Leverger São Félix do Araguaia São José do Povo São José do Rio Claro São José do Xingu São José dos Quatro Marcos São Pedro da Cipa Sapezal Serra Nova Dourada Sinop Sorriso Tabaporã Tangará da Serra Tapurah Terra Nova do Norte Tesouro Torixoréu União do Sul Vale de São Domingos Várzea Grande Vera Vila Bela da Santíssima Trindade Vila Rica 149 ..

Anexo 1. 150 . Continuação. Arcos Areado Argirita Aricanduva Arinos Astolfo Dutra Ataléia Augusto de Lima Baependi Baldim Bambuí Bandeira Bandeira do Sul Barão de Cocais Barão de Monte Alto Barbacena Barra Longa Barroso Bela Vista de Minas Belmiro Braga Belo Horizonte Belo Oriente Belo Vale Berilo Berizal Bertópolis Betim Bias Fortes Bicas Biquinhas Boa Esperança Bocaina de Minas Bocaiúva Bom Despacho Bom Jardim de Minas Bom Jesus da Penha Bom Jesus do Amparo Bom Jesus do Galho Bom Repouso Bom Sucesso Bonfim Bonfinópolis de Minas Bonito de Minas Borda da Mata Botelhos Botumirim Brás Pires Brasilândia de Minas Brasília de Minas Brasópolis Braúnas Brumadinho Bueno Brandão Buenópolis Bugre Buritis Buritizeiro Cabeceira Grande Cabo Verde Cachoeira da Prata Cachoeira de Minas Cachoeira de Pajeú Cachoeira Dourada Caetanópolis Caeté Caiana Cajuri Caldas Camacho Camanducaia Cambuí Cambuquira Campanário Campanha Campestre Campina Verde Campo Azul Campo Belo Campo do Meio Campo Florido Campos Altos Campos Gerais Cana Verde Canaã Canápolis Candeias Cantagalo Caparaó Capela Nova Capelinha Capetinga Capim Branco Capinópolis Capitão Andrade Capitão Enéas Capitólio Continua...

Continuação.. 151 .Anexo 1. Caputira Caraí Caranaíba Carandaí Carangola Caratinga Carbonita Careaçu Carlos Chagas Carmésia Carmo da Cachoeira Carmo da Mata Carmo de Minas Carmo do Cajuru Carmo do Paranaíba Carmo do Rio Claro Carmópolis de Minas Carneirinho Carrancas Carvalhópolis Carvalhos Casa Grande Cascalho Rico Cássia Cataguases Catas Altas Catas Altas da Noruega Catuji Catuti Caxambu Cedro do Abaeté Central de Minas Centralina Chácara Chalé Chapada do Norte Chapada Gaúcha Chiador Cipotânea Claraval Claro dos Poções Cláudio Coimbra Coluna Comendador Gomes Comercinho Conceição da Aparecida Conceição da Barra de Minas Conceição das Alagoas Conceição das Pedras Conceição de Ipanema Conceição do Mato Dentro Conceição do Pará Conceição do Rio Verde Conceição dos Ouros Cônego Marinho Confins Congonhal Congonhas Congonhas do Norte Conquista Conselheiro Lafaiete Conselheiro Pena Consolação Contagem Coqueiral Coração de Jesus Cordisburgo Cordislândia Corinto Coroaci Coromandel Coronel Fabriciano Coronel Murta Coronel Pacheco Coronel Xavier Chaves Córrego Danta Córrego do Bom Jesus Córrego Fundo Córrego Novo Couto de Magalhães de Minas Crisólita Cristais Cristália Cristiano Otoni Cristina Crucilândia Cruzeiro da Fortaleza Cruzília Cuparaque Curral de Dentro Curvelo Datas Delfim Moreira Delfinópolis Delta Continua..

Continuação. Descoberto Desterro de Entre Rios Desterro do Melo Diamantina Diogo de Vasconcelos Dionísio Divinésia Divino Divino das Laranjeiras Divinolândia de Minas Divinópolis Divisa Alegre Divisa Nova Divisópolis Dom Bosco Dom Cavati Dom Joaquim Dom Silvério Dom Viçoso Dona Eusébia Dores de Campos Dores de Guanhães Dores do Indaiá Dores do Turvo Doresópolis Douradoquara Durandé Elói Mendes Engenheiro Caldas Engenheiro Navarro Entre Folhas Entre Rios de Minas Ervália Esmeraldas Espera Feliz Espinosa Espírito Santo do Dourado Estiva Estrela Dalva Estrela do Indaiá Estrela do Sul Eugenópolis Ewbank da Câmara Extrema Fama Faria Lemos Felício dos Santos Felisburgo Felixlândia Fernandes Tourinho Ferros Fervedouro Florestal Formiga Formoso Fortaleza de Minas Fortuna de Minas Francisco Badaró Francisco Dumont Francisco Sá Franciscópolis Frei Gaspar Frei Inocêncio Frei Lagonegro Fronteira Fronteira dos Vales Fruta de Leite Frutal Funilândia Galiléia Gameleiras Glaucilândia Goiabeira Goianá Gonçalves Gonzaga Gouveia Governador Valadares Grão Mogol Grupiara Guanhães Guapé Guaraciaba Guaraciama Guaranésia Guarani Guarará Guarda-Mor Guaxupé Guidoval Guimarânia Guiricema Gurinhatã Heliodora Iapu Ibertioga Continua...Anexo 1. 152 .

153 .Anexo 1. Continuação... Ibiá Ibiaí Ibiracatu Ibiraci Ibirité Ibitiúra de Minas Ibituruna Icaraí de Minas Igarapé Igaratinga Iguatama Ijaci Ilicínea Imbé de Minas Inconfidentes Indaiabira Indianópolis Ingaí Inhapim Inhaúma Inimutaba Ipaba Ipanema Ipatinga Ipiaçu Ipuiúna Iraí de Minas Itabira Itabirinha de Mantena Itabirito Itacambira Itacarambi Itaguara Itaipé Itajubá Itamarandiba Itamarati de Minas Itambacuri Itambé do Mato Dentro Itamogi Itamonte Itanhandu Itanhomi Itaobim Itapagipe Itapecerica Itapeva Itatiaiuçu Itaú de Minas Itaúna Itaverava Itinga Itueta Ituiutaba Itumirim Iturama Itutinga Jaboticatubas Jacinto Jacuí Jacutinga Jaguaraçu Jaíba Jampruca Janaúba Januária Japaraíba Japonvar Jeceaba Jenipapo de Minas Jequeri Jequitaí Jequitibá Jequitinhonha Jesuânia Joaíma Joanésia João Monlevade João Pinheiro Joaquim Felício Jordânia José Gonçalves de Minas José Raydan Josenópolis Juatuba Juiz de Fora Juramento Juruaia Juvenília Ladainha Lagamar Lagoa da Prata Lagoa dos Patos Lagoa Dourada Lagoa Formosa Lagoa Grande Continua.

154 .Anexo 1.. Lagoa Santa Lajinha Lambari Lamim Laranjal Lassance Lavras Leandro Ferreira Leme do Prado Leopoldina Liberdade Lima Duarte Limeira do Oeste Lontra Luisburgo Luislândia Luminárias Luz Machacalis Machado Madre de Deus de Minas Malacacheta Mamonas Manga Manhuaçu Manhumirim Mantena Mar de Espanha Maravilhas Maria da Fé Mariana Marilac Mário Campos Maripá de Minas Marliéria Marmelópolis Martinho Campos Martins Soares Mata Verde Materlândia Mateus Leme Mathias Lobato Matias Barbosa Matias Cardoso Matipó Mato Verde Matozinhos Matutina Medeiros Medina Mendes Pimentel Mercês Mesquita Minas Novas Minduri Mirabela Miradouro Miraí Miravânia Moeda Moema Monjolos Monsenhor Paulo Montalvânia Monte Alegre de Minas Monte Azul Monte Belo Monte Carmelo Monte Formoso Monte Santo de Minas Monte Sião Montes Claros Montezuma Morada Nova de Minas Morro da Garça Morro do Pilar Munhoz Muriaé Mutum Muzambinho Nacip Raydan Nanuque Naque Natalândia Natércia Nazareno Nepomuceno Ninheira Nova Belém Nova Era Nova Lima Nova Módica Nova Ponte Nova Porteirinha Nova Resende Nova Serrana Continua.. Continuação.

Anexo 1. Nova União Novo Cruzeiro Novo Oriente de Minas Novorizonte Olaria Olhos-d'Água Olímpio Noronha Oliveira Oliveira Fortes Onça de Pitangui Oratórios Orizânia Ouro Branco Ouro Fino Ouro Preto Ouro Verde de Minas Padre Carvalho Padre Paraíso Pai Pedro Paineiras Pains Paiva Palma Palmópolis Papagaios Pará de Minas Paracatu Paraguaçu Paraisópolis Paraopeba Passa Quatro Passa Tempo Passabém Passa-Vinte Passos Patis Patos de Minas Patrocínio Patrocínio do Muriaé Paula Cândido Paulistas Pavão Peçanha Pedra Azul Pedra Bonita Pedra do Anta Pedra do Indaiá Pedra Dourada Pedralva Pedras de Maria da Cruz Pedrinópolis Pedro Leopoldo Pedro Teixeira Pequeri Pequi Perdigão Perdizes Perdões Periquito Pescador Piau Piedade de Caratinga Piedade de Ponte Nova Piedade do Rio Grande Piedade dos Gerais Pimenta Pingo-d'Água Pintópolis Piracema Pirajuba Piranga Piranguçu Piranguinho Pirapetinga Pirapora Piraúba Pitangui Piumhi Planura Poço Fundo Poços de Caldas Pocrane Pompéu Ponte Nova Ponto Chique Ponto dos Volantes Porteirinha Porto Firme Poté Pouso Alegre Pouso Alto Prados Prata Pratápolis Pratinha Presidente Bernardes Continua. 155 ... Continuação.

Anexo 1.. Continuação. Presidente Juscelino Presidente Kubitschek Presidente Olegário Prudente de Morais Quartel Geral Queluzito Raposos Raul Soares Recreio Reduto Resende Costa Resplendor Ressaquinha Riachinho Riacho dos Machados Ribeirão das Neves Ribeirão Vermelho Rio Acima Rio Casca Rio do Prado Rio Doce Rio Espera Rio Manso Rio Novo Rio Paranaíba Rio Pardo de Minas Rio Piracicaba Rio Pomba Rio Preto Rio Vermelho Ritápolis Rochedo de Minas Rodeiro Romaria Rosário da Limeira Rubelita Rubim Sabará Sabinópolis Sacramento Salinas Salto da Divisa Santa Bárbara Santa Bárbara do Leste Santa Bárbara do Monte Verde Santa Bárbara do Tugúrio Santa Cruz de Minas Santa Cruz de Salinas Santa Cruz do Escalvado Santa Efigênia de Minas Santa Fé de Minas Santa Helena de Minas Santa Juliana Santa Luzia Santa Margarida Santa Maria de Itabira Santa Maria do Salto Santa Maria do Suaçuí Santa Rita de Caldas Santa Rita de Ibitipoca Santa Rita de Jacutinga Santa Rita de Minas Santa Rita do Itueto Santa Rita do Sapucaí Santa Rosa da Serra Santa Vitória Santana da Vargem Santana de Cataguases Santana de Pirapama Santana do Deserto Santana do Garambéu Santana do Jacaré Santana do Manhuaçu Santana do Paraíso Santana do Riacho Santana dos Montes Santo Antônio do Amparo Santo Antônio do Aventureiro Santo Antônio do Grama Santo Antônio do Itambé Santo Antônio do Jacinto Santo Antônio do Monte Santo Antônio do Retiro Santo Antônio do Rio Abaixo Santo Hipólito Santos Dumont São Bento Abade São Brás do Suaçuí São Domingos das Dores São Domingos do Prata São Félix de Minas São Francisco São Francisco de Paula São Francisco de Sales São Francisco do Glória São Geraldo Continua.. 156 .

157 . Continuação.Anexo 1... São Geraldo da Piedade São Geraldo do Baixio São Gonçalo do Abaeté São Gonçalo do Pará São Gonçalo do Rio Abaixo São Gonçalo do Rio Preto São Gonçalo do Sapucaí São Gotardo São João Batista do Glória São João da Lagoa São João da Mata São João da Ponte São João das Missões São João del Rei São João do Manhuaçu São João do Manteninha São João do Oriente São João do Pacuí São João do Paraíso São João Evangelista São João Nepomuceno São Joaquim de Bicas São José da Barra São José da Lapa São José da Safira São José da Varginha São José do Alegre São José do Divino São José do Goiabal São José do Jacuri São José do Mantimento São Lourenço São Miguel do Anta São Pedro da União São Pedro do Suaçuí São Pedro dos Ferros São Romão São Roque de Minas São Sebastião da Bela Vista São Sebastião da Vargem Alegre São Sebastião do Anta São Sebastião do Maranhão São Sebastião do Oeste São Sebastião do Paraíso São Sebastião do Rio Preto São Sebastião do Rio Verde São Thomé das Letras São Tiago São Tomás de Aquino São Vicente de Minas Sapucaí-Mirim Sardoá Sarzedo Sem-Peixe Senador Amaral Senador Cortes Senador Firmino Senador José Bento Senador Modestino Gonçalves Senhora de Oliveira Senhora do Porto Senhora dos Remédios Sericita Seritinga Serra Azul de Minas Serra da Saudade Serra do Salitre Serra dos Aimorés Serrania Serranópolis de Minas Serranos Serro Sete Lagoas Setubinha Silveirânia Silvianópolis Simão Pereira Simonésia Sobrália Soledade de Minas Tabuleiro Taiobeiras Taparuba Tapira Tapiraí Taquaraçu de Minas Tarumirim Teixeiras Teófilo Otoni Timóteo Tiradentes Tiros Tocantins Tocos do Moji Toledo Tombos Continua.

. Três Corações Três Marias Três Pontas Tumiritinga Tupaciguara Turmalina Turvolândia Ubá Ubaí Ubaporanga Uberaba Uberlândia Umburatiba Unaí União de Minas Uruana de Minas Urucânia Urucuia Vargem Alegre Vargem Bonita Vargem Grande do Rio Pardo Varginha Varjão de Minas Várzea da Palma Varzelândia Vazante Verdelândia Veredinha Veríssimo Vermelho Novo Vespasiano Viçosa Vieiras Virgem da Lapa Virgínia Virginópolis Virgolândia Visconde do Rio Branco Volta Grande Wenceslau Braz Municípios de Goiás e Distrito Federal Abadia de Goiás Abadiânia Acreúna Adelândia Água Fria de Goiás Água Limpa Águas Lindas de Goiás Alexânia Aloândia Alto Horizonte Alto Paraíso de Goiás Alvorada do Norte Amaralina Americano do Brasil Amorinópolis Anápolis Anhanguera Anicuns Aparecida de Goiânia Aparecida do Rio Doce Aporé Araçu Aragarças Aragoiânia Araguapaz Arenópolis Aruanã Aurilândia Avelinópolis Baliza Barro Alto Bela Vista de Goiás Bom Jardim de Goiás Bom Jesus de Goiás Bonfinópolis Bonópolis Brasília Brazabrantes Britânia Buriti Alegre Buriti de Goiás Buritinópolis Cabeceiras Cachoeira Alta Cachoeira de Goiás Cachoeira Dourada Caçu Caiapônia Caldas Novas Caldazinha Campestre de Goiás Continua. Continuação.. 158 .Anexo 1.

. Continuação.. 159 . Campinaçu Campinorte Campo Alegre de Goiás Campo Limpo de Goiás Campos Belos Campos Verdes Carmo do Rio Verde Castelândia Catalão Caturaí Cavalcante Ceres Cezarina Chapadão do Céu Cidade Ocidental Cocalzinho de Goiás Colinas do Sul Córrego do Ouro Corumbá de Goiás Corumbaíba Cristalina Cristianópolis Crixás Cromínia Cumari Damianópolis Damolândia Davinópolis Diorama Divinópolis de Goiás Doverlândia Edealina Edéia Estrela do Norte Faina Fazenda Nova Firminópolis Flores de Goiás Formosa Formoso Gameleira de Goiás Goianápolis Goiandira Goianésia Goiânia Goianira Goiás Goiatuba Gouvelândia Guapo Guaraíta Guarani de Goiás Guarinos Heitoraí Hidrolândia Hidrolina Iaciara Inaciolândia Indiara Inhumas Ipameri Ipiranga de Goiás Iporá Israelândia Itaberaí Itaguari Itaguaru Itajá Itapaci Itapirapuã Itapuranga Itarumã Itauçu Itumbiara Ivolândia Jandaia Jaraguá Jataí Jaupaci Jesúpolis Joviânia Jussara Lagoa Santa Leopoldo de Bulhões Luziânia Mairipotaba Mambaí Mara Rosa Marzagão Matrinchã Maurilândia Mimoso de Goiás Minaçu Mineiros Moiporá Monte Alegre de Goiás Continua.Anexo 1.

160 ..Anexo 1. Montes Claros de Goiás Montividiu Montividiu do Norte Morrinhos Morro Agudo de Goiás Mossâmedes Mozarlândia Mundo Novo Mutunópolis Nazário Nerópolis Niquelândia Nova América Nova Aurora Nova Crixás Nova Glória Nova Iguaçu de Goiás Nova Roma Nova Veneza Novo Brasil Novo Gama Novo Planalto Orizona Ouro Verde de Goiás Ouvidor Padre Bernardo Palestina de Goiás Palmeiras de Goiás Palmelo Palminópolis Panamá Paranaiguara Paraúna Perolândia Petrolina de Goiás Pilar de Goiás Piracanjuba Piranhas Pirenópolis Pires do Rio Planaltina Pontalina Porangatu Porteirão Portelândia Posse Professor Jamil Quirinópolis Rialma Rianápolis Rio Quente Rio Verde Rubiataba Sanclerlândia Santa Bárbara de Goiás Santa Cruz de Goiás Santa Fé de Goiás Santa Helena de Goiás Santa Isabel Santa Rita do Araguaia Santa Rita do Novo Destino Santa Rosa de Goiás Santa Tereza de Goiás Santa Terezinha de Goiás Santo Antônio da Barra Santo Antônio de Goiás Santo Antônio do Descoberto São Domingos São Francisco de Goiás São João da Paraúna São João d'Aliança São Luís de Montes Belos São Luíz do Norte São Miguel do Araguaia São Miguel do Passa Quatro São Patrício São Simão Senador Canedo Serranópolis Silvânia Simolândia Sítio d'Abadia Taquaral de Goiás Teresina de Goiás Terezópolis de Goiás Três Ranchos Trindade Trombas Turvânia Turvelândia Uirapuru Uruaçu Uruana Urutaí Valparaíso de Goiás Varjão Continua.. Continuação.

Anexo 1. Continuação. Vianópolis Vicentinópolis Municípios da Bahia Abaíra Abaré Acajutiba Adustina Água Fria Aiquara Alagoinhas Alcobaça Almadina Amargosa Amélia Rodrigues América Dourada Anagé Andaraí Andorinha Angical Anguera Antas Antônio Cardoso Antônio Gonçalves Aporá Apuarema Araças Aracatu Araci Aramari Arataca Aratuípe Aurelino Leal Baianópolis Baixa Grande Banzaê Barra Barra da Estiva Barra do Choça Barra do Mendes Barra do Rocha Barreiras Barro Alto Barrocas Belmonte Belo Campo Biritinga Boa Nova Boa Vista do Tupim Bom Jesus da Lapa Bom Jesus da Serra Boninal Bonito Boquira Botuporã Brejões Brejolândia Brotas de Macaúbas Brumado Buerarema Buritirama Caatiba Cabaceiras do Paraguaçu Cachoeira Caculé Caém Caetanos Caetité Cafarnaum Cairu Caldeirão Grande Camacan Camaçari Camamu Campo Alegre de Lourdes Campo Formoso Canápolis Canarana Canavieiras Candeal Candeias Candiba Cândido Sales Cansanção Canudos Capela do Alto Alegre Capim Grosso Caraíbas Caravelas Cardeal da Silva Carinhanha Continua... Vila Boa Vila Propício

161

Anexo 1. Continuação. Casa Nova Castro Alves Catolândia Catu Caturama Central Chorrochó Cícero Dantas Cipó Coaraci Cocos Conceição da Feira Conceição do Almeida Conceição do Coité Conceição do Jacuípe Conde Condeúba Contendas do Sincorá Coração de Maria Cordeiros Coribe Coronel João Sá Correntina Cotegipe Cravolândia Crisópolis Cristópolis Cruz das Almas Curaçá Dário Meira Dias d'Ávila Dom Basílio Dom Macedo Costa Elísio Medrado Encruzilhada Entre Rios Érico Cardoso Esplanada Euclides da Cunha Eunápolis Fátima Feira da Mata Feira de Santana Filadélfia Firmino Alves Floresta Azul Formosa do Rio Preto Gandu Gavião Gentio do Ouro Glória Gongogi Governador Lomanto Júnior Governador Mangabeira Guajeru Guanambi Guaratinga Heliópolis Iaçu Ibiassucê Ibicaraí Ibicoara Ibicuí Ibipeba Ibipitanga Ibiquera Ibirapitanga Ibirapuã Ibirataia Ibitiara Ibititá Ibotirama Ichu Igaporã Igrapiúna Iguaí Ilhéus Inhambupe Ipecaetá Ipiaú Ipirá Ipupiara Irajuba Iramaia Iraquara Irará Irecê Itabela Itaberaba Itabuna Itacaré Itaeté Itagi Itagibá Itagimirim Itaguaçu da Bahia Continua...

162

Anexo 1. Continuação. Itaju do Colônia Itajuípe Itamaraju Itamari Itambé Itanagra Itanhém Itaparica Itapé Itapebi Itapetinga Itapicuru Itapitanga Itaquara Itarantim Itatim Itiruçu Itiúba Itororó Ituaçu Ituberá Iuiú Jaborandi Jacaraci Jacobina Jaguaquara Jaguarari Jaguaripe Jandaíra Jequié Jeremoabo Jiquiriçá Jitaúna João Dourado Juazeiro Jucuruçu Jussara Jussari Jussiape Lafaiete Coutinho Lagoa Real Laje Lajedão Lajedinho Lajedo do Tabocal Lamarão Lapão Lauro de Freitas Lençóis Licínio de Almeida Livramento de Nossa Senhora Luís Eduardo Magalhães Macajuba Macarani Macaúbas Macururé Madre de Deus Maetinga Maiquinique Mairi Malhada Malhada de Pedras Manoel Vitorino Mansidão Maracás Maragogipe Maraú Marcionílio Souza Mascote Mata de São João Matina Medeiros Neto Miguel Calmon Milagres Mirangaba Mirante Monte Santo Morpará Morro do Chapéu Mortugaba Mucugê Mucuri Mulungu do Morro Mundo Novo Muniz Ferreira Muquém de São Francisco Muritiba Mutuípe Nazaré Nilo Peçanha Nordestina Nova Canaã Nova Fátima Nova Ibiá Nova Itarana Nova Redenção Continua...

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Nova Soure Nova Viçosa Novo Horizonte Novo Triunfo Olindina Oliveira dos Brejinhos Ouriçangas Ourolândia Palmas de Monte Alto Palmeiras Paramirim Paratinga Paripiranga Pau Brasil Paulo Afonso Pé de Serra Pedrão Pedro Alexandre Piatã Pilão Arcado Pindaí Pindobaçu Pintadas Piraí do Norte Piripá Piritiba Planaltino Planalto Poções Pojuca Ponto Novo Porto Seguro Potiraguá Prado Presidente Dutra Presidente Jânio Quadros Presidente Tancredo Neves Queimadas Quijingue Quixabeira Rafael Jambeiro Remanso Retirolândia Riachão das Neves Riachão do Jacuípe Riacho de Santana Ribeira do Amparo Ribeira do Pombal Ribeirão do Largo Rio de Contas Rio do Antônio Rio do Pires Rio Real Rodelas Ruy Barbosa Salinas da Margarida Salvador Santa Bárbara Santa Brígida Santa Cruz Cabrália Santa Cruz da Vitória Santa Inês Santa Luzia Santa Maria da Vitória Santa Rita de Cássia Santa Teresinha Santaluz Santana Santanópolis Santo Amaro Santo Antônio de Jesus Santo Estevão São Desidério São Domingos São Felipe São Félix São Félix do Coribe São Francisco do Conde São Gabriel São Gonçalo dos Campos São José da Vitória São José do Jacuípe São Miguel das Matas São Sebastião do Passe Sapeaçu Sátiro Dias Saubara Saúde Seabra Sebastião Laranjeiras Senhor do Bonfim Sento Sé Serra do Ramalho Serra Dourada Serra Preta Serrinha Continua.. Continuação.Anexo 1. 164 ..

Anexo 1. Serrolândia Simões Filho Sítio do Mato Sítio do Quinto Sobradinho Souto Soares Tabocas do Brejo Velho Tanhaçu Tanque Novo Tanquinho Taperoá Tapiramutá Teixeira de Freitas Teodoro Sampaio Teofilândia Teolândia Terra Nova Tremedal Tucano Uauá Ubaíra Ubaitaba Ubatã Uibaí Umburanas Una Urandi Uruçuca Utinga Valença Valente Várzea da Roça Várzea do Poço Várzea Nova Varzedo Vera Cruz Vereda Vitória da Conquista Wagner Wanderley Wenceslau Guimarães Xique-Xique 165 . Continuação.

3 Metade do processo de espigamento completo.2 Grãos no estádio de massa (conteúdo macio e seco). Bainhas foliares começam a alongar-se. mas ainda enrolada. 5 Pseudocaule (formado por bainhas foliares) fortemente desenvolvido.4 Final do florescimento. 8 Folha bandeira visível. 10 Bainha da folha bandeira completamente desenvolvida.1 Grãos no estádio leitoso. Estádio Maturação 11 Grãos no estádio leitoso a maturação. 10. 9 Lígula da folha bandeira já visível. 10. 10.4 Maturação de colheita.5. Estádio Espigamento 10. 3 Afilhos formados. Estádio Alongamento do colmo 6 Primeiro nó do calmo visível. Estádio Florescimento 10. Algumas cultivares pode apresentar hábito prostrado. 166 . 10. 11.5. Estádios fenológicos da escala de Feeks (1940). modificada por Large (1954) Estádio Afilhamento 1 Plantas recém-emergidas. 11. 10.3 Florescimento completo na parte basal da espiga. 11.3 Grãos duros (difíceis de serem rompidos com a unha do polegar). mas as espigas ainda não são visíveis. Folhas enroladas em espiral.2 Um quarto do processo de espigamento completo. Início do período de emborrachamento.2 Florescimento completo na parte apical da espiga. grãos no estágio aquoso.5 Todas as espigas fora das bainhas.1 Primeiras espigas recém-visíveis. 11. com uma ou mais folhas.5. 10. Palhas secas.Anexo 2 (Escalas fenológicas) A seguir está apresentada a escala fenológica de Feeks & Large (1954). 2 Início do afilhamento.1 Início do florescimento. 4 Inicio do aparecimento do pseudocaule. 10.4 Três quartos do processo de espigamento completo. 7 Segundo nó do colmo já formado.5.

Estádios fenológicos da escala de Feeks (1940). modificada por Large (1954) Fonte: Large e Feeks (1954). 167 .

Descrição dos estágios de crescimento da escala decimal de Zadoks 0 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 1 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 2 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Germinação Semente seca Início da embebição (absorção de água) -Embebição completa -Radícula (raíz) emergiu da cariopse (semente) -Coleóptilo -Primeiria folha visível Crescimento da plântula 1ª folha fora do coleóptilo 1ª folha desenrolada 2ª folha desenrolada 3ª folha desenrolada 4ª folha desenrolada 5ª folha desenrolada 6ª folha desenrolada 7ª folha desenrolada 8ª folha desenrolada 9ª folha desenrolada Afilhamento Apenas afilho principal Afilho principal mais 1 afilho Afilho principal mais 2 afilhos Afilho principal mais 3 afilhos Afilho principal mais 4 afilhos Afilho principal mais 5 afilhos Afilho principal mais 6 afilhos Afilho principal mais 7 afilhos Afilho principal mais 8 afilhos Afilho principal mais 8 ou mais afilhos 5 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 6 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 7 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 Espigamento -Primeiras espiguetas da espiga visíveis -1/4 da espiga visível -1/2 da espiga visível -3/4 da espiga visível -Surgimento da espiga Florescimento -Início do floresciemnto ---Metade do florescimento ---Florescimento completo Grão leitoso -Grão com água -Grão poco leite -Grão médio leite -Grão muito leite --- 168 .A seguir está apresentada a escala fenológica de Zadoks. Chang & Konzak (1974).

3 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 4 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 Alogamento do colmo Pseudocaule (bainha das folhas) 1º nó detectável 2º nó detectável 3º nó detectável 4º nó detectável 5º nó detectável 6º nó detectável Folha bandeira visível -Lígula da folha bandeira visível Emborrachamento -Bainha da folha bandeira se estendendo -Início do emborrachamento -Emborrachamento -Abertura da bainha da folha bandeira -Primeiras aristas visíveis 8 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 9 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 Grão Pastoso ---Grão massa mole -Grão massa média Grão massa dura --Maturação -Cariopse dura (difícil de dividir) Cariopse rigida (não se consegue dividirr) Cariopse murchando Mais madura palha seca Semente dormente Germinação 50% viável Sementes não dormentes Dormência secundária induzida Dormência secundária perdida 169 .

(1974). .170 Duas folhas Primeiro afilho Terceiro afilho Bainha da folha Primeiro nó Segundo nó Folha bandeira Lígula da folha bandeira Emborrachamento Bainha abrindo Espiga visível Metade da espiga Espiga fora da bainha Florescimento Grão aquoso Estágios de cresciemnto Fonte: Zadocks et al.

171 .

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