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Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde

Guia do profissional em treinamento

Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental - ReCESA

Resíduos Sólidos
Nível 2

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde

Guia do profissional em treinamento

Resíduos Sólidos
Nível 2

Promoção Rede de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental - ReCESA Realização Núcleo Sudeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental - NUCASE Instituições integrantes do Nucase Universidade Federal de Minas Gerais (líder) | Universidade Federal do Espírito Santo | Universidade Federal do Rio de Janeiro | Universidade Estadual de Campinas Financiamento Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia | Fundação Nacional de Saúde do Ministério da Saúde | Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades Apoio organizacional Programa de Modernização do Setor Saneamento-PMSS Patrocínio FEAM - Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais

Comitê gestor da ReCESA · Ministério das Cidades; · Ministério da Ciência e Tecnologia; · Ministério do Meio Ambiente · Ministério da Educação; · Ministério da Integração Nacional; · Ministério da Saúde; · Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES); · Caixa Econômica Federal (CAIXA);

Comitê consultivo da ReCESA · Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva – ABCMAC · Associação Brasileira de Engenharia Sanitária E Ambiental – ABES · Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH · Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública – ABLP · Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais – AESBE · Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento – ASSEMAE · Conselho de Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica – Concefet · Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA · Federação de Órgão para a Assistência Social e Educacional – FASE · Federação Nacional dos Urbanitários – FNU · Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas – Fncbhs · Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras – Forproex · Fórum Nacional Lixo e Cidadania – L&C · Frente Nacional Pelo Saneamento Ambiental – FNSA · Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM · Organização Pan-Americana de Saúde – OPAS · Programa Nacional de Conservação de Energia – Procel · Rede Brasileira de Capacitação Em Recursos Hídricos – Cap-Net Brasil

Parceiros do Nucase

· Cedae/RJ - Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro · Cesan/ES - A Companhia Espírito Santense de Saneamento · Comlurb/RJ - Companhia Municipal de Limpeza Urbana · Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais · DAEE - Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo · DLU/Campinas - Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura Municipal de Campinas · Fundação Rio-Águas · Incaper/Es - O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural · IPT/SP - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo · PCJ - Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí · SAAE/Itabira - Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Itabira – MG. · SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo · SANASA/Campinas - Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. · SLU/PBH - Serviço de Limpeza Urbana da prefeitura de Belo Horizonte · Sudecap/PBH - Superintendência de desenvolvimento da capital da prefeitura de Belo Horizonte · UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto · UFSCar - Universidade Federal de São Carlos · UNIVALE – Universidade Vale do Rio Doce

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde

Guia do profissional em treinamento

Resíduos Sólidos
Nível 2

R232

Resíduos sólidos : gerenciamento de resíduos de serviços de saúde : guia do profissional em treinamento : nível 2 / Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (org.). – Brasília : Ministério das Cidades, 2008. 98 p. Nota: Realização do NUCASE – Núcleo Sudeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental (Coordenadores temáticos: Carlos Augusto de Lemos Chernicharo, Léo Heller; Liséte Celina Lange; Paulo Roberto Diniz Junqueira Barbosa e Valer Lúcio de Pádua). 1. Resíduos sólidos - tratamento. 2. Hospitais – resíduos. 3. Serviços de saúde. 5. Gestão de resíduos. 4. Lixo hospitalar. I. Brasil. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. II. Núcleo Sudeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental. CDD – 628.4 Catalogação da Fonte : Ricardo Miranda – CRB/6-1598

Conselho Editorial Temático

Conselho Editorial Temático do Nucase Liséte Celina Lange – UFMG Álvaro Luiz Gonçalves Cantanhede – UFRJ Eglé Novaes Teixeira – Unicamp Conselho Editorial Temático do Nucasul Luciana Paulo Gomes – Unisinos Armando Borges de Castilhos Júnior – UFSC Cláudia Teixeira Panarotto – UCS
Profissionais que participaram da elaboração deste guia

Professora Doutora Liséte Celina Lange – UFMG | Doutora Noil Amorim de Menezes Cussiol – CDTN/ CNEN | Professora Doutora Vânia Elisabete Schneider – UCS
Consultores Liséte

Celina Lange (conteudista) | Noil Amorim de Menezes Cussiol (conteudista) Izabel Chiodi Freitas (validadora)
Créditos

Vânia Elisabete Schneider (conteudista) | Wesley Schettino de Lima (conteudista)

Consultoria pedagógica cátedra da Unesco de Educação a Distância - FaE/UFMG Juliane Correa | Sara Shirley Belo Lança
Projeto Gráfico e Diagramação

Marco Severo | Rachel Barreto | Romero Ronconi
Impressão Sigma

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte.

Uma concepção de saneamento em que a técnica e a tecnologia são colocadas a favor da prestação de um serviço público e essencial. dos recursos reservados ao Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. a SNSA conduz ações em capacitação como um dos instrumentos estraalcance de melhorias de desempenho e da qualidade na prestação dos serviços e a integração de políticas setoriais. A missão da SNSA ganhou maior relevância e efetividade com a agenda do saneamento para o quadriênio 2007-2010. que compreendeu a necessidade de agregar outros olhares e sabe“contornar todos os meandros do rio. antes de chegar ao seu curso principal”. urbanos passassem a ser encarados como política de Estado. manutenção e gestão dos sistemas de saneamento. 40 bilhões de reais para investimentos em saneamento. O projeto de estruturação da Rede de Capacitação e Extensão – ReCESA constitui importante iniciativa nesta direção. Um grupo. A ReCESA tem o propósito de reunir um conjunto de instituições e entidades com o objetivo de coordenar o desenvolvimento de propostas pedagógicas e de material didático. em nível nacional.Apresentação da ReCESA A criação do Ministério das Cidades no Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. bem como promover ações de intercâmbio e de extensão tecnológica que levem em consideração as peculiaridades regionais e as diferentes políticas. com dimensão urbana e ambiental. técnicas e tecnologias visando capacitar profissionais para a operação. ∙ Comitê gestor da ReCESA em 2003. o res. haja vista a decisão do Governo Federal de destinar. ainda que para isso tenha sido necessário . permitiu que os imensos desafios Tecnológica em Saneamento Ambiental tégicos para a modificação de paradigmas. predominantemente formado por profissionais da engenharia. Para a estruturação da ReCESA foram formados Núcleos Regionais e um Comitê Gestor. Nesse contexto. a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA) inaugurou um paradigma que inscreve o saneamento como política pública. cabe destacar que este projeto ReCESA tem sido bastante desafiador para todos nós. mas. Nesse novo cenário. Por fim. promotora de desenvolvimento e da redução das desigualdades sociais.

tendo como instituições co-executoras a Universidade de Caxias do Sul – USC –. doze relacionados aos sistemas de abastecimento de água. Atendendo aos requisitos de abrangência temática e de capilaridade regional. tipos de linguagem e recursos de interatividade. foram tomados cuidados especiais com a forma de abordagem dos conteúdos. a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – e a Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. denominados temas transversais.Nucase e Nucasul Os guias Os Núcleos Sudeste e Sul de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – Nucase e Nucasul – têm por objetivo o desenvolvimento de atividades de capacitação de profissionais da área de saneamento. doze sobre sistemas de esgotamento sanitário.CPMD Coordenadores institucionais do Nucase e Nucasul . em seis estados da Região Sudeste e Sul do Brasil. O Nucasul é coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC –. merece destaque a produção dos Guias dos profissionais em treinamento. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS – e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos -Unisinos. tendo como instituições co-executoras a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES –. Dentre as diversas metas estabelecidas pelo NUCASE. em seus estados. A coletânea de materiais didáticos produzidos pelo Nucase é composta de 42 guias que serão utilizados em oficinas de capacitação para profissionais que atuam na área do saneamento. Os guias têm uma identidade visual e uma abordagem pedagógica que visa estabelecer um diálogo e a troca de conhecimentos entre os profissionais em treinamento e os instrutores. que servirão de apoio às oficinas de capacitação de operadores em saneamento que possuem grau de escolaridade variando do semi-alfabetizado ao terceiro grau. O Nucase é coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Para isso. São seis guias que versam sobre o manejo de águas pluviais urbanas. Equipe da central de produção de material didático . nove que contemplam os resíduos sólidos urbanos e três terão por objeto temas que perpassam todas as dimensões do saneamento. prestadores de serviços de saneamento e entidades específicas do setor. as universidades que integram o Nucase e Nucasul têm como parceiros.

Os temas abordados nesta série dedicada aos integrada de resíduos sólidos urbanos. Certamente há muitos outros temas importantes a serem abordados. mas considera-se que este é um primeiro e importante passo para que se tenha material didático. Os temas que compõem esta série foram definidos por meio de uma consulta aos serviços de limpeza urbana dos municípios. Gerenciamento de resíduos da construção civil. os mais relevantes para o desenvolvimento do projeto pelo Nucase.Apresentação da área temática: Resíduos sólidos urbanos A série de guias relacionada aos resíduos sólidos urbanos resultou do trabalho coletivo que envolveu a participação de dezenas de profissionais. Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. destinado a profissionais da área de saneamento que raramente têm oportunidade de receber treinamento e atualização profissional. instituições de ensino e pesquisa e profissionais da área. Coordenadores da área temática de resíduos sólidos urbanos . produzido no Brasil. resíduos sólidos urbanos incluem: Gestão Processamento de resíduos sólidos orgânicos. Saúde e segurança do trabalho aplicada ao gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. Projeto. no momento. operação e monitoramento de aterros sanitários. prefeituras. com o objetivo de se definir os temas que a comunidade técnica e científica da região Sudeste considera.

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...........................93 Referências bibliográficas ..................................................... 11 Resíduos de Serviços de Saúde – RSS...............................................................................................................................33 Etapas do gerenciamento dos grupos de classificação dos RSS ..................................................................................................93 .................................................................................. 61 Grupo C ................................25 Gerenciamento de RSS ......................................................... 14 Conceito de resíduos de serviços de saúde e fontes geradoras ............................................71 Grupo D .........................33 Classificação dos RSS ...........................89 Reavaliando os conhecimentos ............................................................................................................................................................................. 41 Grupo A .. 43 Grupo B ..................Sumário Introdução ..................................................79 Grupo E ............................................... 18 Impactos negativos do mau gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde .................

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Esperamos. nho. o meio ambiente. até o final de nossas os resíduos de serviços de saúde de maneira a diversificadas fontes geradoras. provocando. diante do exposto. listariam também clínicas odontológicas. perceberemos que.Introdução Caro Profissional. E. quando mal gerenciados. se pensarmos um pouco adiante. tais como: para onde encaminhar adequadamente não causar impactos negativos à saúde coletiva. geramos tais resíduos. uma gama ao longo desse guia o qual foi dividido em dois 11 . as fontes geradoras são muitas e variadas. E é justamente essa enorme gama de substâncias e materiais que. realizasse a seguinte atividade proposta. tomamos uma série de vacinas. entre outros locais. Profissional.ReCESA agulhas. entre outros. Se continuarmos por esse camividas. passamos por atendimentos médicos. . Porém. Como podemos perceber. mais resíduos são gerados em serviços de saúde. em função das enorme e variada de substâncias que constituem os resíduos gerados na assistência à saúde. no momento do parto. hospitalares ou nos submetemos a tratamentos dentários. põem em risco a saúde da população e do trabalhador que diretamente manuseia os resíduos. a geração de resíduos está presente. aos recursos hídricos? Será que eles possuem características diferentes dos demais resíduos gerados por nós? Será que os medicamentos ou as fraldas descartáveis encontradas nas lixeiras de nossas casas são também resíduos de serviços de saúde? É melhor incinerá-los ou dispô-los em aterros sanitários? Qual fração deve ser tratada dentro dos estabelecimentos de saúde? Esses e outros questionamentos serão discutidos e trabalhados conceitos-chave: . inúmeras perguntas devem estar aguçando sua mente. ao meio ambiente. gostaríamos que você. Em todos os momentos de nossas vidas. perceberemos. ferimentos devido ao mau acondicionamento de bisturis. Mas o que são resíduos de serviços de saúde? Muitos diriam que são aqueles gerados nos hospitais e postos de saúde. a geração de resíduos é uma constante que nos acompanha. por meio do descarte inadequado de rejeitos químicos e radioativos. seja ela humana ou animal. com essa divisão.Resíduos de serviços de saúde – RSS. Essa constatação não é diferente para a geração de resíduos de serviços de saúde. farmácias.Gerenciamento de RSS. antes de prosseguirmos. coletivamente. À medida que crescemos. clínicas veterinárias. quando certos produtos químicos e materiais biológicos são descartados na rede coletora de esgoto domiciliar sem prévio tratamento. Já ao nascermos. os recursos hídricos. Outros iriam além. entre vários outros riscos e problemas. ou seja. Guia do profissional em treinamento . facilitar nossas atividades e estudos. por exemplo.

Atividade A seguir é apresentada uma planta de um hospital e algumas informações sobre o gerenciamento de resíduos sólidos no município onde ele se localiza. 12 Resíduos Sólidos .Nível 2 . Primeiro Andar Fonte: CUSSIOL. 2008 Esse hospital está localizado em um município com as seguintes características: População: 30. Distância da capital: 150 km.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .000 habitantes. Responsável pelos serviços de limpeza urbana: Secretaria Municipal de Obras.

proponha um gerenciamento interno e externo para eles. ∙ Todo efluente gerado é lançado na rede de esgoto domiciliar. no lixão. ∙ Inexistência de curso de capacitação de garis. Guia do profissional em treinamento . Quais tipos de resíduos são gerados no hospital como base nas plantas ap resentadas? Após identificar os resíduos. ∙ Alto índice de acidentes com perfurocortantes entre os funcionários da limpeza. ∙ Possui uma autoclave em estado precário. ∙ Não possui coleta seletiva. ∙ Baixa capacidade gerencial do setor de limpeza urbana. Como foi o exercício? Houve dificuldades? Guarde suas respostas. ∙ Presença de crianças no lixão. ∙ Alto índice de embalagens descartadas no lixão. a céu aberto. para depois serem vendidos no município. ∙ Coleta domiciliar onerosa. Dados complementares: ∙ O hospital apresenta 60 leitos. pois. ∙ Inexistência de caminhão coletor de qualquer tipo. ∙ Frágil organização da população no tocante às questões relativas à limpeza urbana. situado na localidade vizinha. ∙ Grande quantidade de remédios vencidos na farmácia do hospital. separando materiais comerciáveis. ∙ Não-cobrança da taxa de limpeza pública. ∙ Há um incinerador somente na capital. retornaremos a essa primeira atividade e discutiremos as dificuldades encontradas por você. ao final desse guia.Diagnóstico do sistema de limpeza urbana: ∙ Inexistência de aterro sanitário: todo o resíduo coletado é lançado.ReCESA 13 . a 4 km da cidade.

tratar e distribuir a água que será utilizada em casas. .Contextualizar os aspectos legais referentes ao gerenciamento de RSS. Mais comumente chamado de lixo. no comércio e na indústria.Apresentar um conceito de resíduos de serviços de saúde – RSS. para os mais diversos fins.Identificar as fontes geradoras dos RSS e quantidades geradas de RSS. sistema de esgotamento sanitário. pois seus impactos negativos ultrapassam as questões ambientais e atingem as mais diversas áreas. Sistema de abastecimento de água: sistema que tem por objetivo captar.OBJETIVOS: . um deles se destaca por sua magnitude: os resíduos sólidos. transportar. na saúde do trabalhador e coletiva. Dentre os vários problemas. os resíduos sólidos roubaram a cena nesse começo de século. beber.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . entre outros. poluição dos recursos hídricos. eles prejudicam todos os outros componentes do saneamento básico (esgotamento sanitário. abastecimento de água e drenagem de águas pluviais urbanas). Resíduos de Serviços de Saúde RSS No final do século XX e início do século XXI. drenagem de água de chuvas – drenagem pluvial. gerenciamento de resíduos sólidos. . no meio ambiente e na bacia hidrográfica.Trabalhar e discutir os impactos negativos causados pelos RSS na sociedade. Saneamento e suas dimensões Saneamento básico: conjunto formado pelos sistemas de abastecimento de água. etc. tais como cozinhar. 14 Resíduos Sólidos . esgotamento dos recursos não-renováveis. como o aquecimento global. vamos ler o texto “Saneamento e suas dimensões” e esclarecer nossas dúvidas a respeito do referido termo.Nível 2 . tomar banho. Por falar em saneamento básico. as sociedades modernas vêm discutindo e enfrentando várias questões ambientais. Quando os resíduos sólidos são mal gerenciados. .

amebíase. tratar e dispor sanitariamente o esgoto gerado em casas. quando resíduos de serviços de saúde foram encontrados boiando em algumas praias da Flórida. Já as atribulações sociais ocasionadas pelos resíduos sólidos ficam bem-representadas na figura degradante das crianças e catadores em lixões. a fim de promoverem a segurança e proteção da saúde da população e do meio ambiente com relação aos resíduos gerados em estabelecimentos prestadores de serviços de saúde dispostos de forma inadequada. via incineração. em 1891. eles fornecem abrigo e alimento a vários vetores causadores de moléstias aos seres humanos. galerias e poços de visita. remonta a séculos passados. coletar. minimizando problemas como inundações. tubulações de ligação. Dentro do contexto apresentado até o momento e dentre os vários tipos de resíduos sólidos gerados no meio urbano. elefantíase.ReCESA 15 . a microdrenagem se constitui de meio-fio. diversos aparatos legais passaram a ser publicados. objetivo é captar e transportar as águas de chuva a um destino correto. no Brasil. e projetos para o aproveitamento destes como fonte de energia.Sistema de esgotamento sanitário: sistema Sistema de drenagem pluvial: sistema cujo que tem por objetivo afastar. durante o verão de 1987 e 1988 (auge da AIDS – Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida). porém. bocas-de-lobo. os resíduos de serviços de saúde ganharam destaque legal no início da década de 90. O primeiro incinerador para os RSS foi instalado em um hospital de Nova York. um ganhou destaque nas últimas duas décadas: os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). Gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações técnico-operacionais que objetivam reduzir na fonte. Contudo. Seguindo as tendências internacionais. quando foi aprovada a Resolução Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) n° 006/91 que desobrigou a incineração ou qualquer outro tratamento de queima dos resíduos sólidos provenientes dos estabelecimentos de saúde e Guia do profissional em treinamento . tais como dengue. acondicionar. febre tifóide. Acesse o software “Bacia Hidrográfica Virtual” e assista a uma animação sobre saneamento básico e suas dimensões. no comércio e nas indústrias. tratar e dispor corretamente o resíduo gerado. sarjeta. Por exemplo. transportar. datam de 1937. coletar e transportar. Os resíduos sólidos podem provocar impactos negativos ainda no que tange à saúde do trabalhador e à coletiva. A preocupação com esse tipo de resíduo. Mesmo não sendo os resíduos sólidos diretamente transmissores de doenças.

acondicionamento e disposição final dos resíduos. foi promulgada a Resolução de Diretoria Colegiada. e deu competência aos órgãos estaduais de meio ambiente para estabelecerem normas e procedimentos ao licenciamento ambiental do sistema de coleta. disseminação e modificação desses agentes no ambiente. causadores de condições ambientais potencialmente perigosas que favoreçam a persistência. à saúde e ao meio ambiente. que dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. dentro de um período determinado de tempo ou idade. O entendimento foi alcançado com a revogação da Resolução Conama n° 16 Resíduos Sólidos . não havia sido contemplado em nenhuma resolução ou norma federal. A resolução passou a considerar os riscos aos trabalhadores. Fonte: Série ANVISA – Tecnologia em Serviços de Saúde – Volume 1 Nessa perspectiva. para implementarem o PGRSS. garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços. desde então. o que. RDC Anvisa n° 33/03. define os procedimentos gerais para o manejo dos resíduos a serem adotados na ocasião da elaboração do plano. o Conama publicou a Resolução n° 5/1993. químicos ou biológicos. decorrentes da ação de agentes físicos. Essa situação levou os dois órgãos a buscarem a harmonização das regulamentações. dentro da competência legal que lhe é atribuída pela Lei no 9782/99. químicos ou biológicos. A adoção dessa metodologia de análise de risco da manipulação dos resíduos gerou divergência com as orientações estabelecidas pela Resolução Conama n° 283/01. a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). o mesmo órgão publicou a Resolução Conama n° 283/01 que dispõe especificamente sobre o tratamento e destinação final dos resíduos de serviços de saúde. chamou para si essa responsabilidade e passou a promover um grande debate público para orientar a publicação de uma norma específica. modifica o termo Plano de Gerenciamento de Resíduos da Saúde para Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).de terminais de transporte. transporte.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Risco à Saúde: é a probabilidade da ocorrência de efeitos adversos à saúde relacionados com a exposição humana a agentes físicos. em que um indivíduo exposto a um determinado agente apresente doença. em 2003. e participando da construção de seu acesso”. Risco para o Meio Ambiente: é a probabilidade da ocorrência de efeitos adversos ao meio ambiente. cumprindo sua missão de “proteger e promover a saúde da população. não englobando mais os resíduos de terminais de transporte.Nível 2 . impõe responsabilidade aos estabelecimentos de saúde em operação e àqueles a serem implantados. Assim. nos estados e municípios que optaram pela não-incineração. agravo ou até mesmo morte. Depois. A fim de definir normas mínimas para o tratamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde. portos e aeroportos e estender tais exigências aos terminais ferroviários e rodoviários.

Estabelece procedimentos operacionais em função dos riscos envolvidos e concentra seu controle na inspeção dos serviços de saúde. Por outro lado. Guia do profissional em treinamento . essas resoluções exigem que os resíduos recebam manejo específico. fundamentada na análise dos riscos envolvidos. transporte. e a publicação da RDC Anvisa n° 306/04 e da Resolução Conama n° 358. Com isso. desde a sua geração até a disposição final. portanto. Profissional. inclusive o Brasil. a estabelecerem leis. normas e regulamentos para esse tipo de resíduo. A RDC Anvisa n° 306/04 e a Resolução Conama n° 358/05 versam sobre o gerenciamento dos RSS em todas as suas etapas. tratamento e disposição final. um processo de mudança de paradigma (modelo) no trato dos RSS. em maio de 2005. coletivamente discuta as perguntas propostas na atividade a seguir. Bom. A RDC Anvisa n° 306/04 concentra sua regulação no controle dos processos de segregação.ReCESA 17 . armazenamento. definem a conduta dos diferentes agentes da cadeia de responsabilidades pelos RSS. em que a prevenção passa a ser eixo principal e o tratamento é visto como uma alternativa para dar destinação adequada aos resíduos com potencial de contaminação. a Resolução Conama n° 358/05 trata do gerenciamento sob o prisma da preservação dos recursos naturais e do meio ambiente e define a competência aos órgãos ambientais estaduais e municipais para estabelecerem critérios para o licenciamento ambiental dos sistemas de tratamento e destinação final dos RSS. Atividade Por que os resíduos de serviços de saúde passaram a ser tão preocupantes? Enumere algumas razões que levaram diversos países. nós vimos então um breve histórico o qual contextualiza a situação dos resíduos de serviços de saúde no mundo e no Brasil. das disposições que tratam dos resíduos sólidos oriundos dos serviços de saúde na Resolução Conama n° 5/93. da RDC Anvisa n° 33/03.283/01. refletem. acondicionamento. definindo competências e responsabilidades para tais procedimentos. Agora.

∙ estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde. Resíduos de Serviços de Saúde ou RSS são os resíduos resultantes de atividades exercidas por estabelecimento gerador que. exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final. As fontes geradoras. você considera a harmonização das regulamentações feitas pela Anvisa e Conama satisfatória e suficiente? Essa harmonização é de fato exercida na prática em seu município? Existe uma cooperação entre os agentes da saúde e do meio ambiente? Você proporia mudanças nas atuais Anvisa n° 306/04 e Conama n° 358/05 com o objetivo de melhorar o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde? Quais seriam as mudanças e por quê? Conceito de resíduos de serviços de saúde e fontes geradoras Até o momento. são definidas pela RDC Anvisa n° 306/04 e pela Resolução Conama n° 358/05 como sendo ∙ serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. 18 Resíduos Sólidos . necessitam de processos diferenciados em seu manejo. mas ainda não foi apresentado um conceito para esses resíduos e nem definidas as fontes geradoras deles. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. por suas características.Do ponto de vista das políticas públicas referentes aos resíduos de serviços de saúde. foi apresentado um breve histórico que contextualiza o surgimento de leis e normas referentes aos RSS. por sua vez. ∙ laboratórios analíticos de produtos para a saúde. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Nível 2 . ∙ serviços de medicina legal. ∙ drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. Na RDC Anvisa n° 306/04. ∙ necrotérios.

∙ serviços de acupuntura. ou diretamente na geração de frascos de soro. ∙ unidades móveis de atendimento à saúde. Composição Gravimétrica dos Resíduos de Serviços de Saúde – São Carlos/SP Fonte: ANDRADE. onde encontramos a maior heterogeneidade. No gráfico a seguir. algumas atividades assemelham-se àquelas realizadas nas residências. distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. por exemplo. Entre todas essas fontes geradoras. o hospital assemelha-se a um hotel com alguns serviços especiais. no conceito-chave 2. J. são mostrados a quantidade e tipos de materiais gerados em alguns estabelecimentos de serviços de saúde dos municípios de São Carlos e São Paulo. nós discutiremos algumas ações que objetivam a minimização desses resíduos. por isso também. ∙ distribuidores de produtos farmacêuticos. são resíduos comuns.1671 apud CUSSIOL. Sendo assim. orgânicos ou potencialmente recicláveis (entre 75 % a 90 %). p. Logo. as mais conhecidas e também as maiores geradoras são os hospitais onde são oferecidos serviços diversos e.∙ centro de controle de zoonoses. a maior parte dos resíduos gerados nos estabelecimentos de assistência à saúde (em particular os hospitais). 2005. B. Se você pensar bem. 1999. L.ReCESA 19 . ∙ serviços de tatuagem. especificamente quando considerados setores como almoxarifados. Profissional.. Papelão Papelão 5% Tecido 9% Tecido 9% Outros Outros 8% 8% Metal Metal 5% 5% 5% Matéria Orgânica Matéria Orgânica 2% 2% Madeira Madeira 1% 1% Plástico Duro Plástico Duro 10% 10% Papel 31% Papel Plástico Filme Plástico Filme 14% 14% 31% Vidro Vidro 15% 15% Guia do profissional em treinamento . importadores. e os resíduos gerados também. entre outros similares. e. que têm um alto valor no mercado da reciclagem. lanchonetes e farmácias que recebem mercadorias e descartam grandes quantidades de embalagens. cozinhas ou Serviço de Nutrição e Dietética – SND –.

clínicas. para qualquer fim a que se destine essa quantificação. microrganismos causadores de doenças. consultórios. Quantidade (kg/dia) Resíduo séptico 38 65 82 Resíduo não séptico 112 155 173 150 220 255 Séptico: que contém germes patogênicos. são mostradas as quantidades geradas de resíduos sépticos e não-sépticos pelo número de leitos de um hospital. adota-se uma relação entre a quantidade média gerada por dia com o número de leitos ocupados. com o objetivo de se obter uma média representativa. a fração de resíduos de serviços de saúde que necessitam de cuidados especiais está entre 10 a 25 % do total gerado de resíduos. Nesse caso.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . ou seja. Para avaliar a geração por paciente.Nível 2 . ambulatórios. Assim sendo. do tipo de alimentação utilizado no hospital. etc. Mato Grosso Tipo do hospital RSS total Menos de 50 leitos Entre 50 e 100 leitos Mais de 100 leitos Fonte: SANTOS et al. Na tabela a seguir. 2005. da época em que são feitas as medições. postos de saúde. 1999 apud CUSSIOL. como apresentado no gráfico e na tabela. na cidade de Campo Grande. com a qual se forma um parâmetro comparativo. o correto é proceder a uma pesagem por 7 dias consecutivos. 20 Resíduos Sólidos . dos hábitos e procedimentos médico-hospitalares adotados.Dessa maneira. quando for necessário quantificar os RSS gerados em um estabelecimento. normalmente.. divide-se a quantidade de RSS gerada e pesada no dia pelo número de pacientes atendidos. de acordo com a classificação da Resolução Conama 5/93 vigente na época em que o trabalho foi desenvolvido. Essa relação pode ser aplicada a outros estabelecimentos de serviços de saúde como farmácias. Mas como estimar a quantidade gerada de resíduos? A quantidade de RSS gerados depende do tipo de estabelecimento. entre outras variáveis. Taxa de geração de RSS em três hospitais.

47 16.16 4.469.76 0.36 Reciclável Infectante Especial Total Número de leitos: 267.4 25.33 986.36 96. ocupação média no período: 109.39 517.26 560.36 0. Taxa de ocupação = 93.75 16.44 0.56 Volume médio diário (litros) Comum Índice de geração litros/leito/dia 15.29 Taxa de geração (%) 59.89 0.Na vigência da atual RDC Anvisa n° 306/04 e Conama n° 358/05.17 100.11 2. Resíduo Geração média Diária (kg) 306. as tabelas a seguir apresentam a geração média diária de estabelecimentos de atendimento à saúde do município de Caxias do Sul-RS Média de resíduos por categoria.23 94.73 3.573.87 142.24 33.21 100.92 652. Ocupação média no período: 249 leitos.48 0.8.38 18.684.27 Índice de geração kg/leito/dia 1. no período de 24 meses.92 72.63 8 012.78 23.25 5. taxa de ocupação: 76.27 8 161. no período de 24 meses Resíduo Geração média Diária (kg) 297.67 Volume médio diário (litros) Comum Índice de geração litros/leito/dia 32.07 3.ReCESA 21 .26 Fonte: SCHNEIDER.41 101.04 144.2 100.00 3. no hospital SUS.26 3.65 37.04 Taxa de geração (%) 52. 2005 Guia do profissional em treinamento .25% Fonte: SCHNEIDER.561.30 Índice de geração kg/leito/dia 2.90 0.03 Reciclável Infectante Especial Total Número de leitos: 144.00 3. 2005 Média de resíduos por categoria.85 0.5 17. no hospital conveniado.65 0.9 4.19 19.15 4.

como aids. Assistência Domiciliar O modelo “Home Care” (ou Assistência Domiciliar) de atendimento à saúde surgiu em Genebra – Suíça. teve seu início no final da década de 70. mais de 20 mil empresas prestadoras de serviços de Assistência Domiciliar estão cadastradas no país. Presta. entre outras. com a finalidade de atender a doentes crônicos. atendendo cerca de 5 mil pacientes. musculares e múltiplas). França. esse tipo de serviço e fornece um conceito para ele. etc). como câncer. são os domicílios. Israel e África do Sul têm programas de Assistência Domiciliar. camisinhas. remédios vencidos. Outros países. ampliando a oferta de leitos disponíveis. em hospitais públicos. e. por iniciativa da Cruz Vermelha.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . absorvente feminino. que muitas vezes passa despercebida por nós. No Brasil. No início dos anos 80. doentes de Alzheimer e escleroses (arteriais. em 1968. 22 Resíduos Sólidos . doenças pulmonares. como Canadá. lâminas de barbear. Já os serviços de empresas privadas foram criados somente na década de 90. em várias esferas de situações clínicas e doenças crônicas. o país oferece atendimento domiciliar com o intuito de prevenir hospitalização ou reduzir a permanência hospitalar. em 1920. desde então. tem havido um grande crescimento no setor. O texto “Assistência Domiciliar” contextualiza. atendimento a pacientes terminais. os serviços de Assistência Domiciliar tiveram início há duas décadas. com doenças terminais. As enfermidades mais tratadas em Assistência Domiciliar são as advindas do progressivo envelhecimento da população. fralda descartável. asmáticos e pacientes com aids que não querem ser expostos publicamente. movimentando cerca de R$ 240 milhões por ano. o surgimento da epidemia de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) e a falta de leitos hospitalares contribuíram para o desenvolvimento do modelo de cuidado alternativo para os enfermos. no Brasil e no mundo. são 20 mil profissionais da saúde que trabalham na área. também. como enfisematosos. No Brasil. cerebrais.Outra fonte geradora de resíduos similares aos de serviços de saúde.Nível 2 . Nos Estados Unidos. as ditas “crônicas”. Inglaterra. que atendem a pacientes idosos. Desde então. De acordo com dados da Associação Nacional de Assistência Domiciliar nos Estados Unidos. seqüelados de acidente vascular cerebral (AVC). aos que precisam de suporte ventilatório. sendo que a internação domiciliar teve seu início marcado pelo Serviço de Assistência Domiciliar (SAD) do Hospital Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP). Esses resíduos gerados nos domicílios são provenientes dos serviços de assistência domiciliar ou da geração cotidiana de uma casa (papel higiênico. já existem cerca de 250 empresas cadastradas investindo nos programas de Assistência Domiciliar. Atualmente.

02% 4. entre elas o atendimento e a internação domiciliar. equipamentos. 2005 Fonte: CUSSIOL.28% Saco Branco Leitoso Saco Branco Leitoso Infectante Infectante 0.78% 54.30% Papel Higiênico Lenço Papel Higiênico e e Lenço de Papel de Papel 54. Internação Domiciliar: o conjunto de atividades caracterizadas pela atenção em tempo integral para pacientes com quadros clínicos mais complexos e com necessidade de tecnologia especializada de recursos humanos.26% Absorvente Hisiênico Absorvente Higiênico 4. Guia do profissional em treinamento .18% 0. os seguintes termos são assim definidos: Assistência Domiciliar: termo genérico que representa várias modalidades de atenção à saúde desenvolvidas no domicílio. atendimento de urgência/emergência e transporte. quais são esses materiais e suas porcentagens. medicamentos.02% 0. é mostrada a quantidade de resíduos potencialmente infectantes gerados nos domicílios (distritos de coleta da Regional Sul) de Belo Horizonte – Minas Gerais –.portaldoenvelhecimento.18% Aparelho de barbear 45% Fonte: CUSSIOL.28% 0.78% Ampolas Ampolas 37% 37% Aparelho de Barbear 48% Luvas Descartáveis Luvas Descartávies 0. confirmamos.02% Preservativo Preservativo 0.htm> Nos gráficos a seguir. Profissional.ReCESA 23 .02% SeringasSeringas 12% 0. Responda individualmente às perguntas apresentadas a seguir e discuta-as na atividade proposta.Segundo a Anvisa. programadas e continuadas por meio de ações preventivas e/ou assistenciais com participação da equipe multiprofissional.net/pforum/ad. 2005 Bom. Saco Frasco vazio deSoro vazio de Soro 0.30% 40.16% 12% Curativo Curativo 0.16% Lâminas Lâminas 3% 3% Fralda Descartável Fralda Descartável 40. Edna Gasques Loureiro Fonte: Disponível em: <http://www. Atendimento Domiciliar: caracteriza-se pelo conjunto de atividades de caráter ambulatorial. pelo texto e gráficos anteriores.26% 0. materiais. que há uma geração de resíduos semelhantes aos de serviços de saúde em nossas casas.

Como foi a atividade anterior.Atividade Bacia hidrográfica: é uma área natural cujos limites são definidos pelos pontos mais altos do relevo (divisores de água ou espigões dos montes ou montanhas) e dentro da qual a água da chuva é drenada superficialmente por um curso de água principal até sua saída da bacia. na sociedade e na bacia hidrográfica? Por falar em impactos negativos causados pelos RSS.Nível 2 . de um hospital ou pronto socorro? Por quê? Existe algum tipo de gerenciamento para esses resíduos em seu município? Quais os benefícios de se gerenciarem esses resíduos para a sociedade. no local mais baixo do relevo. elabore um modelo de gerenciamento para esses resíduos. para a saúde coletiva e para a bacia hidrográfica? Supondo-se que há necessidade de gerenciar também os resíduos gerados nos domicílios. ou seja. na foz do curso de água. 24 Resíduos Sólidos . Há necessidade de se gerenciarem os resíduos gerados nos domicílios como se gerenciam os resíduos de outras fontes geradoras especiais – por exemplo.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . qual(is) você listaria? Em caso de vários. faça uma lista deles e discuta-os com seus colegas. Profissional? O modelo criado por você e seus colegas seria viável de ser implantando em seu município? Ele minimizaria os impactos causados pelo mau gerenciamento dos resíduos dos domicílios na saúde coletiva.

entre outros. para tratamento de câncer. sendo esse pozinho.br/ensino/apostilas/radio. que servia de abrigo e dormitório para mendigos.pdf> Acesso em: ago.ReCESA 25 . agravos à saúde da população pela contaminação química e por rejeitos radioativos. duas pessoas retiraram sem autorização o equipamento do local abandonado. casas.Impactos negativos do mau gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde Você listou anteriormente algum(ns) impacto(s) causado(s) pelos RSS. vamos ler o texto “O acidente em Goiânia”. contrariando a Norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN. existência de material radioativo em lugares onde não deveria estar presente. A clínica foi transferida para novas instalações. utensílios e pessoas. o material radioativo foi sendo espalhando pela vizinhança e várias pessoas foram contaminadas.gov. o césio-137 fica encapsulado. não tendo sido registrados. posteriormente. Assim. Nesse tipo de fonte. 2008 Guia do profissional em treinamento . até o momento. Uma fonte radioativa de césio-137 era usada em uma clínica da cidade de Goiânia. não sendo permitida a abertura do invólucro e o manuseio da fonte sem cuidados especiais. O acidente radioativo de Goiânia resultou na morte de quatro pessoas. Eliezer de Moura Cardoso e colaboradores Fonte: Adaptado de: Apostila educativa Radioatividade. Como primeiro exemplo dos impactos negativos causados pelo mau gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e rejeitos radioativos. muito bonito.cnen. Vamos discuti-lo(s) mais detidamente a partir de agora. isto é. Apresentamos alguns dos problemas na introdução desse guia. Após vários anos de uso. embora sua atividade radioativa ainda fosse muito elevada. A blindagem foi destroçada. As demais vítimas foram descontaminadas e continuaram em observação. tais como possibilidade de poluição dos recursos hídricos pelo lançamento de produtos químicos na rede coletora de esgoto doméstico. distribuído para várias pessoas. na forma de um sal. entre 249 contaminadas. e guardado em um recipiente de chumbo. isto é. mas o material radioativo não foi retirado. . a fonte foi desativada. A CNEN foi chamada a intervir e iniciou um processo de descontaminação de ruas. O acidente em Goiânia O acidente de Goiânia envolveu uma contaminação radioativa. deixando à mostra um pó azul brilhante. Disponível em: <http://www. semelhante ao sal de cozinha. efeitos tardios provenientes do acidente. Com isso. inclusive crianças. acidentes e potencial contaminação dos trabalhadores que diretamente lidam com os resíduos de serviços de saúde e urbanos. CNEN. usado como uma blindagem contra as radiações. não foi mais utilizada. principalmente no escuro.

até a conclusão do processo na CNEN. com aprovação da CNEN. Caro Profissional. A simples comunicação do encerramento das atividades não exime a empresa da responsabilidade e dos cuidados correspondentes. centros de pesquisa. informando o destino a ser dado a esse material. possam causar contaminação radioativa? Discuta a pergunta com os demais colegas na perspectiva das gerações presentes e futuras. devido à possível presença de microrganismos como bactérias. para que o manuseio seja realizado de forma adequada. de alguma forma. ao encerrar suas atividades em um local. Via aérea. compartilhamento de drogas injetáveis. Hepatite C e AIDS (imunodeficiência humana pelo HIV) Tuberculose Modo de transmissão Praticar sexo sem proteção. medicina nuclear ou radioterapia. na indústria. nos aspectos físico e radiológico. vírus e fungos. Toda firma que usa material radioativo. a partir de espirro. Dando continuidade aos impactos. deve solicitar o cancelamento da autorização para funcionamento (operação). assim como o seu modo de transmissão: Doença Infecciosa Hepatite B.Você sabia? Qualquer instalação que utilize fontes radioativas. tosse e aerossóis (a contaminação pode ocorrer durante a trituração de resíduo contaminado. até que possam ser removidos para outro local.Nível 2 . deve ter pessoas qualificadas em Radioproteção. por exemplo).Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . frente ao que foi exposto no texto lido anteriormente. Locais destinados ao armazenamento provisório de fontes ou rejeitos devem conter tais fontes ou rejeitos com segurança. seria válido continuarmos a utilizar recursos que. são apresentadas algumas doenças infecciosas. No quadro a seguir. 26 Resíduos Sólidos . o trabalhador que lida direta e diariamente com os resíduos de serviços de saúde e os gerados nas nossas casas é submetido ao risco biológico. transfusões de sangue e acidentes profissionais com perfurocortantes contendo sangue ou secreção de pessoa contaminada.

AA1454412-5598. C. d) porta de entrada. bactérias. em Brasília. Fonte: Disponível em: http://g1. C. foi condenada ao pagamento de indenização ao gari L. 33 anos. a prefeitura recorreu. Um ano depois. continuou coletando lixo. Condenada ao pagamento de uma indenização cujo valor atualizado chega a R$ 140 mil. c) resistência do hospedeiro. C. contaminar). b) dose de infectividade (capaz de infectar. Mesmo com o dedo machucado e mostrando sinais de infecção. comemorou o resultado. o gari mostrava os primeiros sintomas de Aids. O fato aconteceu em 1995. Fonte: Adaptado da Série Anvisa – Tecnologia em Serviços de Saúde – Volume 1 Guia do profissional em treinamento .C. é o primeiro caso no Brasil em que uma prefeitura é responsabilizada por um caso de contaminação em coleta de lixo.. O gari trabalhava sem nenhum equipamento de proteção individual. é necessária a inter-relação concomitante entre os seguintes fatores: a) presença do agente (vírus. Albanesa Tonet. Prefeitura terá de indenizar gari que pegou HIV em Santa Catarina A prefeitura de Brusque . etc).ReCESA 27 . O ferimento foi profundo. alertando as autoridades e seus próprios colegas de profissão sobre os riscos da manipulação de lixo hospitalar.com/Noticias/Brasil/0. L.html Acesso em: jun 2008 Você sabia? Para que se desenvolva uma doença infecciosa. e) via de transmissão.globo. M. alegando que a contaminação não se teria dado durante o trabalho. Em estado terminal. pois estava presa debaixo da unha. Segundo a advogada de L.SC. o gari teve o dedo espetado por uma seringa com restos de sangue. nem sequer luvas.M. O recurso foi julgado improcedente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). e o trabalhador foi levado ao hospital para que a agulha fosse retirada. contaminado com o vírus HIV quando recolhia lixo hospitalar do Hospital e Maternidade Cônsul Carlos Renaux. M. M. Ao pegar um saco de lixo. L.O texto “Prefeitura terá de indenizar gari que pegou HIV em Santa Catarina” é um bom exemplo dos impactos negativos do mau gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.00..

Nível 2 .43 20 -170 150 . sejam evitados. M. Acesse o software “Bacia Hidrográfica Virtual” e veja quais outros equipamentos são utilizados nos serviços de limpeza urbana.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .180 25 . Na tabela a seguir. são apresentados alguns dos EPIs utilizados pelos garis que coletam o RSS. como o descrito no texto. M. não somente os garis estão em risco de contrair uma doença relacionada aos resíduos de serviços de saúde e urbanos.. é depositada em lixões.500 15 .000 – 2. 1974. apud LIMA L. mas também a própria população pode vir a se contaminar com esse tipo de resíduo. O problema de potenciais contaminações torna-se mais grave uma vez que a maioria dos resíduos sólidos. Organismo Doença Febre tifóide Amebíase Ascaridíase ou ascaríase Leptospirose Poliomielite Tuberculose Condição insalubre Tempo de sobrevivência (dias) 29 . é mostrado o tempo de sobrevivência de algumas bactérias e vírus presentes nos resíduos sólidos. os trabalhadores que lidam com os resíduos de serviços de saúde devem estar usando adequadamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) durante a execução do trabalho.Para que outros casos. Contudo. A seguir. inclusive os resíduos de serviços de saúde. se ele for disposto de forma inadequada. como mostrado na tabela a seguir.70 8 -12 2.40 Salmonella typhi Entamoeba histolytica Ascaris lumbricoides Leptospira interrogans Poliovírus Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch) Larvas de vermes Fonte: SUBERKROPP. K. 1991. J. F. Q. 28 Resíduos Sólidos . . KLUG..

ao saneamento básico.696 873 589 21 147 22 1. patógenos como vírus.ReCESA 29 . sem qualquer tratamento prévio. tais como fármacos. anestésicos. os efluentes de unidades de saúde apresentam ainda uma variedade de substâncias. Porém. Guia do profissional em treinamento . desinfetantes. Já as conseqüências do mau gerenciamento de resíduos de serviços de saúde ao meio ambiente.Disposição final. antibióticos.086 471 1. bactérias. na rede domiciliar de esgoto doméstico. como agravante. metais pesados e drogas não metabolizadas por pacientes.466 1. entre seus componentes. e à bacia hidrográfica ficam exemplificadas pelos despejos de efluentes de unidades de saúde. bem como utilizam restos para a alimentação deles como retratado na reportagem “Pessoas que se alimentam de lixo”. pois apresentam. entre outros.2006 N° de Municípios 3. As características desses efluentes são muito parecidas com a dos esgotos domiciliares.193 Nesses depósitos a céu aberto. tratamento e coleta de resíduos de serviços de saúde no Brasil Serviço Coleta Disposição final Lixão Aterro Tratamento Incinerador Microondas Forno Autoclave Queima a céu aberto Outros Sem tratamento Fonte: Adaptado de Série Temáticas Anvisa – Tecnologias em Serviço de Saúde – Volume 1 . são encontrados milhares de catadores que sobrevivem da coleta e venda de materiais recicláveis (ver gráfico de composição gravimétrica apresentado anteriormente). de difícil decomposição. protozoários.

pois essas unidades. Sua eliminação. anticoncepcional. Tomar um comprimido de antibiótico. não são apropriadas para tratar os efluentes que contêm esses tipos de contaminantes. Metabolizada: aquilo que é absorvido pelo organismo. depois de transformados em nosso próprio organismo. são excretados na urina. quando estas existem. na maioria das vezes.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . os medicamentos ingeridos pelos seres humanos e de uso veterinário e os remédios vencidos descartados inadequadamente no lixo e no esgoto contribuem consideravelmente para a poluição do meio ambiente como mostrado no texto “Medicamentos contaminam a água”. também ocorre na urina ou nas fezes. a maior parte desses efluentes é lançada diretamente nos cursos de água. o problema pode ser ainda mais grave. que destino têm dentro do nosso corpo? Quando e como saem do nosso organismo? De acordo com os cientistas. Esses remédios essenciais para resolver problemas de saúde graves agem no corpo durante horas ou dias. No Brasil.Fármaco: medicamento. Mas. e depois? O que acontece com eles? Essas substâncias que ingerimos e que fazem tanto bem. Medicamentos contaminam a água Pesquisas feitas na Europa revelam que princípios ativos de remédios ameaçam ecossistemas e fluem das torneiras domésticas. Além dos efluentes de unidades de saúde. algumas dessas substâncias citadas passam pelos sistemas de tratamento de esgotos sem sofrerem qualquer mudança.Nível 2 . combatendo as mais diversas doenças. As drogas e os medicamentos que ingerimos ou recebemos por injeção são eliminados do nosso corpo na sua forma original através da urina e das fezes ou. como os antibióticos. na maior parte das vezes. Uma vez lançadas nas redes coletoras. colocando em risco toda a bacia hidrográfica. Esse metabólito pode ser ativo ou totalmente inerte. Contudo. 30 Resíduos Sólidos . etc. antidepressivo. remédio. de um terço a 90% de todas as doses ministradas de alguns remédios. é a coisa mais comum no dia-a-dia. podem ser eliminados na forma de metabólito (o fragmento químico dessa substância).

Investigaram-se as águas dos rios e dos lagos na região rural da Suíça. mas principalmente na Europa. por acaso detectaram na água de um lago traços de um remédio utilizado para diminuir o colesterol. o clofibrato. Recentemente.htm> (Adaptação) Guia do profissional em treinamento .ReCESA 31 . que esse medicamento não é fabricado na Suíça. vão ao banheiro e despe- jam gramas e mais gramas dessa substância no ecossistema. Diferentemente do que foi observado na Europa. quando liberados no meio ambiente. Muitas delas conseguem “driblar” os sistemas de saneamento básico e de tratamento de esgotos e água.Alguns dos metabólitos são bem mais ativos e mais tóxicos do que a droga original e. além dos grandes centros urbanos. tomam o seu clofibrato diariamente. pois certamente estavam poluindo as águas dos rios. podem voltar à sua forma ativa pela ação de bactérias presentes em água ou terra. mas detectáveis. antiinflamatórios. mais solúveis em água. A reação imediata foi sugerir a prisão dos responsáveis pela indústria fabricante do medicamento. pesquisadores ligados ao governo suíço iniciaram um estudo sistemático de poluentes em águas de várias regiões daquele país. não era possível atribuir a presença do clofibrato a acidentes industriais. encontraram traços desse mesmo medicamento na água de torneira dos moradores de Berlim. Em concentrações mínimas. Isso não é uma mera curiosidade da biologia humana. curiosamente. os mesmos cientistas observaram que a droga vinha diretamente dos dejetos humanos. Portanto. Caem nos rios e nos lagos e voltam através de nossas torneiras. Havia clofibrato em todo canto. pesquisas detectaram traços de remédios antiinflamatórios. Enquanto procuravam por pesticidas. etc. a concentração dessas substâncias foi considerada relativamente elevada (mais de mil vezes a concentração dessas substâncias encontrada na Suíça). geralmente. no estado do Rio de Janeiro. descobriram. medicamentos para o coração. Outros pesquisadores. Depois de procurar. Ao analisar os esgotos urbanos. Mais e mais medicamentos são identificados no solo e nas águas.portaldoenvelhecimento.net/artigos/artigo437.Fonte: Disponível em: <http://www. na tentativa de controlar o colesterol. Além disso. Riad Younes . vitaminas. As pessoas comuns que. bilionésimos de miligramas (nanogramas). alguns desses metabólitos inativos. – passam pelo sistema digestivo sem serem metabolizadas e são eliminadas por meio das fezes e da urina. na Alemanha. Cientistas ao redor do mundo. estrógenos e antilipêmicos (contra o colesterol) em águas de rios e em afluentes de estações de tratamento de esgotos. têm observado que números cada vez maiores de drogas complexas – incluindo hormônios. Não há dúvida de que toneladas e toneladas de drogas são excretadas todos os dias em todo o planeta. mas tem a ver com a biologia de todos os animais. No fim da década de 90. Esses estudos repetiram-se ao redor do mundo.

mineração. quais outros poderiam ser mencionados? Esses problemas são observados em seu município? Quais ações são implementadas em sua cidade para minimizar tais problemas? Discuta essas perguntas com seus colegas e anote as boas ações que possam ser utilizadas em sua localidade.) como também as decorrentes das inúmeras intervenções humanas (urbanização. cursos d’água. conseqüentemente. etc. mas também o solo. esses são alguns dos problemas entre vários outros causados pelo mau gerenciamento de resíduos. Você sabia? O termo “uso e ocupação do solo” descreve as mais diversas formas de utilização e ocupação do meio físico. Na sua listagem de problemas.Nível 2 . campos. os medicamentos possuem compostos químicos que podem influenciar a biota (conjunto de todos os seres vivos de uma região) daqueles. inclusive os resíduos de serviços de saúde. eles trazem impactos negativos. 32 Resíduos Sólidos . agricultura. Profissional. Diante da realidade referente aos fármacos apresentada no último texto. quando alguns tipos de uso e ocupação do solo alteram as condições naturais do meio ambiente. principalmente quando realizados de maneira inadequada. como conciliar duas situações aparentemente antagônicas: salvar vidas com a utilização de medicamentos e preservar o meio ambiente e a própria saúde dos seres humanos contra os mesmos medicamentos excretados diariamente por bilhões de humanos? Atividade Bom. florestas.).Não somente a água é contaminada. alterando seus componentes e.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . seus usos e ocupações. Vamos sobrevoar a Bacia Hidrográfica Virtual e ver alguns dos diferentes usos e ocupações do solo. etc. Porém. compreendendo tanto as situações naturais (lagos. pois.

por fim. já deve saber. um problema a ser gerenciado. Profissional.Chegamos. saúde coletiva. No conceito-chave anterior. minimizando os impactos negativos já por nós discutidos. então.Apresentar. Algumas são radioativas. minimização da geração. Guia do profissional em treinamento . como saber qual substância apresenta risco biológico. Relembramos alguns conceitos. existe uma classificação cujo objetivo principal é auxiliar no gerenciamento dos resíduos gerados nas unidades de serviços de saúde. perceberão que existem diversas substâncias que fazem parte desse tipo de resíduo. tratamento interno e externo. Mas. Se vocês.Apresentar e trabalhar a classificação vigente para os resíduos de serviços de saúde. Gerenciamento de RSS OBJETIVOS: . bem como as fontes geradoras e quantidades geradas e. levantamos alguns impactos negativos gerados pelo RSS em diversos segmentos: sociedade. profissionais. Apresentamos um conceito para eles. Classificação dos RSS Como você. armazenamento externo. Na última parte do conceito-chave.ReCESA 33 . coleta e transporte externo. meio ambiente. os quais serão importantes para o desenvolvimento do próximo conceito-chave. tais como saneamento básico. elaboramos e discutimos um modelo de gerenciamento para os resíduos semelhantes aos de serviços de saúde gerados nos domicílios. risco de ocorrência de uma explosão? A resposta a estas e outras perguntas constituem o nosso próximo assunto. segregação dos RSS. foram apresentados diversos impactos negativos causados pelos resíduos de serviços de saúde. ao final do primeiro conceito-chave no qual nós contextualizamos e discutimos o surgimento e importância de políticas públicas referentes aos resíduos de serviços saúde. coleta e transporte interno. discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento (cuidados no manuseio. Para relembrarmos essa classificação. bacia hidrográfica e uso e ocupação do solo. outras apresentam risco químico ou biológico. disposição final) para cada grupo dos resíduos de serviços de saúde. químico ou de acidente com perfuração ou cortes? Como segregar e acondicionar corretamente as substâncias químicas para que não haja. propõe-se que seja realizada individualmente a seguinte atividade: . por exemplo. analisarem esses impactos. acondicionamento e identificação. armazenamento temporário.

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . estão os diferentes tipos de resíduos e. está a possível classificação desses resíduos. consulte o glossário em anexo ao final desta seção. Atividade A atividade tem por objetivo classificar os resíduos de serviços de saúde. Resíduo Caixas vazias de medicamentos Tecnécio-99m Bolsa de sangue contaminada Restos de alimentos da cantina. na primeira linha. utilize o quadro a seguir. Para isso. Bisturi Cadáver animal contaminado com vírus da febre aftosa Perna amputada Fármacos antineoplásicos Vacinas Flores Grupo A A1 A2 A3 A4 A5 Grupo B Grupo C Grupo D Grupo E 34 Resíduos Sólidos .Caso tenha dúvidas referentes a termos encontrados ao longo dessa seção. Marque com um “x” a classificação que você considera correta para cada resíduo. Na primeira coluna da esquerda.Nível 2 .

ReCESA 35 .Resíduo Frasco de soro misturado com citostático Bandagens com sangue contaminado com príons Seringa com agulha Cartelas de comprimidos Filtros de ar e de gases aspirados de áreas contaminadas Flúor-18 Bolsa de sangue com volume residual pós-transfusão Reveladores e fixadores Fralda descartável Pipeta quebrada Gesso retirado de uma perna sem evidências de sangue ou secreções Iodo-131 Lata aberta Frasco de soro glicosado parcialmente usado Abaixadores de língua Luvas usadas em exame ginecológico Grupo A A1 A2 A3 A4 A5 Grupo B Grupo C Grupo D Grupo E Guia do profissional em treinamento .

e aquelas oriundas de coleta incompleta. 36 Resíduos Sólidos . Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação. recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde. resíduos de fabricação de produtos biológicos. conforme as características principais e seu potencial de risco. Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos. por suas características. podem apresentar risco de infecção. microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causadores A1 de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. podem apresentar risco de infecção. Grupo A – Resíduos potencialmente infectantes Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que.Essa mesma atividade se encontra no software “Bacia Hidrográfica Virtual”.Nível 2 . por suas características. adaptados do Apêndice I da RCD Anvisa nº 306/04. com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes da classe de risco 4. vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganisA2 mos. peças anatômicas. inoculação ou mistura de culturas. Profissional. e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação que foram submetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica. Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. como você avalia o seu desempenho na atividade de classificação dos resíduos? Para dirimir quaisquer outras dúvidas. Os grupos e correspondentes resíduos encontram-se nos quadros. Resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais. resíduos de laboratórios de manipulação genética. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. descarte de vacinas de microrganismos vivos ou atenuados. Carcaças. a seguir. Os resíduos de serviços de saúde são classificados em cinco grupos. Culturas e estoques de microrganismos. E aí.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . bem como suas forrações. exceto os hemoderivados. vamos relembrar a classificação vigente para os resíduos de serviços de saúde. ou com prazo de validade vencido.

podem apresentar risco de infecção. membrana filtrante de equipamento médico hospitalar e de pesquisa. por suas características. Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes. lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou pelos familiares. ou microorganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons. Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada. vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos. provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4 e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação.ReCESA 37 . produto de fecundação sem sinais A3 vitais. tecidos. Peças anatômicas (membros) do ser humano. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. Peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomo-patológicos ou de confirmação diagnóstica. peças anatômicas. Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde. A4 Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração. Guia do profissional em treinamento . com suspeita ou certeza de contaminação com príons. que não contenham sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. Carcaças. Órgãos.Grupo A – Resíduos potencialmente infectantes Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. entre outros similares. urina e secreções. fluidos orgânicos. bem como suas forrações. materiais perfurocortantes ou escarificantes A5 e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais.

corrosividade. antineoplásicos. absorventes higiênicos. podas e jardins.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Enquadram-se neste grupo quaisquer materiais resultantes de laboratórios de pesquisa e ensino na área de saúde. Resto alimentar de refeitório. medicamentos controlados pela Portaria MS 344/98 e suas atualizações. conforme classificação da NBR 10004 Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores). digitálicos. reatividade e toxicidade. químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. laboratórios de análises clínicas e serviços de medicina nuclear e radioterapia que contenham radionuclídeos em quantidade superior aos limites de eliminação. 38 Resíduos Sólidos . citostáticos. corrosivos. farmácias. inflamáveis e reativos). Reagentes para laboratório. podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. equipamento de soro e outros similares não classificados como A1. Grupo D – Resíduos equiparados aos resíduos domiciliares Resíduos que não apresentem risco biológico. Demais produtos considerados perigosos. Resíduos provenientes das áreas administrativas. Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde. flores. resto alimentar de pacientes. resíduos contendo metais pesados. Produtos hormonais e produtos antimicrobianos. anti-retrovirais. Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas. desinfetantes. Sobras de alimentos e do preparo de alimentos.Nível 2 . Papel de uso sanitário e fralda. material utilizado em anti-sepsia e hemostasia de venóclises. desinfestantes. quando descartados por serviços de saúde. dependendo de suas características de inflamabilidade. imunomoduladores. Grupo C – Rejeitos radioativos Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas do CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.Grupo B – Resíduos químicos Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente. drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos e os resíduos e insumos farmacêuticos dos Resíduos de saneantes. imunossupressores. inclusive os recipientes contaminados por estes. peças descartáveis de vestuário. Resíduos de varrição. da ABNT (tóxicos.

para o esvaziamento deste. agulhas. munido de lâminas. tubos capilares. Limas endodônticas: instrumento utilizado em tratamento de canal. escalpes. Antineoplásicos: medicamentos químicos utilizados no tratamento de câncer. tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. Guia do profissional em treinamento . Muito utilizados no tratamento da AIDS. limas endodônticas. Anti-retrovirais: drogas que inibem a reprodução de vírus no sangue. É também chamado de Butterfly (borboleta). Hemocomponentes: componentes do sangue. ampolas de vidro. brocas. que serve para fazer incisões superficiais e simultâneas na pele. lâminas de bisturi. Exemplo de anti-sepsia é a lavagem das mãos. lancetas. Anti-sepsia: prevenção do desenvolvimento de agentes infecciosos por meio de procedimentos físicos ou químicos destinados a destruir todo microrganismo. Dialisadores: equipamentos que filtram o sangue no processo de hemodiálise. Antimicrobianos: drogas que têm a capacidade de inibir o crescimento de microrganismos. lâminas e lamínulas. Desinfestantes: são produtos para o controle de insetos. espátulas. Digitálicos: constituem um grupo de fármacos usados no tratamento de doenças do coração. Você sabia? Anátomo-patológico: estudos de doenças por métodos morfológicos (forma). Escarificante: instrumento cirúrgico. tiossulfato de sódio ou tiossulfato de amônio. e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas. pontas diamantadas. O agente fixador é uma solução composta basicamente por água. micropipetas. Fixadores: líquido contendo combinação de substâncias químicas que torna a imagem obtida no filme radiográfico estável quando exposta à luz branca. roedores e outros vetores incômodos ou nocivos à saúde. nomeadamente de arritmias e insuficiência cardíacas.ReCESA 39 . Escalpes: conjunto de agulha com dispositivo em forma de asas usado para a infusão de medicamentos na veia. Citostáticos: fármaco que evita a multiplicação e o crescimento das células.Grupo E – Resíduos perfurocortantes Materiais perfurocortantes ou escarificantes. tais como: lâminas de barbear.

em prata. Os agentes hidroquinona e felidona são os mais comuns. Reveladores: solução contendo agente redutor capaz de transformar os halogenetos de prata. Microrganismos de relevância epidemiológica: microrganismos dotados de grande capacidade de difusão e propagação de doenças infecto-contagiosas. Príons: estrutura protéica alterada relacionada como agente etiológico das diversas formas de encefalite espongiforme. ou seja. Inoculação: transmissão artificial ao organismo de um agente que tem capacidade de se multiplicar. quando afetados pela luz. Imunossupressores: medicamentos que agem suprimindo as ações imunológicas do corpo. pâncreas. de possibilitar a transfusão de substâncias como o sangue. intestinos. agora que você já relembrou os cinco grupos que os resíduos de serviços de saúde podem ser classificados. etc.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . mais rapidamente do que os halogenetos não expostos à luz. volte à atividade que abre essa seção e reveja suas respostas. esclarecendo suas dúvidas e corrigindo alguma classificação incorreta. Imunomoduladores: medicamentos modificadores da doença. Profissional. útero.Hemoderivados: produtos derivados do sangue. Hemostasia de venóclises: algodão ou outro material que estanca o sangue após a injeção. os quais alteram o curso da doença. de acordo com as necessidades específicas do metabolismo do microrganismo a ser estudado. de vidro ou plástico que os biológos utilizam para a cultura de microrganismos. Placas de Petri: recipiente cilíndrico. São muito utilizados para prevenir rejeições em pacientes transplantados. sais e aminoácidos. Bom. Transfusionais: dotado de capacidade de ser transfundida. contidos no filme radiográfico. achatado. 40 Resíduos Sólidos .Nível 2 . Vísceras: coração. A placa é parcialmente cheia com um caldo líquido ágar onde estão misturados alguns nutrientes. Placa de Petri com bactérias Placa de Petri Radionuclídeo: átomo de um elemento químico que se caracteriza por apresentar um núcleo atômico instável que emite energia quando se transforma num isótopo mais estável.

Etapas do gerenciamento dos grupos de classificação dos RSS A partir de agora. Etapas extra-estabelecimento de saúde ∙ Coleta e transporte externo ∙ Disposição final Guia do profissional em treinamento . vamos realizar coletivamente a seguinte atividade proposta. nós vamos abordar as etapas do gerenciamento de cada um dos grupos de classificação dos RSS. transporte. Porém. a sua tarefa e dos demais colegas é descrever as etapas do gerenciamento para alguns resíduos. coleta. uma sugestão é estruturar o gerenciamento desses resíduos. descrevendo as seguintes etapas: Etapas intra-estabelecimento de saúde ∙ Classificação ∙ Cuidados no manuseio (equipamentos de proteção individual e coletivo) ∙ Minimização da geração (boas práticas de minimização de resíduos) ∙ Segregação dos RSS ∙ Acondicionamento e identificação ∙ Armazenamento temporário (Sala de Resíduos) ∙ Coleta e transporte internos ∙ Tratamento interno e externo ∙ Armazenamento externo (Abrigo de Resíduos). Atividade Recorda-se dos resíduos presentes na atividade de classificação? Pois bem! Um dos objetivos da classificação é orientar as demais etapas do gerenciamento de resíduos. cujo objetivo é exercitar os conhecimentos referentes ao gerenciamento de RSS. disposição final são os recomendáveis e exigíveis para determinado resíduo. Assim. Para auxiliá-los. Ela define quais tipos de acondicionamento.ReCESA 41 .

Nível 2 .Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Caixas vazias de medicamentos Bandagens com sangue contaminado com príons Tecnécio-90m Perna amputada Bolsa de sangue contaminada Restos de alimentos da cantina Seringa com agulha Pipeta quebrada Frasco de soro misturado com citostático Frasco de soro glicosado parcialmente usado 42 Resíduos Sólidos .

ReCESA 43 . Grupo A OBJETIVOS: . discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento interno e externo dos resíduos do grupo A. ao final dessa seção. Profissional? Como foi a atividade? Relembrou as etapas do gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde? Quais foram as dificuldades e/ou dúvidas? Guarde suas respostas.E aí. contêineres e abrigo de resíduos dos grupos A e E. podem evitar ou minimizar os impactos listados. desenho e contornos pretos. Tudo o que entre em contato com esse tipo de resíduo. Dando seqüência aos nossos estudos. carro de coleta interna. provocando doença) ou concentração. nós voltaremos e reavaliaremos essa atividade. deve ser identificado com etiqueta em rótulo de fundo branco. caixas de materiais perfurantes e cortantes. podem apresentar risco de infecção. etc). vamos ver como é o gerenciamento na teoria e na prática para cada um dos grupos que compõem os resíduos de serviços de saúde. Os resíduos do grupo A são os resíduos que possivelmente têm agentes biológicos que. bem-estruturadas. nós trabalharemos e discutiremos como as etapas do gerenciamento. Guia do profissional em treinamento . contendo o símbolo de presença de substância infectante e a inscrição de Resíduo Infectante.Apresentar. entre outros. liste os impactos negativos que o mau gerenciamento dos resíduos do grupo A pode trazer à saúde coletiva. pois. Resíduo Infectante Atividade Antes de prosseguirmos. por suas características de maior virulência (capacidade de um vírus ou bactéria de se multiplicar dentro de um organismo. Em seguida. como recipientes de acondicionamento (sacos plásticos. ao meio ambiente e à bacia hidrográfica e às demais áreas do saneamento.

lavagem das mãos. Profissional? Discuta com os demais colegas esses outros procedimentos. sugerem-se alguns tipos de EPIs para os profissionais que lidam com os resíduos do grupo A. 44 Resíduos Sólidos . Há luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes. como o pessoal da limpeza e higienização e os que fazem a coleta. existem outros utilizados em seu município ou no local de seu trabalho. calça comprida e camisa de manga comprida ou pelo menos ¾. Luvas de látex ou PVC. Barreira física para os cabelos.Cuidados no manuseio Para minimizar os riscos de ocorrência de acidentes ao se manusearem esses resíduos.Tipo N95 ou PFF-2: recomendada para o controle da exposição ao bacilo da tuberculose e de outros agentes biológicos potencialmente infecciosos. segregação adequada dos resíduos nos diferentes subgrupos. o que evita o transporte de agentes biológicos para fora do serviço Touca descartável Máscara de proteção respiratória .Nível 2 . adotam-se os seguintes procedimentos: ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI. de veiculação aérea. Importância Barreira física para evitar o contato com agente biológico ou químico. No quadro a seguir. EPI Uniforme De algodão. diminuindo orisco de contaminação ocupacional. com palma antiderrapante Evitar a disseminação de agente biológico para fora do serviço de saúde. Barreira física contra a inalação de gotículas e aerossóis provenientes de tosse e espirro de pacientes infectados por microrganismos de veiculação aérea. acondicionamento seguro (barreira de contenção). Além desses procedimentos.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . imunização dos profissionais envolvidos no manuseio de resíduos.

De acordo com a NR32. gratuitamente.nº 485. conforme estabelecido no PCMSO da Portaria n° 3214 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou em legislação específica para o serviço público. de 11 de novembro de 2005 (DOU de 16/11/05 – Seção 1). o pessoal envolvido diretamente com os processos de higienização.Cano alto: pessoal que faz a higienização dos recipientes e abrigos e a coleta externa de resíduos. periódico. NR32 . Outra medida de proteção ocupacional até garantida por lei aos trabalhadores é a vacina. que trata especificamente de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.Norma regulamentadora publicada pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) . transporte. coleta.EPI Avental impermeável Importância Proteção física contra sujidade e respingos durante coleta externa dos resíduos e a higienização dos recipientes (lixeiras e contêineres) e do local de armazenamento dos resíduos. hepatite B e os estabelecidos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) previsto na NR-07 específico para o estabelecimento. programa de imunização ativa contra tétano. Guia do profissional em treinamento . Calçado impermeável . tratamento e armazenamento de resíduos deve ser submetido a exame médico admissional. Protetor facial Proteção da face e olhos contra respingos de água contaminada durante a higienização dos recipientes (lixeiras e contêineres) e do local de armazenamento dos resíduos.Cano curto: pessoal que faz a limpeza e higienização de ambientes. Você sabia? Pela RDC Anvisa no 306/2004. . a todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser fornecido. Proteção dos pés contra a umidade proveniente de operações com uso de água e de agente perfurocortante que por ventura esteja disperso no chão.ReCESA 45 . de retorno ao trabalho. difteria. de mudança de função e demissional.

A tarefa consiste em arrumar de novo o quadro. os subgrupos do grupo A. restabelecendo corretamente as relações entre as possibilidades de destinação e os subgrupos.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Segregação A segregação dos resíduos do grupo A segue a classificação já apresentada anteriormente: A1. Atividade No quadro a seguir. na coluna da esquerda. as possibilidades de destinação e. alguém embaralhou os subgrupos de maneira que eles não mais correspondem às possibilidades corretas de destinação. Depois de arrumarem o quadro. socializem as respostas. A4 e A5. A2. Uma possibilidade de segregação para esse grupo seria em função da destinação que deve ser dada aos mesmos. Cada subgrupo apresenta riscos peculiares que determinam procedimentos diferenciados no manuseio. na coluna da direita. 46 Resíduos Sólidos .Nível 2 . verificam-se. Para ficar claro como proceder à correta destinação dos resíduos do grupo A. A3. Porém. faça individualmente a seguinte atividade proposta.

e frascos vencidos. microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. resíduos da fabricação de produtos biológicos. inoculação ou mistura de culturas. A2: . dentro da unidade geradora (1) Subgrupos do grupo A A1 . cadáveres e forrações. quando não puderem ser submetidos ao tratamento em seu local de geração. Como foi a atividade profissional? O quadro esclarece as possibilidades de destinação dos resíduos? Esse procedimento é adotado em seu município e nas unidades de saúde de sua cidade? Guia do profissional em treinamento . com conteúdo inutilizado. resíduos de laboratório de manipulação genética.Bolsas de sangue rejeitadas ou com coleta incompleta. . de animais inoculados ou suspeitos de contaminação com microrganismos com alto risco de transmissibilidade e alto potencial de letalidade (Classe de Risco 4). dentro ou fora da unidade geradora (2) Tratamento pode ser fora do Serviço de Saúde. peças e cadáveres de animais inoculados ou suspeitos de contaminação com microrganismos sem risco (não seja da Classe de Risco 4.Resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais.Vacinas e resíduos provenientes de campanha de vacinação e atividade de vacinação em serviço público de saúde. Sem exigência de qualquer tipo de tratamento (5) Sem exigência de tratamento. com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes Classe de Risco 4 (Apêndice II).Culturas e estoques de microrganismos.Carcaças. esse resíduo deve ainda ser incinerado.Possibilidade de Destinação Tratamento obrigatório no Serviço de Saúde. .ReCESA 47 . vazios ou com restos do produto. mas com destinação especial (6) A5 A1: . desconhecido ou relevante epidemiologicamente). instrumentais de transferência. vísceras peças anatômicas. em sistemas licenciados (3) Incineração obrigatória (4) A3 A4 A1 .Bolsas de sangue rejeitadas ou com coleta incompleta. Tratamento obrigatório no Serviço de Saúde. Após pré-tratamento. . A2 .Carcaças.Vacinas de microrganismos vivos ou atenuados. .

foram gerados alguns resíduos do grupo A. Em uma terça-feira por volta das 9 h da manhã. dores de cabeça e nos músculos entre outros sintomas. resistente à punctura. Os recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas salas de parto não necessitam de tampa para vedação. Os resíduos resultantes da atenção à sua saúde foram devidamente encaminhados para tra. Antônio se submetia a uma 48 Resíduos Sólidos . ao lado de cada tipo de resíduo gerado. O diagnóstico médico foi que ela estava infectada com o vírus de Marburg (agente biológico: Classe de Risco 4 . ruptura e vazamento. quando usar um ou outro? Para saber qual dos dois sacos usar. Queixou-se de súbito ataque de febre. vamos realizar a atividade a seguir que descreve um dia de trabalho dentro de um hospital. dona Marcelina deu entrada no hospital ReCESA. Relatou que havia voltado recentemente de férias que tirou em Angola. e estes precisam ser acondicionados corretamente. Nesse dia. Devem ser resistentes a tombamento e devem ser respeitados os limites de peso de cada invólucro. Atividade Os sacos mencionados anteriormente podem ser nas cores: vermelha ou branca. É proibido o esvaziamento dos sacos ou seu reaproveitamento. Os sacos devem estar identificados com o símbolo de substância infectante. tamento Ao mesmo tempo. Mas. além de hemorragia. na sala de cirurgia. agente causador de febre hemorrágica. há um saco ou mais que deve(m) ser pintado(s) de vermelho ou deixado(s) em branco.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual.apêndice II da RCD Anvisa n° 306/2004) – subgrupo A1 –. com cantos arredondados.Nível 2 .Acondicionamento e identificação Os sacos plásticos para acondicionamento dos resíduos do grupo A devem ser impermeáveis e estar contidos em recipientes de material lavável. Assim. Punctura: picada ou perfuração resultante de algum objeto perfurocortante. sinalizando qual a cor do(s) saco(s) a ser(em) utilizado(s).

Guia do profissional em treinamento . outra cobaia foi inoculada com agente biológico de alto risco de transmissibilidade e alto potencial de letalidade. A paciente foi submetida ao procedimento de curetagem. da para incineração. No laboratório ao lado do primeiro.ReCESA 49 . grávida de 3 meses. O produto de concepção. grupo A4 – foi descartada. Carlos. que não apresentava sinais vitais. – subgrupo A3 No mesmo dia por volta das 15h. Sua carcaça teve que ser tratada no local e depois encaminha. também deu entrada no hospital. e a bolsa transfundida vazia – sub. Infelizmente. terno no primeiro andar. Já no início da tarde. Durante o procedimento cirúrgico. para fins de experimentação. no laboratório de bacteriologia do hospital. No final da tarde. Josiane Teresinha. uma cobaia foi inoculada com um agente biológico de baixo risco de transmissibilidade e baixo potencial de letalidade. Na manhã seguinte a cobaia teve que ser sacrificada para análise. senretirado – subgrupo A4 do posteriormente encaminhado a uma correta destinação. no centro de pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária. Sua carcaça e vísceras – subgrupo – A2 foram encaminhados para tratamento in.lipoaspiração. tecido adiposo foi . a paciente sofreu um aborto espontâneo. grupo A1. José teve que providenciar o descarte de 20 placas de Petri descartáveis. contendo meios de cultura e microrganismos inoculados – sub. A paciente – subgrupo A3 precisou de transfusão de sangue. paciente de 70 anos e com diabetes. teve sua perna amputada. sendo esta encaminhada para sepultamento . foi corretamente acondicionado e seria encaminhado à cremação . Ao final do dia. A cobaia não resistiu e morreu de infecção generalizada. queixando-se de sangramento e dores abdominais.

Os recipientes com mais de 400 litros de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo. Na RDC no 306/2004 da Anvisa há apêndices importantes que devem ser consultados: ∙ Apêndice II (Classificação de Agentes Etiológicos Humanos e Animais): contém a lista de microrganismos Classe de Risco 4. Quando há desestruturação das características físicas após o tratamento. Os sacos que contêm os resíduos do grupo A podem ser coletados no mesmo carro que faz a coleta dos resíduos do grupo E. Também devem ser identificados com o símbolo correspondente ao risco do resíduo nele contido. Em ambos os casos. obrigatoriamente. o tratamento deve ser. a cada 24 horas. rodas revestidas de material que reduza o ruído. lavável.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . os resíduos podem ser reacondicionados em saco para resíduo do grupo D. quando transportados para outro local de tratamento. Exemplos de Classe Risco 4: varíola caprina. deve ser utilizado saco apropriado para o tratamento no local de geração e saco vermelho como barreira de proteção. ∙ Apêndice III: mostra um quadro resumo das Normas de Biossegurança para o Nível Classe de Risco 4. etc. vírus da febre aftosa. cantos e bordas arredondados. impermeável e providos de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento. Por fim. 50 Resíduos Sólidos . mas cujas características físicas não sofreram desestruturação. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. dentro do estabelecimento gerador. Os carros de coleta. diferente de onde o resíduo foi gerado. devem ser constituídos de material rígido. os resíduos são coletados e transportados ou para a sala ou para o abrigo de resíduos. para fins de descarte. vírus ebola. Para os resíduos do subgrupo A2 (caso das cobaias que foram inoculadas).Nível 2 . varíola do camelo.Você sabia? O saco branco deve ser usado também para o reacondicionamento dos resíduos que já foram tratados. quando necessários. Coleta e transporte internos Após o correto acondicionamento. Os microrganismos emergentes que venham a ser identificados deverão ser classificados nesse nível até que os estudos estejam concluídos. os sacos brancos leitosos e vermelhos utilizados para o acondicionamento dos resíduos sólidos do grupo A devem ser substituídos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez.

Armazenamentos temporário e externo O armazenamento temporário é feito na sala de resíduos. Nesse mesmo abrigo. quando isso não for possível. no mínimo. ser submetidos a outro método de conservação. Guia do profissional em treinamento . Essa sala deve ter pisos e paredes lisas e laváveis. resistente ao tráfego dos recipientes coletores. Já o armazenamento externo dos resíduos do grupo A é feito no abrigo de resíduos. além da área mínima de 6 m2 destinados à sala de utilidades. além disso. dois recipientes coletores. de mais 2 m2 para armazenar dois recipientes coletores para posterior traslado até a área de armazenamento externo. resistente ao tráfego e impacto.20 m2. lavável.ReCESA 51 . desde que em área separada dos outros dois. Esse abrigo deve atender às seguintes recomendações: ∙ Ser construído em alvenaria. Nesse caso. são mantidos também os resíduos do grupo E (junto com os do grupo A) e podem ser mantidos os do grupo D. teladas. Deve possuir iluminação artificial e área suficiente para armazenar. Você sabia? Os resíduos de fácil putrefação (apodrecimento) que venham a ser coletados por período superior a 24 horas de seu armazenamento devem ser conservados sob refrigeração e. Dependendo do volume de geração e da funcionalidade do estabelecimento. quando necessária. que possibilitem uma área mínima de ventilação correspondente a 1/20 da área do piso e não inferior a 0. no mínimo. poderá ser utilizada a “sala de utilidades” de forma compartilhada. o local deverá dispor. dotado apenas de aberturas para ventilação. ∙ Ser revestido internamente (piso e paredes) com material liso. sendo o piso. para o posterior traslado até a área de armazenamento externo. impermeável. fechado.

Ter localização tal que não abra diretamente para áreas de permanência de pessoas. resistente ao impacto. de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa. lavável. ponto de água.∙ ∙ ∙ Ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores. paredes. ser provida de pontos de iluminação e tomada elétrica. Possuir símbolo de identificação.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . devidamente acondicionados em recipientes. canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. A critério da autoridade sanitária. Este deve possuir as seguintes características: ∙ ∙ ∙ Ser exclusivo para guarda temporária de RSS. ∙ ∙ ∙ Ter piso com caimento mínimo de 2 % para o lado oposto à entrada. Possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. O estabelecimento gerador de resíduos de serviços de saúde cuja geração semanal não exceda 700 litros e cuja geração diária não exceda 150 litros pode optar pela instalação de um abrigo reduzido. em local de fácil visualização. dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização. essas aberturas podem dar para áreas internas do estabelecimento. piso e paredes lisos. dando-se preferência a local de fácil acesso pela coleta externa. impermeável. laváveis e impermeáveis. A área deve possuir cobertura. 52 Resíduos Sólidos . Ter piso. porta e teto de material liso. de acordo com a natureza do resíduo. abrindo para a área externa. Ter ventilação mínima de duas aberturas de 10 cm x 20 cm cada (localizadas uma a 20 cm do piso e outra a 20 cm do teto).Nível 2 . Ter identificação na porta com o símbolo de acordo com o tipo de resíduo armazenado. sendo recomendada a instalação de ralo sifonado ligado a rede de esgoto sanitário.

O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão. ou com prazo de validade vencido e aquelas oriundas de coleta incompleta).Tanto no armazenamento temporário como no armazenamento externo. podem ser tratados ∙ Os resíduos A5 devem ser incinerados em equipamentos devidamente licenciados.ReCESA 53 . os resíduos provenientes de campanha de vacinação e atividade de vacinação em serviço público de saúde. as mais conhecidas estão descritas a seguir: Autoclavagem: essa tecnologia pode tanto ser aplicada dentro do estabelecimento gerador de resíduos A1 e A2. Esses níveis de inativação podem ser consultados na RDC Anvisa no 306/2004 – Apêndice IV: Níveis de Inativação Microbiana. e os resíduos de atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação com microrganismos Classe de Risco 4. a uma temperatura elevada. Pela legislação. vacinas de campanha e resíduos de atenção à saúde de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação com microrganismos Classe de Risco 4. de forma a facilitar o contato entre o vapor e Guia do profissional em treinamento . As bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas (por contaminação ou por má conservação. constataremos que somente os resíduos dos subgrupos A1. como fora do estabelecimento (para bolsas transfusionais rejeitadas. O tratamento consiste em manter o resíduo contaminado em contato com vapor de água. não é permitida a disposição direta dos sacos sobre o piso. com relevância epidemiológica e risco importante. em equipamentos de grande porte cujo empreendimento obrigatoriamente deve ser licenciado. sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento. o tratamento escolhido para esses subgrupos tem que garantir Nível III de Inativação Microbiana. A2 e A5 necessitam ser tratados: ∙ Os resíduos A1 e A2 devem obrigatoriamente ser tratados dentro do estabelecimento gerador. com relevância epidemiológica e risco importante). em equipamentos de menor porte que não precisam ser licenciados. Entre as tecnologias utilizadas. no tratamento dos resíduos do grupo A. durante período de tempo suficiente para destruir potenciais agentes patogênicos ou reduzi-los a um nível que não constitua risco. Tratamento Se voltarmos ao quadro na atividade da página 36.

Os resíduos devem ser submetidos previamente a processo de trituração e umidificação. teor de oxigênio. antes de seu lançamento em corpo de água ou rede de esgoto Microondas de baixa e alta freqüência: tecnologia relativamente recente de tratamento de resíduos de serviços de saúde e consiste na descontaminação dos resíduos com emissão de ondas de alta ou de baixa freqüência. se necessário. resultando na formação de gases que são processados na câmara de combustão. e atender aos limites de emissão dos poluentes estabelecidos na legislação ambiental vigente. esses resíduos sólidos tratados devem ser encaminhados para disposição final. como diminuição do volume de resíduos e total destruição de patógenos. No segundo estágio. em especial de organismos patogênicos. O empreendimento obrigatoriamente deve ser licenciado. faça as oficinas da área temática de Sistema de Esgotamento Sanitário. A concepção de incineração em dois estágios segue os princípios de temperatura. No primeiro estágio. há correntes que defendem a não-utilização de incineradores.000º C-1. como apresentado no texto a seguir: 54 Resíduos Sólidos . Os efluentes líquidos gerados pelo sistema de autoclavagem devem ser tratados. Após processados. as temperaturas chegam a 1.200º C. Incineração: processo físico-químico de oxidação dos resíduos a temperaturas elevadas que resulta na transformação de materiais com redução de volume dos resíduos.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . os resíduos na câmara de incineração são submetidos à temperatura mínima de 800º C. Apesar das vantagens.5 bar. em local licenciado pelo órgão ambiental competente. que o utilizam para processar diversos tipos de materiais hospitalares. Esse processo tem a vantagem de ser familiar aos técnicos de saúde.Nível 2 . tempo de residência e turbulência. e a temperatura atinge os 135º C. Se quiser saber mais sobre o processo de tratamento de efluentes. O empreendimento obrigatoriamente deve ser licenciado.os resíduos. destruição de matéria orgânica. Os valores usuais de pressão são da ordem dos 3 a 3. a uma temperatura elevada (entre 95 e 105º C).

estão relacionados a incineradores mais antigos. Nesse sentido. uma tendência cada vez maior de se construir e planejar novos incineradores. porém. há soluções de longo prazo para a crise do lixo. os incineradores modernos também emitem inúmeras substâncias tóxicas lançadas na atmosfera ou misturadas com outros resíduos como a cinza volante e a cinza de fundo. tendo em vista os potenciais impactos no meio ambiente e na saúde humana e as considerações econômicas que não favorecem essa tecnologia. Na Europa. Felizmente. Na União Européia. e não aos modernos.Incineração e saúde humana O manejo de resíduos urbanos e industriais é um problema crescente no mundo inteiro. Além disso. os incineradores modernos em operação nos últimos anos também foram associados a efeitos adversos na saúde. Uma ampla gama de efeitos na saúde foi associada às residências próximas a incineradores. impactos adversos no sistema respiratório. todos os incineradores em breve terão que se adequar a uma nova diretiva. Alguns estudos. efeitos no sistema imunológico. Muitos incineradores vêm sendo fechados em função de um maior controle sobre emissões atmosféricas. Apesar da redução de alguns compostos nas emissões de chaminés. ao mesmo tempo em que tecnologias não incineradoras estão sendo recomendadas para resíduos que requerem alguma forma de tratamento.ReCESA 55 . médicos e perigosos. o volume de resíduos destinados a aterros sanitários. ao mesmo tempo. aumento na incidência de alergias e anormalidades congênitas. e. No entanto. destacando-se a implementação de estratégias que visem prevenir a geração de resíduos. Em troca. Há. reutilização e reciclagem do lixo. a redução dos níveis de dioxinas e de outros compostos nos gases de chaminé está levando ao aumento das emissões desses mesmos compostos nos outros resíduos dos incineradores. Enquanto isso. assim. Os incineradores. pois se tem a falsa idéia de que reduzem o lixo a um décimo do volume original. Guia do profissional em treinamento . assim como ao trabalho neles. especialmente os sobre câncer. países europeus estão defendendo a construção de ainda mais incineradores. Sabe-se que eles emitem inúmeros compostos tóxicos na atmosfera e produzem cinzas e outros resíduos. de reutilização e reciclagem. O governo das Filipinas já tomou real consciência das muitas questões preocupantes ligadas à incineração. doença cardíaca. Esses efeitos incluem câncer. os incineradores são vistos com bons olhos. no entanto. numa tentativa de fornecer uma solução rápida para a crise do lixo. Após forte pressão pública. são elaboradas normas mais rigorosas sobre a quantidade de resíduos que podem ir a aterros sanitários. no entanto. reduzindo. ao mesmo tempo em que a geração de resíduos aumenta continuamente. está-se promovendo a redução. a regulamentação de 1999 Philippine Clean Air Ac (Ação de limpeza do Ar das Filipinas) baniu a incineração de resíduos urbanos. são um tema controverso.

Coleta e transporte externos Para os resíduos do grupo A.greenpeace. a coleta e o transporte podem ser realizados pelo serviço de coleta urbana. a descarga pode ser mecânica ou manual. incluindo as plantas novas ou aquelas que sofreram reformas. Profissional? É possível prescindir da utilização de incineradores em favor da preservação da saúde humana e do meio ambiente? Qual é a sua opinião a respeito do assunto? Socialize e discuta a problemática da utilização de incineradores como alternativa de tratamento de resíduos.org. Devido à limitação de dados disponíveis. Essas políticas devem ter como base a prevenção da geração. esse relatório demonstra a urgência de se eliminar por completo a incineração e implementar políticas adequadas para o gerenciamento de resíduos.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Nível 2 . os resíduos do subgrupo A5 devem ter também coleta e transporte especiais.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health. a altura de carga deve ser inferior a 1. Quando forem utilizados contêineres. este deve operar de forma a não permitir o rompimento dos recipientes. o veículo deve ser dotado de equipamento hidráulico de basculamento. reutilização e reciclagem do lixo. Para veículo com capacidade superior a 1 tonelada. Sempre que a forma de carregamento for manual. tratados e com descaracterização física das estruturas. e os que não precisam ser tratados. Em face disso. a descarga pode ser mecânica. Fonte: Disponível em <http://www. Por fim. 56 Resíduos Sólidos . de cantos arredondados e de forma a facilitar a higienização. devem ter coleta e transporte especiais. os efeitos na saúde associados aos incineradores não podem ser atribuídos a um poluente específico. Quando possuir sistema de carga e descarga. devido à alta periculosidade que apresentam. porém sem descaracterização física. Os melhores resultados de coleta e transporte são conseguidos quando esses serviços são do município.pdf> E aí. porém o gerador pode também assumi-los. tais como peças anatômicas e produtos de concepção sem sinais vitais e o dos subgrupo A4.Na maioria dos casos. Não permitir vazamentos de líquidos e ser provido de ventilação adequada.20 m. é impossível predizer os efeitos na saúde causados pelos incineradores. Os veículos de coleta dos resíduos do grupo A devem atender aos seguintes requisitos: ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ Ter superfícies internas lisas. para veículo com capacidade inferior a 1 tonelada. Já os resíduos tratados.

responsável pela coleta. Os cadáveres de animais podem ter acondicionamento e transporte diferenciados.ReCESA 57 . o nome da empresa coletora (endereço e telefone). quando encaminhados aos aterros sanitários. de acordo com o porte do animal. Guia do profissional em treinamento . ∙ Ter ficha de emergência com instruções e procedimentos para o caso de acidentes.. preferencialmente quente e sob pressão. O veículo coletor deve portar o número e rótulos de risco e painéis de segurança específicos. mediante o uso de jato de água. saco plástico de reserva. o veículo coletor deve ser submetido à limpeza e desinfecção simultânea. e as águas provenientes da lavagem devem ser encaminhadas a um processo de tratamento antes de serem devolvidas ao meio ambiente. solução desinfetante.∙ ∙ O veículo coletor deve contar com os seguintes equipamentos auxiliares: pá. rodo. de acordo com a NBR-7500. Sua disposição final é feita em valas separadas dos demais resíduos. em local visível. O método de desinfecção do veículo deve ser alvo de avaliação por parte do órgão que licencia o veículo coletor. Esses veículos não podem ser lavados em postos de abastecimento comuns. transporte e disposição final deste tipo de resíduo. Devem constar. ter documentação que identifique a conformidade para a execução da coleta pelo órgão competente. Você sabia? Ao final de cada turno de trabalho. o nome da municipalidade. a especificação dos resíduos transportáveis. desde que submetidos à aprovação pelo órgão de limpeza urbana.

Esse método consiste no preenchimento de valas escavadas impermeabilizadas. admitindo-se disposição em camadas d) Cobertura final. Essa forma de disposição no solo exclusiva dos RSS deve atender aos critérios estabelecidos na Resolução Conama 358/05. b) Acomodação dos resíduos sem compactação direta. a) Sistemas de drenagem de águas pluviais. d) Impermeabilização da base e taludes. ser usada na cobertura diária dos resíduos. podendo ser feita manualmente ou por meio de máquina.000 habitantes. Deve ter sistema de drenagem de lixiviado e de gases. a) Disposição dos resíduos diretamente sobre o fundo do local. Sendo de responsabilidade do município. faça as oficinas da área temática de Resíduos Sólidos Urbanos. c) Coleta de gases.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . I) Quanto à seleção de área II)Quanto à segurança e sinalização III) Quanto aos aspectos técnicos IV)Quanto ao processo de disposição final de resíduos de serviços de saúde 58 Resíduos Sólidos . é efetuada sua cobertura com terra. recursos hídricos superficiais e subterrâneos. desde que ambos tenham licença de operação. Nos municípios de até 30. inclusive as do subgrupo A5 pode ser feita em aterros sanitários ou em local exclusivo. Os veículos de coleta depositam os resíduos sem compactação diretamente no interior da vala e. A terra é retirada com retroescavadeira ou trator que deve ficar próxima às valas e. b) Coleta e disposição adequada dos percolados. a) Sistemas de drenagem de águas pluviais.Nível 2 . e) Monitoramento ambiental. a disposição final desses resíduos é feita mediante pagamento de preço público pelo serviço. e) Plano de encerramento. c) Cobertura diária com solo. posteriormente. uma opção viável é a utilização de células especiais exclusivas para os resíduos de serviços de saúde.Disposição final Se quiser saber mais sobre aterros sanitários. com largura e profundidade proporcionais à quantidade de resíduo a ser aterrada. a saber: Parâmetro Critérios exigidos a) Não possuir restrições quanto ao zoneamento ambiental (afastamento de unidades de conservação ou áreas correlatas). no final do dia. b) Coleta e disposição adequada dos percolados. b) Respeitar as distâncias mínimas estabelecidas pelos órgãos ambientais competentes de ecossistemas frágeis. A disposição final dos resíduos que obrigatoriamente precisam ser tratados (A1 e A2) e o que não precisa de tratamento (A4) e as cinzas de incineração de resíduos.

Atividade Bom. não seria melhor implantar um aterro sanitário? Pense e discuta com seus colegas a respeito.ReCESA 59 . Assim. levando em conta as limitações econômicas e técnicas presentes em sua realidade. como conclusão. Visto que as células especiais de RSS atenderiam a apenas 1 % dos resíduos gerados em uma cidade. Guia do profissional em treinamento . no início dessa seção. Agora que você relembrou ou passou a conhecer um pouco mais sobre esse tipo de resíduo e listou. avalie a situação do gerenciamento desse grupo e aponte melhoramentos para o seu município. você terá um diagnóstico da situação atual dos resíduos de serviços de saúde na sua cidade e possíveis melhoramentos para eventuais falhas no gerenciamento. alguns impactos negativos desses resíduos. Leve as sugestões feitas para sua localidade e implemente-as. Profissional.Boa parte dos critérios exigidos para disposição final de RSS em células especiais se assemelha aos critérios para implantação de um aterro sanitário. Essa atividade será realizada ao final de cada um dos grupos de RSS. nós chegamos ao final do gerenciamento de resíduos do grupo A.

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Como é? Cuidados no manuseio O que poderia ser feito para melhorar o gerenciamento em um curto prazo? Segregação Acondicionamento e identificação Coleta e transporte internos Armazenamentos temporário e externo Tratamento Disposição final 60 Resíduos Sólidos .Nível 2 .

Inflamabilidade: qualidade ou estado do que é inflamável (capaz de pegar fogo). Em seguida. discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento interno e externo dos resíduos do grupo B. característica. podem desenvolver doença profissional. reatividade e toxicidade. Guia do profissional em treinamento . Reatividade: que tem propriedade de reagir. dependendo de suas características de inflamabilidade. Atividade Como na seção anterior referente ao grupo A. reativos. como comentado anteriormente.ReCESA 61 . Os resíduos do grupo B apresentam. atributo do que causa corrosão.Grupo B OBJETIVOS: .Apresentar. veremos como o bom gerenciamento evita ou minimiza os vários impactos listados. Já aqueles que manipulam fármacos perigosos como os citostáticos e antineoplásicos. corrosivos e inflamáveis. ao meio ambiente e à bacia hidrográfica e às demais áreas do saneamento. tais como os tóxicos. corrosividade. substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente. Tudo o que entre em contato com esse tipo de resíduo tem de estar perfeitamente identificado através do símbolo de risco associado e com a discriminação da substância química e frases de riscos. entre outros fatores. como o glutaraldeído. Corrosividade: qualidade. caso não se tenham os devidos cuidados durante o manuseio e descarte dessas substâncias. Cuidados no manuseio Os profissionais que exercem suas atividades em laboratórios analíticos da área de saúde estão sob risco de acidente por exposição a produtos químicos. liste os impactos negativos que o mau gerenciamento dos resíduos do grupo B pode trazer à saúde coletiva. Toxicidade: qualidade ou caráter do que é tóxico. e biocidas.

incluindo os de higienização e limpeza. incluindo os fármacos. ∙ Utilizar corretamente os EPIs e EPCs (equipamentos de proteção coletiva). ∙ Para evitar a expiração do prazo de validade: controlar o inventário por meio da compra de quantidades mínimas e quando necessária. oferecem segurança ao funcionário desde objetos simples como as luvas descartáveis. Há outras medidas de minimização adotadas em seu local de trabalho. antes de se iniciar qualquer trabalho com produtos químicos. aventais. óculos de proteção (EPIs). podendo-se citar o conhecimento preciso do tipo e modelo mais adequado. exigidas para o preparo de drogas citostáticas e antineoplásicas. máscaras respiratórias. implantar sistema de prescrição eletrônica e dose unitária de medicamentos. Desta forma. por exemplo. por estado físico e forma química.Nível 2 . ∙ Para evitar ter que mandar tratar o que não precisa ser tratado: segregar os resíduos químicos perigosos dos não perigosos. Profissional? Socialize com os demais colegas essas outras medidas.Portanto. porém. É fundamental. que o funcionário tenha consciência de que os EPIs não substituem a prática das técnicas seguras. além de manuais de biossegurança com produtos químicos. podem-se adotar a seguintes medidas: ∙ Para evitar sobras e desperdício: centralizar e otimizar os pedidos de compra de produtos químicos. Os equipamentos de proteção individual (EPIs) são objetos cuja função é prevenir ou limitar o contato entre o Profissional e o agente que pode causar dano. até equipamentos mais sofisticados. como as capelas de fluxos laminar (EPCs). visores. do funcionamento e o uso correto e apropriado dos equipamentos de proteção. é importante conhecer os produtos químicos perigosos utilizados e seus efeitos à segurança e à saúde humana.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . As medidas a serem adotadas para se manusearem corretamente os resíduos do grupo B são: ∙ Pesquisar a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). Minimização da geração de resíduos químicos Para se minimizar a geração de resíduos químicos. 62 Resíduos Sólidos . conforme NBR 14725 da ABNT e o Decreto/PR no 2657/98 – Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho –. centralizar o setor de dispensação de medicamentos e produtos químicos diversos.

gases comprimidos. Criogênicas: relativas a temperaturas muito baixas e seus fenômenos. Ecotóxicas: dotadas de capacidade de intoxicar ecossistemas. Halogenados: substâncias que possuem os elementos químicos bromo. compostos orgânicos não halogenados. obtidas em: ∙ Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). quando estas não fazem parte de misturas químicas: líquidos inflamáveis.ReCESA 63 . mutagênicas e teratogênicas. de combustão espontânea. iodo e astatino. carcinogênicas. Pictogramas e Códigos. oxidantes. materiais reativos com a água. flúor. formalina ou formaldeído. ∙ ∙ Rótulos que contenham frases de Risco e Segurança. Mutagênicas: aquelas que têm capacidade para provocar mutações. explosivas. venenos. ou a possibilidade de que seu material seja permeável aos componentes do resíduo. sensíveis ao choque. Tabelas de incompatibidade química. de modo a evitar reação química entre eles. mercúrio e compostos de mercúrio. compostos orgânicos halogenados. materiais reativos com o ar. encontra-se uma lista de substâncias químicas que devem ser obrigatoriamente segregadas e acondicionadas separadamente. asfixiantes. Não se aplica aos produtos farmacêuticos e cosméticos. resíduos fotográficos. Além disso. Em alguns países. Acondicionamento e identificação A compatibilidade química dos componentes entre si. mistura sulfocrômica. bases. brometo de etídio. na RCD n° 306/2004 da Anvisa. corrosivas. essa ficha é chamada Material Safety Data Sheet (MSDS). cloro. deve ser levada em consideração. ácidos. tanto quanto o enfraquecimento ou deterioração da embalagem. cujas legendas e significados estão disponíveis em alguns catálogos de produtos químicos. criogênicas. assim como de cada resíduo com os materiais das embalagens. Quando os recipientes de acondicioGuia do profissional em treinamento . Pictograma: desenho figurativo estilizado que representa uma determinada idéia ou conceito. metais pesados. Carcinogênicas: capazes de gerar de câncer. ecotóxicas. óleos. soluções aquosas. Teratogênicas: capazes de causar anomalias e malformações embrionárias.Segregação A segregação dos resíduos do grupo B deve ser planejada a partir das informações das propriedades químicas.

devem ser usados recipientes de material rígido. adequados para cada tipo de substância química. ∙ Compostos combustíveis tóxicos e solventes devem ser acondicionados em embalagens metálicas ou de vidro. os sais de metais pesados e suas soluções podem ser acondicionados em recipientes de plástico ou vidro. que não entraram em contato com o produto. Todos os recipientes devem ser identificados de acordo com o seu conteúdo e rotulados de acordo com o risco da substância que acondiciona.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Você sabia? As embalagens primárias. devem ser fisicamente descaracterizadas e acondicionadas como resíduo do grupo D. com tampa rosqueada e vedante. Em linhas gerais. especial para produtos químicos). para evitar vazamento. colunas e cartuchos para HPLC podem ser acondicionados em caixas de plástico ou papelão resistente. Já os resíduos líquidos devem ser acondicionados em recipientes constituídos de material compatível com o líquido armazenado.namento forem constituídos de polietileno de alta densidade –PEAD –. deverá ser observada a compatibilidade dele com as substâncias que irá acondicionar (Apêndice VII da RCD n° 306/2004 da Anvisa). HPLC: cromatografia líquida de alta eficiência. Para os resíduos sólidos. rígido e estanque. secundárias e os materiais contaminados por substância química perigosa devem ter o mesmo tratamento das substâncias químicas que as contaminaram. As embalagens secundárias. metal e plásticos. são indicados os seguintes tipos de acondicionamento para os resíduos químicos: ∙ ∙ ∙ ∙ Soluções salinas. respeitadas as suas características físico-químicas e seu estado físico. Resíduos sólidos orgânicos podem ser acondicionados em recipientes de plástico ou papelão resistente e os resíduos sólidos inorgânicos em recipientes de plástico. 64 Resíduos Sólidos .Nível 2 . preenchido com glicerina ou água para conter a evaporação. Vidro. os resíduos inorgânicos tóxicos. resistente. Mercúrio e restos de amálgamas devem ser acondicionados em frasco plástico com tampa hermética (provida de batoque e rosca de segurança.

Ter dispositivo de forma a evitar incidência direta de luz solar. quando houver armazenamento de grandes quantidades de resíduos inflamáveis. Ter sistema de combate a incêndio por meio de extintores de CO2 e PQS (pó químico seco). lavável e impermeável. Profissional? Quais? Socialize com os demais colegas os procedimentos adotados em seu trabalho. impedindo o acesso de vetores e roedores. A seguir. Ter porta dotada de proteção inferior. potencialmente recicláveis. Ter piso com caimento na direção das canaletas ou ralos. identificado quanto ao tipo de resíduo que está transportando. No caso de ultrapassar. caso o transporte seja manual. dotado apenas de aberturas teladas que possibilitem uma área de ventilação adequada. Já o armazenamento externo deve ser feito no abrigo ou depósito de resíduos químicos. As regras de compatibilidade química devem ser seguidas também no local de armazenamento (Apêndice V da RCD n° 306/2004 da Anvisa). A identificação “RESÍDUOS QUÍMICOS” deve ser afixada em local de fácil visualização e conter sinalização de segurança. com símbolo baseado na norma NBR 7500 da ABNT.Devem ser preferencialmente encaminhadas para processo de reciclagem. há a obrigatoriedade de usar o carro de coleta interna. Armazenamento temporário e externo O local para o armazenamento temporário dos resíduos químicos (caso seja necessário) deve ter pisos e paredes lisas e laváveis. fechado. Ter kit de emergência para os casos de derramamento ou vazamento. Há procedimentos para se evitar a contaminação das embalagens. Além disso. incluindo produtos absorventes. estando de acordo com a NBR 12235 da ABNT.ReCESA 65 . ponto de iluminação artificial e piso resistente ao tráfego dos recipientes coletores. Ser revestido internamente (piso e parede) com material de acabamento liso. o recipiente que contém o resíduo não deve ultrapassar o volume de 20 litros. Guia do profissional em treinamento . em seu local de trabalho. Coleta e transporte internos As mesmas recomendações quanto aos carros de coleta utilizados no transporte dos resíduos do grupo A são empregadas aos resíduos do grupo B. apresentam-se algumas características do abrigo de resíduos químicos: ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ Ser em alvenaria. resistente ao tráfego e impacto. Prever a blindagem dos pontos internos de energia elétrica.

processos físico-químicos (solidificação. etc. à saúde coletiva. oxi-redução. Tratamento Por ser tratar de resíduos que apresentam uma gama enorme de diferentes substâncias.). troca-iônica. o empreendimento sempre deve ter licença de operação. processos oxidativos avançados. entre outros. Em linhas gerais.Algumas dicas importantes que evitam a ocorrência de acidentes são: ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ Não receber nem armazenar resíduos sem identificação. Organizar o local de armazenamento de acordo com critérios de compatibilidade. Armazenar os resíduos constituídos de produtos perigosos corrosivos e inflamáveis próximos ao piso.).Nível 2 . Observar as medidas de segurança recomendadas para produtos químicos que podem formar peróxidos. impedindo o acesso de pessoas não autorizadas. a escolha do processo de tratamento deve ser criteriosa e adequada. segregando os resíduos em bandejas. pois uma escolha incorreta poderá acarretar danos ao meio ambiente. os resíduos do grupo B podem ser submetidos aos seguintes tipos de tratamento: ∙ ∙ ∙ processos químicos em via úmida (neutralização. Manter o local trancado. sendo que estas nunca serão as opções mais econômicas. como no plasma ou incinerador. quando se tratar de serviço exteno. É por isso.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . manter registro dos resíduos recebidos. Profissional. à segurança e saúde dos trabalhadores que lidam diariamente com os resíduos químicos. que o tratamento desses resíduos só pode ser feito por quem realmente tem conhecimento de como manejá-los e. 66 Resíduos Sólidos . etc. termodestruição.

Usando seu conhecimento e as explicações do instrutor referentes aos resíduos listados. - Nós. Recipientes pressurizados – Citostáticos e antineoplásicos – Resíduos de produtos e insumos farmacêuticos – Resíduos químicos dos equipamentos automáticos de laboratórios clínicos e seus reagentes – Fixadores de filmes de raios X – Mercúrio (Hg) – Excretas de pacientes tratados com quimioterápicos antineoplásicos – Elementos preciosos ou caros – Resíduos de produtos cosméticos – Pilhas. indique qual o tratamento e/ou destinação recomendados a cada um deles. independentemente da forma farmacêutica. pois somos sujeitos a controle especial. Ao final da atividade. Nós somos os: . Em seguida. drogarias e distribuidores ou quando apreendidos. na atividade a seguir. Somos os: Guia do profissional em treinamento .ReCESA 67 . devemos ser manuseados de acordo com a substância química de maior risco e concentração existente na composição.Nós. devemos atender à legislação sanitária em vigor. baterias e acumuladores de carga – Reveladores de filmes de raios X. esta será corrigida coletivamente por todos os participantes da oficina. quando especificados na Portaria MS no 344/98 e suas atualizações. são mostradas algumas alternativas de tratamento de resíduos de serviços de saúde. constam vários tipos de resíduos químicos gerados em serviços de saúde e. Atividade No quadro. logo a seguir. formas de tratamento recomendadas e/ou destinação adequada. quando descartados por farmácias. socialize e discuta suas respostas com demais colegas.Mais especificamente.

e o nosso descarte deve ser feito de acordo com a Resolução Conama n° 257/1999: acondicionamento por tipo e devolução aos revendedores ou à rede de assistência técnica autorizada para repasse aos fabricantes ou importadores.Somos resíduos químicos e. o efluente pode ser descartado de acordo com as orientações dos órgãos ambientais. Somos os: .Ajusta-se o pH da solução para valor entre 7 e 9 e lança-se na rede coletora de esgoto ou em corpo receptor. Após o tratamento.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Nós contemos chumbo (Pb). cádmio (Cd) e mercúrio (Hg) e seus compostos. Podemos ser submetidos a tratamento químico. Encaminham-nos para recuperação da prata ou tratamento em equipamento instalado na processadora. gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes. Nós somos as: .Nível 2 . desde que atendamos às diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais.. quando misturados.Devo ser encaminhado para a recuperação em empresas especializadas. com licença de operação emitida pelo órgão ambiental. e tratados ou não em função da classificação na qual nos enquadramos.Nós nunca devemos ser diluídos e descartados no esgoto. Eu sou: . Somos os: . incinerados ou aterrados (fração sólida) em aterros industriais Classe I para resíduos sólidos perigo- 68 Resíduos Sólidos . Nós somos os: . devemos ser avaliados pelo maior risco ou conforme as instruções contidas na FISPQ.Não podemos ir para aterro. gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes.

Devemos ser destinados a aterros industriais. corrosividade.sos. Estamos falando de: Essa atividade encontra-se no software Bacia Hidrográfica Virtual.C. Disposição final Os resíduos químicos com características de periculosidade – aqueles contendo características de inflamabilidade. desde que haja Sistema de Tratamento de Esgotos na região onde se encontra o serviço.Somos caros (Pd. Pl. Coleta e transporte externos A coleta e o transporte externos devem ser feitos em sistemas licenciados por município ou estado. Sugere-se que seja feita uma consulta ao fabricante. porém nunca devemos ser queimados ou destruídos mecanicamente. quanto à possibilidade deste de nos receber de volta. Os.) e devemos ser recuperados sempre que possível. devido à nossa diversidade e periculosidade.ReCESA 69 .200º. como a combustão incompleta. usando mão-de-obra qualificada.Podemos ser eliminadas no esgoto. Somos os: . Somos os: . Somos as: . caso o equipamento não tenha os aparatos adequados de captação e lavagem dos efluentes gasosos ou haja falha durante a operação. Abaixo da temperatura apropriada de incineração. Ag. Nossa incineração deve ser feita somente em equipamentos que operem em temperatura igual ou superior a 1. para tratamento. Au. alguns de nós não somos destruídos e ainda há o risco de propagarmos contaminação química no entorno das instalações. etc. Caso não exista tratamento de esgoto. devemos ser submetidas a tratamento prévio no próprio estabelecimento. reatividade e toxicidade – quando não forem submetidos a processo Guia do profissional em treinamento . Ru.

É importante descaracterizar as embalagens.Nível 2 . nas mesmas condições dos sólidos.de reutilização. desde que atendam respectivamente às diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais. e os líquidos. evitam-se o desvio para a comercialização irregular (sem condições de uso) e o uso das embalagens verdadeiras com produtos falsificados. e que. Atividade Como é? Cuidados no manuseio O que poderia ser feito para melhorar o gerenciamento em um curto prazo? Segregação Acondicionamento e identificação Coleta e transporte internos Armazenamentos temporário e externo Tratamento Disposição final 70 Resíduos Sólidos . recuperação ou reciclagem. não necessitam de tratamento prévio. conseqüentemente. podem ser lançados em corpo receptor ou na rede pública de esgoto. podem ter disposição final em aterro sanitário licenciado. Dessa forma. e rótulos de medicamentos e substâncias químicas antes do descarte como lixo comum ou reciclável. Os resíduos líquidos devem antes ser submetidos a processo de tratamento e não podem ser encaminhados para disposição final em aterros nessa forma física. cheias e vazias. porém somente os resíduos sólidos podem ter essa disposição final. devem ser encaminhados aos aterros industriais Classe I (responsabilidade particular). Já os resíduos sólidos químicos sem características de periculosidade. gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .

acrescido da expressão REJEITO RADIOATIVO. nós iremos abordar como um bom gerenciamento do grupo C minimizaria ou evitaria os impactos listados.Apresentar. A identificação desse grupo é feita usando-se o símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em rótulos de fundo amarelo e contornos pretos. Agora que listamos alguns dos problemas causados pelos rejeitos radioativos. à bacia hidrográfica e às demais áreas do saneamento. denominados rejeitos radioativos. discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento interno e externo dos resíduos do Os resíduos pertencentes ao grupo C. faça como nos grupos anteriores. são materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.Grupo C OBJETIVOS: .ReCESA 71 . grupo C Atividade Antes de prosseguirmos. liste alguns dos impactos negativos causados pelo mau gerenciamento dos rejeitos radioativos – grupo C – à saúde coletiva. Profissional. Guia do profissional em treinamento . ao meio ambiente.

Evitar o uso de radioisótopos de meiavida (T1/2) longa. Essas boas práticas do manuseio são adotadas em seu local de trabalho. c) Blindagem: deve. tendo o cuidado de não espalhar a contaminação. o supervisor de radioproteção da instalação deve exigir da equipe: ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ execução das tarefas conhecendo os riscos e procedimentos de emergência em caso de acidentes ou derramamentos. a dose recebida será 4 vezes menor. Segregar e acondicionar de acordo com o estabelecido no Programa de Gerenciamento de Rejeitos Radioativos (PGRR) aprovado pela CNEN para a instalação. obrigatoriamente. adotam-se alguns dos seguintes procedimentos operacionais: Radioisótopos: caracterizam-se por apresentar um núcleo atômico instável que emite energia quando se transforma num isótopo mais estável.Cuidados no manuseio Em linhas gerais. monitoramento e descontaminação das áreas. se a distância fonte/pessoa exposta aumentar 2 vezes. ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ Manter a geração em níveis mínimos praticáveis em termos de atividade e volume. processar ou armazenar material radioativo. Os isótopos radioativos têm aplicações em medicina. atendimento aos fatores de redução de doses: a) Tempo de exposição: as doses devidas às radiações ionizantes são diretamente proporcionais ao tempo que um indivíduo fica exposto a uma fonte de radiação. como o isótopo radioativo tálio. Por exemplo.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . derramamentos. b) Distância: a dose recebida por exposição a fontes de radiação é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre a fonte e o indivíduo exposto. boas práticas de trabalho para se evitarem a contaminação e a irradiação desnecessárias. utilização dos equipamentos de proteção individual e dosímetro. sempre que necessário. Em situações que exijam a exposição de pessoas à radiação e não se possa contar com uma blindagem. Meia vida (T1/2) ou período de semidesintegração: é o tempo que um elemento químico radioativo leva para ter sua atividade inicial reduzida à metade. Ter cuidado para evitar acidentes e 72 Resíduos Sólidos . que pode identificar vasos sangüíneos bloqueados em pacientes sem provocar algum tipo de dano. devem-se utilizar os fatores tempo de exposição e distância da melhor forma possível. Minimização da geração de rejeitos radioativos Para se minimizar a geração desse grupo. Profissional? Quais outras são utilizadas? Socialize suas respostas com os demais colegas.Nível 2 . Fazer a descontaminação criteriosa. fazer parte do projeto da instalação onde se pretenda manusear.

foram consumidos 2 kg. Adoçar é a atividade do açúcar. é necessário sempre observar a classificação presente no Plano de Radioproteção. que não permite mais distinguir suas radiações das do meio ambiente. praticamente não haveria mais açúcar. assim como a emissões de radiação é a atividade dos elementos radioativos. já não deu para fazer os bolos. na décima semana restaram cerca de 4 g de açúcar. Meia-Vida Cada elemento radioativo. decorridas 10 semanas. que não dariam para adoçar um cafezinho. vamos ler o texto “Meia-Vida”. até atingir um valor insignificante. Isso significa que. sucos e café. Um exemplo caseiro pode apresentar. além de adoçar o café da manhã. a atividade vai sendo reduzida à metade da anterior. metade da quantidade anterior e 1/4 da inicial. refrescos. para cada meia-vida que passa. na origem. a meia-vida do açúcar é de uma semana e. e conseguiram-se fazer dois bolos. foi consumido 1 kg. deve-se segregar: ∙ ∙ ∙ ∙ de acordo com a forma química. quanto tempo leva para um elemento radioativo ter sua atividade reduzida à metade da atividade inicial? Esse tempo foi denominado meia-vida do elemento. da seguinte forma: na primeira semana. Na terceira semana. foi preciso fazer um racionamento. a atividade adoçante do açúcar não seria Guia do profissional em treinamento . No exemplo citado. ou melhor. sucos. Aí. Por exemplo. o conceito de meia-vida: uma família de 4 pessoas tinha 4 kg de açúcar para seu consumo normal. se transmuta (se desintegra ou decai) a uma velocidade que lhe é característica. metade da quantidade inicial. Essa quantidade de açúcar não faria mais o efeito de adoçar e nem seria percebida. Logicamente.ReCESA 73 . com os 500 g então existentes. seja natural ou obtido artificialmente. de forma simples. um pudim. de acordo com a meia-vida (T 1/2 ). Por haver falta de açúcar no supermercado. o refresco. mas como funciona? Quais as meias-vidas de alguns radioisótopos utilizados na medicina? Para esclarecer essas dúvidas. Na segunda semana. Para se acompanhar a duração (ou a vida) de um elemento radioativo foi preciso estabelecer uma forma de comparação. Procedendo da mesma forma. a função do açúcar é adoçar o café. até a situação ser normalizada. O conceito de meia-vida (T 1/2) foi apresentado anteriormente. Em linhas gerais. biológica e física. bolos e sucos. só foi possível adoçar os refrescos. por radionuclídeo.Segregação Para segregar os rejeitos radioativos.

os rejeitos de meia-vida curta (elementos de meia-vida inferior a 60 dias. CNEN. pois são dados necessários ao cálculo do tempo de decaimento radiológico. Radioisótopo Tecnécio-99m Flúor-18 Algumas aplicações Diagnósticos diversos.Nível 2 . Se o racionamento fosse de sal. se. Para os rejeitos radioativos sólidos. para uma mesma quantidade de pessoas (consumidores). Disponível em: <http://www. Tratamento para câncer ósseo. ao invés de 4 kg. com tampa rosqueada. rígido e estanque. leva-se muito mais tempo para gastar 4 kg de sal do que 4 kg de açúcar.pdf> Na tabela. a família tivesse feito um estoque de 200 kg. visando ao descarte seguro. são mostrados alguns radioisótopos. por exemplo) devem ser coletados separados dos de meia-vida longa (elementos de meia-vida superior a 60 dias). De fato. a meia-vida do sal seria maior. após 10 meias-vidas. Já os rejeitos radioativos líquidos devem ser acondicionados em frascos de até dois litros ou em bombonas de material compatível com o líquido armazenado.cnen. sempre que possível de plástico resistente. Eles 74 Resíduos Sólidos .notada. forrados internamente com saco plástico resistente e identificados conforme o item 12. No entanto.2 da RDC Anvisa no 306/04.br/ensino/apostilas/radio.gov. Acondicionamento e identificação Os rejeitos radioativos devem ser acondicionados em recipientes com blindagem adequada ao tipo e ao nível de radiação emitida. vedante. Eliezer de Moura Cardoso e colaboradores Fonte: Adaptado de: Apostila educativa Radioatividade. Diagnóstico e terapia de distúrbios da tireóide. É importante anotar a data de geração dos rejeitos de meia-vida curta e a concentração de atividade no momento da geração. Estudar o metabolismo dos órgãos e tecidos. o acondicionamento deve ser em recipientes de material rígido. e identificados com o símbolo que indica a presença de radioatividade.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . ainda restaria uma quantidade considerável de açúcar. Meia-vida 6 horas 2 horas 8 dias 47 horas Iodo-131 Samário-153 Por fim. sua utilização na medicina e meias-vidas correspondentes. por que a quantidade de sal que se usa na cozinha é muito menor do que a de açúcar.

Deve estar sinalizada com o símbolo internacional de presença de radiação ionizante e de área de acesso restrito. e ser identificados com o símbolo internacional de presença de radiação ionizante. com a devida margem de segurança. Caso o rejeito seja armazenado para decaimento. deverá constar.devem ser acomodados em bandejas de material inquebrável e com profundidade suficiente para conter. Dependendo da quantidade de rejeito a ser armazenado. O acesso à sala de decaimento de rejeitos radioativos deve ser controlado.ReCESA 75 . colocados dentro de caixas de papelão e conservados em freezer. o carro não poderá possuir válvula de drenagem no fundo. Guia do profissional em treinamento . até a data do descarte. Deve conter identificação com inscrição. seguem outras informações: ∙ ∙ O rejeito radioativo deverá estar devidamente acondicionado e identificado quanto ao radionuclídeo. Armazenamento temporário O armazenamento temporário é realizado com o objetivo de permitir que ocorra o processo de decaimento do elemento radioativo. pode-se depositar o rejeito radioativo previamente embalado dentro de recipiente de chumbo situado no próprio laboratório ou ter uma sala exclusiva (sala de decaimento) para o armazenamento de rejeitos radioativos. inflamáveis ou tóxicos. devendo ser monitorados a cada operação de transporte e submetidos à descontaminação. taxa de exposição e data da monitoração. dispondo de meios para garantir condições de segurança contra ação de eventos induzidos por fenômenos naturais e estar de acordo com o Plano de Radioproteção aprovado pela CNEN para a instalação. Os rejeitos biológicos. o volume total do rejeito. atividade. devem ser embrulhados um a um em papel absorvente. Independentemente de seu volume. quando necessário. símbolo e cor compatíveis com o resíduo do Grupo C. na etiqueta. enrolados em plástico e firmemente presos com fita forte e resistente à umidade. tais como carcaças de animais e peças anatômicas. Além disso. a data prevista em que ocorrerá a isenção ou eliminação controlada. O local de armazenamento deve ser exclusivo e longe de materiais não-radioativos especialmente materiais explosivos. Coleta e transporte internos A coleta e o transporte internos devem ser realizados em carros providos de recipiente com sistema de blindagem e tampa para acomodação de sacos de rejeitos radioativos.

M. ∙ A taxa de exposição em qualquer ponto acessível fora do depósito não deve exceder os limites de dose para indivíduos do público estabelecidos na norma CNEN-NN-3. Gerência de rejeitos radioativos de serviços de saúde. 1999 (CDTN . Belo Horizonte: Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. Você sabia? Após o decaimento do radionuclídeo. Uma vez que o rejeito atinja os limites estipulados por normas.857/99). após o decaimento do elemento radioativo.. atmosfera. em condições adequadas. Não se deve autoclavar material radioativo. desde que se observe o seguinte: 76 Resíduos Sólidos . para o decaimento do elemento radioativo. o rótulo de REJEITO RADIOATIVO deve ser retirado e substituído por outro rótulo.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . N. E. ∙ ∙ Os resíduos de fácil putrefação devem ser mantidos sob refrigeração. eles se enquadrarão em um dos outros grupos de resíduos de serviço de saúde.01. deve-se providenciar blindagem do depósito de rejeitos.Nível 2 . A. devendo ser tratados de acordo com a nova classificação a que pertence ou poderão ser eliminados pelas vias convencionais (coleta de resíduos urbanos. P. Caso necessário. M.Fonte: SILVA. pois isso poderá contaminar a autoclave e o ambiente do entorno. de acordo com o grupo do resíduo em que se enquadrar. esgoto doméstico). CUSSIOL. Por isso. Tratamento O tratamento dispensado aos rejeitos do Grupo C é o armazenamento temporário. os rejeitos radioativos passam a ser resíduos e são classificados de acordo com o material a que o radionuclídeo estiver associado.

resíduos semelhantes aos domiciliares do grupo D. Já o transporte dos rejeitos radioativos deverá ser feito de acordo com a Norma CNEN-NE-5. ∙ O limite de eliminação para rejeitos sólidos em sistema de coleta de resíduo urbano é de 75 Bq/g (2 nCi/g).01. os critérios de escolha da embalagem para o transporte externo estão definidos na norma CNEN-NE-5. não podem ser descartados na rede de esgoto e devem ser tratados. cremação ou incineração: peças anatômicas e animais. e resíduos perfurocortantes e abrasivos do grupo E. Aterro industrial classe I: resíduos químicos perigosos do grupo B. de acordo com a NBR 10004 da ABNT. diário e mensal. que se baseia nas recomendações de transporte da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – Safety Series no 06. o valor de 1 Bq é igual a 1 / 3. as seguintes alternativas de disposição final podem ser usadas: ∙ Aterro sanitário licenciado: a fração tratada e a que não precisa ser tratada do grupo A.7 x 1010 Curie (Ci). sendo que 1 Bq corresponde a uma desintegração por segundo (1 s-1). Coleta e transporte externos Quando necessários. ∙ A eliminação de excretas de pacientes submetidos à terapia radioisotópica deve ser feita de acordo com instruções específicas estabelecidas pela norma CNEN-NN-3. e da norma NBR 7500/2005 da ABNT. podem ser liberados em rede coletora de esgoto. com as diretrizes do DNER.Bq (Becquerel): é a unidade de atividade no Sistema Internacional (SI). resíduo químico não perigoso do grupo B.05. ∙ ∙ Cemitério. para qualquer radionuclídeo. Disposição final Após o decaimento e sendo classificados como resíduos sólidos pertencentes a outros grupos de resíduos de serviços de saúde. ∙ Os limites de eliminação. Guia do profissional em treinamento . Os que têm características de periculosidade. Cabe ressaltar que o expedidor é responsável pela segurança do transporte. desde que atendam aos critérios estabelecidos na Norma CNEN-NE-6.01.05. Já os resíduos líquidos. de rejeitos líquidos na rede de esgotos sanitários dependem do radionuclídeo e devem atender aos critérios estabelecidos na Norma CNEN-NE-6. que deve ser consultada. da Resolução no 420 da ANTT.ReCESA 77 .05.

Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde .Nível 2 .Atividade Como é? Cuidados no manuseio O que poderia ser feito para melhorar o gerenciamento em um curto prazo? Segregação Acondicionamento e identificação Coleta e transporte internos Armazenamentos temporário e externo Tratamento Disposição final 78 Resíduos Sólidos .

tais como papel. flores. sua identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes. resíduos provenientes das áreas administrativas. usando-se código de cores e suas correspondentes nomeações.Apresentar. discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento interno e externo dos resíduos do grupo D. Os resíduos do grupo D são aqueles que se assemelham aos resíduos gerados em uma residência. Parte desses resíduos.ReCESA 79 . Quando adotada a coleta seletiva para reciclagem. e símbolo referente ao tipo de material reciclável. baseadas na Resolução Conama n° 275/01. garrafas de água mineral e refrigerantes. papel de uso sanitário e fralda. equipo de soro e outros similares não classificados como A1. papel = azul. não há exigência para a padronização de cor desses recipientes. Guia do profissional em treinamento . peças descartáveis de vestuário. Caso não se sigam as determinações da Resolução. resíduos de gesso. resto alimentar de refeitório.Grupo D OBJETIVOS: . entre outros. resíduos de varrição. material utilizado em antissepsia e hemostasia de venóclises. plástico = vermelho. Se não existir processo de segregação para a coleta seletiva. visando à reciclagem. podem ser utilizadas as cores determinadas pela Prefeitura. podas e jardins. quando devidamente segregada. pode ser destinada à reciclagem ou à reutilização. As cores indicadas na Resolução Conama são: vidro = verde. sobras de alimentos e do preparo de alimentos. absorventes higiênicos. orgânico = marrom. cinza = rejeito. metal = amarelo. preto = madeira.

Atividade
Como nos demais grupos, Profissional, liste alguns dos impactos negativos causados pelo mau gerenciamento de resíduos do grupo D à saúde coletiva, ao meio ambiente, à bacia hidrográfica e às demais áreas do saneamento.

Listados alguns dos problemas causados pelos resíduos do grupo D, veremos como as etapas do gerenciamento, quando bem-estruturadas e funcionando, evitariam os problemas levantados.

Cuidados no manuseio
Os resíduos do grupo D, rejeitos e recicláveis, também apresentam riscos mecânicos ou que propiciam acidentes devido à presença de galhos de podas, latas de alumínio e de aço, garrafas de vidro, embalagens diversas de plástico duro, entre outros, assim como riscos biológicos advindos do papel e absorvente higiênico, das fraldas descartáveis e de fezes de animais domésticos. O texto a seguir retrata essa problemática de ferimentos devido ao mau gerenciamento de alguns resíduos como o vidro.

Acidentes e riscos ocupacionais
Cortes com vidros: caracterizam o acidente mais comum entre trabalhadores da coleta domiciliar e das esteiras de catação de usinas de reciclagem e compostagem, e também entre os catadores dos vazadouros de lixo. As estatísticas deste tipo de acidente são subnotificadas, uma vez que os cortes de pequena gravidade não são, na maioria das vezes, informados pelos trabalhadores, que não os consideram acidentes de trabalho.
A principal causa destes acidentes é a falta de informação e de conscientização da população em geral, que não se preocupa em isolar ou separar vidros quebrados dos resíduos apresentados à coleta domiciliar. A

adoção obrigatória de sacos plásticos para o acondicionamento dos resíduos sólidos municipais, com efeitos positivos na qualidade dos serviços de limpeza urbana, infelizmente amplia os riscos pela opacidade dos mesmos e ausência de qualquer rigidez que possa proteger o trabalhador. A utilização de luvas pelo trabalhador atenua, mas não impede a maior parte dos acidentes, que não atingem apenas as mãos, mas também braços e pernas.

João Alberto Ferreira e Luiz Antonio dos Anjos, Fonte: Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2001000300023>

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Resíduos Sólidos - Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - Nível 2

Uma das grandes conseqüências dos ferimentos com vidro nos serviços de limpeza urbana é o risco de contrair doenças como o tétano. Assim, para se prevenir dessa doença, independentemente de o esquema vacinal estar completo ou não, a limpeza do ferimento com água e sabão e a retirada de corpos estranhos (terra, fragmentos de madeira) é essencial, até para evitar infecção secundária com outras bactérias. Para as pessoas não vacinadas, é fundamental completar a vacinação antitetânica no posto de saúde mais próximo de suas residências. Para saber quais os EPIs exigidos para os diversos trabalhos com os resíduos sólidos, acesse o software Bacia Hidrográfica Virtual.

Atividade
Bom, Profissional, ao lermos o texto, nós constatamos que há riscos ao lidarmos com os resíduos do grupo D. Sendo assim, proponha coletivamente uma campanha cujo objetivo é conscientizar os profissionais que geram e trabalham com esses resíduos diariamente. Avalie a possibilidade de implementar a campanha em seu local de trabalho.

Minimização
A minimização dos resíduos do grupo D baseia-se na redução da geração e na reutilização de alguns materiais. Citamos algumas alternativas para se reduzirem e reutilizarem alguns dos materiais que seriam descartados como resíduos: comprar somente a quantidade necessária de material de escritório, reutilizar as caixas de medicamentos para acondicionar outros resíduos, como papel e plástico, aproveitar sobras do preparo de alimentos em receitas nutritivas, como:

Guia do profissional em treinamento - ReCESA

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Biscoitos de Semente de Abóboras
Ingredientes Modo de preparar

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

24 g de farinha de semente de abóbora; 01 ovo; 21 g de margarina; 13 g de açúcar mascavo; 14,40 g de açúcar refinado; 10 g de baunilha; 20 g de bicarbonato; 30 g de sal; 23 g de farinha de trigo.

∙ ∙

Selecionar sementes de abóbora, lavar em água corrente e secar ao natural. Torrar as sementes por 20 minutos em fogo brando (em panela) ou no forno (em assadeira) até dourar. Deixar esfriar, triturar (em liquidificador), peneirar e reservar.

∙ ∙ ∙

Bater o ovo com a margarina até formar um creme. Acrescentar a farinha de semente de abóbora e os demais ingredientes. Misturar até obter uma massa homogênea. Moldar os biscoitos e colocá-los em assadeira previamente untada.

Assar, por 15-20 minutos, a 120º C. Servir.

Suflê de Folhas
Ingredientes Modo de preparar

∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

1 xícara de chá de talos, folhas ou cascas bem lavados e picados; 2 ovos; 5 colheres de sopa de farinha de trigo; ½ cebola picada; 2 colheres de sopa de água; sal a gosto; óleo para fritar.

Bater bem o ovo e misturar o restante dos ingredientes. Fritar os bolinhos, às colheradas, em óleo quente. Escorra em papel absorvente.

Podem ser utilizados talos de acelga, couve, agrião, brócolis, couve-flor, folhas de cenoura, beterraba, nabo, rabanete, etc, ou cascas de chuchu.

Essas e outras receitas encontram-se no software Bacia Hidrográfica Virtual. Acesse-o e experimente outras delícias.

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ReCESA 83 . resto de alimentos. destacados pelas cores utilizadas na Resolução Conama n° 275/01. e nas duas próximas colunas a possibilidade de esses resíduos serem ou não recicláveis.E aí. Segregação Os resíduos do grupo D devem ser segregados no momento de sua geração dos demais grupos de resíduos e também entre eles. acompanhe a correção da atividade. vidro. etc). ou seja. Profissional. Com base no seu conhecimento. papelão. classifique individualmente os resíduos como recicláveis ou não recicláveis. resíduos recicláveis (papel. Socialize e discuta suas respostas com os demais colegas e. por exemplo) dos não recicláveis (solventes químicos. Resíduos Folhas de formulários Cadernos Papéis metalizados Papéis carbono Listas telefônicas Fotografias Brinquedos Fraldas descartáveis Tomadas e cabos de panela Garrafas Espumas Latas de alumínio Recicláveis Não recicláveis Guia do profissional em treinamento . encontram-se alguns tipos de resíduos. cristais e tubos de TV. ao final. Mas como saber o que é reciclável e não reciclável dentro da unidade de atendimento a saúde? A atividade a seguir nos dará uma orientação quanto à dúvida levantada: Atividade Na primeira coluna. quais outras ações de minimização são praticadas em seu local de trabalho? Socialize com os demais colegas essas outras ações.

Caso não se adote a segregação/coleta seletiva para encaminhar os resíduos para reciclagem. Dependendo do volume a ser coletado. Também as orientações dos serviços locais de limpeza urbana devem ser conhecidas e consideradas. 84 Resíduos Sólidos . excreções ou outro fluido corpóreo Flores Restos do preparo de alimentos Recicláveis Não recicláveis Essa atividade encontra-se no software Bacia Hidrográfica Virtual.Nível 2 . Os resíduos úmidos. etc. Outra opção de acondicionamento é utilizar sacos plásticos impermeáveis de cor clara nas lixeiras devidamente identificadas como RESÍDUO COMUM e RESÍDUO RECICLÁVEL. vidro. Acondicionamento e identificação O acondicionamento pode ser feito utilizando-se recipientes diferenciados por cor.Resíduos Panelas Latas de tinta e vernizes Esponjas de aço Clipes Garrafas e frascos vazios sem contaminação Ampolas de injeção Vidros aramados Óculos Resíduos orgânicos que tiveram contato com secreções.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . papelão. Coleta e transporte internos Os recipientes contendo os resíduos do grupo D devem ser coletados e transportados separadamente dos resíduos dos demais grupos. é aconselhável que o carro utilizado para transportar internamente os resíduos tenha dois compartimentos: um para os resíduos recicláveis e outro para os não recicláveis. tais como restos de alimentos e flores não devem entrar em contato com papel. sendo essa forma de acondicionamento estabelecida na Resolução Conama n° 275/01. não existe exigência para a padronização de cor desses recipientes. Os papéis devem ser acondicionados em recipientes exclusivos para evitar que molhem ou sujem.

papel.Armazenamento temporário e externo O armazenamento temporário dos resíduos do grupo D pode ser feito na Sala de Resíduos. de origem animal e vegetal. por ventura. Para que ela ocorra. energia e água com o processo de reciclagem. estejam presentes. Outra opção para os resíduos orgânicos (restos e sobras de alimentos) é a utilização deles como ração para animal. faça a oficina de Processamento de Resíduos Sólidos Orgânicos.ibam. para que não ocorra contaminação por parte dos demais resíduos que. tais como folhas secas. jornal. Guia do profissional em treinamento . não é necessário adicionar qualquer componente físico ou químico à massa de resíduo. As normas locais devem ser consultadas. Para se ter uma noção de quanto se economiza em termos de recursos naturais. para ver se não há restrições quanto ao armazenamento dos resíduos do grupo D no mesmo abrigo do grupo A e E. sendo que os resíduos do grupo D devem ser mantidos em local separado e identificado. Fonte: Disponível em: <http://www.br> Acesso em: jun. Você sabia? De acordo com o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM).ReCESA 85 . Já o armazenamento externo pode ser feito no abrigo de resíduos dos grupos A e E. entre outros). estado ou do governo federal.org. a compostagem é vista como o processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos (aqueles que possuem carbono em sua estrutura. metal e plástico. Profissional. palha de cereais. Posteriormente. o tratamento recomendável é a reciclagem. devidamente avaliado e comprovado por órgão competente da Agricultura e de Vigilância Sanitária do município. se quiser saber mais sobre o assunto. pela ação de microrganismos. vamos ler o texto a seguir. Para os resíduos como vidro. Tratamento O tratamento dos resíduos do grupo D se resume na compostagem dos resíduos orgânicos e na reciclagem dos materiais passíveis de serem reintroduzidos no processo industrial. desde que sejam previamente submetidos a processo de tratamento que garanta a inocuidade (ausência de organismos patogênicos) do composto. desde que em recipientes separados e identificados. 2007 (Adaptação) Vamos assistir a um filme sobre o processo de compostagem e avaliar a possibilidade de implementar essa opção de tratamento em seu local de trabalho.

Metal Na produção de 1. sendo que alguns desses energéticos não são renováveis.Nível 2 . mas mesmo assim a reciclagem poupa o corte de cerca de 10 a 20 árvores adultas por tonelada produzida. dolomita.000 toneladas de barra de aço. Em: “Minimização de resíduos sólidos urbanos e conservação de energia” 86 Resíduos Sólidos .Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . feldspato. Vidro A cada tonelada de vidro reciclado economizamse 290 kg de petróleo gastos na fundição. bórax e carbonato de sódio. a utilização de sucata consumiria 74% menos de energia e 41% menos água do que o processo de transformação da matéria bruta em produto final. Com relação à conservação de água. Papel A economia de energia com a reciclagem de papel é da ordem de 70%. na produção de papel reciclado. matérias-primas que também utilizam energia para sua extração ou produção. é necessário adicionar uma parte de matéria-prima virgem (celulose). a produção de cada tonelada de papel consome cerca de 100 mil litros de água. seriam necessários apenas 0. Plástico O plástico que é produzido a partir de matérias-primas como petróleo. gás-natural. além de o plástico ser um dos piores resíduos para os aterros. Outro fato interessante é que.8 MWh de energia. consome-se cerca de 16 MWh de energia. a reciclagem deixa de utilizar areia. pois demora mais de 200 anos para se degradar. enquanto a reutilização do papel gasta apenas 37 mil litros de água por tonelada. como o vidro é 100% reciclável podendose introduzir o caco de vidro em proporções que variam de 15 a 80% do total da composição. se for produzido a partir de alumínio reciclado. a quantidade de poluentes atmosféricos seria reduzida em 86%. Além disso. assim como 100 latas de aço poderiam poupar o equivalente a um lâmpada de 60 W acesa durante 1 hora. apresenta uma economia em torno de 90% com a reciclagem. carvão mineral e vegetal. Assim. e a de poluentes minerais em 97%. enquanto que. A reciclagem de 75 latas de aço poderia poupar uma árvore que seria utilizada como carvão em sua produção. dependendo do tipo de produto fabricado e da coloração. calcário. Na produção de 1 tonelada de alumínio a partir da bauxita. a produção de uma lata de alumínio nova a partir de uma recuperada economiza 95% de energia. Paulo Hélio Kanayama. Além disso.

pdf. acesse o site: http://www.org. 6) Formalização de contratos com os catadores. 2) Acesso ao processo licitatório e às condições de infra-estrutura pelas organizações de catadores. 5) Autorização legal para apropriação dos resíduos secos pelos catadores. Você sabia? Para incorporar a participação dos catadores no sistema de gestão de resíduos sólidos urbanos. Coleta e transporte externos A coleta e o transporte externo devem ser feitos em sistemas licenciados ou através de associações ou cooperativas de catadores. é necessário: 1) Promoção pelo poder público.org. para a coleta seletiva de resíduos urbanos.br> (Adaptação) Para saber mais sobre como organizar associações. br/publique/media/Botelim4. organizados sob diversas formas associativas. 3) Criação da figura de “cessão” de áreas para utilização pelos catadores.ibam. em parceria com diversos setores da sociedade. deve-se manter registro de operação de venda ou de doação dos resíduos destinados à reciclagem. 4) Estabelecimento de parcerias entre catadores e poder público na execução de serviço de limpeza de forma descentralizada.polis. é possível implantar a coleta seletiva em seu local de trabalho e em seu município? Há recicladoras em sua região que poderiam auxiliar no gerenciamento dos resíduos potencialmente recicláveis? Avalie as possibilidades de reciclagem em sua localidade.E aí. Guia do profissional em treinamento . Disponível em: <www. Porém. do reconhecimento legal e fortalecimento do catador como categoria profissional autônoma. compostagem e alimentação de animais para posterior inspeção. Profissional.ReCESA 87 .

Disposição final A fração de resíduos do grupo D não passível de compostagem.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Atividade Como é? Cuidados no manuseio O que poderia ser feito para melhorar o gerenciamento em um curto prazo? Segregação Acondicionamento e identificação Coleta e transporte internos Armazenamentos temporário e externo Tratamento Disposição final 88 Resíduos Sólidos .Nível 2 . reciclagem ou reutilização (rejeito) deve ser encaminhada ao aterro sanitário licenciado.

os resíduos do grupo E devem ser segregados. no momento da geração.Grupo E OBJETIVOS: . brocas. Os trabalhadores que lidam com esse tipo de resíduo devem utilizar os EPIs mostrados no primeiro conceito-chave. Cuidados no manuseio e segregação Para evitar danos à saúde e à integridade física do trabalhador. espátulas. limas endodônticas. como lâminas de barbear.ReCESA 89 . micropipetas. lancetas. ao meio ambiente. para evitarem-se acidentes. escalpes. veremos como as etapas. Esses resíduos devem ser identificados pelo símbolo de substância infectante. com rótulos de fundo branco. indicando o risco que apresenta o resíduo. à bacia hidrográfica e às demais áreas do saneamento. pontas diamantadas. Em seguida. acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE.Apresentar. Guia do profissional em treinamento . ampolas de vidro. se bem-gerenciadas. discutir e trabalhar as etapas do gerenciamento interno e externo dos resíduos do grupo E. dos outros tipos de resíduos. Resíduos Perfurocortantes Atividade Como nos demais grupos. lâminas e lamínulas. tubos capilares. lâminas de bisturi. entre outros. Os resíduos do grupo E são aqueles que apresentam materiais perfurantes. desenho e contornos pretos. liste alguns dos impactos negativos causados pelo mau gerenciamento de resíduos do grupo E à saúde coletiva. minimizam ou evitam os impactos levantados. agulhas. cortantes e abrasivos.

o pré-acondicionamento deve ser em recipiente rígido. Coleta e transporte internos Os recipientes contendo resíduos do grupo E devem ser coletados e transportados afastados do corpo. Por fim. no mínimo. deve-se liberá-los para a coleta interna. de qualquer que seja o tipo. Armazenamentos temporário e externo O armazenamento temporário é feito na sala de resíduos.Acondicionamento e identificação Para os resíduos cortantes ou perfurantes. Esses recipientes que acondicionam os PC (perfurocortantes) devem estar identificados e ser descartados quando o preenchimento atingir 2/3 de sua capacidade ou o nível de preenchimento ficar a 5 cm de distância da boca do recipiente. os resíduos do grupo E que estiverem contaminados por agente biológico Classe de Risco 4. estanque. com tampa. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. Em hipótese alguma. à ruptura e ao vazamento. 90 Resíduos Sólidos .Nível 2 . Nível III de Inativação Microbiana. os resíduos do grupo E podem ser descartados diretamente em saco plástico. Podem ser transportados no mesmo carro utilizado para a coleta dos resíduos do grupo A. no abrigo de resíduos dispostos juntos aos do grupo A Tratamento O tratamento dos resíduos do grupo E dependerá da substância com a qual esses resíduos tiveram contato. impermeável. eles devem ser submetidos ao mesmo tratamento dado à substância contaminante. e o externo. contendo o símbolo de risco de presença de agente biológico. microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. conforme orientações constantes no PGRR aprovado para a instalação radiativa. Já se esses resíduos apresentarem concentração e volume residual de contaminação por substâncias químicas perigosas. Assim. os resíduos contaminados com radionuclídeos devem ser submetidos ao mesmo tempo de decaimento do material que o contaminou.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . resistente à punctura. devem ser tratados utilizando processo validado que garanta. Caso contrário.

Disposição final A disposição final é feita em locais licenciados. como aterros sanitários. Coleta e transporte externos A coleta e o transporte dos resíduos do grupo E seguem as mesmas orientações para a coleta e transporte externos dos resíduos do grupo A.Você sabia? As seringas e agulhas utilizadas em processos de assistência à saúde.ReCESA 91 . Atividade Como é? Cuidados no manuseio O que poderia ser feito para melhorar o gerenciamento em um curto prazo? Segregação Acondicionamento e identificação Coleta e transporte internos Armazenamentos temporário e externo Tratamento Disposição final Guia do profissional em treinamento . devendo ser encaminhados à disposição final adequada. por exemplo. inclusive as usadas na coleta laboratorial de amostra de paciente e os demais resíduos perfurocortantes não necessitam de tratamento.

E todo gerador deve elaborar e implantar o Plano. elaborar diagnósticos. O PGRSS é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. Listamos os diversos impactos negativos causados por cada um dos grupos na saúde coletiva. controlar o que entra e sai de uma unidade de saúde deve estar contido no Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). no meio ambiente. 92 Resíduos Sólidos . bem como as ações de proteção à saúde e ao meio ambiente. transporte. nas demais áreas do saneamento e na bacia hidrográfica. no âmbito dos estabelecimentos. contemplando os aspectos referentes à geração. conforme estipulam a RDC Anvisa n° 306/04 e a Resolução Conama n° 358/05. tratamento e disposição final. segregação. observadas suas características e riscos.Bom. gostaríamos que você e seus colegas voltassem à atividade na qual foi proposto o gerenciamento de alguns resíduos de serviços de saúde e a avaliassem novamente à luz dos conhecimentos relembrados e/ou agregados por nós até o momento (voltar à página 42) Por fim. nós chegamos ao final de nosso segundo conceito-chave no qual trabalhamos a classificação dos resíduos de serviços de saúde. vale lembrar que esse trabalho de estruturar o gerenciamento dos grupos de resíduos de serviços de saúde. armazenamento. você pôde fazer um diagnóstico preliminar da situação desses em sua localidade e apontar possíveis melhoramentos. Profissional.Nível 2 . Antes de encerrarmos. acondicionamento.Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . na sociedade. ao final da abordagem de cada um dos grupos de resíduos de serviços de saúde. Discutimos e trabalhamos com as etapas que constituem cada um dos cinco grupos de RSS. coleta. Vamos assistir a um filme que mostra o passo-a-passo sobre como elaborar o PGRSS e esclarecer dúvidas a respeito do assunto abordado. E ainda.

como também qualquer transação que envolva estes produtos. D. . Resoluções da Anvisa . utilização. resoluções e normas técnicas Legislações . de 04 de junho de 2008: Dispõe sobre a instalação e o funcionamento de serviços de Medicina Nuclear “invivo”.Comparar e analisar as atividades (inicial e final). de 14 de outubro de 2005. transporte. D. de 05 de junho de 2008.BRASIL.Resolução RDC no 38. Referências bibliográficas Legislações. . venda. fabricação. de 25/08/2003. . Poder Executivo. como nossa última atividade. Aeroportos.ReCESA 93 .O. Ministério da Justiça. – Diário Oficial da União. POder Executivo .Reelaborar o exercício proposto no início da atividade de capacitação. Regulamenta o controle e fiscalização sobre as operações de compra.Resolução RDC no 302. Guia do profissional em treinamento . – Diário Oficial da União.357/2001. esperamos que todo o conhecimento que trocamos tenha contribuído para o seu aperfeiçoamento pessoal e profissional. quanto aos produtos químicos utilizados na produção.U Diário Oficial da União. vamos refazer a atividade proposta no início deste guia e avaliar criticamente as mudanças ocorridas no que conhecemos sobre resíduos de serviços de saúde entre o início e fim desta oficina. de 12/05/1998 (Versão Republicada – 01/02/1999). Profissional.U. Ministério da Saúde. Portaria nº 1274. dentre outras. Passagens de Gronteiras e Cecintos Alfandegados. preparação de entorpecentes e substâncias psicotrópicas.O.U. Assim. . Poder Executivo. de 7 de agosto de 2008.O. contidas na Lei no 10. Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.Resolução RDC no 56 de 06 de agosto de 2008: Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas Sanitárias no Gerenciamnto de Resíduos Sólidos nas áreas de Portos. OBJETIVOS: . D.BRASIL. Portaria nº 344. de 13 de outubro de 2005: Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos.Reavaliando os conhecimentos Por fim.

94 Resíduos Sólidos . de 21 de fevereiro de 2002. de 18 de novembro de 2002. Poder Executivo. D. 34 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama no 357. de 2005. D.U. .Resolução RDC no 189.RDC no 306 de 07 de dezembro de 2004: Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. ambos do art.Resolução no 348/2004: Altera a Resolução Conama no 307.O.Resolução no 358/2005: Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. de 05/007/2002. elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Poder Executivo. a ser adotado na identificação de coletores e transportadores.U. D. – Diário Oficial da União. Poder Executivo.RDC no 307 de 14 de novembro de 2002: Altera a Resolução – RDC no 50. avaliação e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.Resolução no 397/2008: Altera o inciso II do § 4o e a Tabela X do § 5o.. . de 10 de dezembro de 2004. de 21 de fevereiro de 2002.Resolução no 264/1999: Licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de co-processamento de resíduos.Resolução no 316/2002: Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. . D. Poder Executivo. - Resolução no 357/2005: Classificação das águas. . e dá outras providências.O.Resolução no 396/2008: Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e dá outras providências. de 18 de julho de 2003: Dispõe sobre a regulamentação dos procedimentos de análise.U.Nível 2 .U. programação. .Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.Resolução no 306/2002: Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais.Resolução no 258/1999: Destinação final de pneumáticos. . de 21 de julho de 2003. incluindo o amianto na classe de resíduos perigosos.RDC no 50 de 21 de fevereiro de 2002: Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o planejamento. de 20 de março de 2002. .O.O.Resolução no 275/2001: Estabelece código de cores para os diferentes tipos de resíduos. – Diário Oficial da União. Resoluções do Conama . . . que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. . que dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento. – Diário Oficial da União. programação. altera o Regulamento Técnico aprovado pela RDC no 50. .

Resolução no 257/1999 e no 263/1999: Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo.NR 17: Ergonomia . cádmio.Resolução no 9/1993: Estabelece definições e torna obrigatório o recolhimento e destinação adequada de todo o óleo lubrificante usado ou contaminado. Guia do profissional em treinamento .NR 4: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) . manuseio. . .NR 15: Atividades e Operações Insalubres .NR 23: Proteção contra Incêndios .NR 6: Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) . Normas da ABNT . reciclagem.NBR 14725/2001: Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).. movimentação e armazenamento de produtos - NBR 10004/2004: Resíduos sólidos – Classificação .NR 24: Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais do Trabalho .Resolução no 237/1997: Licenciamento ambiental.NBR 10007/2004: Amostragem de resíduos sólidos .ReCESA 95 .NBR 9191/2002: Sacos plásticos para acondicionamento de lixo – requisitos e métodos de ensaio .NR 7: Programa de Controle Médico de saúde Ocupacional (PCMSO . Normas regulamentadoras do MTE . mercúrio e seus compostos tenham os procedimentos de reutilização. .NBR 13853/1997: Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes – Requisitos e método de ensaio .NBR 12235/1992: Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.NBR 10006/2004: Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos .NR 32: Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.NR 9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) .NBR 12810/1993: Resíduos de serviços de saúde – procedimentos na coleta - NBR 13463/1995: Coleta de resíduos sólidos – Classificação .NBR 14652/2002: Coletor-transportador rodoviário de resíduos de serviços de saúde – Requisitos de construção e inspeção – Resíduos do grupo A - NBR 7500/2003: Identificação para o transporte terrestre. tratamento ou disposição final ambientalmente adequados.NBR 10005/2004: Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos .

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