Resolução de questões- Tropa de elite Direito Penal Emerson Castelo Branco

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Direito Penal Índice

FORMA TENTADA E FORMA CONSUMADA...............................................3 SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO.....................................................5 ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO CRIME..........................................................7 DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE...............................................................8 CRIME DOLOSO, CULPOSO E PRETERDOLOSO...........................................11 ANTIJURIDICIDADE (ILICITUDE),,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, 14 CULPABILIDADE......................................................................................21 CONCURSO DE PESSOAS.........................................................................28 CONCURSO DE CRIMES...........................................................................32 CRIMES CONTRA A VIDA........................................................................34 DAS LESÕES CORPORAIS.........................................................................42

CRIMES CONTRA A HONRA...... ...............................................................45 CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL.............................................49 CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO............................................................51 ESTELIONATO..........................................................................................65

Emerson Castelo Branco

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Direito Penal FORMA TENTADA E FORMA CONSUMADA.

1. (JUIZ DE DIREITO – PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) Quanto à punibilidade da tentativa, o Código Penal adotou a teoria objetiva temperada, segundo a qual a pena para a tentativa deve ser, salvo expressas exceções, menor que a pena prevista para o crime consumado. 2. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) Marcelo, com intenção de matar, efetuou três tiros em direção a Rogério. No entanto, acertou apenas um deles. Logo em seguida, um policial que passava pelo local levou Rogério ao hospital, salvandoo da morte. Nessa situação, o crime praticado por Marcelo foi tentado, sendo correto afirmar que houve adequação típica mediata. 3. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) A tentativa não é admissível nos crimes omissivos puros. 4. (JUIZ DE DIREITO PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) Nas contravenções penais, a tentativa é punida com a pena da contravenção consumada diminuída de um a dois terços. 5. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – SE – 2006 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Jorge, com 28 anos de idade, tendo sido verbalmente ofendido por Cláudio, correu até sua casa, amolou uma faca do tipo peixeira e, ato seguido, voltou à procura do seu adversário, não mais o encontrando no local. Não desistindo de localizar seu desafeto, Jorge postou-se junto ao caminho onde Cláudio passava habitualmente e novamente o esperou com a faca em punho. Todavia, Cláudio, desconfiado, tomou direção diversa, evitando a agressão do inimigo. Nessa situação, a conduta de Jorge caracteriza a figura tentada do homicídio, visto que se deu início à execução do delito, o qual não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente. 6. (JUIZ DE DIREITO – PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) Nenhum ato preparatório de crime é punível no direito penal brasileiro. 7. (PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) É possível a tentativa no crime preterdoloso. 8. (OAB – 2009.1 – CESPE/UNB) A desistência voluntária e o arrependimento eficaz, espécies de tentativa abandonada ou qualificada, passam por três fases: o início da execução, a não Emerson Castelo Branco
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a seu alcance. vindo a lesioná-la. Emerson Castelo Branco 4 .2 – CESPE/UNB) As contravenções penais não admitem punição por tentativa. c) crime falho. d)tentativa branca. 9. b)crime consumado.2 – CESPE/UNB) A tentativa determina a redução da pena. (OAB – 2009. 12. (OAB – 2006. obrigatoriamente. (OAB – 2009. 11. 13.2 – CESPE/UNB) Considera-se perfeita ou acabada a tentativa quando o agente atinge a vítima. segundo seu entendimento. que somente deixa de ocorrer por circunstâncias alheias à sua vontade.2 – CESPE/UNB) O crime de homicídio não admite tentativa branca.3 – CESPE/UNB) O ato em que o sujeito esgota.Direito Penal consumação e a interferência da vontade do próprio agente. 10. todos os meios. (OAB – 2009. (OAB – 2009. é denominado a)tentativa imperfeita. de consumar a infração penal. em dois terços.

o sujeito ativo e o sujeito passivo do delito em face da sua própria conduta. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL REGIONAL – CESPE/UNB – 2004) Um delegado de polícia federal determinou abertura de inquérito para investigar crime ambiental. ele é Emerson Castelo Branco 5 . o fato de ela ser juridicamente incapaz. 4. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002 – CESPE/UNB) Entende-se por sujeito passivo do delito o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado. ao passo que o sujeito passivo do delito é o titular do bem jurídico lesado ou posto em risco pela conduta criminosa. dependendo da sua responsabilização penal. Nessa situação.A. no interesse ou benefício da sua entidade. consoante entendimento do STJ. houve irregularidade na abertura do inquérito porque pessoas jurídicas não podem ser consideradas sujeitos ativos de infrações penais. tendo de realizar materialmente o ato correspondente ao tipo para ser considerado autor ou partícipe. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Sujeito ativo do crime é o que pratica a conduta delituosa descrita na lei e o que. civil e penalmente nos casos em que a conduta ou atividade lesiva ao meio ambiente seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. da existência da intervenção de uma pessoa física que atue em nome e em benefício do ente moral. 6. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) Sujeito ativo do crime é aquele que realiza total ou parcialmente a conduta descrita na norma penal incriminadora. sendo irrelevante. de qualquer forma. esta será o sujeito passivo do crime. assim. ou de seu órgão colegiado. para esse fim.Direito Penal SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO 1. se um indivíduo cometer homicídio contra uma criança. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) A pessoa jurídica poderá ser alcançada administrativa. 2. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Há crimes em que a pessoa será. 7. ao mesmo tempo. (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCM DO ESTADO DE GOIÁS – 2008 – CESPE/UNB) A pessoa jurídica pode ser sujeito ativo de crime. Assim. 5. com ele colabora. 3. apontando como um dos indiciados a madeireira Mogno S. se o indivíduo lesa o próprio corpo para receber o valor de seguro.

(DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) É possível que os mortos figurem como sujeito passivo em determinados crimes. no delito de vilipêndio a cadáver. 11. porém. na sujeição passiva dos crimes. apenas do ofendido. constantemente.Direito Penal sujeito ativo de estelionato e passivo em face do dano resultante à sua integridade física. em que não há nenhum interesse estatal.2 – CESPE/UNB) É impossível atribuir a pessoa jurídica capacidade penal para a prática de crimes ambientais. (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCM DO ESTADO DE GOIÁS – 2008 – CESPE/UNB) De acordo com o ordenamento penal vigente. como. 8. o homem morto pode ser sujeito passivo de crime. quando se tratar de delito perquirido por iniciativa exclusiva da vítima. salvo. 9. (OAB 2006. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) O Estado costuma figurar. Emerson Castelo Branco 6 . 10. por exemplo.

sob a perspectiva do direito penal. 3. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002 – CESPE/UNB) Se um indivíduo praticou ato jurídico penalmente atípico. ilícito administrativo. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Mesmo diante da prática de um fato atípico. visto que a culpabilidade não está vinculada juridicamente à tipicidade. nexo de causalidade. 2. de forma que. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002 – CESPE/UNB) A fim de evitar acusações indesejáveis contra o cidadão. 7. 4. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Em face da adoção do critério tricotômico. por exemplo. a culpabilidade deverá ser aferida como juízo de censurabilidade e reprovabilidade. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) São elementos do fato típico: conduta.Direito Penal ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO CRIME 1. podendo configurar. ausente qualquer dos elementos. o crime é o fato típico e antijurídico. a teoria da tipicidade das normas aceita pelo vigente Código Penal (CP) inclui nos tipos penais unicamente elementos objetivos. coautor ou partícipe de infração penal. o gênero infração penal comporta três espécies: crime. 6. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) De acordo com a teoria bipartida. mas poderá ser valorada pelos outros ramos do direito. 5. delito e contravenção. isto é. sendo a culpabilidade pressuposto de aplicação da pena. Emerson Castelo Branco 7 . tipicidade e culpabilidade. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Entende-se por punibilidade a possibilidade jurídica de o Estado impor sanção penal a autor. aqueles que se referem aos fatos concretos que configuram a lesão à norma penal. no Brasil. e não elementos subjetivos nem de nenhuma outra natureza. resultado. isso impede que se lhe atribua culpabilidade. a conduta será atípica para o direito penal.

(JUIZ FEDERAL DA 5.ª REGIÃO – 2004 – CESPE/UNB) Acerca da relação de causalidade e da imputação objetiva do resultado. 4. (JUIZ DE DIREITO – SERGIPE – 2004 – CESPE/UNB) Quanto à relação de causalidade. quanto à Emerson Castelo Branco 8 . (JUIZ DE DIREITO – PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) Nos casos de crimes omissivos próprios. jogar-se na piscina e afogar-se. nada tendo feito para evitar a produção do resultado. na modalidade dolo eventual. o que o levou à morte. 6. em sua casa. em cada um dos itens subsequentes. que são aqueles que produzem resultado naturalístico. viu o filho da vizinha. morreu afogada e Ronaldo completou o percurso. Ronaldo. 7. por ser diabética. devendo-se demonstrar. o Código Penal (CP) adotou a teoria da equivalência. 2. convidou sua esposa. uma idoneidade mínima da conduta para produzir o resultado. Nessa situação. em face da teoria da equivalência das condições. para atravessar um grande lago com ele. ferido por um dos projéteis. onde veio a falecer em decorrência de uma anestesia aplicada pelo médico. de três anos. foi levado ao centro cirúrgico de um hospital. com intenção de feri-la. agindo com animus necandi. Érika. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Alice. admite-se a tentativa. João. Nessa situação. por tratar-se de causa concomitante relativamente independente. desferiu cinco tiros de revólver contra Pedro. exímio nadador profissional. Rosa. uma vez que não tinha o dever de evitar o resultado. A conduta omissiva de Ronaldo. Nessa situação. segundo o qual se considera causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Alice não responderá por homicídio. (DEFENSOR PÚBLICO/ES – CESPE/UNB – 2006) Caio atingiu Rosa na região do tórax. 5. João responderá pelo crime de homicídio. (JUIZ DE DIREITO – SERGIPE – 2004 – CESPE/UNB) Em viagem de lua de mel ao Canadá. que. seguida de uma assertiva a ser julgada. é apresentada uma situação hipotética. no meio do percurso. 3. Caio responderá por crime de homicídio doloso. nadadora recreativa. Érika. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2004 – CESPE/UNB) O Código Penal adota o princípio da causalidade adequada. mesmo quedando-se inerte. contudo. morreu em virtude das complicações advindas do ferimento.Direito Penal DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE 1.

(PROCURADORIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Antônio. foi transportado para um hospital. (PROCURADOR DO TRIBUNAL DE CONTAS – RN – 2002 – CESPE/UNB) Durante uma acirrada discussão. não é penalmente relevante. (OAB 2009. que responderá apenas pelos atos praticados. (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO – TCE – PERNAMBUCO – 2004 – CESPE/UNB) O crime omissivo próprio ou puro. efetuou contra ele 10 certeiros disparos. ou seja. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Durante o trajeto.Direito Penal morte de Érika. não admite a tentativa. sem intenção de matar. o resultado. hemofílica. percebeu que o companheiro começava a se afogar e não o socorreu. deixando-o morrer. que veio a falecer em consequência dos ferimentos sofridos. e Paulo veio a falecer em virtude dos ferimentos adquiridos devido à colisão. a ambulância se envolveu em acidente. 9. em razão de Max estar em posição de garantidor. convidou um amigo a acompanhá-lo em longo nado. (PROCURADORIA FEDERAL – 2007 – CESPE/UNB) Segundo a teoria da causalidade adequada. tratando-se de causa anterior relativamente independente. atingiu levemente. somente é imputável a quem lhe deu causa. onde faleceu em virtude de queimaduras provocadas em um incêndio. exímio nadador. Nessa situação. mas apenas de lesionar. adotada pelo Código Penal. 13. um indivíduo desfechou golpes de faca contra sua esposa. 14.1 – CESPE/UNB) Ana e Bruna desentenderam-se em uma festividade na cidade onde moram e Ana. Em dado momento. de acordo com a doutrina. Paulo foi socorrido por uma ambulância. de que depende a existência do crime. 11. querendo a morte de Paulo. a par da contribuição de sua particular condição fisiológica. por tentativa de homicídio. o braço Emerson Castelo Branco 9 . José não responderá pelo crime de homicídio consumado. 10. 8. 12. (PROCURADORIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Max. o indivíduo não responderá pelo resultado morte. após ter sido ferido mortalmente por Pedro. que o conduziu ao hospital. a omissão de socorro é penalmente relevante. a causa provocadora da morte é relativamente independente em relação à conduta de Pedro. Nessa situação. com uma faca. (DELEGATÁRIO DE SERVIÇOS NOTARIAIS – TJMT – 2005 – CESPE/UNB) José. Nessa situação.

foi jogado. a qual. Tratando-se de crime de autoria coletiva. Geraldo se afogou e faleceu. À luz da teoria da imputação objetiva. a ingestão de substâncias psicotrópicas caracteriza uma autocolocação em risco. que Ana a)deve responder pelo delito de homicídio consumado. (JUIZ DE DIREITO DO ESTADO DE TOCANTINS – 2007 – CESPE/UNB) Geraldo. junto com vários outros calouros. fato que não ocorreu na situação hipotética mencionada. visto que é inviável exigir-se de uma comissão de formatura rigor na fiscalização das substâncias ingeridas pelos participantes da festa. No entanto. Emerson Castelo Branco 10 . Acerca dessa situação hipotética. Nesse caso. na festa de comemoração de recém-ingressos na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Tocantins. circunstância excludente da responsabilidade criminal. foi vítima de acidente de automóvel. na piscina do clube em que ocorria a festa. c) não deve responder por delito algum. é necessária a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco não permitido. ao ser conduzida ao hospital para tratar o ferimento. não é inepta a denúncia que assim narra os fatos: “a vítima foi jogada dentro da piscina por seus colegas. (JUIZ DE DIREITO DO ESTADO DE TOCANTINS – 2007 – CESPE/UNB) Geraldo. por ausência do nexo causal. À luz da teoria da imputação objetiva. 16. No entanto. por membros da Comissão de Formatura. como havia ingerido substâncias psicotrópicas. d)deve responder apenas pelo delito de lesão corporal. 15. fato que ocasionou seu óbito”. fato que ocasionou seu óbito”. na festa de comemoração de recém-ingressos na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Tocantins. segundo a teoria da imputação objetiva. Geraldo se afogou e faleceu. assim como tantos outros que estavam presentes. b)deve responder pelo delito de homicídio na modalidade tentada. é correto afirmar. uma vez que não deu causa à morte de Bruna. por membros da Comissão de Formatura. como havia ingerido substâncias psicotrópicas.Direito Penal esquerdo de Bruna. por ausência do nexo causal. assim como tantos outros que estavam presentes. vindo a falecer exclusivamente em razão de traumatismo craniano. a ingestão de substâncias psicotrópicas caracteriza uma autocolocação em risco. foi jogado. junto com vários outros calouros. Tratando-se de crime de autoria coletiva. não é inepta a denúncia que assim narra os fatos: “a vítima foi jogada dentro da piscina por seus colegas. à luz do CP. na piscina do clube em que ocorria a festa. circunstância excludente da responsabilidade criminal.

8. com isso. Ela anteviu que a corrida poderia causar acidente com consequências graves. atirando em Bruno. lhe era indiferente que o resultado — morte de Carlos — se produzisse. assume o risco de produzir o resultado que por ele já havia sido previsto e aceito. o primeiro a título de dolo direto e o segundo a título de dolo eventual. Assim. há culpa consciente. sendo. disparou a arma e feriu. poderia atingir Carlos. em ruas com grande fluxo de veículos e pedestres. não se abstém de agir e. nos casos de erro vencível. 5. nas descriminantes putativas. 6. De fato. 2. ao passo que a previsibilidade subjetiva é elemento da culpabilidade. que se encontrava conversando com Carlos. Bruno e Carlos. 4. (PROCURADOR DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) O direito penal moderno é o direito penal da culpa. embora tendo agido com dolo. ao perder o controle do automóvel.ª REGIÃO – 2006 – CESPE/UNB) Ocorre a chamada culpa consciente quando o agente. Nessa situação. acabou Emerson Castelo Branco 11 . embora não querendo diretamente praticar a infração penal. (OAB – 2008. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) Não há concorrência de culpas no direito penal. Aldo percebeu que. portanto. Aldo responderá por dois crimes de homicídio. 7. (JUIZ FEDERAL DA 5. o agente tem a previsão do resultado. presumíveis os fatos delituosos. 3. mortalmente. mesmo assim. Aldo pretendia atirar em Bruno.1 – CESPE/UNB) Quando o agente. CULPOSO E PRETERDOLOSO 1. Márcia resolveu disputar corrida de automóveis no centro de uma cidade. Márcia. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) A previsibilidade objetiva do resultado da conduta é elemento da tipicidade culposa. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. embora não tivesse tal intento. mas.Direito Penal CRIME DOLOSO. responde por um crime culposo. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) Na culpa consciente. conforme jurisprudência dominante. Não obstante essa possibilidade. assumiu o risco.

1 – CESPE/UNB) Quando o agente deixa de prever o resultado que lhe era previsível. acreditando ter atingido seu objetivo. devendo este responder por homicídio consumado. mesmo diante da imprudência da vítima. deixe de observar a má conservação do sistema de freios de seu carro e. 9. não deixa de praticar a conduta porque acredita. de modo que. caracterizase a culpa inconsciente. 11. mas assumido.1 – CESPE/UNB) Quando o agente. (OAB 2008. 15. tendo a morte ocorrido por afogamento. supõe estar diante de uma causa de justificação que lhe permite praticar. ao trafegar em via pública.3 – CESPE/UNB) É elemento do crime culposo a)a observância de um dever objetivo de cuidado. houve o elemento subjetivo que se conhece como dolo eventual. b)o resultado lesivo não querido. Nessa situação. por negligência. d)a previsibilidade. em decorrência de atropelamento. sinceramente. se esses fatos fossem provados. fica caracterizada a culpa imprópria e o agente responderá por delito preterdoloso.2 – CESPE/UNB) Caracteriza-se a culpa própria quando o agente. por erro de tipo inescusável. pelo agente. embora prevendo o resultado. (OAB – CEARÁ 2007. Nessa situação hipotética. Emerson Castelo Branco 12 . c) a conduta humana voluntária. 10. 12.Direito Penal matando uma pessoa. 13. caso se comprove que o evento danoso tenha decorrido da falta de freios no veículo atropelador. Nessa situação. sempre comissiva. 14. (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA – 2007– CESPE/UNB) Suponha que o motorista de um veículo. responderá culposamente o seu condutor pela morte do pedestre. atropele e mate um pedestre que tenha cruzado a pista em local inadequado. caso se constate posteriormente que a vítima estava viva ao ser atirada no lago. Márcia deveria ser julgada pelo tribunal do júri. licitamente. que esse resultado não venha a ocorrer. (OAB – 2008. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) A ausência de dolo exclui o tipo.2 – CESPE/UNB) Considere que determinado agente. (OAB – 2009. jogue o suposto cadáver em um lago. (OAB – 2009. primeiro elemento estrutural do crime. dispare tiros de pistola contra um desafeto e. o fato típico. fica caracterizado o dolo geral do agente. com intenção homicida.

(PROCURADOR DO BANCO CENTRAL – CESPE/UNB – 2010) Caso um renomado e habilidoso médico.2 – CESPE/UNB) A conduta culposa poderá ser punida ainda que sem previsão expressa na lei. deve ser compreendido sob dois aspectos: o cognitivo. e o volitivo. pois é relativa ao exercício da profissão. ao realizar uma intervenção. (OAB – 2006. especializado em cirurgias abdominais. (OAB – 2009. 17.Direito Penal 16. 19. Emerson Castelo Branco 13 . ainda que eventual. configurado pela vontade de realizar a conduta típica. embora imagine que sua habilidade possa impedir a ocorrência do evento lesivo previsto. tal conduta representará culpa por imperícia.1 – CESPE/UNB) A doutrina penal brasileira instrui que o dolo. nesse caso. esqueça uma pinça no abdome do paciente. 18. (OAB – 2009. que traduz o conhecimento dos elementos objetivos do tipo.2 – CESPE/UNB) Caracteriza-se a culpa consciente caso o agente preveja e aceite o resultado de delito. conquanto constitua elemento subjetivo do tipo.

de quem estava separado de fato há mais de 30 dias. 3. d)não está acobertada por qualquer excludente de ilicitude. b)está acobertada pelo exercício regular de direito. um crime. (EXAME DE ORDEM OAB/SP – CESPE/UNB – 2008) Um delegado de polícia. lesão corporal. que já existia mandado de prisão preventiva contra aquele cidadão. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) Para que se configure a legítima defesa. por ter agido em legítima defesa. 6. (DEFENSOR PÚBLICO/ES – CESPE/UNB – 2006) Júlio. Nessa situação. 2. (ASSISTENTE JURÍDICO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – AC – 2002– CESPE/UNB) Pedro sofreu investida de José. prendeu-o sem qualquer justificativa. a conduta do delegado a)está amparada pelo estrito cumprimento do dever legal. sob a justificativa de que a vítima não tinha comportamento recatado e o traía. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2004 – CESPE/UNB) É possível a ocorrência de estado de necessidade contra estado de necessidade. 7. Júlio não responderá pelo resultado provocado. assim. configurando. Nessa situação. Marcelo desfechou seis tiros de revólver contra a sua esposa. por estar fugindo de assaltantes que o perseguiam. Descobriu. contrária ao ordenamento jurídico. Pedro reagiu e matou José. querendo vingar-se de um desafeto. Nessa situação. delegado. (JUIZ DE DIREITO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. qual seja. que pretendia matá-lo. 5. Nessa situação. c) está amparada pelo estrito cumprimento do dever legal putativo. de acordo com o entendimento do STJ. mas não é possível a ocorrência de legítima defesa real contra legítima defesa real. cumpri-lo.Direito Penal ANTIJURIDICIDADE (ILICITUDE) 1. 4. posteriormente. mas sem querer nem assumir o risco desse resultado. amedrontando-o com o seu cargo. Marcelo agiu sob o pálio da legítima defesa da honra. dirigia seu carro em velocidade superior à permitida e atropelou um pedestre. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere que um Emerson Castelo Branco 14 . Pedro somente deverá ter reconhecida em seu favor a legítima defesa de direito próprio se houver matado José com intenção de se defender. cabendo a ele. faz-se necessário que a agressão sofrida pelo agente seja antijurídica.

9. 10. No final da tarde. atual ou iminente.1 – CESPE/UNB) Entende-se em legítima defesa quem. Segundo o acerto. que provocou a fratura de um dos ossos do rosto de João. atacou-a com uma faca e produziu ferimentos que acarretaram.1 – CESPE/UNB) Considera-se em estado de necessidade Emerson Castelo Branco 15 . Antes de subtrair o televisor. no valor de R$ 3. ao ingressar na loja. No dia do crime. o televisor subtraído da loja. que já tinham vendido a Carlos. repele injusta agressão. de lá subtrairia um televisor. o estaria aguardando. que lá estava sem que João ou Pedro o soubessem. mesmo ferida pela faca utilizada por João. sabedor da origem criminosa. Impossibilitado de prosseguir no ataque a Maria.1 – CESPE/UNB) Um bombeiro em serviço não pode alegar estado de necessidade para eximir-se de seu ofício. por volta das onze horas da manhã. 8.00. Maria. em face das circunstâncias do evento morte. que. (OAB – 2009. ao volante. de posse da descrição de João e do carro utilizado na fuga. João entraria na loja. Nessa situação. visto que tem o dever legal de enfrentar o perigo. a polícia efetuou a prisão de João e de Pedro. o boxeador deverá responder por homicídio doloso. João fugiu e levou consigo o televisor para o carro em que Pedro o aguardava. João e Pedro ajustaram entre si a prática de um furto a uma loja de produtos importados que julgavam estar abandonada. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – 2005 – CESPE/UNB) Caso a fratura no rosto sofrida por João venha a prejudicar sua aptidão visual de modo permanente. Maria. telefonou para a polícia. durante uma luta normal. com a intenção de matar Maria e com isso assegurar o proveito da subtração. imediatamente. João. desenvolvida dentro dos limites das regras esportivas. ao ofender a integridade física de João. cause ferimentos que resultem na morte do adversário. 12. Maria responderá pela prática de crime.Direito Penal boxeador profissional. usando moderadamente dos meios necessários. com atenuação de eventual pena. em razão da intensa dor que sentiu no rosto.500. no momento da investida de João. pôs-se a procurá-lo nas redondezas. (OAB – 2009. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – 2005 – CESPE/UNB) Maria. 11. uma vez que as excludentes de ilicitude só abarcam as formas simples dos tipos penais. 15 de março de 2004. deparou-se com Maria. e retornaria ao carro em que Pedro. posteriormente. (OAB – 2009. agiu em estado de necessidade. a retirada de um de seus rins. resistiu e atingiu-o com um forte soco. empregada da loja. a direito seu ou de outrem. João.

que não provocou por sua vontade nem podia de outro modo evitar. exige-se a demonstração objetiva da existência de suposição de fato que. (OAB – 2008. (OAB – 2008. mata o inimigo. (OAB/SP – 2008. (OAB – 2007. legitime a ação do agente. 14. 13. Durante ela.1 – CESPE/UNB) Um delegado de polícia. c) está amparada pelo estrito cumprimento do dever legal putativo. 17. (OAB – 2009. d)não está acobertada por qualquer excludente de ilicitude.1 – CESPE/UNB) Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar-se de perigo atual ou iminente que não provocou por sua vontade ou era escusável.1 – CESPE/UNB) Agem em estrito cumprimento do dever legal policiais que. atendendo a ordem de missão expedida pelo delegado competente. direito próprio ou alheio. Nessa situação. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) Não há crime pela ausência de dolo pelo fato de este ser um elemento da antijuridicidade. não era razoável exigir-se.Direito Penal quem pratica o fato para salvar de perigo atual. ao terem de prender indiciado de má fama. 16.2 – CESPE/UNB) Para a caracterização da legítima defesa real. amedrontando-o com o seu cargo. b)está acobertada pelo exercício regular de direito. a conduta do delegado a)está amparada pelo estrito cumprimento do dever legal. que já existia mandado de prisão preventiva contra aquele cidadão. Descobriu.1 – CESPE/UNB) Considera-se causa supralegal de exclusão de ilicitude a inexigibilidade de conduta diversa.1 – CESPE/UNB) O exercício regular do direito é compatível com o homicídio praticado pelo militar que. cumpri-lo. 18. delegado. acompanhava equipe policial em diligência investigatória regular. nas circunstâncias. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002– CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. cujo sacrifício. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. em guerra externa ou interna. Perseu era escrivão de Polícia Federal e. querendo vingar-se de um desafeto. 20. posteriormente. atiram contra ele para dominá-lo. 19. cabendo a ele. (OAB – 2008. prendeu-o sem qualquer justificativa. encontraram um indivíduo em Emerson Castelo Branco 16 . 15.

(DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Pode ser causa de exclusão da ilicitude o consentimento do ofendido nos delitos em que ele é o único titular do bem juridicamente protegido e pode dele dispor livremente. Perseu disparou contra o indivíduo. ao ato de Perseu falta o elemento da ilicitude. 25. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Não existem causas supralegais de exclusão da ilicitude. alvejando-o mortalmente. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) São causas Emerson Castelo Branco 17 . 24. 23. 21. 27. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) As causas de exclusão de ilicitude são normas penais permissivas. 23 do Código Penal pode ser entendido como numerus clausus. causado ou não voluntariamente pelo agente que não tem dever legal de afastá-lo. O indivíduo resistiu e sacou arma de fogo. com a qual disparou contra a equipe. pelo agente. 22. uma vez que o art. Não havendo alternativa. Nessa situação. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) São requisitos para configuração do estado de necessidade a existência de situação de perigo atual que ameace direito próprio ou alheio. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Na administração da justiça por parte dos agentes estatais é meio legitimo o uso de armas com o intuito de matar individuo que tenta evadir-se de cadeia pública. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Trata-se de estrito cumprimento de dever legal a realização. isto é. 28. sacam suas armas e atiram pensando que estão se defendendo. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) O policial ao efetuar prisão em flagrante tem sua conduta justificada pela excludente do exercício regular de direito. 26. permitem a prática de um fato típico. de fato típico por força do desempenho de obrigação imposta por lei. supondo que um vai agredir o outro.Direito Penal situação de flagrância e deram-lhe voz de prisão. de maneira que não é juridicamente correto imputar-lhe crime de homicídio. excluindo-lhe a antijuridicidade. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Não se reconhece como hipótese de legítima defesa a circunstância de dois inimigos que. 29.

Dionísio. em que pessoas são lesionadas. impondo com isso a queda do amigo. o estado de necessidade. haverá legítima defesa sucessiva na hipótese de excesso. pois tinha o propósito de se defender de eventuais agressões. 37. também sustentado pela mesma corda. 34. em situação de extremo perigo. 36. aceitando desafio de Gabriel. o estrito cumprimento do dever legal e a coação moral irresistível. feriu mortalmente um leão que acabara de fugir do zoológico e ameaçava atacá-los. a integridade física de seu desafeto. de maior gravidade. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) Diz-se agressivo o estado de necessidade quando a conduta do agente dirige-se diretamente ao produtor da situação de perigo.Direito Penal excludentes de ilicitude a legítima defesa. Dionísio agiu em legítima defesa. 31. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Age em estrito cumprimento do dever legal o policial que emprega força física para impedir fuga de presídio. 33. a fim de eliminá-la. (PROCURADORIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Um bombeiro que deixa de atender a um incêndio. (ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) As intervenções médicas e cirúrgicas constituem exercício regular de direito. age em estado de necessidade. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Um alpinista. (ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Nos termos do Código Penal e na descrição da excludente de ilicitude. Tal conduta provocou a morte imediata do segundo Emerson Castelo Branco 18 . caracterizadas como estado de necessidade. para salvar a si próprio e a seu filho. cortou o sustentáculo. (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA – 2007 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. sendo. Jonas. causando-lhe lesões corporais graves. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. excepcionalmente. 32. ofendeu. no decorrer do duelo. Nessa situação. que permite a defesa legítima do agressor inicial. Nessa situação. ao perceber que a corda que o sustentava junto à montanha estava prestes a se romper. Jonas agiu em legítima defesa. 30. para atender a outro sinistro. 35.

45. pode afastar a imputabilidade do agente. quando patológica. mas. Neto iniciou uma discussão com o proprietário do boteco e desfechou-lhe um golpe fatal de faca na região torácica. a ausência de tipicidade da conduta amparada por tais institutos. adotando-se a teoria da actio libera in causa. aos semi-imputáveis. após um navio naufragar. 40. matandoo. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) A emoção não exclui a imputabilidade penal. 44. Em estado de embriaguez completa. Emerson Castelo Branco 19 . embriagou-se no balcão de um boteco. No último caso. aquele que cortou a corda agiu em legítima defesa na busca de proteção da própria vida. no intuito de se apoderarem de uma boia que flutue no oceano. (JUIZ DE DIREITO – CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. mas pode atuar como circunstância atenuante ou como causa de redução de pena. Neto. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) A medida de segurança será aplicável aos inimputáveis e. imprudentemente. o juiz poderá determinar a execução de pena reduzida ou promover sua substituição pela medida de segurança. 39. a eventualidade de vir a cometer um crime. seus tripulantes se agridam mutuamente. mas devendo. 41. (DEFENSOR PÚBLICO – ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Configura-se causa de exclusão de ilicitude denominada estado de necessidade recíproco a situação em que. excepcionalmente. o que implica. 42. alvejar um terceiro inocente. por erro. não responderá por qualquer consequência penal ou civil. (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA – 2007 – CESPE/UNB) O exercício regular de direito e o estrito cumprimento de dever legal excluem o caráter ilícito do fato. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) O agente que.Direito Penal alpinista. por consequência. sem prever. 38. Nessa situação. Neto responderá pela prática do crime de homicídio. 43. Nessa situação. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Constitui requisito subjetivo do estado de necessidade a consciência do agente da situação de perigo e de agir para evitar a lesão. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) A embriaguez. em legítima defesa. disparar contra seu agressor. propiciando o salvamento do primeiro.

mas o legislador. este será também imoderado. 48. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) A atuação em estado de necessidade só é possível se ocorrer na defesa de direito próprio. 47. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) A responsabilidade penal do agente nos casos de excesso doloso ou culposo aplica-se às hipóteses de estado de necessidade e legítima defesa. 49. exclui tal responsabilidade em casos de excesso decorrente do estrito cumprimento de dever legal ou do exercício regular de direito. expressamente. não se admitindo tamanha excludente se a atuação destinar-se a proteger direito alheio. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Não é possível legítima defesa real contra quem está em legítima defesa putativa.Direito Penal 46. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Na legítima defesa. Emerson Castelo Branco 20 . 50. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Não é possível a legítima defesa contra estado de necessidade. toda vez que o agente se utilizar de um meio desnecessário.

segundo o critério biológico adotado pela lei penal brasileira para tal aferição. devendo-se verificar se o agente. 2. 3. 7. a excludente da coação moral irresistível pressupõe sempre três pessoas: o agente.Direito Penal CULPABILIDADE 1. mas pode reduzir a sua pena de um a dois terços. a vítima e o coator. (JUIZ DE DIREITO PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) A embriaguez involuntária incompleta do agente não é causa de exclusão da culpabilidade nem de redução de pena. 4. (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TCM DO ESTADO DE GOIÁS – 2008– CESPE/UNB) Consoante entendimento do STF. era portador de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto. 10. ao tempo da ação ou omissão. desde que o agente fique inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Nessa situação. 5. (JUIZ DE DIREITO SERGIPE – 2004 – CESPE/UNB) A coação moral irresistível e a obediência hierárquica não excluem a culpabilidade. 8. 9. (JUIZ DE DIREITO PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) O Código Penal adotou o critério biológico para aferição da imputabilidade do agente. 6. (JUIZ DE DIREITO SERGIPE – 2004 – CESPE/UNB) a embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) O Código Penal adotou o sistema biológico para se aferir a inimputabilidade. (PROCURADORIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Presume-se de forma absoluta a inimputabilidade ao menor de 18 anos. (JUIZ DE DIREITO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Na aferição da Emerson Castelo Branco 21 . somente Roberto é punível. capaz de lhe retirar a capacidade de compreender o caráter ilícito de seu ato ou de orientar-se de acordo com esse entendimento. aplica-se a teoria da actio libera in causa. (JUIZ DE DIREITO PIAUÍ – 2007 – CESPE/UNB) A embriaguez preordenada não exclui a culpabilidade do agente. (PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ – 2008 – CESPE/UNB) Caio praticou crime de homicídio em estrita obediência a ordem manifestamente ilegal de seu superior hierárquico Roberto.

existem as pessoas necessárias para caracterizar a coação irresistível. Ao prestar seu depoimento. às 16 horas. ingeriu aguardente. nascido às 22:00 do dia 15 de julho de 1990. Preso em flagrante delito. c) preterdolosa. Nessa situação. subtrai no dia 15 de julho de 2008. 11. nascido às 16 horas de determinado dia. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Doentes mentais. às 10:00 horas a bolsa de Marinilda Peixoto.Direito Penal inimputabilidade. o Código Penal adotou o sistema biopsicológico. sendo imediatamente detido por Agente Policial. declara Marcos Alexandre ser menor de idade. fervoroso e abstêmio. mesmo no caso da menoridade penal. (PROCURADO DO ESTADO CE – CESPE/UNB 2004) Três pessoas foram envolvidas em um crime: o coator. visto que a maioridade penal começa à zero hora do dia em que a pessoa completa dezoito anos de idade. desde que maiores de dezoito anos de idade. o coagido e a vítima. têm capacidade penal ativa. d)proveniente de caso fortuito. Patrício. para efeitos penais. a autoridade policial concluiu pela menoridade do conduzido. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) Um jovem religioso. 13. 16. uma vez que somente completaria os Emerson Castelo Branco 22 . (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – CESPE/UNB – 2004) Do reconhecimento da menoridade. (AGENTE PENITENCIÁRIO – 2009 – CESPE/UNB) Marcos Alexandre. completamente descontrolado. A situação acima descreve um exemplo de embriaguez a)por força maior. 15. pressupõe a demonstração mediante prova documental específica e idônea. 14. 12. b)dolosa. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – SE – 2006 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. que o conduz a Delegacia de Polícia. Nessa situação. Transtornado e embriagado. entendendo que a maioridade penal somente seria alcançada à hora correspondente ao nascimento de Patrício. durante uma comemoração de casamento.º aniversário. a autoridade policial errou. e) acidental. agrediu sua companheira com golpes de faca. praticou um roubo às 10 horas do dia correspondente ao seu 18. ou seja.

20. com ele. d)Marcos Alexandre é considerado maior de idade. c) os silvícolas inadaptados. (OAB – 2007. cometeram roubo contra agência bancária. d)os surdos-mudos inteiramente capazes de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Com relação ao fato narrado é correto afirmar: a)Marcos Alexandre é considerado menor de idade. a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente embriagado. b)emoção ou paixão. a embriaguez de Martiniano não lhe retira a imputabilidade nem diminui a pena aplicável ao ato. por pessoas que se diziam amigos seus. porque praticou o ato no dia em que completou 18 anos. 17. Em seguida. 18. se o depoimento tiver sido prestado após as 22:00 horas do dia 15 de julho de 2008. b)os menores de 18 anos. (OAB – 2006. d)dependência toxicológica comprovada. c) embriaguez fortuita completa.2 – CESPE/UNB) As hipóteses imputabilidade penal não incluem a a)menoridade penal. só poderia ele responder pelo crime quando completasse 18 anos e alcançasse. até as 22:00 horas do dia 15 de julho de 2008. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) A Emerson Castelo Branco 23 . por não ser patológica. a partir do dia 16 de julho de 2008.Direito Penal 18 anos após as 22:00 horas do referido dia 15 de julho de 2008. b)Marcos Alexandre é considerado maior de idade. a maioridade penal. excludentes de 19.2 – CESPE/UNB) De acordo com o Código Penal. essas pessoas levaram-no consigo e. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – 2005 – CESPE/UNB) Caso Pedro tivesse apenas 17 anos de idade em 15 de março de 2004. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002 – CESPE/UNB) Martiniano foi obrigado. uma vez que a maioridade penal se alcança aos 21 anos. são imputáveis a)oligofrênicos e esquizofrênicos. Nessa situação. por conseguinte. e) Marcos Alexandre é considerado menor de idade. 21. c) Marcos Alexandre é considerado maior de idade.

Direito Penal coação física e a coação moral irresistíveis afastam a própria ação, não respondendo o agente pelo crime. Em tais casos, responderá pelo crime o coator. 22. (PERITO MÉDICO LEGISTA – POLÍCIA CIVIL – AC – 2006 – CESPE/UNB) A imputabilidade é elemento da culpabilidade e tem reflexo direto sobre o pressuposto para a aplicação da pena. 23. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) A obrigação hierárquica é causa de justificação que exclui a ilicitude da conduta de agente público. 24. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) São elementos da culpabilidade para a concepção finalista a imputabilidade, a potencial consciência sobre a ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa. 25. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) O erro de proibição, a obediência hierárquica e a inimputabilidade por menoridade penal excluem a culpabilidade. 26. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) A responsabilidade penal de um adolescente de 17 anos de idade que comete um crime grave deve ser aferida em exame psicológico e psicotécnico, pois, restando demonstrado em laudo pericial que este tinha plena capacidade de entendimento à época do delito, deverá responder criminalmente, ficando à mercê dos dispositivos do Código Penal brasileiro. 27. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Maria, maior de 18 anos de idade, praticou um crime, e, no decorrer da ação penal, foi demonstrado, por meio do competente laudo, que esta, ao tempo do crime, era inimputável em decorrência de doença mental. Nessa hipótese, Maria será absolvida tendo como fundamento a inexistência de ilicitude da conduta, embora presente a culpabilidade. 28. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Entre as causas de exclusão da imputabilidade penal previstas em lei incluem-se a doença mental, o desenvolvimento mental incompleto e o desenvolvimento mental retardado. 29. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Para fins de imputabilidade penal, na hipótese de ser desconhecida a hora exata do nascimento de determinado indivíduo, a maioridade penal Emerson Castelo Branco
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Direito Penal dessa pessoa começará ao meio-dia do seu décimo oitavo aniversário. 30. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) A imputabilidade é a possibilidade de se atribuir o fato típico e ilícito ao agente. 31. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL NACIONAL – CESPE/UNB – 2000) Beta, delegado de polícia, ordenou a seu subordinado o encarceramento de Épsilon, alegando ser este autor de um crime de latrocínio que acabara de ser perpetrado. Posteriormente, por tratar-se de prisão para averiguações, desconhecida pelo subordinado, a autoridade policial, no afã de legalizar a detenção, representou acerca da decretação da prisão temporária. Decretada a prisão temporária pelo juiz de direito, e expirado o prazo de trinta dias, sem pedido de prorrogação, a autoridade policial prolongou conscientemente a custódia de Épsilon, deixando de liberá-lo. Tomando ciência do ocorrido por meio de peças informativas, o Ministério Público ofertou denúncia contra Beta, imputando-lhe a prática de abuso de autoridade. Em face da obediência hierárquica putativa, Épsilon não seria passível de punição criminal, por ter cumprido ordem não manifestamente ilegal. 32. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – REGIONAL-CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Hiran, tendo ingerido voluntariamente grande quantidade de bebida, desentendeu-se com Caetano, seu amigo, vindo a agredi-lo e a causar-lhe lesões corporais. Nessa situação, considerando que, em razão da embriaguez completa, Hiran era, ao tempo da ação, inteiramente incapaz de entender a ilicitude de sua conduta e de determinar-se de acordo com este entendimento, pode-se reconhecer a sua inimputabilidade. 33. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) São causas de exclusão da imputabilidade: doença mental, desenvolvimento mental incompleto, desenvolvimento mental retardado e embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior. 34. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Jorge, após ingerir várias doses de bebida alcoólica em um bar, dirige seu carro em alta velocidade, vindo a atropelar e matar um transeunte, sem, contudo, ter tido a intenção de atingir esse resultado. Nessa hipótese, a embriaguez voluntária de Jorge exclui a imputabilidade penal. Emerson Castelo Branco
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Direito Penal 35. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – REGIONAL BRANCA – CESPE/UNB) O sujeito ativo que pratica crime em face de embriaguez voluntária ou culposa responde pelo crime praticado. Adota-se, no caso, a teoria da conditio sine qua non para se imputar ao sujeito ativo a responsabilidade penal. 36. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) O Código Penal, ao dispor que “é isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento”, adotou o critério biológico de exclusão da imputabilidade. 37. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) Segundo o Código Penal, a emoção e a paixão não são causas excludentes da imputabilidade penal. 38. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) A coação irresistível e a obediência hierárquica excluem a culpabilidade. 39. (PERITO MÉDICO LEGISTA – POLÍCIA CIVIL – AC – 2006 – CESPE/UNB) Será considerado imputável o adolescente que apresentar discernimento quanto à infração penal praticada, após análise do juiz. 40. (DEFENSOR PÚBLICO/SE – CESPE/UNB – 2005) Considere a seguinte situação hipotética. Marcelo, sob coação moral irresistível, foi forçado a assinar um documento falso. Nessa situação, o fato reveste-se de tipicidade, pois a ação é juridicamente relevante, todavia Marcelo deverá ser isento de pena, pois está presente uma causa excludente da culpabilidade.

41. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Segundo a teoria psicológica da culpabilidade, o dolo e a culpa fazem parte da análise da culpabilidade, e a imputabilidade penal é pressuposto desta. 42. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) A teoria psicológico-normativa da culpabilidade, ao enfatizar conteúdo normativo, e não somente o aspecto psicológico (dolo e culpa), leva em conta o juízo de reprovação social ou de censura a ser feito em relação ao fato típico e jurídico quando seu autor for considerado imputável. Emerson Castelo Branco
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que se encontram. dessa forma. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Segundo a teoria normativa pura. (PROCURADOR DO BANCO CENTRAL – CESPE/UNB – 2010) Caso o fato seja cometido em estrita obediência a ordem. não manifestamente ilegal. incidente sobre o fato típico e antijurídico e sobre seu autor. não serão puníveis o agente que obedeceu nem o autor da coação ou da ordem. de superior hierárquico. a fim de tipificar uma conduta. e não.Direito Penal 43. é um juízo de reprovação social. A culpabilidade. na tipicidade. Emerson Castelo Branco 27 . 44. pois. ingressa-se na análise do dolo ou da culpa. na culpabilidade.

alegando que se tratava de uma brincadeira. o que leva ao resultado Emerson Castelo Branco 28 . conforme a teoria do domínio do fato. c) hiperacessoriedade. o Código Penal adotou.2 – CESPE/UNB) Relativamente à participação. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Em relação ao concurso de agentes. No entanto. desejando que algum dos ambulantes fosse atropelado e. a imprimir velocidade incompatível com o local. 6. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. sem observar o cuidado exigido para a condução do veículo. Júlio e Marcos encontravam-se dentro de um veículo nas proximidades de uma loja comercial de propriedade de Marcos. (JUIZ DE DIREITO – MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) O mandante de um crime. é cabível concurso de agentes nos crimes culposos. acabando por atropelar. (JUIZ DE DIREITO – CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Consoante orientações majoritárias do STJ e STF. a doutrina majoritária brasileira adotou a teoria da a)acessoriedade mínima. a teoria unitária ou monista. (OAB – 2006. afirmando que a mesma está descarregada e incita-o a disparar a arma na direção de Mévio. é considerado coautor. 4. seguiu os conselhos de Marcos e. de forma imprudente. de fato. de acordo com a teoria restritiva. um dos ambulantes que ali trabalhava. os demais sentissem receio de permanecer no local. de forma que o partícipe responderá pelo mesmo crime praticado pelo autor. houve concurso de agentes entre Júlio e Marcos. em consequência. 3. Júlio. d)acessoriedade limitada. acelerou exageradamente o veículo. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Jarbas entrega sua arma a Josias. enquanto. Marcos incentivou Júlio. Verificando que a área encontrava-se tomada por vendedores ambulantes que estavam invadindo a rua e que poderiam prejudicar sua freguesia. 5.Direito Penal CONCURSO DE PESSOAS 1. b)acessoriedade máxima. como regra. em razão da acessoriedade de sua conduta. a arma estava carregada e Mévio vem a falecer. 2. que conduzia o veículo. é considerado partícipe. Nessa situação.

o que veio efetivamente a ocorrer. 9. atiraram em Leonardo. 13. c) Pedro e Paulo responderão por homicídio culposo. um sem saber da conduta do outro. um ignorando a participação do outro. . 11. sendo impossível determinar. (OAB – 2006. d)em virtude do princípio in dubio pro reo. em concurso de pessoas. com intenção de matá-lo. 7. todos os coautores e partícipes devem responder por um crime único. (PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ – 2008 – CESPE/UNB) As circunstâncias objetivas se comunicam. pelo resultado. ante a ausência de vínculo subjetivo. 8. pelo exame de corpo de delito. o crime praticado por Josias e por Jarbas. b)Pedro e Paulo responderão por homicídio qualificado. (JUIZ DE DIREITO – TOCANTINS – 2007 – CESPE/UNB) Segundo a teoria monista. desde que o partícipe tenha conhecimento delas. Pedro vem a falecer. Nessa hipótese. é possível impor aos partícipes da mesma atividade delituosa penas de intensidades desiguais. com intenção de matá-lo. por imprudência. concorrem. Nessa situação. ambos isoladamente.1 – CESPE/UNB) Pedro e Paulo. (PROCURADORIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Configurar-se-á a participação criminosa quando houver o acordo prévio de vontade entre autor e partícipe. para a produção de resultado lesivo. Nessa situação. qual tiro foi o efetivo causador da morte. A perícia não conseguiu descobrir qual deles produziu o resultado. foi o homicídio doloso. 10. respondem. ocorre a chamada autoria colateral incerta. 12. respondendo os dois agentes por homicídio tentado. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – REGIONAL BRANCA – CESPE/UNB) De acordo com o sistema adotado pelo Código Penal. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) Breno e José atiram contra Pedro. (ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Quando dois indivíduos. nem Pedro nem Paulo Emerson Castelo Branco 29 . sem que um soubesse da conduta criminosa do outro. a)Pedro e Paulo responderão por tentativa de homicídio. adotada como regra pelo Código Penal brasileiro.Direito Penal pretendido ocultamente por Jarbas.

em respeito ao princípio constitucional da individualização da pena (art. Emerson Castelo Branco 30 .e) As circunstâncias objetivas comunicam-se. responsável pelo crime. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2004 – CESPE/UNB) É característica dos crimes de mão-própria o fato de que somente podem ser cometidos pelo agente em pessoa. 15. 19. (OAB – CEARÁ – 2006.1 – CESPE/UNB) Pedro e Paulo. não se admitindo coautoria nem participação. (PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO – CESPE/UNB – 2009) Ser coautor de um crime significa ter sido um agente de menor participação na empreitada criminosa. e o executor material do delito. 17. assinale a alternativa incorreta. o Código Penal diferencia o “coautor” do “partícipe”. 16. com intenção de matálo. o que veio efetivamente a ocorrer. 5. sendo esta exemplo de norma de adequação típica mediata. como no caso do inimputável por doença mental que é induzido a cometer um fato descrito em lei como crime. Pedro e Paulo responderão por tentativa de homicídio. desde que o coautor e o partícipe delas tenham conhecimento. a)A pessoa que conduz um inimputável à prática de uma conduta delituosa responde pelo resultado na condição de autor mediato. um sem saber da conduta do outro. A perícia não conseguiu descobrir qual deles produziu o resultado. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) No concurso de pessoas.Direito Penal poderão ser acusados de tentativa de homicídio. c) Na autoria colateral. b)Teoria unitária ou monista. (AGU – PROCURADOR FEDERAL – CESPE/UNB – 2010) Ao crime plurissubjetivo aplica-se a norma de extensão do art. 29 do Código Penal. há divisão de tarefas para a obtenção de um resultado comum. que dispõe sobre o concurso de pessoas. d)Admite-se a coautoria no crime culposo. XLVI da Constituição Federal). há concurso de pessoas entre o autor mediato.º. 14. atiraram em Leonardo. . 18. Relativamente ao concurso de pessoas. (ANALISTA TRE/PA – CESPE/UNB) Na autoria mediata. propiciando ao juiz que aplique a pena conforme o juízo de reprovação social que cada um merece. Nessa situação.

(PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO – CESPE/UNB – 2009) A participação maior ou menor do agente no crime não influencia na pena. prevista no Código Penal brasileiro. (PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO – CESPE/UNB – 2009) Não existe a possibilidade de coautoria em crime culposo. as condições e circunstâncias pessoais dos partícipes comunicam-se aos autores. as condições e circunstâncias pessoais que formam a elementar do injusto. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Em se tratando da chamada comunicabilidade de circunstâncias. 21. comunicam-se dos autores aos partícipes e. (PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO – CESPE/UNB – 2009) O partícipe.Direito Penal 20. não pode realizar diretamente ato do procedimento típico. tanto básico como qualificado. de igual modo. 24. (PROCURADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO – CESPE/UNB – 2009) O autor intelectual é assim chamado por ter sido quem planejou o crime. para ser considerado como tal. não é necessariamente aquele que tem controle sobre a consumação do crime. 22. Emerson Castelo Branco 31 . tampouco ter o domínio final da conduta. 23.

o agente responde por culpa caso o fato seja previsto como crime culposo. pratica dois ou mais crimes. 5. 4. o agente a)não responderá por ele. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Segundo precedentes do STJ. não é considerada para a concessão de outros benefícios. são elas impostas distinta e integralmente. à luz das circunstâncias judiciais analisadas na primeira fase da dosimetria da pena. por acidente ou erro na execução do crime. quando. sob pena de bis in idem.3 – CESPE/UNB) De acordo com o Código Penal. segundo a regra do concurso material. determinada pelo CP. sem que se fale no sistema da exasperação. Emerson Castelo Branco 32 . Entretanto. se ocorrer. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Ocorre o concurso material quando o agente. não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do concurso material. 3. b)responderá por ele. (OAB – 2008. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Havendo um concurso formal de crimes. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Em caso de concurso formal de crimes. a pena privativa de liberdade não pode exceder a que seria cabível pela regra do concurso material. as penas aplicam-se cumulativamente por resultarem os crimes de desígnios autônomos. que é voltado apenas para as penas privativas de liberdade. 7. ou seja. também.Direito Penal CONCURSO DE CRIMES 1. sobrevém resultado diverso do pretendido. idênticos ou não. segundo a regra do concurso formal. c) responderá por ele. 2. o percentual de aumento decorrente do concurso formal de crimes deve ser aferido em razão do número de delitos praticados. e não. mediante mais de uma conduta. d)não responderá por ele. aplica-se o sistema de cumulação material. salvo exceção. (PROCURADOR DO BANCO CENTRAL – CESPE/UNB – 2010) No concurso formal imperfeito. quanto à pena de multa. situação em que as penas são cumuladas. o resultado pretendido. sob pena de responsabilidade penal objetiva. como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. Nesse caso. 6. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento.

Direito Penal 8. Emerson Castelo Branco 33 . (PROCURADOR DO BANCO CENTRAL – CESPE/UNB – 2010) Em todas as modalidades de concurso de crimes. a aplicação da pena de multa segue a regra da aplicação da pena privativa de liberdade.

(DEFENSORIA PÚBLICA DO ESPÍRITO SANTO – 2006 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. assinale a opção correta. Sofia tentou tirar sua própria vida. brincando de roleta-russa e sabendo que o revólver estava municiado. faziam apologia do suicídio. tendo sofrido lesões corporais leves. recebeu tratamento imediato.3 – CESPE/UNB) Alonso. Ângela desesperou-se e. ele só responderia Emerson Castelo Branco 34 . o escritor não praticou o crime de induzimento ou instigação ao suicídio. com evidente intenção homicida. praticou conduta compatível com a vontade de matar Betina. 5. Nessa situação. 4. A partir dessa situação hipotética. é correto afirmar que Ronan responderá por homicídio culposo. b)Caso Alonso utilizasse os meios que tinha ao seu alcance para atingir a vítima.Direito Penal CRIMES CONTRA A VIDA 1. logo após o parto. com suas ideias. Acionando o gatilho com o revólver apontado para a vítima. Aldo responderá pelo crime de participação em suicídio. matou o próprio filho. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESPÍRITO SANTO – 2006 – CESPE/UNB) Ângela. 6. foi acometida por intenso sofrimento. Nessa situação. causou-lhe a morte. sob a influência do estado puerperal. e ele só responderia pelos atos já praticados. 3. arrependida do ato praticado. caracterizar-se-ia desistência voluntária. o que levou um leitor desconhecido. a)Caso Alonso interrompesse voluntariamente os atos de execução. 2. Cessada a influência do estado puerperal. poderá o juiz aplicar o perdão judicial. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Aldo é o único herdeiro de sua irmã Sofia. Induzida por Aldo. mas não conseguisse fazê-lo. que sofre de depressão. o STJ entende atualmente que a qualificadora não se comunica ao mandante do crime. por estrangulamento. (OAB – CEARÁ – 2007. Nessa situação. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) No homicídio qualificado pela paga ou promessa de recompensa. Nessa situação. a ceifar a própria vida. Levada para o hospital pela empregada da casa. girar e fechar o tambor do mesmo por diversas vezes. Ronan. sugestionado. tendo em vista que as consequências da conduta de Ângela atingiram-na profundamente. cortando os pulsos. (PROMOTOR/MT – CESPE/UNB – 2005) Um escritor publicou obra literária em que vários de seus personagens. pôs-se a abrir.

haja vista a inexistência de previsão legal para a modalidade culposa de aborto. d)homicídio. caracterizar-se-ia o arrependimento posterior. a vingança pode ou não configurar a qualificadora. culposamente. Posteriormente. durante os atos de execução. após praticar tudo o que estava ao seu alcance para consumar o crime. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) Com relação ao motivo torpe. uma vez que as causas qualificadoras. (OAB – 2006. não chegando a fazer tudo que pretendia para consumar o crime. c) Caso Alonso fosse interrompido. 7. d)Caso Alonso não fosse interrompido e. o aborto. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Na legislação brasileira. por circunstâncias alheias à sua vontade.2 – CESPE/UNB) O agente que mata alguém. d)não gera responsabilidade. vindo ela a se matar. b)corresponde ao delito de lesão corporal culposa. (OAB – 2006. 9. sob o Emerson Castelo Branco 35 . causando. obtendo êxito neste ato.1 – CESPE/UNB) Fábio induziu Marília. b)instigação a suicídio. c) auxílio a suicídio. por serem de caráter subjetivo. mas lesão corporal. com um poste. Além disso. a depender da causa que a originou. após Marília ter aderido à ideia. em razão do impacto sofrido. a conduta da gestante a)corresponde ao delito de homicídio. tornam-se incompatíveis com o privilégio. 10. Fábio responderá por a)induzimento a suicídio.2 – CESPE/UNB) Considere que uma gestante. não se mostra possível a existência de um homicídio qualificado-privilegiado. sóbria. estando na direção de seu veículo automotor. Fábio emprestou-lhe um revólver. resolvesse impedir o resultado. não se caracterizaria a tentativa de homicídio. mas ficaria afastado o arrependimento eficaz. (OAB – 2008. 11. portadora de desenvolvimento mental retardado — síndrome de Down — a praticar suicídio. a própria posição topográfica da circunstância privilegiadora parece indicar que ela não se aplicaria aos homicídios qualificados. colida. Nessa situação. 8. Nessa situação.Direito Penal por expor a vida de terceiro a perigo. c) corresponde ao delito de aborto provocado pela gestante.

(DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – CESPE/UNB – 2002) Considere a seguinte situação hipotética. Nessa situação.Direito Penal domínio de violenta emoção. esse homicídio é qualificado. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) Para a configuração da qualificadora relativa ao emprego de veneno. no momento em que efetuou seis disparos de revólver contra um desafeto. logo após a injusta provocação da vítima. ou não. 13. caracteriza o homicídio privilegiado. à Câmara dos Deputados. remetendo os autos. (PROMOTOR DE JUSTIÇA DE TOCANTINS – 2004 – CESPE/UNB) Em regra. é indiferente o fato de a vítima ingerir a substância à força ou sem saber que o está ingerindo. resolveram testar suas respectivas sortes. cada qual começou a puxar o gatilho contra sua própria cabeça. logo após injusta provocação da vítima. 16. para assegurar a impunidade. consuma-se o delito de homicídio no momento em que a vítima tem sua integridade física atingida. a Câmara dos Deputados. Diego não responderá por nada. em um restaurante. (PROMOTOR DE JUSTIÇA DE TOCANTINS – 2004 – CESPE/UNB) Se. adultos. após consumado o estupro. temeroso em ser reconhecido. ceifandolhe a vida. o autor. em dezesseis horas. Em hora e local combinados. a formação de culpa. resolverá sobre a prisão e autorizará. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. diante de um revólver municiado com apenas um projétil. 12. Diego e Márcio. pelo voto secreto da maioria de seus membros. 17. mata a vítima. 15. Emerson Castelo Branco 36 . (PROMOTOR DE JUSTIÇA DE TOCANTINS – 2004 – CESPE/UNB) Matar alguém sob o domínio de violenta emoção. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) A qualificadora relativa ao emprego de tortura foi tacitamente revogada pela lei específica que previu o crime de tortura com resultado morte. está legalmente acobertado pela excludente da legítima defesa. 18. instigando. Nessa situação. um ao outro. A autoridade policial autuou o parlamentar em flagrante delito. até que Márcio findou por se suicidar. Um deputado federal foi surpreendido e detido por agentes de polícia. 14. pois não se pune a autoeliminação da vida. a participar de roleta russa.

seu marido. já que estava desempregado. . instigação ou auxílio a suicídio. No nosocômio. (DEFENSOR PÚBLICO – ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Os delitos de infanticídio. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) João ateou fogo a um estabelecimento comercial. tirando-lhe a vida. antes mesmo de iniciar a execução. Emerson Castelo Branco 37 . Nessa situação. o incêndio atingiu somente sua casa. oportunidade em que João desferiu-lhe golpes de faca. Para tanto. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB – 2008 – CESPE/UNB) A ausência de motivo configura motivo fútil. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) João. ou sob a influência de violenta emoção. 22. de aborto e de induzimento. resolveu atear fogo à sede da empresa. resolveram pela prática abortiva. 24. (DEFENSOR PÚBLICO – ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Caracteriza homicídio privilegiado o fato de o agente cometer o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral. João cometeu um homicídio qualificado pela conexão consequencial. e Maria responde como coautora de tal delito. Maria deverá responder pelo crime de induzimento. Nessa situação. instigação ou auxílio ao suicídio são denominados crimes contra a vida. desferiu-se um tiro na região temporal esquerda. na forma tentada. de comum acordo. mas. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) João foi convencido pela esposa Maria à prática do suicídio para receber o seguro e pagar o tratamento médico do filho. destruindoa totalmente.Direito Penal 19. retornou ao trabalho que lhe foi devolvido pelo patrão. que tentou segurá-lo para impedir a ação criminosa. Essa situação hipotética não caracteriza crime. João realizou manobras que resultaram na expulsão e morte do feto. Nessa situação. provocada por ato injusto da vítima. o fogo foi apagado face à forte chuva que caía naquele momento. por falha na execução. João foi imediatamente liberado e. João responde pelo crime de provocar aborto com o consentimento da gestante. 23. 21. sendo socorrido por vizinhos. irresignado com a despedida que lhe foi imposta. apto a qualificar o crime de homicídio. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) Maria descobriu que estava grávida e comunicou tal fato a João. Para tanto. 25. quando. verificaram que o projétil desviou-se no osso denominado rochedo e sequer penetrou no couro cabeludo. vizinha. 20. e. foi flagrado pelo vigia. após dez dias. não chegando a lesionar nenhuma pessoa pelo fato de ela estar vazia.

há anos. de acordo com o STJ. faleceu.Direito Penal 26. julgue os itens seguintes. desferiu facadas no devedor. que.00 a Paulo. não é considerado crime hediondo. (OAB – CEARÁ – 2007. Nessa situação. provocando infecção generalizada na gestante. 31. partícipe. com o ânimo de matar. compareceram ao local do encontro com Paulo portando armas de fogo. produzida por gases deletérios (óxido de carbono. Logo após o fato. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Armando. de acordo com a teoria da ficção legal. cuja esposa padecia. Com relação à situação hipotética apresentada acima. 27. emprestadas por Mário. Armando e Sérgio. b)há concurso formal entre o homicídio e a ocultação de cadáver. 30. porém se recusavam a pagar. (JUIZ DE DIREITO – BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Um indivíduo. Nessa situação. que. que sabia para qual finalidade elas seriam usadas. No dia marcado para o acerto de contas. Armando e Sérgio deviam a quantia de R$ 500. (PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – CESPE/UNB) A pessoa jurídica pode ser sujeito ativo do crime de homicídio. sendo os dois primeiros coautores. cloro e bromo) liberados no quarto em que se encontrava. indignado por não ter recebido uma dívida referente a venda de cinco cigarros. a seu pedido ceifou-lhe a vida por meio de asfixia tóxica. e Mário. é correto afirmar que a)a ocultação de cadáver é crime permanente. Leonardo escondeu o cadáver em uma gruta. João responderá por homicídio culposo mediante a imperícia nos meios abortivos empregados. seu marido. onde se constatou que a expulsão do feto foi parcial. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Paulo é sujeito Emerson Castelo Branco 38 . passou mal e foi levada ao hospital por seu marido. três dias após a realização. de um aborto por ela consentido. 28. Armando e Sérgio atiraram contra Paulo. d)o fato de Leonardo ter cometido o crime por não ter recebido uma dívida é circunstância que agrava a pena. por João. o indivíduo responderá por homicídio qualificado-privilegiado. em razão dos ferimentos.3 – CESPE/UNB) Leonardo. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) Maria. Sérgio e Mário são sujeitos ativos do crime perpetrado. de uma doença incurável. c) Leonardo praticou crime de homicídio qualificado por motivo torpe. que veio ao óbito. 29. ferindo-o mortalmente. Com base na situação hipotética acima.

por si só. a grande distância.o 8. não se aplica a excludente de ilicitude. 36. penalmente responsável. ainda. emprestando-lhe. por insuficiência de conhecimentos técnicos. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997– CESPE/UNB) Não é crime o aborto realizado pela própria gestante. Rui. contudo. um fragmento da rocha acabou atingindo uma pessoa. não tendo resultado qualquer dano à integridade física de Joaquim. pois a lei admite o aborto somente quando a gravidez for resultante de estupro. a pena será aumentada de um terço. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) Segundo determina a Lei n. matando-a. o caso é de homicídio qualificado. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – RR – 2003 – CESPE/UNB) O crime de homicídio descrito acima consumou-se no momento em que a vítima foi ferida em sua integridade física. quando a gravidez for decorrente de atentado violento ao pudor. Nessa situação. é correto afirmar que. com o uso de explosivos. Por isso. Nessa situação. não calculou bem a área de segurança para a explosão. instigou Joaquim à prática de suicídio. com o qual Joaquim disparou contra o próprio peito.072/1990. Por circunstâncias alheias à vontade de ambos. 35.Direito Penal passivo do crime de homicídio privilegiado. para a qual seria necessária a destruição de uma grande rocha. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2002– CESPE/UNB) Rui era engenheiro e participava da construção de uma rodovia. 38. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – SE – 2006 – CESPE/UNB) Levando em consideração as orientações doutrinárias e jurisprudenciais dominantes. na hipótese do aborto humanitário ou sentimental. mas Manoel responderá por tentativa de participação em suicídio. Emerson Castelo Branco 39 . 33. no caso de crime praticado contra pessoa menor de catorze anos. se for provado que o feto estava contaminado com vírus causador de doença incurável. a conduta de Joaquim. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) Se for doloso o homicídio. devido ao fato de a morte haver decorrido do uso de explosivos. o armamento apresentou falhas e a munição não foi deflagrada. um revólver municiado. 32. não constitui ilícito penal. 37. Manoel. 34. o homicídio de Paulo é considerado crime hediondo.

44. 40. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere que um boxeador profissional.Direito Penal 39. sobreviveu. desenvolvida dentro dos limites das regras esportivas. o boxeador deverá responder por homicídio doloso. Manoel trancafiou seu desafeto em um compartimento completamente isolado e introduziu nesse compartimento gases deletérios (óxido de carbono e gás de iluminação). (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN – 2009 – CESPE/UNB) No crime de autoaborto. João responderá pelo crime de induzimento. instigação ou auxílio a suicídio. os quais causaram a morte por asfixia tóxica da vítima. em seguida. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Manoel responderá pelo crime de homicídio qualificado. apesar do tiro. 42. por enfrentarem grave crise conjugal. resolveram matar-se. pois o tipo não descreve nenhuma forma específica de atuação que deva ser observada pelo agente. 46. sobretudo se é precedido de consentimento da gestante. João. instigando-se mutuamente. a gestante é. João desfechou um tiro de revólver contra Maria e. com atenuação de eventual pena. durante uma luta normal. em face das circunstâncias do evento morte. Maria veio a falecer. Nessa situação. 45. 43. outro contra si próprio. Nessa situação. João e Maria. Nessa situação. 41. (ANALISTA PROCESSUAL – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) O delito de homicídio é crime de ação livre. 47. Conforme o combinado. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) O aborto. ao mesmo tempo e em razão da mesma conduta. o homicídio e a violação de domicílio são considerados crimes contra a pessoa. o juiz poderá conceder o perdão judicial se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (ANALISTA PROCESSUAL – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) Tentado ou Emerson Castelo Branco 40 . autora do crime e sujeito passivo. cause ferimentos que resultem na morte do adversário. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) No caso do homicídio culposo. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) Não se pune o aborto se a gravidez resulta de estupro.

49. o aborto eugênico. o homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa é crime hediondo. tratamento penal mais gravoso. empregado para salvar a vida da gestante. recebendo. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) Há homicídio qualificado se o agente tiver praticado crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – NACIONAL – CESPE/UNB) O médico Caio. e o aborto humanitário. em que se exclui o dolo. por negligência que consistiu em não perguntar ou pesquisar sobre eventual gravidez de paciente nessa condição. por consequência. 50.Direito Penal consumado. 48. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) O Código Penal brasileiro permite três formas de abortamento legal: o denominado aborto terapêutico. Nessa situação. receita-lhe um medicamento que provocou o aborto. por não existir aborto culposo. Caio agiu em erro de tipo vencível. Emerson Castelo Branco 41 . ficando isento de pena. empregado no caso de estupro. permitido para impedir a continuação da gravidez de fetos ou embriões com graves anomalias.

que veio a perder dois dedos. a ação penal fica condicionada à representação do ofendido. o instrumento empregado para o crime deverá ser submetido a exame pericial para verificar sua natureza e eficiência. Na situação considerada. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) O perdão judicial pode ser aplicado ao crime de lesões corporais dolosas simples. Carlos desferiu um golpe de facão contra a mão de seu contentor. 5. (DEFENSOR PÚBLICO – ACRE – 2006 – CESPE/UNB) Admite-se no.Direito Penal DAS LESÕES CORPORAIS 1. nos termos da lei penal vigente. ocasionando-lhe lesões corporais. 3. foi alvejado com um tiro de revólver desfechado pelo condutor-infrator de um veículo. Nessa situação. que ocasionaram deformidade permanente. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB – 2003) João. Carlos praticou o crime de lesão corporal de natureza grave. 8. empunhou uma faca peixeira e golpeou as costas de Francisco. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – CESPE/UNB – 2004) Um policial rodoviário federal. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) A lesão corporal grave. a ação penal pública incondicionada será promovida por denúncia do órgão do Ministério Público. 6. Durante um entrevero. sofrendo lesões corporais de natureza gravíssima. ao ver sua ex-namorada sair do cinema acompanhada de Francisco. a possibilidade de concessão de perdão judicial. da qual resulta incapacidade por mais de trinta dias. 4. Código Penal (CP) brasileiro. 7. por mais de um mês. (DEFENSOR PÚBLICO – ACRE – 2006 – CESPE/UNB) Se a lesão for culposa. Com referência à situação hipotética acima apresentada. julgue os itens a seguir. . Nessa situação. (DEFENSOR PÚBLICO – ACRE – 2006 – CESPE/UNB) A lesão corporal é de natureza grave caso resulte em incapacidade da vítima para as ocupações habituais. ainda. durante um patrulhamento ostensivo. admitindo-se. 2. por resultar debilidade permanente de membro. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. a lesão na modalidade levíssima. somente Emerson Castelo Branco 42 .

Júlio. havendo dolo na conduta antecedente e culpa na conduta consequente. Nessa situação. não é necessário que a ocupação habitual seja laborativa. a conduta praticada por Júlio caracteriza-se como tentativa de homicídio. (PROMOTOR DE JUSTIÇA DE TOCANTINS – 2004 – CESPE/UNB) No interior de um bar. restará caracterizado o crime de lesão corporal grave. 11. sem que haja necessidade de exame pericial complementar. iniciou-se uma briga entre integrantes de duas torcidas. previsto no Código Penal brasileiro. passou a ter debilidade permanente do membro. que a tudo assistia. classificado como crime instantâneo.ª REGIÃO – 2006 – CESPE/UNB) Relativamente ao delito de rixa. Emerson Castelo Branco 43 . a doutrina e a jurisprudência dominantes entendem não haver rixa quando a posição dos contendores é definida. que. Vítor praticou crime de lesão corporal de natureza grave. sendo que um deles veio a sofrer ferimentos de natureza grave. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – 2009 – CESPE/UNB) O crime de lesão corporal seguida de morte é preterdoloso. em consequência.Direito Penal pode ser reconhecida com base nas declarações da vítima ou na confissão do réu. 2. (AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL – 2004 – PROVA AZUL – CESPE/UNB) Vítor desferiu duas facadas na mão de Joaquim. 12. (PROCURADOR DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Se. nos termos do dispositivo pertinente do Código Penal. o perito afirmou que a vítima experimentou forte dor física e que a referida dor causou crise nervosa. (JUIZ FEDERAL DA 5. 9. CRIMES DE RIXA 1. podendo ser assim compreendida qualquer atividade regularmente desempenhada pela vítima. no laudo de exame de corpo de delito referente a lesões corporais. passou a desferir socos e pontapés nos contendores. nas respostas dadas aos quesitos. (DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Para a configuração da agravante da lesão corporal de natureza grave em face da incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias. 10. Nessa situação hipotética. causados por outro contendor.

ficando absorvido o crime de periclitação da vida ou da saúde humana. de modo que a vítima permaneceu internada sob cuidados médicos por um período de 40 dias. Emerson Castelo Branco 44 . visto que a situação de perigo foi ultrapassada e passou a constituir elemento do crime mais grave. sendo irrelevante que. (ANALISTA PROCESSUAL – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) No crime de rixa. um deles seja inimputável. agindo uns contra os outros e ocasionando lesões corporais recíprocas. qualifica a conduta de todos os contendores. Nessa situação. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TJDF – 2003 – CESPE/UNB) Se três indivíduos iniciarem luta desordenada. 5. tal comprovação impossibilitará a configuração do delito de rixa. 7. 4. a coautoria é obrigatória. Joaquim responderá por crime de lesão corporal de natureza grave.Direito Penal 3. a participação de seis pessoas. exige. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL – 1997 – CESPE/UNB) O evento morte. atirou contra João. pois a norma incriminadora reclama como condição obrigatória do tipo a existência de pelo menos três autores. penalmente responsável. com tipificação expressa no Código Penal. sendo irrelevante que um deles seja inimputável. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Considere-se que Joaquim. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) O crime de rixa. e dois deles forem comprovadamente inimputáveis. ferindo-o gravemente. dentro do número mínimo. 6. no mínimo. ocorrido durante uma rixa. sem o ânimo de morte na conduta.

ocorre a imputação falsa de um fato definido como crime. (OAB 2008. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Nessa situação. a agência bancária do bairro. Nessa situação. contudo. desde que ocorrera o furto. o servidor público ofendido tem legitimação concorrente para a propositura da ação penal. a honra objetiva. é atingida a honra subjetiva da vítima. e a ofensa. agrediu verbalmente o servidor responsável pelo atendimento ao público. Mesmo em dúvida a respeito da autoria do delito. na calúnia. havendo dolo eventual. Alfredo.3 – CESPE/UNB) Tratando-se do delito de injúria. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (PROMOTOR DE JUSTIÇA DE TOCANTINS 2004 – CESPE/UNB) No crime de injúria. 4. há alguns meses. Emerson Castelo Branco 45 . (ADVOGADO DA UNIÃO – 2004 – CESPE/UNB) Um servidor público. 7. 2. de acordo com os entendimentos do STF e do STJ. relativa ao exercício de suas funções. Nessa situação. a insanidade de Lucas não desautoriza a configuração do crime de calúnia. Eleno assume o risco de causar dano à honra de Belarmino e imputou-lhe a prática do crime. teve a sua honra subjetiva violada. Ocorre que Lucas é louco e. 3.Direito Penal CRIMES CONTRA A HONRA 1. ao ser chamado por um particular de venal. na difamação. 6. revoltado com a demora no atendimento em um hospital público. (ASSISTENTE JURÍDICO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – AC – 2002– CESPE/UNB) Lauro imputou a Lucas a prática de fato descrito como crime. uma vez que. inimputável. imputando-lhe a prática de atos libidinosos com um colega de serviço e encaminhou-a lacrada pelo correio. no exercício e em razão de suas funções. Nessa situação. Hélio praticou o crime de difamação. privada. 5. no caso. corrupto e ladrão. Eleno responderá pelo crime de calúnia. Belarmino passara a demonstrar sinais de riqueza. Eleno desconfiou de que Belarmino furtara. admite-se a exceção da verdade caso o ofendido seja funcionário público. alegando que esse servidor recebia dos cofres públicos sem trabalhar. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Hélio escreveu uma carta a Bruno. Alfredo cometeu crime de difamação contra servidor público. portanto. Nessa situação.

Maria cometeu o crime de calúnia. em pronunciamento realizado na tribuna da câmara de vereadores. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL– RR– 2003 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. diante da proclamação constitucional da inviolabilidade do advogado por seus atos e manifestações no exercício da profissão. inconformado com a sentença que condenou o seu cliente a pagar uma indenização no valor de R$ 4 milhões. Nélio estará amparado pela imunidade judiciária e não responderá pelo crime contra a honra. comete o crime de injúria. 15. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESPÍRITO SANTO – 2006 – CESPE/UNB) Distingue-se a difamação da injúria porque nesta não há. (ANALISTA PROCESSUAL – TJRR – 2006– CESPE/UNB) Para a 46 Emerson Castelo Branco .3 – CESPE/UNB) Caso o querelado. imputando-lhe o recebimento da importância de R$ 30 mil para beneficiar a parte adversa. (OAB 2008. os sujeitos passivos são os parentes interessados na preservação da memória do falecido. proprietária de um supermercado. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) É punível a calúnia contra os mortos. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Um vereador. sabendo que seu próprio filho praticara furto em seu estabelecimento. mas sim de um acontecimento vago ou de uma qualidade negativa. 8. Nessa situação. interpôs recurso e. antes da sentença. Nessa situação. atribuiu ao empregado José tal responsabilidade. nas razões apresentadas. 10. dizendo ser ele o autor do delito. a imputação de um fato preciso. 9. 11. advogado da parte ré em uma ação de reparação de danos. por parte do autor do fato.2 – CESPE/UNB) O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo. no intuito de ofender sua reputação. 13. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Nélio. sua pena será diminuída. durante a votação de um projeto de lei. investiu contra a honra do magistrado sentenciante. o vereador não responderá por crime contra a honra. se retrate cabalmente da calúnia ou da difamação. em face da imunidade parlamentar.Direito Penal cabendo-lhe a exceção da verdade. 12. 14. imputou ao prefeito municipal a malversação de recursos federais repassados ao município para a área de saúde. Maria. Nesse caso. Nessa situação. (OAB 2008.

a exceção da verdade deverá ser julgada pelo STJ.Direito Penal caracterização do crime de calúnia. o juiz pode deixar de aplicar a pena. o advogado do indiciado protocolizar petição com virulentas ofensas contra o juiz da causa. quando perpetrados pela imprensa. tipificam-se como crimes de imprensa. embora de ação pública. 20. (ASSISTÊNCIA JURÍDICA DO DISTRITO FEDERAL – 2001 – CESPE/UNB) No crime de difamação. 22. mas não se aplica ao de injúria. Se o ofendido for governador de estado. não admitindo tentativa. Nessa situação.3 – CESPE/UNB) O pedido de explicações em juízo é cabível nos delitos de calúnia e difamação. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL 2009 – CESPE/UNB) A Emerson Castelo Branco 47 . 21. a ação penal será exclusivamente privada. 18. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Os crimes contra a honra são crimes unissubsistentes. não se admite a exceção da verdade se. ofendeu a honra de Carlos. Mário não será responsabilizado criminalmente.3 – CESPE/UNB) Caracterizado o delito de injúria. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. no caso de retorsão imediata. do crime imputado. difamação e calúnia. de ofício e imediatamente. em virtude da atuação deste. (ASSISTÊNCIA JURÍDICA DO DISTRITO FEDERAL – 2001 – CESPE/UNB) Os crimes de injúria. ostentando a vítima a condição de funcionário público e sendo o ato decorrente do seu ofício. é imprescindível a imputação falsa de fato determinado e definido na lei como crime ou contravenção penal. caberá a exceção da verdade. 19. (OAB 2008. 24. deverá o delegado responsável pela investigação. 23. instaurar novo inquérito para apurar o crime contra a honra do magistrado em razão da função. (DELEGATÁRIO DE SERVIÇOS NOTARIAIS – TJMT – 2005 – CESPE/UNB) Mário. agindo com animus jocandi. (OAB 2008. imputando a ele fato ofensivo à sua dignidade e reputação. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – CESPE/UNB 2002) Se. 17. que consista em outra injúria. 16. quando o ofendido for funcionário público que agiu no exercício de suas funções. no curso de um inquérito policial. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL 2009 – CESPE/UNB) Na calúnia.

exige-se que o agente tenha consciência da falsidade da imputação. Nessa situação. que um indivíduo profira palavras injuriosas contra funcionário público no exercício da função. 30. desconhecendo a qualidade pessoal da vítima. 26. (AGENTE PENITENCIÁRIO 2009 – CESPE/UNB) Não se admite a exceção da verdade nos crimes de injúria. logo em seguida. salvo se o ofendido for falecido. puxou-lhe os cabelos de forma aviltante. Mário. 29. com o intuito de ofender a dignidade de Marco. 28. no caso específico. é de ação penal pública incondicionada. Emerson Castelo Branco 48 . na injúria. que se trata de funcionário público. ou seja. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) O crime de difamação consuma-se no instante em que a própria vítima vem a tomar conhecimento da ofensa irrogada. não importando se ela se sentiu ou não ofendida. se o ofendido for incapaz e a ofensa tiver sido publicada em meio de grande circulação. (DELEGATÁRIO DE SERVIÇOS NOTARIAIS – TJDF – 2003 – CESPE/UNB) Durante um baile de formatura. 25. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL 2009 – CESPE/UNB) No crime de difamação. desfechou-lhe um tapa no rosto e. somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Considere. Mário praticou o crime de injúria real. (AGENTE PENITENCIÁRIO 2009 – CESPE/UNB) Admite-se a exceção da verdade nos crimes de difamação. é correto afirmar que o autor não responderá pelo delito de desacato.Direito Penal exceção da verdade. seu desafeto. subsistindo a punição por injúria. 27. porém. que. por hipótese. Nessa hipótese.

retenha-lhes salário e documentos pessoais e ainda lhes cerceie a liberdade de locomoção. 3. 5. nesse caso. que se consuma no momento em que ocorre a privação da liberdade de locomoção. Jorge praticou o crime de constrangimento ilegal. Nessa situação. o qual se inclui no rol dos crimes contra a organização do trabalho.Direito Penal CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL 1. Nessa situação. pois. Emerson Castelo Branco 49 . 2. (OAB SP 2008. Nessa situação. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Um indivíduo constrangeu. um motorista a conduzi-lo com seu automóvel até uma estação rodoviária. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. 4. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – SE 2006 – CESPE/UNB) Um indivíduo cometeu crime de redução à condição análoga à de escravo. o crime praticado prevê a pena de 2 a 8 anos de reclusão e é definido como crime contra a organização do trabalho. a polícia pode validamente realizar a prisão em flagrante do sequestrador mesmo se somente o conseguir capturar ao final desse período. 8. não se exigindo resultado determinado. 7. (ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) A violação de domicílio é crime de mera conduta. privando-o de seu guia e destruindo as suas muletas. ofereça-lhes condições precárias de trabalho. fica configurado crime de redução de trabalhador à condição análoga à de escravo. 6. (PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) O sequestro é crime formal. Jorge constrangeu um cego deficiente físico de se deslocar até uma agência bancária para receber um benefício. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL – CESPE/UNB 2002) Se um indivíduo praticar crime de sequestro e este se prolongar por mais de uma semana.1 – CESPE/UNB) O crime de sequestro exige uma conduta omissiva. o indivíduo praticou o crime de sequestro. sob grave ameaça exercida com o emprego de um revólver. (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO – 2007 – CESPE/UNB) Caso um fazendeiro dispense aos seus empregados tratamento violento. o estado de flagrância perdurará.

(DPU – DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – CESPE/UNB – 2010) Na doutrina. definição esta mais restrita que a de sequestro. sem amplitude de locomoção. afirmando-se que o primeiro é o gênero do qual o segundo é espécie.Direito Penal 9. Emerson Castelo Branco 50 . A figura cárcere privado caracteriza-se pela manutenção de alguém em recinto fechado. distinguem-se as figuras sequestro e cárcere privado.

(DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN 2009 – CESPE/UNB) Caso um estudante de medicina resolva.Direito Penal CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO Furto 1. pelo abuso de confiança. 5. crime de furto cometido por vigia noturno que tenha acesso às chaves do estabelecimento em que trabalha para poder atender a qualquer eventualidade. durante o processo. enquanto que. pois. em que pese os dois acusados serem primários e a coisa subtraída ser de pequeno valor. em conluio. deve responder por crime de furto. a fraude é utilizada para desviar a atenção de alguém para que ocorra a subtração do bem. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2004 – CESPE/UNB) Tanto no furto qualificado pela fraude quanto no estelionato. ajustarem e executarem subtração de um objeto de valor ligeiramente aquém de um salário-mínimo e. pois esse instituto é incompatível com o furto qualificado pelo concurso de agentes. por ter subtraído uma Emerson Castelo Branco 51 . de acordo com a posição mais recente do STJ. no furto. no estelionato. (JUIZ DE DIREITO PARÁ – 2002 – CESPE/UNB) É qualificado. 6. resolverem confessar a conduta. não será possível o reconhecimento do privilégio atinente a essas condições. entrar nas dependências da sua faculdade e de lá subtrair um cadáver utilizado para estudos acadêmicos. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN 2009 – CESPE/UNB) Se dois indivíduos primários. nesse contexto. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL 2004 – REGIONAL – CESPE/UNB) Carlos foi denunciado pelo crime de furto. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL 2009 – CESPE/UNB) A causa de aumento de pena relativa à pratica do crime de furto durante o repouso noturno somente se aplica ao furto simples e não às modalidades de furto qualificado e prevalece o entendimento de que o aumento de pena só é cabível quando a subtração ocorre em casa ou em alguns de seus compartimentos e local habitado. há utilização de ardil para enganar a vítima. assim como a prévia combinação de ambos. clandestinamente. o cadáver se equipara a coisa alheia móvel. 3. fazendo que ele entregue voluntariamente a coisa ou a vantagem ilícita. A diferença reside em que. a vontade do sujeito passivo é viciada. 4. 2.

11. Nessa situação. com abuso de confiança. com ânimo de assenhoramento definitivo pelo autor do crime. o patrimônio público. Além desse fato. visto que tais ações não se encontram descritas em nenhum tipo penal. e) de bens de uso comum do povo. situação em que há estado de necessidade. para evitar perigo maior decorrente da ausência de alimentação. que possam ter algum valor econômico. b)de gados pertencentes a terceira pessoa. o juiz.ª TURMA – 2. 9. entretanto. 8.Direito Penal máquina fotográfica de Alberto. Tales retirava peças dos computadores em bom estado. o furto de bens supérfluos. o servidor público praticou o crime de furto qualificado. Ele cobrava 40% do valor das multas aplicadas pelo órgão a terceiros para excluí-las. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 2004 – CESPE/UNB) Em um depósito público.00. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/PB 2008 – CESPE/UNB) Considera-se famulato o furto a)praticado em estado de extrema miserabilidade. aplicando redução de pena ou aplicando somente a pena de multa. 10. trabalhava no departamento de informática de um órgão federal. as substituía por peças usadas e as vendia para terceiros. no momento da prolação da sentença. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 2004 – CURSO DE FORMAÇÃO 3. do qual não tinha a posse ou a detenção. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) A res nullius e a res Emerson Castelo Branco 52 . nesse caso. que é um crime contra o patrimônio. d)de energia elétrica. c) praticado pelo empregado. espalhados por currais. poderá reconhecer a presença do furto privilegiado ou furto mínimo. Nessa situação. substituindo a pena de reclusão por detenção. não se incluindo no conceito. servidor público. valendo-se de facilidades que lhe proporcionava o cargo. Tales deve responder por furto. mesmo tendo constatado que Carlos tinha contra si outros três inquéritos policiais para a apuração de furtos por ele praticados. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) O furto de uso e o dano culposo são exemplos clássicos de falta de tipicidade. Por ter subtraído peças dos computadores. de bens pertencentes ao empregador. 7. um servidor público subtraiu um toca-fitas do interior de um veículo apreendido.ª PROVA – CESPE/UNB) Tales. do sistema eletrônico de processamento de multas. indevidamente. avaliada em R$ 80. aproveitando-se de tal situação.

Um agente. pensando que era o seu. 12. incluída. e no intuito de vingar-se do patrão. Nessa situação. necessário para caracterizar a participação criminosa.15. 15. já que o núcleo do tipo “subtrair” compreende a ação de retirar a coisa contra a vontade da vítima. (PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO – TCE – PERNAMBUCO – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. pegou um relógio de ouro que estava sobre o balcão de uma joalheria. deliberadamente. na realidade. Nessa situação e. Uma empregada doméstica. a empregada não deverá ser responsabilizada pelo crime perpetrado. 14. por onde o ladrão entrou e subtraiu objetos valiosos. 17. 16. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – ES – 2006 – CESPE/UNB) Não há furto na subtração com o consentimento do ofendido. não assumindo o risco de que o comparsa viesse a cometer roubo. a importância de R$ 0. por equívoco. Nessa situação. o agente responderá pelo crime de furto culposo. ante a ausência de circunstância elementar da figura típica. José subtraiu do bolso da calça de um transeunte. de acordo com o Emerson Castelo Branco 53 . pertencia a outro comprador. por exemplo. percebendo que um ladrão rondava a residência em que ela trabalhava. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) A qualificadora do rompimento de obstáculo à subtração da coisa só incide caso a violência seja empregada quando o obstáculo é inerente à própria res furtiva. 18. na definição dos crimes de furto e roubo. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 1997 – CESPE/UNB) Nos crimes contra o patrimônio. por não ter havido acordo prévio entre ela e o autor. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJDF – 2003 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética.Direito Penal derelicta não podem ser objeto material do crime de furto. responderá apenas por furto. indica o elemento normativo do tipo. a expressão coisa alheia. deixou a porta aberta. quando. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 1997 – CESPE/UNB) Se um dos agentes quis participar de um furto. em proveito próprio. 13. com a pena aumentada de até a metade se o resultado mais grave fosse previsível.

(OAB 2009. Sílvio e Selênio resolveram cometer um crime de furto a residência e o fizeram. dinheiro e roupas. com intenção de furtar. assim logrando êxito em subtrair o veículo. 24. cuja porta estava destravada. a ação penal é pública condicionada à representação. Nessa situação. com 50% do capital social de R$ 50 mil integralizado.Direito Penal entendimento do STJ. Nessa situação.1 – CESPE/UNB) Constitui conduta criminosa destruir culposamente a vidraça de prédio pertencente ao departamento de polícia civil. (PROCURADOR DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Um indivíduo destruiu a porta da residência de um vizinho e. a importância de R$ 10 mil em espécie. subtraiu. um aparelho de som. e acionou o motor por meio de uma chave falsa na ignição do veículo. (DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – 2007 – CESPE/UNB) Cláudio. avisar de eventual aproximação de estranhos. com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. (ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Na hipótese da prática de furto de coisa comum. Cláudio responde por crime de furto simples. em face do critério da consunção. entrou no carro de Vagner. 25. em face do princípio da insignificância. um televisor. 23. (ASSISTENTE JURÍDICO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – AC – 2002 – CESPE/UNB) Carlos. Sílvio ingressou no imóvel e subtraiu vários bens e Selênio apenas os acompanhou para. 19. 22. (PROCURADOR DO ESTADO DO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. em proveito próprio. Carlos e Sílvio cometeram crime de furto. 21. Nessa situação. no interior desta. (AGENTE DA POLÍCIA CIVIL RR – CESPE/UNB 2003) Considerando a Emerson Castelo Branco 54 . sócio-cotista de uma sociedade comercial juntamente com Júlio. Lauro praticou o crime de furto de coisa comum. em proveito próprio. haverá a exclusão da tipicidade da conduta de José. de fora do imóvel. subtraiu do caixa da respectiva empresa. Lauro. o que não ocorreu. e de acordo com a jurisprudência do STJ. o indivíduo não responderá pelo crime de dano. Nessa situação. Carlos abriu o imóvel com uma gazua. mas somente pelo crime de furto qualificado. 20. mas Selênio. não cometeu esse crime. por falta de ato de execução ou auxílio material.

00. A respeito da situação hipotética acima. tenha entrado em vigor uma lei Emerson Castelo Branco 55 . de posse da descrição de João e do carro utilizado na fuga. no valor de R$ 3. empregada da loja. após ter danificado. no momento da investida de João. deparou-se com Maria. No final da tarde. que já tinham vendido a Carlos. Segundo o acerto. devendo a autoridade policial instaurar o inquérito policial de ofício. e retornaria ao carro em que Pedro. a polícia efetuou a prisão de João e de Pedro. 27. de lá subtrairia um televisor. Impossibilitado de prosseguir no ataque a Maria. ainda que seja insignificante o valor dos bens furtados. No dia do crime. mediante pauladas.500. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Pedro é penalmente responsável. Antes de subtrair o televisor. com a intenção de matar Maria e com isso assegurar o proveito da subtração. 15 de março de 2004. João entraria na loja. ao volante. posteriormente. João e Pedro ajustaram entre si a prática de um furto a uma loja de produtos importados que julgavam estar abandonada. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) João praticou os crimes de furto contra a loja. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) João e Pedro praticaram o crime de furto em concurso de pessoas. em março de 2005. julgue os itens a seguir. pôs-se a procurá-lo nas redondezas. na qualidade de partícipe.Direito Penal situação hipotética em que um indivíduo – Flávio – tenha sido preso em flagrante delito. 26. sabedor da origem criminosa. em razão da intensa dor que sentiu no rosto. o televisor subtraído da loja. Nesse caso. ocorreu o delito de dano a bem público. (OAB 2006. telefonou para a polícia. João. de ação penal pública incondicionada. que. 28. resistiu e atingiu-o com um forte soco. por volta das onze horas da manhã. pela prática de crime contra a vida. mesmo ferida pela faca utilizada por João. que lá estava sem que João ou Pedro o soubessem. viatura policial. que provocou a fratura de um dos ossos do rosto de João. 29. 30. atacou-a com uma faca e produziu ferimentos que acarretaram. João fugiu e levou consigo o televisor para o carro em que Pedro o aguardava.1 – CESPE/UNB) O STJ não admite a aplicação do princípio da bagatela no crime de furto. imediatamente. Maria. João. de tentativa de homicídio e de lesões corporais contra Maria. Maria. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Caso se considere que. a retirada de um de seus rins. o estaria aguardando. ao ingressar na loja.

(ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL RORAIMA – CESPE/UNB 2003) Nesse caso. ocorreu o delito de dano a bem público. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Carlos responderá igualmente pelo furto. Maria e Carlos. no momento em que colocava uma calça e uma camisa jeans em uma bolsa que portava. então ele deverá responder por receptação qualificada. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) São três os sujeitos passivos dos crimes descritos na situação hipotética: a loja proprietária do televisor. implica a rejeição da qualificadora ou a desclassificação para o furto simples. devendo a autoridade policial instaurar o inquérito policial de ofício. o fato realizado constituía crime. ao tempo da ação. icionada. em sua forma culposa. nesse caso. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Uma vez que não obteve êxito em matar Maria. 35. no caso do furto qualificado pelo rompimento de obstáculo à subtração da coisa. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Supondo-se que Carlos seja proprietário de uma loja de venda de televisores e que tenha adquirido o televisor para vendê-lo em sua loja. Carlos responderia por crime contra o patrimônio. 33. (JUIZ DE DIREITO/BA – CESPE/UNB 2005) Mariana encontrava-se na seção de vestuário de um hipermercado e. 36. 38.00. de ação penal pública incondicionada. 34. 32. a falta de perícia. 37. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL ESPÍRITO SANTO – CESPE/UNB 2006) Conforme o entendimento jurisprudencial dominante. uma vez que. 31. João e Pedro não seriam beneficiados. com a intenção de subtraí-las.Direito Penal que tornou atípica a conduta de furtar bens de valor inferior a R$ 5. João deve responder tão somente pelo crime de lesões provocadas contra Maria. uma vez que aderiu à conduta praticada por João e Pedro e sabia da origem criminosa do televisor. estava sendo observada por Emerson Castelo Branco 56 .000.00. é imprescindível o exame pericial para a sua constatação. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL 2005 – CESPE/UNB) Se ignorasse a origem do televisor e o tivesse comprado por apenas R$ 500.

subtraiu a importância de R$ 500. em ambos. o sujeito ativo deverá cometer violência ou grave ameaça contra a vítima.00 em dinheiro. após revistar a sua bolsa. (OAB 2006. Mariana foi abordada pelo segurança. privando-a de sua liberdade de ir e vir por aproximadamente 6 horas. Nessa situação. e de acordo com o STJ. pela absoluta ineficácia do meio empregado por Mariana para a subtração da res. 2. apreendeu a res furtiva. (JUIZ DE DIREITO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) O crime de extorsão assemelha-se ao crime de roubo e ao crime de constrangimento ilegal. talonários de cheques e R$ 1. Nessa situação.00. Um indivíduo. André abordou Aparecida em um estacionamento e. assim como causando-lhe lesão corporal de natureza leve. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Aumenta-se a pena de um terço até a metade. (JUIZ DE DIREITO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. agindo com animus furandi. o indivíduo praticou o crime de roubo.Direito Penal um segurança por meio de um sistema de monitoramento eletrônico. mediante grave ameaça exercida com o emprego de um revólver. deu uma trombada em uma anciã e a derrubou ao solo. sob ameaça da arma. Roubo e extorsão 1. Emerson Castelo Branco 57 . Ao tentar sair do hipermercado. se o crime de extorsão é cometido por duas ou mais pessoas e com abuso de confiança ou mediante fraude. 6. Nessa situação e. tratou-se de crime impossível. cartões de crédito. usando para tal dois dedos embaixo da camisa. de acordo com o entendimento do STJ. Após a subtração. um talão de cheques e um relógio. (JUIZ DE DIREITO PARÁ – 2002 – CESPE/UNB) Comete crime de roubo simples o agente que simula a utilização de arma de fogo. puxou violentamente a sua bolsa. 3. de acordo com os entendimentos do STJ e STF. subtraindo cartões de crédito. 4. pois. ocorreu o concurso material entre os crimes de roubo e sequestro. 5.1 – CESPE/UNB) O crime de extorsão consuma-se com a obtenção da vantagem indevida.000. André constrangeu Aparecida a entrar em seu veículo. que.

mediante violência e grave ameaça exercida com o emprego de um revólver municiado. atropelar um pedestre. estando vedada a progressão de regime. ao verificar que não trazia dinheiro ou qualquer valor. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 2004 – CESPE/UNB) Um indivíduo. matando três pessoas que ali estavam. cometerá furto em concurso material com lesão corporal culposa. delito tido como hediondo. 10. Nessa situação. 12. 11. Marcos praticou o crime de roubo tentado. a deixou ir embora. foi visto por policiais que patrulhavam a área e. 13. houve a prática do crime de latrocínio na forma tentada. com a intenção de subtrair dinheiro. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJDF – 2003 – CESPE/UNB) O agente que subtrair um automóvel e. exigiu que a vítima preenchesse e assinasse um cheque no valor de R$ 4 mil. adentrou uma padaria. mediante grave ameaça exercida com o emprego de um revólver de brinquedo. 14. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 2004 REGIONAL BRANCA – CESPE/UNB) Júlio e Lúcio combinaram entre si a prática de crime de Emerson Castelo Branco 58 . (OAB 2006. de acordo com o entendimento do STJ. Porém. como as originárias do emprego de violência ou grave ameaça. 9. deve ser cumprida em regime integralmente fechado. o indivíduo praticou um crime de roubo.Direito Penal 7. Nessa situação. 8. evadindo-se em seguida. cujas penas serão aplicadas cumulativamente. efetuou vários disparos no local. Marcos. ou de qualquer outro meio que reduza a possibilidade de resistência da vítima. Nessa situação. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJDF – 2003 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. Tadeu. entregando-o posteriormente para ser sacado no banco. empunhando uma arma de fogo e anunciou o assalto. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) O roubo difere do furto pelo uso de grave ameaça (violência psíquica) ou violência. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – TO 2008 – CESPE/UNB) O roubo nada mais é do que um furto associado a outras figuras típicas. sendo que. causandolhe lesões corporais. com a causa de aumento de pena devido ao emprego de arma. (JUIZ DE DIREITO CEARÁ – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética.1 – CESPE/UNB) A condenação por extorsão mediante sequestro. abordou Joana e determinou que mostrasse o que tinha no interior de sua bolsa. ao perceber que poderia ser preso. na fuga.

Ao entrar na residência. José atirou no frentista que tinha consigo o dinheiro das vendas realizadas naquele dia. Nessa situação. Lúcio. Nessa situação. 19. responde por um único latrocínio.00 e outro no valor de R$ 2. segundo pensavam. Nessa situação. invade mercearia matando seu proprietário e mais dois empregados. para roubar o caixa. 17. 18. aquele exigiu deste que sacasse determinada quantia em dinheiro. Carlos não cometeu crime de roubo. Júlio e Lúcio dividiram as joias subtraídas. no qual o segundo possuía conta-corrente. (AGENTE – POLÍCIA CIVIL – TO – 2008 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética.Direito Penal furto. um no valor de R$ 1. o emprego de arma de brinquedo qualifica o crime. Túlio praticou crime de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo. mesmo que não tenha realizado a subtração do dinheiro. mediante emprego de arma de fogo.00. porém. condutor de um veículo. O frentista faleceu em decorrência da lesão sofrida. (ESCRIVÃO – POLÍCIA CIVIL – PA – 2006 – CESPE/UNB) O delito de Emerson Castelo Branco 59 . Durante a realização de um assalto a um posto de gasolina. matou o morador para assegurar a prática do crime. sendo a pluralidade de vítimas circunstância avaliada na dosimetria da pena. José responderá pela prática do crime de latrocínio consumado. Júlio responderá pelo crime de furto. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 2004 REGIONAL BRANCA – CESPE/UNB) Túlio constrangeu Wagner. sem efetivar a subtração pretendida.500. obrigou Filipe. José fugiu. a levá-lo ao caixa eletrônico de um banco. Depois de fugirem. a assinar e lhe entregar dois cheques seus. que tinha ido armado sem avisar Júlio. Antes de irem ao caixa. fugindo em seguida com res furtiva. Lúcio verificou que um morador estava presente. estaria vazia — para subtrair as joias de um cofre. mediante ameaça com arma de fogo. enquanto Lúcio responderá pelo crime de roubo. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) O agente que. Nessa situação. para poder liberá-lo. Ao chegarem ao caixa. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 1997 – CESPE/UNB) Nos crimes contra o patrimônio. Após o disparo. 16. ficando ajustado que aquele aguardaria no carro para assegurar a fuga e este entraria na residência — que.000. 15. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL 2002 – CESPE/UNB) Carlos. 20. Carlos pôs Filipe na mala do veículo e passou algumas horas rodando pela cidade. segundo entendimento predominante no STJ.

tendo Tonico sido preso em flagrante. com o propósito de subtrair o veículo que conduzia. consuma-se quando a coisa subtraída passa para o poder do agente. (PROCURADOR DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL – 2006 – CESPE/UNB) Segundo o texto da lei penal objetiva. 21. Nessa situação. 25. (ASSISTÊNCIA JURÍDICA DO DISTRITO FEDERAL – 2001 – CESPE/UNB) De acordo com a orientação do STF. Nessa situação. por configurar-se o arrependimento posterior. é prescindível que a res saia da esfera da vigilância do antigo possuidor. (DELEGATÁRIO DE SERVIÇOS NOTARIAIS – TJDF – 2006 – CESPE/UNB) O delito de roubo consuma-se com a simples posse. 23. (DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO – 2004 – CESPE/UNB) Antônio cometeu crime de roubo contra Tadeu. (DEFENSOR PÚBLICO ALAGOAS – 2003 – CESPE/UNB) Denomina-se Emerson Castelo Branco 60 . conforme expresso em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 26. o crime de roubo consuma-se no momento em que o agente se torne possuidor da res subtraída mediante grave ameaça ou violência. com a aplicação da causa especial de aumento do emprego de arma de fogo. (ASSISTÊNCIA JURÍDICA DO DISTRITO FEDERAL – 2001 – CESPE/UNB) Tonico desfechou três tiros de revólver contra Miguel. caso Antônio restitua o bem subtraído antes do oferecimento da denúncia. matando-o. A subtração consumou-se. ainda que breve. 22. incidirá causa de redução de pena. subtraída mediante violência ou grave ameaça. mesmo que em curto espaço de tempo. ao subtrair-lhe uma máquina fotográfica digital. 24. bastando que cesse a clandestinidade ou a violência. da coisa alheia móvel. independentemente de a coisa permanecer na posse tranquila do agente. (DELEGATÁRIO DE SERVIÇOS NOTARIAIS – TJDF – 2006– CESPE/UNB) A violência ou grave ameaça tipificadora do crime de roubo torna inviável a aplicação a esse crime do princípio da insignificância.Direito Penal roubo. Tonico responderá pelo crime de latrocínio. haverá roubo impróprio sem a subtração anterior do bem móvel quando a conduta do agente for seguida de grave ameaça ou violência para garantir a detenção da res furtiva. Para que o agente se torne possuidor. inscrita no Código Penal. 27. sendo desnecessário que o bem saia da esfera de vigilância da vítima.

30. o momento consumativo não é o da obtenção da vantagem. (OAB 2008. 35. restando um mínimo de liberdade de escolha.2 – CESPE/UNB) Pratica o crime de sequestro em concurso formal com furto o agente que. a fornecer-lhe a senha de seu cartão bancário. no crime de extorsão. 34. o comportamento é prescindível. pretende-se um comportamento da vítima. Nessa situação. 29. (JUIZ DE DIREITO PARÁ – 2002 – CESPE/UNB) Comete crime de introdução ou abandono de animais em propriedade alheia aquele que tenha sido negligente na guarda de seus suínos. (ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL 2004 – REGIONAL – CESPE/UNB) No crime de roubo e no crime de extorsão. enquanto que. 28. 33. mediante grave ameaça . no crime de roubo. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) O crime de extorsão não admite tentativa já que. danificaram plantação de vizinho. não exige para sua consumação a obtenção do resultado pretendido pelo agente. Aderbal constrangeu Heloísa. que. utilizando-se de arma de brinquedo. 32. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) O crime de extorsão mediante sequestro consuma-se no momento em que a privação da liberdade da vítima se completa. incidindo causa de aumento de pena em razão do instrumento utilizado para ameaçar a vítima. o agente pode-se utilizar dos mesmos modos de execução. além de ser crime formal. Aderbal praticou o crime de extorsão. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) A consumação do crime de extorsão mediante sequestro ocorre no momento da obtenção da vantagem exigida como preço pelo resgate da vítima. consistentes na violência ou grave ameaça. por isso. no intuito de obter senha de Emerson Castelo Branco 61 .Direito Penal roubo impróprio a hipótese em que a violência ou grave ameaça é exercida após a consumação da subtração. A diferença fundamental existente entre os dois delitos consiste em que. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. mas o da privação da liberdade de locomoção da vítima. 31. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – RR – CESPE/UNB) No crime de extorsão mediante sequestro. em tempo juridicamente relevante.

dentro do prazo e na forma da lei. (JUIZ FEDERAL DA 5.ª REGIÃO – 2007 – CESPE/UNB) O dolo do crime de apropriação indébita previdenciária é a consciência e a vontade de não repassar à previdência. obtendo êxito. Trata-se de crime omissivo próprio. priva a vítima de liberdade e. Ademais. que se aperfeiçoa independentemente do fato de o agente – empregador – vir a se beneficiar com os valores descontados de seus empregados e não repassados à previdência social. Manoel se apossou do montante. Apropriação indébita 1. as contribuições recolhidas. 2. em que o tipo objetivo é realizado pela simples conduta de deixar de recolher as contribuições previdenciárias aos cofres públicos no prazo legal.se quando o agente passa a agir como se fosse o proprietário do bem apropriado. 3. não se exigindo a demonstração de especial fim de agir ou o dolo específico de fraudar a previdência social como elemento essencial do tipo penal. sem a intenção de promover a sua restituição.Direito Penal cartão bancário. Emerson Castelo Branco 62 . (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – TO 2008 – CESPE/UNB) Considere a seguinte situação hipotética. não se exige o elemento volitivo consistente no animus rem sibi habendi para a configuração do tipo.ª REGIÃO – 2005 – CESPE/UNB) A apropriação indébita previdenciária é crime omissivo próprio ou puro. (JUIZ FEDERAL DA 5. a liberta. Ao fim do prazo. ao contrário do que ocorre na apropriação indébita comum. 4. após a retenção do desconto. João entregou a Manoel certa quantia em dinheiro para que. a entregasse a uma terceira pessoa. em prazo determinado. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) O crime de apropriação indébita consuma.

(ESCRIVÃO DA POLÍCIA FEDERAL 2002 – CESPE/UNB) Abílio era titular de uma empresa e. Nessa situação. 10. determinado percentual da remuneração. 5. o próprio empregador é também obrigado a pagar a essa autarquia. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 2002 – CESPE/UNB) Jofre. apropriou-se da importância de R$ 20. empregado do Banco do Brasil S.ª REGIÃO – 2004 – CESPE/UNB) De acordo com a orientação do STJ. após a consumação do crime de apropriação indébita e antes de oferecida a denúncia. a conduta de Manoel caracteriza o crime de apropriação indébita. Nessa situação. do percentual devido pelos empregados.A.000. além disso. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – PA – CESPE/UNB) Ressarcido o dano. efetuou a dedução. Jonas dirigiu-se à previdência social para regularizar a situação. certo mês. o antigo titular do empreendimento não responderá criminalmente. confessando os valores das contribuições devidas. com seus próprios recursos. Embora não existisse qualquer ação fiscal contra a empresa. o crime de apropriação indébita previdenciária caracteriza-se com a simples conduta de deixar de recolher as contribuições descontadas dos empregados. então. devido ao INSS e que.Direito Penal tendo se utilizado do dinheiro para gastos pessoais. por estar extinta a punibilidade. Abílio não cometeu o delito denominado apropriação indébita previdenciária. (BB). extingue-se a punibilidade por falta de previsão legal. sendo desnecessário o animus rem sibi habendi para a sua configuração. (DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL 2004 REGIONAL BRANCA – CESPE/UNB) Ao adquirir um pequeno supermercado. Contudo. Sabendo que a legislação previdenciária obriga os empregadores a deduzirem da remuneração de seus empregados um percentual. não pagou o valor correspondente ao percentual devido pela própria empresa. embora tenha havido o crime de sonegação de contribuição previdenciária. 9. 6. Jonas verificou que parte dos salários dos empregados era paga à margem dos recibos salariais.00 de que tinha a posse em razão da Emerson Castelo Branco 63 . (JUIZ FEDERAL DA 5. 7. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) A apropriação indébita de coisa furtada não é possível ainda que desconheça o agente sua origem. 8. na folha de pagamentos. nessa situação. com a supressão das contribuições previdenciárias correspondentes. o qual recolheu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

que deve ser processado na justiça federal mediante ação penal pública incondicionada. 13. (OAB 2007. no prazo legal. c) causa de extinção da punibilidade. admite tentativa e a modalidade culposa. d)O juiz deve conceder o perdão judicial ou aplicar somente a pena de multa. o pagamento integral dos débitos oriundos da falta de recolhimento de contribuições sociais. consumado no momento em que Júlio decidiu deixar de recolher as contribuições. Emerson Castelo Branco 64 . é necessário que o agente empregue meio fraudulento para que a coisa seja confiada a ele pelo ofendido. invertendo. Considerando a situação hipotética descrita. antes do início da ação fiscal. e de acordo com o STF. efetuado posteriormente ao recebimento da denúncia. caso Júlio seja primário e tenha bons antecedentes. 12. é a)circunstância atenuante. empresário. (OAB 2008. 14. b)causa de exclusão da tipicidade. espontaneamente. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJRR – 2006 – CESPE/UNB) Para a tipificação do crime de apropriação indébita. o fim específico de apropriar-se da coisa para si (animus rem sibi habendi). para a consumação. Jofre praticou o crime de apropriação indébita. 11.1 – CESPE/UNB) O crime de apropriação indébita de contribuição previdenciária é delito material. depois de ultrapassado o prazo legal. confesse e efetue o pagamento integral das contribuições à previdência social. c) Caso Júlio. a)O crime praticado por Júlio constitui espécie de apropriação indébita. assinale a opção correta. logo após.1 – CESPE/UNB) Júlio. Nessa situação. sua posse ou detenção. d)indiferente penal. exigindo-se. b)O crime. deixou de recolher.Direito Penal função. ele terá direito à suspensão condicional da pena.1 – CESPE/UNB) No crime de apropriação indébita previdenciária. contribuição destinada à previdência social que ele havia descontado de pagamento efetuado a segurado. (OAB 2009.

Nessa situação. foi empregado como meio de induzir alguém em erro. uma cártula no valor de R$ 850.Direito Penal Estelionato 1. preenchido e assinado na presença do vendedor. mediante a emissão de um cheque produto de furto. Nessa situação. devido a sua conduta. Jota Emerson Castelo Branco 65 . 3. 2. objeto de falsificação. na mesma pessoa. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Jota vendeu a Marina um imóvel residencial de que era proprietário. 6. de acordo com o STJ. as sujeições ativa e passiva da infração. pela conduta descrita. Nessa situação. em pagamento à vista.00. recebendo no ato a importância de R$ 60 mil. Manolo deixou de pagar o restante do débito (R$ 40 mil) e compareceu perante a autoridade policial. Jota celebrou um compromisso de compra e venda do mesmo imóvel com Manolo. (JUIZ DE DIREITO MATO GROSSO – 2004 – CESPE/UNB) No crime de estelionato mediante emissão de cheque sem provisão de fundos.1 – CESPE/UNB) Constitui conduta criminosa emitir cheque pré-datado. Posteriormente. 4. visto que o cheque. (JUIZ DE DIREITO BAHIA – 2002 – CESPE/UNB) Antônio recebeu de um adolescente um cartão de crédito e dois cheques em branco.00. No mesmo dia. é possível se concluir que se reúnem. (DEFENSOR PÚBLICO/SE – CESPE/UNB 2005) Considere a seguinte situação hipotética. Caio deve responder por estelionato em seu tipo fundamental. ao tomar conhecimento de que o imóvel tinha sido transcrito no cartório de registro de imóveis em nome de Marina no dia anterior. o pagamento até o recebimento da denúncia afasta a justa causa para a propositura da ação penal. dirigiu-se até uma loja de eletrodomésticos e adquiriu um aparelho de televisão. emitindo. em que o agente se autolesiona no afã de receber prêmio. (DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL/RN 2009 – CESPE/UNB) No estelionato com fraude para recebimento de seguro. 5. recebendo pela transação a importância de R$ 120 mil. Caio adquiriu de uma loja de motocicletas vários acessórios pela quantia de R$ 400. Um mês depois. sabendo-o sem provisão de fundos. (OAB 2009. . mediante falsificação da assinatura do correntista. Antônio responderá somente pelo crime de estelionato. A cártula foi devolvida pelo banco sacado. em razão de sua origem ilícita.

9. o proprietário praticou o crime de estelionato básico. a conduta do agente de dar cheque em pagamento a dívida de jogo ou a atividade de prostituição. 7. Nessa situação. restando absorvida por este a falsidade. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) É crime de estelionato. Emerson Castelo Branco 66 . descontado por descuido do banco. (POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 2004 – CESPE/UNB) O proprietário de um bingo programou suas máquinas de videopôquer (pôquer eletrônico) para fraudar e lesionar os apostadores do seu estabelecimento. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) O emitente de um cheque que para não cumprir com seu pagamento subtrai o título do credor e o destrói pratica o crime de supressão de documento. comete o delito de estelionato.Direito Penal praticou o crime de estelionato. na modalidade de disposição de coisa alheia como própria. (DELEGADO – POLÍCIA CIVIL – ES – CESPE/UNB) Agente que falsifica assinatura em cheque alheio. 8. na modalidade de fraude no pagamento. 10.

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