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Ergonomia 1 aula 5 26 03 12

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UFRN/CCHLA – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes Dart- Departamento de Artes

Curso: DESIGN

Ergonomia do Produto I
AULA 5

[SEG 13:50h - 17:40]

Profa Angela Dias Cordeiro
Natal, 26 de março de 2012

• “A análise das condições de trabalho é elemento essencial para o desenvolvimento da Ergonomia [...]e se realiza para avaliar o entorno de um posto de trabalho, com vistas a determinar riscos, observar excessos, propor mudanças de melhoria etc” (LIMA,2003).

• “Uma Análise Ergonômica é também chamada de Parecer Ergonômico ou Laudo Ergonômico”;

• “Uma Análise Ergonômica tem como objetivo: averiguar (quantitativa e qualitativamente) as condições de trabalho de uma determinada tarefa, com a observância dos vários aspectos a ela relacionados, do mobiliário à iluminação, uma vez que, como bem lembra Volpi (s.d., p.1), “a influência sobre a qualidade de vida do ser humano dentro da empresa [mas não apenas nela] é reflexo do ambiente de trabalho como um todo”.

“Esta análise procura mostrar uma situação global da tarefa, abrangendo, dentre outros fatores: o posto de trabalho, as pressões, a carga cognitiva, a densidade e a organização do trabalho, o modo operatório, os ritmos e as posturas. Assim, ela não se limita tão só ao posto, mas verifica, também, “as características do ambiente (principalmente quanto ao conforto térmico, conforto acústico e iluminação), [...] do método de trabalho, [...] do sistema de trabalho e análise cognitiva do trabalho” (COUTO 1995, P.374 apud LIMA, 2003).

através de observações – “a olho nu” e/ou assistida por meio audiovisual” (LIMA. a saber: técnicas objetivas e técnicas subjetivas” (LIMA. . podendo ser dividido em duas técnicas de análise. .“A Análise Ergonômica está tradicionalmente ligada à Ergonomia Corretiva – ou de Manutenção – onde o trabalho é analisado conforme a tarefa que já é executada. “A técnica objetiva (ou direta) se dá por meio do registro das atividades ao longo de um período prédeterminado de tempo. 2003). 2003).

2003). capturando não apenas detalhes posturais. 2003). . permite.“A observação é o método mais utilizado numa Análise Ergonômica. mas também comportamentais” (LIMA. partindo da estruturação das “classes” de problemas a serem observados. na qual o pesquisador. com maior fidedignidade que a observação “a olho nu”. por exemplo. faz uma espécie de “filtragem seletiva” das informações disponíveis. da qual advém a observação assistida” (LIMA. uma vez que permite uma abordagem de maneira global da atividade no trabalho. o registro completo do comportamento do executor da tarefa. “O registro em vídeo.

não permitindo o acesso ao comportamento real objetivo”. . no entanto. é uma aplicação bastante oportuna em um grupo restrito de pesquisados”. “O questionário requer um maior tempo do pesquisador. ou então um maior número de pesquisadores. check-lists e entrevistas”. “É importante considerar que o questionário levanta tão só as opiniões dos entrevistados.“A técnica subjetiva (ou indireta) é composta por questionários.

que o operador “explique” o que ele faz. . apontando os seus pontos fortes e fracos” (LIMA. em determinada atividade. solicitando-se. 2003). preenchido pelo próprio pesquisador e permitindo que ele mesmo avalie o sistema. por exemplo. como ele faz e por que. “A entrevista pode ser consecutiva à realização da tarefa. 2003).“O check-list é um instrumento de tabulação similar ao questionário. Sua realização pode ser dada em simultaneidade à observação e tanto em situação real ou como em simulação laboratorial” (LIMA.

Conseguir ‘enxergar’ o que não é óbvio é tarefa para especialistas” (Volpi s. são apenas uma questão de bom senso.. além de profundo conhecimento técnico [. apud Lima .] Mencionar apenas se uma situação é satisfatória ou insatisfatória não leva a nada. p.d. dedicação.. .1. 2003).. tais conclusões independem de conhecimento ergonômico.“A avaliação é um trabalho minucioso que requer extrema paciência.

5. 10. avaliação das exigências do trabalho. 9. definição das situações de trabalho a serem estudadas. 2. 3. pode ser resumida nas seguintes ações: 1. análise da atividade. .Roteiro para AET • Para Fialho & Santos (1997). diagnóstico (global e local) e 11. observações detalhadas e sistemáticas. 4. pré-diagnóstico. observações gerais e preliminares. a seqüência de roteiro para Análise Ergonômica. 7. 6. levantamento de hipóteses. recomendações” (Lima 2003). Análise da demanda. plano de observação. 8.

2003). toda a empresa. É o ponto de partida. • O fato de uma Análise Ergonômica não ter como foco. Aqui devem ser observadas tanto as demandas explícitas como implícitas.1. a “solicitação” do estudo ergonômico. 2003). notadamente. um evento. mesmo que partam de origens diferentes – da direção da empresa ao sindicato dos trabalhadores” (LIMA. exige uma mutabilidade da demanda. . necessariamente. desencadeador da análise. que deve ser sempre revista a partir da interação com os fatores humanos envolvidos. ou fenômeno. ou postos identificados como problemáticos. mas situações específicas. Análise da demanda: • “A análise da demanda dá-se. no início do processo de pesquisa. promovendo a participação dos trabalhadores e/ou de seus representantes nesse processo (LIMA.

os aspectos de segurança e higiene no trabalho. tipos de contrato. Análise da demanda: • “Nesta etapa inicial.).1. qualificação. horas extras.). tempo de serviço. suas políticas estratégicas. . meios de transporte disponíveis etc. o funcionamento da empresa como um todo deve ser identificado. idade. seu ambiente geográfico (localização. absenteísmo. as características de seus trabalhadores (sexo. sua estrutura administrativa. vias de acesso. sua estrutura jurídica. sua concorrência. escolaridade. sua posição econômica frente ao mercado. com a “radiografia” de questões como: • seu contexto sócio-econômico. seus produtos e/ou serviços. antropometria etc. seus clientes. níveis hierárquicos.

é o entendimento ou reconhecimento inicial. tempos de máquina. 2003).suas características da produção (tecnologia empregada. as políticas de remuneração. lay out. tempos de set up. suas questões jurídicas e ambientais. sazonalidade. etc” (LIMA. metas produtivas. taxas de ocupação e quebra de máquinas. • Ou seja. e principalmente. matérias primas. . mas também. fluxograma do processo. a presença/ausência de polivalência. a repartição das tarefas..1.).. a terceirização e a formação de equipes. modelo de gestão etc. tanto da empresa como um todo. perda e reutilização de material. os turnos de trabalho. do(s) problema(s) nela identificado(s). ANÁLISE DA DEMANDA: .

Prensa Fonte: Prof Ricardo José Matos de Carvalho .

como já mencionado. Aqui. não é toda a empresa que deve ser analisada. tão bem ou mal estruturada quão bem ou mal realizado tenha sido a “radiografia” da etapa anterior. as primeiras hipóteses já começam a ser formuladas pelo pesquisador. identificados como problemáticos”. sendo. que define quais situações de trabalho apresentam problemas e devem ser estudadas. Definição das situações a seres estudadas “Esta fase é o resultado imediato da feitura da análise da demanda. uma vez que. mas setores específicos.2. obviamente. .

3. Nessa etapa as atividades e o processo técnico são analisados. passa-se à realização das primeiras observações em campo. descrevendo-se os itens observados a ocorrência de incidentes e/ou acidentes”. surgem os pré-diagnósticos. que em seqüência servem de modelo teórico para a geração das primeiras hipóteses de trabalho”. 4. aos quais recaem as “conclusões” prévias. OBSERVAÇÕES GERAIS E PRELIMINARES “Definida a situação de trabalho a ser estudada. PRÉ-DIAGNÓSTICO “Das observações gerais. ditas gerais e preliminares. .

Na Análise Ergonômica. através da pesquisa de campo. 6.5. diferentemente da observação geral. de que se pode. . PLANO DE OBSERVAÇÃO “O plano de observação deve ser coerente com o prédiagnóstico e com as hipóteses de trabalho. Como o próprio termo indica. ela figura como o elemento norteador da pesquisa. de modo detalhado e perfeitamente explicitado no estudo”. deve seguir um método ou roteiro. tirar conclusões. que. aquilo que se quer “provar” como verdadeiro ou falso”. LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES “Uma hipótese é uma suposição feita sobre uma coisa possível ou impossível de ocorrência. é a fase de preparação para observação aprofundada.

.. o dimensionamento geral das máquinas e os seus princípios de funcionamento. por exemplo: a formação e qualificação do operador. “são computados dados referentes ao homem. verificando-se. na qual “todas” as ações (ao menos em teoria) devem estar previamente elencadas e o plano de observação passa a ser executado”. às ações e ao ambiente de trabalho.7. o número de operadores trabalhando simultaneamente em cada posto de trabalho.. as principais posturas de trabalho assumidas pelo operador e os deslocamentos por ele executados [. OBSERVAÇÕES DETALHADAS E SISTEMÁTICAS • “Nas observações detalhadas e sistemáticas dá-se a fase “científica”.]”. à(s) máquina(s). da pesquisa de campo. propriamente dita. • Nesta fase.

. referente às fontes de informação (dispositivos de informação. por exemplo: referente à tarefa e à situação (esforços dinâmicos e esforços estáticos). referente aos órgãos sensoriais (campo de visão do operador. acuidades visual e auditiva exigidas.)”.8. movimentos. sinais sonoros etc. riscos de ofuscamento. dimensões dos sinais visuais. gastos energéticos etc. rapidez de percepção de sinais visuais.AVALIAÇÃO DAS EXIGÊNCIAS DO TRABALHO • “Feita em concomitância e através das observações detalhadas e sistemáticas. referente ao organismo humano (posturas.). riscos de problemas de audição etc. a avaliação das exigências de trabalho pode ser de diferentes ordens. disposição dos sinais de advertência.).

a análise da atividade (ou análise da tarefa) também é feita em concomitância e através das observações detalhadas e sistemáticas. trazendo elementos que identifiquem o conteúdo e o processo de trabalho e estudos de tempos e movimentos. . incluindo. cronometragens”.9. se necessário.Análise da atividade “Da mesma forma que a avaliação das exigências do trabalho.

ou do grupo a que ela pertence. . DIAGNÓSTICO (GLOBAL E LOCAL) “É composto pelo conjunto de conclusões finais advindas da pesquisa. mas quantificar e qualificar as reais condições de trabalho identificadas. abrangendo tanto um diagnóstico local (de uma situação ou posto de trabalho pesquisado) como também um diagnóstico global (relacionado à atividade e funcionamento da empresa como um todo. que não deve se limitar a confirmar ou não o cumprimento da NR 17 pela empresa. corroborando ou não a hipótese levantada.10. ou das características sócio-econômicas em que ela está inserida)”.

• Estudo de postos de trabalho. . 2001. 79): • Estudo da população de trabalho.Profº Ricardo José Matos de Carvalho.QUESTÕES Á OBSERVAR : “No DIAGNÓSTICO ERGONÔMICO (VIDAL. • Mapas de variação da produção.1 . Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET . • Quadro médico. p. • Mapas de risco. •Registro de queixas” (CARVALHO. • Estudo de afastamento e absenteísmo. .Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. 2010).

propondo melhorias tanto nos métodos como nos postos de trabalho” ( LIMA.11. não bastando apontar incompatibilidades ou deficiências. mas norteando a empresa sobre quais ações podem ser realizadas para sua correção. . propondo melhorias e continuidades de procedimentos no trabalho. RECOMENDAÇÕES “Aqui o pesquisador desfecha a análise. 2003).

2010). b) “Processo de Trabalho: ”é a forma como acontece a atividade humana num processo produtivo. 2006)” (CARVALHO.CONCEITOS OPERANTES EM ERGONOMIA a) “Processo Produtivo: “é a articulação de meios de produção para transformar as matérias primitivas em produtos. 2010). peixes. utensílios.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. .Profº Ricardo José Matos de Carvalho. geladeira. Exemplo: Uma cozinha dispõe de fogão. 2006)”. Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET . tomates em um prato saboroso” (Fonte: slide de aula de VIDAL.1 . pratos para transformar cebolas. Exemplo: A atividade dos cozinheiros e auxiliares numa cozinha de restaurante forma um dos seus processos de trabalho (o outro é o atendimento pelos garçons)” (Fonte: slide de aula de VIDAL. (CARVALHO. batatas.

Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET . Mobiliário.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. 2010).CONCEITOS OPERANTES EM ERGONOMIA c) “Situação de Trabalho: a atividade humana num processo de produção resulta de uma interação entre: • Fatores externos ao operador : Normas. Meios de Trabalho. Competência.1 . . • Fatores internos ao operador: Estado orgânico. Personalidade” (CARVALHO.Profº Ricardo José Matos de Carvalho.

Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010.Profº Ricardo José Matos de Carvalho.. 30). que simultaneamente ela é susceptível de transformar” (GUÉRIN et al.) A atividade de trabalho é o elemento central.. Ela é uma resposta às exigências determinadas externamente ao trabalhador. . na sua situação de trabalho” (VIDAL.d) “Atividade de trabalho: “(. 2001).p. “A atividade de trabalho é o que o sujeito faz.1 . realmente.. 1990. organizador e estruturante dos componentes de uma dada situação de trabalho. Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .

O esquema a seguir é uma representação dos determinantes da atividade do trabalho (adaptado de Guerin et al. no momento das observações‟ (DANIELLOU. 2010). encontro de valores” (SCHWARTZ. 1998. 2003) (CARVALHO. 1998. in SCHWARTZ. . 1992. p.. Y. Y. p..“Toda Atividade de Trabalho encontra escolhas.d) Atividade de trabalho: “A atividade de trabalho se caracteriza pelos comportamentos. p. debates de normas e . 27 apud LACOSTE in DUARTE & FEITOSA.. & DURRIVE. 15). p. 2001 e Vidal. ” . 2007. “A atividade se manifesta tanto pelas palavras quanto por um fazer material” (LACOSTE in DUARTE & FEITOSA. L. 2010)... 33). processos cognitivos e interações mobilizadas por um operador . 18)” (CARVALHO.

2010). . Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .Profº Ricardo José Matos de Carvalho.1 .Figura 02: Modelo genérico de uma Situação de Trabalho (VIDAL.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. 2003 apude CARVALHO.

É a tarefa.. no momento da observação [. f) Trabalho Real: é o trabalho que é efetivamente executado pelo operário ou operária. . O trabalho prescrito é descrito pelo ergonomista com o verbo de ação conjugado no infinitivo: colar. 2010). (CARVALHO. o tempo alocado a cada operação. È o que foi planejado para o trabalhador fazer. suturar. Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .e) “Trabalho prescrito: é o trabalho que se espera que o trabalhador faça.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. pregar.]. 2010).Profº Ricardo José Matos de Carvalho. O ergonomista registra o trabalho real. Expressa as formas de utilizar as máquinas e demais instrumentos de trabalho. esfregar. É a atividade. dobrar.. registrar. Pode ser formalizado/codificado ou não subentendido). os modos operatórios e as normas operatórias.1 . dirigir etc” (CARVALHO. bater.

i) “Contrantes: são os fatores objetivos externos ao trabalhador que engendram a carga de trabalho.Profº Ricardo José Matos de Carvalho. A ergonomia se interessa compreender o distanciamento entre prescrição e realidade porque isto provoca inadequação da Carga de Trabalho” (CARVALHO.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. 2010). . Numa situação ergonomicamente correta a pessoa tem como gerenciar sua carga de trabalho. 2010). mas avaliado qualitativamente).h) “Carga de Trabalho: É um conceito abstrato (não cabe ser mensurado. A ergonomia identifica os contrantes e avalia os estresses para justificar sua atuação na eliminação dos contrantes” (CARVALHO. . .1 . É a resultante das demandas sobre o indivíduo no decorrer de sua atividade de trabalho. Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .

O esquema a seguir apresenta o Modelo Conceitual da Fadiga” . .j) “Fadiga: É o resultado da exposição do operador a uma exigência prolongada de performance sem a devida recuperação”.

1 . Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .Profº Ricardo José Matos de Carvalho.Figura 03: Modelo Conceitual da Fadiga Fonte: GRANDJEAN. 1983.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. .

306. . 1983 apud IIDA. p. Fonte: GRANDJEAN. 1990.k) Stress: “São os efeitos fisiológicos e psicológicos da carga de trabalho sobre os operadores”. Figura 04: Modelo Conceitual do Stress.

• os sinais do organismo acerca da carga de trabalho” (CARVALHO. •os meios de trabalho disponíveis. . 2010). “Portanto.l) “Modos Operatórios: “são as formas concretas pelas quais o operador realiza sua atividade de trabalho numa situação determinada” . Os modos operatórios são as respostas observáveis ou recônditas do operador às exigências do trabalho que consideram basicamente: • os objetivos da tarefa (trabalho prescrito). • os resultados das operações realizadas. 2010). O trabalho prescrito (tarefa) solicita um determinado modo operatório que se modifica quando o trabalhador(a) entra em atividade (trabalho real)” (CARVALHO. os modos operatórios variam de pessoa para pessoa e em cada pessoa.

” (CARVALHO. produzindo mudanças nos modos operatórios.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. suficientes para produzir alterações significativas na situação de trabalho” .Profº Ricardo José Matos de Carvalho. 2010). .n) Incidentes: “São perturbações de produção no processo de produção.Os incidentes implicam em efeitos sobre a carga de trabalho.1 . mesmo de pequeno porte . Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .

1 .o) Variabilidade: “A variabilidade traduz o fato de que nem as pessoas nem os componentes da situação de trabalho se mantêm constantes ao longo do tempo. As variabilidades técnicas e organizacionais explicam as disfunções sistêmicas e as variabilidades humanas explicam as disfunções operativas. .Profº Ricardo José Matos de Carvalho. A Análise Ergonômica do Trabalho mostra com clareza o efeito das variabilidades sobre a Carga de Trabalho”.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .

a taxa de chegada e o tipo de solicitação de clientes num balcão é variável. ser prevista e. •Variabilidade Incidental: imprevistos de diversas ordens. controlada. uma operação mal executada e desapercebida numa seqüência de produção ( que ninguém havia feito antes e que ninguém havia se precavido a respeito). Ex: o itinerário de um chofer de taxi é variável. Pode. um acidente. . Ex: uma ferramenta que se quebra. 2010). dentro de certos limites. e assim por diante (CARVALHO.Profº Ricardo José Matos de Carvalho. um terremoto. mesmo que sejam observados todos os preceitos. 2010). Fonte: Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET . normas e balizamentos da execução da tarefa.Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. uma medida provisória (CARVALHO.1 .A variabilidade é classificada quanto à forma em: • Variabilidade Normal: variabilidade esperada. em certas situações.

Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. (CARVALHO. tarefas e organização do trabalho. . Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET . procedimentos.1 . • Variabilidades organizacionais:são variações que têm origem nas normas. 2010).Quanto ao tipo a variabilidade é classificada em: • “Variabilidades técnicas: estão ligadas ao processo produtivo em si. tais como variabilidades nos insumos e matéria-prima ou nos equipamentos.Profº Ricardo José Matos de Carvalho. • Variabilidades humanas: são originadas na pessoa e em suas limitações”.

1 . Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .Figura 05: Taxonomia das variabilidades (CARVALHO. 2010).Profº Ricardo José Matos de Carvalho. .Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010.

•Questionários respondidos = 02 Pontos •Prova: 08 pontos .PROVA 1 Unidade: DATA: 09//04/12 • CAP 1 e CAP 2 + Aula 26/03/12.

..............................1 Função neuromuscular .5 Audição . 93 .......3 Metabolismo....................4 Visão ..........(Iida. 89 3................... 2005) 2° UNIDADE Capítulo 3 Organismo humano ................... 68 3......... ......................................... 75 3...................................... 67 3........6 Outros sentidos ............................................................................. 78 3......................2 Coluna vertebral ................................................................................................... 83 3..................................................................................................

Texto 01: Fundamentos de Ergonomia – Disciplina: AET .Curso: Engenharia de Produção – UFRN – 2010. 2003.Ricardo José Matos de.Referências Lima.1. Metodologia de Análise Ergonômica. Carvalho. João Ademar de Andrade. . João Pessoa: UFPB.

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