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01.16 - Ninguém é sempre perfeito

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NINGUÉM É SEMPRE PERFEITO

António Torrado
escreveu e Cristina Malaquias ilustrou

No tempo em que ainda não havia luz eléctrica, mas
pouco faltava, quem quisesse trabalhar ou ler depois do Sol posto alumiava-se com candeeiros de petróleo. Os mais pobres, sem dinheiro para o petróleo, usavam velas de sebo. Era o caso do poeta da nossa história. Estava ele, à noite, a escrever uns versos, iluminado apenas pela luz do luar e pela chama incerta de uma velinha a finar-se, quando uma nuvem interceptou a luz da Lua. – Ai! – lamentou-se o poeta. – Não tarda que a vela acabe. Como vou eu conseguir terminar o poema? Abriu a janela e gritou: – Vento, se és meu amigo, afasta a nuvem, para que o luar volte a iluminar-me. 1
© APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros

O vento terá ouvido o pedido e rodopiou numa súbita ventania. Tanta foi que soprou a vela do poeta. Ficou o pobre às escuras. – Vento, tu não percebeste o que te pedi – irritou-se o poeta. – És um desastrado. Do céu carregado de nuvens começou a cair uma valente chuvada. – Pronto. Não precisas de chorar. Ninguém é sempre perfeito – disse o poeta ao vento. Fechou a janela e, resignado, foi para a cama às apalpadelas. Ficou o poema em meio. Não se perdia grande coisa, que o poema valia pouco. Ninguém é sempre perfeito... FIM

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