O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL”

«COMMON RAIL»

2

Sans titre-4

2

30/03/05, 11:41

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL”
PREÂMBULO
As exigências em matéria de aumento das performances e de redução do ruído, da poluição e do consumo que serão exigidas aos motores DIESEL dos anos 2000 levaram a procurar soluções na injecção directa, empregando um sistema mais eficaz que as bombas de injecção de alta pressão actualmente utilizadas. Este objectivo é alcançado graças ao conjunto de gestão da injecção chamado «Common rail» cujo princípio lembra o da injecção sequencial dos motores a gasolina, mas que utiliza a altíssima pressão comandada electronicamente. É um produto da sociedade Robert BOSCH que deve equipar uma grande parte da nova família de motores Diesel (A série D.W...). Este sistema proporciona uma diminuição do consumo de 20% em relação à geração precedente, melhorando ao mesmo tempo o prazer da condução graças a um binário superior de 50% a baixo regime e 25% de potência a mais, com uma redução das vibrações e dos ruídos. Um outro objectivo é a performance ambiental. Os motores da nova geração serão, logo após o lançamento, entre os mais limpos da sua categoria e possuem, com a catálise «DENOX», grandes capacidades de evolução a curto prazo.

PRINCÍPIO
Uma bomba de alta pressão accionada pelo motor alimenta em permanência uma reserva de gasóleo a alta pressão: o «Rail» ou rampa de alimentação. A rampa está ligada por tubos a todos os injectores. A abertura de cada injector é comandada por uma electroválvula de duas vias integrada. Um calculador gere, em função dos parâmetros do motor: - A pressão na rampa - O débito da bomba - O tempo de abertura e o faseamento (Avanço) de cada injector. O sistema «COMMON RAIL» permite, para cada injector, várias injecções num ciclo motor: - Uma injecção piloto ou pré-injecção - Uma injecção principal - Uma pós-injecção (Caso das despoluições mais severas no futuro, tais como «Euro 2000») O pequeno tempo concedido à injecção piloto, e consoante o equipamento, à pós-injecção, leva-nos a descobrir uma nova unidade: o microssegundo (µs) mil vezes mais pequeno que o milissegundo

3

Sans titre-4

3

30/03/05, 11:41

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL”
ESQUEMA GERAL

12

10 11 13

8 17

9 7 18

14

15 16 4

5

6 1

3 2

Alta pressão Baixa pressão Retorno

4

Sans titre-4

4

30/03/05, 11:41

A. em circuito fechado .O sensor do pedal da embraiagem .G..Outras funções consoante o equipamento (C.).O sensor de massa de ar (debimetro de filme quente) .O sensor de temperatura do ar de admissão .Anti-arranque electrónico .Pré-aquecimento e pós-aquecimento .O sensor de pressão de sobrealimentação .Outras funções consoante o equipamento 18 5 Sans titre-4 5 30/03/05.V.O sensor do pedal dos travões .Gestão aquecimento adicional ..R.Pressão de turbocompressor .O sensor de velocidade do veículo . Comando dos accionadores.. 11:41 .Compressor de refrigeração .O sensor de temperatura da água . sistemas anexos e interfaces com outros sistemas: .Sistema E.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” NOMENCLATURA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Calculador de controlo do motor Pré-filtro Bomba de alimentação forçada baixa pressão Filtro principal com decantador de água Aquecedor Serpentina de arrefecimento de gasóleo Bomba de alta pressão de três êmbolos radiais Comando de desactivação do terceiro êmbolo Regulador de pressão Rampa de alimentação (ou «common rail») Sensor de pressão Sensor de temperatura gasóleo Injectores de comando eléctrico Sensor de posição do pedal do acelerador Sensor de regime Sensor de referência cilindro Informações provenientes de diversos sensores: .

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” FILTRO DE COMBUSTÍVEL S3 S2 3 1 E1 2 5 E2 4 S1 2a 2b 2c 6 Sans titre-4 6 30/03/05. 11:41 .

FUNCIONAMENTO PARTE HIDRÁULICA A BOMBA DE ALIMENTAÇÃO FORÇADA Está integrada no módulo de aspiração situado no depósito e aspira através de um pré-filtro (limite de filtração de 300 µm).O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” DESCRIÇÃO . Uma parte do combustível passa directamente para o elemento filtrante e a outra parte continua a ser aquecida. .25 bars. O seu débito é de 200 litros/hora para uma pressão máxima de 2. Um sistema de arrefecimento. Está ligado aos diversos circuitos por meio de ligações de encaixar. . fixado sob a carroçaria. 12345E1 S1E2 S2 S3Elemento filtrante Elemento termostático Regulador de baixa pressão Torneira de purga da água decantada Caixa de saída de água Entrada filtro Saída para caixa de saída de água Entrada de gasóleo aquecido Saída para bomba de alta pressão Retorno depósito O elemento termostático é formado por uma anilha bilâmina que se deforma em função da temperatura do combustível. o que influi sobre a sua viscosidade e a segurança de funcionamento. .Temperatura inferior a 15°C: (2a) a bilâmina é deformada e fecha a passagem directa para o filtro. Aquece a fracção de gasóleo que o elemento termostático do filtro deixa circular. Todo o combustível é orientado para o elemento filtrante O AQUECEDOR DE GASÓLEO Está situado na caixa de saída de água na cabeça do motor. É constituído por uma serpentina metálica numa chapa com alhetas para aumentar as superfícies de troca. é colocado na canalização de retorno para arrefecer o combustível antes do depósito. 11:41 .25 ±0. O FILTRO PRINCIPAL Participa de maneira activa na protecção do sistema (limite de filtração: 5 µm) e decantação da água). a frio. O SISTEMA DE ARREFECIMENTO DE GASÓLEO As altas pressões existentes no circuito provocam um forte aquecimento do combustível. O filtro está munido de um regulador de baixa pressão calibrado a 1. uma fracção do combustível (gasóleo) proveniente da bomba de alimentação forçada para o aquecedor situado no motor.Temperatura entre 15°C e 25°C: (2b) a bilâmina endireita-se e divide o fluxo de entrada.5 bars. 7 Sans titre-4 7 30/03/05. O combustível é orientado para a caixa de saída da água do motor para ser aquecido antes da filtragem. Possui na sua entrada um elemento termostático que desvia.Temperatura superior a 25°C: (2c) a bilâmina fecha a passagem directa para o circuito de aquecimento.

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” BOMBA DE ALTA PRESSÃO D C E F G B A 8 Sans titre-4 8 30/03/05. 11:41 .

a bomba possui um sistema eléctrico de desactivação de um êmbolo «D».8 bar. .A chegada do gasóleo sob pressão . Não pode ocorrer nenhuma pressurização do gasóleo porque este volta para a admissão.Retorno ao depósito O gasóleo entra na bomba por «A» e atravessa a válvula de segurança «B» que regula a alimentação da bomba de alta pressão: . A alta pressão de serviço varia entre 200 e 1350 bars. de três êmbolos radiais. é accionada de maneira assíncrona pela correia de distribuição.Entrada baixa pressão B .Quando o diferencial de pressão entre a entrada e o retorno da bomba for superior a 0. As câmaras «C» enchem-se. Com o motor parado. O gasóleo pressurizado dirige-se para a saída alta pressão «E». Paralelamente a esta saída. 9 Sans titre-4 9 30/03/05. Por razões de controlo do débito em todas as fases de funcionamento. Um solenóide.O sensor de alta pressão A capacidade da rampa está adaptada à cilindrada do motor.As saídas de injectores .Saída alta pressão F . por exemplo).5 kW.Regulador de pressão G . Potência máxima absorvida: 3. Para diminuir a potência absorvida em baixa carga. O gasóleo libertado por este regulador volta para o depósito pela saída «G» para arrefecimento e lubrificação. para a rampa e injectores.Se a baixa pressão for pequena. A RAMPA DE ALIMENTAÇÃO A rampa de alimentação (o «Common rail») serve de colector e de acumulador. a relação de accionamento é de 0. É em aço forjado. move a haste de comando que mantém aberta a válvula de alimentação.Desactivador 3° êmbolo E . 11:41 . A desactivação do terceiro êmbolo é também realizada pelo calculador para limitar voluntariamente o débito no caso de incidente (aquecimento excessivo do gasóleo. montado na cabeça de um dos cilindros. A duração variável dos ciclos de abertura e de fecho regula a pressão de injecção.Válvula de segurança C . Encontram-se na rampa: . o fluxo de combustível atravessa a válvula (por um orifício calibrado) e serve prioritariamente à lubrificação e ao arrefecimento. num momento em que não é necessário dispor de um forte débito. o fluxo reservado à lubrificação mantém-se.Câmara D . o êmbolo da válvula move-se e descobre o furo de alimentação dos elementos de bombagem. O regulador cria uma fuga controlada.O sensor de temperatura do gasóleo (no início em série) .5. A . encontra-se o regulador de pressão «F» de comando RCA (Relação Cíclica de Abertura).O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” A BOMBA DE ALTA PRESSÃO A bomba de alta pressão. não subsiste pressão residual no circuito de alta pressão. assegurada pelo calculador.

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” O INJECTOR G H A Z F E I K D C L M J B N 10 Sans titre-4 10 30/03/05. 11:41 .

Mola de injector E .16 mm ou 5x0. A abertura destes é. realizada por um efeito de pressão diferencial.Agulha de injector C .Mola principal J . por exemplo.N . Observar na ligação de entrada «G» a presença de um filtro laminar «H» que impede a passagem de eventuais impurezas. Este circuito é fechado pela esfera da agulha piloto «J» na qual se apoia a mola principal «I».Volume de comando G . O êmbolo de comando «E» está montado sobre a agulha livre no seu furo.20 ou 6x0. Não é permitida a desmontagem do injector através desta porca com o risco da destruição do conjunto.Ligação de entrada H .Êmbolo de comando F .Pulverizador de abertura do injector Z . A elevação máxima da agulha piloto é de cerca de 60 microns 11 Sans titre-4 11 30/03/05. 11:41 .Folga de funcionamento da agulha piloto O solenóide da electroválvula de comando está fixado no corpo do electro-injector por uma porca de grandes dimensões «L» que serve para fixar o conjunto das peças.Filtro laminar incluído na ligação I . Na cabeça do êmbolo encontra-se uma câmara «F» chamada «Volume de comando».Pulverizador de realimentação B .Porca de fecho M. o topo é encimado por uma electroválvula de comando. Ela está em ligação com o retorno ao depósito por meio do calibre «A». A .Solenóide L .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” OS INJECTORES A parte inferior de cada injector é parecida com o modelo clássico multi-furos (de características adaptadas à versão do motor. por conseguinte. Em repouso. 5 furos de diâmetro 0. As pressões de combustível utilizadas no sistema «Common rail» não permitem o comando eléctrico directo dos injectores porque nem a potência da electroválvula nem a sua velocidade de comutação são suficientes. a agulha do injector «B» fica aplicada sobre a sua sede devido à mola «D».15).Agulha piloto e sua esfera K . Esta câmara está em ligação com a rampa de alimentação através do calibre «Z».Câmara de pressão D .

«CARTOGRAFIA» DE UM INJECTOR 12 Sans titre-4 12 30/03/05.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” PRINCÍPIO DA ELEVAÇÃO DE UM INJECTOR Injector fechado PV > PS-PR Injector aberto PV < PS-PR 1 = PV = Esforço exercido no êmbolo pela pressão existente no volume de comando 2 = PR = Esforço da mola do injector 3 = PS = Pressão exercida na secção da agulha do injector pela alta pressão da bomba. 11:41 .

Esta cartografia é conservada em memória pelo calculador. A quantidade de gasóleo injectada depende: . O injector permanece fechado. Uma vez o impulso eléctrico terminado.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” PRINCIPÍO DE ELEVAÇÃO DE UM INJECTOR Quando o motor é accionado pelo motor de arranque ou se já estiver a trabalhar. a agulha do injector é levantada muito ligeiramente. A superfície de passagem é grande e o combustível é injectado à pressão «rampa» minorada de uma perda de carga menor que a precedente. provocando a elevação da agulha piloto «J». permitindo uma fuga de gasóleo para o retorno ao depósito. a pressão aumenta no volume de comando e provoca o fecho do injector. O êmbolo de comando e agulha de injector são completamente levantados.Da duração do impulso eléctrico fornecido pelo calculador. . A superfície de passagem do gasóleo para aceder aos furos de pulverização do injector é muito pequena e a pressão de injecção é igual à pressão «rampa» minorada por uma perda de carga muito forte. . A esfera é levantada da sua sede pela alta pressão. «A» deve ser maior que «Z». o calculador fornece uma corrente eléctrica à electroválvula. A injecção dura enquanto o solenóide permanecer sob tensão. Estes elementos constituem a cartografia de cada injector. A fuga cessa.A velocidade de abertura da agulha do injector depende da relação da secção entre os dois calibres porque o volume impelido pelo êmbolo de comando e o volume que passa através do calibre «Z» deve escoar através do calibre «A». O êmbolo de comando sobe libertando o injector que se abre e deixa passar um jacto de gasóleo para a câmara de combustão. 11:41 . a alta pressão fornecida pela bomba (pressão rampa) atravessa a ligação de alta pressão.Da pressão fornecida pela bomba . . 13 Sans titre-4 13 30/03/05. Ela é repartida identicamente pela câmara de pressão sob a agulha do injector «C» e pelo volume de comando «F». A electroválvula abre-se completamente durante cada impulso de comando (mesmo para um débito mínimo). A abertura do injector depende da duração do comando: . Os dois calibres «A» e «Z» introduzem a histerese (ou atraso) necessário para o funcionamento correcto.O diâmetro de «Z» influi sobre o tempo de fecho.Impulso longo. O equilíbrio entre a pressão no injector (que não varia) e a pressão na câmara do êmbolo de comando (que diminui) é rompido. No momento desejado. .Da secção de passagem na saída dos injectores (calibre dos furos e tomada em consideração a elevação da agulha). a mola da agulha piloto assenta a esfera sobre a sede. O equilíbrio das pressões volta a ser encontrado e o dispositivo fica pronto para um novo ciclo.Impulso curto: o êmbolo de comando apresente uma certa inércia. Como ele deve permitir a abertura da agulha do injector.

11:41 .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” QUADRO SINÓPTICO 1313 1261 1331 1334 C001 V1300 4210 1115 1322 1220 1320 1208-6 1221 BB00 1150 1310 1304 8098 1312 2100 1210 1233 1253 1321 1620 7306 1630 14 8221 8020 7210 Sans titre-4 14 30/03/05.

.............................................................................. DRV ........................................................................ 1331-1334 Sensor velocidade do veículo ............... 1620 Ligação com o calculador da C.................................................... 1220 Sensor de temperatura do gasóleo ........ 2100 Conta-rotações ................................................................................................. 1630 Contactor de stop ............... 1208-6 Bomba de alimentação forçada ............................................................... BB00 Tomada diagnóstico ...................................................... RDS2 .................................................................................................................................................................. 1150 Desactivador 3° êmbolo .............................................................................................................................. 11:41 ...........................................................A..... 1253 Sensor de posição do pedal do acelerador .................................................................................................................................................................................................. Bateria ...................................... 1321 Regulador de alta pressão gasóleo ................................................................................................ EKP3..........S.................................... 1210 Sensor de temperatura da água ......................... 1312 Sensor de PMS e regime motor ............ 4210 Computador de bordo . EDC15C2 ................. V1300 Sensor de referência cilindro ...........A ................................. 8221 15 Sans titre-4 15 30/03/05.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” NOMENCLATURA COMPONENTES BOSCH P.................................................................................................................... 1313 Calculador de controlo motor .................... C001 Luz avisadora diagnóstico motor ................................................................................................... 1233 Electroválvula EGR ...................................................................................................................................................................... 8020 Relé de alimentação do aquecimento adicional ........................ 8098 Transponder ..................................................................................................................................................................................... EAV ........ 1221 Electroválvula de regulação de pressão do turbocompressor ......................................... 1304 Debimetro de ar ...... 7306 Compressor de refrigeração ....................1D ............ 1115 Caixa Relé de pré-aquecimento ................................V............................................................................ 1320 Sensor de alta pressão gasóleo .............................................................................................................................. 7210 Contactor do pedal de embraiagem ................................................................................................... 1322 Conjunto porta-injector completo .. 1310 Sensor de pressão de ar de admissão .......................................................................................................................................................................................................................................................... CRI1 .......... 1261 Relé duplo ..............

Os sensores medem as condições de funcionamento actuais e transformam os valores físicos em sinais eléctricos. • O sensor de regime As informações regime e posição do motor são fornecidas por este sensor fixado no cárter da embraiagem. O «sinal» ocorre a 114° do volante antes do P. .Interfaces com outros sistemas O calculador controla em tempo real a distribuição de combustível e a sincronização da injecção pela corrente de comando dos injectores.O calculador capta estes valores. 11:41 .S. trata-os e transforma-os em ordens ou informações destinadas: . 16 Sans titre-4 16 30/03/05. Possui um andar de potência capaz de fornecer a corrente de comando muito elevada necessária ao funcionamento dos injectores. injectores. com a adaptação tornada necessária devido à existência de pressões muito altas e de injecções múltiplas: .Aos accionadores principais (Regulação pressão. OS COMPONENTES DO SISTEMA • O calculador O calculador contém em referência um sensor de pressão atmosférica.Aos accionadores secundários (Electroválvula de comando da reciclagem dos gases de escape. Utiliza a tecnologia «FLASH EPROM» e é telecarregável. Ele define a posição da cambota numa coroa que possui 60 menos 2 dentes montada no volante do motor. etc.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” O DISPOSITIVO DE CONTROLO DO MOTOR O princípio de base da acção do controlo do motor é muito semelhante ao de um dispositivo de injecção sequencial num motor a gasolina.M.) . por exemplo) . Está ligado ao feixe por um conector de 88 vias (ver contactos em anexo).

que informa sobre o estado térmico do motor.T. • A sonda de temperatura do motor É uma termistência C.R. Um entreferro entre o sensor e a coroa deve ser respeitado: 1.T.Utiliza o parâmetro «pressão» para calcular o volume a injectar.) O debimetro está montado entre o filtro de ar e o turbocompressor. Permite calcular a massa de ar absorvida pelo motor mediante a medição conjunta do fluxo de ar e da sua temperatura. Está fixado na tampa da árvore de cames em frente de uma roda dentada accionada por esta.2 + 0/+0. • O debimetro de ar É um debimetro de filme quente que integra uma sonda C. • O sensor de pressão «rampa» Informa o calculador sobre o valor da alta pressão.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” • O sensor de referência cilindro É um sensor «de efeito de Hall» que dá um sinal quadrado directamente utilizável pelo calculador. 17 Sans titre-4 17 30/03/05. A roda possui duas coroas largas seguidas de duas coroas estreitas. 11:41 .G.1 mm. O calculador mede a resistência de um condutor eléctrico plano aquecido por uma corrente e arrefecido pelo fluxo de ar admitido.Modifica eventualmente a pressão com o regulador da bomba de alta pressão.N. de medição da temperatura do fluxo de ar. Está situada na caixa de saída de água. . O calculador: .N. desaceleração). O valor encontrado é utilizado para a limitação dos fumos durante as fases transitórias (aceleração. A informação «débito» serve para o cálculo da taxa de reciclagem dos gases de escape (E.

• O sensor de temperatura do gasóleo É um sensor C. As informações provenientes de cada potenciómetro são comparadas constantemente entre elas a fim de detectar eventuais incoerências. fornece uma tensão proporcional à pressão medida. fixado na rampa.a regulação da duração da injecção Alimentado com corrente de 5 volts pelo calculador.a regulação da pressão de injecção . A densidade do combustível e a sua viscosidade variam em função da sua temperatura. • O sensor do pedal de acelerador Accionado pelo pedal do acelerador. Mede a temperatura «matéria». 11:41 . O calculador corrige o débito a partir deste dado.N. 18 Sans titre-4 18 30/03/05.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” • O sensor de pressão de sobrealimentação Fornece a informação «carga» medindo a pressão de sobrealimentação. É constituído por dois pontenciómetros cuja resistência varia proporcionalmente com a posição do acelerador.T. • O sensor do pedal dos travões Permite remediar uma informação incoerente proveniente do sensor do pedal do acelerador. Uma variante desta montagem mede directamente a temperatura do gasóleo no circuito de retorno ao depósito. traduz a acção do condutor. Esta informação é utilizada para: . As medições são comparadas constantemente com as medidas dos outros sensores a fim de detectar incoerências eventuais.

Abaixo de 10 V. 19 Sans titre-4 19 30/03/05.cablagens injectores).Veículo em desaceleração Os seus sinais são utilizados por diversos sistemas (direcção variável. suspensão) e pelo regulador de velocidade. fechado) intervém na gestão do ralenti.5 V .A bomba de combustível . o funcionamento será aleatório porque a corrente necessária para o funcionamento correcto dos injectores circula muito mal por causa da resistência total (calculador . o calculador regula o ralenti actuando no tempo de injecção e na pressão de serviço. O seu estado (aberto.Veículo em andamento (a mais de 2 km/h) .superior a 17. • A bateria O seu valor de tensão é importante. • O sensor de velocidade A sua acção sobre o funcionamento do motor consiste em informar o calculador de diversas situações: .O calculador . • O relé duplo O relé duplo alimenta: . Em função da tensão da bateria.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” • O sensor do pedal da embraiagem Permite remediar uma informação incoerente proveniente do sensor do pedal do acelerador.inferior a 7 V. O calculador memoriza uma situação de defeito: . 11:41 .Veículo parado .As electroválvulas EGR e regulação do turbocompressor.

20 Sans titre-4 20 30/03/05.G. se necessário.R.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” • O transponder Sistema convencional • Os injectores Elementos estudados noutro lugar • O regulador de alta pressão • O desactivador do 3° êmbolo Elemento estudado noutro lugar Elemento estudado noutro lugar • O relé de pré-aquecimento Relé de alimentação das velas de pré-aquecimento.G. queimador) reforça o aquecimento pelo radiador de climatização. • O relé de comando do aquecimento adicional Este sistema de que existem várias variantes (com resistências eléctricas.R. Funciona. Depende da indicação da sonda de temperatura da água do motor. Comanda a manobra da válvula de reciclagem E. 11:42 . • Electroválvula de regulação de pressão de admissão Comandada pelo calculador. depois do arranque do motor. O procedimento é decidido pelo calculador. provoca a abertura ou o fecho da válvula de regulação de pressão do turbocompressor • Electroválvula E.

A. O calculador motor dialoga com o calculador da C.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” • Funções acessórias: .V.O funcionamento dos moto-ventiladores de arrefecimento.Conta-rotações .Luz avisadora de diagnóstico . 21 Sans titre-4 21 30/03/05. O seu funcionamento é semelhantes ao dos veículos a gasolina.V. • Opção climatização O calculador gere: . (Pedido de redução do binário na passagens das velocidades).O desembraiar do compressor na aceleração • Opção C. 11:42 .A.Opção computador de bordo Estes acessórios normais de condução fornecem informações ao condutor. .

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” CARTOGRAFIA DE DÉBITO DO CALCULADOR T em microssegundos (µs) V Volume global a injectar num cilindro em mm3 P Pressão em bar CARTOGRAFIA DAS PRESSÕES 22 Sans titre-4 22 30/03/05. 11:42 .

o calculador reduz a corrente de comando para uma corrente de manutenção (≅12 A a 50 V).Através do sensor de posição e regime.Através de um sensor que precisa a posição do motor por meio de uma coroa dentada situada atrás do careto da árvore de cames. A alto regime.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DA INJECÇÃO A bateria alimenta o calculador e o relé duplo que distribui a corrente aos diversos órgãos. duração 300 µs) e a injecção começa. o calculador escolhe na sua própria cartografia a relação «Pressão / volume» que lhe permite obter o tempo de injecção.Regime do motor . regime máximo autorizado).Posição do pedal do acelerador . Estes parâmetros. .Interruptores dos pedais dos travões e da embraiagem. uma pequena pressão é indispensável para obter um pequeno débito com precisão. do débito da injecção principal e se necessário do débito de pós-injecção). Quando a fase de chamada terminar. (Cartografia: «Pressão»). o valor da alta pressão é escolhido para que o volume disponível seja sempre suficiente . A partir da informação «Regime». O início da injecção é determinado a partir dos parâmetros «Sensor regime» e «referência cilindro».Sensor de velocidade na saída de caixa . cuja lista não é exaustiva (há mais de 1400) permitem-lhe determinar o volume teórico a injectar (cálculo do débito total formado pela adição do débito da injecção piloto. que lê a posição do motor no volante (possuindo 60 dentes sendo 2 fresados). gasóleo) .Temperaturas (água de arrefecimento. o curto tempo disponível para a injecção impõe uma alta pressão para obter o débito necessário ao funcionamento correcto. A baixo regime. 11:42 .Principais: . 23 Sans titre-4 23 30/03/05.Marcha normal (Amortecimento dos esticões.Débito de ar de admissão e sua temperatura . O calculador identifica a posição do motor: . No instante pretendido.Secundárias: .Débito de EGR . Baseando-se nas características do injector. o solenóide do respectivo injector é alimentado por uma forte corrente de chamada (20 A a 80 V. Por accionamento do motor de arranque são precisas pelos menos duas rotações do motor para que a bomba de alta pressão proporcione a pressão mínima de 200 bars à rampa. O calculador regula a alta pressão actuando no regulador da bomba. atmosférica) . A injecção dura enquanto o solenóide for alimentado. Tem em conta as fases de funcionamento: . Tem em conta as indicações dos sensores: .Arranque (procedimento de débito particular enquanto o motor não for posto a trabalhar) .Pressões (sobrealimentação.Ralenti (débito reservado) . O transponder autoriza o arranque.

11:42 . INFLUÊNCIA DAS INJECÇÕES PILOTO IP α = Ângulo de rotação da cambota IP = Injecção piloto P = pressão (bars) Pm = pressão média no cilindro 1 = elevação da agulha com sistema convencional a = tempo de inflamação sem injecção piloto 2 = forte pico de pressão RUÍDO IMPORTANTE 3 = pressão correspondente no cilindro 4 = elevação da agulha com «Common rail» b = tempo de inflamação com injecção piloto 5 = subida progressiva da pressão POUCO RUÍDO 6 = pressão correspondente no cilindro 7 = comparação das pressões 24 Sans titre-4 24 30/03/05.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” CURVAS COMPARATIVAS.

injecção convencional. O débito excessivo é gerador de partículas. A injecção piloto está presente até cerca de 3 000 r. Comparemos os sistemas. 25 Sans titre-4 25 30/03/05. O sistema «Common rail» permite encurtar este tempo de inflamação.(O que corresponde ao estalido característico do motor Diesel. no Diesel. pico de pressão curva 2).curva 6.Uma injecção piloto ou pré-injecção .curva 7.curva 3. uma pós-injecção.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” ESTRATÉGIA DE INJECÇÃO O tempo de inflamação (tempo que decorre entre o início da injecção e o início da inflamação) é. O sistema «Common rail» diminui o tempo de inflamação graças: .Consoante a despoluição.Uma injecção principal . A diferença da injecção piloto em relação à injecção principal é de cerca de 1 milissegundo. A antecipação exagerada das injecções piloto aumenta os ruídos de combustão.Menos ruído e uma maior flexibilidade . em cima à esquerda). 11:42 . A injecção piloto IP. o principal factor de produção de ruído. o que tem como consequências: . provoca o pré-acondicionamento da câmara de combustão nos planos temperatura e pressão. disparada antes da injecção principal (curva 4).Um menor consumo e menos emissões nocivas A comparação das pressões médias no cilindro mostra-nos: . o tempo de inflamação é consideravelmente reduzido pela temperatura e pressão mais elevadas no espaço morto.m.ao seu comando dos injectores independentes e variável que autoriza injecções mais próximas durante um ciclo no mesmo cilindro: .p. injecção do «Common rail». sobreposição das duas curvas (Distingue-se o ganho de binário) A quantidade de gasóleo pré-injectada representa 1 a 2% do débito da injecção principal em plena carga. A inflamação brutal de um grande volume de combustível provoca uma súbita subida da pressão e uma forte elevação do ruído. perceptível sobretudo a frio. Quando ocorre a injecção principal. Numa injecção diesel clássica. e a subida de pressão menos brutal (curva 5). a pressão média mais repartida . A combustão torna-se mais suave e mais completa. uma grande quantidade de gasóleo está já introduzida no cilindro antes que a elevação de temperatura devido à compressão o possa inflamar (curva 1. o desvio angular aumenta com o regime.à sua pressão de injecção muito elevada que permite uma pulverização muito fina . o pico de pressão .

p. Os parâmetros que podem interromper o pós-aquecimento são: .quando se apaga.p. o calculador de controlo do motor comanda a caixa de pré-aquecimento que alimenta as resistências das velas e a luz avisadora do painel de instrumentos.5 s Extrapolado: 0. Funcionamento do pós-aquecimento O pós-aquecimento consiste em prolongar o funcionamento das velas durante sessenta segundos no máximo depois da fase de arranque.Regime do motor superior a 2000 r.25 s 0s 0s 26 180 s 180 s 60 s 60 s Extrapolado: 30 s 0s Sans titre-4 26 30/03/05. as velas são alimentadas se: .Débito injectado superior a 35 mm3 .m. A luz avisadora indica: . A duração do pré-aquecimento varia em função da temperatura da água.10°C 0°C + 10°C + 18°C + 40°C 16 s 5s 0.Temperatura da água do motor superior a 20°C . (1150) caixa de pré-aquecimento (1160) velas de pré-aquecimento (1320) calculador de controlo do motor (V 1150) luz avisadora de pré-aquecimento Funcionamento do pré-aquecimento Logo que se liga a ignição.30°C .2 segundos.O motor trabalhar a mais de 70 r.m. 11:42 . durante 0. Durante a fase de arranque. o funcionamento do dispositivo . Temperatura da água do motor Duração do pré-aquecimento Duração do pós-aquecimento (segundos) (segundos) . Quando o motor de arranque não é solicitado depois da extinção da luz avisadora. que o motor pode ser posto a trabalhar.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” O PRÉ-AQUECIMENTO E PÓS-AQUECIMENTO A função pré-aquecimento é gerida pelo calculador.quando acende. as velas permanecem alimentadas durante 10 segundos no máximo.A temperatura da água for inferior a 20°C .

R.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” FUNÇÃO DESPOLUIÇÃO Nota: os poluentes A combustão produz diversos resíduos sendo a maioria poluentes. A válvula de reciclagem E.4) e por conseguinte em presença de muito oxigénio. elas vãose encontrar nos gases de escape. 11:42 . Uma demasiada quantidade de gases de escape reciclada provoca o aumento das taxas de fuligem. A dosagem é pilotada pelo calculador do motor em função de certos critérios de temperatura. regime e carga do motor muito específicos. O catalisador de oxidação ataca os hidrocarbonetos não queimados e o monóxido de carbono (CO). durante certas fases de funcionamento. diminui.G.Partículas de fuligem Formação das partículas de fuligem Durante o aquecimento das zonas ricas. formando o conjunto da fuligem. 27 Sans titre-4 27 30/03/05. O dispositivo E. Se estas partículas de carbono não queimarem por causa de uma mistura incompleta.). A estas partículas de carbono vão-se adicionar os hidrocarbonetos não queimados ou parcialmente queimados (são principalmente aldeídos de cheiro penetrante) e elementos parasitas do gasóleo.Hidrocarbonetos não queimados (HC) .R.G. Esta adaptação foi possibilitada pela comercialização de um gasóleo com baixo teor de enxofre.Água (OH2) . de uma falta local de oxigénio ou depois da extinção da chama num local frio.Monóxido de carbono (CO) .Dióxido de carbono (CO2) . a quantidade de oxigénio disponível no cilindro.Anidrido sulfuroso (SO2) . O E. . as gotículas de combustível fraccionam-se em vapor e em partículas de carbono livre.R.2 a 1.G.G. os motores Diesel estão equipados com um dispositivo de reciclagem dos gases de escape (E. do monóxido de carbono e dos hidrocarbonetos por causa da falta de ar. tais como o enxofre. Receberam para o ano modelo 97 um catalisador de oxidação.Óxidos de azoto (NOX) . O motor Diesel trabalha com um excesso de ar (λ = 1. Os óxidos de azoto são produzidos pela combinação do azoto e do oxigénio do ar de admissão devido a uma temperatura muito alta (>1800°C).Ácido sulfúrico (H2SO4 ) . tem como função diminuir a quantidade de óxidos de azoto (NOX) rejeitada nos gases de escape. A despoluição Desde 1 de Janeiro de 1993.R. permite introduzir no tubo de admissão uma certa quantidade de gases de escape pobres em oxigénio para substituir o ar.

A E. A possibilidade do «Common rail» realizar várias injecções durante o ciclo de um cilindro autoriza a utilização de um catalisador do tipo «Denox» capaz de limitar de maneira mais consequente as emissões de NOX (≅ 20%). permitiu um limite mais baixo para os óxidos de azoto (≅ 12 %). Para as fuligens. 28 Sans titre-4 28 30/03/05. quando a válvula está aberta.R.G.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” ADAPTAÇÃO ÀS FUTURAS NORMAS As futuras normas (EURO 2000) têm como objectivo atacar de uma maneira mais eficaz os NOX e as fuligens. O redutor necessário à reacção de conversão dos NOX é constituído por hidrocarbonetos. a melhoria da injecção permitiu diminuir a sua quantidade. A reacção que se desenvolve transforma uma fracção dos NOX em outros produtos que são também poluentes mas que podem ser neutralizados mais facilmente. Outras soluções mais radicais estão a ser estudadas. 11:42 . A pósinjecção (função potencial do «Common rail») permite injectar uma pequena quantidade de gasóleo ao tempo «Escape».

Após uma temporização. é porque existe uma avaria. impõe o modo «débito reduzido» que consiste em limitar arbitrariamente o débito a 30 mm3 por curso actuando no tempo de injecção e o regime a 2500 r. Sensor de temperatura da água: Valor de substituição: a temperatura fictícia de 110°C. 29 Sans titre-4 29 30/03/05. ou 900 mBar.m. modo débito reduzido. ela testa os seus circuitos e componentes.p. Depois da paragem do motor. Sensor de temperatura gasóleo: Valor de substituição: 70°C Se temperatura do gasóleo superior a 106°C. incorrecto. desactivação do terceiro êmbolo da bomba de alta pressão a baixa carga. Diferença de valor de referência: a via tomada em consideração é a que indica o valor de referência mais baixo. com o motor a trabalhar. Se motor parado. Corte EGR (Ausência de comando da electroválvula). ESTRATÉGIA DE EMERGÊNCIA O calculador extrapola a informação ausente a partir de outros valores disponíveis a fim de limitar as consequências do defeito.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” PROCEDIMENTO DE ALERTA Condições de acendimento da luz avisadora do painel de instrumentos A luz avisadora permanece acesa durante 4 segundos no arranque. Se não se apagar. diminuição do regime do motor por redução progressiva do débito. temperatura fictícia de -10°C Sensor do pedal do acelerador: A via defeituosa não é tomada em consideração a aplicação do modo débito reduzido se uma única via estiver defeituosa. arranque impossível. Consoante as circunstâncias. Acendimento em andamento: ocorrência de uma avaria. Sensor de pressão de ar de admissão: Valor de substituição: P = atmosférica. Se P = atmosférica. Durante este período. Sensor de regime: Paragem do motor Sensor de referência cilindro: Incidente que ocorre com o motor a trabalhar: sem paragem do motor. 11:42 .

p.Função prazer de condução específica.Corte EGR e pós-injecção se equipado). .Regulação da velocidade interdita (específica). Electroválvula de comando de pressão do turbo-compressor: .Limitação do débito se a pressão de sobrealimentação for muito importante. acesso progressivo a este valor.Estratégia anti-ebulição aplicada independentemente da velocidade do veículo . depois 900 mBar se a pressão de admissão for incorrecta. .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” Sensor de pressão atmosférica: Valor de substituição: pressão de admissão quando o regime do motor é inferior a 900 r. . .Regulação da velocidade interdita Comando de regulação da velocidade: . . 11:42 . Electroválvula EGR: Corte da alimentação da electroválvula EGR. Injector: . Sensor de alta pressão gasóleo (pressão rail): Modo de emergência por colocação em débito reduzido e valor fictício de 1500 bar. .Valor de substituição fixo = posição desembraiada (específica regulação de velocidade).m.Valor de substituição correspondente a 1000 mg de ar por curso.Ausência de estratégia se for muito pequena (adaptação débito).Paragem do motor Sensor de velocidade do veículo: .. Interruptor do pedal da embraiagem: . Electroválvula borboleta: Corte da alimentação da electroválvula borboleta (se equipado). Este valor não é tomado em consideração para a regulação da pressão.Valor de substituição = 150 km/h.Teste de coerência com o sensor pedal mais operacional. Interruptor de pedal dos travões: .Regulação da velocidade interdita 30 Sans titre-4 30 30/03/05.Modo débito reduzido .Selecção do débito de plena carga menos elevado tendo em conta a relação da caixa de velocidades (CVA). Debimetro: . Calculador: Valores por defeito ou paragem do motor consoante o nível de defeito.

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” AJUDA AO DIAGNÓSTICO Atenção: Como o dispositivo de injecção «Common rail» trabalha a altíssima pressão. Memorização: Os defeitos permanentes ou intermitentes e o contexto em que eles ocorrem são memorizados pelo calculador. 11:42 .V. Sensor velocidade do veículo Contactor de paragem Transponder 31 DEFEITOS Sem acendimento da luz Com acendimento da luz X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Sans titre-4 31 30/03/05. ele possui circuitos de alta e baixa pressão que requerem um cuidado especial durante as intervenções nas ligações hidráulicas e durante a manutenção corrente (ver capítulo particular). Defeitos memorizados: FUNÇÕES OU CIRCUITOS VIGIADOS Sensor referência cilindro Relé de pré-aquecimento Desactivador 3° êmbolo Sensor de temperatura da água Sensor de temperatura da água Sensor de temperatura do gasóleo Electroválvula de regulação de pressão do turbocompressor Electroválvula EGR Sensor de posição do pedal do acelerador Debimetro de ar Sensor de pressão de ar de admissão Sensor de PMS e regime motor Calculador de controlo do motor Sensor alta pressão gasóleo Regulador alta pressão gasóleo Conjunto porta-injector completo Ligação com o calculador da C. As operações de controlo visam sempre adiar ao máximo a intervenção de abertura dos circuitos de combustível a fim de evitar a penetração de poeiras.A. Princípio: O calculador controla em permanência as suas entradas e saídas para detectar as anomalias que possam ocorrer. o calculador comanda o acendimento da luz avisadora no painel de instrumentos e implementa uma estratégia de emergência. Em caso de defeito importante (risco mecânico ou risco de poluição).

11:42 . Corte climatização Luz avisadora de diagnóstico Luz avisadora de pré-aquecimento Luz avisadora de temperatura da água Caixa de pré-aquecimento Pequena velocidade GMV Grande velocidade GMV Corte eléctrico (relé duplo) 32 Sans titre-4 32 30/03/05.G.R.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” TESTE DOS ACCIONADORES Comando órgãos ou funções Regulação de pressão do «Common rail» Desactivação 3° êmbolo bomba de alta pressão Electroválvula de comando pressão de sobrealimentação Electroválvula de comando válvula E.

Binários de aperto . Qualquer intervenção num motor sujo requer antes disso uma limpeza em caso: .Uma janela de informação será incluída nos manuais cliente: O motor de injecção directa recorre a uma tecnologia que requer um cuidado e uma qualificação que somente a rede (PSA) pode prestar-lhe. Proteger os órgãos eléctricos contra qualquer projecção (alternador + motor de arranque) Limpar cada ligação a abrir e as peças com um pincel + produto desengordurante homologado. pavimento.Isto provoca uma forte subida da pressão no cilindro (até 240 bars em vez de 145 à potência máxima). o que pode ocasionar a destruição do motor. Instruções de limpeza durante a desmontagem Logo após a abertura dos circuitos de AP e BP.Apresentação motor HDI .A combustão é prematura (cerca de 40° antes do P. 11:42 .de desmontagem da cabeça do motor.Limpeza . ferramentas [chaves de caixa /falsa vela para medição das compressões / encaixes + manómetros de controlo da baixa pressão]. O cliente deve ser advertido. A presença de aparas metálicas ou de poeiras de pequenas dimensões (alguns microns) pode ser suficiente para perturbar muito gravemente o funcionamento do sistema.Desmontagem-montagem ATENÇÃO: este motor recorre a uma tecnologia de injecção alta pressão sofisticada que requer um cuidado particular durante as intervenções nos circuitos hidráulicos de alta e baixa pressão: .S.). obturar imediatamente os orifícios com tampões adaptados (embalagem por lote em P.) . É proibida a utilização de um aparelho de limpeza de alta pressão e ar comprimido.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” PARTICULARIDADES LIGADAS AO «COMMON RAIL» E INTERVENÇÕES A pressão elevada ao nível do assentamento do injector torna crítica a falta de estanquecidade neste lugar: .As seguintes instruções figurarão em preâmbulo nos documentos de «Intervenção» Instruções de limpeza antes da desmontagem O local de trabalho deve estar limpo (bancada. roupa).A seguinte janela figurará em preâmbulo dos documentos Após-Venda: . Instruções imperativas são dadas à Rede: .M.de abertura dos circuitos de alta e baixa pressão .O combustível é injectado de maneira contínua . . nas seguintes peças: 33 Sans titre-4 33 30/03/05. Utilizar um aspirador para aspirar os resíduos.S. Deve estar separado das zonas expostas às projecções de partículas metálicas ou de poeiras (carroçaria. tecto. trabalhos de mecânica).

não deixar aberto o vaso de filtração durante as intervenções. A metodologia de busca de avarias (documento diagnóstico. Desligar a ignição e esperar 20 a 30 segundos antes de qualquer desmontagem. efectuar uma leitura das memórias do calculador com a ferramenta de diagnóstico. SEGURANÇA DURANTE AS INTERVENÇÕES Como as pressões desenvolvidas pelo sistema são muito elevadas. ➠ Antes de qualquer intervenção. Reduzir o tempo «aberto» no circuito de AP. é formalmente proibido intervir com o «Motor a trabalhar» nas diversas ligações. Respeitar o método de montagem: 1) montagem injector 2) montagem tubo com encaixe de anilha bicónica 3) aperto injector 4) aperto tubo IMPERATIVO: respeitar os binários de aperto recomendados. 4 tubos de injectores).Bomba AP (+ regulador AP + desactivador 3° êmbolo) . 11:42 . Separação injector-porta-injector EXCLUÍDA.Orifícios rampas Arrumar as peças desmontadas ao abrigo das poeiras e impurezas. IMPERATIVO: Não reutilizar os tubos de alta pressão desmontados (1 tubo bomba-»common rail».Rampa de injecção (+ sensor AP) . Utilizar o extractor de inércia específico se necessário para a desmontagem do injector. Instruções de limpeza durante a montagem Quando substituir o filtro de gasóleo. Instruções relativas ao injector: ATENÇÃO: NENHUMA ferramenta deve ser aplicada na porca superior. Evitar qualquer presença de partículas metálicas durante a montagem dos tubos de AP. Abrir a embalagem Peça Sobresselente somente antes da montagem. ATENÇÃO: QUALQUER limpeza do injector (mesmo com o limpador a ultras sons) é PROIBIDA.Injector + porta-injector. árvore de defeitos) adia ao máximo as intervenções nos circuitos BP e AP. Retirar os bujões e obturadores à medida que faz a montagem. Montar tubos novos. nariz de injector .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” . limpar o fundo do vaso com um pano limpo e não felpudo (não utilizar algodão de limpeza). 34 Sans titre-4 34 30/03/05.

Substituir o elemento filtrante e limpar o vaso. . ERRO DO TIPO DE COMBUSTÍVEL . 35 Sans titre-4 35 30/03/05.Purgar o circuito situado entre o filtro e a rampa. Substituição do regulador de alta pressão da bomba ou desactivador do terceiro êmbolo excluída durante o período de garantia. . basta pôr gasóleo no depósito.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” REPARAÇÃO INJECTOR E BOMBA DE ALTA PRESSÃO Intervenção no injector excluída.Esvaziar o depósito. NOVO ARRANQUE DEPOIS DE UMA AVARIA POR FALTA DE COMBUSTÍVEL Não existe nenhum procedimento especial de ferragem. seja qual for a origem da avaria. 11:42 .

O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” ANEXO Afectação dos terminais do calculador Primeira fiada 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Comando GMV 1 Comando electroválvula pressão de sobrealimentação Alerta temperatura da água do motor Entrada regulador de velocidade Sinal sensor de referência cilindro Sinal sensor de velocidade veículo Sinal sensor pedal da embraiagem sem contacto Sinal sensor pedal da embraiagem (ou neutro CVA) + alimentação comutada Comando injector n°1 (massa) Comando injector n°3 (massa) Comando injector n°4 (massa) Comando injector n°2 (massa) Comando injector n°2 (mais) Redução do binário/posição C.A. 11:42 .V. Diagnóstico GMV CAN H Diagnóstico linha L Sensor de temperatura do ar / debimetro Saída 5V: Alimentação sensor n°1 Sinal débito de ar (debimetro) Sinal sensor regime Sinal sensor pedal do acelerador 36 Sans titre-4 36 30/03/05.

R Comando válvula EGR Massa de potência n°2 Alimentação 5 V sensores Massa sensores temperatura da água Sensores de temperatura da água do motor Entrada climatização Ar Condicionado / TH Entrada contactor de paragem Massa de potência n°3 Controlo da pressão de combustível +alimentação comutada redundante Comando injector n°1 (mais) Comando injector n°3 (mais) Comando injector n°4(mais) Massa de potência n°1 Massa dos sensores Modo de funcionamento CVA Comutador ADC Can L Diagnóstico linha K Sensor de temperatura combustível Massa sensores Sinal sensor de regime + 37 Sans titre-4 37 30/03/05. 11:42 .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” Segunda fiada 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 Electroválvula de comando borboleta E.G.

Entrada necessidade velocidade Grupo Moto-Ventilador para climatização Entrada forçagem velocidade Grupo Moto-Ventilador Sinal coerência posição pedal + após-contacto Entrada temperatura catalisador Entrada pressão de ar de admissão Entrada diagnóstico pré-aquecimento Entrada contactor travão redundante Entrada pressão combustível Entrada regulação de velocidade (Anulação) Entrada regulação de velocidade (Desaceleração /memo) Saída regime moto Saída consumo de combustível Saída vontade do condutor Saída binário motor para C. Saída + despertar para A.A. 11:42 .R.G.O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” Terceira fiada 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 Controlo débito de bomba (desactivação 3° êmbolo) Saída informação temperatura da água do motor Saída lâmpada defeito (diagnóstico) Saída relé GMV 2 Saída climatização Ar Condicionado / OUT Comando aquecimento adicional 2 Comando relé principal Comando relé de potência Comando válvula E.C Comando aquecimento adicional Saída luz avisadora de pré-aquecimento 38 Sans titre-4 38 30/03/05.V.D.

P .06/98 39 Sans titre-4 39 30/03/05. 11:42 .O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” Réf. : 01239 .

..... 4 NOMENCLATURA .................................O SISTEMA DE INJECÇÃO DIRECTA PARA MOTOR DIESEL BOSCH “COMMON RAIL” ÍNDICE ÍNDICE ...................................................................................................................................................................... DO DEBITO (esquema)............................................................... 26 FUNÇÃO DESPOLUIÇÃO .................................................... 32 PARTICULARIDADES LIGADAS AO «COMMON RAIL» E INTERVENÇÕES ...................................................... A RAMPA DE ALIMENTAÇÃO .................................. 9 O INJECTOR (esquema) ................... 6 DESCRIÇÃO ......... 12 PRINCÍPIO DE ELEVAÇÃO DE UM INJECTOR .............................................................. 27 ADAPTAÇÃO AS FUTURAS NORMAS ....................................................................................................................................................................................................... 13 QUADRO SINÓPTICO ..................................................................... 7 A BOMBA DE ALTA PRESSÃO GASÓLEO (esquema) ................ 24 ESTRATÉGIA DE INJECÇÃO ................................... 28 PROCEDIMENTO DE ALERTA..................................................................... 11:42 ............................................................................................. 29 a 30 AJUDA AO DIAGNÓSTICO .......................................................................................... 8 A BOMBA..................................................................................... 11 PRINCÍPIO DE ELEVAÇÃO DE UM INJECTOR (esquema) ....... ESTRATÉGIA DE EMERGÊNCIA ........................FUNCIONAMENTO PARTE HIDRÁULICA ................... 15 O DISPOSITIVO DE CONTROLO DO MOTOR.......... 33 a 35 ANEXO: AFECTAÇÃO DOS TERMINAIS DO CALCULADOR .................... 25 O PRÉ-AQUECIMENTO E PÓS-AQUECIMENTO ..................................................................................................... 1 O «COMMON RAIL» (esquema) .......................... 5 FILTRO DE COMBUSTÍVEL (esquema).......................................... 4 ESQUEMA GERAL ............................................................................................................................................................................................................................................... 36 a 38 40 Sans titre-4 40 30/03/05............................................................................................................................ 10 OS INJECTORES ...... 22 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DA INJECÇÃO ....................................................................... OS COMPONENTES ................................................................................ 23 CURVAS COMPARATIVAS (esquema) ............................ 2 PREÂMBULO ............................................................................................................................. 31 TESTE DOS ACCIONADORES .............................................................................................. 3 PRINCÍPIO ................. 16 a 21 CARTOGRAFIAS DAS PRESSÕES......................................... 14 NOMENCLATURA .............................

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful