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 Em 1970 é promovido a capitão

 Em 1971 embarcou para a Guiné em Julho

 Em 1973 regressou a Portugal, sendo colocado na Escola Prática


de Cavalaria. Delegado de Cavalaria faz parte da Comissão
Coordenadora do Movimento

 Em 1975 a 25 de Novembro sai da E.P.C. comandando um grupo de


carros às ordens do Presidente da República.

 em 1979 após ter sido colocado nos Açores, volta a Santarém


onde comanda o presídio militar de Santa Margarida.
Em 1984 regressou à E.P.C

 Em 1989-1990 declarou-se a doença cancerosa que o


iria vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica.

 Em 1991 fez uma nova operação. A ultima.

 Em 1992 Morre a 4 de Abril.


Este Homem ao comando de uma coluna militar
conjuntamente com outros, marcha sobre Lisboa e com
alguma audácia fez com que os portugueses acordassem
noutro País. Um País onde tudo acontece…

A partir da chegada da coluna de Salgueiro Maia ao


centro físico do poder politico, a acção deste capitão,
confunde-se com a história do 25 de Abril. È obvio que
em Lisboa e Porto ocorrem factos ao mesmo tempo, o
MFA vai cumprindo os seus objectivos e a Revolução
assume o controlo dos acontecimentos.
Entre o nascer do dia e o meio da tarde verificam-se os
acontecimentos centrais do 25 de Abril.

Se Otelo Saraiva de Carvalho foi o cérebro da operação,


Salgueiro Maia foi o seu braço mais importante.

Ele iria ser o comandante das forças do Movimento mais


sujeito a situações de perigo e de tensão ao longo do 25
de Abril.

Salgueiro Maia é informado que Marcelo Caetano


esta no Carmo. Avança para lá e depara-se com uma
coluna militar com uma companhia de atiradores que
o Governo tinha enviado para fazer frente aos
revoltosos. O Capitão pergunta o que estão ali a
fazer o que lhe é respondido que estão ali para o
prender, mas que estão com a Revolução. Após
conversações também esta coluna integra as forças
que avançam para o Carmo.
Só após a rendição de Marcelo Caetano e a sua saída do quartel
se pode dizer que a Revolução estava ganha.

Ali perto os agentes da PIDE encurralados na sua sede,


dispararam tiros das janelas, matando cinco pessoas, foram os
únicos disparos e as únicas mortes verificadas durante o 25 de
Abril a revolução dos cravos.

Mudou um País que ate então tinha vivido na opressão na


repressão da sua policia politica, onde nada era permitido apenas
viver no silencio sujeito a leis que em nada favoreciam a classe
operária.

A educação era precária pois não interessava um povo muito


culto, para não se aperceberem das diferenças de igualdade
entre a população.

Sem a coragem deste homem e de todos os que o acompanharam


neste dia, não teria sido possível fazer com que a cor voltasse
aos nossos pensamentos aos nossos ideais para podermos hoje
usufruir de um Pais onde somos livres de pensar agir e viver em
consciência .

Margarida Salvador.