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CO-INCINERAÇÃO

Margarida Salvador
Disciplina STC
Formadora Marta Silva

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Co-Incineração

Souselas Outão

Em que consiste a Co-incineração

A co-incineração é uma parceria entre incineradoras, e, consiste no processo de


eliminação de resíduos perigosos, pelo qual, podem ser libertados, vários gases tóxicos,
sendo para isso, necessário ser praticado em estações próprias.
Nalgumas situações a incineração pode ser feita nos fornos das cimenteiras
A isso, dá-se o nome de co-incineração, tirando as cimenteiras, a vantagem de
aproveitar a energia, através da queima dos resíduos.

Quais as conclusões da Comissão Cientifica Independente?

A C.C.I, é a favor da incineração, por mais estudos que se façam, para avaliar as
vantagens e desvantagens desse processo, qual o impacto ambiental e os perigos que daí
advêm para as populações, a comissão considera, uma perda de tempo, por as restantes
soluções alternativas, como os aterros e as queimadas selvagens, também não serem
uma opção, sem riscos ambientais.

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É certo que, se trata de uma decisão difícil de tomar, mas, ela não pode esperar, que
destino a dar às toneladas de lixo que se produzem? Se eles não forem devidamente
tratados nas incineradoras, trarão talvez, menos danos para as populações e ambiente,
do que pelos meios já utilizados neste país e que não oferecem quais queres garantias
quanto á segurança e respectivo controlo.

Identifique a hierarquia das opções de gestão dos resíduos e comente a


afirmação: “ Em nenhum País, nem mesmo no mais desenvolvido, foi
possível até hoje substituir completamente os métodos de fim-de-linha, como
é o caso da incineração”.

Aterros, tratamentos bioquímicos, destruição térmica e a incineração.


Não foi possível nem será, a meu ver, cada vez se utiliza mais produtos, com
substâncias, altamente tóxicas e contaminantes como, o chumbo, o mercúrio, entre
outros.
Se esses produtos, não forem devidamente destruídos, para que os gases, que eles
libertam, possam ser controlados, com normas de segurança, e, a sua libertação
controlada embora com riscos, por não ser possível filtrar a 100%,as substâncias
tóxicas, eles vão com toda a certeza, tornar-se mais perigosos, ao utilizarmos os
restantes métodos, devido à inexistência de controlo e segurança que destes resulta,
aumentando assim o perigo que todos receiam.

O consenso nunca atingido, pois ambos os métodos têm inúmeras desvantagens e


provavelmente só algumas vantagens, as quais colocam e mantêm as partes com poder
de decisão, em desacordo quanto ao rumo, a dar aos resíduos.

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Como reagiria à construção de uma incineradora próxima da sua habitação?
Fundamente a sua resposta.

Como todas as pessoas a quem esse dilema, já foi apresentado ou vivido.

NÃO aqui não, claro que teria inúmeras desvantagens para a localidade e seus
habitantes, para o desenvolvimento do próprio concelho, quem quereria ou quer viver
junto de uma co-incineradora? As habitações seriam desvalorizadas.

Com a quantidade de lixo que se produz, com o pouco empenho que as populações têm
para a reciclagem, com o desrespeito das indústrias, pelas normas de controlo das
descargas, não haverá outra alternativa, se não a da co-incineração.
O problema que se vive actualmente, e a contestação por parte das populações, deve-se
quanto a mim a erros do passado, nunca se deveria ter permitido que, a indústria
estivesse implantada em zonas habitacionais ou vice-versa, a tal premissa, se deve
agora o problema que as populações vivem, o perigo a morar ao lado.
É certo que, existe a necessidade de proximidade da habitação junto aos locais de
emprego, mas também, por no passado descurarmos as consequências que, poderiam vir
a existir mais tarde, leva-nos agora a este dilema, por um lado existe a necessidade de
dar um destino mais seguro e menos poluente aos resíduos, por outro lado, ao fazê-lo,
colocamos as populações da proximidade dos locais destinados a tal em perigo. Mais
uma vez o facilitismo que, no passado existiu, e que teve como consequência este
cenário nada agradável, é no fundo o grande problema que existe, para que a co-
incineração, não seja um método apoiado por todos.
Podemos daqui, tirar também um exemplo para o futuro, não permitindo que áreas
habitacionais vivam de paredes meias com áreas industriais.

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Souselas

Vários foram os intervenientes em tão polémica discussão, após a decisão do tribunal,


colocar em Souselas a co-incineradora.

A Câmara Municipal de Coimbra proibia a circulação do transporte de resíduos


perigosos, para a co-incineração na cimenteira daquela localidade.
Por sua vez, a Junta Freguesia de Souselas, interpõe uma providência cautelar, à
decisão do Governo, em avançar com o processo da co-incineradora.
A Associação de Defesa do Ambiente de Souselas promete lutar, com todos os meios
legais e de uma forma ordeira e civilizada.
Os habitantes do Concelho de Souselas defenderam, na medida do possível, aquilo que
eles consideravam, ser um atentado à saúde pública, com a instalação da queima de
resíduos perigosos, perto das suas casas.
Todos tem os seus motivos e razões, políticos, sociais, ambientais e de sobrevivência.
Por outro lado, a nossa sociedade em constante evolução, todo o desenvolvimento das
últimas décadas que, trouxeram uma melhoria substancial à condição de vida das
populações não pode ser ignorado. Todo esse progresso tem sempre contrapartidas,
necessário é, encontrar soluções viáveis que, permitam ao nosso planeta manter as
condições que garantam a nossa existência.

Cabe a cada um de nós, contribuir para que isso possa acontecer.

A falta de divulgação dos prós e contras de qualquer processo novo, leva ao


desconhecimento de todos nós e faz-nos contestatários, preocupando-nos apenas e só,
com o nosso quintal, empurrando o lixo para o quintal dos outros.

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Uma alternativa à co-incineração è a exportação dos resíduos tóxicos e
perigosos. Analise esta alternativa do ponto de vista social.
Que bom que seria podermos fazer toda a lixeira descontrolada sem regras sem limites e
depois simplesmente envia-la para bem longe do nosso planeta.
Se somos nós os responsáveis por tal lixeira descontrolada, teremos que ser nós a
encontrar soluções e suportar todas as desvantagens que esses processos trazem para o
nosso ambiente, saúde, economia e bem-estar.

Não existem soluções milagrosas, existe sim è a possibilidade de rectificar todo o nosso
comportamento e educar as novas gerações para que não cometam os mesmos erros e
assim evitarem o agravamento das condições do meio ambiente, produzindo cada vez
menos lixo, e aquele que não puder deixar de se produzir, saber como o reciclar para
que, se transforme na energia tão necessária ao bom funcionamento do nosso planeta.

Reflexão
Nenhum processo é pacífico, nem totalmente eficaz para o meio ambiente,
ou para o ser humano. O que não podemos deixar de fazer ou esquecer é a
investigação constante, na procura de outras alternativas, sempre com a
finalidade de elas serem mais completas, e menos prejudiciais para todos.

Margarida Salvador
STC 7

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