OS FUNGICIDAS SISTÊMICOS 1- O Significado de um Composto Sistêmico

Os fungicidas protetores são geralmente fitotóxicos às células das plantas, e por esse motivo são seletivos, devendo permanecer na superfície da planta. Quando penetram na cutícula podem causar injúria. Os fungicidas sistêmicos devem co-existir com as células do hospedeiro, requerendo, portanto, um tipo diferente de seletividade, que deve discriminar entre as células do hospedeiro e do patógeno. Estes fungicidas, então, penetram na planta e são tóxicos, seletivamente, aos processos vitais inerentes aos fungos. O processo da seletividade é, geralmente, tão específico que entre centenas de diferentes fungos que atacam as plantas, somente certos grupos taxionômicos são afetados particularmente por cada fungicida sistêmico. Uma característica importante dos compostos sistêmicos é a translocação ao longo da rota de transpiração das plantas. As folhas são órgãos primários de transpiração, e o movimento dentro da planta é no sentido do sistema radicular para as folhas em expansão. Folhas muito jovens, flores e frutos, por não transpirarem quantidades significantes de água, recebem pequena quantidade de fungicida aplicado ao solo ou às sementes. É de se esperar também que os frutos não recebam resíduos desses produtos. Os fungicidas sistêmicos são, portanto, produtos químicos orgânicos absorvidos e transportados dentro da planta. Pouco são os produtos químicos considerados sistêmicos no sentido estrito da palavra, isto é, aqueles cujo ingrediente ativo move-se intacto dentro da planta. No interior da planta esses produtos podem mover-se para sítios metabólicos ou translocar-se para órgãos de transpiração da planta. 2- As Propriedades dos Fungicidas Sistêmicos a) Penetração - No primeiro passo da translocação o fungicida deve penetrar dentro da planta, seja por via foliar, radicular, através do caule ou da semente. A cutícula foliar atua impedindo que muitos fungicidas penetrem na planta, como ocorre no caso dos protetores. Devido a isto, o fungicida deve ser dissolvido em um solvente; o mais usado é água. b) Movimento dentro da planta - Os fungicidas sistêmicos podem difundir-se passivamente através da membrana celular. Após a penetração na planta, os fungicidas obrigatoriamente penetram no xilema ou floema do sistema vascular para serem transportados tanto por via foliar como radicular. Dependendo de suas propriedades, o fungicida pode transportar-se pelo floema. Os fungicidas, a princípio, pode ser transportado no apoplasto e no simplasto, embora o movimento no simplasto não tem sido convincente, a despeito de vários trabalhos publicados, tentando provar este fato. O transporte no apoplasto raramente é específico a uma planta em particular. Em geral, o sucesso no tratamento de uma planta herbácea, indica que se pode ter o mesmo efeito no tratamento de outras plantas herbáceas. Se o produto move-se no apoplasto, isto envolve a aplicação ao solo; mas os produtos químicos distribuídos no simplasto poderiam ser

A toxicidade seletiva é condição requerida aos fungicidas sistêmicos. se aplicadas às folhas. podem ser seletivos também para fungos.usados no controle de doenças vasculares e de raiz. Os fungicidas sistêmicos podem ser específicos para determinados grupos taxionômicos de patógenos e/ ou doenças. O metalaxyl. . com as organelas e os sistemas bioquímicos das plantas. Finalmente. o Oxicarboxin quando usado em cultivar de feijão Pinto III.Quando o fungicida penetra nas células da planta. caule. As vezes a fitotoxidez acontece devido a elevações na dosagem do fungicida sistêmico. provoca queima das folhas se usado em dosagens superiores a 800g/ha. sua penetração nas células da mesma. por exemplo. sem se degradar. Esta propriedade não é evidente para os fungicidas protetores. tem uma especificidade maior do que qualquer fungicida. seu efeito na planta deve ser duradouro. Tem-se. onde deverá seletivamente inibir ou matar o patógeno. d)Estabilidade Metabólica . Se aceitarmos o fato de que uma das funções da cutícula é reduzir a perda de água da superfície da planta.Partes de Penetração do Fungicida Sistêmico As principais partes envolvidas na absorção do fungicida sistêmico são as folhas. raízes e sementes. entenderemos que os fungicidas que são pulverizados em solução aquosa. Por exemplo. nos tecidos afetados e no micélio fúngico. A maioria dos fungicidas sistêmicos foram desenvolvidos para pulverização da folhagem. ainda. Dessa forma o uso do triadimefon contra a ferrugem do gladíolo (Uromyces transversalis). deve possuir uma estrutura química que permita sua entrada e translocação na planta. Além dos fungicidas sistêmicos apresentarem seletividade entre planta e fungo. c) Toxicidade seletiva . sem afetar a planta. uma vez que seriam translocadas para os tecidos jovens em crescimento. possuem baixa eficiência de penetração. 3. Os fungicidas que se movessem no simplasto poderiam abrir um novo campo de controle de doenças. mas é marcante entre os sistêmicos. observado que o produto ativo dos fungicidas apresenta a tendência de acumular-se nas lesões de parasitas obrigatórios. tais como as ferrugens ou os oídios. A seletividade entre os sistemas do patógeno e da planta é devido a vários fatores. contra Phytophthora infestans. para manter a planta sadia. entre os quais se destacam a sensibilidade diferencial das organelas dos dois sistemas. Daí o movimento translaminar ou transcuticular constituir fato vital para o sucesso dos compostos sistêmicos. está sujeito a degradação por muitas enzimas. e na prática não é utilizado. para ter sucesso na ação contra uma doença. além de atingir locais inacessíveis aos pulverizadores. devendo resistir a degradação para que seja efeito. pois estes devem co-existir. Isto quer dizer que o fungicida sistêmico. com possibilidades de redução do número de aplicações do fungicida. Esta propriedade varia com a espécie de planta envolvida. produz fitotoxidez. em íntimo contato.

que se tornam resistentes ao fungicida empregado. via estômatos. neste caso. Desta forma é . em parte. Outro sítio de absorção de fungicidas sistêmicos é através das raízes. Em alguns casos a resistência é governada por genes recessivos e. que representa a principal barreira à entrada dos fungicidas na planta. adquire. podem ser distribuídas na população.Experimentos com a grande maioria dos compostos sistêmicos demonstram que a penetração é mais rápida através da cutícula da face inferior da folha do que na cutícula da face superior. uma importância fundamental. podem aumentar a penetração através da cutícula. Há evidências. temperatura. pois isto implicaria em mudanças ou mutações em vários sítios do metabolismo do fungo. Fatores não genéticos também tem sido observados. Nas partes mais velhas das raízes a epiderme torna-se suberizada ou forma-se a casca. nos tecidos da folha. Devido a este fato. tais como luz. como conseqüência de mudanças genéticas na célula fúngica. que a penetração do fungicida. Uma explicação seria a alteração na estrutura da camada de cera. b) adsorção e decomposição no solo. A resistência adquirida pelos organismos na população é explicada. adubações potássicas. Os produtos sistêmicos possuem modo de ação específico. umidade relativa. com o tempo. quando mostra redução na sensibilidade ou mesmo quando se torna insensível a um determinado agrotóxico. nas concentrações nas quais outras raças do mesmo organismo se mostram sensíveis. em outros casos. do ângulo de contato e de qualquer outro fator que influencie a abertura dos estômatos. 4.As Conseqüências do Uso dos Fungicidas Sistêmicos O uso de produtos sistêmicos indiscriminadamente. Uma das razões do aparecimento de formas resistentes na população de organismos sensíveis aos fungicidas sistêmicos está relacionado com o modo de ação destes compostos. contra determinadas doenças . Um organismo adquire resistência. Os fungicidas protetores atuam de maneira generalizada. As mudanças genéticas fúngicas que se originam de mutações. interferindo em vários pontos do metabolismo do patógeno. causa aparecimento de novas raças da população do patógeno. causada pelo óleo. facilmente os organismos adquirem resistência aos fungicidas sistêmicos. atuam em somente um sítio do metabolismo do patógeno. isto é. A região de maior absorção ocorre nas áreas mais jovens das raízes. As formulações de fungicidas sistêmicos em concentrações emulsionáveis( CE) ou dispersão em óleo (DO). Vários inconvenientes surgem quando compostos químicos são aplicados ao solo: a) Problemas de dispersão. por genes dominantes. somente pequena porção do ingrediente ativo é absorvido pelas raízes para ser transportado para as partes superiores da planta. A formulação. Esta diferença em absorção pelas duas faces é explicada pela presença de maior quantidade de estômatos na face inferior. é influenciada pela tensão superficial dos líquidos. também. tornando a resistência mais difícil de se processar. Sempre que o produto é aplicado ao solo.

com o mecanismo de resistência e o tipo de organismo. sem ser metabolizado pelo organismo. onde o produto químico não atinge o local de ação. neste caso o organismo aumentaria a quantidade da enzima inibida.Este fenômeno ocorre quando um fungicida bloqueia a reação num determinado sítio de ação do metabolismo fúngico e o fungo se adapta a esta situação mudando seu metabolismo de tal modo que o local bloqueado não seja utilizado.Quando o fungicida alcança o local de ação.Mecanismos de Resistência a) Decréscimo na permeabilidade da membrana celular . e) Adaptação por compensação . isto é. . pode causar perda de afinidade ao fungicida e. conseqüentemente surgir a resistência. Este mecanismo ocorre quando uma enzima essencial ao metabolismo do organismo é bloqueada por um fungicida. o organismo pode converter um composto inativo num produto ativo. por exemplo.A desintoxicação pode ocorrer por modificações na molécula com concomitante perda da ação fungicida após a entrada na célula fúngica. consiste em alternar o uso de fungicidas sistêmicos com protetores. com ação fungicida. c) Decréscimo da afinidade do sítio de ação . 5. A forma de evitar o surgimento da resistência.Fenômeno que ocorre em certos grupos de compostos como os antibióticos. Em alguns casos pode ocorrer o inverso da desintoxicação.comum em fitossanidade. a aquisição de resistência de um organismo a um produto químico é um fato comprovado. a resistência pode ser explicada baseando-se na falta de afinidade do inbidor no sítio reativo. Em síntese. Quando um fungicida atua primariamente sobre uma enzima em particular. chamar os fungicidas protetores de inibidores de sítios múltiplos e os sistêmicos de inibidores específicos. d) Adaptação por evitamento .Em determinados organismos a resistência é adquirida pelo fenômeno da compensação. Este tipo de fenômeno é denominado de síntese letal. que varia grandemente com os diferentes grupos de fungicidas. em um programa de pulverizações. b) Aumento na desintoxicação . devido aos decréscimos na permeabilidade da membrana do protoplasma do organismo resistente. pequena mudança nessa enzima como resultado de mutação genética.

Venturia inaequalis. é um produto muito semelhante ao benomyl em todas as suas propriedades. e sendo menos translocável do que o carbendazim e o benomyl. Ustilago.Usado. porque abrange doenças que ocasionam prejuízos enormes. Há relatos de ação contra nematóides. Tilletia. como anti-helmíntico na medicina humana.Apresenta todas as características do grupo benzimidazol mas se mostra. antracnoses. Thielaviopsis. o carbendazim ou MBC (Carbamato de metil 2-benzimidazol). semelhante ao do benomyl. concentrando mais na raiz. por hidrólise.Cercospora.6. é absorvido pelas raízes e translocado para o caule e folhas sem sofrer hidrólise. Rhizoctonia.Constituem. de uma forma geral. com Dl50 de 10000mg/kg de peso vivo. pyrina (pereira).Botrytis cinerea( cucurbitáceas). . Alternaria.Erisiphe cichocearum (berinjela). Carbendazim -( 2. Colletotrichum coffeanum.Os Principais Fungicidas Sistêmicos Usados no Mercado a) Grupo dos Benzimidazóis. P. porém quantitativamente menos eficiente nas doenças que ambos controlam. Venturia.Introduzido em 1970. no princípio fungitóxico comum. menos eficiente no controle das mesmas doenças controladas pelos demais fungicidas do grupo. Benomyl e tiofanato metílico transformam-se no princípio fungitóxico comum. além de ferrugens. Erisiphe. liberem gradualmente o MBC a ser translocado para folhas. é tóxico a peixes. Rhizopus. foi introduzido em 1967 com o nome comercial de benlate. cercosporioses. no campo. Não é efetivo contra Helminthosporium. decompondo-se em presença de umidade.Fungicida em pó. motivo porque o espectro de ação anti-fúngica dos três é muito semelhante. sabe-se que o thiabendazole. Apresenta um amplo espectro de ação antifúngica. Supõe-se que o benomyl e o tiofanato metílico quando absorvidos pelas raízes. o mais importante grupo de fungicidas sistêmicos utilizados comercialmente. É um dos poucos produtos permitidos em tratamento pós-colheita de muitas frutas. aplicado ao solo. Tiofanato Metílico (1.2-(3-etoxicarbonil-2-toureido)benzeno) . É eficiente contra os gêneros Fusarium( tratamento de sementes e damping-off). Os produtos comerciais encontrados no mercado são o Derosal 500 SC e o Delsene 750. em um grande número de culturas: oídios. O amplo espectro de ação valoriza muito os benzimidazóis. de um modo geral. Destes. V. quando misturados ao benomyl.Verticillium dahliae (tomate).arachidicola. mofos cinzentos e bolores. C. originariamente. foi introduzido em 1964. de cor branca. sarnas.Sclerotinia fruticula (cerejeira). devendo por isto ser armazenado hermeticamente. Entretanto. além das ascomycotinas. não permitindo a eclosão de ovos.C. em algodoeiro.digitatum. MBC. Colletotrichum. fungicida do mesmo grupo químico. Septoria. Certos solventes. Benomyl . Penicillium italicum. Thiabendazole (2-(4-triazolil)-benzimidazol) . Mycosphaerella. na planta.metoxicarbonilaminobenzimidazol) . possivelmente.Musae. O benomyl é um dos fungicidas que mais relatos de resistência tem sido apresentados: Cercospora beticola. em soja. Botryodiplodia. Phytophthora. carbendazim. Possui ação ovicida em ácaros. o benomyl tem-se mostrado mais eficiente. Quimicamente o benomil é o metil 1(butil-carbomoil)-2-benzimidazole carbamato. formam o carbendazim. entre outros. pois converte. tiofanato metilico e thiabendazole. incluindo os fungicidas benomyl.

b) Grupo das Carboxamidas .como mamão e banana. morango e videira ( mofo cinzento). Alternaria dauci). pêssego( podridão parda. mais ou menos. Seu espectro de fungitoxidade inclui. Ustilago. Rhizopus. c) Grupo das Dicarboxamidas . de amendoim e de hortaliças( Rhizoctonia solani). Pyracarbolid (5. alho ( podridão branca. Rhizoctonia. Pode ser indicado contra Phoma.Apresentam alta atividade antifúngica contra Botrytis. Sclerotinia. O nome comercial é plantvax.Introduzido em 1976. O primeiro contém 100g de ingrediente ativo/kg. Os produtos comerciais são Rovral e Rovrin. Apresenta baixa toxicidade aguda a mamíferos e não é fitotóxico nas dosagens recomendadas. em cafeeiro. e a segunda após a queda das flores. diferindo pela fungitoxicidade inerente mais baixa.4-oxathiin-4. carvões. Carboxin ( 5. Amplamente utilizado em tratamento de sementes. do solo e de partes aéreas de um grande número de culturas: alface (podridão de Sclerotinia). O nome comercial é vitavax.É o melhor fungicida contra o gênero Alternaria. Alternaria porri). Sclerotium cepivorum).6-dihidro-2-metil-1. Phoma. ferrugens e Rhizoctonia solani.5-fenil)-3-hidantoina) . podendo ser utilizado no controle de ferrugens. Alternaria solani). motivo porque perde muito em eficiência. batata e tomate ( pinta preta.a por litro e o terceiro 600g de i.Monilia fructicola). primariamente.4-dióxido-3-carboxianilida) . crisântemo. mas com a vantagem de ser mais estável.Todos os fungicidas do grupo são mais ou menos seletivos para doenças causadas por basidiomicetos.a por litro. tem sido indicado no tratamento de sementes. tecto 450 e tecto 600. O produto comercial é Sicarol 150.Produto muito semelhante ao carboxin. Neste caso. cenoura( queima das folhas. . o segundo 450g de i. Formulações 4oleosas tendem a ser fitotóxicas em algumas variedades de feijão e de cravo.4-oxathiin-3-carboxanilida) .Produto recomendado para tratamento de sementes de cereais( contra carvões e cáries). não fungitóxico.Produto com espectro antifúngico semelhante ao dos outros componentes do grupo. fazemse duas aplicações do produto: uma no início dos sintomas. com 7 dias após a floração. Monilinia . Corticium. Alternaria.6-dihidro-2-metil-1. Os produtos comerciais são o tecto 10. Iprodione ( isopropilcarbomoil-1-(dicloro-3. porém com potência levemente maior. em que o oxicarboxin é o mais eficiente entre todos os fungicidas. Apesar de sua maior fungitoxicidade inerente contra ferrugens do que oxicarboxin. na planta é rapidamente oxidado a sulfóxido. Mucor.6-dihidro-2-metil-4H-pirano-3-carboxianilida) . que coincide. particularmente a ferrugem do feijoeiro. Oxicarboxin ( 5. cebola ( mancha púrpura. Helminthosporium. cáries.

Vinclozolin( Ronilan) e Procymidone tem as mesmas características do iprodione. ainda.Mal de Sigatoka. d)Grupo dos Inibidores de biossíntese de esteróis .Desenvolvido na década de 1970. Mais eficiente contra Phytophthora do que contra Pythium. constituem um grupo de sensibilidade diferenciada a fungicidas de atuação seletiva. exibindo vários graus de sistemicidade e. e) Grupo dos inibidores de Oomicetos . 4 tipos de fungicidas sistêmicos seletivos para oomicetos: Propamocarb( Previcur N) . vegetais e animais. é indicado no controle da requeima da batata e do tomateiro( Phytophthora infestans ). na cultura do trigo. Triadimefon (Bayleton). o produto é formulado junto com o fungicida protetor ( como o mancozeb ) ou com um sistêmico ( como o oxadixyl. que não sintetizam esteróis( qualquer álcool não saturado. contra míldios de cucurbitáceas. piperazinas). Metalaxyl . Os oomicetos são também altamente insensíveis ao importante grupo dos fungicidas inibidores da biossíntese de esteróis.Usado contra a sarna da macieira. imidazóis. onde é um dos produtos mais usados. ferrugens e oídios. além das causadas por espécies de Pythium e Phytophthora.Foi lançado comercialmente em 1978. encontrado nos organismos vivos. dentre outras.Fungos oomicetos. foi necessário esperar o desenvolvimento de produtos seletivos. morfolinas. além de helminthosporioses. pudessem ser controladas com maior eficiência. onde exercem importantes funções fisiológicas). alface. abrangendo importantes fitopatógenos. contra fungos dos gêneros Pythium e Phytophthora. Podendo ser usada. indicado contra a ferrugem do gladíolo (Uromyces transversalis) e a sarna da macieira ( Venturia inaequalis). é a dificuldade de os patógenos sensíveis tornaremse resistentes. ferrugem da roseira( Pharagmidium mucronatum). em bananeira. crucíferas e cebola. freqüentemente. como as carboxamidas e os benzimidazóis. como os sistêmicos. Controla um amplo espectro de doenças causadas por ascomicetos. Propiconazole( Tilt) . contra Pucccinia alli e Uromyces transversalis. Possui faixa amarela. basidiomicetos e deuteromicetos. Triforine ( saprol) . Incluem compostos químicos estruturalmente muito diversificados( triazóis. ferrugem do crisântemo ( Puccinia horiana) e oídios em geral. somente na floricultura. Conseqüentemente. míldio da videira ( Plasmopara viticola). hoje. além das consideradas.Constitui o maior e o mais importante grupo de compostos já desenvolvidos para o controle de doenças fúngicas de plantas e animais. um análogo químico do metalaxyl). não tendo atuação sobre Pythium e Phytophthora. Há. septorioses. Contra este último apresenta notáveis efeitos curativos. Indicado para tratamento erradicante do solo e protetor de sementes e plântulas. habitantes do solo. sem serem afetados em sua adaptabilidade. não são afetados pelos primeiros sistêmicos descobertos. Exibe boa atividade em rega. Assim. sendo os triazóis os mais importantes. A grande vantagem desse grupo de fungicidas sistêmicos. Apresenta boa eficiência contra oídios. altíssima potência antifúngica. comercialmente.desenvolvido na . Os principais fungicidas deste grupo são: Birtetanol( baycur). com outros modos de ação. com uma estrutura com diversos anéis.O melhor fungicida contra a ferrugem do café. Devido ao baixo poder residual e ao perigo do surgimento de linhagens resistentes do patógeno visado. por exemplo. para que essas doenças. como os do míldio da videira e da requeima da batata e do tomate. Cymoxanil( Curzate M + Zinco( associado a maneb) .usado no controle da ferrugem do café ( Hemileia vastatrix).

hoje pode ser aplicado também em tratamento do solo e de sementes. É o melhor fungicida contra Phytophthpra infestans. usados na cultura do arroz. são exemplos de fungicidas deste grupo. contra Pyricularia oryzae. contra os quais apresenta alta eficiência. Um outro grupo seria o dos Inibidores da biossíntese de melanina. Essa suposição explicaria porque o controle completo da bruzone do arroz é conseguido em concentrações foliares 25 a 35 vezes menores do que o requerido para inibição micelial in vitro. . apresenta alta fungitoxicidade e in vivo controla tão eficientemente quanto o produto comercial doenças causadas por Phytophthora em abacaxi.sendo rapidamente absorvido por folhagens. míldio e da roseira. Trill) . a indução de produção de substâncias protetoras nas plantas tratadas. Entretanto. podendo ser aplicado na dosagem de 200 a 250g de ingrediente ativo por hectare. trata-se de um produto altamente vulnerável ao surgimento de populações resistentes do patógeno. Em formulações apropriadas para cada finalidade. na planta. abacate e citrus. é indicado no controle de requeima da batata e do tomate. Nesta última cultura é o melhor fungicida contra a gomose. Hoje. in vitro.Descoberto em 1977. cúprico ou chlorothalonil ). visando o controle principalmente de Pythium e Phytophthora do solo. supostamente. isoladamente. O Bim e Pyroquilon. conseguindo recuperar plantas próximas à morte. translocando-se tanto pelo xilema como pelo floema. apesar da boa eficiência in vivo. Efosite ou Fosetyl-Al ( Aliete. Em vista de sua pequena atividade in vitro. motivo porque é formulado junto com um fungicida protetor( mancozeb. é o primeiro fungicida comercial verdadeiramente sistêmico. supunhase haver uma via indireta de atuação. sabe-se que. o produto é transformado em ácido fosforoso que. Não apresenta boa atividade contra a requeima da batata e do tomateiro. Tem forte ação protetora e curativa. hastes e raízes e translocado apoplasticamente. mofo azul do fumo e podridão radicular da soja. Supõe-se que os apressórios sem melanina falhem como estruturas de penetração porque perdem a rigidez necessária para perfuração mecânica da cutícula. doenças causadas pelo gênero Phytophthora.década de 1970.