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Pnf Apostila- Profa Monica Cilento

Pnf Apostila- Profa Monica Cilento

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MINISTRANTE

¨ Ft. Mônica de B. R. Cilento

Professora do Curso de Graduação em Fisioterapia da Universidade Católica de Petrópolis Especialista em Fisioterapia Neurofuncional e Docência Superior Mestre em Ciências pela UFRJ Curso de Aperfeiçoamento nas Técnica de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, ministrado pelo Prof. Julio Gerardo Sanchez em 1986, na ABBR – Rio de Janeiro (240 hrs) Curso de Especialização nas Técnicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, sob a coordenação da Profa. Marie-Louise Mangold em 1996, no Kaiser Foundation Rehabilitation Center, em Vallejo – Califórnia (520 horas) Cursos pela Associação Internacional de PNF (IPNFA) realizados na Suíça e Polônia (150 horas) Terapeuta Internacional em PNF (Nível 5 pela IPNFA) Instrutora Internacional em PNF pela IPNFA Vice-presidente e Representante da IPNFA no Brasil

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Janeiro de 2009

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busca-se facilitar o desenvolvimento de padrões de movimentos coordenados e eficientes para otimizar a funcionalidade. neurológica. órgãos neurotendíneos de Golgi. mas sim uma filosofia.É todo processo que acelera uma resposta.2 INTRODUÇÃO: A abordagem em PNF foi desenvolvida nos anos 40 pelo médico Herman Kabat e as fisioterapeutas Maggie Knott e Dorothy Voss. etc). Neuromuscular . através da estimulação de todos os receptores possíveis. DEFINIÇÃO: Facilitação . Baseados nas teorias neurofisiológicas da época e em profundos estudos biomecânicos do movimento normal.O movimento envolve o músculo e sua unidade motora correspondente. proprioceptivos e exteroceptivos) e técnicas que são ferramentas para solucionar as disfunções específicas de cada indivíduo (diminuição de força muscular.Profa.) is te re d . como os fusos neuromusculares. enfatizando o que o indivíduo é capaz de realizar (motivação mútua). verbal. etc. · Busca do mais alto nível funcional. Neurologicamente falando significa diminuir o limiar de excitabilidade. Tal filosofia é baseada principalmente nos seguintes fatores: · Abordagem sempre positiva. · Treinamento intensivo com mobilização das reservas e investimento no potencial individual (as áreas fortes e sadias “irradiam” para as áreas debilitadas). reumatológica.Baseia-se na estimulação dos proprioceptores. U nR Workshop em PNF–. eles desenvolveram mais do que uma técnica de tratamento. FNP: Conjunto de técnicas que promove e acelera as respostas dos mecanismos neuromusculares. etc. incoordenação de movimentos. É um bombardeio sensorial em tempo e espaço para obtenção de uma resposta. Com a utilização de princípios básicos de estimulação sensório-motora (visual. dor. · Visão global do indivíduo (biopsicossocial). Proprioceptiva . Mônica Cilento eg Com este amplo enfoque funcional a abordagem PNF tem aplicabilidade em qualquer disfunção músculo-esquelética (ortopédica. respiratória.

2-) O objetivo inicial de todo tratamento é facilitar o paciente a alcançar o seu mais alto nível funcional. Mônica Cilento eg 1. é uma filosofia de tratamento.INPUT EXTEROCEPTIVO Contatos Manuais 4.Profa. em nível físico e psicológico. Baseado nesta filosofia.INPUTS PROPRIOCEPTIVOS a) Estímulo de Estiramento b) Tração e Aproximação c) Posição e Biomecânica Corporal d) Resistência Apropriada e) Irradiação f) Sequência de Movimento g) Padrões de Facilitação U nR Workshop em PNF–. A base desta filosofia é a idéia de que todo ser humano. certos princípios são básicos para a técnica: 1-) O enfoque terapêutico é sempre positivo.3 Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva é muito mais do que uma técnica. 1950). e não a um problema específico ou segmento corporal. reforçando e utilizando o que o paciente pode fazer. incluindo também aqueles com deficiências. PRINCÍPIOS BÁSICOS 2-INPUT VERBAL 3.INPUT VISUAL is te re d . têm um potencial não explorado (Kabat. 3-) PNF é uma abordagem global: Cada tratamento é direcionado para o ser humano como um todo .

Atentar-se para o tom e o ritmo. Fisiologicamente vai estimular os exteroceptores da pele e receptores de pressão. U nR Workshop em PNF–.Input Visual Existe uma relação entre movimento ocular. e estas por sua vez recrutam a musculatura do tronco superior. através do contato nas áreas onde os músculos irão trabalhar para assim poder orientar a direção do movimento.“ is te re d . específico para o paciente.Input Exteroceptivo a) Contatos Manuais É a aplicação das mãos do terapeuta sobre a pele do paciente para dirigir. controlar e resistir ao movimento. Curto. coordenando os movimentos da cabeça e do tronco com os movimentos das extremidades para atividades funcionais. claro e exato.Profa. “A audição é o grande sentido temporal . guiar. movimento da cabeça e ajustes posturais. A visão auxilia no reconhecimento da direção do movimento. * As áreas ópticas e auditivas no tronco encefálico têm conexões reflexas com os núcleos dos nervos motores. facilitando assim a atividade motora.Input Verbal 3.4 1 . “A visão é o grande sentido espacial “ 2 . * O movimento ocular recruta a musculatura da cabeça e pescoço. Mônica Cilento eg · · · Comandos Verbais: * Explicativo * Executivo * Corretivo Feedback Verbal: Possibilidade de monitorar a sua performance.

· De acordo com o objetivo. Mônica Cilento eg Tração: É o afastamento manual das superfícies articulares.Inputs Proprioceptivos a) Estímulo de Estiramento É o máximo alongamento dos componentes musculares principais do padrão. É a posição de partida do padrão. onde se deve respeitar principalmente os componentes rotatórios. U nR Aproximação: É uma compressão manual das superfícies articulares. Uma tração manual mantida durante um encurtamento muscular concêntrico mantém a facilitação dos fusos musculares. *uma boa posição para a coluna.Profa. e funcionalmente favorecemos uma boa contração muscular. is te re d . Promove estabilidade e sustentação postural. · Ação da gravidade e do tônus. Workshop em PNF–. no nível adequado. b) Tração e Aproximação c) Posição e Biomecânica Corporal Posição corporal do terapeuta: · Garante: *uma resistência eficiente. Estimula-se fisiologicamente os receptores capsulares e sinoviais. que são de respostas e reações mais lentas. Fisiologicamente estimulamos os fusos neuromusculares e os órgãos neurotendíneos de Golgi.5 4. Posição do paciente: · Sem dor e próximo ao terapeuta. Estimula-se fisiologicamente os receptores ligamentares que são de reações rápidas. aumentando assim a resposta motora. Relaciona-se principalmente com a promoção do movimento ou quando a ação da gravidade precisa ser eliminada.

* Indicações: * Facilitar a resposta muscular. sem vencer ou quebrar a contração do paciente. Kabat concluiu que a resistência ao movimento produz irradiação. e que a disseminação da atividade muscular ocorre em padrões específicos.Profa. Define-se irradiação como a “disseminação” da resposta motora ao estímulo. * Aumentar a resistência. através de um processo de sincronismo. A resposta aumenta na medida que o estímulo aumenta em intensidade e duração. Quando se aplica em uma contração isométrica. U nR A resistência manual adequadamente aplicada resulta em irradiação e reforço. * Melhorar a coordenação. d . a resistência é a maior quantidade que se pode aplicar. * Aumentar a força. Mônica Cilento eg is te re OBS: A facilitação apropriada (resistência). mantendo a estimulação sobre os fusos neuromusculares constante. permitindo total amplitude de movimento. Workshop em PNF–. proporciona os meios para assegurar a irradiação dos grupos musculares mais fortes para os mais fracos. Dr. e) Irradiação f) Sincronização de Movimentos A sincronização normal é a seqüência de contrações musculares que ocorre em qualquer atividade motora. resultando num movimento coordenado. Esta resposta pode ser vista como um aumento da facilitação (contração) ou inibição (relaxamento) nos grupos musculares sinérgicos e padrões de movimento.6 d) Facilitação Apropriada (Resistência Apropriada) É a maior quantidade de resistência que se pode aplicar em uma contração isotônica ou ativa.

O movimento em massa é uma característica da atividade motora normal e concorda plenamente com o axioma de Beevor. articulações e ligamentos.Profa. Relacionam-se fundamentalmente com o alinhamento topográfico dos músculos e suas características estruturais. que devem ser criteriosamente respeitados para a eficaz execução do método. O caráter espiral e diagonal dos padrões de facilitação respeita as características espiral e rotatória do sistema esquelético dos ossos. Os padrões de facilitação têm como características principais seus componentes em espiral e diagonal. U nR Workshop em PNF–.7 g) Padrões de Facilitação Os padrões de facilitação utilizados no método são de movimentos em massa. apenas sabe de MOVIMENTO. que se assemelham muito aos padrões funcionais de movimento (como nos esportes e nas AVDs). Mônica Cilento eg is te re d . que o cérebro nada entende de músculos e suas ações isoladas.

Reflexo de estiramento repetido: * no início da amplitude * através da amplitude 6.Profa. Manter-relaxar U nR 1. Aumentar a resistência. Aumentar a amplitude de movimento. Mônica Cilento eg is te re d . 3. VISÃO GERAL DAS TÉCNICAS * reversão dinâmica *reversão de estabilizações * estabilização rítmica 5. Aumentar a coordenação e o controle. 4. Relaxar e dimimuir a dor. 2. Aumentar a força.” Objetivos: · · · · · · · · Aprender ou iniciar um movimento.8 TÉCNICAS ”Técnicas são ferramentas de facilitação com um objetivo específico. Modificar a velocidade de um movimento. Contrair-relaxar 7. Aumentar a estabilidade. Iniciação rítmica Combinaç ão de isotônicas Réplica Reversão de antagonistas: Workshop em PNF–.

do músculo ou padrão restrito.Profa. incluindo rotação. · Repita o procedimento e exercite a nova amplitude. O trabalho ativo é preferível. · Ajudar o paciente a relaxar. · Normalizar o ritmo do movimento (aumentar ou diminuir) · Ensinar o movimento. Mônica Cilento eg is te re d . · Terapeuta solicita que o paciente realize uma forte contração. passivo ou ativamente. CONTRAIR .RELAXAR Descrição: · Terapeuta ou o paciente move a articulação ou o segmento corporal até o final de sua amplitude passiva no padrão correto. 6. · Melhorar a cooordenação e a sensação do movimento. · Prevenir lesões (especialmente nos esportes). · Para terminar o paciente deve mover-se sozinho. · Paciente é solicitado a relaxar e leva-se ao novo limite de amplitude. · Terapeuta resiste o movimento ativo. Descrição: · Inicia movendo passivamente o pac. Workshop em PNF–. · Paciente é solicitado a iniciar o trabalho ativamente na direção desejada. U nR Indicação: · Aumentar a amplitude passiva de movimento. através da amplitude de movimento. · Estirar e relaxar os músculos.9 1. INICIAÇÃO RÍTMICA Indicações: · Facilitar a iniciativa motora.

Sullivan P E. · Repita todos os passos no final da nova amplitude. Adler S S. Appleton & Lange. Buck M. para o novo limite de amplitude. · Relaxamento · Contrações isotônicas do paciente são muito fortes para o terapeuta controlar. Stamford – Connecticut. · Solicite uma contração isométrica dos músculos ou do padrão com restrição. 3. É preferível o movimento ativo.10 7.br is te re d . U 1. 1995. 3rd ed. Voss D E. São Paulo: Editorial Panamericana. · Diminuir a dor. 1987. 2000. Ionta M K. 2nd ed. Clinical Decision Making in Therapeutic Exercise. PNF in practice – an illustrated guide. MANTER-RELAXAR Indicações: · Aumentar amplitude passiva de movimento. Descrição: · Mova a articulação ou segmento corporal até o final de sua amplitude passiva sem dor. Myers B J. Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva. nR Workshop em PNF–. Beckers D. · Solicite um relaxamento e mova a articulação. 2. Mônica Cilento eg BIBLIOGRAFIA monicacilento@serraon. · A resistência é aumentada gradativamente pelo terapeuta. Markos P D.com. ativa ou passivamente.Profa. NewYork: Springer-Verlag.

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