ESTÁTICA – DEC 3674

42

5 Características geométricas da seção transversal1
5.1 Centro de Gravidade de um Corpo Bidimensional.
Consideremos uma placa horizontal. Podemos dividir essa placa em n elementos pequenos. As coordenadas do primeiro elemento são denominadas x1 e y1, as do segundo elemento x2 e y2 etc. As forças exercidas sobre os elementos da placa serão denominadas P1, P2, Pn, respectivamente. Essas forças ou pesos podem ser consideradas paralelas. Sua resultante é, por conseguinte, uma única força na mesma direção. A intensidade P desta força é obtida pela adição das intensidades dos pesos elementares. ΣFz = P = P + P2 + ... + Pn 1

Para obtermos as coordenadas X e Y do ponto G onde a resultante P deve ser aplicada devemos satisfazer a condição de que os momentos das parcelas Pi em relação aos eixos x e y sejam iguais ao momento da resultante P em relação aos mesmos eixos. ΣMx = PX = P1 x1 + P2 x2 + ... + Pn xn ΣMy = PY = P1 y1 + P2 y2 + ... + Pn yn (5.2)

Se aumentarmos o número de elementos em que a placa é dividida e diminuirmos simultaneamente o tamanho de cada elemento, teremos as seguintes expressões P = ∫dP PX = ∫x dP PY = ∫y dP (5.3)

Essas expressões definem o peso P e as coordenadas x e y do centro de gravidade G da placa.

5.2 Centróides de Áreas.
No caso de uma placa homogênea de espessura uniforme, a intensidade P do peso de um elemento da placa pode ser expressa como:

1

Mecânica vetorial para engenheiros - Ferdinand P. Beer e E. Russell Johnston, Jr.; McGraw-Hill, 1976

ESTÁTICA – DEC 3674

43

P = γ.t.A Sendo: γ = peso específico .(peso por unidade de volume) do material t = espessura da placa, e A = área do elemento

Substituindo P e Pi na equação de momentos (5.2) e dividindo por γt, escrevemos ΣMx = AX = A1 x1 + A2 x2 + ... + An xn ΣMy = AY = A1 y1 + A2 y2 + ... + An yn (5.4)

Aumentando o número de elementos em que a área A é dividida, obtemos XA = ∫ x.dA AY = ∫ y.dA (5.5)

Essas equações definem as coordenadas x e y do centro de gravidade de uma placa uniforme. O ponto de coordenadas X e Y é também conhecido como o centróide C da área A da placa

A integral ∫x.dA é conhecida como o momento estático da área A em relação ao eixo y. Analogamente, a integral ∫y.dA define o momento estático de A em relação ao eixo x.

Vê-se das Eqs. (5.5) que, se o centróide de uma área está situado sobre um eixo coordenado, o momento estático da área em relação a este eixo é nulo.

Áreas simétricas em relação aos eixos Quando uma área A possui um eixo de simetria BB', o centróide da área deve estar situado neste eixo. Se possuir dois eixos de simetria, o centróide da área está situado na intersecção dos dois eixos de simetria. Esta propriedade nos possibilita determinar imediatamente o centróide de áreas tais como círculos, elipses, quadrados, retângulos, triângulos eqüiláteros ou quaisquer outras figuras simétricas. A seguir são fornecidos alguns centróides de formas usuais de áreas:

ESTÁTICA – DEC 3674

44

y y b/2 C b/2

Triângulo

xCG =

yCG = h/3

Área = ½ . b.h

Quarto de círculo
C O y x O C r

xCG = 4.r/3.π

yCG = 4.r/3.π

Área = π.r2/4 Área = ½.π.r2.

Semi círculo xCG =0

yCG = 4.r/3.π

Quarto de elipse
C O y x O b C

xCG = 4.a/3.π
r a

yCG = 4.b/3.π xCG =0

Área = π.a.b/4

Semi elipse

yCG = 4.b/3.π Área = ½.π.a.b

a C O y x O h C

Semi parábola xCG = 3.a/8 Parabólica yCG = 4.h/5 xCG =0 Área = 2.a.b/3 Área = 4/3.a.h

yCG = 3.h/5

Superfície arqueada de uma abóbada – forma geral
a y = k.x O xcg
n

h ycg

xcg =

n +1 .a n+2

ycg =

n +1 .h 4.n + 2

Área =

a.h n +1

5.3 Placas Compostas.
Uma placa pode ser dividida em retângulos, triângulos ou outras das formas usuais. A abscissa X de seu centro de gravidade G pode ser determinada das abscissas dos centros de gravidade das várias partes, expressando que o momento do peso de toda a placa em relação ao eixo y é igual à soma dos momentos dos pesos das várias partes em relação ao mesmo eixo (Fig. 5.9). A coordenada Y do centro de gravidade da placa é encontrada de maneira análoga, equacionando os momentos em relação ao eixo x.

5 cm . equacionando momentos estáticos das áreas em relação ao eixo x.10). y Σ Ai C X Y O x O C1 A1 y A3 C3 C2 A2 x FIG.10. A ordenada Y do centróide é encontrada de maneira análoga.. Centróide de uma área composta ∑M x =Y ( A1 + A2 + . An ∑M y =X ( A1 + A2 + . Uma área com centróide à esquerda do eixo y terá momento estático negativo em relação ao eixo y. 15 cm 22. + xn . 5. Centro de gravidade de uma placa composta Se a placa é homogênea e de espessura uniforme. 10 cm Exemplo 1 5 cm r = 10 cm Determinar o centro de gravidade da placa homogênea ao lado.. 5.. isto é..8) Cuidado: Momentos estáticos de áreas podem ser positivos ou negativos.9. o centro de gravidade coincide com o centróide G de sua área.. An (5. A2 + . A2 + . + yn . considerando que o momento estático da área composta com respeito ao eixo y é igual à soma dos momentos estáticos das diversas áreas em relação ao mesmo eixo (Fig. A1 + y2 .. + An ) = y1.5 cm 17. + An ) = x1.ESTÁTICA – DEC 3674 45 z z y P = ΣPi X G1 P3 P1 O x P2 G2 x G3 O Y FIGURA 5. A abscissa X do centróide da área pode ser então determinada... A1 + x2 .

A2 + .25 26. ela é o complemento da área do quarto de circulo.25 12685..34 cm y Exemplo 2 Determinar o centróide da área mostrada ao lado.62 y.ESTÁTICA – DEC 3674 46 y 26. A1 + x2 .16 cm Y = 14.365 cm 3π y 15 cm Y C X x 7.81 656..71 13412..A 7593.5 cm x x 8.(884. A1 + y2 . + An ) = x1. Observe também que pela simetria X =Y.24 cm 3π y 24.54 131.A 10125 1903.(884.74 cm 4r = 4. + An ) = y1.33 cm x X = 15. mas.79) = 12685.62 → X = 15..635 cm . assim: y y 15 cm r = 15 cm 15 cm x 4r = 6.16 cm → Y.24 cm 11.34 cm C 15 cm 5 cm x Da equação 5..16 3718.24 5 x.79 x 11..25 cm 28.79) = 13412.06 → Y = 14. An Componente Retângulo Quarto de círculo triângulo A 675 78. que tem seu centróide e área conhecidos.06 → X. Observe que a área é desconhecida. + xn . An Y ( A1 + A2 + . + yn ..33 y 15 24. A2 + .75 2100.8: X ( A1 + A2 + ..74 28.25 884.

0 .1525 Σ x.(48.64 x.ESTÁTICA – DEC 3674 47 Componente Quadrado Quarto de Círculo A 225. A2 + .4 Determinação do Centróide por Integração..8: X ( A1 + A2 + ..A = ∫y dA (5. Ai → X.A = 162 Da equação 5.6 Σ A = 48. Determine o centróide do trapézio abaixo b-a ℓ a ℓ b ℓ a a ℓ b 5. y 2 2 = 0 b.4 x 7.A 1687 .176.5) Exemplo 1 y x h dx Para a área ao lado determinar o momento estático e as coordenadas do centro de gravidade.A = ∫x dA -Y. + An ) = x1.dy h b x Mx = ∫ y ( bdy ) = h 0 b ∫ ydy = 0 h b. + xn .h 2 2 .5 8. X.. An X ( ∑ Ai ) = ∑ xi .. Momento estático: Mx = ∫ y dA A dy y ∴ dA = b.4) = 162 → X = 3.35 cm Na Tabela anterior que fornece os centróides das figuras planas não consta o trapézio. A1 + x2 .

⎜ − ⎟ = .x2 h a y dA = y dx y/2 x a y x x Determinar por integração direta o centróide da figura ao lado Condições de contorno: x = a → y = h → y= ∴ h = k.b 2 2 bh 2 Mx 2 =h = Y= 2 A b.dx b My = ∫ x ( hdx ) = 0 h ∫ xdx = 0 h h.x a2 e x= a 1/ 2 .h e Exemplo 2 h Para a área ao lado determinar a coordenada Y do CG.a .h 3 h x3 A= 2. dy y Y = Mx / A x b Mx = ∫ y dA 0 h h dA = u.a 2 ∴ 1 A = a. = a 3 0 a h .dy h e u h − yu = b h h → u= b( h − y ) h ∴ dA = b(h − y ) dy h b( h − y ) ybh − by 2 b Mx = ∫ y.y h1/ 2 Mx e My com o elemento vertical Área: dA = y.h 2 = h ⎣ 2 3 ⎦0 h ⎝ 2 3 ⎠ 6 6 h Y= Mx b. dy = ∫ dy = ∫ ( yh − y 2 ) dy h h h0 0 0 b ⎡ hy 2 y 3 ⎤ b ⎛ h3 h3 ⎞ b b.h 2 Mx = .a2 h 2 .dx ∴ h A = ∫ dA = ∫ y.x 2 . a3 − 0 ) = 2 ( 3.h 2 6 h = = A b.h y u hb 2 My 2 =b Centro de gravidade X = = 2 A b.dx = ∫ 2 .dx a h.h 2 3 Exemplo 3 y y = k. ⎢ − ⎥ = .x 2 = 2 0 h.a 3 3.ESTÁTICA – DEC 3674 48 My = ∫ x dA A b ∴ dA = h.

dA 0 h h dA = ( a − x ) . ⎢ − 1/ 2 ⎥ ⎣ 2 5. ⎢ 4 x ⎥ 2 ⎣ 5.h5/ 2 ⎤ Mx = a.vert .dy 2 ⎠ 0⎝ a2 ⎛ y ⎞ My = ∫ ⎜1 − ⎟ .dx 1 ⎡ h 2 5 ⎤ a.dy h Mx = ∫ ( y ) .x 2 ⎟ .dy 0 h dA = (a-x) dy y x (a + x)/2 a x a ⎛ ⎞ Mx = ∫ y ⎜ a − 1/ 2 y1/ 2 ⎟ .dx ⎝a ⎠ 0 a h My = ∫ 2 .dx ⎛ y⎞ Mx = ∫ ⎜ ⎟ .dA 0 h My = ∫ x.horiz .dx 2⎠ 0⎝ a a Mx = 1 ⎛ h 2⎞ ⎜ .h 2 ⎤ ah 2 Mx = a.h ⎦ ⎡ h 2 2.a ⎦0 1 ⎡ h ⎤ h. y. ⎢h − = 2 ⎣ 2.dy h ⎝ ⎠ 0 ⎡ ⎤ ⎢ y2 y5 / 2 ⎥ Mx = a ⎢ − 5 1/ 2 ⎥ ⎢2 . ( a − x ) .h My X= = 4 a.h ⎥ 4 ⎦ Posição dos centróides a 2 .a ⎦0 dA = y.dy h ⎛a+x⎞ My = ∫ ⎜ ⎟ .a 2 My = .∫ 4 .h A 3 3 h 10 X= Y= . ⎢ 2 a 4 ⎥ = 4 ⎣a 4 ⎦ Mx e My com o elemento horizontal y Mx = ∫ ycg . ⎜ 2 .h .h 2 Mx = .ESTÁTICA – DEC 3674 49 Mx = ∫ ycg .vert .dx 2 0a a 1 ⎡ h2 5 ⎤ Mx = . y.dx 0 a ⎛ h ⎞ My = ∫ x.h ⎥ ⎣ ⎦0 2 My = ∫ xcg .x ⎟ .h A 3 3 a 4 ah 2 Mx 10 Y= = a.dx 2 ∫ ⎝ a2 ⎠ 0 a 2 1 h2 4 Mx = .dA 0 h h h a ⎛ ⎞ Mx = ∫ ⎜ ya − 1/ 2 y 3/ 2 ⎟ .vert .dx a 0 a ⎡ h ⎤ My = ⎢ 2 x 4 ⎥ ⎣ 4.dy h ⎠ 0⎝ ⎡ h 2 2.x 3 .dy 2 0⎝ h⎠ h My = ∫ a2 My = 2 1 2 ( a − x2 ) . ( a − x ) .dy 2 0 h ⎡ y2 ⎤ y− ⎥ ⎢ 2h ⎦ 0 ⎣ My = a2 ⎡ h 2 ⎤ a 2 .dA 0 a dA = y.x . ⎢ − = 5 ⎥ 10 ⎣2 ⎦ dA = ( a − x ) . ⎢ 4 a ⎥ = 10 ⎣ a ⎦ 10 h My = ∫ xcg .

dx = 2 .b 2 → Mx = 4.dx 20 h2 Mx = 2.h 3 y Mx = ∫ .dx 2 b 1 ⎡ ⎛ x2 ⎞⎤ Mx = ∫ ⎢ h ⎜1 − 2 ⎟ ⎥ .∫ ( b 2 − x 2 ) .b 2 4 . os momentos estáticos Mx e My e a posição do centro de gravidade C.h A 3 3 X= b 8 b ⎛ b2 b4 ⎞ ⎛ b2 ⎞ My = h.dA = 0 b b ⎛ x2 ⎞ ⎛ x3 ⎞ x.h A 3 Y= 2 h 5 My = ∫ x. calcular a área.b 2 .b.h 2 Mx Y= = 15 2.dx h h ⎛ x2 ⎞ h A = h.∫ ⎜1 − 2 ⎟ .b x− b 3 0 b ⎤ h ⎡⎛ 2 b 3 ⎞ .b3 − b3 ⎞ ⎜ ⎟ b2 ⎝ 3 ⎠ ∴ A= 2.b 4 4.b5 − 10.dx b ⎠ b 0 0⎝ h 2 x3 = A= 2 .dx ∴ A = ∫ dA = ∫ y.b5 ) 4 ( 30.h ⎜1 − 2 ⎟ dx = h ∫ ⎜ x − 2 ⎟ dx ∫ ⎝ b ⎠ b ⎠ 0 0⎝ b ⎡ x2 x4 ⎤ My = h.b5 + 3. ⎢⎜ b b − ⎟ − ( 0 − 0 ) ⎥ = b 2 ⎣⎝ 3⎠ ⎦ h ⎛ 3.b ⎦ 0 h.dx 2 0 ⎣ ⎝ b ⎠⎦ b Mx = 1 h2 4 2 2 4 ∫ b4 ( b − 2b x + x ) .b5 ) ⎜ 2.dA 2 0 b dA = y.dx = ∫ h 1 − x ( 2 b2 ) . dA = y. My X= = 4 2.b.b.b 4 ⎝ 3 5⎠ 30.dx 2 Mx = ∫ 0 b b y y. h X C Y x dx b y/2 x y Considerar uma curva parabólica y = h[1.b. ⎜ ⎟ ⎝ 2 4.b 4 ⎡ 4 2 x5 ⎤ b x − b 2 x3 + ⎥ = ⎢ 3 5 ⎦0 ⎣ h 2 ⎛ 4 2 2 3 b5 ⎞ h2 b b− b b + ⎟ = (15.b ⎠ ⎝ 4⎠ My = h. ⎢ − 2 ⎥ ⎣ 2 4.b. ⎜ − 2 ⎟ = h.(x2/b2)].h 15 2 Mx = h 8.ESTÁTICA – DEC 3674 50 Exemplo 3 y Para a figura ao lado.

882 m .x2 ) x1 + 1 2.x12 + 1 2.x2 ) x1 + 1 2.x1 ) + 0.5.dy b a a a y2 A = ∫ dA = ∫ y.ESTÁTICA – DEC 3674 51 Exemplos 2 01 . a.b.294 m ycg = 1.dy = . x2 xcg = xcg.b.x1 + 1 6. ( 0.dy b∫ 2 y3 = 0 = 2.b = .5 b ycg.0 m.Determinar o ycg do triângulo com os eixos passando pelo vértice.5.x2 = = b. y dA = x.b 2 .2 = 1/3 x2 ycg.1 = 0.x2 1 6.5.b 2 .x2 Σ Ai Por exemplo: b = 4.x1 + x2 ) ycg = = = = b. = b 2 2 ycg = ∫ y.x1.1 = 1/3 b 2 Σ Ai.dy dA b x y x ycg = ∫ y.b.5 x1 xcg.5. ( 0.dy dy a b = x y b x= a y b ∴ b dA = a y.x1.0 m xcg = 4.x2 .x1. b0 b 2 0 a 2 y . ( x1 + 0.5. yi b. x1 = 7. ( 3.b 3 Determinar o ycg do trapézio abaixo. ( x1 + 0.dA 0 b A = a ∫ b y.b b 3 2 b 0 a b 2 a. ( x1 + 0. (1 3.5.x2 ) b.5.dA ∫ dA ∴ b e dA = x. y b 1 x1 2 x2 x y b a x A1 = b .b ) + 0.x2 + x1 ) 1 2.x2 .xi b.dy 0 A b b 0 2 ycg = .1 = 0.b ) 1 2. y. x1 A2 = 1/2 b . (1 3.0 m e x2 = 3.x2 Σ Ai Σ Ai.x2 + 1 6.

a = 30.h ) . y h1 h 1 2 a b x 2 ou 1 3 2 A seção é simétrica em relação ao eixo vertical. ycg = 50. A = b.b.g.5 b. h = 75 e h1 = 15 cm.5. ( h − h1 ) .5.5.0.h − ( h − h1 ) .h − ( h − h1 ) .ESTÁTICA – DEC 3674 52 02 .Determinar o ycg da seção T abaixo.h ) − 0. ( b − a ) 2 Por exemplo: para b = 150. ( b − a ) .h ) − ( b − a ) . y h1 h3 h2 1 2 y1 a b d c x y2 x y3 y x1 x2 3 x3 a 60 b 30 c 60 h1 15 h2 75 h3 45 . ( h − h1 ) = ( 0.h − ( h − h1 ) .83 cm 03 . ( h − h1 ) ycg = b. xcg = 0. ( b − a ) b. ( b − a ) 2 ( b.5.Determinar o c. ( 0. da seção T abaixo.

ycg 27000 60750 168750 84375 324000 141750 519750 286875 xcg = 88.Determine para a superfície plana da figura: os momentos estáticos em relação aos eixos x e y e a posição do centróide.038 cm 04 .5 52.5 37.ESTÁTICA – DEC 3674 53 Área 1 2 3 Total 900 2250 2700 5850 xcg 30 75 120 ycg 67. da seção abaixo.Determinar o c.g.5 A.xcg A. 20 20 60 40 60 40 30 05. y 120 mm y 80 mm 120 mm y O 60 mm O 120 mm x 40 mm 60 mm y O x 80 mm y 60 mm 80 mm 80 mm O x 40 mm 60 mm 120 mm O x O 60 mm x xcg = 55 mm ycg = 37 mm .846 cm ycg = 49.

y Compressão y L. e a seção da viga na posição C. ou seja. a inferior é tracionada e. Tração ∆F = k. y. portanto Y. em relação ao eixo x.int Uma força elementar atuando em uma área elementar é dada por: ∆F = k . consequentemente. as forças em um lado do eixo neutro são forças de compressão e do outro lado.5 Momentos de Inércia 5. . os esforços internos resistentes. enquanto que no eixo as forças são nulas.5. Na figura abaixo. Compressão A C B Tração Em função da ação externa aplicada têm-se solicitações internas nas seções da viga e.∆A E o módulo da resultante R das forças elementares ∆F sobre a seção inteira é dada por: R = ∫ k .ESTÁTICA – DEC 3674 54 5. pois Y= 0. a régua será flexionada e.dA A última integral na expressão da resultante é conhecida como momento de primeira ordem da seção.y. O efeito dessa ação pode ser facilmente visualizado flexionado as duas extremidades de uma régua. e.A = 0.N. pois o baricentro da seção está localizado sobre o eixo x. está em um estado de solicitação chamado flexão pura. Esses esforços internos resistentes são distribuídos e seus módulos variam linearmente com a distância y a partir da linha neutra. sua face inferior será tracionada e a superior comprimida.dA = k ∫ y. forças de tração. y.∆A y MS. Assim.ext A C MS. A Figura abaixo mostra o trecho AC da viga AB. e é nula.1 Momentos de 2º ordem ou Momentos de inércia de Áreas Uma viga bi-apoiada solicitada por dois momentos iguais e opostos aplicados em suas extremidades. a linha que separa as duas regiões é chamada de Linha Neutra ou eixo neutro da seção. a região superior (hachurada) é comprimida.

⎜ ⎟ 3 3 ⎝ 2 ⎠ = 2.dx = h. y 3 b. y 3 Ix = ∫ y .h3 b. teríamos: y dA = b. mas essa integral será sempre positiva e diferente de zero.dy h/2 h/2 b +b / 2 Ix = ∫ y 2 . y 2 .b = h.x3 h.b3 Iy = ∫ x . h.dy = = 3 0 3 0 h h 2 e.ESTÁTICA – DEC 3674 55 O sistema de forças ∆F reduz-se. Observe que y poderá ser positivo ou negativo.h3 Ix = ∫ y .dy = 3 −h / 2 2 −h / 2 ⎛h⎞ b.b. 3 3 x8 12 3 3 Iy = −b / 2 ∫ x 2 .dA = ∫ y 2 . ⎜ ⎟ b. a um conjugado e. e integrando sobre a secção da viga. No exemplo da figura acima. obtemos: M = ∫ k .dA ∆Mx = y. portanto. analogamente: b h.x 3 3 b/2 −b / 2 .h. o módulo M deste conjugado (momento fletor) deve ser igual à soma dos momentos elementares. O momento de segunda ordem é obtido pela multiplicação de cada elemento de área dA pelo quadrado de sua distância ao eixo x.dy dy x +h / 2 h/2 y b.dA = k ∫ y 2 .∆A das forças A última integral na equação acima é conhecida como o momento de segunda ordem ou momento de inércia da seção da viga em relação ao eixo x e é designada por Ix.b.b = 2. = 3 3x8 12 ⎛b⎞ h.h.b.dA = ∫ y 2 .∆F = k.y2. para a seção retangular de largura b e altura h. ⎝ ⎠ = 2.dx = = 3 0 3 0 b b 2 Mudando-se os eixo de forma que passem pelo centróide y dA = b. Integrando sobre a secção inteira.h3 2 = 2.dy h dy x Ix = ∫ y 2 .b.dy b.

3 2 2 0 0 0 2π ρ4 4 r 0 r 4 α sen2α = − 4 2 4 2π 0 r 4 2π sen4π = .r 4 4 .sen α x Ix = ∫ y 2 .2 Momento Polar de inércia da área J O = ∫ r 2 .dy h h b h.senα ) .dA = I x + I y Determine o Momento de inércia da seção circular.dA = ∫ ( ρ .dα .ESTÁTICA – DEC 3674 56 Determine o Momento de inércia da seção triangular.d ρ 2 2π r ⎧0 ≤ ρ ≤ r ⎨ ⎩0 ≤ α ≤ 2π Ix = ∫ ∫ ρ . y h dy u b h-y y x b h = u h− y u= b (h − y) h dA = u.dy dA = b(h − y) .dA = ∫ ( x + y ) .h3 Ix = − = ⎢ ⎥ = 12 h 3 4 0 h ⎣ 12 ⎦ 5. − 4 2 4 Ix = Iy = π .dα . h b(h − y) b .dA + ∫ y .d ρ = ∫ sen α .sen α . y r r y dρ y x ρ dα α dA = ρ.dA 2 r = distancia do elemento de área até o pólo O.dρ y = ρ.dα .5.dA = ∫ y 2 . y 3 y 4 b ⎡ 4h 4 − 3h 4 ⎤ b.h − y 3 ) .dy = ∫ ( y 2 .dA 2 2 2 2 2 J O = ∫ r 2 .ρ . portanto também pode ser calculada através dos momentos retangulares de inércia Ix e Iy. J O = ∫ r .dy h Ix = ∫ y 2 .dA = ∫ x . 2 2 y dA r O A x x y Observe que r = x + y .dα.

Ix = ∫ y 2 . y A ky O x O x y A I x = k x2 . Na figura ao lado. a distancia dessa faixa ao eixo x. Se concentrarmos esta área em uma faixa estreita. e com o mesmo momento de inércia Ix. e queremos determinar o Momento de Inércia Ix.4 Teorema dos Eixos Paralelos.3 Raio de Giração de uma área Uma determinada área tem um Momento de Inércia Ix em relação ao eixo x. em relação ao eixo x.dA Nesta expressão temos: Ix = ∫ yc2 . paralelo a x1. é denominada Raio de Giração.dA = ∫ ( yc + d1 ) .dA + 2.5.d1 ∫ yc .dA + d12 ∫ dA ∫ y .dA 2 c = = = Ix1 = Momento de Inércia em relação ao CG 2. consideremos conhecido o Momento de Inércia da seção em relação ao eixo x1. yc .d1 ∫ yc . A ∴ kx = Ix A temos analogamente 2 2 kO = k x2 + k y ky = Iy A e kO = JO (polar) A Como J O = I x + I y 5.dA 2 dA yc y d x A CG x1 Ix = ∫ ( yc2 + 2.d1 + d12 ) .dA ∫ y .dA = 0 c Momento estático em relação ao CG Área x deslocamento dos eixos ao quadrado d12 ∫ dA ∫ dA = A .ESTÁTICA – DEC 3674 57 5. Ix1. paralela ao eixo x.5.

5. A ρ 2 = d12 + d 22 J1 = I x1 + I y1 J = I x + I y = ( I x1 + d12 . deslocamentos dos eixos x e y. A e I y = I y1 + d 22 . ρ d2 CG d1 x y y1 xc dA yc x1 J = Ix + I y I x = I x1 + d12 . Momento de Inércia Polar em relação aos eixos transladados. A ) + ( I y1 + d 22 . A J J1 ρ Momento de Inércia Polar em relação à origem dos eixos que passam pelo CG. consideremos conhecido o Momento de Inércia da seção em relação aos eixos x1 e y1 passando pelo CG da seção. Ix1 e Iy1 e queremos determinar os Momento de Inércia em relação ao eixo x e y. J = J1 + ρ 2 . 5. paralelos a x1 e x1. A = J1 + ρ 2 . .ESTÁTICA – DEC 3674 58 Teorema dos eixos paralelos: I x = I x1 + d x2 .5 Teorema dos Eixos Paralelos para Momentos de Inércia Polares. A 2 I y = I y1 + d y . distância entre as origens dos sistemas de eixos considerados. Na figura ao lado. A Sendo: Ix1 e Iy1 dx e dy A Ix e Iy Momentos de inércia em relação ao CG. A ) = I x1 + I y1 + ( d12 + d 22 ) . A Teorema dos eixos paralelos para Momentos de Inércia Polar. respectivamente Área da seção Momentos de inércia em relação aos eixos transladados.

maior a sua resistência à torção. MS. elas são nulas na Linha Neutra e aumentam à medida que se afastam em direção às bordas. no dimensionamento de peças submetidas à esforços de torção. Tração Admitindo-se uma distribuição linear das tensões. Tração σmax.5. tração. Assim obtemos σmax em função de ymax. mas. Já vimos que acima da Linha Neutra temos compressão e abaixo.ext A C MS. tem-se o Módulo de Resistência Polar (Wp).5.int Compressão y L.N.6 Módulo de Resistência. definimos Módulo de Resistência (W) de uma seção como: W= I ymax Mf y I Wx = Ix ymax e Wy = Iy xmax unidades : ( L3 ) Mf W σ= σ max = Mf ymax I σ max = 5. Compr. σmax. com y variando entre –h/2 e +h/2. Veja a seção abaixo. Estas tensões de tração e compressão não são constantes. De forma análoga. onde atingem seus valores máximos. que ocorrerá nas bordas. Quanto maior o Módulo de Resistência Polar de uma seção.7 Módulo de Resistência Polar. normalmente o que nos interessa é o valor máximo dessa tensão. como já foi visto. a tensão devida à flexão é dada por: σ= Mf y I Esta equação nos da a tensão ao longo da altura da seção. Wp = J0 rmax (unidades : L3 ) . Como a distância do centróide de uma seção às suas bordas é uma característica da seção.ESTÁTICA – DEC 3674 59 5.

h 12 ix = h h.D 4 2 π .D 4 2 π . 3 = 6 2.h 2 + = ( h + b2 ) 12 12 12 2 2 1 2 ⎛b⎞ ⎛h⎞ 2 2 rmax = xmax + ymax = ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ = b + h2 2 ⎝2⎠ ⎝2⎠ b. 3 iy = b = h.D 3 .ESTÁTICA – DEC 3674 60 Exemplo: Determinar o raio de giração.b3 b.b 2 6 J0 = I x + I y = b.b3 b 12 Wy = 2 h. = = 2 64 π . para as seções retangular e circular: C ix = h x Ix = A Iy A b.D 4 64 = π . 3 b b. = = 32 D 16 rmax . relativos aos eixos baricêntricos x e y. 3 = 6 2.D 4 A Ix π .D 4 32 Wp = J 0 π .h 2 Wx = 6 Wy = Iy xmax = h.h3 h 12 2 b.b3 2 12 = b b. o módulo de resistência e o módulo de resistência polar.h 2 ( h + b2 ) b.h 12 iy = I Wx = x = ymax b.h 2 2 J0 Wp = = 12 = b +h 1 2 rmax 6 b + h2 2 y D ix = i y = Ix π .h3 2 12 = h b. = = 64 D 32 ymax x Wx = Wy = J0 = I x + I y = 2 π .h3 h.D3 .D 4 4 d .

∫ ( X . y '+ X .Y ) .d y .Y .ESTÁTICA – DEC 3674 61 5.Y ) .5.dA ∫ ( X . A integral do produto de cada elemento dA de uma área A por suas coordenadas x e y é conhecida como o produto de inércia da área A em relação aos eixos x e y (Pxy). quando um ou ambos os eixos x e y são eixos de simetria da área A.dA Momentos estáticos nulos (eixos baricentricos) Área sendo dx e dy os deslocamentos dos eixos.8 Produto de Inércia.Y + X .dA ∫ ( x '. y x X A y’ dA x' y’ C Y x x’ y C x’ e y’ x’ e y’ x = x’ + X y = y’ + Y Baricentro eixos baricêntricos coordenadas de dA em relação aos eixos baricêntricos e Pxy = ∫ xy.dA = ∫ ( x '.Y ) . y ') . y ') . y '+ x '. ( y '+ Y ) .dA = X . Pxy = ∫ xy.dA Px’y’ e ∫ ( x '.Y ∫ dA Pxy = Px ' y ' + X .dA = ∫ ( x '+ X ) . y A A dA x Pxy > 0 Pxy < 0 x Pxy = 0 y y A dA x Teorema dos eixos paralelos para os Produtos de Inércia. A = Px ' y ' + d x . o produto de inércia Pxy é zero.dA O Produto de Inércia Pxy pode ser positivo ou negativo e. A .

y.sen 2 α ) .cos 2 α − 2.cos α − x.dA I y = ∫ x 2 .cos α.5.9 Rotação de Eixos. Os Momentos e Produtos de Inércia são: I x = ∫ y 2 . cos α cos 2 α = 1 + cos 2α 2 cos 2α = cos 2 α − sen 2 α .sen α b a α α O x x1 = a + b x1 = x.cos α b = x.sen α − I y .cos α. y.sen α + I xy .dA α Determinar os Momentos e Produtos de Inércia (Ix1.cos α − x.sen α I y1 = I x .dA = ∫ ( y.I xy .cos α + y.I xy .cos α .cos 2 α + I y . Considere um eixo de coordenadas x.cos α.cos α.sen α y1 = y.dA I xy = ∫ x.sen α e.ESTÁTICA – DEC 3674 62 5.dA = ∫ ( y 2 . analogamente.sen 2 α + I y .sen α ) .sen α y1 = a . sen 2 α = 1 − cos 2α 2 .cos α. em torno da origem.cos α + y.b y1 = y. Após a rotação: a = x.sen α dA yα a α b x O y1 x1 α x y a = y. dos eixos originais. sen α .sen α 2 I x1 = ∫ y12 . ( cos 2 α − sen 2 α ) Considerando as identidades trigonométricas: sen 2α = 2 .x.sen α dA a y α a b b x x1 y1 y x1 = x.x. obtém-se: I x1 y1 = I x .cos α b = y.sen 2 α − 2.sen α + x 2 .cos 2 α + 2.dA I x1 = I x . y e uma y1 y x x1 y O dA y1 α x x1 superfície A. Iy1 e Ix1y1) através da rotação de um ângulo α.

Logo: dI x1 =0 dα Obs.10 Eixos Principais e Momentos Principais de Inércia Eixos Principais de uma área em relação a um ponto O.2. d du sen u = cos u dx dx d du cos u = − sen u dx dx d du tan u = sec 2 u dx dx I −I ⎛I +I ⎞ d ⎜ x y + x y .cos 2α + I xy .I xy sen 2α =− Ix − I y cos 2α tan 2α p = − 2.cos 2α 2.cos 2α − I xy . .sen 2α + I xy .2.sen 2α ⎟ 2 2 dI x1 ⎠ = − I x − I y .I xy Ix − I y αp é o valor de α que define os eixos principais.sen 2α . são aqueles para os quais se tem um Momento de Inércia máximo em relação a um dos eixos e mínimo em relação ao outro.ESTÁTICA – DEC 3674 63 Pode-se escrever as equações da seguinte forma: I x1 = I y1 = Ix + I y 2 Ix + I y 2 + Ix − I y 2 Ix − I y 2 . analogamente.2. a soma dos Momentos de Inércia em relação a estes eixos é constante e igual ao Momento de Inércia Polar.cos 2α − I xy .sen 2α − I . quando o giro é sobre a origem.sen 2α= − I xy .cos 2α Se somarmos (I x1 + I y1 ) obteremos I x1 + I y1 = I x + I y Ou seja. obtém-se: − I x1 y1 = Ix − I y 2 .cos 2α=0 = ⎝ xy 2 dα dα (I x − I y ) . 5.sen 2α e.5.

I xy sen 2α = tan 2α = − cos 2α Ix − I y Logo o Produto de Inércia é nulo em relação aos eixos principais. 25 ycg = . Momentos Principais de Inércia Determinado o valor de αp basta substituir em Ix1 e Iy1 para se obter Imax e Imin.sen 2α p − Ou através da equação: I1. 417 56.cos 2α p − I xy . 75.sen 2α p .2 = Ix + I y 2 ⎛ Ix − I y ⎞ 2 ± ⎜ ⎟ + I xy 2 ⎠ ⎝ 2 onde I1 é o máximo e I2 o mínimo Exemplo 01: Determinar os eixos e momentos principais de inércia da seção abaixo. 0 − 93.917 56.6.7. 25) = 2.ESTÁTICA – DEC 3674 64 Se fizermos: Ix1y1 = 0 I x1 y1 = Ix − I y 2 .5.5 O x 15 2 ou 2 xcg = 1/ST ΣMy 2.cos 2α p + I xy .sen 2α + I xy .5 e ycg = 1/ST ΣMx xcg = 1 (150. 75. 75) = 5. Em resumo a) os eixos principais são ortogonais b) Ix1y1 = 0 (um eixo de simetria é sempre um dos eixos principais) c) Ix1 e Iy1 é um máximo e um mínimo.8.: I x1 = I y1 = Ix + I y 2 Ix + I y 2 + Ix − I y 2 Ix − I y 2 . y 1 1 Baricentro: 10 2.5 − 93. 25 1 (150.cos 2α = 0 2.

25 273.417 1 Momentos de Inercia passando pelo CG.25 x.625 .50 304.08 A 25.0816 Soma (Ix) 419.5069 316.04861 347.901 x 3.00 39.611 Soma -390.(x)2 Iy+A.06 2. ycg xcg 2 2.A 125.44 304. 0625 = = 2.75 y 5.25 8.x.25 x -4.06 164.69 y.625 Ixy = -390. y -217.80556 103.00 2.84028 86.(y)2 108.25 cm2 2.2222 754.17 434.917 x 15 paralelos aos eixos x e y 10 2.(y)2 Ix+A.00 31.25 56.1719 Produto de Inércia Ixy A 1 2 25.00 31.0278 447.00 31.25 A.ESTÁTICA – DEC 3674 65 y 5.02083 -4. 688 = 5.00 31.50 A 25. 417 56.27604 -1.33 A 25. 25 ΣA Ix 1 2 208.67 A.25 x 1.25 A.50 12.00 1. 25 ycg = ΣM x 164.17 3.33 y 2.12326 Soma (Iy) 1201.5 O ST = 56.92188 16.(x)2 13.A 31.67 Iy 1 2 406.014 -173.917 56.08 -1.3333 y 2.5 b Ret 01 Ret 02 Soma xcg = ΣM y ΣA = h 10.

50 153.547 ± ( −390.y 1367187.00 X = 89.9 e y 62.5º α2 = 67.x 1914062.4417.7 y y r x 1 Ix = I y = π r4 4 r y x x Ix = I y = 1 π r 4 − A.r 3.d 2 16 =− π . Obs. 25 = −1 −781.50 103.64 r __ __ Tabelado: y x x=y= 4.5º I1.78 75.32 -220893.79 A.86 15493.5 -4417. 625) 2 2 Imax = 1362.752 4 = .23 1391222.π A 1 2 3 Soma 21875 -1963.64 x 87.ESTÁTICA – DEC 3674 66 tan 2α = − 2.1002 16 = .h = 175 x125 = 21875 A2 = − A3 = − π .d 2 16 . 625) + ( −390.974 e Imin = 258.00 A.865 125 75 1 50 a X 175 a x Área Total = 15493.2 = Ix + I y 2 ⎛ Ix − I y ⎞ 2 ± ⎜ ⎟ + I xy ⎝ 2 ⎠ 2 = 810.1963.50 -301946.50 -203771. 25 2 α = -45 α1 = -22.d 2 4 =− π . medidas em mm y 50 Y 50 2 3 A1 = b.55 -331339.1197 Exemplo 02: Determinar os eixos e momentos de inércia da área abaixo: em relação ao eixo YY e em relação ao eixo a-a.495 50 π .85 832076.1 Y = 53.78 50.I xy Ix − I y =− −781.

d2 114714. veja: .502 I3 = -1553155.548 -4417.99545 3 -1553155.19 -70582291 187979954.45 Ia-a (mm4) Ia-a (cm4) I+A.92 I 1 2 28483072.548 I 1 2 55826822.π ⎠ −0.86 Solução B .⎜ ⎟ 8 4 ⎝ 3.27 3901.548 A.a 4 ⎛ 9.86 125.6 -8382954.Em relação ao eixo horizontal a-a I1 = 28483072.5 18797.99 39.92 I2 = -342990.8 -46433305.79 Soma A.086927 3 -1553155.Y π .7 -46776296.78 Soma I3 = -1553155.a ⎞ = Ix' y' + .502 I2 = -342990.548 -4417.d2 55941537. X .5 d 112.⎜ ⎟ 8 9.π onde A= C a x' x I xy = I x ' y ' + A.π ⎠ 2 ∴ Ix' y' = a 4 4.502 A 21875 -1963.172 IY (mm ) IY (cm ) 4 4 I+A.92 -342990.29 -63.π ⎝ 72.a 2 4 e a4 I xy = 8 a4 π .a 2 ⎛ 4.92 -342990.50 153.ESTÁTICA – DEC 3674 67 Solução A .617 -8547713.d2 305338541.115 -6994558.69 -69029135.00 Exemplo 03: Determinar o produto de inércia da seção abaixo em relação ao centróide.a 3. y y' X =Y = 4.5 d 2. 016471.Em relação ao eixo vertical I1 = 55826822.π − 32 ⎞ − = a4.72 39010869.502 A 21875 -1963.a 4 Observe que as coordenadas do centróide tem sinal.d2 276855468.6875 -8039964.

Y < 0 I x' y' +0.ESTÁTICA – DEC 3674 68 y' y Segundo quadrante: Ixy = – a4/8. 016471. Y < 0 e X < 0 ∴ A X.Y < 0 I x' y' +0. 016471. Y < 0 e X > 0 ∴ A.a 4 a Resumindo: I xy = − Ix' y' a4 8 = +0. Área > 0. 016471.a 4 C a y' y x' x Terceiro quadrante: Ixy = a4/8. 016471.a 4 .a 4 C x' a y y' x C x' Quarto quadrante: Ixy = – a4/8. 016471.X.a 4 I xy = − Ix' y' a4 8 = +0.Y > 0 x I x' y' −0. 016471.a 4 I xy = Ix' y' a4 8 = −0. Y > 0 e X < 0 ∴ A X. 016471. Área > 0. Área > 0.a 4 y' x' a x y' x' x' y I xy = Ix' y' y' x' a4 8 = −0.

uma compressão axial e uma flexão pura. conforme mostrado na figura abaixo. AA’ AA’ BB’ BB’ AA’ BB’ Em função da excentricidade “e” as tensões resultantes na seção: • • Excentricidade pequena Excentricidade grande Seção inteiramente comprimida (não uniforme) Seção comprimida e tracionada . tensões de mesma natureza da carga aplicada (tração ou compressão). Apenas como exemplo. em toda a seção. ou Núcleo Central da Seção. considere um pilar retangular submetido a uma carga de compressão P. A’ P A a B’ e b B AA’ P e P BB’ AA’ M = P.ESTÁTICA – DEC 3674 69 5. e as tensões atuantes na seção serão iguais à soma destas tensões.e).e BB’ A seção é solicitada por dois esforços combinados. Uma outra forma de representar este carregamento excêntrico é através de uma carga centrada P e um momento (P. conforme mostrado na figura abaixo. aplicada sobre o eixo horizontal.5. é uma região ao redor do centróide onde aplicando-se uma carga obtém-se. a uma distância “e” do centróide.11 Núcleo Central de Inércia Núcleo Central de Inércia.

e ⎞ ⎜ −1 + ⎟ b.a b. a excentricidade que provoca tensões nulas em uma borda (AA’) e compressão na outra borda (BB’) Compressão axial σ1 = − σ2 = P P =− S a.b Flexão pura M P. para a carga aplicada no outro eixo b/3 b/3 b/3 a/3 a/3 a/3 Núcleo Central de Inércia.a ⎝ a ⎠ Borda AA' Borda BB' σ AA ' = σ BB ' = P ⎛ 6.e P ⎛ 6.e =1 a ⇒ e= e= a 6 b 6 Analogamente. toda a seção é comprimida.a ⎝ a ⎠ P ⎛ 6.ESTÁTICA – DEC 3674 70 O que se busca é o limite entre os dois casos. fora desta região. σ AA ' = 0 ⇒ −1 + 6.P. 6.a 2 6 σ = σ1 + σ 2 = − P 6. ou Núcleo Central da Seção.e ⎞ ± = ⎜ −1 ± ⎟ 2 b. e a borda. parte da seção comprimida e parte tracionada. Nas bordas (nos cantos) compressão numa lateral e tensão nula na outra. ou seja.g. O núcleo central de inércia de uma seção qualquer pode ser obtido pelo cociente entre o quadrado do raio de giração e a distância entre o c.e =0 a ou seja. .e ⎞ ⎜ −1 − ⎟ b. de um retângulo é um paralelogramo de diagonais a/3 e b/3.a b.a ⎝ a ⎠ A questão se resume em determinar a excentricidade que anula as tensões na borda AA’.e = W b. Aplicada uma carga P de compressão: • • • dentro desta região.

r/4 ix = Ix = A (1 4. c = b / 2 e= Núcleo Central de Inércia de uma seção circular é um círculo de raio r/4.3 1 b .ESTÁTICA – DEC 3674 71 y e= c e x 2 ix c Para a seção retangular acima ix = 2 ix b 2 . r 2 ix r 2 4 r e= = = c r 4 Normalmente encontram-se tabelados.5.π . em livros de Resistência dos Materiais. = = 36 0.r 2 r2 r = 4 2 e. os valores do Núcleo Central de Inércia para as seções mais comuns. .r ) = 4 π . c = r. 3 = A 6 e.b 6 c I x b.

b3 X= Y= Ix = Iy = 2 3 3 36 36 3 2 2 b . ( a + b ) I BB = h3 .h3 12 h.h b h b. ( a + b ) ( 2.b3 12 A = b.b3 48 y h B X C Y b y h B X C b Y x B x B A= b.h 72 36 12 A= b.h I xy = ( b − 2c ) 72 h b.h I xy = 0 b y h C Y b b h Y= 2 2 b.h3 I xy = I BB = ( 3b − 2c ) 24 4 Ix = b. C Y Ix = h3 .h 2 I xy = − IP = ( h + b2 ) I BB = b.h3 b.h3 b. ( a 2 + 4. Y = centróide Ixy = Produto de Inércia IBB = Momento de Inércia em relação ao eixo BB b.h3 36 3 b.h 2 b.h Iy = ( 3b2 − 3bc + c 2 ) 12 12 b.h b. x B a+b 2 Y = h.h 2 IP = ( h + b2 − bc + c2 ) 36 y c B h b x B b.h3 h.h b+c A= X= 2 3 2 b.a. ( 3a + b ) 12 .h 2 Y= Ix = Iy = ( b − bc + c2 ) 3 36 36 b.a + b ) 3. Iy = Momentos de Inércia Ip = Ix + Iy = Momento de InérciaPolar y h X C Y x X.h IP = ( 4h2 + 3b2 ) 144 X= Ix = Iy = y h B b a A = h.ESTÁTICA – DEC 3674 72 Propriedades das Áreas Planas Elementares A = área Ix.h I BB = 12 h.b + b 2 ) 36.h 2 I xy = 0 b h Y= 2 3 b.h 2 IP = ( h + b2 ) 12 X= Ix = Iy = c X x b.

r 4 5.r 2 = x B π .r 2 4 r4 8 X =Y = I BB I xy = 4. 0165.r ≅ 0.D 2 4 IP = Ix = I y = π .r 4 72.π .r 4 Iy = π .r 2 4 = π .ESTÁTICA – DEC 3674 73 y r C B y r B y X B O C Y r B x C Y x B A = π .r 4 Ix = I y = 3.π − 64 ) .D 4 64 5.D 32 4 I BB A= Ix = π .π I BC = −0.D 4 = = 4 64 I xy = 0 π .π Y= 4.π ≅ 0.r π .r 4 .r 3.r 4 4 = π .r 2 2 ( 9. 05488.1098.r 4 8 A= π .π .π 16 2 4 ( 9.r 4 = 144.π 2 − 64 ) .r 4 8 I xy = 0 I BB = π .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful