OAB/SP 223.

386 ___________________________________________________________

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUÍZ(A) TITULAR DA VARA DO TRABALHO DE JACAREZINHO - PARANÁ.

Processo: 00113-2012-017-09-00-0 Autor: Sandra Regina Moretti Sena e outros Réu: Integrada Cooperativa Agroindustrial

SANDRA

REGINA

MORETTI

SENA ,

IGOR

MORETTI SENA , GABRIEL MORETTI SENA , e, CARLOS EDUARDO DE SOUZA SENA , já devidamente qualificados nesta ação indenizatória que
movem em face de INTEGRADA COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL ; por seus advogados que esta subscrevem, vem perante Vossa Excelência, apresentar

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO E DOCUMENTOS JUNTADOS PELA RÉ
às fls.141/462, nos seguintes termos:
1
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________

1 – PRELIMINARMENTE – PRECLUSÃO CONSUMATIVA - DOS FATOS INCONTROVERSOS – DA INEXISTÊNCIA DE REDES DE SEGURANÇA – DESRESPEITO A NORMA REGULAMENTORA N.18, SUBITEM 18.13.12 – CULPA DA EMPRESA RÉ CONFIGURADA. Douto Julgador os Requerentes asseveraram às fls.032, o seguinte: “Excelência tanto é verdade de que não existiram medidas

de proteção contra queda de altura, é o fato de que não foram instalados, POR EXEMPLO, SISTEMAS ELÁSTICOS OU REDES SOB A COBERTURA DA MOEGA OU ESCORAS. Se tais providências tivessem sido tomadas, uma vez rompidas as precárias telhas, o marido e pai dos Requerentes estaria protegido ”
Todavia a Empresa Ré em sede de contestação se manteve inerte, não havendo manifestação expressa ou tácita quanto aos fatos alegados pelos Requerentes, inexistindo combatividade neste particular, motivo pelo qual conforme as regras processuais aplicáveis, a referida negligência patronal se tornou fato incontroverso, em respeito aos princípios da eventualidade e impugnação específica dos fatos. Nobre Julgador como é sabido o princípio da

eventualidade assevera que surgindo oportunidade para a prática de um ato, o desprezo pela parte dessa chance impede que posteriormente venha ela a renascer, ou seja, a mais nítida revelação da eventualidade está no art. 300, CPC, aplicado nesta seara trabalhista por força do art. 769, CLT, que obsta que o
2
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________

réu, superado o prazo da contestação, traga argumentos defensivos que deveriam vir logo após a citação. Portanto, associada à eventualidade está a preclusão, que indica justamente a perda de um direito pela falta de exercício oportuno, como no presente caso, em que a Requerida não combateu, sequer genericamente o fato de não haver redes de segurança sob a moega, até mesmo porque se houvesse a implementação deste equipamento de segurança o esposo e pai dos Requerente hoje estaria vivo. Assim, o momento processual oportuno para

apresentação de toda matéria de defesa, circunscreve-se ao prazo de apresentação da contestação, sendo que o princípio da eventualidade deve ser observado pelo réu, quando da apresentação de sua contestação, pois, caso não alegue toda matéria de defesa em tal ocasião, ocorrerá a denominada PRECLUSÃO CONSUMATIVA, ou seja, não lhe será lícito, após o prazo de apresentação de contestação, alegar matéria que deveria ter alegado na contestação. Ademais cumpre salientar, ainda, que o princípio da eventualidade deve ser conjugado com o princípio da impugnação específica, enunciado no art. 302 do CPC. Por tal princípio, caberá ao réu impugnar todos (um a um) os fatos aduzidos pelo Autor, sendo certo que, sobre os fatos não impugnados, incidirão os efeitos da presunção de veracidade, senão vejamos referido artigo de Lei:

3
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

devolução de descontos . Recurso do réu ao qual se nega provimento.com . Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados. 300 do CPC). Cabe também ao réu manifestarse precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial.1A. Assim. Mantém-se a sentença que acolheu a pretensão do autor . CEP 86. no particular. TRT-PR-01322-2007-242-09-000-ACO-29668-2010 .OAB/SP 223.. 4 Rua Barão do Rio Branco.” Neste diapasão: PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE. TURMA. 302 do CPC). (grifo nosso). . EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. o ônus da no impugnação princípio da implícito eventualidade (art.386 ___________________________________________________________ “Art. Cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Publicado no DEJT em 10-09-2010. CPC. não preenchido específica.por ausência de defesa a respeito. tem-se por incontroversa a matéria fática trazida à decisão do juízo.. 302. Relator: EDMILSON ANTONIO DE LIMA. Cambará – PR. nº 772. presumindo-se verdadeiros aqueles não impugnados (art. Vila Rubim.

Em que pese referida matéria restar incontroversa e que diante da não instalação das redes de segurança (equipamento de proteção) houve a morte do esposo e pai dos Requerentes. Relator: LUIZ CELSO NAPP.7 desta norma regulamentadora.1 Como medida alternativa ao uso de plataformas secundárias de proteção.OAB/SP 223. A preclusão estabelece um às regime partes. pois a Executada não se insurgiu contra a forma de abatimento das verbas pagas sob os mesmos títulos na primeira oportunidade que teve para fazê-lo.12.com .13. assim. TRT-PR01820-1996-322-09-00-2-ACO-13806-2012 . pois de lhes responsabilidades impõe que a prática dos atos processuais ocorra no momento exato. No presente caso. Cambará – PR. Vila Rubim. salutar trazer à baila o que disciplina a legislação neste aspecto. nº 772. 5 Rua Barão do Rio Branco.  NR 18. previstas no item 18. no particular. Publicado no DEJT em 3003-2012. concordância tácita com os cálculos de liquidação. apresentando. pode ser instalado Sistema Limitador de Quedas de Altura.386 ___________________________________________________________ PRECLUSÃO CONSUMATIVA. (grifo nosso). CEP 86. incidiu a preclusão consumativa. com a utilização de redes de segurança.13.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.SEÇÃO ESPECIALIZADA.

097/100). cordas de sustentação ou de amarração e perimétrica da rede. Excelência não se pode aceitar que uma empresa do porte da Reclamada. fixação e ancoragem e acessórios de rede. Vila Rubim. será aferida no caso concreto. uma vez que a empresa tem o dever legal de adotar as medidas preventivas cabíveis para afastar os riscos inerentes ao trabalho.386 ___________________________________________________________ É certo ainda que referido sistema limitador de quedas de altura. CEP 86..com . AVALIANDO-SE SE O EMPREGADOR PODERIA E DEVERIA TER ADOTADO OUTRA CONDUTA QUE DEVERIA TER EVITADO A DOENÇA OU ACIDENTE (. conforme determina a NR 18. acarretando no óbito do trabalhador. implementações essas que a Requerida culposamente não realizou.” (grifo nosso). tampouco explicação para o fato da Empresa Ré não ter 6 Rua Barão do Rio Branco. aplicando conhecimentos técnicos até então disponíveis para eliminar as possibilidades de acidentes . não preze pelas vidas dos seus funcionários. ou seja. portanto. deve ser dotado de rede de segurança. não existe argumento. Cambará – PR..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. p.OAB/SP 223. que angaria anualmente faturamentos bilionários (fls.. etc.) É importante assinalar que a conduta exigida do empregador vai além daquela esperada do homem médio nos atos da vida civil (bônus pater familias). conjunto de sustentação. 160): “A culpa. nº 772.. Os Requerentes reiteram os dizeres do ilustríssimo Sebastião Geraldo de Oliveira (in: Indenizações por acidente de trabalho ou doença ocupacional.

390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. motivo pelo qual fica a critério deste r. até mesmo porque em decorrência da aptidão patronal para a produção de provas e a hipossuficiência dos Autores. Vila Rubim. mister a apresentação dos documentos solicitados. impertinentes. todavia. intempestivos. Juízo. apócrifos e que serviram apenas para tumultuar o processo. nº 772. uma vez que a própria legislação trabalhista determina a utilização deste equipamento de segurança quando da realização de trabalhos em altura. aliada a presunção de veracidade de que não foi implementado as redes de segurança. CEP 86. dispensar a instrução processual e submeter o presente processo a julgamento.OAB/SP 223. Juízo. inúmeros documentos que estavam sob sua guarda. 04 da peça vestibular que a Requerida juntasse aos autos na ocasião da apresentação da defesa. a Reclamada juntou documentos extemporâneos.386 ___________________________________________________________ implementado as redes de segurança. bem como dificultar a formação da convicção deste r. caso tenha os subsídios necessários para o deslinde da questão. Ante o exposto. restou de antemão demonstrada a culpa de natureza gravíssima da Empresa Ré pelo infortúnio que acarretou a morte do trabalhador José Roberto. esposo e pai dos Requerentes.com . Cambará – PR. rasurados. CPC – DOCUMENTOS OMITIDOS – PRESUNÇÃO DE VERACIDADE. 7 Rua Barão do Rio Branco. Douto Julgador os Requerentes solicitaram às fls. 2 – APLICABILIDADE DO ARTIGO 359. diante da inércia da Reclamada e conseqüente preclusão consumativa.

motivo pelo qual o “de cujus” nunca poderia ter subido naquele telhado.com . Portanto. também não foram trazidas aos autos. constitui flagrante desrespeito a NR 1. nº 772. 359. presumindo-se inexistentes. ou seja. CPC. Cabe ao empregador: 8 Rua Barão do Rio Branco. presume-se. vislumbra-se. Vila Rubim. os Autores requerem a aplicabilidade do artigo 359. etc. CPC. o que no presente caso culposamente não foi realizado.OAB/SP 223. motivo pelo qual também se invoca a aplicabilidade do art. conforme determina a Conduta Médico Administrativa-SCMA n. novamente culpa de natureza 1. bem como os meios para preveni-los. também de antemão que o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) da Reclamada foi omisso e não cumpriu com o que determina a legislação. Cambará – PR. dos riscos profissionais. 01/2004. sendo certo que a não elaboração de ordens de serviços. declarando-as inexistentes. especificamente quanto à documentação acerca da anamnese minuciosa contemplando a história clinica.386 ___________________________________________________________ Por conta disso. certo de que tais documentos são indispensáveis para a realização de trabalho em altura. pois a empregadora deve alertar seus funcionários.7. uma vez que não apresentados. Excelência as ordens de serviço (OS) solicitadas pelos Requerentes na ocasião da inicial. uma vez aplicada a regra processual em questão. eletroencefalograma com fotoestimulação e hiperpnéia – EEG e eletrocardiagrama – ECG do “ de cujus”. sem antes gravíssima da Requerida pela morte do trabalhador.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. senão vejamos: ter realizado os exames pertinentes. CEP 86. ou porque inexistentes ou comprometedoras.

359. Ante o exposto. III – os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos. diante da injustificada não apresentação dos documentos solicitados pelos Autores. IV – os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.. e) determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada ao trabalho. CEP 86. especificamente quanto às ordens de serviços e a documentação acerca da anamnese minuciosa contemplando a história clinica. reitera os Requerentes a aplicabilidade do art. Cambará – PR. nos termos anteriormente dispostos. cartazes ou meios eletrônicos. 9 Rua Barão do Rio Branco. b) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho. CPC. dando ciência aos empregados por comunicados. nº 772. eletroencefalograma com fotoestimulação e hiperpnéia – EEG e eletrocardiagrama – ECG. d) permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Vila Rubim.com .. c) informar aos trabalhadores: I – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho. II – os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________ .

deveria apresentar suas argumentações de defesa de maneira dialética. Cambará – PR.144/152) Excelência a Reclamada não utilizou dos argumentos defensivos adequados. enfim. não logrou êxito em combater a tese da responsabilidade objetiva. Vila Rubim. II.OAB/SP 223. ou seja.com . ou seja. ou seja. tenta afastar a incidência da responsabilidade objetiva argumentando ser a vitima exclusivamente culpada pelo acidente que resultou na sua morte. argumentando que houve ato inseguro da vítima conforme laudo da policia técnica. sendo certo de que incumbe à parte Ré manifestar-se de forma 10 Rua Barão do Rio Branco. ônus que não se desincumbiu. já que deveria demonstrar que a atividade executada pelo “de cujus” não oferecia riscos. indicando na fundamentação da contestação as razões pelas quais impugna a teoria do risco. nº 772. não se contrapôs aos motivos indicados pelos Autores para a aplicabilidade da teoria do risco. CEP 86. 333.386 ___________________________________________________________ 3 – APLICABILIDADE DA TEORIA DO RISCO – RESPONSABILIDADE OBJETIVA – RISCO DA ATIVIDADE CONFIGURADO. Em síntese a Reclamada em sede de contestação refuta a aplicabilidade da responsabilidade objetiva pelo infortúnio que ocasionou a morte de José Roberto Sena. Cumpre ressaltar que defender a tese de culpa exclusiva da vítima pelo infortúnio não foi o argumento adequado para afastar a aplicabilidade da responsabilidade objetiva. ou seja. (fls. a Requerida. que o de cujus estava equipado com o cinto de segurança apropriado e era capacitado e treinado para a execução da atividade.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. não atacou os fundamentos apresentados. CPC. nos termos do art.

aplica-se a teoria da 11 Rua Barão do Rio Branco.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. a doutrina avança no sentido de adotar a teoria do risco. CEP 86. norteadores do Direito do Trabalho. o que neste caso restou prejudicado. Neste sentido: ACIDENTE DE TRABALHO OBJETIVA DO RESPONSABILIDADE EMPREGADOR . já que serão discutidas quando litigarmos acerca da responsabilidade subjetiva nos tópicos posteriores.386 ___________________________________________________________ precisa contra os fundamentos que nortearam a petição inicial. neste particular não estamos discutindo culpa. Vila Rubim.OAB/SP 223. Cambará – PR. ou seja.INDENIZAÇÃO . portanto. Comprovado o nexo de causalidade entre as atividades do trabalhador e o acidente. Juízo. não havendo irresignação patronal quanto à aplicabilidade da responsabilidade objetiva. que atrai a tese da responsabilidade civil objetiva do empregador pelos danos sofridos por empregado em decorrência de acidente de trabalho. nº 772. presumindo-se.Afinada aos princípios constitucionais da valoração social do trabalho e da dignidade da pessoa humana. Registre-se. as evasivas lançadas pela Requerida de que a vitima cometeu ato inseguro e de que se utilizava de todos os EPI´s e era pessoa treinada e capacitada podem ser descartadas momentaneamente por este r.com . que a Reclamada não utilizou da discursividade adequada.

(grifo nosso). Publicado no DJPR em 18-09-2009. para manter a condenação ao pagamento de indenização por danos morais. a reparação do dano é devida pela simples criação do risco. visto que sua atividade expõe eminentemente seus trabalhadores a riscos acentuados. in verbis: “Não se pode olvidar que a segunda reclamada desenvolve atividades e operações que implicam risco.com . a teor da melhor doutrina: ‘A (teoria) do risco criado (. se alguém põe em funcionamento uma qualquer atividade. Vila Rubim. “o conceito de risco que melhor se adapta às condições de vida social é o que se fixa no fato de que. Juízo em outras ações indenizatórias já reconheceu a responsabilidade objetiva da ora Reclamada. Nesse diapasão. como se observa dos efeitos do acidente havido. Segundo o saudoso Caio Mário. no particular.OAB/SP 223. CEP 86. senão vejamos trechos da sentença prolatada nos autos de processo 1368/2010. Douto Julgador é importante destacarmos que este r.386 ___________________________________________________________ responsabilidade patronal objetiva.2A. para considerar que o empregador assume os riscos da atividade econômica e o ônus da prova de causas excludentes da culpa presumida. responde pelos eventos danosos que esta atividade 12 Rua Barão do Rio Branco..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.) não indaga se houve ou não proveito para o responsável. TRT-PR-18893-2007-652-09-00-3ACO-30348-2009 . Cambará – PR. nº 772. FUVERKI SUGUIMATSU. Relator: MARLENE T. Recurso da ré a que se nega provimento. TURMA. responde pelo risco criado para seus empregados..

OAB/SP 223. sem razão. que a responsabilidade objetiva é exceção de acordo com o NCC e interpela pela aplicabilidade da responsabilidade subjetiva in casu.122/123) (grifo nosso). ainda. Vila Rubim.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. e assim se configura a teoria do risco criado”. tanto que por negligências e imprudências patronais o mesmo veio a falecer prematuramente. A alegação da Reclamada de que a adoção da responsabilidade objetiva pode trazer abusos.149) é totalmente descabida. 13 Rua Barão do Rio Branco. todavia. e por conta disso deve responder objetivamente pelas sinistras conseqüências. deixando viúva e três filhos. visto que a Requerida expôs o obreiro a um risco acentuado. a um erro de conduta. independentemente de determinar se em cada caso. já que a atividade de risco executada pelo “de cujus” na ocasião do infortúnio insere-se na referida exceção. isoladamente. o dano é devido à imprudência. todos estes menores absolutamente incapazes. A Reclamada argumenta.com . Cambará – PR. competindo aos Autores o ônus de se provar o elemento culpa (fls. inaceitável e beira às raias da litigância de má-fé. nº 772. CEP 86. sendo que o seu desenvolvimento está diretamente ligado aos acidentes de trabalho ”. 149). à negligência. beneficiando o enriquecimento ilícito e fomentar a “indústria do dano moral” (fls. já que a Requerida ao ordenar que o falecido executasse trabalho numa altura de mais de 10 (dez) metros acabou criando um risco acentuado à integridade física do obreiro. (fls.386 ___________________________________________________________ gera para os indivíduos. A teoria do risco profissional considera que o dever de indenizar decorre da atividade profissional da vítima.

ou seja. independentemente de averiguação de culpa ou dolo patronal. etc. ou seja. Vila Rubim.122/123). como já aplicado contra a mesma Reclamada em casos análogos (fls. inclusive. se realmente faz parte do que a Requerida chama de “indústria do dano moral”. nº 772. Ante o exposto reitera os Autores pela aplicabilidade da responsabilidade objetiva. saudades. 4 – DA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA APTIDÃO PARA A PROVA – INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA – CULPA PRESUMIDA. que desde já se requer. se realmente se trata de enriquecimento ilícito como quer fazer crer. CEP 86. Com relação à percepção do adicional de periculosidade pelo “de cujus” durante seu pacto laboral.. Caso não venha ser aplicada a responsabilidade objetiva. tal condição somente reforçou que sua atividade oferecia riscos acentuados à sua integridade física. requer a condenação da Reclamada. sentimento de vazio. ou se o sentimento de perda de um ente tão querido como o esposo e pai.com . angústia.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. motivo pelo qual ficam desde já impugnadas tais blasfêmias.OAB/SP 223. que servirão de subsídios para a reestruturação familiar. a Reclamada em sede de contestação refuta a inversão do ônus da 14 Rua Barão do Rio Branco. sem prejuízo das penas de litigância de má-fé. certo de que a Reclamada não se desvencilhou a contento do ônus que lhe incumbia de provar que a atividade do obreiro não ofertava os riscos que autorizam a aplicabilidade da responsabilidade objetiva.386 ___________________________________________________________ Excelência é de bom alvitre questionar a Reclamada se as verbas indenizatórias de natureza alimentar. Cambará – PR.

TRT-PR-99526-2006-018-09-00-11A.154). nº 772.com ACO-01026-2008 . entretanto. Normas Regulamentadoras. CPC. nos termos do artigo n. Cambará – PR. CPC (fls. TURMA. sem razão alguma.386 ___________________________________________________________ prova e sua culpa presumida pelo infortúnio. CEP 86. senão vejamos: ACIDENTE reconhecer DE a TRABALHO. asseverando que o ônus da prova é de quem alega e incumbe aos Autores provar o fato constitutivo de seus direitos e que referida inversão probatória acabaria contrariando norma de lei federal – art. quando este não faz prova da adoção de todas as medidas impostas necessárias pelas à preservação da saúde e segurança dos trabalhadores. 769 da CLT dita as normas quanto ao ônus probandi. É de se presumida empregador pelo acidente de trabalho. todavia as partes no desenrolar do processo recebem os encargos probatórios. Vila Rubim. 333. 157 da CLT. 333. culpa CULPA do PRESUMIDA DO EMPREGADOR. Relator: 15 Rua Barão do Rio Branco. exatamente pela divisão do ônus da prova e cabe a cada litigante o dever de se desincumbir ou se desvencilhar a contento. Recurso a que se nega provimento.OAB/SP 223. É certo que o art. aplicado nesta seara trabalhista por força do art.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. Especificamente com relação a acidentes de trabalho a melhor doutrina e jurisprudência já são pacificas pela culpa presumida das empresas.

a jurisprudência trabalhista tem caminhado no sentido de presumir a culpa do empregador no evento que implica acidente de trabalho..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. 122) (grifo nosso).07)’. senão vejamos: “Ainda que assim não fosse. como se vê.com . competia ao empregador demonstrar a culpa do empregado. que pode ser elidida mediante prova em contrário. Vila Rubim. Cambará – PR. entendemos que no caso de acidente de trabalho há presunção ‘juris tantum’. todavia.386 ___________________________________________________________ BENEDITO XAVIER DA SILVA. Juízo já reconheceu a culpa presumida da ora Reclamada. também se tratava de um caso de morte. somente é possível quando existe comprovação inequívoca de que foram tomadas todas as medidas necessárias para a neutralização do risco. v. Não há controvérsia acerca de tratar-se de acidente de trabalho. Diante da teoria do risco. Relatora Desembargadora Ana Carolina Zaina.OAB/SP 223. 21122/07. em outra ação indenizatória.. caso análogo. (. No que se refere à culpa do empregador. Insta esclarecer que este r. CEP 86. ad argumentandum. diga-se de passagem. Ante o exposto caso não seja reconhecida a responsabilidade objetiva da Reclamada. uma vez que a culpa da empresa era presumida.) Unanimidade. O afastamento dessa culpa.08. Culpa presumida do empregador. (grifo nosso). 16 Rua Barão do Rio Branco. Ac. da seguinte decisão: ‘Indenização por acidente de trabalho.g. DJ 07. Publicado no DJPR em 18-01-2008. (RIND99521-2006-018-09-00-9. nº 772..” (fls. requer a inversão do ônus da prova e conseqüente culpa presumida da Requerida.

1 – DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI´s) INADEQUADOS PARA A REALIZAÇÃO DE TRABALHO EM ALTURA – CINTO DE SEGURANÇA INAPROPRIADO PARA A EXECUÇÃO DA ATIVIDADE.com . obrigatório para trabalhos em altura de acordo a NR 18. 5. Vila Rubim.12. ou seja. subitem 18.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.13. de antemão vislumbra-se culpa de natureza gravíssima da Requerida pelo infortúnio. todavia. sem qualquer razão e por diversos motivos. negligências e imprudências patronais que culminaram na morte do esposo e pai dos Requerentes. CEP 86. Preliminarmente como disposto nesta impugnação. o limitador de quedas. nº 772. todavia. Cambará – PR. passemos a analisar as outras falhas. A Reclamada alega que o cinto de segurança disponibilizado tipo abdominal era adequado para a atividade.OAB/SP 223. pois o “de cujus” fora determinado a realizar trabalho de solda/elétrica e segunda ela como se trata de serviço de eletricidade o cinto de segurança abdominal seria o apropriado. restou incontroverso o fato de que não foi instalada pela Requerida a rede de segurança.386 ___________________________________________________________ 5 – DA CULPA EXCLUSIVA DA REQUERIDA PELO INFORTÚNIO LABORAL – MORTE DO EMPREGADO – DESCUMPRIMENTO DA EMPRESA RÉ ÀS NORMAS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. ou seja. 17 Rua Barão do Rio Branco.

uma vez que o serviço de solda é caracterizado como trabalho “a quente” e não elétrico. laudo técnico da Policia Civil.com . o relatório/sindicância interno referente ao acidente. CEP 86. nº 772. Vila Rubim. motivo pelo qual o cinto de segurança tipo abdominal nunca deveria ter sido disponibilizado pela Requerida para a atividade naquela ocasião. referida informação prestada pela Requerida é totalmente improcedente. boletim de ocorrência e as declarações constantes do inquérito policial nº 269/2010. com relação à atividade que era executada pelo esposo e pai dos Requerentes: 18 Rua Barão do Rio Branco. tanto que a Norma Regulamentadora nº 18 diferencia em tópicos distintos o trabalho de solda e os serviços elétricos. não foi constatada essa informação em nenhum documento constante dos autos. Destarte que apesar da Reclamada trazer essa inovação de que o falecido executava serviço de solda.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. frize-se. Cambará – PR. ante a ausência de qualquer credibilidade. Excelência observe novamente o que diz a ata da CIPA. até mesmo porque todos os documentos referentes ao sinistro.386 ___________________________________________________________ Primeiro porque o serviço de solda não se enquadra como serviço de eletricidade. ou seja.OAB/SP 223. não passando apenas de um subterfúgio criado às pressas pela Reclamada na tentativa de justificar o erro crasso em ter disponibilizado o cinto de segurança inadequado para a realização do serviço. sequer trazem essa informação. De toda sorte é certo que o falecido não executava serviço de solda na parte superior da moega.

nas entradas da moega..224): “.. Declaração constante do IP nº 269/2010 prestada pelo técnico de segurança do trabalho da empresa Rogério Aparecido Amâncio (ora inclusa): “... o funcionário José 4) Roberto Sena prestava serviços na referida empresa.. Sindicância (fls. .. .. Laudo da Polícia Civil (fls. onde colocava uma rede de proteção no telhado de um dos armazéns para se evitar a entrada de aves.. por volta das 09h 00m. O trabalho não era rotineiro. realizava trabalho de colocação de cortina de 2) plástico para evitar entrada de passaros e também a saída de poeira do armazém da moega da preparação... a vitima realizava colocação de cortina de plástico. Vila Rubim. se encontrava na empresa quando 5) foi avisado que o funcionário de nome JOSÉ ROBERTO SENA havia sofrido uma queda de um armazém.....OAB/SP 223. 19 Rua Barão do Rio Branco.” (grifo nosso). nº 772.386 ___________________________________________________________ 1) Ata da Cipa (fls.” (grifo nosso)..” (grifo nosso).” (grifo nosso). local onde ele estava trabalhando na instalação de uma cortina.com . 206): “No local o Perito Criminal foi informado 3) que a vítima (JOSÉ ROBERTO SENA) estava executando um serviço sobre a cobertura da edificação da moega . CEP 86. em atendimento a uma determinação do IAP para evitar a entrada de pássaros.. . Boletim de Ocorrência prestado pelo técnico de segurança do trabalho da empresa Rogério Aparecido Amâncio (ora incluso): “.454): “. .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. Cambará – PR. a cortina estava sendo instalada no armazém..” (grifo nosso). que..

390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.. falho e deficitário. . o depoente e Genivaldo permaneceram no solo e como havia necessidade de fixação de grampos num cabo que iria subir a cortina. até mesmo porque o cinto de segurança próprio para serviços em telhados e coberturas é do tipo páraquedista.. trabalhava junto com José Roberto e com Genivaldo dos Santos. conforme subitem da NR 18. etc.OAB/SP 223. máscara de proteção contra “fumos metálicos”. que. para proteção de pássaros. o que de fato não ocorreu. Destarte em nenhum momento se falou em execução de atividade elétrica ou solda. nº 772. que. pelo se conclui que a Requerida faltou com a verdade.” (grifo nosso). pois como anteriormente disposto o obreiro foi fixar grampos..386 ___________________________________________________________ 6) Declaração constante do IP nº 269/2010 prestada pelo funcionário Reginaldo Cezar de Almeida (ora inclusa): “. abaixo transcrita:  NR 18 . Cambará – PR. que.. oportunidade em que os Autores impugnam expressamente a informação de que o “de cujus” haveria subido na moega para realizar serviço de solda.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA 20 Rua Barão do Rio Branco. cuja cortina estava sendo instalada na moega de preparação de gérmen da empresa. Vila Rubim. a pessoa de José Roberto acabou subindo no telhado da moega para fixação destes grampos. trabalhava na instalação de uma cortina. Nobre Julgador não resta dúvidas de que o cinto de segurança tipo abdominal fornecido ao “de cujus” indiscutivelmente era inapropriado. CEP 86. visto que para a realização de solda seria necessário que o trabalhador subisse com o cilindro apropriado para a realização de solda..com .

º 114. 151). sendo que em nenhum momento foi ventilado pela Policia Civil qual o tipo de cinto de segurança foi utilizado pelo obreiro na ocasião do infortúnio. ainda.386 ___________________________________________________________ CONSTRUÇÃO 18. uma. duas. Vila Rubim. (Alterado pela Portaria SIT n...1 É obrigatória a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte ACOPLADO AO CINTO DE SEGURANÇA TIPO PÁRA-QUEDISTA.18 Telhados e Coberturas (Alterado pela Portaria SIT n. por inúmeras minúcias despercebidas. Cambará – PR. de 17 de janeiro de 2005) Portanto fica desde já impugnado o laudo técnico da Policia Civil (fls. A Reclamada.200/216). o local nunca foi seguro porque não havia redes de proteção contra quedas de altura. considerando a guia (cabo de aço) de proteção disposto sobre o telhado para a conexão da corda ligada ao cinto de segurança e também as tabuas sobre o telhado por onde deveria passar o trabalhador” (fls. 18. o local onde a vitima prestava os serviços no momento do acidente era totalmente seguro. argumenta: “.1 Para trabalho em telhados e coberturas devem ser utilizados dispositivos dimensionados por profissional legalmente habilitado e que permitam a movimentação segura dos trabalhadores. segundo. Primeiro.1. a Requerida quer 21 Rua Barão do Rio Branco.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. nº 772. porque a finalidade do referido laudo visa apenas averiguar a responsabilidade criminal e não a responsabilidade civil.18. dentre uma delas o tipo de cinto de segurança apropriado para a execução da atividade. CEP 86.18.º 114. de 17 de janeiro de 2005) 18.OAB/SP 223.com . e.

e pisar sobre tábuas soltas. ou o PPP do funcionário está equivocado? Pelo que se conclui o flagrante desvio funcional. devidamente inquirido. assevera que o “de cujus” era “. conforme declarado pelo técnico de segurança. não era da alçada do falecido a realização de trabalho em altura.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. juntamente com o técnico de segurança do trabalho da empresa. 22 Rua Barão do Rio Branco. inclusive só foi determinado para tanto devido a uma exigência do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). em telhado declinado (vide fotos – fls. Douto Julgador. Vila Rubim.386 ___________________________________________________________ fazer crer que tábuas são consideradas equipamentos de proteção??? Falácia!!! Excelência tábuas são “GAMBIARRAS”!!! Poderia a Reclamada apresentar o C..” (fls.224). já que os próprios cipeiros.145).. entretanto.. ainda.. ceifando a vida do esposo e pai dos Requerentes prematuramente.452) não existe especificado trabalho em altura. sem redes de proteção.211). é o cúmulo da condição insegura!!! A Empresa Ré. à delegada de policia na ocasião (declaração inclusa). Cambará – PR. nº 772.OAB/SP 223. tanto é verdade que os trabalhos em altura não faziam parte da rotina de trabalho do “ de cujus” que a própria empresa Ré não atribuiu riscos de queda de altura para a função do falecido. que culminou no infortúnio trágico. ou seja. sem razão alguma.com . em telhas de “eternit”. pessoa capacitada e treinada para executar as tarefas que executava no dia do acidente.A (Certificado de Aprovação) destas tábuas??? Como tratar as vidas de seus funcionários desta forma? Fazer subir em altura de mais de 10 (dez) metros com o cinto de segurança inapropriado. concluíram que o trabalho não era rotineiro (fls. CEP 86. Observe Excelência que dentre as funções atribuídas ao falecido constantes de seu PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário (fls. não afixadas. Rogério Aparecido Amâncio.

CEP 86. ou seja. função esta que era exercida pelo falecido. e também como limitador de movimentação. o dever de propiciar ambiente harmônico e saudável para os seus empregados. O empregador. não era da alçada do falecido a realização de trabalhos em altura (fls.430). diga-se de passagem. 157 da CLT). senão vejamos a simples verificação dos riscos inerentes à função do “de cujus” (mecânico de manutenção) (fls.OAB/SP 223.com . Observe que não há riscos de queda de altura para a função de mecânico de manutenção. existe consignado os riscos inerentes ao trabalho em altura (fls. serviços elétricos e não trabalho “a quente” como a solda. Vila Rubim.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. enquanto para o operador de máquina.386 ___________________________________________________________ diferentemente de outras funções constantes do LTCAT. em conseqüência.446). constitui-se obrigação do empregador cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho e instruir os empregados "quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais" (art. protegendo a sua integridade física. por exemplo. nº 772. Por sinal. que detém o poder de dirigir a força de trabalho que lhe é colocada à disposição em face do contrato de trabalho (art.430) comparado com os riscos. 2º. CLT) tem. motivo pelo qual totalmente inapropriado para a realização daquela atividade. inerentes à função de operador de máquina (fls.446). Cambará – PR. até mesmo porque o “de cujus” estava a mais de 23 Rua Barão do Rio Branco. Douto Julgador importante ressaltar que o cinto de segurança tipo abdominal fornecido pela empresa ao obreiro é utilizado exclusivamente para realização de serviços elétricos. por exemplo.

3 O cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado em atividades a mais de 2.OAB/SP 223. ou seja.2 O cinto de segurança tipo abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. culposamente não fornecido pela Empresa Ré.1 É obrigatória a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte acoplado ao cinto de segurança tipo pára-quedista. todavia. novamente. Excelência observe as fotos de fls. para aqueles que levam a segurança e a 24 Rua Barão do Rio Branco. ou seja.211 a presença de duas tábuas soltas em telhado declinado.00m (dois metros) de altura do piso . Cumpre transcrever os subitens da NR 18 pertinentes ao caso em tela. senão vejamos: 18.386 ___________________________________________________________ 10 (dez) metros de altura e o cinto de segurança obrigatório neste caso é o tipo pára-quedista. nº 772. CEP 86. nunca deveria ter sido disponibilizado ao obreiro. o cinto de segurança tipo abdominal. deveria ter livre movimentação em todo o telhado.23.com .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.18. 18. usado como limitador de movimentação. Vila Rubim. conforme foto de fls. 18. Cambará – PR.210/211 e veja que o labor do falecido consistia na fixação de grampos para a colocação de cortinas de plástico na parte da frente e de trás do armazém da moega para impedir a entrada de pássaros. Registre-se.23. nas quais haja risco de queda do trabalhador. sem localização especifica alguma e é o que infelizmente e lamentavelmente a Reclamada denomina de equipamento de segurança.1.

o que infelizmente não ocorreu devido a precariedade do cinto de segurança disponibilizado.454). Primeiro porque restou demonstrado através da ata da CIPA que o falecido havia finalizado o serviço e iria realizar a descida.386 ___________________________________________________________ medicina no trabalho a sério. o que também restou demonstrado pela sindicância realizada pela Reclamada por conta do acidente. veja: “. a fim de que mesmo desconectado por uma das pontas.com . não há que se atribuir qualquer resquício de culpa ao falecido.. ainda estaria salvaguardado pela outra ponta conectada. Insta dispor que a Empresa Ré assevera que “Não foi o cinto de segurança a causa do acidente. 25 Rua Barão do Rio Branco. Vila Rubim. nº 772. mas sim. haveria a necessidade de se desconectar para descer. tábuas são “gambiarras” e em nenhuma hipótese teriam o condão de salvaguardar a vida de trabalhadores. todavia. Repita-se.OAB/SP 223.” (fls. sem razão alguma. ou seja. senão vejamos: “. o cinto tipo abdominal não oferece argolas. CEP 86. questão de lógica.... ao termino do trabalho foi descer e ao descuidar- se pisou sobre a telha de fibrocimento e a mesma se quebrou sofrendo a queda” (fls.. mosquetões e duplo talabarte como seguramente o cinto pára-quedista ofereceria.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. visto que a própria Policia Técnica deixou entrelinhas que as cordas fornecidas pela Empresa Ré não eram apropriadas.. pois pelo contrário.. . 224).. Cambará – PR. senão vejamos: “.mas ao descer além de desconectar o cinto. porém. 148). a imprudência da vitima que veio a desconectar a corda que estava conectada ao cinto e a guia/cabo de aço e caminhar sobre o telhado não pisando nas tábuas colocadas ali para evitar que as telhas viessem a quebrar e provocar a queda do trabalhador” (fls. seria fisicamente impossível.

o laudo criminal da policia civil é totalmente inconclusivo. as mesmas foram fornecidas pela Empresa Ré. Louvados da Policia Técnica. Com relação às cordas. conforme a pouco demonstrado o “de cujus” “. Vossas Senhorias constaram do laudo criminal que caso a corda tivesse o comprimento insuficiente o obreiro DEVERIA DESCER e solicitado outra corda.386 ___________________________________________________________ Os Peritos têm ainda a esclarecer que caso o comprimento da corda presa ao cinto de segurança da vítima fosse insuficiente para alcançar a guia do cabo de aço existente sobre a cobertura. todavia. ou seja. nº 772. 224).OAB/SP 223. a exemplo do cinto. CEP 86. 26 Rua Barão do Rio Branco.215) (grifo nosso). Vila Rubim. ou seja..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. e é responsabilidade desta em disponibilizar os EPI´s adequados para a realização da atividade. a empresa Ré disponibiliza cordas irregulares e a culpa é do falecido? Srs. mister averiguação da responsabilidade criminal de quem disponibilizou referidos equipamentos. ou seja. Cambará – PR.. O MESMO DEVERIA TER DESCIDO AO SOLO e solicitado uma corda com comprimento mais adequado para executar o serviço” (fls. ao termino do trabalho FOI DESCER e ao descuidar-se pisou sobre a telha de fibrocimento e a mesma se quebrou sofrendo a queda” (fls. smj.com .. visto que as cordas inapropriadas aliadas ao cinto de segurança inadequado irrefutavelmente foram determinantes para o óbito do esposo e pai dos Requerentes. Porém o que o obreiro estava fazendo? Resposta: Descendo!! Correto?!. pois indica que o falecido deveria ter descido e solicitado outra corda. motivo pelo qual não há que se falar em ato inseguro praticado pela vitima e sim culpa exclusiva patronal pelo infortúnio.

em telhado de eternit declinado. 157 a Reclamada insiste na adoção correta do cinto tipo abdominal e que referido cinto possui duas pontas. com cópia para o Ministério Publico Estadual. os diante envolvidos das JORGE OSAWA e ROGÉRIO nesta APARECIDO AMÂNCIO. Dr. com argolas. visto que se trata de documento unilateral. Ás fls. conforme fotos do cinto preso ao cadáver do obreiro juntadas com a inicial. da Rogério que técnico segurança empresa. por funcionário de da Reclamada. Cambará – PR. inclusive. Marcel de Alexandre Coelho. 27 Rua Barão do Rio Branco. ter realizado no dia dos fatos a análise preliminar de risco in loco. Aparecido elaborado Amâncio. não afixadas como equipamentos de segurança. para fins de conclusão do Inquérito Policial nº 269/2010 forma da e que Lei. processados e julgados na irregularidades apontadas indenizatória. CEP 86. a Requerida confunde pontas. lamentavelmente defende a tese de se utilizar tábuas soltas. nº 772.386 ___________________________________________________________ Impugna-se desde já a sindicância realizada pela Empresa Ré (fls. sejam indiciados. dispositivos estes que compõe apenas o cinto pára-quedista e não o abdominal.. entretanto. oportunidade que os Requerentes requerem seja expedido oficio de imediato dos presentes autos à Delegacia de Policia de Cambara PR. 146). com a utilização de cinto de segurança inapropriado. etc.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com . o que se pode ver na realidade é apenas uma ponta e a fivela do cinto. ausentes o indispensável que é o duplo talabarte e mosquetões.OAB/SP 223. na pessoa de seu Digníssimo Representante. Vila Rubim. sem.

de 17 de janeiro de 2005) 18. cinto abdominal com C.A..A. tábuas não são EPI´s e sim “gambiarras”..A são suas tábuas. isto nada mais é do que uma exigência legal e constitui obrigação patronal a aquisição de EPI´s com C.º 114. ou seja. todavia. que é o cinto tipo pára-quedista.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 18.com .386 ___________________________________________________________ Com relação ao argumento de que o cinto tipo abdominal teria o certificado de aprovação pela SIT – Secretaria de Inspeção do trabalho. como também deveria adquirir o cinto tipo pára-quedista com C. sem movimentação alguma. não fornecido culposamente pela Reclamada.1.OAB/SP 223. ao contrário do cinto de segurança indicado para a realização de serviços em telhados e coberturas.A. Cambará – PR.A é indicado para atividade de eletricidade e utilizado como limitador de movimentação. por exemplo. indicado para atividade diversa da realizada pelo “de cujus” naquela ocasião. sendo que o único equipamento que a Reclamada acredita ser de segurança e que nunca possuirá C. inclusive.1 Para trabalho em telhados e coberturas devem ser utilizados dispositivos dimensionados por profissional legalmente habilitado e que permitam a movimentação segura dos trabalhadores.1 É obrigatória a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte 28 Rua Barão do Rio Branco.  NR 18 .18 Telhados e Coberturas (Alterado pela Portaria SIT n.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.18.18. Vila Rubim. é utilizado por funcionários da COPEL que sobem em postes de energia e ficam dependurados onde fazem ajustes e reparos.. Portanto é claro que o cinto de segurança tipo abdominal tem C. pois.  18. CEP 86. nº 772. ou seja.

ao mencionar acima de 2. nº 772. de 17 de janeiro de 2005)”.00 metros de altura.2 e 18. pois se estivesse a menos de dois metros.23. Vila Rubim. tanto que com a queda veio a falecer. ou seja. CEP 86.23. ainda.º 114.18.157). Cambará – PR. não tem a interpretação dada pelos autores. tendo aqui o alcance da NR 18. a infrutífera tese da Reclamada na tentativa de atribuir interpretação totalmente descabida à NR 18. uma vez que. o que não era o caso da vitima. portanto não há que se falar em cinto tipo abdominal.3. que executava a tarefa sobre o telhado e em ponto fixo (serviço de solda/ELETRICA. Excelência a vitima estava a mais de 10 (dez) metros de altura. nada mais é do que a defesa do indefensável.com . que o “de cujus” subiu com cilindro e se manteve em um único ponto sobre o telhado realizando solda. ou seja. até mesmo porque o serviço era realizado sobre telhados e conforme determina a “NR 18. (Alterado pela Portaria SIT n. (Alterado pela Portaria SIT n.386 ___________________________________________________________ ACOPLADO AO CINTO DE SEGURANÇA TIPO PÁRA-QUEDISTA. de 17 de janeiro de 2005) Impende destacar.1 É obrigatória a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte acoplado ao cinto de segurança tipo pára-quedista. (grifo nosso). senão vejamos: “As normas de segurança NR 18.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. como assevera a Reclamada (fls.OAB/SP 223.1.º 114. apenas implica em serviços que o trabalhador fica suspenso do chão.2)” (fls.23. Apenas por amor a argumentação vamos tentar acreditar que o falecido realizava serviço de solda em ponto fixo sobre a cobertura da moega. vivo estaria hoje. diga-se de passagem não passe de uma invenção da 29 Rua Barão do Rio Branco. 157).

Ante o exposto não há que se falar em culpa exclusiva da vitima. o cinto de segurança tipo abdominal foi determinante entre outros fatores para o infortúnio que acarretou na morte do 30 Rua Barão do Rio Branco.18. (Incluído pela Portaria SIT n. pois. visto que se a empresa Ré tivesse disponibilizado redes de proteção. tampouco que o obreiro desrespeitou normas comezinhas de segurança. não há que se falar em culpa concorrente pelo infortúnio. CEP 86. o esposo e pai dos Requerentes hoje estaria vivo. Destarte que fica desde já impugnado a tentativa da Reclamada em compartilhar a culpa com a vitima (fls. cinto tipo pára-quedista. o que fica desde já impugnado. Cambará – PR. pois conforme restou demonstrado.386 ___________________________________________________________ Requerida. nº 772.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. e além de tudo.º 114.OAB/SP 223. Vila Rubim. senão vejamos:  18. tal determinação patronal também desrespeitaria a NR 18.5.com .1 É proibida a concentração de cargas em um mesmo ponto sobre telhado ou cobertura. todavia. pois. de 17 de janeiro de 2005) Douto Julgador observe que as próprias evasivas lançadas pela Requerida são contrárias a legislação acerca da segurança e medicina do trabalho. muito menos em culpa concorrente. se o técnico de segurança da empresa tivesse realizado a análise preliminar de risco no dia dos fatos in loco. a Empresa Ré nunca poderia ter determinado que o obreiro munido de um cilindro de solda ficasse em um ponto fixo sobre o telhado. o que resta demonstrado que até mesmo a tese apresentada em sede de contestação é eivada de culpa de natureza gravíssima. 156).

Excelência observe novamente a ata da CIPA às fls. nº 772.CONFIGURADO. que também participou da reunião extraordinária: “. 5. ou seja.. ROGÉRIO APARECIDO AMANCIO. REGINALDO CEZAR DE ALMEIDA. sem razão. 224 e constate a conclusão dos cipeiros. . Cambará – PR.386 ___________________________________________________________ esposo e pai dos Requerentes. demonstrada mais uma vez a culpa de natureza gravíssima da Empresa Ré. A Reclamada contesta as alegações dos Requerentes neste tópico afirmando que as tarefas laborativas da vitima não implicaram em desvio funcional.OAB/SP 223.. inclusive a conclusão do sr. conforme declaração constante do IP 269/2010 (inclusa) e a conclusão do técnico de segurança da empresa.com . sendo que o “de cujus” realizava solda e trabalho em altura diuturnamente e que se tratava de pessoa capacitada e treinada para a execução das tarefas. funcionário que executava o serviço juntamente com o “de cujus” na ocasião do infortúnio.. ” (fls. Após os debates e ouvindo as testemunhas do local. foi constatado o seguinte: O TRABALHO NÃO ERA ROTINEIRO.2 – DO DESVIO DE PARA EM E DE A FUNÇÃO / DA DE DE DA ÀS INEXISTÊNCIA SEGURANÇA ATIVIDADES EM RESPEITO TREINAMENTOS REALIZAÇÃO ALTURA / INEXISTÊNCIA DE PRECAUÇÕES MÍNIMAS OBSERVÂNCIA NORMAS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.. CEP 86.224) (grifo 31 Rua Barão do Rio Branco. todavia. Vila Rubim.

II.. DO IAP onde EM ele estava trabalhando A na UMA DE instalação de uma cortina. CEP 86.386 ___________________________________________________________ nosso). local INSTALADA NO ARMAZÉM.. 32 Rua Barão do Rio Branco. o que fica desde já impugnado. Cambará – PR. ou seja. visto que o próprio documento interno da Empresa Ré revelou que o serviço executado pelo obreiro não era rotineiro (fls. se encontrava na empresa quando foi avisado que o funcionário de nome JOSÉ ROBERTO SENA havia sofrido uma queda de um armazém. ..OAB/SP 223. motivo pelo qual se conclui que o serviço em altura não fazia parte da rotina de trabalho do esposo e pai dos Requerentes. Vila Rubim. Cumpre destacar que a Reclamada não se desvencilhou a contento do ônus da prova. A CORTINA ESTAVA SENDO ATENDIMENTO EVITAR A DETERMINAÇÃO PARA ENTRADA PÁSSAROS. nos termos do art.” (grifo nosso). até mesmo porque o técnico de segurança do trabalho da empresa destacou que o serviço ali estava sendo realizado porque se tratava apenas de uma exigência do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).. 333.com .224). que. não há que se falar que o “de cujus” era determinado a executar tarefas diuturnamente. do CPC. o falecido sequer foi treinado. Ora Excelência a própria Empresa Ré por intermédio de sua Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e através de seus profissionais ligados à segurança e medicina do trabalho concluíram que o serviço realizado pelo falecido não era rotineiro.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. nº 772. por volta das 09h 00m. Declaração constante do IP nº 269/2010 prestada pelo técnico de segurança do trabalho da empresa Rogério Aparecido Amâncio (ora inclusa): “. orientado e capacitado para a realização daquela atividade. ou seja.

Vila Rubim. inexistindo recomendação do cinto de segurança. mediante a análise do LTCAT elaborado pela própria Empresa Ré (fls. 431). pois. existe previsão expressa de riscos de acidentes de queda de altura.. Observe Excelência que o único risco inerente à função do “de cujus” (mecânico de manutenção) é o de acidente com eletricidade (fls. smj. por exemplo.7.445/446). motivo pelo qual restou demonstrado o desvio funcional. nº 772. como por exemplo. uma vez que não é inerente à função do “ de cujus ”. capacete de segurança.com .430/432) vislumbra-se que não existe a queda de altura como fator de risco. trava-queda. todavia. blusão de raspa de couro e luva de raspa de couro (fls. Registre-se que para a função de operador de máquina (fls. CEP 86. óculos. ou porque inexistente ou porque comprometedora. conforme PPP. II – os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa. capacete de segurança. além de não ser rotineiro. motivo pelo qual.386 ___________________________________________________________ Destarte que não foi juntada aos autos a Ordem de Serviço do falecido. diferentemente de outras funções. PPRA e LTCAT apresentados pela própria Empresa Ré os serviços de trabalho em altura não são executados por mecânicos de manutenção.OAB/SP 223. motivo pelo qual demonstrado que o trabalho em altura. infringindo a Reclamada desta forma a NR 1.).. capacete de segurança. alínea “c” (informar aos trabalhadores: I – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho. tanto que os únicos EPI´s recomendados são calçado de segurança. não incumbia à alçada do falecido. inclusive. o operador de máquina (fls. exsurge a 33 Rua Barão do Rio Branco. não havendo especificado risco de queda de altura. os EPI´s recomendados são o calçado de segurança.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. 432). perneira. etc.445/446). trava queda e cinto para-quedista. Cambará – PR.

Nobre Julgador a Reclamada não se desincumbiu de seu ônus em provar que o falecido tinha treinamentos específicos em trabalho em altura.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. não era a função do falecido. Vila Rubim. pois sequer o seu próprio LTCAT a Empresa Ré respeita. 446). tal fato somente revela que serviços de trabalho em altura não eram de competência do “de cujus”. o que reforça a culpa patronal pelo infortúnio. CEP 86. o cinto de segurança indicado pela própria empresa para os operadores de máquina (fls. oportunidade em fica desde já impugnado.2006 (fls.com .159 o único treinamento que diz respeito à andaimes e escadas foi realizado em 29. Cambará – PR. visto que não foram juntados aos autos. Com relação à alegação de que o obreiro possuía treinamento como soldador (fls. 34 Rua Barão do Rio Branco.OAB/SP 223.06.464). Apenas para registrar. Observe que da relação de treinamentos apresentados pela Reclamada às fls. pois este não realizava serviços em altura.386 ___________________________________________________________ responsabilidade penal daquele que ordenou e autorizou o “de cujus” a executar tarefa alheia a sua capacitação. diga-se de passagem. exatamente porque não foram ministrados treinamentos teóricos e práticos específicos de trabalho em altura. nº 772. é o cinto tipo pára-quedista e não o cinto tipo abdominal. não se desvencilhou de tal encargo. e. não se trata de treinamento estritamente específico à serviços em telhados e coberturas. visto que treinamento de solda em nada contribui para a realização de trabalho em altura. diga-se de passagem. 158) e por conta disso era pessoa treinada e capacitada para tanto.

em observância ao princípio da eventualidade. sobreveio a tona somente agora. mais uma vez desrespeitada a NR 18. oportunidade que se requer o desentranhamento do referido documento dos autos. 464) e o acidente ocorreu no ano de 2010. CEP 86.386 ___________________________________________________________ Impende ressaltar.OAB/SP 223.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 18. É de suma importância destacar que curiosamente este único treinamento de andaimes e escadas realizado em 2006 não foi fornecido à Policia Civil. ou seja.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. todavia. Ademais o treinamento teórico foi realizado no ano de 2006. pasmem. uma vez que fulminada pela preclusão consumativa. carecendo de credibilidade. De qualquer sorte o único treinamento foi realizado tão somente no ano de 2006 e a carga horária foi de apenas 01 (uma) hora. com relação aos treinamentos senão vejamos:  NR 18 . detalhados. inclusive. 04 (quatro) anos depois. que se trata de documento juntado em data posterior à juntada da contestação (vide data dos protocolos digitais). pois. o que de fato comprova as negligências patronais neste particular. cuja carga horária. sem ter passado por outros treinamentos periódicos.com . nº 772. Cambará – PR. tal documento constaria do Inquérito Policial nº 269/2010. Vila Rubim. é de apenas 01 (uma) hora (fls. ou reciclagens. se efetivamente fora realizado tal treinamento. ou seja.28 Treinamento 35 Rua Barão do Rio Branco.

EPI. o que comprova mais uma vez a culpa de natureza gravíssima da Reclamada.386 ___________________________________________________________ 18.1 Todos os empregados devem receber treinamentos admissional e periódico. b) riscos inerentes a sua função. os trabalhadores devem receber cópias dos procedimentos e operações a serem realizadas com segurança. visando a garantir a execução de suas atividades com segurança. bem como a inexistência de treinamentos específicos em trabalho em altura. conforme determina a NR 18. 160 a Requerida assevera que a NR 18 é inaplicável ao caso em tela.4 Nos treinamentos. d) informações sobre os Equipamentos de Proteção Coletiva . entretanto.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.28.OAB/SP 223.28.EPC.28. carece de razão. e. existentes no canteiro de obra.com .2 O treinamento admissional deve ter CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE 6 (SEIS) HORAS. antes de o trabalhador iniciar suas atividades. CEP 86. Vila Rubim. 18. b) ao início de cada fase da obra. ser ministrado dentro do horário de trabalho. c) uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual . nº 772. Ante o exposto restou demonstrado flagrante desvio funcional do “de cujus” a mando da Empresa Ré. 18.3 O treinamento periódico deve ser ministrado: a) sempre que se tornar necessário. 36 Rua Barão do Rio Branco. Cambará – PR. Às fls. constando de: a) informações sobre as condições e meio ambiente de trabalho.28. ainda. 18. sendo que os riscos proporcionados pela Reclamada são distintos. insiste pela adoção correta do cinto tipo abdominal e que os Requerentes colacionaram jurisprudência acerca da construção civil.

390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com .1. (Alterado pela Portaria SIT n. nº 772.18. absurdo! O risco é sempre o mesmo:. ao menos não prestou a juntar os espelhos de ponto do falecido referente aos últimos dias trabalhados. visto que quando falamos em fadiga muscular pelo excesso de sobrejornada. o que irá eliminá-lo ou atenuá-lo são as condições e os equipamentos de segurança fornecidos aos trabalhadores.386 ___________________________________________________________ Douto Julgador existe previsão expressa na NR 18 quanto aos serviços realizados em telhados e coberturas (vide NR 18. ainda.18 e seguintes). subitem 18. todavia. motivo pelo qual aplicável sim a NR 18 ao caso em questão e indiscutível que o cinto tipo abdominal foi erroneamente disponibilizado para a atividade. esta não é analisada isoladamente em 37 Rua Barão do Rio Branco.OAB/SP 223. de 17 de janeiro de 2005). No tocante a afirmação de que os riscos na construção civil são uns e os riscos no telhado do armazém da moega da Reclamada são outros (fls. CEP 86. que a sobrejornada de trabalho do Autor tenha contribuído direta ou indiretamente para a ocorrência do acidente já que o infortúnio ocorreu nas primeiras horas do dia. ou seja. Vila Rubim. existe norma especifica para a atividade que estava sendo executada pelo falecido e não foi respeitada pela Empresa Ré. diga-se de passagem.1 É obrigatória a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de mecanismo de ligação por talabarte acoplado ao cinto de segurança tipo pára-quedista. ou seja.º 114. 160). Cambará – PR. sem razão. equipamentos de segurança e não tábuas!! A Reclamada refuta. é a mesma coisa que dizer que cair de 10 (dez) metros de altura lá é diferente de cair de 10 (dez) metros de altura aqui.queda de altura. pois. uma vez que nem ao menos o cinto de segurança adequado foi disponibilizado ( 18.

este permanecendo no solo.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. nº 772. Ante o exposto restou demonstrado mais uma vez as falhas da Empresa Ré que foram determinantes para o óbito do marido e pai dos Requerentes. que restou demonstrado que a Reclamada não promove ginástica laboral e as pausas de distencionamento durante a jornada de trabalho. Vila Rubim. 38 Rua Barão do Rio Branco. aplicado nesta seara trabalhista. Cambará – PR. não apenas evitam as DORT/LER. bem como metas elevadas de produtividade. Reginaldo Cezar de Almeida.OAB/SP 223. mas também diminuem consideravelmente a ocorrência de acidentes de trabalho. CEP 86.386 ___________________________________________________________ um dia de trabalho. 769 da CLT.com . devidamente assinados por ele. 359. pelo contrário é analisada pelos vários dias em que não é respeitada a jornada de trabalho normal estipulada pela Constituição Federal. o que sem dúvida. CPC. Cumpre ressaltar. Por conta disso os Autores requerem que Vossa Excelência determina que Requerida junte os espelhos de ponto do falecido. É de se destacar que o falecido fora obrigado a subir no telhado da moega sob as diretrizes de seu encarregado. sob pena do art. por força do art. não desincumbindo a contento a Reclamada do ônus probatório de que na ocasião não havia excesso de pressão das chefias e forte pressão temporal. ainda. referentes aos vinte dias antecedentes ao do acidente.

Cambará – PR.3 – DAS CONDIÇÕES INSEGURAS DO LOCAL DE TRABALHO – QUEBRA DA TELHA DE FIBROCIMENTO / DE RISCO ENG. ambos consagrados pela Lei Maior. mas qualquer outro tipo de telha. assim como a obrigatoriedade pela redução dos riscos inerentes ao trabalho. pois constantemente expostas à chuva e sol. CEP 86. observe às 39 Rua Barão do Rio Branco. pois não suportam qualquer tipo de peso e mesmo assim determinou que o falecido executasse serviço de altura sobre elas. para evitar que estas se quebrem.386 ___________________________________________________________ 5. o que é inadmissível.OAB/SP 223. (fls. 162). são utilizadas as tábuas. Excelência a própria Reclamada confessa a precariedade e a vulnerabilidade das telhas de “eternit”. Vila Rubim. tendo em vista o dever geral de cautela. e por isso cederam. nº 772. apresentam sinais de corrosão e sinais de umidade. e provoquem acidentes”.com . A DO PARA (ETERNIT) INEXISTÊNCIA DO E LOCAL TÉCNICO – DE DE DE DA DA VULNERABILIDADE ANÁLISE TRABALHO SEGURANÇA REQUERIDA PELO TRABALHO EXECUÇÃO ATIVIDADE DO “DE CUJUS”. A Reclamada contesta as alegações dos Requerentes reiterando a culpa exclusiva da vitima e que “Não são somente as telhas de eternit que não suportam o peso de uma pessoa de 72 kgs. vigilância e proteção à saúde e integridade física do obreiro. e. Fato é que as telhas de “eternit” estão precárias e vulneráveis. Para tanto.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.

390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. a fim de averiguar as condições de trabalho que os funcionários da Reclamada estão sendo impostos a laborar. totalmente descabida e inaceitável tal idéia. até mesmo porque a Requerida não fez referência a qualquer dispositivo de Lei que regulamentasse o uso de tábuas. ainda mais soltas e em telhado de eternit é rasgar toda a legislação protetora do trabalhador. CEP 86. Portanto corroborar com a tese da Reclamada de que tábuas são equipamentos de segurança. entretanto. Douto Julgador a Reclamada novamente quer fazer acreditar que a utilização de tábuas salvaguardaria a vida do esposo e pai dos requerentes. a diferença de coloração com a telha nova colocada no lugar da telha que se rompeu na ocasião do acidente e as outras telhas precárias e vulneráveis.240/241). foto juntada pela Requerida. bem como o Ministério do Trabalho e Emprego. é ignorar os princípios mais básicos de segurança e medicina do trabalho. 40 Rua Barão do Rio Branco.com .240. já que não se vislumbra em nenhuma Norma Regulamentora a utilização de tábuas. Vila Rubim. Apenas para registrar a Requerida assevera que referidas telhas de “eternit” não suportam peso algum e mesmo assim ordenou seu funcionário que subisse nas mesmas telhas a fim de tirar fotos para instruir o processo e veja que negligentemente as outras telhas não foram trocadas e que curiosamente o modelo da Requerida utiliza o cinto pára-quedista (fls. oportunidade em que se requer Vossa Excelência oficie de imediato ao Ministério Público do Trabalho. nº 772.OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________ fls. motivo pelo qual os Requerentes impugnam expressamente a utilização destas “gambiarras” como equipamentos de segurança. Cambará – PR.

01/2004. o obreiro nunca poderia ter subido no telhado de “eternit”. pois estas não são equipamentos de segurança e sim existe a implementação de passarelas para telhados (documentação anexa). quanto o técnico de segurança do trabalho da empresa. Rogério Aparecido Amâncio.386 ___________________________________________________________ Impende registrar. Excelência é certo que tábuas nunca deveriam ser utilizadas como equipamentos de segurança. sendo inadmissível o técnico de segurança da empresa ter autorizado a subida do obreiro nas telhas que se apresentavam. pois. segundo. conforme determina a Conduta Médico Administrativa-SCMA n. Vila Rubim. Jorge Osawa. velhas e vulneráveis. ou. desgastadas.com . não realizaram a análise preliminar de risco in loco no dia dos fatos. Cambará – PR. como o eletroencefalograma com fotoestimulação e hiperpnéia – EEG e eletrocardiagrama – ECG do “ de cujus”. tanto o engenheiro de segurança do trabalho da empresa. ainda. primeiro. CEP 86. isto porque. o que revela a culpa de natureza gravíssima da 41 Rua Barão do Rio Branco. como demonstrado pelas fotos ter realizado a troca das telhas. nº 772. não se utiliza tábuas. De qualquer sorte era dever da Reclamada em evitar o rompimento das telhas por baixa resistência mecânica. sem antes ter realizado os exames médicos pertinentes. com as telhas naquelas condições (ausência de análise preliminar de risco pelo engenheiro e técnico de segurança do trabalho da empresa). visivelmente corroídas.OAB/SP 223. que o obreiro foi determinado pela empresa Ré a subir no armazém da moega. Douto Julgador. o que de fato comprova a culpa da Reclamada.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. caso o telhado estivesse em ótimas condições.

além de não exigiram os documentos médicos eram exigidos pela Conduta Médico Administrativa-SCMA n. com cópia para o Ministério Publico Estadual. que infringiram o dever geral de cautela disposto nos artigos 7º. CEP 86. Insta dispor que a Reclamada. inclusive com o rompimento de telhas precárias. Nobre Julgador tanto o engenheiro quanto o técnico de segurança do trabalho detêm o parecer técnico e se tivessem realizado a análise preliminar de risco in loco no dia dos fatos. 01/2004.386 ___________________________________________________________ Reclamada. não identificaram se os calçados utilizados pelo “de cujus” inadequados e/ou impregnados de óleo ou graxa. através de seus profissionais baixa de segurança foram coniventes tábuas segurança. úmidas. molhadas ou com acentuada inclinação. Vila Rubim.OAB/SP 223. não teriam liberado atividade em altura nas condições vulneráveis que as telhas de eternit apresentavam.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. com que o ocorrido. Dr. da CF/88 e 157 da CLT. Marcel de 42 Rua Barão do Rio Branco. de não verificaram se havia sinalização e isolamento no piso inferior. na pessoa de seu Digníssimo Representante. equipamento pelas de infelizmente de não denominam além identificaram se as telhas estavam escorregadias. Ante o exposto os Requerentes requerem seja expedido oficio de imediato dos presentes autos à Delegacia de Policia de Cambara PR. nº 772. ainda. vulneráveis e de resistência de mecânica. inclusive de seus prepostos. bem como não prestaram a verificar se o trabalho era executado com chuva ou vento.com . bem como não se ativeram a visualizar a precariedade nos acessos aos telhados. XXII. Cambará – PR. além.

local onde ele estava trabalhando na instalação de uma cortina. tanto que não é domiciliado na cidade de Cambará PR e não há duvidas de que no dia do infortúnio o engenheiro não estava presente. Cumpre salientar que analisando toda a documentação colacionada aos autos não se tem noticia da participação do engenheiro de segurança do trabalho (fls. processados e julgados na irregularidades apontadas indenizatória. por volta das 09h 00m.” (grifo nosso).227). nº 772. SE ENCONTRAVA NA EMPRESA QUANDO FOI AVISADO QUE O FUNCIONÁRIO DE NOME JOSÉ ROBERTO SENA HAVIA SOFRIDO UMA QUEDA DE UM ARMAZÉM. Cambará – PR. todavia. a Reclamada somente mantém o profissional nos seus quadros por obrigatoriedade da composição do SESMT. 225/230). Vila Rubim. o funcionário sequer comparece ao trabalho rotineiramente. apesar de receber rendimentos vultuosos (fls. Rogério Aparecido Amâncio. constante do Inquérito Policial nº 269/2010: “..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.OAB/SP 223. ou seja. sejam indiciados. que.. . CEP 86. senão vejamos a própria declaração prestada pelo técnico de segurança do trabalho da empresa. sequer seu nome foi ventilado nos documentos referentes ao sinistro. uma vez que totalmente inaceitável. não realizou a análise preliminar de risco antes da atividade. em atendimento a uma determinação do IAP para evitar a entrada de pássaros. A Reclamada litiga de má-fé quando afirma que o trabalho foi acompanhado pelo seu técnico de segurança do trabalho (fls. pois.386 ___________________________________________________________ Alexandre Coelho. para fins de conclusão do Inquérito Policial nº 269/2010 forma da e que Lei. 163).com . 43 Rua Barão do Rio Branco. os diante envolvidos das JORGE OSAWA e ROGÉRIO nesta APARECIDO AMÂNCIO.. a cortina estava sendo instalada no armazém..

conforme leciona o penalista Cezar Roberto Bitencourt. Ante o exposto restou demonstrado as condições inseguras do telhado do armazém da moega. as quais têm implícita a obrigação de cuidado. tanto que foi avisado posteriormente ao acidente. nº 772. bem como a inexistência da análise preliminar de risco do local de trabalho pelo engenheiro e técnico de segurança do trabalho da Reclamada. uma vez realizada. Importante destacarmos o que disciplina o art. proteção ou vigilância.” (grifo nosso). CEP 86. in verbis: “. . o policial. ou seja.O resultado. engenheiros e técnicos de segurança do trabalho. “. Cambará – PR. proteção ou vigilância ao bem alheio. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. de que depende a existência do crime. § 2º . o profissional de segurança nunca teria autorizado a execução do trabalho naquelas condições.. muito menos antes do inicio da atividade se prestou a realizar a análise preliminar de riscos... etc. Vila Rubim. somente é imputável a quem lhe deu causa. o bombeiro. há também um dever legal daquelas pessoas que exercem determinadas atividades.com .. como por exemplo. pois. 13. Código Penal. o médico.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.art... mais uma vez caracterizada culpa de natureza gravíssima da Empresa Ré. 13 . O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado.386 ___________________________________________________________ A verdade é que o técnico de segurança do trabalho da empresa não acompanhou o trabalho do “de cujus”. ou seja.OAB/SP 223.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. 44 Rua Barão do Rio Branco..”.. inclua-se..

senão vejamos (http://www. a unidade está localizada por sinal a poucos metros da Requerida.OAB/SP 223. entretanto.4 – DAS FALHAS DA NOS PRIMEIROS RÉ SOCORROS – PLANO DE EMERGÊNCIA E SALVAMENTO EMPRESA INEXISTENTE OU DEFICITÁRIO. portanto.gov.386 ___________________________________________________________ 5. A Reclamada alega às 164/165 que a morte do funcionário realmente se deu no trajeto da empresa até o hospital. sendo acompanhada pelos colegas de trabalho e justifica não ter acionado o socorro especializado visto que o município de Cambará não proporcionava este atendimento. Cambará – PR. Cumpre esclarecer que o município conta sim com equipe de resgate do Corpo de Bombeiros. que não foram tomadas as medidas cabíveis no pronto atendimento.cambara. não demonstrando a contento que a vitima fora imobilizada em uma maca. não se detectou nenhum colar cervical preso ao corpo da vitima.pr. sem razão. Insta esclarecer de antemão que a Reclamada não logrou êxito em se desvencilhar do ônus da prova.com . presumindo-se. nº 772.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. tampouco fora colocado colar cervical. localizada na mesma Avenida das dependências da Reclamada (Avenida Tsuneto Matsubara) e está instalada desde 2006 (dois mil e seis) conforme informação oficial disponibilizada no site oficial da Prefeitura Municipal de Cambará PR. Vila Rubim. que a vítima foi imobilizada com maca e colar cervical e transportada em uma camionete. visto que diante das fotos tiradas do cadáver (fls. CEP 86.br/): 45 Rua Barão do Rio Branco.209). e pasmem. momentos depois do acidente.

nº 772. realizado imediatamente ao acidente ou mal súbito. improcede as afirmações de que não existe socorro especializado público na cidade de Cambará PR. senão vejamos às fls.386 ___________________________________________________________ Bombeiros Comunitário recebeu ambulância siate do governo do Estado A corporação conta agora com duas ambulâncias. e atende em média 25 chamadas mensais.. salientando. ante a falta de credibilidade.OAB/SP 223. Ademais fica desde já impugnado o Manual de Brigada Contra Incêndio apresentado pela Reclamada às fls. que a Reclamada infringiu seu próprio manual. conta com um efetivo de 11 soldados. socorros hospitalares. a fim que. inclusive. a corporação passará a contar com duas ambulâncias. para atuar no combate a incêndios florestais..com . não há como saber se o documento foi elaborado antes ou depois do acidente que acarretou na morte do esposo e pai dos Requerentes. Com o veículo. 287/320. melhorando ainda mais o atendimento que vem fazendo no município. Portanto.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. 46 Rua Barão do Rio Branco. uma vez não aprovado pelo Corpo de Bombeiros e também por se tratar de documento apócrifo. Cambará – PR. entre outras. Vila Rubim. e um caminhão. sem data. repassou ao Corpo de Bombeiros comunitário de Cambará. acidentes automobilísticos. captura de animais. 307: “. é comandado pelo sargento Sérgio Lorejan. não haja maiores danos até a chegada do médico” (Manual de Brigada Contra Incêndio da Requerida) (grifo nosso). Primeiros Socorros: Tratamento dado por pessoa leiga. pelo que se conclui que não há valor probatório algum. CEP 86. O governo do Paraná. uma ambulância siate. ou seja. O Bombeiros Comunitário de Cambará foi implantado em 2006.

que as únicas vitimas de acidente de trabalho que morreram foram José Roberto 47 Rua Barão do Rio Branco. pois. DANILO ANAIPIO FONSECA e MARCELO LUZ FORTUNATO A Empresa ré argumenta em sede de contestação. visto que o equivocado procedimento pode ter contribuído para o óbito do esposo e pai dos Requerentes. oportunidade em fica desde já impugnada a sistemática adotada pela Requerida. Cambará – PR. conforme especificado às fls.com . De qualquer sorte a brigada de incêndio e salvamento da Requerida está totalmente irregular. Ante o exposto restou clarividente que a Reclamada agiu com culpa em não acionar o socorro especializado.5 – TRÊS DA REINCIDÊNCIA DA EMPRESA RÉ FUNCIONÁRIOS – PAULO HENRIQUE CONFIGURADA – FALECIMENTO DE OUTROS GOZZI. durante as vistorias técnicas.OAB/SP 223. nº 772. localizado a poucos metros de suas dependências.11. de acordo com o anexo C da IT/2011 (Item 5. Vila Rubim.386 ___________________________________________________________ Não procede as informações de que a vitima foi atendida por um socorrista. CEP 86.1 . e sua função era combater incêndio e não prestar primeiros socorros. 5. além de manejar a vitima com fraturas e hemorragia em uma camionete. visto que o funcionário que estava executando os serviços juntamente com o “de cujus” era seu encarregado.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.IT 17/2011). Reginaldo Cezar de Almeida. os integrantes da brigada devem ser avaliados pelo Corpo de Bombeiros.320. visto que totalmente deficitária e não presta ao fim que se destina.

Juízo afastou a preliminar. senão vejamos trechos da sentença prolatada nos autos de processo RT 1368/2010 – VT de Jacarezinho PR: “. 166)..... cada um cercados por nuances especificas e fora de qualquer controle por parte da Requerida.DANILO ANAIPIO FONSECA e MARCELO LUZ FORTUNATO.OAB/SP 223. as circunstâncias são as mesmas que fatalmente retiraram a vida do esposo e pai dos Requerentes. Cambará – PR.” (fls. Especificamente quanto ao caso de DANILO ANAIPIO FONSECA. Vila Rubim.com . uma vez que restou demonstrado pelos documentos colacionados com a exordial (fls. EMBORA A VÍTIMA ESTIVESSE USANDO CINTO DE 48 Rua Barão do Rio Branco. (fls. Excelência quanto ao argumento da Requerida de que “. morto em 2006 .386 ___________________________________________________________ Sena (esposo e pai dos Requerentes) e Paulo Henrique Gozzi. nº 772. este r. e que se tratam de casos isolados. não servindo de prova para o convencimento deste r. 165/167). como querem fazer crer os Autores. inclusive. inclusive. não justificam possíveis penas majoradas à Reclamada. NÃO RESTOU DEMONSTRADO QUE OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA FOSSEM CAPAZES DE EVITAR O ACIDENTE.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. fora o ‘de cujus’ a única vitima de acidente com morte é o caso de PAULO HENRIQUE GOZZI. e que tais mortes não foram tão alarmantes... CEP 86. visto que embora argüida a ilegitimidade de parte pela Requerida. Juízo. improcede a informação da Reclamada que este falecido não era seu funcionário. este não procede. e declarou a Empresa Ré culpada pelo sinistro.115/129) que outros dois funcionários:. também foram vitimas de acidente de trabalho sob as diretrizes da Requerida.

OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________

SEGURANÇA

COM

CORDA

PRESA

À

CINTURA,

ISSO

NÃO

POSSIBILITOU O PRONTO RESGATE DA VÍTIMA, ... HÁ, PORTANTO, CULPA DO EMPREGADOR, E NÃO DA VÍTIMA, NO EVENTO DANOSO QUE ACARRETOU A PERDA DA VIDA DO FILHO DOS REQUERENTES.”
Portanto, ineficaz a tentativa da ora Requerida em se desvencilhar de suas responsabilidades pela morte do funcionário Danilo Anaipio Fonseca, pois, restou sacramentado em sentença que em decorrência de suas negligências e imprudências patronais a vida do trabalhador foi ceifada, a exemplo do esposo e pai dos Requerentes. Quanto ao falecimento do trabalhador MARCELO LUZ FORTUNATO, o óbito teve repercussão geral, inclusive, sendo notícia na imprensa da cidade de Londrina PR (fls.129), sendo que o infortúnio ocorreu nas dependências da Reclamada, e sob suas diretrizes, cuja causa do acidente foi idêntico ao caso do marido e pai dos Requerentes, ou seja, queda de altura. Com relação ao óbito de PAULO HENRIQUE GOZZI, restou demonstrado pelo Inquérito Policial 189/2006 que não houve treinamentos específicos ministrados ao falecido sobre espaços confinados, e a exemplo do presente caso desta indenizatória, nenhum técnico de segurança realizou uma avaliação preliminar de risco no local de trabalho antes do inicio da atividade, descumprindo frontalmente o que determina a alínea “f” do item 33.3.2 da Norma Regulamentadora 33.

49
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________

Douto Julgador foi constatado nos casos acima, inclusive, mediante sentença prolatada por este r. Juízo (115/129) que a Requerida não promove treinamentos específicos, que os EPI´s fornecidos são inadequados e deficitários e que a equipe de segurança do trabalho é omissa e negligente, pois não realiza análise preliminar de risco antes do inicio das atividades de seus trabalhadores. Não queira a Requerida argumentar que se trata de casos isolados, cada um cercado de nuances especificas e circunstancias diferenciadas, pois, pelo contrário os casos se coadunam e sempre nasceram das mesmas negligências e imprudências patronais, motivo pelo qual imperioso reconhecer a REINCIDÊNCIA da Requerida, fator este que deverá ser levado em consideração na ocasião do arbitramento das indenizações pleiteadas. Neste sentido:

DANOS MORAIS. VALOR DA INDENIZAÇÃO. Na tentativa de oferecer alguma compensação à vítima do dano moral, deve-se ter o cuidado de evitar o enriquecimento sem causa do ofendido e, no mesmo passo, criar encargo que represente verdadeiro impacto financeiro ao ofensor. A condenação, nesses moldes, DESENCORAJA A REINCIDÊNCIA e, ao menos em tese, estimula a adoção de providências para melhoria do ambiente de trabalho. Recurso do autor provido, no
50
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

OAB/SP 223.386 ___________________________________________________________

particular, para condenar o réu em indenização por danos morais. TRT-PR-01335-2008-658-0900-8-ACO-07569-2009 - 2A. TURMA. Relator: MARLENE T. FUVERKI SUGUIMATSU.Publicado no DJPR em 17-03-2009. (grifo nosso). Quanto ao argumento da Reclamada de que as mortes ocorridas não são tão alarmantes num interregno de seis anos (fls. 166), a única interpretação que se pode extrair e forçoso de querer acreditar é que para a Reclamada “morrer é normal”!!! Absurdo, absurdo, absurdo. Vidas inocentes foram ceifadas, pais de família, filhos que nunca mais terão o carinho de seus pais! Esposas que terão sempre aquele vazio, diga-se, pelo fato de empresas bilionárias, como a Requerida, desrespeitarem as mais simples normas de segurança e medicina do trabalho. Ante o exposto, tendo em vista que o esposo e pai dos Requerentes morreu nas mesmas circunstâncias de outros falecimentos ocorridos com funcionários da Reclamada, reitera os Requerentes o reconhecimento da REINCIDÊNCIA da Reclamada, e que para tanto os parâmetros indenizatórios sejam majorados, a fim de se considerar a teoria do desestímulo, onde o valor estipulado de um lado representa compensação para o lesado, e por outro lado constitui para o lesante sanção que deve se traduzir em valor de inibição a novas práticas da mesma ordem. 6 – DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS

51
Rua Barão do Rio Branco, nº 772, Vila Rubim, Cambará – PR, CEP 86.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com

Vila Rubim. no primeiro caso exsurge o dever de indenizar independentemente da averiguação de culpa ou dolo patronal tendo em vista a teoria do risco criado. Cambará – PR. motivo pelo qual reitera os Autores o pleito de condenação da Reclamada nas indenizações por danos materiais e morais. ser indevida a condenação por danos materiais. inverte-se o ônus da prova. presumindo-se a culpa da Requerida pelo infortúnio que retirou a vida do esposo e pai dos Requerentes. e. não lhe assiste razão alguma. ou seja. sem análise preliminar de risco. verifica-se culpa de natureza gravíssima por parte da Empregadora.com . conforme especificados na exordial. Importante registrar que antes de mais nada os Requerentes invocaram a aplicabilidade da responsabilidade objetiva e subsidiariamente a culpa presumida da Reclamada. dentre outras falhas. uma vez que o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima e que nenhuma indenização é devida se não restar comprovada a culpa da Reclamada (fls. entretanto. nº 772.. disponibilizou EPI´s inapropriados para a atividade. CEP 86. determinou que o “de cujus” realizasse serviço em condições inseguras.1 – DA EXPECTATIVA DE VIDA – 73 ANOS 52 Rua Barão do Rio Branco.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. negligências e imprudências que foram determinantes para o óbito do trabalhador.OAB/SP 223. uma vez que não implementou redes de segurança sob a moega. no segundo momento. 6. 168). Porém de qualquer ângulo que se analise o caso concreto.386 ___________________________________________________________ A Empresa Ré argumenta em sede de contestação.

168/169).com . Excelência o Código Civil é expresso neste sentido senão vejamos o que disciplina o art. sem razão. 6.130/131) e não a data limite da aposentadoria por tempo de serviço.” (grifo nosso). segundo. e conforme fontes oficiais do IBGE a idade é de 73 (setenta e três) anos de idade (fls. CC. Cambará – PR. Vila Rubim. todavia. in verbis: “Art. Portanto não há argumentos para se acatar as razões de defesa da Reclamada. II .047. argumentando que nenhuma indenização é devida visto que a morte ocorreu por culpa exclusiva da vítima. tempo limite para a aposentadoria por tempo de serviço (fls.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. seu funeral e o luto da família. 948.386 ___________________________________________________________ A Reclamada impugna a pretensão dos autores de que a indenização por danos materiais leve em consideração a expectativa de vida de 73 anos do brasileiro conforme fonte do IBGE e que Vossa Excelência considere o marco de 65 anos de idade. caso seja condenada a pagar a indenização por danos materiais 53 Rua Barão do Rio Branco. primeiro. No caso de homicídio. 948. e. nº 772.2 – DA PLANILHA DE CÁLCULO A Reclamada impugna a planilha de cálculo apresentada pelos Autores às fls. levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. a indenização consiste. sem excluir outras reparações: I .OAB/SP 223. visto que a regra geral sedimentada pelo Código Civil é que se leve em consideração a duração provável da vítima. CEP 86. oportunidade em que se impugna expressamente o marco de 65 (sessenta e cinco) anos de idade.na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia.no pagamento das despesas com o tratamento da vítima.

ob. bem como ao longo desta impugnação.com . Vila Rubim. Ademais o ato de suprimir a parcela referente à 1/3 do montante de qualquer modo estaria repercutindo no enriquecimento ilícito da Reclamada.OAB/SP 223. totalmente incabível tal alegação visto que o valor da pensão mensal deve conservar proporção com o salário que era recebido pelo falecido (Ap. cit. aquisição de patrimônio. todavia. oportunidade..390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.499. nº 772. ainda mais. sem razão (fls. 54 Rua Barão do Rio Branco.13). n.). 16. sup.386 ___________________________________________________________ pleiteada. a mesma não merece prosperar pelas várias razões dispostas ao longo da exordial. pois. CEP 86. in HUMBERTO THEODORO JÚNIOR. TAMG.40 – 1/3 = R$294. ou seja. 32. de qualquer maneira seria revertido para o bem familiar. acredita-se que esta fração seria destinada ao “de cujus” e não beneficiaria os Requerentes. Com relação a alegação de culpa exclusiva da vitima. visto que a única e exclusiva culpada pelo infortúnio foi a Empresa Reclamada.792. sendo de todo provável que serviriam de investimentos para a estruturação familiar. p. Comarca de Belo Horizonte. educação e saúde das crianças. em que se impugna novamente tal absurdo. Cambará – PR. pois é de se presumir que tal parcela seria destinada a subsistência do “de cujus”. Cumpre destacar que a presunção de 1/3 do montante seria revertido a subsistência do “de cujus” é inaceitável. Quanto à alegação de que os danos materiais tenham que sofrer uma redução de 1/3.169/170).188.10. visto que se o obreiro vivo estivesse tais valores seriam despendidos pela empregadora ao funcionário. que seja descontado 1/3 do montante (R$442.

Ante o exposto reitera os Autores o pleito de arbitramento de indenização por danos materiais no valor integral constante da planilha de cálculo de fls. sendo de todo injusta a retirada de 1/3 dos valores que servirão de amparo e formação educacional aos filhos hoje menores de idade. ainda. visto que remanesceria apenas 2/3 para serem teoricamente partilhados entre 04 pessoas (viúva e três filhos). presumindo-se que os investimentos e gastos com os impúberes são superiores. composta por esposa e três filhos. Não se pode olvidar.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. vestuário. CEP 86.OAB/SP 223. Cambará – PR.047. inclusive. o que fica desde já impugnado. ou seja. motivo pelo qual fica expressamente rechaçado pelos Autores a tentativa de minimizar o montante a ser indenizado. universidades. que os três filhos são menores incapazes e tem muito a galgar tanto na vida pessoal quanto na vida profissional.386 ___________________________________________________________ considerando a composição familiar. faculdades.3 – DA INDENIZAÇÃO PARA OS FILHOS MENORES DE IDADE – IDADE LIMITE A MAIORIDADE AOS 18 ANOS E/OU 24 ANOS FORMAÇÃO PROFISSIONAL / CASAMENTO DOS FILHOS – CESSA O DIREITO A 55 Rua Barão do Rio Branco.com . 6. etc.). pede-se vênia a fazer uma analogia com o auxílio de pensão por morte pago pela Previdência Social em que não há descontos a este título. educação. Vila Rubim. pois o caminho é maior a percorrer (alimentação. nº 772. saúde. Ademais o pleito da Reclamada não encontra amparo legal algum. matematicamente desproporcional a presunção da Reclamada.

incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. compreende inclusive a ação indenizatória por acidente de trabalho movida por herdeiros do trabalhador falecido. Recurso dos autores ao qual se 56 Rua Barão do Rio Branco. nada a retirar dos valores indenizatórios. uma vez que embora seja considerada a idade de 24 (vinte e quatro) anos ou 25 (vinte e cinco) anos como marco na formação profissional o entendimento jurisprudencial contemporâneo é de que a cota-parte destinada aquele herdeiro quando atingida a idade de 25 (vinte cinco) anos seja revertida à viúva. Excelência não assiste razão a Reclamada. IX.977-SP). A competência outorgada ao Judiciário Trabalhista pelo artigo 114. que caso a viúva venha a contrair novas núpcias seja cessado seu direito a pensão e que tal direito também cessará caso haja morte de qualquer credor (fls. da Constituição da República.OAB/SP 223. Cambará – PR.386 ___________________________________________________________ PENSÃO / CONVOLAÇÃO DE NOVA NUPCIA PELA VIÚVA / CESSARÁ O DIREITO A PENSÃO EM CASO DE MORTE DO CREDOR A Reclamada requer que a pensão a ser deferida se limite aos filhos até a maioridade ou subsidiariamente até completarem 24 (vinte e quatro) anos quando atingirão a formação profissional ou quando estes se casarem.com . portanto. nº 772.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Vila Rubim. Cancelamento da Súmula 366 do STJ (CC 101.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.170/173). senão vejamos: ACIDENTE DE TRABALHO . CEP 86.

ACIDENTE DE TRABALHO COM MORTE . CEP 86. Cambará – PR. sob pena de responder por culpa comissiva ou omissiva (art. III ACIDENTE DE TRABALHO AUSÊNCIA DE ENTREGA DE EPIs . da Constituição da República e arts.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.PENSÃO MENSAL . 201 e 204. treinamento de empregados e fiscalização quanto ao uso dos EPIs e dos procedimentos (art. 1791 e 88 do Código Civil). Recurso dos autores ao qual se dá provimento para afastar a prescrição pronunciada face à terceira autora.VALOR. Vila Rubim. 168 e 927 do Código Civil). nº 772. 2º da CLT). O valor da pensão mensal deve conservar proporção com o salário que era recebido pelo "de cujus". 157 da CLT). Recurso dos autores ao qual se dá provimento. IV . § 1º. porquanto responsável pelos riscos de sua atividade econômica (art. 7º. XXII.com . II . Cabe ao empregador oferecer segurança e zelar pela integridade física de seus empregados por meio da entrega de EPIs.OAB/SP 223.CULPA DA EMPRESA.386 ___________________________________________________________ nega provimento. do Código Civil de 2002. podendo inclusive ser 57 Rua Barão do Rio Branco. nos termos do art. Por conta da indivisibilidade da obrigação (imposta pelos arts.ACIDENTE DE TRABALHO PRESCRIÇÃO INDIVISIBILIDADE DA OBRIGAÇÃO. a suspensão da prescrição em relação a um dos dependentes aproveita aos demais.

conforme entendimento da mesma Corte. VEDAÇÃO DE CUMULATIVIDADE. razão por que o pensionamento deve ter por termo final o 25º aniversário dos filhos do "de cujus".386 ___________________________________________________________ estabelecido por salários mínimos. NÚMERO DE PARCELAS ANUAIS. de sorte que a pensão de todos se refira ao salário que os era percebido pelo trabalhador em vida. Postulando autores prestações mensais.ANÁLISE DE OFÍCIO VEDAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. desonerando o orçamento familiar. consolidado na Súmula 490. CEP 86.OAB/SP 223. Recurso dos autores ao qual se dá parcial provimento. a pena de julgamento extra/ultra petita.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. sem violação da Súmula 4 do STF. V . Cambará – PR. Vila Rubim. mas considerar cada um dos autores e os valores correspondentes de forma concorrente. o valor da pensão não pode ser cumulativo.TERMO FINAL DA PENSÃO MENSAL . não se justifica o 58 Rua Barão do Rio Branco. nº 772.ACIDENTE DE TRABALHO COM MORTE AÇÃO MOVIDA PELOS HERDEIROS MENORES .com . Presumivelmente a partir da idade média de 25 anos os filhos passam a constituir economia própria. Ou seja. A partir de então. A pensão mensal sofre divisão pelo número dos herdeiros postulantes. o pensionamento não compreende uma décima terceira parcela (em proporção ao 13º salário).

pelo que se conclui que não há que se falar em qualquer abatimento neste particular. nº 772. TURMA Relator: EDMILSON ANTONIO DE LIMA. suas cotas partes serão revertidas à viúva que vivia maritalmente com o trabalhador no período contemporâneo ao do acidente de trabalho. desatendendo a finalidade do instituto (artigo 950 do Código Civil).OAB/SP 223. O PENSIONAMENTO SE REVERTE À MÃE DOS AUTORES QUE VIVIA MARITALMENTE COM O TRABALHADOR NO PERÍODO CONTEMPORÂNEO AO DO ACIDENTE DE TRABALHO. não havendo que se falar em desconto neste sentido. ou seja. COM A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA. TRT-PR-01797-2008-892-09-00-2ACO-20362-2010 . Vila Rubim.386 ___________________________________________________________ pensionamento.1A. Com relação à morte de um dos credores o mesmo entendimento se extrai. PRESUMIDA E ORA FIXADA AOS 25 ANOS.com .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. REVERSÃO DA PENSÃO À CÔNJUGE SUPÉRSTITE. Cambará – PR. os valores destinados aquele credor serão revertidos aos credores supérstites. o que apenas beneficiaria o enriquecimento sem causa da Reclamada. que constituirá apenas um "plus" orçamentário. (grifo nosso) Portanto o mesmo se depreende se os filhos vierem a contrair núpcias antes de completarem 25 (vinte e cinco) anos. ou seja. 59 Rua Barão do Rio Branco. CEP 86. Publicado no DEJT em 29-06-2010.

impõe-se o conhecimento dos embargos de declaração para sanar a omissão. uma vez que a convocação de novas núpcias não tira o direito à mulher de perceber a pensão por morte do primeiro marido.01.OAB/SP 223. 3. Rel. (TRF1. Embargos de declaração providos para sanar a omissão constatada.QUESTÃO APRECIADA .386 ___________________________________________________________ No tocante a convolação de novas núpcias pela viúva improcede o pleito de cessação da pensão. Desembargador Federal José Amilcar Machado. CEP 86. Vila Rubim."NÃO SE EXTINGUE A PENSÃO PREVIDENCIÁRIA.99.EFEITO MODIFICATIVO. Neste sentido: PROCESSUAL NÃO CIVIL - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . Deixando o acórdão de se pronunciar sobre questão relativa às novas núpcias da dependente. EDAC 2006. não resulte situação de independência econômica que torne dispensável o pagamento do beneficio. 1.003254-7/MG. desta nova união. 60 Rua Barão do Rio Branco.com .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. DO NOVO CASAMENTO MELHORIA FINANCEIRA DA DA NÃO DE SITUAÇÃO VIÚVA. Cambará – PR. sendo que. 2 . nº 772.OMISSÃO EXISTENTE .PENSÃO POR MORTE DEPENDENTE . SE RESULTA MODO A ECONÔMICO- TORNAR DISPENSÁVEL O BENEFÍCIO" Súmula 170 TFR.NOVAS NÚPCIAS .

por se tratarem de reparações distintas e pelo fato de quem arcava com o seguro de vida era o próprio “de cujus” que sofria descontos mensais na sua remuneração a este título. Ademais foi requerido pelos Autores a aplicabilidade do art. todavia sem razão alguma.com . CEP 86. Neste sentido: INDENIZAÇÃO MENSAL DO DEVIDA PRÊMIO POR PELO DE DANOS MORAIS. COMPENSAÇÃO SEGURADORA. 6. não havendo que se falar em qualquer tipo de desconto ou abatimento a qualquer título.31 de 24/09/2007) (grifo nosso). CC. § único.OAB/SP 223.4 – DO SEGURO DE VIDA RECEBIDO PELOS AUTORES ABATIMENTO DO VALOR RECEBIDO A Empresa Ré requer sejam descontados dos valores a serem arbitrados a título de danos materiais o valor do prêmio do seguro de vida destinado aos Requerentes. 950.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.DJ p. não contestado especificamente pela Reclamada. A indenização por danos morais e pensão mensal decorrentes de culpa do 61 Rua Barão do Rio Branco. Vila Rubim. Cambará – PR. nº 772.386 ___________________________________________________________ Primeira Turma. E POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO COM PENSÃO EMPREGADOR BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE.

na sua concorrência dolosa ou culposa para o evento. e possuindo caráter indenizatório.OAB/SP 223. não é devida a compensação do valor do prêmio de seguro de vida pago por seguradora particular. enquanto a indenização e pensão mensal estão concentradas na esfera jurídica do empregador. CEP 86. nº 772. Vila Rubim. O prêmio da seguradora foi pago por força de negócio jurídico de cunho privado.com .386 ___________________________________________________________ empregador no acidente de trabalho sofrido pelo empregado possui natureza jurídica absolutamente diversa do benefício previdenciário recebido. comento decorre empregador na ocorrência do acidente de Inteligência XXVI. fundamentando-se. detendo natureza compensatória. não havendo o óbice alegado pelo recorrente para percepção cumulativa. Da mesma forma. em de ao dolo passo ou dos que culpa artigos a da do 7º. como regra geral. Cambará – PR.213/91 e da Súmula 229 do STF. TRT-PR-03736-2008-322-09-00-8-ACO-2688562 Rua Barão do Rio Branco. indenização existência trabalho. pois representam parcelas de natureza distinta. da Constituição Federal e 121 da Lei nº 8.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. O benefício previdenciário é de responsabilidade da Previdência Social e está fundamentado na teoria do risco (responsabilidade objetiva).

sem necessidade de comprovação efetiva da lesão. 7 – DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – VALORES PLEITEADOS – RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE A Empresa Ré argumenta em sede de contestação às fls.. sem razão. Excelência o dano moral é configurado tão somente pela violação do direito à honra.175 que “. à dignidade ou à imagem da pessoa. podendo ser presumido pelos atos praticados.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. lembrando que transtornos ou contrariedades não são aptos à sua configuração. entretanto. Cambará – PR. José Affonso Dallegrave Neto leciona: "Enquanto o dano material encerra perdas e danos que alcança os danos emergentes e os lucros cessantes (art. fica desde já impugnado nos termos do atual entendimento jurisprudencial e consolidado pela Súmula 229. TURMA.. Vila Rubim.386 ___________________________________________________________ 2010 - 4A. os autores não lograram demonstrar o dano de ordem moral.com . Publicado no DEJT em 20-08-2010 Portanto diante da inexistência de fundamentos legais para o deferimento do requerimento da Reclamada.. Sobre o tema.”.. 63 Rua Barão do Rio Branco. CEP 86.. Relator: MÁRCIA DOMINGUES. nº 772.OAB/SP 223. STF. (grifo nosso).

com . bem como a intensidade do sofrimento dos Requerentes. profissional e familiar da vítima. Dessa forma. oportunidade em que se reitera os valores constantes da peça vestibular por refletirem fiel observância aos parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade diante dão acidente de trabalho que vitimou fatalmente o esposo e pai dos Requerentes.OAB/SP 223. 138). São Paulo: LTr. p. Cambará – PR. a posição social.386 ___________________________________________________________ 402 do CC). que por certo lhes causaram dor e sofrimento. sendo desnecessária a prova do prejuízo moral. Ademais. bem como a reincidência da empresa Ré em outros falecimentos. (grifo nosso). deve ser considerado o duplo efeito da indenização por danos morais: compensação pela violação ao patrimônio moral e desestímulo pela prática reputada ilegal. o qual é presumido da própria violação à personalidade da vítima" (Responsabilidade Civil no Direito do Trabalho. são inquestionáveis os efeitos que a morte de José Roberto Sena acarretou ao patrimônio moral dos Requerentes. nº 772. Quanto ao valor da indenização. o dolo do ofensor e a situação econômica deste. Vila Rubim. exigindo-se assim a prova concreta do prejuízo sofrido pela vítima. 8 – DA CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL 64 Rua Barão do Rio Branco. 2005. no dano moral o valor é arbitrado pelo juiz que visa uma compensação financeira para a vítima.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. deve ser considerada a repercussão do dano. CEP 86.

386 ___________________________________________________________ A Empresa Ré impugna o pleito autoral consistente na constituição de capital argumentando que é pessoa jurídica idônea e conta com mais de 1. nº 772. e de garantir o percebimento pelo ofendido da parcela 65 Rua Barão do Rio Branco. demonstrou forma sequer jurisprudência que lhe favorece neste particular. motivo pelo qual imperioso a constituição de capital da Requerida a fim de salvaguardar patrimônio que garanta o cumprimento da obrigação. motivo pelo qual segundo a jurisprudência moderna e atual tal encargo seria dispensável. CEP 86. tampouco o número de empregados diretos da Reclamada. sem razão. da para renda determinar-se a constituição de capital destinado adimplemento mensal.500 empregados diretos.OAB/SP 223. atual entendimento colacionou jurisprudencial. Vila Rubim. deve-se aplicar a previsão a garantir do o artigo futuro 475-Q do CPC. Deferida indenização na forma de pensionamento mensal decorrente de danos advindos de acidente de trabalho.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.com . Ademais em que pese a Reclamada alegar que é dispensável a constituição não de capital de conforme robusta. entretanto. Cambará – PR. por se tratar do meio mais idôneo de dar efetividade à decisão judicial. visto que o entendimento é outro senão vejamos: ACIDENTE DE TRABALHO - PENSÃO MENSAL - CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. e sim o fato das indenizações terem natureza eminentemente alimentar. Excelência não se discute a idoneidade da pessoa jurídica.

falência. uma vez que o futuro é incerto e a boa saúde financeira hoje da Requerida não necessariamente pode ser a mesma daqui a alguns anos. tal argumento não é suficiente a indeferir o pleito dos Requerentes. possíveis incorporações. Relator: de natureza CASTRO alimentar. alienações. inclusive. Relator: PAULO RICARDO POZZOLO. TURMA. independentemente de provocação da parte. 08150-2005-006-09-00-3-ACO-22459-2011 .500 empregados diretos. fusões. TRT-PR-02482-2009-018-09-00-8-ACO-449942011 . Cambará – PR.OAB/SP 223. nº 772.3A. senão vejamos: Constituição de capital. haja vista a natureza de alimentar da parcela. Ato de ofício do magistrado. (grifo nosso) 66 Rua Barão do Rio Branco. CEP 86. podem afetar diretamente o cumprimento da pensão arbitrada. A condenação ao pagamento de pensão em prol do reclamante importa no cabimento da obrigação do devedor de constituir capital suficiente destinado ao seu cabal cumprimento.2A. A determinação constituição deste capital constitui providência a ser adotada pelo próprio magistrado. ARCHIMEDES Publicado no DEJT em 17-06-2011. nos termos do art. inclusive.com .386 ___________________________________________________________ indenizatória. Pensão mensal. Vila Rubim. (grifo nosso) Quanto a alegação de que a Requerida possui mais de 1. CAMPOS TRT-PRJÚNIOR. TURMA.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. providencia que se adota independentemente de provação da parte. Publicado no DEJT em 11-11-2011. 475-Q do CPC. motivo pelo qual imperioso o deferimento do pedido dos Autores neste aspecto.

67 Rua Barão do Rio Branco.386 ___________________________________________________________ Ante o exposto restam totalmente impugnados os argumentos da Empresa Ré. TRT da 9ª Região. 475-Q. Vila Rubim. devendo o mesmo entendimento ser aplicado à correção monetária.10. motivo pelo qual os Autores reiteram o pleito de constituição de capital. Cambará – PR. CPC e Súmula 313.181/182 sobre a forma com que foi informada a viúva acerca do óbito.24/09/1992 . uma vez que tais valores são exigíveis desde a data do óbito.Responsabilidade Extracontratual. em caso de responsabilidade extracontratual. conforme entendimento consolidado pela Súmula nº 54 do STJ. 10 – INFORMAÇÃO SOBRE O ACIDENTE A VIÚVA / DA MORADIA FORNECIDA A FAMILIA DA VITIMA Com relação às alegações constantes de fls. STJ.com . 9 – DOS JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA A Empresa Ré argumenta em sede de contestação não serem devidos juros de mora e correção monetária a partir do evento danoso. uma vez que os Autores sequer ventilaram na exordial tais argumentações. devendo ser aplicada a Súmula 11 do E. oportunidade em que se impugna os argumentos da Requerida. Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso.1992: Juros Moratórios . nº 772.” (grifo nosso). in verbis: “STJ Súmula nº 54 .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. nos termos do art.DJ 01. nada a impugnar neste particular.OAB/SP 223. sem razão. todavia. CEP 86.

OAB/SP 223. não havendo que se falar em culpa concorrente.. visto que se a Reclamada tivesse tomado cautelas mínimas conforme determina a legislação protetora do trabalho. Ademais o fato da família permanecer na residência que se localiza nas dependências da Requerida somente reforçam o abalo psíquico e moral da viúva e dos filhos menores. Ora Excelência se a argumentação da Reclamada é de que a vitima TAMBÉM FOI CULPADA nos remete a concluir que a própria Empresa Ré confessa a sua culpa pelo evento danoso. pois foi exatamente ali que o esposo e pai dos Autores morreu. Cambará – PR.” (fls. Vila Rubim. o esposo e pai dos Requerentes hoje estaria vivo. sendo que a família não tem condições financeiras de adquirirem um imóvel.. 11 – DA CULPA CONCORRENTE DA VITIMA – REDUÇÃO DA INDENIZAÇÃO PELA METADE A Empresa Ré em sede de contestação “. requer seja observada a culpa concorrente da vitima que indiscutivelmente TAMBÉM FOI CULPADO pela ocorrência do acidente. sendo que após sua morte a Empresa Ré num ato de confissão ao menos deixou de cobrar os alugueres da viúva. inclusive. muito menos arcar com aluguel em outro lugar. nº 772.386 ___________________________________________________________ No tocante a informação de que a Empresa Ré disponibiliza gratuitamente imóvel próprio para a família da vitima.com .390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. arcava com contas de luz e água. 68 Rua Barão do Rio Branco..183) (grifo nosso).. mister registrar que o “de cujus” pagava aluguel mensal. CEP 86.

Neste diapasão: ACIDENTE DE TRABALHO. § 1. Publicado no DJPR em 17-02-2009.386 ___________________________________________________________ Ao longo desta impugnação corroborada com a peça vestibular foi demonstrado cabalmente a culpa exclusiva da Ré pelo infortúnio. mister a aplicabilidade da Instrução Normativa nº 27/05. nº 772. o que fica desde já impugnado. oportunidade em que se impugna as alegações da Reclamada às fls. (grifo nosso). da Lei 1. não merecendo guarida as alegações da Reclamada na aplicabilidade da culpa concorrente.com . HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Nega-se provimento à Remessa necessária.OAB/SP 223.060/1950. TST. 12 – DOS HONORÁRIOS ADVOCATICIOS DE SUCUMBENCIA A Requerida contesta o pleito acerca do deferimento de honorários advocatícios sucumbenciais afirmando não estarem presentes os requisitos exigidos pelas Leis 1.584/70. 69 Rua Barão do Rio Branco. Cambará – PR. Relator: BENEDITO XAVIER DA SILVA. TURMA.1A.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. CEP 86. como se trata de ação de cunho indenizatório.º.184/185. entretanto.060/50 e 5. Vila Rubim. são devidos honorários advocatícios de sucumbência. Dada a natureza civil da lide e sendo o autor beneficiário da justiça gratuita. TRT-PR-00496-2007-095-09-00-4-ACO-057832009 . nos termos do artigo 11.

. Juízo a ser realizada após a audiência de instrução processual designada para o dia 01. Louvado de confiança deste r. em observância ao princípio da eventualidade. declarações constantes do inquérito policial nº 269/2010 e documentação acerca de segurança e medicina do trabalho. José Marcelo de Oliveira Penteado (fls. b) Requer o desentranhamento dos documentos de fls. c) Em que pese restar demonstrado a inconclusão do laudo técnico da policia civil (fls.390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail. CEP 86.200/216) a fim de averiguar a responsabilidade civil.OAB/SP 223. Cambará – PR. observado o impedimento do Dr....06. requer a designação de perícia técnica a cargo do sr. nº 772. 70 Rua Barão do Rio Branco.2012..464/465.330).. Vila Rubim. 13 – DOS DOCUMENTOS COLACIONADOS COM A CONTESTAÇÃO A Empresa Ré argumenta em sede de contestação . 14 – DOS REQUERIMENTOS FINAIS a) Requer a juntada do boletim de ocorrência. uma vez que fulminada pela preclusão consumativa. uma vez que protocolizados posteriormente à juntada da contestação (vide data dos protocolos digitais).com .386 ___________________________________________________________ Ante o exposto os Autores reiteram o pedido de arbitramento de honorários advocatícios sucumbenciais conforme arrazoado na peça vestibular e impugna expressamente as argumentações da Requerida em sentido contrário.

diante das irregularidades apontadas nesta indenizatória. Pede deferimento. 12 de maio de 2012. para fins de conclusão do Inquérito Policial nº 269/2010 e que os envolvidos JORGE OSAWA e ROGÉRIO APARECIDO AMÂNCIO. CEP 86. Flamarion Ruiz Canassa Canassa OAB-SP nº 223. Marcel de Alexandre Coelho. Cambará – PR. Por fim os Requerentes reiteram que os pedidos constantes da peça vestibular sejam julgados totalmente procedentes. Termos em que. com cópia para o Ministério Publico Estadual. sejam indiciados.141 Flávio Ruiz OAB-PR nº 71 Rua Barão do Rio Branco.386 58. processados e julgados na forma da Lei. Dr. nº 772.com . Jacarezinho (PR).390-000 – Fone 9975 2138 – e-mail: moraescanassa@hotmail.386 ___________________________________________________________ d) Requer seja expedido oficio de imediato e conseqüente ciência dos presentes autos à Delegacia de Policia de Cambara PR. Vila Rubim. na pessoa de seu Digníssimo Representante.OAB/SP 223.