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Ultimamente, cada vez soan com nÌaior freqiìência vozes que colocam o problema da psicologia geral como um
problema de primeiríssima importâncjíÌ. Essâs coloc?rçÕes, e isto é o rriâis notável, não partem dos filósofos (para quem isso se convcrteu nunÌ costume profissionai) nen'Ì dos psìcólogos leóricos, nras clos psicólogos práticos, que estuclan.r âspectos concretos da psicologia aplicada, e dos psiquiatlas e psicotécÍìicos, ! epresentantes da parte rnais exata e precisa dc nossâ ciênciâ. É evìdcnte que nos encontrafi]os diante de uma encruzilhada, lâ1.ìlo no que se refere ao desenvoivimento na pesquisa quanto 2ìo acúrlulo de material experimentaì, à sistematizaçào dos conhecimentos e à fol.n'ÌaçàÕ de plincípios e leis firndanient;Ìis. Continuar avançando em linha reta, s_gguir realizanclo o rìcsl.ìto trabalho, cledicar-se a acumular matelial pauJatinanìerìtc, r'c.sLllt:Ì estóril e inclì,Ìsive lmpossível. Para segrril âclinnle é pleciso clerlalctrl unr caminho. L)essa crise rÌìcl ()clológica, da evidente necessiclade de dileç:ro quc lllostranÌ urtr séric tlc ilisciplinas palticuÌares nurn clcÌelnrinaclo Divcl clc {onhecirlcrìtos * de coordenar' ' "lst{rrÍ.1ìr:;l{ii ïrìisl
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O SIGNIFICADO HISTóNICO OA CRIgÊ DA PSICOLOGIA

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cliticamente dados heterogêneos, de sister'ì1a1izar. lcis clisPcr'rlc clcpu|lr nró, todos e conceitos, de estabelecer princípios funclamentais, Cln í-rìlgsS,-de _d.g1__ço_e*1ê3.,ç14,49*c_qL!çç,!14'g.{_ì_r,a, é _d.e_ tuclo isto oLre sLÌrse a ciência seral. Pqr i!ê,o, a_ c_o_O-qçl!A-4-? pq1-çfggia gq14l nào c,o!nçid€ em absoluto c:om e_sse-outro çglCçltq básico, central parâ ur.na série cle disciplinâs específicas, qyç é o dq psicologia -r-eól.ic,| L.$a úr I t inr a ( qu e conf o rma e.ss en c ìjÌ Ime-q!e^ .a pSiçlo,!Agi-4__d.p. !-r-o-mem adulro nqrrnal) deveria sei cónsiàelacla como urìa das disciplinas pârticulares, irÌnto conì a psicologiâ animal e a psicopâtologia. O fato de que até agora tenha desenpenhacìo, e continlÌe a fazê-lo em parte, esse papel de fator genera lizackx e folmador até certo ponto da estlLÌtuÍa e dos sistemas clas clisciPlinas ccncretas, às quais propor-ciona conceitos funclnmcntais, e âs qlÌais conforma, segundo sua própria estnÌtrr ra, .se cxplica pela Ìristória do deservolvimenro cla ciência, rÌlas n!ìo se cleve a uma necessidâde lógica. Embora a psicologia do l.romem normal tenha desempenhaclo rÌ1.Ì1 papel cliretivo, isto n.ìo decorre cia própria nâtureza da ciência, lnas <ìc 1rc'n<lctr clc <:oncliçòes externasi basta que estas varienì l)ar:t rlrrc rr psir'olr4lirr tlo bcltlem normal peLca esse papel cliretivo. N;r,;rrr.i, r; LisÌ('l):ri.i psicológicos que cultivam o conceito cie ll,( ,,rì.,, r(.rìr(., ,' I'rrPcl <less:r clisciplina diretiva, crÌjos prìncil'.r'. r,ìllr r'ttr,:. s( r\/(.rÌ) clc pontos de partida para as ciências rlrr,. r ,I, .r.1I1Ir, rrIIIr,It' |r1 1;1 !.ì 1çopiÌ tologia. Tdij. s.r(). por , a, rrlrì,,, ,, i '.ti,t,.ür'rq clt. S. Iì.cud, Â. Adler e p. I{fq!-s-cì$er r , t.ssc plpcl cle_-tc-minante dâ pslcopâto_ l.,t,,l , :, I ... r | i,,lij.r l.i llJ,, r,urt. llì r't.l;rç.Ìrr com a_ç-o!.c-e-!!g çqâ!r4,!- cle Irì, , 'I'.,, l,.tì1r.. r , 'Íl r x.( )rr'(' c.nt lÌr.Cucl c Adler. Otr sqi4: iá^gãO * l,,lrtrrl.r,r lr,,ii,,1);tli,l()giil <rlnto primoldial porque.estuda ,,',1 ìlt.t,, I r ll, I,r r rr.r I ;r | ( (' i r.r(.( )rÌs(]icnte), !gAI_!g_!çç.9!.lC,LUO:l , r i{' r j,, . ', ;r'tr! i,rlrrrcrrtr. rrrr:l()tlolciglc<l ,segundo-O qual a es.i!'|lÍ i?r . ,t !Ì,tlrrt(.1;t rlos lcrìôntenos,:r e-stldar s-e,-!.eye,lam em ,,Í,t 1,,llll,r nr.rrr, l)lll.:Ì crD srÍrs r.nanif es!?qq_eg ,glJlgjnas, pltqlr 1ii, .r., I',,r |0r rst.gri inr_c', it..pf-c__'c1!o*l! d1-p-qlSl qgtg_à.p_o_l!.-raÌi: , !.r, ì, , r.r I'lir ;r I c _-c-trlr plc'e,ncler o_-!:ç!t.ry, -!_Stfl_a_l .4.-p-4.füf_ -44 lrrrt,rl,rgirr ( tìii(r t)-ilìvc,rso, como se vinlta fazendo atê agoÍa.
sas, de interpretar e corÌìprovâr os resultados,
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(k.triburiçito do carnponês em beneficio de proprjc_

partir do_ff.nsaÌl34lfÌ ry9]Ul49-_ç -{aIqCgA&gm _d9_l:_9.';1.9!r -Só podemos compreender cabaimente uma determinada etapa no processo de clesenvolvimento * oll, incÌusive, o pro. *l ptio pto.esso - se cclnhecemos o resultado ao qr-ral se cLirigc / esse desenvolvimento, a forma final que adota e a maneira conro o faz. Trata-se unicar.ì.ìente, é claro, de trânsferir nunÌ -\ plano metoclológico categoriâs e conceitos fundamenrais do superior parâ o inferior e nâo de extrapolat seln lÌais nelì menos observações e generalizâçÕes empíricrìs. Por exempio, os conceitos cle classe social e cle Ìuta de classes manifestam-se com toda nitidez quando se anaìisa o sisrenla capitalista, mas tambérn sâo a chave cle todas zrs formas precapitalistas cÌa sociedacle, embora as classes sociais sejam di, ferentes e nào ocorriuìl as lÌìesrnas fbrrnas de luÌa. Ou sejã, tratâ-se de diferentes cstá€iios concretos no desenvolvimen to da categoÍia "classe social", Mas todas essas característicasr q!Ìe pel mitem difcrenciar as forn.ras históricas de épocas antcriores clas formas capitalistas, nào só náìo se apâgam mas, pelo contrário, só se tornam âcessíveis qrrando arraliseclas a partir cle categorias e conceitos obtidos cla anírlisc cie outra fbrmaçâo sLÌpe rior. "A socieclade br-trguesa - esclarece N1arx - é a organizaçâo histórica cle proclução nais desenvolvida e mulriforme. Por isso. a análise clos tipos de relaçiro que se dào eln seu seio e a interpretaçiìo cle su?l esÍrutura nos ofereceru, ao mesl]1o lenlpo, a possibilìctacle de analisar a estrurtìra e as rel2ìçÕes sociais cle toclas as formas de sociedacle desapareeidas, cnjos (lespojos c cleìrìent()s servirzÌm para construí-la. Alguns lestos :rincl:r nlìo sirpela{1os cÌesses despojos e eÌel-Ì-ìcrlt()rì corìtinLlarrìì lrrfxslan(lo sLl:ì cxistônciâ dentro da s,-rciecllt<lc bulÌttcsâ, c () (ltte r,trt íbrtt:rs J)rcceclentes de sociedaclc sir c:xlstirr tonro irrrlir ìo cìescnvolvcu-se nelx até alcarÌçar st.rr Plt'no v:ìl.lr-, r':rsr;i|ì lttiI rliitntr:." (llticlcru.) O carninho lottlt sc rrr;ris i.r, rl tle ,lrlFr'r:r:tr<lt'r'c;r-rtndo se conhece

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urìr (l()s possíveis canìinhos metodológicos, e há ìrr.r '., r, r1, , ii rrr i:rs crÌ1 que ele é suficientemente jìJstifica.1,' Í .,1,1r,.rr',.1 ,r |sic()logiai' Pávlov. partindo pfçqiq4lll_el1tÈ-

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rrrrrlrl.rrr, rl,r :rnirr.rl rro lqomenr- 'O simples. o elerìlentar clc potle scr c()lìÌpÍccndido selìì o complexo, ao pâsso r;ut cs, l:rltctr r) ( ()rÌ)l)lcxo con-ì o elenentar é illpossí\'e1." À 1r;rrtìr rlcsscs clrr<.los r. onst itu ir'-se-á "a base do conliecinrent() l)sic()l(iÍli(o" (ibidetr., p. 105). E no prrilogo do livro ncr c1r.ra1 c-xpÒe os vjrÌtc illl()s cle experiência no estLÌdo clo conlpoltanìcnto animal. Ì'írvlov declara ctue "está plofr.rpda, -itre_regáve !,.-e-. fir:q.rçnìente corì v-çLl,c-ido çlç:qrie asÍìim, -s,eguirì(lo no_-frÌfdegtgrI4,!_Ss-!q.çA!tiq!$l-,:s.e.g9g:S8u.gí!__çg*rlJr-e-c_cr lì neç_U-ilqfq 9 3.q,iel:::.da ryl r L{9.?|]."1:illjìla!jL " (ibìclem, p.17). Eis aqui ulÌìa nova conllovérsiâ enire o estuaìo dos rni ÌrÌ!Ìis e a psicologia clo honrenr. A situaÇ.ìo é, cìe fìto, nruito -senrelhante à controvúrsia cntrc a psicopâtologia c a psicolo gja do Ìron]cm norr.ìral. quc' dis-ç.!p-l_iqaf.-49yç-,q9S9.!r l$ir-.-e,!,açlrz
Lo-l,at _os c,oncqito,i funda!rcntais,..o_s_ !llinclp|I)5-e---o-,i_rllglad!Ì!, co mprpyalg_llqtgllali Zato,s _da.çlps_,çlgt !9_d_o-s-9i_9.U!*9j_99$1

l]]qs? lç,_ a$.q,s_.,{p,sicoloSix traclìcional considcÍava o ânirÌìal

ãõ-IílffSft!" -!!tq! !l-r a&qJa._c!qcgtotJ!1p4lt!d!,ârejelg_1,,ogrÀ s_C__!!_C!try,lt-g9t!:,.!. rar o lìomen conlo "um rnin-t-al bípede, lem p_l-unras", nas pal4lllìs de Plâtâ(). Anlej, clqfin i-4 se c {ejlllgvia.sg rì psique
çqllte -!lm atÌlçpi':!!a!lq_!,r,,
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.:1.4. c-h.4r.e. para çortp1i9n-gqt.Ít_.S-!ìl1p!,Ì.lg-1llll1ll.:) do home-ml' e o que chaman-ros "corÌporÌanento hurlano" ó interpletado exclusivlmente c()mo dcrivado clo fato de (lue unì c!,Í() aninral camiDha cl eto c por isso f:Ìla. c clc qLle clis pòe de n.râos conr o priLcgar oposto. Poclenì()s n()s pcrguntlì. clc nov(): queo-r. afora a future psfçAlA-Sja CedJcs,rlvcr.ír cssrr controvéÌsia eÍltre o horìlen'ì e o anirnal cru psicologi;r, (oÍìtrevérsiâ c{e crrj:r soÌuçâo de ltenclc n;rcirr rÌ'ì:ììs nir(lil ÌìÌ(rìos aL{) <1ue o <Lestino fnli-rto de

lqlrlçmi agora. o conìplll-tlr4ì-q!!!)

tq rrno_s, e lÌ!-aí(lo_-s- clas. ì n\.-est iga d-osir-nirn-ais no-s

pr,epp(ç!911.4

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rt ir n( r'('ssi(lltdc de uma psicologia geral e delineamos, Irìì l);lll(.. í)s lirÌìites e o conteúdo aproximado desse conceit,, À l',rìtrf 'l' il8r)r:t nos manterenìos nessa via para nossa ,rrr,rll:,r' p,rrtift.rrros cle uma série de fatos, ainda que só se rri i.,l' l.rt()s rk,<::rlirter muito geral e abstrato (como tal ou 'l ,rl .tl.'rr.llr:i Psìr'olrigico e seu modelo, as tendências e o {l' rrlrìi' il. rllli.r't.nlc:s teoriâs, estes ou aqueles méÌodos de r, rtrlrt.r ltrr|rrtl), ( ;rlcg()rizacôes científicas e esquemas etc.). Itl.r,ì'r ri.r|,tIr.rrlos clo ;.ronto de vista da lógica abstrata, pur,rllrí. t,' lil,rsr'rlir';1, nÌas colÌ]o determinados fatos cla história rl,r ' rí.tìì t.r ( )Ü s( jl, c()nìo acontecimentos concretos, histori' . llr' t.. vrv()s. lÌt'ít'rir-no-eÍìos aos sistemas levando em i r ìrìt;r :,rr,ìr k.rrtlc',n< rls, xs oposiÇões entre Lìns e orÌtros, selìs ! r)r'lri irÌr)rrrìcrìfj)s ïcâis e sua essência teórico-cogn itiva, r.1,, i., 5r!;r ( ()rr'(ÌsPonclêncìa com a realidâde, ao conllecirrrlrrtrr rl:r (luxl cst;ì() dcstinados. É através da análise da realrrl.rrlr.r i< rrtifjca e nào por meio de raciocínios abstratos que l)r( t{ lì(Ìcnìos olrtel unta icléia clara da essência da psicoÌoliirr irrrìivicIrr;rI t social - como aspectos de uma mesma ciên, i:r l r lo rlt.st ino histórico de ambas. E do mesmo n.Ìodo ,;rr, r' lr lrlì<(, ('xlr;ri suas regras de atuaçâo cla análise dos ,r,,,tlr(,r r0Í tllr)s, (,xltÌrifclllos dessa análise nossas feglas l',r.. ,,rli,rÌir,l ii irÌ\,('sti14tì(rìo rnetodológica, que se bâseia rì,r r,,,rqill ltt:.laÌrií r) rl;rs lìtrmas co1Ìcretas que a ciência foi 1t'rlÍ, r' rr,r ,rrr;rlir;t' tcírIica dessas formas para chegat a ',liÌt tirtri! tlilri,, l, rr,'t.tllz.trlolt's. contptovados e válidos. Em nos ,'.r,,l,l i,l,,, {..11 {lrI rlIvt cstiLr o germe dessa psicologia ;,:, r.,1 ' ,,rr, r,ill rlu{. I't{r( ufltctìt()s esclarecel neste capítulo. iÀìtl l,lirr[ ìr,r r , {lìr('.1)()-(l(:llros, cstabelecer AtlaÉ!-cleii4 't,]ir ,r',1i ., ..r,' r,, lrrrrrr,.r lrrt r t. :r psir ologi3gs14l.q. a- pÍl'_o&giJ_ ,,,',r, r,l,,lr"rrr, rrr rrr,rrrt:rl:-Vrrrrr's qrtc esta nâo tent Dor qu( i,l, irllrj.rr it- , rlnr ,ì lrsi!'olr-rgij.! gcrqlJ!3s'gU.e.--p3-fa-alg]uls ., r' rì,, , , ,rrrrr':, ,lr. rn:ris -n:rclr-rrm-a_ d is_c iplina-p4Iticì.rla.r. ..lltll, r.ll i, I , r, r t r I tr lct'csse caráter geral, vimos que q pocle ser desempenhado (e de fato 1.r,r1,111 r Lr I 'rit r rlogi;t,g<'r'al r oü rt t r' ) J.l( :!i!-l]!lqtÌ.0jllo]o&ia-S.-p44l9oria cto comp.)L(aI', r, rl!( r r i ) ì r i i ì .. À, l. Vveclienski supunha que à psicologia Ji,.r'rrl "sr.r'irr nìuìto mais correto chaÍì.ìá-la de psicologia bási: r r, I rr I

( 1917, 1r. 5) Lt.,i_l(!!^{!linq, <;ue supunha possível fazer psicol()gi1r "lrlrilvós rlc virrios 1.>roccciìrnenros e métodos,', qrre afir .'-Ìì!trr! (1!!c..:,.l!i!.t'!t !!-!ç:, e que
-f.!-!.1!Ì È-s.:*co]_o-8r3ì,gas-Jg[1E", nilÌo via a necessicl;rclc de unidade, tenclia a considerar a psi-

(irì l)()r(llt(.(.ssit l);trt( colìstitui a base de toda a psicologia,,

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coloÉliâ suLljetiva conro "a base em torno da qual, corno erl torno de LÌfit centror clevern se agrupar as riquezâs de outftls fontes cle conhecimento" (1980, p. 30). Com efeito. seria riais oportuno neste caso falar de uma psicologia básica or.r central ao invés de falar de unra psicologia geral. Mas é pre ciso mrìito dogmatismo e muita ingenuidade presunçosa pâra nâo ver qlÌe sLllgem outros sistemas com umir l;ase e um centro totalmente distintos e que, nesses outros sistemas, o que os psicólogos acadêmicos consideram ,'o básico,, se desìoca para a periferia peÌa própÍia natureza clas coisas. Toda uma série cìe sistem:Ìs consideraram que a psicologia sllbjetiva era básica ou centraÌ, coisa tão compreensível em seu momento qllanro o é agora o fato cle que tenha perdiclo sua irÌìportância. Termin()logicâ me n te seria rnais correto falar de psicoÌogia tcórica, diferenciando-a da psÌcologia aplicacla, corno faz E. ivliinsrerl)erg (1922). Tudo que se refere ao homem norrnal e adulto constitì-liria um ranìo especial. jìinto com a psicologìa infantil, a psicoÌogia aninal e a psi, copatologia. ì A _p. s iç o_l_og14_1e p r!ç_a, a ss i n a la L. B i nswân g e r, g9-g_!SgÌ a-. p s ic o lo g ia g er4l, n-ç q.1 q:na,S+r!çjlqb, n1a s. Q, 1lrÌl obl-e_1ojA Elqqlgfll_,ggÍifl Esra úirima se coloca perguntas tais como se é possível, em geral, x psicologìâ teórica, e qlÌe estrlìtllra e LÌtilidade têm seus conceiros. A Dsico,logia teórica nâ'g.p_qdç: ser ide!! ca-d.:r com rì Ërc(,il.ggii:€gr:ì_1já gue o que esta se colocaprecj11,qlçlìtecorì1_opr,,rr_b!-ctnilf rrg-dap-e:lgl-_lÂp_C,* ptSbJç-rn4 d4_(:r,r_!$'io, (lc' re çrirÌ.t-crq15i-c_q!ogia (1922, p. 5). /jì Ilá urn.!!gu\!l fr)nr() (lrrr nossa análise permite estâbclecer cortr ( crt(:ziìr () Pt<1Plio iltto <lc cìrte  osicologia teórica. e p()sl(:ri()r'lr(.tÌt (., )ut lrs tlisciltlir:as, !S!ba _dg!em!_qlllfscl!_-a palrcl rlc cit ti, i;r gr.r.tl r.:i1íi (or'Ì(lici()rìir(lo, por um Ìztdo, pclrr ;rrrsi rtIi;r ( l(' ltIr:l l)"!i{ i}liìgi:] g(.t.111, c, por oLltt.o, pcla gr;rrrrl.. lrr (.11irl.r1lr. {llí. ..ii5tr. rìr.lrr e clt (prc sejalìl

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rllrcnrlr< rrlvLclas suâs funções parâ tornar possível a pesqui, ilrrl rl ita. A psicologia está grávìda de uma disciplina ".r 1;, r rl r1,.r,:rirr,ì;r nao derr à luz.  tlr r .ir;r <11qç1tiìo cllle oodemos deduzir de nossa anáÌj_sç i: .r Ì li .rirÌtiì, ) (.Íì(t,!t -d!!?,.:_&-€.ç$-ll_o_(Le-qç!voEi4fC49 dg_S.u3.l: ,.Mal ,.!.'r! i,r yilr';tl,..tlc (lrìalquer discipiina gerâ1, como rllosu:a ' Ìrl ri.,r | ,l.r , r'.rrr r:r ,. rllr metocloÌogia. Na prirrej-a l:r.e tje ,i, ' , ' , j r | | r , r ì | , , , i, tli'. r[]na geral J.5!lauS:g-.{r. e:fçS,iaL :ì' ìÌrt'!rrí' t,i ìr ll'r rrit (() lllU?!q9g!ç_gEii!4!llo. Essa diferença, ,,rrrr,r ,li; . rrrr.l;Uìle nte llinswanger, ocofre na maioria daS , tr'rr, i,r" ì,,1liü!J-lu irÌros a botânica geral e a especial, a ^',riü ,'..r. li.;ì()Iogj;r. a patologia e a psiquiatria er-c. Para a l,i,,l,,llt,r ,lr:, iplrrr;r gr.fill r) ()ììjrto cìe estudo é o geral, o que é próprio ,li. torl,r; r)j, ()l)j(t(r. rl;r ciôncia em questâo. A disciplina par.ti, rrl.rr ,,r rr|rr s(i, q:.ü C()ntrapartida, do que é próprio de grupos , 'rr rrrr lrrrivc cli., indir,íduos dentro de uma mesma categoria rh olrjctos. Ne.sse scr.ìtido, concedia-se o nome de especial à rlìri< iplirr;t (luc agora chamamos diferencial; e nesse mesn-to :,r'rtr,lrr, <'ssc r:rrrro cla psicologia era denominado de "indivi,lrrrl A lirrltt ;icrrl tÍa botânica ou da zoologia estuda o que { \i .rr. ,l( ( r,,tìtllrì rl t()(líìs iìs pl2tntas Ou a todÕs os animaisi a 1,.r,r1,1l''1.1, r, r;rrl rì lrlrilrrio de todos os homens.lPara isso, rl".rr.rrli ,.,.,1.r rlryr-r:.irltrrÌt tlos fènônenos em questào O con'. ir'' 'li rrrit üìt íìLrl!r, tl;t\.() c()lìlum, próprio de todos ou cia ,Ì: ìi,,rl.r '1, l;-.; r, , :,r,r, ll;rqÌ,, (11( lìtra <ìeSpOjadO da cliversidade !, .rl ,1,,.. ir r!,,i .,)t|, l(.t(ìri, r( lÌ:lu:if(xn]ou em objeto de estudo ,i.' !t,, i!,ltrr.i I, t,rll 1,, rr i:t:,rr, (.()rìsi(lcre!ì-se que o que distin, ,li ir 1",.' , .'.rr ,'l'1r rivi' , {ìnsisìia eìn tpre5enLfr , i; t:iìl'i.ìrrr'rr{' l,ri,,.i ,l r' :.rir) r.()tÌìUrìti aÌo maÌior número de ì, i.,;'ii,. iì.,. i,.lll!, lii.|lr.r, rl,r r;itrl(r cìc c<tnhecimento etn quesii,.il llii.-r.,i'!Ìi'.r, lrl,Ì.1, 1, Ì). I ,,i . ìt:ii,ii,' {Ì' lìri:,,,,r lil) rIrirl sc tentâ definir LÌm con ,.1r', jlì',!i rÍ,, ,. , i,lrìjÌil llllr to(las as clisciplinas psicoÌógì',r- irl, rtrr.rì .,.. , i,rrrititlì o oìrjcrto CIe todas elâs e no qual Se .l''tt'tlÌrlrr r r1rla' q11'1,,' si'r'cl<.staC.ado clO CaOS dOS fenômenOs r.,,,1.r,1,,, r ,, (1u..tr.rìl virl()r c()ÍÌÌlitìvo para a psicologia dentr, t,,rì,,:, rÌ, lr.tl,rrrtr,'rros) é um estáÉÌiO que apareCe muitO ì I r r I r ì ' . r ì I { , r ' ì nr )ssiì íìn?-ÌÌisc. Petmite que calibremos gue_
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que distingue a observação de um ecÌipse do sol por partc de um astrônomo dâ observaçâo desse fenômeno a títrÌlo cÌc sir.ÌlpÌes cLrÍiosidade. Na prìlneira observaçào se destacarrá cìo fènôn'ieno aquilo qr-re o transforl-Ìla en1 !rì1 fâto astronô l-ÌÌìcoi na seguncÌâ, só se ollservatào aqueles traços que por ac?ìso châmafil a atençzìo. O qr-re é que têm em cotnrÌltì todos os fenômenos que a psir ol,-.,gia e5luJ,r. o C-e c uLr! rransfotma (tn lul.u. pçqÌri cos es mais di_vers.oj _&ngg-q+qs - desde a secreção cla sali va nos caclìorfos até o prazer cla {tegédiâ -, o qtÌe têm em .'1,.n1A_oc ú ar i, '' ' l. .i14 ?ff., p . 'r ^. !-r3arn.r.. imos c.il, .r lo. Jr u r n -rnL er n.1r ii, .., A p..i( o.,, gia*tr,, I ic rr,n{]-;:"sp.o.rj.;ìõ 'LU. l' '1ì cm r L,Ìi.ìLlÌn ( .-g r.c_l u!g\.Í:e: ì.r1ì lgrì.nr.ìo. f ìrti :g) tLc na,r 'e deserrr nl:qr r-l : gìlli5q c rl .:, j ,.j -:llg.i: :l p_er. ÍÀ-il-l clo--rrjeitn <}re r-,.J va.\ ÍFllexíìlôg-:lr-sl]ur_r,lc:
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fqçlo fçqô11çqIì _99!çf e-lS é absolut4rnenre iniiniio e 4qcâ;úy-.f tit st$raÌ4!a-.!-eÃõsaõ.",r;gõ_GËG' rlllys. f rn ro(Ìo\ o,\ ft no n c,'r o \- jf' mllc,t_pjgfì !, r-, , r 1,. q[e_ o s ç o:1v.c r! e_-9 !n. .9lrJS.L-o'.ç],e-!-rljjigç. É i s o p r e c s a m e n t c
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.lgf_r .1. çS]Ip,a4glf_"_l]to,jro-cessôs colrela rivos de a t i v i da cle. reflexos. atos dç-1-çi poslqr clo .orqanis,nlo. Os psicanaÌistas dizer.r.r: o que hiÌ de comunl a toclos esses flÌtos, o nais prin-ìiìr'io. o que os Lrne c constitrÌi sua hase é o Ìnconsciente. ls13-r!-. c\-a\ r-e5 r,.lal\l - , -,.,lrele(1 rll rr.: :Ëll]j:J loclistjntos da p.sirci()g!.1..g.51-:ll, il JU$]dgfingnl1on1l= 3_c-l9lg-13 !Ì:l:'.F'r ,rrr, ' '.,.lr .r.r, ll' t.:rl,,i.r,li-L .,, r 2,-do,*o1lo.ll Itlent., oLl 5) rlrr irrL 'rrr:t rL r,lL Dist() tic rlc,.lLrt ;r irrrlr(lIL;ìlt, il cÌ't t oitr.eltçâo geral pala delirÌjitaÍ (J (,1)j('r{) ,l;r , ii.t-rii;r qrtÌrÌl.lrr!'r furc, cxpresso con seC!ìtivilnìctì1. .1 l)trtlil ,1.Ì , {,III(.Ir!trì!r ,1r: itrcl;r rrrl1 tlesscs três Sistent:Ìs. rrri1}trrr,i trr... Í,,r'lÌ:r,i I í I r ! I r I ì { . ì | { . (ljril jn tl s: l-nclhO. ' dizenrlo, lì r( rÌÌ', lrì , 1.rÌr', rl .,L i ', Lr r ( ,li,l,ì tltLr .ì
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TEoRIA E MÉToDo ËM PStcoLoGIA

Õ !TIGNIPICAT}O HISTÓRICO DA ERISE DA PSICOLOGIA

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iir ilvrÌnçar, à medida que se acumularem os fatos, obterlrrr rrrlcssivamente três generalizaçÒes distintas, três clas.,ilìì .!r,,,r's (listintas, três sistemas distintos, três ciências disrlrl,r.i, {lur. ('slir[io tanto mais afastadas do fato comum que .r', ìr'l.r (. l.rrrlo rnrris rìfastadas umas das outfas, quanto
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|lì,ri,'t l{ìr () iìu((ss() corn qlÌe se desenvolverern. Pouco
!I'-|,''i , ,Ir' í,r'Iì itl)iìrc( ir'ìlento, essâs ciências se verâo obriga,i r'.1, r lrrrr;rl qlistintos fatos e a própriâ seìeção dos fatos ,ì''r,.rrìrirr.uÍ r.r s(,(lüônciâ o desenvolvimento da ciência. li l..,,illi.r l,ri o plirlciro â expof â idéia de que, se as coisas , { r i r I í ì 1 .rsfìi!n, a psicologia intÍospectiva e a psicologia ,1,, , , ÌlÌìl)i,r'liì ì( nl() prÌssarâo a constituir duas ciências dife r,.lrtí r, ( ) , ;rruirrh() cie uma estará tão distante do da outra, ,1rr, < irrrpossívr':Ì clizer com segurânça se conduzirão reairììr,rì1. :r urìÌ rrrc'rrno objetivo" (K. Kof'fka, t)26, p. 179). 'llrrnlri'nr Ì'irr,lov e Békìrterev compa.tilÌlan, na essênciir, clrr rnesnra opiniào; para eles é plausívei a idéia da exisran(ir l)arulela de cluas ciências: â psicologia e a reflexologiu, tlrre cstllclam o mesmo rnas de perspectivas diferentes. 'N.i() !ìr'g() iì psicoÌogia como conhecimento do mundo interi,,r tlrr lronri'rri", cliz P,ìvlov â esse respeito (1950, p. 125).
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rlttc siotplesmente não existem Para oLÌttÍ'r, l)si( ()l()g()s; 1)lÌÍ.ì iÌìì-littìs trata-se da mais louca fantasia l'.Ìriì \V. Str! n, (lr.rc etn geÍtll adota un.Ìã atitude benevolente ì):lriì (()'ÌÌ ;r psìcit|ritlisc, as intefptetaçÔes PSicanalíticas, tâo lÌll)itu:iis rta cscol;i dc Irrerid e tão inqllestionáveis para cls psicanalìsta.s qu2u.ìto rì nìecliçâo da tempeÍaturâ nu1.Ì1 hospital, e os fatos cuja exìstência afìlnam. Ìhe fazem Ìembrar a quiromancia e a astrologìâ do séctilo XVI Pâra PávÌov, a afirlnação de que o caclÌorro lembrou da aiimentaçào ao esctÌtar a cân1painhâ não pass.Ì de unla fantasìa Do n.resnto rÌìoclo, os introspeccìonistas consideram qlle nos'.ìtos de pensamento nâo existcr-ì-Ì os tÌìovimentos musculares clescritos pelos conclutivistas. Mdi\ n aôn( ('ilO ç'-' 11. i1l qrl. á8e '| rlno sLlp'lÌi- IIJ ( l. l cia, o que poderiâr.r1os denominar abslraÇâo prinlári:r, nâo só está cleterminando o conteúdo das clisciplinas particlilares con1o também seu cãráter integlador e, Portilnto, a Íbrna de explicar os fatos, o principio explicativo essenciaÌ da ciência E, assim como nas discipLinas pârticulares se clá uma tenclènciâ a transfotmar-se e!Ì ciência geial e a estenclel sua influência às áreas prí)xinãs, â ciênciâ gcral stirge da necessiclade de unlr ramos heterogêncos <1o saber i Quando discìplinas anáÌogas acurnulairr suficienie qlrantidacÌe cìe materi:Ìl en domínios relativamel-Ìte clistantes entre si, surge a necessiclacle de unificar o mâterial hererogêneo, de estabelecet e determinar a relaÇão entre os diferentes dotnínios e entre cada um deles e a t.rhlìclade do saber científÌco. eq4l.9-e5!4:
beÌecelteliç4ç.,::'1,r.g9 !1,s,,!Ì:!!91M1-q3a*p-àq9hg14*d.,4-p.:]ç9.ç:-, Cjej11i1ll?! 44 ,pl-1ç,ll,,gl1-_lircial? Vir:.ros qlìe o slÌbstrato da uniclade é claclo fr tnclrt rttcrttalmente pela absltação prìmár'ia. Mâs a unìà() cLc tnatcr irtÌ hctt't tlgêIx:c - corno clefende a psicologia cl1 gcstltlt -'tt;to lrotlt':icr â!c'.lnçacÌzÌ tÌlediante a simples iÌltosit'4.) cìrt t rltl]itlrl;ìr' "11", !ÌìÇaii;ìote x silnples lÌnião ou acliçiìo tÌlt:r pruit s, tll ttti-,tLr:r tgtr: tllcl;t itnla cleÌas consetve
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.\rr.rlrÌì{ rrlr,, ii l)siIillì1ilisc, o behaviofismo e a psicoloìjìrl {llì('flrìi rììo ?lpaìrìas com diferentes conceitos, rrr,r:, l.rrrrl'rirrr r'()rrì l;rt{)s clifcrentes. Fatos tão indubitáveis, Í.,, r,..1 . r.r,r t,,rìrtrìs :ì t{,Llus, .omo o complexo de Ediptl |it,!
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o equiÌíbri,r ,: :r ìrrl, l','rrrìltr, i:r. 1,.ì,ir,jr1:rrìr,'roll-Ctilt9 -s-9 -P9! -!ìç1q d.!! jjrìì)1)rÌ li!ìiÌi,;i, ' r' .1 ,l IiirrìÒ,..1','rt .lL!jJf$ 191!I-cX çlaqcìis,.'ìplirrrr. l, rrlt, rrl rrr". I ::-131'11 11 ' !l-rrl..L.!.t!l!.. !19. lllli! ciêtrci:r t1r'rrl'Ìl, titr,, tl,, ir!!i.-il ! l!li1llìt{) tl.l,r sl Iltotlttz ;Ì

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TÊOBIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

{) ::,I(ìNI' ICAOO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGTA

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í!, \irira!Ìci:r clc discipÌinas, mas um sisterna hierárquico, doì,rrl() rlr.rrrrr c(.ntro pÍincipal e outros secundários, como c) r'.rí rrr.r \"1.rL l)r. Íìrrmâ_9!lg-Midade_ é o.grre _cle!el!q4A-9_ 1'.r1ill, l r.r'n tirl<.,_.c_-o. sign!!t-.e.d,o-_4-C"-c-9,41__d.'qg1!pigjp_l1d-o,' , ,r, i , , ìì,ìi ) 5!') (l(:r1r'rÌÌina_ 9 g9l.tçtil.9,.g?_.c-i,êI.i1,l_T-Alg--bÉqr r l,,rrrr,r r.rlrlir rrlivu ir ser_ado-tada, g p,14ç1pi9-dg,geqctal!24, !..i,, ,t,rr' .,rrr r,_tcDrPo, à.qgdiq" 1 glglcig ,e1o-!qq_q_e__
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,,rr,,pÍ,rr.r:. tli$rirìliri cle fg-t9,,s-,-991q9 !lgF_ç_1q. çfçtççer_três_.dife,. r, rrir',, lrrrrrì;ls (lc !'xplica-r__esses fatos- ,

.r r,\l(ìLrc o inconsciente ou o comDorlamento ^,,1t-ìrr'rl,rs rrrirnosênitos sienifica nào só reunir très i,r. 'rr ' '

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 tlrrrli,rrt i:r ri gcncralizar e ìntegrar os conhecimentos l r sr':r:,sirn em unìa tendência a explicá-Ìos e o i,ll;üt r rl( inlcgl:rçlro do conceito generalizâdor o transforrrr,r lrr plincrpio explicativo, porque explicar significa estaI'r'l|t c I LrrrLr concxão entre vários fatos ou vários grupos de l,rtos, t xplic:lrr ó rcferir uma série de fenômenos a outra, { rt)li( irr sil{rìilic:r prra :r ciência definir em ternìos de causas. Irì!Irr:rrìI.:r ìrrttgllrçiro sc cjá no seio de ttma discìplìna, a i rlrlir,rr..ì. r,r'r;i Icvrrcl:r a caìro pol meio da conexâo causal ,l, lIrri 'rrr.rror, (lr( ( sti() (lcntro de !ìÍì mesmo dornínio. Mas 'lrr,rrr'1,, r.I, r',rrrr,)rr rÌ()ssiÌs gc!ìcralizaÇÒes por cima de discil,lrrr.r', t,.rrri, rrl.rrr':,, trrrilir':rrtros fhtos de diferentes domíni<>s, r r,, ' ,.'.t.rl'r.li, r.rrr,rs Xt'rrcrirliz:rçòes de segundo grau, ,l',, r'ì,r., ì,r1,.l rL irlr.rli:rlo urna explìcação de grau supe!r,,i .ir ')r l:r, .r ..lr-rtì() (l('t()(los os ârnbitos do conheci r,,;,ir' ,,rì ,ll|r,',r,irr { r) l llrlos rlue estãO forâ deleS. DeSsa .,ì ìrrl ìj.r ,lll,llì,1(, ì,lls( iìrìt()s uÌtì lllincípio explicativO saímoS .1,,., l;ì ir'.t il.ì ! l(:t|r til lr:ttti( Ìrliìr c nos vemos obrigaClos a l\.1 Ú , ) 't ,1 l,'|||rttr'rt |r tìrürt ( ()rìtcxt() maiS arf-fpiO, I ri.tr . l,r,l .. llor:r l( l|(la'r'l( iíì lt cstabelecer un] princípio , 1l,li!.r \ r' llrìrl.llì() ('r (lLrc csle atue a partir de fora dos Irr;rrr, , ,-rrr (lr{ n:rri( (^u lr c iôncia, convertendo-se desse mo,l,r rirrìr l)rììrr'rl)i() ('xl)li(,Ìtivo, n:-io mais clas categorìas da r,..rIi,i.rrI, ;r ,ll('s( r'cícria nurr princípio, mas do sistenra ;1l,rlr,rl rl,r lr';rli<lrrclt., e niro só da ciência em que surgiLì, mas ,1, , :,rrtcnlr < icrrtífico cm sua totaÌidade. Essa tendência estaI r . r r r ,. | ( , r
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n,r ,',rll( nì rl.r rir,.rlìrlrrtlc intcrdiscipiinaI pela suptetnacia. ) I.rt ,l( rl (. í \ist:r lllìì conceiio genelalizadol e, assill] (r()rìì() s( rl:r rrrrl lratallra enüe âs disciplinas parâ coÌ.ìsegLÌir (ss( r'()r)((:it() llt.nt lrrlizador', tanìbém se dalá ilrernecliavcÌ' rÌÌ(lì1( LllruÌ ÌraliLllra pe:lo pÍincípio. Com efeito: a leflexologla nìo sr-r lirrruula o corìceÌto de corlportamento. corÌro tiÌÌììl)érÌ.ì o princípio clo |cllqxo condicionado, ou seja, a explicr çâo do compoltarìÌerìto conì base na experiência extelnil d() anilrrâI. E é difícii dizer qual dessas duas idéias ó nreis importante prÌra csta corfente teótica. Se descartarnros <r princípio dos reflexos condicionados ficaremos sorÌìcntc colì o corìpofiamento. Ou seja, col-Ìl urÌì sistenÌa clc t'r-rctvimentos c de fornras cle agir que têrÌ.ì srLa explicaçàÕ na c()nsciência, rratéria da qual se ocupa faz ltÌuito teoìpo a psicolo(

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subietiva. Se dcscartarnros o conceito e ficaremos apenas conÌ o princípio, terelr.Ìos urra p.sicologia as.sociacionista sensualista. De ulna e cla outra tÍatarell-ìos 1Ìlais adiante. i'ol' hora, o ilÌ-ìportante c cstai>elccer alara't,lnto a generiìlizaÇâo do conceito qLÌa1-ìto () plir-tcípio gcneraÌizador crizìm a ciência gc'raÌ, nìas solÌÌente se iÌrììbos vic'rerìl Lrnidos, se;rparcce rellÌ âo rìlqsmo tempo. Do mesmo crodo, l psicoplltologia nito só upresenta o conceito generaliz:rdor clo ir-rco nscie t-rte. c()rì1() o inlerpleta cle íorma explicatìva lccorrcnclo lo princípio dâ sexualiclâde. Para a psicani'ÌÌìse, gener-alizar rrs cLisciplines psicolalgicas c integriÌ-las sobre a base do conccÌto rkr inconsciente supÔe cxplicâr totarimente - a partìr da se,rualidade - o nunclo que a psicologia estu,-la. Anrbas as tendências-a tendência à integrâçâo e â gcne r-alizaçâo - ainda aparecern unidas e é .1ifícil distingtri-ìasr a scguncla nào se lÌÌaÌìil'cstâ c()m slrficiente clarez:r e, às vezes. incÌrìsivc po(lc n,ì() cst.ìÍ prcsarìre, Qr"ranclo coincide colÌì a prinlciriì. isso sc clcvcr rììais rÌrÌìa vcz a f3tores históricos e niìo il LÌÌliì rìcc(ssi(lirilc logìclr. lÍlrs cluanclo se clh rrrn conflonto cntrc clìs.il)lir)rrs Pr'lrr srrllrt'rrurri;r, c-\i:i lcn(lência à generali zaÇâ() ('()sllrìl.r :rll:ìri (( r í rrì ()lrl!:r sctit, tle fnlos, podendo f:rzê-lO clr. lrrrrrrrr lirrr|,r, i.;trr r , irrrlcpcrtrìclìl(:lüct'ltc cl:r pt'itrreit:t tctrtli'ttti,r ì'trr.ttrl',,', 1)\ L.l:nr'1. |rrirìr'sr.'tìiztr clttc iis ch:as tendônc itrs -{ rÌì.rÌ1lr':,1 llll (''rÌ til.r i!trì]rr rtr:rrs ltLrr'lt.
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TEoBIA Ê MÉTODO EM PSICOLOGIA
O SIGNIFICÂDO HISTÓNrcO DA CRISÊ DA PSICOLOGIA

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AssiÌìr, nâ psicologia tradicional, o conceito do psíqrìico

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IríÌrl(.(rit;rr plesente em muitas explicaçôes, embofâ não cm {lrrll(|rrr'r urÌÌ:ì: associacionismo, psicologiâ do ato, teoria rl,rr l.rr rrlrLrck's ctc. Isto ê, a relâção existente entre a generalt:,rçto I iÌ irìÍegrâção ê estreita, mas nâo inevitável. Um .,,llr'r'il() irrlnÌilc urÌìa série de explicaçôes e vice-veÍsa. Mais ,rlttrl,r, rìr,s 5iril('nìirs da psicologia do inconsciente, esse con, r'ilú lrrrrtllrruc.ntrìL não é obÍigatoriamente interpretado cor r;r.ritl;rlillr(lç, lirn A. Adler e C. Jung, a explicaçâo básica rì ,l,rrl; Pllr'()utros princípios. Por conseguinte, no confronto rltt, l;rlirrrr'()(orrcrá necessáriâ e logicamente essâ prúneira t{,rìrla'rì( i,r clo sabcr rumo à ìntegrâçâo mas â segunda tenrlrirrr llr ncnr s('rìÌpfe se manifestará como uma necessiclade lrrgit:r, rnus arparecerá em função dos condicionamentos hista)r i(os. l)()j isso é mais fâcil analísâ-Ia eÍI sua aparência rrriris pur;1, no confronto de princípios e escolas dentro de u nla rìlesrna disciplin4r_\

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rlr' \'rst;t t:Uììlri'tìl científico. Ìsto coloca a possibilidade cle urr:t rìì( i()(l()l()r.liir cicntíÍica .sobre uma bâse histórica.  regulariclacie na mudança e no desenvolvimento das i<ltìias, o l l)a rcci r'Ììctìto e â lì]orte dos conceitos, inclusive â n]uclança dc cxlcll()rizaÇÒes etc., tudo issct pocle ser explìcacl() cientificamente se relacionarmos â ciência em questà(): 1) com o substrato sócir)-crrltural da época;2) com as leis c condiçòes gerais do cônhecimento científico; l) com as cxi, gências objetivas que â natìJrezâ dos fenômenos objctos clc estudo coloca para o conhecirÌ.lento científico n() estágio atual da investigaçâo. Ou seja, em última insrância, com as exigências da lealidade objeriva que á ciência enr quesr,ro estlìda. Porque o conhecimento científlco deverá se aciaptar, se acon.rodar às particularidades dos fatos que sào estudados, cievelá se estrllturiÌr de acordo com suas exigêr.rcias, E por isso, na variaçâo do fato científico cabe clescobrir sempre a pârticipação dos faros obietivos que essa cìência estrÌda. Procuraremos levar em conta, em nossâ análise, os tres
pontos de vista. Podemos exnrc.sar ('squ( mattLanÌente o desÌino ger.ìl e a linha de desenvoivinìento dessas idéias explicativas do seguinte modor em pritneiro lugar, se clá uma descoberta real quaÌquer mais ou fiÌenos inìpôftante, qualquer clescoberta que modifique a idéia habitual sobre tocio um ânbjt<r de fenômenos de leferência e que inclrrsive uÌtr.airasse r>s Ìimites desse grupo parcial de fenôurenos onde foi Õbserv.Ìda e formula,lzr. Segue-se a iss() o csrágio de plopagaçào da influênci;r dessas nresmas idé'iis a()s domínios contíguos ou, por assinl clizer, a expansiìo clrs iclí:i:rs a unr número de fãtos maior c.lo que origìnalmente 1ri)tr( iiv!ì. 'fudo isso dá lugar a uma modific2ÌÇ;-Ì() clâ pr(rPrirr icìciu (.)u sua aplicaÇâo): aparrece uma fr>rmttlaçl'to nlris:rlrstralrr (lcstil e a conexào com os fatos a qrre clc-v(: sLrit rirì91.111 v;ri sc rlcltilit:rnclo, aincla qLte essa concxlìo lrj:r ( ()rìt() r:.rlrrltir (.1:t itÌrlçrì[iciclacle da nova icléia, na ntccli<llt t'rl Ìlu( r'\ljr .'()lriaç:t sìÌ1 rtr:trcltlr c<>nquistadora, e iss() a lÌlllìt{} i ] ì ) Í I I ì ì I ( . (.Ii{|IItt!ÌIiì rIcse()lrt:rtlr cicntificamentc'cottr;rlov,rrl.r
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TÉORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
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8 ãIGNIFICADO HISTÓRICO

DA CRISE DA PSICOLOGIA

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Ilm scu terceiro estágio de desenvolvimento a idéia, jaì il]lpregnou em maior ou menoÍ grau a disciplina em ( j() scio surgiu inicialmente, viu-se por isso Parcialmente llÌ( )(lili( ir(l:r c modificou por sua vez a configuração estrtÌtur.rl (:{) irl(iìnce cla disciplina. Já clesviada dos fatos a qlte rlr.r'r'srrr oligem, a icléia, que existia em forma de principio l, 'r rrrrrÌ.rrkr rÌuris ou menos abstratamente, passa âo nível da , rrrrlrlrrlrrçrlo pclo domínio no seio da disciplina, isto é, à Isso cogturna acontecer poIqr"re a idéi:r' Lr',, ,1r' 'rìt( r.lrl(iro. inio t xplicat ivoÍ consegu iu se aPoderdr de toda e ' ' 'rrr Irrrrr

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,lrrr ilrlirrir, Ou seja, adaptou-se âo conceito e o conceito que 't{ r!iir rl(' lrlsc pala a disciplina âdaptou-se em pârte a eÌa e (.:,tr :rg( iìlÌola de acordo com ele. E, em nossa análise, trol)(.\'illÌìos I)recisamente com esse estágio misto de existência clrr itlóia, qLrando anbas Âs tendências se apóiam rl1lÌtuamentc. Continuando sua expansão na corrente da tendêncìa à integraÇ.ìo, a Ldêia se transfere facilmente para as disciplinas corìtíguas, sen.Ì cleixâr, ela mesma, de se modificar, dilatanrlo-sc:ì rnedicla que incorpora novos fatos e modificanclo l){)r'suir vcz os [anlos cnr que penetra. O clestino da idéia ( slri, rìr'ssil (liìl),1, lotiÌllìlcnte Lìnido âo da disciplina qr'le rr'|ì|i n rrt;r r'(ìul lutil pclo domínio. fÌ.1, ì (lr.rt() ('sl:lHi(), r icléia voÌta a se clesprendcr do coni, lr| l|li, t,rl, j:i rllrr' rr Pró1trio falo de empreendel uma con,ììrl1ì,r illlr..,rtl') {llr(. r'ris:r ( ()lìquist!Ì seja apenas um projeto, ,i, lr rrltrl, ' lilr llrr csr',rlrt ou pela totalidade do âmbito do ,..rr1,, ' rrr' Dl', l' r,,,1',[it,r. I)()r' lo(las as disciplinaqì lmptrl1ì,,,r'r ',,lÌ.,r(.l|v,,lvlrirt'rrl() rlrr ic.lúiaílA idéia continuará senclo ultrapassar os 'rr l,iJllr ll'ir' ' rIlì(;llivr] rì:Ì ntcclicla em quevimos, explicar llrllirj]ì ,l,r rr( ( il!, 1It'ilìr'i1r;rI; Porque, como ,'rlirlill, .r ì.rlr rlrr:. l'trrlrtios litïilcs em busca de câusas exter rt.r!ì ',! ,1 trlr-i.r r oirr< irlissc por- completo com o conceito lìrlll! llr.rl, l],Lr IxPli|it|i:t Inais nada. Mas visto que o concei t,,liilrr, tP;rl rr;ìl) pticlc logicamente continuar se desenvolrll,Ir (.,r. :r:.r,irrr lossr cstâr'iâ negando a si mesmo, já que seu .,r'rll(l( r r.st;i Irrr tlcl-inir L['ì1 ramo do conhecimento psicológi r o por isso suu própria essênciâ o irnpede de sâir de seus Irrrrtt.s) cltvclir sc produzir novan-Ìente a separação do con

r'rl.r t xyrli,.:rçiì(). AIém disso, â própÍia inte€irâçào pfesrrrlrr'r| Il)girirr crlt(.(colì)() mostran]os mais acima) o estabelc( inì(,nl() <lc' <'oncxôes cÕrrr uma esfeÍa mais ampla cle corìlì( cirÌcrìl()s, :r srich dos pÍóprios limites, e é isso que faz a iclcie rlrranclo sc s( para clo conceito. Certas vezes age como liglçiro cnt|c a psi< ologi;r e nlllnefosos ramos extel nos a elâ, conro a biologia, x físico-quínÌica ou a mecânica, enquant() () conceito principal faz com que se afaste deles. As fr.rnç-rìt s desses allaclos, qllc agem teo.ìporâriamente juntos, nruclaÍtrì de novo. Outras vczes, a idéia incorpora-se abertanrentc:r este ou aquele sistema filosófico, estendendo-se, Ìì.Ìodificarìdo-se e mr.rdificanclo os mais remotc.:s âmbitos da realiclacìe, a tot!Ìliclede do universo, fornrulando-se coll-ìo Ll ll-ì princípi() universal ou incÌusive conìo urna icleologia. Essa cÌcscoberta, inciìadir até se transforn-rar em icleoÌogiâ, como a râ que se tr:ìnsfornìou en boi, alcança o mais perigoso estágio de desenvolvimento, o quinto: estoura facilmente, colno uma bolha de sabâo; en toclo caso, entra no est,ìgio de lutã e negaçào em que se encontra agora por tocl:l palte. É verclade que já antes, nos estágios precedentes, ocor rerâ uma luta contra a iclóiâ. Mâs então trâtava-se da reaÇ;ìo nonl'Ìal ao rÌovin.ìento desta, a lesistência de cacla râtrlo isolxdo a suas tendências conquistadoras. A forçâ inicial que l.ìavi:Ì engcncìreclo sua Jc;c.bertlL a lrotcgiJ d:r vercl.r,lcir.L, lrrt.r p. l:r cxislèncix, ( omo :ì mde proteBc scU\ hLrnrìrarcsr/s,,nr( rì'( agora, depois de ter se separado por completo dos fìrtos clLrt a originarâm, depois cle ter sido desenvolvida ató os ìirìlil('s lógicos, levada ató as úllimas conclusÒes e generalÌzacla () máxino possível, é clue a idéia descobre finalmente o que Íìil velclade é e se rnanifcst:r conì selÌ verdadeìro rosto/Por mais estranÌio qr.rc palcçr, prcciijarìrente <luanclo foì levada até sua lorma filosírfica, <lrrrnclo parece vclada por várias capas e se eÍìcontril rììrril() l()rìrÌe (l!' su:is raizes cliretas e clâs causas sociâis qLr( iì ('rÌiÌr'rì(lllrirr)ì, s.-)fÌÌcnlc ;lgota descobre o qLle qucr, () (lìrr'ii, rll rlLrc ti rì(li'nlits sociais plocecle, â que intelcsscs (l( rl,rs,r, ., rr',y'-1,rrrÌ('rìt('ri.'l)i)is rle fer se clcsenvolviclo 'ìl( \, r t t . ì l , r t t , t tr. Ì l Ì.t ,, 1,.,'1.,r.r.r (,ìÌ JlÍ.,,)ls(t:Ìtil . anr:xaro crrrrr t,llr, ;t t,l.l;ì Jr,rrr r.rÌ. ,1,'l;tt,, i tr'ltilito (lu(.(f:ì, c tr'tlì.stÌ)f
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TEoRIA Ê MÉToDo EM PSICOLOGIA

O SIGN!FICADO HISTóRICO DA CRISÊ DA PSICOLOGIA

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lllir (l('rÌ()vo nLlm fâto da vida social; ou seja, retorna ao.seio ,1, ,'r,ì.. .rrlAiLy'Somente ao se transformar de novo em urna l',rrtr',l:r vi,l:r social, poe em evidência sua natureza social, 'liri'vrvìir, rì:rl Ìr Íâlncnte, o tempo todo nela, tnas que peflnalr' , i,r ,rr rrlt:r solr a máscara do ato cognitivo e na qualidade
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lì!.r1, r]csse estágio o destino da idéia se determina 't:, ,r1r!,slrrirrl.rìr(nt<: assim. À nova idéia, como âo novo fidalgl, trr,llr;rrrr srrr origem burguesa, ou seja: sua origem real. ll|lrll.llr trr ir(ìs r':rÌìos de onde procede; obÍigam-na a retror r''!r'r Irrr r;t'rr t lt:scnvolvimento; reconhecem-na como desIrìllfrl.r l);u( i:tl, lÌìas rejeitam-na como ideologia; e agora se lrl:rlrclcrcrrr novos procedimentos para considerar a ela e irr)r l;ìt(ìs;r cllr relacionados como uma descoberta parcial. | )il( ) (l(' ()r.rtïa mâneira, or-rtras ideologias que repÍesentâm orrlllrs tcnclências e forças sociais Íeconquistam a idéia e inclusivc seu campo inicial, elaboram selÌ ponto de vista soÌrrc cla e, então, ou a icÌéia morre ou continua existindo, rÌ.ìais or! rlenos incÌuícla estreitamente em tal or-r qual ideoloAi| ( rìlrq rrnra s(:rie clc icleologias, compartillÌando seu destirìí, , r(.rlizirÌì(lo srras fur-rções, mas deixâ de existir como llr.r,r rr,volrrt irrnrrrloru rl;r ciôncia; é uma idéia que se apo.;. t,rü rl(ì f,(.tvi\'(ì (.<lrrt olrtcve cnÌ seu departamento o gÍau
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o < ilninltí) qlÌe percore em psicologia qlÌalquer principio explicativ{). () I)r(-)l)ri() .r l)â rccimc1.ìto de tais'idéj.rs explicü-re Pela cxistôncia cìc rrr nccessiclâde científicì (arïaigacla, no fim clas contas, na natllrezâ dos fenôÍrenos enÌ esluclo) e pcla
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fbn.na cOmo se n.ÌiÌnifcsta essâ necessicìade nLÌn]a deteÍmin:Ìcla etapa do conlÌecimento: elìl olìtías pâlavfas, pela natureza (lx

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It"r rpr,l!'ix,t tlr: r,xistil il idéia como tal? Porque no ,.riril',, {l;r l,lr.r'l,rp1,q rr.gr.rr lcì, rlescoberta por Engels, da , !!ri, r rt.,r ,Ìr, ,l' l'li.i.rr t.rÌr t()r.rì() clc clois pólos - o idealismo

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ciênciâ e, em últinìa instânciâ. pela Íìatrìreza da realidadc p.' quicâ que essa ciência estrÌcla. NIâs âì única coisa qLìc a hista)ria dâ ciênciâ pode explicâÌ é?por que surgill a necessiclacle de novas idéìas num determinado estágio do cìesenvolvir.Ììento e por que esse nascimenlo erâ impossívci ce1Ìì anos antc5.''Que descobeltas concretas se desenlÌoìvem no seio cle urna f .í, ideologia e quâis nâo; que idéias se destacan'Ì, qr.rc'calninhcr ,/ p.r,.orr"nr, que destino alclnçam, tuclo isso depencle, cle fìto, -res sxternos à lìisrori.r cla citìnci.L ( quc a deiernìrn,rÌli CaÌ;eria urna corìlparaçào a respeito da dotttrina cla alle Cle C. V. Plékhanov. A nâtureza dotoLr o hometn de urrit .necessidade e.stética que possibilita que este teÍìlìâ icléias estéticas, gostos e sc'n.saçôes. Mas estabelecet cor'lÌ exiìtidiìo qLÌe gostôs, idéias c sensaÇòes vâi ter o lìonÌcm social cttt quesrão nun.ìâ cìeterrrinada êpoca históricâ naÌo é cljlclluìÌcnte dcdtrzír-'el cla nalulc'zâ clo homeml Essa le:iposlii s(-) n()s poclc scr dada por rìnìaÌ interpretaçâo niateriâlì.stx cin Ìtislt-,rlt (G. V. l'lékhanov, 1922). C()ntudo, esse raciocínio nito é, et:r essência, o fnÌto de umâ compârâção ou cle u rr.ra uetáfola. mas responcie pont();r pÒnto a unìa Ìei gelal que Pléklìalìov aplicou pârci2ÌlrÌìe ntc uos problemas cÌa atte. ÍNa verclacic-. a interpret;rç;ìo cicntíf ica nad;r mais é clo que uma forna a nrais cle ativicllrclt,tlo horncm sociâl entle olÌtras atividade.sl Por corÌsc!ÌrÌirìt('l o r{,r'tltccintento científico, considerado' conìo (onlìc(-i,rì('lìti) (ì;r rìrlril-('?-lr c nâo corÌìo ideologi:1.5 constitui ÌìrìÌ lilÍ) il( tr':ilr:tllr{) q: r."ottt0 lodo tral)allìo é, ântesi tÌ lÌa)rÌìclìì e a natuÍezã Ê. cle rì1ais rtrrtlrr, rtìl lri()( ( s:,{Ì ( '!lrt r'r-tltl'trt;t a natttLeZa en- \ nesse l)rí,1 r'rro, ,i 1rq,rlri,r ltltttr:tÌi ] qLÌiìrrto lor'q,r :.rrrpqirl.r,!.',, [:,r'i,,i líirlrt s(,1)ois, cle tlm proi-i

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O SIGNIFICADO HISTóHICO DA CRISÊ DA PSICOLOGIA

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()lìdicionado tanto pelâs propriedades dâ nâturczir tr:rìslì)nÌìa!la quanto pelas propriedades da força transforma ,lrrrr tl:r n;rtrrreza; ou seja, condicionado, neste caso, pela rì,rrür1z:r rlos ft.nômenos psíquicos e pelas condiÇões cognitir'.r', ,lrr lr1)nr(.rìì (G. V. Plékhanov, 1922a).lPoÍ isso, os fenôI111 11,r., 1rsir1rricos, cnqtÌânto fenômg-9oç_natqt1aif (ou 5eja, nâo r i rr,, I i I rr ;r (l( )s ), nio podem.explicar. q'-desenvolvimento, o r,r,!\ trr, rr,r, ,rs r)ìÌtrl.tr)ças nâ história da ciêncial Esta é urnr v. r, l,r, lr. r.vlr lc'rrtc.'Naro obsiante,'èm qualquer estágio de 'l'-rí.rv,'lvitÌt(.trlo ó possível isolar, dìferenciar e abstrair as . !i11,ìrr !.ll rlrrt' :r 1:rópria natutez^ faz sobre os fenômenos !|ìrr' (i('\.r'rìl st l cstucl'lclos no nível atual de conhecincnto de ,lìrÍ r( rlisp()c: Nívcl que evidenlemente nâo é determinado p{ l.r rì,rlrìr('zir tlos Ícnôrr-renos, mas pela l-ristória do homemi .lul.trrÌr( rìlc l)()r(lüe llo nosso nível atual de conÌrecimentos as p|opliccllcles rìâturais dos fenômenos psíquicos constituem unìir (:irtcgoliâ plrrâlnente histórica (já que essas propriedarlcs vltr-i;tm cìuriÌnte o processo de conhecimento e a soma de <lctt lrìir.radzrs propriedades é uma mâgnitude puramente lrist{lf i( iì ) cirl)c consicÌerír-las conìo a causa ou como uma clas r rrrs;rs rlo (l( s( rìv()lvìrìcrìto histólico <-1a ciência.'(, r (.x( llrl)l() tlo Pltlrão cvoluti\.o que seguem em psi'nÌ, , r,1,,14r,r ,r.. r,lr.i;rs plr.rrris <1rrc acllramos cle clesctever, vamos ,rrr,rlr.,.rr ,r ,lí.',tlrì rl(' {lìlilÍrí) .()lìjLlntos cle icléias qLÌe tiverâm Ì.'llri-rì, I.r rr,r', rrltlrrr,rr rlr.r:rrl:rs. l):ll:ì iSsO, vamo-S nOS interes.,,rr .',rr. rt, l',.1,r Lrtl (ll(. llnlt P<tssívcÌ o aparecimento des.r.:., t,li 1,r,, r. rr,t| llr.l,r'r klí.i;tr (.1)ì si, ist() ó, por aquele fato que !'-,,r ,r.r:i r,r,,r',, tì.t lrt',t()rt.r (lit r.itrrtr,ilr c nâo fbla dela. Nâo nos ì,,',,,ri,'1,.r ,rrr,rll.,.u |Í!r {lìrc l)t( r'ìslìrÌìente essas idéias e sua i:ì,!,! .r ! l,ti, ,, l!,r,., .,.i{} illÌl)()tlil|lt(,ri como Sintoma, colTìo tl,lr,.r,l"r ,lr, r'r,t;rrIl lrrr rlrtr vivc ir ltistítr'ìa cla ciência. Nào i,;,, rrìì',rt i-:.1 ,rl|rt.r .l |1.tllllrìllt ltist(lriçx, mas a tnetodológica: irr ,l'rr l,t!ìlÍ l t, Il (l(.s( (rl)cll()s C Cm que medida SâO !,r!rlr, r!lì,]t ,r:, Í,rt,,r |siclrric<)s c que mudanças se exige na r':i|lrrút,r rl,r ( t(-rt1 ì:r p:tÍ.ir 1>oclcL avanCal no conl-Ìecimento ',,,1,rr' .r ìr.rsr' , [ j:r t orrlr<.ciclo? O destino dos quatro conjì-lntos ' ,l, t,l, r.rs pcrrrritilir r.vicìcnciar o conteúdo e a magnitude das rrr', r'.,r,irlrrrlt.s cl:r < ii,ncia no rÌ.ìomento atuai. A 1ìistória da

1i(irì( i;r ('. irìll)()rtantc Íìa nedida em que deternina o grâu de i nrrlx cirrx:rrto (l()s f:ìt()s psíquicos. '()s qurtr() conjLrntos cle icléias â que nos referimos sâo rrs ilrr pslclnr'ilìse, cla leflexologia, dâ psìcoiogiâ da Gestllt e () lr('rs( ) r'ì!ì lisnìo.

Âs icléias dir psicanálise nasceram de descobe.tas cspc-

cíficls no câlìpÕ da ncurose; cstabeleceLì-se cle folr.na Ìncìis cr,rtivel o fato de que toda rÌma série cle fenôrnenos psíqrìicos é determinada pelo inconsciente c- o fato cle quc a st xltâlidade se ocLÌlta nlìma série de atividades e sob forr]llrs que anter iorrììenle lìiìo crx0ì ( on:i(le13(lJ. er'óircJs P.lUl.ìri
namente; esta descol>erta concreta, rcspâldadâ pelo êxito de sua aplìcaçâo terapêutìci e com a 2Ìutoridade que isso lÌre confèria (isto é, sancjonacla peLa veraciclacle de sua pr/Ìtica), foi tlanspostu por umzì sér'ìe dc campos acljacentes. colrro â psicologiâ da vida coticlian:r ou a psict>logia infantil, alén.r de apr()priar-se cla totaliciadc dos enfoques teóricos sobre a ne!Ìrose. No confi'onto discjplinar, essa idéìa se impôs sobre os n.Ìais distantes rarnos da psicoloÉlia, sustentando se que com ela se pode|ia estuclar a psicoìogia da arte ou a psicologiâ clos povos.lMas a psicanálise estava ultrapassanclo cìesta forma os limites da psicologia: a sexualidacle se trânsfol tììlr va no princípio metafísico de uma série cle idéias mctâfisìcas, a psìcanálise se tran.sformava em lcleologla, â psic()l()giâ se tr!ìnsfor'fiÌava em nretapsicologia. A psicânálise clisptìc <lc sua própria teoria do conhecimento e de sì-ìa própri:r ruetafisica, cle sua sociologìa e de sLra mâten'ìática. O comunisrtro e a Igreia e a ,rìrra cle l)osroiçivskr. (r ()cLrlrrsrììo ( l "lpyll ptrhlicitÌade. () rnit() c us in\ cnçoes de Leontrdo cla Vrnel sao apenas sexo clìstarçaclci e mascaracÌo. / Sen relh:trttr I,'i r, . .rrtrrr,l rcr icj-uicl,r |.ì:t i.ìóirt .ìo rcl'ìcru conclicionaclo. IÌr<ios s;rbelt cluc surÍiiu do estudo da salivaçàô l)sí(luiclÌ <lrrs t lrt ìr(ìrros. M;rs nc:rht>U se esÌcndendo tâmbétl a rtuÌr'os Íì'rtirnr'. rros l corrLlrristoLr a psicologia animal. O sistcnn rlt' IÌi'lilrtIrt v, Í' f sììir- v(2, l)a)s t()(lo seLl elÌìpenlì() erìì s( lrPrr':ìllt:rr , s(. lrl,l:rr :r lrÌil()s í)s c;rrnPos cla psicoÌogìa ltlrr'lr ;rr;tlr:tt rrr1rtrrtIt'tIrlo ol.'lìrrlrr r()tllÌ(), p('nsalnìenlo. tr-al>ltllro orr r ri,r,..ì,', rttrr 1,'lìr'r:,, ;\ lr:.ir llirqirr <l:t;trtr', rt Psi-

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TEORIA E MÉTODO ÊM PSICOLOGIA

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,,rr't ri.r r' :ì l)ilicl()logiâ, a psicoPatologiâ e inclllsive a Psico l,,gt,r .,rrl,illiv:r ir(iÌl)aln submetidas. E agora a reflexologia s() ""'it,l,r ,,,rrt I'ri!1Í il)iÍ)s c leis universais, com a essênciâ da ,ri!'i,ìnii.ì)A!t;ilu (()llÌ() il psicanáIise se rransíorma em meta(lr l)iologia, a reflexologia se transfoÍma 1,:;t' r,!rrgi,r ,ìlLlvi's ,rii,rrr., ,lr",t.r rìltitrrt r'tn icLcologia energética O sumário de Íir.ì,ir,.',,1. rr'll!'xoliigiil é o câtálogo universal das leis do r'rii!r,li'Ì l', rlc'rovo,:tssilÌt co1-Ììo na psicanálise, no munclo !r!.1!,.'r!'ll!'Íil. Atrtt:l l(itrênina e a cleptomania, a luta de

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,l,r:,','.. i, .l I r ri I l.Ì ' ì , o idioma e os sonhos taìnbém sào ! il.'!, r\ Í V M , llt'l< lrl crcv. fr21, 7923). /,,\ , ,1, rgi:i (l'Ì (ìcslnlt slìlge inicialmente de pesquisas
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cla 1,..r,,,liri-irr,r: (()!1(rcllrs soble os processos de percepção batizado prático: passou pela lrrrrr.r l c iu {l\rc rcccbe seu ,r'!)v.r tlrr vctrlal-lc) Mas por ter nascido na mesma época que I :r lrsic rtnrilisc e â reflexologia, realiza o mesmo caminho que t Ìrrs t orlt sì-rrl)reendente uniformidâde. Entra na Psicologla lrrrinrrÌ c coustata qlìe o Pensalnento dos macacos também e Lllìì l)r()ccsso gestáìltico: no caso dzr psicologia da arte e da

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lrsirologirt rlt>s povos, constata que o conceito pré-histórico ,l,r rrrrrrt,kr c rr <ri;tçlìcl cla arte tartbém sâo GesÌalten, a psi,,,1,,gr,r irrl;rttlil c lt Irsìc<tlraLologia tambem plssam e lezer 1,.rrlÌ. rl,r l;r':l.rll, :ìssirÌì (olììo o cìesenvolvimento cla criança ' .r., rli,, rr..,r', prirlLtir';tr;.'lrlttrslÌlrmada finalmente em ideoìoe ilr,! :r l,:t, ril gt.r ,lrr (;( slirll Ll(scolìle as Gestelten na física !r.ì 'irirlll,,i rr.r li::l lr,lii:r t'r'Ìll l)iologia, e a GestaÌt, enxuga,1.Ì ,r!f Ì ir,,'l,r! .r .ii'r'rluv('rlr'. t lìtrma fórmuìa 1ógica, aparece r,'. l,r'rlìiìi, ril!' ilI rrìltnrl{Ìl rt0 cti;tr o mLÌndo, disse Deus: ,i|'. iÉ l,ì { {r 'ìl,lll" (' lü(lí) ri( tlansformou em Gestalt (M \i jrlì' arr. r. l'r.1". V. Kirlrll. lr)17,1920; K. Koffkzr, 1925). " r I , . I , I r I I r r , , |,;r trlrrrrtrl, strrge inicialmente das pes' ,t,,,..,,, ,1" li\i, r'l(,Ii;ì rlilr'l('rì( i.rl!() Ptincípio da personalida.!! ,i!' l;r,ì 6r.rrr,L' v;tllt I):ìtll lt lìlensuraçâo em psicologia ou pri1,,r;.1 ,,', i'1llrrr1ltr':! r('Ìllli\,()s irs aptidcìes etc , expandilÌ-se seLÌs r!i i,rr .ìÍr l,,ttgo tl;t psicologia par'â depois ultrâpassar lirrrttr':..'Nl lottt r:ilt.r clc inclivicluitÌidade, sob a forma de perr,!,l]:ìlisrìri) c|itir'o, <:tlrifinlìuir-ìnão só o homem, mas tambérr ,l' rrnirrrris . ils l)lant'.ìs. Só mâis um passo, que já foi dado na
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Irnti;r'i:r rl;L l)l,i( inìili:;(, c de reílexologia, e toalo o munclo se r cnr Personalìdade. À fìlosofia, que corrÌeçala <ontrll:rorrtlo a inclividuaiiciade às coisâs, arrebatândo a do clolrir-rio (icsliÌs, tcrÌ-ÌÌr'rou reconhecenclo que todas as coisâs cram inciivicluelìclaclcs. Disto resultou que as coisas nào exis tianl cm al)soluto. A coisa é unicamente ulrâ pârte da incÌivjclualiclade: dá na r.nesma a perna do l.romem e a pL'rnáì cl;ì cadeira: mas conÌo essa pârte é, por sua vez, colnparstx (le partes etc., até o infinito. a peina cìo homcni or,r cliÌ lÌles!Ì volta a ser uma incl ividualidade en.i reìaçâo â slr:Ìs partcs (ì Llma parte somente en reJaçâo ao con]unto. O sisteorir solar e as formigas, o bonde de Hindenbr-irg, a 1Ìesa e iÌ panter;r sâo iglÌalnìente inclivicìualìclades (\{'. Stern, 1924)./ Esses destinos. tão senelhante$ con]o quatlo Elotas cìa mesrna chu\,â, arrasta[l as icléias pelo rnesno carlinÌto. O volunre do conceito aurrÌclìta e tcncle ao infinito e. cle acorclo corl a conhecida 1ei cla 1ógica, seu conteúdo tencle com jd e n t r .ri r t ì < r iJ d< fa t.er''. , acl.r Lrn; tls'..rs i.lç á\ c. rô Itrglr qúe Iltc,orre.p"nJL. r^l13urJrn.rIiarn-nie Ìi( l q.Jnro a seu conteúdo, está cheia cle sìgr.rificaclo e sentido, está plena de valol e ó frr.rtífela. Mas qr.tando as icléìas se clevam à categoria cle leis r-rniversais pâssam a valer o nlesno, tanlo Llrn;Ìs qLÌânto as orLtÍas slìo absolutan-rente iguais enlre sj, isto é, simples e reclondos zelos; a inclividr-ralidade clc Steln é pâra Békhterev nnr complexo de reflexos, ll2rr.r \iíerthe imer un-ta Gestalt e para Freud sexr.iaìidade. E no quinto estágio c1e clese nvolvimento todas essiÌs idéias enfreìltem â llìesma c[ítìcâ, cÌue pode ser |esumÌd;L err ur.na úniczÌ fórnìull. À psicanálise se diz: o princípio cÌa sexuaÌidade inconscisnte ó insubstillrivel parzr explicar as neuÍoses histéricas, nrils fliìo lança lr-tz algì.lma seb.c a esttllìtrit dn Ìt)ìtÌì, 1., r., r', r|l r't r) \"., ìr"ut'.irncnto Li.t htctoti.r. A reflexoÌogjr diz( rìr: rì;Ì.) si' perrle coneiel um erro lÓgico. O reflexo <:onslilrri Jll( ìÌill] rì|l a1i:)s a.rpttLrlOs (iâ Ìrsicologiâ, não imprcgÌìil:,Lrir Í ( I ì I i i l . : n{-:ltì. rtllt!tr Ilììrtìlc, a totelidade do V;rÈ:ri, r, l!,).ii; 1.. 5. !iu()lslii, Ì9254). Aos psi mLurcl() (V. IrrÌi'rlÌl,.lÌr .,,1,,Ê,,.,1., ^ 1lnr 1rlj1lçiplo ',,.t ,l', r. Ittr,tito l.rli,;.,,r !'Íiì ,,,.I r.l!Ìlrr. ,Ì1ii:. r,r. lr I)tl']s nlcrtlO nâo
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i,rl)!)(. I)utfr c()isa que momentos de unidade e inteSridade í )rÌ , r {lr{ rl;i rur Incsma, só encerra uma fórmula gestáitica, e !r. ..',1,r l{'ìlìlÌl';l çxprcssa a essência de qualquer processo ,,illitrir íì r' irrr lrrsivc l-ísico, o quadro do mllndo seria evi, Ilr rI,.rr rlr rIl i Ir. rr rrru lrt:rfcição e simpÌicidade assombrosas: a r lr Ìti, lrl.rlr-, ,r lì'r{rr <lrr tjrayiclade e o pensamento hurlano 1. i' 'Iri7IrI.rrrr ;r r|rr rlcrronrinador comum. Não se pode enltJr irì,rì'.:iltlcrtr) r. ;rtitrrcle num mesÍìo saco de estrlÌtllrâs !| . ll;ì1] rlr.lli.rlritr(.tI l)rirncìro/qLre 5eu POsto/eStá no rÌlesnìo ii ! ilÌi. nlt'rIrr. :rs Íirrrçr)cs estrütulais. O novo fato| funciona rr,ìr i ,rnp. r rllrìt{i ;lrll)io, l-Ììâs limitâdor como princípio un1!r'r'r.rl rr,t{} r(.riirilc iì crítica- E, ainda que gÍaçes ao modo de 1,r'n,.:rr rlt. ,,1[,,,,, dillttJ{iteóricos tenha imperado a lei cle r ',llr,r.iiuir "tll{l() !)Lr nitcì;r" nas tentativas explicativas, os pesrIrrir:rtIorcs l)rirdcntes se vêem obfigados, atLÌando como ('()lìllill)cso, r levzrt em COnSideIação a teimOSiA dos fatos. ì'j( )t,(ìur:. proc-uüt! -eÌplicar t, d,-o_?q:àigls.asão-explçargada. ÌÌssa tenclênciì-qiiëìüãquer idéia novâ em psicologra ,'r ..ltcnr tlc sc transformar em lei universal, nâo significa que a tlrsicologil clcvc, na velclacie, basear-se em leis universais, rlrrr. l,rtl:rs cssas ìdóiars estâo espefando que chegue a idêiarr{ ,tr.l c l),)r)lril crìÌ scr"r devido lugar cada idéia partìcular e IIr, rri,Ir,Irrr. r1rr;rI r" st.:tr tiiÍlnific:Ìdo'l A regular-idacle do câmi1111 rlrrr' ,,rrrr :irrrlrIct'rrrlcntc constância petcorrerÌÌ as mâi5 ,lir' r.,,r', irl('i,tr Ì.:itir lltìltìr.tlolcnte evidenciando qrÌe esse 1'r,rlrrl!r i r"tl,l 1rr{'(lr.t('Irìlitt;tclO ltcla neCessidade Obietiva de ,irii l!rlr!, tlrti, r'.r1rlir iltiv(), ('i' pfccisamente porque eSse il ri, ti,r,, l,rlr,r r, rr:Ì,r ( xist(' (lUc xlguns princípios parciais .'i rt,,rÍiltr.r lrr;,1,rr lr\ 1,rir't,logia clcr-r-se contâ de que para r lr, rìn,,,Irr, ,I.i.,,I, r.r,ì,r {1rr tni)rlc cnconlrar UÍn prin(ipio ' ii'!it Jti!,r! 1.1í.!,tl t' r,(. ltqiurir :t (Ìul!lquer idéja, mesmo que :ìl,rtìr,r;r, t't\t:it'\t ltrLllLtd(, dct correçào do intelecto, des.lìiirit t.j, r-.r:itil(l() clc cctnsciênciar "(...) como um doentr' r1itr. :,rrl'rr. ,lq rrlr:t cnfernti(lade letal, prevendo a rr-torte ! r'rl:r r! trii() ('rìÌl)Írgar cleterminado remédio, sente-se na r ntirrgirrii (ls procurá-lo, ainda que incefto, com todas as Ír,r\;ts, lrois cluc nelc está slÌa írnicâ esperança" (1921, p.6r.
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Arr longo clrr çvoluçi-ri.t clas clesc<tbertas palciais sobr-e os prìr"ìcil)ios gclris, Jrudcrnos obsetvar conÌo se rnanifestava ent sua iÌ>rnra pLÌÍr Luna ten.lêÍÌcia à expÌìcaçâo, que já apa recera na lnra pelo pledorÌ.ìínio que se dá enrre disciplinas. M:Ìs colÌl isso já cl.ìegânlos à segrÌnda fase cìa evoÌuçào clrr ciencie geral, aqueÌa a quc nos referin.ros brevemelìte acirÌì:ì. genc|aììzlrção, a ciê ncia gera I s e di ferenc!1_ge!_gê_l!:-!a-s-_Èr1!!.iç-U Ì a rcs por sLra esttLLtura interna como veretlos, nent tod!r,s- {!. !1e11 ./'-.------.-'^ ' cias pcrcorrem ;rmbas as f!q,e-S. em seLr desenvolvirlento; n,r maioria delas a tscipli4a geral só se dir na priìngi.t a lase. Verenos clalarr-rente a causa clisso quando fornularrÌos colÌÌ exatidào sua diferença qualitariva parâ colÌ-Ì a seguncla fase. Já vimos como o princípio expJicativo nos obriga a sarl d{ls limite s de Lima c i ê n c i â -!! g-!9ll]lil?.d.4 .pa la._11,r!e_rprela-La Lre,e"rr@^lïôããë'dõìãijã õ"ió .-" ãiãà",e_11lg-lodr_Igq4_!Étig_çllç11egçtias, isto é, nos leva aos -lL -t{t]!q"!-!-1ttLt!,ggl4-1!-.a{il]-cì!p. i,o,s, q-ue,9à9- ss"s,encj almente. pri ncipios fLLoso[jcc]s Nesse sqntidq,;i-ç_iêtç1a_gej4_1,ç,jì,fda_ sotia_ç!5--!-1s:glj!lê.r-p314t liktsç.. Nesse senrido L. Binsr Ìânger dìz q ue,.4_c-lê_nc Ìa J4qr.!r.l. ç-s!ud4 os f\Ì!I1arÌìcJ],tel-e as--tã-olrelras-d ada--ruÌLtrjo r lLrL realidadg conÌo, por exernplo, a biologiâ geral (1!22, p. 3). É curìoso que o livlo que cieu orìgent â biologil geral sc: chamasse f'ìlosctfia cla zoolctgía tJ. B. Lamarck) QUd!Lo,!l4i) Io.g.gg .,c 1lggg zr gera1_, continua Binswan€Ìer, -1_1ly9s.!-ig,?!ao Ìnai,or é Õ.seror.qu-!--..Ìll3lcUl-!lAt=_1!2$!4lq,e'dis,t?Ln!_edÂ,rc?1i4qdç. çJ1le,la,rlçqlq pg!!iql)rd3 i9_gbie'io_.d_essá inve_qiiEtaçâo. No lugar-clc plantas, anìrÌlnis Ou pessoas, o obleto c1e que se oclrpa a ciônc:ilr ir :r Irrnileslaçà<.r da r.Ìd:r, fotçâ e nlatéria, colllo na lisica.;rrr ilry':rs rlos r-cìrlj()s ç srias utLdanç:rs.-_Pala iiüs _i'i'clo.Jr-ï_l]li!f_8.4r.. 9._.Ìllo_qlq4',gll.ÌlqgsLj.liLl!:ll -i lr(:g;L..r ( 1,ÌrI( iÉn_( i..l-..í:l1:. ti. !tr_e_::t!4-q!?!I9_rtl]],!e!tJo !!1 gll!-j,!!ll:ll r.cf .l!lltlr_r--,-,jltlLlll:r'rrrl-t t r,,'tts ltctlrlo:;.q -t1a1itÌ-dit-L-A -.!ì tç'11ção da9 atos c l< rr, r.r r-r'nl.li: .,lll.l -1 , trill.lLl:ì. !11.!. .i1!ilií,1 MrÌs, a paÍrir' clcsst rrrItrrr'rrIrl. .r rt!ttÌri;t j{c!:il t:iLff;f;t _9q: r-iìr1itlijrtiI cla par-

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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA ,1rrr.

O S16NIFICÂDO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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iir,r irì\'.',rlli;r\ir) ( r'itic;ì., no sentido em que E. Kant empreü(,rr Í,,i,r l.rilÌr,r'irrl(). A iìnáli$.e. Cf-tiCA não é mais uma análise

çgnçe.úQ$i -transforma-sg-ÍÌ!t--

gü.,,rv id;r- Mas urlrrilo qut estuda corn a ajuda dessas abstraçires é, crn úrltinÌa irrritância, a mesma realidacle que a zoologia e a llotiÌ1ica. Seri!ì unì equívoco afirmar que estuclr conceìtos c nâo a r(]aliclade refletlda neles, assi1.Ì.ì con]o o seri.r cÌizer clue o engenheiro qlÌe estuda o pÌojeto de unra l,tir'irlrrr n!ì estì.lda o plojcto e não a náquirta oLl q!Ìe ut]ì rìlìal()tìlistil qtLe estuda em Llln iÌtlaÌs ânatôrì-Ìico cstlìcla desenllos, c n:i() () esqlìelcto humano. il-AIq_L!ç:!a!UlrÉU-As !:ojrqe_ilels?ì.o_iqrÌtslt-

1:39:g!gú9 jgCl-4.!1a",_.1tq"9gaúAr9,4!!d-'_111_q_q4o' e,-s-1.qçlqlos estudantos. rnodelos cicssa última. assirr conro mediantc ;.,n" p i4rt!!úrlúl -Lrtap,r ã.-ç:stafrç!-cr"irdÃ*-'"-p"i*
ou uma ciclade est.anha.
O própÌio Bìnswanger vê-se obrigaclo a reconÌrecer, enr 7 ' relaçào a ciênciâs tâo descnvolvidas corl'ìo a físicâ e a quími-

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ciÌj quc se criâ entrc os pólos crítico e enpírico um alnplo campo de investigaçào qrrc conhecen.ros sob a denominaçìo cle física (ou qnírrica) teórica on 8eral. A psicologia científi-

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co-nâtulâl teórica, afirma () psicólogo suíço, tâmbém se conlporta cle rrn n.rodo sitrrilâr'qì-rando tenÌa atuar scgulìclo os parâmetros cla físic'.r. Por mais abstratânlente que a física teórica formuÌe o objeto clc serr estllclo, por exemplo, a "clis ciplinx das depenclências causais cntle os fenômerìos clrr nâtlrrcza", estlr(lâ falos reais. A lísica ge|al analisa o pr'óplrLr conceito cle fenômeno físico, de coltexâo física cerusal, rnus niìo as leis e teorilìs pârticulxÍes soble cuja base pudelarl ser explicaclos os icr]ômenos reais con]o fisicantente catrsais: antes, a pr<'rprirr cxplicaçâo física constiti,ri urn objeto cle investii-{aç.i() cle físir l geral (L. lìinswanger, 1922, pp. 4-5). (l<-'nro vtnros, (ì Pr(ilìfio lli:r;wangel leconhece que sua conccl)çiiì() ,.1:r c iiri, irr g<rr':rÌ cliÍr:rc precisanlente neste ponlo da c()ll('el)\';i() rrtrr.rl rlrrt: i)!{)rfc r.rìl Lrrun séric de ciêncìas. O clue ls tLìstingrrr' rr;r,r,-r o rrtailt.)u nÌerìof gr':ru cle abstraçâo clos c()rì(( il()s, 1,ìr Ì' Lrlr) rl. rlrr, r':tr's r'{leJlnì tnriS ou [ÌenOS distltntcs <los l;rtor r, ,rs ()r { lìPli1.()s, n(ìuì its clepenclências c:tus:ìis (l{r( r'.,l,rl,r'1,, { iii ( iìul{, í)l),{ Ì.j lt.rrl clc urntt tiênCilt,

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TEoRra E MÉToDo EM Psrcol.ocrÂ
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o sroNrËtcArro HrsTÓRtco DA cÊtsE DÂ pstcoloctA

233

rÌìirs (lLrc se diferenciam em seu objetivo final: a física geral se

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tlrr:rlrlrrcr- rnagnitude) sâo, cÕlno 1ÌÌostloLl

)ri(,rìrir, c'm_últinìa instância, pata &t"s tSatC,Sggguer explir'.rl r rrrrr l.-:riucla de--cl,11çeito! âb_s!rAt-os. Idealmente, a ciência
J"i,.r;ll rìì() sc ()ricnta pâra os fatos reais mas para I rì( r'ilr rr. (. tìir(la tcm a ver com os fatos reaiS.

--l.ngç.1s, Plçrrirrrrct)t-(Ì íluil.ljl.ltivoç. Ou seja, sâo, em úìrima instirì( ilì, r('1ris, siìo < ollcspondèncixs mujtg djstantes e .rbstra-

os pÍóprios

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l,tÌ r'lltrr. ;r i<l{:irr t: () fato, a discussão se resolve sempre em rnr ì..ltl( lÌ r ol t)() ()ulr(). Mas nâs investigações soble os plin ( r l|[ '1, ìÌ ;rÍ]"lu!Ìì(,nl()s sobre os fatos sâo, às vezes, inopofitìrrìt(. it (:fítica que indica a nâo-conformiclade entre lr rì ^(lul, i'lí.l,rl. !. litt(15 prrclc sc responder com razào e com sentido: I'r'rr Ir,rrir r,,i l:rtl's. Nesse caso, pior paÍa âs ciências. se estâs
r'rì(1)rìlrirnt lìN l.rse de desenvolvimento em que ainda nào rrç:r r:rrrr o grau de ciência gerai. O fato de que â ciência g< r'rrl airrclu nìo exista nesse sentido nâo quer dizer que nâo vri cxistir, (ìue não deva existit', que nâo sejâ possível nem rrct t ss.irio inir i.i-lrr. PoÍ isso, o problema deve seÍ estudado ,lt srlt srtrs rrrizt s lógicas/somente entâo será possrvel expli(rrr' lirnìl)('lìì o sigrrificaclo lìistórico da divergência entre a r ii.n( il|'litlut'iìl c srLr iclóia abstlata\ l)r. l.tt1r, r. itÌtPr )ÍtttlÌl(' cslabc]ecer duas teses.
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tas d;rs rr:l:rçòes [clris cntre xs coisâs./A realidacle e-riste inclusi'c dcntro <las abstlaçòes imaginárias das nìaten]ática}"Dezesscis nâo ó somente . ,o,o^ ,1" 16 unidades, rlas é tanbém o quaclrado cle 4 e z quarta potência de 2 (...) Son]ente os núÍÌ.ìeros pares sâo clivisíveis por 2 (...) ì)lra 3 rege a regra da soma dos algarismos (...) Para 7 regc LlrÌìiì regra especial" (K. Marx, F. Engels, Obras, r. 20, p. i7)) "() zero anula qualque[ olttro nún.ìero pelo qual se Ìì]LÌ ltip li(Ì ue; e, ao se corabinar com outlo nílmero co!Ílo clivisor-ou conto diviclendo, transfornÌa estc nulÌìcÍo, no prinÌeiro caso. cÌì-ì

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infinitamente grande e, no segundo, eln infinÌtarnente peqì,Ìeno (...)" (íbiclen, p. 576). Sobre todos esses conceitos da matenìáticâ callel ia clizer o qr-re EngeÌs diz cìo zerr:, enpreganclo pxÌâvras clc Hegcl: "O nada cle algo é unì determinado rr2tda" (ìbiclen, p. 577), oLr seja. um nada real, no finr das contits. M^t...:rÍJ"_:tIÀgl3.lIq-Z_Sì!l t q r.r al d a des. I r'opriedades otr determina.ções cl_o_g-ç9llsltgr_ge4-rçr _t4!,- çrye nâo mantêrn imãn oiËlliôao cl,- À-rea
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It llrl,r r lnr t'itr) { i( tìtíli(()-tìâtllral, por mais alto que ' '.' ìt lÌr.lr ,1,. .rlr.,tt:r(:ro t rrr rclaçâo ao fiÌto cmpirico. '.r i nr t r i,r i: l|lrr.Ill ll lil ( r) (,(.tìlltrCíìo, ttm SedimentO da realil.t,t r. tr.,tl rL. r rrjo r.onhccirnento científico sÌ.lrgiu, .ttii,l,! 'l!t'. .i..lti ,tar r,,l rrrrrr r,rlrrç11<l mtrito fraca. Ou seja, a .;rrrl'1rrr.1 r,-ì !tllUt ,tin(l;l (lU(. sc tr.trtc do mais abstlato c_lo itltlttFr r ril!t:4lr(illrlI tuu f (.t-l t,t. l+ jt.Ìu -cle-r'srlid:lcle, replesent,rid !tl !_!,,nrllu tnt lr!nl;ì ll)sllltl, scglegada da realidade; ri; lrio.lt,r: ì !!lr r.lll:r l)lttiln(:rìLc lictícios, n:ìo mâis científico, !!:11llr,rti, rrr,tà I!4tt(..tìì;iÌi( ()s., sat(), lìo fim das contas, uma r. i','tì r}ÌJl,i rr r l{'llt.x,r rlt.r'<:l;rçr)cs Ie:Ìis entre coisâs e pro , i :.ìri] t1',rirr..riiìrl;r tlrc rr:lo ploccürm cle trm conhecimerlle , \l,r urì,.rr,rl, !,..!1,.[JitS ((,nlì:un surttido a Drlori, segondo o , r I I I r | ( r I I I \r ) , rlc OpcraÇôes especulativas lóqicas. In' lrrr,lvr' ìttìt ( orì{ ('il() t!ìo al)strato como zr série numérica, Ir llrlr\.(' tlll|ì li( (1ì() (à() patente corno o zero (isto é, a idéia
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F. Engels consiclera claramente errônea a opinião cle que â matemáticx trata de criaçÒes pLrramente livres c clc proclutos do espírìto humano qrÌe caÍecen de tocla correspondência no munclo objctivo. O colreto é precis.ìrncnlc () contrálio. Na nâturezâ encontramos protótipos cle toclas essas quanÌidades inìzÌgìn1ìrias. A molécula possrij propricdades em reÌação à mâssa correspondente, ìdênticas iìs qrre possui a diferencìzrl m.Ìtenlática em reÌaçâo a sua vari/rvel. "A nâtlllezâ operâ conl essrs diferenciais, com as rÌìoléculas, exatiÌmente clo nresrno n-rodo e respeitando as lnesÌt-ìas leis que a ntaterìírtica c()nr srìrs clifcrenciais absttâtas" (ibìdent, p. 5iì.ì). Err rììrt(''rÌìáticl es{itìccernos tocl:ls essrìs analogias e pol iss() sttrts;tbstra(ri(s s(] tfiÌnsformâm ern aìgo enìgnìático. Scn.ll)r( poclt rrros cn()ntriÌi "relnçcìes reais, clas quais foi torna(ìa (...):r r', 1;rç;t,, tìl.rt('rÌl;ili( á t'ìnclrrsivç casos naturais ArÌiÌlog(]s u() rìì.)(lr) I I I I , I I ì i I i ( ( ) r,tì Ì r lua. uílC cSsa rclaçâo' (.il)iLlcnÌ, j) 5:i(lt I ' r í Ì , I j I r , rlr r inli|]it tlìitt( tÌÌ;itic() (: ()Lttros
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235

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lilirrr:rnt r-to nrundo real. "O infinito nÌâtenÌático

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.r,r rí,rÌ,r(lr), rrirrila <1trr: seja de um modo inconsciente, cla r, .rlr,l,r,l, , rirr;rr) l)(iliÌ (luâ1 só pode ser compreendido partin(lc si rÌesmo, clâ âbstraçâo rlatertárì'1,,,1.r r,,rIr,I.rrIc ( rì1ì()

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r rr'rrr'i;rs rÌiìlLtraiS; estas

{1.r,.. r|.||r||.rIIrr( rrÍ(,, Í),rrIirì(lO

1,,!.üri l,,lr.rrl,r:,

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terâo cle sef expLica apenas da realidade cle qLrc rì1r() I)lrrlincìo deÌas ntesntas. das próprias

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'r 1 .r'llrrrrrl.r l( \r' ,Ju( c nec( ssario e5tJhcl( cer l).,llr ,, .'lrz.rlrrr.r .,r,.,.'r..,-1.íntrncrpto do nÍulìlcmJ dJ LiérìciJ -,1.'1 , ,,1'r',:.r .. 1','rrr.ir:,íse rqlrelr l[rrnr.rvr qJí n.r rÌìiri: ,rltir irlrsÌrir(;r() i:icrrtííica há um elernento cle realiciacle, csta, ( ()rìì() Ì( ()r( lÌ!il cor-ìtriÌrio, estabelece qrÌc toclo fato cientíÍ'icOr..rlÌlr.ìr i\.,lJ,l',. lì(ìr ììì!li. ('mn||i( o c.Pí)L], o rnaJÌ[u qul' i., t,r. I,i , rì(r.rr:r rrìì:l .rlì\tr,lçìo prinr.rri,r)O [.lo Íerl t' !, Lrtcl r i, rrtrÍir o (listirìq\r(:rìÌ-sc precis2ìn]ente urn do outro pelcr l.rt,' ,lr' ,1rrr. {.r,t( UltìrìÌ() c()nstitlli o lato tc:Ìl rcconheciclo crn ,1,. rrrrrr'.' L .I..L Irì.r. isl,' i. rìtJ "ìì'stt.Ì(iu Jg rerto. rl.Lç<,' .lrr', , r,r,ì.,rrr.r ,l, :.rritr.r',l,, f:rt,, n;ttttr'alrO lìatcr't:ìl (lr , ,. ,,! r I ìr.r,' , , , I t I I I I ( t ) 1rr.l, r trÌ1rtcritrl natulal cru, mas pelo ' ,,rìl, ri rl l,,t.r,.llÍ' lltÍ ( . | I I ( | I ( r I rlLre sc destaca de acOtd() ,, ,,, ,,,,r ,1. r, irrn.rrl,, .,r1i11,,'{)s iLrr'1-ros lísicos, o rììovirììcn ,. , ,,1, r,rr,,.,. ..Ìì,.rl),tr.r{,,,r's ftt pr.r-rpriO ato de denotÌìiniìÍ ,.i,. 1,i,, 'rì,,lr.rirt, .r l,.rl.rrr,r r,ul)()1,sLll)crl)()f !Ì ele LÌrìì cen ,ì., ,, ,1, ,1,..,r,r,.rr rr, lr. rrrn.r rlr'srr;rs litcctiÌs si€lnifica iÌìlcr '. i,,.,, i,, , lìritl,rr,ì,,,, .r (,rt( llrltiir ilos ft'nôntenos reconhe ',1, ,rr,lrL,rllr{-, , 1', Lr r.rlr.riirr<Ilr. (.)rLilrlrrer pa]avta jiÌ é ,,!.,, .! ,;rrr ,,,ü,,',,ì,,,.I\'.r|,IIÌI llz l( tÌ)I)() ()s lingüistas e l'ì-ìos'' ', t,,1,,r ,r',, ',1' \ '\ I' tr.ì'rrrrr 1,,,1.,,t,,, , ,1, ,rrt,,,r,rr,' L ,, i,i a tcu-il, Jrz Miin'i' rl'r rit, r', r,r,l.rrr,lrr ,rii lrilllvtiìri clc Coctlìc, ao frÌndanrcl-ttar ì Ìì', í , , , t , i r rrrr,to< l(JlOgin ( 1922). Qr-ranclo rr()peCal'ììos ,: 'rl r ( lrr' rllrrrrrrrirvrrlos viìca t: cÌlzerÌlos: "isto é utna vaca', .r,,.rr,,,1,. l)(-Í( ( lx f (r')irìì()s o de pensar, iocluindo a ncncio,

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'Âs' n.rIrr,,' ]r tì!í,tr,:ir,ì !ii( rìt.Ìc tì(irìl)l(ì psjc()kjgiro p0c1t'sc vcr co!ìÌ) rìiìí,.L,irì, i,l.ÌÌr , rf ;,., , rl,,11i.r ,r l:ìr.) ( i(.Ìrrili(rr e o.l:Ì c\p.rianciir clireÌr lì possrvcl <'rLrL,r, ,,,rÌ! i ,r LìllÌìrlt.Ì. 1,i]ì iìÌ ('llìrlrL\ì\c c(nÌlo vÊrrìì r()isrs 1nvì ,51iìs lr:llrì :ìs Íôflr1igrìs. ()LÌ scj:ì. É sí,ris J)iLr,Ì r,'. tr,,i y,:ItLr ,i,.rrrrrlr,:ÌlllLrn) (LJ (xpcliaÌìciiL .1 ,.1'LtLIrr: lrrssírr.,:L,Llr1,,,, iijLiìi rr,,Lr ,l,rj\rL J:!ìqrls rì:ì().,,osjiLcltL inlrrjrr. ( rrj ,'Lrr:,.1,.,1 ,'r qrL| isr,, \' tr r,,tÍ,:1.,r),i ti Ì ,' Ì.,i .ì, il,lr,,Ì ti.,r.r ,rr, rì! i,n,Ì ,ìr L||Ì];1 Ì()ÌÌÌLirÌ '',t,i'.'l

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TÊoRIA E MÉToDo EM PSIcoLoGIA
O SIGNIFICADO HISTóHrcO DA CRISE DA

PSICOLOGIA 237

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lirs ;r,1tri tl rnelhor exetnplo,lellalra de coincjdênci.r {,lltr(, () lilt() rciìl e o científico\ Nesse caso a discrepância se !ì i| | r t'orrr especial clareza, mas em qualquer fato se ,r|,tr'1r'IrL|. ( nl rì1iii()r' ou menor medida. Nunca vimos os r.rir),' rIrlrri( ()ri rìcrÌì pcrcebemos as sensaçÕes das formigas; ,!'r.,, 1,r !r,rrro Í;tto lcul cla experiência direta, a visão dos t,rti'r rl Illri,.,:, l)rìÍ l)tìÍtc clâs formigas não existe para nós. À1,r" ll,rr,r r !'xiririirìci:l coletiva da humanidade existe sirr , ',ril', l,rr., , rIrrtrlirí,. t) t1u9 clizer entâo do faro da roraÇào ,lr lr.rr.r | r t,lrtr(' tl,r SollTrata-Se neste CASO de um fatO 1r.1Ì. ,1rr. Ír,l;l ! lìrìRlr'1t ser um fato científico teve de inverrt.r r' r lllr ll:tlllfll (l() peÌ]sâtnento do homem, apesar dc a l',l.rr,.ì,, (l:i li'rr';r crrr (orno do Sol ter sido estudada por meio r l,f; 'rl|.í,rvlìç(ir.lj rlir r()llÌçãO dO SOI em torno da Terta. l)isl)orìì()s .igola do necessário para resolver o problerrr;r r' Po<lernos nos clirìgir dìretamente parâ nosso objetivo. ,/S. ,r lr,,r,' cìc clualquer conceito científico ê constituída pelos a l:rl,'s (.. l)('t \Ìr:l vez, íl dos frtos cierìtificos está nos con((.i- \ J t,,', tlcprct'n(l('-sc incvillvelnrcnle qLre, qÌlanto a seu objeto I rlr' ;ut;ilisr', u cliÍcrençr cntre as ciências gerâis e as empíricas i . rr' 1rrrrrrrrrIrrtt. (llriltìtiltliva c ntìo conceituâlr trâta-se de diíe/ rt( \ lÌr.llr:i I rr;irr clt,rliÍì'rcntes natrtrezas de um fenômeno\ i .r( /r\', t, rr' l.!1 !lí rìrs t)iì() ri{' ()cupalÌl cÌc objetos reais, mas ciç Ì ' '1,.".i,.,,, . rr,r. r...rrrrl,rrrr.rs 1rl:rrrt:ts t.os.anintajs, nrls a vidrl . rr,,1,11 111,,,.t,','.,,, rrr, r'ir, rs ( i( nl'tr(.osl Mls a vicla também j ;. lr,rrrli,i r.,,tl!l.i,lr. r. r.ri:r.:; r.rrrì(.<:itOs têm protótipos na fea-/ li,!r'l' ì i t!rl|, i,i.ì lì, ti{ llll|r(.s tôrìt t:omo objeto fatos reais ^'. ,,ì.r! '.lrt;ilt, l;r i.ir'tiv,t ||ji() ('rilu(l:ltÌì a vida em geIal, mas
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l.r:, 1,lrl,. \r'r ,ll( ;r nilt!rreza dos objetivos da discipiina rrtt rl:t tì:lrti. ìtl:rr sçil na verdacle a nestnâ, pode ser que 11t't'rtl sa) iìs (iistir.ì,llÌ lì pr()poÍçâo cla reiâçâo entre o conceito e o f:rio c rlrrc r tlifclt.nçir clc plitrcípio que permìte incluir uma cÌelas na lógica e r ()utra rìa l'iiiica estcja na direçâo, no objetivo, n() pont() dc vistrÌ cic aml>ls as anáJises, no distinto papcl, podr'Í-se-ra drzer. quc cleserlpenhatl os mesn-Ìos elenentos

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r.|ill|lrirì ir.,tl.,,lI Pllrrrtlrs ( rrÌìil'ì11ìis. MaS também âS i,l.irl,i.ì r ,r': ' lli!r;rl,i, rr virì(t|iríl ( .,ligle, c incluSive es/e :;.ì',, li,.. ,,ì/,,tit{rí. l.i 5lr) ( r,h( (.il(,s) O fato e o conceito , : i :: | | ì .. i i ì, r rlÌl{,li ì ( l(. ( (,rtiìti ClisCil>lìnaS, Íì-Ìas Só em grall 'iii,,ri,rtr,. {.tìr ltr,,l).r!.ìt, rlilt.r'cntc. l)or conseguinte, a física gr'r,rl rr,ìrr ilrtx.r rlc sr.r rrrrrr <lisciplina física e nào se transIr,rill,r r'irì I,;ut(.(l;r lírgir:a 1;clo fato de que se ocupe dos ',rtlr. il'r:, li:,it Òs rìlltiri l)stl.rtos; âté mesmo neles se recorrlr, , r., ir,i lirrr tllrs t-ontas, um determinado fragmento da
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enì .ìrnbos os casos.'Nìo potleríamos dizer que tanto o corlceito quanto o fato particil)am cÌa formaÇâo clo oirjeto clc: uma <'tu de outrâ ciência, ,ìas num caso - no da ciôttctlt empíricâ - fecorten]os aos conceitos para conhece| os latcts e no segundo - nâ ciência gerât- utilLZJnÌos os fatos plra conlìec(r os proprios (onccilus?'No nlirnciro cJSo. u (otìc(ito nâo é Lrn'ì objeto, Lrln fim, um objetivo cle conlìecimentc). /Os conceitos sâo irìstrllmentos cLa ciôncia, meios, proceclii l]ìentos auxiliares, nìâs Õ fim desta, seu obleto, sâo os fìt<.rsr' corno resultado do conhecimento aulÌìenta o número de fatos que conhecen-Ìos e nâo o cle conceitos; estes, elr contÌapartida, con-ro todos os instrurrteÍÌtos de trabalho, se desgastanÌ c()m o uso, se deterioram. necessitáÌm ser revisados e, com freqtiência, substúuídos) No segur.lo caso, pelo contúrio, estudan.ros os próprios conceitos corno tal, sua relâÇìo con os fatos é apenas um meio, um procc'climento, uln nÌé(odo, a comprovação de suâ utilidade, Corno resultaclo clìss<r nâo conhecemçs novos fatos. t-nas adquirimos ou novc)s c()rìceitos ou novos cotìl-Ìecinìentos sobre os conceitos. Porqrre se pode ollrar duas vezes umâ Élota de água com unt tnicrosccipio e serâo dois processos totâlmente distintos, apesar de a gota e o iÌìicroscópio serem .'s nlesnÌos, na prinreira vez. por meio do micr()sc(ipio estuclamos a composiçào da gotâ cie água; na segtinda, rÌìcdiante () exame da gota de água, conr,prov,Ì1].ìos â própl ix valida<le do micÍoscópk), nâo é assim? Mas a tlil'ir:ultlrLdt' rlo Jrroblema consiste precisanÌente erì que ist() n:ìo t'ussirn. í-l r.i'rdlcle que, na gi-e-11911 parliçq lar, tLÌilizlrnros ()s (()n( ailos r'r,rno ilìllrutÌ]cntos para conhe-ccl os 1:ilos. J!1;ìs, ir lll, (li(l:l .lì,, ,r\ UtiÌi/'.rÌrì()s. (ìs corÌlpIOVanÌos, ()s {'slu(l;uìr(':', r,\ .l,rtìrilì;l!ììr't::, os trrttrliltic:tttt<ls. eiiuti nan-ìori ()ri r'<rrrr'r'it{}:, irIitr'is , r'íiìrì].!r Òillrf)s rrrvOs. Já ntr

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irrrcilo (.slrigio de elaboração científica do material empíri , r,, ,, r'nÌlÌr(.,{() cle conceitos implicâ umâ crítica aos próprios (,)r!( (.Jr{'ji rolr rr pct-spectiva dos fatos e permite que aÌguns , ,,Jì, {.ll I sr.j;rfir t rIrnpa|aclos com outros e que alguns sejam rrrrrltlir;rrlrr:,\t.)rr( sì!v.11Ìt de exemplo os dois fatos científi',,i, {Ìü1. ;lr trl},llÌÌ()S (le lÌlencionAr, que não pettencem em ;rltllrrlrr .ì Í irltì( ìiì gr'r':rlr a rotação da Terra em tolno do SoÌ r. n ! 1,.,iÌì ,l.tt l{) ìlili;ts. Qllanto trabalho crítico sobre nossas Itr li.ir.1!'ìi r i', lJ(rrliüÌl(), (luântos conceitos relacionados com ' 1,1i, ,1rr,r1rl,r:r ,rrrl-ìljscs (iiret.Ìs dos conceitos (visâo - nãofiì,trr, nl rillr{.rÌÌO lrltarcnte), quânta criação de novos conr r.tri',j, ,lrr.trìt:t:j r,(}uc:xôcs novas entre os conceitos, quantos r11,,,.. !lr. { ('rrr r.iti, r.lc visâo, de luz, de movimento etc. foram t|' { (:ì!Íti()rr jrrrr';r cstal>elecer esses fatosl Finalmente, será ,ìrrr' ,r lrr r'r Ì r:.: scleçào dos fatos que queretnos conhecer não 1)( r)r'Í( r,rìÌ iurìçao de una análise conceitual e nâo só cle i:ll()s'l l)()r(Ìuc se os conceitos, na qualidade cle instrumentos, ( stivcsselìì destinados de antemão a determinados fatos da ('xl)(iliência, todzì a ciência seria dispensáve1: milhares de fìrrrcionti|ios legistrirclor-es ou estadistas contadores ter-sei,rrrr rlc'<ìicrrclo l clistribuìr todo o Univelso em ficiras, co|.rn,r:,, :,r'!{ )( :ì, ( ) ( (),t('cito cientííico se distingue do registro no ,rt,,,l,r ,. ,r , rllrrr rlo con<.citct ncr:cssírrio, ou seia, na análise do lirl!, Ì it.l r r I r ' r r I |o0c t'ilo. I',,l.r l,.rl:rvt.ì i. ulnir l('()til; a denominaçâo do objetivo . 1, ' ',ll. t'it!, ,1rrt ;r .1,'sc,a1tliclt. É verdade que com a ajuda 'l,r', l',il-rvr.r:. ,llti.rÌ.1Ììos ìrì1e'l)tcl:Ìr os objetivos. Mas é que ' ,r,i:i ,Ì' I ! r , I I ì i i r,l ! ,l r ' , (;t(l;l Ìlt ilizxçiìo cìa palavra, desse eni;rt,t,r,l.t , irìu, i,t, (r)tìrìlitUì tììlt crítica da palavra, urn des !:r'ìr, ;l' ,1r.r ilÌ,tH.rìì, urllil;ltììl)litÇlìo de seu significado. Os lrrr;:rrt',t,r,, r i I ì ì t t I t | I I ì I ì ì < í)nr tOcìa clareza como as palavras r,rr 1,ltÌ ì r ìtt , i l:,, r; ( it9() c()lìLf:irio, a língllâ não se renovaLia lllìir.r. ;l', l,,il.lvllr Ììii() tlt()rrctiant, nãO nascefiâm, não enve lt', , , r r.,rir I rrt.llorL.rrtr',lll.liqrrcl descoberta na cienci,r. qurlquer ó..Ào lìr,ir() l);rr;r ll('Ììtc nâ ciencìa eÀpíiiõã, é se-pt. t, rrlr\, .r,r jrr,, (lí,.riric,r .lo conceiro\ L P. làvlov "" dercob,li,, rr IiÌl() nos rcflexos condiclonados; mas selá que nâo criou
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.l,r',r r' rr,'r,(. rl{ r,ll,r'):l um rnovin)ento aprenJiJo. result:r,1,, rlr, ,rrl, sllrrrn( ntr,í N.io l)odiJ ser cìe ourra fonnn,/se ,. ciênci;r sr-r clcscolrrisse fatos, sern ampliar com isso os linites clos cori<:citos, nada clescobriria de novo; pernlanecerìiì e star-ìcadiì, se limitar ia a encÕÌltrar a câdâ vez novos exempllrc'.lus rnc\rnoì !Lrncei o.*a.ì., nouo gr jo Je ttrn .rt , t.,
é nma ampliação do conceito. Tocla nova relaçâo descobert,, entre dois fatos exige imecliatâmente a crítica dos clois ct>n'

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ceitos correspondentes e o estâbeìecinento cle novas rcla Ções entre eles. O rg[igg4g! çlqc.qo..q4 clo- e_-r .le;.obert.t de juda de um veliro .on.eilo.i5L,Ìrb^rìus un, -(ue rìovo f.Lto.om .r r a satisfaçào psíqnica surge diretamente do reflexo. me thor dizendo, que é o próprio reflexo, lnas que atlÌa eÌr-l outras condiçòes. NIas. -ao rnesrno..tenpg--é,a-cÌgrç_a]2e4qa-íÌe um no-vo_.ggl,c-e1!!" ç:9_1a3 ajr{cla de rlÌn _â-ìr-!i gQ -lalo: co1.Ì.ì a a1-úcla do fato conhecido de toclos dé q!Ìe "fico con.r água na boca'âo ver a comida", obtivemos um conceito totalmente novo do refiexo. Nossa iciéia dele.se rno.lificou cliametlalmentej ântes. o reflexo era sinônimo de um fato pré-psíqr,rico, inconsciente, invariáveÌ. AgoÍa rÌos reflexos se aglupa lo(liÌ a l'.iqrìe, o teÌìcxu d.'iton-ttotr .i( r'(ì rìr('!Jn,JrnLr r-l,rr' f-1exível etc. Como jsLo telia siclo possível se PávlÕv tivcss(l estriciado soÍìente o fato cla sâÌivaçâo e nâo o cor.Ìccit() (l(' reflexo? Em essência é ir mesma coisa, nìas expÍesso cie c[Ì;ìs formas dìstintas, j:Ì qrÌe eÌn toda descobertzr científica O conÌ-recìmer-ito cìo fato é, n;l mesma n-rédia, o conheciilento do conceìto. A anáÌise cientÍfic:i cios fatos se diferencia pre cisamente do legÌstr-o cLes nresmos porque implica a acLriÌlLl laçào cle co!ìccÌt()s. irìrplicr â inter-relaçâo de conceitos e fatos, rcssaltlncÌo cts plirrcìr'r:s. J lÌ- r"rlrrr, r_,rt-...1-rr,r .iirt t:rs. Ilr r, i , rL"r rsì,qrç !!!L\( Ln l,ì rlos,,..,rrrI tr.-rrr'-r,.r, 'r,rrg,r:.ì , strr-J;r. -Bolg]lsllr () e na tggiti-.q t-ii:..1.t.t!!!-!:rl.ì.,-1.!i--!-]-i-rl.:Ì,:*j11-!.!u:fu.!-nâo Le]:L que lhes,íorrtçt r',_, r,rll.!,f i!,!t,:-lll.!'!r_lfLi!1..--(e- 4-nt ernâ o, Como se
:. N,l , rlììi 1i.1., rrrr',, lijjrÌ',, l Jì.,1.rvrr ''r:tli!,j,' rrrlr*r lc!'lr (trâd. Ìit :r.rlLr,r ,.ri'I { Í:ì li ;
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TÊoRIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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l)()(lcriâ entào admitir que o trabalho de criaçâo de cÕnceil()s ca(la vez mais abstratoó se produza de forma totalmente irr|onsciente? Como é possível a existência de teorias, de ll ir, lril)a)tcses alternâtivas sem a crítica de conceitos? Como r,(. l){'{l( ('rial cm geral uma teoria ou iançar Llmâ hipóiese, .rr :,r'irr, rrlgo que ultrapasse os limites dos fatos, sem trâbalìr.r r , lrn ()ri ( ()nceitos? I',,(l( riiì erìlaio âcontecer que nas ciências pârticulares a ,rrÌ;rIr:,1 tI(rrì r:onccìtos se façâ superficialmente, jLÌntÕ com iiuli,ì:, (1)is.rs, à medida q!Ìe se vaì estudando os fatos, e que ,r r ir'rrr i;r gcrâl cstude exclusivamente conceitos? Isto taml,i rrr s|Liri crrôÍìco. Vimos qLÌe os conceitos abstratos com (lr(.{)l)( rrÌ â ciência geraÌ encerram um núcleo real. Coloca,i( (:rìlJ() x segÌrinte pergunta: o que a ciência faz com esse lllrclco: [)rcsiincle deie, esquece-o, se oculta por trás da ircxlrrrgnável fortaleza da abstração, como as matérias pLt riÌs, e nâo recoLre a esse núcleo nem no processo de análise, nen-ì elìr setÌ resultado. como se o núrcleo real não existisse crìÌ 1Ìbsoluto? Basta estudar o tipo de anáiise que se utiliza nrr ciôrrr:irr geral e ser-r resultado final para ver que nâo é rìssìrÌÌ. S('raì (lLì(ì ()s c()nceitos sâo analisados atrâvés de pura rlr,rlrrç,to, rlrr <k.scobcrta cle relaçôes lógicas entre eles e não ,rtr,l\'1.r (l('ltlììlr rì()viÌ incltrç:r_o, de uma nova análise, do estâl., ltr irirlnìo ,ll rrov:rs lcìrtçc-rcs, effr slÌma, através do trabaìIr,, ,.r,I'r,' ,' , r,rrIcriIIo lcul desses conceitos? Porque não ,1. .'.IIt,r,I!r,Iìrr':, lr{ rss() l)ctìsânìento a pafiir de premissas pal ' liti!t !,rrìt{r 1lrì !tìittr'!ìlitica, mâs induzimos, criamos novas ,ii,alr,l. ,.,, 'i L rr:;:;irrr tqttr: attra a biologia €leral e a física geral. i'I; rrtril,iì,! , ir'r1t i;r l{('riìl prxle agir de olltÍo modo, visto q!te ., l,,rrrirrl,r ll,Hi(;r ".1 (1 /t" a substitllída por definições, isto é, ì!r !r .1 '. /i ri ,rir :ì rÌrirs$a, o movimento, o corpoJ o organisrf,' li ! i,rir(, r,.srrìtrrdo cla análise rea|iz da pela ciência gelal ,rì,',,1ìt'.iÌì,)s, conro ó lógico, novas fórmulas cle inter rela,.,t. rl| rt}rr(]t'il()s, ll1?Ìs novos fatos: conhecemos por exem 1,1,r,r e.vr.rluçiìo, ou a herança, ou a inércia. Como conhecelros {, ( ()nccito de evoluçâo? Que caminho seguimos para ;rlr';rnç-h-lo? Cornpar-ando fatos tais como os dados que provólìì cl2l anatomiâ comparada, da fisiologia, da botânica e da

zl,l,,;.ii,r, ,lr t rirìrrioìo)ìi;r e da íototecnia, cla zootecnia etc. )U (,j.r, rlt,jrrìl()r rìrr n]csnìâ Ínâneila que nas ciências partit rrlrrrl's, çt.rrn llll('s in(lividuais; e baseando-nos no novo t slrrckr cLr' Í;rt()s ()Íi,lìoados en disLintas ciôncias estabelecenì()s ()Lìtr{)s n()v()s. l)urante lodo o processo de ar-ráÌise e
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col-ro rr:srrltaclo clelc, operamos com fatos. Por c()nseguintc, :ìs diferençâs existentes quanto a obje-

tivos, clireção e foflìraçâo dos conceitos e ós fatos entre âs ciências gerais e as particulares voÌtant a ser somente diie renças quantitativas. diferenças de grau e não cle nalurezll. Diferenças que nâo sâo absolutas nem de principios. Pâssemos finaimente à definiçâo positi\,â do qLIe é a ciência gelal. Poderiâ palecer que, se as difelenÇas entre ciências gerais e particularcs, no que se refere a seu objeto c
lormas de análise, são apenas relativas e nào absolntas, quan-

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titativas e nâo de princípio, careceriamos de funclanrentos para delimitar as ciências de urn ponto de vista teórico. Poderi:r parecel que nâo existe un.ìa ciência gelal, só ciêncÌas paÌticlrlâres. Mas, é cÌâro, isto nâo é cor.eto. A quantidacle nesse caso se transforrna em qualidade e estabelece a origem cle umâ ciência qualitativa clistirìtâ, mas não a exclr"ri da família clas ciêncìas em quesiâo nem a transfere pâra a ìóÉÌica. Qye a basg de quafquer coqceito cientifìco esteja flndamen' tada nuln fato nâo significa que em todo conceito científico O íãto esteja representado do mesmo moc1o. No conceit() Írllq mático de infÌnito, a realidade se nos apresenta de unr rìroclo totaÌmente diferenle cìe cortto apaÍece no conceito do re'flcxo concÌicionado. Nos conceitos cÌe ordern supefior corn (ÌLrc opera a ciência geral, a realiclade apaÍece representada cl< r.rm n]oclo clistinto de corÌlo r representa a ciência empíricâ. E esse proceclirnent(), esse tilr(), essa forna de apresentaçâo cLl realidadc Pcliìs (lilìrrcrì1cs ciôncias é o que cletermina:,i estrulura clas cìisc iplln;rs. NlíÌs cssil clilc'r'rrr\'rr r{),lro11(.) Je a1;rescntar a reaÌidade, otr scjlr. rlr' { slIlìlrllirf t)i t(ll]r'rlÌ,15, Ì;!ìilx)Ìlca) cleve ser'intel pret (liÌ ((ìllr1);rl':,rlutr i-lì!lt| x aiarr{riil erupír'ir::r c a geral cxislcnj rìÌLtjl,)j. t1r';rr[, rlr'Ìr;lìirìf:ìi)] llí-:u1 r,llÌ1;l sr.r c iinr'il cligna clesfc n()rÌìí,,lrr I | r ,, rr'. r I r ' r', 1.'r'r1.' '.,r'lirrtìtirr ti rirrrPk's;rcu1

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TËoRIA E MÉToDo EM PStcoLoGIA

0 5r(ìNtFrcADo HlsïÓRtco DA cBlsE DA pstcoloctA r!Ì(

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tìÌììliìCaìo de conceitos, tenderá antes a transformâr todo con( it() ('nì regruÌ, as regrâs em leis, as leis em teoÍias" (1922, p.

nl(,! llì,rl()s. l)rr{l( Í.rnì fallricar alg;umas cojsâs muito fáct'is,;tinrlrt (Irr( IiII)()Ii{):ìlÌ e imperfeitamente, feito o que

I À nrcdiclr que se acumuia saber científico dentro da próI'r.r ( iaì i iiì, claboram-se sem cessar conceitos, métodos e r{ r ìr irri. ( )u scjír, a trânsiÇão de um pólo ao outfo - do fato ao r , ìtìr ,.rr(ì r;rrt sc procluz, faz com que desapareça o abìsmo
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ì,,;rrr,'., r :ll )isrìÌ() intlansponível entre a ciênciâ geraï e a parl, rl,ìr l:iiì( t)Í()(csso é o qr"re c1á oligem à independência rr'.rl , ,t rrr'r't'ssi<ladc cla ciência geral. Assim cono a própria ,lrr, i1'1111,1 l):uti(ular realiza em seu interior todo esse traba ìlr,, ,l, r'l;rlrrrr';rl os fàtos, convefiendo-os em leis e estas, atravr",,l.r:, lcorirrs, cm hipóteses, a ciência geral leva a cabo ''i1' rÌr('srÌ() rirl)iìllìo para uma série de ciências particulâres. r.r,grrrrrtlo urÌì pÌ()cedimento idêntico e com os mesmos fins. lissç r'iì(ìiocirìio é absolutamente anáiogo âo que segue slrinoza quarrio faÌa do método. Recorrendo a uma compaÍaçrìo clo âmbito industrial, o processo metodoló8jco, equivaleliir, 1.ror sr.ia natureztÌ, :ì elaboraçâo de neios de proch:ção. Ì\.l:ì s nlr in(lústria a elaboraçâo de meios de produção nào ( ()nslilui urìì l)r()cess() ir-ricial especial, mas uma pane do pro,,.rr,,r ;1r'r;rl rlt, plotlrrçlìo c depcnde clos n-resmos processos e III r I I I ì ' . r Ì . :, rlr. p|()< lr r1lìo (ìLlc () festo da produçâo''l'.rí,r r',,,', rlcv(. sr' 1rIinrci[amcnte considerar - argu",, rìr ' I'rr".,.r ,lrì, rì:r', Ir,rvctrr :tr;Lti urni invesligaÇào sem liiir ,r ',.r1,,'r |.rr,r rl.r,r ('IrIir'<1rrrrI o rrrelhor método de investt:!.r r \r-irLì'Ir.||.ìtt r'llí'(('ssai!ir) ()Lrlr'() método pâra investii!:!ì 'lrìrl " rlilir([,,]| lnv('slil.Ìrr rt veldade; e para qlle se 1r!rt ;Ìll,!ll': r'r,,i' ',,';lrtrrrl(J rìÌi'l()(l(), rìÌ() é necessário um ter ,, rì,. . .t\,:lllr ,1.! ltìllIllt" l)('t (.ssc t)l(Xl() nunca Se Chegaria r,, ,,,rrlrr., trrr, rrt,r rl,r vr'ttlrrrlr', ()tl, :ìÍìtcs, a conhecimento rlr:iillr I Ì rìr'1ltrr, i. rliIi;t rlos irìslnimCntOS mâteriaiS, SOble ,,.,tirrt.i i:r. r r I i I I r r . r I r r r rk' igrral fbrn.ra, poiS pârâ forjar o i, !l,, l,r', i',.rr ',,. i,r (l(. ur)ì rììírrleÌo e, para se ter mârtelo, é l,ri, i.ì', 1.rÍr, 1,,, rlrr;r O (luc sc necessitâ de outt'o martelo e ,1,. ,,rr ,r., l :-lrllnr(,íìlos, os quâis tâmbém sllpõem outros r ' I | ( , . ('iìssint lìo infinito; e desse modo em vâo tenr ì ì r r|| t,r i,r ,rllili,'ìl l)r()v?ìr' qì-le homem nenhum tem poder de forI,ri , ) Í(,f r{}. M.rs c()nro os homens no começo, com instru-

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plrl circgar a fazer tantas coisas e tào difíceis corÌì pouco trabalho, tiloìbén] o intelecto, por sua força nâtiva, faz parzr sì instruÍìÌentos intelectuais e por meio clclcs adquire outras forças para outras obras intelectuais, graças às quais fìbrica outros instrlrmenÍos ou poder de continuar investigândo e âssim prosseguinclo gradativamente até âtirìgir o cume da sabedoria" (191/+, pp.81-4). Inclusive a corrente metodológica cujo repÍesent,ìnre é Binswanger não pode cleixar tJe reconhecer (lue a produçào dc instrumentos e a cÍiaÇão nào são clois processos indepenclentes na ciência, nas duas flcetas de um mesmo processo, que caminham de mãos ciadas. Segtrindo tl. Rickert, Bìnswanger define todâ â ciênciâ como a elarboraçâo de trm ma, terial. E por isso se coloca dois problenras em relaçâo a cada ciência: o problema do material e o de sua elaboraçâo. r,No entanto, nâo é possíve1 esrabelecer Ll l.ì1a distinção tax,.ltiva entre o material de uma ciência e sua elaboração, po)'que o próprio conceito de objeto de qualquer ciência ernJ>ír.ica itr.iplica urn alto grau cìe elab()raçào. Binss,'ânger estabelecc nma cìiferença entre o rnaterial bftlto, o objeto real e o oìrjc, to científico; este último é c|iado pela ciência por mcio clc conceitos procedentes do objeto reaÌ (Ilinswanger,7922, pp. 7-8). Se formulamos um terceiro círculo de problelìla.s sobre a relação entrc o rnateriaÌ e a elaboraçâo, isto ó, entre o objeto e o método da ciência -, tambóm neste caso â dis, crÌssâÕ pocle girar sonlente enl torno de o que é que define Õ quer o métoclo definc () objeto ou ô inverso. AÌguns, como K. Stunrpf, srrpt-rcm <ìrrt: a irnic a clifere nça entte os métodos decone da clilì'lcnç;r crìtrc os olljcios. C)!Ìtlos, cotno lìickert, opinarÌì quc (listitìt()s (,1)id.t()s, tânt!.) fisicos qu:rnto psíquicos, exigerÌì o rrrcsnro nrctotio I iltitìcn, p1:. 2l-2). Mas, como poclefros vcr, l;lrìÌl)()Ìr( í) rì(llrj (':{i!lfl'Ìì lìrnr.lltnctttos qUc pern-ìitam (lclirÌìil:lÍ ( rì1r.. ;r 1 i,:rÌ! i.r gcl:il t'tì PtÌrli( ttl'lt.
trurÌÌe rìtori.

rìlis difíceis, com menos trabalho e nrrtìs pcrlr..içro. l)itssiutdo assim gradativamente das obras nrais sirnplts u()s i'Ìstlrrr'Ììelìtes e destes a outlas obras e inslrrlrIic rrÍrrür r)utril-.ì ( ()isils

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TEOBIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
O SIGNTíJICÀÚO HISTÓBICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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A iuìica colsa_q!_elUdqi;so de.moa5tla é quq.f -!mpgqqír l ' lr'Íirrir tìc lbrrnr absoÌuta o conceiro de cièncie geral, ' 'ó . ,l', r,1, ' lrrzi-lo enr relaçâo à cien(ia parri(ular. Njo se diferi'rrr ì;r rlt.strr iìl1irÌìíÌ nem pelo objeto, nem pelo método, nem 1ri l,r llrr, rrlru Jrcl<t resultado de suas análises. Em relaçâo â tr,!i.r rllì I ri.r'ie. tl<.. ciências particulares, que estudam sob o ili.!,:rt|,ì lì,rlil(, rlc vista âmbitoS contíguos da realidade, a r lf-trr 1,1 gr.1;11 Ic;rlizu o mesno trabalho, empregando o tìi,-:rrrl,' I I r (.(lillt(.rìl() c com o mesmo fim que cada uma das '( ì ilirí i,ri, Vjmos que nenhuma ciência se limita ìÍlrìl,l( r|ìr.lil( lì :rIurÌltrLar material, mas o submete â um tla'rirtllnìl;rrt's. t,rür',ìtir rrrrrIIiíìrIrn<.- c multigradual, que permite agrupar e *''rrf r .'Ìi:,;rr t:ssr' tìì;ìterial criando teorias e hipóteses, que rrJr(l.rrì r ìr){rr i}rctâr com maior amplidão a reaÌidade e qrre ,r rlurilr;trìì .r)rÌ] latos pârticulares isoÌados. A ciência gel-A1 , r ' jrrilu.l .:, LrÍ( lt dx5 cjèncias pdrricllìares. euando o mate rìlrl ulcrnçorr o grau máximo de generalização possível na ciÒrrcia particular em questão, a úritima generalizaçâo só poclc o< or-r-cr I'ora de seus limites, mediante comparâçÒes ( ',rÌr ìÌr)ìrÌ srrrì'. (lr. cian, iJs próxima. É isto qL," I ciônci.t gr'r':rl Í;rz. Su;l ii,ìicit rlilcrença em relação às ciências particr.rl.rr, r. r'orr,.ri:rIr.r'rrr lr.:rlizar o trabalho sobre a base do r-ealiza,1, , lt, ', rtrÌ,;r r,i'r ic rìr, < íi:nciiÌs. Se efetuasse esse mesmo tralr,rllr', ,,,ìlll{.l]tr, r'rÌt Ìr.lil(.iì() lr urne ciência nunca tefia se t |'r ri,rI.r rrI,rr Ir i r|lrrrr;r rìisr.i1tìina rndcpendente e teria conti r!r.Ìrlì, r i,Itì! l', l(, !l(:ìsit ll1(]strìí ciêncizÌ. por isso pode se rir itülr ,r i jtliri i.l Hr,rirl ( ()lj(r il ciôncia que recebe_o material .li ilr! r .ii.rlr, '1..,1í,rìrl;ìs l)illÌìí'Ìllitrcs e levã a cabo uma eÌal,r,r.r,,,'rl, | , . | | | , / r \ ì r r |)r )\I( ri{,I d,) m(smo. irrrpOssjveì
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lirtrlrrrr': a il rìl!'rll];l (lLrc a rxìstente entre estas e os fatos da f('iìlirlirllc 1l1r(' ( sÌudrlr. A biologia fecebe trraterial proce clr:ritc clr' (lislilìtjÌs ciôrÌciâs e o elâbori,Ì assim como o faz c()rìÌ () sr:Ìr c;ula ciclnr-ìlr paIticuÌar. A única diferença consis
tc cÍÌì quc a Ìriokrgia cemeça aÌi onde terminã â embriologia, ;r zoologia, a aÍlatorÌlia erc. A biologia reúne um ]âterial tonado cÌe diferentes ciênciâs. assim como câda LÌnla cless:ìs ( iíncjJS reìrne djsrinto> ma'uriJir. Esse ponto de vista explica tanto a estrlÌtura lógica cla ciência geral qlraÍìto slÌa estrutLlra reai e seu papel hìstóricc). Se âceitârmos a Õpiniâo opostâ de qLÌe a ciência gcral ó parte da lógica, seria inexplicável, et.lr prirneiro lugar, por que preclsâmente as discipljnas muito desenvolvidas sâo as q!Ìe conseguiÍzÌm criar e eÌaboraf até os menorcs detaÌhes selrs métodos, seus conceitos básicos e suas tecrrìas, âs qlle dâo Ìuga| a ciências gerais. Deveriam ser as disciplinas novas e jovensJ âs que começâm. que nrais necessitariam adolar os conceitos e os métoclos cie olitras ciências. EüÌ segundo lugar, por que é um gmpo de disciplinas próxinas qLìe sç inleBrr nr \iologi.. ger.rl e rrlo -e con.ritui err , rin, ia geral cada trn.ra das ciências - a botâÌìica, à zoologi2\,.t Jntr(,pulogj,r - s(r'tr',,1,1m( nici E porq'..'nro.( I'..|e J.-li nir uma lógicâ cla zoologia orÌ da botânica, separaclzÌüìcntei assim como existe uma lógica cia álgeb|a'l De fato, tals clisciplinas isoladas podem existìr e existem, mas nenì por isso sc tlansfornlân enl ciêncìas gerais, assim con1o a mctocl()logiít cla botânicâ nào se converte em biologia. L._ârnqfg:{'lgC,!.prrte, da mesma forrna clue toda sLÌ.Ì corrente, dc uma concepÇão ìdeâ1ìsta do saber cienrífico, ou seja, de premissas i(lcallsras-de iâiâeì: gnòSèblógicÒ e c1e urna concepçiìo lógico-lbtnral drs ciências. Para ele, os con ceitos e stio scp;ll:rtic.rs dos r:l; jetos reais poÍ um abismo ìntlanspor-riv<'1. () s;ìÌ)r'r tcrìì sÌ-ìls leis, sua naÌLÌrez:Ì e seLÌ apriorisrì1(). (lonclrrz lr ur-Ìì;ì Íer,rìitltdcÌ conhecida. Por isso, para 13J nsrvtr rrtlcr', i' i ur 1-ritssívcl cslL.tcìrr csses apriorismos, essas lcis, csslr lotrlrll.rnrcrrtos isoltrilr;s, ìnr1epenclentemente clo qrir' s( ( ()rrlì{ r t. i ()iÌi ( li li SL-g!lì(i(i tle, é l)()ssíveì âplicar iÌ (ritì( rr ,l:t r',rr.i,, ! i..rlil!i.:! r.rlt lrìoJl:li;i, llsic()jogit, [ísi-

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iIlio;r r.nr scplrracìo. Ì1iir i,r,rrì, ,i tr.lrillrr ('rìtr(.iì cicln(i;ì geral e a ciência parti{ ril.ri .' ,r |llr.']r1tì! (lll{.;r (.xistcnle entre a teoria dessa ciência i,,il!i. rìi,1t . tuìllr lii:r'ir' (lc lcis pârticlllares sLÌas. Ou seìa, ,i,Ìl,l :!.il!.irrir;r tlilì.tr.nq.;r cm fLìnção do grau de cla ne1 r.,,1.,, l,.nr,rr'tr.rrrrs .r r.str.ir-lrr.
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r'o1ltinuar Õ trabalho dg:..ç_!çlçtnq..p" r;rrr-lc cstiìs últin'Ìâs çâo entre a ciência g.r;rl (. írs tcorias, Ìeis, hipóteses e métodos das ciências par. {',;11{l;r(l{.. r.Ìr.'
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PSICOLOGIA 247

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lìirìsl,r,ilìÍ.]cÍ está disposto a admitir que os métodos de ,,rrlrcr irrrt rrto (lcterlì1inam a reaJidade, :lssim como par:t LrÌrr .r r.r/,r(' rlit;rvl ìcis p;tra a Íì!ìtureza. Parl ele, as relaçÒcs ' rtr, r' , r, rr, i;rr rrro cst.ìo cleterminadas por seu clcsenvolI r,. rrì ' l.r'.t, r( o nt,rrr Pclas exigências da experìência cien'r t1ìr, , (1',1'i,, l',,lrrr. r'xigôncias cl'a pr'ópria realidacle c1r-re se .,,i11r,,, .rrr,ì!(.:, rltr ciincia), nras pela estrntura lógico-fot-

r{r( rr rt.rÌìrLt,ìt L-.-) psnsiiÍìenlo eIn nÌatelììaÌti rlrrr' l.rl.r:, :r: lr'rs rìlllliéÍicas depencìern do sisletra lrlol,rrl,r r' ( |r( {)rrI|;||rr ',!r (()tldicioniìcLâs por eìc Assinì, nos sistt rrrrr Llt'1'.rrl r l, 'rs c rlt lrrtse Lr'és, clois pol clrlis nào Ó igtr:t1 ir (1r,.ìlrr). rììiìs.r (( l]ì,)ìl rÌ ()ÌÌze (-ibitlent. p 57'i) Poclenlos (liìr rìÌ:ris Ìllìl Iì;rss() c !lircr (ÌLrc os pressupo'stos subjetivr.)s cle
rr..P,,rr'1, ll, ì.r ,

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rr,,r',r crlìrrJut. nos indica que a Ícaìidade deternÌina nossa r ir,ncia, rluc ;r realiclade deterntina o objeto cla ciêncja e :,r'Lr rì]rrlotlo, e (lue é t()talmcnÌ(] iÌÌlpossívcl estuclat os con, r'ilo:, tlr' <1rr;rì<1ucr. ciôncia prescindinclo das realiclacles r( lrr( \( Íìl:r(Ì.Ì\ I)í)f r'ss(s c()ÍÌccil()s li l'rrrir'lr :r,r.in;rlrr v;ili:rs vczcs ciue para a Ìógica clialétice .r rr, t,rrlll,,rli.r rl.r:. r iirr< ils ó o lcÍ'lexO Cla metoclologia da ', rlr,lr,l,. \ , , l r 1 , ' rìrrs (iôn(ias - cliz ele -, cacla umuì '1, ,1,, r' 'r,.rlr'..r rrrrr.r lorrrlr t slrr'r'iltl dc clevil ou uma série ,1, l,,r,r1r ,1. ,lr Iir (,ì(.1( |t(s ( (ltÌC sc lransfolmam nas ' ì'r, , ! lì,ìrr rrrt,,. .r , Lr:.:,ilir,t(:1,,,:ì ()rclcna('io ern SLla SuCeS

..r , ,,r1 ,.1)r.r() il;r t.iôncia geral. Basta adotarmos â pers, r1\.r l(.,rli5t;t rrlrjctivu - isto é, materialista cm ÉlnoseolOgia l'Í . rIr,rÌr.IrIIr { ,ì) Ì,JUi('.ì -- na análise teórica do conlìecimento , rlrrtrÍi,'o ljr,r.l (ì\lc ,l(lÌÌela teoria se tornc inviávcl. Esse
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, r lrl,, .,,Ír, .r lrlir; r'e,rrLrlcialíamos a essas ptcmissas lógico l,,rrrr.rr',, pirr,,r,r.rrli,gic:rs c jssÕ suporia a queda imediata

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err nosso 1Ììo(lo clc e\l)ressilr âs Ieis (la Ììat!Ìreza e cle. ltlilci()rìâr alifcrcntes corìccilosr clc\'enÌ ser lcvllclos enr cQntll ìlìil5
serììpre (Ì)rÌ.Ìo reflcxo da clialélic.i obictiva.
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r rrI,',Irrr.rr;ro scri:r

concellível sob olltra perspecti-,

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l)oI conseguintc,;ì ct'Ílìca gÍìoseológic'.l c iì ÌÓgicll lìrr' lìlal, corìlo flu-Ì(lxlllentos cla psicoÌo!Ìix gertì1. clevc s( (()lì trapoÍ a cliaÌética, qtlc "se (!)ncebc (Qlììo N cièlìci.1 (liìs Ìcis rn:Ìis gcreis cle t()clo clevir. I:to -'ìÌgllificil quc stlrÌs leis clc'r'ctll lcger l!t1lto o cle\,ìr cÌa llatrLrcziì e â lììstarria lì Ll lÌ-Ì2rn I qlÌlÌntQ o que sc dá no caul.ro al() Pensanìcnto" ( i bid en.. yt 562). Ìsto qucr dizer que a ciialatìcâ .la Psic()logia (é :issrui tlttc podenì()s denotninat clç Iorm,ì lltevc a psicologia geral,
conrla r cìefitiiç:iLO clc iJins\\'xnlacr dc "clitica cie psìcolrlgia') é a ciôrìcia clìs [or'])ìes u-Ìiris geitis cÌo clcvir lal colllo se rnanilcstaì no c()lìlPOÌlalÌleìlLQ e n.)s plocessÒs cle cotrhcci rlcnlo, iJto é, assitl colììo a clialéLicJ cla cìôlìci.ì nattt|al é, eo mesnÌo teüÌp{)i â clialéticrÌ de naturqza. 4 !]LíIlÉt=ica dl psicoÌogia é. por sÌla vez, :ì (tialéllaâ (1o l]omclìì coÌll() (]l) j! t() da psicologia. Engcls consÌclct:t inclltsive que a classil-iciLÇào pttlrttrlt ll te 1ógicrì clos jr:ízos {ìe Ilcgel se l):rseia nâo s(-) no pclls:rrììt rl to, n-ìxs taoÌbórlì nlÌs lcis da n31LìrezlÌ. Esse ê 1;lecisllltr- trit 'r traç() (ÌÌlc ele censider'!t (lisÌinii) (irÌ 1{)gica dialéticrÌ -( ) () qLÌe enì Ì{egel .ìl)itrecc Ç()111(l !Ì1ìÌ (lesi:nvolvilllcnlo cliÌ iÌ)lllliì cliscursivir cio jttízll (orll() liÌ1, resf()l-Ìclc :ìo clcsenvolVil'lìc1-Ìt.) cle Ìloss()s ca)ÍÌiì((ilìr.rìl()s lcóricos s()l)tc a ltâiureza clo clcvir erÌ-Ì gcttI, c()rìIì( ( illìr'lìI()ri (lL!rl (-Lcs(:iìlìsalll sol)re ulÌì11 l)e5Ü etrtpiri(;r. () rlrtl rlr'rttotlslt-lì, (()rÌl qfcil(). qlrc 1ts 1c'is. do-pens!ÌllltÌ11() ( lrs ll rs rìiri|lriris { ,iìnt iqlctli lìcCCrjslLIian]cntc (jlltle si lllrirrì(i() i:1,' , 'rrrlr''' r{llr' rÌL LìÌrì ÌÌrr)tlo ;Ì(efliìclo' (ibident pp. 5.19.rlll. l:r:..r: ll.rl,rr l,r', í,'IÌii II.I||ì il clÌil\'(i (1.t Psi(i(rl()gia gelal < orlo l1,rÌl! ,Ì.1 ,1r.tlr lr, t r':,r.iì 1t)ll'( rr ì ( tì ( ìaì tl r ilì cntrc
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.rl,,r,-, r' , Lrr.rrrr.rrtc. :L c,\jgênciÍr cle levar em con,lr.rÌr'trr,ì r)l)j( tivit cllr atureza nx hora de investi ,, r ,lr.,I. rr. .r'.rrì,1, r rv.r , r t.rl(1rr rlrrrl ciôncie, ou sc-jJ, o pen . rlr, rrt,, ,lr,rl,.trr {} Nil tl riì lrnentc, isso nâo significa cle moclo .rllirrrr rlrrr' Ít < lrr. rnos os ctlhos para.as concliçÒes subjetivas ,1, :,:,r' lrt rrs.rrrrtLlt(ì. O l)rí)prio Engels, que estabeleceu a corr,l,

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TEORIA Ê MÉTODO ÉM PSICOLOGIA

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O SIQNIFICADO HISTóRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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âo l)('rìsanìcnto e realidade qLÌe se dá na ciència constitlli e o critéÍio fundamental e inclusive rÌì('süì() tcmpo o obieto {) rrri lotlo r1a psicologia 8eral, isto é, seu princípio geral l
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A prlr', rlogirt gcrâl mantém com as disciplinas particì-Ìlal.,r ì ll('rrtÌr;ì tt'laçâo que a álSebrl com â aritmética Estâ I lllr.r J r'('rÌì (lUilnti(lâcles cleterminadas, concretas; aquela lrllriir l(ì(lus ils í()rÌÌ'Ìáts geÍais possíveis de relaçÕes entre as ( ll|ir rll i(lr(l('si por conseguinte, cada operação aritmética lrorlc rr'r consiclerada como um caso pârticulâr de fórmula ;rlgtrl,ricu. [)isto se depreende evidentemente que para cada tliscilrlinr Darticular e paÍa cada uma de suas leis não lhe é in(lilcrente qtle câso paÍticular de qual fórmula geral é O rlue clifcrencia a ciência geral e lhe atribuiu seu papel de l)r()tngor.ìistâ não efiìana do fato de que esteja acima das ciôrìcias, ou de que se baseie na Ìó8ica, isto é, nos últilnos Íì.ll'ì cla rììcntos do conhecimento científico, mas clo fato de <1rrt' <'stít por bitixo clas ciências particulaÍes, de que parte ,l.r\ Irr()l)r'i!rs (ia1tìciiìs e estas delegam à ciência geral suâ r,.rr!.1i) (l('vct<litcle, Â ciência geÍal surge, portanto, da situa!,Ì., l,rr'!,rlr'(('rìlt'(lrr(' (xtll)iì em relação às ciências particu liltr'ri r{'1ll ll' r,uit soltcLltttia, í' 5ua portadofa. se represeni i I I | ,i gtalk;rrrr|rtlI q'tt t lìrrnrlt cle un] círculo o sistema de r I i, 'i , Ít1111.1 11;11',r1,,n il (' llllllt(illÌì t()clâs as disciplinas psicológi| Ìr:i, :ì r lfrr'ln ,.4('rìl 'll;l () (('nlr() clt circunferência '.ì r |( 1tì lr, lltlh ll]()l;l (ltl('tctì1os vários centros distintos' r r!1rir tlr, ! íru rtJ {lli.('tll.isil() tlìtre clisciplinas especiais que ( ('tìtf(), tltt cla pretensâo de diferentes 1,q:u irrrrlr' r l,('r r) ,1,' i'r'r o ltrlttr'itrio explicativo centÍâl É evidente que i,h,t,i" rtll.;.rlr{rn(!(]ril.r il clils (listintâs circunferências; como cada ' l|'rì,:rÌ I ('llll() s('ri 1l() tÌÌcstÌÌo tenìpo um ponto perilérico da trrriI,.{rr ( lr!'lrrìl:e lôncia, obteremos, por conseguinte, várias r lr, rÌÍ( ra:rìciiÌs quc se coÍtam entÍe si Essa nova distribuiçiì() r.lc crda circunferência lepresentariâ Sraficâmente em ll()ris() cxerì.ìplo um setof particular de conhecimento dos
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(luiìis s(, ()( ulr:r il psicoloÍlia a paÍtir de seu próptio centro, ()u scjir, ( rì(lurrÌto cliscipiina geral. ÂqLrclc quc âdotar o ponto de vistâ dâ disciplìna gerâi ou, o (luc clir na rnesma, colocar os fatos das disciplinas gclais nÌo nunì pl!Ìno r1e igualdade, mas como materi.ll cicr-ÌLífico, e se per€ilÌntaÍ coÍno essas disciplinas abordan.ì os fatos da realidade, substituirá imediatamente o ponto (le vista da crítica pelo da análíse. A crítica se acl-Ìa r.Ìo n.ìesrlìo plâno qlre o criticado e se desenvolve integralmente no seitr de urna disciplina concretâ. Seu objetivo é exciusivanÌerìlc crítico e nào pÒsitivor só lhe interessa se taÌ ou qual teorìx i verdadeira ou não e em que grau; avalia e iulga, rÌìas n,ro analisa. á critica ,8, mas ambos ocupâÍì a n'ìesma posiçâo em relaçào âos fatos. A questão muda quando I corìÌeça ;Ì adotar em reÌaçào a B a rnesrnâ posÌçào que este em lelaçào aos fatos, ou seja, nâo criticar B, mas analisá-lo. A análise lá peflence à ciência geral; suas tarefas nâo sâo críticâs, lì'Ìas positìvas; não lhe intcressa âvaliar tal ou qual doutÍina, n]âs conhecer algo novo sobre os latos que a doutrina apresenta. ,'Èntão, quando a ciência rÌtiliza a crítica como lìrétodo, taÌ.ìtÕ r o processo [a investigaçâo - R.R.l, quanto o resultado desse pÍocesso se diferenciarão racìicalmenle da discussâo cr-ítica. ì Em última instância, a crítica fornula opiniòes, ainda clue se'' trate de opiniòes sólidas e seriame4te fundarnentrdas, uo . passo qlle a anáÌise geral estabelece leis e fatos objetivos, Somente quen elevar suâ análise do plano da discussuo críticã de taÌ ou qual siste ìa até a altula da investigacrì() básica, com a ajrrda clos métodos da ciência geral, dcscol)l rá o verdadeiro significado da crise da psicologia e percebeÍá â estrulura subjacente no atuâl conlronto cle idéias e posições, um confronto condicionado pelo próprio desenvolvimento da ciência e pela natureza da realidade â estlldâr nâ fasc de scrr conhccirnento. ÌÌm ltrgal do caos de opiniÒes hetcrog€'ncls, cl() rnosirico de opilììões discrepantes, verá unr clrracllo lrLrrlotrios(i d()s cfiti'rios l-r"r ncia tne ntais qrLe regc'nì () tlcstrrvolvirrcrìtrr r:it'rrtiÍir'o. Itercsllerá o sistema de tendônciirs ()l)i( liv;$ rlU(' r{Ì( a.'s5Ìlti:uÌìcntc ()c()r'[erâo na târefa lristtirir':r rl,r rlr's, rrvt'lvirrtr'rrt;r il;t t iúnei:r c (lue atuiìm corn

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TÉORIA E MÉTODO ÉM PSICOLOGIA

O SIONIFICADO HISÌÓRICO DA CRISE DÂ PSICOLOGIA

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teôÍicriticâmente tâl ou quâl ( (rr. IÌm vez de discutir e avaliar ;[rt()r, crÌì vez cle tachá-lo de inconsciente ou contraditÓrio' rr rlcrlicarít :ì análise Positiva das exigências que as tendên, l,ì: olr jr:t ivas (la ciência colocam. Conseguirá assim fazer ,,,r, ,r,.,1,,, tlo t'srlueleto da ciência geÍal enquanto sistema de l,'i',, lrrltti'iPios c fxtos cleterminados, em vez de um conjunt, rll. . iIini(l('ri sollro opiniões. ' 5,,rrr. rtt,' rrrrr inveitigador assim captará com fidelidade sigrtificaclo da catástrofe que se está produzin' lrr'{ irrl(t rrtrrlta icléia clâra do pâpel que cada teoria e esco,1,, r'lìl,trtl lir rlr.r('rììl)ctlhiì, (lo lugar que ocupa e do significado qLÌe rrrr lltìr v.'z,l, recorrer ao impressionismo e à subietivida,l, rrrr'vrl,ivcl. t'ln toda crÍtica, se guiará pela cerleza cientiÍi( il (: I)clr vcrncidâde. DesâPareceÍão paÌâ ele (e esse será o as d-ifeiq4ç-as I)Íinìciro rcstrìtado do novt Èóãid-dê-viãú) papel do-indivíduo na hislórja : irr.lrvi,ltrais. Compreçnelerá o de c()n1l)Ìcenclerít que nâo se pode explicar 3s pletensÒes partindo de erros e opiniòes univc'rsalismo cla reílexologia ignorância de seus criadol)(rìs()iris, (lc particularìclacles, da i,,,. ,t.*itrt ( ()rììo ní-lo se pode explicar â RevolLlção Francesa I,,,,,,.,,,,I,, s( tì:l (()rrtll)çâo clos reis e dâ coÍte PodeÍá ânali':.r í nr ,lul tttt tli<l:t o dcscnvolvitnento da ciência depende pode ,1,, ì,,,.r ,,rr rlÍ v('lìlil(lc cl<: setts artífices, o qlie é qlle se que, pelo contrário' ! ilrll' .l| r' r ltttrç:l(} tlt'sslt v()tìtâcìe e o ,1.,v,. u,,t lrlrtlr,trIr 1r;tt;t :tli'ttt clela, com base nas tendências ,,1Ìll.ll\',r,r !lìt(' ìlÍll;llìl ;tllcsll clcsscs artífices É evidente que .i I ntrllr'i ttlvt'ls,lì (lll(' il(l()tíl crn Békhterev a perspectiva \,,1t'üi',t t' ,Ir'tt'ttttitt:trIt) Iitnto Pelas peculiaridades de '..11' lialì!l r rì1liJrì lìr'\híìrll rllÌlllìl() llrlr stta bagagem científica Mas i,llrrlrÍ' i lt;ll.l I'ilvlr)\', ( ()Íìì tlllÌa rìcntâlidade e uma expeil!'rr l,t r i, rillllf il rlislittl:ts. a [cflexologia constitlri a "última , tairi I'r"Ì I "rrtill()lt'lìlc cìencia nâtural", que proporcionará a (1950' p \,.'rrL|rI('It;I, r tttnpletlt c totfll lelicidade l.Ìumanâ" de forma diferente' o I J I ( ) ÍÌl(:stn() cÍl11ìilìho percÕrrem' que Ìir.lÌ;rvl{)rirrÌt() c l psicologia cla Gestalt Fica claro qtÌe o má vontade a' lìrr'( is.) cnttldaÍ, eln vez clo n.Ìosâico cla boa or't ,los irtvcstigaclores, é a unidâde dos processos de regenera-

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{1,, t(.1 trl.) ( i(:,rti,ic(, em psicologia, que está condiciolìiÌlìrl() rl v()rÌlil(l( (Ì( l()alos OS investigadoles.

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Podemos desvendar o significado exato da dependência

entre cada operâção psicológica e a lei geÍal, tom.rn(io como exempÌo qualquer problemâ qì-le tenha ultrapassaclo os limites da disciplina particular que o formulou. Quando T. Lipps, ao Íalar do subconscienre, diz qlle
nào é tanto umâ questão psicológicâ quanto uma qrÌestâo da

psicologìâ, está se referindo a que o subconsciente é um problema da psicologia geral (7914). Com isto queria âpenas significar que a qLÌestâo do subconsciente nâo se resolveria como resultado de tal ou qual análise paÍcial, mas cle unìa investigaçâo básica com os mêtodos da ciência p;eral. Ou seja, comparando amplíssimos dados dos mâis diversos setores dâ ciência: relacionando o problema com algumas das premissas fundamentais do conhecimento científico, por um lado, e com algtins clos resultados mais genelalizados de todâs as ciências, por o!ìtr() lado; encontrando o lugar desse conceito dentro do sistema dos conceitos fundamentais cla psicolo€iiâ; realizanclo uma ânálise diaÌética essencial soì;rc a naturezâ do conceito e sobre as qr-raliclades da re1Ìli<lrrrlc que este abstraiu, Essâ ânálise precede logicamcnte <;uul quer análise concÍeta sobre aspectos parciais dâ vicla sr,rbconsciente e determina a maneirâ como as próprias análiscs devem ser formuladas. Como bem disse Münsterberg: "Em última insrância, mais vale obter Ìrma resposta provisória e relativamente exatâ a uma pcrgunt;Ì coÍrctamente formulada do que contestar, corn a ex tjaÌiìo de urna décima, uma pergLlnta foÌrìulada cie fornra ctprivocncla" (1.)22, p.6). Na criaçào e na investig:iç:r() < ic'ntiÍit'a, a formrrlaçâo corfeta a tÌma pergunta nâo é rì'Ì-ì ltl() tllc!ì()s irìÌ[)()rÌenÌC cl() quc a elabolaçâo da resposta aclctluutlrr, ( r'xil.ìc rutrito ln:tis;'t:sponsabilidade. A imensa tìlili{rri;l rl;rr Flsrltti:;r: ltlilulrigicas nodernas anota

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c()lìì () trìaior cuidâdo e exatidâo a última frâçào decimal da r{'sl)()lita iÌ ÌÌmâ pergunta formulada erroneâmente nâ raiz ( ) tipo e o revestimento dos materiais que estudemos \,,ll i;Í ii{ ì ('nì fnnçào de aceitaÍmos, junto com Mtinsterberg, , I rr. r r rrrl x onsciente é simplesmente fisiológico e nâo psico i, rllr , r; ort <1ttc convenhamos com olltros em considerar os I!.rri,rrìí rÌ,rs Ì( rÌl l)()1ilria mente ausentes da consciência como ,'rrl,, ,,rr:,r i( ll('s (coluo toda uma massa de lembranças, co rlr., lrri{'Ít{}r' c lritlritcts potenciaÌmente conscientes) orÌ de ,l1rí r lr,lrÌì( nl()s riLÌl)conscientes aos fenômenos qLle nâo r I , r r \ r r r r r o lirtiar cla consciência, que são minimamente , !,if,r ir.ril(.ri. lrcriltticos no cãtnpo da consciência, âutomáti, ,,:, r' lr rt'r'rlrllrcr.irve is; oLl de que encontremos na base do rìr':,l t';rrrrc rrto r,uì)cíìrlsciente, iLÌnio com Freud, urna tenclên( iìr 1l(ì í iir:itcr 5cl(LÌaÌ, oLl em nosso segundo e?l uma pelsorr;rliclirr.lr: cslicci:rì; oLÌ qlle, finaLmente, demos a todos esses Icnôircrr()s o nomc de "in-", "sub-", olr superconscientes oL! lrclrritarnos as três denominações, como faz Stern Tudo isso lrilirt virriar seriamente o tipo, o rcvestimenro, á composiçào <'us Propricdacles do rÌateriâl a estlrdar. A pergllnta pressLl lìar(.( rÌì l)rìrlc lt resp()stiÌ. fÀ As t( rrlírtìvirs cclóticas de conjugar elementos heterogêrr,',,:,, rlr' !ì,ìlur('zr (listir)tx c cle diferentes origens científicas, i.rrr,, r'ril rì{'sr,(' { rriil( l sistçlÌìático, dessa sensaÇâo de estilo, ,l,,',,,,r IrrrÍr,iÍ) (lllt( rÌ("x()s qtte propolciona o s!Ìbmetimen ir, 'l.r'r lr',,r':, P;rrlir'rtl;ttc:s ,Ì um?1 ÍInica idéia que ocupa LÌm lir!.1:ri 1r'!tlr,rl rr(ì r,i:rlulÌllt clc que faz parte. Tâis são, por , tr rrrl'1,,, ,i.,:rinllr.tr tlo lrchaviotismo e cla psicologia frelÌ ,li,rri,r rr,r'. Irrl,lir rrr,rlr's ì ì( )rtc-a mcricanas; o freudismo sem ì r, rr, t ,ll:, :iilitr'rrirs rlt A. Â<iieÍ c C. Jung; o freudismo refle:r '!,,qir , r rlc ltlltlrtt t<rv c A. Il. ZaÌkind e, fìnalmente, as ten!.ììt\-,r'i rl" urrìr':t psicologix freLldiâna e o marxismo (A R ! |lri,ì. lr).lii ll. l). lìri(ìüân, 1925). Quantos exemplos só no ,,11r11rrr rIr srrl:cottscientel 'Iodas essas colocaçôes toÍìam o i.rlr{r {1.,unl sìstcl'Ììâ e o adaptam à cabeça do orÌtro, intercalrrrr.lo no lìleio o tronco de um terceiro Nâo é q!Ìe tão tìÌí'lÌs{fLLosas combinaçÔes sejam erlôneas, toclas elas sào vcÍialicas âté o ÍÌltimo décimo, mas â pergunta a que pro, .

r'rr;ìlrr t|s1:orrr.lt I crslli Iottnulada de modo equivocado. l'orlt s. rrririlì;])li<.er o númcro de habitantes do Paraguaì l)('ì() (lt vcrstils qLir: ltr'r da Terra ao So1 e dividìr o prociuto ol>ticlo lrclrL rLrrrll:io uédia cla r.ida do elefante e realizar' i,ÌÌÌ)( iìv, lÍl( ì1" l ,JJ r ()pêItçaO. sem se eDgJnJr nÌtn. único algarisnro, c:Ìinciâ assilïì o número obtido pode con
duzir ao erro aqucie que quiser saber qual é a rencll nzrcional cìo Paraguaì. É isso o que fazem os ecléticos: rcspon(ìcllr à pergunta lonnulacla pela filosofia rrralxista coil o c1r.rc Ìlit s sugere â metapsicologia freucilana. Para mostrar a arbitrarieclade dessas tentativ:rs, LLetcrnos eÍÌos em três iipos de casos de uniâo c1e uma pergLtntiì de um tipo con] uü]a resposta de outro. Nâo pretendemos. de forma alguma, esgotar toda a gaora de tentativas ecÌêticas
con-r esses três exernplos.

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A primeira lentativa de urssimilar ;l uma escola qualquel os procllrtos cientificos de outla consiste elÌ tran.sferir cliretamente as leis, os fatos, as teoriâs, as ìcléias etc. En apoderarse de um setor nlais o!ì menos amplo, ocupado pol outros
investigadores, en] anexar LÌm território alheio.'Ial po1ítìca de anexaçâo direta costuma ser vivida por todo sistema cienlifi.u n9\o que eslr nílã:.ra inÍlrrcrrr-ra a dr.rcip ir.r. prorirr.r' e preténcla ocupar u ÌÌÌ pâpel cìiíetor na ciência gelal. Serr próprio material é excessi\.âmente reduzido e esse ÌlìeslÌl() sistema absorve e subolclina corpos estlar-rhos, moclif ic:rncl<r os Ìigeiramente e preenchendo assinr o vazio cie seus e,rten, sos ljnites. Geralmcnte, o que resulta é un.r conglomeraclo c1c teorias cientííicas c fatos embutidos cor.r.r Ì.rorrível arbìtrarieclac1e dentro dos linììtes cìa idéia que os une. Assim é o sìstcma da reflexoÌogia de V. M. Békl-iterev. Pzrra ele tucio v;ile, inclusive a teoria cle A. Ì. Vvedienski sobrc a incogo()s(ibiliclaclc clo ea aiheio (ou seja. a expressão extrenra clo solilrsisrro e t.lci ideaÌismo ein psicoiogia), bastendo-lhc (llrc cis:r tcoril cortfirnte nrâis ou lnenos sua tese particrÌl:lr rl:r rr.r'< ssirl;rrir, rÌo métoclo objetivo. O lato de qtte, cÌr:n{lt, rlo r'lrrriirnrr 11r't:rl tÌe todo o sistema, essa idéia da inr:ogrtor;r'r l ril irl,rt ll t i'l :t csqitLe r.ttua profunda brecha que solillliÌ r )s I t t, |;r trrItrI, i,.r r l, r r:.rrl r-rtÌr.tc ÍealiSta dâ per sonaiidar r

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TEoFIA E MÉToDo EM PSIcoLoGIA

O 8ICNIFICAüO HISTÓBICO DA CRISE DA

PSICOLOGIA 255

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irì( ()rìì()da o autoÍ (assinalemos que Vvedienski trlÍiln euJ t{.()fi,r Íìos trâbalhos de... Pávlov, sem se dar contâ rll rlirr. ;r,','lurrrlr en seu auxílio o sistema da psicologia rtlìlr.ll\,!t t.E!ít tc|r;rrcn(lo a seu carrasco). Mas para o metorlúlogl í' Irrrlìrrrrl:rrncnrc significativo que antípodas como Vvr.rltr,lrkl |Ívl()v" c " Békhterev-Vvedienski" nâo só sè rleãIrl lilllr crf r(' 5l nìils (lue pÍessuponham necessariamente ii ..rlà{tlrìr iii ,lt' ;llrrlxrs c vejam nâ coincidência de suas conr lrrrrnr,,' rr trrtr.ltìllllì() cla "firmeza dessas conclusões". Para

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,. tt'r{í,1'rr lrrrr rt.jtr, 1r;rla o metodólogo - R,R.J fica claro que llll i. trirlrr rl. rrrrir coincidênciâ de conclusões obtidas de l,,t trr,r tot ;rIrrrc:nI r: irtrlcpcndente por representantes de dife rr.rrtr.r r':pc< iall<lrrlcs (por exemplo, o filósofo Vvedienski e !, íl!i{rl()gí) l'.i!,1()v), mas da coincidência dos pontos de vista (lu(, 1êrn sua origem nas premissas filosóficas do r r' ;' rlI r r, irlt.:rìisrno duâlista, Essa "coincidênciâ" é predeterminacla tlcsrle o prírprìo princípio: Bêkhterev aceita Wedienski; se Urrì tcrÌì ritzaio, o outro também terá. () Írrincípio da relatividade de A, Einstein e os pÍincípios rlrr rnecânica newtoniâna, incompâtíveis entre si, ajust:rÌr s( f)('rí( iliuncntc no sistema eclético. A Reílexologia r rth'tlrtr i<, lìt1k Ir tt.r't-'v reúne o catálogo positivo das leis uni\,('r\.rlri Nr.:ifi(. l,(.rìli(l(), it l|Ìctodologia do sistema se câracteI1.,,r lì r l| t lìr' tì5:l lr'!ìl() vol;itil e impulsivo, poÍ uma inéfcia ,!'' lrll t.r.r ílrr'. ;rlrirvír rlt' rtota çornunicaçâo direta, sâÌtando rr,,l,ra t!1 lt;llllllr'! lDl(.nrì(.rli:ifi()s, nos leva à lei da relação f irrlr,,rr trrtr,rl r.rrllr. ;r vr.ltrci<l;rclt-. do movimento e a força r!i,,lill, ''r!,rllr.lr.r lrl;r r.rrr lÌrcr'âDi(u, ao fato dâ paÍticipaçâo ri,'" I'rl,rrIrn llrrlil{'l rlrr n1Ì I Guerra européia e vice^Dìa.ri(t rr.rrì,r, rlrr r. X I l . r I I I I (' I l I . ) (l(.ÌltÌì ccftO doutor Schwarzmann .r,l,rr, ri:, ll tit(.5 (l;t lr(,(liialrìci:Ì d s excitaÇões cutâneas, que l!'.lirllt'rt ,r l('Ìrtürçll(' c]o rcflcxo concatenâdo, à "lei univerlirl {l.r |l.lrllivi(li!tlr', <;uc sc manifesta por toda paÍte e que ,rl, arr!on srrir <:rrlnrin:rçâo definitiva na relação entre os ;rrh.( )ri (' { rs l)lânctas nâs brilhantes investigações de Einstein" (V. M. lÌól<f rtcrev, 1923, p.344). Nlìo é preciso dizer que a anexâçâo de áreas psìcológicrrs é dcciclicla e ludaz. As investigaçôes dos processos menI
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rrrr clos lcÍlcxos ccrebrais ou combinatórios" (ibidem, p. llJT). Nio é nccess,rrio assinâlâr que apenas com esta frase sc âp!Ìganì todas as premissas essenciais do sistema próprio: se tuclo pode se coorclenar com o esquema do reflexo c tudo "está completamente de acordo" com a refÌexologilr, inc[lsive o descoberto pela psicologja subjetiva, por que ir contra essa psicologia? As descobertas realizadas enr lfiurtzburgo foram obtidas com unì método que, na opiniiì{) de Békhte[ev, nâo conduzem à verdade; e, no entanto, estão completanrente de acorclc corn a verdade objetivâ. Como isto é possível? Com a mesma despreocupaçâo se procede à anexaçào do território da psicanálise. Pâra isso basta declalar que "a doutrina dos conrplexos de C. Julrg corresponde perfeita[ìente aos cìados da reflexologìa", mas num parágrafo anterior assinalamos qtLe ess2ì. doutrina se bâseia numa análise subjetiva, que Béklìterev rejeita. Nâo importaì encontramonos num nìundo de uma harn.ronia pré-estabelecicle, de uma marâvilhosa correspondência, de uma adnirável coincidên cia de doutrinas baseadas enl ânálises falsas e daclos proccdentes das ciências exatas; nìais precisamente, enc{)rìtr:rì'ì() nos num mundo de "revoluçôes telminológicas ", sc.qtrnrl<r expÍessâo de P. P. Blonski (7925à, p.2?6). Toda nossa êpoca ecléticâ está clìeia dessas coinci(lôrl cias, Por exernplo. A. B. Zalkind ânexa esses rnesnlos scl() res da psicanálise e da cloutrina clos complexos etÌì rìolÌìe dos setores dominantes. Ocorre que a escola psicanalítìcâ desenvolvcu () nìesnto coÍìceito de dominância, só que "con outras cxprcssòcs c cout outros üétodos", com plena inde penclència dlr csc:olrr rcflcxológica. 'A corrente dos complexos" cì()s psì<;rnrrlislrrs, iì "oÍicntaçào estÍarégica" dos adÌerianos sâo os nrcsrrtos rlolri,urrìtfs! Ínâs em formulaÇões fisioÌógic;rs g< r;tis. A ;ìrì(:i;rçai(), il tliìDsl)ilsiçíìo mecânica cle fragrnenlos <lt. urìr :,rslí rujr :rllrrio ;rc pfõpli(), pXlece Se !)rOdUZìf neslC (itsí). t r,lìrr' r'rlt ll,rlí)r, rlS .ilr{)t, SulÌì[)lC <lc llr;rneita

sul)(.r'i()Í(fs lr:rrliz:rclas pela escola de Wurtzburgo, assim rt'strltltlos clcls estudos de outros Íepresentantes da psicologilr suhjetivlr, "podem ser coordenadas com o esque()rrì() ()s

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ÏEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

o $ratNtt'tcÁDo HtsTóRtco
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DA cntsE DA PSlcoLoGta

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rrrrl:rgros:r c como evidência de verdade. Semelhante coinci, ìi r rr rr tt rilic:r e prática "quase milagrosa" de duas doutrinâs

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rlr(' ,'l)('t;rrì (olrì um materiâl manifestamente distinto e que r | , r ' tÌ | | rr útoclos totalmente diferentes constitui LÌlÌìa ' r.rrvirrlt'rìtc cla correçào do caminho fundamental ,,r,;rl.r
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nÌ:rrxi.stâ como monist:ì, materialist:r, rlilli'tir'o ct< . l)cIrt.ris se estabelece o rnonismo, o materialisrrr. ett. rlo sìstt rrra fleudiano; ao superpor os conceilos,

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I I i ìrii,,,ii ìtr' lt, l.lrÍ' ri ! v, l.r , s:ì.r (:()i'ìciclôrìcìa subietivâ do conceito .i: .!, ,,11,,,,ìr, ,,,,', ,, 1.,,,,ì,',r rr|| ri.r,, r,Í:rlrÌnrìlc distintoi quendo descreve a ',-lì ì. I',,ì,1 r,h I',,,.1 , .r,{nrì1.!ç;ì() dos courplcxos, encontra tarnbém, rÌ '!,',,1,,Í rr' t,lír,,i'rì,,nl,rìir:r,rirrr os rl,rclos que a reflexologia âPrescnta, ,, iì.r'trr,rrrr' ( rt( (Ì'rrcspondenì, cm conlrâpaftida, os fenô(1r rìrr,,,!,l,,nrrrìri lrl.r,.t,,1:r ^ Wunzl)urgo, ou sejâ que perticipâ dos pro, ,,,,, ' Lr l,,t1, .r ' rr(livrd(rirlrììrrìlc c cotrelaciona com o conceito clc tendênciâ ' ,i, ' ( lr)l J, lr. :Jil()). cnonÌÌc lìcteÍogeneidade de coincidênciâs con (nr ro conceito, ou à tendência dominanle, olr à ! r, r,r'. (,,,1(Ìrltìrrìrr'.{ìuivrle ^
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,rrì'rr!.i(r, .n gllrìÍl(] À. Ukht.rmski)éa melhor píovâ da vacuidade, dâ inutili_ ^ ,l.r,k rl:r,'s(( rili(l;r.lc e da ârbitrnÍied3cle dessas coincidências.

cst('s c()irÌ(iclelìì, c' cieclara'se a união dos sislemas. Atra\,és clc urn plocedinìcnto eÌementar elirninam-sc contradiç(ies gr()sseires. bruscas, que saltam à vista, excluindo-as sìmplcsmcnt( Llo sistr,rÌ:r. (onsiderando-as exagel.rdls etc. É rssirrr que se dessexualiza o freudisrno, porque o pansexualisnr<r nâo concorala de modo algl ïÌ com â filosofia dc Marx. "Bom", dizen-nos, "admìtan.ìos o frei,rdismo scrn os postulrdos cla sexualidade". Mas ocorre qì.le esses postLiÌâdos constit!Ìen precisamente o neryo, a alrna, o centro cle toclo o sisrema. É possível aceitar um sistema seiÌr seu centro? Po!'qlÌe a psicologia freuctiana sem o postulado da n:Ìtureza sexlllÌl clo inconsciente é o mesmo quc o cristianismo seln Cristo or,t o budismo sem Alá. Seria, natlÌraÌ lllentc, um t.lrilagre histórjco que o Ocidcnte tivesse sr.rrgido e tivesse.se criado um sistema acâbâdo de filosofia marxista sobre raízes filosóficas totalmente dislintas e LÌmâ situaçâo cr.rltural completamente diferente. Isrcr teria significâclo qrre a fìlosofia niìo deternrina ern absoluro o clcse nvolvime nto da cìênciâ. Vejanos se n:ì(); prìrtem (ì( ScÌropenhar-rer pala criar a psicologi;r narxislÍ1, () (lLlc c(lLri vale à mesm:r totiìl esterilidade da tentativa cle rrrrir psicl,l, gia freudiana e marxismo, assim como o succss() tlr coirrr i dência bektrtereviana signilicaria a bancatrotu clo rrút<rrlrr objetivo: se os dardos c1a anlilise subjetìva coinciderÌ irrtt' €lrâlnente coÍìì os cia ebjetìvâ, deveríamos nos perllr.intirr por que é pior a anaÌlise sribjetivir, Se Freud pcnsava, serì sc' dar conta. erÌì ()utr'()s sisternas filosóficos oLÌ se, aderincì() c()nscicntcrììcntc ;r cles, c|iou a dor!trina marxista da psique, etrr n()nÌe clo <1ur', r';rlre' l)erÍlLlntar-se, deve-se infringir tzìo flr-rtífcro clr'or sr. r'ru lìrerrrl nlìo ó lrrecìso modificar nacÌa, na opinìào rlcsscs irirl()l.rtr, l)Nr1r (ltlc Lrnif a psicaniÌlise ao mârxism()'1 N() lir' rlr's:;rr irriÌr!lÌÌ(''ìlil!lì{r si!tÍlc !r tt'ìiÌ Çuriosa pergunltìi (1)tìlr) t p''r,:,rvr'l rirtr' .t lvolttçiro lirgiclr tlc uln sistenla qtle (()int irlr' 1r,'r ,,,rrlri, ll ,,rrrr r; rtlrrtxisttto o Icve a consir

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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
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O 9IIìNIFtCADO HISTóRICO DA CRISE DA PSICOLOGIÂ

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o fì-lndâmental ê a idêia cla sexualidade, sendo o ,,rr',it..'ri Íuntìamental dessa idéia cÌaramente inconciliáYel
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! r,lì1 , , DlilrxisrÍÌo? Um método não é responsável em aÌguma rrr,,, lir l;r Ircl:rs <:onclusões conseguidas com sua ajuda? Como rr |1, r,,r;1r,r'l (lu( r.Ìll1 mótodo verâz, que cria Lrm sìstema veraz,

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i',ìì Itrt'lììissas verazes, tenha levado seus autores a lrìr,r lltìri:r lrilsir, tt uml iciéia central falsa? É preciso possuir irr,i |ìr;r,ì(l(' ,lost <lc clespreocupação metodolÓgicâ para ll!ìr Ì \,.1 í's.'r!'s pi ttlrlcnìas, que surgem inevitaveln-Ìente em trìÁl;r rIrrl;rliv:r trtccânic:r de deslocar o centro de qualquer 'ilÌt{,lr.r r ilnlili( ()r llcsse c?Ìso, da doutrina de Schopenhauer

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.r,lrrc rr vott(:ttlc cotno l:ase clo mundo à doutrina de Malx so l,rc o r ['sc ttvolv itncnto dialético dâ mâtéria. I\4rts O pì(}r lin<.la nos espera Essas tentativas conduzem rr Icclr:tl os i,rlltos parâ fatos contraditórios, levam a não p|incípios capitais, i)r( st1ìl atençâo a âmplíssimas áreas, a iot|oclrtzcm monstrr.Ìosas tergiversações nos dois sistemas iluc sc Ì)roc\lta unir. Obriga a realizar em ambos transformiÌpara demonstrar â Í {')(. s ( ()lìì() as qttc leva a cabo a âlgebra tlc clrtes expressÒes. Mas transforma' o aspecto irlcrrtirlacìc ilr,i riisl.'rÌìrìs, ()l)( rrìtìclo com mâgnitllcles absolutamente dis ',1ììll( r ,Ìs illNiltli( rls. st'nlprc leva' de fato, a deformar a ..'ì,,,:lr lil rlr',, lrrr'rlrril)r $irl('lÌlas. 1r.,1 ,,1r,1111r1o, Íìr, illliil() r.lc À. R. Luria, a psicanálise é ,!pr::Er rìt,*l,r ,,itii,, ,r ":,isle tttir c]d Pi!:919Êl-3-monistar'; cujti rrr; t,,,Ì,,1,,Ét;r "r , rirr, irlt' ( í)rrr tì nlati;iióiogiã cló'iïrârxismo" | 1".)"1, lt i'r) l', ,r rlr.rril'rtsl|i-lo, ()PcIatn-se trânsformações Ì ! i . I . I , i I I | , ' I l I ' ilÌfì('lì I t:lr r:ltt ltttrlros os sistemâs, em de, !,r r,'t!, l:l ql.1r' rltt;tir, rt, ;tlr:ttlt "ç lritrciclindo". Vejamos breve ìr.irl.: r-,,'i,ri lr,rtìil Mì jr(r)('s. Al)tcs de lnaiS nada, no artigo (jtinto trÌì !ril ìi t, ttt;itxittt.} ttlt tttclor.lologia geIal da época qLÌe, iuntos, estabele ! t,!1i l,;rr*ln, li;rìì1, l'aivl()v, liinstein, r,.rrr ,, irirrrI,rrrrcrìt{} rlÌcl()rl()lí)gico da época) O papel e a í,rÌI)írrI;irrt rrr tlc tlltllì uttt clos mencionados autores são, é ,l.r'r',,. 1rr',,lttttclltrÌìrtìlc distintos PoÍ princípio. E o papeÌ cìo ciìferente por sua Ì !.r I r r i;r ì is u t o clialôticQ é absollrtal-Ììente ,ì;ìtulcza, I)csconhecer isto implicaria, em geral, tìriì')riiÌ ( ii('lìrir rnccirni(tzÌrnente o método somativo das "grandes
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(rri(Iì!irIi|s r ic.r'ìtilic,ls". tlnrlo S!1!l'rtt a_u.m ç!q4911iry4_dor , ' 'rrrrrrrt tr 'rl,,r \\,.\ n, {nCç e O nrarlismo para que nàO :,eja ,litr, il ,r :r,ìr s.ro .r r'\Lr.rillimo de qu:lquer 'gr.rnde , onquista , r('rlrli' .r". n,,r!lu, ( ssa cr prcciscmenLe a Premissai porqrÌe é l) rçciri â nìcll te ne'Lâ c rtão nâ conclusâo que se enceÍra a "coir-Ìciclència" que sè buscã. A "metódologia iundamental dr cpoca é coÌnpostu pela soma das dercober:rr,1. Pávlov, Einstein eLc.; o marxismo é uma das descc'bertrs que lazem pane do "grupo de principios obrigatóÍios palir rULIJ. J\ (ienciíÌq conexJs . Aí. o'r 'cta. na prirncrrl IrlÊin:r podèriani dáf-ie por iôrrninados to.los os raciocínios: bâsra citar juntos Einstein e Freud (porque também este [epÍesenta uma "grande conquisiâ científice" e participá, portanto, do "fundamento metodológico geral da época"). Mas quanta confiança carente de espírito crírico é preciso teÍ pala extraìr de soma cle sobrenorïres fanosos a metodologia de una época! N â o ex i s r e u m a s ó me todolosja*lu|Ìd-Al- -_elt!4_4--.".* t]a -u épç_ca; o que existe na verdacle são conjuntos cle p|incípios netoclológicos enl Ìitígio, i)rofrÌ r'ìda mente hostis, que se excluem Llns aos oLÌtros e cada teoria - a de Pávlor,, a de EìnsteiÌ] etc. - tem selÌs valores metodológicos. Extraìr dos parênteses a netocioiogil geral cla época e diluir nela o n:rrxismo significa transforr1]ar nào só a apar-ência l-Ìras tarìtl)i'r]ì a essência clo marxisrlo.
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Mas essâs trânsformaçôes tarìrbén] as experir-Ì-ìcnta ìrlcvi ÌavelÍÌrente a psicologia fi'eudiana. O próprio F'reucL tcli:i estlanhado muito saber que a psicanálise é ul.Ì1 sistcrììa clc psicologia aonista e qLÌe eÌe "contìnlÌa metodoìogicanentc (...) o materi:rÌisno liistórico" (il. D. Fridman, 7925, p. \59). Evicletrtemente, nenìr!uÌ'ìa revista psicanaÌítica publicaria aÍti gos cle LrrIia orr rlc Friclrlan. E isso é muito importante. Porque nos (-'n( ()rìtriìrììos diantc de urna situaçâo lrlÌito estrânlìrÌ: FÍeucl c strit csr'oÌl n:ìO sc ricclaram cn] mon]ento âÌgllm ÌÌÌol-ìistas, D('rìr rìÌ,tl( Íi;tlitl:.ll;, rlfiì] cliâ1úficos, nem continLlaclol'es clc> rrr;rIt ri;rIir,rr!r lìi:,1ilriiÌ) ltìrÌÌ (()lì1rilpxrtida, declaram a rcsl)cit() rlt'l,.r, "r(),i.:, ri:r(J i:1r1, i!,.ìüil() c nr;rÌs ltlLrilo; vOcôs rl-ìestÌl()s tì:r() r;;tl'r'trr,i rÌr1 ::J1i' N:ir) {l!.1c essir siltiaçàit Seja

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TEoRra E MÉToDo EM

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irrgrr,.,:'rv< 1, cla poderia ocorrer, mâs exige que se esclareça ,,rrrr lrrl, is:io rs bases metodológicas da doutrina, que se r'ri,rl,r'lr'!,r r'(ìrìì() it cor-Ìcebem e como â desenvolveram seus .r,it,,rí",., rlr'ìrois, rlttc se desmintâ com clareza os funda rrr, rrt,'.,,1,r rirli,rìr.r ('sc indique de que bases se serviu a psi, rr,rlt\, 1'.u.r rl,'r'r'trvolvcr um sistema de metodologia alheia .r Ì,.1rn ,rìrr,,ri'.. Arr irrvós (listo, sem umâ só ânálise dos coni ìlr.rl!, ,lt' litcttcl, scm pesaÍ e iluminar criticamente ' lr'ìn l"rr i!i,.r. |'|' III|'i',,|rt (' p() l()s <.lc partida, sem ilustrar criticamente a gr,rr,',, ,1, ..r.r:, trlí t.ts, itttlttsive sem uma simples inforrnaçâo ,l; r,,rir,r l'r, rt,l rlt l:tlo tonccbe os fundamentos filosóficos 'lr' ., r ìtìl{ llr.ri,, r,r'illiÍrììa, lnediante a acunulaçâo lóglcol,,r r rr,r I r ll Lt tos, :t ir lt'rrl itlltr-le clos dois sistemâs. tol.r:', I r, rr lr' :', t. vcr Idic:r esszr cârâcteÍística lógico-formâl ,li ,rrrlrl:, r )r, sislctÌr;ì\? JíÌ virnos como se extrai do malxisrrì,, i,u,r ( (,rìtril)ur(rr() !ì mctoclologia geral da época, na quaÌ trr,l.:,r' r'r'rlrrz. tle'lìrlrtta exemPlar e ingênua, a um denomirì.r(lr)r .trÌì1[Ìr I)()r l]lir-Ìstcin, Pítvlov e Marx serem ciência, rl, vr.rrr lr'r lrÌrÌ l\lrì(lltr'lì('lìt() colnum. Mas nisto a psicologia lr.rr,lr.rrr.r r,r',lcsligrtrt :titrcla ttritis. Nâo me refilo âo fato de ,1, ,.1,,,1,r Lr ,l I i,la iir , { rìlliì1, scÍÌuincio um procedin'ìento me, ìrii,,. ,,'nr,, lrrz A. lt Z:rll<irrcì (1924), que silencia essa r,l,.i:r t !tl \,'rl ,rlipÚ (r) rlìr('lluÌìl)ólÌl é curioso) Mas vejamos ., ,r'l,,,rll,' '|l',rlirr(ì (l:r l)sir irlì;ilise, com o que Freud não t, rir ,1t,r!!,,,l,. ,rr,rr,l,' i )r)(l(', ('rÌì que palavÍas, com que ,,',ì1,,, ., tr.r.,,,'ru .ll l! r('rt() (lt) tì()lììsmo filosófico a quc .. r' l' ', ', ,'rÍit1ri/ lì, !t rlttr'ltr<lit rccluçâo de um certo Srupo .!' f,ll,,,i ,i rrrrirl,rrll. r'rtrpttir;l c ttttltristlro? Ao contrário, Freud r,,,,1!,, r. 'rlrÌlìr. ,r 1lsirlrrit o, ()tl seia, o inconsciente, r,,trn rrr r l,,rt.r r",1,,'r i:tl, rlttt ttiìo Pode ser reduzida a ne,rlrirrrr.r ,,lrr.r Âlr'rrr tlo IrlNis, I)or qrÌe esse monismo "materi.rlì,tr.r' tr!, "r'tttrtll, lilosrlJico? O materiâlismo médico (que r,', ,,rrlr, , .r illlui'rìciit (lc órgâos isolados etc. nâs forma.,r,, , 1,',rr;rrrr',ts) :tirt(la cstá muito distante do filosófico. I r, .., 11r1r.nIr;r lì rrclarlentaÌmente um pâpel gnoseoló8ico nâ lil,i,,,1ì:r rìÌirr.xistâ, e Freud se mantém no gnoseológico no rr.r!(!r() (lâ filosofia idealista. É um fato (nâo só não desllrt olicio, n:rs nefil seqller analisado pelos autores da "coin-

ciclirrl;r"t (lìr( iì (l(,nlrirìiÌ rlc lìrcud sol)re o papel primário (l:rs lÌ;ìix(i(:, r cgrrs, prrgrcÌ q!Ì(' se rcflete de forma incons( i( rìt( { tIt.svirIrrIrtI;r rìír ( ()nsciênciâ, ren'ìonta diretâmente (lir rìì(itirlisic:ì itlcrrlista cllr vontade e das representaçoes de Sc lrol>c rrlraucr'. Itrìl su!Ìs < onclusôes mais extrelì-ìas, o pra) prio l,'rcrÌd irrclica <1uc se c{ìcontre no porto de Schopenhaucr. Mas t:rmbém ent sltiìs preÍìissas fundanentais, assirn cono ÍÌâs Ìinhas detcrminantes de seu sistemâ, está ligado rì filosofia do grande pessirnìstâ, como pode evjdenciar a rììà is 5inrples anjlicc. E também e]rÌ seus trabalhos "príticos" a l]sic.ÌnaÌlisc lrÌostra sLlas tendências profìnclamente est,ìtìcas c nào clinâ- / mic.ìs, conservadolas, !ìnt iciiâ léticâs e iì nti- lÌistóricas. Reduz Jl os processos psíquicos superiores - indivicluais e coletìvos - / diretamente a laízes que evoluíra[ì pouco, primitÌvas, em essência pré-históricas, pró-hun]anas, sern deixar espaçoi para â ÌìistórÌa. A obra de F. lvl Dostoiévski é analisacìa do \. \' mesnìo trÌoclo que ()s totens e tallLÌs das tribos primitivas; a Iglcla cn\ta. () corìrunìsnio. a h,ardJ priIlìiljva. rttlo i':er prt, cedc na psicanálise clc'unra mesnle fonte. Que tais tendências eslejam presentes na l)sicanálise fica patente em todos os trabalhos dessa escola (ÌLle trâtanÌ cios ploblernas rlrt cttl tura, da sociologia, dâ histórirL. ComPlovanìes. PortiÌr]t(), que nâo segue, mas que neÍÌâ, a metodologia d() nìrlxìsnì()-. Mas sobre isso. nem uma palavrit. Iror últinlo e e1Ìl terceiro ìugar', todos os conceitos pfincipais do sistema psicológico de Freucl renontânì a 'I. l-ipl)s. Os conceitos de "inconsciente", de "energìâ psíquica ligacl:r a clcterminadas replese nta còes " , das pulsòes cono b:rse c1a psique, da lut:r das pulsôes e das transferências, da Ììatureza afetiva cla c()rìsciêÌrcì:Ì ctc. ilm ouÌÍâs palar.rurs, as raizes psicola)Élicirs <l(' Irlcurl l)crìclra'Ìì :rs canadas espil'itlÌâlistas dâ psicologia cìt'l,i1r1'rs. (ilnr() i' posiível nâo leval isto aÌrsolutanleol( ('nì ( (),ìlir iì(r l:tl;tl rl;t trulrtr.lologia de Freud? l)()f ( ()Í)s( lllilt( , r'r'rrtlr t.lr' onclt: :iitrgc lìreucl e par'a c;ncle sc clir'ì1t s, ir rìr,t( rÌì,ìr tlt Sr ir, r,-'q'nlrtrrct q l-ipJ)s a Ì<ohinav e ,r I'\j, (,1{'t'r.r ,l.r'. rrr.,...r', l. 1,r," ir', s( f Irr,\'ìslrÌl(,s.lrì)erll(' tolel,ìnl( 1r;rr.r ',rlr'rr, r.rr ,r iar. i,rP:11 ,]lr,tli;t, lt lrsii:ologilt so-

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{ TÊORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
O SIONIFICAOO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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da sexuaiidade de Freud, quando se explica o :,irir( rÌr:r (lir psicanálise. Esse modo de expor o sisten.ra levarìir rÌrÌll l)ossoâ que não conhecesse Freud a ter Llma idéia

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sol.rre ele. O próprio Freud teriâ sido o primeiro

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l,rrlr'rl:rr r otrtla a denominaçâo de "sistema". Em sua opini,tí', Urr rl')s rrriri<lres méritos da psicanálise e de seu autor r . llr1i:,t{. ( rìr {lu(: cste elude conscientemente o caráter do 1l.ir. t.t { l()15 ). () pr(r1>rio Iìreud rejeita o "monismo" da psi',il.1ft\r': rìl(, ilìsistc cnt reconhecer o carâler exclLÌsivo e .,rlÉl ,rl (l"s Í:rll)s rlcscoltertos por ele; não procuÍa em absolllrír ",rl)rr'r('rìtirr urlÌa teoria exaustiva da vida espiritual do
â cxiSir a aPlicação de sua tese para com(,( ()r'rigir rì()ssos conhecimentos obtidos por qualquer I'l(.rlÚ nt ttt ( ibidcm). l':m o!ìtro lugar cliz que a psicanâlise se ( irr;r( l(,r'izâ 1;ór sua técnica e nâo por seu conteúdo Tamlrórn rnlrrìfesta que a teoÍia psicológica ê somente temporálil c (ìue será substituída por uma teoria orgânica. 'l rìdo isto pode facilmente conduzir ao erro. Pode parec('r.(luc a psicanálise cârece, com efeito, de sistema e que st,rrs clrclos podcm ser utilizados pâra corrigir e ampliar r qr r:rlr 1r rcl sislenrl cle c()r'ìhecirnentos adquirido por qualquer ,rtttt(! r.irt. Mlrs isso ir ptofunclamente errôneo. Do qì-Ìe a ( 1, ,rr .rrrili',r. r :lr( (. ii {l( trÌÌ?r tcoria-sistema apriorista; como ,,ì,'lr'. r,,tìr l'.rr;lrrv, lrtcucl tl<scobliu demais para cfiar um ,,1 ,r, rr,r ,rl'',tr,rtl lvl:r:, rl;t rttt'sttta lo,ma que o herói de Molièi. ,pr, Ìr,lr,,r!p(.it;u,lrrl;rve <ltrrante toda sua vida em l,r,,r,r lrr'Írl, r.ll|r{ì i[\'('sliÍ.Ìrt(Lrt, crìava um sistema: ao iÌ1t',',l"ilr rúr ||rrvrì vi'r itl)tll(), lto rclacionar um termo ao r!ìllri, ,i,' rlr':, tr.vr.r l|tr] lr()\r() lilt(), ilo extrair uma nova con ,lll.,,1l. l,l r rliurrl(', l);lr.sír ir l)iìsso, LtlÌl sistema. O que aconte,. {'rlriÍ .r r.rìlllrlürir rl. sctr sistcnta é muito específica, muito ,,1.,,' rr,r r' . r | ì | | ) I i ( ( I r c i' tnuito difícil orientar-se nela. É '

Ir rrr|rrr". Lillriliì-sc-

rrrrrilo rrrrj:; l:rr jl Írrzi:-lo Jìos sistenÌas metodológicos consi( nr('s, t)r( (.ìs()s, livrcs dd contradições, que têm plena consr'ii'rrcirr <le st'us riìcstres, que forâm unificados e estruturarkrs logit rnrenlci c tÍÌÌ.rit() mais difícìl avalìar com correçào e dcscolrrir a vclclrcleira natLlreza das metodologias incons cjcr-ìtcs, (lrÌc se Íì)rrÌlâr-n espontâne;ì, contraditoriamente, soÌr ls mris divcrsíls inllÌrènciJq, às quais fìertence juslstÌÌetìrc.r psicanálise. Por isso, esta exi€ie uma análise metodolirgic:r particularmente escrupul<>sa e crítica e nâo a ingênuzì srrper' posiçâo dos traços de dois sistemas distintos. "Para uma pessoâ nâo versada nos_plgbLg1_r,4.1..-cleqtjflc12. melod,Jlógicos : dl4 V, ry Í:e.rgy1ni -. o mÉio.lo é o nre.mo pa r.,r roda. ri ciènò,ã.i r t9zj. p:?,]Ì."Eì-iÍêóci,r q,.ie mnis
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.lslreu-crlEr-&sâlàlra-4g_çflg.pl-l9aS-qgp-iff t ü?, i-p"i-c,olegia. Sempre a incluíram na biologia ou na sociologia. Em
poucas ocasiões suas leis e teoÍiâs forum avaliadas mcdiante o critério da própria metoclologia psicoÌógicâ, oì.ì seja, pârtin, do de um interesse pelo pensanento ciettífico psícológico enquanto tal, de srra teoriâ e cle sua netodologia, cle suas fontes, formas e funclamentos. É por isso que enr nossa críti ca cle sistemas alheios, na avaliação de sua veracidacle, care cemos do fundamental, da compreensào de seu funclantento metodoìógico, que ó o único que pocìe levar à avaliação cor' reta do conitecimento no que diz respeito a st:u ctraÌt('r' clemonstrável e indr,rbitável (V. N. Ivanóvski, 1923). li, rcssr: senticlo, aluvidal de tudo, nâo crer ern n:rcla cle pés jrì'1t()s, exìgir cìe toda tese sctLs fundamentos e suas fontes cl<l conlrcciment() é a primeir.l regÍì da metodologia da ciência. AssirÌì nos pr()tegemos de uln erro ainda Dâior: nào mais considc rar iguais os métoclos de toclas as ciênciâ.s, rìas cler que a estnltÌ-lra dc todrs rs <:ìêncius é a ntesma, "A ÍÌì(ìÍìtc scrn cxlteriència representzÌ, por assinl dizer, cld;t , ri'nr i:t rrrtnt PÌ.rl<' (l,r(l{'(lu( .r L it ncil .onstitui Llnì conhecim('rìt() Íirlr'<ligrio. inLlirÌrit ri vcl, nela tudo deve ser fìcleclign<t; totlo sr.rr torrtr'írrlo rlct,<: scl olttirlo e clemonstraclo atravós tl. urìr tÌr( irì() rìì(111)(l(r. (lu1' ploP()r( iona um conbecin-ìent() li(l(.(ììl.itìrr N;r{,..ir rlü('(ì({ìlt.tìit |r'alitladc: enr tOCia ciêttcjtr rt{)s ( rI, rìrIII;r|ìr r';, !t.tÌl (lìi!Ìiilx ;rlgrlltta, r:rint ftttos jso-

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só os críticos de freud criâm em seu noDle 1,:rl.rr[rgi,r socirl. rì1âs que também os reflexólogos (A. B Zalkiod) ì. j' ir,rrì .r\ l.rnxtiv:rs d:ì r'ctìcxoloplia de "peÍìetür" no campo dos fcnônlenos 1'r.'ir, rh cxl)li(ril()s atravá; dela, tssin como algumas cle suâs Pletensôes Íilì,ÍÌll(:rs itcriìirj c tân1l)érÌÌ o méÌoclo de Pesqulsa "etìl aÌgum Lu61ar" (4. B rrrrrr

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Z.rlkinrl. 1924).

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TËORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

O SIONIFICADO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGTA

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1,r,1,,., r o11q1111lv;11los

(c grupos de fatos análogos), com

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li.i, i rtitrr.r, l,r l ; r.r ;1, 11'11 I lÌÌcnos); encontramos conclusões 'rr rrrlrr,,', lrirlttlrití'tvcis cle teses estâbelecidade de I'rr||r,r | | | ,r I r i , ! I !..' I , t'l)rtttr ('struturas que ampliâm os limites ,l{, rr ar, ', r Urlrr'r lrÌrcrìl()s ()tl qttc têrn o significâdo de "fic!{'i,, llllt.'rlll/l(l,rr ( ('rìs( ictìtcl]ìcnte; com anâlogias, Senera !!.,r1,,!.r ,rl,ri'\lllr,r(Lr5 (l(.  ciôncia tem ì.ìrna estrutura vafia,l.i '. r ' ', rl'|r'r'rr.ìrr (lcss(: Íìtto tem um significado ilaÌportanì!tll!( ! lr.ll,r .r r'rrltLll:t t icntífica do inclivíduo. Cada tese cienrilir,r l,,rl!( ul:rr lì,rsìui setl grau de âutenticidade próprio. llt.r( rìl( illì( !ìirs i cl,r c dependente do procedimento e grau rlt. srr:r ltrrrclurìrr,'rìtaÇalo metodológica, e â ciêncÌa - enfocadâ ltl( l()(l()l()gic:ìlÌìcrìte - nâo constitrÌi r,rma superfície hornogêrì( iì ( ()rìLírìtr.r, lìliÌs r-tfiÌ mosaico de teses de diferentes graus (l(' ;rut('rìli( id:r(lc" (ihiclcm, P.250). l)()! iss.), () lìcl.aunclo Procedimento de fusào clos sisterr.r:, r'i)rÌì( l(' tlois c'rr-os plincipâi.s: 1) a combinaçâo do méto,1,, rll t.rl.r:, rr:. r ii'rrcilrs (lÌìnstcin, Pávlov, A. Comte, Marx) e -'ì ,r tÍ llllr.Ìr, rll. trrl:r lr ll('lcr()8ônca-.qstr!ìtq-ra do sistenìa .1, !rrrlir,' r!rrrr 1,lrrn,,, llurÌit "supcrÍ:ície homogênea contírìtl,r IIIrriI'Ir,;l,r ,l;t Ir'r'r,rtrilitllttlt' ito (linlleiro; dâ honesti ,i.r,1.. ^ r,.it.lr lrl.r,lí'r'('ltllils (()isíls rÌìil iÌo erotismo ânal ,l.r !  lj l! t,r l,l.'^ìr ,ti|l(l,r rr.lrr sigrrif i< a lììor-ìismo; e a confu.ì:i,,,1",'.,r l! ì,-, rlìr,llìl .r 5rtil tìrrllll('zrt c Seu gf2Ìu de aUtenti,;ìlììli , ',rlì rrr Illr' ilrl,,r, rl() lllillxisrìì(), é tlm enolme erro. rr l:il1{ tl,lri,lrr, ', r . , , ' t ' r ' t t r t tlt ssa tesc, a idéia ÉÌeÍal que ,.:,r,i l,r!r lr,ìr r!'1.r, r,rr;r lnrl)()rlrìrÌ( irì ttetoclológica, o mêtodo ,l ,rir.tli',r' r Irl llrt' f lìÍ('s( ril() srio plofundamente conserva,l!'ri..! ,r't,'lirl r ortrr, o lltlsitliíttio está âcorrentado à prisão, 1!,r |t,tlr .rr jrlr,r' (,rÍ:ilcr- () cstá ao crotismo infantil, a vida !ìullr,Ítir ( Jt;r Fr<'rlt'lcrrrrinltda no mais essencial pelos conflirr,,' illl:rìtis, trrrlo ncla consiste em clin.Ììnar o complexo de Írlilro ctt ., ir (ultura c a vida d?ì humanidade se aproximam nr )virìÌcltc cla vicla primitiva, É precisamente essa capaciclairrrriâ
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sr'p;rr:rr os Irrlos clc scrrs significacios visíveis e próxirrros rr r'<rrrtliçrìo lrrinreìra c necessária da análise. lsto nào rlucr clizcl clc mirncilrr algurna que tudo na psicanáiise contriì(liz () nrxrxislìÌ(). Niì() é essc O problema que aqlri me preocupa. O que nìe pre()cupa é ressaltar como devem ser uniclos doìs sistcmas dc idéias (n.retodologicamente) e como não devem ser unidos (sem espírito crítico). \9 ="!4ruç-n*.c{itico cadâ u.!lr.ye, 9,q!!g.qyer e. nà() o que é: unì marxista encontra na psicâníÌlise o moÍli-snì(). ()

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màiêr'ìalisn.ro ou a clialéÌica cjLie nâô zipàrèèeÀ nelar rrnr li.ìóì.rgo cor'Ì1o A. K. Lienls slrlìoe qllc a psicanilr-e ,..r.rrrr sisÌcma psicoÌógìco somente de nome; na verdade, é objeti vo, fisiológico" (1922, tt. 6r)). E Ò mctoclólogo Binswanger' parecer ser o único que, em seu trabalho dedicado a l'reud, assinala que, a seu ver, é o psicológico, isto é, o antifisiológico, que constitui o pfincipal mérito de Freucl em psiquiatriâ. "Mas - acrescenta - esse conhecimento ainda nâo se conhece:ì si mesn-Ìo, isto é, carece cla con-rpreensâo de seus conceitos principais, de seus logo.s" (1922, p 5), Por isso torna-se particlÌlan.Ì.ìente difícil estudar o conhecinìento qìJe ainda nào tontou consciência de si mesno e de seris /ogos. O que, naturalnìente, não significa de rrodo aÌgum qrÌe os lìarxistas não devam estuclar o inconscir:ntc pelo rnero fato cìe qr.r c as principais concepçares clc Frctrtl contraclizem o materialismo dialético. Peio contrário, pl'ccis:r mente porque a psicanálise estuda seu objeto colìì besc cnr meios impróprios, é necessár'io conquistá-la para o tnarxismo, estuclá-la empregando os meios da verdadeila metoalologia. De outro modo. se nâ psicanálise rudo coincidisse con.r o rìarxismo, não seria preciso mudar nacla nela e os psicólogos poderiarn clesenvolvê-la precisamente como psicanalistas e nâo colllo rì]!u-xist.ls. ll para Ìevar al cabo esse estudo é preciso obselvar, rntcs rìc nr:ris nada, a Datureza metoclológica de ca(la idi'irr, <lc (ir(lt t(sc. Nessas condições, as idéias nìâis lÌìelilpsic( )lógi< rrs lrork'rir sÈr jntcrcssântes e ilustrativâs; pot excntPlo, r clrrr-tltitt,t rh' lrtcLrrl s()l)rü iì |ulsiìo dc molte. No lllcllir io tlttt t sr lr't'i ll.lt:ì.t Ìtit{lttç;ií) tlo lil,trt clc Flcttd sobrr' r.'srr' IIrìr,r lt rìl! r 'I, trr',tr:.tr.rr ,llt(. lrrìt r)rr rr{Js t'rt)vin

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TEORIA E MÉÌODO EM PSICOLOGIA

O sIGNITIEADO HI8ÌÓNICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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(.lll( s (lue sciam suas conformaçÔes reais (neuroses traumá( r('l)('tiçl-Ìo de sensações desagradáveis no jogo infanrll), l)lr rliris p;rladoxal e contrâditóriâ que sejâ sllâ compar.r!,r,, , r,llr :rs icléias biológicas universaÌmente aceitas, por rrr.rt ' , l,rr.r rlrtt s<'jir lt coincidência de suas conclusòes com a Itl,,',,'lr,r rlo rrilvlna, o conceito com que Freud opera, o (lc molte, responde à necessidade da ' ,,r, r'li. rlt' lrrlsìo I'r'.1,,i1i.r .rrÍ,rl rlc rlorrinat a idêi.a da morte, assim como a rr|.trIrtr,itI( ,r ll.vt rr< tcssiclade em determinado momento do ì.,ri r ttl ril nrrrrrr.ro rìcg.rtivo. Formulo a tese de que o con, ! r.' rl' r,ttl:r r.rr lriologiir âlcânçou uma grande clareza. A ' t. r, t.r r r ! r i ( r - r l c sabc como operaÍ com ele, como ana1r.,.ll { . i | ì I r . I I r ( ' I r r o vivO, mas ainda nâo se conseguiu domirr.rr r i r .rrr't ito rlrr rrrorte. No lugar desse conceito entreabreL,( rlnr ()( (), urrr lugrrr vazio. A morte ê inteÍpÍetada somente (()nr() !lÌìlì conlraposiçâo contraditória da vida, como a ausônt il clc vicla, cm suma, como o nào-ser. Mas a morte é Llm ÍiÌr() (ìuc lcrÌì tambérn seu significado positivo, é LÌm aspecto l)i[li( ullrr clo scI. c niro só do não-ser; é Llrn certo algo e nã<l (' ( r)r)Ìl)l( r() r.urclu. lì esse signiíicado positivo da nìorte é desr .nlrlcirlo pt lrr lriologilr. Na vcrdade, â moÍte é â lei univer',,r1 ,1. r'ir',,; r. ilrPossivt,l conceber que esse fenômeno nada r' |!r,..r.rrIi Iìr, r ' r r ì ri ì { ) , isl() ó, n()s pfocessos da vida. E ,ltlt, rl , r, r ,Ir. .r r|ìr,II( r,tIr'1:r rlt significado oLÌ só tenlìa um ii|rlllì r,l, ' tìr'r-i,llivrt I rill, l', r r r i I r ' | r rrrrr.r otrirri;io anl'tl<>ga a esta. Refere-se r r,l, tì,1, il,g, 1,1,. (lrl rì:t(i I)()(ìc lr:rvcr urta fisiologia cienriil. , ,lir, trJ,, !,rü..1,1!.1r. .t llìllrl(. C()tÌÌ() elementO eSSenCial .l.r . r,l.i , ,tr. ri.ì., ,,,tttl,t,, tt,lrr (lttc x ucgaçào da vidâ está ìtì' lrr.l ì ,1, l,rt,, rr.r I't;'lrrr,r vtrl:r, rlc nroclo que a vidâ se con,,1,' .,, rll,i' r urrr rlIcrtrrr'ìrt rr scu tqsultado necessário, a n,,irr, ., |lrl,ri r,,iÌrl,l,t rr, l.r t rrr csl:rclo Sernìinal. E precisarir, rr' .r I',I{, ,IrrI' .',r' r't tlttz :ì concepçâo dialética da vida: \'ir,,r l rrr.rrcr" (li. l\,1rÍx, Iì. tìngcls, Qbras,t.20, p.611). I llrr.( i:,;rrÌ(.rÌr( (jstrì a iclóia defendida por mim no men, r' 'rì.r{l(' l)r( lr( iO clo livro dc F'reud: a necessidade de assinil.rr , torr,tito cla nrorte aos princípios da biologia e de de:,il-ir.lÍ rrirrrllr <1uc por cnquanto com o "x" algébrico ou a
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p;rr':rrlor;rl 'lJlll:,iiÍ) (l{' tìt()rt(, - esse Íegistro ainda cìesconheitlí), rrr:rs r;rrr.irrrlrrlrilrrvr:lrÌìr'nle cxiste. com que a tendência lìílliÌ iì rìì()rl( (.sl:i rcl)r('s( r-lÍídâ Ììo oÍgãnismo. Con] isto n?ìo <lttelo rlizt r' (lu( ;r s()luç!ì() cìada por Freud a esse problema .' i,r r r r , r r r I r r It.rl ì.ì ( ia.Ììiia nenì Lrmt \iJ pâ r,r tod,)s. I llìais urÌìa tlilhe alpina sobre os precipícios para aqueles qtre nrìo pldcccnr clc vertigern. Creio que a ciência Lalni)óm necessita de semelhantes livros: livros que nâo descubran.r veldade, mas qì-le ensinenì a bnscar a veldacle,;tinda clrre nâo a tenhan.r encontr.ìdo. Nesse prefácio eu dizia claranlente que a importância do Ìivro nâo depende da comprovaç:ìcr real cle sua autenticidadei em essência, a questão fica corretatmente forrr-rulada. E para fbrmLrlar tais questÒes é preciso nÌais criatividade do que para levar a cabo unìa observâçào ordinhria em qualquer ciência, de acoldo com o modeio estabelecido (L. S. Vigotski, a. R. Luria, 1925). Um cìos críiicos clesse ljvro oÌânifestou urna profuncla incompreensào clo problema metodológico irÌrplicaclo nessa apreciação, unra compÌeta confiança nos triÌços exteriores clxs idóÌâs, um ten]or isento de espírito crítico ante â fisiolo8ia cÌo pessinisrno c clecidir.r de súl:ito qLre "Scl.ìopenhruer significa pessinìsmo". Nâo compreencìeu que existenì prol>lemas aos qlÌais nâo se pocle chegar voando, senr mancar', e que nesses casos níìo ê um pecado mancaf, corì-Ìo cliz fl ancamente lrreucÌ. Aquele que vir nisto apenas Llna clzÌu(li( rì ç:ìo está cego rletodologicanente. Com efeiro, nzìo é (liÍícil cìizer que Iìegel e|a iciealistâ. isto se gritâ âos q!ìâtIO ventos. O genial está er'ìì ver no sisterììâ cle l-legel um ideali:imo que pendia soÌrre a cabeçu do nÌaterìalisülo. Ou seja, sepalar a verclacle mctoclolírgica (a dialótica) da falsidacle real, ver q!Ìe Ì iegel canrir-rhavrr lrrrrro i vcrclade mancando. Iìste rìr:Ìo i' n;ris <lo tluc trnr exen-rplo isolado do caminho acleqLraclo prrlrr:rssirlilrrr as ic1óias cicÌìtíficas: é necessário eleyar-se l)()r' ( iÌììiì clt sr.:u contcúclo rcitÌ e colocar à prova seu signiÍir';rrlo r.sscrrrnl. l\4ls piìm isso é necessário ter !ìlrì p()rÌlí) rlr';rl,r,io lore rltr.q;is i<liirrs. Qr.rar-rclo se fica com os clois l)(.\ rr() llrr{ rì() rl;rs Jirr'r1r1[;r5 iclii;rs. rlLrtnclo se trabalha ({,rìÌ i(ìll{r'rt,r r.|.rìr,rr;rrI :,.l l,il|tif rlr'llrs, Iorn:r-se
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TEoRIA E MÉToDo ÊM PSIcoLoGIA

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irrrlr<rssivcl situar-se fota. Para referir-se criticamente a um .,l.rcrrrr rrlìrcio é preciso antes de mais nada dispor de rÌm sistr'rr.r rlt lrlincípios próprio. Jr.rlgar Freud à Ìuz de princípios ,.rIr.rrL1,,:, rlo 1rr'óprio Freud significa justificá-lo de antemâo. i,,,,r' t rr,r ( (lir)ì(.nl() íe.4sSjr!{a_f 14ç]49.al-heias constitui o ì! r' ''1r., til'rì (l( irìtct{raçâo de idéias do qual passamos a nos rr! ìrl',ll ,tl,r,t:1. Inìlìtr'1;rclì()s clc novo um exemplo isolado para facili t,r .r r1,.,, {,lrÍ.11ir (. .l cxl)()sìção dessa nova formr.rlação meto'lì,l,,rtr,r No lrrlrllrtírrio cle Pávlov formulou se o probÌema 'l, rr.rIr',1i'rrtLrr r.xPcrirrcnralmente excitantcs vestigiais e rIll.ro., , r rr li.iorr:rrlos vestigiais em excitantes condiciona,1,ì.., l(.ti\,.)s. l)lr':r isso erâ preciso "eliminar a inibiçào" conseXllr(l.r p()r rrrc'i,r cl0 rcflexo vestigial. Como fazê-lo? Para alcanlrrl t:;sr' oÌrjctivir, YLl. P. FroÌov recorreu a un-Ì procedimento rlrrt'tinl!r ur'ì1rr ccrta analogia com procedimentos da escola cls lirt:rrcl. Mecliante a destruiçâo dos complexos inibidores (:1.ìv( i\ r( conslÍuia precisamenle a siluaçào em que esses .r'nrplcxos 1iÌìlÌrìnl s(] f<xmado anteriormente. E o experimenrll {l(.lr ( ( rt(). (l()tìsi(lcto clue o procedimento metodológico rrtiliu.rr l, ' t ()rislilrri l)jrsi( irrÌìcr-ìtc um rlodo correto parâ formlll.rr r.rrrr,' Í, tr.tìr.r (l(, Ir(.Ìt(l (lÌt.Ìtìto, em geral, todâs âs teses .rIIr, i.r', l'rt', rILi|(.tlì()i tIr.st r't.vct cssc procedimento. lrrr l,rlrrr, tr,r lrr1i.u, rr<.sst'caso o problema surgiu no t'rr,.,',1, ttr\ ',',tlll.t{.ìí.\ l,ti,l)tiirs sol)lc a natureZa da inibição r'ì' r,r l'ìr'ii,Írti,, ,t t,U,.!,t l,rr:t t.Ol()r.:rcla, formulada e Com 1,r, , tr'llrt r r lrr,, ,lr. lìtl|l, tIj()s l)rí']l)ti()s c da mesma maneira ,rrli.,r! lìì {,,iì r "lr r.it{)r. (ì,1 (.r,( ()lir lxrvloviana na formula I i,ì t, ,,rÌ, r ,l,r tr,rlr.rllrrr r.rIr.1i1111.111111 c na clelimitaçâo de .ìì:i rúì1,,ìrri,ll l,t l} rltrr.i.rrrn reflexo vestigial e t l,rl,r rrr r,rl,r lr,'., ",rlll-nì.i rrrrr r'r,l'lt.xo itl'ctivo; transformar ,, ilu!. r. i,|lt i irì ìilltrì, ìltirilì{.r ('llrri||;lr iì irìilriçio e as.siiÌ-ì sucessiva .,, rirr .ir .:i l,!, t,rl. r' rlcttrnisrÌì<t clo processo é concebido . ' rir ,,rr, ir"tl,t,, , r | Ì I | , { I r I I ( ì t I (lcl cl'lnin2ìdas e homogêneâS. :\ ,rr,rl gt,t , , ìllt it r iltlt'sr. Iirìlìir s()rÌlente urn vzrlor heurístico; { rr, rtrt[ìì ír (.UìrilllÌ() rllr 1rt.opria ltusca e conduzir-r rapidallrí.otr. ,ll r ìrjr.tirrt). l\,1;rs íìri aclotado âpenas como uma supo ',rr,.t' ', u ì;r srrPosili() quc se verificou ìmediâtamente atla,
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vir, rìr' r'rt,,.rrrrr.rrto. 1., tk.ltois de ter resolvido sua própria lilr( lrr, r) rülr)t Ilrt.p()rr :ì tcrccira e últimâ conclì-lsão: os fenôrrtcryrs rlt.s, r'itrrs l)()f lit('ud 1t<tdcm ser comprovados experirttcrtlrrlDrt.rrlr' t trr :rrirrtrtis c ser analìSadOs pOSleÍiornìente Lrlilizlncl() () lìct()(k) rltis lcflcxos salivâres condicionados. (,orììl)roviLr as lcscs cle Freud por meio das icléias,,cle Pávlov rr:ìo é cnì rÌ)s()ìuto o mèsfiìo qrÌe fazê lo através das p|irprias r,-l(irs. l)rris l,t'rì. r dernonslr.lçào cìessa possil,rrliLlrcie nâo foi estabelecida analiticarnente, mâs âtravés da experimentação. O fundamental consiste em que quândo o autor tropeçou no curso de suas próprias investigaçôes com fcnômenos análogos aos descritos pela escola cle Freud, eru nenhum monenlo passoll para Llm território .rlheio, mas c()n,
scgniu fazer avançaÍ slÌa invcstigaçâo servincio-se deles. Sr.ra clescoberta tem unr sentido, um valoÍ, urn lugar, um significa do dentro do sistema de Pávlov e nào no .sistc'mâ de Frelìd. Os círculos de ambos os sistemas coinciciem rìLÌrn ponto de intersecção: âli se tocam, e esse poÌ]to é do domínio de ambos. Mas sua origcm, seu significado e seu valor estâo (lçlcrminJdos por srre posicào no prirnt-ir,ì sjsrcma. Curn essa investigaçâo chegou-se a rìtì]a nova descoberta, estabeleceu se um novo fato, estu(lou se urÌ-ì novo aspecto e tudo isto dentro da dourrina dos reflexos condici()nados c nào denlro da psicanálise. Dessa nìaneira, dcsaparece qualclucr' coincidência "quase milagrosa"l Para ilustrar o abismo qlre pode existir entre duas rrurneiÌâs de proceder, b:rsta ver como Békhterev rcaliza urÌ)lì elaborâção reflexológica da icléia da catarse baseando-se rìa descoberta de uma c<>incidência velbaÌ. A relaçâo entle os dois sistenas se resurìÌe lu nda rnentalmente na catarseì o (lcpreciâdo "cfcito d() irnpr.rlso mímico-sol.Ìlático inibido". Por acaso esse cfcito tì:ìo ÇonsÌitui unìa descarga daqueÌe reflcxe que, ;to seI r't'Prinrirlo, opritÌìe a personalidade e a "coage', lraÌÌslì)r'nr:rrì(l()'rr crìr (l()cnte? PoÍ âcâso essaÌ descârga em íornlr r.l| rt'llt x() (lil ( ?lrr-ri(: l)ermite resolver cle forna nalur:rl () ('i1r(i(, rrrt-rilricl()? '(j 'ìrìo s(ìlrimento choradcl nâo constilui urìì;r (l(s( iìÍJl:r rlo rllllx,r t('l)rirììi(l()? (V. M. llékhtcrev, 19fJ, l) tlìo ).

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r ,lr. lcr rorucnos conscientes. Oh, inibiçã<t sall)llrì:r I)crnìitc explicaÍ os fenômenos cons( r.rrtr., ( rrir ..i(.ïü|rrt(.{)s inconscientesl 'l rrrlr' rlrrr' í()i dito âcinìa dernonstra clâlamente que rltr,rnclo sc. Íala cio ìnconsciente é pteciso distinguir entre o Pr'lrlrlc'rrr;r Iìrctocloló6;ico e o empírico, ou seja, entre a quesl:ro psic olt-rgic:r e a da própria psicologia. Estabelecer a clis lirì(íi() (()rÌl cltrc iniciamos estâ parte do texto. A uniâo âcríti<;r cìt :rrrrllos concluz a ulna grosseirâ deforrnação de loda a ,1r,.:ir:r( ) ( ) sirììl)a)si() sobrc o inconsciente (1912) mostla que ,r ,.,'1u,".r. rL,s lìrrrtl:rnrcnlos clo problema ultràpassa os lirnit, ,l.r lr"rr 0l,,gi.r ( Dìl)Írir':r (' cst,Ì inevitavelmente relaciona ,l,r , ,'rrr ,,,rÌyi! \r,,.r. lil,rsr'ríir.rrs geraìs. Quanclo aceitanlos, ,,iìll', I lìrr.tìr, ì . rlll!. tìii() cxiste () inconsciente, ou com llrr',i, rl'i rt.i rl'l{ ' r,rrrrl)lt srrrcntc fisiológico, ou com Schu l,r ',,11,1, r. rlr{ (. Úl|ì;t ( itt( l{()ri1Ì gnoseOlOgiCamente neces, 'r .rrrr ,,rt rrrltr lrr.rrrl, (lltr.( scxut], noSsos aÍgumentos e , ,. , lrr ,',, , r.ro ,rli.rrr rl, r:, lirrrrtr.s (lll ìnvcstigaçâo empíricâ. l'|lr' '!!,it|l,'r.r t:irr)l;. l,:. l)illic tììatiza OS movimentos ;1ri,,..r l,r|.i, rr', rlrtr. i r I r r s jr I r; r rrt a claboraçãO dO conCeirO rlr r r,,tl.,, lt.lllr'. Nir sUir ()l)ìlìi,Ì(), na ltase desse conceito en, i.rìt,,r .,,. ,t t,-nt.rtlvit rlt.rlclcndcr a independência da psico l, rt' 1.1 1 1111, , r ri'r rt irr t'xltlicatìva contraÌ a usuÍpaçâo dos méto,11., r. plirrlilrios Íisiol<igicosr a exigência de que o psíquico r,,. (.\lìli(lu(.rì l):Ìrtir clo psíquico e não do fisiológico, de que ;r psit ()logiu se tnantenha dentro de si mesma, dentro de rt'rrs yrlt-rprios Iinìites, na análise e na descriçâo dos fatos,
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r,llr rr' rlIrrIrrrìrì{}, r() "()Í)rirÌlir'r a personâlidade, a coâge? r rltor';rclo é uma descarga do reflexo I','r 1lr! ' , r I r t ! i t I t : I i lü( l;tz( Í sc it l)cssoa ChorA nO mesmo moI rtt' trlrr, trr rllt..,.Ilì(.t jtìlcnltr scu sOfrimento? Termina afir nr,rì,1. Lrrlì.lr rlr(.() l)('ns.uÌlento é um reflexo inibiclo e r,' .r i , 'ri I t|l' r!l(), lig;rtlir ir |ctençâo da corrente nervosâ, é ' lr
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í.,rrl.r lrrlrrvlu clcsse texto é uma pérola: " Impulso mimiìlrl,rli( ll", poclc lrrver algO mâis claro e mâis exâto? PaIa .'fll;ll ,r lirRtl;rllt'nr rll psicologia subjetiva, Békhterev não ,lr r.r ,, rrliorrr;r vtrlgar, apesar do que a terminologiâ de "1rr, lr, r,l r.i,r p,rrlr. ,rgnrt,r'cr c()nì mâior clareza. Como é que o
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;rirì(l:r {lu( i:,ti) ( \ilil l)(.rìctraÍ no caminho das hipóteses :rnrpìrrs. l)irli( irssilirllì (lu. rÌs estttrtuÍas ou blpóleses psicoìrigicas slìo irl)(,nrs urÌt grrolongamento mental de fenôrnenos l:tonto!4ôttttts dcntÍ() (lc urÌì lllesrÌìo sistema independente da rcaÌiclaclc. As tarelas (Ìr psicoÌogia e suas exigências teóricocognitivas Ìhe prescrevenr Iutar, corn a ajuda do inconsciente, contra as tentalivas usurpadoras da fìsiologia. A vicla psíquica transcorre com intervalos, está clÌeia cle lacÌÌn s. C) que ocorre com â consciêncla dLÌrante o sono, com as lelrti>ranças que nâo reconhecenÌos aquj e âgora? Se qucrelÌìos explicar o psíquico a partir do psíquic<.r sem recor.er a ()utrc) ârnbito cle fenômenos, senì Íìos trasladarnos para a fisiolo gia, se qLìeremos preencìler os intervalos, as lacLrnas, as omissões na vìda da psique, temos de supor cìue esses fcnô n-ìenos continuant existindo de uma forn-ra especial: conlo alSo que é, ao mesrno tempo, ìnconsciente e psíquico. Essa ìnterpretâçào do inconsciente conlo conjetllra necessária, como continuaçào c cornplenrento 1ìipotético da experiôncia psíquica, também é desenvolvida por W. Srern (1924). E. Dalié distingtte clois âspectos no prolllclÌlai o rcal e o lìipotético ou metocloÌógico. Este úlrimo derernina o valor cognitivo ou metÕdoló8ico que iem pala â psjcologia I categoriâ clo inconsciente. A tarefa consiste em esclarecer () signili,.lrl,r c o imbiÌO ,.l, lcnôrr,en,,' (lLle e;\c ((ìrìceit'r urì(( r' ra paÍiì â psicoÌogia col]]o clêncìa expÌicativa, No c:rlìrinlxr cle Jerttsalém, o âutor pensa que se trata antes de mais nacla de uma certegoria ou de um processo de pensamento cle cluc nào se pode prescinctir parâ explicâÍ a vida espiritllaÌ, c faz referência a r"rm âmbito especial de fenômenos. Dalié diz com razrìo cìue o ioconscienle é trm cclnceito criado a pârtir de dacios inclUl)it:ivcis da cxperiência psíquica, de LiÍÌa expcÍiêncix cltrc c'xig(' r)( ccslirrrit DÌcr'ìtc ser completâda com a hipótcsc (lo ilì(()rìs(i.rÌt(. I)isto clr,'corre a neìtllfeza nìÌÌito comPlcx:r (ìc l()(ìIs iìs l( s('ri ([l(' ()l)criìlì] corn esse conceito: em cad lcst ti lrrcr'iro tlistirrgriir (! (llrc lr()cc(le dos dados cla cxp('riarl( il 1lstrlttir.r ilrtlìtt;ivcl c o tlttc pror,ém cla necessiclu(l( lìi|){,IlIi(,1, , ,It;tI i: ,ì 1lr':nr ilr' lurt( r'ìlici(ladc de ì.tma ('()lrlfir N,,:, t t ì l r l l r , , llr (jj, rltl(.!:;lrììillilOÌ()s:rCilllâ
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O BICNIFICÂOO HISTóRICO DA CBISE DA PSICOLOGIA

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os llois rspectos do problema se misturam: a hipótese e o lutlr, o Princípio e a observaçâo empíricâ, a ficçào e a lei, a r.\l ttlìlrÌ c:ì generâlização, tudo aparece entfemeado forrir,r r rr l, r rrrrr vcrtlacleiro emaranhado. Nr'!ri('s trirl):rllì()s críticos a questâo pÍincipaÌ permanece trt, 'i .r,lir l.i( rìts c l,rrria asseguram a Freud que a psicanálise .: rrr !Ìtrl.'rÌr;r llsiol(rgico; mas o próprio Freud é inimigo da , ',fr' ''frt,ì,r ll$lolí,t{icit do inconsciente. Dalié tem Íoda razào ,r,, rltTrr r1l|r. (,ssír (lrÌcstalo da natureza psicológica ou fisioli-rg1r ,r rlr r if r(1'ns( icrltc ê a primeira fase e a mais importante rl.,t,r,!o o Plolrlcnlr. Ântes de descrever e classificar psicolí rgir irl('rÌl(. o pr'oblema do subconsciente, devemos saber :,!'( itlrlí)s oPr'r:rnclo neste caso com algo fisiológico ou psi rlLrlr rr, r' Jrrt.cis.l (lcfiìonstÍar que o inconscienre ê, em gerai, rrrrrr rc.:rlidadr psiquica. Em sumâ, para resolver psicologicanìcrÍìtc () problerna do inconsciente é necessário formulá-lo como problema da própria psicologia.

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A rrr,< r'ssirl:rrl< <lt'<:stuclar os fundamentos dos conceitos ,l.r , t.'rìr r,r 1.4r.r'.rl (< ssrr tsPócie cle álgebra das ciências parti, !rl,r,-.,) r' ',r'r lJ,rl)íl rrr or'11tr.rização das disciplinas particul,r.a r!.uiilí'rt.r .,r' r orr rruris clur<'z-a ainda quando a psicolo3l:r l'ìlfrtr |Írlìtr.rl;r{llrs ((l!1(cil()s (le outra,s ciênciaS. Ao que rrr,l,ì l|lrlir J. iir!1 ('rt( llrtlr:l|ìì()s rìcste caso em melhores conÌll,;ir'ì |ìlìr lr.rí'ìil (,ri n sullrrclos cle uma ciência ao sistema ,1, ,,rrtt,t, I'rÌrlui.. tÌt,nl (l( :tulcnticidade, de cÌareza e de ,illIrIr||l|,rrL|{;Ì rl,r:, lcrt.'s ()u lcis crÌlpfestadas costun-Ìa ser rirìll,r rt.rl,ì r.l1'v,trl,r rlr tlut cl clas teses e leis psicológicas. l', 'r .l,,rrrIlo, lrrllorlrrzirnos no sistema psicoÌógico de expli, ,r!,t,, rril,ì lr.i t.strrbe lecicla cm fisiologia ou em embriologia, ÍrÌ l,rtll{ tr!r lrìol(rgico, uma hipótese ânatômica, um exeml)l(, r'rrì{,1ógi((), trnra classificaçâo histórica etc. As teses e { ,,rìritÍlr!()cs tlcssas ciências muito desenvolvidas, que partr.rrr tlt' lrrincípios bem fundamentados, costumam estar analisrrclrrs nretr>dol<)gicalllente com umâ exatidão muito maior

r;Lrr',rs l|r,r'l tlrì:. t'scolas psicológicas, que se servem de c()rrtt ilOs (r'ìir(l{)ri r'( ( ( lìte rì(ìr'ìte, pouco Sistematizados, para cstrrcllrr'<klrrrínios t()LiLlnìente novos (isto ocorre, por exemplo, nlr cscollr rlc'lircucl, c;ue ainda nào tomou consciênciâ cìc si lrcsnrl). Ncssc çaso, tomafiros enprestado um prodr.rtct mlris clairolldo, ()pcraffros conì magnitudes mais deternìinadas, n.r:ris exatas c nÌrÌis claras; os perigos de erro dirninuem, a probabiliclade de êxito aumenta. Por outro lado, como a contÍibuiçâo procede neste casO de outras ciências, o material é mais estranho, mais hetcro gêneo do ponto de vista rnetodológico, e as condições der sua assimilâçào se tornam mãis difíceis. A facilidade ou dificuldade que apresentâm âs condiçôes dos da<ìos enÌ conìparaçào com as que exâminâmos ânteriormente nos levarn a estabeÌecel um processo necessário cle diversificação na análise teórica que substitua a diferenciaçào real que oferece a experimentaçâo. Detenhâmo-nos num fàto que parece muito paradoxal à prinreira vista e que, por isso ttlesmo, é bem cônodo para a análise. A reflexologia, que estabelece em todas as esferas essas coincidências tào milagrosâs entr-e seus dados e <ls da anáÌise subjetiva e qlle qucr construir seìJ sistema baseanclose nas ciênciâs nat!ÌÍais exatas, vê-se su rpreender'ìtc rììcnl c ohrìgacla a protestar pÍecisamente contra a tran:iposiçrìo clas leis das ciências naturzris à psicologia. Qr,rando N. M. Schelovánovr investìga os rnérodos cla r r'flexologia genética, rcieitâ (corn absoluto e inespelaclo fun damento) qrre sua c.scol:r deva imital as ciências naturais trasladando à psicologja subjetiva aqueles métoclos que proporcionararÌì enorfiles resrrltados nas primeirâs, mas que sào polrco úteis para csrudar a psicologia subjetivâ. J. Helbalt e G. Ììechnel tr2lsladarì rnecaoi(:íllïìente â análise rì-Ìâtem,ìtica para a psir'oli giiÌ ( w. wun(ll o experinento fisiológico.
hclovrlrror Ni[,,liri M,ìi riiì;cli itdì (n. 1892-?). Iiisiólogo soviético, rlt lnl(lÌrir.!,ìo, irìv,.{r*tn! {}.!),ìÌ1,()niìrììcolo infa,ìtil nâ PriI1leir, infincil l)r'rtrrvr,lrÏ r,l'rr., - rrr, lh.rlÌt.c il itÌr. (it1ì vig(Ìsliì, cnÌ ()bü de 3.
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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
O gIGNITIE/\OO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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V. l'r'r'yt:r fì>rmula o problema da psicogênese por analogia lrru;r lrioloÍ.li:r e depois S. Hall e outros adotam em biÕlogia
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r 1rr rrrr ipio rlc Mtiller-Haeckel e aplicam-no incontroladalli.lìt1. uiìr, sa) ( ()tì1() princípio metodológico, mâs como prin, tl'lí, r'\ltli(,rtivlr clo "desenvolvimento esPiÍitual" da crian,,,r ll,ir,. r|r. s,rirrrnos, diz o autor, contla â âplicâção de rìí r,,,1",, lìr,,v;rrlos c Íì'cundos. Mas suâ utilização só é possirr l.lll,tlr,l..,,1rlolrlcma é foflnulado corÍetamente e quando r r tl. t, 1, , r |r P, rrrr lt' ì natureza do objeto a estudâÍ. De outro '{ ' rrÍ,rl'r, rìl,ta'nì sr':t ilttsiit> de que se tratâ de âl8o científico lrrrrr r'rlrrrplo ( ilÍirctctíslico disto é â Íeflexologia russa) O r,,.rr ,l,r:, , ia rì( irs rì!l(ur-âis com o qual, seÍaundo ulna exPres',,r,r,1. I l'( tz()l(ltn, sc cobre â mais Íetrógrada metafísica não :,.rlv{lrr rÍ,rrì llcrlr;rrl, nem \Wundt: nem âs fóÍmulas matenráti(:ts, rìcrÌl os:,4rarclllos exâtos salvaram do fracasso o prolrlcrnrr rrral lÌ:l r tnuÌado. l,crnbrcrno-nos de Miinsterberg e de suas observâções sirl]'r't: <; úllimo dígito decimal, extraído colÍìo resposta a uma l)('r1{unlx Í'alsn. Ern biologia, a lei genética - explica o autor ( () slilìri rì gcr]cralizaçâo teórica de uma série de faros e :,ìr.r r | I i( 'ir \';ì r ) <'rrr Psicologi:t Ó o resultado de uma especular ì r ' I ì | ( ' r I { i.rl, lxrst :rrìrt cxclusivamente nâ analogia de Íãtos ,1,, .tnÌl)rt,,..,1r!r.l,r's. (Nì() ('rÌssim que a reflexologia - sem l, r,rr -r , ,rì', ' .,r1.r |ì1r'rpr i:r inv('stigaçào -, nediante uma espe. rrl!!.Jrr.rrt,tllrr,r, t,rrrr:r rlr.viv()s i'mortos, de Einstein c de l,r r,l rrr,',li l,'', 1'rr'1',l,rrlrs l)rr:r suas cstltìturas?) Esse pfin, 11,i,, . -ìl,ll, ,rllrr, l r,rivr'rl( rì(' u() l)()nl.o final de toda uma ' r,lr til, r i,1 (lìr,ll'.li! r,r'rtIlir;t r:rtr ;lsicttlogia, nâo na quáÌ!r,1.,'!, ,lr lrlIIt|1 r1,. trrrlr;tllrr, uìils c()tìlo um princípio teó'i' " ,:..i ,i'i I', i'1,', |! |||t||ìir(I,r, lìtnrlaorcntado cientificamente i,,.t ,,rt;r, lr'-ì1,t|, Í'tÌlr'!.r ()lrl[ì csícÍ1 de conhecimento. i J;i', \ ,rtlri,.,, r r rrrr() l;rz () rk Íensor dessa opiniâo, exanÌin ir ,! ,ìr, \t.r.ì ,r irrrrrl(). Iìxis{c litcratura âbundânte, inclusive
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iì nrssrr. ( ) (lll( [tl( r( sÏÌ è ilustrar como muitas questõ€s forrrr tr lrr t l:r s r lt. I o rrr rr r.c1 rr ir,-ocada pela. psiqologia a..d qu irem :rp:rli'n, i.r , i.rrtrllr',r gr.ì(j-rs iros emplóstimos Drocedentes dr.\ c ii nr i,rs rr,rr r rr':rir. t.,,rr,,, r<,'rrlt.r.Ü.f" *" ãiaLirã-Ã"Lati" gica, N. M. Sclrclov;irrov <:h!:ga à conclusào de que o método gcnéticO é basicartrc'lttc inviável na psicoÌogiâ empírica e que, por isso, nâo nrodifìca a relaçâo entre a psicologia e a biologia. Mas, por que em psicologia infântiÌ se fornruiorr equivocadamente o problema do desenvoÌvimento, o quc conduziu â umâ enorme perda de trabalho inútil? Schelovánov pe,.ìsa que a psicoÌogia da infância nacla pode oferecer de novo além do que oferece a psicologia gerâl. No entanto, â psicologia geral não existe conto sistema único e suas contradiÇôes teóricas tornam impossível a psicologia infanril. De forma disfarçacìa e imperceptível para o própïio invesrìgador, as premissas teóricas precleterminam por completo o procedimento de tratamento dos fatos empíricos. Predeterninam a inter pretaçâo dos fatos recolhidos nas observâçÒes em íunçào da teoria sustentada pol tal ou qual autor. Essa é a meÌì.ror Íefutâçâo ao empiÍismo im;rginário das ciências nâtlÌÌais. Por isso ê impossír,el trasladar os fatos clc utÌÌa teo, r:3_?-9-r111", õa6eiii pensar que um fato sempre é um fáro, que um mesmo objetÕ - â c.iânçâ * e un.ì mr:srìo métoclo a obscrvação objetiva - só permitiriam transpor os íatos cla psicologia para a reflexologiâ se se partisse de clilerentcs objetivos e distìntas pÍemissâs de partida. O auror só st:
cquivÕca em duas tescs.

lerÌ primeiro erlo consiste em pensâr que a psicologià infJntil çon-egLrir.r lcsulr,rcio- po*itivos quando se serviu c-lr princí1:ios de hiologirr geral c n.io de prìncípios psicológi_ cos, colno oioÍrc, â scu ver, na teoria do iogo desenvolvida pol K. Gross, <1rr:rnclo, na vcrdacle. constitui um dos meÌholcs exemplos clo <1trt 11 um cstuclo puramente psicológico
recorrer rÌ cnll)ìúslirììos. llÍÌ1 (:Íjluclo compârativo e objetìvO, llìet()(l()l()gi(trìlt DIr' irrr l)r('crìiiível c ttânspalente, internanìenlc ({x r(.tìl(.(l(.:i{l(' :i (-()l(.1Ìr c tlt'scriç;ì{) dos fatos afé as últinÌas gclrt r';tliz,rq,,r',, lr'r'r'ir';r:, (itrtr,s l)fol){ )r( i()n orÌ Llma teoria clo j(u() l).ll.r ,r lÌr{ìlrtrÌr,l (]ri('ü:l t(i}ri:Ì r:Orn rrnì nróÌoselTr

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r l1.rr,,l,lr, l0l., l (l1162-1r29). l'ilósofo empírico-cÍílico âlemào. Coosider.r\.r ,ì r'rrÍl,.rrr'r,Í) r(nÌìo rlrn coniunto de inÌagens sensitivâs, difereoÌes 11.ì,.,,hinrìr,)s ('lricro\. lÌed!ìziâ x gnoseologia à psicologia e considcrava ., rt,.rr, i 1,, , , rrlÍr inì(.rìr() o indivíclLro scparado dos nexos sociais. (N.R.R.) '

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TEoRIA E MÉToDO EM PSICOLOGIA

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(l() psicológico, e nâo a tomou da biologia; resolveu seu I'r'olrlema não à luz da biologia mas formulando para si taml)( rÌì líì!-cfâs psicológicas gerais. De fato, o que ocorre é prer i:,:rrrrcnlc o contrário do que Schelovánov sustenta: a psicol,,Jli,r inlíÌntil ( onseguiLÌ resuÌtados teóricos valiosos precisarill rt!- !lllrrì(l() n:ìo recorreu a empréstimos, mas seguiu seu ,,rrrrirrlr,r 1rróprio. O pÍóprio Gross manifesta-se a todo |lríìl|ì,.nl I {)rìlf,l os empréstimos. s. Hall, recorrendo a .rrrI,u':,tirÌrlri totÌìrìclos cle E. Haeckel, desenvolveu idóias 1".t.rl,,pirt,rj, l):rs('rÌdas em absurdas análises forçadas, ao l';ì,',ìt,lr( (;r()sri, scgLìindo Seu próprio caminhO, deSenvolt,-rr r,la r,r. ut( is Íìiìra a própria bioÌogia, idéias nâo menos rrt,'r., rlo rlrrt';r lci cle Flaeckel. Lembremos também a teôrìa ,lrr lirrHrr:r1Ìcru (lc Stern, a teoria do pensamento infantil de lììllrlr:r t: l(olf'na, a teoria dos níveis de Bühler, a do adestrarrt,nro rlc Tlrorndike: todas sâo psicologiâs do mais puro cslil(). Scììelovánov chega a uma conclusão errônea, o papel ila lrsicoìogÌa da infância nâo se limita em absoh-rÌo à acu nrtrlrçlìo clc clados reais e a uma classificaçâo prévia, ou sejiì, r urÌì tr:rbrrlho preparatóÍio. Mas ê precisamente a isÌo r1rr,., ,[. nro,lrr irÌcvitáv('1, pocle e deve se ver reduzido o Pa ;rll '1r", prirr rpios lógicos clesenvolvidos por Schelovánov t,r,r, ) ! , 'llr lk.lilrl.rt.v. l'()f(lrì(Ì a nova disciplina reflexológica , rrr,, rlr i,l.,iiìi; r,i)l)r(.rr irrlincia, dc uma concepção do .1, , rrr, 'lr iirr, rrtl. rk. olrjr.tìvos clt investigação: ou seja, des , "rrlr" r ,r l,rrÌl'lr.rr.t Íl() ( {)r)ll)()rliuììcnto e da personalidade iri lrtii , ,.,,Ii ,I',,, rI,' I'ril( íl)i() tl:r oltservaçâo objetiva, que r,,l'riÍ1,',,,, Í.Q||ì.t lì{),1 tr.J{tit {c(tìj(a; no cntânto, COm eSSA r irr r IiirIlIrr, rrr ,Ir',r ,rIrrirr ttttt.t gt:ttttlc vcrclade. i! ',, r!rrr,l,, r'rri, rlo rtttlot lt.laciona-se com o primeito. '., ll l! '!.ri't r.Ìr, ( í!iìllrÌ('n(l('o valor positivo cla psicologia r '.,r1,',.,tttr.ì ,,.u lì,llÌ( l I)()r(lue parte da idéia metodológica ,i .t,,t.ìrìi,. inl.rrril) (l(: (luc, lo que tÌido indica, só se pode , ',t'r,l.rr .rrlrrilo (luc rì()rì plopolciona a experiência direta. !,,,1,1 ',11.q ri 'Ìriir "tÌtct()(l()lógica" se baseia num silogismo: 1) .r Ir,,i, rrl.Hi:r ( stu(lu a ionsciénclà;'2) i-èïôaiiê*,rcia-a;fut" rÌ'! rillr('r.r'l (()r'ìsciência do adr-rlto ("o estudo empírico do ,i,',r'rrr.olvirrcnto íilogenético e ontogenético da consciência

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irrr1,,,,,:,rvr.l
rsl tr,, l.

), i) lrírr r ()rìs('guinte, a psicologi:t infantìl nào

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Nr' r.nr.rrrt,, ( ol,.tinìi r!Ìn grlve erro pensar que a cièn cirr sl) lrrrclr'(slìr(lill () (ìUc !ìôs rnostrã a experiência direta. C()rrrrr () Psi(r'rlorl() cslÌr(la () inconsciente, como o historiador c o geirl<rgo cstu(liìlÌì o passâdo, o físico-óptico os raios invisívcis, o liltisolìr es linguas clássicas? Os estudos baseados na unáljsc cle vcstígios de influôncias. em métodos de lntelprct2rçà() e ïcconstruÇaÌoJ na crítica e nâ indagaçâo do significado lì>ranr tâo últeis quânto os baseados no rnélc>clo da observaç;ìo "enpír'ica" direta. V. N. Ivânóvski explÌcotì isto muito bem ao falar da r)letoclolo€iia das ciências, exponclo precisamente o cxemplo clir psicologi:r. A experiência dìreta deserlpenha trrn papel lnenor inclusive nas ciências cxperimentais. M, PÌanck diz: a r,rnificaçiro de iodo o sistena da física reóricâ é consegtrida graças a sua ìibeltação dos aspectós antropomórficos c. em particr-rlar, das percepçÒes sensoriais específicas. Na.loutrina cla luz e, em geral, da energia radiante, afirnra Plancl<, a física opera com rÌlétoclos ous quai\ "o ollr,., hrrrtt.rno (lrras( nìo rntur\.ern. alLt.t sumente corno um aparelho ocasional (é verclade clue clc grande sensibilidade), jír qus capt:r rai()s dentro de uma reduzida zona do espectÍo, que qlrase nâo alcança a amplitucle clc uma oitava. Para o resto cle espectro intervênr, nQ lugaI clcr olhos, outros apareihos dc percepçào e de DreÍìsuriìÇ;io, como por exemplo o detect()Í de onclas, o tcrÍtoelcÍÌrento, () barômctro, o radiômetro, a chapa fotográfica, a câmalu de' ionizaçâo. PoÍtanto, a sepâll.Ìção elrtre o conceito físico prir'rcipai e a pcrcepÇâo scnsorial específica produziu-se na óptica assim colÌo na mccânica, oncle o conceito cÌc força já pelderL l-rá muito tcrìl)o seLl ne-xo iniciâl cem as sensiÌçòes
musculares"

pl).8, 112-3). Por collsclluirt(:. a física cstucla prccisamente aqLÌilo
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19 11,

que o olÌro rìiìo vô; p()rquc s('cslarÌlos clc acordo, jLLnto com o âutor (N. M. Sclrelrrvrinov - lìccl.) e c()lrr Stern, acerca de que a ìnfânci:r c p;rr:r rrris lrÌ piraír(, pr:rrlicìo, e de que para ní>s, aclultos, j"i tr irrPos',rvr'l l)r'rÌ(:trill p()r coutplcto n:Ì..j pro(p()r(lÌl(- níìo nos il priedaclcs ( rìir (r,lrÌrlrr;r 'l.r .rltlrr iirl;tntil

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O SIGNIf'ICADO HISTÓNICO DÀ CRISË DA PSICOLOGIA

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rrlrr;rrs ollros siìo outro pafaíso perdido para sempre, que â i ,luiìltrìi) cspanhola é um inferno perdido para sempre etc. À1,r., .! r.\lli <r tlttit.l c\r qrÌestâo: o conhecimento científico e a 1,,,r, r.lì!.1!) rli|t't;r rriìo coincidem em absoluto. Nâo podemos \ i\'. t .r', ìrìl),( risa)('s iníantis, do mesmo modo que não po,l' lrr ., vr.i .r l{(vr)luçâo Francesa e, no entanto, a criança ,l[, \'tr'.- 'r. |):rl1rís() r'()m toda naturalidade e o contemporâ rt'. r r lr. r'irr r'orrr st.Lrs r>lhos os episódios mais importantes ,l,r ll{'r',rlrr1.lÜ (.sti(), írp(jsar disso, mais distantes do que nós rl,r r rrrrIrclirrrt rtIo <it'ntifico desses fatos. Nâo só as ciências ,i.r L rrltrrr;r, rrlrs trrnrbór]t as da natureza constroem seus conr r.lror irrtltJrcrrcl<,nt( mcnte da experiência direta; lembremos ;rs lrrlrn,r:rs clt lÌngcls sobre as formigas e sobre os limites de rtr rsso ollto. (i()r'ììo sc comportam as ciências no estudo do que nâo st nos ofcrece diretamente? Em geral, Íeconstroeln, elaboram st'tr olrjcto de estudo recorrendo ao método de explicar ou ilìt('rl)rctar seus vestígios ou influências, isto é, recoÍrendo a ( l(.rìì('rìl(,s rlrrc lhes pÍ()porcionam uma experiência direta. Àssirrr, ,r lristoIilrlor intcrpreta vestíÍIios - documentos, rrIl'rrri,,ì,r'., j('rì:ris ( l(. (', no cntânto, a história é precisaì|tr'||ti' ,r , ia\ll('r;l rl() |):rss:rr.lo, r'cconstruído segundo seus ves litll',.' l'lìr ' i' ,r r IiirrIi;r rl()s vt'stígios do passado, mas do prólìrtl liìl.il,,r,ii! N,il c rt lii'ncilr (los documentos de uma revoIr.,.t,, !r:rì,1,r liraìlìri.r l,.v{)lrrçiìo. () mesmo acontece com a i lrrl,r rlll r,('r;i ,1ttt' ;r infância, a alma infantil nâo t , ' , l, , .t-i .r ||,' rì:!' ì .rlr ,r , r', rr.ì, r rl<.ix:r vcstígios, nâo se manifestâ 1',rr,r l,,r,r rr.lr' |,rrlI j,( t il(.s(()l)(r'Ìtì? A qUestâo consiste aper,,!r,, r!!lir1" r t!t (llr( rÌl(,t()cl() interpretal esses vestígios: r '.,,, ,! !r..,t r!ilr !'ì l)|r lt.rrr sr.r' intctpretados pOr AnAlOgia com a "\l',.r!' , t.r .rrlrrltrr,/ ^ (lücsttÌo é, portanto, a de encontrar Úllì,i irìtr'rl)r{'l;rí,ì{) (()trct:r c nâo de renunciar por completo .r tnrlrl'rrlIl-l()s, ()s llist()ri.tdores conhecem mais de uma ,nslru\'iìo crlttivoclcìa, baseada em documentos velídicos rrr:rs t'rr í:tlsrìs ilìtclprctações. Que conclusão tiramos de rrrtl, isto? I)c quc a lìistória é um "parâíso para sempre per
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rlirlr"'1 ;\ rrrr'.,rrr,r logrr;r clut chama de parâiso perdido a psicolr'gi;r irl,rntrl l:rz r) rìÌcslìÌo com â iìistóÍia. E se o historiadol ou o grrologo otr {) físico pensassem como o refÌexólogo, ciili:Lrn, ( ()rìr() () l)ìs-(âclo da hLlúanidade e da Terra (conro rr llnitr inlrrrrtil) oao estãÕ diretâmente a nosso alcance e sa) cstaì tlircl:rrÌr,.'rrtc a nosso alcânce o presente (como a corlsciênciiì ckr a<lultr:), tendernos a iÍìterpretar erronearleÌlte o passacl<> Pr>l analogia com o presente ou coln um "pequeno plesente" (a criança é um aclulto pequeno), e por conselluinte â lÌistória e a geologia são subjetivas, sào inì possíveis; só é possivel a história da época atual (psicologix do adr.rlto) e a lÌistórìa do passado pode ser estudada aperìas como ciências dos vestígios do passado, dos documentos colÌìo tal, e nâo do p:rssado conto taÌ (o qlie equiv;ÌÌc aos procedimentos c1e estudo clos reflexos sem a Íìenor interpretação clos rnesmos). Em essência, í.qq.s,g*dqgqra_ da .expef iQnc..ia ctir,qtâ con]o única fonte e limite natural do conhccimento científico qüe mantém e lança no vazio toda a teoriâ sobre o método dos reflexólogos. Vvedienski e Béklìterev procedem de uma raiz cornum: ambos slÌpÒerÌÌ que a ciêncÌa s(r pode estudar o que a introspecçâo oferece; ou seja, a percepç.ìo dìreta do psicóIogo. Algì-Ìns, ao confiar a alma a esse olho da intro-spc('(ìÌ(), constroen-Ì tocla a ciência conforme suas ptoplieclarles c os limites cÌe suâs possibilidades; oLìtl'os,;ro nìo colìl-iiÌr('rìl nele, querem estuclar unicanente o qlLe se pode captal ( ()rÌì o olho verdadeiro. l)or isto digo que a reflexologia se orga. niza metodologicaÍììe nte conforme o mesmo princípio sc' gunclo <-r qual a l-ìist(-)ria der.eria sel clcfinicla como â ciêrìciil dos clocumcntos do passaclo. A reflexologia, graças a trìuitos princípi()s f|rrtíícros clas ciências naturais, transformolr-se nu[Ìa c()trentc P r'Oítrrtcianrentc proglessista eÌn psicologìa, 'mas co1Ìì() t('()rii.ì (i() rììi't.e(lo é profr.Lncllrnente reacionár'ia, porque Íelro( ((l( iìo Pr(corìc(:1lo sensualista ingênuo cle que só é possiv(l (stLl(lrr ir(lrìil() clrrc perccherttos e na medida eÍn quc () 1rr'tr't lrctttr,s. IixrtilrìÌ( !ìt( rl.r rrrr''rri,i rìì;llì('ill (lLr(] iì íísica se lilleÍtâ dos eltrrrt rtÍ,'r, .rrrIr,,I,,'rrilrIir,r:,. ort :,t j;t, rllts lrctccpçôc-s

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TÊOFIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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rÍr.r rlcvr' lÍutâr o conceito do psíquico; independenteIrr, trr,',lr',1rtc st'olereça ou não à observaçâo diretâ, do rlr. ..]Ìì{ r Irt '( l{ ) r lttc lt tnecâníca atua com independência da .,i ì,.t,r,-,iì, trrIIr', ttIItt I os ópticos da visuaÌ. Os subietivistas '!'tl'ì" llr ,||r.'|( IIILIIIIIIÌ () tlrétoclo objetivo ao del-Ìlonstrar que {l .()ttl lltl rt!ì mento encerram geneticamente .tì llr,ì,,'r'1 ",,lrtt (192i), S V ll, r'r, ,i ,l{ lrlrt)r,lì( r'(iì() - G. I. Tchelpánovt fir,rr,l,r,r.' I l,),ll), Yrì. V. P()rtLr8álov7 (1925). Mas a origetTL trr. .llr ,r ,ll' r,rttr't'il<l tracLa nos diz de sr.ra nâtLÌreza lógicâ: Lrrlra.rìr ( ) i (,rt|r'ilrr tie lÌlr'ça em mecânica remonta geneticâlÌlllsculal. I ||',tì l. I "r'rì5rl(iì() A r!rlr()sl)cc(,r() coÌocâ um problema técnico e não cle pr rrit rpio: a lrtìì rrlsttLlnento entre outros, como o olho pâlâ ,,s lisicrr>s. Se rJ cntpregacla na medida em que for útil Ntto t xistclìr rquesloes cle Plincípio sobre a nâturezã e a verâciclârk, .l,r saf,ct t>u clos limites do conhecimento que nos obrigrrr. rrr a accilat ou rejeitâr esse instrumento Engels demonsì,,,,,,1,,,'()s lìrììitcs do conhecimento dos fenômenos lumirì(ì:i()r rìilr) s;i() (l(t(rn-ìinacl()s pela estrutllrâ natural clo olho; l'l.rrrr l. rliz Í) rìl( sr)Ì() clìì n()Ìììc da física atual Separar o con,, tr,' lì.'i(,,1,,gi,,, ltttlrìlttllt ttt:rl cìa percepção concreta consìÍfir .r Llli l,r llr,,lt'tl:t rlrt lrsiL <llogiir. A própriâ introsPecçâo ,1, !, '., r ,rl'll,,r,l,r ( rìl l( lrìl()s rlos postulados, métodos e
, I lllt'ì,,,,!, r,ll,-iì{r1i lvlrìÍ,viltlì ( lÍ162'1136) PsicóloÉ{o e filósofo ,.r' ,1.-'i 1,,,1 lìrr'li,l,,r rl'r1'l) ' rllr(11ìr (:Ìl' l92i) clo Instituro Psicológico l .!,.';., ,, t,ìiIrr, L',,Ii.ìtL,II.I l{rr15irr. I):r11ill &) PrinciPio do denoininâclô I ..,ì,1i,.r,', !,rt'rrr,,'.1' rlrrr,r,,Irrt'rlrr'(:(nÌsiderlrvaaintrosPecçàocomoa a urÌì papel ',,,., r'.,',, '1,',. l,r!'rr!-'ìrrr l-l'lìri"rr'c rcl< g'rva o cxPcÍitnento quc sua PrirìciPal importância con ,,,"'!ra,,,,,''r,l'r,rì(1,,,i,,',1,,rrrrrWLrr t, r.r.,,,tì !,irrnr rr.ìrr,.x,rt,r.r irìlri,3lÌ(1(iÌo. (N.lìR) {, Ì,ì,,!1,}!, l, rt4rrl. i V:ìslilkrvilciì (189J-1951) P$icóLogo soviétìco' esPe
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Se isto foI ussiÌìì, ({)l(}(:t s( l! (ìltl'rtio (ltÌ lì!Ìtuteza da interpretaçào, ou s(.ir, (l() rÌìcrt(J,.l() irrclircto- MUitos dizenì: "a lìistória interprctlt ()s \,.stigi()s do passaclo, tnas lt física obselva o invisível (()rìì â:riudir clc instrunlentos de forma tâo dilcta con-ìo sc () visse col'n os olhos. Os instrurr-rcnios sâo a prolongaçào clos órgàos sensoriais do cietÌtistâ: o n-ricfoscópio, o telesc(')llio, o telefone etc. c()nvenctn o in\.ìsíveÌ cn visível e em objeto da experiência clirctar a lísica nào ìnterpreta o invÌsível, el;l o vê". Mâs essâ opiniào é làlsa. A análise netodológica da sig, nificaçâo dos aparelhos cicntíficos evìdenciolr. jíÌ fâz tempo. que cstes desenpenhan um papel novo c frrndamentaì e qLìe nào se limitam a prolongar os órgâos sensoriais. O próprio termômerro pode servir de exernplo dcssc novo componente que os instruü'ìentos inlrocÌuzeÍÌ1 nos r-r-tétodos cientificos: no te.mônletro lemos a te mperatura; esse âpâÍelho não refor'ça nem proìonga a sensaçâo de caìor cla naneira con-ìo o nììcroscópio continua o ollro, mas nos enìancipa plenanrente da sensaçâo no estuclcl do calor: o te.lmômetro pode ser utilizado por alguém que careça dessa scnsaçâo, ao passo que um ceg() nâo poclc l'azer uso do nticroscópio. A tern'ìometria constitlri um modclo puro do m(:totlo ìn<lilr to: porque, diferente do que acontece com o n':icroscírpio, não estuclamos aquilo clue vin-ìos - a elevaçào clo nìcrcú!i(). a dilataçâo do álcool -, rnas o calor e suas mudanças. in.li, cados pelo mercúrrio ou pelo álcool, interpretanlos as indica, çòes do termômctro, r'cconstruímcls o fenômeno lt estuclar por suaÌs Íìarcâs, p()r sLra inflr-rência na dilataçâo do corpo. É assim que sâo lcit()s 1()cl()s os il)stntmentos a que se refere Planck como |r'rcios 1-rr r-a cstuclxr o invisível. Por conseguin te, interpret.Ìr sigrrilir rr rcc()rìstruiÍ o fenômeno segundo suâs mafcas c inllrrittt irrs, lrlst.;rrtrlo-se ern regtrlaridades estabcleci(lls lÌrìl( r'i( )l] ( rìlçr { trç:stì ( iÌso, nx lci clâ diÌatâçâo dos cotpos t'rìr ( ()r):,( íIri( rÌr'i:r rlo ' ;tlor'). Niìr) cxistc rrma cliferença esscrrcirrl r'nlr( rì r'ÌrÌlìr( r{.) (1,) t(t]ìlôtÌetr() c iì interpretiìç:ìo (lu(: s( rl,r tr,r lir',loti.r ort tr;t lr:irologi:r í) rrrcsnrcr

nulì1 prol)lena csl)( ( rlì{ i) rl:r 1'sr, lrllvf

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TEOFIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

o sr.lNtricAtlo Ht$TóRtco DA CF|SÉ DA pStCOLOGtA

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pode seÍ clito de to.das as ciências: sâo indePendentes das
epçòes sensoriais específicas. K. Sturnpf fala de um matemático cego, Sourderson, que

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sí.Ír'vcu trrn rnanual de geometíia; A. M. Scherbinat conta ,;rrt.srrr <t:gueira nào o impedia de explicar óptica parâ os rrrlt'llcs (1908). É que todos os ìnstrumentos que Planck rìr'Dr i()rÌr Potlctrr ser adaptados âos cegos, assiÌn como já r.r{:,|l.flì fr'laigios, termômetros e livros para cegos De modo é 'luÍ.illìr n,ì(r vi(lcntc também poderia se dedicar à óptica: (lu('stiì() clt'tócnica e não de essência. ur!r.r l(. N l(()rrìíl()v" (1922) demonstrou muito bem qtte: 1) O l.rtl rlt'r1rc cxistam divergências de cÍitério â respeito de
,Ilr('rìl()(.s r)ì('t(Xl()lógicâs nas formulaçÔes experin'Ìentais faci lit.r rrrrrilo r) rparecimento de conflitos. Esses conflitos dão

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Irrgrrl iro clcscnvolvimento de divelsas coirentes em psicologia. l)or cxemplo, as diferentes formas de conceber a LÌtiìiza'çi-ro (lo cr()noscópio a propósito de sua colocaçâo nun.Ì ou Ìì()ut[() lugâl nos experimentos deram origem â diferentes rrr:r r-rcilirs rlc ÍÌrrrÌul:rr o método e o sistema teóÍico psicológi( () (,rÌr s( u (()llilrrìI(), folrlulaçòes qrÌe sepalaran a escola de V Wrrrrrlt rl;t rlr'(). l(ii1>lc; 2) O nÌétodo experimental na(Ìa I!rr\r'rl| rìr,vr) l);[;t rt Psìtologìlt: l]aÍâ Wundt é ulì colr(jtivo ,l,r iürr'.1,{ i \.ìr'; l);lIir N. Àtlt, os (lâclos destâ últinâ só po,l: nr ri-r ',rrrIr LrrI()r, POt tttt'io (lc outros dados introspecti Ì,!.i '.ìtìr', ,,' .r .,(-n\.rl.l() ,.k' .rrlot síl pudesse ser cOntrolada 1..,! rr. r,, 'l' r'útr,r't 1(-nl,.r(Ìì( ri; Pitr:t l)cichler, as valOrações iì!rirrr rl, ,r1 r!r't lrrÌl)ür( i{rtìlulr tltìllt nrcdicla de até que Ponto


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,i-. !lr ì'nì,tri.,1,,g1,r ,1,' rìr,ìrrllnxr Mxnìli's()u-se contrâ o stÌbjetivismo I,i':rl',rr"!,,r r, ll.Ì"1,',{i.r iì. 1}óklrÌcrcv e o behavioÍismo none-americano. l,! t, r.l!,r , ìÍrx' ( (,rì.r'lìçJo rììirÍxista clìì psicologiâ â reatologia, conclarr,ada a i,,trìrflr ,, .,ri hr\ivirrn(,.Itl psicotírgiâ subjetiva (empíricâ) e objctivâ (reflexorr',,ll,rìrr' ;r sirìlr$c dcss:rs durs tcndêDciâs. Posteriormentc, no entanlo, ' ií.rÌrrtl, l,,U .r crliir rcsc ÌistLrdoLì o problcrna clâ psicologia Pecìâgógicx c cÌâ psi_ (N.1Ì.ÌÌ.) ,,'1,'sì,r rl,r
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ìÍrllì,\. t..!'Irt,Ir|l|l Nil( rl:ìì( vi( lr \ 1n19-"1917 ). Ì)sicólogo soviético ,, I | Ì ,1, ' :Jsl(-rìut (lc (()nlìecinìento psicológico sobre a de C I'
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txÌs(n)rrlicìrcle.

(' (.{)|.|r't.t il llìltt)51)(.( (ti(). litÌl síntese, o-_exp_e*limento nâo :llttlrli:t o { ( , Ì I I ( ( ì I I ( . ì I ( ) , rtras o controla, A psicoìogia ainda nìo rcrrr rrrrn Ül{-,r()(l{ )l()giil cle seus aparelhos nem formulou rlrn:r rn:rrrt.ilr rlc r.Lrrrt<l:lq:r os aparelhos que nos libe.te da rlìll(ì\l)(.( !ilr, í( (lrìl(, ri t.r,,rÔlnetro liberta cta sensaçào de calor'), ctlr vcz dc se iirnitar.a controláJa e reforçá-ìa. A filo_ sofir cLr crorrostól)ir) ( ()luciì problemas meis cJificeis du qu< sua técnica. Mâs teremos oportunidade de falar mais vezes sobre o método indireto em psicologia. G. P. Zelionii afirma com r"zão qve entre nós a palavrzr "método" incÌui duas coisas disrintâsj 1) a merodologia da pesquisâ, o pÍocedinÌenro récnico; e 2) o método de Ãnhecin.ÌerÌto, que determina o ol)jetivo da pesquisa, o carírter e a rìrtulczâ de uma cièn. i.r. Ern psit ologi.r. o rnéroLlo i, srrl_,jeri \o. Jind.ì que a merotl,rìogi* 1jo"r" ,.i plrciriJmcnte objetivr. Em fisiologia, o métoclo é objetivo. aincJa que a merodologia possa set parciaÌmente subjetiva (por exemplo, na fisiologia dos órg;ìos dos sentrtlos acrìntece isto). O cxperrnrcnt<, re formou a metodologia, mas tìâo o nétodo. É por i.sso que só atribui valor nâs ciências naturâis ao proceclimento de aiagnóstìco e não ao método psicológico. E nessa qrre:tio qtre esrú o quid de rodos os prolrlemrs ÌneLodológico! próprrL.,s da 1:sicologra. A necc.ssiclecle r1c s.rir de uma vez put'todâs dos lir)ìites cla vxpcriêncra clirrrrr r. trro assunto de vida ou morte para ela. Separar, Ìibertar ()s c()n ceitos científicos da percepç:ìo específica só é possível com o método indirero. C ienrif icâmenre, a objeçâo de que o método indireto é inferior âo direro é profundamente errônea. Pr ecisamente poJ.que nlìo ilrÌstra a totaiidade cla sensa_ çâo, nÌas soÍÌìcnte unl aspectô clela, é que é capaz cle de_ sempenhar â tarefa cicntifica: isola, analisa, clesraca, abstrai traços; taml)énl n:r olrscrvaç-Ìo diÍeta destacâmos a parte a observar. l)atr aquelc (lLre sc tortrÌra com o fato cle nâà com_ parlilÌ.Ìar com es forrniglrs a pcr.r'epção direta dos raios quí_ micos, nao s:rlx.rncis.luc r'(.rììa,cli() oferccer, cliz Engels; no enlanto. ((,Illì(.,r |lt,,\ rìl(.llì(,r rkr,1rr,.;rs lìrflÌìi;_.1:rs a ntrÌrrreZa desses [aiOs. A t:rr.t:1lt <l;r ( ii'lì1 i;t tlii(ì (..)nsist(. (:l]l li'zer cotn que as sclìsit(a)cn lr.jillt l)(.t( <'lritLrs: sr. lrssitn lìtssc, crr-t vez
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l;rz( r ( itriìciár bastâria registrarmos nossas percepções. Na lí , t;rrrlrtlrn para a psicologia se coloca o ptobÌema da ' llrìrit,rL.ì,) rl(,rìossl experiência direta, porque toda â psique

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ir.',lr irrLlr. .ìr { iÌliì( tcfísticas de um insttumento que selecìoir!, rr l.! tr.ir.,'r rlrrs l'cnômenos. Um olho que tudo visse, l,rr'' rrrrr,'Ílr. lr t ist() n?rduì veria; uma consciência que se '1r,,;.r,, r'rrl,r rlr.trrlo, tÌ:ì() se dafia conta de nada; se a introslir.i !,1ì! U\.i.r.j.' ,,rrrsr,iin<:il dc tuclo, não teria consciência de !i.r'l:r N,)iir,r r,rrrlr iirrr.ìtr cncontrâ-se encerrada entre dois lir!l:,rr-:,, r1. ü)r, iìl)(.tÌits ün-ì pequeno fragmento do mundo, tì{ i'iri ,,, rir'ntir lr,.r tÌ(,s al)rçscl-Ìtam um mundo compendiado ,,rlr . \lr. !5 (lìt(.Íii() itììl)ortantes para nÓs. E no ìnterior desr,t, lrìli,r.l' rìl)$r,lut()s, lalnpouco se capta toda a diversìdade ,l'.' rrrrrrl;rrr1;rs !lìirriz-es, mas a percepçâo das mudanÇas ' 'lr j".rr,l,.rl,. .Lrv,,s lirrriart.s. f COr oo se :Ì ( onS\ icn( it çr-guiss( :r lìiltur(',1ì Inul saltos, cor-ÌÌ ontissões, com lacunas. A psicluc sclcciona certos pontos estáveis da realidade em meio 'lo fluxct geraì. Cria para si ilhâs de segurança no fluxo de Ì Icr,ìclito. É um órgão seletor, umâ peneira que filtra o rnLrnclo c o nÌodifica de formâ que seja possível agir. É nisto (lu( s(ì (:nc()ntrat sell papel positivo, nâo no reflexo (também (' rìriir l)si(lfli( () ê ctpaz de refletir; o termômetfo é rÌìais r-t,rt,i rl() rlrrt'lr scnsaçâo), mas no fato de que nem sempre ,.,. rr.r,,.lrr r.rtrlo r'<.llctir, or.r seja, deformar subjetivamente a ', .,1,,1.r,1, ' ,r l'(.n( Ír( i(,,l,r,,r'g1n;.11e. tl,. \jt'.rìr,lr,j lrrrlo (scru linìiares âbsolutos), se percebês',.,1",,, 1,,,1.1:, .t:, tìlu(lrr'ì(:its, .sem um único minuto cle interrìrl,í,,ìrì i\!.l lìrnirr|r.s lclittivos), teríamos diante de nós um r.rr,.; tlr.rrrlrr;rrrrrrs rllt <ltrantidade de objetos que o mictoscó 1,i., 'r,,:, r('vr,lir (,llr urìla gota cle água). O que seria então um , r ,1,' r lL. .rt{Ìll? ll uÍì rio? Uma barragem reflete tudo, uma ' 1,r',lr:r r< irgc:, !^lì essência, a tudo. Mas sua reaÇão é igual à crt itrrç:ìrrr cut6a aliqua effectutn. A reação do organismo é "IlÌ:ris (.rra": nào é iguâl ao efeito. Gasta forças potenciais, sclcciona os estímulos. A psiqüe ó uma forma superior de se lcç'àcl: o vermelho, o âzul, o forte, o áciclo. Apresenta,nos tÌm mundo coftado em porçÕes. A tarefa da psicologiâ cÕnsiste precisamente em esclarecer qual é o proveito de que o

que fazemos no experimenro). De forr.na qï. o praprj"ã,.ì reza psíquica do conhecimento constitui a raiz clessa necessidade, que o conhecinrento científico tem, cle se lilr"nu,l a,, percepçâo direta. Por isso, a evicÌência diretâ apresenta uma iclenriclacÌc funrlrmcnraÌ com d dnJìogra uljli,/Jdr ç.,11r. ç,,1.,.,, ,,.. .,..,_ Oade (tcntil;\.,1 amh.rc derem .Lrhm(te- s(ìa Lrm,r .rn.ilirr:. li,:ì^ambds podenr ranlo engJnar qLJr.ìro .lir., , .,..r,ir,i ,f evidcn, ia da to.Jcjo clo Sui ern roino dr Terrr nos çnÈ.ríì.r anaiogia Ym qLre \e I'aseia e analisr esp{ çÌrnl .""J,;;; ì.,' e c;s.r a r.rzao tr,.lL qrrJl algrjns nrofocn.r, f.,gi,i",,j,, !rd; cl( Ll:r Jn.rl.,Êi.r , o,Ì),, rníto(lo l,,rrico cj-r pri(oìogi,r antnÌ.rl A analogl:r é co rnplct:ÌrÌÌent.e aclmissível ,o-.rrr? ;;;;.;;; csjrc, iírt jrÍll .ltl,l( l:t. (r)rì(ì;!.(r(.s (lLr(. J lorntm exat.,li O LJLte J( Otìlr'. (.U ,r1,1 .11,,,1;r ir ,lrr, .r .rÌ-ì,1lnr{ia nJtla maic lcz Jc, quc proporci()lìiÌI lrislirli;rr t, i.tn.icsìcjarles. pôrque se recofti; a el: <,ncr,. n.r,, ,.r,r .LIr.,III.I(|.r 1r.,:r 1.,1,,1r1;,1 e.,cnci.r ar, fnr,rrvlJS.ì,rtì.rl r' r., 1,,,.1, I r , I , , , , í Ì Ì l' r,.\ÌrlrJíì(r\ tjo ur els q LlJ n. to os de lrrtrili:;r. . sl!( ( tr;tl 1,,)!.ì5r.r, ,1 situaÇâo em físìca e em priLoìL'pr.r , , :.,, r, r.rlrrr, |l,, .t ,,r,\Ìrì.t. rrrr.tocJnlogicarrtrnte, só se (liÍì.r(,ì( i.llrì r,l]t j_:l;nt
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do exterior. Cada órgâo toma o mun.le cLtm grano salr's, como o coelrcie nte de e.pecilìc.rçio .r cr.rc se referia Hegel, e como um .rndje e cÌc rel.r'çao,,, ,":;; ."r-;" a qr,ralìdacle de um oìtjeto cieternÌina a intensiclacle e o cará ter da influência qtÌaÌitâtiva de outra quaìidade. por isto exis_ le uma compìeta aneloqia enlÌe a .ì(Ìr çro rlo olhn e a posterìor .seleçâo do instrumento: alnllos sâ; órgàos cie ..1.;;1"

çÒes procedentes

s!ll)cf ioLes. Scria crrônco l)(,rÌrjaìÍ (Ìue não vemos aquilo que é ltiolo . grciLlncntc inritil l)iÌriì nós. Seria inúÌtil para nós ver os micr(r, bios? Os órg:ìos clos sentiílos apresentam clâraü.Ìente marcirs de que são, ântes de mais nacla, órgâos de ..1"çj;. o';"ì,, dar é evidentemenre um ófgâo seleúr da cl;gestão. O .rifrri,, ï-"_ ?0t,., clo processo respìratório: sâo coÀo pontos allìan, cÌesaÍlos de rÌonlejra que setvelÌì p:tfa comprovar
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TEoRra E MÉToDo EM PstcoLocra
O SIGNIFICAITO HISÍÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

287

A rcrliii'ncia psíquicâ âpresenta-se a nós como um fragrrìi ul(, rÌlrìs, Prrra onde desaparecem e de onde aparecem r,',1,'., ,r', ,.1(,llì( rltos cla vida psíquica? Vemo-nos obrìgados a

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r'r' rÍ ..,r. ',r.rìri(l() (luc Fl. Hòffding inÌroduz esse conceito, 'Irt , ',rr,,iIIü|ìíL' ;rI) rl<'r't.tctgia potencial em física; por isso,

.r :,r'rliiinciu conhecida cle suposiçòes. É precisa-

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nl:i l() iìl11ìvcs dc hipóteses" (ibidem). . Mus inclusive essc respeito pelos limites da ciência par'( (r( ir'ìsulicicnte para outÍos autores. Do inconsciente só potlrnros lrfirmar que cxiste; por sua própria definição, não

l)il,,L r'ì(is urn fragmento; só podemos comple-

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c olrjt'1o <l:r ('xpcriônciâ; clemonstrá-lo com fatos cia observa,.:r(), ( ()lìr() t('nt;r lliiff(ling, é ilícito. A palavra inconsciente ti'rrr ,Irr:. :;ig,riÍit:rcIrs, ('xistcm cìois tipos de inconscieÍIte que rr.r,, ,ì, r', rrr r,r.r l.rrlrrrrtlitlos. íl por isso que a discussão girâ t rì l.rrt' rll rrrrr ulricto <lrr1rÌo:1rr>t um lado sobte as hipóte,! . , 1,,,ì ,'rrtr,,:',rlrrr,(ls liÌt()s ()l)scrv,rveis. &1 r', .,r rlr.rrrrrr'. |,r)lÌr( rìl(. lìÌirjs Lì ÌÌÌ passo neSsâ direçâo ..,1r r, rrr,,,, ,r' lii,lt,r rlr. prrrlicl:r: iì <lificuldade que nos obti,r',Ìr .r ',rrl','t lrì{,'tìì( ir'ttl(.. \ l'.t,,'1,,,'r.r , r'.'rrtt.r \r'irlui tìÌlna Situaçâo tragicômit.r if{, ',' {. ,ìi,l,()ris(} Vi'-sc oltÍigada.a aceitar O inconsI l,.lrlí, 11.Íit ll.1ll i'oÍncl(.r unr clìsparate, mas ao aceitálo corì, t. rrr ,lisItrr';rt<, ;rinclr rnaior e retroce"dg,4lerÍoriz-âdâ. 1 ,'llri, ìllr( rr ll)gr'tl<' trnìir lera e, ao tropeçar em rìm perigo .rir(ì.r rr.l()r, r('tf()cccle até o menor. Mas, nâo dá na mesma rì{,l.l( r l){)l- ÌrÌra oll ()ut[a coisa? \X/undt vê nessa teoÍiâ o eco rl;r Íilosolilr rìilturalista mística dos começos do século XIX. linì sua estcirâ, N. N. Langue aceita que a psique ìnconscienlc é lrnl conceito internamente contraditório, o inconsciente

",ì1j('rìt(s rìlísti( ()s', l-).lr:l "cstn-ìturas all)itrárias, que nunca potlcrnos (()lÌìl)r'()vllr" ( l9l,í. l). 251). O!ì sciiì, r-ct()rDirÌ)ìos .r l lijffding: existe a série físicoqì.1ínlica quc, cr'ì1 al!Ìrìrìs porìtos ftagn.ìentados, é ac()mpiìnhâda de imcclirto cac níhib peia seqr'lôÍìcia psíquicar; tentem compreencler e interpretiÌr cientificiìnÌente essc "frag rì1ento". O que significa essa díscussào para o metoda)l()go? É necessário sair psicologicanlente clos limitcs cÌa consciência percebiclâ diretâmente, dc modo a (leslindâr o cor'rceìt() de sensâçào. A psicolo.qia c()mo ciênci:r cla consciência é, por princípio, irnpossível: e a'dupianlentc impossível como ciência da psique inconscientc. P:Ìrece nâ() h!ìver saída, nâo existir soìuçào para essa qLÌâclratura do cír'culo. N{as a física encontra-se exatânìente na tnesma sitrraçào; efètivan-rqrìte, a seqtìência física se estencle inclusive mais que a psicoÌ(illicâ, mas tâmpouco cla é infinita e foi também â ciência quc cleu continuidade a essa experiência, desconectando o ()lho. É plecisamente esta a tarefa cla l)sicologia. Nesse senticlo, para a psicologia.ì intcrpretaçíì() DÌo é só um:r amarga necessidaclc, ,ììas rìnì nlodo de conhccinrento libertador, essenciâlmente tecundo, salto L,itale qìr('. I)rìriì <rs D]aus saltaclores, se transfoÌn1a e],1 salto ntortale. A. psicí) bgia terá cle confeccionar slla filosofia dos aparellrr:ls, lrssirr colno os físicos têm sua filosofia do ternrômetro. I)e futo. erÌ.ì psicologia as duas partes desse debate Íecorren:ì intcr pletaçâo: o subjerivista ciisp(-)c, no fin clas conias, da paÌa vla da pessoiì s\rl)nc'ticlii .ì plova. ou seja, qìJe o coll-ìl)ortanìcÌìto e suiì l)si(ìrìc é unl c()rì)poÌta11-Ìerìto interpfctiiclo. O ()l)jqtivistrÌ tunrlrúrrr intcrl)l-cllì iíìevitavelnlente. O pr'óplio conccíto d.Ì r(l(:Ì() inr:lrri :r lrr'r'cssìdadc de interpretacaÌo, de sigrrificaclrr. (l( 1 ( )rì( \ìt ), tlc r',. 1lÌçoes. 1)c f.\Lo: acÌio e reãctio sìo c()nccil()s iDir i,rlrrr,. lìtc rrìr'r iÍric|)s, çic nrotlo que ê preciso ol)selvíìr iì ;ìtìÌl)()s t Íìrrrrrrrlr|f rr lL:j. Mlrs e1ì'Ì psicoÌogia e fisioÌogia ir r'( iÌ(ir,' 11,1o l irirr:rl .rrr tslilrrtlo, tcnl urìì significado. urrr firn, isto r' rlr .,r'rrrIr, rrIr.r rt,rr;r (l( tr'tnÌi!ì:ldx ftìnÇào Clcntf() clc rìl|l rqr,llr,l, i i,rIrìr,,. r'r.r.i !! l:rl i,'rtttlfr tltrrtlilrtlít'tt-

vt scr t x;rlit rtrlo Írsii:t (' (lirirnicâmente, mas n!ìo psicolot tt{llitio :rbtirnos as po as da ciênciâ pata

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ttt'trlt, í't)t\t seu excitante; e esse significado da reação como irt)(,iì{, (l{, (()niuntol essa qualidade das reaçÒes mútuas, não a, lr,iìlì,)ì. i()11tclâ pelo experimento mas as encontramos atrâr,,".,1,r rllrlrrçiìo. Em síntese e numa foÍmulaçâo gerâl: ao f .itrrl.ll ,l , (,t)(ìtl1iÌ corì-io sistema de reaçòes, não estLÌdafiros 1, ,r,,. ,1, , rrilrrl:r trìl si Ìnesmos (como órgâos), mas em !,' '', rr 1,r,.,,,-, . r,rt ()utr(ìs etos - estímulos. E A reaçàO, assim j,,rrr" r ,;rr.rIlI.rrI. r;rrr' r'ssa reaçâo possui, selÌ significado, Jr.t, r .r,t,r rrirrrr,r ol'jr.lo dc nossa percepção direta. Sobretudo ,rr. r urrr,IrI r.rrrrrrr:j ilur'sc tÌata da reação de duas séries hetei,,Ir'rr, ,r': ,)r {':itirÌuìos c âs reâções. Isto é muito impoftâni' .r r,.r,,,i,,a urÌrir rrsl)()stâ; a respÕsta só pode ser estudada i,, l.r ,Irr;rIirI:rrI, clt srrirs relaçòes com â pergunta, e é esse o j:.r;lnilii rrlr': rl:r-ì.tisp.()stâ, que nâo se encontra na percepçâo, \ ftr,lr rì,r rrLL(tlìr( r\,toì l)(] ÍiÌto, c cssa a interpretaçào de todos os autores. . V. M. llékÌrterev distingue o reflexo criativo. O problerììiÌ cstil no excitante: a criação ou reflexo simbólico é a reaçrì() l)arâ responcler a esse excitante. Mas os conceitos de ( r irÌlivi(l;l(lc c cle simbolo são conceitos semânticos e nìo (,\lrr.rirìr(.rì1.)s: o lcl'lcxo é criativo se se acha, com o estirìtllÌ,,, rrrrrr.r !( ir(:r(ì (ltrc tlia algo novo; é simbólico se substittti ,'rrrr,r rlllr.xr,, rrus tlìo ú possível ver diretamente o câráter .irrrl,,'ltr,r,Jr { r r:rliv{) <lo t'cl-lcxct. I 1r 1'11:lrrr., rlirlinlitlc (listintos tipÕs de reflexo; o de it!'i r,lr,lr,, ,, rlt rl'jr.tivo, o rlc :rlìmcntação, o defensivo. Mas .r !il ,' r , l;r, l', , rr r , r oI rir.t ivo tìil() llode nì ser vistos, não têm un-Ì ',!!a:iÌ" ì ,,1!. !, |fir r.rr.rrr;rlo, ()s a)rÍl:ios de nutrição; tampoucÕ . ì,, lrr!!r!ri,'.. i:,Ì;ì(' iOl.lirjr(Ì()s pelos mesmoS mOvimentos ,1r,. ',r il,.irÌ.ri.,i ,r ,l(.lrsr, rr lilrcrclaclc e o objetivo sâo o sig
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Illi,,r!l,',lÍ i,.'ì r'f, r cill'l()s. h l'.J lr.iì|lìrl,ìv (lìslirÌgue as Íeaçoes emocionais, as de ',r,,ll'.1,,r ;lsri()( i:rlivll, ír cle feconhecimento etc. NÕvamente, rrrrr;r r l;rrsilir':rçiìo segunclo o significâdo, isto é, segundo a irìtIrllr(l,r(,Ìí), sol)rc â bâse da relação estímulo-resposta entre lit s, J. !/âtson, embÕra admitâ idênticas distinçôes segundo o signifìcado, diz francamente que atualmente o psicólogo

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ilrr c()rrrlrrl.r r lr.'l:r .Ì r Irti.lus:iar alâ existênciâ cle rim processo rrrirrll,r rlc. Irr.rrL;rrrr{..rrIrl, lìtilizendo apenas a lógica. Com isl(), l('lìì c0rrst ìr:rr< ili tlc: seir método e refuta brilhantementc l-1.'l il(lì(,rÌ('r, r1r.r<' elr,ii'r'icÌc a tese de qlle o psicólo€Ìo cÌa condutll lÌ,ì{) I)()(lc, I rc ci5i:Ì tì-Ìe nte por sê-lo, admitir o pro, cesso do pensaüleJtt() sc carcce clos n-reìos pâra obser\,.ì-lo diret:rmente e por iss() aclota a via inttospectiva para csllldá-lo. Mas !(/atson dìferencìa radicaìmente o conceìto de pensamento do de percepçào do pensanento na introspecção, assin como o termômctro nos elnancipa da sensaçâo quanclr: criamos o conceito de calor. Por.isto sublìnha: ,,Se algun]a vez consegllinos estrÌciaÍ cientificanìente a natlÌreza íntima do pensamento (...) devemos jsto em grande medida aos apareÌhos cieniílicos" (192{t, p. 301). pçr isso, no fim clas contas "a sitrÌaÇâo clo psicólogo nâo é tão lameniá.veÌ: também os fisìólogcts se contentam eÍÌ observat os resulta clos finais e utilizam a lógìca". "O particlário da psicoÌogia cle conduta sente que deve fiÌanter fifnemente essa posiçào diante do pÍoblemâ clo pensamento" (ìbit1em, p. j02). E o significâclo é pârâ Watson um problena experimental. eue podemos resolver! partindo do qrie nos foi cÌado, e por nleio do pensaÌnento. E. Thorndike distingue iÌs reaçÒes de sentimento, cleclu ção, talento, destreza (.1925). De novo, interpretaçào. Tlrdo consiste em corno interpretal: por analogì:r com :r introspecÇâo própria, por anâÌogia con-r as Íìnções biolírgicas etc. Por isso, Kofflra tem tâzâo quando afir-nia: nào cxiste um critério objetjvo acerca da consciência, nào sabemos se na vercÌade existc otÌ não a censciôncia, n]as isto nâo nos afliÉae cm absoÌtrto. Nâ() obstiÌnte, o co1Ìportamento é !al que :Ì qoÌlscian(ia qtrc lhc l)el.lence, se existe, cleverá ter unra cÌetelrtrinlLtla cstfltlLìl.a; ltof ìrjso, o colnportame{ìto cleve sel explicirclO jÌlsÌiitìÌclìts ( ll(ì!Ìi,Ìíl1o consCìente. OrÌ, parâ expressá-l<l rlc (}rrlra rt1lrricir;r r)t:iis i)efadoxaÌ: Se câCla tÌn-ì tivesse s()nìtlì1( rìs r{ il(.iì('s (lLtr-r ll!ìdajút scr observadas por toclos, nini.Ìu(irì! lrorlt ri.r olrsr.r',,,;tr ililÍ.lil. (lu scja, clue a basc da obscrvrtçrìrr r ilrrtilir:r i ltrl..i Ìt, r'rfl r:,rir.rlos lintjtesìõìisi r-l . l''r...rr s,.,r'.r,'.,rI ',1,, ,,,', ,r.r.,;.,,,1. .i r ,,1,.(,\.ì(lu.

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TEORIA E MÉTODO ÉM PSICOLOGIA
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l((ìllt(:r lcnì rczão. Tinha razão quando afirmava que o ì','lr,r,,'i,,ristro cst/Ì condenado à esterilidade se se limitar â o r .itn'l:rr (, r;ttc oltscrva, se seu ideal consistir em conhecer membro' a '.i rrtrrlrr r',t vt'lor:irlacle cle movimento de cada ',;.' ì. '..ì, , ,lI r ;rrìrr glâr.rclula, como resultado de cada estímlrfisio 1,, ", ì, , ,t,,'1,,, st'ti t:onstituíclo unicamente de fatos da l'gt.r ilrr', ,tt,,'.,,t1,," t' clas glândulas A descriçâo "este ani rrrrr r ctt,, Íi8.o. por mais insuficiente que çeia 'r rl 1,,1:, ,l,lìt, tllitttlrì I)( v(zeç mai5 c) (omporlamenlo (lo ((r'ì ..tr I' l. ll/.r ' ,lrlrrr.ri Lil il{l( :l Í-í)rtlìtlla cltte nos dá o movimento de todas )tr',r.i ii,ll:r't. ,,,,t, ,t,,,s vcÌocìclacles variáveis, as curvas da resI'r.rt.ì,,, (l() l)trljt{) 1:lc '(l(. Koffka' 1926)' w liìiltl(i[ Ìì1()slr()u com os fatos como se pode '[e tir)u!lt(tL s( rÌr rLltrosPccçào alguma a existência de pensatìr('rìl() tì(ts,,iit,-'a.os e inclusive estudar através do método irì1r(Jsl)cctivo reaÇÔes objetivas que desvendam o andanent() c u csttlrtuta clesse processo (1917) KorníÌov toÍnou evi (lcrìtc como é possível medir com o método indireto a oscìl1rç,Ìo energética de diferentes operaçòes do pensamento' ,rtilizunclo ìr clinamoscópio cle maneira análoga ao termôno rìÌí tr() ( l()22). O erto de Síundt consiste precisamente matemátìco r,tìrl)r{ !Ìr) tnt'Ltittictt (le apareÌhos e do método rì.r,' lì,r.r .rrrrplirtt, tÌì1Ìs Pala controlal e corrigir, não pâla lil,!.r.1 ,, ,1.r irlr()rl)e(çã() nrâs pâra se ligar a ela Em es .r'ìlì i.r. r,r tr.ttt,ri:t rlrts ilìvcstigâções de Wr'rndt, a introspec,.,t,, ',,,1,r,r ',r'rvi ;tl)r'trils;lara clestacar os experimentos que lr,r, ,i,, ì,lr:'rr Al:t ír r:trli< itl c absolutamente desnecessária .t ,1,,1lirlrì.ì rl{' lirrtrtit()v Nl-to ol)stante, a psicologia ainda !, rr!ir , rt,rt :r'rt lcttttôttì(tlo; lì investigaçâo de Kornílov ,rl,ri ,' ,,tttiirtlr,' 1r;tttt isso I',r,Ir'tIt(,:' tt:srttttit tlossâs conclì-rsÒes sobre a invesÌìga,,.irr,ì, r rl,,fÌrtr;t ( stlilallìcnte sensualista, remetendo-nos às olho ao qual se i,.,1,'u,,," r1. lirtg,:ls solrrc a atividade do permite descobrir que as .r( r ( s( ( llrt () l)( ns;ìÌìÌcnto, que nos l(,fiÌÌigiìs vaiclìÌ () quc pera nós é invisível I)u[ÌlÌtc tìlì-Ìito tempo a psicologia procLÌrolì alcançar rLì() o cOnltecinlenÌo, lÍIas a sensação Continuando co[] rì()sso exenlplÕ, buscava n.rais cómpa ilhaÍ com âs formigas
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siìir l)(.r( (,1ç'.ì{} ,,i.",rr;rÌ rlrì s.rnsação dos raios químicos do qUe ,,'rrlr.,, r , i( rIIII!(,IIIIL l( rLtL I tsào. lìxistcrrr rlois tilros clc sistema científico segundo a arnrlçlio rrrctotlol<jjli( r (lrÌe os sustenta. A metodologia lirìa scrÌ-ìl)rc a scr a ossiÌrììcnLa, como o esqueleto no orgilnisn'ìo do aninral. Os anin-rlris mais simples, coÌTro o caracol e â l:ìllrr'rrt{J. l|varrì .111 , -1r1qlç1,1 nJ parle c\lern:Ì c. lL5 n. (,,rì.i as ostÍasJ pociern ser separados da ossamenta, sendo o rluc resla umâ utassa ntoÌe, pclrrco cìiferenclada; os animais strpetiores têm o esqueleto no interior e o converten1 erÌl seu apoio interno, o osso de cada um de seus nrovimentos. ErÌl psicologia tambén] é preciso clilèrenciar os tipos lnferior es e sLiperiores de organìzação metodológica. Eis aqrÌi a melhor reíutaçào do ilr-rsório errpilismo das ciênciâs naturâis. O qLÌe -se constata é que nada poclen-ros traslaclar de uma n]arérìa a outra. Áincla que nos pareça que um fato simples é um i?to, que um nìesmo objeto - a criança - e um mesmo n-rétodo - a observaçâo objetiva - nos permitem, ainda que os objetivos finais e as prenlissas inicìais sejanÌ c1ìstintos, traslaclar, por exetnplo, os fatos da psicologia par" a reflexologia. E qlle a dÍferença sr,rrgiria sonrcnlc nâ i1-ÌterpÍetação dos n-resmos f.Ìtos. No cntanto, os sislerrlìs c1e PtoÌoneu e de Copéfnico tembém se baseavalr, no lirr das contas, nos mesnl()s fàtos, lr?is vemos que os falos ci)rl seguidos com a ajuda de diferentes prìncípios cognitivos siìo justamente fatos dis t i txtos. Portanto, a discrLssão soble a aplicaç.ìo do princíl)i() biogenétlco eÌn psic()logia nâo ó sinplcsrncnte uüìa cliscLrs são sçrÌrre os fatos. ()s Íetos sâo indubitárveìs e existem clois grupcls rleics: por urn lado, e fecãpitulâÇào dos estucios rea1izac1()s iìté iìil()rir sol)rc O rlcse rtvolvi n]e r-rto da estrntttra do organisrÌlo c, l)or ()ulr(Ì, ()s ìrtduhitaLveis tfaços de sernelÌlanÇa qLrc cxislcrì (,ìlr(' ;ì iil.)gêücsa-. c a or-Ìtogênese da psique. E desejarrros srrlrlirlr:rr rlLlc tiÌrÌ]l]íltir-o â respeito dessa semeihanÇa calrc iirr;rlrlrr' r rlislrr:;s;rr,. liçílìia, qr.re impugna essa :Ìl)r( sr'ì!t.r uriì.r :!rì.iÌiií: rii:tociológìca clela. afir teorj.Ì c 'l()s 1ìlâ lìal CÌÌ1,ìrìl(), LÌr' lr,r'rtr.r f,)rr, llii. r1rl{ :ts;rti:ikrgias cie que paÍe cssiì l( {ri.r rrtL'.rrr,r -r'rirl,r l:tl:,;r - r'xistr'ltt rcltlntcnte e

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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
O SI(iNIFICAAO HISTÓNICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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ãr'ul ir rÌìenoÍ ctúvida. À discussãô refere-se mais to ualor que se r [,s:,.rs ;rrr:tlogias, que nâo Pode ser estabelecido sem infantil e sem ,rn:rli:;r' rt {ìtnclo os Princípios da psicologia ,lrrr' ,,,'lcnlr;.t Lrrtta iclóia geral da infância, uma concepção de r,!r;r itlìF.ríl;!l]( iil c cle seu sentido biológico e sem que se ,lp.';,,,rtlr.r rl. ttllriì tcofia <leterminada sobÍe o desenvolvirrrr.rrlr, ,l,r rlirlrÌçil (l(. Koffka, 1925). Encontrâr analogias em r1rr,rii1,rr's lt,!rl('i'rÌìr-ìito fácil; a qucstão ê como foram procur,rrl,rr il*'Ütr'-sç',1fit an;llogias parecidas Podem também ser ..' !'lllrrrìili tì() ( t)lÌÌl-lorlâmento do adulto.) Nessas descolr.rt.r:. lìrxl( rÌr (x ()rr(:r dois erros típicos: um é, Por exempÌo, e Gross ',ílr!' ( ()!r'r( tc S. Ilxll, como evidenciaram Thorndike critica Este último autor considera rìrrtÌrl ln(clt'rìl( trnálise ( rlru r:rzlì() rÌu..' a (alefa da cìência e o sentido de toda comp:llirçiio é clc r.râo só destacar os trâços coincidentes, nìas soìrrctuclo proclrrar as diferenças que se clâo dentro dessa scnìelli.rnça (1906). Por conseguinte, a psicologia cornpârativ rì1-Ìo só cleve compreender o lìomem cotno animal, mas' rr:ris lrintll, corÌìo nào animal. Â a1-rìic;rçio simPlista do princípio psicogenético cleu ;r:,rirr lttgltr ì bLrs<a de afinidacles em quâlqller lugat, cle 11ri,,l,r rlrrl Lrtr rttrlloclt) corrclo ê alguns fatos estabelecidos i, ìl| r r' \,ll ir l,i, r, nllrri r1tì(1 {titican'ìente aplicâdos, conduziram ,r tir' Ìri.tlr 1ìi'rrí ì\ .r t il rr, il),\ t-' a afirmações falsas. Por exemplo, lrì ,l!l''!itr lrrgtì itrlrr|Ilil Fc lÌÌ.lntiveram' poÍ trâdição, muitas inll!rt'r,. tr.i. .Lr lr,rrsrtc!r 3rÌcesttâl (arco e flecha, brincadeira il,' r,',i;i, !l,rll viì ttir$tr iì l{'pctiçio e âo mesmo tempo a ÉlÍai.l1i!!irl.r.":til,:,rlr rtrna lotma mais inofensiva, do que é 'lìr,rl lìrr.!,1" il!]1 ,lttltlt:ri.'i (ì d()s cstitÍÌios pÍé-históÍicos de desenr:,,l!-ltiìr'.ilr r. { t ( lÚ(' l)nrii (iross clclì'ÌonstÍa uma surpreendentl, r ,rl.iri i.i rlf sctìsrl crilia:o. () mcdo de gâtos e de cachorros :i{.riir ;rÌ!iilll tl'ìriì rclìlilìiscência dos tempos em que esses anirrr,tis rrlrtil:i (t11ìllì sclvagens; á,8uà atÍai as cÍianças poÍqlÌe ^ pr t (. t le.'rrì{}s dc itnimais aquáticos; o movimento automático tlru; rìr:ir>s lìâi; criânÇas pequenas é uma reminiscência de rì()r.is()s ântepassados que nadavam na água etc. O erro colìsiste, por conseguinte, em interPretar tc'do ( ()[ìpoftamento da criança con]o umâ recapitrÌÌaçâo e en]

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(lcvcrìr l.rt]r ()l)icl() (lcssa irìterpletâçào dos qrte não deven] sô lo. Ìì, jrrstunrcrìl(, () jogl) nos animais nâo pode ser objetcr cl,:sse cxplicirçrìc;. 'l'ode-se explicar o jogo do tigre jovcnl c()lÌì sua vítirna?" * []e.glrnta K. Gross (1906). É claro c1r-rc é irnpossivel con.rprecnder () iogo como unra recapitulaç;ìo clrr evoluçào filogenética. É, pelo contrário, u|na antecip;rçào cl:r futr.rra ltir icl:rde do IiBrc c nàu uma r eperiÇào Je seu Lir'ic,) . volvinrento passado; devc scr explicado e compreenclitlcr partindo-se da relaçâo corn c.: futuro tigre, à luz da qual o iogo adquire rÌm significado, c nào à luz clo passado de sua espécie. O passaclo da espécie manifesta-se aqui nunÌ sentido totalmente distinto: atÍiìvés do ftrturo do indi\'íduo, que esse passado predelermina, crìbora não diÍctanenle, nem no sentido da mera repetiçào. E aonde nos leva esse raciocínio? JustaÌìrente a vcr que no nívcl biológico c precisamente na série cle fenôtnettos que são bomogêneos enì outros níveis de evolução e oncie formuÌamos umâ comparâçâo cor).Ì seu análogo honogêneo, ess!Ì teoria qriase-bioìógica nìostra-se inconsìstente. Sc cÕrÌtpararnìos o jogo da crjança colÌl o do tigre, isto ó, corr o clos rnarrriÍeros Superior( s, e l(vJflììos em (onlJ ni.ì \iì ;ìs \{ oll IIranças, n.ras também as díJerenças, descobriremos o sigrìilr. cado biológico conlLtm, (fúe está contido preciscnnetÌtc t,tìl suas díferenças (o tigrinho brinca de caçar corÌÌo o rigr!Ì; ;ì criançâ brinca cle seI genle !Ìrânde; âmbos exercitânì parir iÌ vida futura as funÇ(-)es nec€ssálias - tearia de K. C.oss). Mas ao cornparar fenôrncnos hetelogêneos (o jogo do hornenr com a água - rr viclr <krs anfíbi<>s na água), e apesar da grancìe analogia cxlcflìiL (: rìlr.ilcnle, a teoria carece bioÌogicaÍÌìelìte de scnli(l(). A Lim algirnr< nl,r ti() ( ()tìlurì(iente Thorndike acrescenta .sua observ;ì(-iir) solrrt' ;r tlistirrtlt ()r(Ìen-ì erÌ-Ì <lue os nTesnzos pr!1rcífbs bir o,rli,r,s,rl1;irr'(r'nì rìir ()ntogênese e na filogênese. AssirÌ1, :t t orrrr'icrrr'i:r :rrr'1;r' trlttiÌo < cclo n:r ontogênese e ntuiÍ.o tlrrrlc, lìrr IiIt';ii rIr.nr., l)( lít ( ')nlr'íifio, x iÌtÍdçrão sexLlal ;Ìpârccs rììì1i1r) r r rll ri.r iil,'{t rrr's| r' rrrrilo tltl'rle na ontogê-

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1925). \J7. Stern, utilizando cot.ìsidera,111.111 1p'.1L, { r'ili(-ir essa rÌìesma teoria em sua aplicâçâo

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lrrì | l'ì ì1, (,ult-() tip() ó o que comete P. P. Illonski ,1rt.lr'!,,,1, l' rr,lr l('gttitìllu)ìcl1tc - a validade dessa lei para ,, ,1, .,, rrr,,Ir, rrrrr.l|, ) { I I ) | i 1i I ( ) Clo ponto de vista da biome'.rrrl,.r I.r.,''rri" r'r.r r;rr. st[i;r u rl-Ì milaSre se nâo existisse. lll,'ri 'l,r ,r!.,1rì.rl.r .r lr;rtrr,.zr lÌil)()ta'ticâ de tais consideraçòes , ,rl,' rrrrll" rl, rr.,[:.ll;lv(.is") I)âr.ì chegâÍ finalmente a afir lr,r 1,r., t 1,,,,ìr. :,(,r ,rri,irìr"). ()u seja, clepois de fundamentar a
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lrolrìr.rÌt(. ,r,:,irrr, sr.11rrin<lo cada princípio até suâs últi_ ttlts cont ltrsot s. l('!i1r(l{) (.:tda COnCeitO até O limite a que , teÍì(le, ar)itlisurì(l() lt(, o fin-ì cle cacla etapa clo pensamenro, pens.rntl,,,,r :rs v(./(.\ ir l)artir cla posiçâ; do aritor, pocle-se dcternlÌn.rr:r rì,trÌllcl:l rììctoclológica clo fenômeno a an:Lli_

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r,r,IlLr1rr,,,1rt.rr|t.rI l)tir)ìciro o significztdo do iogo e, llrt(l,r , r rì s{'(liì( rìl(.rìÌçnle (o que o honra), renuncia Lrrrrl', rrr ,r,r t(.rÚrr) rlll(' cxl)rcssa esse significado. PorqlÌe, na r t r,Ì,r,1, , r.r' rr ;rtivirl;rrlc ()u () compÕrtamento da crianCzÌ sào r i r \, ì ( r, , sir( ) s()rÌìcntc ìlrna recapitLÌÌaçào do passado, entào ,, I('rrr) " jogo" ó implóprio. Essâ atividade nacla tem em r'()rÌrtuÌÌ (()rìì o jogo do tigre, corno mostrou Gross. E a declar':rqrìo <lc lJl()nski "Nâo gosto desse termo" deveriâ ser traduzi(lir nctodologicamente assim: "Perdi a compreensâo e o se n li(l.) clcsse conceito (1921).
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ciëncia fica cego e nãonos leva a pârte alguma. Esse tipr.r clc trasladação cega do p ncípio biogenêtic;, do experiücnro ou do métoclct mâtemátjco própÍiôs clas ciênciai natu[als psicologia a aparência cìe aÌgo cìentífico. m,r.s por 9., à clessa baixo aparência se oculta, cle Íato, uma total ìmpotên, cia ante os fenônrenos a estuclar. Para fechar defìnitivamente o círcrÌlo que descreve o sig_ nificaclo clesse princípìo psicogenético na ciêncìa, veiarrìos ainda seu úìtimo dcstir.ro. porque nâo se rrata âpenas de clescobrir a esterilidade de um princípio e cle realizar srÌa cÍíticzì, indicando os casos mais cur-ios<_rs e os ârtìfícios que até os escolales reconhecem. Dito (le outra nrâneiral a histítrìa clc ì.Ìm princípio nâo se ellcerra corl suâ sinrples eÌiminaç:ìO clirs áreas que nâo lÌle perterÌcem j corÌt jjua simpÌes teplovirç.rr r. Lcn]brenc)s qlle esse p.incípio esft:Ìr.ìhe penetrou na ciôtì( [t através da panÍe dos.latas, de analogias que na verclack,exrs_ tem_e que ninSuém nega. Mas à medida que esse princrpiL, se afiançava e se toÌnava forte. foi aumentnnclo o niìmcro clc fatos, em parte Íalsos, cül parte vcrdacleiros, em que se apóriì srìa potência jÍììâgiD:iria. Ao nÌesn.to tcn.ìpo e por srÌa parÌe, :Ì crítica desses faros c a clo prr'rprio pïincípio atrai pará a area cìe análÌsc clu c:iôrrcirr ()ürros noy()s fatos. E o pr;blema n:.Ìo se limita rÌ()s Il1()si rr t lilicu rlcvc cncontrzìr LÌma explìcxçáo cle fatos conílrrntlrrlos, rkr rrro<.1<) q11lq rtcr final ambas as rec>_ rizs acal)1lrÌt s(. ílssillil.ìtìal(ì (.-((.c1.ìcrÌa. soble essa base, :r Lrtta degctt crtt q tt0 tlrr pr irrt r1trr r Sob a prr.s:.r,r rlos Lrtlr l rl:rs lt,olilrs çs1-ânlÌa-s, o noVO adventícìo (o Prirrr rl;r,, |rir r:gr.rrr.tii rr) ntoclifica suâ fâce. Con o prirrr.ilriri I , , i , . , r , r ìi.Íir,1,lr l' 0tr.r.jlÌr()i ciegenerOrr c.
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-ar. Por isso. j\{}tìler)l(.rrr cií.rrcirr em Ílllr o conçeiÌo i()i ,)ti Elinariamente ctinhado e onde o conceito se desen\rolvcu e foi levado até o lintitc cie sua expressìo, ele é utiliz:i(l() (lc forma consciente e n2ìo cega. euanclo o trasÌaclamos a ()uÌr:l

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O :;IGNIFICAIJO HIsÌÓRICO OA CRISE DA PSICOLOGIA

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rl, rtrí' () l)roccsso de clegeneração aindâ não termir!drr lt ii tr'{ifiÍì (l() útil, defendida pelo neodarwinismo e 'Ì que o indivíduÕ e 1,r ir , ,r ,,1,r ,1,' ltorntlikc, que considera ,',1.Ì riül)t)r(ìinados em seu desenvolvirnento às ,r r.:,1ì"! i, 1i1i.',r11,q,. l.i:. rìi',t,r rlccortc utna série de coincidências mas t,rlli,'rrlll l.iu r rriìì( i(lôtìcitÌs: nem tudo que é útil para a !.:,1'.',, t, rì.1 |l;rl);r irìì( irìl liì!ÌÌbén.Ì o é para o indivíduo; 2) a
l;irlirt , clcfcrrclida em psicologia por Koffka , ii,rr I lÌr'rlr'y, ('rlrr lil()s()1j:Ì da história por O. Spengler. l"'.!.r r,'r,rjìi:|l,|l-,( íluI rltItltluct processo de desenvolvimen ll l.ri irì,li:,1ìr'tìir;l\,{ llÌì('r)tc alllllmas etapas comuns e deterririrr.rrl,rr, llttrt;rl strllssivlls; rlo mais simples ao mais compli ,.r,1,,, ,1,'.. rrtr"i l|rl( rir)Ì{'\ íÌo\ srlf\eriores.
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lrt, o slrrlio ilo r.rrlt.rrrrl. ()s l)rocessos de infecção e de recripcraç lìo. Abolcl:u c rlos ist{), com a análise da ter-minologia

l):1;tr 1)s l1t'tilnCnos da CÌOença daS teações

cjcntíÍica, rì;Ì te|cciru r: última digressâo, para daí passar diretatr]ente a l-ormulal o (liagnóstico e o pro!Ìnóstico de nosso clc)entc. a natllÍeza, o senlido e â sâída da crise quc está se desenvolven.l()

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llst;i longc clc nossas intenções nos plonunciarmos a res1rt'ito rl:t vclcìltlc cle qualquer dessas posturas, oLÌ enttar no Ir.rr( ll() (los faros. O qr.re nos intcressa é acompanhar a dinânrice cìe reação espontânea e cega do corpo científico cliantc' tlc rrm objcto estrânho, importâdo; acompanhar as formas rlcsse inllatnaçãc) científica em funçào do tipo de infecção, l):ìriì |rss;lr tll patologia à norrÌla; esclarecer as atividades e IrÌrìr,r'Í.r; 'ì,)r'rÌì:lis clrts cliferentes partes integrantes: dos " , ,1}.q.r, ,., ,1.r , ii'nL i;r. íì rìirilo q!Ìe consiste o objetivo e o signifi,.r,1,',1,. rtr,:1,;r ;ì1lìlìs(. (luc, cmbora às vezes pareça se desr i,rr .lr..,r'rrr,,,lvr. ,r ìtÌ!ìll)in'iÌÇã(), sugerida por Spinoza, da psì , ì,lrJir.i,r ,l, r!r,:,,]lir. {li;ls (()lìl tìrn doente grave. Se situássemos !i,r irì:t!, rì,|t,.,,.r rrrr.l;ilìir':r o significaclo de nossa última digres., ì, i Ì,,,, 1,.r ì,rì rl r,' r |r,tt lìtit ;tsÍ;itl-ì nossa análise e conclusões:  i,,rìlir ,1,ì .rrrarlisr' rltr ìnconsciente, estlÌdamos no cozi!, ;ì :ìÇi() c procedimento de difusâo cla ri; !!, ,r 'i,r{r'ri lr;rçrj() 1L i,'lì-i '.,r,r, .r i,r'll( l]ilrtir dos fatos de uma idéia all'reia, ',ir.i !,,rìrlUiiriir <lr organisrrto e a altefâção das funçÒes deste Arì l'.rJ,ii:rr, r'üt rçgtticlrt para a análise da biogênese pudemos Í'r,íll(l:rr 1r r'< rtçirl clo oÍganismo, a lutâ contra â infecçâo, â t( r)(la-,tr( ì:L tlinâmica de absorver, de expulsar, nelrtralizâr e rrssirrrìl:rr'() corpo estranho e de se regenerar e mobilizar forçrLs colÌtrâ o contágior falando em termos médicos, de procluzir anticorpos e produzir imunidade. Resta a ú1tima e teÍ-

una icléia clara e obietive vive agora a psicoiogia e das dimensòes da crise, basiâria estuciar a linguagent psìcológica, s!Ìa noÍÌ-Ìenclatura e sr.ra terninologia, o vocabulário e a sintaxe c1o psìcólogo. A linguagem, a científica em particular, é o instr!Ìmento do pensamentoJ o instÍuìÌlentíJ cia análise, e basta olhar o instrun-rento qLLe a ciênciâ utiliza para cornpreendel o carátcr clas operações a que se cleclica. As lingriagens altan.rente desenvolvidas c exatas da física moderna, da quínica, cla fisioÌogia (sem falar da n]atemática. onde ela desempenha um papel essencial), foral.r se formando e aperfeiçoanclo ao mestno tempo qlìe se desenvolvia cada uma dess:rs ciênc:i:rs, e isto nâo ocorreu c1e forna algr.rma espontaneat-nente, lÌÌiis se produziu conscientementei sob a influência da tlacliçlìo. cìa crítica. da criatividacÌe teÍninológica cunhacia peles prír, prias sociecÌacles e pelos congressos científicos. A ling,uagen.r psicológica. arlial.é, a!-tqs de rnais racla, insuficientemente ter]Ìinoìógica: isso significa qLÌe a psicoìogia .rin,ì" na,r n,'ssrri 'uct lttttttútttn. fm .eu vo!rhLlìjfio encontrarìlos urn conglornerlclo cle três classes de palavras: 1) PaÌavlas cl:r lrlrgrragclr cotirliai-ra. vagas, polissemânlicas e aclarplrcl:is i vitirr práiier. A. Ìi, l,azr-rrslci âcusâvâ clisso a psicologia clrrs rrlrlirlo,'s; 1(ìrlscguì m()strar que isso tarr-rbém é aplÌc:ivll ir li'lrÌnrrl. rrì dil Ìrsj!ol giì cnlpírica e inclusive, em l)iÌrlc, .1 1ll, lrlllrlrl l.arrrlrhi {1". S. Vìgotski, 1925). Como prrvlt riirtlr l,:r,t,r lr'rrrl'lrr :tr; rìjíir rrlrÌtrclcs cotn que depararrt ()s It.rrIrrI{rJ{., {'rìr li'rrì rìì{)r;iii 1r)tÍìr'lìì{)s pof exelÌ-ÌSe alguém quisesse construir
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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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I'ltt t\ s(uli(lo.ln visào (sentido no significado de sensaçâo) l',r.r irl)r'(i( iirr o metâmorfismo, a inexatidão da Ìinguagem { r ìli( ll,úi.l; ,l t 'l,rrrtlr('rrt tnlculam a linguagem dos psicólogos as l!,il,l\ r,ri {l,r lirrgrr;rgcm filosófica que iá perderam sua cone!,t', , r,rr i, .'lp',rriÍì< rrtlo original, igualmente polissemânticas, r rl ,,||',Í r Irìi'rr('irr rlrt ltttlt entre as distintas escolas fiÌosófi.,r.,, r'I r||r'rrr,rl|ìr' I( rtlrslr:tt:ts. A. Lalande vê nelas a princi;,,r1 l,,rrtr ,L lrrrl,tr-rirrìo cm psicologia: os troPos dessa lini| riitl|rr Lt v{'t ('r'{'rr lltìt l)cnsâmento indeterminaclo; as metálirr,r", r,rli.,r,r:, ( (lUrtlll() ilustração, são peÍiSosas enquanto l,,rnrrrl,r',, Ir'ir, lcv;utt ì l)crsonificação dos fatos e das fun1r ,r", 1'.,ir r ÌlírHi( its: os sistcr]tâs ou teorias sâo interpretados .rtr.rr,, r, rlt 'is Ìo., colrc os quais sâo inventados ou imagirr.r,l's pcrlrrcrr<.,r diamas mitológicos (L. Lalande, 1929); J ) l;inirlrÌrçnt( , os v()cábulos e foÍmas da lingrragem toru;rctus <trrs ciôr.Ìcias rÌatr-l[âis e empÍegâdos em sentido figltl1rtlo servcnr cliretâmente paÍâ enganar. Quando lrm psicÓloJ.l() lì(iocinâ sobre a energia e a folçâ, inclusive sobre a irÌlcnsiclir(lc, oÌr qLrar]do se refere 2ì excitâçâo etc., encobte fi(.rììl)Ì( l)()r tr:is cle uma paÌavrâ científica um conceito nào, i, rrtiliro, rlrtt't ctrgrtnlndo diretaÍnente, quer ressaltando, ìrl,ì \'i r rrr:ris, :r :rìrsoÌtrtlt vagr,rìcladc do conceito, clue denotlrrr.r , , 'rìr rrr l( r rrr() ('xill(), lìrais iìll-Ìeio. r r , .||.ltr.r lll)\('ur{) (l('ssir lingr.(rgem psicológica, aponta ! {rr|. I,rrII|.rr|| l..rl;rrrrl<'. l)r'r)vú!)ì t:lnto da sintaxe quanto Clo r,',,r|'rrLtri,, rr,r t,r('r!)ri;r ( ()rìstÍì.Ìç,Ìo cla frase psicológica não ' r, i,rtr.lrr.., rrrr-rr,l, ,lr.rrrìus rììit()lóÍjicos do que no vocabu l.rr t,, I .r l,,l( r (.!r :r{ r( r.i('( rìtrril qrtc o esri/o, a maneira de se ! ìl,rí !rirr rl,r r ir'rrr'irt rlt'sc'ttrPcnlra tÌm pâpel nào Ìnenos iml",ri,llrr. l nr [l ir s() Jr:rlavtit, todos os elementos, todâs as lrrrr,.,,r'. rl,r lirrgrngcnr ttazenÌ zls mzÌrcas da idade da ciência ,lrl r'r, ulillzir c rlclcurìnrtm âssim o caráter de seu trabalho Slri;r crrirneo pensar que os psicólogos não se deram , r,rrt:r rl:r rììiscclânea, dzr inexatidão e do caráter mitológico tlt srrrr linglragem. Nâo encontramos qLlase nenlÌtlm autor (lue rìalo tcnha se detido de uma ou outÍa forma no proble1ÌÌa ci;ì terminologia. Na verdade, os psicóìogos pretendiam

rlts.rcr',.r', rrDtrlis.rr r. ( Ítt(liLt c()isâS especialn.tente cìelicaclas c clrci;rs rlc rrlrlizt.s, c l)f()cufirvâm transmitif âS incompârávcis 1r:Lllicrrllriclltlt.s rlls riências espirituais, fatos sui geller-is. .t.ltlt lt s ,rrrrlc p' i.1 lìti,ìtcirJ vct 3 ciència proCÌìrt\ii trar]srÌritir a Prírprir scrÌsaçâo, ou seja, quando propunha a sua linguagcm tarefzrs de que habitualmente se ocLrp.r x explessào literária. Ì)or isso os psicóÌogos aconscÌharant aplender psicologia con os grandes rorìlancistas, p<tis cics lììeslÌÌos falavam o iclioma da literttura ilnpressionista, c inclr.rsive os meÌhores, os psicólogos de cstilo mais ltriÌhentc, viam-se impotentes para criar uma língua exata e escrevìam cle folmat metaforicârÌlente expressiva: inculcavam. desenhlvant, representavan-ì, l-Ìr:is nào plotocoÌizav,Ìm. Assim sào.iarnes, Lipps, Binet. O VI Congresso lr]ternaciollaI de psicólogos celeblado cm Gencbra (1909) colr-,cou essa questào na ordent do clia e publicou duas comunicaçôcs - clc J. Baldq,in e E. Claparècle -, nìas nào fizer'zÌr'ìì mâis que estabelecer as regÍ.Ìs das possibi)idadcs lingtiísticas, embora CÌapar-ède tenha tentado definir quarent?r te! mos de laltoratórìo. O clicionário de llalclwin na Inglatelra, o dicionário técnico e crítico cle filosofia na irranc!Ì nÌuito fìzeran, mas apesar deles a sitr,raç:ìo pioliì ano após ano e torrìa-se ìmpossível ler um Ìivro novo scrvirrrlo, se clesses dicionár'ios. A enciclopédia de onde extrlí csscs dados coloca como LÌrla de suas talefas introcÌuzil rigidez e estabiliclade na rerminologia. mas dá lugar a LtnÌa noviì iì.tsrabiÌidade, ao introduzir lrm novo sisten.ìa de signos (J. I)unìas,
1921)
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nos e nl-ro-lìrlrr:rlizlrclos - tcildêrìcias de desenvolvimento, refornra c ( r'cs( irÌ)( rìt() ÀclIìriÌurÌros portanto o pr i-ryçípìo_de -lingìr:iiòmìr-p'sico6gia clue o_corrlìrso t st:rrkr clrr reflete o Con jUs'r r'sl.rcl,, ,lr rr"\'..t ( r(.rì( rJ. Nlo L ntr'.rremOì rn:rir .r íuncl,, n.r r.ssi rrr i.r ,1,.....r r' 1.r1 ,o it(:rìtr),ì lurn:i ll conro ponto dt' l)iulill:r Ir.r,r ,rri;rlir..rr rrs ;rt!r.!is tÌìrrcl;ìnças moleculares ou {cnÌritì()l{riiir rrr lrrr |--ir ologi;t. 'l ;rivcz possartros ler' nelas O (l( slrr| Írri. ,r.rìII r. lrrtrr|o rllr Iii'rrçilt.

A linguagerl é apcnls urÌìâ rilostr.i evidente das lnuclan ças ruolccularcs qìJc \.ive a ciência; rcflete processos inter-

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I'lrr:r 'lclrt llr:inor'. c ssas clistinções sào um capricho. utnl exccntriciclaclc. N() (ntiìn{(), por que essa excentrìcidacle e' tão regu lür? N:-ro havcl1i ncla :rlgo de necessário? \yy'atson c

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Pávlov, Béklrtcrcv e liornílov, lleth e lkskiul (o intbrne clc Tchelpánov pode ser ampliado ad libitLím em quxlquer es[c. ra cla ciência), Kóhler e Koffl<a, e tantos out.os, cÌào prova clessa excentricidade. Ou seja, a tendência a introduzir uDìx nova terminologia encerra cefta necessidade objetivâ. Podenros clizer clc anterÌìâo qve a pãl6tura, ao nomear um íato, proporcioTta ao ìtesnÌa tetnpo a fílosoJia do fttto, :iua teoria, seu sisten-ìa. Quando digo: "consciência cla cor". possuo certas âssociaçòes científicâs, o Íãto sc incorpora a uma sêrie de fenômenos, clou rznr signìficâclo ao fato; no entantÕ, quândo digo "reaçâo ao br:rnco". tudo é cornpletatÌ:lerLte diferente. Mas Tchelpánov só finge quando zrfìrma que se trata somente de unra questão de p;rlavras. ì)orq!Ìe sua pr'írpria tese ("as reformús n.a ternlinologtt:t nào sâo necessárla.ç') é a conclusâo de outra tese: nAo sào necesstirias re-fontt as n.t psico /ogta. Não é preciso explicar que Tchelpánov se enle<lorr numa série de contradiçôes: afi|ma por um lado q!Ìc \v:Ìts(Ìrì nìì-lcìa somente as palavras e sLrstentâ, por outro, quc () hehaviorismo desfìgtLra a psicologia. [,las das duas LrÌìlâ: ou Watson joga com as palavras, e neste caso o behaviolismo i' !ì coisâ nais inocenle, rrma alegre anedotâ, como Tchelpánov gosla de im giDar par? se tranqüilìzar ou, por tr'ás cla muclança das palavras sc ()(:LrlÌâ a mllclançâ dos probÌemas c entalo iÌ rììucliìr)(ír dc 1-:alevras râo é algo tão cônìico. A revoluçzìo an:rnt:r st'nrlrr'<'cl;rs (()isas ()s nomcs vellros, tanto ettl política (luxrìt( ) r'rtt i:ii-rtr'i;r. N!as ocrrpt'rrro-tìr)s ;rll()r'iì aliì(lucÌes autorcs que têm consciên(iiì rì:r sigrriíir;rç;lo ,lrrc sc or-ultt p()r tÍ,{s clâs palaVriÌS nOVlts: 1r;rr.r r.ìr',. r. t l.rttì rlrrr.()s t)()vos f!ttOs e o novO l)orìt() cle vislrt r,,l,t, r'lr"' r'\rljr'iìì lÌ()vili F3l:Ìvras. Esses psi' eójrrg,,s,lrvi,i' rrr '., ' r.,1,,r' !:rrl'.r. rul.,,,ì: í ( lllt(('s ptìros.

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TEORIA E MÉTODO ÊM PSICOLOGIA
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rìlcgremente os velhos e os novos vocábulos e nr rri.,\() urìrx lei eternat oì-ltros, rìo entânto, falam nessa
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VlrÌ.,, (lu(. r.r'liti<r>s t;ìo mânifestos como TÌrorndike " lr'ürìr' "f(.iì(:i()" tnnto Paf2Ì o caráter, a desÍreza, a ,r.,,i', ,lll.rlllt |),rr:r () {)lrjetivo e o sul)jetivo. Por nào conserrr
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cií)u:rl I rì< s< ritrv() ()s (()rìccitos e os terfìos funcionaisolrjctivos I){ rI( rÌ({ rrr it (iÌl{g()r'ia do científico natrtral, ao puss() (lÌìi (ìs a1)nccitr)s (: tcÍtÍÌos fenomênico-descritivos sâo (par:r o <rrrrrlrortrrrì(,nl()) lirsolutanrente estranhos. Com freqiiôncia, ess(' l:rl() lrl)arecc velado pela língua, que nem scnrlrrc rlisp{'c rlt Ìr.r'rrr,rs (('nCrctos p/ra unì ou otttro ginero de conceitos, jir qtrc a lingrragem coÌidiana não é lingua'
gem científica. O mérito dos nolte-amcricanos consiste enì terem c()rnbatido o anedotisn.ìo subjelívo na psicologìa anÌrn;Ìl. ÍÌlas nós nào teremos meclo de ernpregar conceitos descritivos ao expÌicar o colnllortan]ento clos animâis. Os.1_otte-arnericanos foram Ìonge demaìs, sâ() objqlivos cì€mais. E, de novo, enconrramos âlgo reâlmente cllrioso: zì teo-

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iia da Gestalt, profìJndamcnte dupla em seu interior (que
reflete e une eiì seu seio duas tendências cont.apostas que. como mostraremos mais adixntc, determinam de fato todo o probìema da crise e serì destino), qller conser-var por princípio e para sempre uÍÌ1a linguagem cíupla, já que parte da dupla nalrrt za rlo cr-rrr r port rttncnl o Nã{) ohsl:rnle, rs crèn cias nâo estudam o qLÌe se enc()ntra cn] estreita vizinhança na natureza, mas o cÌr.Ìe é pr(rxinro e homogêneo Çonceilltalftxente. Cotno pode existìr L(ma c\êncra sobre t/ors 8ôncr()s. sobre classes de fenômen<>s totalrìÌente distintas, qlrc cxigem evidentemente dois mêtodos diferente-ç, dol-s princiyrios expÌicativos etc.? Polque ó a uniclacle do ponLo clc vistrr sobre o objeto qLre gârântc ï ì-Ìnidâde da ciência. Conìo sc ilocle estrllt!Ìrar urna ciência a p2Ìr'tir cle dol's pontos de vistai' I)e n()vo, a c<lntladiçà() nos te{rÌÌo-s lcsponde exatamçqte-.ì contradiÇzì() nt>s prin< ípios. qì.rest,Ì() (ì ìrìl l)()u(() cliferente n() outlo glupo (funcla^ nlentalnìcnlc r'rì(r('()s 1:rsicoìogos russos), aquele dos que tÌtiliz:Ì!ì-Ì larÌl(r ( ( r't()s l( r-rìl()ri (lUllnto outl'os, mas que vêerrt nisso ììnì:t cí,rì( ( ss:tí) ;r r'P()r:r tÌr' lransiçào. Esse entretempo. segunckr ir ( \l)r( s\:li, rl,. rrnr psiir-rlogo, exige Íoupa que comltinc i) (.r:,ri {' ,l, Pclr' , () l(:trì(} (l(' vel;ìo. algo mais abriga<ìo ( irlrto üì.r., l.r,r, .\55s111, itl.Jn5lii sustcnta que a questi() ìì;ì{, ( ( r I I ( ' r ' ì r i,,rt|ì r 1],.'r1{ }rìi ìt l;l r os fcrtôtnenos a
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rros tkrs cstl'uturaÌistas e os âtos, de qualquer tipo, nos dos l)( lÌ;rvi()ristls; no que IìÌe diz respeito incÌina-se paÍa o fun r'i rr:rlisnro. difcrenÇa de termos c()nduz a uma discordânprt , r.r; ru.rs ,'lt' ^ tìrrc esse en-ÌpreÍlo de termos de muicas escol,r', .r,'., ,ll rrrr:r s(i (V. lì. Pillsberi, 1917). E, sendo conse, Ir rli ( , ìllì r':,\:r lì()stlrf;1, rÌì()stra-nos con-Ì exempl0s da vida ,,,rl,lt.ur,r , ,,rrrr qr;rl:rvns rtlrtoximadas, a que a psicologiâ Se ,1, 'lt,.r .r,, lrr!r':. rl. ill)r('fj(ìrìt'"ìr ì-lmâ definiçào formal; ao i !1,r,ì t,r',, rl, lìrri!rii.s tl:r psic:olr>gia como ciência da alma, .l r , ,,ll.;r l.'tli l,ì r' (11' ( (,rÌl)()llítìììcllto, chega à conclusão de .lir,, , :,.! r,, ,lil.rr.rri.r, lorlr.rl scl dcixaclas de lado quando se ,lr ,, r, r, .r Iirl;r ÍrIiIilrlirì. Íi c:viclente que tâmbém a termi rì. '1,,*l.r í r ! I I I r ' r l ' ì I ( ' l)t l'lt n()SSO aUtOÍ. li,'lll(,ì ( l()l'ì) ('()Ult()s ptocuralanÌ aplesentaÍ uma síntr',,r rrr r nrvcl rlt: plincípios da velha e novâ terminologias. | .i.,. ì ,rrr, rfr's ( ()rììl)fccrìclcrÌì Perfeitamente que â pâlavra é a tr..rr,r rl,r l:rt,r <lcsignrclo, e por isso, por trás dos clistintos \ir,l(.rrì.rs (l(' iclllìos vêen dois sistemas distintos de conceì lr)s {) ( ()rìlp()rtâlìtento ten-Ì dois aspectos (o que esrá ao al(;rÌ(c clu obscrvaçâo científico-natu ral e o que está âo al(rrìcc dx scnsaçâo), aos quais respondem os conceitos funr
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rlt; ltrrlrttrr'rl rlr rrossl língua mas nessas palavras côrÍentes illrlir€ií!!rr', l ,lrrtcrrrlo coÍlespondente à ciência do século triE 1,1,1'r iir. trtrl,t rl.' ('vìtar a expressão: "o cachorro fica tr;si,, lrrri'i lr, ,lr. (lrt1. (^t\itir frase não seja uma explicação li: !1 tlii,irj,|l1, lì!,Ìi) lir' [:rlo, nisto está contida uma tota] :rr4ríôir;giir' ,la t, llr.r tt'rrtrirrologia: porque utilizando essa !t a ! i r';Ìl,r lr;r!r' ;rIftcnclía ser precisamente uma I ! ! i I r ,ì
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1ri,l,: r's Psicóktgos empíricos necessiijt,i, ì1. .r!ii.r lirigrr;11.11'111 {(Jti(li;uì.1 indeterminada, confllsa, j:lrìtliì,.1r[ìrìtir;t, v,rgir, lltÌìir lingrragem tal que o que nela é ,ìlr,Ì i,1,:,',.i r,rrìi,rttl:tt r:ortr qualquer Coisa - hoje Com oS i',ÌrÍr!'r íl.r lp|r'j,r, rrrrr:rnltâ conÌ Mârx -; necessitam de termos 'lir, lliì,, (llÍ.r. (;ìrÌì uÍrÌx cìualificaçâo filosófica clâra dâ naturr..,,r rll lr.nôrttcrì() e nem ao menos Llmâ descrição clara do Irì!r':.rÌi(), l)or(luc os llsicólogos empíricos nâo compreendem r:rrrrr r'lrrrczl c nâo vêem com clareza seu objeto. Os ecléti(Í)s ncccssitaln de maneira provisória de duas linguagens
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crì(lÌrlllll() s('tììirìli:lÌl rlr.lrrtrO clo ponto de vista ecÌétìco, mâs ;r lr:rrrdonrr iìÌ ('s5(' t(:rteno e procuram ciesignar e clescrcvet dc novo o llrto clcricoÌ)crto deixam de ser indiferentes à liligr.r lgcrn, rr Jlrllrvr';r. AssilÌ1, K. N. I{()rÌìil()v, act descobrir um novo fenôn-reno. está disposto a rcconverter toda a à quai atribui esse ^tea fenômeno, todo un capítulo da psicologia em LÌma nova ciência - a reâtolÕgia (K. N. Kornílov, 1922), e errì ourro Iugar contrapÒe o reflexo à 1eâçâo e âprecia uma diferença essencial entre ambos os telÌ-ìos. As bases de cada um dos termos slÌpõem duas filosofias e duas nÌetodologias totâimente clìsrintâs. Para ele, a reeçào é um conceìto biológico, ao passo que o teflexo é unì conceiro íisiológico estrito; o reflexo só é objetivo, â reaçào, subjetivo-objetiva. De nodo que parece claro que o fenônÌeno adquire Lllt-t sìgnificâdo se o denominamos reí1exo e oLltro se o denominaÍìos reaçâo. Chamar as coisas de un-ra forrna oü outra nào é, portanto, indifelente, e o pedantinÌo se jlrstifica quar]do está respaldaclo pela investigação or-r pela filosofia, porque é consciente de que um erro nas palavres impÌica um erro na conì, preensâo. Não é à tox que lìlonski r'ê uma coincìdência entre seu trabalho e o ensaio de psicologia de L..lemsr-rn um espécime característico da nÌel.ìtalidacle pequeno-l>Lrr', guesa e do ecletìsmo cla ciência (L. Jen.rson, 1925). Na 1r'ese "o cacÌÌorro fica bravo" não é cabível r.er um problenta porq!Ìe, como mostrou corretaÌl-Ìente Schelor'ánov, â escolha do termo responde ao ponto final e não ao inicial da investiga çâo: na n.Ìcdicla etr.t que se clesigna tal ou quâÌ complexo de reaçÕes com uÌr ternl() psicológico qualquef, pode-se dar por descelt!ìda <lualclricr tentiìtiva posterior de análise (N. M. Schelovirnov, 1929). Sc ìJlonshi tivesse abandonado o terreno do ecìctistìì() corno Kor:rílov e livesse escolhido o câmpo da investigaçiì.) ()u d()s l)rit](]íl)i()ri, terìâ se dãdo conta disÌo. Nenhum psi(ì()1()[() l{'ri:r (l{]j{:r{lo tlc percebô-lo. E um itlrscrv:rrlor llrlritrr;rlnrllrtc tíio jaônico em relaçâo às "revoluq irr.s 1r'r rrrirrr,Ì, rgii :r:" r, rrro .l-r:ìrcìpínov adotâ de IcDclll, trÍì) \rrr|ìt,,,r,I. rrI' I ,ri.rrrlrrrrl,, ( l,irrt( stiì LUtìItJ a denominaÌ!ri(, <Ìr' rrrrl,rlr:lri.r' iirrrrrl rr: follç !rrì) i)adanfe
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Í€ORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

O SIGNIÍICÂDO IìISTÓBICO DA CRISÊ DA PSICOLOGIA

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ao (lLlc ÌilrÌ)l)élÌì c ltcgorr l(orrtílctvi neü-ì o reÍlexo concliciona do, nem o concatcnarlo lhcs 1>arecem suficientcmcnte claros l ou comprcensívcÌs: a b;rse cla nova psicologia é constituíLia por reâçòes e tocla a psicol()gia clesenvolvida por p:ivlov, ' Békhterev e J. \X/atsolì não se denornina nem refìexoÌogia l nenr behaviorismo, m'JS psJ/cbologie ale la reaction, ou seia, re:rtologi.ì. Aindlì quc ()s e( jéri, o\ chegtrern it c.ìn( lrrsÀ(s opostas sobre algo, haÌ âlgo que os aproxirnai o procedimen, lo, o processo por mcio do <lual eles encontranì, em gcral,
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r(l)( rìrÍÌ.ü|( nt(., t.r-rrr l'cla1.âo con-Ì â posiçâo que ocupa, urìrr irìÌl)i)ttin( irr lrlirrro|tlì:rl c passâ a revestir,se de grande \,;rl()r rÌì('l( )(l( )l(')11ir.o. li tlrtnltóm tenr grande valor o íato cle ) (luc ()Lrlr()s rìUl()r(,s (.( li.ticos cÌtegtrer-r-t pelo mesmo caminÌ.io ./

logos

ra: conr ltrsòes. Achamos essa mesrÌìâ regula.idade enl todos os reflexó

está convencido de qrìe poclctnos escrever um crrrso cle psicologia e nâo empregar as palavras "consciência'. .,conreú do"J "introspecção comprovacla", "inìaginaeão" etc. (1926). E para eÌe essa opçào n.ìo é simplesmente u!Ììa qrìcstâo ternli-

- quer

sejâm investigadores quer teóricos. \7âtson

10. Nonle cl.ì cicládc de

Córki até 1932. (N.T.E.)

nológicâ, mas sultstancial: assim como o quíÌnic() nâo pode falar no iclioma cla alqrÌimia c o astrônon.ìo no clo l.rora)scopo. E dá rLm magnífico cxeml>lo: a cliferença entÍc a Ícrìçaì() óptica e a imaÉlem óptica terÌl para ele urna grancle irnl>ottância teórica, já que nela se encerÍa a cliferença enrrc () monismo conseqiiente e o dualisrno conseqiiente (ibicletn). Para eÌe, â paìavrâ é Ll n.ì tentáculo, con o qual a filosofìa abarca o fato. Sâ() inírntclos ()s voiLÌmes escritos com â terminologìa cl:i cor]sciência, IllasJ por mais valor.que tenÌìam, a conscìôncizr srit potlc scr definicla c expressa se for tracltrzicla para o irliorrr:r olrjcrir,o P()r(ìuc a coilsciência e o restante, se{ìun(lo () l)( tìsíìtÌ)( lÌl(} (l(, V/aÌtson, sào ?Ìpenâs expfessòes indet(.lrÌìirìiì(lrs l :r ll()r,,r lin]-ì1t ron]pe ao mesmo tempo com as Ic()riils (. ( ()lrì iì lr'lrÌìin{)logia lìâbituais. \)7âtson CÒnderì!ì lt "Isir ltrliitr rl,r r'r'rrr!tr',rtlnrcrtÍ0 clo nteio-terrno" (que ptejttrlic:r lt)il.r (:,.,,1 rI'rrr.ur(:i t itlirrl:r qrre, se os prìnCípio$ cla nr;v;t |str olllr,r rr;to sii{ì ( jtl)iu.:r.s rlt: conscrval tocla sLrl ClâfeZll, s(,U:, lillìri,.. ,r. rr'r,ir, (ì(.1,)ilìì;t(la)s c olrscureci-

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Ô ËICìNII-ICADO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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rl,,'i r' ( r,ri( ( rìíì)(lue perderá selÌ valor. Em conseqiiência ,1r,,,,.r t li r r r t , rt psicologia funcional clesmoronou. Se o lìi ll,rt,iÚr i\|r( ) t(.rìÌ futlrro cleverá romper por completo com
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ou se mantém simplesmente 'lr,r í r!ir,r urüir ! Ììcl ()dológica. Por isso toma com r .! !.!i!,lr,r lrIilrl.1rìr ì,r .r rrr<'tockrlclgia do senso comum como lr,r!i., 'l.r lrrlxttl{.r(.lr), l)(}is crn Íiua tentativa de se libertar da . lil',,,,,1t,r 'l',111/,t l'.lir (ì l)()Ììto dc vista do "indivíduo correnIti ' , rIt,,rr,L rr,Ir, prrr irrrlivicltto corÍente, não as principais r r ,r,r' li n',11, ,r:. tlrr trr',ixìs rlrt pessoa, mas o senso cor-nìim do , lr,,rrr,.rr .1,. rìfg,,, i(}s n< >r'tc-arnericâno médio, Em sua opirrr,r',', lr,,rrr l, i,,1( rìl( ch vc .tplrrr,<lir o beh:rvrorisrno. pois i .r vr,l.r ( ('lt(lrillr;r lltc ensinou a a€Ìir e, portanto, ao Ìomal \ ( ()ììliìl(' ( ()rì ir ciôncìa da conduta, não sofre mudança algu\, rr:r rrrr rrritoclo, nent qualquer variaçâo no obieto (ibiclem). Mrrs ó jrrstlnrente aí que o behaviorismo Íecebe seu ve.,.. to: () cstì.rclo cientifico exige irreversivelmente mudanr'r'cli< ', r.rr rr', ('l)l(t{, (r)u scja, exige elaborar esse obieto em con \ r, rr".,) t. rrrr ruritorlr'. Contudo, os psicólogos behavioristas i rrrIIr|ìrt.I:rrìr {} ( ( )rììl)()r ta mento de maneira cotidiana, e em i',, rr., r,r, r('! rìi{)s (. tlcscriçôes percebe-se mlÌito da forma :1,, ,1rr, rr', I r,ir rs;r rlc opinlr. Por isso, tanto o belìaviorismo 'r ,i r!lt,,rl ìlìl,llttír rìr'r'orrrPrornisso nâo conseguern estabelei,' , rr rr r'!u :,r'l ('nlil{} c linguxgem, nem em seus princí'irr',r r rrrr lr',1,r rrrrr;r lr()rrlcira entre a interpretação da vida li;rl'ltrr,rl r ,r ,1,r vrrlHrrr. l.ilrcrtando a linguagem da "aÌquitrtl ì . 'r'ì lt, ll,rr'lottslrts volllltiìnt a maculá-la com uma lingua 1r, rrr r rrl11,rr l lit{, l('rrirr()la)gica. lsto os aproxima de Tchel: 1,'irr,,v .r rrrrrt.r tlil'clcnça deve ser âtribuídâ âos costumes , I tr,'r'.1r, r lr' 1'r'r lrrt:rro-l.lurguês norte-americano e do russo. I !rr vi:.1.r (list(', ir rccrirÌlinaçâo de que a nova psicologia é ünr;r l)sì( ()l()gi:l pcqueno-burguesa é, em parte, coÍreta. l'iivlov rclaciona essâ vaguidade do idioma, que Blonski corsiclc|n xl)eÍìâs faltâ de pedantismo, com o fracasso dos r'ìorte-alììericarÌos. Vê nisso um "erro pâtente", que freia o ôxito do enfoqrÌe e que, sem dúrvida, será corrigido mais
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se se Converte nO Sis-

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planificado (1950, p. 237). Não é possível expressar con'ì maiÕr clarcza o papel e a fì"tnção da lìnguagem na investigaçào científica. E Pávlov deve seu êxito a sua enorne coerôncia metoclológica, antes de mais nâda na linguagcrn. Suas investigaçòes sobre a ativiclade cìas gÌândulas srÌlivares nos cachorros passou ?Ì ser a doutnna da atividade (lo sistema nervoso supeÍior clos ânimais excÌLlsivâmente - e de seu comport.lmento, por(lLrc elevoll o estuclo da secreçâo salival a Llna enorÍìc aitlrr?l teóric2r e cfiori lim sistema ciiiìflno cle
conceitos que setviu cÌe base para â ciência. A int.ansi!Ìência de Pávìov nas qrÌestòes metocl()lógicas ó cligna de admirae!ìo. Seu livro nos int.odrìz no laborâtóÍio de suas investigaç(-)es e nos ensina a criar o iclioma científi co. Para começar, que importância tem como denorlinar Um fenômeno? No entanto, pa u latina rìtente, câda passo qLìc damos é reforçado conì un-la paÌavra nova, cálda n()vl rcgrì Ìaridade exige um terrno e csclarece o sj€Ìnifica(lo c o vrÌl()r cle uso clos termos novos. A escolha do ternìos e (los ( ()rì(.( i tos predeterntinâ o resLÌlta(ìo dâ investisaCâo: "(...) c.or:io teria sido possível superpor o sìstema de conceitcts carcntcs de espaço da psicololaia moderna à constlução nxtcri!Ìl do cérebro?" (ibiclem, p. 254). Quando E. Thornclike faÌa da reaçâo do humor e a esr!ìtia, cfia conceitos e leis que nos clesviam do cérebro. Para P/tvÌov, rccorrcr u cssc rnétodo e uma covardia. TlroÍndike recorre corn lìct;iìôrrci:r a explicaçòes psicológicas, em parte por costuÍrìc ( ( rÌr l)ilrtl. clcviclo a r-Ìnl certo "distanciamenlo mental". "Nlits lorÌo r'r rrllrt('r'oc-ìi eln que consistia suâ pouca utilidadc. IìrÌ(()tìtÍrv,t tìr(.r:rrr rÌilicirldades cada vez que nâo via a c()tìcxiì() (.tìtf(.Í)s llllaìlÌt(rrurs. Sr.rts {tontribì"Ìições para a psicoiogi;t ('slirviur lt)({ triìtli!s n:Ì$ JtalaVfas: 'o aniftaÌ len-rblcrrr', 'l) :rrrirrrrrl rlul\', 'rì iìíìirniÌÌ lfcft(irÌ', (rü scj?t, trata

clc corl(cil()s r.r'l;rssilitaçòcs psicológicas. Daí se originam, n:Ì DìiÌi()riil cl:rs vc'zcs, () c:Ìr:'ìter casual e complicado de selÌs Proc( LJioì( rìl( ,s ttr<'l(!r L rlóAit trs e. \emprc. :l incOL.rên( rJ ( .r falta de sistcnra cls trn'ì material que carece de funcl.rmeÍìto

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t'tt tt' (4,cnas de um procedimento 6t-determinista de pensar, tlnt'lttcs{:itlclia de uma causa real" [o grifo é meu - L.V.] t tlttrt,,ttt, 1>p. 273-4). No modo de expressào dos psicólogos,
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rrrrra ofensa ao pensamento sério.

Ii. ílìt,rril() I'iìvÌ()v implântâ no laboratório uma multa
ìt.Ìr,r ,lrr( rìì ( rìlrr'( lllr-termos psicológicos, esse íato nâo tem rtii rnr irrrI'otI.'irrr'iIr, r'rcnt ó menos significativo para a lÌistórilr rl.r lr.,'rì.r rl.t i iôttt i;t, clo que a discussâo sobre o símboÌo ,l,r 1,, 1,,r1.1 ,r lti:;l(')rijr <lrr rcligiâo. Só Tchelpánov pode rir

rr;r,ìrr rlir (:nÌ (iôncia e o termo "analisador lìì(',ì(ìr.; r. rrtrris clo que â paÌavra "oÌho", compa, r;Ìncl()-u ( ()rìÌ it (l(' oÌlfr()s clrglì<ls e qüe, grâças a esse termo (analis:Lclor' ()l)1jc()), ( r)rì( ct()rl-st: toda a vin sensorial que v.ri dcsclc o r>Lìro eli' () c()rl( x cerehl:rÌ e indicor.r-se seu papel no

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!, r l,rr,r rIrr'rr (lÌrc ir rìtllta castigave eÍa o pensamento nãoi:rrr.ltr.(l( ccl).Ìço, indefinido e mitológico, que atra|i:. rl| r:t ll:rl;rvia se inocuÌava no pÍocesso da pesquisa e ,r ì( ir( lvir l)r('jrì(ji(aI toda a indagâção (como ocorre no caso ,los psir r'tlog<.rs notte-americanos) ao introdLlzir a incoerênt il, ;r íllta cle sistema, ao arreb:Ìtar o flÌndamento. Mrs G. I. Tchelpánov nem chega a suspeitar qlre os novos vocábuÌos podem ser necessários no laboratório e na inv( rili,,Ì1ìçlio c quc o significado e o sentido dessa estão (lcI( rrÌììrì;r(I()$ pclas pal:rvrirs enrp.egâdas. Critica Páviov, ,lrrr.rrrl,r r Irrt. ' irriIrit'iio' ó trnt;r cxpressâo confllsa e hipotéti{ .r , illlr. (ì r!,. i,trÌ(ì lÌ(ì{l(.s(.r (lil() a respeito dO termo "desinil',.,, ,,, I Ì,Ir. I|,.rrr,'r,I,)15). l. r( rd/dr qÌrc nau sal)emos i, ,l!ì .!, , ìrìtr,r r, l!i, ( {.r(.1,r() (lLtriìrìtc a inibição. Apesar dìsso ' Ìrrr i,'rtrr ir,Ì t!i,lptìllií (), rliriíirn<t: antes de n-Ìais nâdâ, está !' rirìiii,'l,rll..,r1lri, i!l{r r',, r.X;ìtilrìlcnte determinadO em SeLÌ ,Ii.:rr1iì,:rrL, i li'!litr.i. Í1tÌ i.i('qltn(lo lugal, é honrado, o!ì seja, 'lt. iir,lr, ' :i,ìtrìr.ll{. iì illl. ri:ll)(:. Ii Ìllesmo que ainda nâo l: !i!1,!iìì.,,: Lìtìilrlr.t,l|Ìì..tÌt(.t lu(ls os processos de inibiçãO no ì . iì ,,r,,, :r l'Ìtlit?tt.t t't' tt) (:?ito cÌe "inibição ' estào, no eni,!ll,,, I I ': r I i I | I I I ( Ì I I ( . ( liÌr()s. Ilnì telceiro lugar, é un concei Ì,i ..itrì,r,1,, rrrr rrívt.l rlos 1t[incípios e é um conceito científico: ì,u ,,r.j,r, ìtrtÍ,,{lìlz () f]t() no sjstemâ, situâ-o num fundamen lr,, r'xllìir r () lÌ il)c)tcìticam ente, mas ao mesmo tempo caltsalrrr(.rrlr. il ( viclcnte que repfesentamos com mais clareza o rlllrl, <lcr qLrc o analisador; é precisamente por isto que â
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não mlÌlta porque se utiliza um irl.ti Ir'i III;r(I(' ntttn tnanual, oLÌ na exposiçâo da discil,lirr.r, rrr-r., ttrt htutrultirlo t durante o processo de pesqLlisa.

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a. tudo ;sso o que o novo terrÌ-ìo expressa. Que essas palavras nos devem fazer pensar nas sensaçÒes visuais é verdade, lÌìâs a Õrigem genética da pâ1avra e seu significado terminológico sào cluas coisas absol!Ìtanente distintas. A palavra escolhidâ nào encerra crÌl sr nada relativo à sensaçâo; pocle perfeítemente ser UtiÌizacLe por um cego. Por isso, aq!ìeles qlte neì esteìra cie TchcÌpánov procuram descobrir em Pávlov um lapso ou ver fi'agmer1tc)s da psìcologiui e tachá Io de inconseqiiente, não compleen denr o significaclo cla cluestâo: se Pávlov fala da alegria, da atençào clo idiota (o cacl-rorro), isto apenas significâ que o mecanismo da alegria, da atenÇào etc. ainda nâo foi estudacto, qrie ainda se tfata cie pontos obscuros cÌo sjstetna e qlÌe nJo_e u rna qJ( \lJU clt- l,ritrr-ipio. ou um.r contr"Jiqao. Mr. trrdo i.ro podt Pdre , ('r cqLriv!)( rtlr--' .e ,.,, rJcio, llìio n--ro for conrpletado coln a facc oposta. NâtlÌtalmente, iÌ coe r'ência terninológica pode se irânsformar nlÌtr.t pendiìrÌ\r1ì(), en.r puÍo "paÌavr'ório", ÌlullÌ zero à esquerda (con-ro na esc ollr cÌe Békhterev). Quando é que isso ocoire? Quanclo a irrlavlri adere como uma etiqueta a ulÌÌâ tÌ.ÌercâdoÍia já preparada t nzìo nasce durante o processo de pesquisa. Entâo, nio tcfminologiza, nâo delir.Ììita, lnas introduz collfusào no sisterììiÌ clc conceitos, convertendo o numa miscelânea. Trata-se nestc caso cle urn |rabâlho novanente etiquetado que nncla escler'çcc pr)ralLÌcr oat!Ìl.Ìlnente, nâo é clifícil inventirr l()(l() Lulì ciì1:il()ílo cir cìcnonrinaçÒesr feflexo cle fìnalidacle. rtl'lcx1) (ll I)r.rrs, rc1'll::xr.r cle clircitit, reflexo de 1iberdade etc. l)()(l(.sr' ('rl({)n{riìr e ícÍ:lfxLì cle qualqLÌer Lois:I. O probÌenru iì (Ìu( irlr ) sii ril: íl;'. F{-ìrdeÍ leÍìpo. E, por conseg!Ìinte. naì() (l('5rÌr{ rt( rr:rt-lrt. rrÍrs, <le;rco|clo com o método d() contrarrjí), r'onlirrlrr rr r,-gltr ,r-ilr'rrl: iiri acorl'1í)v;Ls ltllavras panhal-Ìl o l)ilss{) (ì,Ì\ rì,)\ir:. rn\,. rti}l!!uts

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ÌÌ'n\.ì"sc, (lcvrr sc-iu cljzer, conlo se cliz; rehmPirgtìcil (N.lì E.)

pcndqntes clessas cliversôncias n:Ìs ciÌtegorias cie1ìtíficas fundarÌìcntajs que separanl riif(rcnÌes cscolas l)sicol(igicas' (N. N. Langtre, i91-1, p..13). NIas a l)ról)riâ for.nrul:rç:ìo cìa qLlcstio, () clil'clente cÍììprego clos tcrmos psicológic(is, encefl-a senìprc ul1la oLl ol.ltfa il]tcrptetlLç?ì() clos tttesr.t.tÔs. cluc' rnr'tcsl','rtdr'r 'r'lrd (rU (' lI:t l,,'Ii,r ('. I,Lr ,, \(.g.iinir. ll t()taliclacle cìo lesultaclo Íeaì .k invcstiglìçào lnantém-sc oLr desaparece ju!ìto colll a veracidacle oLr faÌsicìacle clo sisiertra psicológico. A:j investigaçoes. obsel\.açr-)es e r'ìì e rìsrÌ l.açòes ÌÌìâis cxalas po(LeÌÌ'1, llortal'ìto. ser.falsas <lu, pel<t ntenos, perdel sr.ra importância sc tnud:rr o senti{lo cits l)rilìcip:ris leotias psicológicas. Clises clcssc tipo ([estruír!ìnì ou (icsva]orizaraln conjun tos inteiros de l'atos c ()c()nclil0Ì nuis dc ulì.r:t vez rÌa ciênCia. Langue ( 191.1) cornl'rrl ir\ (-otìì ('s icrÍcmofos, que S!Ìfgem clcviclo t defouìÌit((x's lrrrlìrlrlls nlÌs crìtrJnllas da lerliì; assilìl soÇobt()Ll lt lrlrltrirrri,r ( ) "sillr,rlt('tiìisl-Ì1() . quc txtìto de clescnvolvcu rìo (,st.t!Ìì() rrtrr.rl tltr r i."rtr ì1 ou scja, t scpar!ÌÇiLo cntre I cxc(-tÌ(rÌí) rl.r llrrr(;r{l ti.(.tìi(.il (l:t investigacãr.r (f!ndanrentalrur.lrìt( ir trì,Uìrrlr.r\.rJ (l()! itlr,ìi(]lÌìír:,, ric ltr.or.drl corn utn paclr'ìo pr'i lir.rrlr'r lì,)Í 1tìl l.tilrì, ! í) J)t.rÌsiìtìlL-tÌio científico, pol ()lrtr{). r, ll, rr' ,,. .rrrir':.,I, rrl.rr:, ltll.r rrrì rleqlr

',1ìlÌìi. '.1- Uulrinì o'l,r rlc,. r'r,,r, ij ! .,(-rrl,r( r,tÌr.r !,..{-i tc'0r'ia (.. ) l)ellr o oltselvacl<tI sU;rcr.lìcittl. as iìl\,cstigaÇòes rcais, solrretLrclo ls <ie carhtcr cxperintcttal, ltatccertr inde,

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cicntífica. I)e iato, trata-sc de algo to(los os psicólogos que pcl'Ìsal-ìÌ que I)()1 rr , , irr\ r".lr}r..r!' \ rììcl{)cl()lógicas o problen]a termilìolÓ8ico, ', 'lir,, \t1,, rrrtr,r,, rtttlrlìr rt<ìíssima a!láÌise' elìl vez dc um silì'l(L IliÌrswanger, 1922)' t11,,,, irlr,rr, , , {,rÌ 'ìtllli tl l)ilrle clo lcão (le Ll l'ìla terminoioglâ monossel'rr ' !l lli, L''rl, ,r ( rirl\'il() ll',lriìii ! , "r1l,lrt I t,rill( il)ilÌ lalcÍx cla psicologia, iÌnteriol il ,1,r.rl,1rlt r lrrr' ,llll.l\'Ì,,, l)1)l(lll(' lllls descrições primitivas é t!!,, i:,,, r',,t,,llr, r ,'r "iiirttltL;t.los cl:ts palavras quc "ao gelìe r,rli:.r ',IrìrIìIrIirIIIl.Iìì' ir ( 'l()rlÌìc (liversiclacle c pltlraiidaClc ,l',,, l, rlrrrrr,tr,,, lì',r,lrli(,)s (1.. IJinswaÌìget, 1922). De fatt>, I rrrl, l. 1,r l,.rr t.r , rl,r, :'srr ( ss:ì lììcsma idéia clarldo cotrt<-r , :, rrrl,l,, ,r ,lril r,,r 'lrrt rltlillli<lt orgânica, o siS,nificeclo clc llrr {,,rlr, ! '.,rrÌrl { lrì, l)()rliltll(), (ìc seu nonìe n:Ìo depetlcle rr,r', .,,rr( r !, ri :'ìrx (()rììl)()siç1ìo, mas sinì do lttgar desse ( , )r lì{ ) Íì:r :ì( r'r{ lì (llr( l)( t l( lìcc. l)()r conseguinte, se !Ìm c()rlro l,rz 1r;tÍtr'(lr' tlìl ()Ll rlLral sér'ic, seu antigo nolnc 5e trans l,,ttlì,rr.ì llU||Ì r'lrrt:ir rrÌ,' l),lrll sÌliì col)lPl('Élr\.1' r. ( ì( l.l ll( r, ssiri() strlrstitttí-lo ltor urtl 1ìolllc cla sóÍic (plrafinas eÌc )' ( N,1:Lrx (, iì. llngcls, Obrcts,t.2{), p.609) O cfre aqtri alr.llì(.()r rr rigiclcz de ull'ìa reÍlta química cxiste elìì forlìla cle I'r iì( rl)i() gclal cttt todo o campo cla linguagem cicntífica ''l';rl:rlclisnro - diz Lxngue - é à prir-ucira visln un-Ì.1 p.ìlx \ r.r nì,', r'rÌl(, (lUc encol)re, nâo ol)stante, unì tcrrível pcÍls! rÌìr'lìt1). (ì rìtl carittcr colâtel?ìl e casual da tócnica no Ì-ììtÌn(ìo ,l,r'. llrtr'rrttt t.tos llsicos" (1914, p. 96). Essa inoccnte p:rlavte r, rìÌ ur|ì.r ltistóÍiiì ilustrativa. Inttclcluzida lx)r Leii)tliz, colìlc(,ìü ,ì (( r LÌiilizacla na resoluçiìo clo proìrlerla psicológìco, Ìllr( ì( rìì()rìta a Spinoza, mudalÌclo muitlls vezcs de notnc' I liÌl lriing a clenollìina lÌiPótese (l() stìl)tcxt(). c()nsideral-ìdo (lu( cstr ó a "única denominaçiìo Pl'ccislt c ol)orlLÌna" Colìl lrctltiêrrcia, o norÌe de ÍÌìonisnÌo ( lììl)l(ìg1ì(lÒ colletiÌÍìente, i e tirÌÌologicanìente cotlct(). lììil st lìÌosllit inconvenicnte porque x c1e recolÍetÌ "â j(lu(Ìì()lli,l itlllrrt't isit e' jÌìconseqLiclìÌc". As clenomin!Ìçòes (lc I)iIIiìI( Ìi Irto t tlttltlìclacle nâo viLIclìl jìutqtìc cXJg(riìlrr.r i,I i.r ,1, 'lrt" t,l' t l\rr ln ll:ìill no lsllrri [rÌal e no lÌÌateriiÌl c()lìì() r'lìì (lrr'1r. 'r'ri{ r rlt tlcscnVoh'inrenlcl ilrrllfr'irìo

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tlue nos tt corrÌrt.r,. í'ì 1rr,.r iso tl:rr o nome cle dualiclade naì<r rì hiPirtcst rlc Slrirtozrr, rrr;rs ì rie (1. WoÌll (Ì1. l{i)flciing, 1908, p. 9 L). Portiìnt(). .\ ruìtu híl)óletc charnaru l) cle rnonismor ou 2) dc ciualìsnro; oì.r 3 ) clc pilriìÌelislÌ'lo: ou 4) de i(Ìcntidaclc Acresccntelnos clLrc o cír'culo clc marxislirs que ressuscitlL csslì l-ìip(itcsc (conro rìostrlremos rlais adiante): l)lékhanrlV c clepois cleÌe Saml>iianov'r, Frankfrrrt c oLnrosj r,êent nclrt prccis'.Ìnrentc .\ lcorÌa du t]tìdatle, nas nàa ct idt'ntüladc ent[e o psiquico e o fisicr.r. Conro ó qrrc iSt() pode Ìct llcolìÌecicloT Eviclentcmcntc. essa nÌes1t-Ìlì hipólese pode scl ciescn, volvicla sr:l>re a base dc- (listintas corcepçtÒes gcr.ris c po(lc clìcgaf a ter tal ou qual significa(ì() elll frinÇ.ìo clehs: uns rcssâlt,Ìm nela:r clualiclade, oLrtros () ol.tnisnìcJ etc. llofFclÌng lssin:tla <1ue oào cxcÌuj ruÌì11 Ìripí.)tesc ntetaíísica mais pfofuDcla, pa|ticularrÌìcnte o i(lealisnìo (1901Ì). Ìrara ptssrrem a Í:rzel parte ch concepçào lilosófìilL clo nrunclo. as hipóle.tcs cxigcnÌ LÌrìÌ novo lratarncnto, qu('col-ìsistc elr fc'ssiÌltaÍ 1iìl ou cluatl ltsptlcto. É nruito irnpottante o escÌarecirìlentr) (l(. Larìgtìc: ll-ìcontriirt'ros pau lrlelisnt<l ltstcofísico nos repres(.n tiLlìlcs clas ÌÌl!ìis (Liversxs corrent(:i fil0sóficas: r'rQs cluaiistlrs (acleptos (lc l)escxrtes) e nos rnonistas (Sl)inoza). ctÌÌ I-cil) niz (ìrlealismo Ììrctatlsico), nos p()sÌti!isrlt -rìgnóslicos (Baiil. S1;cncer), na n-Ìetiìfísiclì \'o I uiìtiì Iistlì (\Vulìdt e l)aulsen)' ( 1914, p. 76). H. tlijlf(ìiDg fallr clo iDcOItsciçlìtc en(lLLU]to cotìclusiìo cle uml lrilrtirtescr rÌc iclcnticlzLrie 'Aginrc-rs ncstç c1ìso cl(' fonti:t anliÌoga iL() lisi()l()gr) qLre (()rnl)letl um fragmento clc un] cscrit()r ;ìntìg() I)()r ru, r,r rlc LrrÌlu análise contexttral. O 1111In,l,I ç11rI1irr..rì r t., rrl,, r L í Ì ( , ' Ì j I I I I , ,,'IìI ,'ÍÌìri'tclo físico. tlrl ffiÌ1.lrìr( rìlr) .l Porlr.'rtLr5 t,lntpletá-Lo com a ajucla cie unta hipr)l( 5('1 ) I lil(ls, l).3l). llss:Ìé I incvitável
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pstcoLoclA

317

i',,r r:,:., ) 'li'lì('lpaÌnov nào deixa de ter razâo quanclo cliz ,1'r .rrr l'.r.1-Ì rlr.rronrinavr essa dotttr'ìna de paraleiismo e a
IrJ.'.1, !1(, lììillcrialismo. Teria locla razâo se sua filo ..,,!i,r l1.il ,,,, ,r,,,rrtorlltssr: aìs circ\Ìnstâncias de ilm n-rodo :,ì, ì ìrii 1r r ! rÌÌ,-..'Ìì,, r)( ()fr(: ( otìì a palavra "iunçào" (r'efiloiiì1 ,i lllri',,ì,' rr. rt"rrlirlo rìì.ìtcnÌático). Na fótrnular "a cons i i.'ri. iì i ìllll,r lrrrrl,Ìl, rlo ( aÌcl)to" etlcontraÍì-ìo nos cliante cle i!,irj.ì . , , I r r I r I , , rr:r lr'''scnticlo fisiológico" estan.ros , il |'Í,.,|.l{.,r,I,, rri:rli,r'i;rlisrrto. l'or isso, qtÌando I{olnilov inrr,,'ir;,'.!,rìi!-rtr) Í r) l( lÌì{) (lc lcÌaçâo fìncional enlre psi!íìr, r, I,'.1),' i" ,lÍr!.''.rr rlc rccortlleccr o palalelismo clâ hiPó r! .,,, !lll,rlrì1.ì ìttltí',tú: it,ÌtÌ sa dar conta essa teari/. porg\te, {,, r'.l. rr,ìr í' { (}r. i r1,) ,lc lìrrrr'âo no sentido fisiológico, resta 1,,'rl.lìtr, ( | :.r'd;.:rrclr, stnlitlo (K. N. I(olnílov, 1925). V,,lr{'r, I'r,f (.)rìsclluilìtc, que q!Ìer se comece a descri(l( LllÌì ( xl)clirìclìto a p2ìrtir de hipóteses muito gerais, r..r,) ( lrìt r :r| l(lrnìinc c()rìì rÌlÌl corrcntário sobre detaÌhes como os (llr( virìlos, iì i);rlavra leflete a doença geral cla ciênci:t. O r'sl)(( i'i(irrìcnle n()vo qulj apfendemos da análise das palar,r'rr:, r'rr i<liilr clo calÍtcr rnolecular clos plocessos na ciência. ( l;rrl,r r t lrrl;r rl,r rtll{rurisrulr cicntífico descobre processos de rirlr'(,,.1í) ( ,l, lrrr;r. ll rì(lüi (ìrìcol-ÌtraÌTÌos uma das idéias cenrr.,i., ;r,l,t( (ì ! i[,rt.r tlo r-onl:ci:inrento científico: o conheci.I,I r,, Prrt;r trr'rs (()ttìo tÌn] prOfUndíSSìmO prOrÌr. 1rìì' '!ì.ìrì|Íì .,.,,, rrrrr,,' . i I I . i r ' , trrrnlrónr vr:lificamos a metáfora {:lO ,,:,lil,, rL, r.Iii!.IììIr! tìr)!, l)toLr(,ss{):ì ria ciência e o que é veÍ:i:,1. r r,,,I'..it,,,Lr PitlrrÌt! l:uìll)í-tÌì o é a respeito cla leoria. ì 1'.ri.rr'r.r Lr,' ,1\,.rì,,.r' ,r t ìiinr:itr n:r mcdida etr.i que 1) entra r,,, lii|, lr , , I I I ! ì { ( ì l1(,lrì illvcstigaçâo, iSto é, na medi(Ìa r lr,1n,' r, ,1,i,rrLlr';r) ('slx(l(r ol>jctivo das coisas; e 2) se ':iriìì,ì .ì I'rirìr r1rir,:, irriLi:ris (ertos, oLÌ seja, às fÓrÌnulas n]ais 11, rr' r.tlrr;t,l.r:,.l( $l(' rÌìurÌ(lo oï)jctivo. Vr'rìÌir:, lìorlírÌLo, quc o estuclo cienlífico é ao mesmo tlrtìl)Í) t:rlto () cstLrclo do faro quanto o do proceclimento de ( {rllli('iì() (l( ssc fiito. ]:).].ì outrâs palavras, é o trabalho meto rlologii:o solrlc a própria ciência, na medida em que essiÌ iÌvtìnç,I ()Lr tolÌìa consciênciâ de suas conclusÒes. A escolha cle palavra já ìnp1ìcâ um processo metodológico. É fáciÌ ver

() l)r()( (:,:,():.irrtrrII.rrrlo rl;r rrrctorlolrlgja c do experìlnento em ÌraÌvÌr)\' l'()rliuìlr), .r lrirrr i:r L, Íiìosi'rfic:r até seus úÌltimos eÌe

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rrclocloloili:r lsso coinr irlc corrr lr concepção tr.r:Lrxist.Ì.lâ filosofir conro "fii:ociiÌ (lils ciôllcias", cono I síntese qLle penetra n:L ciêncjl. Ncssç scntirÌo, iiiz !lngelsr "Qualquer qLre seja a atitu(Le quc os rì1ÌtLlr':Ìlislas ailOter.n, a lilosofia sel]]pre os don.iina (...) Sor]rcnte (luanalo ir ciència da nlitureza e
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(51,i ll('Il)iÌssiÌcla. podelíamos clizcr',

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ìristória tivererÌl assìfiìilac1o a dialética, scliì dìspcÌls,l

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vel e ciesap;trecerá, absorvicla pcÌa cìôlcia positive. tocle a quinquillìxriâ íilosófica (...)" (K. ,\Íarx e F. llngels. Obrdr-. t. 2t). p. 525). Os natLrrâÌistes imagìÌlân.Ì qrre se libcrtant cla filosofìa qrtando a ignoram, Ìll.ìs n:ìo sâo l[;ìis do qric escraves, prìsjorìeiros da mâis cletestável fiÌosofie. coÌltposta por LloliÌ
nriscelânea de concepçcìes fragrlentárìas e careÍÌtes dc siste Ìr-Ì!ì. posto qì-le os investiÉjâdores nâo pocielìi dar un] passo senì pensar, e o pensatrìc]nto exige definiçoes Iógicas. A cluestâo cle con]o ìnterpretar os ProÌrlenas rletodológicos,

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"separadarÌrente das pr'írpIias cìêneirs" ou introcluzindo I anáÌise metodoÌó!Ìic:ì na pr(iprìa cìência (na forniaçâo, na invcstigaç2io) é un problerria cìe convet.riência pedagógice. 'l'em razâo S. L. FranÌr'r qr,rardo cliz que Íoclos os livÍos clc psicoÌogia tr2ìtam cle problelnas cie psicologia filosóilca nos prólogos e nas conclusòcs (1917). Uma coisa é, no entanto. cxpor a nìetodologia - "introduzir a cctmprrensão d;r netcr dologia" -, o (lue. repetimos, ó qrÌest?lo da técnica peclagógica; oLltlrì coisa é lcvlr a crrlro a investi!Ìaçào netodológica.

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A palav|a cicntil'i.a lcncìe atr sjgno matcl-Ìlático, lsto é, ao lcr111o llLìto. I)ot(llr( a 1ì'rrntrrlii nìiìtcmátira é tambént consÌittìídx l)or Ll lir sa ri( rlr.' I)irlrrIra-r. tri;is Dal:rvras tcrminc) Ìogizadas lti o lìtntlo r' 1rrr irrrr (()nvcntionaii em alta e.sca Ìa. Por lsso, l(r(lo r,Il.trìilr(.rLIo r: , ìr:rrtiiicl. tlcscle qrie seja
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Ll\,i1,,\ i, .111 l'ì:,1i l:ilr"i:ì,ÍJi ifli!lÍ)so

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i", l,', lIrlrrriz '. tt,rlrr it ìingiiística, todas âs palavras cla psi','1,'t.i', r,, rrr, t.rl!r.rs l( )')ì:l(lils clos espaços do universo.
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l ot s lìosilivas. Através dc anírlj, lr,rllrrl, irr.!r.r:, rì( ;rl'lìrns (.lclììcntos concretos cla ciônciâ. rl,r, rr.li rrr,'..r r', r rrr,l.r rrìì (()rìirìnto complexo, clinâmico, e
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r rlo itlionta lìlxtemátiCO. Como nrostrâriÌtn

clenì rì rcll)rr.r ,l;r , r, r' r.r, l),,rllu(.iì il;lttir (ìc aiguÍlìx icÌeoÌo giiì su.r r( \ rsrro :r' l.z rì,.! r.r:,,tfiil l\,í;ts ttìo cotìtâlìlos etìì nOss (ión{ itt r'()rrr Inr:r lrrr:,r,()lrjclir,'l (luc lìefl'l'litiÌ sustentat netn Lrrìì r-ìcrÌl ('rrlro. I rtrrìtrrlt (lìlr' tìo l)t()cesSO da clisCussão lìrÌ rtectssrìtio tt, r,nltt:r, r ill( tanìl)a'lìl na Alni.rica c{)

nìeC'ltriÌrlì ;ì tcJ()tlÌÌ:tr lr <ii.trr'ilt, nLls ()cLtltotì-se cLli(ìaclosit,

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nlente d()s lcitorr.s, trrlvcz:rtó s(,ut rììás irìtençÒc.s, qì,Ì(] nenl)t!nt tlos psicólo.q0-r c;uc dci\rÌr:ìrì'Ì âlllulìÌ21 rÌatca rì:ì ciência cscxpou dlì cl ise.

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l1r.r,l,r,.r1rr.rl r.l Í;.rt rÌ(zl (la cl.ise de qLtc está paclecendo c ,1rr,rl :,i,r:r r,r.rr rrtrrlt.rrlo'1 Passetrros a clar rcspostas a estts l)(.rllÌrÌtils. ()Lì.1!Ì(-l() sc conhecc ull polÌco a metodologia (e r lrisla)riiì) (lirs ciôllciiìs, a ciôÌl(ìia conÌcça a ser vistâ por nós rìiì() ( ()rÌl() Utì-l colljutìto mOrt<t, zrcablclo, imóvel, integracl<r Por' Prilrt ípi()s prepuriìclos dc antcmâo, tïìas como unì sistcrìì;r vi\'r., ( r)ì (Ì)tìslaOtc cvoÌì.ÌÇ?ì() e ayirnçOj cle fatos alcmonstr.rlr':,, lIis, sLrl)()si(a)cs, estftÌturas e conclrÌs(-)cs. que sc (, JnÌl'l, t, ìt itìirìl( n lìt:ltìlcnl(. sio critiCAdos, colnpro\:âclos. r, t, ir.ì,1,,. 1,,ll, i;rlrìl( r)lr', intt r'ltretaclOS e Organizaclos clc r,,\, ì . ii r\ , ri.n, Lt r í,1ìì( (it iì rìcÌ.coÍtìprccndljta ílialetic.t,r, 'rr, , rll ..,ll r,,\'irtr( l|ti), IÌ( l!ì Pcrsl)cctiva de sux dinân]ii .l' ,!,r , r, .i rrir( rl.L ,I scrrr,olvirncnto, evoluÇ;ìo. É dessc i.,,,rr,, ,1, \ Lt.r ,llli. ,t ,[.r't':rIrrljlrr c compreencìeÍ c:rlla etiÌ_

cega que nâo nos intcressii. Pata cxplicii la ltasla cortsiderlr cluc cssc tipo (lc psir(ilo[i()s, n:i ve|t]adc c(ìli'tÌcr)s c popula r-iziìd()res clc irlóias alllcils. n:ìo sa) nrÌnca st'dccÌir.arant à
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lìontcÌl0l()gia clc IÌUsscrl,

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o cxpcrilìlcl-ìtiìlismo cle Wunclt-l rtchcler e o ntatxislllo. q[ì( n( ! r ( Il,tt.r,r. f.., s ì,li\'Jrl.,\ rr.i.' ,,,, ,t | , tÉ.,ri(, ll(rì
tc for'a da ciên(tìa ne clrrc se rcfere lìo.s gÍaÍÌ(les tìì()\.lrìler-Ìt()s
qLic rìcÌ.Ì 5e I)r()cltìzell'1, CorÌl() tiÌiÌtp()LÌco cLcscrnpcnh..tnt
c1r-Ìitl

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priÌticlr os cnryriIicos ttaír.t1lì:r psjcologiil

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dores n.io poclcm ser jninligos clc ningì,Ìónl, popLìltrìzarrìo sonlerìte a psicologi:Ì (ÌrÌe triLìnfe. Àttuimcrrte.'l'chi:llthnov se Pre()cripl lr'ìüito collÌ o tìl:ìt\isnì(): depois estucl.ìlaì iì refle xologia. e o plir'Ìleiro l'nlÌtìuel de l)chaviotisnto trirrnl'ante será cscrito 1rt:c is..rmcrltc l)()r clc otÌ pot tlgLlnl (lc s(ÌLls cÌisaiptrl()s Etìl scu fí)Ìlir.ìlìÌ(r s:i(r l)r()tr-\soaes c cr.llìt 'ìiÌ(l()res. rllc'LclrcloLe-s c l)r)Ìtiì(l{)r(.s (lc aLlltÌrriì . ì1ìitli cnt sLÌas cscollìs n:ì() sLtrgi!Ì LllllN s(-) inrr'slirlir(,r(, (Ìe ( rtftlì irripQr'tir-tcitL. ()(Ìttos \,êcÌÌì:l (Ìr5r', rÌìr lìiìr'ir cìes tttr.lo tcru \lnì valol sul)jctiVo- A crist' tlirirlirr .r 1,.i, ()1,,11ì:r I l]Ì (li)is .tÌlììp{)s- C)s Lintitcs entr'c- illlìl)()s s( r'st;rlr, lr', { lr \rilìÌll1 {.'lìlrc o âLìtof clo
,1, ,r., , I.,'IL,,I|.ìII{ | Il,rìr!rrt:r s. ir(ìnjrn 11. 'Irrn.L tclrr:r nìrnrc prr:Ì (lcn,)rììirì.r! ,,. ,,,1 .:rr:',1,.,. ,,r,1, ,,!,.;,. ,r,r,.,.r:r,,ircIr,r csrr.:r. vjzrìf:ìo ros iÌÌi,s,l',' l,.Lr. . l, tL, ., ,t,, .r.r,Ìi, ,,rr lri:,.ì\ Íi.Ì1,ìÌr!ínrJ rlr

erì1 sLlr clefcsrÌ clell: os ccléticos as:,ilniÌatiÌlì) tLlLl(i que folarìì caprtzcs cle jclóias contr'ár ias iL eÌcsi os poplLÌ.ìr iz:t-

tudo anda bem, assirl como na l):,ir rlinc lirli.rgia. A clise vcm cle fora: algumas pcssoas cmpreen-

tìl( l.lrlìgLtq c ttlvcz Frânk se cleram conta do que ( ( tì()ssiÌ ciôncia). Na opinião dessa maioria cle ('Ìl()Íl()s, 'ìì nossa ciência cnì

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Ír,,irtt, (lr' \.r:rtr ('rìì (lu(:stiìO e todo o reslo do tttut-tclo. N'las, ,:' r,rìrì,1,' { \l!( ssiÌr) clc Lotzc, até o vernìe ntcio amassacl<r .,ll,ì ll iìtÌ( tìì iì to(lo o LÌniverso. ESte é o ponto de ' ',llll,rlìt!. r1:i i ',lrr r.rl ,1,' lrt.lr.r','i()Íisrrr() militantc. Assitì, Watson acre tl!!,r 'lll, ,' : i i r 'ì ll , l t r. :; lrsi.ologinsr averd-âcleira-acLele-e .i i rl, r r r', llr.r rrr,,rli. r.rrr r'onseqiiência _cie seu carátcr cle i!,tll|.ri'||ri: 'ì, r!, rrr,rrirrro rìrcga a ver a existência dos psi ,',1r,1r,,, 'Ir, 1,rr ,,.rrlr rrrìì r'oüt1:romisso; a tracliçaìo medieval, ,,, , '1,',1 \\ rrrr,!t tr.r.r 'l,r'. I,,rìÌlì('r. iÌlr,iino(l a p5i( oludi-r .., rrr rlür.r !Ì \\.r1 ,,'rì, lr)-Ì()) (i()n1() o lcitor p<tde observat, ìi 'r,,.r.,iril,ltll,,t .1.. r, lltìil(. c lìiìo cncontra nenhuma difi , ,rl,li,l, , ',1,, , r.rl l',1i,' tr,rrrslolntrL tr psicologia em ciência . !r,!ttll,il l,r,i ,,,lrì, ri' t]iu'r \VrÌls()ll C()|ì o polìlO de visla do li,,rrl rrr ,,'r'.r r, rr, , ì,ìr rì( j:r, <onr I metodologia cÌo senscr , r,rrrrrrrr | ,l,r rrr',.ri,r rìr,rì(.ir:r (ìrìe llékhterev avalia as épo,.r.. 'l.r 1'.,r, llolir,r trrtlo (lu( Íì)t antclior a ele é crraclcl, tLÌ(lo ,l!! 1,,' Iìr,:,I( ri()r', vcrd;ttlciro. Assim avaliam â crise muitos ,l,r', ;'.,r, r,l,rgos: (.sl( r,, rì.ì rlLt:rliclaclc de subjetivo, o poÍìto ,ì, vr',t.r rrr;ri: ,rrrrplcs c rìÌrÌis ingêJìu(). Os psicólogos dc quc rì,,,,)( rl).fiììir\ o(' rulrítrrlo (!() iÌÌc()r'ì s c ieote tanìl)ém rack)cir.rrr.r',,1nì r'ristt rt lrsir ologia clrpírica, inrprcgr-racla clc ,,1,,1r.||,,, Irr, l | | | , . , , ' . l r r l r.,rr:titrri u, J rclt)inis, cn( iJ I c r ri.r, .r 1, r,l.r,lr.rr,r nì',1Í,rl{)l()gi:ì cll época, quc coincidc ,i!ì,r i' llr,r,1r,,|ìí, Irr,lr' <1rrr. rìi() l)cÌlcnce ao prioreilo já é, 1,.,r ,l rr,,ìlì,,. ,, ,r'srl0rlo, l){,is !ì:'l() cxìste rÌtìl terceiro. E, :i r",t',, ì l'.rr rn.rlr.,, .,i (1)lllr:rl)(ìc lrontalmente à psicoloi:,i ' r,lÌìfi!.! i.trì ìr,trt,r l).|tir r((r)rìl)(cô'la conr<> um sistem:r ' iìr.'ìil,i rr 1'.ir.r '..,, r. I'r,i,,rl(ìA{)r, l c|isc coinciclc c(xÌÌ a lutâ : :ji.i t ,ì r., tr,r\ !!lrr l.\t:,tr' l irlill(los c inimigos, outras dife. t
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llr,rìr{, (' .r |sicrìn:'rlisc. Enurnera além disso toda uina sé7'ra de rrrrirl;rrlts, (Ìue participalÌì do estucÌo cla ciência, mas nào rt rrliz:r l rncnor tcntativa de penetraI o significado objetivo

eletlofisioÌo!Ìi1ì tlo cérebl<.r csta ocotÍeÌÌdo rìtì'ìt agoll nacia -\e (lcÌnor]str'ou (Ìe forn-.1 cLarl c clcterurÌnrcla' (Yu. V. PorLugrilov. 1925, p. I2). As pesso:Ls cli'cìulas clcpositlLlÌì sua cotrfilnça n:ì-ç ciênci:ìs naÌLt" r:Lis- Ììì1s 1toI r-ì(rs linrìtaInt()s :r nosso Pr'irpIio entìricnte t édico. acr'cclitanros, 1-r<:,nclo ir lrÌiìo lìo I)eit(). aa,ccìiÌ1uÌlos rì11 filniczlt e ne estabilicìe<le cÌlrs ciênt i:.rs niÌtLÌr:ìÌs (..) c lclcclitatl clrts pr'írprìas ( ) ern silr litmczlÌ, (staitilicl:tcic c veLtrctcltclcl (ibitlent). Ëm seguitlu, enLr!üetit toillÌs as r'ììLtcl:Ìncas tcóricls nls crêrrcias cla nlìtLlreziL. nristUrancìo tLlclo ntiDì nlonlc; entrc a faÌta de [irntcz:r or-i a instaÌtjlicitrcle de rrnrlr cleteflììir'r.ìda lcorilr c tocliÌs lrs ciêncjas natLlfajs cOlOca,sc o sin:Ll cle igualcluclc, o que llrc sclvc cLe lrase pall clLrvidal cLrL vcrac icl;tcle dest:ìs ú ltilìa s. .,\ presclìta ì ssitì-Ì () llroccs,s.J (lc T.lr.r.rÌì!. , t!(,1t.ì-,..ì, 1'.'.1 (,rr\ir. rr.' , r ' n L i - , , r ì , unta clcrnonstr-eçrì() .lc suu iltìlì(ìtên( it. QUc ìsto sqjiÌ iìÉit'ìosiicis o ú clar'o t ( !i(lcntc. Ìlìs \ixi(:t :t pena sclccìot-iar'rDos dois (lc scLÌs Í)()r1l(ìs I):lrr (()rìrcntÍ-l()\' Ì) aleÊti() dO caos ctc ("-ì(' 1r,,'( r.l|r ,ll,( ì.r,, 1,trrt,,l.r. rs, tr.nLì.t\ rì.,lllr.ìi{. qrÌC nio (Ìispa)erìì (1( urì si) lrorrto rll tstlrlrilicìlrls, lr úiricl coisu filme í' ( ... ) rL Psit ol.r lriì in l .r rt trÌ sr rl 'ir. lir rr. lrlslrr ci:r rr:r intr ospecÇ:Ì()ì l) (lttìlÌr' l(',l.tr, .t:, , t, trr ili. r'rrì !lìrr_ :r' (lcnìOnstf:ì it incotisistêncilt clrts rr, r, r,ì,, rÌ,rrìr.Ìi,. { nlt( iÌ (rILì(it clr Ìter:lcrir)Ìo!Ìia, inclLti s( .Ì 1I, 1Ìrì), IrI.I lìt ,llÌ.r ílÌìr'i lrirr Ìirlts riìssc qLle ;l s()ollL cl,rs .ìtr1trl,, il, rLíll Ìlì, tjltrl,ì { riLrtrltl(. 1t (l()is retosi l,(Jì)tch( \'1.lii ,l, ,rr,'rr.r lrr,lr,ì,.. , .Ii rIì1,ìì:,IIi: .l (.it
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rìntlgo lìssocia( iol'tisllìo poÍ UtDa lìov:t le oria psicolriuica, (N. N ì-angue 1911, P.,i3). Xlxs jnclrÌsivc isro j:ì é írìÌso, aintllt rluc:cia:tpcÍ):rs pofqitc tìLìnaa sc rc(()nlleceu (l!tc ()
I)c1>oìs clc est'alrelecel clue elr 1>sic<-,ìogìil ()cí)l-r-c atLtaìr1.lcntc LÌnÌa ccrta crìse gcrll , continLtai "Corrsiste na sLlbstituiÇiì() clo

rruiorr':,,,l', |','Ir|,,,|, \r..i,i ILr5 l),ìItcs ctìì litígio. O intportilÌll( il(Ìtlr ( \( rì, ( I ') rrrrrtrl,r, 11i1qq11c11r tlttC:r pcrdc-t.tCntpir

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rrr.rl lirrIrs cl( s .Ì)('ì1.s1?/Í c xí cst,Ì racìicâdo sctÌ senÌiclo e suii rì,rrUr( /:r rÌìctockrlógice. l"las que lalor Poclc ter Parx (lillgnosli(.ll ir r ris( rra .iôtlcia indutivlì um ponto cle vista quc consi,lcrrr r'risc clois ttotttcs qtÌiÌis(Ìtler em ofdeln conscctìtiva, e
ti)rr.r í {)rìì() I( ÍìrliÌ(rì() (liÌ v(ìl(ìlìclc qtìalquer opini,Io novx? r t,lrrc rrr,ri::( :ll)r()xirr)iì rla lealicllde é o diagnóstico de i. l.,,rrrrì,'r (lr).15), (l{ì( \ô !Ì lLÌtiì de cltlas correntes - a ì.

essoci;rciOnisnro l'osse trrn sislctììa llsìc()Lógìc{J IecoJlhe(i(i() Lrnivcrsitlnìe1ìtc, oLÌ (lLtc cotìstitLÌís c :ì llüìiÌ rle ciênria, rlrrs qlìc l{)Ì c Lt)ntiuu/lsc ìLlo tir-n:L cJtts ct,!-rentes eol 1iiÍgi(J. (lue se virrnr rclìrr'çadas ultinì.tntentc c (lllr rerìascetÌi ri.r r-elìcxol<tgi:t c rìo l)clìlvi()risnl(). psìcolí)giiì cle.Ì. S. 14ill. lììin e Spcn.c.t ^ nunca lìri lìliìis (lo (lurt é hoje. ìcnr lLtfâ(lo !.ot.ltl-iì x psjc()logi:Ì (,ì. Ilctltelt) e coÍìtir'ìLÌr lutanclo erir hojc. il Lunl das lecLrlcÌades

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TEORIA É MÉTODO EM PSICOLOGIA

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325

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ìr L(ìrr(lrrnctìt(]. Eis aqui aquelas dentre sLÌas teses ,1rr',,,r,,r,l, r,rttr,rr (()ttcliÌs: lì r\r',, r, i,t rì< ttttt slstcnìa de ciênciâ rÌniveÍsaÌn-ìente

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ìrìrli',r, rlr ir , .r l.tllrr, r.r A st ticclaclc da ctise cleve-sc' atl 1r, r illr{ rrrr,,lt,rtt" ,i,} l( llil()li() (la Psicologia, entle a so .r,,l,,r,r.r ,, .r 1,r.,1,, r.r. {rlr( rls (lu1Ìis Klnl qtlclla diviclir:Ì t'.,."1.,t,r.i ìr i;.r,, ,- I ,,...r, ' l ì!;rlizru lltll trltbiìll-ìo psicol(igico sem ' ,t.rl,, 1, , ( r llr' lrì ( tPt,rs Íìttltllttlrctlt:lis (lcssi'Ì ciênciil. Antcs ,1,' rrrr, r.tt .Ì ! ( ì )i I I Ì ( ( , i ptt r'istl coÌ()caLr os iÌliccrces tJ Í'rrì,rIrìì( rìI(. :l l:tr('lll Íl( l.li a criiìçào clc tllììlì lì()\';ì rí'{)r!.r r' ürì) sisl( Ìììil (l( (iilìciiì reÌìov:ìcl()' Nâo ol)stantc, l rryirr,,,rìl,(lr( (rìstl liìr(l;ì (Ì(l lìlalleiriì c(ltlivocaclâ: consiste 1,rr.r ,l, rr,r ':r\':ÌIÍ|L,iÌ() 1lili.lì (lc todas âs co(rentes l)sicoÌó, r, I rllÌ.ll . , ri,ì l( lll.rliviì tlt r:oÌrlciL-las !llì concorclância" , l l|,1"r, l').Ì r, lj r \) lr lclìta illrlxllììente c()loc:ìr de ,, '.',1, ,, 'r",,r, rlr.rr', 1 llrrrsctl t- r Í)sicologia lliolilgiclr ,rr,ir. 1. lrÌìrl,',',rrr l,llìì, r,, (r)Ìrll:l SI)enccf C fcnllncill à Ì)iO_ r. ,,,, r,!1Ìi,' ',,rr ìrtltìr, \' À irlci;t <lrl Possi[)ilidade cÌc LÌ1]l ,..., 1 !, r,' l, rt' ,l.rr 1,,'r r':,t;tlrcleLitlo (l\ìe "a nÌucliÌnça jtÌ , t,r...1rr:r,r I t I ttnl!tt rì tl\\t)t ì!tI i()ilisttl(, e a piìicolOgia li i.,; ,t',t , j tl,ttlt l, i') ( (llìr' l()(lils as lìovas ten(lêÌlcias ,'rrrll ')t.ììr,rll{) tlr'|]:ttlicla (] o ol)jetìvo A ìslo se ,, (,ll.111( ri7( (ìe lìl()cl() gloÌ)aìístico x cÍise: ,1, !, ,,lrr,1'l{',llli r,! 1rì,,ri,. ì.rrrr,r,,,rl ltr l'.ìt:t l.rttìlltlc "cììellotl o Perio(ìo do '. , i,'. t .r l.rìr'l.r,r r(.rlilitl ( silì)ples[ìenlc a "cIítica e a análi ,, l,,1ir,.r rl( .lil( rctìlcs ol)iniÒcs, qtÌe têll-ì sLÌil oligel-Ìl lltÌnìiÌ , . t,.r ( i,rllrÌl li ('\llte]Ìlclllc o lÌ)esll'ì() qLìlclro cla cfisc qLìe l,rìrr.r\'.ìrìr ,lrll:tnlc a sétinÌa ciécacla clo século XIX os cicntis liìs (llr( (rìt.l() l)iìrticipavam clessa ILÌla O caso incliviclual de I:rngrrr' ú o nÌclhor tcslelÌìunllo de Ìuta clas fbrças tcltis qr:c
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:llLrirlì rì,r ( t1:,( i ,r (I, |( rIiì||I.IIr)I (Ììt \:cz de r,er na psicologia a (li5(Lrsr.,r) L'.t:, ltrrtltltttrrts l)!()vr)(itdos p('liÌ (Ìrise, consiclcriÌ quc <t fxtslttltrrlo (lLll se alcprecllcle rld crlsÉ 'ì((cssrriiìrììr'rìtc é a rrrrirrrr rlrr psirolo:1il rrl,ir'ri',:r L subje!ivx. A Ìra[tir disso, descrrr.olr,r' ess;r rlLrrrli,lrrclc :ìtr:ì\,ós de loal() o sistenÌJ. Ìr, :ìo oPor Lrnliì intrryrIclrrçrÌo r(:llistl ()u biolÓgica cia psiquc :ì concel)ciì() iclclljstrr cle l). NrlorJ) (.Ì909), â(.cila cle ixl() .r exiftôncix clc r/ar.is Psicoìogirrs. corro vcrullì()s lìì1i-ç âdiiÌrìlc. \líìs () nrltis c!ìrios() a' rlLre Iìlrbingharrs, iì qrÌL'nì Lrìngue consj(lcre assocìa(ioÌìista, oLr sciir, p-\icóloilo pré crílico, dclinc iì clise colìÌ nìllis ex:rticllÌOr cììÌ surÌ opirìÌiìo, ;Ì rcliÌtivlr irnperl'ciçio da psicoÌr-rgil sr rììiÌnilcstl erìr qrLc q!rxsc to(Ìos os ploblcrttas nl:lis gcrais clo clcìrrte nrìo clçir:itLm dc cstrl em l):lutx iÌté Ilolc. F-nì e!Ìtriìs ciôncjiÌs exjsÌc Ì1l11rÍÌirÌìicllcl!' rlrÌ t()taÌjcla(le clos PrincípiOs irllinros e clas cODcepçrìcs firì ,l. r' rtt.r - rr.\ \t'_\'r'.ri ,'ii '..q 11..1.r.r .rrre- i! ... ( !l ì. r1. clo c-xìsÌcnr muclan(lrs estas naio lcÌqtri|cnr o (lraÌter clc LrÌlÌrì crise: o c<insenso sc rcstlllcle(t( loqo. Vtrito Lliferelìtc c. lìlÌ opìni;ìo clc IìÌrÌringlrutrs, o qrìe oc()rre rìx Psic()logia. Aqui, :rs corìccl)ç()es b;isjcls slìo oÌrjeLo pt-r'nlnrrrtc clc sérjiìs (liLVi clx s. (lc c()nstiÌnte cliscrrssio. A ieLm clc conscrìso.o.r-\titui p:Lr?. lilrbirrglrius url lcoir rÌ'ìciìo cri)nic(): e ausôrcia Dr l)sic()ìogiir dc íuncierncntr-rs cla Io.r c- lirlcclignos. -lii [ìr'c'ntaDr;, c()rìì o ro1Ììc cìe clucDr Ì.rrng,.r inicia surL (loÌì(to,qilL cla cr'ìsc. lÌr'll[rÌorÌ enì ] l"i7:l a cxigCrrcilr cLc (lrÌe llo lugrI clc llÌuitas I)sicol()gias sr criiìssc Llnl:r só. hii,lr'tttttrrcnl,. nrl (lrL,(jl n.1., qô r'siSirJrìÌ rÌlUÌlJS (.) (tìl( s ncr ÌrrgrrI cle ur-r sistcnra. utds iDuit{ts psíct)/ojl'r,Ì. T:rnìì)érÌì agolir ('stc i' o r lirrqrrr)slico r'ÌìJ is (:orr cto da crisc. '] ambénl ilg(l fa ()s nìcl()(l(il()g(rs irlinrì;LrÌl (lu(.tì()s clronttârìl()s n() lìlcslìÌ() porìl() rlÌÌr' o inrlir:trl,, P()r' llr{ rÌl:ln() (L. llilìs\.vaoÉÌer, 1922). lsso signifì(iì rlrrc t rrr p::iiol,'rlìrr n.ìc ocorrc sirnpiesnrente Ltrtta ILrttr dc r'rilr r,r,. ( Ìì1!r'.1(ìÌr( l(\ it()lìì (llle sc l)o(lc c()Ìlsc guir (llcgrìr:r lrrìl ( (ìr:,( r)i.ì , ,,,; rlrrr iri I lrì{) Ì.rl1i(l{]5 p()l lÌlrì1Ì COrÌ-ltÌ11iCìlÌ(Ì( rÌL itritrri,' r'rl, ',1,1r'lr',rr; iì(rrì s('(lLl!l Sc lrftil dC untl ltttl clt'torrL rrlr'', ,'rr ,l, t, rr,irlrr, r;rr,.lr'trtrcr clc Lrnra nesrtr.r ciê ìri,r. rr.l . rl, rrrrrr lrrlrr ,',tili'\ t!,tit l/]s llìsliÌìl(ts. DiZet <1r.re r'\r\lr'ri llf rl.r. t, ,,,l,,,:r:t. ,iiil]ilr,.r <lrZ,'r'tluc

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funrìurr.rrt,rl rl.r, r, rr, r.r l'r.r (.\t:r.r ()pinilì() getal cla mctorlologil i trrolrlr.r, t.rl ,,,rrr,r t,)rì.ìr (i)ri){) no iir-ial do sécr,tlo XlX. ÀlgLrns lÌül{'r( :', |)rirÌL iIr,lIrtrItrIt: franc<:scs, contillL[ìlìl rnantcll(ì() r'sse opirrrro lroj,'r'rrr cli:r. Nx Rússia el:ì ser'Ììl)Íe
Ìr'i rlrlr n,li,l.r P,.r \'.r';rr, r'rII)ji,
ìogo nrctodokigicas e qtÌc chcgiì â cssa rìlcsllx olrirriiio soble u lrase cla:Lrì,ìlisc que lealizlt clc 'L'Annóc l's1cÌroìOgitlrre ', ori scj:r, clo resulno diÌ Ìitctlrtr.rr''.t LrnileÍsirl. Sua co0< lLrsìO ê: (t)l!(lt1Ìos. P()r cotts?81ti)ttt'. ct,tn
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ilìll)oltantc é <ltle :rgol-'t rtrìo.-se !ììcl()(ì()l()gia Nâo é Ì)ossí\'el cìizcr qrte a psicololx'tlt't tlt\t:r (tÌtnll)riIl slliìs tarefâs col-Ìlo lanlo cix Ìncto(ìologiiÌ 11i,r r1, r,rl iri -\', r,rLrlr:ìri,), plìr;r ()rÌ(lc qtlcl clue se olhe, reina Scllìprc a rl, r, r'..ì irtsr'1trì.iln('iÌ. rt clitvida' 2ì collllâdiç'1ìo l)()(ìc !,,, ,t'. r,.r', Lrl,tr rl. Irrolrit'tlrrl (lx PSic()logiâ geral c' itÌcltrsi ,, rÌ, rr tìr, rrr,, rlr'Ìr', rrr,l\ s()lìl(Ì)1g cla inttt-rclttçìo ao lllesnlo : t1't !' rr 1, 'ì llllìr.\\'illlll( ì vi rlos llsicól<lgos ""ir'tclÍicilt e .,,r,r ,.1. ,t, i,{'ì.r l! rlit(:Ì() tlt ttrlla nova] Psicologix . Ì)l11ì r .. r, rìr ,1, ì',r,,1,, r ({'lìì t)l( (r)lì(tit()S seculilles, o que lìì()s Ì,ì..i ,lllr' ,rll. Ilí)j( lÌrio sc criou !1 Psicologi'ì geral l:r,, ,1, \í r1r". rr,ì" Ì)( rliLllllltl, c()lììo faz Betgs()n. o qllc: Ìefia ,,.,',r, ' r,1,, .,, 1.,r'1rlIr, (;iìlil('Lì oLl Nes'tol] tivessen-Ì si(i() Psi , ,1,,r",. rÌr,r",, rlttr',tirlclrt l)()clc iÌcontecer' apesal cle esses r,, rìrr'.tr, ( ir rìli\lils lttcttt sicl<l n-ìatelììáticos (íbicletn)
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quc ela iìio exista não signific;.Ì qr-le nÌo poss?Ì cxistir ibi.leDt). S()nlente a história <la ciôncia clilLiì LÌnr:Ì re-(postiÌ pilra il l)clglrnta clc onde encontr:i-leFoi iìssil]l, cLe flrto, que se clesenvolvcÌr :t biologil No sí:culo XVII. ciois r-ì:rtLLr!ÌlistiÌs cslalreleceriLl)r () col]1e('.) (lc clois sctolcs cie zoologilt: Btiflon, clLc se alc(li(()Ll lì clcs(ri(io dos .rÍìinÌlir, c dc sell lììo(l(' !ìe \ icl:ì. c l-ineu. 1Ì srÌ:ì cÌJssilicir çì(). I)aulatin:Ìllìcntc Íì)rnnì st l()tnaÌrclo prescÌìtcs uma súrje dc no\'os 1-rIoblel]Iis, sr-rIgiu a ntorl'olcrgìx, iì ilr]:Ìlonlix ctc. lss:Ls i!ì\,cs tig.Ìçòes sc clesenlolvriÌnr cle tìr'rur isol:tcla c cLltru ( onÌo ciônci!rs sePiLra(lxs, qrìc nrì() lniÌntinh:Ìni LIIì! corìì :r ()utra a nìenor rcl:rçt-ìo. af'orzt o l:ttfr rle quc te(lils cÌas cstLr(llr val'Ìì os rtninÌiÌis. As (lislintas ciêDci!ìs cnfleÌltiì\,iÌl]ì se crìÌr( si. procL[iì\'tnì oc!Ìpiìr !llì'ìa p()si( a() prrrlonlinarìt(ì, jii rlllc () (])l'ìlrt() erìÌl-c cl:Ls crestia c ntìrl /rlia t corìtioLlitr lìl:ìnten(l()-sc af;rstadls. O gcnial Ì,anrirrck (()ìr5cguiLÌ ìntcgr:ìÌ esscs conlìccimentos ìstrleclos nrrrt Ìivro. rluc clcnontìnou Ìiilí)so/i4 d.Ì
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I'rrrIr'1rrrtL'rct, l)or col'ìscgtlinte, qtle os c!Ìos existente rr,r ;r',i, rrlogirt ó collìl)lcliìllÌelltc natLllal e qì'le o senIiclo c]x , rii,( { lrl ( o!lì(r cstlÌ fbi complcenclicla e1'Ì'Ì llosstl ciência) ér 1,.\'i.\lt,tìt DÌuítüs psicologicls que, 6Io ten!4rent de.littìt'1tn\4 psi tolt4qier ,qaral. tendem a ctidr lImú sÓ Psicolagia Falta utr (ìelilcu para a psicologia, orÌ scjiì, u1.Ì.Ì Elênio qtÌe cric as biìses

I niLr suirs i vLsligir!()çs Ì)css():Ìis C()llÌ as aÌitcLlts, cntre tllrs :rs ilc IluÍ1ìrrr ( l,in( lr, t('sÌit]iu-irs, (()()rclenou-lìs entrLrsi (,(ri(lLr l\s( !,|lìi{) {ìiÌ ( rirrr'ilr rltrc'lr'r.rtina|irrs rlenonti norr biologì:r q( r:il \ l,,rfrr ,lt rlist ilriirrlrs rlispc'r's'ls rril-sc: rrrna tiútrcilr u!ìi(,r , .Ll,r.lr,ll.r. rÌ1r( 5t ( l!Ll('t{tiì!iÌ5 il() tt:Ìl),ìllìo de I)ell jn. () (III(,iI(,ÌIìIlrlII ' r,lr ;r,. ,Ìislilriitrirs tla btoÌOgia 1rìtes cÌr sc iirnrlrr, rrr rr.r ìrrr,lr,rti.r tilr,ri i)!r rìiì zoolo;1ìl:rhstlrtt!Ì no c()rìlcrlr) t|' r|rrrÌ,' \,1!,, ,',lìr, ,r!,)írÍr't ('rl!rjrì (()rìì rl psicologill, tl, ()lìrlr rJi,l, \.1'rr, r. rÌ{',!tr1rt,o Ll,,';t:tttlrt NX. EssiÌ tarrliâ sinÌr'5( ( rr l,'rrì.r ,l' /,ìl,,,1"r'r,; |r'r;l/Llr |r'ti l't lit rt
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t, rrrr,r Li r rrlìr,, rrrrr.r r.(Jrrsiglìtr telììpOI,ìlia. NO cntltnl tllrlir:rt lì(,1(,rì tr'frììr) (.Ìììl)tli( it'pilr? a lrsjcoloÍ.]ie jmpljca I('r-lLrn( iilltììo:, it Irl)t,tI |)(rr rrrrr PrincípiO fìLosrifico (letermin.t cl(). signilir'rr .l t( lìütr( i:t :t rl( i\iir ,.llr'1ìs suas prentìss-.rs linrìs. iì r'cc()lìll( ( cr s lr ;tutarìtt( lt lliìtllreZlÌ cÌentílicit. l)rí)ptilÌ rcnúnajiÌ lcnì t:ilììlxlnì Ulìì signi[iLacIr hjstorico e LÌnìir c:ìLL5:t ^ clc t;trc r'ros ()ctÌl)lLrerlÌos tìÌxis ltclianle -. l)()rélì nt(lr tì()\ cliz sOlrr'e lt ÌìiìlLireZt cltr t.ìôncie, tI]iÌs llìttsCa[:L tiÌl a]lt(Ìre7it Enr qtrent rìl:tis cl:rrelìlclltc sc itl)ae(ria isto ar n() kxtìtian() \/vcclicr-islii, ellÌ)oriì /oa1l)s os elÌ11)íric()5 lclirant a sul lìtnlirlaç:ìo. PoI excnìplo, Hi)Ílcling cliz o rÌìcsllì(). [,]. cr.nlrol:r toclos se rllclinetn cn] nlai()l oLt lììel]or gtttÌ l)afx Unì l;lcÌ() ()\t ()Lìtro. Vi'eclicllsÌii xl)rcscrìtl o cqLrilíltrio iclt.\l: '.'l psicala,!:í c. ottrtgttr/tr tt.fr,nntt/ttr laalLts \uLt.\ r'.)//( /l1.s.rd-ç tlt:.i,lrntt (l (, scÌ./))l igu.t/ttìe]Ì1., 4caitãLrís c ol)t I,q.!t(.)!.ttts. !dltlo l)at14 .) Ìtttí:ri.! Ìist)to (luLuÌlo p4rd o cs/)íì !lt/dlisDte, Ì|.t1Ìlo (t)DÌ a n7()tÌ[sl)]t) psictrísíc(, (A. 1. \'!cdicrìslii. J91-. p..ì). Ncssa forniul:ic:ìo ii'r s(,vô rlue o cntpilisitrr) clìuncitì setrs ()!)jL'tj\'()s cl! tìnìiì f()ruìiì txl (lLre r( \,eliL 11() tìì.,stìì() lcllll)() s\t.t ít)tl)ossibìli(.lQ r1e. Na vcrcllcìe.,çOlrre a lt:rsc d() eiÌtl)lris nì(), oLr scjlì, (lil reÌlúnciit tr)fiìl a xLgLljlìas pt.(,l]ìiss:ìs 1LÌnclil nlsdtrÌis. t()frì:r se lrigicl e Ììistoricanìeiìtc iDrltossit,cl rlutrl cÌLrcr (otìlÌecitììolìt.) (:jentífi.o A ciêncllt llatLltiì1, (lLtiìI .()tìì esslr clcl'jnir-ìo iì psjci)logia (lLter s(,pilr.çcerj ó pcìr srlr 1l.o priil nrtLllczlì e glactìs il sue nìo lrrìscuda tssêocìll senÌpre c esl)o tl l u t t c n c l e t tÌ (t l {|. ít l sta.'l oclOs os llsic.)logos csti() de ar'OLtìo colìì qrÌe as ciêDcilts dlt D:Llureze.;Ìssiot (.ollì() lo(liì 1ì Í)r:lxis Iìulìl:tnl, Ìllllut.ltlI]ìeole n:i() rcsol\,ctì-ì iì qtrcstà() rL-Lrlivit iì essarÌì( jiì (ltL rìltÌla'riil c clo csPirirr.r, lÌlJs accitiÌnÌ paÌt, tir (lc Lllìì rìt tt'r'rìin:r,Ir l1Ì(. slìl)r)st(): (.()j.ì(.rcialìlct.]Ìc aLl pl.erìissiÌ (liÌ rtitli(lrìil(.. (l(, (lLì(. ( st;ì r.\istr ()Ì)ìeti!a e tcguÌrt!ìL'lìle l()rl rìr. rtrls r' r. r , 11lÌì, rr,r.r\'r'l l.l rsto ó. crrllto ltilr.tlctr-t \'ÍIi3s vcZcs \' L l( tìlì..t t,t,,l'fi:t r'ssi.rtr'iti t!r tììiìt(.Iixli-clìl() (C)bnts cr.,ttt1t/t'ltts, I lfi. l,I I ti./ r.i, ì A (,.tista,!lci!t, (,Ìt(luxoto Ciêncix, clils cia.'l( rit\ ll.rtür.ll... ,i,.vi rt ,r jtl( trlcìlrdc Clc clisCrjmilliÌl crìl rì()s!it (.il)r ìr, , tt .r,l il,,II!r, (.:ii:iIr, ()l)jctiva c inclcpclttlenle tIrìl( Ìl,r,, l't, tr\,, ,,i\t,i { lj!() (lìì loroo (lo qtte tt:ìo lt:i rìisr r|lr.rrr, Lr ( rr rì,.;ìlìrr, .r rtrir.rrrIt.rilìO iilos<ifr-

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I'jsst t,,rr, r,it,, ,,,Dt,.rr t.trrrl'r.r ìlìtlrr:tiÇi)es soltre proCessos lrostliI()s rÌ,r ( 11 lìi t,l. ,1rrr' Ír,.rrrr (.1ìc()l)cttos S()l) essc notÌle. Cctnt I Irtlln r:ì (irìprr(.r ,.r 1:sicolotia (leseja sitL)iìl se Ìlo gtrrPo <ltrs ( ii.n( 1il tì.rtÜt;li, Nìss() t()(L()s esllìo cle lcitrcl<t À1as lrat:l sc {lL \(! () tlrrc.siilniliclr (ssr c()ncLtik) cìe 'crrtpírice rtlrlicrtclo ì 1;si,.rrlr.,nirr. No pr<ilogo ì Ett t:íclr4fidiu. 1 . lìtlxtt (quc pr<tcr.rla llcroj(alìì( n1c c()lociìr el'Ìì prátìciì o coÌìsenso c a unicl:rclc r (lLle sc rcl'crcnt Lenguc t: V?gnet, clenìonstrxnclo, uo fazô-lLr, a Ìntpossibilitlacle clisso) cliz quc e psicologirL é unì:t plrÍtc cle biologia. clrrc nâo é Ì-len) llirterixlista ncnl cspiritì.Ìalistii, l)ois, caso conlr.Ìlio. pe|cÌelia o dircitct eo no lnc clc'ciôrìcj.ì. EnÌ (lì-le se clrlcrenci:r clc oUt|as 1>urtes dl ltio logi.\a SetrÌen.lc no fiÌto (lc qLtc se ()c!lprì c1e 1ènir|Ì]en<>s sfir.r lLtels c ni\(.) físicos ( l92J ). Ìritcil soirrç:ào: n pslcologia tlescj:ui:r ser lrnÌ:Ì ciêrìciiì nalrttel, tnls ocupardo-se clc cctisls cLc niltLÌtczaÌ c0rÌr1tlcta, ììì, rìti Llt\lltìl,l J.t,lrr, Lr. (lt- ,lrt, Sc ,,( IìI'.ì|II :I\ , Ì( n( .t. lt,.trr. r'lLis. N'liìs. lÌ niìlLLlezlì clos fe|òilcr'to: â cstüal:lr tÌ:i() c()n(lici()na () c-.Ìrálcr cìiì ciôrÌci:ll Serr qr-re s:ìír possi\jcis na clulliclucÌc cle natuIais a histór'ia, I la)gica, a seonÌctr-iiì, I lìistóri:l cÌo tcatr()-1 QÌÌrn(l() Tclrcìplintiv insìsle cnì qU( e l)srcologix scjil unÌr ciêllciir crììpírica. co|l() a iísi(.Ì or.r 1rrinelll<tgi:t. DrÌrr
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rar tlultnclo se t|aÌa clc consiclcraI I psicologiri (()nr{) ciêtìcirì natulul. O cluc ocuÌta ì citclpirnOv por tllrs (lcss.r ilssirìljliÌ çìoi (Jucr tlue u psicologirr stj:r a c!cìntia rìiìtlltiì1 1) (le letìa) rttenos cìc lltLl LÌrezr aÌrsol,-tt;rl]tente dist inlt d()s fenôntenos lisicos: 2) (lLrc L'st( s sejlnt conhecirìos utrat,és clc !Ìtìì pt()(.e (linìclÌto t()rrìÌrììr11tc (listinto rlo rluc :lìo i)ltieto iis ciêtìcixs cll rìatLtrcZ,r. tr1lrs, () (lLrt,, l)crgìllìlilrÌì()-lìos, pOcletrt tet. cnt coillLlrÌì lrs ciarì.riirs rì:Ìlr.rrs r: .r pstcril,rar:t cont uil <tÌtjelct cli5tir'rto (' urìl lììt1()(l() rlislirrt, r rir' corlllj!ì()'l I,l Vvccliel]slii, lo

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" .lll, .r .lììr()xirìlír das ciênciâs nalu.ais é um tlaço puramentt üt.!tttu t' ir r( rìÍrnaìa à nrctafísica e nenhtÌnÌ positivo. \! l,rrì( r, r'sr larcccu dc forrl.ia l)[i1lÌâÍìtc o l'rrnclo clo r',.rrIr,, :\ l',,i,,rl,rqi;r rlcvc lìrttnrtlar', assilÌl corììo o fazenl ;Ls ,r,r! ir. rr,rrfir r.,, .Lriì t(s( pIi0cìp:rl. E ninguéru faz taIto ( ,l,i rrìr,, lrtlì, . ìì.|l,1 i s I I I I iì nattÌreZa "nào Cicntífic(),,!,irrl 'l',l'.r,1Ìlr{'ì J,rtììr's rìÌ()slra rlue todas as ciêtìcias aceir'r',. ' 1lr ' ,1,,i'r!t,r ,r., t1r',ììÍis:ts tonhccjdas. Assinì, as ciências ,r rri,r ;i . 1,,ll t,'llr r lI rrrrr,r Írrcrrriss;r rÌ]aitcrialista, itind;Ì qtÌe tìl.Ìlt rrrrlr:, irrrr'. lr,rlrr,l.r I r,r';to irIltlisrur,r E cLa tlcsma maneitlt ' ""r "'r r .r 1',r' ',Ì,,r r.r .r,l,,l.r ,'Ltl|lt j\rcnìi){.r L lìur , onscI

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I l.r, rl .r,lt\rr!lr,rr l (lU(.(()Ìt(iLlz essa colOcxçjo: a rcnúnii, i, l,, L rrl.r,.,rls cntrrlogic:!s (o ernpirislì-ìo), se-for cotrse.it!, )jÌt lt r'.r .r rfrrrrrìr-i:rr ir()s l)rincípios nteloclológíco cotlst ultt ' '\ t\.t (.,lrl!ìrirÇi() (lo sìsterììa, dcseml;ocn no ecleticis rrlr 1., r,r lrcrlirl:r crn (luc c inconseqiienle, concLuz:ì !ìrìrir
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rrrlt,,rli,loqlr <r<rrlta, nlìo-cr'ítica, confusiÌ. Na L:tÌciclopéLlicL os |'s JflrrìcL'scs deÍam Llrìla brilÌranfe (lclÌl()nstraÇaìo (lc
ia. Ássinì no nÌrnuscrito (ìc L S.Vigotski.(NlìR.)

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psic(}logia é uma parte cla lriologia. ()LÌ rÌìu!ltérl c(irÌl clir.ì rììeslìÌ:Ì rcll(:ì() qrìe estiÌ últirìì:r diarte <i;r IÍsir:rr. --Ì)or c()l-ìscguinte. () corìccito (ie p-\i(()1.)gi:Ì cmpír'Ì<a crt,,.. rccrrll LÌmâ (ontr:Ìcliçrìo nlqt()(ìológica ìnsoÌiivcÌ: é a ciClrcia natullLl iìc coisas n;ìe-lÌttLlliÌis, Llr'Ìì pr()jeto parit desenvolvr:r' conl o ntétodo clas ciências cla nlrturi:zir sistcln;Ìs de sirl)(r totlrlnìenÌe ()p()stos aÌ c.la. ou seja. que peÍtcrn aìe prernissxs con-ìpletlLrììcrìte op()stris. Iìssx C()!rtl-rdiçiìo reiletiu-se c()tÌÌ eleit()s (ìcsrstlosos nâs c()l'ìstrLlçòc.s ntctocloìó.qicas (la Ììsic()logia ernpític:t : csvxzioLl-il. A tcsc' cic (ìLrc c:rr'.ç/(,r/r t/ttt.ts psicctlogius (a cientíl'iconirtLlriiÌ, rììiLlcrilllistx, L :r csl)iritLÌiìli-siiì) cxpressiÌ corn íÌìai5 precisrìo () sìgnìlic:t<lc rl:t t r'ìs,. cìo quc e tcsc cilt existêncil clc t?11l t/a/.s l)sicoì( )(i iìs /'.\ /r r //r,.:i/írr, s('nal() cxiìlo. cristem r/tra.s: Lì()is tipos cÌistintos. irrr orrr rli:r,r. is r-Ìc r Ìin<:iar cÌuas conslrÌlÇÒes do sist('rììrì <lr':,rlr, r r,r,lr,,rlrrrr rt(, rlilcrcrrtt's. L) rcstarìtc sâo só clilì r't nçrLs ,r:r(, l)( r:,1)r'( Iìv,ì\, r'sr'()lrs, Ìripritcscs: cornbinaçc)es I)il,( i;r:, t,r,1 r{,rillÌl( t:ra t.rr, i onÍlrsrts e entrerÌlclclas. csgiLs r'r',Lolr,r. ,lr, '!,rr l , , i i , r ,. rrtrritrt clìlír il sc orien(tt. llrt5. n.r \', rìl.iÍlr .r Ìrrt.r'.,, çr-ilil {'rÌlr rlu:ìs tenclêtìcilts cluc sttlrj:tzt'rlÌ,',rlrr.1rll ' rLr,,'1.r,;:. t r,rl{'l1l(s (llì ]iligi().
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TEoRIA E MÉToDo EM PSIcoLoGIA

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1.)r( ist{) (1 rssirn. que o significxclo da crise ó expresso (lr.ri, r' rìiì{) l)()r rnlìitas psìcologias, que toclo o restantc é 1,,,r ,r,ì.r lrl.l rlttttnt <lt'<:lcia urn:r clessas cltÌas psicoÌogiâs, tÌm , rrrri',',l' .r(.r!' (ìil( r'(rìtc e c()rÌÌ um significado tot2ìlmente ,li .irrl,,. ,ltlr' .r . ll.r(rr() rla psicrologia Í{eral não é rttn:r qtlestr.' '1, .r,,,r,1,,, ììì,rj, (l( r'Ìll)luüì; (le tu(lO isto a lretOclolOÉÌix jíì , ,i, |l t,'rìr.r Li,, rrrrrit(l l( üll)(). c rtitlguénx o discute nIis. i'.,í,' , t, t "ltt,ìtt. ,,'ltn ,t si.ritti/ittdo dat crise se centra na (lil, t rr1 r lrrr' .',,,r t( r, ( ()s lra's lópìc()s cÌe K. N. I{ornílov: l r 1'.rr r l.,,111rl, rv r.1,, ( r )irì( i(l( rìì ()s conceitos clc psicologia ,ìrri, ll.rlr,t.r , r, ll, r,'lr'Iirr; ]) l:ttìÌl)()uco, para elc, coinci(lefiì ,, . ,,r' i r,,.,1,. , rrrIrrrr rr c itlr':rìista; .J) nossa al)rcciaçào clo |.r;" 1 ,l,r 1,,rr rrloy,ill 1;1,1tt't'" clivcrge clA Cle1e. Em última inSt.r,, r.r r.rt,rrri)r .1,1,,i ,l( clrr:rs tc|tcÌências que forlLfìl tflolxnrl,, rr.r,, lrrt,r., r1rr, Irr'r,r'r'i:rrD cntrc lìtuitJs d,ìs corrcntes daÌ psir,lorli,r c in< lu:;nc rìo scio (lc âlgulnas deÌas. E, c'm tetÌììos 11( r;ris, I)rrrr'(( incliscr"rtíveÌ (lLrc a criitção da psicologia geral rr:ro culrrrirr:Lrir nunÌr terceira psicologia, além (las cluas cnr lilr!i(), Ììì:rs tluc sc'flu:i soble rÌlÌ-Ìa dest.Ìs. lUijrìsÍcrl)('rrÌ, (Ìì-rc rlos fcz tomaf conscÌênci1 clc que () r.nr'r'itrr rlc r:rrrPilisrno cnccrra rÌm conilito rììctodoló.qi( () ,lr, Ìrr.r rlrìri:r lrl, irìl <levt'r'ír lcsolver sc quìser tolnar possír,I r lrr, .trli.ìr.rì, irlirÌÌiì crìÌ sttil ol)rll caÌpital sol)fe ?Ì mcto,1,,l,ii'it {.tr. lrr'rl) rr:ro or.rrltlt o ltalo cLc tlue qucl ser con-Ìl)i.Ìr,,, '1,r, ,1,'{, rrrlI rr rrlt:rlistrrr (t(Ìntl.ll o naturaliSlìÌo. QLlcto ,,!r i,rri, '1, nr rri r.ì rl{.lrtiti\,.t o clilcito cÌo idealisnÌo na psi .,1,,1'rr tll llrrrr'.tr'rl'r,rJl, l()22). passar enl revisÌa as ^() l,r . ., r,,,ri, I' ,,ìl'Íittrilr rl:r lrsitologia cú]pírica, Miinstcrt,, r;' ,1,,1ll Ltl|' t,,,,,, ( i] Ìrtis ìnìpor-tzlnte qlle falt'l à psicol',:,r, ,1, r,' -,,. '1r.r.,, l:r rlrr:rl os plincipais conceitos apllc,, rrr rrrrllr,., I'lt lìltrt ( illlsilli(ìlìdc c nâ qual os processos ,,ìrrrìrrr\ r,, Ì,,rìir t)r r.st;ro;rl)1rlcì<>nadOs âO instìntO. A proposì | ,lr' trllrì.,r{.rl){ r11 i.a sintcsc clo idcalismo ético de I. C. I r, lrt, r lrrr ,r lrsitrrÌr:gi'.r lisiológlca de nosso tenìpo, porque ,, tnìrrl(, tlo irl,,:ulisrtt<l niìo censiste erì-Ì sc afâsta[ (la investi11:r1.r,, r'nrpÍr'icu, lìlils elìì dar â esta r"lnÌ lugar em sclÌ lerreno. NIiuìstcrl)('rÍj rìlostrou qlre o naturalisrno e o i(lealisnlo saìo irrrroncilirivcis, e é por isso qrÌe cliz quc se tr2Ìta (lc LrÌn Ìivro

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verclacìe, e psicoloÉlia. A riniclaclc qìJe extcrÍì;ìÌrÌenl(' se nota entre os nìa'toclos nào cleve ocultar nos o f'.rto de tpre tììferenrcs psicóÌ()gos sc Iefcrcm a psicologias totllÍrentc ciislilltâs. Essas conlronta çÒcs no sci() cla psicologie sír pocLcr'n scr c<.rnrprc-cncliclas c
cLa seguintc lÌtarìeir.I. scglrnd() csie :ìul()r: À psicologia de n()ssos dias Ittta cr.lntr':r o preconccito clc 11uc. uct (ìuc tìrclo in(iica, erisle s()Ììlente rül-Ì tìpo tlc psicOlOgia ( .) O conceito clc psicol<tgi:r cncerrx ciLi:ìri tltrclas cicnt.íficas totiÌlrì-ìentc clistintas. cluc tlcvenr scr I'edicalnrente dislilìgui clas e par.Ì as quais o l]ìcllìor sc!i:r utiliziìr tcrnros e..ipcciâi,\. Cont cfeito, existenr cluirs classes cle i)sicolí)gia' (.ihitltnt, p. 7). Na cìêncilt atual cncontLant()s todas ls Í'orntls c tiltos possivcis cle rnisturar clc cirras ciências nulì1x iÌìlaginaìri:r LIli, daclc. O que lis ciênciâs ténl elr conìutìì i: sell objcto, nt:ìs isso narda noii cliz sobre clas mesnlrs: a gcoÌ()gja, a geogrrfia c iÌ iìgrolìomi:Ì cstudaÌn'ì a terrâ e, no cntanto,:Ì collstÍLtÇìo c o P|incípio clc cogniçr.ìQ científicx sào em cada umr (liferentcs. MediJntc a descriÇ;io poclentos Lransfornlar a psique nutna cadeÌa cle carrsls e açÒes c podenìos leprcsentá Ìa aorno urì-Ìx corÌìÌ)inec'.ì() clc elcmcntos, e isso pode scl fèito tlnÌo olljcti\,:r (lurìrìt() slrl)jctiviuÌìcrlle. Se levafllos ìlìlbas 2ìs in tel pÌeta Ç(')cs irlé sLìirs Lillirìì;rs <orrsecliìências e Ìircs clern-ros forml científit:r, ()l)tcr( rì() clrr:rs 'tliri:iplinas teórìcas radicalnìente clislirÌl:ìi- { lrrr,r tl :r l)si( ()l()gia causli e :l outrâ a teìeológic:ì e irìt,'rì.i{)rì.rl l tlirltnr, p. ()).  existôrtr'lr rlr'tlrrtrr 1,:,rr',rl,,1li:.i i ttìo cvidcrÌte que tod()s a lccililtllrìÌ :\: rlrrr'r|, rr, j,r:,.,r'rtr:rrti1,.s1:l|tr ÌlÌti(lÌtììcnte na dcfiniç:ì() (\rìt.r (l( i,r,l.r rrrlr.r rI l,is: .rigrrns .,rrlrlill:lurr certOS rÌ'latjZeS. ()Ìrlr(,r-. r)ulr',, 'i, l|.r rrtl|il:] irìl( !Lr,t:il]l( iUtillistt

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TÉORIA Ê MÉTODO EM PSICOLOGIA

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titrl',r r':t ,11'11.:lli\.r IirÌì ir rìleStìla SigtìiÍic.ì('aÌO que:l quc íìri rl:rrlr n.r., t iirrr ì.r; ri.lLrlrir, à sistel-ì1ática e à explicn-

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coÌ()gir (ics(rilivrì Pol rlr l:rcÌo, (lue niìo ien.ìe rì explicaçìo, miÌs r'i dcscriçilo c ;ì c{)ull)r( (-rsâ()ì o qtÌe os poe ras, cspeci:rln]crìte SIrâkcspe!ìre, rprcscl]trm sob a fìrrmlr cle imrLgcns, cLa converte c'm objeto dc arrjrlise, enì conccitos. PoI or,rtfo laclo. ir psìcoìogia expÌicativa. cìe ntífico- natr,r ral, (ìuc íììo poclc ser vit cle Lrasc para.Ìs ciências do espír'ito e soÌrrc l <1uzrl se coDstrói o clirc'ìto penâl cÌeterÌnjnÌsta. qLrc nlìo delxa Lugar' pala a liberclacle nem p:rla o proìrÌcma tliL cultulu. Pelo con trírrrO, a psicoÌOgiíÌ cìescrìtiviÌ "consÍitrìirá a base cÌas ciêr-rcils tlo espírito. dc'fornta análogiÌ a (onÌ() as matentáticas siìo a basc clas ciências nlÌuÍiÌis" (W. DiÌrÌre-v, lt)24. p 66'). Cì. StoLÌt rcnunciâ câtqgí)ri( !Ìr-ì-ìcnte lr consicleLar rÌ psic()l()gia aDalítica con]o ciônci.L n:rtural: é: unla cÌôncie positi\'a. no serìticÌo cle quc enl seu canpo () quc eristc, o r('ìÌ. sf,o os íìtos e niìo a nollÌì:ì, o quc deve scr. Ilstá alinÌ)a(la ìunto colì] a materlìliticlL, as ciêÍlcixs (la nat!Ìrcz! ou !ì gnoseol()gix lliìr nào c LlrÌì:r ciônciâ fisicâ. Erìtre a psic()logix e o físico exìsrr: tarlenhO abisnio. (Ìuc sq k-)rnll irul>Ossír c1 capttr suas rcÌ'.ìc(i( s
lÌ'ìútLiâs. NeÌllÌì-Ìr'na dils atuais ciêncilts s()l)rc

1111'' 1'111q. ljrrr'l,rrrrr'rrt.ris psi(()l(JAilr :!(Ll:rl r-LrrrtIinlr tla lllma scn-Ì alnìa intcr, ^ rìuìrìcotr' ( ()rìlllr(lil{')r'J. (lc{ (}rììpÒc-se cm (lu:ìs ])ârLes A psi-

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llltLlllrJ l('l.,\il{, (urn., f\i,i'l"g|lr qll( Pu'\.ìÌ'r,r! r-rlÌìlplrr.Ìt L" Ì I da clrrír'r-rica e cl:l física com r ltìologìa: ou seja, uma ielaçio qlrc r'á clescle ils rcglas mais gcrais até as nlajJ palriculalcs, mas cssenciirltncÌltc lrontogêr'rr:as (C. Stout, 192-l ) L. lli!ìs\\'arìgcr r'onsrclcrr quc a (livìsâo principal em 1orlo-r os prolrie rlrìs (l('rnr.l(ì(l()l()!1irì é :i q\ìe $e ciaì elìLre as conccp('òcs cit'nÌílir () rì;ltllr:ris e rìil()-( ientíÍic()-Ì]âturais clos laÌo-s psicoìógi( os. lÌirsr,r;ut.rit l e xpliclr ítitnca e claramentc qu!' cxistclìl cluus lrsir olrrrlirrs lrr,lir:rlrlc'ntc distinlas, e. apOìanclO-se crn Zrgt,rrt, , ()rr:;itlr.r:r (.Ìlì)i) ()tiUen-ì tlt CiSâO â luta contra iì Ilsic()l()giir , ir'ntiJrr rr rÌ,rluliÌ1, allrc n()s conduziria:ì fcnomell()l()gi;r rlrrs scrr,.r,.,x.:, rl l):ìs( (l,r logicrr pLrra cle ÌÌus.serÌ e a itttt:t P ir'r,1,'gt,r ( rÌrl,iÍi.,r ;lil)!lrl r1rrt, n:ìo cìcr-itífi co-n2Ìturaì (A ì'Íì n<l, r h l.rrl,1 r,,)

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MÉToDo EM PSIcoLoGIA
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^ l)í)si\'aìo ,,1,rrrr,r. rlt \íirnclt clc quc a psicol<>gla nâo é um:r ciêncÌa ll rrllr,rl { ,ì, :rr'()'do com Rickert a denomina generalizadora,
,ì(l{(,1;ì Psìcologia qr-re l)iltÌrey cienomìna explì
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contrítria é ocupada por Bleuler. Rejeitâ

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(l() N. N l r ,, r l t . , rÌì:,(ll livÍo cssas lcnclênciiìs irr,',tt,rlr.'r,r...r.,,,,Ír'.r,1(r. ,1rr,,,srgnili,:rtJoJ:ìcrise(jsr.l (rìì Irìlrr ( ()tìl|lt () .r:,sr,r i:rL irrnisr o. Iìxp(le COm rrelci:lclCir'a sirììl)irlliÌ its irlr,irrs tìc I)iltlì,-.v c' r\liiosteÌ.1)clrg e f()tmLì1.Ìi .,t(,
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rì[rt( r'ritlista clcsse gônero de conhecirnento: i.rrrr, .r Isir ologia cla Europa Ociclental clesconhc'ce otr rlrlrsc clcscorrhece os problemas da psìcologia socìal, os .(ìl]lÌc( inì( nt()s psicológicOs coincÌdem p:rra ela com as (iirrr'ìls rruttrrais). Nlas inclrrsive esse problema contir-ìrÌ.ì t( u(l() Ìlrìì ciuirler cspecial e muito profundor o cle lrìostraÌr ,1rr, r' 1',rssivcl l psi<rrlogin como ciência míÌterìaiistll e que , ,,., 1.rÌ,ì rr.rr,l;17 1111111 ckr plctbÌema clo significado cla crise . , ; ' r' ' l, 1: r, r r 'rrr, r r rr r I' rL lr '. , trr.r,,, tr',ì,':, ,):i tììtl()r(.s ÍìtsSOS qUe eSCreveram llgO Sé r,, .,'l'r, t,,r,, rllr-'r.r .rlcitrru ( risiì scgtegâçâo - naturalntente ' r l,rrtrr rlr l,,rl.t\,r.1', lllr{ iils ) () quc lTÌostra afé quc pot]tO , ,. r i,l, r.r,,1.r I , , , I i r t'rrr'(}1téia alcançaram Ltm reconhe, nt,1 t,, r.rl. .r', Irri ||( r(|rliìr as divcrgências existentes entfe '.'.t ir,,l, ll,,ì||,ì ,, l{1, l( rt l)()t utÌì Iâclo (que incluem a psicolo ',1. j,!r r r.. r,;tr t-ri, t,:tllttilis) c Vunclt e l)ilthey por Outro, toma 1,.r r t r, 1,. rlr",rr,:, rr lt itrros, ;tor c:onsicicrar ambas as opçòes , ',rrr, ,lrr.rl r{ rì( iiìs (listir.ìtas (N. N. Langue, 1914). E o curio.,iì, Ílu{ .ri, l,rzi-l() critiqì.le l). Natorp enquanto porta-voz dx rÌt( ll(ir(, iclcalista da psicologiâ e contrâponlìâ a ele 't)r( ;r illl('rl)rclíìçaìo tealista ou bìológica. E, no el)tanto, Natorp, ( (ìrìì() rrìostÍiì Mtinsterberg, exigia alesde o princípio o nìesrÌr{) íluc ele: rì1.ì.ìa ciência qìte subjetivasse e outra que objeti, vrsse o espírito, ou seja, duâs ciênciâs.
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r,.r, rrri,r , rrrr, r.r r,.,lrrrill (c, tlc ircortlo colÌì os autorcs elÌrolÌ, r". ( r r I , r r , ' r , ì ( ssíì PiÌliìvla para indicar mais clrtramenr
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rr" '.rt,rl1rli, rl,':.1,r lr|]r. l)rixemos tambénì abefta outr.Ì ..r i,, .r ,1,. .,,, ,r 1i.,rr ()lOgi:r <-: na vcrdade e cnÌ Sentido preI .
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sLtìtefttnt clilcrcnt( s llsi( ()l()girìs". os Psicóìogos clcscobrir:rÌr clLres carus, :ìssin) ( (Jrìl().1.tIlo: rir rr (Ìirjgicla p:.ìra x fisioloj:ilÌ c as ciCncì:Ls 1ì:ìl!Ìr1ìis, ( ()ÌlLra Í)iIe ls ciôncias clO cspítitO, l)uliì:r histórÌa. a sociokrgia: unr:r é I ciônci;r d:rs c:ÌLlsas. a oLrtrl. a cÌos ialolcs (rÕrrlc//1. p 6j). parecc que seria prcc.isO escçtlher unu dcts clttas. e Lun Lgue âs 1Ì rìe E TclreÌpánov faz o ntesmo. (.on\.idíìndo nos ii cre[ (ìuc

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a psicol()Ília é urnir ciênci:r mâterialiste. apresentundo, p:urì sLlstcnlât isto, o tcstentrnlio de litnies, evitanclo n-Ìcnciollâr qLrc é a e/c, que pcrtcncc rì icléia <lrrs clu:rs psicologias na lircratLrra r-rÌssa. Ncssa ldéia clrrs dulrs 1-rsic<tlitgias é que realnlcnie vale ?l pena rìos clclcrmos Tchclpánov cxpòe, clc aconlo com DilÌhev, Srout, ìvlci n()rì!i, IIÌrsserÌ. a jcLéia rìo anâlítico, clue conduz ao 'ìérodo conlìecir'ì1cnto cìe icléias al)riorís1lcas. A psi(ologiiì analíticil é a psicologil básica. Cç>ntçt tal clcve se anÌep()Í i'l constru r:âo da psicologia infìrntil, cia psic()logia anìntrì e tla psicologiu expcrintcntal-ol)jetiva c scrvil cle ìrese para os (liferenfcs tipos dc investigâçâo psicológiciì. P.ìíecc, porrâÍìto. quc l psicologix analítjca csrá longe da rnir.rcralogia e cla físicir ou (lc eceitar e septraçâo tacÌical e tr.c e psjcolo!Ìia por unì Iaclo e ir íilosofia e o idealist]ìo por outro. QrÌenl qÌriser cìen]onstrxl que .salro G. Ì. 'fchelpánov clcrr e l)artiÍ clc 1t)22 cnì sLres colocaçòes psicoìógicits r-rão deve sc cletcr erÌl suas lìilnirrlus lil()sa)[i(as rle carírrer geral ou ern tlcterntinaclls f:rst s, llr (.Ììl stì:ì (ì()!ìlrit.tiì sobre o métoclo anliiticc.r. lcÌttl1Iìrr()\, l)I.l)t(:t| (()Jìtta e cctnlìrsào que se clÍL entr-e as talcfes rlrr 1rsit ol,,1ir,r r.\l)li( rtì,rrì c as c1;i clcscritiva, c expìica cltte LtlÌliì sr' { Íì( (ìtìtt.l r'trÌ r'ltil;r coliiIacliçltct cont a oLltra. Pafr nìo tlrU lrrli;rr ,r (lìt\ ìil;1,, sÜltx r|[ri é a psicr.,Ìogia a qrte confcr,.' irrrlr,,rr.rrr, r.r I , r i , r I i I I , tt lrr,.ìon;r,a com a fcnOmenolrtgirt tlc Ilrl.:., rl , ,,,Jìr ,,tr;r ,L,Lrrrjl:ì rroltrr":ls cs
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' .r,. rr [ii,rs (l(, I'latâo, com cefias correçòes. Pa rl Hu.ssell, a l, rI,'rrr, rr,'IrrIIiIr l)crtencc à psicolOgia clescritiva, ?Ìssìm conlo , rr rli lr.ìtì{ :ì rt Íisir l. ll cssâs cìências, cla mesmit forma qr-te ! r,, "nÍ rri.r, ìrì5IiIIr(.lìì iì ciência das essências, clas possil>ili,lr'l(.ì til, .ri,, .r() l),lssr) rlrrc ls segunclas Icomo a física ou a 1,. l',,li,ritr r'\lìlì,.tti\':t l{.1Ì.1 â cìOs fatos. A fenomenoÌogia

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lr, ll, rrìr'\, ,.rìt I r)ntrrìl)()si(ào â OpinÌâo cle Husser'ì, .r 1r"ir rrl.gr,r rttr,tlilit;t rtlt:trca parcialmcnte a feno ir,, r,,!,,;qr'r , ''11! i, r' lr'(ì() (l(.sliì O suficjentemente idênticct

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csl)r.il() .r, ì rìr( !ìr,, 1|rìl)r,,1l|( (l{ l)si(()logia dl consciência. ou st psir,rlorÌi,r rl.t , orttlrtt lttsiiç lt(t lllcsnì() tenìPo qtìe dc lì\t\.) "jtr. r r1'11 ,1;11.. \ || r,.t ,.ìi:. q.le tr.nì inllìorlJn, i-r esstnt irrl i l l.rlo rlr'(llrr'l((()lìlìc(clììos r/ol,s giruero.r de psicol()girì (l Í. NÌÌirìsr( rlx Ìr, l()-l-1, l). l0). EÌll ouLÍo lrrg:rr'. Miinstcrl)crg cí)lÌllll)()t ;r psicolollie d() c()nteúdo cla consciência e x (l() csl)íril(', otr l clo coolctick) c a ([os atos, oì-r iì dars setìsiìça)cs c a irìtcrìciorìiìl llìì cssôrÌci:Ì. o r.1uc íizcrrii.rs foi pôt eot cviclência a tcs,.r,

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r.,.'r!rlrrt',, l,lr, ll'.rrr,,v (.xl)lic:t lssitÌì scu deslcordo c<tm ir,'.,, rl ,1, ,.r,,1,1,, rì., rlrr:rl ìtl<.ntiÍica a psicologa eiclótica
rr.rrrlrl rl,,1'ì L ,r Psitrrlogi;r atual é son-ìcllte empíri l,t, ttt,ltrtl '.t, t!l'( s:lr tlt cltte tattrlrém existent nclat r, r.lllr .l,.rr,,rrrlr,rl,'llirrrr. l)ol isso pensâ que niro se cìcve ',, 1ì.r,r r Ii.rrrrrrcrrolrr(irr rllr psicologie. A l>ase ckls métocLos r'\I'( |ì|ì|r'Irt.Ii., 1,lrjl'tivds. (llrc t:ì() tìmi(l:lüente defencle Tchel
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Ììsrtlr, que ilììì)regÌ-ìlL LOCIo seLr Clescnvolvinìcnto c, PolraÌtlo. ederimos l urn induìritár'el l)rincíl)io itistitlico. 1"\ossrì rxrclir nàO inclui x histórix cla ciêncilr e ltclclcrrtits cìeixal clc llclo ir qucstìo (Ìas rllízes lÌistólciìs clessc clullistrio, liriritanc.lct-rtos a constxtar sìlì11)lesn-ìcntc o i.ìt() e a L-xplicil us ctu.Lsas pnixintts
rlue crrnclrrzil.unr

há rrruito estrìl)eleciclx crÌì n()ss:r ciêncie. de scu ltrofrrnclo clu:r-

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llrrssr.r'1, rk.r,t sct lt.n<tnrenológica. Àssirn foì c r,r Ir'nlli ir ( rs( ilÌtl()f. r (,rì,' ( Íìltlì,ìrìt rorrr isto us itÍirrììacÒcs de cluc a psicctl',',', .', , í rrl'lr,ì, rll(. ( \(llli lltr sua própria !lattÌrezt O r,l, rlt.:tr',',lrr' r, rrr illrr.rrr lr'ntr. ri:r lìlosoíia? i',,'I' rrr,,., r, .rrrrrir rrrrlr.lX n(l(,tìl(menle dos noÌncs âtri r,!,,.1,,. |, '..r. r | , I r r , r . , I r rììrris (li\crsos qrÌc sejanì os ,,,,,i,. i, ,l, ,rlrÍiliì,rr1,, ,l ( r,(.iìltli(luct]Ì a cada ternto, o firn.r ..li .iìr, .r i,,, !,tìriüll,r ',r.rrrlr, () rtrr'srtto em todos os casos e . ,,,lf . r,1,,i,, l,rl|t, il,lrì., lr I rr l,,ri,,ìl{,l{ì.t l r.rìrl)ìfistììo srìrgiì,1, de fafo, tào esl.. ,tr r,, ,rr, rrr. rl,. I'rr.rrrl;s:rs iilt::rlistas como o fizeram as i ,r ,,! i i, rr rrrrr.ri. rlr. I,r(-lììr.sils tììllcrialistâs; ou seja, a psico 1,,j,i., ì ,rìl'rri.r l( \'{. l},}t lr.tsc o iclcalisnO. .1, :.;.r i li,).,r (l.r r lis(, o crnpirìsmo se clividiu, devido :r ,, rr,r;, , ,,r',,r!,, r.rr psicologia idcalista e materiâlista (delas l.rl.rtIrrll'. tìr:ìir iì(liltÌÌc). lìssa cliferença nas palaVras tâm1,, rrr r, ..xlrlrr rrrIt l)()r Miinsterberg com uma uniclade de sìgrrrÍri,rrll. lroclcnros fallr de psicologìa carìsa1 ao ntesDìo tí rìlì{) (lLrc cÌc ltsicologia intencional, ou de psicoÌogia (lo .r',,1llr ',(
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ì xgu(ìizaÇlì() e cisrio (lc'sse c.lu:ilisnxr na crisc. É, csscncilllrcnte, o rìeslìlo flto (Ìtìc iìquelc incLìclrclo pelrL inclineçiLo d:L psicok>gia para cloìs pókrs. como, lìor cxelrpl(). it cxistôncia nela cla 1>sicotclcoìogra " e da psìcobi()legia l o qLÌe I)essoìr clenot-lritì()Lì cânto parx clrlts vozcs cla llstcologl:r atuai que, nll sua opiniìo, nuÌlca clcixauli de scL ouvicl<:.
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l)ctcnhlLrììo-nos agora Ìllcvenrcnlc niÌs citLtsas ülius pri) tìnlâs (lrÌ ctisc. enl sLtas f()rÇlts rnot()ras. \)LtJi\ (l(||lrl. ì(ìt\ Jiìt, IL. Ln lìtìff.tÌìt ., (ri-,.J',r!.ì rt..I rlrplLrflìr e qtìais, l)clo ('oÌrtr:iri(), soJi'|,]11clc forrÌr:r Plssir,lr c ^ ',tÌì(tìt' ( 'tÌ1,, trrrr ü,:'l :,rr.rrt.rt-lr I (li'tO,lrt(- sL, \'..llrL,5 rru\ ocul)iìr a(lÌli (liIs f()r( iìs rìì()l{)ríls (luc se iÌchriìl tlettlro clc nossiì ciênciii, LìcixiUì(Ì() (l( Ìil(1() l()(1.Ìs JS (lcrn?Ìis. il É legítimo rgir assirtt, pois lrs t;rrr::rs c lr'0ôritenos ertern()s sociais c idcola)grcos . ( slir( ì, rro lìrl Liur (a)t-rlts c cle Luìl nlo(l() OtL OtrLr(), repl(srtìlir(l(rs 1)1)r :ìr1;ì \'( l Por íìriças {ltic cxislel'ìì e attt:Lrì-ì clcÌ'ltt() alc ÍÌi)s:,.ì , i, rì, i,ì |,,r i.,.,o;uÌtlis:trcntOs apenas as catÌsas rlrri l'r,,r.rr.r,, l, x,rlrzrrrllts r,rrr lc:slt 1ttóprii.L ciêÍÌcilÌ, rellttÍ'l(i;rtìrjr) rl |),,:r, rrr)r, r' .rrì:lIr'ì{rr.

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345

,ìr ,,.Irl||r,r ',r.ll(lÚ lìÌci() depreciativa, colìlo (]n] lelaçaìo :r !Íll.r ! r,,,ì, r.r r,r'rrri t.x:rl:r. N!ì() cal)c discrÌtit que nern tudcr
rrr,l, i,,

( clìì()s partinclo cle un-ia só afìrmaçira: a alcsen{ 'rìì( t1,lt ntrt'utt) t.lu !)sícologia aplica[td, em locla suã aln?litLL.le, é , t l', t t tt tl), tl lì)r\ (t Ììtotord da crise em suët últinta Jase. :\ rrrtr,lr. rlrr ltsic<>logia acadêrnica em relaçâo à aplica,

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r,( t()t ,lrt 1-rsicologia, nìas para um oltsewa,,Iitr. In)r r'itìÌil (lc l:ris problemas, ou seja, p:lriÌ () 'ì.,r '1rr, ri' t,,,1,,1,,!, r, rr,rr r r .rlrr. ;r lrr:lor clúvida dc que a psicologia r1'lr,.r,l.r,1, ,r 11rIr'rrlr.r lrojt'crÌì diir o pâpel de protzlgor'lista tl,! ì1.,,,, lryrlrIrtí, lr) {l(,tì()s:iit ciôncia: neÌa estír represcnta ,1,, rrl,1,,,ìrr,,(.\|,l. r.nl Psitologin cle progtcssivo, cl€ sarÌdár', I t'r,1,' {lr, ,,tì, , l iÌ ri gclntc do futuro; é ela c}rc:rpresen rr rrI llr,,r,. tr.rl rlÌì')\ tìt, trr(l',1,i!.i(us F -offÌcnlc r'\tìtJ.rn(1,, ,.,,,.r ,rrr..r !t í. ,i,)ilr.tÌì()s lcr utììa icléia cla sigr-Ìificaçào do que

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r,:,i.r ,rr orrlt.r'^ncl ' c clrrs possiltilìdacles cla psicologia reaÌ. N;t ltirti,r'irt cla ciôncia o centfo se desÌocoLt: o quc se ( rì(1)rìllirvlr nlÌ pcrifcria passou a scr o centro do círculo. Il o

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,ìl( srììo (lLrr se rliz da filosofia, repudiada pelo empirislno, r'rrlrc cìizt'r rl:r psicotogìa rplicâcla: x peclra que os construìtor( s r(.i(,it:u:rìÌ vci() :Ì scr I pedra angular. 'l|i s Írrt()s slrstctì1,ìlÌl esta nossa afilmaçào. O primciro. ,! l)tttltr tl i\r (;ìlliì('ús tl:r Psic<ttecnia, da psiqtriarria, da psi

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ri,lr!,,trr,rl Irlrr,,rtir'.r, lloltticlr, rniÌitar. Esse cont:tto oltrigl a 1,,t,,,1,,1qr.r ,r |, (.',IIì|IiIriII s(.lls I)tincípìos de forrla qLÌe pos,ìrì l!.r.,,. r 1,r,l.r 1rr r,:r suPrcnr:r da prática. A psicologia viu :, rrlrrlll,rrl.r .r ,rrr,irrrììrrr r. inlrlcluzir na ciência uma glande '|!r,rrrrI(I,|,I{.iIr,rr.i(.rviìs tlr.cxpcriências, de psìcoÌogia priiti'.r , ,li. lr.rlrir,rs, ir( UrìluLtLlos ao longo de séculos, porqr-re, r.rrl,,,r lliri l,r rluiìrìlo iì rtltc militar, a poÌítica ou a ìncLústria, rr.r rrir',lr,l.r crl rlue rcgullrizaram e organizarâm de lorma .,,rr',, ilrrrl ir l)\r,lrr(.. se lrPóiim numt cnorrne experrint il p.,rr oìogic:1, uincla que cientificamcnte desordenacia. (Todo psirrilogo cxperiuÌentou pessoallììente essa inflìJência da t ìincir aplicada, hoje em período de reorgÍnizâçâo.) Pam o rlcscnvolvimento da psicologia, a aplìcaçào dcsempenha o

,,,1,'riì.r rll;rlrlil, rl,r Psicokrgi:r criminal) pela primeirú L)ez a 1' r,,,1,'11r.r rlllrorrtorr r,rrrr a 1tráxis altanrente orgtnìzada:

llossri cl L.r.rrlr,r.rr :r rnrprrrlint.irr cllr nova psicolo!Ìi!L p:ìrr /irrlrrtt r ilrtr i.r: rI lrsir olo1, r I,1tlt,r'ie crrntlt6r rrlt hilo a ela. l.ssrr psir.oÌogrrr, rltrt l r ltanlrda peja pr,Ìtjcâ a coÍìfirnt;lr a vcrlrcitllrtlc (l() l)('lìs:ìlììctìt() e (lLlc n.ìo pro(:tìra tlìnto e_\plicâr lr psi(lLle lÌìrìs c()]lìl)t((,tìclô-ll e clorninír_Ìa, esiabelec(l e[tre iLs clisciltlinls príticas c n0 pr.oprio scio cla eslr.utrrllt clr ciênciii urn:r rclrç:-ro total e cssenci:rìmeote (ljstinta cllt clue sc cìava na psìcoloeia íÌtìterìoÍ. Ncst.Ì, a prática efr tLlÌìll coÌrlnia da teoria, que clcpcndia em tLt{ì() de sua tletr.ópole; :L pilitica cre LÌnla concluslìe. LuÌl lnero, urnl s;iícll. ern úllinta instânci;r. fora dos ilì-ìitcs cìa ciência; u1lìrì opcr!Ìçi-LO (ÌLlc .'e l, lr,rr'.r rlq,,rrtro LlLi(j d.r ( ictì( r:.. q1(,r-,tr\.r Ir,)t trt. ,l,lj:,, qLrc cou'ìeÇaviL aÌi Qnde sc col-Ìsidcravd quc:r tlLref?ì científicN lìavirÌ telrÌìinado. O êxito o lracasso cla príLrica n:-ro.se refle_ til enr absoluto no dcstin() da tcori!ì. ,{g()[a iÌ silu:rciìo é aÌ ittt rt:.t: .r 1r1.'11q.1 ;ç1,,ç;1 .r\ t.lrr,t.r\ c. - ,, j,.iz r111r|.e1nn 11.1 te()riiÌ, o critéri() dc verctacle: dita cortro construir os colìceitos e conro lbrrtruÌlr as lcìs. Ìst(l p,r5 1.,11 (li'srrlìì-rìt(. tr,. :r'\trq,lrtJalu Lt t. tt),1 .l , gr'r. Por lììais cstranho c pitrìdo\:rl quc parc-clì ir prirtrcilrr vista, é prec is iì llìetì le I l)raÌticiÌ, col.rcl prìncípiO constl.utìv(il de ciência, qrÌc cxige ur.ÌÌa íilosoli:Ì, oU scja, LIll nlct()(l()l()- ., girl ,l:t ,.iertr ir O qLrr' ,tlìiolUÌ rm(.ntc Ìra,) ç\l:. (nl ,\,tÌtrJLlrç;ìo cont a âtitrÌdc ilrefletidiÌ c,'clcsprcocrrpacll., s(jgllnclo o te[nìo empreglclo l)or ]\4iinstcrl)crg, (lue ten-ì e psic()tcc,lilì erl relaçìo eos serrs pr.ir-rciltiosì llJ verci:Ìclc, tanto iÌ prátÌcx quanto I Ìììct()d()l()gill cl:r 1tsìcotecnia sìo, cont fi.eqiiêtìcia, sutPLecnclentt nrctìtc ilÌìpote11Ìcs, rléltcis, srrpc,lfici:ris. inclu_ sir.'c riclícuìas. ()s rlirr,qrr()stir,os (liL psicotecni:Ì nlìo clizetn nlrcla c fazcr]l lr'lìllrti[ ]ls tItlcì()ts sOitle :r nreclicina c.los chlìrlxt1ìcs tlc NloÌìr'rt,; srrrr rrrr,totlologìa ó a cacll vez inr,.cnta, <Ia ud hoc c crrrct c. rlt. r lispo.,it- rio t r.ítir..i; <.riint frcqrlìência foi clenoÌllinacla c[' p:,i rlr,11i.r (l, rr,Í,1(]. <lrr scjlr, lt.r,e. cfôrnera, poLìco Sérilì. lrrrIrrst,,r.((, (t() Àlits lì.t(i lìl()tiìli!.:i c,rÌl iÌl)sOÌulo o fïto csslrrt i;rl l llst.lr(,rlr' , sr.r irricirlrrgin (ìUc gefa ttlrt.t ttìcloJ,'J ,rlr.t L tí',, ( t ,,,lr. \1, 1.t...1,,.,^ ,, rti,,,,,

!ìì( strìi) lì,r1,(.1 ,1rrr, ,Ir'.,r,rrr1rr.rrIroLI rr ntecljcina para ? aÌllalo_ ttti:r I rr Jisir,l,rrÌi.t , ir l{,(rir,l l)l il us cienciits fisicas. N:ìo é

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,lr,rrì11,, r'lltì( lìllllÌos os prolllenìaS geraiS, nìas também cacl'l ir',- Ìlrri ( \.ll!Ìirìrlnì()s (lLlcSlòes concfetas, q!lc 11o5 velìlos !,1,ÍrÌ.rtl, r', .r irÌrlislr (l(' n()v() os princípios cla psicotecni';l

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l',r r..,' rlrrrììi,, it|(siìr dc qlle n'ìais cle ttma vez se vitt ,,,,irli,,il,,, tl( (ltt.'seu u4lor prlÌlìco seja qttdse 'rll.r..rIr".ü lir'r1iiôncia riclícttlas' sLíd importiìÌ1'.,.! ' ' .!i,t\ !,,o ttt\ t trttt ,.,t ,'t !,',lt'l',1:t' ìt t .'tttìt tì)t' () l)Ììncípio da prática e sLra filo'.,,li, ,,' lìr1,,,' rìÌ llrì:r vr'/ tttltisr ;t pcclra qtte foi lejeitacìlt i,, 1,, ',.rr lllrl,,r( ',. i tl,l vIio :i sct a Pcdfa angÌrlar' Aí se en' '',," , ' ' l ' , ' ' , , I ' t tI' rl.r, r isc I llrr.\\ ìrì!! r ,lrz rlrrt tt:ìo é da lógic:r, da gnoscologilt ,lr r', ì rlr',r,,r, r,, i' rlt ntclocloltlgin (da cloutrina do méto',,i ,1,, , r, rt rlrr ,, l,.rr.r IiLrìsu'rÌlìllc'f) qLle c'speflÌlllos a les()lì-l('iì() ,l.r ,lrrr'.,lrr. rrirr: ili r:ll, iì "(lLlcstào de qucstòes" dc tod:t lt |',rr.l.tii;r, . lrtoÌtlctttlt clrtc abarca os clcllÌais plol)lemas
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Shltìlr', irr, l:rrrrlrr,lr :,r, r I rt r'onl:r (l('qLle nào p<tcle separar as funç r'rt: s Isìr ,'lirgiL rrs <i;rs lisiolriqicas e l)LÌsca Lluì cotìc€il() ìntcgrll. lfsr r',.vt rrcl,r s,rlrlt os gnrndes plolessores (c1e quent a psirol<rgirt tsltr.t:t ìnspìt:r{rr<)), cLt disse cerla veZ que l)rOva\ielnìcr)tc nenhrrnr clc lcs r ()rrliar ia o colììand() de um barccr à inspilr(ato clo capit:ìo orr rr cljrcç':io cle rrma firltr.ica à inspi, laçiìo c1c Lrnt cngenheilol crrtllr un clelcs escollteria rrn lt:rr.i nheil() (.()l]ìPetente e u ] Ió(nico expcrlentÇ Il esse nleior riÉJoÍ qì,re. ern gerlÌ, só po<Ìc scr criigiclo tla t.iôncia, pess:rlli, graÇls aì cxtrcma seÍieaiad( tle pr:ltica .ì te\.itiìljzar :Ì psicologiJ. A r!ì(lústria t'o exé.lcito, a ed'.rcaç;ìo c o ttatanlent() dos clocntes ressÌtscitatà() c rcforrìì:ìr:ìo ii ciênci.ì. Ì)ara selc, cionill colì(lLrtores cle bon(lc rìào serrf x psicologir eiciéticu

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de IIr,rssell, cyuc nào se pto()cuprLva cour lt veraciclacie clc
su:rs afirnlrç'ires, assÌtl con-ìo tân]l)ouco servc ii contelìrpÌ:LÇào ale cr'ltcs c nen-Ì l-Ìlesn-ì() ()s val()res intcrc'ss.Ì!lì. N,las essat opÇ:Ìo nì() g:lraÌìte. en]:Ìi)s()luto, it psj(ologia c()Ììtra a cat:rstrofe. O ol)jelivo dcss:r psicologie oricnrrcla l)rra a prátjcrì nào é flzcr a psicolctgia dc Sìtaktspe:Lre cn] vcfsâo colì(-cì-

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rl,r 1,sir'olo11irr: o cl1ì psi( ()l()gie subjelivir c oL)jctivr Mas nós r {ìtì{ rl lillliUìì()s: ellt rttctoclologìat d?Ì I)5ic()tccnia' <lu scjl. cllt lihj\'lirt tl l)trilicr,. Por nÌlis insignificaÌÌte cluc scia o valot' l)rrti( () ( t( {',Ír(() (ì;r cst.()]rì clc lÌìensLltâc'i.Ìo dc Ilinet ou dc .,',1r.. r,\t,,l,\ir.,l(rìi,,,\ I\(,r nior,rìlu,, ÍLr\l( 'cl:r Cìll si l|J r llt.rirro i,( u \,;rl{)r r,,ttlO iclóia, collÌo plincípio metodoló,,,r,r1'1,

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ì,'nrr,r,lr\,'Í rl,t l)rctocloloÍlia psicológica recxelÌ1 " .,1,r, ,, l, rr, rr,, ,l,r lrr,rtrr.r, l)()r(ìr-lc sonìentc iìí podem clì,,,,,:r rr ,,ìrr,. r,, iri ,.,, tr'rr( rì{) lts (liscttssa)cs deixanr cìc scr , i: r., . ,1,, r,.r :,,,r r.r,rìì1,ì(l()s. () nlílt(xlo, ou seja, o ciìnìil!l;., ,1,rrt,l,r, i, !ir,rr, { r)llr() Lrììì rl'lcio dc cOgnìÇào: mas o r,r, r,"1,', ,1, t, trttrtt,rrì,r ( tìl (()(l()s.'ìctls pontos pelo obietivo a' .1,,, ,,,rr,lrr, |i,r r., r),,r I)rriliclì teestlLlLura locltÌ a ì-ìletodolo-

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tLìiìl. collì() o é para Diltltcy, rlas ,r psicolecÌtitl. En sutnLt. ulr.Ìa teoria cicrìtíflca clue lcve.ì sLìllordinâçaro c ao clontínio cla psiqLÌe, :Ìo miLnejo artifi( ixÌ do comportlnìe ltto. Ìl é X,ltinsterlleÍg, esse i(lexlisra militarìre, quenr csrrlrc lece as tra.ses da psicotccni.r. orì seja. dc urnâ psicologirì nlateri2ìlista nct mais altc> setì1iclo. Ste!:n. nâo rÌrctros c'ntusia.s-

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t titt lrtto, ,|rt'v(:tl] r'e(lefiniI o p:ll)el cla Psicot.-c ' ri.r 1i,,,1, Í r ( {)Íììl)r'c( rì(ìi(lo partinclo dos dois Prinleiros. LÌiì,1:,1,' r'llr (luc it l)rìi(ote('lli1r é r:me psic<llogi'.r unilater(tl' r'ì' rl,r ,r 11rl)lllr'iì c foülÌllizt â Psìcologia feâl Iar'Ì.ìbélr â psi,lÌ rlriir ultrlrl)xssa os linlites da psicologie iclealisLa; par:L Ir:rt:rr tlos (loentes e cttliÌ-los nâo P()dcnìos nos b:ìsear nlì irtr'()sl)(((Ì(); nada lìá de tìllÌis absurclo clo (ìue iìplìcll essc
t. tt

ta clo idealislìto, el;rbola a rÌ.ìctodOlogia cla psìcologizr clifcrencixl e pÒe e1n cvi(Ìênciâ conr clcntolidola clalcza a inconsistência cla psicoÌogia i<ìi:rliste. Colno 1'tocle ter ()cí)tri(l() rluc iclealistas cxtrcnìistas âtueo1 enl favo[ <lo rrratelitrlisDrol lss(] tìlostÍa qtrào profunda e ollje I i\,;rtÌìe rì le t)cllclfiltiltìì rto rlt'sr,nvr>lr.itttctìt() dâ psicologia as duas rcnclêni:itrs r.rr lrtitlio (, (ìrìiìo pouc() coinciclent .orÌr " qr.( ,, J . , i, , ,1, ,;, . ' .' l. ,l, rr Í.(\',ì,..,ì,r \'.j.r Lcjnr irì ' cortvicçÒes l'ilr,srrtir',rr slllrir,ti\.:r l.:\ illLrlì(.iil lluììllóln :i clrPantes;ì coìììl)lexicl:rrir.rl,,,lLr,rrlrr, ila r.r'isc r- rlc (ìite m()do tào inextIicli!el :rl';ì'( { ( rìt ,IÌr\IIILItliì': .rrrìlr;rs :rs lr:ntlênr:.ilts: qUe ZigueZrgu(s lir(, 'III, IILr,I,,.,, t.ì,, irìr'\l){.1,t(l1J\ c' P;ir;rclcr

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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

o srGNrritrjAor) t51ÓRtco DA cRtsE oa pstcolocta

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. r. .,'i,ri ,r lttrlr:t tlc lìente nessa batalha em clÌrso na Psir,'l!,ftr.ì iì lrr,trlr' silrtlr-sc colÌ.Ì freqtiênciâ dentro <le vn irÍ rrrr' ',r,r, rr.r, rììrilirs vczcs inclusíve dentro de Llm termo' I ,,.,r1.,, fr1,,,{r.rì1, liltrtìtrtt't-ltc, colÌÌo esrsrl luta de dLL(tspsi .,,i..,'r,rr , ,ttl,,'r,r trtrtt t rritt< itlo com q de lnllitas concepções . ì ,, "!,t. l'.]' trlrt.l'tt .t\. t \ltt l\)r tr.is delds e aS determinal que

ciêrtr irt t rrrlrirr,,q 11,,.q111;rl,r:,-rtttkr il:t l)al'.ìvta. E é inevitar.'el nìrÌrll( llrÌÌi1 { rr'r( rr r Lrìì|,.lrilIi\jil. JüstiLltìclllc l)or set lltTÌ;I J)sicololi;r lisiolollir'.Ì ( l.r) irììl)()rlirìÍe l)-Jra rssa ciêncit srÌa rellì(il() (()ÍÌl ,)s l)r()((ss{) Irsi(()s 'f[ata-se cle !imr ciclnciâ crp( rirÌl( rìlill. li rr lolnrrrl,r gclrrl é: Partirnos (le que a ilnic.ì psi(oÌogiiì clc (lLrc lìcccssit:ì .r l)sìcotecnra dcÌerír scr uma

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ì,llrl'|'f ,ìr r, \r( l(liì(ìr'ir() significado qLÌc ' lì,!.ì,,. '
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se oclllta

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IL,.,rr,rrrt,,,.t À11ìr',1' rl)('r'lÌ A (ìllcstão sobrc a le!Ìitìn-Ìi:l',!! ,lr 1,,r,,,1,1r,1.1 ,.rrr",rl tt.lÌi ìlÌÌlx)'tincia decisìva pata a I' i, '.r, ì rìi.r l',,1,1rr, , ',r lrsit1)logie cllllsâ[ de câráter ì-lni]at. rrl ,,, rrr,ì r,',rlÜì, rl, r'rìì \ri!()r I)()l lneio da psicotccnia l'í,ì .r lr".ur.r ,r I r. , 'i r1',i;r crttrslrl é sír uma resposta a pcl,

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t.rrr.r.. | , | r I , I I i, :ì! irlr( i;Ì ìlÌcnl c r Porque íì vi(ia esPirittlal ít.ì,' r'\r!,,( , \llì, rr(.to, lììlìs (ì()oll)rccnSlìo sonìente at PSic() r(, rìr:ì l)(ìrl( tnlrrtlllrLt (()llì cssa fornlrrlaç:ìo ";ìrtificial' cla ,l!( :,1.ìr), (l( rìÌ{)rìrilrrl!-ì(l() ttssitì1 q\Ìc ess:Ì formuÌaçiro é Ìegíti
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rrr'r'r'ssltl-ilt. "l)()lta'ìt(), somente na Psicotecllie se manil(:,t.ì (' \( r(l;Ì(lcilo signific;tclo (llì psicoÌogia exPlÌcâtiva e, lì(,r ( rì :,( !lllitll(, c ncl;t <|.lc cìl1tìlina o sistema clâs ciêucias , ,1, ,,1,, .rr" ( I ì. l\l ii Dslr'tb('Lg. 1922, PP. 8-9). É diflciL mosI ".,, i! , 'ìor rrr,rrÚr t l,trr'7rt :ts lor('as objetivâs das tenriências

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.r,,. ". r,1.ì l,i'r l)lill(:illi() c nalo pof outras causas. !,r!,, i,,r,,!r,,,'rìì .r:' rì)l( r'Plclllçòcs e explicações pllralnente r, r,lir.f, l','r 1',r{), ;r l)sicl)lcctìia tlão poale v'-cilar na escolha ,lr , , , ' , r.I r , , r1ttc lrccessita (nem mesmo quancìo a elal,,,r,rirì r(l('irlr5l,ls (()Íìvictos), só se ocupa cla psicoìogirÌ caLr1 , r I
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r . r ,l j, trr ,r; rr lrsicoìogia não carLsal nâo desempenhâ Pâpeì .rllirrrr rr:r l)si( otccllìa. lissr: princípìo de orientação parâ a ação tem, PortantoJ rrrrrr irnportância decisiva em todas as cìências psicotécnÌcas. Iì r:onscicntemente unilateral. Somente â psicotecnia ó uma

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ciêl'ìci.ì dcscrili\,o cxplicilti\.iì. r\goLa podemos acÌesccntar qrl( '-\\:r P.ir.,ìuËi.l t, .rlt,- ,li'..'. LlrìÌa (.(rl, ir rln0rrl.... conlpamtì\'a, quc rìtilìza os drÌclos cl:r fisÌoÌogia e, fjn;ìlrÌrerìte, uma ciôÌrcia e:periurcntal ( ibitlen. p. 13). lsso significa quc a psicotecnia rcprescnta Lrma \ri!acÌiì na ciêncj!ì e r'r-liÌrca Lìlna époc:L cm sLia evoluçào. Sott cssc Ponto de vistx, Nlrjnstcr berg cLiz que é clifíciÌ qrìe a psicologia erÌll)íÍiciì tenha su/lklo .Ìntes cle ÍÌlead()s do século XÌX. Ìr'lclusìve narqr-reÌas escolas que rencgrvan'Ì a mctafísjca e analisavârÌt os fltos, crar) o!ìlros os intcresscs qì.Ìe regiill]l us investigâçÒes. EnLÌuento 1 psicologi:l rìào se trilnsforffìorr cm ciênr:iâ nâlural foi il-Ììp()s sívcl recorler Irro experinrentri R.iì.]. Mas lì inÍo(luc'aio do cxpcrirlento cìt'r-r iugal a lllÌlir sit!Ìaçiìo lraredoxal. ilconç:,::lríveÌ nlrs ciências cla n.Ìturez,a: utiliza\,iìm 5e âpnrelhes ilsicológicos cqLlivaÌerìtes ao qLìc potlcfl-r tel si.lo a plil-l-ÌciIa lrìli(lLrina orr o tclégr:rfo nr>s laboretolios. r-ìas esses iìparcllÌos n'.ì() crarì rÌtilizados na l)ráti(a. E se r':ovi|nento experinìcrìtal nio.rlrngr:ì r L(ìtrcxÇro ()rt r' rlireit,'' orr c' (1,l ('r!li, r"r lll alíÌstria, a vicla sociaÌ oLM 1'ìreclicinlr Até nìesn-Ìo elÌì noss{is <lias cOnsiclcra-se unta pxríanaç:ìo (Ì:r invesrìgaçào serÌ c()nta to cort â prartic:ì e sc recc)mencll csl)elar.Ìté cÌue a l)sicelogia chegue ari aUgc dc seu sistcrÌ)lÌ te(-)rico. ltliÌs iì experìência rlas r:iôncils natulais cìiz ()!itrrÌ cois.r a lììcdiciÍla e 1 técÌtica nào cspererarÌì iltar (lLlc 1ì 1lrì:ìlolnilÌ e l física celebrassem seus ir1Ìimos triÌlrìíÌ)s A vicliÌ rrecessite da psicologia e dc srra prática e cr'ìr c()rìsc(liri rìL i;t rLss,. r'rrntato con-ì iì vidaéqì-ìesc ,'cr.,.1'..r'.rr Lr'.,rqr:' t',t l'.r,,'1,'gi:' Eviclentcrlt ntc, i\ìillìsl( tlr( fr{ Íì,lr) {( fiâ sj(l() Ìclcalistt se nào tlvessc :Ì(lrìriti(l() slrr, I'rirrr'rIios t:rl i'lrrro sâo e nào tivesse reserva(Ì() rrì 1,,)11( r , ,,1't.r'r,rÌ uo:r ìlrruitrt,-los ciilt itos do iclealisnto ,\lrrs s, rrt,", .IrrrrI.tri,':ì tr;lsÌiÌ(lrìr srr:r cliscLrssào prÌra outlx irr( ir r(ì rr'r rrrlrr', r'r' ,r iirr ul:ìstitrr i:t rlo iclr.la

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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

O SIGNIFIcAI)O HISÌÔRIco DA cFISE DÂ PSIcoLoGIA

Ir',rrr,, rrr, , ilrÌÌl)() (lo causal, que é aqueÌc que alilnent:t a prátr, .r rl,r lr'.rr ologi:r. llxplica a "tolerânciâ gnoseológic?r", de,lrr.'rrr,l,,,r ,l.r rrrtlrlrrctaçito iclealista da essêncìa cla ciência,

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'l'rì l.r,' ììr,{ rrr;rri:r rlilì'rcnciat conceitos verdâcleiros e fal ,,. ri,r'. rrtí r" , rìul( is ì)rrir rspresentar o objetivo. E acredìr.r '|ü ,r,,ì1. r.r ,.r'r'slirl)('l('C:cr rltìla cerla trégtìa tenìl)Olália (lÌrc estes :Ìbândonalcn] o c:Ì1ÌÌPo ' rì!r, ;ì- t',, ir , ,1, 'gr ,,, ;r:rsiot ,1, l,ir riirr '1.i., t,,rrr.rr psicrrìírgiclts (ibidenx). Ir,.l.r ,r l,r,r,l'' llliìl]stttlrcrg é um exemplo sttlPreen,i, rrr, ,1,,,1' ,,r,r'r,1,' rtll|l|ì() ('rìlrc x nìetodologiâ, quc (letel.' ir ì ,{ ,l! rr, r.r. r' .r trlo,oli:t, t;ttt: c.lc'termina a ìdeoÌogia, pre , i, rììi, rìì, |,{!r,Irr, r!( |!,rIiì (lf urìÌ rnctodÓlogo e clc um filóso l,'',,ri.,, Ir, irl{' .rlr,' lllìì, isl.) ó, dc um pensadol contraclitó r" .rt, i' lrrì ! r, ÌìÌ r-r'ttrlc qtt,:, senclo nateriâlistâ no qtle r.r rli, .i l,..r r rl, !r;iir ( .rusirl, c' iclealista quânto à teleológice, se
r'ìr{ ,,rlr.r rrrrrrr.r lslrtlcic clc dupla contabilidade cìue obfigatorì fllÌ( rìl( l( rìì (lc scr l)otlc() escnlPulosa, porque os núÌlìefos t)ì ìl]t p:illitìiì nlìo coinciclcDt com os da outr2r: Porque, no fim (l:rs ( r)rìlls ( rl)crilìr dc tuclo, só é Possível uma verdade. Para ( l{ , r() ( ntilìt(), nì() ir a própria vicla, n'ìns a elaboraÇ:ìo lógi ,.r rl.r rirl.r (luc (()l)stitLri a verclacle, e esta últinì.Ì elaboraçâo

rì ,)ltr.r,, , ii.rr, i.r:, r'rrrPilicrrs. O psicítlogo elìgtnir,sc IoIuItIrttrt,,ì\rrìì,'5rììr)sr'.t,r{'rlitur'11rrcotraltalhoclcLaltoraltitio porlL'lr'r,;i lo tr lr':rolt't.r lrs (lLìcstÒes frrncl..rnt<:ntais cLc stte ciirrr i:1. (.\\irs (lÌÌ(.:,1()(s I)(.rtclìcetìÌ à lilosofia. QtÌctì-ì nlì() (lLrìscr (li:(Lrllr (lLt(sl(x s ci. l)tincipìo ÌeriÌ qLle :ìCeitat t ÌiÌnjlxçaio (lc estaÌ>clccrl illtl)li(itarìiente colÌì() bascÌ de sLÌiLs in!.estilllç'òes ( ()r)cre(iÌs ul)Ìa ou ouÌtíì teetria gnoscoÌógiclr (il:tttlem). Folrrrrr pre< isamctìÌc a t1)lelincia gn<tseolítgica c lr nìo-renúncil ì gnoscologi:r clue lcvarar,)l Nliinstclberg l'r icìóir cle cluas psicologias. Lìr'ìla cl..is queis ncs,J a orÌrre. rlas rlue poilc[r, alÌìb:Ls) sct accìtts p()r iilrr filósoíci I)()r(ÌLle tolcrâncir Ìlì() signi[ica ateísn,o; t]â nìes(ìuifa é nìaOnlettÌìo. tìa
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ate(il al, cristlì().

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( s( r (l(tc ììiÍìada pol muitos Pontos cle I t tlrttlt'Dt, Ír ì(ì) ]v iirìsl(tl)crÍl COrÌrPÌeendc qLle o qLle a ,,. r, r.r , ìrìlìrrr.r r'\lflr' ,Ìir() <1 :t tcnúnciit ao ponto cle vist:i
1',,,1r' .r'r rìrlIr(.rrt(
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', lì,r', nr:r lt t,t irt tlrlt'rD7iuad.7, pois em Cìiferen rì ' rt ,ì' r.r' ..' ìrlrlr,..ìrìì rlilr,rt.rrlIs l)orìtos de viSta gnOSeoló !, ' :i,' rr,r, r'.,.,, ,1.r l,llrlríir, r'\l)acsri:trÌìos a verdade Iìuma liìLì,r ìÌr, rr. r!, rrt, r, j,'.( rlo csPttilrt, erìÌ otÌtta. ',, , rrr, ìi,! rr.rIlrLrIr\|rrs ( xislcln divcrÉÌências en-Ì sLìas ,,l,irt.rit , ,ì,r. rr.rr,.,i r1.I(.rIrrr is I)lerìììssas fundamentais da : r, rr, i,r l'.rr.r rrr lì(ìllri(() llì() cxiste â n-ìenoI difictlldacic ! rr.. lìr,r,l, .r,,rrrl,r (()!ìì ()utro investigadol s()l)re o câláter rl,, rì.rtÌ r.ìl rtr,lrrrl tnrlltllra. Ncnltum botânico se detén-ì na
1,rr,, ,r ,,1, '11r,

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,lr,,,r:ìrÌ r( lrìliv:r iro (ìLìe significiÌ lìâ verdade o fato de qÌle as I)l.llÌt,lr. r'\islir!ìì r)() csprÌço (] no temPo, que nelas cxercem \r,ll (l(lrììiri()' irs lcis cla causalidacle. lvlas a natureza clo mate rirl ljsicol(igico niÌo pcrlnjte sepârar os princípios psicológi("\ (lrs t((,riJ\ íilosóÍi<us da ntcsme mJncirf, que se conse

lvi:ls isto pocle corrcÌuzit a L]]Ìl grilve cLrt-r, O cÌe penslr(ltÌe ulla psiccllogia cltrpl:r lcva a() ÍccorìltecinÌento porci.tl dos dilcitos (le psicologia cltrÌsal ou lci cle supol(lLie cssiì cÌualìclacle se tLaslacia pala a própriu psjcologia, (lLre lic:r divicli(la eln clclis canrpos: oLl n() crr'o cle crt'r que tlntbém denlro tl.\ psicolctgìir cilus:rl NlLinsterl)crg tÌccllla I tolerânciL\, oilda tltte, não scjd abs()/Utaitlente a.ssir,. Eis o clire elc tliz: Ìr<lcle existir junto ala psicologi,l caLrsal ouira (ìììc l)cnse tclcolo.qican]cl'ìrc, po(lctÌlos e de! cnos tflt ttr 0a l)sic()l()giiì científica rÌ apetcepÇaìo oLÌ a criaçiìo cle tereils. ou os ;rletos c a r-ontlde, ou o penslÌllìcDto? C)u cslì?Ìs clrrestr-rc-s Íun,-lrr mcntais n:ìo intcressatÌÌ ao psicotécÌÌico, jíL rlire estc saltc (lLIe e1Ìl (iual(l\rc'r'cas() l)()dcrìlOs clrinrinar iodos {)s l)focess()s c func'ires psírltrices enrprcglnc!o o icìion'ia cle psicologia cittÌs1ìl e (ìue clcssiÌ infcÍprrtxÇìo caLrsaL si) it 1l-\ic()tccniiì 1r,,,lt 'c,,,ttl\1, I i1't,lt ! I' lli 1,,,r":t't,,. 1..r.1.1,1,,1, ,1,,r.1i;1. 11r.111;r :,.LÌlt/j t (,tìt'i .i, r'ìLÌtìca sc c()LlllììcnlcrìliÌ1ìì. set!,clìì:r r/tias vctr.lacLes, tL0ìit r-ro intcressc cll lrliticlr {ìLrtr:i n{) inicrcsse do cspílito. \ías a cìr,tplr crusaÌicì;(ìc (sl r rÌr i{l( ()l()flilÌ (1( l)erg, nÌo nil ^,1tjnstcl psicologìa. Urìì lìì:11( l1iìlirlr ]ú'il.tiai l()latlxte]?/e e psic(JlOgiâ clusal tle 11Lìnst(r1,r'r11 ( rì1) ( rì1.|ìÌ(), r'cjr.ìttrt:i ;r clrrllidaclc (ÌiLS ciênci:ls: o irlt;tlr,,r.t, lì( 1,) t {)rìlfiìri(J, r'r,jcJtlrr':i :r rlLrlliclacie c JcctÍ.\tit porct)1ìtl)/t !').1 ,,r\, r Ir. r, ' tr'lr,,lirqir;q rlr ltsi<OIo.li:r: o plitprio 14Llrrstlrlr, rl ,lr', Lr.r .t t,iIr'r,irroIr yrtostologir':r c

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rEoBrA E MÉToDo EM PsrcoloctA o srcNr-lcArx) tlrii Ì ôtìtc0 DA cHÌsE DA

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r' ' rl.r .rìrlr;rs rs ciônciáìs, mxs trata Uma na qualidadc de rr.rt, ri,rlr.,l.r (, rì ()illriì na cìtìalidade cle idealista. Portânto, as .1r ., 1 . ,, ., ,, ,1'r,. :r rlrr:rlicl:rde desenvolvem-se fora da psico', l,,rrr r , .rrr".rl. ll.ìr) :,( :rlirÌìì1Ì collÌ naaìa e n^o ê Pessaalmcnte ,", r'ì'i, ' ,1, ,l, rì, i.r ,tl,{ltì):ì. 1 ',, , r' rrrlrlr, rlu5tr:rtiv() (lc colììo na ciênciâ o idfxlis ,ir,, ., ,., ,'I'r tt'tttL' ,r sr. sitrlirr- lì() tcrreno do maferialismo 1,,,,1' ,r I ,,rrrlrrlrr,rrì| (.tìl t{)(lí)s os scrÌs pontos toÍìan(lo-se
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no Íitlltli' r,,|, ,, trr,,Ir rrrri ,ìL ' (()tt(l{ì illL psicolOgia matetia ',lislir. l)rirli(ir (,r Írji,\,'lr:r lrits5rìlìì rl ()cul)ar cl lugal rnais ìrl^ p()rl:r Ì11(" l);rr:i rÌÌLritr)s P.rr olorlos it itìttodrl(j.ìo do experimelìto

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rlrr irrrlrrqrro, lììils (lrÌ rnálisc. Confbrme cxpressào (le Engels, rllì;r rÌl:r(lrìi!Ìir x vlrl)of pt()va as leis da transfoflnaçi.r() cla , rrclgirr rlt lolrrre rrìo nìcnos concluclentc clo qLre Ì00 trril rìì;ll luirìlrs {l( M;Llx c F. Iln,leìs, Obrcls, t.20, p.543). Como i,rl,, , Ull,,,ír :,i) l( lìì(ìs (ìc r(-Ícscc!ìtat qÌte Os PsiCólogos rì-rS., , . , Ìr rI Lr:, rr r , r lrr (ìlr rg() :'t lr;tcltrçlìo ao russo de Mr"ìnslcrberg r..,irr.rl.rrrr { r I r r . í r I r r , rÌì(.ril()s (l() iÌulot. o de qLle respondc
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corìsliluiLr irrr;r rr'1ìrrnr;r lr:rsrcl tllr psicoÌogiiL, e clìcgaraìtìì inclrrsivt lr itL.ntilicrrr l)si.('l(,gix ( \peÍimentll com psic()l() gia cìcrìlífic1ì. I'rogrì()slicirfl11)] clne o I'uturct pçrtenc€ apelìas à psicoÌogia ex t)e rirìrc l.ì11ì Ì c viratÌì o(]sse qì.Ìalificittivo LrrÌÌ inÌportrntíssiiÌro princíl)i() nÌctocloÌ(l)gic(). lvÍas o exp('rimenlo nìâ[tcve se cm psicol<tgia s()lÌìentc n() nivel cÌc unt sinples pfoceclinÌr'lllo lécnico, n;Ìo Íoi rLtiÌìzlLtlo blse;rnclo-sc cnr prir'ìcípi()s rig()r()sos e (lcLr lugar'- (r)lììo n() c:lso.le N. Acl), a sr.Ln 1lIr-lpLirt ncgiì(:iìo. ÂtLÌilÌrììcnte. n[ril0s psìcr.-rkrgos vê!'rì] l saicli,\ na j1Ìt'toLlol.lgid. nir corLeta rslRirürac'lìo clos 1tIincípiOs e espcralrì (ìLic a sal\"tÌçrìo vcnh:t cì.r parte cotìtt,Lrìa. À,l.Ls IiÌntbérr cssa viâ a' cstéril. Somclìte a rcnúr]cì{ ra(ijc:ìl âo erìlpirism() ccgo, clLre petscgue its sen,\ilçòrs inirospecli\.xs clitc, t?Ìs r. L'st/ì cjnlliClo intelnatnrr'lte elìl cÌojsl sotìÌcnte â clltiÌtìci peç':'r() cla introsPecr.ìO. su:r cxclusaro clc Lrm nroclo t)ateci(lo a conlo f()LltÌl ignoírclos os olhoS en] libic:Ì; sotÌlentc a rLtf) tura crÌ dLLis psicoloÍlìiìs e.r rscollìì L'rìtle:!lìlllas clt,unlr só ofercccrÌl a stíalâ pxriL a cfisc. A uniallÌ(le dielctica (liÌ Íllelo clologia c cla pÌliticzr conl a l)sicolegia c(llititLli o clcstino c il softe clc Lrrìla (lCSSiÌs psicol()gias; :r coììll)letâ tcnúnqiiÌ:ì I)ra tic.ì e iì contenìplaç:,ìo cìas cssêncjiÌs j(leaìs siìo â sorte c () clcsliÌro cla ()LÌtrlr; a rLlpt!uâ total c'.! se')iìra('iìo ettle arììl).ls s:ìo l sorlc e o destin() cornLln] (liLe cspera l alÌ-ìl)iÌs. Ilssa rtrptura j,L se ir]icioLr, está se pto(ltìziÍìclo e cLrln-ìinaraL Ìlo lilnilc irìlposto Ì)cla pliiticiÌ.


Pof l'Ììlìi5 ( lrìfilrrr( rlli (lÌi('
nossa lr-lilisc tllt tt-st lrir,tor i,,1 (' rìr(tt{)(lí)l{)jli( il (ll ctescCjrìte lupttìriL (las clLter Irsir OlIrlt.r., t Lrrttr ' ji;rrrrrlrr rl:r tlìlìirlica cÌa CIiSC, eSSa tCSC ( ()t)li 1r:r :,, rr,lr, rlts, ltitvr'l Piìr:t r LrìLOS. N;ìo ú alg() qLte Il()s l)r({'(lrJìi , ' ' r r . , r ' r r r r r , , (lÌtL-lrs IL',ì(lC,rì( ilts
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,r rìrt r(,rl(ì1,)sirì du ciêlrcir sobre a bâse cìo princípio da prátirrr, orr stju, <lc sua transforrlaçâo enì ciência natuÍal. Esse l)rio(il)io excrce sLlâ prcssâo na psicoÌogia e a emprÌlra no, \( rìtr(lo (lr st tìt cornpor em duai' cièncirs. o quc asscHu[?ri

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,!,'r,' .r,1',, r,ì, rì!' r,l)j( l() <Ìt tit-na ciência só é possí\'el se sc ! ìri '!ì!tr,ìr , rr .rrirl,,,,r rrll.qo v clrl:tcle iram ente conutm e se for f'ri. jr,,rìì, 1ti , ,r,, ,rl40 (:o|u!.tì1. (l\e se converte em objeto ,l' , ,r,r,1,, Irrlìlltr', r.(.sI cOrtsiclerat a psique e o corpo ,,ir'! ' ilìr.r,ì r, ri.,rr., r,r.l,rlrt<lrts Í)()r utn;Ìl)ismoj que nào coinci,1, iì! ! r!t l,rr'l'r!! rl.trlr';rltrrrr;r, s(ìraÌ m:Ìterialmenle lmpossível r!ri!.Ì 1 r, r, t.r ..{rl)ri' (lr,lri { ()i5j1ls (listiotas. É este o eixo cla 111, 1,,,1',l,,yir,t rir'.,:,tr rtrv:r lcori!ì. O prinCípio--da GeStalt é j .rlrlrr.rrr'l 'ìi, rrr,rrìr' rrrrlorrìrc rt trtdtiïíííi'iìza, não é umzi' 1, 1'r,,1..,1, lr,\'^tr\ (,.r l,\r,lìr,: u l,tr'ì( lpio leiìt. -ì"i.. 'Jfd r, r I ( , I ( , r , r':rlrlicirvcl 1ì fisioloÉJia, à física e, em geral, ' .r t ,,1.r' ,r .i, rr,'.rs rr'.ris. { p\Ìqrc e rpenJ\ 1..11ç ,lo totnÍ\,, r.l ì( l,,. .,\ lìr,^,.\\ôs ( Orscjenles -JO ptO. c.sL,\ fJr, iJi> rlc qr':rrrtlcs (onjurÌtos (I(. Koffka, 7925). M. \l{/ertLrein.Ìcr pre r is;r :rirrrÌrr 111!ris. tcoria cla Gestait reciLlz se ao seguinì--1 ^ ltítlt) .lu('lrt)t lu,qür eì1Ì tu'txd parte de ut77 corÌiunlo qttalquer I t t / t t t | Ì t i t t t ! t / t ) l )t'l ls lc is í t Ì ternas dat estnt tlt rG desse conju.n), /,, r\ ìr'(!,r;r (l,l {;('stlrll ó isso. nem r-Ìlais nem menos" (Ma \ì', ril! llll, r, l',.1'i. l). 7). () I)sicarlogo \X/. KÕhler (1924) mosìi,'rr,Ir|í |,rIrII), |ìì r'rìì lrrir';r (rc()rrL1-n I)asican-Ìente esses mes r!r,.: 1,r,', ! '..,", 1r,Ì1.ì r,r'rlr.' ttnl lltO l]Otável do ponto Cle .r r! ,,r,v,,,/,,l.rr!r,){ Íllì ilt}iLìlÌl('nio clccisivo pala ateoria d:,Ì .,, Iil: Ì,lrl1ìr tlriì,,1,'r'slLt<lo ó igrral paraofísico,oorgâi , I I I , , | i I I i ( I ) () I lrÌc s ìg n ilica q!Ìe a psìcologia se 'ìili,, I|,, L , ir r' r I r ì ,, l: ts r'iô0<:ias ntlulais e q!Ìe a investiÉla!riÌi,,'lìrr. s,r,,1,'-i,r'l,,gr, 1r r. lrossivt.l clcntlo cìc princípios físicos. Em r.' -. ri,r :rl",rtrrl,r rrÍrirl() (l() Psíquico e clo físico coolo elemenr!J, r I , , I r ì t rrIl lrr. tt'r'ogêneos, a teoria cla Gcstalt afirnla 'tri,r i ,,ll! \it(,: :r:ì() l)iìfte cle ulì1 lodo. SoÌ-ì]ente tlm eLlropeLL ,l(, 1 rÌÌ11llir solisticaclr pode sepâral o psíquico do físico, t , rrrrr r nrls lrrzcnros. Quando uma pessoa dançe, será que cle rrrr lJcio sc cncotltm a soma dos lllovin-ìentos nusculares e tli, outLo x aleÉÌfia e o entrÌsiaslno? Um e outto estâo eslrr-Ìturillnìcntc próximos. À consciência niìo contril)uì conÌ nacl.Ì
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Ì)esr.trrrrI l, rÌr'\/,) i l r. ( rliit í)|lltiìs lorrnaS c]e eStlialO. Ondc esli() ()s lirÌltt( \ r,rì{tr, ír rjìi ! tiiÌlisrììO C O idealislÌlo? EXislenì '''"1 .Ì\ l,\'i Ì', t',. , , r, I.r.tr, rlu ,' r\'- t.rnr .ri- ,, altesat rir: s() l'irÌiìt! tÌr rl( ( l( rÌlcÌì1{)s cll consciênci;r. siìo r'Ì11ìis ir"(.-,\,...,,.1t-.1,.tl, .rr t'( if t!.\ \, .. ,|| ii. Ì..t. liallsl'.ls (lLrc LrrrrL rifvor< (lLrc (tfcsfc Q'.rl , , -Ì!nrrj. J!Ì' .1, -'.'r . In..r' ,,., J.r UL-r-r I Apcnls cìe cìrÌe a tcorirÌ cle GesLalt reâÌìz?Ì u1Ìlâ psicoÌolli1ì mâtcrÌalista, já qLrc l)ásicâ c rnetoclologicarnente coÌìstra)i cic forna sistenrática serL sistclÌÌx- AParetttenle nlc, isto estír c-llt conttacliÇão co1ìl a teoriiL da GestrrÌt s<tÌtre ls rereç:ôters íenorlêÌ 1, ... .^Ì,t( . iç1 ,,.1 ç,,.,,\. jt.d. ó, f,tri.n',.t,,rlrtc. fot.Ì,,í

palr

crs psÌcólogos dessa cscola a psi(ìue ó p.r7le fèxontôrt.ictr

€Ìo .on1port.unen
clgs,cle

lo. Etìì sunìa. a esc{)ia cla Ge{ta lL,escolÌle

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t.t1?ì. tlos ..loís c4-!n i/2lrrs,.e lìâo o Ìcr.cciro' Poclernos formular OLrLrâs perg!Ìnias: l tc(Jrìa clâ Gcst:Llt clescnvolve seì.ì eníoque conscicÌrtctÌìcnle? Niìo tropeca corìì

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efi seLÌs critéljos? llscolhcu corret.l|ìente os nLétoclos p:Lle cÌesenvoÌveL cssa :t ltel ll:Ìt iv,17 Nlas rìào é isso (ÌLre Ììos intcrcssa iLqui, e siln o sistetÌ1a rì]ctorloLr-tgico dos princípios. E nessa linha poclc'rnos cÌregar' :r dizcr'(lLrc irÌ.1o (Ìue o? teoria cÌe Gestalt nlo coilìcidc c.llÌì cs-\:l teuclência i, a maniiestaçìo cìc eutrâ lenclêtìcia. Sc se cÌcsc|eve iÌ psirlLli cÌlìpregirl-ìdo os nrcsmos conceiios qLÌe x fíticri, estanlos 1Ì:l
contradiÇòcs via cla psicologia científÌco natur.Ì1. É fácil .'er qr.ìe na tcoriâ do personalislro \\''. Stern

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la-l) Jr.ín\olvi:r .rlr, r'r,.'trr.r , ,nu. ÌiJ. f", .ir ì.r-jc,.1, cvìlrr.ìnÌl)as;Ìs vi.ls e cscolher trnta tcfceir;ì. ele se situa cle laro crl lmrr tltts tltras, rìl dt l)sic(rlogiâ ideillistt. Stern par'te cl.- qLrc (lr(.(1 l]r()s rlc I)sicitìogie. rras qLle le1-Ìlos ulLli, ias i)sic()l()giils. IìnÌ s( Lr (l(s('j() (l! n1;Ìrìter o Oltjeto cLa lrsicologilt na l-tillt clr unrir orr rrLtr;r ttnclôncìi.r, inuoclrlz o concei tO cLe iÌt()s e Í!ìrì('()(,s Ì)r,tr'.1Íi5ia..tÌìtcÌìtg rrerrtlos e cìtega it Itclmitir clrtc it psít;trL() r'rr liriio ]]{-]r( ()rrfìr ;ìs ilÌcsnìas frses tÌe cìesenvolrìntentr) r',Il(,,..,s;r rItvir,rl tl irtn f;tto sccrtr'tcì1i "i .,1'r .rfr.r,, ... r l,
oLltloi o fiLto Ìllirì( iP.!l ( ,r , \t:lr. tr iir riI irlìl:ì l)( ss()x J)sifoíì' StCtnlCnte lleLttfiì (. !1,. .,{.ll. ,rtt,r. ttrJ;. tl!i(.irii\i,::ull(,jtlc l.ìcU-

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11!,.,rr, .,( lr,ìrìr(liìri() <lu 1>sicologia c.Ìusal na área cla PsicOl,,r,r.r ,lrl, rIrrt r.rl, ,rrr scj.r, ;rl)rcscntir clc [ato ulìì.t c()ÌìcePçaì() || r|| I r'r | (i,r ( (,rì5( iarì( i:t. l)(' n(Ìv{) ()corre (lentt() !lc scLl .r'ìr Ìrì.r .r llrl.r r lrrr' j;i r,lnlrcccrrr()s c l)rìriÌ aléln clâ qtLlìl (ltìisc
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)Ulrr (lr l( rt,, Í,,rrrr,tl rlrsç-t tcntativa é qUc nìistuta dois oÌrjt tivos ( ììì r,n.t\ uì\(.stillit(ocs: poaqllc tÌlÌìa coistì é estudar a clr)rìll'llìrì rìtrìrxist,t (l() l)(]lìt() de vista hist(irico-fllosófico e ()LrfriL rì)Uit(l rliÍì rr,rrlt' rì trn:rlisar clit.ctiÌlÌìOnte os ptobÌe11-Ìes I)f()l)()sl()s l)r )t ( s(.s l)( Dsil(l()re5 sc jÌ11ìt2Ìl.lÌì()s 1Ì1Ì1b:Ìs es txfe la.s Ìi:rcnros lrlrr rlrrplrr rlcsvltntagenrr paLlL rcsolvel o problcrnl se LltiÌizl ütìì lLìt()r, ln;ls () j-)r()blcÌlìa se cOloca sontenlc clentro cles ntc:clirllrs c do ltlano cm quc o L\utor o lrato dc f)essogerlt e poÍ Unì tìtoti\:() c{)mpletanrentc rlislinto: essc' tra, tanÌento câsutl Icr, u a fclflìular cis pírble mils cle modo des, virtuacio. selt al>t>lclar scr.rs probÌernas centrtii e .sem desen Vol\'ê-los colììo sll:ì l)rópriiL essênciiì cxigirix. Alénl disso, () telllor à c()n1t:lcljçiìo velltal Ìeva I conlLrnclir il pcrspecti\ra gnoseoÌóg,ica c a rrrctcrdológiclr e 1ssÌt)Ì s cessit.r nente. Àtlas o segnt'rclO OItjctii,O - o cstuclo clo;tLrtor - titnlpoLl co é alcançaclo pOr essc catrtinhc-r. por(ltÌc í) iìtÌtr:)r sc 1ìlodcr rìizâ senì qucl-c'I, s(: r,ê arrastado tì:l {ìiscllssiìo atnal e, o quc a'm.Ìis impottante, é gr()sse ira n-ìc nte cleforrnaclo peia sistc ììlatiziìç.ì() a.l)itÍiiÍia cle cit;lç-òes alrrrncadits cle rliferentes iugares. Poclcrianì()s p()Ítanto clizt,r quc: enl pl.imeilo Ìrìllrìr. aa se bÌtsca lõ c/t,ottclt'ltnredc; ertr segunclo lugitr, irrìr,, r., .lUe é necesslit'io, s ctÌ1 tercciro, tttìo cono atprectso. )\ào 1ã .le tJntle pnccdut p()IqLle /lcr? enr Plékh;Lnov ne1ì-l cllt (ìLlul (lLrer oLLtf() n-Ìilrxistlr b.; o Llt.t? se l-)t.ts.t:t rr<,/rr, nào clisPircrrr,
rìaro só de ì-lnìâ rÌìctocìologilì acaì>ecla, rÌìa-( nenl mc-snro clir gcrrle cleìa; csseti:rutores tìlìo tinllatÌl sc CQktcacio csse llroblcme e sulrs lìlal n if ('5ttçòc's sobrr o tclìla tênì xntcs dc nl2ìis rtacla utn c:ìrítcl nar()-psjcolóBicO: cârecenì incìnsive de urtra (loLrtì-ina (n() c()l(igicir scll)tc a lÌìlncita cle conhecer o psí,1tri,,,. l',.- 1.., rr,.,, ( t.l', I r rl rri.rr |l( (lrrí :Èi.r .Ìpsn,.\ :r 'Ìì hipótcsc !ì:L lt lrrçrro psicolíricel IJIúkh:rnov lcrix ir.ìscrito seLl tro]re ÌtiÌ ltistirri;t rlrr lilosllitr jrrtrto com SpiÌtoza sc tjvcsse criuclO Llnìil clor rirtlr 1r,r, r)liri(.rì (lLlill(lLtct. Nìo poclia fazê-lct Porque PlékÌìiìrì()\ Íìrír, .r r( or rrlr,ru tl:r psicoíisiolollia, c' a ciência aiììaìt rìrl. lr,,,lr,ì (l,l' rììi)ii',():, t)lr;t (.r)ltstrLÌir sen.Ìe

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- n!ìo rrroclo algum esperâr desses trabalhos <>tttrl , ,r..r .rlr'rrr tlr'rrrtt rnonle tlc cilaçoe: nr.ri- O.l ^r, n,,\ (.tsLlJi\ r' sull ilìtcÍpfql!Ìçào escolástica.
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.ri. !ì() scntid() da clefiniç:ìo positiva das târefas

plrrrrillrrr r.lt

lhante hipirtesr'. tocla a físiclì

De fato, Por tr.r. ,l.r lÌrl',!lr'.. ilr \Pi11o7;1 se ctìaontrt tlt (,.rlrl, r rr.ir!ili.!t,1 .,, rx.1.r, t r . r I lr iil:L pltl.lr
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TEoRTA E MÉToDo ÊM

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rrìì.ì linlÌlriÌlÌclì filosóficâ, toala a experiência acumulacìa rlrrìì,1,ìrÌìÍ.rìl;rÌr)rcrìte a partir clas ciências nattÌr?ìis, que folnm ì: l,nrìr,!r;lri :r conhecer â tÌnidâcìe e â Íegì-rlaÍiclade do mtÌn rl,,r I r' rìrrl r':,r;:r tìoutrina poclia engendrar em psicologia't l'1, I lr.rrl,rr' ( ()lllrrs scrì'rl)rc se ìnteressaram Pelo objetivc) l,', rl ,, "i'1,,tn',' lrolinri<o, cln ger:Ìl explìcativo clo contcx {., rìr.r rii,',, |ì',|ì:..lrl|( tÌI() inclependente, generalizaclo, ele i r,1,, i ,.rt, 1',rrr,r rIr.rl()rrIIitIIt. .\Ítt' t) tlut t ut't t'\\rnio l)oÍqtÌe, ao passo qLlc o que se
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srrlriÌirlrrrl, l! lt1:. l'((,r,lr,:, rl,is(1)tì(cpCòcs. P!ìr?ì isso deyenlos rrl)()nlill ( I r ' I | | | , .i (li]Íìtr.rlr,rr tir intcrpteraç,Ìo errônea do SiSl( lìÌil- rllÌrir ittlr'tlrrr'l:r(:ì() rluC nìO Srìbe pAfa Ondc V:ìi. l):tr;t () l( t((.lt() isl(lììii {ltrC cstalllOs CÕlltentandO (a pSi|
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tt ,lt,t.lti,r 'lll, \1.i,ì,l(' rlrtt'st'cuCo]ìtfa eln ì,tln ÌlipotóliC()

cologilr rrlrlristlr), rr llrs,. <lr'ss:r Ìerccitâ viâ em ltsicoLogilr crì(()rÌtll st rro corìtr:iÌo (ie tcaÇrìo que, ì diÈtença clo con (cil() (le rcll!}i() e clrr clt lcrrônrcrìo psiquiccì, inclui tunto () ltsl:rccto objclivo cluent() o subjetivo no at<t integrll cla reaÇi'ìo. N;ìo oltsLantc. rlilercnterÌìctntç diL teorja cla GcsttÌt c dlÌ clc Stcln,.Ì nova teoria rqnuncia à prclììissiì metodctlógic:r lluc Lrnc crìl ulÌl só cot'ìceito arrl)rrs i:ìs vcrtentes <la reaçâo.
l)ois. nenì rì sLlposi(aLO cle existôrrciir na psicluc cÌas tìlcsÌÌlas cstrLrtLlras cglre na lisicl, netl â r-la e-\istôncia na tìiÌlutezit
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l,', ti' lrÌ.rl r r' rlilr(1) (lil! irìv(stigtcÒcs coletiviÌs de tnrtitos rrr,', ILr', \, 1.r ì.ri{rssr r Íllipost;t nào havcri;Ì necessLdlÌ ,l, ,lr. , r'n:,trrrrr,r l,sicologi:t rììírrxistiÌ. O critór'io cxtelno cla
utilidadc nletodológica; rìmrÌ fólìlLllâ cle imPortânci:Ì onlo l,rrlir rr, <qrrc tlìg:r o rtrínimo possível, clue seja prudentc, cltre st rrlrslcnha clt cqttulquct resoluçiìo. Quando o qtìe nos l;rlt;r i rrrr;r ÍìrInrrrla cltrt: nos preste seruiÇo ntrs investjgaq,,r'. sr' lrrrsr'rr ( rìl (()rÌllll):ltticla) tltììíì a qtle tcnhau-los cle .., r\r úrìì,r l,,rrrrrrl:t rltrt rì()s venl()s na ol)tilaaÇào clc (le'rÌrì,rr..rr.ll 1r, ,.,,r lrrr:.r;r srl tlci:orre|tt fótmulas q\1e pardli;.rrrr rrr' t ' , r , Ì , ì ì ì r ' ì l ( ir in\,(sliJ.{a(lì(), collÌo os coÌìceitos irÌ rr llr\ i ', , tr l),. rrrotll) ,lrrt ( irtrPossível veI como Poclel,rrrrrrrl.r
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lrtrsc:ir cÌr'vc ser stÌa

irt"t!.rrtr.,l (ì! lln,., !rìt(.leq,,r.l ,,tr I,, \ru:r !,Lr \, jJ. nrrll..l \i,l lcorìa (ìa Cìest:rlt ncnì a (ìe Slc ì nos pc-ü-ì1ite!n alclÌnçlÌr ()

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A novlt tcoria accitrì, cle:Lcorclo com llL(:khanor', a cloutIine clo puInlc'lisrlo psicolísico c r completa ilreclrrtiltiiicla, clc clo psíqr.rico ao fisico, rccluç'iìo n:ì qull vê un nllrteriiìÌislllo grosscir() e vulglr'. MlLs cotììo é ltostíveÌ t.Lt1tí.t cièt1ci.t sr>lrrc r/|as clrtegorias clc relrlicl:rtlc, racÌical c rlr.ralitittiviLrrien tc lÌcterogônriìs e irtcclulí\ eis'l C()tììo se pocle lunrìi-las rrunr ato (le rerìç'i.r() integlirl:' l'o(Lenlos responclcl de dulLs rrrlnci riìs iì essiLs lìcrgLìntâs. Kor_nílov arlvoga rÌtÌìiÌ rcÌaÌÇìo lLlnci()nlÌl cÌÌtrc:ìlnl)rs tLs catcgorias, aitrrìzr que colìì isso flLça pice clinho rlc qrìlrlqLrer possívcl ìntegridarle, polque nl lcl-açìo írrrrcionaì pc)clcn est:rI incluíclas lÌtagljitucìes difcrc1ÌIes (\e
l':Lto NìQ sc l)ocÌe, p()l1lÌlÌto. ìnvesli€i2Ìr efl psicoÌogiâ plÌ,-11l.?Io clo cottr:t,ilrt tle reuçtìr.t. por(iLrc ll.,.\ì.!(: cotÌceìfa esliÌo lltc l t r ít l os çl, ,s,. lctÌrrnlos ftr nciOrÌr l|rrr,.ntc dcl)endetìtcs que nìo pociclr sç r' r'crlrLzitlos iì Llrìr,t lrÌi.iade. Colìl isso l(otnílov

\,/r, !,,,rÌ,, t'lttt'í t\t), Por(lÌlc () l)ensalìeÍÌlO fica cclnSi, r,!,i,1,' 1,,,1 11111 l'1i11r rlìi(l (ìc ltttlori(lacle; !ì.ìo se estLlcL.ÌnÌ rrr' r"'1,, ìrì.1 , ,1,iy,1",,r. AlanÌ (lo nìais, a sttPelPosiçào clc
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turcl:t ltistórÌca cla psicoÌogia e c1o signiiicacìo cìa A t ssc lefira cleclican-ros especificamente o prí)ximo ( :ì | )rt lr l(). Nestc procrÌrarenìos clelimitllÍ rneÌhôr rÌ scPill.ltçio ('lìlrc irs concepc'òes e o sistemx, pârâ fetir2tr clcste a respon-

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l'liìo rcsol\.c o prolrlr.rrlt psìr oJr--rgiccl. uìiìs o ttâììsferc fl,llz o ittleriorda Lrttltt tltttttttlt t. t orrr isso i()nìa inìpossivel a\,:Ìnç:tt un sír l)1ìss() r)il rrì\ (,rÍilI.r1,rr;, I1)is . stencìerr sua intcrpre tilÇiìo paliì lr I()IlrI!(Lr(I( rl,r ILir rrÌrrriitr. 5r fllÌs l)Í()p{)stils ante, tì<ttes nio csliL\tì il Ir'1,1,.,t1) r'tÌttr. r)! r;üììlì{ìs rl:i psiqrtC e Cla fisiologilr trì rìi\i lt,l,,l,.rl .r,lrrt .r tr:rrlrrrrro (. pí)11;tnto, a irtsoltrbilitìrtclc tirr 1,r,,l,l, rr.r ,, .rr lr.rrl , irr , ritlri rclrç jro, Lrnur

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o stcN lt{iÁtx.) tlts

tóí co DA CRrSE DA FStCOLOctA

363

,r llrlr,r. í I (lür, ll(rs iËrz e^Íào, metoalologícqmente, a soluçâo

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,1, l',,rrrrllr ì,irtlr o l)rol)lerna? O fato de resolvê-lo expeÍi,i!t rrt,rlrr, rrt, (.lltt)iti( 1lrÌÌcnle, enl cadiÌ caso isoÌado, em vez :l, I r..r 1,, Iìt,'ìJlr'rììirIi( ;uncllte (lÌipoteticamente) no começo ,1, llr!. ,,ll|,i{..ì,r I r I { .l i /- ì (,r I I c isso n?ìo é possivel, coÌ-ÌÌo não ,, t tlt!ìi! | 1r li r,i r Òilt r/rris tctocìcls ciistintos cle cognÌçâo ou
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uniÍir:rtirr:,, IÌriLr lirl\('l (.\Ì t.l r'lìtr{. c1es tìtna rclaçâo c1e iguaÌ \.1 .,r .,., 1,. .t t., ,1,r 1,,. \..,, l,l .klt.,r ,v.,,1.1 (Ìtflnìclìtc: o llllrrxisrìt() rìiti ) r( .r)rìlÌ(.( ( .it p():sibilidade de erplicar ou
Llasct)l)úr unÌtt t ldsst tlt lì'ttr)tttt'ttr,t seruí|xdo-se t:Le represertlítcòas ()rr (/! (.o|Ìc(ilt)s 'tl.st,tÌt,olti(los' pãra expliÇor oLt tles crcucr LtnÌa cldssc dislinlì (cit:Ì(_.íìo cln yu. V. Ìrr.ankfurt.
1926,

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i:.! ri, ,i,1, ,1ri.r,1,, 1,,rr,r ,,'rrlr,., t.r (i l)sí(ÌLìico. EstiÌ claro que a !!,r, ,rirrl,r,ìr rrrlI,,,I,'IrrIir,,r rl,r rc,lrçiìo rìaÌo p:Ìssa clo nível alos 'i, .'t,, , , ,,!irrlr.r .,, 1i,1,, l,tít t1,,.\ttl(ti.t, e que, cle fzrto, a con', 1,,.,r,' rl, ,,,r',rrri,r rrì:,, otrrlrrz;r rlrLrs ciêncils clistintas com ,1,,i. Ìr! l,,,l,r', rlt,,t :rr ,., rlü(,(:tlt(liUll cl()is aspectos ciifelen,
li . 'l.r í'.rtj,l(.rtt j,t:

tt,r. ,r '.ìi !.1 ,l, rrr,.rDr ri,. irtvt stìglrçâo essenciâl1nente distin;,,., .1 r..,,, ,, ,li rlr l.rtrr rÌr'rlrrcr l(. N. I(ornílov nâo veia na ir!ir,,,,ÌrÌ ',.,1,, ütìr ',ì rl,lr':r IrrrrIt.tlintcnto técniCo, mas o únìco

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psi!ÌÌÌe (ìiz iìraiìl(fur.t

é rrrla propriecÌecÌc

e.lpealarl, cÌesctitx ou expÌiclrcll cortr a ljucìa cìe seus cOncei tos OLI rcptesentaÇÒcs eslccidl.ç" (..ibìd(!nt) {)utLa vez o

rììesrno (pp. 52-3), difererttes conceiLos.

l)( \'r.rr('r { r,lÌt(.tÌlilf tllll)úlìì it fcsposta ao pÍobleÌì-ìa torilürrlitrro,

,1rrr'ri.r
ìr'rVr'Ì

!rr. V. |riìtìlìlÌrl ( 1926). Seguìnclo os passos de G. V. l'lr'lillrnor:, ('ss( lÌLìl{)Í sc (:r'Ìtctlt n(ÌlÌìa irremediável e inso

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r'rrrrrinlros nìo vincul:Ìvcis na ciência. A linha de seu râciocí rio { :r rì(,1lllilt{e: oii icÌeaÌislas vêem nal matéria a oLÌtra cs

l) i(lllc ìllìiìÌerìxl c ae qrìerer villctÌlrr

quc1e1 (lc1ÌìolìstraI a tr-leterialicixaie de r-ìa psicologia r:lois

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, ,lÌjrt,,.r ,ìltrir r,ssôncia (ia rrratéria. O materialisnro dialéti ,,, , ì'rÌ ,. i! ir rl:, {l')is l([n-ìos da antÌnomia. P.Ìra ele a psiqlÌe ' . 1 llrr!. I' rr.rr /,///l/r/s pr(ipriedadesr 1) uma proprieclade

',"rr, r;r ,l(ì r,spír'ito; cts materiâlistas Ìnecanicistas \'êeln no

ou sejl, ìncluLnclo txtììbétìì neijte x l)siqLlc. ivliLs, sctá isto fisioLoeia? IlasLa clesejh-1o piÌr-x qrÌc:Ì ciê1lcirÌ slr.ja, cÌe acor (io corn nosso l:iat! Q\re nos fiìostfclìì unt só exentplo c1e LuÌÌ.I ciêncl:t reaÌizacia soìtre cLois tillos (Ìeferentes cle lealjcla, cìe, cxpliclclQs e cÌcscriÌos r.ont a triucìe clc clistil-ìtos conccì los, olr (llÌe nos lÌlostrelll pcìo ntenos a possìltiÌidaclc cle tal tipo cle ciência () rxciocínio qLle exp{)otos c lt-r srguìcili rccoljte cloìs pontos qrÌe n-rostralÌì categoricamcÌlte a íDryossIbilid(rde d.1
trme c iôncie assitli.
O

qLÌe existcrr du:is ciêncjas, Ltì.Ìtt sobrc o corÌlponantcnto conrO Íìrrtltir pccLìli:lr cÌ() r-lovit'llento clo incÌir,íc1uo, :r rtr,rtre solrle I psiqrrc corrro irnobiliclacle Frankfrrrt t.eÍère se jr-ista Ílrertc iì 1'lsiolo!1i:t, rânto ent !enlrLlo cstrito t1u:rnto lntplo,

Mls isso sìgnifica

, ,,1,t; 1.rl ,1rrr j,,'11( ,i(.t rt<lrrzicla ao movimento; 2) Lll'Ìì estaclo

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1, .1..,.!I)(lI,IIii(r sislcrÌlírtica cìas concepçòes psicoÌógicas o ,.r, rt,-r !rrrtrl{lit<-)tio c Ìletcrogêneo dessas i'órmuÌas e acrc ,lrr,' l)r,Ll(,r lìì{)stÍ1Ìr cotno deforma o significado esse tiilo de , LrIrII;rrIr!;ìo cl< pensanentos arrancaclos de contextos lotal, rÌl{,rìlt (lìstilllos. () (luc aqLÌ1 nos inteÌessa é única e exclusiv:Ìn-ìe nte o (t.rl)L'clo tn.eladológlco clo ploblena: como pode scl possível c()nstrLrir LLna ctêocia sobre a/0t-s tìpos de essôncia racljcaÌmcnle diferentes. Nâo têm nacla em colnLrm, nào poclen ser
,

r'i, rr,, 'l.r rìr,tt!.ritì r.tìt tìtovimento; 3) o lado subjetìvo c1o ì,ìi,, ' ì,ì, rÌr.ìl('ll:rl. l(r]tâÍei colocar cm eviclência ao longo

.lc atclcr ct.rnr jrtr rlrrl:rrlc ri:r rlvort.;r clureza e o br.ilho cio gelo. \,las, ncsl( {irsí), l11)t rlÌrr sal,-txistem clois menbros cle antinontil'l l )c,,'cIIir l ]ir r'<,r 1,ì llÌ o5 l ìlil l]t as pr.OpIiecìacies, ou sej2Ì, lìì-titos. i ì i I I ì I i I1IÌrI1(r:i liv id tjìleÌÌìente e cÍÌl co1-ì tl'2tposiçìo iì() (lLr(' (1,. Jlrr,ll Ir lrlr'r1i:lte\-slii, r-xiste iÌ1go e11 colÌlL['ì] a totlrrr :r: rIrr.rIi,I:I,Iì ,. I'rt:lt' !In Conce.ita corTltÌtÌ.
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trnia llLcrrlclucle especial. rnttÉtiil p.)sst)i llLìitiìs clLralìrìecles cla coisa, tttrla tleltts ^ a psi(lue. Ì)lélilluto',,(onlpiltit iì r(,laçlj() cnire x psiciLlc e o 1ìlovirÌreÌlL() corrr lrs Icl:L1.O,r.s r'ntrc I pt-OltricclacLe clc ctescel.c

I lrì.,lL t ... , .r\ ir .(. rlr. .,,1, r'.' ! ,n. n..r, ,1, , ui .r, (. .

l) À psiquc

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ou propric.iiÌde especial

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qrie pocle x.qnrl)ir l,)(i,r',,r,,,1,r.,li,l,rLlls,.llr inatút.ia: o br.illto e cÌulczl cLo gel() (.r 1.r, rltrl.trl, ,lr,t1r cirtì;rr c.) ctescillÌel-ìto cl:t

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IìTÓRrCO DA CRTSE 0A

pSICOLOGìA 365

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.ìrr',r{ (l;rso contlálio, existiriâm tantas ciênciâs quaÌltas 1,r,,1'rr,.,l,rtlr.s: rrnr;r soltre o brilho do gelo, outra sobre suzr ,ìiÌ,,,..,ì í t ,1rrr. iliz lclrernichevski ê simplesmente absurdo
|ìIIrì.'IIÍ{ I I'rrII.r|,i,I Ilì( l()(lológiCO. Também dentlo da psique , , r',t, rrr ,IIIi r,.Ir|,. , rlrr:rlitltrclcs; a clor se parece tanto à doçr.rra
! | ì1.r, 'ì,íìlrr'( (l1( l,li,l<lranOy opera Con] O conceíto i:ì..Ìr'l ,/!: l'\tìi!t1,,.lt (.rrrr.lrri irrrr grande númelo das mais ,it:,'r,,,r . ,Irr.rII,LrrIr-:, r. r,rsr. t:onccilo geral, que inclui /oda.! r , . I,. r r , r1rr.rlt,l.rrlr,',, r,o lll()vil]ìcnto. Evidenten-ìente, a I lì,- i't ì ltlr.. l'ir!1ll,j (. lÌl()virì)( uto ó, essencial inen te, cLlfe ,lr .l ì i,!ir,t, !.rìtrt .rs rlrvcrsas qualidiìdeS: O blilho e a r, 'rr, ,lrrr ;,r ,.,,,. rr',1t,r,,1,r., r'()n1;ì:i, !ìì()vinlentoì e a dore iL cloçLl ' r,ì ..t,,, r1,,llrr.,l.r: r.lrrÌlr:;, l)sì(lue. A psique 1)ìo é uma de rrÌrut,r. lrrrPr,! rlrrlr's, rlrrs rrrla de cluas. Portanto e em últi riì,r llìrliÌrì{ i:r, r,xist( lì) cÌoìs ptincípios e nâo uÌ-Ìt neln 1nrÌitos. l\lltorlologir. ;rlrcntc, isso significa que se n'ì2rÌltérìl integleÌ rìrcDt( () (lÌlirlistÌìo cllr ciêncil. lsfo fìca espccÌaln.ìellte claro s(, lJils5;lnì{)s l)at,Ì nosso segr,rndo ponto. :Ì) S(,ltìl|ì(l() ì)lí'l(lìanov (1922) a psique nào influi no iìsir o Ào 1r,rsso tlrrc lìr'rrnkfurt (1926) esclarece que inllLÌi enr si rrrr':,rrr:r ,lr. lrrItrìiÌ rìl(fdi;ìlit, atr.avós do lisiológico, que possuì rrrrr,r .Jrr.rr r;r t:;1rt r iÍìr.1. Sc rÌllinÌìos dois triângLllos retângul,, ,rr.l ìr,lu,r ,l.rr,r Ìrr11rrr ,Ì unì:r l-Ìov:Ì, rÌ tÌrì-Ì cÌuaclradoj e nào ,r,, r, i,,ì,rì.r', r'll1 rìj { lr r., ( ) (.ll I rsiìlì.Ì ,,c()mo unÌ segundO aspec r,, t,,rir.ìl ,l.r rrlr,i, iì(, ,ì()ris()s clois triângulos". Incliquemos ,i11, , !ì,r{ rrrrr,r l,rrrrrrrl,tç.;to rtrdlada fiìn]osa Scbdtte.nleorie !,,!ìir ,1,ì, .,,,rrrl,r.f,: rIr:rnrio <lLLts pessoâs se clâo as rlâos, .ì1.r . .,,rrrì1r,r,. i.r,.r.rrì rr rrrr.snlo. SegtrncÌo Frankiurt, as soni l,r.r.. tIllrrIrrr' llltlit rì:t {)ulfil attavés cìos cotpos. ll,r., ,r Ir,lrll'trr;L Ì(ì to.ìo lí)g ico nâO Se encontr..r eí. TeÍá Ir.rrrl'l,rrr , rrrsr ii:rrcilr cle clue chegoti a rrma folmulaçâo r!!ìr!ì:,trrr()rrì 1It[r urD materialista sobre a nat!Ìteza de nossa ' i, rri i,r? I'or11rrc, na verdade, o qì-te é essa ciênciâ cÌas sorì] I'r;r:;, tlrrs lolmas, dits imagens especulares? Franhftrr.t com|rcr:nrlc nlris ou menos aonde chegou, flles Ílào se dá conta <lo qrrc isso significa. Será poÍ âcaso possível uma ciência nrÌlrÌrzìl só clas for mas, uma âutêntica ciência que empreguc
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111,,lrr r',rLrsllirlacle? Somente clr lleolìetrìiÌ cslÌl(lrr)r1) lììÌllr:ì:r,rl)rilfillrÌ:i COIìÌ iStC) se clisse a últìrla p1ìlirvrir: iÌ psir'olrrgi:r i lrossirrcl enì geonletfia. lVI,is ess:ì é

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cÌefinÌclll corn() Ìn;rtctÌÌi'ìtica clo espírito, conto t:1trbénl â fcltonenologìa 11e Iclrelp:inor,, a psicologilì ânaLíÌica cle StorÌt, Meinong, ScÌìmicLt-l(o\"azli. Todas elas corì.ìpaÌ-tillì.ÌrÌl co|n F'ranl<fult s!ìa estftrtrìra 1ìrndamcnfal: toal2Ìs LrtìlìzâlI :ì ncsnte anarlogÌa, que poclcrlos comenlar em cÍois pontos. 1) É preciso estLrclar r psìc1iLe, rssin ('omo as fontìas ge<rrrrétric:rs, .fòrct da cattsalicíade; clctìs triiÌnguÌos nào cngcnclrlrl LìÌÌì qLriÌdrâclo, ().ítculo niLcla sal)e cLa pir'âniiclc; ncnhLìÌllil clas relirçòes alr) mLrn(l() rcal pocle sa'r trâÍìsl)ost:Ì p:Ìrl o lìLrn(Lo icleaÌ cles form:ls e clas cssênci:rs p-siquiciLs elas só podcm ser descrjtls. anllisacl:rs c cÌassìficaclas, rnes nìo expllcacìas. Dilthey consicler:r que a proprlecÌ:ìdc prir.rci-

prccisiÌrìr( ntc :Ì rì)lÌ)r.rrìs.Ì() srrplcrna da psicologia eicLética cìc Ilussell t, {rÌrììÌ)(inì irssinì , rr 1tsìcoiogia descrÌtive cle Dilthey,

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lei cÌa causlliclaclc: "As reprcscntlç:t)es n:Ìo enccrÍarìl os fundarrentos rìeccssiÌrios Ilare trensíorn:Ì-l1s ,,.| |i,.ì\' |,,- ,.r1,, ,1..r;,r' . lm rt.t tn .. ! mcrìtc a f:ÌcLlLdiÌcle cle representlrçâo) que no caÌor cÌo cctrnbrtc l'o-ssc um espectaclor indiÍtlcntc e tllúlico cle sì-rÌ p1i) prla destf-ric':ìo. Os scntimcntos nào cnccrram os füocLlrnclìtos trecess:Ìrios pala tlansformá los ern prctcessos voLitivosi poclenros imx€Jìn:ìr csse nrestrÌo incLi\/ídLlo, oÌlrancio o corn l)2rte (lr.le -\e desenvolvc â sLÌa volta conì scntilncnto dc tc' mor e espanlo, airrcllr qUe (.sses scntjtÌ]entos n:ìo se manifestcn conro oì(rvinìent()s rLclcnsivos" (1924, p. 99). Prat.is.tt)t(,tÌIt P()t(lrc essits .On(cpcòes sào iiìdetcnììi l-Ìistits, rÌiì() nì()li\';ìLlrÌs (, ( irfe( {itìì dc espaço, precis?tmenle polcluc srìo colìsllÌí(11Ìs ri( 11rn(Ìo a) til)o aÌâs âl)stt.lçÒes geolnétricas, ÌrÍr,lov rcicit;r \rì.ì lltilidt ( pitr':i a ciência: nào lÌlantên1 ICI:Ìç:ìo aorÌl iì 1{ìnfl t!':r,) llìiìt.tri:lÌ do cétebro. l)recisxmente por sr-'r( rl 1lr'{)ÌÌrt tlìr rrr, ilizcfios de acordo cotìl Pirvlov qtie rìaì() s;ìíì ìÌlr'r, 1,,rr,r ;r L r"r'tr'i:r rr'rl. Mas con-ì() ó 1r,1,:,t,,i l lrl,i i ìi,rr'ìrr rlt.t.ulliì () nlék)aÌo geo,,, ì ,1,rlirr,. ltrltlti,v r o tP|ctnclìl lter' iìlétricO coÌr 1) (ì(
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lIrtillrì( rìt( quc o rneterialismo (3 a psicologia explicatiua se lÌì. \r,olìr)1.rìl tÌìLrtuanìente. "o úÌltilÌìo é conslituíalo el11 todos ,,, 1r., llr,rliT( ri pclit psicolo€Ìia explicatíuã. Tocla teoria que se lirrll.rrrrlrrtr' rrtrs lcl:rqocs clos processos iísicos e qr,re s(r neles ìrì. l1i.r , ,'. i.rr, Ì5 |s ir 1rr irr rs ó rnírterìaÌismo" (.Ìbi6lem, p. 30). I 1,r,,1,.1111q 1111 o rlcscjo de defendel a independêncitÌ .1,,,,,.1,ri1,ì,',l,.trrrlrrs rrs ciônci?Ìs do espírito, o medo cle i! rrl,l,,'r 1,.ìl.r , r,:,t tItttttrIrI cspiritual a regulariclade e a ne.,.,irl.rr,l,,11|i r(,ilr.r :t iìtÌllìrczâ que faz colll que se tema a 1, r'.,1,,1q1r ,1.,.,( rtti\,.r "Nr.rrltLrma (...) clas psìcologias expli,.iri!.r'. l',,ilr r,,.rvit (ll llrrc, ltallt as ciências do espírito" (lbi.1,'itt lt ttt I l:.r(' srltrìillf it que a ciência clo espítìto niìo 1,,,'lr, ,r'r r'.,lrrrl.r,lrr ill lìrrrnl lÌlaterialista. Se Frankfurt corr-r|'r,'r'rrLL :.r,r' o ,11r," sr11rriliclt <le lato sua exigência de uma psi l rlr)llir ( r)rÌ{ (rl),(l,r ( i)nìo Íjconietria ou seu postulado cLe que ' ir ( (irì('liiì() r'sPccÍlica -a "eficácia" nãoé a carÌsalÌdacle lisir rr rl;r psi<1rrc, c()l Ìr prcc nder ìa ao mesmo tempo qLle su:Ì rL rìiLrì(iiL ì Psìcologia explic.Ìtiva inpìica nada r-Ì-Ì:ìis cio que '.t )\,uti t:i4 alt)s conccitas tle orga.rtizttçâ.o em toale o canpo rli L:l,itrlo, r'rl isso o qÌìc se cliscÌÌte. Os idealistas russcts r,rrrrI,1r'r'rrrIcrrr isso lrt tl'r'it;rntente: a tese .1e Dilthey sobre :r I,,r,,,I,,tIr,r ' l),rr.r IlI lllrìiì l(sc qLLe se opòe à intcrpretaçxo
ilrr , .rì1, r.,l,r ,1rr 1rr,,r r':;srr lìist()ric(). 'l í i ., )'irr!.l tr.r1l, rlrr lrsi<ologie
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sívcl It rrli.,:1l ir !t( ,,l1ì( l{.r r, ;r PriqoL69ll, segrÌnclo F[rnklìrrt, corrto r'ìirr, lir! rìrl|lriri];. 5r'1r:tIir ltr, - ciO natutaÌ - o método A intlLii:to llrsr'ì:r.lr< nrl r{'lt('ti(lrì oi;sert'ação dos fatos e na gcn([Llizrì(rì{) ()ì)lr(l;r ( yl)( t]0ì( nt:rÌrnentc; o 1nétoclo :ÌnaÌitìco (l'enonrcrrolr-r1iirr)I I):rs( il'sc nr l)erccpçâo cla velclacle cle fìr'ml clirttrr c clc rrnlr rì(i \,c2. !l convé insisiirnÌos sobre isso: tenros cle sabcr corìl cx:Ìtid.ìo clrLal é a ciência com a qual querem()s romper por coÌnpleto. Propor esse dìlema entrc a cloutrìna cla incluçào e a cÌa análise supòc rìm:ì enor me inconlpreensào qlle é preciso cLesn'iasca r ar'. 'iambém na psicÕlogia carÌsal e nas ciências naturais emprega se a análisc de folma coÌrpletamenie pÌanificaclx e t;!Ìnl)ém nelas é fleqiiente clecÌuzir a p.\ttit ól€ unt.a só obser uaçiÌo 11111ú regularìddde get ct/. l)e fato, o predomíoio .la ìndriçìo e da elabolaçâo rÌÌrtem.ìtica jutlt() com e lalta cle desenvolvimcnto cla análise arruinaram em grancle paÍte a oÌrra de \íunclt e.le toda a psicoÌogia experiment;ÌI. Ent qlle se diferencjam uma unáÌise c1;r outra ou, pala nà() câir en-Ì erro. o método anaÌítlco (lo fìlìolllcllolírgico? Se conscgLlirlìlos s:tbcr isto, tl:Ìçârenros crìÌ nosso nìapa a últi ma lÌnha cÌe sepalaçâo entrc rrs dui{s psicol()gias. O nréÌoclo de anáÌise r.ìrÌs ciências natLÌrzÌis c n:ì psicol()gia c:ÌLlsal coJìsiste e!Ìl estuclaru17, fenôrneno, reprcscÌ-ìtentc l4)lco clc'tocla rìma série e en cleduzir a ptflir dtla plincípios aplicãuais .r bdú a! série. Tchelpírnov esclarecc essa tcse coiÌì o exetl.tplo ci() estuclo aiâs l)roprie(lâclcs tlc rLìfelcntes gases. Iror exenÌpl(), rLfilmarlos aÌgo soltlc as ltioprieclacles clc toclos os grìrics, ilepois cLe lermos tellÌzarlo.J expctimcnto com Lun ghs clualqucr I-ì chcganros x tiìl c(Jnc[Ìsào i:rorclue sultcntcn clemos qltt O gris rlLrc Ì1()s s('f!iLì l)xra il experìlì1er-Ìlo possLÌi as PlopriccLlrlcs clt torÌos ()s ()lrlr()s gascs N!Ìm raciocínio clcssc tìpo intervirti, ir() llÌ(':inì() ictìtl)o, se!lLÌnalO Tchelphnov,
o n]étoclci incluti!'() ! () r1rìirlÌtr{ (). Estarrì isto c()rf(1{), oìl r! jìr, r'r(itÌ1l]clìlc pOssível mistriraÌ, Lìnlr o nlctí)(l() jl(,,)rÌÌitlirJ {(rtì f) (ic!ì1ííico n2Ìt!Ìral, oLl só se cl1Ì ecìLri LrÌìil'rìfìÌllr,r {li li ll]ìr)r, r'-Ìlllt:lpinov ernpreÉÌ?ì iL paÌavra ún.atlist,tüt ri,'r:, 'r rrtirlr'.. {1rnÌfrlr-.1.|lÌcntc difclcn tes?ApergLllltlúrrrl,,;it rjll, ,li rir,rrr J' ìf:' n:iI ri!)s (lclcflììos

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rl:r,lt.r, IrrrlticuÌares isoladas clas coises, ievacÌas ao limite e l1)rrr;rtìrrr crÌì Ion'Ì1a conlpletâmente Ìdeal. Para FiusserÌ, a It rorrcnologia mantéÍì a mesma releçào com a psicologie clrrc:r rlatemática com as ciênci2Ìs nxtllraìs. Mas serìa impos

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o sr(ìNÍ r(:^DU firsrÓRtco DA cRtsE DA PSTCOLOGIA 369 rìros o r',,lrrlr, , ,' ,,'rrtr'rr,!,r tìttsse conceito. Tetncis clireito. ltlúrr riissr,, l)()rlt|( (:,11r(iilrÌì(rs O girs cttt qucstào. ConCleLo)

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nccessiclade de cliíerenciar as duas psico-

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llÌrÌìl)('rì rì necessiclade cle clerlarcal o lììais P1'o ' L r ì i ì | ( , o rrais sep;rradarnente possível seus rrrétodos, Iri ', lllr' r,/,r l)túlt'tÌr l.t rnótocios cor'ììuns. E alìtrl o fato cle !lìr! rì,, llrl, r' ,'|,;r cxplit itltl o método que clepois clcssl .1,,rr.rr,,r,..r,, L ('rtr.\lì,,tì(l(.fri à psicologia clesctitiva (porque ,1, -. 1rlr,,.,,,rrIrr',, |;r tr lrtnckr), 1Ìaìo q eren?os ceder ttesszt ,lt.lt tl'ìú\,i,' 'tt tlt t!üt ttl)it ( do tcrritório que nos pellence; al 1lri t,,rlLrrr,rlatrr,' ( l|ttl,{,rli llr' rlt'tìì:tiS na COnStfUÇiìO da PSi,,.l,ry|,r .,',, i.rl, , rrr,r v{.rCtÌl()s lìLriS aCliante, p1ÌIil qtÌe o r Irìì Jr!n lrr,, .,1'ììl ltll,l '\', r'11rlr,.u ,, l,ril( ilrio lrt'gclilno na metodol()gia nÌar\r',t,r ro.,(,,. r!,||..r,,t.r: lliflììlìrìl c(]rÌl r!Ìzâo (ÌtÌe clcla cclìsa (,'Ìrì{r Llnl 1,, '1, .' r ',1.r.,'rrr,t lltìì lìicr,'Costìlo. rrr,lll,, IIIoIr:rI,'( rÌÌ (lu( se rcllcre toclo o munclo. llaseanclo ,,r' rrisl{,. tlizcrrr (lÌrc irÌvcstigar até o frÌndo, esSotâl Llm.ì coi :,,r rlrrrlLlrrt r', rurr olrjcto, um lenômcno significa conìreccr o lllllrì{l{) irìtcir() cnr tOclas as suts cooexe)es. Nessc senticlo. , ( , t nr'"s,).ì e (ln nliLi, ,l Í,rr rrì(rìor'8r'rrt 1 , . ( ì ì s , l ,, c r' ' l r c. o rrrrrlclo rla sor'iecllcle, ou melhor. cla classe 2ì qLìe perteÍì( r', Ì;r (ìr( rì( llì s( rcilctc l lolaliclaclc clas telaç<)es socìais. l'rrrlt,rrrrrr v('r (luc n(ss1Ì colocaçâo o conhecilÌìento do
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tttìo Itr,1tt,It1,, /.r/, rìì.r:, (lI lrìrì p{)rìto de vista dìstinto, cstuclrtrtrlo rrs !)t('l)t itrlrttlr:; t',\'t,rrs t/o .gtis tlttc se te'.tlizam ncle li clc\ ( rìì() l)Ír'( is:lllÌ( r)l( r'rsrt POssibiliclacle - otr seja, css( l)()111() Lic \,istlÌ (ìu( rros PtLrrtite scpaliÌt nc'ssc cas() concrei() rrclrrilo <1uc llrt ú plirl>r'io rìo r1r.te ó geral - à análise. Ì)ortxlìk). a aníLÌisc rìr-ro se coÍÌlrxÌlÒc bursicalÌ'tcnte l'i ir-rduçrìo, nrrrs cstá pcrto clela, é sria forma superìor, quc cles-

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nìerìte scLr scntÌclo (a ite|açiro). Apóir-se na incìuçio e u grri:r. É a enÍlise qrte coloclÌ âs qLlcstõcs; qve cottslilLti (t l:tasa dc lodo e:tpct itnetÌto: t()do r.\peinrcnt(t é tturct atttílisc ent ttçàct, Ltssitlt cotlÌo loda c0tiilt.sL é t!rt experínx?tÌío tlÌte s(, let d ct cctlxt lta neltÍe. P()r isso, () corÍeto seriâ dcnonit-ter a aritljse clc LI€'tocio cxperinrerìtaì. Na vercladc, qrranclo reirtizo ulì experirììento, estudo A, B, C.... r.ru sejl, urtt:t série clc fenôorenos c()ncretos, e drstril)LÌo lls corìclus()cs utril;r.rincior: .t ilit r'tror )!rtlt)\. .t t,rrl.rs a' ní\.O.r\ .r' rL.in!,r\ rrì iclrclc escoÌ:rr, lì ativiciacLc L't(. A lìnarlise ó o clue oferccc o volurne clc pr()l)agxÇiìe clas concltrstirs, isto ('-, e fato de desLr!.rl (.llì 4 /l a. O\ iflt\,,. (ôlnr Ìi .rJ ËtilJ),' c,nt ,lr.L: !.,, Ìr'Ias aincllr n-ìiÌisi n() clipcrìnìcnto obscrvo seDrpre LrÍìì sintemr clo fenômeno e isto é nrâis umr vez trirb:rlho da anirlise.

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'rrrlirrl,rr ,, .r r'lrrvt.rlt tOcì:t a psicoÌogia social; cle lrlocio qLle ,l, r, rrr,'., (,'r{luisliìr lì:rr:r :t psicologia o clireito de consider.ll ,, .ir|ìr1l.r,,rrr s..irr, 1) inrlir,í<luo, como um micfocoslìlo, ' ,!!ì! ' rrìr trl,rì, , í'lrr) rrrtt cxentplo <ttr modelo da sociedlde. lr, i',, Íì',,,. rì(rr,tÌl. lt(), l)()t (.!ì(lLìantO eSte ponto c espere ,,ì i ',r'irli r,l, ,llr ,lrÌi li'.it(tìì.ìs sóS. Caril :ì (,rr.r CO|lì ir t! i,,11,'11.r i,rìr',,r1, l)ittr porlct l'iLlar dcle, pctis tntes clevelt-tos t,r.,..-. ,i|ltl ,. {,iti,}t.ü (.ss;t lutcfl prêvia de dissecaçiì(). 1\ lì.rtttr rl.' (.rIrìÌl)l() rtPlcsentado por Tchclpánov sobre ,,. r,.r'., , l,,,,llrrr,rs rl;tt Por certo qÌÌe a anírlìse nâo nega, em Ir',r, -r. .r irrrlrrr'r'rO, c (Írre prccisan]ente graças a ela se tolna 1'. rr,lr,.rliz:tr ttrrt:t lt.ervaçlo qulj nos proPo Cion, Llìn.r , ,,ri lrrs:lo gcraì. Mes, telÌlos reiìlmente o clire ito cle ampliar rrr,:s,r ,.on|lLrsito cle um para todos os g:ises? Evidentemcrìte, rl.ìs s()ÍÌlclrle porqrÌe através cle oltservaçòes indirtivas preçc cÌcntcs e laÌ)ol'.l r-ììos rÌm conceito gclal clc gíts c estabelcce-

Passcnlos eo lììétoclo inclutivo para explicar

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análiscr

ex:ìrÌlinenlos rrma série cle aplicaçoes dcsse ruétodo. I. P. Pitvlov estucla a arivìclaclc real da gliìtttlu.la saliuar ttos cctc/.trtrros. O <qrre pcrmite denominar'seu expcritÌ-Ìcnto de cstud() da iÌlivi(liìdc rìerr,()sa sLrperic-)r- ck)s aflililalil Nào cLer.eri:t Ìcr crrrttproveclo seus crl)crilllerltos no clvalo. ncr colva) elc., cnr trrtìrrs os lrrrinlris, ou pclo mentts na nt:ÌÌor-iiÌ deles, pellr Lcr (lircili) (l( lil;u c()n(lus(ìcsl Oì.t trlvez devesse ler cìcnonrinatlo slrÌ { tl)r'rirìì( r)lo;rssirìÌì cstlìclo da saÌivaç;ìo dos cacl'roIr'os? N,l:rs (' rlrrl. l':1r'lÚr nìo c5tu(loLl especificaÌncnÌc a stliva(1ìo rÌ,r' r,r, lr,rrr,r:; ! )tllututlo 1í..//, c seu cxperinìeÌìtO enì nl(lit I I I ì I r ' ì I , , I I lì( r\:ìr,. r'r'nlrrc iDrCntOS SOltre O prirplirt citchor'ro, u,rtr ,,,,1'r, .t .,;rlrt;t1;rir cnt si. No (arclìorJo nào esludou () (1r.1ìr',r,). ü1.1 . rt ìt,rtllrtl t,tll 1j!,/,7/. t r-l:ì sllli\.iìçâo cstucìou o rc://".t,', rtt .t ' t,ti, r,1,Ì !, i rÌ 1 il llirÍlir'(lr'-sse
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TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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destacou o que existe em comum ,i r,,rl'r'. rr., l,.rrirrrrcrros homogêneos. Por isso, suas concÌu,,,,r : rIlr'r.rrr r,r' rì:lí) :ÌPcnds a lodos os animais, mas também r i,,,l,r r lridl,iiii;t ,) iiìl() csiílbelecido da secreçâo cle saliva ;,1.., r, li,,r r,,, lr.l!l, rviiìll, rs cÍn resposta a sinais emitidos por í',ìr'i.ri ',, rr,rrr'.Lrrrrr.r ( lir{'liì t'ncntc num princípio biológÌco 1ì, l rÌ i l i | | '. I Ì r r Ì r r. Ì i I rì;t t xperiência hereditária em indivi
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;lrl.:i fi r.:,,, l,,t 1rr',,,ri,,.1 l)rrÍ(lü!' I)lìvlov abstraíu üo miiximo ,, !r !i:':ü1. lt!ì ,lrir, r'..1ìr{ì,rv.l rlr' stt:rs condiçÒes eSpec:iiiCas,
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itt,ti'r, Ìl' l,Ìllr1.i !rr'tÌi,rl 1, ( {}rÌrìrltì tlrl individual. | ìii ,jri, r',' ,ì1,,ìi,,rl lÌ.ìlt 1t,rrÌtrl;ittrplìar snas conclusões? ,,.'r,rr jlIrr.rit,,, tìri ,,..jt!ÌrÍ1t(.r :r,1rtìì,r :t cltre estendemos nossâS ,,'r,, lrr,,',.', il, r! r| rr'íí ìir ir()s /t/í'j.\/tios elementas, de mock) 'Ìr, r,,1i .rì,rlr,riÌi!)', r,., 11 rìr( llì!trÌ(:,t lllcvianìenle estabeleciclâ r,r ,l.r:,., ,ll r, il, it.r lrcr,'rlit;ilios etl toclos os anlmais, o sis r,.lll,r rÌi.l!.', ì,;t,, r t, ) l':ivlov clcscobriu luma ]lxi bíológica quc .r,, /,t/,.r,ì i r,lU{lirt {ìr; t.l(l)t)lft)s. Bstllcloll no cachorlo o ,,iriì{rlrÌi,t l',r,r' tl,r rtrtitttltÌ. lrr,t. r'. r'rrtrìrtlit) r)Ìcl()(lola)gico de qualquel Princípi.) r .'rl)lr{.rlrvr} N;r vt trllì(lc, I)itvlov nào eslencleu stlas conclLì ',,,,,,,i.r (lìr( (ì grrttt rlr: cxlensiìo est.ìva dado de antcn-Ìâo nlÌ Ìrrrrl,ll,r lrìllttlr1;lçrr) (l() cxl)crinento. E o l]lesmo câso se dá , , rr ,\ ;\ I IiiIrtorrrslii. tll{lì1orìrskÌ estudoÌÌ cliversos llrep2ÌÍ?Ì,l'|,1l! r,i,, ,,{ li\'( !sr' ( slirlclicio s!Ìas conchlsÕes a tocLâs as r.r ìr,rl.!r ', r.r rl| iltttit in(lttçrìo; l-Ì1as ele faÌa do clo rinante . ì,r,,, r',ri,i r;,r,, ,1,r lrsi,ologirÌ clos heróis de Gtrerra epaz, e i.!, :r ,l' !r' ,ì .1r,ìlir;( . Cll. SÌìerrington eslucloLl em vários , r, ir,,rr,,, , i1,ì11)r; {)rj tcilcxos cle se coçar e de flexão dâs i,,r.r,. ir.ì,ì'r,ìr, . , rrlir!)clccerÌ o prìncipio dâ conpetiçâo pelo j.llr1,1, lr'ìr,,r, rorÌro constitllinte básico da personalidacÌe a.1 ì, ri1'r1i lll(lr(()ÍÌrski neot Sherrington acrescenlaram qual,i ':r ' Ì)lrìiÌ lr() estuclo clas ràs e dos gatos enqlÌanlo taÌ lrr(.ì r'lil|r) (lue nào deixa cle ser umâ tarefa absoluta rÌrÌ lìl( ( {)r'ì( rctll clefinir no nível prático os limites 4(atos LIa l,rirì(.il)io gcral e com eles o Srau de aplicabilidade ;ìs clifè r( lltcs cspécies c]e rÌm detelmìnaalo gênero: pode ser que o lcl-lcxo condicionado lenl-ìa seu ljmile superior no coll-ìportrrìlento cla criature lìufi,ìn:Ì e o infelior no clos inverlebra c1os, e por ìtaixo e por ciÍÌ-Ìa se aPlesente cÌe uma forma ab-

solLrt:ÌntIlÌt{ lli tltìt:t. Ir..'rlrl) rlr-rssts Ìirnitcs ó ntais aplìcável âo caclìr)rr() rio rlrrr'.r llrrlinlr;r c;locle,se estabelccer com precisaLO crìl rlLre rn(tlicl:r r' :rp1ìc:iVel ir cada um cleles. Mas tLlclo jsl() jri i ìrrrlrrçrror .r ( slu(l() (lo cspecificâmente inrLivi duirl eni rcleçlio:r Lrnr princilrio coltì base na anáìise. Esse proccsso é 1lircion;ivcl at( () i]llinilo: podeoÌos estudat a aplìcabilidacÌe cio princípio e clifcìlcntes tâeas, ic]ades e scxos de cachorros; e ainaLa mais a ufiì cilciìorro indivÌdual e ir.rclusive nu1n clia c hora cletelminados etc. E o nesmo pocìe|ros fazer a rcspeìro cie urn clolninio ou área mais geraÌ. 'l'entei introduzir a ap1ìcacão clesse método pcssoalmcn, tc lì.r psicoìogìa conscicntcrr', buscanclo declrrzir as Leis cLa psjcologia cÌa arte nediante .\ aniilise cle unta fhbula. unr ronance c lim:r rragédia. Para isso, plL i r1e icléia cle que as fonnas mlis clcsenvolvlclas cÌt artc saÌo a chnve clas fonnzrs atriÌsadas, conlo.Ì !Ìnatolìliiì clo hornem o é ent relaç:âo à ricts rTì:Ìcncos; cluc a t|agéc1ia cle Shakespearc ncls explica os enigmiÌs cia arle priolitiva e 1lìo () contrári(). Aiénl do nlais, fiìÇo ..fr'rr'.rcu, .ul'r. t, J,t,! .t.tt - n .,, i,Ìt,ft,,, no \ r'r.rtu. ninhls conclusÒes na rn(rsiciÌ, niì pinturâ a1c. luais aindt: nào :Ìs comprovo sequer erìl tadas oLt rLa üraiori:r clls r,arrrc/acles de Ìitcratura; tomo somcnte //7?? rooìânce, Ltlno Ítegêdia. Corr (ÌLÌe clireito? Niìo e stLÌc1e j xs l ìlÌììas ncm ;ìs tragé clias e n-ienos aincla uma clacla fâbula ou uma .Jddíl tragéLlie. Estllcìej Ììelas o que constit!ìi a base de toda iì atter a íìatlìtcza e o [ìccanismo cla rea('lìo estética. Apoiei-me nos e1enÌentos gerais cia tòr'rla e cio rnaterial inereittes a [oaiiÌ â arte. Escolhì para;r análise I Íì,ihula, o romance e;ì tragédia mais di1Ìceìs, prccisantcnie riqrrelcs enì qlie estàcì especÌalmente patentes :ts lcis tIr';rs: srltciontj os nÌoltstles dentro cL;rs ttagédìas clc. [,ssir :lrì;ilisc I)rrssLrl)oc fazer abstlaçâo cLos tlaços ConcÏel()s tla iril)itlrt ( ()tìrír utll g.rrcro dctelminacio para concer-ìtrar o csíì)t!o lt;r |rsilt.r:r rl;t |elçÌo estética. Por jsso nào cligo tldd.t tt.tl"t .r 1;rl'llrr t,rrr.lllutr) ttì, E o próprio subtítnÌo: "Análìsc aLrr lr';r,.,r,, r,rì{.li(:!" ir1(-li( it <1rre a fìnalidacìe da
16. Psik)ob8lkt i\ltt\\ti.,; l',1.,.1,,t:rt .l,t itk l')21 !LrbÌìcado em msso em 197t1.'fndlLÇ1ìo \r\Ì,.1Ì,,,,1.1 lr,', r 1i l! j,.L,rr.ì l,lrt. (N R.l;.)
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TEoRra E MÉToDo ÊM PslcoLoctA

o stGNtFtrìAD0 lltS rÔÊtco DA cn,sE DA FsÌCOLOGIÂ

tr1'r".tirlìrlit{) rìì() corìsiste nâ exposiçào sistemática da dour rr,r l,',r( .)l, r11i|l cliL rrte en] todo o seu volume e afi]plitude Íi{,,1r,, .ì\ r',rrilrÌrr<lt,s cle ârte, todos os problemas etc.) nem -ii,lri r tì,r irìvr'5tilÌir\':ì() inclLrtiva de uma sêrie determinada ,i, lrt,'r rrr,r.. jìri,Lìrìì1 rìIr, tka dná.lis.e- 40:-processos em sua
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i,,,r iliìt ;r r{:Açào estética é assìm, Í\as uma olllra coisa é en()nÌr';ll (]ri limites e o significado da pr'ópria reação estética ( l{,ììlri ) (1, ,rfe Íl lustarnente isto que se consegue por meio cia abstraq:iio c cia análise. Ainda que sua semelhança com o experí(

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reiìÌizallÌos na arLlÌisc turr-rÌrt.'rit i: ulní col-nÌ]jnaçâo artificial cle tìnôrlenos muÌto 1;:rrrc illl, crnbola Ìeyacla a cabo por meio da xbstr;ìçào mental. ì'oclenios vê-la com especial cìareza quanclo aplicamos :r aniLlise l estrlttLrfâs ariiliciâis. ,lá que estas rlaro estâo orienraclas para objetivos científicos, mas prátìcos, estâo ceÌcuÌadxs para quc uma cÌeterminada lei psìcológica ou física aja. E isso ocorre Ìgualmenre nos casos cla mirquina, da aneclota, da lí:.ica, da mnemotécnica ou cle rÌm clestacan-ìento miìitar. Ein tO(los esses casos estatÌOs diante c1e expcrimentos práticos. Iro1. ìsscr â anáÌise clesses casos eqrrivale a um experinento sobre fenônenos já terminados. Por seu significaclo a análise está nÌuito próxÌma cla patoÌOgìa esse experiìÌtento m()ntrdo pele própria nature Za. A única diferença consiste enì que a cloença pì.opercioltzÌ a eliÌrinaÇâo,:Ì separâçào clos traços indÌvicÌrrais, ao pesso que aqui, peÌo contrário, ten.r lugrr a presenca, a escollt:i clos tlaços necessários. N{as o resrrltarlo é o rlesmo. Tod;r poesia lírica é Ltm experinlento parecidcr A tareflL da anáÌise consiste em cìescoltrir a ici que servc cle base para o expel ime rto natLÌr,Ìi Mas inclrrs jrre quancÌo ar an:Ìlise nâo opera coul lÌìáqÌrines, r.ru seja, quando niìo realizamos LLIìI expclimento plhticc, r'nas Òpetanì.ls coln unt fe, nôneno qualcluer, a aníilise é cssencialniente simìlar ao expelin-rento. Pocicríamos alegal o qulnto corlplic:rnr e afinam nossâ jnvestigaÇâo os;tparr:ìlros e lté qÌìe pollto nos tornam maìs Íazoiveis, mltis íìrrtr:s Oir nrais perspicazes. Mas tuclo isso tambénr sc (iiì rì().,xll{'rirìì(,llto Poclcr-se,il p(!ìsiu (llu', lrsill r.()tÌìo o cxperimento, :l análisc cLeiblllr a rt.:rIirI;rr[', r)u rì!,lii, (iì:ì conclìçòes artificiais pârâ a oÌ)s(,r\rlt\;li) |l.r irro.r { j{ig.,:nfiâ cle qrie o experinrento tenh:i Vit:rÌirI.riI,. ,, ti,rtr!llIi!ltd... ,Vïxs se soLlre esse reqllìsito prilnrrÌ :rs IrillatÌ, i.t:, {a,í li{ iì,.j í} cxperìmento pocle se ver conc[izi<]o il() illi:,ürÌii,. ri,i0 ilf.vcniús assÌ.tstaÍ a peça que busc;in-ros. l)()r r)1ltr,ì lrì11,: :i !!rrf,ì dil anãljse está na

conrÌrirr;r1'rro rrrtiÍii i.rl ilr. íì.rrolrcnos na qtral a acão de uma Ìci clcterltinrtiltL tlc'r,,. scr lt vrrrla u cabo de fornra mais ptira: é urr ccpo l)1ìÍiì iì ììil(\Ìr(:ll. I l iinriÌise da açuìo. Acluela que

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clo ntockr rììilis (r)rìrlÌr(ìr'tlt( (()rìÌ() sì-, po(le. c<tr'ti

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qLrc () 1)rocesso catìsxdoI n1ì() se iLl]tesenliìva nell clc trot n'ìod() plrio, r'r'[rs sìnt cncolterto pci| clÌr'crsos pro(essos l]ccs s<itiils. clescltÌou ess:Ìs cil-cLlustâncias concr-rltrtantcs c ir-relcvarìtcs l).ìrâ o processo essencill c ronJÌruiLl urììir m:iqLÌiniì I viLpor iclcal (...), I ligol intl-rossível de cotrstrriìr. c()Llìo nlio podc scl cor-istluícl:i, pol exetlltLo, urna linÌra otr r.rrna sr.rltellícic gconìélfica, nlas (lLÌc! a tcu ltloal()j plcstx o n]eslro setviÇo

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Processo ent sue Íornra ptÌr:Ì. c()D() ulll l)locess() it'tcle1>enclente e scrn fâìsear" (Ìbideffi, pO.5,i3 4)

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l)oclelílmos clerrronstlar conìo c oÍlde é lplicíLvel c.sse inycsligaçi() etìt tlsicologia rplìc;Lcla, nls poclenÌos clìzcr, lintitenclo-uos xincÌa :L unta lìr'rtttllçlto gerul, que'r anrilise é a apliceç;ìo do rlctoclo i:r'nPlegacio e'a avali:-rçãr> do significado clos fenôrnelros obri.l()s. Nesle scÌrti clo, celre dizer <1uc a análise senpreé ptópúa da investigaç:ào, n(lLr\lru:- t|in>l,.,r,r.tri,r rìlttìì rl.{t\tt,r P)t\..i.s,,r,.nlt.,Ìi'.,i llrìr (ìu( sc cliferen< ie cssr an:ilise cia cic Tchclpánov? E1ìì (ltìrÌlro Íri1ç{)si l) o lni't()(l() analitiCo eStá Or!cÌÌta(lO p:riu o (oÌtlìccinlenl() rlt rcltlirltt<ics (ì l)er5cqLic O nlcsnìo ()l)Jcti\ic) qtÌc' iì iÌ1(lLr(-ai(), ir() rÌ)(rlí)(l(l lcrr1)0rcnOìrigìr:o nÌo PfcissUpec enì al)soltlt() it t rist,irtr'i,r rl,t r'::i:lci.i prìra iì !Ì-(lal estii dirigi dor sCu Olljr.]to p()tlr' :,, r ìÌ ril llllflt lanl:rsi:r, ilesprovidl de tocll exislêrtci:tr :lì o rrrirt0ri rrrr.rliÍi, (} cslurl;r t>s fntos c corrCÌuZ x rìrìì c()oÌì((flìì( rìt,'.llr, , { ì I I } I I I I I â aLìfentici(lt(lc cie taiS flÌtOS, :t() l);l s() rllli ,r rrÌ, 1,,i1,Ì Í( llÍ)rÌìCt't()lrigiCo conscgric vetclacles rt I r cÌ i t i :, , ,lt.Ì ,ìlt, Jrtri r,lrr,lc tr:m catiitel aitsolLito (ns() pattic laÌ d(J c'<lllrig:tlórìo; -ìr () rrr, t,,,ì,, .tr.Llr{r, r' , 'ìì cOtìhecilì1etìt() r'rl', rr'ìr, rt rl ,,rr .i j;t, do crrnhecirnentrl
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ao Passo qlÌe o nétodo fenomenolírrtmzt variecì:tde cle experimsnto otr 1,r, ',, ,r1,ri,,tistit:o, nâo é ,i, ,,,,'fì,, itttltrtrr rcal; 4) o métoclo analítlco' a PaÍtil de anteriolmente e atr;Ìvés do r'
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'r"II tìIII''r'l||rs l'\'lìì lLilis nÌéto(los 1 ',rrr,ì 1,,,,1, rrr,'. rr t ;r 'lilì tctlt'll clltle os dois r'i'r

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\cs'ie \' lìlì,, ,,',,r,,i.,.rrIILI lll',, llr:l vlillíÌi vczt:s "tltrc'e t t rn'rlr" ',ì ,i,',rr., ,1',, '', "t"t"'l" ln Llrlieo nto c iLIènri'" colrrl,rtrr.rl tlrtr' ,t lrsitologi:t a1>ìica, pois nos ploPolclollâ
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ìembremos ,1,1 tl,tl,tt cza clistinta dr induçâo (,rlì( II IiItìI( tìI(: CSSaS Cliferenças, todâs claS e'sÌa.lll.rt1 , r.1tÌì i,' t,, r,l.r'. 1,,'t lì lrr'l1r;irlov P()r'terÌto, estâmos fâlando cle '/lld's :,ttt, 'l,t,lt:,lt,tttilist. Ílì.ic xPenas tôm em comulìì o termo' ( r , I|ÌIìrl'Ii,',I( rltìì l( llììo cotnttm induz à confusão e é Preci,,,. t,,,,, ,,,,,,, tltlt'tl trciar nclc esses dois significados' no cxso do Al, ttr rìr:;so, li,.a cllro q!Ìe a análise âplicadâ repli','t r.'. ,1,,, ì,lr, ìPlilt,rv irrvocJ cotno possir<l : :L-fiJ slgno cIO 'tl', ,l, lr rì,1( ,r , ritÈrio rndivjdual c'mo Prin(ìPdl e nâo rr,, t,,,i,, lrt:tìírico", Ó uma análise científico-ntLtutal é que o autol simpÌesmente' l,.rrr ',r' rrrctrQlógic:r. O que ocorre, vê aí uma combinação cÌa análise e cla ,,1,,,ro"o"qunnclo tipo que ele irttìtrçâo: é solnente uma analise' mas não cìo de lntn(lÌsit. Nenhuln clos qrtatro pontÔs tìiferenciJrlot<s ((li it,,nr"ioa* .lç'1xx lrtgrr a ..luu"l'.'' n{ '\c ierltiJo Iì
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orit rrt,rrl,r lr. .r I.rI,ì., ,(.,ìI:, (, ll;l{) Ptra 'possìl>ìlìClacLes iclcais'I 2) P()ssrtt rì,'rììí rit( vIr,r(.rrl,rilI rcttl, e llto apodítiClì; 3) 4. lÌl)():,1( rirlrr Ìr( o; .11 r'rrnrlrrz rr g'nt'r'ltlizaçòes qtìe tênt lintitc c llrtLLl, tììrLs rt;trr :t r ottIlrttIrI.tirto rllt essência. ErD geral, sutgc'r-llt cxPclrcnr i.t, tl;r irrrlrrç rio, {. !ìil) (ia ìntuiÇaÌo llssl rti.rslrrll ttrrirìo lurl lìlcsllì() cxperinlcnto clos ltéfocios fenorÌcn()logico c ìlltlUtivo (leixa totailneÌlfe clurO qr.rc estarÌlos clixnte dc urt mlnifìsto ctro c con[Llsi-!o cle ternicts: ul-ìÌ crfo qlle'l'chelpirnov nìostra cnl detalltes con'r selt exenìpÌo clos gases: é o mesno que sc tivé:jsemos clenronstr:rclo eln Palte o tcoremlÌ de Pitligorirs e etn piìrtc tivéssernos corìr lllcn'lenta(Ì() scLr estud() conl tltingnÌos reais. lJm altsr.rrclo. flmìr<>re por trís desse ctto se ocllÌte url sillnific;ìcìo: ()s psiclìnaliStxs rì()s ensinariìtlì a seÍ selìsí\,eis i- e clçsconlilL clos crro:j. l chelpánor' Ilcltcnce a()s coÌìfonÌìistasr vê :1 riLltliclacle cla psÌcologia, tìlxs nà() conprirtiÌÌtl. jLìnto coot liLìsscll, cla scpallç:ìo totll entrc'"r psicologia c !t ícllonÌc nologia i pala ele. a psìcologia é errr plrte fcnon:cttologia; clcntlo dc'Ìa cxistern variecl:rclcs fenorlelológic;rs, (lLlc constitucnì seu cixo conro ciência; llìiì . rìc) tììcsDto tent;to, TcìreÌp:inov tclìl pcn:ì iìa psicoÌogì;r c\l)crillÌenttl, dx (lurÌ Ilusscrl zoiÌÌì)iL dcprccielrvulìÌerìtc: 'lcltelpinor. qucI l/lÌlr c.t tltte rtckt se Pode L!nir, c lllÌ sLÌa histr-rlia ctts gasc's figrìta pela úr-Ìicu vcz o rtétoclo anaiitico (fen ( )rììcnoi(igico ) jLìnro c()nì a ir'ìclLr çào ern fÍsica quanclo estucÌa os ÍÌiLses reais. E oculttì essa confus:ìo cotìt o terlno gelal cle "aneÌítica". 4 di\.:iq1ìe (le (lì.rpio niéroclo analítico L"rn fenorììcnológico c:Lnalítico-irrcluti\,o tì()s Jrerrììitc visrÌalizar os cloìs pontt:s extÍerÌx)s solrrt os t1Lìlris gtavita a rìiscrcpância cntre as clu:ls psiCologiils, s(,Us l)()lìli)s rl,' 1t:rItirla CnoseoÌógicos. Essa clifcrenciaçlìo ( rìlr(' iÌrÌìì)r)s r'\ cx{í(-lìl()s [e1Ì] para olirÌì !tma en.lroìe iÌìì[]()rtirìr irr t vr'j.r rrr,l.r <t tipicc e o centlo dc tocla essa an,Ìlise. c:ri{(ìf;r ìlì( l).lr(({. l:1, cllua come um sinìplt:s âlPcj(). A fcttotttcttolorlirt {l'r.i{ ()l(,gi:Ì clcscritiya) paítc cle (ltf(renÇ.i r':r'lir 'l trtr, .r r,.ll'rÌi /,t 'r'i. r t :r ( \i.Íi tì, iJ ' J)\i quica. Enqulllìt(J rìJ tì.üllr',,.r ,ir.iritìt]llin]()s fcnômenos e existências, 'Na eslcri{ l)\r{lur(.r r:r, t.xr"rlr rlilcrcr-rça cntte fenômerìo c existên(ri:r '(l llrr.rr.rl ì(.t11,1t.25). Elnl)ora a nâru-

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ÏEORIA E MÉTÕDO ËM PSICOLOGIA

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It.'.ì ,r.l,r Ultìit ( xistência qLÌe se nlanifesta através de fena]r, ll,", ll,iì) I)(){l(:rìÌ()s crÌ'ì al)soluto âfi[!Ì1âÍ o IÌìcsrì]o a resl.r llì, ìl.r, \r',1.'rr{r:r Psir;uica. Aqui, o.f enômeno e ã existência ' "Út, r,I' rtt, rrlr, rr St Ii;r (lilícil !rprcserìtaI uÍÌra fórmuh nais s,,.., r '1,' r,l, .rlr.,rrr,r p:itoLrgìrrr. Iì csÌa é a fórrruÌa gnoseo!',r'r' r ,1,' ìrrtr Í.rlr,lrr,,1'stlrrlirgicrr: "^ diferença eniue petr:.tt'i, t ;r1y;1g1q1l;1 clÌt psicologia, inchìsi 'tt,) ',,rIt,Lt'I, rr,r,r lrri !, ,,,ì ,. ri',lr' 1,, ii.,,rrrrr'rrI po<lc st tlistitìgttir erìttc o PensaI'rt r!t,, ! .ì 1,. ll,,, tr.. t,) r,,lrr(' D Ir'<'rPr'ict pcnsatÌlentO" (L. lr, ,r, rl,.r, lì l'1 , ,, l' ,'l{,ì Nr'.!///! rlttts,fiirntttlus sc rcsL{tne a

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! l)r( i ii;() srìl)( r'lìr'ttirtlar o probleüa r .t Ì'\t,lttt'r' ltttttlrctti dcsvc'ncltr ueÌe it I i ' 'I't, ,' ,r,. ' ,rtr! \! ' r, Lr r'I,r' \.rjD( tì1,'. ' utlì,' tlo. (Ì'il J :r l r., r ,' |||.||, I,.,|:,i'Ir, ( tìì rjrì;l lr'r)riit (l() c()lìlìecilììento do lrrr{i,' í \t, rt, Ì 1) l((,J')ll( ( itììclìto cld clifcrenÇa ladical ( rrrr( I,.rrIr|( r'rìirtLll(z:l Iisir':r ()cr.rltu r iclentificaçâo em psil,'rr,.r
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rÌlirliriir rìo conlÌecer psicoÌóllico: é x quintessência do i,llrrlislro tlc IIusserl. Por outro 1ado, na clistinçâo em psicol,,r'r.i 1 rÌl11 ,r lìnôrncno e a exisrêncilì c rìo reconheci|leÌ]t() ,lr , rr,,rirr, i.r r orio objeto ÍeaL cle cstLldo, nlanifest:Ì-se o
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( ,,||||,|,ìIìì( Ir) rìlc a cLemonsttal.cÌiaults clc to(ìos os filó,,1,i,, 'lllr' v,,,is rluiscrcnr - tiìnto icìciÌlistâs cÌuâr-]to r-ìlateria lr .i r', ,lrl rìiss() c()nsiste a essência dâs divergêncies entre ,, , , r I r r ( () lìì1ì1crÌalismo em psic()logja, e qlle sonÌente r'. l',rrrrrrl;rr rlr' llusserl e Fer.rerbaclì constituem a soluçaro , r ,r', lr r( rì tc cl< l problena nos dois sentidos possíve ìsl que 2Ì '' l,, rr( r iì a ;r lìlrmula da fenontc'nologil c a scgunda a da |,rr .lrruirr rìì.ìtcrialista. E rle colììpronìct{). I)iìrtindo dess;r (.rìll)irlr(-iìo, a cortar â psicologìa .rirì(lr qLlerìte. seccionan (ìr ) ir cxâturÌ'ìente em dois corp()s cstr!nlìos uÍìiclos por enga!ì()t só isto corresponde:ì situxçaÌo ol)ictivr das coisas e /orla.s as cliscrepânctàs, lodas as (livcrgôn( ias, todít .\ conf\t siìo clevc'ÌÌl-se Lr1-Ìican-Ìente ?ì cïrôncil (' l)ouco cliL.:t formr.LÌar
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esLabclccicles, cnt vcz tìc r.caliziìr â pxÌtjr clela toclo o pro_ cessir clc r;rcrocínìo. lrr.or.oca ;r cic,lìlrntaçlio (1e utlt ou tlc ot!_

nncclótic:rs \-. I. Lênin escreyia a()s c()Dstrutofes de Deus que os clifelenciava pouco clos qLìe l)uscavarì-ì I)eus., enr ger.eì, o clue importa é aceitar oü rcjeitar o cliaì)óli(:o. par.q.," a,rtr!.. aceitar um clialto azLrl oLt !LÌnarelo lrá rnrrito pouca clilercnç;..1 A cottfúsìo etÌtre o pntltlcma gnctseológico e o ontak')gico resì-rltantc cla transposi(-iìo pala l psicologìa cic conclusie,

l)Ì\\, ' \, iI( IjÌ{.r'|ì,Ir. rlrrl Iìr.rutl<fiut, a() tolìlar cll psicolorìrlìl (.1 LÌ)IìI( ÍIIr' ÍI I( (.( )rì lì(.(.in)snto .fòrrna/ tla psiquc, t()tlìit (()tìì r'lr- stt:t rlr(lsr',rlrrlìitì c suas conclLÌsòL,s e se vê ()l)lrg;l(l() .ì r..lit ÌÌ.1 l(.n()rìt(.rì()lí)[i.t; c qLte. ao rec]iÌnìâf p:rriÌ eslti(ìlìl il l)si(lÌl( ìlrìl tìl(,1()(l() qu(.(.()rrcsil()nCl:ì a,,",1a,rlialr,, " clc. c-tigc, scnr sr.,tlur (1)nllì, () lìl(.to(l() ienomenoÌógico. Sua concel)(-l-Ìo a essc Ììì:rÌrri.tlismLr quc lìitffcìing clefiÍrc cclÌÌ rnLrita razio conlo espiritLtillis to tlrralista cüì lÌliniatLll:1 (1908. p. ó,1.). Precis:rrDcnte en1 ,u7 .tlltt..t,l)or sLì.t tentatjVrL cle recluztr', cie cLintinlrir. qLranfitalivaìnÌctìtc a cliciicia (lx Dsì qLre ir.ÌÌiÌterìal, rÌe atr.ibujr.-lhe 0,001 (lc inilrrêncìa. Mas ess,r solr-rç:ìo r:rdical nào poclc, clr ahsoJuto, sLlrgil Lla fbrnulaçio .lrr.rrìltr 't\,r ,lL urrn-t.,,.. lr.L. cìrr... ,,,,,,, ,,,. lr!.rt. C\tLÌÈ (,1. nlì() exìste: ()u as:lluìas clos moflos iìp:ìrefcnl ou nìo apiì recemi oLì os fenôÌÌlenos esl)il.ilLr;Ìjs (L-spitituelistas para J. Wiltsolì) sìo inìâteriajs ()il tì]atctiais. resp()stas de qLlc Í)cus existe ntas é nluito l)c(luetìo; orr ^s qrrc as:ìl!Ìta-ç (ìos clc iÌrol(os nìo -.Ìpareccrìì rìÌ:ìs parti(uliÌs rrtrrito pequenas clelas visitanl, aincla cìrrc cle vez ctìl (lUan.lo, Os espír.itos: or-r rìc que a psique é material tnrÌs clistilìÌ:r (lo test() ala matérit. s:ìc)
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sLll)ic1i\() r'olr o Psirlrrir'o. t, iì Í),ìrttf cllLí se conclui que o psí ClLlico nà() l)()(li \( r' olrlt trro1 l;rrltlrórrr sc confsn{s , a,rnr_ cii't-tci:t erl()sr.( )lotair .ì { 1 , illÌ, , rrrtr tl, rs tcr.rncts (ìa ântinonìiâ sìì_

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rlo problcna gnoseológic(

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380

TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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DA cRtsE DA

Pslcolocta

38t

ca t, rt( ' r)l)Ì('lo) com a consciência empírica, psic()l')gica, ser nìâteriâl e ì,. trr (lì\lír sc cliz que a consciência nâo Pode ,lll, . I)')r lrl coisa é "maclìismo"ÌÈ como resultacLo dessa ,,'1,,, ,r\.ì,, r ìr'11;r se ao ncoPlatonismo, dentro (1o espírito

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irtÍ:tlívr:is, lliÌs quais a existênciâ coinciclc com , l, ri,,ÌÌr'n(, ll ttttrt Íìrgrt clo ìclcalismo que Ìeva â mcrguìhar ' rl l, ,l, , .rl,, L,r J:r (Ìrr( s( lcnìe nlxis dct que ao fogo icLentifi ,' ri rr t, rr r,1 (.rìì iì (r)lìsciônci:Ì, clÌega-se assim em psi ,,,1,'1,r r .r r,lí Ílrl,(.r l.ls lIìl;ìllììcntc, numa linlÌa husserliana \t' I ',rì,' , ., Lrr,l rìrrrilt) l)( rìì Ili;ffding, não sc clcvc conlrrll'lrr r r, |.r,..|,, r'rì|I( r, sltit it() c o ollieto conì a lcliÌç2ìo enrr. .r .rll.t.r , 1J , (,rlìo A tlilt tL rlçlt trntrc o espílito e a Dì!Ì!éÌia , rt''.r ,lìl(r1 r!.r ,1ttr"r'r'ril;tlx lccc no nível do conlcúldo cle rr,,..,, ,,,trlt,,irìr( !Ì1,t. ,lr) I):lss() (llle â diferença enllc stljeito r',,lr1r'to lr,rlt 'icr i '' i l ( ( ( ( 1 incle PcÍÌdentc oìen tc cìo con t, rr,l .,l,...r' ,rlt .ir" I.rrrr,r.. :rIIIìr qLlrrnlo o Lol[ìLì ::l IìJr' rr(ìs olrlr'livos, irÌas cl)ciLl.tnto os objctos esPititLlais sâo por ü:r l)ri)l)rilÌ cssêocilÌ afins xo stÌjcito cognoscitivo, o colPo é l):lÍiì rÌa)s so/)le7rte ollieto. A rcluçtìo cntre o su,cito e o objeto constittli "!tnl Prolrlcrrrrr tì:t rr)r'ìsciência, a rclaeiìo entre o espírilo e nìatéria é
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lcllicìade" (tl. HótTding, 1908, p 214) ( Íiìr)(lllnìcntxr cxatamente allìbos Qs ProbleI )| i Ìl rrr.L . rr', lrrrit.r rÌ:r Psitrrlogia llìâterialista nâQ é tìl'lìa tlrefi{ lrt ,li \,rrìì(,':rIroI(IiII lì(stc iugar, ainda que devanlos iÌÌdi , 1ì ,,lrr ,ì 1,,,:,siÌrilirlirtlc clc clltas soluçòes, assinaÌxr os linìi r{ , ìr'.r, rìlr'',,'rtttI itltltlistt'to e mateÍ141ìsmQ c 11)onlâr a , . r rr r, r.r ,ì, rtrtt;t lótrtrull Íì-ìatefialista Porque a distinç;ìo ,lr rÍr.. r" ,r1, ,) lilll - i it talefa cla psicologia atual. E se uìì'ti i' ì . llr.ü \l:,1;r:" sc tÌìo:ttra[ì incâpazes de assinalal a cliferen.. r , rìlrr'\r!,t r(otia cìo contìccimento psicoló8ico e a leoria r,l,'.rllrl,r ( l)i)r(luc tâl ciiferença ,xlìo exisÍe Utilizando unrâ llr( l,rl(,fir clc Spinoza, comperalnos nossa ciência com o doent, rl( çrrgarìaclo que blrsca uma n.Ìedicina que nâo oferece
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lll l{clativo ao fisìco E Mâch. Mxch Propôe umâ ciênci3 l)âseâcìi nc) rrr,rr.r nirmero possivel cÌe fatos ol)servÍveis oígânizados no mcnol númeÍ'i beseados em lrrssír,cl de principios e crili(x os nìoclelos de conlÌecirÌlenlo 'rnrrk,gias . (N.R E.)

itlgLrìì,r l( ('r i.ll] s( rir() ÌÌìLrliliìcl:Ìs jLlst'.ttììenlc na :ìltLLIa (L() fr'()n(o S(l r()s r(:rliÌ rìt1ìrrit o linrire, lr linha (1e seprraçrìo. o lr..\' lr., ,1, .ir( \' r.r ,' Ìlll.r ' l,r'lllri E o iluc rtÍìrrtr:trtros ó (ÌLrc css:Ì Ììrtlra p'.tsslr entle.Ì f-órnìu la cle IÌussclj c ir.le l.'cucrl)uclì.'Ì-emos. contuclo, o problefll:r de que no lÌr1Ìrxisnì() a (lucstìo cìa gnoserrlogilt no terreno cl:l psicologill nunca Í()i formulada e. poltanlo. lâo sc colocou u talcfa cÌe clistingr"irl r.rs r/r..,u problemas a qìrc sc rcfere llofldirì9. íÌo passo cl!ì(', (lc l:Lto, for-em os idellistr'rs (luc conscguirlÌrìl ilurninar ao Ìr/ÌxiDìo ssse problenra. Afirrtlrrttos rambém que o ponto ale \/isti\ clc noss()s 'rnarxistas" rìaì() é outlo cluc Lrll-la concepçao "tlaclxista' et pstcobgiü: a irle:rtiflclçìo cla reaLiclacle c cle ccrnsciôncia. N7'.rs dcts tltns tlnÌ(.t. ()t ,\ psìquc nos é' aprcsentiÌda dilcÌiÌrììenle pcla int|ospr:cçìr), e ncslc caso nos colocantos clo l:tcì<> cle HLrsscrll oLr é necessiirio (li-çtìnguir nele sujeito e objeto, realiciade e perìsanìcnto. e ,ìeste caso estrlÌÌos c1o laclo cle Ireuerbach ÌUas, o (luc sigrìifìca ìsto? Signìfica quc lÌlinlllL alellrix c r.Ì.ììrìlìa corsccLrÇìo iÌìtrospectiva clessa alegrilr siìo coisas distintls. Entrc n(-)ri eslri lìÌLlito cnr voga x lì-asc (lc FeuerbacÌr: O cìLÌe paÌa nrini é !lÍì1 ato cspiritrÌal. ituarcÍial, supÍL sensíveì. ó eru si n]ìr rÌto rì.]iÌÌcrixL, sensivel iL. FeuerllâcÌ'ì, 1955, p. 111). Costunra sc recon-cr lì essa flase ltara confilrn:rr a pslcologia subjcti\a e, no (,rìtíìllt(), ess:ì citac;ìo llla ccttttrq e/a. Potqrie: o qrte dcrcnl()s (islu(ìirr-, 1) I)aóplio ato tal corÌì() é. ou o rÌto tal .ooì() cu rr rr'yrrtscrìlol IJDì rìlllrcrialistx, rcagin(lo da 1nes lìa 1naÌrcir:ì rlLrt rli:rrrtt (lir pt,tqÌrnta s,tltlc a objetivìclade dO rnttndo, (lifri :r( lìl lì( rìsiÌr: o rrlo oÌ;jetivo Ér?l s7i cnqLÌanto () idealiste clirrr: rììÍìl!ir l,r'r( ( l)çiii). \4as cntãO ì-Ìllì tÌìeSllÌo ato em clìvelsiLs itÌr,l!rx:. r'l'rio r.: soltric-r, joveru e aclulto, hojc e ontcnl - s( rir l) ll,1 rÌÌÍ {, l).[iÌ i,s dcmais distinto na intros pecÇào. NIxis lil(1.ì, r.r rìrir!:;l)r.(-(:iio 5crrír ìnlpossívc1 captar
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1ìí)'ì}ente o l)istuli do cirurgi:ìo

O pens-zÌment(' ()lr .r { , ì r Ì r I ì

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TEORIA E I\,IETODO EM PSTCOLOGIA

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PSICOLOGIA 383

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i !lì, rti ìÌi r,r {,lrjItivlr. O c;Lrc ó preciso estudar, o qLie se I',,,1, , .llr,l,r 'r lrroIr'i() pclìsâlì1ento, ou o pei-Ìsamento cio l'ì .r rr1, rl'i i'l.lo rl{.v( lt;tvcr sombra de Clúvida n:r rcsPosta ì ì, 1r r,!rrrt.r i\l.r\ ( \ist( rrrne dificuldade que irnpede :,!,, , ,,.,r. ,r r,, r,, , Lrr.r r í)tÌt ( ril:l cliÍicrrldacle tropeÇarxl-Ì'ì to'i,, ,, lrl,,.',1,,..,l1l,.r( llt; .ltìt lIvrrr a cllto a clivisâo (lx psi,,11,1!,lr l.',trrrrr1'l ,Irr'\( l),u()l ls lìrnçocs psíqr;icas cios fel,ì 'ir1ìl,r ,lrr.1r, (lll r iincilr vlri estudal os fenôIrrr r,,' !!' 'Ir.ll,. t, hrì!r, r.r r,r ll.ir:r (.:ì Psicologia? E aclmite ,.,,ll!lrll, Jll.''lt llrÌ1,r t tt't!t trl t'\f ìt,r irll, <1rrc'rt:-rO é nem psìcol"!,rì ll,Ì,r lr',i{.r ( Iìrí||,1r:,irrrIrrlio ( l'Íct-rcler) tenlLncia a ',, i,'lrl,)
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rrlrjctivrr c rìlì() o sLll)jctivo, qucnì, enlâo, vai cstud'rr o verclarlt irrrrrL rlc sulrjctivo, a clefol-ÌìaÇão sr.Ìl)jctiva dos objetos? lirtr lrrr, .r, l!r)( rÌriìlìì()s climinat O subjetivo ciaquiÌo qite per, , 1,, rrr,,., , r,rrr. .lrjr.tivit; clìì psicologia, ao cstuCÌal a pcrccp ,.r,, r,lr.rrror ,r (.\illir. rÌìilis urna vez, que se separe ar per, , l".r,ì , rl ,r, l,rl r'()rÌ() ó, clo que p.Ìrecc para cacla !tm. ' ,.1,,! |lr \.|| '.,||rrl,lt ir.l() (ll|iìs vczcs eliminaCìO, issa) (]Ue l)arece
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ProIrio lr(rìs:t!ì)(.tìÌ() e na() () l)cnsanìento sobre o pensarìrr'lll()! (r t)l()l)ti() 1tt() c tìi_Ì() () alto quc eU lÌìe repfcsento, o

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1ìr,,1ì!(.rliì rkr quc as coisas "parecem" é tarnbén-r l).rr'( ( urÌt prol)ìenla. PoÍque na ciência sc trata ,1, ,,,rr1r,,,.'r l t,L'rdatle, e não o que pârcce ser a car,lsa cle ,11,, ,,lr, lr;trccr: scr, ou seja, os fatos clevelâo ser tonaclos tal , r llìr(, ( \islcrìi. independentemente de Cadâ LÌm de nós. Esse lr.rrlt irlo c c!ìl si uma ilusâro (no exenÌplo mais reÌevanle cle lrl( lr!'rìcr', as ìinììas nxüllerianas são fisìcamente iguais, ao l)irss{) (lLrc psicologicamente uma é mais compricla). Parece rlrrc lrqui nos encontramos corÌÌ dois (lifercntes pontos de vistr (lx física é da psicologia, elì.ìl)ora lal difcrença nòo exislLt tn redlidótdet suÍge de falta cle coinciclência entrc dois

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r (lLl(' \'r'l{) l'r,r issrr Pir'Lciv lclìt raÌziì() (luxnclo st II,rIJL t ivr,I r'rrlt lr.1ij1tc-nr:,s sLll)irtì\'eS. tìliìs (lLtc è itlillossír el ( \lrÌ(l.l lr ì\ .\'('1Ì1.)lutrr t tr;tÌ, ttt ..!",\\ittl :ì Ìllì() sct. .'\epxlarì(l() (ìil.eta lÌlcrìtc ir scrl\ir(iL(, ,1,, ',,ìÌir,.( iÌìl( tìlt): () ÍiìtO sLlfprCcn(lente é
s:tÌrL

Pr()((\sr)s {{u(. (.\t,,t{.lr I!.IIIIì(.IìÍ(L Se se conhcce r nAtLlfezzÌ lisicrr rlt,rìrr,r:, lirrlr.tr r.rrs lr'is olrjetirls clo olho rtlttcrcrlos a p.[tir (l( l]ìs t.t,rrrr,r Ir,rrr'lrrsit):t .rxplicaçi() cÌisso quc ytarcce ()(()ffcfr Ltrììit ilrrstro t) r'rtrrrl{) clo cí)nìtccilìte nto sLtl)jctìvo é c()isa (llt lalsi(:t r.tllr ttori.r lìii{()tica d() c()nhc-c,llìetìl(): c()lì1o c-ristôncra, o sLtlrjctiro c {) t('riult;ido lle (lois ll-ocess()s. clìÌ sì rììesÌÌt()s ol)jetiv()s. A elnlL nc!lì sentpre é sLlìcitor niì ir.lÌrospccÇiìo e divitlc cu objclo e sLÌjeiÌo. [l ltoclcmos nos ltcr Élur)t.Ìr: coinciclctìì na intr'()sl)cc!:ìo o fc|ôrtreno e :l c,\istên ci:ì? Iiasta qüt úpliqLtenes uo sujaito,obieto psícr.tltjgico t fi:tr nlLrla gnoseolóÍÌiciì lÌì:ÌterirìÌistiÌ iìprescotu(Ìx por V. L L.ênìn (enáloga em G V. PléÌ<hlrnov) plra qLle l)oss:Ìn-ìos vct o (ìuc ocollc '(...) x t7l?1c.7 'pr()priedtì(ìcl dlì llìtìtúrit, clìì (Ltjo co nÌìcclrì'lent() eslá rcl:ìciotìiì(l() IiÌosofìt lt tncnlc () ÌÌlttcriiìlistÌl(). .; a lrropriecl:rclc (lc s("r unì.! t.ealida.!c,oblc/í1..1, cle eristil for:r de nossn consciôncia" (V i. Lêrjìn, ObrLts caupLet(ts, I 15, p. 275) "(. ) Ó conccikr de nlrlórì:L (.. niìo significrL gnosc-O1O, í'rì:L (..1 gi('itrìrentq tnda ntais qtrc: rrma |ezrlirlacic oitjctiv.l qr-tc exisre in(lcpcncientelììcrrte cia consciêneia hLrnìitna e estri relleticÌa pLtr <'1t (ibitlcn, p. 276). Fnì outì-ó lLÌ!l:Ìf , V. Ì. LêrìiÌ) (liz cìue isso ú, crìì essôncia, () pÍitìaíl)io,.lo tett/isttto ertrlrrllr plclirl cViti[ cssa pelavIa. 1tOtc1trc "fttj manuscrrtlrr pctr ltcrìslrrÌor,r's irì( ()tìscqiìentes l)()t consegLritÌÌc, css:r f<-tr'r'ntLla {.tl.;, ttrt LlLre lLttlr.t ittt/tt tt. colrlr'l l-Ìosso ltOrl<t cle vtste: a consciertr.i:i nrìCr pOtlc exisÌir. 1ìl-lr cle nossa c()rÌsciêncriÌ ,\1as. c()Ìì-ì() ill(licoLr c()tìl rxz:lo PÌólillrnr.,v. iÌ:tLll(J.{)rìscicrì(.iir é I cotrsciiri.rcil cll consciência. Il u ton:cii.lritr 1roil,t.sistir scnl iliÌt()(Í)nsciêìlcia: l)osto
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E MÉTODO EM PSICOLOGIA

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Pstcolocta

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ri,ll( iir I()sscÍ-Ìr o ÍÌesl-Ì-Ìo, cada holnen] se!:ia psìcólogo-cicnri.t,r i .r ( iôncix seria impossível, só seria Possí\'cl o tegistro \1,r,,, ('\'irl('rìt('rììer1le, umd coisa é vrvet, sentiÍ, e ó /l"d estu,l.rr , , 'rrr, (lìz ì):ivlov. l',,(l. rr()s ( itilr l csse resPeito unì curiosíssim() exemPlo ,r1,r, ,, rìi,r,l,r l),)r ll 'litchcner. 'l'itchenct, conseqricnle introst,' ' trlr',r,r ,'p.rr;rl, lisl:t, chcga à conclusâo de que os fenômer'.., ,l,irrr.r',.a) lxlcl('rìÌ scr clescritos, mxs nâo explicâdos 'Âl.r', ..{ l, rìt.r',.,( rrrrrs rros litnilar â tlma psicologia descritiva ì,rr.r , .rlrrìì.r, i (,nv( lì((t-tì()s-íanlos de que neste caso nio , \r"r, .ì r( tr,ìr ,,:'l)( r'iìrr(ir tlc alcançar utì1â ciêÌlcia real clo rl,rgirr rlr'st litiva seria, cm relâção à psicoloÍlia '.,1'r rrr,,\ lirr,, ri trì( rirìr, (...) (luc ó a icieologia que tìnl?Ì cl-iânça i r, rrrrlr,.r, r rt.ì { rÌr \( ìr I:rIr,;rrrt,rrro intrtntil etn relxçâo à icleol<lgia cie um

<l()s

Nl,L:,

r,1rrrrrrt,rro rÌIirìr'ir n()s CrtrtcìuZirá à psicoÌOgia cicn

tìirlrlrilli llt crltri-i(üte (...) Ncla nâo haveria
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nelÌ-Ì LllìidacLe (r)rÌ(xlì() 1...) Pariì coltsegtìir que a psiccllogiâ sej.ì cien-

(ii Ì1. I)cvcrn()s |espondcr

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à petgunta 'pol qllc?' I aqui csllrrrrr'nos crìi Ìrnla clificuldade. Nâo podemos estucìar tlrl l)rr)((.sso (sl)iritu:ll conìo causa de outro Processo esPiritual li, l)()r í,ülr() l:rrlo, t:rnrpouco podemos estLÌdaI os processos tìr'r1,,:i,):! (r)rìì() (irrìs:r clos ptocessos espirituais. Um;ì parte rr,r, ' f i',1, :,r.r ,r t .ìrs;ì tlt orttla" {.I)24, pp.32 3). L,.r r'. ri( rìì rìì:riri rÌr'lìì nrcnos, a situação parx onde vai .r 1'.i,,,1,,1qr,r rlr':,r ritiv;r. ll o autor acreciitiÌ encontrar a saídâ .',,ri I'rfr, ' lt,t\' !lt' l)!tlitads. só cabe exPlicar os fenônÌenos r "l.lttlll. , ,'rrr rt lltçlio ,lo corpo. o sistenÌa nervoso, cliz lrr, li, rì, r.l.ì,r(()rÌrli(i()nrt a aln-Ìa, mas a explica. Explica-se )11 rìr, ,rìr.r l,Ìllììr (lu( () nìaPa de um país exPlica asPectos Ir.r1irrr, rrI.rrirrs (l;rs rììorìlanhas, clos rios e clas cidâdes, que l rrr, ',, ,l, rrrrrrr. ila fug:rz qlrando Passamos junto delcs nLLm r, r,rrl À xtiludc para com o corpo nacla ?ìcrescenta aos l.rl,'., {l,r l)ricologia, a única coisa que faz é colocatr ettt nos ',,r., rìrit()s o pfincípio para explicar essn úllilna. St rcrrunciarmos a isto, só existeln dois canlitìlìos pâ[a r.{rl)frirr a vida psíquica fragmentítria: o ptlriìlììerìtc dcscriti\'(), ou scja, renunciaÍ à cxplicaçlìo; ()u acltllitit a cxistência ckr inconsciente. Amltos os citltìinll()s í()trltìì ( xÍ)crinìentlì

il i(

ir lìrì() só clcvemos descrever a alllìâ, mas tamllém expli

lilìr:r r. o :, gLrrrrlo rror l( \;nii \ ( )lunt;ìriiÌmerìte clo camÌ)o (ìos lrtl()s rr,,tl,rs lir t.r llsl.rs::io is alternittir.ls (l!ì ciência. Iss() (riLii l)('rl(r1.uìÌ( rìlc r l.rrr, Àìrrs. tr ltossívc'l tÌnìiÌ ciência Corll () Ì'llr. I \ . , . \ | , I ( I \ , ' '(,'ll' , I)\'Ì (.(, .rr rlol i L ]",.-r\rl trnlt ciônc i:r solrle arTrcc /o.l /itt,qncntários Lías t1t()]tl.uÌ1.ì(!s. dos rtos e tlrts cicll?(/(,s. ilos riuais no cxcrt-ip1r) dc'lìtclìeÍìer st: (.rtìrl).rl:r :r p:i,1rl'' AÌr:1,, '1r. r11,i. .,,1 1, ,lor'll(uÌìrirl), exPlica esscs âspectos, pol qut' potLeri:rinos cxplicirr:ìs p:ìr tes (lo país corÌl a ajLÌ(la clo rrrap;r dcstc? O nlapx ó ullir cópia (lo prrís, cxplica nil rìÌecìi(la c]]r tlrrc rtcle cstaÌ r'clletl.io o p1lís, ou sctr, (Ìuc o lrenrogêneo crplic:r o homogéDco. r\ ciêÍìcirì é irnpossír'cl sobrc tal princíl)i(). l)e íato, o lLr-rtol rcclrrz trrclo t utn.t exp/Íc.tção LtLrs /jit qLle, prla elc, tlnto lL cxplicae':ìo câusrì (luilrìto x p.rreleÌista es(,io detert]lina(las como inclicaçìo clas cilcunstâncias orr concliçr)cs próxirnls eD-l quc ocorre o fcnôÌlleno <lcsctito- Nlns flÌ11ìl)oLLc() cssc carninho conduz:ì ciêncìa: "corrdi('òcs prrirximrrs' boes s:ìo,
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.1 (Ìesinlegr:Ìçaro rl(r (Los planctas, on-l l)ioloírtorrro, em lrstronomiâ, e formlrçiìO llia, a evoluçào. Porquc zìs "concliç ries priixìmas segtreru.

eru geoLogilt. o período gÌacial. cm tísica,

en

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físiclL, or-rtrts "concliçr)es próxilÌas". c rì séric causxl ( infiìtil Poì pritÌcí1.tío, a n'.ts intlic;rçcles p:rraÌelistas a clucs-

se lilìÌitl{ irr emecÌi'.1velme nie a conìparar sLìa erpljc!ìçiìo conr a clo apâÍecirÌ'lcnto cìo orvrrlho cm lísica. Em marrs Ìen ç'aris estiÌria a físicl se n:ìo fossc alcm cÌe jnciical iÌs Çon.liçòes pr(')\irììirs c' us cxPlir lrliìes irnálogas: sjÍìlpiesrìcntc (lcixerìlr clt eristir'i rrnrr ciinr'irr Porlenlr,, \.Lrììr)s (llr( ,1 psi( oÌ()gj:ì conro conllccimcnio lcrÌr al()is a.roìirìlr(i: ott ,r rl:t t rËncia e iìcsle c:ìs() clc\/erit sebcl c\l)li(iui orr rr r'r,rrlrlcintcnto tle visiies frlgnrentir r'ì:r s e, ncst(' cir (), r' irrpirssrr r'l ç()t\\O cÌê]tcìLt. I)Ol<1r.rc O1'rcIltr colìr a iÌnirl()giiì jÌr'(,rrì( Irr(.I r()ii 1.)o(luz;ro crio. psicologin ^ georÌrélriciL t rlrr, 'lrrl.rrrrr rrtc irrrlrossivcÌ, porque carecc rlo triÌço ftìrìcìiìJ]l( rìl rl ,ì ,Ì1,',1r.r\lìrì prrleila, xirldâ quc operc crtnt objct<rs Ìr'.rr, li( , r,rrlr'rrr|:. rr cssc fttspeilo il Ìcntativt clc Spirroza clt iuì,rli:.rì ,,Ìr'orrr, Iri, ilìì('ntc os r,ícios e ls lttllitrgcÌls hLÌnìilll,L ( il1 r ',1Ìr i ìr t,\ : {{rS c p,lÌXa)('s Jìitnlltttos CXtt

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O SIGNIFICAI]O IlIsTÓRICO DA CBISE DA

PS|COLOGIA 387

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r'rprr'rs,rl rrrrltr' Ìrr.r1 es,.,c âspc(jÌo a9 afilltlg. (-ì 'Ì . lrcr lrrrcr, r1Lri. ,r psiqtrico e o ilsico s:ìo () con \'(lx() (r () r'irtrr'ttvo: tLrtt;t Ìì l]ir lìpi||cCc piua rrris às veZes rlc LllÌ), tììiìlì( i'lt, is v('zr.s tìc i)lÌLliì. ì\.Í:ì s inl tin5caan]e nte llaìo é cÔlìc:lVil. nclll (Írrì\r( \lÌ. lììits :lfrc(ìr)llaliÌ(lt. c c prccisalÌìcÍÌtc assirìl quc (Ìucrc1ìì()s conlrc c.ê ìrr, inclel>cnrÌentc cic cotìl() p()ssl n0s l)al eccr. il. tiiillciìng () conll)iìrit t:Ìlìlrélt coÍìì Ltnl 1ìtcsÍìr() colì teút1o, erlrresso cnr clois irlion'i;r-. e (iuc Jì:ìo cor.lscguinlos rccluzil a rrntl ltlotoìíngue (.olÌLlrìì. \l:ìs clutlrnros sal)rr <r (t)]ÌleriLlo c niro o idianat clll cì!ìc est:i L'xllre-\s.). Ìl1ìt fisictr. n()s lil)ctttìtìì()s do itlionte í);ì11Ì ctsÌLì(Ìxt.O cOrrtcúclO. O ntcsSIt rrr
sc.qrrirrclo

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I' rìr , ! llLI, .I', IìI II, I l:Iì\ r' r 'lrir'tir íJs. ,,tì nilo cxisl( In e nal' I ' I irt,l,r'.sivr | ,1tral,.1ttrt .I, tì(i.l 5cr 1,,,.1, 11' rr'r ,.ÍlrlirJi,i I srlrir lrvr', stl.,tt ç 7111s por"ore, sobte fiÌntasmas, soìlre ','t,,, 'r ,",,,, r,ri, ' \i\t( () que nio existe riâo cxìste en ctbsolltto, e t r.rlr , rrr< i,r rì.r()" c o "tneio sìm" femos cle enfÍcntaÍ | ,.,,, N.r| r ,rlrr' (lih r: |() lììtìl'lclo exÌstem coisas reiìis e ir,?ílÀ rrr' .rl rrr,, ( \r\t(. () itttltl cleve scr explicaclo como a n:ìo t r,l' rl r r. ,,,llr,r.r r( lir!;to c!ìtre (ltlas coisas Ìeilis; o sul)jcI ,,rr.,, ,Irr, rrcilr clc ciois processos objetivos. O ,, 1l,,t,t,rr\!,, .rl,,ìr'rìl(,( l)()lisso tlàoeïiste. ,,rrr, r,r.rrr,l".ì ,ltl( ( tìlre ô S,Ìììjelivu (' íì I'l :cli\O '(!l(.1 uma obscrvaç,toi "I)o r-Ì-ìesl-Ìlo t , ,', ; r, , 'i"1ir.r I l , r( rì):ìclÌ lìtz I r,,,,,1,,,1rr', l),rir i/illr, rììeLI corpo perlencc iì categoria clo ,.rrccc de peso, embora inslrìnsccalììe nte e 1 'rrr1,,,rr,l, r.r,., 1, t.,r ",,l, rrr,rrsstiil trnì(otpupc:'.ido' ìoiq. n 2l4r I Nr':r,r lrrsc ti." .lr,ro'q.,à re:ìlidacÌc Feticrbach atribr.ría "llm psicolo| 'rrrlrj< livo. AfinÌla expressaneote esse auror: I'r.r \ rr() r)rr.Ìt rìa nossa boca potlilinltos fritos; nir nossa |, ,,,,', ra n![r e r].Ì noss.ì sensaç2ì() v:ìo parar somente conclu,',,r's, s()rÌlcnte resultaclos, nâo prcnlissiÌs, netìì Processos clo | ( 'rJ:.rni'nlt' libtrl(ttt. p.213t. À1rr'. t 1r,'stirLÌrrrlrJ iÈ'ì, :r |.r,l,r. reìultr(l(i5 çcnt orentiss.ts'

iil'lt";:,;,ï,ì li,:'ii'::1t;,,11;l:1li'::'iiii,ïìii,l:ìÏilHl':iìi:;::Ï , , rì.r ) ( \i:rt( ( rÌr irl)s()lulo. ()u tts lettôtrrcnos psíqtLicos exis-

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esPcctto. l: is:O ,;rrI Lr,,1.l|r .t\ l)t ss()i.rS qrÌc clOntin,.rnt Os csytclltos: lliì() ( lÌr(l.Lrr ,r, r,.llL rds r'spet.ltl:ir.cs, 1rríìs o rì-lo\irìì( n' (ì,'-'.'r,,. Ir,rrlr,,,.,, rl i., iLÍl,, 111'1 ;,.. J. irrty,,,,sível LuÌìa ciônr i;r r,rÌ,r, r ,lìì, tr(,\ { il)((Llltras. t,,1.ìri lì tc()rilt da luz e clas cois;rs,1rr,.r, 1,,,1r. L. rlllctt, t,x1-.iica t<>tllqrcntc, oS csl)ecII( )s .

Coltplrr-.-nros:Ì coÌtscia,ì(.ia, tottto sc I'tz con.t ílcrlriôn ..1 aD:rrtcc rcfÌericlo no cspc)ho corÌlo aÍ. NalLlritlllentc. s(,ri1ì Ílisrr clizcr.tÌrrc a ó t:ìr) real cÌLìllnlo ã, cntltor-lr saja iÌltl.jlìseaìtjtt(jnte /.c41 1ìiÌì(llì clrrc seja r1c, oult-o i)l()a/(). A lìes:l e stLt tcilc\() n<t es1>elltrr n:ìo s;ìo iguelrnctÌlc reais, tììlls () siì() rlc rnencita clifi:r'crrlc,. O r'cflr.xo, cll(ìLtallt() rcílex{) cr c()tìì() inìag!-Ììl <.le ntcse, ContO LÌlr1il scgr-ìlìda rÌlestL lìo csltelho, é iIr.cll, i'utn csDc'ctt(). ì\14s, scr':r clrre o lc-llcxo dt rÌÌesir co!llo rcfr.lt(-ìo clos r.aios lLtnrLirosos no pl:rno cto csltelÌxt n:io ó trnr ol)jct() lrì() tìì3tc rìel c |elÌ qLìaÌ1lo a ÌIes..tl (li.Ìsl) c()ntl.liric). serìLÌ un1 tìlìliìgrt. Entlìo <lirílntos: existcn-Ì c()ìsls (t iìtcs:L) c sc,LÌ espccÌr() (o reíÌcxo). l\1:rs r-\jstenÌ síj c()i\il: (ir rrrcra) c o lcflexo rla luz n() J)larìo, ( ()s ( sp( ( lr()s si(ì :ts t.t l:rç.ircs ttpt. -ctil6 cf)lrc |\s c()isxs l)()r iss,r ú irrrPrtrsirr'l rlulilrluct (ìiôrìcil -<ol)tc L,spe(lfr)s c\l)('CLll Ll(,c, ÌlÌiìs i s() ltrtr) rlUeI dlzci que nuncl sejeuros capltzts cÌc r'xplicrtr o |L Ílr.r,', r, ('spc(tlo: se .onlÌecet]los tÌ colsd c rìs /t'L: (/tt tt ItttIrt., r/.I /t/:. s(,rnpre (xpli(.:rrenl()s prc(litclìì(l5 c irrrlr.rlt rrr.r, l v()nll(lc c rt()(liíiciÌr(:nl()s í)

cil, corìì o leflexo r.spccriìur. íJ oltjetrr.o

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o slGNtÍ:rcÂDo HlliÌÓBtco DA cBtsE oA

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389

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o subjetivo, o espectro romo J Con\eqii( nriJ. .omLi ' ,, , {'rìi(ì () 1)orÌrl)inho frito, de dols processos obje'r'',rrlt.r,l,, ri!',,, r l.,r1llllì.r ,l,r Irsirlrrc se resolverá como o do espelho, ir.Ì,, r',tl,l,!ríll r.\P(.{ lr{) , ruas estudando cluas sélies de pro, ':,.,ì,, ,ilì1, rlrrÌ.,, ,lr- r rrjlr ìrìlcglaìÇâo sì-Ìrgem os espectros , "rìr,' ì' ll,'\,,,,,r1|,r'{',ìl( 1ì tlIttttt uo outro. El:r]i si, a apalência

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qirt' j:i t orrlr, , r,rrrros ,,\,.1()fli vrjr('jlìos qlle Ltelcejlç ca rlinho. O rltr tìr:rr(,ruirt,rdu lrsii:olugia n]aÍxislâ", é unta tentati\liÌ cÌe unji ir:r'ììl)() . Ì. siÌ 1('tltrÌtivit conclr.Ìz a !Ì ÍÌìa noViÌ scper.ÌÇi.) clrntro tlo tììcsrìì1) sistcnìa cientílico; aqueLe que
realjzar essN rtnLìo sc

vcli oltriglcÌo

a seguir, colÌlo lVrlnster

berg, cltras tÍiÌlìxs clistintas

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\:,,ltr rrr"., r[' rr,vr' ,tl t r;pt'llro. Ìdcntilicar I e a, a 1Ìese , .',r rtll, r,,,-,lrr-,ttl,rl r.t titt irìtltlisntor rl é cm gelal ìmale!i,rl. r',i1r, ì!tr' ,l,- rrr,rt' rirrl, ( suiì rìlaterialidilcie é sinônimo

Do n-ieslr-ro r-noclo qL.re, nrÌ Ìenda, cÌuas irlvolcs unicias ilcles cúpulas sepal ararÌì cllr cLois o c()rpo c]o i'elÌto pfi[rcipe,
toclo sistenìiÌ científico se vcrá scp:rracÌo ent clois se se ì-lllit lÌ clois tlor.tcos difclentes. A psicologirL.. m4r'xista só pode ser. rt ìì.t .i(n, i- Lt,rrtri..ìr:r-. \it,Ì, tr'. nl..rrr" .., ,n I tz , tcn, rì1enologia. E verclacle qLÌc cln ccrto lugar o pr'óprio F|ank furt se manifestir cor-Ìscii rìtcll-Ìcr'ìte coÌltra o fato cle clrre a psicologi:ì possa ser Llrìlx ciência l-ìatrÌr:!l (Ì92(r). À1as, cnì p|imeiro 1ugrr, confun(Ìc clroncxmente as ciêncils niÌturaìs corÌl as biolollìc.Ìs: a psicologle ltocle ser !ÌlìÌx ciênci.Ì Ì-ìatLt râ1, serr ser Ìriológicl; e. cm scgrrndo 1r-rgnr, i,rtiiizrL o cctnceì to clc 'natulal" enr seì.t sellticÌo nlxis (Ìircto e rcal, conro incLicaçìo soble e natLiiez:ì o|ginic:L e inctrgâiricl clo oÌtjeto, e nio erl sclr sentìclo l-Ìle to(lol(-)g ic o funclan-ienttl. Na literlturu rlÌssa. V. N. lvenóvski introclLÌzilr o lllcsolo LÌso desse telìlo, aceito lìi lnLril() tempo na ciêncì1ì ocidcntlÌ

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,|l r r'\i.,rIrì1 l,r irì,1, 1ìr'rr{l('nl( clc a. Mas serie igualmente r l r r r , r i , r r r t r l r r , ,/ ! ()rlr ,\' (( ()rìl processos que ocofrenl irììnr',,,,l,ll rìtì r.l r".1rr'llto) s(ri:ì crrôneo cÌizeri a existên, l|r I . II( rÌ:,iIr!I1 III(' rlli() t oinr-iclcn-r ./bra do espeÌho, na II,lIrrI{ :/iI, itli ,,1 rìrì() r'r r.i, ..1 ó uttìlr coisaÌ, 4 tÌ1ll esPectf(); 01as iÌ r'\istin(iir c {) l)c1lsi!rìÌcnt(} coincicìem no espelh(), aqLli d7 é .\, rr tì rrnr ('sl)cctro e X talÌìbéfil o e. Nào se po(Ìe dizer] o lr,//i'.rrr rìe nÌes:r a' :ì l-ìlcsa, tr.râs tanpoì.rco se pode ciizer quc ,r rr /i'r,.r:o rllr lìcsa ó a refraçâo clos raios lutlrinosos; a nìo é
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.\ .,r.' lìto\e-soç feJi-. Jo f.r\\o qLÌe,/- Llnr )i'\!tlttt,lt' tl)ittctllc, isto é, ineal, que slÌrge dcÌcs (cle ,4 e de \ì rìi( r,r rcll|tidli n:ìo existe, olâs tento a mesiÌ quanto a ^ lr1,' ( rr',1( rìì t ) r't Í1t'xO da nesa nào coìncicle colr os ploceii,. 'r'. Lr 'r,z n, ' , .1', 111ç. (ontu lJnrf'.t(', (onr .r lìrilrÌ.1

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l)r. r,lllrr) rrrocio, teLíamos cle acimitir a existência no , , , I r I r (lc rÌÌatéria quanto cle espect[os. Lembtenros ,1rrl r r lrrr rlrrio cspelho é uma parte dessa tnesmcl núlureza ,l,t ,llítl l z parie a objeto exístente Jord do espelbo e que
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, .-l,r \ììl) ìcticlo a todas âs slÌas leis. Porque .Ì pccLra iÌngular ,1,, rÌ]rr1t.r'ìllismo é a tese cìe qlre:ì consciência e o cérebro srrir l)r(xlrÌto e parte dâ natLrreza e reflelcÌìr o rcsto cla natu-

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|t'zl. Ou sejâ, que a existênciâ ol)jctiva cLc Xe,4, inclepen(lcntcnlente de a, é um âxiorì'ra (l;ì Psi( oÌogix naterialista.

PocÌemos terminar aqui rìoss() lo[g() raciocínjo. Vemos qlÌe o terceiro caminho, ct cll Psit ologil cla GestaÌL e o do personalistì-ìo, foì eni ;trrbos os ( lls()s csscncialnlente um

Diz que é prcciso clifercncirl rig()losiìmente cla nraLtmjLiic;r, e d.Ìs ciêllcìlÌs aLÌtcnticx ente 1rÌ:LteilÌiÌticas, tìqucliÌs oLlttas cÌênci;ìs qLrc sc ocuprtn cle coislts, dc oÌtjttos e cle ploccssos "re:ÌÌs", do cluc "r'ealntentc" cxistc, ó. lol isso, ess:s últilnas ciêncils podcnl scl clterrrarles cic rcar-r orr ltatturais (.na .,\\t:plo senti(lo (lestlr Pallrlr';L). Iinlr'e !r(-)s. o lcfüìo 'ciônci:Ls 1lttrÌl:Ìis" COstLulìlÌ sc.r cnrlrtt,gltrlrl rìtìtn stlltid(ì ntais eslfito, apcnaÌS pariì clcÌ1or1lirliìr lrs Llis,. ilrlrrr,rs (ìilc, colÌ)ola estuclcm aL llatrì Icz:r O|gâDicl t' irrotg.ini.lr, ,ìl)iÌr(1ln I nalureza sociaÌ e 'ìlt() consciclltc. (lLr( (,,ll! lr', r1tìL rrrì:t i,(lìsiinia diÌ "na{LLra"l algo assirÌì corÌt() 'inllllllirÌ |Ìt !ìrlr(, ]iÌ{illiìÌ", sc n,Ìo ":ÌnlinttLll:lI' (V. N. IYanó\,slii, lr)ii) i \t{) , rÌrì\,cllcido, pôl nlinha pane, cLc que a1nplirr r) l( riÌÌíi rìir1ì[.ìl ;r iLÌalo q!ìe existe na realiclacle é cotnPlcl;rrrr'rtlr' t.r,,,rt,rl. A possilrilir.lrr,i, ,l,t 1'.,,,,1ii;i1;1 (r()rlto ciêÌìcia é, antes dc r-Ì-Ìâis lladiÌ. ttnr lrr','l,l, lr.r rL,'tr,rl,;lógicO. Em nenhurll ciên

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390
TEoRtA E MÉToDo EM PsrcolocrA

o stcNtflc^DÒ ÉtstÓRtco oÀ cRtsE oa

pstcoLocta

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',, , \r',r( rìì l.ìrìtrìs dificLÌlda(les, contror'érsias insolitveis, rrrrr,,, ,,l, ,l1r(sla)('s cliversas, cotno erÌl psicologiiÌ. O objeto 'l' I' r,,,1,'1ir,r , . ru:ris <lificil que cxiste no ÍÌ1!rÌìdo, o que
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silrìlcrll( (\\ir i,l, i,r Ll, ,:,,rlrr. ;r icli.irL tìa ciência geraÌ. é rìté rtgolt llìrr'i:r ,t Isrt olo.li,r tìÌlrÌ\ista", e es,5c é seLÌ p()lìt() l(l(() 'lrltlir rrtlIrr':r ||rr:rlirltr (lit(tit clos cicmcntos psicOlógic(rs - lìs r( iÌ(o(,s - r'nr Pr'irttipìos universais: !l lc-i (lit ÌÍansi ç::ìo cla tlLrelrtirlucÌc r.lnt rlurrlicìarlc. a clt> "esrlL.re cimc nto cÌos rÌÌxtizcs (llì cor (irìzx . segLrntio,\. Lehnran, e lr cìe ltessu.qc. t cle pouplrnç:L l'r lrlarczat lL ltiad( rle Ìlc.qcì c rr psiclrnlilÌsc cle l:Ícud. N(Í-.r se lrquì cllrramcnte iì fa!lll dc me,.licla. cìc csr':iìrr. clc clO inte Ììc(liárìr> cntIc Lulì (,otÌtro. PitI isso. (r Ìllél()(lo clialéticrr vai paÍ:ir, colìì inr\ itÍ\( l f:rtalic.liclc. nt ttttst o s<lrit' qLlc o e \l)cl-ilììcnto, () mél()d() r'()lìÌpilriLtjvoj () (ì()s lestcs c clrs ltesclrtislts. Niì() e,\iste nele tLrtt scnlirrteltto cie ltirtarrllril qttc estaÌlcleça clifercDças úntre o Proc(clirÌÌcnto ta,crìic() cìe inVcstigu(iLo e () nìétoclo rlc cothccirncnto cia 'n:rtrr|cztr cÌa ììist(ilÌâ c tlo ltcnsatncnto . l):'r-sc :rssiDt L]lìl clì()(ìrLc (lirc{o ,.r. r, r',1-'J-. rL:ri. Iì,.t. ,,i..rrr r, . lìlil,.1,.r,, .jntv, r\.ì.\. corìlo a tcntati\rlr rlc rlirinril a discnssâo pìaÌti(x (le Vilgtìcr e Plivlor. solrle o rrìstiÌ-ìto r-ccolrencLo à quaÌìticÌiLdc (lr.tiìlÌ(liì(lc;
corÌì() a l).ìssagcni cle clialética l'r pesqrrisal cotrro ri cr-iticlr clu illlclilçio soì) Lrrì'r polìto rlc vistl gnoscoÌrlejc:ol c()rÌìo ()l)1, I rr , ,.Ìl (1., 1.,rìr' lf, r LJI ,i( \:" lì, \r\\'tt,,,\ , r lÌl rl, ltr . c()Ìrì() os \:(rcdictos sobtc IlékÌttercv I I':ìvlov e plÌrtir (ìl alLrtllt cle lÌegcl. I-ssc gaslo cle llìullicâo enl s1ìlvas c()nclLlziLr :ì l.rls:r itlciu clc trnta tercrilu vi:Ì. \'lts () nrétoclo cliulútico nlìo

Lrr .r lil{)s0lir c u cjêncil particrÌlut rIr,. .r rÌì( l()(l()11)giir, ì ciôncia gc[ìl Prc( i-

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rr,,rrt.rr rrr'lr'. ocorrcLÌ c()ll1 l psÌcologia (liì Gcstrì11, corl ^ssìrìr ',t, rrr l'.rtirrrlo tlr'yrIior'ípios urìiveriiiÌis. al)licáv(is ifaLlrìlrncnte rïr rr,.r l, r,,'l,,llr:r, It:ìo sc llclcìe clìcgal (liÍetiln'Ìcntc 1l rlllliÌ Ir. 1rì .r,.r'' 1r,,iI rl{)iiir'.r l)rLrticulall: a pOt iSs() C]Lìe iLctÌslÌlìì ! ., . l' .r, ,,1, 'i,, rr, (h ( ()lllcccrcrr unt precìic:tclo ltpiicír'cl pol rI,r rl l1,,,1,, r)LflÌi\,(fs(). (Ìrnt Lrnt conccilo qllc iLblLÍcÌLìc taitt() '' .r.t, llr.r .,,'l,rì, rI|ìì:ì ir\,()le e o hotuerl nio sc I)()de, collì() Lr,- ,1, 1rì. r'r rüLli1r;rs cÌiÍcrcnças I)sicr)lógicrs cLes pessous: paliL r , !, , l,ri L i.,() llrììir outÉr escallr, orìtrlì rÌÌe(licla. O probletDa cìrt |, ,r, ,,I,,rÌr;t gcrtl c petticulat Por unì liìclo) c cl.r rììcto(loLogiiL c 1r1,,.,,'li.Ì l)()l ()11tr(), é LlrÍÌ prol)lelì11ì clc cscala: n;-io sc poclc rrr, ,lrr rr estutura (le um l-ìor'Ììcr'ìì ettr cluiÌirncltos, I)erx isso sr'io rr, r't ssriLios ()s centí11-ìetLos. E sc vinios (lLle as ciêÌlciiÌs piÌ[ti( ul;rrcs ten(len a sâiI cle scLÌs ]irttitcs, l lrttlLr'pot r.trlt ttrccÌicìl (()lnLltÌì, p:Ì[a Un-ìíÌ esciÌlaÌ maior', rr liLrsof ia Vivc, err contritl):ìfti(ì1, a teÍìcÌêncja ()post:r: l):rLì s( irPr()xinr,ÌÌ cla ciê!ìcìr, é
l)recì5() estÍcilzÌr, te(lLr zir iÌ es( ir l;r,
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,1 11.q11i1

LIlrlf, c!ìiri'ì inevitavclntetrtc (lo ciÌ\'aìlo eo qL,erer

é úrrico,. tlr rLbsolLrÌo: 1(nlo,lo ctìl ltìogrelilr clì1 itistóriil. (tìì llsirologilt. I:. 1toir. nr'rr'rsltri;{ urìt:r lììcl{ )(loÌog ie, oLÌ sejrL, rlÌ} sisLcrììa (lc contt'rÌLrs rllt|llrrr'rìilìti()s, (ot]crct()sj a(lxl)til(1()s "'..tl.r,t, ,'1,(lti,\.'.r ,lr u. r.r, Ì.Ì (1r., -1i,, L. llirrsrr enlqr'r' L lirll r r ( ( ()r(liÌ lts pilliì\'ltls clc iìrentarro

soÌrtt e strrpItr'tÌrl! fl( .|Ì1 ,.Ì:r Litgrc:;1. oüclt a,l só pxss() ilrìiltnte tr'rn rí)rlr,('(lLl( r, i.r.,, rlrlÌriìtirr.cis lì ()LÌ1r()s rtril pitsst,s ltcliiLtitc nlr iiirri.L is,,rI,,r,,r,LL lirglir:lr [,o cÌLtc nâo se quLf
Iec()Ììlìc(ct. \r'3rtrrLl'r l]rìi.r , \l)r1\slt{) 1Ì:liz, lr rDetOckrlogi:t é iÌllLvlìrì(iì l)or rììr'Ì(),1.r ,1r.rl :r lrlosofìa cÌiligc !ì ciêncja. As t(1llati\.rs Cle c\(rr{r,.,,r ,lrr, r:1,,:crD rìetorìologia, clc altli crir cliretlÌnìcrìlc ir J1)r!.r j,{ rL rl,r,,,rrtr':r Ììo I)onto cìe lplicac.lìo

)n( rctiTtÌr sLÌíìs teses.

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TEoRIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA
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o stGNtrjrcaoô r.ìrsÍÓRrco DÂ cRtsE DA PstcoLoGta

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,l.r 1,,i,,'l(ì8i;r tcstcmunha indisctltivelmc nte qtle ne,'lrrürr '.r'1, rrr,r lil,rsirfir'o poclc dolninar diretamente a psicol rti.r ,,'rrr'r, r.rl i.t strtt it ajLìda dâ Inetodologiâ, orÌ scja, , ,,r ' r.r rrr,ì , rlrtr i:t llt rrtì; qtìe â ÍÌnica âPlicaÇâo legíthla , , rrr I, 'rr , rIo11irt sclia a cliação cle tlnlâ psicolo,1" , i r ' ,,rlr r'tl,', s( lì)rlììlìlcm cm (lepenclêncil dire 11r r i,, r.rl , r1,1,, ' ll ,lr ,lr,rl, ll'.r ,i, i.rl, lì{'riIlr'(:ìsil l)sic()logix nlÌda scriiì aléÌìì ,lr .lr rl, tr, .r 'lr l',t,,'1,,!ir:tì lotlrt ltPlicaçào do marxismo à 1, r,,.1,'rrr.r l!',r ,,lllr.r'. \ r,r],, í'll il t)lìÍtil de ollttos PresstÌP()sr',. l,,r,r ,1, .'.r l,rrrrirtl.r,,,t.ì, (()rì(ltlzir,Ì inevìtavcÌll-ìellte I i,, ',.llliì.(ir " ,-.,,,'l,r l:r.r:, ')lì v( ll)illisllls e a clÌssolvcr a clialérr{ ,r r'r1r Iri i,(Irrr'..rr { l, sl( si lt tltt irt< in:lt sobrc !Ìs coisas ì)rÌr,,.rrrrlo r,r' ( rìr r, Ìl\ t!.r!r)s ( xlcttÌ()s, clìsltaLis e secuncl,Ìfios; al l)( r(lr l()lilrlt l,rtIr crtlt'tto ()l)j(livo c lì tonÌ2lr negat tocLâs xs l( rì(l( rÌ( i:ls lrisl(-)ticlrs rì() (lcs(rn\'()lvinlcnto (la psicologix; 1ì urììir r( v()lLì(ri{) sirìÌl)lcsoÌcr'ìtc tcrminológica. Em res!ìlrQ, I UrìÌir l()sciì clcf()nÌì;Ìçâo (lo tÌlatxìstììo e cla psìcQlogia Este ó {' (.ürìinlì() dL 'lclrelpírnov. ,\ lr)I'lì)utiÌ (lc Engcls dc nâo ÌllÌpor à naturczll os Priucílr,r,, ,li.rllti< rrs, r'Ìrrìs clerìv,Ì los cìela (K. Marx c F Engcls. t )l1t,t\. | .1.\). P ltì7) e rqì-Ìi substituída pela fa)Ílìula contrí.r.r ,,,, ì,rr( rl)i(ìs cLrr clialética se iiìt1'oclLlzen-l na Psicologi:l lì l, rrtrr ,l, l,,r,r Nlrts o c:rniinho a segÌlil pek)s lìlrxÌstas cleve '., r rlr',rrrt(ì A irt)li(:rÇ.ìo direta da teoria do nlateri.tlisnto ,!t,rl,tr,,,.r\ rlìr(:stòcs cliÌs ciêncìas natutais, e en-ì PiìfiicuÌal r'! )lllrlJ,' ,lrrs r'ièncias biológicas ou à PsicoloÉaia, ê lmPossí' /í'l, {r,rìì(},, rtaplicit-la cliretÕnxe1lle à históriâ ou,Ì sociolorlr,r l.xr.it( rr cntre nós aqueÌes que pensaÌlll que o problelì]x ,l;r 'lrsicoÌogia c o rì:trxismo" limita-se a crial ìimâ psicolorii.r rlrrc rcsponda ao marxisnÌo, mas o plol)iella ó. cle fato, rrrrit(} rÌ;tis conìplexo. Dâ mesÍìla nlâl-ìeira qlle a l'ìist(iria. a s<,r:ioltrgia neccssárizÌ de \\t'Ít';\ teoïíLl ('\2.lcl4l inte llÌ-Ìed iá ri:Ì, do rlaterialisn-ro lììstólico, qtÌe escliìrcça o v alQt . c c)trcreto
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, P()is, cstâ tese: a ân1ìlise da cÍise e cla estru-

air'l(lil nii() r ri.rrl:r. rrr,rs il( \ it,r\'(,1. tcorìa clr: tlrìrxist-ìo ì)ìolóqi." r't1,, !Ìr r|( Í|,rIì\ÌÌl'' Ír,r,,'l"r'r,,). Lorno ütel.j.r t'ìtc'ln( clìitrìrr, <ltrt t rlrlirlrr. iÌ iìl)li( :Ì( ri{) ( ()ncrctlì cL()s princípiOs lÌrs lretos rlo rì1iì1( rì;rlr\rììi) rlilrlr'tico rro grr.tpo cle 1cnôrlen<ts <1ue
Inrlrrrllr:r.

^ é l ciência rrìì gcrlì1, u|ri|c|srl

r'.rri

(liillólìciì irl)ilf(lr il r]rtllrcz:1, o pensancnto, a lìistóri:r: .ro lìr.1xi1l'ro. Ess;Ì tcoÍi.Ì d() rnlurjsln() psicol(rgico ou cliliétir':r da psiceÌogia é o cluc cr.r

corìsicle[() psicoÌogirt geral Prtrlì crilìr essas tcoriiÌs intelrnecliíirirs-- or,r rnctockrlogi:rs, or.r ciências gclars - scr:i ne(essl1ri() clcsvcncler a c,.ssári-

(Le fènômcn()s c()!r('sp()odcnles. iÌs leis sol)rc varircÒcs, sLlas c1ÌÌ!!ctc'rísticu \ qulrìtitativxs c quirlitati\'âs, sLr:1 cilLlslÌlìcl:rcle. crirrr lls cateqorjlrs e conceitos (lLrc llìes saro l)róprios. crirìÌ .se/r O (dlita/ Br-st'l imagìnlr q\rc ÀiiÌrx tivessc ()prr,l(l() corrr <ts prlncípios gcriìis .liì cÌiaLéticlt. t:orrro (luanti(lil(ìc, rlrtalicllcle, t.ríl(ll]s. c()ncìlìo univqrsal, naJ, slìlÌo et(., sclìl 1ìs (iLleg()rj:rs alrslr-elas c lli.sl()rìctÌs dc <:ustO, classe. nìerciì(ìo.iil. l cncllÌ, capital, for'çlr Prtrclutivlr. bese. slrpeIcssLÌiLs

cirl cl() grrÌpo

ttLìlLìtlì ctc., PrLra vcr clLriLc-r monslrLr()5(). qtriLo altsrtrr-lo scr'ia sLll)ol qrre fosse possír,cÌ crilìr clir( txnÌente qrralquel ciêncil lllarxist:ì prescin(lil.ìdo cLc () c.tpitdl. A psìcoì()gia_lrcc'is-.ì dc sgjl,O dápitc4l - seus conccii()s cle classe. Ìrase. rraÌor ctc. -, corì os qulÌiri possa exprcss:Ìr, clescrcvel c cstrÌ(liÌr seLr oì)jct(). l)esc()hrir Ì.1Js d1lclos.'.\tttísticos sobre o esqt!L)cinle to (las Ì..t1ìzcs (le Çer cilrzu, eü l-(ht1ÌtiJttÌ, .Ì r-onfìlrnlrçlìo <la lej clos

srìltos siÍlnific:L niìo

lÌodi[ii:uI na(ll. ncrì
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cla cli:rlética. nen-r

cle psicologi:r A icli'ie clu rrr'(cssi(1.ì(le dc LìnìiÌ tc()rix interrr't.ìi..rr.r. 'r llr .r 'l'r.,1 ( fl lr.'.\l\(l crtrrJlrI i lrtz rl. rn.trri'

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fenômenos dc qLle se ()cLll)il ìr igrtltlrticntc llecessatria é

tl.\s leis abstratas alo rnalerj!LlisÌììo (lixlarli(o pxra o gÍLIpo cle
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(fuc ó u nrcsrrr (lu(' ,u,rìLl( slir V. A. VìclìnievsÌ(i err sLìx L l rr'l'.1Ìrrr i1r:rr;r toclos ficlt claro <1ue cr nntcri:rlisnro lrrstorr,,' rr.L,r , ,r rr.rtcIilrlìsrao dilÌético, mas \11.,,,1ìlÌ\.r\.1,,.r lrr't"'r.. l"'t t ,'..t rrg(ìr. \olìì(nL<.1: !lilì cias s()c'i:tis, tlrrc rlt.1,,u rr ,1, '.rr,t rr( ÍìcìiÌ getiì! l-ìx hisiórj'r (Ìo mlterielisrno. l)(xl( rìì !, r , lr.rrrrr,l,r:,Ìi'nr:rrxìsmo; otrtlls ciêr-r
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TEoRIA E MÉTODO EM PSICoLOGIA

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Pslcolocta

395

llì;ll\isÌiìs xinda nâo existeÌn). "Assim corno o nl|terí.l lt\rtt' l'ì\ti)tí(o túo é ídêlttico ao nrctteriLtlisno clialélico.

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l,t,ültttr, t).,.\lr riltitno o é à teoridt cieTÌtífico.xaLural espec(i,,, ,1r,,. \( nr (lilvi(la, está apenas nascendo' (V. À. Vichrrr. r l,r lrr,l',, l) lO2). Stepánovj por scLr lado, cluc iclentifica I ri1'''rl'r' r,rr,ri' rli;rÌótiI()-rnatclialista (la nat!Ìfcza c()1Ì !Ì me, r"i' | , , 'ì!,r l, r,ì rlrr| t,ssa teolia já está dada, e encor'ìtra se ,,,r1ì,ìr l.r i otri r l)\.t(, rìlcc.lnicista d:ts ciências natLtÍ;ìis. O riìì,r r ll.r , ,,rrrl) '.rr,rrrIrlrI il (1is(LlssiLo cl-ìì psicoÌogia sollre o 1,r,,1'lr rrr,r,l.r IIrlt,,j,l'( { \ it( ) ( 1924 ). ( r,l.IL r|,rILIìì() rli.rlr'tito r. lì ciêÍìcizÌ mais abstratt c s!ÌtÌ ' r1,lt,.r,..i,, ,lrrltrr :ìr, t rt,rrli;rs ltiolírgicas c 2ì psìcologiâ, como rr,,,r.r ,.r' 1.r.,. rr.rrl.r rr.ris rl rkr <1rrc rill atnontot(lo de estrLrttir,r,,,, ,l,,rli,.lo|lìr.rr.., (rn()lristicas, vcrl)ais, sobrc c2ttc!aorias lir'i.rr',. ,rI) ttirl.r5_ tttttIIrs(is, (lc 13nôrDenos c()r-ìcrcl()s1 cuj() rn lrllrlr) i l(t]Ì(.r'ir:ja tottciaqr-to Se clcsconlìece. No ttrclbor i/í)\ ( í/\,,\, t|sv! (rplicuç.ìo potla let'ar a aculllular c-\etltplos e iltrslrrçot s. lllrrs rrecia r1ìais. Do ponto rìc vìslì\ (lo natarialis 1t1" ,ltttlt !t,,,. ,l.r rr.t rttt srn.r .l(r( lr.lleÌrìos ã igtrJ. u \.ìfì.ìr. r ' 11r'1,' ()rr .r ( (1)rì()rÌìil lìiìtuÍal, o fer:dalìsrlo orr () câpitalislno: ( r,1llìì(r: (liillìl( (Ì() nlcìsnì() pl()ccsse. Mits pat:t o tnatcriqlis tttt' ltt..lrttìt {), {lrì( ri(ìLìcziì qudlilatirl.t sc percle colìr t1ìrììanÌì1ì
y,, rr,.r, rlr,,,r1 ,r,
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lrirtlrss(ì (Ìo escrilÓr'io dc rììlr c l)iìl( rìl( , sI rÌt lt'rrtrtrr,ttlI rlouItina coÍÌcotd:Ì coÌÌ-Ì o ltÌrr\istìì(). r:rrr r,ri rÌr,rrr rl, , rirt,lorl,r clx "supetposiçiìo la)gicrÌ'' ()u sriil. (l( (()rÌìr,r\t,r rr rrirrri icli rrcie (lc fofttriLs, cle {ru(ìos l(){ic() (rìì()nisrìì() (l(.). l\1:ls c l)t( r rso siÌÌ)eI o (lLtc se PO(ic c o tluc se rlcvc lrrrsr'rrr rìorìì.r\isru() Nìo sc lraÌia dc lLalal)tlrr ()

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in<lii ícltro iìo s:ìl)1r(l(), rìÌ1rs () siì)rÌ(l() aíl in(li\.ídrìo; o que l)rc ( islll]ì()s cÌìcofì1liLt c,rÌ-Ì noss()s eut()tes ú Lìr]llÌ te()fiiL (lrÌe iÌiu(lc ir conlÌecer x psìqrÌc. rÌr:rs (ic o]o(1() algLuìì iÌ solLrç!'L() clo í)r()blema cllr psiquc, l fórnrr.rll qtre contL'rìha e resrrÌ'ì:Ì'.r tollli cllrclc cÌe vcrclacle cicrìtíficiì. isto nlìo pocìc rcr cllcontlilcio ìlos textos .lc l'lókhunov pelx sirÌlplqs ritzr-ro clc (luc n:ìo fi.qllr:Ì rìclcs. É urìlâ \-er(ìâde a (lLìr Iì.ìo tiÍlhiìlìr clìcgrr(lo nc!ì Nlllrx, nclìl llngcls, ncnl Ì)la'kÌìxÌl()v. É por isso (luc rÌìuìtiÌs fórrrlrlls 1ônl Llr'ìì ciìrátcr lrrLgnrentirIi,r. conrPencli.rclo. preLinlinar. cLri() vltl()r sc lirÌlitlì cslrit'JtÌclìlc lÌo c()rlte\l(). ì)e rtrancil.a gr.'r'lrì. p()(lerìlos clizcr <1lrc rLrÌla lÌ-)rnlrÌlll iLssinr rìai() po(lc scr cstrÌl)c lc cicle clc lrntenìlÌ(), antL.s dc \r ter ( stLÌ(i:L(l() clcrltili( rrìlerllc x J)sì(ìrìe. lìì:ls scraì ()l)tiLl:ì {t{) l() ÍeslrltiÌcl() clc uin t|ebltllì(r cicr't tílic() sc(LrirLr () rlrìc sinl l)()dc set /rir.rcrrrlo prcvi:rnrentc L.)-ç

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r ,IcrrorrrirÌ()rI sLllt ()l)ra O cqpilLtl clc Crítica cla \. it'!t,t)ìt,t /,,,/rtti,r l:ssrr (ritic-.Ì (lâ ecoÌìolnia p()lítica ó o quc ìrii,r r tr rl.lr,llii:rl tlt litrÌo. Llrl "t|tunualde psicologia , ,, rrtr,,lo l,orrtrr ilc vistiì cL() lììateriiLLÌsmo clialético' vìr'ia ' ' rr, r.rIrrr, rrt, .r s(l illLral a u Íìl "nltnual (lc nìineralogi? , ., lìt,, rl, 1,,'rìl() (lc vista cla Ìógica íofnlal . P()rqrìe ó evj,lr,,rr, r lrl. r;rr irr'ìr'ÌlLr logicamentc não é âlgo (Ìrrc (listir.ìga o l,
Àl.rr

rrr,r,rr.rl , rrr (lu(sliìo ou tocla â lÌÌìnerllogizr. Porquc a (liaìéti, r r.lr) ( :r lr)gicrì, neÌ-Ì-ì mesmo :ìlgo mxis aÌl-ìplo. C)tr r-rln "n-ra ìrìr.Ìl (l( s()( i()Ì()gia cio ponto clô vjsta (ìo rnatcrillisnr() cliaÌéti-

(l() nllLlrisnlo nlÌo ú e solttçlÌo (111 quclii:ì()- e iìcnr rììcjìl)lo llrìllì Iril-rritesc cle trel:raìhQ {porr.lr.te estas slìc-' olrlirllts sobrc a llrrse cle y-róplie ciôncìa), rr:rs o Ìlí'rtod() (lc coÌlsru c'lLo Icla hip<itcsc - Ì{.R ]. N:io quelo rccel)er cle l;ltììì)ujrÌ. l)('s /. l' r.rlì,ì ' .r'l.l r .rÌr .ll- ìrir, "...,,(-.. O I'l( " l,\l\lrir' 'i rlcscjo (: irlrlenclcr tttt gloltt/ítlarl<, clo ní:lotìo clc À4iÌr\ c()rìì() sc c()nstra)i lÌ ciêrì( i:r. c()rììo cnlì)cllr r iÌrÌaÌlisc (l:i I)si(lue. l)or ìsso, rìiì() s,r st lrpliclt a) oìirfXisrìl() ondc nlìo é pr-L:ti' so ((tìì tììilnLÌlìiri, crrr r,r'z cit nlr ltsicologìlt gctiìl), c()m() r'ìiÌo sc crt|ei clcic'(J (lüi t' l)r( ( \1) () (llre c preciso 0aì() siì(Ì ()Pi
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l\4ils, em nosso caso, taml)úrìì no

co ciÌrccel]ìos

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rír,cl do râciocínio crítium Critér'i() Irllrrl;rrnc nta]. A ft::m:r cotn que

gia .rÌlterir)r i\ ( ) t ttf,tlttl \ \ ll SlltÌlÌrinski lcrìr tocl:ì ruzaLo (lLrânclo (lìrlìlx (lI r'..rllrlllr.r r'rL()l;islicn t própri2 jCa'iiì (le ÌlrÌìlì Psic()l()ËiiÌ rÌr,Lr\r!t.r , ì,rri i ,rìt( se (lx tesc - o enlpirìsn'lo - colìÌ â rìnfílcs( .r r', 11, .,,1,'rli:r lirnx vcz encorltrx(Ìr il vilì

c,r, ,Ì,ìs ,, rìliÌt( r'rrlr.iììi) lrrstr'rr'i10. ( ) c(tpítal d,,çve l'Ì()s cnsinar ntitito. p,r|c1trc:r \( |(i-r(I( ||.r 1r:irol()gilt socrel c()o1eç:Ì ,/c1lot.t (la O c(4)ilttl(. rì() r'rìt,Uìt!). :r Jrsir olotìa é ìrojc' Ltru:L JrsicolO-

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396
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TEoRIA É MÉToDO EM PSICOLOGIA

o srcNrFrcr\Do HrÍìïÓRtco DA cRlsE DA

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rìì,rl( ri,lis l)rLrtos passc, subit:tlr. entc,

rr'. !, jr,rs siilr-ìifica escoÌlìet o camitrho clas cot-nllin:rçÒes . 't,,, rl.rlr!,.rs ( ocLrpar'-sc da dialéticx das idéias e nito d:L

ofetcccr tlisr rplrrriìr. t( r'Ììi(,r\ :tpljr'.rdas. ou (lLle tÌmr ciôncirì (ÌLÌc a()Ìllr' ( ()rÌì Ì( ()r iil:i ( lÌrl),)lcsr' alesc'n\'olvi(ias. c()ÍÌì tlrÌÌ3 tóc11i(lr:ì\'rrÌì!:ÍÌlì(,,)rìì(\l)lrirÌÌ(rìlos,sedecliqLleiìre\ll)irL'
cÌcsclcvt'r rllìtr'ì iili5 l)firììrir i(,r, i\ crisc (()l()cr)u rte orcl,. rrt clo rìra .r clivisào .las rlLÌrìs l)sicoì()gils llravas cll nrctotlologii N<!-i1r-ie rlesenrliocarÍ cssl

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lrrt,rs. da realiclade. A psicologia nito conLa conl poìs, precis<> ' i' ,1, ,1, ., rrr',,lvirrrento inclependentcs: Ó. t,,r., ìr 1,,,r tr,r',,1r':,sus virìs os plocessos histór'icos re!Ìis qus r .,,r,,1r, r,,rr.rrrr A ttttìta cttisa elrì que Strulninslii n:to tenr

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rrìrìr. rì1,, .r'1rr,,I lix:tf dc lorn]a lÌlâl-xisfa o ciìlllirllÌo \,r 5ÌrÌrìÌirìslti, 1926). I r r.r! r,Ì, l1r,r r. ( i,lr'rri. nìrs tcrìì a veI colÌ] a análise his_ r,,rr, r,l.r ' r , r . , , , , { r, rl{ i;t ( lì:ì{) (otì1 a an,ìlisc rlietoclolótir, r \,, rrrr'l,rl,l.r, . r'.r,, r,ìl( r(ss:ì () qlle é qtìe la rcdlídcltlc ',i 1,r,r,lrr,'rr.r ,r,r,,.rlrt trr, l)Í()( (ss() dc dcseÍìv()lvillclìto dl 1r,,rr.i,,rir,r, l)r)r i",) r,ìrÌÌI)()lI(() tccolÌc 1Ìos fatos qLle cslaÌo 1,r|lt tlr'l:t l.rtt r , I t t r t t I t t , il]Ìe[css.Ì-lÌìe a dOenç".t clc qtic p;rtlttr'rr psir'oloqi:t, o rlrtt llic lllta para sc c()tìvL'rleÌ enì ciiiì( ijr clc. I)ot(ìtlc Iiìrlìl)únÌ os iriÌLorcs extcrnos etlll)llrrilnì a Psicologia por cssc catìÌi11h(i dc scrl desenvolvilllerrto, 1Ììas rìio p()dcrl (lispcnsá-ia (le seLr tlab:llho sectÌlar nei-ìì saltar urìì sóculo. Existe um (letcrlnirìado c!cscimento olgâÍìic(l cì1
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clivisìo dcper.iclcrh cìe 1ìtolcs extcinos. Titcheiìcr c' \\:1Ìtson rasttltcttt tntta DtesDÌü /orcfì! c cìe Lrm jeit() Ì'rcJrlc-arìlcricalÌo. mas o flzerl socialmcnte cle rÌìoclí) aìilèreltc: ItoÍÏÌie c Stc|n iì nrocla alcmlì c t:lÌÌlÌ)éÌÌì socillrììcntc <ic nrocio clil'ercrrte: lléÌ<htcrc! c Iioülílov i ILlssx r n-Ìiris rìl]1a vcz rlc nrocìo cìistint(). N.ìo slbc|ì]os tlual scraì esslì metoclologilL neììì sc sLÌrgir'!r logo, uras o inclulrilhveì é que e psicologi:L n:ìo:ivançru:'l rlr \lr., si tjr'(i.r ttt(l.r,l, l,'Xi.r \ (1.., . \Ì( .\'l:l ,, P ÌìtFin
pusso acliante-

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llnrbérn telìì râzâo Strutninski quan(lo xfìrlr.l qtÌc

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rrr'',rr Psicologi:r chcgor.r, clc fàto, a reconhecel coln {rrtnque,,,r ,rr l)osiçòes da veÌha psicologia subjetiva. Eui:rot;t rlclr"ti '.t ,llsrlr:rç:a naLO plovcnlìa clc qtÌe niìo sc leverÌ cnÌ c()nta os l,rl()rcs extcrnos leeis, cle clesel-ìvolvilllcnto clx ciência. qì.le o ,ulÍ()r l)l-ocLÌÍa Ieval enr coÍìsiclcr?ÌçiÌo. lnxs dc esquccc'L it rrrtureza nletodoLógica cla crise. No clesenvolv ilne nto cìe

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rcla ciêncilt cxiste tìn-Ìâ seqiìênci:ì tig,l(1.r, próPri& ()s latorcs cxlclrìos POdenl âccÌefar oll rcl,ìlclill ('ssi Processo, l)odclÌì cÌesviá-lo. l)odelÌl ir-ÌclLÌsivc cl( t( rlììilì1lr o c:Ìralter qtialiiJlivo cle c;rch ctapl, lììlts lrì!ì(11Ìl :t sorliìôtlt ill das etaPas Ó imP()ssívc'1. Calle exPlicar l)()l Ììì( i() (l( l,lt()l-cs externos () ceráter idcaìistx orÌ ttlatetillistlt, rt ltlÌìoso iltt positivo, illclivi(ltlal ou sociá1, pcssiÌÌlistrì ()lt r)litÌrisllì (11ì ctiìp.ì, tÌÌ,Ì s ncnl-ì!ln] fat()l cxtelno pocle c()lìs(l.lrlir llrl( \ìlÌll! ciêncix cìtle se achiÌ l-ìtìlÌì
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As peclras frìnclaÌìrcÌìtiìis fr>lrnr, cssencilÌnìen1ç. I)cnl coloclcÌas e t:r[ìl)a'm ftri lleç'etÌa aool cerrcÇíì(] a avenicllr I)rinciP:ì1, p:ÌvìrÌlc1'ìt:ìd1ì (luIarìte rììLriliis cléc:tclls. Siìo l.1rìlbéni ecleclurclos o objetivo r- 1r plarro gcral e inclrr,sive é cor.r' t,,,,. r,t,r. r.nrlr,,.:r I Ì ì, , | |ì I )I( L L t ,-i(.ìl Ìr,1,,Iìt.ltl(,t,llt( ()s p:tss()s irìrcalilrrì:rs c()rrcntes iìtuaiS. À11Ì5 a prtixirtra vi:ì, tos, o pl!ìno clc traì)âllìo. plrclcce|r cle defcitos: Pe|ccÌtc-se ncles a i'lrltlÌ <lc análise (l,r crisc c <lc unra corrcta oricntrÇi'ì() cla metoc{ologia. Os tlLbitìlros <.lc l(or niÌov siìo o conìcÇo cÌesslL rrrctoctoÌogin r- toclo rrclrrcÌe qrre dcsejiìr dcscrì\'()lvcr ;rs irlói:rs tl:r psicolo.qì:r r'<lo nlLrsisnro cstará obrigxd() iì tc'l)e1i lo c cliil)()i5 (()rliilì\[ü sttt irtrttirthc-r. E t()'ì']o cstr (a()rÌlr:ì n,'rrhLrrl;t icléìa coLn ì.tiìliì forçr rÌìrÌr1Ì(r. rì:i{} s( ( 'ì( c'otìpntitr',, 1 nir l]ì( Ì1)(ì()l r]r.r l'Ltr{)póirt. Sc niro se clcs\'iar plua iì críti(x c e l,,,llrrir:ri si nrì() ceir nunrr blLt:Llhlt Per-i' fletÍr'ie. rDlts st' r,ltr':rr lr.rr.r.r rrrr'l{)rlologiâ; 5e !ìàO se dc(liciìt aì l)Lìscat Ic5l)()sl r\ I ' r r ' I r. r r r I rr s; sc s(lubct ciLptal aS tiÌIclas cllt psicoìogLÌ iltü,r1, ( r,rrilrrzir r ì Lriac'ìo (lx l(Oti:r !lo
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398

TEoRta E MÉToDo EM PsrcoLocrA
14

O SIGNIFICADO HISTÔRICO DA CBISE DA

PSICOLOGIA 399

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\,lrìi l,'fr)ìirì1ì nossa análise. Encontratììos tudo que pro-

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{:,trr(lr) (lL):, l)trnr..Í)l()1 (lc tì(}ss1Ì ciênci.l. Ainda tcn-ìos cle estcrrtlcr rt rlisst,crL(:rri .ro pr'írllicl none cLa psicoloÉiiiÌ. l)o[q!ìe ().\ l)r()(i(ss()s clc clivÌsìcl qLlc [or:Ìn] sc perfilanclo nl crise ,l( irlrirrÌrìì sc lcllctinclo tallìl)ólìì no destino da denolnln;rçio

r .r,!,r,r, |,rr;r jlrstiÍicar Ììosso racìocíÌìio, devemos plovar n',.,jr,., "rì, lrr,,"r.:. n;r r('iÌli(ìade e constrtlir o esqllen-ìa da 1,,i,,'1,,yir.r 11, r.rl t\.1,r: iuìl(s (lisSo ainda gostaríanìos cle nos ,lr t, I rÌrflr l,'ìllr,ì, (lìr(. ((.lltÌcnte tenì n-ìais valol estiiiritico ,l" ,lri tlr. lllr tl)trrr, r.rrrlron o ilc.ìl)alrento estiÌístic() de ,1rr,rl'1rr, r rril'i,r |,r,r 5(.lit t()t:lÌtìlcnte inclifelente pata conse l:1trr i r\l,t( ,,.r Lt cttt.,t:t l()liìli(lil(lc. \( l).l.ll(':, .rs:.rr..llìs tlo rttétoclo, c o canìpo (ls rìosso

' ,rr r\ .rrrr r'-r I)(' (luillquer fonna, chegamos às margens. Pre ll r,rìl. ' i í ì t|ll r'l ì( ) Í)ariÌ a investigeçâo uo campo cLa psicolo-

fisiokrgie. lLo rrlitrlrrr srrr cxllcliôncia "estLÌclo clo co!ÌìpoÌtac (lir lrt[,rrl,rclt Ììct\,(JsiÌ sLll)t.tior", clcixa em abelÌO a quest;.ro (l() rìorìr(. ì)or sr.rr lrrrì,,, lh'lihtcr.er.. de,s(lc scus ll,imciros tlulrrrlìros, sr' rlistingrrt. scnr rocieios <la fisiologia: para clc, a reflcxologirr nio i lisiologia. Os cliscípLrlos clc Pltvlov cx1:ròcrn sÌtil (l()lìtÍil-lrÌ s()lì () non-ìe (ìc "cÌôncilì (lo con-Ìpo a rÌìctìto ". lì, c()|l cl'ritr), dlles cÌônciâs tìo ciistintas clcvcrl ler tìontes clifcrcntcs. Irlst:ì é Ltma idéia qrre D{ijnstcrberg liri ntuìto cxpunh.Ì: "Eyi(lerìtcrì)cnte, aincl:r é trnta quest:ìo srÌjcita a clcÌ>atc se se (levc cììiìrÌìar cÌe psic()l()gìâ à intern-ìc-nt()

PÍetaç'aìo intencional (La vidlì iotcI]lr. À,12ìs rcillüleÌlte lltujto fala erl fevor cle crrnservar () lìolìlc cle psicoÌogia palr u ciênci:r ./c-{crtilt.,a L' ?.\plicatiut. !'xclllìnd() rll psicoiogia :r

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rrossrr r iirì( iiì. l)iversos sistetìÌas quaÌsc ronìperalì'ì coÌÌ1 aÌ vr'ìlrr rìcrtorrirr:rç-;'ro e utilizararl a sux própria part (ìcsìgÍì:Ìr r I{ì|:rIi(|ir(I(,rIl :i[crr cLc ir]ycstigaçào É frcqiicnte, por exetÌÌPlo rr'Íì rir r(, il() l)('lìaviot'isnìo cotÌlo ciência do cotnportallrr',rr,,, {,,' ,r :.irr()Dìrtro (ìe todiì a psicologia e nlìo cle uma ,1, .rr.r., , !'ri.rìt(:ì. l)rL rttcsrna ilaneilil costttrììa se falnI c]a 1' r, rrr.rlr.r. ,rrr ,l,r rt,:r(()logi:L. Outros sistelllas, ellÌ contr:Ìp2Ìrr1,lr r,,rìrl,(,111 rl(,litìitiviìrÌlcnte coln o vcllìo nonìe, no qu.tl .,, r, tr.rtl),,lc rrrigcnr rlìitológica. É o caso cia reflexologia. ,1,r' ,rrl,lrrrlr.r r,Ìt;t rcnúlìcial iìs tradiÇões c pòe se I construirrìtlrr I' lli rì,r t!()vr) c vazio. Nâo Câbe (liscutir qLÌc t1ìl ponto ,l' \ r'.r,r ! r(r'uiì algo clc verciacle, eoil)oÍa Ì-Ìaja cluc c<tnsider.r .r I ra'rì{ riì tlc fìrrLÌra excessivamente ll-Ìccâììic.Ì e lnti-lìistóü, r lr,rr:r lì:ìo cor-npreenClef O pâpel clu hcrençlL c cln tladi , ,ri' lli{ lusivc nas mudanças. ApcstrI tlc til(lo, (lu:ìnclo \\'.r1 .',rì cxiSe o rompinlento radiclìl cÍ)rìì :r vcllrrr llsicologi:r, , rl,Ur(i(t lì asllOlogÌa e a alquirlÌia conro cx<:nrplos tlo lterigo ilrì( rÌ(1)ssâ a psicologizÌ (le mcios lcÍìì()ri, I( rìì (l( ((rla ÍbrnÌâ
t,t /,1\).

ciênciu cla interl)retaçiì() cl.Ìs sensaçales est)iritìliìis e <ìas r.elaÇòes iotcÍnas" (1922. p. 111. \lo eÍ'ìtiìnto, e erìtl)oril r;LíÌlììentc se expli(.iÌc, estc úlljr-t-to significado contir'lue se c()lc-rcanrlo sr-'b o l.rt.rurc cÌe psicoloÍ.liu- NlÌ rnaiolil clas r ezes se laz Presente rrtrar'(:s cie Lrma otÌ c)Lrtril inflLtêllcia cxtrrne ;'L ltsicologì:r, ass<t< ìlrila lL algtrns cl(]nrcrìtos cla psìcoÌotir causxl (lül./cr?). N[1ìs, col.Ì]o j1-ì c()nliccenros rì opiniaìo ({o rìe-.ìlìlo altor cÌe (ìu( iÌ coníusiìo etr.ral crr psicologìn se devc i'ì tÌistiljcaçlìo cxistcnte, ;L ún j(:ì conclusl-ro possíl.el é escolher outr.o notne ptt.aì rÌ psicologrlt inter'ìci()nlLì. E, enl l)artc. é o qtte ocorr.c Al)ertaÌìlente a fcnorlcnologi:r excÌì-li (lc scìt calììll() a psir.cilt_rgìir, ,.neccssiirj1l pilfir cìctclìlinlclos fìrrs 1írytcos" ( ihlcle t, p. l0). e elll vcz Jq c[r'trr.rl rrrrr:r,lirii.r,r Irrr ,l'..r. rrirrL ias lr.,,r'rc,n.lo rr ..rìJ,..rt\-os, (l!rc inclrtzerr lr Lltììlt ctÌ()rìì( c,rnfrrsâo (...). conrc'ç-:t lr intro(ìuzir <life11.ntt s srrhst;rnlLr.os. I c.helltánclv sLÌstenta qLle 'an2LÌíti(o't, 'fenor i rroli;gtc()" sri() tìon-Ìcs clìslintos para trrr: tnesrtto nrc,Ìoclo c tlll tr ytsitr,l,rqitr llt:tlítica iLb..rrca, até cel.to ponto, a Íìnont'rì( )l( rj, i.r, (rÌr lrrrrr.ìc do qtÌe a djscrÌss:ìo clr: se e fcn()nlltl(rlí)i.lirt r' ,,rt D.t. l\i( ('l,,ilit é. cIì] úìtil-ììa instârìci:ì, Lltìltl (lLrcsliì() I{ I I I i I ì ( , I I , r . Sr' ;Lcr'esccnlat nos a istQ que o rìüt()r cL)]tsirir Lr (l1t(, r.\:,(. r|útorÌÚ l]lllítjco c essa partc (iiì Psìcql(ì,ti,L í.Ì I( I ' ì ' I { í r I I ) s;ìo r>s plil-ìcipaiS, o lógico sclil chlrr.r ,l( l, n,,rr, rrrrlo:lr.i :ì psicoìogir analíticrì. C) próPrio llLts:, rl 1'r, l, r, '.,'lìllt,lr it(): rcÌjerivos par:Ì con,
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TEoRtA E MÉToDo EM PstcoLoctA

o stGNtFtcÂDo lit!ìïÓRtco DA cRtsE DA

pstcoloclA

401

rr;r rÌ puÍcza cle sua ciência, e fala de "psicoÌogi;t eiclútì,,r" ful,rs lììnswanger cscre\re scnì circunlóquio, é preciscr
,Iì|, Ir'rì( iiìr cntre fenomenologia pura e fenomenologia em q'rrr,.r t psìtologia descritiva") (1922, p. 135), c vê frrncl:r 1r1' flr{, lì.lr;r iss() rìu irìtlocìLtÇ:ìo peÌo Próprio Husserl clo aclje-

li\,' 'l'1r.r' í) si0xÌ clc igualclacle foi cstabc'lecicio cl:r forma ril r', rr| |Ìi IIìirIi( Ir Sc ìcmtrrarmtts que lotze cOttsiclctava a
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'Ì,,ì,r.r , .r!ì.J rÌÌ:Ìlcnì2itic,Ì aplicada, qLle en-ì sLÌa clefiniçìo iL n]e1afísiciì cxperinrenlaÌ co|tr :r , rl, , rIrl llrrsst ll (lucr ver n:i fcnonrenologilt pullt l l,,rl 'r'r.r ( 1,,rr Ìrìrr,r rìrr 1,Ìltslr:r cl;rs cssclr-ìcilìs (Binswanger, 1922), conI'r, , rrrl, r(.rrror t:rrrrlri nr <1uc iì plóprix psicoloÍlia i(lealista Ir'rÌr ,r Ìr,r(li(,t() t ;r IcrrrÌilltilL n aÌt:rnclonar LllI nOllre (on:ll)t()11.

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lr(l(, ('rrrrlrrr' \\'. l)iltlìcy rìì:Ìnilcsta que a pslcologia \I)Ji(iIIivrr r(rìì()rìr.Ì ì l)sic()logirì raci()nal clc Wolff, c a cles ( 11li\ ir r (nìl)irìc.r (192li). ii vclcleclc c1r.rc algrtns iclcelistas siìo coÌltr,lrios lì lìtril)uir ( ss( norìrc ìr psicologia cie n tífico-natrr ral. Por excnìplo, S. L. l:r'rrrrli. rro lssin:rl:rt lolunclanìentc quc sob Llm nÌcslÌì() nolÌ]e r'ìr'r'rrr clrr:rs tiôltitrs ciistintas, c-screvci "En-ì geÌ1tÌ. o ploltJe rììr rìir() s( ( rì(()nllit n() cat:'ttef nìais ()tì rncnos cientílico (lc 'l. r 'rrl, , r'r, . ,rr, /,,,/,'r ,l, rtrlì,r n'e*'n.l ( i.n. ir, l'ì,. -iJì.l,l, ,.rrr, rrtr' tA 5,/l):,tiltliçoo dc roìta ciêitciú poÌ outra totalrÌr, ||Ií r||Ir'Ì| ||I( r1rrr,, r'rtrlrOr-a c()nsCrvC leves tlâçOS Clc aiilÌi'lr,l, ,,,rrr ,r I'rrnrcirrr, s( ()(ul)4, em cssência, cle unr obicto , ,,llilìlÍ r.rrrr'rÌl{ rlistillto (...) A psicolOgia atiÌaÌ sc reconÌìecc i r ílr( .rìì.r r,'rrrrl t ielneilt lìxtr-ìl:ì1. Iss() significl que l assim ,1, lr,,rllrl,Lil.r I r. { ( ( Íl I .Ltuxl niO é ern absoluto psica-logil ,!i ì ,tÍÌ //\r,) /rlqirt (...) A magnífica (lenorÌrinxçiìo (le psi , ',1,,r1r,1 ( r, rì( iir (le cspírito - lhe ftri ilegalurcnte sulltnrída , , ritrlr,',lrìir scnì n-Ìais neDr mcnos con]o título (ìc orìtro 1.ürlìrr i i,'rÌtiÍico tÒta1[Ìente distiÌÌto. E a srÌl)traÇào tbi ttìo rlì,,,lül.r (luc rlrranclo (em psicologia) se pcnsa h()je lìa n.ìtr.ìì{ ,r,r ilir lÌrì-ì.r (...) é ocr,rpanclo -sc de LÌrììa c;trcst:ìo clcstinacla :r I', rrirìcccr inonìinâda oÌl pilrr a rlrrirl ó prcciso pensar urìla {l( rì1)rÌìin1Ç:ìo totrln]ente nova (19I7. l). J). /VÍas rììesnìo rrlrt'sar clesta delòrnraçào o rìorìl( (Ìc 'psicologirL" aincla nàcr resltoncle cnì I)oa partc lt srr:r r'ssincilr: ()cul):l-ric funclenenrìì(
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I',r,,,1r,.r,,r r.rlr' psit ofisir>1ocia. a S. L. lranli r r ,l rr, )\'.r , ii nç irr dc: psic(Jlogill lilosólicl paÍr " t(iliìl)( 1(.(( r', rrirrrltr (l ( ill(liretenìeltte, o arLtôutjco signilitrrrlo rl,r p:rl,n'rtr 'p:,it<'lrruilr c dcvolt,ô-1o:Ì sctì clono legrrl cÌr'Pois rJlss,r rnlrlr,tr,to, ili l)rallca1-ìlctìtc itlclt:rr':'ivel ' ( ibttlt'nt. 1t 1t) t. Lrì(()ÌÌtr:ìrìì() rt1)s tiiltrrtt tlc u t fato cufioso: lanl() a t(ì, fìcxologiu, qll( l)r'()(Lr.r r()nìl)cr c()m I 'alc1.rimil". qLlilrìto it filosofia, clrre (lrìer Í)1ìrti( ipiÌt (io rcsta l)cÌ ecjl)ìcn I o clos cliÌcitos alir psicolo,qÌ.r n() sctìti(Ì() prilììÌti\,o. ljtelal c exlto cllt prlavra, perr-nltneccnt ilorrtinacltLs e rLntltas llrrscant uru:L no\rr deno|linuçìo. Ìr1eis cuIioso ainda é quc ()s nloÌi\/os drì5 clrtas partcs salo igLìais: Ltnlx temc pclclt-r Lrtilizanclo cssc nolìÌc. :ìs ììral(rs dc stLiÌ origcm ì ì ii I .- r i I Ì I :i I lÌ . a OLìÌrlì tctÌlc qLÌc tcnhx pc|tìido scu signiíicecÌo antigo. litcral e cxero. íì possír'eÌ - cstilistjciìtrente cnc()rìtr3r Llrìla llìelìÌol expressâo cìa dtraiiclecle cìr psicologia alLLxl? Nã() r>lrstente. o prirplio Iìanh sLÌslentâ qLre o nonrc sulrtraíclo à yrsicologie cìcntífico-r-Ì.ttuÍa] é Lrtì tcflÌto lunclamt,rrlaì c imlrossivel clc ntelÌt,'r'.rr. íì,l ì(. lìó\.rllì,,ll|o ( ql|(,. l,r(.r..ì Ìt Dt(, r'r'r.,, lÌlirtcrixlistx clue dcvcrÍ sc (lcnonìinar psi<.oiouia. À far.or clisso c contLlt o rlrclicalisnto clos lefÌ,:xitlogos l'aÌ;rnr rìuas ir-rportiÌntcs corìsi(lcriÌçòes- lim pIimciro Ìtrgar. é pr.cciserÌìentc csÌe () r!nÌo uD-ì clue crrlürìnarn /()ald.! iÌs tctìciôtìci1ls vcrtl.r.lcir,rrrrcttlr..ictìrrli..r5,l.r' efr,.,r.. \(Jrr, nfr.\ e .t,tÍut( \ (ìue se viriìl-ìl rcpresclÌtiÌdos lìir hislórìt (le r'ìossa ciência e. f)ortrìrìto. L'sse ranl() tJ de.lato e po)'sud própría essêlÌciLt 0 psicoloqitt l.-rl seglrtrclo lrrger', tro adotar esse nollle, a rìova psicologil nlìo sirlrtrei cìcìr' rt;rcll, nlìo o çlefitrrna, nâo sc t.ìn<ttla iLs tt[L|cas tttilolo.qit rs rlrrtt r-tt,llt sg colìscf\rlrzì11ì, lÌÌ:Ìs. Pel(.) cenit;ili(). ,Lir:trtl:r .r lerrrlrranç:r históricrÌ cLc todo serì

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câlr'Ìirìho. clc scLl I)()tttrr rlr. Drrrticla.

Ctttntcclnos lrllrr .,11rrD,lrr t oDsi<lcltrçâo. À psicoLogi.L. t.rrIlrrrIr,IIr rìit iìc(.1)!iio de F-rank, ou seja. COlllo ciêrlcj:Ì rÌr.r tsIttit,,, strlrrrDrlo:t vclha c cx!tt:Ì:LcepÇíìo clessa ltal:rvr:t. tttìo r'.ttrlr' l'(, ì)r(Ìl)rir) Irrrnli vê se obrig:rdo a iìceìtaI istO, qLÌltÌì(l() :.{, r i)ll!r.tÌr (,ì (()tÌl tiLllples';l e qutse cOtÌì (lcsesÍ)ero, qu( t í///{/r, 1ttt1",:str'<'l t'1?conÌrar l!telatula coDt

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402

TEORIA E MÉTOOO EM PSICOLOGIA

O SIGNIFICADO HISÍÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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, ,,,.r {)ricnt.ìçâo. Ìv{as. ainda mais, a psicologia etÌPírica, ! r!ll,uìt{) ai(;trciü letnlin dã, liìlTìpottc{) existe. E, n'l vercliLcle, , , ,Irr' ,rtl{ )rir ocorre nâo é uma tnudança, nem mesnìo Ìtma r.l,rrrrr,r rl,r ,iinr'i:L nern o lLuge ()L!:Ì síntese de uma refottna ,llr, r.r. rri,rr .ì ,rrlôrìtictÌ reatlizaçAo cla psicologia e l liberta1rì, rr',,..r r iirrr'irt rlt'ttÌdo o que ncla é caPâz cle crescer ,lr rrrr, ,I,,,Irrr rr.ìo i caprz de fazê-lo. A Própria Psicologia t ììrl'll r, .r il,'11o r rrtrPrir-sc-âo 50 aÍìos dtLlante os quais o rr,,"r, ,1, ..,r ' r, rìr'r,r rÌ:r() Íì)i utìlizaclo em altsoluto, já que clda , ,,' , 'l.r .r, r' ,,, r'nt,r i,( ll iì{ljclivo) cstí tâo motta qtÌarìto o c!Ìslt, , rI rr , , rr r r r rr llr lrorlt<>lcta oLÌ corìÌo o ovo clcixlldÕ ' 1',rr
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O <1rrc |,'' \ trìì 1r',r .t rrritrrÌogilr iìÌÍavós desse nolne? A 1-rsicologi.r. :rs.,irr r',rrrrl .l Íi.i(iì iìntcs cle G;rliLelr ou a c1r.rírnicít tntcs (l( l..rr,ri:rit r, rrirrrì;r nìro i-urnl ciêncìl qLìe possrì [azct lt rttr:rr,rr s(ìtìì]Jrir ir lìLtrrr';r ciôrrcia. Nlâs n:ìo tcraìo, txlvcz, nrtrrllrìo r: r ir't rrnst,ìnc r.rs (lc ÌlÌarìçirâ sLLbsliLnciiìl desclc

o tcrnl)o r:ür rlrrc .lurtrcs (:r\(rcvcLr islo? Enl 1923, no VÌll Congrcsso clc ;>sic ologia cxl)('rilìlcÌllal, Ch. Spe:lnìlân rcp('lc
a cltfinìçaro rìe Jlntes e ck lenclc qLre tarìrpouco agora é a osicoÌogìa lrna ciêncirL, rÌìiÌ5 al)cnas u Ì'Ì-ìâ cspcranç,ì dc ciência.

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"r\,r,lr;rrnll l Psicologia de ciência natulal. (lrIri.llÌr,\ r,1lirìiÍi(irr (liz.JiìrÌìcs - quc atu2Ì1lÌÌel-Ìte rePrescnl2Ì
lrr l,r l,rrrlrnlr,r
sirrr1rIt srrrcrrIt

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1i,5; rlrrt s( rÌs lirìr t( \ slto inv:rrìltvelmcnte invaclidos PcÌo criti(lsrr(' lìll)sl)fit.'r c ,luc íìs ruízes dessa psicologia, seus dildos l)rirìì ri()s, tlc'r'crrr scr iÌnt!lisxdos de tìrìt ponto de vistiÌ nÌ;Ìis .r'Ììl)ì(ì c rìt)Ìcsclìtx(l()s sol) oì.1Ìro asPccto (...) Netlr nlesmo lolrrrr cslrrlrc'lccicLrs cotti lt neccsslÌriiì precis,Ìo os Plincip:ìis r.lt,nrcntos ( la{()r'clj n() caÍÌìpo cìos fertôurenos espilil!ìais. O

rrìr ' (Jrìjrìnl() (lt (l:rdos en-ìPíricos frltgrlentá-

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rlrrr'il :r Psìrrrlogil n() iltllal!'UlÌl lì1ontc c1e tÌìaleli.Ìis 'ìlotÌÌcnto s,,ìrlt' rr r..rÌìrÌ:r<[ I)rrrI;l, ulriì considerrì\'el (livelgênciâ cle opi Íì1,rr",, urìrr silr, rìt lìl-rgeis tentaÌtivijtli de classificaÇâo e cLe rt, ri, r,rlrz,r,,,r,, r'rrrPír'i< rrs (lc caríter puran.tente descritivo, urr-r .lrÌ,'
r1,, l)r()lllrì(LrtÌìcrì(c enríÌìzacto que nos Ìevx a suPor r / r / r l.\ r .nsciirncìit enì âbunLlância, ctlja cxistência / , ',rr,lr, r,,rr.r ri,,'s,r:, < r'rclrLos. lVIas nâo existe crÌì psicologia

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, 'rrr1,,',1,,., ltrrr'rrrt:nos físicos, nem tluì só p.incípi() (lo qu,ll

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rì(' s( rìli(l() cnì qLle rÌtilizanìos essa Pxlavra oo

., 1ìtjr,,,llìr ( xlriìir rorÌseqlìências por via cLedrÌtivx. DcsconÌÌe !, rri,., lrì(lllsìvc os fato.es entre os qLì:tis seria Possível esta

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I'r'1,.r r,r rclrrçclcs em íorrÌ'ìíÌ de atos l)síqì-iicos clemcnl?ìfes. 1i,",llrììirì(l(), rr psicologia ainda nào é LnìÌx ciência. nìas âlgo ,Irr, l)f()r[clc ser ciência no futuÍo" (]9Ì1, P. ,i07). t:rrrcs oferece lÌnl brilllantc invctttíttio cì() quc lecel)errros clrr psicologia conlo hcliìiìç4. r cl(scliEìo (lc setìs l)ens e ì)rrssessòes. Reccbernos cJ(jllÌ urìì nl()nlc dc nì.ltérias l)rtÌtas it j)tonles5â de se tlansfor'nilit-clìÌ ( iôtì( iaì iì() flltLlro.
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Novgorocl p:ìriì aprcsclìtxl lì qrÌcslâo colr() o laziir 'lcÌtelpiilrov paltinclo cll existên(iiì de rcrclllcles ir-ÌlLrliiv!'is c provacllLs, seculiì ur'ìcnte lecon hccjdiì s pr)r to(ìos, (lì-Ìe iì lgì.r tìs tentlrÌl (lestruir senl rÌais nc,ìì i-ì-ìen()s. A outra consi(lcraçÌ(J é lììais séria, porqLÌe cievenros cnr irltilììx instância âfirtrtiÌl rotLr n(larì'ìc nÌe qrÌe :ì psicol()i{irì n,ìo tcrr clois Ìrc'rclclros. miìs s(i Linr, c qLre siÌLlar iL disc!ìssio someDte ao nível (lo noirÌe n.io ú unrli colocaçào s(:ria: a seguncla psicologia é intpossível roor() ciêrcia. M:rs, jr,inlcr corÌÌ Pá\'lo\', apenas poclerìì()s decÌalrLr qrre consiclcraiììos clescsper:tcl:i a posiç,o rlessa ciêncil do porìto cle vistlL cientí fìco. Conro velcladciro cientista PaÌ!'ìov rìào foÍrÌìula o proÌrlcma <la existência clc um nível psíquico. mas de como cstÌrdálo. Diz: "O que deve fazcr o lisiólogo ct:rn os fènômenos psí <lLlìcos? Nòa pode dcixdr de l)restcü aletÌÇiio a el?s, Lísto (lua í:t.) .lcterDtinLu-o trabalbo da cofl.iltÌÌïo tlo órgâc eslào t11 it() est/cil.ittcTÌte ligados aos Jèrtlntencts Jisioló.gicos. E se O fisi(rlog<> clecicie e striclír-los, coloca-sc-ll.rc a (llrestaìo: Corrro?' (1950, p. 59) ì)or conseguintc. iÌo clesenvolvcl nossii lnálise de clisse(rç:ì() colci:ilLnl n:ìo ren!ìÌìciarììos à nen./Jun Jè17ôn1e1to em Ìrcncfír'ìo (lc urìr1l (llrs pânes disscc!Ìdas. Em tìosso car'Ì-ìini-ìo csludlÍcnros lrrrLr (luc existe c explicarcmos cotttct se Íììanifèstx JItrrt nirs 'À|csrrr ckrs milÌÌltres cle anos em quc: a hurnani(ìld( tcnr cslÌr(liÌ(lr) os Iltos psic:olirgìcos (. .) cios nìilhòes cle pírgin.rs <icLlir rrri,rs iì r( lìresentar o n.Ìun.le intcrrì() no homclÌ1, crLrc(( rìr():, ir( irltr)rÌ clt' tesuÌtackrs (lcsse tlâllirlhor clas lcis cll r.icìrt t:rpir rtrr'rl rki lrornent (ibielent p. 1O5). O qLtc t!sl, r',lr'1,, r'.,1".. .li\'1 ,:r\"ì.' it.t f ,r':.t n,, c,tti'l'q cla arte: atttorcS dt r,,rr;rrr, (., (- (()rìì() Flank continue ;t t:h;r-

É preciso urrlt grrncic dose clo plovirrcianisrro cle Nizhli

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TEORIA E MÊTODO ÊM PSICOLOGIA

o stGNtFrcÀDo tirsÍÓRtco DA cRtsE

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rÌr.rì (ìr, lìÍolcssoÌes de psicologìa. PaÌa Dilthey, a taref) da 1,.,,,rl(ìrÌir ('()nsiste em caçar nas redcs de suas descriçòes { i' irrrlr,,ri (} (ìuc se ocuita em Lear, Hamlet e Mâcbeth, jíÌ qrÌe i rí l' , ' rì r;r is l)sicologia que em toclos os manì-rais de psico ' 1,,,!i r ll|t|t(,:." t lt)2,1, p. l9). Mas Stern ria em surdina cla psi ,',l.,rtr,r ,,1'rr,l,r rlos lorrìânces; dizia que é ÌmpossíveÌ orde 'rlr.r, rrrrr.r \,r{,r l,iutr(lit. [Ì, no entanto, clesmentindo seu pen lll,. rr,, , ,,ìrìriì,lrì( rl:rnd<t razào a Dilthey, a psicologia ,l' , ìrlr\ , ,r,l, rrtr,r, {lr.Í:lto. (lcl.ì vez lTìais no mrrnclo do
Í'1,' l'111111 i1q1( ()nllrcsso de psicoìogia inclividual. .,r .rrtrÍl, n,rririrr;r cssrr s(gunda psicologia, foi apresen'rr,, l.rrl,' lrl ltl,,Ìtìì( rlr' ( )lllr'llrcirtr em qLÌe pescâva nas tedes rll)! 1,,Dr (.i1,,., r' rlrrt,Slr;rl<<:rpt,i11'oferecera enl im2rfÌens: exa lirììì{ rl( ,ì rlrrt rllsL,l,rr:r l)iltlì(.y. Mxs a segundzì psicologia ,lt;rÌ),Uil ( rìì ì l I r ì I . , ( l)xtìÌ(.-s(j couìo se clìaDìaÍ. É precisilrÌì( nÌ( ( ssit ( ( 1tcz:t rìil intltOssibiÌiclade qu€ esse tipo cle :ìlJ( f l(:rìì (lc s( r ( iôiìcill (l\ìc coíì(liciont nossa escollì.ì. () !ì()rìrc clc nossa ciência te[ì, p()ïtantoj tÌm só hcrclei r(). Mirs scrí por acaso possívcl que renuncie â sr.la herança? Ilur elrsoluto. Sornos dialétìcos e nâo pensamos, de moclo :rÌgunr, rluc o caminho de desenvolvimento clas ciências rìrrrlt < rr lirìiìll reta. E se nele há zigrrezagr-res, reLr()ccssos , 'rr rrrrrrl;lrç:rs rlc direçiìo compreendemos seu significado I't\tt)tttt) (. 1)s (()nsìcleramos (assim como o capitalisrno é Lrrìì.r Il.rlì,r irìr'vitivcÌ cr]1 direçz.ro ao socialisnìo) comcl elos ì1t t t r\ítìr,,, rl( nossa corrente, etapas inevitáveis dc nosso lr,riÍ l(ì \rirl{)Íìz:uÌros:ìté aqì-ri ce.da uÌn dos passos rLtlno à t t ltl,t,lt tl\tc rrossr ciêncìa tenha podido dar, pois nâo pen'.,llr.,., (lÌr( (stir tenlìa começado em nós; nâcr renunciarÌìes rr.rr L crlt rlo; â ningrÌém a icléia de associâçâo (le Arist,'lcl{ s, ncnì a doutrina das ilusôes subjetivas das sensa(rx s- trìrÌìl)ém dele e dos céticos, nem a idéia cle caì-ìs;Ìlidarlt Llc.J. S. Mill, nem a idéia da quínrica psicológica cleJ. S. À4ill, nem o "nÌateriâlismo refinâdo" clc H. Spencer, em que l)ilthey via "nâo uma simpÌes l):ìse, rniìs um perigo" (W. DiÌt\cy, 1921). Em uma prtlavra. 1r lotali(lrLde da linha mxteÍia, Iista em psicologia, (Ìuc t;ì() (uidad()samente rejeitam os icleâlistas. Sabemos rlìrc larìÌ Í1ìzào e,t-l ìima coisa: "O mate,
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clrt lisir trloqirr cliniìrtrice e n.ìatclnática de llì( )s r ìr' l t t lr nt r c tlelrnlroltz. ir co.rcepç:-ìo cle [L'Ì'lirtc s()l)r( iì rìirlLrf( zr rììot()liÌ d.ì psiqtÌe, assir]ì col-ì-ìo lxnìl)énì il c[trllinr clc Ììirì( t s()l)rc o psiclriisrno posruraÌ ()u :Ì l'ììí!ììicr inlc -ìr. iì lc()l'i.l ÌÌÌ()t()r:r cle lìibÒt, lì tcoria pcriférica clâs cm()Ç()cs cle Jlrttcs-Ì.errge, inclusive a clolltr in.ì da escoL;r clc \X/urtzllrrrgo sobre o pcnsamcÌìlo ()u sol)r'e a lrtcnç?'ìc) colììo ativi(laìdc. Drìr sLr]]iì. crcla prrsso [urrro :'r vcrt]adc clÌr noss;L ciência llos pcrtence. IJorqtrc de (lois ci.lrÌrlnllos fizernos a escoLha cle trrn, nlìo IrorclLl(: goslrìÍlì()s, lÌlas p()lqrìc ()
Hcrìr;rrt. r los
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riaÌisnto or tLlt,, ri.r Ir',rr,rI.riirr (ìcscritiva (...) ir.rfluiu cLe fìrlnta COIrtìplorir ül Lr'1'|ì()|ì|r:| 1riìliticr. no dìr'cito pcnirl, na cioLrtrÌna clo [s1.r(lo l tl]t,l(t]Ì, | .\i).).

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o clue a psicologilr encerÌlÌviì como ciênci:l: dcsclc !L Lcntxtiv?Ì clc- enl-ocrrl cíeìÌtiJicotneüle a alnra rrté ir lentatìvir clr> pcnslr mel1to livrc de cloruinat a psialLre, l)or ÌÌl?Ìis clue csllÌ (a psiqrrc) se vcja obscr-rlecid:r c p:Lrrlised:i pcìa rnitoLogie, or-r seja, até a pr(rpria conccpc:-re clu estÍ!rlLrra cietÌlífic.! tl.\ alntlt. essa vi.Ì iÌbrìrcâ pol conlpleto o carnjnho íuttrlo cìa psicologìe, polclue a ciência ú o caminlro clr vcrclaclc nind?Ì (lue ,:rrÌìinlìe .rtI:r\'ís (l( ( rrOs l'r'fqtre !lr Ènr (ìr)tr,ìrni)L itl\lJrn( nl( o trajcto qLÌe nos corÌclLLZ ata nossa ciênci?ì: n;Ì pr(ipria lullr, n:r sLrperlçiìo clos crl-os, nas clificuldacles incrí\,cis, no cÌìfrentlrlentc> sol)r'c lÌrÌmalìo corÌ1 l)reconceiios tìlilenarcs. Ni-ìo qLrclcnlos scr silìlplisÌ:Ìs serìl prì neln nìãe; nìo padeccmos cÌe tr-iani;Ì clc grLnclczrL pensanclo que a hi.stória corncça en) nós ncoì qLrcrcrììaJs r(r'el)er dcsla tÌr-Ìl nome ìiÍì]po e trì vi2Ìl; clLlerenÌos Lìn-ì rìorìc no rlr,ral !c'nha assent;rclo a poeila clos sécr.rlos. í:i pIr,r'isrLrrcrrlt nisto que encOntÍalrì()s nosso clìrejto hist<-rlicr,. o sirul rlc rrosso papel histcirico, r pretensâo cLe leaLiz:r' iì l)f.i( ()loJlil c()ln(J ciência. f)eventos n()s consicleriir Lrnì(l()s ( rt lrrr ì()Ilril<ls com o qLle é ânterior a rìósj poÍq!ìc inclrrsir, rlrr.rDrlo , cstamos negando est:Ìnìos l.ìos apoinndo ncl( Vocês podcrrr rli,rUr |lÌr \(r]ti(lo estrito esse not-Ììe n,rc) pode se aplicar,bojr' rr rro:,.,;r ì ri,rì(:i:ì, pois [Ìrìda cie signific:r
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.l,r r'rìÌ r'.I(lt época. Mas digam um nonìe, !Ìrna paÌavrl, cllre ll.i,, r( rìlriì |ìrodificaclo seu significâdo. Selír que colncter]los nrr, n,) l()llico cluancÌo falamos cle tinta azul ou cle ar.tc de r, r.r,,' l'r.1, r ({)rìtraìrio, somos fiéis â otìtra lógica, à da lingua ii, rìì ',, ì ' Í,( i)rìì('lr1l contin1Ìa clenominando suâ ciôncia com :, 1r ìr,ìr,, ,lrrl silinilic;r ":ÌÍÌriinensura", o psicirlogo pocÌe ,i, r,,ììlilì ll ,r ,, .t ( r)nt rÌnì nome que elìÌ outros telnpos siÍìni li.t,tl ,l,,rtrtll.r ,l,r:rlrrre". Sc hoje o concejto cle ?ÌglilnensLlra , r',l,r.,r,i,,,1,rrr.rr', Ir.rrrr:t gt,onetria, en-Ì otÌtros ternpos siÍllÌi li,,'r 1rr .r\.lrt,(ì r[.( isivrr. tro qual tocla a geoÍì]etrjâ cleve suiÌ ' \r',tl rì, r.r, r' ,r'lr0ir,.r rrliitr cla alnì?Ì nos pafece rcâcioníÌtia, , llr 'ìürr'ì r, r lr,, ll,i .t l)titÌÌ( ir:r hipótese cic.ntífica clo hontcn ,rìtrrÌ(), lll,r {.1Ìí)r'ìì(, {Ì)rì(luisl:t clo pensamento, à qual ìroje rlr'r t tttl,,, ,t ( \ir,t( ( r:r <lc ttosslt ciôncia. Certamente os xniÍÌl:lls llil1) lr.Ìssìì(,Ììì r rrlr.itt ilr, :ìltIlì e cârecem de psicologìa. llìrl()r'ir'iltìì( lìl( , 1t,rrr1,r'ecntlc-se cluc a psicologia colrto ciên, r irr tlt vil c()lììc(.!Í l)(.1â itlúia rlc alrna e n2ìo poclemos consi rlcnl isso cotrro lrtrto dâ igtìorância e do etro, assinÌ conìo rì1ì( ) ( onsìdcrilntos ;r csclaviclâo corlo lesr-rltado do nau czrLá (cr. S:rl)crn()s qu{: a ciência como calninlìo cla verclacie inclrri ()l)ri1llìtor-iilnlcnte, c na quaìidacìe cle lromentos nc'cessálios, crlrrÍr,rrcos, IlÌltas, preconceitos. O essenciarÌ palil a ciênci:Ì ìr.rí' ( r' Í:ìt() tle tltrc sc procluzam, mas que, aincll que se tr,rt, ,lr' r'rrrs, r'rtnclLrzctrì ir velcÌaclC, que Siìo SLlpCtr.!iyeis. Iror r,,,, ' .rt , rt 1lìt \ () n()tììc dc n()sSe ciê1.ìcia cont tocllts rs nÌafcaÌs 'tr' ,ìr-r\.rr:üìì rìr'ìlr ()s er(os secLrlares. cottro sinll r.it'o cle ',II1., |.Ii,.|.|, ( ()rÌÌ{) (i(iltrìzt:s cle fericlas soflidas na ltrtlt. coruo tí .t, rìrrìlrr r,'ivo <llr verclartle, que abre c:tminho atravéS do ,rr, rrr, l rrrlr, rl:rrrÌcrlto com a faisidacle. l r ( ssalìrií, ó assim que ploceclem todas âs ciênciâs. iìr,j,ì r lu(. r )s (Í)rì.5trlìtores clo futuro coneçâm toclos dcsde os .rlr,, rrts. s<.r:i que eles nâo sâo os qLÌe iÌrremataÌn e l.rerclernr lrr(lr) () (luc existe de vercladciro na cxpcriência humana, \! r;r (lue carecett'ì de aliaclos e anteccssoles no passâcìo? (.)U( r.ìos incliqrÌem uma só paÌavta, rÌrn só nomc científico {lrc possa set aÉlicacio em scnti(to litcrai. Será que a Íì.ìate nÌática, a filosofia, a dialétic:ì, :Ì nìctafísiczÌ signifìcâm o n.ìesrìÌo qLìe erÌÌ outros lc-rììl)()s? Que nào nos cliganì que clois

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r:tnìos (lr' ( (,r1lrr'( rnÌ( rìt(, srillc Ltnt ntcslto oÌrjeto (lcvenì irt oÌtligatolirturrrrtl rì rìì{rìr) r)()lìlc Qu(, fecoÍderÌ a lítgìc;t e a l)sicoloBiii (l() l)(Ìls.lrìrcrÌlo. Âs cìências niìo se d<.rsant e clcììonliniìnl pt lo ()lrlr.tl) (l( cstÌt(l(), IniÌs pelos prìncíPios e fìris cÌo ntr'snrrr. l)()f ir(lìsr) () rììllfxisnlo se n<-glt, em lilosofil, I tecorìlì( ( cr s( { rs :úìl( ( ( ssr )r( s'a SonlCt Ìte aS tl1atÌtes atÌl l l;riSt(irictrs a t.ttrc)tl(\ dc cs!)t1ilo crìctdor sc dedicalìr a irìvclltru' novo:i Ì1orìles c ciôÌìcìxs, n]iLs cssit rÌtitUdc nar() cclrìltirLL cont () rì11Ìr\isDÌo. -lchclpínov rlegtì, (li:rntc clcsse ltlObicDr:r, cluc nr época cia lìer,olr.rçìo lirancesr o tcrmo "l)sicol{)gia" loi suÌrstituíclo pelo (le "Ì(lsologirì', jí quc n?r{Ìucla épí)cr !ì psi coìogia c[:r !ì ciôncia cla almal a !dcologia, cnì contlJ j)rì rticlrÌ, cra considcra(la LlÌlâ palte cil zoologì:r e se (liviciix crìì iisj()Itigicl e recioral. Ìsso é vercllrcle. rÌl:Ìs o ir'ìculcLllaÌv('l (lxllo (ìrìe O crÌìÌ)Ieg() rÌrìti hislórico clesse palavr':r o(.rsiOrìor.r l)o(ìe scr corìfilìliÌ(io xo \''er (luà() clificiÌ se tr-rlnou clccifllr, ainclrr hoje. dcterminuclrs p.lssx!Ìcns solrre e iclcoloqia nos te\i(rs cÌc Xlalx, clrre entlrigriiilaclc enccrrr essq tcr (), q!ìe l)crmilc .\ " []tresli,q.tdo)es" corìl'l(lìclprLr-Ìo\ :1finÌlilreÌlÌ quc lì.ìr.ì ,\.liLrx iclcologia significa psicr.rlogir Nessa rcforrn:i ter iDolrigicl esÍÁ. eÌ17 p(tríc, I ceusa cle qLrc o papcl e a ìrÌll)orlância diÌ vr'ìlra psicologilr tcnh:Lnr sirlo sulrestiriraclos rì:i 1ìisÌ(iria (le rr',ss.r r rirr, i:r. F. lin.rl'.r!r'1, Ìt"ì.ì \e i'Ì.ì .tUtitì'iC:l r!tl r'[.ì ('()rìÌ seLÌs vercLacleir-os lìntecess()res. Llnìa tì.11)lLrfx c()nì iì lirìlì1Ì vi\'r cla unitÌltcle: 'tchciprinor. qì.lc lllr\ Ìil clccl:rrlclo clue iì l)sicoÌ()gia rìlì(liì tinlìl cm col'ìrl]lll (()rrr il lisiologi.ì, juiJ itgolrt, pclit Clrnclc lìevolltr.ìo, cluc l lrsicologìe serlple foi Iisioli'rgicrr c quc íPJr(í)/ogí.! cìert!íi..t díuql é obr du p5tcologìu rlrt llerolt\:do l:ìtiÌt-(s.t ((ì. L 'l'clirlJrrino\'. 192,i, p. 27). Sorììcl1Ìc t\)\^ i.qtÌot(in(í.t ililtìilct./t! Ou o lltO (lc coiìt:tl dc folrrlr r.rlcrrlrrrl:r t<tttt tr i,\ttort)ttLia rrl/relri lroclen tcr ciitu clo csses 1jÌlllil\ {.)Ìr( lrsicologia rttuttll A clç ivliÌÌ or,r l clc SPcncer, rr clt' lì:ritl r'lìilr)t1 Iirì1rìo é vc|claclc. lvl;rs c e clc DiltlteV c IIus.t rl. lÌr'q,rn ! .Jrrìrcs. :\ltinstc|l])erg c -Stout, Àlcttt 'r^t lrl't'. I l,l' ' //,/1,r, .',,,11 '..irr Itr'.rt' rLrl
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ns nontes nos qu:ìis sc esconde TcheÌpánov. chanianclo os rÌc "cacl.rorro mofio". Mas Tchelpánov esconde se enì nomes :tÌlrcios e contrários a ele, aproveitando se da irrrbigiiidacle (l{) tc ìlo "psicologÌa atual". Sin, na psicoÌogia atuâÌ exìste rrrrrrr linha que pode ser consideracÌa obra da psicologia revcr lri ion:iria, mas Tchelpánov lÌmitou se ao longo cle tocla sua Irrl,r (<.ir{ota rambérn) â lentar acLlâl essa linh:r na pafte mtìs , ,,, rrr,r rl:r I iôncia e separá-la da psicologia. lìr'l)ìtillììí)s maìs uma vez: qlÌào perigoso é u n.r nome i Itl' r.rl , ,lrr:ro ir n ti-lÌ isto riczi rìlente se cotrport!ÌviÌm os psicít
lr,11rr: rl;r l;r';rrrç.rr cltre o traíraml

qr':r t.'.1,'r',.' .r,,, t .tltrrr. o 'llte J r! ||ì i; 'rru t p.;.e ìog1a. nrrs íìltll:r ( {)ls:ì. []ts rL(lrri, natLralmenlej íaltou,lhe n:ìo bon vorrtrrrlr', Ìrì;ìs l()rças t tempo; faltou rlatLrraçào lt
srtl lnrilisr'. IlssiÌ (lu(.sl:l() IctÌìlilr)logi(iL lincla conLinua <ìe pé e fez PiÌrtc .lo Prol)l('rììe rh rlir isri<t tÌus dLr;ts ciêncras. Corrrr rlcnornirrrrtruos a 1rsìcologla cìentí1ico-natLtrall CÌianitnr-nu lgonr, conl lìc'qtìênci:r, de objetiva, novâj trarxisra, clenlíficx, ciêr-rcilr c1o c{)rì'ìllert;Ì me nio. É clalo que manlclclr-Ìo:j pala ela o norÌre i.le psicologia. Mas, qtÌal? Conlo va1Ììos cLiltret.rcih-la de ourro sistema c1e conhecimenlos qtÌe Lltilize esse mc'smo non-re? É suficìente enun'ìerar !lülir l)cqucnr pafte cLas defir-iiçoes (ÌLle llualn1entc- sL'aplicaÍìì al psicologia pa[iÌ ver que crrecerÌl cle rinldaclc Ìógìca cm seu iìrnclanrcnto: ccrtes \:ezesj o tellì1o sìgnjficil e esccila rlo Ìre hrvio|ismol outlas.;r psir:ologia cÌa CìestaÌt; olÌtr2ìs. o nÌétoclo (da psicologia cxpcrinent;rì. da psìcanírÌise); olitras, o princípio cie construçào (eic[ética, analítica. c]cscritiva, etrpÍricl); r>utras, o objeto cla ciência (luncktnal, estnLtur':iÌ, atual. iìrtencionaÌ)ì oLrtras, o campo da ìnvestigac:ìo (lttclit;ídual psycholct.gia); olÌtras, a ìdeologia (personaÌismo, ÍÌlarxislno. espilitualismo, 1l-ìatcÍixÌisÌlÌo); ()LÌtIrìs, ÌÌÌtÌitâs orÌtras coisils (sr.rbjetiva-objetiva, colìstíLÌtiv?ì I cco llstllÌtivzr. fisiola)gica, l)iológica, associativa, cliaÌética e nre:is e n.r;rìs). FaÌa-se íreqiientcn.ìente de histórica c colìpreerrsive, explicâtivx e iotLìitiva, científìca (ts1onski) c 'científic.Ì' (no senricio cle científiconaturaÌ entre os ideaListas). O que significa ciepois disso tudo a paLavra "psicolct gix"? "Lo!Ìo cÌrcglu:i o tentpo - diz StoLÌt - eÌ-ì-r qlte ninglÌétÌì pe nsar'ír enr cscrever uui livro soble psicologia en-r gereÌ, cotno n:io sc llcnsâ cll csctevcr s()bre lÌlalcüaÌfica em !Ìe ral' (1923, p. J).'Ì ()Ll()s os terlìÌos sâo instáveis, não se exclucr-n Ìogiclrrrrcntc'cÍìtrc si, rìâo estào tei nlinologizaclos, sâo conl'Ltsos Lr olrscrrros, polissetlânticos, causais, e indi ciìm traços sccLrrrcl:ilios, o Lìue não só nàct ajucla a se orìentrÌr', rriÌs nos cOrrlìrnriI l.rj ainlLa. Wunrlt cÌtamotr sui.Ì psi cologia cLc l'isioÌogi:r c lrr11o se lrrepencleu, consicÌelaÌlclo-o unl erfo e ltltsslttr,Ìo ir .rIitlaìf que essâ r1e51]la rtltla clcvetia

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ll:ii(. Ìì()rìì(' f()i inicialmente introduziclo por Goclcnius, plolcssol tlr Marburgo, em i590, e foi aclotado por ser.r dìs( il)ul() I(iLsrÌtiìnlì cnt 1594, e nào por C. \Iolfl, em meados cìo scculo XVllL, ncrÌÌ tanìpouco o eÌnpregou peÌa pr.inteìt.a vez Mclanclrtt-rn, cottlo se costul]la pensar erronear-Ììcntc. h'anovski ritilizorL-o como norrte para clenominar a par.tc cla antropoìogia que, junto com â solÌÌatoÌogia, constitrÌi !ì1.ìla ciência. A atrìbrÌiçâo ciesse termo a Melanchton baseia-se no prirlogo do eclitor ao tomo XIII cle suas obras, no qual ele é apontaclo erroneamente coDlo priÌneiro autor cÌe uma psiccr l()gia. Langre, aì-ltor cla psicologia sem ahla, conservolr o llonl('corÌì toalo (liteito. Mes x psicologia não se chama dou, tr ir;r ila lÌtna'/ - pcrgrÌntâ. Como se pode imaginâr uma ciênr i;r t;rrt, Pirc crn clúvicla se dispÒe ou não de urr objeto p:rr:r , r,rürl:ll7 lvlxs l,angue considerava pedante e por.tco prático k rrrrn.i;rf li (Ìenominaçâo trâclicional peÌo fato de ter variadct ,, olrjlto rla ciênciâ e convidava a aceiter sem vacilâr a psi
'll1iì:r scm alma. ii l)lccisamente â paÍtir.la reforma cie I-an!]LÌe que corrrr,çrr ir interüìináveÌ confusâo corÌt o none cle psicologia. O IJ rì()l)Ìc etr-t si deixou de significar algo e foi necessário acres' i(intar a ele cada vezr "sem alma", "sen nenhun-ra metafísita", "baseada na experiêncie', clc um "ponto de vista empír lico" e assim inclefiniclamentc. A psicologia simpÌesnente , cleixou de existí cotìlo expÌ.cssâo cle uma só paÌavra. Aí está o erlo de Langue: ao iÌ(l()t,ìr o norte veÌho, nâo o domìnou , por completo, nìo o r t ' I i i t I r , nâo o separolt cla tradiçâo. Já
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TEORIA E METODO ÊM PSICOLOGIA

O SICNIFICANO HISTÓRICO DA CRISË DA PSICOLOGIA

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neÌhol ilustraçâo <lo porico que significam todos esses termos. Irara uns, "t'xPcrimentai" ó sinônimo de "científica", para outros é apen;rs;r LlenorÌ-Ìinação do método. Apontaremos somente os ,rill( !iv{)s que mais freqüentemente se aplicam à psicologia r,.il I t( l.l( lit solt urna perspectiva marxista. N.ií, ( ()lltiiclero conveniente, por exenpÌo, chan-iá Ìa de ,,1 ,1, rrr.r '1, lr|l1,lin{)v moslrs com razao qìre cs5r lermo e .Ii li:,r,1. r'rrr Psirrrlogilt pela ciência estrangeir'2ì nas tr-rais diver':Ì.r\ ,r{ r'lJ!(lcti c l1Ìlìlllém entte nóS cOnSegLÌiLl Cìar lrLgar a rìrrÌì( ir)r,,r:i ;rrrrlrigiÌiclncles e contriÌluiu para confunciil o prolrlr'11i;1 1g11osç rrlirgico e metodológico do espír'ito e cla rlatéria. lìssr. rrrljc tivo scrviÌl l)ara confirndir o métockt corno proce cli fìì( rìl() tÓcrìi( ! e como nroclo cle cogniçâo, o que teve cotÌÌo c()rìsccìrlCtÌciir u ilÌtelpretzìçâo clo método clialético no Íìlesn1() nívcÌ clo <l.ts pesqlllsas, coÌno iguaÌmente objetivos. Tambéru permirill que se clê por estabelecido que nas ciênci:Ìs netlrriÌis se tenÌ.ra suprimido toda utilizaçâo de índices e cle distinçòes subjetivas, cle conceitos qLìe em srÌa gênese foran] sLLbjeti\,()s. CQm freqhência, o tenno objetivo loi vulgarizaclo e eqrLipara clo:L veldadeiro e o subjetivo a falso, sob a influência d:r utili zaç:ìo vulgar dzr palavra. Além cÌisso, o adjetivo "objetiva" r'rào ( -\l)Ícsfiil crl geral o cerne da questão: só reflete a essência da 11"l'íJ|rì:r t:rrr sentido condicional e em parte. Finalmentc, ur-n:r |srr , rl()ui:r (Ìuc pretencle constitllir LÌma clolìt.ina clo subjetivo {}r1 rlrr<'i|r atlavés de determinadas vias expÌÌcar tambénÌ o tülljr'Íi\,(), niro cleve se denoninar erroneanìente cle objcti\'â. 'ì rrrnb[:m seria erlôneo denominar nossa ciência de psir,rÌ()gr:r clo compoÍtaÍÌento, porqlle esse novo terü]o, assilì'Ì !'{)rìÌ() () ânteriof, não consegue nos sepelaf de toda uDr:r sr:r'ic de correntes e, poltântoJ nào alcança seu objetivo. Alén clisso é falso porque tar.nbé1.Ìl â nova psicologia quer conhecer a psique. O adjetivo "do comportan.rento" tem Lr rÌ1 ff atLz caseiro, pequetTo burgu1s, CÌue o tornou âtraente para os nol te-americanos. PoÍ exemplo, quando se coloca a tarc'fa de cliar un]â ciên(:ia .J. !íatson diz: "a iclé1a cia personaÌidade na ciêncìa clo c()Ìrportanento e no senticlo coÌÌlufi]" 1926, p.355), ìrlcrrtìÍlcanclo assim a an.rbas, para que o "ho
scr clenominada de experimental. Esta é a

Jrì(Dr ( r)lìtLìtÌr", lì(J "ttât:Ìr da ciência do con-rpottamento,

Pdta Ìlnìã Lten, i.t tsçi-n, !ìtìlr.ì ( ienci* qLlc crìlr(' scrrs ltrOblerlas se ocupe também do seguinter ''P()r quc.J()Ígc SÌllitlì al)anclonou sua mulÌrer" ( ibitlen, p. 5); Llrì-Ì:r ciêlÌcirr qLrc colììece descrevenclo os nétodos cÌa vicla coti(li.rÌìiì, (lllc t(JÍn(: in]possí\'el estabeÌecer distìnÇÒcs entÍe eles c r>s científicos, e para a quaÌ a única cliferença conslsLa en] que iÌ ciêncìa clo comportaüÌento talnlléln cstLrciâ c,Ìsos que siìo irreievantes para a vida cotitliana, que n;ìo ilìteres sâtì] ao senso co1ÌÌLìl]l, para essa ciência, o ternìo "coÌnporta[rento" é o rnais acleqrrado. N{as se chegarmos:ì convicciìo,

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pert clr:r rrrrcllrrlçiì Ìlo

nìo lÌétodo ou qualquer variaçâo no oltje

mostral-elttos nrais â.liante, de que taÌ coÌOcâçào é logicantente inconsistente e qrÌe ltào oferece lrn cr.itéricr qLre, por exemplo. perinita est;rbclecer por qLrc () peristaltìs 1ro dos intestinos, a secreÇào da urina otr iis inflarr-raçcìes clcvem seL exclllíclas cla ciêncÌar sc nos clermos cont;i cle que é um teLno polissernânrico c nâo está terminoÌogizaclo e quc para BlonsÌ<i e Pávlov, par.ì V/arsoo e Koí'fka significa coiszLs lotaÌn.rer.rte ciistÌntas. o cleixaremos de laclo sern hesitar. Alén c1o m.Ìis, eu tantbém consiclerava equivocecla:r definiçào cìe psicoÌogia corÌÌo ll:ìarxisÌa. Jh clisse qrre nâo é .,Ìrrti.-tv, l c-, r'er L r n ; .,rai",lC, fon'o (lr \ iLLi \l., ||Ii| ( i,.|\. mo diaÌérico (v y. StÍurninski, 1923; R. rr-. Kor.níkrv. i!25)r mas tarnÌrém considero qlÌe o título cle "ensaio cle psicologra nìarxist:Ì" dado por Reisner à tradrição cio livrÌnhc.r de Jenrson constitui ulÌt ernpÍego equivocaclo da paÌavra; ou inclusive conceituo corno err ônea e rÌventlÌreiras colÌìbinaçòes cio tipo "rcflexologia e n-Ìalxislro' pirra se referil a determinacìas correntcs cLe trabaÌho clentlo da fisioÌogi:r, e nào porqLre dr,tvicle cla p<issil>iliclacle desse enfoque, r.r.rzrs porque sâo tomadas tìliÌgÌtil.ì-lcles iÌ]comensuliÌveis, porq!Ìe desapalecem eÌententos intclììe(liárìos, clLÌe sâo os únicos que possibili lan taL enlÌrcltrcr pcrde-se e se cleforma a escaÌa. porqrìe o iÌutor n:ì(r jì|lgt]t tt){.lu a rellexoÌogia do ponto cle vista cle /or./o o nlLt,risrurì, tìliÌs sÕn-Ìente nanifestaçòes isoÌaclas de grupos cL rnirr-\r.\lils-psjcoÌógos. Seria errôneo. por. cxeÍìpÌo, fornrrrla4 Ìlnr L(:rna !ìssimr "o soviete altÍaÌ c o mâtxìscC)1Ììo

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TEoRIA E MÉTODo EM PSIcoLoGIA

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)", culbora nâo hajâ cÌírvicla de que a teoria clo marxismo

illlliì ( ()rÌÌ nâo menos recLÌrsos pata ihÌstrar a qr-Ìestão relati !,r ;ro s()victe rural do qLle a relativa à reflexologia; aincia

tlircito di consicleÌiÌr científica essa psicoÌogix indivirlrrtl, Àclli:r sc' rcmeti:Ì a lìickert, ltara quem a palavra
tr:ìv:L s( lr "psicaìlog()", ao scr'apÌicada a um naturaÌisttl e a urr-t histot-i.Ì, dor', tcrìì rlois sìgDilicados disrinros, e pol Ìsso distÌnllLre a

,lrr,' \i)\riclc cle Volga
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seja urna icléia diretamente marxista, ,,1,r \',ll( uliì{lir loÍ]icamente a todo um conjLÌnto. E, no entan' tI rr'r 'ì .llìo! l Otrtras escalas, utilizâmos conceitos interrr r , I | I r r, , , rì;ì i:ì (l()ncretOS e menos univetsais: faÌamos do

l),ir,ì.r '.iìvil
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ri( {) c (lo soviete mraÌ, da lLÌtâ de classes e do lllr.ll. Nii() s(' clcve chama| de. marxista. trÌdo qLÌe se r' .,, r,,r,r ,,,rrr,, rrr:rrrismo e, jé furo, nír maiorir do',.-rso.,

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.r!:,lrì ri. r.rrIrn<Ir., scrn mais explicações. Se a isso acrescen lrìllìì()s (lLlI r's psìcólogcts costumam apelar no fÌatxislro ao ÍÌÌ:rl(lriiìlisrìr() (lirìli'tlt(1), ou seja, a selr aspecto nraris univetsal c gcncrrlizuclo, ,r í-alt,r de correspondência de escaÌa lica
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Além clissô e por fim, é preciso assinalar rÌm2Ì dificulcla cÌ- c'pt rìrl n.r rif l'.!(i ' do mrrxi'mo a no\Js rr,-Jì: pre, l s:ÌlÌìente pela sitlÌação especial que essa teoria atravessa hoje; peÌ;r eno.me responsabilidade que representâ o enrprego clesse termo; pela especulaçâo poÌítica e ideoÌógica cle c1r,re é objeto; por tudo isso, nâo parece Ìloje n.ìrÌito oport llì' ' f.rl;rr le 'psicola?ia ntarxi.ta . E m.u- ( on!, r'ri.Tre q.r( rrrrl|os tliJÌanr cle nossa psicoÌogia cÌLre é mzrrxista clo que qne rìi,:, ir (ì.ÌÌ( )r'ìì inlÌrrÌos assim; apliq!Ìemo-la âos fatos e esper{ rììr)rr rÌr) (Ììlc sc rcfere:ìs palavras. No lim d4s contâs, a psi{ í'lr}J1lì rìì'ltxista aindã não erúrste, é preciso compreenclê-lâ ' irr'rii irrÌi, t:rr(.f.r l)istó;ica. mJ- nio cnmo eìgo d.rcio. l'.rrtirirlo (l('ssc cstado é difíci1 subtrair-se à impressào cle l.rlt,r ,li rL rieclacle científica e de iÍíespollszÌbiiidade que illÌl,lr( ir () crì1PreÉÌo desse nome. A( r( scente-se â isso que a síntese entre a psicologia e o rrrrrxisn'ro nào é levadâ a câbo por nenhuma escola e etl.r lìrlgar na Europa esse termo clá com facilidade lrrgar a conl|siÌo. Por exemplo. tâlvez sejam porÌcos os que saibam que rÌlé n]esmo a psicologia ir.rclivicitral de Adler é consicleracla vinculacia ao marxismo. E conyém sernpre lembrzÌr os funclantentos metodológìcos clc uma psicologia concretz! pâra comprcender cìe quc psicologia falamos. Quando cÌemons-

psicol()gia ci.'r1tíÍic() natLLral e a hisrór-ica; se isro n:ìo for feito, a psi<:ologix cl() lìist()riaalor e a do poeta naro podern ser clìzÌrÌÌiÌcliÌs cÌe psicologìa, porque nada têül a vcr corn a psicologìa. E os teóticos cìa nova escola aciurìtìranr que a psicologia histórica de Rickert e a psÌcologiâ indivi(ìLr:Ìi sào a rìresüa coisa (L. Bjnswanget. 1922). "A psicoloÉlie divÌdiu se em dois, e a discuss:ìo gila sonÌentc enì torno clo nonte e dâ p,lssibilicÌ2Ìde reórica do novo raDro inclependente. Como ciência n:rturaÌ. a p-sicologia é impossíveÌ, e no Ìlível do incÌividual n:io se pocìe est:lbeÌecer lci alguma; nÌas ÌÌ..ìO prcten(le explical, e siÌtì collll)rcen der" (tbìden). Foi K. Jâspers qrìcln ìntrocluziLÌ essa ciir.is:ìo nur psicoÌogla. ernbora prla ele essa psicologÌ:r "coriìpreensiva' sej:Ì n fenonenologìa c1e lìusserl. EnqrÌanto base cle tocla psicologia ó muito iÌnÍlo antc e inclusive insubstituível, rli:ts não é nem qlrer ser lrnÌa psicologiiì iriciividual. A psicologia compÍeensìva pocie partir somcnte da teleologia e fbi Stern qLÌeol assentOu âs bilses clcssa psicoÌogia o petsollrìÌisn-Ìo nâo passa cle outlo nollÌe {Ì.ì pslcoloÉlia comprcensiva. Nl:ìs o personaìisno procr,tla estucì'.rl a personalidacle conl ()s rÌleios da psicologla experltrenÌal, apÌicando os n.ìeios clâs cjências natLÌrais ?ì psìcoloSia diferencial, alnd;Ì qlÌe dessa rl;rneira a expÌicaç2ìo e ;Ì con]preensâo ficluem ìgualmente insatislèÌtas: sonlente a intLrìÇào, e Ì-Ìào o pensenento ciiscnrsilo,c:rus:iL, pocle conduzir ao objetiyo. Essa psicologiâ consicÌera. pois, cr títr.rìo cLe "fiÌosofia clo 'eu"' como hor.ror.ífico. porqr.re nào é em:rbsoluLo psìcologia, mrs filosctfÌ:l, e é isso o qlÌe qtÌer dizer'. Pois bcm, r:s-sa psicologia, e respeito dc cuja netLrreza nâo !)ocle rcsliÌl rì(ÍÌlÌlrn-ìa cÌúvicla, é a qrle se remete nos seus n.létoclos (c rrnt lrorn exemplo é sua teorìt da psicoiogia de Ìrass:Ìs) ;ÌÒ rìliIrxirir)ì(i,;ì teoria r1a base e cla srìpeÍestÍÌ]tllra. conlo scrlcli) st'rr Íìrlì,lrrnrento nâtural (\X/. Ste.n, 192,i). Foj a que ofereccrÌ e lrsi.irl,rgia social o melhor e aié agorx o n.ìâis interessantc' pr()i.t, t r lI síntese clo marxisl-Ì-ìo corrt :t ltsicoÌo-

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TEORIA Ë MÉTODO EM PSICOLOGIA

O SIGNIFICADO HISTÓRICO DA CRISE DA PSICOLOGIA

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J-|il rìì(livicir.lâl nâ teoria da luta cÌc classes: o marxismo e a t, i, ,,logirr inclividr.ral devem e estào cl.Ìamados a se aprofun,l.rrlrrr t st' fecundarem mì-ìtuamente. A tríacle hegelìana é .i1'lr,,rr',.1 :r vicll espiritual, âssim colno à economia (e enrre
1r, ..r,'r',! .rlr()rtì;rcllrs, podemos apreciar um enfoqlte crítìco I'Iirr.rrrìr'rìI(, rìriìrxiste. Se Mârx iìos ensinoLÌ a comprecnder ,,, lrrrrrl,rrrrrlrrs cllr lutzr cle classes, Adler fez o mesmo pirra
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'Nlrrristir" é para ele sinôrìirììo cie "veldacleira, cicrìtífica"; nlì() tcc()l-Ì1ìeceÌÌ1os ()uLlal lÌlsta)rìa a nào ser a ÌìÌíìlxislti. E

ll,ì'.r 1...,i, l)t()icto despertou uma inteÍessante polênic:r, na ,1rr.rl. t,rrrt,r rÌir l)crtinência clas icléias defendìdas, qLt.ìnro niìs

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lr,lo rìiìr) srl ilrrstr:r a enOÍme COmplexidade Cla atrÌal siÌr:l( lr. rl:r |sir okr.qia, na qìJal câbem as combinaçÒes mais i rt s rc r t s r'p:rr':trloxais, como tâmbém o pe rigo desse
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tcrl-Ìo (()Lìtr() rlr-rs p:rracìoxos: essâ [resma psico]ogia displlta com a rcfÌcxologi:r ftÌssa o direito à teoria da relatividade). Se a psicoÌo8i:!" nìarxista é chamadâ cle ecÌéticâ e sem princípìos, teoria superficial e semicìentífica de Jemson, se el maioria dos infl\Ìentes psicólogos da Gesralt se consicler:Ì tânlbém marxista em seu trabalho científico, o teÍn-ìo marxista perde precìsâo ao ser aplicaclo a escolas psicológicas inci pientes, que ainda nào conqì.riscaram o direito ao "n]arxis rì1o". LenìbrÒ cle minha enolme sllrpresâ quanclo n]e dei .onta clisso nrÌnìâ inocente conveÍsa. Mantinha, collÌ Ll!n dos llsi( (lÌ()g()s rtrais cultos, o seglìinte diálogo: "De qì-Le psicolo 1ii.r vrlr. i s sc ()cupiÌm na Rússia? O fato de que sejam mârxist.r\ !ì;l(l:r tliz aincl:r sobre que tipo cle psicólogos vocês sâo. ( lonlrc.r'r'rtkr a popularidade de Freud na RÍÌssia, pensei a grrìrrr rPio rros :rclleristas: porqLle târÌìbém eles são rtt;rrxistas, rr,r\ , ) {lu( vocês têm não é umâ psicologia con-rpletamenre
( lÌrttlrtrì7 Nós tarnbérn somos s ocìâÌ - alemocratâs, mas tambén] sorrt<rs clarrvinistas e a1ém clisso copelnicanos". O fato (le íluc tinlìa Íazâo me é confirmaclo por LÌm argrÌmellto clecisi-

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v(), scgì,Ìndo rÌÌelr ponto de vista. Na verdade, n:-io chamarernos de "dârwinista" nossa biologia. Ìsso é algo que se ìnclui fìo próprio conceito de ciência, p()rque faz parte cla ciência o reconhecimento das mais irnpottantes concepções. Llm

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n]arxista historiacÌor nunca dirìa: "lìistória marxista clâ Rússia". Considclaria clue isto se depÍeende dos próprios fatos.

afora elrr. n:ìo pode e\istir. E, pel<.r contrár'ior lkdo qLtc )a\ existlLl e exjste de ver clade jntrlcntc científico nâ psicologia fâz parte dl psicok:rgìe rrir.rxisttÌ: essc coÌlccito a-r nÌris arìlplo que o clc cscola e incltLsive o cle cclrlente. (lcirtcicle cour c-r c()oceito cìe psìcologir cíentilico em gcr:iì. or.icle clueI c1ue se eslucle e sc ja qr-rem for clue o faça. É nesse ser-rticlo tlue lÌl<-,nski (1921) cn-rplega o Ìelmo de ''psic()logiiÌ científica'. E tenì toda raz:io. Tudo quc g()slaiíamos clc fazel, o signìlicacïo cle nossa reforma, nossa clisclepânci:r coIÌi os e1ì-ìpilist.Ìiì, o c;rr'átel funcl.ÌÌìleÌ-ÌtrÌl <lc |rossli ciêncìa, rìosso ol)jetivo e O V()ltLrìe cle noss:Ì tarcfa, scLL cor-rteúcio c'O rrrétocLo cle execllçiìo, tucìo isso se expressrì nesse tern]o. I-lnì terrìlo qLre mc satisfaria por corl. pLctO se DàO fosse clcsnecesshrio. Senclo lììais exato: o sigrìific:Ìcl() ji'i est,Ì claÍalÌìcrìtc cVidente: nâo Pr-rdc' acrescentar :ìbs()lutiLrìÌeDte nacla ao clrre já cliz a paÌavla qlre cìetern-rina. ['()lqLre psicoÌogia é rr rronrc de ttn:,tt ciattciu. ç niìo cie rìnì:r ()l)1.Ì cLc leaì .r'. , r.l. itrì irlrtr, s" 1',,tlr -cr \ren lfr,... \Ìnguúrìì fìL l..rri ent clrarlrrr clc :rsIr'onolrtiat a clescriç:ìo clct céLL rrtrtt'r lorrtncc; tanìp()Ll(() scfv( () rìorlc cle psicolc.rgia' ì de scr ic;i-ro clos pensiÌlÌeQt()s clc ÌÌ:rsliolnikov e clos cÌesvarios clc laclv Mlcbeth. Tudo <1rrc rìii() (l('sr'!r'\'(ì cientificanrentc a psiqrìc nlì() é Psi cologil, rnas rilgri rlistirto, (lualquer corsa: publici<laclc. r'esenÌra, cr<lnicrr, l itrrrÌl u r iì, líÍi( r, fiìosofia. nrentrlitl:rclc pcquc no Ìturgtteslt, slls:,urr,ì ('()ulIas coisns rli]. Ì)()t(lLÌc () rcrr-ì'ìo ''científico' r'lrÌ() síi r' ;rPLicrivcl ito ens:ìjo cle ÌJÌonsÌiì, cottto
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piìlÌ lì(is a questâo cleve sel formulacla irssirÌl: n()sst ciência sc t()r'tì1ÌÍri marxista nr rÌlcdirl:ì crlì q!Ìe se tonìlr'\'cr(ladeira. cicrìtilicrì; c ó precis:rnrentç à srilt tLansfomraç:-to etl verda deirl, c nio a coorclc'nri-1:t (ìor'Ì a teorìa de À4arx, q!rc' nos decLicalcrnos. 'f?Ìnto p.Ìra preservaI o legítimo si.ql]il'icarlo d:r p:rl:rvr':r, cclrlr.r pol responcler;ì essência do 1-rrclblern:r nlìo podeüros clizer: "psicologìa nt:tlxistar", no sentid() erÌì qLre sc diz: psic()logia associ:rtivâ, çxperinìental. enrpír'icrL, eidética. A psicol()gia malxìst.ì n:ìo ó unrl escola entre oLìirìs, Ììì:ìs x Írnica psiccllogia vercìacleira corÌìo ciênci2ì; outliì t)sicologi2r,

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TEoRIA E MÉToDo FM PSICOLOGIA

O SIGNIFICADO HISTÓRICO DA CRISE DA

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t.rìrl)crì1 às investigaçÒes de Mr,iller sobre a menìória e aos í \Iì,'rirììcntos de Kôhler com os macacos, e à doutrina do-s llrrri,rrls de Veber-Fechner, e à teoria do jogo de Gross, e à , l, rr rrr irr:r (l() treinâÍnento de 'fhorndike, e à teoriâ cla associa|,l' ' ,l{ AristóteÌes, ou seja, a tudo que na história e na atuaIr,l.r,[,[r.r'(r..nce ir ciência. E me atreveria inclusive a discritir' l,,l.r rlr', rrlir'(lue teorias, hipóteses e âÌgumentos, com certe;.r l.rl',,,'., rr'Írrt:rclos ou duvidosos, também poclern ser cicntílr( í,., l'i'r{lu(. o científico nâo cojncide com o arrtêntico.

seni o norne coltLtm cl< l(xlit ulna fanrília cle ciências. l)olque r-ì()ssir tarcfa nào consislc crn absolutc-t. ctt di|èrettciur rrosso

llrr,r ( lllr,lllir (lc teâtro pode ser absolutamente âulênticâ
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r,lr) r.r'r r i('rìlrli(:1. A teoria de Herbart sobre os sentimentos
)rììr) r'elâçÒes entrc representaÇÒes é indul)itar, lur, rrt, r'r rirrrclr, rlas tanbém inclLlbitavelmente científica; \Í,rììr'nt( os lirrs t os rneios determinâm o caráter científiccr ,ìr. r;rrrrlrlut.r' tc()r!. Pol ig99,,di2qr: "psicologla científica" é o rìr( r.lìr() (lu(' nìo ,rlizci íada. É mais válido dizer simpÌesr.nen1, 1:sir , rìr 'gi:r ' , rrrr , lrir l,,s
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Nlrcle rrrais n(is restâ do que aceitar esse nolÌìe. Ele enfa-

tizlì perfcitarìÌcÍìte o qlle buscamos: as dimen.sões e o contcúdo de lrossa talefa. Porq!Ìe esta nâo cor-ìsiste en-Ì criar
unl:r cscolâ J'LÌnto a outras escolas. Nem clelilÌìita Llma parte orr faceta cleterminacÌa, neÍì Lìm ploÌrlema, nem u rr-i proceclirìì( Dto de interpretaçâo cia psicologia, junto colll olrtras partcs, cscolâs etc., análogas. Trata-se de toda a psicologLa ent todo sua dinensã.o. de uma psicologia única, que não admitc ncnl.Ìum?Ì oLÌtrâ. Trâta-se de realizar â psicologia com()
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Por isso, cliremos simplesnìente: psicologia. O que faremos será explicar coÍì oLltl'os termos ouÌr?ts correntes e cscolas e separar delas o científico do nâo-científico, â psicologia cto empirismo, da teologia, do idealisnlo e de tudo nìais que aderiu a nossa ciência âo longo dos séculos de sua existência, como âo casco de uÌn transatlântico. Necessitaren'ìos cle terr.nos distintos pal zÌ outra coisâ: p2\t2 diuisâo sistenlática, nÌ.oderad'rmente logicct, metotlo/ó(I^s gica, ^ disciplillâs dentro da psicologia: falaremos assim cla psicologia geral e infantil, da psicologia animal e da psicopatolo!Ììâ, da psicokrgia diferencial e cla comparada. Psicologi:r

trabelho cìe todo o tral)allìo psicológico do passzido, mas en.r tttti lo nttm só conjutìt() sobrc urla nova bzrse colll ttìcLo qLrc foi estucLiLdo cienti fic:L n clìte peìa psicologia. Nào qucrenìos clifererìci:rr nossa escoll cla ciência, nÌiÌs esta do n:ìo-cienrífi co, a Psicologia cia nr-to psìcoloeia. Essa psicologia cle qr"re frtllmos ainda nâo exist!.; terr'r de ser criacla e nâo por ulììa só escollt. Muitas geraÇÒcs cle psicólogos tlabaÌhan nisso, co1ì1o clizia Janres: a psicologi:t terã seus gênios e seus invesli!Ìeclores rt-iOcleslos, rniÌs o (Ìtìe srrgìl cìessc ttxl)âlho conjUrìt() (Le !Ìeriìcòes cle gênios r-: clc simples 1Ìlcstrer (12Ì ciência ser:i. ple, (,\.,1ìl( r)l(. psitOlOgrlr. L('rìì \sc n,)rÌÌ( n,):5,1 (rèÌt, iJ crìlrirÌ' ' na r-rovrt sociedade, n() limiar da qual comcça:l se e-strLltular. Ser rìonos cla velcíecle s<tble a pessoa e cla pr(iprìt i)(ss()e é lmpossívc1 enqìJânto :r hrrmanidnde nic> fol clon:r cla vclcìacle sobr-e a socieclade e tla própria socieclucic. Ao cor.ìtraÌrì(), na nova socieciacle nosslr ciência se erìcontrzrLíi no centr() cL! i,icÌa. "O salto clo leino cìa necessiclacie lo leino cla liltenlacle' coloclr:i incvilâveìnìcntc';ì questl-ìo cl<t clon-rínio cle nosso próp|io ser, cie subolrliI,rá-lo a nós nìcslììos. i-\esse scÌìÌido. tìnlìiÌ rxzâ() Pirvlor', ao clcnominar nÕss!ì ciêncit cle:r úlrinta ciência clo hornern enclrr:rnt() tal. Sel,Ì, com ei'cito, u úÌti nrzL cìônciir do períoclo IÌìstórico cla huurarniclacle ou a ciência cla plé-histór'ia dessa hr-uuanicLade. PorqLrc a nossa socieclacÌe cri:rrá o lton-rcm novo. Flla se cla refirncliç:ìo do hçrnrcm como cÌe urn tlaçt> clistintivo clrr nova hr.rrtr;trriclacle e cl:r cliuç'âct urtificial cÌe trnra nova ciênciii lrioÌógica, polquc cssiÌ nova hu, manìclacÌe ser'á a úrnica e l plirneìra espécie nova nâ l)iologia clttc se cria :r si mesnìa ( ... ) Nir fLÌtlrraÌ socieclade, a psicologix será, na verclacle,:r cìência (lo l-ror-Dem novo. Senì ela, .l perspectiv2ì clo marxis, mo e cla Iristirr ia cla ciôncia seria incontplerzr. No entanto, essa ciô,ìci1ì do lrOrDeÍrr novo seriÌ txntl)énl psicologia. Ì)ara i.sso já ÌrOjc rìrJntc'ììo.s sr,ras rédeas enÌ nOssas n-ìiìos, Ntìo ó prcci." <l z, l ,l.tr'( sì:l l'{i(ul .e.l;e l.tic!' t.i '.1',l)('Lt(,) r ur-ì a :Ìtual c()nì{). torrIt,r'nre Palavras de Spìnoza ir constcllrcìcr clo C:ìo se p:ìrccc r() t.rt ltorrr.r, animal laclllrclrtr ( Ijtìcu. tcoter
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17. Escoli()

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