DIREITO TRIBUTÁRIO 06/03/2012 - Atividade econômica = geração de riqueza: Está presente nas esferas da família, da empresa e do Estado.

Em regra o Estado não deveria exercer atividade econômica, porque está é deferida à iniciativa privada. A noção de atividade econômica é intuitiva, pois aprendemos o que é da nossa própria experiência, pois está ligada a produção de bens. Existe outra atividade que é captar e aplicar moeda. É uma atividade de intermediação financeira, pois estes recursos serão aplicados na produção, e, portanto é denominada de atividade financeira. O fato financeiro é diferente do fato econômico, porque este está para a atividade econômica de produção de bens, como o fato financeiro está para a atividade financeira de captação e aplicação de recursos. A atividade financeira pode financiar a empresa através de contrato de mútuo ou o déficit do Estado através do banco que pode emprestar dinheiro. - Atividade financeira do Estado: O Estado desenvolve uma atividade financeira. Esta atividade tem características: 1. Presença constante de uma pessoa jurídica de direito público interno. 2. É exercida por autarquias e empresas públicas que vão gerir a entrada e saída de recursos em moeda. 3. Conteúdo monetário. Entrada e saída única e exclusivamente de moeda. 4. Natureza instrumental, ou seja, a atividade financeira não é um fim em si mesmo. É dirigida para um objetivo que a transcende, e este objetivo tem como conteúdo algo que se definirá dependendo do papel que o Estado assuma na sua Constituição. - Modelos de Estado: Diante da historia da humanidade, constata-se que há dois modelos de Estado:  Mínimo: Neutro, cujo perfil é desenhado pelo ideal Liberal, que privilegia o eu.  Provedor: Assistencialista, intervencionista, que privilegia o socius. - Características do Estado Mínimo: 1. Deve se limitar as suas funções indelegáveis: prover justiça, legislar e administrar. 2. Exercício do poder de polícia, porque é essencial a ordem interna. 3. Provimento de saúde pública e adoção de políticas públicas para prover o saneamento. 4. Sigilo fiscal e patrimonial, ou seja, bancário. 5. Estado fora da economia, se limitando a suas funções indelegáveis por ser um “mal necessário”. - Características do Estado Provedor: 1. Ganha força após a 2ª Guerra devido ao depauperamento dos países. 2. Ampliação das atividades do Estado. 3. Ações de previdência social, assistência e saúde. 4. Intervenção na economia através das autarquias, sociedades de economia mista e empresas públicas. 5. Agente redistribuidor da renda.

6. Limita o poder de dispor, usar e gozar atribuindo a propriedade uma função social. 7. Utiliza o tributo como função extrafiscal, ou seja, política tributaria. Não obtêm receita tributaria apenas para suprir os cofres públicos, mas também para instituir impostos e contribuições que tem por objetivo redistribuir renda. 8. Os gastos públicos serão impregnados de caráter social porque serão direcionados para a atividade social. 9. Os orçamentos refletem déficits constantes e periódicos resultantes de uma escolha política do Estado de se financiar através de captação de moeda estrangeira providas pelas grandes instituições internacionais. Déficit crônico orçamentário por a despesa ser sempre maior, levando ao refinanciamento constante. Finalidade financeira do Estado, portanto, será definida através da opção política do governo. - Atividade Financeira: A atividade financeira pode ser sistematizada em 4 segmentos: 1. Receitas: Ingresso da moeda nos cofres públicos. 2. Orçamento: Autorização constante do que fazer com a moeda. 3. Crédito público 4. Despesas públicas: Aonde se aplica o dinheiro. Essa sistematização também ocorre na economia privada e na economia familiar. A partir do momento que estes fatos passam a ser positivados no ordenamento jurídico, fala-se em Direito Financeiro.  A receita (ingresso – entrada de dinheiro): possui diferentes modalidades: 1. Movimentos de caixa - São valores transitórios dentro do patrimônio estatal, ou seja, estes não se agregam ao patrimônio, em razão do negocio jurídico. Não provocam, portanto, ou aumento no patrimônio estatal. Ex: cauções (dados em garantia), depósitos (permanece no patrimônio enquanto discute-se direito, dado também como garantia de pagamento, provocando o congelamento da dívida. Se ao final da discussão, o contribuinte ganha, ele recebe de volta o valor do depósito. Entretanto, se perde, o valor é convertido em renda se tornando receita), empréstimos (destinado a permanecer no patrimônio do mutuário no tempo preconizado). 2. Receitas propriamente ditas – stricto senso – permaneceram no patrimônio estatal e se dividem em originárias e derivadas. As originarias basicamente provem de terceiros ou da própria atividade do Estado e podem ser obtidas a titulo gratuito (ex: bens vacantes que são bens de ausentes que após um tempo passam para o Estado, heranças jacentes que são bens que não tem sucessores e revertem para o Estado, e doações puras, ou seja, em dinheiro), e a titulo oneroso (ex: alugueis de imóveis, arrendamentos que seriam alugueis de imóveis rurais, juros provenientes de empréstimos dados pelo Estado a terceiros , royalties que é a receita de exploração de bens móveis do Estado, preços que são a remuneração de contratos de fornecimento de bens e serviços, e tarifas públicas que é o sistema de exploração econômica através de concessionarias como pedágios, taxas sobre gasolinas, etc. Estes últimos dois tipos provem da intervenção do Estado no segmento econômico). As derivadas são chamadas assim porque derivam do patrimônio de terceiro através de coação e comandos e compreendem: indenização de guerra (ressarcimento imposto pelo país vencedor ao vencido), o dinheiro que vem do confisco daqueles que

tem seus bens expropriados (casos previstos no ordenamento), multas pecuniárias (penalidades, ou seja, sanção de ato ilícito) e tributos. - Direito Tributário: O Direito Tributário vai tratar de um tipo especifico de receita, o tributo. Os tributos são tipificados pela CF, implementados pelo CTN, provém do patrimônio particular, são uma transferência de renda, e são deslocados do setor privado para o público de maneira coativa, ou seja, compulsória. Exerce um papel muito importante, porque não existe Estado Moderno sem tributo. A carga tributaria varia conforme tempo, espaço e nacionalidade. Eles retornam para o contribuinte nas políticas públicas de bem estar social e qualidade de vida.  Espécies (previstas na CF): 1. Imposto 2. Taxa 3. Contribuição de Melhoria 4. Empréstimo Compulsório 5. Contribuições Para fiscais, se destacando as Contribuições Sociais, destinadas a financiar a seguridade social. - Definição jurídica de tributo: art. 3º do CTN.  Dissecando o artigo: A. “Toda prestação”: direito tributário não é direito real. Prestação é o objeto da relação jurídica obrigacional. A obrigação está destinada a se extinguir pelo inadimplemento ou pelo tempo. Portanto, revela-se o caráter obrigacional do direito tributário e a sua natureza pessoal e de crédito.

08/03/2012 B. “Pecuniária”: prestação em moeda. Conteúdo eminentemente monetário, revelando a atividade financeira do Estado. C. “em moeda”: redundância. D. “ou cujo valor nela se possa exprimir”: Deu margem a duas interpretações da doutrina: (1º) a prestação poderia ser paga in natura ou in labore. Entretanto, na contemporaneidade, a prestação tem que ser paga em dinheiro porque o Estado faz seus negócios em dinheiro. (2º) fixar o valor em moeda através de um indexador, ou seja, pegar outros valores que o Estado recebe e transformar em moeda. E. “compulsória”: tributo é pago independentemente da vontade do contribuinte. A fonte desta obrigação não é a vontade do individuo, é a lei. O que dá nascimento a obrigação é a concretização do fato gerador e não a vontade do indivíduo. F. “que não constitua sanção de ato ilícito”: colocar esta disposição no artigo foi uma medida pedagógica do legislador. O Estado muitas vezes usou o tributo como uma sanção para punir a ilicitude. Entretanto isto é um vicio histórico, porque o tributo ele deriva de situações econômicas e/ou da atividade estatal, e estas serão sempre situações licitas. O fato gerador não se contamina com ilicitude ainda que a fonte seja ilícita, ex: tributos pagos por bicheiro. Ao contrario da norma que institui uma penalidade, uma vez que esta

sempre deriva da ilicitude. Então o legislador quis chamar a atenção para que o tributo não seja utilizado com caráter punitivo. G. “instituída em lei”: a fonte do tributo é a lei. Entretanto o que dá nascimento ao tributo é o fato gerador, que ocorre quando a hipótese de incidência da lei se concretiza. H. “cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”: é uma atividade realizada pelo credor, que nesse caso não é um particular, mas sim o Estado. É um ato vinculado porque não há margem de escolha do agente administrativo em praticar tal ato, é um poder-dever do agente, não há discricionariedade. Isso porque, o tributo é um bem público, já que exprime dinheiro do povo, e, portanto, só a lei poderá dispor sobre a sua utilização. O administrador não poderá escolher quando cobrar, quanto cobrar e se vai cobrar tributos, apenas a lei. - Classificação dos Tributos: Há diversos entendimentos.  A primeira escola entende que tributo é tudo a mesma coisa e, portanto não suporta nenhum tipo de classificação. Entretanto esta não encontrou guarida no Direito Brasileiro.  A segunda é bipartida. Entendia que existiam apenas duas figuras tributarias: taxa ou imposto. Ela ainda ecoa no nosso atual sistema, trazendo outra acepção do termo vinculado. É um critério distintivo que ainda é valido no nosso Direito, pois distingue o tributo levando em conta o critério material do fato gerador. Este pode conter uma atividade estatal ou pode, por exclusão, tratar de um fato do contribuinte, ou seja, um fato qualquer da vida. Os tributos que tivessem como núcleo, fato do contribuinte, seriam os não vinculados, porque não há presença estatal nestes fatos, são relacionados ao custo da vida em sociedade. Os que têm como núcleo a atividade estatal, seriam os vinculados, precedendo uma atividade estatal, que faça um nexo da presença estatal, seja através do exercício de poder de polícia ou de um serviço público, e pagar um tributo.  A terceira é tripartite, que entende que os tributos se dividem em: imposto, taxa e contribuição de melhoria. Está presente no CNT, art. 5º. Apesar de a terceira estar acolhida no CNT, a jurisprudência do STF entende que ela não corresponde à realidade tributaria brasileira.  A quarta classificação vai dizer que os tributos são: impostos, taxas, contribuição de melhorias e outras contribuições e também não foi aderida pelo Supremo.  A quinta é que veio a ser acolhida pelo STF, por englobar as figuras do imposto, da taxa, das contribuições de melhoria, das contribuições parafiscais e os empréstimos compulsórios. Esta jurisprudência é pacífica.

13/03/2012 - A tendência hoje no Brasil é que os tributos sejam arrecadados sem a necessidade de lançamento. Se não pagou a dívida vai direito para a lista de dívida ativa da União. - Imposto: Tributo é gênero e imposto é espécie. Para entendermos melhor o imposto, temos que focar a nossa atenção na atividade do Estado de serviço público (é ele que justifica a existência do Estado). Os serviços públicos são de duas ordens, ou são geral e indivisível ou especifico e divisível. Esses serviços gerais são prestados pelo Estado em

caráter universal, são destinados de maneira difusa, de maneira a atingir a coletividade como um todo, pela própria natureza desse serviço é e insuscetível de afetação (direcionálo a um certo grupo de indivíduos). É destinado à proteção da nação (ex. Ministérios, forças armadas). Esse tipo de serviço vai ter que ser custeado de alguma maneira, esse dinheiro pela própria lógica da constituição ele provém do imposto, que um tributo genuíno. A receita dos impostos por princípio constitucional não podem ser alocadas (art. 167, IV, CF), carimbadas para esta ou aquela atividade (para um fundo de despesa específica), senão aquelas exceções previstas no art. 167 da CF. O imposto é subsidiado pelo principio da capacidade contributiva, que é uma idéia que deriva da capacidade econômica, a aptidão que o administrado tem de gerar riqueza (produção de bens e serviços), seja ele quem for. Esse princípio é inspirado no princípio do sacrifício social. Essa é uma judicialização da capacidade econômica rotulando-a como capacidade contributiva. Todos devem contribuir desde que tenha capacidade para contribuir. O legislador deve escolher determinadas situações materiais (ex. aquisição de renda) evidenciadora da capacidade contributiva, tipificando-as como fatos geradores da obrigação tributária.  (art. 16, CTN): “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade Estatal específica relativa ao contribuinte”. Significa que o fato gerador ocorre, sem que deste pagamento o contribuinte possa pleitear, reclamar, do Estado uma atividade dele com relação a ele, contribuinte.  CLASSIFICAÇÕES: 1) Quanto à competência do ente público: CTN, arts. 153, 155 e 156. Dizem quais os impostos que podem ser instituídos pelas entidades públicas. Há 4 entidades que podem instituir impostos: União, Estado, DF e Município. A CF não cria impostos, ela autoriza a criação de impostos. • União: Há 7 impostos privativos da União, e tem como fato gerador a nata da economia, ou seja, atingem segmentos fundamentais para a nossa economia capitalista. Reservam-se os impostos federais ao comércio exterior, a produção comercial, as instituições financeiras, a renda e mais algumas incidências. Há uma centralização de receita na União. Não existe imposto sobre grande fortuna, porque apesar da autorização da CF, não há lei complementar definindo o que é grande fortuna (art. 153, CTN). • Estado e DF: Os impostos estaduais de competência dos Estados e do DF são os incidentes sobre a transmissão de bens causa mortis, circulação de mercadorias e sobre veículos automotores (ex. IPVA) – art. 155, CTN. • Município: Ao município compete o IPTU, o imposto de transmissão inter vivos e imposto sobre serviço (art. 156, CTN). 2) Arrecadatória ou de natureza extra fiscal – A função arrecadatória se revela no objetivo de trazer recursos para o erário, para o Estado. Já os extra fiscais eles tem uma finalidade, visam um objetivo, identificado como um tipo qualquer de política pública (ex. IOF). Essa função do imposto extra fiscal atinge interesses na ordem social. 3) Reais e pessoais: • Reais: Se opõem a noção de impostos pessoais, se referem ao objeto do imposto, leva em consideração o bem tributado (ex. IPVA). Se preocupa com a natureza do bem, fixando a alíquota de acordo com a essencialidade do bem. • Pessoais: Já quando é pessoal, o imposto leva em consideração o aspecto subjetivo do bem tributado. Os impostos sempre que possíveis serão pessoais, levarão em consideração a capacidade contributiva do indivíduo (ex. imposto de renda).

4) Seletivos e não seletivos: • Seletivos: Quer dizer que é baseado numa decisão política do legislador de tributar, dependendo de critérios políticos. • Não seletivos: Nos não seletivos não há obrigação do legislador determinar qual será a alíquota que incidirá sobre este produto. 5) Fixos e variáveis: • Fixo: Não leva em consideração o produto da atividade exercida pelo Estado, é definida uma determinada quantidade de moeda. • Variável: Vai ser de uma tributação proporcional ou terá uma tributação progressiva. Na proporcional vai haver uma alíquota constante e o que vai variar será a base de cálculo. O imposto nada mais é do que a resultante de uma multiplicação de um valor (alíquota) vezes o valor tributado, dividido por 100. Já na progressiva, o legislador vai pegar aquela base de cálculo inteira e dividir, segmentar em faixas, segmentos (ex. imposto de renda, em que a primeira faixa não paga nada, é isenta, a segunda faixa paga uma certa porcentagem, já uma terceira faixa paga uma porcentagem a mais do que a segunda faixa, e assim por diante). Essa tributação progressiva será mais impactante e mais alta na medida em que o contribuinte for mudando de faixa, for obtendo maior riqueza. É o imposto mais justo, pois quem ganha menos deve pagar menos, já quem ganha mais deve pagar progressivamente mais. • Regressivo: Nos impostos que caem sobre o ato de consumir, o fenômeno se dá de maneira regressiva, de maneira inversa. Não levam em consideração o poder econômico de quem está consumindo, como o imposto incide sobre o consumo ele vai desfavorecer os menos favorecidos. 6) Diretos e indiretos: • Diretos: Incide sobre o patrimônio do contribuinte. E a legislação do imposto, não permite que este ônus seja transferido pelo contribuinte para um terceiro, que por acaso adquira bens ou serviços por ele produzidos. • Indiretos: O ônus financeiro da tributação pode ser transferido para o adquirente do bem ou do serviço. Apesar de o ônus do tributo ser direcionado para A, quem o suporta é B, no momento que adquire bens ou serviços de A. No momento que B transfere dinheiro para A, A separa o valor do imposto e direciona para a fazenda pública. A é o contribuinte de direitos, ou seja, a Fazenda cobra dele se o tributo não for pago. Entretanto B é o contribuinte de fato, porque, ele é de fato quem arcou com o ônus financeiro de pagar a mais por produto ou serviço que estava com uma carga extra para suportar o imposto. 7) Cumulativo e não cumulativo: • Cumulativa: A tributação cumulativa admite a superposição de incidência, a matéria prima do produto vai pagar imposto tantas vezes quanta essa matéria prima sair de estabelecimento da linha de produção econômica. O tributo será cobrado a cada etapa da circulação. Significa que o produto chega ao consumidor final com o preço muito elevado. • Não cumulativa: Na não cumulativa a matéria prima vai pagar o imposto uma única vez, cada agregação que o produto sofrer só vai ser tributado uma única vez, é uma forma de desafogar o produtor da carga tributária, pois o preço do produto fica mais barato. Transfere o ônus dos impostos para o consumidor final, desobrigando os produtores. 8) Monofásicos e plurifásicos: Os impostos de maneira geral são plurifásicos, vão atingir mais de uma fase, toda vez que o produto circular na cadeia de produção até chegar ao consumidor vai incidir o tributo. Já os monofásicos são impostos que vão

gravar numa única fase o produto estratégico (que são importantes para a economia) ex, petróleo, óleos, combustíveis, ouro. 9) Quanto à materialidade do fato gerador: O CTN vai levar em consideração o núcleo do fato gerador. Não está prevista na constituição, mas no CTN. De acordo com a jurisprudência do STF não tem maior repercussão. 15/03/2012 A idéia subjacente à idéia de imposto é que eles são destinados a financiar os serviços públicos dirigidos de maneira difusa. - Espécie Tributária:  Taxa: Não tem como fundamento os serviços públicos gerais, mas atividades específicas e divisíveis. A taxa é um tributo vínculo, o dever de pagar um tributo está vinculado á realização de uma atividade estatal (fato gerador). Se não há atividade estatal não há o dever jurídico de pagar a taxa. É um tributo de competência comum, portanto, pode ser instituído pelos 4 indivíduos políticos do poder executivo (União, Estados, Municípios e DF – art. 145, CF). Mas essa taxa tem que ser cobrada relativamente às atividades federais (ex. ser a taxa de competência estatal). - Tem seus pressupostos de incidência no art. 145, CF. Esse tipo de atividade se traduz em 2 tipos: 1) Exercício de poder de polícia (ex. taxa da polícia federal para expedir passaporte): O CTN determina o que é poder de polícia no art. 78. Há certos direitos cujo exercício deve ser conciliado com o interesse público, cabendo ao Estado policiar a atuação do indivíduo, portanto, o Estado interfere, delimita, ato praticado pelo particular, porque esses atos podem afetar a coletividade (ex. construção de um prédio, a instalação de uma empresa que devem obedecer às leis de zoneamento, segurança, etc.). A taxa de polícia é cobrada em razão da atividade do Estado, que verifica o cumprimento das exigências legais pertinentes e concede a licença, autorização, alvará, etc. atendendo Portanto, esse poder de polícia tem que estar dentro do parâmetro legal, observando o devido processo legal. Não há limitação para as taxas, elas são de decisão política. A atuação fiscalizadora do Estado visa, em rigor, ao interesse da coletividade e não ao do contribuinte da taxa, apesar que é este contribuinte que provoca a atuação do Estado, justificando a imposição da taxa. Alguns pontos da taxa de polícia estão tendo maior atenção do STF, estabelecendo algumas mudanças nessa taxa, para adaptar a jurisprudência antiga aos novos tempos. 2) Prestação de serviço público (art. 145, II, CF): A chamada taxa de serviço se baseia na prestação de serviço público, cuja utilização possa ser feita de maneira efetiva ou potencial. São serviços específicos e divisíveis (art. 77, CTN). a) Específicos: Aparelha o serviço público, o segrega do conjunto de serviços prestados pela administração, atribuindo aquela atividade a um órgão da administração (ex. serviço de prestação de socorro e incêndio). A partir do momento em que o Estado se aparelha para executar o serviço, está atendida a exigência da especificação. b) Divisíveis: Significa que você pode medir a intensidade daquela atividade auferida por aquele particular, naquele serviço público. São aqueles serviços suscetíveis de serem fruídos isoladamente por cada usuário.

 Há duas maneiras pela qual a utilização é usufruída pelo contribuinte: a) Efetiva: É uma fruição, está ligada à utilização real, está ligada a um fato (ex. taxa judiciária – é devida em razão da fruição do sistema judiciário). Não seria justo que essas despesas incorridas pelo Estado tenham que ser pagar por toda a sociedade, e sim por aquele beneficiário da atividade. “A cobrança de taxas de serviço de todo um grupo de pessoas a que o serviço se destina pode ser fator de viabilidade econômica, ou até mesmo a sua eficiência, o que não ocorre com outros tipos de serviços, cujo uso limitado não compromete a eficiência, inexistindo razões para cobrar taxa também de quem deles não se sirva”. b) Potencial: É uma utilização virtual, é como se fosse uma ficção. A utilização desse serviço é obrigatória pela lei administrativa, por isso se fala que ela é compulsória (ex. Utilização de coleta de lixo pela COMLURB). A utilização que dá margem a cobrança não leva em consideração se a pessoa está usando o serviço ou não, pois esta é uma utilização potencial. Mas o fato de a pessoa não estar recebendo este serviço por este não existir na sua região, permite o não pagamento desta taxa (ex. A região não tem coleta de lixo feita pelo serviço público). Portanto, o serviço de coleta de esgoto não deve ser cobrado apenas de quem efetivamente o utiliza, pois o indivíduo que tem à disposição é titular de uma vantagem econômica, a qual não é acessível a outros indivíduos que residam em locais não beneficiados com a rede de esgotos. Portanto, não seria justo que os usuários efetivos do serviço arcassem sozinhos com o custo total da atuação do Estado, que beneficiária também seus vizinhos, por estarem à disposição deles. A utilização do corpo de bombeiros num incêndio também é um serviço potencial, mesmo que você nunca utilize esse serviço você vai ter que pagar pela taxa de incêndio. Para que a taxa seja devida basta que o serviço esteja em efetivo funcionamento. OBS: “A razão de ser da taxação do uso potencial está, em nosso ver, em que há atividades para cuja execução o Estado se aparelha, mas que podem não estar à disposição de todos os indivíduos da comunidade (é o caso do serviço de coleta de esgoto). Outros serviços, ao contrário, são acessíveis a todos, como, por exemplo, o serviço funerário e a administração judiciária”. “Quanto aos serviços (divisíveis) que o Estado põe à disposição de toda a comunidade (ex. serviço funerário, administração da justiça), se se quiser cobrar de todos os membros da comunidade não é preciso criar taxas, eles podem ser financiados com os impostos. A razão de ser taxa está exatamente em que ela pode ser cobrada apenas de quem efetivamente utilize o serviço”. OBS: Algumas questões controversas são levantadas com relação ás taxas (ler Luciano Amaro, pág. 55/63, Direito Tributário Brasileiro).  Taxa ≠ Preço: Elas têm perfil próprio, mas enquanto o preço pertence à seara do direito privado, sendo uma obrigação contratual, a taxa é um tributo, sendo a objeto de uma obrigação instituída por lei. O preço é assumido voluntariamente, enquanto a taxa de serviço é imposta por lei a todas as pessoas que se encontrarem na situação de usuários (efetivos ou potenciais) de determinado serviço estatal. Em que medida determinado serviço público pode ser remunerado por taxa ou por preço? - Essa discussão está discorrida no livro do Luciano Amaro, págs. 63/68. Existem serviços públicos que são prestados de maneira obrigatória, o Estado neste caso está investido do poder de soberania, esses custos, então, não podem ser

ressarcidos mediante preço, mas por taxa. São insuscetíveis de delegação. Já o preço não é um tributo, o regime sendo tarifário não é um tributo. Então em que medida determinado serviço deve ser ressarcido por taxa ou preço? Haverão serviços públicos que podem ser ou não remunerados por taxa, depende da decisão política do legislador (ex. telefonia está sob o regime tarifário, assim como o serviço de água). “A atuação do Estado, nessas situações, é análoga à que ele desenvolve no exercício do poder de polícia, pois ele age no interesse da coletividade, provocado por um fato ou coisa do particular. Se se trata de tarefas que devem ser feitas (no interesse da coletividade, e não apenas do indivíduo), sua execução não pode ficar na dependência de um contrato com o Estado (para cobrança de um preço público). Assim, o Estado adstringe-se a adotar a figura da taxa, se o serviço (que ELE executa) deve ser realizado por imperativo de ordem pública. Por outro lado, se o serviço puder ser remunerado por preço público por não apresentar as características que o restrinjam à remuneração por taxas, o legislador pode optar pela adoção do regime de taxas. Em suma, há situações em que o legislador (à vista da execução de um serviço divisível pelo Estado) só tem a via das taxas. Noutros casos, para os quais seja possível o preço público, o legislador pode optar entre adotar o regime jurídico das taxas ou dos preços públicos”. “Adotado o regime jurídico do preço público (em casos em que o Estado não esteja adstrito a utilizar a taxa), sua cobrança dependerá do que estipular o contrato com os indivíduos que o solicitarem a prestação do serviço. Os preços só poderão ser cobrados nos termos do contrato FIRMADO”. OBS: Se a taxa é tributo, ela tem que ser “compulsória” (no sentido de obrigação imposta pela lei), aspecto que é da natureza de qualquer tributo. 20/03/2012 - Contribuição de Melhoria: - Modelos (Inglês x Alemão): O primeiro surgiu na Inglaterra, foi percebido que os imóveis próximos ao rio Tamisa, onde seria realizada uma obra pública, seriam mais valorizados, dado os benefícios que iriam decorrer dada a proximidade desses imóveis perto do leito do rio, então foi feito um estudo para delimitar uma zona de valorização, e dentro dela estabelecer coeficiente de valorização dentro dos imóveis. É de justiça que essa obra tenha seu custo arcado inteiramente pelas transações monetárias, eles entenderam que aqueles imóveis que se beneficiassem dessa obra pública, deveriam arcar com ela. É a chamada contribuição de melhoria, betterment tax. O que se observou é que de 85 para cá, nas subseqüentes constituições o texto constitucional foi comendo as palavras na definição da contribuição de melhoria, a tal ponto que na constituição de 88 em seu art. 145 não se toca no termo contribuição de melhoria. Essa questão foi levantada na doutrina e levada ao tribunal, estaria o legislador abrindo uma brecha para a instituição de um modelo que não fosse o modelo inglês? Existe um segundo modelo, que não é o de contribuição de melhoria, que foi criado pela Alemanha. Ela, para custear o esforço de reconstrução das cidades e centros um imposto, a mera construção da obra foi entendida como um benefício, independentemente de valorização imobiliária. - Modelo utilizado no Brasil: Então, qual seria agora com a CF/88 o modelo de contribuição de melhoria? O STF entendeu que a contribuição de melhoria é a do modelo inglês, a despeito da lacuna em lei que fala somente em realização de obra pública. O Dec

195/67 foi recepcionado pela nova ordem constitucional, ela é que disciplina a instituição da contribuição de melhoria e está vigente. . (art. 81, CTN): É de competência comum, qualquer pessoa política (Município, Estado, União, DF) é competente para instituir contribuição de melhoria. Deve decorrer de valorização imobiliária e esta deve ser decorrente da obra pública, o tributo não se legitima pela simples realização da obra. . (art. 82, CTN): vai estabelecer o devido processo legal. É necessária uma lei para estabelecer a contribuição de melhoria. É estabelecido o projeto, o valor de absorção, a valorização. Dada essas peculiaridades verifica-se que a instituição dessa contribuição é tumultuada, complicada, razão pela qual essa espécie tributária é escassa, há pouca atenção focada nela. - É um tributo vinculado, pois existe a presença da atividade estatal, já que é feita uma obra pública pelo poder público, não é uma obra privada. Outro componente que aproxima a contribuição de melhoria dos impostos é a valorização do imóvel. Algumas questões foram ventiladas na jurisprudência, mas não é bastante essa referencia tópica para nós atribuirmos uma maior atenção ao tema. A outra questão importante é que a teologia da contribuição de melhoria atende ao principio jurídico e ético da vedação ao enriquecimento sem causa. Pois os proprietários desses imóveis não podem enriquecer a custa do poder público. - Empréstimo Compulsório: É o ingresso de recursos temporários nos cofres do Estado, pois a arrecadação acarreta para o Estado a obrigação de restituir a importância que lhe foi emprestada. É uma figura híbrida, aparentemente contraditória.  Empréstimo: É um negocio jurídico num mútuo de coisa fungível, esse termo evoca uma modalidade de negócio jurídico bilateral regido pelo direito das obrigações, pois o contrato de empréstimo requer uma exteriorização da vontade, a relação jurídica é uma manifestação de vontade.  Compulsoriedade: É uma característica do tributo, em que é irrelevante a pessoa querer ou não pagar o tributo, desde que a o fato gerador ocorra ele deverá pagar o tributo, independe da vontade da parte. Então como posso conciliar essas duas expressões? Isso suscitou controvérsia na doutrina, criando várias correntes: 1) Nas correntes doutrinárias mais antigas entendem que o empréstimo compulsório é uma forma de requisição, no qual o poder público pode se medir na posse de determinado bem para situações emergenciais. Porém, essa corrente não prosperou. 2) A segunda corrente formulada entende que o Estado passou a determinado momento histórico a intervir no processo econômico, a intervir na sociedade, pois o Estado precisava intervir em determinados segmentos que não davam lucro para a iniciativa privada, o Estado teve que intervir para cumprir esse papel. Esse processo de intervenção do Estado que se deu pela descentralização, não se deu só no domínio econômico, mas na vida dos cidadãos através de uma série de medidas que limitavam ou restringiam o direito individual e através do direito de polícia. Essa segunda concepção tem como pano de fundo essa realidade. Identificou no empréstimo compulsório um contrato coativo de direito público. 3) A terceira corrente é a de que o empréstimo compulsório é uma modalidade de tributo restituível. A circunstancia de ser um tributo restituível não é bastante suficiente para descaracterizar a natureza tributária do empréstimo compulsório. Mas nem sempre esta foi a visão do STF, que chegou a entender que o empréstimo compulsório não é tributo (S. 418 STF, essa súmula foi editada anteriormente à CF/88). O tratamento constitucional do empréstimo compulsório variou no tempo, surgindo interpretações contrárias do STF.

Mas a partir de 88 o STF entendeu que empréstimo compulsório é uma modalidade de tributo. - A CF/88 pôs freio ao empréstimo compulsório, pondo competência exclusiva da União e feita somente por lei complementar, que tem um quórum mais difícil de ser alcançado. Nesse tributo o produto de sua arrecadação está vinculado à instituição do empréstimo, não pode, portanto, utilizar esse dinheiro em outra atividade pública que não seja aquela de necessidade pública (art. 148, § ún., CF). O art. 15 do CTN não foi recepcionado pela CF/88 pois ela contempla de maneira taxativa as hipóteses em que pode ser instituído empréstimo compulsório, o art. 148, CF estabelece que a União mediante lei complementar poderá instituir empréstimos compulsórios, cujo fato gerador será instituído pela lei. - São condições de procedibilidade: Despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública ou guerra efetiva ou iminente (art. 148, I, CF), não podendo ser esperado o início do período seguinte, mas no próprio exercício financeiro. Pode ainda instituir empréstimo compulsório quanto a investimento de caráter urgente e de relevante interesse nacional (art. 148, II, CF). Deve ser um investimento público (mobilização de capital que vai se identificar numa obra pública) e a despesa deve ser vinculada à receita do empréstimo compulsório. Porém, constituição não indica quais os possíveis fatos geradores dos empréstimos compulsórios, define apenas situações. - Foi vedada a instituição, através de medida provisória, do empréstimo compulsório em matérias reservadas à matéria de lei complementar, pois ofende a CF em seu art. 148. Atualmente não há experiência, nem repertório legislativo envolvendo empréstimo compulsório. - Contribuições Especiais (Parafiscais) - art. 149, CF: O termo parafiscal é historicamente utilizado pelos sistemas tributários, é o que explica melhor a natureza desse imposto. Esse dispositivo está inserido dentro do sistema tributário nacional, nos revelando a sua natureza tributária. Se você movimentou a maquina pública quem deve arcar com a contribuição é quem se beneficia dela. O fundamento ético e jurídico é o da solidariedade, esse processo de intervenção o Estado não pode fazer sozinho. Então o Estado se descentralizou, com as autarquias, sociedade de economias mista e empresas públicas que são autônomas financeiramente. O dinheiro arrecadado iria diretamente para esses entes, é um direito arrecadado paralelamente, por isso se chama de para fiscal. É um recurso financeiro destinado a financiar o alargamento da atividade estatal no âmbito de políticas públicas de caráter social. O Estado passou a atuar dentro do processo econômico como um agente redistribuidor de renda, relocando renda para socorrer segmentos menos privilegiados na ordem social. 22/03/2012 ⇒ Contribuições Especiais (RE 138284): A denominação “contribuições especiais” utiliza-se para separá-la das contribuições sociais, que são as da seguridade social. E também, senão, seria denominada parafiscal, que é uma expressão em desuso, que dá uma idéia de paralelismo. O Estado se descentralizou e esses tentáculos do novo Estado previdenciário precisavam ter autonomia financeira. Grande parte das contribuições são arrecadadas pelo tesouro nacional, porém, antes elas são destinadas à seguridade social. O julgado RE 138284, entendeu ser constitucional essas contribuições em que sobre o

tributo se retiraria a quota social sobre o lucro. Essa previsão geral das contribuições especiais tem como regra matriz o art. 149 da CF.  Sociais: É chamada de social pois está ligada a atuação do Estado na ordem social. Caracteriza-se pela destinação, são ingressos necessariamente direcionados a instrumentar (ou financiar) a atuação da União (ou demais entes políticos, na específica situação prevista no §1º do art. 149 da CF) no setor da ordem social. • Seguridade social (art. 194, CF): Tem como primado o trabalho e como objetivo o bem estar e a justiça social. Conjunto de valores ligados à pessoa humana, à sociedade. Se subdividindo em 3 grandes categorias e tendo três importantes tripés. 1- O primeiro é o da previdência social, funciona no regime universal, diferente dos fundos privados em que cada segurado tem uma conta, a contribuição é paga e aquele que o necessitar o utiliza (ex. fundo de remuneração por acidente de trabalho). 2- O segundo tripé é o da saúde (art. 196, CF). 3- O terceiro é a assistência social que tem como objetivo qualquer um ser beneficiado por ela, mesmo que não contribua. - (art. 195, CF): Há um dever jurídico para toda a sociedade? Esse comando tem orientado a receita federal, para entender a extensão do dever de contribuição a toda e qualquer pessoa. Ninguém pode se eximir desse dever. 1) Empregador (folha de salário, receita ou faturamento, lucro): Entendido como empregador pessoa física ou jurídica. Será aquele que empregar pessoas, seja qual for a forma de seu empreendimento. Irá pagar a contribuição sobre 3 bases de cálculos: A primeira é a folha de salário e demais pagamentos, vai atingir os trabalhadores avulsos e autônomos. A segunda base é a receita ou o faturamento, assim todo e qualquer objeto será de natureza para cálculo da contribuição. A terceira fonte vai ser o lucro. Há diferença entre receita e lucro, o primeiro é o produto da alienação do bem, já o segundo está contido na receita (RE 474132/10). 2) Trabalhador: Não só aquele submetido ao vínculo de emprego, mas todos aqueles que tem vinculo de seguridade pela previdência, porém, são excluídos os aposentados e pensionistas. 3) Receita de concurso de prognóstico: Loto, loteria, corrida de cavalos e outros sorteios e prêmios. 4) Importador: Foi incluído pela EC 42/03, é o importador de bens ou serviços ou a quem se equiparar a ele. • Outras (residuais): São aquelas contribuições instituídas pela União com base na competência residual. As exigências são as mesmas para a competência residual da União para instituir novo imposto. Então, é possível instituir novas contribuições desde que elas não sejam baseadas em fato gerador já constituído, nem seja cumulativo. O Supremo no RE 148754 firmou o entendimento de que a indicação de fonte de custeio do

legislador de fonte já tipificada não necessita de lei complementar. A lei complementar é só sobre aquelas contribuições novas. • Sociais gerais: É aquilo que não cabe nas anteriores (ex. contribuição do salário-educação e contribuição para os serviços sociais autônomos [art.140, CF], contribuição relativa ao Sebrai).  Interventivas (CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico): Ela é utilizada como um instrumento extrafiscal, para atingir finalidades além da arrecadação. O art. 4 da CTN determina que a interpretação do fato gerador independe da denominação e destinação legal dos produtos de sua arrecadação. O entendimento é que a destinação do produto de arrecadação integra o tipo, é um dinheiro que já vem na hipótese de incidência e já vem carimbado, já tem a sua destinação certa. Está sendo cobrado para que ela seja repassada a aquela atividade que o Estado interveio, portanto, o entendimento do art. 4º da CTN não é mais um entendimento geral, pois tem uma exceção para as contribuições interventivas. • Contribuição para pesquisa e desenvolvimento energético (L. 9991) • Contribuição para universalização do serviço de telecomunicações (L. 9998) • Contribuição para desenvolvimento tecnológico das telecomunicações Etc.  Corporativas: São tributos destinados ao custeio das atividades das instituições fiscalizadoras e representativas de categoria econômica ou profissional, que exerce função legalmente reputada como interesse público. O fato gerador dessas contribuições reside no exercício, pelo contribuinte, de determinada atividade profissional ou econômica. Com relação às categorias dos empregados a mais importante é a contribuição sindical. A contribuição baseada em assembléia geral não é tributo, pois a fonte dela é a assembléia geral, e não na lei. Há também a contribuição de custeio de determinadas atividades que são os Conselhos Regionais, elas submetem o profissional ao cadastramento obrigatório para poder fiscalizar, por conta de interesse público (ex. Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Engenharia). - OAB: Há uma grande controvérsia, pois ela tem dois perfis, há o perfil corporativo, e um outro perfil previsto no art. 84 da OAB, estabelecendo um outro objetivo a ela. O STJ entendeu que em razão do perfil próprio e diferenciado da OAB o papel dela não seria pura e simples de uma atividade corporativa, ela transcenderia. Portanto, as contribuições da OAB não têm natureza tributária.  COSIP (art. 149-A): É a contribuição de iluminação pública. Antigamente o Supremo entendia através da S. 870 que a COSIP não poderia ser remunera mediante taxa. Através de uma EC foi permitida a contribuição da COSIP. Há uma doutrina que entende que por a COSIP não ser tributada dentro dos limites estabelecidos em lei, que esta seria inconstitucional flagrantemente.

27/03/2012 Aspecto Constitucional do Direito Tributário Exame do poder de tributar - faculdade que é dada pela CF as entidades públicas para instituírem tributos. Este poder está sujeito a limitações, que estão colocadas em nível constitucional. O poder de tributar pode ser analisado sob 4 aspectos: 1. Natureza Política Institucional: O Estado como instituição, recebe do constituinte, o poder de tributar. É um aspecto político porque isto está ligado à existência do Estado, uma vez que todo Estado necessita de recursos enquanto instituição política. 2. Aspecto Econômico Financeiro do Tributo: Há necessidade de recursos financeiros para que as instituições possam existir. O tributo é o recurso financeiro mais importante. 3. Aspecto Jurídico Constitucional: O tributo está limitado por aspectos jurídicos e constitucionais, o que significa que para o tributo existir, é necessário que este atenda ao devido processo legal. 4. Fundamento Ético: Subjacente ao direito de maneira geral – o tributo mira no Bem Estar Social uma vez que o sistema tem que funcionar como fundamento básico uma noção de ética. É dever de todos os cidadãos contribuírem para as despesas comuns do Estado. Como decorrência desse dever surgem diversos princípios constitucionais. Sistema Tributário Antes de 1965 o país era uma colcha de retalhos em termos de tributação. O constituinte em 1965, para resolver esse problema, alterou a constituição de 1946, fazendo instituir o sistema tributário nacional, que consiste num conjunto de princípios positivados que estão no texto constitucional, com objetivos que estão interligados com os 3 subsistemas que estão a ele ligados. Essa modificação foi feita pela EC/18 e um ano depois ela foi codificada num código. Esse sistema tributário permite identificar 3 subsistemas: 1) Sistema de Discriminação de Renda: Consiste em uma repartição da competência tributária entre as pessoas políticas que vão integrar a federação. Essa repartição é feita pelo constituinte. Competência é aptidão para o exercício do poder, essa repartição de competência vai determinar inicialmente as pessoas políticas aptas a instituir tributos. Além disso, a CF não cria tributo, embora haja topicamente a criação de um ou outro tributo, ela autoriza a pessoa pública a instituir o tributo, esta instituição deverá ser feita por processo legislativo próprio. Outro aspecto é referente as espécies tributárias (imposto, taxa e contribuição de melhoria), mas a CF reconhece a criação de mais duas espécies que são os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais, sendo, assim, 5 espécies. No que diz respeito à divisão de competência há a comum (autorizando elas a instituírem determinados tipos de tributos – é aquela atribuída a todos os entes políticos) e privativa (dada as pessoas políticas, sendo que a elas cabe instituir aquele tipo de tributo que está previsto na CF – é a competência para criar impostos atribuída com exclusividade a este ou aquele ente político). OBS: Não obstante de diga que a taxa é tributo comum, é inegável que com relação aos serviços públicos municipais ou ao exercício do poder de polícia dos Municípios, a

competência para instituir taxas é privativa dos Municípios. Ela é comum no sentido que a taxa é uma espécie de tributo instituída pelos vários entes públicos titulares da competência tributária. A mesma coisa ocorre com os impostos. 2) Transferência Fiscal (ver melhor): Quanto as receitas de natureza tributária, a CF optou por um sistema misto de partilha do produto da arrecadação. Nele, o produto de arrecadação de determinado tributo instituído por determinado ente político, não é totalmente por ele apropriado, mas partilhado com outros entes políticos.  Consiste nos destinatários do produto da arrecadação (arts. 157/159, CF). As entidades levam aos seus cofres o dinheiro arrecadado pelo tributo, em regra, a totalidade da arrecadação vai para os cofres do Estado (se o tributo é estadual). Uma maneira de repartição é a Federação tendo que repartir os impostos com os Estados e os Estados terão que repartir os impostos com os Municípios (ver melhor). Há a utilização de fundos comuns de participação indireta, em vez do dinheiro ir diretamente ao Estado ou Município ele vai integrar esse fundo que será repartido da seguinte maneira: Uma parte dos tributos irá para o fundo de participação dos Estados e outra parcela vai para o fundo de participação dos Municípios e uma terceira parcela irá para o programa de financiamento do setor produtivo do norte, nordeste e centro-oeste há ainda um quarto fundo que é o compensatório. A segunda maneira é a participação direita na participação, eles ao invés de seguirem para o trajeto normal que é para os cofres da União, ele irá para os cofres dos Estados. Essa repartição indireta está na CF. 3) Estatuto do Contribuinte: Esse estatuto é integrado por um conjunto de princípios constitucionais com o objetivo de fazer cumprir as garantias e direitos dos contribuintes. a- Princípio da Reserva Legal: Este princípio assegura que todo tributo, seja ele imposto, taxa ou qualquer espécie de contribuição, seja instituído ou majorado apenas através de lei em sentido estrito, isto é, por ato do Poder Legislativo, após processo constitucionalmente adequado. Mas para a existência tributária não basta um simples comando abstrato e geral, a segurança jurídica requer uma lei formal, ou seja, realizado por um órgão competente da função legislativa. Para examinarmos o princípio da reserva legal temos que fazer referencia à arquitetura constitucional da repartição dos poderes. Pela tripartição de poderes há o órgão emissor e a função por ele exercida, esse é o esqueleto da república contemporânea. Mas nós temos um mini sistema de contrapesos, os poderes abrem mão de uma pequena parcela de seus poderes normativos para os outros poderes. No que diz respeito à criação de tributo ela está submetida à reserva absoluta da lei, aberta somente a abertura feita por jurisprudência, podendo ser criada por medida provisória. Porém, matéria reservada à lei complementar não pode ser objeto de medida provisória. O art. 5º, II, da Constituição Federal reza que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei. Este é o princípio da legalidade. Já o art. 150, I, da Constituição Federal exclama que “sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.” Este é o princípio que os autores chamam de princípio da estrita legalidade. Porém, o STF sempre admitiu, por exemplo, o uso de medidas provisórias para trato de todas as matérias submetidas à "reserva de lei ordinária", já que, entende aquele pretório, as MP´s têm força de lei, podendo, portanto, instituir, majorar, isentar, enfim, tratar de todos os assuntos enumerados no artigo 97 do CTN. b- Princípio da Legalidade: Ato praticado oriundo de uma casa legislativa que tem como função a produção de norma jurídica um ato de natureza geral, impessoal, abstrato e obrigatório. O princípio da legalidade permeia todo o ordenamento jurídico, tudo decorre

da lei, é o primado da lei no Estado democrático de direito, dentro dela está contida a expressão da vontade do povo que é soberanamente representada por seus representantes legais. No CTN art. 150 está previsto este princípio da legalidade, que determina que um tributo não pode ser instituído, nem aumentado, sem que haja lei que o estabeleça. c- Tipicidade Tributária: Existe ainda um desdobramento do princípio da legalidade que é o princípio da tipicidade tributária que vai estar presente na CTN art. 97, o qual vai dizer a matéria reservada à lei. O poder executivo através de um processo de execução da lei vem preencher lacunas na lei. O termo lei é extensivo às medidas provisórias. Tipicidade vem de tipo, termo utilizado para definir abstratamente uma determinada hipótese de incidência. Deve o legislador, ao formular a lei, definir de modo taxativo e completo, as situações (tipos) tributáveis, cuja ocorrência será necessária e suficiente para o nascimento da obrigação tributária, bem como os critérios de quantificação (medida) do tributo. Portanto, o tributo somente será devido se o fato concreto se enquadrar exatamente na previsão da lei tributária, assim como o fato criminoso tem que se enquadrar na lei penal. Significa que estão submetidos ao princípio da reserva legal os elementos constituintes da legislação tributária. - Exceções: Nos casos de majoração de impostos nós temos exceções constitucionais. Isso significa que quando há majoração de tributo ela poderá ser feita por outro instrumento legal (ex. imposto de importação [tributo que tem característica extra-fiscal, que visa proteger mais ou menos a indústria nacional, impedindo a introdução de similar estrangeiro], imposto de exportação, imposto sobre operações financeiras – IOF [objetivo de instrumento adjunto e intervenção em mercados]). 29/03/2012 - Reserva legal absoluta: É reservado através do poder legislativo. A lei ordinária é um instrumento para majoração e criação de tributo.  Exceção: É possível a majoração de tributo por ato outro que não oriundo do congresso nacional. A razão disto é que o processo legislativo é um processo lento e demorado. 1) A primeira exceção vai ser o poder discricionário de modificar a alíquota dos impostos de importação, IPI e IOF. Essa majoração vai ter como limite o teto legal (art. 153, §1º, CF). 2) A outra importante exceção é art. 177, §4º, I, b, CF, esse dispositivo vai consistir numa exceção ao princípio da reserva legal com relação aos produtos que tem importância para a nossa economia, são matérias primas essenciais, então a majoração de alíquota poderá ser feitas através de ato do executivo. Vai atingir as atividades de importação e de comercialização (CID). Há ainda uma outra importante alteração, exceção ao princípio da reserva legal absoluta, que é o ICMS incidente sobre o petróleo (art. 155, §4º, IV, c, CF). 3) A questão é saber se os tratados e convenções internacionais revogam ou não a legislação de direito público interno e se tratado já incorporado no direito público interno pode ser revogado por lei posterior. O legislador de 1966, ano do código, acolheu a doutrina majoritária na época que entendiam quanto a prevalência do tratado no âmbito do direito interno. Eles se integravam à legislação e deveriam ser obedecidos. Então, leis posteriores não poderiam revogá-la, prevaleciam às normas internas. Porém, hoje em dia houve uma alteração na jurisprudência do

supremo entendendo que o tratado pode ser revogado, alterado por lei ordinária interna, comparando assim, o tratado a lei ordinária interna, não ferindo a constituição. Porém, ressalvou que o Brasil no plano internacional pode estar sujeito a conseqüência do não cumprimento do tratado. 4) Convênios: Há dois tipos, um é realizado no interesse da fiscalização e realização (art. 100, CTN) e outro realizado entre os Estados com o objetivo de evitar a guerra fiscal entre os entes da federação, e para isso eles têm o poder de conceder isenção na base de cálculo e estímulos fiscais. A isenção, por regra, deve ser feita através de lei, mas se tratar de isenção de ICMS e poder gerar uma guerra fiscal o veículo para a aplicação da isenção é o convênio. 5) A jurisprudência é pacifica que as obrigações acessórias são deveres administrativos, podem, portanto, ser instituídas por ato normativo, mas não necessariamente por ato legislativo. 6) (art. 155, §2º, XII, g, CF): Estabelece a competência da lei complementar, sendo a lei complementar determina que esta deve ser feita por convênio (?). 7) Existência da norma em branco (uma norma que remete a outra o seu conteúdo e sua extensão) - ?. 8) Envolve a iniciativa do processo legislativo, em matéria tributária não há reserva ao presidente da república, a iniciativa em matéria tributária é mais ampla. 9) Existe ainda uma outra restrição que a do art. 246 da CF que impede que se edite medidas provisórias nas hipóteses previstas nesse artigo. 10) A mera atualização de bases de cálculo (ex. IPVA e IPTU – a base de cálculo é o valor de mercado do bem, sendo ajustado a cada ano a base de cálculo. O art. 97, §1º determina como se dá o reajuste) deve obedecer a reserva legal? Esta majoração acima dos índices da inflação é uma forma de tornar o tributo mais oneroso, portanto, deve ser feita através da reserva legal (?) . 11) Para o contribuinte era ruim ter o seu prazo de recolhimento alterado, o Supremo entendeu que a redução do prazo de recolhimento era constitucional e que podia ser feita por mero ato administrativo. - Princípio da Irretroatividade: A regra geral em direito é de que o direito é destinado a reger situações presentes e futuras. Essa é a teleologia finalística do sistema. O fato se rege pela lei que está vigente no momento que ele está realizado, então a lei só deve produzir efeitos a partir do acontecimento dos fatos. Isso encontra ressonância na constituição no art. 150, III, a e art. 105 da CTN. Exceções: 1) Existem duas vertentes básicas da existência de norma interpretativa.  A primeira entende que elas retroagem à data das normas que ela objetiva interpretar. Ela tem lugar quando a lei primeira é obscura, difícil, entendimento. Por ser interpretativa essa corrente entende que não haveria violação a esse princípio, por ela ser apenas uma norma declaratória.  Já a segunda corrente nega competência ao legislativo para criar lei para interpretar um lei, a interpretação caberia ao judiciário e não ao legislador, só pode, portanto, produzir efeitos da sua criação para frente.  No art. 106 do CTN reconhece a figura da norma interpretativa quando assim o é de maneira expressa, admitindo seus efeitos passados. Mas a questão não é meramente acadêmica. 2) Se dá ainda no caso do art. 106 quando se tratar de penalidade, não se trata de tributo. Então, se o ilícito foi praticado na vigência da lei a, posteriormente, se esse fato ainda estava submetido a julgamento e tivesse advindo uma nova lei

diminuindo a punição, então a nova lei poderia surtir efeitos anteriores a ela, isso se dá porque a lei beneficia o réu. - Espécie de fatos geradores: No que diz respeito ao tributo, deve-se considerar a existência de 3 espécies de fatos geradores. 1) Instantâneos: Fato ocorre em determinado local e em determinada data. Esses fatos nem sempre ocorrem num dia calendário, os que acontecem são chamados de fatos instantâneos. Não oferece maior dificuldade, basta saber se a lei estava vigente e era capaz de produzir seus efeitos. 2) Continuativos: Entretanto, há fatos que por sua natureza são mais complexos, que são os atos continuados. É uma situação que se prolonga no tempo, a solução do legislador para esses casos é eleger um determinado dia do ano em que é considerado ocorrido o fato gerador, permitindo, assim, se identificar quem é o contribuinte. 3) Complexivos: Esses fatos geradores consistem no somatório de eventos que se sucedem ao longo de um período base, atualmente, coincide com o calendário civil (ex. fato gerador do Imposto de Renda – vai ocorrendo dentro de um período de tempo dentro de momentos em que a renda vai sendo obtido, e ao final do período base o contribuinte demonstra se alcançou um lucro real). Causa um grande problema para a doutrina e para o Supremo e a questão ainda não está pacificada. 03/04/2012 Fontes Materiais ≠ Fontes Formais Fonte é origem, procedência. Esse sentido de fonte tem duas vertentes. A primeira é a fonte material, na qual o legislador modela o direito, essas fontes materiais em matéria de direito tributário são aquelas que dizem respeito a aptidão, a partir daí vai servir para o legislador como um critério para ele tipificar os fatos da vida. A fonte material será em matéria de impostos será a renda, a propriedade de bens móveis e imóveis, a transferência de bens, a produção industrial, a intermediação financeira, etc., vão ser tantos quantos os fatos previstos na constituição. A fonte material se identifica como um núcleo do fato gerador, da hipótese de incidência. Já a fonte formal são os canais de exteriorização do mundo jurídico para se comunicar com a sociedade como um meio social, é o modo pelo qual o direito de expressa. É o direito positivado. É um instrumento para veicular comandos, normas de comportamento, tudo de forma a fixar um devido processo legal a ser observado da trajetória do dinheiro do âmbito privado ao público. Essas fontes formais se dividem em duas, principais e secundárias. As principais têm como característica a circunstancia de serem fontes constitutivas de direito, é um instrumento jurídico que tem a aptidão, criar, modificar, ampliar, extinguir, uma relação jurídica na medida que essas normas implicam num impacto direto. Elas têm um nexo, são costuradas dentro do sistema. Cada uma tem um papel especifico que a constituição traça. Já as secundárias, não são constitutivas, não fazem direito, não constitui, nem desconstitui relação jurídica, visa complementar, interpretar, mas de acordo com aquilo que está definido na norma principal. - Principais: 1) Constituição: É o ápice da pirâmide normativa, está no topo do ordenamento jurídico.

2) Emendas: É uma alteração da constituição, e é a própria constituição, a emenda tem o mesmo valor da constituição. Seu processo legislativo está contido no art. 60. Para emendar a constituição é um processo difícil, pois requer um quorum qualificado (votos de 3/5 dos membros de ambas as casas do Congresso). A emenda não pode modificar a matéria prevista como cláusula pétrea. 3) Leis complementares: Está a baixo da constituição. Exerce um papel muito importante dentro do direto tributário. Tem como características: a- Tem um processo de votação exigente (deve ser aprovada de acordo com o art. 69, por maioria absoluta). b- Tem o objetivo complementar a norma constitucional, torná-la inteligível, mostrar o alcance da norma constitucional, dando eficácia plena às normas constitucionais. c- Essas leis são leis nacionais, obrigam as 3 esferas de poder, tem um caráter abrangente, quando, portanto, há uma lei complementar legislando sobre determinada matéria, não só está subordinada a União, como os Estados e Municípios.  A lei complementar está num plano superior da lei ordinária? Antigamente se entendia que sim, mas recentemente a doutrina tem evoluído para a seguinte posição, e que foi acolhido pelo STF, as leis complementares se diferenciam das ordinária pela reserva que a constituição faz a algumas matérias que só poderão ser feitas por lei complementar. Isso nós vamos encontrar no art. 146 da CF. Essa norma é importantíssima dentro do sistema tributário. “Cabe a lei complementar” – dá a entender a reserva de matéria da lei complementar. “regular as limitações constitucionais ao poder de tributar” – é o subsistema de direitos e garantias individuais. É o conjunto de princípios que vão colocar anteparos, balizamentos, ao poder de tributar. “estabelecer normas gerais, em especial, de matéria de norma tributária” – Isso não implica que a lei complementar só poderá dispor sobre direito tributário. Já quanto as normas gerais não há definição do que seja isso. 4) Leis ordinárias: É um instrumento genuíno, típico. Tem no seu processo legislativo tratado a partir do art. 61 da CF. Essa lei tem seu processo de iniciativa cometido a qualquer membro de ambas as casas, presidente da república, podem qualquer do povo (no que dispuser a constituição), etc. O presidente da república integra o processo legislativo, ele também participa através do veto. 5) Leis delegadas: É um instrumento editado pelo presidente da república. Ele pede ao Congresso que o autorize a legislar sobre determinada matéria. O congresso baixa uma resolução e nela está contida a autorização para o presidente legislar. Porém, em matéria de direito tributário ela não tem sido utilizada, pois o presidente da república para legislar, sendo que ele já dispõe de outro instrumento legislativo que é a medida provisória. 6) Medidas provisórias 7) Tratados e convenções internacionais 8) Resoluções do Senado: São utilizadas para aprovação de medidas provisórias, a CF diz exatamente em que essas resoluções do Senado são utilizadas. Em matéria de ICMS elas são muito importantes, pois definem alíquotas internas e externas do ICMS. É também de competência do Senado, fixar alíquota do imposto causa mortem. Já em relação ao IPVA, ELE É competente para estabelecer alíquotas mínimas. Essas resoluções não estão submetidas à sansão do presidente da república.

9) Convênios sobre o ICMS: É um ajuste, um acordo entre unidades da federação. Os Estados que integrarem o conselho de política partidária ao realizar os convênios, o farão na forma que a constituição e lei complementar constituírem. São instrumentos legais aptos a veicular isenção de ICMS, estímulos fiscais, renuncia de receita, redução de base de cálculo e medias de favorecimento de estímulo que implicam e redução ou isenção do imposto. A decisão do supremo não retira a competência do Estado em determinar isenções de ICMS. 10) Decretos federais: Instrumento para flexibilizar alíquotas de impostos excepcionados ao princípio da reserva legal absoluta. A lei estabelece um teto máximo e defere ao executivo a competência para aumentar ou reduzir essas alíquotas, obedecidos os tetos máximos fixado pelo legislador. 11) Decretos legislativos: Atualmente sua atuação se dá por aprovação de tratados e convenções internacionais. Decreto este que não está sujeito à sansão do presidente da república. - Secundárias: 1) Decretos: São decretos de matéria regulamentar, o conteúdo e alcance dos decretos restringem-se os das leis em função das quais sejam expedidos. Portanto, ele tem seu conteúdo e alcance limitado pela lei da qual ele foi instituído. O decreto serve para complementar a lei. Objetiva-se a regulamentar. 2) Atos normativos: São aqueles atos do âmbito das secretarias de finanças, são as portarias, as normas de execução, instruções normativas. 3) Decisões normativas: São decisões singulares ou coletivas. 4) Usos e costumes: 5) Convênios de colaboração: São convênios assinados entre essas pessoas políticas no interesse da arrecadação e da fiscalização. Também pode ser utilizado para troca de informações em combate a alguma prática. São, portanto, normas complementares às normas principais. - Vigência de aplicação da legislação tributária (art. 101/106, CF): É importante esse exame porque da mesma maneira que o exame das fontes é importante par o principio da anterioridade é importante termos os princípios constantes da eficácia da lei para que possamos aplicar o princípio da anterioridade. - Folhas de Questões: 1) Vai tratar sobre teoria do direito. 2) São categorias oriundas das leis naturais, da relação de causa e efeito transplantado para o direito. Podemos manipular através de uma decisão política, estabelecer um antecedente e determinar um conseqüente. O conseqüente é uma resultante do antecedente do realizado. 3) A sanção moral ela se justifica pela coercitividade. A sanção jurídica é o cumprimento da sentença de um juiz. 4) Regra de comando impõe um comportamento ou uma abstenção de comportamento, o objetivo é pautar o comportamento do indivíduo. A regra de atribuição não cria um dever jurídico, apenas definem, dão definições legais, são regras que definem competências, funções. 5) A resposta vai depender a posição filosófica ou ideológica. Se eu fosse um positivista, não vai identificar justiça com a norma. A posição do legalista é pensar dentro do viés se há legalidade ou não, o legislador dentro da separação de poderes dirime o conflito com a aplicação da lei, cabe politicamente criar a norma.

A lei é algo muito maleável, pois ela é de natureza instrumental a cargo de quem está no poder. 6) O objetivo do neo-constitucionalismo é fazer aplicar os princípios constitucionais, dar vida à constituição, procura munir o direito de outros elementos. 7) Quando o indivíduo atua, pratica atos. Há duas realidades, a realidade física e a realidade factual, a realidade normativa, então, em que momento há a conexão entre esses dois mundos? É através da atividade humana, é um momento em que o direito se exterioriza com o comportamento conforme a lei ou através da infração, atos que afrontam o sistemas (normas sancionatórias). 8) Depende da ótica abordada. A rigor não há diferença, pois a pessoa jurídica também é uma ficção, em que seus direitos fundamentais foram absorvidos pelo sistema, em que os valores foram juridicizados. 9) No campo das ficções jurídicas, vamos encontrar que não admitem prova em contrário e por ser uma ficção, algo artificialmente construído pelo espírito humano não guarda relação de identidade com o mundo natural. 10) A atividade financeira está relacionada com a acumulação de dinheiro, já o segundo realiza a circulação de dinheiro, o objetivo da atividade financeira é financiar recursos para estimular a produção. 11) No direito tributário o objeto do direito obrigacional é a prestação, geralmente se extingue com o pagamento. O direito tributário, portanto, não é um direito real. 12) Claro que não, é direito obrigacional. 13) O fato gerador é a hipótese de incidência acontecida no tempo e especo. É como se fosse um tipo penal. 14) A relação é que a hipótese é criada pelo legislador, quando a hipótese se realiza no tempo no estado ocorre o fato gerador e como conseqüência disso há o disparo do comando da norma. A idéia de fato gerador não é próprio direito tributário. 16) Ele é importante pois funciona como parâmetro na teoria dos tributos vinculados ou não vinculados. O intérprete através dela chega a conclusão da vinculação ou não do tributo. Se o fasto gerador não houver a presença da atividade estatal, será um imposto. 17) O que está vinculado é o dever de pagar o tributo, que está vinculado à existência de uma atividade estatal. Se não houver a atividade estatal esse tributo não será vinculado, o contribuinte paga na medida que praticou o fato que dá ensejo ao pagamento de determinado imposto. Mas se há a atividade estatal o pagamento da taxa está vinculado ao exercício de poder de polícia 18) Se ajusta, na medida que a interpretação do fato gerador é feita a partir da validade dos ato praticados, se são jurídicos ou anti-jurídicos. Depende do rotulo jurídico para a definição do tributo. 22) O modelo é o inglês, que é o modelo com base na valorização imobiliária. 24) É um tributo vinculado, pois existe atividade que é a realização de obra pública. Mas diferente da taxa existe um outro elemento a essa atividade que é a mais-valia, o acréscimo do valor do imóvel. Se há um efetivo aumento patrimonial, sem que o contribuinte tenha dado ensejo a ele, isso se dá pelo princípio da isonomia e do enriquecimento sem causa. 25) Pois a taxa tem uma hipótese de incidência de atividade do poder público direcionadas àquele contribuinte. 26) Pela circunstancia de se destinarem à sociedade de maneira difusa, me caráter universal. Não são suscetíveis de ser vinculados a uma ou aquela pessoa (ex. segurança interna).

28) Serviço público específico se antepõe à noção de sua generalidade, de sua prestação em caráter geral, ele é específico na medida que o Estado separa aquele serviço, atribuindo-lhe um aparelhamento físico ou financeiro de forma que ele o execute. É a possibilidade de ser divisível que vai determinar se o serviço deve ser remunerado através de taxa ou imposto. 29) A taxa de lixo, o serviço do lixo de coleta domiciliar é de realização obrigatória, independente de o contribuinte produzir ou não lixo, ele é obrigado ao pagamento da taxa pelo simples fato que é colocado a disposição dele o serviço. A simples colocação à disposição dele do serviço, o torna obrigatória ao pagamento. O mesmo se aplica à taxa de incêndio, não é necessário que ocorra o sinistro para que aja o pagamento da taxa. O serviço deve ser de interesse público para que a taxa seja obrigatória, compulsória. 35) Já foi levado ao Supremo, deve haver uma correspondência entre fato gerador e base de cálculo. Se o fato gerador consiste em uma atividade estatal ela deve estar ligada á base de cálculo, então, essa base de cálculo deve levar em conta o desforço da atividade pública para a realização daquela atividade. 37) A primeira tem como tese que o empréstimo compulsório continua numa composição de direito. Numa etapa seguinte nasceu uma segunda tese em que seria um contrato coativo de direito público interno. É a terceira corrente que veio a ser acolhida pelo Supremo, em que esse empréstimo seria uma espécie tributária e na constituição de 88 está dentro das espécies tributárias. 38) O Supremo se rendeu a duas posições, em determinado período o empréstimo não foi considerado tributo, e a súmula do tempo dizia que empréstimo não era tributo e não estava submetida ao princípio da anualidade. Já a segunda posição entende que ela é, sendo revogada essa súmula antiga. 40)Está na constituição que é dever de todos contribuir à seguridade social, porém essa determinação é plena ou ela deve ter uma regulação normativo determinando como se dará tal pagamento? Como ninguém deve ser obrigado a fazer ou deixar de fazer algo se não em virtude de lei, deveria haver uma norma complementar para que esse pagamento fosse obrigatório. 41) É permitida pela CF. O constituinte tolerou a superposição de incidências. 43) Historicamente sim, porque é para seguridade social não pode ir para os cofres da receita, mas da autarquia. Porém, esse tributo será direcionado à seguridade social, afastaria qualquer inconstitucionalidade. 44) Dicotomista é aquele que vê em qualquer figura tributária o imposto ou a taxa. Esses dicotomistas entendiam que se a contribuição fosse devida pelo patrão seria um imposto, e se fosse devida pelo empregado seria uma taxa. Mas essa posição já foi suprimida. 45) Já foi consolidada pelo artigo 149. A posição do supremo é que as contribuições especiais são uma modalidade autônoma de tributo. 46) Deu pela constitucionalidade da COSIP, foi a tese do governo municipal. 1) Se ela foi omissa com a data da vigência aplica-se a LICC, por força do art. do CTN. 02 de fevereiro (45 dias após a data de sua aplicação). 2) Nesse caso ela entra em vigor na data de sua publicação os atos do poder executivo (art. 100, CTN) 3) Tem que examinar (art. 150, §1º). Trata do principio da anterioridade. O IPI está excepcionado por exercício, mas não está excepcionado ao principio da anterioridade, mas não ao principio da noventena. 02 de outubro ela foi publicada,

portanto, deve obedecer os 90 dias a partir dessa data. Sendo devido a partir do dia 01 de janeiro. 4) A penalidade aplicada é a mais benigna (art. 106). 5) A lei B, art 106, I. 6) Como se trata de tributo, e não penalidade (art. 105, CTN), a lei aplicada ao ato é a lei vigente ao tempo. 7) O principio da anterioridade tem côo objetivo prevenir a surpresa do contribuinte (adversidade), como não se fala em redução, essa redução poderia entrar em vigor dentro do próprio exercício financeiro. 8) Aqui deve atentar ao que se denomina de questão prejudicial de mérito. Há um vício flagrante que é a expressão “ato normativo”. O fundamento é a ilegalidade para a redução ou majoração de finalidade. 9) O que tem é um incidental que é a utilização do convenio como forma de estabelecer redução de alíquota de ICMS, mesmo assim a jurisprudência do STF que entende que a redução do ICMS, quando não envolver guerra fiscal. Poderia ser na data de sua publicação. 10) Ela não revoga penalidade, se a infração foi cometida é em decorrência da aplicação de lei anterior.

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