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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DESENHO TÉCNICO

Técnico em Manutenção de Aeronaves

Prof.ª Cristiane

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Necessidade de comunicação entre os diversos departamentos de uma empresa.

O Desenho Técnico é uma Linguagem Universal.
O desenho é uma forma de linguagem usada pelos artistas. Desenho técnico é usado pelos projetistas para transmitir uma idéia de produto, que deve ser feita da maneira mais clara possível.

HISTÓRIA

Uso de planta e elevação: está incluído no álbum de desenhos na Livraria do Vaticano – 1490

GEOMETRIA DESCRITIVA
Criada Gaspar Monge (1746-1818)  Matemático francês – ministro da marinha de Napoleão  Motivação: Projeto de fortes militares- envolvia problemas geométricos tridimensionais.  Desenho de uma planta de um forte com canhões em lugares pré-determinados.  Segredo absoluto

GEOMETRIA DESCRITIVA

Grego:

Ge – a terra Métron – medir

Geometria plana – linhas e figuras planas  Geometria espacial – objetos sólidos

O DESENHO TÉCNICO

Desenho projetivo – são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas.
Desenho não-projetivo – na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos, diagramas etc..

DESENHOS PROJETIVOS

O desenho projetivo aparece com vários nomes que correspondem a alguma utilização específica:
     

Desenho Mecânico Desenho de Máquinas Desenho de Estruturas Desenho Arquitetônico Desenho Elétrico/Eletrônico Desenho de Tubulações

As diversas formas de apresentação do desenho projetivo tem uma mesma base e todas seguem as normas de execução.

DESENHOS NÃO PROJETIVOS

Representação de:


    

Gráficos, Diagramas, Esquemas Ábacos Fluxogramas, Organogramas, etc..

PADRONIZAÇÃO

Em 1940 - Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.  Em 1947 - Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO)  As normas técnicas são editadas pela ABNT.  Registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras –NBR.  E em consonância com as normas internacionais - ISO.

NORMAS A CONSULTAR

NBR 8196/99 – Emprego de escalas
NBR 8403/84 – Aplicações de linha – tipos e larguras NBR 10068/87 – Folha de desenho – ley-out e dimensões NBR 13142/99 – Dobramento e cópia Etc..

NBR 10068 –
FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES

LAY-OUT DA FOLHA

Explanação: simbologia, abreviaturas, tipos de dimensões. Instrução: dados necessários para execução do projeto, lista de material, local de montagem..... Referência: informações referentes a outros desenhos complementares. Planta de situação – arquitetônico.

FOLHAS PARA DESENHO TÉCNICO

NBR 13142 DOBRAMENTO DE COPIAS

LEGENDA
Espaço destinado à colocação de informações sobre o desenho.  Deve conter:

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Nome da empresa; Nome dos responsáveis; Título do desenho; Símbolo de diedro; Escala do desenho; Número do desenho; Número da folha; Letra da revisão; Notas Standard.

LEGENDA

NBR

8402

EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS

A dimensão das entrelinhas não deve ser inferior a 2mm;  Não pode ultrapassar os 5mm.

ESCALAS
 Escala

é a proporção existente entre uma medida real e a medida de sua representação no desenho.  Escala: relação entre as dimensões do desenho e as da peça real  Exemplo: na escala 1:50 cada dimensão no desenho será 50 vezes maior na realidade (1 cm no papel = 50 cm na realidade)  São adotadas diferentes escalas dependendo do nível de detalhes que se deseja representar

ESCALAS USUALMENTE EMPREGADAS
 Escalas

de Redução: A representação do desenho é menor que a dimensão real. Consiste em representar as dimensões da peça no desenho em valores menores que suas medidas, de tal modo que o desenho se torne menor que o objeto representado, cabendo totalmente dentro dos padrões do papel. É utilizada na maior parte dos desenhos, em plantas, mapas, fotografias. = 1 : 50 ou 1 50

 Exemplo

 Escalas

de Ampliação: A representação do desenho é maior que a dimensão real. Consiste em representar as dimensões da peça no desenho em valores maiores, que suas medidas, de tal modo que o desenho se torne maior que o objeto representado, e apresente detalhes mais compreensíveis. É utilizada para a representação de detalhes de peças muito pequenas. = 10 : 1 ou 10 1

 Exemplo

 Escalas

Naturais: A representação do desenho é igual à dimensão real. As medidas são transportadas para o desenho sem alterações. É utilizada para a representação de pequenas peças e objetos. = 1 : 1 ou 1 1

 Exemplo

TIPOS E ESPESSURAS DE LINHAS
(ESTREITA, MÉDIA, LARGA, TRACEJADA, TRAÇO-DOIS-PONTOS,
...)
 possuem

significados – transmitem informações sobre os elementos representados

 NBR

8403/84 – Aplicações de linha – tipos e larguras convenções usuais que diferem do que é prescrito nas normas

 existem

TIPOS E ESPESSURAS DE LINHAS

APLICAÇÃO DAS LINHAS

SÍMBOLOS E CONVENÇÕES UTILIZADAS

HACHURAS

São linhas ou figuras que representam tipos de materiais em áreas de corte.

d) c) a) b) i)

h)

f) e) g)

EXEMPLO DE USO DE TRAÇOS

COTAS
  

Acima e paralela às linhas de cota – centro; Linha vertical – cota no lado; Símbolos:
∅ - Diâmetro  R – Raio  □- Quadrado  ∅ ESF – Diâmetro esférico  R ESF – Raio esférico

   

Não cruzar a linha do desenho; Evitar cotas dentro de hachuras; Evitar cotar linhas ocultas; Não repetir cotas

EXEMPLO DE COTAS

EXEMPLO DE COTAS

DIEDROS

VISTAS

EXEMPLO DE VISTAS

A

B

C

D

VISTAS EM CORTE