Educação de Jovens e Adultos

Manual do EduCadoR

EJA

Alfabetização Volume único

Letramento e Alfabetização Linguística e Alfabetização Matemática

Lidia Lagua de Oliveira
Educadora e psicopedagoga com graduação em Pedagogia pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e especialização em Docência e Supervisão de Ensino para Ensino Fundamental e Médio. Atuou na coordenação e direção de instituições escolares do Ensino Infantil e Fundamental e na capacitação e formação continuada de professores. Coordena projetos educativos em empresas públicas e privadas e conduz atendimento psicopedagógico a crianças, jovens e adultos.

Luiz Roberto Dante
Licenciado em Matemática pela Unesp de Rio Claro-SP. Mestre em Matemática pela USP de São Carlos-SP. Doutor em Psicologia da Educação: Ensino de Matemática pela PUC-SP. Livre-docente em Educação Matemática pela Unesp de Rio Claro.

São Paulo 1ª edição 1ª impressão 2009

Gerente Editorial: Margarete Gomes Editoras: Cármen Sílvia Rela Matricardi (Matemática) Sueli Campopiano (Língua Portuguesa) Edição de texto: Solange Aparecida de Oliveira (Língua Portuguesa) Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.) Kátia Scaff Marques (coord.) Célia da Silva Carvalho João Carlos Ribeiro Jr. Marise Goulart de Andrade Maurício B. Vieira Patrícia Travanca Pesquisa iconográfica: Sílvio Kligin (superv.) Josiane Laurentino Edição de arte: Rosimeire Tada Programação visual: Katia Kimie Kunimura Editoração eletrônica: Typegraphic Ilustrações: Tempo & Arte, AMJ Artes Gráfica, Félix Reiners Cartografia: Allmaps e Maps World Capa: Estação Design Gráfico Foto da capa: Diomedia/Ingram Publishing Título original da obra: EJA – Educação de Jovens e Adultos – Língua Portuguesa e Matemática © Editora Ática S.A.

ISBN 978 85 08 12801-3 – ALUNO ISBN 978 85 08 12802-0 – PROFESSOR

2009 Todos os direitos reservados pela Editora Ática S.A. Avenida Otaviano Alves de Lima, 4400 5º andar e andar intermediário Ala A Freguesia do Ó – CEP 02909-900 São Paulo – SP Tel.: 0800 115152 – Fax: 0(XX)11 3990-1616 www.atica.com.br editora@atica.com.br

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A PR E S E N T A Ç Ã O
Este livro didático é destinado à educação e alfabetização de jovens e adultos. Tem como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais pa­ ra Educação de Jovens e Adultos (MEC 2000), consideradas em sua modalidade de Educação Básica nas etapas iniciais do Ensino Fun­ damental. Foi elaborado para atender àqueles que, de uma maneira ou de outra, não puderam ter acesso à leitura e à escrita nem domí­ nio sobre o conhecimento básico de Matemática. E foi elaborado também para atender à demanda gerada por professores alfabe­ tizadores, que manifestaram interesse por fundamentos teóricos e material didático que apoiassem sua prática pedagógica em sala de aula, principalmente no início do processo de alfabetização de jovens e adultos, anterior ao ingresso no primeiro segmento do En­ sino Fundamental. Propõe­se, portanto, servir de ponto de partida para o trabalho de alfabetização, tendo como temática norteadora o reconhecimento da identidade individual e social do ser humano e sua constituição como cidadão. Os anexos, ao final do livro, são um complemento didático para uso em sala de aula. No Manual do Professor são apresentados tanto os pressu­ postos teóricos quanto as orientações práticas de uso do livro. Nosso objetivo fundamental é contribuir para o desenvolvi­ mento da reflexão e da consciência crítica do aluno, mobilizando­o para uma participação ativa na construção da sociedade. Os Autores

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SUMÁRIO
LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO LINGUÍSTICA
Unidade 1 – Um pouco da história de cada um
Capítulo 1 – Eu, você e a nossa história
Leitura compartilhada 1: “Para guardar os meus segredos” Leitura compartilhada 2: Depoimentos Leitura compartilhada 3: “Razão de ser”, Paulo Leminski Para praticar: Orientações gerais

Capítulo 3 – Nome e sobrenome
8 9 Leitura compartilhada 1: “A origem dos sobrenomes” Leitura compartilhada 2: “Ana Terra”, Érico Veríssimo Leitura compartilhada 3: Anedota, Ziraldo Para praticar: Traçado das letras; adivinhas

48 49 54 63 63

10 12 16 17 18 19

Capítulo 2 – Nomes
Leitura compartilhada 1: O alfabeto Leitura compartilhada 2: “Nomes de gente”, Geraldo Azevedo e Renato Rocha Leitura compartilhada 3: “A, E, I, O, U”, Lamartine Babo e Noel Rosa Para praticar: Traçado das vogais em letra cursiva Leitura compartilhada 4 – “O ABC do sertão”, Zé Dantas e Luiz Gonzaga Para praticar: Traçado das consoantes em letra cursiva Leitura compartilhada 5: Quadras, Fernando Pessoa Leitura compartilhada 6: “Objetos gráficos”, Mira Schendel Para praticar

Unidade 2 – Quem sou eu? Quem é você?
Capítulo 4 – Os documentos que nos identificam
Leitura compartilhada 1: Certidão de nascimento Leitura compartilhada 2: “Na ponta dos dedos”, detetive João Amaral

64

65 66 71 79 80

21

27 28

Capítulo 5 – Nossa origem
Leitura compartilhada 1: “A invasão dos Silva”, revista Galileu Leitura compartilhada 2: “Receita para fazer um poema dadaísta”, Tristan Tzara

32 33 42 46 47

90

Capítulo 6 – Eu e mais 194 milhões de habitantes
Leitura compartilhada 1: “Caso de recenseamento”, Carlos D. Andrade Leitura compartilhada 2: “A raposa e as uvas”

92 92 99

4

Leitura compartilhada 3: “A raposa e as uvas”, Millôr Fernandes Para praticar: Parlendas Leitura compartilhada 4: “Curupira”, Marcelo Xavier

101 101 105

Capítulo 8 – Cidadania
Leitura compartilhada 1: “Comida”, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto Leitura compartilhada 2: “Cidadania”, Gilberto Dimenstein Leitura compartilhada 3: “A desventura de um analfabeto ou o homem que nunca aprendeu a ler”, João Martins de Athayde

125

126 132

Unidade 3 – Ser brasileiro

107

Capítulo 7 – Conhecendo nossa formação e nossas diferenças 108
Leitura compartilhada 1: “A cara do Brasil” Leitura compartilhada 2: “Conhecendo nossas diferenças” Leitura compartilhada 3: “Erro de português”, Oswald de Andrade Leitura compartilhada 4: Tirinha, Quino Leitura compartilhada 5: “Crime sem fiança” Leitura compartilhada 6: “Florianópolis cria ‘pronto-socorro’ para vítimas de racismo”, Tina Braga 108 113 115 118 119

135

Leitura compartilhada 4: “Vaca Estrela e Boi Fubá”, Patativa do Assaré 135 Leitura compartilhada final: “É preciso que a leitura seja um ato de amor”, Paulo Freire e Myles Horton 139 Para praticar: Escreva para a autora 140 141 141 142 285 287 289 291 295 297 349

Glossário Sugestões de leitura Referências bibliográficas Anexos de Língua Portuguesa
Anexo 1: Tabela de letras Anexo 2: Crachá Anexo 3: Letras móveis Anexo 4: Cartela Anexo 5: Índice Anexo 6: Jogo

121

Leitura compartilhada 7: Dados do relatório “Progresso das mulheres do 123 mundo 2008/2009”

ALFABETIZAÇÃO MATEMáTICA
Capítulo 1 — Números naturais no nosso dia a dia
Onde os números aparecem em nossa vida? O alfabeto Números ordinais Tabelas com números naturais Números pares e números ímpares Sucessor e antecessor de um número natural Ordem dos números naturais 144 144 145 154 155 157 160 Leitura e escrita dos números naturais 162 164

Capítulo 2 — Para que servem os números naturais
O que os números naturais podem indicar? Números naturais e medidas Números naturais, tabelas e gráficos

165 165 166 168

5

Números naturais que identificam uma pessoa Números naturais e estimativas

170 173 174 177 178 181 182 183 185 186 188 189 189 191 192

Capítulo 8 — Nosso dinheiro
Trocando dinheiro Trabalhando com o troco

220 227 228 232 232 232 233 234 238 239 241 241 241 243 247

Capítulo 3 — Geometria no dia a dia
O cubo O paralelepípedo A esfera Traçado de circunferências A pirâmide Geometria dos palitos Vistas de um objeto Geometria e arte

Capítulo 9 — Multiplicação
Juntar quantidades iguais Disposição retangular Possibilidades Situações-problema Multiplicação com 10 Algoritmo da multiplicação

Capítulo 10 — Divisão
A ideia de repartir igualmente A ideia de medida da divisão Divisão exata e divisão não exata Frações, porcentagens e números decimais

Capítulo 4 — Medida de tempo
Horas e minutos Dia e semana Mês e ano

Capítulo 5 — Sistema de numeração decimal
A dezena Composição, decomposição e leitura dos números Arredondamentos

199 199 201 204 206 206 207 207 211 212 214 215 215 216 216 216 217

Capítulo 11 — Medida de comprimento
Unidades não padronizadas: palmo, pé e passo Unidade padronizada: o centímetro Outra unidade padronizada: o metro Mais uma unidade padronizada: o quilômetro

251 251 253 256 260 264 264 270 272 272 273 276 277

Capítulo 6 — Adição
Juntar quantidades Acrescentar uma quantidade a outra Situações-problema Usando a calculadora Técnica operatória

Capítulo 12 — Medida de massa
Quilograma ou quilo O grama

Capítulo 13 — Medida de capacidade
Unidades não padronizadas Unidade padronizada: o litro A matemática das receitas

Capítulo 7 — Subtração
A ideia de tirar A ideia de comparar: quantos a mais? A ideia de comparar: quantos faltam? A ideia de comparar: qual é a diferença? Usando a calculadora Situações-problema

Glossário Sugestões de leituras complementares Referências bibliográficas

281 283

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LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO LINGUÍSTICA

7

UNIDADE

1
MARIA DO CARMO/FOLHA IMAGEM

Um pouco da história de cada um

Detalhe da obra criada pelo artista Alex Flemming no Metrô de São Paulo, foto de junho de 2008.

MARIA DAS GRAÇAS, DAMIÃO, ZEFRINA, ANTÔNIO, MARINALVA, VICENTE, VOCÊ, EU… TODOS TEMOS UMA HISTÓRIA. VOCÊ, POR EXEMPLO, NASCEU EM DETERMINADO DIA, NUM GRUPO DE PESSOAS, NUM LUGAR ESPECÍFICO, COM CERTAS CONDIÇÕES DE VIDA. E AGORA VOCÊ ESTÁ AQUI, DECIDIDO A ESTUDAR E A COMEÇAR UMA NOVA FASE EM SUA VIDA. ENTÃO, QUE TAL APRESENTAR-SE A SEUS COLEGAS E CONHECER UM POUCO DA HISTÓRIA DELES E DE OUTRAS PESSOAS?
8

capítulo

Objetivos: promover a socialização dos alunos para que eles possam se conhecer e expressar suas vivências e expectativas através de bate-papos informais, diálogos, troca de informações e experiências ou outras atividades que envolvam a expressão oral. Valorizar a língua como meio de expressão. Desenvolver a capacidade de atenção e compreensão auditiva dos alunos nos momentos de escuta. Promover, nas atividades relativas à oralidade, o desenvolvimento de atitudes participativas e de respeito às diferenças de gênero, geração, raça e credo e ainda à variedade linguística dos falantes. Sondar a potencialidade de cada aluno por meio da observação e avaliação de suas produções, valorizando seus conhecimentos prévios. Diferenciar a escrita de outras formas de representação.
HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA EDITORA

1

EU, VOCÊ E A NOSSA HISTÓRIA

GERMANO LUDERS/EDITORA ABRIL

DA EDITORA

LUIS CARLO S KFOURI/ O EDITORA AB BRIL RIL

HELY DEMUTTI/ARQU IVO

A UIVO DA EDITOR

HELY DEMUTTI/ARQUIVO DA EDITORA LALO DE ALMEIDA/FOLHA IMAGEM A

RQ HELY DEMUTTI/A

Essas imagens visam mostrar aos alunos que eles “leem” o mundo há bastante tempo, mesmo que ainda não decodifiquem letras, sílabas e palavras. Antes da leitura das letras, existe a leitura de imagens, símbolos, cores, gestos, expressões faciais, mudanças climáticas, etc. Aproveite a oportunidade para promover uma conversa entre os estudantes e detectar a noção de cada um a respeito do processo de construção da leitura e da escrita. Possibilitar o contato dos alunos com textos como crônica, depoimento, poema, texto icônico (imagem), texto instrucional, etc. Sensibilizar para a direção da escrita. Apresentar o livro aos alunos.

O QUE VOCÊ ACHA QUE AS IMAGENS ACIMA SIGNIFICAM?

RQ HELY DEMUTTI/A

RA R UIVO DA EDITO

9

HELY DEMU TTI/ARQUIVO DA EDITORA

LEITURA COMPARTILHADA 1

Inicialmente, esta seção (“Leitura compartilhada”) deve ser lida em voz alta pelo professor, respeitando-se a fluência, a entonação e o ritmo dos enunciados e dos textos. Numa segunda leitura, oriente os alunos a acompanhar a leitura, pedindo-lhes, por exemplo, que destaquem o título, apontem as mudanças de parágrafo, identifiquem a letra inicial de cada parágrafo, reconheçam uma ou outra palavra, indiquem a parte da história de que mais gostaram. Quando você perceber que os alunos já são capazes de ler sozinhos, estimule-os a expor gradativamente essa habilidade.

Você vai conhecer uma história real, a história de Damião. Ele aprendeu muito com as experiências da vida. Mas, depois de passar por várias situações que o incomodavam bastante, resolveu estudar. Acompanhando a leitura, você descobrirá o motivo que levou Damião a tomar essa decisão.
Antes de iniciar a leitura, questione os alunos quanto às diferentes funções da leitura e da escrita. Sugira que observem as imagens e descubram algumas funções possíveis e identifiquem as que já dominam. Leia o título do texto e pergunte-lhes o que ele sugere. Destaque a fonte (texto escrito para este livro com base numa história real).

Para guardar os meus segredos
Seu Damião mora longe de sua terra natal desde a juventude. “Menino”, como simplesmente o chamavam desde criança, achava a escola muito difícil e, sempre que podia, fugia das aulas para brincar ou ajudar os pais na roça na época da colheita. Só ficou conhecendo seu verdadeiro nome quando viajou à cidade grande para tentar a sorte. Nessa ocasião, precisou da sua certidão de nascimento para providenciar os outros documentos de identidade. Na longa viagem só levou uma muda de roupa embrulhada numa trouxa e o documento com o nome, a fotografia e a marca do dedão sujo de tinta no lugar da assinatura. Ao chegar ao destino, instalou-se no barraco de um primo de sua mãe, que logo lhe deu as primeiras orientações e lhe conseguiu um trabalho. De início, assustou-se com tanta coisa diferente, com tanta mudança; afinal, nunca havia se afastado do lugarejo em que nascera. Pouco a pouco foi aprendendo a viver em sua nova realidade, melhorando de vida e conseguindo mandar aos pais, que tinham ficado na sua terra, o tão sonhado dinheiro. Mas ainda havia algo muito importante a ser resolvido. Ele não sabia ler nem escrever, de modo que, quando as situações exigiam dele esse tipo de habilidade, aborrecia-se, embora sempre acabasse dando um jeito. Apenas uma dessas situações parecia não ter solução: era quando recebia cartas dos parentes e dos amigos, e precisava pedir a alguém que as lesse e as respondesse, escrevendo o que ele ditava. Estava cansado de ter de revelar aos outros os seus sentimentos, seus desejos, seus sonhos… Queria poder guardar segredos para si mesmo, e foi por isso que resolveu estudar. Não foi nada fácil, e seu Damião começou a achar que não tinha jeito para a coisa. Já estava quase desistindo quando a professora, que já havia percebido as dificuldades que ele enfrentava, lhe perguntou:
10

— Sr. Damião, quantos anos o senhor tem? — Cinquenta e um — ele respondeu. — En tão o se nhor es pe rou cin quenta anos para chegar até a es cola. Faz tão pou co tem po que o se nhor está aqui para aprender a ler e a es crever… Será que não é pre ci so con fiar mais, in sis tir, acreditar? Afinal, será que tudo o que o senhor dei xou de apren der em cin quen ta e um anos tem de ser aprendido de um dia pa ra o ou tro?
KATHIA TAMANAHA/ARQUIVO DA EDITORA

Damião refletiu, empenhou-se e, com a ajuda da professora e dos colegas, conseguiu alfabetizar-se. Feliz com as conquistas, prosseguiu nos estudos. Atualmente, Damião guarda para si os segredos, pois lê e escreve suas cartas, e também aproveita as horas vagas para ensinar pessoas a ler e a escrever e, desse modo, a evitar algumas situações desagradáveis, parecidas com as que ele viveu.
Texto baseado em história real, escrito especialmente para este livro.
O depoimento do Sr. Damião foi transformado numa crônica. A crônica é um texto curto que aborda aspectos da vida cotidiana, episódios reais ou imaginários. Vai do oral para o escrito, com predomínio da função emotiva da linguagem sobre a referencial. Segue uma ordem cronológica dos acontecimentos. Utiliza vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor. A pontuação também é expressiva.

11

capítulo

1

RODA DE CONVERSA

Na primeira Unidade deste livro, escolhemos o uso de letras bastão em textos dirigidos diretamente ao aluno. O objetivo principal é facilitar a familiarização com a leitura e a escrita desse tipo de registro. É importante, entretanto, que você verifique se o aluno tem condições de ler o enunciado sozinho (ou quais alunos conseguem) e facilitar-lhe a aquisição gradativa dessa habilidade.

1. E VOCÊ? COMO SE SENTE QUANDO PRECISA LER ALGUMA COISA E
NINGUÉM PODE AJUDÁ-LO?

2. O QUE VOCÊ FAZ PARA REGISTRAR ALGUNS ASSUNTOS PARTICULARES?

3. E SE DAMIÃO DISSESSE A VOCÊ QUE ELE IRIA DESISTIR DE ESTUDAR:
O QUE DIRIA A ELE?
Anote num cartaz o nome de todos os alunos em letras de imprensa maiúsculas. O cartaz deverá ficar exposto na classe. Para a confecção do crachá, veja o Anexo 2 no final do livro. O crachá deverá ser recortado pelos alunos e apresentar o nome tanto em letras de imprensa maiúsculas quanto em letras manuscritas (uma forma embaixo da outra). Ele será usado em várias situações ao longo do estudo.

ATIVIDADES COLETIVAS

VAMOS INICIAR A APRESENTAÇÃO DE TODOS OS ESTUDANTES?

1. CADA UM VAI DIZER SEU NOME COMPLETO. O PROFESSOR VAI REGISTRAR TODOS OS NOMES NA LOUSA E DEPOIS NUM CARTAZ. PRESTE ATENÇÃO NA MANEIRA COMO O PROFESSOR ESCREVE SEU NOME NA LOUSA OU NO CARTAZ. OBSERVE O FORMATO DAS LETRAS, O MOVIMENTO QUE O PROFESSOR FAZ COM A MÃO, ONDE ELE REPASSA O TRAÇO, ONDE CADA LETRA COMEÇA E ACABA. OBSERVE AINDA A DIREÇÃO DA ESCRITA QUE SEU PROFESSOR UTILIZA, QUE VAI DA ESQUERDA PARA A DIREITA E DE CIMA PARA BAIXO.

2. AGORA VAMOS FAZER UM CRACHÁ?
a) VEJA O ANEXO 2 NO FINAL DO LIVRO. ESCREVA O SEU NOME NESSE MATERIAL. SE QUISER, ESCREVA DO MESMO JEITO QUE O SEU PROFESSOR ESCREVEU NO CARTAZ. b) RECORTE O SEU CRACHÁ. c) PRENDA O CRACHÁ NO PEITO OU AFIXE-O À MESA DE ESTUDO. USE-O NAS PRIMEIRAS SEMANAS DE AULA.

LEITURA COMPARTILHADA 2

Promova a projeção do filme Central do Brasil, de Walter Salles (1998). Se isso não puder ser feito na escola, sugira aos alunos que assistam ao filme em casa, pegando a fita ou o DVD numa locadora. Depois, oriente uma discussão integrando a mensagem do texto lido com o filme. Uma sinopse e outras informações da obra podem ser obtidas no site www.centraldobrasil.com.br./fr_new_p.htm

Agora você vai ouvir a leitura de depoimentos de estudantes das mais diversas idades, que participaram de programas de alfabetização de jovens e adultos da cidade de São Paulo. Será que alguma história é parecida com a sua?
12

“Fui lá e o funcionário mandou assinar; eu assinei. Ele falou que estava muito feio; assinei primeiro numa folha para poder assinar depois no documento. Aí o homem falou: ‘Seu nome não está correto; dá o dedo aí’. Sujou meu dedo, sujou o papel e nunca mais fui lá buscar. Passei muitos dias pensando e resolvi estudar para não passar mais vergonha.”
Raimundo, 52 anos

“Onde eu morava, na roça, não tinha escola perto e eu não estudei. Vim para São Paulo trabalhar em casa de família para poder comer, dormir e mandar dinheiro para os meus pais e meus irmãos. Preciso estudar para poder anotar os recados de telefone, ler os bilhetes que a minha patroa deixa e poder ler uma receita.”
Maria, 35 anos

“No meu tempo, mulher não podia estudar. Meu pai dizia que mulher é para ficar em casa limpando, lavando, cozinhando, cuidando de menino e de esposo. Mas agora eu quero tentar.”
Zefrina, 58 anos

“Perdi vários empregos para ganhar bem por causa do estudo. O homem falou: ‘Quem não sabe ler e escrever pode sair’. Me senti triste e humilhado. É muita discriminação.”
Expedito, 20 anos

13

capítulo

1

Depoimentos

Os depoimentos abaixo são reais. Eles devem ser lidos por você para que a atividade da seção “Roda de conversa” possa ser realizada. Chame a atenção dos alunos para a diversidade existente tanto na faixa etária quanto nas motivações das pessoas que retomam os estudos. Identifique com eles os principais motivos que os levaram a estudar (busca de melhores condições de vida, integração social, promoção no trabalho, etc.). Também se pode pedir a eles que identifiquem nos textos a seguir um depoimento que se assemelhe com a história de Damião (é o caso da história de Marinalva, 42 anos).

“Passar perto de um anúncio, olhar e não entender nada do que está escrito… Não poder sair por esse mundão de Deus sozinho, sabendo onde estou indo… Não entender o que os moços estão falando na televisão… Não quero mais nada disso pra mim.”
Sigefredo, 30 anos

“Vou estudar para não ficar que nem meus irmãos, todos sem emprego. Vou melhorar de vida e comprar uma casa para minha mãe morar.”
Antônio, 17 anos

“Minha mãe me fez estudar, mas eu larguei logo no começo porque repeti a primeira série três vezes. Preciso tentar; sei que não vai ser fácil. Quero escrever uma carta, tenho que contar minhas coisas para os outros. Não quero mais depender de ninguém; quero depender só de mim.”
Marinalva, 42 anos

“Estou velha. A cabeça já não dá, mas não me importo, não tenho vergonha. Quero saber ler e escrever. Nem que seja para morrer depois, mas morro com diploma.”
Arminda, 69 anos

“Quero poder ler as placas das ruas, dos ônibus, os papéis todos, os documentos.”
Vicente, 46 anos

14

Francisco, 30 anos

“Um dia ainda vou ensinar os outros a ler e escrever.”
Laura, 26 anos

“Não estudei quando era criança. Não fazia gosto. Engravidei com 14 anos e tive de trabalhar para criar meu filho. Preciso estudar para dar a ele uma vida mais decente.”
Erlaine, 19 anos

“Quando comecei a estudar, minha vida mudou. Parece que eu fiquei mais moço, mais esperto. Sinto que nasci de novo.”
Cristóvão, 51 anos

RODA DE CONVERSA

Veja orientações para a organização dos depoimentos no Manual do Professor.

AGORA QUE VOCÊ OUVIU DEPOIMENTOS DE OUTRAS PESSOAS, CONTE AOS COLEGAS POR QUE RESOLVEU ESTUDAR. TENTE INFORMAR: a) ONDE VOCÊ NASCEU? b) QUAL A SUA IDADE? c) POR QUE VOCÊ DECIDIU ESTUDAR? d) O QUE ESPERA DESSE CURSO? e) O QUE ESPERA DOS COLEGAS? f) O QUE ESPERA DO SEU PROFESSOR?
15

capítulo

“Meu sonho é ser poeta! Gostei dessa coisa de ler e escrever, de estudar. Vou fazer faculdade.”

1

Combine com os alunos como organizar as colocações orais para que todos possam contribuir. Observe com atenção a participação dos alunos, pois ela pode servir de primeira sondagem das condições orais de cada um deles. Chame a atenção para a direção da escrita. No caso da direção da linha, que o aluno perceba o papel das margens esquerda e direita.

LEITURA COMPARTILHADA 3
O paranaense Paulo Leminski, poeta irreverente e transgressor, começou sua obra numa época em que despontavam no país movimentos artísticos, como o Concretismo, a Contracultura e o Tropicalismo. Construiu, entretanto, um estilo próprio, inovador, imprevisível. E com grande paixão pela arte de escrever.

Razão de ser Escrevo. E ponto. lembram letras no papel, Escrevo porque preciso, quando o poema me anoitece. preciso porque estou tonto. A aranha tece teias. Ninguém tem nada com isso. O peixe beija e morde o que vê. Escrevo porque amanhece Eu escrevo apenas. e as estrelas lá no céu Tem que ter por quê?
Paulo Leminski. Melhores poemas de Paulo Leminski. Seleção de Fred Góes e Álvaro Marins. São Paulo: Global Editora, 2002.

ATIVIDADE COLETIVA

1. EM SEU POEMA, PAULO LEMINSKI DESCREVE DE FORMA POÉTICA AS
RAZÕES QUE O LEVAM A ESCREVER. EM SUA OPINIÃO, ESSAS RAZÕES PARECEM COM AS SUAS? SÃO PARECIDAS COM AS QUE FORAM DADAS PELAS PESSOAS NOS DEPOIMENTOS QUE VOCÊ OUVIU?
Trabalhar a função da escrita tem fundamental importância neste momento do processo de alfabetização.

2. VOCÊ ACHA QUE O TÍTULO DO POEMA, “RAZÃO DE SER”, EXPLICA A
IMPORTÂNCIA DA ESCRITA PARA O AUTOR?
Destaque a maneira poética que o autor utilizou para expressar a importância que dá à escrita.

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Apresente o livro aos alunos. Oriente-os a explorar sua estrutura com base numa breve leitura do sumário; mostre-lhes as unidades, os capítulos, as imagens, os tipos de atividades, a numeração das páginas e atividades, os espaços destinados à escrita, observe com eles o uso da frente e do verso da folha, bem como as margens direita e esquerda, pois é em relação a elas que os alunos tendem a definir a direção da leitura e da escrita.

PARA PRATICAR
NESTA SEÇÃO VOCÊ VAI ENCONTRAR ORIENTAÇÃO PARA O USO DOS ANEXOS QUE SE ENCONTRAM NO FINAL DO LIVRO. AO TRABALHAR COM UM DESSES MATERIAIS, SIGA TAMBÉM AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR.

ANEXO 1 — TABELA DE LETRAS PARA CONSULTAR: ALFABETO EM LETRAS DE IMPRENSA E MANUSCRITAS, MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS. RECORTE A TABELA. ESCREVA SEU NOME NO VERSO PARA IDENTIFICÁ-LA.
Os alunos podem usar a tabela como um quadro de consulta e como marcador de páginas do livro.

ANEXO 2 — CRACHÁ PARA ESCREVER E RECORTAR: ESCREVA O SEU NOME EM LETRAS DE IMPRENSA MAIÚSCULAS E EM LETRAS MANUSCRITAS. RECORTE O CRACHÁ E USE-O PARA SE IDENTIFICAR NAS AULAS.
usadas, exemplo, na construção de palavras ANEXO 3 — LETRAS MÓVEIS Essas letras podem ser todos, e portrabalho de questões ortográficas. novas, do interesse de no PARA RECORTAR: RECORTE AS LETRAS NO PONTILHADO. AS LETRAS SERÃO USADAS NA CONSTRUÇÃO DE PALAVRAS. GUARDE-AS EM UM ENVELOPE OU SAQUINHO PLÁSTICO. tipos de composições silábicas, ANEXO 4 — CARTELA diferentes baseados nos que já existem no segmentação de palavras nas frases, novos exercícios livro. PARA RECORTAR E ESCREVER: CADA QUADRADINHO DEVE CORRESPONDER A UMA LETRA, OU SÍLABA, OU PALAVRA. RECORTE OS QUADRADINHOS CONFORME AS INSTRUÇÕES DO PROFESSOR. Deve ser usada para a formação de novas palavras de interesse do grupo, para

ANEXO 5 — ÍNDICE PARA REGISTRAR PALAVRAS E ORGANIZÁ-LAS: RECORTE AS PÁGINAS NO PONTILHADO E MONTE UM ÍNDICE DE CONSULTA. ASSOCIE CADA LETRA TRABALHADA COM UMA PALAVRA DO INTERESSE DE TODOS E, SE POSSÍVEL, ILUSTRE COM DESENHO OU COM RECORTE DE FOTOS. VOCÊ PODE USAR ESSE ANEXO PARA: — REGISTRAR PALAVRAS EM ORDEM ALFABÉTICA; — TREINAR O TRAÇADO DE LETRAS, CONFORME A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR; — REGISTRAR PALAVRAS NOVAS QUE TENHAM CHAMADO SUA ATENÇÃO, OU QUE O GRUPO OU O PROFESSOR TENHA ESCOLHIDO. TODA VEZ QUE VOCÊ QUISER CONSULTAR UMA PALAVRA OU ESCREVÊ-LA, OBSERVE COM QUE LETRA ELA COMEÇA E PROCURE NESSE ÍNDICE. VOCÊ PODE COMEÇAR REGISTRANDO SEU NOME E OS DE SEUS COLEGAS. ANEXO 6 — JOGO

Use os quadradinhos como as letras móveis. Inicialmente, cada espaço deve representar uma letra. Posteriormente, pode representar uma sílaba ou até uma palavra. Esse material pode ser utilizado em atividades individuais ou em grupos.

É fundamental fornecer aos alunos diversos materiais impressos para que possam observar os diferentes tipos de traçado de uma mesma letra e associar letras de imprensa com as manuscritas.

17

capítulo

1

capítulo

2

NOMES
Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor.

cidades

José
ROSA

CARRO
janela
Maria

Jorge

borboleta

CACHORRO

LIVRO
Luísa

povo
Ruy

Mariana

Juliana
VESTIDO

fogão
Aparecida

Wanderson

lápis

formiga
escola
KARINA TENGAN/ARQUIVO DA EDITORA

Francisco Cármen caneta

Paulo

areia

mesa

flor
sofá

CARLOS
gente

casa

Cada aluno deve estar com seu crachá para poder realizar as atividades a seguir. Começará escrevendo seu primeiro nome.

18

Para trabalhar o direcionamento da leitura e da escrita, escreva a frase 1 na lousa com letra de imprensa maiúscula. Peça aos alunos que coloquem o dedo indicador no número 1 da atividade e acompanhem, palavra por palavra, o que você está lendo e apontando na lousa. Destaque o movimento da esquerda para a direita e de cima para baixo. Utilize esse procedimento sempre que possível.

RITA, FÁBIO OU ADERBAL. ESCREVA AQUI QUAL É O SEU NOME, AFINAL.

1. O MEU PRIMEIRO NOME É

.

SE ACHAR NECESSÁRIO, OBSERVE O SEU NOME NO CRACHÁ E COPIE.

2. TENHO

ANOS.

Acompanhe cada aluno na escrita. Depois que todos tentaram responder às questões, ajude os que não souberam escrever o nome ou os algarismos que correspondam à idade. Esta atividade visa verificar os conhecimentos prévios dos alunos e deve ser considerada como uma sondagem inicial. Portanto, registre na lousa todas as tentativas de escrita para que isso sirva, a você e a eles, de parâmetro do desenvolvimento da aprendizagem.

LEITURA COMPARTILHADA 1 LEITURA COMPARTILHADA 1

Conforme sugerimos no capítulo 1, a seção “Leitura compartilhada” deve ser lida em voz alta pelo professor.

Para escrever o seu nome, você usou letras. As letras são os 26 símbolos que formam o alfabeto ou abecedário da língua portuguesa. Observe:

O alfabeto

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
O alfabeto contém cinco vogais. Elas estão registradas na lista acima em negrito, ou seja, numa forma mais escura. As demais letras são as consoantes. As letras K, W e Y são usadas na escrita de alguns nomes, principalmente os estrangeiros. Para escrever a sua idade, você usou algarismos ou dígitos, que podem ser combinados de muitas maneiras para representar os números. Os algarismos são dez. Observe:

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9
19

capítulo

CANETA, ESCOLA, LIVRO, ÔNIBUS,

2

TUDO E TODOS TÊM UM NOME.

PARA LER E ESCREVER

Leia os enunciados, com calma e clareza (ou peça a um aluno que leia). Troque ideias com os alunos para acompanhar individualmente o nível de compreensão. Anote o que você observar para ter mais dados para a sondagem inicial. Acompanhe cada aluno na realização da tarefa.

1. INDIQUE NO ALFABETO ABAIXO AS LETRAS DO SEU PRIMEIRO NOME.
Oriente os alunos a pintar as letras com o lápis ou a caneta. Se for necessário, solicite que observem o crachá.

2. INDIQUE OS ALGARISMOS QUE VOCÊ USA PARA ESCREVER A SUA
IDADE.

3. RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR. USE ALGARISMOS.
a) QUANTAS LETRAS HÁ EM SEU PRIMEIRO NOME? b) QUANTAS SÃO VOGAIS? c) E QUANTAS SÃO CONSOANTES?

Peça aos alunos que consultem o crachá e os oriente a concluir que a soma das vogais e das consoantes tem de coincidir com o total de letras do nome.

4. LEIA AS FRASES ABAIXO:

Escreva as frases na lousa ou num cartaz. Coloque uma palavra bem embaixo da outra conforme se vê a seguir.

( (

) EU SOU DO SEXO FEMI NI NO. ) EU SOU DO SEXO MAS CU LI NO.

a) CIRCULE AS PALAVRAS QUE NÃO SE REPETEM NAS FRASES ACIMA. b) COLOQUE UM X NA FRASE QUE AFIRMA O QUE VOCÊ É.
20

1. SEU PROFESSOR VAI ESCREVER O NOME DELE NA LOUSA.
COMO SE ESCREVE O NOME DO PROFESSOR? ESCREVA COLOCANDO CADA LETRA EM UM QUADRADINHO.
Se achar conveniente, utilize o Anexo 4.

a) QUAL É A PRIMEIRA LETRA DESSE NOME? b) QUAL É A ÚLTIMA LETRA? c) QUAIS SÃO AS VOGAIS DESSE NOME? d) E QUAIS SÃO AS CONSOANTES?
Mostre o cartaz com a lista de nomes dos alunos cuja confecção foi solicitada no capítulo 1. Se possível, providencie cópias reduzidas, que poderão ser usadas pelos alunos em duplas ou trios.

2. SEU PROFESSOR VAI MOSTRAR O CARTAZ COM OS NOMES DA TURMA. OBSERVE O CARTAZ E RESPONDA: COMO ESSA LISTA DE NOMES FOI ORGANIZADA?
Provavelmente a lista foi escrita conforme a ordem de apresentação do nome pelos alunos. Se isso de fato tiver ocorrido, não tem problema, pois poderemos solicitar aos alunos que discutam as facilidades decorrentes de estabelecermos um critério de organização de listas, como o da ordem alfabética.

3. LEIA alunos aNOMES DA LISTA E RESPONDA:a efetuar os cálculos solicitados. Depois acompanhe cada aluno a OS Oriente os identificar as letras iniciais e finais dos nomes registrados no cartaz e
fazer o registro na forma de algarismos.

a) QUANTOS SÃO OS NOMES QUE COMEÇAM COM VOGAL? b) QUAN TOS SÃO OS NOMES QUE CO ME ÇAM COM CON SOANTE? c) QUANTOS DESSES NOMES TERMINAM COM A LETRA A? d) HÁ QUANTOS NOMES FEMININOS? e) QUANTOS DELES TERMINAM COM A LETRA O?
Quanto aos itens c e d, questione os alunos se todos os nomes que terminam com a letra A são femininos. Faça o mesmo com os itens e e f. Incentive-os a identificar, dentre os nomes que lhes são familiares, alguns que fujam dessa “regra”, como Darci, Noeli, Daniele, Rosemeire, José Maria, etc.

f) HÁ QUANTOS NOMES MASCULINOS?

LEITURA COMPARTILHADA 2
Os compositores Geraldo Azevedo e Renato Rocha criaram este poema para um disco do grupo musical MPB4. Veja só:
21

capítulo

Estes exercícios devem ser discutidos coletivamente e depois registrados na lousa para que todos os alunos copiem as respostas.

2

ATIVIDADES COLETIVAS

Antes da leitura do poema, dê destaque ao título, aos autores, às letras em negrito. Destaque também a forma vertical da escrita do poema, as margens e as pautas.

Nomes de gente
Tem muito nome de gente Muito significado Prudêncio que é prudente Tibor que é honrado Hugo que é previdente Reinaldo que é ousado Tem muito nome de gente Muito significado Ataulfo é nobre lobo Arnaldo águia potente Arnoud é águia e lobo Arlindo águia e serpente Leandro homem leão Leonardo leão forte Catulo pequeno cão Bernardo é urso forte Tem nome de toda sorte Luci quer dizer doce Lia que é trabalhadora Olga que é nobre moça Berenice é vencedora Tamara é estrangeira Estela que é estrela No meio de todas elas Só Vera que é verdadeira Natalice e Natalino Nasceram os dois no Natal Domingos foi num domingo Na Páscoa nasceu Pascoal Genaro foi em janeiro Em março nasceu Marçal Aurora porque nasceu Na hora que nasce o sol Tem muito nome e a gente Cantou somente um bocado É muito nome de gente Prum verso de pé quebrado A gente fica contente Se ninguém ficar zangado Se nesse quase repente Seu nome não foi cantado
Geraldo Azevedo e Renato Rocha. Adivinha o que é – MPB4. São Paulo, Ariola, 1983.

PARA ENTENDER MELHOR
SIGNIFICADO : AQUILO QUE UMA COISA QUER DIZER. O SENTIDO QUE ALGO PODE TER. PRUDENTE : MODERADO, CAUTELOSO, AQUELE QUE TEM BOM SENSO. PREVIDENTE : AQUELE QUE PREVÊ, QUE É PREVENIDO. TAMBÉM PODE SIGNIFICAR O MESMO QUE PRUDENTE. OUSADO : DESTEMIDO, CORAJOSO, AUDACIOSO, ATREVIDO. POTENTE : PODEROSO, VIOLENTO, ENÉRGICO, AQUELE QUE TEM PODER.
22
Explique aos alunos que nomes como Arnoud têm sua origem em outros países (no caso, a França) e são escritos e pronunciados segundo regras de linguagem diferentes da cultura brasileira e da Língua Portuguesa.

Escreva na lousa, em letra bastão, uma lista com todos os nomes próprios citados no poema. Depois, com os alunos, separe esses nomes conforme as letras iniciais, perguntando: “Quais começam com a letra A?”, “E com a letra B?”, etc. Utilize o Anexo 1 - TABELAS DE LETRAS para identificação e nomeação das letras nesta atividade.

PARA LER E ESCREVER

1. OS NOMES A SEGUIR FORAM CITADOS NO POEMA. COMPLETE-OS
COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO.
Se desejar, utilize com os alunos o Anexo 4.

a) NOMES COMEÇADOS COM A LETRA A.
A U R O R

A
D

A

R

N

A

L

O

Ou Ataulfo.

b) NOMES COMEÇADOS COM A LETRA L.
L U C

I
N

L

E

A

D

R

O

c) NOMES COM 8 LETRAS.

B
B

E

R
R

N

A

R

D

O
E

E

E

N

I

C

d) NOME COM O MENOR NÚMERO DE LETRAS.
L I

A

e) NOME EM QUE A LETRA A APARECE 3 VEZES.

T

A

M

A

R

A

2. ESCREVA OS NOMES QUE APARECEM ABAIXO, SEPARANDO-OS EM PARTES. COLOQUE CADA PARTE NUM RETÂNGULO.

NATA LI CE — NATA LI NO —

NA

TA

LI

CE

NA

TA

LI

NO

23

capítulo

2

3. COMPARE OS DOIS NOMES DO EXERCÍCIO ANTERIOR E CIRCULE AS
PARTES QUE NÃO SE REPETEM.

4. VOCÊ SABE QUAL É O NOME DE CADA UMA DESSAS PARTES QUE FORAM ESCRITAS NOS RETÂNGULOS? CONVERSE COM OS COLEGAS E TENTE DESCOBRIR.
Sílabas.

5. COMPLETE OS NOMES QUE APARECEM NO POEMA COM AS LETRAS
QUE ESTÃO FALTANDO.
A Os nomes próprios a seguir estão classificados em masculinos e femininos e dispostos em ordem alfabética, com separação silábica. Você pode utilizar esta atividade para trabalhar com os alunos noções de ordem alfabética e de separação silábica. O

R R R
A

L N NO T R N T M N G

I

N L D

D D

A

A

O

A

U

A

U

L
O

F

O

B C D G H L L
24

E

A

R
U

D L

A

O

O

I

N
A

G R

O

S
O

E

U

O

E

A

N
O

D R N

O

E

A

R

D

O

M N P

A

R

Ç T

A

L L N

A

A

I

O

A

S D N B

C

O

A

L

P R R T
A

U

Ê

N L R

C D

I

O

E

I

A

O

I

O

U

R R T
A

O

R N L

A

B

E

E

I

C

E

E

S

E

A

L L N

I

U

C T G M R

I

A

A

L

I

C

E

O

L

A

T V

A

A

R

A

E

A

25

capítulo

2

6. VOCÊ USOU VOGAIS OU CONSOANTES PARA COMPLETAR OS NOMES? CUBRA O PONTILHADO DA PALAVRA QUE INDICA A RESPOSTA CORRETA.

X

7. QUAL FOI O CRI TÉ RIO UTI LI ZA DO NA OR GA NI ZA ÇÃO DA LIS TA
DE NO MES DO EXER CÍ CIO 5? CON VER SE COM OS CO LE GAS E TEN TE DES CO BRIR. DE POIS, CRIE UM TÍ TU LO PA RA A LIS TA.
Sugestões de resposta: Lista de nomes de homens e de mulheres/Nomes masculinos e nomes femininos em ordem

alfabética/etc.

8. RESPONDA COM ALGARISMOS:
a) QUANTOS NOMES FEMININOS HÁ NA LISTA? b) QUANTOS NOMES MASCULINOS HÁ NA LISTA?
9

17

c) QUANTOS NOMES MASCULINOS HÁ A MAIS QUE OS FEMININOS?
8

26

V N A T E
S U E

T
O R A

R

A

M

A L I
N I I A

A

R

T

A

B

E

R

E

C E

E

L

O

L
U

G

A

C

I

Veja orientações para o trabalho com a sonoridade das vogais no Manual do Professor.

LEITURA COMPARTILHADA 3
Você conhece a marchinha “A, E, I, O, U”? Ela foi composta em 1932 por dois músicos importantes do cancioneiro popular brasileiro: Lamartine Babo e Noel Rosa. Acompanhe a leitura.
27

capítulo

9. COMPLETE A PALAVRA CRUZADA COM OS NOMES FEMININOS QUE APARECEM NA LISTA:

2

A , E, I, O, U
A, E, I, O, U Dabliú… Dabliú… Na cartilha da Juju, Juju. (bis) A Juju já sabe ler, A Juju sabe escrever, Há dez anos na cartilha, A Juju já sabe ler, A Juju sabe escrever, Escreve sol com cê-cedilha. A , E, I, O, U, Dabliú… Dabliú… Na cartilha da Juju, Juju. (bis) ……
Lamartine Babo e Noel Rosa. In: Roberto Lapiccirella (org.) As marchinhas de Carnaval – antologia musical popular brasileira. São Paulo: Musa, 1996.

PARA LER E ESCREVER

BLINHE-AS. as letras na lousa (ou num cartaz), em tamanho grande, obedecendo à sequência dos traçados. Se possível, mantenha uma faixa com o traçado das letras à vista de todos os alunos durante todo o estágio de alfabetização. Associe cada letra a uma palavra conhecida por eles. disponibilizar aos certa variedade de material impresso 3. MARQUE UM X NA FRASE CORRETA.É fundamentalobservem diferentesalunosde traçado de uma mesma letra. para que eles tipos

1. FAÇA UM CÍRCULO EM VOLTA DO TÍTULO DA CANÇÃO. 2. PROCURE NOseção tem como objetivo trabalharTRAS da escrita e APARECEM NO TÍTUletras manuscritas. Escreva POEMA AS LE QUE LO E SUEsta a passagem leitura de letras de imprensa maiúsculas para
Acompanhe os alunos individualmente.

( (
X

) AS LETRAS A, E, I, O, U FAZEM PARTE DO GRUPO DAS CONSOANTES. ) AS LETRAS A, E, I, O, U FAZEM PARTE DO GRUPO DAS VOGAIS.
VAMOS APRENDER A TRAÇAR AS VOGAIS EM LETRA CURSIVA? a) OBSERVE O TRAÇADO DE CADA VOGAL MAIÚSCULA E MINÚSCULA. APOIE O DEDO INDICADOR SOBRE O DESENHO, SIGA A SEQUÊNCIA DOS NÚMEROS E PERCORRA O TRAÇADO. b) FAÇA AGORA, COM O LÁPIS, O TRAÇADO DAS LETRAS.

PARA PRATICAR

28

1 2 3
2 3

5 6

4

1

4

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.     

1 2 3 5 4
1 3 2 4

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

D

D

D

29

capítulo

2

2 1 4 3
1 4 2 3

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

H

H

H

1 3
5 6 3 4

4 2
1

2

7

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

N

N

N

30

1

2

4 5

2

4

1

3

CUBRA O PONTILHADO.

#
COPIE.

#

#

=

=

=

PARA VOCÊ, UM DESAFIO…

Antes de propor o exercício pergunte aos alunos se conhecem palavras formadas só por vogais. O trabalho com tabelas de dupla entrada é importantíssimo. Utilize esse recurso sempre que possível, em qualquer área do conhecimento.

É POSSÍVEL FORMAR PALAVRAS SÓ COM VOGAIS? COMBINE AS LETRAS DA TABELA ABAIXO E DESCUBRA.
Os alunos devem perceber que há palavras formadas só de vogais. O mesmo não é válido para as consoantes. Para que os alunos descubram isso, você pode, depois da prática do traçado de consoantes, fazer um cartaz com algumas palavras vistas até o momento e perguntar-lhes se eles conseguem encontrar algum exemplo desse caso.

A A E I O U
uau uai ia

E

I
ai

O
ao

U
au-au

ei eia

eu

oi

ou

ui

31

capítulo

3

2

LEITURA COMPARTILHADA LEITURA COMPARTILHADA 4 4
Na canção “O ABC do sertão” os autores Zé Dantas e Luiz Gonzaga apresentam o abecedário ou alfabeto falado no Nordeste.
Dê destaque às questões relativas à regionalidade e à importância de respeitarmos o modo de falar de cada pessoa e de cada região do país. Verifique se alguém da turma tem vocabulário ou sotaque diferenciado. Converse com os alunos sobre a maneira como algumas palavras foram escritas na canção: pros, caboco, qui, aprendê.

O ABC do sertão
Lá no meu sertão Pros caboco lê Tem qui aprendê Um outro abecê O jota é ji O ele é lê O esse é si Mas o erre tem nome de rê Até ípsilon Lá é ipsilone O eme é mê e o ene é nê O efe é fê o gê chama-se guê Na escola é engraçado ouvir-se tanto ê A, bê, cê, dê Fê, guê, lê, mê Nê, pê, quê, rê Tê, vê e zê.
Zé Dantas e Luiz Gonzaga. In: ABC do sertão. Revista MPBNOJT — Luiz Gonzaga (5): BMG, 1997.

PARA LER E ESCREVER

1. OBSERVE AS PALAVRAS QUE ESTÃO EM DESTAQUE NA CANÇÃO.
PROCURE LER ESSAS PALAVRAS. SE NECESSÁRIO, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR.
32

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
3. AGORA COPIE NAS LINHAS ABAIXO AS CONSOANTES QUE NÃO FORAM MARCADAS.
B C D H K P Q T V W X Z

PARA PRATICAR
AGORA VAMOS TREINAR O TRAÇADO DAS CONSOANTES EM LETRA CURSIVA? a) OBSERVE O TRAÇADO DE CADA CONSOANTE MAIÚSCULA E MINÚSCULA. APOIE O DEDO INDICADOR SOBRE O DESENHO, SIGA A SEQUÊNCIA DOS NÚMEROS E PERCORRA O TRAÇADO. b) FAÇA AGORA, COM O LÁPIS, O TRAÇADO DE CADA CONSOANTE.

1

CUBRA O PONTILHADO.

B
4 2 6 3 8

Lembre-se de trabalhar a sonoridade das letras através de exercícios auditivos. As letras K, W e Y não foram consideradas nesta atividade. Essas letras, na fala, são realizadas como: tDPOTPBOUFT,F8 tWPHBJT8F:

5

3

2 5 6

7

1

4 

COPIE.  

A

A

A

33

capítulo

2

2. MARQUE NO ALFABETO AS LETRAS QUE ELAS REPRESENTAM:

1 2 3

2 1 4

3

5

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

B

B

B

1 5 6 3 2 4

5

3 2 1 4 6

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

C

C

C

34

1

CUBRA O PONTILHADO.

F
2 6 5 4

7

3 1 5 4 6 

COPIE.  

E

E

E

1 2 5

1

2 3

6

4

3

5

4

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.     

35

capítulo

3

2

2

2 1 5

7

6

3 2 5

4

3

8

9

1

4

6

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

G

G

G

J
2 1 4 3

6 2

5

1

5

4

3

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.     

36

CUBRA O PONTILHADO.

L
2 1 4 3

3

2

5

1

4 

COPIE.  

4

4

4

3 1

5

3 1

5

2

4

6

2

4

6

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

5

5

5

37

capítulo

2

4 1 2
1 3

3

5

2

4

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

"

"

"

1

3 5 4   

 

2 

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

O

O

O

38

1 4 6 
 

  

2 5 7 

CUBRA O PONTILHADO. 

COPIE.  

P

P

P

1

3 4 5 


6 7 


2

CUBRA O PONTILHADO.

Q
COPIE.

Q

Q

39

capítulo

3

2

3

2 5 1 6 4  

 

CUBRA O PONTILHADO.

!
COPIE.

!

!

;

;

;

2 1 
 

 

4

3  

CUBRA O PONTILHADO.

"
COPIE.

"

"

S

S

S

40

1   

2 

CUBRA O PONTILHADO.

$ $ $
COPIE.

"

"

"

1

2 5

4

3

6 

 

 



CUBRA O PONTILHADO.

&
COPIE.

&

&

,

,

,

41

capítulo

3 4

5

2

1 

3

6 2 5 4  

 

CUBRA O PONTILHADO.

(
COPIE.

(

(

B

B

B

LEITURA COMPARTILHADA 5 5 LEITURA COMPARTILHADA
Quadras são poemas populares passados de boca em boca, de geração em geração. Podem ser recitadas ou cantadas e variam de uma região para outra. Leia as quadras escritas pelo grande poeta português Fernando Pessoa (1888 -1935). O professor vai colocar as quadras na lousa para que você possa acompanhar a leitura com ele e com seus colegas.

AQUELA LOURA DE PRETO COM UMA FLOR BRANCA NO PEITO É O RETRATO COMPLETO DE COMO ALGUÉM É PERFEITO.

Leia as quadras com entonação e ritmo para que os alunos possam perceber a melodia desses poemas. Discuta com eles os temas abordados em cada quadra.

Fernando Pessoa. Obra poética. Cia. José Augusto Aguilar Editora: Rio de Janeiro, 1972.

42

Fernando Pessoa, op. cit.

PARA LER E ESCREVER

1. LEIA NOVAMENTE AS QUADRAS COM SEU PROFESSOR, ACOMPANHANDO CADA LINHA DA DIREITA PARA A ESQUERDA. DEPOIS RESPONDA: a) POR QUE ESSES TEXTOS RECEBEM O NOME DE QUADRAS?
Porque eles têm quatro partes ou quatro versos.

b) QUAL O TEMA TRATADO NA PRIMEIRA QUADRA?
É a descrição (lírica) de uma mulher provavelmente muito bonita, já que é considerada um ser “perfeito”.

c) QUAL O TEMA TRATADO NA SEGUNDA QUADRA?
A verdade e a mentira na escrita do poeta.

d) PROCURE EM CADA UMA DAS QUADRAS AS PALAVRAS QUE RIMAM NO FINAL DE CADA LINHA. PASSE UM TRAÇO EMBAIXO DELAS.
Na primeira quadra, as palavras que devem ser grifadas são peito e perfeito. Porém, como as palavras finais de cada verso terminam com a sílaba TO, é possível também que os alunos decidam por grifar essas quatro palavras. Aceite as duas possibilidades, mas peça argumentos e verifique se eles foram utilizados para justificar a escolha. Na segunda quadra, as palavras a serem grifadas são escreve/leve e sinta/tinta.

43

capítulo

TENHO UMA PENA QUE ESCREVE AQUILO QUE EU SEMPRE SINTA. SE É MENTIRA, ESCREVE LEVE. SE É VERDADE, NÃO TEM TINTA.

2

2. AS QUADRAS TAMBÉM SÃO CONHECIDAS COMO QUADRINHAS.
ESTAS QUE VOCÊ VAI LER A SEGUIR FORAM COLETADAS EM DIFERENTES LOCALIDADES DO BRASIL. EM CADA UMA DELAS ESTÁ FALTANDO A PALAVRA QUE RIMA. PROCURE ESSAS PALAVRAS NO QUADRO ABAIXO E COMPLETE ADEQUADAMENTE CADA VERSO. OBSERVE AS DICAS QUE ESTÃO ENTRE PARÊNTESES.
Coloque as quadras na lousa. Leia para os alunos melodicamente sem pronunciar a última palavra de cada verso.

JOSIA SANTO PROTETOR BACIA DESGRAÇADO LADO
A MULHER DE “SEO” JOSIA TEM MANIA DE GRANDEZA TOMA BANHO DE BACIA DIZ QUE NADOU NA REPRESA A LUA É MINHA AMIGA O SOL, O MEU PROTETOR A ESTRELA-GUIA ME GUIA AOS BRAÇOS DO MEU AMOR VOCÊ REFUGA O SANTO DEIXE O SANTO DE LADO ELE CONTINUA SANTO E VOCÊ, UM DESGRAÇADO . (POÁ, 1945) ? : , . ,

AMIGA REPRESA GRANDEZA GUIA SANTO AMOR
(RIMA COM IA)

! (TAQUARITINGA,1942) , (RIMA COM OR)

(RIMA COM ADO)

! (CRATO, 1969)
Textos de domínio público.

44

4. PESQUISE UMA QUADRA DE QUE VOCÊ GOSTE. COPIE-A NO ESPAÇO
ABAIXO.

5. O PROFESSOR VAI REVISAR SEU TEXTO. CASO SEJA NECESSÁRIO,
REESCREVA A QUADRA NO ESPAÇO ABAIXO.

45

capítulo

COLEGAS.

2

3. LEIA NOVAMENTE AS QUADRAS JUNTO COM O PROFESSOR E OS

6. ESTUDE PARA MEMORIZAR SUA QUADRINHA E PODER DECLAMÁ-LA
PARA OS COLEGAS EM UM DIA COMBINADO COM O GRUPO.
Ler ou recitar um texto previamente preparado diante de uma pequena audiência pode exercitar a pronúncia, a dicção, a entonação e a desinibição para possíveis apresentações públicas.

LEITURA COMPARTILHADA 6 6 LEITURA COMPARTILHADA
As obras abaixo foram feitas pela artista plástica Mira Schendel (1919-1988). Mira nasceu na Suíça, mas mudou-se para o Brasil em 1949. Seu trabalho com arte passa por diversas fases, nelas os materiais utilizados se relacionam com o tema. O tema da “transparência”, por exemplo, pode ser verificado no trabalho com o fino e delicado papel-arroz, sobre o qual são gravados números, linhas, letras, símbolos, escrituras. Na série “Objetos gráficos”, Mira utilizou placas de acrílico para fixar várias folhas desse papel, criando obras em que as imagens parecem “sair” de dentro delas. Conheça alguns dos “objetos gráficos” de Mira Schendel:
MIRA SCHENDEL/COLEÇÃO PATRICIA PHELPS DE ISNEROS/GALERIA MILLAN

Mira Schendel. Sem título [“Objetos gráficos”], 1967. Grafite, Letraset e óleo sobre colagem de papel-arroz entre duas placas de acrílico. Mira Schendel. Sem título [“Objetos gráficos”], 1967-1968. Letraset sobre colagem de papel-arroz entre duas placas de acrílico.

46

As obras apresentadas podem ser lidas de muitas maneiras: podem provocar sentimentos, informar, ser apreciadas como um jogo. Pode-se tentar, na interlocução com a obra, imaginar a intenção da artista ao realizá-la. O importante é que os alunos considerem a possibilidade de poder ler através de uma imagem considerada abstrata, deem suas opiniões, expressem seu gosto e sentimentos. Pode ser uma boa oportunidade para montar um arquivo com fotografias de obras de diferentes artistas, épocas e estilos. Por exemplo: pinturas, esculturas, obras fotográficas, desenhos, gravuras, entre outras.

MIRA SCHENDEL/COLEÇÃO PARTICULAR/GALERIA MILLAN

RODA DE CONVERSA
OBSERVE AS OBRAS PRESTANDO ATENÇÃO NOS DETALHES, NAS FORMAS, NO FUNDO, NOS ELEMENTOS GRÁFICOS, NA COR. AGORA DÊ SUA OPINIÃO PARA OS COLEGAS: a) QUE SENSAÇÃO A PRIMEIRA OBRA PROVOCA EM VOCÊ? E A SEGUNDA? b) QUAL TERIA SIDO A INTENÇÃO DA ARTISTA AO PRODUZIR ESTAS OBRAS? POR QUE MIRA TERIA FEITO UMA COLETÂNEA BASEADA EM a conversa é fundamental o desenvolvimento da expressão Assim, formule SÍMBOLOS E LETRAS? Abrir espaço paraalém das já colocadas a partirpara colocações dos alunos. Insista paraoral. manifestem sua outras perguntas das que
opinião de maneira a deixar clara sua posição e a compreensão do que está sendo tratado.

PARA LER E ESCREVER

1. OBSERVANDO OS “OBJETOS GRÁFICOS” DE MIRA, ESCREVA:
a) UMA PALAVRA COM LETRAS DA PRIMEIRA OBRA.

b) UMA PALAVRA QUE DEFINA A SENSAÇÃO QUE AS OBRAS PROVOCAM. c) UM TÍTULO PARA AS DUAS OBRAS.
Incentive os alunos para que escrevam à sua maneira. Aproveite a oportunidade para sondagem das condições de escrita de cada um. Lembre-se sempre de anotar os dados dessas sondagens para constatação da evolução dos alunos.

PARA PRATICAR

1. PESQUISE EM JORNAIS, REVISTAS OU EM OUTROS MATERIAIS
TIPOS DIFERENTES DE LETRAS COM TAMANHOS, FORMAS, TRAÇADOS E CORES VARIADOS. RECORTE E TRAGA PARA A CLASSE.

2. REÚNAM-SE EM TRIOS. 3. COMPONHAM AS LETRAS SOBRE UMA BASE DE PAPEL ATÉ QUE

A CRIAÇÃO FIQUE DO AGRADO DE TODOS. VOCÊS PODEM BUSCAR INSPIRAÇÃO NAS OBRAS DE MIRA SCHENDEL. COLEM AS LETRAS. EXPONHAM OS TRABALHOS NA CLASSE PARA QUE TODOS POSSAM APRECIAR. GUARDEM OS TRABALHOS PARA UMA FUTURA EXPOSIÇÃO.
47

capítulo

2

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NOME E SOBRENOME
Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor.

AMJ ARTES GRÁFICAS/ARQUIVO DA EDITORA

— Sra. Maria.

— Sra. Maria Pereira.

— Sou eu.

— Sra. Maria das Dores.

— Sou eu.

— Família Campos.

QUAL SERÁ A IMPORTÂNCIA DE TER UM SOBRENOME?
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LEITURA COMPARTILHADA 1
Como seria nossa vida se todas as pessoas tivessem o mesmo sobrenome? Em geral, o nome é escolhido por uma pessoa próxima da criança — a mãe, o pai, os avós. Já o sobrenome vem da família da pessoa. Na ilustração anterior, todas as pessoas da família chamada pelo atendente têm o mesmo sobrenome: Campos. Vamos conhecer um pouco mais sobre a origem dos sobrenomes? Preste atenção na próxima leitura.
Chame a atenção dos alunos para as letras iniciais maiúsculas, que estão grafadas em negrito. Destaque o título do texto.

A origem dos sobrenomes
Se você pensa que tempo não tem idade e que castelos e cavaleiros de armadura só existiram nos filmes e nas lendas, está enganado! Houve um tempo em que eles existiram de verdade. Nessa época, só reis, rainhas, príncipes, princesas e nobres usavam nome e sobrenome ou nome de família. As pessoas do povo, que trabalhavam para esses reis e nobres, também precisavam se diferenciar uns dos outros, se identificar, ter uma identidade própria. Passaram então a utilizar sobrenomes baseados em: 1. nomes de profissões ou referentes a habilidades. Exemplos: Elias Ferreiro, Marcos Bandeira, Maria das Dores, Francisco da Cruz; 2. nomes de lugares ou de regiões em que moravam. Exemplos: Carmem Lagoa, Pedro Floresta, Ana Terra; 3. nomes de plantas ou de animais. Exemplos: Madalena Pereira, João Bezerra, Antônio Leitão; 4. nomes que caracterizavam sua condição social e econômica. Exemplos: Jacira Casa Grande, Fernando das Armas; 5. nomes que implicam as noções de tempo, de período. Exemplos: Clóvis Domingos, Fátima Primavera, Antônio Nascente. Depois do descobrimento do Brasil, que ocorreu em 1500, pessoas de outros países, como portugueses, africanos, espanhóis, franceses, holandeses, ingleses e italianos, entre outros, passaram a viver no Brasil e dessa forma trouxeram seus sobrenomes para cá. É importante lembrar que a língua tupi, falada pelos povos indígenas que ocupavam algumas regiões do Brasil quando da chegada dos portugueses, também influenciou enormemente nossos nomes e sobrenomes. Exemplos: Marcelo Pernambuco, Iana Tupinambá. Como você pode ver, sobrenome é coisa séria. Tem a ver com as nossas origens e com uma história de muitos, mas muitos anos atrás.
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capítulo

3

RODA DE CONVERSA

1. NA SUA TURMA TEM ALGUÉM COM O PRIMEIRO NOME IGUAL AO
SEU? QUANTAS PESSOAS?

2. ALGUÉM DA SUA TURMA TEM O MESMO SOBRENOME? QUANTAS
PESSOAS?

3. VOCÊ SE IMPORTA QUE ALGUÉM TENHA O NOME INTEIRO IGUAL AO
SEU? QUE PROBLEMAS PODEM OCORRER?
O objetivo desta atividade é mostrar que existem muito mais casos de coincidência de nomes do que de sobrenomes e alguns casos de homônimos. Mais adiante veremos uma árvore genealógica, e os alunos poderão analisar a linhagem de um sobrenome.

PARA LER E ESCREVER

1. COM A AJUDA DO PROFESSOR, ANALISE O TEXTO “A ORIGEM DOS
SOBRENOMES” E OBSERVE COMO ESTÃO ESCRITOS OS NOMES DAS PESSOAS.

2. PASSE UM TRAÇO EMBAIXO DOS NOMES E SOBRENOMES QUE VOCÊ
ENCONTRAR NO TEXTO E CONVERSE COM OS COLEGAS A RESPEITO DO QUE VOCÊ DESCOBRIU.
Explique aos alunos que essas palavras estão escritas com as iniciais maiúsculas — são nomes próprios. Use a listagem de letras do Anexo 1 para tornar esse aspecto mais claro aos alunos.

3. QUE TIPOS DE LETRA VOCÊ ENCONTROU NESSES NOMES?
Letras maiúsculas (no início das palavras) e minúsculas.

4. PARA CONCLUIR, COMPLETE O TEXTO A SEGUIR.

AS LETRAS PODEM SER MAIÚSCULAS OU MINÚSCULAS. AS LETRAS QUE INICIAM OS NOMES E SOBRENOMES SÃO LETRAS
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MAIÚSCULAS

.

A o

E u

I e

O i

U a

AGORA LEIA EM VOZ ALTA ESSAS DUAS LINHAS DE LETRAS.

6. LIGUE AS CONSOANalunos estão conseguindo identificar, nomear e ler as letras deMINÚSCUeLAS. TES MAIÚSCULAS COM AS Aproveite a oportunidade para verificar se os imprensa maiúsculas minúsculas.
Sobre as letras K, W e Y, veja orientação da página 33.

B C D F G H

h d b f c g

J L M N P Q

l p q m j n

R S T V Z X

t x r z s v

AGORA LEIA EM VOZ ALTA AS SEIS COLUNAS DE LETRAS.

7. COMPLETE O ALFABETO COM AS LETRAS QUE ESTÃO FALTANDO:

A N a
n

B

C P

D
Q

E R

F

G

H U h
u

I

J W j w

K X k
x

L Y

M

O

S

T

V

Z

b

c

d

e

f

g

i

l

m z
51

o

p

q

r

s

t

v

y

capítulo

3

5. LIGUE AS VOGAIS MAIÚSCULAS COM AS MINÚSCULAS.

8. NOMES E SOBRENOMES PODEM SER FORMADOS POR UMA OU MAIS
PALAVRAS. ESCREVA O QUE SE PEDE: a) PEDRO FLORESTA LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O NOME:
P F

LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME: b) ANA RITA DOS SANTOS LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O NOME: LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME: c) MANUEL FRANCISCO DE ALMEIDA LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O NOME: LETRA MAIÚSCULA QUE INICIA O SOBRENOME:
MeF AeR

S

A

9. ESCREVA SEU NOME E SOBRENOME:

10. AGORA FAÇA COMO NA ATIVIDADE 8. ESCREVA:
a) LETRA OU LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O SEU NOME;

b) LETRA OU LETRAS MAIÚSCULAS QUE INICIAM O SEU SOBRENOME.

11. RESPONDA USANDO ALGARISMOS:
a) DE QUANTAS PALAVRAS O SEU NOME É FORMADO? b) E O SEU SOBRENOME, QUANTAS PALAVRAS TEM?
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1. PROCURE EM JORNAIS E REVISTAS OUTRAS PALAVRAS QUE COMEÇAM COM LETRA MAIÚSCULA.

2. PASSE UM TRAÇO EMBAIXO DELAS. 3. TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS E O PROFESSOR E DESCUBRA O
QUE ESSAS PALAVRAS NOMEIAM.

4. RECORTE ESSAS PALAVRAS. 5. SOB A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR E COM OS COLEGAS, ORGANIZEM
UM PAINEL AGRUPANDO AS PALAVRAS ENCONTRADAS DE ACORDO COM O QUE ELAS NOMEIAM. ESCOLHAM TÍTULOS PARA CADA GRUPO As palavras selecionadas pelos alunos (escritas com a inicial maiúscula) podem nomear pessoas, empresas, municípios, DE PALAVRAS. estados, rios, lagos, partidos políticos, etc. Caso os alunos selecionem palavras que iniciam parágrafos ou frases, destaque
essa regularidade (ou norma) gramatical e amplie o assunto pela observação de textos do livro.

6. PARA CONCLUIR O ASSUNTO, COMPLETE A FRASE:

AS LETRAS MAIÚSCULAS SÃO USADAS NO INÍCIO DE NOMES DE PESSOAS,
empresas, cidades, estados, bairros, lojas, rios, etc. Acompanhe a escrita de seus alunos, observe quais características ela tem apresentado. Anote sempre suas observações para comparação posterior. Peça a cada aluno que faça a leitura do que escreveu para que você possa constatar evoluções também na associação fonema/grafema.

7. CONSULTE A LISTA DE ALUNOS DA CLASSE E COPIE TRÊS NOMES DE
ACORDO COM ESTES SÍMBOLOS:
Escreva na lousa os nomes indicados pelos alunos e classifique-os como masculinos ou femininos. Oriente os alunos a copiar.

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capítulo

3

ATIVIDADE COLETIVA

8. ONDE VOCÊ PODE ENCONTRAR SEU NOME E SOBRENOME POR ESCRITO?
Documentos, correspondências, conta de luz, conta de água, talão de cheques, cartão de crédito, etc.

TRAGA ALGUNS EXEMPLOS DE MATERIAL EM QUE SEU NOME APARECE ESCRITO POR EXTENSO E MOSTRE-OS À TURMA.

LEITURA COMPARTILHADA 2

Faça a leitura do texto com entonação e ritmo adequados. Destaque o título e o autor do texto e chame a atenção para as palavras em negrito, que são nomes próprios e, portanto, são grafadas com a letra inicial maiúscula. Oriente a troca de ideias a respeito do significado das palavras desconhecidas e da localização do Rio Grande do Sul.

Érico Veríssimo escreveu, entre outras obras, um importante romance, chamado “O tempo e o vento”. A obra conta 150 anos da história do Rio Grande do Sul e é dividida em três volumes: “O continente”, “O retrato” e “O arquipélago”. Em “O continente”, há destaque para a personagem Ana Terra. Ela é apresentada no trecho que você vai ouvir e acompanhar agora. Preste atenção nos outros nomes e sobrenomes.

Ana Terra

Converse com os alunos sobre a estrutura narrativa, que apresenta os fatos vivenciados por personagens organizados numa sequência temporal e em determinados espaços. Pergunte-lhes quem conta a história: um narrador que se coloca fora do enredo ou uma personagem que participa da trama? Observe com os alunos os parágrafos, os travessões nos diálogos e outros sinais de pontuação. Compare esse trecho com os textos que foram trabalhados em páginas anteriores e peça-lhes que observem principalmente a diferença de perfil (a forma como o texto é disposto na página).

Quando Ana Terra viu pela primeira vez o senhor da estância de Santa Fé, seu espírito já estava cheio das histórias que murmuravam a respeito dele. Ricardo Amaral chegou um dia montado no seu cavalo alazão, com aperos chapeados de prata, muito teso, de cabeça erguida e um ar de monarca. As largas abas do chapéu sombreavam-lhe parte do rosto. Ficou sob a figueira grande, à frente dos ranchos, e os poucos habitantes do lugar vieram cercá-lo — as mulheres de olhos baixos e os homens de chapéu na mão. Ricardo Amaral não apeou. De cima do cavalo informou-se sobre as colheitas, ouviu as queixas e resolveu duas ou três questões entre moradores dos ranchos. Naquelas redondezas ele não era apenas o comandante militar, mas também uma espécie de juiz de paz e conselheiro. Marciano Bezerra aproveitou uma pausa e disse: — Coronel, esta é a moça que falei a vossa mercê. Apontou desajeitadamente para Ana, que segurava a mão do filho.
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— Ah! — fez o estancieiro, baixando os olhos. — Linda moça! — E num relâmpago Ana viu Rafael Pinto Bandeira a falar-lhe de cima do seu cavalo num dia de vento. — Vai ficar morando aqui? — Se vossa mercê me dá licença — respondeu Ana. — Não há nenhuma dúvida. Precisamos de gente. Um dia inda hei de mandar uma petição ao governo para fundar um povoado aqui. Abrangeu com o olhar o coxilhão. — O menino é filho? — perguntou depois, olhando para Pedro. — É sim senhor. — Onde está o marido de vosmercê? Ana não teve a menor hesitação. — Morreu numa dessas guerras. Contou-lhe também o que havia acontecido ao pai e ao irmão. O coronel escutou em silêncio e, depois de ouvir tudo, disse: — Um dia essa castelhanada ainda nos paga. Deixa estar… Pedro olhava fascinado para as grandes botas do estancieiro e para as chilenas de prata que lampejavam ao sol. Quando ele se foi, o menino puxou o vestido da mãe e disse: — Mãe, que velho bonito! Ana sacudiu a cabeça devagarinho e acrescentou: — E dizem que sabe ler e escrever. Um dia — pensou ela — havia de mandar o filho para uma escola. O diabo era que não existia nenhuma escola naqueles cafundós. Ouvira dizer que um homem na vila do Rio Grande tinha aberto uma aula para ensinar a ler, escrever e contar. Mais tarde, quando Santa Fé fosse povoado, talvez o coronel mandasse abrir uma escola, se bem que no fundo ela achasse que uma pessoa podia viver muito bem e ser honrada sem precisar saber as letras. Naqueles dias, ajudados por vizinhos, Ana Terra, Eulália e Pedro construíram o rancho onde iriam morar. Tinha paredes de taipa e era coberto de capim. Quando o rancho ficou pronto, Ana, o filho e a cunhada, que até então tinham vivido com a família de Marciano, entraram na casa nova. O único móvel que possuíam era a velha roca de D. Henriqueta. Dormiam todos no chão em esteiras feitas de palha. Ana conservava sempre junto de si, à noite, a velha tesoura, pensando assim: Um dia inda ela vai ter serventia. E teve. Foi quando uma das mulheres da vila deu à luz uma criança e Ana Terra foi chamada para ajudar. Ao cortar mais um cordão umbilical, viu em pensamentos a face magra e triste da mãe. A criança veio ao mundo roxa e muda, meio morta. Ana segurou-lhe os pés, ergueu-a no ar, de cabeça para baixo, e começou a dar-lhe fortes palmadas
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capítulo

3

nas nádegas até fazer a criaturinha berrar. E quando a viu depois com os beicinhos grudados no seio da mãe a sugá-los com fúria, foi lavar as mãos, dizendo ao pai, que estava no quarto naquele momento: — É mulher. — E a seguir, sem amargura na voz, quase sorrindo, exclamou: — Que Deus tenha piedade dela! Desde esse dia Ana Terra ganhou fama de ter “boa mão” e não perdeu mais parto naquelas redondezas. Às vezes era chamada para atender casos a muitas léguas de distância. Quando chegava a hora e algum marido vinha buscá-la, meio afobado, ela em geral perguntava com um sorriso calmo: — Então a festa é pra hoje? Enrolava-se no xale, amarrava um lenço na cabeça, apanhava a velha tesoura e saía.
Trecho de Érico Veríssimo. O continente, parte II. Rio de Janeiro: Globo, 1987.

PARA ENTENDER MELHOR
ALAZÃO : CAVALO QUE TEM A PELAGEM COR DE CANELA, AMARELO-AVERMELHADA. APEAR : DESCER DA MONTARIA. APEROS : CONJUNTO DAS PEÇAS PARA ENCILHAR O CAVALO. CHILENAS : GRANDES ESPORAS. COXILHÃO : CAMPINA MUITO EXTENSA, TÍPICA DA REGIÃO RIO-GRANDENSE. ESTÂNCIA : LUGAR ONDE SE PERMANECE POR ALGUM TEMPO; APOSENTO, MORADA, RESIDÊNCIA. ESTANCIEIRO : PROPRIETÁRIO DE ESTÂNCIA.
Sem dúvida, alfabetização é um processo que merece destaque na construção da cidadania. Porém, também é preciso valorizar aqueles que, por um motivo ou outro, não puderam aprender a ler e a escrever, mas assumiram um papel importante como cidadãos. Nesta discussão, vamos ressaltar a função da OPINIÃO e da ARGUMENTAÇÃO no questionamento de Ana Terra: Uma pessoa pode viver bem e ser honrada sem ser alfabetizada?

RODA DE CONVERSA

1. A PERSONAGEM ANA TERRA NÃO SABIA LER NEM ESCREVER, MAS
PENSAVA EM COLOCAR SEU FILHO NA ESCOLA ASSIM QUE FOSSE POSSÍVEL. PORÉM, LÁ NO FUNDO, ELA PENSAVA: “UMA PESSOA PODIA VIVER MUITO BEM E SER HONRADA SEM PRECISAR SABER AS LETRAS”. ASSINALE SIM OU NÃO: a) VOCÊ CONCORDA COM ESSA IDEIA? SIM ( )
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NÃO ( ) Respostas pessoais.

SIM ( )

NÃO ( )

c) VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE NÃO SABE LER NEM ESCREVER, MAS QUE TEM UM PAPEL IMPORTANTE NA COMUNIDADE? SIM ( ) NÃO ( )
Registre num canto da lousa quantos alunos disseram sim e quantos disseram não à questão a. Não apague o registro.

2. O PROFESSOR VAI ORGANIZAR UMA DISCUSSÃO. HAVERÁ O MOMENTO

PARA DAR OPINIÃO, O MOMENTO PARA OUVIR OS COLEGAS E TAMBÉM O MOMENTO PARA ARGUMENTAR, OU SEJA, EXPLICAR OS SEUS MOTIVOS, PROCURANDO JUSTIFICAR O QUE VOCÊ DISSE.
Ao final da discussão escreva na lousa uma conclusão coletiva a respeito do assunto tratado. Acompanhe os alunos em seus registros.

3. COPIE A CONCLUSÃO COLETIVA QUE SEU PROFESSOR VAI ESCREVER
NA LOUSA.
Resposta coletiva.

Retome o registro feito na lousa sobre a questão a, pergunte novamente e compare se ocorreram mudanças de opinião depois da discussão.

4. VOCÊ FORMOU UMA NOVA OPINIÃO DEPOIS DA DISCUSSÃO?
Resposta pessoal.

5. SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE NÃO SABE LER NEM ESCREVER,
MAS TEM UM PAPEL IMPORTANTE NA COMUNIDADE, CONTE PARA SEU PROFESSOR E COLEGAS.
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capítulo

3

b) NOS DIAS DE HOJE, HÁ PESSOAS QUE PENSAM ASSIM?

ATIVIDADE COLETIVA
IMAGINE QUE ANA TERRA TENHA USADO A TESOURA PARA UMA OUTRA ATIVIDADE. COMO FICARIA O TEXTO DE ÉRICO VERÍSSIMO? COM OS COLEGAS E A AJUDA DO PROFESSOR, COMPLETE O TRECHO DESTACADO:

ANA CONSERVAVA SEMPRE JUNTO DE SI, À NOITE, A VELHA TESOURA, PENSANDO ASSIM: UM DIA INDA ELA VAI TER SERVENTIA. E TEVE. FOI QUANDO UMA DAS MULHERES DA VILA APARECEU com um corte de tecido florido/com o cabelo muito comprido e enroscado/etc. E ANA TERRA FOI CHAMADA PARA AJUDAR. AO CORTAR MAIS UM
vestido para a festa de casamento…/cabelo…

AGORA CRIE, COM OS COLEGAS, UM DESFECHO PARA ESSE TRECHO. COPIE O TEXTO NAS LINHAS ABAIXO.
Os alunos devem discutir essa atividade coletivamente. Faça o registro do trecho na lousa, usando para isso letras de imprensa maiúsculas.

Depois peça-lhes que copiem.

PARA LER E ESCREVER

1. OBSERVE OS NOMES CITADOS NO TEXTO DE ÉRICO VERÍSSIMO:

ANA RICARDO MARCIANO RAFAEL PEDRO EULÁLIA HENRIQUETA
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Chame a atenção dos alunos para a palavra Henriqueta, que começa com a letra H, e dê mais exemplos desse caso: Henrique, Hélio, Homero, etc. Destaque também palavras que têm encontro consonantal (Pedro, Clarice, André, Flávio, por exemplo), que são escritas com QU (Henriqueta, Quintinho, Albuquerque), com L final (Rafael) ou R intercalado entre vogal e consoante (Marciano, Ricardo). Lembre-se de trabalhar sistematicamente a sonoridade das vogais e das consoantes para que os alunos possam reforçar a compreensão da escrita.

C P E D R O A L P K Y

D Z I Z C W H O K U L

A X V P R T P E L M M

H H E N R I Q U E T A

A S L E I P K L G Z R

G T Q X C Y H Á H C C

A N A V A J L L Z Y I

M R I H R L P I F A A

O G B F D V A A T Ç N

Y W Z K O Ç H U W J O

R A F A E L Ç W P H I

2. NOS QUADRINHOS ABAIXO, ESCREVA OS NOMES QUE VOCÊ ACHOU
NO CAÇA-PALAVRAS. ANOTE NA ÚLTIMA COLUNA O NÚMERO DE LETRAS DE CADA PALAVRA.
A R M R P E H N I A A E U E A C R F D L N A C A R Á R R I E O L I I Q A U E T A D A L O N O 3 7 8 6 5 7 10

PINTE OS QUADRINHOS DAS VOGAIS DE UMA COR E OS DAS CONSOANTES DE OUTRA COR.

3. QUAL DESSAS PALAVRAS TEM O MAIOR NÚMERO DE CONSOANTES?
Henriqueta.

Proponha o uso do Anexo 3 e do Anexo 4.

59

capítulo

PROCURE ESSES NOMES NO CAÇA-PALAVRAS E PASSE UM TRAÇO EM VOLTA DELES.

3

4. QUAL DAS PALAVRAS QUE VOCÊ ENCONTROU TEM O MAIOR NÚMERO DE LETRAS?
Henriqueta.

5. USE ALGUMAS LETRAS DA PALAVRA MARCIANO E CRIE UM OUTRO
NOME.
Márcia, Ana, Marina, Mariana, Mário, etc.

6. DESCUBRA QUAIS AS PALAVRAS QUE EXISTEM DENTRO DOS NOMES
E PALAVRAS ABAIXO. OBSERVE O MODELO. R I C A R D O: M A R C I A N O: AR
MAR, ANO

T E S O U R O: OURO S E R V E N T I A:
TIA

7. TROQUE A ORDEM DAS VOGAIS DA PALAVRA PAI E ESCREVA UMA
OUTRA PALAVRA.
pia

a) FAÇA O MESMO COM A PALAVRA FOI.
fio

b) FAÇA O MESMO COM A PALAVRA PARTO.
porta

8. QUE OUTROS NOMES E PALAVRAS COMEÇADOS COM LETRA MAIÚSCULA APARECEM NO TEXTO DE ÉRICO VERÍSSIMO?
Santa Fé, Rio Grande, Deus e todas as palavras que iniciam o parágrafo e vêm depois de ponto final.

60

C

A

V
VA

A

L

O

6

LETRAS SÍLABAS

CAVALO
CA LO 3

M

E

N

I

N

O

6

LETRAS SÍLABAS

MENINO
ME NI NO 3

10. COLOQUE CADA SÍLABA NUM RETÂNGULO.

ANA ESPÍRITO VOZ ALAZÃO OLHOS

A

NA

ES

RI

TO

VOZ

A

LA

ZÃO

O

LHOS

DEVAGARINHO LER SENHOR GENTE CABEÇA
LER

DE

VA

GA

RI

NHO

SE

NHOR

GEN

TE

CA

BE

ÇA

61

capítulo

DRADINHO E CADA SÍLABA NUM RETÂNGULO. DEPOIS, USANDO NÚMEROS, ESCREVA QUANTAS LETRAS E QUANTAS SÍLABAS TEM CADA PALAVRA:

3

9. ESCREVA AS PALAVRAS ABAIXO COLOCANDO CADA LETRA NUM QUA-

11. ESCOLHA PALAVRAS DA ATIVIDADE 10 QUE TENHAM:
a) SÍLABA FORMADA POR 4 LETRAS;
senhor, olhos

b) SÍLABA FORMADA POR 1 LETRA;
Ana, alazão, olhos

c) SÍLABA FORMADA POR 3 LETRAS;
ler, gente, devagarinho, alazão

d) UMA ÚNICA SÍLABA;
ler, voz

e) O MAIOR NÚMERO DE SÍLABAS.
devagarinho

12. OBSERVE O MODELO E CONTINUE:

A PALAVRA CABEÇA TEM 6 LETRAS E 3 SÍLABAS.
a) A PALAVRA LER TEM
3

LETRAS E
11

1

SÍLABA.
5

b) A PALAVRA DEVAGARINHO TEM c) A PALAVRA GENTE TEM d) A PALAVRA ESPÍRITO TEM
5 8

LETRAS E
2 4

SÍLABAS.

LETRAS E LETRAS E

SÍLABAS. SÍLABAS.

13. TROQUE IDEIAS COM SEUS COLEGAS PARA EXPLICAR O QUE É LETRA, O QUE É SÍLABA E O QUE É PALAVRA. O PROFESSOR VAI ANOTAR AS CONCLUSÕES DO GRUPO NUM CARTAZ.

62

LEITURA COMPARTILHADA LEITURA COMPARTILHADA 3 3
Para descontrair, você vai ouvir outro tipo de texto. Ele não traz informações como o texto 1, não conta uma história com personagens como o texto 2, nem expressa emoções de forma poética como os poemas. Desta vez trata-se de um texto divertido, uma anedota. Seu autor, Ziraldo, é o criador da personagem Menino Maluquinho. Além de escritor, Ziraldo é jornalista, dramaturgo, chargista e caricaturista.

Anedota
O matuto chegou na rodoviária e falou para o moço do guichê: — Moço, me dá uma passagem para Florisbela. — Não tem estação com esse nome! — Mas tem a minha filha!
Ziraldo. Anedotinhas do bichinho da maçã. São Paulo: Melhoramentos, 1988.

RODA DE CONVERSA
VOCÊ PERCEBEU QUE HOUVE UM PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO? COMO O MATUTO DEVIA TER FALADO? RECONTE A ANEDOTA SEM ESSA FALHA NA COMUNICAÇÃO. E AGORA? O TEXTO CONTINUA SENDO UMA ANEDOTA?
Chame a atenção dos alunos para o fato de que, com a correção, o texto deixa de ser uma anedota.

PARA PRATICAR
O QUE É, O QUE É? CUBRA O PONTILHADO DAS FRASES EM LETRA MANUSCRITA E DEPOIS DESCUBRA A RESPOSTA PARA AS “ADIVINHAS”.
Acompanhe os alunos na leitura dos textos das charadas. Troque ideias com eles até que cheguem às respostas.

a) É SURDO E MUDO MAS CONTA TUDO. livro

D RTQCN D 5TCN 5@; BN"S STCN
vela

b) NASCE EM PÉ E MORRE EM PÉ. 

)RBD DL Oh D 5&QD DL Oh
63

capítulo

3

UNIDADE

2
RODRIGO CUNHA/COLEÇ /C ÇÃO PARTICULAR

Quem sou eu? Quem é você?

Velázquez, Velázquez autorretrato de Rodrigo Cunha.

Para você, o que é identidade?
64

Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor. Acompanhe os alunos na leitura da história em quadrinhos que abre o capítulo. Pergunte a eles qual o assunto da história. Para levantamento do conhecimento prévio dos alunos, pergunte: para que servem os documentos? Verifique se eles chegam à ideia de identidade.

AMJ ARTES GRÁFICAS/ARQUIVO DA EDITORA

Vim registrar meu filho. Que nome vocês vão dar a ele?

Raimundo Nonato da Silva.

Data do nascimento?

Aqui está o primeiro documento de seu filho: a certidão de nascimento.

20 de maio de 2009.

65

capítulo

capítulo

4

OS DOCUMENTOS QUE NOS IDENTIFICAM

4

LEITURA COMPARTILHADA 1

Ajude o aluno a buscar sentido no texto identificando as palavras/números conhecidos por eles nesses documentos de identidade.

Vimos que o crachá serve para você se identificar quando está entre outras pessoas. Vamos ver agora que nosso nome e sobrenome aparecem escritos em todos os nossos documentos. Os documentos são importantes, pois servem para nos identificar e registrar parte da nossa história. Nosso primeiro documento é a certidão de nascimento. Ela pode variar em relação à forma de apresentação, dependendo do cartório e do local em que foi solicitada, mas as informações básicas nela contidas são sempre as mesmas. Vamos observar alguns desses documentos?
Na observação dos documentos de identidade, destaque o uso de maiúsculas nos nomes próprios (nomes das pessoas, do país, estado, bairro, rua) e nas assinaturas. Pergunte aos alunos o que sabem sobre registros civis, serviços de cartório, abertura de firmas, e sobre a importância dos documentos de identidade pessoal. Se possível, traga um funcionário de cartório para conversar a respeito do tema com os alunos.
REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

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REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

ATIVIDADE COLETIVA
Peça aos alunos que tragam para a aula certidões de nascimento e carteiras de identidade.

1. Reúna-se com um pequeno grupo de colegas. Com a ajuda do professor,
observe as certidões de nascimento que o grupo conseguiu reunir, comparando-as entre si.

2. Preencha o modelo da página seguinte com os seus dados. Lembre-se de
usar letra maiúscula no início dos nomes, dos sobrenomes e do nome do local de nascimento.
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REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

Atualmente encontramos certidões de nascimento que são elaboradas no computador. Veja um exemplo:

4

CERTIFICO que, sob o nº , às fls. do livro A nº , de assentamentos de nascimentos, está registrada uma criança do sexo , nascida no , . no dia às com o nome de filho de , natural de São avós paternos: e de , . e . e . Registro feito em . Foram declarantes os Observações: de . de , . . , natural de ,

São avós maternos:

O referido é verdade e dou fé. , . de de

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REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

Providencie uma almofada de carimbo e lápis coloridos.
REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

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capítulo

tura para você, desenhe seu retrato e marque sua impressão digital no local apropriado.

4

3. Agora você vai preencher a carteira de identidade abaixo. Crie uma assina-

4. Compare sua impressão digital com as dos colegas. O que você pode observar?
Espera-se que os alunos percebam que as impressões digitais diferem entre uma pessoa e outra. Não há duas pessoas com a mesma impressão digital.

PARA LER E ESCREVER
Para esta atividade, peça aos alunos que tragam para a aula a certidão de nascimento e o RG.

Você viu que os números também ajudam a identificá-lo. A maioria dos documentos possui números.

1. Complete as lacunas abaixo com seus dados.
Na certidão de nascimento, há números que indicam: a) a data de nascimento — dia de mês dia c) a hora do nascimento — hora d) o número do livro de registro — e) o número da folha desse livro — . : ; minutos ; de de mês ano ; de ano ;

b) a data da expedição do documento —

Na carteira de identidade, há números que indicam: f) o registro geral ou RG — g) a data de expedição do documento — dia h) a data de nascimento — dia de mês de ano de mês . ; de ano ;

2. Com a ajuda do professor, troque ideias com seus colegas e descubra: por
que o número do registro geral da carteira de identidade é chamado de RG? Escreva aqui a conclusão da turma:
Registre na lousa a conclusão da turma para que os alunos façam a cópia no caderno. Porque é uma sigla: R representa a palavra registro e G representa a palavra geral. Para ampliar o debate sobre as siglas, pergunte aos alunos se eles conhecem outras siglas. Escreva na lousa algumas que eles provavelmente conhecem: INSS, IPTU, IPVA, CIC/CPF, CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), DP (delegacia de polícia), CEP, ONU, MST, etc. Oriente os alunos para que procurem a página 82 do livro onde está o mapa de Brasil com seus estados e as siglas de cada um.

70

LEITURA COMPARTILHADA LEITURACOMPARTILHADA 2 2
Muitas histórias contadas em livros e filmes envolvem a importância das impressões digitais. Em geral são histórias de investigação policial. Você conhece alguma história desse tipo? Preste atenção à leitura do texto.

Na ponta dos dedos
No ano de 1660, há mais de 300 anos, o anatomista italiano Marcello Malpighi descobriu que na ponta dos dedos dos seres humanos havia um desenho que os identificava. Embora inédita, essa descoberta só ganhou nova dimensão em 1858, na Índia. Um funcionário do governo inglês enfrentava um sério problema: diferenciar os hin5 dus sobreviventes da guerra que tinham direito a pensão. Os hindus eram todos muito parecidos e seus nomes muito diferentes daqueles com os quais o funcionário inglês estava habituado, o que acabava causando uma grande confusão. Para resolver a situação, cada sobrevivente hindu devia gravar a impressão digital de seus dedos indicadores ao lado de sua assinatura. Assim foi feito durante 28 anos. Como o número de marcas observadas era muito grande, o funcionário inglês pôde 10 afirmar que todas elas eram, realmente, diferentes umas das outras. Por conta dessa constatação, ele foi considerado o pioneiro da identificação digital. A história das impressões digitais evoluiu muito. No Brasil, algumas grandes empresas hoje utilizam o reconhecimento da impressão 15 digital em áreas controladas, a fim de melhorar seus sistemas de segurança. As pessoas cadastradas entram nesses espaços restritos colocando a ponta do dedo num dispositivo de leitura afixado ao lado das entradas. O aparelho ele20 trônico reconhece a digital e libera a passagem. Incrível, não é?
1

Manual de formação e aperfeiçoamento do detetive particular. Departamento de Investigações Criminais. Detetive João Amaral.

71

RICARDO BENICHIO/EDITORA ABRIL

capítulo

4

PARA ENTENDER MELHOR
Anatomista : especialista na dissecação de corpos de seres humanos ou de outros animais e no estudo de suas partes. Dimensão : valor, importância, tamanho. Pioneiro: o primeiro a fazer determinado negócio ou a anunciar um estudo.

RODA DE CONVERSA
O texto que você acabou de acompanhar é informativo. Nesse tipo de texto há pouco espaço para criação ou opinião pessoal, já que através dele o autor busca uma maior aproximação com a realidade. Não há diálogos. Não há intenção de passar emoção. Tem como finalidade comunicar diversas características sobre o tema de que trata. Pode ser escrito em colunas, fichas técnicas, na forma utilizada no texto “Na ponta dos dedos”, entre outros. Fazem parte dos textos informativos: notícias, reportagens, entrevistas, artigos (contidos em jornais, revistas, livros de divulgação), campanhas, avisos e anúncios públicos (contidos em folhetos, cartazes, jornais, revistas), correspondência comercial, convites, etc.

PARA LER E ESCREVER

1. Observe com atenção os seguintes detalhes que aparecem no texto “Na
ponta dos dedos”: a) Diferentes distâncias no começo das linhas; b) Letras maiúsculas no início das linhas que estão mais distantes da margem; c) Sinais que aparecem sobre as letras; ´ ^ ~ d) Sinais que aparecem depois de algumas palavras; , : ? . e) Tracinhos que dividem as palavras no final de algumas linhas. 72

uma parte do conjunto de informações que o texto passa. Elas são chamadas de parágrafos. Com a ajuda de seu professor, numere os parágrafos do texto de cima para baixo.

3. Releia os itens c e d da atividade 1. Procure esses sinais no texto e passe
um lápis colorido por cima deles. circunflexo, til). Procure também orientações gramaticais a respeito dos sinais de
Explique aos alunos para que servem os sinais sobre as letras (acento agudo, acento pontuação que aparecem depois de algumas palavras (vírgula, dois-pontos, ponto-final, ponto de interrogação), o hífen no final da linha separando as palavras e a letra maiúscula no início dos parágrafos. Nomeie sempre os sinais ao identificá-los e explicá-los, mas não exija que os alunos decorem-nos imediatamente. Esse conhecimento será construído com o tempo.

4. Copie nos retângulos a seguir as palavras que aparecem no final de algumas
linhas do texto e que estão acompanhadas por hífen. Para escrevê-las nos retângulos, divida essas palavras em sílabas.
Retome com os alunos o que eles aprenderam sobre sílabas na Unidade 1. Observe com eles onde começam e terminam as palavras acompanhadas por hífen no texto. des co briu

hin

dus

es

ta

va

lei

tu

ra

e

le

trô

ni

co

di

gi

tal

Agora responda: qual a função do hífen?
O hífen tem a função de separar as palavras que não cabem inteiras no final das linhas.

73

capítulo

4

2. Releia o item b da atividade anterior. Cada uma dessas linhas representa

5. Copie as palavras que iniciam os parágrafos separando cada uma delas nas
colunas abaixo de acordo com a indicação. Palavras começadas por consoantes Palavras começadas por vogais

No, Para, Como

Embora, Um, A, As, Incrível

6. Complete a frase.
Todas as palavras acima foram escritas com a letra inicial maiúscula .

7. Responda por escrito.
Acompanhe os alunos em seus registros escritos. Anote as observações.

a) Qual o principal tema do texto?
A descoberta da impressão digital e como ela tem sido usada para identificar as pessoas.

b) Você acha que o título do texto foi bem escolhido?
Resposta pessoal.

c) Que outro título você daria ao texto?
Resposta pessoal.

d) Você aprendeu uma informação nova depois da leitura do texto “Na ponta dos dedos”?
Resposta pessoal.

74

Mapa-múndi
OCEANO GLACIAL ÁRTICO

AMÉRICA DO NORTE
OCEANO ATLÂNTICO

INGLATERRA
Londres

ÁSIA

EUROPA
ITÁLIA
Roma

Nova Délhi

OCEANO PACÍFICO

ÍNDIA
AMÉRICA CENTRAL OCEANO PACÍFICO OCEANO

ÁFRICA

BRASIL

ÍNDICO

N O L

AMÉRICA DO SUL

Brasília

OCEANIA

S

ESCALA
0 3320 km 6640

ANTÁRTIDA

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.
Auxilie os alunos a utilizar o mapa: localize os continentes e ajude-os a identificar os países descritos na atividade.

Agora, de acordo com o texto, escreva: t0QBÓTEFPSJHFNEPBOBUPNJTUB.BSDFMMP.BMQJHIJ Itália t QBÓTFNRVFVNGVODJPOÈSJPEFHPWFSOPDPOTFHVJVSFTPMWFSVNBTJUVB0 ção difícil. Índia t0QBÓTQBSBPRVBMFTTFGVODJPOÈSJPUSBCBMIBWB Inglaterra t QBÓTFNRVF BUVBMNFOUF BQBSFMIPTFMFUSÙOJDPTSFDPOIFDFNJNQSFTTÜFT 0 digitais. Brasil

ATIVIDADE COLETIVA

1. Pesquise e traga para a escola diferentes tipos de textos informativos conforme os exemplos dados na seção Roda de conversa.
Você também deve contribuir com outros materiais que contenham textos informativos. Ex.: enciclopédias, gramáticas, almanaques, manuais.

Com o professor e os colegas, organizem pequenos grupos para observação e exploração dos textos conseguidos. Combinem uma maneira de classificá-los e organizá-los para futuras consultas.
Destaque a forma dos textos observados, os tipos de parágrafos, sinais de pontuação, ilustrações, tipos de letra nos títulos, cores utilizadas, etc.

75

capítulo

4

8. Observe o mapa:

2. Agora vamos construir um texto informativo coletivo.
Para começar, o professor vai fazer um levantamento dos temas de interesse do grupo: curiosidades, assuntos já estudados, temas novos que aparecem na mídia, entre outros. Em seguida, sempre em parceria com o professor: t FÞOBNJOGPSNBÎÜFTTPCSFPBTTVOUP7BJTFSOFDFTTÈSJPDPNCJOBSVNQSB[P 3 para isso. t4FMFDJPOFNPRVFGPSNBJTSFMFWBOUFEPNBUFSJBMDPOTFHVJEP t FDJEBNEFRVFNBOFJSBPDPOIFDJNFOUPBERVJSJEPQFMPHSVQPWBJTFSTPDJBMJ % zado: quem receberá a informação do texto que vocês vão produzir, de que forma e quando. t FGJOBNRVBMTFSÈPsuporte: jornal, revista, folheto, cartaz, etc. e também qual % será o gênero usado para a escrita desse texto: notícia, reportagem, artigo, anúncio, campanha, etc. No momento de escrever, será necessário que todos: t%FFNTVHFTUÜFTTPCSFRVFUJQPEFDPOUFÞEPEFWFDPOUFSPUFYUP t%JWJEBNFTTFDPOUFÞEPFNQBSUFTQBSBDPOTUSVÎÍPEPTQBSÈHSBGPT t0SHBOJ[FNBTQBSUFTOVNBTFRVÐODJBMØHJDB t&MBCPSFNVNUÓUVMPFVNBJOUSPEVÎÍP O professor escreverá na lousa a primeira versão do texto: t&OSJRVFÎBNFTTFUFYUPDPNBTJOGPSNBÎÜFTRVFBDIBSFNOFDFTTÈSJBT t&MBCPSFNVNBDPODMVTÍP O professor dará sugestões de mudanças e reescreverá o texto até que fique de acordo com as características do texto informativo e que satisfaça a todos. Por fim: t&TDPMIBNBGPSNBHSÈGJDBFNRVFPUFYUPTFSÈSFHJTUSBEP t BÎBNEFTFOIPT USBHBNSFDPSUFT QSPDVSFNJNBHFOTRVFBKVEFNBDPN' preender as informações do texto. t$PNCJOFNDPNPQSPGFTTPSDPNPQBTTBSBMJNQPBWFSTÍPGJOBM t"WBMJFNBQBSUJDJQBÎÍPEFUPEPTOPGJOBMEPUSBCBMIP
76

1. Sublinhe as palavras que representam números de 1 a 10. Depois escreva-as
na cruzadinha.

UM EU PAI DOIS MÃE TRÊS AVÔ QUATRO CINCO TIA OI SEIS MEU VIA SETE OITO NOVE TU DIA SIM DEZ M
C

Ã
S E I S

P A

I

N

O

V

E

I U M E U U

Q

D

C

T

D

I

A V Ô I

U

M

O

I

T

O

E

E

A

I

I A

Z

T

R

Ê

S

R

O

I

2. É possível formar outras palavras com cada letra da palavra QUATRO.
Observe:

Q UERIDO U NHA A MIGO T RÊS R OUPA O ITO
77

capítulo

4

PARA LER E SE DIVERTIR

Agora faça o mesmo com a palavra DOIS.

D O I S
3. Leia o que está escrito dentro do retângulo e descubra do que se fala. Dê a
resposta por escrito.

É um número. O nome dele tem uma sílaba e é escrito com quatro letras e só uma é vogal.
Três

78

Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor.

O que você observa neste esquema?
AMJ ARTES GRÁFICAS/ARQUIVO DA EDITORA

avô

avó

avô

avó

filho

filha

filho

filha

neto

neta

Proponha aos alunos a leitura preditiva do esquema desta página. Peça que identifiquem e leiam as palavras que aparecem abaixo de cada ilustração. Questione-os a respeito da função deste tipo de representação gráfica: o que o esquema informa?

79

capítulo

capítulo

5

NOSSA ORIGEM

5

LEITURA COMPARTILHADA 1
No capítulo 3 você viu que todos temos nome e sobrenome, que se encontram registrados em documentos. Acompanhe a leitura do texto a seguir e veja um pouco mais desse assunto.

A invasão dos Silva
Segundo o especialista Francisco Antônio Dória, sobrenomes brasileiros comuns, como Menezes, Silva, Souza, Cunha, Vasconcelos ou Pereira, pertenceram à alta nobreza portuguesa. “Em Portugal, nessa época, o sobrenome não se transmitia obrigatoriamente de pai para filho. Podia-se, por exemplo, adotar o nome de um bisavô de qualquer lado.” Normalmente, escolhiam-se os sobrenomes mais importantes, como Silva ou Souza, que acabaram se alastrando por Portugal e posteriormente pelo Brasil.
Adaptado de Galileu. Rio de Janeiro, Globo, 9 (100): nov. de 1999.

RODA DE CONVERSA
Faça um levantamento dos sobrenomes dos seus colegas de turma. Qual o nome mais comum? Há sobrenomes iguais? Existe algum sobrenome de origem estrangeira? Qual a origem desse sobrenome?

PARA LER E ESCREVER
Ao estudar os documentos, você viu que a assinatura, composta de nome e sobrenome, é mais uma das maneiras de identificar as pessoas e tem relação com as origens de cada um. Os sobrenomes de cada pessoa costumam ser formados pelos sobrenomes das duas famílias que a geraram: a do pai e a da mãe.

MARIA VASCONCELOS
(mãe)

ANTÔNIO DA SILVA
(pai)

MAURO VASCONCELOS DA SILVA
(filho)

80

avô paterno

avó paterna

avô materno

avó materna

pai

mãe

2. Observe se o seu sobrenome é formado pelos sobrenomes de seu pai e
de sua mãe. Escreva abaixo o seu nome completo.

3. Vamos ler agora um trecho da letra de uma canção de Chico Buarque de
Holanda que fala das origens de uma família.

Paratodos
O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano Vou na estrada há muitos anos Sou um artista brasileiro ........................................

Incentive os alunos a ler o texto e a identificar algumas informações observando o “desenho”, o perfil dele. Mostre-lhes a diferença entre o perfil de versos num poema (ou letra de canção) e o de frases em textos narrativos e informativos, como os vistos anteriormente.

Adaptado de Jornal da Tarde, agosto de 1997. Revista de MPB.

4. Qual é o título do texto?
Paratodos.

81

capítulo

sobrenome de seus pais e de seus avós. Anote abaixo as informações encontradas.

5

1. Consulte sua certidão de nascimento. Nela você vai encontrar o nome e

5. Qual é o nome completo do autor do texto?
Chico Buarque de Holanda.

6. Nesse texto há dois pares de palavras que rimam. Quais são eles? Escreva
essas palavras, colocando uma letra em cada quadradinho.

P

E

R

N

A

M

B

U

C

A A I I

N N R R

O O O O

B M B
R A S I

A

I

N

E E

I

L

7. Pinte as partes das palavras que se repetem e compõem as rimas.
O trabalho com as rimas deve ser proposto em diferentes momentos do processo de construção da leitura e escrita. Para isso, dê preferência a textos cujos temas sejam do interesse dos alunos.

8. Observe o mapa do Brasil.
Boa Vista RORAIMA (RR)

Faça a leitura do mapa com os alunos. Explique a função da legenda, localize as capitais dos estados, explique como cada cor representa uma região diferente do país.

EQUADOR

AMAPÁ (AP) Macapá Belém São Luí s PARÁ (PA) Arq. Fernando de Noronha

Manaus AMAZONAS (AM)

Fortaleza MARANHÃO RIO GRANDE (MA) Teresina CEARÁ DO NORTE (RN) (CE) Natal PARAÍ (PB) João Pessoa BA PIAUÍ(PI) Palmas PERNAMBUCO (PE) Recife ALAGOAS (AL) SERGIPE Maceió (SE) Aracaju BAHIA (BA)

ACRE (AC) Rio Branco

Porto Velho RONDÔNIA (RO) MATO GROSSO (MT)

TOCANTINS (TO)

O D E CA TRÓPIC

IO PRICÓRN
N

OCEANO PACÍ FICO
0

O

L

Salvador DISTRITO FEDERAL (DF) Brasí lia Cuiabá OCEANO MINAS GOIÁS (GO) GERAIS (MG) ATLÂNTICO Goiânia Belo Horizonte ESPÍ RITO SANTO (ES) MATO GROSSO DO SUL (MS) Vitória SÃO PAULO Campo (SP) RIO DE JANEIRO (RJ) Grande Rio de Janeiro São Paulo PARANÁ (PR) Capital do país Curitiba 23º2 Capital de estado 7‘ SANTA CATARINA (SC) Florianópolis Região Norte Região Nordeste RIO GRANDE Porto Alegre DO SUL (RS)
696

S

Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul

ESCALA 348 km

Fonte: Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

82

9. O texto de Chico Buarque identifica onde nasceu o pai, o avô, o bisavô e o
tataravô do narrador. Ligue as duas colunas, relacionando cada parente com o nome do estado em que ele nasceu.

tataravô avô bisavô pai

Pernambuco Minas Gerais Bahia São Paulo

10. Descubra em que estado nasceram estes parentes seus: pai, mãe, avós
paternos e maternos e bisavós paternos e maternos. a) Localize no mapa o estado em que seus pais, avós e bisavós nasceram e marque um X. b) Faça uma bolinha no estado onde você nasceu. c) Anote os dados nesta tabela:

Parente pai avô paterno avó paterna bisavô paterno bisavó paterna mãe avô materno avó materna bisavô materno bisavó materna eu

Estado em que nasceu

83

capítulo

5

Escreva o nome do estado em que você nasceu.

11. Agora complete o texto abaixo, seguindo o modelo da canção de Chico
Buarque.

O meu Meu O meu Meu , , ,

era

Vou na estrada há muitos anos Sou
PARA LER E ESCREVER
O mapa do Brasil da página 82 está dividido em regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Cada região tem sua história e suas características próprias. A música, a dança, as histórias orais, a culinária, o vestuário, a moradia, os hábitos, tudo isso faz parte da cultura e da identidade de um povo. A seguir, vamos conhecer uma receita baiana, da região Nordeste.

brasileiro.

Caso os alunos não consigam obter as informações, oriente-os a completar a estrofe apenas criando rimas.

Cuscuz doce de tapioca
Ingredientes: 3 xícaras de chá de tapioca em grãos t 1/2 quilo de açúcar t 2 vidros de leite de coco
t

1 pacote de coco ralado fresco t 1 litro de leite fervido, quase frio t leite condensado
t

Modo de fazer: Em uma vasilha ou pirex, despeje a tapioca e reserve. Misture o leite de coco, o coco ralado e o açúcar ao leite já fervido e quase frio. Adicione essa mistura à tapioca que está no pirex. Mexa, cubra com um pano e deixe descansar. Mexa de vez em quando. Se a mistura ficar muito dura, acrescente um pouco de leite. Se ficar muito mole, acrescente mais algumas colheres de tapioca. O ideal é que a mistura fique mais mole, afinal, depois de colocada na geladeira, endurece mais um pouco. O cuscuz deve ficar com a consistência de um arroz-doce bem cremoso. Sirva gelado, regado com leite condensado e BOM APETITE.
Adaptado de <http://tudogostoso.uol.com.br/receita/39075-cuscuz-doce-de-tapiocareceita-baiana.html>, acesso em: 5/5/2009.

84

Caso haja cozinha na escola, proponha a realização de uma ou de algumas receitas.

t às margens; t às palavras utilizadas; t ao título que nomeia o prato; t aos subtítulos; t à lista de ingredientes com produtos e quantidades a serem utilizadas; t às etapas de preparação; t à finalização.

2. Escolha uma receita típica de alguma região do Brasil. Pode ser do lugar
onde você nasceu, de um estado para o qual fez uma viagem inesquecível ou de uma região que gostaria muito de visitar. Caso não conheça muitas receitas, faça uma pesquisa: pergunte a alguém que saiba, procure em um livro, assista a um programa de culinária na televisão, etc. Copie a receita no caderno e traga para a classe.
Faça a revisão do texto e, se necessário, peça ao aluno que reescreva a receita.

ATIVIDADE COLETIVA

1. Vamos fazer uma apresentação? Para isso é preciso planejar cada passo.
Para apresentar suas receitas, será organizado com o professor um programa de culinária como os que são transmitidos pela televisão: t  ormem grupos com quatro ou cinco participantes e escolham a receita F que seja melhor adaptada à proposta. É possível também fazer mímicas em vez de trazer os ingredientes reais. t  rocurem assistir a programas de culinária para observar a atitude do P apresentador e dos convidados, o jeito como eles falam, as palavras utilizadas, onde se situam no cenário, qual é o comportamento da plateia. t  reparem com o professor: cenário, roupas, maquiagem, material necesP sário, música de fundo, propagandas no intervalo, etc. t Decidam a função que cada elemento do grupo vai ocupar. t Combinem o dia e a hora da apresentação. t Lembrem-se de ensaiar bem.
Se possível, fotografe as apresentações para a montagem de um painel de fotos na sala. Agrupe as receitas numa pasta ou num livro para que todos possam consultá-las ou copiá-las.

85

capítulo

t ao espaço que ocupa na folha;

5

1. Leia a receita e fique atento:

2. Quem é quem? Troque ideias com seus colegas para resolver coletivamente este desafio. O professor precisava preencher os convites para a festa da escola. Pediu aos alunos que escrevessem um bilhete colocando o nome dos convidados e o grau de parentesco na família. Uma das alunas, na tentativa de explicar “quem era quem” em sua família, escreveu o seguinte bilhete:

1. João, neto de Ana, é sobrinho de Fábio e Bento. 2. Pedro não é casado com Clara e é pai de Bento e avô de Lia. 3. Isa, filha de Diego, é mãe de João. 4. Mário e Fábio não são irmãos. 5. Mário é filho de Pedro. 6. Ana e Clara são avós de Lia. 7. Nessa família, todos os irmãos são filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Como o professor vai resolver essa situação? Registre no diagrama abaixo o que vocês descobriram.
Oriente os alunos a registrar os nomes próprios com letra manuscrita e inicial maiúscula.

avô
Diego

avó
Clara

avô
Pedro

avó
Ana

filho
Fábio

filha
Isa

filho
Bento

filho
Mário

neta
Lia

neto
João

86

Estes são os nomes que você escreveu no diagrama:

João Clara

Fábio Bento

Mário Lia

Ana Isa

Pedro Diego

Reescreva-os em letras manuscritas e organize-os em ordem alfabética. Consulte no Anexo 1 a ordem das letras no alfabeto.

1o — 2o — 3o — 4o — 5o —

Ana

6o — 7o — 8o — 9o — 10o —

Isa

Bento

João

Clara

Lia

Diego

Mário

Fábio

Pedro

ATIVIDADE COLETIVA
Faça um levantamento das situações do dia a dia que envolvam ordenação. Traga para a sala de aula as informações obtidas. Reúna-se com um pequeno grupo de colegas e, juntos, pensem numa maneira de apresentar a todos os dados que vocês conseguiram.
Situações do cotidiano que envolvem ordenação/sequência: filas em geral, quilômetros, horas do relógio, as fases da vida, etapas de confecção de uma receita, as páginas de um livro, uma história (com começo, meio e fim), etc.

PARA LER E ESCREVER

1. Para escrever é preciso colocar as letras numa ordem correta para que
elas formem palavras. Também se pode ordenar palavras para que elas expressem uma ideia de forma clara e completa. Coloque as palavras abaixo em ordem e descubra o que elas expressam. Escreva a frase em letra manuscrita.

de
Filho de peixe peixinho é.

peixe

peixinho

Filho

é

Depois que os alunos ordenarem o provérbio, registre-o na lousa em letra manuscrita e solicite-lhes que escrevam na linha acima. Acompanhe cada aluno no registro.

87

capítulo

5

PARA LER E ESCREVER

2. Um conjunto de palavras ordenadas que expressam uma ideia clara e
completa constitui uma frase. A frase que você acabou de ordenar é chamada de provérbio. Os provérbios são ditos populares transmitidos oralmente, de geração em geração. Vamos lembrar de mais alguns provérbios? a) O que cada desenho abaixo representa? Use as letras móveis, que estão no Anexo 3, para compor os nomes. b) Escreva esses nomes nas linhas abaixo.
boné, cadeira, mesa, cinto, onça, queijo, escada, pente, porta, ovo, espelho, piano.

c) Nas palavras escritas acima, identifique as letras correspondentes aos números ordinais. Observe o modelo:

boné – 4a letra = É
ILUSTRAÇÕES: AMJ ARTES GRÁFICAS/ARQUIVO DA EDITORA

cadeira – 3a letra = d + 4a letra = e

4ª É

3ª d

4ª e

1ª m

2ª e

3ª n

2ª i

2ª n

1ª o

1ª q

2ª u

3ª e

2ª s

1ª e

2ª e

3ª n

4ª t

2ª o

3ª r

4ª t

5ª a

3ª o

3ª p

4ª e

1ª p

2ª i

4ª n

5ª o

d) Agora cubra o pontilhado e leia o provérbio que você construiu.

_ CD 5DMHMN PTD RD DMSS@ N ODOHMN
88
Escreva o provérbio na lousa com letra manuscrita e acompanhe os alunos no registro.

4. Vimos que nomes e sobrenomes de pessoas e nomes de lugares naturais
ou construídos pelo ser humano são escritos com letra inicial maiúscula. Eles são chamados de nomes próprios, pois nos fazem pensar em algo ou alguém especial, único no mundo, com características próprias. Mas há nomes que nos fazem pensar num objeto, num ser ou num lugar qualquer, com características comuns. Volte ao diagrama da página 86, no qual você escreveu vários nomes próprios. Depois disso, escreva nas linhas a seguir: a) o nome dos filhos de Pedro e Ana;
Bento e Mário.

b) o nome dos pais de Isa e Fábio.
Diego e Clara.

c) O que você observa nas letras iniciais desses nomes? Responda oralmente.
São letras maiúsculas.

89

capítulo

escreverá na lousa para que você o copie a seguir.

5

3. Você conhece outros provérbios? Dite um provérbio ao professor. Ele o

5. Na atividade 2 da página 88, você escreveu nomes comuns, isto é, palavras que nomeiam seres e coisas. O que você observa nas letras iniciais desses nomes? Responda oralmente.
São letras minúsculas. Reforce que essas palavras são escritas com letra inicial minúscula, a não ser que estejam iniciando um parágrafo ou uma frase.

LEITURA COMPARTILHADA 2
Vamos apreciar agora um outro tipo de receita. O escritor Tristan Tzara (1896-1963) é considerado um dos principais líderes do movimento estético conhecido como Dadaísmo. Nasceu na Romênia, mas foi educado na França, onde começou a fazer suas teorizações a respeito do Dadaísmo. Viveu em meio às duas guerras mundiais: a primeira, de 1914 a 1918, e a segunda, de 1939 a 1945, o que influenciou a maneira como desenvolveu sua obra. O Dadaísmo chamou a atenção de todos mundialmente por se mostrar provocador e irreverente em relação aos valores tradicionais. O intuito do grupo era desintegrar as estruturas da linguagem artística da época e, com isso, chocar o público. Os artistas que faziam parte do movimento traduziam com obras e atitudes suas preocupações sociais, manifestando o desejo de demonstrar a irracionalidade da guerra. Queriam mostrar com o movimento dadaísta que havia pessoas com ideais diferentes dos que existiam na época. Conheça um dos poemas do escritor dadaísta Tristan Tzara.

Receita para fazer um poema dadaísta
Compare este poema com os outros que já foram lidos pelos alunos. Dê destaque à forma, à falta de rimas, ao tipo de Pegue um jornal. informação que é passada. Acompanhe seus alunos na escrita das respostas a seguir. Pegue a tesoura. Escolha um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formem esse artigo e meta-os num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço, um após outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

Tristan Tzara. G. Carlo Argan. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

90

1. Esse tipo de poema é parecido com os outros que você leu neste livro?
Por quê?
Resposta pessoal.

2. O autor chamou seu poema de receita. Você concorda? O que o poema e
as receitas que você conhece têm de parecidos?
Resposta pessoal.

3. O que eles têm de diferentes?
Resposta pessoal.

4. Providencie o material necessário. Siga exatamente as orientações da receita de Tristan Tzara e construa um poema dadaísta. O professor vai acompanhá-lo na escolha do artigo do jornal e na leitura das palavras escolhidas. Você pode decidir a forma que achar mais interessante para colar as palavras que escolheu para o poema.

5. Exponha para a classe. Guarde com cuidado para uso futuro.
Aproveite para avaliar as conquistas dos alunos na leitura, escrita e expressão oral. Registre suas observações para comparação com dados anteriores.

91

capítulo

5

PARA LER E ESCREVER

capítulo

6

EU E MAIS 194 MILHÕES * DE HABITANTES
Veja os objetivos para este capítulo no Manual do Professor. * Segundo estimativa do IBGE de 2008.

MÁRIO ÂNGELO/FOLHA IMAGEM

Você tem ideia do que são 194 milhões de pessoas? Esse é o número de habitantes do Brasil. Você sabe como essa contagem foi feita?

LEITURA COMPARTILHADA 1
Você vai acompanhar a leitura de um texto de Carlos Drummond de Andrade. Esse escritor nasceu em Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, em 1902, e faleceu em 1987. Foi um grande escritor e produziu poemas, crônicas e contos.
92

A crônica se caracteriza por ser um texto curto, que conta fatos ou ideias atuais ou simplesmente ligados à vida cotidiana. Em geral a crônica é publicada em jornais e revistas. Pode-se dizer que o cronista é um poeta do cotidiano. O texto a seguir é uma crônica. Preste atenção à leitura feita por seu professor, principalmente na maneira como são pronunciadas as frases. Nesta crônica há muitos diálogos, ou seja, há conversas entre as personagens e, por causa disso, é necessário estar atento para saber qual personagem está falando a cada momento.

Caso de recenseamento
1

Neste capítulo, os alunos aprenderão mais sobre pontuação. Para que esse conceito fique mais claro, é necessário trabalhar conscientemente a entonação no texto escrito. Procure demonstrar que o significado e o entendimento do texto mudam de acordo com a forma com que são pronunciadas as frases. Depois disso, explique as relações entre entonação e pontuação.

5

10

15

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegaram as notícias. — Não quero comprar nada. — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar. — Ah, moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? E fecha-lhe a porta. Ele bate de novo. — O senhor, outra vez? Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio? — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta responder a umas perguntinhas. — Não vou responder a perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo! A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo. — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido! — Chame sim, minha senhora, e eu me explico com ele. (Só Deus sabe o que irá acontecer.) Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário. — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher. — É esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo… — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada nesse mês, Ediraldo!
93

capítulo

6

20

25

30

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia de recenseamento pouco a pouco vai-se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso. E como não há ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto — pela primeira vez na vida — da curiosidade do governo. — O senhor tem filhos, seu Ediraldo? — Tenho três, sim senhor. — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um? — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Ubiratã, de 10; e a Pipoca, de 4. — Muito bem, me deixa tomar nota: Jorge… Ubiratã… E a Pipoca, como é mesmo o nome dela? — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca. — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada… — Isso eu não sei, não me lembro. E voltando-se para a cozinha: — Mulher, sabes o nome da Pipoca? A mulher aparece, confusa. — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta. Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil. — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom? — Pois então fica se chamando Pipoca — decide o agente. — Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!
Carlos Drummond de Andrade. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1987. v. 2, p. 30-2.

RODA DE CONVERSA

Esclareça aos alunos que o recenseamento ou censo é o levantamento periódico feito junto à população com o objetivo de determinar o número de habitantes de cidades, estados e de todo o país, o número de nascimentos e de óbitos ocorridos em determinado período, as características dos habitantes, como sexo, nacionalidade, escolaridade, estado civil, profissão, cor de pele, número de filhos, idade, etc.

1. Você sabe o que é recenseamento ou censo? Você e sua família já foram
visitados por um recenseador? Que perguntas ele fez durante a entrevista?

2. Você viu que um acontecimento comum ao dia a dia relatado na crônica foi
a visita do recenseador à casa de uma família. Como o escritor narrou esse fato: de maneira divertida, triste, dramática? Conte esse fato de uma outra maneira.
94
Você pode sugerir aos alunos que recriem e contem oralmente a crônica, imaginando a visita de técnicos da vigilância sanitária numa campanha de prevenção da dengue, por exemplo.

Com a orientação do professor, troque ideias com os colegas sobre o texto atividade requer mais tempo, pois consiste primeiro de Drummond e respondam às questões a seguir. Estatroca de ideias entre os alunos para a depreensão na

1. Qual é o título dessa crônica?
“Caso de recenseamento”.

de conteúdos do texto e, posteriormente, se você julgar conveniente, no registro escrito das conclusões obtidas em consenso. Aproveite a oportunidade para orientá-los a atentar ao uso da letra maiúscula no início das frases, no título da crônica, nos nomes próprios, etc.

2. Qual é o nome completo do autor da crônica?
Carlos Drummond de Andrade.

3. Quais é o assunto principal da crônica?
Uma visita do recenseador a uma família de subúrbio, aonde as notícias nunca chegavam.

4. Quais são as principais personagens da crônica?
O recenseador, uma senhora e seu marido, chamado Ediraldo.

5. Qual é o nome e a idade dos filhos do casal? Anote-os no quadro:

Nome 1º filho 2º filho 3º filho Jorge Independente 14 anos

Idade

Miguel Ubiratã

10 anos

Pipoca

4 anos

6. Por que os pais chamavam a filha de Pipoca?
Porque ela era doida por pipoca (gostava muito de pipoca).

Peça aos alunos que prestem atenção em como se escreve a palavra pipoca: ora como nome próprio, ora como nome comum.

95

capítulo

6

ATIVIDADE COLETIVA

7. Os pais da Pipoca precisavam saber o verdadeiro nome dela. Que providências eles tomaram?
Pensaram em pesquisar no registro de nascimento e em perguntar à madrinha de Pipoca, que havia escolhido o nome

da menina.

8. Depois de perceber que o casal não saberia dizer qual era o nome de registro da menina, que decisão o recenseador tomou?
Achou melhor considerar que o nome da menina era Pipoca.

9. O que a esposa de seu Ediraldo pensou que o recenseador tinha ido fazer
em sua casa?
Vender alguma coisa ou pedir auxílio.

10. Como seu Ediraldo se sentiu depois de entender qual era o objetivo do
recenseamento?
Sentiu-se orgulhoso por estar sendo objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.

PARA LER E ESCREVER

Esclareça aos alunos que o travessão indica a fala da personagem. Mesmo que nem todos os alunos sejam capazes de ler fluentemente, a familiaridade com esses sinais os ajuda a identificar as falas e as entonações.

1. Leia este trecho da crônica de Carlos Drummond de Andrade:
— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
a) Quantas palavras esse trecho tem? 10 b) Que detalhe de apresentação desse trecho facilitou a contagem das palavras? Espaço entre elas (as palavras).
96

— Éessecamelôaíquenãoquerdeixaragentesossegada!
E agora, é possível contar as palavras, como você fez no trecho anterior? Por quê? Responda oralmente.
Oriente os alunos a concluir que é possível, mas é muito mais complicado pela ausência de espaço entre as palavras.

3. Por que as frases e, consequentemente, os textos precisam ter as palavras
separadas umas das outras? Responda oralmente.
Existem várias respostas possíveis, mas o aspecto mais importante a ser notado, neste momento, é que os espaços possibilitam a leitura das palavras e a compreensão da frase e do texto como um todo.

4. Reescreva o provérbio abaixo, dando espaço entre as palavras.

Maisvaleumpássaronamãodoquedoisvoando.
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

5. Númere os parágrafos. 6. Passe um traço colorido nos hifens que separam as palavras no final da linha,
na margem direita do texto. Escreva de maneira completa as palavras que estão separadas pelos hifens. Siga o que pede cada coluna.

Palavras com duas sílabas
nunca

Palavras com três sílabas
atender

Palavras com quatro ou mais sílabas
questionário

peço

Pipoca

incômodo

encher

pouco

97

capítulo

6

2. Observe este trecho:

Proponha aos alunos que utilizem as letras móveis e escrevam cada palavra desse trecho separadamente. Acompanhe cada aluno individualmente e afixe os resultados na lousa. Use o Anexo 4, se necessário.

7. Observe abaixo alguns sinais de pontuação que aparecem no texto “Caso
de recenseamento”: Ponto-final Vírgula Dois-pontos Ponto de interrogação . , : ? Ponto de exclamação Reticências Travessão Parênteses ! ... — ( )

8. Agora, procure no texto e copie:
a) uma frase com travessão, quatro palavras e ponto-final;
— Não quero comprar nada.

b) uma frase com três palavras, vírgula e ponto de interrogação.
Com licença, sim?

9. Procure no texto e passe um traço embaixo de:
t uma ou mais frases que terminem com reticências.

10. Ordene a frase:

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo... — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada... — Muito bem, me deixe tomar nota: Jorge... Ubiratã...

— senhor

filhos

Ediraldo

tem

O

seu

?

Verifique se os alunos levam em conta a pista da letra maiúscula para iniciar a ordenação da frase. — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

ATIVIDADE COLETIVA
Acompanhem os trechos a seguir, retirados da crônica “Caso de recenseamento”:

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher. — É esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo...
98

Acompanhem mais um trecho.

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
Nesse caso, a função do travessão é indicar o comentário de quem está narrando a história. Há vários tipos de narradores. Nessa crônica, por exemplo, quem narra não é uma das personagens, é alguém que observa de fora. Por isso, é chamado de narrador observador. Pois bem, o travessão destacado acima indica que a fala da personagem foi finalizada e que em seguida, com letra minúscula, entra um comentário do narrador. Leiam novamente para identificar essa outra função do travessão.

LEITURA COMPARTILHADA 2
Agora você vai conhecer um outro tipo de texto: uma fábula. Nas fábulas os animais agem, sentem e pensam como se fossem humanos, tornando-se uma espécie de símbolo. Por exemplo: a formiga representa o trabalho, o leão simboliza a força, a raposa representa a astúcia, e o lobo, o poder tirânico. A fábula contém, no final, a moral da história, uma lição, um conselho do que é certo ou errado. Vamos conhecer uma fábula de Esopo. Suas fábulas são curtas, bem-humoradas, e as mensagens e os ensinamentos estão relacionados com fatos do cotidiano.

A raposa e as uvas

O objetivo deste texto é apresentar ao aluno o gênero fábula. As fábulas surgiram como uma forma velada de crítica aos ricos e poderosos da época, usando-se para isso animais como personagens. Assim, os nobres que se vissem retratados nada podiam fazer contra os autores. À semelhança dos contos de fadas, os animais falam e se comportam como seres humanos.

Uma raposa terrivelmente faminta passeava pelo campo e, ao chegar a uma horta, viu um bonito parreiral que subia pelas cercas junto à casa. Os suculentos cachos de uva pendiam do alto. Vê-los era de dar água na boca. A raposa se aproximou e deu um salto para apanhar as uvas. Como não conseguia alcançá-las, tentou e tentou muitas vezes.
99

capítulo

No início de cada parágrafo há um traço, maior do que o hífen, chamado travessão. Uma de suas funções é introduzir a fala de cada personagem do diálogo ou discurso direto no texto. O travessão aparece antes da letra maiúscula, no início do parágrafo.

6

Tudo em vão... Os saborosos cachos estavam fora do seu alcance. Cansada de tanto esforço, a raposa, tendo compreendido que não conseguiria morder nem uma uvinha sequer, olhou desdenhosamente para a parreira e disse: — Na verdade, não comeria essas uvas por nada desse mundo! Estão muito verdes! Moral: pessoas incapazes, quando não podem obter o que desejam, costumam fingir que não têm interesse em possuí-lo.
Fábulas. Buenos Aires: Sigma, 1963.

RODA DE CONVERSA

1. Você já se comportou como a raposa da fábula? Ou seja, já quis muito conquistar alguma coisa, mas, como estava difícil, desistiu e fingiu desinteresse?

2. Essa história lembra algum provérbio popular? Quem desdenha quer comprar.
Aceite outros provérbios como resposta.

3. Qual é a moral embutida na história?
ATIVIDADE COLETIVA
Troque ideias com os colegas e, juntos, construam outro final para a fábula e também uma outra moral da história. O professor registrará esse final na lousa ou num cartaz e vocês poderão copiá-lo no espaço abaixo.

Escrevam aqui a nova moral da fábula:

100

LEITURA COMPARTILHADA 3
Millôr Fernandes reescreveu a fábula “A raposa e as uvas” à sua maneira, dando a ela seu toque de humor. Veja só!

A raposa e as uvas
De repente a raposa, esfomeada e gulosa, fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. Olhou e viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvas maravilhosas, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, retesou o corpo, o focinho passou a um palmo das uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo o que tinha, não conseguiu roçar as uvas gordas e redondas. Desistiu, dizendo entre os dentes, com raiva: “Ah, também, não tem importância. Estão muito verdes”. E foi descendo, com cuidado, quando viu à sua frente uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva, trepou na pedra perigosamente, pois o terreno era irregular e havia o risco de despencar, esticou a pata e… conseguiu! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito verdes! Moral: a frustração é uma forma de julgamento tão boa quanto qualquer outra.
Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1963.

RODA DE CONVERSA

1. O que você achou dessa versão da história? 2. Qual a diferença entre a atitude da raposa na primeira versão e na segunda?
versão da fábula? Se não concorda, que moral da história você daria?
Acolha a diversidade de respostas. Enumeramos algumas possibilidades: “Mas vale quem tenta, do que quem não tenta”; “Não vale mesmo a pena insistir”; “Não vale arriscar a vida por uma causa perdida”; “Temos de ver para crer”; etc. Espera-se que os alunos concluam que nessa segunda versão a raposa insistiu e encontrou uma maneira de alcançar as uvas, mas depois constatou que o esforço não valeu a pena.

3. Você concorda com a moral da história que Millôr Fernandes criou para sua
PARA PRATICAR
Os versos a seguir formam uma parlenda. As parlendas fazem parte da cultura popular, do folclore, das manifestações do povo. São transmitidas oralmente, de geração a geração, e podem diferir conforme a região do país. Cantadas ou recitadas, cada parlenda tem um ritmo, um som e movimentos corporais característicos, e muitas vezes acompanham um jogo, uma brincadeira. Se você conhecer outras parlendas, apresente-as aos colegas.
Nesta seção vamos aprofundar o trabalho com os números ordinais. Pergunte aos alunos em que situações do dia a dia utilizamos números ordinais (filas, campeonatos, dias da semana, listas de alunos, andares de um prédio, numeração de exercícios, ou seja, em tudo que implique ordenação).

101

capítulo

6

Teresinha de Jesus
Teresinha de Jesus de uma queda foi ao chão acudiram três cavalheiros todos três chapéu na mão. O primeiro foi o seu pai o segundo seu irmão o terceiro foi aquele a quem Teresa deu a mão.
Domínio público

1. As palavras destacadas no texto representam números ordinais. Esses
números também podem ser representados com algarismos. Veja:
Números ordinais

1o = primeiro 2o = segundo 3o = terceiro 4o = quarto 5o = quinto 6o = sexto 7o = sétimo

8o = oitavo 9o = nono 10o = décimo 11o = décimo primeiro 12o = décimo segundo 13o = décimo terceiro 14o = décimo quarto

15o = décimo quinto 16o = décimo sexto 17o = décimo sétimo 18o = décimo oitavo 19o = décimo nono 20o = vigésimo 21o = vigésimo primeiro

Explique aos alunos que os números ordinais variam em gênero e número. Exemplos: vigésimo, vigésima; primeiros, primeiras.

Agora observe o desenho:

102

AMJ ARTES GRÁFCIAS/ARQUIVO DA EDITORA

a) Quantas pessoas há na fileira? b) Quantas são homens? c) Quantas são mulheres? d) A e) A f) A g) A h) A i) A j) O k) O l) A
1a 11

21

10

da fileira representa a noiva. pessoa está toda vestida de preto e não tem ninguém depois dela. pessoa é a penúltima da fileira. pessoa não está de botas e tem uma flor na lapela. está entre a oitava e a décima pessoa da fileira. não está vestida para a quadrilha e é a antepenúltima. eo
16o

21a

20a

18a

9a

19a

7o

estão de sandálias.

2o

tem antes de si apenas uma pessoa. é a pessoa mais alta de todas.

15a

103

capítulo

Nele está representada uma outra forma de expressão popular: a quadrilha. Com base no desenho, responda usando algarismos:

6

2. Quais das pessoas da fileira não foram citadas até agora?
A 3a, a 4a, a 5a, a 6a, a 11a, a 12a, a 13a, a 14a e a 17a.

3. Ainda com base no desenho da atividade anterior, complete as lacunas
usando palavras:
terceiro a) O carregando um presente.

homem da esquerda para a direita está pessoa da fileira tem o cabelo com

b) A tranças.

quinta

c) A de vestido verde.

décima primeira

pessoa da fileira está

décimo oitavo d) O de bigode que está sem chapéu.

da fileira é um homem

e) Contando da direita para a esquerda, a pessoa está usando chapéu de cangaceiro.

sexta

4. Escolha uma das pessoas que não tenha sido citada nos itens anteriores e
invente uma descrição para ela. Escreva um pequeno texto e mostre-o ao professor. Dê esse texto a um colega para que ele adivinhe de quem você está falando.
Verifique o texto que cada um dos alunos elaborou e organize as trocas de trabalho e a resolução da atividade.

104

LEITURA COMPARTILHADA 4
Neste livro conhecemos diferentes gêneros de texto. Alguns fazem parte da tradição popular que continua viva na voz do povo, sendo transmitida através das gerações. Vimos as quadrinhas, as fábulas, a parlenda, a quadrilha. A essas formas de expressão popular, que variam nas diferentes regiões do país, damos o nome de folclore. É importante lembrar que as lendas e os mitos folclóricos são fruto da imaginação e também da crença de muitas pessoas. Carregam explicações e lições de vida. O folclore brasileiro é rico em personagens mágicas, lendárias, maravilhosas. Como, entre muitos exemplos, o Curupira. Vamos conhecer melhor essa personagem? Acompanhe o texto que o professor vai ler.

Curupira
No fundo das matas, bem longe das cidades e das aldeias, quando soam gritos longos e estridentes, é o Curupira que se aproxima. O melhor que se faz é sair dali correndo. O Curupira é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e com os pés virados para trás. Para os índios, ele é o demônio da floresta. Corre atrás deles, enfurecido, para bater e até mesmo matar. Para se protegerem, quando se afastam de suas aldeias, os índios deixam pelo caminho penas de aves, abanadores e flechas. O Curupira é o protetor das árvores e dos animais. Batendo nos troncos das árvores como se fossem tambores, testa a resistência delas, quando ameaça cair uma tempestade. Ele odeia os homens que caçam e destroem as matas. Por isso, gosta de deixar os caçadores perdidos dentro da floresta. Quem vê o Curupira perde totalmente o rumo, não sabe mais achar o caminho de volta. Para atrair suas vítimas, o Curupira, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. As histórias do Curupira são contadas em todo o Brasil. Em algumas regiões, ele tem o nome de Caipora ou Caapora, e aparece, frequentemente, montado em um porco-do-mato.
Marcelo Xavier. Mitos: O folclore do Mestre André. Formato Editoral: Belo Horizonte, 1997.

105

capítulo

6

RODA DE CONVERSA
Vamos descrever o Curupira? Para isso, fique atento às características físicas e psicológicas da personagem. No texto da página anterior, as características físicas estão destacadas em verde, as características psicológicas estão marcadas em amarelo, a descrição do cenário aparece em azul e o modo como ele costuma agir aparece em rosa.

1. Converse com seus colegas sobre as características do Curupira vistas
acima. Lembre-se de descrever a personagem, suas ações e o lugar em que aparece.

2. Você conhece outras características do Curupira? Quais?

PARA LER E ESCREVER
Há muitas outras informações sobre o Curupira que não estão no texto lido. Para descobri-las:

1. Pesquise e traga para a classe livros de folclore, de lendas e mitos do Brasil
em que apareça o Curupira.

2. Com a ajuda do professor, leia e compare as informações encontradas. 3. Faça um primeiro registro dessas informações. Mostre essa primeira versão
para seu professor.

4. Reescreva o que for necessário, seguindo as correções e sugestões feitas pelo professor. Assim que terminar, mostre seu texto para ele novamente.

5. Considerando as informações conseguidas com a pesquisa, faça um desenho do Curupira para ilustrar o seu texto.

6. Combine com o professor e os colegas como construir um álbum em que
serão colocados os trabalhos de todos os alunos. Lembre-se da capa, do título para o álbum, da assinatura de todos os participantes e de como fixar as produções. O álbum pode ser colocado na biblioteca da escola.
106

FABIO COLOMBINI/ACERVO DO FOTÓGRAFO

FABIO COLOMBINI/ACERVO DO FOTÓGRAFO

UNIDADE

FLÁVYA MUTRAN/ FOLHA IMAGEM

3
AC AM RO RR MT MS

DELFIM MARTINS/PULSAR IMAGENS

Ser brasileiro

RS PA AP PR SC GO SP TO DF MA MG RJ PI BA ES CE PE AL SE RN PB

SECRETARIA DO TURISMO DO CEARÁ/ARQUIVO DA EDITORA

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza...”
MARCO AURÉLIO MARTINS/AGÊNCIA ESTADOAAT EDUARDO KNAPP/FOLHA IMAGEM

CHRISTIAN CASTANHO/ EDITORA ABRIL

Jorge Ben Jor

107

capítulo

7

Objetivos: promover oportunidades de reflexão e debate a respeito da diversidade entre pessoas e grupos sociais e sobre a importância do convívio pacífico entre eles (indígenas, brancos, europeus, asiáticos), bem como acerca do preconceito e da violência contra minorias. Propiciar aos alunos circunstâncias de exposição oral e de prática da escrita em situações reais de uso. Orientar a prática da entrevista para levantamento de dados na comunidade, a leitura e o preenchimento de tabelas e gráficos. Reforçar o exercício da letra manuscrita.
THINKSTO

CONHECENDO NOSSA FORMAÇÃO E NOSSAS DIFERENÇAS
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COMSTOCK/JUPITER IMAGES

PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES

M/JUPITER IM AGES

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GOODSHOOT/JUPITER IMAGES GES

FABIO COLOMBINI/ACERVO DO FOTÓGRAFO

A “cara do Brasil” é feita de muitos rostos.

Incentivar a procura por glossários ou dicionários para a pesquisa do significado de palavras desconhecidas. Introduzir os alunos no uso de estratégias de seleção e retenção de informações para a leitura de texto histórico: ler e reler parágrafo por parágrafo, sublinhar partes mais relevantes, fazer anotações, etc. Auxiliar os alunos na compreensão do uso das aspas em textos do capítulo. Orientar o estudo de uma notícia e a identificação de suas características. Introduzir os alunos na leitura de tirinhas, destacando os elementos que as compõem e favorecendo a identificação de assunto e tema. Propor o estabelecimento de relações entre o tema das tirinhas e o relatório de pesquisa apresentado. Complementar os objetivos do capítulo anterior no que se refere aos aspectos fonológicos, da escrita, da leitura e da fala.

LEITURA COMPARTILHADA 1

Você sabe qual é a formação do povo brasileiro? Quem estava aqui antes da chegada dos portugueses em 1500? Que povos vieram após essa data? E depois? Que mistura de povos ocorreu? Observe as fotos de abertura da unidade e do capítulo e tenha uma ideia de como é a “cara do Brasil”.
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PIXLAND/JUPIT

ER IMAGES

UP THINKSTOCK/J

ITER IMAGES

Os elementos formadores de nossa sociedade e cultura começaram a se reunir no ano de 1500, com a chegada dos estrangeiros às terras brasileiras, que eram habitadas por povos indígenas. De início, o contato ocorreu entre os índios nativos e os portugueses. A partir de 1550 os povos africanos chegaram ao Brasil, trazidos como escravos pelos portugueses. No final de 1800, imigrantes italianos, espanhóis, árabes, japoneses, entre outros, chegaram ao país trazendo novas influências e costumes para a sociedade brasileira. Assim nossa diversidade cultural aumentou ainda mais. RODA DE CONVERSA

1. Você mora no mesmo lugar onde nasceu? Já mudou alguma vez de cidade,
estado ou país?

2. Se já mudou, você encontrou dificuldade para se adaptar ao modo de vida
dos diferentes lugares por onde passou? Que diferenças você encontrou?

ATIVIDADE COLETIVA

1. A formação da sociedade brasileira ocorreu por meio do contato dos povos
indígenas com os brancos europeus e depois destes com os africanos. Chamamos de miscigenação à mistura de “raças” ou povos. Desse modo, do contato entre esses povos surgiram os mestiços. Somos hoje, portanto, um país de mestiços. Com a orientação do professor, faça uma pesquisa na comunidade em que você vive para saber a origem das pessoas próximas. Utilize para isso o recurso da entrevista. t PN J FDPNBUVS BPTBT FD PTCÈ J PTEBFO SF JT B B VFNFO SF $ CO N Q U TD U W U R U vistar, quando, onde, etc.). t SF B FPNB F JBMOF FT È JPQB BSF JT SBSBTJO PS B ÜFTPC J BT MÈ JT 1 Q S U S D T S S H U G N Î UE Q e livro, principalmente). Cada aluno deverá entrevistar uma pessoa e registrar os dados no livro. t O FTEFDP F BSBFO SF JT BSBQFT PB BQSF FO FTFFFY MJ VFPPC " U N Î U W U T T U Q R KF J PEBFO SF JT B$B PFMBOÍPUF IBBTJO PS B ÜFTEFRVFWP ÐOF UW U W U T O G N Î D cessita, procure uma outra pessoa.
109
Comente com os alunos que, cientificamente, o conceito de raça (brancos, negros, índios, etc.) não existe. Por isso empregamos esse termo entre aspas.

capítulo

7

A cara do Brasil

Oriente os alunos a observar de novo o mapa do Brasil na página 82. Utilize também o mapa-múndi da página 75 para localizar outros países, para os alunos que nasceram fora do Brasil, e de onde vieram os imigrantes. Troquem ideias sobre a diversidade cultural do Brasil; os diferentes povos que nele vivem, costumes, hábitos, tradições.

t3F JT SFPTEB PTEFNP PMF Ó FM H U E E HW t$PN J FDPNPQSP FT PSVNBEB BEFFO SF BEBTJO PS B ÜFTPC J BT CO G T U U H G N Î UE t1FS VO BTBTF FNGFJ BT H U S U a) VBMBPSJ FNEPT FVT BJT  WØTFCJ B ØT  MHVNEFMFTÏ PVFSB 
EF 2 H T Q B T W " origem indígena, africana, europeia ou asiática? b) B PTFBN PVUF IBNTJ P 
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Nome do entrevistado: Idade:

Indígena Africano Europeu Asiático Mestiço Pai Avô paterno Avó paterna Bisavô paterno Bisavó paterna Mãe Avô materno Avó materna Bisavô materno Bisavó materna
110

País de Não origem sabe

Seu nome: Idade:

Indígena Africano Europeu Asiático Mestiço Pai Avô paterno Avó paterna Bisavô paterno Bisavó paterna Mãe Avô materno Avó materna Bisavô materno Bisavó materna

País de Não origem sabe

111

capítulo

mília. Consulte seus familiares, se necessário.

7

2. AgoSBQSFFO IBPRVB SPBTF VJSDPNBTJO PS B ÜFTSF F FO FTËTVBGB D E H G N Î G S U

3. Para fazer o levantamento dos dados da pesquisa, cada aluno vai contar à
turma os resultados obtidos. O professor fará o registro num cartaz ou na MPV BFWP ÐEF F ÈSF JT SBSFT FTEB PTOPHSÈ J PBTF VJS T D W S H U T E GD H
25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 indígena africano europeu asiático mestiço não sabe

Procure diferentes tipos de tabelas e gráficos em livros, revistas, jornais, embalagens e mostre-os aos alunos. Eles também podem contribuir na pesquisa, trazendo para a aula alguns exemplos desse tipo de registro. Organize o material em cartazes e promova uma discussão a respeito da importância dessa forma de organização e exposição de dados.

4. De acordo com o gráfico, escreva V quando a afirmação for verdadeira e
F quando a afirmação for falsa.

a)" BJPSQBS FEBTGB ÓJBTEPTFO SF JT B PTEFT FO FEFBGSJDBOPT 
N U NM U W U E D E b)/ÍPIÈGB ÓJBTEFT FO FO FTEFJO Ó F BTFO SFPTFO SF JT B PT 
NM D E U EH O U U W U E c)5P PTPTFO SF JT B PTEFT FO FNEFNFT J PT 
E U W U E D E UÎ d)5P PTPTFO SF JT B PTTB JBNBPSJ FNEF FVTCJ B ØT 
E U W U E C H T T W
112

LEITURA COMPARTILHADA 2
Agora você vai acompanhar a leitura de um texto que trata de diferenças em WÈSJPTBTQFDUPTEFIÈCJUPTDPUJEJBOPTBDSFOÎBTSFMJHJPTBT
Terminada a primeira leitura do texto, acompanhe os alunos na contagem dos parágrafos e oriente-os a numerá-los para que possam realizar as atividades seguintes. Peça-lhes que observem o uso de letra maiúscula no início dos parágrafos e a separação das palavras na margem direita do texto.

Conhecendo nossas diferenças
Todos os dias encontramos situações que nos mostram inúmeras diferenças ao redor, a começar em casa: diferenças entre homens (avô, pai, tios, primos e irmãos) e mulheres (avó, mãe, tias, primas e irmãs); entre os mais velhos e os mais jovens; etc. 2 Quando saímos à rua, as diferenças se acentuam ainda mais. Muitas pessoas pedem proteção para enfrentar o dia que começa, revelando suas crenças, que fazem parte de sua cultura. Uns se benzem, outros fazem o sinal da cruz, alguns invocam assistência de espíritos e muitos fazem tudo isso ao mesmo tempo! As diferenças sociais também se manifestam. Por exemplo, a maioria das pessoas embarca em ônibus superlotados, enquanto outras seguem em automóveis confortáveis. 3 Na escola, os rostos dos estudantes registram diferenças de origem e todo tipo de mestiçagem: há brancos, negros, mulatos, descendentes de povos orientais e, ainda, aqueles de pele avermelhada e cabelos lisinhos, herdados de antepassados indígenas. Na sala de aula ou no recreio, todos se entendem, pois falam a mesma língua, apesar dos sotaques: uns puxam nos esses, outros nos erres e muitos acentuam com força os is e és. Quando ouvimos rádio ou assistimos à televisão, a diversidade é multiplicada, pois esses meios de comunicação nos ligam ao restante do planeta. 4 Sem dúvida, a diversidade e as misturas culturais são muito marcantes no Brasil. Mas, atenção, essa diversidade não acontece só em nosso país e em nossos dias. E o contato entre culturas diferentes nem sempre foi tranquilo. Ao contrário, os conflitos e a intolerância marcaram essas relações ao longo do tempo — e ainda marcam. 5 Há 500 anos os colonizadores portugueses encontraram entre os povos indígenas um modo de viver totalmente diferente. Por sua vez, os nativos conheceram estranhos costumes dos europeus recém-chegados à costa brasileira. Foi um encontro difícil, cheio de descobertas e conflitos marcados por incompreensão de ambos os lados. 6 De maneira geral, a língua, a organização e os costumes indígenas, como o ritual de antropofagia, causaram espanto e chocaram os europeus. Essas sociedades foram então identificadas como “primitivas”, pois pareciam revelar modos de vida de homens que viveram em tempos passados. Segundo a visão dos conquistadores brancos, as sociedades deviam avançar rumo à “civilização” e ao “progresso” nos moldes europeus, e os povos
1

113

capítulo

7

indígenas pareciam se mover muito devagar ou mesmo estar parados no tempo. Por isso as sociedades indígenas foram consideradas não apenas primitivas, mas também incompletas e imaturas, como se fossem constituídas de crianças irresponsáveis. 7 Agora, tente entender como esses povos encararam a chegada dos europeus e o impacto que isso provocou neles. Certamente lhes foi difícil compreender aqueles homens que desembarcaram vestidos dos pés à cabeça, falando uma língua estranha, com costumes diferentes. Dá para notar que os povos nativos tinham um modo de vida e uma cultura material e espiritual muito distintos daqueles dos colonizadores, não? Eles não tinham rei nem lei escrita, mas sociedades organizadas por normas transmitidas oralmente dos mais velhos aos mais novos, de geração em geração. Tinham sua própria “fé”: rezas, rituais, respeito aos mortos e explicações do sobrenatural. Além disso, cada grupo indígena tinha (e tem) uma linguagem própria, que nomeia e explica alunos quanto à das aspas. Comente o páginas 108 (parte da as coisas à sua volta. Oriente os Jor e a expressão funçãodo Brasil”) explicando que,uso das aspas nas as aspas 107 e colocadas paramúsica de Jorge Ben “cara no primeiro caso, foram separar e
.64&6/"$*0 "- 3+
/

Cabral Desembarque de Cabral, tela de Oscar Pereira. identificar um trecho de música e, no segundo, para isolar uma expressão cristalizada, conhecida
por muitas pessoas. Veja também: página 109 - palavra “raça”; páginas 113 e 114 - as palavras “primitivas”, “civilização”, “progresso”, “fé”, “bons selvagens”.

Na Europa, porém, alguns acreditavam que o paraíso descrito na Bíblia havia se materializado no Novo Mundo. Isso fez com que crescesse o fascínio em relação aos índios, que passaram a ser vistos como “bons selvagens”, tendo a pureza própria dos que vivem no Paraíso.
Programa de aprendizagem para professores — Ofício de professor. n. 7. 4PDJFEBEFF$VMUVSB#SBTJMFJSB4ÍP1BVMP'VOEBÎÍP7JDUPS$JWJUB"CSJM 5FYUPBEBQUBEP

114

Roda de conveRsa
Observe a imagem que ilustra o texto. Nela o pintor representou, à sua ma­ neira, a chegada dos portugueses ao Brasil. a) O que será que os indígenas sentiram ao ver pela primeira vez aquelas pes­ soas descendo das embarcações e vestindo­se de modo tão diferente? b) Como você reage ao ver alguém completamente diferente de você? c) Releia com o professor e os colegas o sexto e o sétimo parágrafos do texto. Você concorda com os europeus da época, que achavam que o modo de vida dos indígenas era primitivo?
Encaminhe a conversa para a questão do preconceito e da resistência ao desconhecido ou diferente (vestuário, alimentação, religião, moradia, origens, deficiências físicas, pobreza, analfabetismo, homossexualidade, etc.).

leituRa compaRtilhada 3
Um dos principais organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, o escritor Oswald de Andrade tinha uma personalidade irreverente e provoca­ dora. Buscando rever de forma crítica elementos da história brasileira, produziu poemas que mostravam um outro lado da exploração colonial portuguesa. Acompanhe a leitura do poema abaixo e observe como Oswald de Andrade procurou expressar o encontro entre indígenas e portugueses nas terras do Brasil.

Erro de português
Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português
Oswald de Andrade. O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo: Globo, 1991.

Roda de conveRsa

1. Qual o nome do autor do poema? Oswald de Andrade.
Chame a atenção dos alunos para o uso da letra maiúscula no nome e sobrenome.

2. Qual o título do poema? Na sua opinião, qual teria sido a intenção do autor
Erro de português. Os alunos podem comentar que o autor se refere a erros cometidos pelos portugueses que invadiram as terras dos índios: vestimentas inadequadas ao clima, interferência na língua, nos hábitos, nas tradições dos nativos, etc.

ao dar esse título ao poema?

115

capítulo

para ler e escrever
Leia o poema a seguir, que é de origem popular portuguesa.
Providencie um calendário para que os alunos possam responder às questões propostas.

Trinta dias tem no­em­ ro v b a ­ bril, ju­ ho e se­ bro. n tem­ Vinte e oito terá um, e os demais têm trinta e um.

1. Você sabe em que dia, mês e ano os portugueses chegaram no Brasil pela
primeira vez? a) Localize essas informações no quadro abaixo:

maio 9 10 outubro 24

1834 7 18

22 16 20

31 11 1500

1822 1808 13 21

1 2

30 12 3 abril

6 4 8

23 25 15

1888

fevereiro

junho

1889

Você pode comentar com os alunos algumas datas. Por exemplo, 1492: chegada de Cristóvão Colombo à América; 1500: chegada dos primeiros portugueses ao Brasil; 1550: data aproximada da chegada dos primeiros escravos africanos; 1789: morte de Tiradentes; 1808: chegada da família real portuguesa ao Brasil; 1822: proclamação da independência do Brasil; 1831: abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho D. Pedro II; 1888: abolição da escravidão; 1889: proclamação da República.

b) Registre aqui:

22

/

abril

/

1500

dia

mês

ano

2. Utilize as informações da tabela e responda:

1º – janeiro 2º – fevereiro 3º – março 4º – abril 5º – maio 6º – junho 116

7º – julho 8º – agosto 9º – setembro 10º – outubro 11º – novembro 12º – dezembro -

Janeiro, fevereiro, março, maio, julho, agosto, outubro, dezembro.

b) Que meses do ano aparecem no poema?
Novembro, abril, junho e setembro.

c) O poema afirma que só há um mês com 28 dias. Que mês é esse?
Fevereiro.

3.$POTVMUFPDBMFOEÈSJPFSFTQPOEB
a) Neste ano, o Carnaval foi em que mês?

b) Em que mês você nasceu?

c) Quais os nomes dos meses do ano que terminam em EMBRO?
Setembro, novembro e dezembro.

117

capítulo

a) Que meses do ano não aparecem no poema? Registre sua resposta com letra manuscrita.

7

d) Quais os nomes dos meses do ano que começam com a letra M?
Março e maio.

e) Que nome de mês tem o maior número de letras?
Fevereiro.

f) Que nome de mês tem três sílabas, seis letras e começa com a letra A?
Agosto.

g) Que nomes de meses começam com a mesma sílaba?
Junho e julho.

LEITURA COMPARTILHADA 4
O cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, criou a personagem Mafalda em 1963 para uma campanha publicitária que acabou não sendo realizada. É apenas no ano seguinte que publica as primeiras tirinhas de “Mafalda”, nas quais trata de forma crítica diversos temas do cotidiano. Consegue, dessa forma, fazer dessa garotinha inteligente e sempre preocupada com os problemas do mundo uma das mais populares personagens do universo das histórias em quadrinhos.

1. Leia a tirinha da Mafalda.
+0"26*/4"-7"%03-"7"%0 26*/0 
ACERVO DO ARTISTA

Mafalda está dialogando com Manolito. Para separar a fala de cada personaHFN PBVUPSDPMPDPVCBMÜFTEJSJHJEPTBDBEBVNEFMFTF QPSDBVTBEJTTP  OÍPGPJOFDFTTÈSJPVTBSUSBWFTTÜFT
118

Coloque na lousa as falas dentro de balões para discutir com os alunos o tema principal e ajudar na construção do título. Destaque também o uso dos travessões, da letra maiúscula e da pontuação já existente no texto.

Título — Manolito,
— Claro você

acredita na
que não

igualdade

entre os

homens

?

!

Dizer que os homens
!

são

todos

iguais iguais.

é

uma

bobagem

Não existem

duas

pessoas

Ninguém

é igual a ninguém. Quem te
igualdade ?

falou

dessa

asneira

de

Meu

pai

.

Não
!

tem

jeito

!

...

Esses pais são

todos

iguais

3. Qual é o assunto tratado no texto?
Igualdade entre as pessoas.

4. Você concorda com o que Manolito diz a Mafalda no segundo quadrinho?
Resposta pessoal.

LEITURA COMPARTILHADA 5
Os preconceituosos nem sempre admitem, mas continuam discriminando e QSPQBHBOEPTVBTPQJOJÜFTQFMBTPDJFEBEF"DPOTDJFOUJ[BÎÍPFPDPOIFDJNFOUP sobre os nossos direitos são a melhor forma de combater o preconceito.
119

capítulo

USBWFTTÜFTRVBOEPOFDFTTÈSJP%ÐVNUÓUVMPQBSBFMF

7

2. Reescreva a seguir a tirinha de “Mafalda”, completando o texto e usando

Crime sem fiança
Todas as constituições brasileiras, desde a primeira, de 1824, determinaram a igualdade de direitos perante a Lei. Mas o racismo só passou a ser considerado crime em 1951, com a Lei 1390. Em 1989, a Lei 7716 substituiu a anterior e passou a estabelecer os crimes de racismo. São passíveis de punição os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, gênero, religião ou procedência nacional, como negar emprego a um negro, impedir-lhe o acesso a estabelecimentos comerciais ou ainda incitar ou induzir a prática da discriminação. A punição, nesses casos, pode variar de 1 a 5 anos de reclusão.
a) Você conhecia essa lei? Converse com os colegas sobre isso. b) Você sabe o que quer dizer a palavra preconceito? Quais os tipos de preconceito que existem? Troque ideias com seus colegas para construir, coletivamente, a definição da palavra preconceito. Vale também consultar o dicionário. Depois registre a definição a seguir. Na opinião do grupo, preconceitoÏ
Registre algumas conclusões ou frases num cartaz ou na lousa para que os alunos possam copiar.

Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem conhecimento dos fatos; ideia preconcebida. Por extensão,

superstição, crendice, suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.

Adaptado de Dicionário Aurélio Eletrônico: século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. CD.

RODA DE CONVERSA
Quando presenciamos alguém ser humilhado ou desrespeitado por causa de características físicas, ideias ou hábitos, estamos diante de uma situação de QSFDPODFJUP%JTDVUBBTRVFTUÜFTBTFHVJSDPNPTDPMFHBT a) Você é capaz de lidar com as diferenças entre as pessoas ou grupos sociais? Explique. b) Consegue conviver com as pessoas sem julgá-las? É capaz de respeitá-las apesar das diferenças existentes? Explique.
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LEITURA COMPARTILHADA 6

Muitas vezes os preconceitos são expressos em atitudes violentas. Para combater esse problema, na cidade de Florianópolis criou-se um pronto-socorro especial para as pessoas que são vítimas do preconceito. Leia a reportagem.

Florianópolis cria “pronto-socorro” para vítimas do racismo
O projeto S.O.S. Racismo começou a funcionar hoje em Florianópolis, destinado ao atendimento de pessoas vítimas de preconceito racial. O projeto contará com advogados, psicólogos e assistentes sociais que prestarão atendimento gratuito à comunidade. De acordo com os coordenadores do projeto, as vítimas mais frequentes de intolerância são os negros, os homossexuais, os pobres e as mulheres. O projeto S.O.S. Racismo funcionará junto ao Congresso Nacional Afro-Brasileiro, em sala cedida pela Secretaria de Segurança Pública.
5JOB#SBHB'MPSJBOØQPMJTJornal do Brasil, 23/5/2003.

RODA DE CONVERSA

1. Qual é o fato importante relatado nessa matéria de jornal?
O início do funcionamento, em Florianópolis, do projeto S.O.S. Racismo, destinado ao atendimento de pessoas vítimas de preconceito racial.

2.0QSJ FJ PQB È SB PJO PS B N S S H G G N
O projeto S.O.S. Racismo começou a funcionar hoje em Florianópolis, destinado ao atendimento de pessoas vítimas de preconceito racial.
Você acha que a frase que acabou de ler apresenta um apanhado geral dos fatos apresentados? Explique.

3. O texto jornalístico lhe forneceu alguma informação importante? Dê um
exemplo.

4. Uma notícia deve ter como compromisso informar a verdade a respeito dos
fatos. É isso o que acontece com todas as notícias que você lê, ouve no rádio ou vê na televisão? Explique.
121

capítulo

Apresente o texto jornalístico aos alunos. Encaminhe o estudo explicando que o primeiro parágrafo costuma dar um apanhado geral do assunto abordado e os demais parágrafos discorrem sobre a notícia. Destaque também a linguagem empregada, a disposição do texto (título, manchete, ausência de travessões indicando diálogos, parágrafos), acuidade dos dados.

7

PARA LER E ESCREVER
-FJBBUJSJOIBEB.BGBMEBFSFTQPOEBQPSFTDSJUP
+0"26*/4"-7"%03-"7"%0 26*/0 
ACERVO DO ARTISTA

Chame a atenção dos alunos para o tipo de balão que o autor usou para representar os pensamentos de Mafalda. Acompanhe os alunos na construção das respostas.

Troque ideias com os alunos a respeito da sequência de pensamentos de Mafalda.

1. Qual o assunto da tirinha?
A posição da mulher na sociedade.

2. O que pode ter motivado o artista Quino a utilizar esse tema? Releia o texto
sobre o cartunista no Leitura Compartilhada 4 antes de responder a essa pergunta. Enfatize para os alunos o fato de que a reflexão crítica é um ponto relevante nas obras do cartunista.
A preocupação do artista com temas importantes do cotidiano.

3. Você concorda com o que Mafalda está pensando? Por quê?
Resposta pessoal.

122

LEITURA COMPARTILHADA 7

Leia o texto aos poucos, discutindo o sentido das palavras menos conhecidas no contexto e também procurando o significado no dicionário.

0'VOEPEF%FTFOWPMWJNFOUPEBT/BÎÜFT6OJEBTQBSBB.VMIFS 6OJGFN 
lançou no Brasil, no dia 30 de abril de 2009, um relatório global sobre o proHSFTTPEBTRVFTUÜFTGFNJOJOBTSFMBUJWBTËJHVBMEBEFEFHÐOFSP Segundo esse relatório, há ainda muito a fazer para o avanço dos direitos das mulheres, como pôr fim à diferença salarial em relação aos homens, acabar com a mortalidade materna, bem como promover a igualdade de acesso na gestão de negócios e da política. O documento enfatiza o risco do não cumprimento das metas da ONU sobre igualdade de gênero, estabelecidas para 2015. Como ponto positivo, o relatório classifica a Lei Maria EB 1FOIB  
DPNP VNB EBT MFHJTMBÎÜFT NBJT BWBOÎBEBT QBSB P enfrentamento da violência contra as mulheres no mundo.
UNIFEM/ARQUIVO DA EDITORA

Capa do relatório “Progresso das mulheres no mundo 2008/2009”.

O relatório aponta como desafios urgentes para diminuir as desigualdades EFHÐOFSP t OFDFTTJEBEFEFFNQSFHPTEFDFOUFTQBSBBTNVMIFSFT QSJODJQBMNFOUF B para aquelas que precisam sair da pobreza; t GPSUBMFDJNFOUPEBMVUBDPOUSBBWJPMÐODJB KÈRVFFTUBPDPSSFFNUPEPTPT P cantos do mundo; t BUVBÎÍPEBNVMIFSFNUPEPTPTMPDBJTPOEFTFUPNBNEFDJTÜFTFEF B onde vem a autoridade sobre a sociedade. Embora haja evolução nos programas dedicados à mulher, Inés Alberdi, diretora FYFDVUJWBEB6OJGFN EFTUBDBBMHVOTEBEPTEPSFMBUØSJPRVFBJOEBTÍPBMBSNBOUFT t NPSUBMJEBEFNBUFSOBBUJOHFNFJPNJMIÍPEFHSÈWJEBTQPSBOPFQPEFSJB B ser reduzida apenas com métodos contraceptivos eficazes e cuidados básicos pré-natais;
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capítulo

7

t NJMIÜFTEFNVMIFSFTFTUÍPJOTBUJTGFJUBTDPNPQMBOFKBNFOUPGBNJMJBS   disponível; t NDBEBNJMDSJBOÎBTOBTDJEBTBJOEBNPSSFN F t SBOEFQBSDFMBEBTNVMIFSFTUFWFTVBQSJNFJSBFYQFSJÐODJBTFYVBMGPSÎBEB H e muitos desses casos estão nas estatísticas da AIDS; t VMIFSFTKPWFOTUFNUSÐTWF[FTNBJTDIBODFRVFPTIPNFOTEFTFJON fectarem com HIV; t ÈBQFOBTVNBNVMIFSQBSBDBEBOPWFEJSFUPSFTEFHSBOEFTOFHØDJPT I t NBMHVOTQBÓTFT PTIPNFOTDIFHBNBHBOIBSNFJPTBMÈSJPBNBJTRVF F as mulheres na mesma função; t F DBEB  DBSHPT QBSMBNFOUBSFT BQFOBT  TÍP PDVQBEPT QPS NV E lheres; t HSBOEFNBJPSJBEBNÍPEFPCSBSVSBMÏGFNJOJOB NBTBNVMIFSÏNJOPSJB B como proprietária de terra; t BJTEBNFUBEFEBTDSJBOÎBTRVFFTUÍPGPSBEBFTDPMBTÍPNFOJOBT N
%BEPTEPSFMBUØSJPEB6OJGFNEJTQPOÓWFMFN <www.unifem.org.br/sites/700/710/00000395.pdf> acesso em 11 de maio de 2009.

RODA DE CONVERSA
Depois de ouvir a leitura do professor a respeito das diferenças existentes FOUSFIPNFOTFNVMIFSFT USPRVFJEFJBTDPNTFVTDPMFHBTFSFTQPOEB

1. Como a mulher brasileira que não está na vida pública pode exigir o cumprimento das metas estabelecidas pela ONU para 2015?
Sugestão de resposta: Pode ouvir e acompanhar candidatas ou candidatos às eleições que estejam realmente comprometidos com as questões mundiais das mulheres e votar neles. Pode ficar atenta ao que acontece ao seu redor e denunciar abusos aos órgãos competentes.

2. O que a mulher pode fazer por si mesma para mudar essa situação tanto
no mundo como em seu país?

Sugestão de resposta: Pode cuidar de sua saúde, estudar, buscar informações e esclarecimentos a respeito de seus direitos e necessidades, preocupar-se com a educação de seus filhos, etc.

3. O que os homens podem fazer para cooperar com o desenvolvimento das
os homens poderiam ter, como: mulheres? Converse com os alunos sobre possíveis atitudes querespeito da situação atualtais mulherestudar, refletir, discutir sobre os problemas verificados; buscar informações e esclarecimentos a da na sociedade quanto ao trabalho, violência,

4. Você conhece algum caso que tenha vivido ou ouvido e que queira contar
para a classe? Resposta pessoal.
124

saúde; procurar orientação para aspectos como: planejamento familiar, risco de doenças sexualmente transmissíveis, uso de anticoncepcionais e de preservativos.

CIDADANIA
Objetivos: promover a reflexão sobre a importância da ética e do exercício de cidadania para o convívio social. Criar situações reais para a prática da linguagem oral e escrita, respeitando-se a regionalidade. Reforçar a compreensão do emprego da letra maiúscula e da função dos números em textos informativos. Apresentar o texto publicitário aos alunos, seus elementos e características.

J. LEISTER/ARQUIVO DA EDITORA

Construção de casas e apartamentos em sistema de mutirão organizado pela prefeitura da cidade de São Paulo em 2001.
HEITOR HUI/ARQUIVO DA EDITORA

Cidadania é: t participar ativamente da vida em comunidade, em favor do bem comum; t cumprir com os deveres e exigir os direitos; t cobrar e propor soluções; t discutir as medidas, políticas ou não, que interferem na vida de todos. Ou seja, não nascemos totalmente cidadãos. Podemos, sim, garantir a cidadania construindo-a ao longo da nossa existência. Observe as fotos que abrem o capítulo. O que essas pessoas estão fazendo? Você acha que essas imagens retratam, de algum modo, exercícios de o conceito em vários mo quando solicitamos ao aluno que cidadania? Por quê? Neste livrocriticamente de ética é trabalhadomorais e reflitamentos, especialmentedeterminam escolhas ou atitudes. se posicione em relação a valores sobre os critérios que
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capítulo

capítulo

8

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LEITURA COMPARTILHADA 1
O grupo musical Titãs gravou uma canção que tem muito a ver com o assunto desta unidade, a cidadania. Vamos ler a letra da canção e saber do que se trata?

Comida
alunos que a expressão (Refrão) aparece no Bebida é água. Explique para osquatro primeiros versos da letra da música. texto para indicar a repetição dos Comida é pasto. Você tem sede de quê? Você tem fome de quê?

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte. A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé. A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer. (Refrão) A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, a gente quer prazer pra aliviar a dor. A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade. (Refrão) Diversão e arte para qualquer parte Diversão, balé como a vida quer. Desejo, necessidade, vontade Necessidade, desejo, eh! Necessidade, vontade, eh! Necessidade, vontade, eh!
Arnaldo Antunes; Marcelo Fromer; Sérgio Britto. “Comida”. Titãs — Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: WEA, 1987.

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1. O texto “Comida” apresenta, no início, duas perguntas: Você tem sede de quê?/Você tem fome de quê?
Essa sede e essa fome são só de água ou de comida? De que fome os aue sede de amor, liberdade, igual darie ternidade, tores do texto estão falando? Fomesão, trabalho, prazer, arte, felicidadade, solidade, dade, framento — diver de, digni conheci
enfim, todos os direitos básicos de um cidadão.

2. A quem você acha que eles estão reclamando esses direitos?
Ao governo e seus representantes e também à sociedade em geral.

3. E você, tem fome e sede de que direitos de cidadão?
de parti pa4. Como esses direitos podem ser conquistados? Sugestão de resposta: Com a do-secidas ção ativa cada um, exigin autoridades governamentais a oferta de serviços básicos (saúde, educação, trabalho, saneamento, moradia, luz, lazer, etc.) e, ao mesmo tempo, comprometendo-se para contribuir para a promoção do bem-estar próprio e da coletividade.

5. Cidadania também implica cuidados que devemos ter com nossa saúde,
o nosso corpo, o ambiente em que vivemos e com as outras pessoas de modo geral. Você concorda com essa afirmativa? Justifique.

PARA LER E ESCREVER

Verifique se na escola há um grêmio ou outra organização dos estudantes. Caso não haja, estimule os alunos a criar uma forma de representação. Investigue a existência de organizações de bairro, comunidades de base, conselhos municipais de saúde ou de educação, ou outras associações de defesa dos direitos do cidadão. Se houver, pergunte aos alunos que tipo de reivindicação (ou queixa, denúncia, etc.) pode ser encaminhado em cada caso.

1. Sabemos que existem doenças infecciosas graves que são contagiosas e
se transmitem de uma pessoa a outra por contato sexual. Você conhece alguma dessas doenças?
Aids (causada pelo vírus HIV); hepatite B; verruga ou condiloma genital (causado pelo vírus do papiloma humano, o HPV);

herpes genital (causada pelo vírus da herpes); sífilis e gonorreia (causadas por bactérias).

Se achar necessário, explique aos alunos que a aids e a hepatite também podem ser transmitidas por outras vias, além da sexual, como a transfusão de sangue e o uso de seringas contaminadas.

2. Que atitudes cidadãs podem ajudar a impedir ou diminuir o avanço dessas
doenças?
Por exemplo: usar preservativo nas relações sexuais, diminuir o número de parceiros sexuais, buscar orientação de especialistas,

comunicar ao parceiro sexual sobre a suspeita ou a comprovação de alguma dessas doenças, usar seringas descartáveis, etc.

127

capítulo

8

RODA DE CONVERSA

3. Para evitar problemas de saúde não basta o cuidado individual. Os cuidados coletivos também são importantes. Por isso, numa comunidade devem existir serviços públicos que contribuam para a manutenção da saúde das pessoas. Cite exemplos desse tipo de serviço.
Serviços de saneamento básico (tratamento de água e esgoto), postos de atendimento médico e odontológico, hospi-

tais, campanhas de vacinação, coleta de lixo, limpeza pública, instalação e manutenção de áreas verdes e de lazer, etc.

4. Marque um X nos serviços públicos existentes onde você mora.
( ( ( ( ( ( ( ( ) hospitais ) campanhas de vacinação ) atendimento odontológico ) luz ) água encanada e tratada ) tratamento de esgoto ) coleta de lixo ) outros:

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Para orientar os cidadãos na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, o governo tem realizado campanhas anuais. Em 2008, assim como em outros anos, para a “Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS”, foi utilizado material publicitário. Ao recorrer a esse tipo de texto, o governo pretende convencer um determinado público em relação a uma ideia, veiculando a informação desejada de maneira rápida e com linguagem objetiva. A partir da ideia de prevenção, foi criado um slogan, que é uma frase simples e de fácil memorização. Como suporte para a campanha foi utilizado um tipo de impresso publicitário chamado de fôlder (ou prospecto). Observe como foi feito o fôlder da campanha de prevenção do Ministério da Saúde:
MINISTÉRIO DA SAÚDE/ARQUIVO DA EDITORA

Parte externa do fôlder.

Parte interna do fôlder.

1. O vermelho e o branco são cores que chamam a atenção no fôlder. O que
essas cores podem representar, considerando o tema da campanha?
O vermelho pode representar paixão, fogo, sangue, impulso, desejo. E o branco pode significar paz, tranquilidade.

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capítulo

8

PARA LER E ESCREVER

Incentive os alunos a prestar atenção em todo tipo possível de anúncios publicitários, os quais podem ser de suportes diferentes: outdoors, televisão, rádio, revistas, jornais, etc. Peça que tragam material com esse enfoque. Dê destaque aos slogans, às cores, às ilustrações, à maneira como as frases são construídas, à rima entre determinadas palavras. Explique de que forma é utilizado o fôlder e, se possível, reúna outros para apresentar para a classe.

2. Você acha que as imagens passam uma informação clara a respeito do
tema prevenção?
Resposta pessoal.

3. Que tipo de atitude a campanha publicitária busca promover e para qual
público ela é direcionada?
A campanha enfatiza a necessidade do uso da camisinha, mesmo depois dos 50 anos, buscando a adesão das pessoas

nessa idade em relação ao sexo seguro.

Comente com os alunos o fato de aparecerem no fôlder modelos exclusivamente masculinos, o que pode indicar que a campanha se refere mais diretamente aos homens acima dos 50 anos. Por outro lado, algumas informações do texto também levam em conta aspectos sexuais da mulher como: diminuição da lubrificação vaginal na menopausa, camisinha feminina, sintomas específicos relacionados a DST, etc.

4. Quais informações o fôlder veicula?
O fôlder utiliza ilustrações para orientar quanto ao uso correto do preservativo, além de explicações que têm o objetivo de desfazer preconceitos em relação à camisinha. Outras informações importantes que também devem ser consideradas são: endereço do site e o telefone do “Disque Saúde”; o aviso de que as camisinhas masculina ou feminina podem ser conseguidas nos postos de saúde ou nas farmácias populares; os ícones do Ministério da Saúde e do SUS que indicam as instituições responsáveis pela campanha, etc.

5. Troque ideias com o professor e os colegas a respeito de um tema que seja
importante veicular na sua escola, na sua rua, no seu bairro. Crie um slogan. Lembre-se de usar uma linguagem que seja fácil de memorizar e use rimas, se for necessário.
Acompanhe a escrita dos alunos, fazendo comentários e dando sugestões de acordo com a possibilidade de cada um. Escolha a escrita de um dos alunos, que se disponha a colocá-la na lousa, para discussão e possível reescrita.

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De que adianta cuidar da saúde individual e coletiva se não cuidamos dos recursos naturais do ambiente em que vivemos? O grupo de publicitários Brazil Cartoon promoveu em 2007 uma campanha para a preservação da Amazônia. Criaram para tanto o I Salão Internacional de Humor pela Floresta Amazônica. Certamente os organizadores do salão sabem que a situação não é para riso. Mas pretendem, através da linguagem universal do humor, chamar a atenção de um número cada vez maior de pessoas para a dramática situação que a floresta vive. Os três primeiros colocados do salão foram:
BRAZIL CARTOON/ARQUIVO DA EDITORA BRAZIL CARTOON/ARQUIVO DA EDITORA

1. Observe as imagens, troque ideias com seus colegas e dê um título para
cada cartum.

2. E você? De que maneira pode colaborar com a preservação do meio ambiente?
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BRAZIL CARTOON/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

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ATIVIDADE COLETIVA

Em grupo e com a orientação do professor, pesquisem em jornais, revistas e livros algumas informações a respeito da preservação do meio ambiente. Selecionem textos, imagens, gráficos e mapas para a confecção de um painel coletivo com o título: “Preservando o meio ambiente, uma ação para a cidadania”. Uma boa ideia é convidar especialistas (ambientalistas, médicos, biólogos, professores, etc.) para um bate-papo sobre o tema com a turma. Combine com seu professor e os colegas uma maneira de divulgar os dados da pesquisa que será realizada. Os itens a seguir podem servir de roteiro para o estudo do ambiente: t0RVFÏGFJ PFNNJ IBDP V J B FQB BQSF FS BSP FJPBN JFO F U O N OE E S T W N C U t2VFBUJ V FTFVUP PQB BQSF FS BSP FJPBN JFO F U E N S T W N C U t2VBJTJOT J VJ ÜFTOB JP BJTBKV BNBQSF FS BSP FJPBN JFO F UU Î D O E T W N C U t VBJT BT DPO F VÐO JBT EB HSBO F DPO FO SB ÍP EF QFT PBT OPT DFO SPT 2 T R D E D U Î T U urbanos? O acúmulo de lixo, o esgotamento dos recursos naturais, a poluição, a extinção de espécies animais e
vegetais, etc.

Organizem-se e mãos à obra. Cada um deve fazer a sua parte no trabalho coletivo: buscar informações, compreender e participar ao máximo das decisões que interferem na vida de todos. Essa atitude ajuda a melhorar as condições de vida da comunidade, do país, do planeta.

LEITURA COMPARTILHADA LEITURA COMPARTILHADA 2 2
Criador da ONG Cidade Escola Aprendiz, o jornalista Gilberto Dimenstein tem especial preocupação com os direitos do cidadão, tendo escrito livros em que aborda problemas sérios da sociedade brasileira em relação à violação de direitos básicos do ser humano. Neste livro, já vimos que todos têm direito a nome, nacionalidade, trabalho, moradia, educação, assistência médica, cultura, lazer, etc. Veja outros direitos e deveres de um cidadão no texto de Gilberto Dimenstein a seguir.

Cidadania
Saber direito o que é cidadania é fundamental. É uma palavra usada todos os dias e tem vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente. Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de não ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, jogar o papel no lixo, conservar telefones públicos. Por trás dessas atitudes está o respeito à coisa pública.
132 132

O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para que você pudesse votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os seres humanos merecem a liberdade e de que todos são iguais perante a lei. No mundo, trabalhadores e trabalhadoras conquistaram direitos. Em 1948, foi elaborada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com essa declaração, solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido pelas suas convicções, o ser humano tinha direito a uma vida digna. É um direito ao bem-estar. Em 1959, mais um passo se deu para aprimorar os direitos das crianças: foi aprovada uma declaração que envolve, essencialmente, o direito a uma vida digna para a criança, respeitando suas especificidades: estudo, lazer, compreensão… Ser cidadão é ter direitos e deveres e participar ativamente da construção de uma sociedade justa e organizada. Não basta apenas constatar injustiças; é necessária uma atitude crítica e construtiva diante dos problemas. Em 1993, o Brasil encontrou uma maneira criativa de enfrentar problemas complexos. A sociedade brasileira se engajou na Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, cujo criador foi Herbert de Souza, o Betinho. A partir de sua liderança, criaram-se cerca de 3 000 comitês, em todos os estados; a sociedade se mobilizou para aplacar a fome de 32 000 pessoas. O resultado, tão bom quanto surpreendente, mostra que é possível enfrentar problemas. Iniciativas das mais diversas provam que a aposta na cidadania dá frutos. Nenhum segmento da sociedade ficou indiferente ao problema. […] Tudo isso e muito mais só foi possível porque a sociedade apostou numa forma nova de fazer política; apostou na iniciativa de cada cidadão e cidadã, na iniciativa como forma de estimular a criatividade e as soluções próprias; apostou na parceria entre quem tem o que dar e quem precisa receber. O que se pode perceber é que a Ação da Cidadania trouxe ao cidadão e cidadã brasileiros uma nova forma de fazer política, com princípios e estratégias que sempre existiram de forma dispersa na sociedade.
Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel. São Paulo: Ática, 1993.

RODA DE CONVERSA

1. Você sabe quais são os seus direitos e os seus deveres como cidadão?
Caso julgue conveniente, providencie um exemplar da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

2. Você já exerceu algum ou alguns de seus direitos de cidadão? Quais? 3. Como você contribui para o bom convívio com as pessoas?
133

capítulo

8

PARA LER E ESCREVER

Cuide para que os alunos utilizem a inicial maiúscula nos nomes próprios.

1. Localize no texto os nomes próprios relativos a pessoas e cidades. Copie-os
a seguir.
Gilberto Dimenstein, Herbert de Souza, Betinho, São Paulo.

2. Procure no texto e copie:
a) o nome de um documento;
Declaração Universal dos Direitos do Homem.

b) o nome de uma organização também conhecida como ONU;
Organização das Nações Unidas.

c) o nome do projeto contra a fome criado por Betinho.
Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida.

3. Procure no texto os números pedidos e copie-os. Depois, responda às
questões. a) Números formados por quatro algarismos e que estão escritos no 4o, 5o e 6o parágrafos. Qual a função desses números no texto?
1948, 1959, 1993. Eles têm a função de localizar os dados no tempo.

b) Número formado por cinco algarismos. Qual a função desse número no texto?
32 000. Tem a função de informar ao leitor a quantidade de pessoas atendidas pela sociedade organizada citada.

134

134

LEITURA COMPARTILHADA LEITURA COMPARTILHADA 3 3
A literatura de cordel foi trazida ao Brasil pelos portugueses. É composta de versos escritos, que são recitados pelo povo. Os versos de cordel costumavam narrar façanhas marítimas, guerras e viagens espetaculares. Hoje em dia, os temas são muito mais variados. Veja a seguir um exemplo extraído do folhetim “A desventura de um analfabeto ou o homem que nunca aprendeu a ler”, do poeta João Martins de Athayde.
Permita aos alunos que comentem formas de expressão semelhantes ao cordel, como a embolada, o repente, etc.

Mas, ai! de quem ignora O quanto vale a instrução De si próprio se deplora Sofre a mais negra opressão Serve até de zombaria O direito, a garantia, Que merece o cidadão.
Trecho extraído de João Martins de Athayde. “A desventura de um analfabeto ou o homem que nunca aprendeu a ler”. In: Luli Hata. Representações de leitura nas capas dos folhetos de cordel. Disponível em: <www.unicamp.br/iel/memoria/Ensaios/luli.html>. Acesso em: 16 de maio de 2007.

RODA DE CONVERSA

1. Você sabe por que essa literatura é chamada de literatura de cordel?
Porque os folhetins são pendurados em pedaços de barbante ou de cordel para serem vendidos.

2. Se você conhece algum poema de cordel, recite-o para os colegas.
LEITURA COMPARTILHADA 4 LEITURA COMPARTILHADA 4
Leia em voz alta um trecho de outro poema de cordel, do famoso cordelista Patativa do Assaré. Se puder, ouça a versão musicada pelo cantor e composiproposta aqui é fazer uma exploração oral tor Raimundo Fagner. Nossalegítima a diversidade cultural e de prosódia,do texto para que o aluno reflita sobre os regionalismos e tome como sem taxar alguns usos como incorretos.
135

capítulo

8

Vaca Estrela e Boi Fubá
Seu dotô me dê licença Pra minha história eu contá. Se hoje eu tô na terra estranha E é bem triste o meu pená, Mas já fui muito feliz Vivendo no meu lugá. Eu tinha cavalo bom Gostava de campeá E todo dia aboiava Na portêra do currá. Ê ê ê ê Vaca Estrela, Ô ô ô ô Boi Fubá. .................
Patativa do Assaré. Intérprete: Raimundo Fagner. In: Eternas ondas. CBS (Sony Music), 1980.

PARA LER E ESCREVER

1. O que chama a sua atenção nesse poema?
Sugestão de resposta: O fato de ele apresentar palavras que não estão escritas de acordo com as normas urbanas de

prestígio.

2. Sublinhe no texto as últimas palavras de cada verso. Quais são as rimas que
você encontrou?

3. Copie as rimas que não estão escritas de acordo com as normas urbanas
de prestígio.
Contá, pená, lugá, campeá, currá.

136

136

Pelas normas urbanas de prestígio, essas palavras são grafadas assim: contar, penar, lugar, campear, curral. Nesse caso, não se mantém a última rima: curral / fubá.

5. Reescreva as palavras de acordo com as normas urbanas de prestígio.

dotô contá portêra currá

doutor contar porteira curral

6. Se o poema fosse escrito de acordo com as normas urbanas de prestígio, a
impressão que ele produz em quem o lê seria a mesma?
Alterar o poema seria comprometer a beleza de seu efeito sonoro. Sua forma reproduz o falar típico da cultura de uma região. Há diversos tipos de cordel, com estrofes de quatro ou seis versos, e versos de quatro, cinco ou seis sílabas, mas não cabe, neste momento, estudar a forma do poema. Porém, você pode desenvolver atividades orais para que os alunos repitam a batida do cordel. Incentive-os a criar versos e esclareça que, no início, é normal que as rimas não fiquem tão boas. Caso queira saber mais sobre literatura de cordel, visite o site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no endereço www.ablc.com.br. Acesso em 12/5/2009.

ATIVIDADE COLETIVA

1. Com o professor e os colegas, reúna livros ou folhetos de literatura de cordel. Observe como são construídas as rimas e o espaço que os poemas ocupam no papel.

2. Com um colega, crie um poema de cordel. Primeiro, escolha um gênero
entre estes: t Romance: apresenta histórias de amor não correspondido, virtudes ou sacrifícios. t História do cangaço ou do mundo religioso: traz os feitos de figuras populares nordestinas, como Lampião, Antônio Silvino, Padre Cícero, Antônio Conselheiro e Frei Damião. t Noticioso: funciona como um jornal; mesmo quando já sabe o que aconteceu, a população compra o folheto para ler a visão do poeta. t História de valentia: apresenta personagens lendários da região, como o sertanejo Antônio Cobra Choca ou o valente Sebastião.
137

capítulo

prestígio. As rimas que você observou anteriormente se mantêm?

8

4. Experimente reler o texto adaptando as palavras às normas urbanas de

t Anti-herói: fala de personagens que vencem mais pela esperteza do que pela força. t Humorístico e picaresco: é o mais popular; conta fatos engraçados: como em A dor de barriga de um noivo e A mulher que trocou o marido por uma TV a cores. t Exemplo moral: expressa uma lição, como em A moça que bateu na mãe e virou cachorra e A mãe que xingou a filha no ventre e ela nasceu com rabo e chifre em São Paulo. t Peleja: relato de cantorias entre repentistas; os textos são fruto da imaginação do cordelista. t Folheto de discussão: apresenta dois pontos de vista sobre uma mesma questão. t Outros gêneros: folhetos de conselhos, profecias, descaração, política, educação e aqueles feitos sob encomenda. Escolhido o gênero de cordel, pense nas rimas e no título do trabalho. Depois, registre e, se quiser, ilustre os versos. Em seguida, exponha o trabalho à turma.
Canções de Luiz Gonzaga, fã confesso de Lampião, também podem ilustrar bem a vida do povo nordestino. Toque as músicas de Luiz Gonzaga para que os alunos acompanhem.

RODA DE CONVERSA FINAL
Com a orientação do professor, combine com seus colegas um sarau. Para começar, reúnam todos os trabalhos individuais e coletivos que vocês queiram expor. Todos poderão declamar os poemas que queiram, cantar as músicas que fazem parte deste livro ou outras que conheçam, apresentar danças regionais, expor os cartazes, fazer e servir entre os colegas as receitas aprendidas, etc. Assim que o material tiver sido escolhido, vocês devem: t%FDJEJSPMPDBMPOEFTFSÈSFBMJ[BEPPTBSBV t MBOFKBSBTBQSFTFOUBÎÜFTFFWFOUPT FTUBCFMFDFOEPVNBPSEFNQBSBDBEB 1 acontecimento. t&MBCPSBSDPOWJUFTFGB[FSVNBMJTUBEFDPOWJEBEPT t JWJEJSBTGVOÎÜFTQBSBBPSHBOJ[BÎÍPEPFWFOUPBQSFTFOUBEPS SFDFQDJPOJTUB % dos convidados, organizador de materiais e do espaço, etc. Procurem registrar o encontro com fotos.
138 138

LEITURA COMPARTILHADA LEITURACOMPARTILHADA 4 FINAL
Estamos chegando às últimas páginas deste livro, mas tenho certeza de que este é só o princípio de um longo processo de aprendizagem. Porque aprender não significa apenas estudar na escola. O trecho de texto reproduzido a seguir traduz a emoção de um menino que amava a vida e as pessoas e que, apesar das adversidades, tinha um grande desejo: ser professor e ensinar.

É preciso que a leitura seja um ato de amor
Aprendi a ler e a escrever com meu pai e minha mãe sob as mangueiras do quintal da minha casa. E eu costumava escrever na terra com pedacinho de pau. É muito interessante. Eu sabia que as palavras com as quais comecei meu aprendizado eram palavras de meu horizonte, da minha experiência, e não as palavras da experiência de meus pais. Eles começaram a fazer isso comigo. É fantástico porque, muitos anos mais tarde, quando eu comecei a trabalhar nessa área como educador, repeti aquilo que meus pais tinham feito comigo. Durante o processo, eu lembrava que tinha sido assim que eu aprendi a ler e a escrever. Nasci uns oito anos antes do crash — nasci em 1921 — e minha família, de classe média, sofreu muito em consequência disso. Eu tive a possibilidade de sentir fome. E digo que tive a possibilidade porque acho que essa experiência me foi muito útil. Claro, minha infância não foi tão dramática assim. Pelo menos eu podia comer. Milhões de crianças brasileiras hoje não comem, mas pelo menos eu podia comer, algo que fez com que eu pudesse sobreviver. Entrei na escola secundária, e isso era muito para estudantes normais. Lembro que tinha dificuldade para entender. […] Sofria muito achando que era muito burro. Isto é, eu sabia que as coisas deviam ser melhores, mas eu achava que era burro, e ao pensar que era burro sofria. Na verdade, tinha dificuldade de entender por várias razões, não exclusivamente porque estava com fome, mas principalmente devido ao próprio processo de escolarização, às próprias deficiências de algumas das escolas em que eu estudava. Desde aquela época, eu acreditava que era possível aprender, embora eu não estivesse totalmente convencido da minha capacidade de aprender. Eu ria também mas não gostava da maneira como me ensinavam. Mais tarde, na escola secundária, tive boas experiências com alguns professores que me desafiavam mais que os outros. Pouco a pouco cheguei a esse tipo de descoberta. […] Meu pai morreu muito jovem. Tinha 52 anos quando morreu. É uma experiência muito estranha pra mim saber que sou hoje mais velho do que meu pai. Ele era militar, mas democrático, muito democrático. Quando se aposentou, não conseguia mais nada para fazer e só recebia uma quantia mínima de aposentadoria. Minha mãe não tinha sido preparada para trabalhar fora de casa. O que meu pai recebia normalmente de sua
139

capítulo

8

aposentadoria não era o suficiente para vivermos bem. Em 1934, quando meu pai morreu, eu tinha 13 anos de idade. Aí, a situação ficou ainda mais difícil. Na época, em Recife, não tínhamos escolas públicas secundárias. […] Minha mãe teve que tentar encontrar uma escola secundária onde eu pudesse entrar sem pagar. Procurou muito. Todos os dias saía de casa para procurar escola. Eu ficava aguardando, cheio de esperança, mas sem ter certeza, e ela não dizia nada. Mas um belo dia ela chegou, fui recebê-la na estação do trem e ela estava sorrindo. E me disse: “Hoje consegui uma escola para você”. […] Um dos meus primeiros sonhos, quando eu era criança, era ensinar. Até hoje eu me lembro de como eu falava comigo mesmo sobre me tornar um professor, e isso eu ainda estava na escola primária; […] estava pensando em ensinar já há bastante tempo. Se você me pergunta ensinar o quê, eu não saberia naquela época dizer, mas acho que tinha uma espécie de amor pelo ensino. […] Estou convencido de que para criar alguma coisa é preciso começar a criar. Não podemos esperar para criar amanhã, temos que começar criando. Estou seguro de que, na tentativa de criar alguma coisa dentro da história, temos que começar a ter alguns sonhos. Se não temos qualquer tipo de sonho, estou certo de que será impossível criar qualquer coisa. Os sonhos me empurram para que os realize, os concretize […] Nunca acabamos de ter sonhos.
Paulo Freire; Myles Horton. O caminho se faz caminhando — Conversas sobre educação e mudança social. Petrópolis: Vozes, 2003.

PARA ENTENDER MELHOR
CRASH : a crise financeira mundial ocorrida em 1929, que se iniciou com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.
Estamos terminando o livro como começamos: com um depoimento. Volte com os alunos ao primeiro capítulo. Relembre o conteúdo do primeiro texto e dos depoimentos. Compare-os com o depoimento do professor Paulo Freire. Converse com os alunos a respeito da história desse educador tão especial que, apesar das dificuldades, não perdeu a esperança, manteve o sonho e o desejo, transformando-os em realidade.

PARA PRATICAR

O texto anterior, que faz parte do livro O caminho se faz caminhando, foi exposto oralmente pelo professor Paulo Freire. Considerado tanto no Brasil quanto no exterior como um dos maiores educadores dos últimos tempos, Paulo Freire preservou seus sonhos… Embora tenha vivido momentos difíceis, não deixou de acreditar neles ou de ter esperança de transformá-los em realidade, o que acabou por ajudá-lo a conseguir o que queria. E você? Quais são os seus desejos? E os seus sonhos? Como você pretende transformá-los em realidade? Escreva para nos contar. Escreva do seu jeito, mas não deixe de escrever. Combine com o professor uma visita ao correio e envie sua correspondência para a autora no endereço da editora.

Antes que os alunos escrevam a carta neste livro, faça com eles uma revisão geral do que aprenderam. Retome também o registro escrito ou recorra à memorização das expectativas e dos desejos expressos por eles no estudo do capítulo 1.

140

140

GLOSSÁRIO
C
CONCRETISMO: Movimento artístico que tanto na poesia como nas artes plásticas propõe uma nova linguagem, na qual são valorizados os seus aspectos visuais, o uso de formas geométricas, a construção racionalista do objeto de arte. O Concretismo renega os modelos da natureza como fonte para sua representação artística. CONTRACULTURA: Forma de cultura que, apresentando-se como alternativa ou até como negação completa, rejeita, combate e questiona os valores e práticas da cultura vigente.
Mundial. Através da falta de sentido, do absurdo, do riso e da provocação, os dadaístas negavam todas as formas de arte e denunciavam a crise moral e política daquele grave momento. O nome Dadaísmo surgiu a partir da palavra dada (cavalo de brinquedo), que teria sido escolhida aleatoriamente em um dicionário francês e não guardaria nenhuma relação com seu sentido original, contrariando qualquer possibilidade de explicação racional.

T
TROPICALISMO: Movimento cultural surgido no Brasil, no fim dos anos 1960, que buscou uma sintonia entre as diversas manifestações tradicionais da cultura nacional e as inovações trazidas pelas vanguardas artísticas brasileiras e estrangeiras da época.

D
DADAÍSMO: Movimento surgido entre artistas e intelectuais na Europa durante a I Guerra

SUGESTÕES DE LEITURA
ARRABAL, José. Histórias do Japão. São Paulo: Peirópolis, 2004. AZEVEDO, Álvares et alii. Canções do Brasil. São Paulo: Scipione, 2003. AZEVEDO, Ricardo. Histórias folclóricas de medo e de quebranto. São Paulo: Scipione, 2003. BOGAR, Jô Ellen. Jeremias aprende a ler. São Paulo: Caramelo, 2003. CÂMARA CASCUDO, Luís da. Contos tradicionais. São Paulo. Global, 2005. COOKE, Trish. Tanto, tanto!. São Paulo: Ática, 1997 . DERDYK, Edith; TATIT, Paulo. Pindorama. São Paulo: Cosac Naify, 2003. 141

JEKUPÉ, Olívio. Verá: o contador de histórias – memórias ancestrais do povo Guarani. São Paulo: Peirópolis/Palavra de Índio, 2003. LIMA, João Ferreira de. Proezas de João Grilo. São Paulo: Moderna, 2003. LISPECTOR, Clarice. Pequenas descobertas do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 2003. MACHADO, Ana Maria. De carta em carta. São Paulo: Moderna, 2002. PEREIRA, Aldo. Oito fábulas recontadas. São Paulo: Sigma, 2002. PRIETO, Heloisa. Divinas aventuras: histórias da mitologia grega. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997 . ROCHA, Ruth; ROTH, Otávio. O livro da escrita. São Paulo: Melhoramentos, 1993. _______. O livro dos gestos e dos símbolos. São Paulo: Melhoramentos, 1993. RODRIGUES, Carla; SOUZA, Herbert de. Ética e cidadania. São Paulo: Moderna, 1994. ZATZ, Lia. Aventura da escrita: história do desenho que virou letra. Coleção Vira Mundo. São Paulo: Moderna, 1992.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Oswald. Poesias reunidas: poemas menores. São Paulo: Círculo do Livro, 1976. ARGAN, G. Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. ATLAS GEOGRÁFICO ESCOLAR. Rio de Janeiro: IBGE, 2004. DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel. São Paulo: Ática, 1993. FÁBULAS. Buenos Aires: Sigma, 1963. FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1963. FREIRE, Paulo; HORTON, Myles. O caminho se faz caminhando; Conversas sobre educação e mudança social. Petrópolis: Vozes, 2003. GALILEU. Rio de Janeiro, Globo, 9 (100): novembro de 1999. GÓES, Fred; MARINS, Álvaro (Sel.). Melhores poemas de Paulo Leminski. São Paulo: Global Editora, 2002. LAPICCIRELLA, Roberto. As marchinhas de Carnaval — Antologia popular brasileira. São Paulo: Musa, 1996. O ABC do sertão. Revista MPBNOJT — Luiz Gonzaga (5): BMG, 1997. PARA GOSTAR DE LER — Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Ática, 1987. V. 2. PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Janeiro: Cia. José Augusto Aguilar Editora, 1972. QUEM RESPONDE ÀS MULHERES? GÊNERO E RESPONSABILIZAÇÃO. Progresso das mulheres do mundo 2008/2009. Unifem, 2009. VERÍSSIMO, Érico. O continente — parte II. Rio de Janeiro: Globo, 1987. XAVIER, Marcelo. Mitos: O folclore do mestre André. Belo Horizonte: Formato Editorial, 1997. ZIRALDO. Anedotinhas do bichinho da maçã. São Paulo: Melhoramentos, 1988. 142 142

ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA

143

capítulo

1

NÚMEROS NATURAIS NO NOSSO DIA A DIA
Faça comentários para cada foto. Peça aos alunos que leiam os números que aparecem em cada uma.

ONDE OS NÚMEROS APARECEM EM NOSSA VIDA?
REGIS FILHO/EDITORA ABRIL WAL MALATIAN/ARQUIVO DA EDITORA NANI GOIS/EDITORA ABRIL

VELOCIDADE MÁXIMA 60 km/h

COMPRIMENTO 23,2 METROS

VEÍCULO LONGO

3543-7864
Número de telefone
SÉRGIO BEREZOVSKY/EDITORA ABRIL

Comprimento do caminhão

Placar de um jogo Distâncias em quilômetros
JACEK/KINO.COM.BR

RENATO GRIMM/NEXTFOTO

As divisões em centímetros da fita métrica Relógio

REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

Nota de dez reais

144

Resposta pessoal.

2. Pense em outras situações em que você usa os números e conte à classe.

O ALFABETO

O alfabeto da Língua Portuguesa
O alfabeto da Língua Portuguesa é formado por 26 (vinte e seis) letras:

A B C D E F G H

I

J K L M

N O P Q R S T U V W X Y Z
Com elas escrevemos palavras.
Responda: a) Qual é o seu primeiro nome? Respostas pessoais. b) Quantas letras o seu nome tem? c) Qual é a primeira (1a) letra do seu nome? E a terceira (3a)?

O alfabeto da Matemática
O alfabeto da Matemática é formado por 10 (dez) símbolos:

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

Esses símbolos são chamados algarismos ou dígitos. Com eles escrevemos todos os números.
145

capítulo

1

1. Você é capaz de imaginar um mundo sem números? Como ele seria?

Por exemplo:
RUBENS CHAVES/ACERVO DO FOTÓGRAFO REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

O número 25 é formado por dois algarismos: 2 e 5.

O número 243 é formado por três algarismos: 2, 4 e 3.

1. Responda:
a) Qual é a sua idade? Respostas pessoais. b) Quantos algarismos tem esse número? c) Quais são esses algarismos?

2. Quantas frutas há na fruteira? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
1 1

zero zero

Pratique um pouco.
1

0 0
zero zero

146

FABIO MANGABEIRA/EDITORA ABRIL

0

0 0
1

2

2

1

1

2

um um

Pratique um pouco.

1 1
2

1

um um
4. Quantos livros há na foto? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
1 1 1

2
2

2

2

dois dois
1

Pratique um pouco.

22
2

dois dois
147

THINKSTOCK/JUPITER IMAGES

2 2

POLKA DOT/JUPITER IMAGES

1 1

1

1

capítulo

pontilhada.

1

3. Qual é o número de flores no vaso? Observe e escreva sobre a linha

5. Quantas cores há no semáforo? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
1

3
2 1 2

3 3
2 2

1

1

três três

Pratique um pouco.

3 3
três três
6. Quantas folhas você vê? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
BURAZIN/PHOTOGRAPHER’S CHOICE/ GETTY IMAGES

1

1

4
3 2 1 3 2

4 4
1 3 2 2

3

quatro quatro

Pratique um pouco.

4 4
quatro quatro

148

CACALO KFOURI/EDITORA ABRIL

3 1 3 1 1

3

2

2

5

2

cinco cinco
3 1

Pratique um pouco.

55
2

cinco cinco
8. Quantas moedas há na foto? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
1 1

1

6
1

seis seis

Pratique um pouco.

6 6
seis seis
149

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

6 6

BRAND X PICTURES/JUPITER IMAGES

5 5

capítulo

1

7. Quantos dedos há na mão? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.

9. Quantos dias há em uma semana? Observe e escreva sobre a linha
pontilhada.
1 1 1

7
2

2

2

sete sete
1

Pratique um pouco.

7 7
2 1

sete sete
10. Quantos pedaços esta pizza tem? Observe e escreva sobre a linha pontilhada.
1

2

8
1 2

2

2

oito oito

Pratique um pouco.

8 8

oito oito
150

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

8 8
1

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

7 7

..

.. ..

1

9

2

nove nove
1

Pratique um pouco.

nove nove
12. Escreva os números na ordem:
a) do menor para o maior;

9 9
2

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

b) do maior para o menor.

9

8

7

6

5

4

3

2

1

0

D E S A F I O

Mate a charada:
5 letras

T EM 5

N O

C I N C O

151

POLKA DOT/JUPITER IMAGES

1

9 9
2

1

2

capítulo

1

11. Quantos copos há na foto?

13. Cole no espaço ao lado uma foto sua 3 × 4 (três por
quatro). Meça a foto com a régua e discuta com os colegas: Por que a foto 3 × 4 recebe esse nome?
Porque tem 3 cm de largura por 4 cm de comprimento.

14. Responda:
a) Quantas são as estações do ano? 4
Primavera, verão, outono e inverno.

Quais são elas?

b) Em qual estação estamos agora? A resposta depende do dia em que a atividade está sendo trabalhada.

15. José jogou dois dados e obteve 6 pontos (4 e 2).
Escreva ou desenhe abaixo outras duas possibilidades diferentes para obter 6 pontos.
3 e 3 ; 5 e 1.

Agora responda: a) Há ainda outras possibilidades? Não. b) Quantas faces tem um dado? 6 faces.

16. Eduardo mora com sua esposa, seus dois filhos e sua sogra. No total,
quantas pessoas moram na casa de Eduardo? 5

17. Responda: Respostas pessoais.
a) Em que estado do Brasil você mora? b) Ele pertence a qual região? c) Quantos estados têm essa região?
152

FÉLIX REINERS/ARQUIVO DA EDITORA

FABIO COLOMBINI/ACERVO DO FOTÓGRAFO

1a) 3 centímetros para a frente 2a) 4 centímetros para a esquerda 3a) 1 centímetro para a direita 4a) 8 centímetros para a direita 5a) 2 centímetros para a esquerda

X

D E S A F I O
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Ana Luísa acabou de lavar roupas. Para prender 3 camisetas no varal, quantos prendedores ela usou? 4 Quantos prendedores serão necessários para prender 6 camisetas dessa mesma forma? 7

JÓTAH ILUSTRAÇÕES/ARQUIVO DA EDITORA

153

capítulo

Siga as instruções, trace o percurso no mapa e localize a árvore. Assinale-a com .

1

18. Descubra em que árvore está o bem-te-vi.

NÚMEROS ORDINAIS
PARA FICAR POR DENTRO

O 1o dia da semana é o domingo. O 2o dia da semana é a segunda-feira.

1. Observe um calendário e responda:
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

2010
JANEIRO D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 1 Confrat. Universal 31 FEVEREIRO D S 1 7 8 14 15 21 22 28 T 2 9 16 23 Q 3 10 17 24 Q 4 11 18 25 S 5 12 19 26 S 6 13 20 27 D S 1 7 8 14 15 21 22 28 29 MARÇO T 2 9 16 23 30 Q 3 10 17 24 31 Q 4 11 18 25 S 5 12 19 26 S 6 13 20 27 ABRIL D S T Q Q 1 4 5 6 7 8 11 12 13 14 15 18 19 20 21 22 25 26 27 28 29 S 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 MAIO D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 1 Dia do Trabalho 30 31 JUNHO D S T 1 6 7 8 13 14 15 20 21 22 27 28 29 Q 2 9 16 23 30 Q 3 10 17 24 S 4 11 18 25 S 5 12 19 26

16 Carnaval

2 Paixão 4 Páscoa 21 Tiradentes

3 Corpus Christi

JULHO D S T Q Q 1 4 5 6 7 8 11 12 13 14 15 18 19 20 21 22 25 26 27 28 29 S 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 31 D 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30

AGOSTO T 3 10 17 24 31 Q 4 11 18 25 Q 5 12 19 26 S 6 13 20 27 S 7 14 21 28

SETEMBRO D S T Q 1 5 6 7 8 12 13 14 15 19 20 21 22 26 27 28 29 Q 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 S 4 11 18 25

OUTUBRO D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 12 N. S. Aparecida 31

NOVEMBRO D S 1 7 8 14 15 21 22 28 29 T 2 9 16 23 30 Q 3 10 17 24 Q 4 11 18 25 S 5 12 19 26 S 6 13 20 27

DEZEMBRO D S T Q 1 5 6 7 8 12 13 14 15 19 20 21 22 26 27 28 29 Q 2 9 16 23 30 S 3 10 17 24 31 S 4 11 18 25

7 Independência do Brasil

2 Finados 15 Procl. da República

25 Natal

a) Quantos dias você trabalha por semana? Resposta pessoal. b) Qual é o 3o dia da semana? Terça-feira. E o 5o?
Quinta-feira.

E o 7o? Sábado.

c) Quantos dias úteis há numa semana sem feriados? 5 d) O dia 15 de novembro de 2010 é feriado. Quantos dias úteis há na semana desse feriado? 4 e) Localize no calendário o dia do seu aniversário. Em qual dia da semana ele cai em 2010? Resposta pessoal.

2. Complete:
a) O 1o mês do ano é Janeiro. b) O 7o é Julho.
154

c) Maio é o d) Agosto é o

5o

mês do ano.
8o

mês do ano.

Corrija a atividade com a turma, pedindo a um aluno de cada fileira que dê a resposta.

Nome
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

1o

primeiro

TABELAS COM NÚMEROS NATURAIS 1. Complete a tabela abaixo com os números naturais até 99.
Para completar a tabela os alunos devem observar os números que já estão registrados,

1ª coluna fazer analogias e identificar regularidades.

0

1

2

3
13 23 33 43 53

4 14 24 34 44 54 64 74 84 94

5

6 16 26

7 17 27 37 47 57 67 77 87

8 18

9 19 29 39 49

10 11 12
20 30 21 31 41 51 61 71 22 32 42 52 62 72 82 92

15
25 35 45 55 65 75 85 95

28
38 48 58 68

4ª linha

36
46 56 66 76 86 96

40
50 60 70 80 90

59
69 79 89 99

63
73 83 93

78
88 98

81
91

97

a) Responda: Como os números variam nas linhas? De um em um. E nas colunas? De dez em dez. b) Escreva um número formado por dois algarismos diferentes.
Exemplos: 47, 58, 67, etc.

c) Escreva um número formado por dois algarismos iguais. Exemplos: 66, 77, 88, etc.
155

capítulo

acordo com a posição de cada um, até o 4o.

1

3. Complete a tabela abaixo com o nome dos alunos de sua fileira, de

2. Considere os números da tabela que você completou na atividade
anterior e responda: a) Quantos números são maiores do que 87? 12 b) Quantos números estão entre 31 e 37? 5 c) Na 1a coluna, o que todos os números têm em comum? Terminam em 0.

d) Na 4a linha, o que todos os números têm em comum? Começam com o 3.

e) De cima para baixo, qual é o 2o número da 1a coluna? 10

3. Caminhando na tabela, para a frente e para trás
Use a tabela de números da página anterior. Veja: 35 60 3 Fale: 36, 37, 38. Assim, 35 2 Fale: 59, 58. Assim, 60 2 3 58 38

Escreva o resultado de: a) 63 b) 71 4 3
67

c) 22 d) 50

5 2

27

e) 49 f) 87

3 4

52

68

48

83

4. Complete cada sequência de números:

2 97 0
156

12 87 5 10

22 77

32

42

52

62

72

82

92

67

57

47

37 30

27

17

7

15

20

25

35

40

45

50

1. Descubra como a sequência começou e complete-a.

0
20

, ,

2
22

, ,

4
24

, ,

6
26

, ,

8 28

, ,

10
30

, ,

12
32

14

16

, , etc.

,

,

18

,

Esses números são chamados de números pares. Observe que eles sempre terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8.

2. Descubra como a sequência começou e continue. 1
23

, ,

3
25

, ,

5 27

7

,
29

, , ,

9
31

11

,
33

, ,

13

15

17

19

21

,

,

,

,

,

, etc.

Esses números são chamados de números ímpares. Observe que eles sempre terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9.

3. Escreva:
a) dois números pares maiores do que 40; Exemplos: 42 e 46. b) dois números ímpares menores do que 50. Exemplos: 13 e 25.

4. Responda:
a) Que número está entre os números 35 e 37? 36 Esse número é par ou ímpar? Par. b) Que número está entre os números 86 e 88? 87 Esse número é par ou ímpar? Ímpar.
157

capítulo

1

NÚMEROS PARES E NÚMEROS ÍMPARES

a) Quantos números ela marcou?
6

b) Quais são os números ímpares que ela marcou?
11, 23 e 49.

c) E os números pares? 18, 36 e 54. d) Quantos números pares há no jogo da Megassena? 30 E quantos números ímpares? 30 e) Qual é o total de números da Megassena? 60

6. Indique o número de cada item e escreva se ele é par ou ímpar. Respostas pessoais.
a) Número de alunos da sua classe. b) Número do seu calçado. c) Número da sua casa ou apartamento. d) Número da sua escola na rua. e) Número do ano em que estamos. f) Número de irmãos que você tem.

7. João disse que pesa 72 quilogramas.
O número 72 é par ou ímpar? Par. E você, quanto pesa? Respostas pessoais. Esse número é par ou ímpar?
158

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

5. Maria jogou na Megassena.

são ímpares? Você mora no lado par ou no lado ímpar? Respostas pessoais.

9. Em um baile de forró há 22 mulheres e 25 homens. Se todos dançarem
com apenas um parceiro do início ao fim do baile: a) Quantos pares serão formados? 22 b) Alguma mulher ficará sem dançar? Não. Por quê? Porque há menos mulheres do que homens. c) Algum homem ficará sem dançar? Sim. Por quê? Porque há mais homens do que mulheres. d) Quantas mulheres são ainda necessárias para que todos os homens dancem? 3 e) Se essas mulheres chegarem durante o baile, quantos pares haverá?
25

10. Observe a cena representada na ilustração e depois responda às
questões a seguir.

a) Quantas mulheres estão na fila do ônibus? 7 mulheres. E quantos homens? 6 homens.
159

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

1

8. Você já reparou que de um lado da rua os números são pares e do outro

b) Quantas pessoas estão na fila do ônibus? 13. Esse número é par ou ímpar? Ímpar. c) A 4a pessoa da fila é homem ou mulher? Mulher. d) Entre a 2a e a 7a, há quantas pessoas? 4 e) Quantas pessoas estão na frente da 6a pessoa? 5

11. Caso você tome ônibus para ir ao trabalho, responda: Respostas pessoais.
a) Quantos ônibus você toma por dia? b) Quanto custa cada passagem? c) Quanto você gasta, por dia, com transporte? d) Quanto tempo você leva para chegar ao trabalho?

SUCESSOR E ANTECESSOR DE UM NÚMERO NATURAL 1. A sequência de presidentes da República
ORLANDO BRITO/EDITORA ABRIL ROBERTO JAYME/EDITORA ABRIL GERMANO LUDERS/EDITORA ABRIL MOREIRA MARIZ/EDITORA ABRIL

* Quando este livro estava em edição, Lula ainda era presidente.
RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

José Sarney
Gestão: (1985-1990)

Fernando Collor de Mello
(1990-1992)

Itamar Franco
(1992-1995)

Fernando Henrique Cardoso
(1995-2003)

Luiz Inácio Lula da Silva
(2003-2011*)

a) Quem foi o sucessor de Itamar Franco? Fernando Henrique Cardoso

b) Quem foi o antecessor de Fernando Collor de Mello?
José Sarney

160

a) Complete: Janeiro, fevereiro, março, abril, maio
agosto

, junho , novembro

, julho , dezembro

, .

, setembro

, outubro

b) Responda: Qual é o mês que sucede agosto? Setembro. E qual é o mês que antecede maio? Abril.

3. Que número natural vem imediatamente antes? Qual vem imediatamente
depois? Complete: a) b)
59

60 58

61

c) d)

93

94 87

95

57

59

86

88

4. Examine a sequência dos números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11,
12, 13, 14, 15, etc. Antecessor de um número natural é o número que vem imediatamente antes dele nessa sequência. Sucessor de um número natural é o número que vem imediatamente depois dele nessa sequência.

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Já sei! O sucessor de 12 é o 13. O antecessor de 12 é o 11. Um para a frente, um para trás. 1 1

11

12

13
161

capítulo

1

2. A sequência dos meses do ano

Indique: a) o sucessor de 10: 11 b) o antecessor de 8: 7 c) o sucessor de 48: 49 d) o antecessor de 96: 95 e) o sucessor de 34: 35 f) o sucessor de 99: 100

ORDEM DOS NÚMEROS NATURAIS 1. Responda:
a) Quem é o aluno mais velho de sua classe? Quantos anos ele tem? b) E o aluno mais novo, quem é? Qual é a idade dele? c) Dos dois, quem nasceu primeiro? d) Dos dois números que representam as idades, qual é o maior?
Respostas pessoais.

2. Escreva os números em ordem crescente (do menor para o maior). 25 28 19 47 53 15 92 54 20 46 43

15, 19, 20, 25, 28, 43, 46, 47, 53, 54, 92

3. Agora escreva os números em ordem decrescente (do maior para o
menor).

38

55

84

67

99

21

47

72

14

8

93

99, 93, 84, 72, 67, 55, 47, 38, 21, 14, 8

162

a) o valor mais alto: R$ 95,00 b) o valor mais baixo: R$ 89,00

5. Coloque os números 58, 64, 71, 86 e 95 adequadamente nesta linha.
58 64 71 86 95

50

60

70

80

90

6. Felipe participou de um torneio de basquete entre departamentos da
empresa em que trabalha e esqueceu sua camiseta no vestiário. Ajude-o a encontrá-la.
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Siga as instruções: a) A camiseta de Felipe não é azul. b) O número da camiseta é maior do que 18. c) A cor da camiseta não é amarela. d) O número da camiseta é menor do que 50. Qual é o número da camiseta de Felipe? 23
163

capítulo

diferentes: R$ 95,00, R$ 89,00 e R$ 91,00. Escreva:

1

4. Marisa pesquisou o preço de um liquidificador e encontrou três valores

LEITURA E ESCRITA DOS NÚMEROS NATURAIS 1. Veja como é fácil ler e escrever um número:
51 50 1 (cinquenta e um) 62 60 2 (sessenta e dois) Continue fazendo igual. a) 74 b) 88 c) 96 d) 45
70 4 (setenta e quatro)

80

8 (oitenta e oito)

90

6 (noventa e seis)

40

5 (quarenta e cinco)

2. Agora escreva os números e como eles são lidos.
a) 10 b) 30 c) 90 d) 40 8 6 1 4
18, dezoito

36, trinta e seis

91, noventa e um

44, quarenta e quatro

3. Escreva os números com algarismos.
a) doze 12 b) dezenove 19 c) quarenta e sete 47 d) sessenta e três
63

e) noventa e dois 92 f) trinta e um 31

4. Paulo tem no bolso 3 notas de
10 reais e 5 moedas de 1 real. Quantos reais ele tem no bolso?
35 reais (R$ 35,00)
REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

164

O QUE OS NÚMEROS NATURAIS PODEM INDICAR? Os números naturais podem indicar resultados de contagem, ordem ou códigos. Veja alguns exemplos: t  ontagens c A camisa de Joaquim tem 8 botões. A distância da escola à minha casa é de 5 quarteirões. A idade de Josefa é 35 anos.
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

t PSEFNPVJOEJDBÎÍPEFQPTJÎÍP Eu moro no primeiro (1o) andar. O terceiro (3o) mês do ano é março. Meu time está em sétimo (7o) lugar no torneio.

O CEP da minha casa é 13504-192. O telefone da Polícia Militar é 190. O DDD de Brasília é 61. A placa do carro de Ângelo é CTH-3563.

165

RENATO PIZZUTO/EDITORA ABRIL

t DØEJHPT

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

capítulo

2

PARA QUE SERVEM OS NÚMEROS NATURAIS

2

1. Escreva o número e o que ele indica (ordem, Brasil
código ou resultado de contagem). a) O número de estados brasileiros.
26 estados e 1 distrito federal (contagem).
AC AM RR AP

PA

MA PI

CE PE

RN PB

RO

TO MT DF GO MS SP MG ES BA

AL SE

b) O DDD da sua cidade.
Resposta pessoal (código).
OCEANO PACÍFICO
PR
N

RJ OCEANO

ATLÂNTICO

c) Dezembro é o 12o mês do ano e tem 31 dias.
12o mês (ordem); 31 dias (contagem).

RS

SC

ESCALA
0 1 cm 745 km

Fonte: Adaptado de Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.
DFP-4397 (código).

d) A placa do caminhão de Roberto é DFP- 4397.

2. Pense nos números que você usa no dia a dia. Escreva um número que
indica quantidade, outro que indica ordem e outro que indica código.
Resposta pessoal.

NÚMEROS NATURAIS E MEDIDAS A medida de uma grandeza é indicada por um número e uma unidade de medida. Vamos ver algumas grandezas e suas medidas?

O Tempo
1. Responda:
a) Que horas o relógio está marcando? b) Ao meio-dia, quantas horas o relógio estará marcando?
12 horas. 4 horas.

EDUARDO DE LUCA/ARQUIVO DA EDITORA

c) Quantos dias há no mês de novembro?
166

30 dias.

WAL MALATIAN/ARQUIVO DA EDITORA

Resposta pessoal. Por exemplo: relógio, calendário, cronômetro, etc.

3. Quais unidades de medida de tempo você conhece?
Resposta pessoal. Por exemplo: ano, mês, dia, hora, minuto, segundo, etc.

1. O comprimento da mesa mede quantos
destes palmos?
6 palmos.

2. Cite alguns instrumentos que você utiliza para medir comprimento.
Resposta pessoal. Por exemplo: régua, trena, fita métrica, etc.

O Massa
Nesta etapa, pode-se trabalhar massa com a denominação “peso” para facilitar a compreensão do aluno.

Observe a foto a seguir e responda às questões.
a) Qual é o “peso” do homem?
70 quilogramas.
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

b) Qual é o “peso” da caixa?
5 quilogramas.

O Capacidade
1. Para encher esta jarra são necessários 6 copos de suco.
Quantas destas jarras podemos encher com 30 copos de suco?
5 jarras.

167

PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

O Comprimento

capítulo

2

2. Quais instrumentos de medida de tempo você utiliza?

Escovando os dentes com a torneira aberta, Lúcia gasta 11 litros de água e, com a torneira fechada, gasta 2 litros de água. Quantos litros de água ela economiza na segunda situação?
9 litros.

2. Economizar água é importante!

3. Quais produtos compramos de acordo com a capacidade em litros?
Resposta pessoal. Por exemplo: óleo, suco, leite, refrigerante, gasolina, álcool, diesel, etc.

■ Temperatura
foto ao lado: 5 oC ou 31 oC? Justifique.
31 ºC, pois temos uma situação com temperatura alta.
ALEX ALMEIDA/FOLHA IMAGEM

1. Qual é a medida da temperatura na cena da

2. Qual é a temperatura que o termômetro
está marcando? 38 C. Essa temperatura indica febre? Justifique.
o

Sim, é considerada febre uma temperatura acima de 37 oC.

NÚMEROS NATURAIS, TABELAS E GRÁFICOS
“Qual é o seu time de futebol favorito?”.

1. A professora fez uma pesquisa com a turma de João perguntando:

Veja a tabela e o gráfico com o resultado da pesquisa:
Time de futebol favorito Internacional Flamengo Bahia Corinthians 168
Votos
12 10 8 6 4 2 0

Internacional Flamengo

Bahia

Corinthians

Time de futebol

MARCELO ZOCCHIO/ EDITORA ABRIL

a) Qual foi o time mais votado? Flamengo. b) Qual foi o time menos votado?
Bahia.

c) Quantos votos recebeu o Corinthians? E o Internacional?
6

8

d) Quantas pessoas votaram nessa pesquisa?

26 (6 à 10 à 2 à 8)

e) Quantos votos o Flamengo teve a mais que o Bahia?

8

2. Atividade em dupla
a) Façam uma pesquisa na classe perguntando: “De qual programa de TV você mais gosta: novela, futebol, notícias ou filme?”. b) Complete a tabela e o gráfico com os dados da pesquisa.
Votos

Programa de TV favorito Novela Futebol Notícias Filme
12 10 8 6 4 2 0 Novela Futebol Notícias Filme Programa de TV

c) Formulem duas perguntas sobre a pesquisa e deem para outra dupla responder.
Respostas pessoais.

S HUUHU S HUUHU
169

capítulo

2

Agora responda:

possibilidades de fazer um pagamento de R$ 20,00 com notas de R$ 10,00, R$ 5,00 e R$ 2,00. a) Qual é o número total de possibilidades?
6

2 1
1

0 2
0

0 0
5

b) Em quantas delas são usadas notas de R$ 5,00?
0 3 0 2 5 4 0

c) Em quantas não são usadas notas de R$ 2,00?
0 3 0 10

NÚMEROS NATURAIS QUE IDENTIFICAM UMA PESSOA 1. Carteira de identidade ou RG
A carteira de identidade traz muitas informações. Localize na carteira representada abaixo: a) a data de nascimento:
17/abr./1988

b) o número do registro geral (RG): c) a data de expedição:
REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

35.009.106-7

07/jun./96

170

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

FOTOS: REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

3. Registre na tabela todas as

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

a) Você tem CPF?

Resposta pessoal.

b) Qual é o número de inscrição do CPF reproduzido ao lado?
368.945.588-09

c) Que outras informações pessoais você encontrou nesse CPF?
Data de nascimento: 17/04/1988; nome: Rodrigo Andrade da Silva

3. Título eleitoral
Responda: a) Qual é o número de inscrição deste título de eleitor?
363283750175

b) Qual o número da zona eleitoral em que essa pessoa vota? c) E o número da seção em que ela vota?
0479

376

d) Qual é a data de emissão desse título de eleitor?

20/12/2006

4. Carteira de trabalho e previdência social
Responda: a) Você tem carteira de trabalho?
Resposta pessoal.

b) Qual o número da carteira de trabalho ao lado?
059612

c) E o número da série?

00337-SP

171

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

Responda:

2

2. Cadastro de pessoas físicas ou CPF

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

5. Carteira de reservista
Responda: a) Você tem carteira de reservista?
Resposta pessoal.

b) Qual o número da carteira de reservista representada ao lado? c) E o número da CSM?
RA 040103056905

04a

6. Quando você se candidata a uma vaga de trabalho, a empresa pode pedir
que você preencha uma ficha cadastral como esta abaixo. Preecha-a com os seus dados pessoais e o número dos seus documentos.
DADOS PESSOAIS
NOME DATA DE NASCIMENTO SEXO ENDEREÇO BAIRRO CEP CIDADE ESTADO CIVIL NATURALIDADE PROFISSÃO NÚMERO U.F. APARTAMENTO TELEFONE NACIONALIDADE

FILIAÇÃO
PAI: MÃE:

DOCUMENTOS
IDENTIDADE NÚMERO CPF DOCUMENTO MILITAR TÍTULO ELEITORAL CTPS/NÚMERO IDENTIDADE PROFISSIONAL SÉRIE SEÇÃO DATA EXPEDIDOR DATA EXPEDIÇÃO ÓRGÃO DE CLASSE DATA EXPEDIÇÃO PIS/PASEP NÚMERO ZONA ÓRGÃO EXPEDIDOR BANCO/CIDADE CATEGORIA MUNICÍPIO CIDADE REGIÃO ÓRGÃO EXPEDIDOR U.F. U.F. U.F. U.F.

172

1. Responda às questões a seguir por estimativa; depois confira e coloque os
valores exatos. Respostas pessoais.
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

a) Quantas lâmpadas há em sua casa? Estimativa: Valor exato: b) A quantos quarteirões você mora da escola? Estimativa: Valor exato: c) Quantas portas há na sua escola? Estimativa: ; Valor exato:

d) Quantos de seus passos tem o comprimento da sala de aula? Estimativa: ; Valor exato:

e) Quantos de seus palmos tem o comprimento da lousa? Estimativa: ; Valor exato:

f) Quantos grãos de feijão cru cabem em uma colher (de sopa) cheia? Estimativa: ; Valor exato:

g) Quantos palitos vêm em uma caixa de fósforos? Estimativa: ; Valor exato:

2. Verifique as respostas que você deu na atividade anterior e marque a
alternativa que indica como você está em termos de estimativas: a) fraco b) médio c) bom d) ótimo
173

capítulo

2

NÚMEROS NATURAIS E ESTIMATIVAS

capítulo

3

GEOMETRIA NO DIA A DIA

Em todos os lugares, estamos rodeados por objetos que lembram figuras geométricas como estas, chamadas sólidos geométricos.
Se possível, traga esses sólidos à sala para que os alunos possam vê-los e manipulá-los.

cubo

esfera

pirâmide

paralelepípedo

cilindro

cone

Observe quantos objetos há nesta cena.
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Converse com os colegas sobre as formas desses objetos. Comparem essas formas com os sólidos geométricos ilustrados acima. Por exemplo: a caixa-d’água lembra o cubo, não é mesmo?
Quais outros objetos desta cena têm a forma parecida com as daqueles sólidos geométricos?
Por exemplo: o tanque de água do caminhão lembra o cilindro, o globo terrestre lembra a esfera, a ponta do lápis lembra

o cone, a pintura do quadro lembra a pirâmide, etc.

174

c) a)

COMSTOCK/JUPITER IMAGES BRAND X PICTURES/ JUPITER IMAGES THINKSTOCK/ JUPITER IMAGES

BRAND X PICTURES/ JUPITER IMAGES

d) b)
Resposta pessoal.
JACEK/KINO.COM.BR

f)

h) e)
REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA DORIVAL ELZE/ EDITORA ABRIL LIQUIDLIBRARY/ JUPITER IMAGES

g)

l) j) k)

i)

que têm a mesma forma. Por exemplo: a, i, j (esfera).

lembrem os sólidos geométricos apresentados neste capítulo. Relacione esses objetos e diga que formas eles têm.

b, e, l: cubo; c, g, n: paralelepípedo; d, f, k, p: cilindro; h, m, o: cone.
CREATAS/JUPITER IMAGES POLKA DOT IMAGES/ JUPITER IMAGES PHOTOOBJECTS.NET/ JUPITER IMAGES

DAISY HOWARD/ ARQUIVO DA EDITORA

n)

o)

1. Em casa, na rua, na escola e no trabalho, procure encontrar objetos que

2. Observe os desenhos dos objetos a seguir. Componha grupos com os

REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

p)
EDUARDO ALBARELLO/ EDITORA ABRIL

m)

RAPHAEL FALAVIGNA/ EDITORA ABRIL

175

PHOTOOBJECTS.NET/ JUPITER IMAGES

capítulo

3

3. Você usa algum objeto ou ferramenta em seu trabalho que se parece
com as formas geométricas estudadas aqui? Identifique-os.
Resposta pessoal.

4. Das formas geométricas que você estudou, qual é a mais comum nas
embalagens? Você saberia encontrar uma explicação para isso?
É o paralelepípedo. Facilidade de armazenamento, de transporte, etc.

5. Muitos recipientes para coleta de lixo têm a forma cilíndrica. Em algumas
cidades o lixo é separado assim:
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Parte desse lixo volta para as fábricas e é reciclado. Reciclar é aproveitar o material usado para fazer outro novo. Por que será que a reciclagem de lixo é tão importante? O que você faz ou poderia fazer para contribuir para a reciclagem do lixo?
Resposta pessoal.

6. Que outros objetos têm a forma de cilindro? Resposta pessoal.

176

1. Pegue um dado na mão. Examine-o, manipulando. Ele lembra o sólido
geométrico chamado cubo. O que é um cubo? Converse com um colega sobre isso. Verifique se as suas ideias sobre essa figura geométrica são parecidas com as dele. “ponta”, “bico” Agora, observando o dado, localizem todos ou vértice os vértices, todas as faces e todas as face arestas desse objeto.
Esta atividade será mais significativa se o aluno tiver um cubo em mãos.

2. Responda:
a) Qual é o nome matemático do dado? Cubo. b) Quantas “pontas”, “bicos” ou vértices ele tem? 8 c) Quantas faces? 6 d) Como são suas faces?
“Iguais” ou “quadradas”.

“quina” ou aresta
COMSTOCK/JUPITER IMAGES

e) O cubo tem mais do que 9 arestas ou menos do que 9 arestas?
Mais. São 12 arestas.

3. Agora vamos desmontar o cubo. Cada uma das faces é uma região plana
chamada região quadrada. Regiões quadradas são cheias, são partes do plano.
cubo regiões quadradas

Responda: a) Todas as faces do cubo são quadradas? Sim. b) Quantas são? 6
177

capítulo

3

O CUBO

4. Ao contornar uma região quadrada obtemos uma linha, que recebe o
nome de quadrado.
Quadrado é só o contorno, a linha.

região quadrada

quadrado vértice

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

lado

Responda: a) Quantos lados tem um quadrado? 4 b) Quantos vértices ele tem? 4

O PARALELEPÍPEDO 1. Observando o desenho de um paralelepípedo, responda:
a) Quantos vértices ele tem? 8 b) Quantas faces? 6 c) Como são suas faces? “Diferentes” ou “retangulares” ou
“iguais duas a duas”.

2. Veja a fotografia deste bloco construído com tijolos iguais.
/ TRA IES RA O TAL SAN A EDIT O OD ARD EDU ARQUIV

a) Cada tijolo tem a forma de qual sólido geométrico?
De um paralelepípedo.

b) Qual é a forma do bloco todo? Paralelepípedo. c) Quantos tijolos formam esse bloco? 8
178

EURICO SALIS/NEXT FOTO

Resposta pessoal.

4. Desmontando caixas
Pegue uma caixa de creme dental.
WAL MAL ATIA QU N/AR IVO DA E DITO RA

A caixa de creme dental tem a forma de um paralelepípedo. Desmonte-a, tire as “abas” e recorte suas partes. Vai ficar assim:

Cada parte dá ideia de uma região plana. Desmontando-a, obtemos algumas regiões planas chamadas de regiões retangulares.
179

WAL

M

UIV /ARQ TIAN ALA

O DA

EDIT

ORA

capítulo

paralelepípedos? No seu bairro ou na sua cidade há alguma rua assim?

3

3. Você já viu alguma rua calçada com

paralelepípedo

regiões retangulares

Responda: a) Quantas são as faces de um paralelepípedo? 6 b) Como são as faces de um paralelepípedo? Todas retangulares.

5. Observe as bandeiras e assinale aquela em que só aparecem regiões
retangulares. a) Brasil
REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

X b)

Alemanha
REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

c) Japão
REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

6. O contorno de uma região retangular é uma linha que chamamos de
retângulo.
região retangular retângulo vértice
TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

lados

Responda: a) Quantos lados tem um retângulo? 4 b) Quantos vértices ele tem? 4
180

DAVIES STARR/STONE/ GETTY IMAGES

BRAND X PICTURES/ JUPITER IMAGES

1. Observe a bola e o dado ao lado.
Responda: a) Qual é o nome matemático da bola? Esfera. b) Que diferenças você notou entre a esfera e o cubo?

A esfera é redonda; o cubo não. A esfera rola; o cubo não. A esfera não tem bicos (vértices) nem quinas (arestas); o cubo tem.

2. Preste atenção nos objetos representados e responda às questões.
DORLING KINDERSLEY/ GETTY IMAGES REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA LIQUIDLIBRARY/ JUPITER IMAGES

moeda bambolê Terra

a) Todos têm a forma de esfera? Não. b) Então, qual deles tem? O planeta Terra.

3. Uma laranja lembra uma esfera. Cortando-a, vemos uma região circular
ou círculo.
esfera
ADI LEITE/EDITORA ABRIL ADI LEITE/EDITORA ABRIL

região circular ou círculo

O contorno de um círculo é uma linha que tem o nome de circunferência.
região circular ou círculo circunferência

181

capítulo

3

A ESFERA

4. Responda:
a) Uma moeda de real vista de cima lembra que figura geométrica? Um círculo.

REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

b) De que figura geométrica lembramos ao ver uma aliança?
De uma circunferência.

TRAÇADO DE CIRCUNFERÊNCIAS 1. O jardineiro está montando um canteiro circular.
Veja como ele marca a circunferência. Você imagina outras formas de traçar uma circunferência grande no chão? Converse com os colegas sobre isso. Resposta pessoal.
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

2. Marisa está desenhando circunferências
em uma folha de papel. Qual é o instrumento que ela está utilizando para traçar a circunferência?
Compasso.

182

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

SÍLVIO KLIGIN/ ARQUIVO DA EDITORA

1. O desenho abaixo, à esquerda, representa um sólido geométrico
chamado pirâmide. Ao desmontar uma pirâmide obtemos algumas regiões planas chamadas regiões triangulares.
regiões triangulares e região quadrada pirâmide de base quadrada

a) Qual é o número total de faces nessa pirâmide? 5 b) Todas as faces são triangulares? Não. c) Quantas faces são triangulares? 4 d) Quantas não são triangulares? 1

2. Quando contornamos uma região triangular obtemos uma linha chamada
triângulo.
região triangular triângulo

Responda: a) Quantos lados tem um triângulo? 3 b) Quantos vértices ele tem? 3
183

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

3

A PIRÂMIDE

3. Olho vivo!
E B D A F C H L G J N I K M O

Responda: a) Quantas e quais são as regiões quadradas? 3: H, L, M b) Quantas e quais são as regiões retangulares? 4: C, E, J, K c) Quantas e quais são as regiões triangulares? 4: B, G, I, N d) Quantas e quais são as regiões circulares ou círculos? 4: A, D, F, O

4. Observe a placa de trânsito ao lado. Ela tem a forma de
uma região circular e sua mensagem é: “Estacionamento regulamentado”.

Escreva a forma da região plana correspondente a cada uma das placas abaixo. Depois converse com os colegas sobre o significado de cada uma de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.
DNIT/ARQUIVO DA EDITORA DENATRAN/ ARQUIVO DA EDITORA DENATRAN/ ARQUIVO DA EDITORA

Região quadrada.

Região retangular.

Região triangular.

Saliência ou lombada.

Sinal de pré-sinalização; Bauru:

Dê a preferência.

siga em frente; Jaú: dobre à direita.

184

DENATRAN/ ARQUIVO DA EDITORA

DENATRAN/ ARQUIVO DA EDITORA

Octogonal porque tem 8 lados. Significado da placa: parada obrigatória.

GEOMETRIA DOS PALITOS 1. Forme e desenhe vários contornos
usando palitos de sorvete. Por exemplo:

2. Com 4 palitos podemos formar um quadrado.
Responda: a) Com 6 palitos podemos formar um retângulo? Sim. Desenhe-o.

b) Com quantos palitos podemos formar o menor triângulo possível? 3 Desenhe-o.

185

capítulo

Agora veja a placa ao lado. Sua forma é a de uma região plana octogonal. Converse com os colegas sobre o porquê desse nome e sobre o significado da placa.

3

VISTAS DE UM OBJETO 1.
Esta caixa

Quando o aluno observa objetos em várias posições e os desenha do modo como são vistos, desenvolve a visualização espacial.

vista de cima é assim:

vista de frente ou de lado é assim:

Agora é a sua vez. Observe o dado abaixo. Depois desenhe e pinte as vistas pedidas. Lembre-se de que em todo dado a soma dos pontos de duas faces opostas é sempre 7.
ABLESTOCK.COM/JUPITER IMAGES

a) visto de cima; b) visto de frente; c) visto de um dos lados; d) visto de trás.
ou

2. Localização no plano
A figura abaixo representa o bairro em que Joana mora.
6 5 4 3 2 1 Banca de revistas Locadora de vídeo
FÉLIX REINERS/ ARQUIVO DA EDITORA

Correio Escola Padaria

Farmácia Cinema Lanchonete

Jardim

1 Casa de Joana

2

3

4

5

6

186

Por exemplo: (5, 2): Joana sai de casa, anda 5 quadradinhos para a direita e depois 2 quadradinhos para cima. Ela chega ao cinema. a) Indique o local que ela vai atingir com cada trajeto. (2, 5): Escola. (1, 2): Correio. (6, 6): Jardim. b) Escreva o par ordenado que indica o trajeto para chegar ao local indicado. Padaria: (3, 1) Lanchonete: (6, 3) Farmácia: (4, 4) c) Desenhe na figura dada os locais indicados pelos pares ordenados.  t'ØSVN   
tLocadora: (4, 6) tBanca de revistas: (2, 3)

3. Vamos descobrir para que time Carlos torce em Pernambuco? Saia de
uma das regiões planas da coluna próxima de Carlos e ande sempre para a direita, para cima ou para baixo e sobre regiões planas de mesma forma. Trace o roteiro e assinale com um X o escudo do time de Carlos. Santa Cruz
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Náutico Sport Central
FÉLIX REINERS/ARQUIVO DA EDITORA

X

187

capítulo

Para indicar alguns trajetos de sua casa até alguns locais do bairro, usamos pares ordenados de números e o seguinte código: o 1o número indica quantos quadradinhos andar para a direita; e o 2o número, quantos quadradinhos andar para cima.

3

GEOMETRIA E ARTE 1. Muitos dos grandes desenhistas e
pintores constroem suas obras a partir de regiões planas. Quer um exemplo? Veja este quadro, chamado Composição em amarelo, vermelho, azul e preto (1921), de Piet Mondrian. Quais regiões planas você consegue identificar nessa obra? Região retangular e região quadrada.

O objetivo aqui é que, além de apreciar o quadro, os alunos reconheçam a presença de figuras geométricas em obras de arte. Pode-se ampliar a conversa sugerindo que identifiquem e nomeiem essas figuras.
PIET MONDRIAN/GALERIA NACIONAL DE ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA DE ROMA

2. Agora é sua vez!
O pedreiro Adauto está assentando azulejos. Observe como ele começou e continue o trabalho dele. Depois indique a forma de cada região plana usada, de acordo com a cor. Vermelho: quadrada; cinza: retangular.
V C V C

C

V

C

V

3. Ondina está fazendo um tapete com retalhos que têm formas planas
conhecidas. Continue o trabalho dela.

188

capítulo

4

MEDIDA DE TEMPO

Peça aos alunos que tragam relógio e calendário para realizar concretamente algumas atividades deste capítulo.

Medir e contar são atividades que fazem parte da nossa vida há muitos séculos. Hoje temos relógios para medir o tempo com precisão. Mas nem sempre foi assim.

FRANKLIN NOLLA/KINO.COM.BR

Relógio de sol

No passado, o ser humano observava a posição do Sol ou as mudanças da Lua para medir o tempo. Depois ele foi inventando instrumentos: o relógio de sol, o relógio de areia, chamado ampulheta, e outros, até chegar aos relógios de hoje.
Ampulheta

A hora e o minuto são unidades de medida de tempo. 1. Quantos minutos há em uma hora? 60
E em meia hora? 30
Relógio analógico

2. Quantas horas tem um dia? 24
189

PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES

HORAS E MINUTOS

RICHARD USTINICH/THE IMAGE BANK/GETTY IMAGES

3. Quantas horas tem a metade do dia ou meio dia? 12 4. Que hora os relógios estão marcando?
Meio-dia e meia (e não meio-dia e meio) ou doze horas e

PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES

PAUL BRICKNELL/DORLING KINDERSLEY/GETTY IMAGES

trinta minutos.

No relógio de ponteiros pode ser também: meia-noite e meia

Relógio analógico
ou zero hora e trinta minutos.

Relógio digital

5. A que horas começam suas aulas? Resposta pessoal.
E a que horas terminam? Resposta pessoal. Quanto tempo você permanece na escola? Resposta pessoal.

6. Pedro deitou às 11 horas da noite e levantou às 6 horas. Quantas horas
ele dormiu? 7

7. E você, quantas horas dorme por dia? E quantas horas fica acordado?
Respostas pessoais.

8. Maria José está tomando um remédio de 8 em 8 horas. Ela toma a
1ª dose às 6 horas. Em que horas do dia ela tomará as outras doses do remédio?
14 horas e 22 horas.

9. José sai às 6 horas de casa. Chega ao trabalho às 7 horas e 20 minutos.
Quanto tempo ele gasta para ir de casa ao trabalho?
1 hora e 20 minutos ou 1 h 20 min.

190

WAL MALATIAN/ARQUIVO DA EDITORA

O dia e a semana são também unidades de medida de tempo.

1. Complete:
Um dia tem tem
15 24

horas. Uma semana tem

7

dias. Uma quinzena

dias.

PARA FICAR POR DENTRO

24 horas é o tempo que a Terra demora para dar um giro completo ao redor de si mesma. Esse é o movimento de rotação da Terra. A Lua muda de fase de 7 em 7 dias. As fases da Lua são: cheia, minguante, nova e crescente.

Lua minguante

2. Que dia da semana é hoje? Resposta pessoal.
E ontem, que dia da semana foi? Resposta pessoal. E amanhã, que dia da semana será? Resposta pessoal.

3. De que dia da semana você mais gosta? Por quê?
Resposta pessoal.

4. Neste ano, seu aniversário caiu ou cairá em que dia da semana?
Resposta pessoal.

191

D’ARCO EDITORI/DE AGOSTINI/GETTY IMAGES

COMSTOCK/JUPITER IMAGES

capítulo

4

DIA E SEMANA

5. Pense rápido.
a) Se o dia 3 é sexta-feira, que dia da semana será o dia 7 do mesmo mês?
Terça-feira.

b) Se o dia 23 é domingo, que dia da semana foi o dia 20 do mesmo mês?
Quinta-feira.

6. Responda e indique a operação efetuada.
a) Duas semanas, quantos dias são? b) Dois dias, quantas horas são?
14 (7 à 7 ou 2 ñ 7)

48 (24 à 24 ou 2 ñ 24)
5 vezes

c) Em 35 dias há quantas semanas?

5 (7 à 7 à 7 à 7 à 7 ou 5 ñ 7 ou 35 ÷ 7)

MÊS E ANO

Se achar conveniente, explique aos alunos que o ano tem 365 dias e 6 horas. Por isso, a cada 4 anos temos 1 dia a mais (4 ñ 6 horas = 24 horas). É o ano bissexto.

O mês e o ano são também unidades de medida de tempo. 1. Responda:
a) Quantos meses tem um ano? 12 b) Quantos dias tem um ano? 365 ou 366

PARA FICAR POR DENTRO
Sol
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Um ano é o tempo aproximado que a Terra gasta para dar uma volta ao redor do Sol. Esse é o movimento de translação da Terra.

Terra

Nota: Os elementos da ilustração não estão representados numa mesma escala.

192

a) Quantos dias tem este mês? b) Quantos dias de aula tem este mês? c) Quantos sábados há neste mês? d) Em que dia do mês caiu o primeiro domingo? e) Em que dia da semana começou a 2a quinzena deste mês? f) Quantos dias faltam para terminar o mês? g) Quantos dias úteis tem este mês? h) Neste mês há feriados? Em que dias da semana cairão?
Respostas pessoais.

3. Consulte um calendário e responda: Em um ano bissexto, os meses de
fevereiro, março e abril têm, juntos, quantos dias? 90 dias. (29 à 31à 30)

4. Observe o primeiro item e faça os seguintes.
a) 5 de outubro de 2009: 5/10/09 b) 25 de novembro de 2010: c) 7 de setembro de 2008:
25/11/10

7/9/08

d) a data de seu nascimento: Resposta pessoal. e) uma data importante para você: Resposta pessoal.
193

capítulo

As respostas dependem do mês em que a atividade está sendo trabalhada.

4

2. Consulte um calendário deste ano e observe o mês em que estamos.

5. Examine o primeiro item e faça os seguintes.
a) 13/5/11: treze de maio de 2011 b) 31/12/08: trinta e um de dezembro de 2008 c) 1/4/09: primeiro de abril de 2009 d) 20/11/10: vinte de novembro de 2010

6. Responda: Em que dia você voltou a estudar?

Resposta pessoal.

7. Pesquise, converse com os colegas e descubra o significado das
seguintes palavras: a) década: 10 anos b) bimestre: 2 meses c) quinzena: 15 dias d) século: 100 anos e) biênio: 2 anos f) trimestre: 3 meses g) semestre: 6 meses h) milênio: 1 000 anos

8. Escreva quais são os meses do 1o semestre e do 3o trimestre do ano.
1º semestre: janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho; 3º trimestre: julho, agosto e setembro. -

9. Quantos alunos da classe fazem aniversário no 1o trimestre?

E no 2o semestre?
Respostas pessoais.

194

D E S A F I O

João esqueceu de marcar no calendário o dia da prova de Matemática em setembro. Vamos ajudá-lo a marcar. O dia cai antes do 2o domingo do mês, depois do dia da Independência e é uma quinta-feira. Qual é o dia?
O dia da prova é 9 de setembro.

10. Paula, Laura e Giovana fazem aniversário no mesmo mês: Paula em 12/9,
Laura uma semana antes de Paula e Giovana dez dias depois de Laura. Escreva a data de aniversário de cada uma.
Paula: 12/9 ou 12 de setembro; Laura: 5/9 ou 5 de setembro; Giovana 15/9 ou 15 de setembro.

11. O pedreiro Marcelo e seu ajudante vão iniciar a construção de uma casa de
porte médio em 7/7/2011. Eles planejaram a construção da seguinte forma: 1a fase: levantar, lajotar e cobrir — 90 dias meses que têm 31 dias. a 2 fase: contrapiso, reboco, janelas e portas — 60 dias 3a fase: acabamento (piso e azulejo) — 60 dias Responda: a) Em que dia estará pronta a 1a fase?
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Chame a atenção dos alunos para os

5/10/2011

b) Em que dia estará pronta a 2a fase?
4/12/2011

c) Em que dia estará pronta a 3a fase?
2/2/2012

d) Em quantos meses eles concluirão as três fases? 7 meses aproximadamente.
195

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

4

12. Abaixo estão as datas de nascimento de Joaquim, Flávia e Gustavo:
Joaquim: 23/10/1965 Flávia: 12/11/1968 Gustavo: 30/8/1965 Escreva esses nomes na ordem, do mais novo para o mais velho.
Flávia, Joaquim, Gustavo.

13. Escreva:
a) o nome e a data de nascimento sua e de mais 3 colegas de classe:

b) os 4 nomes em ordem, do mais velho para o mais novo:
Respostas pessoais.

14. Responda:
a) Qual é a diferença entre a sua idade e a de seu pai?
Resposta pessoal.

b) Há 5 anos, qual era essa diferença? A mesma. c) E daqui a 10 anos, qual será a diferença? A mesma.

15. Quando Felipe nasceu, o pai dele tinha 30 anos. Agora Felipe tem 20
anos. Qual é a idade do pai dele?
50 anos. (A diferença de idade entre Felipe e o pai dele sempre será 30 anos: 50 Ľ 20 â 30.)

196

Mês

Número de aniversariantes

Número de alunos 7 6 5 4 3 2 1

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Janeiro Junho Fevereiro Março Julho Maio Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Abril Meses

Responda: a) Quantos alunos há nessa classe? 32 (3 + 2 + 1 + 2 + 4 + 5 + 2 + 3 + 2 + 4 + 2 + 2 = 32) b) Em que mês há menos aniversariantes? Março (só 1) c) Em que mês há mais aniversariantes? Quantos há nesse mês? 5 d) Quantos meses têm 2 aniversariantes? 6 e) Quantos alunos fazem aniversário no primeiro semestre? 17 f) Há mais aniversários em maio ou em agosto? Maio
197
Junho

capítulo

você faz aniversário?”. Colocou o resultado em uma tabela e construiu um gráfico em papel quadriculado.

4

16. Alberto fez uma pesquisa em sua classe perguntando: “Em que mês

17. Faça uma pesquisa em sua classe. Construa uma tabela e um gráfico
em papel quadriculado. Depois, elabore 3 ou 4 perguntas e responda-as.
Resposta pessoal.

Discuta com os alunos o que devemos fazer ao constatar que na prateleira do supermercado há um produto com validade vencida. Por exemplo, não comprar o produto e comunicar o fato a um funcionário do supermercado.

18. O alimento que compramos deve trazer
informações que permitam saber a data em que foi fabricado e a data de seu vencimento. Veja ao lado alguns exemplos. Supondo que todas as datas que aparecem se refiram a um mesmo ano, responda: a) Qual o tempo de validade do creme de leite?
6 meses.

Fabricado em 12/4 Válido até 12/10

Sim (vencimento em 5/10).

c) Qual é a data de vencimento do leite? 24/11 d) Se o creme de leite fosse fabricado em 20/6, qual seria a data de seu vencimento? 20/12 e) Você costuma verificar a data de fabricação e de validade dos produtos que compra? Acha isso importante? Por quê?
Respostas pessoais. Por exemplo: Sim, porque o consumo de alimentos

Fabricado em 21/11 Validade: 3 dias

vencidos pode causar problemas à saúde.

Fabricado em 25/9 Consumir em 10 dias

198

ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

b) No dia 7/10, o iogurte estará com a data de validade vencida?

capítulo

5

SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL

A DEZENA Nas duas mãos juntas temos 10 dedos. Podemos dizer também que temos uma dezena de dedos. Assim, uma dezena corresponde a 10 unidades. Uma unidade: Dez unidades: Uma dezena:
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

10 dedos ou 1 dezena de dedos
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

1. Quantas moedas de
nota de ? 10 moedas

são necessárias para trocar por uma

199

2. Observe o exemplo:

D
1

U
2

12 â 1 dezena e 2 unidades

Faça o mesmo para os quadros abaixo: a) b)

Explique aos alunos que o nosso sistema de numeração é decimal porque agrupamos de 10 em 10 para a contagem.

24 â 2 dezenas e 4 unidades D U 2 4

37 â 3 dezenas e 7 unidades D U 3 7

3. Você já sabe: agrupar de 10 em 10 facilita a contagem!
Rui trocou cada 10 moedas de 1 real por uma nota de 10 reais. Complete o quadro da direita.

D

U

2

5

Resposta: Rui tem

25

reais (R$

25,00

).

4. Descubra quanto Mara tem em dinheiro. Agrupe as moedas e troque
cada grupo de 10 moedas de R$ 1,00 por 1 nota de R$ 10,00. Desenhe a quantia trocada ao lado e, depois, complete o quadro da direita.
R$ 10,00

D

U

FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

R$ 10,00

R$ 10,00

3
REAL

8

1

REAL

1

REAL

1

REAL

1

REAL

1

REAL

1

REAL

1

REAL

1

Resposta: Mara tem
200

38

reais (R$

38,00

).

FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

D

U

2

0

Resposta: Leo tem

20

reais (R$

20,00

).

COMPOSIÇÃO, DECOMPOSIÇÃO E LEITURA DOS NÚMEROS 1. Em um número, a posição de cada algarismo é importante. Observe os
números 36 e 63. 36 6 unidades 3 dezenas ou 30 unidades 63 3 unidades 6 dezenas ou 60 unidades
Explique aos alunos que o nosso sistema de numeração é posicional, por exemplo, que 24 é diferente de 42.
5 unidades

Que valor cada um dos algarismos indica? a) 48
8 unidades

b) 65

4 dezenas ou 40 unidades

6 dezenas ou 60 unidades

2. Você já viu como a decomposição facilita a leitura de um número e
auxilia no cálculo mental:
42 â 40 à 2 quarenta e dois

Complete a tabela:
Número 24 79
31

Dezenas e unidades 2 dezenas e 4 unidades
7 dezenas e 9 unidades

Decomposição 20 à 4
70 à 9 30 à 1

Leitura vinte e quatro
setenta e nove

3 dezenas e 1 unidade
5 dezenas e 8 unidades

trinta e um

58

50 à 8
80 à 7

cinquenta e oito

87

8 dezenas e 7 unidades

oitenta e sete 201

capítulo

5

5. Quantos reais Leo tem? Complete.

3. Responda:
a) Quantas unidades há em 5 dezenas?
50

E em 8 dezenas?
7

80

b) Quantas dezenas podemos formar com 70 unidades? E com 20 unidades?
2

4. Responda: Quantos dias tem o mês de maio?
a) Nesse número, qual é o algarismo das dezenas? Quantos dias esse algarismo indica? b) E qual é o algarismo das unidades?
1 30

31

3

Quantos dias ele indica?

1

5. Você sabe que número vem depois do 99 na sequência dos números
naturais? Converse com os colegas e escreva aqui o número e sua leitura:
100 cem

6. Uma dezena, você acabou de ver, corresponde a 10 unidades. E uma dúzia,
corresponde a quantas unidades? 12 unidades. Consulte o glossário para conferir sua resposta. Em seguida desenhe em cada quadro o que está indicado.

1 dezena de maçãs

1 dúzia de ovos

meia dúzia de laranjas

202

t$BMDVMF a) o número total de pessoas que participam da construção:
50 pessoas (20 à 10 à 10 à 5 à 5 â 50)

b) o número de brasileiros: 45 brasileiros (20 à 10 à 10 à5 ou 50 Ľ 5 â 45) c) o número de nordestinos: 15 nordestinos (10 cearenses à 5 baianos d) o número de estrangeiros: 5 estrangeiros (5 italianos) t TTJOBMFRVBMEPTUSÐTHSÈGJDPTEFTFUPSFTBCBJYPJOEJDBEFGPSNBDPSSFUBB " distribuição dos trabalhadores.

M C P B I M C

I P P I B
X

MILTON CARELO/LATINCONTENT RM/GETTY IMAGES

M B C

t BÎBVNMFWBOUBNFOUPEPTWÈSJPTQSPGJTTJPOBJTFOWPMWJEPTOBDPOTUSVÎÍP ' de um prédio. Arquiteto, engenheiro, pedreiro, eletricista, marceneiro, vidraceiro, etc. t FSJGJRVFRVFBMVOPTEBDMBTTFUÐNQBJTPVBWØTJNJHSBOUFT EFPVUSPT 7 países). Resposta pessoal.
203

capítulo

20 paulistas, 10 cearenses, 10 mineiros, 5 baianos e 5 italianos.

5

7. Da construção de um prédio na cidade de São Paulo estão participando

8. Cálculo mental
Veja como Luciano e Viviane fizeram mentalmente o cálculo de 30 à 40 e de 60 Ľ 20.
30 + 40 3 dezenas + 4 dezenas 7 dezenas 30 + 40 = 70 60 – 20 6 dezenas – 2 dezenas 4 dezenas 60 – 20 = 40
TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

Agora pratique um pouco. a) 2 à 1 â 20 à 10 â b) 7 Ľ 1 â 70 Ľ 10 â
6 3

c) 20 à 30 â
30

50

g) 80 Ľ 20 â h) 50 Ľ 50 â i) 20 à 70 â j) 40 à 40 â

60

d) 60 Ľ 50 â e) 90 Ľ 40 â

10

0

50

90

60

f) 60 à 30 â

90

80

ARREDONDAMENTOS
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

O preço da camisa está próximo de R$ 20,00.

Bruno fez um arredondamento de 18 para 20. Veja outros exemplos de arredondamentos: 50 "EF[FOBJOUFJSBPVFYBUBNBJTQSØYJNBEFÏ
204

60 52

76

1. Localize o número e faça seu arredondamento para:
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

a) EF[FOBJOUFJSBNBJTQSØYJNB B de 21.
20

b) EF[FOBFYBUBNBJTQSØYJNB B de 38.
40

O arredondamento de 25 é 30, de 45 é 50, etc. Quando o número terminar em 5, arredondo “para cima”.

c) EF[FOBFYBUBNBJTQSØYJNB B de 42.
40

d)BEF[FOBJOUFJSBNBJTQSØYJNBEF e)BEF[FOBJOUFJSBNBJTQSØYJNBEF f)BEF[FOBFYBUBNBJTQSØYJNBEF g)BEF[FOBFYBUBNBJTQSØYJNBEF h)BEF[FOBFYBUBNBJTQSØYJNBEF

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

60

70

70

80

90

FVNQBSEFNFJBTQPS3 "TTJOBMFPWBMPSNBJTQSØYJNPEPRVFFMF gastou. ( ) R$ 60,00 ( X ) R$ 70,00
(40 à 20 à 10)

2. Lúcio comprou uma bermuda por R$ 38,00, uma camiseta por R$ 22,00

( ) R$ 80,00

205

capítulo

70

80

"EF[FOBJOUFJSBPVFYBUBNBJTQSØYJNBEFÏ

5

capítulo

6

ADIÇÃO

Muitas vezes, precisamos juntar quantidades. Outras vezes, precisamos acrescentar uma quantidade a outra. Nessas duas situações a operação efetuada é a adição. JUNTAR QUANTIDADES
Paulo tem R$ 12,00 e Eliane tem R$ 15,00. Juntos, quantos reais eles têm?
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

Paulo

Eliane

R$ 12,00

Juntos

R$ 15,00

R$ 27,00

Indicamos por: R$ 12,00 à R$ 15,00 â R$ 27,00. Podemos fazer essa adição de várias maneiras: 12 à 15 10 à 2 10 à 5 20 à 7 27 10 à 2 à 10 à 5 12
à

10 à 10 à 2 à 5 15

20 à 7 â27 12 à 15 27

20 à 7 27

Resposta: Juntos, eles têm R$ 27,00.
206

Pedro, nosso colega de classe, tem 36 anos. Qual será a idade dele daqui a 12 anos? Devemos acrescentar 12 anos aos 36 anos que Pedro já tem. Fazemos isso com uma adição: 36 à 12. Veja alguns caminhos: 36 à 12 30 à 6 10 à 2 40 à8 48 30 à 6 à 10 à 2 36 30 à 10 à 6 à 2
à

40 à 8 â 48 36 + 12 48

12

40 à8 48

Resposta: Daqui a 12 anos Pedro terá 48 anos.

SITUAÇÕES-PROBLEMA 1. Num dia de festa, João, que é pipoqueiro, ganhou R$ 54,00. No dia
seguinte ele ganhou R$ 35,00. Nos dois dias ele ganhou R$ 89,00.
54 à 35 50 à 4 à 30 à 5 50 à 30 à 4 à 5 80 à 9 â 89 ou 54 50 à 4 30 à 5 ou à 35 89 80 à 9 89

2. Paulo é motorista de caminhão. Ele está indo
de Limeira (SP) a Campinas (SP) e já percorreu 16 quilômetros. A placa indica que ainda faltam 42 quilômetros. Qual é a distância entre Limeira e Campinas? 58 quilômetros.
16 à 42 10 à 6 à 40 à 2 10 à 40 à 6 à 2 10 à 6 50 à 8 â 58 ou 40 à 2 50 à 8 58 16 ou à 42 58
FÉLIX REINERS/ARQUIVO DA EDITORA

207

capítulo

6

ACRESCENTAR UMA QUANTIDADE A OUTRA

3. Pedro trabalha numa editora. De manhã, ele transportou 35 caixas de
livros do depósito para o caminhão de entrega. À tarde, ele transportou outras 24 caixas. Quantas caixas ele transportou no dia todo? 59 (35 à 24).

4. Camila tinha R$ 42,00 na poupança e depositou R$ 25,00. Com quantos
reais ela ficou na poupança? R$ 67,00 (42 à 25).

5. Veja o placar do jogo de basquete e
responda: Quem foi o vencedor e por qual contagem? Águia Dourada; 78 a 77. (Águia Dourada: 43 à 35 â 78;
Gavião de Aço: 45 à 32 â 77.)

Águia Dourada 1o tempo 2o tempo 43 35

Gavião de Aço 45 32

6. É importante pesquisar os preços!
Observe a tabela com os preços de bermudas e camisetas da mesma marca e do mesmo modelo nas lojas A, B e C.
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Loja A Bermuda R$ 20,00 Camiseta R$ 25,00

Loja B

Loja C

R$ 22,00 R$ 21,00 R$ 22,00 R$ 23,00

Cinco amigos resolveram comprar uma bermuda e uma camiseta. Observe onde cada um comprou e calcule quanto cada um gastou. a) Roberto comprou a bermuda e a camiseta na loja A. Gastou R$ 45,00 (20 à 25 â 45). b) Nelson comprou a bermuda e a camiseta na loja B. Gastou R$ 44,00 (22 à 22 â 44).
208

Gastou R$ 44,00 (21 à 23 â 44). d) Beto comprou a bermuda na loja C e a camiseta na loja B. Gastou R$ 43,00 (21 à 22 â 43). e) Tiago pesquisou os preços nas três lojas e comprou nas que ofereceram preços mais baratos: bermuda na loja Gastou R$ 42,00 (20 à 22 â 42).
A

e camiseta na loja

B

.

7. Aparício trabalha num supermercado. Na prateleira há 41 latas de ervilha.
Se ele colocar mais 26, quantas ficarão? 67

8. Invente e resolva um problema com a adição 25 à 24.
Resposta pessoal.

9. Cálculo mental
Veja como é fácil fazer mentalmente algumas adições: 19 à 36 â ? 49 à 43 â ? 19 à 36 â 20 à 35 â 55 49 à 43 â 50 à 42 â 92
209

capítulo

6

c) Alexandre comprou a bermuda e a camiseta na loja C.

Calcule: a) 29 à 27 â 56 (30 à 26) b) 59 à 36 â 95 (60 à 35) c) 69 à 18 â 87 (70 à 17) d) 19 à 41 â 60 (20 à 40) e) 39 à 17 â 56 (40 à 16) f) Atenção: 48 à 28 â 76 (50 à 26)

10. Calcule mentalmente e complete:
A biblioteca da classe de Laura tinha 68 livros e chegaram mais 29 livros. Agora, a biblioteca tem 97 (70 à 27 ou 67 à 30) livros.

11. Arredondamentos e resultados aproximados
Nem sempre precisamos saber o resultado exato de uma operação. Às vezes, basta termos resultados aproximados. Por exemplo: o resultado de 19 à 52 está próximo de 70, porque 19 está próximo de 20, 52 está próximo de 50 e 20 à 50 â 70. Qual das quantias está mais próxima do preço da camisa e do chinelo juntos?
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

a) R$ 50,00

X

b) R$ 60,00

(40 à 20)

c) R$ 70,00

12. Marque com X, em cada caso, o valor mais próximo do resultado.
70 a) 39 à 49 80 90 X
210

70 X b) 23 à 48 60 80 c) 32 à 21 à 18

70 X 60 50

Por exemplo: em 12 à 8 â 20, as parcelas são 12 e 8 e a soma é 20. Agora responda: a) Na adição 21 à 10, quais são as parcelas? 21 e 10 E a soma? 31 b) Se as parcelas são 25 e 41, qual é a soma? 66
25 à 41 20 à 5 à 40 à 1 20 à 40 à 5 à 1 60 à 6 â 66

c) Se uma parcela é 30 e a soma é 58, qual é o valor da outra parcela?
28 (30 à ? â 58)

d) Qual é a soma quando as parcelas são 25, 11 e 32? 68
25 à 11 à 32 20 à 5 à 10 à 1 à 30 à 2 20 à 10 à 30 à 5 à 1 à 2 60 à 8 â 68

USANDO A CALCULADORA
LEONARDO CARNEIRO/EDITORA ABRIL

1. Examine uma calculadora e descubra:
a) como ligá-la; b) como limpar o visor; c) como desligá-la.

2. Tecle 3 e depois 4. No visor vai aparecer 34. O que é necessário fazer
para que apareça o número 44 no visor? Verifique. Por exemplo: somar 10 (34 à 10 â 44).

211

capítulo

chamado soma.

6

13. Na adição os números usados são chamados parcelas e o resultado é

3. Tecle o número 65. O que é necessário fazer para que apareça o número
80 no visor? Verifique. Por exemplo, somar 15. (65 à ? â 80; 65 à 15 â 80)

4. Estimando e conferindo
a) Escolha dois dos números ao lado. b) Estime a soma dos dois. 27 36 48 51 43 40 32 15

c) Confira com a calculadora se a sua estimativa foi boa ou não. d) Repita com outros números mais duas vezes. Veja se sua estimativa melhorou.
Respostas pessoais.

TÉCNICA OPERATÓRIA

O Adição sem reagrupamento
Já aprendemos a fazer a adição por decomposição. Veja, por exemplo, a adição 23 à 45: 23 à 45 20 à 3 40 à 5 60 à 8 68 20 à 3 à 40 à 5 20 à 40 à 3 à 5 60 à 8 â 68

23 à 45 60 à 8 68 D 2 à4 6 U 3 5 8
Algoritmos são esquemas usados para facilitar a execução das operações.

Podemos também fazer pelo algoritmo usual:

ou

2 3 à4 5 6 8

212

Paulo tem R$ 12,00 e Mariana tem R$ 24,00. Juntos, quanto eles têm? Paulo Mariana

D 1 à 2 3

U 2 4 6

parcela parcela soma ou total

Juntos
Junto unidade com unidade e dezena com dezena.
FO AR TOS: QU RE IVO PR DA ODU ED ÇÃ ITO O/ RA

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

3

6

Na necessidade de efetuar adições com reagrupamento, mostre aos alunos que pode ser usada a técnica da decomposição. Exemplo: 25 à 18 30 à 13 â 43

Resposta: Juntos eles têm R$ 36,00.

1. Faça as adições juntando unidades com unidades e dezenas com dezenas.
a) D U 4 5 à1 3
5 8

b)

D U 6 1 à2 8
8 9

c)

D U 4 0 à3 2
7 2

d)

5 4 à4 5
9 9

2. Calcule e complete:
a) Na classe de Mário há 15 homens e 14 mulheres. No total são
29

alunos.

15 à 44 29

b) Rita toma um remédio de 8 em 8 horas. Se tomar às 11 horas, voltará a tomar às
19

horas.

11 à 8 19

213

capítulo

6

Veja um exemplo:

capítulo

7

SUBTRAÇÃO

As ideias associadas à subtração são: ttirar uma quantidade de outra;
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

8 lápis

tirou 3

restam 5

8Ľ3â5 t omparar duas quantidades, verificando quanto uma tem a mais c do que a outra ou quanto falta para elas se igualarem.
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

Viviane

João
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

Viviane: João:

5Ľ3â2 ou 3à2â5

Viviane tem 2 lápis a mais do que João. Faltam 2 lápis para João ter a mesma quantidade que Viviane.
214

Cristiana tinha R$ 33,00 e gastou R$ 21,00. Com quanto ela ficou? Cubra com o dedo o que ela gastou e veja o que sobrou. Depois complete a resposta.
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

33 Ľ 21 â 12

Como 21 â 20 à 1, podemos fazer:

33 Ľ 20 â 13 13 Ľ 1 â 12

Resposta: Cristiana ficou com R$

12,00.

A IDEIA DE COMPARAR: QUANTOS A MAIS?
Veja quanto dinheiro Rogério e Cátia têm.
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

a) Quanto Rogério tem? R$ 35,00 b) E Cátia? R$ 12,00 c) Quem tem mais dinheiro? Rogério.

d) Quanto a mais? R$ 23,00 e) Indique a subtração. 35 Ľ12 â 23
35 Ľ 10 â 25 25 Ľ 2 â 23 É possível fazer assim também: 12 à? â 35 â 23

215

capítulo

7

A IDEIA DE TIRAR

A IDEIA DE COMPARAR: QUANTOS FALTAM?
FELIX REINERS/ARQUIVO DA EDITORA

O mês de maio tem 31 dias. Imagine que estamos no dia 10 de maio. Quantos dias faltam para acabar o mês?
21 dias 31 Ľ 10 â 21 É possível fazer assim também: 10 à? â 31 â 21

A IDEIA DE COMPARAR: QUAL É A DIFERENÇA?
Veja no placar a contagem final de um jogo de basquete. Qual foi a diferença de pontos? 22 (98 – 76)
98 Ľ 70 â 28 28 Ľ 6 â 22 É possível fazer assim também: 76 à? â 98 â 22

Os Gênios 98

Os Cobras 76

1. Tecle o número 97. O visor exibirá esse número.
O que é necessário fazer para que apareça o número 87 no visor? Verifique.
Por exemplo, subtrair 10. (97 Ľ ? â 87)

2. Tecle o número 84. O que é necessário fazer para que apareça o número
70 no visor? Verifique.
Por exemplo, subtrair 14. (84 Ľ ? â 70)

216

RU B

EN SC HA DO VES/A C FO TÓ ERVO GR AFO

USANDO A CALCULADORA

1. Maria Clara tinha R$ 38,00 e gastou R$ 17,00. Com quanto ficou?
R$ 21,00 (38 Ľ17) 38 Ľ 10 â 28 28 Ľ 7 â 21

2. Na prateleira do supermercado havia 54 latas de molho de tomate.
Foram vendidas 21. Quantas restaram? 33 (54 Ľ21)
54 Ľ 20 â 34 34 Ľ 1 â 33

3. Márcia fez uma compra de R$ 48,00 no crediário e já pagou R$ 17,00.
Quanto ela ainda deve pagar? R$ 31,00 (48 Ľ17)
48 Ľ 10 â 38 38 Ľ 7 â 31

4. O resultado da subtração chama-se resto ou diferença. Calcule o resto
ou a diferença em cada uma das subtrações: a) 46 Ľ 24 â 22
46 Ľ 20 â 26 26 Ľ 4 â 22

c) 75 Ľ 65 â 10

b) 28 Ľ 16 â 12
28 Ľ 10 â 18 18 Ľ 6 â 12

d) 86 Ľ 30 â 56

5. Joaquim tem R$ 13,00 e quer comprar uma camiseta que custa
R$ 28,00. Quanto falta a Joaquim para comprá-la? R$ 15,00 (28 Ľ13 â 15 ou 13 à 15 â 28)
28 Ľ 10 â 18 18 Ľ 3 â 15

217

capítulo

7

SITUAÇÕES-PROBLEMA

Converse com os alunos sobre a coleta de material reciclável. Incentive-os a selecionar esses materiais para doar a instituições que os recolhem.

6. Alguns tipos de vidro, metal, plástico e papel são considerados material
reciclável, isto é, podem ser reaproveitados. A reciclagem do papel, por exemplo, evita o corte de muitas árvores e colabora para a preservação do meio ambiente. A associação do bairro onde Roberto mora organizou uma gincana para arrecadar fundos para a construção de uma quadra de esportes. Uma das provas consistia em coletar papel para reciclagem. As equipes Joia e Fera foram as que mais arrecadaram nos quatro dias da gincana. Veja no gráfico e na tabela quanto cada uma dessas equipes arrecadou.
Equipe Joia
Quilogramas 36 30 24 18 12 6
24 quilogramas

Equipe Fera Dias Quilogramas 2a-feira 22 3a-feira 23 4a-feira 13 5a-feira 31

Agora responda: a) Quantos quilogramas de jornal a equipe Joia arrecadou na terça-feira?

2a

3a

4a

5a

b) Em que dia a equipe Fera arrecadou 22 quilogramas?
Dias da semana
Na segunda-feira.

c) Na terça-feira, qual das duas equipes arrecadou mais? A equipe Joia. Quantos quilogramas a mais? 1 quilograma a mais (24 Ľ 23) d) Quantos quilogramas foram arrecadados pelas duas equipes juntas na quarta-feira? 43 quilogramas (30 à 13)

e) Qual das duas equipes venceu essa prova da gincana?
Equipe Joia. (Equipe Joia: 18 à 24 à 30 à 24 â 96; Equipe Fera: 22 à 23 à 13 à 31 â 89; 96 é maior do que 89)

218

corretamente, não apresentou vazamento e com isso durou 35 dias. Um segundo botijão foi instalado, mas apresentou vazamento que logo foi eliminado. Esse botijão, por causa do vazamento, durou apenas 27 dias. a) Quantos dias duraram os dois botijões juntos? 62 dias b) Qual deles durou mais? O 1
o

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

c) Quantos dias a mais do que o outro? 8 dias
Esse problema envolve adição com reagrupamento e subtração com reserva. Peça aos alunos que sugiram os caminhos de resolução. Por exemplo:
35 + 27n 30 + 5 20 + 7 50 + 12 62 35 – 27n 35 – 20 = 15 15 – 5 = 10 10 – 2 = 8

TEM

PO &

ARTE

/ARQ

8. A figura ao lado mostra uma armação de arame
em forma de paralelepípedo. Nela, uma formiga percorreu o caminho pintado de verde e uma aranha percorreu o caminho pintado de rosa. a) Qual animal percorreu a distância maior?
A formiga (24 é maior do que 18).

UIVO

DA E

DITO RA

5 cm

19 c

m

8 cm

b) Quantos centímetros ele percorreu a mais do que o outro?
6 cm a mais (24 – 18 = 6) Formiga: 19 + 5 n 10 + 9 5 10 + 14 24 Aranha: 5 + 8 + 5 n 10 + 8 18 24 – 18 n 24 – 10 = 14 14 – 4 = 10 10 – 4 = 6

219

capítulo

7

7. Na casa de Luciano, um botijão de gás foi instalado

capítulo

8

NOSSO DINHEIRO

Cada país tem sua própria moeda. No Brasil temos o real; os Estados Unidos têm o dólar; em alguns países da Europa, o euro é a moeda oficial; e assim por diante. 1. Veja as notas e moedas brasileiras:
a) e)
Comente com os alunos que hoje temos o real, mas já tivemos o cruzado, o cruzado novo, o cruzeiro, o cruzeiro novo e, há muito tempo, os réis.

i) j)

b)

f)

c)

g)

k) l)

d)

h) m)

Observe como foram feitas as duas primeiras representações e faça outras: a) 100 reais ou R$ 100,00 c) e) i) j) l)
20 reais ou R$ 20,00

b) 50 reais ou R$ 50,00

5 reais ou R$ 5,00

50 centavos ou R$ 0,50

25 centavos ou R$ 0,25

5 centavos ou R$ 0,05

220

FOTOS: REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

2. Veja a representação destas outras quantias:
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

10 reais e 10 centavos ou R$ 10,10

12 reais e 1 centavo ou R$ 12,01

75 centavos (50 + 25) ou R$ 0,75

Agora é você! Represente as quantias a seguir: a)

53 reais ou R$ 53,00

b)

55 reais e 25 centavos ou R$ 55,25

3. Veja como Viviane conta suas moedas: começa com a de valor maior e
vai somando até chegar à de valor menor.
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

50, 75, 85, 90, 91 centavos. Total: R$ 0,91.

Agora é você! Conte como Viviane e escreva o total. a)

50, 60, 65, 66 centavos. Total: R$ 0,66.

b)

10, 20, 25, 30, 31, 32 centavos. Total: R$ 0,32.

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

221

capítulo

4. Agora Viviane está contando notas e moedas.
5 reais, 6 reais, 6 reais e 50, 6 reais e 60, 6 reais e 65, 6 reais e 66 centavos.
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

Viviane tem R$ 6,66 ao todo. Agora é você! Conte do mesmo modo que Viviane e registre o total.
Estimule os alunos a contar de outros modos e relatar aos colegas. Por exemplo: 10 5 1 16 reais; 50 20 3 73 centavos; total: R$ 16,73.

TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

Total: R$ 16,73

10 reais, 15 reais, 16 reais, 16 reais e 50. 16 reais e 70, 16 reais e 73 centavos ou R$ 16,73.

5. Conte o dinheiro como quiser e escreva o total.

Total:

R$ 26,60

Total:

R$ 12,27

6. Rosana tem uma nota de R$ 5,00, cinco moedas de 10 centavos e três
moedas de 1 centavo. Que quantia ela tem? 5 reais e 53 centavos ou R$ 5,53.

222

7. Quem tem mais dinheiro? Marque com X.
Clarice (46 é maior do que 41).

a)
FOTOS: REPRODUÇÃO/ARQUIVO DA EDITORA

Vilma

R$ 41,00

X

Clarice R$ 46,00

b)

José

R$ 61,00

Benedito

R$ 61,00

Ambos têm a mesma quantia: R$ 61,00.

8. Troque a nota de R$ 10,00 por notas de valor menor
a) usando 2 notas: 2 notas de R$ 5,00. b) usando 4 notas: 1 nota de R$ 5,00, 2 notas de R$ 2,00 e 1 nota de R$ 1,00. c) usando 6 notas: 1 nota de R$ 5,00 e 5 notas de R$ 1,00 ou 4 notas de R$ 2,00 e 2 notas de R$ 1,00. d) usando 5 notas: 5 notas de R$ 2,00 ou 1 nota de R$ 5,00, 1 nota de R$ 2,00 e 3 notas de R$ 1,00. e) usando 8 notas: 2 notas de R$ 2,00 e 6 notas de R$ 1,00.
223

capítulo

9. Pesquise e escreva o preço de:
a) uma passagem de ônibus na sua cidade. b) um quilograma (1 kg) de açúcar.

10. Quanto você gasta por dia com condução?
E por mês? Resposta pessoal.

11. Tomando decisões
Observe e depois responda.

FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

a) Quanto dinheiro Bruno tem? R$ 26,62. b) O dinheiro de Bruno dá para comprar o CD? Sim. c) Se sim, quanto vai restar? R$ 0,12 (12 centavos).
224

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

12. Alfredo, pai de Carlos e Rodrigo, reservou R$ 60,00 de seu salário para
a) Quais as duas mochilas que ele pode comprar? Escreva todas as possibilidades.
A e B (10 A e D (10 B e D (20 20 40 40 30); A e C (10 50); B e C (20 60). 30 30 40); 50);

XICO BUNY/EDITORA ABRIL

CIETE SILVÉRIO/ EDITORA ABRIL

B
R$ 20,00

A
R$ 10,00

b) Em qual compra ele gastará menos?
Na compra das mochilas A e B (R$ 30,00; 10 20).

VICTOR ALMEIDA/EDITORA ABRIL

D
R$ 40,00

C
R$ 30,00
XICO BUNY/ EDITORA ABRIL

PARA FICAR POR DENTRO

A palavra salário vem de sal. No passado, quando ainda não existia geladeira, a carne precisava ser salgada para que não estragasse. Por isso, todo mundo precisava muito de sal. Como não era fácil obtê-lo, o sal era muito valioso e utilizado como moeda. O que você acha que poderia substituir o dinheiro hoje em dia?
Resposta pessoal.

R$ 13,00

R$ 30,00

13. Cátia está vendo a vitrine de uma loja.
Responda: a) O que ela pode comprar com R$ 50,00?
Há várias respostas corretas. Por exemplo: só os sapatos; só a camiseta; só a calça; a calça e a camiseta.
R$ 44,00

b) O que ela pode comprar com R$ 75,00?
Há várias respostas corretas: só os sapatos; só a calça; só a camiseta; os sapatos e a camiseta; os sapatos e a calça; a camiseta e a calça.

c) De quanto ela precisa para comprar tudo? R$ 87,00.
225

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

comprar duas mochilas diferentes, uma para cada filho.

14. Examine esta folha de cheque preenchida.
valor por extenso valor em algarismos
R$

cidade e data
TYPEGRAPHIC/ARQUIVO DA EDITORA TYPEGRAPHIC/ARQUIVO DA EDITORA

005 890 0-631 0
PAGUE POR ESTE CHEQUE A QUANTIA DE

123456-7

8 Z - 0654321 0

98,00 98,00

A

Noventa e oito reais Loja Preço Baixo São Paulo, 12 setembro 2010 BANCO João Fernandes
E CENTAVOS ACIMA OU À SUA ORDEM DE DE
BANCOBANCOBANCO

ASSINATURA

4567890987654321 0123456789 098765432 9005777555000234
credor assinatura

a) Qual é o valor do cheque escrito com algarismos? R$ 98,00. b) Qual é o valor escrito por extenso? Noventa e oito reais. c) Qual é a data do cheque? 12 de setembro de 2010. d) Quem é o credor do cheque? Loja “Preço Baixo”.

15. Bruna é balconista de uma loja. Ela recebeu uma comissão no valor do
cheque abaixo. Vai descontá-lo no banco.
005 877 0-532 0
PAGUE POR ESTE CHEQUE A QUANTIA DE

765432-1

9 M - 076543-1 2

R$

73,00

Setenta e três reais
E CENTAVOS ACIMA OU À SUA ORDEM

A

Bruna Gonçalves

B anco
BANCOBANCOBANCO

Porto Alegre, 10
0989876162534567

DE

E DE 2010 março CENTAVOS ACIMA

ASSINATURA URA R

1425654218790766

2635478967265 0765431

Escreva como ela poderá receber esse valor no banco em cédulas e moedas.
Há várias possibilidades. Por exemplo: três cédulas de 20 reais, uma cédula de 10 reais e três cédulas de 1 real;

ou sete cédulas de 10 reais e três moedas de 1 real; ou uma cédula de 50 reais, uma cédula de 20 reais e três cédulas de 1 real.

226

16. Roberto tem uma conta para pagar à Loja Preço Bom no valor de
O que deve ser preenchido no cheque? Escreva essas informações.
008 865 0-676 0 87465-6 2 R 8756-1 1
R$ 86,00
TYPEGRAPHIC/ARQUIVO DA EDITORA

PAGUE POR ESTE CHEQUE A QUANTIA DE Oitenta e seis reais E CENTAVOS ACIMA A

Loja Preço Bom
B anco
BANCOBANCOBANCO

OU À SUA ORDEM Por exemplo: Fortaleza, 4 DE agosto DE 2010

ASSINATURA

7436454324356655554

98746452425365678

4847563534344 87561

17. Roberto também poderia pagar sua conta com cartão de débito ou
cartão de crédito. Troque ideias com os colegas de como é feito esse pagamento em cada um dos casos.

TROCANDO DINHEIRO
Ei, amigo! Por favor, você tem troco para R$ 10,00? Servem duas de R$ 5,00?

Preciso de uma nota de R$ 1,00.

Acho que tenho. Tá bom assim? R$ 5,00, R$ 2,00, R$ 2,00 e R$ 1,00.

Ótimo! Valeu! Obrigado!

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

227

capítulo

R$ 86,00. Ele vai usar o cheque abaixo para fazer o pagamento.

1. De quais outras maneiras uma nota de R$ 10,00 poderia ser trocada
usando-se apenas cédulas?
Uma de 5 reais e cinco de 1 real; uma de 5 reais, uma de 2 reais e três de 1 real; cinco de 2 reais; quatro de 2 reais e duas de

1 real; três de 2 reais e quatro de 1 real; duas de 2 reais e seis de 1 real; uma de 2 reais e oito de 1 real; dez de 1 real.

2. Marisa pagou a conta de luz com duas cédulas de R$ 20,00, três cédulas de
R$ 10,00 e uma cédula de R$ 5,00. Não houve troco. O valor da conta foi de quantos reais? R$ 75,00 (40
30 5).

TRABALHANDO COM O TROCO

Quanto é?
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

R$ 3,10

Tenho R$ 5,00. Você tem 10 centavos?

Sim! Toma lá.

Volto R$ 2,00. Obrigada!

Esta cena é muito comum. Você já passou por isso? É sempre conveniente facilitar o troco. 1. Alexandre gastou R$ 4,60 na lanchonete e pagou com uma nota de
R$ 5,00. Quanto o balconista pode ter pedido para facilitar o troco? Nesse caso, quanto ele devolveu a Alexandre?
Pode ter pedido 60 centavos e devolveu 1 real. Ou pedido 10 centavos e devolveu 50 centavos.

228

2. Márcia gastou R$ 7,20 no açougue e pagou ao caixa com uma nota de
quanto ele devolveu a Márcia? Pode ter pedido 20 centavos e devolveu 3 reais;
ou pedido 2 reais e 20 centavos e devolveu 5 reais; ou pedido 1 real e 20 centavos e devolveu 4 reais.

3. Francisco foi à quitanda e gastou R$ 8,40. Pagou com uma nota de
R$ 10,00. O quitandeiro pediu 40 centavos para facilitar o troco. Se Francisco lhe deu os 40 centavos, quanto recebeu de troco? R$ 2,00.

4. Paula deu R$ 20,00 para pagar R$ 17,20. Quanto recebeu de troco?
R$ 2,80.

5. A despesa de Roberto na pizzaria foi R$ 19,00. Se ele pagou com
R$ 50,00, quanto recebeu de troco? R$ 31,00.

6. Joana foi ao supermercado e gastou R$ 26,00. Depois passou na padaria
e gastou R$ 8,00. Ela tinha na carteira duas notas de R$ 20,00. Com quanto ela ficou? R$ 6,00 (26
8 34; 40 34 6 ou 34 6 40).

D E S A F I O

Mate a charada: O que sai mais caro, levar um amigo duas vezes ao cinema ou levar dois amigos uma vez ao cinema?
Sai mais caro levar um amigo duas vezes ao cinema (4 ingressos); no outro caso são só 3 ingressos.

7. O que sai mais caro: Comprar um produto em duas prestações de
R$ 34,00 ou em três prestações de R$ 22,00? Quanto mais caro?
Duas prestações de R$ 34,00; R$ 2,00 mais caro.

(34

34

68; 22

22

22

66; 68

66

2)

229

capítulo

R$ 10,00. Quanto o caixa pode ter pedido para facilitar o troco? Nesse caso,

8. No início do ano letivo uma papelaria publicou um folheto com o preço de
alguns itens do material escolar. Complete: a) Ivan comprou uma pasta e um caderno. Gastou R$ 11,00. b) Lúcia comprou uma mochila e pagou com R$ 20,00. O troco foi de R$ 5,00. c) Com R$ 10,00 Rute pode comprar no máximo 3 canetas.

Caderno Estojo Caneta Lápis Mochila Pasta Borracha

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$

5,00 7,00 3,00 1,00 15,00 6,00 0,50

d) Raul comprou um estojo e uma borracha. Marina comprou uma pasta e dois lápis. Dos dois, Marina gastou R$ 0,50 a mais do que Raul .

e) Míriam gastou R$ 30,00 na compra de uma mochila, um caderno, um estojo e uma caneta.
(15 5 7 3 30)

9. Josefina fez uma pesquisa perto de sua casa sobre os preços de alguns
produtos básicos. Examine os preços que ela encontrou. Produto Preço por quilograma (kg)

Arroz Feijão Açúcar Sal Café Macarrão Farinha de trigo Batata Tomate Cebola Frango
230

R$ 3,50 R$ 4,00 R$ 1,60 R$ 1,00 R$ 8,00 R$ 3,60 R$ 2,00 R$ 2,60 R$ 3,00 R$ 2,00 R$ 3,50

Responda: a) De quanto Josefina precisa para comprar 1 kg (1 quilograma) de arroz, 1 kg de feijão e 1 kg de batata? R$ 10,10 (3,50
4,00 2,60).

b) De quanto ela precisa para comprar meio quilo de farinha de trigo? R$ 1,00. c) Quanto ela pagará por 2 kg de frango? R$ 7,00. d) De quanto ela precisa para comprar 1 kg de batata, 1 kg de tomate, 1 kg de cebola e 1 kg de frango? R$ 11,10 (2,60
3,00 2,00 3,50).

Se pagar com uma cédula de R$ 20,00, quanto receberá de troco? R$ 8,90. e) Escreva uma compra que Josefina pode fazer gastando mais do que R$ 9,00 e menos do que R$ 10,00. Exemplos: 1 kg de arroz, 1 kg de feijão e 1 kg de açúcar
(3,50 4,00 1,60 R$ 9,10); 2 kg de arroz e 1 kg de batata (7,00 2,60 R$ 9,60).

10. É preciso sempre conferir o troco!

Converse com os alunos sobre a necessidade de conferir o troco em todas as compras efetuadas.

Descubra em que compras o troco foi dado corretamente. a) Joaquim gastou R$ 12,00, pagou com uma nota de R$ 20,00 e recebeu R$ 8,00 de troco. 20
12 8 ou 12 8 20; troco certo.

b) Amanda gastou R$ 4,50, pagou com uma nota de R$ 5,00 e recebeu R$ 0,50 de troco. 5,00
4,50 0,50 ou 4,50 0,50 5,00; troco certo.

c) Laura gastou R$ 8,40, pagou com R$ 10,00 e recebeu R$ 1,40 de troco.
10,00 8,40 1,60; 8,40 1,40 9,80 (faltaram 20 centavos, troco errado); troco correto: 1,60 (10,00 8,40 1,60 ou

8,40

1,60

10,00).

d) Celso gastou R$ 14,70, pagou com R$ 15,00 e recebeu R$ 0,30 de troco.
15,00 14,70 0,30 ou 14,70 0,30 15,00; troco certo.

231

capítulo

capítulo

9

MULTIPLICAÇÃO

JUNTAR QUANTIDADES IGUAIS Uma das ideias associadas à multiplicação é a de juntar quantidades iguais. Por exemplo, quantas pilhas há nestas 3 cartelas?
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

4 à 4 à 4 â 12 pilhas
3 vezes

Podemos indicar assim: 3 ñ 4 â 4 à 4 à 4 â 12.
Responda: a) Quantas pilhas há em 5 dessas cartelas?
20 (4 à 4 à 4 à 4 à 4 ou 5 ñ 4 â 20)

b) Quantas dessas cartelas são necessárias para embalar 16 pilhas?
4 (4 à 4 à 4 à 4 â 16 ou 4 ñ 4 â16)

DISPOSIÇÃO RETANGULAR Outra ideia associada à multiplicação é a de disposição retangular.
232

LIX

RE

IN

Total de teclas: 6 à 6 à 6 à 6 à 6 â 30 ou 5 ñ 6 â 30 Outra maneira: 5 à 5 à 5 à 5 à 5 à 5 â 30 ou 6 ñ 5 â 30 POSSIBILIDADES
linha

ER

S/A

RQ

UI

VO

DA

ED

ITO

RA

coluna

Uma outra ideia associada à multiplicação é a de contagem de possibilidades.
ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

1. João está em dúvida. Não sabe se pede
sorvete de casquinha ou de palito. Também não escolheu o sabor.

SABORES

TIPOS

Oriente os alunos na interpretação da tabela.

Vamos ver todas as possibilidades de escolha que ele tem. A tabela acima pode ajudar. Responda: a) Há quantos tipos de sorvete?
2

Quais são esses tipos? Palito e casquinha. b) Há quantos sabores de sorvete?
3

Quais são esses sabores? Morango, chocolate e nozes. c) Há quantas possibilidades para João escolher? 6 (2 ñ 3 â 6 ou 3 ñ 2 â 6)
233

capítulo

Ela tem 6 linhas e 5 colunas de teclas.

9

Por exemplo, quantas teclas há nesta calculadora?

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

2. Rogério vai a um andar superior do
prédio entregar um documento. Há duas portas de entrada e dois elevadores no saguão. De quantas maneiras Rogério pode entrar no prédio, tomar um elevador e ir direto ao andar desejado?
4 maneiras. (Há duas possibilidades para entrar no prédio, 2 portas, e duas possibilidades de escolha de elevador, 2 elevadores. Total de possibilidades: 2 ñ 2 â 4.)

SITUAÇÕES-PROBLEMA 1. Quantos bombons há nesta caixa?
24 (4 linhas e 6 colunas; 4 ñ6 â 24 ou 6 ñ4 â 24)
PETER DAZELEY/PHOTOGRAPHER'S CHOICE/ GETTY IMAGES

2. Cada lata de leite em pó custa R$ 5,00. Quanto Bia gastou na compra de
8 dessas latas? R$ 40,00 (8 ñ 5 â 40 ou 5 ñ 8 â 40)

3. Estas são as roupas de Sofia.
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

a) De quantas maneiras diferentes Sofia pode se vestir?
12 (Há 3 possibilidades de bermuda e há

4 possibilidades de camiseta; 3 ñ4 â12 ou 4 ñ3 â 12.)

b) E se ela tivesse 4 bermudas e 5 camisetas, de quantas maneiras diferentes poderia se vestir?
20 (4 ñ 5 â 20 ou 5 ñ 4 â 20)

234

2 ñ3 â 6 ou 3 ñ2 â 6

4 ñ 4 â 16 5 ñ3 â 15 ou 3 ñ5 â 15 6 ñ 4 â 24 ou 4 ñ 6 â 24

D E S A F I O

Descubra quem tem a quantia maior. Jairo
Rafaela: doze moedas de R$ 0,05

Jairo: três moedas de R$ 0,25

Maura: sete moedas de R$ 0,10

Rafaela: R$ 0,60 (10 moedas de 5 â 50 centavos e 2 moedas de 5 â 10 centavos; 50 à10 â60 centavos) Jairo: R$ 0,75 (25 à 25 à 25 â 75 centavos ou 3 ñ25 â 75) Maura: R$ 0,70 (7 ñ10 â 70 centavos) Jairo tem a maior quantia (75 é maior do que 70 e maior do que 60). Dê tempo suficiente para que cada aluno determine o caminho a seguir.

5. Carlos é vidraceiro. Quantos vidros ele colocou
nesta janela? 12 (A janela tem 4 linhas e 3 colunas; 4 ñ 3 â 12
ou 3 ñ 4 â12).

6. O resultado de uma multiplicação chama-se produto.
Responda: a) Qual é o produto de 2 e 4? 8 b) Qual é o produto de 6 e 5? 30 E o produto de 4 e 2? 8 E o produto de 5 e 6? 30
235

ABLESTOCK.COM/JUPITER IMAGES

capítulo

9

4. Indique a multiplicação e o resultado em cada grupo de figuras.

7. Descubra como começou cada uma das sequências e complete-as.
a) b) 0 2 4 6
8 10 12

14

16

18

20 ...

0

3

6

9

12

15

18

21

24

27

30

...

8. Dobro
Dobro significa duas vezes. Observe o exemplo. O dobro de 4 é 8, pois 2 ñ 4 â 4 à 4 â 8. Agora responda: a) Qual é o dobro de 3? 6 (2 ñ 3 â 6) c) Qual é o dobro de 6? 12 (2 ñ6 â 12)

b) Qual é o dobro de 10? 20 (2 ñ10 â 20)

d) Qual é o dobro de 5? 10 (2 ñ 5 â 10)

9. Triplo
Triplo significa três vezes. Observe o exemplo e depois responda. O triplo de 5 é 15, pois 3 ñ 5 â 5 à 5 à 5 â 15. a) Qual é o triplo de 4? 12 (3 ñ4 â 12) c) Qual é o triplo de 8? 24 (3 ñ8 â 24)

b) Qual é o triplo de 10? 30 (3 ñ10 â 30)

d) Qual é o triplo de 1? 3 (3 ñ1 â 3)

236

a) b)

0 0

4 5

8

12 15

16

20

24

28

32

36

40

...

10

25 20 30

35 40

45 50

...

11. Um prédio tem 4 andares. Em cada andar há 6 apartamentos. Qual é o
número total de apartamentos? 24 (4 ñ6 â 24)

12. Um time de basquete é composto de 5 jogadores. Quantos jogadores
são necessários para formar 6 times? 30 (6 ñ5 â5 ñ6 â 30)

13. Dona Marta comprou 4 latas de ervilha e
2 garrafas de suco. Pagou com R$ 50,00. Calcule e responda: Quanto ela recebeu de troco?
R$ 30,00 (4 ñ3 â12; 2 ñ4 â8; 8 à12 â20; 50 Ľ20 â30)

237

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

9

10. Descubra como começou cada uma das sequências e complete-as.

MULTIPLICAÇÃO COM 10 1. Os vasos estão colocados em disposição retangular.
Como pode ser calculado o número total de vasos? Complete os esquemas.
4
MANZO NIIKURA/NEOVISION/GETTY IMAGES

ñ

10

â

40

ou
10

ñ

4

â

40

2. Calcule:
a) 3 ñ 10 â b) 6 ñ 10 â
30

c) 8 ñ 10 â d) 9 ñ 10 â

80

60

90

3. Cálculo mental
Veja como é fácil fazer algumas multiplicações “de cabeça”: 2 ñ 30 n 2 ñ 3 ñ 10 â 6 ñ 10 â 60
Explique aos alunos que, para multiplicar por 10, basta acrescentar

Portanto, 2 ñ 30 â 60. um 0 ao número que está sendo multiplicado. Agora, calcule mentalmente as multiplicações e escreva os resultados. a) 2 ñ 40 â b) 3 ñ 30 â c) 4 ñ 20 â d) 5 ñ 10 â
80

e) 3 ñ 20 â f) 2 ñ 20 â g) 7 ñ 10 â h) 2 ñ 2 ñ 20 â

60

90

40

80

70

50

80

4. Paulo comprou um par de tênis por R$ 65,00 e pagou com três notas de
R$ 10,00 e duas notas de R$ 20,00. Quanto ele recebeu de troco?
R$ 5,00 (3 ñ 10 â 30; 2 ñ 20 â 40; 30 à 40 â 70; 70 Ľ 65 â 5)

238

Uma embalagem contém uma dúzia de ovos (12 ovos). Quantos ovos há em 4 embalagens iguais a essa? Para responder você precisará fazer 12 à12 à12 à 12 ou 4 ñ12.
4 vezes

4 ñ 12 n 10 à 2 4 40 à 8 48 Em 4 embalagens há 48 ovos. 1. Pratique um pouco a multiplicação.
a) 4 ñ 21 â
84 20 à 1 ñ 4 80 à 4 84

ñ

STRA/ NTALIE ORA DO SA IT EDUAR UIVO DA ED ARQ

c) 5 ñ 11 â

55 10 à 1 ñ 5 50 à 5 55

b) 3 ñ 23 â

69 20 à 3 ñ 3 60 à 9 69

d) 2 ñ 44 â
40 à 4 ñ 2 80 à 8 88

88

2. Beto mora num prédio de 15 andares. Em cada andar há 4 apartamentos.
Quantos apartamentos há no prédio? 60
10 à 5 ñ 4 40 à 20 60

239

capítulo

9

ALGORITMO DA MULTIPLICAÇÃO

3. Júlia comprou 3 dúzias de laranjas. Como
ela já tinha 4 laranjas, com quantas laranjas ficou? 40
10 à 2 ñ 3 30 à 6 36 36 à 4 â40

4. Um carro percorre, em média, 11 quilômetros com 1 litro de gasolina.
Quantos quilômetros percorrerá com 4 litros? 44 quilômetros (4 ñ 11 â 44)

5. Numa roda-gigante há 13 cadeiras. Em cada cadeira cabem 2 pessoas.
Quantas pessoas lotam a roda-gigante? 26 (2 ñ 13 ou 13 à 13)

6. Invente e resolva uma situação-problema usando estas informações:
são 3 ramalhetes; em cada ramalhete há 6 rosas e 5 cravos.
Resposta pessoal.

240

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

10

Há duas ideias associadas à divisão: repartir igualmente e a ideia de “medida” traduzida pela pergunta “Quantos cabem em?”. A IDEIA DE REPARTIR IGUALMENTE A professora tem 12 folhas de papel sulfite. Ela vai distribuir essas folhas igualmente entre os 4 integrantes de uma equipe. Quantas folhas cada um receberá? Para responder você precisa fazer a divisão 12 ó 4. 12 4 ? É o 3. Então: 12 Ľ 12 0 4 3
Qual é o número que devo multiplicar por 4 para obter o 12?
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

12 ó 4 = 3, porque 3 ñ 4 = 12

Logo, cada um receberá 3 folhas de papel sulfite. A IDEIA DE MEDIDA DA DIVISÃO

O Quantos grupos podem ser formados? Quantos cabem?
Eram 15 pessoas e foram formados grupos de 3 pessoas para um jogo. Quantos grupos foram formados sem levar em conta o nome de cada pessoa?
241

capítulo

capítulo

DIVISÃO

10

Você precisa saber quantos 3 cabem em 15, ou seja, precisa fazer a divisão 15 ó 3. Neste e em todos os 15 3 ? 15 Ľ 15 0 3 5
problemas deste tipo, não levamos em consideração o nome de cada uma das pessoas a fim de não gerar confusão com os problemas que abordam possibilidades.

15 ó 3 â 5, porque 5 ñ 3 â 15 Logo, foram formados 5 grupos. 1. 13 metros de tecido serão separados em peças de 4 metros cada uma.
Responda: a) Quantas peças serão obtidas? b) Quantos metros sobrarão?
1 3 13 4 Ľ 12 3 1

2. Veja o dinheiro que Lúcia tem (notas de
R$ 10,00 e moedas de R$ 1,00). Ela quer trocar tudo por notas de R$ 5,00. Responda: a) Que quantia ela tem?
R$ 25,00

b) Quantas notas ela vai receber? c) Que divisão você fez? Indique.
25 5 Ľ 25 5 0

5

25 ó 5 â 5

242

FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

DIVISÃO EXATA E DIVISÃO NÃO EXATA O senhor Alberto tem uma quitanda. Ele vai embalar os limões em saquinhos com meia dúzia (6) em cada um. Quantos saquinhos ele vai usar para embalar 18 limões? 18 Ľ 18 0 6 3
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

resultado resto

Ele vai usar 3 saquinhos e não sobrará limão (resto 0). Quando o resto de uma divisão é zero, dizemos que a divisão é exata.

Pense agora no seguinte: E se fossem 26 limões? Nesse caso, a divisão seria 26 ó 6. Então devemos procurar o número que, multiplicado por 6, resulta 26 ou mais se aproxima dele, sem ultrapassá-lo. 3 saquinhos: 3 ñ 6 â 18 Na chave: 26 4 saquinhos: 4 ñ 6 â 24 Ľ 24 5 saquinhos: 5 ñ 6 â 30 (passou de 26) 2
Proponha outras situações, como: “E se fossem 60 limões?”; “E se fossem 47 limões?”; etc.

6 4

resultado resto

Verificação: 4 ñ 6 â 24 e 24 à 2 â 26.

Nesse caso, o senhor Alberto vai usar 4 saquinhos e sobrarão 2 limões. Quando o resto de uma divisão é diferente de zero, dizemos que a divisão é não exata.
243

capítulo

10

1. O resultado de uma divisão chama-se quociente.
Represente na chave e descubra o quociente e o resto. a) 18 ó 3 â b) 18 ó 5 â c) 17 ó 4 â d) 25 ó 3 â
6

e) 29 ó 3 â f) 36 ó 6 â g) 15 ó 5 â h) 22 ó 4 â

9, resto 2

3, resto 3

6

4, resto 1

3

8, resto 1

5, resto 2

Em quais desses itens as divisões são exatas?

Nos itens a, f, g (resto 0).

a) 18 3 Ľ 18 6 0

b) 18 5 Ľ 15 3 3

c) 17 4 Ľ 16 4 1

d) 25 3 Ľ 24 8 1

e) 29 3 Ľ 27 9 2

f) 36 6 Ľ 36 6 0

g) 15 5 Ľ 15 3 0

h) 22 4 Ľ 20 5 2

2. Júlia está guardando seus livros em caixas.
Em cada caixa cabem 8 livros. Ela tem 27 livros para guardar. Ela vai precisar de pelo menos quantas caixas?
4

Comente a resposta: como 27 ó 8 â 3 e o resto é 3, ela encherá 3 caixas e colocará 3 livros na quarta caixa. Precisará, portanto, de pelo menos 4 caixas.
27 8 Ľ 24 3 3

244

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

3. Complete cada item e indique a operação efetuada.
a) Cada caderno custa R$ 4,00. Com R$ 26,00 é possível comprar cadernos e ainda sobram R$
26 4 Ľ 24 6 2 2,00 6

.

b) Com 18 alunos é possível formar aluno?
18 6 Ľ 18 3 0 Não.

3

times de vôlei. Sobrou algum

4. Metade
Quando dividimos certa quantidade por 2 e obtemos resto 0, encontramos a metade dessa quantidade. Encontre: a) a metade de 16:
16 2 Ľ 16 8 0 8

c) a metade de 10:
10 2 Ľ 10 5 0

5

b) a metade de 14:

7

d) a metade de 18:
18 2 Ľ 18 9 0

9

14 2 Ľ 14 7 0

245

capítulo

10

Nas atividades com divisão é importante analisar o significado do resultado e do resto. Nesta, por exemplo, o resultado indica 6 cadernos e o resto indica R$ 2,00.

5. Descubra a idade de Laércio e de Lúcia. Para isso, leia as informações:
t-BÏSDJPUFNBOPTBNFOPTEPRVF+PTÏ t-ÞDJBUFNBNFUBEFEBJEBEFEF-BÏSDJP t+PTÏUFNBOPT
GOODSHOOT/JUPITER IMAGES GOODSHOOT/JUPITER IMAGES THINKSTOCK/JUPITER IMAGES

José

Laércio

Lúcia

Laércio:

12 23 Ľ11 12

anos

Lúcia:

6 12 2 Ľ 12 6 0

anos

6. Responda: Respostas pessoais.
a) Quantos homens e quantas mulheres há em sua turma? b) No total são quantos alunos?

c) Quantas equipes de 4 alunos podem ser formadas na classe? Sobram alunos? Se sobram alunos, quantos são?

246

7. O dono de uma quitanda quer pôr 17 quilogramas de batatas em sacos
de 3 quilogramas. a) Quantos sacos de 3 quilogramas ele conseguirá formar? b) Sobrarão batatas?
Sim. 5

c) Quantos quilogramas?
17 3 Ľ 15 5 2

2

3 kg

3 kg

3 kg

FRAÇÕES, PORCENTAGENS E NÚMEROS DECIMAIS Quando dividimos uma pizza em fatias de mesmo tamanho, cada fatia vale menos do que a pizza toda. Veja como podemos representar:
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Pizza toda (1 ou 100%) repartida em duas fatias iguais

Metade da pizza Meia pizza 1 da pizza (1 ó 2) 2 50% da pizza (100% ó 2)
247

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

10

FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Pizza repartida em quatro fatias iguais

Um quarto da pizza Quarta parte da pizza 1 da pizza (1 ó 4) 4 25% da pizza (100% ó 4)

1. Agora temos uma pizza repartida em cinco fatias iguais.
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

Cada fatia representa um quinto da pizza ou a quinta parte da pizza. Indique uma fatia: a) em fração:
1 5

da pizza. (1 ó 5)
20%

b) em porcentagem:
(100% ó 5)

da pizza.

2. Imagine agora que uma pizza foi dividida em quatro fatias iguais, das
quais pegamos três. Temos aqui três quartos da pizza. Em fração: 3 da pizza. 4 Represente três quartos em porcentagem:
75%

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

da pizza.

(3 ñ 25% ou 25% à 25% à 25% ou 50% à 25%)

248

3. Associe cada porcentagem dos quadros à expressão mais conveniente:
25% a) Metade: 52% 1% 50% 98% 49%

50%

d) Muito pouco:
98%

1%

b) Quase tudo:

e) Pouco mais da metade:
49%

52%

c) Quase a metade:

f) Metade da metade:

25%

4. Quando um encanador faz a escolha do cano que vai usar, ele tem várias
opções. Indique a fração correspondente a cada uma.
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

Cano de meia polegada:

1 2

Cano de três quartos de polegada:

3 4

Indique o número de minutos em: a) Meia hora 1 h n 2

Ö

Þ

30

minutos (60 ó 2)
15

b) Um quarto de hora 1 h n 4 c) Três quartos de hora 3 h n 4 d) Uma hora e meia 1 h à 1 h n 2 e) Uma hora e 1 de hora n 4

Ö

Þ

minutos (60 ó 4 ou 60 ó 2 = 30 e 30 ó 2 = 15)
45

Ö

Þ

minutos
90

(3 ñ 15 ou 30 à 15)

Ö

Þ

minutos
(60 à 15)

(60 à 30) 

75

minutos

249

PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES

5. Lembre-se: Uma hora (1 h) tem 60 minutos.

capítulo

10

6. Além das frações e das porcentagens, às vezes usamos números com
vírgula para indicar pedaços de um inteiro. São os números decimais. Por exemplo: 0,5 indica metade ou meio Represente com números decimais: a) meio quilograma de carne: b) um metro e meio de tecido:
0,5

3,5 indica três e meio

kg m
9,25

1,5

c) nove reais e vinte e cinco centavos: R$ d) 1 E de leite: 2
0,5

E

7. Em um dia frio, Maurício mediu a temperatura em alguns momentos do
dia e construiu o gráfico abaixo.
Peça a alguns alunos que relatem como entenderam o gráfico.

Responda de acordo com o gráfico. a) Qual foi a temperatura registrada às 20 horas?
12,5 oC.

Temperatura 14,5 ºC 14 ºC 13,5 ºC 13 ºC 12,5 ºC 12 ºC Hora 8h 12h 16h 20h

b) Em que momento foi registrada a temperatura máxima do dia?
Às 12h.

c) Das 12h às 16h a temperatura caiu ou subiu? Quantos graus?
0,5 oC (De 14,5 para 14).

Caiu.

d) Das 8h às 12h o que aconteceu com a temperatura?
Subiu; 1,5 oC (De 13 para 14,5).

250

11
Responda:
O metro.

capítulo

MEDIDA DE COMPRIMENTO

No nosso dia a dia usamos constantemente as medidas de comprimento.
Eu quero 2 metros de popelina.

a) Na cena ao lado, qual unidade de
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

medida de comprimento apareceu?

b) Você conhece outras unidades de medida de comprimento? Quais?
Por exemplo: quilômetro, centímetro, légua, milha, etc.

Explique que légua â 6 000 m e milha â 1 609 m.

UNIDADES NÃO PADRONIZADAS: PALMO, PÉ E PASSO
Para que o aluno perceba quais são as unidades adequadas, pergunte-lhe, por exemplo: “Com o que é mais fácil medir um lápis: com um clipe ou com o palmo?”; “E medir o comprimento da sala: com o passo ou com um palito?”; etc.

Vamos usar partes do nosso corpo para fazer medições?

Meça a largura e o comprimento de sua carteira usando seu palmo. Quantos palmos, aproximadamente, mede o comprimento da carteira? E a largura? Respostas pessoais.

2. O pé
Agora use seu pé como unidade de medida. Quantos pés, aproximadamente, mede a largura da porta da sala de aula? Respostas pessoais.
Comente que eles podem responder “mais ou menos 4” ou “aproximadamente 4”.

251

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

1. O palmo

3. O passo
Usando seu passo, escreva qual é, aproximadamente, a medida de comprimento da sala de aula. Respostas pessoais.

4. Em cada uma das atividades anteriores, os valores podem ser diferentes
de um aluno para outro? Por quê? Sim. Porque pés, palmos e passos podem ter tamanhos diferentes,
conforme o aluno.

Aproveite para explicar aos alunos que essa diferença é que gerou a necessidade de padronizar as unidades de medida.

5. Estimando e conferindo as medidas
Complete a tabela a seguir. A classe escolhe um aluno para efetuar as medidas. Antes de cada medida você faz sua estimativa e a registra. Depois você anota o valor obtido e o compara com a estimativa feita. Respostas pessoais. Estimativa Largura da porta Comprimento da sala Largura da sala Altura do quadro de giz Largura da quadra de esportes da escola Comprimento de um corredor da escola palmos pés passos palmos pés passos Medida real palmos pés passos palmos pés passos

6. Responda:
a) Com que é mais adequado medir o comprimento de uma caneta: com um palito ou com o palmo? Com um palito. b) Com que é mais adequado medir o comprimento do corredor da escola: com o passo ou com o palmo? Com o passo.
252

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

7. Afonso mediu o comprimento da sala e obteve 10 passos. Gilberto mediu
o mesmo comprimento e obteve 12 passos. Quem deu passos menores?
Gilberto.

que Rafael faz de sua casa à padaria. Complete com as setas que faltam para indicar esse trajeto no esquema abaixo. Depois crie outro trajeto, diferente do primeiro, e peça para um colega conferir. Você confere o dele.

Casa

Padaria

Casa
Resposta pessoal. Acima, um exemplo.

Padaria

UNIDADE PADRONIZADA: O CENTÍMETRO
Oriente os alunos sobre o uso correto da régua para medir comprimentos. Saliente que a contagem inicia no zero, e não no 1.

Para medir pequenos comprimentos, podemos usar o centímetro (cm), que é uma unidade de medida de comprimento. Na régua, os traços maiores indicam a divisão em centímetros.

EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

O desenho do lápis tem medida de comprimento igual a 8 cm.
253

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

8. Observe no quadriculado ao lado um trajeto

capítulo

11

1. Use a régua e meça o comprimento dos desenhos em centímetros.
a) b)
NS/EDITO PEDRO RUBE RA ABRIL
CACA BRATKE/EDITORA ABRIL

9 cm.
CACA BRATKE/EDITORA ABRIL

12 cm.

c)
ABLESTOCK.COM/JUPITER IMAGES

10 cm.

d)

7 cm.

2. Em cada item da atividade anterior, a medida encontrada deve ser a
mesma para todos os alunos da classe? Por quê? Sim, porque a unidade (cm) é a mesma
para todos.

3. Por que dizemos que o palmo é uma unidade não padronizada e o
centímetro é uma unidade padronizada de medida de comprimento?
O tamanho do palmo pode variar de acordo com a pessoa; o centímetro é o mesmo para todos.

4. Qual é a medida do comprimento do
segmento ʼn ao lado em centímetros? AB
6 cm.

A

B

5. Estimando e conferindo medidas
Peça a um colega que mostre 5 cm com dois dedos; confira com a régua para ver se ele acertou. Depois ele pede a você que mostre uma medida com os dedos (10 cm, por exemplo), confere com a régua e vê se você acertou. Respostas pessoais.
254

EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

6. Escreva o nome de dois objetos que são medidos em centímetros.
Resposta pessoal.

7. Estime quantos centímetros mede:
a) sua caneta; b) a largura da capa deste livro; c) seu palmo. Agora, meça tudo isso com a régua e confira.

8. Use a régua e faça dois segmentos de reta: um de 4 cm e outro de 7 cm.
A 4 cm B C 7 cm D

9. Bete faz pano de prato com saco de açúcar alvejado. O saco de açúcar
mede 40 cm por 70 cm. Com um saco aberto ela faz 2 panos de prato:
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

70 cm

40 kg

40 cm

Quais são as medidas de cada um dos panos de prato? 40 cm por 70 cm.

10. Augusta faz 4 panos de prato com um saco de açúcar alvejado que tem
as mesmas medidas do da atividade anterior. Quais são as medidas de cada um desses panos de prato? 40 cm por 35 cm (ou 20 cm por 70 cm).
255

capítulo

11

OUTRA UNIDADE PADRONIZADA: O METRO Uma unidade padronizada de medida de comprimento muito usada é o metro (m). Vamos saber mais sobre ele? Um metro tem cem centímetros. Indicamos assim: 1 metro tem 100 centímetros ou 1 m â 100 cm. Você pode construir o seu metro com tira de papel, cola, régua e tesoura.
FELIX REINERS /ARQUIVO DA EDITORA

0
0

10
10

20
20

30
30

40

50

60

70

80

90

100

1. Você viu que o metro corresponde a 100 centímetros.
O número 100 (cem) indica uma centena. Conheça agora as demais centenas exatas. Leia as primeiras com atenção e complete as outras. a) 2 metros correspondem a 200 centímetros n 200 (duzentos) b) 3 metros correspondem a 300 centímetros n 300 (trezentos) c) d)
400

(quatrocentos) e) (quinhentos) f)

600

(seiscentos) (setecentos)

g) h)

800

(oitocentos) (novecentos)
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

500

700

900

2. Rodolfo mediu o comprimento de sua garagem,
obteve 5 metros e 60 centímetros e anotou assim: 5 m e 60 cm ou 560 cm (500 cm + 60 cm â 560 cm) Em seguida ele mediu o comprimento de seu carro e obteve 4 metros e 20 centímetros. Faça com esses valores as mesmas anotações de Rodolfo:
4 m e 20 cm

ou 420 cm (400 cm + 20 cm = 420 cm)

256

3. Agora você pode ler e escrever números maiores do que 100. Complete
com o número correspondente e depois escreva como se lê o número. Por exemplo: 500 à 70 à 6 â 576 (quinhentos e setenta e seis) a) 200 à 80 à 2 â b) 600 à 51 â c) 300 à 9 â d) 900 à 30 â
651 282 duzentos e oitenta e dois

seiscentos e cinquenta e um

309

trezentos e nove

930

novecentos e trinta

e) 400 à 10 à 5 â

415

quatrocentos e quinze

4. Localizando-se no bairro
A instrução para Afonso (A) chegar ao supermercado (S) é: “Siga 3 quarteirões em frente, dobre à direita e ande 1 quarteirão”. Ele andará 4 quarteirões ou aproximadamente 400 m.
Há várias soluções. Por exemplo: a) ”Siga 2 quarteirões em frente, dobre à direita e ande 3 quarteirões.” b) Andaria, aproximadamente, 500 m (5 quarteirões). c) “Siga 3 quarteirões em frente, dobre à esquerda e ande 1 quarteirão.” d) Andaria, aproximadamente, 400 m (4 quarteirões). e) “Siga 2 quarteirões em frente, dobre à direita e ande 3 quarteirões, dobre à esquerda e ande 1 quarteirão.” f) Andaria, aproximadamente, 600 m (6 quarteirões).
FELIX REINERS/ARQUIVO DA EDITORA

a) Que instruções você daria para Afonso (A) chegar à farmácia (F)?

b) Quantos metros, aproximadamente, ele andaria?

257

capítulo

11

c) Que instrução você daria para Beto (B) chegar à escola (E)?

d) Quantos metros, aproximadamente, ele andaria?

e) Que instrução você daria para Afonso (A) chegar à padaria (P) passando antes pela farmácia (F)?

f) Quantos metros, aproximadamente, ele andaria?

Você pode pedir a quem tiver alguns desses instrumentos que os traga para mostrar aos colegas.

5. Use o metro que você construiu, ou um dos instrumentos representados
nas figuras, para medir o que segue. Complete as frases. Respostas pessoais.
DX JUPIT PICTURE S/ ER IM AGES

ND X PIC JUP ITER TURES/ IMA GES

EDUARDO SVEZIA/EDITORA ABRIL

V SÍL

IO

KL

IGI

N/A

R CE

VO

DO

O AF GR TÓ FO

E

/ RA ST RA LIE ITO A D NT E SA DA DO IVO AR QU DU AR

BRAN

a) Comprimento do quadro de giz: cm. b) Comprimento da sala de aula: cm. c) Largura da sala de aula: metros e

BRA

metros e

centímetros ou

metros e

centímetros ou

centímetros ou me cm.

cm.

d) Comprimento da mesa do professor: e) Altura da mesa do professor: f) Altura de seu colega: me cm. cm.

cm.

g) Sua altura:
258

me

6. Escreva o nome de dois objetos que são medidos em metros. Veja o que
seus colegas escreveram. Resposta pessoal.

7. Estime quanto mede a frente da sua casa. Depois, confira fazendo a
medida com um dos instrumentos representados anteriormente. Registre a medida em metros e centímetros e, depois, só em centímetros.
Resposta pessoal.

8. Há alguma coisa na sala que mede aproximadamente 1 m? E no seu
corpo? Meça e confira. Resposta pessoal.

9. Um quarteirão mede aproximadamente 100 m.
Paulo deu uma volta completa no quarteirão. Quantos metros ele andou?
400 m (100 à 100 à 100 à 100 â 400 ou 4 ñ 100 â 400)
100 m

10. Luciano e Viviane estão conversando:
A distância da minha casa à escola é de 6 quarteirões e meio. Eu moro a 500 m da escola.
TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

a) Quem mora mais longe da escola? Luciano (6 quarteirões e meio são 650 m). b) Quantos metros mais longe? 150 m (650 Ľ 500 â 150).

11. No time de vôlei todos são altos! Sandro tem 1 m e 94 cm. Luís Felipe
tem 1 m e 89 cm. Quantos centímetros Sandro tem a mais do que Luís Felipe? 5 cm (1 m e 94 cm â 194 cm; 1 m e 89 cm â 189 cm; 194 Ľ 189 â 5 ou 189 à 5 â 194)
259

capítulo

11

12. Continue as sequências.
a) 96, 97, 98,
99

,
321

100

,
322

101

e
323

102

b) 318, 319, 320, c) 845, 846, 847, d) 993, 994, 995,

, , ,

, , ,

e e e

324

848

849

850

851

996

997

998

999

Você sabe que número vem depois do 999 na sequência do item d? Converse com os colegas sobre isso e depois escreva aqui o número e a sua leitura:
1 000 mil

MAIS UMA UNIDADE PADRONIZADA: O QUILÔMETRO 1. Atividade em dupla
Inicialmente leiam e analisem o texto a seguir: “Rui mora a um quilômetro da escola onde estuda.”
Em muitas cidades, um quarteirão ou quadra mede aproximadamente 100 metros.

Um quilômetro é aproximadamente a medida do comprimento de 10 quarteirões.

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

O quilômetro (km) é uma unidade de medida de comprimento usada para medir grandes distâncias. Um quilômetro corresponde a mil metros. 1 quilômetro â 1 000 metros ou 1 km â 1 000 m
260

Resposta pessoal.

b) Finalmente, cada um escreve se a distância de sua casa à escola é igual a 1 quilômetro ou se é maior ou menor do que isso.
Resposta pessoal.

2. É mais ou menos do que 1 quilômetro?
a) A distância de uma esquina a outra. Menos. b) Uma caminhada de 20 quarteirões. Mais. c) A distância da Terra à Lua. Mais. d) O comprimento da sua sala de aula. Menos.

3. Complete com números ou com os símbolos do quilômetro (km), metro (m)
e centímetro (cm). a) 1
m

â 100
3

cm

m
m

c) 1

km

â 1 000

4. Você estudou o metro, o centímetro e o quilômetro,
que são unidades para medir comprimentos. Qual dessas unidades de medida é mais adequada para medir: a) a altura de uma árvore? Metro. b) a largura de um caderno?
Centímetro.

c) a distância de Salvador a Fortaleza? Quilômetro. d) o comprimento de seu pé? Centímetro.

Vista aérea do Burj Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. É o mais alto arranha-céu já construído pelo homem (altura prevista entre 800 e 950 metros).

261

KARIM SAHIB/AFP

b) 300 cm â

capítulo

a) Agora procurem se lembrar de um local conhecido da cidade que, na opinião de vocês, fica a cerca de 1 quilômetro da escola. Depois, contem aos colegas qual foi o local escolhido. Todos concordam? Em caso positivo, cada aluno registra esse local.

11

5. Você viu que o quilômetro corresponde a mil metros (1 000 m).
O número 1 000 (mil) indica um milhar. Conheça alguns milhares exatos. Complete com o que falta. a) 2 quilômetros correspondem a 2 000 metros n 2 000 (dois mil) b) 3 quilômetros correspondem a 3 000 metros n 3 000 (três mil) c) d)
4 000

(quatro mil) (cinco mil)

e) f)

6 000

(seis mil) (sete mil)

g) h)

8 000

(oito mil) (nove mil)

5 000

7 000

9 000

6. Agora você pode escrever e ler números maiores do que 1 000.
Veja alguns exemplos e complete os demais. tn dois mil, setecentos e quarenta e nove (2 000 à 700 à 40 à 9) t.JM EV[FOUPTFRVJO[Fn1 215 (1 000 à 200 à 15) a) Seis mil, oitocentos e vinte e quatro n 6 824 b) 9 340 n nove mil, trezentos e quarenta c) Sete mil e quarenta n 7 040 d) 13 008 n treze mil e oito

7. Ivo percorreu 5 quilômetros de carro e perguntou ao filho:
“Beto, quantos metros há em 5 quilômetros?”. Converse com os colegas e responda: a) Qual deve ser a resposta de Beto?
5 000 m
LISA PINES/TAXI/GETTY IMAGES/ ARQUIVO DA EDITORA

b) Como se chega a essa resposta?
Fazendo 5 ñ 1 000 â 5 000

(1 000 à 1 000 à 1 000 à 1 000 à 1 000)

262

DAVID MASON/STONE/GETTY IMAGES

8. Cátia andou 2 horas. Na primeira
hora andou 5 quilômetros; na segunda, 4 500 metros. a) Quantos metros ela andou ao todo?
9 500 m (5 000 à 4 500)

b) Isso representa quantos quilômetros?
9 quilômetros e meio ou 9 km e 500 m ou 9,5 km

9. Complete com as medidas correspondentes:
a) 18 km =
18 000

m
500

e) 3 km e 18 m = m f) 5 km e 5 m = g) 4 m e 12 cm =

3 018

m m cm cm

b) meio quilômetro = c) 800 cm = 8 d) 3,5 m =
350 m

5 005

412

cm

h) 1 do metro = 4

25

10. Calcule e complete:
Rogério é caminhoneiro e fez uma viagem de 400 km. Ele percorreu 3 do trajeto de manhã e o restante à tarde, ou seja, 4 300 100 km de manhã e km à tarde.

11. Pegue uma régua e observe que cada centímetro está dividido em
10 partes iguais. Cada uma dessas partes indica mais uma unidade de medida de comprimento, cuja símbolo é mm. Converse com os colegas e complete: a) O nome dessa unidade de medida é: milímetro. b) 1 cm =
10

mm e 1 m =

1 000

mm

263

capítulo

11

12
Responda:
O quilograma.

capítulo

MEDIDA DE MASSA
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA BEARD HOWELL/RISER/GETTY IMAGES

As medidas de massa são muito comuns no nosso dia a dia.

Eu quero 2 quilogramas de carne moída.

a) Qual unidade de medida de massa aparece na cena ao lado?

b) Você conhece outras unidades de medida de massa? Quais?
Resposta pessoal. Por exemplo: o grama, a tonelada, a arroba, etc.

QUILOGRAMA OU QUILO O quilograma (kg), ou simplesmente quilo, é uma unidade usada para medir a massa (ou o “peso”) de uma pessoa, de um saco de açúcar, de alguns tomates, de um pedaço de carne, etc. A balança é o instrumento mais usado para medir a massa.
Leve uma balança à sala de aula para que os alunos façam pesagens com ela.
EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA LEW ROBERTSON/PHOTOGRAPHER'S CHOICE/JUPITER IMAGES

264

1. Escreva o nome de três coisas que são compradas por quilograma.
Exemplos: café, peixe, frango.

2. Desenhe alguma coisa que você considera bem leve e outra que você
considera bem pesada. Escreva o nome dessas coisas. Resposta pessoal.

3. O que pesa mais: 1 quilograma de algodão ou 1 quilograma de chumbo?
O “peso” é o mesmo nos dois casos (1 kg).

4. Nos três quadrinhos aparecem os “pesos”: 5 kg
Associe cada “peso” a uma foto.
PHOTOS.COM/JUPITER IMAGES COMSTOCK/JUPITER IMAGES

80 kg

2 kg

80 kg

PEDRO RUBENS/ EDITORA ABRIL

2 kg

5 kg

265

capítulo

12

5. Faça uma pesquisa e responda: Respostas pessoais.
a) Com quantos quilogramas você nasceu? b) Quantos quilogramas você tinha aos 15 anos? c) Quantos quilogramas você tem agora?

6. Pesquise em sua classe qual é o “peso” de 14 colegas. Registre o
resultado na tabela abaixo e complete o gráfico.
Nome "Peso" (em kg)

Número de pessoas

14 12 10 8 6 4 2 Menos de 50 kg De 51 kg a 60 kg De 61 kg a 70 kg Mais de 70 kg "Peso" (em kg)

266

Responda: a) Em qual faixa de “peso” há mais alunos?

b) Em qual faixa de “peso” há menos alunos?

c) Quantos alunos estão na faixa de 51 kg a 60 kg?

d) Quantos alunos estão na faixa de mais de 70 kg?

e) Observando o gráfico da página ao lado, elabore mais uma pergunta e responda-a.

7. No início da gestação de seu 1o filho, Maria Aparecida tinha 56 kg. Um dia
antes do nascimento dele ela estava com 68 kg. Agora, ela está grávida de seu 2o filho. No início desta gestação ela estava com 59 kg. Já engordou 5 kg. Seu médico recomendou que não engordasse mais do que 11 kg na gestação toda. Responda: a) Quantos quilogramas Maria Aparecida engordou durante a gestação de seu 1o filho? 12 kg (68 Ľ 56)

267

capítulo

12

b) No final da 2a gestação ela deve estar no máximo com quantos quilogramas? 70 kg (59 à11)

c) Quanto ela ainda poderá engordar até o fim da 2a gestação? 6 kg

(11 Ľ 5 â 6 ou 5 à 6 â 11)

8. Claudete pesava 83 kg. Seu médico prescreveu uma dieta para ela
emagrecer e chegar a 70 kg. No primeiro mês emagreceu 2 kg. No segundo mês seu “peso” ficou estacionado. No terceiro mês emagreceu 3 kg. Responda: a) Com quantos quilogramas ela está no fim do terceiro mês?
78 kg (83 Ľ 2 â 81; 81 Ľ 3 â 78)

b) Quanto ela ainda precisa emagrecer?

8 kg (78 Ľ 70 ou 70 à ? â 78) = 8

268

Use a calculadora (quando precisar) e responda: a) Que tipo de carne está mais barata?
Carne moída de 2a.

TIPOS DE CARNE PATINHO MAMINHA ALCATRA CONTRAFILÉ CUPIM COXÃO MOLE COXÃO DURO CARNE MOÍDA (1a) CARNE MOÍDA (2a) PICANHA FILÉ-MIGNON

PREÇO POR kg (R$) 12,00 19,70 15,60 18,60 11,30 13,00 11,90 12,00 8,90 25,90 22,00

Qual é o preço por kg?

R$ 8,90

b) Que tipo de carne está mais cara?
Picanha.

Qual é o preço por kg?

R$ 25,90

c) Com R$ 25,00, o que ela pode comprar? Escreva 3 possibilidades.
Há várias possibilidades. Por exemplo: 1 kg de patinho e 1 kg de cupim (12,00 à 11,30 â 23,30);

2 kg de carne moída de 2a (8,90 à 8,90 â17,80); 1 kg de coxão mole e 1 kg de carne moída de 1ª (13,00 à 12,00 â 25,00); etc. -

d) E com R$ 35,00, o que ela pode comprar? Escreva 3 possibilidades.
Há várias possibilidades. Por exemplo: 1 kg de coxão mole, 1 kg de patinho e 1 kg de carne moída de 2a

(13,00 à12,00 à 8,90 â 33,90); 1 kg de filé-mignon (22,00); 3 kg de cupim (3 ñ 11,30 â 33,90); etc.

e) Se ela comprasse 1 kg de alcatra e 2 kg de coxão mole gastaria mais ou menos do que R$ 35,00? Mais (15,60 à 26,00 â 41,60). Quanto a mais ou a menos?
R$ 6,60 (41,60 Ľ 35,00 â 6,60)

269

capítulo

Veja abaixo a tabela de preços das carnes.

FELIX REINERS/ ARQUIVO DA EDITORA

9. Iolanda foi ao açougue do supermercado para comprar carne.

12

10. Pedro foi ao mesmo supermercado para comprar
carne. Comprou 2 kg de alcatra e 1 kg de maminha. a) Quanto Pedro gastou? R$ 50,90
(alcatra: 15,60 à 15,60 â 31,20; maminha: 19,70; 31,20 à 19,70 â 50,90)

b) Ele deu 3 cédulas de R$ 20,00 para pagar. Qual foi o troco? R$ 9,10
(60,00 Ľ 50,90 â 9,10 ou 60,00 Ľ 50,00 â 10,00 e 10,00 Ľ 0,90 â 9,10)

O GRAMA O grama (g) é outra unidade de massa. Ela é usada para medir a massa de coisas “bem leves”:
ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

Por favor, me dá 150 gramas de queijo e 200 gramas de presunto.

270

FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA/ARQUIVO DA EDITORA

Veja:

Quilograma (kg)

1 quilograma â 1 000 gramas ou 1 kg â 1 000 g

1. Escreva o nome de dois alimentos que são comprados por grama.
Resposta pessoal. Por exemplo: frios, azeitonas, pó de café.

2. Responda:
a) Meio quilo equivale a quantos gramas?

Traga uma balança para a sala de aula e desenvolva algumas atividades. Por exemplo: O aluno pega um objeto, faz uma estimativa e depois a confere com a pesagem. O professor pede aos alunos que selecionem algo que pese 2 kg (um pacote de alimento, por exemplo). Na pesagem, verificam se chegaram perto ou não da medida real.
500 g

b) Um quilo e meio equivale a quantos gramas?

1500 g (1000 à 500)

3. Complete:
a) 7 kg â b) 4 000 g â
7 000

g
4

c) dois quilos e meio â kg d) 2 000 g â
2

2 500

g

kg
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

4. O preço de 1 kg de queijo é R$ 15,00.
Observe o desenho que mostra quanto Paula comprou de queijo. Calcule e responda: a) Quantos gramas de queijo Paula comprou?
200 g (200 g â 1 000 g ó 5)

b) Quantos reais ela gastou?

R$ 3,00 (1 kg â 1 000 g n R$ 15,00; 15 ó 5 â R$ 3,00)

271

ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

Chame a atenção dos alunos para o gênero da palavra grama quando indica unidade de medida. É masculino. Daí dizermos “quantos gramas”, e não “quantas gramas”; “quinhentos gramas”, e não “quinhentas gramas”.

Quilo quer dizer mil. Então, quilograma significa ‘mil gramas’.

12

13
Responda:
O litro.

capítulo

MEDIDA DE CAPACIDADE
Eu quero 2 litros de leite.

As medidas de capacidade estão presentes no nosso dia a dia.

a) Nesta cena, que unidade de medida de capacidade aparece?

b) Você conhece outras unidades de medida de capacidade? Quais?
Resposta pessoal. Por exemplo: o mililitro, o galão, etc.

UNIDADES NÃO PADRONIZADAS Para medir a quantidade de líquido, ou seja, a capacidade, podemos usar unidades não padronizadas, como um balde, um copo, uma xícara de café ou de chá, uma colher de café, de sobremesa ou de sopa, entre outras.
FABIO MANGABEIRA/EDITORA ABRIL FABIO MANGABEIRA/EDITORA ABRIL BANANASTOCK/JUPITER IMAGES

272

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

Atividade em dupla Completem a tabela a seguir, fazendo primeiro uma estimativa e, depois, verificando concretamente. A última linha vocês inventam. Unidade a ser usada colher de sopa colher de café copo comum xícara de café copo comum litro litro Capacidade a ser medida copo comum xícara de café prato fundo xícara de chá litro balde panela comum Estimativa Medida

Você pode perguntar à turma, por exemplo: “Quantas colheres de sopa de água vocês acham que são necessárias para encher um copo americano comum?”, etc.

UNIDADE PADRONIZADA: O LITRO Das unidades padronizadas de capacidade, o litro (ŗ) é a mais usada.
TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

1. Dê o nome de pelo menos três produtos que são vendidos por litro.
Leite, refrigerante, gasolina, água, etc.

273

capítulo

13

2. Onde cabe mais do que 1 litro? Marque com X.
a) copo
FABIO MANGABEIRA/ EDITORA ABRIL

e) conta-gotas

/ LLO ME BRIL IO CA RA A ITO ED

PHOTOS.COM/ JUPITER IMAGES

c) xícara

CÍCERO RODRIGUES/ EDITORA ABRIL

X b)

balde

X

f) tambor

g) concha
PE D ED RO R ITO UB RA ENS / AB RIL

X d)

piscina
/ IGUES RODR IL MARIO ITORA ABR ED

X

h) panela de pressão
REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

3. Complete:
Em uma casa cujo consumo médio de leite é de 2 E por dia, o consumo: a) em uma semana é de:
14 litros (7 ñ 2)

b) no mês de maio é de:
62 litros (31 ñ 2)

4. Colocando 5 litros de gasolina no carro, Pedro gasta R$ 10,00 e percorre
75 km. Se colocar 15 E de gasolina ele vai gastar R$ 30,00 percorrer 225 km .
70 à 5 ñ 3 210 à15 225

NICA/ HOTO VEER/P Y IMAGES ETT G

e poderá

(3 ñ 5 â 15; 3 ñ 10 â 30)

274

5. Observe a figura e complete as frases com as unidades adequadas.
Júlia saiu de casa às onze horas para ir ao supermercado que fica a cem
metros

de sua casa. de de carne. nessa

Lá, ela comprou um litro leite e dois quilogramas Gastou quinze reais compra.

6. Mateus anota quantos litros
de combustível seu carro gasta por semana. Veja no gráfico os valores das quatro semanas de fevereiro de 2010. Responda: a) Em qual semana ele gastou mais?
Na 4a.

Litros

60 50

24 20
Semanas

Quantos litros? 60 litros. b) Em qual semana ele gastou 24 litros? Na 3 .
a

1a

2a

3a

4a

c) Quantos litros ele gastou nas três primeiras semanas? 94 litros.
20 à 50 à 24 n 20 à 50 â 70 70 à 24 â 94

d) O gasto da 2a semana foi de quantos litros a mais do que o da 3a?
26 litros. 50 Ľ 24 n 50 Ľ 20 â 30 30 Ľ 4 â 26

275

TEMPO & ARTE/ARQUIVO DA EDITORA

capítulo

13

A MATEMÁTICA DAS RECEITAS Ao seguir uma receita, para obter um bom resultado, é preciso respeitar as medidas que ela recomenda. Será que a xícara que você tem em casa pode ser usada como medida padrão? Verifique se ela comporta 16 colheres de sopa de água ou qualquer outro líquido. Se a água ficar na altura da borda da xícara, você pode usá-la como medida nas receitas.
Tabela de equivalência Na tabela a seguir você encontra as equivalências oficiais de unidades de medida para usar em receitas.
Equivalência dos líquidos
1 colher de sopa 1 xícara de chá 1 litro 3 colheres de chá 16 colheres de sopa 4 xícaras de chá

Equivalência dos sólidos
130 gramas de açúcar 140 gramas de arroz 100 gramas de chocolate em pó 110 gramas de farinha de trigo 130 gramas de fubá 100 gramas de manteiga 1 xícara rasa ou 10 colheres de sopa rasas 1 xícara rasa ou 10 colheres de sopa rasas 1 xícara ou 8 colheres de sopa rasas 1 xícara rasa ou 10 colheres de sopa rasas 1 xícara rasa ou 10 colheres de sopa rasas 1 xícara rasa ou 3 colheres de sopa cheias

Analisando a tabela, responda: a) Quantos litros equivalem a 8 xícaras de chá? 2 litros. b) 200 gramas de manteiga equivalem a quantas colheres de sopa cheias?
6 colheres.

c) 9 colheres de chá correspondem a quantas colheres de sopa? 3 colheres. d) 260 gramas de açúcar correspondem a quantas colheres de sopa rasas?
20 colheres.

276

GLOSSÁRIO
A
ADIÇÃO Operação que junta quantidades ou acrescenta uma quantidade a uma outra já existente.
Juntar:
EDUARDO SANTALIESTRA/ ARQUIVO DA EDITORA

COMPOSIÇÃO DE UM NÚMERO Formação de um número a partir de suas unidades, dezenas, etc.
2 dezenas e 4 unidades 40 à 9 e 24 49 R$ 23,00

4

2

Juntos: 6

Ao juntar 4 lápis com 2 lápis, obtemos 6 lápis. 4à2â6
FOTOS: REPRODUÇÃO/ ARQUIVO DA EDITORA

COMPRIMENTO Uma grandeza que medimos utilizando um palito, um palmo, o centímetro (cm), o metro (m), o quilômetro (km), etc.
A medida do comprimento deste pedaço de corda é igual a 5 centímetros.

Acrescentar:

R$ 3,00

R$ 1,00

R$ 3,00 à R$ 1,00 â R$ 4,00
Ao acrescentar R$ 1,00 a R$ 3,00, obtemos R$ 4,00, ou seja, 3 à 1 â 4.

ABLESTOCK.COM/JUPITER IMAGES

CONTORNO

O resultado da adição chama-se soma. A soma de 8 e 2 é 10, pois 8 à 2 â 10.

C
CAPACIDADE Uma grandeza que se mede utilizando um copo, uma colher, o litro, etc.
ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

região plana retangular

seu contorno (retângulo)

região plana circular

seu contorno (circunferência)

277

Veja mais alguns contornos com os seus nomes:

DÚZIA Grupo de 12 unidades.
ABLESTOCK.COM/JUPITER IMAGES BRAND X PICTURES/JUPITER IMAGES

triângulo

quadrado

D
DECOMPOSIÇÃO DE UM NÚMERO Separação de um número em unidades, dezenas, etc.
45 4 dezenas e 5 unidades 73 â 70 à 3

1 dúzia de limões 12 limões

meia dúzia de cebolas 6 cebolas

E
ESTIMATIVA Cálculo de um valor aproximado.
Faça uma estimativa de quantos reais há no seu bolso. Depois, conte-os para conferir se você acertou ou não.

DIVISÃO t Operação usada para repartir igualmente.
Veja 8 laranjas distribuídas igualmente entre 4 pessoas:

F
Indicamos assim: 8 ó 4 â 2
ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

FIGURA GEOMÉTRICA Nome que pode ser dado aos sólidos geométricos, às regiões planas e aos contornos.
São figuras geométricas:

Cada pessoa recebe 2 laranjas. t Outra ideia da divisão: “medida” .
Quantos grupos de 2 cabem em 8?
cubo círculo triângulo

Cabem 4 grupos de 2 em 8. Logo, 8 ó 2 â 4.

G
GRANDEZA
O que pode ser medido ou contado. Por exemplo: comprimento, temperatura, tempo, massa, capacidade, população, etc.

O resultado da divisão chama-se quociente.
O quociente de 10 por 5 é 2, pois 10 ó 5 â 2.
278

MASSA Quantidade de matéria que se mede com unidades como quilograma (kg), grama (g), tonelada (t), etc.
ILUSTRAÇÕES: TEMPO & ARTE/ ARQUIVO DA EDITORA

Quantas regiões triangulares? 3 Quantas regiões circulares? 2

Quantos pares? 6 3 ñ 2 â 6 ou 2 ñ 3 â 6
1 kg

1 quilograma

1 grama

1 tonelada

O resultado da multiplicação chama-se produto.
O produto de 2 e 6 é 12, pois 2 ñ 6 â 12.

MEDIDA Número que indica o “tamanho” de uma grandeza em relação a outra de mesmo tipo (unidade).
3 cm

N
NÚMERO Ideia matemática que expressa quantidade, medida, código, etc.

1 kg

3 horas

1 kg

R
REGIÃO PLANA Figura geométrica que obtemos quando desmontamos alguns sólidos geométricos.
Desmontando um cubo, obtemos seis regiões planas quadradas. Outras regiões planas:

MULTIPLICAÇÃO Operação que: t junta quantidades iguais; ou t determina o número total de elementos dispostos em forma retangular; ou t fornece o número total de possibilidades.

região retangular

região triangular

região circular ou círculo

S
Quantos pássaros? 20 5 ñ 4 â 20 Quantos patos? 18 3 ñ6 â 18 ou 6 ñ3 â 18

SEQUÊNCIA Números, figuras ou objetos colocados de acordo com certa lógica.
0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, … sequência dos números pares 279

Glossário

M

0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 … , sequência dos números naturais 1, 3, 5, 7 9, … , sequência dos números ímpares

SUBTRAÇÃO Operação que: t tira uma quantidade de outra; ou t compara duas quantidades.
a) Tenho 7 círculos:

0, 5, 10, 15, 20, … 0, 10, 20, 30, 40, 50, …

Tiro 4: Fico com 3: 7Ľ4â3

,
ILUSTRAÇÕES: JÓTAH ILUSTRAÇÕES/ ARQUIVO DA EDITORA

,

,

,

,

,

,

,

,…

b) Ana tem 5 canetas: … Paulo tem 3 canetas:

SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL É o sistema de numeração que usamos. Ele tem 10 símbolos (algarismos): 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 8 e 9. ,
Agrupamos de 10 em 10 para contar. A posição do algarismo no número é importante: 22 2 unidades 2 dezenas ou 20 unidades

Comparo as duas quantidades.
t Quantas canetas Ana tem a mais do que Paulo? 2 5Ľ3â2

ou

t Quantas canetas Paulo tem a menos do que Ana? 2 5Ľ3â2
t Quantas canetas faltam para Paulo ter a mesma quantidade que Ana? 5Ľ3â2 2

O resultado da subtração chama-se diferença.
A diferença entre 8 e 2 é 6, pois 8 Ľ 2 â 6.

SÓLIDO GEOMÉTRICO Figura como as desenhadas abaixo.

T
paralelepípedo esfera cilindro

TEMPO Tipo de grandeza que pode ser medida por hora, dia, semana, mês, ano, etc.
Rogério ficou 4 horas na escola.

280

SUGESTÕES DE LEITURAS COMPLEMENTARES
A geometria na sua vida. São Paulo, Ática. (Coleção Saber Mais). A invenção dos números. Oscar Guelli. São Paulo, Ática. (Coleção Contando a História da Matemática). Alice no país dos números. Carlo Frabetti. São Paulo, Ática. A Matemática dos Bichos. Keith Faulkner. São Paulo, Companhia das Letrinhas. Coleção O Contador de Histórias e Outras Histórias da Matemática. E. T. Neto. São Paulo, FTD. Comédias para se ler na escola. Luís Fernando Veríssimo. Rio de Janeiro, Objetiva. Como e por que se faz arte. Elisabeth Newbery. São Paulo, Ática. (Coleção Por Dentro da Arte). Cresci e agora o que vou ser?. Manuel Filho. São Paulo, Escala Educacional. (Projeto Adolescer). Curiosidades matemáticas. E. H. Chemale e F. Kruse. Novo Hamburgo, Feevale. Fazendo Arte com a Matemática. Estela Kaufman Fainguelernt. Porto Alegre, Artmed. Histórias à Brasileira: Pedro Malasartes e outras. Recontadas por Ana Maria Machado. São Paulo, Companhia das Letrinhas. Histórias de fantasia e mistério. Bernardo Guimarães (org.). São Paulo, Scipione. Histórias folclóricas de medo e de quebranto. Ricardo Azevedo. São Paulo, Scipione. Jogando com a Matemática. Oscar Guelli. São Paulo, Ática. (Coleção Contando a História da Matemática). Lendas e personagens. Nereide Schilaro Santa Rosa. São Paulo, Moderna. (Coleção Arte e Raízes). Livro de ouro de quebra-cabeças. P. C. Tovar (org.). São Paulo, Ediouro. Lixo e sustentabilidade. Sônia M. Muhringer, Michele Muhringer e Rosana Rios. São Paulo, Ática. (Coleção De Olho na Ciência). 281

Matemática e origami. Eliane Moreira da Costa. Rio de Janeiro, Ciência Moderna. Matemática mortífera. Kjart Poskitt. São Paulo, Melhoramentos. Meu livro de cordel. Cora Coralina. São Paulo, Global. Na boca do povo: poesias da memória brasileira. Ana Mariza Filipouski (org.). Porto Alegre, L&PM. Nutrição. Fernando Gewandsznajder. São Paulo, Ática. (Coleção De Olho na Ciência). O golpe do aniversariante. Walcyr Carrasco. São Paulo, Ática. (Para Gostar de Ler). O mágico da Matemática. Oscar Guelli. São Paulo, Ática. Origami. A divertida arte das dobraduras. W. Gilbert. São Paulo, Nobel. Os segredos da arte. Elisabeth Newbery. São Paulo, Ática. (Coleção Por Dentro da Arte). Padrões numéricos e sequências. Maria Cecília Costa e Silva Carvalho. São Paulo, Moderna. Quebra-cabeças. Truques e jogos com palitos de fósforos. G. Obermair. São Paulo, Ediouro. Quem matou o mestre de Matemática?. Lourenço Cazarré. São Paulo, Atual. Vamos gostar de Matemática. M. J. Bezerra. Rio de Janeiro, Philobiblion Livros de Arte.

282

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ação Educativa. Educação de jovens e adultos. Proposta curricular para o 1o segmento do ensino fundamental. São Paulo/Brasília, MEC, 1997. ATIVIDADES MATEMÁTICAS. São Paulo, SEE-CENP, s.d. CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais de Matemática. Lisboa, Gradiva, 1998. CARDOSO, Virgínia. Materiais didáticos para as quatro operações. São Paulo, CAEM, IME/ USP, s.d. CARVALHO, Dione Lucchesi de. Metodologia do ensino de Matemática. São Paulo, Cortez, 1996. DANTE, Luiz Roberto. Didática da resolução de problemas de Matemática. São Paulo, Ática, 1999. _________. EJA. Educação de Jovens e Adultos. Matemática. Ensino Fundamental 1o e 2o ciclos. São Paulo, Ática, 2005. _________. Algoritmos e suas implicações educativas. Revista de Ensino de Ciências. São Paulo, FUNBEC, v. 12. _________. Uma proposta para mudanças nas ênfases ora dominantes no ensino da Matemática. Revista do Professor de Matemática. São Paulo, SBM, v. 6. DANTZIG, Tobias. Número, a linguagem da ciência. Rio de Janeiro, Zahar, 1970. D’AUGUSTINE, Charles H. Métodos modernos para o ensino de Matemática. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1987. DAVIS, Philip J.; HERSH, Reuben. A experiência matemática. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1995. Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos, 1997. Acesso no site http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/downloads/ arquivos/450/download450.pdf em 20/4/2009. DIENES, Z. P As seis etapas do processo de aprendizagem em Matemática. São Paulo, . EPU; Brasília, MEC. DI PIERRO, Maria Clara; GRACIANO, Mariângela. A educação de jovens e adultos no Brasil. Informe apresentado à Oficina Regional da Unesco para América Latina y Caribe. São Paulo, Ação Educativa, 2003. Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos (EJA). Parecer CEB/00. Acesso no site http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/parecerp.pdf em 22/5/2007 . 283

EDUCAÇÃO MATEMÁTICA EM REVISTA. Recife, Sociedade Brasileira de Educação Matemática. GEOMETRIA EXPERIMENTAL. Campinas, Imecc-Unicamp; São Paulo, SEE-CENP; Brasília, MEC/SE. KAMII, Constance. A criança e o número. Campinas, Papirus, 2007 . _________; DECLARK, Georgia. Reinventando a Aritmética: implicações da teoria de Piaget. Campinas, Papirus, 1996. LOUZADA, Fernando M.; SILVA, Cláudio Xavier da. Medir é comparar. São Paulo, Ática, 2001. (Coleção A Descoberta da Matemática). MARANHÃO, Maria Cristina S. de A. Matemática. São Paulo, Cortez, 1994. MARCONDES, Carlos. Como encontrar a medida certa. São Paulo, Ática, 2002. (Coleção A Descoberta da Matemática). MIGUEL, Antônio; MIORIM, Maria Ângela. O ensino de Matemática no 1o grau. São Paulo, SEE-CENP . MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Fundamental. Programa de desenvolvimento profissional continuado. Parâmetros em Ação. Educação de Jovens e Adultos. Brasília, 1999. NOVA ESCOLA. São Paulo, Fundação Victor Civita. OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Trabalho encomendado pelo GT “Educação de pessoas jovens e adultas” e apresentado na 22a Reunião Anual da ANPEd – 26 a 30 de setembro de 1999, Caxambu. RAMOS, Luzia Faraco. Aventura decimal. São Paulo, Ática, 2003. (Coleção A Descoberta da Matemática). Resolução/CD/FNDE no 23, 8 de junho de 2005. TAHAN, Malba. O homem que calculava. Rio de Janeiro, Record, 2001. _________. As maravilhas da Matemática. Rio de Janeiro, Bloch, 1987 . _________. Os números governam o mundo. São Paulo, Ediouro, 1998. TOLEDO, Marília; TOLEDO, Mauro. Didática da Matemática: como dois e dois. São Paulo, FTD, 1997 . www.acaoeducativa.org.br. Acesso em 20/4/2009. www.mec.gov.br/sef/estrut2/Pcn/materiais.asp. Acesso em 20/4/2009. www.mec.gov.br/sef/Jovem/procur.shtm. Acesso em 20/4/2009. ZUNINO, Delia Lerner de. A Matemática na escola – Aqui e agora. Porto Alegre, Artes Médicas, 1995.

284

LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO LINGUÍSTICA

Anexos

285

286

Anexo 1

• TABELA DE LETRAS

Letra de imprensa maiúscula e minúscula:

A B C D E F GH I J K LM N O P O R S T U V WX Y Z abcde f gh i j k lm n op q r s t u vwx y z
Letra manuscrita maiúscula:

A B C D E F G H I J K L MN O P Q R S T U VW X Y Z
Letra manuscrita minúscula:

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z
287

288

Anexo 2

• CRACHÁ

289

290

Anexo 3

• LETRAS MÓVEIS

A B C E F H I K

A B D E F H I K

A B D E G H J L

A C D E G I J L

A C D F G I J L

B C E F G I J L
291

292

MMMM N N NNOOOO O P P P P Q QR R R R S S S S T T T TUUUUU V V V V WW XXY Y Z Z
293

294

Anexo 4

• CARTELA

295

296

A

Anexo 5

• ÍNDICE

A a

A a

A A A A A A A a a a a a a a
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

297

298

B

B b

B

b

B B B B B B B b b b b b b b
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

299

300

C

C c
C c C c C c C c

C c
C c C c C c

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

301

302

D d

D d

D

D D D D D D D d d d d d d d
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

303

304

E e
E e E e E e E e

E
E e E e

e
E e

E

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

305

306

F f
F f F f F f F f

F
F f F f

f
F f

F

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

307

308

G g

G g

G G G G G G G g g g g g g g
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

G

LISTA DE PALAVRAS

309

310

H h
H h H h H h H h

H h
H h H h H h

H

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

311

312

I
I i I i

i
I i I i

I
I i I i

i
I i
I

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

313

314

J j
J j J j J j J j

J
J j J j

j
J j
J

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

315

316

K k
K k K k K k K k

K
K k K k

k
K k

K

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

317

318

L l
L l L l L l L l

L
L l L l

l
L l
L

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

319

320

M m

Mm

M M M M M M M m m m m m m m
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

M

LISTA DE PALAVRAS

321

322

N n

N n

N N N N N N N n n n n n n n
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

N

LISTA DE PALAVRAS

323

324

O o
O o O o O o O o

O o
O o O o O o

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

O

LISTA DE PALAVRAS

325

326

P p
P p P p P p P p

P p
P p P p P p

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

P

LISTA DE PALAVRAS

327

328

O q

Q q

Q Q Q Q Q Q Q q q q q q q q
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

Q

LISTA DE PALAVRAS

329

330

R r
R r R r R r R r

R r
R r R r R r

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

R

LISTA DE PALAVRAS

331

332

S s
S s S s S s S s

S s
S s S s S s

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

S

LISTA DE PALAVRAS

333

334

T t
T t T t T t T t

T
T t T t

t
T t

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

T

LISTA DE PALAVRAS

335

336

U u

U u

U U U U U U U u u u u u u u
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

U
LISTA DE PALAVRAS

337

338

V v

V v

V V V V V V V v v v v v v v
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

V
LISTA DE PALAVRAS

339

340

W w

Ww

W W W W W W W w w w w w w w
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

W

341

342

X x

X x

X X X X X X X x x x x x x x
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

X

343

344

Y y

Y y

Y Y Y Y Y Y Y y y y y y y y
Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

Y

345

346

Z z
Z z Z z Z z Z z

Z
Z z Z z

z
Z z

Seguindo a orientação do professor, escolha com seus colegas uma ou mais palavras com a letra acima. Verifique se essa letra pode ocupar diferentes posições nas palavras e se o som dela é sempre o mesmo. Faça desenhos ou colagens no espaço abaixo com base na(s) palavra(s) escolhida(s).

LISTA DE PALAVRAS

Z

347

348

Anexo 6
DADO

• JOGO
COLE RECORTE NO TRACEJADO DOBRE NO PONTILHADO

COLE

COLE

COLE

COLE

COLE

COLE

FICHAS

1 3 7 4 8 5 9
349

2 6

350

REGRAS DO JOGO
CADA JOGADA UMA VIRADA Número de jogadores: dois ou mais. Material: fichas com números de 1 a 9 (cada aluno recorta do material anexo); um dado (cada aluno recorta e monta um dado com o material anexo); lápis e papel para anotar os pontos de cada participante (comum ao grupo de jogadores). Objetivo: conseguir o menor número de pontos em cada rodada. Preparação do jogo: cada jogador deve colocar suas fichas à sua frente, uma ao lado da outra, com os números voltados para cima e em ordem crescente. Assim: 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Todos os jogadores lançam o dado. Saem aqueles que tirarem o número maior. Os outros lançam de novo o dado, até ficar um único jogador, que começará o jogo. O jogo: o primeiro jogador lança dois dados e soma os pontos que tirou. Por exemplo: 5 pontos num dado e 5 pontos no outro, somando 10 pontos. Escolhe fichas que, somadas, dão 10 pontos e coloca-as de lado. Veja algumas possibilidades: 1 1 2 9 3 5 6 3 1 1 4 2 2 6 7 3 4 1 2 3 4 8 7 5

Observações: caso a soma dê um número entre 2 e 9, o jogador pode escolher só uma ficha para descartar. Ou seja, pode deixar de lado só a ficha que corresponde ao próprio número. Quando as fichas de número 7, 8 e 9 já tiverem sido colocadas de lado, o jogador passa a usar só um dado. O aluno continua jogando enquanto tiver fichas para descartar. Quando não for mais possível, soma os pontos das fichas que sobraram e anota o número no papel. O jogo continua com a pessoa que está do lado direito do primeiro jogador. Ela joga dois dados, conta os pontos, vira as cartas, e a rodada segue; cada participante deve anotar no fim o número de pontos restantes. A cada rodada, quem atingir 30 pontos é eliminado. Vence o aluno que conseguir manter-se no jogo com o menor número de pontos.
351

352