Pesquisa Ação

Extrato do livro Investigacións cualitativa. Retos e interrogantes. Vol 1 Métodos Profa. Dra. Gloria Pérez Serrano CAP IV La Investigatión-Acción Pg. 177 até 202 Tradução com adaptações pela Profa. MSc. Selma Dias Leite Tradução para utilização interna do grupo de estudo

1 Passo: Diagnosticar e descobrir uma preocupação temática “o problema”. É importante chegar a este ponto e a tarefa nem sempre é fácil. Neste sentido podemos afirmar que muitas vezes o fracasso de uma pesquisa se deve a que não se efetuou um bom diagnóstico da situação em estudo. A prática começa quando alguém ou um grupo tem a idéia de que algo deve ser mudado ou melhorado. Idéia geral que nem sempre está clara. Uma das primeiras fases consiste em diagnosticar e descobrir o problema sua origem e causas e o porque ocorrem. Neste sentido Polanyi (1970:268) indica. “não há regras que possam explicar a forma em que se encontra uma boa idéia para começar uma pesquisa... Tão pouco existem regras claras para a verificação e regulação de uma solução proposta de um problema”. Qual é o problema? O que gostaríamos de melhorar? Os problemas surgem de várias situações educativa, relações humanas, observações sistemáticas de ações escolares, reuniões de equipes educacionais, etc. O importante é que se trate de problemas que preocupem a todos e que estes desejem descobri-los e diagnosticá-los com o fim de identificá-los com uma maior precisão. É importante descobrir incoerências entre o que sucede, porque sucede e o que deveria suceder se se elabora um projeto alternativo. Ele implica em conhecimento crítico da comunidade, a instituição educativa ou social na qual vai se realizar a pesquisa. Questões que ajudam a identificar e clarificar o problema: Gostaria de melhorar ou mudar em ... Que posso fazer para mudar em...? Diante essa situação, que posso fazer? Tive uma idéia e gostaria de comprová-la. Como posso aplicá-la? Que posso fazer a respeito de...? Para fazer um bom diagnóstico devemos perguntar-nos: É conveniente a mudança? Ela é necessária? É urgente?

Ao formular estas perguntas nos motivaremos até a modificação e melhora de algum aspecto de nossa realidade educativa. O diagnóstico não termina em si mesmo. Diagnosticamos para introduzir mudanças, para poder atuar sobre a realidade com o fim de transformá-la. Propicia, ademais, não só a melhora do que se faz, mas sua compreensão mais profunda. Outra forma de identificar o problema consiste em examinar as diferenças entre o que é prática social e educativa em uma situação concreta e o que se pretende que seja. GUIA PARA AO DIAGNÓSTICO DO PROBLEMA - Descrição da dificuldade ou necessidade. Como são percebidas? Em que medida nos preocupam? O quanto são importantes? Por que o são? PESQUISA QUALITATIVA EIXOS E QUESTIONAMENTOS Descrição do contexto em que surge o problema. Coleta de informação sobre o problema. 1. Como são percebidos? 2. Experiências de vida. Formular hipóteses. Revisão das hipóteses. Consultar, se é preciso, nova informação. Escrever o problema. O importante é que o problema parta das necessidades sentidas e percebidas pelo grupo, que seja relevante para eles, que o assumam como próprio, estejam dispostos a resolvê-lo, tenha aplicabilidade a curto prazo e os resultados alcançados conduzam à mudanças e à melhora. A pesquisa-ação é apropriada para questões educativas relativas aos interesses, atitudes, relações, determinadas aquisições onde exista o desejo de melhorar a situação através de um maior entendimento da prática educativa. Se aplica mais a problemas “micro” áreas da prática pessoal e profissional que a “macro” áreas de situações sócioeconômicas. Em suma, nesta fase se persegue a identificação clara e precisa do tema objeto de indagação. Constitui em si mesma um passo complexo, que exige: Clareza do tema (necessidades reais de mudança e melhora). A fundamentação precisa desde a reflexão e desde a vida (reflexão diagnóstica do tema, criticada e bem informada). Chegar a formular o problema de modo apropriado pela equipe de trabalho. Essa fase inicial se reveste de grande importância no processo da pesquisa-ação; seria conveniente que o grupo faça um relato com um pequeno informe do que foi vivido até o momento. Se trata de analisar e

avaliar o realizado. Em geral, o grupo pode mostrar resistência a relatar esse primeiro informe mas, se conseguem vencer, esta redação contribui de modo considerável para esclarecer o processo, pois as idéias ficam mais claras, ao escrevê-las. Indicamos a seguir, um roteiro: GUIA PARA O PRIMEIRO INFORME - Constituição do grupo e fruncionamento. Motivação inicial. Quem o constitui. Papel da pessoa coordenadora. Como se constitui e por que. Calendário de reuniões realizadas. Temas tratados. Dinâmica seguida. - Necessidades vividas pelo grupo. - Análises do contexto. Variáveis. Como se recolheu as informações sobre eles (instrumentos e procedimentos) Descrição do contexto. - Problema. Questionamento inicial. De onde surge? Ações e observações realizadas para chegar a identificar o problema. Reflexões sobre o problema até sua definição. - Primeiro informe A formulação do problema Reformulação de um plano de ação - Avaliação do problema Formular as hipóteses-ação Uma vez identificado o ou os problemas se passa a formular as hipóteses – ação para a possível solução do problema. As hipóteses são simples conjeturas, possíveis explicações que o pesquisador crê que darão respostas ao problema que está proposto. Vêm a ser ferramentas com as que conta para concluir a pesquisa. Sua missão se centra em especificar de forma clara o que deveria fazer para obter a solução do problema. Embora ofereçam, de certo modo, respostas provisórias, constituem o ponto de partida para a ação ao mesmo tempo em que orientam. Uma vez formuladas de modo claro e preciso se pode introduzir o segundo passo do processo. 2. Passo: Construção do plano

3. Passo: Execução do plano e observação de seu funcionamento.

4. Passo: Reflexão. Interpretação e integração de resultados. Re-planejamento

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