Crime: fato típico, antijurídico e culpável.

Antijuridicidade: elementos de desvalor do fato (teoria do bem jurídico) Culpabilidade: elementos de desvalor do agente. É composta de: a. imputabilidade b. elemento psicológico-normativo c. exigibilidade de comportamento conforme o dever O elemento psicológico-normativo envolve culpa e dolo. DOLO É “consciência e vontade do fato conhecido como contrário ao dever”. Pode ser classificado das formas a seguir: 1. determinado: o agente previu e fez exatamente o que desejava. 2. indeterminado: a. alternativo
o agente quer, indiferentemente, um evento ou o outro.

b. cumulativo c. eventual1

o agente pretende a realização de dois resultados. o agente assume o risco da realização do evento.

CULPA É conduta humana voluntária, consistente na ação ou omissão praticada sem a devida atenção ou cuidado, da qual deflui um resultado antijurídico previsível, previsto ou não pelo agente, que devia e podia ser evitado. * Se o resultado é previsto, a culpa é consciente; se não é, inconsciente. * O crime culposo só é admitido quando prevista em lei essa modalidade. Modalidades da culpa: a. negligência
in ommitendo (omissão de um cuidado)

b. imprudência c. imperícia

in agendo (fazer o que não se deve fazer) não estar apto a fazer o que se está fazendo

A diferença entre dolo eventual e culpa consciente é hoje tida, pela maior parte da doutrina, como uma diferença no consentimento do risco. É a diferença entre dirigir muito rápido e pensar “imagino que possa atropelar alguém, mas estou confiando que não vá acontecer” (culpa consciente) e “vou dirigir rápido pra caralho mesmo que mate alguém”. O dolo eventual exige, da parte do agente, a aprovação ou o consentimento ou, quando menos, um comportamento de absoluta indiferença em relação ao resultado.
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